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	<description>Portal médico. Um portal sobre Medicina e dedicado aos médicos.</description>
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	<title>MGFamiliar</title>
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		<title>Em adultos com asma o uso de corticosteroides inalatórios durante um ano não se associa a efeitos adversos graves</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Apr 2026 22:44:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prescrição Racional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; &#160; Contexto: Os corticosteroides inalados (ICS) são a base do tratamento da asma, tendo um papel fundamental no controlo sintomático, melhoria da qualidade de vida, prevenção de agudizações e redução da mortalidade dos doentes. As guidelines atuais recomendam a utilização de ICS na dose mínima eficaz para controlo da doença; no entanto, verifica-se frequentemente...</p>
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<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16754 aligncenter" src="https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/inalador_500.png" alt="" width="500" height="500" srcset="https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/inalador_500.png 500w, https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/inalador_500-300x300.png 300w, https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/inalador_500-150x150.png 150w, https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/inalador_500-350x350.png 350w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Contexto:</strong> Os corticosteroides inalados (ICS) são a base do tratamento da asma, tendo um papel fundamental no controlo sintomático, melhoria da qualidade de vida, prevenção de agudizações e redução da mortalidade dos doentes. As guidelines atuais recomendam a utilização de ICS na dose mínima eficaz para controlo da doença; no entanto, verifica-se frequentemente a prescrição de ICS em doses superiores ao recomendado na prática clínica.</p>
<p><strong>Pergunta clínica:</strong> Qual é o risco de eventos adversos graves associado ao uso de ICS em adultos com asma, após 12 meses de tratamento?</p>
<p><strong>Desenho do estudo:</strong> Estudo observacional retrospetivo, de base populacional, com recurso a duas bases de dados nacionais no Reino Unido. A população em estudo incluiu adultos com asma e sem tratamento prévio com ICS. Consideraram-se como expostos os indivíduos com nova prescrição de ICS, e as doses utilizadas foram estratificadas em baixa, moderada ou elevada. Os quatro outcomes estudados foram eventos adversos cardíacos major (enfarte agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral ou morte cardiovascular), hospitalização por arritmia, pneumonia adquirida na comunidade com hospitalização e embolismo pulmonar, nos 12 meses após o início do tratamento.</p>
<p><strong>Resultados:</strong> Na coorte de 162.202 participantes elegíveis, a incidência de cada evento adverso estudado foi baixa, sendo que a pneumonia com hospitalização foi o evento mais frequente (taxa de incidência de 3,9/1000 pessoas-ano) e o embolismo pulmonar o menos frequente (taxa de incidência de 0,9/1000 pessoas-ano). Quando considerado como uma variável categórica, o uso de ICS esteve significativamente associado a todos os outcomes apenas com dose diária média moderada (valores de hazard ratio entre 2,10 e 2,63) ou elevada (valores de hazard ratios entre 2,91 e 4,63), ou quando a primeira dose prescrita foi, no mínimo, uma dose moderada. Não foram observadas associações com os outcomes estudados quando os doentes estavam medicados com doses baixas de ICS. Ao considerar o uso de ICS como uma variável contínua, o risco de cada evento adverso aumentou significativamente com o aumento da dose diária. Em análises adicionais, o número necessário para prejudicar (NNH) variou entre 230 e 1221 para doses moderadas e entre 93 e 577 para doses elevadas.</p>
<p><strong>Comentário:</strong> Ao demonstrar que o uso de ICS em baixa dose não esteve associado a aumento do risco de efeitos adversos e que o risco de cada outcome aumentou significativamente com o incremento da dose diária, o presente estudo vem reforçar a importância da adesão às guidelines clínicas, através da prescrição da menor dose eficaz de ICS. O acompanhamento regular de doentes com asma é essencial para avaliar a possibilidade de redução da dose de ICS, de modo a conciliar o controlo dos sintomas com a segurança da terapêutica.</p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39088770/" target="_blank" rel="noopener">Artigo original: Am J Respir Crit Care Med</a></p>
<p><strong>Por Soraia Ribeiro Fernandes, USF Terras do Ave</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Finerenona na insuficiência cardíaca com fração de ejeção ligeiramente reduzida ou preservada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Feb 2026 23:31:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prescrição Racional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; &#160; Pergunta clínica: Em utentes com insuficiência cardíaca (IC) e fração de ejeção ventricular esquerda (FEVE) ligeiramente reduzida ou preservada (≥40%), a finerenona, adicionada à terapêutica habitual, reduz a taxa de eventos totais de agudização da insuficiência cardíaca e de morte por causas cardiovasculares? Desenho do estudo: Trata-se de um ensaio internacional, multicêntrico, aleatorizado,...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-11048 aligncenter" src="https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/coracao_nas_maos.png" alt="" width="500" height="500" srcset="https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/coracao_nas_maos.png 500w, https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/coracao_nas_maos-300x300.png 300w, https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/coracao_nas_maos-150x150.png 150w, https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/coracao_nas_maos-350x350.png 350w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #000000;">Pergunta clínica: </span></strong><span style="color: #000000;">Em utentes com insuficiência cardíaca (IC) e fração de ejeção ventricular esquerda (FEVE) ligeiramente reduzida ou preservada (≥40%), a finerenona, adicionada à terapêutica habitual, reduz a taxa de eventos totais de agudização da insuficiência cardíaca e de morte por causas cardiovasculares?</span></p>
<p><strong><span style="color: #000000;">Desenho do estudo: </span></strong><span style="color: #000000;">Trata-se de um ensaio internacional, multicêntrico, aleatorizado, duplamente cego e controlado por placebo (ensaio FINEARTS-HF). Foram incluídos indivíduos com idade igual ou superior a 40 anos, com IC sintomática, FEVE ≥40%, evidência de doença cardíaca estrutural e níveis elevados de peptídeos natriuréticos, num total de 6001 participantes. Os participantes foram aleatorizados numa proporção de 1:1 para receber finerenona (dose máxima de 20 mg ou 40 mg uma vez por dia) ou placebo correspondente, em adição à terapêutica habitual.</span></p>
<p><strong><span style="color: #000000;">Resultados: </span></strong><span style="color: #000000;">A idade média dos participantes era de 72 anos. A FEVE média foi de 52,6±7,8% no grupo finerenona e de 52,5±7,8% no grupo placebo. A maioria dos indivíduos encontrava-se na classe funcional II da NYHA. Entre 40,5% e 40,8% dos participantes tinham diabetes mellitus tipo 2. No início do estudo, entre 13,1% e 14,1% dos utentes estavam medicados com inibidores da SGLT2.</span><br />
<span style="color: #000000;">Durante um seguimento mediano de 32 meses, o desfecho primário, composto por eventos totais de agudização da IC e morte por causas cardiovasculares, ocorreu em 1083 eventos em 624 de 3003 doentes no grupo finerenona e em 1283 eventos em 719 de 2998 doentes no grupo placebo.</span><br />
<span style="color: #000000;">A finerenona associou-se a um aumento do risco de hipercaliemia. No entanto, nenhum episódio resultou em morte. A hipercaliemia levou à hospitalização de 0,5% dos indivíduos no grupo finerenona versus 0,2% no grupo placebo. O número total de eventos de agudização da IC foi significativamente inferior no grupo tratado com finerenona, que se associou também a uma melhoria moderada do estado de saúde autorreportado pelos participantes. Observou-se ainda um efeito significativo na redução da mortalidade por causas cardiovasculares. Contudo, não se verificou benefício na melhoria da classe funcional NYHA.</span></p>
<p><strong><span style="color: #000000;">Comentário: </span></strong><span style="color: #000000;">A insuficiência cardíaca é uma patologia prevalente e cada vez mais diagnosticada, para a qual subsiste uma necessidade terapêutica não totalmente satisfeita, apesar da disponibilidade de opções recentes, como os inibidores da SGLT2. O estudo FINEARTS-HF demonstrou que a finerenona reduziu significativamente o desfecho primário composto por eventos totais de agudização da IC e morte por causas cardiovasculares. Os resultados foram consistentes, mesmo em indivíduos previamente tratados com inibidores da SGLT2. </span><span style="color: #000000;">Apesar dos efeitos adversos observados, nomeadamente a hipercaliemia, importa salientar a raridade de hospitalizações por essa causa e a ausência de eventos fatais, o que sugere uma gestão clínica eficaz da hipercaliemia e um perfil de segurança favorável da finerenona, a par dos benefícios clínicos observados nos doentes com IC neste estudo.</span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39340828/" target="_blank" rel="noopener">Artigo original: Circulation</a></p>
<p><strong>Por Sara Silva Ribeiro, USF Vimaranes</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Manual de Medicina Familiar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Feb 2026 20:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Leitura médica &#160; &#160; &#8220;Manual de Medicina Familiar&#8221; por Ian R. McWhinney Ed. Inforsalus, 1994 Do prefácio à edição portuguesa, escrito por Vítor Ramos: &#8220;Uma disciplina científica caracteriza-se por nela poderem ser identificados um objecto de estudo, uma metodologia e um conteúdo minimamente delimitável.&#8221; Ian McWhinney demonstra neste seu &#8220;Manual de Medicina Familiar&#8221; que...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<h4>Leitura médica</h4>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class="wp-image-18974 aligncenter" src="https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/Ian_McWhinney.png" alt="" width="400" height="600" srcset="https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/Ian_McWhinney.png 832w, https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/Ian_McWhinney-200x300.png 200w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>&#8220;Manual de Medicina Familiar&#8221; por Ian R. McWhinney Ed. Inforsalus, 1994</strong></p>
<p>Do prefácio à edição portuguesa, escrito por Vítor Ramos: &#8220;Uma disciplina científica caracteriza-se por nela poderem ser identificados um objecto de estudo, uma metodologia e um conteúdo minimamente delimitável.&#8221;<br />
Ian McWhinney demonstra neste seu &#8220;Manual de Medicina Familiar&#8221; que a medicina geral e familiar cumpre, de facto, aqueles três requisitos:</p>
<p>1. Centra-se na PESSOA (doente ou não)<br />
2. Dispõe de um Método Clínico<br />
3. Possui um CONTEÚDO</p>
<p>Esta versão traduzida por Maria Teresa Noronha de Andrade e revista por Armando Brito de Sá mantém-se actual em muitos dos seus aspectos. Foi o livro com que iniciei o meu internato complementar, marcou todo o meu internato e por vezes ainda o vou consultar. É uma excelente porta de entrada para a especialidade de Medicina Geral e Familiar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Outras leituras</h4>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Na vida, não há necessidade de muita bagagem para partir. Basta amar!</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18977 aligncenter" src="https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/michele-quoist.png" alt="" width="200" height="279" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>&#8220;Falai-me de Amor&#8221; de Michel Quoist, Edições Paulistas, 1986</strong></p>
<p>&#8220;AMIGO, Senta-te. Vamos conversar&#8230; ESCUTA com o teu coração, de contrário, ouvirás o murmúrio, mas não saborearás a essência das palavras&#8230;&#8221; É assim que começa este livro. Tocou-me pela primeira vez na minha juventude e, de vez em quando, revisito-o. Relata as visitas de um jovem a um amigo &#8220;sábio&#8221;. Fala da relação entre o homem e Deus, de um amor difícil de compreender à luz da razão, mas que se justifica à medida que se vai descobrindo. Fala da relação entre o homem e a mulher e do amor que os pode realizar numa plenitude difícil de imaginar. Tocou-me. Termina assim: &#8220;Na vida, não há necessidade de muita bagagem para partir. Basta amar! Lá fora o sol raiava.&#8221;</p>
<p><strong>Por Carlos Martins</strong></p>
<p><span style="color: #808080;">Nota: este texto foi publicado em 11/01/2009, reformatado em 08/02/2026</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Tratamento do parceiro masculino reduz a recorrência da vaginose bacteriana</title>
		<link>https://www.mgfamiliar.net/blog/tratamento-do-parceiro-masculino-reduz-a-recorrencia-da-vaginose-bacteriana/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=tratamento-do-parceiro-masculino-reduz-a-recorrencia-da-vaginose-bacteriana</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jan 2026 00:03:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prescrição Racional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; ﻿ &#160; Pergunta clínica: Em mulheres com vaginose bacteriana, o tratamento simultâneo do parceiro masculino com metronidazol oral e clindamicina tópica reduz a taxa de recorrência da infeção, quando comparado com o tratamento apenas da mulher? Desenho do estudo: Ensaio clínico aleatorizado, multicêntrico e aberto, realizado na Austrália. Foram incluídas 164 mulheres ≥18 anos com diagnóstico...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18962" src="https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/DST_500.png" alt="" width="500" height="500" srcset="https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/DST_500.png 500w, https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/DST_500-300x300.png 300w, https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/DST_500-150x150.png 150w, https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/DST_500-350x350.png 350w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><br />
<iframe loading="lazy" src="https://creators.spotify.com/pod/profile/mgfamiliar/embed/episodes/240-Vaginose-bacteriana-e33aflm/a-abva38b" width="500px" height="102px" frameborder="0" scrolling="no"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Pergunta clínica: </strong>Em mulheres com vaginose bacteriana, o tratamento simultâneo do parceiro masculino com metronidazol oral e clindamicina tópica reduz a taxa de recorrência da infeção, quando comparado com o tratamento apenas da mulher?</p>
<p><strong>Desenho do estudo: </strong>Ensaio clínico aleatorizado, multicêntrico e aberto, realizado na Austrália. Foram incluídas 164 mulheres ≥18 anos com diagnóstico de vaginose bacteriana (≥3 critérios de Amsel e pontuação de Nugent ≥4) e parceiro masculino regular. Todas as mulheres foram tratadas com metronidazol oral (ou alternativas tópicas, caso contraindicado). Os parceiros, no grupo de intervenção, receberam metronidazol oral 400 mg BID durante 7 dias e clindamicina tópica 2% aplicada no pénis (incluindo sob o prepúcio, quando aplicável). O desfecho primário foi a recorrência de vaginose bacteriana nas mulheres às 12 semanas, definida pelos mesmos critérios diagnósticos.</p>
<p><strong>Resultados: </strong>Verificou-se uma taxa de recorrência significativamente inferior no grupo com tratamento do parceiro (35%) comparativamente ao grupo controlo (63%), com um número necessário para tratar (NNT) de 3,5. O tempo até à recorrência foi também mais longo no grupo intervenção. A adesão dos homens ao protocolo foi variável, com apenas 59% a cumprirem ≥70% do tratamento. Os efeitos adversos foram ligeiros e pouco frequentes (apenas 4 casos de irritação cutânea). Os resultados mantiveram-se consistentes nas análises por intenção de tratar e por protocolo.</p>
<p><strong>Comentário: </strong>Este estudo aborda uma questão frequentemente negligenciada na prática clínica: o papel do parceiro masculino na recorrência da vaginose bacteriana. Com um nível de evidência elevado, os resultados sustentam que o tratamento concomitante do parceiro reduz significativamente o risco de reinfeção. Esta abordagem exige maior sensibilização dos profissionais de saúde e adesão dos casais à terapêutica, mas poderá representar um avanço importante na redução da morbilidade associada à vaginose bacteriana. Em Portugal, onde a infeção é comum, mas muitas vezes subvalorizada, este estudo reforça a necessidade de estratégias integradas e centradas no casal.</p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40043236/" target="_blank" rel="noopener">Artigo original: NEJM</a></p>
<p><strong>Por André Maçães, USF S. João do Porto</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Vencedores dos Prémios Médicos de Família de Ouro 2025</title>
		<link>https://www.mgfamiliar.net/blog/vencedores-dos-premios-medicos-de-familia-de-ouro-2025/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=vencedores-dos-premios-medicos-de-familia-de-ouro-2025</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2026 23:55:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Editorialblog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; &#160; Veja a fotogaleria completa da Gala &#160; Prémio &#8220;Médico de Família ao Longo da Vida&#8221; Dilermando Sobral José Manuel Nunes  &#60; Vencedor Luciana Monteiro Luís Pisco Luiz Miguel Santiago &#60; Vencedor Prémio &#8220;Médico de Família do Ano” Bruno Heleno &#60; Vencedor Marta Marquês Martino Gliozzi Nuno Jacinto Paula Broeiro Prémio &#8220;Melhor Tese de...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.mgfamiliar.net/fotos-da-gala-mgfamiliar-2025/"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18635 aligncenter" src="https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/1000x1000.png" alt="" width="500" height="500" srcset="https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/1000x1000.png 2001w, https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/1000x1000-300x300.png 300w, https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/1000x1000-1024x1024.png 1024w, https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/1000x1000-150x150.png 150w, https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/1000x1000-1536x1536.png 1536w, https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/1000x1000-350x350.png 350w, https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/1000x1000-600x600.png 600w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.mgfamiliar.net/fotos-da-gala-mgfamiliar-2025/">Veja a fotogaleria completa da Gala</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Prémio &#8220;Médico de Família ao Longo da Vida&#8221;</strong><br />
Dilermando Sobral<br />
José Manuel Nunes  <span style="color: #f7c705;"><strong>&lt; Vencedor</strong></span><br />
Luciana Monteiro<br />
Luís Pisco<br />
<span style="color: #1a1a1a;">Luiz Miguel Santiago <span style="color: #f7c705;"><strong>&lt; Vencedor</strong></span></span></p>
<p><strong>Prémio &#8220;Médico de Família do Ano”</strong><br />
Bruno Heleno <span style="color: #f7c705;"><strong>&lt; Vencedor</strong></span><br />
Marta Marquês<br />
Martino Gliozzi<br />
Nuno Jacinto<br />
Paula Broeiro</p>
<p><strong>Prémio &#8220;Melhor Tese de Doutoramento MGF do Ano&#8221;<br />
</strong>Carlos Franclim<br />
Filipa Fareleira<br />
João Luís Ribeiro<br />
Mónica Granja<br />
Raquel Braga<br />
Marta Fonseca <span style="color: #f7c705;"><strong>&lt; Vencedor</strong></span><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Prémio &#8220;Melhor Artigo Científico&#8221;<br />
</strong>Marta Fonseca et al.<strong><br />
</strong><span style="color: #808080;"><a style="color: #808080;" href="https://bmcmededuc.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12909-024-06484-x" target="_blank" rel="noopener">Concept mapping to promote clinical reasoning in multimorbidity: a mixed methods study in undergraduate family medicine</a></span><br />
Mafalda Proença-Portugal et al.<br />
<span style="color: #808080;"><a style="color: #808080;" href="https://doi.org/10.1186/s12911-025-03044-1" target="_blank" rel="noopener">General practitioners’ perceptions on decision aids in healthcare: a qualitative study in Portugal</a></span><br />
Tiago de Barros Mendes et al.<br />
<span style="color: #808080;"><a style="color: #808080;" href="https://www.mdpi.com/2308-3417/10/1/18" target="_blank" rel="noopener">Identification of barriers and needs in the discontinuation of benzodiazepine receptor agonists in elderly patients of a rural community—a qualitative study</a></span><br />
Dinis Brito et al. <span style="color: #f7c705;"><strong>&lt; Vencedor</strong></span><br />
<span style="color: #808080;"><a style="color: #808080;" href="https://doi.org/10.1080/25310429.2025.2466920" target="_blank" rel="noopener">Prevalence of asthma in Portuguese adults – the EPI-ASTHMA study, a nationwide population-based survey</a></span><br />
Marta Fonseca et al.<br />
<span style="color: #808080;"><a style="color: #808080;" href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11965178/" target="_blank" rel="noopener">Promoting clinical reasoning in undergraduate Family Medicine curricula through concept mapping: a qualitative approach</a></span></p>
<p>Em relação às seguintes categorias que visam reconhecer o trabalho de tantos colegas que generosamente contribuem com conteúdos para o portal MGFamiliar, todos médicos de família puderam votar.</p>
<p><strong>Prémio &#8220;Melhor Algoritmo do Ano&#8221;</strong><br />
Ângela Pinto, Gabriela Oliveira<br />
<span style="color: #808080;">Abordagem da Doença Tiroideia na Gravidez<br />
</span>Célia Araújo, Catarina Roteia, Inês Dias<br />
<span style="color: #808080;">Abordagem da Trombose Venosa Profunda<br />
</span>Joana Maia Rocha, Catarina Campos<br />
<span style="color: #808080;">Abordagem do Tremor<br />
</span>Marisa Sousa, Carina Rodrigues, Sofia Gersão, Kristina Rabcheva, Hugo Sousa<br />
<span style="color: #808080;">Abordagem da Tosse<br />
</span>Sara Andrade, Gabriela Oliveira, Ana Luísa Pereira, Mariana Faria, Rita Chavães <span style="color: #f7c705;"><strong>&lt; Vencedor</strong></span><br />
<span style="color: #808080;">Vigilância de Nódulos Tiroideus</span></p>
<p><strong>Prémio Melhor Artigo &#8220;A Não Perder&#8221;<br />
</strong>Jorge Talhada de Moura, USF Porto Centro<br />
<span style="color: #808080;">Uma intervenção simples incentiva os médicos a sentarem-se junto ao leito do paciente<br />
</span>Pedro Alexandre Ribeiro, USF Penela<br />
<span style="color: #808080;">A comunicação clínica pela positiva contribui para o sucesso das intervenções para perda de peso<br />
</span>Rebeca Cunha, USF Trilhos Dueça <span style="color: #f7c705;"><strong>&lt; Vencedor</strong></span><br />
<span style="color: #808080;">Esperar e observar é uma opção a considerar na litíase biliar sintomática sem complicações<br />
</span>Rui Costa, USF Manuel Cunha<br />
<span style="color: #808080;">A posição do braço interfere com a medição da pressão arterial<br />
</span>Pedro Alexandre Ribeiro, USF Penela<br />
<span style="color: #808080;">Início da contraceção logo no dia da consulta pode ser uma boa estratégia</span></p>
<p><strong>Prémio &#8220;Melhor Artigo Prescrição Racional&#8221;<br />
</strong>Daniela Macedo Gomes, USF Serra da Lousã<br />
<span style="color: #808080;">O papel do semaglutide na saúde cardiovascular dos pacientes não diabéticos com obesidade<br />
</span>Filipe Santos Leal, USF Mondego<br />
<span style="color: #808080;">Avaliação da antibioterapia de curta duração na infeção urinária pediátrica não complicada<br />
</span>João Lopes Guedes, USF Santo André de Poiares <span style="color: #f7c705;"><strong>&lt; Vencedor</strong></span><br />
<span style="color: #808080;">Avaliação dos opioides no tratamento da dor lombar e cervical<br />
</span>Jorge Talhada de Moura, USF Porto Centro<br />
<span style="color: #808080;">O uso concomitante de anticoagulantes orais e ISRS associa-se a um aumento do risco de hemorragia major<br />
</span>Maria Santos, USF Viseu-Cidade<br />
<span style="color: #808080;">Os inibidores da SGLT2 reduzem a mortalidade cardiovascular nos idosos com diabetes tipo 2 e insuficiência cardíaca</span></p>
<p><strong>Prémio &#8220;Melhor Ferramenta de Apoio à Consulta&#8221;<br />
</strong>Beatriz Andrade dos Santos<br />
<span style="color: #808080;">Apoio à consulta – Limites temporais dos Certificados de Incapacidade Temporária<br />
</span>Inês Moreira Vaz, Marina Rodrigues, Marta Natário Baptista, Pedro Cardoso e<br />
Sara Daniela Sousa<br />
<span style="color: #808080;">Apoio à consulta – Abordagem da osteoartrose<br />
</span>Miguel Bhatt Ambaram, Joana Abrantes <span style="color: #f7c705;"><strong>&lt; Vencedor</strong></span><br />
<span style="color: #808080;">Apoio à consulta – Vigilância da pressão arterial<br />
</span>Rita Ribau, Leonor Amaral, Mariana Fael, Rita Duarte e Daniela Sequeira<br />
<span style="color: #808080;">Apoio à consulta – Vacinas extra-PNV<br />
</span>Sofia Fonseca Monteiro, Miguel Monteiro<br />
<span style="color: #808080;">Ferramenta EXCEL – Percentil da Pressão Arterial</span></p>
<h5 style="text-align: center;"></h5>
<blockquote><p>Muitos parabéns aos nomeados e aos vencedores!</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.mgfamiliar.net/fotos-da-gala-mgfamiliar-2025/">Veja a fotogaleria completa da Gala</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>The post <a href="https://www.mgfamiliar.net/blog/vencedores-dos-premios-medicos-de-familia-de-ouro-2025/">Vencedores dos Prémios Médicos de Família de Ouro 2025</a> appeared first on <a href="https://www.mgfamiliar.net">MGFamiliar</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>O amor que não se anuncia nem se vende</title>
		<link>https://www.mgfamiliar.net/blog/o-amor-que-nao-se-anuncia-nem-se-vende/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=o-amor-que-nao-se-anuncia-nem-se-vende</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Dec 2025 00:02:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Editorialblog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um conto de Natal &#160; ﻿ &#160; Naquela noite fria de Dezembro, a cidade parecia respirar mais devagar. As luzes de Natal tremeluziam nas ruas molhadas pela chuva recente, e o cheiro a bolos proveniente da pastelaria, misturava-se com o fumo do assador de castanhas ali na rua. Um homem de barbas brancas, compridas e...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h5>Um conto de Natal</h5>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18900 aligncenter" src="https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/Nata_2025_500.png" alt="" width="500" height="500" srcset="https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/Nata_2025_500.png 500w, https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/Nata_2025_500-300x300.png 300w, https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/Nata_2025_500-150x150.png 150w, https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/Nata_2025_500-350x350.png 350w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><iframe loading="lazy" src="https://creators.spotify.com/pod/profile/mgfamiliar/embed/episodes/270-O-amor-que-no-se-anuncia-nem-se-vende-e3ckdip/a-accfi4h" width="500px" height="102px" frameborder="0" scrolling="no"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Naquela noite fria de Dezembro, a cidade parecia respirar mais devagar. As luzes de Natal tremeluziam nas ruas molhadas pela chuva recente, e o cheiro a bolos proveniente da pastelaria, misturava-se com o fumo do assador de castanhas ali na rua.<br />
Um homem de barbas brancas, compridas e desalinhadas, encolhia-se de frio junto a uma montra de um café. Lá dentro via-se o vapor que saía das chávenas, mãos quentes a envolver copos, rostos protegidos do frio. Do lado de fora, o vidro separava dois mundos.<br />
Um médico, que acabara o turno e ainda trazia o cansaço nos ombros, reparou naquele olhar fixo e cansado do homem de barbas brancas. Hesitou por instantes, depois abriu a porta.<br />
“Entre. Um chá quente ajuda sempre.”<br />
O homem sorriu com gratidão e sentou-se. Ao fundo, ouviam-se músicas de Natal, baixinho mas persistentes, como se quisessem lembrar algo esquecido.<br />
Conversaram. Primeiro sobre o frio, depois sobre a vida. Até que o homem das barbas brancas suspirou fundo.<br />
“Sabes”, disse ele, “andam a chamar-me Pai Natal, mas sinto-me cada vez mais desanimado.”<br />
O médico olhou-o com curiosidade.<br />
“Ofereci ciência”, continuou o homem, “e muitos passaram a duvidar dela. Ofereci vacinas, e houve quem as temesse mais do que à doença. Ofereci medicamentos, e alguns abusaram deles, outros usaram-nos mal. E pelo caminho, houve quem visse apenas oportunidade de lucro.”<br />
Fez-se silêncio. A chávena fumegava entre as mãos calejadas.<br />
“E agora?”, perguntou o médico, em voz baixa.<br />
O homem levantou os olhos claros, cansados mas atentos.<br />
“Agora resta-me a última esperança. Os gestos pequenos e desinteressados. O cuidado genuíno. O amor que não se anuncia nem se vende.”<br />
Olhou para o médico e sorriu.<br />
“Como o teu. Todos os dias. Quando escutas um doente, quando explicas com paciência, quando tratas alguém como pessoa e não como número. É aí que o Natal ainda vive.”<br />
Lá fora, a noite parecia menos fria. E dentro do café, entre duas chávenas de chá e uma canção antiga, o Natal aconteceu. Não em grandes milagres, mas em gestos simples, repetidos todos os dias, por quem cuida.</p>
<p>Como o teu, cara colega ou caro colega que lês este texto.<br />
Um Santo e Feliz Natal para todos vós!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Como o teu. Todos os dias. Quando escutas um doente, quando explicas com paciência, quando tratas alguém como pessoa e não como número. É aí que o Natal ainda vive.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Por Carlos Martins<br />
</strong><a href="https://orcid.org/my-orcid?orcid=0000-0001-8561-5167">ORCID</a> | <a href="https://www.linkedin.com/in/mgfamiliarnet/">LinkedIn</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Nomeados para os Prémios Médicos de Família de Ouro 2025</title>
		<link>https://www.mgfamiliar.net/blog/nomeados-para-os-premios-medicos-de-familia-de-ouro-2025/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=nomeados-para-os-premios-medicos-de-familia-de-ouro-2025</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Dec 2025 00:07:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Editorialblog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; A Gala MGFamiliar decorrerá nas instalações da Ordem dos Médicos no Porto, no próximo dia 9 de Janeiro às 21h30. Caros colegas, a entrada é gratuita. Se desejam estar presentes, por favor confirmem a vossa presença através deste formulário: https://www.mgfamiliar.net/gala-mgfamiliar/ Este é um evento inovador no panorama da Medicina nacional, no qual entregamos os...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>A Gala MGFamiliar decorrerá nas instalações da Ordem dos Médicos no Porto, no próximo dia <strong>9 de Janeiro às 21h30</strong>. Caros colegas, a entrada é gratuita. Se desejam estar presentes, por favor confirmem a vossa presença através deste formulário:</p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="https://www.mgfamiliar.net/gala-mgfamiliar/">https://www.mgfamiliar.net/gala-mgfamiliar/</a></strong></p>
<p>Este é um evento inovador no panorama da Medicina nacional, no qual entregamos os Prémios Médicos de Família de Ouro. Um momento especial que visa celebrar os Médicos de Família, o seu papel na nossa sociedade, e também o reconhecimento interpares. Foram os próprios colegas, Médicos de Família, a nomear e a eleger os premiados. em relação aos prémios &#8220;Médico de Família ao Longo da Vida&#8221;, &#8220;Médico de Família do Ano”, &#8220;Melhor Artigo Científico&#8221; e &#8220;Melhor Tese de Doutoramento&#8221;, numa primeira fase, os Médicos de Família em geral puderam nomear os candidatos para as várias categorias. Depois, um grupo de mais de 50 doutorados em Medicina Geral e Familiar foi convidado a votar nas candidaturas recebidas. E assim chegamos aos nomeados finalistas que agora revelamos.</p>
<p><strong>Prémio &#8220;Médico de Família ao Longo da Vida&#8221;</strong><br />
Dilermando Sobral<br />
José Manuel Nunes<br />
Luciana Monteiro<br />
Luís Pisco<br />
Luiz Miguel Santiago</p>
<p><strong>Prémio &#8220;Médico de Família do Ano”</strong><br />
Bruno Heleno<br />
Marta Marquês<br />
Martino Gliozzi<br />
Nuno Jacinto<br />
Paula Broeiro</p>
<p><strong>Prémio &#8220;Melhor Tese de Doutoramento MGF do Ano&#8221;<br />
</strong>Carlos Franclim<br />
Filipa Fareleira<br />
João Luís Ribeiro<br />
Mónica Granja<br />
Raquel Braga<br />
Marta Fonseca<strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Prémio &#8220;Melhor Artigo Científico&#8221;<br />
</strong>Marta Fonseca et al.<strong><br />
</strong><span style="color: #808080;"><a style="color: #808080;" href="https://bmcmededuc.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12909-024-06484-x" target="_blank" rel="noopener">Concept mapping to promote clinical reasoning in multimorbidity: a mixed methods study in undergraduate family medicine</a></span><br />
Mafalda Proença-Portugal et al.<br />
<span style="color: #808080;"><a style="color: #808080;" href="https://doi.org/10.1186/s12911-025-03044-1" target="_blank" rel="noopener">General practitioners’ perceptions on decision aids in healthcare: a qualitative study in Portugal</a></span><br />
Tiago de Barros Mendes et al.<br />
<span style="color: #808080;"><a style="color: #808080;" href="https://www.mdpi.com/2308-3417/10/1/18" target="_blank" rel="noopener">Identification of barriers and needs in the discontinuation of benzodiazepine receptor agonists in elderly patients of a rural community—a qualitative study</a></span><br />
Dinis Brito<br />
<span style="color: #808080;"><a style="color: #808080;" href="https://doi.org/10.1080/25310429.2025.2466920" target="_blank" rel="noopener">Prevalence of asthma in Portuguese adults – the EPI-ASTHMA study, a nationwide population-based survey</a></span><br />
Marta Fonseca et al.<br />
<span style="color: #808080;"><a style="color: #808080;" href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11965178/" target="_blank" rel="noopener">Promoting clinical reasoning in undergraduate Family Medicine curricula through concept mapping: a qualitative approach</a></span></p>
<p>Em relação às seguintes categorias que visam reconhecer o trabalho de tantos colegas que generosamente contribuem com conteúdos para o portal MGFamiliar, todos médicos de família puderam votar.</p>
<p><strong>Prémio &#8220;Melhor Algoritmo do Ano&#8221;</strong><br />
Ângela Pinto, Gabriela Oliveira<br />
<span style="color: #808080;">Abordagem da Doença Tiroideia na Gravidez<br />
</span>Célia Araújo, Catarina Roteia, Inês Dias<br />
<span style="color: #808080;">Abordagem da Trombose Venosa Profunda<br />
</span>Joana Maia Rocha, Catarina Campos<br />
<span style="color: #808080;">Abordagem do Tremor<br />
</span>Marisa Sousa, Carina Rodrigues, Sofia Gersão, Kristina Rabcheva, Hugo Sousa<br />
<span style="color: #808080;">Abordagem da Tosse<br />
</span>Sara Andrade, Gabriela Oliveira, Ana Luísa Pereira, Mariana Faria, Rita Chavães<br />
<span style="color: #808080;">Vigilância de Nódulos Tiroideus</span></p>
<p><strong>Prémio Melhor Artigo &#8220;A Não Perder&#8221;<br />
</strong>Jorge Talhada de Moura, USF Porto Centro<br />
<span style="color: #808080;">Uma intervenção simples incentiva os médicos a sentarem-se junto ao leito do paciente<br />
</span>Pedro Alexandre Ribeiro, USF Penela<br />
<span style="color: #808080;">A comunicação clínica pela positiva contribui para o sucesso das intervenções para perda de peso<br />
</span>Rebeca Cunha, USF Trilhos Dueça<br />
<span style="color: #808080;">Esperar e observar é uma opção a considerar na litíase biliar sintomática sem complicações<br />
</span>Rui Costa, USF Manuel Cunha<br />
<span style="color: #808080;">A posição do braço interfere com a medição da pressão arterial<br />
</span>Pedro Alexandre Ribeiro, USF Penela<br />
<span style="color: #808080;">Início da contraceção logo no dia da consulta pode ser uma boa estratégia</span></p>
<p><strong>Prémio &#8220;Melhor Artigo Prescrição Racional&#8221;<br />
</strong>Daniela Macedo Gomes, USF Serra da Lousã<br />
<span style="color: #808080;">O papel do semaglutide na saúde cardiovascular dos pacientes não diabéticos com obesidade<br />
</span>Filipe Santos Leal, USF Mondego<br />
<span style="color: #808080;">Avaliação da antibioterapia de curta duração na infeção urinária pediátrica não complicada<br />
</span>João Lopes Guedes, USF Santo André de Poiares<br />
<span style="color: #808080;">Avaliação dos opioides no tratamento da dor lombar e cervical<br />
</span>Jorge Talhada de Moura, USF Porto Centro<br />
<span style="color: #808080;">O uso concomitante de anticoagulantes orais e ISRS associa-se a um aumento do risco de hemorragia major<br />
</span>Maria Santos, USF Viseu-Cidade<br />
<span style="color: #808080;">Os inibidores da SGLT2 reduzem a mortalidade cardiovascular nos idosos com diabetes tipo 2 e insuficiência cardíaca</span></p>
<p><strong>Prémio &#8220;Melhor Ferramenta de Apoio à Consulta&#8221;<br />
</strong>Beatriz Andrade dos Santos<br />
<span style="color: #808080;">Apoio à consulta – Limites temporais dos Certificados de Incapacidade Temporária<br />
</span>Inês Moreira Vaz, Marina Rodrigues, Marta Natário Baptista, Pedro Cardoso e<br />
Sara Daniela Sousa<br />
<span style="color: #808080;">Apoio à consulta – Abordagem da osteoartrose<br />
</span>Miguel Bhatt Ambaram, Joana Abrantes<br />
<span style="color: #808080;">Apoio à consulta – Vigilância da pressão arterial<br />
</span>Rita Ribau, Leonor Amaral, Mariana Fael, Rita Duarte e Daniela Sequeira<br />
<span style="color: #808080;">Apoio à consulta – Vacinas extra-PNV<br />
</span>Sofia Fonseca Monteiro, Miguel Monteiro<br />
<span style="color: #808080;">Ferramenta EXCEL – Percentil da Pressão Arterial</span></p>
<h5 style="text-align: center;">Contamos com a vossa presença na Gala MGFamiliar 2025.</h5>
<h5 style="text-align: center;"><a href="https://www.mgfamiliar.net/gala-mgfamiliar/">Vai ser uma festa bonita!</a></h5>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>The post <a href="https://www.mgfamiliar.net/blog/nomeados-para-os-premios-medicos-de-familia-de-ouro-2025/">Nomeados para os Prémios Médicos de Família de Ouro 2025</a> appeared first on <a href="https://www.mgfamiliar.net">MGFamiliar</a>.</p>
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		<item>
		<title>Molhar o penso após cirurgia cutânea não aumenta ao risco de complicações</title>
		<link>https://www.mgfamiliar.net/blog/molhar-o-penso-apos-cirurgia-cutanea-nao-aumenta-ao-risco-de-complicacoes/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=molhar-o-penso-apos-cirurgia-cutanea-nao-aumenta-ao-risco-de-complicacoes</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Dec 2025 19:40:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A não perder]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; ﻿ &#160; Pergunta clínica: A exposição à água nas primeiras 6 horas após excisão cirúrgica de lesões cutâneas, benignas ou malignas, aumenta o risco de infeção e de hemorragia? População: Adultos com 18 ou mais anos, submetidos a excisão cirúrgica de lesões cutâneas benignas ou malignas, em regime ambulatório, por cirurgia convencional ou cirurgia...</p>
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<p><strong>Pergunta clínica:</strong> A exposição à água nas primeiras 6 horas após excisão cirúrgica de lesões cutâneas, benignas ou malignas, aumenta o risco de infeção e de hemorragia?</p>
<p><strong>População:</strong> Adultos com 18 ou mais anos, submetidos a excisão cirúrgica de lesões cutâneas benignas ou malignas, em regime ambulatório, por cirurgia convencional ou cirurgia micrográfica de Mohs.<br />
<strong>Intervenção: </strong>Exposição precoce à água, com remoção do penso 6 horas após a cirurgia e contacto da ferida com água durante pelo menos 10 minutos.<br />
<strong>Comparação: </strong>Tratamento padrão, com manutenção do penso inicial e da ferida seca durante as primeiras 48 horas após a excisão.<br />
<strong>Outcomes:</strong> Infeção da ferida cirúrgica, hemorragia e formação de hematomas, qualidade da cicatriz avaliada pela escala POSAS.</p>
<p><strong>Enquadramento: </strong>A recomendação habitual após incisão cutânea consiste em manter o penso inicial intacto e seco durante as primeiras 24 a 72 horas, com o objetivo de reduzir o risco de hemorragia e de infeção da ferida cirúrgica. Trata-se de uma prática tradicional e empírica, que pode ser bastante limitadora das atividades de vida diária em doentes submetidos a pequena cirurgia. Este estudo vem questionar esse paradigma.</p>
<p><strong>Desenho do estudo:</strong> Ensaio clínico randomizado, <em>single blinded </em>(cego para os investigadores, impossível de ocultar para os participantes) com a participação de 437 adultos com 18 ou mais anos de idade que receberam tratamento excisional de lesões em regime ambulatório, seja com técnica padrão ou cirurgia micrográfica de Mohs. A cirurgia de Mohs é uma técnica de remoção camada-a-camada com exame extemporâneo microscópico para identificação de células malignas e dirigir a progressão da excisão, permitindo a preservação do tecido com margens mínimas sem perder a garantia de eliminação de célula neoplásicas. Os participantes foram distribuídos aleatoriamente e ocultados a um de dois grupos: o grupo de intervenção com exposição precoce à água (remover o penso após 6 horas e molhar a ferida no mínimo 10 minutos no chuveiro, banho ou piscina), e o grupo com o tratamento padrão mantendo o penso inicial e mantendo-o seco nas primeiras 48 horas. O seguimento foi 14 dias e uma subpopulação de 146 participantes foi avaliada após 6 meses.</p>
<p><strong>Resultados: </strong>As taxas de hemorragia e de infeção pós-operatória foram semelhantes entre os dois grupos. A infeção ocorreu em 1,4% dos participantes no grupo de exposição precoce e em 1,8% no grupo de tratamento padrão. De igual forma, no seguimento prolongado não se observaram diferenças significativas na qualidade da cicatrização.</p>
<p><strong>Conclusão:</strong> A exposição precoce à água, a partir de 6 horas após excisão de lesões dermatológicas, não se associou a um aumento do risco de infeção ou de hemorragia, nem a alterações nas características da cicatriz, quando comparada com as recomendações habituais de manter o penso seco durante 48 horas.</p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39004350/" target="_blank" rel="noopener">Artigo original: J Am Acad Dermatol</a></p>
<p><strong>Por Luís Pimenta, USF CelaSaúde</strong></p>
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		<title>Biblioterapia: A Contradição Humana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Nov 2025 12:06:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Biblioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; &#160; Prescrição: “A Contradição Humana”, Afonso Cruz Composição do fármaco: Uma criança atenta ao mundo que a rodeia fala-nos das contradições que vê existirem neste mundo e dentro das pessoas que observa. De uma forma verdadeira e inocente, com curiosidade e inquietação, ironia e perspicácia, lembra-nos as contradições que nos rodeiam e que fazem...</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-18840 aligncenter" src="https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/A_Contradicao_Humana.jpg" alt="" width="350" height="480" srcset="https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/A_Contradicao_Humana.jpg 400w, https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/A_Contradicao_Humana-219x300.jpg 219w" sizes="auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px" /></p>
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<p><strong>Prescrição:</strong> “A Contradição Humana”, Afonso Cruz</p>
<p><strong>Composição do fármaco</strong>: Uma criança atenta ao mundo que a rodeia fala-nos das contradições que vê existirem neste mundo e dentro das pessoas que observa. De uma forma verdadeira e inocente, com curiosidade e inquietação, ironia e perspicácia, lembra-nos as contradições que nos rodeiam e que fazem parte da natureza humana. É seriamente humorístico e questionador, leve e profundo.</p>
<p><strong>Indicações terapêuticas</strong>: Para quem gosta de pessoas e do mundo, de contradições e opostos. Também poderá adequar-se àqueles que estão sempre ocupados a fazer coisas importantes, mas que necessitam de pensar, questionar, fugir da rotina e procurar a beleza para se sentirem bem consigo mesmos.</p>
<p><strong>Efeitos secundários</strong>: Revelar-se-ão realidades complexas e verdades subjacentes às contradições. Ver-se-á a sorrir para dentro de si mesmo e a divertir-se com as personagens e as ilustrações.</p>
<p><strong>Não tomar se</strong>: não quiser estimular o pensamento crítico e desafiar a lógica convencional.</p>
<p><strong>Como tomar</strong>:  Pode ser consumido por crianças, jovens, adultos e idosos, principalmente se sentem necessidade de fugir do convencional, se não gostam de verdades absolutas e se apreciam a complexidade da natureza humana. Os textos curtos e em carateres diferenciados, as cores fortes e as ilustrações magníficas permitem tornar a leitura um grande prazer, ao ritmo de cada um, a qualquer hora do dia.</p>
<p><strong>Biografia do autor</strong>: Nascido na Figueira da Foz em 1971, é um escritor, ilustrador, cineasta e músico da banda <em>The Soaked Lamb</em>. Recebeu vários prémios de literatura e ilustração a nível nacional e internacional, como: Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco 2010, Prémio Literário Maria Rosa Colaço 2009, Prémio da União Europeia para a Literatura 2012. Vive no campo. Gosta de viajar e dos amigos.</p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/7.-7a-Edicao-Livros-Sao-o-Melhor-Remedio.pdf">7ª Ed Newsletter &#8220;A Contradição Humana&#8221;</a></p>
<p><strong>Por Joana Reis, médica de família na USF Pulsar, ULS Coimbra</strong></p>
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		<title>Rastreio de Helicobacter pylori associado ao rastreio do cancro do cólon e reto</title>
		<link>https://www.mgfamiliar.net/blog/rastreio-de-helicobacter-pylori-associado-ao-rastreio-do-cancro-do-colon-e-reto/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=rastreio-de-helicobacter-pylori-associado-ao-rastreio-do-cancro-do-colon-e-reto</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Nov 2025 22:41:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A não perder]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; ﻿ &#160; Pergunta clínica: Entre as pessoas convidadas para o rastreio do cancro do cólon com teste imunoquímico fecal (FIT), a adição de um teste de antigénio Helicobacter pylori nas fezes ao FIT reduz as taxas de incidência e de mortalidade por cancro gástrico, em comparação com o FIT isolado? Desenho do estudo: Este...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15249 aligncenter" src="https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/estomago_500.png" alt="" width="500" height="500" srcset="https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/estomago_500.png 500w, https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/estomago_500-300x300.png 300w, https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/estomago_500-150x150.png 150w, https://www.mgfamiliar.net/wp-content/uploads/estomago_500-350x350.png 350w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><iframe loading="lazy" src="https://creators.spotify.com/pod/profile/mgfamiliar/embed/episodes/220-Rastreio-da-infeo-por-Helicobacter-pylori-e2t3lpe/a-abnajv4" width="500px" height="102px" frameborder="0" scrolling="no"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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<p><strong>Pergunta clínica</strong>: Entre as pessoas convidadas para o rastreio do cancro do cólon com teste imunoquímico fecal (FIT), a adição de um teste de antigénio Helicobacter pylori nas fezes ao FIT reduz as taxas de incidência e de mortalidade por cancro gástrico, em comparação com o FIT isolado?</p>
<p><strong>Desenho do estudo</strong>: Este ensaio clínico randomizado de base populacional envolveu 51 centros de saúde em 26 municípios do condado de Changhua, em Taiwan. Os participantes, com idades entre os 50 &#8211; 69 anos, foram randomizados para um convite para teste de antigénio Helicobacter pylori nas fezes + FIT ou apenas FIT. O recrutamento foi feito desde 1 de janeiro de 2014 a 27 de setembro de 2018 e o acompanhamento final foi realizado em 31 de dezembro de 2020. Foram selecionadas aleatoriamente 240 000 pessoas utilizando software informático e distribuídas aleatoriamente numa proporção de 1:1, cada uma constituída por 120 000 pessoas, para o grupo do teste de antigénio Helicobacter pylori nas fezes + FIT ou apenas FIT. Resultados positivos do teste de antigénio Helicobacter pylori nas fezes obrigaram a tratamentos antibióticos padronizados e, em algumas pessoas de endoscopia digestiva alta; resultados positivos do FIT obrigaram a colonoscopia. Os outcomes primários estabelecidos foram a incidência e a taxa de mortalidade por cancro gástrico e os secundários, a incidência e mortalidade por cancro do cólon.</p>
<p><strong>Resultados</strong>: De 240 000 adultos aleatorizados, 63 508 foram convidados para teste de antigénio Helicobacter pylori nas fezes + FIT e 88 995 apenas para FIT. Dos 240 000 aleatorizados, foram excluídos 38 792 que não estavam contactáveis e 48 705 que não receberam um convite. Dos convidados, as taxas de participação no rastreio foram de 49,6% para o teste de antigénio Helicobacter pylori nas fezes + FIT e de 35,7% para o FIT isolado. As taxas de incidência de cancro gástrico foram de 0,032% no grupo teste de antigénio Helicobacter pylori nas fezes + FIT e de 0,037% no grupo FIT isolado, isto é, não houve redução significativa da incidência quando utilizados os dois testes. As taxas de mortalidade por cancro gástrico foram de 0,015% no grupo teste de antigénio Helicobacter pylori nas fezes + FIT e de 0,013% no grupo FIT isolado. No entanto, após o ajuste para diferenças na participação no rastreio, duração do acompanhamento e caraterísticas do paciente em análises <em>post hoc</em>, um convite para teste de antigénio Helicobacter pylori nas fezes + FIT foi associado a taxas mais baixas de cancro gástrico (0,79 [IC 95%, 0,63-0,98]), mas não à mortalidade por cancro gástrico (1,02 [IC 95%, 0,73-1,40]), em comparação com o FIT isolado.</p>
<p><strong>Comentário: </strong>Em Portugal, o teste de antigénio Helicobacter pylori nas fezes não é atualmente comparticipado, o que se tornaria um obstáculo à adesão dos utentes, não permitindo uma facilitada aplicabilidade deste método de rastreio juntamente com a pesquisa de sangue oculto nas fezes, a título individual. Ainda assim, penso que será interessante acompanhar novos desenvolvimentos nesta área, visto ser de extrema importância detetar este microrganismo dada a sua comprovada relação com cancro gástrico.</p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2824276?guestAccessKey=64bd1f13-899c-4d2a-9b4c-6b0965426389" target="_blank" rel="noopener">Artigo original: JAMA</a></p>
<p><strong>Por Rebeca Cunha, USF Trilhos Dueça</strong></p>
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<p>The post <a href="https://www.mgfamiliar.net/blog/rastreio-de-helicobacter-pylori-associado-ao-rastreio-do-cancro-do-colon-e-reto/">Rastreio de Helicobacter pylori associado ao rastreio do cancro do cólon e reto</a> appeared first on <a href="https://www.mgfamiliar.net">MGFamiliar</a>.</p>
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