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	<title>Mera Falácia</title>
	
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	<description>o cúmplice de todos.</description>
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		<title>Ã  margem das multidÃµes vociferosas</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 11:41:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>barraponto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[vai-se o tempo de reclamar das massas silenciosas. o correio que iniciou conversas capitais entre pensadores intelectuais e ativistas ganhou o reforÃ§o da rede telefÃ´nica inclusive celular, das listas de email, redes sociais, cÃ¢meras digitais e blogs/microblogs. voz Ã© o que nÃ£o falta. minorias podem fazer sua prÃ³pria agenda de atividades, suas prÃ³prias palavras de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>vai-se o tempo de reclamar das massas silenciosas. o correio que iniciou conversas capitais entre pensadores intelectuais e ativistas ganhou o reforÃ§o da rede telefÃ´nica inclusive celular, das listas de email, redes sociais, cÃ¢meras digitais e blogs/microblogs. voz Ã© o que nÃ£o falta. minorias podem fazer sua prÃ³pria agenda de atividades, suas prÃ³prias palavras de ordem (que perderÃ£o pouco a pouco seu espaÃ§o), construir seus prÃ³prios espaÃ§os. tudo isto mina pouco a pouco a democracia representativa, mas pode levar a um futuro ainda mais saudÃ¡vel. otimismo, claro.</p>
<p>o resultado de uma eleiÃ§Ã£o para o executivo pode ser questionado e recontado, mas essa Ã© uma falsa esperanÃ§a das multidÃµes que se organizam. por baixo da disputa, existe uma certeza: a do dissenso. se proÃ­birem o cigarro, continuarÃ£o fumando, se proibirem o peer-to-peer, continuarÃ£o compartilhando cÃ³pias digitais&#8230; mas as multidÃµes nÃ£o querem se esconder, querem reivindicar seu direito a ser. seria a democracia a ditadura da maioria? representantes mediavam a negociaÃ§Ã£o, mas nÃ£o hÃ¡ mediaÃ§Ã£o para o inegociÃ¡vel. a deliberaÃ§Ã£o democrÃ¡tica (representativa) cederÃ¡ espaÃ§o para a organizaÃ§Ã£o do espaÃ§o. Ã¡reas de livre fumo, ciclovias, pirataria&#8230; algo parecido com o cenÃ¡rio urbano que jÃ¡ existe. mas legitimado por marchas, passeatas, resistÃªncias. o que cai com a democracia representativa Ã© a ilusÃ£o de consenso. essa falsa idÃ©ia de uma ordem estabelecida ou a se estabelecer.</p>
<p>a gestÃ£o dos bens e recursos pÃºblicos, nesse modelo, exigirÃ¡ negociaÃ§Ã£o e investimento. Ã© importante trabalhar nestas multidÃµes uma desilusÃ£o para o mercado: embora garantia de livre iniciativa, nÃ£o procura de forma alguma um bem que nÃ£o seja seu prÃ³prio desenvolvimento lucrativo. Ã© mais sÃ¡bio, inclusive porque se torna cada vez mais educada toda multidÃ£o, negociar a gestÃ£o dos bens, controlar seus desusos e abusos, e cultivar as diferenÃ§as.</p>
<p>confesso temor a respeito deste Ãºltimo tÃ³pico. a democracia nos treinou para diminuir outras formas de pensar, ridicularizar seu discurso, debater fechados e repetindo palavras de ordem. nada que vÃ¡ ser Ãºtil quando todas as vozes estiverem em jogo. confio na negociaÃ§Ã£o espontÃ¢nea que Ã s vezes emerge. no diÃ¡logo interpessoal, porque nÃ£o se trata mais de partidos ou de pessoas jurÃ­dicas, mas de humanos, cada um deles. uma outra educaÃ§Ã£o se faz necessÃ¡ria, uma educaÃ§Ã£o cidadÃ£ que prescinde de mediadores, de instituiÃ§Ãµes burocrÃ¡ticas nÃ£o-orgÃ¢nicas, de delegaÃ§Ã£o das faculdades mentais e sociais. e esta educaÃ§Ã£o pipoca aqui e ali. isso dÃ¡ esperanÃ§a.</p>
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		<title>proposta para o partido pirata do brasil</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Jun 2009 01:07:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>barraponto</dc:creator>
				<category><![CDATA[PolÃªmica]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>pra comeÃ§ar do comeÃ§o, somos o partido pirata porque nossa iniciativa se deu em resposta ao partido pirata da suÃ©cia e a internacional pirata. existe historicidade nesse nome, existe uma espÃ©cie de tradiÃ§Ã£o recÃ©m inventada da qual fazemos parte por termos nos levantado e clamado para nÃ³s o nome PARTIDO PIRATA.<br />claro, a gente pode recuar e pronto. Ã© que no brasil, embora rolem milhares (milhÃµes?) de iniciativas piratas, nÃ£o houve uma organizaÃ§Ã£o pensada para este fim, um fÃ³rum ou ong ou movimento que clamasse pelo livre compartilhamento*. quando algo quis se unificar nesse sentido, foi o partido pirata. nÃ£o foi o trezentos, nem o psol, nem o instituto brasileiro do direito eletrÃ´nico (nossa EFF) nem o grupo de pesquisa em polÃ­ticas pÃºblicas pelo acesso Ã  informaÃ§Ã£o. fomos nÃ³s, que invocamos o nome PARTIDO PIRATA. talvez tenha sido um carro a frente dos boys.<br />porque temos pouco traquejo da polÃ­tica institucional, com suas burocracias e linguagens, simplesmente nÃ£o podemos sair dando a cara a tapa nesses espaÃ§os. mas principalmente porque nÃ£o desejamos essa prÃ¡tica e pertencimento, mesmo em nossas fileiras que desejam ser institucionalizadas como partido. respondendo Ã  tradiÃ§Ã£o deus ex machina da suÃ©cia e da internacional pirata, fazemos pouco caso da democracia boba de votar e ser representados e entÃ£o decidirmos. como propus em nossa reuniÃ£o (vou me citar):<br />&#8220;nÃ£o houve discussÃ£o alguma das leis de direitos autorais e copyright conosco (nÃ³s, a sociedade). mas Ã© bom lembrar que nÃ£o estamos implorando pela discussÃ£o, mas reivindicando o espaÃ§o e o direito de compartilhar. porque se houver essa discussÃ£o, houver moderaÃ§Ã£o no controle da &#8220;propriedade intelectual&#8221;, e tudo se resolver reformando as leis e acomodando uma prÃ¡tica p2p aqui e outra ali, NÃ“S AINDA VAMOS COMPARTILHAR PASSANDO POR CIMA DA LEI.&#8221;<br />claro, no dia eu nÃ£o organizei tÃ£o bem assim, e a teologia pirata sempre me faz mais confuso e mÃ­stico do que uma cartilha (graÃ§as a deus). mas a idÃ©ia geral Ã© essa, porque se baseia em algo que PARA MIM (e pelo menos para mim) vem dos princÃ­pios que fundam nosso coletivo. princÃ­pios que nÃ£o saÃ­ram tÃ£o claros daquela reuniÃ£o, e cuja aceitaÃ§Ã£o ou discussÃ£o podem abrir espaÃ§o para o COLETIVO PIRATARIA ou para o PARTIDO PIRATA.<br />o princÃ­pio-eixo-norte que temos Ã© o *COMPARTILHAR. acreditamos que o melhor jeito de gerir a informaÃ§Ã£o Ã© garantir seu compartilhamento, sua discussÃ£o por olhos e cÃ©rebros plurais, diversos e confusos, capazes de perceber e conceber de formas diferentes os problemas e suas soluÃ§Ãµes. aqui Ã© um bom momento para pedir aos colegas que leiam o livro &#8220;a catedral e o bazaar&#8221;, ou pelo menos o artigo. COMPARTILHAR, como um direito, nÃ£o se sobrepÃµe Ã  PRIVACIDADE, mas depende dela para garantir a LIBERDADE DE EXPRESSÃƒO &#8211; o veÃ­culo pelo qual o compartilhamento vai se dar. a mecÃ¢nica Ã© simples: sem privacidade (que inclui ANONIMATO) nÃ£o podemos nos sentir Ã  vontade para compartilhar informaÃ§Ã£o relevante mas perigosa (um exemplo Ã© a crise presidencial na guatemala e seus desdobramentos no ciberespaÃ§o).<br />entÃ£o efendemos, como desdobramento do COMPARTILHAR, a LIBERDADE DE EXPRESSÃƒO e a PRIVACIDADE E ANONIMATO como bandeiras fundamentais, nossos PRINCÃPIOS FUNDAMENTAIS. isto Ã© comum a todos, acredito, apesar do pepino que Ã© compartilhar mesmo quando proibido. mas jÃ¡ o fazemos, do contrÃ¡rio nÃ£o serÃ­amos piratas &#8211; deixemos esse medo hipÃ³crita de lado. sÃ³ que existe um princÃ­pio que se desdobra deste mesmo desejo de compartilhar que, acredito eu, Ã© capaz de traÃ§ar a diferenÃ§a entre um coletivo e um partido. trata-se do embate com a indÃºstria e sua ideologia da propriedade intelectual (outro artigo de leitura fundamental).<br />ora, queremos livre expressÃ£o para compartilhar idÃ©ias e imaginaÃ§Ãµes do mundo. a indÃºstria nos amputa destas idÃ©ias e imaginaÃ§Ãµes o pedaÃ§o que cercam e chamam de PROPRIEDADE INTELECTUAL. este territÃ³rio do pensamento nos Ã© privado e isso nos traz muito desgosto, tanto que simplesmente pulamos a cerca e o clamamos de volta. essa Ã© nossa prÃ¡tica pirata, certo? para garantir nossa repressÃ£o, a indÃºstria faz lobby para controlar e vigiar o ciberespaÃ§o, esse terreno lÃ­quido onde nosso sonho de compartilhar Ã© facilitado e serve como meio para organizar o compartilhamento no MEATSPACE tambÃ©m &#8211; este termo serÃ¡ chave mais adiante. e lÃ¡ estamos nÃ³s outra vez enfrentando a mesma indÃºstria. como Ãºltimo exemplo, de um universo de confrontos que jÃ¡ aconteceram e vÃ£o acontecer, a indÃºstria organiza sua educaÃ§Ã£o para inculcar a ideologia da propriedade intelectual nas escolas, nos trailers de filmes, nos processos da RIAA contra cidadÃ£os, toda a parafernÃ¡lia repressora. aÃ­ tambÃ©m nos vemos em confronto.<br />por isso, piratas, acredito que nossos princÃ­pios sÃ£o dois: o COMPARTILHAR (cujas bandeiras sÃ£o a LIVRE EXPRESSÃƒO e a PRIVACIDADE E ANONIMATO) e a extinÃ§Ã£o ou ABOLIÃ‡ÃƒO DA PROPRIEDADE INTELECTUAL. este segundo nÃ£o pode ser confundido com o fim da autoria, dado que amamos os autores por suas obras, nem com a extinÃ§Ã£o da distribuiÃ§Ã£o comercial das obras &#8211; embora tenhamos pouco ou nenhum carinho pela mesma, nos Ã© suficiente que essa prÃ¡tica nÃ£o se pretenda a Ãºnica forma de distribuiÃ§Ã£o possÃ­vel e nem a seja. desejando abolir a propriedade intelectual, nos aproximamos de algo que hÃ¡ muito tempo se desenhou como partido, mas que em nada lembra esses engravatados institucionais que fingem tomar partidos ideolÃ³gicos quando apenas defendem seu bolso (e isto inclui os partidos de igreja, infelizmente). por tomar partido com relaÃ§Ã£o a um espinho em sua carne, cidadÃ£os do fim do sÃ©culo 19 se reivindicaram o PARTIDO COMUNISTA (mas isto tem pouco a ver com o PCB ou o PC do B), e desenrolaram sua estratÃ©gia para abolir a propriedade privada (do capital).<br />como brinquei no rio de janeiro, nÃ£o estamos andando com a foice e o martelo na mÃ£o. mas se desejamos enfrentar a propriedade intelectual, temos que agir para construir nossa estratÃ©gia, desenvolver nosso pensamento e politizar nossas prÃ¡ticas. trata-se aqui de uma estratÃ©gia (ugh, lÃ¡ vem a palavra maldita) revolucionÃ¡ria. Ã© sim, virar a mesa sobre uma indÃºstria ou um mercado que antes de nascermos (mesmo os mais velhos no grupo/coletivo/partido) jÃ¡ entornava a mesa toda sobre nÃ³s. nÃ£o aceitar os cercamentos e propor a vida sem eles Ã©, Ã  sua maneira, revolucionÃ¡rio. pode levar Ã  consciÃªncia da exploraÃ§Ã£o da proprieda privada do capital (aha! olha a foice e o martelo aÃ­ gente) mas pode simplesmente levar a uma livre determinaÃ§Ã£o das formas de viver, orientadas pelo COMPARTILHAR que Ã© nosso princÃ­pio. se isso Ã© reforma ou revoluÃ§Ã£o pouco me importa, desde que o mundo melhore e seja mais palatÃ¡vel, menos excludente e mais diverso e plural. nÃ£o nos interessa a cor do gato, desde que pegue este rato sagrado. entÃ£o ele pode ser atÃ© vermelho.<br />e aÃ­ temos uma inspiraÃ§Ã£o forte, um motivo sÃ©rio para nos chamarmos PARTIDO. mais sÃ©rio do que o motivo da suÃ©cia, que assim se chamou para disputar vagas no congresso e infernizar a indÃºstria repressora. temos um motivo sÃ©rio para fundarmos uma INTERNACIONAL, embora jÃ¡ nos agrade em bastante uma ilha pirata. e nossa mente jÃ¡ Ã© essa ilha pirata, hoje. mas para usufruir da diversidade, para que compartilhem conosco como desejamos compartilhar, Ã© necessÃ¡rio sim libertar os demais cidadÃ£os (nÃ£o-piratas) da ideologia da propriedade intelectual e seus desdobramentos repressores (escola, publicidade, lei). nesse sentido proponho aqui a fundaÃ§Ã£o do PARTIDO PIRATA bem como do COLETIVO PIRATARIA &#8211; com a sutil diferenÃ§a do primeiro nome embutir um desejo revolucionÃ¡rio. sonho com que este partido corresponda Ã  &#8220;tomada de consciÃªncia da classe hacker&#8221;, como pede mckenzie wark no seu &#8220;manifesto hacker 4.0&#8243;. sei que muito se agregarÃ¡ a este desejo revolucionÃ¡rio, mas deixo isso para as reuniÃµes do PARTIDO PIRATA. o COLETIVO PIRATARIA pode continuar seu trabalho e serÃ¡ de muito valor para nÃ³s, para despertar o desejo (de compartilhar, de curtir, de reorganizar o mundo, de reimaginÃ¡-lo). o PARTIDO PIRATA Ã© esse desejo manifesto.</p>
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		<title>dos atos complementares</title>
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		<pubDate>Sun, 24 May 2009 21:04:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>barraponto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Original]]></category>
		<category><![CDATA[mÃ­stica]]></category>
		<category><![CDATA[mera falÃ¡cia]]></category>

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		<description><![CDATA[katharine, nunca se estÃ¡ sozinho com uma xÃ­cara de chÃ¡.
teve um ligeiro estranhamento quando eu soltei essa, na cantina do instituto, mas Ã© o como imagino as coisas. as aÃ§Ãµes protagonizam o seu corpo para sua atenÃ§Ã£o, mas esta nÃ£o estÃ¡ satisfeita sem atos complementares. embora o passado imaginado tente resgatar uma Ã©poca em que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>katharine, nunca se estÃ¡ sozinho com uma xÃ­cara de chÃ¡.</p></blockquote>
<p>teve um ligeiro estranhamento quando eu soltei essa, na cantina do instituto, mas Ã© o como imagino as coisas. as aÃ§Ãµes protagonizam o seu corpo para sua atenÃ§Ã£o, mas esta nÃ£o estÃ¡ satisfeita sem atos complementares. embora o passado imaginado tente resgatar uma Ã©poca em que se lia o livro com todos os sentidos exclusivos para ele, eu me vejo impossibilitado de atuar assim. uma mÃºsica pra criar ambiÃªncia Ã© lugar comum hoje, mas eu excedo um pouco isso. claro que eu odeio a companhia da tevÃª, mas um chÃ¡ ou uns biscoitos amanteigados ou de cÃ´co, complementam bem esse ato maravilhoso de ler.</p>
<p>Ã© como se a atenÃ§Ã£o nÃ£o se contentasse com uma coisa apenas. e, espero, nÃ£o Ã© nenhum fenÃ´meno novo o que eu estou explicitando. ler ao ar livre sempre foi uma prÃ¡tica que respeita esse princÃ­pio, desfruta-se o ambiente enquanto se lÃª. a brisa, a luz, o cheiro, a percepÃ§Ã£o (<span lang="en">awareness</span>) da presenÃ§a de outras pessoas, tudo Ã© complemento para a leitura. e isto vale para outras atividades, inclusive para aquelas que exigem mais atividade do seu corpo. andar de bicicleta Ã© deslocar-se quase tanto quanto Ã© admirar o vento e o borrar (<span lang="en">blur</span>) do chÃ£o sobre o que se roda. danÃ§ar Ã© de uma ordem sinestÃ©sica que dispensa explicaÃ§Ãµes. me arrisco a dizer que mesmo o sexo concorre com seus atos complementares.</p>
<p>concorrer, Ã© claro, nÃ£o tem aqui o significado que o mercado lhe deu. concorrer Ã© ocorrer ao mesmo tempo, Ã© sÃ³ uma palavra com algum sentido a mais para complementar. ou colaborar.</p>
<p>essa dualidade da atenÃ§Ã£o provoca algo em um ponto des-atento da sua mente ou alma, aquele de onde vem os atos falhos. sÃ³ ou nÃ£o, essa acaba sendo a oportunidade para exercitar essa camada, para que ela se desenvolva e forme &mdash; como ela faz o tempo todo. o resultado Ã© um diÃ¡logo da atenÃ§Ã£o, uma fruiÃ§Ã£o dual que nunca te deixa sÃ³ de verdade. uma xÃ­cara de chÃ¡, aliÃ¡s, vale tudo isso.</p>
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		<title>por mario benedetti.</title>
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		<pubDate>Sat, 23 May 2009 16:26:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>barraponto</dc:creator>
				<category><![CDATA[PolÃªmica]]></category>

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		<description><![CDATA[Transgresiones
Todo mandato es minucioso
y cruel
me gustan
las frugales transgresiones
Por ejemplo inventar el buen
amor
aprender
en los cuerpos y en tu cuerpo
OÃ­r la noche y no decir
amÃ©n
trazar
cada uno el mapa de su audacia
Aunque nos olvidemos
de olvidar
seguro
que el recuerdo nos olvida
Obedecer a ciegas deja
ciego
crecemos
solamente en la osadÃ­a
Solo cuando transgredo alguna
orden
el futuro
se vuelve respirable
Todo mandato es minucioso
y cruel
me gustan
las frugales transgresiones.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>Transgresiones</h3>
<p>Todo mandato es minucioso<br />
y cruel<br />
me gustan<br />
las frugales transgresiones<br />
Por ejemplo inventar el buen<br />
amor<br />
aprender<br />
en los cuerpos y en tu cuerpo<br />
<acronym title="Ouvir">OÃ­r</acronym> la noche y no decir<br />
amÃ©n<br />
trazar<br />
cada uno el mapa de su audacia<br />
<acronym title="Ainda que">Aunque</acronym> nos olvidemos<br />
de <acronym title="esquecer">olvidar</acronym><br />
seguro<br />
que <acronym title="A recordaÃ§Ã£o">el recuerdo</acronym> nos olvida<br />
Obedecer a ciegas <acronym title="deixa">deja</acronym><br />
ciego<br />
crecemos<br />
solamente en la osadÃ­a<br />
Solo cuando transgredo alguna<br />
orden<br />
el futuro<br />
se <acronym title="torna">vuelve</acronym> respirable<br />
Todo mandato es minucioso<br />
y cruel<br />
me gustan<br />
las frugales transgresiones.</p>
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		<item>
		<title>sobre mim mesmo, ou porque eu falo tanto?</title>
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		<pubDate>Tue, 12 May 2009 05:02:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>barraponto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conversa]]></category>
		<category><![CDATA[amigos]]></category>
		<category><![CDATA[mera falÃ¡cia]]></category>

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		<description><![CDATA[(10:08:39) lu fÃ¡vero: Sabe Capi, a principio eu tinha um puta preconceito sobre vocÃª (o que Ã© imbecil, como todo preconceito). Mas vocÃª Ã© foda (aqui com uma conotaÃ§Ã£o absolutamnete positiva).
(10:09:49) capi: putz
(10:10:23) lu fÃ¡vero: (desculpa o &#8220;momento sinceridade&#8221;)
(10:11:01) capi: minhas impressÃµes (as que eu passo, eu acho) sÃ£o muito polÃªmicas (eu acho). tipo, tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #a82f2f;"><span style="font-size: x-small;">(10:08:39)</span> <strong>lu fÃ¡vero:</strong></span> Sabe Capi, a principio eu tinha um puta preconceito sobre vocÃª (o que Ã© imbecil, como todo preconceito). Mas vocÃª Ã© foda (aqui com uma conotaÃ§Ã£o absolutamnete positiva).<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:09:49)</span> <strong>capi:</strong></span> putz<br />
<span style="color: #a82f2f;"><span style="font-size: x-small;">(10:10:23)</span> <strong>lu fÃ¡vero:</strong></span> (desculpa o &#8220;momento sinceridade&#8221;)<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:11:01)</span> <strong>capi:</strong></span> minhas impressÃµes (as que eu passo, eu acho) sÃ£o muito polÃªmicas (eu acho). tipo, tem gente que acha que eu sou um lixo, e gente que acha que eu sou foda e gente que me desconhece. mas na real, sem falsa modÃ©stia, eu sou um batedor de papo. por isso que eu disse que nÃ£o dÃ¡ pra botar fÃ© no que eu falo.<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:11:31)</span> <strong>capi:</strong></span> porque eu aprendo falando, mais do que lendo (da onde eu me informo) ou vendo. ou fazendo.<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:11:46)</span> <strong>capi:</strong></span> (Ã© CLARO que eu aprendo mais fazendo, sÃ³ que como eu nÃ£o faÃ§o nada, entÃ£o eu aprendo mais falando)<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:12:32)</span> <strong>capi:</strong></span> mas Ã© justamente porque eu nÃ£o faÃ§o nada que eu tenho esse meu problema: eu sÃ³ pareÃ§o. se eu escrevesse, tocasse, desenhasse, etc, eu seria, mas eu pareÃ§o.<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:12:43)</span> <strong>capi:</strong></span> daÃ­ agora eu to aprendendo a desenhar, escrever, tocar, etc.<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:13:06)</span> <strong>capi:</strong></span> sÃ³ que por enquanto sÃ³ eu sei o quanto &#8220;falha&#8221; aqui.<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:13:21)</span> <strong>capi:</strong></span> eu e o ari que me ensina a tocar guitarra, e os outros nas suas Ã¡reas.<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:13:58)</span> <strong>capi:</strong></span> mas sei lÃ¡ lu, quando eu fizer um roteiro e mostrar pros outros, aÃ­ eles vÃ£o poder dizer &#8220;bom&#8221;, &#8220;lixo&#8221;, &#8220;meh&#8221;, sem ser preconceito.<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:14:36)</span> <strong>capi:</strong></span> atÃ© lÃ¡, eu sou sÃ³ potencial (mas atÃ© aÃ­, TODO MUNDO Ã©, e meu parecer Ã© uma publicidade mais ou menos bem pensada)<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:14:56)</span> <strong>capi:</strong></span> (embora eu me esforce progressivamente menos, e mais recentemente, me esforce destrutivamente)<br />
<span style="color: #a82f2f;"><span style="font-size: x-small;">(10:15:27)</span> <strong>lu fÃ¡vero:</strong></span> Ã© por isso q vc Ã© foda. pq vc consegue compartilhar com os outros o que vc pensa sem tentar impor nada (e se vc tenta impor qq coisa, faz de uma maneira tÃ£o sutil q Ã© imperceptÃ­vel &#8211; e eu n percebi). E vc faz muita coisa, mesmo que sÃ³ na palavra falada (e na escrita tb): vocÃª divide o que vocÃª pensa. Como assim &#8220;se esforÃ§a destrutivamente&#8221;?<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:16:03)</span> <strong>capi:</strong></span> nÃ£o impor Ã© impossÃ­vel, mas nÃ£o tem problema, Ã© gostoso ser um pouco despÃ³tico com seus amigos.<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:16:18)</span> <strong>capi:</strong></span> recentemente eu to me queimando de propÃ³sito.<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:16:54)</span> <strong>capi:</strong></span> quando eu era pequeno, minha mÃ£e achava que eu ia tirar nota boa sempre, daÃ­ quando eu tirava 8, 9, ela reclamava que nÃ£o era 10.<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:17:06)</span> <strong>capi:</strong></span> daÃ­ eu enchi, e passei um ano tirando 6 (a mÃ©dia) ou 7.<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:17:10)</span> <strong>capi:</strong></span> de propÃ³sito.<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:17:18)</span> <strong>capi:</strong></span> na verdade, foi bom que me deu tempo livro de sobra.<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:17:26)</span> <strong>capi:</strong></span> *livre.<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:18:06)</span> <strong>capi:</strong></span> daÃ­ hoje ficam meus amigos achando (pelo que eu falo) que se eu mestrar um rpg, vai ser foda, se eu tocar guitarra com eles, vai ser foda, se eu desenhar na parede, etc.<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:18:28)</span> <strong>capi:</strong></span> mas eu sou um bom falador (eu nÃ£o tenho modÃ©stia nisso, eu converso bem mesmo, sou de gÃªmeos, ainda por cima)<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:18:37)</span> <strong>capi:</strong></span> e isso nÃ£o tem nada a ver com ser um bom fotÃ³grafo<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:18:47)</span> <strong>capi:</strong></span> (embora me ajude na hora de conversar com um bom fotÃ³grafo)<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:19:08)</span> <strong>capi:</strong></span> (daÃ­ o fato do ari querer me ensinar a tocar guitarra).<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:19:27)</span> <strong>capi:</strong></span> mas entÃ£o, recentemente eu me queimei um bocado pra tirar umas expectativas chatas do meu redor.<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:20:03)</span> <strong>capi:</strong></span> mas essa fase passou, agora eu sÃ³ me queimo de desconsiderado (porque ando inconseqÃ¼ente, na verdade, o que Ã© a mesma coisa, mas foca mais na causa)<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:20:15)</span> <strong>capi:</strong></span> (carai, eu to falando muito hoje de manhÃ£)<br />
<span style="color: #a82f2f;"><span style="font-size: x-small;">(10:25:45)</span> <strong>lu fÃ¡vero:</strong></span> rsrsrs&#8230; Esse mal de mÃ£e Ã© absolutamente condenÃ¡vel (como se nota mostrasse realmente alguma coisa). E criar expectativas nas pessoas Ã© algo inevitÃ¡vel (e complicado. passo constantemente por fases autodestrutivas e depois brigo comigo por causa delas).<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:28:20)</span> <strong>capi:</strong></span> como assim autodestrutivas?<br />
<span style="color: #a82f2f;"><span style="font-size: x-small;">(10:35:01)</span> <strong>lu fÃ¡vero:</strong></span> Desencanar de fazer coisas, desencanar de me relacionar com as pessoas&#8230;<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:36:22)</span> <strong>capi:</strong></span> desencanar Ã© ruim&#8230;<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:36:27)</span> <strong>capi:</strong></span> mentira, Ã© bom.<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:36:36)</span> <strong>capi:</strong></span> mas nÃ£o larga tudo nÃ£o, viu.<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:37:01)</span> <strong>capi:</strong></span> tem a parte que vc precisa, de tudo, mas principalmente tem a parte de tudo que precisa de vc.<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:37:11)</span> <strong>capi:</strong></span> a gente valoriza muito mal nosso protagonismo no mundo.<br />
<span style="color: #a82f2f;"><span style="font-size: x-small;">(10:38:55)</span> <strong>lu fÃ¡vero:</strong></span> Ã©, isso Ã© fato.<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:40:48)</span> <strong>capi:</strong></span> o lado bom de vc falar comigo nesta minha fase bizarra Ã© que eu tive vÃ¡rias epifanias do mundo, entÃ£o (alÃ©m de mais falante) eu to cheio de opiniÃµes&#8230;<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:40:54)</span> <strong>capi:</strong></span> ou sensaÃ§Ãµes, sei lÃ¡.<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:40:58)</span> <strong>capi:</strong></span> ou quereres.<br />
<span style="color: #16569e;"><span style="font-size: x-small;">(10:43:12)</span> <strong>capi:</strong></span> publiquei&#8230;</p>
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		<title>o que Ã© comunicaÃ§Ã£o, ou porque eu falo tanto?</title>
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		<pubDate>Thu, 07 May 2009 13:43:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>barraponto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conversa]]></category>
		<category><![CDATA[PolÃªmica]]></category>
		<category><![CDATA[amigos]]></category>
		<category><![CDATA[midialogia]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia 7 de maio, dia seguinte ao workshop de EAD do GGEAD da Unicamp (ao que eu nÃ£o fui), uma amiga pediu a minha opiniÃ£o sobre EAD, mas eu &#8220;acidentalmente&#8221; distorci o papo para ComunicaÃ§Ã£o. O que segue Ã© uma copy-paste ligeiramente editada do meu log no gtalk.
&#8212;-
(09:22:51) lu fÃ¡vero: Na verdade perguntei se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 7 de maio, dia seguinte ao workshop de EAD do GGEAD da Unicamp (ao que eu nÃ£o fui), uma amiga pediu a minha opiniÃ£o sobre EAD, mas eu &#8220;acidentalmente&#8221; distorci o papo para ComunicaÃ§Ã£o. O que segue Ã© uma copy-paste ligeiramente editada do meu log no gtalk.</p>
<p>&#8212;-</p>
<p><span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:22:51) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">Na verdade perguntei se vc foi pq qria saber sua opiniÃ£o sobre ead&#8230;</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:23:12) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">EAD Ã© que nem comunicaÃ§Ã£o</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:23:13) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">(curiosidade. e suas opiniÃµes sÃ£o deveras pertinentes, na maior parte das vezes)</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:23:20) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">qual sua opiniÃ£o sobre comunicaÃ§Ã£o?</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:23:36) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">comunicaÃ§Ã£o</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:24:17) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">bom&#8230; (cara eu nÃ£o sei dar minha opiniÃ£o sobre nada. mas vou tentar)</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:25:21) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">Comunicar, pra mim, Ã© trocar e construir idÃ©ias.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:25:52) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">E essa Ã© a definiÃ§Ã£o que eu tambÃ©m daria pra educaÃ§Ã£o.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:25:58) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">legal.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:26:14) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">eu tinha pensado, quando perguntei, que EAD engloba muita coisa. como ComunicaÃ§Ã£o</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:26:25) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">(embora seja um sub-escopo dentro de EducaÃ§Ã£o)</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:27:05) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">daÃ­ sei lÃ¡, vc pode adorar desenhar seus amigos pra se lembrar deles do jeito que vocÃª os imagina (comunicaÃ§Ã£o) mas odiar a revista veja (comunicaÃ§Ã£o).</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:27:21) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">mas aÃ­ sua pergunta acabou indo prum lado legal.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:27:43) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">comunicar, pra mim, Ã© construir um comum.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:27:53) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">(etimologicamente chato)</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:28:02) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">mas o valente<em>*</em> que me deu essa idÃ©ia.<br />
</span><em>nota do editor &gt;&gt; o professor JosÃ© Armando Valente, do curso de Midialogia da Unicamp</em><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:28:12) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">imagina que o que vc entende do mundo</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:28:14) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">eu nunca tinha pensado essa palavra etmologicamente</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:28:25) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">Ã© um conjunto (no sentido matemÃ¡tico)</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:28:26) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">(fantÃ¡stico!)</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:28:35) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">aqueles diagramas lembra, a bolinha?</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:28:38) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">entÃ£o.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:28:39) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">aha</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:28:50) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">o que eu entendo (que Ã© o que eu sei, o que eu imagino, o que eu sinto, enfim)</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:28:58) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">Ã© outro conjunto.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:29:02) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">certo</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:29:20) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">mas como Ã© o mesmo mundo e a gente usa (de formas bastante distintas) a mesma linguagem&#8230;</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:29:28) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">existe uma interseÃ§Ã£o.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:29:44) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">sim. e isso seria comunicar?</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:29:49) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">nÃ£o</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:29:55) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">isso Ã© o que nÃ³s temos em comum.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:29:58) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">:)</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:29:59) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">sim</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:30:01) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">=]</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:30:09) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">usando isso&#8230;</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:30:19) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">tudo que tÃ¡ aÃ­ nesse campo em comum</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:30:38) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">(eu to falando tanto das palavras quanto das sensaÃ§Ãµes e das imaginaÃ§Ãµes em si)</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:31:05) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">(e essa vontade de nÃ£o separar uma coisa da outra faz lingÃ¼istas e semioticistas me maltratarem Ã s vezes)</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:31:40) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">bom, usando isso que estÃ¡ na interseÃ§Ã£o, eu posso, atravÃ©s das minha habilidades comunicativas, tentar compartilhar uma outra coisa que nÃ£o estÃ¡ nesse campo.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:31:51) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">como um uso da palavra, uma sensaÃ§Ã£o, uma imaginaÃ§Ã£o&#8230;</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:32:20) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">o esforÃ§o de fazer isso eu chamo de comunicaÃ§Ã£o.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:33:55) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">(eu digo o esforÃ§o porque o sucesso Ã© questionÃ¡vel, na medida em que nÃ£o dÃ¡ pra saber se nÃ³s estamos compartilhando mesmo, se o que existe do seu lado Ã© o mesmo que do meu. mas pra fins de vida, eu acho que importa sÃ³ um bocado, e se a partir disso existe disposiÃ§Ã£o em vocÃª de me tratar como alguÃ©m mais prÃ³ximo, entÃ£o Ã© pragmaticamente a mesma coisa, porque Ã© como se tivÃ©semos algo a mais em comum)</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:34:47) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">essa minha abordagem Ã© ligeiramente nÃ£o-cientÃ­fica. ligeira o suficiente pra eu poder ler ciÃªncia e aprender com ela, mas o suficiente pra eu ser indigesto pros cientistas.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:35:00) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">Meu, muito interessante essa abordagem do conceito. (nÃ£o tinha pensado ele dessa maneira, embora o que eu imaginasse fosse mais ou menos isso)</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:35:03) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">por isso quando eu escrevo pra academia eu tenho que usar algum outro teÃ³rico e tal.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:36:11) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">o engraÃ§ado Ã© que o valente desenhou o diagrama na lousa, tentando me explicar o que era educaÃ§Ã£o.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:36:42) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">e quando ele marcou a Ã¡rea em comum eu pensei: porra, isso Ã© comun-icaÃ§Ã£o.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:36:55) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">Uou</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:37:03) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">e o legal dessa palavra</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:37:16) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">e que o &#8220;ica&#8221; tb quer dizer algo.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:37:25) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">oq ?</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:37:25) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">afinal existe uma diferenÃ§a entre grafar e graficar.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:38:09) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">eu nÃ£o sei bem o que. me soa como se comunar fosse tornar comum, e comunicar fosse &#8220;tentar tornar comum com alguma estratÃ©gia premeditada&#8221;</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:38:18) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">ops, as aspas incluem o tentar.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:38:45) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">o ica tÃ¡ ali pra dizer que Ã© um esforÃ§o para o qual se desenvolvem tÃ©cnicas, estratÃ©gias.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:38:58) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">(isso na etimologia que eu tirei do meu chapÃ©u, claro.)</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:39:09) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">E faz todo o sentido.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:39:14) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">aliÃ¡s isso tudo&#8230;</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:39:50) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">:) Ã© eu fico esforÃ§ando meu pensamento pra sair de forma narrativa pra ser mais agradÃ¡vel, mas ele acaba sendo sÃ³ mais convincente. e isso nÃ£o tem nada a ver com ser verdade.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:39:59) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">convincente =/= verdadeiro</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:40:20) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">entÃ£o nÃ£o ponha muita fÃ© no que eu disse</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:41:10) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">Eu ponho sim. NÃ£o porque Ã© convincente ( e Ã©, nÃ£o vou dizer que nÃ£o). Mas porque foi uma abordagem sobre a qual eu nunca tinha pensado.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:41:53) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">seu argumento nÃ£o vale, tem muita coisa que a gente nÃ£o pensou (ainda)</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:42:59) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">Vale sim. NÃ£o quer dizer que eu vÃ¡ concordar com isso pra sempre. Quer dizer que eu vou refletir utilizando tambÃ©m essa abordagem Ã  partir de agora.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:44:01) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">Ã© economicamente mais interessante vc me listar nas suas dÃºvidas do que nas suas fÃ©s. vai acelerar o processo de vc bater o que tiver a mÃ£o nas idÃ©ias (que nÃ£o sÃ£o minhas) e me por em dÃºvida tambÃ©m.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:44:17) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">mas a gente tÃ¡ querendo a mesma coisa dando nomes diferentes talvez.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:45:31) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">(na real vc pegou uma Ã©poca ruim pra conversar essas coisas comigo. atÃ© 2008, eu tava querendo bases pras pessoas se entenderem, mas hoje eu virei um radical da dÃºvida, igual o mauricius<em>*</em>)</span><br />
<em>nota&gt;&gt;Mauricius Farina, professor do curso de Midalogia da Unicamp</em><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:47:18) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">A dÃºvida gera a comunicaÃ§Ã£o (porque incentiva as pessoas a tentar tornar comum o que Ã© particular)</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:47:34) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">nÃ£o me fiz entender, acho</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:47:37) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">a dÃºvida pra mim anda sendo meio que nem o clube da luta</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:47:49) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">a regra numero um Ã© que nÃ£o se fala sobre o clube da luta.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:48:10) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">ahhh (nÃ£o assisti clube da luta. ia perguntar o porque)</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:49:15) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">vÃª quando puder, Ã© divertido, vc acaba o filme querendo destruir alguma coisa. ou realizar sua libido de qualquer outra forma, criativa ou destrutiva. sei lÃ¡, Ã© um filme afrodisÃ­aco apesar das imagens&#8230;</span></p>
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		<title>outra mudanÃ§a na natureza do blog</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 11:40:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>barraponto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[esfarrapada]]></category>
		<category><![CDATA[mera falÃ¡cia]]></category>

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		<description><![CDATA[um mÃªs atrÃ¡s, o sÃ©rgio amadeu me convidou a participar do Trezentos, o que me deixou super orgulhoso de mim mesmo, apesar de nÃ£o ter estreado lÃ¡ ainda. por volta dessa Ã©poca, eu que jÃ¡ tinha percebido minha alvorada de energia e libido, sonhara com minha vocaÃ§Ã£o: sem ter medo de nada (por inconseqÃ¼Ãªncia, desapego [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>um mÃªs atrÃ¡s, o sÃ©rgio amadeu me convidou a participar do <a href="http://www.trezentos.blog.br/">Trezentos</a>, o que me deixou super orgulhoso de mim mesmo, apesar de nÃ£o ter estreado lÃ¡ ainda. por volta dessa Ã©poca, eu que jÃ¡ tinha percebido minha alvorada de energia e libido, sonhara com minha vocaÃ§Ã£o: sem ter medo de nada (por inconseqÃ¼Ãªncia, desapego e desejo), sÃ³ me cabia a Ã³bvia carreira de escritor. entÃ£o fui me dedicar isso e eu juro que Ã© mais do que postar micropoemas de 140 caracteres&#8230;</p>
<p>e aÃ­ eu senti falta d<a href="http://omalnocoracao.blogspot.com">o mal no coraÃ§Ã£o</a> meu blog da juventude (ha, sou adulto), documento das minhas primeiras descobertas do mundo (confesso, comecei a descobrir aos 14&#8230; e olhe lÃ¡). precisava me escrever pra me entender, me contar pra me sentir, pouco catÃ¡rsico que eu sou. e o mera falÃ¡cia aqui me esperando&#8230;</p>
<p>entÃ£o meu pensamento mais cibercultural vai pro Trezentos. bom, porque lÃ¡ eu tenho 299 pessoas com quem debater, possÃ­velmente um pÃºblico maior, e eu tÃ´ bem afim de polemizar de verdade (sÃ³ uns poucos autores vieram ler meus posts aqui). sem contar que meus 299 colegas (pelo menos os 30 que eu jÃ¡ conheci) sÃ£o cabeÃ§as pensantes de qualidade. aqui vou registrar meus sentimentos (que jovem!) e alguns parÃªnteses de cibercultura (que nÃ£o cabem lÃ¡), e organizar meu material (resenhas, fichamentos, projetos, artigos).</p>
<p>pra completar, tive a epifania de contemplar o mundo. viver Ã© morrer contemplativamente, mas antes de nos deprimirmos com a morte, deverÃ­amos estar contemplando intensamente. criar Ã© a forma mais deliciosa (e verdadeira) de contemplar, e preenche nossa responsabilidade de protagonizar para a contemplaÃ§Ã£o de todos. isso que Ã© economia da dÃ¡diva.</p>
<p>atÃ© mais.</p>
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		<title>breve sobre CorporaÃ§Ãµes e Estados e a Nova ComunicaÃ§Ã£o</title>
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		<comments>http://gedigi.net/merafalacia/2009/04/breve-sobre-corporacoes-e-estados-e-a-nova-comunicacao/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2009 14:39:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>barraponto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[PolÃªmica]]></category>
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		<description><![CDATA[EntÃ£o eu leio no barrapunto.com, agregador espanhol, que a CorÃ©ia do Sul aprovou lei que exige identificaÃ§Ã£o de conteÃºdo subido para redes sociais, se este alcanÃ§a 100mil visitas. Como vocÃª nÃ£o tem como saber se vai virar viral ou nÃ£o, o jeito Ã© se identificar. Como retaliaÃ§Ã£o a essa prÃ¡tica, a Google vetou o upload [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>EntÃ£o eu leio no <a href="http://ciberderechos.barrapunto.com/article.pl?sid=09/04/14/0845258">barrapunto.com</a>, agregador espanhol, que a CorÃ©ia do Sul aprovou lei que exige identificaÃ§Ã£o de conteÃºdo subido para redes sociais, se este alcanÃ§a 100mil visitas. Como vocÃª nÃ£o tem como saber se vai virar viral ou nÃ£o, o jeito Ã© se identificar. Como retaliaÃ§Ã£o a essa prÃ¡tica, a Google vetou o upload de usuÃ¡rios que se identificam como sul-coreanos. Calma, eles ainda podem subir, mas precisam declarar-se como cidadÃ£os de outra naÃ§Ã£o, no serviÃ§o.</p>
<p>E isso nÃ£o Ã© mera picuinha cÃ­vica. A Google conhece seus usuÃ¡rios, sabem que eles acessam Orkut onde Ã© proibido via proxy, confiam que uma censura tÃ£o simples serÃ¡ contornada em segundos &mdash; e declarando-os de outra naÃ§Ã£o, a Google nÃ£o estÃ¡ mais sujeita a aÃ§Ãµes de controle ou mesmo ao retorno: caso o Governo Sul-Coreano venha a fazer perguntas, a empresa simplesmente responde &#8220;Ã© proibido subir do seu paÃ­s, nÃ£o pode ser daÃ­&#8221;. Ela estÃ¡ combatendo a atitude do paÃ­s, incentivando os cidadÃ£os a contornarem essa tosquÃ­ssima lei, mas ao mesmo tempo lavando suas mÃ£os, onerando-se menos com auditorias e o mais.</p>
<p>Tempo atrÃ¡s, a Google (de novo) hospedou no Blogger pÃ¡ginas do governo de OssÃ©tia, jÃ¡ que os servidores desta caÃ­ram frente ciber-ataques da RÃºssia. Mas na tecnologia de redes, a RÃºssia nÃ£o Ã© pÃ¡reo para a Google. Sim, uma empresa sozinha (ou quase) peita a InteligÃªncia Russa pÃ³s-KGB. E nÃ£o Ã© a primeira vez na histÃ³ria que uma empresa intervÃ©m tÃ£o diretamente, por prÃ¡ticas de comunicaÃ§Ã£o, na vida polÃ­tica de um paÃ­s. A Real Networks interviu deliciosamente em Sarajevo, criando canais de web-rÃ¡dio e levando equipamentos e tÃ©cnicos &mdash; em pleno bombardeio. Deve existir tanto exemplo que eu sÃ³ posso ir somando no meio dos comentÃ¡rios. Este post Ã© sÃ³ pra lembrar o papel desses grandes jogadores na polÃ­tica, em paÃ­ses democrÃ¡ticos ou nÃ£o (como as crises internet-escas China).</p>
<p>UPDATE: <a href="http://www.nytimes.com/2008/10/13/technology/internet/13suicide.html?_r=3&#038;ref=technology&#038;oref=slogin&#038;oref=slogin" title="matÃ©ria no N. Y. Times">aparentemente</a>, existe uma oposiÃ§Ã£o forte ao governo sul-coreano presente na web, que pressionavam-no a respeito da importaÃ§Ã£o de carne americana. ApÃ³s alguns afastamentos, os partidoscomeÃ§aram uma discussÃ£o do controle da Web, sob o pretexto de discutir <span lang="en">cyber-bullying</span> e difamaÃ§Ã£o. O cÃ³digo penal do paÃ­s jÃ¡ cobre difamaÃ§Ã£o e bullying, mas o Governo quer punir mais severamente esses crimes quando cometidos e registrados na rede. Lembra algo que estÃ¡ acontecendo no Brasil.</p>
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		<title>sobre a Forma do Jogo</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Apr 2009 18:33:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>barraponto</dc:creator>
				<category><![CDATA[PolÃªmica]]></category>
		<category><![CDATA[estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[videogame]]></category>

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		<description><![CDATA[Pra comeÃ§ar, eu entendo menos sobre games do que eu gostaria de entender. Muito menos. Pra ser sincero, acho que nÃ£o li nada de concreto sobre o tema. Artigos, crÃ­ticas, jogo muito, mas me falta ainda uma leitura profunda. Ainda assim, algo me chamou a atenÃ§Ã£o neste artigo do Clive Thompson para a Slate:
So, on [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pra comeÃ§ar, eu entendo menos sobre games do que eu gostaria de entender. Muito menos. Pra ser sincero, acho que nÃ£o li nada de concreto sobre o tema. Artigos, crÃ­ticas, jogo muito, mas me falta ainda uma leitura profunda. Ainda assim, algo me chamou a atenÃ§Ã£o <a href="http://www.slate.com/id/2096112/">neste artigo</a> do Clive Thompson para a Slate:</p>
<blockquote lang="en"><p>So, on a simple level, games like Rising Sun cater to fantasies about a particular type of mayhem. They provide an excuse to mess around with vintage AK-47s, much as Star Wars games allow you to finally get your hands on a light saber. But after a while, the fantasy element fades, and all you&#8217;re left with is gameplay. When I play Battlefield 1942, I&#8217;ll actually lose track of whether I&#8217;m technically supposed to be Soviet, German, or American. I&#8217;m too busy blowing the crap out of the guys in differently colored uniforms.<br />
This leads to a surprising facet of game psychology: Really hard-core gamers often look past the cultural &#8220;content&#8221; of a game. They&#8217;re mostly worried about a more prosaic concern, which is whether the game is fun. The geopolitics of a game melt away as players, like philosophers musing on their favorite platonic solid, ponder gameplay in the abstract.</p></blockquote>
<p>Clive imagina, separados, o contexto histÃ³rico do jogo e sua jogabilidade. Esta funciona como estratÃ©gia imersiva e ao mesmo tempo como laboratÃ³rio: Ã© aÃ­ que o jogador experimenta e brinca com as regras, as metas e as <span lang="en">engines</span>. E essa experimentaÃ§Ã£o eclipsa o contexto: um <span lang="en">gamer</span>, durante o jogo, preocupa-se mais com a estratÃ©gia, os controles e o andamento da missÃ£o do que com a derrota dos Aliados e a resistÃªncia de Berlim. E entÃ£o o colunista provoca: &#8220;pacifistas podem argumentar que, tornando a guerra em fÃ­sicas legais e controles de inventÃ³rios, os games podem des-sensibilizar-nos para a violÃªncia&#8221;.</p>
<p>Eu me senti um pouco incomodado com a separaÃ§Ã£o forma/contexto do Clive Thompson. Ã‰ interessante observar esse argumento em polÃªmicas como a do RapeLay ou do Carmaggedon. Sobre o primeiro, li recentemente as dores dos <a href="http://www.slate.com/id/2213073/pagenum/all" title="Leigh Alexander, no blog The Art of Play, da Slate">crÃ­ticos</a> de <a href="http://latimesblogs.latimes.com/the_big_picture/2009/03/saw-vs-rapelay.html" title="Patrick Goldstein no blog The Big Picture, do Los Angeles Times">mÃ­dia</a>, <a href="http://www.gamepolitics.com/2009/02/14/gp-poll-was-amazon-right-drop-rape-game" title="Pesquisa de OpiniÃ£o entre leitores do GamePolitics">jogadores</a>, <a href="http://www.gamepolitics.com/2009/02/23/ny-city-council-speaker-will-call-retail-boycott-rape-game" title="GamePolitics cobre Proposta de Censura do CÃ¢mara Municipal de Nova Iorque">polÃ­ticos</a>, na hora de interpretÃ¡-lo: como julgar um questionavelmente divertido simulador de estupro? De um lado, jogadores que separam mundo real e fantasia virtual. De outro, a preocupaÃ§Ã£o sÃ©ria de Leigh Alexander: RapeLay retrata a cultura <span lang="jp">chikan</span>, dos pervertidos do metrÃ´ japonÃªs, que afeta quase dois terÃ§os das mulheres japonesa; e ainda fantasia sobre consensualidade feminina no cenÃ¡rio de estupro (elas acabam gostando, gozam). Se aqui, o contexto Ã© incÃ´modo, a jogabilidade nÃ£o difere do <span lang="jp"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Eroge">eroge</a></span> convencional &mdash; e Ã© assim que ele vai ser lido pelos jogadores interessados. NÃ£o <span lang="en">gamers</span>, argumenta Clive Thompson, nÃ£o enxergam o jogo, mas apenas o teatro contextual dos personagens e do cenÃ¡rio.</p>
<p>Essa separaÃ§Ã£o, insisto, Ã© forÃ§ada pelos crÃ­ticos. A experimentaÃ§Ã£o no jogo Ã© fundamental, Ã© a razÃ£o de ser do meio: Ã© que difere Harry Potter Livro de Harry Potter Jogo. Mas aÃ­ tambÃ©m eu percebo que existe uma imaginaÃ§Ã£o do desenrolar, antecipando aÃ§Ãµes, criando expectativas, criativamente imaginando o que o personagem faria. Ã‰ o clÃ¡ssico &#8220;CUIDADO, ATRÃS DE VOCÃŠ&#8221;, gritado na frente da tevÃª, em qualquer filme de suspense. A diferenÃ§a no jogo Ã© que ele Ã© o espaÃ§o para essa experimentaÃ§Ã£o, embora limitado pelo programa e pelo roteiro do jogo (nÃ£o se pode matar a Zelda).</p>
<p>O que me leva a crer que o gamer nunca esquece o contexto, mas trata-o como experimentaÃ§Ã£o, como brincadeira mesmo. NÃ£o se quer matar a princesa Zelda de verdade, mas seria interessante imaginar a histÃ³ria caso o Link resolvesse se aliar a Ganon. Knights of the Old Republic te dÃ¡ essa liberdade (embora ainda limitada pelo roteiro), RPGs de mesa, aqueles com fichas e um mestre-narrador, sÃ£o o campo fundamental para essa experiÃªncia. E mesmo aÃ­, por limitaÃ§Ãµes de tempo e paciÃªncia, os jogadores se esforÃ§am em manter uma histÃ³ria.</p>
<p>E se o jogador nÃ£o se importa mais com a vitÃ³ria do Eixo em Berlim, Ã© porque jÃ¡ se propÃ´s a realizÃ¡-la; em seguida vem a dura tarefa de derrotar os russos, que nos entretÃ©m durante longos perÃ­odos. O quanto da proposta fica naturalizada, preservada em nossas mentes, Ã© que precisa entrar em jogo &mdash; literalmente. Vencer um cenÃ¡rio matando os oponentes Ã© uma soluÃ§Ã£o quase Ã³bvia, passar o mesmo cenÃ¡rio sÃ³ se escondendo e se esquivando, exige mais esforÃ§o e algum esforÃ§o no design (parabÃ©ns ao Metal Gear Solid por realizar o desafio com sucesso). E isso coloca em questÃ£o a moral do protagonista: ele Ã© um genocida? Um herÃ³i taciturno? E existe aÃ­ um espaÃ§o delicioso para se trabalhar o Game Design.</p>
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		<title>brevÃ­ssimo escÃ¡rnio da IndÃºstria Cultural</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Apr 2009 18:56:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>barraponto</dc:creator>
				<category><![CDATA[RÃ¡pida]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[estrangeira]]></category>

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		<description><![CDATA[It is tempting, but too easy, to say the problems of newspapers are their own fault. True enough, the industry missed a whole armada of boats. If newspapers had been smarter, or moved faster, they might have kept the classified ads. They might have invented social networking. But that&#8217;s all hindsight. I didn&#8217;t think of [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>It is tempting, but too easy, to say the problems of newspapers are their own fault. True enough, the industry missed a whole armada of boats. If newspapers had been smarter, or moved faster, they might have kept the classified ads. They might have invented social networking. But that&#8217;s all hindsight. I didn&#8217;t think of these things, nor did you. Judging from Tribune Co., for which I once worked, the typical newspaper executive is a bear of little brain. Until recently, little brain was needed. Even now, to say the newspaper industry has no problems that a busload of geniuses couldn&#8217;t solve is essentially saying that the industry&#8217;s problems are insoluable. Or at least insoluable without help.</p></blockquote>
<p>FormaÃ§Ã£o em jornalismo, economia, tecnologia, midialogia, nada, mas nada mesmo Ã© capaz de colaborar com uma indÃºstria onde quem ousa fica de escanteio e quem sÃ³ balanÃ§a a cabeÃ§a vira o chefe ursinho descerebrado. ParabÃ©ns cultura organizacional do medo e do receio, foi assim que a IndÃºstria Cultural perdeu quantos barcos podia perder nas novas <acronym title="tecnologias de informaÃ§Ã£o e comunicaÃ§Ã£o">TIC.</acronym></p>
<p>Este post Ã© um desabafo da minha experiÃªncia estagiando na Universidade no ano passado, e a citaÃ§Ã£o veio de <a href="http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2009/04/05/AR2009040501733.html?hpid=opinionsbox1">um artigo muito rico</a> do Michael Kinsley, pro Washington Post.</p>
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		<title>em defesa da Ã‰tica da Rede</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Apr 2009 16:59:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>barraponto</dc:creator>
				<category><![CDATA[PolÃªmica]]></category>
		<category><![CDATA[blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[cibercultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou louco pra usar o termo &#8220;Network Nation&#8221;, que Eric Raymond usa no artigo A Brief History of Hackerdom, para nomear as redes que nasceram prÃ©-internet entre computadores rodando Unix. Mas o que interessa aqui Ã© o fato de que existia uma vanguarda de cultura tecnolÃ³gica, acertando atividades e atitudes para criar essas NaÃ§Ãµes, esse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou louco pra usar o termo &#8220;Network Nation&#8221;, que Eric Raymond usa no artigo <a href="http://www.catb.org/~esr/writings/cathedral-bazaar/hacker-history/" title="artigo em xhtml">A Brief History of Hackerdom</a>, para nomear as redes que nasceram prÃ©-internet entre computadores rodando Unix. Mas o que interessa aqui Ã© o fato de que existia uma vanguarda de cultura tecnolÃ³gica, acertando atividades e atitudes para criar essas NaÃ§Ãµes, esse terreno.</p>
<p>Essa vanguarda ainda existe, embora geraÃ§Ã£o apÃ³s geraÃ§Ã£o elas mudem muito em natureza. Os primeiros usuÃ¡rios do Orkut eram uma camada dessa vanguarda, e essa turma criou uma cultura ali, que foi se manifestar no &#8220;beija ou chuta o perfil acima&#8221; e na comunidade Discografias, um dos maiores esforÃ§os coletivos que eu jÃ¡ vi na cibercultura brasileira.</p>
<p>EntÃ£o aparece um hacker que faz um script para o Twitter, permitindo seguir muitas pessoas, jÃ¡ que &#8220;de 100 pessoas que vocÃª segue, pelo menos 50 delas vÃ£o te seguir tambÃ©m&#8221;, <a href="http://www.infohelp.org/danilo-salles/twitter-adicione-todos-seguidores-com-um-clique/">bloga</a> o autor <a href="http://twitter.com/dansalles" title="twitter do Danilo">Danilo Salles</a>, &#8220;isso Ã© fato&#8221;. E jÃ¡ vem a crÃ­tica, preocupada com o efeito sobre essa mesma cultura de seguir, de valorar um usuÃ¡rio pelo seu nÃºmero de seguidores. E ainda mais, de uma forma muito sincera, preocupa-se com a reduÃ§Ã£o da cultura interconectada, das conversas transversais, Ã  uma cultura massiva/broadcast, papo de carro de som de sindicato, em que todos fingem que lÃªem e que sÃ£o lidos. Vou citar o crÃ­tico que eu <a href="http://naocontepramamae.wordpress.com/2009/04/07/177">li</a>: o Neto, do <a href="http://naocontepramamae.wordpress.com">NÃ£o Conte pra MamÃ£e</a> e colaborador no <a href="http://www.coxacreme.com.br/">CoxaCreme</a> (onde o li pela primeira vez).</p>
<blockquote><p>assim, aos poucos, lÃ¡ se vai a via de duas mÃ£os do Twitter. (&#8230;) Inflar artificialmente o nÃºmero de seguidores tem apenas essa funÃ§Ã£o: transformar o que era diÃ¡logo, em monÃ³logo.</p></blockquote>
<p>E isso nÃ£o Ã© chororÃ´, Ã© muito sÃ©rio. A Internet, principalmente a Web, Ã© a pÃ¡tria-mÃ£e de muitas culturas, algumas antagÃ´nicas, como os &#8220;conversadores&#8221; e os &#8220;massificadores&#8221;. Existe espaÃ§o para todos, mas o atrito Ã© inevitÃ¡vel. Confiar na contagem de followers perde lugar pela prÃ¡tica de alguns, mas ao mesmo tempo os nÃºmeros menores servem para reconhecer os puristas (alguÃ©m se lembra dos &#8220;legits&#8221; da Battle.net?). O uso de scripts Ã© uma cultura muito bem-vinda Ã  rede, com todos os seus usos. Eu gosto muito do <a href="http://userscripts.org">Userscripts.org</a>, repositÃ³rio de scripts para Greasemonkey.</p>
<p>A Ã‰tica das Redes Ã© menos simples do que preservar as conexÃµes e seus valores. Ã‰ entender-se como territÃ³rio de experiÃªncias, com toda sua diversidade de usuÃ¡rios, e confiar que todos saberemos nos guiar nesse caos tranqÃ¼ilo que Ã© a rede. Followers <a href="http://twitter.com/AlexCastroLLL/statuses/1459799377" title="via @AlexCastroLLL via @Lucastx">nÃ£o se abatem do imposto de renda</a>, e um nÃºmero que nÃ£o representa seus leitores, nÃ£o vale sequer como nÃºmero. E aÃ­? AÃ­ quem quer seguir esse modelo, quem quer seguir o outro, valem as culturas e os scripts diferentes.</p>
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		<title>sobre o PreÃ§o de um EspaÃ§o PÃºblico</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Apr 2009 15:26:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>barraponto</dc:creator>
				<category><![CDATA[PolÃªmica]]></category>
		<category><![CDATA[amigos]]></category>
		<category><![CDATA[cibercultura]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Este post Ã© resposta ao meu colega midiÃ¡logo Gabriel Ishida, que expressou seu desagrado com as limitaÃ§Ãµes de acesso a serviÃ§os Web, restringidos na base de pagamento. Ele compara as limitaÃ§Ãµes do Flickr, Rapidshare e Last.fm, diferenciando o limite de acesso dos primeiros (limites de hospedagem, atrasos na interface) da exclusÃ£o ao acesso do Last.fm. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este post Ã© resposta ao meu colega midiÃ¡logo Gabriel Ishida, que <a href="http://midializado.blogspot.com/2009/03/portas-trancadas-e-pedagiadas.html" title="Midializado">expressou</a> seu desagrado com as limitaÃ§Ãµes de acesso a serviÃ§os Web, restringidos na base de pagamento. Ele compara as limitaÃ§Ãµes do Flickr, Rapidshare e Last.fm, diferenciando o limite de acesso dos primeiros (limites de hospedagem, atrasos na interface) da exclusÃ£o ao acesso do Last.fm. O Ishida nÃ£o usou o termo, mas acho que Ã© a isto que ele estÃ¡ sensÃ­vel: no Rapidshare, nÃ£o pagantes usam de forma pior mas usam; no Last.fm nÃ£o pagantes usam um pouquinho e depois estÃ£o de fora, nÃ£o podem curtir mais.</p>
<p>O argumento que eu apresento aqui Ã© que meu colega, assim como uma boa parte do pÃºblico web, sente a Web 2.0 como um espaÃ§o pÃºblico. Ã‰ claro que a Web1.0 era de certa forma acessÃ­vel (lembra dos portais de hospedagem, tipo o hpg?), mas nem se compara com a Web2.0, especialmente considerado o contexto: conexÃ£o rÃ¡pida, interfaces mais avanÃ§adas (CSS2/3 e Javascript para browsers modernos), portais lindos (youtube, flickr, last.fm). Existe uma sensaÃ§Ã£o de pertencimento na rede, ajudado pelo esforÃ§o convidativo dos serviÃ§os: o &#8220;invite-only&#8221; do Orkut virou o &#8220;join now&#8221; do Twitter.</p>
<p>Todo espaÃ§o pÃºblico exige manutenÃ§Ã£o: uma praÃ§a, uma rua. Na Internet, existem os custos de conexÃ£o e hospedagem e processamento: o Twitter com seus milhÃµes de usuÃ¡rios Ã© carÃ­ssimo; o Last.fm, que faz streaming de mÃºsica, nem se fala; o Youtube sÃ³ se banca pelo Google. SÃ³ que enquanto o espaÃ§o pÃºblico do meatspace Ã© mantido pelo Estado (ou por nÃ³s mesmos, indiretamente), a Internet tem sua prÃ³pria natureza. Porque a construÃ§Ã£o de uma praÃ§a Ã© resolvida coletivamente, ou pelo menos, representativamente (diz nossa democracia). JÃ¡ uma iniciativa Web Ã© privada, sai do dinheiro do investidor. E se existem iniciativas privadas que sÃ£o tombadas como pÃºblicas, ou pelo menos sustentadas (escolas, pontos de cultura, museus), na Internet esse processo Ã© muito difÃ­cil de acontecer, tendo em vista o volume de investimento que as startups de sucesso requerem.</p>
<p>Existe um cenÃ¡rio em que uma iniciativa privada, pessoal, de serviÃ§o para rede, pode ser tornado pÃºblico, isto Ã©, de manutenÃ§Ã£o coletiva (mas nÃ£o estatal). Ã‰ o licenciamento pÃºblico de um ServiÃ§o, liberando seu cÃ³digo fonte e permitindo a colaboraÃ§Ã£o na sua construÃ§Ã£o e implementaÃ§Ã£o. Ã‰ claro que envolve seu projeto tambÃ©m: como exemplo, o Identi.ca, a alternativa ao twitter. Trata-se de um serviÃ§o de microblogging, com <acronym title="Application Programming Interface">API</acronym> e aplicativos de suporte, que se baseia em um software chamado Laconica, licenciado sob <acronym title="Affero General Public License">AGPL</acronym>. A diferenÃ§a crucial Ã© que o Laconica foi desenhado para ser implementado em diversos servidores e interoperar. Ou seja, eu posso rodar um servidor Laconica para o Instituto de Artes da Unicamp, arcando com os custos do serviÃ§o para umas mil pessoas, ou pouco menos que isso. Outro colega UnicamponÃªs pode arcar com o serviÃ§o para o Instituto de ComputaÃ§Ã£o, e nÃ³s verÃ­amos as atualizaÃ§Ãµes dos colegas em outros servidores. Isso Ã© dividir o custo do serviÃ§o. Sem contar que toda melhora no serviÃ§o (novas maneiras de lidar com spam, por exemplo) podem ser compartilhados. Sem contar que cada um de nÃ³s pode monetizar de forma diferente (eu posso inclusive deixar o Instituto pagar a conta).</p>
<p>Portanto, desenrolando o argumento, existe uma sensaÃ§Ã£o de que a Web2.0 Ã© nosso espaÃ§o pÃºblico por excelÃªncia, mas esta sensaÃ§Ã£o Ã© ilusÃ³ria. Uma hora Ã© preciso pagar as contas, e isso vai repercutir na base de usuÃ¡rios. Acredito que as soluÃ§Ãµes distribuÃ­das tem melhores condiÃ§Ãµes de se constituir como espaÃ§o pÃºblico, especialmente porque podem se tornar diversificadas. Isto Ã©, ter funÃ§Ãµes diferentes em implementaÃ§Ãµes diferentes, se associarem a outros serviÃ§os (por exemplo, Ã s provedoras) e nichificarem. E se tudo isto parece utÃ³pico demais, a Web e o E-mail sÃ£o dois exemplos de serviÃ§os que se construiram assim, atÃ© hoje.</p>
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		<title>sobre ser Jornalista no Brasil, no sÃ©culo 21, parte 2</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Apr 2009 22:10:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>barraponto</dc:creator>
				<category><![CDATA[PolÃªmica]]></category>
		<category><![CDATA[acadÃªmicos]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[NÃ£o estou obcecado com isso, mas estou acompanhando, preocupado com o futuro dos circuitos de (des)informaÃ§Ã£o no paÃ­s onde eu vivo. A questÃ£o toda Ã© bem balanceada, entre concentrar e desconcertar. Li hoje o argumento do Elias Machado, no ObservatÃ³rio da Imprensa, e suas opiniÃµes me deram a vontade de desenvolver alguns elementos no debate. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>NÃ£o estou obcecado com isso, mas estou acompanhando, preocupado com o futuro dos circuitos de (des)informaÃ§Ã£o no paÃ­s onde eu vivo. A questÃ£o toda Ã© bem balanceada, entre concentrar e desconcertar. Li hoje o argumento do Elias Machado, no ObservatÃ³rio da Imprensa, e suas opiniÃµes me deram a vontade de desenvolver alguns elementos no debate. Espero ser menos entusiasta Web e mais crÃ­tico nesta parte 2 (o entusiasmo que eu vinha mostrando atÃ© agora neste blogue me fazia soar menos sÃ©rio e menos crÃ­tico do que eu queria ser. fail). Cito o <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=531DAC001" title="Uma decisÃ£o histÃ³rica sobre o diploma">artigo</a>:</p>
<blockquote><p>A falta de dignidade para o exercÃ­cio da profissÃ£o levou jornalistas de renome, como SimÃµes Lopes Neto e Lima Barreto, a passarem por vÃ¡rias dificuldades financeiras. Lima Barreto, como antes fizera Machado de Assis, que trabalhou no MinistÃ©rio de Obras, dependia do emprego de amanuense no MinistÃ©rio da Guerra, tendo que colaborar ao mesmo tempo com diversas publicaÃ§Ãµes. SimÃµes Lopes Neto, durante uma boa parte da vida de colaborador, sequer recebia salÃ¡rio e, quando morreu, deixou a famÃ­lia na mais absoluta misÃ©ria, sem direito a uma pensÃ£o que garantisse o mÃ­nimo necessÃ¡rio para a sobrevivÃªncia da mulher e da filha adotiva. Consagrado como bico, o jornalismo nÃ£o era considerado uma profissÃ£o e o jornalista, conseqÃ¼entemente, tampouco era tido como um profissional que deveria ser retribuÃ­do por seu trabalho.</p></blockquote>
<p>Talvez o jornalismo atÃ© o sÃ©culo 20 fosse mais uma questÃ£o de fazer circular idÃ©ias (o abolicionismo ou o nacionalismo, no sÃ©culo 19) do que de sustentabilidade econÃ´mica. Renda Ã© urgente, uma vez que esse mesmo jornalismo dependia da riqueza dos seus mantenedores (em geral, homens de riqueza recente, industrial ou comercial). As assinaturas eram menos responsÃ¡veis pela sobrevivÃªncia do veÃ­culo do que a riqueza inicial e a forÃ§a de vontade. Eu estou, claro, romantizando esse passado. A capitalizaÃ§Ã£o do jornalismo, sua transformaÃ§Ã£o em bem de consumo, mudou algumas coisas aÃ­. Primeiro, a questÃ£o passou a ser o lucro. NÃ£o bastasse a preocupaÃ§Ã£o com existir (que era algo caro), ainda tinha essa margem a ser retornada aos investidores. DaÃ­ veio a promiscuidade da publicidade, que envolve os jornais em compromissos Ã s vezes escusos: como criticar seu patrocinador, seus atos, o governo? Li, nessa linha, um <a href="http://www.semana.com/documents/Doc-1671_2008812.pdf" title="el precio del silencio 200pp">relatÃ³rio</a> bem <a title="resumen ejecutivo 18pp" href="www.proacceso.cl/files/Precio%20del%20Silencio%20-%20Resumen%20Ejecutivo.pdf">resumido</a> sobre a publicidade do governo ser responsÃ¡vel por manter alguns veÃ­culos (e puxar o tapete na hora certa). Encrenca.</p>
<p>E o que isso tem a ver com a reserva? NÃ£o apenas ela encarece a iniciativa (embora coloque o jornalista em uma posiÃ§Ã£o mais confortÃ¡vel), como tambÃ©m limita o campo (jornalismo) a um espaÃ§o profissional: aqueles que publicavam para circular suas idÃ©ias agora dependem de uma formaÃ§Ã£o (Ã  qual nem todos tem acesso). Esse modelo de jornalismo terÃ¡ que ceder ao modelo de mercado. E mesmo que exista Le Monde Diplomatique, mercado de nicho ainda Ã© mercado. Ainda tem uma forma de compromissos econÃ´micos que precedem os ideolÃ³gicos. Dado que nÃ£o Ã© possÃ­vel ser neutro, pelo menos preservÃ¡ssemos a diversidade.</p>
<blockquote><p>Como qualquer atividade profissional em uma sociedade complexa como a nossa, o jornalismo pressupÃµe uma formaÃ§Ã£o superior especÃ­fica. O grau de especializaÃ§Ã£o do conhecimento nas mais diversas Ã¡reas de cobertura exige que o profissional do jornalismo tenha uma formaÃ§Ã£o conceitual, tÃ©cnica e deontolÃ³gica que possibilite uma compreensÃ£o objetiva da realidade. A rigor, o conhecimento cientÃ­fico existente sobre o jornalismo impede que um leigo possa desempenhar a prÃ¡tica profissional com um mÃ­nimo de qualidade, como antes acontecia nos tempos da imprensa artesanal e de uma sociedade infinitamente menos complexa.</p></blockquote>
<p>O que, na lÃ³gica do mercado, deveria ser uma competiÃ§Ã£o injusta, torna-se, mediado pela lei, uma competiÃ§Ã£o impossÃ­vel. No caso da engenharia civil ou da medicina, temos um risco que Ã© fatal. E no caso da informaÃ§Ã£o, por acaso imagina-se que o jornalismo Ã© canal exclusivo? Tratamos aqui, de certa forma, da autoridade que a imprensa expressa em suas notÃ­cias. Mas o que sustenta este discurso, cercado de compromissos? O que, por si sÃ³, nÃ£o compromete a confiabilidade: blogueiros tem leitores assÃ­duos que lhes credita a autoria, embora nÃ£o confie neles 100%. De certa forma, a Web pode servir para desautorizar a imprensa, que nunca esclareceu seus procedimentos de investigaÃ§Ã£o ou seleÃ§Ã£o.</p>
<p>Estas preocupaÃ§Ãµes estÃ£o em aberto, aguardando desenrolar. O esclarecimento a respeito da construÃ§Ã£o do discurso da imprensa, uma exigÃªncia utÃ³pica, caminha na direÃ§Ã£o de compreender sua excelÃªncia jornalÃ­stica. Ã‰ claro que um autor interessado em uma questÃ£o tem condiÃ§Ãµes melhores de tratÃ¡-la, por conhecer seus contornos, mas serÃ¡ que <em>necessariamente</em> melhor que um especialista com preocupaÃ§Ãµes de publicizar a questÃ£o (e o debate)? E este Ãºltimo, deve ter seu lugar na imprensa cassado atÃ© que se prove o contrÃ¡rio (ou seja, que ele se forme em jornalismo)?</p>
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