<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/atom10full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" gd:etag="W/&quot;CkEMQ3c-fyp7ImA9WxNVGE4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057</id><updated>2009-10-29T13:38:02.957-02:00</updated><title>Mundo Sombrio</title><subtitle type="html" /><link rel="http://schemas.google.com/g/2005#feed" type="application/atom+xml" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/posts/default" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/" /><link rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><link rel="next" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false&amp;v=2" /><author><name>Luiz dreamhope</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>lfteodosio@hotmail.com</email></author><generator version="7.00" uri="http://www.blogger.com">Blogger</generator><openSearch:totalResults>166</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><link rel="self" href="http://feeds.feedburner.com/MundoSombrio" type="application/atom+xml" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com" /><entry gd:etag="W/&quot;DEEHRXY8cSp7ImA9WxNWF0U.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-4204995499700284149</id><published>2009-10-17T10:34:00.003-03:00</published><updated>2009-10-17T10:37:14.879-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-10-17T10:37:14.879-03:00</app:edited><title>Mundo Sombrio - Capítulo 15 - Exploração</title><content type="html">&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;Capítulo 15&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exploração&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os passos do mago produziam um som metálico que reverbava por todo o imenso lugar. Encontrava-se sobre uma ponte de metal, feita de um piso de filetes metálicos e com um corrimão de meio metro de altura.&lt;br /&gt;Rapidamente seus olhos foram atraídos pela branca luz emanada pelos refletores que pendiam no alto. O teto era arcado naquele local com uma dimensão circular. Uma pintura muito chamativa fazia parecer que não estava dentro de um recinto fechado. Tratava-se de um azul com algumas poucas nuvens desenhadas para dar a sensação de estar olhando para o céu.&lt;br /&gt;Quinze metros abaixo da ponte estava o que havia de gracioso naquele lugar. Um perfeito cenário que imitava a natureza ao ar livre. Pequenos planaltos, morros, rios, um gramado do mais puro verde, e finalmente, as mais variadas espécies de flores cultivadas em pontos distintos. Aquele paraíso dimanava um singelo brilho para quem o olha-se&lt;br /&gt;Ainda na parte oposta da ponte, no meio caminho, havia uma coluna cilíndrica que se estendia do teto até a parte de baixo do recinto, com sua estrutura atravessando a ponte, neste nível, mostrando uma porta. Melvin deduziu que poderia ser um elevador. Mesmo querendo checá-lo, voltou alguns passos para a entrada onde Florisval e Joana estavam, mas não chegou a passar pela barreira, ficando apenas atrás da mesma.&lt;br /&gt;- Florisval, você não vem? – perguntou o mago.&lt;br /&gt;- Não, eu não vou – respondeu o floricultor do outro lado, olhando para Joana em seguida. – A Joana não pode atravessar essa barreira por causa do sistema de segurança daqui. Eu não quero deixá-la sozinha, mas nós poderemos nos juntar a você se conseguir desarmar o sistema. Melvin, preste atenção. Ignore o paraíso de flores abaixo e o elevador na ponte, e vá para o final dela. Lá terá uma entrada para os outros recintos, que também são pontos bem relevantes nesta base. Um deles eu não consigo entrar, mas talvez, você que tem um acesso privilegiado possa conseguir. Esta porta fica no corredor oeste, a terceira porta à direita. Mas antes disso, você verá a sala de segurança numa porta à esquerda. Dentro dela há vários televisores como na sala de monitoramento que passamos agora a pouco. É possível contatar cada parte desta base por um microfone, já que há auto-falantes nas paredes. Não será tão difícil fazer isso.&lt;br /&gt;- Certo. Entendi – Melvin voltou-se para o local adiante e começou a caminhar pela ponte.&lt;br /&gt;Chegou ao elevador, e o ignorou. Continuou até chegar a uma porta idêntica a anterior, que necessitava de uma impressão digital. Ele notou o mesmo painel à esquerda e realizou o mesmo procedimento; a porta abriu-se lateralmente. Alguns metros adiante havia uma nova barreira igual a de antes. Melvin passou por ela sem problemas.&lt;br /&gt;Diferentemente do corredor anterior, este tinha paredes e tetos revestidos com ferro. As lâmpadas ficavam em fileira nas duas paredes de encontro ao teto, de cada lado.&lt;br /&gt;Suas botas soavam um “tac” como único barulho ali presente. Não se ouvia mais nada além disso. Parecia estar fazendo uma exploração num local desconhecido com um ambiente meio sinistro.&lt;br /&gt;Alguns degraus para baixo foram avistados, e no fim dele, a passagem virava à esquerda. Em seguida, observou que o mesmo corredor virava para a direita mais adiante. Mas antes da curva, havia três portas: uma à esquerda, outra à direita, e a última, na parede oposta, logo à frente.&lt;br /&gt;Mesmo sendo instruído para chegar à sala de segurança, Melvin queria saber mais sobre aquele lugar e suas particularidades. Caminhou até a porta esquerda, e adentrou ao cômodo que ela escondia; a porta tinha uma maçaneta, diferenciando-se das portas que passou até aquele momento. Algo mais “normal”, pra variar.&lt;br /&gt;No lado de dentro, não havia iluminação. Apenas a claridade do próprio corredor iluminava levemente o recinto. O mago caminhou para o lado com as mãos tateando as paredes a fim de encontrar um interruptor. Não demorou muito, e ele acendeu as luzes.&lt;br /&gt;Ao contrário do corredor, as paredes eram de concreto, pintadas na cor mel; o chão era branco com alguns pequenos metais aderentes ao piso, causando um certo brilhantismo. Alguns armários, uma mesa retangular central que se estendia horizontalmente pelo cômodo, que aliás, tinha uma largura bem grande para acomodar a grande mesa. Tal móvel parecia ser destinado a reuniões, tendo em vista os confortáveis assentos próximos a ela.&lt;br /&gt;Melvin já parecia ter visto tal arrumação, o que deixou num momento nostálgico por alguns instantes. Fora o detalhe da mesa, havia uma parte da parede oposta à porta, que era retangular e feita de metal. Após observar este último detalhe, o mago se retirou.&lt;br /&gt;Já no corredor, foi para a porta à frente do recinto de onde acabara de sair. Esta também era de maçaneta e foi facilmente aberta; e o cômodo também estava apagado, e a luz do corredor tratou de iluminar parcialmente o lugar. Melvin achou o interruptor e com a luz acesa, percebeu a função daquele cômodo.&lt;br /&gt;Pás, vassouras, enxadas, colheres, regadores e outras ferramentas de campo jaziam nos mais distintos pontos daquele ambiente quadrangular. A luz era de uma lâmpada amarela, dando claridade semelhante a um monte de velas.&lt;br /&gt;Melvin saiu deste cômodo, e voltou para o corredor. Queria entrar na porta restante, mas a ignorou temporariamente, pois gastaria muito tempo explorando todos os recintos daquele lugar. Apenas o local exclusivo para magos e a sala de segurança importavam naquele momento.&lt;br /&gt;Virou a direita e após alguns metros de corredor, ele se dividiu para a esquerda e direita. Encaminhou-se para a esquerda como Florisval havia lhe instruído. Após ignorar mais algumas portas, encontrou a sala de segurança à direita. Acima da porta, uma placa na parede mostrava o nome da sala.&lt;br /&gt;Um painel lateral indicava que uma impressão digital era necessária para abrir a porta. O mago colocou o seu dedão na pequena tela e aguardou o escaneamento. Um clique de destrancamento se propagou seguido de uma voz computacional de tom feminino pronunciando “Acesso válido”.&lt;br /&gt;A porta dupla abriu-se lateralmente do meio para os respectivos lados da porta. Assim como na sala de monitoramento, a sala estava às escuras, sendo apenas iluminada pela luz do painel dos televisores, um pouco maiores se comparados aos que ele viu antes. Mas assim que o mago deu seu primeiro passo no recinto, a iluminação acendeu automaticamente. Melvin olhou para as luzes fluorescentes no teto, sabendo que tal receptividade era incomum.&lt;br /&gt;- De volta a alta tecnologia – ele proferiu com nostalgia.&lt;br /&gt;A sala era bem ampla, cheia de equipamentos tecnológicos para comunicação e monitoramento. Algumas mesas e cadeiras, pequenos armários guardando papeladas preenchiam o resto do recinto. Mas a parte mais importante era o painel de controle, um pouco a frente e na parede esquerda, tomando como referência a porta da sala, que fica na extremidade norte.&lt;br /&gt;O grande painel era composto por vários botões e alavancas que a princípio não diziam nada para o mago. Ele procurou os televisores um pouco acima, observando todo o monitoramento dos cômodos daquela base. Principalmente na parte do “paraíso” mostrando a beleza natural de sempre. Varrendo um pouco mais os olhos pelos monitores encontrou a imagem de Florisval e Joana ainda próximos a barreira, apenas esperando o seu contato.&lt;br /&gt;Melvin procurou no painel algo parecido com um comunicador. Encontrou alguns botões com números e apertou o que correspondia a tela do casal, agora bem próximos um do outro. Após estar apertado, o mago pegou um comunicador quadrangular preso a um fio semelhante à de um telefone.&lt;br /&gt;- Florisval, está me ouvindo? – Melvin perguntou com os olhos observando o camponês pelo televisor.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;. . . . . . . . . . . .&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joana e Florisval ainda permaneciam parados diante da barreira de segurança, apenas esperando o contato de Melvin. Mas enquanto esse momento não chegava, ficaram alguns instantes em silêncio, que enfim, foi quebrado pelo floricultor, após ficar um bom tempo com os olhos sobre a namorada, esta que não percebia, pois parecia estar com um olhar distante.&lt;br /&gt;- Fico feliz por estar viva - disse o camponês, tirando Joana do transe, e colocando seu olhar sobre ele. – Quando eu vi seu corpo em chamas naquele campo, eu entrei em desespero. – Florisval falava enquanto seu semblante melancólico refletia suas angustiantes lembranças. – Eu senti tanta tristeza e ódio como eu nunca havia sentido antes. Só de pensar que havia perdido você, foi como se todo o sentido da minha vida houvesse se perdido de novo. Eu... preciso lhe dizer uma coisa. – Florisval olhou para a amada, receando o que iria falar.&lt;br /&gt;- O que é? Fale – disse a jovem num tom suave, notando a cerimônia do outro.&lt;br /&gt;- Eu... matei o Adler. – Joana pareceu ficar um pouco surpresa com a revelação e esperou o floricultor terminar. Suas próximas palavras foram pronunciadas de forma afobada com um claro nervosismo. – Eu estava com muito ódio no coração. Nunca perdoaria aquele homem pelo o que havia feito. Então... eu peguei o meu arco e...&lt;br /&gt;- Tudo bem – Joana falou interrompendo-o. Ela aproximou-se de Florisval vendo que ele parecia ficar inquieto à medida que contava. – Não se preocupe com isso. – Ela acariciou o seu rosto suavemente, e deu-lhe um beijo. Afastou sua face e ficou com seu rosto quase colado ao dele, misturando o ar que cada um respirava e exalava. Florisval sentiu sua amargura decrescer e uma boa e contagiante sensação tomar conta de sua alma.&lt;br /&gt;- Eu estou aqui agora. Não precisa se lembrar do que sentia naquela hora. Sinta apenas o que sente agora, neste momento. Eu sou tudo o que você está sentindo. Portanto, esqueça que já me perdeu uma vez, enquanto eu estiver junto a você.&lt;br /&gt;Florisval se sentiu tocado, e percebeu que ela tinha razão. Do que adiantava ficar mergulhando naquela terrível lembrança? Joana estava bem na sua frente, viva, e tudo estava perfeito. Não havia necessidade de perder tempo com lembranças ruins, quando o presente tornava-se o melhor possível. Viver apenas o agora era tudo o que importava pra ele.&lt;br /&gt;Ambos, sendo enrolados por um agradável sentimento, aproximaram suas faces mais alguns centímetros. Quando seus lábios estavam prestes a se tocarem para um beijo mais profundo, uma voz estrondosa ecoou pelo corredor.&lt;br /&gt;- FLORISVAL!!! – O chamamento de Melvin saiu do pequeno alto falante no teto. O barulho foi tão intenso que o casal espremeu os olhos e afastou os rostos, acabando com qualquer possibilidade de um beijo. Ondas sonoras quebraram todo o clima amoroso, deixando o camponês um pouco frustrado. Joana também estava decepcionada, mas a expressão do floricultor indicava um maior aborrecimento.&lt;br /&gt;- Opa! Desculpe – Melvin falava novamente. – Não chequei os volumes antes.&lt;br /&gt;- Não acho que faria diferença. Esse não foi o problema. – Florisval olhava para a câmera no teto um pouco atrás dele.&lt;br /&gt;- Hã? Como assim? – perguntou o mago inocentemente.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Não está vendo que você quebrou o clima”&lt;/em&gt; Era o que Florisval queria dizer, mas achou melhor ficar quieto. Não era característica dele reclamar muito, mas naquela ocasião bem que gostaria.&lt;br /&gt;- Esqueça – disse o camponês. Em seguida, mudou o foco. – Certo, está na sala de segurança. Na parte direita do painel, depois dos televisores há uma tela de computador. Há um teclado e um mouse por aí. Ligue o computador num botão azul por aí, e na tela vai aparecer alguns níveis de acesso. Vá para o quarto nível. Ele é responsável pela entrada e saída de pessoas da base. Aparecerão algumas opções. Escolha livre acesso de indivíduos.&lt;br /&gt;Melvin ouvia atentamente as instruções do Guardião. Ele moveu-se para o lado reparando na tal tela de computador, que ocupava um tamanho considerável da parede.&lt;br /&gt;- Por que você não me conta isso enquanto eu vou acessando... – Nessa hora, sentiu o comunicador parar em sua mão. O fio que o prendia já estava todo esticado.&lt;br /&gt;- O comunicador não vai até aí. – Florisval disse.&lt;br /&gt;- Obrigado pelo aviso – Melvin disse ironicamente. – Vou contatá-lo novamente após liberar o acesso.&lt;br /&gt;Melvin foi para o computador e notou que as luzes do equipamento estavam acesas.&lt;br /&gt;- Já está ligado? – Melvin estranhou no primeiro momento, mas depois se preocupou em mexer.&lt;br /&gt;Quando tocou o mouse, a tela saiu do preto, e a imagem descrita por Florisval se mostrou. Havia cinco grandes botões na tela num fundo que parecia uma parede fria com um tom de cinza e azul. Nela, algumas flores desenhadas semelhantes as da porta também enfeitavam o papel de parede. Os botões eram de uma tonalidade acinzentada e com letras avermelhadas. Melvin clicou no quarto botão de cima para baixo, intitulado “Nível 4”.&lt;br /&gt;Ao clique, o botão pareceu expandir-se por toda a tela e revelando uma nova imagem. Algumas informações foram jogadas na tela. Os olhos de Melvin se moviam de um lado para o outro, e refletiam a luz que a tela emanava. Seus olhos sérios recebiam toda a informação que era analisada por sua mente. Após vários cliques indo de diretório em diretório, ergueu os olhos ao ver as opções que queria alcançar. Uma delas, era a que procurava.&lt;br /&gt;- Livre acesso – murmurou ele, clicando na opção logo em seguida, e depois indo num botão de OK abaixo da tela. Imediatamente, após o clique um som de atenção e uma mensagem apareceram na tela.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Essa opção irá desarmar todos os sentimentos defensivos, visto que estes servem para proteger tantos determinados lugares como toda a instalação. Tenha absoluta certeza que indivíduos com más intenções ou que não possuam permissão para determinadas informações entrem em lugares inconvenientes.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O mago apertou OK, e um som de confirmação foi ouvido. Apesar do trabalho ter sido feito, tal mensagem que sumira, deixou-o preocupado.&lt;br /&gt;- Lugares inconvenientes... Acesso apenas para magos... Talvez isso não seja apenas um paraíso de flores. Há algo mais neste lugar.&lt;br /&gt;Movido por essa preocupação, o mago saiu da porta rumo ao único recinto que ainda era um mistério.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;. . . . . . . . . . . . . .&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A camada protetora que impedia a passagem de Joana e Florisval se dispersou, liberando a passagem para o casal. A mulher logo notou uma intensa luminosidade invadir a parte do corredor, imaginando que tipo de claridade seria aquela.&lt;br /&gt;- Parece que ele conseguiu – Florisval disse caminhando até onde antes jazia a barreira. – Venha, Joana. Eu quero lhe mostrar isso. – O camponês virou-se para a jovem que permanecia atrás, e estendeu a mão para ela se aproximar. Ela o fez. De mãos dadas, ambos adentraram no realmente chamado paraíso daquele lugar.&lt;br /&gt;Joana abismou-se com o local, ao mesmo tempo em que seus olhos transbordavam de admiração. A surpresa era grande, e ela observava cada detalhe daquele ambiente, tanto o céu como a natureza abaixo a seduzia. Ficou ainda mais vislumbrada com as diversas flores espalhadas pelo terreno.&lt;br /&gt;- O que é esse lugar? – indagou ela, extasiada.&lt;br /&gt;- Um paraíso – respondeu o camponês. – Venha comigo. Vamos descer até lá.&lt;br /&gt;O casal caminhou até a metade do caminho, e chegaram a uma espécie de pilastra com um porta amarronzada. Florisval apertou um botão do painel ao lado da porta, e Joana ouviu um som incomum que parecia vir de dento da pilastra, mas para o camponês era apenas a subida de um elevador. A porta se abriu, um pequeno recinto quadrado se revelou. O camponês encaminhou-se para dentro dele, e virou-se esperando que a amada fizesse o mesmo, mas esta apenas olhava receosa para o lugar onde ele estava.&lt;br /&gt;- O que vamos fazer aí? – ela perguntou.&lt;br /&gt;- Descer, claro.&lt;br /&gt;- Mas eu pensei que fossemos usar uma escada. Esse negócio desce o mesmo?&lt;br /&gt;- Mas é claro. Isso é um elevador.&lt;br /&gt;Joana olhou para a pilastra acima. Ela já havia visto elevadores, mas não igual ao que estava adiante. Não havia roldanas, e nenhuma força humana agindo ali, ou talvez, ela pensasse que eles fariam tal força por algum método. No geral, elevadores eram sistemas de transportes usados para levar equipamentos de uma latitude para a outra. Mesmo sem saber que tipo de elevador era aquele que Florisval estava, ela entrou.&lt;br /&gt;O floricultor apertou um botão em mais um painel o lado da porta, e a mesma se fechou 0da mesma maneira que abriu. Joana ficou temerosa quando as portas se fecharam e se viu presa naquele espaço apertado.&lt;br /&gt;- Não tenha medo. Vamos apenas descer – avisou Florisval apertando um botão logo abaixo do que havia pressionado anteriormente.&lt;br /&gt;Com um barulho de deslocamento, o elevador começou a se mover. Foi então que Joana sentiu uma sensação estranha, que nunca havia sentido na vida. Ela abriu os braços como se fosse perder o equilíbrio.&lt;br /&gt;- Florisval, o que está acontecendo? – ela perguntou assustada.&lt;br /&gt;- Eu disse para não ter medo. Isso vai acabar antes que seu coração saia pela boca – respondeu o floricultor rindo.&lt;br /&gt;Um estrondo final, e o elevador parou. A porta foi aberta, e Joana ainda olhava para o chão, espantada.&lt;br /&gt;- Esse elevador desce sozinho, e ao meu comando. Mas não precisa se preocupar em entender isso agora, apenas olhe pra isso.&lt;br /&gt;Florisval virou-se para a imagem revelada na porta, e Joana sentiu a mesma iluminação de antes preencher o pequeno recinto do elevador. Ela subiu o rosto calmamente, e se deparou com uma imagem admirável.&lt;br /&gt;O ambiente parecia cintilar em todos os pontos. Um gramado de uma cor verde tão viva que seus olhos nunca presenciaram. Borboletas voavam sobre as inúmeras flores cultivadas em pequenos canteiros. Não chegava a ser um campo florido, mas poderia se dizer que era um jardim, de tantas flores que possuía. Mais adiante, havia um lago com sua superfície resplandecendo devido a iluminação que vinha de cima, como se estivesse imitando a luz do sol. A luz artificial e o teto azul pareciam fazer a mesma impressão de uma água límpida e pura num dia aberto.&lt;br /&gt;Joana caminhou até a margem do lago, e olhou tudo o que tinha ao redor. Florisval estava parado um pouco atrás, apenas observando a jovem se vislumbrar com aquele lugar.&lt;br /&gt;- É lindo – disse ela referindo-se ao que realmente parecia ser um paraíso.&lt;br /&gt;- É um segredo meu. Um lugar secreto que apenas eu sabia. Naquela vez que eu sai para pegar um remédio para o mago, eu usei uma dessas flores. – Joana fitou as belas flores, porém desconhecidas. – Não são flores comuns. São mágicas.&lt;br /&gt;- Mágicas? – Joana lembrou-se então da flor que recebera do camponês naquele dia, e que numa ocasião passada salvara sua vida. Ela pousou a mão sobre o busto, e lá estava dentro de sua roupa, a flor que havia recebido. – Como essa? Choradella, não é?&lt;br /&gt;- Sim, como a Choradella.&lt;br /&gt;- Mas eu não entendo – Joana fitou o local ao redor com uma expressão confusa. A natureza presa àquele lugar subterrâneo ainda era uma incógnita para ela. – O que é esse lugar?&lt;br /&gt;Florisval suspirou com um ar irônico e respondeu:&lt;br /&gt;- Pra falar a verdade, nem eu sei direito. Mas não é nada que possa nos prejudicar. É um lugar como qualquer outro. Algumas coisas daqui você não vai entender de cara, mas aqui, onde estamos pisando, tenho certeza que não terá dúvidas. Essa base é como se fosse uma segunda casa pra mim. É uma amiga que não conheço totalmente, mas me ajudou muitas vezes. – Florisval pensava em quantas vezes utilizou as flores mágicas em seu benefício e a dos outros. Nos últimos dias, ele as usou freqüentemente: a misteriosa flor que foi notada pelo mago quando ela curou seus ferimentos; a Rosa do Ligamento, que serviu para se aproximar de Joana criando uma espécie de ligação entre eles, e que no dia seguinte, foi crucial para encontrá-la; a Choradella, que salvou a vida de Joana na caverna, e a de Melvin e Florisval há pouco tempo. Aquele lugar era mesmo muito bondoso com ele.&lt;br /&gt;Joana ainda temia aquele local. Mesmo que seu amado dissesse tudo aquilo, um evento anterior não saia de sua cabeça. O gás avermelhado que fora jogado na sala de monitoramento quando esta se encontrava lá.&lt;br /&gt;- Aconteceu algo mais cedo que não entendi direito – disse Joana, com um olhar distante tentando recordar o momento. – Um tipo de gás invadiu aquela sala, e eu fiquei desesperada. Mal tive tempo de reagir, e meu corpo começou a fraquejar até que eu desmaiei.&lt;br /&gt;- Que tipo de gás? – Florisval perguntou com um estranhamento.&lt;br /&gt;- Ele era vermelho. Só sei que aquilo me fez adormecer por algum tempo.&lt;br /&gt;- Você tem certeza? – Florisval perguntou com anseio. Joana confirmou e ele pareceu ponderar, um pouco confuso. – Mas uma coisa dessa não poderia acontecer. Seria impossível no modo de sistema atual.&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;- O que aconteceu com você foi a ação do sistema de defesa desta base. Evita qualquer intruso que se infiltra neste lugar, e logo começa uma série de hostilidades. Entretanto, esse sistema só é mais ativo após aquela grande porta na qual nós passamos. Antes disso, praticamente não há nenhuma segurança, exceto os gases que são jogados na sala de monitoramento e no corredor. Existem de várias cores, cada um com o seu efeito, alguns deles podem até levar a morte. Felizmente, foi o vermelho que foi lançado, este causa apenas sonolência. Mas o que me incomoda é como este gás foi lançado.&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Pode ter sido uma falha no sistema, mas se fosse isso, seria a primeira vez. O lançamento de gás naquela sala só é feito manualmente na sala de segurança pra onde eu mandei o Melvin. Em hipótese alguma aquilo seria jogado sem mais nem menos. E isso só me deixa com uma única conclusão. - Florisval olhou firmemente para a jovem. – Existe mais alguém além de nós aqui dentro.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;. . . . . . . . . . . .&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passos se aproximaram da porta que seria exclusiva para magos. Melvin olhou para o painel ao lado, e após suas impressões serem lidas, a porta dupla se abriu lateralmente.&lt;br /&gt;Estava um pouco escuro, e a luz do corredor iluminava vagamente o recinto. Mas pelo o que se podia ver, parecia ser um tipo de local de trabalho. Várias divisórias, mesas, cadeiras e alguns equipamentos semelhantes aos da sala de segurança. Parecia estar bem arrumado a primeira vista. Logo ao entrar algumas lâmpadas se acenderam fracamente. A maioria parecia estar quebrada, e as que funcionavam, iluminavam de forma bem fraca. A escuridão ainda permaneceu mais presente em alguns pontos do recinto.&lt;br /&gt;Melvin se aproximou de uma das divisórias de trabalho, e passou o dedo na mesa, devidamente arrumada com alguns papéis, sentindo a poeira. Esfregou-a com o outro dedo e deu mais uma olhada pelo local.&lt;br /&gt;- Parece que ninguém entra aqui há um bom tempo – murmurou.&lt;br /&gt;Foi quando um zunido estranho de origem desconhecida chamou sua atenção. Ele rapidamente varreu os olhos pelo resto da escuridão do recinto procurando o significado daquele som, mas recebeu apenas o silêncio. Ficou mais algum segundo na extrema cautela, e ouviu-o de novo. Parecia ser algum tipo de bater de asas de um inseto.&lt;br /&gt;- Quem está aí? – o mago perguntou, firmemente, enquanto partículas de energia surgiam em sua mão para formar o cajado que logo segurou. Melvin fixou os olhos num ponto adiante, um pouco ao fundo da sala. Parecia que uma pequena silhueta erguia-se com o mesmo zunido de antes. Tratava-se de algo flutuando com asas cintilando um cinza na escuridão. Logo, duas esferas vermelhas surgiram diante daquela silhueta, mas o mago logo percebeu que elas pertenciam à mesma. Eram olhos.&lt;br /&gt;Em seguida, silhuetas semelhantes começaram a se elevar em outros cantos mais a frente, com o mesmo som de bater de asas de um inseto.&lt;br /&gt;- O que é isso? – perguntou-se o mago fitando as pequenas e possíveis hostilidades. Eram cinco ao todo, bem separados um do outro. Elas flutuavam no ar, encarando atrás da primeira divisória. Pareciam que iam atacá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-4204995499700284149?l=seriemundosombrio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/4204995499700284149/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=4204995499700284149" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/4204995499700284149?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/4204995499700284149?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/10/capitulo-15-exploracao-os-passos-do.html" title="Mundo Sombrio - Capítulo 15 - Exploração" /><author><name>Luiz dreamhope</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>lfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="02427446619369311543" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkUFRng7fSp7ImA9WxNXFk0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-6134707485863516403</id><published>2009-10-03T18:09:00.000-03:00</published><updated>2009-10-03T18:10:17.605-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-10-03T18:10:17.605-03:00</app:edited><title>Capítulo 14 - Revelação da Miosótis</title><content type="html">&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;As flores e a vegetação, que embora estivessem com uma aparência desolada em determinada parte do campo, moveram-se bruscamente devido a uma seca e violenta brisa, causada pelo voo rasante de um dragão. A Invocação Elemental de Melvin seguia com incrível velocidade na direção do oponente. Este, que mesmo a criatura estando a meia distância dele, permaneceu estático. Com a imagem do rosto do dragão, junto de sua enorme boca berrante, crescendo na vista de Karel, ele obrigou-se a se defender como podia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Com a criatura bem próxima, o mago de cabelos alaranjados flutuou para o alto, com a mesma impressão de um enorme salto. Ele observou abaixo de seus pés, o corpo alongado do dragão percorrendo o caminho onde o alvo encontrava-se anteriormente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Não muito longe, Melvin usava seu cajado para controlar sua criatura de água.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm;"&gt;- Isso não acabou! – exclamou o mago, movimentando o seu cajado inclinadamente para o alto. Imitando este movimento, o dragão contornou, e mudou seu trajeto para cima.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm;"&gt;- O que!? – Karel impressionou-se ao ver o dragão novamente voando em sua direção. Mesmo estando no ar, sabia que estaria &lt;st1:personname productid="em perigo. Fugir" st="on"&gt;em perigo. Fugir&lt;/st1:personname&gt; não contornaria, nem anularia aquela técnica. A única solução possível que chegou foi detê-lo da maneira que desse. - É uma bela técnica Elemental, mas não serei vencido por ela – bradou o mago erguendo suas duas mãos para&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;frente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Uma enorme rajada de fogo proveniente das duas mãos avançou contra o dragão. As técnicas se chocaram e uma nuvem branca foi formada. Os metros finais do corpo alongado do dragão continuavam avançando, mas não se sabia se ele estava sendo detido ou não pelas chamas. Karel ria, certo de que havia anulado a criatura inimiga, mas sua certeza foi despedaçada ao ouvir um rugido vinda da nuvem à frente. O dragão de água ressurgia por cima do fogo, e berrava para o oponente ao mesmo tempo em que voava até ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm;"&gt;- Não pode ser! – Karel não acreditou que não deteve o dragão. Cessou as chamas até então lançadas e se afastou na hora em que a criatura estava prestes a abocanhá-lo. O mago flutuou para trás e para o alto. – Maldição! Minhas chamas não fizeram nenhum efeito nele? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;O dragão de água expeliu um jato de água na direção de Karel. Este que se surpreendeu pelo ataque, já que o inimigo estava apenas lhe seguindo até então. Exigiu de si mesmo para mudar o trajeto de seu vôo para baixo, desviando assim da rajada que passou muito perto. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Na superfície, a ponta do cajado de Melvin que jazia numa posição vertical, sendo segurada pelo seu dono, cintilou num tom azul claro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm;"&gt;- Invocação Elemental humana: Doppelganger – sibilou o mago de cabelos lilás.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;O jato atirado pelo dragão anteriormente, ainda em movimento, começou a se comprimir e tomar forma. A imagem formada foi a de um humano, mas especificamente uma imagem líquida de seu invocador. Um Melvin feito de água se formou no ar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm;"&gt;- Inserir poder Elemental de Vento. – sibilou novamente o mago. Seu cajado brilhou no mesmo tom de antes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Com isso, o Melvin no ar, voou em direção à Karel, que até então não havia o percebido, pois estava centrado de mais no dragão que ainda lhe perseguia. O mago de cabelos alaranjados, ainda voando para baixo de costas, fitou o dragão que vinha em sua direção. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm;"&gt;- Eu não serei derrotado por algo como você! – disse o mago. De repente, ele foi forçado a parar, pois algo que não teve tempo de reconhecer, havia o segurado por trás. – O que? – perguntou Karel, se remexendo e olhando por cima dos ombros para saber quem lhe agarrava. – Você! Quando foi que... – Karel ainda estava impressionando pelo Melvin de água lhe segurando por trás. O rugido do dragão trouxe a atenção à frente. A invocação que lhe agarrava se aproximou de seu rosto e proferiu a mesma palavra que o Melvin na superfície. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm;"&gt;- Dessa vez, você não escapará. – disse de forma séria e ameaçadora. Karel, abismado, e sem conseguir se soltar, por mais que tentasse se remexer entre os braços do agarrador, sentiu um crescente desespero. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm;"&gt;- Me largue! Me largue! – gritou invocando labaredas que cobriu tanto ele quanto o Melvin que o segurava dessa vez. A água da invocação Doppelganger começou a evaporar, mas não da forma rápida que Karel queria. Este olhou para cima, e viu o dragão de água muito próximo. A criatura abriu sua boca, e rugiu para o alvo. – Que droga! Nãaao! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Num único ato, o dragão abocanhou o mago líquido e o outro. O Melvin se desfez em água, e Karel mergulhou dentro do corpo do dragão, que mudou o trajeto de seu vôo para o alto, pouco antes de quase se chocar com a terra. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Karel ainda gritava dentro do corpo cilíndrico e inundado de água da criatura, que aos poucos fazia sua “comida” se afogar. O mago se rebatia, mas a água penetrava em seu corpo. Foi então que sua boca bufou bolhas de ar, e ele parou de se mexer. Seu olhar era distante, e a vida presente nele, aos poucos foi se esvaindo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm;"&gt;&lt;i style=""&gt;“ Eu... vou morrer. Finalmente irei morrer...”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Lágrimas saíram de seus olhos, mesmo que impercebíveis naquele ambiente. Sentia-se livre finalmente. A agonia e o ódio por ter sido aprisionado durante séculos estavam lhe deixando. Tudo isso porque finalmente sua vida teria um fim merecido. A morte foi o seu único sonho e desejo para confortar sua alma, além de qualquer outro sentimento, até mesmo sobrepondo o ódio. Ele não buscava vingança, e sim uma paz justa e eterna.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;O dragão começou a se desfazer. Borradas de água se desmanchavam e a forma da criatura desaparecia. O líquido encharcou o campo, abaixo de onde estava o dragão. No momento em que ele se desfazia no ar, nenhum sinal do corpo de Karel foi visto. Melvin já esperava por aquilo, até porque, tal mago nunca existiu. Eram apenas memórias materializadas que desejavam no fundo, um fim. Ela então desapareceu, e foi para um lugar de descanso e paz que não poderia ser alcançado por ninguém. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm;"&gt;- Descanse em paz, Karel. – desejou o mago, com a respiração ofegante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Há pouca distância dali, Joana e Florisval, observaram o mago distante. Ambos haviam assistido aquele último momento da luta. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm;"&gt;- Ele conseguiu – disse Florisval, aliviado e feliz. – Ele conseguiu acabar com aquele estranho. – falou mais uma vez, a emoção de felicidade mais clara agora. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Melvin fez seu cajado sumir, e sentiu seu corpo bastante ofegante depois de realizar todas aquelas magias. Sabia que aquilo consumira muito a sua energia, e agora se sentia exausto. Bruscamente, ele pôs a mão sobre a boca e inclinou corpo. Sentiu um líquido subindo pela garganta que logo se transformou em um vômito. A grama queimada foi molhada com uma grande quantidade de água mesclada a sangue no meio dela. Uma tontura se apoderou do mago, e ele por pouco não desmaiou naquele mesmo instante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm;"&gt;- Essa não. Usei muito Energia Volaki, e agora meu corpo não consegue suportá-la. Efeitos colaterais... – ajoelhou-se e tossiu algumas vezes. Sua respiração e ritmo cardíaco aceleraram. Melvin agonizou perante as fortes dores no peito. – Droga... &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Então o mago desabou no chão, inconsciente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Episódio 14&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Revelação da Miosótis&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Não se sabia quanto tempo havia passado, mas o fato era que o mago já não se encontrava deitado no campo, mas em pé, num lugar fechado. A tonalidade azulada naquele cômodo vinha da luz do luar que provinha de uma janela aberta, apesar de que algo mais parecia realçá-la para um toque frio, mas agradável. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Melvin passou os olhos ao redor, e notou um homem sentado numa cama próxima, cuja pessoa era o dono do quarto. O mago fitou-o um pouco surpreso, pois aquela pessoa já não existia no mundo real. Chegou a conclusão de que aquilo se tratava de um sonho. Bartolomeu estava olhando para uma mesinha perto dele, onde havia um jarro com duas flores Miosótis. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Assim como na primeira noite de Melvin naquele quarto, a flor começou a liberar partículas de Energia Benigna pelo cômodo. Havia uma quantidade moderada espalhada pelo recinto, mas suficiente para despertar novamente a atenção do mago, este que foi surpreendido pela voz do homem na cama. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Imagino que estas partículas representem os meus sentimentos, não é Sr.mago? – perguntou Bartolomeu, ainda com seu olhar sobre o jarro de flores que continuava emanando o brilho de seus sentimentos, segundo ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- É a energização de bons sentimentos. – respondeu o mago, fitando-as em seguida. – Com uma quantidade dessas, fica fácil sentir o que elas significam. – Melvin voltou seu olhar para o homem. – O senhor ama bastante as flores e o seu filho, não é? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Sim. Eles são o que tenho de mais precioso no mundo. Por isso não consigo sair de perto deles. Tenho que olhá-los. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Seu espírito ainda deve cuidar desse campo, não é mesmo? Mas ele tem seu filho também, e além disso, ele não estará sozinho de agora em diante. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Sim, eu sei. Ele encontrou alguém especial que cuidará muito bem dele. Fico feliz por eles dois. E quanto a você, Sr. Mago, eu não sei quem é você realmente, mas apenas sabia que viria. – Melvin tentou dizer algo, mas apena tratou de escutar o que o outro tinha para dizer após o mesmo fazer um pedido com a mão erguida. – Deixe-me mostrar minha gratidão por ter protegido tudo o que mais amo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;De repente, uma luz iluminou o local, passando o ambiente para como se fosse de dia. Pela janela, ao invés da luz da lua, o que entrava agora era a luz solar, aquecendo o quarto agora bem iluminado. Pela porta do mesmo, entrou um jovem que Melvin logo reconheceu como Florisval. Ele caminhou até o pai, sentado na borda da cama. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- O senhor me chamou, pai? – perguntou o filho, num tom pouco animado. Melvin percebeu que ele se assemelhava ao Florisval desiludido após a morte do irmão &lt;st1:personname productid="em Seylor. Um" st="on"&gt;em Seylor. Um&lt;/st1:personname&gt; ponto curioso era o que o jovem parecia ignorar o mago, como se não pudesse enxergá-lo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Sim, meu filho. Chegue mais perto. – pediu Bartolomeu. Após o jovem ter se aproximado, o velho pegou uma das Miosótis no jarro, e mostrou-lhe ao filho. – Você sabe o que ela é? – Florisval apenas negou com a cabeça. – É uma Miosótis. Uma flor antiga e também mágica.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Mágica?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Sim. Dizem que ela é a chave para a abertura de portais que podem nos levar a um grande tesouro. Quando queremos encontrar segredos, basta apenas pegar essa flor, e a verdade se abrirá para quem desejar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Foi nesse instante que Melvin arregalou os olhos, percebendo o que aquela frase lhe revelava. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Miosótis... – sibilou o mago. – Então era isso!?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: center;" align="center"&gt;. . . . . . . . . . .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Melvin acabara acordando no mesmo quarto. O sonho rapidamente cessara sem nenhum indício de que terminaria. Já na realidade, o mago pôde ouvir sussurros ao seu lado. Era Joana, com uma expressão alegre, sibilando palavras de agradecimento. Ela virou-se para a porta e gritou pelo camponês.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Florisval! Venha logo! Ele está acordando! – gritava ela. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Joana... você... – Melvin ainda estava confuso por vê-la, pois antes mesmo ela se encontrava sem vida. Queria perguntar como estava viva, mas a voz do floricultor vindo da porta inibiu sua tentativa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Melvin! Que bom que acordou! Parece que o soro realmente fez efeito – disse o camponês se aproximado da cama.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Soro? Isso veio de mais uma de suas flores, não? – Florisval ficou meio sem graça pra responder.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- É, foi sim. Mas o importante é que você está bem. Deve ter sido muito difícil lutar com aquele homem ou coisa, ou o que quer que tenha sido aquilo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Não se preocupe. Ele já não existe mais. &lt;i style=""&gt;“Na verdade, ele já não existe há muito tempo.” &lt;/i&gt;– Melvin deixou sua última frase para ele mesmo. Prontificou-se em esclarecer outro ponto. – Como foi que a Joana sobreviveu? Pensávamos que ela estava morta, afinal, vimos o corpo dela, ou não vimos? – Melvin ficou esperando uma resposta de algum deles, mas observava apenas a hesitação para contar. – Florisval, o que houve com a Joana? Por que ela está viva? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;Florisval e Joana recordavam-se da conserva que tiveram poucos instantes antes com o namorado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Joana, uma hora ou outra, limpava o canto da boca do mago, por onde escorria um pouco de saliva. Ela estava cuidando dele enquanto o corpo do homem jazia na cama do quarto de Bartolomeu. Florisval saira do quarto há quase meia hora e ainda não voltara. Ela ficou preocupada e ao mesmo tempo curiosa para saber o que ele andava fazendo. O camponês apenas lhe dissera que encontraria um remédio para ajudar Melvin, mas não mencionou para onde iria. Entretanto, Joana presumia que ele estava naquele estranho lugar o qual estivera algum tempo atrás.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Seus pensamentos sobre ele cessaram quando notou o mesmo entrar pela porta do quarto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- E então? – Joana perguntou, sentada numa cadeira ao lado da cama. Florisval respondeu permanecendo com seus passos no cômodo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Isso aqui irá ajudá-lo – ele disse com um objeto peculiar na mão direita, e desconhecido por Joana. Tratava-se de uma vacina com um líquido esverdeado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- O que é isso? – perguntou a jovem olhando para o item em questão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Um remédio... – respondeu Florisval, se aproximando do homem na cama. Ele aproximou a agulha da pele do mago, fitando-a com precaução. Joana receou-se com aquele ato, pois pensava que aquilo feriria Melvin. -... Irei injetar esse líquido nele. Isso o fará melhor. – Florisval explicou, reduzindo o estranhamento de sua namorada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;O camponês penetrou a agulha no braço do mago, e empurrou o embolo para o líquido entrar na circulação sanguínea. Feito isso, ele o retirou. Uma ponta de sangue saiu do furo que logo estancou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Eu não sei fazer essa coisa direito, mas espero que funcione como o esperado. – disse ele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Joana o olhou com ainda maior confusão do que antes. Depois que Glin a jogara naquele lugar subterrâneo, ela se deparara com muitas anormalidades. As telas de vidros semelhantes a janelas que mostravam o campo e o interior da casa, a porta estranha sem maçaneta que abria lateralmente, o gás avermelhado jogado na sala, e até mesmo a tal caneta mostrada por Glin no dia anterior. Não pareciam ser coisas do seu mundo, mas o fato é que existiam, e ela queria uma explicação para tudo o que vira de incomum.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Florisval... o que está acontecendo? – ela perguntou com uma expressão mista de temor e curiosidade. O camponês virou-se para ela, mas sem entender a pergunta. – O que são aquelas coisas estranhas?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Do que está falando?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Eu estive naquele lugar estranho. – Neste instante, Florisval arregalou um pouco os olhos imaginando se ela estaria falando do local que ele pensava. – Havia coisas incomuns que eu nunca tinha visto na vida. Uma luz que não vinha do fogo, uma porta que se abria de um jeito estranho e ... janelas que mostravam outros lugares.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Como... como você chegou a esse lugar? – perguntou o floricultor, incrédulo por Joana ter descoberto o seu segredo. Joana apertou a roupa na altura do joelho, sabendo que seria algo difícil de contar. Foi neste momento, que Melvin acordou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;Joana suspirou, e enfim, começou a contar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Foi Glin quem me avisou que o Adler estava no campo. Ele disse para eu me esconder, mas eu não sabia onde até ele me indicar um lugar. Tal esconderijo ficava no quarto de Florisval. Então... ele usou uma flor. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Não precisa contar essa parte, Joana. – Florisval a cortou. Não queria revelar ao mago o seu esconderijo, apesar de Glin e Joana terem o descoberto. Melvin analisou bem a expressão do camponês.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Acho que nem será preciso – disse o mago, passando a encarar o floricultor. – É a Miosótis, não é? Ela é a chave para o seu segredo. – Florisval o olhou, incrédulo. A imagem da flor estava ao lado do mago, depositada normalmente dentro de um jarro sobre uma mesinha ao lado da cama. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Co...como você descobriu? Não me lembro de tê-lo contado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Bem... digamos que apenas conclui. – Melvin disse desviando o olhar, escondendo o fato de alguém ter revelado o segredo do filho. – O que houve depois? – perguntou o mago retomando o assunto. Joana continuou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Após uma passagem ser aberta, algo aconteceu com o Glin. – Florisval e Melvin fitaram a jovem atentamente. – Ele se transformou em mim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Hã!? Como assim se transformou em você? – Florisval perguntou, surpreso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Era... como se estivesse olhando para o espelho. – recordou-se a mulher.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Um poder Volaki de autotransformação... – Melvin supôs. – É uma explicação possível já que o Glin guardava uma esfera Volaki. É provável que ele tenha tido contato com outras esferas enquanto agia como guardião delas. Mas não faço idéia dos motivos que o levaram a adquirir tal poder. Diferente dos humanos, os gnomos têm aptidões para forças mágicas, o que leva o suporte de um poder Volaki algo fácil. Mas continue. – Melvin olhou de volta para Joana. – Para onde vocês foram em seguida?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- O Glin me empurrou – contou a jovem com uma expressão melancólica mergulhando no passado. O sorriso gentil que ela via na Joana disfarçada ficara marcado em sua memória. – Eu cai dentro daquela passagem e não consegui mais subir. Mas... e o Glin? – Joana perguntou voltando-se para os dois com uma expressão ansiosa. – Eu quero saber onde ele está. Vocês o viram, não viram?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Florisval abaixou o rosto depressivamente ao se lembrar do momento em que pensara ter visto o corpo de Joana &lt;st1:personname productid="em chamas. Naquela" st="on"&gt;em  chamas. Naquela&lt;/st1:personname&gt; ocasião, ele se desesperara ao ver que Adler assassinara sua amada. Nunca lhe passaria pela cabeça que estaria vendo o pequeno Glin transformado em Joana.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Ele... – Florisval hesitava em falar, pois sabia que aquilo chocaria sua namorada. Ela, por outro lado, ansiava ainda mais pela resposta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Está morto – foi Melvin quem completou, olhando para a janela. Ele recebeu o olhar incrédulo de Joana, depois de ouvir aquela cruel resposta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Mo...Morto? – ela perguntou ainda não acreditando. Tentou dizer algo mais, vendo que não recebia resposta. Seus lábios tremiam por aquela trágica verdade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Ele se sacrificou... por você. – Melvin disse. – Talvez, ele tenha se sentido culpado por não ter sido capaz de proteger o tesouro de sua família, e quis compensar sua falha no final. Glin cumpriu até o fim, o seu trabalho como guardião. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Joana não conseguiu se agüentar, e logo caiu &lt;st1:personname productid="em prantos. Suas" st="on"&gt;em prantos. Suas&lt;/st1:personname&gt; lágrimas pingavam sobre seu colo molhando sua roupa. Melvin e Florisval apenas ouviram o choro da jovem. Uma sensação melancólica se apossou do recinto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Vamos enterrar o corpo de Glin mais tarde. – Melvin disse fitando a mulher. – Antes disso, terei de entrar nesse tal lugar misterioso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- O que!? – Florisval falou, surpreso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Esse tal lugar que você esconde... já está na hora de eu vê-lo. – O mago encarou o camponês. Pegou uma das flores que jaziam no vaso ao lado dele. – Além do mais, eu sei muito bem como entrar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Florisval já não podia deter o mago. Ele hesitou, mas finalmente desistiu de esconder o jogo. Pegou a flor da mão de Melvin e caminhou para o seu quarto dizendo que abriria o portal. Melvin levantou-se um pouco com dificuldade, e o seguiu, assim como Joana. Momentos depois já estavam no quarto com a entrada no chão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;A paisagem encontrou-se aberta para as pessoas no cômodo. Joana olhava mais uma vez para aquela entrada, mas com receio do que havia abaixo. Melvin analisou a simples passagem subterrânea.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Foi esse o lugar onde entrou, Joana? – o mago perguntou sem tirar os olhos do buraco. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Sim. – ela confirmou. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Certo! Vou descer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Eu irei junto. – disse o camponês.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Eu também – manifestou a mulher. – Não quero ficar aqui sozinha. Prefiro acompanhá-los, mesmo sabendo o que há lá embaixo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- O que há lá embaixo? – Melvin perguntou, notando certo temor no rosto da jovem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Você verá – disse Florisval, iniciando a descida pela escada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Instantes depois, os três já se encontravam no subterrâneo, no mesmo corredor onde Joana estivera anteriormente, esta que fitava o local recordando-se de ter estado nele. Melvin analisou as luzes acima deles que iluminavam o corredor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Lâmpadas?... Há eletricidade correndo por aqui? – perguntou&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;o mago olhando para o alto. Logo percebeu que a passagem por onde vieram não estava mais lá, sumira dando lugar ao teto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Já deve ter percebido que não é um lugar comum, não é? – Florisval falou caminhando à frente. Os demais o acompanharam até chegarem a uma porta à esquerda do corredor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Foi nesse lugar onde entrei – Joana falou olhando para ela.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Melvin apertou um botão no painel ao lado da porta, e ela correu para a direita. Logo de cara, o mago notou uma luz meio cinzenta emitida pela imagem sem sinal dos televisores ao fundo da sala. Apenas três telas estavam com sinal, mostrando o interior da casa do camponês. Florisval foi o primeiro a entrar. Já dentro do recinto, andou para a direita, e após alguns passos, encontrou um interruptor. As luzes se acenderam nas oito lâmpadas retangulares aderentes ao teto, divididas em duas fileiras de quatro, da entrada ao final do recinto. Florisval caminhou até o centro da sala, aonde Melvin e Joana chegaram &lt;st1:personname productid="em seguida. O" st="on"&gt;em seguida. O&lt;/st1:personname&gt; mago se pôs adiante, encarando os televisores.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- São câmeras de vídeo – explicou Florisval. – Provavelmente foram quebradas pelo fogo que destruiu quase todo o campo. Inicialmente mostraria aquele lugar, mas apertando alguns botões no painel é possível ver outros lugares como minha casa, as montanhas, e a floresta aqui próxima.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Um sistema de segurança deste nível é necessário para proteger um lugar como esse? Foi injetada muita tecnologia aqui. – Melvin desviou o olhar das telas e fitou o camponês. – Quantas espécies de flores mágicas você guarda aqui embaixo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Eu vou lhe mostrar – Florisval disse, caminhando de volta para a saída. Melvin o seguiu, mas Joana ficou parada ainda olhando para o resto da sala. Tudo parecia ainda meio confuso para ela e até um pouco assustador, mas limitou seu medo, e confiou em Florisval, que era o dono daquele lugar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Voltaram ao corredor inicial e caminharam mais um pouco até virarem à esquerda. Joana ainda não tinha ido por aquele caminho, sentia-se ansiosa e um pouco espantada. Eles chegaram numa grande porta de metal cobrindo toda a passagem adiante. Nela, estavam entalhadas no metal, desenhos de várias flores. À frente desta porta, no lado esquerdo, havia um pequeno altar com um painel composto de apenas uma tela negra de dez centímetros quadrados, e duas luzes: azul e vermelha, sendo que a última estava acesa. Joana lembrou que um sistema semelhante guardava o tesouro Goldin no cofre de Glin. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Florisval se aproximou do painel e ameaçou colocar o dedo na tela, mas parou no meio do caminho. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Sei que minhas impressões digitais são a chave para abrir esta porta, mas... – o floricultor fitou o mago, parado próxima a Joana. – ...é provável que as suas também sirva, afinal, esse lugar originalmente pertence a vocês, magos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Melvin franziu a testa com a revelação, e caminhou para o painel. Hesitou alguns instantes, analisando o sistema diante dele, e finalmente pôs o seu dedão sobre a tela negra. Imediatamente, uma listra azul correu a tela horizontalmente, escaneando as impressões digitais do mago. Após o processo, a luz azul do painel acendeu, e a vermelha se apagou. Ouviu-se um pesado som de destrancamento, e o mago então retirou se dedo do scanner, pondo-se a observar a grande portal de metal se abrindo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Ela dividiu-se no meio, e cada parte movia-se lateralmente para seu respectivo lado. Um forte arrastamento acompanhava a abertura. Logo puderam ver mais alguns metros de corredor, e algo bem peculiar adiante. Parecia uma camada protetora semelhante a uma porta, mas era transparente, dando para ver o outro lado borrado através dela. Um tipo de energia parecia dançar em sua espessura. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- O que há do outro lado? – Melvin perguntou. O grupo já estava em frente à camada, recebendo uma luz refratada que vinha do outro lado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Um arsenal de flores mágicas, e algumas coisas, e outras que nem eu faço idéia. – Florisval respondeu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Arsenal? E nem mesmo você sabe o que tem aqui? – o mago o olhou, um pouco surpreso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Esse lugar... foi construído pouco antes da “Guerra da Energias”, há seis anos. Vários magos trabalharam na sua construção, e meu pai foi o escolhido para ser o Guardião desta base. Mas... eu apenas soube disso pouco depois de sua morte. O Sr.Balto, dono de uma taberna em Govenrrar, me entregou uma carta alguns dias após a morte do meu pai.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;“&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Meu filho, preciso lhe revelar um segredo que não pude contar enquanto estava vivo. Tive medo do choque que poderia causar nos seus olhos sem vida. Pedi para o Balto lhe entregar isso quando sua alma estivesse curada. Preste muita atenção, pois o que vou revelar nesta carta poderá mudar toda a sua vida um dia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Enquanto você e Eric estavam em Seylor, um mago me visitou dizendo que precisava de minha ajuda. Ele disse que fui reconhecido pela minha bondade e honestidade e que por isso, seria o encarregado de guardar um importante segredo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Os magos começaram a construir uma espécie de base ou arsenal subterrâneo sob o campo florido. Pude constatar que esse lugar ficava&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a mais de &lt;st1:metricconverter productid="500 metros" st="on"&gt;500 metros&lt;/st1:metricconverter&gt; abaixo do solo, mas que a entrada para ele era bem rápida. Tratava-se de uma flor chamada Miosótis. Ela tem o poder de abrir passagens para um local específico. Basta se concentrar aonde você quer ir, e um portal se abrirá para tal lugar, foi o que eles me explicaram.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Eventualmente, eles começaram a despejar flores estranhas na base. Me deram um livro para eu saber sobre elas e suas respectivas “propriedades”. Elas não são flores comuns, são mágicas, portanto, tome cuidado ao manuseá-las. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Ao entrar nessa base, você encontrará vários documentos que o ajudarão a administrá-la. Você será um Guardião. Esse título será seu, assim que eu falecer. Os magos usaram esse lugar na época da guerra, e desde então, nenhum outro mago apareceu. Entretanto, o mago de cabelos verdes, que parecia ser o líder do grupo que construiu esse lugar, me assegurou que a base seria usada novamente por um outro mago deste mesmo grupo, num futuro próximo. Me alertou também para contar sobre o lugar apenas para magos, mas aqui vai um conselho pessoal: não conte para ninguém, mesmo se um mago aparecer na sua frente. Quando isso acontecer, finja que nunca leu esta carta na vida. É provável que ele não seja do grupo responsável pela base, e isso pode acarretar alguns problemas que nem imagino quais sejam. Apesar de um mago ser um mago, não creio que todos sejam confiáveis. Se algum mago daquele grupo retornar, ele saberá como entrar por conta própria ao invés de ficar investigando.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Não se esqueça, Florisval. Você é o Guardião. Eu consegui suas impressões para que você também tenha acesso ao interior da base. Como Guardião, cabe a mim decidir aqueles que podem ou não entrar no local secreto, e agora essa missão será sua. Os únicos humanos que podem entrar lá somos nós, apesar de que apenas pessoas escolhidas possuem as impressões digitais que são a chave para abrir a &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;porta de acesso&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Espero que esteja preparado para isso. Sei que não vai entender esta carta na primeira vez que ler, mas uma hora entenderá. Não se preocupe com as anormalidades. São avanços de um povo superior, e não farão mal a você.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;Despeço-me aqui, meu filho. Boa sorte!”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Eu sou o Guardião desta base, e você, uma pessoa escolhida para ter acesso a esse lugar.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;– falou o floricultor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;-Eu não entendo. Em que se baseia essa escolha? Por que eu?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Isso eu não sei. Até mesmo o Guardião tem seu nível de acesso a informação limitada, o que provavelmente não deve acontecer com um mago escolhido. Melvin, nesse lugar, sua autoridade é maior que a minha. Agora que sei que você é um dos escolhidos, não preciso temê-lo. Fiquei em dúvida sobre você, já que não sabia como entrar nesta base, e muito menos tinha conhecimento sobre ela, e por isso deduzi que não fazia parte do grupo que construira esse local seis anos atrás. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- De fato, é a primeira vez que estou aqui.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Mas se a porta abriu, significa que você tem acesso ilimitado às informações daqui. Cabe a vocês descobri-las. – disse o Guardião fitando a camada protetora. – Apenas as pessoas escolhidas passam por essa camada, não precisa temê-la. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Certo. Eu verificarei. Tem muita coisa nessa história que ainda precisa ser revelada. – Melvin disse ficando de frente para a camada na iminência de penetrá-la. – Aqui vou eu. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;- Eles chamaram este lugar de... – Florisval dizia enquanto o mago passava pela camada que em nada lhe fazia efeito. – Refúgio da Esperança.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana; color: black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-6134707485863516403?l=seriemundosombrio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/6134707485863516403/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=6134707485863516403" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/6134707485863516403?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/6134707485863516403?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/10/capitulo-14-revelacao-da-miosotis.html" title="Capítulo 14 - Revelação da Miosótis" /><author><name>Luiz dreamhope</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>lfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="02427446619369311543" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUUHSXc7fip7ImA9WxNQF04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-3124506512327635487</id><published>2009-09-23T16:09:00.003-03:00</published><updated>2009-09-23T16:13:58.906-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-09-23T16:13:58.906-03:00</app:edited><title>Mundo Sombrio - Capítulo 13 - O sacrifício de Glin</title><content type="html">&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt; &lt;p align="center"&gt;Capítulo 13&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;O sacrifício de Glin&lt;/p&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;p&gt;O aviso do gnomo assustou Joana, que se viu alarmada com a situação inesperada. Não sabia como reagir até ouvir o conselho de Glin.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- É melhor se esconder. Ele não pode te ver aqui.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Mas me esconder onde? Eu posso fugir pela porta...&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Não, não. Ele pode te alcançar – desaprovou o outro resgatando sua idéia em seguida. – Eu sei de um bom lugar. – Glin falou de forma firme.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;z88;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;i&gt; &lt;p&gt;Florisval observava atentamente atrás de uma brecha da porta. Joana dormia profundamente na cama do quarto de Bartolomeu. Uma tênue luz noturna adentrava pela janela iluminando levemente o rosto sereno de sua amada.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Após analisar se Joana estava realmente dormindo, encostou a porta e andou suavemente pelo corredor como se não quisesse fazer barulho. Colocou o rosto para observar a cozinha, e fitou sobre a mesa, a luz amarelada da lamparina incidir sobre a face sonolenta do gnomo. Ele dormia encostado num pote de geléia inacabado; sua cabeça levemente abaixada, e de olhos fechados denotavam o que o floricultor esperava. Mesmo que ainda estivesse desconfiado, pois Glin aparentava sibilar algumas palavras em sono. Entretanto, era o suficiente para o que almejava.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Tomou o caminho do quarto em passos sorrateiros, e calmamente aproximou-se da frente de sua cama. Retirou uma Miosótis de seu colete, e executou o que fazia naquela ocasião.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Na cozinha, Glin começou a resvalar suas costas para o lado enquanto murmurava para si mesmo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Minha geléinha... volte...Eu preciso...eu preciso de você... minha geléinha.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Foi então que Glin acordou sobressaltado, após ter caído de lado sobre a madeira da mesa.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Ah, o que? Geléinha... – falava o gnomo recém-acordado. Ficou sentado e pôs-se a olhar para trás. Sorriu aliviado e feliz ao notar o pote de geléia atrás dele. Fez uma cara manhosa e abraçou o vidro. – Arf, você está aqui. Não perdi você. Ainda bem. – Afastou o rosto do pote e permaneceu com o sorriso. – Acho que vou bater uma boquinha antes de cair no sono de novo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Glin estava prestes a abrir o pote, quando suas orelhas moveram-se devido a sua audição aguçada. Uma voz soando bem baixa quase como um murmúrio podia ser escutada.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- O que é isso? – Glin perguntou-se. Movido pela curiosidade, como sempre, desceu pelo pé da mesa, e caminhou de forma sorrateira pelo corredor. Seguindo a tal voz parou em frente à porta do quarto de Florisval que se encontrava entreaberta.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Joana... irei te dar um presente especial. – disse o camponês com um rosto distante e feliz. Enquanto fitava o chão, nem imaginava que um pequeno ser lhe observava pela fresta da porta.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Florisval depositou a flor sobre o chão e proferiu outras palavras. Ao pedir um tipo de revelação, linhas brancas começaram a delinear um quadrado que logo se enchei de um intenso brilho para em seguida esvaecer mostrando um buraco.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;"O...O que foi que ele fez" perguntou-se o gnomo. Quando sem querer, soltou um soluço. Pôs as mãos sobre a boca dando-se conta da besteira que tinha feito. "Essa não!". Florisval virou-se na direção da porta, e notou uma figura escondendo-se atrás dela.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Quem está aí? – perguntou ele de forma segura. Glin, sabendo que fora descoberto, abriu a porta vagarosamente. – Glin! – exclamou o camponês vendo o gnomo com cara de arrependido.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Desculpa, desculpa! Eu não tive a intenção de espioná-lo – discorria o gnomo, um tanto nervoso. – Eu estava dormindo, ou melhor, acordado, quando ouvi alguém falar alguma coisa. Então eu vim ver o que era, mas não sabia o que você estava fazendo. Seja lá o que foi isso, juro que se quiser, eu não vou querer saber. Eu... – Florisval apenas suspirou em meio às palavras alarmadas que escutava.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Não se preocupe, Glin. Eu não vou pegar no seu pé por ter descoberto esse segredo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Não?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Não. Mais cedo ou mais tarde, eu contaria a Joana sobre esta passagem. E conseqüentemente, você também saberia. – Florisval fitou o buraco quadrado no chão, com uma escada de metal aderente a parede no lado onde o camponês estava. – Seria difícil esconder um lugar desses convivendo com mais duas pessoas aqui.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Hã? Quer dizer que vai me aceitar definitivamente como da família? – Glin perguntou. Florisval voltou seu olhar para ele.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Se eu não fizer isso, a Joana vai brigar comigo, e eu não quero criar uma quando nunca tive.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Dá impressão de que se não fosse por ela, eu estaria na rua.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;-Mas é isso mesmo. – disse o camponês de um jeito cínico, que deixou o gnomo constrangido. – É brincadeira. É legal ter sua companhia aqui, desde que não me leve à falência comprando potes de geléia.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Er... eu vou tentar. "Tomara que ele não seja muito mão fechada". Glin guardou sua última frase no pensamento.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Florisval voltou o olhar para a passagem. Glin sentiu-se invadido novamente pela curiosidade.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Já que não é mais nenhum segredo, pode me contar o que é isto?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- É um lugar secreto de... Bem, acho que só você vendo pra saber. – disse Florisval. – Venha comigo!&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Atraído pelo convite do camponês, Glin caminhou até a passagem para descer.&lt;/p&gt; &lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;z88;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Que lugar? – Joana perguntou.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Venha rápido, por aqui – Glin a levou até o quarto de Bartolomeu e pediu para ela pegar uma Miosótis depositada dentro de um jarro ao lado da cama. Feito isso, se dirigiram para o quarto de Florisval. Por sorte a janela estava fechada, assim Adler não os poderia ver do campo. Lá, Glin pediu a flor e proferiu as palavras que ouvira na noite anterior.&lt;/p&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span&gt; &lt;p&gt;- Libere o seu segredo!Abertura do portal!&lt;/p&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;p&gt;- O que é isso? – Joana perguntou fitando o buraco.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- É uma passagem para o subterrâneo – disse o gnomo. se aproximando da jovem. – Adler nunca irá achá-la se resolver vasculhar a casa à sua procura. Mas antes de entrar lá, uma coisa precisa ser feita. – Joana fez uma cara curiosa. – Encoste o dedo na minha mão e permaneça com ele encostado. – disse estendendo sua mão.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- O que irá fazer? – Joana perguntou fazendo o mesmo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Você verá – Glin respondeu pouco antes do toque entre os dedos da humana e a mão do gnomo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No instante do toque, uma luz branca proveniente do mesmo emanou pelo recinto. Essa mesma luz pareceu ressonar no corpo de Glin que foi envolvido por uma forte claridade. O mais impressionante era que a forma de seu corpo foi mudando. Sua altura foi se elevando e sua musculatura se aproximando a de um humano, mais especificamente de uma mulher. Joana admirava aquela transformação. Mas ficou mais impressionada ainda, quando a luz cessou lentamente e o novo corpo de Glin, que não se parecia nenhum pouco com um gnomo, se revelou.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Joana tentou proferir algumas palavras, mas a tamanha surpresa a impedia. Ela praticamente olhava-se no espelho. Á sua frente, estava uma outra Joana, que na verdade, era Glin.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- E então? Estou parecida com você? – perguntou ele com a mesma voz de Joana.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- O...o que... o que você fez? – a jovem perguntou, ainda abismada.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Desculpe se te assustei. Não era a minha intenção. Mas eu tive que me transformar. Esse é um dos meus poderes que ainda não pude mostrar para vocês.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Transformação... – disse Joana olhando para a outra Joana, analisando cada detalhe semelhante que esta tinha com a original. Até mesma a roupa, havia sido copiada. – Mas... o que pretende fazer com isso?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Glin sorriu e movimentou seu corpo. Joana não esperava um abraço daquela pessoa. Ainda com o sorriso no rosto, ele se afastou e com as mãos dadas com Joana, a fez mover seus pés sem ela perceber por estar confusa com o ato anterior. Atrás de Joana, estava a passagem subterrânea.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Desça, Joana. Estará segura lá embaixo – Glin disse gentilmente.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Glin, não me diga que você vai... – Joana apenas observou o sorriso da outra. Ela a viu se aproximando ainda com o sorriso no rosto.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Obrigado... – agradeceu ele. – ...Por serem meus últimos amigos. – Após a fala, Glin deu um suave empurrão em Joana, mas o suficiente para ela se desequilibrar e cair no buraco. Seus pés não acharam mais uma base sólida, e Joana viu-se caindo na pequena passagem. Sua mão direita estava tentando alcançar a outra Joana, que apenas mostrava um sorriso de "adeus".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- GLIIIN! – O grito de Joana ecoou enquanto ela caia.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Não se passou nem dois segundos da queda, e seu corpo já colidira com algo sólido. O piso branco foi responsável pela dor em seu corpo. Não caiu de mau jeito, mas o joelho bateu com um pouco de força na queda. Sentiu-o dolorido. Ela pôs a mão nele, fazendo um careta para agüentar a dor.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Rapidamente olhou para cima, e impressionou-se ao ver apenas um teto pintado de branco. A escadaria de metal jazia na parede atrás dela, mas terminava quando chegava no teto de pouco mais de dois metros. Joana não compreendeu, pois ao ver a passagem de cima, parecia ser de grande profundidade pela escuridão que aparentava. E agora a mesma já não estava mais ali.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- O que!? Por quê? – perguntava-se ela, confusa. Encontrando-se num corredor iluminado por uma luz branca vindo do teto, não muito longe dela.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No térreo, Glin havia fechado o portal. Ele olhou uma última vez para o chão onde era aberta a passagem.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Desculpe, Joana. Mas é para o seu bem. – disse ele. Caminhou para a cozinha e abriu a despensa. Lá, havia mais um único pote de geléia. – Que droga! Eu queria ter acabado com a geléia daquele camponês. – falou ele sorrindo. Algo além da geléia lhe chamou atenção. Uma flor jazia escondida na escuridão da despensa. Quando Glin usou a mão para puxá-la, esta se revelou ser uma Choradella.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Esta flor... – murmurou ele. Sorriu e colocou adentro de sua roupa. – Agora, eu me pareço mais com a Joana.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Fitou a porta, e finalmente tomou coragem para ir afora. Deu uma última olhada para o interior da casa e saiu. Deu a volta na moradia, e parou em frente a mesma. Fitou o homem que se encontrava parado no campo. Adler avistou-o. Glin pôs-se a andar até ele.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Parou na frente dele murmurando o nome do homem.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Adler...&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Parece que você percebeu, minha querida – disse o homem num tom sarcástico. – Todo o meu plano para conseguir pôr as mãos no tesouro de sua família foi executado perfeitamente. Embora alguns contratempos, eu consegui superar todos os obstáculos. Entretanto, ainda falta algo essencial para que isso acabe... – pausou com um sorriso afetado no rosto. - ...Matá-la! Imagino que esteja cheia de raiva e ódio por ter despedaçado sua vida. Afinal, fui eu quem matou o seu pai e roubou o seu tão precioso tesouro. – continuou ele, achando graça de suas próprias palavras.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- O que você pretende fazer com esse poder? Isso não te levará a lugar nenhum – Glin disse, sem medo, tentando confrontar o homem.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- É incrível como pessoas que possuem uma mente tão madura sejam tão ingênuas. Não parece que pertence a uma família de nobreza. Seu jeito de ver as coisas é totalmente o contrário de suas raízes. É patético! Você me enjoa pelo fato de não conseguir largar os sentimentos de seus pais. Eles já morreram. Não fazem mais parte deste mundo. A única coisa aproveitável deles já foi queimada naquele incidente que eu mesmo causei. – Glin mostrou uma expressão de agastamento. Maldades como as que ouvi com pessoas que ele ama faziam-lhe ficar irritado.– Pessoas como você, quando enfrentam caras como eu, são fáceis de lidar. Nossas mentalidades são diferentes, nossas motivações são diferentes, nossas próprias imagens na sociedade são diferentes, assim como nosso estado físico neste mundo. Um morre e outro vive. – Adler ergueu sua mão direita em direção a Glin, como se estivesse prestes a lançar uma de suas rajadas. – E acho que você sabe quais pessoas morrerão, não sabe? – Glin moveu seu rosto para baixo, demonstrando que estava refletindo, mas ao mesmo tempo denotava infelicidade em seus olhos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Justo agora que havia encontrado pessoas especiais. Quando estava prestes a conhecer uma nova vida. Eu... morrerei aqui?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- É o cenário perfeito, não acha? Não é você que adora flores? Faça companhia pra elas até depois de sua morte – disse soltando uma risada em seguida. Glin estremeceu, apenas fechou os olhos e preparou-se para a pior dor física de sua vida. – Adeus, família Goldin! – proferiu o homem antes de lançar uma rajada que atingiu em cheio o corpo de Glin. Ele caiu para trás, enquanto Adler continuava a incinerá-lo, e sua risada se misturava ao som dos gritos da falsa Joana e das chamas que a queimavam. Suas gargalhadas continuaram quando que com as duas mãos, ele passou a lançar suas chamas por todo o espaço em volta. Glin tinha seu corpo estendido no chão envolto pelas chamas que consumiam sua carne. O grito dele ainda era audível, o que incitava ainda mais a risada de seu assassino. As lágrimas do gnomo apesar de profundas, não apagaram as chamas que invadiram os seus olhos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;As labaredas pelo campo rapidamente tomaram proporções maiores, e grandes lumes se formaram, consumindo todas as flores que tiveram o mesmo destino de um gnomo que morrera perto delas, por ter salvado a vida de uma mulher.&lt;/p&gt; &lt;i&gt; &lt;p&gt;"Eu nunca imaginaria que o dia da minha morte estivesse tão perto. É uma pena que eles não saibam, mas... as últimas horas... valeram mais que centenas de anos da minha vida."&lt;/p&gt; &lt;/i&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Joana socava o teto da parede enquanto sua outra mão segurava o degrau da escada de ferro, e seus pés pousavam em outro mais abaixo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Glin! Glin! Me tire daqui! Glin! – gritava ela permanecendo com os socos que não fizeram nada além de causar dor em seus dedos. Incomodando-se com essa dor, ela parou e apenas fitou o teto acima. – É inútil. A passagem não quer aparecer.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A mulher desceu as escadas, e desviou sua preocupação pela primeira vez para o lugar onde estava. Seria um corredor comum se não fossem pelas estranhas luzes provenientes de vidros retangulares em algumas partes do teto. A luz branca clareava mais que qualquer tipo de lamparina. Não pareciam ser brilhos causados pelo fogo, e sim por uma outra coisa, talvez por magia, ela pensou.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ignorando este detalhe, ela passou a observar o corredor inteiro. Era um pouco comprido, até o final que virava em um outro corredor para a direita. As paredes tinham uma cor bege, com uma pintura tão serena que reincidia a luz proveniente de cima. Joana sentiu-se relutante em caminhar por aquele lugar, mas era a única saída. Mesmo sem saber que tipo de local se encontrava, viu-se obrigada a explorá-lo para sair dali.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os passos sobre o piso quebravam o silêncio absoluto no corredor, que ecoava o som por todo a sua extensão. A jovem sentiu-se amedrontada. Algo naquele lugar lhe fazia sentir estranha. Mal sabia que um certo objeto a observava, pois esta era a sua função. Uma mini-câmera com menos de cinco centímetros de diâmetro jazia no encontro entre o teto e parede esquerda do corredor. Além desta, haviam outras espalhadas em pontos de modo a não pender pontos cegos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Joana fixou os olhos em algo curioso a esquerda, pouco antes do fim do corredor.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Uma porta? – ela aproximou-se desta, e observou seus detalhes. Era de metal mas sem nenhuma maçaneta à vista. Havia um botão sobressalente numa placa de metal na parede na altura de onde estaria uma maçaneta. Atraída pelo dispositivo incomum, tateou a mão sobre o mesmo até sentir seus dedos afundarem na direção da parede, apertando o botão de forma meio inconsciente.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Houve um estalo semelhante a um trinco se destrancando, fazendo Joana sobressaltar; rapidamente tirando a mão do botão que voltou alguns centímetros, e dando alguns passos para trás.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ainda temerosa pelo som, viu a porta abrindo-se lateralmente gerando um barulho incomum para a moça. Não tinha culpa se aquilo em frente provinha de uma tecnologia avançada e nunca antes vista por ela.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A porta revelava uma peculiar escuridão mesclada com uma tênue luz oriunda de uma origem desconhecida. Mas à medida que o local era revelado pelo correr da porta, Joana ergueu os olhos ao ver a origem daquela luz. Seu coração bateu forte, assustada com o desconhecido.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- O... O que é isso? – perguntou-se fitando o local adiante.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O lugar era uma sala escura formada por paredes e piso de escuridão, que ganhavam manchas claras e tonalidades amenas, causadas pela incidência dos feixes luminosos provenientes do fundo do recinto. Em seu final, algumas cadeiras giratórias jaziam em frente a um painel. Nele, continha alguns botões, e mais acima, suspensos numa placa vertical e retangular, estavam vários televisores.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Da distância de onde Joana se encontrava, pouco notava-se o que via dentro das TVs. Procurou palavras para explicar aquilo, mas conseguia apenas formular perguntas como "O que é este lugar?" O que mais lhe intrigava era estar abaixo da casa de Florisval, este que devia saber sobre o lugar, assim como Glin. Com a lembrança do gnomo voltando a memória, lembrou-se que foi ele quem a jogou naquele estranho lugar para a segurança dela. Logo, não poderia ter nada perigoso por ali. Foi com esse pensamento que Joana sentiu-se capaz de adentrar naquela sala.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Encorajou alguns passos e atravessou a porta lentamente. Seus olhos deixaram de fitar por um momento a luz dos monitores e olhou o redor da sala. Algo que lhe chamou a atenção foram alguns quadros levemente iluminados pela mesma luz. Notava-se que alguns pareciam ter imagens de flores; outros não se podiam ver muito por falta de visibilidade, mas pensava que também seriam de flores.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Voltou-se para os televisores e iniciou novamente a caminhada até eles. A distância era curta. Apenas dez metros separavam o painel da porta. No meio do caminho, Joana parou ao ouvir um barulho que ouvira a poucos instantes. A porta estava se fechando. A mulher olhou para trás no mesmo instante em que a porta trancou-se. Joana sentiu vontade de ir até lá e abri-la novamente, pois a sensação que ela deixou a ser fechada não foi das melhores. Entretanto, a luz que reincidia sobre a sala, atiçou sua curiosidade para saber o que era aquela fonte de luz.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Virou-se e andou lentamente até painel com os televisores. Logo pôde notar algumas imagens que mostravam praticamente o mesmo: um campo florido. Joana soltou um "hã!?" ainda mais confusa com o que via. Cada televisor divulgava uma imagem diferente, mas maioria mostrava o mesmo lugar. Pensou na possibilidade de ser o campo de Florisval, já que algumas imagens pareciam ser bem familiares. Impressionou-se ainda mais ao perceber que algumas telas mostravam os cômodos da casa do floricultor. Seja o que aquilo fosse, Joana percebia que podia ver ao mesmo tempo, todos aqueles pontos. Não eram imagens fixas, pois percebia algumas flores se movendo com o vento.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Varrendo os olhos nas quase vinte telas, uma lhe chamou atenção. Nesta, havia um homem visto de um ângulo lateral que ela conhecia muito bem.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Adler!? – exclamou surpresa, vendo-o dentro do vidro. Ela recuou um passo, pensando na possibilidade de ser vista. Mas passou alguns segundos e nada aconteceu. Joana continuou fitando o homem na tela ainda não compreendendo – Será que ele não pode me ver?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Joana tomou coragem para erguer a mão e dirigi-la até o vidro da tela. Curiosa, mas ao mesmo tempo assustada, tocou o vidro. Parecia ser um vidro comum à primeira vista, mas sem ter seu reflexo como um espelho. Como nada aconteceu, resvalou os dedos até a imagem de Adler. Novamente nada aconteceu.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;"Mesmo eu o tocando ele não pode me ver?" refletia a mulher.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Foi então que um raciocínio prematuro, mas conciso se formou em sua mente. Ela atuava como uma observadora e não importando o que fizesse naquele lugar, ninguém dentro da tela a notaria. Mas a dúvida era sobre como alguém tão grande caberia ali dentro? Dúvida que foi interrompida por uma nova variante. Joana arregalou os olhos ao notar que ela mesma aparecia na tela onde Adler se encontrava. Ela caminhava, também sob um ponto de vista lateral em direção ao homem.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Eu? – Joana perguntou-se, confusa. Observava na tela, Adler e Joana frente a frente, sendo que ela não estava lá. Como poderia? Era o que não compreendia.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Foi quando lembrou-se que não era a única Joana presente no mundo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Glin! – gritou descobrindo a verdadeira identidade da pessoa por trás da imagem da Joana na tela. O campo de Florisval, Adler, e agora uma falsa Joana. Aquilo tudo indicava para ela que aquela cena ocorria naquele exato momento, pelos fatos dos fatores baterem com essa dedução. – Será que essa coisa serve para espionar outros lugares? – Joana deu uma rápida olhada de relance para as outras telas. Tudo fazia sentido, mesmo não sabendo como aquilo poderia ser possível.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Um ato chamou a atenção de Joana. Adler havia erguido a mão na direção da mulher na tela.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Glin! Glin! Saia daí! – ela gritou, mesmo concluindo anteriormente que era algo inútil. Mas ainda assim, persistiu. – Glin! Você vai morrer! GLIN!&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Enquanto a jovem ecoava sua voz no recinto, uma câmera camuflada pela escuridão do lugar lhe espionava. Esta, aumentou o zoom no rosto de Joana, que naquele momento ocupava-se em gritar para a tela. Uma luz vermelha se acendeu na parte inferior da câmera.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Joana teve de interromper seus gritos ao ouvir uma série de barulhos consecutivos pela sala. Era como se vários compartimentos pequenos houvessem abertos. Por causa da escuridão do recinto não se podia saber a origem do som, mas parecia vir de todo o lugar. Joana olhou por toda a sala perdidamente, sobressaltada.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Cortando o preto do lugar, um vermelho esbranquiçado apareceu de repente. Ela vinha de vários pontos das paredes e também do teto. Foi só então que Joana percebeu que aquilo eram nuvens avermelhadas de um gás sendo cruelmente jogado no recinto, seguido de um som de esvaziamento gasoso.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- O que!? – aquilo de cara assustou a jovem. Em poucos segundos a sala já estava tomada pelo gás avermelhado. Joana sentiu seu corpo fraquejar, e o peso de suas pálpebras aumentarem bruscamente. Sibilou um som de fraqueza, e viu-se dobrando os joelhos e desabando no chão. Inconsciente, não teve tempo de ver que atrás dela, a tela do televisor enchia-se de um fogo desumano. Logo, as outras telas foram tomadas pelas mesmas chamas para então a tela se mostrar num tom cinza e branco como se tivessem perdido as imagens das câmeras.&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;. . . . . . . . . . .&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Contrário quanto a luminosidade no último local onde estava, uma luz intensa preencheu os seus olhos, que aos poucos se acostumaram com o lugar. Ela estava olhando para um céu azul e radiante. O mesmo vento fresco que movimentava as poucas nuvens no céu resvalou em seu corpo. Ela percebeu que se encontrava deitada num solo fofo, mas especificamente sobre uma trilha de grama.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- O que...? – Joana olhou ao redor, levantando a parte de cima do corpo, pondo-se sentada na grama. Próximo, estavam inúmeras flores de um belo campo. A jovem percebeu que estava num lugar familiar. – O campo de Florisval... – A paisagem era idêntica. Ainda sentada, virou-se para trás e enxergou a casa de Florisval ao fundo, e mais a frente do casebre, na mesma trilha de Joana, havia um homem nunca visto por ela.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Joana levantou-se e fitou aquele homem enquanto iniciava uma caminhada até ele. O desconhecido colhia algumas flores com o corpo agachado no chão. Era calvo e tinha um bigode. Vestia-se com uma calça marrom, botas e um casaco de lã num tom verde capim.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Você gosta de flores? – perguntou o homem com uma voz gentil assim que Joana se aproximou. Ela ficou um pouco surpresa com a pergunta e antes que a respondesse o outro voltou a falar. – Sim. Eu sei que você gosta, até demais. – disse o homem continuando a colher algumas flores e as pondo numa cesta no lado esquerdo. – Sabe, meu filho também adora flores. Ele vem fazendo um ótimo trabalho com esse campo ultimamente. Eu já não tenho o mesmo vigor que ele. Já estou velho, e meu corpo não suportaria cuidar desse lugar inteiro. Mas meu filho, ele tem muita disposição para isso.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Seu filho... – Joana falou já imaginando quem ele seria.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Sim. Você o conhece. – o homem virou o rosto para a mulher. – É o Florisval.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Então, você é o pai dele. Sr,Bartolomeu. – Joana disse descobrindo a identidade. – Mas como? O Sr... está...&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Eu sei. Eu não deveria estar aqui. Mas simplesmente não pude largar meu filho desde aquele dia. Ele vem se culpando deste então.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Como assim? Desde que dia? – perguntou a moça interessada e curiosa com aquele fato.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Aquele burro não lhe contou, então eu lhe falarei. Houve uma época em que Florisval estava muito mau. Parecia fora da realidade, ou até mesmo morto por dentro. Ele nunca aparentava essa parte machucada dele para as pessoas que pensavam que ele estava bem, mas por trás do sorriso que ele sempre esboçava escondia-se uma tristeza profunda e um desapego imenso pela sua vida. O único motivo dele fingir que estava feliz era por se culpar da morte do irmão, não o tendo impedido na época em que queriam se tornar arqueiros. Eric foi morto pela guerra, não pelo seu irmão. Mas não importava o quanto eu o convencesse disso, Florisval sempre dizia que a culpa era somente dele. Na verdade, o culpado fui eu por tê-los deixado partir. – Joana ouvia atentamente o lamento de um pai. – Eu não podia mais ver meu filho naquela situação. Então... tive de fazer uma importante escolha. Algo necessário para ascender o desejo pela vida em meu filho.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- O que o senhor fez? – Joana perguntou, curiosa e atenta a história sobre seu amado.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Bebi o chá de uma flor que na verdade, era um veneno mortal. Com isso, rapidamente fiquei doente. Florisval percebendo que não estava bem se preocupou comigo. Então, em uma hora de mal estar, deitado na cama, eu lhe pedi um favor. Fiz ele procurar em uma página de um livro sobre flores, uma específica que pudesse me curar. Ele não sabia que eu havia me envenenado, apenas disse que estava mal e com dores. Eu indiquei uma flor peculiar que podia me ajudar na minha recuperação. Entretanto, esta flor eu havia cultivado a pouco tempo no campo, bem perto da colina. Florisval caminhou por esse campo até encontrar a tal flor, e a apanhou. Fez um chá dela e me serviu. Depois de beber, eu disse o seguinte.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;i&gt;Bartolomeu estava deitada na cama de seu quarto. Havia acabado de beber o chá dado pelo seu filho, este que se encontrava sentado numa cadeira ao lado da cama.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;i&gt;- Este chá é muito bom – Bartolomeu disse pouco antes de tossir. Florisval o fitava com um olhar distante e sem vida, mas levemente preocupado. Seu pai olhava para o teto. – Espero que seja mesmo essa flor. Eu não lhe contei, pois confio no seu conhecimento botânico, mas essa flor possui uma informação importante que não está no livro que lhe mostrei. Existe uma outra flor parecida com essa, mas que é venenosa.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;i&gt;Só de ouvir a última frase, o jovem floricultor ergueu um poucos os olhos, adicionando um pouco mais de vida e preocupação nos mesmos.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;i&gt;- Como assim? – ele perguntou, ainda com desânimo, mas que levemente denotava um ar de aflição.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;i&gt;- Nada a se preocupar. Já disse que confio em suas habilidades como um floricultor. Não há como ter errado, pois é meu filho. E se errou em alguma coisa, a culpa é de quem o ensinou... Ahn... sinto o sono querendo me pegar. – A voz de Bartolomeu fraquejou, mas ainda teve forças para dizer algumas palavras. – Quero lhe fazer um último pedido. – O homem virou o rosto para o filho. – Nunca largue esse campo e o seu amor às flores. Se assim o fizer, encontrará a verdadeira felicidade algum dia – disse Bartolomeu antes de cair em um sono, que mal sabia o jovem camponês, seria pela eternidade. Florisval apenas arregalou um pouco os olhos, sentindo-se tocado com aquelas últimas palavras.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;i&gt;- Pai... – Florisval disse, notando o adormecer estranho de seu pai.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Bartolomeu suspirou depois de contar a cena.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Desde então, ele vem realizando o meu último pedido até hoje. Ele vem se culpando pela minha morte, mas eu não quero que ele pense nisso. Por isso, esperei um bom tempo até que a verdadeira felicidade dele aparecesse. – Joana ouvia emocionada enquanto o pai de Florisval batia os olhos sobre ela. Ele sorriu e continuou. – Sim, você é a verdadeira felicidade que meu filho estava esperando. Por isso, quero que diga a verdade a ele... Que ele sempre foi um ótimo floricultor.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Sim – Joana disse esfregando as costas do braço nos olhos marejados.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Conto com você – Bartolomeu falou sorrindo no mesmo instante em que uma luz preenchia os olhos de Joana novamente.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Quanto tornou a abri-los, já não estava no campo, e sim no local escuro do subterrâneo. Acordou no chão duro, e sua vista logo notou algo peculiar em frente ao rosto. Uma Miosótis jazia ao lado dela no chão. A sala já não estava com o gás avermelhado, e a luz dos televisores, agora todos fora do ar, mostrando apenas os cômodos da casa, permaneciam como a única iluminação daquele lugar. A mulher arrastou o braço pelo chão até a flor e a pegou-lhe admirando-a. Pôs-se a sentar no chão olhando a flor na altura do peito.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Lembre-se de mim – sibilou ela sorrindo, relembrando o significado da flor. Apertou a Miosótis contra o peito e fechou os olhos desejando do fundo de seu coração. – Por favor, me leve até Florisval.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Após o pedido, um feixe de luz cortou o ar na frente de Joana. Ela abriu os olhos ao notar uma nova luminosidade. O mesmo feixe se abriu revelando uma passagem branca como se fosse uma porta. Joana levantou-se impressionada com a imagem. Sentiu que seu pedido tornara-se realidade. Caminhou até o portal luminoso e o atravessou.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Encontrou-se em uma região com flores mortas e secas, e sobre elas, alguns metros a frente, observou o corpo de seu amado. Florisval jazia inconsciente até então. Seus olhos foram lentamente sendo abertos e avistando de baixo para cima a imagem de Joana. A surpresa de Joana não foi a mesma de Florisval, que pensava que ela estava morta. Mas contrariando o pensamento lógico de ambos, estavam frente a frente, emocionados e na iminência de soltar um sorriso de felicidade.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Joana... – Florisval não acreditava. Levantou-se de súbito e correu gritando o nome da amada novamente mais alta. – Joana!&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Florisval! – Joana gritou, pouco antes dos dois se encontrarem num vívido abraço. O camponês resvalava lágrimas em seus olhos, assim como sua amada. Partículas benignas cintilantes floresceram do abraço de ambos, formando uma bela imagem ao redor. Tão belo quanto o sentimento de seus corações.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Bem próximo dali, em outra parte do campo, o olhar do mago incidia seriamente sobre o Fantasma Volaki. Este olhava para o Dragão de Água que rugiu mais uma vez.&lt;/p&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-3124506512327635487?l=seriemundosombrio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/3124506512327635487/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=3124506512327635487" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/3124506512327635487?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/3124506512327635487?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/09/mundo-sombrio-capitulo-13-o-sacrificio.html" title="Mundo Sombrio - Capítulo 13 - O sacrifício de Glin" /><author><name>Luiz dreamhope</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>lfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="02427446619369311543" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkYFRng6eSp7ImA9WxNREE0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-6545079040795089361</id><published>2009-09-03T16:57:00.002-03:00</published><updated>2009-09-03T17:01:57.611-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-09-03T17:01:57.611-03:00</app:edited><title>Mundo Sombrio - Capítulo 12 - Fantasma Volaki</title><content type="html">&lt;em&gt;Livros de diversos autores, mas discorrendo sobre o mesmo tema cruzavam os olhos de um jovem mago enquanto caminhava pelo corredor entre duas estantes de livros. Suas botas produziam um agudo som ao bater sobre o chão de madeira polido de tom marfim, semelhante à cor das estantes. O mago cessou os passos para pegar mais um livro numa fileira de obras na altura de seus olhos. Em seguida, o colocou sobre a pilha de livros que segurava com a outra mão.&lt;br /&gt;- Acho que é o suficiente – disse olhando para os cinco livros na mão; alguns mais grossos que outros, e apresentando cores variadas entre vermelho, azul e verde.&lt;br /&gt;- Parece que está ocupado – comentou uma pessoa próxima ao jovem, que tirou os olhos do livro e pôs-se a fitá-la. Um homem de cabelos brancos e longos e portando túnica verde com detalhes azuis sorria para o garoto.&lt;br /&gt;- Sr. Roland – reconheceu o jovem, o mago que havia surgido de súbito. Nem mesmo os seus passos pelo chão denunciaram sua aproximação, talvez pelo fato do garoto estar distraído anteriormente.&lt;br /&gt;- Tendo trabalho com a Academia? – Roland perguntou. Estava com as costas apoiadas na estante oposta de onde Melvin, o jovem, retirara os livros.&lt;br /&gt;- É apenas uma pesquisa para a semana que vem. Mas prefiro deixá-la logo pronta.&lt;br /&gt;- Que pontual você é, garoto! Até me lembra quando tinha a sua idade. – disse o outro soando como um elogio que fez Melvin corar um pouco.&lt;br /&gt;- Por favor, não me compare ao senhor – O jovem ainda corava pelo elogio, mas se sentia feliz por ter ouvido aquilo. Roland sorriu e fez outra pergunta.&lt;br /&gt;- E então? Sobre o que é esse trabalho?&lt;br /&gt;- Ah, é... Energia Volaki.&lt;br /&gt;- É um assunto bem amplo. Talvez eu possa te ajudar.&lt;br /&gt;Em seguida, ambos começaram a caminhar pelas várias seções daquele recinto. A biblioteca era iluminada por lâmpadas fluorescentes que pendiam no teto em um formato retangular. A luz clareava as paredes cor de creme da imensa biblioteca proporcionando um agradável ambiente de estudo e pesquisa.&lt;br /&gt;Melvin e Roland chegaram a um espaço aberto rodeado pelas inúmeras seções da biblioteca que ali se conectavam a tal lugar. Nele, jaziam muitas mesas e cadeiras enfileiradas e bem organizadas. Era um local de estudo, que naquele momento se encontraria vazio se não fosse a presença de mais dois jovens – um garoto e uma garota – sentados um pouco longe de onde Melvin se assentou. Ele e Roland se acomodaram na mesa mais próxima e o jovem de cabelos lilás esparramou os cinco livros sobre ela.&lt;br /&gt;- Cada aluno pegou uma pesquisa diferente. Mesmo as que eram do mesmo tema, cada um ficou com certo conteúdo distinto. Minha pesquisa sobre a Energia Volaki é sobre os tipos de poderes que ela pode proporcionar – Melvin explicou para Roland, sentado ao seu lado.&lt;br /&gt;- Mas você não fará isso sem antes saber direito o que é uma Energia Volaki, não é?&lt;br /&gt;- Ora, é a energia responsável por nossos poderes - disse o mago soando óbvio.&lt;br /&gt;- Sei que alguém deve ter se encarregado de falar sobre a origem da Energia Volaki, mas é melhor você se informar sobre isso. Contarei de forma sucinta sobre essa energia. Assim não perderá muito tempo nos detalhes desses livros, já que nem todos os assuntos são de seu interesse por enquanto.&lt;br /&gt;- Conte-me, por favor – Melvin alegrou-se pela explicação que estava para iniciar.&lt;br /&gt;- Os magos já existem há muitas gerações. Não se sabe muito das primeiras, pois não há relatos escritos sobre aquela época longínqua. Mas passamos a conhecer a história dos magos a partir de um certo ponto, um evento para ser mais específico. Nessa época, os magos podiam dominar os mais variados tipos de magia, não todas, mas as que mais tinham afinidade. Entretanto, um dia, um mago chamado Roldain fez algo imperdoável.&lt;br /&gt;- O que ele fez? – Melvin perguntou com curiosidade. O mago continuou sua explicação num tom normal, como se já tivesse dito a mesma histórias dezenas de vezes, mas sempre passando um ar de raridade.&lt;br /&gt;- Lançou uma maldição – disse Roland.&lt;br /&gt;- Maldição? Seria... – O outro mago assentiu com a cabeça antes do jovem terminar. Melvin já ouvira vagamente falar sobre tal maldição.&lt;br /&gt;- Todos os magos perderam seus poderes. Exceto seis que conseguiram se livrar da maldição. O que seria algo bom, se não fosse por um temor. Que os magos sobreviventes da maldição exterminassem todos os outros. Foi por causa desse medo que os outros magos se juntaram e com a ajuda de uma relíquia chamada SEMT, criada por um mago antigo, conseguiram aprisionar os seis magos. Não há registros que mostrem de forma detalhada como aconteceu, mas o fato é que os espíritos destes seis magos adormeceram em seus próprios poderes dentro da relíquia. Após isso, um mago desconhecido com o poder de criar relíquias como a SEMT apareceu. A partir dos poderes aprisionados na relíquia, ele criou as Esferas Volaki, assim chamadas pelas iniciais dos nomes de cada um dos seis magos. As esferas que você conhece hoje são fruto dos poderes dos magos Volaki.&lt;br /&gt;- Incrível! – impressionou-se Melvin que ouvira a história atentamente. – Então essa é a Maldição dos Magos? Eu já tinha ouvido sobre isso, mas não dessa forma.&lt;br /&gt;- Hoje em dia o título da maldição foi modificado, e o nome Roldain esquecido até mesmo nos livros de História.&lt;br /&gt;- Mas por que apagar vestígios de alguém que já está morto, e não pode fazer mais nada?- Melvin perguntou, confuso.&lt;br /&gt;- Bem, eu não faço idéia – O garoto olhou para Roland sentindo que algo naquela fala soara de forma estranha. – Mas... dependemos dessa energia para impor a ordem no mundo. – Melvin abaixou o rosto e fitou a palma de suas mãos sobre a mesa.&lt;br /&gt;- Cada mago tem seus poderes, mesmo que não sejam de sua afinidade. A escolha de um poder Volaki é muito arriscado. Fico me perguntando que tipo de poder eu irei ter. Se conseguir suportá-lo... – Melvin deixou suas últimas palavras como uma condição solta no ar.&lt;br /&gt;- Você irá – Roland o incentivou. – Use sua intuição e quando chegar o momento você saberá qual, ou melhor, quais poderes irá querer adquirir.&lt;br /&gt;- Acredita tanto assim em mim, Sr.Roland? – o jovem perguntou fitando ansiosamente o rosto do mago.&lt;br /&gt;- Claro! Afinal, você não é nenhum mago comum, é? – Roland disse olhando gentilmente. Melvin sorriu sentindo-se feliz.&lt;br /&gt;- Sim. Eu vou conseguir – disse ainda sob influência das palavras de apoio do adulto.&lt;br /&gt;Pegou um dos livros que havia depositado sobre a mesa e o folheou. Tinha uma capa vermelha com detalhes dourados, e não era muito grosso. Entre as inúmeras páginas que eram batidas pelos olhos do mago, uma por acaso lhe chamou a atenção despertando um “hã?” de seus lábios.&lt;br /&gt;- O que é, ou melhor, quem é este? – Melvin olhava para a imagem de um homem que ocupava quase a página inteira. Apesar de estar em preto e branco, chamava a atenção pelo seu traje semelhante à de um mago. Um sobretudo lhe cobria o corpo, assim como uma mecha de seus cabelos fazia com seu olho esquerdo. Os cabelos longos recaiam suavemente pelos ombros. O olho direito, que era o único visível, escondia algo profundo. A feição daquele indivíduo pareceu crescer na vista de Melvin que analisava a imagem cada vez mais atraído por ela.&lt;br /&gt;- Ódio – Roland falou ao ver que o jovem afrontava a figura. – Esse é um fantasma Volaki.&lt;br /&gt;- Fantasma... Volaki? – Melvin perguntou fitando o seu mestre. Ele olhou de volta para a página e percebeu um título que dava nome àquela imagem. – Karel...&lt;br /&gt;- Sim. Ele é um dos seis magos Volaki.&lt;br /&gt;- O que isso quer dizer? – Melvin perguntou voltando para o mago ao lado.&lt;br /&gt;- Quando um corpo não consegue suportar a energia Volaki dentro dele por motivos de sincronização, essa energia se liberta por si só. Como eu lhe contei antes, os seis espíritos estavam dentro da relíquia de onde foram retirados nossos poderes, logo, não foram apenas os poderes que abduzimos, mas também seus espíritos. Cada Esfera Volaki tem uma letra que denomina o mago de onde o poder foi retirado, e também uma numeração que indica o poder contido nela. Quando tocamos em uma, absorvermos tanto o poder quanto o espírito. Se não sincronizarmos com a energia, o espírito irá guiá-la e se libertará junto com ela. Quando saem do corpo, se materializam na forma humana que tinham antes, como essa imagem do livro. – Melvin fitou novamente o mago chamado Karel. – Está vendo o olho dele. Sabe o que ele está sentindo, não é? Ódio por todos os magos que lhe aprisionaram e lhe usaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melvin fitou a figura recém-formada pelo fogo no céu. Sem dúvida alguma, aquele mago era o mesmo que um dia vira num livro sobre Energia Volaki. O olho dele, assim como naquela página em preta e branco se assemelhava ao vermelho, agora vivo na frente de Melvin. Seu nome era...&lt;br /&gt;- Karel – disse o mago, reconhecendo um dos seis fantasmas Volaki.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Capítulo 12 &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fantasma Volaki &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Florisval ainda abismava-se com a figura flutuante.&lt;br /&gt;- O que é aquilo? – perguntou-se. Não fazia idéia do que ou quem poderia ser. Mas tinha quase certeza de que era um inimigo.&lt;br /&gt;Karel moveu suas orbes lentamente para o homem de capa negra. Os olhos que expressavam sempre o mesmo sentimento incidiram sobre o sério e atento olhar de Melvin. Então seus lábios se moveram pronunciando sua primeira palavra que soou lentamente.&lt;br /&gt;- Mago.&lt;br /&gt;Contrariando a velocidade do som de sua fala, sua mão ergueu-se subitamente na direção de Melvin. Da palma inclinada direcionada para baixo, saiu uma forte e rápida rajada de fogo. Os olhos de Melvin arregalaram-se pegando o movimento inesperado de Karel. Sem pensar duas vezes, pulou para trás utilizando-se de sua energia do vento. Poderia ter desviado para o lado, mas quando viu a rajada vindo a uma incrível velocidade sentiu-se acuado, e moveu-se com base na urgência de fugir daquilo de qualquer maneira.&lt;br /&gt;A rajada chocou-se violentamente contra o solo mostrando seu furioso poder de fogo ao levantar terra e poeira. Melvin ainda estava no ar quando o ataque colidiu com o chão a poucos metros adiante. Ainda teve tempo de sentir os grãos de terra que beliscaram o seu rosto bruscamente. Além disso, o vento forte da explosão fez o mago colocar seus braços à frente para se proteger de qualquer coisa ricocheteada pela rajada. Melvin arrastou seus pés violentamente ao pousar no solo. Parou meio que curvado e procurou o mago que executara o ataque. Karel jazia no céu, com sua mão ainda erguida, enquanto fixava seus olhos sobre o mago que se recompunha.&lt;br /&gt;Apesar da única investida daquele indivíduo, Melvin sabia o quão forte era o seu inimigo.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Ele não é um mago qualquer. É um dos seis magos lendários dotados de inúmeros poderes. Entretanto, ele pode usar apenas o poder de fogo, mas mesmo assim em um nível muito elevado. O poder dele com esse elemento pode ser facilmente comparado a de um General. Não vai ser fácil derrotá-lo.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Mago – proferiu Karel mais uma vez.&lt;br /&gt;Dessa vez, o mago de fogo soltou vários tiros como os do redemoinho, embora esses fossem um pouco maiores e mais rápidos. Melvin estava atento, mas percebeu que a quantidade de tiros e sua velocidade faziam de sua fuga algo impossível. Sem alternativa, e sem muito tempo para pensar, ele ergueu seu cajado e iniciou uma sessão de tiros de água. Os tiros de Melvin colidiram com os de fogo ocasionando várias explosões brancas pelo céu. Entretanto, alguns ataques de Karel sobressaiam na colisão e ainda tinham força e velocidade para atingir o mago.&lt;br /&gt;Devido a falta de agilidade em seus ataques, Melvin viu um dos tiros atingir seu braço direito. A colisão foi que nem uma explosão, o que resultou na carência de força para segurar o cajado. Os tiros de água cessaram e os de fogo encontraram-se livres para atingir o alvo. Várias explosões cinzentas foram formadas.&lt;br /&gt;- Melvin! – Florisval gritou preocupadamente ao observar uma nuvem cinzenta tomar o lugar onde o mago se encontrava. O som das explosões indicava que os tiros foram bem sucedidos. Karel cessou o ataque e fitou pacientemente a fumaça abaixo. O camponês ainda mostrava uma expressão inquieta e amedrontada, afinal o mago fora atingido, sem sombra de dúvida.&lt;br /&gt;Quando a fumaça começou a dissipar, parte de uma figura azulada mostrou-se no meio dela. Uma fina camada de água cintilante envolvia os membros dos pés e das pernas. Uma brisa forte levou a fumaça que cercava o mago para longe. Melvin foi completamente revelado. A camada protetora envolvia todo o seu corpo, até mesmo o cajado. Ela tinha uma aparência viscosa que brilhava num tom azul. Através desta camada, o mago encarou seriamente o seu oponente.&lt;br /&gt;O líquido que envolvia o corpo de Melvin começou a se desfazer da cabeça para baixo como se estivesse derretendo. Ele se espalhou lentamente pelo gramado no chão em volta dele.&lt;br /&gt;- Barreira visguenta! – proferiu o nome de sua defesa.&lt;br /&gt;Karel afastou o cabelo que tampava o olho com sua mão esquerda, e estreitou os dois olhos em direção a Melvin. O afrontamento entre eles era sério, e um deles transpassava toda uma frustração e ódio.&lt;br /&gt;O mago Elemental iniciou uma descida no ar, após seu olho ser novamente encoberto pela mecha. Lentamente seu corpo declinou-se verticalmente até seus pés tocarem o solo suavemente. O único olho vermelho continuava encarando o mago à frente.&lt;br /&gt;- Um Elemento de água, não é? – perguntou a voz do mago que até então só tinha dito um único tipo de palavra. Sua voz era madura e temerosa, mas não a ponto de assustar o outro mago. – Entretanto, esse poder não é seu.&lt;br /&gt;- Não, não é – Melvin confirmou o que ouvira. – Mas... eu estou o usando como deve ser usado. Sei que vocês sofreram no passado e...&lt;br /&gt;- Você não sabe de nada – Karel cortou. – Não sabe qual é a sensação de ficar a eternidade aprisionado. Junto com a reprodução de nossos poderes, estão também nossos espíritos. Há milhões de espíritos “Karel” aprisionados em outras esferas. Você não pode imaginar a solidão que temos. A culpa é de vocês.&lt;br /&gt;- Por que não me conta sobre sua época? Está colocando seu ódio sobre todos os magos por motivos passados...&lt;br /&gt;- Cale-se! – Karel disse secamente. – Levaram nossos poderes e nossos espíritos. Então lhe daremos o nosso ódio.&lt;br /&gt;Chamas envolveram a mão de Karel que sem perder tempo a ergueu na direção de Melvin como se quisesse dar um soco.&lt;br /&gt;- Punhos de Fogo! – gritou o mago executando o seu ataque.&lt;br /&gt;Uma porção de rajadas em forma de braços alongados com o punho cerrado saiu das chamas que envolviam a mão de Karel. Melvin começou a desviar pulando para trás no momento em que o primeiro punho tentou lhe acertar de cima pra baixo. Dois seguintes, bem próximos um do outro tentaram lhe incidir de frente. Melvin novamente pulou para trás, dessa vez com uma cambalhota. Os punhos passaram rente a sua cabeça na hora do movimento – quando ele se encontrava de cabeça para baixo – e acertaram o solo um pouco mais atrás dele. Quando Melvin foi pousar quase no mesmo local onde esses dois punhos acertaram, percebeu mais quatro que vinham de frente.&lt;br /&gt;Quatro explosões foram ouvidas, e nuvens de poeira foram soltas ao ar. Da parte de cima dela, uma figura ergueu-se para o céu. Era o mago que acabara de fugir dos quatro ataques anteriores. Na verdade, Melvin estava voando em vez de um simples pulo para o alto. Estava olhando para baixo, quando sentiu que a luz do sol fora interrompida. Voltou-se para cima, e viu Karel tampando a luz solar em seu rosto. Totalmente surpreso, Melvin tentou parar o vôo, mas o oponente também voou em sua direção. O resultado foi um soco no rosto de Melvin que foi arremessado para o chão num sentido inclinado. O murro havia lhe deixado desnorteado, e por isso, não conseguiu se recompor ainda no ar. Além disso, sua mão havia soltado o cajado. Seu corpo chocou-se contra o solo e arrastou-se por quatro metros. A colisão com o chão não fora tão violenta por um lado.&lt;br /&gt;Sem perder tempo, Melvin se levantou voltando-se para o local onde o oponente se encontrava. Mas neste mesmo instante, um vento quente acertou o seu rosto. Melvin arregalou os olhos ao notar que Karel encontrava-se bem na sua frente. Este ergueu sua mão e aplicou um novo soco, dessa vez, bem no meio do rosto, acertando-o no nariz e na boca. Melvin caiu para trás sobre sua capa negra que se encostou ao solo. Ainda no chão, enquanto voltava com seu rosto machucado – um pouco de sangue escorria de sua boca – olhou para o inimigo há menos de dois metros. Karel sorria maleficamente.&lt;br /&gt;- Parece que magos não são tão bons em lutas de curta distância, não é? Só posso lutar desse jeito já que não posso chamar meu cajado, mas... isso será o suficiente para derrotá-lo. – Karel envolveu sua mão direita com chamas, e a puxou para trás pronto para dar um soco flamejante no mago caído.&lt;br /&gt;Mas neste instante, ele parou seu movimento ao sentir uma incomodante dor em suas costas. Uma flecha estava fincada atrás dele, e há cem metros de distância, Florisval mantinha seu arco alçado. O intuito de salvar o mago daquela situação perigosa havia se concretizado. O camponês atrapalhara a execução do ataque chamejante do inimigo.&lt;br /&gt;Entretanto, Karel pareceu incomodar-se apenas por alguns segundos. Esboçou um sorriso malicioso e reiniciou sua investida.&lt;br /&gt;- Punho de Fogo! – gritou enquanto as chamas saltaram na forma de punho de sua mão.&lt;br /&gt;- O que!? – Melvin pulou para trás em cambalhota. Os punhos saíram da mão do inimigo e tentaram acertar o mago. Este se esquivava com saltos mortais para trás recuando cada vez mais enquanto os tiros que não o acertavam chocavam-se com a terra em frente a ele ocasionando as explosões que faziam a poeira do solo se erguer. Quando percebeu que desviou de todos os tiros, cessou o recuo e olhou adiante para observar o oponente. Para a sua surpresa, ele não estava no mesmo lugar de antes, e sim num muito pior.&lt;br /&gt;Florisval erguia cada vez mais os olhos abismados. Um pavor crescia diante daquela figura perigosa. Karel fitava o pobre camponês sentado no chão, que havia caído depois de ter percebido que ele vinha em sua direção. Karel levantou o braço e pairou a mão bem próxima do rosto do floricultor que soava frio ainda com os olhos arregalados de medo. Ela começou a emitir um brilho alaranjado da onde sairiam as chamas mortais para o floricultor.&lt;br /&gt;- NÃÃÃÃÃOOO! – Um grito chamou a atenção de Karel a ponto dele virar o rosto para o lado. A imagem de Melvin cresceu diante de seus olhos. O mago vinha executando um vôo rasante sobre o campo que já não era tão florido. Karel teve apenas tempo de olhar, antes de receber uma investida do mago. Melvin chocou-se violentamente contra o corpo do inimigo. Um vento forte proveniente do vôo do mago de cabelos lilás colidiu com o rosto de Florisval, fazendo-o colocar a mão em frete ao mesmo.&lt;br /&gt;Nesse meio tempo, Melvin e Karel estavam praticamente colados no ar. O mago de cabelos lilás segurava o outro pelos dois braços. Diminuiu a altura de seu vôo, e fez o corpo do oponente se arrastar no chão. Uma nuvem de terra se alastrou ao mesmo tempo. Seus dentes cerrados e seus murmúrios de esforços mostravam que ele usava toda a sua força para prender Karel enquanto o arrastava no solo.&lt;br /&gt;Após algum tempo, ele soltou-o e continuou com seu vôo na horizontal até pousar mais adiante com seus pés se arrastando na terra. Terminou o pouso meio que ajoelhado. Rapidamente sentiu o cansaço tomar conta de seu corpo. Ofegava bastante enquanto jazia com o joelho apoiado no chão, recuperando o fôlego de seu último ataque.&lt;br /&gt;Atrás dele, a nuvem de terra levantada começava a se dissipar. Melvin virou-se para observar que efeito sua investida havia causado no oponente. Mostrou uma feição atenta e curiosa quando notou uma sombra aparecendo entre a poeira. Inesperadamente, algo alaranjado pulou daquela nuvem e rumou até o mago. Melvin observou algo parecido com uma corda voando em sua direção. Surpreso e indeciso sobre o que fazer quanto aquilo, foi pego de surpresa pela velocidade dela. Quando se deu conta, seu braço estava enrolado por uma mecha de cabelo laranja. O cabelo era preso por alguém dentro da nuvem de poeira à frente, que enfim, havia se dissipado, e revelado Karel.&lt;br /&gt;O mago estava com uma aparência suja, roupa desgastada, e alguns arranhões, mas nada que mostrasse alguma preocupação. Algo completamente absurdo pela proporção do ataque que havia sofrido. O cabelo laranja era o complemento da mecha que tampava seu olho esquerdo, que devido a isso, não se mostrava mais encoberto.&lt;br /&gt;- Não pode ser! – Melvin ficou surpreso pelo seu último ataque ter falhado.&lt;br /&gt;- Elemento água e elemento vento. Esses são seus únicos poderes? – Karel perguntou com um sorriso zombeteiro no rosto. – Os magos dessa época são bem fracos pelo que estou vendo. Mesmo com o poder alheio não consegue ter a mesma força que as gerações mais antigas... Patético!&lt;br /&gt;A última palavra de Karel soou como um grito, e Melvin sentiu seu braço ser puxado para frente. Seu corpo voou de encontro ao mago inimigo que preparou sua mão direita volteado por chamas. Melvin sentiu a dor causada pela força do oponente. As chamas pareciam ter explodido no contato da pele de seu rosto com a mão de Karel. Melvin foi jogado violentamente para trás e seu corpo caiu há trinta metros de onde Karel se encontrava. O corpo do mago ainda arrastou-se por mais alguns metros até que seu braço ainda enrolado pelo cabelo lhe fez parar.&lt;br /&gt;O corpo de Melvin estava estendido no chão, e seu braço encontrava-se a frente da cabeça. Parecia inconsciente ou muito fraco para se mexer. Karel caminhou serenamente até o mago adiante. Florisval, ainda distante, apenas podia ver o que se passava. Colocou a mão no seu arco, mas desistiu da idéia ao lembrar-se do que passara a poucos momentos. Entretanto, o fato de ver Melvin levando a pior naquela luta não era de seu agrado. Desconfortável pela situação do mago, o camponês segurou firmemente o arco.&lt;br /&gt;Melvin estava com seus olhos abertos fitando a grama ao seu lado. Karel olhou para ele e levantou o corpo dele através de sua própria mecha do cabelo. O braço de Melvin posicionava-se no alto e seu corpo um pouco acima da altura de Karel. O mago de capa preta não movia um músculo para contra atacar. Seu olhar estava distante fitando algo que não existia.&lt;br /&gt;- O que foi? – Karel perguntou. – Já desistiu de lutar? Parece que já se deu conta de que não pode me vencer. Eu vou te matar. Não é semelhante a estar aprisionado durante séculos, mas posso garantir a você que é muito mais confortável. – disse o mago com um pouco de raiva em suas últimas palavras.&lt;br /&gt;Sem mais nem menos, Karel ergueu o braço para o lado e soltou uma rajada na direção de uma flecha. As chamas colidiram com ela, e após tê-la desintegrada, rumaram em direção ao floricultor. Este tentou pular para desviar do ataque, mas não foi o suficiente para se livrar dele totalmente. A rajada atingiu o chão perto dele, que sofreu com o vento causado pela colisão. Caiu a alguns metros além, e bateu fortemente a cabeça no solo. Ficou desacordado.&lt;br /&gt;- Não tenho interesse em matar um humano, mas não quero que ninguém me atrapalhe – Karel falou olhando para o floricultor inconsciente ao longe. Em seguida, voltou-se para o mago em frente. Este havia virado o seu rosto para Florisval, mas o mesmo olhar distante permanecia. – Ei, você realmente não tem mais nada? – Não ouve respostas. – Já que esses são seus únicos poderes permita-me tentar uma coisa.&lt;br /&gt;Karel avançou com sua mão direita aberta numa posição reta no peito do mago. Melvin sentiu uma dor na região atingida, como se algo lhe tivesse perfurado. Mas não era exatamente o caso, pois nem mesmo o tecido que cobria o peitoral se rasgou. A mão simplesmente atravessara a roupa e a pele do mago sem atingir nenhum órgão vital dentro do corpo.&lt;br /&gt;- Não se preocupe. Minha mão nem mesmo tocou em seus órgãos, apenas em sua energia Volaki. – Karel explicou.&lt;br /&gt;Melvin olhava para a o braço estendido adiante cuja mão fincava dentro dele. Sem fazer nada para sair daquela situação, notou uma luz reluzente na cor laranja emanando na região de seu peito em que fora acertado. Por alguns instantes, Melvin sentiu uma desordem em sua força. Sentia seu nível de energia alternando entre baixo e alto como se não conseguisse controla - lá.&lt;br /&gt;Subitamente, Karel retirou sua mão do peito do mago cessando a luz no mesmo instante. Ele mostrou uma feição decepcionante.&lt;br /&gt;- Que pena – disse Karel. – Parece que seus poderes Volaki não são compatíveis com minhas partículas. Significa que ganhou os elementos de algum dos outros cinco magos restantes. Eu estava pensando em unir suas partículas com as minhas, mas não será possível. Nesse caso, terei que tirar outra coisa de você – Melvin fitou seu olhar fraco e esgotado no oponente. – Não se preocupe! Só vou precisar de uma informação. Quero que me diga a localização dos outros magos desa época. Irei acabar com todos eles – disse Karel com ansiedade.&lt;br /&gt;Melvin fitou o rosto do inimigo. Sentia seu corpo fraco e cansado, mas algo que não dependia de sua força física o impedia de mover seu dedo para lutar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Melvin ainda fitava a imagem do fantasma Volaki na página do livro. Ele virou-se para Roland ao seu lado.&lt;br /&gt;- O que fazemos quando um desses aparece? – perguntou o jovem. Roland soltou uma pequena risada e respondeu tentando confortá-lo.&lt;br /&gt;- Você não precisa se preocupar com esse fenômeno. Vai demorar anos pra ver um desses, e ainda assim, é raro disso ocorrer. Mas se por acaso colidir com um... – Roland mudou seu tom, desta vez um pouco mais sério querendo dar um importante conselho. -... Elimine-o!&lt;br /&gt;- Eliminá-lo? – Melvin ficou um pouco assombrado com a sugestão.&lt;br /&gt;- Um fantasma Volaki não é nenhum tipo de ser vivo. É apenas um espírito que retorna depois de sua própria morte, portanto, não faz parte deste mundo. Ele é apenas uma alma cheia de ódio que não pode ser sentida por nenhuma Captação Maligna, pois ele simplesmente não existe. É uma ilusão. O verdadeiro ódio está preso há vários séculos no passado. É apenas a memória da energia Volaki. Além disso, essa memória não quer matar todos os magos por vingança. Isso é apenas uma desculpa para seu real objetivo. Que é...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Melvin movimentou seus dedos demonstrando um pouco mais de vivacidade em sua feição. Encarou Karel, ao mesmo tempo em que sua alma tentava sentir algum ódio vindo dele. Mas não sentia nem um pingo deste sentimento.&lt;br /&gt;- Você... – Melvin falou depois de ter ficado por um longo tempo calado. Karel ficou atento em seus lábios. – ...disse que a morte era melhor do que estar aprisionado, não é? Nesse caso... irei lhe dar o que realmente quer. – Melvin ergueu os olhos e movimentou sua mão rapidamente. No mesmo instante, um forte e concentrado vento a volteou. Usando a lateral da mão como uma espécie de lâmina, ele cortou o cabelo que prendia o seu braço acima dele.&lt;br /&gt;Karel impressionou-se com o movimento e Melvin sentiu seus pés caindo gentilmente sobre o solo. Aproveitando que o oponente ainda estava surpreso por ter se soltado, Melvin ergueu a palma de sua mão direita para frente. O vento que saiu dela não foi tão forte, mas o suficiente para fazer Karel pôr os braços na frente para se proteger ao mesmo tempo em que recuava com um salto para trás.&lt;br /&gt;O mago de capa escura fitou o inimigo pousando novamente no chão. Melvin ergueu o braço esquerdo para o lado. O cajado que se encontrava há mais de cinqüenta metros dele, foi cercado por um vento que o fez flutuar lentamente. Este mesmo vento que envolvia a arma moveu-se de forma veloz na direção do mago. Melvin abriu a mão e segurou o cajado firmemente enquanto seus olhos miravam Karel.&lt;br /&gt;- Vamos acabar com isso – disse erguendo seu cajado para o alto. Neste instante, pequenas gotículas de água começaram a aparecer no céu, provenientes do próprio vapor d’água presente na atmosfera. Utilizando-se dos únicos elementos que dominava: ar e água, ele diminuiu a temperatura na umidade, ocasionando a condensação da água na atmosfera, esta que ele a controlava para não cair. Acima deles, podia-se notar uma porção gigantesca de gotículas penduradas no céu azul.&lt;br /&gt;- O que está tentando fazer? – Karel perguntou olhando para o alto.&lt;br /&gt;- Mesmo que esse poder não seja meu, eu posso usá-lo tão bem quanto seus verdadeiros donos. Estou aproveitando a umidade do ar acima de nós, e com isso, o vapor de água se condensa e vira pequenas gotículas de água suspensas. Não se esqueça que também posso controlar a água independente de seu estado físico, e por isso posso fazer o que bem entender com ela. Mas irei lhe mostrar o que realmente é isso – Melvin explicou.&lt;br /&gt;As inúmeras gotículas de água suspensas começaram a se aglomerar num único ponto, e a partir deste, começaram a desenhar uma figura no céu. Algo comprido e de formato cilíndrico que no final foi diminuindo sua grossura. A região da cabeça estava sendo finalizada. Logo, uma cabeça de dragão composta apenas por água se formou. Ele rugiu soltando um forte ar gelado de sua boca. Seus olhos eram fundos e num tom azul mais escuro que a água que lhe formava. Um dragão de corpo alongado flutuava sobre o campo para a surpresa de Karel. Melvin apenas o fitou e proferiu o nome de sua técnica.&lt;br /&gt;- Dragão de água! – A criatura aquática no céu soltou um rugido estrondoso.&lt;br /&gt;Florisval acordou, provavelmente pelo mesmo rugido. Sentiu seu rosto encostado na grama e movimentou seus olhos para frente. Ainda estava um pouco avoado, e viu a necessidade de se levantar para saber o que estava acontecendo. Entretanto, antes mesmo de seu corpo fraco se erguer, ainda deitado, ele fitou os pés de alguém. Deixou seus olhos subirem lentamente pelo desconhecido, até que no meio do caminho, se assustou. O avental branco e as roupas de sua mãe lhe deram uma possibilidade impossível, mas que se concretizou quando alcançou o rosto da pessoa. Esta lhe fitava preocupadamente, mas com um olhar radiante.&lt;br /&gt;- J...Joana? – perguntou o floricultor, incrédulo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-6545079040795089361?l=seriemundosombrio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/6545079040795089361/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=6545079040795089361" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/6545079040795089361?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/6545079040795089361?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/09/mundo-sombrio-capitulo-12-fantasma.html" title="Mundo Sombrio - Capítulo 12 - Fantasma Volaki" /><author><name>Luiz dreamhope</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>lfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="02427446619369311543" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEYCR3s7cCp7ImA9WxNTGEU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-5623970531919466629</id><published>2009-08-21T16:11:00.002-03:00</published><updated>2009-08-21T16:16:06.508-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-08-21T16:16:06.508-03:00</app:edited><title>Mundo Sombrio - Capítulo 11 - Fogo ascendente</title><content type="html">Melvin continuou com seus olhos fixados sobre o corpo aparentemente morto de Adler. Sangue escorria pelo pescoço do homem onde a flecha estava fincada, resvalando e tingindo as flores sem vida sob ele. Seus olhos ainda abertos lhe davam uma feição medonha. O mago aproximou-se lentamente ainda em choque pelo o que ocorrera.&lt;br /&gt;   Florisval sentia sua respiração acelerada, e seu corpo ainda tremia com suas mãos segurando o arco. Seus olhos, apesar do ódio, também apresentava nervosismo por executar tal ação. Vagarosamente ele desceu os braços, e largou o arco no chão. Pulou a janela de casa, e correu de forma ofegante até o campo, dirigindo-se para onde Melvin e Adler se encontravam.&lt;br /&gt;   O som dos passos amassando a grama e as flores já sem vida do campo tornou-se mais audível para o mago. Este continuou a fitar o homem morto, mesmo após a chegada de Florisval. Melvin agachou-se e tocou o pulso de Adler.&lt;br /&gt;- Ele está morto? – perguntou o camponês. Pelo tom de sua voz era percebível que queria uma resposta afirmativa. Melvin pousou seus dedos sobre os olhos de Adler, e os fechou.&lt;br /&gt;- O que você acha? – disse o mago parecendo óbvio depois que os olhos do nobre se fecharam. Florisval sentiu-se aliviado, mas ao mesmo tempo culpado. Entretanto, por mais que tenha feito algo maldoso como matar alguém, havia sido por um bom motivo. – Por que você atirou? – Melvin perguntou ainda olhando para o cadáver.&lt;br /&gt;- Ele merecia! – proferiu o camponês de mãos fechadas e com profunda irritação.&lt;br /&gt;- Punição?... Você conseguiu salvar a Joana com essa punição? Achou que isso iria trazer ela de volta? – Melvin pôs seu olhar sobre os restos mortais de Joana, não muito longe de onde estavam. – Ela continua ali... sem vida.&lt;br /&gt;- Foi isso o que eu não aceitei – disse Florisval com claro agastamento. – Um cara como esse não poderia mais viver depois do que fez. Se ele continuasse vivo, quantas pessoas mais poderiam morrer por causa dele? Esse homem é desprezível para o mundo.&lt;br /&gt;- Não era mais. Eu consegui salvá-lo. Se você não tivesse atirado a flecha, ele provavelmente seria uma pessoa completamente diferente. – Melvin disse finalmente olhando para o floricultor. – Então posso chamá-lo de assassino.&lt;br /&gt;- Ele era uma pessoa ruim, merecia a morte – justificou o chamado de assassino.&lt;br /&gt; - Não! Merecia a salvação – O mago levantou-se e olhou para o resto do campo. – Eu te mostrei naquela vez, não foi? O ladrão que queria atear fogo no seu campo foi salvo pela luz da conscientização. –Voltou a fitar o camponês. – O mesmo seria com Adler, se não o tivesse matado. Eu o salvei, e você o assassinou. – As palavras soaram penosamente na consciência de Florisval. Mas o ódio pela morte de Joana ainda permanecia forte dentro dele.&lt;br /&gt;- Que diferença faz? Joana não merecia morrer daquela maneira. Ela era uma boa pessoa. Adler apenas pisava sobre os inocentes conseguindo o que sempre queria. Como eu poderia deixar uma pessoa que fez tantas barbaridades sair impune? Era ele quem merecia ter morrido no início.&lt;br /&gt;- Ele morreu. Mas eu o tinha salvado – O mago insistia em seu argumento.&lt;br /&gt;- Então é assim que você age? – disse o camponês num leve tão irônico. – Salva as pessoas que fizeram maldades durante toda a vida enquanto as que sempre seguiram o caminho do bem morrem em sacrifício destas. Se o que eu fiz foi um ato cruel, nesse caso então eu não me arrependo, pois não deve fazer diferença para você.&lt;br /&gt;- É claro que faz – Melvin falou olhando novamente para o que sobrou do corpo de Joana. – Quem sempre faz o bem recebe algo bom no final. Mas o mal criado por outras pessoas atrapalham essa boa recompensa ocasionando o que houve agora há pouco. O meu objetivo é acabar com esse mal e salvar pessoas como a Joana.&lt;br /&gt;   O sentimento que sentia pela amada cresceu ainda mais dentro de Florisval, e ele ajoelhou-se no chão. Suas mãos arrastaram um pouco de terra entre os dedos, tentando amenizar sua frustração, raiva, e tristeza. Seus olhos marejados se fecharam e um baixo choro pôde ser ouvido. - Se você salva pessoas como ela... – Florisval disse em meios aos soluços causados pelo choro, e em seguida, fitou o mago numa feição desesperada. – POR QUE VOCÊ NÃO A SALVOU?    &lt;br /&gt;   Melvin ficou surpreso com a pergunta feita de forma gritante e furiosa pelo camponês, que caiu novamente no choro.&lt;br /&gt;- Por que eu não a salvei...? – murmurou para ele mesmo, ainda chocado com a pergunta. – Não a salvei... – repetiu novamente. – Não a salvei... não a salvei... – O mago mergulhou então numa memória distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;em&gt; Um lugar totalmente escuro era onde Melvin se encontrava. O jovem mago adolescente estava agachado de joelhos com sua mão sobre a cabeça e com seus olhos fechados. Sua sombra cinzenta adiante era a única cor além do preto naquele sinistro local. O ambiente parecia algum tipo de tormento para quem estava nele.&lt;br /&gt;   Os lábios de alguém surgiram em algum ponto da escuridão. Uma voz conhecida soou de forma penosa para o mago.&lt;br /&gt;- Por que você não a salvou? – perguntou a voz da pessoa que parecia ser um garoto da mesma idade de Melvin.&lt;br /&gt;- Eu não consegui... Eu não consegui... – o mago de cabelos lilás repetia tentando justificar o seu erro, mas de forma frustrada.&lt;br /&gt;- Eu te odeio! Eu te odeio! – bradou o outro jovem de maneira tão intensa que ficou marcado na mente do mago que escutava.&lt;br /&gt;- Não foi culpa minha! Eu não podia fazer nada! – Melvin gritava com pena, totalmente atormentado por aquela voz. A tristeza e culpa em seu tom era notável, mas era irrelevante para a mesma pessoa que falou em seguida.&lt;br /&gt;- Eu te odeio – terminou num tom mais calmo, mas com a mesma animosidade de antes.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Eu não consegui... – Melvin levantou o olhar saindo de seu transe, e fitou o corpo de Joana. Sua mente imergia entre o presente e o passado.  –... salvá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. . . . . . . . . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   O mesmo cômodo de seu último sonho. Adler olhava novamente para o seu pai em frente à janela, por onde entrava a fraca luz do luar. Suas mãos ainda jaziam para trás.&lt;br /&gt;- Pai – sibilou o homem, parado enquanto fitava Silmor. Este falou sem mover os olhos para o filho.&lt;br /&gt;- Você falhou, Adler. Não pode mais carregar o nome “Collens” no peito.&lt;br /&gt;- Está errado, pai – disse o homem com um olhar distante. – Eu falhei durante toda a minha vida.&lt;br /&gt;- Adler... – o pai virou-se finalmente para o filho. – Você está morto. Mas suas chamas te consumirão e você as dará vida própria. – Essas foram as últimas palavras de Silmor antes de  desaparecer lentamente. Adler ficou olhando a imagem do pai sumir. Apenas a luz do luar incidia sobre o cinzento chão onde Silmor encontrava-se anteriormente.&lt;br /&gt;   E assim como antes, uma tímida chama apareceu de forma súbita na lareira próxima. Adler a fitou com uma expressão de estranhamento. O fogo se alastrou pelas lenhas e aumentou de volume. A imagem de um rosto flamejante formou-se nas chamas. Mesmo sendo pouco nítido, aquele sinistro olhar transmitia uma sensação ameaçadora para Adler. Este deu um passo para trás temendo aquele estranho fenômeno.&lt;br /&gt;- Você não o matou – proferiu a face flamejante de forma grossa e sinistra. – Então... eu o farei.&lt;br /&gt;   Imediatamente, as chamas saíram da lareira e pularam para o corpo de Adler. O homem ficou se retorcendo e gritando enquanto as chamas tomavam todo o seu corpo. Ela parecia uma cobra flamejante lhe enrolando para abocanhá-lo no final. A imagem do rosto flamejante subiu até acima da cabeça, e investiu da mesma forma que uma cobra faria com sua presa. Entretanto, não foi a boca que se chocou contra a parte de cima da cabeça de Adler, e sim a imagem inteira de seu rosto. Nesta hora, uma coluna chamejante pareceu ter caído sobre o corpo do homem, fazendo-lhe soar seu último grito antes da verdadeira morte.&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Capítulo 11&lt;br /&gt;Fogo ascendente&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Florisval... – O mago se aproximou do homem que ainda ajoelhado, derramava prantos pela morte de sua amada. -... É melhor você descansar. Não irá melhorar se continuar chorando aqui.&lt;br /&gt;- Como se fizesse alguma diferença. Não sei como posso me sentir melhor depois disso – disse o camponês arranjando um tempo entre seu choro. Melvin suspirou lamentavelmente. Sabia que também tinha culpa pela morte de Joana, mas não queria ficar relembrando isso a todo o momento. O tormento seria demais para ele, sem contar que o faria lembrar-se de outros eventos como a lembrança que teve há poucos instantes.&lt;br /&gt;   Nessa hora, aconteceu algo inesperado. Sentiu uma anormal onda de Energia Volaki. &lt;em&gt;“Não pode ser. Quem mais estaria aqui com uma Energia Volaki?” &lt;/em&gt;pensava o mago. Mas o que mais lhe perturbava era a incrível intensidade desta energia. Foi tão forte que fez seu corpo estremecer por alguns décimos. Rapidamente virou-se na direção de onde a sentia, e viu apenas o corpo de Adler com uma peculiar anomalia.&lt;br /&gt;   Uma tímida chama pairava sobre o peito do homem morto queimando o tecido que lhe cobria. O pequeno fogo começou a se alastrar pelo peitoral de Adler até que o mesmo se encontrou cercado totalmente pelas chamas. Florisval havia parado o seu choro quando seus olhos notaram aquele estranho fenômeno. Melvin também mostrava uma feição surpresa.&lt;br /&gt;- O que é isso? – murmurou o mago para ele mesmo.&lt;br /&gt;   As chamas começaram a soprar para a direção do peito de Adler, como se o vento estivesse movimentando-a, mesmo que não existisse nenhum naquele momento. O fogo começou a caminhar para esta região deixando as outras partes do corpo, que sofreram um grave dano de queimadura. Quando uma boa parte do fogo encontrava-se sobre o peitoral do homem, as chamas começaram a girar ao mesmo tempo em que se erguiam para o alto. A imagem era semelhante a um redemoinho flamejante que tomava cada vez mais altura. Chegou o ponto em que atingiu mais de três metros enquanto seu volume aumentava. Florisval e Melvin levantaram seus pescoços acompanhando aquele estranho redemoinho de fogo.&lt;br /&gt;   As chamas encontravam-se totalmente no redemoinho, que se desencostou do corpo de Adler, e começou a ascender ao céu.&lt;br /&gt;- Afaste-se! – gritou o mago para o camponês. Ambos se afastaram daquela estranha imagem. Florisval não fazia idéia do que acontecia. Melvin queria muito saber, mas algo mais lhe dava uma pista. – Que quantidade absurda é essa de Energia Volaki? – disse olhando para o redemoinho tampando o sol de sua vista. O ar quente colidia com as duas pessoas na terra, fazendo seus cabelos se moverem.&lt;br /&gt;   O redemoinho de fogo alcançou os cinco metros de altura enquanto flutuava no céu. Florisval passou a ter um enorme medo daquela figura aterrorizante. Um pequeno estouro de chamas saiu pelo cume do redemoinho queimando o ar quente e a visão do céu azul. Mais um estouro, e em seguida, uma pequena porção das chamas começou a emergir lentamente da lateral do redemoinho.&lt;br /&gt;   A tal parte das chamas emergindo assemelhou-se vagarosamente com um rosto. Logo, puderam-se ver dois olhos, que mais pareciam buracos; um nariz e uma boca sem dentes. As chamas que compunham o rosto modificaram-se até que a superfície deste ficasse o mais plano possível. A face chamejante inclinou levemente o olhar para baixo. O mago e o camponês notaram uma feição diabólica grudada na lateral do redemoinho lhes encarando.&lt;br /&gt;- Melvin... o que é aquilo? – perguntou Florisval, alarmado e de olhos arregalados. A mesma surpresa podia ser vista nos olhos do mago. Mas em seu caso, ele tinha uma vaga idéia do que estava ocorrendo.&lt;br /&gt;   A face chamejante abriu sua boca o máximo que pôde, e de dentro dela saiu um enorme jato de fogo que se direcionou para onde Melvin e Florisval estavam. O mago rapidamente levantou seu cajado e lançou uma rajada de água da mesma proporção das chamas que se colidiram em seguida. Os dois ataques vistos de forma inclinada continuaram sendo lançados enquanto se chocavam na média distância entre os oponentes. Florisval apenas observou a nuvem branca se formar na colisão do fogo com a água. Por causa da escassa visibilidade, não se sabia quem ganhava a disputa. Melvin cerrava os dentes enquanto aplicava sua rajada de água com mais intensidade. Ele estreitou os olhos, e em seguida, dois pequenos feixes de água, que originalmente provinham do ataque principal, saíram da fumaça branca e se dirigiram para atacar a face flamejante. Entretanto, duas chamas se desprenderam da rajada de fogo que saia da boca do inimigo e colidiram com as duas mini-rajadas do elemento oposto. Dois vapores de resfriamento se formaram e logo desapareceram. Pouco depois, mais duas pequenas rajadas do mesmo tamanho das anteriores saíram novamente do ataque principal jorrado pela ardente face assustadora.&lt;br /&gt;   O mago foi pego de surpresa pelas duas rajadas que atravessaram a nuvem branca e apareceram a poucos metros de distância. Melvin usou a mesma tática de seu inimigo, e outras duas rajadas saíram da principal e foram de encontro com as do oponente.&lt;br /&gt;- Isso não pode continuar assim – ponderou sobre a situação. – Florisval, se afaste! Eu vou soltar a magia. – gritou para o camponês que se encontrava bem próximo. Este correu para a esquerda se afastando do mago como ele pediu. Melvin cessou a água que saia de seu cajado e correu para a direita. Sem encontrar mais resistência pelo caminho, a rajada chamejante atingiu o solo espalhando as chamas pela terra ao mesmo tempo em que levantava poeira.&lt;br /&gt;   O rosto de fogo notou o mago saindo da nuvem branca e correndo à direita de onde ele deveria estar. Melvin esgueirou-se para a face que cessou seu ataque imediatamente enquanto lhe acompanhava com o olhar. O arranjo facial virou-se lentamente, aproveitando o formato do redemoinho,  para fitar o mago novamente.&lt;br /&gt;- Está vindo atrás de mim! – percebeu o mago enquanto corria sem tirar sua atenção do oponente que prendia seu olhar sobre ele.&lt;br /&gt;   O redemoinho continuava fixo no alto, mas o rosto que dele saia, fitava o homem de capa negra. A boca ainda alargada soltou um pequeno tiro flamejante na direção do mago. Este observou o arremesso se aproximando e aplicou mais velocidade em suas pernas. O ataque colidiu com o solo a poucos metros atrás dele, levantando terra como se fosse uma explosão. Melvin permaneceu com sua corrida, atento ao próximo tiro lançado pelo inimigo. Dessa vez, foram vários em curtos intervalos.&lt;br /&gt;- Droga! – rezingou o mago correndo para se esquivar dos ataques. Os tiros colidiam com mais freqüência ao chão, e cada vez mais próximos do alvo. Um deles quase atingiu sua capa negra. – Eu não posso ficar fugindo pra sempre! – disse o mesmo contestando sua própria ação na batalha.&lt;br /&gt;   Melvin mudou sua direção e correu para frente, de encontro ao inimigo. Os tiros de fogo continuaram sendo lançados, mas o mago aproveitou-se de sua agilidade e desviou das investidas frustrantes da criatura chamejante, que acertava apenas o solo ao lado do mago. Este, por sua vez, queria um ataque mais direto ao redemoinho, e por isso teria de se aproximar mais do oponente. Os tiros provaram-se inúteis, mas continuaram não permitindo tempo necessário para Melvin contra-atacar com alguma magia de água.&lt;br /&gt;   Em meio aos seus desvios, o mago notou a base do redemoinho se abrir, tornando-se um orifício alaranjado. Estava a poucos metros deste, quando de repente, uma forte rajada de fogo saiu de dentro do buraco colidindo com o solo, mas de forma gentil sem causar o mesmo estrago que os tiros flamejantes. Formou-se então uma coluna de fogo que ligou o solo à base do redemoinho. Por causa do forte vento abrasador causado pelas chamas, Melvin colocou uma de suas mãos sobre o rosto. Na coluna, uma face semelhante a que estava no redemoinho apareceu.&lt;br /&gt;- Magos devem morrer! – pronunciou a face num tom forte. Melvin surpreendeu-se pela voz e pelo o que ouviu.&lt;br /&gt;   O rosto de fogo no redemoinho não era visto de forma clara no campo de visão do mago, e por isso, não percebeu quando ele cessou os tiros e passou a derramar um líquido meio alaranjado na terra. Melvin, que estava distraído pelo rosto da coluna que desaparecera em seguida, olhou para cima a tempo de ver algo prestes a cair sobre ele.&lt;br /&gt;- O que!? – gritou surpreso, e rapidamente usou sua Energia Volaki de vento para rodear os pés e criar um impulso que o fez dar um enorme salto para trás, a tempo do estranho líquido incandescente não cair sobre sua cabeça. No ar, Melvin notou o líquido alaranjado derramando-se sobre o campo florido. – Isso é... lava?&lt;br /&gt;    O fluido jorrado pela face flamejante cessou, e sem perder tempo, seus olhos centraram no mago ainda no ar, há quase cinco metros de altura. Melvin percebeu tiros de fogo lançados pela boca ardente do inimigo. Não gostando da pressão que o oponente lhe exercia, Melvin tentou se defender lançando tiros de água semelhantes aos que vinham em sua direção. Um... dois...três....quatro...cinco tiros foram anulados pelo mago, que pousou finalmente sobre o solo.&lt;br /&gt;   Quando se pôs a olhar novamente para o oponente, este já lhe mandava uma rajada de fogo da mesma proporção da primeira.&lt;br /&gt;- Ele não vai me dar espaço desse jeito! – disse o mago sentindo-se cada vez mais encurralado. Pulou novamente usando o vento para saltar com impulso. Dessa vez, usou mais afastamento do que altura para se desviar. Sem querer gastar energia, na hora do pouso, seus pés se arrastaram pela morta grama do campo, com seu corpo meio que inclinado para frente.&lt;br /&gt;   A rajada de fogo cessou. Melvin tentou refletir sobre a batalha mesmo sabendo que não havia muito tempo para tal ponderação.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Essa coisa parece que está disposta a me fritar de qualquer maneira. A julgar pela sua imagem, parece que sua energia é quase que ilimitada. Aquilo não passa de pura Energia Volaki sem um recipiente. Então sem as limitações de um corpo ela é quase que inesgotável.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;   Da boca da face inimiga foram lançados novos tiros flamejantes. Melvin usou do Elemento Vento para fazer o mesmo tipo de desvio anterior. Enquanto ocupava-se pulando de um lado para o outro para desviar das consecutivas investidas de fogo, sua mente também se preocupava em arranjar uma saída para aquela situação.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Elemento fogo é fraco contra água. Eu apenas preciso de uma estratégia que faça com que um ataque de grande potência o atinja. Talvez ele tenha algum ponto vulnerável que não esteja vendo.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;   Melvin tentou olhar para o redemoinho de forma que pudesse analisar algo nele. Entretanto, os tiros que vinham dele, impediam ter a atenção necessária para o caso.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Droga! Nunca conseguirei pensar em algo se não sair dessa posição. Aquele redemoinho... Tenho que atingi-lo com água... Já sei! O topo.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;   Florisval, que havia se afastado do local da batalha, observava preocupadamente da frente de sua casa, a situação do mago.&lt;br /&gt;- Melvin... – sibilou o camponês.&lt;br /&gt;   Os tiros lançados pararam, e Melvin viu a chance que tanto queria. Rapidamente, ergueu o cajado para o alto.&lt;br /&gt;- Chova! – gritou o mago enquanto uma coluna água erguia-se de forma preguiçosa da ponta de seu cajado.&lt;br /&gt;   Da boca da face flamejante, pôde-se notar um fogo mais vermelho que cintilava ali dentro. Uma luz da mesma tonalidade foi emitida, e em seguida, uma rajada flamejante toda avermelhada foi lançada. Melvin notou o estranho fogo se aproximando e se desfez de sua técnica para desviar saltando para o lado. A coluna de água que até então estava sendo formada se desmanchou, e pouco depois a rajada ainda a atingiu, bem como o solo em seguida. O ataque se arrastou pelo campo como uma furação engolindo tudo para dentro dele, mas que nesse caso, era tudo queimado. Após a rajada se estender por mais vinte metros na terra adiante, ela cessou revelando seu estrago. Toda a vegetação que havia lá fora modificada por uma trilha de enorme largura com uma aparência muito incomum. O solo era formado por uma terra escura que pareciam cinzas negras, por onde saia fumaça. O mago sentiu um odor queimado no ar vindo daquela região. A maior surpresa dele foi quando mãos de pele alaranjada semelhante a ferros em brasa emergiram daquele solo.&lt;br /&gt;- O que!? – O mago observou cabeças insurgindo, seguidos de todo o corpo que se mostravam a luz do dia. Tinham uma carcaça humanóide, não possuíam cabelos, e as expressões de seus rostos não eram bem definidas, assim como a face no redemoinho. Quando seus corpos jazeram totalmente sobre o solo de onde saíram, ficaram com o corpo inclinado para frente, como se fossem zumbis. – Isso só pode ser brincadeira! – disse o mago não gostando nada das sete criaturas que eclodiram naquele lugar. Elas não falavam, apenas sibilavam como zumbis de verdade.&lt;br /&gt;   De cada mão dos zumbis, bolas de fogo começaram a se formar. Eles encararam o mago de forma ameaçadora por mais que seus rostos não expressassem isso de forma clara. Melvin olhou para a face flamejante do redemoinho e percebeu que esta movimentou sua boca para dar um sorriso enquanto estreitava os olhos. Uma cara feliz que escondia pura maldade.&lt;br /&gt;- Maldito! – xingou o mago, voltando sua atenção para os zumbis quando um deles soltou  uma bola de fogo. Melvin desviou desta e da seguinte. Começou a pular para os lados tentando dificultar a mira dos sete oponentes, que após lançarem a bola de fogo, mais uma crescia em suas mãos.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Os ataques não estão sendo feitos de uma vez só. Estão lançando-os em intervalos regulares para que eu não possa ter tempo de contra-atacar. Droga! Esses são tão irritantes quanto aquela face.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;   A fim de complicar ainda mais a vida do mago, o rosto do redemoinho soltou uma rajada de fogo comum, e Melvin rapidamente notou pelo barulho. Como não havia tempo para desviá-la, já que também era pressionado pelas bolas de fogo, usou seu último recurso.&lt;br /&gt;- Coluna de água! – gritou ao mesmo tempo em que se agachou e tocou a parte de baixo de seu cajado no chão. Uma coluna de água surgiu lhe envolvendo e girando em volta de quem a invocou. Ergueu-se para o céu como uma pilastra. As bolas de fogo e a rajada colidiram com ela originando uma nuvem de resfriamento.&lt;br /&gt;   Os ataques cessaram, e tanto os zumbis como a face flamejante esperaram a nuvem se dissipar. Após alguns instantes, Melvin se mostrou agachado. Seus olhos fitavam a terra, seu corpo todo molhado por causa da água que o envolveu, e completamente ofegante. Sua magia de defesa havia consumido muito de sua energia de uma só vez, causando um cansaço iminente. Um dos zumbis formou uma bola de fogo, e preparou-se para atirar no mago, que ainda se recuperava.&lt;br /&gt;   Mas neste instante, uma flecha atingiu o corpo do inimigo, que apenas zuniu de dor. A bola de fogo se apagou por conta disso. A flecha que o acertou na coluna foi lentamente sendo incendiada devido às chamas que saiam do corpo do zumbi até o fim da seta. A criatura olhou a flecha sendo queimada lentamente. As cinzas da madeira caiam.&lt;br /&gt;   Melvin olhou para a esquerda, e notou Florisval há mais ou menos cinquenta metros com o arco erguido. O camponês estreitou os olhos e puxou mais uma flecha da sacola nas costas. Atirou mais uma vez, mas em outro zumbi. Começou a puxar e a atirar consecutivamente em cada um dos sete zumbis ali presentes. Estes pareciam ter voltado sua atenção para a flecha que os atingira.&lt;br /&gt;- Florisval! – gritou o mago.&lt;br /&gt;- Como você pensa em derrotar essa coisa? – perguntou o camponês, quase gritando por causa da distância. Parecia que o medo havia sumido, devido à vontade de ajudar Melvin na luta.&lt;br /&gt;- Só tenho que atingi-lo com água no topo do redemoinho. – respondeu o mago se levantando. – Continue impedindo os zumbis.&lt;br /&gt;- E você sabe como fazer isso?&lt;br /&gt;- Eu estou tentando descobrir – disse o mago, soando cômico para o camponês. Mas o que Melvin disse anteriormente sobre como vencê-lo despertou sua atenção, e acabou tendo uma idéia. &lt;br /&gt;- Acho que sei como derrotá-lo! – gritou Florisval, chamando a atenção do mago. – Distraia os zumbis e a face, e eu tentarei deter aquele redemoinho.&lt;br /&gt;- Está brincando, não está? – Melvin gritou achando aquilo impossível, mas sem receber resposta, pois Florisval iniciara uma corrida pelo campo. – Ei! O que pensa que vai fazer? – Melvin tentou chamar o camponês, mas este não dava importância.&lt;br /&gt;   Os zumbis voltaram sua atenção para o mago. As flechas que os distraiam já se encontravam quase queimadas. Melvin também observou a tempo a face do redemoinho quando esta soltou um tiro de fogo em sua direção. O mago se esquivou ao mesmo tempo em que se afastava cada vez mais dos zumbis. Florisval corria em direção à borda do campo, mas especificamente até Joana.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Tanto os zumbis quanto o rosto do redemoinho parecem focar sua atenção somente em mim. Pelo visto, apenas eu sou o inimigo.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;   Enquanto o mago observava a reação de seus oponentes, também se esquivava dos tiros e das bolas de fogo lançados pelos mesmos. Voltou a desviar usando o salto com impulso da mesma forma de antes.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Florisval, eu não sei o que vai fazer. Mas sugiro que se apresse.”&lt;/em&gt;                &lt;br /&gt;   O floricultor se aproximou do corpo de Joana. Pouco havia sobrado dela, visto que apenas algumas partes podiam ser vistas num tom totalmente negro. O vestido que era de sua mãe foi totalmente transformado em cinzas. A região do peito praticamente tinha sido consumida, entretanto, um objeto peculiar jazia entre os seus ossos. Algo de muita cor em meio à imagem negra e cinzenta.&lt;br /&gt;   Ele então se lembrou de quando ambos estavam no campo, no momento em que ele dera aquele presente para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;em&gt;Florisval retirou uma flor de dentro de seu colete e mostrou a amada. – Essa foi a flor que usei para entrar na caverna e apagar o fogo. Choradella. É uma flor mágica como a Rosa do Ligamento. Eu queria que ficasse com você. – disse dando a flor na mão dela. Joana a pegou, e sorriu.&lt;br /&gt;- Antes de você entrar na caverna, a Rosa do Ligamento, estava aqui dentro  – Joana disse apertando a roupa na região do peito. – Vou colocar a Choradella no mesmo lugar. – a mulher colocou a flor por debaixo da roupa, e a apertou novamente, desta vez sentindo a flor ali dentro.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Uma Choradella! A flor que Florisval havia lhe entregue pouco antes de sua morte, e que salvara sua vida no dia anterior. E que mais uma vez, poderia ser útil, dessa vez salvando a vida daqueles que anteriormente queriam salvá-la. O favor era retribuído mesmo que Joana nunca soubesse.&lt;br /&gt;  Florisval pegou a flor de forma gentil com seus olhos marejados.&lt;br /&gt;- Obrigado, Joana – agradeceu ele. Puxou uma flecha de sua bolsa nas costas, e usou uma linha em seu bolso para amarrar a flor. Do mesmo jeito, posicionou-a no arco para atirar.&lt;br /&gt;   Melvin estava quase no limite por desviar-se de forma tão rápida e precisa dos ataques que recebia. Os tiros e as bolas de fogo não davam trégua.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Florisval... Ainda não?”&lt;/em&gt; Melvin não agüentaria por mais tempo.&lt;br /&gt;   O camponês levantou-se e fitou o redemoinho de forma determinada. Ergueu o arco e flecha na direção dele. Seus olhos miravam cuidadosamente o destino de seu ataque.&lt;br /&gt;“Eu sei que posso conseguir. Basta apenas me concentrar. Basta apenas me concentrar, como naquela vez.” Uma rápida cena dele atirando na guerra há seis anos lhe passou pela mente.&lt;br /&gt;- Eu posso acertar! Eu vou acertar! – gritou ao mesmo tempo em que atirou a flecha para o alto. Ela saiu com uma velocidade impressionante abrindo caminho entre o ar. Passou a quase trinta metros do redemoinho sem mudar sua direção mesmo com o vento que este provocava nas proximidades. Cruzou a altura do redemoinho de fogo, e sua velocidade foi parando. Sem força para subir, mudou de sentido e começou a cair com sua ponta virada para baixo. E nesta mesma direção, estava o topo do redemoinho de fogo; o ponto que Melvin e Florisval tanto queriam acertar. Por causa da gravidade, ganhou mais velocidade na queda. Mas outra força se aplicava sobre ela.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Vamos, acerte! Acerte!”&lt;/em&gt; Florisval torcia para que atingisse o seu alvo.&lt;br /&gt;   A flecha adentrou firmemente no redemoinho.&lt;br /&gt;- Derrame o seu pranto! Choradella! – exclamou o camponês, finalizando o ataque. A flecha se queimou dentro do redemoinho, mas não a flor amarrada a ela, que sob as palavras do floricultor começou a emanar uma enorme quantidade de água. O rosto do redemoinho soltou um grito angustiante. Melvin notou que uma enorme fumaça branca saia da parte de cima do redemoinho, e logo em seguida, a boca da face passou a emanar nuvens brancas, junto com a água derramada  da flor. O grito que ele proferia era o sinal de que tudo havia dado certo.&lt;br /&gt;- Consegui! – gritou o camponês todo feliz.&lt;br /&gt;- Você conseguiu, Florisval! – disse Melvin que ainda se esquivava das bolas flamejantes dos zumbis. – Agora vou dar um jeito em vocês. – Melvin havia fugido dos ataques observando a movimentação lenta dos oponentes. Aproveitando-se disso incitou-os a ficar onde queria. Esperou que todos se agrupassem em linha reta para atingi-los de uma só vez num rápido ataque. – Rajada de água! – O jato que saiu de seu cajado atingiu uma bola de fogo que vinha em sua direção e em seguida, pegou todos os sete zumbis de uma vez. Melvin continuou lançando a rajada enquanto ouvia os resmungos dos zumbis que eram levados pela correnteza, e aos poucos se apagavam no meio da fumaça branca. – Ótimo! – comemorou o mago.&lt;br /&gt;   O redemoinho ainda sofria por causa da Choradella. Nuvens brancas saiam tanto do cume quanto da boca. A face começou a entrar de volta ao redemoinho. Parecia que a vitória estava certa, mas algo inesperado aconteceu. Chamas violentas foram jorradas na parte de cima do redemoinho sobrepondo as nuvens de resfriamento que logo desapareceram. As chamas que envolviam o fenômeno flutuante começaram a rodar de forma mais rápida fazendo a sua forma mudar.&lt;br /&gt;   Florisval e Melvin olharam confusos e abismados com o que se compunha. O redemoinho havia se transformado em algo semelhante a um tornado girando cada vez mais depressa.&lt;br /&gt;- O que está acontecendo? – Florisval perguntou-se.&lt;br /&gt;- O que vem agora? – Melvin perguntou, irritado com a situação.&lt;br /&gt;   O tornado dissolveu-se abruptamente espalhando inúmeras chamas que desapareceram no ar deixando rastros de fumaça cinzenta. No local onde ele se encontrava, revelou-se um homem.&lt;br /&gt;   Vestia uma bota avermelhada que lhe cobria até a altura canela, a calça de mesmo tom. Portava um sobretudo quase da mesma cor das peças inferiores, mas num tom semelhante a vinho. O sobretudo tinha listras meio cinzentas na borda e alguns botões dourados em linha vertical no peitoral fechando a parte acima da cintura, e deixando a de baixo dividida em dois lados, sobrepondo a lateral das pernas. Tinha cabelos alaranjados compridos e lisos que desciam suavemente pelas costas. Havia uma mecha sua tampando parte de seu olho esquerdo que se apresentava numa cor sangue contrastando com sua face pálida. A feição de seu rosto era séria.&lt;br /&gt;- Ele é... – Melvin sibilou, estático com aquela figura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-5623970531919466629?l=seriemundosombrio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/5623970531919466629/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=5623970531919466629" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/5623970531919466629?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/5623970531919466629?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/08/mundo-sombrio-capitulo-11-fogo.html" title="Mundo Sombrio - Capítulo 11 - Fogo ascendente" /><author><name>Luiz dreamhope</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>lfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="02427446619369311543" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0IEQXc9eip7ImA9WxJaGUw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-7940087113701791336</id><published>2009-08-06T12:25:00.003-03:00</published><updated>2009-08-10T10:38:20.962-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-08-10T10:38:20.962-03:00</app:edited><title>Mundo Sombrio - Capítulo 10 - Campo Flamejante</title><content type="html">&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;  Joana entrou na cozinha após ter passado um bom tempo caminhando pelo campo florido. Ela ficou surpresa, mas depois soltou uma tímida risada ao ver o pequeno Glin deitado sobre a mesa, após ter consumido todo um pote de geléia. O gnomo acariciava sua barriga com uma expressão muito satisfeita. &lt;br /&gt;- Parece que você não vai precisar almoçar – disse a mulher adentrando ao cômodo. O gnomo ficou sentado e sorriu para ela. &lt;br /&gt;- Não se preocupe. Eu não como isso que vocês humanos gostam. Geléias e outras coisas doces são o suficiente pra mim. &lt;br /&gt;- Não sei como seu estômago agüenta isso – comentou ela andando até a pia. Nela, havia algumas sacolas com legumes. Falando em comida favorita, Florisval adorava uma sopa, e era o que ela tinha em mente para o almoço. – Parece que será um almoço a dois – pegou os mantimentos e os preparou.&lt;br /&gt;  Glin desceu pelo pé da mesa, e caminhou até a porta entreaberta. &lt;br /&gt;- Então irei conhecer um pouco mais do quintal da minha casa, que parece ser bem grande. &lt;br /&gt;- Pra você principalmente – riu Joana. – Quer dizer que vai mesmo ficar aqui com a gente, não é? &lt;br /&gt;- Mas é claro! – exclamou o gnomo virando-se para a mulher. – Quem vai me dar geléia se eu não ficar aqui?&lt;br /&gt;- Ah, então era por isso – compreendeu a jovem, um pouco sem graça.&lt;br /&gt;  Glin saiu para o ar livre, e deu a volta na casa para observar o imenso campo à frente. Para ele, aquilo era quase como um lugar de vegetação que precisava urgentemente ser reparada. Algumas flores tinham quase o seu tamanho. Sorte a dele que havia trilhas no meio do campo, assim não se perderia entre as milhares de flores adiante. &lt;br /&gt;  No momento em que o gnomo adentrava no campo, acidentalmente ele notou algo esquisito no céu enquanto apreciava a vista ao redor. Um objeto muito peculiar que sob o céu azul parecia um cometa ardente, que para aflição do pequeno, vinha na direção do campo. &lt;br /&gt;- O que é aquilo? – perguntou-se. Temendo aquela anormalidade no céu, ele voltou para perto da casa. Correu até a parte de trás, mas não chegou a entrar, e sim permaneceu do lado de fora para espreitar aquilo que em seguida encontrava-se numa altitude bem próxima. &lt;br /&gt;  A tal coisa flamejante parou de forma flutuante uns vinte metros acima do campo, e revelou sua imagem. O próprio Adler encontrava-se envolto por uma aura ardente de tom avermelhado. Mas o mais impressionante eram suas asas de fogo, semelhantes às de um anjo. Elas eram formadas por uma energia pura de tom vermelho coberto de chamas. &lt;br /&gt;- A-Aquele é o tal Adler!? – Glin mostrava-se surpreso pela visão. – Não pode ser! Ele não estava sendo vigiado por aquele mago? Será que ele não deu conta e deixou esse homem escapar? Isso é ruim! Tenho que avisar a Joana.&lt;br /&gt;  Glin rapidamente entrou na casa, onde viu Joana tranquilamente preparando o almoço. &lt;br /&gt;- Joana! Joana! Ele está aqui! – gritou o gnomo, surpreendendo a jovem moça que o fitou confusa.&lt;br /&gt;- O que foi, Glin?&lt;br /&gt;- O Adler... O Adler está aqui! Ele veio atrás da gente.&lt;br /&gt;- O que!? – exclamou a jovem.&lt;br /&gt;  Adler ainda encontrava-se parado sobre o campo de Florisval. Ele fitou o terreno abaixo com uma expressão séria, e em seguida, iniciou um gentil pouso sobre ele. No momento em que seus pés tocaram o solo, suas asas bateram pela última vez jogando um vento quente e sufocante nas flores mais próximas, e desapareceram logo depois em chamas que foram consumidas no ar. Sua aura também havia se dissipado, voltando a ter superficialmente a imagem do Adler de sempre. &lt;br /&gt;  Ele fitou as várias flores adiante, e sorriu lembrando-se de uma coisa que fizera há uma semana. Ele, seu pai, e seus capangas atearam fogo na casa dos Goldins. Mas ainda não satisfeito com as labaredas que preenchiam a mansão, Adler também havia queimado a estufa que Joana tanto cuidara. E agora, novamente diante de seus olhos, ele reencontrava flores que novamente seriam queimadas. &lt;br /&gt;  Sua atenção voltou-se para o casebre próximo ao campo. Ele sorriu ao ver uma pessoa parada em frente à casa, justamente quem estava procurando.&lt;br /&gt;- Aí está você, Joana – proferiu para ele mesmo. &lt;br /&gt;  A jovem olhou para o seu ex-noivo com uma normal expressão que levemente demonstrava confiança. Abusando de toda a sua coragem, ela deu passos calmos e lentos até o homem que lhe esperava no campo com um sorriso maléfico estampado no rosto. Joana caminhou por entre a trilha que dava direto para Adler, posicionado sobre uma porção de flores, esmagando-as sem hesitação. &lt;br /&gt;- Adler... – disse ao se aproximar. &lt;br /&gt;- Parece que você percebeu, minha querida – disse o homem num tom sarcástico. – Todo o meu plano para conseguir pôr as mãos no tesouro de sua família foi executado perfeitamente. Embora alguns contratempos, eu consegui superar todos os obstáculos. Entretanto, ainda falta algo essencial para que isso acabe... – pausou com um sorriso afetado no rosto. - ...Matá-la! Imagino que esteja cheia de raiva e ódio por ter despedaçado sua vida. Afinal, fui eu quem matou o seu pai e roubou o seu tão precioso tesouro. – continuou ele, achando graça de suas próprias palavras. &lt;br /&gt;- O que você pretende fazer com esse poder? Isso não te levará a lugar nenhum – Joana disse, sem medo, tentando confrontar o homem.&lt;br /&gt;- É incrível como pessoas que possuem uma mente tão madura sejam tão ingênuas. Não parece que pertence a uma família de nobreza. Seu jeito de ver as coisas é totalmente o contrário de suas raízes. É patético! Você me enjoa pelo fato de não conseguir largar os sentimentos de seus pais. Eles já morreram. Não fazem mais parte deste mundo. A única coisa aproveitável deles já foi queimada naquele incidente que eu mesmo causei. – Joana mostrou uma expressão de irritação. – Pessoas como você, quando enfrentam caras como eu, são fáceis de lidar. Nossas mentalidades são diferentes, nossas motivações são diferentes, nossas próprias imagens na sociedade são diferentes, assim como nosso estado físico neste mundo. Um morre e outro vive. – Adler ergueu sua mão direita em direção a Joana, como se estivesse prestes a lançar uma de suas rajadas. – E acho que você sabe quais pessoas morrerão, não sabe? – Joana moveu seu rosto para baixo, demonstrando estar refletindo, mas ao mesmo tempo denotava infelicidade em seus olhos. &lt;br /&gt;- Justo agora que havia encontrado pessoas especiais. Quando estava prestes a conhecer uma nova vida. Eu... morrerei aqui?&lt;br /&gt;- É o cenário perfeito, não acha? Não é você que adora flores? Faça companhia pra elas até depois de sua morte – disse soltando uma risada em seguida. Joana estremeceu, apenas fechou os olhos e preparou-se para a pior dor física de sua vida. – Adeus, família Goldin! – proferiu o homem antes de lançar uma rajada que atingiu em cheio o corpo de Joana. Ela caiu para trás, enquanto Adler continuava a incinerá-la, e sua risada se misturava ao som dos gritos da jovem e das chamas que a queimavam. Suas gargalhadas continuaram quando que com as duas mãos, ele passou a lançar suas chamas por todo o espaço em volta. Joana tinha seu corpo estendido no chão envolto pelas chamas que consumiam sua carne. O grito dela ainda era audível, o que incitava ainda mais a risada de seu assassino. As lágrimas da jovem moça, apesar de profundas, não apagaram as chamas que invadiram os seus olhos.&lt;br /&gt;  As labaredas pelo campo rapidamente tomaram proporções maiores, e grandes lumes se formaram, consumindo todas as flores que tiveram o mesmo destino de uma mulher que morrera perto delas. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Capítulo 10&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Campo flamejante&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Está tudo tão escuro. Onde eu estou?”&lt;br /&gt;- O que está fazendo, pusilânime? – perguntou uma voz que o mago conhecia bem. – Por que está com seus olhos fechados? Por que seus músculos não se mexem? Sua motivação e seu objetivo são tão fracos assim? Já pensou que na sua ausência, uma pequena parte do mundo pode estar sendo destruído? Você não quer levar a culpa depois que o pior já tiver acontecido, quer? Se não quer... Acorde! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;  As chamas bruxuleavam em sua vista. O quarto onde se encontrava ardia em chamas causando a ambientação alaranjada que nem mesmo a luz do dia poderia mudar. Tal luz penetrava fracamente pela enorme janela que Adler explodira para escapar. O fogo consumia os quadros, os móveis, e principalmente a cama que estava praticamente coberta por labaredas.&lt;br /&gt;  Melvin tinha um profundo corte na parte superior direita de sua testa, escondido pelas mechas de seu cabelo. O sangue escorria passando pelo olho, e resvalando pelo seu rosto, até pingar do queixo para sua roupa. O mago havia batido a cabeça com muita força na explosão causada por Adler, e por isso encontrava-se sentado no chão e encostado a parede. &lt;br /&gt;  Sua visão estava embaçada e sua mente ainda não conseguia absorver totalmente a realidade. Sentia-se tonto pela forte batida na cabeça. Ele ouviu o som de passos esmagando os estilhaços de vidro da janela do cômodo. Apesar das chamas, o barulho dos passos sobressaía naquele lugar. &lt;br /&gt;  Com a cabeça abaixada, Melvin pôde notar um sapato feminino de cor branca, e a julgar pelo seu tamanho, parecia ser os pés de uma criança. Após fixar-se em frente ao mago, ela soltou uma inocente risada que denunciou sua voz. Era mesmo uma menina. Melvin queria saber quem era aquela garota, mas sua cabeça custava a se levantar. Estava rapidamente perdendo os sentidos, e mais uma vez voltou a perder a consciência. &lt;br /&gt;  O mago acordou novamente, mais dessa vez sentiu algo diferente. A incomodante dor em sua testa havia sumido misteriosamente. Não se sentia mais fraco, e sim com a mesma disposição de sempre. Parecia que nada lhe havia acontecido.&lt;br /&gt;“O que houve?” perguntou-se. As falas que ouvira daquele homem, que era seu mestre, e a imagem dos sapatos da garotinha permaneciam em sua memória. A misteriosa garota era o fato que mais lhe perturbava, juntamente com sua incompreensível cura.&lt;br /&gt;  Colocou a mão em seu ferimento, e percebeu que até o sangue escorrido fora limpo. Alguém havia cuidado dele? Melvin calmamente levantou-se, e olhou para o quarto em chamas. O intrigante era que o fogo consumia tudo de forma lenta e preguiçosa, como se estivesse quase morrendo. As pequenas chamas aos poucos desapareciam. Aquele pequeno incêndio em um dos cômodos da hospedaria pouco demonstrava risco para a mesma. &lt;br /&gt;    Ele então notou que  Adler não estava em lugar algum do recinto. Havia desaparecido deixando suas chamas. Melvin sabia que a explosão fora causada pelo nobre, e ele aproveitara a chance em que o mago estava desacordado para fugir. Mas o que o mesmo se perguntava, era onde Aler estaria. Explodir tudo chamou muita atenção. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;    E além disso, Melvin ficou fitando as chamas sobre a cama. &lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Essas chamas estão se comportando de forma estranha. Será que há algo de errado com o poder Volaki dele?”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;  Neste momento, a porta do quarto foi aberta. Ela não havia sido derrubada pela explosão. Alguns funcionários da hospedaria, com expressões aflitas, ficaram na entrada do quarto, e observaram o mago parado mais adiante. Entretanto, este não deu muita atenção, apenas concentrou-se em seus pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Ele não está por aqui. Deve ter ido a algum lugar. Mas onde?” &lt;/em&gt;Melvin lembrou-se de que Adler os reconhecera no dia anterior, pois havia recebido toda a informação de um dos guardas de Joana. &lt;br /&gt;- Essa não! – exclamou o mago após sua dedução. – Ele foi atrás da Joana! O campo de Florisval! &lt;br /&gt;  Foi quando um homem apareceu no meio das quatro pessoas da porta. Ele também era um funcionário da hospedaria, vestido de forma mais elegante, provavelmente era o dono da estalagem. – Vocês viram aquela coisa voando no céu? Eu tenho certeza que ela saiu daqui! – disse aos seus colegas de trabalho, para só então olhar para o quarto. Ele deixou seu rosto estático quando notou a presença do mago. Este se interessou pelo o que ouvira.&lt;br /&gt;- Como assim? Que coisa voadora? – perguntou ele.&lt;br /&gt;- Era... era algo que parecia uma estrela cadente, mas em chamas. Toda a cidade viu. E tenho certeza que saiu deste quarto – disse o homem sem hesitação, mas um pouco nervoso. &lt;br /&gt;  Melvin aumentou sua preocupação ao saber daquilo. Olhou para janela estilhaçada, e viu que tudo se encaixava. &lt;br /&gt;- Ele voou – conclui. – Não posso ficar aqui parado. &lt;br /&gt;  Percebendo a gravidade da situação, o mago fechou os olhos e se concentrou. Tinha que alcançar aquele homem o mais rápido possível, antes que uma tragédia acontecesse. O ar em sua volta, apesar de quente, começou a rodeá-lo. O pessoal que estava na porta colocou as mãos na frente dos rostos por causa do vento quente que resvalava neles. &lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Isso vai me fazer gastar muito da minha energia Volaki, e além do mais, precisarei de uma alta taxa de energia pra essa magia. Entretanto...”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;  O vento que rodeava o mago tornou-se mais rápido e até mais violento para o pessoal que estava na porta, que não teve outra saída a não ser se afastar. Os pés de Melvin lentamente começaram a se elevar. Seu corpo subiu sem pressa pelo quarto. Estava flutuando. Ele abriu os olhos, e olhou o céu pela janela. &lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Chegarei bem rápido!”&lt;/em&gt; terminou sua linha de pensamento.&lt;br /&gt;- Desculpe, Oráculo! Nunca fui bom em seguir ordens à risca. – disse ele.&lt;br /&gt;  Logo em seguida, inclinou seu corpo e saiu em disparada pela janela iniciando o voo sobre a cidade. Sua velocidade era semelhante à de Adler, igual também era a surpresa nas pessoas da cidade, que olharam para o céu notando um incomum homem voando. &lt;br /&gt;  O vento que circundava o mago podia ser visto com uma forma semelhante à de um cometa. No caso do Melvin, podia-se de forma vaga ver quem estava dentro. O mago voou para o leste de Govenrrar, o mesmo caminho que Adler seguira minutos atrás. Sem precisar avançar muito, ele pôde notar uma incomum coluna de fumaça ao longe. &lt;br /&gt;- Isso é ruim! Mais rápido! – aumentou sua velocidade ao máximo. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. . . . . . . . . .&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Joana... – Florisval olhava para a amada, ajoelhado ao lado dela. O corpo da jovem ainda encontrava-se em volta pelas chamas de Adler. Soluçando, o camponês tentou tocar sua mão nela, mesmo com o corpo todo em chamas. Mas ele logo parou quando elas tentaram atacar sua mão por conta própria. Com ela afastada, ele olhou incrédulo para a jovem. – Joana... – repetiu num tom melancólico e incrédulo.&lt;br /&gt;- O corpo está ficando irreconhecível, não? – disse Adler intrometendo-se, já que apenas observava aquela cena satisfatória. – As chamas não deixarão o corpo de Joana, até que o último pedaço carne seja cremado.  &lt;br /&gt;  Florisval cerrou os punhos, e olhou para Adler com os olhos marejados e cheios de raiva. Seu inimigo apenas sorria cinicamente. &lt;br /&gt;- Seu desgraçado! – Florisval correu para cima do nobre, já preparado para dar um soco na cara de quem xingou. Entretanto, Adler apenas segurou o pulso do camponês quando este se aproximou. No mesmo instante, Florisval sentiu uma queimação na região onde a mão de Adler lhe segurava. Ele começou a gritar enquanto um vapor saia do local que era queimado. &lt;br /&gt;- Está queimando? – perguntou o nobre, com um sorriso maléfico em meios aos gritos do floricultor. Adler soltou uma risada devido ao grito angustiante da pessoa em frente, que tentou inutilmente com sua outra mão, soltar a mão do inimigo que prendia seu outro braço, que foi solto logo em seguida. Mas Florisval acabou recebendo um soco no rosto, fazendo-o cair para trás. &lt;br /&gt;  O pulso do camponês estava com uma aparência degradante. Sua pele havia sido quase desgastada, restando apenas a parte do tecido muscular, e com um pouco de sangue escorrendo dali. Os ouvidos de Adler ainda escutavam os gritos aflitivos causado pelo ferimento no pulso. &lt;br /&gt;- Quando sua namorada morreu, ela sentiu uma dor muita maior do que essa. Imagine essa pequena dor espalhada por todo o seu corpo. Foi isso o que ela sentiu. &lt;br /&gt;  Florisval, ainda se contorcendo no chão, parou e olhou para Joana ainda em chamas atrás dele. Aquela cena triste e lamentável lhe fez esquecer até sua própria dor física, trazendo uma ainda pior. &lt;br /&gt;- Joana... Joana... – murmurou ao mesmo tempo se arrastando até o corpo da amada. Não se importava em ter que passar por cima de algumas flores para isso, visto que em breve teriam o mesmo fim dela. Naquele momento, se importava apenas em aceitar o que seus olhos presenciavam. Ele esticou o braço em direção ao corpo que se encontrava ainda meio distante. &lt;br /&gt;  Inesperadamente, seu pulso queimado foi esmagado pela sola de Adler, cessando a possibilidade ilusório de chegar até Joana. Ele movimentou o pé como se estivesse amassando a pele de Florisval, que apenas pôde gritar.&lt;br /&gt;- Seus berros angustiantes já me satisfizeram. Vamos acabar logo com isso – disse Adler com sua mão aberta para o camponês. – Irei ver qual dos gritos será o mais penoso. O seu, ou o de Joana. – Adler esboçou um malicioso sorriso, enquanto Florisval fitava de olhos arregalados, a mão do inimigo de onde poderia sair as chamas que poriam fim em sua vida. – Adeus, floricultor! Queime junto com o seu campo! – proferiu o nobre, finalizando o destino do camponês. &lt;br /&gt;  Subitamente, Adler recebeu um jato de água que o fez voar dez metros para o lado; seu corpo foi se arrastando em meio às flores que se soltavam do solo. Totalmente confuso, Florisval olhou para o lado e viu a figura de um mago a sua direita. Melvin estava com seu cajado erguido depois de ter soltado sua magia de água sobre o oponente. Suas mechas movimentavam com o vento quente do campo. Seu rosto demonstrava seriedade enquanto fitava os dois homens à frente ao mesmo tempo. &lt;br /&gt;  Melvin ergueu seu cajado para o alto e executou a mesma técnica que realizou naquele campo na noite em que chegou. &lt;br /&gt;- Chova!&lt;br /&gt;  Uma coluna de água proveniente de seu cajado se elevou ao céu, e se espalhou ao atingir certa altura, formando um manto d’água por todo o campo. Desse manto, várias gotas começaram a cair originando uma chuva que começou a apagar todos os focos de chamas sobre o lugar. &lt;br /&gt;- O que!? – Adler, que ainda estava deitado no chão depois de receber o golpe, apenas observou com o olhar surpreso, a chuva caindo sobre o terreno. A água também apagou as chamas que estavam no corpo de Joana. Uma leve fumaça de resfriamento saiu do que sobrou do corpo dela, que tinha uma aparência negra. A chuva parou totalmente quando toda a água do manto acabou, e o campo agora estava sem nenhuma chama. Mais da metade das flores havia virado cinzas, e grandes áreas que antes apresentavam beleza, agora eram apenas locais sem vida. Melvin caminhou até Florisval, que ainda permanecia no chão, se apoiando pelos joelhos e pelas mãos. &lt;br /&gt;- Cheguei tarde, não é? – perguntou o mago num tom normal, mas que escondia uma profunda frustração. Florisval olhou para o corpo de Joana atrás dele, abruptamente ficou cabisbaixo. Sua raiva pela imagem era notável, assim como sua tristeza. – Sinto muito... – lamentou o mago. – A culpa foi minha por tê-lo deixado escapar. Mas dessa vez irei pôr um fim nisso.&lt;br /&gt;- Você irá matá-lo? – perguntou o camponês ainda com a cabeça abaixada.&lt;br /&gt;- Não – A resposta simples e rápida do mago fez o camponês se levantar rapidamente. Ele agarrou a vestimenta sobre o pescoço de Melvin e o fitou furiosamente.&lt;br /&gt;- O que disse? – Sua voz era alta e irritada. – Se ele estivesse morto, Joana não teria morrido. Sabe quantas pessoas esse homem deve ter matado só pra atingir seus objetivos estúpidos? Ele merece morrer! &lt;br /&gt;- Sendo assim, você também merecia – disse o mago olhando-o profundamente. – Por acaso se esqueceu que você matou seu próprio pai. – Florisval gelou com as palavras do mago. Ele tremeu os lábios e gaguejou suas próximas palavras. &lt;br /&gt;- A-aquilo foi... foi... um acidente. Não foi minha intenção! – defendeu-se o camponês.&lt;br /&gt;- Errado. A culpa pela morte do seu pai foi totalmente sua e conscientemente. Tudo começa com as escolhas erradas que se toma na vida. Suas escolhas são de sua inteira responsabilidade. Você preferiu viver uma vida como um arqueiro em Seylor, e deixou seu pai sozinho tendo o árduo trabalho de cuidar desse campo. Depois que seu irmão morreu, você voltou para casa, mas de maneira diferente. Estava abatido pela morte do irmão e arrependido de ter deixado o campo. Mas ao invés de você voltar fielmente a sua vida de floricultor, você começou a fingir que realmente era um , quando na verdade, sua alma se remoia de remorsos pela sua decisão errada. Você começou a se perder em sua própria vida, e entrou em depressão mesmo que superficialmente não parecesse. A culpa foi toda sua, e inteiramente sua. &lt;br /&gt;  As últimas palavras do mago estremeceram o camponês que largou a túnica de Melvin, e afastou-se com a mão na cabeça. Sua mente parecia querer se destruir e negar toda a realidade. O seu lastimável grito denotava tal fúria e tristeza&lt;br /&gt;- Não! Não! Não! – gritava o camponês, ajoelhando-se. &lt;br /&gt;- Por isso eu quero que tome a decisão certa agora. Afaste-se e deixe eu cuidar disso – falou o mago. – Fique em espera na sua casa.&lt;br /&gt;- Mas... – Florisval foi interrompido pela ordem de Melvin.&lt;br /&gt;- Vá logo! Já disse que resolverei as coisas aqui!&lt;br /&gt;  Florisval fechou as mãos com força tentando seguir a ordem dada pelo mago, mas por fim, acabou por aceitar. Ele então começou a correr em direção a sua casa, sem mesmo olhar para trás ou para os lados. Apenas com a cabeça abaixada, chateado por não poder fazer nada. &lt;br /&gt;- Ora, ora! Parece que ele acabou mesmo te obedecendo – comentou Adler caminhando sobre as flores sendo amassadas por seus pés. Melvin lentamente virou seu rosto para ele, com um olhar bem sério. – É a questão dos mais fortes. Aquele rapaz estava no lugar errado. A única coisa que ele poderia fazer aqui era extravasar o seu ódio e morrer em seguida. Coisa que eu estava executando se você não tivesse me interrompido. &lt;br /&gt;- E não será apenas isso. Irei também interromper suas ambições. Parece que nada do que eu disse no nosso último encontro fez diferença para você. &lt;br /&gt;- Ah, por favor. Não vamos entrar naquela conversa de novo. Se pensa que vai mudar o meu jeito de pensar está muito enganado. Não sou que nem o garoto que por ser fraco, teve de acreditar em suas palavras. &lt;br /&gt;  Florisval adentrou em seu quarto, e olhou o campo pela janela. Ainda com os punhos cerrados, sentia-se ruim por não fazer nada naquela situação. De forma alguma se conformava em ficar escondido. Seus olhos pairaram sobre o corpo de Joana no campo. Um ódio ainda maior o tomou, lhe fazendo socar a parede do cômodo. &lt;br /&gt;- Droga! Droga! – repetia alto enquanto batia na parede. Foi quando seus olhos encontraram algo bem peculiar no canto do quarto, que imediatamente fizeram o camponês cessar o seu acesso de fúria. O arco jazia como uma opção, encostada no concreto. Ele estreitou os olhos sabendo o que faria com aquela arma. &lt;br /&gt;  Adler e Melvin ainda conversavam no campo. Por enquanto, apenas executavam uma batalha entre seus diálogos. &lt;br /&gt;- Vamos acabar com isso de uma vez, mago Melvin – desafiou Adler.&lt;br /&gt;- Eu irei abrir os seus olhos! – exclamou já lançando uma rajada de água com seu cajado. Adler soltou uma de fogo e ambos permaneceram medindo forças. Uma nuvem branca originou-se do choque entre os dois elementos. A fumaça branca começou a tomar mais espaço ente eles a ponto de nenhum dos adversários se enxergarem. &lt;br /&gt;  Florisval estava na janela com seu arco posicionado para atirar.&lt;br /&gt;- Droga! A nuvem tampou o desgraçado! – exclamou ele, frustrado. &lt;br /&gt;  Melvin e Adler continuavam lançando suas rajadas. Um colocando cada vez mais força na técnica que se chocava com cada vez mais velocidade e violência, gerando ainda mais fumaças de resfriamento.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Acho que já está na hora.”&lt;/em&gt; pensou o mago, analisando sua estratégia. Ele desfez sua técnica e pulou para o lado saindo da trajetória da rajada do inimigo. As chamas passaram ao lado do mago, enquanto Adler nem se dava conta do que acontecia. Melvin avançou através das nuvens que parecia uma névoa em volta dele.&lt;br /&gt;- O que!? – Adler foi surpreendido quando a imagem do mago apareceu ao lado dele. Melvin movimentou o seu cajado e com a ponta de sua arma, atingiu a testa do oponente, que no mesmo instante cessou sua rajada. &lt;br /&gt;- O toque divino que abre a mente desiludida. A verdadeira pessoa sob as vestes da escuridão revela-se para um novo mundo. Técnica secreta: Purificação da alma! Liberte sua paz!&lt;br /&gt;  O mago puxou o cajado, e uma luz se originou na testa de Adler. Dali, várias partículas negras foram expelidas. O homem soltou um fraco grito de dor. Melvin apenas o fitou até as partículas cessarem. A luz se desfez deixando em Adler, uma expressão desolada. A névoa ainda era densa em volta deles.&lt;br /&gt;- O que... – O homem tentou dizer algo, mas não conseguia achar as palavras. &lt;br /&gt;- Como se sente, Adler? Ainda quer acabar com suas testemunhas? – perguntou o mago.&lt;br /&gt;- Melvin... Eu posso ver. É estranho – O próprio tom de Adler parecia confuso. – Coisas que antes eu não percebia, eu agora percebo. Eu... eu simplesmente não acredito que fiz tantas coisas sem saber disso.&lt;br /&gt;- Você liberou toda a Energia Maligna que distorcia sua mente. Além do mais, você executou muitas coisas que qualquer um classificaria como condenáveis. É natural você ter esse choque. &lt;br /&gt;- Meu pai... minha família... dessa vez eu estou enxergando um outro lado da palavra ganância. Um lado bem sujo. Mas não é apenas isso... os guardas, Joana... eu... – Adler olhou para a palma de suas mãos levantadas na altura do peito. - ... os matei por uma coisa tão...desnecessária. – Ele então fitou o mago adiante. – Por quê? Por que eu cometi esses atos e agora percebo que isso é errado? – perguntou com uma expressão pasma.&lt;br /&gt;- Porque para alguém era certo – respondeu o mago. – A sociedade nobre de onde você veio moldou seu estilo de vida, que até então, você aceitou como algo certo. &lt;br /&gt;- Quer dizer... que essa minha visão de agora é que é a certa? - perguntou Adler. Melvin hesitou em responder.&lt;br /&gt;- Talvez – disse com uma expressão indecisa. – Mas... é o que eu acredito. Caso contrário, fazer o que fiz com você agora seria inútil. &lt;br /&gt;  A fumaça originada do choque entre os ataques de ambos, finalmente começava a se dissipar. Era visível a luz do sol abrindo caminho entre a névoa acima deles. &lt;br /&gt;- Mas quer saber? – disse Adler. – Eu também irei acreditar. – A decisão daquele homem causou um sorriso no mago. &lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Está ali!”&lt;/em&gt; Pensou o camponês com seu arco em posição. &lt;em&gt;“Morra!” &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;  No mesmo instante em que Florisval disparou a flecha, Melvin captou um pico de Energia Maligna bem próximo. Ele olhou para o lado, e observou a flecha saindo da janela do casebre. &lt;br /&gt;- Agora eu só preciso... – A fala de Adler foi cortada pela voz do mago.&lt;br /&gt;- Adler! – gritou Melvin. &lt;br /&gt;  Adler mal teve tempo de ver o que era, pois no mesmo instante, a flecha cravou lateralmente em seu pescoço lhe atravessando até metade da seta. Sangue foi jorrado enquanto o corpo caia lentamente para o lado. Melvin olhava a cena de forma pasma e em câmera lenta. Florisval a assistia de longe, com olhos cheios de ódio, mas satisfeitos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Próximo Capítulo: Fogo ascendente&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-7940087113701791336?l=seriemundosombrio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/7940087113701791336/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=7940087113701791336" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/7940087113701791336?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/7940087113701791336?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/08/mundo-sombrio-capitulo-10-campo.html" title="Mundo Sombrio - Capítulo 10 - Campo Flamejante" /><author><name>Luiz dreamhope</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>lfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="02427446619369311543" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEMNQX06cCp7ImA9WxJbF08.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-416879122576547400</id><published>2009-07-27T17:24:00.002-03:00</published><updated>2009-07-27T17:28:10.318-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-07-27T17:28:10.318-03:00</app:edited><title>Mundo Sombrio - Capítulo 09 - Campo Florido</title><content type="html">&lt;div align="justify"&gt;   O céu sem nuvens ajudava a luz do sol incidir com força total sobre o campo florido. O ambiente encontrava-se muito agradável e tranqüilo transpassando uma calmaria contagiante. A brisa matinal movimentava gentilmente as flores, fazendo algumas pétalas voarem. Brisa essa que adentrou no quarto de um casebre próximo, e colidiu suavemente no rosto de uma mulher que acabara de abrir os olhos naquele instante.&lt;br /&gt;   Ao sentir o suave sopro resvalando em seu corpo, Joana, deitada na cama, virou-se para a janela, onde pôde ver a luz do sol penetrar preguiçosamente por ela. Sentiu uma agradável sensação acarretando um sorriso logo ao se levantar. Pôs-se de pé em frente à janela, e observou o imenso lugar.&lt;br /&gt;- Que lindo! – exclamou ela sorrindo para o campo florido. Saiu rapidamente pela porta, e caminhou apressadamente pelo corredor. Virou na cozinha, sendo notada por Florisval preparando o café em frente a pia, e por Glin, sentado sobre a mesa.&lt;br /&gt;- Bom dia! – saudou o camponês.&lt;br /&gt;- Bom dia! – respondeu ela, caminhando com seu sorriso pela cozinha em direção a porta.&lt;br /&gt;- Bom dia! – saudou o gnomo, um pouco atrasado, visto que Joana já se encontrava no lado de fora após ter aberto a porta. Ele fez uma cara de decepção. – Será que ela não me viu ou não me ouviu? – indagou-se.&lt;br /&gt;   Florisval tratou de segui-la. No lado de fora, Joana deu a volta na casa para observar o campo sob o céu azul. Ela ficou parada, deslumbrando aquela paisagem enquanto o camponês surgia atrás dela.&lt;br /&gt;- É muito bonito. Seu campo é mesmo muito bonito. Isso me lembra quando eu cuidava da estufa com minha mãe.&lt;br /&gt;- Não se esqueça que é seu campo também – disse o floricultor pondo-se ao lado dela. Ele procurou a mão de Joana, e ambos ficaram de mãos dadas. – É o nosso campo. – pronunciou olhando para o rosto da amada.&lt;br /&gt;   Joana colocou sua outra mão sobre a que estava junta do camponês, que fez o mesmo com sua outra. Com todas as mãos unidas, eles aproximaram seus rostos. Florisval hesitava em avançar muito, pois fazia tempo que não beijava uma mulher. A primeira vez foi na época em que era um arqueiro de Seylor. Mas para ele, havia sido sem graça, já que a garota beijou-o por beijar. Joana, apesar de saber o que era um, nunca beijou alguém com seus sentimentos verdadeiros. Para ela também era algo novo. Com sorrisos apaixonados esboçados em seus rostos, sem agüentarem e até ansiosos, eles fizeram seus lábios se tocarem. Naquele momento, o vento soprou mais forte imortalizando aquele ato. As flores eram testemunhas do primeiro beijo entre eles.&lt;br /&gt;   Na cozinha, Glin estava abraçado com o pote de geléia, beijando-o.&lt;br /&gt;- Minha geléinha... Vamos ficar juntas pra sempre. – proferiu ele, apaixonado.&lt;br /&gt;   Um clima romântico pairava entre os indivíduos daquela região.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Capítulo 09&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Campo florido&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   O bar pouco movimentado àquela hora da manhã não impedia algumas pessoas de bebericarem suas bebidas matinais, se isso poderia ser benéfico sobre um ponto de vista saudável. Mas entre esses homens, uma única pessoa bebia um copo de vinho numa caneca metálica. Balto, atrás do balcão, começou a engatar uma conversa com ele.&lt;br /&gt;- Esses homens eu até entendo – começou varrendo os olhos pela sua taverna. – São um bando de vagabundos que só sabem beber, beber e beber. Mas você? – perguntou para o homem em frente – O que faz um mago beber vinho logo pela manhã?&lt;br /&gt;- Costume – respondeu Melvin. – Eu... peguei de alguém.&lt;br /&gt;- Mas que mania feia essa pessoa tinha. Não acredito que ele te incentivou a beber desse jeito.&lt;br /&gt;- Huh! Acho que a culpa foi mais minha do que dele – pronunciou o mago sorrindo, vendo o líquido escuro na caneca. Novamente, mais uma de suas lembranças despertaram. Mas dessa vez, uma bem descontraída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;em&gt;Era uma manhã como qualquer outra. Um garoto adolescente caminhava de forma ofegante pela trilha de uma floresta. As árvores ao lado dele encontravam-se bem afastadas dando um pouco mais de liberdade pelo caminho de terra e vegetação rasteira. Andando com o corpo inclinado para frente num sinal de cansaço, seus olhos observaram uma pessoa surgindo na virada de uma curva: a pessoa que procurou durante as primeiras horas da manhã.&lt;br /&gt;   Ele era um homem adulto, encostado num tronco caído de cor pálida ao lado da trilha. Atrás dele, uma parede de musgo lhe fazia uma confortável sombra. Com um ar muito tranqüilo, ele ergueu uma taça de vinho em mãos e levou à boca. Ao lado dele, havia uma garrafa de vinho de vidro verde, dando para ver a bebida até meia garrafa. O homem portava uma túnica verde escura com alguns detalhes em azul forte no fim dela. Tinha cabelos brancos e longos, sendo que a parte de trás era amarrada por uma fita branca que deixava uma grande mecha cair gentilmente sobre suas costas.&lt;br /&gt;- Ah, olá “pusilânime”! Bom dia! – saudou sorridentemente o homem para o jovem, que o encarava com uma feição cansada. Seus olhos escuros puderam ver algum tipo de frustração nos olhos de Melvin. – Hã. O que foi?&lt;br /&gt;- Acordei às cinco da manhã. Caminhei durante horas tentando encontrá-lo no lugar marcado... – Melvin soltou suas próximas palavras num tom de irritação, mas meio cômico. - ... e descubro que você está há cinquenta Kilômetros do lugar de encontro e ainda bebendo vinho na mordomia!?&lt;br /&gt;- Hã? Esse não é o lugar que nós marcamos? – O homem só precisou olhar para a cara do jovem mago para saber a resposta. Soltou uma risada meio envergonhada e tentou se desculpar. – Foi mal, garoto. É que fiquei caminhando pela estrada até encontrar um lugar tranqüilo para beber, e não me toquei que já tinha andado cinquenta Kilômetros.&lt;br /&gt;- VOCÊ TÁ BRINCANDO COM A MINHA CARA? E QUE NEGÓCIO É ESSE DE FICAR BEBENDO VINHO JÁ PELA MANHÃ? DEVIA ESTAR MAIS PREOCUPADO COM O MEU TREINAMENTO, E NÃO COM ISSO QUE CHAMA DE CAFÉ DA MANHÃ!&lt;br /&gt;- Não fale do que você não sabe. Não tem idéia da maravilhosa sensação de tomar um vinho pela manhã – retrucou o outro homem, tentando se levantar, mas perdendo um pouco do equilíbrio no ato.&lt;br /&gt;- E ainda por cima está bêbado! – Melvin esgueirou seus olhos para a garrafa. – Você bebeu metade do vinho! – exclamou o mago.&lt;br /&gt;- Ah, é só metade. Isso não faz diferença pra mim – O homem de cabelos brancos começou a caminhar, passando pelo garoto em seguida.&lt;br /&gt;- Ei! Ei! Onde você vai? – perguntou Melvin.&lt;br /&gt;- Onde eu vou? Pra casa, óbvio. Hora do almoço!&lt;br /&gt;- Mas e o meu treinamento? – perguntou o mago, acrescentando um sutil desespero em sua fala.&lt;br /&gt;- A culpa é sua por ter se atrasado tanto.&lt;br /&gt;- MINHA CULPA?&lt;br /&gt;- Pare de gritar e pegue essa garrafa de vinho pra mim! Irei complementar meu almoço com ela. – pediu o adulto enquanto continuava se afastando.&lt;br /&gt;- Tem algum nome pra esse seu tipo de vício?&lt;br /&gt;- Eu tenho cara de Enciclopédia? – retrucou o homem. – Você ainda é jovem demais para beber esse tipo de coisa. Isso são para pessoas finas como eu.&lt;br /&gt;- Ah, é? Que tal um aposta? – com o desafio, o homem em frente parou de andar e virou o corpo olhando para o garoto com a garrafa de vinho em mãos. – Se eu conseguir beber essa meia garrafa iremos voltar hoje à tarde para realizar o treino da manhã.&lt;br /&gt;- Tente – proferiu o homem, sem muito entusiasmo.&lt;br /&gt;   O menino pegou a garrafa e começou a colocar o vinho goela à baixo pelo gargalo. Sem dar pausas em consecutivos goles, um pouco do vinho resvalou pelo canto de sua boca. Quando finalmente a bebida acabou, ele deu um grande suspiro e deixou a garrafa cair no chão, mas sem se quebrar. O garoto sorriu e olhou para o seu mestre.&lt;br /&gt;- Hehe. Viu? Eu ganhei.&lt;br /&gt;- Será mesmo? – perguntou o homem voltando a caminhar.&lt;br /&gt;   Minutos depois, ele andava tranquilamente pela trilha, mas sendo incomodado uma hora ou outra por sons um tanto anormais. Alguns metros atrás dele, Melvin com um aparência nada saudável, tentava segui-lo. Com a mão tampando a boca, via tudo de forma embaçada. Uma vontade não podia ser contida apenas pondo suas mãos como barreira. Sem agüentar mais, o garoto correu para a beira da trilha e vomitou atrás de uma moita.&lt;br /&gt;- Parece que eu ganhei – disse o adulto de forma vitoriosa ao ver que o jovem não conseguiria treinar sem antes se recuperar.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A culpa foi realmente minha – disse o mago mais uma vez após lembrar-se de um episódio passado.&lt;br /&gt;- Como está o seu negócio com o floricultor? Conseguiu o que queria dele? – Balto perguntou mudando de assunto.&lt;br /&gt;- Não. Mas farei isso antes de partir, ou não poderei sair dessa cidade. Entretanto, existe outro assunto além deste que tenho de resolver.&lt;br /&gt;- O que é? – Balto perguntou pouco antes de Melvin pousar a caneca vazia no balcão.&lt;br /&gt;- Nada de tão importante... – Melvin sorriu e agradeceu a bebida. Andou pelo bar se retirando do estabelecimento, enquanto que no meio do caminho duvidada de sua resposta. – ...eu acho.&lt;br /&gt;   Melvin estava de volta à hospedaria Meredith após ter passado em frente à loja de Florisval. Ela estivera fechada durante toda a manhã, e ele não vira sinal dos garotos por perto; Provavelmente chegariam em breve. O mago imaginava como ele e Joana estariam no campo. Deixá-los ficarem juntos depois do que passaram era o mínimo que podia fazer. A felicidade de Florisval estava quase que garantida. Entretanto, apenas uma variável não fora resolvida na história.&lt;br /&gt;   Melvin subiu as escadas para o segundo andar, onde caminhou pelo corredor até encontrar a porta do quarto. Ao entrar, analisou o homem deitado sobre a cama. Adler jazia inconsciente numa cama em volta de uma barreira no formato de um paralelepípedo que apenas o mago podia ver. Entretanto, ela também se mostrava um pouco transparente para ele.&lt;br /&gt;- Barreira de Captação Maligna! Desativar! – Com essas duas frases, a barreira desapareceu. Ela tinha o objetivo de captar algum tipo de Energia Maligna emanada do corpo de Adler. Isso só seria possível se o mesmo acordasse, e sentisse algum tipo de raiva quando percebesse que fora derrotado. Apesar dessa hipótese, não era certeza de que funcionasse.&lt;br /&gt;   Mas para a sorte do mago, Adler não acordara depois de quase um dia desde que fora nocauteado. Melvin sentou-se numa cadeira na parede em frente à cama e ficou encarando o homem.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Preciso de mais tempo para usar aquela técnica novamente. Até lá, seria ideal que ele dormisse mais um pouco”.&lt;/em&gt; Refletiu o mago. Após alguns segundos, suas pálpebras começaram a pesar. &lt;em&gt;“Isso é ruim! Não durmo desde ontem. Se eu estiver inconsciente, não poderei saber quando Adler irá acordar.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;   Por mais que lutasse contra seus olhos, seu sono tendia cada vez mais a dominá-lo. Com a cabeça movendo-se para baixo e para cima, aos poucos o mago ia deixando-se levar pelo cansaço. Mais alguns segundos foram o suficiente para Melvin dormir sentado na cadeira. Adiante na cama, estava o homem que ele tinha que observar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. . . . . . . . . . . .&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;   Joana e Florisval tomavam seu primeiro café da manhã juntos. Sentiam-se tão felizes que até se esqueceram do pequeno Glin, ainda sobre a mesa, pelo menos era isso o que o gnomo pensava até o camponês lhe oferecer mais um pote de geléia. Os olhos de Glin rapidamente arregalaram, e levantou-se cheio de ansiedade.&lt;br /&gt;- Eu soube pela Joana que você gosta desse tipo de coisa. Por sorte eu tinha mais um desses guardados na despensa – disse o camponês girando a tampa do pote e o pondo na mesa para a alegria do pequeno.&lt;br /&gt;- Delícia! – exclamou o gnomo. Ele não era o único satisfeito com a refeição matinal. Joana também aproveitava bastante do café, da broa, e das frutas.&lt;br /&gt;- Fazia tempo... – murmurou a jovem. Florisval e Glin olharam para ela atraídos pela frase que não escutaram direito. Ela então repetiu num tom mais alto olhando para os demais. – Fazia algum tempo que não comia tão bem pela manhã. – disse refletindo as piores manhãs de sua vida na última semana. Por mais que estivesse farta, sentar com Adler à mesa pela manhã não lhe fazia bem. O clima era pesado demais para ingerir qualquer alimento. Dessa vez, a cada gole de café e a cada mordida de pão, parecia que seu paladar finalmente havia entrado em harmonia com sua mente.&lt;br /&gt;- Esse será o seu café da manhã daqui em diante. É melhor se acostumar – Florisval disse, sorrindo.&lt;br /&gt;- Eu sei.&lt;br /&gt;- Depois que acabar de comer, eu irei lhe mostrar mais o meu campo.&lt;br /&gt;   Terminado o café da manhã, foi como Florisval havia dito. Ele e Joana saíram de encontro ao campo florido. Glin permaneceu na cozinha deliciando-se com sua geléia. O casal apaixonado iniciou sua caminhada pelas trilhas do campo de mãos dadas. Joana fitava as variadas flores em volta enquanto seu namorado engatava a conversa.&lt;br /&gt;- Foi meu pai quem construiu esse lugar. Ele tinha uma certa afeição à flores, tanto que me deu o nome de Florisval. – brincou o camponês. – Eu acabei herdando a tarefa de cuidar desse campo.&lt;br /&gt;- Foi muito gentil de sua parte não abandonar este lugar. Sinal de que cuida porque gosta – falou Joana.&lt;br /&gt;- Sim. Você tem razão – assentiu Florisval ao mesmo tempo em que recordava uma cena passada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;em&gt; Dois jovens de dezoito anos davam seus primeiros passos rumo a uma nova vida. Bartolomeu abriu apressadamente a porta de casa a tempo de ver os filhos a poucos metros dele. Florisval e Eric pararam e viraram-se para o pai atrás.&lt;br /&gt;- Por favor, não vão embora! – implorou o pai olhando nos olhos dos rapazes. Era aparente a preocupação dele, mas os garotos já estavam decididos.&lt;br /&gt;- Sinto muito, pai. Nós... – começou a dizer Florisval sendo interrompido por Bartolomeu.&lt;br /&gt;- O que pensam que vão fazer lá? Só porque vão ganhar bem, acham que podem levar uma boa vida como soldados. Soldados batalham e morrem quando há uma guerra. – falou Bartolomeu num tom bem alto tentando ter algum efeito nos jovens.&lt;br /&gt;- Mas nós não estamos em épocas de guerras, pai. O máximo que iremos fazer é ficar de guarda em algum lugar. Não vai ser nada perigoso. Os únicos inimigos são pequenos bandidos que logo serão presos. Não precisa se preocupar com nossa segurança. Seylor é um dos reinos mais pacíficos que existem.&lt;br /&gt;- Mas e as flores? Elas também sentirão falta! Vocês são tão dedicados no cuidado dela...&lt;br /&gt;- Não somos dedicados porque queremos, e sim porque somos obrigados – disse Eric numa voz irritada, que soou de forma grosseira naquela ocasião.&lt;br /&gt;- Eric... – sibilou Florisval para seu irmão ao ver que aquilo magoara profundamente o seu pai, que hesitou um pouco devido ao choque causado pelas palavras do filho, mas voltou finalmente a falar.&lt;br /&gt;- Se é assim... então deixarei que partam. Eu ficarei aqui para cuidar do campo e da loja. Se acham que esse é o caminho de vocês, então é bom irem. Mas lembrem-se que aqui será sempre um lugar para o qual podem retornar a qualquer momento não importa o que aconteça. – Bartolomeu concordou com a ida dos filhos, embora ele não parecesse muito a favor. O rosto abatido de seu pai ficara gravado na memória de Florisval.&lt;br /&gt;- Obrigado, pai. – agradeceu Florisval. E então os dois filhos de Bartolomeu pegaram a estrada.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Eu nasci neste lugar, e é nesse lugar que devo ficar – pronunciou o floricultor.&lt;br /&gt;   Joana soltou a mão de seu namorado, e andou um pouco mais adiante vendo um pequeno canteiro de rosas vermelhas, uma das mais preferidas dela. Seu olhar acabou fixando-se em algo peculiar mais a frente, perto da encosta de uma colina rente ao campo. Ela caminhou até ele, seguido de Florisval que explicou o que era aquilo.&lt;br /&gt;- É o túmulo do meu pai – disse ele.&lt;br /&gt;   Rapidamente, Joana se lembrou de seus guardas no dia anterior. Após ser salva por Florisval na caverna, ela perguntou sobre os guardas que a seguiam. Observando a expressão do camponês que hesitava em falar sobre aquilo, começou a adivinhar o que acontecera. Todos estavam mortos. Derramando rios de lágrimas num choro incontível, Florisval lhe abraçou lamentando a morte dos amigos da jovem.&lt;br /&gt;   Ao saírem da caverna, o floricultor pediu para que ela não visse os corpos por estarem num estado chocante. Entretanto, o pedido de Florisval não foi o suficiente para que seus olhos ficassem fechados. Ficou pasma com aquela terrível visão dos homens que seguiram sua família por um longo tempo. Todos mortos e incinerados no chão. Voltou a fechar os olhos não agüentando mais olhar para eles.&lt;br /&gt;   Como os corpos não podiam ficar daquela maneira, jogados ao ar livre, foi decido que eles seriam “enterrados” na caverna de Glin. Os móveis haviam sido completamente consumidos pelo fogo anteriormente. O gnomo não tinha mais motivos para ficar naquele lugar, até porque a missão de proteger o tesouro se encerrara. Sem lugar para ir, ele acabou na companhia de Joana e Florisval. Melvin e o camponês trataram de levar um a um, os corpos para dentro da caverna. Ninguém poderia encontrar o esconderijo de Glin, visto que era escondido pela magia do próprio, que só cessaria caso ele morresse. Lá, ficaram os seis guardas que protegeram até o fim a família Goldin, apesar de um deles não ter feito isso severamente, mas encontrando o mesmo fim que os demais.&lt;br /&gt;   Melvin acabara levando Adler com ele para a cidade, enquanto Joana, Glin, e Florisval foram para casa no campo.&lt;br /&gt;- Meus amigos também foram mortos – disse Joana retornando de sua lembrança do dia anterior.&lt;br /&gt;- Sinto muito. Não consegui protegê-los – lamentou o floricultor.&lt;br /&gt;- A culpa não é sua. Eu que insisti nessa caça ao tesouro. Se eles estão mortos, a culpa é toda minha.&lt;br /&gt;- Não se culpe também. Eles te seguiram porque quiserem protegê-la de coração. Eu faria o mesmo no lugar deles. – Florisval retirou uma flor de dentro de seu colete e mostrou a amada. – Essa foi a flor que usei para entrar na caverna e apagar o fogo. Choradella. É uma flor mágica como a Rosa do Ligamento. Eu queria que ficasse com você. – disse dando a flor na mão dela. Joana a pegou, e sorriu.&lt;br /&gt;- Antes de você entrar na caverna, a Rosa do Ligamento, estava aqui dentro  – Joana disse apertando a roupa na região do peito. – Vou colocar a Choradella no mesmo lugar. – a mulher colocou a flor por debaixo da roupa, e a apertou novamente, desta vez sentindo a flor ali dentro. Seus olhos fitaram o amado com um rosto feliz. Ela lembrou-se de uma frase dita por sua mãe, num sonho há pouco tempo.&lt;br /&gt; &lt;em&gt;“Fique naquele campo e você concederá felicidade àquele que ama.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Eu irei até a cidade avisar aos garotos que não abrirei a loja hoje.  E vou passar na hospedaria para ver como está o Melvin. Quer vir junto? – perguntou Florisval. Joana ainda estava pensativa sobre a frase de sua mãe. Mas a pergunta lhe fizera sair do transe.&lt;br /&gt;- Ah, não. Eu acho que vou ficar por aqui e fazer o almoço para quando você voltar. Além disso, esse lugar me agrada bastante.&lt;br /&gt;- Já que prefere assim... – Florisval deu um selinho de despedida e disse para ela. – Voltarei em breve. Ainda hoje irei lhe ensinar a cuidar do campo.&lt;br /&gt;- Então volte rápido – falou ela sorrindo. O camponês afastou-se e Joana fitou-o caminhando lentamente para fora do campo. Ela sentiu algo estranho naquele momento. Como se tudo estivesse tão perfeito quanto a um sonho. Ela estaria mesmo vivendo uma vida perfeita? Tudo que sabia, era que sua felicidade nunca havia sido tão grandiosa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;. . . . . . . . . . .&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;   Uma tênue luz iluminava a imagem daquele homem tão importante. Ele olhava para a enorme janela de um refinado quarto de sua mansão. Ao lado dele, uma lareira empoeirada com algumas lenhas inseridas nela. Com as mãos para trás, Silmor Collens fitava a luz do luar penetrando pela janela e incidindo contra seu corpo.&lt;br /&gt;   Adler aproximou-se em passos calmos até aquele homem, como se demonstrasse respeito ao seu pai. Mesmo parando alguns metros ao lado dele, seu pai não movera um músculo. Seu rosto continuou virado para o céu visto pela janela.&lt;br /&gt;- E então? – perguntou Silmor, quebrando o silêncio.&lt;br /&gt;- Eu consegui – respondeu o filho num tom natural. – Consegui obter o tesouro dos Goldins. – disse como se quisesse ouvir um elogio.&lt;br /&gt;- Muito bem, meu filho! – Adler ouviu o que queria. A frase de um trabalho bem feito. – Mas... – A preposição pronunciada arregalou levemente os olhos de Adler. – Você não a matou, não foi? Joana Goldin... Ela está viva. – disse ele numa voz que emanava irritação e frustração. – Por quê? – Silmor virou seu rosto lentamente para o filho. – Por que você não a matou? – perguntou com um olhar furioso.&lt;br /&gt;   Adler ficou um tempo sem palavras, mas resolveu explicar o que havia acontecido.&lt;br /&gt;- Eu tentei! Mas acabei encontrando contratempos. Havia um... mago. – Adler lembrava-se de sua tentativa fracassada de matar Melvin. – Eu... não consegui matá-lo.&lt;br /&gt;- Não conseguiu... – Silmor voltou novamente a olhar para a janela enquanto falava. - ... mas deveria. Com Joana e o mago vivos, principalmente este último, nossos planos falharão. E então daremos adeus a tudo o que cobiçamos. Essa missão não admite falha! Volte com o tesouro e desapareça com as testemunhas! – ordenou o homem. Adler olhou para baixo sabendo da importância daquela ordem. Entretanto, pela sua última experiência, sabia que não seria fácil.&lt;br /&gt;- Eu não sei se consigo derrotar aquele cara – proferiu de forma hesitante.&lt;br /&gt;- Talvez você tenha razão – disse uma voz familiar que não era a de seu pai. Ao olhar novamente para frente, viu que a imagem de Silmor havia dado lugar a de Melvin. O mago o encarava com um sorriso convencido. – Você é apenas um humano comum se aproveitando de um poder inconveniente. Não pode me vencer com isso. – Melvin caminhou lentamente em direção a Adler, que fazia uma expressão meio assustada. O mago parecia ameaçador sob a luz do luar. – Você é só um humano. Ambições humanas são banais para um mago... – Melvin parou em frente ao nobre, e ergueu o seu cajado vermelho para o alto como se estivesse prestes a atingir o homem. - ... e é fácil quebrá-las. – O mago movimentou o cajado verticalmente e Adler colocou os dois braços na frente do rosto.&lt;br /&gt;- PARE! – gritou ele, assustado. Passado alguns instantes, estranhou não ter sentido nenhum choque. Quando retirou os braços da frente dos olhos, notou que não havia mais ninguém a frente. O local onde o agressor se encontrava estava completamente vazio.&lt;br /&gt;   Foi então que uma tímida chama se acendeu inesperadamente na lareira. As lenhas começaram a queimar pelo fogo que aumentava a cada instante. Adler olhou de forma tensa para as chamas que preenchiam a lareira. Mas o que mais lhe assustou foi uma voz forte e grossa.&lt;br /&gt;- Se aproxime! – ordenou num tom ameaçador. Adler tremeu um pouco diante daquela fala, mas tomou coragem para se aproximar. A cada passo dado, o calor vindo da lareira esquentava sua pele. As chamas bruxuleavam em seus olhos. Uma imagem parecida com um rosto humano se formou entre as chamas. – Irei lhe dar o poder que precisa para que derrote aquele mago. Toque as chamas!&lt;br /&gt;   Adler ainda estava impressionado com aquela aparição. Mas não se sentia assustado ou ameaçado com aquela entidade. O fogo tornou-se seu aliado há pouco tempo. Além do mais, derrotar o mago que o atrapalhara era o que mais queria. Visto isso, não havia motivo para recusar. Aquelas chamas eram com certeza sua aliada.&lt;br /&gt;   Ele agachou-se diante da lareira e fez sua mão tocar o fogo. No mesmo instante, as chamas começaram a correr pelo braço do homem. Em poucos instantes, Adler estava com seu corpo em volta por chamas aliadas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;. . . . . . . . . .&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;   Os olhos de Adler se abriram lentamente enquanto seu corpo pousava sobre a cama do quarto. Melvin permanecia dormindo numa cadeira em frente.&lt;br /&gt;   As pessoas de Govenrrar caminhavam sossegadas pela rua em frente à hospedaria Meredith, quando tomaram um susto com um som estrondoso. Atraídas pelo barulho audível quase por toda a cidade, as pessoas nesta rua olharam para os estilhaços de uma janela que voavam no ar. No mesmo instante, algo semelhante a um meteoro em chamas saiu daquela janela e iniciou um vôo pela cidade.&lt;br /&gt;“O que é aquilo? Você viu isso? Aquele quarto explodiu, vocês viram?”Perguntas eclodiam das várias pessoas próximas ao incidente.&lt;br /&gt;   Ramon e Dimas que estavam na rua da loja de Florisval, ouviram um estranho som não muito longe. Em seguida, viram algo chamejante riscando o céu azul sob eles.&lt;br /&gt;- O que é aquilo? – perguntou Dimas ao seu amigo.&lt;br /&gt;- Eu não sei – respondeu o outro.&lt;br /&gt;   Florisval também ouvira o barulho, e ao notar que as pessoas ao redor olhavam para o céu, viu um cometa em chamas sobre todos ali presentes. Ele arregalou os olhos, e sentiu um frio no estômago. Aquilo era algo bem incomum. Ficou deduzindo sobre o que aquilo poderia ser. Chamas... fogo... anormalidade... Melvin... Adler. Sua linha de pensamento lhe assustou. Seus olhos sobre o cometa analisaram sua direção. Estava indo para o leste, para a mesma direção de sua casa.&lt;br /&gt;- Não pode ser! Se for ele mesmo, então... Joana! – Concluindo algo terrível, ele começou a correr desesperadamente pela cidade. Adler estava indo para o campo florido, provavelmente seguindo a informação que recebera de um dos guardas de sua namorada. – Que droga! Tenho que voltar rápido! – exclamou já com os pés fora da cidade e encaminhando-se para e estrada que o levaria de volta para casa. Ele mirou seu olhar no céu a frente, e observou um pequeno ponto laranja já bem distante. O desespero aumentou mais ainda, mas sua velocidade não podia ir mais além do que aquilo. Estava dando tudo de si para chegar a tempo.&lt;br /&gt;   Seus passos constantes e rápidos pareciam uma eternidade. No caminho, a imagem de Joana e todos os momentos que eles tiveram juntos passaram como um filme em sua cabeça. A angústia de não vê-la novamente, de não olhar para os seus olhos dourados, de não mais sentir o calor de seu corpo. Tudo isso foram motivos para cada porção de lágrimas que escorria de seus olhos marejados. Ele não sabia o motivo, mas seu peito doía. Temia que o pior já tivesse acontecido. Toda vez que essa possibilidade lhe passava pela cabeça era um tormento que consumia toda a sua esperança.&lt;br /&gt;   Mais ao longe, ele notou uma fumaça cinzenta se elevando aos céus. Seu desespero e tristeza aumentaram ainda mais ao perceber que seu campo ficava naquela direção.&lt;br /&gt;- Joana! – gritou solitariamente pela estrada. Mais alguns minutos, e chegaria em casa. Um bosque lhe impedia de ver o campo e seu casebre, mas atrás dele, erguia-se uma coluna cinzenta por algo em chamas. Seu campo foi a primeira coisa que pensou. Uma tragédia inaceitável lhe passou pela mente.&lt;br /&gt;   A visão nefasta foi finalmente revelada ao virar a curva do bosque. Enormes labaredas preenchiam quase a metade de seu campo. Ainda assim, as chamas eram assustadoras e olhando para elas pareciam estar lhe encarando como se estivessem vivas. Todas as flores queimavam virando cinzas no ar. Florisval ficou parado ouvindo o som constante da queimada e olhando seu campo ser destruído.&lt;br /&gt;   Uma silhueta apareceu no meio de uma enorme labareda no campo. Parecia um demônio caminhando entre o fogo. Ele carregava alguma coisa pelo braço. Quando ele começou a caminhar saindo do fogo, a imagem de Adler não chegou a espantar Florisval tanto quanto o que ele segurava. Sua mão estava agarrando um corpo em chamas pelo braço.&lt;br /&gt;   O camponês não queria acreditar que aquele corpo era de quem pensava que era. Para tirar sua dúvida, Adler esboçou um sorriso malicioso mostrando com sua outra mão, a fita dourada que prendia o cabelo de Joana. Essa mesma fita foi consumida por uma chama que saiu das mãos do homem. Adler atirou mais adiante o corpo em chamas de Joana ao chão. Florisval, na borda do campo, olhou para ela. Seus olhos de onde saiam rios de lágrimas expressavam sua surpresa. Gaguejou algumas palavras que finalmente saíram num grito desesperado da mulher que amava.&lt;br /&gt;- JOOAAANNAAAAA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-416879122576547400?l=seriemundosombrio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/416879122576547400/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=416879122576547400" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/416879122576547400?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/416879122576547400?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/07/mundo-sombrio-capitulo-09-campo-florido.html" title="Mundo Sombrio - Capítulo 09 - Campo Florido" /><author><name>Luiz dreamhope</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>lfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="02427446619369311543" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0cHQ3s8fyp7ImA9WxJUFU8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-7098778612167468784</id><published>2009-07-13T18:31:00.003-03:00</published><updated>2009-07-13T18:37:12.577-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-07-13T18:37:12.577-03:00</app:edited><title>Mundo Sombrio - Capítulo 08 - Colisão</title><content type="html">&lt;p align="justify"&gt;- Acho que ele já foi – falou o gnomo aproximando o ouvido da parede. Ele e Joana estavam presos na segunda parte do recinto na caverna.&lt;br /&gt;- Você pode criar paredes? – perguntou Joana atrás do pequeno Glin.&lt;br /&gt;- Não exatamente. Muitos diriam que é uma magia Elemental, mas não é. Esse lugar é o meu lar, então posso modificar a forma dessa parte da caverna a meu bel-prazer. Como por exemplo, criar uma nova parede. Entretanto, dependendo da mudança, pode me consumir muita energia, como essa agora.&lt;br /&gt;- Entendi.&lt;br /&gt;- Posso ser pequeno, mas também tenho minhas qualidades – elogiou-se olhando para a jovem. Foi então que algo lhe veio em mente seguido de um sentimento de culpa. – Me desculpe, Joana. Eu falhei. – proferiu o gnomo de forma melancólica. – Há três gerações que protejo o tesouro de sua família, e o deixo ser roubado... Que tipo de guardião eu sou? Você já viu algum guardião tão pequeno como eu? Eu... sou um fracasso. – Observando a expressão lamentosa de Glin, Joana notou os olhos dele marejarem. – Havia poucos gnomos no mundo pelo o que meu pai me contava, e eu tinha bons laços com a maioria. Muitos sempre me visitavam aqui na caverna; meu pai e meus amigos. Mas... há seis anos, todas essas visitas terminaram. O tempo foi passando e a pergunta que eu me fazia durante todos os dias foi ficando cada vez mais clara. O motivo pelo qual eu não recebia mais visitas era porque não havia quem me visitar. Eles já não existiam mais. O último a me visitar foi o seu pai naquela mesma época. Depois dele, você e aquele homem foram as primeiras visitas a parar naquele muro de madeira. Proteger o tesouro era o meu trabalho, era a minha obrigação. Pois era o tesouro de pessoas importantes como você e seu pai; os únicos amigos humanos que eu tinha. E eu... falhei. – terminou Glin resvalando lágrimas em sua face.&lt;br /&gt;Joana agachou-se e sorriu para o gnomo.&lt;br /&gt;- Não se preocupe com isso, Glin. A culpa não é sua. Você fez um bom trabalho durante todos esses anos. É quase como da família, apesar dela não existir mais – proferiu a última frase desviando os olhos. Tornou a fitar o gnomo. – Mas é melhor pararmos aquele homem mal. Não posso deixá-lo fazer o que quiser à custa do que meu pai confiou a mim. Tenho que impedi-lo.&lt;br /&gt;- M-Mas é muito perigoso. Você não tem chance contra ele. Aquele homem não é mais humano.&lt;br /&gt;- Eu sei. Mas eu preciso tentar – disse determinada, pondo-se de pé. – Por favor, me diga uma maneira de sair desse lugar. Pode desfazer essa parede?&lt;br /&gt;- Sim, mas... – Glin hesitou um pouco em realizar o pedido de Joana. Mas apenas o olhar que ela lançou-lhe demonstrava que ela implorava por aquilo. Após um suspiro, ele virou-se para a parede que dividia o recinto atrás dele, e fez um movimento com as duas mãos para que ela desaparecesse.&lt;br /&gt;Neste mesmo instante, um ar quente foi soprado em direção aos dois. Seus olhos notaram o panorama infernal adiante. Tudo estava queimando. Glin tentou proferir alguma palavra, mas sua boca aberta apenas dizia o quanto estava surpresa.&lt;br /&gt;- Meu Deus! Ele... – Joana murmurou.&lt;br /&gt;- Meu lar... está queimando – Glin fitou as labaredas de fogo consumindo todos os móveis do local. O corredor que dava acesso a saída, encontrava-se intransponível devido às ardentes chamas que impediam qualquer passagem por ali. Sem notarem, o fogo começou a atingir a outra parte do recinto, o qual Joana e Glin se encontravam. A mulher logo notou o fogo se aproximando pelos lados, enquanto o gnomo, ainda em um estado de trauma, observava o lugar sendo devastado.&lt;br /&gt;- Glin! – chamou a voz de Joana em meio ao som dos estalos causados pelas chamas. – Temos que sair daqui! Esse lugar está queimando. Glin! – gritou mais uma vez o nome do gnomo que só então se pôs a fitá-la. – Glin! Temos que sair daqui! – O gnomo voltou o olhar para o corredor em chamas ao fundo do recinto inserido na lateral da caverna, que dava para o muro de madeira.&lt;br /&gt;- Impossível! Aquela é a única entrada e saída deste lugar. Não há por onde sair. Eu não posso usar a parede novamente. Aquilo consumiu muito energia minha.&lt;br /&gt;Joana olhou para o corredor que era a única passagem para a luz do dia. Toda a esperança sendo consumida pelas altas labaredas que queimavam ali, a madeira das prateleiras naquele corredor. O fogo continuava a se aproximar lentamente pelos móveis encostados uns aos outros. Mas o que mais intrigou Joana foi que as chamas pareciam ter vida própria em alguns momentos. De uma mesa em chamas para a outra, o fogo parecia ter pulado para a seguinte como se estivesse programado para fazer isso. Além disso, parecia se arrastar pelo chão como se queimasse a terra. Aquilo com certeza não eram chamas comuns. Era o fogo assassino de Adler.&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Capítulo 08&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;Colisão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Pare! – gritou Melvin, depois de terem corrido um bom trecho pela floresta. O olhar do mago era preocupante.&lt;br /&gt;- O que foi? – perguntou o floricultor. Melvin continuava com a mesma face abismada.&lt;br /&gt;- Isso é... – uma onda de energia havia passado por ele há poucos instantes. Podia sentir claramente o significado daquilo. - ...Energia Volaki!?&lt;br /&gt;- Energia... Volaki? – repetiu o camponês desconhecendo o termo.&lt;br /&gt;- A energia responsável por todos os poderes dos magos atualmente – explicou Melvin. – Os portadores desta energia podem sentir uma ressonância quando elas são usadas muito próximas uma da outra. Ao que parece, alguém com essa mesma energia se encontra nesta direção.&lt;br /&gt;- O que isso quer dizer? Que há algum outro mago por perto?&lt;br /&gt;- É uma hipótese pouco provável. Adler e Joana estão naquela direção, então... pode ser que um deles... – Melvin parou tentando refletir o que iria falar. Alguns pontos importantes lhe passaram pela mente, fazendo-o murmurar algumas palavras. – Tesouro... guardião... tesouro... – Melvin esticou o olhar na direção de onde sentira a energia. – Não pode ser! Seria esse o tesouro dos Goldins?&lt;br /&gt;- O que? – Florisval perguntou, recebendo o olhar do mago em seguida.&lt;br /&gt;- Uma Esfera Volaki! – respondeu. – Continue correndo! – ordenou Melvin, pondo-se na frente do camponês.&lt;br /&gt;- O que é essa esfera Volaki? – Florisval perguntou correndo junto ao mago.&lt;br /&gt;- Algo que dá poderes. Fique atento! – Melvin alertou o camponês que o seguia&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;. . . . . . . . . . . .&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com seu rosto sobre o chão, os olhos de Neal observaram os passos de Adler se aproximarem. Havia feito tudo o que podia para tentar matá-lo, mas no fim, nada valera à pena. Apresentando queimaduras em várias partes do corpo, tentava suportar uma ardente dor. Por esse motivo, mal encontrava forças para se levantar. Os pés de Adler pararam a poucos centímetros de sua face. Foi então que sentiu a gola de sua camisa ser puxada. Adler, com um sorriso maléfico, levantou o seu corpo deixando seus rostos frente a frente.&lt;br /&gt;- Neal, o líder e o mais responsável entre todos os guardas da família Goldin. Deveria ter arrumado um trabalho melhor, pois nesse você falhou vergonhosamente. Me diga! Quem você conseguiu proteger? Boris? Joana? Os seus guardas? Por falar neles, estão todos mortos ao seu lado, com exceção de um. Mas o que realmente quero dizer é que... você é desprezível. – disse com um sorriso cômico no rosto.&lt;br /&gt;- Você... será queimado por seu próprio fogo assassino – rebateu o guarda de cabelos negros. Adler permaneceu com seu sorriso.&lt;br /&gt;- Irei queimar sua vida com o meu fogo assassino – proferiu segurando Neal com apenas uma mão, e com a outra, erguendo-a rente a cabeça do guarda. Dela, saiu a rajada mortal que incinerou a cabeça de Neal. Pouco antes de sua morte, ele apenas gritou de dor, tendo tempo apenas de lamentar mentalmente a sua falha em proteger Joana.&lt;br /&gt;- Huh! – soltou o assassino após ter queimado o guarda, jogando-o no chão, e em seguida lançando seu olhar para o último. Durval continuava imóvel na mesma posição desde que Neal fora pego. Sua adaga era segurada fracamente por sua mão direta, e sem vontade nenhuma de usá-la. Tremia de medo que Adler fizesse o mesmo com ele. – Parece que você foi o único que sobrou. Você é um bom garoto. Com isso percebeu que a honra para uma família nobre de pouco adianta se não pensa em si mesmo. Por isso, muito obrigado pelas informações dadas na noite de ontem. Imagino que ainda esteja com o dinheiro, e veio atrás de mais. Não seguiu os guardas para proteger a Joana, e sim para buscar o dinheiro extra que prometi ontem.&lt;br /&gt;- Se o senhor quiser não precisa me dar. O que tenho já o suficiente, mas por favor, não me mate! – Durval implorou num tom de desespero. – Eu não farei nada de mal ao senhor. Eu juro! Eu não sou tão fiel a família Goldin, já que aceitei seu dinheiro antes. Por isso não sou uma ameaça. – dizia o guarda tentando justificar seu motivo para viver.&lt;br /&gt;- O egoísmo é a salvação das pessoas, não acha? É uma pena que em alguns casos... – Adler ergueu o braço em direção ao jovem guarda. - ...também seja sua destruição! – Soltou uma rajada de chamas seguida de uma risada maléfica.&lt;br /&gt;Instantes depois de acabar com o último guarda, Adler ainda apreciava os corpos queimados ao seu redor em aparências nada agradáveis. Todos mortos por ele em prol de sua nova vida. Restava apenas uma única pessoa a ser finalizada: Joana Goldin. Quase se esquecera do pequeno que o atrapalhara. De qualquer forma, pretendia matar os dois.&lt;br /&gt;Com os olhos centrados na caverna, ele começou a caminhar até ela. Mas um fator incomum o fez voltar-se abruptamente para a floresta atrás dele. A sensação foi de algo que não sabia o que era por nunca tê-la sentida, e guiado por ela, observou um inesperado jato de água vindo em sua direção. A surpresa foi tão grande que lhe deixou sem reação de defesa. O jato o atingiu em cheio, jogando seu corpo no chão alguns metros atrás.&lt;br /&gt;- O que... – murmurou Adler olhando adiante, com seu corpo ainda ao chão. Ele arregalou os olhos ao observar duas figuras à frente da floresta. Uma delas estava com um arco na mão, enquanto a outra erguia um cajado apontado para ele. Ambos lhe encaravam com uma expressão séria. Adler observou atentamente o homem com o cajado. – Você... – Adler levantou-se já reconhecendo uma das pessoas à frente. - ... é o cara de ontem.&lt;br /&gt;- Adler... – Melvin começou a dizer sem abaixar a mão com sua arma. - ...você acabou se tornando um cara mais perigoso do que já aparentava.&lt;br /&gt;- Eu já devia ter suspeitado antes. Um mago, não é? Posso saber o que um mago está fazendo aqui?&lt;br /&gt;- Eu que devia fazer essa pergunta – respondeu Melvin num tom de ironia. – O que um nobre com você faz no meio de seis corpos incendiados? – Florisval que até então só mantinha os olhos em Adler, passou a observar melhor o cenário adiante. A aparência dos corpos no chão era mesmo de que foram queimados. A tonalidade escura impedia o reconhecimento de cada um.&lt;br /&gt;- Onde está Joana? – perguntou o camponês com um leve desespero, pelo fato de imaginar que um dos corpos seja de quem está procurando. – Ela não está...&lt;br /&gt;- Fique tranqüilo! – Melvin o confortou. – Ela não é nenhuma das pessoas à frente. Provavelmente são os seis guardas que a protegiam.&lt;br /&gt;- Então onde ela está? – perguntou Florisval para o mago, ainda meio em desespero. Saber que ela não estava entre os corpos no chão não foi o suficiente para acalmá-lo.&lt;br /&gt;- Está na caverna – respondeu Adler, recebendo o olhar do floricultor. – Eu estava querendo matá-la desde o início, mas acabei falhando. Entretanto... – Adler olhou para a caverna atrás dele. – Há menos que exista outra saída além desta, provavelmente ela estará morta em breve.&lt;br /&gt;- O que disse? – O floricultor ficou irritado com aquela suposição.&lt;br /&gt;- Florisval! – chamou o mago. – Entre na caverna e tire Joana de lá. Eu deterei Adler enquanto isso.&lt;br /&gt;- Está bem – assentiu o camponês. Ele fitou o homem em frente, e iniciou uma corrida rumo à entrada da caverna, mas passando o mais longe possível dele. Adler apenas rolou os olhos para a esquerda, observando o floricultor passando bem além dele.&lt;br /&gt;- Huh! – Adler elevou o braço na direção de Florisval, e soltou uma rajada; mas que não chegou ao seu destino devido a um jato de água que colidiu lateralmente com ela. Uma nuvem branca causada pelo resfriamento se formou perto de Florisval que permaneceu imóvel por causa do ataque surpresa. Adler suspirou insatisfatoriamente, voltando-se para o mago que mantinha seu cajado suspenso.&lt;br /&gt;- Vá, Florisval! – pediu o mago enquanto encarava Adler. O camponês apenas reiniciou sua corrida sem dizer nada.&lt;br /&gt;- Um mago e um camponês. Sorte a minha vocês chegarem atrasados. E pensar que queriam mesmo proteger aquela mulher – disse Adler com uma feição irônica.&lt;br /&gt;- Você... sabia que estávamos chegando? – perguntou o mago.&lt;br /&gt;- Basta um homem ser corrompido e todo o sistema de segurança não servirá para nada. Quem será o culpado? O dinheiro ou o homem que aceitou?&lt;br /&gt;- Não me diga que subornou um dos guardas de Joana? – Melvin perguntou após sua rápida conclusão. Adler olhou para um corpo ao lado e falou novamente.&lt;br /&gt;- Coitado! Ele era tão jovem, e tão ingênuo. Pensou que poderia sair dessa história com uma alta grana escondida. Uma mente egoísta, que eu admiro, mas tão patética que chega a ser engraçada. – disse dando uma rápida risada. – Parece que também terei que matá-lo, mago. Aqueles que atrapalham o caminho de riqueza da família Collens devem morrer. – proferiu Adler sem medo algum da pessoa adiante.&lt;br /&gt;- E aqueles que executam ações como a que você fez agora devem sumir deste mundo – Melvin disse com os olhos estreitados.&lt;br /&gt;- Oh, é mesmo? – zombou o outro. Melvin esboçou um sorriso. – Qual é a graça?&lt;br /&gt;- Sorte sua que o meu “sumir” não significa que você tenha que morrer. Entretanto, por hora não poderei aplicar essa minha filosofia em você. Por isso, irei apenas detê-lo. Mas antes tenho perguntas a lhe fazer.&lt;br /&gt;- Perguntas?&lt;br /&gt;- Você... tocou em uma Esfera Volaki, não é? Série 04 de alguma inicial. Elemento fogo. Onde a conseguiu?&lt;br /&gt;- Ah, está se referindo a esse poder que tenho agora!? – Adler olhou para seus braços sentindo novamente sua sensação de grandeza. – Isso é maravilhoso! É magnífico!&lt;br /&gt;- Onde a conseguiu? – Melvin perguntou num tom mais forte. – Esse... esse era o tesouro da família Goldin? – O mago recebeu um sorriso pela pergunta.&lt;br /&gt;- Vejo que está bem informado. Está certo! O que tenho dentro de mim é o tesouro que eu tanto sonhei. Algo que me fizesse superior a todos. Algo que me desse a sensação de ser “especial”. Como um Deus!&lt;br /&gt;- Huh, não me faça rir. Você é apenas um mero humano experimentando uma força desconhecida e inapropriada. A sensação para os seres mais fracos é a mesma que está sentindo agora.&lt;br /&gt;- Quer testar se sou mesmo um ser fraco? Não fique se gabando só porque é um mago.&lt;br /&gt;No mesmo instante em que terminou a frase, Adler lançou uma rajada de fogo sobre o oponente. Melvin esquivou-se a tempo pulando para a esquerda, enquanto o ataque abrasava os arbustos atrás dele. As folhagens queimavam, sendo que algumas eram levadas pelo vento e se desintegravam no ar. Adler fitou o mago próximo às folhas chamejantes e flutuantes.&lt;br /&gt;- Não fique se gabando com um ataque de fogo tão básico – retrucou Melvin. &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;. . . . . . . . . . .&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O fogo já tomava conta de quase todo o lugar que um dia fora a moradia de Glin. Ele e Joana estavam encolhidos no chão, observando aquelas estranhas chamas consumirem e queimarem cada parte daquele ambiente. Restavam apenas poucos cantos a serem incinerados. Os dois encontravam-se no fundo do recinto, olhando a visão infernal cada vez mais próxima.&lt;br /&gt;- Nós vamos morrer! Nós vamos morrer! – repetia o gnomo, deixando-se levar pelo desespero. Joana, ao seu lado, olhava para baixo pensando nas palavras ditas por Glin.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Morrer... morrer... Se isso acontecer, talvez eu consiga rever meu pai e minha mãe. Eles apenas existem na morte. Neste mundo, a única presença que poderia sentir deles foi roubada.&lt;/em&gt; – refletia com as mãos juntas rente ao busto. Foi quando sentiu algo escondido dentro de seu vestido. De lá, ela tirou uma rosa num tom azul bem forte. Fitou a flor por alguns instantes até que uma frase despertou de sua memória.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Quando partir com Adler para procurar o tesouro ao amanhecer, eu saberei onde você está. Portanto, não permitirei que se afaste de mim. Quando a flor ficar nessa cor, estarei bem perto de você.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Florisval! – exclamou ela. &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;. . . . . . . . . . .&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Passos ecoavam pela caverna. Um homem corria desesperadamente em meio ao lugar pouco iluminado, gritando com freqüência o nome “Joana”. Queria muito encontrá-la e salvá-la.&lt;br /&gt;- A flor estava azul antes de entrar na caverna. Me espere, Joana! Eu estou perto! Eu estou chegando!&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;. . . . . . . . . . .&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Quem? – perguntou Glin, desconhecendo o que a jovem acabara de dizer.&lt;br /&gt;- Ele está vindo! – proferiu ela, mantendo os olhos sobre a Rosa do Ligamento completamente azulada.&lt;br /&gt;- Joana! – o grito do gnomo fez a mulher acordar de sua esperança, e notar uma chama crescente à frente. Ela começava do chão erguendo-se do solo como se fosse uma cobra prestes a atacar sua presa. Nela, os dois puderam ver uma sinistra face de alguém que procurava dar fim à vida. &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;. . . . . . . . . . .&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Florisval percebeu uma luz alaranjada adiante. Após correr mais um pouco, viu que eram enormes chamas que lhe impediam a passagem.&lt;br /&gt;- Joana! – gritou o camponês ao notar o que aquilo poderia significar. Parou em frente ao muro em chamas pondo seus braços na frente do rosto para se proteger das sobras cinzentas queimadas pelo fogo. – Joana! – gritou mais uma vez sem obter resposta. Sua voz era quase inaudível devido ao barulho que as labaredas provocavam. – Que droga! – rezingou.&lt;br /&gt;Mas sem demonstrar desesperança, e ainda confiante e determinado em salvá-la, tirou uma peculiar flor de seu colete. Ela tinha uma haste marrom, e suas pétalas eram fechadas e curvadas num tom azul bem claro. Também pegou uma flecha de sua bolsa nas costas, e nela amarrou a flor usando uma linha. Posicionou a flecha em seu arco e se preparou para atirar. Seus olhos firmes nas chamas em frente. O risco daquela ação poderia significar a morte de Joana, mas era a única maneira de salvá-la. Puxou a flecha para trás, e antes de atirar proferiu algumas palavras.&lt;br /&gt;- Derrame o seu pranto! Choradela!&lt;br /&gt;A fecha foi atirada, e no mesmo instante a flor presa à ela começou a emanar uma grande quantidade de água em todas as direções. A flecha penetrou nas chamas ao lado de uma quantidade surreal de água que tratou de apagar as enormes labaredas do lugar. Nuvens de resfriamento apareceram e as chamas foram sumindo. A seta passou em disparada pelo corredor de entrada ao recinto de Glin, ao mesmo tempo em que um turbilhão de água invadia o local, engolindo qualquer chama nele.&lt;br /&gt;Joana no fundo da sala, apenas ouviu um anormal som vindo da frente. O fogo em forma de cobra estava para dar o bote quando ela sentiu uma onda de água colidir com o seu corpo apagando na mesma hora aquela chama mortal. Apesar do líquido ter batido apenas até o seu peito, quem mais sofreu foi Glin, que apareceu um pouco mais a frente, todo encharcado e tossindo bastante. Joana não entendeu como aquilo aconteceu. O lugar que antes parecia um inferno de chamas, agora pouco se era nítido devido às nuvens brancas. A água desaparecia lentamente do recinto de forma inexplicável.&lt;br /&gt;Foi então que algo chamou a atenção da jovem na visão não nítida em frente. Uma silhueta através da fumaça apareceu adentrando no lugar. Ele caminhou em direção a ela, e a vinte metros de distância, mostrou sua imagem diante de Joana, que o olhou surpresa.&lt;br /&gt;- Florisval... – murmurou a mulher ainda pasma.&lt;br /&gt;- Eu estava perto, não estava? – perguntou ele com um sorriso.&lt;br /&gt;Joana observou a aproximação do homem que salvou sua vida. Ela ainda estava surpresa por vê-lo naquele lugar. Nunca lhe passaria pela cabeça que uma enxurrada apagaria o fogo que estava prestes matá-la. Glin também fitava o camponês com uma feição abismada e boquiaberta.&lt;br /&gt;- Florisval, você... como? – perguntou a mulher. O floricultor a poucos metros dela, ainda agachada no chão, respondeu sorrindo.&lt;br /&gt;- Eu não disse... que estaria perto quando chegasse a hora. Prometi ajudá-la nessa missão, e foi o que eu fiz e ainda preciso fazer. – Ele agachou-se e acariciou o rosto de Joana. O vestido da jovem estava todo encharcado. – Você está bem? – perguntou preocupado, mas ao mesmo tempo feliz por vê-la viva.&lt;br /&gt;Percebendo aquela expressão e aquele afeto, ela desabrochou seu rosto de surpresa, e em seus olhos, lágrimas começaram a descer. No mesmo instante, jogou seu corpo sobre Florisval, o envolvendo num caloroso abraço. O camponês pôde sentir a roupa ensopada em contato com ele, mas algo que não era material tocava ainda mais fundo, lhe trazendo uma sensação maior que qualquer outra: carinho. E dentro desta sensação, ambos sabiam que algo em especial brotava de forma tímida, e que aos poucos tomavam conhecimento do que era: amor.&lt;br /&gt;Joana não sabia se sentia tristeza ou felicidade naquela situação. Seu objetivo havia falhado, mas em contrapartida, havia encontrado algo muito valioso e inesperado. O quente abraço entre eles trazia a sensação de que “estava tudo bem”. Mesmo perdendo, ganhara algo muito especial e do mesmo tipo do tesouro que estava procurando. Um laço sentimental com os seus pais através de um objeto tinha o mesmo valor de seu sentimento por Florisval. Mas no caso do floricultor, havia sim algumas diferenças, e com aquele abraço, elas se tornaram visíveis em sua mente. Não precisava de algo material para se sentir bem, ela tinha algo vivo em seus braços. Não precisava remoer as lembranças boas do passado para sobrepor as ruins, pois construía uma boa lembrança naquele mesmo instante. Feliz por ter notado essas distinções, abriu um sorriso em seu rosto pousado docilmente sobre o ombro de seu amado.&lt;br /&gt;- Fico feliz de tê-lo encontrado – proferiu ela, com base em seus sentimentos. O camponês rolou os olhos para o lado, mirando nos cabelos castanhos da jovem. A frase dita por ela também lhe fez refletir.&lt;br /&gt;Solitário. Essa era a palavra que mais combinava com ele, segundo o próprio. Mesmo sendo um rapaz gentil, cuidando das flores do campo e da loja de forma dedicada, faltava algo. O sorriso que mostrava para os seus clientes escondia uma profunda tristeza que ninguém sabia, nem mesmo Ramon e Dimas, seus ajudantes. O fato era que dia após dia, em suas mesmas tarefas, Florisval não encontrava algo que lhe fizesse mudar. Essa mesma vontade de mudar as coisas havia tomado conta dele há alguns anos, o que levou ele e seu irmão para Seylor, e eventualmente para a guerra.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“O que eu espero na minha vida? O que eu espero?”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Essa mesma pergunta tormentou o floricultor que sonhava em encontrar a resposta.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“A vida que levo não é suficiente? Por quê? Por que eu espero algo? Por que eu tomo isso como algo tão importante?”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Apertando um pouco mais as suas mãos nas costas de Joana, ele também sorriu e pronunciou com base em seus sentimentos.&lt;br /&gt;- Eu também... estou feliz de tê-la encontrada – Florisval, também derramava lágrimas de felicidade.&lt;br /&gt;Glin, muito mais ensopado que Joana, olhava o casal agachado e abraçado. Ele fungou o nariz antes que o muco saísse por ele. Seus olhos marejados não suportavam aquela situação.&lt;br /&gt;- Assim também vou chorar.&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;. . . . . . . . . . .&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melvin ainda encarava Adler, este que nada fez desde o seu último ataque.&lt;br /&gt;- Obrigado – agradeceu o mago.&lt;br /&gt;- Pelo o que? – Seu oponente incompreendeu aquela palavra.&lt;br /&gt;- Por ter tirado minha maior preocupação até então – respondeu Melvin, sorrindo. – Se não sou o único usando Energia Volaki, quer dizer que não preciso guardar a maior parte em mim. O conselho de uma certa pessoa já não vale a pena.&lt;br /&gt;- O que quer dizer com isso? – perguntou Adler, ainda confuso.&lt;br /&gt;- Que não preciso pegar leve com você – respondeu com um sorriso confiante no rosto.&lt;br /&gt;- Como é? Não precisa pegar leve comigo? – Adler perguntou sobre a declaração convencida de Melvin. – Vocês magos são seres bem estranhos. Mas não pense que só porque é de uma raça superior pode falar o que quiser. Eu agora sou tão superior quanto você. – falou enchendo-se de certeza.&lt;br /&gt;- Deplorável – disse o mago calmamente, arrancando um “hã?” do oponente. – Seu modo de pensar é baixo demais para se intitular um ser superior. Não importa o quanto seu corpo mude, no final das contas ainda será apenas humano.&lt;br /&gt;Conduzido pelas provocantes palavras do mago, Adler sorriu e começou a lançar um ataque sobre ele.&lt;br /&gt;- Você será morto por esse humano! – gritou ele no instante em que uma rajada de fogo saiu de sua mão. Observando o fogo mortal voando em sua direção, Melvin apenas ergueu o cajado proferindo uma magia de defesa tendo como base o elemento água.&lt;br /&gt;- Parede freática! Erga-se!&lt;br /&gt;Movimentando o cajado verticalmente para cima, um jorro de água começou a subir proveniente do solo. O líquido veio furando a terra e se erguendo como uma parede na frente do mago. O fogo colidiu com ela originando uma fumaça branca. Adler cessou o ataque com as chamas ao ver que elas eram completamente detidas. A parede fora desfeita. Adiante, o vapor d’água lhe impedia de ver o oponente. Quando a nuvem se dissipou, Adler ficou surpreso ao notar que não havia ninguém à frente. Melvin não estava mais lá. O nobre rapidamente olhou ao redor numa ação desesperada. Seu medo tornou-se realidade ao ver o mago ao seu lado direito com o cajado na direção dele.&lt;br /&gt;- Rajada de água! – Uma rajada muito forte atingiu Adler o fazendo voar alguns metros para trás junto com a água, parando apenas quando seu corpo colidiu com uma árvore. Após a colisão, caiu sentado no chão. Murmurou por causa da dor, não na região acertada pela rajada de água, e sim pelo seu choque com o tronco o qual estava encostado. – Desgraçado! – xingou o mago que lhe encarava seriamente.&lt;br /&gt;- Infelizmente para você, por mais que tenha um poder desses, não será páreo para mim por dois motivos. – discorria o mago, sendo mirado pelos atentos e furiosos olhos de Adler. – Magia do elemento água leva vantagem contra o elemento fogo. E o mais importante, magos sempre levam vantagens contra humanos comuns. Não importa quanto poder você adquira, nunca saberá usá-los e sincronizá-los da maneira correta. Esse privilégio foi dado aos seres da minha espécie. Não é a nossa diferença de poderes que define esta luta, é a nossa diferença como ser. Humano é um humano. Um mago é um mago. O que você pensou que iria ter ao obter esse poder? Que tipo de superioridade você idealizou? – Melvin proferia com a mesma seriedade, mas olhando cada vez mais nos olhos do homem, este que começou a se levantar sem dizer nada. – Apenas desejos ilusórios. É isso o que você busca.&lt;br /&gt;- Ilusórios? – repetiu o nobre. – Acha que a superioridade no mundo dos humanos é apenas uma ilusão? – perguntou Adler, encarando o mago, e querendo dizer seu ponto de vista. – Você que é um mago não faz idéia, pois como você mesmo disse, não é um de nós. Existem dois tipos de pessoas: os tolos; que são aqueles comparados a um peão num jogo de xadrez. São os primeiros a serem sacrificados por um prol maior. Eles servem para serem controlados. E a segunda parte dos humanos, composta por uma minoria, são aqueles que controlam; que estão acima de todos na hierarquia. Reis, Condes, Barões, Generais, Prefeitos e Nobres... Todos aqueles com o poder de controlar uma quantidade significativa de pessoas são os controladores. Eu sou um controlador. Várias vidas dependem de mim e do meu dinheiro. Se eu quiser, posso mandar todos os moradores da terra em que sou proprietário irem embora. Eu tenho esse poder. Poder! Quando alguém recebe algo valioso pela primeira vez, ela se sente de uma maneira como nunca sentiu antes. Formidável! A sensação de ter mais que o outro é prazerosa. Faz você uma pessoa especial. Então imagine uma pessoa com uma valiosidade dessa. – Adler acendeu uma chama em sua palma apenas para exemplificar. – É para isso que vivemos. Para termos mais e mais poder. É o nosso destino!&lt;br /&gt;- É triste... – disse o mago num tom lamentável. – ...É triste ver pessoas pensando dessa maneira egoísta. Elas não deveriam ser assim. São filosofias como essa que fazem a destruição da humanidade. – Melvin já cerrava os dentes e os punhos soltando um pouco sua raiva com aquele assunto. Suas próximas palavras soaram quase como gritos. – Por que vocês pensam assim? Por que não aproveitam a vida de uma forma decente? Por que vocês não entendem?&lt;br /&gt;- Porque... somos seres diferentes. – respondeu Adler, com olhos sérios. – Eu é que não entendo vocês. – disse soltando um suspiro cômico. – Seres como vocês, dotados de tantos poderes valiosos já deveriam ter nos controlado. Realmente não consigo entendê-los. “Guardiões do bem”, “Protetores da paz”. Nunca vou entender porque vocês escolheram “salvar o mundo” quando poderiam dominá-lo.&lt;br /&gt;- Eu... irei fazer – proferiu o mago cada vez mais determinado. – Prometi que iria salvar o mundo. – Por mais que não quisesse ascendê-las, uma de suas lembranças passadas vieram à tona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Um jovem garoto com uma aparência entre 12 e 15 anos, movimentava suas pernas para frente e para trás enquanto descansava sentado sobre um tronco caído no meio de uma floresta. Ele sorriu para alguém ao seu lado, também sentado ao tronco.&lt;br /&gt;- Irei fazer uma promessa – disse o menino num tom forte.&lt;br /&gt;- É mesmo? O que é? – perguntou a outra pessoa com uma voz adulta.&lt;br /&gt;- Meu objetivo será salvar o mundo – respondeu o garoto, esboçando um sorriso pretensioso.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Há muito tempo... eu fiz uma promessa, e irei levá-la até o dia de minha morte – disse o mago levantando a cabeça e encarando o homem.&lt;br /&gt;- Huh! E nesse plano de salvar o mundo, você terá que me destruir? – perguntou Adler, zombando do objetivo do homem à frente.&lt;br /&gt;- Não. Apenas detê-lo.&lt;br /&gt;- ENTÃO TENTE! – Adler gritou lançando uma rajada no mago. Dessa vez, Melvin não usou nenhuma magia para se defender. Ele simplesmente correu ao mesmo tempo em que desviava da rajada. Na primeira vez, pulou para esquerda. Adler ainda não sabia controlar bem o seu poder, e não conseguia mudar de forma significativa a direção de sua rajada. Ele teve que interrompê-la, e iniciar uma nova. Melvin encontrava-se a menos de vinte metros do oponente. – QUEIME!!! – gritou o homem soltando mais um ataque que novamente foi desviada pelo mago com um movimento para a direita. Adler soltou mais duas rajadas que foram perfeitamente desviadas. Inesperadamente, ele viu o mago totalmente a sua frente. Ficou imóvel apenas esperando para receber o ataque. Melvin passou ao lado dele, e no mesmo instante movimentou seu cajado para o lado aplicando um forte golpe na nuca do oponente. O homem caiu desmaiado no chão. Melvin o fitou, analisando se estava mesmo inconsciente. Em seguida, pôs-se a olhar na direção da caverna.&lt;br /&gt;- Será que Florisval e a Joana estão bem?&lt;br /&gt;Entretanto, algo quebrou a sua tensão sobre o casal, fazendo-o olhar para o lugar adiante. Os corpos mortos continuavam decorando o solo. Alguns deles eram irreconhecíveis. Ele fechou os olhos e da mesma maneira de antes, mais uma lembrança veio à sua mente. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Mas sabe... talvez você consiga salvar o mundo, mas... não acho que conseguirá salvar todos que vivem nele – disse a mesma voz adulta.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Melvin tornou a abrir os olhos. Apertou o cajado e abaixou o rosto formando uma feição frustrante e melancólica.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Não posso salvar todos? – perguntou o menino, recebendo uma cruel resposta em seguida.&lt;br /&gt;- Não importa o quanto se esforce. O mundo é sombrio demais para que consiga.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-7098778612167468784?l=seriemundosombrio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/7098778612167468784/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=7098778612167468784" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/7098778612167468784?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/7098778612167468784?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/07/acho-que-ele-ja-foi-falou-o-gnomo.html" title="Mundo Sombrio - Capítulo 08 - Colisão" /><author><name>Luiz dreamhope</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>lfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="02427446619369311543" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0MCSXk8eCp7ImA9WxJVEUw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-436028800995531361</id><published>2009-06-27T12:09:00.000-03:00</published><updated>2009-06-27T12:11:08.770-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-06-27T12:11:08.770-03:00</app:edited><title>Mundo Sombrio - Capítulo 07 - Chamas da ambição</title><content type="html">&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;O gnomo Glin agarrava-se a perna de uma mesa subindo vagarosamente e de maneira esforçada até a parte de cima. Quando suas duas mãos se puseram sobre a parte do plano alto, seus olhos miraram num pote de geléia sobre a mesa, ocasionando um feliz sorriso em seu rosto. Ainda com a mesma face de felicidade, ele subiu ligeiramente para o topo da mesa, e correu até o pote, jogando-se em cima dele e o abraçando-o como se fosse alguém apaixonado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Oh, minha geleinha! Passei a manhã toda procurando por você – proferiu ele, girando a tampa em seguida, e apreciando a geléia de amora. Enfiou a mão dentro do pote e a levou a boca, deixando seus olhos girarem ao sentir o delicioso sabor dissolver sobre a língua. – Delícia! – preparou-se para pegar mais um pouco,mas foi interrompido por algo bastante incomum. Seus ouvidos aguçados movimentaram-se. Ele ouvia passos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Intrusos? – indagou o gnomo. Mas a desconfiança em seu rosto deu lugar a uma surpresa duvidosa. – Será que são eles? – perguntou-se, correndo rapidamente para a ponta da mesa, e iniciando uma descida através de um de seus pés. Correu levantando um pouco de terra do chão junto com um “tap-tap” produzido de forma muito rápida devido a sua velocidade. Ele se encontrava em um amplo espaço retangular dentro de uma caverna. No final de uma das paredes rochosas, havia um largo corredor à esquerda com estantes, e no final deste, um muro de madeira. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Havia uma escada de alumínio de seis degraus posicionada em frente e no centro do muro. Ele começou a subir tendo que dar um pulo de um degrau para o outro, já que o seu tamanho pequeno o atrapalhava nessa hora. Ele chegou ao último degrau, e espiou pela brecha retangular onde notou os olhos de um homem que observava algo na parte de cima do muro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Quem está aí? – Glin perguntou para a pessoa do outro lado, encarando-o com seus olhos azuis e desconfiados. O homem o olhou pela brecha e respondeu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Eu vim buscar o tesouro da família Goldin – Glin mostrou surpresa em sua face, mas que não pôde ser notada pelo homem, já que não podia vê-lo claramente. O gnomo se pendurou em uma das hastes da escada, e deslizou com ela até o chão. Exigiu de sua força para empurrar a escada para o lado direito. Em seguida, pôs-se a subir novamente e pulou em cima de uma cordinha em frente ao muro, e depois de um “trinc”, soltou-se, e caiu sobre o degrau da escada. Deslizou novamente para o chão, ao mesmo tempo em que a porta de madeira rangia, revelando o local para Adler e Joana. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Glin caminhou alguns passos para o lado e se pôs na frente deles, que estavam distraídos olhando o lugar adiante até que o gnomo falasse alguma coisa.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Estava esperando por vocês – Ao escutarem, continuaram olhando para frente, dessa vez procurando alguém. Vendo isso, o gnomo falou novamente. – Ei, aqui embaixo! – Quando os olhares deles se puseram sobre o gnomo, os dois arregalaram os olhos, pois nunca viram um ser daquele tipo. – Olá! – Glin cumprimentou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- O que é você? – perguntou Adler estranhando aquela criatura.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Eu sou um gnomo. Meu nome é Glin. Prazer em conhecê-los – disse ele, sorrindo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Capítulo 07 &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Chamas da ambição&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Escondido e agachado atrás de uma moita, Neal espreitava a caverna em frente. Foi por ali que observou de longe o casal sumir de sua vista. Os outros guardas esperavam algum sinal, também escondidos na mata. Um deles, o que estava mais próximo de Neal, se aproximou deste. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- O que vamos fazer? Eles entraram lá, não é? – perguntou ele para Neal, que encarava a caverna. Sem olhar para o guarda ao lado, ele respondeu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Sim. O tesouro provavelmente está lá. Nesse caso, também temos que ir – decidiu o líder dos guardas se levantando e olhando para o companheiro em seguida. Nesse momento, os outros homens também começaram a se aproximar. Neal esperou que todos chegassem perto, e explicou o que iriam fazer. – Joana e Adler entraram naquela caverna, onde provavelmente pode estar o tesouro. Entretanto, há a possibilidade dele ter entrado ali para nos confundir, tomando um atalho para nos despistar e pensarmos que ali é mesmo o local certo. Logo, temos essas duas possibilidades, e para elas temos uma única decisão. Vamos entrar em três. Iremos averiguar o interior da caverna e confirmarmos se lá é ou não o lugar do tesouro. Depois que fizermos isso, um de nós irá voltar, e avisar aos outros três que estiverem aqui fora. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Por que não entramos todos juntos? – replicou um guarda. Neal desviou seus olhos para a caverna e respondeu a pergunta. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Pode ser mesmo o lugar do tesouro. Além do mais, tesouros importantes não querem ser encontrados facilmente. Sabe lá o que pode ter lá dentro!?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;. . . . . . . . . . .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Um gnomo? – impressionou-se Adler. O mesmo valia para Joana. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Venham! – A criatura desconhecida pelo casal começou a se afastar, e a convite deste, eles o seguiram. Mas logo depois de entrarem pela porta, Glin virou-se dando um tapa de leve na testa. – Ah, é! Você poderia fechar a porta pra mim? É que no meu caso, é um pouco complicado. – disse o pequenino para o homem gigante. Adler apenas obedeceu, mas não deixando sua ansiedade morrer enquanto fazia aquele favor. Foi logo abrindo a boca para falar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- O tesouro dos Goldins está mesmo aqui, não está? – perguntou com aparente curiosidade, despertando a atenção de sua noiva. Apenas ela sabia o real interesse daquela pergunta. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Sim. Eu sou o guardião deste tesouro – Glin respondeu de modo feliz, como sempre. Eles caminharam pelo corredor de volta ao recinto retangular da caverna. Glin nem percebia que era mirado seriamente pelos olhos do homem. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;“Huh, esse é o tal guardião? Que patético!” &lt;/i&gt;pensava Adler, enquanto Glin continuava a falar guiando-os até o local adiante. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Vocês são os primeiros que vejo depois de um bom tempo – continuou ele caminhando pelo recinto. Joana e Adler observaram ao redor. Parecia mesmo uma casa. Havia cama, armários, mesas, e várias lamparinas, que davam muita claridade ao local. O curioso era a desproporção entre o tamanho dos objetos e o tamanho do gnomo. Aquilo seria um lugar para um homem viver, e não para um ser pequeno.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Glin começou novamente a subir na mesma mesa de antes. Depois de um pouco de esforço, ele chegou na parte de cima visando seu pote de geléia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Já faz alguns anos desde que o velho Boris apareceu por aqui – Glin falou caminhando até o pote.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Meu pai já veio aqui? Quando? – perguntou Joana, com um grande interesse estampado em sua face. Mas o gnomo nem deu muita atenção para isso, visto que seus olhos estavam centrados na geléia. Ainda assim, ele respondeu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Há seis anos – Logo em seguida, Glin mergulhou o dedo no mantimento, e o pôs na boca, deliciando-se mais uma vez com sua comida preferida. Joana continuava refletindo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Seis anos... O que ele veio fazer aqui nessa época?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Glin finalmente tirou seus olhos da geléia, e fitou a mulher. Dessa vez, proferiu de modo normal. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Bem, ele queria usar o tesouro para proteger sua família de alguma ameaça.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Proteger? – indagou Joana. Aquela resposta despertou sua curiosidade, mas não tanto quanto a de Adler, que estreitou os olhos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Como assim... usar o tesouro para proteger? O que é este tesouro? – ele perguntou com muito interesse.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Vocês ainda não sabem? Pensei que o velhote lhes contaria – Glin fitou somente a mulher. – Joana, certo? – A jovem assentiu com um “sim”, e o gnomo continuou. – O que seu pai falou sobre o tesouro? Se ele contou é porque deu permissão para vê-lo. Por acaso, ele trouxe alguma comida para mim?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Bem... – Joana sentiu-se relutante em falar, pois percebeu que Glin não sabia a verdade. Adler sorriu levemente de forma que ninguém notou. Ele então proferiu calmamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- O senhor Boris faleceu e... &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;deixou o tesouro sob nossa responsabilidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Faleceu? – O gnomo mostrou-se surpreso com a revelação, e em seguida, ficou cabisbaixo. – Eu já devia esperar. – disse melancolicamente virando de costas para os dois e caminhando vagarosamente pela mesa. – Eu guardei o tesouro de sua família durante três gerações. Em troca disso, eu ganharia comida a cada ano. O senhor Boris sempre me dava muitos potes de geléia de amora... – Glin esgueirou seus olhos até o pote. – Mas agora que ele se foi significa que você é a nova herdeira.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;– voltou-se para Joana. – Além disso, está casada. Vejo que vieram mesmo receber o tesouro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Sim – Adler respondeu secamente. – Onde ele está?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Primeiro, eu preciso ver a certidão de casamento de vocês e o contrato – exigiu o gnomo, voltando ao seu tom normal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Contrato? – desconheceu Joana.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Aqui está! – exclamou Adler, para a surpresa de sua noiva, que o olhava estendendo um pergaminho. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Abra-o e me mostre! – Glin pediu. Adler obedeceu e mostrou-lhe. – Parece que é mesmo o contrato. Aquela assinatura no final com certeza é a minha. E quanto à certidão de casamento? – Um pouco impaciente, Adler também a mostrou. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Podemos ver o tesouro agora? – perguntou o homem refletindo impaciência em suas palavras. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Calma! Por que a pressa? – perguntou o gnomo caminhando até o pé da mesa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Após descê-la, ele foi para um canto do recinto onde havia acima de uma mesinha, uma espécie de cofre dentro da parede. Entretanto, era bem distinto dos cofres habituais por algumas peculiaridades no lado da borda de sua abertura. Duas lâmpadas circulares de um centímetro de diâmetro sobrepostas, sendo que uma estava acesa na cor vermelha e a outra apagada na cor verde. Um pouco abaixo havia um orifício circular quase impercebível com alguns milímetros de diâmetro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Já sobre a mesa, Glin lhe mostrou um papel sobre a mesma. Nele, continha algo escrito numa letra pequena que o casal mal teve tempo de ler, sendo interrompidos pelo pedido do gnomo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Assinem aqui! – pediu ele, dando-lhes uma caneta que jazia na lateral da mesa. Era um tipo de objeto que nunca viram antes. – Não se preocupem. Faz o mesmo que uma pena e uma tinta. Apenas escrevam os seus nomes. Não precisam molhá-la, pois a tinja já está inserida no tubo. – explicou vendo a confusão no olhar de ambos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Joana foi a primeira a assinar seu nome em uma linha daquele documento, ao mesmo tempo em que estranhava o objeto em mãos. O mesmo foi para Adler. Em seguida, Glin pediu para Joana estender sua mão na mesa. Sem saber o motivo ela o fez. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Inesperadamente, o gnomo tirou uma agulha do bolso de seu robe, e furou o dedo indicador da jovem. Ela rapidamente afastou a mão ao sentir a picante dor em seu dedo, o sacudindo na mesma hora.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Espere, eu preciso coletar o seu sangue – disse o gnomo, erguendo a mão para que ela se acalma-se. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Joana o fitou meio confusa se perguntando o porquê daquilo, mas acabou levando a mão de volta a mesa. O líquido vermelho brotava lentamente do pequeno furo feito pela agulha, a qual foi novamente molhada ao sangue, para que esta ficasse com mais líquido preso a ela. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Feito isso, Glin foi em direção ao cofre, e enfiou a agulha no pequeno orifício. Em poucos instantes, a luz verde se acendeu e a vermelha se apagou seguido de um “trinc”. O cofre abriu lentamente revelando o que escondia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Os olhares do casal bateram sobre uma pequena caixa quadrada de tom vermelho e bordas douradas. O gnomo a pegou com um pouco de esforço e a pôs sobre a mesa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Eu vou abri-la para vocês verem o que tem dentro – disse ele já deslocando a segunda metade da caixa para cima. Joana, bem atenta e nervosa fitava o interior da caixa que aos poucos era revelado. Adler estava quase esboçando um sorriso de tanta ansiedade que sentia. &lt;i style=""&gt;“O tesouro dos Goldins está bem na minha frente”.&lt;/i&gt; Pensava ele, não vendo a hora de pôr as mãos nele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;. . . . . . . . . . . .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Tem certeza que é por aqui? – Florisval perguntou com seus olhos sobre uma mata fechada. Suas mãos estavam descansadas sobre os joelhos, e seu corpo inclinado para frente. Com sua respiração ofegante, demonstrava todo o seu cansaço após uma longa corrida a toda velocidade. Entretanto, a situação com o mago parado ao seu lado era outra. Apesar de uma respiração mais acelerada do que o normal, ele não aparentava estar tão cansado quanto o camponês. – Não acho que eles tenham entrado num lugar desses depois de percorrem toda esta estrada. – disse Florisval olhando para Melvin.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Você não acha que um tesouro estaria escondido no meio da estrada, acha? – perguntou o mago num tom irônico. Sua fisionomia tornou-se séria, ao usar novamente a Captação Maligna. Ainda enxergava Adler como um ponto distante, mas não tanto quanto estava na cidade.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;– Eu posso ver! Eles estão a leste. Vamos!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Sim – assentiu Florisval vendo o mago caminhar na frente, abrindo caminho por entre os ramos de árvores que batiam na altura do peito. Por causa da mata um pouco fechada e cheia de árvores, pedras e arbustos, eles não podiam correr no mesmo ritmo de antes, mas caminhavam da forma mais apressada possível.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;. . . . . . . . . . .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Andando sobre o solo de terra do escuro túnel onde se encontrava, Neal, acompanhado de mais dois guardas, procuravam por alguma anormalidade que denunciasse o paradeiro do casal que seguiam. Na quase completa escuridão, seus passos eram cautelosos. Suas mãos deslizavam suavemente na parede tentando encontrar algo mais distinto que uma parede rochosa irregular. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Já andamos bastante e nem sinal deles – comentou um dos guardas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Talvez estejam mais ao fundo – insistiu Neal, com seus olhos mirando o fundo da caverna.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Será que Adler não nos enganou e pegou algum atalho aqui dentro para nos despistar? – perguntou o outro guarda. O primeiro que falou anteriormente, tratou de responder.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Mas acho que se fosse assim nós teríamos percebido alguma saída nela. Estamos andando e checando as paredes. É pouco provável que deixamos algo passar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Os olhos de Neal se arregalaram um pouco ao notar uma leve claridade mais adiante, que vinha de uma curva à direita. Os outros dois também perceberam, e aumentaram a velocidade de seus passos para chegar até lá. Assim que os três guardas viraram a curva, se depararam com mais alguns metros da caverna, e uma coluna clara no final.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- É a saída! – exclamou um guarda, já iniciando sua corrida até ela. O outro lhe seguiu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Esperem! – Apesar do aviso de Neal, ambos os guardas permaneceram com sua corrida até a luz do dia. Em poucos segundos se encontraram no lado de fora. Eles piscaram várias vezes para acostumarem seus olhos com a claridade, e em seguida, os arregalaram quando notaram mais três pessoas em frente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Mas o que... – O guarda não entendia nada, assim como seu parceiro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- O que está acontecendo? – perguntou o outro, fitando os outros três guardas que ficaram no lado de fora da caverna, que olhavam ansiosos para os companheiros.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- E então? Conseguiram achá-los? – perguntou um destes guardas, sem saber do motivo da surpresa dos que saíram da caverna. Estes olharam para trás, e viram apenas uma entrada para aquele lugar escuro. Neste momento, Neal saia de dentro dele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- O que está acontecendo, Neal? – perguntou um dos guardas. – Nós entramos e saímos pelo mesmo lugar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;O líder dos guardas se aproximou dos outros, e em seguida fitou a caverna atrás dele. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Não é uma caverna comum. Tenho quase certeza que o tesouro dos Goldins está aí dentro. Mas por algum motivo, talvez pela própria segurança do tesouro, um certo tipo de magia nos impediu de encontrá-lo. Desse jeito, também não conseguiremos achar a Joana.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- O que vamos fazer? – perguntou um dos guardas. Neal cerrou os punhos sentindo-se impotente naquela situação. Era claro seu olhar de raiva sobre a caverna.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Nada. Apenas esperar – disse demonstrando toda a sua frustração.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Mas a Joana não conseguirá encarar aquele homem – retrucou o outro. Neal abaixou a cabeça, provavelmente sabendo que ele tinha razão. Mas nada para mudar aquilo podia ser feito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Vamos confiar na Joana – ergueu a cabeça e fitou o lugar de onde acabara de sair. – Ela sairá daquela caverna com o tesouro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;. . . . . . . . . . . .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Os olhares de Joana e Adler pairavam sobre uma esfera avermelhada e reluzente, com uma letra e um número marcado em tinta branca no centro de cima dela, da posição de onde o casal a via. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Essa é uma Esfera Volaki... – apresentou o gnomo. -... Série K04. “A pessoa que tocar uma esfera Volaki receberá o poder nela contida”. É a principal fonte de energia dos magos, mas que inicialmente encontra-se condensada dentro de uma esfera como essa. A numeração quatro indica que há o poder do elemento fogo inserida nela. Então, o tesouro consiste apenas em dar poder a pessoa herdeira, isso claro se ela quiser. – Enquanto Glin explicava sobre aquela esfera, Joana ouvia tudo atentamente e ao mesmo tempo surpresa. Nunca imaginaria que o tesouro seria algo que lhe desse poderes. Já Adler, surpreso, porém com uma felicidade transbordando em seu interior. Sua mão tremia pela ansiedade de tocar naquele item. O gnomo continuou, dessa vez dirigindo seu olhar somente a Joana. – Agora é a hora da escolha. Você decidirá entre deixar o tesouro aqui para a próxima geração ou usá-lo para você mesma. Mas devo alertar que ao tocar a Esfera Volaki, o poder que ela lhe dará será permanente. Além disso, tal poder tem um espírito aprisionado dentro dele, que dependendo do tipo de pessoa que ela pegar, esta pode ter desde uma vida tranquila controlando perfeitamente o seu poder como encontrando até a morte. Há também outros efeitos que variam bastante que nem eu mesmo sei como explicar por não ter um conhecimento tão detalhado sobre isso, mas o que quero dizer é que a utilização deste poder é um risco, e só deve ser usado se realmente for preciso. Joana, você quer este tesouro?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;A jovem olhou para esfera, certa de que de modo algum tocaria nela. Entretanto, ela esgueirou-se até o noivo e notou sua mão direita tremendo. Esta lentamente começou a se erguer, e a jovem rapidamente previu que ela tocaria o objeto. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Não! – gritou Joana, não querendo que aquilo acontecesse. Numa rápida investida, ela tentou empurrar o noivo, mas ele ergueu rapidamente sua mão direita já com o punho fechado e fazendo-o se chocar contra o rosto de Joana, acertando-a na parte esquerda. Com o choque, ela caiu para o lado. Adler a fitou com um sorriso, vendo seu rosto machucado. Ela o encarou e gritou para o gnomo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Glin, feche a caixa! Não o deixe pegar a esfera! – Vendo o apelo de Joana, o gnomo rapidamente olhou para Adler, e o viu dando um malicioso sorriso. Sem ter tempo de notar, e muito menos se defender, Glin levou uma soco com a parte de fora da mão do homem. Devido ao tamanho de seu corpo, ele foi totalmente atingido, como se Adler o tivesse tirado do caminho o comparando a um objeto qualquer. O corpo do gnomo arrastou-se pela mesa, e quase caiu se Glin não tivesse segurado a borda do móvel. Seu corpo ficou pendurado e ele fez força para voltar ao plano.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Adler sorriu mais ainda ao fitar a esfera. Com sua mão vibrando, ele a movimentou até o seu destino.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Não, Adler! – gritou Joana inutilmente. Era tarde demais. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Em poucos instantes, ela viu o tesouro de seu pai se perder completamente no momento em que a superfície de vidro da esfera tocou a mão ambiciosa de seu noivo. Ele a puxou de dentro da caixa, ao mesmo tempo em que uma listra luminosa avermelhada passou por todo o diâmetro da esfera. Já com ela em mãos, Adler a viu brilhar num tom vermelho, cor que também preenchia a visão de Joana e Glin. A mesma luz que fazia a esfera brilhar começou a correr pelo braço de Adler, envolvendo-o num aspecto cintilante. O homem passou a gritar como se estivesse sentindo dor. Ele ergueu sua cabeça para o alto, enquanto a calorosa luz alcançava o seu peito e se dividia para a cabeça, o outro braço, e para baixo até os pés. Primeiro foi o braço esquerdo, depois a cabeça, e por último as pernas. A luz cintilou intensamente pelo recinto do gnomo, que junto com Joana, fechava os olhos devido ao tamanho brilho vindo de Adler.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Foi então que a luz cessou junto ao grito de Adler. Ele abaixou o seu rosto para a posição normal com seus olhos fechados, sendo visado pelos olhares impressionados de Joana e Glin. Quem o visse não notaria nenhuma diferença entre o Adler anterior e este novo. Somente o próprio sentia isso, e de uma maneira muito prazerosa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;A esfera em sua mão se quebrou em inúmeras partículas de vidro avermelhado. Adler abriu os seus olhos em meio às partículas que voavam em frente ao seu rosto, e que logo desapareçam sem mais nem menos. Ele apertou a mão direita, sentindo algo de diferente em seu corpo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Poder! – exclamou ele olhando para a sua mão num momento de êxtase. – Muito poder! – Em seguida soltou uma gargalhada imensamente prazerosa. Joana e Glin fitavam-no não acreditando que aquilo era verdade. Adler abriu as duas mãos e num “Hah” de sua boca, duas chamas apareceram sobre as palmas destas deixando-o deslumbrado. – Incrível! Incrível! – exclamava em meio as suas risadas. – Nenhum tesouro poderia ser melhor. – Ele fitou uma pilha de papéis numa mesinha ao lado, e ergueu sua mão esquerda em direção a ela. Enquanto a chama da mão direita se apagava, a da esquerda se alongava num jato de fogo em direção aos papéis. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Os documentos começaram a queimar para a alegria daquele que ateou fogo. Em meio as suas risadas, Joana lhe fitava com desprezo, ao mesmo tempo em que uma onda de tristeza e “missão falha” tomava conta de sua alma. As chamas dos papéis pareciam ser as mesmas que queimaram a sua casa levando seu pai de sua vida. Agora, as mesmas labaredas também diziam que ela perdera seu pai novamente. Lágrimas estavam prestes a transbordar de seus olhos marejados. Sua tristeza crescia ao ver as chamas e risadas de Adler tomando intensidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;. . . . . . . . . .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Melvin e Florisval caminhavam apressadamente pela floresta. Entretanto, o mago parou de andar, e fixou o olhar bem mais a frente. Com sua Captação de Energia Maligna, ele enxergou dois pontos já bem próximos. Mas o que estranhou, era que dessa vez ele havia usado uma Captação Total, reunindo todos os sentimentos ruins que poderia sentir. E dentro dessa Captação, duas emanações malignas que ele podia distinguir bem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Ambição excessiva e ... tristeza – murmurou o mago. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- O que foi? – perguntou o camponês querendo saber o motivo do outro ter parado, e também de sua fala. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- É melhor nos apressarmos – respondeu o mago fitando Florisval preocupadamente. – Temo que algo ruim tenha ou esteja para acontecer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;. . . . . . . . . . .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;A risada gananciosa de Adler ecoava por todo o recinto cavernoso. Poder era a única palavra que passava em sua mente. Sentia-se como um Deus, um ser superior e soberano a todos os outros. Sua gargalhada explanava tal excitação por aquilo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Joana levantou-se lentamente correndo seus olhos pelo seu noivo, que aliás, mal merecia aquele nome. Palavras como bandido, ganancioso e assassino eram o que mais combinavam com ele.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Ela sentia ódio daquele homem, entretanto, o pavor veio mais forte. Isso se intensificou ainda mais quando os olhos de Adler lhe encontraram. Ele parou sua gargalhada e com um sorriso cínico no rosto, encarou a mulher. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;- Está vendo Joana? Está vendo? – disse ele entusiasmado, abrindo seus braços. – Esse é o tesouro de seu pai! Um lindo tesouro! Um lindo poder! Imagine as coisas que poderei fazer com ele. Eu... Eu... posso ter tudo! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;- Você está enganado – pronunciou o gnomo, que assim como Joana, encarava Adler.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Apesar disso, seu rosto também aparentava um pouco de temor. – Esse poder não é para ser usado de forma insensata. O que você quer fazer é conseguir as coisas valendo-se desse seu poder. Esse Elemental que se apoderou de seu corpo não é nada mais do que uma ilusão que faz com que a pessoa se sinta soberana. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;- Do que você está falando? Esse poder é real – Adler disse ainda sem desmanchar o sorriso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;- O poder é real, mas não a sensação dominadora que ele traz a mente. Você não conseguirá ir longe se pensar dessa forma.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;- Olhe bem! – exclamou o homem abrindo a palma da mão, deixando um chama cintilante à mostra. – Eu não sou mais um humano comum. Nada poderá me impedir... – Adler ergueu sua mão em direção ao gnomo ainda sobre a mesa. - ...nem mesmo um rato como você. – Logo em seguida, um jato de fogo foi jorrado contra o pequeno ser, que arregalou os olhos vendo as chamas alaranjadas preencherem os seus olhos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;- Glin! – Joana gritou vendo as chamas o atingirem. Mas para a surpresa dela e de Adler, o jato de fogo passou direto pelo local onde estaria o corpo do gnomo. As chamas colidiram contra a parede e cessaram deixando uma marca escura nela. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;- O que? – Adler estranhou o corpo ter desaparecido. Joana também estava confusa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;- Joana, vamos fugir daqui! – disse uma voz ao lado de quem foi chamada. Era Glin agarrando o vestido de Joana para ela fugir.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;- Então você está aí! – Adler disse fitando o gnomo. – Isso é perfeito! Vou queimar os dois de uma só vez. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;- Adler, não faça isso! – pediu Joana, apavorada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;- Você já não me tem mais utilidade, Joana. – O homem com as chamas nas mãos as ergueu em direção as duas pessoas apavoradas. – Morram!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Inesperadamente, as chamas jorradas por Adler colidiram com uma parede rochosa do mesmo tipo da caverna. Surpreso com aquela visão, ele cessou o ataque e analisou o comprimento dela, notando que ela se estendia por todo o lugar, como se fechasse o outro lado do recinto. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;- Mas o que... – Joana e o gnomo haviam sumido para a frustração do homem que queria matá-los. – Tsic! Será algum tipo de magia daquele pequeno? – indagou. – Maldição! Tenho que acabar com eles ou me causarão problemas futuros. – Adler tocou a parede e deu algumas batidas com a mão. – Parece que é mesmo uma parede como qualquer outra. Não acho que consigo quebrá-las. Aquele gnomo maldito!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Adler virou-se visando o resto do recinto atrás dele, onde estavam os móveis e outros objetos de Glin. Ao ver aquilo, o homem esboçou um sorriso com algum intuito maléfico em mente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Alguns minutos depois, Adler saiu pela porta do muro de madeira no corredor da caverna. Atrás dele, erguiam-se as cinzas de alguns objetos sendo queimados. O incêndio atrás dele tomava grandes proporções enquanto seus passos se afastavam daquele lugar. O que foi a casa de um gnomo, ou pelo menos parte dela, era consumida pelas chamas maléficas de Adler. Com um sorriso satisfeito, esse homem caminhava rumo à saída, preparado para a sua próxima investida contra aqueles que lhe causariam problemas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: center; line-height: normal;" align="center"&gt;. . . . . . . . . .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;A audição aguçada de Neal o fez olhar para a entrada da caverna. Da escuridão à frente, alguém se aproximava. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;- Vem vindo alguém! – avisou ele aos seus companheiros. Todos prestativos com o que poderia aparecer diante deles. O nome Joana era uma possibilidade para todos, mas o que viram era tudo o que não queriam.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;– Adler? – disse Neal, surpreso por ver aquele homem. Mas seu tom mostrou firmeza em sua próxima pergunta – Onde está a Joana? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Adler cessou os passos na entrada da caverna, com seu corpo já sob a luz do dia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;- Quem sabe? – respondeu com um cínico sorriso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;- Maldito! O que fez com ela? – O tom de Neal demonstrava raiva. Com uma expressão oposta, Adler lhe encarava com o mesmo sorriso de sempre. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;- Eu já disse. Eu não sei – Adler observou a expressão de ódio inserida nas faces daqueles homens, com exceção de um. – Se estão preocupados se eu a matei podem se acalmar. Infelizmente eu não consegui realizar algo tão fácil. Ela deve estar em algum lugar da caverna. Mas não percam seu tempo. Vocês não vão viver para vê-la de novo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;- Acha que pode nos vencer? – desafiou um dos guardas. – Nós somos seis e você apenas um. Não há como você escapar, seu maldito!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Neal retirou uma adaga da bainha presa a sua cintura. Os outros guardas repetiram o mesmo movimento que o seu líder. Todos preparados para atacar Adler Collens, que apenas suspirou e fechou os olhos. Em seguida tornou a abri-los novamente, encarando os seis oponentes à frente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;- Agora que possuo o tesouro dos Goldins, vocês não poderão me impedir – proferiu ele calmamente. Delineou um maléfico sorriso, quando em seguida, uma aura avermelhada em chamas começou a circundar o seu corpo. Os seis olharam surpresos para aquele estranho poder. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;- O que... o que é isso? – perguntou Neal, pasmo com o que via. Adler soltou uma gargalhada ao sentir o poder transbordando dentro dele. Cerrou os punhos, e com um sorriso de mostrar os dentes, visou as suas vítimas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;- Vamos! – exclamou lançando uma rajada de fogo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-436028800995531361?l=seriemundosombrio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/436028800995531361/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=436028800995531361" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/436028800995531361?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/436028800995531361?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/06/mundo-sombrio-capitulo-07-chamas-da.html" title="Mundo Sombrio - Capítulo 07 - Chamas da ambição" /><author><name>Luiz dreamhope</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>lfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="02427446619369311543" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkEHRHcyfCp7ImA9WxJWF0o.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-7248824371466007378</id><published>2009-06-23T14:35:00.000-03:00</published><updated>2009-06-23T14:37:15.994-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-06-23T14:37:15.994-03:00</app:edited><title>Mundo Sombrio - A história desta história</title><content type="html">&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; text-align: center; line-height: normal;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;A HISTÓRIA DESTA HISTÓRIA&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Tentarei contar resumidamente e apenas o que me lembro claramente de quando comecei essa história. Com certeza vocês não reconhecerão nenhuma semelhança que vier a contar de início, mas conforme forem lendo mais adiante perceberão o enorme caminho que tive de percorrer para chegar na atual história. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Tudo começou na semana de carnaval do ano de 2004. Naquela época era comum minha família, ou pelo menos parte dela, passar o carnaval em Cabo Frio / Arraial do Cabo. Eu era o que menos simpatizava com praia por algum motivo. Naquela semana estava mais empolgado com meu Playstation 1, após tê-lo comprado com defeito em 2003, demorou uns quatro meses pra vir um novo. Mas já com o console bom, fiquei jogando um simples jogo do “Toy Story 2”, sem memory card. Bom, só estou contando sobre o play1 porque era o que fazia quando não estava escrevendo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Não me lembro qual foi o impulso inicial, mas só sei que naquela semana comecei a escrever uma história. Mas tenho certeza que a base pra ela foi Inuyasha. Tirei um negócio de ter dois mundos: Mundo real, e um mundo fictício qualquer. Algo bem simples de se pensar, mas foi vendo animes e pegando uma idéia de cada que comecei a montar a história. Do Inuyasha, tirei acho que o mesmo mundo com Yokais, e um sistema basicamente feudal, bem, não lembro direito. Mas a trilha sonora do anime ficava gravado quando eu começava a escrever, que, aliás, é bem parecida com a do D.Gray-man. É o mesmo compositor. XD&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Começando a contar sobre a história, 100% nada haver com o “Mundo Sombrio” atual. Um garoto adolescente acordava no centro da cidade, sem memória e após caminhar alguns minutos perdidamente, observa seu reflexo&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;numa vitrine. Sem lembrar de onde é, ele sente uma forte dor na cabeça e desmaia. Quando acorda, está num orfanato onde passa a ser seu lar, graças a uma senhora que esqueci o nome, e um tipo de seguidor, que ficava sempre atrás dela. Esse seguidor na parte física, seria tipo o “Snape” do Harry Potter. Até que um dia o garoto ouve uma conversa entre esses dois sobre uma balança de energia envolvendo dois mundos. Falavam sobre algum tipo de anomalia nas últimas semanas. Um outro dia, o garoto houve uma voz e no quintal do orfanato acaba abrindo um portal para um outro mundo. Nesse mundo, ele seria tipo o filho de algum senhor das sombras que inexplicavelmente foi jogado no mundo real. Ah, o nome desse garoto era Kai. Influência de Beyblade que passava na Tv XD. Lá, ele passou por cavaleiros, rei exilado, lobos diferenciados, gangues, sacerdotes e muitos outros. Lembro também dos 4 protagonistas, incluindo ele. Mas acho que apenas falando isso, deu pra perceber que nada tem haver com a história de hoje, né? E o nome era diferente: “Dark World”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Lembro que cheguei no segundo arco da história e parei por que simplesmente parei. Só eu leio, ninguém mais lê, porque escrever? Desmotivação era um problema pra quem só escrevia histórias num caderno. Devo mencionar que eu não tinha internet, e muito menos computador em casa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;Um ano se passou, e um parente comprou um computador, e eu como não sou burro, também fui lá usar, já que quase diariamente eu ia lá. Aliás, esse é o meu panorama até hoje. Por isso, o uso de computador é limitado: ou é na escola, LanHouse, casa de parente. Mas voltando... agora&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;em 2005, já com internet, achei um programa chamado &lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;“RPG maker 2003”. Bom, minha idéia sobre aquilo era...”Caraaaaca! Que maneiro! Posso montar meu próprio jogo com isso! Um jeito perfeito de mostrar uma história” Aí, eu me recordei daquela história chamada “Dark World” no carnaval do ano anterior. Então comecei... Mas me deparei com tantos personagens, e tantas funções, que mexe dali e mexe daqui; não, vamos fazer assim e assim. Passou-se o tempo e mudei totalmente a história. Nada de dois mundos, e sim, um universo de fantasia. Agora tinha um mago! Mas cabelo e barba branca. Essa foi a segunda versão da história, a qual novamente fui tentar escrever, e parei depois de 80 páginas de caderno. Se quiserem eu posso mostrar o primeiro capítulo desta versão, pois ainda tenho num CD( se eu achar). É só pedirem que eu posto como mais um extra aqui.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Passou-se mais um ano. Início de 2006, Início de ensino médio, e reinício de minha vida no “RPG maker” com a nova versão “RPG maker xp”. Hahaha, eu todo bobo com uma nova versão, novamente fui na empolgação de fazer um jogo, já que o anterior na versão antiga eu tinha desistido.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Mas eu como... “Vou fazer e MOSTRAR esse jogo pra todo mundo. Esse programa é show!”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;Um ano e meio depois...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;“Droga de mapas e scripts! Passou quase dois anos, e ainda to fazendo essa ****! Ainda falta 99% da história pra fazer. Ah, quer saber? Que se dane! Vou voltar a escrever.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;b style=""&gt;Enter&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Fics World &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Who! Podia escrever e mandar minha história no melhor formato pras pessoas avaliarem. Um livro/fic. “Por que não fiz isso antes?” &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Certo que no começo minha escrita era uma droga. Se pegar a versão antiga do Mundo Sombrio vão perceber uma grande diferença. Mas claro que ainda tô longe de ser um bom escritor. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;b style=""&gt;2008&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Mas seguindo a ordem cronológica da história desta história, comecei a chamada primeira temporada do Mundo Sombrio, e quanto mais eu fui escrevendo mais eu modificava a idéia inicial do jogo. O resultado final foi uma boa história, com apenas algumas semelhanças ao jogo, pelo menos no início. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Depois de 50 capítulos feitos, finalmente havia terminado a primeira temporada e já estava me dirigindo para a segunda. Devo mencionar que o número de leitores da versão antiga foi acho que no máximo 5 que leram ela toda. Bom, melhor do que nenhum. XD&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;b style=""&gt;Fim de 2008&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Comecei a escrever a segunda temporada e depois de quase 10 capítulos entre rascunhos no papel e digitados no Word, vi que estava errando o roteiro. Então preferi deixar essa temporada como a terceira. E modificando umas pequenas coisas, resolvi escrever o arco que mostra o núcleo principal da história: Nerus, a cidade dos magos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Pra falar a verdade, acho que foi o melhor arco que escrevi desde que se teve início a série, mesmo ele ficando incompleto. Escrevi até o capítulo 77( na versão antiga eu chamava de episódio, uma influência dos animes). Como a primeira temporada acaba no 50, foram apenas 27 capítulos escritos, que estão parados aqui numa pasta do meu computador. A segunda temporada foi cancelada já no 54. Uma pena ver minha parte preferida sendo deixada de lado, mas por um bom motivo. Preocupado com a qualidade da escrita e com alguns furos na trama, resolvi começar tudo do zero. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;b style=""&gt;Meados de Março de 2009&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Pensei, pensei e pensei, e resolvi mudar o início da história que até então não havia gostado. Comecei a trama da segunda versão antes da primeira, aproveitando os arcos que ficariam como extra na versão antiga, e um arco futuro que se transformaria no principal do Volume 01. Não falarei mais nada por aqui, se não vou soltar vários spoilers, hehe. Mas esperem muitas surpresas até o fim deste volume.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;b style=""&gt;O futuro do Mundo Sombrio&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Como é de se esperar, depois de 5 anos com uma história na cabeça, ela tomou proporções gigantescas. Pra vocês terem uma idéia já tenho até o oitavo volume em mente. Só um plot mental, com uns 30% de incerteza. Mas vai saber se até lá as coisas não mudam como mudaram nesses cinco anos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Entretanto, devo dizer que os vários acontecimentos futuros da fic, fazendo os cálculos, devem dar em torno de &lt;b style=""&gt;30 volumes&lt;/b&gt;. Mas como minha cabeça viaja legal, é possível que exista uma segunda fase com número de volumes ainda indeterminado. Hehe. Porém, ainda existe mais uma fase que conta a história do Melvin, ou seja, se passa antes do início da fase principal. Essa fase “life Melvin” deve ficar com uns &lt;b style=""&gt;10 ou 15 volumes&lt;/b&gt;. Lembrando que provavelmente deverá englobar outros núcleos da história além do próprio Melvin. Contudo, ainda tem uma pequena fase sobre o pai do Melvin no passado, ou seja, antes do nascimento do protagonista, tendo em torno de &lt;b style=""&gt;5 volumes&lt;/b&gt;. Já deram pra perceber que dá pra rolar capítulos negativos que nem Bleach, não? XD Bom, isso tudo sem contar os&lt;b style=""&gt; Extras&lt;/b&gt; que contarão alguma história paralela, claro. Quem sabe não pintam mais volumes na minha cabeça, no entanto, minha imaginação parou por aí, por hora...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;Só espero que tenha vida suficiente pra terminar tudo. XD&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-7248824371466007378?l=seriemundosombrio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/7248824371466007378/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=7248824371466007378" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/7248824371466007378?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/7248824371466007378?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/06/mundo-sombrio-historia-desta-historia.html" title="Mundo Sombrio - A história desta história" /><author><name>Luiz dreamhope</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>lfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="02427446619369311543" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEICR3Yyfyp7ImA9WxJXGE8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-3129583383558261889</id><published>2009-06-12T13:01:00.001-03:00</published><updated>2009-06-12T13:02:46.897-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-06-12T13:02:46.897-03:00</app:edited><title>Mundo Sombrio - Capítulo 06 - Partida sob o amanhecer</title><content type="html">&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Capítulo 06&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Partida sob o amanhecer&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;A cidade de Govenrrar era coberta pelo céu noturno. Muitas pessoas já se encontravam na cama com as luzes de suas casas apagadas. Eram poucos os pontos luminosos que podiam ser vistos. Apenas murmúrios de algumas pessoas caminhando pelas ruas da cidade compunham o som dela. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Os seis guardas estavam reunidos em frente à “Meredith”, conversando sobre a ação de cada um no dia e sobre o que fariam no dia seguinte. Neal, como era o líder daquele grupo, tomava à palavra a maior parte do tempo. Durval era o que menos abria a boca para falar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Resumindo os passos de Adler no dia de hoje. Ele foi para um bar, onde lá conversou com um homem que acredito que seja o mago que encontrei no fim da tarde. Em seguida, voltou para a hospedaria e nada mais fez. Eles sairão amanhã de manhã. Temos que estar em alerta caso ele nos passe a perna e vá embora com a Joana escondida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- O que os seis guardas fazem aqui uma hora dessas? – perguntou alguém causando surpresa em todos os integrantes do grupo. A voz de Adler cortou abruptamente a fala de Neal, que ficou quieto ao perceber o homem saindo do prédio. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Apenas uma reunião de grupo... para sua segurança e de Joana. – respondeu Neal, olhando-o se aproximando. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- É mesmo? Fico feliz que executam o trabalho de vocês de forma tão aplicada. – Adler disse num tom de ironia enquanto passava pelos guardas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Onde o senhor vai? Está tarde.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Algum problema em querer andar durante a noite? – perguntou o homem sem parar sua caminhada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Não, senhor. – respondeu Neal lhe encarando.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Após Adler ter se afastado bastante do grupo, sendo visto apenas mais ao longe na rua, os guardas se entreolharam perguntando-se quem iria segui-lo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Eu irei! – exclamou Durval, o mais jovem entre eles. Neal o fitou, assentindo com a decisão. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Após alguns minutos seguindo o nobre de forma cautelosa pelas ruas de Govenrrar, Durval chegou próximo a um estreito corredor por onde Adler havia entrado. Sabendo que deveria segui-lo onde quer que fosse, encaminhou-se para lá. Entretanto, foi surpreendido quando um braço lhe puxou inesperadamente pela gola de sua camisa. Durval era fitado pelo sério olhar de quem seguia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Então veio você dessa vez – Adler soltou o guarda pela camisa e deu alguns passos para trás de costas para o jovem. – Mas foi bom você ter vindo. – Adler virou-se e tirou um envelope pardo de dentro da camisa cinzenta e jogou-o para o guarda. Ele o pegou e abriu, confuso e curioso com o que poderia haver ali dentro. Suas mãos encontraram um bolo de cédulas amarradas por um elástico. Ele arregalou os olhos com a quantidade de dinheiro em mãos. Adler esboçou um sorriso ao ver a face impressionada do jovem.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;– Diga-me todos os detalhes daquela conversa de agora a pouco! – O garoto tentou gaguejar alguma palavra, mas Adler voltou a falar antes do outro tentar. – Você é jovem. Isso é uma chance de começar a vida de uma ótima maneira. Imagine se sobreviver amanhã? Ter um dinheiro assim em mãos não é muito tentador? – perguntou querendo seduzir Durval.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;. . . . . . . . . .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Florisval abriu a porta de casa. Estava tão distraído que tomou um susto ao notá-lo em frente a pia, onde estava uma caneca de onde subia o vapor quente de alguma bebida. O floricultor se esquecera totalmente do que havia feito a ele, e por isso sentiu-se nervoso, pensando em como o mago reagiria depois de ter sido enganado. Entretanto, o rosto daquele homem era totalmente impróprio para o que Florisval pensava. Melvin estava sorrindo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Olá, Florisval! – disse ele, calmamente. – Vejo que voltou vivo e inteiro. Só espero que não tenha feito nenhuma besteira. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Melvin... – Florisval nem quis falar sobre o que houve. Antes disso queria se desculpar pelo o seu ato. – Eu... sinto muito pelo que fiz mais cedo. Eu...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Esqueça isso! – proferiu o mago o interrompendo. Logo em seguida, ele pegou a caneca sobre a pia e a deu para o camponês. – Beba! Deve estar frio lá fora. Esse chá lhe esquentará um pouco. – Florisval olhou para o líquido na caneca, enquanto deste, saia vapor. Apenas olhou, e não fez mais nada. Melvin notou que ele hesitava em beber, e tentou lhe estimular. – Não coloquei nada dentro dele. É apenas um chá. – Florisval fitou o mago confiando em suas palavras, e pondo a caneca em frente à boca. Enquanto ele bebia, Melvin caminhou em volta da mesa, e o olhou. – Espero que tenha valido a pena ir lá. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;O camponês parou imediatamente a bebida, e fitou o mago que esperava alguma resposta, de preferência um “sim”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Eu tinha um plano desde o início – começou a falar o floricultor. – Eu fui entregar algo a Joana. Algo que me possibilitará encontrá-la onde quer que esteja. Uma “Rosa do Ligamento”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Deixe-me adivinhar, mais uma flor mágica? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Sim – respondeu Florisval ao mesmo tempo em que tirava a flor de dentro do colete. – Esta é a “Rosa do Ligamento”. Quando duas rosas dessas estão juntas, elas se tornam azuis, mas quanto maior o afastamento entre elas, mais claras elas ficam. No momento, essa é a cor que representa a distância entre mim e Joana. – A flor mostrava-se em uma coloração azul bem clara. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Entendo. Então foi por isso que me drogou. Não foi por sair escondido para ir vê-la. – disse o mago descobrindo o real motivo para o floricultor tê-lo feito adormecer. – Foi para pegar a “Rosa do Ligamento”. Você não queria que eu lhe visse apanhando-a, não é? Eu teria que estar dormindo para que pudesse pegá-la, assim como na noite em que curou os seus ferimentos. Deve ser uma passagem muito silenciosa para esse tal lugar, pois eu poderia ter ouvido algo incomum na noite passada. Foi mesmo bem inteligente de sua parte. – Melvin caminhou pelo outro lado da mesa, e se aproximou da porta. – É uma pena que eu não tenha descoberto seu segredo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Ei! Aonde você vai? – Florisval perguntou ao ouvir a maçaneta da porta sendo girada. Melvin olhou para o lado de fora, descobrindo uma visão escura e solitária. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Preciso pensar um pouco. Tem algo... que me incomoda.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;– respondeu o mago antes de sair da casa. Florisval ficou quieto imaginando o que poderia ser. Provavelmente, seria a decisão dele de ajudar Joana, ou talvez algo relacionado a algum segredo do mago. De qualquer jeito se contentou em esperá-lo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Melvin caminhou pelo campo de flores, sentindo a suave e fria brisa da noite tocar em seu corpo. Era natural o vento gélido naquela região próxima às montanhas. Ele parou de andar, e tentou refletir. Seu rosto denotava uma aparente preocupação. Em seus olhos, as flores do campo de Florisval lhe faziam recordar a cena de poucos minutos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;“- Parece que algumas pessoas estão lhe pedindo ajuda pelo fato de ser um mago, estou certo? – Melvin não ficou surpreso, afinal, ele era um Oráculo. – A solução é simples: não faça nada. Vá embora o quanto antes, e deixe esse assunto de lado.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Não ajudar... Mas... – murmurava o mago, ponderando.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“&lt;i style=""&gt;- Ei! O que vai acontecer com Florisval e Joana se eu não fizer o que você disse? Mencionou não ajudá-los, mas o que vai acontecer com eles se o fizer?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;O Oráculo parou e encarou o mago virando seu rosto por cima do ombro. Ficou assim por um tempo, sem dizer uma única palavra. Em seguida, voltou a andar. Seu corpo foi desaparecendo lentamente.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Se eu fizer isso... se eu não ajudá-los, significa que eles irão... – Melvin não queria nem mesmo terminar a frase de tanta agonia. Se não fosse por esse detalhe, ele não fraquejaria em obedecer ao conselho do Oráculo. Entretanto, o motivo pelo qual ele foi avisado lhe perturbava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;“- O que vai acontecer se eu não fizer isso?&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Você será descoberto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Por quem? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Não use sua energia Volaki em grande quantidade – aconselhou o Oráculo lançando-lhe um sério olhar. – Eles estão perto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Quem está me procurando? – Melvin perguntou impacientemente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- É melhor nem saber. – respondeu ele virando-se e se afastando.” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Várias possibilidades passaram pela mente do mago, muitas pessoas poderiam estar atrás dele por motivos diferentes. Entretanto, ser encontrado não era o que queria. Pois isso significava reencontrar o passado sem antes mesmo completar o seu objetivo envolvendo a profecia que ele tanto acredita. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Não usar minha energia Volaki... eu talvez nem precise dela para ajudá-los. – disse com um olhar determinado, certo de que estava encontrando sua decisão. Ele fitou as outras flores no campo, e lembrou-se de quando as viu pela primeira vez. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;“O homem possuía um cajado vermelho com uma esfera dourada em sua ponta. Ele ergueu- o para o alto e proferiu em voz alta:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;- Luz do cajado!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Inúmeros feixes de luz provenientes da ponta de seu cajado que brilhava, atingiram o vasto campo florido. A luz no meio da noite era intensa e agora se podia ver o campo de forma mais bela. As borboletas pousavam e saiam das flores carregando o seu pólen. A beleza individual de cada espécie resplandecia na noite. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;O viajante deu um sorriso ao ver aquela pequena área ser iluminada pelo brilho de seu cajado. O fato da luz se tornar presente sempre o fazia feliz. Ele desejava que o mesmo acontecesse com o mundo. Que cada pessoa tivesse sua própria beleza assim como as flores do campo, mas que ficassem unidas, mesmo sendo diferentes umas das outras. E que a luz reinasse sobre elas. Se isso era possível com essas flores, porque não com as pessoas?”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;-&lt;/i&gt; Por mais que fossem diferentes... – A imagem de Joana e Florisval lhe veio à mente. - ... mas que ficassem unidas. – Melvin decidiu que o seu objetivo era unir essas duas pessoas. – &lt;i style=""&gt;Não vou poder usar a minha energia Volaki, e nem mesmo a Purificação da Alma, já que não faz muito tempo desde que a usei pela última vez. Logo, só tenho ataques físicos como opção. Ainda assim... – &lt;/i&gt;Melvin ergueu sua mão na altura do peito e a olhou, fechando-a em seguida. – Eu conseguirei. O meu objetivo é salvar este mundo. – O momento de quando Joana e Florisval se encontraram pela primeira vez na floricultura apareceu em sua cabeça. A imagem de ambos sorrindo, e a Energia Benigna que sentiu do toque de mãos entre eles, era o exemplo de um mundo onde o amor poderia prevalecer. – Não deixarei que nada impeça a felicidade das pessoas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Foi quando um vento forte que soprou para o oeste fez o mago mover a cabeça para o mesmo lado, enxergando algo peculiar adiante. Soltando um som de estranhamento, ele iniciou seus passos em direção àquilo. Quando chegou próximo, analisou o monte de terra com uma cruz de madeira envolta por um cordão de flores. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Um túmulo... – murmurou o mago. – Será que é... – Uma única possibilidade passou-se pela cabeça do mago. O homem que criou o lugar onde ele pisava. – Bartolomeu... – Melvin ajoelhou-se e fitou determinadamente a cruz. – Não se preocupe. Eu farei com que Florisval encontre sua felicidade. Ele não se sentirá mais sozinho. Esse campo será palco de uma vida feliz. –disse o mago.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Minutos depois, Florisval notou a porta de casa sendo aberta pelo seu recente amigo. Antes que perguntasse algo, o mago falou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- É melhor dormir cedo. Se quisermos segui-la, teremos que acordar antes do nascer do sol. – A fala de Melvin causou um sorriso no camponês, e viu que finalmente teria a ajuda dele. O mago não disse mais nada, e foi para o quarto de Bartolomeu. Florisval também decidiu ir para o seu. Teriam de descansar para o que enfrentariam no dia seguinte.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;. . . . . . . . . . .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Joana dormia profundamente em sua cama numa posição de lado, com seu rosto virado para a janela do quarto. Adler dormia com uma cara não muito amigável, também posicionado de lado e com sua face virada para o sentido contrário de Joana. Ele parecia estar dormindo normalmente, enquanto sua noiva esboçava um sorriso inconsciente. Em sua mente, em outro lugar estava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Ela se encontrava em um espaço totalmente branco por onde quer que olhasse. Apenas o campo de Florisval sob os seus pés denotava diferença naquele vasto lugar. As flores coloriam o que o céu e o horizonte claro não faziam. Seus olhos observaram o floricultor com uma alegre expressão em seu rosto se aproximando a poucos metros de distância. Quando ficaram a menos de um metro um do outro, Florisval ergueu sua mão como quem quisesse dizer “Venha comigo!”. Joana desabrochou um sorriso esplêndido, e os dois se olharam carinhosamente. Ela levantou sua mão e a tocou. Em seguida, ambos colocaram as mãos levantadas, e entrelaçaram seus dedos num sinal de amor. Os dois lançaram-se em olhares apaixonados perdendo a conta do tempo em que ficaram naquela posição. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;. . . . . . . . . .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;O rosto de Florisval emanava um feliz sorriso enquanto dormia profundamente em sua cama.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;. . . . . . . . . .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Mais um lugar com flores, mas dessa vez não era o campo de Florisval, e sim um lugar que Joana conhecia bem: a estufa de sua mãe. Ela olhou o lugar muita surpresa por vê-lo novamente do jeito que sempre foi. Tudo parecia ser tão lindo e maravilhoso que soltou um sorriso deslumbrado ao contemplar aquela visão. Chegou a soltar uma leve risada enquanto passava os olhos por toda a estufa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Está do mesmo jeito que antes, não é? – proferiu uma voz atrás da jovem, que virou-se um pouco surpresa. Ficou ainda mais, ao fitar aquela imagem novamente, na verdade, alguém que não via há anos. Uma mulher de cabelos longos e lisos de tom castanho, e de olhos dourados. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Mãe? – Joana não acreditava no que via, mas sem pensar duas vezes, ela correu até ela para abraçá-la. As prateleiras e os canteiros com as mais variadas flores eram testemunhas daquele encontro. – Mãe! – exclamou mais uma vez a jovem, emocionada por sentir o calor daquele abraço. Sua mãe vestia uma roupa simples com um avental branco, a mesma que usava quando cuidava da estufa junto à sua filha. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Você cresceu. – disse a mãe dela. – Se tornou uma linda mulher. – Joana continuava sorrindo enquanto ouvia os elogios da mãe, que passou a fitar o ambiente da estufa. – As flores são importante para você Joana, não as perca de vista. Fique naquele campo e você concederá felicidade àquele que ama.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;A última frase soou como um conselho para a sua filha, que imediatamente viu tudo se tornar branco. Instantes depois, enxergou o quase escuro local onde se encontrava. O céu meio azulado podia ser visto pela janela do quarto. Levantou-se e ficou sentada na cama olhando a vista lá fora. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Ainda bem que acordou. – proferiu uma voz próxima. Adler estava ajeitando sua roupa, olhando a mulher recém-acordada, que vestia um pijama lilás com seus cabelos soltos – Está na hora de irmos!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;. . . . . . . . .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;O sorriso ansioso de Adler ao descer as escadas para a recepção não podia ser contido. Joana descia atrás dele parecendo um pouco nervosa e insegura, mas algo a deixava firme. A proteção e ajuda dos guardas e de Florisval. Adler fechou a conta na recepção, e Joana ficou parada ao lado dele. Quando terminou, ele tomou um caminho contrário à entrada do prédio. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Vamos sair por outro lugar. – disse ele a guiando para outro corredor da hospedaria. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;No lado de fora, sob a luz tênue do amanhecer, os guardas estavam de prontidão esperando-os saírem. Entretanto, estavam espalhados e escondidos em diversos pontos em volta do prédio de forma que um pudesse ver o outro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Dentro da hospedaria, Joana e Adler chegaram a uma porta que deu para um pequeno cubículo cheio de coisas velhas: panos, cadeiras, panelas, caixotes. Neste mesmo lugar havia uma outra porta pela qual eles saíram, dando na parte de trás do prédio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Agora podemos ir – proferiu o nobre com um sorriso. Não havia quase ninguém por perto. Mesmo os que estavam por ali não deram muito bola para um casal que saia às escondidas, exceto por um homem oculto num corredor entre duas lojas em frente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Os olhos de Neal firmaram em Joana e Adler que começaram a se afastar da hospedaria. Ele fitou os outros guardas também escondidos em lugares próximos. Levantou a mão direita, e movimentou para a direção em que o casal seguira. Os outros assentiram e se puseram a andar cautelosamente até ele. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Joana, ainda nervosa, caminhava ao lado de Adler que sorria sem hesitação. Ele rolou os olhos para a esquerda como quem quisesse saber quem vinha atrás. Sorriu ainda mais, pois sabia que estavam sendo seguidos. &lt;i style=""&gt;“Como se fizessem diferença.” &lt;/i&gt;Pensou ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;. . . . . . . . . .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;A luz do sol começou a pairar sobre as flores do campo florido, e num casebre próximo, duas pessoas se arrumavam para sair. Na cozinha, o camponês terminava de pôr sua sacola com flechas nas costas, amarrado por uma corda que passava de forma diagonal pelo seu peito. Pegou o arco que estava sobre a mesa, e fitou determinadamente o mago parado em frente à porta de casa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Está pronto? – perguntou Melvin, sorrindo. Florisval assentiu com a cabeça, e então o mago girou a maçaneta para em seguida, uma luz vinda do amanhecer invadir o cômodo. O camponês olhou admirado para os raios luminosos que entravam em sua casa. Ele sorriu, certo de que aquele seria o dia mais importante de sua vida. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Ambos, já no lado de fora, olharam para o céu vendo que seria mais um dia claro e de sol. O campo de Florisval novamente resplandecia, assim como no dia anterior. O camponês lembrou-se de seu pedido à Joana. Aquele campo em breve poderia ser de duas pessoas. Ele abriu o seu colete e fitou a rosa de tom claro dentro dele. Em seguida, olhou para o mago.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Vamos! – exclamou o camponês. Em poucos instantes, os dois já estavam correndo pela estrada que os levariam a Govenrrar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;. . . . . . . . . .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Joana olhou para trás enquanto seus pés continuavam indo para frente na estrada de terra. A vista da cidade afastava-se cada vez mais. Ela então pensou em seus guardas e em Florisval.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Não se preocupe com eles. – disse Adler. – Eles virão! – Joana preocupou-se, pois seu noivo sabia que estavam sendo seguidos, e mesmo assim, não notava um pingo de nervosismo em seu rosto. Ele parecia estar até muito feliz, pois talvez tivesse certeza de que conseguiria pegar o tesouro e fugir.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;. . . . . . . . . . .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;O mago e o camponês corriam não tão depressa pela estrada de terra, pois não queriam gastar toda a energia e ficarem cansados logo no início. Apesar de que isso não faria tanta diferença para um mago, e sim para uma pessoa comum. Entretanto, Florisval possui uma boa resistência física devido ao seu trabalho que o fazia exercitar todos os seus músculos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Os olhos do camponês desviaram da estrada por um instante para fitar algo dentro de seu colete. De cara, achou aquilo estranho. Ele cessou seus passos e parou no meio do caminho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Espere! – pediu ele ao mago que parou alguns metros à frente. Os olhos de Florisval continuaram sobre a flor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- O que foi? – Melvin perguntou voltando de seu caminho. Florisval pegou a flor de seu colete e mostrou ao mago. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Olhe! – A rosa estava num tom claro, porém um pouco azulado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- O que tem isso? Está ficando azul, não está? É por que estamos perto da cidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Não. Tem algo errado! – Florisval percebeu. – Eu gravei bem o tom desta rosa quando cheguei ontem em casa, e quando saímos hoje de manhã. Já estamos na metade do percurso, e mesmo assim o tom dela pouco variou até agora. O azul está muito fraco.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Você quer dizer que... a outra rosa se afastou ainda mais? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Estamos atrasados! Eles já saíram da cidade! – conclui o floricultor adicionando tanto desespero em seu tom quanto velocidade em suas pernas. Melvin o seguiu e os dois passaram a correr num ritmo mais forte.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;. . . . . . . . .&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Acho que é mais ou menos por aqui. – pronunciou Adler parando de andar em meio a uma estrada rodeada por uma floresta. Joana parou ao seu lado e recebeu o olhar de seu noivo. – Agora vamos adentrar na floresta à leste. – E os dois entraram. Há uns duzentos metros, Neal espionava o casal escondido atrás de uma árvore ao lado da trilha.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Eles entraram na floresta? – O guarda estreitou os olhos e levantou o braço indicando aos demais que o seguiam.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;. . . . . . . . . . .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Passos apressados invadiram a cidade de Govenrrar. Melvin e Florisval corriam o máximo que podiam. Foram direto para a “Meredith”, e lá chegaram à recepção, onde perguntaram para uma atendente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Tem um casal chamado Joana e Adler hospedados aqui? – Florisval perguntou num tom de urgência. A mulher do balcão olhou para os dois estranhos à frente um pouco impressionada, pois pareciam estarem desesperados, principalmente o homem que lhe fizera a pergunta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Deixe-me ver... – a mulher olhou numa prancheta procurando o nome do casal, e finalmente os achou depois de alguns segundos, que para Florisval pareceram minutos. – Ah, sim. Eles já estiveram aqui, e deram partida hoje de manhã. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Há quanto tempo eles saíram? – perguntou o camponês com mais desespero ainda.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Acho que há mais ou menos uma hora – respondeu a mulher esgueirando-se para o alto com o dedo no queixo. Florisval logo correu para fora da hospedaria. Melvin agradeceu a informação por Florisval e o seguiu logo depois.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Os dois estavam parados ainda em frente à hospedaria.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Que droga! Chegamos tarde demais! – proferiu o camponês, irritado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Ainda temos a “Rosa do Ligamento”. Podemos segui-la. – Melvin falou. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Mas mesmo que saibamos se ela está perto ou não, não sabemos onde ela está exatamente. Podemos perder horas procurando. – disse olhando para o mago. Melvin suspirou, caminhou alguns passos para frente, e olhou para os dois lados da rua. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Eles só podem ter ido por dos caminhos. Pela entrada ou saída da cidade. Uma estrada para o norte ou para o sul. Um homem ganancioso no meio da estrada é fácil de descobrir. Espere um pouco, eu vou descobrir onde Adler está. Se tiver sorte...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Mas como? Você consegue fazer isso? – Florisval perguntou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Apenas espere. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;O mago fechou os olhos e se concentrou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Captação de Energia Maligna! Sentimento: Ganância!&lt;/i&gt; – Melvin virou seu rosto para a estrada sul. Seus olhos estavam fechados, e portanto, não enxergava nada. Mas esperava algo em meio à escuridão. Era como se seu olhar estivesse avançando pelo mundo em forma de trevas querendo encontrar algo ou alguém específico. Ficou neste estado durante trinta segundos e por fim, abriu os olhos. – Nada nesta direção. – Melvin virou-se dessa vez para a estrada norte. Florisval ficou calado, mesmo querendo perguntar o que o mago realmente fazia. Melvin fechou os olhos e se concentrou novamente. Sua visão avançou em meio à escuridão, até que vinte segundos de espera valeram à pena. Um ponto cinzento pôde ser visto bem ao longe, e era exatamente esse ponto que ele procurava. – Achei! – exclamou abrindo os olhos, e impressionando o floricultor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Você o encontrou? – Florisval perguntou. Melvin o fitou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Sim. Eu senti uma Energia Maligna vinda de uma ganância excessiva de alguma pessoa bem distante. Como Adler não vê a hora de satisfazê-la é natural que ele sinta esse desejo durante o percurso. O que também significa que eles já podem estar perto do local do tesouro. Mas o melhor de tudo, é que como ele foi o único que senti nesta direção significa que a estrada está vazia sem nenhum homem ganancioso andando por ela. Só podem ser eles! Estão a quatro ou cinco kilômetros daqui. É melhor corrermos!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Certo! – assentiu o camponês. Eles começaram a correr novamente num ritmo acelerado rumo à estrada norte. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Florisval uma hora ou outra durante o caminho, fitava a flor e percebia que ela mudava lentamente o seu tom para um azulado. Ele continuou correndo sem hesitar pela estrada, sorrindo por estar próximo de vê-la mais uma vez.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;. . . . . . . . . . . .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Adler parou, assim como Joana ao seu lado, com ambos olhando adiante. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Chegamos! – proferiu o homem. Uma caverna inserida em uma coluna cinzenta de rocha, parte da encosta de uma montanha, escondia o que Adler tanto cobiçava. Posicionada na borda de uma pequena clareira sem nenhuma vegetação aparente, apenas terra, e circundado pela encosta á frente, e pela floresta ao redor. Adler caminhou até a caverna. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;– Vamos! – disse à sua noiva, que se se sentia nervosa a cada passo dado em direção àquele lugar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;A escuridão era notável lá dentro. Eles caminharam cautelosamente, olhando para a obscuridade à frente. Tinham apenas a luz que vinha de fora como guia. Mas não demorou muito, e viram algo incomum adiante. Duas lamparinas em cada lado, suspensas em um muro construído com tábuas de madeira que se erguiam verticalmente até o teto tampava qualquer passagem depois disso. Nele, havia uma listra pintada horizontalmente na cor verde. Mas o diferencial mesmo era um espaço retangular que ocupava todo o cumprimento da largura de uma tábua. Dentro dele, uma lâmina de vidro não permitia olhar perfeitamente para o outro lado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Adler se aproximou para observar. Olhou um pouco para cima, onde havia uma linha horizontal passando por três tábuas. &lt;i style=""&gt;“Seria uma porta?”&lt;/i&gt; pensou ele. Em meio aos seus pensamentos para descobrir o que era aquele lugar, ficou surpreso ao ouvir uma voz diferente. Quando se deu conta, dois olhos azuis o encaravam no outro lado do muro através do vidro retangular. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Quem está aí? – perguntou o desconhecido com uma voz de tom diferente. Parecia ser meio infantil, mas diferente de humano. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Eu vim buscar o tesouro da família Goldin – disse Adler, esperando ouvir alguma reposta do outro lado. Mas ouviu foi um “tap”, junto de algum som de esforço, e em seguida, o som de algo se arrastando na terra. Depois de um “trinc”, a porta começou a se abrir para dentro, junto com o ranger da madeira. A primeira visão de Adler e Joana que se aproximou atrás dele foi de um corredor de terra com algumas estantes cheia de livros e objetos encostadas às paredes. No final, havia parte do que parecia ser um espaço um pouco mais amplo, com paredes rochosas de tom amarronzado ao fundo, e alguns móveis. O lugar estava com cara de ser a moradia de alguém. Era exageradamente iluminado por diversas lamparinas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Estava esperando por vocês. – disse a mesma pessoa de antes. Adler e Joana olharam para frente e não viram ninguém. – Ei, aqui embaixo! – Os dois puseram seus olhares no chão e viram alguém ali. Eles arregalaram os olhos, pois nunca viram um ser daquele tipo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Tinha pouco mais de vinte centímetros se não for contar com seu gorro verde. Seu rosto meio esbranquiçado era jovem, com um nariz meio feio e dentes amarelados, mas em contrapartida, possuía olhos azuis mais bonitos do que muitas pessoas. Portava um robe vede com botões dourados, e uma calça também verde, mas num tom mais claro, e por fim, uma bota na cor marrom Ele olhou sorrindo para os seus visitantes que demonstraram uma cara de espanto. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Olá! – falou ele novamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- O que é você? – perguntou Adler estranhando aquela criatura.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Eu sou um gnomo. Meu nome é Glin. Prazer em conhecê-los – disse ele, sorrindo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Próximo capítulo: Chamas da ambição&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-3129583383558261889?l=seriemundosombrio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/3129583383558261889/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=3129583383558261889" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/3129583383558261889?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/3129583383558261889?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/06/mundo-sombrio-capitulo-06-partida-sob-o.html" title="Mundo Sombrio - Capítulo 06 - Partida sob o amanhecer" /><author><name>Luiz dreamhope</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>lfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="02427446619369311543" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEQAQn08cCp7ImA9WxJXEk8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-6622371592548515376</id><published>2009-06-05T14:13:00.002-03:00</published><updated>2009-06-05T14:19:03.378-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-06-05T14:19:03.378-03:00</app:edited><title>Mundo Sombrio - Ficha dos personagens</title><content type="html">&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Atenção! Os itens...&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Especiabilidade/habilidade;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Descrição;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Comentários do autor; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;...escondem spoilers. Caso não tenha avançado muito na história, leia apenas os itens restantes.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;&lt;u&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Fichas dos personagens&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:20;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Melvin&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Aparição: &lt;/b&gt;Capítulo 01&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Idade: &lt;/b&gt;23&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;                          &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Cabelos: &lt;/b&gt;Lisos e semi longos até abaixo do pescoço num tom lilás.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Olhos: &lt;/b&gt;Vinho&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Raça: &lt;/b&gt;Mago&lt;span style=""&gt;                  &lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;Posição:&lt;/b&gt; ???&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Roupa: &lt;/b&gt;T&lt;span style=""&gt;única azul forte com alguns detalhes em verde escuro na parte de baixo;&lt;/span&gt; luvas pretas; botas marrons; capa preta; e faixa vermelha na testa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Especialidade/habilidade: &lt;/b&gt;&lt;span style=""&gt;Técni&lt;/span&gt;ca secreta: Purificação da alma; Rajada de vento; Manto Chuvoso&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Energia Volaki: &lt;/b&gt;???&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Descrição: &lt;/b&gt;Um mago viajante e misterioso que esconde muitos segredos sobre sua vida. Muito gentil com as pessoas, dando-se muito bem com qualquer um. Melvin possui uma visão idealista sobre o mundo, tendo como meta salvar a todos do mal que domina as pessoas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Comentários do autor: &lt;/b&gt;Acreditam que&lt;b style=""&gt; &lt;/b&gt;esse mago já foi um velho de barba branca? A imagem mais típica de um mago, que tive que ir mudando conforme as versões desta história. Devo mencionar que ela foi criada há 6 anos, mas no início dela nem existia Melvin, tão pouco magos. Eu comecei a colocar essa raça na história quando comecei a usar o “Rpg maker xp”. Modificando dali e daqui, até que encontrei a figura perfeita que havia idealizado para o Melvin quando resolvi torná-lo jovem. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Atualmente essa é a imagem e a história do Melvin, apesar de pouco revelar sobre ele, podem ter certeza que foi muita coisa ao longo desses anos. Isso o torna um dos personagens mais enigmáticos da série.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;span style=""&gt;                                       &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Florisval &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Aparição:&lt;/b&gt; Capítulo 01&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Idade:&lt;/b&gt; 24&lt;span style=""&gt;                          &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Cabelos: &lt;/b&gt;Curtos de cor marrom&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Olhos:&lt;/b&gt; Castanhos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Raça: &lt;/b&gt;Humano &lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;              &lt;/span&gt;Posição:&lt;/b&gt; Camponês/ Floricultor&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Roupa:&lt;/b&gt; C&lt;span style=""&gt;amisa branca&lt;/span&gt;, &lt;span style=""&gt;colete cinza&lt;/span&gt;, e &lt;span style=""&gt;calça marrom.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Especialidade/habilidade:&lt;/b&gt; Conhecimento e uso de flores mágicas;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Descrição:&lt;/b&gt; Passou a vida cuidando do campo florido em frente à sua casa, e de uma floricultura, junto de seu pai e irmão. Entretanto, eles faleceram e Florisval se encarregou da difícil missão de cuidar do campo e da loja, mesmo sentindo-se solitário e se culpando por estar só. Teve ainda uma experiência como arqueiro do reino de Seylor durante a “Guerra das Energias”. Mas o intrigante na vida deste floricultor é um segredo que envolve flores mágicas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Comentários do autor: &lt;/b&gt;Personagem criado recentemente para dar início ao primeiro arco da história e fazer uma ponte para algo de relevância para a trama principal. O fato de ser um personagem secundário não tira a importância dele ao lado do protagonista.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Joana&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Aparição:&lt;/b&gt; Capítulo 02&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Idade:&lt;/b&gt; 23&lt;span style=""&gt;                         &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Cabelos: &lt;/b&gt;L&lt;span style=""&gt;isos de cabelos castanhos amarrados por uma fita amarela deixando um rabo de cavalo que vai até um pouco abaixo do pescoço.&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Olhos:&lt;/b&gt; Dourados&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Raça:&lt;/b&gt; Humano&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;                       &lt;/span&gt;Posição:&lt;/b&gt; Nobre/Herdeira da família Goldin &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Roupa:&lt;/b&gt; V&lt;span style=""&gt;estido amarelo de babado branco.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Especialidade/habilidade:&lt;/b&gt; Nenhuma&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Descrição:&lt;/b&gt; Herdeira da família Goldin, perdeu seus parentes na “Guerra das Energias”, exceto seu pai e sua mãe. Entretanto, sua mãe faleceu de uma doença anos mais tarde, e seu pai foi morto por Adler e Silmor, membros da família Collens, que traiu a família Goldin para pôr as mãos no tesouro dela. Com o intuito de impedir a ambição dos Collens, Joana casa-se com Adler, e com a ajuda dos guardas de sua família tenta impedir que o tesouro caia nas mãos deles. Mas sua vida muda novamente quando encontra um floricultor chamado Florisval, e acaba tendo afeição por ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Comentários do autor: &lt;/b&gt;Ao lado de Florisval, também foi criada recentemente, assim como os outros personagens que aparecem no primeiro arco, com exceção do Oráculo. Uma história romântica entre ela e o Florisval seria um bom ponto de partida para desenvolver a trama.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Adler&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Aparição:&lt;/b&gt; Capítulo 02&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Idade:&lt;/b&gt; 40&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Cabelos: &lt;/b&gt;C&lt;span style=""&gt;abelos cheios de cor castanha num tom mais escuro.&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Olhos:&lt;/b&gt; Negros&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Raça:&lt;/b&gt; Humano&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;                       &lt;/span&gt;Posição:&lt;/b&gt; Nobre/Herdeiro da família Collens &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Roupa:&lt;/b&gt; R&lt;span style=""&gt;oupa nobre de cor cinza.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Especialidade/habilidade:&lt;/b&gt; Nenhuma&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Descrição:&lt;/b&gt; Filho de Silmor Collens, sempre foi ambicioso, e está a procura de um tesouro que poderá mudar toda a sua vida. Para isso, ele casa-se com Joana, condição necessária para obter o tesouro especial da família Goldin. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Comentários do autor:&lt;/b&gt; Um personagem simples como vilão, mas em algumas ocasiões importantes , gostei de escrevê-lo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Neal&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Aparição:&lt;/b&gt; Capítulo 03&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Idade:&lt;/b&gt; 40&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Cabelos: &lt;/b&gt;C&lt;span style=""&gt;abelos negros presos por um rabo de cavalo bem curto e pra cima.&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Olhos:&lt;/b&gt; Negros&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Raça:&lt;/b&gt; Humano&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;                       &lt;/span&gt;Posição:&lt;/b&gt; Guarda da família Goldin&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Roupa:&lt;/b&gt; C&lt;span style=""&gt;amisa branca por baixo de um colete azul claro&lt;/span&gt;, e &lt;span style=""&gt;calça vermelha&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Especialidade/habilidade:&lt;/b&gt; Nenhuma&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Descrição:&lt;/b&gt; No início, Neal e outras pessoas foram acolhidas por Boris Goldin, que os transformou em seus guardas, ficando eles gratos por isso. Neal tornou-se o líder dos guardas que protegem a família Goldin. E sua missão mais importante será ajudar Joana a recuperar o tesouro da família.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Comentários do autor:&lt;/b&gt; Hahaha! Nome do personagem criado enquanto assistia “Matrix”. Bem parecido, não? A diferença é que o meu personagem de fisionomia, nada tem haver com “o escolhido”.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ramon&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Aparição:&lt;/b&gt; Capítulo 02&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Idade:&lt;/b&gt; 08&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Cabelos: &lt;/b&gt;&lt;span style=""&gt;cabelos escuros e meio rebeldes&lt;/span&gt;.&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Olhos:&lt;/b&gt; Negros&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Raça:&lt;/b&gt; Humano&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;                       &lt;/span&gt;Posição:&lt;/b&gt; Ajudante de um floricultor&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Roupa:&lt;/b&gt; &lt;span style=""&gt;calça preta, camisa bege&lt;/span&gt;, e tênis.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Especialidade/habilidade:&lt;/b&gt; Nenhuma&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Descrição:&lt;/b&gt; Junto com Dimas, ajuda Florisval no cuidado das flores na loja e no campo. Em troca, ganha dinheiro para ajudar no sustento de sua família.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dimas&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Aparição:&lt;/b&gt; Capítulo 02&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Idade:&lt;/b&gt; 08&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Cabelos: &lt;/b&gt;C&lt;span style=""&gt;abelos curtos e castanhos&lt;/span&gt;.&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Olhos:&lt;/b&gt; Castanhos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Raça:&lt;/b&gt; Humano&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;                       &lt;/span&gt;Posição:&lt;/b&gt; Ajudante de um floricultor&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Roupa:&lt;/b&gt; &lt;span style=""&gt;calça preta, camisa bege&lt;/span&gt;, e tênis.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Especialidade/habilidade:&lt;/b&gt; Nenhuma&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Descrição:&lt;/b&gt; Junto com Ramon, ajuda Florisval no cuidado das flores na loja e no campo. Em troca, ganha dinheiro para ajudar no sustento de sua família.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Oráculo&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Aparição:&lt;/b&gt; Capítulo 05&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Idade:&lt;/b&gt; 20 a 25 / ???&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Cabelos: &lt;/b&gt;C&lt;span style=""&gt;abelos lisos e brancos até abaixo do pescoço, penteados para trás e repartidos na frente em inúmeras e pequenas mechas&lt;/span&gt;.&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Olhos:&lt;/b&gt; Cinzentos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Raça: ???&lt;span style=""&gt;                          &lt;/span&gt;Posição:&lt;/b&gt; Oráculo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Roupa:&lt;/b&gt; &lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Túnica branca&lt;/span&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Especialidade/habilidade:&lt;/b&gt; Comunicação através do subconsciente; Previsões;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Descrição:&lt;/b&gt; Personagem ainda misterioso na história. Alertou Melvin para que não usasse sua Energia Volaki, pois outros estariam o procurando.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Comentários do autor:&lt;/b&gt; Teoricamente o personagem sempre esteve presente nas versões desta história, mas pouco apareceu. Poderia ter dado as caras enquanto eu escrevia a segunda temporada da versão antiga. Mas nesta nova versão ele também terá suas aparições. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-6622371592548515376?l=seriemundosombrio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/6622371592548515376/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=6622371592548515376" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/6622371592548515376?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/6622371592548515376?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/06/mundo-sombrio-ficha-dos-personagens.html" title="Mundo Sombrio - Ficha dos personagens" /><author><name>Luiz dreamhope</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>lfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="02427446619369311543" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUQBQHc5eCp7ImA9WxJQF0w.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-8647471642873685593</id><published>2009-05-29T11:53:00.002-03:00</published><updated>2009-05-30T16:55:51.920-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-05-30T16:55:51.920-03:00</app:edited><title>Mundo Sombrio - Capítulo 05 - Rosa do Ligamento</title><content type="html">&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Capítulo 05&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Rosa do ligamento&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;A atenção de Adler voltou-se para a porta, após ela ser aberta revelando a imagem de Joana adentrando ao cômodo. Ele estava deitado na cama com seus braços apoiados atrás de sua cabeça. A mulher fechou a porta, e ele perguntou mirando seu olhar sobre ela.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Onde você foi para chegar a essa hora? Deve ter andado muito por aí ou ido a um lugar bem longe, fora da cidade provavelmente. – Joana lhe encarou, mas respondeu de forma tranquila.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Fui ver a natureza um pouco. Tomar um ar fresco. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ar fresco? – perguntou ele com um sorriso. – Nós estamos viajando há quase três dias, e ar fresco é o que não falta. – Percebendo que sua mentira não deu certo, ela tentou dizer de outra forma.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Eu só queria tomar um ar fresco... sozinha. – proferiu num tom firme. – Agora se me permite, vou descansar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- É bom mesmo. Amanhã será um “graaande” dia – enfatizou o noivo. O modo como ele falou fizeram os olhos de Joana estreitarem sabendo exatamente ao que ele se referia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;. . . . . . . . .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Neal estava parado em frente à hospedaria quando passos se aproximaram. Ele notou um outro guarda, o mais jovem dentre os seis, Durval.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- A Joana demorou tanto. Onde ela foi? – perguntou ele. Tinha cabelos castanhos e olhos escuros.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Eu a segui até um campo florido. Estava caminhando com algum amigo, eu acho. – respondeu Neal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Há um campo de flores por aqui? – perguntou Durval, ignorando a suposta companhia de Joana.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Ah, sim. Fica a leste da cidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Hm... – O jovem guarda sentiu-se conformado, provavelmente saciando sua curiosidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;. . . . . . . . .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;A atenção de Melvin voltou-se para a porta, após ela ser aberta revelando a imagem de Florisval adentrando ao quarto. Ele estava pensativo na cama no instante em que o floricultor apareceu. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Er... Você está bem? – perguntou o camponês, meio sem jeito. Passou-se duas horas desde a discussão entre eles. Desde então, o mago não saiu do cômodo. Melvin levantou-se ficando sentado na cama, e o fitou em seguida. – Eu fiz chá. Você quer? – perguntou com uma xícara na mão e se aproximando do mago.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Sim, obrigado – respondeu Melvin, enquanto pegava a xícara. O mago olhou seu reflexo na bebida e começou a falar sem olhar para o camponês. – Florisval, me desculpe pelo o que fiz antes. Eu só fiquei um pouco perturbado. Também tenho meus segredos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Tudo bem. Você parece ser alguém bem misterioso – disse Florisval nem um pouco chateado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Você também – Melvin disse dessa vez olhando para o floricultor, que arregalou os olhos um pouco. – Quem imaginaria que guardaria um lugar para flores mágicas? Afinal, muitas pessoas nem sabem da existência delas. – O mago percebeu que ele ficou sério pelo simples fato de ter tocado no assunto. Mas ele continuou dessa vez num tom mais atinado. – Aquela minha proposta de antes ainda continua valendo. Se me disser onde estão essas flores posso ajudar no caso da Joana. Mesmo que tenha de correr alguns riscos, esse é um lugar muito importante para deixar passar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Você vai continuar insistindo nisso? Isso é uma chantagem muito grosseira. Não se importa mesmo com os outros? – perguntou o camponês chateado com a proposta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Se eu não me importasse, você estaria morto e com seu campo queimado, lembra? Duvido muito que resistisse a mil socos. Mas devia estar agradecido por não serem outros magos ou até pessoas piores que descobririam esse seu segredo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Como assim?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Se fosse qualquer outro mago, ele o forçaria a falar com certeza, e se não o fizesse, seria levado preso a cidade de Nerus. Mas não são com eles que você passaria o pior. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não? – Florisval ficava confuso com aquela conversa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ah, deixa pra lá. Não preciso contar isso a você agora. Não sem antes de mostrar-me o esconderijo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Então prefiro não saber – disse ele de cara feia. Melvin deu um sorriso e tomou seu primeiro gole do chá. Florisval o observou atentamente e virou o rosto para o lado. - Ei, Melvin. Eu me decidi.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Sobre o que? – perguntou após dois goles da bebida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Eu vou ajudar a Joana... e agora. – Melvin o olhou querendo saber se entendeu direito. – Irei até a cidade na hospedaria onde ela está. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Como é que é? Ficou louco? Não pode fazer isso. – questionou o mago, irritado com aquela idéia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Essa foi a minha decisão, e não vou mudá-la – Florisval disse determinadamente olhando para o homem na cama. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Huh! E acha que vou deixá-lo assim fácil. Terá de me deter se quiser ir lá agora – Melvin disse se levantando.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Eu já o impedi.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- O que? – Nesse momento, Melvin sentiu seu corpo fraquejar. Sua visão começou a ficar turva, com a imagem de Florisval perdendo a sincronia em frente, formando quase duas pessoas. Ele ficou meio tonto, mas ainda se manteve de pé.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;– Você me drogou. – concluiu o mago deixando sua xícara escapar entre os dedos. O objeto caiu no chão de madeira esparramando uma porção de chá sobre ele. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Foi necessário. Eu sinto muito – lamentou Florisval um pouco antes de Melvin cair para trás. Seu corpo já inconsciente encontrava-se sobre a cama. O floricultor se aproximou sentindo-se um pouco ruim por ter feito aquilo, mas julgando ser necessário. – Voltarei logo! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Em seguida, Florisval saiu do quarto de seu pai e foi até o seu. Ficou a um metro de distância da cama, e tirou uma flor de seu colete cinza. Era uma Miosótis. Ele agachou-se e tocou a flor no chão proferindo:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Libere o seu segredo!&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Abertura do portal!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Uma linha luminosa riscou o chão formando um quadrado de um metro. Assim que ele foi formado, uma luz preencheu todo o seu interior, e após ela se extinguir, uma passagem estava formada. Era um alçapão com uma escada de metal para o subterrâneo. O segredo que tanto Melvin queria estava na frente de Florisval, mas ele se precaveu e deixou o mago inconsciente para que pudesse abrir a entrada. Seus olhos fitaram seriamente o esconderijo onde entrou logo em seguida. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Alguns minutos depois, Florisval abriu a porta de casa e saiu para o entardecer. O céu estava alaranjado sobre ele, e o único som era dos grilos que começavam a cantar. As flores começavam a ganhar um tom escuro devido à ausência da luz do sol. Após visar o seu campo, ele olhou para dentro de seu colete onde observou duas flores semelhantes a uma rosa, mas de pétalas azuis de tom forte. Determinado, pôs-se a andar para a estrada rumo à cidade de Govenrrar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;. . . . . . . . . .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Depois de muito caminhar pela estrada, finalmente Florisval chegou à cidade. No meio do caminho, ele passou em frente a sua floricultura para conferir se os garotos fecharam a loja corretamente. Ele acreditava muito em Ramon e Dimas, que eram bastante responsáveis com suas tarefas. Por isso quando Florisval não podia fechar a loja, eles exerciam esse trabalho. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Em seguida, rumou para a hospedaria “Meredith” onde Joana estava instalada. Parou em frente à pousada mais cara da cidade, e fitou as várias janelas ali, tentando adivinhar em qual delas ela poderia estar. De qualquer forma, entraria lá e pediria informação. Mesmo se fosse necessário encarar o próprio Adler, ele falaria com ela. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ei! – um chamamento tirou-lhe de sua reflexão, e desviou seu rosto para a direita, onde avistou um homem bem próximo. Pela sua roupa, e pelo o que ouviu do mago mais cedo, parecia ser um dos guardas de Joana. E pela fisionomia de seu rosto, a qual também tinha ouvido de Melvin, aquele era o mesmo homem que o mago encontrara mais cedo. – Você é aquele cara de antes. – disse o guarda antes de Florisval falar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Você é o Neal? – perguntou o camponês, causando uma reação de surpresa no guarda.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Como sabe o meu nome? ...Então aquele mago lhe contou mesmo tudo o que disse a ele – proferiu vendo que aquele era o mais provável motivo. – O que você quer aqui?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Eu preciso vê-la – Florisval disse bem determinado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Nem pensar! – negou o guarda. - Se sabe da história toda, também sabe que Adler está lá dentro com ela.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Eu... tenho algo importante a falar com ela. Juro que não vou tentar nada arriscado que possa destruir o plano de vocês. Aliás, eu também irei ajudá-los – Neal arregalou um pouco os olhos, tanto pelo significado das palavras que ouviu, quanto do jeito forte de como elas foram pronunciadas. – Eu só quero falar com ela. Se eu não conseguir, eu voltarei. Mas por favor, deixe-me tentar. – insistiu ele. Neal sentiu algo vindo das palavras e da expressão daquele rapaz. Ele com certeza era um bom homem. Mesmo duvidando dessa possibilidade, as palavras que Joana dissera mais cedo lhe faziam pensar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;“- O que tanto conversava com aquela pessoa? – perguntou pondo-se a andar ao lado dela. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Algumas coisas. Bem, acho que terei um lugar para voltar quando tudo acabar. Eu ficarei aqui nessa cidade. Aquela pessoa se tornou um grande amigo meu. – explicou ela, ainda sorrindo com seu olhar a frente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Amigo? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Apenas uma pessoa que conheci há pouco tempo. Mas muito adorável, com certeza. – As palavras de Joana faziam Neal pensar se ela gostou do rapaz.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Será que esses dois...&lt;/i&gt; – pensava o guarda. Depois de alguns instantes, ele suspirou e assentiu. – Tudo bem. Você pode ir vê-la. Mas vá com cautela! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Obrigado – agradeceu Florisval com alegria. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;. . . . . . . . .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;O jantar na hospedaria Meredith já estava sendo servido no salão, que não chegava a ser grande, mas suficiente para caber todas as pessoas do prédio. Decorada com paredes vermelhas e mesas alinhadas, a sala era totalmente à luz de velas tanto na mesa quanto nas paredes. A mesa de madeira era coberta por um pano de tom marfim, e sobre ele, alguns pratos, talheres e copos, pintados em diferentes temas para dar um toque mais nobre. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Além disso, um grupo mais ao fundo da sala tocava uma serena musica com vielas (viola um pouco maior que as modernas).&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Alguns dos poucos hóspedes já estavam sentados e servindo-se com garçons anotando seus pedidos. Pela entrada da sala, que ficava junto à recepção da hospedaria, passaram Joana e Adler. Eles buscaram uma mesa mais ou menos localizada no centro da sala, e pediram o tipo de comida que queriam para um garçom vestido com um traje avermelhado próprio de sua profissão. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Adler percebeu o olhar distante de sua noiva. Ela parecia mais pensativa do que triste, mas provavelmente pensando em algo que poderia causar alguma infelicidade. Adler já sabia o que era, e tratou de puxar algum assunto com ela, já que pouco conversam quando estão juntos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Alguma coisa perturba você? – Joana o olhou após ouvir a pergunta. – Posso ver nesse seu olhar que algo lhe incomoda. Aliás, acho que desde o nosso casamento esse seu olhar se faz presente quando estamos juntos. O que poderia ser? – perguntou ele num tom irônico, pois ambos sabiam exatamente qual era a relação entre eles e o objetivo de cada um que de certa forma era o mesmo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- É um problema meu – disse ela, calma, mas em tom forte. – Não se preocupe, devo resolvê-lo em breve.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- É, acho que sim – disse o outro rindo um pouco, o que causou uma irritação em Joana, mas a conteve antes de manifestá-la abertamente. – Sabe, é uma pena você ter ficada sozinha na família. Seu pai era um grande homem. Mesmo eu não tendo o conhecido direito, ele com certeza... – Adler lembrava-se do que ocorrera alguns dias atrás. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;. . . . . . . . . .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;O sótão empoeirado que antes era solitário por guardar coisas velhas da família Goldin, agora era pisado por várias pessoas. Nele, Silmour, Adler e seus capangas fitavam o velho Boris amarrado numa cadeira. Este, com seus olhos castanhos da mesma cor de seu cabelo curto, olhava para seu suposto amigo de cabelos semi-longos castanhos e duros, que se mostrou seu pior inimigo, e da boca dele saíram as próximas palavras daquele lugar. Sua voz era velha e seca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- É bom cooperar velho amigo Boris. O que estou pedindo é apenas algo para agradar a minha sede por coisas valiosas. Nunca imaginei que sua família guardasse algo tão precioso. Pelo o que você me contou antes, esse tal tesouro vale mais do que ouro ou qualquer outra coisa de valor semelhante. Devo dizer que esse foi o seu maior erro, pois se fosse simplesmente um monte de ouro eu teria deixado-o morrer pacientemente até conseguir arrancá-lo de você. Mas algo com mais valor que ouro nesse mundo, algo maior que qualquer riqueza material. Esse toque final foi mesmo pura excitação. Estou muito curioso em saber o que é. É por isso que estamos aqui hoje, para que nos fale deliberadamente onde está esse belo tesouro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Boris encarou seu falso amigo e respondeu secamente:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Vá pro inferno! – Silmour engoliu aquelas palavras com um sorriso e um movimento de mãos para seus capangas. Dois chicotes foram balançados e chocados contra o corpo de Boris, que já estava todo machucado pelas chicotadas anteriores. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Se recusar a falar, não sou eu quem vai para o inferno, e sim você, e de quebra, enviarei sua filha para lhe fazer companhia – zombou ele, despertando a fúria no olhar do Goldin, que tentou desamarrar suas mãos usando inutilmente sua força. – É simples. Diga onde está o tesouro, e pouparei sua filha de uma morte jovem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Você promete que não fará mal a minha filha se eu revelar onde ele está? – perguntou Boris, que mesmo não gostando daquela idéia era sua única opção naquele momento. Ele sabia como Silmour agia quando não conseguia o que queria. Vingança contra aqueles que o atrapalharam. Se ele não contasse o que ele ansiava, Joana certamente morreria nas mãos da família Collens. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Claro, meu amigo. Basta apenas que fale o que quero desde o início – prometeu olhando nos olhos de Boris, que fez o mesmo antes de responder.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- No cofre, escondido atrás da parede de madeira, atrás daquele armário... – disse fitando o móvel de cor escura. Silmour olhou para os outros. Adler e os capangas empurraram o armário que era bem leve, pois estava vazio, e pegaram uma machado para furar a parede de madeira naquela região. Adler, com o objeto em mãos, começou a golpear a madeira, e não demorou muito até verem um compartimento com um cofre verde.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- A combinação – pediu Silmor, enquanto seu filho e os outros esperavam. – A combinação, Boris! – pediu num tom mais irritado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- 4264 – Após a resposta, Silmor sorriu, e Adler abriu o cofre. Lá, havia dois pergaminhos. Ele os tirou e os mostrou ao pai. No primeiro havia um mapa que era a localização do tesouro, e no segundo, algum escrito. Silmour leu em voz alta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;“Este pergaminho é a prova do contrato entre a família Goldin e o guardião do tesouro. Este documento deve ser mostrado no ato da retirada do tesouro, podendo o membro da família deixá-lo no mesmo lugar para a próxima geração ou tomando-o para si. Entretanto, é importante ressaltar a condição para a retirada. Apenas os herdeiros da família que já estiverem casados podem encontrar este tesouro, sendo necessária a apresentação da certidão de casamento deles.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;Glin”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- O que é isso? Quem é esse Glin? – Silmour perguntou confuso, para Boris. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- É isso mesmo o que ouviu. Apenas pessoas casadas podem buscar esse tesouro. Desista!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Desistir? Está brincando? – riu ele. – Acho que você tem uma filha, não? Pensando bem, ela é melhor viva do que morta pelo o que vi. – Silmour pode ver o olhar desesperado de seu amigo. – Parece que aquela proposta inicial de um casamento entre os nossos filhos caiu bem agora. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Não se atreva! Deixe-a fora disso! – gritou o pai de Joana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Do que está reclamando? Eu estou cumprindo a promessa de deixar sua filha viva. Bom, pelo menos por enquanto – terminou ele com um sorriso. Os outros capangas ocuparam-se em espalhar um líquido inflamável pelo local, e usaram algumas palhas que haviam ali guardadas. – Adeus, meu velho amigo. – despediu-se subindo as escadas para o térreo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Pare Silmour! Deixe minha filha fora disso! Deixe-a em paz! SILMOUR! – gritou o homem da casa desesperadamente. Quase todos já haviam subido as escadas deixando-o gritando na cadeira. O último foi Adler, que o fitou antes de subir os primeiros degraus. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Não se preocupe, sogro – proferiu com um sorriso, ao mesmo tempo em que pegava uma vela acesa na parede. – Cuidarei bem de sua filha! – terminou com uma risada, arremessando em seguida, a vela sobre uma palha molhada com o líquido. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Adler subiu para o primeiro andar, e em poucos segundos, o sótão já estava preenchido pelas chamas. E para garantir a destruição total do lugar, tacaram fogo nos outros cômodos. Quando saíram, ainda aproveitaram para queimar uma estufa próxima a casa, destruindo assim tudo da família Goldin. A única coisa que restou foi a filha do homem que morrera dentro de sua casa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;. . . . . . . . .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-... até o último momento foi um bom homem. – terminou Adler após relembrar o episódio. Joana sentiu uma certa provocação naquela frase, tanto que ele sorriu descaradamente para ela. O olhar da jovem queria mostrar raiva, e mostrou, mas de uma forma muita mais contida do que ela verdadeiramente sentia. Apesar disso, respondeu sem olhar para o seu noivo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Eu sei disso. Fui a filha dele, portanto conhecia-o muito bem – Adler gostava muita daquela cena, pois tudo parecia tão falso, quando na verdade, um tinha vontade de matar o outro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- É! Nisso você tem razão. Mas eu também conheci muitos segredos de seu pai, coisas que nem mesmo você sabe. – Joana fechou a cara. Ele abertamente a provocava. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Aqui está o seu vinho, senhor – aproximou-se um garçom com uma bandeja contendo um copo da bebida. – Em breve trarei o jantar. – disse ele fitando os dois à mesa. Após a saída do garçom, Adler pôs seu vinho na boca e o saboreou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- É tão bom beber em momentos importantes – proferiu ele com alegria.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Que momento importante é este? – Joana perguntou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Nosso elo. O que mais poderia ser? Poderia estar brindando comigo, se também bebesse.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Eu não gosto de bebida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- É mesmo uma pena. Mas beberei por você também. Em razão ao momento de união presente, e... para um grande futuro que se aproxima – Joana encarou Adler após ouvir dizê-lo “grande futuro”. Ele estava muito concentrado bebendo para perceber os olhos furiosos de Joana.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;O grupo que tocava a música na sala mudou a melodia para algo mais alegre, mas ainda suave. Os calmos e alegres sons provenientes da viela preenchiam o salão. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Algo que também mudou foi o rosto de Joana ao avistar um conhecido parado na entrada do salão, meio que escondido atrás da parede da recepção. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Florisval? – soltou ela, surpresa por vê-lo ali. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- O que? – perguntou seu noivo acabando de beber o vinho. – Disse alguma coisa?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Ah, não – respondeu ela voltando seu olhar para Adler. Florisval ainda continuava escondido atrás da parede com apenas a cabeça para dentro do salão. – Se importa de comer sozinho? – perguntou ela a seu noivo, que ficou um pouco surpreso. – Eu estou cansada depois de caminhar tanto hoje. Acho que vou para cama deitar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Se quer assim, por mim tudo bem – concordou ele, com olhos que estranhavam tal ação. Joana levantou-se e caminhou calmamente para fora da sala, sendo seguida com os olhos de seu noivo até certo ponto. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Na sala da recepção, num canto mais escondido da vista do salão, Joana e Florisval se reencontraram. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- O que está fazendo aqui? – perguntou ela, não escondendo sua surpresa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Joana, antes de tudo, tem algum lugar onde possamos conversar mais à vontade? – perguntou ele, num tom baixo, como se não quisesse ser notado naquele lugar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Minutos depois, ambos se encontravam no terraço da hospedaria. Um lugar bem quieto, e um pouco frio por estarem ao ar livre. Dali, eles podiam ter uma ampla vista da cidade que não chegava a ser tão grande, mas conseguia esconder parte dos campos que a rodeavam. Os dois pararam a alguns centímetros da ponta do prédio e se entreolharam.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Florisval, o que veio fazer aqui? – perguntou ela.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Bem melhor agora. Eu não podia entrar lá, já que o Adler também estava naquela sala. – Joana quase se engasgou ao ouvir. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Você sabe sobre ele? – perguntou bem nervosa e surpresa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- &lt;/i&gt;Sim – respondeu o camponês, num tom melancólico, pois sabia que aquilo a magoaria. – Um amigo meu que é mago ouviu de um de seus guardas. Ele acabou me contando tudo. Eu sei o que você quer, Joana. – disse ele a fitando nos olhos. – Você quer pegar o tesouro de seu pai, e por isso foi forçada a se casar com aquele cara. Mas, você não acha que está pondo sua vida em risco? – Joana não respondeu, apenas desviou o olhar para baixo. Florisval continuou. – Sei que é importante pra você. Não deve ser fácil ver um cara cruel como ele pôr as mãos naquilo que seu pai confiou a você, mas se você não for pegar esse tal tesouro, o Adler não poderá fazer nada, certo? Sendo assim, por que você não tenta começar uma nova vida? Basta apenas ter a coragem de largar isso tudo. É difícil, mas pense bem, você pode morrer se continuar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Não posso – disse ela calmamente, ainda sem olhá-lo. – Sinto falta dos meus pais. Se aquele tesouro estiver em minhas mãos, estarei perto deles novamente. Tocar algo que já teve proximidade com minha mãe e meu pai. É isso o que esse tesouro significa pra mim. É preencher o buraco que fizeram em mim, e dentro dele, no lugar dos meus pais, estará esse tesouro, onde os sentirei para sempre dentro de mim. Por isso, por favor, não insista. Eu não voltarei com minha decisão. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Florisval sentiu-se meio triste ao ver que a pessoa à frente se arriscaria tanto por aquilo. Ele fechou os punhos e a olhou determinadamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Se é assim, eu também correrei esse risco junto a você. Vou lhe ajudar a recuperar o tesouro do seu pai.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Florisval, não... &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Joana! – Interrompeu-a. – Desde que meus pais se foram, você foi a pessoa mais maravilhosa que surgiu na minha vida. Eu já disse isso. Sinto-me feliz quando você está perto, não quero perder esse sentimento. Por isso, vou ajudá-la.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;– Florisval tirou uma das flores de seu colete e a entregou para Joana. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Uma flor?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- É uma “Rosa do ligamento”. Não é uma flor comum... – começou a explicar enquanto Joana a examinava. – ... é uma flor mágica.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Mágica?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Sim. Olhe! – O camponês tirou a flor restante de seu colete e a mostrou. As duas eram idênticas. – Quando duas “Rosas do ligamento” estão bem próximas, elas ficam numa coloração azulada bem forte, entretanto, quanto mais distante elas ficam uma da outra mais claras elas vão se tornando, até o ponto em que o azul desaparece, e ambas as flores tornam-se brancas. – Florisval tirou seus olhos das flores e os direcionou à Joana. – Quando partir com Adler, para procurar o tesouro ao amanhecer, eu saberei onde você está. Portanto, não permitirei que se afaste de mim. Quando a flor ficar nessa cor estarei bem perto de você. Eu e meu amigo mago vamos recuperar o tesouro e salvá-la antes que Adler faça alguma coisa. Por favor, não insista em me fazer desistir, eu não voltarei com minha decisão. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Joana ficou admirada com aquilo, e sorriu mesmo não assentindo com a decisão dele. Naquele instante, ela sentiu um feliz sentimento dentro dela batendo cada vez mais forte. Algo que de maneira nenhuma pensou em sentir durante sua missão em achar o tesouro. Sua vida estava tão triste e pesada, como se estivesse caminhando para a própria morte, já que Adler era mais esperto que ela. Ainda assim, tinha esperança das coisas acabarem bem. E com a chegada do estranho floricultor, que agora já não era tão estranho, sentiu que suas esperanças foram infinitamente aumentadas. Ela sentia-se feliz e apaixonada, apesar da situação em que estava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Obrigada – agradeceu com um sorriso radiante. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;. . . . . . . . . . .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;Florisval caminhava feliz como nunca em meio à sua volta para casa na estrada do campo. Ele tirou a “Rosa do ligamento” do colete e viu que o azul estava se tornando cada vez mais claro, e mal via hora de vê-lo novamente mais forte.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;. . . . . . . . . . . .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Joana olhava com um grande sorriso no rosto, a “Rosa do ligamento” em suas mãos. Deitada no quarto, ela aproveitava cada momento do que sentia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;. . . . . . . . . . .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Melvin, ainda sob o efeito da droga do floricultor, dormia no quarto de Bartolomeu. Mas em seu sono ele se encontrava em outro lugar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;As pétalas das flores tocavam suavemente o seu rosto. Melvin abriu os olhos e notou as flores bem próximas, e ao observar melhor o que havia em frente, notou um número ilimitado delas. Deixou seu corpo sentado, apoiando seus dois joelhos no chão e fitando a região ao redor. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- O campo de Florisval. – perguntou-se sobre o local onde se encontrava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Exatamente – proferiu uma voz atrás dele. O mago virou-se abruptamente e se deparou com alguém que não via há anos. Túnica branca, olhos cinzentos, e cabelos lisos e brancos até abaixo do pescoço, penteados para trás e repartidos na frente em inúmeras e pequenas mechas. Aparentava ser um jovem entre 20 e 25 anos. Este fitava o mago, com as mãos para trás. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Oráculo... – reconheceu Melvin. Entretanto, ele desconhecia toda aquela juventude apresentada a frente. – É você?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Um pouco diferente, devo dizer, mas ainda sou o mesmo. Tive que encolher um pouco os meus anos de vida por certos motivos. Mas essa não foi a razão da minha aparição. Faz apenas um ano, não faz, Melvin? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Sim – levantou-se o mago, olhando-o de modo sério. – Mas é raro você aparecer para mim. Em seis anos, eu o vi apenas três vezes. Qual o motivo da visita repentina?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Como você sabe, um Oráculo pode prever alguns eventos próximos, e eu previ um, envolvendo você. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Eu?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- É por isso que estou aqui. Para alertá-lo sobre o que deve fazer para que tal evento não ocorra. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- O que vai ocorrer? – Melvin perguntou em seu tom sério, bem curioso e atento àquilo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Parece que algumas pessoas estão lhe pedindo ajuda pelo fato de ser um mago, estou certo? – Melvin não ficou surpreso, afinal ele era um Oráculo. – A solução é simples: não faça nada. –respondeu de maneira fria. – Vá embora o quanto antes, e deixe esse assunto de lado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- O que vai acontecer se eu não fizer isso? –&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Você será descoberto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Por quem? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Não use sua energia Volaki em grande quantidade – aconselhou o Oráculo lançando-lhe um sério olhar. – Eles estão perto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Quem está me procurando? – Melvin perguntou impacientemente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- É melhor nem saber – respondeu ele virando-se e se afastando. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Ei! O que vai acontecer com Florisval e Joana se eu não fizer o que você disse? Mencionou não ajudá-los, mas o que vai acontecer com eles se o fizer?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;O Oráculo parou e encarou o mago virando seu rosto por cima do ombro. Ficou assim por um tempo, sem dizer uma única palavra. Em seguida, voltou a andar. Seu corpo foi desaparecendo lentamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Ei! Oráculo! – gritou o mago inutilmente. Ele já se fora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Melvin abriu os olhos ainda na cama, acordando sobressaltado. Sentado no colchão, respirou um pouco analisando o que tinha acontecido. Não havia sido um simples sonho, ele sabia. Uma das habilidades do Oráculo era entrar nos sonhos das pessoas para algum fim. Mas o que mais lhe perturbava era o seu aviso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Quem está me procurando? – perguntou para si mesmo, preocupado.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-8647471642873685593?l=seriemundosombrio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/8647471642873685593/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=8647471642873685593" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/8647471642873685593?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/8647471642873685593?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/05/mundo-sombrio-capitulo-05-rosa-do.html" title="Mundo Sombrio - Capítulo 05 - Rosa do Ligamento" /><author><name>Luiz dreamhope</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>lfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="02427446619369311543" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEEGQ3Y5eyp7ImA9WxJRE08.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-8840322793260376235</id><published>2009-05-14T14:35:00.000-03:00</published><updated>2009-05-14T14:37:02.823-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-05-14T14:37:02.823-03:00</app:edited><title>Mundo Sombrio - Capítulo 04 - Pedido</title><content type="html">&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Capítulo 04&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Pedido &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Com o corpo suspenso e encostado a parede, o homem era encarado pelo mago, que fez mais uma pergunta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Por que estava espionando aqueles dois? – perguntou Melvin se referindo a Joana e Florisval. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Eu... sou um guarda – respondeu o homem. – Eu protejo a moça chamada Joana. – explicou ele, ainda sofrendo por causa da força exercida pelo mago.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Um guarda? – indagou Melvin, abaixando o seu cajado em seguida. O homem resvalou suas costas no muro antes de pousar seus pés sobre o solo. A telecinese sobre ele pareceu ter requerido muito de sua força física para suportá-la, o que se pôde notar em sua respiração ofegante. Ainda neste estado, ele fitou o mago à frente. – Você é mesmo um guarda que protege a Joana? – Melvin perguntou querendo uma confirmação.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Sim. Me chamo Neal. Sou um dos guardas que protege a herdeira da família Goldin.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Família Goldin? – repetiu o mago desconhecendo-a. – Me desculpe. Eu pensei que fosse alguém com más intenções, por isso usei a força bruta logo de cara.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Sem problemas. Mas quem é você? – perguntou Neal olhando o outro de baixo pra cima. Foi quando chegou numa provável conclusão. – Você seria um... mago?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Mago Melvin – respondeu ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Eu sabia. Pelo o que fez comigo agora a pouco já podia desconfiar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Me diga, Neal. Por que estava espionando-a daqui? Não seria mais fácil se ficasse perto dela, mas distante o suficiente para não ouvir a conversa entre eles. Parece que a está vigiando em segredo – disse o mago mostrando seu ponto de vista e querendo uma resposta por tê-lo encontrado naquele lugar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;O guarda hesitou um pouco em contar. Ficou pensativo se poderia dizer aquilo, mas não ganharia nada dizendo uma mentira. E, além disso, contaria para um mago, alguém que com certeza podia confiar pelo o que essa classe representava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Sim, estou vigiando em segredo, supostamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Supostamente? –indagou o mago.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Na verdade, Joana sabe que estou a espionando de longe. Mas acontece que foi uma ordem de seu noivo para que um dos guardas a vigiasse quando ela saísse. E temos que fingir que a cumprimos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Mas por que isso? – Melvin perguntou não compreendendo. Neal suspirou e fitou o mago com seriedade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Como você é um mago, acho que não há problemas em contar. Nenhum dos guardas ou Joana contaria isso a alguém, pois é um assunto que diz respeito apenas à família Goldin. Mas no seu caso, posso abrir uma exceção, se quiser saber.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Agora que tocou nisso, por favor, conte-me – pediu o mago gentilmente, bastante interessado no que o outro escondia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- A família Goldin vem de uma linhagem nobre, porém, nos últimos anos só se resumiram a pai, mãe e filha, já que os restantes foram perdidos lamentosamente naquela guerra. Entretanto, há mais ou menos quatro anos, a mãe de Joana faleceu de uma doença. Então ficaram só pai e filha. Apesar disso, os dois viviam felizes naquela casa, e nós, os guardas que protegemos aquela família, garantimos a felicidade deles. Somos muito gratos, pois graças a eles, deram uma nova vida para pessoas que não tinha nenhuma. Éramos apenas pobres tentado sobreviver, e o senhor Boris, pai de Joana, nos acolheu e nos deu uma nova vida. Tudo estava indo bem, até um reencontro entre o pai de Joana e um outro homem de família nobre: Silmor Collens &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;– Os olhos de Neal se estreitaram ao pronunciar o nome dele. Melvin ficou ainda mais atento. – Ele era um grande amigo do senhor Boris, e depois que os dois colocaram a conversa em dia, Silmor propôs um acordo. Algo que poderia aumentar a riqueza de ambas as famílias, já que suas linhagens estavam ameaçadas por terem somente dois membros cada. A família Collens também tinha apenas pai e filho. A proposta... – Neal fitou o mago seriamente. –... era um casamento entre seus dois filhos: Joana Goldin e Adler Collens. Claro que de início Joana não aceitou, e seu pai foi a pressionando cada vez mais, pois pensava que aquilo era o melhor para a sua filha. Os meses passavam e Adler e Silmor visitavam a casa com mais frequência.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;E então, há quase uma semana atrás, um triste dia chegou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- A casa da família Goldin pegou fogo, e Boris morreu lá dentro, não foi? – perguntou o mago antecipando a revelação do guarda, que ficou surpreso ao ouvir aquilo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Como sabe sobre isso?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Eu encontrei Adler numa taverna não faz muito tempo. O seduzindo na conversa de bar ele me contou algumas coisas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Você o encontrou... O que ele contou?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Quase tudo que você narrou sobre este acordo entre as famílias. Joana foi obrigada a se casar com ele para preservar sua riqueza, já que tudo de valor na casa foi queimado. Mas ainda assim, eu não consigo entender. Pelo o que você me contou, ela não estava tão disposta com este casamento. Mesmo perdendo toda a riqueza que possuía, isso não a impedia de viver a vida da maneira que quisesse sendo rica ou não. E, além disso, não sei se Joana é mesmo ambiciosa a este ponto. Mesmo não a conhecendo, posso concluir que ela é uma jovem gentil. Forçar-se a se casar com alguém apenas para manter sua posição na nobreza não me parece um motivo muito forte para alguém que não queria se casar. Por que motivo então ela fez isso?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Há um segredo.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Algo que veio do avô de Joana, um tesouro, pelo o que sei. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Tesouro? – perguntou Melvin que se aprofundava cada vez mais naquela história.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Sim. Nós, os seis guardas, soubemos do próprio Boris que havia um tesouro na família que deveria ser conhecido por sua própria filha. Entretanto, ele não disse o que era e muito menos sua localização. Ele não contou isso à filha ou aos guardas, e seu maior erro foi ter contado para o seu melhor amigo, provavelmente sob tortura antes de sua morte. O segredo da localização do tesouro está com Silmor Collens. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-O pai de Adler? – Melvin disse, um pouco surpreso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Deve ter sido pouco antes de sua morte, o senhor Boris foi forçado a contar isso à outra família. Neste dia, Boris dispensou os guardas. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Adler, Silmor e mais alguns capangas torturaram nosso patrão em sua própria casa, e depois de conseguirem o que queriam da boca dele, começaram a incendiar o lugar. Claro, eles aproveitaram e levaram parte da riqueza em cédulas e ouro que poderiam ser perdidas no fogo.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Eu e o restante dos guardas, acompanhados de Joana que estava fora, chegamos depois que o fogo já tinha se alastrado pela casa inteira.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;. . . . . . . . . .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;- Pai! Pai! – Joana gritava desesperadamente pela única pessoa de sua família, além dela. Suas lágrimas caiam na visão flamejante poucos metros à frente. Ela queria entrar para tirar o seu pai do fogo, mas era segurada por Neal e pelos outros guardas. Quando não agüentou mais gritar pelo seu pai, e sem forças para se soltar, desabou no chão num lamentável choro de sofrimento. Sob a escura noite daquele dia, uma escura lembrança nasceu, tornando-se um dos momentos de maior sofrimento em sua vida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;. . . . . . . . . .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Perder a família inteira é muito triste – continuou Neal, num tom lamentável. – Logo após esse trágico fato, Adler e seu pai apareceram para Joana ascendendo ainda mais a proposta. Ela disse que precisava pensar mais sobre isso. Foi então que neste mesmo dia, eu ouvi uma conversa entre Adler e Silmour. Eles sabiam a localização do tesouro da família Goldin. E não apenas isso, para pegar esse tesouro era necessário que a herdeira da família estivesse casada para confiar o mesmo tesouro a próxima geração. Disseram que o tesouro era guardado por alguém que só o daria sob esta condição. Fui relatar isso a Joana, e ela tomou a corajosa decisão de casar-se com Adler apenas com o interesse em saber onde estaria o tesouro que seu pai confiaria a ela. Como as duas famílias se uniram, nós tínhamos que obedecer a ordem de ambas, mas Silmor e Adler nos ameaçaram caso contrariássemos qualquer ordem deles. Por isso temos que fingir obedecê-los, quando na verdade, só temos lealdade a Joana. A qualquer momento, Adler pode levar Joana ao local onde o tesouro está escondido, e depois que eles o pegarem, vamos matá-lo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Assassinar Adler após ele pegar o tesouro... – disse o mago refletindo. – Odeio esse tipo de idéia... E se por acaso, ele matar Joana antes que vocês façam isso?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Significa que... nós falhamos. Mas não há outro jeito. Esse tesouro é a única coisa que restou da família e Joana está disposta a tudo para pegá-lo. Não é questão de valor material, e sim paternal. – Neal caminhou até o muro onde antes, espionava as duas pessoas no campo. – Mesmo não parecendo, ela é uma pessoa muito madura, e está disposta a correr todos os riscos com isso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Por que vocês não usam o mesmo jogo que fizeram com Boris? Torturem-no até falar, e ele cederá priorizando sua vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Ele mesmo disse. “Mesmo que eu morra, o segredo continuará comigo. Por um tesouro maior vale pôr a minha vida em jogo. O mesmo vale para o meu pai.” É por isso que esse é o único jeito de recuperar o tesouro que Joana tanto quer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Entendo. É mesmo uma missão perigosa – Melvin disse olhando para a mulher que conversava com o floricultor. Seus olhos passaram a visar o camponês. &lt;i style=""&gt;“Nesse caso, não sei se essa seria a mulher ideal para você, Florisval. Ela carrega um peso o qual não vai se livrar até a hora certa. Entretanto, ambos estão sozinhos. É algo em comum, mesmo vindos de vidas distintas. Terei que contar isso a ele, se não...” &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Ah, Melvin. Eu estive pensando, se talvez... – Neal começou a falar, mas foi interrompido pelo mago.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Pudesse ajudá-lo? – Melvin completou a idéia do guarda com sua pergunta. O mago então o fitou. – Gostaria de ajudar a recuperar o tal tesouro. Entretanto, eu não poderei fazer nada para impedir Adler.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Mas por quê? – perguntou Neal, surpreso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Eu... tenho meus motivos&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;– proferiu o mago, meio receoso. – Na verdade, os magos não se envolvem com qualquer problema que encontram. É preciso analisá-lo para não criarem desavenças com outras pessoas. Nesse caso, terei que impedir os Collens de pôr a mão neste tesouro. Mesmo impedindo a ambição desta família, acha que não existem outras “famílias Collens” que nem esta por aí? Se eu impeço uma família, estou dizendo que posso impedir as outras. E quando estas souberem que os magos estão afrontando qualquer tipo de ambição que elas tenham, será um palco perfeito para uma guerra entre os magos e estas famílias. É preciso ressaltar que elas acumulam uma parte significativa da riqueza de todo o mundo. Elas não se contentarão com isso, e porão a vida de muitas pessoas em risco. Embora, magos tenham a missão de levar o mudo para um caminho melhor, não é simplesmente nós dizermos e fazermos o que é certo. Temos que pensar nas conseqüências e mudanças que cada ato nosso fará no mundo. – Ele centrou-se novamente em Neal. – Por isso, um pedido desse requer muito de minha reflexão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;O guarda assentiu depois de ouvir toda aquela explicação. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Está bem. Eu entendi. Mas mesmo com sua ajuda ou não, sei que vamos conseguir. Iremos recuperar aquilo que é precioso para ela. – disse Neal, fitando Joana no campo florido. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Eu acredito que sim – Melvin o incentivou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;. . . . . . . . . . .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Joana continuava surpresa, olhando para o rosto contente do floricultor que detalhou ainda mais o pedido. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Não quer ficar aqui? Cuidando desse campo ao meu lado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Eu... – a mulher não sabia o que responder diante daquele pedido. Aquilo foi sem dúvida uma surpresa para ela. Mas algo naquela expressão de Florisval e em sua proposta lhe confortava. A possibilidade de uma nova vida, uma que seja feliz. A reconstrução de uma família e o retorno das flores que lhe acompanharam um bom tempo no decorrer de sua existência. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Entretanto, um motivo não a deixava dizer sim. – Sinto muito – lamentou desviando o olhar e passando a fitar o belo campo florido. – Eu não posso aceitar isso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Por quê? – Florisval perguntou um pouco surpreso, mas não totalmente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Tenho meus motivos. Tenho... – ela hesitou um pouco e continuou, com uma expressão de quem escondia algo muito profundo. – ...uma coisa importante para fazer. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Aquelas palavras não podiam ser derrubadas, visto que pareciam vir de algo bem relevante na vida dela. Mas a cada segundo que o floricultor olhava para o rosto daquela mulher, que ainda fitava o campo, mais ele se enchia de coragem para não desistir do pedido. Algo não o fazia parar de tentar. Algo que brotava de um sentimento que raramente ele sentiu na vida. Pensou ele se poderia ser amor. E se fosse, não queria largar aquela sensação de maneira nenhuma. E também, não queria largar aquela jovem de forma alguma.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Essa coisa é tão importante a ponto de desperdiçar a chance de obter uma nova vida? – perguntou ele, causando uma certa surpresa em Joana, que voltou seu olhar para o camponês. – Eu não sei o que você tem que fazer, mas pelo o que você me contou da sua história, é uma pessoa que no momento se encontra infeliz e sem um lar.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Eu estou te oferecendo um, e ficaria muito feliz se aceitasse. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Você quer que eu more aqui com você?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Não exatamente morar aqui comigo, mas eu pagaria um lugar pra você ficar na cidade. E assim, poderia me ajudar na floricultura e no campo. – disse o camponês, entusiasmado. – Seria muito bom ter você por perto, pois... eu... – Florisval sentiu-se encabulado em dizer todo o resto. Joana lhe fitava cada vez mais atenta. O floricultor tomou coragem e ascendeu todo o seu sentimento em suas palavras. – Eu gosto muito de você. Quando eu a olhei pela primeira vez na loja, eu tinha certeza de que poderia me dar muito bem com você. Para alguém que vivia sozinho, eu me senti tão feliz como nunca me senti antes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;A expressão impressionada de Joana permaneceu por alguns segundos até ela soltar um sorriso admirável. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Eu também senti isso quando nos vimos – aquela resposta encheu o rosto do camponês de felicidade. – Eu vou pensar no seu pedido. Darei a reposta amanhã de manhã. – disse ela pondo-se a andar para sair do campo seguido do rosto apaixonado do camponês. – Me espere até lá. – terminou ela dando uma última olhada para ele antes de se afastar mais. Florisval correu seus olhos por ela. Mesmo sem se olharem, ambos estavam esboçando felizes sorrisos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;“Poderei eu...”&lt;/i&gt; pensava Joana&lt;i style=""&gt; ”... começar uma nova vida?”&lt;/i&gt; As palavras de Florisval e o seu sentimento por ele cresciam cada vez mais dentro dela, a ponto de seu sorriso não se desmanchar por um longo tempo em seu caminho de volta para casa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;. . . . . . . . . . .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Ela está indo embora – observou Melvin. Ele e o guarda viam Joana se afastando do campo e tomando a estrada para a cidade. – Você vai segui-la, não vai? – perguntou o mago olhando para Neal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Sim – respondeu o guarda. Mas antes de ir também, ele deu uma última olhada para o mago e fez uma pergunta. – E quanto a sua ajuda?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Eu irei pensar no caso. Mas julgo necessário alguns dias para que eu possa dizer um “sim”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Por favor, não demore. Sinto que estamos perto do local do tesouro. Mais três dias de viagem, e chegaremos à casa da família Collen. Antes disso, Adler com certeza vai ir ao lugar do tesouro com Joana. É nesse momento que agiremos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Farei o possível para ser breve – disse o mago gentilmente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Joana e Adler estão na hospedaria “Meredith” e os outros guardas estão em hospedarias próximas. Quando se decidir, passe por lá, que iremos te ver. – Estava para andar, quando se lembrou de mais uma coisa. – Ah, e não conte a ninguém o que disse a você.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Nem para o Florisval? O cara com quem Joana conversou. Ele é um amigo meu. – perguntou o mago.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Não. E além do mais, Joana deve ter ocultado isso dele. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Certo – assentiu o mago. Neal agradeceu e se afastou. Melvin ficou o fitando por um tempo, vendo sua figura sumir após muitas árvores à frente. Ele voltou seu olhar para Florisval que permanecia parado no campo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Em questão de poucos minutos, Melvin estava apenas a alguns metros do floricultor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- No que está pensando, Florisval? Está a um bom tempo aqui parado – disse o mago se aproximando. Florisval virou-se com seu rosto ainda feliz.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Eu estava...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- ...com a Joana. – interrompeu o mago para a surpresa do camponês.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Como sabe disso?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Eu estava por perto quando os vi aqui. O que andaram dialogando pra conversa se prolongar tanto?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Eu... – Florisval não conseguia desatar seu sorriso e esconder sua felicidade. – fiz um pedido a ela.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Pedido?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Disse que poderia morar aqui na cidade e me ajudar com a loja e com o campo, para sempre. Ela me contou que estava se sentindo sozinha. Por incrível que pareça, ela é muito semelhante a mim. Acho que nosso encontro foi coisa do destino, não acha? – dizia o camponês cheio de alegria. Melvin estreitou os olhos um pouco, estranhando o que Florisval acabara de contar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Semelhantes? O que ela contou sobre Adler a você? – perguntou o mago.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Adler? – o floricultor desconheceu aquele nome. – Quem é? – O mago suspirou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Parece que ela não contou nem o início dessa história. – proferiu o mago. Florisval fez uma cara de quem não entendia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Como assim?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Vamos entrar. Eu vou lhe contar o que sei sobre ela.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;. . . . . . . . . .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Joana – chamou Neal se aproximando da jovem no meio da estrada. Estavam voltando para Govenrrar pelo mesmo caminho, com os campos com poucas árvores ao lado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Ah, Neal – reconheceu ela com um sorriso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-O que conversava tanto com aquela pessoa? – perguntou pondo-se a andar ao lado dela. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Algumas coisas. Bem, acho que terei um lugar para voltar quando tudo acabar. Eu ficarei aqui nessa cidade. Aquela pessoa se tornou um grande amigo meu. – explicou ela, ainda sorrindo, com seu olhar a frente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Amigo? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Apenas uma pessoa que conheci há pouco tempo. Mas muito adorável, com certeza. – As palavras de Joana faziam Neal pensar se ela gostou do rapaz. Queria perguntar isso, mas achou melhor contar sobre o que houve com ele antes. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Eu também conheci uma pessoa agora a pouco – disse ele despertando a atenção dela. – Ele me achou quando eu estava vigiando você no campo. Era um mago.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Um mago? – Joana ficou surpresa e parou de caminhar fitando o guarda em seguida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Esse homem encontrou Adler por acaso, em uma taverna na cidade, e ficou sabendo sobre você. Parece que esse mago é um amigo do seu novo amigo, a pessoa com quem conversou agora. Eu contei tudo pra ele, todos os pontos da história, porque queria a ajuda dele. Com um mago tudo ficaria mais fácil. Entretanto, ele explicou os motivos para não se envolver e disse que irá pensar sobre o assunto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Esse mago é amigo do Florisval?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Esse é o nome daquele camponês? Sim. Foi o que ele me disse – Neal pôde ver certo tormento no rosto de Joana.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- E se ele contar tudo para o Florisval? – perguntou ela, um pouco aflita.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Eu pedi a ele para que não contasse nada – disse Neal, confortando-a.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Que bom. Eu não quero que ele saiba sobre isso – suspirou aliviada, pondo-se a andar novamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;. . . . . . . . . . .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Quase uma hora depois, Florisval, sentado à mesa de sua cozinha ainda absorvia aquela inesperada informação sobre a vida de Joana. Adler? Silmour? Tesouro? Nada daquilo fazia sentido pra ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Melvin. Você tem certeza do que está me contando? – perguntou o camponês com uma aparente agonia em sua fala. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Foi o que ouvi do Neal, um dos guardas de Joana. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Isso não pode ser verdade – disse ele olhando para baixo, um pouco em choque se forçando a não acreditar. – Tem algo errado, Melvin! – exclamou fitando o mago. – Eu tenho certeza que ela era mulher que pensei que era. Quando ela me contou a história dela, eu logo de cara me identifiquei e pensei que nós seríamos felizes. Estava indo tudo tão bem, tudo tão certo. Tenho certeza que ela era a pessoa certa. – As palavras de Florisval soaram desesperadas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Florisval, eu vou dizer o que há com você – disse o mago calmamente. – Você fez uma visão errada de Joana. Uma pessoa que sempre viveu sozinha e esperou ansiosamente para encontrar a mulher de sua vida. Uma imagem utópica é o que você tem dela. As pessoas nem sempre são como esperamos que fossem. Apenas porque você viu uma semelhança entre suas vidas não significa que ela seja tudo aquilo que você imagina dela. Afinal, ela só contou um pedaço de sua história. Ela ocultou muitas verdades de você, pois essas com certeza fariam a diferença e quebrariam de vez qualquer semelhança que vocês tivessem entre si. Ela não revelou isso tudo para não envolvê-lo. E para ser franco, eu tenho minhas dúvidas se ela vai mesmo aceitar o seu pedido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Ela vai aceitar! – disse o camponês em um primeiro momento bem confiante, mas fraquejou em seguida, pela crescente dúvida que se apoderou de sua determinação. – Ela vai... aceitar. – sua voz já não era tão determinada, e sim duvidosa. – Droga! – gritou ele socando a mesa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Acalme-se, Florisval. Você não pode fazer nada até ela decidir o que é melhor para a vida dela.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Não posso decidir. É claro que posso! – exclamou ele com uma leve raiva, levantando-se da cadeira. – Posso parar esse Adler! Ele é o desgraçado que está prendendo a vida dela. Vou forçá-lo a falar onde está o tesouro do pai dela, e assim ninguém precisará correr riscos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Não seja estúpido, Florisval! – disse o mago já não tão tranqüilo. – Se fizer isso, você mesmo vai se pôr em risco. Além do mais, o próprio Adler disse que está disposto a morrer pelo segredo. Torturá-lo até falar não vai adiantar em nada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Florisval se hesitou em falar, vendo que o mago tinha razão. Mas aquela situação ainda o perturbava, e ficar sentado não fazendo nada, não era o que queria. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Nesse caso, vou ir para a cidade, e ajudar ela e os guardas. Vou segui-los durante a viagem, e quando chegar a hora eu também ajudarei.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Então tenha paciência até amanhã de manhã. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Mas não seria melhor ficar na cidade, para caso deles fugirem antes?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Acho pouco provável que isso aconteça. Ela disse que lhe daria uma resposta de manhã, e mesmo se não fizer isso eles só partirão no amanhecer. Não fique afobado! É até melhor que deixe os garotos fecharem a loja hoje por você, como os instruiu antes de sair. – Florisval finalmente assentiu. Ele olhou para o mago.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Você também irá ajudar, não é?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Eu não sei. Preciso pensar sobre isso – Melvin disse refletindo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Pensar sobre o que? O que a Joana está tendo é uma injustiça. O ato que Adler está para fazer é condenável, não é? Magos não permitem coisas assim. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- É claro que não. Mas eu já lhe expliquei antes o mesmo que disse para o Neal. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Mas você tem o poder pra impedir que uma coisa ruim aconteça. O Adler não vai ter a mínima chance se você estiver lá. Aquele cara vai acabar morrendo por você e pelos guardas e pagando pelo o que fez.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Cale-se! – gritou o mago, furioso. Ele olhava para baixo, não triste, mas frustrado. Depois, mais calmamente, ele tornou a falar. – Não é tão simples assim. – proferiu saindo da cozinha. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- O que houve com ele? – &lt;/i&gt;O floricultor ficou sem entender o porquê daquela repentina fúria.&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Melvin entrou no cômodo o qual dormira na noite passada, e ficou parado, refletindo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Matar... – murmurou. – Eu... não faço mais isso. – terminou ele com uma enorme frustração e raiva que se refletia em seus punhos cerrados.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-8840322793260376235?l=seriemundosombrio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/8840322793260376235/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=8840322793260376235" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/8840322793260376235?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/8840322793260376235?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/05/mundo-sombrio-capitulo-04-pedido.html" title="Mundo Sombrio - Capítulo 04 - Pedido" /><author><name>Luiz dreamhope</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>lfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="02427446619369311543" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEECR346eCp7ImA9WxJREEs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-2414869668071269823</id><published>2009-05-11T14:23:00.000-03:00</published><updated>2009-05-11T14:24:26.010-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-05-11T14:24:26.010-03:00</app:edited><title>Abismo Da Escuridão - Página 58</title><content type="html">&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Narrador: Personagem desconhecida&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Será que já tem gente lá dentro? Eu tive que esperar todo aquele pessoal sair do mural pra eu poder ver onde ficava a minha sala. Com certeza eu perdi um bom tempo lá, e a aula já deve ter começado. Se isso for certo, minha entrada irá interromper a aula e receberei olhares de todo mundo da classe. Ah, não acredito que vou ter que passar por isso!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Sinto meu coração pulsando mais forte a cada passo que me aproximo da sala 205. Estou tremendo, preciso manter a calma. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;A porta estava aberta, e a única pessoa que vi foi uma jovem mulher que falava a turma. Acho que é a professora. Ela parou de falar assim que me viu na entrada. O que me fez gelar foi o “Pode entrar!” que ela me disse.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Essa era a situação que não queria. Todo mundo olhando pra mim. Meu olhar encontrando cada um de relance. Meus pés tremendo a cada passo dado. Não posso suportar este nervosismo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;AAHHH! Quando me dei conta já estava no chão por ter tropeçado. Nem se passou um segundo, e já ouvi risadas da turma inteira. Até eu riria se não fosse eu a cair. Eu sabia que ia dar mancada na hora. Agora todo mundo vai saber que sou uma garota lerda, tímida e estranha. Pelo menos ainda tenho força para levantar mesmo com minha auto-estima a zero. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Nossa! Você está bem? – perguntou a professora ao meu lado. Eu levantei antes dela se agachar para me ajudar. Ouvi um dos alunos comentando num tom bem cômico.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Caralho. Ela tropeçou na própria perna. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Nem com aqueles óculos. – comentou um outro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não é cegueira, é lerdeza.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Eu queria me defender das palavras dele, mas não sabia o que falar. Mas foi a voz firme da professora que os fizeram calar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Barril! Pare com isso! Mas um pio sobre isso e te mando pra diretoria. Apesar de não dar em nada, a turma pode respirar melhor com sua ausência. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Qual é professora? O que será essa turma sem mim? Eu vou ser aquele vai guiá-los durante o ano inteiro pra que todos aproveitem ao máximo o que uma escola pode oferecer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Tamo fudido então – disse um outro, que acho que é colega desse tal de Barril.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ah, fala sério. Sou o cara mais veterano e experiente dessa sala. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Todos já imaginam o porquê. – Dessa vez foi a professora quem falou. – Porque não conta aos seus novos colegas a quanto tempo está no mesmo ano?&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Ouvi risadas de alguns alunos. Eu até tive vontade de rir, mas só consegui dar um sorriso. A professora voltou a falar comigo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Sente-se em algum lugar – pediu ela gentilmente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Olhei pra ela e assenti com a cabeça. Fui em direção ao espaço entre a terceira e a quarta fileira. No caminho, olhei de relance para aquele gordo lá no canto da parede. Pelo seu sorriso parece que ela vai querer me zoar mais tarde. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Coloquei meus olhos novamente para frente, só que para o chão, não querendo mais ser confrontada pelo olhar de mais ninguém. A última carteira da terceira fileira era o meu destino. Lá, eu posso ficar sossegada sem ninguém me notar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Sentei-me na carteira e pus minha pequena mochila bege sobre ela. Fiquei pensando em como eu poderia agüentar minha vida nesta escola. Eu só quero ficar sozinha.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Na próxima página:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Vinicius:&lt;/b&gt; Ei, eu conheço aquela garota. É aquela que gritou quando eu tava no auditório. Será que ela vai se lembrar de mim?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-2414869668071269823?l=seriemundosombrio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/2414869668071269823/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=2414869668071269823" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/2414869668071269823?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/2414869668071269823?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/05/abismo-da-escuridao-pagina-58.html" title="Abismo Da Escuridão - Página 58" /><author><name>Luiz dreamhope</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>lfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="02427446619369311543" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEEFQn8zeyp7ImA9WxJREEs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-6980596288628597775</id><published>2009-05-11T14:21:00.001-03:00</published><updated>2009-05-11T14:23:33.183-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-05-11T14:23:33.183-03:00</app:edited><title>Abismo Da Escuridão - Página 57</title><content type="html">&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Narrador: Léo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Vamos pessoal. Aos seus lugares, pois a aula já deveria ter começado – disse a professora olhando pacientemente os alunos retornarem as suas carteiras. Eu voltei para a minha, e olhei para o resto da turma.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Os que ainda não estavam sentados acabavam de se acomodar. Eu reparei bem a posição da maioria dos alunos na sala.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;A sala é composta por cinco fileiras de oito carteiras totalizando quarenta, sendo que provavelmente nem todas serão utilizadas. Na fileira do canto onde é a entrada da sala, havia o Barril sentado logo na primeira carteira. Antes ele estava atrás, mas parece que mudou de idéia. Normalmente aqueles que sentam na frente são os alunos inteligentes, atenciosos e puxa-sacos, só que pelos menos os dois primeiros itens não são o caso do Barril.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;O motivo pra ele sentar ali está atrás dele. Uma garota do tipo sexy. Os dois amigos do Barril se encontram bem próximos sendo que um está atrás dela, e o outro na cadeira da fileira ao lado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Depois da garota e do cara atrás dela, há uma carteira vazia e logo depois dois garotos que não havia reparado. Eles pareciam estar conversando como se fossem amigos de muito tempo. Depois deles, na última carteira da fileira, estava uma garota que não se vê todo dia. Ela era extremamente gorda sendo que seu corpo mal cabia direito na carteira. Imagino como aquilo deve estar apertado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Meus olhos rolaram para o Barril um pouco a frente. Se eu fosse o Barril, apesar dele ser também gordo, com certeza zoaria aquela garota. Pessoas obesas são alvos fáceis para pessoas que nem o Barril. Só espero que ele não faça nenhuma humilhação com ela.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Voltando para a frente da sala, só que para a segunda fileira ,estava um lugar vazio. Depois vinha o amigo do Barril, e depois mais um lugar vazio para a entrada de um garoto e uma garota que também não havia percebido.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Depois, mais dois lugares vazios. Parece que quase ninguém gosta daquele lado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Na terceira fileira estava um lugar vazio, e em seguida uma daquele trio de garotas que vi depois que entrei na sala. Depois mais uma garota e depois mais dois garotos. Ao meu lado esquerdo as três cadeiras desta fileira se encontram por hora vazias.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Na quarta fileira, um garoto moreno de baixa estatura, duas garotas daquele trio, depois ninguém novamente, Vinicius, eu, e o Guilherme atrás.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;No canto da parede, a última fileira, na primeira ninguém, depois, um cara meio estranho. Parecia ser algum tipo de metaleiro. As duas carteiras seguintes estavam vazias. Caramba. Há um grande número de carteiras vazias, apesar de que algumas parecem estarem quebradas.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Depois ao lado do Vinicius, Sthephanie, ao meu lado, Diego e atrás dele o Lopez, sentado no cantão da sala.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Quanta gente! Eu me pus mesmo a observar todo mundo? Alguns eu conheço de vista, outros não. Mesmo assim parece que terei de conviver com todos eles daqui pra frente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Na próxima página: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Personagem desconhecida:&lt;/b&gt; Eu estou tão perto da sala... Tomara que ninguém me note entrando lá.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-6980596288628597775?l=seriemundosombrio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/6980596288628597775/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=6980596288628597775" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/6980596288628597775?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/6980596288628597775?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/05/abismo-da-escuridao-pagina-57.html" title="Abismo Da Escuridão - Página 57" /><author><name>Luiz dreamhope</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>lfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="02427446619369311543" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkEERn4yeCp7ImA9WxJSFkk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-38006013221681020</id><published>2009-05-06T19:22:00.000-03:00</published><updated>2009-05-06T19:23:27.090-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-05-06T19:23:27.090-03:00</app:edited><title>Abismo Da Escuridão - Página 56</title><content type="html">&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Narradora: Sileide&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Já estou vendo. Aquela é a sala onde darei minha primeira aula do ano. Primeiro ano do Ensino Médio, uma turma novata. Dar uma aula nessa turma é bem diferente do que dar uma no segundo ou terceiro. O ambiente do segundo e terceiro ano são bem mais relaxantes já com várias amizades entrelaçadas com os alunos. Entretanto, numa turma de primeiro ano, não posso me confortar tanto. Minha preocupação inicial é sempre conhecer melhor os alunos. Se em compensação não estou perto de pessoas conhecidas, conhecer novas é muito gratificante. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Algumas delas eu até já conheço. Eles podem ser um saco pra aturar, mas ainda são meus alunos. Olhei para o Barril e seus dois colegas repetentes atrás de mim. Ainda havia aquele novo aluno perto de mim. Ele tem uma aparência esquisita. Só tomara que ele não se torne muito amigo do Barril. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Bem. Aqui estamos&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;– disse aos meninos já em frente à sala. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Logo ao entrar, notei os alunos presentes. Olhei todos de relance e fiz uma média de vinte alunos que logo me observaram entrar na sala. Com mais de vinte minutos de atraso, duvido muito que alguém não me perceba.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Narrador: Guilherme&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Droga! Esse monstro ta sugando meu “HP”. “X – potion”, rápido! Tenho um cavaleiro e um arqueiro ainda pra reviver. Ah, não! Meu bruxo!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Narrador: Vinicius&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Who! E eu pensei que só ia ter olhos pra alunas. Não imaginei que viria uma “boa” professora. Tomara que ela dê uma matéria grande como Matemática ou Português, assim poderei vê-la mais frequentemente. Será que ela dá aula particular em casa?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Narrador: Léo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Olha, Léo! Não é aquela professora que tava na sala do Pena? – perguntou o Diego que já tinha percebido. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- É sim&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;– respondi vendo aquela mulher se aproximar do nosso grupo. Desde a saída do Evan, eu, Diego, Lopez, Vinicius e Sthephanie continuamos na parte da frente da sala. Não esperava que a Sileide fosse nossa primeira professora. Já próxima do grupo, ela logo nos reconheceu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ah, são vocês dois? Espero que tenham chegado aqui sem problemas depois daquilo. – perguntou ela. Diego respondeu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não sofremos mais trotes depois daquilo. Chegamos aqui inteirinhos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Que ótimo! – Sileide disse contente e logo em seguida jogou um sério olhar para o Barril que estava alguns metros atrás dela ouvindo a conversa. – Espero que continue assim. – Barril olhou para o lado coçando o rosto se fazendo de desentendido. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Narrador: Barril&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Aquele filho da mãe do Diego ainda sorri. Tá fudido! Ainda vou acabar com ele fora do colégio. É melhor eu me afastar desse pessoal e da professora. Aquele cara com aparência de metaleiro foi pro outro canto da sala. Muito bom. Eh, muito bom! Aquela gostosa acabou de entrar na sala. Vou sentar na frente dela e bater um papo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Narrador: Autor&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Há dois kilômetros de distância do colégio Almeida Ramos, um pássaro negro pousou gentilmente sobre o galho de uma árvore em meio a uma floresta. Seus olhos escuros pairaram num desconhecido rapaz loiro de boné verde que andava solitário por ali.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;O pássaro negro soltou um grunhido e bateu as asas para o céu azul.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Na próxima página: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Léo: &lt;/b&gt;Hora de observar os alunos da sala.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-38006013221681020?l=seriemundosombrio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/38006013221681020/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=38006013221681020" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/38006013221681020?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/38006013221681020?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/05/abismo-da-escuridao-pagina-56.html" title="Abismo Da Escuridão - Página 56" /><author><name>Luiz dreamhope</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>lfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="02427446619369311543" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkIARXs7eip7ImA9WxJSFkk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-915399367252641121</id><published>2009-05-06T19:21:00.000-03:00</published><updated>2009-05-06T19:22:24.502-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-05-06T19:22:24.502-03:00</app:edited><title>Abismo Da Escuridão - Página 55</title><content type="html">&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Narrador: Barril&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Ah, mais que cacete. Aquele rico filho da mãe me deixou puto. Até desisti de ficar em frente à sala pra zoar os calouros. Preferi então descontar nas outras pessoas. Azar o delas. Ainda nos corredores podia-se ver alguns calouros procurando por suas salas. Se essas porras fossem mais espertas já estariam dentro de uma classe. Como punição devem levar trote. Huh, como se eu fosse a favor da idéia de estarem em uma sala de aula. Mas a parada mesmo é que eu quero zoar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Dei um enorme sorriso ao olhar para uma folha de caderno com uma frase escrita bem grande “Bate aqui”. Ri de forma divertida que foi percebida pelos meus dois amigos que caminhavam ao meu lado: Pernalonga e Pinóquio. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Isso vai ser divertido. – disse olhando para os dois.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;E então escolhi o primeiro para brincar. Sem notar a nossa presença, e eu com um largo sorriso dei um porradão atrás dele colando o papel em suas costas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Qual é parceiro! Tudo na boa? – perguntei alegremente ao lado dele. Ele fez uma cara de confuso não entendendo da onde eu tinha saído. Foi então que o Pinóquio bateu atrás dele e se pôs do outro lado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- E aí, cara? Beleza? – disse ele. Depois foi a vez do Perna bater e se posicionar atrás dele. Ele foi o que mais assou as costas do cara. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ei, parem com isso! – resmungou o garoto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ah, qual é? Tu é nosso colega ou não? – disse dando mais uns tapinhas nas costas deles.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;E foi assim com os outros calouros que vimos dando mole nos corredores da escola. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Foi muito divertido brincar com eles. Teve um que logo na primeira batida saiu correndo. Todo medroso, aí. Sorte que eu peguei a folha se não ela ia embora junto. A brincadeira tava tão boa que já nem queria voltar pra aquela sala. Deixa a aula começar sem mim. Não to nem aí mesmo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Vi mais um aluno de costas logo à frente com uma camisa preta. Tava tão focado em me divertir com a cara dos calouros que nem notei o tipo de calouro com quem fui brincar. Logo ao colar a folha nas costas dele, senti uma diferença dos otários com quem brinquei antes. Esse tinha mais massa. Foi então que olhei bem e vi que ele tinha quase o meu tamanho, se não um pouco maior. Ele devia ter também a mesma carne que eu, só que a dele era mais distribuída pelo corpo o que resulta num cara bem forte.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Eu me pus ao lado dele para ver a cara do indivíduo, pois a única coisa que podia ver eram seus cabelos curtos arrepiados de cor escura. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Lentamente ele virou seu rosto. Eu pude notar que ele assim como o riquinho de antes, usava óculos escuro, só que no caso dele era mais assustador. Tinha uma barba áspera, um brinco na orelha esquerda, e uma corrente em seu pescoço. Correntes também em seu pulso, e em sua calça-jeans. Notei também a imagem de sua camisa. Uma caveira com a frase “Um dia você será apenas isso”. Que porra de frase é essa? Foquei minha atenção novamente para o rosto dele. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Algum problema? – perguntou ele num tom bem grosso e sério. Puta que paril! Esse cara deve ser três vezes mais barra pesada que eu. É melhor me afastar deste tipo de pessoa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não, nenhum. – disse já querendo ir embora. Não que eu esteja amarelando, mas não quero nada com pessoas assim. Logo senti um frio na espinha quando ele pôs sua mão nas costas e tirou a folha. Ele percebeu o “bate aqui” escrito. Ele me encarou com seus óculos escuros e estendeu a mão segurando o papel. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Eu vou amassar – disse ele. Logo em seguida, sua mão começou a amassar o papel. Quando terminou o deixou cair no chão. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ficou bem amassado. – comentei, engolindo uma saliva.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não estou falando do papel. – disse ainda me encarando.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Hein!? – Glup.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Meus dois amigos ficaram alguns metros atrás apenas observando. Amigos porra nenhuma. Dá uma mão aqui, caralho! Esse cara tá mesmo querendo me ferrar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- O que eu vou amassar vai ficar com uma aparência bem pior do que esse papel, você não acha?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Err... – Vou responder o cacete. Vou correr antes que esse cara me mate.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Barril! – Nunca fiquei tão feliz de ouvir essa voz. Olhei para frente e vi minha salvadora.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Professora Sileide! – exclamei muito contente. Duvido que este cara faça alguma coisa agora.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Por que essa alegria toda em dizer o meu nome? Eu nunca vi você assim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Errr... – Não sabia o que responder de novo. – Eu tô voltando pra 205 agora. – Nunca pensei que diria isso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- 205? Essa é a sala que vou dar aula agora. – disse a professora. – Aliás, já estou atrasada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Eu vou com a senhora – disse me juntando a ela.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- E você? – perguntou ela falando com o cara que iria me bater.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;– Não já deveria estar na sua sala?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Sim. Por isso vou com vocês. Sou da sala 205.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Puta que paril! Puta que paril! Me fudi! E o desgraçado ainda dá um sorrisinho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Então vamos indo. – disse a Sileide começando a caminhar. Deixei o cara andar na frente e fiquei um pouco atrás. Meus dois amigos que não serviram pra porra nenhuma me seguiram. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Cara, acho que tu ta...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Vão a merda vocês. – murmurei puto por eles não terem me ajudado. – Quando ele vier até mim, vou fazer vocês de escudo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Na próxima página: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Sileide:&lt;/b&gt; Essa é a sala 205. Tem algumas pessoas aqui que reconheço.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-915399367252641121?l=seriemundosombrio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/915399367252641121/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=915399367252641121" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/915399367252641121?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/915399367252641121?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/05/abismo-da-escuridao-pagina-55.html" title="Abismo Da Escuridão - Página 55" /><author><name>Luiz dreamhope</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>lfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="02427446619369311543" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkECQHYyeSp7ImA9WxJSFkk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-612862085815419425</id><published>2009-05-06T19:20:00.001-03:00</published><updated>2009-05-06T19:24:21.891-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-05-06T19:24:21.891-03:00</app:edited><title>Abismo Da Escuridão - Página 54</title><content type="html">&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Narrador: Léo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Não acreditei no que meus olhos viram. O Diego aplicou mesmo um soco naquele cara. O olhar dele parecia enfurecido naquele momento. Ele...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- O que pensa que está fazendo atacando os outros de forma covarde? Nunca imaginaria que você me daria um soco. – Evan disse o encarando, muito irritado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- O único covarde aqui é você. Sua arrogância imprestável passou dos limites agora. Você não tem o direito de falar assim com as pessoas. O que você tem na cabeça pra julgar elas dessa maneira? – Diego falou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Aquelas palavras, ele estava mesmo me defendendo? Diego não era o tipo de pessoa que eu pensava que seria, caso descobrisse o precipício que existia entre a gente. Nós não somos iguais perante a sociedade. Foi isso o que pensei. Quando eu o conheci, não quis contar logo de cara em que tipo de realidade eu vivia, pois sabia que provavelmente iríamos nos afastar depois disso. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Aquela conversa no vestiário me fez perceber isso. Não falar muito sobre mim era a melhor coisa a se fazer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;. . . . . . . . . .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;- Será que elas são de graça? – perguntou Diego analisando a camisa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;- De graça ou não, não temos outra coisa para colocar. Mas tomará que sejam. Eu não tenho dinheiro pra pagar isso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;- Pô, eu só estou com 10 reais na carteira. Se tiver que pagar nem sei se o meu dinheiro dá. Se eles nos cobrarem é só dizer que pagamos amanhã. – É verdade. Estou numa escola de pessoas que tem uma condição financeira muito superior a minha. Sei que não são todos os ricos. E pouquíssimos são de classe média. A maioria é pobre, mesmo tendo uma boa condição. A diferença é que eles são pobre classe A, enquanto eu sou classe E.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;. . . . . . . . . .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- E o que você tem na cabeça pra falar comigo dessa maneira? Parece que você é um aluno pagante. Eu não sei quanto dinheiro você tem, mais deve ter muito valor que aquele pobretão ali. – Evan continuou provocando.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Como é? – Diego se irritou bastante com a última frase ouvida, e o levantou puxando-o pelo terno e o prensando contra parede. – O que eu vejo de pobre aqui é o seu modo de definir as pessoas. Aquele pobretão que você fala tem muito mais valor que você.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Você se preocupa tanto assim com ele? – perguntou Evan me olhando.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Mas é claro. Ele é meu amigo. – disse Diego ainda num tom furioso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Amigo?... Amigo? Nós mal nos conhecemos e ele se preocupa tanto comigo a ponto de encarar o Evan de frente? Por que eu não enxerguei isso antes? Como fui idiota. &lt;i style=""&gt;Diego! &lt;/i&gt;Eu gritei mentalmente enquanto eu o via com as mãos na barriga. Evan havia lhe dado uma joelhada, e logo em seguida olhou para o grupo ao lado dele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Alguém mais quer tentar? – Era óbvio que ninguém mais iria se opor a ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;O Evan saiu da sala e a Sthephanie foi logo se agachando ao lado do Diego. Eu também queria ir até ele, mas não sei o porquê, eu não conseguia me levantar. O soco que eu recebi e o engano que tive sobre o Diego me fizeram perder forças. Eu não sei por que, mas eu estava me sentindo muito mal, derrotado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;. . . . . . . . .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;- Lembre-se disso. Você sempre me verá acima de você. Você sempre ficará abaixo de mim. Este é o nosso destino imutável. – Evan&lt;/i&gt; &lt;i style=""&gt;proferiu esboçando um largo sorriso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;. . . . . . . . .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Ainda mais lembrando do que o Evan falou, me sinto ainda pior. Foi então que uma mão se estendeu na minha frente. Eu levantei meu rosto lentamente correndo meus olhos da palma da mão até o rosto da pessoa. Diego!? Ele estava sorrindo pra mim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Precisa de ajuda pra se levantar? – Neste momento, eu senti algo que já não sentia há um bom tempo, pelo menos não de maneira tão forte como agora. Eu retribui o sorriso e estendi minha mão até ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Sim. – Diego me puxou e antes de eu dizer qualquer coisa, ele pôs a mão sobre o meu ombro e falou:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não ligue para o que aquele cara disse. Apenas esqueça todas as besteiras que ele falou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- O Diego tem razão. – Vagner disse também se aproximando. – Não devemos nos preocupar com o que essas pessoas dizem, mas sim nos preocupar em nos esforçar a cada dia com a força que já temos. Se eles são melhores ou maiores do que nós não vamos nos importar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- O Vagner disse tudo agora. – Diego disse.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- O que dissemos é a mais pura verdade, Léo. – disse Vinicius.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Mas você não falou nada. – Diego retrucou deixando Vinicius de cara feia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Quero dizer que concordo com tudo o que vocês disseram. Se tivesse a oportunidade de falar antes, teria falado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ah, sei. – falou Diego num tom zombador.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Pessoal... – Eu ainda tinha uma coisa para dizer a todos eles. -... obrigado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- É pra isso que servem os amigos. – Diego disse sorrindo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Que lindo momento de amizade. Isso merece uma foto. – Sthephanie disse já com a câmera preparada na mão. Ao ver que ela tiraria uma foto, Vinicius que estava fora do ângulo tratou rapidamente de se aproximar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ei! Me inclui nessa parada aí. – falou ele praticamente se jogando na nossa frente no momento do flash.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Droga, Vinicius! Tu estragou a foto. – Diego reclamou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não, não. Todos saíram nela. – Sthephanie disse olhando para a câmera.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não to falando disso. O simples fato dele ter entrado na frente que nem um maluco estragou tudo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Como é? Você ia me deixar de fora? Eu também sou seu amigo, não sou?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Nunca vi um amigo ser tão feio e irritante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ora, seu!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Enquanto o Vinicius e o Diego discutiam, eu me sentia muito bem por dentro. Naquele grupo, eu tive uma estranha sensação de que a minha vida iria mudar. E ela ficou mais intensa ao sentir uma leve brisa entrando pela janela trazendo uma paz para o meu interior.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Na próxima página:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Barril:&lt;/b&gt; Hora de brincar com os calouros. Vou assar as costas de todo mundo, hehe. Er... esse cara aqui é um pouco diferente. Hein!?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-612862085815419425?l=seriemundosombrio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/612862085815419425/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=612862085815419425" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/612862085815419425?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/612862085815419425?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/05/narrador-leo-nao-acreditei-no-que-meus.html" title="Abismo Da Escuridão - Página 54" /><author><name>Luiz dreamhope</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>lfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="02427446619369311543" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkMGQ3Y7fip7ImA9WxJSFkk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-961110532234632460</id><published>2009-05-06T19:19:00.002-03:00</published><updated>2009-05-06T19:20:22.806-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-05-06T19:20:22.806-03:00</app:edited><title>Abismo Da Escuridão - Página 53</title><content type="html">&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Narrador: Evan&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não adianta fazer essa cara de raivoso. Você sabe que tenho razão. – disse para o garoto que acabei de jogar na parede. A única coisa que ele pode mesmo fazer são carinhas raivosas. Fora isso, não passa de um mero moleque o qual não tenho que dar importância. – Mas fazer o que, né? – disse com um sorriso e abrindo os braços. – Teremos a difícil missão de conviver diariamente dentro desta sala. Infelizmente seremos colegas de classe.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ei, colega. – Ouvi alguém me chamando por trás. Só podia ser um daqueles garotos. Mas no instante que me virei, vi um punho fechado já perto do meu rosto e não pude me defender. Levei um soco sem poder fazer nada, e ainda por cima cai esbarrando na carteira perto da parede. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Eu rapidamente olhei para o desgraçado que me bateu enquanto colocava a mão sobre o local atingido. Aquele garoto se chama... Diego, eu acho&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- O que pensa que está fazendo atacando os outros de forma covarde? Nunca imaginei que você me daria um soco. – disse o encarando, muito irritado com ele, que parecia fazer o mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- O único covarde aqui é você. Sua arrogância imprestável passou dos limites agora. Você não tem o direito de falar assim com as pessoas. O que você tem na cabeça pra julgar elas dessa maneira? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- E o que você tem na cabeça pra falar comigo dessa maneira? Parece que você é um aluno pagante. Eu não sei quanto dinheiro você tem, mais deve ter muito mais valor que aquele pobretão ali. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Como é? – Ele veio até mim e me levantou puxando o meu terno, e me prensando contra parede. – O que eu vejo de pobre aqui é o seu modo de definir as pessoas. Aquele pobretão que você fala tem muito mais valor que você.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Você se preocupa tanto assim com ele? – perguntei olhando para o Léo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Mas é claro. Ele é meu amigo. – disse ele ainda num tom furioso. Mas eu não estava nem aí.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Nunca vi uma amizade tão patética. – disse na cara dele, sorrindo, pois eu realmente achava tal sentimento engraçado. Entretanto, Diego ficou totalmente irado quando disse isso. Ele não pensou duas vezes em tentar me socar novamente. Para evitar de apanhar de novo, segurei o soco dele com a mão e sorri afetadamente. Ele parecia ter ficado um pouco surpreso por eu ter me defendido.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;– Você não achou que podia me socar duas vezes, achou? – dei uma risada e logo em seguida apliquei uma joelhada no estômago dele. Senti suas mãos se enfraquecendo e ele já não estava mais me segurando.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Suas mãos estavam ocupadas sobre a barriga enquanto se ajoelhava agonizando. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Sai de perto dele, e olhei para o resto do grupo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Alguém mais quer tentar? – O grupo composto apenas por dois garotos e uma garota não fez nada. Quietação era o que eu podia sentir deles. – Ótimo. – disse conformado. – Vou dar uma folga a vocês. Estou com muita sede, preciso de água. – E então caminhei para sair da sala. Eu ouvia aquela garota do grupo falar o nome ‘Diego’, provavelmente preocupada com ele. Que besteira! O que ela pode fazer agora que ele está caído?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;No meio do caminho, observei que três garotas olhavam de forma temerosa pra mim. Minha atuação deve tê-las assustadas. Mas uma outra garota bem diferente, de seios fartos, me olhava com um sorriso e olhos de admiração. Será que ela gostou do que fiz? Entendi. Ela deve ser daquele tipo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Ao sair da sala, vi que aquele gordo e os amigos dele não estavam mais ali. Provavelmente foram atazanar outras pessoas. Ele deve ter ficado meio chateado por eu tê-lo esculachado. Caminhava tranquilamente pelo corredor, que não estava lá tão cheio, mas minha intuição dizia que tinha alguém me seguindo. E realmente havia. Aquela garota dos seios fartos. Ela olhou pra mim com um sorriso, nós dois parados no corredor a uma certa distância.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- O que quer? – perguntei com os olhos estreitados. Ela não tirou o sorriso do rosto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Eu... vi o que você fez lá na sala. Uau! Aquilo foi mesmo incrível. – Esse modo de falar de patricinha, que irritante. – Você acabou com aquele grupinho sem sal. Foi mesmo uma atitude de homens fortes. – Ela então começou a caminhar até mim, claramente dando mole. – Sabe... Eu adoro homens assim. – disse ela alisando minha gravata já próxima ao meu corpo. Ela então encostou seus seios em mim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Sabe... – comecei a dizer a ela. – Você não ficou impressionada nem com minha força e nem com a minha moral. Foi com o meu dinheiro.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Eu conheço esse tipo de conversa. Mulheres fogosas como você... – dei um sorriso afetado. -... eu odeio. Não é desse tipo de mulher que gosto. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Então de que mulher você gosta? – perguntou ela, já com uma cara diferente de antes, mas ainda com um leve interesse em mim pelo o que pude perceber.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Com certeza, ela não é você. – disse tirando as mãos dela de perto de mim e a empurrando de leve. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Eu me afastei um pouco irritado com aquela conversa. Odeio este assunto. É perturbador. Pois não quero lembrar. Não quero lembrar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Na próxima página:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Léo:&lt;/b&gt; Não consigo me levantar do chão. Parece que não tenho mais forças. O Diego está...&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Ele é...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-961110532234632460?l=seriemundosombrio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/961110532234632460/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=961110532234632460" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/961110532234632460?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/961110532234632460?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/05/abismo-da-escuridao-pagina-53.html" title="Abismo Da Escuridão - Página 53" /><author><name>Luiz dreamhope</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>lfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="02427446619369311543" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkQMRX0-cCp7ImA9WxJSFkk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-7761163428099035633</id><published>2009-05-06T19:19:00.001-03:00</published><updated>2009-05-06T19:19:44.358-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-05-06T19:19:44.358-03:00</app:edited><title>Abismo Da Escuridão - Página 52</title><content type="html">&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Narrador: Evan&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Esse garoto é mesmo estranho, mas eu não preciso dar atenção pra um cara desses que me odeia. Se ele me vê desse jeito, não estou nem aí. Mas... falando com esse tom comigo dá impressão que ele me intimida. Bom, não posso sair mal dessa conversa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Olhei de baixo pra cima o tal garoto chamado Léo. Ora, ora, ele não passa de um magro dando uma de valentão. Realmente a única coisa que ele pode fazer é atacar verbalmente. Duvido muito que seja do tipo de bater em alguém.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ei. – Chamei o garoto mostrando um sorriso afetado e pondo as mãos no bolso. Ele arregalou um pouco os olhos. – Você... não está numa posição que consiga me intimidar. Olhe bem pra você. Não passa de um magricela atrevido que não pode fazer nada além de atacar com suas palavras. Mas há algo além da aparência que conta para definir uma pessoa. Dinheiro. – Ao terminar de falar, percebi o garoto estreitando os olhos e mostrando parte dos dentes como se estivesse com raiva. Ora, será que... – Escuta, você entrou aqui com uma bolsa, estou certo? – A pergunta pareceu assustar um pouco ele. Sua reação foi como uma resposta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Narrador: Vagner&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Eu não sabia que o Léo era um bolsista. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Narrador: Diego, Lopez, Sthephanie&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Léo...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Narrador: Evan&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Pelo visto, estou certo, não? – Ele nada respondeu. Virei o rosto para o lado, meio que decepcionado. – Depois disso tudo não passa de um cara pobre e patético. Um bolsista é a última pessoa com quem quero conversar neste colégio. Aliás, é um sistema muito idiota por deixar pessoas de níveis tão distintos estudarem juntas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- A única distinção que eu enxergo aqui é a sua forma de pensar. – disse ele. Eu olhei de relance para os outros da sala, que também olhavam para mim. Pareciam olhares pouco amigáveis de alguns, e normais de outros. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Huh, vou deixar uma coisa bem clara pra você, bolsista. – disse sorrindo de forma afetada. – Você me enjoa. Sua vida me enjoa. – Dei mais um sorriso, e notei que ele apertava os punhos de tanta raiva que sentia. Zombei mais ainda. – Vai querer me bater? Acha mesmo que consegue com essa sua força indigente? Não deve se alimentar direito por ter músculos tão pequenos. Sua mãe e seu pai não te alimentam bem? Que emprego miserável eles têm, aliás, eles têm algum emprego?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Narrador: Léo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Assim que ele terminou de dizer aquelas palavras, imagens da minha mãe e do meu pai passaram pela mente. Ela cuidando da casa, cuidando de meus irmãos, trabalhando na padaria, realizando as tarefas domésticas e familiares como podia. Ele num maldito sol com uma barraca sem cobertura vendendo bolsas infantis que nós mesmos fabricamos em casa. Somos uma família desempregada que inventa qualquer coisa para sobreviver, e chega um cara desses e diz isso. Quem ele pensa que é? A expressão dele como se não tivesse dito nada de importante é repugnante. E além disso, esse sorriso. É esse tipo de pessoa que me irrita! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- O que foi? Você vai ficar só em encarando com esse seu olhar de raiva? – perguntou ele abrindo os braços, claramente me provocando. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Todos da sala 205 continuavam com seus olhares sob Léo e Evan que confrontavam suas palavras e em breve não seria apenas isso.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Já com os punhos apertados eu parti pra cima dele. Estávamos a menos de dois metros de distância e eu já não podia me conter. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Quem você pensa que é pra falar assim? – gritei enquanto movi minha mão para tentar dar um soco em seu rosto. Mas quando eu estava prestes a fazer isso, sua mão segurou o meu punho fechado. Ele me olhou sorrindo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Evan Ballock. A pessoa mais rica deste colégio, e em breve, o mais rico desta cidade, e o mais poderoso. – apresentou-se estreitando os olhos. – Prazer, Léo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Logo após de se apresentar, ele puxou meu braço e me jogou para trás. A parede estava muito próxima, e não pude evitar o choque, mas tive tempo de virar meu corpo para frente fazendo apenas as minhas costas bateram. Eu gemi um pouco por causa da dor e olhei para ele. Evan estava virado olhando para mim com aquele maldito sorriso no rosto. Sentado no chão, eu o encarei.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Lembre-se disso. Você sempre me verá acima de você. Você sempre ficará abaixo de mim. Este é o nosso destino imutável. – ele proferiu esboçando um largo sorriso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Na próxima página: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;Evan:&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; Que amizade patética. Acho esse sentimento entre eles muito engraçado. Parece que alguém gostou da minha atuação.&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-7761163428099035633?l=seriemundosombrio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><