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&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O Teatro Mágico, como o próprio grupo se define, é uma trupe que tem como bandeira a divulgação de sua música por meios digitais através de &lt;i&gt;downloads &lt;/i&gt;das canções, disponibilizadas gratuitamente, além de uso maciço de recursos de mídias como as redes sociais. Com esse discurso de produtores independentes de cultura, O Teatro Mágico tem nos últimos oito anos conquistado muitos fãs, na maioria estudantes do Ensino Médio e universitários, que aderem à sua proposta de interatividade que vai além das mídias sociais. Suas apresentações são uma mistura de show musical, teatro, espetáculo circense com saraus. Todos os integrantes, liderados pelo idealizador e dono do grupo, Fernando Anitelli, usam maquiagem de palhaço. A diferenciação está na maquiagem do líder, uma espécie de cópia da máscara de Coringa, arquirrival do personagem dos quadrinhos Batman. A imagem de Anitelli, apesar do apelo em entrevistas de um certo espírito de coletivismo, se sobrepõe sobre os demais integrantes nos materiais de divulgação. Ou ele está representado isoladamente - tal como no cd 'Segundo Ato, onde ele é mostrado segurando uma máscara acompanhado com ilustrações subliminares de uma vagina dilatada sendo cortejada por um espermatozoide - ou então em fotos onde o grupo é mostrado em estilo grupo de pagode com ele a frente do grupo disposto em 'v'.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;As músicas são do próprio Fernando Anitelli em composições de parcerias. Há uma pretensão literária em suas letras, algo explícito em entrevistas de Anitelli e repetido nos depoimentos de fãs d' O Teatro Mágico. O último disco da trilogia do OTM é apresentado como um trabalho que ''representa o amadurecimento musical da banda no último período''. O Teatro é um pacote e tem data para acabar. Como sendo um produto cultural 'validado', talvez daí venha de modo implícito o grande sucesso entre os jovens principalmente, sempre ávidos por vanguardas. O referido cd é o 'A sociedade do espetáculo', termo cunhado por Guy Debord (1931-1994), filósofo francês que fez vários estudos culturais e de comunicação sob uma perspectiva marxista. Neste trabalho, uma das músicas &lt;i&gt;O mundo não vale o mundo meu bem&lt;/i&gt;&amp;nbsp;é mostrada como de inspiração &lt;i&gt;'drummondiana'&lt;/i&gt;. Esse é o mote principal do grupo - o discurso do diálogo com formas ''elevadas'' de cultura (entre elas a literatura), tentando desviar o trajeto da trupe em relação às formas industrializadas de produção musical e cultural atuais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A questão é que o público principal do grupo de Anitelli são jovens, geralmente os de melhor instrução com acesso a bens culturais inacessíveis a grande parte da população. Um desses bens culturais seriam estudos de língua portuguesa e literatura, literatura que nem sempre é estudada de modo tradicional. É comum entre professores de língua portuguesa a utilização de textos de música popular brasileira para o desenvolvimento de suas aulas. Chico Buarque, Caetano, Renato Russo, Cazuza, e mais recentemente rap, são recorrentes em leituras e exercícios nessas aulas. O problema maior não é a utilização desses autores, que certamente tem seu valor, mas a utilização &lt;i&gt;única e exclusiva desses autores&lt;/i&gt; que, podem ter bebido em fontes de escritores, mas nunca poderão ser comparados a eles. E nessa falha de referenciais de textos autênticos, que certamente deixam lacunas no aprendizado dos alunos, é que se sustém a aura vanguardista de O Teatro Mágico. As letras do grupo, em si, não possuem elementos literários, mas sim o puro e simples jogo de palavras, trava-línguas, comparações. Não existem figuras de linguagem tais como metáforas (p. ex &lt;i&gt;''Lua, balão dourado sobre mim''&lt;/i&gt;), hipérboles ou exageros (&lt;i&gt;p. ex.''Vou te dar a lua''&lt;/i&gt;), paradoxos (&lt;i&gt;p. ex. ''Eu amo enquanto te odeio''&lt;/i&gt;), prosopopeias ou personificações (&lt;i&gt;''A chuva sussurrou no meu ouvido''&lt;/i&gt;). Enfim, esses referenciais não são vistos nas obras do grupo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Abaixo, alguns trechos (em itálico) de três composições de OTM, que desenvolvem este argumento acima. Eles estão em ordem cronológica de suas produções: 'Entrada para raros' (2003), prosseguindo com 'Segundo Ato' (2008) e com o atual 'A Sociedade do Espetáculo' (2012). O primeiro texto é&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Sintaxe à vontade&lt;/i&gt;, de Fernando Anitelli:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Sintaxe à vontade&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Sem horas e sem dores,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Respeitável público pagão,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Bem-vindos ao teatro magico.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;A partir de sempre&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Toda cura pertence a nós.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Toda resposta e dúvida.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Todo verbo é livre para ser direto ou indireto.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Nenhum predicado será prejudicado,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Nem tampouco a frase, nem a crase, nem a vírgula e ponto final!&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Afinal, a má gramática da vida nos põe entre pausas, entre vírgulas,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;E estar entre vírgulas pode ser aposto,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;E eu aposto o oposto: que vou cativar a todos&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O uso da palavra sintaxe (estudo gramatical que analisa na frase os arranjos tais como o sujeito, o predicado, o objeto direto , o indireto,etc) é o tema, que é confundido com 'sinta-se'. Há referências a termos gramaticais, ''aposto''(que é associado com ''oposto''), predicado (que é associado a 'prejudicado'). Nada além disso. O destaque é mesmo os jogos de palavras, comuns em práticas pedagógicas com alunos do ensino fundamental das primeiras séries, mas certamente defasadas para um público de nível secundário ou universitário. A composição, certamente estaria adequada na redação de um programa humorístico de conteúdo familiar e acessível a todos. A seguir , um trecho de &lt;i&gt;Pena&amp;nbsp;&lt;/i&gt;de Fernando Anitelli e Maíra Viana:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Pena&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;O poeta pena quando cai o pano&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;E o pano cai&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Um sorriso por ingresso&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Falta assunto, falta acesso&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Talento traduzido em cédula&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;E a cédula tronco é a cédula mãe solteira&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;O poeta pena quando cai o pano&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;E o pano cai&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Acordes em oferta, cordel em promoção&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;A Prosa presa em papel de bala&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Música rara em liquidação&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;E quando o nó cegar&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Deixa desatar em nós&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Solta a prosa presa&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;A Luz acesa&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Lá se dorme um Sol em mim menor&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Aqui temos uma brincadeira da ''língua do p''.&amp;nbsp;''O poeta pena quando cai o pano/ E o pano cai''. Mas não avança mais do que isso,além da associação de 'poeta' e 'pena' (pena com significado de sofrimento e de caneta). Os trocadilhos seguem - ''cédula tronco'' (célula tronco) é a ''cédula mãe (célula mãe) solteira''. E que venham as associações: ''E quando o nó cegar''/''A luz acesa/Lá se dorme um Sol em mim menor''. É pouco motivador saber que uma composição se utiliza de significações do dicionário, ainda mais sabendo que inúmeras palavras do dicionário tem mais de uma significação. &lt;i&gt;Banco&lt;/i&gt; (casa de poupança), &lt;i&gt;banco&lt;/i&gt; (da praça), &lt;i&gt;banco&lt;/i&gt; (de areia) e por aí vai. O que Anitelli propõe é o óbvio exercício de aproximação, algo semelhante àquelas composições que se fazem na escola com recortes de palavras de revista, compondo-se palavras, frases e períodos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A seguir, o epílogo da trilogia com &lt;i&gt;Esse mundo não vale o mundo meu bem&lt;/i&gt;, onde temos uma diferenciação - infelizmente não no estilo, mas, na ideologia. Nesta última composição analisada, além dos monótonos jogos de palavras, há o engajamento. A parceria universal e fraterna é composta pelos irmãos Fernando e Gustavo Anitelli:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Esse Mundo Não Vale o Mundo meu bem&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;É preciso ter pra ser ou não ser&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Eis a questão&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Ter direito ao corpo e ao proceder&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Sem inquisição&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;A impostura cega, absurda e imunda&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;A quem convém?&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Esta hétero-intolerância branca te faz refém&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Esse mundo não vale o mundo meu bem&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Grita a Terra mãe que nos pariu: Parou&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Beleza de natureza vã e vil, cegou&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Ser indiferente ao ser diferente&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;É sem senso.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Agoniza um povo estatisticamente, seu tempo&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Na maneira, que for&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Na bandeira, na cor&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Colonizam o grão, as dores da estação&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Somos massas e amostras&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Contaminam o chão, família e tradição&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Nossas castas encostas&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Esqueçamos os óbvios ''Grita a Terra mãe que nos pariu: Parou'' ou então o ''Beleza de natureza vã e vil, cegou''&amp;nbsp;que podem ser encontrados a varejo em semelhantes de certos setores sofisticadíssimos da MPB. Atentemos para o discurso novo, talvez alimentado pelo entusiasmo para com novas correntes &lt;i&gt;ongueiras,&lt;/i&gt; dissociadas dos referenciais históricos, éticos e culturais que são jogados na vala das intenções vanguardistas. Anitelli aposta na mais marqueteiras formas de pensamento, tomando carona no &lt;i&gt;mainstream&lt;/i&gt; modernoso, leitor de orelhas de livros, capenga, que quer transformar o mundo, mas que não sabe nem governar a própria cozinha.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É lamentável ter que deglutir trechos sem estética, como em ''Ter direito ao corpo e ao proceder / Sem inquisição/ A impostura cega, absurda e imunda/ A quem convém/ Esta hétero-intolerância branca te faz refém/ Contaminam o chão, família e tradição''. Anitelli abusa do tom ao, seguindo a corrente atual, associar clichés históricos e sociológicos misturados com uma boa dose do tempero demagógico. Aonde se encontram indícios que a heterossexualidade é prerrogativa branca? A associação de palavras - idéias - espúrias (''direito ao corpo inquisição/impostura cega, absurda e imunda/intolerância branca te faz refém'') somente faz confundir, trapacear e simular de forma parcial, temas que deveriam ser iluminados de forma competente através da música, cinema, literatura, enfim, da arte. Arte e competência que infelizmente faltam ao O Teatro Mágico.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Somos um país racista, das senzalas e elevadores de serviço. Violento. Desumano. Corrupto. Entretanto, pegar conceitos &lt;i&gt;esterotipificados &lt;/i&gt;e no mais abjeto processo de pasteurização cultural impor aos jovens e ao público em geral a reescrita de seus ideais, que pelo andar da carruagem - ou da trilogia - não são tão nobres assim, é forçar a nota. Mesmo que se arrogue o justificativa da mudança. O que é mais frustrante é saber, que mesmo se arrogando independente, vanguardista e inovador, O Teatro Mágico é o mais do mesmo. Disponibiliza músicas em um período onde o cantor/compositor ganha irrisoriamente por vendas de cd's. Faz coro contra o &lt;i&gt;mainstream &lt;/i&gt;cultural, mas canta em salas de espetáculos ''nobres'' e caras. Tem o discurso da fraternidade incondicional, mas a refuta ao abraçar ideologias imediatas que satisfazem suas necessidades ideológicas imediatas que afrontam os seus semelhantes, suas crenças, histórias, posturas morais e éticas. E o mais frustrante ainda, entre aquilo que já não poderia ser mais desabonador,  é saber que muitos continuam bebendo da fonte jorrada por Anitelli e sua trupe. São jovens que em pouco tempo terão suas vidas mundo afora alimentados certamente pelos conceitos pseudo-sofisticados do O Teatro Mágico. É sabido que Anitelli tem tido problemas de alergia devido à maquiagem facial. Quando a máscara cair e o circo tiver descido a lona, o estrago já estará feito. Ele contará os lucros, enquanto o público jovem, já tão manipulado e mal orientado por educadores, mídia, profissionais da cultura em geral ainda terá ecoando em suas mentes, forçadamente &lt;i&gt;sub-letradas&lt;/i&gt;, a didática nada fraterna da trilogia de O Teatro Mágico.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://tramavirtual.uol.com.br/o_teatro_magico/"&gt;http://tramavirtual.uol.com.br/o_teatro_magico/&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Teatro_M%C3%A1gico"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Teatro_M%C3%A1gico&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Teatro_M%C3%A1gico"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Anitelli&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Teatro_M%C3%A1gico"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folhateen/939798-trupe-do-teatro-magico-prepara-terceiro-disco-para-setembro.shtml&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Teatro_M%C3%A1gico"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u414584.shtml&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Teatro_M%C3%A1gico"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Teatro_M%C3%A1gico"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;http://oteatromagico.mus.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O programa 'Agora é tarde' de Danilo Gentili apresentou em uma de suas edições, &amp;nbsp;durante o quadro &lt;i&gt;Mesa Vermelha &lt;/i&gt;(uma espécie de resenha), um trecho do programa 'Caldeirão do Huck', onde o apresentador Luciano Huck interagia com uma dançarina de escola de samba. Neste vídeo, um descontraído Huck perguntava qual era a profissão da moça (ela era professora de Língua Portuguesa) para, em sequência, pedir para que ela repetisse algumas palavras complexas, além do trava-língua 'Em um ninho de mafagafos'. De pronto ela respondeu a ele que era professora e não fonoaudióloga. Ao fim da exibição do vídeo, Ronald Rios, que é repórter do 'CQC', afirmou de modo jocoso, que Huck não consegue viver com a ideia que alguém pode ter 'dois talentos'. E ainda salientou que Luciano Huck teve entre suas criações as dançarinas Feiticeira e Tiazinha, além de ter copiado a ideia do programa 'Pimp my ride' da MTV americana, que 'repagina' carros velhos de telespectadores. Detalhe: neste programa, o participante não precisa se submeter a provas vexatórias, para fazer jus à reforma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Luciano Huck, faz parte de uma linhagem, tal como Roberto Justus e em menor escala, João Dória Jr, que poderia ser chamada de 'plutocracia televisiva'. Trazem à televisão, além de conteúdos agregados aos seus talentos individuais e suas imagens, também um conceito diferente daquele geralmente associado às pessoas do veículo, um tipo de ideal de bem-aventurança já construído mesmo antes do ingresso nas mídias onde trabalham. Esse ideal de profissionais de mídia bem sucedidos, ligado a uma imagem de habilidade nos negócios e &amp;nbsp;administração da carreira parece ser um fenômeno pós 1990, quando diretores executivos (também conhecidos como CEO's) começaram a ganhar destaque em noticiários, jornais em revistas, sendo alardeados como novos referenciais de visão empreendedora, empenho pessoal, arrojo e senso de oportunidade. Seriam, de forma abreviada, novos ícones neo-liberais.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Além de terem suas trajetórias vislumbradas pela mídia especializada em economia e negócios, seus exemplos de bem-aventurança foram disponibilizados para o público leigo por meios de livros &lt;i&gt;best-sellers&lt;/i&gt; de auto- ajuda, com dicas de conduta para se chegar ao sucesso profissional e pessoal. Verdadeiros manuais para aqueles que vislumbravam algo a mais do que uma carreira modesta acompanhada de uma modesta visualização social, comumente propagada como algo secundário, mas de modo pragmático, requisitada em qualquer núcleo social.&amp;nbsp;Jack Welch, Abílio Diniz, Donald Trump entre outros gurus começaram a discorrer, para o leitor necessitado de&amp;nbsp;iluminações e dicas para suas carreiras, como venceram os desafios, inovaram subjugando propostas ultrapassadas, lideraram grupos, instituíram novos conceitos, assegurando seus nomes entre aqueles que fazem a diferença no inclemente mundo corporativo. Enfim, como fizeram, cada qual a seu modo, suas reengenharias. Reengenharia é um termo muito recorrente nesse meio empresarial, algo como 'reajustes operacionais' - eufemismo para readequações que culminam quase sempre em demissões, terceirizações, precarização de contratos trabalhistas, entre outros 'reajustes'.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas o grande desafio no caso específico dos 'bem-aventurados' nos negócios que enveredaram pelos corredores da mídia televisiva, difundindo seus valores e conceitos através das telas dos mais diversos telespectadores, é conseguir justificar seus talentos de comunicadores, eliminando a desconfiança que o público em geral tem para com eles e em relação a seus eventuais potenciais de apresentadores. Algo que tire o estigma de aventureiros em busca de 'realizações egocêntricas', que mostre ao público que eles tem potencial para transformar suas habilidades de gerência em algo &amp;nbsp; mais subjetivo &amp;nbsp;e mais empático, e consequentemente, mais artístico. O apresentador Silvio Santo talvez transmita isso, já que consegue conciliar as facetas de administrador e artista de forma satisfatória diante do público.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Entretanto - e isso pode ser justificado pelo comentário de Ronald Rios - essa é uma possibilidade que ainda não foi atingida pelos 'novos artistas' televisivos citados. Analisando-os um a um, não temos boas perspectivas. Peguemos inicialmente Dória Jr, que parece mais um propagandista nato das virtudes (ninguém quer questioná-las aqui) dos entrevistadores em seu 'Show Business', com citações de casuísmos &amp;nbsp;e anedotas de 'homens de valor' que deixam qualquer 'mortal' telespectador ressabiado, pedindo para que o programa acabe logo. Já sua performance de &lt;i&gt;showman &lt;/i&gt;no nefando 'O Aprendiz', quando assume o chefe 'morde-assopra' é de fazer arrepiar os cabelos já arrepiados de Donald Trump.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O que dizer então de Roberto Justus, o apresentador-cantor que, de forma canastrona personificou a megalomania filistina misturada a um toque de brejeirice tupiniquim? Como justificar a encenação de si próprio, dialogando com seu próprio ego em situações de um &lt;i&gt;reality show&lt;/i&gt; que, enevoado sob a aura de entretenimento pedagógico, traduz o que há de mais caricatural e 'representativo' do mundo corporativo?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Finalizando, como justificar Luciano Huck, o mais palatável e bem sucedido dos &lt;i&gt;self made men&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;que continua a sua sina de apresentador iniciada 'por cima' quando, empresário da noite, arrendava horários de madrugada na televisão para fazer sua versão 'Amaury Jr. descolada'? Como ser condescendente com alguém que lançou dois 'personagens fetiches sexuais', além de cópias de quadros de &amp;nbsp;programas &amp;nbsp;tanto nacionais &amp;nbsp;quanto estrangeiros? Luciano, por ser o mais novo dos três apresentadores, poderia olhar para sua trajetória e repensá-la com mais atenção. Um bom talento pode valer mais do que mil moedas. Mas quem tem mil moedas, talvez não encontre um talento disponível para aquisição imediata, mesmo que procure de modo eficiente dia e noite.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jack_Welch"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Jack_Welch&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Doria_J%C3%BAnior"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Doria_J%C3%BAnior&lt;/a&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chief_executive_officer"&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/Chief_executive_officer&lt;/a&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Donald_Trump"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Donald_Trump&lt;/a&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://www.mauriciostycer.com.br/luciano-huck-acusa-programa-do-gugu-de-plagio-e-e-chamado-de-%E2%80%9Cbabaca%E2%80%9D-e-%E2%80%9Ccovarde%E2%80%9D-pelo-diretor-do-rival-2/comment-page-1"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://www.mauriciostycer.com.br/luciano-huck-acusa-programa-do-gugu-de-plagio-e-e-chamado-de-%E2%80%9Cbabaca%E2%80%9D-e-%E2%80%9Ccovarde%E2%80%9D-pelo-diretor-do-rival-2/comment-page-1&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;
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&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/barhVN2lzrph3IPuYsKBtU9gvEI/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/barhVN2lzrph3IPuYsKBtU9gvEI/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Alguns afirmam que sua música é deprimente o que é improvável. Adele, a despeito de ter em seu repertório momentos de introspecção e tristeza, rejeita esse rótulo. Em &lt;i&gt;Someone like you&lt;/i&gt; (&lt;i&gt;Alguém como você&lt;/i&gt;), em momentos de intimismo raros na música de hoje ela afirma:&lt;i&gt; ''Deixe para lá, eu vou encontrar alguém como você/ Eu não desejo nada, além do melhor para você / Não se esqueça de mim, eu peço, eu lembro do que você disse / Algumas vezes o amor permanece, mas em outras vezes o que resta são as feridas.''&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Poucas vezes temos a possibilidade de presenciar um destacamento notável, tanto em relação à obra, quanto ao artista. Adele poderia ser confundida com uma colegial em um festival, com seu gestual contido, o jeito tímido, o anti-estrelismo. Ela parece renegar o veredito de Marshall McLuhan (1911-1980), pesquisador da teoria da comunicação. Em seu livro &lt;i&gt;The Medium is The Message,&lt;/i&gt; de 1967 (&lt;i&gt;O meio é a mensagem&lt;/i&gt;), o professor McLuhan afirma:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;''O mundo instantâneo dos meios de informação elétricos (eletrônicos) envolve todos nós, de uma só vez. Nenhuma separação da composição é possível.''&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Sob essa perspectiva de McLuhan, tudo se confunde em uma só composição, isso podendo ser levado para o campo da mídia, publicidade, artes. A sociedade influencia a publicidade, ou contrário? Vejamos as novas tecnologias visuais em 3D, um recurso que 'põe' o espectador dentro do contexto, fazendo-o participar de situações onde antes ele era passivamente um mero contemplador. Há uma fusão entre observador/leitor/espectador com o referencial artístico/literário/cinematográfico e televisivo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E nessa mistura é quase impossível de delimitar aonde termina a arte e começa o artista. A vida de artista no mundo contemporâneo é algo que se agrega à sua imagem, tornando pública suas virtudes e desvirtudes. Notícias sobre celebridades (de preferência 'reveladoras') abastecem um mercado lucrativo do mundo midiático. Artistas fundem-se com personagens de seus filmes, cantores não conseguem dissociar as performances do palco e imaginam estar em um ininterrupto festival, onde as estrelas são eles. Porém, um artista diuturno é algo possível?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quando se ouve uma canção de Adele, tomando por exemplo a citada &lt;i&gt;Someone like you&lt;/i&gt;, mesmo que o ouvinte não tenha vivido alguma desilusão semelhante àquela narrada da música, tem a percepção do aspecto autobiográfico da canção. Toma para si, vivencia, aprecia emoções juntamente com o teor intimista - intimista não por ser algo pessoal, mas por mostrar sentimentos universais em uma música justamente classificada como intimista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Adele canta como uma pessoa (artista) que canta para outras pessoas (público). Aqui vale o destaque para a palavra público, com sua significação desgastada. Ela diz que tem medo de cantar em público (uma vez fugiu pela saída de incêndio) e não gosta de turnês. O que em um artista 'engajado' dentro do repertório do &lt;i&gt;show business&lt;/i&gt; seria uma declaração narcisista e voluntariosa, em Adele soa natural, tal qual sua despreocupação com a estética não faça relevância para sua obra. O que importa é a voz e a capacidade de observação para novas composições. Enquanto seguir o que tem feito, terá público que apreciará suas músicas. Ele será mais levado pela qualidade de suas composições do que por outras características, como o mero impacto visual ou comportamental, induzindo o público a serem meros consumidores (fãs passivos) de produtos culturais que dispensem qualquer subjetividade em sua apreciação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;The Medium is the Message - An inventory of Effects,&lt;/i&gt; Marshall MCLuhan e Quentin Fiore, Bantam Books, New York, 1967&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/ex-de-adele-pede-royalties-por-cancoes-inspiradas-no-fim-do-namoro"&gt;http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/ex-de-adele-pede-royalties-por-cancoes-inspiradas-no-fim-do-namoro&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/ex-de-adele-pede-royalties-por-cancoes-inspiradas-no-fim-do-namoro"&gt;http://www.rollingstone.com/music/news/adele-opens-up-about-her-inspirations-looks-and-stage-fright-in-new-rolling-stone-cover-story-20110413&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/ex-de-adele-pede-royalties-por-cancoes-inspiradas-no-fim-do-namoro"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/adele-e-uma-estranha-no-ninho-da-musica-pop-espalhafatosa&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/ex-de-adele-pede-royalties-por-cancoes-inspiradas-no-fim-do-namoro"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://www.youtube.com/watch?v=hLQl3WQQoQ0&amp;amp;ob=av2n&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/ex-de-adele-pede-royalties-por-cancoes-inspiradas-no-fim-do-namoro"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/ex-de-adele-pede-royalties-por-cancoes-inspiradas-no-fim-do-namoro"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Marshall_McLuhan&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2312225430687760248-2866472171467377058?l=notasdemidia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O cantor, compositor e ator Moacyr Franco, ao retratar sua fase atual de solteiro (ele está separado há dois anos de sua última mulher, Dani Franco), explanou o que pensa sobre os atuais relacionamentos, em especial sobre as mulheres contemporâneas: &lt;i&gt;“É muito complicado pra mim sentar com uma moça de 50 anos que queira conversar sobre ‘ah, essa vida é muito triste’. Eu não aguento. Não é meu papo esse aí. Minha conversa é outra. Quero viver o que virá”.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A mídia pouco relata essa fase dos homens, que parece invisível ou então pouco complexa para a sociedade - a fase da separação e da tentativa de reconstrução de novos laços afetivos que poderão resultar em uma nova família. Sempre quando há o desmanche de um núcleo familiar, a mulher é o foco, pois, justamente, arroga a si a guarda dos filhos, além dos anseios (legítimos, evidente) de construir nova vida ao lado de alguém que a faça feliz. No cinema temos alguns poucos exemplos de obras que retratam o lado masculino, não apenas de modo individualizado, mas sob a ótica complexa da reescrita de suas vidas, além das de seus filhos sob suas guardas. Em ''Kramer vs. Kramer'', EUA, 1980, o protagonista vivido por Dustin Hoffman vive o dilema de se dividir entre o papel de pai (ele fica com a custódia temporária do filho, pelo qual luta na justiça com a mulher), provedor e homem. Ted Kramer é um publicitário atarefado, que entre suas obrigações de trabalho, tenta arrumar tempo para dar atenção e carinho a seu filho Billy.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Já em ''À procura da felicidade'', EUA, 2007, Will Smith vive um vendedor de aparelhos médicos falido que, abandonado pela mulher que não aguenta a perspectiva de uma vida - mesmo que momentânea - de privações, tenta se reerguer ao lado do pequeno filho, em um filme baseado em uma história real, que demonstra a todos ser possível driblar as adversidades quando se tem em foco a direção do destino de nossas vidas, seja individualmente ou ao lado de alguém.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Poderíamos ler a frase de Moacyr Franco sob uma ótica individualista, quase hedonista. Ele poderia estar querendo ser mais seletivo, pois com a idade que tem e com a experiência em relacionamentos bem sucedidos (ou não tão bem sucedidos assim), seria um direito dele escolher aquela com quem quer passar o resto de sua vida. Entretanto, mais do que algo subjetivo, a fala do &lt;i&gt;showman &lt;/i&gt;retrata uma realidade mais intensa do que a percepção coletiva presume.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O homem, na sociedade contemporânea, é visto como um provedor - mesmo que exista um discurso dissociativo sobre isso - sendo que suas prioridades primeiras, sob essa ótica, seriam a manutenção do bem-estar da ex-companheira e de seus eventuais filhos. No quesito 'manutenção', não há o que contestar, haja vista o número assombroso de processos de pedidos de pensão alimentar feitos por mulheres que, sem fazermos julgamentos de valores ou direitos, são as únicas personagens sociais que estariam dispostas a reconstruir suas vidas e terem novos laços afetivos e matrimoniais. O homem aqui, seria apenas coadjuvante, nessa nova sociedade de uniões familiares cada vez mais açodadas que resultam em finais não tão felizes quanto os filmes nos mostram. Mas buscando algo prático e que nos mostre o que significa realmente a fala de Franco sobre suas preferências comportamentais de eventuais mulheres que queiram estar ao seu lado, o que faz com que essa mesma fala seja tão real, quase incontestável e que vai na contra-mão de um ideário que tem sido repetido exaustivamente há anos e que nos diz que todos -homens e mulheres - tem direito a uma segunda chance em relacionamentos, sendo que nessa segunda chance devemos desconsiderar a fase em que ela pode ocorrer?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Se as balzaquianas - termo vindo da obra 'A mulher de Trinta Anos', de Honoré de Balzac (1799-1850) que retrata uma mulher madura e que mantem ainda atrativos pouco notados pela sociedade até então - estão mesmo perdendo seu brilho, é difícil afirmar. Apenas poderíamos especular que elas, de acordo com a realidade de nossos dias, se adequam bem ao retrato feito por Moacyr Franco. Mesmo que a mídia, teledramaturgia, cinema, pintem com cores emocionantes e arrebatadoras os relacionamentos das &lt;i&gt;mulheres de trinta anos atuais&lt;/i&gt;, com romances com homens mais novos em romances de 'tirar o fôlego', a realidade tem demonstrado que não são tão prodigiosas suas tentativas de redirecionamento de suas vidas amorosas e familiares.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Levando em consideração que a faixa de maior números de matrimônios está entre 30 e 39 anos (IBGE) - ou seja, uma fase 'balzaquiana', nada mais natural, pela moral vigente na sociedade, que os casamentos que venham a fracassar, ocorram durante, ou além dessa faixa etária. E lembremos que, com a modernização e desenvolvimento da ciência, a expectativa de vida é muito maior do que aquela dos tempos de Balzac e de nossos avós, o que poderia nos permitir dizer que as balzaquianas atuais estariam com idade além dos 40 (até mesmo na faixa dos 50 anos, a faixa das &lt;i&gt;moças &lt;/i&gt;apontada por Franco). E essas &lt;i&gt;moças&lt;/i&gt;, de modo empírico, têm a mesma disposição de reconstruir família assim como os &lt;i&gt;moços&lt;/i&gt; têm? Estariam as &lt;i&gt;balzaquianas do século 21 &lt;/i&gt;dispostas a renunciar o ego tão inflamado pelas conquistas femininas recentes, que, para o bem ou para o mal, tem colocado as mulheres em patamares por vezes inflacionados ou desvirtuados, de modo que seja dificultoso que tais mulheres percebam suas realidades sem projeções ou equívocos que muitas vezes são a causa de infortúnios em seus relacionamentos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O homem, quando se separa, quer reconstruir uma nova vida. Ao lado de alguém que o ame. Quer ter filhos, um lar. Sendo convencional a guarda dos filhos por parte da mulher, é então também convencional que ele procure uma companheira que destoe um pouco de sua faixa etária, para que ela lhe dê outros ou novos filhos (estamos levando em consideração também que os avanços médicos permitem gestações tardias, com recursos de fertilização, entre outros, daí a faixa etária da nova companheira pode variar também). Deixando de lado a repulsa do discurso bem intencionado modernizado, o homem quer deixar herdeiros. Se soa 'patriarcal e tradicionalista' para alguns ouvidos, esse anseio masculino é legítimo e pouco ou nada há para se fazer. Sim, há outras possibilidades de se ter filhos, como a adoção, mas tudo aponta que para uma reconstrução familiar ao lado de uma mulher que lhe dê filhos, o homem escolha uma companheira em período fértil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Como fazer então para que o brilho das balzaquianas volte? A sugestão de resignação feminina seria algo irracional, pois todos temos direito a uma segunda, terceira ou mais chances. O que precisaríamos aqui é fazer uma tentativa de reorganizar paradigmas que reinam absolutos e que não colaboram em nada nessas situações de relacionamento. Uma possibilidade é uma releitura por parte das mulheres, do que vem a ser família. Porque, mesmo nos dias atuais, a mulher que se divorcia, arroga a si o direito do 'poder familiar', o que pode ser danoso sob todos os aspectos, tanto familiar, quanto social. Como dissuadir a mulher da ideia que ' a família é sua' - leia-se filhos e congêneres? Quantas tentativas de reconstrução familiar são fracassadas por causa da ótica feminina distorcida, que sob o impulso da emoção, vê em indivíduos mal-intencionados e despreparados o combustível que fará com que sua vida seja ainda mais marcada por dissabores na vida familiar e amorosa?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A mulher precisaria aprender a assumir responsabilidades para que as possibilidades de reconstrução se multipliquem e que os 'lamentos de balzaquianas' não sejam a única herança de suas escolhas nos relacionamentos. Se a independência feminina é algo ainda em construção, disforme, sem rosto, que as mulheres que desejam refazer suas vidas ao lado de alguém usem da racionalidade em suas novas escolhas. Os divórcios parecem ser uma constante, mas em ambas as partes a independência de escolhas em novas empreitadas de relacionamento é algo legítimo e não deve ser creditado à outra parte, nem aos filhos ou familiares os possíveis fracassos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E a sociedade por sua vez precisa aprender que, em um divórcio, as duas partes precisam de novos referenciais de vida para reconstruir suas vidas em novas famílias. A parte 'mais fraca' -ou menos desimportante, sob o aspecto social - parece ter sido designada ao homem, que socialmente é ridicularizado quando quer ter o legítimo direito à reconstrução familiar ao lado de uma mulher mais nova. Esse é um direito que é reivindicado, mesmo que de modo implícito pelo &lt;i&gt;balzaquiano&lt;/i&gt; Moacyr Franco, que percebeu que não vale a pena investir em relacionamentos onde as lamúrias feminianas pelas escolhas equivocadas sejam mais importantes do que o desejo de acertar, desejo esse que parece mais adequado nos dias atuais, ao universo masculino. &lt;i&gt;As mulheres de trinta anos atuais &lt;/i&gt;precisam atentar para essa nova realidade e buscar alternativas, caso contrário as conquistas balzaquianas ficarão apenas nos relatos de mulheres de tempos passados que, apesar da experiência e vivências de dissabores anteriores, estavam abertas ao diálogo e ao respeito em seus relacionamentos, em novas tentativas de refazerem suas vidas sentimentais e familiares.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&amp;amp;palavra=balzaquiana"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&amp;amp;palavra=balzaquiana&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&amp;amp;palavra=balzaquiana"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://gente.ig.com.br/moacyr-franco-paula-fernandes-esta-me-sustentando/n1597564092340.html&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&amp;amp;palavra=balzaquiana"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/11/numero-de-divorcios-no-brasil-e-o-maior-desde-1984-diz-ibge.html&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&amp;amp;palavra=balzaquiana"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://cinema.uol.com.br/ultnot/2007/02/01/ult26u23365.jhtm&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&amp;amp;palavra=balzaquiana"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Pursuit_of_Happyness&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&amp;amp;palavra=balzaquiana"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Kramer_vs._Kramer&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&amp;amp;palavra=balzaquiana"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Honoré_de_Balzac&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Para tanto, vejamos o impasse detectado na operação da PM de São Paulo que, na região central da capital, está atuando de forma efetiva na área conhecida como 'cracolândia', região esta caracterizada pelo intensivo comércio de crack, acompanhada, a olhos vistos, das consequências que o consumo desta droga causa em seus usuários. Nos primeiros dias da operação do poder público, que englobou polícia, serviços de saúde e de assistência social, houve grande resistência por parte de setores progressistas. Por mais que se justificasse a ação do poder público em favorecimento dos usuários largados à própria sorte, associada à repressão ao comércio de entorpecentes na região, o que beneficiaria a população como um todo, legítima dona dos espaços públicos antes ocupados pela delinquência, não faltaram os discursos contrários à ostensiva do poder público.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A mídia foi invadida por &lt;i&gt;ongueiros&lt;/i&gt;, por defensores da descriminação do uso de drogas ilícitas e por representantes do Ministério Público paulista que, ligados ao discurso da esquerda nacional, bradaram seus já cansados slogans 'anti-opressão'. Inúmeros argumentos brotaram no mar das intenções libertárias: que os usuários estariam sendo cerceados em seus direitos e a operação não estaria sendo eficiente (o promotor Eduardo Ferreira Valério chegou a afirmar que a operação trazia 'dor e sofrimento' aos usuários, em uma crítica politizada à questão de segurança e saúde pública); que haveria uma tentativa de higienização social na região. Após discussões entre representantes do Ministério Público e setores da PM, e outros representantes dos governos estaduais e municipal, a operação na região central da capital paulista prosseguiu com resultados positivos para a sociedade, que apóia de modo maciço a ocupação da área degradada pelo poder público, para posterior devolução aos cidadãos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Voltando ao episódio de Aracaju, poderíamos fazer um paralelo. No show de Rita Lee, a PM sergipana foi hostilizada com palavrões pela cantora paulistana, uma reação inconsequente para com a força policial, que tem em suas metas principais, proteger e servir a população, patrocinando a ordem e a observância às leis. Ali, a polícia, sob o comando máximo do governador Marcelo Déda, situou-se entre a cruz e a caldeirinha - se não reagisse com rigor, frente aos impropérios de Lee, seria tachada como leniente para com a delinquência; se tentasse a retirada dos fãs usuários de maconha, poderia haver tumulto (o que seria provável, visto que os neurônios da&lt;i&gt; musa mutante&lt;/i&gt; pareciam propensos a tal ato de apologia à violência contra os policiais). Felizmente prevaleceu o bom senso e sob o comando do governador Déda, os integrantes da PM saíram das proximidades do palco durante o show - o que não significou vistas grossas, pois Rita Lee foi levada para a delegacia para depoimentos. Como toda revolucionária de shopping center, ao retornar a SP, Rita ficou muda, justificando-se estar seguindo recomendações de seu advogado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O paralelo que se quer fazer aqui é o da efetividade do discurso tão querido e difundido pela esquerda em favor de supostas liberdades individuais, sempre endossadas pelo discurso 'progressista' dos setores mais liberais de nosso país. E o mais intrigante, é a contrariedade entre a teoria e a prática (algo comum entre sistemas direcionados pelo pensamento de esquerda). Vejamos no caso de Aracaju: porque não houve um bom senso em se abordar os usuários? Em um grupo reduzido de usuários que foi detectado, um ou dois policiais militares seriam suficientes e não haveria problemas de acirramento de ânimos. Por que a polícia, sob o comando do petista Déda não fez isso? Ela agiria com a mesma efetividade em situações corriqueiras?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Evidente que não, pois o estado, sob a perspectiva da esquerda, é supremo, suprimindo sempre as liberdades individuais, sendo por vezes exaltado em situações arbitrárias, onde são justificadas incoerências em favor de ideais da &lt;i&gt;revolução&lt;/i&gt;. Certamente Rita foi para a delegacia mais por ter desrespeitado a PM (que certamente deve ser respeitada) do que pela apologia às drogas. Um argumento efetivo para esta afirmativa? Basta olharmos a falta de políticas e campanhas estatais do governo federal visando o combate às drogas - para sermos justos,diga-se de passagem, atualmente há uma campanha contra o crack, mas pelas circunstâncias e pela proximidade de seu lançamento com as operações da polícia paulistana na 'cracolândia', percebe-se o viés político nesta campanha. E além disso, por que apenas contra o crack? Maconha, cocaína e drogas sintéticas não são danosas também à saúde e à população? Ou teriam essas drogas um charme impossível de ser encontrado em seu concorrente mais letal, crack?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Sempre que se discute uma eventual legislação que favoreça a descriminação das drogas, estudos são mostrados, evidências colhidas de países de primeiro mundo discutidas, discursos intelectualizados de artistas, formadores de opinião são exaustivamente disseminados numa tentativa de que a comunidade aceite os argumentos dos defensores da canábis. Mas será que os atuais defensores da descriminação das drogas em uma sociedade democrática como a nossa teriam argumentos para continuar a defendê-las em sociedades que são modelos de repressão aos direitos individuais, de desrespeito aos direitos humanos, de cerceamento à liberdade de expressão e de imprensa? Será que o fariam com tanta propriedade em países 'democráticos' (sob uma visão esquerdista) como Cuba ou então na China? Certamente que não, pois o que está sendo analisado, não são as liberdades individuais em si, mas sim situações de poder, onde os ideais políticos libertários que pavimentaram o caminho para a ascensão ao poder nunca são coerentes com a prática política de forma efetiva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Déda deve ser louvado por sua atitude, sob todos os aspectos. Entretanto ela é, de uma forma ou de outra, incoerente com o discurso de seus outros correligionários, que provavelmente jogariam uma sofisticadíssima retórica das 'liberdades individuais' no gesto do governador sergipano (o deputado federal Paulo Teixeira, PT-SP, afirmou que drogas na universidade fazem parte de um 'rito de passagem'). Ou seja, nesta situação, a fumaça, que nos olhos dos outros é refrescante, ardeu nos próprios olhos do governador. Quem saiu ganhando realmente foram os maconheiros do Brasil inteiro que conseguiram mais subsídios para seus argumentos em defesa de seu vício, direcionados pelo direito às liberdades individuais. Deixo essa expressão 'liberdades individuais', tão repetida (e desvirtuada) nos dias atuais, a critério de interpretação do leitor. Justifico apenas citando situações onde o estado, senhor supremo do pensamento da esquerda, tem dado mostras de invasão dos verdadeiros direitos individuais do cidadão. Cito a 'lei da palmada', votada recentemente (não se quer discutir seu aspecto ético, familiar e psicológico, apenas a invasão estatal em domínios domésticos), além da fanfarronice midiática patrocinada pela primeira dama norte-americana, Michelle Obama, em sua saga contra as batatinhas fritas consumidas no &lt;i&gt;país do Tio Sam&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/pais/cracolandia-mp-abre-inquerito-para-investigar-acao-do-governo-3631716"&gt;http://oglobo.globo.com/pais/cracolandia-mp-abre-inquerito-para-investigar-acao-do-governo-3631716&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/se/sergipe/noticia/2012/01/governador-de-sergipe-comenta-show-polemico-de-rita-lee.html"&gt;http://g1.globo.com/se/sergipe/noticia/2012/01/governador-de-sergipe-comenta-show-polemico-de-rita-lee.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.atalaiaagora.com.br/conteudo.php?c=25943&amp;amp;sb=1&amp;amp;t=GOVERNADOR+MARCELO+DEDA+DESISTE+DE+PROCESSAR+RITA+LEE"&gt;http://www.atalaiaagora.com.br/conteudo.php?c=25943&amp;amp;sb=1&amp;amp;t=GOVERNADOR+MARCELO+DEDA+DESISTE+DE+PROCESSAR+RITA+LEE&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2312225430687760248-5312862819363031966?l=notasdemidia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A adolescência, segundo a Organização Mundial de Saúde vai do período entre os 10 e 19 anos; já para o ECA, Estatudo da Criança e do Adolescente, a fase vai dos 12 aos 18 anos. Entretanto, pela prática cotidiana sabemos que, devido a causas sociais, econômicas e de condicionamentos extra-familiares, esse período é prorrogado além da idade determinada oficialmente. Inúmeros fatores fazem com que esse período seja alongado nos dois extremos - de um lado temos a redução da infância impulsionada pela mídia, que exerce forte influência no desejo, principalmente de meninas, de serem adultas precoces, padronizando comportamentos, trajes e linguajar, além de ser um condicionador do adiantamento da puberdade. Já dentro do período da adolescência propriamente dita, entre os garotos, é comum o assédio por parte da propaganda de consumo de bebidas, o que fortalece o ciclo de doenças como o alcoolismo na vida adulta, além da divulgação da sexualidade inconsequente com risco na aquisição de doenças sexualmente transmissíveis e traumas psicológicos. E no extremo oposto, temos filhos que, mesmo tendo um repertório de habilidades e capacitações distintas da grande maioria da população de um país como o Brasil, ainda subsistem graças ao auxílio financeiro dos pais. Isso é algo comum e até compreensível em tempos onde se exige alta qualificação que demanda tempo e dinheiro, o que faz com que os filhos adiem sua entrada definitiva no mundo do trabalho e das responsabilidades sociais. Entretanto, se não forem essas situações bem administradas pelos pais no sentido de incentivarem a independência filial, problemas acontecerão mais cedo ou mais tarde na 'adolescência extensa'.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Tal fase é um fenômeno da modernidade. Em tempos passados, a passagem da vida de infância para a maioridade se dava em períodos cronológicos menores, tanto pelas necessidades da época, que exigiam menor especialização educacional - com consequente entrada mais rápida no mercado de trabalho - quanto pelos fatores biológicos que acompanhavam os ditames deste período; praticamente a adolescência era um período breve, sem grande relevância. A industria cultural não produzia tanto impacto na vida das famílias e os laços familiares e sociais eram traduzidos em valores que, se não fossem ideais, ao menos possibilitavam a convivência pautada pelo auxílio mutuo e confiança entre as partes envolvidas. As escolhas passadas - sejam de grupo social, de amizade, de enlaces matrimoniais - podem, numa visão apressada com olhos pós-modernos, serem caracterizadas como monótonas, sem sentido, sem liberdade. Entretanto é forçoso questionar se as atuais escolhas são verdadeiramente democráticas para nós, isentas de influências (boas ou más) pautadas por sistemas ideológicos, mídia, paradigmas decadentes, conveniências sociais, entre outros fatores.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Neste período de grandes transformações físicas, biológicas e psicológicas, o adolescente deveria, a princípio, ser assessorado, para que seu desenvolvimento neste espaço de tempo culminasse com uma vida adulta embasada em fortes referenciais de responsabilidade, indicadores de uma adolescência plena. Entretanto não é isso que ocorre. O site da OMS, citada acima, traz um panorama das necessidades do adolescente: &lt;i&gt;"Adolescentes devem aprender a lidar com o estresse pscicológico, a controlar pressões que surjam, aprender a lidar com suas emoções, a resolver conflitos, estabelecer laços com amigos e família, desenvolver autoconfiança, a manterem-se isentos da pressão das estratégias de marketing, particularmente da indústria do álcool, assim como ter habilidades para lidar com questões como competição acadêmica no meio escolar e para lidar com o desejo por lucros materiais. Entretanto, raramente estas questões primordiais são tratadas nas escolas e dentro das famílias"&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A perspectiva do que deve ser priorizado no desenvolvimento da adolescência segundo a OMS - e que é imediatamente constatado pelo próprio órgão ser uma condição difícil nos dias atuais - pode muito bem resumir o que está por detrás do pedido da mestranda paulista que, certamente reprovada nesses quesitos de construção de sua maturidade no período adolescente, veio cobrar, embasada em ideais insustentáveis, o direito de ser tutelada pelo pai, já em uma fase onde deveria ostentar a emancipação financeira, profissional e educacional, além da psicológica. Ela é um exemplo, uma representante ideal do fracasso da educação formal, cultural, social e ética do jovem contemporâneo. Assim como são representantes do fracasso educacional, os &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/educacao/2011/11/10/em-assembleia-alunos-da-usp-decidem-continuar-greve.jhtm" target="_blank"&gt;'revolucionários' da USP,&lt;/a&gt; que mal-orientados por pais e professores, não sabiam o que queriam, nem aonde queriam chegar - o máximo que conseguiram é reproduzir de modo exaustivo, bordões decadentes aprendidos de ouvidos, ouvidos &lt;i&gt;pouco acostumados&lt;/i&gt; a captar a realidade, graças ao desmazelo dos pais. Este 'defeito' de distorção da realidade é certamente um dos responsáveis pelo hedonismo, inconsequência e irresponsabilidade tão visíveis na sociedade vigente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Provavelmente a jovem que recorreu à justiça contra o pai não teve seu desenvolvimento pleno, sua adolescência não foi um período favorecido pela construção de ideais de cooperação e solidariedade, da formação da identidade crítica, da percepção das características da vida em sociedade alicerçados no binômio &lt;i&gt;direitos e deveres&lt;/i&gt;. Provavelmente seus dias de &lt;i&gt;teen&lt;/i&gt; , esta fase cantada em verso e prosa por artistas juvenis, foi prejudicada pelas urgências da vida moderna, pelos referenciais equivocados apresentados como direitos infindáveis a uma geração que tem feito pouco por merecer tanto. A luta pelo conforto não possibilitou que a jovem fosse melhor orientada, acolhida pelos pais, visando uma verdadeira educação alimentada por valores consistentes. Quando seu pai percebeu, já era tarde -&lt;i&gt; a obrigação facultativa &lt;/i&gt;tanto pelo lado moral, quanto pelo familiar, de auxiliar os filhos adultos já graduados em seus aprimoramentos e especializações, ganhou ares de &lt;i&gt;quimera judicial&lt;/i&gt;, pois disseram para a mestranda pseudo-emancipada que seus direitos eram sagrados, esquecendo-se apenas de lhe avisar que seus deveres deveriam ser religiosamente cumpridos. Venceu a justiça, o bom senso prevaleceu.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É um momento oportuno para que os pais de filhos em formação revejam seus conceitos a fim de que, no futuro, sua autoridade não precise do auxílio da justiça para se sobressair, para se livrar do autoritarismo nos atos egoístas dos próprios filhos. Os adolescentes precisam de norteadores, de paradigmas e pouco importa se a adolescência atual seja uma fase estendida - uma tendência que parece irreversível. O que interessa é que ela seja uma fase de construção de princípios e valores essenciais para o desenvolvimento da sociedade e que se observados, renderão bons frutos no futuro, orgulho para as famílias e agregação de mais cidadãos conscientes para a sociedade.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm"&gt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm"&gt;http://ultimainstancia.uol.com.br/conteudo/noticias/53621/pensao+para+filhos+se+encerra+apos+conclusao+de+graduacao+decide+stj.shtml&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm"&gt;http://www.stj.gov.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&amp;amp;tmp.texto=103648&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm"&gt;http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2010/11/12/em-2009-para-cada-cinco-casamentos-houve-um-divorcio-no-brasil-revela-ibge.jhtm&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm"&gt;http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1278&amp;amp;%20id_pagina=1&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm"&gt;http://www.who.int/child_adolescent_health/topics/prevention_care/adolescent/en/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm"&gt;http://www.searo.who.int/en/section1174/section1199/section1570_6723.htm&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2312225430687760248-361354172882295082?l=notasdemidia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/I9d7YqRRGwITbTaZNig23cqZsPE/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/I9d7YqRRGwITbTaZNig23cqZsPE/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/I9d7YqRRGwITbTaZNig23cqZsPE/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/I9d7YqRRGwITbTaZNig23cqZsPE/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/NotasDeMdia/~4/lqwuI5iL8W4" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/361354172882295082/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2312225430687760248&amp;postID=361354172882295082" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/361354172882295082?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/361354172882295082?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/NotasDeMdia/~3/lqwuI5iL8W4/adolescencia-sem-fim.html" title="Adolescência sem fim" /><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="18" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-rluHXANgDlE/T7AF5ksgcMI/AAAAAAAAASw/kDlIwADRkxA/s220/thirteen.jpg" /></author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://notasdemidia.blogspot.com/2011/11/adolescencia-sem-fim.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CU8MQHs7eip7ImA9WhRSEk0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-5963145489139638596</id><published>2011-11-11T14:10:00.003-02:00</published><updated>2011-11-13T15:04:41.502-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-13T15:04:41.502-02:00</app:edited><title>O desejo realizado</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Alberto Magalhães&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;As pessoas almejam obter ótimos empregos, altos cargos, polpudos salários, empreender grandes negócios, possuir todos os bens de consumo disponíveis no mercado, imóveis bonitos e confortáveis, querem estar muito belas, com seus corpos em forma, rijos, “sarados”, cabelos e pele viçosos, brilhantes ansiosas por agradar ao mundo e serem agraciadas por ele. Querem ser bem sucedidas em tudo o que o seu coração deseja. Mas mesmo as pessoas que conseguem isso, nem sempre conseguem conhecer o sentimento de realização plena, de felicidade alcançada. Como se o espaço interior da realização pessoal fosse um vazio incomensurável. Temos o exemplo da atriz americana Marilyn Monroe, que apesar de linda, famosa, rica, desejada e admirada no mundo não se sentia feliz e teve um final deprimente. Elvis Presley, Michael Jackson, Amy Winehouse, entre tantos que não conseguiram encontrar felicidade na realização pessoal física, financeira, social, profissional. Parecia que quanto mais realizavam seus desejos, mais definhavam na frustração de superar a sua condição de pessoa vulnerável, frágil, fisiologicamente comum.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Pareciam demonstrar que quando prosperavam e ocupavam todos os espaços que podiam, ficavam limitados, tolhidos, deficientes, engessados na sua própria condição humana que não lhes permitia subir além, transcender, ser nada mais do que já eram. E havia tantos artistas, tantas beldades, tantos talentos em cada área em que eles se destacavam. Embora a soma dos seus talentos e qualidades não os fizessem sentir-se realmente especiais e plenamente realizados. Precisavam agora galgar um nível de excelência que outra pessoa ao seu redor não tivesse alcançado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A realização de um desejo é a sua morte, ou seja: quando realizamos um desejo o matamos e então fica essa sede interminável de realizar outros desejos e vamos desprezando o que já realizamos, anulando-o como valor elementar ou pondo-o em segundo plano e abandonando ou negligenciando a nossa responsabilidade com o que foi conquistado, às vezes arduamente, preterindo pessoas que nos são caras e subestimando afetos que nos prendem à estrutura basilar da nossa alma. Lembro-me daquela frase tão comum na minha infância, e tão sem validade atualmente, gravada na traseira dos caminhões: “Não tenho tudo o que amo, mas amo tudo o que tenho.” Epicuro disse que a dor nasce do desejo. Certamente haverá algo ou alguém sublime que preencha esse espaço faminto do homem, esse vazio que parece imenso. Cada desejo a se realizar – com suas conseqüências -, é um convite para o caminhar fecundo e uma porta aberta para a descoberta do abismo interior.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Alberto Magalhães é funcionário público em Aracaju, SE e autor do blog &lt;a href="http://tempodepalavrasepedras.blogspot.com/"&gt;Tempo de palavras e pedras&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2312225430687760248-5963145489139638596?l=notasdemidia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/VEMiKAn8_1wqNxIKSD3sslBPLSc/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/VEMiKAn8_1wqNxIKSD3sslBPLSc/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/NotasDeMdia/~4/jt2xjvuNeWk" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/5963145489139638596/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2312225430687760248&amp;postID=5963145489139638596" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/5963145489139638596?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/5963145489139638596?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/NotasDeMdia/~3/jt2xjvuNeWk/o-desejo-realizado.html" title="O desejo realizado" /><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="18" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-rluHXANgDlE/T7AF5ksgcMI/AAAAAAAAASw/kDlIwADRkxA/s220/thirteen.jpg" /></author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://notasdemidia.blogspot.com/2011/11/o-desejo-realizado.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0YGSXo6fCp7ImA9WhdaGUs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-8185662712872494756</id><published>2011-10-24T00:33:00.022-02:00</published><updated>2011-10-30T05:52:08.414-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-30T05:52:08.414-02:00</app:edited><title>Gisele na melhor de três</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Durante a campanha para as eleições municipais de 2004 em São Paulo, uma emissora de TV fez uma série de reportagens com os candidatos, mostrando seus cotidianos desde as primeiras horas do dia até à noite. Entre os candidatos estava a prefeita Marta Suplicy, que concorria à reeleição. O acompanhamento de sua rotina de prefeita da maior cidade do Brasil começou com um café da manhã no quintal de sua casa. Era um dia ensolarado. Ali, Marta disse algumas coisas que somente uma mente em processo eleitoral elaboraria, &amp;nbsp;entre elas que não está escrito em nenhum lugar que a mulher nasceu para lavar louça, cozinhar, cuidar de casa. Uma afirmativa que, convenhamos, vai ao encontro do discurso feminista, causa à qual Marta sempre esteve associada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
Interessante notar que durante a entrevista foram mostradas no plano televisivo suas empregadas, &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;algumas delas negras, que serviam seu café da manhã de prefeita. Talvez as mulheres que a serviam e que cuidavam para que tudo na sua agenda ficasse de acordo com seu agrado, nunca haviam sido questionadas se concordavam com a patroa-prefeita. Provavelmente não, e possivelmente nem se interessassem pelo tema. Tinham muito trabalho, tanto na casa da patroa, quanto na de suas famílias, nas periferias da cidade que não dorme. Afinal, a mulher para o discurso feminista, não é um ser humano, apenas uma categoria sociológica, que é a base para a causa iniciada há várias décadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A ação movida &amp;nbsp;por Iriny Lopes, Ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres, contra a propaganda de lingerie onde Gisele Bundchen presumivelmente colocaria a mulher em 'posição de subalternidade', demonstra que o ideal de personificar a mulher como mero segmento sociológico é um mecanismo indispensável para a sustentação do discurso feminista. Ao tomar tal atitude, Iriny em seu posto executivo, tentou impor a ideologia de igualdade de gêneros propagada por ela e por inúmeras mulheres equivocadas a todos os telespectadores que assistissem ao comercial e que, na percepção da ministra, poderiam ser 'doutrinados' pelos apelos sexistas e patriarcais inerentes ao contexto da propaganda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Tal qual Marta Suplicy com suas sentenças libertárias que excluem quem mais necessita de liberdade, Iriny reforça com monótonas cores, o velho quadro do discurso feminista. Difícil é tentar sugerir novas cores, novos cenários, pois seria tarefa inútil. A ideologia permeada nos meios onde Iriny, Marta e tantas outras reinam faz tanto ruídos espúrios que a compreensão da realidade mais palpável é algo impossível, inimaginável. Argumentar, por exemplo, que a propaganda que mostra uma mulher que tenta agradar ao marido em situações 'difíceis', onde não há muito o que se dizer, é algo aceitável e bem humorado, parece ser inadmissível nas mentes revolucionárias, chegando a níveis de uma afronta à &lt;i&gt;mulher moderna&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Graças à visão unilateral que somente a ideologia mais exaltada pode proporcionar, seria improdutivo questionar se a Ministra tomaria as rédeas da indignação feminista caso o comercial em questão utilizasse outro discurso. Iriny recorreria ao Conar para censurar o comercial, se em vez de personificar uma mulher 'objeto sexual de seu marido', Gisele Bundchen representasse &lt;i&gt;outra mulher? &lt;/i&gt;Uma &lt;i&gt;outra mulher &lt;/i&gt;que anunciasse ao chefe, usando calcinha e sutiã, que havia batido seu carro e que estava com medo do que sua mulher acharia disso? Ou então se a modelo fizesse parte de uma representação de uma relação conjugal que estivesse de acordo com os ideais de grupos que apresentam uma &lt;i&gt;inquestionável perspectiva &lt;/i&gt;e que&amp;nbsp;tem forte visibilidade na mídia, por seu forte engajamento político?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Certamente que não, pois nessas circunstâncias haveria no ar o ideal da liberdade, dessa busca por um mundo novo que deseja substituir a decadente sociedade ocidental, tão preconceituosa, tão tacanha, com suas tradições, suas filosofias, com seus dogmas canhestros. Essa sociedade que olha com estranheza o discurso de igualdade de gêneros de forma estrita, que acredita que o respeito mútuo nas relações entre homens e mulheres é a base da civilização que nos trouxe até o patamar atual. O processo histórico (algo desprezado pelo movimento feminista, dado mais a falar do que pensar) se deu pela conjugação dessa duas peças fundamentais da humanidade. Homens e mulheres não são 'categorias' ou 'segmentos sociológicos', são seres humanos, partes da construção do mundo. O olhar feminista não consegue, e talvez nunca conseguirá decifrar isso. A política direcionada pela ideologia radical pura não pode almejar o bem comum; é atropelada pelos arrebatamentos &amp;nbsp;daquilo que é projetado, mas que nunca se concretiza, pois não vê com lucidez a realidade ao redor. Marta com suas dicas 'antidomésticas' e Iriny com suas análises indignadas sobre a 'submissão feminina' são a mostra de que seus ideais servem apenas às paixões ideológicas, por vezes desumanas, por não captarem o humano sob nenhuma perspectiva. Neste episódio da propaganda polêmica, Gisele, do plastificado mundo das modelos anoréxicas, trouxe graça, leveza e bom humor em sua proposta, o que ofuscou as cores mortas dos discursos ressentidos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://tvig.ig.com.br/moda/gisele+bundchen+de+lingerie+hope+na+tv-8a49800e323d3ade0132741d11050797.html"&gt;&lt;i&gt;http://tvig.ig.com.br/moda/gisele+bundchen+de+lingerie+hope+na+t8a49800e323d3ade0132741d11050797.html&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://economia.ig.com.br/empresas/comercioservicos/secretaria-considera-campanha-com-gisele-sexista-e-pede-sua-suspensao/n1597246478817.html"&gt;&lt;i&gt;http://economia.ig.com.br/empresas/comercioservicos/secretaria-considera-campanha-com-gisele-sexista-e-pede-sua-suspensao/n1597246478817.html&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm"&gt;&lt;i&gt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://economia.ig.com.br/empresas/comercioservicos/hope-e-giovanni-manterao-anuncios-com-gisele-bundchen-no-ar/n1597249271264.html"&gt;&lt;i&gt;http://economia.ig.com.br/empresas/comercioservicos/hope-e-giovanni-manterao-anuncios-com-gisele-bundchen-no-ar/n1597249271264.html&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://economia.ig.com.br/empresas/comercioservicos/para-gisele-campanha-da-hope-era-para-ser-apenas-uma-brincadeira/n1597248591752.html"&gt;&lt;i&gt;http://economia.ig.com.br/empresas/comercioservicos/para-gisele-campanha-da-hope-era-para-ser-apenas-uma-brincadeira/n1597248591752.html&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://economia.ig.com.br/empresas/comercioservicos/no-caso-gisele-a-censurada-fui-eu-diz-ministra-iriny-lopes/n1597267747278.html"&gt;&lt;i&gt;http://economia.ig.com.br/empresas/comercioservicos/no-caso-gisele-a-censurada-fui-eu-diz-ministra-iriny-lopes/n1597267747278.html&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/diversos/conar-rejeita-acao-do-governo-contra-propaganda-com-gisele-bundchen/"&gt;&lt;i&gt;http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/diversos/conar-rejeita-acao-do-governo-contra-propaganda-com-gisele-bundchen/&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://economia.ig.com.br/empresas/governo-nao-recorrera-no-caso-gisele/n1597273698944.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://economia.ig.com.br/empresas/governo-nao-recorrera-no-caso-gisele/n1597273698944.html&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2312225430687760248-8185662712872494756?l=notasdemidia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/pOop07RZjVXmi2dDFniEdAgc76k/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/pOop07RZjVXmi2dDFniEdAgc76k/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/pOop07RZjVXmi2dDFniEdAgc76k/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/pOop07RZjVXmi2dDFniEdAgc76k/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/NotasDeMdia/~4/LFQgtaVtMCA" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/8185662712872494756/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2312225430687760248&amp;postID=8185662712872494756" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/8185662712872494756?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/8185662712872494756?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/NotasDeMdia/~3/LFQgtaVtMCA/gisele-na-melhor-de-tres.html" title="Gisele na melhor de três" /><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="18" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-rluHXANgDlE/T7AF5ksgcMI/AAAAAAAAASw/kDlIwADRkxA/s220/thirteen.jpg" /></author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://notasdemidia.blogspot.com/2011/10/gisele-na-melhor-de-tres.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0QFSH49fSp7ImA9WhdaGUs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-8742045277903147646</id><published>2011-09-18T05:20:00.014-03:00</published><updated>2011-10-30T05:55:19.065-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-30T05:55:19.065-02:00</app:edited><title>Nem o FBI salva  Scarlett</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O episódio da divulgação de fotos colhidas por &lt;i&gt;hackers&lt;/i&gt; dos arquivos digitais de &lt;a href="http://f5.folha.uol.com.br/celebridades/975017-supostas-fotos-de-scarlett-johansson-nua-aparecem-na-internet.shtml"&gt;Scarlett Johansson&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e a consequente &lt;a href="http://f5.folha.uol.com.br/celebridades/976035-fbi-esta-perto-de-achar-responsavel-por-fotos-de-scarlett-nua.shtml"&gt;investigação do FBI&lt;/a&gt; para a localização dos culpados, é um bom indicador de que seja o momento propício para uma revisão dos conceitos de virtualidade e realidade na transmissão de dados digitais na internet e suas possíveis consequências.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;As fotos de Scarlett nua circularam por um dia na rede. No dia posterior, &lt;a href="http://f5.folha.uol.com.br/celebridades/975643-advogado-de-scarlett-johansson-confirma-que-fotos-sao-dela.shtml"&gt;seu advogado ameaçou &lt;/a&gt;os sites que estavam divulgando as fotos da cliente tiradas em casa, mas o estrago já tinha atingido um tamanho diretamente proporcional à fama da atriz americana.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Certamente cópias foram feitas, e nessa era de divulgação instantânea de dados - para o bem e para o mal - é impossível medir a dimensão exata dos efeitos causados por um acontecimento como esse a longo prazo. Provavelmente Scarlett tenha algumas dificuldades inicias para conseguir dissociar sua imagem de uma leitura que a associe à vulgaridade, algo que talvez seja imaginado por algum patrocinador ou contratante de seus préstimos artísticos-estéticos. Basta apenas convencer os donos do mundo que pagam seus graúdos cachês, que ela é uma atriz competente e que as fotos de caráter íntimo foram roubadas por pessoas inescrupulosas. E tudo ficará bem, pois Scarlett nasceu para ser Scarlett e isso já é um bom e suficiente álibi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Assim como Scarlett Johansson teve sua intimidade mostrada em rede mundial, inúmeras outras pessoas não famosas nem prestigiadas tem seus momentos íntimos divulgados pelos mais variados motivos. Algumas são vítimas de verdadeiros criminosos que desejam a ridicularização, afetando a auto-estima das pessoas divulgando dados digitais, sejam fotos ou vídeos, &amp;nbsp;para constrangê-las. Isso é muito comum em rompimentos traumáticos de relacionamentos, onde uma das partes tenta compensar suas frustrações emocionais expondo a outra parte à vexação pública, publicando materiais que não deveriam sair do âmbito doméstico. Já em outro lado, estão as pessoas que tem seus momentos íntimos mostrados na internet graças a um certo 'consentimento inconsequente', típico de alguém que tem atitudes direcionadas prioritariamente por referenciais de inconsequência - em especial o adolescente e o jovem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Se no primeiro caso temos a possibilidade de apontarmos mais diretamente o responsável pela divulgação indevida da intimidade de outra pessoa, &amp;nbsp;para que sejam aplicadas as sanções necessárias pelo ato, no segundo temos todo um repertório simbólico que nos faz confusos, e dentro desse repertório, as mais variadas explicações e divagações sobre de quem seria a responsabilidade pelo constrangimento da divulgação de imagens inapropriadas, mesmo que sejam feitas 'de comum acordo' (geralmente relações sexuais gravadas em câmeras de celular em lugares inimagináveis, tendo sido registrados até mesmo casos de&lt;a href="http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/02/policia-apura-quem-divulgou-video-de-sexo-em-escola-de-sp.html"&gt; filmagens feitas em escolas&lt;/a&gt;). E geralmente - tratando-se do Brasil - não acontecerá provavelmente nada em relação a isso, &lt;a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&amp;amp;local=1&amp;amp;section=Geral&amp;amp;newsID=a2443409.xml"&gt;os adolescentes em sua inconsequência &lt;/a&gt;continuarão desorientados, carregando para sempre a associação de suas imagens e de suas condutas com os vídeos inapropriados postados na net, e consequentemente nem eles, nem seus pais e responsáveis serão responsabilizados pelo ato anti-ético e difamatório.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Podemos já aqui, com essa explanação, rejeitar de forma veemente o aspecto 'virtual', geralmente associado à internet. Essa argumento de falsa virtualização é comum em discursos onde se tenta analisar os impactos do uso dos computadores e da internet na vida social das pessoas. Não é levado em conta a simbologia dos dados - fotos ou filmes neste caso - que circulam de forma rápida e são reproduzidos/reprocessados numa velocidade inimaginável.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Assim como as idéias se interligam de forma virtual no cérebro e somente terão efeito prático através de ações, os dados da internet também só terão efeito real após o precessamento das informações dos usuários, que a seu critério, reprocessarão as informações para si e para outros de seu grupo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Sob essa perspectiva o uso inconsequente da internet pelos jovens que postam filmes inadequados, por exemplo, pode ter até uma &lt;i&gt;leitura filosófica&lt;/i&gt;. O jovem atual, alimentado por ideais de niilismo, de descrença no amanhã, do uso da inconsequência como ferramenta de libertação da impossibilidade de lidar com a realidade, acredita que o ato impensado difundido pelos bites no mundo além fronteiras da internet, será uma ato apenas. Mal orientado pelo adulto, o jovem acredita na virtualidade pura da rede e que seu gesto tresloucado apenas durará o ato de sua inconsequência, numa negação sequencial, num gesto de negação da própria história, o que é um grande engano. A foto, ou o filme inadequado protagonizado por um casal pode ter inúmeras leituras por vários usuários, sendo que os protagonistas iniciais perdem seus direitos sobre a própria imagem e talvez temporariamente sobre seus destinos. Se não fosse assim, Scarlett não ficaria preocupada com a divulgação não autorizada de suas fotos nua, visto que a número de leituras dessas fotos é enormemente variado. E em um mundo onde as imagens são importantes na construção da identidade e de referencias de credibilidade, não quis ela se arriscar, apesar de nesse caso, já ter sido o material amplamente divulgado pelo fato de ela ser atriz de grande sucesso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Partindo desse princípio, poderíamos adotar argumentos de caráter educativo e que transmitisse ao jovem uma alternativa para o pensamento inconsequente. Se tal inconsequência faz parte da juventude (atualmente bem acentuada devido à omissão dos pais, educação deficiente e falta de perspectivas de vida) ela pode ser revertida com sua força para uma construção de uma imagem mais positiva sobre o próprio jovem. Isso baseado na constatação de que o jovem busca uma imagem, quer construir uma nova perspectiva sobre si que resultará na leitura que os outros farão dele. Ao perceber que a divulgação inconsequente de imagens inapropriadas através da internet é algo que não possibilitará de modo algum que ele reconstrua a própria imagem após o ato tresloucado, ele pensará muito antes de cometer tal ato, pois não deseja que o domínio sobre sua imagem pertença a outras pessoas. E perceberá que o seu ato de agora trará consequências no futuro, para si e para seu grupo social.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Alertar sobre os riscos reais do mundo 'virtual', que são causados pelas inconsequências do mau uso da rede, &amp;nbsp;é mais do que urgente na educação para o uso ético da internet. Assim como na vida real, onde todos temos deveres e responsabilidades de cidadão, o 'mundo virtual' também tem suas representações éticas e morais, sendo de escolha do participante acatá-las ou não. Se não quiser acatar as representações, isso é um risco que não pode ser compartilhado, é intransferível. A prudência evita o desassossego. Se não houver prudência, não haverá FBI com toda a sua capacitação que poderá dar cobertura para investigar todos os casos envolvendo crimes cibernéticos com seus perigos do mundo digital. Não existe, na rede mundial, sistema cem por cento seguro - hackers tem feito verdadeiras proezas, invadindo sistemas de órgãos acima de qualquer suspeita em quesito de segurança como&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/934153-grupo-anuncia-mais-ataques-e-sites-da-presidencia-e-senado-saem-do-ar.shtml"&gt; governos e agências de inteligência como a CIA.&amp;nbsp;&lt;/a&gt;Tal qual no&amp;nbsp;mundo não virtual, o cuidado com a própria segurança dos dados pessoais na internet é uma grande arma de prevenção contra criminosos e pessoas mal intencionadas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://f5.folha.uol.com.br/celebridades/975017-supostas-fotos-de-scarlett-johansson-nua-aparecem-na-internet.shtml"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://f5.folha.uol.com.br/celebridades/975017-supostas-fotos-de-scarlett-johansson-nua-aparecem-na-internet.shtml&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://f5.folha.uol.com.br/celebridades/976035-fbi-esta-perto-de-achar-responsavel-por-fotos-de-scarlett-nua.shtml"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://f5.folha.uol.com.br/celebridades/976035-fbi-esta-perto-de-achar-responsavel-por-fotos-de-scarlett-nua.shtml&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://f5.folha.uol.com.br/celebridades/975643-advogado-de-scarlett-johansson-confirma-que-fotos-sao-dela.shtml"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://f5.folha.uol.com.br/celebridades/975643-advogado-de-scarlett-johansson-confirma-que-fotos-sao-dela.shtml&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/02/policia-apura-quem-divulgou-video-de-sexo-em-escola-de-sp.html"&gt;&lt;i&gt;http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/02/policia-apura-quem-divulgou-video-de-sexo-em-escola-de-sp.html&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&amp;amp;local=1&amp;amp;section=Geral&amp;amp;newsID=a2443409.xml"&gt;http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&amp;amp;local=1&amp;amp;section=Geral&amp;amp;newsID=a2443409.xml&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/934153-grupo-anuncia-mais-ataques-e-sites-da-presidencia-e-senado-saem-do-ar.shtml"&gt;&lt;i&gt;http://www1.folha.uol.com.br/poder/934153-grupo-anuncia-mais-ataques-e-sites-da-presidencia-e-senado-saem-do-ar.shtml&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2312225430687760248-8742045277903147646?l=notasdemidia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/tHgr12eKkkTg8vsNrtNW7nU9DHw/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/tHgr12eKkkTg8vsNrtNW7nU9DHw/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/tHgr12eKkkTg8vsNrtNW7nU9DHw/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/tHgr12eKkkTg8vsNrtNW7nU9DHw/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/NotasDeMdia/~4/hsMl0qbueWU" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/8742045277903147646/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2312225430687760248&amp;postID=8742045277903147646" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/8742045277903147646?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/8742045277903147646?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/NotasDeMdia/~3/hsMl0qbueWU/nem-o-fbi-salva-scarlett.html" title="Nem o FBI salva  Scarlett" /><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="18" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-rluHXANgDlE/T7AF5ksgcMI/AAAAAAAAASw/kDlIwADRkxA/s220/thirteen.jpg" /></author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://notasdemidia.blogspot.com/2011/09/nem-o-fbi-salva-scarlett.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUUMSHc_eyp7ImA9WhdUGE4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-3789703475193434691</id><published>2011-09-16T23:40:00.014-03:00</published><updated>2011-10-05T13:48:09.943-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-05T13:48:09.943-03:00</app:edited><title>Crítica: editorial do Correio de Sergipe</title><content type="html">&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O editorial em questão é "Aeroporto sem movimento" do &lt;i&gt;Correio de Sergipe&lt;/i&gt;, edição 3192 de 11/09/2011, que faz relação entre o baixo aproveitamento turístico de Sergipe e a restrita capacidade do aeroporto de Aracaju, que &amp;nbsp;é precário segundo o editorial. O texto está na íntegra &amp;nbsp;e a numeração nos trechos dos parágrafos é para critério de orientação dos comentários ao final do editorial:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;É do conhecimento de todos que o setor que mais cresce no mundo é o de turismo. Além de ser uma grande fonte de renda, o turismo leva vantagem sobre outros setores, pois não polui a terra e não ajuda no aquecimento global. O turismo é conhecido como a indústria sem chaminé. O turismo não traz apenas divisas para os estados e satisfação e prazer para os turistas, traz também renda para o estado e geração de emprego.&lt;/i&gt;&lt;b&gt;(1)&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Mas para explorar o turismo dois fatores são necessários. Primeiro o clima com suas belezas naturais, como lindas praias, ecoturismo, enfim, atrações para prender a atenção do turista.&lt;/i&gt;&lt;b&gt;(2)&lt;/b&gt;&lt;i&gt; E segundo um bom aeroporto que possa possibilitar pouso e decolagem de aviões de grande porte. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;E quem conhece Sergipe sabe que o nosso estado tem o que apresentar aos seus turistas. Lindas praias, parque (sic) ecológicos, trilhas, e sol brilhando o ano interior, só para citar esses ingredientes. Já temos uma boa rede hoteleira, mas, infelizmente, a porta de entrada do turismo, que é um bom aeroporto, não possuímos. O aeroporto de Aracaju mais parece um terminal rodoviário. &lt;/i&gt;&lt;b&gt;(3)&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Pequeno, sem atrativos para passageiros que embarcam e desembarcam e com uma pista que não possibilita decolagens e pousos de aviões de grande porte, o aeroporto de Aracaju fecha a porta de entrada para o turista e por causa disso, o movimento no aeroporto só supera no Nordeste o do Piauí.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;O número de embarque e desembarque é tão pequeno que as empresas de aviação civil não procuram ampliar o número de vôos. E olhe que temos uma “Secretaria de Estado do Turismo”, porém, falta investimento por parte do governo e as nossas belezas naturais não são vistas pelo mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;As nossas autoridades têm que abrir os olhos para a indústria do turismo e aproveitar melhor o que temos de &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;mais lindo, as nossas praias, os nossos rios.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;(1)&lt;/b&gt;&amp;nbsp;O trecho faz associação entre o setor de turismo e a produção industrial. Utiliza-se de expressões como 'indústria sem chaminé' e que 'não polui a terra' &amp;nbsp;e 'não ajuda no aquecimento global'. Isso é algo um tanto quanto redundante, visto que no apogeu da industrialização do hemisfério norte (século 20), a produção industrial e a agricultura mecanizada se utilizavam de mais de 2/3 da mão de obra disponível, ficando os 1/3 da mão de obra restante ligada à área de prestação de serviços. Hoje, na sociedade do conhecimento, inverteu-se o antigo quadro, sendo que 2/3 aproximadamente da produção de países desenvolvidos se dá em áreas não industriais da prestação de serviços (que inclui aí o turismo), e o restante abrange o setor industrial. São Paulo, por exemplo, é uma ex-cidade industrial que perdeu sua vocação antiga e ultimamente tem se destacado nesta área de serviços e de turismo, sendo inclusive a cidade que&lt;a href="http://www2.uol.com.br/canalexecutivo/notas11/0206201113.htm"&gt; mais recebe visitantes&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt; em toda a América Latina. Além disso, deve se salientar que, se os produtos manufaturados tem seu preço diluído com produção crescente, o mesmo não se dá na prestação de serviços. O turismo pode ser uma grande fonte de renda, como está argumentado no editorial, mas é uma fonte cara e deve ser tão qualificada em sua produção quanto em outros setores econômicos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;(2) &lt;/b&gt;O editorialista iniciou o texto tratando da importância econômica do turismo de forma genérica, em várias partes do mundo mas, saindo dessa visão generalista, adentrou numa perspectiva &lt;i&gt;estereotipada &lt;/i&gt;do que é o turismo em suas várias vertentes. Usou termos como 'belezas naturais', 'lindas praias', que certamente se encaixam no contexto da realidade sergipana, mas não podem ser usadas no contexto proposto no início do editorial. Inúmeras cidades que não possuem natureza exuberante, tem assim mesmo o turismo como grande fonte de recursos e geração de emprego e renda. &amp;nbsp;Podemos até voltar a citar São Paulo como exemplo, uma cidade sem grandes atrativos naturais para os visitantes, pelo menos numa visão mais imediata. Também o editorial não cita o potencial turístico de cidades sergipanas importantes como São Cristóvão, a quarta cidade fundada no Brasil, ex-capital de Sergipe e que teve a praça São &amp;nbsp;Francisco tombada pela Unesco em 2010 como P&lt;a href="http://www.infonet.com.br/cultura/ler.asp?id=101739&amp;amp;titulo=cultura"&gt;atrimônio Histórico da humanidade&lt;/a&gt;. Além disso, outra cidade histórica sergipana- Laranjeiras&amp;nbsp;- poderia ainda ter sido citada como essencial fonte de recursos para o turismo histórico.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;(3)&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Neste trecho o editorial afirma ser também necessário, para o desenvolvimento do turismo, um&amp;nbsp;"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 18px;"&gt;bom aeroporto que possa possibilitar pouso e decolagem de aviões de grande porte". No final, compara o aeroporto Santa Maria, da cidade de Aracaju, &amp;nbsp;a "um terminal rodoviário".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 18px;"&gt;Aracaju é uma cidade com aproximadamente 579 mil habitantes e uma área de&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #f9f9f9; line-height: 19px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;174,053&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;Km²&amp;nbsp;equivalente a um pouco mais do que meia cidade de Guarulhos, que comporta o Aeroporto de Cumbica, o maior do Brasil. O aeroporto de Aracaju apesar dos problemas citados no editorial, será&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.nenoticias.com.br/lery.php?var=1315738780" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt; ampliado a partir de 2012&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 18px;"&gt;O mais importante a se destacar aqui é o argumento associando de modo restrito o turismo ao transporte aéreo. Inúmeras cidades brasileiras com potencial turístico relevante, não possuem aeroporto, tendo seu acesso apenas através de rodovias. Campos do Jordão em São Paulo e Ouro Preto em Minas Gerais são apenas dois exemplos. Também cidades como Gramado, Novo Hamburgo e Canela, &amp;nbsp;todas no Rio Grande do Sul e com importante potencial turístico, não possuem aeroporto próximo. A partir desses exemplos, nota-se que o argurmento de supremacia do transporte aéreo em relação ao transporte rodoviário não se sustenta e sim a perspectiva de que a infraestrutura de acesso de modo eficiente é o que vale na logística do turismo abordada no editorial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 18px;"&gt;O editorial poderia ter abordado de forma mais contundente todas as possibilidades turísticas do estado de Sergipe, o que não foi conseguido. Talvez por ter o editorialista se pautado em uma visão mais tradicional do que venha a ser o turismo como fonte de recursos e geração de empregos e renda (geralmente associado a lugares paradisíacos e de grandes recursos naturais). Entretanto outras possibilidades são notadas na geografia do estado para a exploração turística - como as cidades históricas citadas - que certamente agregam ainda mais valor cultural e &amp;nbsp;social &amp;nbsp;ao estado e que podem e precisam &amp;nbsp;ser melhor conhecidos pelos visitantes do Brasil e de outras partes do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.correiodesergipe.com/todas_capas.php"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://www.correiodesergipe.com/todas_capas.php&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://virtual.correiodesergipe.com/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://virtual.correiodesergipe.com/&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.nenoticias.com.br/lery.php?var=1315738780"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://www.nenoticias.com.br/lery.php?var=1315738780&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www2.uol.com.br/canalexecutivo/notas11/0206201113.htm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://www2.uol.com.br/canalexecutivo/notas11/0206201113.htm&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.guiafaciltur.com.br/principal.php?id_menu=cidade&amp;amp;nome_cidade=Canela&amp;amp;id_cidade=54"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://www.guiafaciltur.com.br/principal.php?id_menu=cidade&amp;amp;nome_cidade=Canela&amp;amp;id_cidade=54&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.guiafaciltur.com.br/principal.php?id_menu=cidade&amp;amp;nome_cidade=Bento+Gon%E7alves&amp;amp;id_cidade=47"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://www.guiafaciltur.com.br/principal.php?id_menu=cidade&amp;amp;nome_cidade=Bento+Gon%E7alves&amp;amp;id_cidade=47&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.guiafaciltur.com.br/principal.php?id_menu=cidade&amp;amp;nome_cidade=Gramado&amp;amp;id_cidade=53"&gt;http://www.guiafaciltur.com.br/principal.php?id_menu=cidade&amp;amp;nome_cidade=Gramado&amp;amp;id_cidade=53&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Campos_do_jord%C3%A3o"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Campos_do_jord%C3%A3o&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.ouropreto.org.br/"&gt;http://www.ouropreto.org.br/&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.infonet.com.br/cultura/ler.asp?id=101739&amp;amp;titulo=cultura"&gt;http://www.infonet.com.br/cultura/ler.asp?id=101739&amp;amp;titulo=cultura&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://ecoviagem.uol.com.br/brasil/sergipe/laranjeiras/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://ecoviagem.uol.com.br/brasil/sergipe/laranjeiras/&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2312225430687760248-3789703475193434691?l=notasdemidia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/JLSfTbStg3F_rF1fR6JgEX-akq4/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/JLSfTbStg3F_rF1fR6JgEX-akq4/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/JLSfTbStg3F_rF1fR6JgEX-akq4/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/JLSfTbStg3F_rF1fR6JgEX-akq4/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/NotasDeMdia/~4/TPxyvEB2j9Y" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/3789703475193434691/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2312225430687760248&amp;postID=3789703475193434691" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/3789703475193434691?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/3789703475193434691?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/NotasDeMdia/~3/TPxyvEB2j9Y/critica-editorial-do-correio-de-sergipe.html" title="Crítica: editorial do &lt;i&gt;Correio de Sergipe&lt;/i&gt;" /><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="18" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-rluHXANgDlE/T7AF5ksgcMI/AAAAAAAAASw/kDlIwADRkxA/s220/thirteen.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://notasdemidia.blogspot.com/2011/09/critica-editorial-do-correio-de-sergipe.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;Ck4HRHw5fCp7ImA9WhdaGUk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-8097659881747664735</id><published>2011-09-04T04:26:00.025-03:00</published><updated>2011-10-30T00:15:35.224-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-30T00:15:35.224-02:00</app:edited><title>Menina-mulher, mulher-menina</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Thylane Blondeau, modelo de apenas dez anos, foi destaque da revista &lt;i&gt;Vogue &lt;/i&gt;de janeiro de 2011. Filha de um jogador de futebol e de uma também modelo, teve fotos divulgadas na revista de moda, o que não seria relevante se não fosse por um pequeno detalhe - &lt;a href="http://i0.ig.com/bancodeimagens/bc/qk/we/bcqkweqy881ibvfzufhpks2tn.jpg"&gt;as fotos possuem alta carga de sensualidade&lt;/a&gt;, indo além de uma suposta &lt;a href="http://i0.ig.com/bancodeimagens/0i/kw/91/0ikw911osakxtsa4u9y5x4tky.jpg"&gt;representação da vida adulta&lt;/a&gt; feita com frequência por crianças em ensaios fotográficos, o que pode ser algo saudável e até lúdico, pois faz parte do processo de desenvolvimento infantil a imitação dos modelos adultos e as situações por eles vividas. As fotos estão disponíveis no portal &lt;i&gt;IG.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O comentário da&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 20px;"&gt;&amp;nbsp;professora de psicologia e pesquisadora do Grupo de Estudos de Educação e Relações de Gênero da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Jane Felipe de Souza reflete bem em seu raciocínio o caso específico que pode, a partir daí, ser utilizado de modo genérico na sociedade contemporânea:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;"A expressão da sexualidade parece ser uma obrigação para as mulheres hoje em dia, e, consequentemente, é também para as meninas. A idealização de beleza e juventude afeta também as crianças, que não querem mais ser tão crianças assim". Ela prossegue: "&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quando se coloca o corpo infantil como corpo desejável, o que estamos querendo com isso? Nesse sentido, estamos nos tornando uma sociedade pedófila. Estamos construindo um olhar pedófilo em cima das crianças, principalmente das meninas."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;A sociedade atual é pautada por um certo utilitarismo social. Laços afetivos, por exemplo, são construídos muitas vezes com o direcionamento de uma visão que almeja agregar valores do senso comum, e muito pouco de uma tentativa de se estabelecer a longo prazo os alicerces necessários para a verdadeira coesão destes laços. Isso se reflete em relações matrimoniais, sociais, familiares. No caso específico da criação de filhos, muitos pais também tem essa visão para com eles. Certa vez, vi numa reportagem televisiva, uma mãe justificando que não pretendia ter mais do que um filho, devido à alta competitividade do mercado de trabalho - a mãe já vislumbrava o quanto gastaria na formação do filho, levando em conta apenas o aspecto financeiro na criação da criança.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;O que certamente é importante, mas não o único fator representativo das necessidades essenciais da infância bem desenvolvida e bem protegida pelos pais ou responsáveis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;No caso específico da modelo-mirim, foge-se de um tradicional roteiro de precocidades que existe em situações onde a criança deve desenvolver responsabilidades e potencialidades que a façam &lt;i&gt;parecer&lt;/i&gt; um adulto, tudo isso em circunstâncias que não prejudiquem seu desenvolvimento, por exemplo no caso de crianças que tem atividades direcionadas desde cedo conciliando vida escolar e brincadeiras com seus afazeres de 'gente grande' - alguns 'artistas mirins' podem ser referência aqui. Não é este o caso. As fotos de&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 20px;"&gt;Thylane Blondeau vão além disso, elas parecem simbolizar um ideal, um nicho de mercado que sobrepuja até mesmo a simples representação de uma criança vestindo roupas de uma grife famosa - &amp;nbsp;elas são, em essência, a última fronteira de um ideal de desconstrução da simbologia da infância e de sua importância para a sociedade. Na verdade, a pequena modelo não representa uma parcela de mercado, &lt;i&gt;ela é a própria mercadoria&lt;/i&gt;, a mercadoria que disponibiliza uma nova perspectiva social de resultados obscuros.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;
A psicóloga norte-americana Diane Levin, &amp;nbsp;autora do livro "A Infância Perdida" explica o fenômeno:&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: arial;"&gt;&amp;nbsp;"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Crianças mais novas estão agindo e fazendo coisas de crianças mais velhas. Parece que o tempo está correndo cada vez mais rápido para elas". A autora complementa:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: arial; font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&amp;nbsp;"&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;As meninas querem se parecer com adultas e as adultas, cada vez mais, querem se parecer com meninas". Aqui algo que merece maior destaque: a falta de paradigmas para uma fase e outra da vida, a quebra da linha que separa essas duas fases - a vida infantil da vida adulta, que se misturam como algo intercambiável, uma espécie de permuta social que foi constituída sem nenhuma grande objeção das características das partes, que não tinham como ser dimensionadas no 'outro lado'. De um lado temos a criança que, cada vez mais indefesa, é alvo de representações nefastas que vão contra sua estrutura biológica e psicológica e que visam alimentar interesses que vão desde o simples mercado, passando pela visão política e social (em regimes de exceção como os comunistas, as crianças são 'meninas dos olhos' de ditadores, que veem &amp;nbsp;nelas o material revolucionário essencial para seus projetos). No outro extremo temos a mulher que, direcionada pelo ideal da sensualidade irrestrita como algo de grande potencial e capital social, enxerga em si um ser em &lt;i&gt;formação perpétua -&lt;/i&gt;&amp;nbsp;não como alguém em uma&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 20px;"&gt;&amp;nbsp;necessária e louvável transformação contínua,&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 20px;"&gt;&amp;nbsp;mas alguém que apenas almeja o eterno bônus por seus&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 20px;"&gt;&amp;nbsp;atos e por sua existência em si mesma, sem que autorize uma visualização mais detalhada de seus atributos e competências de mulher adulta, sendo que poderá ser chamado de opressor quem o fizer. Em nossa sociedade, a crítica à postura infantilizada da mulher contemporânea em certas circunstâncias é tida como um ultraje desmerecido para com alguém que se legitima em ser substancialmente hedonista, que se vê como merecedora de inúmeros diretos e disponibilidades possíveis (há tempos atrás, isso seria prerrogativa de meninas mimadas).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Uma prova empírica desse raciocínio, que vê a dificuldade de separação de etapas distintas no processo de desenvolvimento humano desde a infância, é o próprio episódio envolvendo a pequena modelo francesa. Sua mãe,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: arial; font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Veronika Loubry,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;ao ver a repercussão das fotos na internet disse:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: arial; font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&amp;nbsp;"&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Thylane não sabe sobre nada disso&amp;nbsp;&lt;em style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-style: initial; border-top-width: 0px; font: italic normal normal 16px/normal arial; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; table-layout: auto; text-decoration: none; text-transform: none; word-spacing: normal;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;e eu quero protegê-la. Ela é tão nova! Por isso, resolvemos fechar esta página". Esse discurso é cheio de dubiedades e mostra a falta de maturidade da mãe da menina. Será que ela não conseguiu abstrair a possibilidade de que as fotos da filha em um ensaio sensual pudessem causar polêmica, além de uma superexposição por causa da temática escolhida? Ou melhor, porque permitiu que a filha fizesse o material? Ela não viu as fotos? Não percebeu a simbologia erotizante contida nelas, que poderia causar traumas em seu desenvolvimento como criança? &amp;nbsp;Não viu que, psicologicamente poderia - ou poderá - ter disfunções em seu desenvolvimento que acarretarão problemas em sua fase adulta? Tantos questionamentos, tantos indicadores de que uma mulher-menina no papel de mãe está cuidando de uma menina-mulher como filha, ambas desnorteadas - a mãe arrogando a si o direito de surpreender-se perante sua própria inconsequência e a filha desprotegida pela mãe e pelo pai, numa perspectiva que poderá trazer-lhe sérios problema na vida adulta. Eles são o reflexo da anarquia social que tem atingido as famílias em vários países, &amp;nbsp;e a sociedade parece adormecida sobre esse problema que ainda não teve sua dimensão analisada e medida a contento.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;a href="http://delas.ig.com.br/filhos/supermodelo+mirim+levanta+discussao+sobre+exposicao+infantil/n1597161332841.html"&gt;http://delas.ig.com.br/filhos/supermodelo+mirim+levanta+discussao+sobre+exposicao+infantil/n1597161332841.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://i0.ig.com/bancodeimagens/0i/kw/91/0ikw911osakxtsa4u9y5x4tky.jpg"&gt;http://i0.ig.com/bancodeimagens/0i/kw/91/0ikw911osakxtsa4u9y5x4tky.jpg&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://i0.ig.com/bancodeimagens/bc/qk/we/bcqkweqy881ibvfzufhpks2tn.jpg"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;http://i0.ig.com/bancodeimagens/bc/qk/we/bcqkweqy881ibvfzufhpks2tn.jpg&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2312225430687760248-8097659881747664735?l=notasdemidia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/V2BlYk6ZVu9-wqUl5BoS1XvfWIQ/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/V2BlYk6ZVu9-wqUl5BoS1XvfWIQ/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/V2BlYk6ZVu9-wqUl5BoS1XvfWIQ/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/V2BlYk6ZVu9-wqUl5BoS1XvfWIQ/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/NotasDeMdia/~4/ZtvRUxxwykY" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/8097659881747664735/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2312225430687760248&amp;postID=8097659881747664735" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/8097659881747664735?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/8097659881747664735?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/NotasDeMdia/~3/ZtvRUxxwykY/menina-mulher-mulher-menina.html" title="Menina-mulher, mulher-menina" /><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="18" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-rluHXANgDlE/T7AF5ksgcMI/AAAAAAAAASw/kDlIwADRkxA/s220/thirteen.jpg" /></author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://notasdemidia.blogspot.com/2011/09/menina-mulher-mulher-menina.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0MAQX48fCp7ImA9WhdWEUs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-8308487491386940144</id><published>2011-09-04T01:55:00.003-03:00</published><updated>2011-09-04T15:37:20.074-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-09-04T15:37:20.074-03:00</app:edited><title>Auto - homofobia</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O jornal&lt;i&gt; Agora São Paulo&lt;/i&gt; publicou em 30/08/2011 a seguinte manchete: "Preso confessa morte de gay" , referindo-se ao caso do analista de sistemas Eugenio Bozola, 52 e do modelo Murilo Rezende, 21, mortos num apartamento na Rua Oscar Freire em São Paulo. O assassino confesso, Lucas Cintra Zanetti foi preso uma semana depois em Sertãozinho interior de São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Aqui algumas considerações. Primeiro em relação à manchete do &lt;i&gt;Agora&lt;/i&gt;, que tem um equívoco. Alguém que tenha cometido algum delito só pode confessar o delito em si - no caso foi um assassinato que está sendo investigado. Nesta situação específica, o preso somente poderia confessar o homicídio, que depois - como está sendo feito - seria investigado para ver suas causas e classificá-lo de acordo com a lei. Ao ilustrar uma manchete com o enunciado onde 'alguém confessa a morte de outro', o que se tem é apenas a constatação de que alguém morreu, porque, quem confessa, confessa algo (culpa). Se a manchete diz que o preso confessou a morte de alguém, há um erro, porque ninguém pode 'confessar a morte de alguém', somente se essa pessoa causou tal morte de forma intencional ou não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Outro aspecto importante a se ressaltar é o fato do assassino ser homossexual, apesar de que em grande parte dos meios de comunicação esse fato ter sido negligenciado - que é o caso do próprio&lt;i&gt; Agora&lt;/i&gt; -, dando-se mais atenção (com toda justiça, evidente) aos antecedentes do acusado, entre eles mensagens de cunho homofóbico em sua conta no Twitter: "Eu não sou gay, sou um espião!", "Ainda bem que homofobia ainda não é crime", são algumas das mensagens de intolerância encontradas pela polícia em rastreamentos quando estava em sua captura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Segundo Mauro Dias, delegado do caso, "Eles tiveram um &lt;i&gt;affair&lt;/i&gt;, e ele (Eugênio) prometeu ao Lucas trazê-lo para conhecer São Paulo. Ele ficou deslumbrado com a capital", reforçando os indícios de que havia um relacionamento entre eles (inclusive Eugênio era da mesma cidade de seu assassino, Igarapava, onde teriam se conhecido). Esse é um elemento importante, e talvez possa servir para que entendamos melhor o excesso de nomenclaturas, muitas vezes utilizada com viés ideológico na abordagem desses casos, visando objetivos que não são em sua essência, os mesmos do cidadão em geral, independente de sua opção sexual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Voltando à manchete "Preso confessa morte de gay", poderíamos vislumbrá-la com uma conotação segmentária, o que é estranho, pois com certeza nesta edição já era público que Lucas era homossexual. Então por qual motivo a matéria cria uma simbologia de gueto na manchete, coisa tão comum atualmente? Alimentar sensações imprecisas e alimentar a mídia com chavões ideológicos não parece ser a mais racional forma de se denunciar a violência contra homossexuais, sejam eles quais forem. Se o rapaz é homossexual e esse fato é relevante na abordagem da história, isso deve ser abordado, pois senão tem-se a leve impressão de que se quer apenas a parcialidade na análise de um crime que é hediondo por si só, independente da ideologia, partido, opção ou qualquer outro referencial diferenciador das partes envolvidas. Senão teríamos que classificar esse crime bárbaro com um novo neologismo, dadas as circunstâncias em que ocorreu - talvez&lt;i&gt; 'auto-homofobia'&lt;/i&gt;, ou '&lt;i&gt;homofobia infiltrada&lt;/i&gt;', devido aos depoimentos do assassino em redes sociais, divulgando suas idéias de intolerância (utilizo esses neologismos para ilustrar a imprecisão do termo 'homofobia' nesse caso, pois é pressuposto que sua utilização é válida em questões onde um heterossexual violentamente agride ou divulga mensagens violentas contrárias a um homossexual ou a um grupo representativo).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O que se espera é que esse caso seja encerrado com um julgamento justo e que o assassino pague a pena de acordo com a lei e os anseios da sociedade, já farta de tanta violência. E o que se espera também é que o caso não vire 'bandeira ideológica' de grupos de defesa de minorias, que muitas vezes apenas querem articular dados para legitimar suas lutas - ninguém aqui quer avaliar se são boas ou não suas lutas, apenas se são justas. E como estamos falando de justiça, o que se espera é que ela seja para todos, não apenas para alguns, tanto no aspecto penal, quanto na vida cívica de cada cidadão brasileiro, pois é isso o que garante a Constituição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.agora.uol.com.br/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://www.agora.uol.com.br/&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.agora.uol.com.br/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5319097-EI5030,00-Preso+suspeito+de+assassinar+modelo+e+analista+na+Oscar+Freire.html&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.agora.uol.com.br/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-text-decorations-in-effect: none; color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.agora.uol.com.br/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2011/08/25/policia-divulga-nome-do-suspeito-do-duplo-assassinato-na-rua-oscar-freire-sp-925218429.asp&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.agora.uol.com.br/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5313893-EI5030,00-Acusado+de+matar+modelo+postava+mensagens+de+odio+no+Twitter.html&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.agora.uol.com.br/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-2/artigo/mae-de-suspeito-de-mortes-na-oscar-freire-pede-perdao-a-familia-de-vitimas/&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.agora.uol.com.br/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://noticias.terra.com.br/brasil/fotos/0,,OI165960-EI306,00-SP+policia+afirma+ter+identificado+assassino+de+modelo.html&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.agora.uol.com.br/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://www.jornalacidade.com.br/editorias/cidades/2011/08/29/lucas-rossetti-diz-que-matou-eugenio-bozola-em-legitima-defesa.html&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2312225430687760248-8308487491386940144?l=notasdemidia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Diante desse novo quadro de 'alivio de consciências', dizem alguns: &lt;i&gt;"Estão vendo, não foi a droga a causa da morte dela, seus hipócritas!"&lt;/i&gt;; outros afirmam:' &lt;i&gt;"Vejam, a sociedade hipócrita a descriminou por ter uma fraqueza moral!"&lt;/i&gt;. Um argumento um tanto quanto demagógico, pois atualmente o discurso reinante é o de 'não se pautar por nenhuma moral'. E ainda devemos notar que vivemos numa sociedade que despreza qualquer tipo de fraqueza e suas simbologias (Amy era o protótipo de artista bem sucedida do &lt;i&gt;showbusiness&lt;/i&gt;, o referencial do sucesso, a negação da fraqueza e do resultado medíocre, campeã de vendas de discos).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O fato de Amy utilizar drogas era apenas um detalhe, algo meramente ligado ao aspecto humano, em grande parte descartado em sistemas que visem o lucro a qualquer preço. E esse detalhe era o tempero que fazia da cantora o ideal de representatividade da decadência de um sistema que deve ser desconstruído, ter suas hipocrisias expostas, ser remodelado por algo menos formal e que nos faça lembrar que não vale a pena seguir certos padrões impostos a nós, seres nascidos sob o direto de exigir apenas direitos, mesmo que não saibamos quais são as justificativas desses direitos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os defensores do direito inalienável da cantora de que ela estava no seu direito de fazer o que quisesse em suas escolhas pessoais,  se esquecem que a droga não é uma substância que não deixa resquícios na vida do dependente, mesmo que seu uso seja interrompido por qualquer motivo. A droga estava ali no corpo decrépito da cantora branca com voz negra e que foi vítima do seu poder destrutivo, seja sob a forma de resquícios químicos ou mesmo sob a representação decadente que fere dignidade humana. "Pai, eu estou cansada de beber", disse uma desesperada e sincera Amy. Seu pai, Mitch Winehouse,  afirmou também que a filha estava com enfisema pulmonar por uso excessivo de cigarros e de &lt;i&gt;crack&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A droga também estava, e provavelmente estará definitivamente na obra de Amy Winehouse. Numa jogada de marketing macabro, seu drama pessoal (que contraditoriamente é defendido como algo que dissesse respeito apenas a ela) foi meticulosamente trabalhado como temática musical. Seu sucesso 'Rehab' - algo como 'Tratamento de dependentes químicos' - tem como mote a recusa de auxílio de alguém que precisa de tratamento anti-drogas: &lt;i&gt;'He's tried to make me go to rehab but I won't go go go'  - ('Ele [papai] tentou me fazer ir para o tratamento, mão não vou , não vou, não vou').&lt;/i&gt; Este é um método sem precedentes no mundo da música - a utilização do hedonismo equivocado como arma de divulgação de um ideal artístico. Não há registros de uma artista que tenha exposto de modo tão cru e tão chocante suas fraquezas; e o mais chocante é que essas fraquezas não eram simples fraquezas humanas, e sim algo articulado entre ela com seus dramas e a indústria musical, &amp;nbsp;que só a viu como máquina de lucros expressivos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Qualquer tentativa de 'absolvição' de Amy Winehouse será inútil. Tanto por seu desfecho trágico causado indiretamente pelas drogas ilícitas, tanto pela simbologia que sua música causava e continuará causando - no aspecto negativo - em toda a sociedade: do ser humano, da mulher decadente, sem controle de seus atos, que apenas vislumbra o próximo momento de alienação de uma realidade que não pode ser desfeita. Não porque não pudesse ser realmente desfeita, mas porque essa realidade é o alimento de uma sociedade doentia que se compraz na decadência alheia. Mas, de tão egoísta e insensível, não vê que a insensibilidade para com a decadência alheia é o mais forte indício que sua própria moral é algo condenável, impossível de ser absolvida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.diariosp.com.br/_conteudo/2011/08/127573-amy+winehouse+revela+nao+usou+drogas+antes+de+morrer.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://www.diariosp.com.br/_conteudo/2011/08/127573-amy+winehouse+revela+nao+usou+drogas+antes+de+morrer.html&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.huffingtonpost.com/2011/08/23/amy-winehouse-toxicology-report-revealed-no-drugs_n_934081.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://www.huffingtonpost.com/2011/08/23/amy-winehouse-toxicology-report-revealed-no-drugs_n_934081.html&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.huffingtonpost.com/2011/08/23/amy-winehouse-toxicology-report-revealed-no-drugs_n_934081.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://musica.uol.com.br/ultnot/ap/2011/08/23/amy-winehouse-nao-usou-drogas-antes-de-morrer-dizem-testes.jhtm&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.huffingtonpost.com/2011/08/23/amy-winehouse-toxicology-report-revealed-no-drugs_n_934081.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-text-decorations-in-effect: none; color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.huffingtonpost.com/2011/08/23/amy-winehouse-toxicology-report-revealed-no-drugs_n_934081.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://f5.folha.uol.com.br/colunistas/tonygoes/965091-autopsia-de-amy-espanta-os-urubus-da-internet.shtml&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2312225430687760248-7614077851361385895?l=notasdemidia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Há um equívoco no discurso da deputada Myrian Rios. Associar de forma direta homossexualidade à pedofilia como fez, foi algo que somente enfraqueceu seu discurso, dando margem para interpretações também equivocadas. Trabalho na área da educação e conheço vários colegas em suas orientações homossexuais,  tem uma postura correta e ética em suas funções, sendo avaliados essencialmente pelos seus desempenhos individuais.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Cidadãos como quaisquer outros, os homossexuais estão também abrangidos pelo texto constitucional, em especial pelo Artigo 5º: "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade (...)".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O problema encontrado na fala de Myrian Rios e também em grande parte dos discursos contrários ao movimento LGBT é a classificação advinda da restrição, partindo daí para um âmbito de abrangência. Como os homossexuais são parte da população de qualquer país, é importante lembrar (apesar dos discursos ideológicos românticos) que dentro deste grupo há, em todos os setores, uma amostra do que existe de representativo na parte majoritária não-homossexual - seja essa representação boa ou ruim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Todos sabemos que existem pedófilos com as mais variadas opções sexuais. Mas numa abordagem sobre o comportamento de um pedófilo ou pedófila, o que se classifica sob uma perspectiva abrangente é o fato da pessoa ser agente do crime de pedofilia (uso o termo pedofilia como o conjunto de ações que podem ser classificadas como perversão sexual de crianças e adolescentes, mesmo que não haja violência física ou 'conjunção carnal'). Um pedófilo ou uma pedófila pode ser heterossexual, homossexual ou bissexual, porém inverter a ordem e classificar um infrator inicialmente por sua opção sexual é algo inadmissível -, dizer 'um homossexual pedófilo' é preconceito. Seria semelhante a classificar um 'homossexual traficante', ou um 'homossexual corrupto', sendo que o que está em questão é a classificação do ato ilícito - no exemplo, tráfico de drogas e corrupção.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Por ser um campo 'movediço', alguns dos crimes envolvendo a sexualidade humana, graças a tabus, proselitismos e outros fatores, são tratados pela mídia com um teor 'assexuado', principalmente quando uma abordagem da sexualidade do infrator pode comprometer a imagem de certos grupos. Essa assexualização também é encontrada nos argumentos onde se discute  a união civil homossexual, sendo o senso comum direcionado a classificar a união como 'união homoafetiva', numa espécie de sublimação, quase que transcendental dessa prática social.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Citando um acontecimento recente, temos o caso da professora de matemática Cristiane Teixeira Maciel Barreiras, 33 anos, acusada de seduzir e manter relações sexuais com uma aluna de 13 anos. A pedófila, que não se considerava como tal,  era casada e foi autuada por estupro - Código Penal,  Artigo 217-A: "Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos". Isso independente do sexo do infrator. O detalhe para esse caso - escolhi o caso de uma pedófila homossexual por ser atípico - foi o fato da aluna abusada ser filha de uma lésbica, que evidente, exige justiça e punição para a professora pelo crime sexual. Muitos setores da imprensa abordaram esse evento como algo sublime, próximo de um 'amor platônico', recorrendo, sempre que possível ao mínimo aos termos pedofilia e homossexualidade nas matérias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Carrasco - Como não poderia ser diferente, os porta-vozes do movimento LGBT comentaram a fala da Deputada e ex-atriz Myrian Rios. Arrogando-se o direito de defender a causa, o autor de novelas Walcyr Carrasco argumentou sobre a fala de Myrian. Valendo-se de um discurso que se assemelha ao feminista (utilizar-se de argumentos que são atribuídos ao opositor, no caso de Myrian, o 'moralismo'), Carrasco explana sua avaliação sobre as idéias da deputada relembrando do tamanho de sua saia: "Só a vi uma vez pessoalmente, nessa época. E  me espantei com o tamanho do decote e a saia curta".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ele continua a discorrer seus argumentos; o interessante é que ele não faz nenhuma referência à função de deputada, mas sim a de atriz: "Nunca foi uma boa atriz. Para dizer sinceramente, era medíocre, pelo menos na minha opinião. Mas graciosa. A idade chegou, separou-se de Roberto (Carlos), e os papéis escassearam. Ou ela abandonou a carreira. Ou as duas coisas aconteceram ao mesmo tempo". Diz também - acertadamente - que Myrian foi preconceituosa ao misturar pedofilia com homossexualismo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas os acertos ficam por aí. Ele prossegue, inquisidor: "Só não passou uma coisa pela cabeça da nobre deputada: não é porque uma criança é criada junto a um ou uma homossexual que terá a mesma orientação sexual. Afinal, a maioria absoluta dos homossexuais é filha de casais héteros". Aqui, Carrasco 'forçou a nota', isso devido à confusão entre prestação de serviços pedagógicos (no caso da eventual babá lésbica) e poder familiar (Código Civil, Artigo. 1.630:"Os filhos estão sujeitos ao poder familiar, enquanto menores"). A babá, seja de qual orientação sexual for, não terá, além do que lhe for delegado por atribuições profissionais, poder para agir, nem ao menos como tutora. Finalizando as incoerências das análises de Carrasco, ao dizer que  "Afinal, a maioria absoluta dos homossexuais é filha de casais héteros", o autor põe mais caldo no caldeirão das generalizações apressadas e tendenciosas. Eu me utilizo de um único contra-argumento a essa afirmação, com o caso público da cantora Preta Gil, que assumidamente tem uma opção sexual semelhante à do pai, Gilberto Gil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E para terminar, respondo à última frase de Carrasco - "Alguém discorda?" - em seu texto-resposta ao discurso da deputada Myrian Rios. Discordar é parte fundamental de qualquer democracia. Parece que estamos longe ainda de sermos uma democracia, pois o proselitismo e a imposição de idéias de grupos restritos, sem levar em conta as opiniões e posicionamentos da grande maioria, tem sido comuns no Brasil. Isso é anti-democrático. Que alguém discorde disso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/923944-religiosos-fazem-protesto-contra-projeto-que-criminaliza-homofobia.shtml"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/poder/923944-religiosos-fazem-protesto-contra-projeto-que-criminaliza-homofobia.shtml&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/internacional/mundo/professora-presa-por-seduzir-aluna"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/internacional/mundo/professora-presa-por-seduzir-aluna&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/internacional/mundo/professora-presa-por-seduzir-aluna"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;http://vejasp.abril.com.br/blogs/walcyr-carrasco/2011/06/28/myrian-rios-lamentavel/&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/internacional/mundo/professora-presa-por-seduzir-aluna"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;http://www.jb.com.br/rio/noticias/2010/10/29/segunda-aluna-confirma-pedofilia-de-professora-presa-no-rio/&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/internacional/mundo/professora-presa-por-seduzir-aluna"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;http://legis.senado.gov.br/mate-pdf/69390.pdf&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/internacional/mundo/professora-presa-por-seduzir-aluna"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/lei/l12015.htm&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/internacional/mundo/professora-presa-por-seduzir-aluna"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-text-decorations-in-effect: none; color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/internacional/mundo/professora-presa-por-seduzir-aluna"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10406.htm"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10406.htm&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2312225430687760248-5061682167559649647?l=notasdemidia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5UIAD9Pzcrr69tsoTwyjiyRSQR0/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5UIAD9Pzcrr69tsoTwyjiyRSQR0/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5UIAD9Pzcrr69tsoTwyjiyRSQR0/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5UIAD9Pzcrr69tsoTwyjiyRSQR0/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/NotasDeMdia/~4/eYlCMAWrrjc" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/5061682167559649647/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2312225430687760248&amp;postID=5061682167559649647" title="8 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/5061682167559649647?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/5061682167559649647?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/NotasDeMdia/~3/eYlCMAWrrjc/deputada-e-o-carrasco.html" title="A Deputada e o Carrasco" /><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="18" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-rluHXANgDlE/T7AF5ksgcMI/AAAAAAAAASw/kDlIwADRkxA/s220/thirteen.jpg" /></author><thr:total>8</thr:total><feedburner:origLink>http://notasdemidia.blogspot.com/2011/07/deputada-e-o-carrasco.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0UFQng-eip7ImA9WhdXFks.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-7008471929555587112</id><published>2011-06-05T05:42:00.023-03:00</published><updated>2011-08-29T22:53:33.652-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-29T22:53:33.652-03:00</app:edited><title>A marcha das cabeças vadias</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Aconteceu no dia 04/06/2011 na Av. Paulista, São Paulo, a primeira 'Marcha das Vadias'. O evento que pretendia reunir 2500 pessoas, reuniu apenas cerca de 300 no sábado frio da capital. A idéia original da marcha ocorreu após um seminário numa universidade de Toronto, Canadá, onde um policial disse que estupros seriam evitados se as alunas não se vestissem como vadias - &lt;i&gt;sluts&lt;/i&gt; em inglês. Então as alunas, revoltadas com a afirmação do policial, organizaram um protesto e saíram vestindo roupas sumárias e gritando palavras de ordem contra a opressão masculina. Foram as pioneiras na marcha que já ocorreu em 15 lugares diferentes até agora, desde Janeiro de 2011, data da primeira marcha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nas ruas de São Paulo, as manifestantes - algumas - desfilaram de roupas íntimas, &amp;nbsp;segurando cartazes e ecoando &lt;i&gt;slogans &lt;/i&gt;da causa feminista. As fotos das participantes do evento são interessantes.&amp;nbsp;Uma delas, com óculos de aros pretos e cabelos aparados, se destacava pelo modelo com um recurso estranho de sustentação que tentava segurar os 'quilinhos' a mais. Porém mais estranho era o fato de ela estar segurando um cartaz em inglês (talvez um pouco confusa e acreditando estar no fuso horário de Londres), onde se lia:&lt;i&gt; "I'm a human, not a sandwich!"&lt;/i&gt; ("Sou um ser humano, não um sanduíche!"). Fazendo parte do recheio do protesto, uma outra segurava um cartaz - por coincidência rosa - onde, talvez num possível exercício de afirmação existencial, estava escrito:"Não sou puta".&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Uma das organizadoras do desolado evento, Solange Del Ré, 30, expressa sua linha de pensamento sobre o assunto:"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É um problema corriqueiro que toda mulher enfrenta. Se você vai comprar um cigarro no bar, pode ser intimidada, como se estivesse provocando essa reação só por ser mulher", afirma. Ela prossegue: "A gente sabe que tem mulheres sendo espancadas no Brasil. Mulheres que são estupradas por causa da roupa que estão usando". &amp;nbsp;Ou seja, ela não dissocia uma investida elegante ou uma cantada elogiosa do homem da grosseria ou da rudeza encontrada em algumas atitudes masculinas ao abordar uma mulher. Também &amp;nbsp;na visão de Solange, a probabilidade de estupro ocorrer num país islâmico como o Irã seria nula, pois lá existe um código rigoroso de conduta para a vestimenta feminina, que é representada por véus e vestidos longos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 20px;"&gt;O movimento feminista é reconhecido pelas incoerências de discursos, de atitudes, pela imprecisão de sua análise da realidade econômico-social e do eterno discurso da independência feminina utilizando-se não da originalidade, mas de uma reprodução inconsequente de comportamentos equivocados de certos homens. A professora Silvia Koller&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 20px;"&gt;endossa essa perspectiva afirmando:"&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;Uma massa dessas na rua expõe esses pontos para a sociedade: se os homens podem andar de qualquer jeito, por que as mulheres não podem? Nem por isso os homens são agredidos, xingados, estuprados". Há aqui uma tentativa de impor o discurso de 'igualdade através da construção social', como se homens e mulheres pudessem ser nivelados excetuando suas características físico-biológicas em suas vidas. Certamente Silvia Koller não exigiria equidade em campos da vida cidadã feminina, como por exemplo na obrigatoriedade do serviço militar para mulheres (que existem em alguns países como Israel), assim como defesa de casamentos de mulheres com potencial econômico/social um pouco acima da média do homem. O discurso feminista certamente quer mostrar idoneidade, porém ela é escassa em vários setores da vida humana, mesmo em épocas recentes onde uma presumível igualdade de direitos não tem sido representada pelo empreendimento feminino em áreas afins com resultados visíveis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;A incoerência ronda grandes nomes da ideologia feminista.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 20px;"&gt;Simone de Beauvoir, um das principais deidades do feminismo, saía de bicicleta pela França ocupada durante a Segunda Guerra atrás de namorados, livrando-se de obrigações para com seu país na resistência francesa ao nazismo. Foi partidária, junto com o marido Jean-Paul Sartre, da 'promiscuidade consciente', onde de comum acordo tinham práticas pouco ortodoxas em um relacionamento conjugal. Seguindo esse acordo, Beauvoir tinha livre trânsito em laços fora do matrimônio, sendo talvez uma das precursoras a assumir esse ideal de vida amorosa. Assim, Beauvoir assinava a carta de alforria, graças ao seu prestígio como líder feminista, a todas as mulheres que veem nela um ideal de mulher independente e à frente e seu tempo. Entretanto essa parece ser uma alforria falsa, pois essas mesmas mulheres alforriadas querem, seguindo os ensinamentos de Simone de Beauvoir, se dissociar do referencial de vulgaridade que ronda o ideário coletivo em relação a certas mulheres no mundo atual: a 'mulher objeto' que atingiu esse patamar graças à liberação sexual, mas que é relatada como produto do machismo que se aproveita dessa 'mulher objeto' de todas as formas. A mulher independente que mostra sua sensualidade na mídia, graças ao engajamento libertário feminista ("Meu corpo, minhas regras" dizia um dos cartazes da marcha) e que alimenta os anseios do homem machista. Num sistema onde o pensamento parece um acessório apenas para a divulgação de ideais incoerentes, não existe a possibilidade de se destacar o criador da criatura - todos estão no mesmo patamar. O feminismo e o machismo parecem fazer parte de um sistema mercadológico de 'oferta e procura'.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 20px;"&gt;Uma desafeta de &amp;nbsp;Simone de Beauvoir, &amp;nbsp;Antoinette Fouque, afirmou que a frase "Ninguém nasce mulher, mas se torna mulher" foi o pronunciamento mais imbecil do século. Fouque também é crítica do modelo de 'mulher sem filhos' e aponta uma certa frigidez mental da mulher de Sartre. Talvez até nisso as feministas de lingerie da Paulista -a avenida dos orgulhosos, dos maconheiros e agora das vadias - tenham algo similar a Beauvoir. A frouxidão de idéias e de metas é algo visível na marcha. E frouxidão mental não é recomendável, pois daí para a 'mente vadia' é um passo. Não, as moças da Paulista não são vadias em seus trajes, mais podem ser em suas idéias. Que seja lembrado o ditado "mente vazia é oficina do demônio". Oficina d&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 20px;"&gt;as idéias esdrúxulas guiando cabeças vadias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://delas.ig.com.br/comportamento/marcha+das+vadias+protesta+contra+o+machismo/n1597003229027.html#5"&gt;&lt;i&gt;http://delas.ig.com.br/comportamento/marcha+das+vadias+protesta+contra+o+machismo/n1597003229027.html#5&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://delas.ig.com.br/comportamento/marcha+das+vadias+pretende+reunir+2500+em+sp/n1596999822933.html"&gt;&lt;i&gt;http://delas.ig.com.br/comportamento/marcha+das+vadias+pretende+reunir+2500+em+sp/n1596999822933.html&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Uma história íntima da humanidade&lt;/i&gt;, Teodore Zeldin, Best Bolso,RJ, 2008&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2312225430687760248-7008471929555587112?l=notasdemidia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/-kR5tFXDR0DZ6jLmnwW5upoOiVI/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/-kR5tFXDR0DZ6jLmnwW5upoOiVI/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/-kR5tFXDR0DZ6jLmnwW5upoOiVI/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/-kR5tFXDR0DZ6jLmnwW5upoOiVI/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/NotasDeMdia/~4/54nZrK8eax0" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/7008471929555587112/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2312225430687760248&amp;postID=7008471929555587112" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/7008471929555587112?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/7008471929555587112?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/NotasDeMdia/~3/54nZrK8eax0/marcha-das-cabecas-vadias.html" title="A marcha das cabeças vadias" /><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="18" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-rluHXANgDlE/T7AF5ksgcMI/AAAAAAAAASw/kDlIwADRkxA/s220/thirteen.jpg" /></author><thr:total>4</thr:total><feedburner:origLink>http://notasdemidia.blogspot.com/2011/06/marcha-das-cabecas-vadias.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0YMRnc6eCp7ImA9WhdXGUo.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-5933175827941908145</id><published>2011-06-05T02:34:00.020-03:00</published><updated>2011-09-02T12:59:47.910-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-09-02T12:59:47.910-03:00</app:edited><title>A cantiga de roda mais bonita da cidade</title><content type="html">&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O hit mais comentado e acessado da internet essa semana foi o clipe da música 'Oração' da banda curitibana "A banda mais bonita da cidade". O grande número de acessos fez com que a banda &lt;i&gt;underground&lt;/i&gt; se tornasse conhecida nacionalmente, inclusive com entrevistas para TV e sites de notícias. Formada há dois anos, o quinteto disponibilizou 'Oração' no site You Tube e em quinze dias já foram registrados mais de 4milhões e 500 mil visualizações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;O guitarrista da banda Rodrigo Lemos resumiu, em entrevista, o evento:"Postamos o clipe apenas nos perfis do Facebook das pessoas que participaram da gravação. Foi muito rápido: saímos para almoçar e quando voltamos observamos que os amigos dos amigos estavam compartilhando a música. Tudo aconteceu de uma maneira inesperada”, reconhece o curitibano".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;O clipe foi gravado em 'plano sequência' utilização de uma só tomada, ou seja, o vídeo não tem cortes. Foi gravado em uma casa no interior do Paraná, onde participam no vídeo-clipe, além da banda, alguns amigos dos integrantes. Foram feitas oito gravações segundo&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;o cinegrafista do clipe André Chesini, sendo que a motrada no Youtube é a terceira tentativa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;"A gente tinha o zelo de fazer o filme, bonitinho e tal. Mas estávamos totalmente descompromissados", diz Rodrigo, num das várias tentativas de passar uma idéia de 'eventualidade' para a divulgação do clipe.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;Apesar de tudo indicar o contrário, isso aparenta ser uma grande estratégia de marketing. Qualquer pessoa com mínimos conhecimentos da linguagem cinematográfica sabe que houve um cuidado com fotografia, áudio e gravação, além da escolha criteriosa para uma música que foge um pouco da linguagem&amp;nbsp;proposta pelo grupo. 'A&amp;nbsp;banda mais bonita da cidade' segue à risca a cartilha&amp;nbsp;&lt;i&gt;indie&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;(abreviatura de independente em inglês, movimento musical surgido nos anos 1980), que tem uma metodologia de distribuição 'não comercial', com selos terceirizados ou próprios para lançarem seus trabalhos. Mas a independência não para por aí. Há toda uma ideologia, uma certa liturgia no trabalho dos&amp;nbsp;&lt;i&gt;indies&amp;nbsp;&lt;/i&gt;que, ao tentarem a originalidade, tiram essa intenção do processo, virando algo como 'o mais do mesmo'. No &lt;i&gt;indie&lt;/i&gt;, a pretensão é ir contra a corrente, adotando um visual despojado. As letras tentam suprimir o despojamento visual com uma pretensiosa (e por vezes irritante) tentativa de criar uma atmosfera beletrista, onde metáforas, hipérboles (exageros) e ecos sonoros são prioridade e nem sempre garantia de boa música. A escola &lt;i&gt;indie&lt;/i&gt; começou nos anos 1980 e tem nas bandas 'The Strokes', 'Belle &amp;amp; Sebastian', 'Beirut' além da brasileira 'Los Hermanos' seus maiores expoentes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;&lt;b&gt;Música para grudar no ouvido -&amp;nbsp;&lt;/b&gt;Algo que faz com que suspeitemos do ar descompromissado dos discursos dos integrantes, alegando a&amp;nbsp;&lt;i&gt;não-fama&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&amp;nbsp;como motivador do clipe, pode ser notado na letra da música. Ali, há o registro de uma estrutura semelhante às cantigas de roda, com versos de sete sílabas (também conhecido como redondilha maior). Temos em algumas cantigas de roda essa estrutura, como em 'Ciranda Cirandinha'. As sílabas acentuadas estão em caixa alta:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="line-height: 18px;"&gt;"Ci|ran|da|ci|ran|di|nha&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;Va|mos|to|dos|ci|ran|DAR&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;Va|mos|dar|a|mei(a)|VOL|ta&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;Vol|ta(e)|mei|a|va|mos|DAR.’"&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;Chico Buarque de Holanda em sua 'A banda' também usa redondilha menor:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;"Es|ta|va(à)|to|a|na|VI|da&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;O|meu |a|mor|me|cha|MOU&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;Pra|ver|a|ban|da|pas|SAR&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;Can|tan|do|coi|sas|de(a)|MOR"&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Valendo-se desse recurso facilitador de assimilação da letra, 'A banda mais bonita da cidade' vem com igual proposta:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 18px;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;"Meu|a|mor&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;Es|ta(é)| a(úl)|ti|ma(o)|ra|ÇÃO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;Pra|sal|var|seu|co|ra|ÇÃO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;Co|ra|ção|não|é|tão|SIM|ples&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;Quan|to pen|sa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;Ne|le|ca|be(o)|que|não|CA|be&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;Na|des|pen|sa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;Ca|be(o)|meu|a|mor&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;Ca|bem|três|vi|das|in|TEI|ras&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;Ca|be|u|ma|pen|te(a)|DEI|ra&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ca|be|nós|dois..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;Efeito "Anna Júlia" -&lt;/b&gt; Com essa singela música e durante longos seis minutos 'A banda' tenta fazer com que as letras obtusas e pretensiosas de outras músicas como 'Canção pra não voltar' sejam esquecidas por um momento. E mostra em rimas repetidas à exaustão que pode chegar ao grande público, mesmo que negue ou que venha renegar isso futuramente. Um episódio interessante foi o caso dos 'Los Hermanos' que despontou com a conhecida "Anna Júlia", que foi renegada como algo 'inferior' quando os barbudos cariocas já tinham alcançado seus objetivos mais imediatos. Somente um exercício de 'previsão de riscos' em carreiras musicais poderia dar um idéia sobre no que isso irá resultar. Mas ao seguir uma cartilha já consagrada, apesar de arrogarem a si a originalidade mais criativa, 'A banda mais bonita da cidade' pode até conseguir certa notoriedade pois está fazendo a lição de casa corretamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 18px;"&gt;&lt;a href="http://letras.terra.com.br/chico-buarque/45099/"&gt;&lt;i&gt;http://letras.terra.com.br/chico-buarque/45099/&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=kTS64qgHuIo&amp;amp;feature=relmfu"&gt;&lt;i&gt;http://www.youtube.com/watch?v=kTS64qgHuIo&amp;amp;feature=relmfu&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=QW0i1U4u0KE&amp;amp;feature=related"&gt;&lt;i&gt;http://www.youtube.com/watch?v=QW0i1U4u0KE&amp;amp;feature=related&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1663391-15605,00-BANDA+DE+CURITIBA+FAZ+CLIPE+CRIATIVO+E+VIRA+FEBRE+NA+INTERNET.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1663391-15605,00-BANDA+DE+CURITIBA+FAZ+CLIPE+CRIATIVO+E+VIRA+FEBRE+NA+INTERNET.html&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,a-banda-mais-bonita-da-cidade-aposta-na-fofura-e-nos-descolados-da-rede,721853,0.htm"&gt;&lt;i&gt;http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,a-banda-mais-bonita-da-cidade-aposta-na-fofura-e-nos-descolados-da-rede,721853,0.htm&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.band.com.br/entretenimento/musica/conteudo.asp?ID=100000436251"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://www.band.com.br/entretenimento/musica/conteudo.asp?ID=100000436251&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2312225430687760248-5933175827941908145?l=notasdemidia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/cNc7TxAG8U5zwQ3mzX6xgLHQrsE/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/cNc7TxAG8U5zwQ3mzX6xgLHQrsE/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/cNc7TxAG8U5zwQ3mzX6xgLHQrsE/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/cNc7TxAG8U5zwQ3mzX6xgLHQrsE/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/NotasDeMdia/~4/gQ6t2Tbnbe0" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/5933175827941908145/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2312225430687760248&amp;postID=5933175827941908145" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/5933175827941908145?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/5933175827941908145?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/NotasDeMdia/~3/gQ6t2Tbnbe0/cantiga-de-roda-mais-bonita-da-cidade.html" title="A cantiga de roda mais bonita da cidade" /><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="18" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-rluHXANgDlE/T7AF5ksgcMI/AAAAAAAAASw/kDlIwADRkxA/s220/thirteen.jpg" /></author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://notasdemidia.blogspot.com/2011/06/cantiga-de-roda-mais-bonita-da-cidade.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0QHRXc5eip7ImA9WhZXFkk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-4564713756475783604</id><published>2011-04-15T23:27:00.007-03:00</published><updated>2011-05-05T23:35:34.922-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-05-05T23:35:34.922-03:00</app:edited><title>Tragédia em Realengo</title><content type="html">&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 17px;"&gt;&lt;i&gt;Alberto Magalhães&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; line-height: 17px;"&gt;Talvez não seja muito difícil fazer uma leitura do evento ocorrido na escola em Realengo, no Rio. Essa é uma tentativa de se adentrar nos meandros da mente do assassino Wellington e descobrir as suas razões. Ninguém faria um ato bárbaro desses se não tivesse movido por fundamentos incontestáveis, sólidos. Para iniciar devemos observar que mais eventos como aquele não acontecem no mundo apenas por falta de oportunidade para o pretenso executor promover o atentado como, por exemplo, a impossibilidade do pretendente juntar os seus “algozes” no mesmo lugar, ou tê-los juntos no mesmo tempo e espaço, como aconteceu nas escolas que sofreram esses ataques. Certamente Wellington se achou no direito de “punir” os seus “inimigos” que o haviam tratado com desnecessária insensibilidade, desprezo e desrespeito por anos. Atos socialmente impunes. Ele não considerava o seu projeto o de um louco ou de um monstro, mas de um “justiceiro”. Quem lê a bíblia e torna-se um fundamentalista, como ele muito bem demonstra, prega que Deus pune os “ímpios” com a morte e alguns se acham no direito de auxiliá-lo nessa tarefa, como se fossem um anjo da morte. O seu antecipado pedido de perdão ao Divino, em carta, não foi exatamente por causa das mortes que iria causar, mas da sua própria vida que iria deliberadamente encerrar naquele ato. De alguma forma esse tipo de pessoa considera-se “superior” aos seus desafetos, acha-se espiritualmente “iluminado”, por considerar-se incompreendido, injustiçado, perseguido e, portanto, especialmente acolhido pelo Ente divino. Na sua caminhada à escola Tasso da Silveira ele pode ter se sentido um herói, um justiceiro dos fracos, oprimidos e humilhados, dos incompreendidos, rejeitados, diferentes.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; line-height: 17px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; line-height: 17px;"&gt;A preferência dele em executar as meninas pode ter se dado porque elas “podiam” e “deviam” ter-lhe sido solidárias e favorável, por serem mulheres, portanto sempre mais sensíveis e compreensivas. Ele certamente considerava-se um cidadão honrado, virtuoso, digno... E a cultura atualmente assimilada pela juventude feminina é a da sensualidade pura, da qualidade física e a de recepcionar, preferencialmente, o descolado, o transgressor, o despojado de valores éticos e morais e que interage com todos os segmentos pragmáticos. Tudo o que ele não era. E só elas, ao menos uma, poderia o &amp;nbsp;ter &amp;nbsp;reabilitado frente a eles. Se alguém teve a vontade para isso, não teve coragem suficiente de se indispor contra a horda adversa. A sua solidão teria se tornado interiormente devastadora. No seu gesto extremo ele tentava sair da insignificância que lhe submeteram para a notoriedade dramática, correspondente ao seu dilema: ser mais um anônimo fracassado ou ganhar relevante projeção exatamente por meio daqueles que o jogaram para o fundo do poço? Ele era muito desajustado e a sua tentativa de sublimação veio num ato que não era só de ascensão. Mas, um misto de superação, vingança, justiça, catarse. O seu encontro com a libertação seria o encontro com a morte. Talvez, se pudesse, a de todos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; line-height: 17px;"&gt;&lt;i&gt;Alberto Magalhães é funcionário público em Aracaju, SE e autor do blog&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 17px;"&gt;&lt;a href="http://tempodepalavrasepedras.blogspot.com/"&gt;http://tempodepalavrasepedras.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2312225430687760248-4564713756475783604?l=notasdemidia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UB6JhTMD4NHKiQrKDUTbWc7Peyo/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UB6JhTMD4NHKiQrKDUTbWc7Peyo/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UB6JhTMD4NHKiQrKDUTbWc7Peyo/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UB6JhTMD4NHKiQrKDUTbWc7Peyo/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/NotasDeMdia/~4/3hCRZTDdWCM" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/4564713756475783604/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2312225430687760248&amp;postID=4564713756475783604" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/4564713756475783604?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/4564713756475783604?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/NotasDeMdia/~3/3hCRZTDdWCM/tragedia-em-realengo_15.html" title="Tragédia em Realengo" /><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="18" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-rluHXANgDlE/T7AF5ksgcMI/AAAAAAAAASw/kDlIwADRkxA/s220/thirteen.jpg" /></author><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://notasdemidia.blogspot.com/2011/04/tragedia-em-realengo_15.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0EFQnw5fCp7ImA9WhdXFks.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-6212688018315385939</id><published>2011-04-04T00:31:00.018-03:00</published><updated>2011-08-29T23:00:13.224-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-29T23:00:13.224-03:00</app:edited><title>A Preta, o Bolsonaro, as ONGs e o resto</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mais um episódio que acende ainda mais a onda da panfletagem dos tempos atuais ocorreu na Band, no CQC de 28/03/2011. Ali no quadro "O povo quer saber", onde cidadãos fazem perguntas para pessoas ilustres, o Deputado Federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) foi a bola da vez. O estilo boquirroto foi notado logo nas primeiras perguntas que foram de certo modo respondidas de acordo com as já conhecidas posições ortodoxas do deputado em relação à homossexualidade, segurança pública, cotas raciais, entre outros assuntos de relevância social.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Entretanto - evidente - isso foi uma estratégia circense-pirotécnica da produção para criar polêmica  numa justificativa de estar trazendo à tela da TV um debate de interesse nacional. Após responder perguntas de cidadãos sobre segurança, movimento LGBT, vida militar e consumo de drogas, Bolsonaro se deparou com Preta Gil, que numa pergunta elaborada de modo provocativo, indagou se Bolsonaro aprovaria uma relação de um filho seu com uma negra. Bolsonaro, reconhecendo no monitor que a pergunta era de Preta Gil, respondeu nervoso: "Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco e meus filhos foram muito bem educados. E não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É notória a auto-definição de Preta Gil como bissexual apesar de renegar com frequência, jogando na imprensa a culpa por suas declarações - certa vez Preta afirmou que gostaria de "comer" (sic) uma famosa modelo. Há uma certa dubiedade em suas falas sobre o tema e em  entrevista recente, a cantora &lt;a href="http://gente.ig.com.br/materias/2010/03/18/preta+gil+me+arrependo+de+todas+as+declaracoes+que+ja+dei+sobre+sexo+9431368.html"&gt;afirmou estar arrependida de ter dado declarações sobre sua sexualidade&lt;/a&gt;. Talvez Bolsonaro esteja embasado em tais afirmativas. Não quero aqui entrar no mérito da sexualidade de Preta, o que é algo íntimo, apenas ressalto o que foi descrito pela cantora em declarações de livre e espontânea vontade, que sinalizam terem sido proferidas com o intuito de auto-promoção.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Porém também é notório o fato de Preta Gil ter crescido num ambiente liberal, onde haveria o contato com drogas, &lt;a href="http://www.terra.com.br/istoegente/42/entrevista/index.htm"&gt;algo revelado pelo próprio pai de Preta&lt;/a&gt;, Gilberto Gil que disse em entrevista:" Pelo que ficou gravado no meu corpo, na minha mente e no meu coração, pelo perfume que emana daquela época, sim. Aquilo me fez mais bem do que mal. Poxa! Tanta coisa eu criei sob estímulos de expansão mental e sentimental que as drogas me deram!" (ao responder à Isto é Gente se as drogas o haviam ajudado). Gilberto Gil afirmou ainda que a maconha o acompanhou até recentemente em sua vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Fechando as especulações sobre o que é o real motivador da disputa, está o aspecto étnico, desconfigurado da intenção inicial. Bolsonaro afirmou que Preta cresceu num ambiente supostamente promíscuo, o que não pode ser remetido à questão de cor de pele. Houve apenas um 'ruído' na comunicação, onde o boquirroto deputado ao perceber o viés provocativo da pergunta de Preta não teve disposição para uma resposta coerente com o questionamento inicial. Não foi Bolsonaro que afirmou algo sobre a sexualidade de Preta Gil, nem sobre uso de drogas por parte de seu pai - isso foi ressaltado e divulgado por ambos de forma expontânea na mídia. Poderíamos transferir a afirmativa equivocada de Bolsonaro (de que não queria que seus filhos casassem com alguém criado em ambiente 'promíscuo') para  um contexto onde a interlocutora - no caso Preta - fosse branca, filha de pais brancos. Não alteraria em nada tal percepção de promiscuidade, visto que essa promiscuidade poderia ocorrer em qualquer ambiente, independente se de um lar de pessoas brancas ou negras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ao que tudo indica, essa é mais uma daquelas polêmicas que servem apenas para promoção pessoal de alguns em detrimento da maioria. Não é possível sustentar a acusação de racismo por parte de Bolsonaro nesta situação, assim como almejam grupos militantes e certos integrantes do governo que 'vestiram a camisa' da polêmica cantora. Polêmicas e voluntarismo parecem ser combustíveis indissociáveis para Preta Gil. &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u465607.shtml"&gt;Em 2008, Preta afirmou que montaria uma ONG&lt;/a&gt; para defender o direito das 'gordinhas', após receber indenização de R$ 100.000,00 de um programa de TV que brincou com seus quilos a mais. Não se sabe se o projeto pitoresco saiu do papel.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Saindo um pouco deste contexto heróico-burlesco de ambos os lados não devemos nos esquecer que, enquanto a ONG das gordinhas de Preta não sai do papel e  Bolsonaro se prepara para mais uma legislatura com seus arroubos de idéias congeladas no tempo, espaço e desconetadas do bom senso, está o cidadão comum esperando o desfecho da questão. Um cidadão fora dos holofotes favorecedores dos dois degladiadores neste circo de interesses. Um cidadão que questiona se seus diretos e interesses estão mesmo sendo defendidos nessa briga, independente de  etnia, posição política, religião. Somos o país dos falsos heróis, dos heróis de mentirinha nos enredos da farsa brasileira. Seria exigir demais termos um Martin Luther King, um Mandela entre nós, mas esperar pouco também não dá certo. Preta e Bolsonaro querem com sua briga representar toda a população. Preta, Bolsonaro e o resto. Será que vamos permitir tão baixo exercício de auto-estima?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI5034595-EI6578,00-Bolsonaro+Meu+filho+nao+namoraria+Preta+Gil+por+causa+do+comportamento+dela.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i style="background-color: #eeeeee;"&gt;http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI5034595-EI6578,00-Bolsonaro+Meu+filho+nao+namoraria+Preta+Gil+por+causa+do+comportamento+dela.html&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5042836-EI7896,00-Bolsonaro+promete+mostrar+foto+com+cunhado+negro+no+CQC.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i style="background-color: #eeeeee;"&gt;http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5042836-EI7896,00-Bolsonaro+promete+mostrar+foto+com+cunhado+negro+no+CQC.html&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/896285-fui-injustamente-agredida-diz-preta-gil-sobre-bolsonaro.shtml"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i style="background-color: #eeeeee;"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/896285-fui-injustamente-agredida-diz-preta-gil-sobre-bolsonaro.shtml&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/896285-fui-injustamente-agredida-diz-preta-gil-sobre-bolsonaro.shtml"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i style="background-color: #eeeeee;"&gt;http://www.terra.com.br/istoegente/42/entrevista/index.htm&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://gente.ig.com.br/materias/2010/03/18/preta+gil+me+arrependo+de+todas+as+declaracoes+que+ja+dei+sobre+sexo+9431368.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i style="background-color: #eeeeee;"&gt;http://gente.ig.com.br/materias/2010/03/18/preta+gil+me+arrependo+de+todas+as+declaracoes+que+ja+dei+sobre+sexo+9431368.html&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://gente.ig.com.br/materias/2010/03/18/preta+gil+me+arrependo+de+todas+as+declaracoes+que+ja+dei+sobre+sexo+9431368.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-text-decorations-in-effect: none; background-color: #eeeeee; color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://gente.ig.com.br/materias/2010/03/18/preta+gil+me+arrependo+de+todas+as+declaracoes+que+ja+dei+sobre+sexo+9431368.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://www.bahianoticias.com.br/holofote/noticias/2010/08/09/14909,gilberto-gil-diz-que-sempre-usou-maconha-e-drogas.html&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2312225430687760248-6212688018315385939?l=notasdemidia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/F-HcqbVr5fR5pMRoiOX5bB5jR9Y/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/F-HcqbVr5fR5pMRoiOX5bB5jR9Y/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/F-HcqbVr5fR5pMRoiOX5bB5jR9Y/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/F-HcqbVr5fR5pMRoiOX5bB5jR9Y/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/NotasDeMdia/~4/H7GjDLYUX3g" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/6212688018315385939/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2312225430687760248&amp;postID=6212688018315385939" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/6212688018315385939?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/6212688018315385939?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/NotasDeMdia/~3/H7GjDLYUX3g/preta-bolsonaro-ongs-e-o-resto_04.html" title="A Preta, o Bolsonaro, as ONGs e o resto" /><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="18" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-rluHXANgDlE/T7AF5ksgcMI/AAAAAAAAASw/kDlIwADRkxA/s220/thirteen.jpg" /></author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://notasdemidia.blogspot.com/2011/04/preta-bolsonaro-ongs-e-o-resto_04.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkIHQHo8fCp7ImA9WhZREkU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-2386316694515937564</id><published>2011-04-03T23:59:00.010-03:00</published><updated>2011-04-08T14:42:11.474-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-04-08T14:42:11.474-03:00</app:edited><title>O Piauí aqui, ali e em todo lugar</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O fato mais notório na sociedade contemporânea é a possibilidade de comunicação e interatividade num contato &amp;nbsp;não apenas em caráter local, mas em caráter nacional e internacional também. Se durante décadas a velocidade dos fatos e das notícias se davam em meio eletrônico exclusivamente pelo rádio e suas ondas médias e curtas, passando depois pela televisão, hoje temos uma vasta rede de comunicação que possibilita a divulgação e troca de informação, notícias, com qualquer parte do mundo. A internet é uma destas novas tecnologias que fazem parte dessa nova realidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Através da internet, há a interação de internautas do mundo inteiro que leem textos, discutem temas, comentam em sites pessoais ou de empresas jornalísticas fatos de relevância local, regional ou além -fronteiras. As idéias, antes apenas presas ao texto impresso não virtual, agora circulam com velocidade maior, atingindo um número maior de leitores. As redes sociais &amp;nbsp;são uma componente importante nessa nova dinâmica, pois agregam todos os recursos descritos, com a diferença de serem mais autorais e descreverem uma 'certa personalidade do autor'.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Desta forma, informações, conceitos, &amp;nbsp;perspectivas e imagens que antes demorariam muito para serem difundidos devido &amp;nbsp;a distância física relevante entre os pontos de interesse, hoje são facilmente acessados graças ao avanço da informática e da internet. Se no período pós-Segunda Guerra Mundial a maneira mais viável de se ter contato com a língua inglesa fosse ouvir as ondas curtas da BBC, hoje através da internet é possível, além de ouvir a programação da prestigiada emissora britânica &lt;i&gt;on line&lt;/i&gt;, é possível também ler textos no idioma inglês - e em outros idiomas também, além de mandar mensagens para a emissora, o que demorariam semanas num serviço regular de correios convencional.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A disponibilização de contato com inúmeras culturas em todas os seus &amp;nbsp;aspectos e possibilidades é uma das mais importantes características da internet.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Entretanto a simples posse de informações, fotos e algo que possibilite um conhecimento mais aprofundado sobre diversos lugares, cidades, países, não habilita plenamente o usuário destas informações para que se sinta de posse de um lugar, &amp;nbsp;uma cultura, e tudo que isso possa representar para um povo. Isso seria impossível, mesmo que a pessoa estivesse visitando o lugar pessoalmente, seja cidade grande ou pequena ou ainda mesmo um vilarejo &amp;nbsp;e tivesse &amp;nbsp;conversado com os habitantes e &amp;nbsp;tirado fotos e as &amp;nbsp;postado posteriormente em sites ou perfis de redes sociais, o usuário não teria um contato real com o povo e a cultura local plenamente se não se empenhasse em conhecer, aprender e &amp;nbsp;respeitar os referenciais culturais alheios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Um caso relevante que pode ilustrar uma possível 'globalização mal-feita' ou 'integração pedante' aconteceu quando um ator - Marauê Carneiro - postou em seu perfil no Facebook a frase: "(...) estamos em Teresina, do Piauí, se o mundo tem c*, o c* é aqui". O ator iria encenar uma peça na Assembléia do Estado, o que não ocorreu ´pois, devido às reações contrárias da população ofendida, a encenação foi cancelada pelo deputado Fábio Novo, presidente da Assembléia. O ator, depois do leite derramado tentou amenizar, dizendo que havia ouvido falar desta frase de um próprio piauiense. Se antes ele pretendia difundir seus dotes artísticos, isso ficou para outra vez. &amp;nbsp;Em outra &amp;nbsp;tentativa de contemporizar, Marauê recorreu a um repertório de elogios que serviram apenas para exaltar o &lt;i&gt;jequismo&amp;nbsp;paulistano-carioca &lt;/i&gt;que conhece o Brasil &lt;i&gt;de ouvir falar:&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;"Achava que essa expressão era uma brincadeira que fazia parte da cultura popular daqui". Finalizando afirmou:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;"Conheci um restaurante maravilhoso ontem, com uma música perfeita e adorei essa cidade" (como se a alma de uma cidade se reduzisse a restaurantes ao gosto do freguês).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Marauê e suas concepções equivocadas sobre o lugar que lhe pagaria o pão é um retrato - não único infelizmente - de que não bastam compartilhamento de informações, fotos de viagens pelo Brasil ou pelo mundo afora para se legitimar pleno conhecedor de certa região ou país. Mesmo que estejamos interligados nessa 'aldeia global' é necessário bom senso, tato e acima de tudo humildade para percebermos que por mais que imaginemos bom conhecimento sobre um lugar ou cultura específicos, nunca deverá ser subestimado o sentimento de&lt;i&gt; pertencimento&lt;/i&gt;&amp;nbsp;que é a força propulsora de uma população. Destilar preconceitos ou chacotas não autorizadas como Marauê fez é deselegante e anti-cidadão - pois um cidadão que não respeita a cidade, não respeita por conseguinte o cidadão, a &amp;nbsp;cidadania alheia e sua simbologia. E quem não respeita a cidadania alheia, não o faz para consigo mesmo, sendo um apátrida dentro de sua própria concepção equivocada de civilidade e respeito mútuo. E a tecnologia irradiadora de informações, idéias e notícias terá sido inócua e inútil em uma de suas missões - de integrar e reduzir distâncias, proporcionando fim de barreiras e concepções distorcidas de povos e culturas próximas ou em outros países e continentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/893904-assembleia-do-pi-cancela-peca-por-ofensa-de-ator-pelo-facebook.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/poder/893904-assembleia-do-pi-cancela-peca-por-ofensa-de-ator-pelo-facebook.shtml&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.cidadeverde.com/ator-maraue-carneiro-se-explica-sobre-ofensa-ao-piaui-no-facebook-75148"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;http://www.cidadeverde.com/ator-maraue-carneiro-se-explica-sobre-ofensa-&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.cidadeverde.com/ator-maraue-carneiro-se-explica-sobre-ofensa-ao-piaui-no-facebook-75148"&gt;ao-piaui-no-facebook-75148&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2312225430687760248-2386316694515937564?l=notasdemidia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/vjux4E3oYDBgtVQHsvmdzUd-vi0/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/vjux4E3oYDBgtVQHsvmdzUd-vi0/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/vjux4E3oYDBgtVQHsvmdzUd-vi0/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/vjux4E3oYDBgtVQHsvmdzUd-vi0/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/NotasDeMdia/~4/WjlKXXAMF74" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/2386316694515937564/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2312225430687760248&amp;postID=2386316694515937564" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/2386316694515937564?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/2386316694515937564?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/NotasDeMdia/~3/WjlKXXAMF74/o-piaui-aqui-ali-em-todo-lugar.html" title="O Piauí aqui, ali e em todo lugar" /><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="18" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-rluHXANgDlE/T7AF5ksgcMI/AAAAAAAAASw/kDlIwADRkxA/s220/thirteen.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://notasdemidia.blogspot.com/2011/04/o-piaui-aqui-ali-em-todo-lugar.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkYEQHgzcCp7ImA9WhZbEkQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-5144462724153571028</id><published>2011-04-03T20:21:00.022-03:00</published><updated>2011-06-17T04:01:41.688-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-06-17T04:01:41.688-03:00</app:edited><title>A sociedade do amanhã decadente</title><content type="html">&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Em trecho de cartaz promocional da editora publicadora do livro&amp;nbsp;&lt;i&gt;5:00 da manhã&lt;/i&gt;&amp;nbsp;da atriz Cibele Dorsa, lê-se o seguinte:&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;"Glamour, excessos e tragédia. Tudo sobre os bastidores da fama e o acidente que quase levou a vida da modelo e atriz.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;"5:00 da manhã" é um livro ousado, forte, que deixa o leitor com a sensação de ter levado um soco na boca do estômago.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Acompanhe a autora deste relato que leva o leitor das casas noturnas lotadas a um leito hospitalar. Mas que tem um final redentor de iluminação pessoal."&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O livro é biográfico e relata momentos pelos quais Cibele passou após sofrer uma acidente de carro em 2008, onde um amigo seu morreu. Porém&amp;nbsp;a redenção alardeada no material promocional do livro não foi completa e não irá ocorrer, pois a autora morreu após cair de seu apartamento em SP aos 36 anos. Isso após dois meses após o suicídio de seu namorado Gilberto Scarpa aos 27 anos em Janeiro de 2011. Gilberto era apresentador de TV e sobrinho do&amp;nbsp;&lt;i&gt;playboy&lt;/i&gt;&amp;nbsp;Chiquinho Scarpa.&amp;nbsp;Destacar o apelo precário e a falta de cuidado na escrita do material promocional seria algo irrisório, o que não é a motivação deste texto, por razões óbvias. Nem o valor do livro, que não li, é o motivador do texto. Mas nesta situação confusa, onde as verdades antes tão óbvias se tornam apenas acessórios, é necessária uma pausa para avaliação do que acontece com a sociedade - e os ricos em especial - e que se tornaram o foco nestes dias.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Se antigamente as colunas sociais com seus colunistas pareciam inoportunas, ao menos elas tinham o pudor de apenas revelar um lado menos mediocrizante - isso no sentido do reflexo geral na socieade - com uma liturgia mais ou menos prudente. Assim, se Ibrahim Sued e tantos outros discípulos da &lt;i&gt;high-socity&amp;nbsp;&lt;/i&gt;pareciam inofensivos com suas notas sobre os bem nascidos no país que se&amp;nbsp;&lt;i&gt;orgulha&lt;/i&gt;&amp;nbsp;de ter sido o último no continente americano a abolir a escravidão, isso é justificável. Afinal de contas, que mal havia no relato do último chá da esposa do banqueiro para arrecadar fundos para as obras de caridade? Como censurar o belo noivado do rapaz quatrocentão decadente que iria se casar com a bela moça fiha do emergente dono de tecelagens e confecções? - como ser contra esse conto de fadas burguês, essa simbologia tão preciosa até para nós, simples pagadores de impostos? Seria insensível demais não apreciarmos a felicidade prateada das colunas sociais, pois como todos sabem, os ricos também amam.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Porém toda aquela condescendência da gente comum para com a casa grande teve um lado nefasto. Os bem nascidos, alimentados pela humana ânsia pelo reconhecimento, foram além das páginas 2 dos cadernos de variedades lidos de norte a sul do país tropical. Não mais bastava um reconhecimento comum, mas um reconhecimento sobrecomum, pois do que adianta ter dinheiro e não ser reconhecido? Afinal, se&amp;nbsp;&lt;i&gt;"O maior agente social é o empresário",&lt;/i&gt;&amp;nbsp;segundo Jorge Gerdau - umas das maiores fortunas nacionais - quem sou eu para desmentir este direito ao reconhecimento reivindicado pelos ricos?&amp;nbsp;Constatada essa necessidade vital, lá foram eles à luta. Inicialmente ocupando horários insones da televisão, na virada da noite, bem adequado a um possível pudor pela bem aventurança explícita em veículos de massa. Não doía tanto a consciência mostrar o fausto num horário que os comuns repousavam para um dia a mais de trabalho logo pela manhã seguinte. Entretanto, a gana por mais e mais - algo justificado pelos afortunados &amp;nbsp;como um direito quase que divino - os fizeram mudar de foco e sair dos horários televisivos inadequados e ir para uma estratégia mais abrangente.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Eis que surgem então as novas 'celebridades endinheiradas'. É meio difícil ver o nascimento de uma 'celebridade endinheirada' - sabe-se que ela é porque é celebridade. Se em tempos bárbaros uma celebridade se construía com trabalho, esforço, dedicação e talvez sorte - no caso de um artista de cinema ou TV por exemplo - hoje há a otimização de tempo, pois tempo é dinheiro e dinheiro é fator primordial na construção da imagem de uma&amp;nbsp;&lt;i&gt;celebridade high-society&lt;/i&gt;. As 'novas celebridades' começaram então a freqüentar locais antes dedicados apenas aos artistas em geral - revistas, programas televisivos de variedades. Também começaram a ocupar espaço em novelas, programas de auditório e por último,&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;realities shows&lt;/i&gt;. Havia chegado a vez e a hora do&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;talento da prata&lt;/i&gt;, invencível e irresistível, tanto na vida real quanto na das celebridades. E m&lt;span class="apple-style-span"&gt;esmo com tantos fatores financeiros a favor, uma ajudinha de um apadrinhado também valia, como um tio diretor ou um parente artista&amp;nbsp;&lt;i&gt;de verdade.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Algo que pode distinguir a celebridade de uma 'celebridade endinheirada' é o fato de a mídia&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;precisar&lt;/i&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;da primeira e&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;ser procurada&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;pela segunda. Foi o que aconteceu com Cibele, que após a morte do namorado, chamou o TV Fama - conhecido programa de variedades que mostra sub-celebridades do início ao fim. Ali, a pobre moça que havia perdido o namorado, tenta relatar, de modo o menos insano possível o que ocorrera dias antes. Segundo ela, na tentativa de uma reconciliação, ele recusava-se a largar o vício em drogas. Durante uma noite de orgia em seu apartamento, ele se jogou da sacada na frente da atriz e de uma garota de programa. Antes de morrer ela recorreu novamente à mídia, rementendo um relato para uma revista de celebridades onde contava sobre a decisão que acarretou em sua morte. Ali relatava também elogios ao namorado morto e desculpas à família.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Cibele foi mais uma dessas 'celebridades endinheiradas'. Não a conhecia, apenas de nome, desses que lemos na internet em portais de notícias que mostram fotos ou notícias esparsas de mulheres e dos quais nos esquecemos no dia seguinte. Ela certamente simboliza uma geração diferente daquela que freqüentava as colunas sociais de papel apenas ou até mesmo os pioneiros programas &amp;nbsp;de TV e suas entrevistas com endinheirados nas madrugadas. Hoje os endinheirados querem, além de conduzir nossos destinos, também impor sua moral, sua ética, seus valores e costumes a todos os cidadãos comuns - o autor Mário de Andrade diz que &lt;i&gt;eles&lt;/i&gt; "algarismam os amanhãs". &amp;nbsp;Provavelmente outras Cibeles virão com outros amanhãs distorcidos. Mas para nós, cidadãos comuns, isso passará despercebido, pois nossos amanhãs continuarão se iniciando às 5:00h da manhã.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://www.agenciasupernova.com.br/files/2011/01/Novo-livro-Cibele-Dorsa.jpg"&gt;http://www.agenciasupernova.com.br/files/2011/01/Novo-livro-Cibele-Dorsa.jpg&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://odia.terra.com.br/portal/brasil/html/2011/3/atriz_cibele_dorsa_morre_apos_cair_do_setimo_andar_153586.html"&gt;http://odia.terra.com.br/portal/brasil/html/2011/3/atriz_cibele_dorsa_morre_apos_cair_do_setimo_andar_153586.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/894284-atriz-cibele-dorsa-morre-apos-cair-de-seu-apartamento-em-sp.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/894284-atriz-cibele-dorsa-morre-apos-cair-de-seu-apartamento-em-sp.shtml&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://blogs.estadao.com.br/jt-variedades/atriz-cibele-dorsa-comete-suicidio/"&gt;http://blogs.estadao.com.br/jt-variedades/atriz-cibele-dorsa-comete-suicidio/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/895242-revista-caras-afirma-sofrer-censura-no-caso-cibele-dorsa.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/895242-revista-caras-afirma-sofrer-censura-no-caso-cibele-dorsa.shtml&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://www.pactum.com.br/blog/eduardo-gianetti-entrevista-jorge-gerdau"&gt;http://www.pactum.com.br/blog/eduardo-gianetti-entrevista-jorge-gerdau&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=a9Ohu5sD1C8"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=a9Ohu5sD1C8&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2312225430687760248-5144462724153571028?l=notasdemidia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/KaOs_FjDgj0Zn4ZUdtjksITdiGQ/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/KaOs_FjDgj0Zn4ZUdtjksITdiGQ/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/KaOs_FjDgj0Zn4ZUdtjksITdiGQ/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/KaOs_FjDgj0Zn4ZUdtjksITdiGQ/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/NotasDeMdia/~4/XLeUqub1l_U" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/5144462724153571028/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2312225430687760248&amp;postID=5144462724153571028" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/5144462724153571028?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/5144462724153571028?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/NotasDeMdia/~3/XLeUqub1l_U/sociedade-do-amanha-decadente.html" title="A sociedade do amanhã decadente" /><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="18" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-rluHXANgDlE/T7AF5ksgcMI/AAAAAAAAASw/kDlIwADRkxA/s220/thirteen.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://notasdemidia.blogspot.com/2011/04/sociedade-do-amanha-decadente.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEYCRXg5fSp7ImA9Wx9aFUs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-1149885955389097091</id><published>2011-03-06T02:38:00.020-03:00</published><updated>2011-03-08T02:29:24.625-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-03-08T02:29:24.625-03:00</app:edited><title>As pequenas ditaduras da mídia</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Houve um tempo no Brasil em que o patrulhamento de idéias era constante - fosse o pensamento de direita ou de esquerda, esse pensamento sempre era difundido com certo receio, devido à &amp;nbsp;balança dos patrulheiros ideológicos de ambos os lados. Em sistemas de cerceamento de liberdades, a polaridade excessiva é um jogo perverso que enfraquece a vida democrática, pois vai contra o que o velho Aristóteles afirmava - &lt;i&gt;que a virtude é o meio.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Hoje já finado o regime de exceção (ou militar) respiramos a democracia que tem levado o Brasil adiante, apesar dos inúmeros problemas ainda encontrados na área social, além de falta de infraestrutura de transportes, na educação precária &amp;nbsp;e no caos histórico na saúde. Como temos assegurado nosso direito a exercermos a cidadania de forma plena, lutamos como podemos para que nossos direitos não fiquem apenas nas pautas das boas intenções momentâneas. Ainda há muito a fazer e a liberdade que a democracia nos dá possibilita que atinjamos nossas metas de modo mais racional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Uma das grandes vitrines da democracia é a liberdade de expressão, seja individual, de grupo, no campo das idéias políticas, sociais, religiosas, nas artes e nas ciências, enfim em diferentes setores da atividade humana. Winston Churchill afirmou que a democracia era o pior regime existente, exceto os outros que eram experimentados de tempos em tempos. Sendo assim pode-se dizer que a democracia não é uma receita pronta e se o preço da democracia é a eterna vigilância, então façamos por merecer em nossa conduta diária como cidadãos. Mas que essa vigilância seja feita racionalmente, não de modo arbitrário, para que não fique caracterizada a paranóia coletiva de regimes ditatoriais - como o visto na ex- União Soviética e outros regimes comunistas, onde o amigo ao lado era um inimigo em potencial, possivelmente um espião a serviço do inimigo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O Brasil devido ao período que vivenciou de censura na mídia, principalmente em jornais, rádio, televisão, cinema, revistas e livros, tem ainda esporadicamente algumas inquietações a respeito do tema &lt;i&gt;liberdade de expressão,&lt;/i&gt; que retornam sempre que alguma idéia, ideologia, pensamento é discutido no saudável debate necessário para se avaliar a possibilidade de &amp;nbsp;aproveitamento dessa determinada idéia. Não basta lançar idéias, elas possivelmente são pouco proveitosas em terreno estéril - aqui o terreno estéril é a situação onde se tenta 'vender gato por lebre' ou então 'enfiar goela abaixo' uma idéia, sem que haja possibilidade de analisarmos &amp;nbsp;tal idéia, se é progressista e se vale o esforço de aplicá-la de modo experimental e então em modo definitivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Como as sociedades modernas são complexas e a brasileira está entre estas, tem-se notado entre nós, que graças à experiência de pouca reflexão e debate &amp;nbsp;das idéias, há uma crescente onda paranóica, onde certos grupos querem, sem o debate necessário, impor de todas as formas suas ideologias, idéias, paradigmas, num exercício pouco saudável e que se não contornado, pode criar 'pequenas ditaduras ideológicas' com seus pequenos tiranos que querem atingir a plenitude de sua tirania em seus atos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Vejamos o caso da mídia mais recorrente quando o assunto é censura e liberdade de expressão - a televisão. Como concessão pública tem caráter de veiculação de produtos artísticos e culturais, filmes, jornalismo, esportes, programas musicais. No Brasil em especial, apesar de sua metas iniciais de propagação da cultura, a televisão sempre &amp;nbsp;se destacou pelo caráter de propriedade privada direcionada a interesses mais imediatos, seja no campo da política e mais recentemente no campo da religião. A divulgação da arte e da cultura ficam em terceiro plano no sistema que serve a grupos liderados por 'coronéis eletrônicos' em busca de votos em seus currais eleitorais, ou encabeçados por líderes religiosos que brigam por fiéis como se conquistassem clientes. O interesse público é desrespeitado, numa ditadura de interesses mesquinhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Essa ditadura, por extensão &amp;nbsp;é notada ainda em atitudes daqueles que deveriam zelar pelo aprimoramento da democratização da cultura e da arte nos meios de comunicação, mas que parecem mais interessados em difundir seus ideais - que sem querer dar juízo de valor a tais ideais - têm tentado desvirtuar valores construídos por diversos grupos e que são força de coesão social &amp;nbsp;e mantenedores da identidade destes mesmos grupos. Cito como exemplo as já conhecidas atitudes de desdém por parte de profissionais da área de criação pela opinião do público, num exercício de &amp;nbsp;falta de ética na construção de um projeto televisivo que deveria inicialmente propagar a informação, a cultura e a arte. Parece haver atualmente uma epidemia de vanguardismo cansado, que travestido de progressismo, traz em sua essência o descarado proselitismo que quer impor novas tendências assumidas por grupos dos quais os diretores e criadores são simpatizantes.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Um exemplo pontual do pensamento ditatorial televisivo é o extinto seriado 'Aline" (TV Globo) que, baseado nas tirinhas homônimas de Adão Iturrusgarai, &amp;nbsp;mostra o cotidiano de uma moça moderna que tem um relacionamento com dois rapazes ao mesmo tempo. A personagem de Iturrusgarai segue a escola de outros personagens paulistanos bizarros publicados na &lt;i&gt;Folha de S. Paulo&lt;/i&gt;, onde no cardápio de um ideal de &lt;i&gt;antipoliticamente correto&lt;/i&gt; nos é servido um prato indigesto de &lt;i&gt;junk-art&lt;/i&gt; que, diferente daquela feita de lixo reaproveitável (&lt;i&gt;junk&lt;/i&gt;=lixo em inglês), é lixo em si mesma, mas mascarada como vanguarda cultural. Mesmo com um abrandamento de seu lado &lt;i&gt;ordinária &lt;/i&gt;na versão para a televisão&lt;i&gt;, "&lt;/i&gt;Aline" foi retirada do ar por baixa audiência. Talvez pensou-se que o pseudo-vanguardismo de uma moça que divide a cama com dois namorados fosse o necessário para o sucesso. O criador da personagem, lamentou o fracasso e como mau-perdedor atirou contra o telespectador - como se este não tivesse direito de escolher o que assistir - dizendo que "o&amp;nbsp;conservadorismo e o politicamente correto estão avançando no mundo do entretenimento e das artes". Adão Iturrusgarai afirmou certa vez que fazer menção às drogas nos quadrinhos não é apologia e ninguém iria usar entorpecentes por causa dele. &amp;nbsp;No mundo do criador de "Aline" não há o outro lado, e o fato de se ter o direito de aceitar ou não seu produto e expressar a opinião em relação a ele é indiferente, inaceitável, tal qual em todo pensamento unilateral das mentes anti-democráticas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Neste exemplo do seriado "Aline", podemos tirar daí uma válida perspectiva - que o &amp;nbsp;público televisivo pode ser por vezes passivo, mas não é bobo. Por mais que a sociedade seja progressita, ela não aceita a degustação irrefletida e imposta &amp;nbsp;de ideais de grupos que desejam que todos aceitem &amp;nbsp;suas visões de mundo, as quais consideram indispensáveis. Iturrusgarai pode execrar o telespectador, até chamando-o de careta, mas será um discurso de perdedor. Acusar 'conspirações' de serem responsáveis pelo fracasso da série é tão surreal quanto afirmar que "Aline" é um excelente paradigma &amp;nbsp;de comportamento feminino contemporâneo. Se os &amp;nbsp;criadores e produtores de programas televisivos não acordarem para a realidade, ficarão para trás com sua arrogância que lhe dará a respectiva queda de audiência. E é isso que está ocorrendo com a audiência televisiva, graças a expansão de outros meios de comunicação como a internet, onde a interatividade, diferente da televisão, é palavra-chave. Com uma televisão cada vez mais anti-democrática e anti-ética (características de todas as ditaduras) não se deve estranhar que os ditadores televisivos fiquem em longo prazo isolados e sozinhos em seus sonhos de tirania para com o telespectador do qual se espera que acorde da passividade e passe a usar seu direito ao acesso a produtos culturais mais democráticos e que reflitam os anseios de toda a &amp;nbsp;população.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2011/03/05/%E2%80%9Cantrologia%E2%80%9D-resume-%E2%80%9Caline%E2%80%9D-em-sua-fase-madura/" style="background-color: #eeeeee;"&gt;http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2011/03/05/%E2%80%9Cantrologia%E2%80%9D-resume-%E2%80%9Caline%E2%80%9D-em-sua-fase-madura/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/ooops/ultimas-noticias/2011/02/23/em-5-anos-globo-perde-um-terco-do-ibope-no-rio.jhtm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #eeeeee; color: blue; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;http://noticias.uol.com.br/ooops/ultimas-noticias/2011/02/23/em-5-anos-globo-perde-um-terco-do-ibope-no-rio.jhtm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/ooops/ultimas-noticias/2011/02/03/apos-4-anos-record-news-beira-o-traco-de-audiencia.jhtm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i style="background-color: #eeeeee;"&gt;http://noticias.uol.com.br/ooops/ultimas-noticias/2011/02/03/apos-4-anos-record-news-beira-o-traco-de-audiencia.jhtm&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2312225430687760248-1149885955389097091?l=notasdemidia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/EPeNMDzCteGN0ZOY5Yv6CvL8qsU/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/EPeNMDzCteGN0ZOY5Yv6CvL8qsU/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/EPeNMDzCteGN0ZOY5Yv6CvL8qsU/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/EPeNMDzCteGN0ZOY5Yv6CvL8qsU/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/NotasDeMdia/~4/2fp_d9dC1V0" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/1149885955389097091/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2312225430687760248&amp;postID=1149885955389097091" title="6 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/1149885955389097091?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/1149885955389097091?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/NotasDeMdia/~3/2fp_d9dC1V0/as-pequenas-ditaduras-da-midia.html" title="As pequenas ditaduras da mídia" /><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="18" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-rluHXANgDlE/T7AF5ksgcMI/AAAAAAAAASw/kDlIwADRkxA/s220/thirteen.jpg" /></author><thr:total>6</thr:total><feedburner:origLink>http://notasdemidia.blogspot.com/2011/03/as-pequenas-ditaduras-da-midia.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEMFR3gyeCp7ImA9WhZTFUs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-2762334605813246410</id><published>2011-02-19T19:07:00.004-02:00</published><updated>2011-03-19T16:20:16.690-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-03-19T16:20:16.690-03:00</app:edited><title>A viagem infindável de Gulliver</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Um dos lançamentos deste verão nos cinemas é o filme “As viagens de Gulliver”, baseado no livro homônimo do irlandês Jonathan Swift (1667-1745). O filme é uma releitura de alguns trechos do livro com uma linguagem moderna e mais atrativa para o público jovem e adolescente. O que parece normal, visto que a obra sempre foi associada a um mundo - ou mundos - fantásticos, surreais, numa narrativa surpreendente do início ao fim. George Orwell, atuor de&amp;nbsp;&lt;i&gt;A revolução dos bichos&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e&amp;nbsp;&lt;i&gt;1984&amp;nbsp;&lt;/i&gt;disse ser "impossível se cansar dele"; Orwell afirmou ainda: "Se eu tivesse que fazer uma lista com os seis livros que deveriam ser preservados quando todos os demais fossem destruídos, com certeza colocaria&amp;nbsp;&lt;i&gt;As&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;Viagens de Gulliver&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;nela". Com este aval do grande escritor inglês, o livro de Swift faz por merecer seu prestígio e suas idéias que continuam atuais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nele o protagonista viajante Lemuel Gulliver narra suas aventuras pelo mundo (detalhe para o nome Gulliver que vem de&amp;nbsp;&lt;i&gt;gullible&lt;/i&gt;&amp;nbsp;que em inglês significa crédulo e talvez a credulidade seja um ingrediente indispensável para ter um contato &amp;nbsp;mais profundo com outros povos e suas culturas). O texto é cheio de descrições referentes aos países por onde Gulliver passa, não apenas externas, mas com deduções do caráter dos habitantes que o narrador faz questão de expor. Em cada parada, há um povo com suas peculiaridades, tanto de caráter quanto em seu aspecto físico, indo desde gigantes, criaturas em forma humana minúsculas, passando pelos habitantes da ilha flutuante até chegar à terra dos cavalos falantes. E o mais impressionante é que todo esse universo de estranheza que parece algo distante, uma realidade de outra dimensão, não é nada mais nada menos do que o reflexo da nossa própria realidade humana, inclusive a contemporânea.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O pastor Jonathan Swift nasceu num período conturbado da história da Inglaterra que estendia seus domínios sobre a Irlanda. A preocupação primordial dele era contra a injustiça, a impiedade. Ele queria criticar as instituições e referenciais da elite de então. Teve relações com o poder e conhecia todas as artimanhas que circundavam os donos do mundo com suas hipocrisias, suas pompas, sua burocracia e indiferença para com o cidadão. Parece bastante pretensão para um livro que sempre é citado como um 'livro para crianças', devido à linguagem fluente, a descrição minuciosa, além do humor que&amp;nbsp;&lt;i&gt;As Viagens de Gulliver&lt;/i&gt;&amp;nbsp;traz.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Como recurso para descrever as injustiças de seu tempo, as incongruência do que é dito nos gabinetes e o que é praticado de verdade na vida pública, a cegueira da sociedade, Swift usou uma estratégia - escrever um livro com formato de livro de viagens (esses eram moda então). Cada país onde o capitão Gulliver para não é senão o próprio país de Swift e suas complexidades; para nomear seus lugares imaginários, Swift usou nomes codificados para dificultar a identificação com situações, lugares e pessoas de seu tempo, o que lhe causaria problemas se o fizesse de forma direta.&lt;i&gt;&amp;nbsp;Liliput&lt;/i&gt;&amp;nbsp;(a terra dos habitantes minúsculos) é um referencial à pequenez de caráter de homens opressores e demagogos.&amp;nbsp;&lt;i&gt;Brobdingnag&lt;/i&gt;, é o lugar onde ocorre o inverso de&amp;nbsp;&lt;i&gt;Liliput&lt;/i&gt;&amp;nbsp;- ali ele é o minúsculo, sendo manipulado pelos habitantes do lugar como se fosse um fantoche, carregado de um lado para outro dentro de uma caixa.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Prosseguindo sua viagem, Gulliver chega à&amp;nbsp;&lt;i&gt;Laputa,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;a ilha flutuante dos pensadores, músicos e cientistas, onde só é possível chegar através de uma corda pendurada. Talvez&amp;nbsp;&lt;i&gt;Laputa&lt;/i&gt;&amp;nbsp;se refira à Inglaterra, que dominava a Irlanda de Swift, causando-lhe empobrecimento pela cobrança de impostos - daí&amp;nbsp;&lt;i&gt;Laputa&lt;/i&gt;&amp;nbsp;seria literalmente 'uma prostituta que arranca dinheiro alheio'. Em&amp;nbsp;&lt;i&gt;Laputa&lt;/i&gt;, os sábios são acompanhados por auxiliares que utilizam uma bexiga com pedrinhas dentro amarrada numa vara, que é chacoalhada toda vez que alguém se dirige a um destes sábios. Uma crítica impiedosa aos cientistas de então - e porque não a certos contemporâneos também &amp;nbsp;- com sua falta de visão ampla, com seu orgulho e desejo de prestígio, &amp;nbsp;com seu desdém para com os ramos de conhecimento que sejam diferentes dos seus.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Em sua fase final, Gulliver relata a viagem à terra dos&amp;nbsp;&lt;i&gt;houyhnhnms&amp;nbsp;&lt;/i&gt;(a pronúncia provável seria&amp;nbsp;&lt;i&gt;whinnims&lt;/i&gt;, imitando o relinchar eqüino),&amp;nbsp;os cavalos filósofos. Gulliver fica admirado com sua inteligência, contrastando com a ignorância dos&amp;nbsp;&lt;i&gt;yahoos&lt;/i&gt;, seres descritos como semelhantes a homens, mas como corpo cheios de pelos e comportamento animalesco. Alguns autores associam os&amp;nbsp;&lt;i&gt;houyhnhnms&lt;/i&gt;&amp;nbsp;a filósofos estóicos (o estoicismo prega a serenidade, a razão sobrepujando os sofrimentos do mundo); essa conclusão vem por causa da aversão de Swift ao estoicismo, sendo uma forma de ridicularizá-lo associando seus adeptos a &amp;nbsp;quadrúpedes inteligentes em seu livro.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;Todos esses lugares fantásticos, criados por Swift, &amp;nbsp;de habitantes impossíveis em situações surreais eram senão os próprios humanos e suas atitudes inconseqüentes e incoerentes de seu próprio país. Para realizar sua obra, o autor levou &amp;nbsp;a imaginação para outros lugares, num exercício de reflexão sobre seu tempo que perdurou com o passar dos anos. Isso porque continuamos nos mesmos erros do tempo de Swift e apesar dos avanços incontáveis nos diversos ramos do conhecimento humano, parece que regredimos em alguns aspectos; já em outras áreas nunca avançamos satisfatoriamente. Conhecer o mundo de Gulliver e seus personagens é viajar dentro de nós mesmos, num mundo que parece alheio, mas que é reconhecido no menor gesto ou pensamento de cada um de seus personagens.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;i&gt;Fontes:&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue; line-height: 18px;"&gt;&lt;i&gt;As Viagens de Gulliver,&lt;/i&gt;&amp;nbsp;Jonathan Swift, Nova Cultural, São Paulo, 1996&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue; line-height: 18px;"&gt;&lt;a href="http://cinema.uol.com.br/ultnot/reuters/2011/01/13/viagens-de-gulliver-com-jack-black-e-comedia-infantil.jhtm"&gt;&lt;i&gt;http://cinema.uol.com.br/ultnot/reuters/2011/01/13/viagens-de-gulliver-com-jack-black-e-comedia-infantil.jhtm&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2312225430687760248-2762334605813246410?l=notasdemidia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UyfBZ9KlK1YSZE_fMkNz5XP_8tA/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UyfBZ9KlK1YSZE_fMkNz5XP_8tA/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;Isso é Lobão, o mesmo de sempre. Falastrão. Demagogo. Decadente. Divinal. Aquele mesmo que como um herói destemido gritava contra o meio musical, contra o sistema do entretenimento; que fez amizade com gente da pesada com interesses puramente 'psicotrópicos'. E &amp;nbsp;que agora numa fase nova desfila seu talento no evento mais plastificado, mais pernóstico, mais estereotipado divulgado pela mídia. Esse é o Lobão, que ao lado de Gisele Bündchen - aquela mesma que na frente do presidente FHC representando um programa de combate ao câncer de mama, disse: 'Muitas mulheres estão&amp;nbsp;&lt;i&gt;dying &lt;/i&gt;(morrendo) de câncer' - abraça o &lt;i&gt;mainstream&lt;/i&gt;, o sistema sem constrangimento algum.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;Alguns de sua geração que eram um pouco mais coerentes se foram. Renato Russo, Cazuza tinham algo a dizer, mesmo que se discordasse desse algo às vezes. Lobão, o sobrevivente, &amp;nbsp;está mais bem adequado aos tempos atuais: é reciclável, resiste ao tempo como que não quisesse dar o braço a torcer. Não por força própria e sim por nossa preocupação com a reciclagem e nossa sobrevivência - queremos reciclar tudo e reciclamos o lixo cultural de Lobão também, que ultrapassa gerações, fere a coerência, o nexo, a dignidade e a ética em proveito não da cultura, mas de um ideal &amp;nbsp;que ele mesmo assume decadente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;O lixo cultural de Lobão é pesado. Mas todo mundo faz de conta que não é, pois é reciclado, muda de tempos em tempos, se adequa ao que mais lhe seja conveniente, que lhe dê proveito. Entretanto não há lixo que possa ser reciclado indefinidamente, há um desgaste que torna inviável esse processo para sempre. O desgaste total é o que sobra, ao final, da decadência idealizada pelo roqueiro. Pelo andar dos acontecimentos isso irá demorar um pouco. Sobre sua autobiografia com vendas em número recorde ele diz, modesto: "E li e já reli várias vezes e não tive vergonha de mim. Isso é um bom termômetro porque eu sou muito duro comigo". Alguém precisa avisar a ele que elogiar a própria autobiografia é coisa chapa-branca, de gente sem tato e sem percepção. Será que Lobão sabe o que é percepção? E quando vamos usar a nossa para reconhcermos que estamos sendo enganados?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://gente.ig.com.br/e+um+momento+muito+ridiculo+uma+lucianohuckzacao+do+brasil/n1237977547830.html"&gt;http://gente.ig.com.br/e+um+momento+muito+ridiculo+uma+lucianohuckzacao+do+brasil/n1237977547830.html&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikiquote.org/wiki/Gisele_B%C3%BCndchen"&gt;&lt;i&gt;http://pt.wikiquote.org/wiki/Gisele_B%C3%BCndchen&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2312225430687760248-1500533484427228639?l=notasdemidia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/QJOVvb66tXK5kkVhtSpOxDXZgDU/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/QJOVvb66tXK5kkVhtSpOxDXZgDU/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/QJOVvb66tXK5kkVhtSpOxDXZgDU/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/QJOVvb66tXK5kkVhtSpOxDXZgDU/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/NotasDeMdia/~4/0VLkFQEqibA" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/1500533484427228639/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2312225430687760248&amp;postID=1500533484427228639" title="6 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/1500533484427228639?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/1500533484427228639?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/NotasDeMdia/~3/0VLkFQEqibA/o-lixao-do-lobao.html" title="O lixão do Lobão" /><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="18" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-rluHXANgDlE/T7AF5ksgcMI/AAAAAAAAASw/kDlIwADRkxA/s220/thirteen.jpg" /></author><thr:total>6</thr:total><feedburner:origLink>http://notasdemidia.blogspot.com/2011/02/o-lixao-do-lobao.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C04GQH8-eyp7ImA9Wx9VF0U.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-181327900155462854</id><published>2011-01-30T15:58:00.019-02:00</published><updated>2011-02-03T23:12:01.153-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-02-03T23:12:01.153-02:00</app:edited><title>Vale a pena acreditar?</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O autor de novelas Silvio de Abreu em entrevista à &lt;i&gt;Folha de S.Paulo &lt;/i&gt;demonstrou &amp;nbsp;não ser adepto do respeito à &amp;nbsp;inteligência do público nem da ética em seu trabalho. O paulistano criador de 'Passione' afirmou:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;"Gosto que a novela seja um pouco espelho da sociedade, e não é verdade que na sociedade em que a gente vive os vilões são castigados. Não são quase nunca. A gente gostaria que fosse assim, mas não é. E quando fazemos a catarse, o mocinho é recompensado e o bandido, castigado, não deixamos a público pensar".&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Primeiro temos que registrar o erro - seria má fé ou conveniência? - do autor ao classificar a catarse (do grego &lt;i&gt;katharos&lt;/i&gt; = puro)&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;como sendo algo ligado à justiça e à ética. A catarse num texto, no cinema, na novela, nada mais é do que a liberação das emoções através de uma história que pode ou não ter final feliz. Em &lt;i&gt;Romeu e Julieta&lt;/i&gt;&amp;nbsp;de Shakespeare, apesar do desfecho infeliz, existe a catarse, tanto no final do amor não concluído, quanto na percepção das famílias de que suas rixas haviam criado tal tragédia, vindo daí a redenção de seus ódios. Pode haver catarse em textos de final feliz, através dos percalços dos personagens, seus medos, incertezas, conquistas, frustrações, alegrias. Seja na tragédia ou na história vitoriosa - apesar de seus dramas - a catarse é elemento necessário que nos faz refletir como seres humanos através do ideal artístico de emocionar e reescrever por meio da narrativa conceitos, ideias, referenciais que possivelmente não seriam observados em outras circunstâncias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Daí o erro de Silvio de Abreu ao afirmar que catarse é 'um referencial de justiça'. Acredito que o autor ao afirmar isso demonstra total descaso ao conceito do que é arte (alguns afirmam que telenovela não é arte e Abreu parece estar contribuindo bastante para que se consolide essa ideia). O autor vai na onda do 'como é cafona ser honesto', atribuindo a si o papel de questionador das desvirtudes da sociedade por meio do cinismo, na descrença institucionalizada em tudo tão em moda ultimamente em vários campos. Ele acredita que assim estará agregando valor a seu trabalho, pois o parecer da sociedade atual &amp;nbsp;é de &amp;nbsp;que &amp;nbsp;o justo, o correto, &amp;nbsp;o ético, o altruísta, o solidário, o não-inconseqüente é algo indesejado, por não refletir 'humanidade' numa ótica destorcida do que sejam as melhores virtudes humanas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O que nos resta é que tenhamos a sorte de que Abreu com seus conceitos de ética invertida guiados pela vontade insana de mostrar a 'realidade' - ou melhor dizendo, o seu &amp;nbsp;ideal de realidade - &amp;nbsp;não renda muitos frutos por aí. Já basta o repasto cultural niilista principalmente vindo de fora. 'Beleza Americana', um filme americano de 1999 é um exemplo dessa onda desagregadora. Ali, todos são 'provocados' (como se o papel principal da arte fosse provocar) numa atmosfera que anula o mais engajado sopro de catarse, em um desfecho que apenas mostra a tara pela morbidez humana. Nenhuma reflexão, nenhum sentimento singelo que possibilite a reescrita de destinos e sonhos. Apenas o nada pelo nada regido a muito cinismo. Justificativas não faltam para esse caminho escolhido, mas será ele bom para que nos faça pensar, refletir e redirecionar nossa condição? Seria a descrença a saída?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2011/01/14/silvio-de-abreu-critica-spoiler-falso-e-venda-de-capitulos/"&gt;&lt;i&gt;http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2011/01/14/silvio-de-abreu-critica-spoiler-falso-e-venda-de-capitulos/&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2312225430687760248-181327900155462854?l=notasdemidia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/C4-MM9kgSR_Re2mjjUO6zH5ZiTE/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/C4-MM9kgSR_Re2mjjUO6zH5ZiTE/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/C4-MM9kgSR_Re2mjjUO6zH5ZiTE/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/C4-MM9kgSR_Re2mjjUO6zH5ZiTE/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/NotasDeMdia/~4/xFLcuKrBVEI" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/181327900155462854/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2312225430687760248&amp;postID=181327900155462854" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/181327900155462854?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/181327900155462854?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/NotasDeMdia/~3/xFLcuKrBVEI/e-viva-o-cinismo.html" title="Vale a pena acreditar?" /><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="18" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-rluHXANgDlE/T7AF5ksgcMI/AAAAAAAAASw/kDlIwADRkxA/s220/thirteen.jpg" /></author><thr:total>4</thr:total><feedburner:origLink>http://notasdemidia.blogspot.com/2011/01/e-viva-o-cinismo.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkYASHk6fSp7ImA9Wx9VFEg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-2225215073201636023</id><published>2011-01-30T11:59:00.037-02:00</published><updated>2011-01-31T03:02:29.715-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-01-31T03:02:29.715-02:00</app:edited><title>A minha 'cultura' me basta</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O impasse em relação ao &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,em-sp-cine-belas-artes-pode-ganhar-sobrevida,666140,0.htm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;encerramento das atividades do Cine Belas Artes&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;na Rua da Consolação, em São Paulo mostra o quanto desimportante é a cultura para o brasileiro. Não me refiro ao desprezo cultural ligado à população mais pobre - que na visão simplista dos cultos somente aprecia a 'cultura de massa'. Me refiro sim ao ideal de cultura como algo diletante, um estigma pessoal que ecoa por onde passa, uma cultura sem referencial social, pouco efetiva na vida cotidiana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O Belas Artes, que apresenta filmes do circuito alternativo &amp;nbsp;é freqüentado por um público específico - o que aprecia filmes 'de arte', com orçamento baixo, também chamado de 'cinema de autor'. Uma pergunta que poderia ser feita é: onde estava esse público que aprecia os filmes deste e de outros cinemas alternativos quando estes começaram a dar prejuízo? (supostamente pela baixa receita de caixa, apesar de alguns afirmarem que 'a arte não é mercadoria', como se o artista vivesse de brisa). Onde estavam aqueles que fizeram passeata com nariz de palhaço contra o fechamento do cinema?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A cultura, essa coisa tão indescritível e tão abstrata nessa terra de cegos sempre foi um lustro imensurável para quem a tem e algo irrelevante no alheio, ou naquele que a busca de forma aprimorada, visando novos horizontes e novos referenciais. Quem tem cultura no Brasil sempre arrogou a si um direito inalienável, algo como 'hereditário' que, de &amp;nbsp;tão fatídico como o fator genético, possibilita certos conceitos como 'herdei a cultura de minha família...' ou 'cresci rodeado de livros, pois meu avô tinha uma biblioteca magnífica', entre outras frases de demonstram o pretenso 'DNA cultural' de quem as diz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Imagino que os que protestam contra o fechamento do cinema são os mesmos que protestam contra o sucateamento da TV Cultura. Dirão alguns: 'É uma emissora indispensável para a difusão da cultura e educação, etc'. Uma afirmativa pouco sincera, pois esses que defendem a emissora, alimentam os canais a cabo dos grandes grupos. Alguns replicarão: 'Sim, mas é uma questão de escolha, vejo os dois, além do mais tenho uma cultura nata &amp;nbsp;e me preocupo com a população mais carente que não tem acesso à arte e à cultura'. É o argumento do 'minha cultura' ou 'meu pirão' primeiro. Fazem isso também em relação ao Belas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Imagino ainda que os que protestam contra o fechamento do Belas Artes não estejam preocupados com o cinema em si e a impossibilidade de não mais assistirem aos filmes preferidos, mas sim estariam preocupados com a perda do status que ocorreria com o fechamento da sala. Afinal &lt;i&gt;cult&lt;/i&gt; que é &lt;i&gt;cult&lt;/i&gt; não basta em si mesmo, tem que aparecer e mostrar refinamento. Mas é preciso palcos - no cinema de arte um bom lugar é a fila, para mostrar conhecimentos cinematográficos, incluindo semiótica, análise do discurso e simbolos psicanalíticos encontrados no último filme visto. Outro possível palco é a livraria, de preferência as da moda como a Fnac, onde é comum ver aquelas criaturas destilando cultura pelos corredores - geralmente um homem acompanhado de uma ou duas mulheres - que sempre tem um comentário sobre algum autor, apontando-o na prateleira e dizendo: "Eu vi &amp;nbsp;fulano quando estive em Paris e o cumprimentei!".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Como ex-freqüentador assíduo do Belas Artes e hoje já não tão assíduo assim, &amp;nbsp;lamento pelo desfecho de sua história, mas também lamento pela cegueira dos revoltados que, graças à sua &amp;nbsp;falta de noção de que cultura é mais do que apenas refinamento egocêntrico e brilho opaco da falta de originalidade, &amp;nbsp;carregam a própria derrota, produzida por um mecanismo fracassado de um sistema perverso que &amp;nbsp;foi subestimado por eles, por conveniência ou por indiferença.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Fonte&lt;/i&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,em-sp-cine-belas-artes-pode-ganhar-sobrevida,666140,0.htm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,em-sp-cine-belas-artes-pode-ganhar-sobrevida,666140,0.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2312225430687760248-2225215073201636023?l=notasdemidia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_G462B6QYhpvtsqV5J5u1AJxg8U/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_G462B6QYhpvtsqV5J5u1AJxg8U/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_G462B6QYhpvtsqV5J5u1AJxg8U/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_G462B6QYhpvtsqV5J5u1AJxg8U/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/NotasDeMdia/~4/7LMA5L535h8" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/2225215073201636023/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2312225430687760248&amp;postID=2225215073201636023" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/2225215073201636023?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/2225215073201636023?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/NotasDeMdia/~3/7LMA5L535h8/minha-cultura-me-basta.html" title="A minha 'cultura' me basta" /><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="18" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-rluHXANgDlE/T7AF5ksgcMI/AAAAAAAAASw/kDlIwADRkxA/s220/thirteen.jpg" /></author><thr:total>4</thr:total><feedburner:origLink>http://notasdemidia.blogspot.com/2011/01/minha-cultura-me-basta.html</feedburner:origLink></entry></feed>

