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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-7388209</atom:id><lastBuildDate>Mon, 09 Nov 2009 17:40:07 +0000</lastBuildDate><title>Mox in the Sky with Diamonds</title><description>ASI - Autobahn of Stupid Ideas. 
Filosofia, rock'n'roll, cachaça, cinema e política. Pra embrulhar teu estômago, filho.</description><link>http://somepills.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (-MOX-)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>705</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" href="http://feeds.feedburner.com/MoxInTheSkyWithDiamonds" type="application/rss+xml" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com" /><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7388209.post-5146063948772422879</guid><pubDate>Mon, 09 Nov 2009 17:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-09T15:40:07.510-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Φιλοσοφία</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Violência</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Garantismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Antropologia</category><title /><description>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;AS CRÍTICAS A LÉVI-STRAUSS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A MORTE de Lévi-Strauss gerou uma pilha de obituários. Alguns, previsivelmente, em caráter crítico. Vou tentar responder a alguns deles (dois da Folha, p.ex., de Luiz Felipe Pondé e Pereira Coutinho, dois representantes - o primeiro um pouco ambivalente - da direita &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pensante&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;Os críticos do etnólogo francês reconhecem a importância do seu trabalho, mas afirmam que, com o estruturalismo, Lévi-Strauss &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nivelou &lt;/span&gt;todas as culturas, impedindo o seu julgamento e legitimando suas estruturas. Ademais, deixou sem referencial o Ocidente, impedindo a primazia do discurso iluminista.&lt;br /&gt;Ambas críticas estão &lt;span style="font-style: italic;"&gt;erradas&lt;/span&gt;. Primeiro, Lévi-Strauss era um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;etnólogo&lt;/span&gt;, e não um filósofo moral. Portanto, sua tarefa não é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;julgar &lt;/span&gt;as culturas, mas compreendê-las. Afirmar que toda cultura é uma totalidade fechada e carece de irracionalidade não significa, ao mesmo tempo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nivelar&lt;/span&gt; as culturas, ao menos não no sentido fortemente valorativo que as críticas afirmam. É impressionante -- e isso ocorre também MUITO frequentemente na Criminologia - como certas pessoas têm dificuldade de dissociar o nível descritivo do valorativo. É verdade que toda descrição é não-neutra, mas isso não significa, ao mesmo tempo, a impossibilidade de descrever. O fato de a objetividade ter sido relativizada pela filosofia do século XX não significa, automaticamente, que não exista objetividade. Isso é simplesmente falso. Aqueles que não conseguem distinguir ser a objetividade um "setor" da experiência do mundo de não existir ou não entenderam nada, ou estão de má-fé.&lt;br /&gt;Lévi-Strauss era, como eu disse, um etnólogo, preocupado com a cientificidade das suas descrições. Não cabia a ele, portanto, afirmar que todas as culturas são iguais, ou que dá tudo na mesma. Isso é uma conclusão &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nossa &lt;/span&gt;do seu trabalho. O que ele "nivelou" não foram os critérios morais das diversas culturas, mas a sua racionalidade -- Lévi-Strauss simplesmente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;apresentou &lt;/span&gt;as formas a partir das quais a experiência no mundo se organiza, demonstrando que os "primitivos" não são comparáveis a loucos ou crianças (se quiséssemos ampliar, diríamos que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nem &lt;/span&gt;loucos ou crianças pensam de forma "irracional"). O que me leva ao segundo ponto.&lt;br /&gt;A prosa antropológica de Lévi-Strauss não é, como afirmam alguns entusiastas do liberalismo político, "anti-ocidental" ou "anti-iluminista". Lévi-Strauss é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;anti-etnocêntrico&lt;/span&gt;, ou seja, alguém que tem a preocupação não de desmerecer os valores ocidentais, mas de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;circunscrevê-los &lt;/span&gt;no tempo e espaço. Que a idéia de sujeito, a definição de razão, a crença do contrato social e a visão da liberdade do liberalismo político/iluminismo são fenômenos tipicamente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ocidentais&lt;/span&gt;, poucos duvidam. A conclusão que se tira disso é que um discurso verdadeiramente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;universalista &lt;/span&gt;deveria se pautar por categorias negociadas entre as diversas culturas, sob pena de ser -- como é -- imperialismo ocidental (ainda que um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bem-intencionado &lt;/span&gt;imperialismo). Nossa cultura não é isenta de críticas e nem é perfeita. Se é melhor que a Taleban, ótimo. Mas negociar algo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;universal &lt;/span&gt;com o Taleban significa ter que estabelecer um parâmetro mínimo de diálogo, que não necessariamente precisa coincidir com indivíduos, estado de natureza, contrato, liberdade, mercado.&lt;br /&gt;Todos aqueles que pautam os valores &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ocidentais &lt;/span&gt;como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;universais &lt;/span&gt;são visivelmente etnocêntricos. E o etnocentrismo é uma forma de preconceito (e, por isso, de violência). O que Lévi-Strauss nos apresentou foi a diversidade de sistemas culturais, todos organizados e racionais em si mesmos, tornando imensamente complexa a possibilidade de negociação do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;universal&lt;/span&gt;. E é perfeitamente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;plausível &lt;/span&gt;que assim seja, haja vista a diversidade que perpassa o mundo (muito mais plausível que simplórias imagens ocidentais de indivíduos que se reúnem em contratos).&lt;br /&gt;A discussão em torno do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;universal&lt;/span&gt; está longe ainda de algum resultado, e certamente Lévi-Strauss não atrapalhou, mas a complexificou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;devidamente&lt;/span&gt;. O iluminismo não é outra coisa senão uma forma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sagrada &lt;/span&gt;de religião &lt;span style="font-style: italic;"&gt;civil&lt;/span&gt;, quer dizer, uma espécie de secularização das formas sagradas que troca seus atores, mas mantém inalterada a posição das peças. Trata-se, portanto, de uma forma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cultural &lt;/span&gt;(e não &lt;span style="font-style: italic;"&gt;universal&lt;/span&gt;) que tem seus méritos (muitos) e deméritos (vários), como as demais. Não pode se impor com base na violência do etnocentrismo, conquanto muitas das culturas particulares que nos deparamos se apresentem como violentas.&lt;br /&gt;O que queremos como universal? É uma discussão apenas iniciante, que autores como Levinas (ética, alteridade), Derrida (hospitalidade), Agamben (profanação), Benjamin (redenção) e tantos outros contribuíram e problematizaram ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7388209-5146063948772422879?l=somepills.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/MoxInTheSkyWithDiamonds/~3/88YW7eHkiu4/as-criticas-levi-strauss-morte-de-levi.html</link><author>noreply@blogger.com (-MOX-)</author><feedburner:origLink>http://somepills.blogspot.com/2009/11/as-criticas-levi-strauss-morte-de-levi.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7388209.post-3444811528469726216</guid><pubDate>Tue, 03 Nov 2009 17:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-03T15:47:25.153-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Φιλοσοφία</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Psicanálise</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Violência</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Antropologia</category><title /><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SvBr-M5r37I/AAAAAAAAAzk/U8hUwY4oiaM/s1600-h/d57120dc-bc07-11dd-8808-9d8a2c854f7a.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 220px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SvBr-M5r37I/AAAAAAAAAzk/U8hUwY4oiaM/s400/d57120dc-bc07-11dd-8808-9d8a2c854f7a.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399934669576462258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;CLAUDE LÉVI-STRAUSS (1908-2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tinha a nítida impressão de já ter escrito um post por aqui sobre Lévi-Strauss&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;. &lt;/span&gt;Depois de conferir até os rascunhos do blog, concluí que fiquei só na promessa. Diante da morte do genial antropólogo francês, resta homenageá-lo, ainda que de forma curta, pois meu tempo anda escasso (e isso não é retórica).&lt;br /&gt;É conhecida a frase de Freud acerca das três feridas narcísicas: a primeira, por Galileu, tira a Terra do centro do Universo; a segunda, por Darwin, tira o homem do centro da Criação; a terceira, por Freud (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;a modéstia não estava entre suas características...&lt;/span&gt;), tira a homem da posse da sua "própria casa", ou seja, da sua consciência, revelando a existência do inconsciente. Lévi-Strauss seguramente poderia ocupar um espaço de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quarta &lt;/span&gt;ferida narcísica, ao ferir de morte o narcisismo do homem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ocidental &lt;/span&gt;(Freud incluso): mostrando que o pensamento científico não era superior aos demais e abrindo a possibilidade de uma interpretação formal das culturas a partir do estruturalismo, Lévi-Strauss derruba o mito do homem europeu no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;centro &lt;/span&gt;do mundo.&lt;br /&gt;O que Lévi-Strauss, apoiado em Mauss, não cansou de mostrar foi que as culturas não podem ser hierarquizadas em "evoluídas" e "primitivas", ou "civilizadas" e "bárbaras", atribuindo às segundas o rótulo de irracionais, absurdas, infantis. Lévi-Strauss prova a partir do método estrutural que toda cultura - por mais rudimentar que pareça - é um sistema organizado de crenças, uma totalidade que estrutura o agir e interpretar o mundo por aqueles que a compartilham. Essa estrutura, nos diz o autor, ultrapassa os indivíduos que estão ali presentes, uma vez que não pressupõe qualquer intencionalidade destes ao transmitirem os arcabouços culturais tais como mitos, ritos e diferenças. Isso não significa pensar a cultura "fora" dos indivíduos, mas sim ultrapassar a noção cartesiana de "consciência" (e Freud, nos diz Lévi-Strauss, foi sua principal influência no aspecto) para abarcar uma espécie de "super-racionalismo", em que o próprio inconsciente é capturado nos seus movimentos a partir das estruturas sociais (que seriam "infraestruturas", daí a admiração igualmente por Marx e pela geologia).&lt;br /&gt;O pensamento de Lévi-Strauss é, portanto, da forma, e não da substância. Ele não hierarquiza os sistemas de crenças a partir da proximidade com o pensamento científico, tal como os positivistas até hoje fazem. Lévi-Strauss, ao contrário, entende cada sistema como uma totalidade coerente em si mesma, que muitas vezes não apenas responde a problemas concretos do cotidiano, mas até produz "conhecimento desinteressado" (tal como  longas classificações de plantas por índios que Lévi-Strauss arrola em "O Pensamento Selvagem"). Como antropólogo, a preocupação &lt;span style="font-style: italic;"&gt;científica&lt;/span&gt; de Lévi-Strauss era nítida, e fazia questão de separar a "boa" (o estruturalismo) da "má" ciência (o funcionalismo). No entanto, isso não significava reprisar o preconceito etnocêntrico, mas abrir a possibilidade de pensar outras culturas como outros "mundos", sem necessariamente estabelecer hierarquias.&lt;br /&gt;Quando leio que José Saramago escreve novo livro "herético" sobre religião, fico pensando o quanto lhe faria bem a leitura de Lévi-Strauss. A visão materialista-positivista não é falha por estar cientificamente errada, mas por não compreender que as grandes e pequenas religiões - cristianismo, judaísmo, islamismo, p.ex. - são sistemas de mundo organizados que traduzem determinados valores, não passando de birra adolescente a visão caricata de, p.ex, "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" (o mesmo se aplica a Dawkins, Hitchens, etc.).&lt;br /&gt;Os contributos de Lévi-Strauss à ciência da antropologia são inestimáveis. O maior contributo, no entanto, é sempre o de fundo ético: Lévi-Strauss nos abriu a possibilidade de pensar o estranho sem, no mesmo passo, violentá-lo com as nossas crenças.    &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7388209-3444811528469726216?l=somepills.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/MoxInTheSkyWithDiamonds/~3/pUtLxAiiyPE/claude-levi-strauss-1908-2009-tinha.html</link><author>noreply@blogger.com (-MOX-)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SvBr-M5r37I/AAAAAAAAAzk/U8hUwY4oiaM/s72-c/d57120dc-bc07-11dd-8808-9d8a2c854f7a.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://somepills.blogspot.com/2009/11/claude-levi-strauss-1908-2009-tinha.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7388209.post-188721934184021326</guid><pubDate>Tue, 27 Oct 2009 13:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-27T12:02:44.468-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Rocks</category><title /><description>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;50 DISCOS IMPERDÍVEIS DOS ANOS 2000 (em quatro posts)&lt;br /&gt;Parte IV - 10-1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejam bem-vindos aos paraíso! Eis os deuses da década:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Subyaz8ePPI/AAAAAAAAAys/CijOPWw4dto/s1600-h/coral.gif"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 305px; height: 305px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Subyaz8ePPI/AAAAAAAAAys/CijOPWw4dto/s400/coral.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397267745884486898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. THE CORAL, "MAGIC AND MEDICINE" (2003)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sim, senhor! Esse álbum desses guris da Inglaterra é a melhor experiência de hippismo e folk  psicodélico da década. Sem qualquer concessão comercial, o The Coral apresentou um álbum bastante distante do primeiro (também &lt;span style="font-style: italic;"&gt;excelente&lt;/span&gt; em suas guitarras &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mariachis &lt;/span&gt;perturbadoras), viajante, chapante, enfim, puramente regado nos anos 60/70 &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sem &lt;/span&gt;qualquer resquício de saudosismo ou nostalgia. Eles soam &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;naturalmente &lt;/span&gt;em um "entre-lugar" entre o antigo e o moderno, conseguindo atualizar o estilo de bandas como The Zombies numa riqueza experimental incrível. Disco para ouvir na praia, tranquilo, deixando passar os momentos serenamente. Recomendo fortemente "Liezah", "Gypsie mark blues", "In the forest", "Bill Mccai", entre outras. Depois o The Zutons tentou copiar os caras, mas nem chegou aos pés.    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/KyapFbvPJio&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SubzMJnTU9I/AAAAAAAAAzM/mE3rhsrE96I/s1600-h/9428-carnavas.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SubzMJnTU9I/AAAAAAAAAzM/mE3rhsrE96I/s400/9428-carnavas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397268593514861522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. SILVERSUN PICKUPS, "CARNAVAS" (2006)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O Silversun Pickups é a perfeita síntese entre dois terrenos fantásticos do rock britânico e norte-americano: de um lado, as guitarras estridentes, rasgadas e turbinadas do Sonic Youth e dos Smashing Pumpkins; de outro, as paredes de guitarras que geram uma "imensidão sonora" dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;shoegazers &lt;/span&gt;do My Bloody Valentine e Slowdive. Ao fazer confluir essas duas tendências fantásticas, o Silversun Pickups nos entregou uma passagem para o céu -- especialmente aos amantes do instrumento de seis cordas. "Lazy Eye" é uma das maiores canções da década. "Common Reactor", "Melatonin", "Dream at tempo" e outras completam magistralmente esse verdadeiro tratado que recupera e atualiza o rock dos anos 90. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/twL3ms4bjZk&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Subya5oWafI/AAAAAAAAAyk/wElcLnq1dvk/s1600-h/15827.now-here-is-nowhere.gif"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 282px; height: 282px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Subya5oWafI/AAAAAAAAAyk/wElcLnq1dvk/s400/15827.now-here-is-nowhere.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397267747410700786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. SECRET MACHINES, "NOW HERE IS NOWHERE" (2003)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Idiossincrasia do autor, mais uma vez. Insisto: os Secret Machines são uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;grande &lt;/span&gt;banda subvalorizada. E "Now here is nowhere", seu primeiro álbum (antecedido pelo ótimo EP "September 000"), é marcante no seu estilo grandioso e repleto de ambição -- com influências de Flaming Lips, Grandaddy, Mercury Rev, Pink Floyd, Spiritualized, Explosions in the Sky e outros -- ." First wave intact", "The road leads where its lead", "You are chains" e "Nowhere again" são espetáculos de músicas, regadas na mais sincera guitarra, excelente vocal e virtuose na bateria. Um álbum poderoso que bebe nas fontes do rock progressivo, pós-rock e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;indie &lt;/span&gt;em geral. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/98S1ncIW8tw&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="295"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SubyaQC2RCI/AAAAAAAAAyU/fokhxZeiFL8/s1600-h/4579-hot-fuss.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 392px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SubyaQC2RCI/AAAAAAAAAyU/fokhxZeiFL8/s400/4579-hot-fuss.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397267736247551010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. THE KILLERS, "HOT FUSS" (2004)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Uma "usina de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;singles"&lt;/span&gt;, como certa vez li na internet; não pode ter definição melhor "Hot fuss". Brandon Flowers e sua banda recuperam sonoridades bastante discutíveis -- New Order e Queen -- para fazer um DISCAÇO, cheio de canções grudentas e para ser ouvidas no mais alto volume. Não haverá &lt;span style="font-style: italic;"&gt;jukebox &lt;/span&gt;dos anos 2000 sem "Mr. Brightside" ou "Somebody told me", outra dona de pistas desse século. Isso sem falar da minha favorita dos Killers, dona de um dos riffs mais espetaculares da década: "Smile like you mean it". Não há como resistir esse riff culhudo sem dar um sorriso e agradecer aos deuses pelo rock.   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/b2pzSFkNFZ0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="320" height="265"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SubzLhMfIPI/AAAAAAAAAy8/AtT_dvbXmjs/s1600-h/10785-in-rainbows.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 358px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SubzLhMfIPI/AAAAAAAAAy8/AtT_dvbXmjs/s400/10785-in-rainbows.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397268582664970482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. RADIOHEAD, "IN RAINBOWS" (2007)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eles. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não precisa de muita explicação: é só a maior banda do mundo fazendo um grande disco. Sem muitos acréscimos experimentais, sem retornar a um estilo nostálgico; simplesmente executando com perfeição tudo que deve ser feito. Depois de trabalhos mais experimentais -- "Kid A", "Amnesiac", "Hail to the Thief" e "Com Lag", além do solo "The Eraser" do Thom Yorke -- o Radiohead "pousa" novamente na Terra para nos presentear canções como "Reckoner", o reggae-dream-pop "House of Cards", a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;stoner &lt;/span&gt;"Bodysnatchers", a virada de "Weird Fishes/Arpeggi", além da eletrônica "All I need". Tudo é perfeito aqui -- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;como sempre&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/8nTFjVm9sTQ&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SubybMXQK3I/AAAAAAAAAy0/mkfBHO3mxTk/s1600-h/8680-a-ghost-is-born.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 364px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SubybMXQK3I/AAAAAAAAAy0/mkfBHO3mxTk/s400/8680-a-ghost-is-born.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397267752439262066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. WILCO, "A GHOST IS BORN" (2004)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Depois de ficar viciado em analgésicos e passar por clínica de reabilitação, Jeff Tweedy resolveu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;experimentar&lt;/span&gt;. Experimentar mesmo -- chamando para produzir seu álbum ninguém menos que o sônico Jim O'Rourke. O resultado é que o Wilco abandona o "dad rock", deixando o "bom comportamento" para ingressar na psicodelia, com Jeff tocando muita guitarra e solando como seu mestre Neil Young. Embora não seja virtuose, Tweedy proporcionou solos melodiosos, ousados, longos, eletrificando ao máximo sua sonoridade sem perder qualidade e ainda deixando algumas baladas presentes. Basta ouvir "At least that's what you said". Nada mais é necessário na vida. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/fLNAZZYnaVg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="320" height="265"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SubyalKH2mI/AAAAAAAAAyc/d1Ewadogxu0/s1600-h/3081-yoshimi-battles-the-pink-robots.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 300px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SubyalKH2mI/AAAAAAAAAyc/d1Ewadogxu0/s400/3081-yoshimi-battles-the-pink-robots.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397267741915208290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. THE FLAMING LIPS, "YOSHIMI BATTLES THE PINK ROBOTS" (2002)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Falando em psicodelia...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os REIS da psicodelia são realmente os Flaming Lips. Em "Yoshimi battles the pink robots" batem o recorde próprio e apresentam um álbum conceitual que faz confluir a perfeição do pop com a lisergia extrema, em um som absolutamente chapante. Nada, aliás, mais adequado aos Flaming Lips do que esse adjetivo. Com elementos eletrônicos, belas tiradas de violão, melodias esplêndidas e letras cômicas, os Flaming Lips nos trazem um disco perfeito do início ao fim, sem qualquer música ruim, destacando as ótimas "Yoshimi battles the pink robots pt 1 e pt 2", "Ego tripping at the gates of hell", "In the morning with magicians" e as lindíssimas "Are you hypnotist?" e "It's summertime". Disco bom demais -- puro LSD.   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/0Nl06tWXJGk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="320" height="265"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Subz2n9AQuI/AAAAAAAAAzc/PcAH19-C-Lo/s1600-h/4113-turn-on-the-bright-lights.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Subz2n9AQuI/AAAAAAAAAzc/PcAH19-C-Lo/s400/4113-turn-on-the-bright-lights.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397269323213456098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. INTERPOL, "TURN ON THE BRIGHT LIGHTS" (2002)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Poucas bandas novas -- talvez só Strokes e Libertines, de repente Monkeys e Franz -- tiveram tantos fãs nessa década como o Interpol. Com toda justiça. A acusação de plágio do Joy Division não resiste a uma breve audição desse álbum magnânimo, repleto de guitarras densas que se deslocam em longas travessias ao lado de um baixo arrepiante. Ouvir "Turn on the bright lights" é mergulhar uma uma longa viagem em que se cruzam instrumentos e lançam o ouvinte em uma dimensão de imersão total, ficando os temas grudados no cérebro para sempre. Não há como não se apaixonar por canções maravilhosas como "PDA", "NYC", "Stella was a diver and she's always down", "Roland" e "The New". Quando vemos, já estamos tomados pelas guitarras que viciam em "doses cavalares". Com influências que passam por Echo and the Bunnymen, Joy Division e o pós-rock, o Interpol é sim &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;original &lt;/span&gt;e cunhou seu próprio estilo para essas e as décadas que seguem. Não há como resistir à pujança de "Turn on the bright lights". &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/CJNd2kKmnH0&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Subz2njisDI/AAAAAAAAAzU/us2-dpVeFnA/s1600-h/16293.is-this-it.gif"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 291px; height: 291px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Subz2njisDI/AAAAAAAAAzU/us2-dpVeFnA/s400/16293.is-this-it.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397269323106660402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. THE STROKES, "IS THIS IT" (2001)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Alguém viu por aí um caminhão que passou e atropelou a década? Não foram poucos os adjetivos que recebeu "Is this it" quando apontou no mercado. "Salvação do rock", entre outros. Com toda razão. Há alguns anos o rock não via algo tão consistente em pouco mais que quarenta minutos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;e com o básico&lt;/span&gt;. Respirando na estética dos anos 60/70 do Television, Velvet Underground e mesmo dos Ramones, os Strokes reeditam o rock &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;direto &lt;/span&gt;que acaba sendo a tradução dessa própria década. "Is this it" é um petardo único e certeiro, que atinge diretamente a veia do ouvinte. "Someday" e "Last Nite" foram explosões que atingiram até  o público alheio ao rock; fora elas, "The Modern Age", "Hard to explain" e "Alone, together" já viraram clássicos definitivos. Não resista; os Strokes são MESMO o negócio.  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/hfDTkxV-X2w&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SubzMM97XsI/AAAAAAAAAzE/948NnLb1Qs4/s1600-h/kida200.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 322px; height: 322px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SubzMM97XsI/AAAAAAAAAzE/948NnLb1Qs4/s400/kida200.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397268594415066818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. RADIOHEAD, "KID A" (2000)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Totalmente previsível. Não há lista que se preste que não coloque "Kid A" em primeiro lugar na década por uma simples razão: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;é &lt;/span&gt;o melhor álbum da década, e pronto. Com isso, o Radiohead ganha o posto de soberano absoluto dos 90's e 00's, se somarmos na conta "Ok Computer". Precisa dizer mais? Precisa dizer que "Kid A" é o passo adiante que apenas o Radiohead seria capaz de dar depois de uma obra-prima? Precisa dizer que é a exploração experimental de um mundo pós-humano, em que depois da era glacial do consumo as máquinas finalmente venceram e agora são únicas em um mundo paranóico e maluco? Precisa dizer que a desesperança e tecnicismo de "Kid A" é a própria vivência do inumano aperfeiçoada até o limite? Que "Kid A" é um primor técnico de produção e acabamento? Que tudo está no lugar exato? Que canções como "Idioteque", "The National Anthem", "Morning Bell" e "Everything in its right place" são amostras da perfeição? Ou que "Kid A" não é apenas o melhor, mas o melhor álbum feito no primeiro ano da década sem deixar qualquer chance para que qualquer outro amarre seu sapato? &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sorry, guys, they're the best&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Try again next decade.&lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/VrpGhEVyrk0&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7388209-188721934184021326?l=somepills.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/MoxInTheSkyWithDiamonds/~3/XALocQzXol8/50-discos-imperdiveis-dos-anos-2000-em_9587.html</link><author>noreply@blogger.com (-MOX-)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Subyaz8ePPI/AAAAAAAAAys/CijOPWw4dto/s72-c/coral.gif" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://somepills.blogspot.com/2009/10/50-discos-imperdiveis-dos-anos-2000-em_9587.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7388209.post-9040196513079017046</guid><pubDate>Fri, 23 Oct 2009 15:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-23T17:51:51.034-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Rocks</category><title /><description>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;50 DISCOS RECOMENDADOS DOS ANOS 2000 (em quatro posts)&lt;br /&gt;20-11.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos chegando aos dez primeiros!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SuIGf4Cr7cI/AAAAAAAAAxE/GJlzeLr0X7I/s1600-h/10486.parachutes.gif"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 280px; height: 280px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SuIGf4Cr7cI/AAAAAAAAAxE/GJlzeLr0X7I/s400/10486.parachutes.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395882448232639938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20. COLDPLAY, "PARACHUTES" (2000)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Apesar dos seus desafetos, certo é que "Parachutes" continua sendo uma referência pela quantidades de ótimas baladas, a maioria delas bebendo no clima "The Bends" (Radiohead). Como não é nenhum pecado copiar a melhor banda do mundo, palmas para o Coldplay. "Parachutes" é o disco que o Travis sonhou a vida inteira em fazer e jamais chegou minimamente perto ("The Man Who" não lambe o sapato desse álbum). Canções como "Everything's not lost", "High speed", "Trouble", "Don't panic", entre outras, marcaram a década. Embora a alguns pareça forçado e mela-cueca, a realidade é que o Coldplay executa seus objetivos como poucos, e há um certo recheio mais sombrio ainda nesse álbum. "Parachutes" é ótimo de ouvir do início ao fim. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SuIGgtkl6LI/AAAAAAAAAxk/p4S4BKLGPZk/s1600-h/2879-the-earth-is-not-a-cold-dead-place.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SuIGgtkl6LI/AAAAAAAAAxk/p4S4BKLGPZk/s400/2879-the-earth-is-not-a-cold-dead-place.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395882462601930930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19. EXPLOSIONS IN THE SKY, "THE EARTH IS NOT A COLD DEAD PLACE" (2003)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mais uma vez escrevo sobre eles: será possível traduzir sentimentos com fidelidade sem auxílio das palavras? Depois de ouvirmos esse álbum, começamos a nos perguntar se o contrário não é mais verdadeiro, ou seja, se não seriam as guitarras muito mais fidedignas aos impulsos que sentimos do que algumas letras empilhadas. "The Earth is not a cold dead place" é doce desde o seu título. Traduz experiência sonora que consegue retratar a fragilidade humana como poucas. Os temas, como "Your hand in mine" ou "Six days at the bottom of the ocean", são perfeitos retratos de uma solidão devastadora, no segundo caso, ou de um encontro irrepetível, no primeiro. O certo é que essa sinfonia de guitarras nos põe em êxtase. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SuIGgSUJzmI/AAAAAAAAAxc/nGopay1N9nU/s1600-h/4771-the-libertines.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SuIGgSUJzmI/AAAAAAAAAxc/nGopay1N9nU/s400/4771-the-libertines.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395882455285223010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18. THE LIBERTINES, "THE LIBERTINES" (2003)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Imitados por muitos, igualados por ninguém. Os Libertines chegaram e saíram como a banda mais importante do "novo rock" inglês. A quantidade de proto-Libertines nas lojas de Londres é incrível, mas isso só se explica pelo talento contagiante da dupla Barat-Doherty que tanta polêmica causou na década. "The Libertines" aperfeiçoa "Up the Bracket" e consegue traduzir a combinação que a banda faz entre Clash e Beatles, banhada no ritmo dos Strokes. Entre tosqueiras e baladas, temos aqui um punhado de singles que marcaram a década e embalaram as pistas de dança: "Can't stand me now", "What did Katie", "What became of the likely lads". Poucos tiveram essa inspiração. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SuIGgLzLsqI/AAAAAAAAAxM/1F75B5jxVXk/s1600-h/microcastleweirdera200.gif"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 339px; height: 339px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SuIGgLzLsqI/AAAAAAAAAxM/1F75B5jxVXk/s400/microcastleweirdera200.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395882453536322210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17. DEERHUNTER, "MICROCASTLE" (2008)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Como poderia ser a música pop após o My Bloody Valentine? Deerhunter é a resposta. Sem as guitarras corrosivas que animam a vida dos que gostam de barulho, a criatividade psicodélica do Deerhunter aqui se manifesta a partir de elementos eletrônicos que se sucedem em memoráveis músicas. Continuo ouvindo o álbum até hoje e não acho uma música ruim só. Entre melodias doces e lisergia extrema, "Microcastle" é construído em camadas e mais camadas de pop da melhor qualidade, espelhado em temas como "Nothing ever happened", "Microclastle", "Agarophobia", "Little Kids". &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SuIHSufzNCI/AAAAAAAAAyE/1BBWBlc2QFo/s1600-h/9252-through-the-windowpane.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 398px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SuIHSufzNCI/AAAAAAAAAyE/1BBWBlc2QFo/s400/9252-through-the-windowpane.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395883321843725346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16. GUILLEMOTS, "THROUGH THE WINDOWPANE" (2006)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Talvez os Guillemots estivessem em posto mais alto se não tivesse me frustrado tanto no segundo álbum. "Through the windowpane" foi celebrado nesse blog como melhor álbum de 2006 -- um ano de bons discos -- e continua sendo de excelente audição. Espécie de encontro entre Jeff Buckley e "Kid A", o trabalho é um passeio quase conceitual por canções envolventes e em pleno equilíbrio entre um experimentalismo livre e melodias levemente pops. "Little bear", "We're here", "Trains to Brazil", "Sao Paolo" são canções que marcaram época na sua beleza e criatividade.    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SuIGgFw1dFI/AAAAAAAAAxU/SaLxpO0DRL8/s1600-h/452-funeral.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 301px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SuIGgFw1dFI/AAAAAAAAAxU/SaLxpO0DRL8/s400/452-funeral.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395882451915863122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15. ARCADE FIRE, "FUNERAL" (2004)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A primeira sensação que vem quando ouvimos o Arcade Fire pela primeira vez é de completo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;estranhamento&lt;/span&gt;. Que tipo de som é esse, meio barroco, confuso, inclassificável? Os canadenses, contudo, têm o dom de se desvencilhar dos preconceitos e atingir audiências improváveis, especialmente após suas brilhantes performances ao vivo. Hoje, "Rebellion (lies)", "Neighborhood&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; # 1" e "Into the back seat" são reconhecidas na sua esquisitice e melodias épicas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SuIHSSw86zI/AAAAAAAAAx8/_9Gv3bM9NeM/s1600-h/8982-dont-believe-the-truth.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SuIHSSw86zI/AAAAAAAAAx8/_9Gv3bM9NeM/s400/8982-dont-believe-the-truth.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395883314399472434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. OASIS, "DON'T BELIEVE THE TRUTH" (2006)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Melhor &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;(talvez único)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;trabalho na década de uma das melhores bandas de todos os tempos, "Don't believe the truth" é a marca da maturidade do Oasis, quando a banda, já acenando certa limitação criativa, debruça-se sobre a rock clássico e coloca sobre ele seu próprio estilo (do que "Mucky Fingers", uma bela releitura do Velvet Underground, é demonstração). Seguros, tocando rock direto e contagiante ("The importance of being idle", "A bell will ring", "Turn up the sun"), os Gallagher deixam aqui mais um legado para o estilo, acrescendo mais um item à lista dos seus álbuns que ficam na história. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SuIHSsO9D0I/AAAAAAAAAyM/0CmpEIWhqrA/s1600-h/11438-third.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SuIHSsO9D0I/AAAAAAAAAyM/0CmpEIWhqrA/s400/11438-third.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395883321236197186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. PORTISHEAD, "THIRD" (2008)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Depois de 10 anos de suspense, como seria o álbum do Portishead, uma das principais bandas dos anos 90? Uma decepção, como tudo que vem do Prodigy essa década, algo indiferente, como os discos atuais do Massive Attack, ou um pastiche de si mesmo, como aconteceu como o Garbage? Nada disso. Apesar de parado, o Portishead se mostrou antenado a todas as novidades dos últimos anos e lançou um disco atordoante na sua complexidade, desafiador, cheio de nuances e experimentalismo -- tudo à altura do que sempre foi o Portishead. Da brutal "Machine Gun" à delicada "The Rip", somos chamados ao mundo próprio do Portishead, para o qual a viagem é sempre prazerosa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SuIHSKEqunI/AAAAAAAAAx0/41zn_aSDs_o/s1600-h/8652-elephant.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SuIHSKEqunI/AAAAAAAAAx0/41zn_aSDs_o/s400/8652-elephant.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395883312066247282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. THE WHITE STRIPES, "ELEPHANT" (2003)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Uma&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;das principais bandas da década, com a estrela indie Jack White, o White Stripes merece a posição simplesmente por ter inventado o riff de "Seven Nation Army", que ficará marcado para sempre na memória de todos ao lado de outros clássicos do rock. "Elephant" é a incursão mais voltado para o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;blues rock&lt;/span&gt; da banda, saindo um pouco da podreira-punk-de-garagem dos outros álbum e procurando outro tipo de composição. "Ball and Biscuit", "I just don't know what to do with myself" e "Hardest button to button" são os privilegiados produtos dessa pequena virada.    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SuIHR4zpbMI/AAAAAAAAAxs/penCORAGDVs/s1600-h/6693-echoes.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SuIHR4zpbMI/AAAAAAAAAxs/penCORAGDVs/s400/6693-echoes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395883307431455938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. THE RAPTURE, "ECHOES" (2003)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"Echoes" não é exatamente um primor em nenhum aspecto. Tem defeitos claros na produção, exageros nos vocais, às vezes tosquice em demasia. Só que é o disco MAIS FODA para a pista da década. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nada&lt;/span&gt; -- LCD Soundsystem nem chega perto -- se iguala ao embalo de "House of Jealous Lovers", "I need your love" ou "Sister Saviour". É impossível não ouvir e querer dançar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;imediatamente&lt;/span&gt;. Assim como os Strokes são responsáveis por parcela e os Libertines por outra parcela do "novo rock", o Rapture inspirou todas as bandas que cultivaram o electro na década, inclusive o hype frustrado dos Klaxons e a "new rave", -- com o rótulo mais amplo de "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;dancepunk&lt;/span&gt;". Ouvir o Rapture é respirar o ar sujo e libertino das boates de Nova York. Impossível aguentar parado. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7388209-9040196513079017046?l=somepills.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/MoxInTheSkyWithDiamonds/~3/HnAH1BZUETw/blog-post.html</link><author>noreply@blogger.com (-MOX-)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SuIGf4Cr7cI/AAAAAAAAAxE/GJlzeLr0X7I/s72-c/10486.parachutes.gif" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://somepills.blogspot.com/2009/10/blog-post.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7388209.post-7471374552084666609</guid><pubDate>Mon, 19 Oct 2009 21:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-21T18:03:49.556-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Rocks</category><title /><description>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;50 DISCOS IMPERDÍVEIS DOS ANOS 2000 (em quatro posts)&lt;br /&gt;Parte II - 35-21.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguimos com o segundo dos quatro posts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/St9hX6OoiOI/AAAAAAAAAvc/hAEIfsJYXp8/s1600-h/178-source-tags-and-codes.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/St9hX6OoiOI/AAAAAAAAAvc/hAEIfsJYXp8/s400/178-source-tags-and-codes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395137942008662242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;35. ... AND YOU WILL KNOW US BY THE TRAIL OF DEAD, "SOURCE TAGS AND CODES" (2002)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Guitarras estridentes, melódicas; longas e perfurantes guitarras. O Trail of Dead aperfeiçoa aqui seus discos anteriores e atinge o refinamento máximo para levar a cabo um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hardcore&lt;/span&gt; potente, regado da sua mais sutil criatividade que deságua em agudos bruscos e ininterruptos. Sem hesitar, o Trail of Dead desce dos céus ao inferno em saltos. Facilmente ensurdecedor, "Source Tags and Codes" é também melancolia e movimento, tudo condensado na preferência da banda em fazer álbuns conceituais e unos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/St9mDM6mqSI/AAAAAAAAAw0/7s2H-o5Pvo0/s1600-h/Grizzlybear-yellowhouse.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 266px; height: 238px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/St9mDM6mqSI/AAAAAAAAAw0/7s2H-o5Pvo0/s400/Grizzlybear-yellowhouse.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395143083805813026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;34. GRIZZLY BEAR, "YELLOW HOUSE" (2007)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Combinação entre bucólico e psicodélico, na linha do folk de Sufjan Stevens, porém com pitadas ainda mais experimentais, variações climáticas espetaculares, arranjos múltiplos e criativos, tudo recheado por melodias que, de tão doces, parecem não se contagiar pelas harmonias malucas, permanecendo acessíveis&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;. Músicas como "On a neck, on a spit", "Marla" e "Colorado" são arrebatadoras.   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/St9hXT9MRcI/AAAAAAAAAvM/GIf7Xbgjf_A/s1600-h/12411.sophtware-slump.gif"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 269px; height: 269px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/St9hXT9MRcI/AAAAAAAAAvM/GIf7Xbgjf_A/s400/12411.sophtware-slump.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395137931734959554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;33. GRANDADDY, "THE SOPHTWARE SLUMP" (2000)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O Grandaddy reaparece na lista com aquele que é o álbum que realmente formatou seu espaço dentro do rock norte-americano, na belíssima síntese entre uma melancolia extremamente humana e elementos robóticos, quase que transmitindo à máquina a tristeza de uma vida já desesperançada no seu desenrolar. A riqueza dos arranjos, regados com a utilização de recursos eletrônicos, torna esse álbum um espécime a ser valorizado pelas décadas que seguirão. Nada fala melhor do que a lindíssima "So you aim towards the sky" ou "Jed, the humanoid", na sua leveza e doçura repletas de tristeza. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/St9hYJfPRwI/AAAAAAAAAvs/SmLvkegVrwE/s1600-h/6699-pretty-in-black.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/St9hYJfPRwI/AAAAAAAAAvs/SmLvkegVrwE/s400/6699-pretty-in-black.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395137946104841986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;32. THE RAVEONETTES, "PRETTY IN BLACK" (2005)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não resta dúvida que os Raveonettes são lembrados pela influência incontestável do Jesus and Mary Chain sobre o seu trabalho. Aqui, no entanto, as paredes de guitarra que são a marca registrada da banda britânica (J&amp;amp;MC) são suavizadas em detrimento do outro aspecto que identifica o som da dupla dinamarquesa: a inspiração dos anos 50, berço do rock'n'roll, com sua rebeldia juvenil, seu apego à velocidade e aos refrões pegajosos, além de excelentes baladas. Para conferir "Love in a trashcan", "Uncertain times" ou "Red Tan" e não ter dúvidas dessa peculiar banda dos nossos dias. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/St9mCw2v0oI/AAAAAAAAAws/3Xfpq_04vh8/s1600-h/Digitalash.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/St9mCw2v0oI/AAAAAAAAAws/3Xfpq_04vh8/s400/Digitalash.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395143076273443458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;31. BRIGHT EYES, "DIGITAL ASH IN A DIGITAL URN" (2005)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Apesar &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;de Connor Oberst ter se destacado mais pelo trabalho no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;folk &lt;/span&gt;com violões, sendo precipitamente comparado a Bob Dylan no início da carreira, o álbum que dele mais me marcou foi justamente o que ele arriscou algo diferente, isto é, uma incursão na música eletrônica, congregando sobretudo a influência do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;trip hop&lt;/span&gt; (embora sem a batida típica). Sem entregar facilidades ao ouvinte, o Bright Eyes despeja letras ácidas e melodias quebradiças, desafiando a entrar nesse mundo a partir da toca do coelho ("Down in the rabbit role"). Canções como "Easy/Lucky/Free", "Arc of time" ou "A believe in simpathy" espelham toda qualidade desse álbum.  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/St9iegyUyrI/AAAAAAAAAwU/LexZtvGbQsQ/s1600-h/10017-sound-of-silver.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 392px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/St9iegyUyrI/AAAAAAAAAwU/LexZtvGbQsQ/s400/10017-sound-of-silver.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395139154949753522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30. LCD SOUNDSYSTEM, "SOUND OF SILVER" (2007)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Marcado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; pela quase unanimidade positiva, James Murphy tem pouco a reclamar da década. Sua sonoridade não apresenta exatamente grandes revoluções no âmbito da música eletrônica, mas é segura naquilo que mostra: a influência do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;minimal techno &lt;/span&gt;e do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;electro &lt;/span&gt;levada para as pistas de dança. Músicas como "Us and them", "All my friends" e "Someone great" são verdadeiros energéticos para as baladas dos anos 2000. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/St9ieNFReiI/AAAAAAAAAwE/rMVokGyan4A/s1600-h/9059-rather-ripped.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 397px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/St9ieNFReiI/AAAAAAAAAwE/rMVokGyan4A/s400/9059-rather-ripped.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395139149660518946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29. SONIC YOUTH, "RATHER RIPPED" (2006)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Depois de marcar as décadas anteriores com seus trabalhos seminais ("Goo", "Dirty", "Daydream nation"), os Sonic Youth continuaram despejando álbuns de qualidade, embora certamente já não causando mais tanta surpresa quanto o seu desarranjo causava. Aqui, em "Ratter Ripped", a visceralidade típica do seu som -- que preza certo desconforto no ouvinte -- é levemente limada para alcançar um tom mais limpo e direto. Até o vocal da maior das &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bad girls&lt;/span&gt; do rock -- Mrs. Kim Gordon -- normalmente desafinado e rouco, aqui é mais trabalhado e afinado. "Incinerate", "Turquoise boy", "Sleppin' around" e "Reena" traduzem o melhor Sonic Youth da década.  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/St9id_KYwoI/AAAAAAAAAv8/cwWk3kAPpFA/s1600-h/8888-fever-to-tell.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 300px; height: 298px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/St9id_KYwoI/AAAAAAAAAv8/cwWk3kAPpFA/s400/8888-fever-to-tell.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395139145923871362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28. YEAH YEAH YEAHS, "FEVER TO TELL" (2003)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Excessivamente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;valorizada pela crítica, a banda de Karen O não é exatamente genial. Todo o hype em torno dos discos posteriores, a meu ver, não faz sentido. Mas esse disco tem que ser reconhecido. Trazendo um punk cru até o limite, com a vocalista urrando como uma cadela no cio, "Fever to tell" marcou a década com sua agressividade e sensualidade. Que o digam as tantas bandas que ainda continuam imitando a sonoridade (p.ex., Be your own pet). Sem falar que, depois de acabada a explosão que se configura com as dez primeiras músicas, ainda temos a direito a ouvir a beleza que é "Maps". &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/St9ms7qdpII/AAAAAAAAAw8/SuHni1XIx2Q/s1600-h/Brmccover.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 302px; height: 298px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/St9ms7qdpII/AAAAAAAAAw8/SuHni1XIx2Q/s400/Brmccover.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395143800729216130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27. BLACK REBEL MOTORCYCLE CLUB, "B.R.M.C." (2001)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O primeiro trabalho do BRMC também remete aos Jesus and Mary Chain, assim como os Raveonettes. Aqui, no entanto, o som é mais complexo, melódico e escuro, remetendo por vezes aos shoegazers divinos do My Bloody Valentine. Composições inspiradíssimas como "Love Burns", "Red eyes and tears" e "Awake" traduzem uma banda pesada, densa e sobretudo dona de uma estética "noturna". Um disco para as pistas de dança mais obscuras.  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/St9jN5yls3I/AAAAAAAAAwc/BhxQrZAkaNw/s1600-h/10072-because-of-the-times.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/St9jN5yls3I/AAAAAAAAAwc/BhxQrZAkaNw/s400/10072-because-of-the-times.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395139969115599730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26. KINGS OF LEON, "BECAUSE OF THE TIMES" (2007)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Se nos primeiros dois álbuns o Kings of Leon havia sido tratado por vezes como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;engodo&lt;/span&gt;, uma vez que seria simplesmente uma banda surfanda no onda dos Strokes, aqui a coisa é sem dúvida diferente. As canções fáceis e diretas (p.ex., "The Bucket", "Molly Chambers") dão lugar a sonoridades mais complexas, menos dançantes e mais criativas. Combinando o estilo sulista com um certo toque de arena, aqui os Kings of Leon encontram novo equilíbrio que os lança num patamar acima de outras bandas do "novo rock" que não conseguiram mais do que um ou dois bons &lt;span style="font-style: italic;"&gt;singles&lt;/span&gt;. Que o digam músicas como "Fans". &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/St9ieUxmxaI/AAAAAAAAAwM/NISVegh6gVY/s1600-h/9484-sams-town.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/St9ieUxmxaI/AAAAAAAAAwM/NISVegh6gVY/s400/9484-sams-town.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395139151725512098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25. THE KILLERS, "SAM'S TOWN" (2006)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tudo indica que esse disco deveria ser uma bomba. Afinal, o Killers não hesita em brincar com a breguice e se inspira em fontes que não me agradam: Bruce Springsteen, Queen, New Order. O resultado, porém, é bem diferente. Ninguém leu tão bem a expressão POWER daquilo que chamamos de "power pop". O Killers traduz sua competência que a todo tempo mede fronteiras com a farofa, mas consegue sair ilesa, em canções como "Bones", "River is wild", "For reasons unknows", "Read my mind" e "When you are young". Basta ouvi-las para sentir o coração pulsando e a vontade de pular. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/St9idtoKQNI/AAAAAAAAAv0/YGIUe2eIJto/s1600-h/15921.takk.gif"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 354px; height: 386px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/St9idtoKQNI/AAAAAAAAAv0/YGIUe2eIJto/s400/15921.takk.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395139141216911570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24. SIGUR RÓS, "TAKK" (2005)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Certa vez descrito como "o canto das baleias brancas", o Sigur Rós é verdadeira osquestra no chamado "pós-rock", uma tendência que privilegia as harmonias sobre as melodias e um instrumental ambicioso como o rock progressivo, ainda que sem as demonstrações de virtuosismo. "Takk" é doce e explosivo, do angelical ao terrível. Canções como "Glósóli", "Milanó" e "Saeglopur" não são apenas pequenos momentos de hedonismo, mas verdadeiras novas experiências sensoriais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/St9hXtXkHtI/AAAAAAAAAvU/dAeH5Q50M24/s1600-h/1342-you-are-free.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 300px; height: 253px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/St9hXtXkHtI/AAAAAAAAAvU/dAeH5Q50M24/s400/1342-you-are-free.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395137938556460754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23. CAT POWER, "YOU ARE FREE" (2003)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Cat Power, ou Charlyn Marshall, é uma das vozes femininas mais interessantes do cenário contemporâneo. Dona de uma voz ligeiramente rouca e plácida, tem em "You are free", ao lado de "Moon Pix" (1998), o seu melhor. Esse álbum, embora não recomendado para suicidas, é de uma beleza incrível ao longo da sua execução. Baseadas sobretudo em arranjos de pianos ou violões que entornam a voz fantástica de Marshall, músicas como "Werewolf", "Baby doll" e "Maybe not" são avalassadoras na sua tristeza e expressão de sinceridade. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/St9jOPTtZAI/AAAAAAAAAwk/O9LLIs5InSI/s1600-h/10242-boxer.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 398px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/St9jOPTtZAI/AAAAAAAAAwk/O9LLIs5InSI/s400/10242-boxer.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395139974891660290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22. THE NATIONAL, "BOXER" (2007)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nenhuma grande aventura; ao contrário, apenas o convencional. A aposta do The National é soar como "veludo para os ouvidos". "Boxer" transpira suas músicas, que parecem saídas de uma simpática - mas melancólica - intimidade diretamente do coração. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Um álbum típico de uma banda de Nova York: denso, escuro, sombrio. Imagine-se num pequeno boteco escuro, numa madrugada que vai se estendendo, em meio à fumaça de cigarro, alguns&lt;em&gt; drinks&lt;/em&gt; e levado por um piano que faz sucederem-se belas canções. Os tons intimistas de "Racing like a pro", "Apartment story", "Fake empire" e "Green Gloves" são de abocanhar qualquer ser humano que não tenha perdido o músculo do lado esquerdo do peito. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/St9hYEEU-BI/AAAAAAAAAvk/8IjbzTdX6-k/s1600-h/4588-kasabian.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 297px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/St9hYEEU-BI/AAAAAAAAAvk/8IjbzTdX6-k/s400/4588-kasabian.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395137944649791506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21. KASABIAN, "KASABIAN" (2004)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Filho dos Stone Roses e Primal Scream, o Kasabian busca recuperar a sonoridade do início dos anos 90 em um cenário nostálgico dos anos 80. E o primeiro álbum tem farta energia para enfrentar seus concorrentes de pista. Temas como "Processed beats", "Reason is treason", "LSF" e "Cut off" incendeiam no seu embalo contagiante e ritmo ensandecido. Se o Kasabian não é uma novidade em termos criativos, o certo é que pelo menos executa com maestria a sua proposta. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7388209-7471374552084666609?l=somepills.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/MoxInTheSkyWithDiamonds/~3/4SEuXuWuLg4/50-discos-imperdiveis-dos-anos-2000-em_19.html</link><author>noreply@blogger.com (-MOX-)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/St9hX6OoiOI/AAAAAAAAAvc/hAEIfsJYXp8/s72-c/178-source-tags-and-codes.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://somepills.blogspot.com/2009/10/50-discos-imperdiveis-dos-anos-2000-em_19.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7388209.post-3940516577704128634</guid><pubDate>Fri, 16 Oct 2009 15:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-16T20:33:45.922-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Rocks</category><title /><description>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;50 DISCOS IMPERDÍVEIS DOS ANOS 2000 (em quatro posts)&lt;br /&gt;Parte I - 50-36.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Inspirado pela Pitchfork, resolvi publicar uma listinha de 50 discos que considero imperdíveis da nossa década e arriscar, ao final, algum comentariozinho mais intenso sobre cada um. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Stj3d-2QgyI/AAAAAAAAAtU/-VP2Aj3t0wU/s1600-h/7270-from-a-basement-on-the-hill.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Stj3d-2QgyI/AAAAAAAAAtU/-VP2Aj3t0wU/s400/7270-from-a-basement-on-the-hill.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393332648235008802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;50. ELIOTT SMITH, "FROM A BASEMENT ON THE HILL" (2004)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O álbum mais precisamente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;impuro &lt;/span&gt;de Eliott Smith, inclusive acusado por familiares e amigos de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;distorcer &lt;/span&gt;a visão do músico, é o que considero melhor. Embora grande compositor, a meu ver sempre faltou em Eliott algo a mais que garantisse canções mais elaboradas. E isso é que ocorre nesse álbum, cheio de baladas desvastadoras e efeitos criativos.&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Subir e descer do topo em segundos: eis a tônica do álbum que, como o seu próprio póstumo autor, reflete a melancolia nas suas idas-e-vindas. Recusa qualquer declínio de intensidade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Stj3eTfAY3I/AAAAAAAAAtc/AFKfgCpupR4/s1600-h/773-howl.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Stj3eTfAY3I/AAAAAAAAAtc/AFKfgCpupR4/s400/773-howl.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393332653774627698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;49. BLACK REBEL MOTORCYCLE CLUB, "HOWL" (2003)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Saindo da influência dos J&amp;amp;MC e do shoegaze, o BRMC se volta para um álbum que mescla os estilos de raiz da cultura norte-americana: soul, folk, gospel e country. O resultado é um belíssimo álbum que reflete com facilidade a estrada e uma vida boêmia. &lt;span&gt;Estar com o BRMC em "Howl" é compartilhar o habitat dos bêbados, andarilhos e vagabundos,  dos indomáveis, tudo ao som de potentes violões elétricos que nos guiam para o aberto da aventura da vida. &lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Stj3e2tN9BI/AAAAAAAAAtk/WRwMrijrPzk/s1600-h/1538-a-rush-of-blood-to-the-head.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Stj3e2tN9BI/AAAAAAAAAtk/WRwMrijrPzk/s400/1538-a-rush-of-blood-to-the-head.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393332663229477906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;48. COLDPLAY, "A RUSH OF BLOOD TO THE HEAD" (2002)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O segundo álbum do Coldplay foi responsável pela sua ascensão mundial e lançou a banda nas paradas que transcendem o rock. "A Rush of Blood to the Head" bebe na fonte do U2, com vestígios claros do Radiohead, e alcança as massas com baladas inspiradas, revezadas, no álbum, com faixas mais violentas que são levadas pelo piano de Chris Martin e pela guitarra de Jon Buckland. Temas como "The Scientist", "Clocks", "A Rush..." e "Amsterdam" dispensam maiores comentários. &lt;span&gt;"A Rush of Blood", apesar de ser um disco pop de massas, é ainda algo feito com o coração: tem a marca da juventude e da inocência. Sua vitalidade vem precisamente desse ar despretensioso e leve que vai conduzindo a audição.  &lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Stj4LvUGKQI/AAAAAAAAAuU/axP-oycq8BA/s1600-h/8524-carbon-glacier.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 354px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Stj4LvUGKQI/AAAAAAAAAuU/axP-oycq8BA/s400/8524-carbon-glacier.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393333434339174658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;47. LAURA VEIRS, "CARBON GLACIER" (2004)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A mocinha-geóloga do Colorado traz nesse álbum um punhado de canções doces,tristes e delicadas. Sua voz quase infantil contrasta com arranjos ricos e ousadia, situando o ouvinte numa espécie de paz gelada (daquelas que só os melancólicos sabem apreciar). Belíssimos vocais como em "Ether Sings", "Shadow Blues" ou "Rapture" ganham uma acolchoada cobertura por arranjos de cordas como em "Icebound stream". &lt;span&gt;Estar com Laura é viver na frieza "glacial" das suas canções que, paradoxalmente, são reflexo de uma alma quente o suficiente para agüentar aquilo que de mais frio há. &lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Stj3fNsUOwI/AAAAAAAAAts/vyGzr9NzUmE/s1600-h/3544-sumday.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 300px; height: 297px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Stj3fNsUOwI/AAAAAAAAAts/vyGzr9NzUmE/s400/3544-sumday.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393332669399710466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;46. GRANDADDY, "SUMDAY" (2003)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Já &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;um tanto conhecido pelo seu amálgama homem/robô, o Grandaddy volta-se para a pureza do semi-acústico, expressando com violões e deliciosos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;backing vocals &lt;/span&gt;serenidade, calmaria, paz. Os barbudos de Montana não cansam de nos trazer um tom dos EUA rural, revisitado a partir do rock moderno e bebendo as fontes de Neil Young e companhia. Sem qualquer resquício de nostalgia, o Grandaddy visita o meio rural para trazê-lo hibridizado com a tecnologia e a angústia dos nossos dias, trazendo um clima decadente e blasé das pequenas cidades do longínquo interior. &lt;span&gt;"Sumday" é a experiência daqueles longos e infinitos campos onde o ar é mais puro e o vento mais frio, a solidão é mais intensa e nada há do barulho e inquietação do mundo urbano. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Stj3fgMCeTI/AAAAAAAAAt0/Exjyn8XLJ4w/s1600-h/picture.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 150px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Stj3fgMCeTI/AAAAAAAAAt0/Exjyn8XLJ4w/s400/picture.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393332674364602674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;44. MANIC STREET PREACHERS, "LIFEBLOOD" (2004)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Disco menos festejado da década dos Manics - e talvez de toda sua carreira - "Lifeblood" é talvez o único mergulho de uma década saturada dos anos 80 no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;rock &lt;/span&gt;dos anos 80, isto é, do que se fez em termos de guitarras por aquele tempo. De um U2, por exemplo. O álbum não tem a agressividade típica de outros dos Manics, mas é inspirado nas melodias e faz pop com muita classe, usando os teclados com habilidade e sem breguice. Destaque para "Empty Souls", "The love of Richard Nixon" e "1985" (que já entrega a referência do álbum).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Stj4L8ZJTDI/AAAAAAAAAuc/SAplGxaFswA/s1600-h/10697-white-chalk.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 355px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Stj4L8ZJTDI/AAAAAAAAAuc/SAplGxaFswA/s400/10697-white-chalk.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393333437850012722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;43. PJ HARVEY, "WHITE CHALK" (2007)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Álbum mais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sui generis &lt;/span&gt;da carreira de PJ Harvey, geralmente repleta de guitarras abrasivas e versos fortes, "White Chalk" é um melancólico registro que contempla &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;canções de infância, tudo em ritmo sufocante e ao mesmo tempo absolutamente particular, íntimo. É um disco impressionista que provoca o ouvinte.&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Uma criança atormentada que se liberta da angústia e sofrimento despejando-os sem qualquer medo de atingir outros pela tempestade. &lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Stj5DMOE6II/AAAAAAAAAus/Vkq9dEmxXwY/s1600-h/9991-drums-and-guns.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Stj5DMOE6II/AAAAAAAAAus/Vkq9dEmxXwY/s400/9991-drums-and-guns.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393334386991360130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;42. LOW, "DRUMS AND GUNS" (2007)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A única palavra que define corretamente esse álbum é: dilacerador. Precioso manifesto de uma tristeza sufocante, angústia desesperadora, melancolia mortífera, tudo no mais último grau de possibilidade, chegando ao assassinato, estupro, na morte. Com canções curtas e repletas de detalhes só alcançáveis com fones de ouvido, "Drums and Guns" é uma experiência no extremo minimalismo que só é suportável para poucos. &lt;span&gt;Ouvir esse álbum é como entrar em uma estrada que não promete redenção; é o desespero, ele e só ele, que percorre música-a-música. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas não é senão o desespero extremo que nos abre os portais de esperança.  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Stj4KQnXXDI/AAAAAAAAAt8/0MRQuruZ-Fw/s1600-h/12166.you-could-have-it-so-much-better.gif"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 150px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Stj4KQnXXDI/AAAAAAAAAt8/0MRQuruZ-Fw/s400/12166.you-could-have-it-so-much-better.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393333408918625330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;41. FRANZ FERDINAND, "YOU COULD HAVE IT SO MUCH BETTER" (2005)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Uma das bandas de maior sucesso nos anos 00,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;o Franz Ferdinand recuperou o conceito de rock dançante e, empunhando suas guitarras em bons riffs e esmerando-se ao máximo nos shows, deixaram sua marca. "You could have..." tem um punhado de singles que agitaram as pistas nos últimos anos, dentre eles especialmente a onipresente "Do you want to" e "The Fallen". Além dessas canções com seus riffs "zapeadores", ainda há melhores momentos em que a banda ousa mais e transcende seu estilo, como as excelentes "Walk away" e "Outsiders".&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Stj4KuralMI/AAAAAAAAAuE/lD4GDeT-Zq4/s1600-h/497-whatever-people-say-i-am-thats-what-im-not.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Stj4KuralMI/AAAAAAAAAuE/lD4GDeT-Zq4/s400/497-whatever-people-say-i-am-thats-what-im-not.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393333416988677314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;40. ARCTIC MONKEYS, "WHATEVER THEY SAY ABOUT ME THAT'S WHAT I'M NOT" (2006)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ah, é... Pois é, os guris são bons, admito. Foi tanta badalação exagerada que o hype acabou os prejudicando comigo. No entanto, não há como negar que as músicas são contagiantes, empolgantes, que conseguem conciliar Franz, Libertines e Strokes numa unidade inspirada, que o álbum tem poucas canções realmente dispensáveis e muitas arrasa-quarteirão. No seu ritmo enlouquecido e embalado - típico dos anos 00 - os Monkeys realmente mostraram que têm lugar por aqui: "I bet you look good on the dancefloor", "When the sun goes down" e as baladinhas "Riot Van" e "Mardy Bum" são fantásticas. &lt;span&gt;Nem as paredes conseguem ouvir "Dancing shoes" sem balançar.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Stj5CrE356I/AAAAAAAAAuk/SvBu3vqyT2w/s1600-h/6606-songs-for-the-deaf.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Stj5CrE356I/AAAAAAAAAuk/SvBu3vqyT2w/s400/6606-songs-for-the-deaf.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393334378094389154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;39. QUEENS OF THE STONE AGE, "SONGS FOR THE DEAF" (2002)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os deuses&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;stoner &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;rock&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;apresentam&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;aqui toda fúria de guitarras que marca seu som numa brutalidade sem concessões, mas tudo feito com a mais exímia perfeição. Narrado como um programa de rádio latino, "Songs for the deaf" tem a participação não apenas de Mark Lanegan, ex-parceiro de Josh Homme no Screaming Trees, mas também do SR. DAVID GHROL - leia-se: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o mestre da bateria&lt;/span&gt;. E ele, junto com os demais, realmente estraçalha em canções como "No one knows", "First it giveth" e "Go with the flow". Um petardo sonoro.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Stj4KzkLToI/AAAAAAAAAuM/k6UAZ1SISdM/s1600-h/4590-silent-shout.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Stj4KzkLToI/AAAAAAAAAuM/k6UAZ1SISdM/s400/4590-silent-shout.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393333418300493442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;38. THE KNIFE, "SILENT SHOUT" (2006)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Vem da Suécia o disco mais estranho de toda essa lista, certamente aquele que apresenta o mergulho mais radical no que poderia ser um disco totalmente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gelado&lt;/span&gt;. The Knife é, do início ao fim, máquina sem sangue, pura psicodelia pós-humana. Não há mais nenhum resquício de vida; as máquinas celebram apenas sua vitória final em que qualquer gota de sangue é vista como a mais completa desnecessidade e estranheza. De atordoantes sintetizadores até a psicodelia extrema que parece o mergulhar no mais escuro dos abismos. &lt;span&gt;Viajar com "Silent Shout" é visitar o ponto mais extremo da geleira, sentir as profundezas de um mundo em que a humanidade não é apêndice desnecessário, mas apenas vestígio de um passado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Stj5Dj-vCZI/AAAAAAAAAu0/bymoAtz3AEM/s1600-h/10102-23.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Stj5Dj-vCZI/AAAAAAAAAu0/bymoAtz3AEM/s400/10102-23.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393334393369463186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;37. BLONDE REDHEAD, "23" (2007)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Respirando na suavidade psicodélica do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;dream pop&lt;/span&gt;, o Blonde Redhead constrói esse inconstante, mas apetitoso álbum. Quando Kazu Makino está nos vocais, a viagem nos leva a cenários suaves, delirantes, pacíficos ou sensuais. Canções como "23", "Silently", "Heroin" e "Top Ranking" alçariam o disco para ainda mais alto na lista se não fosse a irregularidade restante. Mas essas... &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Com "23", somos convidados a viajar suavemente para mundos celestiais onde nos deitamos sobre as nuvens ou andamos nas costas de anjos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Stj5EAuohlI/AAAAAAAAAu8/CzY79dEh-Fw/s1600-h/7538-room-on-fire.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Stj5EAuohlI/AAAAAAAAAu8/CzY79dEh-Fw/s400/7538-room-on-fire.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393334401086555730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;36. THE STROKES, "ROOM ON FIRE" (2003)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Parece mentira, mas muita gente ficou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;frustrada&lt;/span&gt; porque esse disco é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bom&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Para os que desejavam tomar os Strokes como fogo de palha, "Room on Fire" é uma tapa na cara. Já começa com a estupenda "I wanna be forgotten", passa pela clássica "Reptilia" -- obrigatória no repertório futuro de qualquer Jukebox dos anos 00 -- e tem coisas lindas como "Under Control" ou "The End has no End".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7388209-3940516577704128634?l=somepills.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/MoxInTheSkyWithDiamonds/~3/vJw-smh-5Zg/50-discos-imperdiveis-dos-anos-2000-em.html</link><author>noreply@blogger.com (-MOX-)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Stj3d-2QgyI/AAAAAAAAAtU/-VP2Aj3t0wU/s72-c/7270-from-a-basement-on-the-hill.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://somepills.blogspot.com/2009/10/50-discos-imperdiveis-dos-anos-2000-em.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7388209.post-6446319663836457542</guid><pubDate>Wed, 14 Oct 2009 02:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-14T00:04:11.694-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Politics</category><title /><description>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;SETE PONTOS FRACOS DO GOVERNO LULA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;JÁ QUE ELOGIO várias vezes o Governo Lula, não custa dizer quais são meus pontos de divergência e quais críticas considero injustas (que fica pra outro dia). Eis os cinco pontos fracos, dos quais alguns já falei há tempos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a) política ambiental:&lt;/span&gt; já escrevi muitas vezes sobre isso. É uma divergência de concepção: na cabeça das alas de centro e de esquerda do Governo, há um pensamento comum de que o meio ambiente é algo "a ser pouco lesado", e não um valor como princípio, um fundamento político. Quero dizer: a concepção de desenvolvimento econômico ainda é a clássica, sem a idéia não apenas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;corretiva&lt;/span&gt;, mas estrutural do desenvolvimento &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sustentável&lt;/span&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;b) política fundiária:&lt;/span&gt; Lula foi muito tímido. Talvez por achar que não tinha bala da agulha para enfrentar as oligarquias, acabou deixando intacta a estrutura de capitanias hereditárias do Brasil e foi apologeta do agronegócio. A estrutura fundiária, diga-se de passagem, é sem dúvida um dos principais nichos onde as estruturas arcaicas do Brasil se manifestam, concentrando terras numa proporção bizarra e inadmissível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;c) formação de uma esfera pública:&lt;/span&gt; Lula foi extremamente pragmático, especialmente no segundo mandato. A ponto de, para mim, ter ido longe demais. Sem enfrentar as oligarquias políticas (inclusive midiáticas), Lula acabou apostando nas soluções negociais e conseguiu promover mudanças. Mas, ao mesmo tempo, manteve intactas as estruturas que são as verdadeiras causas da corrupção no país. Sem enfrentá-las, o discurso anticorrupção não passa de histrionismo e moralismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;d) educação:&lt;/span&gt; ao lado das políticas sociais, é necessário um investimento estruturante em educação. Faltou ambição ao Governo Lula nesse aspecto. Embora tenha algumas boas iniciativas -- as ações afirmativas, o PROUNI, a criação de novas universidades e escolas técnicas -- a aposta numa certa visão tecnocrática de educação baseada nas estatísticas acabou gerando a perda de uma chance de mudar. Faltou cogitar a educação em tempo integral e plataformas mais ambiciosas para abranger no ensino as práticas relacionadas com o corpo, as áreas humanas e questões éticas. A idéia de fazer o ENEM como algo no lugar do vestibular, apesar disso, foi boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;e) política de segurança pública:&lt;/span&gt; mais uma vez faltou ambição. Apesar disso, o PRONASCI é o que existe de melhor em segurança pública no Brasil. O que vem sendo feito está sendo bem feito. As concepções, a meu ver, estão corretas. Mas falta assumir uma posição mais incisiva, se bem que talvez seja o cálculo político do pacto federativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;f) política de gestão:&lt;/span&gt; não houve grandes mudanças na estrutura administrativa. Apesar de ter feito concursos, faltou ao Governo pensar em criar uma gestão desligada de partidos e CCs, com todos os problemas que essa partidarização da Administração Pública gera e causa problemas. O servidor do concurso não é perfeito, mas via de regra é melhor. Melhor apostar em critérios públicos e claros de seleção do que em seleções secretas e arbitrárias. Distorções podem ser corrigidas por meio, p.ex, de uma aplicação radical do princípio da eficiência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;g) militarismo: &lt;/span&gt;desde a chegada de Nelson Jobim, tenho discordado veementemente de toda insistência militarista, inclusive com anuência em relação a produção de armamentos inadmissíveis sob qualquer aspecto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7388209-6446319663836457542?l=somepills.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/MoxInTheSkyWithDiamonds/~3/NcflDx495e0/sete-pontos-fracos-do-governo-lula-ja.html</link><author>noreply@blogger.com (-MOX-)</author><feedburner:origLink>http://somepills.blogspot.com/2009/10/sete-pontos-fracos-do-governo-lula-ja.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7388209.post-9202391507531534176</guid><pubDate>Fri, 09 Oct 2009 19:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-09T17:04:04.987-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Rocks</category><title /><description>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;PARA O FINAL DE SEMANA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Para abrir o final de semana, quatro músicas bacanas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/IWhdhhcFtjY&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;PJ Harvey, "Oh my lover"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/xgt_WDjbO0o&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;Nine Inch Nails, "Only"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/2SNHtKfDxlg&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;Primal Scream, "Kill all hippies"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/O-jqG53cHRA&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;The Verve, "This is music"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7388209-9202391507531534176?l=somepills.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/MoxInTheSkyWithDiamonds/~3/ooutDgOVivk/para-o-final-de-semana-para-abrir-o.html</link><author>noreply@blogger.com (-MOX-)</author><feedburner:origLink>http://somepills.blogspot.com/2009/10/para-o-final-de-semana-para-abrir-o.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7388209.post-2679487148456015300</guid><pubDate>Mon, 05 Oct 2009 17:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-05T15:06:23.659-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Φιλοσοφία</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Politics</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Garantismo</category><title /><description>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A ESTERILIDADE DO DEBATE JURÍDICO CONTEMPORÂNEO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A FRASE QUE ANTECEDEU esse post trabalhou com ironia a "força normativa" da Constituição. Chama atenção como os juristas continuam repetindo, apesar de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;todos os fatos dizerem o contrário&lt;/span&gt;, que Hesse derrubou Lasalle, argumentando que a Constituição enquanto os "fatores reais de poder" cedeu lugar à "força normativa" constituinte. Tal afirmação não é apenas falsa -- basta ver a dúbia posição atual de um dos principais "mestres" da constitucionalismo contemporâneo, JJ Gomes Canotilho --, como revela certa patologia narcisista dos juristas insistindo na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;denegação&lt;/span&gt;. Aliás, Salo de Carvalho, há pouco tempo, escreveu magistral artigo trabalhando a "ferida narcísica do direito penal", evidenciando os projetos irreais da dogmática criminalista nos seus projetos de salvar o mundo. Minha única anotação sobre o tema é que estaríamos diante de um quadro ainda mais grave em se tratando da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;dogmática constitucional&lt;/span&gt;, que é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ainda mais narcisista &lt;/span&gt;e incapaz de enxergar seus limites claros que a realidade (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;essa, de quem o constitucionalista não gosta&lt;/span&gt;) não cansa de definir.&lt;br /&gt;Mas o que eu gostaria de salientar aqui é a crescente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;esterilidade &lt;/span&gt;das discussões jurídicas, incapazes de observar um palmo à sua frente. Os juristas realmente acreditam que houve um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;salto &lt;/span&gt;sobre o Positivismo Jurídico com o constitucionalismo, como se Kelsen, por exemplo, não tivesse afirmado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;desde sempre &lt;/span&gt;a estrutura piramidal da ordem jurídica que põe a Constituição como norma suprema. Assim, acredita-se ter havido uma "grande transformação" da "legalidade" para a "constitucionalidade", como se tudo não fosse simplesmente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;o mesmo fenômeno &lt;/span&gt;derivado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;da mesma teoria&lt;/span&gt;. Basta &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ler &lt;/span&gt;Kelsen para ver que se trata de um tremendo constitucionalista. Fala-se como se tivesse havido uma mudança jurídico-estrutural com as Constituições, quando o que houve foi apenas a mudança &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;política &lt;/span&gt;de uma ordem liberal não-intervencionista ou uma ordem totalitária para um certo acordo social-democrata que permanece ainda &lt;a href="http://www.ccr.org.br/a_noticias_detalhes.asp?cod_noticias=8010"&gt;em vigor&lt;/a&gt; na Europa, dividindo os líderes das "alianças" e neutralizando as polarizações, por exemplo. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Tem-se até uma bizarra classificação em "Estado Liberal", "Estado Social" e "Estado de Democrático de Direito", quando qualquer filósofo sabe que os dois primeiros podem ter sido "democráticos" e "de direito", ou seja, a distinção não faz qualquer sentido.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; (Essa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;juridicização &lt;/span&gt;do Estado de Bem-Estar alcança níveis tão &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;patológicos &lt;/span&gt;dentro da dogmática constitucional que por vezes alguns juristas -- em delírio narcísico nível 10 -- acreditam que a Constituição-Welfare &lt;span style="font-style: italic;"&gt;substitui a própria política&lt;/span&gt;, existindo apenas um caminho a seguir.)&lt;br /&gt;O caso Honduras é espelho claro dessa esterilidade. Tudo que se vem discutindo a respeito é se Zelaya cumpriu ou descumpriu a Constituição. As opiniões variam, normalmente segundo o rumo ideológico do analista. Porém ninguém pergunta &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;se é justo &lt;/span&gt;ou politicamente adequado que uma Constituição preveja como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cláusula pétrea&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;a impossibilidade de que o governante &lt;span style="font-style: italic;"&gt;proponha &lt;/span&gt;uma reeleição, prevendo sanções severíssimas e nitidamente desproporcionais para o caso. Os juristas -- e com eles muitos analistas de todos os campos -- não conseguem mais transcender a Constituição, pensar em algo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fora &lt;/span&gt;da Constituição, julgar a própria Constituição. Sei que estou sempre insistindo nesse ponto, mas vá lá: a Constituição foi tornada um objeto &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sagrado, imutável, separado dos viventes&lt;/span&gt;, como se não fosse produto de seres humanos em um determinado momento histórico que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;contingencialmente &lt;/span&gt;optaram por determinado modelo político. A Constituição está sempre certa?&lt;br /&gt;Nossa idolatrada Constituição de 88, por exemplo, está de acordo com uma política repressivista de drogas, faz apologia da "família" e dá um tratamento desigual para funcionários públicos. É produto de um arranjo político &lt;span style="font-style: italic;"&gt;contingente &lt;/span&gt;e bastante criticável. Nada a ver com o programa sagrado e "dirigente" -- o Bem supremo -- que alguns gostariam de transformar. A intangibilidade da Constituição é o dogma mais sagrado do constitucionalismo contemporâneo. Como todo dogma, bloqueia o pensamento e impossibilita o Novo. Transforma todo direito contemporâneo em um sistema &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;autopoiético&lt;/span&gt;, ou seja, tautológico, auto-legitimante ou, como gosta de dizer o &lt;a href="http://cartasdeumlouco.blogspot.com"&gt;Pandolfo&lt;/a&gt;, "auto-venerador".&lt;br /&gt;É tão evidente a bizarrice de uma norma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pétrea &lt;/span&gt;que impossibilita a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;proposta &lt;/span&gt;de reeleição que a ausência de discussão sobre isso assusta. A armadilha que caímos é ter que ouvir os arautos da direita afirmarem: "o MST é inconstitucional, pois não respeita o direito de propriedade". Aliás, sobre o tema deixo mais duas observações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) apesar de Habermas ser parcialmente responsável por tudo isso (com o "constitucionalismo patriótico"), devo reconhecer que o alemão pelo menos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;identificou&lt;/span&gt; o problema, tentando resolvê-lo com a "democracia procedimental", ou seja, retirando esse peso material excessivo da Constituição nas gerações futuras. Só que, com isso, ele perdeu na outra ponta o suporte &lt;span style="font-style: italic;"&gt;material &lt;/span&gt;necessário para que os falantes possam "deliberar";&lt;br /&gt;(2) tudo que me irritava no Direito e eu não sabia expressar até conhecer Ricardo Timm de Souza e retomar o tema da justiça no Mestrado é a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;absoluta indiferença &lt;/span&gt;do curso de Direito -- no seu delírio autopoiético da Constituição -- pelo tema da justiça. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Justiça &lt;/span&gt;é uma palavra &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;raríssima &lt;/span&gt;no vocabulário jurídico e normalmente quando instado a falar sobre ela o jurista responde algo como: "isso não é comigo".     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7388209-2679487148456015300?l=somepills.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/MoxInTheSkyWithDiamonds/~3/JztMz4bv2Ig/esterilidade-do-debate-juridico.html</link><author>noreply@blogger.com (-MOX-)</author><feedburner:origLink>http://somepills.blogspot.com/2009/10/esterilidade-do-debate-juridico.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7388209.post-1947673133830882912</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2009 01:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-01T22:25:07.946-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Politics</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Garantismo</category><title /><description>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;"A SAGRADA CONSTITUIÇÃO"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O golpe militar que atingiu Honduras espelha o ponto-limite em que o discurso constitucionalista cai no vazio do ridículo. A Constituição é um falso gesto conciliatório, geralmente inofensivo nas suas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;boas intenções&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7388209-1947673133830882912?l=somepills.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/MoxInTheSkyWithDiamonds/~3/bMSpY6FjZM4/sagrada-constituicao-o-golpe-militar.html</link><author>noreply@blogger.com (-MOX-)</author><feedburner:origLink>http://somepills.blogspot.com/2009/10/sagrada-constituicao-o-golpe-militar.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7388209.post-4474896461603031245</guid><pubDate>Wed, 30 Sep 2009 18:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-30T15:04:40.530-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Φιλοσοφία</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Politics</category><title /><description>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;EM UMA FRASE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Para os adeptos da razão opaca (ardilosa ou astuta), presentes nas mais diversas instituições que nos circundam, o problema da política é que ela é política. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7388209-4474896461603031245?l=somepills.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/MoxInTheSkyWithDiamonds/~3/_vh2LaxaNgM/em-uma-frase-para-os-adeptos-da-razao.html</link><author>noreply@blogger.com (-MOX-)</author><feedburner:origLink>http://somepills.blogspot.com/2009/09/em-uma-frase-para-os-adeptos-da-razao.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7388209.post-6052969724896578975</guid><pubDate>Mon, 28 Sep 2009 16:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-28T14:11:04.383-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Football</category><title /><description>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;ERRO INDIVIDUAL PREJUDICOU O GRÊMIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;SEI QUE HÁ muitos amigos insatisfeitos com Paulo Autuori e a postura do Grêmio. Eu não vejo da mesma forma. Basta ouvir Autuori para ver que está acima de pelo menos 90% dos técnicos nacionais. Quem deveria assumir seu lugar? Renato Gaúcho? Geninho? Nelsinho? Joel Santana? Vadão? Cuca? Leão? Bonamigo? A maioria desses treinadores oscila entre vários fracassos e um ou outro trabalho bem sucedido, geralmente por sorte de ter um elenco que encaixa, mas têm sérias limitações que não cansam de aparecer. Já Autuori pode irritar por não compartilhar dos ideais gremistas (garra, raça, imortalidade), mas é bom treinador. Seu estilo, no entanto, é oposto ao de Celso Roth: enquanto este tira todo gás da sua equipe no início, geralmente disparando na tabela, a tendência dos times do Autuori é crescer com o tempo, mais lentamente. O Grêmio já mostra isso.&lt;br /&gt;Quando Autuori assumiu, o Grêmio não conseguia ficar com a bola mais que um minuto. O time só conseguia dar três ou quatro toques e ou perdia a bola, ou alçava para os atacantes. A principal - e única - jogada era a bola aérea lançada em diagonal na área, aproveitando a altura dos zagueiros ou, no final, do Maxi Lopes. Era um time com um buraco gigante no meio-campo. Agora o Grêmio toca a bola bem, tem organização e consistência. Mas paga um preço por isso. Enquanto o esquema de Roth funcionava fora de casa, quando jogávamos encolhidos e escapávamos em contra-ataques ou roubadas de bola no ataque, agora não conseguimos nos impor como precisamos para sustentar o estilo mais elaborado de jogo. O time que joga em casa fica com a bola; isso favorecia o esquema de Roth e dificulta o de Autuori. Apesar disso, as últimas partidas foram bem superiores às anteriores.&lt;br /&gt;A razão do crescimento é uma: Fábio Rochemback. Ainda está jogando pouco e está acima do peso, mas sua entrada melhorou significativamente o meio-campo, substituindo o ineficaz Túlio, que fragiliza a marcação. Com Rochemback, ganhamos mais força no meio e isso permitiu soltar mais Tcheco e Souza, que ficavam desorientados entre marcação e armação fora de casa. Era visível que faltavam volantes; não é à-toa que sustentei várias vezes que deveríamos ter trazido Emerson. Aliás, uma boa direção teria trazido Paraíba, Emerson e Gilberto, e nosso time teria outra cara. Adílson não é ruim, mas ainda não se posiciona bem e tem muita dificuldade no ataque. Precisa melhorar, para a próxima temporada, seu chute de longa distância.&lt;br /&gt;O Grêmio perdeu o jogo por uma falha individual de Thiego, que é fraco demais. Concordo com Autuori em não responsabilizar individualmente; se fosse treinador, faria o mesmo. Mas é visível que o lance foi tosco demais, que Thiego não tem mais condições no Grêmio. A "falta de pegada" que vários reclamaram se deveu ao calor de 40ºC em Goiás. Os jogadores estavam mortos. Aliás, se reclama de Autuori isso; é simples, a pegada não é treinador que determina, basta aos jogadores se esforçarem mais. Não precisa o técnico mandar o volante "pegar" o meia. Ele que vá lá e faça.&lt;br /&gt;Em todo caso, sonhos para esse ano acho difícil. Melhor é apostar no crescimento da equipe para o ano que vem.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7388209-6052969724896578975?l=somepills.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/MoxInTheSkyWithDiamonds/~3/6Oeb2eKQiL4/erro-individual-prejudicou-o-gremio-sei.html</link><author>noreply@blogger.com (-MOX-)</author><feedburner:origLink>http://somepills.blogspot.com/2009/09/erro-individual-prejudicou-o-gremio-sei.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7388209.post-3071655211860763931</guid><pubDate>Sat, 26 Sep 2009 14:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-26T15:51:49.526-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Politics</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Violência</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Educação</category><title /><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Sr4sNVuCcqI/AAAAAAAAAtM/T9e9mS0kB0g/s1600-h/edu.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 272px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Sr4sNVuCcqI/AAAAAAAAAtM/T9e9mS0kB0g/s400/edu.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385790812061856418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A charge - que já tinha recebido, mas retirei do blog do Salo - reflete o típico discurso conservador dos nossos dias e escamoteia o fato básico de que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;ambos os modelos são violentos. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; forma como o poder se exerce contemporaneamente consiste em impor a disputa entre as duas alternativas falidas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;EDUCAÇÃO NÃO É DISCIPLINA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;DAQUELA SOCIEDADE que divertiu tanto Freud com as respectivas neuroses e Foucault na exploração do poder disciplinar pouco restou. Dentro do cenário de grande complexidade da sociedade contemporânea, a forma-de-vida que tem se tornada hegemônica não é a - um tanto cômica - neoconservadora, mas sim a neoliberal. Predomínio dos atuarialismos, da burocracia, dos discursos de "motivação", do "pensamento-positivo-Segredo", da idolatria do Deus-Dinheiro. Na sociedade de consumo, não é mais a ética ascética que Weber tão bem descreveu e relacionou com as raízes protestantes e o espírito do capitalismo; a sociedade do trabalho, que valoriza a ascese e economia, dá lugar ao consumo desenfreado e insustentável. Do regime do desejo mantido à custa da repressão e do recalque, palco de festas da psicanálise, passamos ao imperativo do gozo e narcisismo, com o consequente deslocamento para a psicologia comportamental e os psicofármacos. Pouco resta da disciplina pois não há mais interesse em produzir "trabalhadores"; interessa, apenas, o consumo, a fluidez do capital e, de resto, o esvaziamento do lixo (humano) que é "extranumerário".&lt;br /&gt;E, no entanto, nossa sociedade gaúcha, patética e fascista como é (já fizemos o exercício de contar quantos do presidentes autoritários do Brasil eram gaúchos?), parece empenhada em campanhas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;neocons&lt;/span&gt;. Uma delas - conduzida pelo seu jornaleco marrom que já comentei aqui - trata de criar um clima de "pânico moral" em torno da desordem nas salas de aulas e requer o "retorno da disciplina". Para isso, conta com empresários morais vociferando pela presença do "limite".&lt;br /&gt;Ora, a presença do limite jamais seria um problema; a questão é, qual o limite? É então que o conservadorismo gaudério aparece e volta a demanda pela "autoridade". Como se o modelo da disciplina não tivesse caído não por esquecimento, mas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;de podre &lt;/span&gt;que estava. Para isso, se humilha em público uma criança que agora deve estar sozinha em casa bebendo do veneno da culpa e do ressentimento. Não é incrível que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ninguém &lt;/span&gt;esteja preocupado com o que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sente &lt;/span&gt;nesse momento a criança que pichou as paredes? Será que não está &lt;span style="font-style: italic;"&gt;traumatizada &lt;/span&gt;de forma cruel com o linchamento público que vem sofrendo na mídia? Tudo lembra muito a tese de René Girard de que a violência está onipresente num círculo vicioso de vinganças até o momento em que se resolve executar uma "vítima expiatória" -- com a unanimidade que projeta sobre ela todo o mal do mundo. Que tenhamos esquecido que se trata de uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;criança&lt;/span&gt;  que gosta de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;brincar&lt;/span&gt; é algo sintomático do ódio e violência que permeiam nossas relações.&lt;br /&gt;Esse caso é tão central para o abolicionismo quanto os mais relevantes casos penais; trata-se do momento &lt;span style="font-style: italic;"&gt;exato &lt;/span&gt;em que uma visão abolicionista demandaria uma nova visão da educação, não como um processo baseado no castigo e na disciplina, mas como uma prática que envolva diálogo e respeito à alteridade. Parece nítido que uma prática &lt;span style="font-style: italic;"&gt;restaurativa &lt;/span&gt;seria algo muito mais maduro e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;educativo &lt;/span&gt;do que uma prática &lt;span style="font-style: italic;"&gt;punitiva &lt;/span&gt;baseada na humilhação e no sofrimento. Mas será que alguém está realmente preocupado em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;educar &lt;/span&gt;esse menino? Ou simplesmente em transformá-lo no mesmo monte de lixo disciplinado que é incapaz de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pensar &lt;/span&gt;com sua própria cabeça tal como os "cidadãos de bem" que escrevem para o jornaleco marrom? Até quando iremos acreditar que gritos, humilhação, sofrimento, traumas e agressões físicas podem ser chamadas de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;educação&lt;/span&gt;? Não há mais nem um resíduo de humanidade nessa fria sociedade gaúcha?&lt;br /&gt;Antes de ser um modelo baseado em "direitos" e "instituições", o abolicionismo consiste num conjunto de propostas que pensam um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;novo modelo de sociabilidade&lt;/span&gt;, baseado no diálogo, no respeito à alteridade, na consciência moral e na restauração dos vínculos corrompidos. A educação tem um papel absolutamente central na construção desse novo mundo. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7388209-3071655211860763931?l=somepills.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/MoxInTheSkyWithDiamonds/~3/V1Ndx1Ie38E/charge-que-ja-tinha-recebido-mas.html</link><author>noreply@blogger.com (-MOX-)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Sr4sNVuCcqI/AAAAAAAAAtM/T9e9mS0kB0g/s72-c/edu.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://somepills.blogspot.com/2009/09/charge-que-ja-tinha-recebido-mas.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7388209.post-4875089587321611869</guid><pubDate>Fri, 25 Sep 2009 18:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-25T15:16:24.617-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Rocks</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Violência</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Educação</category><title /><description>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;CRÔNICA DA BURRICE GENERALIZADA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Depois de uma pintura na escola, um aluno resolve pichar as paredes e é obrigado a consertar o0 dano, além de sofrer ofensas e humilhações públicas pela professora. Seus pais resolvem reclamar porque a criança se nega a voltar à escola, traumatizado pelo castigo e pela vergonha que passou diante dos colegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;98% apóiam a professora em pesquisa. Todos reclamam dos pais e apóiam a punição. Ninguém quis ouvir a(s) criança(s). Professor famoso escreve para o jornal dizendo que "os alunos imploram por limites". Caso vira símbolo da "retomada da disciplina" na escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, para o RS humilhar uma criança em público é "educá-la" corretamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RS, o país dos burros. Vai uma música para a tchurma gaudéria e machona:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/YKfVYPWLOUw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7388209-4875089587321611869?l=somepills.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/MoxInTheSkyWithDiamonds/~3/I8qJYzuWPIg/cronica-da-burrice-generalizada-depois.html</link><author>noreply@blogger.com (-MOX-)</author><feedburner:origLink>http://somepills.blogspot.com/2009/09/cronica-da-burrice-generalizada-depois.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7388209.post-4220265931258011094</guid><pubDate>Fri, 25 Sep 2009 15:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-25T12:34:53.809-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Rocks</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Politics</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Garantismo</category><title /><description>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;POBREZA DE ESPÍRITO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;You say you'll change the constitution&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;Well you know&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;we'd all love to change our heads&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;You tell me it's the institution&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;Well you know&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;You better free your mind instead&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/u2LKMogdjm8&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7388209-4220265931258011094?l=somepills.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/MoxInTheSkyWithDiamonds/~3/ZAvMfBJCV_A/pobreza-de-espirito-you-say-youll.html</link><author>noreply@blogger.com (-MOX-)</author><feedburner:origLink>http://somepills.blogspot.com/2009/09/pobreza-de-espirito-you-say-youll.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7388209.post-335676926590246502</guid><pubDate>Mon, 21 Sep 2009 03:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-21T00:46:29.098-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Rocks</category><title /><description>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A BELEZA DO PÓS-ROCK&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;NÃO GOSTO DE ESCREVER sobre mim. Não gosto, em geral. Geralmente me arrependo do que escrevi. Além disso, desde que criei meu primeiro blog - acho que em 2003 - sempre o fiz com a proposta de escrever &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nada &lt;/span&gt;sobre mim ou minha vida. Vez que outra deixo resvalar algo. Hoje, confesso que uma das coisas que mais me importunam na vida é meu temperamento depressivo. Em determinados momentos - mesmo sem causa aparente - sinto uma sensação de esmagadora impotência que me conduz a uma espécie de desespero existencial, jogando-me na apatia absoluta. Sentindo um peso mastodôntico sobre mim, sequer consigo me mover diante de tanta opressão. Não sei exatamente lidar com isso; a sensação é tão intensa que me vejo pronto a concordar com Sileno e sua verdade. E às vezes dura alguns meses, apesar de, diante de todo mundo, na maioria das vezes eu parecer estar totalmente normal. Esse algo profundo dilacera meu interior de uma forma que não sei bem explicar; é difícil me conter e não ter a "esperança" de simplesmente desaparecer: ou, dito melhor, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;jamais ter existido&lt;/span&gt;. Esse temperamento melancólico -- meu elo com a bílis negra - me deixa em paz por muitos momentos, mas volta e meia reaparece.&lt;br /&gt;A vantagem desse meu temperamento é que consigo apreciar a forma sublime de bandas como o Explosions in the Sky. Já escrevi sobre eles por &lt;a href="http://somepills.blogspot.com/2006/11/discoteca-somepills-explosions-in-sky.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, traçando sua genealogia que os coloca na posição de uma banda progressiva num mundo que não tolera virtuosismo, quase como o punk tivesse se tornado um épico.&lt;br /&gt;Meu álbum favorito dos Explosions in the Sky é "The earth is not a cold dead place" (2003). É como se fosse uma sinfonia de guitarras tecida por um indivíduo perdido em alto-mar. A sensação de melancolia é arrasadora e, ao mesmo tempo, sublime. A capacidade de traduzir emoções sem o recurso vocal - em um puro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;balé de guitarras &lt;/span&gt;- é de uma vivacidade abissal. Se me permitem, comento algumas canções:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"First breath after coma" é, como diz o título, a perfeita expressão da tranqüilidade nula do coma, da ausência de qualquer pressão, do vazio expresso por um sutil dedilhado que vai ganhando força aos poucos, com paciência e esmero, traduzindo eficazmente a partir de certo instante a sensação mágica da entrada do luz, do "acordar" para o mundo, com seu som ensurdecedor, sua alteridade traumática, sua plenitude sufocante. Do simples palpitar do coração, entre os aparelhos do hospital, até a avassaladora sensação de estar diante da vida novamente. É como partir de um ponto em que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nada há &lt;/span&gt;para a explosiva e tumultuada realidade, sair da paz da ausência de vida para o estouro dionisíaco do instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/w0o8JCxjjpM&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Six days at the bottom of the ocean" é uma longa e doce viagem no mundo da solidão absoluta, na melancolia gélida do alto-mar, da aventura de estar vivendo em meio ao azul da Terra e longe de qualquer resquício do humano. Num ponto longínquo do alto-mar, o observador vislumbra a totalidade como um sereno, impassível e infinito plano frio, sentindo-se como uma pequena partícula que tem apenas pequeninos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;flashs &lt;/span&gt;de esperança, para em seguida o fogo apagar-se diante do vento inclemente que repõe a solidão e a tristeza. Será que é por isso que os anglo-saxônicos chamam triste de "blue"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/_wLXJASUOmI&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E "Memorial"? Não é uma espécie de versão musical da imagem que vislumbra o anjo de Klee que Benjamin descreve nos teses sobre o conceito de história? Não é tão melancólica quanto a catástrofe que se repete constantemente, escrita e suavizada do seu vermelho de sangue em um azul triste e frio, quase tão opaco quanto o cinza? Um memorial que traduz anos e anos de tragédia para, em um só momento, explodir grandiloquente, sinalando algo como uma guerra ou revolução, ou será que é o instante da redenção? Não sei exatamente. Nas suas idas-e-vindas que fecham no mesmo lugar, como o eterno retorno do mesmo, tão espantosas quanto angustiantes são as triturações que por certas vezes as guitarras produzem. O certo é que o pequeno suspiro da violência (divina?) traduz algo dissonante, diferente, dentro da tristeza que corrói o ouvinte. Onde mora o perigo mora também a salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/mJapaqTRXb8&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7388209-335676926590246502?l=somepills.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/MoxInTheSkyWithDiamonds/~3/xUTgeBdxWq4/beleza-do-pos-rock-nao-gosto-de.html</link><author>noreply@blogger.com (-MOX-)</author><feedburner:origLink>http://somepills.blogspot.com/2009/09/beleza-do-pos-rock-nao-gosto-de.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7388209.post-3519906677138742248</guid><pubDate>Sat, 19 Sep 2009 14:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-19T12:41:29.051-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mídia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Politics</category><title /><description>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;RS NO FUNDO DO POÇO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/7C2Z7Vjw2AE&amp;amp;hl=" width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash" fs="1&amp;amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;A TAL "SEMANA FARROUPILHA" nos dá chance de ver um fato tão escancarado que sua&lt;em&gt; negação&lt;/em&gt; desesperada é puro sintoma da sua verdade: o afundamento abissal da imagem tradicional do Rio Grande do Sul.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Há pouco tempo atrás, os EUA mergulharam profundamente em um processo de declínio que envolveu, entre outras coisas, políticas baseadas no fanatismo religioso e uso de estratégias totalitárias na violência pública (tortura, campos de concentração, invasões de países, etc.). Foi um processo longo e gradativo iniciado por Ronald Reagan que possibilitou a ascensão do neoconservadorismo na sociedade, jogando a cultura liberal norte-americana no lixo. O que começara com a estratégia do grande encarceramento, do recuo do Welfare State e avanço do Estado Penal, da conjunção de fatores que abrangeram a "disciplina dos pobres" (o "pensamento" &lt;em&gt;Manhattan&lt;/em&gt;) e o populismo penal - tolerando até esquizofrênicas teses de que é melhor, para distribuir os impostos, reduzir para os ricos do que ceder aos pobres ou de que a história teria chegado ao "fim" -, deságua numa melancólica "Guerra ao Terror", sem alvo claro, sem princípios, sendo &lt;em&gt;ela própria terror&lt;/em&gt;, com práticas que colidem com valores compartilhados por grande parte da sociedade norte-americana. É como se fosse um gradual processo de radicalização à direita que começa tímida e vai até o limite. Foi justamente esse processo que possibilitou a eleição de um liberal clássico como Obama, diante de um ambiente saturado de conservadorismo que chegou ao seu limite e transbordou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Parece que o RS vive processo semelhante. A sectarização do debate público que inicia no Governo Britto e recrudesce no Governo Olívio parece ter atingido o ponto máximo. A fúria antipetista - que está ancestralmente arraigada ao anticomunismo simpático à ditadura militar -- consolida seu ambiente no Estado até sufocar a esquerda e impossibilitar o crescimento dos seus eleitores. (O PT gaúcho, por óbvio, não é inocente nesse processo: que o digam erros crassos como a filiação de Dilma Rouseff e Sereno Chaise durante o Governo sem restituição dos cargos ao PDT, perdendo o aliado estratégico que possibilitou a eleição e &lt;em&gt;possibilitaria&lt;/em&gt; o Governo.) O processo -- que conta com o auxílio do jornalismo marrom que povoa as páginas do Grupo RBS -- gradualmente vai tomando o tecido social com um manto de ódio e conservadorismo até desembocar no seu produto derradeiro: o Governo Yeda Crusius. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Ao contrário do discurso da mídia oficial, que teima em pintar as coisas como um conflito entre sectários, trata-se da gradual hegemonia de um discurso tipicamente&lt;em&gt; ideológico &lt;/em&gt;cujo único mote é o ódio ao petismo (descendente do "comunismo"). Se a tese da mídia marrom estivesse correta, o processo deveria ter &lt;em&gt;suavizado &lt;/em&gt;com o "pacificador" Germano Rigotto, o que não aconteceu, uma vez que o resultado da eleição de 2006 é um segundo turno em que o principal objetivo é &lt;em&gt;ver o PT fora&lt;/em&gt;, depositando-se "voto útil" em Yeda (o que gerou o efeito colateral da sua eleição). O sectarismo antipetista, no episódio que chamei por aqui de "morte da política no RS", acreditou que poderia derrotar &lt;em&gt;esmagadoramente &lt;/em&gt;o terço cativo da esquerda que é o &lt;em&gt;piso&lt;/em&gt; do PT, levando &lt;strong&gt;dois&lt;/strong&gt; candidatos da direita para o segundo turno. Ou seja: trata-se de um momento de &lt;em&gt;auge&lt;/em&gt; -- em que o moralista gaúcho invoca o "mensalão" e a "companheirada" de Lula -- para esmagar o adversário da esquerda. Por um erro de cálculo, o candidato Germano Rigotto acaba não passando para o segundo turno e isso resulta na eleição de Yeda Crusius.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Esse processo de radical antipetismo encontra agora, tal como o neoconservadorismo de George W. Bush, seu momento de exacerbação e, por isso&lt;em&gt;, declínio &lt;/em&gt;em face do transbordamento. O Governo Yeda Crusius leva a cabo políticas visivelmente &lt;strong&gt;fascistas&lt;/strong&gt; que envolvem arbitrariedade policial explícita, repressão violenta a greves, movimentos sociais e até a passeatas tipicamente &lt;em&gt;políticas&lt;/em&gt; contra seu governo. Ao mesmo tempo, afunda na lama junto com parte da elite política do RS que comandou o Estado nos últimos 15 anos, usando estratégias vergonhosas e espúrias &lt;em&gt;a olho nu&lt;/em&gt; (por exemplo, ter como "capitães" na Assembléia um deputado com a função de&lt;em&gt; relator da CPI &lt;/em&gt;que afirma a única missão de impedir seu &lt;em&gt;acontecimento&lt;/em&gt;; ou outro cuja única estratégia é &lt;em&gt;gritar e intimidar&lt;/em&gt; seus adversários, como, aliás, é típico dos fascistas em todos os lugadores). A própria Governadora está visivelmente envolvida e só piora a cada dia sua situação. Suas intervenções são sempre lamentáveis e não raro indicam -- tal como ocorria com Bush -- &lt;em&gt;perturbação psíquica&lt;/em&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;O&lt;em&gt; desespero&lt;/em&gt; tem levado o jornalismo marrom do Grupo RBS a usar táticas &lt;em&gt;diversionistas&lt;/em&gt; (tão engraçadas - e trágicas - quanto as de Flávio Obino sua Presidência do Grêmio) ou &lt;em&gt;estigmatizadoras&lt;/em&gt; (acusando a oposição de "radicalismo" ou "politização"; ou os manifestantes de "vândalos" ou "sindicalistas") em um nível a tal ponto&lt;strong&gt; ridículo&lt;/strong&gt; que mesmo aqueles ingênuos que não percebiam as mentiras e desvios agora vêem claramente. Semelhante a Bush nos EUA e a manipulação midiática&lt;em&gt; pornográfica&lt;/em&gt; na Guerra ao Iraque, as coisas aqui -- com a ajuda da Internet -- vão se tornando tão&lt;em&gt; transparentes&lt;/em&gt; que, mesmo tentando desesperadamente, a mídia marrom&lt;strong&gt; não consegue mais segurar o rojão.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Esse RS - chafurdando na lama -- agora comemora suas festas típicas com a sensação de completa desmoralização; os "cidadãos de bem" mostram suas faces de canalhas e picaretas que, &lt;em&gt;enquanto pregavam suas ideologias sujas&lt;/em&gt;, apropriavam-se do dinheiro dos cofres públicos. Toda mitologia em torno da "honestidade do gaúcho" ou do "aqui é diferente" caiu no riso. A Semana Farroupilha é a semana de um Estado em frangalhos, desmoralizado por um processo de crescimento do pensamento fascista e autoritário que redundou no pior Governo dos últimos tempos, comparável apenas aos irmãos do Norte. Certamente o copo do antipetismo que tolerava &lt;em&gt;tudo que não fosse PT &lt;/em&gt;transborda quando mostra sua pior face. Tudo indica que a próxima eleição - para desespero do jornalismo marrom - será o momento de inversão na qual, como aconteceu nos EUA, avizinha-se uma mudança de rumos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7388209-3519906677138742248?l=somepills.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/MoxInTheSkyWithDiamonds/~3/T9-WOURzXE8/rs-no-fundo-do-poco-tal-semana.html</link><author>noreply@blogger.com (-MOX-)</author><feedburner:origLink>http://somepills.blogspot.com/2009/09/rs-no-fundo-do-poco-tal-semana.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7388209.post-709524624317903301</guid><pubDate>Wed, 16 Sep 2009 22:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-16T19:48:31.015-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Φιλοσοφία</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Politics</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Violência</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Garantismo</category><title /><description>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;SENTADOS SOBRE A MISÉRIA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;ACHO INTERESSANTE quando se inicia o discurso moralista, cínico e ultrajante que vocifera ódio ou preconceito contra o MST. Não apenas vindo de reacionários insuportáveis como as tradicionais figuras do nosso jornalismo marrom, mas também jovens que acham todo palavratório do MST e, enfim, toda miséria brasileira, uma discussão simplesmente "&lt;em&gt;uncool&lt;/em&gt;". Eu também não gosto de muitas coisas que o MST defende. No entanto, é impossível ficar do lado - e a política, infelizmente, está no mesmo patamar de&lt;em&gt; não-neutralidade&lt;/em&gt; de &lt;strong&gt;todo&lt;/strong&gt; o resto - de gente desprezível que acha que uma folha de papel que vem passando de mão em mão desde Dom Pedro I (ou antes) vale mais que a vida de&lt;strong&gt; pessoas &lt;/strong&gt;- não raro feias, é verdade, e nem um pouco &lt;em&gt;cools&lt;/em&gt; -- que morrem por não ter onde&lt;strong&gt; viver&lt;/strong&gt; simplesmente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ora, é verdade que nem todos os integrantes do MST estão nessas exatas condições e igualmente que alguns acabam vendendo as terras que receberam para migrar para a cidade. Não se tome, no entanto, &lt;strong&gt;exceção pela regra&lt;/strong&gt;. Assim como o Bolsa-Família não deixa de ter valor apenas porque tem meia dúzia se dizendo extremamente pobres e recebendo a "fortuna" do benefício, tampouco posso adotar essa visão evidentemente&lt;strong&gt; estigmatizante &lt;/strong&gt;do&lt;em&gt; miserável&lt;/em&gt; do campo que é literalmente desterrado - nascido exposto, banido desde o princípio, e simplesmente luta pela efetivação da justiça social. Deveria ele ler Jürgen Habermas e aguardar (com o "melhor argumento") até sua reivindicação conseguir vencer as "distorções" da esfera pública e, com isso, obter a legitimação democrática por meio do seu reconhecimento jurídico (legal ou judicial), respeitando, enquanto isso, o "direito fundamental de propriedade" alheio? Ou - pergunto eu - o desterrado deve mandar tudo isso à&lt;strong&gt; merda &lt;/strong&gt;e simplesmente partir para a desobediência civil? Não é sua fome ou sua condição banida da própria terra que o coloca na posição de "melhor argumento"? Não é &lt;em&gt;- ele próprio, enquanto ser de carne-e-osso&lt;/em&gt; - o "melhor argumento"?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas não é só isso. Há um tempo atrás conversava com um amigo do &lt;a href="http://onaolugar.blogspot.com/"&gt;Achutti&lt;/a&gt; e ele me dizia - enquanto historiador - que um amigo pesquisava os títulos de propriedade aqui no RS e vinha descobrindo que tudo foi &lt;strong&gt;invadido. &lt;/strong&gt;E não é a mesma situação dos proprietários &lt;em&gt;- rectius&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;: grileiros&lt;/strong&gt; - que reclamam o "direito de propriedade" e a "soberania nacional" contra esses terríveis índios que agora se apossam de uma pequena fração do território brasileiro, se tomarmos em consideração que todo esse&lt;strong&gt; território &lt;/strong&gt;era "deles", índios (eles&lt;em&gt;, mais civilizados&lt;/em&gt;, não tinham essa pretensão de propriedade)? Quer dizer: o que é um &lt;strong&gt;simples fato de poder&lt;/strong&gt; passa a uma esfera sagrada - como dizia a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão - da "propriedade privada", sendo por inviolável, como diz também nossa Constituição. E o Direito se dá o trabalho de legitimar toda essa estrutura, servindo de combustível para todos esses fósseis ambulantes da grande mídia destilarem seu ódio e sua raiva. E da oposição - representando &lt;em&gt;parte&lt;/em&gt; das oligarquias nacionais - reivindicar uma CPI porque o Governo resolve dar dinheiro para&lt;strong&gt; subsistência&lt;/strong&gt; desses movimentos sociais. Segundo eles, trata-se de uma guerrilha terrorista que visa a destruir os "homens de bem" do país, instaurando o comunismo. &lt;em&gt;Antes fosse&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não paremos por aí. Quem somos nós? Não estamos, por acaso, &lt;strong&gt;eternamente sentados sobre a injustiça? &lt;/strong&gt;Não vivemos, por exemplo, legitimando estruturas de violência com o eterno argumento de que "não há outro meio"? Não será esse meio violento que adotamos uma forma de sustentação ou pelo menos minimização de uma violência original que&lt;em&gt; existiu historicamente&lt;/em&gt; e hoje tentamos compensar (esquerda) ou conservar (direita)? Nossos sagrados direitos não são &lt;strong&gt;apenas fatos de poder&lt;/strong&gt; naturalizados que nos fazem sentar sobre aqueles que estão desterrados, expostos, absolutamente jogados no mundo sem qualquer chance de redenção? Como permanecer "&lt;em&gt;blasé&lt;/em&gt;", indiferente ou celebrador de tudo isso? Pode ser extremamente&lt;em&gt; uncool&lt;/em&gt;, pode não soar "pós-moderno" ou lembrar "chavões de terceiro-mundista", mas não é inevitável reconhecer isso tudo? Quando nascemos em um país que chama de&lt;strong&gt; descobrimento &lt;/strong&gt;um gigantesco processo de &lt;strong&gt;escravização, genocídio e grilagem&lt;/strong&gt; como ficar com a "consciência limpa", aguardando que a Constituição Dirigente faça seu papel?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A realidade é que nós - eu e você, leitor, que pode ler esse texto - estamos cobertos de merda e sangue do início ao fim, sentados sobre os cadáveres dos que nos antecederam e foram vítimas desse processo cruel e violento. Que pelo menos não sejamos hipócritas. É um começo.  &lt;em&gt;&lt;strong&gt;    &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7388209-709524624317903301?l=somepills.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/MoxInTheSkyWithDiamonds/~3/CsxxD2ruzwI/sentados-sobre-miseria-acho.html</link><author>noreply@blogger.com (-MOX-)</author><feedburner:origLink>http://somepills.blogspot.com/2009/09/sentados-sobre-miseria-acho.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7388209.post-7257848722590745291</guid><pubDate>Wed, 16 Sep 2009 15:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-16T12:32:31.824-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mídia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Politics</category><title /><description>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;LIXO GAÚCHO &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Manchete do nosso jornaleco marrom hoje sobre passeata de estudantes que reivindicam o impeachment da governante com mais evidências de corrupção dos últimos tempos e a saída de um relator (algo equivalente a um delegado!) que diz que seu principal objetivo é obstaculizar a investigação ("a CPI do PT"):&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;"&lt;a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&amp;amp;local=1&amp;amp;section=Geral&amp;amp;newsID=a2655111.xml"&gt;Manifestação de estudantes causa transtorno no trânsito&lt;/a&gt;".&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;É por essas e outras que, depois de morta a grande mídia, os jornalistas não vão entender bem o que aconteceu. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7388209-7257848722590745291?l=somepills.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/MoxInTheSkyWithDiamonds/~3/N2ZTzd2_v-M/lixo-gaucho-manchete-do-nosso-jornaleco.html</link><author>noreply@blogger.com (-MOX-)</author><feedburner:origLink>http://somepills.blogspot.com/2009/09/lixo-gaucho-manchete-do-nosso-jornaleco.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7388209.post-4185306910369510218</guid><pubDate>Tue, 15 Sep 2009 00:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-14T22:08:14.669-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Deusas</category><title /><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Sq7o1Dv6EGI/AAAAAAAAAsc/4N-V7HdgUGQ/s1600-h/lv00.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 253px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Sq7o1Dv6EGI/AAAAAAAAAsc/4N-V7HdgUGQ/s400/lv00.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381494602991276130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Sq7ogvdUQFI/AAAAAAAAAsU/3gLFhdtzBLg/s1600-h/arquivo12.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 275px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Sq7ogvdUQFI/AAAAAAAAAsU/3gLFhdtzBLg/s400/arquivo12.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381494253947207762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Sq7ogCnsOaI/AAAAAAAAAsM/IFJfau_1CXU/s1600-h/arquivo10.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Sq7ogCnsOaI/AAAAAAAAAsM/IFJfau_1CXU/s400/arquivo10.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381494241911126434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Sq7oWJi0nDI/AAAAAAAAAsE/X0LW_vjIqdM/s1600-h/PB-27.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Sq7oWJi0nDI/AAAAAAAAAsE/X0LW_vjIqdM/s400/PB-27.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381494071971060786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Sq7oVr2Oh3I/AAAAAAAAAr8/xZVLZw05B2w/s1600-h/luciana-vendramini.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 179px; height: 249px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Sq7oVr2Oh3I/AAAAAAAAAr8/xZVLZw05B2w/s400/luciana-vendramini.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381494063999387506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Sq7oVFZ2psI/AAAAAAAAAr0/ouzrbmFCFWw/s1600-h/lucianavendramini.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 180px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Sq7oVFZ2psI/AAAAAAAAAr0/ouzrbmFCFWw/s400/lucianavendramini.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381494053679834818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Sq7oU6GDVHI/AAAAAAAAArs/4MpmkTUF_UQ/s1600-h/luciana_vendramini_08.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 264px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Sq7oU6GDVHI/AAAAAAAAArs/4MpmkTUF_UQ/s400/luciana_vendramini_08.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381494050643989618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Sq7oUabXOxI/AAAAAAAAArk/7eRLgBzuRr0/s1600-h/LUCIANA+VENDRAMINI.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 294px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Sq7oUabXOxI/AAAAAAAAArk/7eRLgBzuRr0/s400/LUCIANA+VENDRAMINI.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381494042143439634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Luciana Vendramini.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7388209-4185306910369510218?l=somepills.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/MoxInTheSkyWithDiamonds/~3/fvrzURI5-NY/blog-post.html</link><author>noreply@blogger.com (-MOX-)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/Sq7o1Dv6EGI/AAAAAAAAAsc/4N-V7HdgUGQ/s72-c/lv00.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://somepills.blogspot.com/2009/09/blog-post.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7388209.post-8899068179178790990</guid><pubDate>Mon, 14 Sep 2009 02:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-13T23:58:57.178-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Anything</category><title /><description>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;ESTADO DE ESPÍRITO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/7vFaoA7t2RE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7388209-8899068179178790990?l=somepills.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/MoxInTheSkyWithDiamonds/~3/aCDaGA7rLs8/estado-de-espirito.html</link><author>noreply@blogger.com (-MOX-)</author><feedburner:origLink>http://somepills.blogspot.com/2009/09/estado-de-espirito.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7388209.post-3173465272648287943</guid><pubDate>Wed, 09 Sep 2009 13:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-09T10:23:49.046-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Politics</category><title /><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SqesF6GAiXI/AAAAAAAAArc/dXYxHdJvT5k/s1600-h/obama_escolas_ap.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 187px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SqesF6GAiXI/AAAAAAAAArc/dXYxHdJvT5k/s200/obama_escolas_ap.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379457497411127666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;POOR OBAMA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quando comentamos fatos que vêm do Irã, da Coréia do Norte, da China ou do Sudão tquase udo nos parece absurdo. Os habitantes ("bárbaros?") desses locais parecem cegos em relação a fatos que se põem diante do seu nariz, incapazes de reagir ante um fanatismo doentio e um grau ideológico comparável a uma esquizofrenia coletiva.&lt;br /&gt;Claro, bárbaro é o norte-coreano. A oposição que Obama vem enfrentando nos EUA, contudo, nada tem de bárbara. São sujeitos "de bom senso" que defendem que deixar 50 milhões de norte-americanos sem sistema de saúde é algo que se faz em respeito à "liberdade".&lt;br /&gt;Poucos fatos atuais mostram um grau tão forte de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ideologia &lt;/span&gt;quanto esse problema nos EUA; logo os EUA, que se orgulham de ser "pragmáticos". Pois é, sabe qual é a justificativa (adotada inclusive por democratas)? A coisa vai prejudicar os cofres públicos e os planos privados. Então, nossos conterrâneos que se fodam. Viva o mercado.&lt;br /&gt;Se isso não é ideologia, se isso não é fanatismo, volto à caverna.   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7388209-3173465272648287943?l=somepills.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/MoxInTheSkyWithDiamonds/~3/-xeTyFFSm0E/poor-obama-quando-comentamos-fatos-que.html</link><author>noreply@blogger.com (-MOX-)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SqesF6GAiXI/AAAAAAAAArc/dXYxHdJvT5k/s72-c/obama_escolas_ap.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://somepills.blogspot.com/2009/09/poor-obama-quando-comentamos-fatos-que.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7388209.post-2848732026029987188</guid><pubDate>Tue, 08 Sep 2009 03:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-08T00:17:32.846-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Rocks</category><title /><description>&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-weight: bold;"&gt;HIBERNANDO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/99k8w65v3_I&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7388209-2848732026029987188?l=somepills.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/MoxInTheSkyWithDiamonds/~3/LoCqXfaS6JA/hibernando.html</link><author>noreply@blogger.com (-MOX-)</author><feedburner:origLink>http://somepills.blogspot.com/2009/09/hibernando.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7388209.post-7607789104503982384</guid><pubDate>Fri, 04 Sep 2009 16:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-04T14:18:26.659-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Φιλοσοφία</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Politics</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Violência</category><title /><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SqFJcBOn5tI/AAAAAAAAArU/gRcbc_kxXfA/s1600-h/papai_sabe_tudo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 189px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SqFJcBOn5tI/AAAAAAAAArU/gRcbc_kxXfA/s400/papai_sabe_tudo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377660175772018386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O WELFARE STATE NÃO FOI RADICAL O SUFICIENTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;ACHO INTERESSANTE quando leio criminólogos de quilate de Massimo Pavarini, David Garland e Jock Young destilarem, simultaneamente, sua nostalgia do Estado de Bem-Estar Social e sua descrença em soluções estruturais para problemas de segurança pública. Acho uma contradição dolorosa. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma observação antes da análise&lt;/span&gt;: esses autores são fundamentais em Criminologia e não raro estou toda hora me referindo às suas obras nas minhas aulas. Reconheço sua importância fundamental. Porém também tenho críticas.&lt;br /&gt;Todos esses autores, por exemplo, fazem questão de criticar a idéia de que a redução da desigualdade social é um fator capaz de reduzir a criminalidade. Para tanto, usam o argumento de que, apesar dos bons índices sociais do final da década de 70, o crime aumentou.&lt;br /&gt;Creio que esse argumento é uma falácia. Dizer que "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;apesar da redução da desigualdade econômico-social, cresceu o delito&lt;/span&gt;" não significa, por si só, que a desigualdade social não tenha &lt;span style="font-style: italic;"&gt;reduzido &lt;/span&gt;os índices &lt;span style="font-style: italic;"&gt;possíveis&lt;/span&gt; de crime caso a desigualdade fosse ainda maior. Convido os doutores a comparecerem ao Brasil e conhecerem seus índices nada agradáveis de violência, especialmente violência letal. Portanto, é uma armadilha cavada pela direita (como tantas outras da década de 80) dizer à esquerda que deve jogar no mesmo tabuleiro, ou seja, que é preciso deixar de lado a "questão social" e partir para a disputa em torno das políticas de segurança pública. (Mais uma vez: não tenho &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;nada&lt;/span&gt; contra as políticas de segurança, ao contrário; porém, ao mesmo tempo, me recuso a não pensar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;além &lt;/span&gt;disso tudo, pois se trata de mero paliativo, sem qualquer chance de alcançar a raiz dos problemas.)&lt;br /&gt;Por que, então, não ocorre a correlação? Ora, sabe-se há muito mais tempo que os anos 60  (portanto, muito antes dos movimentos de 68) que os problemas humanos não são exclusivamente de raiz econômica. A violência não se exerce apenas pela via da exploração do trabalho. Racismo, machismo, etnocentrismo, etc., são formas de violência exercidas sem necessariamente corresponderem a estruturas econômicas. Portanto, diminuir a desigualdade material não significa, automaticamente, reduzir toda cadeia de violência social. Há relações irredutíveis a este esquema, que não são imediatamente atingidas pelas mudanças vinculadas a "classes sociais". Logo, o fracasso do Welfare não deve ser atribuído ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;esforço desnecessário&lt;/span&gt; (como fazem crer os defensores do mercado), mas à sua &lt;span style="font-style: italic;"&gt;falta de ambição&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Se, por um lado, diminuir a "privação material" não significa, automaticamente, diminuir a violência humana, disso não pode ser deduzir mais nada &lt;span style="font-style: italic;"&gt;salvo o que foi dito&lt;/span&gt;. Ou seja, dizer, como dizem Pavarini ou Garland, que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;não é possível fazer &lt;/span&gt;a correlação não significa que seja possível &lt;span style="font-style: italic;"&gt;não a fazer&lt;/span&gt;. Tudo indica, ao contrário, que reduzir a privação material, além de ser uma forma direta de reduzir a violência (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;a privação já é uma violência&lt;/span&gt;), igualmente proporciona condições para reduzir outros tipos de violência. É possível que a própria estrutura do Welfare - inspirada em princípios de justiça distributiva - tenha sido uma das causas dos movimentos emancipatórios nele surgidos e que não raro se voltaram contra o próprio Welfare. É que a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ansiedade por justiça &lt;/span&gt;não se interrompe e, uma vez aberta a possibilidade, a imaginação humana não tem limites. Por isso, todos os arranjos políticos que propõem a emancipação têm de estar preparados para ser destruídos ou profanados.&lt;br /&gt;Isso também revela um erro de avaliação nostálgico de Young acerca dos movimentos de 68. A visão idealizada que tem do Welfare (conquanto muitas vezes o critique) o cega para o simples fato de que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;provocar o vazio é provocar o novo&lt;/span&gt;. Se o espaço foi deixado vazio e disso se aproveitaram os conservadores, é porque a disputa política por hegemonia foi perdida naquele momento. Cabe a nós retomá-la. Não, porém, reivindicar o retorno a uma estrutura que caía de podre que estava. Quando leio uma proposta &lt;span style="font-style: italic;"&gt;radical &lt;/span&gt;e absolutamente fundamental - como a da Andréa no TPM acerca das "&lt;a href="http://wunschelrute.blogspot.com/2009/09/politicas-publicas-para-o-afeto.html"&gt;políticas do afeto&lt;/a&gt;" -, todos esses criminólogos me parecem mansinhos querendo dizer "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;viu como nós não somos radicais? Nossas propostas são para o cidadão de bem também!&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;A causa da violência é a própria violência; ou seja, a violência  funciona como um processo ininterrupto e sem limites, analogamente ao que ocorre em um incêndio (nesse ponto, creio que René Girard é uma leitura obrigatória). Quanto mais fogo jogamos, maior o incêndio. Perguntar "de onde vem a violência?" é um tanto quanto redundante, pois ela sempre esteve aí. É ela e seus círculos viciosos intermináveis que nos governam. Nossa tarefa é dela escapar, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;com ambição&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7388209-7607789104503982384?l=somepills.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/MoxInTheSkyWithDiamonds/~3/WioizV1sMZs/o-welfare-state-nao-foi-radical-o.html</link><author>noreply@blogger.com (-MOX-)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_i5lNHLqm6Po/SqFJcBOn5tI/AAAAAAAAArU/gRcbc_kxXfA/s72-c/papai_sabe_tudo.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://somepills.blogspot.com/2009/09/o-welfare-state-nao-foi-radical-o.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7388209.post-1641878630121853659</guid><pubDate>Wed, 02 Sep 2009 16:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-02T13:53:40.593-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Politics</category><title /><description>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;LULA É O PRÉ-SAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;POUCAS VEZES vi tão claramente a configuração política do momento exposta como está em relação ao Pré-Sal. Advertência: não entrarei, pois não quero nem entendo, em discussões técnicas e econômicas. Interessa-me registrar apenas o aspecto político do fenômeno.&lt;br /&gt;Até certo momento do mandato, Lula era o maior defensor do etanol. Interessava o discurso ambiental, especialmente em relação ao aquecimento global, como forma de impulsionar o Brasil, que era o maior produtor do etanol (nosso álcool) no mundo. A tecnologia brasileira, baseada na cana-de-açúcar, era muito melhor que a norte-americana, baseada no milho. Tudo isso foi deixado de lado quando Lula se viu diante de uma possibilidade astronômica de petróleo no Brasil pela camada do pré-sal. O etanol, então, passou ao esquecimento, dando lugar aos benefícios óbvios da produção petrolífera.&lt;br /&gt;Nada espelha melhor o Governo Lula que isso. A preocupação de justiça distributiva e projetos a longo prazo é típica desse Governo; as medidas para impulsionar a economia e melhorar a condição de vida dos muito pobres são exuberantes. Nesse ponto, Lula bate a oposição com sobras, e sabe disso. É muito provável que, em pouco tempo, Lula venha a ser reconhecido como o melhor Presidente do Brasil desde Getúlio Vargas, pelas medidas de impacto imediato que fizeram o país avançar e, em bloco, superaram  com folga o Plano Real, até então imbatível. Entre elas, sem dúvida alguns dos destaques são os índices econômicos fantásticos, como a queda brutal do desemprego, o crescimento estável, a resistência à crise (que, para desespero dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;trolls&lt;/span&gt; da direita, foi &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mesmo&lt;/span&gt; "marolinha"), a política de crédito que impulsionou a microeconomia e fundamentalmente o Bolsa-Família e a elevação substancial do salário mínimo. Tudo isso chega direto ao bolso do pobre que sente - independente das pancadas que toma o Governo da grande mídia - a justiça distributiva na carne. Nesse ponto, a oposição - completamente perdida na sua plataforma - não consegue sequer articular um discurso, especialmente pelo fato de que no Brasil os partidos de direita não se assumem como privatistas ou elitistas, apenas procuram enrolar para conquistar o poder. Esses, Lula tira de letra.&lt;br /&gt;O problema é que para o Governo Lula a questão ambiental ainda está colocada como estava antes dos anos 60, ou seja, como "um problema" como todos os outros. A própria mídia trata a questão dessa forma, como se o meio ambiente fosse um problema local, mais uma pasta no ministério, capaz de ser resolvida mediante acordo entre ambientalistas e ruralistas. Por isso, a política ambiental de Lula - embora não de todo ruim, como de resto as demais - só pode se orgulhar de "controlar o desmatamento na Amazônia", sem mostrar algum avanço mais substancial que envolva mudança de rumo. O que está na pauta é simplesmente o "crescimento"; com o meio ambiente nós negociamos.&lt;br /&gt;Lula, a oposição e a grande mídia não perceberam que a questão ambiental se alterou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;substancialmente&lt;/span&gt;, ou seja, não é apenas "uma pasta", mas algo que envolve uma nova racionalidade política e econômica. A "sustentabilidade" não é uma bandeira vazia que cabe em qualquer meia dúzia de árvores plantadas; é o pensamento que se articula ponderando em relação à tecnologia as condições de sobrevivência do Planeta diante do sufoco que passa atualmente. Isso não envolve uma decisão "local", mas a própria base de convicções político-econômicas que administram um Governo. A mídia trata Marina como uma candidata "temática", não percebendo que meio ambiente e sustentabilidade são questões transversais que percorrem toda lógica política, rompendo com as ideologias modernas de direita e esquerda que se uniam na matriz baconiana de dominação da natureza. A questão da sustentabilidade é muito mais intensa e não tocada nem de perto na sua essência radical pelo Governo Lula, que só consegue percebê-la como "um problema que depende de boa vontade". Sustentabilidade não é uma questão focada; é um problema radical, de base, de estraçalha sistemas políticos e econômicos inspirados no puro e simples crescimento.&lt;br /&gt;É nesse momento que Marina poderia ser um salto qualitativo sobre o Governo Lula, andando sobre os ombros dos avanços incontestáveis adquiridos durante o período. A direita representa o retrocesso, o fortalecimento das oligarquias e a injustiça social. Dilma, a continuação de um programa de justiça distributiva, mas de natureza reformista e mediante sacrifício do meio ambiente. Marina, ao contrário, poderia significar a formação de uma nova racionalidade política, apoiada realmente na sustentabilidade e capaz de perceber que tudo depende da qualidade da vida (humana e não-humana) conquistada no Planeta -- e não de um ciclo obsessivo de dominação e poder. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7388209-1641878630121853659?l=somepills.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/MoxInTheSkyWithDiamonds/~3/PPbMWpzcns8/lula-e-o-pre-sal-poucas-vezes-vi-tao.html</link><author>noreply@blogger.com (-MOX-)</author><feedburner:origLink>http://somepills.blogspot.com/2009/09/lula-e-o-pre-sal-poucas-vezes-vi-tao.html</feedburner:origLink></item></channel></rss>
