<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-2493598766656214888</atom:id><lastBuildDate>Thu, 19 Dec 2024 03:31:38 +0000</lastBuildDate><category>Obra-Jornalística.</category><category>Obra-Prima.</category><category>Guerra.</category><category>Política.</category><category>Ocultismo e Religiões</category><category>Contos e Crônicas.</category><category>Stephen King</category><category>Psicologia.</category><category>Biografias Escritores</category><category>HQs</category><category>Romance.</category><category>Suspense.</category><category>Romance-Policial.</category><category>Dan Brown</category><category>Biografia Cantores</category><category>José Saramago</category><category>Luis Fernando Veríssimo.</category><category>Érico Veríssimo</category><category>Fatos Reais</category><category>Frederick Forsyth</category><category>José de Alencar.</category><category>Juremir Machado da Silva</category><category>Robin Cook.</category><category>Coleção História Agora</category><category>Ditadura Militar</category><category>John Grisham</category><category>Regional</category><category>Drauzio Varella</category><category>Ficção.</category><category>Friedrich Nietzsche.</category><category>Jô Soares.</category><category>Sidney Sheldon</category><category>Antony Beevor.</category><category>Coluna do Blog no Informativo O Serrano.</category><category>Leonardo Boff.</category><category>Machado de Assis.</category><category>Ufologia</category><title>Não basta ler, tem que digerir o que se lê...(Boufflers)</title><description></description><link>http://marcelotodeschini.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Marcelo todeschini)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>195</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2493598766656214888.post-1501540567275354620</guid><pubDate>Tue, 31 Mar 2020 15:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-03-31T11:29:53.125-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Fatos Reais</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Obra-Prima.</category><title>Enterrem Meu Coração na Curva do Rio.</title><description>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhCpUUuhthaxXqXr7Xa-ao2EBUshjZiwpP5ht5_DApPAaYnxZKNqwiAeUB6mupEKkjI8Mc9jcs3TiRinE6dMrjNRsDT-pr-2i_JmOFT5oaJcur8mU7MYk2fHOkLmAAyepmT9sZQTT1Z6ecn/s1600/enterrem_meu_coracao_na_curva_do_rio_9788525407009_9788525412935_hd.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1400&quot; data-original-width=&quot;837&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhCpUUuhthaxXqXr7Xa-ao2EBUshjZiwpP5ht5_DApPAaYnxZKNqwiAeUB6mupEKkjI8Mc9jcs3TiRinE6dMrjNRsDT-pr-2i_JmOFT5oaJcur8mU7MYk2fHOkLmAAyepmT9sZQTT1Z6ecn/s400/enterrem_meu_coracao_na_curva_do_rio_9788525407009_9788525412935_hd.jpg&quot; width=&quot;238&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
A dramática historia dos índios norte-americanos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mais pungente relato da agonia de uma raça.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;estarrecedor, arrasante...Nos perguntamos, ao ler este livro emocionante: quem, na verdade, eram os selvagens?&quot;&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;i&gt;&amp;nbsp;The Washington Post.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Original, memorável e comovedor...Impossível largar.&quot;&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;i&gt; The New York Times.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;Enterrem meu coração na curva do rio,&lt;/i&gt;é o eloquente e meticuloso relato da destruição sistemática dos índios da América do Norte. Lançando mão de várias fontes, como registros oficiais, autobiografias, depoimentos e descrições de primeira mão, Dee Brown faz grandes chefes e guerreiros das tribos Dakotas, Ute, Sioux, Cheyenne e outras contarem com suas próprias palavras sobre as batalhas contra os brancos, os massacres e rompimentos de acordos. Todo o processo que, na segunda metade do século XIX, terminou por desmoralizá-los, derrota-los e praticamente extingui-los.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Publicado originalmente em 1970, este livro foi traduzido para dezessete línguas e vendeu quatro milhões de copias.&lt;br /&gt;
Com ele, Dee Brown, um dos maiores especialistas em história norte-americana, mudou para sempre o modo do mundo ver a conquista do Velho Oeste e a história do extermínio dos peles-vermelhas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Nada dura muito tempo, só a terra e a montanhas.&quot; Antílope Branco. &lt;i&gt;Chayennes&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora este pais fosse outrora habitado por índios, as tribos, e muitas delas poderosas, que há tempos ocupavam os territórios que agora constituem os Estados a leste do Mississípi têm sido, uma a uma exterminadas em suas tentativas fracassadas de deter a marcha ocidental da civilização...Se qualquer tribo protesta contra a violação de seus direitos naturais e dos tratados, membros dessa tribo são abatidos desumanamente e o resto é tratado como simples cães... Seria de imaginar que a humanidade presidisse a politica original da remoção e concentração dos índios do Oeste, para preserva-los da ameaça da extinção. Mas hoje, em razão do imenso aumento da população americana e a extensão de suas colônias por todo o Oeste, cobrindo ambos os lados das Montanhas Rochosas, os povos índios estão mais gravemente ameaçados por um extermínio rápido do que nunca, antes, na historia do país.&lt;br /&gt;
Donehogawa (Ely Parker), o primeiro comissário índio de Assunto Índios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde estão hoje os&lt;i&gt; Pequots&lt;/i&gt;? Onde estão os &lt;i&gt;Narragansetts&lt;/i&gt;, os &lt;i&gt;Moicanos&lt;/i&gt;, os &lt;i&gt;Pokanokets&lt;/i&gt; e muitas outras tribos outrora poderosas de nosso povo? Desapareceram diante da avareza e da opressão do &quot;Homem Branco&quot;, como a neve diante de um sol de verão. Vamos nos deixar destruir, por nossa vez, sem lutar, renunciar a nossas casas, a nossa terra dada pelo Grande Espirito, aos túmulos de nossos mortos e a tudo que nos é caro e sagrado? Sei que vão gritar comigo: &quot;Nunca, Nunca!&quot;&lt;br /&gt;
Tecumseh. Dos &lt;i&gt;Shawneess.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;Dos &lt;/i&gt;3,7 milhões de búfalos exterminados de 1872 a 1874, só 150 mil foram mortos pelos índios. Quando um grupo de preocupados texanos perguntou ao general Sheridan se nada iria ser feito para deter a matança indiscriminada dos caçadores brancos, ele respondeu: &quot;Deixem-nos matar, esfolar e vender até que o búfalo tenha sido exterminado, pois esse é o único modo de conseguir paz duradoura e permitir à civilização progredir.&quot; Os Kwahatis livres não queriam participar de uma civilização que progredia com o extermínio de animais úteis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tenho vergonha de me dizer um Sioux. Ontem, setecentos de nossos melhores guerreiros foram aniquilados pelos brancos. Agora o melhor que nos resta a fazer é fugir correndo e nos espalhar pelas planícies como búfalos e lobos, é verdade que os brancos tinham armas melhores do que as nossas, e eram em numero muito maior. Mas isso não é razão para não os termos abatidos, pois somos Sioux corajosos e os brancos são mulheres covardes. Não consigo explicar a infame derrota. Deve ser obra de traidores entre nós.&lt;br /&gt;
Corvo Pequeno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nunca fizemos mal algum ao homem branco, não queremos isso...Desejamos ser amigos do homem branco...Os búfalos estão diminuindo depressa. Os ancilopes, que eram muitos há poucos anos, agora são poucos. Quando morrerem todos, ficaremos famintos; vamos querer algo para comer e seremos obrigados a ir ao forte. Seus jovens não devem atirar em nós; em toda parte onde nos veem atiram, e atiramos neles.&lt;br /&gt;
Tonkahaska. (Touro-Alto) ao general W. S. Hancook.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Autor: Dee Brown.&lt;br /&gt;
Gênero: história sobre o genocídio dos Índios Norte Americano.&lt;br /&gt;
Editora: Coleção L&amp;amp;PM&lt;br /&gt;
Ano: 2011. Paginas: 456.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*****&lt;br /&gt;
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</description><link>http://marcelotodeschini.blogspot.com/2017/06/enterrem-meu-coracao-na-curva-do-rio.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcelo todeschini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhCpUUuhthaxXqXr7Xa-ao2EBUshjZiwpP5ht5_DApPAaYnxZKNqwiAeUB6mupEKkjI8Mc9jcs3TiRinE6dMrjNRsDT-pr-2i_JmOFT5oaJcur8mU7MYk2fHOkLmAAyepmT9sZQTT1Z6ecn/s72-c/enterrem_meu_coracao_na_curva_do_rio_9788525407009_9788525412935_hd.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2493598766656214888.post-2958718739446334243</guid><pubDate>Tue, 31 Mar 2020 11:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-03-31T11:23:28.679-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Biografia Cantores</category><title>Jimi Hendrix</title><description>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
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&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEil2IglQZXY2eqC3oMBMwHm_bVgZh_QhD9x74RUYOrlE537qj347OTvNP2oCe7adoRjPlJETq_4r-Lkb_B6NyOeGuT1JoJ6bwjn_Aiui2tPXs0K0xj7IO1eZ-nMtVC-Agk36CSN4fzqqdyT/s1600/28383618_1732725133457849_168850796_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;480&quot; data-original-width=&quot;325&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEil2IglQZXY2eqC3oMBMwHm_bVgZh_QhD9x74RUYOrlE537qj347OTvNP2oCe7adoRjPlJETq_4r-Lkb_B6NyOeGuT1JoJ6bwjn_Aiui2tPXs0K0xj7IO1eZ-nMtVC-Agk36CSN4fzqqdyT/s400/28383618_1732725133457849_168850796_n.jpg&quot; width=&quot;268&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;i&gt;Jimi Hendrix&lt;/i&gt;&amp;nbsp;foi o maior guitarrista solo de Rock de todos os tempos. Sua música e seu estilo de se apresentar mudaram a expressão da música popular para sempre e, mais de 40 anos após sua morte, ele ainda é admirado pelos fãs e reconhecido por importantes músicos, compositores e cantores.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;i&gt;Hendrix&lt;/i&gt;&amp;nbsp;conectou-se com seu público como cantor e compositor. Músicas como &quot;&lt;i&gt;Voodoo Chile&quot;&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e &quot;&lt;i&gt;Third Stone From The Sun&quot;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;foram resultados brilhantes de uma consciência extremamente confusa, porém expandida, e muito mais do que apenas um produto de seu tampo.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Em&amp;nbsp;&lt;i&gt;Jimi Hendrix - As Histórias Por Trás de Cada Canção,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;o jornalista e escritor musical David Stubbs oferece um acompanhamento completo para os trabalhos gravados por&amp;nbsp;&lt;i&gt;Hendrix&lt;/i&gt;, desde os primeiros anos, incluindo &quot;Hey Joe&quot; e &quot;Purple Haze&quot; até seu último álbum inacabado,&amp;nbsp;&lt;i&gt;First Rays Of The New Rising Sun,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;e o álbum que foi lançado após 2009,&amp;nbsp;&lt;i&gt;Valleys of Neptune.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Jimi Hendrix&amp;nbsp;&lt;/i&gt;foi, provavelmente, a maior estrela do rock de todos os tempos. Elvis Presley foi quem mais vendeu, o Rei, mas somete aqueles que acreditam que a primeira palavra no rock´n`roll também foi a ultima, argumentariam que o gênero deixou de progredir após as gravações de Elvis no Sun Studio.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;i&gt;Lennon e McCartney&amp;nbsp;&lt;/i&gt;e&amp;nbsp;&lt;i&gt;Jagger e Richards&lt;/i&gt;&amp;nbsp;eram parceiros: em carreira solo, eles não chegaram até o topo que haviam alcançado com os&amp;nbsp;&lt;i&gt;Beatles&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e os&amp;nbsp;&lt;i&gt;Stones&lt;/i&gt;, respectivamente.&amp;nbsp;&lt;i&gt;Bob Dylan&lt;/i&gt;&amp;nbsp;apresentou conhecimento literário e uma atitude para o rock que ajudou esse gênero a transpor sua fase inicial no Show Business nos anos 60. Ele pode ter sido o grande poeta da música popular (embora o Dylan afirmasse que Smokey Robinson o fosse). Apesar disso, profunda e complicada, sua música não tinha exatamente o tipo de qualidade física e sensual que os Byrds, ou o próprio Hendrix, eram capazes de apresentar em seus trabalhos.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;i&gt;David Bowie&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e&amp;nbsp;&lt;i&gt;Prince&lt;/i&gt;&amp;nbsp;eram camaleões, arlequins. Contudo, após o punk e a diversidade da cena musical pós-moderna do final do século XXI, nenhuma única pessoa ou banda, conseguiu dominar e até mesmo inovar o estilo das personalidades antigas e lendárias do rock.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Todas as maiores mudanças tectônicas ocorreram, o cenário do rock foi estabelecido, e o legado e a supremacia de&amp;nbsp;&lt;i&gt;Hendrix&lt;/i&gt;&amp;nbsp;estão cada vez mais evidentes.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Mais do que qualquer outra pessoa, Jimi é a impressionante personificação de todas as aspirações do Rock.&lt;br /&gt;
O que&amp;nbsp;&lt;i&gt;Hendrix&lt;/i&gt;&amp;nbsp;poderia ter feito se tivesse sobrevivido? Poucas pessoas no Clube de Estrelas do Rock que morreram geram tanta especulação quanto&amp;nbsp;&lt;i&gt;Hendrix&lt;/i&gt;. Estrelas como&amp;nbsp;&lt;i&gt;Presley&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e&amp;nbsp;&lt;i&gt;Jim Morrison,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;por exemplo, morreram jovens, mas já tinham saído do auge havia muito tempo.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Com&amp;nbsp;&lt;i&gt;Hendrix&lt;/i&gt;, parecia que havia mais por vir, e a natureza disso, se sua trajetória de evolução anterior devesse ser levada em conta, confunde a imaginação. Obras incompletas em andamento, como o lendário Black Gold, planejado como uma ópera rock autobiográfica no estilo de&amp;nbsp;&lt;i&gt;Tommy&lt;/i&gt;,&lt;br /&gt;
apenas indicam para onde suas ambições o teriam levado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Autor: David Stubbs&lt;br /&gt;
Editora: Madras&lt;br /&gt;
Gênero: Biografia musical, Jimi Hendrix, 1942| 1970.&lt;br /&gt;
Paginas: 272. Ano: 2014.&lt;br /&gt;
*****&lt;br /&gt;
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&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;/div&gt;
</description><link>http://marcelotodeschini.blogspot.com/2018/02/jimi-hendrix.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcelo todeschini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEil2IglQZXY2eqC3oMBMwHm_bVgZh_QhD9x74RUYOrlE537qj347OTvNP2oCe7adoRjPlJETq_4r-Lkb_B6NyOeGuT1JoJ6bwjn_Aiui2tPXs0K0xj7IO1eZ-nMtVC-Agk36CSN4fzqqdyT/s72-c/28383618_1732725133457849_168850796_n.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2493598766656214888.post-2534573205573083085</guid><pubDate>Mon, 30 Mar 2020 18:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-03-31T11:21:35.353-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política.</category><title>A Vida Quer é Coragem. </title><description>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiasMlfp2rUmC2qQiQ0-YRwij-QMQVd2XsU29JiBtdeo_mWSJIpYPpVKKhKoqcV20U0Che4aolUyykYDtIW0c34dz9UvHWCgnxxJl3pI1LGHM_UFAYh_fIe5ikXD1qMmMyAhMsGDwT2Grl7/s1600/marcelotodeschini.blogspot.com.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;617&quot; data-original-width=&quot;430&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiasMlfp2rUmC2qQiQ0-YRwij-QMQVd2XsU29JiBtdeo_mWSJIpYPpVKKhKoqcV20U0Che4aolUyykYDtIW0c34dz9UvHWCgnxxJl3pI1LGHM_UFAYh_fIe5ikXD1qMmMyAhMsGDwT2Grl7/s400/marcelotodeschini.blogspot.com.png&quot; width=&quot;278&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
É fácil localizar em qualquer antologia os versos de um dos poemas mais conhecidos de Cecília Meireles, aquele que diz &quot;aprendi com as primaveras a deixar-me cortar/ e a voltar sempre inteira&quot;. A poetiza é uma das autoras prediletas de Dilma Rousseff, e os versos talvez sejam a síntese perfeita de sua trajetória.&lt;br /&gt;
São muitos os cortes na vida da primeira presidenta do Brasil. Um dos mais profundos, a perda do pai, imigrante búlgaro que adotou o Brasil como pátria, privou-a aos 15 anos, de seu &quot;supersuperego&quot; e mentor intelectual. O segundo corte aponta para a rua Martins Fontes, seis anos depois, em São Paulo, onde a jovem militante da VAR-Palmares é presa ao &quot;cobrir um ponto&quot; (no jargão da militância)&lt;br /&gt;
Um corte rápido desemboca na rua Tutóia, porões do DOI-Codi, onde é submetida a 22 dias ininterruptos de sessões de tortura. A sequência revela a jovem levada as pressas para o hospital Central do Exercito por conta de uma hemorragia que não cessa. Um corte abrupto para o DOPS do fundão e de lá para o presídio da avenida Tiradentes. Por dois anos e dez meses, Vanda, Luíza e Estela tiveram suas vidas cortadas para voltar, inteiras, despidas do codinome, a reabitar sua única pele, a de Dilma Rousseff.&lt;br /&gt;
Ao deixar a cadeia, a mineira de Belo Horizonte se torna um pouco a gaúcha de Porto Alegre. Ao lado do marido, Carlos Araújo, inicia a trajetória que fará dela a primeira mulher a ocupar cargos-chave na prefeitura de Porto Alegre e no governo do Rio Grande do Sul. Primeiro o PDT, de Brizola; depois o PT, de Lula.&lt;br /&gt;
Nos governos do presidente Lula, torna-se a primeira mulher a ocupar o Ministério de Minas e Energia e a chefia da Casa Civil, A eficiência como gestora faz dela a mãe do PAC e impulsiona a candidatura presidencial sob a batuta do presidente mais popular da História brasileira. Um corte a mais, agora para a candidata à presidência que acaba de receber por telefone o diagnóstico de câncer. &quot;A vida não é fácil. Nunca foi&quot;, desabafa.&lt;br /&gt;
Menos de dois anos se passam até a última cena: Dilma e Lula, no alto da escada que leva ao cinema do Planalto, &quot;Deus te Abençoe&quot;, havia acabado de ouvir do presidente operário. &quot;Em que espelho ficou perdida a minha face?&quot; talvez tenha se perguntado, ainda na trilha de Cecília Meireles, naqueles instantes que se seguiram à vitória.&lt;br /&gt;
No recorte de Ricardo Batista Amaral, é possível que a própria Dilma encontre hoje respostas diferentes para a pergunta tão carregada de significados. Talvez sua vitória seja também a de tantos companheiros mortos, entre eles Beto, Dodora e Lara. São faces que nunca deixarão o espelho da memória. De alguma forma, a História estava reescrita naquele 31 de Outubro de 2010. Os vencidos haviam vencido, afinal. Até ali, a vida não foi fácil. Nunca foi. O texto elegante e ágil de Amaral, quase um roteiro-biografia, é também um ensaio sobre um país que, assim como a personagem central da obra, se deixou cortar até se revelar novamente inteiro.&lt;br /&gt;
A trajetória pessoal da presidenta Dilma e a história do Brasil moderno se entrelaçam numa grande reportagem. O suicídio de Getúlio Vargas, quando ela era criança. O golpe de 64, quando se aproxima das organizações de esquerda. A clandestinidade, prisão e tortura na ditadura militar. A luta pela anistia e pela redemocratização. O encontro de Dilma com Leonel Brizola, na fundação do PDT, e sua aproximação de Lula durante o apagão (FHC) e na campanha eleitoral de 2002. A chefia da Casa Civil, que assume em plena crise do mensalão. Os bastidores da reeleição de Lula, a luta contra o câncer e a vitória nas eleições de 2010: uma história de resistência, esperança e coragem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, apertas e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.&quot;&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; João Guimarães Rosa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Autor: Ricardo Batista Amaral.&lt;br /&gt;
Editora: Primeira Pessoa.&lt;br /&gt;
Gênero: biografia Dilma Rousseff&lt;br /&gt;
Paginas: 304. Ano: 2011.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
****&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://marcelotodeschini.blogspot.com/2017/07/a-vida-quer-e-coragem.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcelo todeschini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiasMlfp2rUmC2qQiQ0-YRwij-QMQVd2XsU29JiBtdeo_mWSJIpYPpVKKhKoqcV20U0Che4aolUyykYDtIW0c34dz9UvHWCgnxxJl3pI1LGHM_UFAYh_fIe5ikXD1qMmMyAhMsGDwT2Grl7/s72-c/marcelotodeschini.blogspot.com.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2493598766656214888.post-6460937671410569636</guid><pubDate>Tue, 18 Feb 2020 13:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-03-31T11:24:13.690-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Biografia Cantores</category><title>Metallica. A biografia. </title><description>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFPH0mwmTnw269kCV8XiYEUYgUMVSOcoazyWFUkuP__LagTe07yOG6Mr1bOxGbbGspqy7PI8zRb7equofxSKPifrO-2eF1FziBBb_q7dQOarx5kU2D0KrMV0Dvol6MllV_0Je_rEW_5YjE/s1600/download.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;620&quot; data-original-width=&quot;431&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFPH0mwmTnw269kCV8XiYEUYgUMVSOcoazyWFUkuP__LagTe07yOG6Mr1bOxGbbGspqy7PI8zRb7equofxSKPifrO-2eF1FziBBb_q7dQOarx5kU2D0KrMV0Dvol6MllV_0Je_rEW_5YjE/s400/download.png&quot; width=&quot;276&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
O Metallica foi para o heavy metal dos anos 1980 o que o Led Zeppelin foi para o rock e o Ramones para o Punk: a banda que definiu a aparência e o som de uma época.&lt;br /&gt;
Formado em 1981, misturando os riffs poderosos da NWOBHM (New Wave of British Heavy Metal) com a atitude punk, o Metallica criou seu próprio gênero, o thrash, e foi seguido por Slayer, Anthrax e Megadeth, mas nunca quis ficar restrito a esse rótulo.&lt;br /&gt;
Trinta anos depois, em qualquer sentido que se examine, o Metallica superou todas as expectativas e é considerado a maior banda de metal de todos os tempos. Mas não foi uma história tranquila nem isenta de problemas. A parceria entre Lars Ulrich, extrovertido jovem dinamarquês fã de Deep Purple, e James Hetfield, garoto americano com cara de poucos amigos criado em uma família ultrarreligiosa e atormentado pelo alcoolismo, deu origem a algumas das músicas mais incríveis do gênero.&lt;br /&gt;
O Metallica passou por todos os clichês do rock: sexo, drogas, bebidas e mulheres. Também sofreu com a morte de um de seus principais membros, o baixista Cliff Burton, em um acidente de ônibus em 1986, foi criticado quando tentou se reinventar durante os anos do grunge, e quase chegou ao fim depois de atacar os próprios fãs no caso Napster. Depois de tantas mudanças, muita terapia e um novo baixista, o Metallica continua lotando estádios em todo o mundo com seus shows viscerais.&lt;br /&gt;
Até o momento não havia uma biografia completa da banda. O conceituado jornalista britânico Mick Wall, que acompanha desde o início, mistura entrevistas e memórias para contar a história definitiva do Metallica.&lt;br /&gt;
Até o momento em que Cliff Burton, o baixista, foi embora antes deles, levando consigo a alma da banda com o nome mais idiota da história do heavy metal: Metallica.&lt;br /&gt;
&quot;Pegávamos as estruturas de riffs do AC/DC e do Judas Priest e tocávamos com a velocidade do Motörhead.(...) Tinhamos som e atitude europeus, mas éramos uma banda norte-americana, e não havia mais ninguém nos EUA fazendo aquilo.&quot; lars Ulrich.&lt;br /&gt;
*****&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Editora: globo&lt;br /&gt;
Gênero: Biografia&lt;br /&gt;
Autor: Mick Wall.&lt;br /&gt;
Paginas: 464.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://marcelotodeschini.blogspot.com/2018/05/metallica-biografia.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcelo todeschini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFPH0mwmTnw269kCV8XiYEUYgUMVSOcoazyWFUkuP__LagTe07yOG6Mr1bOxGbbGspqy7PI8zRb7equofxSKPifrO-2eF1FziBBb_q7dQOarx5kU2D0KrMV0Dvol6MllV_0Je_rEW_5YjE/s72-c/download.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2493598766656214888.post-3530339598356245870</guid><pubDate>Thu, 12 Jul 2018 17:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-03-31T11:25:15.465-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Obra-Jornalística.</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Obra-Prima.</category><title>A Elite do Atraso. </title><description>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgPpPue7rv-BinCeXJfmwI3SLdrm1lPy_5luJb-rlIcEva-wg_4uZuOdG71ler_LPgFagCwxPxowf85-BMWEUSp9QAuRiylTu_X6YpyH7HpsBwKYhdfIMn9OfFsynltCwangz9z097qzTSH/s1600/download+%25282%2529.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;628&quot; data-original-width=&quot;430&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgPpPue7rv-BinCeXJfmwI3SLdrm1lPy_5luJb-rlIcEva-wg_4uZuOdG71ler_LPgFagCwxPxowf85-BMWEUSp9QAuRiylTu_X6YpyH7HpsBwKYhdfIMn9OfFsynltCwangz9z097qzTSH/s400/download+%25282%2529.jpg&quot; width=&quot;273&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Da escravidão à lava Jato #farsaJato&lt;br /&gt;
Um livro que analisa o pacto dos donos do poder para perpetuar uma sociedade cruel forjada na escravidão.&lt;br /&gt;
Ideias velhas nos legaram o tema da &quot;Corrupção dos Tolos&quot; só da política, como nosso grande problema nacional. Na corrupção real, no entanto, o problema central - sustentado por outras forças - é a manutenção secular de uma sociedade desigual, que impossibilita o resgate do Brasil esquecido e humilhado. São essas forças e sua agenda oculta que este livro pretende revelar: a nossa elite do atraso.&lt;br /&gt;
Depois da polêmica intelectual aberta pela obra &lt;i&gt;A Tolice da inteligência brasileira &lt;/i&gt;e da contundência exposta em &lt;i&gt;A radiografia do golpe&lt;/i&gt;, o sociólogo Jessé Souza descortina de maneira criativa e consistente o papel de nossas elites - do Brasil dos tempos da escravidão ao país da operação Lava Jato. O resultado é um livro surpreendente, forte, inovador, crítico na essência, com um texto aguerrido na forma e no conteúdo e leitura acessível. &lt;i&gt;A elite do atraso&lt;/i&gt; mostra o pacto construído e sedimentado pelos donos do poder para perpetuar uma sociedade excludente e perversa, forjada ainda na escravidão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&quot;Quem controla a produção das idéias dominantes controla o mundo. Por conta disso Também, as ideias dominantes são sempre produto das elites dominantes. É necessário, para quem domina e quer continuar dominando, se apropriar da produção de ideias para interpretar e justificar tudo o que acontece no mundo de acordo com seus interesses.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&amp;nbsp;A Elite do Atraso - Da Escravidão á Lava Jato&lt;/i&gt;. é uma resposta crítica do sociólogo Jessé Souza a um Clássico: &lt;i&gt;Raízes do Brasil&lt;/i&gt;, do historiador Sérgio Buarque de Holanda, publicado em 1936 e eternizado por incontáveis intelectuais de todas as colorações ideológicas e partidárias. Todas as nossas elites universitárias foram formadas, na direita e na esquerda, por essa leitura, antes incontestada, do Brasil. Este livro é uma leitura crítica contra a interpretação dominante do país e de suas mazelas, difundida em &quot;pilulas diárias&quot; também pela mídia.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Do &quot;homem cordial&quot; de Sérgio Buarque aos &quot;donos do poder&quot; de Raymundo Faoro., da visão de Estado corrupto e patrimonial á qual Fernando Henrique Cardoso se alinhou á figura do &quot;jeitinho brasileiro&quot; interpretada por Roberto DaMatta essa leitura ajudou a sedimentar a síndrome de vira-lata do brasileiro e a espalhar a ideia de que a corrupção política é o grande problema nacional - um problema que teria sido herdado especialmente de nossa formação ibérica. Daí o sucesso da operação lava jato numa sociedade ansiosa por remover os males instalados no Estado brasileiro.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Essa é uma falsa ideia, diz Jessé Souza numa obra que reúne a revisão conceitual e acadêmica, o sociólogo lembra que A Raízes do Brasil é fundamental para entender o país da lava jato ou farsa a jato. A &quot;limpeza da política&quot; do procurador deltan dallagnol e do juiz sérgio moro, afirma Jessé, se legitima com Sergio Buarque e seus epígonos; a mídia (e em particular a Rede Globo) legitima sua violência simbólica do mesmo modo.&lt;br /&gt;
Para desconstruir essa legitimação &quot;naturalizada&quot; ao longo de décadas, &lt;i&gt;A Elite do Atraso &lt;/i&gt;ataca três eixos bem definidos. Primeiro, toma a experiência da escravidão, e não suposta e abstrata continuidade com Portugal e seu &quot;patrimonialismo&quot;, como a semente da sociedade desigual, perversa e excludente do Brasil. Segundo analisa como a luta de classes por privilégios construiu alianças e preconceitos que esclarecem o padrão histórico repetido nos embates políticos do Brasil moderno.&lt;br /&gt;
(Aqui o autor olha também a cultura, incluindo laços familiares e afetivos, e não apenas as relações econômicas, para compreender as diferentes classes sociais e explicar o nosso comportamento real e prático no dia a dia) Terceiro, Jessé faz o diagnóstico do momento atual, batendo forte no que chama de conluio entre a grande mídia e a lava jato.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;i&gt;A Elite do Atraso&lt;/i&gt; é um livro para ser apoiado, debatido ou questionado. Mas será impossível reagir de maneira indiferente á leitura contundente de Jessé Souza aos nossos cânones acadêmicos e midiáticos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Estamos nos especializando em perseguir por métodos jurídicos pouco ortodoxos os suspeitos da &quot;Corrupção dos Tolos&quot; enquanto a corrupção real, do conluio entre mercado, mídia e corporações juridico - polícias do Estado, pode passar impune.&quot;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&quot;Todo o esquema que operou no recente &quot;Golpeachment&quot; de 2016 já estava armado desde o segundo governo Vargas. Muito especialmente o tema da corrupção seletiva passa a ser usado sistematicamente já contra Getúlio Vargas com retumbante sucesso. Carlos Lacerda (O Corvo) e toda a mídia conservadora cerram fileiras e provocam comoção popular já se utilizando de dispositivos que hoje são conhecidos como pós-verdade, ou seja, a construção de versões sem prova com o intuito de produzir determinado efeito difamatório. Mesmo que a mentira se revele enquanto tal mais tarde, seu efeito destrutivo já foi realizado. O suicídio de Vargas a partir de comprovadas inverdades ditas contra ele mostra a eficácia do esquema.&quot;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
&quot;O ódio fomentado todos os dias ao PT e a Lula produziu, inevitavelmente, Bolsonaro e sua violência em estado puro, agressivamente burra e covarde. Agora, uma população pobre à mercê de demagogos religiosos está minando as poucas bases civilizadas que ainda restam à sociedade brasileira. Essa dívida têm que ser cobrada da mídia que cometeu esse crime.&quot;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
&quot;A esperança de hoje tem que ser uma adaptação contemporânea do velho chamado aos exploradores: Os feitos e imbecis de todo o país: uni- vos! Recuperemos nossa inteligência, voltaremos a praticar a reflexão autônoma que é a chave de tudo que a raça humana produziu de bonito e de distinto na vida da espécie. Afinal, tudo que foi feito por gente também pode ser refeito por gente.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;A elite não odeia os pobres, ela tem uma indiferença blasé, quer o dinheiro dela e pronto. Mas uma parte da classe média tem, sim, uma relação de ódio com om pobre.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #1d2129; font-family: &amp;quot;helvetica&amp;quot; , &amp;quot;arial&amp;quot; , sans-serif; font-size: 14px;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent;&quot;&gt;&quot;É necessário aprender com a nossa catástrofe que é recorrente. As falsas idéias existem para fazer as pessoas de tolas, posto que apenas os feitos de tolos dão de bom grado e volitivamente o produto de seu esforço a quem os engana e oprime. Sem uma crítica das idéias, não existe prática social verdadeiramente nova. A ideia central que nos faz de tolos é a de que nossa história e a história de nossas mazelas têm sua raiz no patrimonialismo só do Estado. Foi por conta dela que a Rede Globo e a Lava Jato legitimaram seu ataque combinado à economia e à sociedade brasileira.&quot;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #1d2129; font-family: &amp;quot;helvetica&amp;quot; , &amp;quot;arial&amp;quot; , sans-serif; font-size: 14px;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
Autor: Jessé Souza. (Sociólogo,&amp;nbsp; Filosofo)&lt;br /&gt;
Editora: Leya&lt;br /&gt;
Gênero: história, ciências sociais, economia.&lt;br /&gt;
Ano: 2017 Paginas: 239.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
*****&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #1d2129; font-family: &amp;quot;helvetica&amp;quot; , &amp;quot;arial&amp;quot; , sans-serif; font-size: 14px;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #1d2129; font-family: &amp;quot;helvetica&amp;quot; , &amp;quot;arial&amp;quot; , sans-serif; font-size: 14px;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</description><link>http://marcelotodeschini.blogspot.com/2018/07/a-elite-do-atraso.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcelo todeschini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgPpPue7rv-BinCeXJfmwI3SLdrm1lPy_5luJb-rlIcEva-wg_4uZuOdG71ler_LPgFagCwxPxowf85-BMWEUSp9QAuRiylTu_X6YpyH7HpsBwKYhdfIMn9OfFsynltCwangz9z097qzTSH/s72-c/download+%25282%2529.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2493598766656214888.post-7725927097505466176</guid><pubDate>Wed, 04 Jul 2018 17:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2018-07-04T10:07:45.255-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Regional</category><title>Dominação e Subordinação. mulher e trabalho na pequena propriedade.</title><description>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEggkQQk584oRO8kIi_yQ8eyKAmBS4EFJpSjGx3e-0WCVWREn4LtHhaCfOitkijj9o-WGbxRut_Uon-bIAuWKwBd4ImewbHPHiblmpYpH3370mSqmhhs5staldWo0ycNGLdSPFg1duabtFeC/s1600/9788560776177-loraine-giron-dominacao-e-subordinacao-2651119714.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;360&quot; data-original-width=&quot;240&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEggkQQk584oRO8kIi_yQ8eyKAmBS4EFJpSjGx3e-0WCVWREn4LtHhaCfOitkijj9o-WGbxRut_Uon-bIAuWKwBd4ImewbHPHiblmpYpH3370mSqmhhs5staldWo0ycNGLdSPFg1duabtFeC/s400/9788560776177-loraine-giron-dominacao-e-subordinacao-2651119714.jpg&quot; width=&quot;266&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
A obra &lt;i&gt;Dominação e Subordinação&lt;/i&gt;: trata da situação da mulher na família e na pequena propriedade agrícola, no período compreendido entre 1875 e 1924, na antiga colônia Caxias. Analisa a desigual divisão de trabalho e de bens na propriedade, demonstrando a ação da mulher, quando esta, por morte do marido, se torna proprietária da terra e chefe da família. Foram levantados dados sobre as mulheres proprietárias nos requerimentos por elas elaborados, a partir dos quais tornou-se possível acompanhar a evolução do seu trabalho e a transformação que apresentam ao assumir a condição de chefes da família e donas da propriedade, garantindo tanto a manutenção da submissão das mulheres como a família tradicional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;A mulher na pequena propriedade agrícola realizava a maior parte das atividades, domésticas e da lavoura. Dentro da família era submetida a uma condição subalterna, recebendo uma divisão desigual de bens. Ao tornar-se dona da terra, vai sofrer um processo da transformação, assumindo as mesmas condições que as do homem, garantindo tanto a manutenção da submissão das mulheres quanto a da família tradicional&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O presente trabalho constitui parte do projeto de pesquisa do Departamento de História e Geografia da Universidade de Caxias do Sul, que se propõe a analisar as condições da mulher na família e no trabalho. A questão da mulher na pequena propriedade colonial começou a despertar o interesse da pesquisa quando foram colhidos depoimentos de mulheres imigrantes, nos anos de 1974 e 1975, quando foi comemorado o centenário da imigração italiana no RS. Os depoimentos revelaram um alto grau de emoção quando algumas questões eram abordadas, sendo a mais dramática a do casamento. Por outro lado, constatou-se que, ao contrário dos maridos, as mulheres quase não tinham descanso, mesmo seu lazer (filós) era uma forma de trabalho coletivo. Ocupadas de manhã à noite, as mulheres não tinham direito a descanso no domingo.&lt;br /&gt;
A desigualdade era tão &quot;natural&quot; que servia como motivo de orgulho pessoal à distribuição injusta dos bens. &quot;Aos filhos dá um pedaço de terra, às filhas se dá o dote&quot;. Esta é a repartição definida pelo sexo. Mas, na repartição desigual, há um agravante: a filha paga pelo enxoval e pelo dote, enquanto os filhos recebem as terras como pagamento pelo trabalho realizado e não-remunerado. Mas as filhas que também trabalhavam sem remuneração, não recebiam terras.&lt;br /&gt;
Não sendo bem aceita pelos próprios pais, as meninas eram consideradas como prejuízo para o grupo social no qual nasciam. Constituíam a garantia de despesas com &quot;o dote&quot; e o enxoval, sendo condenadas à desigualdade. As mulheres no livro caixa da propriedade eram contabilizadas como despesas e os meninos como receita. Sendo assim inútil seu esforço no trabalho na roça e nas atividades do lar, a mulher pertencia a uma casta, a qual não poderia superar. O sexo era o estigma que marcava no nascimento, contra o qual não poderia lutar. Restavam dessa forma apenas a submissão e as desigualdades para as quais estavam destinadas...&lt;br /&gt;
Na pesquisa ficou evidenciado que a mulher, tratada apenas como auxiliar do homem, realizava a maior parte das atividades na pequena propriedade. Realizava a totalidade das tarefas domésticas auxiliadas apenas pelas filhas; e a maioria das atividades complementares a das atividades principais (Ex; Roça, ordenhar, cozinhar, costurar...) O homem que não participava nas atividades domésticas, realizava menos da metade das atividades principais a cerca de um terço das atividades complementares. Em outras palavras, o homem trabalhavam bem menos do que a mulher.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Autor: Loraine Slomp Giron,&lt;br /&gt;
Editora: Suliani.&lt;br /&gt;
Gênero: Pesquisa histórica.&lt;br /&gt;
Ano; 2008 Paginas: 164&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://marcelotodeschini.blogspot.com/2018/07/dominacao-e-subordinacao-mulher-e.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcelo todeschini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEggkQQk584oRO8kIi_yQ8eyKAmBS4EFJpSjGx3e-0WCVWREn4LtHhaCfOitkijj9o-WGbxRut_Uon-bIAuWKwBd4ImewbHPHiblmpYpH3370mSqmhhs5staldWo0ycNGLdSPFg1duabtFeC/s72-c/9788560776177-loraine-giron-dominacao-e-subordinacao-2651119714.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2493598766656214888.post-5304502984039018579</guid><pubDate>Mon, 11 Jun 2018 18:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2018-06-11T11:41:47.447-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">José Saramago</category><title>Memorial do Convento</title><description>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
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Para Descobrir Portugal...&lt;br /&gt;
Diz-se que o português Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil no ano de 1500.&lt;br /&gt;
A gente vai acreditando porque nesta altura dá muito trabalho impugnar. Mas fica aquela duvida: O Brasil estava perdido? (os piadistas poderão dizer que já estava) Se fomos mesmo descobertos por portugueses, quando é que nós brasileiros vamos retribuir a gentileza descobrindo Portugal? Porque a verdade chocante é que para os brasileiros de hoje Portugal é tão ignoto como eram estas terras para os europeus até fins do século XV.&lt;br /&gt;
Isto não é nenhum exagero. Em literatura, por exemplo: quantos escritores portugueses depois de Eça são conhecidos e lidos no Brasil? A contagem talvez não ocupe os cincos dedos de uma mão. No entanto, existem muitos bons escritores em Portugal escrevendo bons livros que só por acaso chegam aqui. De maneira que um brasileiro aventuroso tem muito a descobrir em Portugal no campo da literatura.&lt;br /&gt;
Um escritor português que precisa ser descoberto com urgência- não por ele, que vai indo muito bem sem o Brasil, mas por nosso beneficio - é José Saramago.&lt;br /&gt;
José Saramago vem publicando livros desde 1966 - poesia, romances, teatro. O primeiro romance a chegar no Brasil foi &lt;i&gt;Levantado do Chão&lt;/i&gt;, Duvido que a pessoa que pegar esse livro mesmo distraidamente e der com os olhos na primeira frase não se sinta conquistada pelo estilo de Saramago, e eu não vou transcrever essa frase para não tirar ao leitor o prazer da descoberta.&lt;br /&gt;
O livro conta a história da humilde e muito nobre família Mau-Tempo, lavradores do Alentejo, desde tempos muito remotos até a Revolução de 1974. Mas atenção: não é um encadeamento maçante de fatos; é uma história inventada por força e graça de José Saramago. O leitor vai simplesmente se apaixonar por essa família tão sofrida e tão nobre. Quando eu pensava que tão cedo não encontraria outro livro comparável a &lt;i&gt;Levantado do Chão&lt;/i&gt;, eis que me chega outro da mesma altíssima categoria, e escrito pelo mesmo Saramago, este &lt;i&gt;Memorial do Convento&lt;/i&gt;, publicado em 1982 em Portugal e já na quarta edição e ganhador de de prêmio literário importante.&lt;br /&gt;
A pretexto de escrever um livro sobre a história da construção de um convento em Mafra no século XVIII, Saramago inventou uma história outra, na qual entram outras famílias inesquecíveis, a dos Sete Sois e a das Sete Luas, e mais padre Bartolomeu de Gusmão com sua passarola, e o compositor Scarlatti com seu Órgão e sua música, e mais reis e rainhas e princesas, e mais uma pedra descomunal que precisa ser transportada a longa distância, e o que acontece durante o transporte .&lt;br /&gt;
O que pretende e que consegue - José Saramago com seus livros? para mim, isto: fazer o que fez Homero antes dele, isto é, escrever histórias aparentemente reais mas inventadas com tanta competência que depois de lidas passam a ser reais e a fazer parte da longa e sofrida experiência humana.&lt;br /&gt;
Minha sugestão é, descubram Saramago e façam dele uma possessão ultramarina particular de cada um.&lt;br /&gt;
****&lt;br /&gt;
Editora: Bertrand Brasil&lt;br /&gt;
Gênero: Romance&lt;br /&gt;
Autor: José Saramago.&lt;br /&gt;
Paginas: 347. Ano: 2010.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://marcelotodeschini.blogspot.com/2018/06/memorial-do-convento_11.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcelo todeschini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrtYCTY7XzfkSijz1bmKPfiwctdwtX3hhIByyiilOWnOxuPCSUqwY1MsiH1XWtZmgio7xIfGZ6K3ofqmu8JLZ2EPH-dxNn61DrIcaTu54s1-UIVz4Weu7kJAv5zCXnDO07HMO8wsp5-rhyphenhyphen/s72-c/35077206_1847826668614361_8912535233484554240_n.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2493598766656214888.post-8716344133694082402</guid><pubDate>Fri, 27 Apr 2018 13:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2018-04-27T06:07:04.151-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ditadura Militar</category><title>Frei Betto. Batismo de Sangue.</title><description>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
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O duro preço da coerência...&lt;br /&gt;
Lendo este livo dramático e pungente, em que a grandeza e a miséria da condição humana se alternam em doloroso contra-ponto, temos frequentemente a impressão de que o conteúdo de suas páginas não passa de angustiante pesadelo, bastando-nos acordar e esfregar os olhos para que desapareçam todos os horrores e vilanias que elas tão vivamente relatam, dando lugar à alegria de viver, à democracia, à fraternidade e à justiça.&lt;br /&gt;
Com grande esforço, muitos conseguiram afastar da memória a vergonha e o nojo de saber que essa degradação ocorreu de fato. Mas a verdade é que convivemos com ela e, mesmo quando não nos atingiu de forma direta, ainda assim nos conspurcou. Relembrá-la, descreve-la nos seus detalhes é contribuir para que ela não se repita.&lt;br /&gt;
Alegando agir em defesa de princípios &quot;ocidentais, cristãos&amp;nbsp; democráticos&quot;, as forças da repressão politico-militar-policial a que o Golpe de 1964 deu carta-branca outra coisa não fizeram do que cobrir de indignidade o nome do Brasil. A institucionalização da tortura, a transformação do sadismo em virtude profissional, o abastardamento da justiça e o primado da força bruta na luta contra o &quot;comunismo&quot; internacional, atrasaram de muito o pouco que vínhamos apresentando em termos de progresso social ao longo dos últimos quatro séculos de nossa história.&lt;br /&gt;
Frei Betto e alguns de seus irmãos dominicanos estão entre os brasileiros que mais duramente sofreram os efeitos desses anos de escuridão e decadência. Animados do desejo de passar da palavra ao gesto, de praticar os ensinamentos de Cristo acima de receios ou conveniências pessoais, eles se dedicaram com grande sinceridade e vigor à causa da emancipação democrática de nosso povo. Por isso e para isso, sem filiação ou dependência partidária, mantiveram amplos entendimentos com vários líderes políticos.&lt;br /&gt;
Como entre esses líderes se encontrava Carlos Marighella, um dos homens mais interessantes procurados pelas forças de repressão, o risco de tragédia iminente aumentava a cada instante. E ela, efetivamente envolveria os dominicanos de forma terrível e cruel.&lt;br /&gt;
Vários deles seriam detidos e torturados da maneira mais abominável ; Carlos Marighella seria assassinado, e sua morte- narrada pelos órgãos policiais como decorrente de resistência aramada à voz de prisão - lhes seria infamemente atribuída, em torpe mentira, como resultado de traição ou de covardia.&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&amp;nbsp;Batismo de Sangue, &lt;/i&gt;com o subtítulo Os Dominicanos e a Morte de Carlos Marighella, realiza em plenitude a frase de Jorge Amado que adota como epígrafe- &quot;Retiro da maldição e do silêncio e aqui inscrevo seu nome de baiano: Carlos Marighella.&quot; Ao fazê-lo, dando pela primeira vez o relato completo e fidedigno do assassinato desse líder revolucionário.&lt;br /&gt;
Frei Betto revive para todos nós os tristes dias da mais violenta ditadura que este país já conheceu, oferece-nos ao mesmo tempo o retrato nítido de dois homens tão distintos um do outro como Frei Betto e Sérgio Paranhos Fleury que , numa simplificação admissível se quisermos buscar o simbólico, bem poderão figurar como limites máximos da grandeza e miséria da condição humana a que nos referimos no início deste texto.&lt;br /&gt;
A pureza quase angelical do primeiro se contrapunha à cega e sanguinária dedicação do segundo ao seu &lt;i&gt;métier, &lt;/i&gt;pois não se continha diante de coisa alguma para arrancar de suas vítimas a verdade, ou o que lhe parecia que ela devesse ser. Os dossiês Frei Tito / assassinato de Carlos Marighella dão a este livro seus pontos de sustentação e nos revelam pormenores surpreendentes sobre a forma pela qual se entrelaçaram.&lt;br /&gt;
Obra literária de rara e dolorosa beleza, documento humano candente, Batismo de Sangue é - e será para todo o sempre - um livro de cuja leitura e posse não devemos prescindir, pois se nos revela a baixeza infamante do homem, quando ele é o lobo do homem, nos dá, por igual, a transcendência de que revestem seus atos quando ele realmente se dispõem a dar de si.&lt;br /&gt;
Ênio Silveira.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Trechos:&lt;br /&gt;
Denunciado incontáveis vezes nos tribunais militares brasileiros, o crime de tortura jamais foi apurado ou punido. À luz da justiça sobrepõe-se, no juiz, a força do interesse. Sua estabilidade depende da confiança dos militares; qualquer suspeita significa o fim de sua carreira. Por isso, ao espanto inicial provocado pelos relatos de atrocidades, prevalece no magistrado a adequação de sua sensibilidade e consciência à tortura como método de interrogatório, ao assassinato como recurso de profilaxia política, à crueldade do poder como exigência de segurança e firmeza de autoridade. Para os torturadores , porém, o juiz não passa de um pobre coitado obrigado a dar cobertura legal aos crimes cometidos pelo Estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os primeiros cristãos subverteram o Império Romano. Com sua mania de igualdade, arruinaram as bases jurídicas da natural diferença entre as pessoas e as classes, assentadas pelo Direito Romano. então começou a Democracia, e a matança de quem lutava por ela, e clamava por justiça.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É através das dissidências que a história acerta os seus passos. Há um momento em que as possibilidades de uma proposta - religiosa ou politica - parecem esgotar-se sob o peso dos anos, da rigidez de seus princípios, da inflexibilidade de sua disciplina, da intransigência de seus dogmas, da prepotência de seus líderes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Autor: Frei Betto.&lt;br /&gt;
Editora: Bertrand Brasil.&lt;br /&gt;
Gênero: Repressão militar, torturas e mortes.&lt;br /&gt;
Ano: 1987. Paginas: 283.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;/div&gt;
</description><link>http://marcelotodeschini.blogspot.com/2018/04/frei-betto-batismo-de-sangue.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcelo todeschini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjQw7H7Ew5uVXy8pDUkdVtHtOWK_4XBsMVlYjKkZ7pswYVV4BE7EmK4QR0pmV1bYtIJMs7aAbY2e6LXLfcR_IPKdowwx1Wzsil6peDPfjOGn0WECMdiNwmIW_d0xm77m_kFhH0OcRER2MyL/s72-c/Batismo-de-sangue-9.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2493598766656214888.post-537097661859811165</guid><pubDate>Tue, 06 Mar 2018 12:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2018-03-06T04:44:42.826-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Friedrich Nietzsche.</category><title>Nietzsche. </title><description>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
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Friedrich Wilhelm Nietzsche (Röcken, 15 de Outubro de 1844 - Weimar 25 de Agosto de 1900) foi um filósofo, crítico cultural, poeta e compositor alemão do século XIX.&lt;br /&gt;
Escreveu vários textos críticos sobre religião, a moral, a cultura contemporânea, filosofia e ciência, exibindo uma predileção por metáfora, ironia e aforismo.&lt;br /&gt;
Suas ideias-chave incluíam a crítica à dicotomia apolíneo/dionisíaca, o perspectivismo, a vontade de poder, a &quot;morte de deus&quot;, o Übermensch (Além-Homem, ver: Novo Homem) e terno retorno.&lt;br /&gt;
Sua filosofia central é a ideia de &quot;afirmação da vida&quot;, que envolve questionamento de qualquer doutrina que drene uma expansiva de energias, não importando o quão socialmente predominantes essas ideias poderiam ser. Seu questionamento radical do valor e da objetividade da verdade tem sido o foco de extenso comentário e sua influência continua a ser substancial, especialmente na tradição filosófica continental compreendendo existencialismo, pós-modernismo e pós-estruturalismo.&lt;br /&gt;
Suas ideias de superação individual e transcendência além da estrutura e contexto tiveram um impacto profundo sobre pensadores do final do século XIX e início do século XX, que usaram estes conceitos como pontos de partida para o desenvolvimento de suas filosofias. Mais recentemente, as reflexões de Nietzsche foram recebidas em várias abordagens filosóficas que se movem além do humanismo, por exemplo, o transumaníssimo.&lt;br /&gt;
***&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Editora: GeeK&lt;br /&gt;
biografia simples.&lt;/div&gt;
</description><link>http://marcelotodeschini.blogspot.com/2018/03/nietzsche.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcelo todeschini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjXj9cP8a3jteMx0nKMd_6ZWHgA75HsWQ49FEIgQNkaTuMTQYJu7Dq2zFj0ifgwpkDh-SiHyFYI7KEGVcO8ro8HyptA4K9OHPhyphenhyphenoAHg0jLiK7CemLTtOaqHaNWzE8BIBbPchQ-v0pbn02d4/s72-c/28661390_1744596092270753_8797346715359320642_n.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2493598766656214888.post-2712774756958701547</guid><pubDate>Sat, 03 Mar 2018 11:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2018-03-06T04:03:36.177-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Biografias Escritores</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">José Saramago</category><title>SARAMAGO. biografia.</title><description>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiO2zKoJe3kfcMwe_9DgBwVl9FXSJgaDxfJoK1oQ42LJEXPni0Tfa3FGEbniMWPsn0jAA_AXQWBFLXvoouvsMpf0M3MgSVuvKFE0NCByrLZTyElig96kDx2q93yYBVr8pt9JzOl3-e-ORjz/s1600/livro-saramago-biografia-14008-MLB4088904267_042013-F.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiO2zKoJe3kfcMwe_9DgBwVl9FXSJgaDxfJoK1oQ42LJEXPni0Tfa3FGEbniMWPsn0jAA_AXQWBFLXvoouvsMpf0M3MgSVuvKFE0NCByrLZTyElig96kDx2q93yYBVr8pt9JzOl3-e-ORjz/s1600/livro-saramago-biografia-14008-MLB4088904267_042013-F.jpg&quot; width=&quot;225&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
José Saramago nasceu na vila de Azinhaga, no concelho da Golegã, de uma família de pais e avós agricultores. A sua vida é passada em grande parte em Lisboa, para onde a família se muda em 1924 – era um menino de apenas dois anos de idade. Dificuldades econômicas impedem-no de entrar na universidade. Demonstra desde cedo interesse pelos estudos e pela cultura, sendo que esta curiosidade perante o Mundo o acompanhou até à morte. Formou-se numa escola técnica. O seu primeiro emprego foi de serralheiro mecânico. Fascinado pelos livros, visitava, à noite, com grande frequência, a Biblioteca Municipal Central — Palácio Galveias.&lt;br /&gt;
.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Esta é a primeira biografia de um dos escritores mais importantes da história da literatura. Nela podemos acompanhar a vida de José Saramago, desde o seu nascimento na aldeia portuguesa da Azinhaga, Golegã, até a sua mudança para a ilha de Lanzarote, Espanha. E descobrimos toda a sua obra, desde as crônicas de A Capital e do Jornal do Fundão, até seu mais recente livro. Caim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Saramago passou a se dedicar definitivamente à escrita ficcional aos 53 anos e, em 1980, lança Levantando do Chão. Com esse romance, surge o que viria a ser conhecido como &quot;estilo saramaguiano&quot;: o narrador &quot;oraliza&quot; a escrita como se estivesse de viva voz, como numa roda de amigos, e desrespeita ostensivamente as regras sintáticas e a pontuação. Mas é o romance Memorial do Convento, de 1982, que o consagra definitivamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1982, ao vetar a candidatura de O Evangelho Segundo Jesus Cristo ao Prêmio Literário Europeu, um obscuro subsecretário de Estado da Cultura do governo Cavaco Silva desencadearia uma onda de contestação a qualquer censura a criação artística e contribuiria para a decisão do escritor de ir viver na ilha espanhola de Lazarote, nas Canárias, com sua mulher Pilar Del Rio, com quem havia casado em 1988.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em outubro de 1998, Saramago ganha o Prêmio Nobel de Literatura, tornando-se o primeiro e único escritor de Língua Portuguesa a obter tal distinção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais de uma década depois, Saramago continua a escrever e a gerar polêmica. Exemplo disso é Caim, o seu ultimo romance.&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;Ensaio sobre a cegueira a Ensaio sobre a Lucidez.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nós ainda somos descendentes do iluminismo, da Enciclopédia, dos valores da revolução Francesa, que durante dois séculos foram referências, Acabamos de atravessar uma ponte e na margem já não há lugares duradouros. Isto não é fatalismo e nada se processa em linha reta: ao mesmo tempo que isto acontece sente-se uma necessidade de voltar atrás, uma insatisfação, sobretudo dos jovens, perante um Mundo que já não oferece nada, só vende.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Obras de José Saramago:1&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Terra do Pecado. 1947.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Poemas Possíveis. 1966.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Provavelmente Alegria. 1970.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Deste mundo e do outro. 1971.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;A bagagem do viajante. 1973.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;As opiniões que DL, teve. 1974.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;O ano de 1993. 1975.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Os apontamentos. 1976.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Manual de pintura e caligrafia. 1977.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Objeto quase.1978.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
1. Mencionado apenas as obras principais. Fogem do escopo desta obra os múltiplos materiais que José Saramago publicou em revistas, jornais e outros lugares sob forma de contos. poemas, artigos de opinião e ensaios.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;A noite. 1979.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Levantando do chão. 1980.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Que farei com este livro? 1980.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Viagem a Portugal. 1981.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Memorial do convento. 1982.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;O ano da morte de Ricardo Reis. 1984.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;A jangada de pedra. 1986.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;A segunda vida de Francisco de Assis. 1987.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;História do Cerco de Lisboa. 1989.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;*O Evangelho Segundo Jesus Cristo. 1991.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;In Nomine Dei. 1993.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Cadernos de Lanzarote. Diário. 1. 1994.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;*Ensaio Sobre a cegueira. 1995.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Cadernos de Lanzarote. Diário. 2. 1995.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Cadernos de Lanzarote. Diário. 3. 1996.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Todos os Nomes. 1997.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Cadernos de Lanzarote. Diário. 4. 1997.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Cadernos de Lanzarote. Diário. 5. 1998.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Folhas políticas (1976-1998). 1999.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Discursos de Estocolmo. 1999.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;*A Caverna. 2000.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;O homem duplicado. 2002.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;*Ensaio sobre a Lucidez. 2004.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Don Giovanni ou o dissoluto absolvido. 2005.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;As intermitências da morte. 2005.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;As pequenas memórias. 2006.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;A viagem do elefante. 2008.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Caim. 2009.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&quot; Olho de cima da ribanceira a corrente que mal se move, a água quase estagnada, e absurdamente imagino que tudo voltaria a ser o que foi se nela pudesse voltar a mergulhar a minha nudez da infância, se pudesse retomar nas mãos que tenho hoje a longa e húmida vara ou os sonoros remos de antanho, impelir, sobre a lisa pele da água, o barco rústico que conduziu até às fronteiras do sonhos um certo ser que flui e deixei encalhado algures no tempo.&quot;&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
As pequenas memórias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16.1200008392334px; text-align: left;&quot;&gt;José de Sousa Saramago foi um escritor, argumentista, teatrólogo, ensaísta, jornalista, dramaturgo, contista, romancista e poeta português. Foi galardoado com o Nobel de Literatura de 1998.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16.1200008392334px; text-align: left;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16.1200008392334px; text-align: left;&quot;&gt;16 de novembro de 1922.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16.1200008392334px; text-align: left;&quot;&gt;18 de junho de 2010.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16.1200008392334px; text-align: left;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16.1200008392334px; text-align: left;&quot;&gt;Autor: João Marques Lopes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16.1200008392334px; text-align: left;&quot;&gt;Editora: Leya.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16.1200008392334px; text-align: left;&quot;&gt;Gênero: Biografia.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16.1200008392334px; text-align: left;&quot;&gt;Ano: 2010.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16.1200008392334px; text-align: left;&quot;&gt;Paginas: 246.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*****&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</description><link>http://marcelotodeschini.blogspot.com/2014/11/saramago-biografia.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcelo todeschini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiO2zKoJe3kfcMwe_9DgBwVl9FXSJgaDxfJoK1oQ42LJEXPni0Tfa3FGEbniMWPsn0jAA_AXQWBFLXvoouvsMpf0M3MgSVuvKFE0NCByrLZTyElig96kDx2q93yYBVr8pt9JzOl3-e-ORjz/s72-c/livro-saramago-biografia-14008-MLB4088904267_042013-F.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2493598766656214888.post-6268971160714797190</guid><pubDate>Thu, 22 Feb 2018 13:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2018-02-22T06:01:46.468-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Drauzio Varella</category><title>Carcereiros</title><description>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjfgxvGAh5kCyF3E_gPX5DKcIKP-Dbld8Ayx93IB_nRJt07MspzRRsnstJi1d-0EJFIY-w7yQPNoItZgyFQzt5lKFFtwP68dcW0SA3XAxsHyE1_ivFWcOfXgqVX6FKczmBSaFI1wuaNOsuo/s1600/download+%25281%2529.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;644&quot; data-original-width=&quot;430&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjfgxvGAh5kCyF3E_gPX5DKcIKP-Dbld8Ayx93IB_nRJt07MspzRRsnstJi1d-0EJFIY-w7yQPNoItZgyFQzt5lKFFtwP68dcW0SA3XAxsHyE1_ivFWcOfXgqVX6FKczmBSaFI1wuaNOsuo/s400/download+%25281%2529.jpg&quot; width=&quot;266&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Uma cadeia obedece lei e códigos de conduta próprios, e um ténue equilíbrio de forças mantém a ordem entre os dois lados das grades. De um lado, os presos, frequentemente apilhados em condições subumanas, esquecidos pelo poder público.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;De outro, os agentes responsáveis por vigia-los.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Se no best-seller &lt;i&gt;Estação Carandiru&lt;/i&gt; Drauzio abordou o mundo dos detentos, neste &lt;i&gt;Carcereiros&lt;/i&gt;, são os funcionários das prisões que têm suas histórias contadas.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Nos mais de vinte anos trabalhando no sistema penitenciário, Drauzio conheceu dezenas de agentes, tornaram-se amigos próximos, passaram a se reunir regularmente em um botequim de frente para o Carandiru, e foi essa convivência que pôs o autor em contato com as histórias aqui narradas, que expõem de dentro o funcionamento dos presídios brasileiros.&lt;br /&gt;
Acompanhamos, assim, uma rebelião pelos olhos de quem tenta contê-la. A&amp;nbsp; descoberta de que um colega está do lado dos bandidos.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Um momento de solidariedade, outro de egoísmo. Um ato heroico e outro de covardia. Entramos em contato com o cotidiano dos carcereiros e as situações desconcertantes impostas pelo oficio, que eles resolvem com jogo de cintura e, não raramente, com humor.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;O que emerge é um retrato franco de um mundo totalmente desconhecido para quem está de fora.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Drauzio também fala de sua própria atividade como médico do sistema penitenciário: das frustrações, dos acertos e, sobretudo, da facilidade em conciliar uma vida tão imersa nesta realidade com a de médico particular, apresentador de programas de divulgação cientifica, pesquisador de plantas, escritor e pai de família.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Se há algo de comum a essas vidas - Carcereiros, Médico, Detentos- é a dimensão humana que nunca escapa aos relatos do autor.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Depois de 23 anos frequentando cadeias, não faz sentido especular como eu seria sem ter vivido essa experiência: o homem é o conjunto dos acontecimentos armazenados em sua memória e daqueles que relegou ao esquecimento. Apesar da ressalva, tenho certeza de que seria mais ingênuo e mais simplório. A maturidade talvez não me tivesse trazido com tanta clareza a percepção de que entre o bem e o mal existe uma zona cinzenta semelhante àquela que separa os bons dos dos maus, os generosos dos egocêntricos.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Conheceria muito menos meu país e as grandezas e mesquinharias da sociedade em que vivi, teria aprendido menos medicina, perdido as demonstrações de solidariedade a que assisti, deixa-do de ver a que níveis pode chegar o sofrimento, a restrição de espaço, a dor física, a perversidade, a falta de caráter, a violência contra o mais fraco e o desprezo pela vida dos outros. Faria uma ideia muito mais rasa da complexidade da alma humana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Trilogia:&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://marcelotodeschini.blogspot.com.br/2009/08/estacao-carandiru.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;http://marcelotodeschini.blogspot.com.br/2009/08/estacao-carandiru.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;https://marcelotodeschini.blogspot.com.br/2018/02/prisioneiras.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://marcelotodeschini.blogspot.com.br/2018/02/prisioneiras.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Autor: Drauzio Varella.&lt;br /&gt;
Editora: Companhia Das Letras.&lt;br /&gt;
Gênero: Prisão,&lt;br /&gt;
Páginas:226. Ano: 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://marcelotodeschini.blogspot.com/2018/02/carcereiros.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcelo todeschini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjfgxvGAh5kCyF3E_gPX5DKcIKP-Dbld8Ayx93IB_nRJt07MspzRRsnstJi1d-0EJFIY-w7yQPNoItZgyFQzt5lKFFtwP68dcW0SA3XAxsHyE1_ivFWcOfXgqVX6FKczmBSaFI1wuaNOsuo/s72-c/download+%25281%2529.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2493598766656214888.post-4418888289643696769</guid><pubDate>Thu, 22 Feb 2018 12:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2018-02-22T06:00:32.465-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Drauzio Varella</category><title>Prisioneiras</title><description>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhICENCWMBD_ZlGXCX1xgYSCrDo2nBUgJCDxTw-OWe2fna7qaHLHLifE3GW66zAxXUwqrZQHwWbl60c9LWnGXCOJH8RwfcEU-Fp783leTjRs4K-tXFM44lRacgvyZ0mu4MvWd5EXH4p0blN/s1600/download.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;659&quot; data-original-width=&quot;431&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhICENCWMBD_ZlGXCX1xgYSCrDo2nBUgJCDxTw-OWe2fna7qaHLHLifE3GW66zAxXUwqrZQHwWbl60c9LWnGXCOJH8RwfcEU-Fp783leTjRs4K-tXFM44lRacgvyZ0mu4MvWd5EXH4p0blN/s400/download.jpg&quot; width=&quot;260&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Drauzio Varella começou seu trabalho como voluntário na Casa de Detenção de São Paulo, o Carandiru, em 1989.&lt;br /&gt;
Frutos dessa vivência são os Livros&amp;nbsp;&lt;i&gt;Estação Carandiru&amp;nbsp; &lt;/i&gt;e&lt;i&gt;&amp;nbsp;Carcereiros&lt;/i&gt;, que reúnem a história e as histórias da prisão, dos detentos e de seus funcionários. Depois da implosão da cadeia, o médico passou a atender na Penitenciária Feminina da Capital, abrigando mais de duas mil encarceradas.&lt;br /&gt;
Com o olhar humano e a simplicidade que se tornaram marca registrada de seus textos, o autor alça essas mulheres a protagonistas em &lt;i&gt;Prisioneiras&lt;/i&gt;, último volume da trilogia sobre o sistema carcerário brasileiro.&lt;br /&gt;
São narrativas de mães, irmãs e filhas que não raro entram para o crime por conta de seus parceiros, mas são esquecidas quando estão atrás das grades, cena raríssima nos presídios masculinos.&lt;br /&gt;
Diferentes também são a dinâmica das consultas, a forma com que o amor e a sexualidade são encarados pelas detentas e a hierarquia que se estabelece na prisão. Em seus escritos, o médico dedica atenção especial às particularidades dos ambientes carcerários femininos, revelando que a realidade das cadeias escapa ao imaginário de quem vive fora delas.&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Prisioneiras &lt;/i&gt;é um relato franco, sem julgamento morais, que não perde o senso crítico em relação às mazelas de nossa sociedade.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Neste encerramento de ciclo, Drauzio reafirma seu talento de escritor do cotidiano ao retratar a sua experiência e a vida de inúmeras mulheres com a mesma disposição, coragem e sensibilidade que empreendeu quando decidiu exercer a medicina também nas prisões, há quase trinta anos.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;A frase mais bonita que alguém pode ouvir numa cadeia é &quot;Deus abençoe o senhor&quot;.&lt;br /&gt;
Não há dia de atendimento em que eu não tenha o gosto de ouvi-la. A prática atenciosa da medicina tem o dom de desarmar espíritos atormentados e evocar a gratidão naqueles a quem se destina, sejam cidadãos ordeiros ou assassinos impiedosos.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Em quase trinta anos atendendo doentes em cadeias, jamais ouvi um desaforo, uma palavra áspera, uma reivindicação mal-educada. À vezes, fica difícil acreditar que pessoas tão respeitosas com o médico tenham cometido os crimes que constam de seus prontuários. Profissão caprichosa a medicina, capaz de criar seus empatia mútua entre dois estralhos em questão de minutos.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Impossível imaginar como eu chegaria aos 73 anos se não fosse a experiência nos presídios, mas sei que saberia menos medicina e desconheceria aspectos da alma humana aos quais só tive acesso porque me dispus a chegar perto daqueles que a sociedade tranca atrás de grades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Trilogia:&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;https://marcelotodeschini.blogspot.com.br/2009/08/estacao-carandiru.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://marcelotodeschini.blogspot.com.br/2009/08/estacao-carandiru.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;https://marcelotodeschini.blogspot.com.br/2018/02/carcereiros.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://marcelotodeschini.blogspot.com.br/2018/02/carcereiros.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Autor: Drauzio Varella.&lt;br /&gt;
Editora: Companhia Das Letras&lt;br /&gt;
Gênero: Problemas sociais.&lt;br /&gt;
Paginas: 277. Ano: 2017.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://marcelotodeschini.blogspot.com/2018/02/prisioneiras.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcelo todeschini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhICENCWMBD_ZlGXCX1xgYSCrDo2nBUgJCDxTw-OWe2fna7qaHLHLifE3GW66zAxXUwqrZQHwWbl60c9LWnGXCOJH8RwfcEU-Fp783leTjRs4K-tXFM44lRacgvyZ0mu4MvWd5EXH4p0blN/s72-c/download.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2493598766656214888.post-3608491204161174835</guid><pubDate>Sun, 11 Feb 2018 15:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-03-31T11:22:34.740-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Antony Beevor.</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Guerra.</category><title>STALINGRADO. O Cerco Fatal.</title><description>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh78LZ7wPJNmi85H4QnPRMDfNxI-guQ_xO1PWz3dyno5KhifdpNv19hHQE-SlVAVsmIpSdhDOILcf3hkU9yUWF2XVhwd5OeVgpB1c_MoUvJgDg164XhznBE02pee1bVbt1pNKd72l9AUujC/s1600/images.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh78LZ7wPJNmi85H4QnPRMDfNxI-guQ_xO1PWz3dyno5KhifdpNv19hHQE-SlVAVsmIpSdhDOILcf3hkU9yUWF2XVhwd5OeVgpB1c_MoUvJgDg164XhznBE02pee1bVbt1pNKd72l9AUujC/s1600/images.jpg&quot; width=&quot;273&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Pra começar, Agradeça aos COMUNISTAS por nos livrar de Hitler.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vitorioso com a fulminante BLITZKRIEG que levou de roldão a Europa Ocidental, com exceção da Inglaterra, arrasada pelas bombas da Luftwaffe e humilhada pela retirada de Dunquerque, Adolf Hitler resolve partir para uma presa maior, a União Soviética. Foi uma das mais terríveis campanhas da história das guerras e Antony Beevor a revela com toda a dramaticidade em STALINGRADO. Os aspectos militares já foram bastante examinados, mas aqui o aspecto humano ganha uma dimensão inédita por conta do acesso do autor aos arquivos russos e alemães, com cartas pessoais e relatórios chocantes que dão uma nova visão desta trágica campanha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Beevor mostra que a perda brutal da 27 milhões de vidas sofridas pela URSS não se deveu apenas á ação dos invasores alemães, mas ao desprezo de Josef Stalin por seu próprio povo, retratado nas ordens para cidades inteiras fossem queimadas para nada restarem aos alemães, deixando milhares e milhares de civis a míngua; nas proibições para que esses civis fossem evacuados; nas punições duras aos soldados ante a menor suspeita de covardia; na execução sumária de soldados feitos prisioneiros pelos alemães que conseguissem fugir, acusados de colaborar com o inimigo, com o inimigo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Piolhos, disenteria e tifo causaram tantas baixas quanto o inimigo, com os soldados alimentando-se carniça, sopa de urtiga e de outras ervas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Crianças que se esgueiravam em busca de migalhas nos armazéns onde os alemães guardavam o trigo confiscado, eram abatidas a tiros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A campanha de Stalingrado foi o desdobramento da Operação Barbarossa, contra a URSS, iniciando-se no final do verão de 1942 e seguindo até fevereiro de 1943 quando os alemães, cercados pelos russos e fustigados pelo inverno, se renderam. A vitória esteve várias vezes ao alcance dos alemães, mas lhes fugiu pela tenacidade do povo russo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sobreviventes alemães continuam vendo a Batalha de Stalingrado como uma armadilha soviética para dentro da qual haviam sido atraídos por retiradas deliberadas. A obra de Beevor reforça um aspecto indiscutível: &quot;A batalha de Stalingrado continua sendo um tema ideologicamente carregado e simbologicamente importante, cuja última palavra não será ouvida por muitos anos.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Não se pode&quot;, observou o poeta Tiuchev, &quot;entender a Rússia com a mente&quot; Nem compreender de modo adequado a Batalha de Stalingrado com uma pesquisa padrão. Um estudo apenas militar dessa luta titânica não transmite a realidade no campo, da mesma forma que os mapas de Hitler na Wolsschanze de Rastenburg só o isolaram num mundo de fantasia, muito distante do sofrimento dos seus soldados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A intenção deste livro é mostrar, valendo-se de uma narrativa histórica convencional, a experiência das tropas dos dois lados, usando uma ampla gama de material novo, sobretudo arquivos da Rússia. A variedade de fontes é importante para transmitir a natureza sem precedentes do combate e seus efeitos nos que nele foram colhidos com pouca esperança de escapar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*****&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Autor: Antony Beevor.&lt;br /&gt;
Editora; Record.&lt;br /&gt;
Gênero;2 Guerra Mundial.&lt;br /&gt;
Ano; 2005.&lt;br /&gt;
Paginas: 558.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://marcelotodeschini.blogspot.com/2015/04/stalingrado-o-cerco-fatal.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcelo todeschini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh78LZ7wPJNmi85H4QnPRMDfNxI-guQ_xO1PWz3dyno5KhifdpNv19hHQE-SlVAVsmIpSdhDOILcf3hkU9yUWF2XVhwd5OeVgpB1c_MoUvJgDg164XhznBE02pee1bVbt1pNKd72l9AUujC/s72-c/images.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2493598766656214888.post-410549042172364617</guid><pubDate>Tue, 10 Oct 2017 17:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-03-31T11:26:10.424-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">HQs</category><title>The Sandman</title><description>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjHi6sGZ-UTdEYZpeJ5SYAyONY1ITcmiUNfUw3WJeWRvAzs_56-yUl50OPgPjezasDysPOT1rdRNX4QoeqDskSPcRHj4syf-rS-TXsKvrwa5OQUdEE7JFof1NqDDqucmB2bdP_Ll859puvL/s1600-h/endless_vertigo.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjHi6sGZ-UTdEYZpeJ5SYAyONY1ITcmiUNfUw3WJeWRvAzs_56-yUl50OPgPjezasDysPOT1rdRNX4QoeqDskSPcRHj4syf-rS-TXsKvrwa5OQUdEE7JFof1NqDDqucmB2bdP_Ll859puvL/s320/endless_vertigo.jpg&quot; vr=&quot;true&quot;&gt;&lt;/a&gt;Sandman é uma história em quadrinhos, fenômeno mundial de público e da crítica que consolidou o gênero de quadrinhos adulto para o selo Vertigo, é considerada como a grande demostração da habilidade única que Gaiman tem para criar tramas sutis e envolventes.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;quot; Com um punhado de areia eu mostrarei o terror a vocês&amp;quot;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: justify;&quot;&gt;
Com essas palavras foi iniciada uma das mais premiadas séries em quadrinhos já escrita...... Sandman (homem de areia, em inglês) vem do folclore americano de contos infantis sobre uma figura mitológica que sopra areia nos olhos das crianças para que elas durmam (no Brasil é conhecido como João pestana), entretanto o nome em si é também o de vários personagens fícticios como Morpheus, Oneiros, Oniromante, Dream,  é o governante do sonhar, ele é um pérpetuo. Os Perpétuos (The Endless) são manifestações antropomórficas de aspectos comuns a todos os seres vivos. Destino, Desencarnação(ou morte , Devaneio (ou sonho), Destruição, Desejo, Desespero e Delírio. Os 7 perpétuos não são deuses mas sim entidades além, responsáveis pelo ordenamento da realidade conhecida, só sua existência mantém coeso o universo físicode todos os seres vivos. São eles:&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;a href=&quot;http://marcelotodeschini.blogspot.com/2009/10/sandman.html#more&quot;&gt;Leia mais...&lt;/a&gt;</description><link>http://marcelotodeschini.blogspot.com/2009/10/sandman.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcelo todeschini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjHi6sGZ-UTdEYZpeJ5SYAyONY1ITcmiUNfUw3WJeWRvAzs_56-yUl50OPgPjezasDysPOT1rdRNX4QoeqDskSPcRHj4syf-rS-TXsKvrwa5OQUdEE7JFof1NqDDqucmB2bdP_Ll859puvL/s72-c/endless_vertigo.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2493598766656214888.post-1992883524404403752</guid><pubDate>Mon, 09 Oct 2017 17:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2017-10-10T10:08:50.869-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Obra-Jornalística.</category><title>Diário de Guantánamo.</title><description>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjPOlWx-SfV4vFg5ZwYHwA_XwS_7I7CZE2U_0MG9q8YDMgSoApNTzzA53bmKoioPA6Vw-2SkFUF8_oioksDmHjQ6wxRJ_jcSVwtqvVeEX3hYtodylpFuGJtuBxd9RTjPy_HbkVbi9Vy4vvq/s1600/11911520_976328969097683_1172779666_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjPOlWx-SfV4vFg5ZwYHwA_XwS_7I7CZE2U_0MG9q8YDMgSoApNTzzA53bmKoioPA6Vw-2SkFUF8_oioksDmHjQ6wxRJ_jcSVwtqvVeEX3hYtodylpFuGJtuBxd9RTjPy_HbkVbi9Vy4vvq/s400/11911520_976328969097683_1172779666_n.jpg&quot; width=&quot;272&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Mahvish Rukhsana Khan é uma advogada americana, nascida no Estado de Michigan nos Estados Unidos, de pais afegãos. Enquanto cursava a graduação em advocacia, na Universidade de Miami, ela ficou indignada com a detenção ilegal de prisioneiros na Baía de Guantánamo. Com fluência na língua pachto e familiaridade com a cultura e os costumes afegãos, prerrogativas que nenhum outro advogado de defesa com autorização oficial possuía, foi rapidamente aceita como intérprete de detentos afegãos. Seis meses depois, em janeiro de 2006, encontrava-se a caminho da Baía de Guantánamo. Seu papel com os detentos ampliou-se rapidamente. Ela começou oferecendo-lhes aconselhamento jurídico supervisionado e viajou ao Afeganistão á procura de evidências para livrar os prisioneiros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas mais de trinta viagem a Guantánamo, Mahvish entrou inesperadamente em contato com os homens que Donald Rumsfeld chamou de &quot;os piores dos piores&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela levava-lhes chai starbucks,a bebida disponível mais semelhante ao tipo de chá que eles beberiam em casa, e aqueles prisioneiros, rapidamente, se tornaram seus amigos, oferecendo-lhe conselhos paternais, assim como uma percepção pessoal única de sua luta e da família de cada um, a milhares de quilômetros. A medida que o tempo passava, Mahvish começou a se perguntar se Guantánamo realmente guardava os inimigos mais perigosos dos E.U.A, mas, independentemente da inocência ou culpa dos prisioneiros, ela estava determinada a preservar o direito mais fundamental deles: um julgamento justo. Sua história é um teste desafiador, bravo e essencial para mostrar quem ela é, e quem somos nós.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Trecho:&lt;br /&gt;
É fácil tratar mal alguma coisa chamada número 1154. &lt;br /&gt;
É fácil raspa-lhe a barba, chutá-lo para um lado e para outro como um objeto, cuspir nele ou fazê-lo chorar.&lt;br /&gt;
É mais difícil praticar tais abusos quando o 1154 tem identidade: Dr Ali Shah Mousovi, um pediatra que fugiu do Talibã, que trabalhou para as Nações Unidas e encorajava os afegãos a participar e votar na nova democracia. É mais difícil odiar o 1154 quando você percebe que ele é mais parecido com você do que diferente.&lt;br /&gt;
É fácil olhar listas de números. Há centenas deles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes de me envolver com Guantánamo, não tinha nenhuma opinião sobre se os detentos ali eram culpados ou inocentes, apenas achava que todos mereciam uma audiência justa e o devido processo.&lt;br /&gt;
Mas depois que conheci alguns e conversei com eles, e depois que li seus prontuários, comecei &amp;nbsp;crer que muitos, talvez até a maior parte, eram, como havia colocado Tom Wilner, homens inocentes que tinham sido preso por engano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fiquei realmente convencida quando soube das recompensas.&lt;br /&gt;
Muitos dos homens que conheci insistiam que haviam sido vendidos aos E.U.A, Durante a guerra pós 11 de Setembro, os militares dos E.U.A lançaram folhetos por todo o Afeganistão, prometendo entre US$ 5 mil e US$ 25 mil a qualquer pessoa que denunciasse membros do Talibã e da Al-Qaeda.&lt;br /&gt;
Considerando que a renda per capita no Afeganistão em 2006 era de US$ 300 anuais, ou US$ 0,82 centavos por dia, isso é como tirar a sorte grande. Sem dúvida, oferecer grandes somas como recompensa não viola qualquer leis internacionais. Mas quando o resultado acaba sendo a venda aleatória de centenas de homens para o cativeiro e depois a manutenção de presos sem os devidos processos, com base apenas em acusações inconsistentes, feitas por pessoas que se beneficiaram financeiramente, isso é, no mínimo, causa para preocupações- e para um novo exame de autos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando os E.U.A começaram a bombardear, no final de 2001, milhares de afegãos fugiram para o país vizinho Paquistão. A polícia paquistanesa, guardas de fronteira e locais, todos ansiosos por meterem as mãos em grandes somas de dinheiro, capturaram centenas de homens. Era um grande negócio. O presidente paquistanês, Pervez Musharraf, até se vangloriou disso em sua memórias,&lt;br /&gt;
&quot;Na linha de fogo&quot; &quot;Recebemos recompensas totalizando milhões de dólares&quot;, escreveu ele, admitindo que seus agentes entregaram pelo menos 369 homens aos militares dos E.U.A,em troca do &#39;&#39; Prêmio em dinheiro&quot; da agência central de inteligência (CIA). Ao receber uma saraivada de críticas por suas afirmações publicadas, Musharraf recuou rapidamente. Edições subsequentes de seu livro descartaram essa menção aos 369 homens e ao dinheiro da CIA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Título:Diário de Guantánamo.&lt;br /&gt;
Subtítulo: Os detentos e as histórias que eles me contaram.&lt;br /&gt;
Autor: Mahvish Rukhsana Khan.&lt;br /&gt;
Editora: LAROUSSE.&lt;br /&gt;
Gênero: Prisioneiros de Guerra.&lt;br /&gt;
Ano; 2008. Paginas: 318.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*****&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://marcelotodeschini.blogspot.com/2015/08/diario-de-guantanamo.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcelo todeschini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjPOlWx-SfV4vFg5ZwYHwA_XwS_7I7CZE2U_0MG9q8YDMgSoApNTzzA53bmKoioPA6Vw-2SkFUF8_oioksDmHjQ6wxRJ_jcSVwtqvVeEX3hYtodylpFuGJtuBxd9RTjPy_HbkVbi9Vy4vvq/s72-c/11911520_976328969097683_1172779666_n.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2493598766656214888.post-7077262793499139613</guid><pubDate>Thu, 06 Jul 2017 18:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2017-07-06T11:00:43.659-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Luis Fernando Veríssimo.</category><title>Em Algum Lugar Do Paraíso. </title><description>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEimQ5AW4VSmx0G49i9_Osm6hEQaxiwtLFTOAucPs_4ofDdA1bA1X8l33VQJS7wgeSLzxeBeluf8BYpOzSv1LhPDl2GGaHXbMTEbOzyjY_n8NhBUISESMN0_Q57aZ6dTyb6bTAB1lvM9GZoU/s1600/2011-em-algum-lugar-do-paraiso.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;455&quot; data-original-width=&quot;300&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEimQ5AW4VSmx0G49i9_Osm6hEQaxiwtLFTOAucPs_4ofDdA1bA1X8l33VQJS7wgeSLzxeBeluf8BYpOzSv1LhPDl2GGaHXbMTEbOzyjY_n8NhBUISESMN0_Q57aZ6dTyb6bTAB1lvM9GZoU/s400/2011-em-algum-lugar-do-paraiso.jpg&quot; width=&quot;262&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&quot;O Tempo não foi a única novidade trazida por Eva ao jardim do Paraíso. Foi ela que, dias depois, colheu o fruto proibido, que os tornou, de uma só mordida, sexuais e mortais. E foi depois de comer o fruto proibido, quando a terra entrou na sombra da noite e os dois se deitaram lado a lado, que Adão sentiu seu membro, que ele pensava que fosse só para fazer xixi, se mexer. E avisou à Eva: - melhor chegar para trás porque eu não sei até onde este negócio cresce.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vivemos cercados pelas nossas alternativas, pelo que poderíamos ter sido, pelo medo do futuro, dar-se conta dessa fragilidade, e saber rir deliciosamente de tudo isso, só com Veríssimo. Aqui ele investiga momentos cruciais das nossas vidas, o começo e o fim do amor, o desgaste gerado pelo tempo, o acaso que pode fazer tudo ruir ou acontecer de forma surpreendente.&lt;br /&gt;
E se eu tivesse topado aquele emprego, completado aquele curso, chegado antes, chegado depois, dito não, dito sim...Veríssimo nos faz pensar sobre as escolhas, as decisões precipitadas, as que nunca foram tomadas-sempre com um olhar amoroso, bem-humorado, cúmplice de limitações demasiado humanas.&lt;br /&gt;
Feliz era Adão, sentencia, que vivia num eterno presente, num eterno domingo. O que vinha depois da passagem da sombra da noite não era o dia seguinte, era o mesmo dia, ou até o dia anterior, quem se importava? Adão, sozinho no paraíso, era um homem feliz porque era um homem sem datas.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;br /&gt;
Das nossas fantasias sobre o primeiro homem até a angústia sobre a passagem incontornável do tempo, Veríssimo nos faz rir com seu humor refinado e uma tremenda elegância narrativa. É o paraíso: o talento de um dos mais respeitados escritores brasileiro em crônicas irresistíveis sobre o tempo, o amor, as oportunidades perdidas, e aquelas que talvez ainda possamos alcançar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Autor: Luiz Fernando Veríssimo.&lt;br /&gt;
Editora:Objetiva.&lt;br /&gt;
Gênero: Crônicas.&lt;br /&gt;
Ano: 2011. Paginas: 195.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
****&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
</description><link>http://marcelotodeschini.blogspot.com/2017/07/em-algum-lugar-do-paraiso.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcelo todeschini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEimQ5AW4VSmx0G49i9_Osm6hEQaxiwtLFTOAucPs_4ofDdA1bA1X8l33VQJS7wgeSLzxeBeluf8BYpOzSv1LhPDl2GGaHXbMTEbOzyjY_n8NhBUISESMN0_Q57aZ6dTyb6bTAB1lvM9GZoU/s72-c/2011-em-algum-lugar-do-paraiso.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2493598766656214888.post-2239026400098487461</guid><pubDate>Wed, 05 Jul 2017 18:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2017-10-10T10:08:11.862-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Luis Fernando Veríssimo.</category><title>A Décima Segunda Noite.</title><description>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhK-hfZBCOCVy_b4LbrNTFVr3ePxqXbNCpYWc5oG1YcQvdsLsg6Pq3h43M4QI5iJPBt-rfEucOzSphcy9uGd38UU8U-Cgg72GHRjulY1BqeJSXV4c0Xf9ykeVcesQLrYRYYKiQqIZ6i4mwT/s1600/1810373.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;500&quot; data-original-width=&quot;326&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhK-hfZBCOCVy_b4LbrNTFVr3ePxqXbNCpYWc5oG1YcQvdsLsg6Pq3h43M4QI5iJPBt-rfEucOzSphcy9uGd38UU8U-Cgg72GHRjulY1BqeJSXV4c0Xf9ykeVcesQLrYRYYKiQqIZ6i4mwT/s400/1810373.jpg&quot; width=&quot;260&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Este papagaio nasceu em Paris e sua cor cinzenta é a cor do céu de inverno. Cinzenta, sim. O verde-amarelo é tinta.&lt;br /&gt;
Quando Orsino comprou o salão de cabeleireiro na cidade, queria um ambiente brasileiro e, voilá, com sua nobre linhagem, Henri acabou num poleiro de plástico.&lt;br /&gt;
Aliando humor e requinte, Luis Fernando Veríssimo criou um papagaio como narrador desta história- e de um poleiro metafórico, o aristocrático Henri viu o mundo virar do avesso, como nas melhores comédias de Shakespeare.&lt;br /&gt;
Violeta chegou do Brasil e precisou cortar os cabelos, para se fingir de homem e trabalhar como recepcionista no salão. O problema é que ela se apaixonou por Orsino, mas o patrão estava louco por Olívia. Henri avisou.&lt;br /&gt;
Não é comédia, é drama, é tragédia. Tem paixão, perfídia, sociologia. E riam, riam, Quem poderia acreditar em um papagaio?&lt;br /&gt;
Capaz de citar John Lennon e Kierkegaard numa mesma frase, o papagaio Henri não traiu sua dinastia e nos conta tudo a que assiste no salão de beleza, sem conseguir parar, movido a bisbilhotice. tudo bem, ele é compulsivo, se envolve na história e acaba se apaixonando por Violeta. Até ofereceu seu pé em casamento à jovem brasileira, perdida em Paris. Mas como evitar que ela se transformasse em César e se apaixonasse por Orsino?&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;A Décima Segunda Noite&lt;/i&gt; é um livro inspirado na peça Noite de Reis, uma das comédias mais luminosas de Shakespeare. No texto .escrito há mais de 400 anos, o duque Orsino está caído de amores pela condessa Olívia, de luto fechado pela morte do irmão. Até que uma jovem, que se disfarça de homem para trabalhar na Corte, se torna o mensageiro do duque, levando recados de amor para a Condessa. Daí começa a espiral de mal-entendidos - Olívia se apaixona por ele, que na verdade é ela, que na verdade é ela, que no fundo está obcecada pelo patrão.&lt;br /&gt;
Veríssimo transforma o duque criado por Shakespeare em dono de um salão de cabeleireiro em Paris, o IIIyria- nome da ilha inventada pelo dramaturgo para cenário de Noite de Reis.&lt;br /&gt;
O livro nos relata uma tragicomédia de amores- amores simples, amores loucos, amores sem esperança. Isso sem falar no amor do papagaio por Violeta, que compete em todas categorias.&lt;br /&gt;
Este é o segundo volume da coleção Devorando Shakespeare, que publica novelas contemporâneas baseadas nas comédias do poeta inglês. O primeiro livro da coleção, &lt;i&gt;Trabalhos de amor perdidos,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
foi escrito por Jorge Furtado, a partir da peça homônima de Shakespeare. O próximo livro da série, &lt;i&gt;Sonhos de uma noite de verão, &lt;/i&gt;será assinado por Adriana Falcão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Luis Fernando Veríssimo é um dos autores mais respeitados do país, Colunista de vários jornais, ele é publicado em 17 países e conquistou prêmios literários importantes, além do troféu Juca Pato, como Intelectual do Ano. Desde 1999 sua obra vem sendo relançada pela editora Objetiva na coleção Verissimo, Erudito, silencioso, ele escreve sobre o nosso cotidiano social, politico, amoroso. Ao contrário do papagaio que escolheu como narrador deste livro, é conhecido por observar muito mas falar pouco-&quot;esse é o poder absoluto do autor&quot;, como diria Henri, &quot;o de escolher o seu disfarce&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Autor: Luis Fernando Veríssimo&lt;br /&gt;
Editora: Objetiva.&lt;br /&gt;
Gênero: Romance inspirado na obra &quot;Noite de Reis&quot; de William Shakespeare.&lt;br /&gt;
Paginas: 147. Ano; 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
**** &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://marcelotodeschini.blogspot.com/2017/07/a-decima-segunda-noite.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcelo todeschini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhK-hfZBCOCVy_b4LbrNTFVr3ePxqXbNCpYWc5oG1YcQvdsLsg6Pq3h43M4QI5iJPBt-rfEucOzSphcy9uGd38UU8U-Cgg72GHRjulY1BqeJSXV4c0Xf9ykeVcesQLrYRYYKiQqIZ6i4mwT/s72-c/1810373.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2493598766656214888.post-2590035438623064732</guid><pubDate>Thu, 04 May 2017 20:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2017-05-04T13:03:26.482-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Guerra.</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Obra-Prima.</category><title>Nada de Novo no Front.</title><description>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjQShELRz7C6wZpQ_Hpt7IMzLJbjjjxA6aM0IpvOu774SX9CZct-XVzBh4webuP93ZWwcBQofxOeQcJ6dWrGjDbn9FkVqfVGgyTUQPi5wL9vfd90J4Dyy0ky2JMCEHLjIy6ZMrBbCGYHWnF/s1600/b665b82de476a8205acfd86924e521f53a76dcbd.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjQShELRz7C6wZpQ_Hpt7IMzLJbjjjxA6aM0IpvOu774SX9CZct-XVzBh4webuP93ZWwcBQofxOeQcJ6dWrGjDbn9FkVqfVGgyTUQPi5wL9vfd90J4Dyy0ky2JMCEHLjIy6ZMrBbCGYHWnF/s400/b665b82de476a8205acfd86924e521f53a76dcbd.jpg&quot; width=&quot;253&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Erich Maria Remarque, nasceu em Osnabruck, Alemanha a 22 de junho de 1898, e morreu em Locarno, Suíça, a 25 de setembro de 1970. Realizou os estudos básicos em sua cidade natal, frequentando depois a Universidade de Munster, interrompendo os estudos aos dezoito anos, participou ativamente da Primeira Guerra Mundial, sendo ferido três vezes, uma delas gravemente. Após o conflito, lutando para sobreviver num país completamente corroído pela guerra, exerceu diversas profissões: foi mestre-escola, pedreiro, organista, motorista, agente de negócios critico de teatro etc. Os empregos se sucederam até que um dia decidiu escrever, produzindo pequenos artigos, ora aceitos, ora recusados pelos jornais. Conseguiu trabalho em alguns periódicos de Hanôver e Berlin, mas não esqueceu o pesadelo da guerra. Suas noites de insônia são preenchidas por infindáveis cadernos onde anota os horrores que viveu. Em breve descobre naquelas folhas manuscritas o núcleo de um livro- um romance sobre a guerra. A editora Ullstein insiste no lançamento da narrativa, mas o máximo que consegue é sua publicação em folhetins no jornal Vossiche Zeitung. Publicado como livro pela primeira vez em 1929, &lt;i&gt;Nada de Novo no Front&lt;/i&gt; (Im Westen Nichts Neues) deixa o publico e as autoridades alemãs totalmente perplexos, Objeto de criticas, polemicas e discussões, o romance de Remarque mostra - a um público que ainda considerava a guerra como uma fatalidade histórica cercada por um elo de romantismo heroico - a verdadeira face dos soldados que nela se envolveram.&lt;br /&gt;
Certamente não eram guerreiros, como os que apareciam nos filmes de propagandas, mas homens maltrapilhos, neuróticos e assustados.&lt;br /&gt;
Traduzido em varias línguas, o romance ganhou o mundo sendo levado à tela em 1930. Em 1931, Erich M Remarque iniciou a publicação também em folhetim, de&lt;i&gt; O Caminho de Volta &lt;/i&gt;(Der Weg Zuruck), onde retrata as frustrações dos que regressavam das frentes de luta. Em 1933, perseguido pelos nazistas por causa do pacifismo manifesto em suas obras, exilou-se primeiro na Suiça e depois nos EUA, onde escreveria outros livros de sucesso sobre o absurdo da guerra; &lt;i&gt;Três Camaradas&lt;/i&gt; (Three Comrades 1937), &lt;i&gt;Náufragos&lt;/i&gt;,(Flotsam,1941), &lt;i&gt;Arco do Triunfo&lt;/i&gt; (Arch of Triump,1946). Deixou também um romance póstumo, &lt;i&gt;Sombras do Paraíso&lt;/i&gt; (Schatten in Paradies, 1971).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Se todos os exércitos tivessem soldo igual e igual comida, a guerra seria depressa esquecida.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Trecho:&lt;br /&gt;
Durante o dia, a atmosfera está carregada de ameaças. Há um boato de que o inimigo vai apoiar os ataques da artilharia com tangues e aviões. Mas isto nos interessa menos do que o que se comenta sobre os novos lança chamas.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Acordamos no meio da noite. A terra ribomba, por cima de nós um terrível bombardeio.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Agachamo-nos pelos cantos. conseguimos distinguir projeteis de todos os calibres.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Cada um apalpa seus pertences para assegurar-se, a todo momento, de que continuam ali, à mão. O abrigo estremece, a noite parece feita de rugidos e clarões. Nos lampejos momentâneos, entreolhamo-nos e, com rostos pálidos e lábios apertados, sacudimos as cabeças.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Todos sentem como na própria carne os projeteis da artilharia pesada destruírem os parapeitos das trincheiras, enterrarem-se nas depressões e despedaçarem os blocos superior de concreto. As vezes, o estrondo é mais surdo e mais violento, como uma fera que ruge, quando a granada acerta na trincheira. De manhã, alguns recrutas estão lívidos e vomitam. São ainda muito inexperientes...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nossa exaustão é tanta, que apesar da terrível fome, nem pensamos nos enlatados. Só pouco a pouco vamos transformando novamente em algo parecido com seres humanos...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vemos homens ainda vivos que não têm mais a cabeça; vemos soldados que tiveram os dois pés arrancados andarem, tropeçando nos cotos lascados até o próximo buraco; um cabo arrasta-se dois quilômetros de quatro, arrastando atrás de si os joelhos esmagados; outro, chega até o Posto de Primeiros Socorros e, por sobre as mãos que os seguram, saltam os intestinos. Vemos homens sem boca, sem queixo, sem rosto; encontramos um homem que, durante duas horas, apertava com os dentes a artéria de um braço, para não ficar exangue. O sol se põe, vem a noite, as granadas assobiam, a vida chega ao fim...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Autor: Erich M. Remarque.&lt;br /&gt;
Editora: Abril.&lt;br /&gt;
Gênero: Primeira Guerra Mundial.&lt;br /&gt;
Paginas: 231.&lt;br /&gt;
Ano: 1981.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*****&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://marcelotodeschini.blogspot.com/2017/05/nada-de-novo-no-front.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcelo todeschini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjQShELRz7C6wZpQ_Hpt7IMzLJbjjjxA6aM0IpvOu774SX9CZct-XVzBh4webuP93ZWwcBQofxOeQcJ6dWrGjDbn9FkVqfVGgyTUQPi5wL9vfd90J4Dyy0ky2JMCEHLjIy6ZMrBbCGYHWnF/s72-c/b665b82de476a8205acfd86924e521f53a76dcbd.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2493598766656214888.post-6834313695843880864</guid><pubDate>Sat, 04 Feb 2017 23:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2017-02-04T15:34:21.910-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Obra-Prima.</category><title>Infância...</title><description>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi5oKDOfvT1PTo855ULwy70StbYyfenN6eEPNxhVwZNLYzVv2HmYph7W_FeFDngAoWYWtYzq_UML9CAK9O8dOHwL2dYrklpDUyZb3g238M2KH-SXVfrR0mF38qjnxFEjvOEll5CWI1eMdMe/s1600/43bae1b7fa642ac512bf42e4e6655b08d86ccc23.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi5oKDOfvT1PTo855ULwy70StbYyfenN6eEPNxhVwZNLYzVv2HmYph7W_FeFDngAoWYWtYzq_UML9CAK9O8dOHwL2dYrklpDUyZb3g238M2KH-SXVfrR0mF38qjnxFEjvOEll5CWI1eMdMe/s400/43bae1b7fa642ac512bf42e4e6655b08d86ccc23.jpg&quot; width=&quot;256&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
Publicado em 1945,&amp;nbsp;&lt;em&gt;Infância&lt;/em&gt;&amp;nbsp;é uma autobiografia de Graciliano Ramos que prova ser possível uma obra somar os elementos pessoais com os sociais. Muito do que o autor confessa em suas memórias são problemas que afetaram não só a ele mesmo, mas também o seu meio. Sua dor é também a dor de nosso mundo. Este livro pode ser lido como romance, um conjunto de contos, e como elaboração ficcional de elementos da memória biográfica do autor. Considerando como unidade, contempla um período de amadurecimento da criança exposta como protagonista. Além disso, esse livro lida com elementos que nos fazem entendê-lo como base de todo o universo literário do autor. Nele vemos temáticas que vão povoar suas obras-primas:&amp;nbsp;&lt;em&gt;São Bernardo&lt;/em&gt;,&amp;nbsp;&lt;em&gt;Vidas Secas&lt;/em&gt;&amp;nbsp;e&amp;nbsp;&lt;em&gt;Angústia&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
Em toda a narrativa de&amp;nbsp;&lt;em&gt;Infância&lt;/em&gt;, a criança, Graciliano, passa por um processo de aprendizagem e amadurecimento interior, principalmente ao aprender lidar com as perdas e as dores. O momento de descoberta da leitura surge de forma mágica e prazerosa. O livro torna-se um “objeto de desejo” ao ser proibido, pois desperta curiosidade.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
No que diz respeito à linguagem, já é lugar-comum da crítica afirmar que Infância é o livro mais bem escrito de quantos realizou Graciliano Ramos, uma vez que aí estariam combinadas a concisão lingüística – marca inconfundível do autor – e um intenso lirismo, dificilmente encontrado em seus demais textos. Sem se esgotar, a luta sôfrega que o escritor sabidamente empreendeu com a língua parece aqui alcançar um ponto de equilíbrio, no qual a palavra flui mais natural (menos torturada), e seu potencial expressivo eleva-se enormemente, alcançando muitas vezes o poético.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
Em&amp;nbsp;&lt;em&gt;Infância&lt;/em&gt;&amp;nbsp;as fronteiras entre o tecido ficcional e referencial se misturam na tessitura narrativa, pois o sujeito empírico recria o passado e procura dar-lhe sentido. O passado do menino entre os seus familiares, principalmente no convívio como os pais e os irmãos, surge através do resgate da memória do escritor adulto. Ao descrever a insignificância do homem frente às circunstâncias da vida, o narrador apresenta-nos o primeiro contato da criança com as letras, descrevendo a experiência árdua que ela teve com as “malditas letras”; entretanto, o prazer de “decifrá-las só acontece na vida da criança quando o texto se torna “objeto proibido” que seduz e desperta curiosidade e interesse.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
Na obra pode-se perceber uma nuance particular da junção ética/estética que promove a obra do autor de&lt;em&gt;&amp;nbsp;Insônia&lt;/em&gt;: além de dar visibilidade e voz aos seres marginalizados que habitam seus textos, como ocorre na maior parte de seus romances e, via de regra, é um procedimento associado ao posicionamento político do escritor, aqui Graciliano Ramos parece dar um passo a mais, ao abrir espaço e manifestar simpatia não só pelos oprimidos, mas também por aqueles que, circunstancialmente, oprimem. Perpassa o livro um desejo profundo de compreensão do outro, desejo que luta contra mágoas e preconceitos bastante arraigados. Ainda que o traço crítico do autor se mantenha constante, não o deixando deslizar para uma atitude compassiva para com o que relata, o resultado dessa mistura de denúncia e compreensão é uma obra ambígua, aberta: a um só tempo dura e terna.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
O primeiro aspecto que chama a atenção é a descrição de Graciliano como uma criança oprimida e humilhada, pois é um ser fraco diante de adultos, mais fortes. Este é um dos cernes de sua visão de mundo: a opressão. Quem tem poder, naturalmente massacra, sufoca.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
Autor: Graciliano Ramos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
Editora: Record.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
Gênero; Romance.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
Ano: 1994.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
Paginas:269.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
*****&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</description><link>http://marcelotodeschini.blogspot.com/2017/02/infancia.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcelo todeschini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi5oKDOfvT1PTo855ULwy70StbYyfenN6eEPNxhVwZNLYzVv2HmYph7W_FeFDngAoWYWtYzq_UML9CAK9O8dOHwL2dYrklpDUyZb3g238M2KH-SXVfrR0mF38qjnxFEjvOEll5CWI1eMdMe/s72-c/43bae1b7fa642ac512bf42e4e6655b08d86ccc23.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2493598766656214888.post-3383752377442512482</guid><pubDate>Sat, 04 Feb 2017 23:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2017-02-04T15:23:30.668-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Obra-Prima.</category><title>Clara dos Anjos. </title><description>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg7IypnpvnMsiDd5ZMOd93n59LRdGUUho3xVIg43xCSvgTF1a1WLJ888BerKUBtfA_tPW2xbhB9qlTLD05S1V1H343bqvOv40UnbIiHbrjNteRl16LOs8FRHgrPOgfYVLN8ZV_Y98_GkZii/s1600/517badbe-6a6e-4594-9da8-22997062a7a8.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg7IypnpvnMsiDd5ZMOd93n59LRdGUUho3xVIg43xCSvgTF1a1WLJ888BerKUBtfA_tPW2xbhB9qlTLD05S1V1H343bqvOv40UnbIiHbrjNteRl16LOs8FRHgrPOgfYVLN8ZV_Y98_GkZii/s400/517badbe-6a6e-4594-9da8-22997062a7a8.jpg&quot; width=&quot;262&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
Concluído em 1922, ano da morte de Lima Barreto, o romance&amp;nbsp;&lt;em&gt;Clara dos Anjos&lt;/em&gt;&amp;nbsp;é uma denúncia áspera do preconceito racial e social, vivenciado por uma jovem mulher do subúrbio carioca.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
O Realismo-naturalismo, que tanto influenciou Lima Barreto na composição de&amp;nbsp;&lt;em&gt;Clara dos Anjos&lt;/em&gt;, é cientificista e determinista, considerando que as ações humanas são produtos de leis naturais: do meio, das características hereditárias e do momento histórico. Portanto, os romances naturalistas procuravam, através da representação literária, demonstrar teses extraídas de teorias científicas. Para isso, o Naturalismo buscou compor um registro implacável da realidade, incluindo seus aspectos repugnantes e grotescos. São exatamente esses os aspectos que mais chamam à atenção na narrativa exagerada de&amp;nbsp;&lt;em&gt;Clara dos Anjo&lt;/em&gt;s.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
Em&amp;nbsp;&lt;em&gt;Clara dos Anjos&lt;/em&gt;&amp;nbsp;relata-se a estória de uma pobre mulata, filha de um carteiro de subúrbio, que apesar das cautelas excessivas da família, é iludida, seduzida e, como tantas outras, desprezada, enfim, por um rapaz de condição social menos humilde do que a sua. É uma estória onde se tenta pintar em cores ásperas o drama de tantas outras raparigas da mesma cor e do mesmo ambiente. O romancista procurou fazer de sua personagem uma figura apagada, de natureza &quot;amorfa e pastosa&quot;, como se nela quisesse resumir a fatalidade que persegue tantas criaturas de sua casta.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
O romance passa-se no subúrbio carioca e Lima Barreto descreve o ambiente suburbano com riqueza de detalhes, como os vários tipos de “casas, casinhas, casebres, barracões, choças” e a vida das pessoas que ali vivem.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
Clara engravida e Cassi Jones desaparece. Convencida pela vizinha, dona Margarida, que procurara na tentativa de conseguir um empréstimo e fazer um aborto, ela confessa o que está acontecendo à sua mãe. É levada a procurar a família de Cassi e pedir “reparação do dano”. A mãe do rapaz humilha Clara, mostrando-se profundamente ofendida porque uma negra quer se casar com seu filho. Clara “agora é que tinha a noção exata da sua situação na sociedade. Fora preciso ser ofendida irremediavelmente nos seus melindres de solteira, ouvir os desaforos da mãe do seu algoz, para se convencer de que ela não era uma moça como as outras; era muito menos no conceito de todos.”&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
O autor representa, na figura de Clara e no seu drama, a condição social da mulher, pobre e negra, geração após geração. No final do romance, consciente e lúcida, Clara reflete sobre a sua situação:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
“O que era preciso, tanto a ela como às suas iguais, era educar o caráter, revestir-se de vontade, como possuía essa varonil Dona Margarida, para se defender de Cassi e semelhantes, e bater-se contra todos os que se opusessem, por este ou aquele modo, contra a elevação dela, social e moralmente. Nada a fazia inferior às outras, senão o conceito geral e a covardia com que elas o admitiam...”&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
E, na cena final, ao relatar o que se passara na casa da família de Cassi Jones para a sua mãe, conclui, em desespero, como se falasse em nome dela, da mãe e de todas as mulheres em iguais condições: “— Nós não somos nada nesta vida.”&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
Autor: Lima Barreto.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
Editora: Editora Ática.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
Gênero: Romance.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
Ano:1971.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
Paginas: 150.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
*****&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</description><link>http://marcelotodeschini.blogspot.com/2017/02/clara-dos-anjos.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcelo todeschini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg7IypnpvnMsiDd5ZMOd93n59LRdGUUho3xVIg43xCSvgTF1a1WLJ888BerKUBtfA_tPW2xbhB9qlTLD05S1V1H343bqvOv40UnbIiHbrjNteRl16LOs8FRHgrPOgfYVLN8ZV_Y98_GkZii/s72-c/517badbe-6a6e-4594-9da8-22997062a7a8.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2493598766656214888.post-1006913602502230811</guid><pubDate>Sat, 03 Dec 2016 06:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-12-02T13:37:51.864-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Obra-Prima.</category><title>A Revolução dos Bichos.</title><description>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhP3S3DXVjXofER6Dwg70Zw3lk158AMw2qyEadVe_KODyDgNUA4WasOj1-nl0NZ3McaL8n40igVIQvI99JSzs9TuCKsMEHadlls4P8jVyAkAD0Cej28Xf5odnGneDmbOff2xymAsvr_2cfg/s1600/9788535909555-500x500.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhP3S3DXVjXofER6Dwg70Zw3lk158AMw2qyEadVe_KODyDgNUA4WasOj1-nl0NZ3McaL8n40igVIQvI99JSzs9TuCKsMEHadlls4P8jVyAkAD0Cej28Xf5odnGneDmbOff2xymAsvr_2cfg/s1600/9788535909555-500x500.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma; line-height: 21.229999542236328px;&quot;&gt;
&amp;nbsp;Cansados da exploração a que são submetidos pelos humanos, os animais da Granja do Solar rebelam-se contra seus donos e tomam posse da fazenda, com o objetivo de instituir um sistema cooperativo e igualitário, sob o slogan &quot;Quatro pernas bom, duas pernas ruim&quot;.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;tahoma&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 21.229999542236328px;&quot;&gt;&amp;nbsp;Mas não demora muito para que alguns bichos-em particular os mais inteligentes, os porcos- voltem a usufruir de&amp;nbsp;privilégios, reinstituindo aos poucos um regime de opressão, agora inspirado no lema &quot;Todos os bichos são iguais, mas alguns bichos são mais iguais que os outros&quot;. A história da insurreição libertária dos animais é reescrita de modo a justificar a nova tirania, e os dissidentes desaparecem ou são silenciados a força.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;tahoma&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 21.229999542236328px;&quot;&gt;&amp;nbsp;Instrumentalizada na época da Guerra Fria como arma anticomunista, A Revolução dos Bichos transcende os marcos históricos da ditadura stalinista que a inspirou e resplandece hoje, passado mais de sessenta anos de seu surgimento, como uma das mais extraordinárias fábulas sobre o poder que a literatura já produziu.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma; font-size: 11px; line-height: 21.229999542236328px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&amp;nbsp;A Revolução dos Bichos é um livro de extrema importância para entendermos o funcionamento de sociedades comandadas por diferentes tipos de governo, além de mostrar de forma genial a ambição do ser humano, o &quot;sonho do poder&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma; font-size: 11px; line-height: 21.229999542236328px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&amp;nbsp;O Senhor Jones era o dono da Granja e, como tal, explorava o trabalho animal em benefício próprio, para acumular capital. Em troca dos serviços prestados, ele pagava com a alimentação, que nem sempre era boa e suficiente. Temos aí o retrato de uma sociedade capitalista: quem mais trabalha é quem menos ganha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma; font-size: 11px; line-height: 21.229999542236328px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&amp;nbsp;A Revolução que se deu por idéia do &quot;Major&quot;, tinha por princípio básico a igualdade; sendo assim, o Animalismo corresponde ao Socialismo, regime em que não existe propriedade privada e em que todos são iguais, e todos trabalham para o bem comum.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma; font-size: 11px; line-height: 21.229999542236328px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&amp;nbsp;A princípio, houve um socialismo democrático, em que todos participavam de assembléias, dando idéias e sugestões, liderados por Bola-de-Neve, bem aceito pelos animais em geral. Napoleão representa o desejo da onipotência, do poder absoluto e, para conseguir seus objetivos, tudo passa a ser válido: mentiras, traições, mudanças de regras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma; font-size: 11px; line-height: 21.229999542236328px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&amp;nbsp;Tempos depois instaurava-se na Granja uma verdadeira Ditadura, o regime em que não há liberdade de expressão, direito a opiniões etc. Na sede pelo poder e pela riqueza, Napoleão entra em contato com os homens para com eles negociar, comprar, vender, enfim, acumular riquezas e tudo graças ao trabalho dos animais, verdadeiros empregados mal – remunerados, ajudando o &quot;patrão&quot; a ter regalias, bens materiais, capital.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma; font-size: 11px; line-height: 21.229999542236328px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&amp;nbsp; A situação fica mais crítica do que quando Jones era o dono da Granja porque, mais do que nunca, os direitos humanos, ou seja, dos animais foram violados de forma cruel e tendo conseqüências gravíssimas como a morte de alguns, o desaparecimento de outros e muita tortura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma; font-size: 11px; line-height: 21.229999542236328px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&amp;nbsp; Com base nos fatos ocorridos podemos concluir que a história nos mostra os dois tipos de dominação existentes – a dominação pela sedução: Garganta persuadia os animais com seus argumentos convincentes e eles aceitavam pacificamente as mudanças efetuadas, e a dominação pela força bruta: quem se rebelasse contra as ordens era punido fisicamente, torturado por cães treinados e levados até à morte.&amp;nbsp;A história, desde a expulsão de Jones até a &quot;transformação completa de Napoleão em &quot;humano&quot; durou aproximadamente 6 anos. Na Granja do Solar, situada perto da cidade de Willingdon (Inglaterra), viviam bichos, que como dono tinham o Sr. Jones. O Velho Major (porco) teve um sonho, sobre uma revolução em que os bichos seriam auto-suficientes, sendo todos iguais. Era o princípio do Animalismo. O Major morreu, mas mesmo assim os animais colocaram em prática a idéia do líder, fazendo a Revolução dos Bichos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma; font-size: 11px; line-height: 21.229999542236328px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&amp;nbsp;Depois da Revolução, a Granja passou a se chamar Granja dos Bichos, e quem a administrava era Bola-de-Neve (porco). Bola-de-Neve seguia os princípios do Animalismo, e mesmo sendo superior (em quesitos de inteligência e cultura) em relação aos outros animais, sempre se considerou igual a todos, não tendo privilégios devido à sua condição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma; font-size: 11px; line-height: 21.229999542236328px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Bola-de-Neve tinha um assistente, Napoleão (porco), que na ânsia pelo poder, traiu o amigo, assumindo a administração da Granja. Napoleão mostrou-se competente e justo no começo, mas depois passou a desrespeitar os SETE MANDAMENTOS, os quais firmavam as idéias animalistas. Depois de aproximadamente 5 anos, Napoleão já ocupava a casa do Sr. Jones, bebia álcool, vestia as roupas do ex-dono, andava somente sobre duas pernas e convivia com seres humanos, enfim agia em benefício próprio, instalando um regime ditatorial, dominando e hostilizando os demais animais, considerados seres inferiores e sem direitos. Por essa época, já não era possível distinguir, quando reunidos à mesa, o porco tirano e os homens com quem se confraternizava. Napoleão conseguiu sair vitorioso graças à ajuda de Garganta, porco servil e obediente e que, através de bons argumentos, convencia os animais de que tudo o que acontecia era para o bem deles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma; font-size: 11px; line-height: 21.229999542236328px;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo; Qualquer coisa que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amigo; Nenhum animal usará roupas; Nenhum animal dormirá em cama; Nenhum animal beberá álcool; Nenhum animal matará outro animal; Todos os animais são iguais. Napoleão, aos poucos, alterou todos os mandamentos. Foi Bola-de-Neve quem escreveu os SETE MANDAMENTOS.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma; font-size: 11px; line-height: 21.229999542236328px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma; font-size: 11px; line-height: 21.229999542236328px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Autor: George Orwell.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma; font-size: 11px; line-height: 21.229999542236328px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Gênero: Ficção Inglesa, Politica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma; font-size: 11px; line-height: 21.229999542236328px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Editora: Companhia das Letras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma; font-size: 11px; line-height: 21.229999542236328px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Paginas: 147.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma; font-size: 11px; line-height: 21.229999542236328px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Ano: 2007.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma; font-size: 11px; line-height: 21.229999542236328px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma; font-size: 11px; line-height: 21.229999542236328px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;*****&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma; font-size: 11px; line-height: 21.229999542236328px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma; font-size: 11px; line-height: 21.229999542236328px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</description><link>http://marcelotodeschini.blogspot.com/2014/07/a-revolucao-dos-bichos.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcelo todeschini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhP3S3DXVjXofER6Dwg70Zw3lk158AMw2qyEadVe_KODyDgNUA4WasOj1-nl0NZ3McaL8n40igVIQvI99JSzs9TuCKsMEHadlls4P8jVyAkAD0Cej28Xf5odnGneDmbOff2xymAsvr_2cfg/s72-c/9788535909555-500x500.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2493598766656214888.post-6487920700366861229</guid><pubDate>Thu, 17 Nov 2016 00:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-11-16T04:05:16.509-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Leonardo Boff.</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ocultismo e Religiões</category><title>Francisco de Assis e Francisco de Roma. </title><description>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiNUxsllDpAfzLejYd5WOH5gTDPKnMpqOsHNoUA4tmRCJ3KUhUOL_Nvjabeh1pRR2b3dDq3DPOSlyJxuXYyJEYItFiNZeyH1cExWHtLHAT1Se2SZuRyUlB_B2zshb_TgrQUscDzjW7lqAng/s1600/9788560458400.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiNUxsllDpAfzLejYd5WOH5gTDPKnMpqOsHNoUA4tmRCJ3KUhUOL_Nvjabeh1pRR2b3dDq3DPOSlyJxuXYyJEYItFiNZeyH1cExWHtLHAT1Se2SZuRyUlB_B2zshb_TgrQUscDzjW7lqAng/s400/9788560458400.jpg&quot; width=&quot;272&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Ser Francisco de Assis corresponde à Tradição de Jesus Cristo e à exigência evangélica. É a opção pela simplicidade e confraternização entre todos os povos, a natureza e o planeta Terra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando um papa, o primeiro da América Latina, escolhe o nome de Francisco tem como intenção passar uma importante mensagem ao mundo sobre sua missão o que, possivelmente, será uma nova primavera na Igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao fazer esta analogia entre Francisco de Assis e Francisco de Roma, Leonardo Boff aproxima essas figuras simbólicas. Não se trata de simples comparação, mas sim da constatação de uma inspiração divina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São Francisco iniciou uma Igreja que caminhava com os pobres, pela palavra do Evangelho, que se revela ecológica ao chamar todos os seres de irmãos e irmãs.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse é o modelo de Igreja que inspira Francisco de Roma: simples, evangélica, destituída de todo o aparato, e que também inclui a ética do cuidado com a vida humana e planetária.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este livro também é uma mensagem de amor, esperança e fé. E vai ao encontro dos anseios de todos que queremos uma Igreja mais próxima e acolhedora. Mas também é destinado aos jovens, que têm a responsabilidade de promover, hoje, mudanças para garantir o futuro: ter gentileza para com o outro, pensar na injustiça social como problema universal a ser combatido, ser ecológico nas pequenas atitudes, viver, verdadeiramente, Jesus em sua simplicidade, e incluir Deus em seus projetos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Para aqueles que dentro do inverno acreditaram na primavera.&quot;&lt;br /&gt;
&quot;Todo o progresso no mundo não vale o choro de uma criança faminta.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nenhum papa na história da Igreja escolheu para si o nome de Francisco. Houve muitos com o nome de Leão, Gregório, Bento e Pio, entre outros. Escolher o nome de Francisco, pensando em São Francisco de Assis, seria para os papas anteriores uma grande contradição. Pois os papas viviam em palácios, carregavam muitos títulos honoríficos, concentravam em sua mãos todo o poder religioso e, por muito tempo, também o poder secular. Possuíam territórios (estado pontifícios), exércitos, muitos bancos e tesouros. Uniam em sua pessoa o Imperium e o Sacerdotium.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se um papa, vindo da periferia do mundo, fora da velha cristandade europeia, para surpresa de todos, escolhe o nome de Francisco quer dar um só recado: de agora em diante deve-se tentar um modo novo de exercer o papado, despojado de títulos e de símbolos de poder e procurar dar ênfase a uma Igreja inspirada na vida e no exemplo de São Francisco de Assis - na pobreza, simplicidade, humildade,confraternização entre todos, incluindo os seres da natureza e a própria &quot;irmã e mãe Terra&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As reflexões deste ensaio procuram aproximar as duas figuras que se revelam extraordinárias: Francisco de Assis e Francisco de Roma. Seguramente, a Igreja romano-católica nunca mais será a mesma . O papa Francisco vai, com grande probabilidade, inaugurar uma nova dinastia de papas procedentes das novas Igrejas da África, Ásia e América Latina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Quando foi alcançado o número de votos que me faria papa, aproximou-se de mim o Cardeal brasileiro Cláudio Hummes, me beijou e disse: &quot;não te esqueças dos pobres&quot;. Em sequida, em relação aos pobres pensei em São Francisco de Assis. Depois pensei nos pobres e nas guerras. Durante o escrutínio, cujo resultado das votações se punha &quot;perigoso&quot; para mim, veio-me um nome no coração: Francisco, o homem da pobreza, da paz, que ama e cuida da criação, um homem que transmite um sentido da paz, um homem pobre. Ah! como gostaria de uma Igreja pobre para os pobres&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o papa Francisco tudo indica que o inverno eclesial de muitos anos chegou ao seu fim, para dar lugar a uma ridente e esperançada primavera. Creio que o Papa Francisco tem em mente uma Igreja assim, fora dos palácios e dos símbolos de poder. Por isso deixou de morar no palácio do Vaticano para morar na casa de hóspedes de Santa Marta. E participa das refeições junto com os que ai se hospedam. Mostrou um novo modo de ser em sua primeira aparição em público após ser eleito papa. Em geral, os papas punham sobre os ombros a mozetta, aquela capinha cheia de brocados e ouro que outrora só os imperadores podiam usar. O Papa Francisco veio simplesmente vestido de branco e com a cruz de ferro que carregava em Buenos Aires como bispo e depois como cardeal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;A globalização da indiferença e a nossa incapacidade de chorar a desgraça de nossos irmãos e irmãs&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Tudo o que tenha relação com Cristo tem relação com os pobres e tudo o que está relacionado com os pobres clama por Jesus Cristo&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;O sistema social e econômico é injusto em sua raiz, devemos dizer não a uma economia da exclusão e da desigualdade social, esta economia mata...O ser humano é considerado, em si mesmo, como um bem de consumo que se pode usar e depois lança fora, os excluídos não são os &#39;explorados&#39; mas resíduos e &#39;sobras&#39;&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;A mim interessa que, quantos vivem escravizados por uma mentalidade individualista, indiferente e egoísta, possam libertar-se dessas cadeias indignas e alcancem um estilo de vida e de pensamento mais humano, mais nobre, mais fecundo que dignifique a sua passagem por esta terra&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;O absoluto? Só Deus e a fome&quot;- Bispo Dom Pedro Casaldáliga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso ele representa um novo alvorecer da esperança, o sinal de que uma primavera pode irromper na Igreja, com toda a vitalidade e esplendor. Desta forma, a Igreja recuperará credibilidade e se fará um sacramento de libertação, já que tão sobrecarregada por incontáveis opressões. Foi para estes, principalmente, que Jesus veio ao mundo, entregou sua vida, e espera que seu representante os confirme na fé e na esperança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhghxXDu4Bgd2ZZabVv8nA334PXkafTXieChyAOxtS-NS7C8pYwsVcpPKeM4_6q-MeVWYRMMQKu47iT83-pNUSaljQdKdpSOZhLN_FS6-lOjsMH9HbZ6hyuaGPErhTa3D-ngFLwT82yPDxg/s1600/11694003_917574011639636_1043453606125298492_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhghxXDu4Bgd2ZZabVv8nA334PXkafTXieChyAOxtS-NS7C8pYwsVcpPKeM4_6q-MeVWYRMMQKu47iT83-pNUSaljQdKdpSOZhLN_FS6-lOjsMH9HbZ6hyuaGPErhTa3D-ngFLwT82yPDxg/s320/11694003_917574011639636_1043453606125298492_n.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Autor: Leonardo Boff.&lt;br /&gt;
Título: Francisco de Assis e Francisco de Roma.&lt;br /&gt;
Subtítulo: Uma nova primavera na Igreja.&lt;br /&gt;
Gênero: Teologia da Libertação.&lt;br /&gt;
Editora: MarDeIdeias.&lt;br /&gt;
Ano: 2014.&lt;br /&gt;
Paginas: 181.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://marcelotodeschini.blogspot.com/2015/07/francisco-de-assis-e-francisco-de-roma.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcelo todeschini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiNUxsllDpAfzLejYd5WOH5gTDPKnMpqOsHNoUA4tmRCJ3KUhUOL_Nvjabeh1pRR2b3dDq3DPOSlyJxuXYyJEYItFiNZeyH1cExWHtLHAT1Se2SZuRyUlB_B2zshb_TgrQUscDzjW7lqAng/s72-c/9788560458400.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2493598766656214888.post-5261827603809580461</guid><pubDate>Tue, 04 Oct 2016 17:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-10-06T04:43:20.421-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ditadura Militar</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Juremir Machado da Silva</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política.</category><title>1964..Golpe Midiático-Civil-Militar.</title><description>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzLy0bdBaDDe4wgL5iudO62BXC1ylqBzKq5advx0nfVT7GrXcs8LdQHU3VGoVx10IRqY4KH9wlRVtOqPwmllTU21za1YVlFtetCCrbKTJC7OZem1j0wB7e8DJz_nA7kPWuBFZ65oerBbvu/s1600/download.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzLy0bdBaDDe4wgL5iudO62BXC1ylqBzKq5advx0nfVT7GrXcs8LdQHU3VGoVx10IRqY4KH9wlRVtOqPwmllTU21za1YVlFtetCCrbKTJC7OZem1j0wB7e8DJz_nA7kPWuBFZ65oerBbvu/s1600/download.jpg&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br&gt;
&lt;span style=&quot;color: #363636; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px;&quot;&gt;O golpe de 1964 chega aos seus 50 anos em 2014. O inventário dessa tragédia que abalou o Brasil continua a ser feito. Não foi apenas um golpe militar. Nem somente um golpe civil-militar. É verdade que empresários, governadores e militares atuaram em sintonia. Tem faltado, porém, um elemento no banco dos réus; a mídia. O golpe de 1964 foi midiático-civil-militar. O banco dos réus jamais foi formado. Militares, torturadores, golpistas de todos os naipes e mídia se autoanistiaram. É hora de exumar esses cadáveres guardados em nossos armários. Alguns ainda se exibem em vitrines na condição de paladinos da democracia. Os militares jamais mudaram de versão - teriam agido para salvar o país do comunismo e garantir a &amp;#39;verdadeira&amp;#39; democracia. Os civis golpistas recorrem, quando saem de um mutismo estratégico, a argumentos semelhantes. A mídia reescreveu a história e a própria história dando-se, aos poucos, um papel heroico de resistência. Houve jornalistas que apoiaram o golpe e resistiram à ditadura. Os grandes jornais, de maneira geral, apoiaram o golpe e a ditadura. Este livro examina o melancólico e lamentável papel da imprensa no parto do regime autoritário implantado no Brasil em 1964. Grandes nomes do jornalismo e da literatura brasileiros cederam ao golpismo. Viram a chegada do caos nas reformas que tentavam arrancar o Brasil do atraso. A imprensa de 1964 atolou-se no mais rasteiro conservadorismo. Cumpriu a triste função de &amp;#39;cão de guarda&amp;#39; dos interesses das camadas mais reacionárias. Alguns jornalistas fizeram questão de passar recibo reunindo em livro, ainda em 1964, suas impressões. Esta obra completa um ciclo de &amp;#39;descobrimento&amp;#39;. A pesquisa, sustenta o autor, deve destapar, trazer à tona, revelar.&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span style=&quot;color: #363636; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px;&quot;&gt; Os barões da mídia comportara-se como velhinhas assustadas com medo dos comedores de criancinhas e, em nome dos seus interesses, assustaram velhinhas de carne e osso construindo um imaginário que se tornou, por muito tempo, mais real do que a realidade.&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span style=&quot;color: #363636; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;color: #363636; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px;&quot;&gt;A TV CLOBO, de Roberto Marinho, recebeu ilegalmente, em 1965, 2.838.613,29 de dólares do grupo &amp;quot;Time-Life&amp;quot;. O caso foi denunciado e provocou grande polêmica, mas acabou sepultado por decisão monocrática do ditador Costa e Silva, que considerou, contrariando a legislação vigente, a operação legal, normal e perfeitamente compatível com as normas.  &lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span style=&quot;color: #363636; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px;&quot;&gt; O esquecimento pode vir com a memória.&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span style=&quot;color: #363636; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px;&quot;&gt;Quando não pode apagá-la, deve saturá-la.&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span style=&quot;color: #363636; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;color: #363636; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12px; line-height: 20px;&quot;&gt;&amp;quot;O CLOBO, em 7 de maio de 1984, fazia o balanço de 20 anos de regime militar em seu &amp;quot;julgamento da revolução&amp;quot;, co assinatura de Roberto Marinho, dono da Rede Clobo, o homem que mais ganhou com o golpe militar: &amp;#39;Participamos da revolução de 1964 identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada&amp;quot;. Triunfo do mito, da distorção e da ideologia .    Origens da imprensa golpista.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span style=&quot;color: #363636; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12px; line-height: 20px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;color: #363636; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12px; line-height: 20px;&quot;&gt; Os telegramas de Gordon a Kennedy, agora de domínio público, são um mapa da participação americana na implantação da ditadura militar no Brasil, Num dele lê-se: &amp;quot;O fundamental é organizar as forças políticas e militares para reduzir o seu poder e, em caso extremo, &amp;quot;afasta-lo&amp;quot; o então presidente da época João Goulart. Mandado para o exílio, após o golpe. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span style=&quot;color: #363636; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12px; line-height: 20px;&quot;&gt; &amp;quot;O golpe e a ditadura começaram com um bestiário marcado pela bestialidade dos donos do poder.&amp;quot;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span style=&quot;color: #363636; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12px; line-height: 20px;&quot;&gt; Na aspereza  do poder, Jango tinha amadurecido para as reformas de que o Brasil tanto precisava. A estupidez dos donos de jornal e a arrogância dos jornalistas, atolados na ignorância, na ingenuidade ou no conservadorismo, levaram a imprensa a ajudar a depor o homem que tentava arrancar o Brasil do muito que ainda lhe restava de hediondo.&amp;quot;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span style=&quot;color: #363636; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12px; line-height: 20px;&quot;&gt; &amp;quot;A mídia não canta os resistentes e suas tragédias, mas os donos do poder e suas glórias interessadas.&amp;quot;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span style=&quot;color: #363636; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12px; line-height: 20px;&quot;&gt;Grande parte da classe média brasileira foi manipulada pela imprensa, pelas elites preocupadas com altos interesses e pela propaganda americana por meio de organismos como IPES e o IBAD. A religiosidade dessas pessoas foi usada para assustá-las co o perigo comunista: homens frios, determinados a tomar a propriedades dos outros, ateus e comedores de criancinhas. A mídia não se envergonhou de levar essa chantagem ao ponto máximo, fazendo crer que o país estava realmente a um passo de tornar-se satélite da União Soviética, A classe  média brasileira serviu de massa de manobra no fervor da Guerra Fria. Os militares golpistas, intoxicados pelos Estados Unidos, também se deixaram queimar nessa fogueira das disputas ideológicas. Em nome de Deus, da família, da pátria e da &amp;quot;liberdade&amp;quot;, cometeram as piores arbitrariedades e os maiores crimes. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span style=&quot;color: #363636; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12px; line-height: 20px;&quot;&gt;  A Lei da Anistia não impede o reconhecimento dos equívocos mais lamentáveis nem os tardios pedidos de desculpas. Os erros crassos nunca prescrevem. Especialmente os cometidos pela mídia por ideologia. Ou por apuração duvidosa. A mídia ainda não pagou pelo que fez.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span style=&quot;color: #363636; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12px; line-height: 20px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #363636; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12px; line-height: 20px;&quot;&gt;Sobre o autor:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;span style=&quot;color: #363636; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12px; line-height: 20px;&quot;&gt;Juremir Machado da Silva, doutor em Sociologia pela Sorbonner, Paris V, escritor, historiador, radialista e tradutor, é pesquisador 1B do CNPq, coordenador do programa de Pós- Graduação da PUCRS e autor.........&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;color: #363636; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12px; line-height: 20px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #3b3b3b; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; margin-bottom: 10px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br&gt;&lt;/div&gt;
&lt;em style=&quot;background-color: #f9f7f5; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18.0049991607666px;&quot;&gt;“Escrevi “1964 golpe midiático-civil-militar” para me divertir. Trabalhei como um cão, mas senti prazer. De que trata realmente meu livro? De que como jornalistas e escritores hoje cantados em prosa e verso apoiaram escancaradamente o golpe: Alberto Dines, Carlos Heitor Cony, Antonio Callado, Carlos Drummond de Andrade, Otto Lara Resend, Otto Maria Carpeaux, Rubem Braga e outros. Alguns, como Cony, arrependeram-se ainda na primeira semana de abril. Outros só mudaram depois de 1968 e do AI-5. Alguns permaneceram fiéis ao regime. Os mais espertos, como Alberto Dines, reescreveram-se”.&lt;/em&gt;&lt;br&gt;
&lt;span style=&quot;color: #363636; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12px; line-height: 20px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
Autor: Juremir Machado da Silva.&lt;br&gt;
Editora: Editora Sulina.&lt;br&gt;
Gênero: Jornalismo, Golpe milítar.&lt;br&gt;
Ano: 2014.&lt;br&gt;
Paginas: 159.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
*****&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
&lt;/div&gt;&lt;a href=&quot;http://marcelotodeschini.blogspot.com/2014/08/1964golpe-midiatico-civil-militar.html#more&quot;&gt;Leia mais...&lt;/a&gt;</description><link>http://marcelotodeschini.blogspot.com/2014/08/1964golpe-midiatico-civil-militar.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcelo todeschini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzLy0bdBaDDe4wgL5iudO62BXC1ylqBzKq5advx0nfVT7GrXcs8LdQHU3VGoVx10IRqY4KH9wlRVtOqPwmllTU21za1YVlFtetCCrbKTJC7OZem1j0wB7e8DJz_nA7kPWuBFZ65oerBbvu/s72-c/download.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2493598766656214888.post-4512515521107023851</guid><pubDate>Tue, 09 Aug 2016 13:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-08-10T05:12:28.417-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Guerra.</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Obra-Prima.</category><title>Guerra e Paz. Adaptação de Silvana Salerno.</title><description>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi8fiPuZdXLSEUz7L7a5IAvlqk6FUd41b2kbPePmKJ6beAww4_uVKNtPZQjWmLLztq5SlfCmi5532WK9WrrzI9pn2YD54_hNhNoYf7qdXCDXBKBr66F12jt3vlIHcW1uwPUCQpPQTn5zxHF/s1600/12516_gg.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi8fiPuZdXLSEUz7L7a5IAvlqk6FUd41b2kbPePmKJ6beAww4_uVKNtPZQjWmLLztq5SlfCmi5532WK9WrrzI9pn2YD54_hNhNoYf7qdXCDXBKBr66F12jt3vlIHcW1uwPUCQpPQTn5zxHF/s400/12516_gg.jpg&quot; width=&quot;256&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
O enredo deste clássico da literatura russa se passa durante a campanha de Napoleão na Áustria, e descreve a invasão da Rússia pelo exército Francês e a sua retirada, compreendendo o período de 1805 a 1820.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;O jogo da política, as intrigas da corte, as tramas da sociedade, as táticas da nobreza arruinada, a brutalidade da guerra, sua banalidade e seus acasos...Os bastidores do poder são desvendados em GUERRA E PAZ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Este painel da aristocracia russa só é tão profundo e verdadeiro porque foi escrito por alguém de dentro dela. As duas principais famílias retratadas - Rostov e Bolkonski-representam as famílias Tolstói e Volkonski, respectivamente do pai e da mãe do autor, Liev Tolstói. GUERRA E PAZ retrata ainda o preconceito e a hipocrisia da nobreza, e também suas tradições religiosas, ao lado da vida cotidiana dos soldados e dos servos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Ambientado na Rússia do início do século 19, o romance lida com temas essenciais à vida contemporânea: a guerra e a paz. Tolstói narra as guerras entre o imperador francês Napoleão e as principais monarquias da Europa, dissecando causas, origens e consequências dos conflitos e, principalmente, expondo os homens e suas fraquezas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tanto no exército Francês como no russo, tudo parecia acontecer por obra do acaso. Os planos de guerra eram elaborados e discutidos minuciosamente ao longo de semanas e, no momento da ação, nada do que fora planejado, nada do que estava traçado no papel, era posto em prática. Muita coisa fugia do controle dos líderes militares, e era justamente nesses momentos que ocorriam as surpresas: as vitórias e derrotas inesperadas. Tudo muito improvisado e muito humano.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;A invasão russa é uma surpresa para todos. O sonho de Napoleão se concretiza: ele toma Moscou, a capital do grande império, a cidade sagrada do czar Alexandre. A guerra-ou melhor, as guerras napoleônicas, como são chamadas - está apenas começando. Quem será o vencedor?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GUERRA E PAZ é uma epopeia no sentido de obra grandiosa, mas sem o lado heroico típico desse gênero literário. É um romance que coloca as pessoas em primeiro lugar; descreve minuciosamente a guerra para elogiar a paz. Os principais mitos políticos e bélicos são desmascarados e duramente criticados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com centenas de personagens e mais de mil páginas na versão original, aborda os dilemas da alma, a busca da espiritualidade, as dúvidas filosóficas, a maçonaria, a vida e a morte. O texto é tão verdadeiro que percorremos a narrativa como se estivéssemos dentro dela, neste livro forte sincero, sutil e irônico, em que o autor se coloca por inteiro. Por isso é tão humano e apaixonante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro capítulo é um quadro representativo de toda a obra. Ele se passa em uma festa no salão de Ana Pávlovna Scherer, dama de companhia da imperatriz, que recebe a nobreza em sua casa- é assim que Tolstói introduz o leitor ao mundo que vai representar. Neste capitulo, não é importante saber quem é quem, e sim o que as pessoas dizem e pensam. Com os seus atores em cena, Tolstói começa a desvendar o jogo. Á maneira de um pintor delicado, compõe as personagens em pinceladas sutis. O clima que as envolve ajuda a revelar muito do interesse e da personalidade de cada uma. Nenhuma atitude é gratuita- todas as ações têm um significado, ou melhor, um interesse explícito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O texto é tão fiel á realidade que mostra que alguns jovens russo tinham Napoleão - o inimigo número 1 da Rússia -como herói. Piotr Bezukhov e Andrei Bolkonski, aristocratas russos, torcem por Napoleão, provavelmente pelo seu carisma e pelas inovações realizadas no início do seu governo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta adaptação respeitou o conteúdo e os aspectos estilísticos da obra original. Ao tornar o texto mais conciso-as versões integrais têm cerca de 1.200 páginas, ficaram evidenciados os aspectos relacionados mais especificamente com as guerras políticas e o jogo do poder, permeados pelo relacionamento pessoal das personagens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Autor: Liev Tolstói. adaptação de Silvana &amp;nbsp;Salerno.&lt;br /&gt;
Editora: Cia das Letras.&lt;br /&gt;
Gênero; Romance Russo.&lt;br /&gt;
Páginas: 279.&lt;br /&gt;
Ano: 2008.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ilustração Mauricio Paraguassu e Dave Santana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Liev Tolstói 1828-1910.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*****&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
</description><link>http://marcelotodeschini.blogspot.com/2015/07/guerra-e-paz-adaptacao-de-silvana.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcelo todeschini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi8fiPuZdXLSEUz7L7a5IAvlqk6FUd41b2kbPePmKJ6beAww4_uVKNtPZQjWmLLztq5SlfCmi5532WK9WrrzI9pn2YD54_hNhNoYf7qdXCDXBKBr66F12jt3vlIHcW1uwPUCQpPQTn5zxHF/s72-c/12516_gg.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2493598766656214888.post-5473948538211646515</guid><pubDate>Wed, 03 Aug 2016 12:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-08-03T06:34:46.439-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Juremir Machado da Silva</category><title>História regional da infâmia.</title><description>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgav2B9iyxs_HeY_juL5pDwahRDtQElKwgSifmMtm4FE4m1XEq9Gbp8i3WxEBIMxlL8TTZFwkpE7Iwe-QMYO08aGaB0mcLTtxohubTZg01ozCUOGgU5WMmVWLO4k-PD0fa8va0HGUZnn3nt/s1600/hist%25C3%25B3ria-regional-da-infamia-marcelo-todeschini.blogspot.com.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgav2B9iyxs_HeY_juL5pDwahRDtQElKwgSifmMtm4FE4m1XEq9Gbp8i3WxEBIMxlL8TTZFwkpE7Iwe-QMYO08aGaB0mcLTtxohubTZg01ozCUOGgU5WMmVWLO4k-PD0fa8va0HGUZnn3nt/s400/hist%25C3%25B3ria-regional-da-infamia-marcelo-todeschini.blogspot.com.jpg&quot; width=&quot;263&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; A revolução sem mitos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;História regional da infâmia&lt;/i&gt; é um livro que contesta os mitos que por séculos sustentaram o imaginário acerca da Revolução Farroupilha. Juremir Machado da Silva, romancista,professor universitário,ensaísta, historiador e tradutor, juntamente com uma equipe de dez pesquisadores, se debruçou sobre 15 mil documentos para trazer à luz este minucioso estudo sobre as verdadeiras causas da Guerra dos Farrapos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Assim como Jorge Luis Borges em sua&lt;i&gt; História Universal da Infâmia&lt;/i&gt;, Juremir tira do pedestal podre da glória, os grandes heróis da Revolução- Bento Gonçalves, David Canabarro, general Neto, Vicente da Fontoura, entre outros- e os devolve ao plano terreno dos mortais, revelando como interesses pessoais corroeram o lema revolucionário de &quot;Liberdade,Igualdade e Humanidade&quot;.&lt;br /&gt;
O autor também questiona a origem dos recursos financeiros que possibilitaram a Revolução Farroupilha. Por trás dos discursos abolicionistas havia o sistemático financiamento da luta armada com a venda de negros e promessas vazias de liberdade aos cativos que nela lutassem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sem receio de tocar em tabus da história gaúcha, Juremir alimenta a discussão sobre uma possível traição na batalha de Porongos, quando grande parte dos negros foi massacrada num ataque surpresa das forças imperiais, sustentando que a batalha não passou de um estratagema para o aniquilamento dos negros revolucionários.&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;História regional da infâmia&lt;/i&gt; revela em detalhes os bastidores dessa revolução de estancieiros gaúchos que, em quase dez anos de luta, contabilizou menos de 3 mil mortos-número que reduz o conflito a uma dimensão infinitamente menor do que aquela ensinada as escolas. A partir da análise da mistificação criada por historiadores que não só incharam a importância da revolta, como também deturbaram suas principais causas e escolheram seus heróis, o autor mostra que a Revolução Farroupilha acabou bem-ao menos para os seus líderes, que foram regiamente indenizados pelos vencedores imperiais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&quot;Documentos costumam não ter virtudes. Somente verdades incomodas. Quem semeia mitos, se não tomar cuidado, colhe inverdades e revisões tardias.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;i&gt;Conta-se que num passado&lt;/i&gt; não muito distante grandes homens construíram o Brasil com força das suas mãos, com a energia dos seus ideias e com sangue que aceitaram verter em campos, rios, sertões e matas em nome do futuro e da pátria. Esses homens saíram da história para entrar no mito. Hoje, brilham em livros escolares ou figuram em placas de ruas paradoxalmente esquecidos e sempre lembrados. Quem foram estes homens? o que fizeram? Foram somente heróis? E se tivessem sido também infames personagens de uma época cruenta em que o futuro se fazia a golpes de preconceitos, de lança e de balas de canhão......&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo começou sem um fim claro.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; A revolução dos estancieiros teve início em 20 de setembro de 1835, quando os rebeldes tomaram a capital da Província, Porto Alegre. Menos de um ano depois eles a perderiam e, embora a sitiassem demoradamente em outras ocasiões, não mais a retomariam. Porto Alegre se manteve imperial praticamente ao longo de todo o conflito. Talvez por isso as grandes comemorações dos gaúchos, herdeiros dos farroupilhas, a cada 20 de setembro, na mui leal e valorosa Porto Alegre, pareçam fora de lugar, embora as suas ruas abundem em nomes de insurretos rejeitados. Em 1836, os rebeldes perceberam que não iriam muito longe se não engrossassem as suas tropas com a &quot;negrada&quot; que lhes servia de pau para toda obra. E é ai que começa uma história mal contada dentro de uma história excessivamente bem contada, uma narrativa tão perfeita a ponto de ligar todos os fios, mesmos os mais contraditórios, numa fábula sem brecha nem falhas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot; A Farroupilha é um caso único em que a história foi contada pelos vencidos&quot;&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Manoel Pereira. neto de Manoel Congo, um dos negros sobreviventes da batalha de Porongos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
Araripe (1986, p.4) destaca três fases na Revolução Farroupilha: sedição, rebelião e sujeição. Na primeira etapa, militares descontentes deram um golpe, derrubaram o presidente da Província, Fernando Braga, apossaram-se da capital Porto Alegre e prepararam-se para negociar. Na segunda fase, empurrados pelas circunstancias, proclamaram a República e deixaram-se embalar por ideais grandiosos. Deram o passo maior que as pernas. Na terceira fase, asfixiados pelo poderio militar do Barão de Caxias, lutaram por uma paz que parecesse honrosa e fosse antes de tudo, rendosa.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
Bento Gonçalves, na ordem do dia 5 de julho de 1841, &quot;considerando a repugnância dos continentalistas para servir na infantaria, por serem excelentes cavaleiros, convida os republicanos para subscreverem escravos na arma da infantaria.&quot; Nada mais razoável que os brancos farroupilhas não quererem participar de tão honrosas forças, preferindo ir atrás delas, instalados no trono dos seus cavalos. Como eram valentes e heroicos, algo indiscutível, não era por medo ou excessivo apego à vida que rejeitavam servir na infantaria. Era mesmo por não gostar de andar a pé. Um escravo, porém, não tinha escolha. Caso sobrevivesse, mesmo a pé, poderia sonhar com a liberdade. Era o preço.&lt;br /&gt;
Araripe era mais impiedoso. Assim resumiu o talento bélico de Bento Gonçalves: &quot;Sabia mais evitar perigos e preparar surpresas do que vencer batalha campal ...Sempre que travou peleja foi vencido&#39;&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;A documentação sobre isso tudo é farta e encontra-se, em boa parte, na famosa Coleção Varela (CV), guardada no arquivo Histórico do Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Documentos roem mitos. É a vingança da verdade.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
David Canabarro não só foi negligente e incompetente, foi também &amp;nbsp;general mais idiota da história, aquele que perdeu a batalha e a guerra por causa de uma vadia e ainda teve de fugir só de cueca. Se assim foi, Canabarro cometeu crime de alta traição (em Porongos). Expôs a vida dos seus homens por falta de disciplina, de capacidade de analise da conjuntura em que se encontrava e, especialmente, por não aceitar os avisos que recebera. Mas, bem entendido, essa é apenas uma explicação machista da história ou mais uma manobra ridícula para tentar evitar que um herói caia do seu pedestal apodrecido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;A história, como se sabe, costuma ser um romance infame e mal escrito cometidos pelos vencedores&quot; Canudos teve Euclides da Cunha, Aos farroupilhas a sorte reservou Varela, Ferreira Rodrigues e Walter Spalding.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não se faz um imaginário sem rituais e bens simbólicos. &quot;Que sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra!&quot;. Quem poderia imaginar que uma frase dessas, tão modesta e estimulante, foi escrita por um sujeito conhecido como Chiquinho da Vovó? Quanto arroubo nesse afetivo! Musicado por um soldado imperial feito prisioneiro pelos farroupilhas, maestro Joaquim José de Mendanha, o hino rio-grandense também tem a sua polêmica. Na pressa de ser agradável aos novos senhores e de entregar o serviço reclamado, Mendanha teria plagiado uma &quot;valsinha&quot; do velho Strauss, sem chegar a piorá-la muito, nem o contrário, enfim, um trabalhinho bastante limpo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O grade golpe de marketing dos estancieiros rebelados foi apresentado como universal numa insatisfação particular. Essa ideia só ganhou força passadas algumas décadas do fim da guerra civil que pós o Rio Grande ao Brasil. A década perdida transformou-se em &quot;decênio glorioso&quot;, os caudilhos viraram heróis e as derrotas converteram-se em epopeias e vitórias tardias, Julio de Castilhos, estudante de Direito em São Paulo, nos anos 1880, numa carta com valor de marco referencial, alertara para a necessidade de se recuperar e estudar o grande conflito. O positivismo ascendente precisa de um mito fundador. Não se faz uma identidade sem uma fábula. O mito começa a galopar na coxilhas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A principal causa da Revolução Farroupilha foram os carrapatos. O surto de 1834 abalou o gado dos estancieiros do Rio Grande e provocou uma crise sem precedentes. Esse infortúnio tomaria, a partir de 1835, um tom político e de confronto com o poder central, provocando uma guerra civil, a proclamação de uma república e dez anos de mortandade. Parece uma zombaria, mas é verdade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Passados mais de 170 anos do fim da Revolução Farroupilha, procuradores do Ministério Público propuseram extinguir o MST por considerar que ele atenta contra o Estado de Direito. Esse tipo paralelo peca por anacronismo, mas não deixa de ser interessante. O MST, a exemplo dos farrapos, entende que os poderes constituídos não são sensíveis às necessidades básicas da gente do campo que representa. Os farrapos, sustentaram a guerra civil contra o poder central durante o &quot;decênio glorioso&quot; por razões semelhantes. Entendiam que o Império era tirânico e insensível aos interesses deles. Queriam pagar menos impostos e ter melhores condições de produção. A diferença é que os farrapos eram fazendeiros. O Brasil era uma monarquia constitucional. Os farrapos atentaram contra o Estado de Direito. Foram processados. Os procuradores do século XXI deviam talvez propor a proibição dos festejos da Evolução Farroupilha pra evitar maus exemplos de insubordinação e rebeldia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A semana farroupilha, como comemoração oficial do Rio Grande do Sul, foi instituída coincidentemente em dezembro de 1964, oito meses depois de implantada a ditadura militar no Brasil, cujo golpe havia sido retardado em dez anos pelo suicídio do gaúcho Getúlio Vargas, em 24 de agosto de 1954. Que sirvam nossas façanhas de modelo...Cuidado, porém com os aspectos!&lt;br /&gt;
&quot;Eles podem contar o ouro que um dia deve ser a herança dos seus filhos, mas calcular de infâmia que acompanha esse legado, jamais,jamais!&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;O historiador desmancha prazeres. Cabe-lhe muitas vezes atrapalhar os mais belos sonhos daqueles que têm o poder de fazer sonhar.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Autor: Juremir Machado da Silva.&lt;br /&gt;
Editora: L&amp;amp;PM.&lt;br /&gt;
Gênero: História. Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;
Subtítulo: O destino dos negros farrapos e outras iniquidades brasileiras(ou como se produzem os imaginários)&lt;br /&gt;
Ano: 2014. 4 edição.&lt;br /&gt;
Paginas; 343.&lt;br /&gt;
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</description><link>http://marcelotodeschini.blogspot.com/2015/10/historia-regional-da-infamia.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcelo todeschini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgav2B9iyxs_HeY_juL5pDwahRDtQElKwgSifmMtm4FE4m1XEq9Gbp8i3WxEBIMxlL8TTZFwkpE7Iwe-QMYO08aGaB0mcLTtxohubTZg01ozCUOGgU5WMmVWLO4k-PD0fa8va0HGUZnn3nt/s72-c/hist%25C3%25B3ria-regional-da-infamia-marcelo-todeschini.blogspot.com.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>