<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057</id><updated>2010-09-27T09:04:42.871-03:00</updated><title type='text'>Mundo Sombrio (Blog antigo)</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Luiz Teodosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>luizfteodosio@hotmail.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>134</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-4909202587931190169</id><published>2010-02-19T18:30:00.000-02:00</published><updated>2010-02-19T18:30:30.731-02:00</updated><title type='text'>Visite o novo blog de Mundo Sombrio</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://img189.imageshack.us/img189/9747/capa03.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ct="true" height="240" src="http://img189.imageshack.us/img189/9747/capa03.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;A série Mundo Sombrio foi reiniciada e o primeiro livro estará finalizado no final de 2010. Enquanto isso você poderá conferir uma versão beta dos primeiros capítulos lançados regularmente. Além destes, o blog contém informações sobre o mundo da literatura fantástica, animes, sites interessantes e muito mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acesse &lt;a href="http://luizdreamhope.blogspot.com/"&gt;http://luizdreamhope.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-4909202587931190169?l=seriemundosombrio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/4909202587931190169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=4909202587931190169' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/4909202587931190169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/4909202587931190169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/2010/02/visite-o-novo-blog-de-mundo-sombrio.html' title='Visite o novo blog de Mundo Sombrio'/><author><name>Luiz Teodosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>luizfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02427446619369311543'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-7248824371466007378</id><published>2009-06-23T14:35:00.000-03:00</published><updated>2009-06-23T14:37:15.994-03:00</updated><title type='text'>Mundo Sombrio - A história desta história</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; text-align: center; line-height: normal;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;A HISTÓRIA DESTA HISTÓRIA&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Tentarei contar resumidamente e apenas o que me lembro claramente de quando comecei essa história. Com certeza vocês não reconhecerão nenhuma semelhança que vier a contar de início, mas conforme forem lendo mais adiante perceberão o enorme caminho que tive de percorrer para chegar na atual história. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Tudo começou na semana de carnaval do ano de 2004. Naquela época era comum minha família, ou pelo menos parte dela, passar o carnaval em Cabo Frio / Arraial do Cabo. Eu era o que menos simpatizava com praia por algum motivo. Naquela semana estava mais empolgado com meu Playstation 1, após tê-lo comprado com defeito em 2003, demorou uns quatro meses pra vir um novo. Mas já com o console bom, fiquei jogando um simples jogo do “Toy Story 2”, sem memory card. Bom, só estou contando sobre o play1 porque era o que fazia quando não estava escrevendo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Não me lembro qual foi o impulso inicial, mas só sei que naquela semana comecei a escrever uma história. Mas tenho certeza que a base pra ela foi Inuyasha. Tirei um negócio de ter dois mundos: Mundo real, e um mundo fictício qualquer. Algo bem simples de se pensar, mas foi vendo animes e pegando uma idéia de cada que comecei a montar a história. Do Inuyasha, tirei acho que o mesmo mundo com Yokais, e um sistema basicamente feudal, bem, não lembro direito. Mas a trilha sonora do anime ficava gravado quando eu começava a escrever, que, aliás, é bem parecida com a do D.Gray-man. É o mesmo compositor. XD&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Começando a contar sobre a história, 100% nada haver com o “Mundo Sombrio” atual. Um garoto adolescente acordava no centro da cidade, sem memória e após caminhar alguns minutos perdidamente, observa seu reflexo&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;numa vitrine. Sem lembrar de onde é, ele sente uma forte dor na cabeça e desmaia. Quando acorda, está num orfanato onde passa a ser seu lar, graças a uma senhora que esqueci o nome, e um tipo de seguidor, que ficava sempre atrás dela. Esse seguidor na parte física, seria tipo o “Snape” do Harry Potter. Até que um dia o garoto ouve uma conversa entre esses dois sobre uma balança de energia envolvendo dois mundos. Falavam sobre algum tipo de anomalia nas últimas semanas. Um outro dia, o garoto houve uma voz e no quintal do orfanato acaba abrindo um portal para um outro mundo. Nesse mundo, ele seria tipo o filho de algum senhor das sombras que inexplicavelmente foi jogado no mundo real. Ah, o nome desse garoto era Kai. Influência de Beyblade que passava na Tv XD. Lá, ele passou por cavaleiros, rei exilado, lobos diferenciados, gangues, sacerdotes e muitos outros. Lembro também dos 4 protagonistas, incluindo ele. Mas acho que apenas falando isso, deu pra perceber que nada tem haver com a história de hoje, né? E o nome era diferente: “Dark World”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Lembro que cheguei no segundo arco da história e parei por que simplesmente parei. Só eu leio, ninguém mais lê, porque escrever? Desmotivação era um problema pra quem só escrevia histórias num caderno. Devo mencionar que eu não tinha internet, e muito menos computador em casa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;Um ano se passou, e um parente comprou um computador, e eu como não sou burro, também fui lá usar, já que quase diariamente eu ia lá. Aliás, esse é o meu panorama até hoje. Por isso, o uso de computador é limitado: ou é na escola, LanHouse, casa de parente. Mas voltando... agora&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;em 2005, já com internet, achei um programa chamado &lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;“RPG maker 2003”. Bom, minha idéia sobre aquilo era...”Caraaaaca! Que maneiro! Posso montar meu próprio jogo com isso! Um jeito perfeito de mostrar uma história” Aí, eu me recordei daquela história chamada “Dark World” no carnaval do ano anterior. Então comecei... Mas me deparei com tantos personagens, e tantas funções, que mexe dali e mexe daqui; não, vamos fazer assim e assim. Passou-se o tempo e mudei totalmente a história. Nada de dois mundos, e sim, um universo de fantasia. Agora tinha um mago! Mas cabelo e barba branca. Essa foi a segunda versão da história, a qual novamente fui tentar escrever, e parei depois de 80 páginas de caderno. Se quiserem eu posso mostrar o primeiro capítulo desta versão, pois ainda tenho num CD( se eu achar). É só pedirem que eu posto como mais um extra aqui.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Passou-se mais um ano. Início de 2006, Início de ensino médio, e reinício de minha vida no “RPG maker” com a nova versão “RPG maker xp”. Hahaha, eu todo bobo com uma nova versão, novamente fui na empolgação de fazer um jogo, já que o anterior na versão antiga eu tinha desistido.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Mas eu como... “Vou fazer e MOSTRAR esse jogo pra todo mundo. Esse programa é show!”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;Um ano e meio depois...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;“Droga de mapas e scripts! Passou quase dois anos, e ainda to fazendo essa ****! Ainda falta 99% da história pra fazer. Ah, quer saber? Que se dane! Vou voltar a escrever.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;b style=""&gt;Enter&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Fics World &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Who! Podia escrever e mandar minha história no melhor formato pras pessoas avaliarem. Um livro/fic. “Por que não fiz isso antes?” &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Certo que no começo minha escrita era uma droga. Se pegar a versão antiga do Mundo Sombrio vão perceber uma grande diferença. Mas claro que ainda tô longe de ser um bom escritor. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;b style=""&gt;2008&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Mas seguindo a ordem cronológica da história desta história, comecei a chamada primeira temporada do Mundo Sombrio, e quanto mais eu fui escrevendo mais eu modificava a idéia inicial do jogo. O resultado final foi uma boa história, com apenas algumas semelhanças ao jogo, pelo menos no início. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Depois de 50 capítulos feitos, finalmente havia terminado a primeira temporada e já estava me dirigindo para a segunda. Devo mencionar que o número de leitores da versão antiga foi acho que no máximo 5 que leram ela toda. Bom, melhor do que nenhum. XD&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;b style=""&gt;Fim de 2008&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Comecei a escrever a segunda temporada e depois de quase 10 capítulos entre rascunhos no papel e digitados no Word, vi que estava errando o roteiro. Então preferi deixar essa temporada como a terceira. E modificando umas pequenas coisas, resolvi escrever o arco que mostra o núcleo principal da história: Nerus, a cidade dos magos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Pra falar a verdade, acho que foi o melhor arco que escrevi desde que se teve início a série, mesmo ele ficando incompleto. Escrevi até o capítulo 77( na versão antiga eu chamava de episódio, uma influência dos animes). Como a primeira temporada acaba no 50, foram apenas 27 capítulos escritos, que estão parados aqui numa pasta do meu computador. A segunda temporada foi cancelada já no 54. Uma pena ver minha parte preferida sendo deixada de lado, mas por um bom motivo. Preocupado com a qualidade da escrita e com alguns furos na trama, resolvi começar tudo do zero. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;b style=""&gt;Meados de Março de 2009&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Pensei, pensei e pensei, e resolvi mudar o início da história que até então não havia gostado. Comecei a trama da segunda versão antes da primeira, aproveitando os arcos que ficariam como extra na versão antiga, e um arco futuro que se transformaria no principal do Volume 01. Não falarei mais nada por aqui, se não vou soltar vários spoilers, hehe. Mas esperem muitas surpresas até o fim deste volume.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;b style=""&gt;O futuro do Mundo Sombrio&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Como é de se esperar, depois de 5 anos com uma história na cabeça, ela tomou proporções gigantescas. Pra vocês terem uma idéia já tenho até o oitavo volume em mente. Só um plot mental, com uns 30% de incerteza. Mas vai saber se até lá as coisas não mudam como mudaram nesses cinco anos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Entretanto, devo dizer que os vários acontecimentos futuros da fic, fazendo os cálculos, devem dar em torno de &lt;b style=""&gt;30 volumes&lt;/b&gt;. Mas como minha cabeça viaja legal, é possível que exista uma segunda fase com número de volumes ainda indeterminado. Hehe. Porém, ainda existe mais uma fase que conta a história do Melvin, ou seja, se passa antes do início da fase principal. Essa fase “life Melvin” deve ficar com uns &lt;b style=""&gt;10 ou 15 volumes&lt;/b&gt;. Lembrando que provavelmente deverá englobar outros núcleos da história além do próprio Melvin. Contudo, ainda tem uma pequena fase sobre o pai do Melvin no passado, ou seja, antes do nascimento do protagonista, tendo em torno de &lt;b style=""&gt;5 volumes&lt;/b&gt;. Já deram pra perceber que dá pra rolar capítulos negativos que nem Bleach, não? XD Bom, isso tudo sem contar os&lt;b style=""&gt; Extras&lt;/b&gt; que contarão alguma história paralela, claro. Quem sabe não pintam mais volumes na minha cabeça, no entanto, minha imaginação parou por aí, por hora...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;Só espero que tenha vida suficiente pra terminar tudo. XD&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-7248824371466007378?l=seriemundosombrio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/7248824371466007378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=7248824371466007378' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/7248824371466007378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/7248824371466007378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/06/mundo-sombrio-historia-desta-historia.html' title='Mundo Sombrio - A história desta história'/><author><name>Luiz Teodosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>luizfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02427446619369311543'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-6622371592548515376</id><published>2009-06-05T14:13:00.002-03:00</published><updated>2009-06-05T14:19:03.378-03:00</updated><title type='text'>Mundo Sombrio - Ficha dos personagens</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Atenção! Os itens...&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Especiabilidade/habilidade;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Descrição;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Comentários do autor; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;...escondem spoilers. Caso não tenha avançado muito na história, leia apenas os itens restantes.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;&lt;u&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Fichas dos personagens&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:20;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Melvin&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Aparição: &lt;/b&gt;Capítulo 01&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Idade: &lt;/b&gt;23&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;                          &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Cabelos: &lt;/b&gt;Lisos e semi longos até abaixo do pescoço num tom lilás.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Olhos: &lt;/b&gt;Vinho&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Raça: &lt;/b&gt;Mago&lt;span style=""&gt;                  &lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;Posição:&lt;/b&gt; ???&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Roupa: &lt;/b&gt;T&lt;span style=""&gt;única azul forte com alguns detalhes em verde escuro na parte de baixo;&lt;/span&gt; luvas pretas; botas marrons; capa preta; e faixa vermelha na testa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Especialidade/habilidade: &lt;/b&gt;&lt;span style=""&gt;Técni&lt;/span&gt;ca secreta: Purificação da alma; Rajada de vento; Manto Chuvoso&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Energia Volaki: &lt;/b&gt;???&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Descrição: &lt;/b&gt;Um mago viajante e misterioso que esconde muitos segredos sobre sua vida. Muito gentil com as pessoas, dando-se muito bem com qualquer um. Melvin possui uma visão idealista sobre o mundo, tendo como meta salvar a todos do mal que domina as pessoas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Comentários do autor: &lt;/b&gt;Acreditam que&lt;b style=""&gt; &lt;/b&gt;esse mago já foi um velho de barba branca? A imagem mais típica de um mago, que tive que ir mudando conforme as versões desta história. Devo mencionar que ela foi criada há 6 anos, mas no início dela nem existia Melvin, tão pouco magos. Eu comecei a colocar essa raça na história quando comecei a usar o “Rpg maker xp”. Modificando dali e daqui, até que encontrei a figura perfeita que havia idealizado para o Melvin quando resolvi torná-lo jovem. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Atualmente essa é a imagem e a história do Melvin, apesar de pouco revelar sobre ele, podem ter certeza que foi muita coisa ao longo desses anos. Isso o torna um dos personagens mais enigmáticos da série.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;span style=""&gt;                                       &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Florisval &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Aparição:&lt;/b&gt; Capítulo 01&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Idade:&lt;/b&gt; 24&lt;span style=""&gt;                          &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Cabelos: &lt;/b&gt;Curtos de cor marrom&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Olhos:&lt;/b&gt; Castanhos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Raça: &lt;/b&gt;Humano &lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;              &lt;/span&gt;Posição:&lt;/b&gt; Camponês/ Floricultor&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Roupa:&lt;/b&gt; C&lt;span style=""&gt;amisa branca&lt;/span&gt;, &lt;span style=""&gt;colete cinza&lt;/span&gt;, e &lt;span style=""&gt;calça marrom.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Especialidade/habilidade:&lt;/b&gt; Conhecimento e uso de flores mágicas;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Descrição:&lt;/b&gt; Passou a vida cuidando do campo florido em frente à sua casa, e de uma floricultura, junto de seu pai e irmão. Entretanto, eles faleceram e Florisval se encarregou da difícil missão de cuidar do campo e da loja, mesmo sentindo-se solitário e se culpando por estar só. Teve ainda uma experiência como arqueiro do reino de Seylor durante a “Guerra das Energias”. Mas o intrigante na vida deste floricultor é um segredo que envolve flores mágicas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Comentários do autor: &lt;/b&gt;Personagem criado recentemente para dar início ao primeiro arco da história e fazer uma ponte para algo de relevância para a trama principal. O fato de ser um personagem secundário não tira a importância dele ao lado do protagonista.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Joana&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Aparição:&lt;/b&gt; Capítulo 02&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Idade:&lt;/b&gt; 23&lt;span style=""&gt;                         &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Cabelos: &lt;/b&gt;L&lt;span style=""&gt;isos de cabelos castanhos amarrados por uma fita amarela deixando um rabo de cavalo que vai até um pouco abaixo do pescoço.&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Olhos:&lt;/b&gt; Dourados&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Raça:&lt;/b&gt; Humano&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;                       &lt;/span&gt;Posição:&lt;/b&gt; Nobre/Herdeira da família Goldin &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Roupa:&lt;/b&gt; V&lt;span style=""&gt;estido amarelo de babado branco.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Especialidade/habilidade:&lt;/b&gt; Nenhuma&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Descrição:&lt;/b&gt; Herdeira da família Goldin, perdeu seus parentes na “Guerra das Energias”, exceto seu pai e sua mãe. Entretanto, sua mãe faleceu de uma doença anos mais tarde, e seu pai foi morto por Adler e Silmor, membros da família Collens, que traiu a família Goldin para pôr as mãos no tesouro dela. Com o intuito de impedir a ambição dos Collens, Joana casa-se com Adler, e com a ajuda dos guardas de sua família tenta impedir que o tesouro caia nas mãos deles. Mas sua vida muda novamente quando encontra um floricultor chamado Florisval, e acaba tendo afeição por ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Comentários do autor: &lt;/b&gt;Ao lado de Florisval, também foi criada recentemente, assim como os outros personagens que aparecem no primeiro arco, com exceção do Oráculo. Uma história romântica entre ela e o Florisval seria um bom ponto de partida para desenvolver a trama.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Adler&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Aparição:&lt;/b&gt; Capítulo 02&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Idade:&lt;/b&gt; 40&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Cabelos: &lt;/b&gt;C&lt;span style=""&gt;abelos cheios de cor castanha num tom mais escuro.&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Olhos:&lt;/b&gt; Negros&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Raça:&lt;/b&gt; Humano&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;                       &lt;/span&gt;Posição:&lt;/b&gt; Nobre/Herdeiro da família Collens &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Roupa:&lt;/b&gt; R&lt;span style=""&gt;oupa nobre de cor cinza.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Especialidade/habilidade:&lt;/b&gt; Nenhuma&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Descrição:&lt;/b&gt; Filho de Silmor Collens, sempre foi ambicioso, e está a procura de um tesouro que poderá mudar toda a sua vida. Para isso, ele casa-se com Joana, condição necessária para obter o tesouro especial da família Goldin. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Comentários do autor:&lt;/b&gt; Um personagem simples como vilão, mas em algumas ocasiões importantes , gostei de escrevê-lo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Neal&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Aparição:&lt;/b&gt; Capítulo 03&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Idade:&lt;/b&gt; 40&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Cabelos: &lt;/b&gt;C&lt;span style=""&gt;abelos negros presos por um rabo de cavalo bem curto e pra cima.&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Olhos:&lt;/b&gt; Negros&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Raça:&lt;/b&gt; Humano&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;                       &lt;/span&gt;Posição:&lt;/b&gt; Guarda da família Goldin&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Roupa:&lt;/b&gt; C&lt;span style=""&gt;amisa branca por baixo de um colete azul claro&lt;/span&gt;, e &lt;span style=""&gt;calça vermelha&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Especialidade/habilidade:&lt;/b&gt; Nenhuma&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Descrição:&lt;/b&gt; No início, Neal e outras pessoas foram acolhidas por Boris Goldin, que os transformou em seus guardas, ficando eles gratos por isso. Neal tornou-se o líder dos guardas que protegem a família Goldin. E sua missão mais importante será ajudar Joana a recuperar o tesouro da família.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Comentários do autor:&lt;/b&gt; Hahaha! Nome do personagem criado enquanto assistia “Matrix”. Bem parecido, não? A diferença é que o meu personagem de fisionomia, nada tem haver com “o escolhido”.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ramon&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Aparição:&lt;/b&gt; Capítulo 02&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Idade:&lt;/b&gt; 08&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Cabelos: &lt;/b&gt;&lt;span style=""&gt;cabelos escuros e meio rebeldes&lt;/span&gt;.&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Olhos:&lt;/b&gt; Negros&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Raça:&lt;/b&gt; Humano&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;                       &lt;/span&gt;Posição:&lt;/b&gt; Ajudante de um floricultor&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Roupa:&lt;/b&gt; &lt;span style=""&gt;calça preta, camisa bege&lt;/span&gt;, e tênis.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Especialidade/habilidade:&lt;/b&gt; Nenhuma&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Descrição:&lt;/b&gt; Junto com Dimas, ajuda Florisval no cuidado das flores na loja e no campo. Em troca, ganha dinheiro para ajudar no sustento de sua família.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dimas&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Aparição:&lt;/b&gt; Capítulo 02&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Idade:&lt;/b&gt; 08&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Cabelos: &lt;/b&gt;C&lt;span style=""&gt;abelos curtos e castanhos&lt;/span&gt;.&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Olhos:&lt;/b&gt; Castanhos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Raça:&lt;/b&gt; Humano&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;                       &lt;/span&gt;Posição:&lt;/b&gt; Ajudante de um floricultor&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Roupa:&lt;/b&gt; &lt;span style=""&gt;calça preta, camisa bege&lt;/span&gt;, e tênis.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Especialidade/habilidade:&lt;/b&gt; Nenhuma&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Descrição:&lt;/b&gt; Junto com Ramon, ajuda Florisval no cuidado das flores na loja e no campo. Em troca, ganha dinheiro para ajudar no sustento de sua família.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Oráculo&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Aparição:&lt;/b&gt; Capítulo 05&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Idade:&lt;/b&gt; 20 a 25 / ???&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Cabelos: &lt;/b&gt;C&lt;span style=""&gt;abelos lisos e brancos até abaixo do pescoço, penteados para trás e repartidos na frente em inúmeras e pequenas mechas&lt;/span&gt;.&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Olhos:&lt;/b&gt; Cinzentos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Raça: ???&lt;span style=""&gt;                          &lt;/span&gt;Posição:&lt;/b&gt; Oráculo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Roupa:&lt;/b&gt; &lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Túnica branca&lt;/span&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Especialidade/habilidade:&lt;/b&gt; Comunicação através do subconsciente; Previsões;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Descrição:&lt;/b&gt; Personagem ainda misterioso na história. Alertou Melvin para que não usasse sua Energia Volaki, pois outros estariam o procurando.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Comentários do autor:&lt;/b&gt; Teoricamente o personagem sempre esteve presente nas versões desta história, mas pouco apareceu. Poderia ter dado as caras enquanto eu escrevia a segunda temporada da versão antiga. Mas nesta nova versão ele também terá suas aparições. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-6622371592548515376?l=seriemundosombrio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/6622371592548515376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=6622371592548515376' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/6622371592548515376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/6622371592548515376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/06/mundo-sombrio-ficha-dos-personagens.html' title='Mundo Sombrio - Ficha dos personagens'/><author><name>Luiz Teodosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>luizfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02427446619369311543'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-6019361558267725894</id><published>2009-04-15T16:48:00.002-03:00</published><updated>2009-04-15T17:00:46.284-03:00</updated><title type='text'>Abismo da Escuridão  - Página 39</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;i&gt;Narrador: Léo&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;Bom, até agora todos parecem legais. O Diego, a primeira pessoa que eu realmente conheci na escola. O Lopez, preguiçoso e vascaíno doente. O Guilherme, o garoto do game boy. E por fim Vinicius, o garoto que se acha bonito. Tem também as três garotas sentadas lá na frente às quais eu não sei o nome. Até agora aparentemente todos parecem ser legais.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Não digo legais, mas... aptos para convivência, eu acho. Nenhum deles pelo menos chegou intimidando o outro. Apesar de alguns desentendimentos nada sérios, nós não nos damos mal. Eh. Parece que essa turma será legal e... ah, esquece o que eu disse.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;Três garotos entraram na sala. Só conhecia apenas um deles, infelizmente.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Barril! – disse vendo-o entrar na sala.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Barril? – perguntou Diego ao meu lado. Mas nem precisei responder quando ele também notou a presença dos três alunos. – É aquele gorducho que tava na sala do diretor. Será que ele é da nossa sala?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Sinto dizer que sim. – respondeu Lopez atrás da gente também com os olhos em Barril. – Eu estudei com ele ano passado. Tenho que alertá-los, ele não é um cara para se ter como companhia. Se possível, nem bom-dia dê pra ele. Vai que ele cisma com tua cara e aí já era.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Dentro de uma sala com ele por um ano... – Diego refletia com os braços cruzados. -... será bem difícil evitar um contato com ele.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Eu sei. É pouco provável que vocês passem despercebidos por ele.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Não passaremos a esta altura. – Eu disse enquanto olhava o Barril sentar atrás de uma&lt;/p&gt; &lt;p&gt;garota. - Ele já nos conhece. Hoje mesmo, ele e os colegas dele me aplicaram um trote.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Sério? – perguntou Lopez, surpreso. Logo em seguida ele pareceu lembrar-se de algo. – Hum, isso me lembra a primeira vez que tomei um trote dele. Foi durante o intervalo já do primeiro dia de aula. Eu estava mais com sono do que com fome, e por isso fiquei na sala enquanto os outros alunos saiam para lanchar. Entretanto, eu não fui o único que permaneci na sala. Havia outras pessoas, entre elas o grupo repetente do Barril. Eu estava tirando um cochilo sentado na última carteira com o corpo encostado na parede. Eles me viram dormindo e começaram a pintar o meu rosto. Eu só percebi algum tempo depois quando a próxima aula começou e a professora me acordou. Eu sentia que meu rosto estava molhado e ao mesmo tempo a turma inteira ria de mim. Eu corri para o banheiro e tirei a tinta. Quando eu voltei, um aluno que havia ficado na sala durante o intervalo me contou que o Barril e os amigos dele foram responsáveis por aquele ato. Posteriormente, ele meu deu outros trotes, mas semanas depois eles terminaram. E também pelo o que sei, no ano passado eles escolheram um calouro para levar trote durante o ano inteiro. Eles o chamam de o “sortudo”. O mesmo deve acontecer este ano.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Que estupidez! – desabafou Diego.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;Depois de ouvir esta história, uma raiva cresceu dentro de mim. Eu pensei em todas as pessoas que sofreram nos estúpidos atos do Barril. O que eles têm na cabeça, tratando pessoas desta maneira? Ele não pensa no que elas podem estar sentindo. Por quê? Porque eles fazem isso?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Não é apenas uma estupidez. – disse com olhos em Barril. Naquele momento, Vinicius parecia ser intimidado. – É crueldade. Pessoas como ele não devem existir.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Ei, Léo. Tu falou num tom sério agora. Isso lhe perturba tanto assim? – perguntou Diego, estranhando minha voz.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Você nem imagina. – disse sem tirar os olhos daquele que não deveria existir. Eu estava o odiando. Mas quando os olhos de Barril me encontraram, minha mente foi para um outro nível de realidade, onde pude sentir medo e nervosismo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;b&gt;Na próxima página: &lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;b&gt;Léo:&lt;/b&gt; Caramba. Lá vem o Barril.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-6019361558267725894?l=seriemundosombrio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/6019361558267725894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=6019361558267725894' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/6019361558267725894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/6019361558267725894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/04/abismo-da-escuridao-pagina-39.html' title='Abismo da Escuridão  - Página 39'/><author><name>Luiz Teodosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>luizfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02427446619369311543'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-7119613123532715113</id><published>2009-04-13T13:30:00.002-03:00</published><updated>2009-04-13T13:33:23.974-03:00</updated><title type='text'>Livro do Poder - Capítulo 1x01 - parte 03</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Lucas cruzou a porta de casa com o estranho livro na mão. Não havia ninguém na sala e nem na cozinha. Ele então subiu as escadas e foi direto para o quarto. Sentou-se na cama, e pôs-se observar o livro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Não parecia um livro comum. A capa era dura e na cor preta, mas o que chamava atenção nela era um olho desenhado com bordas douradas. Ele notou que na contracapa também havia um olho semelhante. Ele afastou o livro com as mãos e o abriu pondo a capa e o verso lado a lado. Os dois olhos davam a impressão de que o livro estava vivo. Lucas continuou fitando o livro, mais precisamente para aqueles olhos. Ele logo sentiu uma sensação estranha, como se aqueles dois olhos lhe encarassem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Passos se aproximaram da porta. Lucas escondeu o livro rapidamente de baixo do travesseiro. Ao olhar para a porta viu a figura do pai entrando no quarto. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Você se sente melhor? – perguntou Almir. Lucas até havia esquecido sobre seu irmão. Ficou tão distraído com o livro que saiu de sua realidade atual. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- E como eu posso me sentir bem? Acho que isso é meio difícil no momento. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- É. Você tem razão. – concordou o pai. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- E a minha mãe? – perguntou o garoto aparentemente preocupado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Ela está dormindo na cama. Parece que ficou um pouco mais calma. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Imagino como deve ter sido pra ela. Não é fácil perder o único filho. – Almir arregalou um pouco os olhos com o que ouviu e disse: &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Também não é fácil perder o único irmão. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Almir sentou-se na cama e começou a falar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Sabe, talvez você não tenha percebido, mas eu venho reparando sua inveja. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Não é inveja. É só... – Lucas não conseguiu achar palavras para se explicar e calou-se.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Também a culpa não é sua. Acho que sua mãe também leva um pouco. Agora, seu irmão. Você não podia culpá-lo. Ele só estava tentando ser o que ele era. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- É. Eu sei. Só acho que não tive tempo de perceber isso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Ao menos ainda temos você. – disse Almir, olhando orgulhosamente para Lucas. - Você é meu filho. Do mesmo sangue ou não, você é meu filho. – Lucas deu um sorriso, e permaneceu quieto. – Agora é melhor você dormir. Amanhã vai ser um longo dia - terminou Almir, pondo a mão sobre a cabeça do filho. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Logo em seguida ele saiu e Lucas olhou na direção do travesseiro. Ele deveria estar abalado pela morte do irmão e não ligar para mais nada naquele momento. Mas de um jeito inexplicável, aquele livro tirou esse sentimento triste de sua alma dando lugar à curiosidade. Ele então pegou o livro e o olhou. Aqueles olhos pareciam vivos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;- O que está havendo comigo? Meu irmão morreu e eu dando bola pra um livro estranho. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Ele então deu uma última olhada na capa do livro e o pôs na gaveta ao lado da cama. Nem queria saber o conteúdo dele, deitou-se na cama para dormir.&lt;br /&gt;&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;..........................&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;No dia seguinte...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Vestido todo de preto, Lucas observava os quadros na galeria de seu irmão. A maioria era de paisagens inspirados no lugar onde vivem. Pela quase perfeição das imagens, com certeza ele se tornaria um grande artista. Mas o quadro que mais Lucas apreciava era um dos últimos de seu irmão. A imagem deles de mãos apertadas mexia muito com o sentimento dele em relação a Marcos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- É um bonito quadro, não é? – perguntou sua mãe, aparecendo de repente. Lucas virou-se e Amélia continuou a falar. – Ele pretendia dá-lo a você hoje. Era pra ser uma surpresa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- A senhora sabia do quadro?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Marcos me pediu pra guardar segredo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Ele era o melhor irmão que alguém já poderia ter, e eu nem sequer percebi isso. Não o tratava como ele merecia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Eu soube que vocês tiveram uma briga, ontem pela manhã. – A pergunta de Amélia fez Lucas ficar cabisbaixo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Eu acabei o magoando. – respondeu ele olhando para o chão enquanto sua mente relembrava os fatos. – Ele queria me fazer entender as coisas. Que embora eu estivesse certo, estava exagerando um pouco. O último rosto que eu tenho dele na minha mente foi quando eu gritei dizendo pra ele ir embora. Ele deve ter morrido pensando que eu o odiava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Não! Ele sabia... – Lucas olhou para sua mãe. - ...Ele sabia que você o amava tanto quanto ele amava você.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Se tivesse a chance, queria vê-lo mais uma vez, e falar tudo o que eu tinha que falar antes dele ir embora.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Amélia foi até Lucas e o abraçou dizendo:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Infelizmente isso não é mais possível, meu filho. Ele já se foi.&lt;br /&gt;&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;..................&lt;br /&gt;&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Era um fim de tarde com o sol já se pondo, deixando uma bonita cor alaranjada no céu. O pôr do sol marcava aquele dia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;O cemitério era totalmente gramado. Ele ficava próximo as montanhas que circundavam a cidade. A família Reiden não tinha parentes próximos. Amélia e Almir migraram para a &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;cidade quando o processo de urbanização aumentava na região. De conhecidos, apenas os policiais do departamento e alguns amigos de Amélia, Oliveira e Sérgio que estavam ao lado do companheiro de trabalho. Lucas estava entre os seus pais. Havia também alguns repórteres por ali.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Mesmo sendo um policial, não pude evitar isso. – cochichou Almir ao lado do amigo. Sérgio o consolou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Não fique se culpando. Não podemos proteger todo mundo. Isso acontece com qualquer pessoa nesta cidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Deveria acontecer com o desgraçado que causou isso. – disse Oliveira, também ao lado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Lucas olhava para o túmulo do irmão, onde estava escrito “Querido filho e irmão”. E logo ao lado da frase havia uma foto de Marcos. Lucas nunca vai se perdoar por não ter tido uma chance de se desculpar com ele. Isso ficará em sua mente pelo resto de sua vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Acabando o enterro, Eric foi até Almir e sua família que estavam parados enquanto o resto do pessoal ia embora.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Eu sinto muito. É uma perda muito triste. – disse o repórter.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Será que nem no dia do enterro do meu filho, você... – a fala de Almir foi interrompida por sua mulher.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Querido, ele só está querendo ser gentil.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Desculpe. – disse Eric. – Eu até entendo a cisma de seu marido comigo. Mas... eu sei o que é perder alguém da família. E por isso, eu sei como o senhor se sente agora. – disse olhando para o policial. Então percebeu que outra pessoa estava ao lado deles. – Ele é seu outro filho?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Sim. Ele é sim. – respondeu Almir.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Pretende seguir a carreira do pai? – perguntou o repórter a Lucas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Ainda estou pensando sobre isso. Mas é provável que não. – Lucas já tinha ouvido falar sobre Eric. Grande repórter, mas segundo seu pai, grande mau caráter.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;O som de um celular tocou entre eles. Eric pôs a mão no bolso e puxou o dele. Ele olhou para o celular e viu o número de quem estava o ligando.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Com licença. È o trabalho me chamando.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Após Eric sair, os três começaram a andar para o portão.&lt;br /&gt;&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;......................&lt;br /&gt;&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Lucas ligou a TV e deitou-se na cama. Apesar de estar dando um filme que já viu mais de cem vezes, ele estava disposto a assistir mais uma vez. Alguns segundos depois, algo passou pela sua cabeça. Algo que não conseguia lembrar devido ao clima de luto. Aquela curiosidade voltava a sua mente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;i style=""&gt;O que será que há naquele livro?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Essa foi à pergunta que fez para si enquanto abria a gaveta. Ele pegou o livro e sentou-se na cama. Os olhos ainda o deixavam mais curioso. Ele então abriu o livro na primeira página. A folha era fina e na cor bege, muito semelhante a livros antigos. Logo de início, ficou surpreso ao ver o que estava escrito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;“Livro do poder”. Bem no centro da página, com letras de forma, e bem grandes. Ainda mais curioso, passou para a próxima página. Na outra página havia uma frase entre aspas na metade de cima da página e uma outra também entre aspas na metade de baixo. A primeira dizia:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;“Para aquele que deseja entender o passado e conhecer o futuro”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;A segunda dizia:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;“Saiba a verdade sobre o mundo e o peso de seu destino”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Pouco se entendia sobre o que as frases se referiam. Lucas virou a folha e notou que havia apenas uma única frase escrita no centro da página. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Escreva”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- O que é isso? – perguntou para si, não entendendo. Ele folheou o resto das páginas, mas não havia nada escrito. Todas estavam em branco. – Pra que serve esse livro se não tem quase nada escrito?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Lucas fixou sua atenção na palavra “escreva”. Provavelmente, estava pedindo para escrever algo. Talvez no livro. Lucas esticou o braço até a mesinha ao lado da cama, e pegou uma caneta. Ele pensou no que poderia escrever. Após ter pensado, ele escreveu na página seguinte. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“O que é este livro?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Depois de escrever a pergunta, ele aguardou alguns segundos esperando por alguma coisa que não sabia o que era. Nem mesmo sabia o porquê de ter escrito aquilo. Foi então que se abismou totalmente com o que viu. Algo escrevia sozinho no próprio livro. Como se um fantasma escreve-se com uma grafia diferente da de Lucas. O fantasma era o livro que escrevia nele mesmo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Lucas se se assustou não compreendendo o que se passava ali. Enquanto aquele fato o surpreendia, o livro terminava de escrever. Lucas leu calmamente o que era escrito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Um livro... que você achou...no meio da noite... após ser descartado...por um estranho...Estou certo...Lucas Reiden?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Ele sabe o meu nome? &lt;/i&gt;Pensou Lucas, mas surpreso ainda. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Lucas escreveu novamente, perguntando:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Como sabe o meu nome? – perguntou enquanto escrevia a frase no livro, que respondeu após alguns instantes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Eu posso te ver”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Lucas, mais uma vez surpreso, refletiu sobre a resposta do livro. Ele o pegou e pôs novamente a capa e a contracapa lado a lado. Percebeu os olhos de cada lado do livro, que juntos realmente parecia que este o observava. Em seguida, ele olhou novamente para o interior do livro, e escreveu mais uma pergunta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- O que você é? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O livro respondeu: &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Eu sou um livro do poder... Você quer poder?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Lucas sentiu-se espantado e ao mesmo tempo curioso com a pergunta feita pelo livro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Que tipo de poder? – perguntou Lucas ao livro. Desta vez, a resposta demorou alguns segundos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Você só saberá quando o tiver”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Lucas refletiu sobre a resposta. Ele não sabia que tipo de poder ele poderia adquirir. Por estar em contato com algo sobrenatural, poderiam surgir coisas imprevisíveis. No meio de seu pensamento, o livro fez uma pergunta que o perturbou. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Você quer saber quem matou seu irmão?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Lucas impressionado com aquilo, perguntou:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Você sabe sobre meu irmão? - perguntou Lucas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Você quer ou na quer?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;O jovem ficou indeciso. Ele não sabia se escrevia sim ou não. Foi então que o livro escreveu algo de relevante para sua decisão. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Você quer ser especial? Quer ter um dom? Quer ser notado? Quer acabar com o que falta na sua vida?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Lucas sabia que a reposta para todas aquelas perguntas era um ‘sim’. Desde que nasceu ele sentia falta de tudo aquilo. De ser uma existência importante, de ser especial, de viver livremente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Com toda a certeza, ele respondeu:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Sim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Olhe para a outra página!”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Lucas olhou, e viu que algo estava sendo desenhado. Aos poucos, aquilo foi tomando a forma do contorno de uma mão. A figura cobria toda a página No centro da mão havia uma outra figura. Lucas voltou a olhar para a capa do livro, e percebeu que era a mesma figura. O mesmo olho. Só que agora estava reduzido. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Ele analisou aquela mão e uma idéia lhe passou pela sua cabeça. E se ele pusesse a mão naquela figura? Fazia sentido. Uma figura de uma mão em que é preciso por a própria mão de uma pessoa. Será esta a maneira que adquirir o tal poder? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Querendo saber a resposta para essa pergunta, cautelosamente ele pôs a mão sobre a figura. Antes de sequer tocar a página, sentiu sua mão sendo puxada para o livro. Como se o livro quisesse que sua mão estivesse sobre a figura. Por mais força que Lucas fazia, ele não conseguia levantar a mão. Desistindo, ele parou de se opor a força de atração entre sua mão e o livro. Sua mão ficou fixa na página. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- O que está havendo? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Uma estranha luz branca começou a tornear sua mão. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- O que está acontecendo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;A luz terminava o contorno, enquanto ele tentava desesperadamente desprender sua mão do livro. A luz aumentou de intensidade a ponto de Lucas ver apenas o branco em seus olhos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Então começou a ter uma série de flashes de imagens. Mas eles eram tão rápidos que não conseguia distingui-los, e passavam em frações de segundos. Eram várias imagens que ele conhecia e desconhecia. Imagens dele e de pessoas que nunca tinha visto. Ele ouviu uma voz dizendo:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Apenas uma das visões será a mais importante. Não perca o significado dela.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Foi quando os flashes pararam em uma imagem. Era uma garota de olhos verdes e cabelos negros compridos. Por alguma razão, Lucas surpreendeu-se com ela. Sua primeira impressão dela foi à de um rosto angelical. A imagem aos poucos desaparecia, e ao fim ele&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;desabou da cama.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;...............&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Após o filme ter acabado, estava passando o jornal da TV com as últimas notícias do dia. A apresentadora falava enquanto na tela passava imagens referentes a cada notícia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- A polícia ainda procura um dos fugitivos do presídio de Nova Vida, que está desaparecido há dois dias. Um deles acabou sendo morto durante uma operação da polícia. O chefe do departamento Sandro Oliveira disse que não vai desistir de capturar o chamado Arthur Street. Também foi enterrado hoje à tarde, Marcos Reiden, filho do policial Almir Reiden, vítima da caça a este criminoso que representa uma ameaça à cidade. Félix Rangel chegou hoje por volta das seis da tarde no aeroporto de Nova Vida. Ele deve ficar apenas uma semana e depois disso retorna para os EUA.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Enquanto a TV exibia as últimas notícias, Lucas permanecia inconsciente. No meio da noite, ele teve um sonho muito estranho. Uma seqüência de sons e imagens que não diziam nada claramente. Ele até mesmo cochichava o que via mesmo dormindo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Carro parado. Duas pessoas conversam antes de entrar no carro. Um adolescente e uma mulher. Um som de repente. Vermelho marca a dor. Vermelho é derramado no chão. Mão quente, mão vermelha. Gritos de socorro preenchem o cenário, que aos poucos escurece, e escurece. Até a escuridão tomar a sua visão e o som se extinguir de sua mente.&lt;br /&gt;&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;.........................&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Lucas abriu os olhos, e aquele irritante raio solar novamente batia em seu rosto. Esquecera novamente de trocar o lugar da cama.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Será que foi um sonho? - perguntou para si mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Seu olhar passou pelo chão ao lado da cama e lá estava ele: o livro. Ele o pegou com o intuito de abri-lo. Ao folheá-lo novamente, notou que todas as páginas estavam em branco.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- O que houve?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Meio que frustrado, ele deixou isso de lado por um momento, e desceu para tomar o café da manhã. O jornal do dia estava em cima da mesa. A manchete principal era “Presidiário ainda está foragido”. Havia outras também, mas Lucas não deu importância a elas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Nós aparecemos no jornal. – disse Almir virando a página. Nele a manchete era:&lt;br /&gt;“Filho de policial é vítima de bala perdida durante ação da polícia.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Quem publicou isso? – perguntou Amélia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Imagine. Ele só estava querendo ser gentil. – respondeu Almir num tom irônico. – Aquele repórter não deixa passar uma. – continuou lendo o jornal. – Segundo testemunhas, Marcos Reiden foi vítima de uma bala perdida quando a polícia perseguia Arthur Street, presidiário que ainda está foragido. Ele levou um tiro quando entrava em um carro, junto a sua mãe, Amélia Cristina. – Almir demonstrou um pouco de irritação&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Dá pra acreditar. Aquele filho da mãe pôs até os detalhes. Repórter desgraçado. Não respeita nem mesmo uma família.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Lucas nem prestou a atenção na fala do pai, depois que ele terminou de ler o jornal. Alguma coisa lhe parecia familiar. Marcos levou um tiro enquanto entrava no carro com a sua mãe. &lt;i style=""&gt;Duas pessoas, som, sangue, carro&lt;/i&gt;, pensava ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Enquanto isso Amélia tentava acalmar o marido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Calma, querido. Não precisa se preocupar com estas coisas. Não é bom você ir pro trabalho de cabeça quente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Eu sei. Eu vou me acalmar. Aliás, eu vou pro trabalho agora.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Ele saiu se despedindo da família. Enquanto isso, Lucas ainda estava um pouco pensativo. Sua mãe acabou percebendo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- O que foi Lucas?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Nada. Não é nada. Eu vou subir pro meu quarto. – disse levantando-se da cadeira.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Mas não terminou seu café.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Estou sem fome.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Ao chegar ao quarto, ele sentou na cama e procurou entender o que estava acontecendo. Ele havia sonhado com a morte do irmão. E por coincidência, o sonho ocorreu exatamente igual à realidade. Lucas não acreditava muito nessas coisas. Premonições, sonhos que mostram o futuro e etc. Mas analisando melhor, o sonho não havia mostrado o futuro, e sim o passado. Como essas coisas podem acontecer? Existe alguma explicação pra isso?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Por um momento, ele olhou na direção da mesa ao lado da cama e viu o livro. As coisas se tornaram mais estranhas ainda. O que houve no dia anterior foi real. Sem dúvida alguma, aquilo aconteceu. Ele pegou o livro na mão, e ficou o analisando.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Mas o que é você?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Ele abriu o livro novamente, e o folheou até chegar à página onde ele pôs a mão. Na página algo chamou sua atenção. Algo que anteriormente não estava lá. Havia um nome escrito no olho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Lucas Reiden! O que meu nome está fazendo aqui? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Ele olhou para a figura, imaginando o que aconteceria se pusesse a mão ali novamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Será que é uma boa idéia? – ficou algum tempo pensando, e decidiu. Assim como antes, cautelosamente, ele pôs a mão sobre o livro. Há alguns milímetros de tocar a figura, dessa vez não sentiu nenhuma força a puxando. Ele então colocou sua mão sobre o livro. E nada aconteceu. Nada estranho aconteceu. Parecia uma página comum.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Lucas começou a juntar algumas coisas. Seu sonho, a morte de seu irmão, o livro. Aquilo aconteceu ontem, quando ele pôs a mão no livro. Ele havia virado um usuário do livro. E se o que estava escrito no jornal estiver certo então:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Eu vi a morte de meu irmão! – disse ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Lucas se arrumou rapidamente. Aquilo o fez ir até um lugar. O último lugar onde o seu irmão estava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;...................&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Lucas parou em frente ao restaurante onde Marcos e sua mãe ficaram naquele dia. Ele olhou em volta, e o lugar parecia exatamente igual ao sonho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Foi aqui. Esse é o lugar do meu sonho, e foi aqui que meu irmão morreu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;De repente ele sentiu um frio na barriga ao ouvir a voz de alguém conhecido. Parecia impossível, mas a voz de seu falecido irmão pôde ser ouvida atrás dele. Ele virou-se na direção da entrada do restaurante e viu seu irmão saindo. Sua mãe apareceu logo em seguida do lado dele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Marcos! Mãe! – disse Lucas, indo até eles. Mas assim que tocou seu irmão, sua mão passou pelo corpo de Marcos. Parecia que Marcos era um fantasma, apesar de ser muito parecido com alguém de carne e osso. Marcos passou pelo corpo de Lucas, que se virou logo em seguida para observá-lo. – O que está havendo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Marcos e Amélia foram para o carro encostado na calçada do restaurante. Amélia foi para a porta do motorista e Marcos ficou em frente à porta do carona. O jovem começou a falar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Assim que chegarmos em casa a senhora vai conversar com o Lucas&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Mas enquanto mãe e filho conversavam, Lucas prestou atenção em outra coisa. Há 50 metros à direita, do outro lado da rua, um homem saiu correndo de um beco entre dois prédios.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Já que insiste. Eu vou ter essa conversa com o Lucas – disse Amélia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Desse jeito eu fico mais tranqüilo - respondeu Marcos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Lucas olhou para o lado e viu três policiais com a arma apontada para o bandido que tinha atravessado a rua mais á frente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Parado! - gritou um dos policiais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Arthur continuou a correr, enquanto olhava para trás. Quando viu que a arma dos policiais estava apontada para ele, Arthur apertou o gatilho sem hesitar. Foram dois tiros disparados por Arthur. Um deles acertou o vidro do carro de polícia ao lado dos policiais, e outro passou pelos policiais rumando para uma outra pessoa ao fundo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;A cena de repente ficou em câmera lenta. Lucas pode ver a bala se aproximando lentamente de Marcos. Ele andou em direção à bala e ficou perto dela observando sua trajetória. Sua mãe estava se abaixando perto do pneu do carro, e Marcos ainda estava de pé, olhando na direção dos tiros. A bala seguiu reta em direção ao peito de seu irmão. Lucas tentou tocar na bala para impedir, mas ela assim como foi com seu irmão, também passava por sua mão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;O tiro acertou Marcos que deu uma balançada sentindo algo estourando em seu peito. Ele pôs a mão em cima do tórax e viu algo vermelho nas mãos. Seu sangue começava a escorrer pela sua camisa, deixando-a ensangüentada. Seu corpo foi para frente, e ainda em câmera lenta, Lucas viu seu irmão desabar no chão. Ele tentou segurá-lo, mas o corpo atravessou seus braços.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Marcos! - gritou ele, vendo o irmão no chão. Os tiros ainda continuavam em câmera lenta. As pessoas corriam desesperadamente para um lugar seguro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Não o deixem escapar! - gritou a voz de um policial atirando no fugitivo. Lucas olhou na direção do grito, e se afastou do irmão caído. Ele andou em direção aos policiais que atiravam em Arthur, e olhando para o final da rua, Lucas viu o presidiário fugindo. Lucas entrou na frente dos policiais e andou até o bandido. Quando estava há alguns metros de Arthur, a cena começou a rodar em velocidade normal. Nada de câmera lenta, o tempo era real. As balas atravessavam o corpo de Lucas como se fossem fantasmas enquanto ele olhava em todas as direções. O bandido começou a fugir pela esquina à frente. Lucas correu atrás dele. Mas quando virou a rua à direita, aconteceu mais uma coisa estranha. Parecia que ele havia se tele transportado para outro lugar. O local era diferente. À sua frente havia um beco abandonado com enormes latas de lixo encostadas na parede. Havia dois prédios ao lado dele, e atrás uma rua principal. Ele olhou para um poste na calçada que continha uma placa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Rua Albert da Silva! – leu ele. Era difícil de acreditar, mas ele sabia onde estava. Há mais ou menos &lt;st1:metricconverter productid="6 km" st="on"&gt;6 km&lt;/st1:metricconverter&gt; do local onde Marcos levou o tiro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;De repente, em uma fração de segundo houve um flash branco, e quando se deu conta estava novamente perto do restaurante. Ele olhou para o lado e tudo parecia normal. Nenhum sinal de seu irmão ou de sua mãe. Nenhum carro de polícia próximo. Foi quando percebeu que havia voltado à realidade. Aquilo tudo não havia passado de uma visão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ainda tentando se equilibrar emocionalmente, Lucas sentou no degrau da entrada do restaurante. Começou a lembrar da visão que acabara de ter. Até a parte que Marcos tomou o tiro ele entendeu. Mas o que o intrigou foi o final, após virar na rua á direita. Ele estivera em um lugar completamente diferente. Talvez tivesse algo naquele lugar, que ele não captou. Essa mudança aconteceu logo depois dele tentar perseguir Arthur. Lucas não tinha certeza, mas provavelmente aquele lugar tinha alguma relação com o presidiário. Querendo saber a resposta para este enigma, ele se levantou do degrau e saiu determinado. Ele precisava ir até a Rua Albert da Silva.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.................&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Sérgio andava pelos corredores do departamento lendo um jornal. Seu amigo estava em um pequeno destaque na segunda página.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;“Filho de policial é vítima de bala perdida durante ação da polícia.” &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Refletiu se Almir já tinha visto a matéria, mas ele quis mostrá-la do mesmo jeito. Entrou na sala e foi até a mesa dele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Você já viu isso aqui? – perguntou Sérgio mostrando o jornal. Almir parecia nem ter escutado a pergunta. Havia uma xícara de café quente na mesa. Ele olhava uma foto de Marcos no lado direito dela.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Almir! - chamou mais uma vez. Almir prestou atenção na voz, e percebeu que Sérgio estava próximo dele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Desculpe. Eu estava distraído. O que foi?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Só queria lhe mostrar isso. – disse apontando o jornal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Não, obrigado. Eu já vi isso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Pensei que tinha dito ao Eric para ele não publicar nada – disse enrolando o jornal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Acha que Eric sabe o que é um não? – Almir olhou para a ficha de Arthur Street. – Tudo isso por causa deste filho da mãe? Devia ter pegado ele enquanto estava na fábrica. Devia tê-lo caçado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Não fique se culpando. Marcos só estava no lugar errado e na hora errada. Foi uma infeliz coincidência.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Almir olhou para a foto de Arthur com uma enorme raiva. Ele olhou para seu amigo e pôs o dedo na foto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- A bala que atingiu meu filho veio desse cara. Esse cara matou meu filho, e ele vai pagar por isso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Olha lá, hein. Não pense em fazer alguma besteira, como vingar a morte do filho. Vamos usar a nossa parte racional pra prender esse cara. E por hora, deixar a emocional de lado. - aconselhou Sérgio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Eu usarei as duas. - Almir levantou-se e foi em direção à máquina de café. Sérgio olhou pra ele preocupado, pensando se Almir iria fazer alguma besteira quando colocasse as mãos &lt;st1:personname productid="em Arthur. Ele" st="on"&gt;em  Arthur. Ele&lt;/st1:personname&gt; precisava garantir que Almir não faça a besteira de matar o presidiário.&lt;br /&gt;&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;.................&lt;br /&gt;&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Lucas olhou para a placa no poste onde dizia Rua Albert da Silva, e ao lado dele estava o pequeno corredor com as latas de lixo grandes. Era o local de sua visão. Lucas olhou para o corredor e resolveu ir até ele. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Após dar três passos em sua direção, uma pessoa passou entre o corpo dele. A pessoa na verdade era uma visão, assim como anteriormente. Quanto esta pessoa olhou para trás para ver se alguém o seguia, Lucas pode observá-lo. Blusa laranja com o nome estampado no lado direito superior. Mac Street. Lucas por um momento ficou confuso. Mac Street não havia sido morto durante uma invasão da polícia em uma fábrica há alguns dias atrás? Ele voltou os olhos na direção do corredor e viu uma outra figura. Também era uma pessoa com o uniforme laranja, e ela era idêntica a Arthur. A figura no corredor gritou:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Irmão. Eu estava te esperando.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Lucas aproximou-se daquela pessoa junto com a imagem de Mac mais à frente. Ao olhar o nome na roupa, percebeu que era o próprio Arthur.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Irmão, porque demorou tanto? – falou Arthur mais uma vez.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;De repente as duas imagens desapareceram e a visão acabou. Sem entender muita coisa, Lucas entrou no corredor. Quanto mais adentrava, mais escuro e úmido ele ficava. Novamente uma nova imagem passou por ele. Arthur com a mão apertando a barriga corria para o fundo do corredor. Quando Arthur chegou ao final do campo de visão de Lucas ele desapareceu ao fim do corredor. Lucas olhou para o chão e percebeu algo de diferente. Havia pingos de sangue ao longo do caminho. Lucas imaginou que Arthur devia estar ferido. Ele abaixou-se e olhou para as gotas de sangue.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;No mesmo instante, ele sentiu algo na palma da mão. Alguma coisa esquentava no centro dela. Ao olhá-la, viu uma figura que aparecia e desaparecia em um pequeno intervalo de tempo. Era aquele olho novamente, só que desta vez, desenhado em sua própria mão. Ele também conseguia sentir outra coisa no ambiente. Algo que o atraí-a, e estava bem embaixo do seu nariz. O pingo de sangue e o seu dedo pareciam imãs de pólos contrários.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Cautelosamente, Lucas pôs o dedo no sangue, e logo em seguida viu um clarão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Ainda agachado, viu o panorama ao seu redor mudar totalmente. Quando se deu conta havia voltado àquela cena do tiroteio entre Arthur e os policiais. Só que dessa vez Lucas estava concentrado em Arthur que estava há alguns metros ao lado dele. Arthur corria e virava para trás atirando nos policiais. Quando chegou perto de virar a esquina, ele deu uma última virada para atirar. Foi nessa hora que um dos tiros o acertou na parte esquerda de seu abdômen. Ele pôs a outra mão sobre a ferida enquanto gritava de dor. Lucas o seguiu até ele virar a esquina. Arthur corria cambaleando por causa do ferimento, enquanto gotas de sangue caiam pelo chão deixando seu rastro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Assim que a visão parou, Lucas confirmou sua suspeita. Arthur estava mesmo naquela região. O rastro de sangue mostrava o caminho. Ele levantou-se e pegou seu celular. Discou 190. Ele poderia ligar para o celular do seu pai, mas não queria que o pai soubesse que o filho estava num lugar como aquele. Após o sinal ele avisou:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;- Alô! Eu sei onde está Mac Street.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;CONTINUA...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-7119613123532715113?l=seriemundosombrio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/7119613123532715113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=7119613123532715113' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/7119613123532715113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/7119613123532715113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/04/livro-do-poder-capitulo-1x01-parte-03.html' title='Livro do Poder - Capítulo 1x01 - parte 03'/><author><name>Luiz Teodosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>luizfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02427446619369311543'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-4261016158979774508</id><published>2009-04-03T21:13:00.002-03:00</published><updated>2009-04-15T20:17:13.901-03:00</updated><title type='text'>Mundo Sombrio - Capítulo 1 - Minha missão é...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Capítulo 01&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Minha missão é...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Um viajante caminhava solitário por entre uma trilha na montanha. A brisa daquela noite era fria e seus cabelos lisos e semi-longos de cor lilás balançavam devido a isso. Havia também uma faixa vermelha enrolada na parte alta da testa que só podia ser vista na frente, já que seu cabelo a escondia atrás. Sobre a faixa, duas mechas se posicionavam ao lado dos olhos, próximos a cada orelha. Seus olhos na leve cor vinho fitavam uma curva logo a frente que adentrava na montanha ao lado direito. Suas sobrancelhas eram da mesma cor de seu cabelo. Vestia uma túnica azul forte com alguns detalhes em verde escuro na parte de baixo, além disso, usava luvas pretas para se proteger do frio. Caminhava sobre uma pequena bota de cor marrom, em que parte dela podia ser vista sob a roupa. E o último acessório era uma capa preta de bordas vermelhas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;O homem virou a curva da trilha para a direita e deparou-se com um extenso corredor entre duas colunas de pedras de grande altura. Ao olhar aquela imagem uma recordação passada foi acesa, como se aquele lugar fosse o mesmo de uma ocasião. O caminho à frente era temido e sua vontade de continuar parecia não persistir. Ele ficou olhando estático por alguns instantes sem se dar conta de quanto tempo havia ficado imóvel. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Ele movimentou a cabeça para os lados querendo se desfazer daquela impressão. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;“Esse lugar não é aquele. Não é”&lt;/i&gt;. Dizia para si enquanto retomava sua coragem para seguir em frente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Uma brisa gelada parecia vir da direção oposta do viajante, o que despertou sua curiosidade querendo saber o que poderia haver no fim daquele trecho. Há horas que ele decidiu subir a montanha como um atalho para chegar mais rápido a outra cidade. Houve ocasiões em que até queria desistir da subida, mas como já havia percorrido um bom pedaço, não faria sentido voltar e seguir pelo caminho mais longo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Mesmo tendo decidido caminhar por aquele corredor a céu aberto, a estranha sensação ainda o perturbava. As duas paredes de pedra de cada lado, e o céu negro ao fim daquela trilha lhe traziam uma má recordação. Algo que evitava lembrar. Quando não agüentou mais, ele parou, fechou os olhos e respirou bem fundo. &lt;i style=""&gt;“Eu não posso parar aqui. Se o que estou perseguindo for verdade, um dia aquele passado retornará. Não posso temê-lo.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Recuperando sua confiança novamente, ele pôs-se a caminhar até o final da trilha. Ao fim havia uma descida para a esquerda, mas antes de iniciá-la ele não pode deixar de notar a imagem abaixo. Um enorme campo de flores iluminado pela luz do luar. Se fosse de dia seria realmente uma linda visão, mas mesmo à noite, aquilo era notável pelo seu tamanho. Um pouco depois do campo, o viajante avistou um casebre, provavelmente da pessoa que cuida daquele lugar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Logo após sua tranquila descida, o viajante caminhou por entre as trilhas gramadas do campo florido. A variedade de flores era bem grande, só que apenas o luar não era suficiente para enxergá-las com muita clareza. Foi por causa disso que o homem ergueu seu braço para frente e abriu as mãos como se pegasse algum objeto. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Cajado! – proferiu. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Logo em seguida, partículas nas cores vermelha em maior quantidade e dourada em menor, apareceram formando algo semelhante a um cabo que passava em frente a sua mão. As partículas começaram a se juntar, e num certo instante elas brilharam num tom avermelhado para depois darem lugar a um cajado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;O homem possuía um cajado vermelho com uma esfera dourada em sua ponta. Ele ergueu- o para o alto e proferiu em voz alta:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Luz do cajado!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Inúmeros feixes de luz provenientes da ponta de seu cajado que brilhava, atingiram o vasto campo florido. A luz no meio da noite era intensa e agora se podia ver o campo de forma mais bela. As borboletas pousavam e saiam das flores carregando o seu pólen. A beleza individual de cada espécie resplandecia na noite. A luz também atingia o casebre mais ao longe. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;O viajante deu um sorriso ao ver aquela pequena área ser iluminada pelo brilho de seu cajado. O fato da luz se tornar presente sempre o fazia feliz. Ele desejava que o mesmo acontecesse com o mundo. Que cada pessoa tivesse sua própria beleza assim como as flores do campo, mas que ficassem unidas, mesmo sendo diferentes umas das outras. E que a luz reinasse sobre elas. Se isso era possível com essas flores, porque não com as pessoas?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Inesperadamente uma figura incomum cortou todo aquele cenário. Quando o homem percebeu o que era, girou seu corpo rapidamente junto com o seu cajado que no mesmo instante cessou a luz emanada. Uma flecha atravessava o imenso campo em direção ao viajante. Antes dela o atingir, o homem movimentou seu cajado e o fez chocar-se contra a flecha que girou para o lado e caiu sobre algumas flores.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Um arqueiro? – perguntou ele depois do repentino ataque. O viajante olhou para a direção de onde a flecha veio, mas apenas notou o casebre bem distante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Da única janela dessa residência, um homem com seu arco e flecha mirava no desconhecido no campo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Eu errei? Não pode ser. – disse ele não acreditando que não o tivesse atingido. Isso se confirmou ainda mais quando observou aquela sombra bem longe caminhando em sua direção. – Droga! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Mais uma flecha foi atirada e o viajante novamente a rebateu com seu cajado. O homem escondido na casa frustrou-se novamente. Ainda assim, ele não desistiu e atirou outra vez. Ao contrário de antes, o viajante ergueu seu cajado na direção da flecha, e com um olhar sério soltou sua magia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Rajada de vento!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Uma rajada foi atirada na direção da flecha que parou instantaneamente sua velocidade e caiu no chão sendo arrastada pelo vento. A rajada continuou seguindo em direção ao casebre, mas especificamente para a janela de onde o arqueiro atirava. Ele notou o incomum vento se aproximando e as flores de seu campo balançando em harmonia. Algumas até saiam do lugar devido à intensidade do vento. Abismado com o que vinha, ele se agachou sob a janela largando o arco e pondo as mãos sobre a cabeça, rezando para que não lhe acontecesse nada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Por sorte, as duas partes de madeira que fechavam a janela estavam abertas para dentro da casa, e não foram quebradas quando o vento invadiu o quarto do indivíduo. Mas ambas as partes da janela se fecharam sozinhas depois da entrada da rajada. O vento colidiu com a parede do quarto causando um grande barulho ao mesmo tempo em que a ventania era dispersada por todo o cômodo. Enquanto isso, o arqueiro continuou agachado até a ventania cessar, o que demorou menos de cinco segundos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;O homem não passava de um camponês vestido como um. Suas roupas eram simples, usava uma calça marrom e uma camisa branca. O diferencial era um fino colete cinza que ele usava. O camponês abriu um dos olhos ao notar o silêncio e ao não sentir o vento atingindo seu corpo. Calmamente, ele se ergueu e olhou para a janela que agora estava fechada pelas duas partes de madeira. Abriu-a vagarosamente para espiar o lado de fora, e tudo o que podia ver era o deserto campo florido e tudo o que podia ouvir era um grilo cantando.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Aquela figura misteriosa anteriormente em seu campo havia sumido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;O homem colocou a cabeça para fora da janela, e observou os arredores do campo. Sua vista não pode encontrar nenhuma sombra humana parada ou caminhando sobre ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Sumiu? – perguntou-se surpreso. Ele tirou sua arma da posição de ataque e fechou a janela. Após colocar sua arma sobre a mesinha ao lado da cama, dirigiu-se para a porta do quarto. Este cômodo era bem simples, de paredes azuis, com um armário, uma cama e uma mesinha ao lado dela. Havia também alguns quadros de pintura na parede, todos com o tema de flores. Preso na parede, uma lamparina clareava o quarto iluminando levemente as paredes com feixes amarelos, que com a ausência da luz mostrava-se em um tom azul bem sombrio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;O camponês saiu do quarto e caminhou para a esquerda, encontrando-se num corredor de piso de madeira. Havia duas lamparinas em cada lado da parede, uma mais atrás e outra mais à frente, esta última do lado da entrada de outro cômodo: a cozinha.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Ao virar-se para entrar na cozinha, tomou um grande susto deixando seu rosto surpreso e seu corpo imóvel. A única lamparina do cômodo estava sobre a mesa, e um homem de costas tampava o brilho dela nos olhos do camponês, que via apenas uma capa preta sob os cabelos lilás semi-longos de um homem. O tom amarelado criado pela lamparina sobre o cômodo, e o contraste negro em frente deixou o camponês estático. Sem sua arma, aquilo era o que se podia fazer. Ele soltou um abafado grito de susto, e o intruso mexeu levemente sua cabeça, mas sem sair de sua posição.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Q...Quem é você? – perguntou o camponês com os lábios tremendo. A figura do homem a sua frente começou a se virar. O coração do dono da casa bateu mais forte à medida que a face do desconhecido se revelava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Após o rosto dele mostrar-se totalmente, a expressão do camponês permaneceu a mesma, mas sua surpresa foi sendo amenizada pela expressão que o outro demonstrava. O homem segurava uma maçã com a mão esquerda meio erguida expressando um gentil sorriso no rosto. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Boa noite, senhor. – proferiu o viajante ao camponês que não esperava ouvir aquilo. Ele continuou a falar gentilmente. – Meu nome é Melvin. Sou um mago.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ma... Mago? – repetiu o camponês sem desmanchar sua expressão facial.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Eu estava agora a pouco no campo florido aqui em frente quando percebi que alguém começou a atirar flechas vindas desse casebre. Então eu pensei se não poderia passar a noite aqui. É que estou morrendo de fome e até eu chegar à cidade aqui perto demorará mais algum tempo. – Melvin virou-se de lado para o camponês querendo que ele visse a mesa da cozinha. – Por isso, eu não resisti ao ver essa cesta de frutas logo de cara. – disse o mago se referindo as diversas frutas sobre a mesa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Deixe-me ver se entendi. – começou a dizer o camponês um pouco mais calmo. – Você é um mago, e era você quem estava no meu campo agora a pouco. Você me atacou com aquele vento e entrou na minha casa sem bater a porta. Aliás, como você entrou aqui?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ela já estava aberta. Você esqueceu-se de trancá-la, eu acho. – Melvin disse apontando com o seu dedão para a porta atrás dele. O camponês olhou incrédulo para ela.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Mas... isso não lhe dá o direito de pegar minha comida. – retrucou o homem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- E só porque alguém está passeando pelo seu campo, isso não lhe dá o direito de atacá-lo com flechas. – disse o mago calmamente. O homem da casa ficou um pouco calado e sua expressão mudou para proferir as próximas palavras. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Desculpe. Não era a minha intenção atacar um mago. Eu pensei que fossem outras pessoas. – disse o camponês movendo o rosto para o lado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Outras pessoas?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Neste instante, a conversa foi interrompida por um chamamento vindo de fora da casa. O camponês arregalou os olhos ao escutar a voz chamando por um nome. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Florisval! Está me ouvindo, seu idiota? – a voz de um homem adulto podia ser ouvida. – Venha aqui fora e confira o que lhe aguarda. Florisval!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- São eles! – disse o camponês chamado Florisval, num tom meio apavorado. – Essa não! – gritou já correndo rumo à porta. Melvin apenas o observou saindo da cozinha.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Logo ao sair, o camponês deu a volta na casa e parou ao se deparar com alguns homens à frente. Um deles estava a poucos metros sorrindo maliciosamente, seguido de mais dois homens, um de cada lado. Havia outros seis mais atrás, dentro do campo florido que seguravam tochas nas mãos. Os que estavam à frente, que eram os únicos sem uma tocha, soltaram uma risada e encararam Florisval. O do meio parecia ser o líder e o mais velho daquele grupo. Seus olhos eram negros assim como sua rala barba.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Olá, Florisval! – proferiu ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- O... que vocês querem aqui? – perguntou ele, mas já prevendo qual seria a resposta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não é óbvio. Nós dissemos a você que iríamos queimar seu lindo campo de flores. Só queríamos um pouco do seu dinheiro e você nos negou. Somos ladrões, afinal. – O homem olhou para o campo deixando o vento gelado bater em seu rosto – Vai ser uma linda visão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não deixarei que faça isso! – gritou Florisval com os punhos em frente ao peito, mas sem muita confiança para lutar. O ladrão virou-se, fitou a postura e avaliou a expressão dele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- E você acha que pode nos impedir? – perguntou subestimando o outro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Eu... mesmo que eu morra tentando, protegerei esse campo com a minha vida. – pronunciou Florisval, agora cheio de determinação nos olhos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- E por acaso alguém aqui vai tentar lhe matar? Claro que não. – o homem virou-se novamente para o campo. – Queremos que assista as belas labaredas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Eu não vou deixar! – Florisval correu em direção ao ladrão que virou seu olhar. Ao vê-lo se aproximar, o homem apertou o punho esquerdo e acertou o lado esquerdo do rosto de Florisval com a parte de trás da mão. Com o choque, Florisval caiu para a direita. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- É inútil, floricultor! – disse o homem lhe encarando. Florisval ainda tentava se erguer. – Ainda vai tentar nos impedir?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Eu prefiro apanhar mil vezes a ver o meu campo em chamas. – disse se levantando, raspando a mão na boca para tirar um pouco do sangue causado pelo soco de antes. Inesperadamente, o floricultor foi surpreendido pelos outros dois capangas que lhe seguraram pelo braço, um de cada lado. O corpo de Florisval ficou meio agachado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- É mesmo? – o líder perguntou com um sorriso no rosto. Ele se aproximou de Florisval que não podia se mexer. – Então vamos ver se consegue.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;O homem começou a socar várias vezes com a mão direita o rosto de Florisval, que nada podia fazer além de recebê-los, já que estava preso pelos outros dois capangas. Foram vários socos que o floricultor teve de suportar. Mas mesmo durante o ataque, na expressão perdida em seu rosto, a vontade de querer proteger o seu campo continuava viva. – O que foi? Ainda quer apanhar mil vezes? – perguntou o homem que aplicava os socos. A face de Florisval aos poucos foi ficando ensangüentada. O sangue escorria pelo seu nariz, e principalmente por sua boca, pingando em seguida em sua própria terra. O ladrão parou de bater e perguntou:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Diga! Ainda prefere levar os socos a ver seu campo queimar?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não me faça repetir. – disse Florisval com seu rosto todo ensangüentado, mas mostrando um leve sorriso apesar de tudo. – Esse campo... é a minha vida. Queimá-lo, significa tirar a minha própria vida. Farei qualquer coisa para impedi-los de destruir a minha vida, mesmo que eu receba mil socos. – Florisval terminou com um derramamento de lágrimas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Huh. Então que se dane o campo e a sua vida. – disse o ladrão voltando a aplicar socos no homem. – Vamos! Pessoal! Queimem o campo! Queimem tudo! – ordenou ele aos seus homens. Os outros, esboçando cruéis sorrisos como se fossem de diversão, abaixaram suas tochas e rapidamente as chamas consumiram as primeiras flores. Logo em seguida, as chamas começaram a pegar duas ou três flores ao mesmo tempo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Olhe! – disse o ladrão, que dessa vez começou a socar o rosto de Florisval da esquerda para a direita para que o rosto dele pudesse ficar virado para o lado, e para que seus olhos acompanhassem a trágica visão do início do fim de sua vida. Além do sangue dos golpes, suas lágrimas caiam no chão mesclando com o sangue já sobre ele. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Pai... – murmurou o camponês fracamente, vendo de relance o rosto de seu pai sobre o campo que começava a queimar. O outro homem aplicava os socos e ria da desgraça de Florisval.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Um homem de capa preta e cabelos lilás estava a um bom tempo sentado sobre o telhado do casebre observando a situação lá em baixo. Seu olhar sobre Florisval era sério, e suas palavras ainda lhe marcavam.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;“Eu prefiro apanhar mil vezes a ver o meu campo em chamas.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;“Não me faça repetir. Esse campo... é a minha vida. Queimá-lo, significa tirar a minha própria vida. Farei qualquer coisa para impedi-los de destruir a minha vida, mesmo que eu receba mil socos.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Os olhos de Melvin enxergaram através da realidade. Sua visão agora via partículas cinzentas emanando dos corpos dos ladrões que ateavam fogo no campo, e principalmente daquele que batia em Florisval, que por sinal também liberava essas mesmas partículas. Entretanto, no seu caso, a origem era diferente. Enquanto os outros ladrões emanavam maldade, ele emanava tristeza. Ambas despertavam a Energia Maligna dentro deles e a jogavam para o mundo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;O mago então se levantou e ergueu calmamente a mão para o alto. Do mesmo jeito que antes, partículas douradas e vermelhas apareceram e se juntaram para formar o seu cajado. Já com ele em mãos, apontou-o para o céu e proferiu uma simples palavra:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Chova! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Água começou a sair da ponta de seu cajado e a subir preguiçosamente ao céu. Sem ninguém ainda perceber, o líquido foi se elevando enquanto mais e mais surgia do cajado. Em poucos segundos, uma pequena coluna de água de vinte metros de altura já estava formada. Ao chegar nesta altura, a água começou a esticar proporcionalmente em todas as direções. Sobre a coluna, um círculo de água paralelo ao solo crescia, e que em pouco tempo tomou a forma de um manto de água que cobriu toda a região. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Ao mesmo tempo, algumas gotículas começaram a se precipitar deste manto aquático, e foi só então que as pessoas em baixo perceberam o que estava ocorrendo. Quando uma dessas gotas caiu sobre a mão do homem que espancava o rosto do floricultor, ele cessou os golpes, e olhou para o céu se impressionando com aquela coisa anormal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- O que é isso? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Florisval notou algumas gotas de água caindo. Ele intuitivamente olhou para o céu e arregalou forçadamente os olhos que estavam bem machucados na região em volta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Chuva... – murmurou ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;O manto de água cobriu uma boa parte do campo. A água proveniente do cajado de Melvin continuava subindo. O manto parou de crescer e água dele começou a cair. Todos olhavam impressionados para o alto. A chuva começou a cair e ninguém sabia o que fazer, já que nunca viram algo como aquilo. As chamas das tochas se apagaram assim como o fogo no campo. A fumaça do campo que antes estava começando a ser queimado se elevava. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Os capangas largaram Florisval ao notarem aquela estranha pessoa em cima do telhado da casa. O ladrão que socava o camponês também notou aquele desconhecido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Quem é? – perguntou ele, abismado. Florisval caiu na terra já meio molhada por causa da chuva. Ele moveu lentamente seus olhos para o mago.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Melvin parou de jorrar água pelo cajado e fitou o ladrão logo abaixo. Ele pulou e antes de pousar no chão, seus pés liberaram um pouco de vento com o objetivo de amortecer o impacto. Todos olharam incrédulos para o homem de capa preta já com seus pés sobre o solo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Quem é você? – perguntou o homem que agredira Florisval.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Eu sou aquele que lhe mostrará uma nova visão da vida. Mago Melvin. – respondeu ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Repentinamente, o mago correu até o homem que ainda assustado, permaneceu imóvel. Em poucos instantes, Melvin ficou bem próximo ao ladrão. Ele ergueu seu cajado e tocou a ponta dourada dele na testa do indivíduo. O homem ficou parado enquanto a ponta do cajado tocava em sua testa ao mesmo instante em que desse toque, uma luz começava a emanar. Enquanto isso, o mago proferia a sua técnica.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- O toque divino que abre a mente desiludida. A verdadeira pessoa sob as vestes da escuridão revela-se para um novo mundo. Técnica secreta: Purificação da alma! Liberte sua paz! – Neste instante, o mago puxou seu cajado, e uma energia formada por partículas negras começou a sair do local onde a ponta do cajado estava encostada. Essa região ainda brilhava. A Energia Maligna era vista por todas as pessoas em volta, e Melvin era o único que entendia o que realmente era aquilo. O homem que tinha sua Energia Maligna sendo expulsa gritava sem entender o que acontecia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;As partículas cessaram e o brilho foi lentamente desaparecendo. A expressão do homem era desolada como se estivesse fora da realidade. Aos poucos, seu olhar foi ganhando vida e a primeira coisa a enxergar foi a imagem do mago. Depois, olhou para o lado, e viu o rosto ensangüentado de Florisval, e por último, seus homens com as tochas apagadas sobre o campo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- O... o que estou fazendo? – perguntou ele num tom de arrependimento. – Isso é errado. Por quê? Por que eu tentei fazer isso? – Melvin observava atentamente a ação daquele homem que antes demonstrava toda a sua crueldade. – Florisval! – chamou ele, arrependido. – Desculpe. Eu não sei o que deu em mim pra te fazer este mal. Por favor, me perdoe! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Florisval e os outros capangas olharam de forma abismada aquele homem que se arrependia e perdia perdão. O camponês não entendia bem aquela situação. Antes aquele homem era tão cruel, mas o seu olhar agora era de uma pessoa comum. Do tipo honesta e que não machucaria ninguém. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Por favor, me desculpe! – pediu novamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Sim. – disse o floricultor, mesmo achando aquela situação estranha e anormal. – Sem problemas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Melvin se aproximou um pouco deles.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não se preocupe. O Florisval vai ficar bem, apesar destes ferimentos. – disse olhando para o homem. – Sugiro que a partir de agora recomece a sua vida do zero. Que seja o homem que deve ser. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;O ex-ladrão assentiu e agradeceu. Em seguida, ele virou-se para seus colegas ainda próximos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Vamos embora. Não há nada para fazermos aqui. – disse ele de forma determinada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Mas chefe... – retrucou um outro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Vamos! – disse o homem sem parar de andar. Ele disse o mesmo para aqueles que estavam no campo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Melvin e Florisval que se se levantou esforçadamente, observaram o grupo se afastando. O floricultor continuou com sua expressão confusa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- O que foi isso agora? – perguntou ele para o mago, que sorriu ao responder.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- O nascimento de uma nova pessoa.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;– O mago voltou seu olhar para o campo onde o grupo ainda podia ser visto. – O mundo é responsável pela distorção no coração das pessoas. Por causa deste “Mundo Sombrio”, as pessoas se desvirtuam de quem realmente são, e guiados por um mal interior, elas agem de forma cruel e incompreensível para aqueles que são bons. Minha missão é abrir os olhos das pessoas para o que realmente devem fazer na vida. Minha missão é... – Melvin voltou-se para Florisval, e terminou ainda com um sorriso. - ...salvar o mundo. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-4261016158979774508?l=seriemundosombrio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/4261016158979774508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=4261016158979774508' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/4261016158979774508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/4261016158979774508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/04/mundo-sombrio-capitulo-1-minha-missao-e.html' title='Mundo Sombrio - Capítulo 1 - Minha missão é...'/><author><name>Luiz Teodosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>luizfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02427446619369311543'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-7359815818229597400</id><published>2009-04-03T21:08:00.001-03:00</published><updated>2009-04-03T21:12:19.740-03:00</updated><title type='text'>Mundo Sombrio - Prólogo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_2ih_kxjFAQQ/Sdaldqc8dUI/AAAAAAAAAoI/guGYOXdlSd8/s1600-h/capa+mundo+sombrio.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 288px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_2ih_kxjFAQQ/Sdaldqc8dUI/AAAAAAAAAoI/guGYOXdlSd8/s400/capa+mundo+sombrio.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320621938815300930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;   Os pares antagônicos que guiam este mundo: bem e mal. Que força e influência essas duas palavras têm sobre todos? A intensidade dessa resposta é a maior que o homem pode imaginar. Todas as vidas sofrem dessa influência e experimentam a força de cada uma. Não importa o ato, alguém realmente vive sem fazer algo de ruim? Nem que seja por uma vez e que prometa a si mesmo que nunca mais fará de novo. Mas mesmo que ela faça isso quem pode lhe garantir que o que ela fez ou deixará de fazer estará certo ou errado? A definição de bem e mal... de onde ela surge? Aquilo que nos traz felicidade e que nos empurra para uma vida melhor, nos fazendo sorrir e sentir a paz, sem precisar suportar qualquer coisa que nos gere tristeza e angústia. Essa seria parte da definição de bem? E aquilo que traz a dor dentro do peito de uma vida? O ato de cessar a felicidade dos outros como se fosse natural. Ele não estaria fazendo nada errado se alguém não dissesse que aquilo de fato é errado, que aquilo é verdadeiramente o mal. Quem pode definir o bem e o mal?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Há humanos capazes de ver essas duas forças. Eles nasceram para isso, pois foi lhes dado a missão de guiar o mundo para um lugar de luz. Eles consideram-se os “guardiões do bem”, que tem como objetivo mostrar ao mundo o que deve ser feito para que todos alcancem a felicidade e a paz e que vivam de acordo com a ética moral. Esses são os magos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Os magos podem ver duas energias que apenas eles conseguem enxergar. As energias formadoras do bem e o mal. Com isso, eles são capazes de proteger a chamada Energia Benigna, a energia do bem, e lutar contra a chamada Energia Maligna, a energia do mal. Ambas as energias são provenientes dos seres vivos. Dependendo de que lado as pessoas andarem, elas serão responsáveis pelo panorama que o mundo apresentará. São elas que decidem se o mundo será bom ou ruim.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Entretanto, tanto o bem quanto o mal estão destinados a se confrontarem até que um deles seja extinto. Na coexistência de duas razões opostas, elas lutam até que uma delas pereça e a outra sobreviva. Assim será com o bem e o mal, isso é o que os magos pensam. Mas será que passa pela cabeça de alguém que existirá um mundo onde só reinará o bem ou apenas o mal? Mesmo se isso fosse possível, porque sempre achamos que o mal sobressairia? Será que vivemos num mundo tão sombrio para pensar assim? Será que não acreditamos em nossa capacidade de produzir o bem e permanecer com ele até o fim? Será que vemos que todos nós nunca conseguiremos escolher um único caminho? Por que o mal sempre existe escondido na luz? De onde ele nasce? De onde ele vem? Será que conseguiremos descobrir? Porque nunca conseguimos encontrar as repostas para certas perguntas? Enquanto vivemos, é realmente necessário encontrá-las ou será que deveríamos viver com a ausência delas?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;A guerra entre a Energia Benigna e a Energia Maligna é invisível, e continuará.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-7359815818229597400?l=seriemundosombrio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/7359815818229597400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=7359815818229597400' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/7359815818229597400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/7359815818229597400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/04/mundo-sombrio-prologo.html' title='Mundo Sombrio - Prólogo'/><author><name>Luiz Teodosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>luizfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02427446619369311543'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2ih_kxjFAQQ/Sdaldqc8dUI/AAAAAAAAAoI/guGYOXdlSd8/s72-c/capa+mundo+sombrio.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-8377392608220257916</id><published>2009-04-01T12:25:00.002-03:00</published><updated>2009-04-01T12:27:26.443-03:00</updated><title type='text'>Nova versão sendo escrita.</title><content type='html'>Estou reescrevendo a história desde o início dela que por sinal, é o que mais se diferencia desta primeira versão. &lt;p&gt; Além da escrita estar bem mais detalhada, a história apresenta um começo diferente do mostrado na primeira temporada. Antes de Melvin chegar a Seylor, ainda acontece algumas coisas que serão mostradas. E a maior diferença será a inclusão de dois novos magos na trama. Com isso, fica difícil imaginar todo aquele roteiro da primeira temporada igual, visto que outros dois magos irão participar ativamente da história. Entretanto, o desenvolvimento da trama será quase o mesmo diferindo apenas quando esses dois magos entrarem em cena. O motivo de eu colocar esses dois magos, foi adiantar uma trama que se passaria muita a frente, e coloca-la logo no inicio pra diferenciá-la da primeira versão. Imagime reler toda a história de novo, sem quase nenhuma mudança, só porque está melhor escrita? Por isso, estou mudando algumas coisas. A maior diferença será o início como já mencionei. Outro detalhe é que os capítulos serão maiores tendo de 3000 a 5000 palavras, entretranto, deixarei os lançamentos a cada 15 dias, já que não cheguei a escrever muita coisa. Mais um detalhe. Sem abertura e sem encerramento. Não sei se faziam tanta diferença, mas não estou com tempo e disposição pra fazer mais, sem contar que meu PC não tá pra essas coisas xD. &lt;/p&gt; O que me preocupa é o que farei com esta segunda temporada desta primeira versão. Continuo? Tenho até o 70 pronto, mas até a segunda versão chegar aí, não sei se vale a pena continuar lançando-a. E nem eu mesmo sei que variações esta trama pode sofrer na segunda versão. Pode ser que continue a mesma, ou que mude um pouquinho, sei lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretendia lançar a segunda versão semana que vem, mas vou esperar mais um pouco. Estou novamente no início.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-8377392608220257916?l=seriemundosombrio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/8377392608220257916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=8377392608220257916' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/8377392608220257916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/8377392608220257916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/04/nova-versao-sendo-escrita.html' title='Nova versão sendo escrita.'/><author><name>Luiz Teodosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>luizfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02427446619369311543'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-6356103020382968049</id><published>2009-04-01T12:19:00.002-03:00</published><updated>2009-04-01T12:24:01.425-03:00</updated><title type='text'>Mundo Sombrio - Episódios temporada 2</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2º Temporada&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_2ih_kxjFAQQ/SdOGe_dL37I/AAAAAAAAAn4/w8v5xgXsHT4/s1600-h/screen+51.2.PNG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_2ih_kxjFAQQ/SdOGe_dL37I/AAAAAAAAAn4/w8v5xgXsHT4/s200/screen+51.2.PNG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319743451842731954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/03/mundo-sombrio-episodio-51-52.html"&gt;Episódio 51/52 - O sistema localizador&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_2ih_kxjFAQQ/SdOGzfE3LmI/AAAAAAAAAoA/rQkbGodFpYA/s1600-h/screen+53.1.PNG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_2ih_kxjFAQQ/SdOGzfE3LmI/AAAAAAAAAoA/rQkbGodFpYA/s200/screen+53.1.PNG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319743803928030818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/03/mundo-sombrio-episodio-53.html"&gt;Episódio 53 - O monstro interior&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-6356103020382968049?l=seriemundosombrio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/6356103020382968049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=6356103020382968049' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/6356103020382968049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/6356103020382968049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/04/mundo-sombrio-episodios-temporada-2.html' title='Mundo Sombrio - Episódios temporada 2'/><author><name>Luiz Teodosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>luizfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02427446619369311543'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2ih_kxjFAQQ/SdOGe_dL37I/AAAAAAAAAn4/w8v5xgXsHT4/s72-c/screen+51.2.PNG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-4431482568117722235</id><published>2009-03-27T09:17:00.009-03:00</published><updated>2009-03-27T09:41:29.271-03:00</updated><title type='text'>Mundo Sombrio - Episódio 53</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;- É ele... sem sombra de dúvida. – Kenon dizia olhando para a tela. – É o Melvin. Filho de Zaikon e irmão de Sirius.&lt;br /&gt;- O exilado? – perguntou Kelver, surpreso.&lt;br /&gt;- Exato. – respondeu o general olhando para o rosto de Melvin. – Agora, mude o foco para aquele que está sob possessão. Precisamos descobrir quem ele é.&lt;br /&gt;A imagem mudou o foco para um homem de cabelos loiros. Todos puderam notar os seus incomuns olhos. Uma nuvem cinzenta preenchia sua retina e sua íris era totalmente negra.&lt;br /&gt;- Sem sombra de dúvida, essa é a pessoa com a possessão maligna. – concluiu o general. Ele esticou o braço e apontou para os outros operadores. – Procurem a identidade dele nos registros!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3rgSu0faLyg&amp;amp;color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/3rgSu0faLyg&amp;amp;color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(153, 153, 153); text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Episódio 53&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:';" &gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);font-family:georgia;font-size:180%;"  &gt;O monstro interior &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="left"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:';" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:';" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:';" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:';" &gt;---------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=";font-family:';" &gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Seis anos atrás&lt;/strong&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt; Era um início de manhã nublada e nebulosa. O céu ainda estava parcialmente escuro e o General Kenon e mais dois magos ao lado dele caminhavam por uma estrada entre florestas que os levariam até Nerus.&lt;br /&gt; O que o fez ficar curioso à frente era uma figura que caminhava na direção oposta. Não dava para ver quem era por causa da neblina que o encobria. Mas logo um rosto conhecido apareceu para o general. Ele arregalou um pouco os olhos ao ver o adolescente.&lt;br /&gt;- Melvin? Vai para alguma missão? – perguntou ele ao vê-lo se aproximar com a cabeça abaixada. Kenon acabou notando e estranhou. – Melvin, você está bem? – A pergunta fez o mago parar.&lt;br /&gt; Para a surpresa de Kenon, o adolescente levantou a cabeça e sorriu para ele.&lt;br /&gt;- Bom dia, General Kenon! Como foi sua missão? Espero que tenha ido bem.&lt;br /&gt;- Ah, sim. Eu fui bem. – respondeu ele meio confuso.&lt;br /&gt;- Que bom. – Melvin passou a olhar Kenon de outra forma, como se tivesse o admirando. O general estranhou ainda mais. – Obrigado, General Kenon. Apesar de não termos nos dado bem no início, você... – Melvin virou o rosto pôs-se a andar. –... me ajudou bastante na minha vida como mago. Vou usar muito do que aprendi com o senhor aqui fora. – Kenon observou Melvin passando por ele e pelos magos. Ele não entendia aquelas palavras.&lt;br /&gt;- Melvin, por que está dizendo isso? O que houve? – perguntou olhando o jovem se afastando.&lt;br /&gt;- Quando o senhor voltar à cidade saberá. Adeus! – disse ele, partindo. Kenon olhou-o indo embora sem entender.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Aquelas foram as últimas palavras que ouvi dele. Aquilo foi uma despedida. Mas eu não tinha entendido a razão dele ter ido embora naquele momento. Então eu retornei a Nerus naquele dia. Logo ao entrar na cidade, eu ouvi as pessoas comentando a saída de Melvin.&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;“Eu não acredito que ele fez uma coisa dessas”; “Não é a toa que não ficou com o cargo do pai”; “Será que ficaremos seguros mesmo com ele lá fora”; “Mas e se ele for inocente?”; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Todas elas falavam e eu não entendia o que realmente havia acontecido. Por isso eu resolvi ir ao Conselho, pois qualquer decisão tomada na cidade vem deles. Eu abri a sala de reuniões na esperança de encontrar alguém, e encontrei uma única pessoa lá.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;------------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt; Ao abrir a porta dupla da sala de reuniões, Kenon se deparou com alguém de costas sentado em uma cadeira em frente a uma enorme mesa retangular.&lt;br /&gt;- Voltou cedo, General Kenon. – disse o mago sentado na cadeira. – Perdeu muita coisa enquanto esteve fora. – continuou o mago num tom sério.&lt;br /&gt;- Sirius... você se tornou... – dizia Kenon, surpreso.&lt;br /&gt;- Exato. Eu sou o novo Superior dos Magos.&lt;br /&gt;- Você... mas... o que houve com seu irmão?&lt;br /&gt;- Eu o exilei. – respondeu Sirius, friamente. – Ele foi responsável por cometer um crime gravíssimo. Ele deveria pegar uma prisão perpétua junto aos outros criminosos pelo delito que cometeu, mas... não haviam provas que o acusassem totalmente de cometer o assassinato, então...&lt;br /&gt;- Ele cometeu um assassinato? – perguntou Kenon totalmente surpreso com aquilo. Ele nunca imaginaria que Melvin cometeria tal atrocidade.&lt;br /&gt;- Ele matou meu tio. – Kenon arregalou os olhos com a resposta de Sirius.&lt;br /&gt;- Não pode ser... Ele não faria isso... Não pode... – Kenon se custava a acreditar que aquilo era verdade. Sirius prosseguiu.&lt;br /&gt;- Melvin está eternamente proibido de retornar a esta cidade ou entrar em contato com qualquer mago que seja. Se ele desobedecer a esta regra, será caçado e executado.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;------------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tempo atual&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;O General Kenon mantinha seus olhos na imagem observando o mago.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Melvin... você tinha que aparecer?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;........................&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:';" &gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- Então vamos indo! – Juan disse liderando o grupo enquanto se alinhavam diante do portão de grade.&lt;br /&gt; Mas neste instante, Lucelle levou sua mão ao peito devido a uma forte dor sentida. Ela se ajoelhou e os três magos perceberam que havia algo errado.&lt;br /&gt;- Lucelle! – gritou Jeremiah, preocupado.&lt;br /&gt;- O que está havendo? – Juan perguntou.&lt;br /&gt; Luna era a que mais entendia a situação daqueles três.&lt;br /&gt;- Lucelle, não me diga que você está...&lt;br /&gt;- Aghhhh! Essa dor... – Lucelle gemia da forte dor no peito.&lt;br /&gt;- O que foi? O que há com ela? – perguntou Juan com os olhos em Luna.&lt;br /&gt;- Aquilo dentro dela está despertando. – respondeu ela, olhando para a maga que gemia.&lt;br /&gt;- Essa coisa... ela não pode sair agora. – Lucelle disse em meio aos gemidos.&lt;br /&gt;- Que coisa? Do que ela está falando? – Dessa vez foi Jeremiah quem perguntou.&lt;br /&gt;- Um monstro. – Luna respondeu com um olhar sério.&lt;br /&gt;- Monstro? – Os dois magos disseram ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;- Lucelle, como você segurava essa coisa até agora dentro de você? Eu pensei que ele havia sumido. – Luna perguntou à amiga.&lt;br /&gt;- É... é um remédio que eu compro fora da cidade. Aghhhh! ... Só que... ele acabou semana passada. – Lucelle deu uma pausa para suportar a dor.&lt;br /&gt;- Remédio?&lt;br /&gt;- É um medicamento especial que inibe a ação dele. – respondeu Lucelle. – Mas eu não tive a chance de sair pra longe então... Aghhh! – Lucelle respirou um pouco. – Eu... AGGGHHHH! – Lucelle levou suas duas mãos ao peito ao sentir que a dor aumentava. Ela então abaixou o corpo, e ainda ajoelhada gritou de dor.&lt;br /&gt;- Lucelle! – gritaram os três preocupados. Mas logo eles se assustaram ao sentir uma energia maligna vindo da maga.&lt;br /&gt;- O que está havendo? Por que ela está liberando energia maligna? – perguntou Juan, surpreso.&lt;br /&gt;- Essa não! – Luna disse.&lt;br /&gt;- Se continuar assim nós seremos descobertos. – alertou Jeremiah.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;.................&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:';" &gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt; Lyle caminhava por uma rua rumo ao Palácio dos Magos quando de repente captou uma energia maligna por perto.&lt;br /&gt;- O que é isso? – Ele virou seu rosto para uma floresta a leste não muito distante dele. – Uma energia maligna acima do normal aqui na cidade? Como pode? Preciso saber o que é. – Lyle então correu para a floresta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;...................&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:';" &gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt; Alber também corria em uma floresta enquanto era guiado pela energia maligna que sentira há alguns instantes.&lt;br /&gt;- De onde e quem está liberando isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;...................&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:';" &gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt; Lucelle continuava sofrendo e os outros magos não sabiam o que fazer.&lt;br /&gt;- Droga! Se tiver algum mago de alta densidade de captação estamos ferrados. – reclamou Juan.&lt;br /&gt;- Vão sem mim. – Lucelle falou em meio a sua agonia.&lt;br /&gt;- Lucelle... – Jeremiah murmurou preocupado.&lt;br /&gt;- Não vamos fazer isso sem você. – disse Luna, não querendo deixá-la pra trás.&lt;br /&gt;- Mas ela tem razão. – Juan disse. – Nosso tempo está se esgotando. Se não destruirmos a fonte de energia da estação em poucos minutos, nós falharemos.&lt;br /&gt;- Mas... – Luna não aceitava aquilo.&lt;br /&gt; Jeremiah prendeu sua atenção em algo que se aproximava na estrada de terra.&lt;br /&gt;- Vem vindo alguém! – gritou ele para seus companheiros. Todos olharam em direção à estrada, e viram alguém correndo velozmente até eles. Em questão de poucos segundos, a pessoa apareceu alguns metros ao lado deles trazendo uma nuvem de terra pelo caminho atrás dela. Quando ela se virou, todos viram uma maga adolescente de cabelos alaranjados semi-longos.&lt;br /&gt;- Rina! – exclamou Luna.&lt;br /&gt; Lucelle olhou para a recém-chegada.&lt;br /&gt;- Irmã. – murmurou ela vendo-a se aproximar.&lt;br /&gt;- Desculpe o atraso, Lucelle. – disse a jovem se abaixando na frente dela.&lt;br /&gt;- O que... o que veio fazer aqui? – perguntou Lucelle. Rina mostrou-lhe um frasco contendo várias pílulas dentro. – É o remédio... – Lucelle disse surpresa. – Como?&lt;br /&gt; Rina tirou uma pílula do frasco e a deu para a irmã.&lt;br /&gt;- Uma menina me entregou. Ela disse que se esqueceu de lhe dar antes e por isso me pediu para entregá-lo. – explicou Rina enquanto sua irmã engolia a pílula.&lt;br /&gt;- Uma menina... ela seria... – Jeremiah falou.  Lucelle tirou a mão do peito ao perceber que não havia mais dor.&lt;br /&gt;- O nome dela é Gina, e ela me contou tudo. – Rina disse. Lucelle se levantou após tomar o remédio.  Ele fazia efeito rápido. – Vocês têm uma missão a fazer, não tem? – Rina falou olhando para sua irmã no alto.&lt;br /&gt;- Sim. – respondeu Lucelle. – Obrigada, Rina. Agora é melhor você ir embora.&lt;br /&gt;- Não. – disse ela também se levantando. – Eu também recebi uma missão. – Todos mostraram um olhar surpreso. – Preciso impedir que qualquer mago impeça-os de realizarem a missão de vocês.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;.....................&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:';" &gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt; Naquele mesmo instante, Lyle e Alber se aproximavam da estação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;......................&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:';" &gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;- O que? Pode ser muito perigoso. Nem pensar, você não pode fazer isso. – retrucou sua irmã que não gostava da idéia.&lt;br /&gt;- Lucelle, eu me formei, lembra? Já sou uma maga.&lt;br /&gt;- Isso foi só há seis meses.&lt;br /&gt;- Não importa. – Rina virou-se e deu alguns passos na estrada se afastando do grupo.  – Vou ajudá-los nesta missão.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_2ih_kxjFAQQ/SczEY6i86TI/AAAAAAAAAnw/HWgKNlU9KyQ/s1600-h/screen+53.1.PNG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317841192329472306" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; cursor: pointer; height: 240px; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2ih_kxjFAQQ/SczEY6i86TI/AAAAAAAAAnw/HWgKNlU9KyQ/s320/screen+53.1.PNG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:';font-size:130%;"  &gt;- Não é uma missão qualquer que uma novata faria, Rina. É muito perigosa!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:';font-size:130%;"  &gt;- Por favor, vá! O tempo está passando. Encontrarei com você mais tarde. – Rina disse sem olhar para trás. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:';font-size:130%;"  &gt;Lucelle sentiu alguém tocar o seu ombro, e viu Luna balançar a cabeça positivamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:';font-size:130%;"  &gt;- Vamos, Lucelle. – disse ela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:';font-size:130%;"  &gt;Lucelle olhou para sua irmã que permanecia de costas para o grupo. Juan tirou seu cajado das costas e o ergueu em direção ao portão. Uma energia flutuante transparente proveniente da ponta do cajado lançou-se ao portão e o envolveu. Já dentro da energia, a grade do portão começou a se romper, e em poucos segundos, ele já estava em pedaços no chão. A energia retornou para o cajado e desapareceu em seguida sendo responsável por deixar a passagem livre para os magos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:';font-size:130%;"  &gt;- Vamos! – Juan disse. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:';font-size:130%;"  &gt;Todos começaram a correr para dentro da estação, exceto Lucelle que olhou uma última vez para a irmã. Em seguida, ela correu para alcançar os outros com um olhar preocupado, mas determinado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=";font-family:';" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;- Tome cuidado, Rina. &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:';" &gt;Continua...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-QACsJOWXFg&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/-QACsJOWXFg&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-4431482568117722235?l=seriemundosombrio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/4431482568117722235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=4431482568117722235' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/4431482568117722235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/4431482568117722235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/03/mundo-sombrio-episodio-53.html' title='Mundo Sombrio - Episódio 53'/><author><name>Luiz Teodosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>luizfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02427446619369311543'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2ih_kxjFAQQ/SczEY6i86TI/AAAAAAAAAnw/HWgKNlU9KyQ/s72-c/screen+53.1.PNG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-7311804075971629984</id><published>2009-03-20T13:55:00.004-03:00</published><updated>2009-03-20T14:11:44.040-03:00</updated><title type='text'>Mundo Sombrio - Episódio 51 / 52</title><content type='html'>Energia benigna e energia maligna. O mundo é guiado por essas duas forças que se confrontam no invisível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os magos possuem como objetivo eliminar a energia maligna do mundo, e são conhecidos como os “protetores do bem”. Eles vivem numa cidade chamada Nerus, localizada numa região rodeada por altas montanhas. A cidade de Nerus é exclusiva para magos, não sendo permitida a entrada de nenhuma pessoa de outra natureza. Ela é comandada pelo Conselho, um grupo de magos de alto nível que são encarregados de tomar todas as decisões envolvendo não só a cidade como o mundo inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para encontrar e deter a energia maligna, os magos contam com os “localizadores”, magos com elevada capacidade de detectar o mal espalhado pelo mundo. Os localizadores vivem numa base subterrânea abaixo do Palácio dos Magos, local onde muitos magos trabalham, e também é a moradia da família que governa todos eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os localizadores se agrupam em círculo no centro de um salão e suas cabeças são conectadas por um fio que se liga há uma enorme maquina cilíndrica capaz de gerar imagens da localização da energia maligna num mapa. Esse é o “Sistema Localizador”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, há um terrível segredo envolvendo os localizadores, os magos do Conselho, e todos os outros magos em Nerus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3rgSu0faLyg&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/3rgSu0faLyg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#666666;"&gt;Episódio 51/52&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#666666;"&gt;O sistema localizador&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;Melvin... eu vou matá-lo. Não só você. Matarei todos vocês.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem sussurrava sentado em uma cadeira. Seus cabelos longos e mal tratados de cor bege escondiam seus olhos com sua cabeça abaixada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fios atrelados a sua cabeça conectavam-se com uma enorme máquina cilíndrica localizada acima dos localizadores que sentavam na forma de um círculo na escuridão da sala mal iluminada. Acima desta máquina, já num andar acima com um chão feito de grades metálicas, estavam pessoas também arrumadas em círculos responsáveis por monitorá-los. Cada um com sua divisão para que possam trabalhar em seu computador que eram um teclado e uma tela plana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas pessoas eram todas “comuns”. Pessoas que apesar de terem sido geradas por magos, não despertaram seu poder, ou por ele ser muito fraco para que possam realmente se tornarem magos de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um som de “bip-bip” soou na tela de um comum que tranquilamente tomava seu café numa xícara. Ele era o encarregado de vigiar as captações emitidas pelo localizador Revin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hã, o que é isso? Um sinal. – proferiu ele achegando mais o olhar da tela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferke observou um ponto piscando na tela que mostrava um mapa. Ele teclou alguns botões no teclado para dar um zoom na imagem. O ponto se transformou numa coluna negra após a ampliação no local onde ele surgiu. Ferke arregalou os olhos ao ver o que aquilo significava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Será que é o que estou pensando? – perguntou-se. Não pensou duas vezes e levantou-se da cadeira para avisar aos outros colegas. – Revin localizou uma possessão maligna!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;......................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;May olhou para a entrada do quarto assim que ouviu o som dos sapatos de seu marido. Ele a olhava com um sorriso enquanto ajeitava sua roupa de cor verde claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você tem mesmo que ir? – perguntou ela deitada na cama e enrolada no lençol. – Já está muito tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sei, May. Mas sabe como é. Ordens do Conselho. Não posso perder as reuniões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tantas horas para se fazer uma reunião, tinha que ser justo numa hora dessas da noite. – replicou a maga contrariada com a idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Algumas pessoas querem dormir juntas uma da outra e não podem, não é? – O homem de cabelos negros e curtos se aproximou de sua mulher. Sua voz não era tão madura, e sim meio jovem. Ambos tinham vinte e três anos. Ele agachou-se em frente à May na ponta da cama e acariciou o rosto triste dela. – Eu prometo que vou dar um jeito nisso. Vou arranjar mais tempo para que possamos ficar juntos. Mas até lá, quero que mude essa cara. Coloque um sorriso neste rostinho lindo, tá bom?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;May sorriu e recebeu um sorriso de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Volte logo, Alber. – disse ela pondo sua mão sobre a dele. Alber deu um último sorriso e saiu do quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao passar pelo corredor, ele olhou para o quarto de seu filho. Um bebê dormia tranquilamente em um berço. Ele andou até a criança, e observou seu filho de cinco meses em um sono profundo e calmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alber virou-se para sair do quarto, e encontrou May parada na entrada olhando para ele. Mesmo depois de anos juntos, ele ainda era fascinado por aqueles cabelos vermelhos e aquele belo rosto. Alber se aproximou dela e deu-lhe um beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nos vemos depois. – disse ele antes de partir. May sorriu e olhou para o berço onde Aron dormia. Ela então fez uma expressão preocupada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma maga portando uma roupa preta com uma capa lilás bem forte, e escondendo sua cabeça sobre um capuz se aproximou de um senhor que vendia sorvete, encostado no canto da rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hum, qual deles eu vou escolher? Eu gosto de todos eles. – ponderava ela quanto aos sabores escritos na máquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deseja alguma coisa, mocinha? – perguntou um velho senhor de estatura baixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, eu quero um sorvete de chocolate. – respondeu ela alegremente depois de ter decidido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo em seguida, o homem apertou um botão na máquina e em poucos segundos o sorvete de casquinha já estava pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Delícia! – disse a jovem mulher pegando o sorvete. Ela então começou a saboreá-lo. O velho a observava chupando o sorvete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Escute mocinha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim. – disse ela, mas sem parar com o sorvete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você já não deveria estar lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher parou imediatamente de lamber o sorvete. Ela então se pôs a olhar para o relógio no pulso. Faltavam trinta minutos para as onze.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tsic. – Ela suspirou e resmungou. – Já está na hora? Não vou fazer nada até eu tomar meu sorvete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então sugiro que o tome pelo caminho. – aconselhou o senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste instante, o velho sentiu alguém puxar sua manga. Era uma criança sorrindo para comprar um sorvete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oh, olá meu jovem! De que sabor você quer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quero de chocolate. – respondeu a criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, claro. Pode deixar. - Quando o velho virou-se novamente para a mulher, ela havia desaparecido. Já não estava mais lá. – Tome cuidado. – murmurou ele com um olhar preocupado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ariene acabava de pôr uma faixa nos olhos de seu namorado. Ambos estavam numa região gramada com algumas árvores e praticamente deserta àquela hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ariene era uma maga de longos cabelos loiros com algumas mechas que escondiam seus olhos. Ela usava uma roupa branca da mesma cor de sua capa e uma calça azul bem colada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Gire Calvin! – ela gritou fazendo o namorado girar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já estou girando. – disse ele, com uma aparente alegria no rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calvin também tinha cabelos loiros, só que mais escuros que os de Ariene, além de serem curtos. Ele era mais jovem que ela com apenas dezenove anos. Ariene tinha vinte e cinco. Ambos estavam apenas brincando naquele lugar quase deserto. A mulher se escondia enquanto Calvin acabava de girar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estou indo! – disse ele pondo-se a andar. Ariene o observava atrás de uma árvore. – Onde você está? Onde você está? – perguntava Calvin tentando encontrá-la. Foi quando suas mãos tocaram o corpo de alguém. – Achei! – Mas logo estranhou o que tinha tocado, pois sentia uma diferença no peito da pessoa. – Nossa! O que houve com seus seios?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confuso, Calvin tirou sua venda e olhou para a tal pessoa. Deu de cara com o olhar aborrecido de Lyle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que diabos está fazendo? – perguntou Lyle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, Lyle, é você. Ufa! E eu já todo preocupado pensando que os seios da minha namorada tivessem encolhido. – Lyle fez cara de quem via um idiota após ouvir um comentário idiota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi, Lyle! – Ariene gritou se aproximando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ariene!? Afinal, o que vocês dois estão fazendo? Não parece que estão namorando de maneira normal. Por que você estava usando essa venda, Calvin?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom, só estávamos brincando de “cabra-cega”. – respondeu seu amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desde quando isso virou uma brincadeira romântica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É divertido. Não quer experimentar, como nos velhos tempos. Só que dessa vez eu não serei o “café com leite”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315315751880682178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2ih_kxjFAQQ/ScPLg7vi6sI/AAAAAAAAAnY/X2jiDIGVMuc/s320/screen+51.2.PNG" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Não dá. Eu tenho uma reunião do Conselho pra ir. Não posso chegar lá muito em cima da hora. Fica pra uma outra vez. – Lyle disse causando uma expressão meio desanimada no amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, sei. Conselho. Isso parece mesmo ocupar o tempo dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem sabe um dia você não vai pra lá? – brincou o mago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá louco? Se for pra virar um ocupado que nem você, eu tô fora. As missões simples já me são suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, tá. Até mais. – Lyle disse se despedindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É mesmo. – lembrou Ariene ao seu namorado enquanto Lyle se afastava. – Lembra que você nunca conseguia pegar ninguém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, aquilo é passado. – Calvin disse rolando os olhos pra cima como se estivesse recordando. – Todo mundo me maltratava porque era o mais jovem. Mas... era divertido, hehe. – ele disse voltando seu olhar para a maga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lyle ainda ouvia a conversa dos dois enquanto ia embora. Isso o fez recordar de uma cena passada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei, Calvin! Você não me pega! – gritava Lyle, zombando do amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas pessoas brincavam no mesmo lugar gramado com árvores, entre eles May, Melvin, Lyle, Calvin, Ariene, e outros. Era o entardecer do dia. Os jovens adolescentes de quinze e dezesseis anos se divertiam. Calvin, com a faixa nos olhos era o mais jovem com doze anos, e Ariene a mais velha com dezoito. Calvin queria pegar apenas uma pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Arieneee. Cadê você? Arieneeee. – Calvin chamava pelo nome dela tentando encontrá-la com a venda nos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei, Calvin! Eu tô aqui! Se me pegar ganha um beijo. – gritou Ariene brincando com ele, o que o deixou mais excitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Who! Isso é um estímulo e tanto. Vou ganhar meu primeiro beijo da Ariene. – disse Calvin, todo animado e confiante. Foi então que sentiu algo quente na bunda. – AAGGHHH! Minha bunda tá queimando. Quem foi o desgraçado que tacou fogo em mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lyle se escondia perto das árvores. Sirius estava ao lado dele, encostado em uma dessas árvores lendo um livro tranquilamente, sem participar da brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como nos velhos tempos... – murmurou Lyle olhando para a noite acima. – Com certeza foram os melhores da vida de todos ali presentes. Eram apenas sorrisos e tranqüilidade. Uma amizade nunca antes sincronizada. É uma pena que tenha acabado, e que nunca mais volte. – terminou ele olhando lamentosamente para frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lyle caminhou pensativo enquanto uma saudade batia forte em seu peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;......................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O general Kenon dava fortes e apressados passos em um corredor de acesso a sala dos localizadores. Kenon já era um mago adulto e experiente. Possuía um bom porte físico sob seu traje nas cores verde-capim e verde comum. Castanho, eram a cor de seu cabelo penteado para trás e de sua barba e bigode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lado do general, estava um assistente caminhando junto a ele que explicava a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi Revin quem detectou a possessão maligna. Ela localiza-se no continente Longo Oeste onde há os reinos de Seylor ao sul e Nandred ao norte. A possessão apareceu alguns quilômetros a norte de Seylor, nas proximidades de uma pequena cidade chamada Gringer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já temos imagens do lugar? – perguntou Kenon enquanto via a entrada para a sala cada vez mais próxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ainda não. Mas mandamos o pássaro-observador mais próximo para aquela região. Creio que em breve obteremos imagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Há tempo que não captamos uma possessão. Isso é algo de prioridade e talvez até tenha relação com algum mago negro.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;.....................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pássaro branco com uma câmera presa em uma faixa enrolada ao pescoço sobrevoava uma região de florestas em meio às nuvens carregadas enquanto cortava o frio vento da noite. Ele se dirigia para o local onde a possessão havia sido captada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;..................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma maga aproximou-se da entrada de uma estação de energia cercada por grades de aço de dois metros de altura. Mais à frente na estrada onde caminhava, havia uma placa escrita “entrada proibida”. Após ter passado pela placa a olhando de relance, ela avistou mais três pessoas em frente a um portão de grade. Todas com roupas tipicamente de magos e encapuzadas. Ela parou na frente deles os olhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está atrasada, Luna. – disse um deles, o qual estava no meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu estava terminando meu sorvete, Juan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nós aqui esperando, e ela tomando sorvete. – disse o outro mago à esquerda. Luna podia ver sua face morena quase escondia pelo capuz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jeremiah, era o meu último sorvete aqui dentro. Talvez eu nunca mais volte a tomar um sorvete aqui. – Luna disse um pouco revoltada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se conseguirmos salvar o mundo, quem sabe você não o toma de novo. – disse uma maga à direita, a única que ainda não havia falado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Huh. Como se isso fosse acontecer amanhã ou semana que vem. – comentou Jeremiah.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não custa nada acreditar. – Lucelle falou olhando para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vocês devem estar cientes... – o mago Juan falou tirando seu capuz. -... que talvez nós nunca retornemos a Nerus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos ficaram em silêncio. Suas mentes se ocuparam pelo medo daquela possibilidade acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nós vamos conseguir. – disse Luna não se deixando abater. – Não podemos ficar melancólicos agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem está melancólico, Luna? – perguntou Jeremiah. – Vamos escrever nossos nomes na história. Seremos pessoas importantes para a salvação deste mundo. Foi isso o que ela falou, não foi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jeremiah fez todos se lembrarem de como chegaram naquela situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luna acordava em um gramado baixo coberto pela neblina. Ela levantou-se um pouco assustada e totalmente confusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Que lugar é esse?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maga olhou ao redor tentando saber em que sinistro lugar ela se encontrava. Quando ela prendeu os olhos em uma direção, observou silhuetas deitadas no chão.&lt;br /&gt;Ela então correu até elas, e encontrou mais três magos que por sinal eram conhecidos, caídos naquele lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jeremiah! – Luna olhou para um mago moreno e careca caído mais à frente. Suas roupas eram cinzentas. – Juan! – Ela olhou para um outro mago de cabelos negros. Usava uma roupa toda na cor verde forte. – Lucelle! – Luna terminou olhando para uma maga de cabelos curtos alaranjados de roupa avermelhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os três abriram os olhos. Em seguida, eles sentaram na grama e se entreolharam confusos. Ninguém sabia o que estava acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Onde estamos? – perguntou Lucelle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que lugar é esse? – Jeremiah perguntou observando a neblina que os cercavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não sei. – respondeu Luna, em pé olhando para eles. – Quando eu acordei, eu já estava aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu... estava dormindo em casa. – disse Juan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pra falar a verdade, eu também. – Jeremiah comentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu também. – disse Lucelle. Todos olharam para a Luna e ela assentiu com a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Então... isso é algum tipo de sonho em conjunto? – Juan perguntou tentando deduzir o que se passava. Foi quando uma voz sem ser a dos magos respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quase isso. – Era uma voz infantil feminina vinda da frente. Os três magos se levantaram de imediato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem está aí? – perguntou Juan, enquanto ele e os outros magos olhavam uma silhueta escondida na neblina se aproximar. Instantes depois, a figura de uma garotinha loira com um gentil sorriso estampado apareceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uma menina... – disse Luna, surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem é você? – perguntou Juan num tom firme.&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315316282447679138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2ih_kxjFAQQ/ScPL_0QkzqI/AAAAAAAAAng/VaICp_HotsM/s320/screen+51.3.PNG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Meu nome é Gina. Eu sou a responsável por vocês estarem aqui. Estou falando com vocês através de seus sonhos para... dar uma missão a vocês. – respondeu a garota sem tirar o sorriso. Os quatro ficaram olhando-a totalmente surpresos. Gina riu e continuou. – Vocês... querem se unir a um grupo de pessoas para salvar o mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que? – Juan disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Salvar o mundo... – murmurou Jeremiah.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu faço parte de um grupo de aliados que tem como meta a salvação deste mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como assim? Quem são vocês que dizem querer salvar o mundo? Nós magos já fazemos isso. – contestou Juan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vocês salvam ou acham que salvam? – A pergunta de Gina fez os quatro ficarem em silêncio sem entender. Juan não se conformava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que quer dizer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vocês conhecem os “localizadores”? – perguntou Gina, sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Localizadores? – perguntou Lucelle desconhecendo-os.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que? Vivem tão perto deles e não os conhecem? Eu vou contar pra vocês. – disse ela em um tom bem infantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-Por que essa garota sorri tanto? -&lt;/em&gt; reparou Juan. Gina começou a explicar em seguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Há alguns anos o Conselho implantou um novo sistema. Esse sistema que conta com a tecnologia avançada de Metrox tem como objetivo captar a energia maligna. – Todos se interessaram pelo o que Gina falava. – Esse sistema basicamente é composto por uma máquina e por alguns magos chamados de localizadores. Eles são magos com grandes facilidades de captar energia maligna. Entretanto, não são nada mais do que prisioneiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Prisioneiros? – perguntou Jeremiah atento a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Espere um pouco. – Juan contestou. – Isso o que você tá falando agora está errado. Os magos têm sim um tipo de máquina que capta a energia maligna, mas não existem esses tais localizadores. A própria máquina se encarrega de localizar as manifestações pelo mundo. É assim que se originam parte das nossas missões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E você acredita nisso? – Gina perguntou, surpreendendo o mago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então... o que disseram pra gente é uma mentira? – Luna perguntou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou terminar de contar e aí vocês tirem as conclusões que quiserem. – Gina percebeu os magos bem atentos nela, com rostos bem apreensivos. - Vocês sabem... todos os magos formados passam por um teste a cada dois anos para analisarem como está o nível de captação de energia maligna de cada um. Aqueles que obtêm um alto desempenho nos testes passam a ser observados pelos membros do Conselho. E então algum tempo depois, um desses magos que obteve um bom desempenho nos testes parte numa missão em grupo contendo um mago do Conselho como integrante. O objetivo principal deste membro é lutar contra o mago que ele observa. Eu não sei como isso funciona, mas o fato é que o mago derrotado pelo membro do Conselho aparentemente encontra-se morto no intervalo após a batalha e antes do corpo retornar a Nerus. Na cidade todos pensam que ele morreu como um herói para o desfecho da missão, mas não é bem assim. – Juan ouvia atentamente a história de Gina. – E então algum tempo depois, inexplicavelmente, esse mago morto... revive secretamente. – Juan demonstrou surpresa em seu rosto. – A partir daí, ele passa a viver como prisioneiro num lugar escondido abaixo do Palácio dos Magos com o objetivo de ter seus poderes usados pelos magos do Conselho. Além deles, muitos comuns provavelmente hipnotizados por algum mago lá dentro trabalham secretamente neste local. Geralmente eles são capacitados em programação avançada para administrar o “Sistema Localizador”. Os localizadores não passam de magos supostamente mortos e escondidos da população e que são apenas ferramentas vivas usadas pelos próprios magos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao terminar a história, Gina sorriu para os rostos incrédulos dos quatro magos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso é mentira... – Jeremiah murmurou tentando não acreditar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não pode ser. – disse Luna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso é horrível! – Lucelle falou horrorizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juan era o que mais estava abalado e surpreso. O espanto em seu rosto era notável. Ele ajoelhou-se, abaixou a cabeça e apoiou as mãos no chão enquanto olhava para a grama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não... não... isso tem que ser mentira. Pois, se isso for verdade... Se isso for verdade... – Juan arrastou os dedos na grama fechando o punho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está preocupado com alguma coisa, Juan? – perguntou Gina. - Por acaso tem algo haver com o nome Mark? – A pergunta de Gina fez o mago gelar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você sabe? – perguntou ele olhando para a garota que assentiu com a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Do que está falando, Juan? – Jeremiah perguntou. Juan tornou a olhar para baixo e explicou para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu pai... meu pai tinha uma alta captação de energia maligna. Um dia, ele saiu para uma missão com o general Kenon. Eu me lembro daquele dia. Eu estava trêmulo olhando para o corpo morto do meu pai sobre uma maca sendo carregado. O General Kenon estava lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Ele veio até mim naquele dia.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Eu sinto muito, garoto. Seu pai foi morto durante a missão, e eu não consegui impedir.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;-------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Ele mentiu pra mim.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Se tudo o que você disse é verdade, meu pai... – Juan levantou a cabeça e olhou para Gina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Exato. – confirmou a garota. – Seu pai está vivo e é um localizador. Codinome: Revin. Todos os localizadores recebem um novo nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eles me enganaram. Eles enganaram a todos! – Juan disse num tom furioso. – Como podem? Como? Desgraçados! – Juan socou o chão demonstrando sua ira com seus olhos lacrimejando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vocês querem lutar contra isso? – perguntou Gina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juan levantou o rosto e novamente olhou para a garota. Os outros magos deram um passo a frente a assentiram com a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que temos que fazer? – perguntou Juan demonstrando determinação. O mesmo se aplicava aos outros magos ali presentes. Gina sorriu ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não se preocupe. É por isso que estou aqui. Garanto que escreverão seus nomes na história e serão importantes para a salvação deste mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos acabar com esse sistema. – disse Juan a seus amigos. Eles assentiram e cada um tirou seu capuz revelando suas faces que demonstrava mais determinação que nervosismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.....................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pássaro observador sobrevoava a área onde a energia maligna emanava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;......................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nós temos imagens! – gritou Ferke para todos na sala. As pessoas apreensivas olharam para um telão plano no meio do salão. As imagens apareceram. – Imagens transmitidas em tempo real. – Ferke informou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primeiras imagens mostraram um lugar de solo rochoso e um vale. A imagem descia e subia devido ao bater das asas contínuas do pássaro. A tela foi avançando e subindo para um precipício onde lá, avistaram quatro pessoas. Uma estava caída próxima a uma pessoa sozinha em pé. As outras duas estavam juntas não muito próximas da que estava sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Qual deles está emanando a energia maligna? – perguntou Ferke. Ao lado dele, o general Kenon analisava a imagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Provavelmente o que está sozinho. – respondeu ele. – O que está caído parece estar fraco. As outras duas estão olhando para aquela pessoa como se fossem inimigos. – De repente algo chamou a atenção do general. Seus olhos se estreitaram sobre as duas pessoas na tela. Ele passou a focar sua visão em uma delas. – Ampliem a imagem naqueles dois. – ordenou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas não é o outro que está no estado de possessão? – perguntou o operador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Faça o que eu digo! Mostre-me a imagem daqueles dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está certo. – Ferke assentiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após alguns segundos de Ferke teclando, a tela centrou-se nas duas pessoas que ficavam mais nítidas à medida que o zoom aproximava a imagem deles. Era uma mulher e um homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Centre a imagem no homem. – ordenou Kenon ignorando a mulher de cabelos longos castanhos e roupa rosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim feito, o general se surpreendia à medida que a tela mostrava o rosto daquele homem. Jovem, cabelos lilás semi-longos. Ele conhecia bem aquela pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não pode ser... É ele? – Kenon continuou olhando a tela para ver se não estava enganado. – Melvin...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Continua...&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-QACsJOWXFg&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/-QACsJOWXFg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0xe1600f&amp;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Próximo episódio:&lt;/strong&gt; O monstro interior&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-7311804075971629984?l=seriemundosombrio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/7311804075971629984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=7311804075971629984' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/7311804075971629984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/7311804075971629984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/03/mundo-sombrio-episodio-51-52.html' title='Mundo Sombrio - Episódio 51 / 52'/><author><name>Luiz Teodosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>luizfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02427446619369311543'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2ih_kxjFAQQ/ScPLg7vi6sI/AAAAAAAAAnY/X2jiDIGVMuc/s72-c/screen+51.2.PNG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-3668972244565199025</id><published>2009-03-20T13:04:00.003-03:00</published><updated>2009-03-20T13:18:35.560-03:00</updated><title type='text'>Livro do Poder - Capítulo 1x01 - parte 02</title><content type='html'>&lt;div&gt;A escola de arte Bencloff ficava no centro de Nova Vida, situando-se em um prédio perto de um shopping e em frente a uma praça bem arborizada. Na escola, Marcos e Amélia estavam fazendo a matrícula de um dos mais promissores artistas de Bencloff. Os dois estavam conversando com uma funcionária sentada numa cadeira em frente a eles. Os três estavam em um escritório bem arrumado com alguns quadros nas paredes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, você é vencedor do concurso, não é? – perguntou a funcionária olhando algumas fichas. – Seu nome é Marcos Reiden?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso. – respondeu ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Parabéns, acaba de ganhar seus estudos aqui dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigado! Meu sonho era estar nesse lugar, e finalmente ele virou realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nós só temos que assinar alguns papéis. Sua mãe pode fazer isso. Se você quiser pode dar uma volta pela escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vá querido. Eu fico aqui. – disse sua mãe gentilmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo bem, eu vou conhecer meu novo lar. – disse saindo da sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem feliz seu filho, não? – perguntou a funcionária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você nem imagina. – respondeu Amélia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sete carros policiais pararam em frente à uma fábrica. Os gêmeos estavam completamente cercados. Almir saiu do carro, e foi até Oliveira encostado num carro próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos entrar! – disse Almir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Imediatamente! Estamos cercando o lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fábrica ficava ao lado de dois prédios e na parte de trás havia um terreno abandonado. Os policiais entraram no terreno, cercando assim totalmente o prédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arthur, escondido na janela, observava a movimentação do lado de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Temos que sair daqui. Eles estão nos cercando. – disse ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que está esperando? Vá logo! – disse seu irmão. Arthur andou até ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sem você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não tem condições de me ajudar a andar e fugir da polícia ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas eu não vou te deixar aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você tem que ir. Agora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não vou deixar eles levarem você. Não mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eles não vão me levar. Arthur, por favor. Vá. – Mac insistiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lágrimas começaram a sair dos olhos de Arthur. Nesse momento eles ouviram um som de arrombamento. Os policiais entraram na fábrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vá! – pediu o irmão mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu vou voltar e te tirar dessa. Me espere! – Arthur disse antes de sair do cômodo onde estavam. Os policiais chegaram ao andar em que os gêmeos se encontravam. Arthur já tinha virado o corredor, e estava longe da vista dos policiais. Eles estavam vasculhando porta por porta. Almir entrou em uma delas, e com a arma sempre apontada para frente viu o que queria encontrar. Ao seu lado estava um dos gêmeos, encostado na parede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não se mova! – ordenou Almir apontando sua arma pra ele. Entretanto, Mac também tinha uma arma na mão. – Largue a arma! – gritou o policial. Mac continuou com a arma na mão. – Irei lhe dizer mais uma vez. Largue a arma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se quiser me matar, me mate. Vai ser até menos doloroso pra mim. – disse o fugitivo. – Calma, eu não vou atirar em você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mac segurou a arma de outra forma, tirando da posição de ataque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Abaixe essa arma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O preso colocou o cano da arma na direção de sua própria cabeça, e voltou a segurar a arma na posição de um atirador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Com qual das balas será que eu morro? Com a sua ou a minha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Espere, não! – Almir tentou impedir, mas não foi rápido o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bang!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O som ecoou por toda a fábrica. Os policiais se dirigiram para o local do tiro. Arthur também havia escutado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mac! Não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele voltou correndo para o local onde seu irmão estava. Mas no caminho encontrou com policiais, que estavam no fim do corredor, e acabou sendo visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei, Parado aí! – gritou um dos policiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele rapidamente deu meia volta e fugiu. Subiu para o último andar da fábrica. No teto, não havia lugar para escapar. Arthur correu pelas pontas do prédio, e não achou uma solução, a não ser pular para o prédio vizinho. Não era uma distância muito grande. Com sorte ele conseguiria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arthur tomou distância e pulou. Por pouco não caiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Parado! – gritou um policial que acabava de subir no teto da fábrica. Mas Arthur corria desesperadamente no outro prédio. Os policiais não tiveram alternativa se não atirar. Vários tiros foram disparados, mas nenhum o acertou. Arthur entrou em uma porta e desceu para o andar de baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Droga! Ele escapou. – gritou o policial. Ele botou a mão no rádio, e avisou ao resto do grupo. – Fugitivo está escapando pelo prédio ao leste. Repito! Fugitivo está escapando pelo prédio ao leste.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/eG8xYV1aghY&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/eG8xYV1aghY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x2b405b&amp;color2=0x6b8ab6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315303764527558370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 305px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2ih_kxjFAQQ/ScPAnLX2LuI/AAAAAAAAAnQ/lQrj1FcGP4Y/s400/capitulo+1-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Marcos andava pelos corredores da escola observando os quadros de pintura que enfeitavam as paredes. Aproximando-se do hall do primeiro andar, ele ouviu uma conversa de um garoto quase da sua idade com uma recepcionista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quatrocentos e cinquenta reais!? Isso tudo? – disse o garoto quase gritando com a mulher. – Eu não tenho todo este dinheiro. Mas eu ouvi falar que eles fazem concurso aqui, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim. De seis em seis meses fazemos um concurso. Mas o último acabou faz pouco tempo, o próximo só daqui a cinco meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É muito tempo. Eu não posso esperar tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpe. Mas o jeito é esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você não entende. Eu não posso esperar. Meu sonho está a um passo de distância, e se eu demorar muito vou me afastar para sempre. Eu preciso muito entrar aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sinto muito, eu não posso fazer nada. – lamentou a recepcionista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   O garoto fez uma cara de abatido, como se estivesse quase chorando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo bem! Eu entendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ele agradeceu a recepcionista pela informação, e saiu em direção à porta. Mas no caminho foi barrado por Marcos que parou na sua frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpe, eu acabei ouvindo a conversa, e quis saber se você está bem. – O garoto o encarou, estranhando a ação de Marcos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não te conheço, conheço? – perguntou meio que sugando suas lágrimas de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, eu acho que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então porque veio até mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É que eu vi sua expressão ali, e acho que sei como se sente agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não entendi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É que eu fui o vencedor do último concurso, e acho que sei como se sente, tentando fazer parte deste lugar. Eu também era sim, quase que desesperado por uma chance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, você ganhou o último concurso? – o garoto sentiu mais tristeza ainda, vendo que outras pessoas alcançavam o que ele tanto almejava. E ele mesmo caminhando na estrada quase infinita atrás de um sonho, não conseguia força para alcançá-lo. – Meus parabéns!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu só quero dizer pra você também não desistir. Que um dia você também chega lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Espero que suas palavras se concretizem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Garanto que irão. Qual o seu nome?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Max.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sou Marcos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Max olhou para o relógio e quase se desesperou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Droga! Eu tenho que voltar se não meu tio me mata. Foi bom te conhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um dia eu te vejo pelos corredores. – Marcos disse enquanto o garoto se afastava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Max deu um sorriso e saiu rapidamente pela porta. Marcos ouviu sua mãe chamar seu nome atrás dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Marcos, procurei você por todo o lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, eu estava por aí. Já terminou? Foi rápido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já sim. Agora vamos para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não. Ainda não. Eu preciso conversar com a senhora sobre um assunto. – disse ele saindo da escola e despertando curiosidade em Amélia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;..................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   O sangue escorria pelo chão de madeira. Almir e os outros olharam para o corpo de Mac Street estendido no chão. Oliveira olhou para a parte lateral da cabeça, onde havia um buraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Suicídio. – disse ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu tentei impedir dele se matar, mas não deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não. Tudo bem, o homem não tem família. Pelo menos, ninguém vai sentir falta dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele tem um irmão gêmeo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que estamos tentando localizar, isso se ele não puxou a gatilho igual a esse aí. -&lt;br /&gt;Ás vezes, Oliveira tratava os bandidos como pessoas descartáveis no mundo. Almir pensava diferente. Ele acreditava que as pessoas que ele prende, são vidas como qualquer outra, que só precisam de uma salvação. Esse era o único defeito que Oliveira diz que ele tenha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;..................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Trancado! Não tem ninguém em casa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Lucas chegou a sua casa e para sua surpresa encontrou a porta trancada. Estranhou ninguém estar em casa àquela hora do dia. Ele andou em volta dela e encontrou o vaso de planta de sua mãe. Uma cópia da chave de casa sempre era escondida enterrada no vaso. Após pegar a chave foi para a porta e a destrancou. Andou até a sala e ficou parado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Onde será que eles estão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Lucas pôs a mão no telefone e ligou para o celular de sua mãe. Após alguns segundos ela atendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô, mãe. Onde a senhora foi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpe, eu tive que sair com seu irmão. Fui fazer a matrícula dele na escola Bencloff.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Escola Bencloff? Quer dizer que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim. O Marcos passou. Em primeiro lugar. Não é maravilhoso? – perguntou Amélia num tom contente. Lucas percebeu e respondeu, mas não tão animado. A exaltação de sua mãe em relação ao Marcos o deixou um pouco deprimido, mas por outro lado também estava feliz por seu irmão ter alcançado seu sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim. Estou sim. Mas porque fazer a matrícula agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O diretor veio até em casa, e pediu pra virmos até aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O diretor Bencloff veio aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim. Ele quis pessoalmente dar os parabéns ao Marcos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nossa!... Certo. E que horas vocês voltam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Daqui à uma hora mais ou menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Certo! Até mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Parece que o pressentimento estranho de Lucas teve um efeito contrário. Acontecia algo muito importante com seu irmão. Ele finalmente estava realizando seu sonho, e com a vinda do diretor a sua casa, parece que ele começou bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...............&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Arthur corria pelos becos estreitos entre os prédios da cidade. A polícia estava perseguindo ele desde o prédio ao lado da fábrica. Agora ele estava escondido em um desses becos. Ele podia ouvir o latido dos cães da polícia. Sinal de que eles estavam perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tenho que sair daqui! Tenho que sair daqui! – dizia para si mesmo. Ouviu a voz de um policial não muito longe dizendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele foi por aqui. Vamos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Arthur começou a correr, vendo que eles estavam bem perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Droga!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...............&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Marcos e Amélia estavam sentados em uma mesa na parte de fora de um restaurante. Ele queria conversar um pouco com sua mãe, sobre um assunto que não saia de sua cabeça naquela manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porque não almoçamos em casa, filho? – perguntou Amélia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu quero conversar um pouco com a senhora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Conversar sobre o que? Isto não pode ser em casa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na verdade, não. É um assunto sobre a senhora, meu pai de certa forma, e meu irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que tipo de assunto é esse? – perguntou ela com uma leve curiosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É sobre a relação da senhora com o Lucas. Acho que ela está se tornando um pouco... invisível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como assim invisível?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é de hoje, acho que vem acontecendo desde que o Lucas foi adotado. A senhora e meu pai, vem sempre o deixando em segundo plano. Principalmente depois de descobrir meu talento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas é claro que não. Nosso amor é dividido igualmente entre vocês. Não há nenhum que seja mais querido que o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi meu próprio irmão que me disse isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Lucas está exagerando as coisas. Está vendo coisas que não existe. E ele não é seu irmão de sangue. – A ultima frase pareceu ter deixado Marcos um pouco irritado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele faz parte da família. E quer saber? Realmente meu irmão tem razão. Talvez o meu pai nem tanto, mas a senhora, principalmente a senhora, se esquece que tem dois filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Marcos, eu amo vocês dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é o que parece mãe. – Houve um momento de silêncio. O garçom trouxe o almoço para a mesa e a conversa deu-se por encerrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.............&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Almir estava encostado no carro. Oliveira pediu para ele ficar ali, enquanto o resto da equipe procurava pelo outro fugitivo. Sérgio se aproximou dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ficou fora do time que foi procurar o outro? – perguntou Almir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tive que ajudar a retirar o corpo. Mas o que foi que eu disse? Toda vez que você volta... – Sérgio ia terminar de falar, mas Almir o interrompeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acontece algo de ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cara, assumi. Você é pé-frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não acredito neste tipo de coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas devia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Almir prestou atenção em um repórter que estava chegando e vinha na direção dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha só quem está vindo. – disse Almir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu vou embora. Não vou muito com a cara dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Enquanto Sérgio saia, o repórter se aproximava. Ele era bem novo, Eric Nunez tinha apenas 21 anos. Amava a profissão de atuação, mas seu temperamento não era muito bem-vindo para as pessoas que ele entrevistava. É um tipo que faz de tudo pra revelar casos e se tornar um herói, procurando fatos e até inventando-os pra dizer que conseguiu algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Odeio esse garoto&lt;/em&gt; – pensou Almir. Eric aproximou-se e começou a fazer perguntas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Almir, é verdade que o senhor viu o presidiário se suicidar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim. Ele sentiu a pressão da polícia atrás dele e acabou tendo esse fim trágico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E como está a procura pelo outro bandido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No momento estamos fazendo o possível para encontrá-lo. Ele não está muito longe das proximidades. Então acho que conseguiremos pegá-lo a qualquer momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Eric desligou a câmera e agradeceu pela entrevista, mas a conversa ainda não havia acabado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E então? Como você estava quando aquele careca estourou os miolos dele? – perguntou Eric, em baixa voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Começou.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E por que quer saber como eu estava naquela hora? – Almir perguntou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não sei. Imaginando a cena, você devia estar com a arma apontada pra ele, e depois o cara pode ter corrido, e aí você acidentalmente disparou uma bala que acidentalmente atingiu a cabeça do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;em&gt; Que filho da mãe contador de história.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muita boa imaginação, Eric. No entanto, Mac Street realmente suicidou-se quando entrávamos no prédio. E quer saber, desligue esse gravador. – disse vendo o gravador escondido no bolso de Eric.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro! – disse o repórter um pouco decepcionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   O policial saiu de perto dele. Eric era um repórter totalmente sem caráter. Ele sempre adorava futucar coisas que estão encobertas. Pode não parecer, mas isso já o levou a grandes prêmios no mundo do jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Antes de sua mãe entrar no carro Marcos falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Assim que chegarmos em casa a senhora vai conversar com o Lucas – os dois estavam em frente a porta do carro. Amélia no motorista e Marcos no passageiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já que insiste. Eu vou ter essa conversa com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desse jeito eu fico mais tranqüilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Assim que iam entrar no carro, um tiroteio começou. Marcos não teve tempo de descobrir de onde vinham os tiros. A única coisa que pensou foi em se abaixar, mas viu que já era tarde demais ao sentir uma forte dor no peito. Ele pôs a mão nele, e sentiu algo quente. Ao olhar para baixo, viu que era seu sangue. Ele levantou sua cabeça, com um olhar totalmente perdido. Aos poucos seus olhos foram se fechando, e em um instante ele desabou no chão. Sua mãe estava abaixada próximo ao carro. Os tiros cessaram. Quando ela levantou, não viu Marcos no outro lado. Ela então foi até onde ele estava, já olhando para o chão, esperando encontrar o que mais temia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Marcos! – gritou ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Amélia abaixou-se e passou a mão na cabeça dele tentando reanimá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Filho, acorde! Filho! – ela olhou para o lado e gritou desesperadamente. – Chamem uma ambulância, pelo amor de deus! – Pôs seu olhar de volta para Marcos. Sua camisa estava ensangüentada e seus olhos fechados. – Filho! Fale comigo! Filho! Pelo amor de Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Uma forte ventania atingia a casa da família Reiden. Lucas foi para a sala atraído pelo barulho do vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas o que é isso? – perguntou ao ouvir a forte ventania tomando conta do lugar. Um outro som chamou sua atenção. Uma porta entreaberta batia a todo instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A galeria do Marcos. – disse Lucas ao ver a porta batendo. Lucas entrou na galeria, e percebeu a ventania lá dentro. As janelas estavam abertas, e o forte vento entrava por elas. Os panos que cobriam os quadros voavam pela sala. Lucas colocava a mão sobre o rosto para se proteger do vento. Mas de repente ele parou ao ver o que não era esperado. Um quadro havia sido descoberto. O quadro que o irmão o impediu de ver. O conteúdo do quadro realmente o chocou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Em um ângulo lateral, Lucas e Marcos estavam pintados de mãos apertadas, como se o quadro expressasse a alegria de dois irmãos que se cumprimentavam, demonstrando um grande companheirismo entre eles. Lucas pareceu esquecer-se da ventania a sua volta e andou lentamente na direção do quadro. Seus olhos fixos na tela, olhando cada detalhe. Nessa hora, Lucas se lembrou de uma frase que seu irmão disse durante a manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Talvez você ainda não tenha percebido, mas eu considero você uma pessoa muito especial.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Lucas percebeu o quanto estava sendo injusto com Marcos, e se arrependeu amargamente de ter dito aquelas palavras pra ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Voltando a realidade, percebeu que o vento estava acabando com o lugar. Ele rapidamente fechou as janelas. Com todas elas fechadas a ventania terminou. Quando voltou a olhar o lugar novamente, tudo estava fora do lugar. Parecia que um furacão havia atingido a galeria.  Panos pra tudo o que é lado, quadros no chão, e pincéis jogados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É. Hora da faxina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;..............&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Almir observou que o resto da equipe começou a se mover. Ele foi rapidamente até Oliveira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que houve?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Houve um tiroteio aqui próximo entre nossos homens e o fugitivo. Temos que ir pra lá, agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Certo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Na hora que Almir ia entrar em seu carro, seu celular tocou. Era o número de sua esposa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que será que ela quer numa hora dessas? – Mas ele não podia deixar de lado. Sua esposa raramente telefonava pra ele durante o trabalho. E se ela está ligando, devia ser um assunto importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô! – Logo ele percebeu que havia alguma coisa de errado com o tom de voz dela.&lt;br /&gt;- Fale mais devagar. O que houve? – perguntou começando a ficar preocupado. E então ouviu uma voz quase desesperada do outro lado da linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Marcos. Ele... Ele foi baleado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu estou numa ambulância agora. Estão levando ele pro hospital. Estão levando ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me diga onde você está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Assim que ele soube onde sua esposa estava, entrou em seu carro e saiu dirigindo em direção ao hospital onde Marcos estaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;..............&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Almir entrou correndo pela porta do hospital procurando por sua mulher. Ela estava sentada em uma cadeira no corredor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Querida! – disse ao vê-la. Amélia levantou-se e deu um abraço em seu marido. – Onde ele está? O que houve?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não sei. Ele foi levado pra sala de cirurgia, e ainda não me disseram nada. – A expressão de Amélia demonstrava uma grande aflição e um desespero contido. Almir a colocou novamente em seus braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Calma! Vai ficar tudo bem! Calma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Nessa hora um médico aproximou-se diante deles. A expressão negativa do rosto dele parecia o prenúncio de algo que ninguém queria que acontecesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Diga como ele está. – perguntou Amélia. – Ele está bem, não está?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   O médico demorou um pouco para falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não. Ele está bem. Ele é forte, ele é saudável. Eu sei que ele está bem. – dizia a mãe contendo o desespero. O médico balançou a cabeça e disse o pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fizemos o que era possível, mas... – deu uma pausa e continuou. – Ele se foi. Eu lamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Soltando um grito de sofrimento, Amélia foi ao chão. Seu marido a segurou. Ela o abraçou. Os dois agachados no chão. Um casal que acabava de perder uma das coisas mais importantes da vida deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não! Não! Isso não pode ser verdade. Não pode! – gritava Amélia em meio ao sofrimento. Almir, embora mais controlado que sua mulher, não podia conter o choro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Lucas terminava de por o último quadro no lugar. Ele passou todo o final da tarde arrumando a galeria do irmão. Marcos era um pouco desajeitado com suas coisas, e era meio desorganizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nada fora do lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Lucas ouviu a porta abrir. Alguém finalmente havia chegado. Poderia ser seu pai, que normalmente chegava naquele horário. Ou sua mãe e seu irmão que foram até Bencloff e estavam demorando uma eternidade. Ele foi até a sala. Chegando lá, viu sua mãe e seu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mãe! Pai! Que milagre chegarem juntos. Onde está meu irmão? Eu tenho uma surpresa pra ele – Foi quando Lucas percebeu que alguma coisa estava errada. As faces deles estavam totalmente abatidas – O que foi? Aconteceu alguma coisa? Cadê o Marcos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Sua mãe pôs a mão sobre o rosto e começou a chorar. Ela subiu as escadas em direção ao quarto sem olhar para Lucas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mãe, o que aconteceu? – perguntou ele enquanto ela subia as escadas. Depois ele se virou para seu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pai! O que está havendo aqui? – Almir não conseguia responder. – Onde está o Marcos? – Lucas fez uma pausa e perguntou novamente. – Cadê meu irmão?&lt;br /&gt;Então calmamente ele respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seu irmão. – ele olhou nos olhos de filho e terminou a frase. – faleceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Foi a pior frase que Lucas havia escutado na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ele começou a balançar a cabeça, não acreditando no que seu pai lhe contou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É mentira! Isso não aconteceu. – Almir continuou quieto. Lucas gritou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Diga que não é verdade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É verdade! Bala perdida...Ele... se foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não! Não é verdade. Não pode ser. Não é! – Lucas correu em direção a porta, e correu para fora de casa. Ele foi para a estrada e tomou o mesmo caminho que ele e o irmão pegaram naquela de manhã. Era lua cheia, iluminando ainda mais o cenário. Lucas correu, e correu sem rumo ou direção de onde queria ir. Ele só queria encontrar a saída para aquele pesadelo. Que se continuasse a correr tudo voltaria ao normal. Quando voltasse em casa, seu irmão estaria na galeria, pintando seus quadros como sempre. Lucas entrou no campo, e foi para o último lugar em que ele e o irmão estiveram. Ele então se ajoelhou no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Marcos! Onde você está? Apareça! Irmão! – gritava ele. – Você não pode ter ido embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ainda ajoelhado, Lucas pôde ouvir o som de um carro passando pela estrada. Ele virou-se e realmente viu que um carro estava passando por lá naquela hora. O carro parou perto de onde ele estava, apesar de estarem distanciados uns 50 metros. Ele viu a silhueta de alguém saindo do veículo. Ela ficou parada em frente ao campo e lançou alguma coisa no ar. Parecia algum objeto. A pessoa voltou para o carro e continuou a dirigir pela estrada. Pela arrancada que o carro deu, Lucas conclui que ela devia estar bem tensa ou apressada. E aquela coisa que ela havia jogado estava próxima à rua. Sem perder tempo, ele foi para lá. O gramado era alto, o que dificultava um pouco sua visão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Onde está?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Foi quando ele sentiu que pisou em alguma coisa dura. Ele se agachou para ver o que era, e pegou o que parecia ser...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um livro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CONTINUA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-3668972244565199025?l=seriemundosombrio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/3668972244565199025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=3668972244565199025' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/3668972244565199025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/3668972244565199025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/03/livro-do-poder-capitulo-1x01-parte-02.html' title='Livro do Poder - Capítulo 1x01 - parte 02'/><author><name>Luiz Teodosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>luizfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02427446619369311543'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2ih_kxjFAQQ/ScPAnLX2LuI/AAAAAAAAAnQ/lQrj1FcGP4Y/s72-c/capitulo+1-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-3222508453456477496</id><published>2009-03-18T11:47:00.000-03:00</published><updated>2009-03-18T11:53:39.964-03:00</updated><title type='text'>Abismo da Escuridão - Página 38</title><content type='html'>&lt;em&gt;Narrador: Vinicius&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Gostosaaaa! Aquilo sim é que é mulher. Parece até aquelas líderes de torcida americana.&lt;br /&gt;Pele não muito clara, cabelos lisos, loiros e longos até abaixo do pescoço. Aquele rostinho lindo de olhos verdes era também atrevido. Ela deve ser o tipo de garota que deixa qualquer homem tocar. O que eu quero mesmo é tocar são os seios. Shortinho-jeans curtinho, deixando aquelas belíssimas pernas à mostra. Blusinha curta deixando um decoooote. Se ela levantar aquela blusinha, uma visão linda vai aparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   WHOOOO! Eu tenho que sentar perto dela. Eu tenho que ver onde ela vai sentar. Ela andou pela fileira encostada na parede. Alguns outros alunos também começaram a entrar. A garota sentou na terceira cadeira da fileira. Hehe, no cantinho da parede é onde as pessoas ficam mais à vontade. Pode rolar várias coisas ali. Então eu sento atrás dela e... o que eu faço depois?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ela parece ser muito importante pra chegar e falar qualquer coisa. Preciso pensar no que eu vou falar pra ela. O que eu vou falar pode definir o meu destino aqui dentro da escola. Eu posso dizer que ela é bonita, gostosa, muito gostosa, super gostosa. Não, não. Assim eu dou de bandeja quais são as minhas intenções. Tenho que ser mais discreto. Posso falar dos seios dela. São grandes. Será natural ou silicone? Não, não. Talvez as pernas. Posso perguntar como ela conseguiu manter aquele corpinho bonito. Não, seu imbecil. Comece pelo nome dela. Posso perguntar onde ela mora, e... Ah, que se dane!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Comecei a dar alguns passos até a carteira atrás dela, enquanto meus olhos fixavam-se em vê-la de costas. Até aqueles cabelos loiros e lisos parecem ser sexy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Já estava para sentar na carteira quando um maluco do nada apareceu e sentou nela.  Todo desleixado e gordo. Foi então que vi que ele pôs a mão na parte de baixo. Merda! Vou perder pra um gordo tarado?  Nem pensar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Amigo, dá licença. Esse é o meu lugar. – disse educadamente para o indivíduo. Nisso, tanto ele quanto a garota na frente me olharam. Droga, se eu der vacilo ela vai ter uma má impressão minha já de primeira. Tenho que tirar esse cara daí de qualquer jeito. Mas como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que teu lugar o que, cara. Tá marcado teu nome nela, calouro? Vaza! – A garota soltou um sorriso, ao me ver sendo esculachado. Que cara arrogante! Mas não posso desistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É que eu estava prestes a sentar aí! – Ele ficou me olhando por um bom tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foda-se! Tu acha que vou bater papo com calouro? Se tu não sair daqui agora, tu vai estrear tua primeira aula de olho roxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Pronto. Isso foi o suficiente pra arrancar a primeira risada da garota. Droga, não acredito que vou ter que amarelar. Tudo por causa desse maluco. Mas eu ainda tenho o assento da frente. Eu posso não ficar atrás dela, mas posso ficar na frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo bem, cara! Eu sento aqui na frente. – disse me conformando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei! Peraí! Não vai sentar não! Quem disse que quero ver tua cara por aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Eu estava prestes a me sentar quando ele disse isso. Eu olhei para trás, estranhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porra, olha o contraste que vai ter na minha frente. Uma mulher bonita pra caraca e um cara feio pra cacete. – Mais uma risada dela. Mas quem é esse cara pra me dar ordens? Será que é um veterano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Escuta, quem é você pra me dar ordens? Você não pode definir onde eu vou sentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não posso? – Ele se levantou meio irritado e surpreso com o que eu disse. Então se aproximou de mim, e me pegou pela camisa. Aproximou minha cara com a dele. Espero que não se aproxime mais que isso, mas o fato é que ele tava me intimidando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Calma aí, cara...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cala boca, porco espinho! – gritou ele. Esse já é o segundo apelido que recebo. – Vamos deixar claro nossas posições aqui. Eu, veterano, você, calouro. Veteranos dão ordens. Calouros são submissos. Em suma, Calouros obedecem a veteranos, entendeu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, entendi. – Mas que merda de cara ele é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Qual é o seu nome, calouro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vinicius.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vinicius, quero que você sente na última carteira desta fileira, entendeu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá bom cara. Eu vou pra lá. – Tive que obedecer se não quisesse ficar de olho roxo. Pode ser covardia, mas não quero imaginar meu lindo rosto quebrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Outra coisa. Meu nome é Barril! Um dos caras mais fodões aqui do colégio. Por isso, pense duas vezes antes de ir contra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ele girou e largou o meu corpo. Mas que seja. Não é bom ficar perto deste cara mesmo. Mas antes de partir, vi que ele concentrou seu olhar em outra coisa. Ele parecia estar olhando para o fundão da sala. Ao me virar, vi que aquele grupo de alunos lá de trás olhava para o Barril. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na próxima página:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Léo:&lt;/strong&gt; Era só que faltava. Barril é um repetente e é desta sala. Ele parece vir aqui atrás para dizer um oi. Isso com certeza não será uma boa convivência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-3222508453456477496?l=seriemundosombrio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/3222508453456477496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=3222508453456477496' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/3222508453456477496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/3222508453456477496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/03/abismo-da-escuridao-pagina-38.html' title='Abismo da Escuridão - Página 38'/><author><name>Luiz Teodosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>luizfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02427446619369311543'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-7895644504916253450</id><published>2009-03-18T11:31:00.002-03:00</published><updated>2009-03-18T11:47:32.750-03:00</updated><title type='text'>Abismo da Escuridão - Página 37</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Narrador: Aurélio&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu preciso correr pra chegar até ela?&lt;/em&gt; Não quero perder a cena de surpresa e confusa dela.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ela está conversando com o Valter. Continue nesse ritmo que você chega lá a tempo.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Ótimo!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Narradora: Sileide&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que já bateu o sinal, e que já está na hora da minha aula, mas eu preciso fazer isso logo. Se o Aurélio for o tipo de pessoa que estou pensando, ele provavelmente virá até aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virei no final do corredor, saindo em um outro com várias janelas na parede á esquerda. Estas janelas faziam parte de uma sala que se estendia pelo curto corredor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parei na porta que leva para dentro desta sala e a abri. Estava entrando na sala de segurança da escola. É aqui onde são enviadas todas as imagens gravadas por todas as câmeras do colégio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo ao entrar, olhei para a minha direita. Lá estava uma mesa com um computador e dois seguranças nela. Atrás deles, estavam os vários televisores que mostravam em tempo real o que acontecia na escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos seguranças era jovem. Este estava sentado à direita, com a cadeira encostada na parede enquanto olhava para os televisores. Mas com um fone de ouvido com música que posso escutar daqui, é fácil perceber como ele não me viu entrando. O nome dele é Marcelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro usava um boné preto e tinha um jeito mais folgado. Seus pés estavam descansados sobre a mesa, e sua cabeça pousada para cima sobre o apoio da cadeira. Aparentemente estava dormindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É pra isso que você é pago, Valter? – Assim que falei, ele pareceu ter acordado. Olhou desorientadamente pela sala procurando a origem da minha voz. O outro só percebeu que eu estava aqui quando o seu colega de trabalho acordou. – Para ficar dormindo? – Os dois olharam para mim, mas foi o Valter quem falou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para os televisores atrás deles. Nas telas eu observava a movimentação de toda a escola. Meu intuito era de procurar uma certa pessoa. Onde será que o Aurélio estaria? Provavelmente indo para uma das salas dar sua primeira aula. Eu também irei para a minha daqui a pouco, mas terei de chegar atrasada para resolver este problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Algum problema, professora Sileide? - perguntou Valter, vendo meu olhar distraído sobre os televisores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não vim aqui só para observar a escola toda em telas. Meu objetivo é saciar minha curiosidade no que ocorreu esta manhã. Mostre-me os vídeos de segurança do auditório desta manhã! - pedi a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hã? Algum motivo especial? - perguntou Valter, com uma leve curiosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu preciso verificar uma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ok. Vamos ver. - Valter se recompôs na cadeira, e começou a acessar os arquivos no computador. Tudo que é gravado pela câmera é armazenado no computador. A cada turno é feito um backup destas gravações para que elas não se percam. Tudo do que eu preciso está dentro deste computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aurélio disse que aquele estranho roubou alguma coisa de importância dele naquela hora. O que me incomoda é o que poderia ter sido roubado. E por que ele pediu aos inspetores para não correrem atrás do ladrão? Provavelmente por que ele não queria que vissem o que foi roubado. Significa que é algo sim de extrema importância. E é essencial que eu saiba o que é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que estranho... - a fala de Valter chamou minha atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que foi? - perguntei, também estranhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não está aqui. Os arquivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que? Tem certeza? - Minha única esperança de saber o que o Aurélio escondia não pode ter ido por água abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro segurança se aproximou para ajudá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Valter, tem certeza que não está aí? Procura direito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tenho. Todos os vídeos gravados ficam nesta pasta, mas ela tá vazia. Não há nenhum vídeo gravado desde esta manhã. Talvez tenha sido algum erro na hora da gravação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erro na hora da gravação? Tantos anos, tantos meses, tantas semanas, tantos dias, tantas horas pra isso ocorrer e foi justo agora. Não pode ser tanta falta de sorte assim. Estes vídeos deveriam estar aí. Espera. Será que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Valter, existe a possibilidade destes vídeos terem sido deletados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deletados? Sim, mas muito pouco provável. Nós nunca apagamos os vídeos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alguém além de vocês mexeu neste computador desde o início desta manhã?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não. Nós somos pagos para mofar aqui durante todo o turno da manhã e da tarde. Quase ninguém vem aqui, exceto alguns inspetores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inspetores... Talvez algum deles tenha apagado os arquivos sem os seguranças notarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Veio algum inspetor aqui depois do encontro no auditório?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valter pareceu pensar um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Inspetor, não. Apenas... o professor Gabriel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O professor Gabriel?... Certo. Obrigada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não há de que! - respondeu Valter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sai da sala e fui para a esquerda, e logo em seguida virei em um corredor à direita.&lt;br /&gt;Apenas o professor Gabriel veio aqui. Ele deve estar dando aula agora, mas sinto que devo ir até ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Narrador: Aurélio&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ela já foi. Pode sair.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Virei o corredor à minha direita e olhei a Sileide de costas andando pelo corredor. Ela foi verificar as gravações naquela hora do auditório. Muito bem pensando, mas eu me precavi antes. Você não encontrará mais nada relacionado aquele incidente hoje de manhã. Eu tenho tudo sob controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na próxima página:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinicius:&lt;/strong&gt; Gostosaaaa! Aquilo sim é que é uma mulher. Parece até aquelas líderes de torcida americana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-7895644504916253450?l=seriemundosombrio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/7895644504916253450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=7895644504916253450' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/7895644504916253450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/7895644504916253450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/03/abismo-da-escuridao-pagina-37.html' title='Abismo da Escuridão - Página 37'/><author><name>Luiz Teodosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>luizfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02427446619369311543'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-3306847668483490739</id><published>2009-03-16T15:37:00.000-03:00</published><updated>2009-03-16T15:42:14.191-03:00</updated><title type='text'>Abismo da Escuridão - Página 36</title><content type='html'>&lt;em&gt;Narrador: Aurélio&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não deveria provocar os outros professores desta escola, Aurélio. – alertou o Pena enquanto eu me acomodava na cadeira.  – Todos vão notar que você só se dá bem comigo, e não com os outros funcionários. Seria ideal manter pelo menos um certo nível de companheirismo aqui dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Caralho, do que adianta companheirismo em um lugar onde quase todas as pessoas não me têm utilidade. Essa palavra não serve para sentimentos de amizade, e sim apenas para me sobressair sobre os outros, usando os mesmo, Pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Huh, e você se dá muito bem com as pessoas daqui não é, Pena?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não digo que meu dou bem, apenas me relaciono profissionalmente. Agora, minha&lt;br /&gt;relação com você já é outro nível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, e já que nos damos também, vamos continuar aquela nossa conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É mesmo. Nós paramos quando você descobriu a escuta debaixo da mesa. Como e quem fez aquilo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você não precisa se preocupar com isso, pois a escuta não está mais aqui. O problema já foi resolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas quem era? – insistiu ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porra, Pena. O cara já era. Já acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você o matou? – Pena arregalou um pouco os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acredite, foi necessário. Aquele infeliz só era do tipo que apenas a morte podia dar jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Era tão perigoso assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Digamos que sim e que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como assim “sim” e “não”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Meu nível de enputecimento tava voltando a subir pra variar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Puta que pariu, Pena! Morreu o assunto. Vamos voltar a falar das pessoas que ainda são perigosas. O tal delegado que está de olho em você, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Pena voltou a sentar-se em sua cadeira. Depois de bem acomodado, abriu a tampa de uma caixinha retangular. Mas que merda! Uma porrada de charuto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pena, fuma essa porra outra hora. Odeio essa fumaça. – reclamei já cansado de aspirar a merda dessa fumaça maléfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O dia de hoje foi bem tenso. Preciso de um charuto pra aliviar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Caralho, eu acabei de falar pra tu fumar outra hora. – Porra, vá se ferrar. Pronto. Fiquei puto de novo. Quem teve um maldito dia tenso fui eu. Quase morri pra correr atrás daquele infeliz só pra livrar a minha cara e a do Pena. E ainda por cima, eu não sei o que podia ter acontecido comigo se aquele cara levasse a melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Pena acabou me obedecendo e guardando o charuto de volta na caixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo bem. Eu posso fumar depois. Mas voltando a falar do delegado, ele não tem provas concretas sobre mim. Ninguém sabe que estou desviando o dinheiro da escola pro meu bolso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pro nosso bolso, você quer dizer. Mas não é esse fato que me preocupa. Estou mais preocupado com aquele caso do ano passado. Eles podem ligar o assassino a você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aurélio. A garota foi morta pelo assassino que desapareceu depois de fazer o trabalho. O bom disso é que não precisei dar a outra metade da grana pra ele. Mas a polícia só suspeita de mim. Já disse. Não existem provas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Odeio confiar nesse gordo vaidoso, mas o pior é que vou ter que fazer isso. O único jeito de resolver esse problema é... Não. Ainda é muito cedo pra isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo bem. Vou confiar em você. Mas quero que me mantenha informado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;em&gt; O que? É sério? Ela está lá. Foi mais rápida do que eu imaginei.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Levantei-me da cadeira e andei em direção a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Espera, aonde você vai? Não terminamos nossa conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ainda de costas para o Pena, sem parar de andar, respondi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu também tenho alguém na minha cola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Sai da sala do Pena e andei pelo corredor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Mais uma pessoa pra me amolar. Mas pelo menos isso vai ser divertido. Eu tenho o total controle aqui. Está suspeitando das minhas ações? Quero vê-la tentar... Sileide.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Próxima página:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sileide:&lt;/strong&gt; As gravações do que ocorreu hoje no auditório estão aqui. Vou descobrir o que aconteceu com o Aurélio esta manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aurélio:&lt;/strong&gt; Não vou perder esta cena. Aquela mulher vai ter uma grande surpresa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-3306847668483490739?l=seriemundosombrio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/3306847668483490739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=3306847668483490739' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/3306847668483490739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/3306847668483490739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/03/abismo-da-escuridao-pagina-36.html' title='Abismo da Escuridão - Página 36'/><author><name>Luiz Teodosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>luizfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02427446619369311543'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-5559357704157370088</id><published>2009-03-16T15:20:00.000-03:00</published><updated>2009-03-16T15:36:55.948-03:00</updated><title type='text'>Abismo da Escuridão - Página 35</title><content type='html'>&lt;em&gt;Narrador: Personagem desconhecido&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Essa é a sala. Espero que eu tenha mais sorte desta vez. Não quero ser humilhado por outro garoto. Se bem que isso só aconteceu porque fui dar em cima de uma das garotas. Talvez eu esteja indo rápido demais. Tenho um ano inteiro pela frente. Não preciso atacar já no primeiro dia. Não, não. Que que eu tô falando? Não atacar no primeiro dia? Tenho que aproveitar esse privilégio que a vida me ofereceu: mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Entrei na sala, e WHOOOO. Mulheres! A sorte ainda está ao meu lado. Elas são bonitas. A sala já me agradou. Mas calma, elas são da minha sala. Não preciso sair atacando que nem uma fera faminta. Vou fazer isso com calma. Acho que um cumprimento e uma breve apresentação basta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom dia, meninas! Sou Vinicius, o colega de classes de vocês. Eu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   As três meninas continuavam conversando. Elas nem sequer me olharam. Elas nem sequer notaram que eu entrei na sala. Droga! O dia hoje não está saindo bom. Preciso melhorar. Vou tentar de novo. Não, peraí. Não adianta continuar remando numa maré dessa. Preciso me afastar e tentar uma investida em outra hora. Encontrar garota tá fácil, mas chegar perto tá foda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Passei meus olhos pelo resto da sala. Quem sabe não encontro alguma que esteja sozinha. Talvez seja mais fácil... Que merda! Só tem homem lá atrás. Um grupo de quatro, no bom sentido é claro. Talvez eu deva me aproximar e dizer um “oi”. Eu tô querendo mulher, mas uma amizade também é fundamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Pus minha mochila numa carteira atrás da menina, e em seguida andei até os rapazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E aí, rapaziada! Tudo na boa? – cheguei dizendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Chegou um cara extrovertido. – disse um carinha de cabelo longo. Tomara que não seja emo, por favor. Mas não custa nada perguntar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só uma pergunta. Por favor, responda com toda a sinceridade do mundo. Tu é emo?&lt;br /&gt;Depois que fiz a pergunta, o cara levantou a sobrancelha e fez uma cara de espanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tu é louco, cara? Só porque eu tenho este cabelo liso e meio longo, acha que sou emo. É que algumas garotas gostam do meu cabelo desse jeito. Esse é o único motivo pelo qual não o cortei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sério? Eu também sou do tipo que faz sucesso com as garotas. Olha o meu cabelo arrumado e bem penteado. – Passei a mão pelo meu cabelo. – Meus olhos verdes brilhantes e penetrantes. – Apontei para os meus olhos. – Minha face suave e branca, e sobretudo linda. – Deslizei minha mão sobre meu rosto. – Com tudo isso, contemplem minha beleza. Eu sou a fórmula perfeita para atrair as garotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Após minha belíssima descrição, ouvi algumas risadas. Um outro garoto entrou na minha frente e falou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpe, er...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vinicius. – me apresentei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, Vinicius. Eu sou Diego. E na maior sinceridade do mundo, tudo o que eu vejo é um cabelo de boi lambido incrível. Olhos numa cor que lembra cocô de cavalo. – Ele mal começou a falar, e já tava todo mundo rindo de mim. – Um rosto de espinhas que parece um “chokito” mergulhado no chocolate branco. E acho que você é a fórmula perfeita para repelir uma garota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você se acha muito engraçado, né? Quantas mulheres você já pegou na vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cara, eu não posso dar um número exato. Mas eu tenho certeza... que foi bem mais que você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Os outros três seguiam o bonde e riam das palhaçadas que esse cara falava. Foi perda de tempo. Esse ambiente aqui atrás está muito hostil. É melhor eu voltar pra onde estão as garotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tsic! É melhor eu sair daqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Sai dali sem arrependimentos. Andei em direção as garotas que continuavam conversando. Mas de repente, tive que mudar minha visão para algo que entrou na porta. MEU DEUS! O que é aquilo? Que mulher é essa? Ela é perfeita!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na próxima página:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aurélio:&lt;/strong&gt; Agora posso continuar minha conversa com o Pena. Aquele caso do ano passado me preocupa. Temo que a polícia descubra mais alguma coisa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-5559357704157370088?l=seriemundosombrio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/5559357704157370088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=5559357704157370088' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/5559357704157370088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/5559357704157370088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/03/abismo-da-escuridao-pagina-35.html' title='Abismo da Escuridão - Página 35'/><author><name>Luiz Teodosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>luizfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02427446619369311543'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-3705663555866905657</id><published>2009-03-16T14:35:00.000-03:00</published><updated>2009-03-16T14:37:04.895-03:00</updated><title type='text'>Abismo da Escuridão - Página 34</title><content type='html'>&lt;em&gt;Narrador: personagem desconhecido&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Tá meio cheio aqui. Todo mundo olhando fixamente e atentamente para o mural com a relação dos alunos e suas respectivas salas. Eu já vi em que sala vou ficar, mas estou fingindo que ainda estou procurando. Estou olhando fixamente e atentamente para baixo. Que linda reunião bundas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Tem uma garota que está usando uma blusa curta, e ainda está com a calcinha á mostra. Vermelha, uma calcinha perfeita pra uma mulher. Me lembra fogo e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ah, ela foi embora? Que droga! Tava sendo minha preferida aqui. Mas tudo bem. Tem mais umas cinco aqui pra continuar olhando. E ainda não achei meu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Mas de repente, uma coisa inimaginável aconteceu. Apareceu uma que tinha o tamanho de cinco bundas. Pô! É maior que minha televisão. Sacanagem! Tampou minha visão. Não dá pra ver as bundinhas que tava vendo antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Fiquei puto. Já achei meu nome. Não tenho mais nada pra fazer aqui. Sai do meio daquele monte de gente, e fui para as escadas do segundo andar. Após estar no segundo andar, andei mais um pouco até encontrar a sala 205.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Enquanto caminhava, fiquei pensando. Como serão as garotas da minha sala? Serão do tipo gatinhas, ou talvez do tipo gostosas? Se a maioria for assim, tá beleza. Provavelmente já deve ter gente por lá, tomara que sejam mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Pus meus pés dentro da sala e de cara já vi três garotas. Perfeito! Já comecei bem. Me aproximei confiantemente. As três até que são bonitinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olá, meninas! – disse já pegando a mão de uma delas e a beijando. – Sou Vinicius, seu novo e mais lindo colega de classe. – Ela parecia estar encantada com o meu charme. Meu cabelo liso e meus olhos verdes são mesmo encantadores. Não há quem resista. – Prazer em conhecê-la. – disse beijando a mão dela mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   De repente, senti uma mão grossa batendo em meu ombro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Terei muito prazer em te meter a porrada seu filho-da-mãe! – A voz do cara era tão grossa quanto a mão. De repente, ele me puxou pela camisa com as duas mãos e me encarou. O cara era um parrudão. Tinha duas ou três vezes mais massa muscular do que eu. Eu podia até apanhar, mas como a gente tava numa escola e num local não muito isolado e deserto, a dor seria menos. O jeito era levar a cara na conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me desculpe! Eu não sabia que ela era comprometida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Devia ter olhado pra mim antes do que pra ela. – disse ele, aborrecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sei. Me desculpe! Não queria causar este tipo situação. E não quero ficar mal com você.  Vamos estudar três anos juntos, e devemos ser amigos e colegas de classe, então...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que três anos? Dois anos você quis dizer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não. O Ensino médio são três anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estou no segundo ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Espere! Aqui não é a sala 205 do primeiro ano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estamos na sala 204.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ops! Sala errada então. Acho melhor eu sair. – disse forçando um sorriso. Ele também sorriu em seguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu te ajudo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Segundos depois, eu já tava voando no corredor. O cara me jogou da sala grosseiramente. Levei um tombo feio. Levantei com a mão na coxa. O cara que me jogou deu uma última olhada pra mim, e voltou para dentro da sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   De novo não tive sorte. Esse ano, as coisas começaram mal pra mim. Tenho que me recuperar. Tomará que eu seja compensado quando eu chegar na minha sala. Quem sabe não tem uma mulher boa lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Caminhei mais um pouco e vi a placa com 205 inscrito. É ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na próxima página:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aurélio:&lt;/strong&gt; Olha só que eu encontro na sala do Pena. Silvio. Eu adoro provocar esse cara.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-3705663555866905657?l=seriemundosombrio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/3705663555866905657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=3705663555866905657' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/3705663555866905657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/3705663555866905657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/03/abismo-da-escuridao-pagina-34.html' title='Abismo da Escuridão - Página 34'/><author><name>Luiz Teodosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>luizfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02427446619369311543'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-8219045791222350447</id><published>2009-03-16T14:34:00.000-03:00</published><updated>2009-03-16T14:35:21.012-03:00</updated><title type='text'>Abismo da Escuridão - Página 33</title><content type='html'>&lt;em&gt;Narrador: Aurélio&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   É incrível como as coisas mudam de uma hora pra outra. Antes eu estava todo satisfeito e contente por ter conseguido me livrar do cara do boné verde, mas depois que eu me encontrei com a Sileide, fiquei puto. Aquela mulher me tira do sério. Depois eu penso no que posso fazer com ela. Agora tenho que fazer o que faria antes da Sileide me deixar puto: falar com o Pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Parei em frente à porta da sala dele, e a abri. Pensando que poderia continuar aquela nossa conversa particular, acabei tendo uma surpresa ao encontrar mais uma chateação lá dentro. Silvio, um professor de Geografia. Mais um professor ético pra me torrar a paciência e me deixar mais puto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Tanto o Pena quanto o Silvio, ambos em pé, olharam pra mim assim que entrei na sala. Pude perceber o rosto descontente do Silvio ao me ver. Não é pra menos, já que não vamos um com a cara do outro. Aliás, não vou com a cara de ninguém desta escola. A única pessoa com quem preciso me dar bem é com o Pena, por enquanto. Falando nele, ele não parecia mais tenso como na hora em nos falamos no celular. É só falar que as coisas estão bem que alguém já relaxa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Voltei minha atenção para a expressão infeliz do professor de Geografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como vai Silvio? – perguntei educadamente. Huh, como se estivesse falando sério. Mas um pouco de formalidade é bom ser usado de vez em quando para não criar um ambiente muito claro de hostilidade. Nem que seja um puro fingimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estou bem, Aurélio. – respondeu ele, aparentemente também fingindo. Bem, porra nenhuma. Algumas coisas que esse cara faz me deixa abismado. No lugar dele, eu estaria passando muito mal a minha vida. Pensando nisso, vou provocá-lo neste ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como vai a reforma da casa, Silvio? Muito devagar? – Ele entendeu minha pergunta.&lt;br /&gt;Há alguns anos, Silvio ajuda a sustentar um abrigo para moradores de ruas, no qual é o dono. Não é um abrigo muito grande, mas suficiente para torrar boa parte do salário de um professor. Que estupidez! Com o salário alto que ganha, em vez dele gastar para consumo ou de pelo menos investir em algo que lhe dará mais dinheiro, ele desperdiça em algo que não vai ter retorno nenhum. Fala sério! Como ajudar um bando de crianças fracas e incapazes de se virarem por si mesmas pode gerar algum lucro. Nem todos têm a chance de pobres se tornarem ricas. São simples crianças que tem o mundo inteiro pra onde caírem mortas. Pra que se preocupar? Isso só gera despesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Mal sobra dinheiro pra família do Silvio. Por sorte sua mulher tem um emprego razoável e ajuda a manter a casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Eu quase me mijei de tanto rir, na primeira vez que esse cara falou que ia reformar a casa, quando mal sobrava dinheiro pros filhos brincar. A tal reforma já começou há dois anos e nem sequer levantou uma parede ou mudou alguma coisa.&lt;br /&gt;   Silvio é um pobre coitado que está satisfeito com a vida leva. Põe os outros na frente, para depois pensar em si mesmo. Até quando as pessoas vão perceber que amor ao próximo já está passado? Isso não funciona hoje em dia. Aquele que pensa em si mesmo, sempre vai estar no mínimo um passo à frente. E é por isso que estou acima de muitas pessoas por aí.&lt;br /&gt;Quis colocar mais lenha na fogueira e fiz uma outra pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Soube que ia começar pelo quarto do seu filho. O garoto já tem um lugar pra brincar? – Pude perceber ele contendo sua raiva. Ele me odiava. Enquanto ele ficava puto por dentro, eu ria pra caramba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele terá em breve, se Deus quiser. Diferentemente de outras pessoas com quem tenho que conviver diariamente, eu e minha família somos pessoas muito pacientes e solidárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  De quem será que ele está falando? Pelo menos eu me incluo nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deveria invejar isso de você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ele não deu uma resposta, e em vez disso, olhou para o Pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu converso com o senhor outra hora, Pena. – Em seguida, andou até a porta. – Minha aula começa agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Bom, pelo menos ele se foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  É incrível como as coisas mudam de uma hora pra outra. Antes eu estava puto por causa da provocação da Sileide, e agora eu me sinto muito contente depois de uma prazerosa provocação naquele professorzinho medíocre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na próxima página:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Personagem desconhecido:&lt;/strong&gt; Olha só! Logo que entro já dou de cara com três garotas. Hã, só tem homem lá atrás. Acho que pelo menos vou lá dar um oi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-8219045791222350447?l=seriemundosombrio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/8219045791222350447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=8219045791222350447' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/8219045791222350447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/8219045791222350447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/03/abismo-da-escuridao-pagina-33.html' title='Abismo da Escuridão - Página 33'/><author><name>Luiz Teodosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>luizfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02427446619369311543'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-2651440190975429841</id><published>2009-03-16T14:32:00.001-03:00</published><updated>2009-03-16T14:34:08.820-03:00</updated><title type='text'>Abismo da Escuridão - Página 32</title><content type='html'>&lt;em&gt;Narrador: Pena&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Desligou na minha cara! – reclamei olhando para o celular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Mas ao menos ele disse que está tudo bem. O problema parece ter sido resolvido. Que alívio! Nem quero imaginar o que pode acontecer caso alguém descubra nas coisas que estou metido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Se a família Ramos souber disso, estarei condenado. Serei no mínimo preso. Não creio que consiga me safar mesmo se tiver um bom advogado. Por sorte, minha esposa já não está mais viva para complicar a situação. Talvez minha filha me odeie por causa disso, mas dinheiro e status são mais importantes. Para conseguir estas duas coisas, devemos enganar quem quer que seja, e se aliar a quem quer que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Aurélio é um desses aliados. Se bem que é ele que sempre suja as mãos. Apesar do tom autoritário dele, eu prefiro dizer que eu estou no comando. Se ele tramar algo contra mim, irei despedi-lo na hora. Ele não vai ameaçar contar tudo para a mídia, pois também se ferraria junto comigo. Nenhum de nós quer sair perdendo, e portanto, ninguém vai querer ferrar o outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ouvi três batidas na porta. Será o meu aliado? Formal demais pra ser ele. O Aurélio que eu conheço sairia entrando sem pedir permissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entre! - gritei esperando ver a pessoa do outro lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   E não era o Aurélio, o que me deixou decepcionado, já que eu não esperava aquela pessoa. Silvio, um homem de 25 anos, moreno, cabeça raspada e sua tradicional camisa padrão do centro de ajuda infantil dele com o estúpido slogan “Ajude as crianças de rua”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Mal começam as aulas e já vem chateação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Diretor Pena... - disse ele se aproximando da mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, o que quer Silvio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom, eu tenho uma idéia que não tive a oportunidade de passar para o senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uma idéia? Do que se trata? – Quando um professor tem uma idéia é sinal de que vem trabalho. E na maioria das vezes, despesas. Merda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu estava pensando marcar uma reunião com todos os professores para propor atividades junto aos alunos com relação ao meio ambiente. – Porra! Em uma frase já desanimei. Atividades com os alunos? Meio ambiente? Tinha que ser mesmo um professor de Geografia. Só não quero que precise tirar meu dinheiro do bolso. E ele continuou com a terrível idéia dele. – Como a escola tem muito contato com a natureza, já que se encontra em um ambiente rural, seria uma boa idéia acompanhar os alunos até algumas áreas aqui perto, e abordar alguns temas importantes como desmatamento, erosão, reflorestamento, animais e outros tópicos que se encontrem presentes aqui na região. – Caramba! Parece que os segundos que ele falou duraram meia hora. Quanto mais ele fala, mais trabalho eu vejo, e mais puto eu fico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É um projeto trabalhoso que requer muita organização, Silvio. Vamos demorar a por em prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sei. Esse projeto é mesmo para ser analisado calmamente no decorrer do ano e por isso...&lt;br /&gt;   O ranger da porta interrompeu a fala de Silvio. Ah, finalmente, Aurélio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na próxima página:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aurélio:&lt;/strong&gt; Eu odeio esse professor de Geografia do tipo ético e solidário. É por isso que pessoas como eu estão muito acima dele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-2651440190975429841?l=seriemundosombrio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/2651440190975429841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=2651440190975429841' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/2651440190975429841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/2651440190975429841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/03/abismo-da-escuridao-pagina-32.html' title='Abismo da Escuridão - Página 32'/><author><name>Luiz Teodosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>luizfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02427446619369311543'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-676533305722591799</id><published>2009-03-16T11:07:00.001-03:00</published><updated>2009-03-16T11:10:45.512-03:00</updated><title type='text'>Mundo Sombrio - 2º Temporada</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2ih_kxjFAQQ/Sb5djqIfe_I/AAAAAAAAAlg/dtmk--a5z9k/s1600-h/CAPA.PNG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313787477530475506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 306px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2ih_kxjFAQQ/Sb5djqIfe_I/AAAAAAAAAlg/dtmk--a5z9k/s400/CAPA.PNG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Lançamento:&lt;/strong&gt; 03 / 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Previsão para término:&lt;/strong&gt; indefinido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nº de episódios:&lt;/strong&gt; indefinido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sinopse:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rina, Lucelle, Luna, Juan e Jeremiah foram os magos escolhidos por Gina para uma certa missão com o fim de destruir o sistema lozalizador, o qual utiliza alguns magos como prisioneiros utilizando-se de seus poderes de captação maligna para localizar emanações pelo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, eles enfrentarão diversas adversidades durante a missão despertando a atenção do Conselho dos Magos, que por sinal controla este sistema. Alguns membros deste Conselho tentarão impedir que os magos de Gina concluam a missão tentando localizá-los antes que eles fujam de Nerus.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Personagens&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aberturas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqua timez -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Encerramentos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Uverworld - &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-676533305722591799?l=seriemundosombrio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/676533305722591799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=676533305722591799' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/676533305722591799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/676533305722591799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/03/lancamento-03-2009-previsao-para.html' title='Mundo Sombrio - 2º Temporada'/><author><name>Luiz Teodosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>luizfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02427446619369311543'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2ih_kxjFAQQ/Sb5djqIfe_I/AAAAAAAAAlg/dtmk--a5z9k/s72-c/CAPA.PNG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-1960142740178776969</id><published>2009-03-13T09:19:00.001-03:00</published><updated>2009-03-16T14:31:30.763-03:00</updated><title type='text'>Abismo da Escuridão - Página 31</title><content type='html'>&lt;em&gt;Narrador: Léo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai começar o que? – perguntei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As aulas. – disse o Lopez olhando pra mim, antes de mirar a porta. – Em poucos segundos, um bando de alunos novatos vai entrar por aquela porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Novatos? E você... então é um repetente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É, fazer o que? – lamentou ele. Diego brincou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tinha que ser vascaíno, mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Espera, onde o Vasco entra nesta história?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como assim aonde entra? Quem foi que começou com esse negócio foi você. Sonhando com gol do Vasco em plena segunda-feira. Caso tu não saiba, teu time perdeu de 3 a 0 ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oh, peraí. Foi você que começou a me zoar quando falei do meu time. E além disso, eu tava sonhando com a final da Libertadores de 98. Ganhamos de virada e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Haha. Tá de sacanagem? Acho que esse é o único jogo que existe no histórico do seu time. Se perguntarmos a um vascaíno qual foi o jogo mais marcante do time, é sempre a mesma resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Peraí, isso não é verdade. Teve outros sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me diga quais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caramba, tô me sentindo completamente excluído. Isso não é conversa pra mim. Eu não sou muito chegado a futebol. Nem sabia que o Diego curtia tanto isso. Mas não tão quanto o Lopez. Não passa de um torcedor doente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, algo mais relevante fez voltar minha atenção à porta da sala. Os novos alunos estavam chegando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente foram três garotas. Até que eram bonitas. Mas eu não estava ligando muito pra essas coisas. Não tenho tanta auto-estima pra conseguir alguma coisa com elas. Além do mais, eu não tenho tempo para namoros. Huh, como se eu já tivesse namorado um dia, eu acho Só estava interessado em saber como seriam as pessoas que conviveriam comigo pelos próximos três anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava ouvindo berros atrás de mim. O Diego e o Lopez estavam quase gritando. A conversa de futebol deles tava rendendo. Nem perceberam a presença das garotas, e muito menos que elas olhavam para trás. Conseqüentemente, elas também olharam pra mim, já que estava na mesma direção deles. Tive que virar o rosto, um pouco envergonhado. Eu não gosto de ser olhado de frente por garotas. Isso me deixa meio envergonhado. Odeio esta fraqueza minha. Ela só passa depois que eu passo a conhecer melhor a garota que está me olhando. Se for desconhecida vai acontecer sempre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi que elas ficaram cochichando alguma coisa, mas não dava pra ouvir direito. São aqueles cochichos clássicos entre garotas. A gente nunca sabe o que elas estão falando. Pode ser bom ou ruim, mas sempre fica aquela curiosidade. Tomará que não estejam falando de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro aluno acabou chegando. Era bem diferente de todos os alunos que vi até agora. Bem pequeno, com cabelos lisos e curtos. Usava óculos. Olhava pra baixo, pois seus olhos mantinham-se atentos sobre algo em que seus dedos apertavam. Parecia ser um mini-game.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O garoto se aproximou e sentou-se sem tirar a mochila na última carteira da fila ao lado. Com ele próximo, eu pude reparar naquilo que o mantinha apreensivo. Um game boy. Então é mais um daqueles viciados em game boy. Pena que nunca tive um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por incrível que pareça o Diego e o Lopez ainda estavam discutindo. O aluno do game boy parecia cada vez mais tenso. Apertava os botões cada vez mais rápido. Não seria uma boa idéia chamá-lo. Tiraria sua concentração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acabou que não fui eu quem a tirou. Repentinamente, ele levantou-se e gritou para Diego e Lopez que não paravam de discutir até então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- PÔ! DÁ PRA CALAREM A BOCA? EU TO TENTANDO ME CONCENTRAR AQUI. TÃO ME ATRAPALHANDO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diego e Lopez olharam surpresos para o garoto. Era realmente assustador, do nada, um garoto gritar assim. Até eu fiquei pasmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem é você? – perguntou Diego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sou o campeão da I Edição do campeonato municipal de futebol de Playstation 2, Campeão do torneio de “Narutimate hero 3”da feira de anime no mês passado. Estou entre os 10 primeiros melhores colocados no torneio de “CS”, e vários outros títulos relacionados a games, tanto, municipais, estaduais, nacionais e futuramente internacionais. Até torneio de flipper em barzinho eu já ganhei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu perguntei seu nome. – disse Diego, ignorando completamente a fama da pessoa a frente. O garoto parece ter ficado surpreso e com a cara quebrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah...Guilherme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na próxima página:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena:&lt;/strong&gt; Ainda bem que o Aurélio resolveu aquele caso. Mas que saco! O que esse professorzinho de Geografia quer comigo agora? Pro inferno você e suas idéias!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-1960142740178776969?l=seriemundosombrio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/1960142740178776969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=1960142740178776969' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/1960142740178776969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/1960142740178776969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/03/abismo-da-escuridao-pagina-31.html' title='Abismo da Escuridão - Página 31'/><author><name>Luiz Teodosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>luizfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02427446619369311543'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-1011596719545409866</id><published>2009-03-11T13:10:00.000-03:00</published><updated>2009-03-11T13:18:06.291-03:00</updated><title type='text'>Abismo da Escuridão  - Página 30</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;u&gt;Após uma longa perseguição, Aurélio caminha de volta para a escola.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Narrador: Aurélio&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Me sinto muito melhor agora. Até o vento batendo em meu rosto torna-se refrescante. Essa é a sensação de resolver um problema. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Me dê os créditos, já que fui eu que fiz o trabalho. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;- &lt;/b&gt;Só você? Quem quase morreu correndo atrás do infeliz fui eu. Você só teve o trabalho de finalizar. Aliás, espero que não tenha deixado vestígios do corpo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Ah, não me faça rir. Sabe que isso é impossível. Aquilo não pertence mais a este mundo. Não há a mínima possibilidade de alguém encontrar o corpo, claro tirando uma condição.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Condição? Que tipo de condição? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Deixe pra lá. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;- &lt;/b&gt;É sempre assim.Você sempre me escondendo certas coisas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Percebendo que estava chegando perto da portaria da escola fechei o bico. Assim que entrei, um dos porteiros me perguntou:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Sr. Aurélio, tudo bem? O senhor saiu correndo daqui. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Tive que responder educadamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Tá, porra. Não foi nada. – Bom, pelos menos tentei ser educado. Mas ainda cheguei a ouvir o companheiro do cara que me perguntou cochichar com o colega de trabalho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ta maluco? Deixe a fera em paz. Esse cara é estranho assim mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;É uma pena que eu não ganhe nada matando esse filho-da-mãe. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Entrei novamente na escola. Depois dessa, tinha que voltar à sala do Pena e contar o que houve. Aquele gordo fica muito desesperado de vez em quando. Isso é uma fraqueza idiota dele. Qualquer dia vai se fuder por causa disso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Ouvi o sinal. As aulas começaram. To nem aí pra isso agora. Tenho assuntos mais importantes pra resolver. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Ouvi o toque do meu celular. Ele podia ter tocado só agora em vez daquela hora no auditório. Ao olhar, fiquei surpreso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Falando nele. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Enquanto isso, alguns alunos apareciam no corredor. Pus o celular no ouvido e comecei a ouvir aquela voz aflita.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Aurélio, pelo amor de Deus. Me conte o que tá havendo? Que negócio era aquele de escuta? Você...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Porra, abaixa essa voz. Não precisa falar desse jeito. – disse já meio puto. Eu tava falando alto, porque tava num corredor cheio de alunos. Mas eles quase não prestavam atenção em mim. Era só eu não falar nada suspeito. – Fica calmo. Eu já resolvi o nosso problema. – continuei a falar ao celular, quando gelei ao ouvir alguém. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Que problema, professor Aurélio? – perguntou uma voz atrás de mim. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Puta que pariu, Sileide. De onde essa mulher apareceu? Mas que irritante. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Me virei já desligando o celular. Desliguei na cara do Pena, mas foda-se. Eu não posso dar mole pra essa mulher. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Que problema é esse? – perguntou ela mais uma vez. Eu queria responder “Nenhum, porra. Vai se ferrar, mulher chata”. Mas seria muito informal numa escola e cheio de alunos em volta. Em vez disse tive que dizer:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não é nada. Era só uma coisa particular que já resolvi. Nada de mais. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Particular? Aquele rapaz que saiu correndo do auditório era seu caso particular? – Ah, quero matar alguém. É cada pergunta chata pra responder. Tive que mentir, óbvio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ah, eu tive que o perseguir por aí. Ele roubou algumas coisas pessoais minha. E por isso não quis que ninguém viesse atrás de mim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- São coisas tão importantes assim a ponto de só você poder ver? Fico curiosa em saber o que é.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Vai ter que ficar só na curiosidade. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Ela andou na minha direção com um olhar desconfiado, e disse suas últimas palavras antes de passar por mim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- É o que vamos ver. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Sei que ela me deixou mal na conversa, mas era melhor ficar quieto. Essa mulher está sendo mesmo irritante. Ela desconfia cada vez mais de mim. Fico pensando o quanto ela sabe sobre tudo. Preciso pensar a respeito dela. Qualquer movimento precipitado, e ela pode desconfiar ainda mais, e até descobrir algo relevante. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Que tal matá-la?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;i style=""&gt;Eu acabei de dizer que não podemos fazer nada precipitadamente. Vamos com calma.&lt;/i&gt; &lt;i style=""&gt;Mas fique de olho nela.&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Pode deixar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Na próxima página:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Léo:&lt;/b&gt; O sinal bateu. Novos alunos estão chegando. Como eles serão?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-1011596719545409866?l=seriemundosombrio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/1011596719545409866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=1011596719545409866' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/1011596719545409866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/1011596719545409866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/03/abismo-da-escuridao-pagina-30.html' title='Abismo da Escuridão  - Página 30'/><author><name>Luiz Teodosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>luizfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02427446619369311543'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-97825472432012284</id><published>2009-03-11T13:09:00.000-03:00</published><updated>2009-03-11T13:10:49.943-03:00</updated><title type='text'>Abismo da Escuridão  - Página 29</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Narrador: Léo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Uma placa de madeira na parede sobre a porta mostrava que aquela era a sala 205. Durante o caminho vimos alguns alunos em outras salas. O resto dos alunos provavelmente estava em algum lugar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Notamos que a porta da sala estava entreaberta. Diego a abriu fazendo a porta ranger. Em seguida, nossos olhos percorreram o interior da sala. A primeira coisa que percebi foram as paredes na cor branca. Começo a pensar que essa é uma “escola da paz”. Mas pelo o que eu passei pra chegar até aqui, não vi nenhuma paz até agora. Talvez eu deva aconselhar o Pena a pintar a escola de preto. É só dar o pincel pro Barril. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Tirando isso, cadeiras enfileiradas, a mesa do professor no meio, janelas abertas, e... um aluno? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Parece que não fomos os primeiros a chegar. – disse para o Diego que também percebeu o desconhecido aluno sentado na última carteira da fileira do canto da parede com as janelas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Ele parecia meio que à vontade. Seus pés estavam sobre a cadeira da frente, com seu corpo quase deitado. Seus cabelos lisos e meio longos tampavam parte de seu rosto. Não dava pra saber se ele estava dormindo ou acordado. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Eu e Diego nos aproximamos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Será que ele tá dormindo? – perguntou ele. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Como vou saber?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Vou te bater! – disse Diego, irritado por dizer novamente aquela mesma frase. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ah, desculpa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Diego passou a mão na frente do rosto do cara. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ei, acorda! Tá me ouvindo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Como ele vai te ouvir se ele tá dormindo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Se eu der um grito ele vai me ouvir. – Diego passou a fazer uma cara estranha. Fez um sorriso malicioso. – Isso, um grito. Hehehehe&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não acha que é muita maldade pro coitado, não?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Maldade? Maldade foi o que fizeram com a gente quando chegamos nesta escola. Não sei você, mas eu ainda tô meio bolado com isso. Então, vou descontar isso em alguém. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Mas que linha de pensamento... &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Léo, fica só vendo. Eu vou matar esse cara de susto. – riu ele logo após falar. Ele chegou mais perto do aluno, encheu o pulmão e se preparou para gritar. Mas não foi ele quem acabou gritando. Inesperadamente a voz do tal aluno foi ouvida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- EEEHH!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Eu acabei dando uns passos pra trás por causa do grito repentino. Mas quem ficou com a pior foi o Diego que estava bem pertinho quando o aluno gritou. Ele acabou jogando o corpo para trás e tropeçando em uma cadeira, e caindo junto com ela em seguida. Foi um tombo bem feio, ou bonito. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- PÔ! TÁ MALUCO! TÁ QUERENDO ME ASSUSTAR OU O QUE? – gritou o Diego se levantando, irritado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Mas não era ele quem queria assustar? No final das contas, ele acabou sendo o coitado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O garoto olhou pra ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Foi mal, cara. Gol do Vasco! – disse ele se desculpando, e também se justificando. Se bem que era melhor ele justificar sua justificativa, por que eu não entendi. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- O que? – perguntou Diego. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- É que eu tava sonhando que era gol do Vasco. Desculpa aí!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Pô, tinha que ser um vascaíno mesmo. – Diego se recompôs novamente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Tu não é vascaíno?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não. Sou flamenguista. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ah, então tudo bem. – Diego acabou fechando a cara. Depois o tal aluno vascaíno olhou pra mim. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- E tu?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ah, eu também sou flamenguista. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ah, tinham que ser flamenguistas pra atrapalhar o meu sono. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não é culpa nossa encontrarmos um aluno tirando um cochilo na sala. – disse Diego. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Vocês são dessa sala?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Sim. – respondi.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Prazer, meu nome é Lopez, o cara mais preguiçoso da escola, além de claro, ser Vasco de coração. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Nós também íamos nos apresentar, mas neste instante o sinal tocou. Lopez suspirou, e olhou para o relógio dizendo:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Vai começar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Na próxima página:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Aurélio:&lt;/b&gt; Problema resolvido, que sensação boa. Agora tenho que voltar a sala do Pena e... droga, logo ela. Mas que mulher irritante!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-97825472432012284?l=seriemundosombrio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/97825472432012284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=97825472432012284' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/97825472432012284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/97825472432012284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/03/abismo-da-escuridao-pagina-29.html' title='Abismo da Escuridão  - Página 29'/><author><name>Luiz Teodosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>luizfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02427446619369311543'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-1997715287918459192</id><published>2009-03-11T12:47:00.000-03:00</published><updated>2009-03-11T13:08:41.223-03:00</updated><title type='text'>Abismo da Escuridão  - Página 28</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Narrador: Personagem desconhecido&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Olha só isso! Olha só quantas bundinhas! Olha só quantas gatinhas! Esse colégio é um paraíso. Não dá. Não consigo escolher, são muitas. Loira, Ruiva, escura, meninas com cabelos de todos os tipos. Eu vou me guiar pela que me deixar mais excitado. Mas peraí. Todas me deixam excitado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Esse auditório realmente está cheio. Aqui do fundo dá pra ter uma melhor visão das pessoas, principalmente das garotas. Pode ter uma cadeira vazia do meu lado que não sento de jeito nenhum. Não ia conseguir ver nada. Em pé, a visão é uma maravilha. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Calma, não tenho com o que me preocupar. Aquela em que eu fixar o olhar tá no papo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nem demorou muito. Cabelos escurinhos, lisinhos e bem cuidados, rostinho bonitinho, hummmm. Deixo eu olhar mais um embaixo, ohhhhh, seios bem grandes. APROVADA! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Tem duas amigas conversando com ela. Eu posso aproveitar e pegar as outras também. Não, não. Prefiro ficar com uma de cada vez. Se bem que as outras não são lá grande coisa. É melhor eu ficar com a que vi primeiro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Opa! Seus olhos me encontraram. Haha. Ninguém resiste ao meu olhar sedutor. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Ela voltou seu olhar para as suas amigas, e depois retornou para mim. É incrível como ninguém me resiste. Ela abriu um sorriso. Q&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;ue sorrisinho lindo. Gracinha!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;E pra me excitar ainda mais, ainda manda um beijinho. Ela gostou de mim. Mais um pouco e em vez dela beijar o ar, beijará minha boca. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;E como se isso não bastasse ela ainda faz um movimento com a mão, como quem vem dizendo “Vem, vem”. WHOOO! Bati meu recorde. Sempre demorou um tempinho até eu pegar alguém na volta às aulas. Nesse ano, consegui essa proeza de já no primeiro dia pegar alguém. Aah, que dia lindo! Ela continua dizendo “Vem, vem”, e ainda manda mais um beijinho. Como gosta de provocar. Calma gatinha, já tô indo. Contemple minha beleza enquanto sigo até você. Ela continua me acenando. Logo, logo caio em seus braços. E depois caio em seus seios, que parecem ser formidáveis. E em seguida caio... OPA! QUE ISSO?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Senti meu corpo sendo jogado para o chão. Eu realmente estava caindo. Algum idiota me empurrou. E no meio da queda, acabei derrubando uma cadeira. Ouvi risadas logo em seguida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ih, foi mal! – Foi o que ouvi de um cara que andava na minha frente enquanto olhava pra mim. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Parrudão de toca filho da mãe. Cortou o meu barato com a garota. Me queimo. Agora ela vai ficar com uma má impressão minha. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Mas logo em seguida, não acreditei no que meus olhos viam. Parrudão de toca filho da mãe! Roubou minha garota. Sentou ao lado dela, e a cumprimentou com beijinhos no rosto. Hã, peraí. Isso significa que... Tudo bem! Não é o motivo pra depressão. É só eu fingir que ela realmente acenava pra mim e não pra ele. Não deve ser difícil. E quando eu pegar outra garota, eu me esqueço desse vacilo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Me Levantei, e pus a cadeira no lugar. Alguns ficaram me olhando, como se eu fosse algum desastrado. Babacas! Vou ter mais mulheres que vocês. Vão ver só. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Então...vamos para a próxima. Rolei meus olhos pelo lugar e encontrei uma garota ao meu lado. Cabelo curtinho, mas cheinho, e lisinho também. Ela até que parece bonitinha. Mas é muita magrinha, e que diabos de óculos grandes são esses? Sem contar que ela parece nervosa. Está com as duas mãos em frente ao queixo como se estivesse rezando ou algo parecido. Será que ela tá com algum problema? Bom, eu também não sei apenas olhar a parte boa de uma mulher. De vez em quando meu coração mole se põe a ajudá-las em problemas internos. Como essa garota tá meio estranha, uma conversa deve tirar este nervosismo dela. Eu preciso iniciar a conversa já descontraindo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- E aí, gracinha? – perguntei dando um sorriso. Ela olhou pra mim e fez algo que nem me passou pela cabeça. Deu um grito e correu. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Eu falei algo errado? Não entendi nada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Na próxima página:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Léo:&lt;/b&gt; Finalmente achamos um lugar pra ficar. Hã... Parece que já tem alguém aqui.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-1997715287918459192?l=seriemundosombrio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/1997715287918459192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=1997715287918459192' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/1997715287918459192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/1997715287918459192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/03/abismo-da-escuridao-pagina-28.html' title='Abismo da Escuridão  - Página 28'/><author><name>Luiz Teodosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>luizfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02427446619369311543'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5495438411949237057.post-2442513753307351580</id><published>2009-03-06T12:40:00.003-03:00</published><updated>2009-04-13T13:51:17.032-03:00</updated><title type='text'>Livro Do Poder - Capítulos</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Capítulo 1x 01 - Irmãos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande acontecimento está para mudar a vida de Lucas Reiden trazendo uma grande mudança em seu destino. Ao encontrar um estranho livro, adquire um dom para mudar muitas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/03/livro-do-poder-capitulo-1x01-parte-01.html"&gt;Parte 01&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/03/livro-do-poder-capitulo-1x01-parte-02.html"&gt;Parte 02&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/04/livro-do-poder-capitulo-1x01-parte-03.html"&gt;Parte 03&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte 04 em breve&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5495438411949237057-2442513753307351580?l=seriemundosombrio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/feeds/2442513753307351580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5495438411949237057&amp;postID=2442513753307351580' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/2442513753307351580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5495438411949237057/posts/default/2442513753307351580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seriemundosombrio.blogspot.com/2009/03/livro-do-poder-capitulos.html' title='Livro Do Poder - Capítulos'/><author><name>Luiz Teodosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13259256485017618085</uri><email>luizfteodosio@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02427446619369311543'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>