<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248</id><updated>2026-09-15T20:48:53.740-03:00</updated><title type='text'>Notas de mídia</title><subtitle type='html'>e os temas contemporâneos</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjS2Ys4jn4XNbIrv0viAjhMN-OPOL7pfGZ_lm3kfjVXFOchJn7qjz_C9SGKd55A-HvJ8E3IQFLsivqiPGdZMNna9-rHzK_vig5EaMiYTAT0NivnlfpHUQZh_DpPhy1rzF8/s113/*'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>49</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-2357534833429509203</id><published>2026-01-18T17:14:00.009-03:00</published><updated>2026-01-18T17:28:12.941-03:00</updated><title type='text'>A Meritocracia dos Pés de Barro</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;Douglas Rocha Almeida foi requisitado na agenda do presidente Lula esta semana de 15/01/2026. Motivo: ele é um &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=define+ponto+fora+da+curva+de+Gauss&amp;amp;bbid=2312225430687760248&amp;amp;bpid=2357534833429509203&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;ponto fora da curva de Gauss&lt;/a&gt;&amp;nbsp;- e do Brasil&amp;nbsp;- ao ter sido admitido no concorrido concurso pra o Itamaraty e já estar preparado para assumir as funções diplomáticas, isso sendo filho de pais proletários (mãe diarista e pai pedreiro). O feito foi exaltado por Lula em seu perfil do &#39;&#39;X&#39;&#39;, onde destacou o fato de Douglas Rocha ter sido bolsista do &lt;a data-preview=&quot;&quot; href=&quot;https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=Prouni+Brasil&amp;amp;bbid=2312225430687760248&amp;amp;bpid=2357534833429509203&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Prouni&lt;/a&gt;&amp;nbsp;, um dos carros chefes de seus três governos onde por meio de subsídios estatais, o aluno sem condições de arcar com uma mensalidade, é contemplado com isenção de curso em parcerias com instituições de ensino superior.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;O fato é notável em si, num país de contradições como o Brasil, tanto na composição de uma narrativa da necessidade de políticas públicas inclusivas para estudantes de baixa renda, quanto para a apropriação de discursos favoráveis à meritocracia. Mas o mais notável é o fato de ter sido divulgado tendo na sua essência contradições em si mesmo, tanto no campo da ética quanto das leis que regem o sistema educacional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;O &lt;a href=&quot; http://lattes.cnpq.br/5933115337792987&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;currículo&lt;/a&gt; de Douglas Rocha afirma que ele é graduado em Relações Internacionais na Universidade Católica de Brasília (onde segundo Lula, teria sido bolsista do Prouni)&amp;nbsp; e em Letras na Universidade de Brasília, além de ter mestrado em Segurança Internacional e Defesa na Escola Superior de Guerra.&amp;nbsp;A graduação&amp;nbsp; em RI foi feita entre 2014 e 2018 assim como a de&amp;nbsp; Letras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;É importante ressaltar que&amp;nbsp; Douglas Rocha foi contemplado com bolsa Prouni e acesso ao ensino superior público no período anterior ao &lt;a href=&quot;https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2022/decreto-11149-26-julho-2022-793040-publicacaooriginal-165805-pe.html&quot;&gt;decreto 11.149 de 26 de julho de 2022&lt;/a&gt;; sendo assim, ao aluno matriculado no período pós-decreto é proibido cursar dois cursos seguindo a trajetória do ex-garçom.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;O problema existente, que poderíamos classificar de &#39;&#39;impasse simbólico&#39;&#39; vem do fato de um bolsista de um programa governamental ter cursado - mesmo que no perído das graduações de Douglas não houvesse ilegalidade como há agora - dois cursos, que a priori poderiam ser reflexo de um exemplo de autodeterminação, esforço, etc exaltado pela postagem do presidente.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;Se não houve ilegalidade no caso das graduações, há um forte componente ético que foi suprimido na propaganda governamental do presidente: afirmar que o notável feito de Douglas de ter sido aprovado no Instituto Rio Branco ter sido meramente devido ao Prouni soa como inverídico. Isso partindo do princípio que ele não foi só &lt;i&gt;prounista&amp;nbsp;&lt;/i&gt;mas também aluno de universidade pública.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;Nisso mora esse impasse simbólico: Lula ao omitir que Douglas fez, legalmente à época, dois cursos numa empreitada que destoa do discurso meritocrático-proletário, visto que o empreendimento de fazer dois cursos superiores simultâneos é algo notado apenas em famílias médio-classistas, dá ares de disvirtuamento de um evento que poderia ser paradigma para outros jovens que se espelhassem na trajetória estudantil e pessoal de Rocha em suas variadas escolhas profissionais e, por que não, de roteiro de vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial; font-size: medium;&quot;&gt;Há ainda a se acrescentar o fato de, a despeito dos exageros admissíveis em situações de emoção como essa, ter algo de impreciso e confuso no discurso de Douglas Rocha. Ele mesmo diz que trabalhou dos 15 aos 27 anos como garçom, algo que é questionável, pela duas graduações ao mesmo tempo - um feito &#39;&#39;hercúleo&#39;&#39;, diga-se - sendo impossível ter trabalhado regularmente nessa função. Também há o mestrado na ESG em seu currículo, cursado entre 2019 de 2021, do que podemos deduzir que sua trajetória como garçom não poderia ter durado dos 15 aos 27 anos de modo pontual&amp;nbsp; por ser vedado o trabalho com concessão de bolsas de mestrado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Compondo essa trajetória, não podemos deixar de perceber discrepâncias na afirmativa de que Douglas teria entrado sem saber o que era e o que fazia um diplomata quando no ingresso no curso de Relações Internacionais (um dos motivos de ingresso é a carreira diplomática, mesmo que não exigido tal graduação no concurso), além da concomitância na graduação em Letras e diplomatas precisam ser versados em idiomas e há aí o senso de oportunidade inegável.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Fecha-se toda a narrativa do mérito individual associado com a propaganda governamental (propaganda no sentido clássico do que é e não como publicização de feitos governamentais) como algo não plenamente verossímil ou como uma estrutura frágil que junta à instituição estado um viés de&amp;nbsp; anseios extremamente subjetistas (ascensão social, prestígio profissional, realização pessoal). A propaganda de estado, que assim como o individualizado marketing trata do fato como passivel de uma análise da realidade parcializada, pode ser útil em seus propósitos com suas delimitações conceituais. Ao misturar as duas, Lula patrocina o equívoco de fazer customizações da propaganda de estado fazendo do marketing individual um imperativo coletivo que não se sustenta, por falta de recursos &lt;a href=&quot;https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2025/12/23/universidades-federais-sofrem-corte-de-r-488-milhoes-no-orcamento-2026.htm&quot;&gt;causados por cortes&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;nas verbas de instituições de ensino superior em seu próprio governo. E ao ligar o esforço individual à disponibilização da burocracia estatal para efetivação de seus tentos, Lula incorre o risco de criar a massificação da frustração a longo prazo, que é o material para eventuais episódios de líderes ou sistemas que venham usufruir desse sentimento coletivo para seus fins que historicamente pendem para o reacionarismo populista.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/2357534833429509203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2026/01/a-meritocracia-dos-pes-de-barro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/2357534833429509203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/2357534833429509203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2026/01/a-meritocracia-dos-pes-de-barro.html' title='A Meritocracia dos Pés de Barro'/><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjS2Ys4jn4XNbIrv0viAjhMN-OPOL7pfGZ_lm3kfjVXFOchJn7qjz_C9SGKd55A-HvJ8E3IQFLsivqiPGdZMNna9-rHzK_vig5EaMiYTAT0NivnlfpHUQZh_DpPhy1rzF8/s113/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-6016814130929359380</id><published>2022-04-05T22:21:00.000-03:00</published><updated>2022-04-05T22:21:29.385-03:00</updated><title type='text'>Militância politicamente correta e o verdadeiro despertar</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;b&gt;por Slavoj Zizek&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;A
 suposta &#39;militância&#39; liberal e sua cultura de cancelamento tem pouco a 
ver com despertar para o que está acontecendo no mundo e tentar mudá-lo -
 é somente muito barulho por nada, enquanto o&lt;i&gt; status quo&lt;/i&gt; é cuidadosamente preservado.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;A
 reprovação liberal-conservadora para a assim chamada cultura do 
cancelamento é que é muito radical: dizem que seus agentes querem 
destruir todas as estátuas, limpar nossos museus, reescrever nosso 
passado inteiro...em resumo, querem nos afastar de nossa memória 
coletiva e purificar nossa linguagem cotidiana num linguajar vazio, 
censurado e sem vida. Entretanto, acho que Ben Burgis está certo em seu 
apelo de que os militantes da cultura do cancelamento são&lt;i&gt; &#39;&#39;Comediantes que cancelam enquanto o mundo pega fogo&#39;&#39;&lt;/i&gt;:
 longe de ser &#39;radical&#39;, suas imposições de novas proibições&amp;nbsp; e regras 
são um dos casos específicos de pseudo-atividade, de como se assegurar 
que nada realmente mudará pela simulação em ato tresloucado. Não por 
acaso novas formas de capital, em particular os capitalistas hi-tech 
anti-Trump (Google, Apple, Facebook), fervorosamente apoiem as lutas 
antirracistas e pró-feminismo - o &#39;capitalismo militante&#39; é nossa 
realidade. Ninguém muda as coisas de verdade prescervendo medidas cuja 
metas são estabelecer um equilíbrio superficial sem atacar as causas 
implícitas deste desiquilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;(...)Existem
 algumas raras vozes de autêntica oposição na esquerda a estes caminhos 
em direção à falsa justiça - além de Burgis, podemos citar Angela Nagle e
 Katherine Angel. O único problema que tenho com o livro de Katherine 
chamado &lt;i&gt;&#39;Tomorrow Sex Will Be Good Again&#39; &lt;/i&gt;(&lt;i&gt;&#39;O Sexo Amanhã Será Novamente Bom&#39;&lt;/i&gt;)
 é o seu título, o qual parece implicar que o sexo uma vez sendo bom 
(não antagonístico) será também nas outras vezes. Eu raramente leio um 
livro em que concordo com suas premissas&amp;nbsp; básicas tão fortemente - uma 
vez que essa premissa é formulada de modo conciso no comentário de capa 
do livro que cito desavergonhadamente:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;i&gt;&#39;&#39;A
 mulher está numa enrascada: no modo do consentimento e empoderamento, 
elas devem mostrar seus desejos claramente e de modo confiante, ainda 
que os pesquisadores da sexualidade sugiram que o desejo feminino é 
sempre revelado lentamente e que os homens sejam astutos para afirmar 
que eles sabem o que a mulher - e seus corpos - querem. Enquando isso, a
 violência sexual é grande. Como podem as mulheres, nesse contexto, 
saber com certeza o que elas querem e porque esperamos isso delas? 
Katherine Angel desafia nossas certezas em relação ao desejo das 
mulheres; por que, questiona, deveriamos esperar delas o conhecimento de
 seus desejos e como podemos levar a violência sexual a sério quando não
 saber o que elas querem é a chave seja do erotismo e da sua 
personalidade?&#39;&#39; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;O
 trecho acima é crucial: alguma teoria feminista deveria levar em 
consideração o não-conhecimento como um ponto-chave da sexualidade e 
colocar sua oposição à violência em um reacionamento sexual não nos 
termos usuais do &lt;i&gt;&#39;sim é sim&#39;&lt;/i&gt;, mas por evocar esse mesmo 
não-conhecimento. Isto porque o jargão que afirma que as mulheres &#39;devem
 dizer seus desejos claramente e com confiança&#39; não é somente uma 
imposição violenta na sexualidade mas literalmente uma dessexualização, 
uma promoção do &#39;sexo sem sexo&#39;.&amp;nbsp; Daí o motivo do feminismo, em alguns 
casos, impor&amp;nbsp; precisamente o mesmo &lt;i&gt;&#39;shaming and silencing&#39;&lt;/i&gt; 
(constrangimento e silenciamento) da sexualidade das mulheres que busca 
combater. O que está por detrás da violência física (ou psicológica) 
direta das investidas sexuais masculinas não desejadas é a presunção 
condescendente de que ele sabe o que a mulher &#39;confusa&#39;&#39; não sabe (e é 
dessa forma legitimizado a agir baseado nesse conhecimento). Poderia ser
 uma justificativa que um homem é violento mesmo se ele trata uma mulher
 de forma respeitosa - uma vez que é feito sobre essa presunção de saber
 mais sobre os desejos dela do que ela própria soubesse.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Isto
 não implica que o desejo das mulhres seja em algum sentido deficiente, 
comparado àquele dos homens (que supostamente sabem o que querem) ; a 
lição da psicanálise é que há sempre um vão&amp;nbsp; que separa o que queremos 
do que desejamos. Talvez aconteça que eu não somente deseje algo mas que
 o queira sem pedir de modo explícito, escondendo o que me impulsiona - 
procurar diretamente arruinaria a satisfação de conquistá-lo. E 
inversamente, eu poderia querer algo, sonhar com isto, mas não desejá-lo
 a fim de conseguí-lo - a minha completa consistencia da subjetividade 
repousa nesse não-ter: conseguí-lo de modo direto levaria ao colapso de 
minha subjetividade. Deveríamos ter sempre em mente que uma das mais 
brutais formas de violência ocorre quando alguma coisa que secretamente 
desejamos ou fantasiamos (mas que não estamos preparados para fazer na 
vida real) é a imposto a nós por fatores externos. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;A única forma de sexo que se encaixa perfeitamente no critério do politicamente correto é o contrato sado-masoquista.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Os
 partidários de esquerda do politicamente correto sempre respondem aos 
críticos que os enfoques nos &#39;excessos&#39;&#39; da militância, no aspecto 
proibitivo do cancelamento e da cultura militante, ignoram uma ameaça 
muito mais grave de censura. Mais precisamente no Reino Unido, nós temos
 a polícia infiltrada nos sindicatos, regulação do que é publicado na 
mídia e aparece na TV, crianças menores de famílias muçulmanas 
interrogadas por ligações terroristas e até acontecimentos únicos como o
 não solucionado encarceramento ilegal de Julian Assange...Uma vez que 
eu concorde que a censura é muito pior do que os &#39;&#39;pecados&#39; da cultura 
do cancelamento, penso que isso possibilita o argumento final contra a 
cultura militante e regulações politicamente corretas: por que a 
esquerda politicamente correta enfoca nos detalhes regulatórios do como 
nós falamos, etc em vez de trazer à tona as coisas muito mais 
importantes citadas acima? Não é de se estranhar que Assange também 
tenha sido atacado por algumas feministas politicamente corretas (não 
só) da Suécia que não o apoiaram porque levaram a sério as acusações 
sobre sua má conduta sexual (a qual foi desmentida depois por 
autoridades suecas). Uma infração sem provas das regras do politicamente
 correto relevou o fato de ser uma vítima de terrorismo de estado...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Entretanto, quando a postura militante toca num aspecto realmente importante da reprodução da ideologia hegemônica, a reação do &lt;i&gt;establishment &lt;/i&gt;muda
 do desdém pelo oponente em seus excessos para uma tentativa apavorada 
de repressão violenta por meios legais. Sempre lemos na mídia 
reclamações sobre o excesso de crítica de gênero e estudos raciais que 
tentam reavaliar a narrativa hegemônica do passado americano. Mas 
estamos agora no meio de uma contra-ofensiva reacionária em ação para 
reestabelecer um mito de embranquecimento americano. Novas leis foram 
propostas em no mínimo 15 estados dos Estados Unidos que visam banir o 
ensino da &#39;teorica racial crítica&#39;, o chamado &#39;Projeto 1619 The New York
 Times&#39; (projeto editorial do jornal novaiorquino com ênfase em artigos 
abordando a escravidão e suas implicações na sociedade norte-americana) 
e, eufemisticamente, os &#39;conceitos divisionistas&#39;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;As
 teorias proibidas são realmente divisionistas? Sim, mas somente no 
sentido restrito em que se opõem (dividem-se entre si) do mito 
hegemônico oficial que é já divisionista em si mesmo, pois exclui alguns
 grupos ou posturas, colocando-os em posição subordinada. Além disso, 
está claro que para os partidários do mito oficial, a verdade não 
importa aqui, mas somente a &#39;estabilidade&#39; dos mitos fundadores - estes 
partidários, não aqueles chancelados por eles como &#39;relativistas 
históricos&#39;, estão efetivamente praticando a perspectiva da 
&#39;pós-verdade&#39; já que gostam de evocar &#39;fatos alternativos&#39;, além de 
excluirem mitos fundadores alternativos. Ao criticar a cultura 
politicamente correta do cancelamento, devemos dessa maneira sempre ter 
em mente que compartilhamos seus objetivos (pelo feminismo, contra o 
racismo, etc.) e que criticamos sua ineficiência na busca por tais 
metas. Com os defensores dos mitos fundadores, a história é diferente: 
seus objetivos são inaceitáveis e nós esperamos pelo seu fracasso na 
busca para atingí-los. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;(Tradução: Marcos V. Gomes)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Slavoj Zizek é um filósofo cultural esloveno&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;i&gt;Fonte: The Sri Lanka Guardian&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.srilankaguardian.org/2021/06/the-difference-between-woke-and-true.html&quot;&gt;http://www.srilankaguardian.org/2021/06/the-difference-between-woke-and-true.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/6016814130929359380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2022/04/militancia-politicamente-correta-e-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/6016814130929359380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/6016814130929359380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2022/04/militancia-politicamente-correta-e-o.html' title='Militância politicamente correta e o verdadeiro despertar'/><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjS2Ys4jn4XNbIrv0viAjhMN-OPOL7pfGZ_lm3kfjVXFOchJn7qjz_C9SGKd55A-HvJ8E3IQFLsivqiPGdZMNna9-rHzK_vig5EaMiYTAT0NivnlfpHUQZh_DpPhy1rzF8/s113/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-7335675923742399006</id><published>2017-10-23T18:56:00.003-02:00</published><updated>2022-03-28T07:19:57.248-03:00</updated><title type='text'>Temer e a pobreza tipo exportação</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;&lt;b&gt;Nota&lt;/b&gt;: O texto do New York Times, produzido pela Associated Press traz o quadro lastimável da situação econômica do Brasil sob perspectiva estrangeira. Fala dos avanços sociais no período que é classificado como &#39;&#39;boom econômico&#39;&#39; (2003-2014) quando notou-se aumento da renda e acesso a bens de consumo em parte alavancados pelas políticas de distribuição de renda juntamente com o quadro favorável na venda de commodities no exterior resultando em geração de empregos. Sobre o quadro atual, fala da redução nos programas sociais do governo direitista de Temer junto com congelamento de verbas da saúde e educação e de uma possível volta da esquerda ao governo federal.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;h3&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Milhões retornam à pobreza no Brasil, diluindo&amp;nbsp;a década do crescimento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;(Associated Press, 23/10/2017)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;RIO DE JANEIRO - Quando Leticia Miranda conseguiu um emprego vendendo jornais nas ruas, ganhava por volta de R$ 550 por mês, o suficiente para pagar um pequeno apartamento em que vivia com seu filho de oito anos em uma região carente do Rio de Janeiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Quando perdeu o trabalho seu trabalho por volta de seis meses atrás, no meio da pior crise do país em décadas, Letícia não teve opção a não ser mudar para um prédio abandonado onde outras centenas de pessoas viviam. Todas as suas coisas - uma cama, geladeira, fogão e algumas roupas  - foram colocadas em uma sala junto com pertences dos outros habitantes do prédio que tem janelas sem vidro. Os moradores tomam banho em tonéis e fazem o que podem para viver com o cheiro de montanhas de lixo e porcos passeando no meio da construção.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&quot;Eu quero sair daqui, mas não tenho para onde ir&#39;&#39;, diz Letícia, 28 anos vestida com um top, short e sandálias por causa do calor. &#39;&#39;Estou buscando trabalho e fiz duas entrevistas e até agora, nada.&#39;&#39;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Entre 2004 e 2014, milhões de brasileiros saíram da pobreza e o país era frquentemente citado como um exemplo para o mundo. O alto preço de &lt;i&gt;commodities&lt;/i&gt; e a descoberta de novas fontes de combustível ajudaram a financiar programas de bem estar social que colocaram renda nos bolsos dos mais pobres.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Mas essa tendência foi revertida nos últimos dois anos devido a maior recessão da história do Brasil e cortes nos programas de subsídios fizeram surgir o receio de que o país-continente havia perdido o foco no combate à desigualdade e voltando aos tempos coloniais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&#39;&#39;Muitas pessoas que cresceram fora da pobreza e até mesmo aquelas nascidas na classe média, recuaram&#39;&#39;, diz Monica de Bolle, pesquisadora associada do Instituto Peterson de Economia Internacional com sede em Washington.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;O Banco Mundial estima que por volta de 28,6 milhões de Brasileiros saíram da pobreza entre 2004 e 2014. Entretanto o banco calcula que desde o início de 2016 até o final deste ano, entre 2,5 milhões a 3,6 milhões de pessoas voltaram a linha da pobreza com ganhos de R$140 mensais, cerca de US$ 44 de renda com câmbio atual.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Estes números são subestimados segundo Monica e não mostram que o fato de muitos brasileiros da classe média baixa que ganharam espaço durante os anos de crescimento decaíram para o limite próximo à pobreza.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Os economistas dizem que o alto desemprego e cortes nos programas-chave de bem-estar social podem aumentar os problemas. Em julho, último mês em que os dados foram coletados, o desemprego estava perto dos 13%, um grande aumento em relação aos 4% do final de 2004.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Filas de desempregados entre vários quarteirões se tornaram rotina quando alguma empresa inicia atividades. Quando, neste mês, uma universidade do Rio ofereceu trabalhos de baixa complexidade pagando R$ 400 de salário, milhares de pessoas se candidataram, inclusive gente que ficou do lado de fora durante um dia chuvoso antes da abertura das inscrições.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Enquanto isto, prressões orçamentárias e políticas conservadoras do presidente Michel Temer estão se traduzindo em cortes nos serviços sociais. Entre estes atingidos está o Bolsa Família, programa que dá pequenos subsídios mensais para pessoas de baixa renda e que é tido como redutor da pobreza do Brasil durante a última década.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Subsídios, incluindo programas sociais como o Bolsa-Família foram responsáveis por aproximadamente 60% de redução do número de pessoas vivendo na extrema pobreza durante o &lt;i&gt;boom&amp;nbsp;&lt;/i&gt;recente, disse Emmanuel Skoufias, economista do Banco Mundial e um dos autor do relatório sobre os &#39;&#39;novos pobres&#39;&#39; do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Agora, com a perda de empregos impulsionando pessoas para o programa, poucas estão sendo auxiliadas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&#39;&#39;Todo dia é uma luta para sobreviver,&#39;&#39; diz Simone Batista de 40 anos enquanto lágrimas correm por sua face enquanto relembra que foi cortada do Bolsa Família depois que seu filho - agora com um ano - nasceu. Ela quer recorrer, mas não tem dinheiro suficiente para a condução até a assistência social no centro da cidade.  Simone vive no Jardim Gramacho, uma favela na região norte do Rio, onde ela e centenas de outros moradores excluídos encontram comida procurando entre detritos ilegalmente jogados na área.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Uma pesquisa da Associated Press sobre dados do Bolsa Familia encontrou uma redução de 4 pontos percentuais na cobertura entre maio de 2016, quando Temer tornou-se presidente e maio deste ano. Parte disto deve-se a punições em eventuais fraudes que começaram ano passado. A administração de Temer anunciou que tinha encontrado &#39;&#39;irregularidades&#39;&#39; nos registros de 1,1 milhão de beneficiados cerca de 8% dos 14 milhões de pessoas que recebem o benefício. As infrações vão de fraudes até famílias que estavam ganhando acima de R$150 mensais que é o teto pra receber o benefício.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&#39;&#39;O governo não deveria perder o foco na prioridade&#39;&#39; de manter as pessoas longe da pobreza, diz Skoufias, adicionando que o Bolsa Família representou somente 0,5% do PIB nacional e o governo deveria visar disponibilizar mais e não menos recursos ao programa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Além disso, qualquer discussão de aumento de gastos é  certamente vetada no Congresso onde um limite de gastos foi aprovado neste ano e Temer está inclinado a fazer grandes cortes no sistema de previdência. A situação fiscal é ainda pior em muitos estados, incluindo o Rio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Um ano depois de hospedar os jogos Olímpicos de 2016, o estado do Rio de Janeiro está quebrado e milhares de servidores públicos não estão recebendo salários ou sendo pagos em parcelas. Algumas recursos de verbas para coleta de lixo ou programas de policiamento comunitário tem sido drasticamente reduzidos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Para muitos que vivem nas centenas de favelas cariocas, uma realidade já difícil parece aumentar o aspecto precário.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Maria da Penha Souza, 59 anos vive com seu filho de 24 em uma pequena casa com telhado de zinco na favela Lins, zona oeste do Rio. Eles querem se mudar poque a casa fica em um morro onde é propenso a deslisamentos perigosos. Mas seu filho não consegue arranjar serviço desde que terminou o serviço militar tempos atrás.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&#39;&#39;Eu me mudaria se houvesse um jeito, mas não há, &#39;&#39; diz Maria da Penha que acrescenta: &#39;&#39;Quando chove, não consigo dormir.&#39;&#39;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;A depressão econômica está abrindo espaço para o retorno político do ex-presidente Luis Inacio Lula da Silva que de 2003 a 2010 presidiu o país em período de prosperidade. Depois de deixar o cargo com índices de aprovação acima dos 80% sua popularidade despencou quando ele e seu partido foram envolvidos em investigações de corrupção. Lula está apelando da acusação de quase 10 anos por corrupção, apesar de ainda liderar de modo consistente nas pesquisas de intenção para as próximas eleições presidenciais.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Em campanha, Lula promete um retorno aos tempos melhores da economia e na atenção aos pobres.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&#39;&#39;O Lula não é apenas o Lula&#39;&#39;, diz o ex-presidente em recente comício no Rio, usando o nome que a maioria dos Brasileiros o chamam. &#39;&#39;É uma ideia representada por milhões de homens e mulheres. Preparem-se porque a classe trabalhadora vai voltar a governar este país.&#39;&#39;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;i&gt;(Jornalistas da Associated Press: Peter Prengaman do Rio de Janeiro, Sarah DiLorenzo de São Paulo e Daniel Trielli de Washington . O videorrepórter Diarlei Rodrigues no Rio de Janeiro contribui para esta matéria.)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;i&gt;Tradução: Marcos Vinícius Gomes&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot; style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;i&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;a href=&quot;https://www.blogger.com/goog_1188307695&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;span&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;i&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;a href=&quot;https://www.nytimes.com/aponline/2017/10/23/world/americas/ap-lt-brazil-returning-to-poverty.html&quot;&gt;https://www.nytimes.com/aponline/2017/10/23/world/americas/ap-lt-brazil-returning-to-poverty.html&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;i&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/7335675923742399006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2017/10/temer-e-pobreza-tipo-exportacao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/7335675923742399006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/7335675923742399006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2017/10/temer-e-pobreza-tipo-exportacao.html' title='Temer e a pobreza tipo exportação'/><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjS2Ys4jn4XNbIrv0viAjhMN-OPOL7pfGZ_lm3kfjVXFOchJn7qjz_C9SGKd55A-HvJ8E3IQFLsivqiPGdZMNna9-rHzK_vig5EaMiYTAT0NivnlfpHUQZh_DpPhy1rzF8/s113/*'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-1529678090733234916</id><published>2017-08-24T14:19:00.001-03:00</published><updated>2022-03-28T07:16:20.473-03:00</updated><title type='text'>O repugnante Jair Bolsonaro</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;Nota: Este texto do&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://www.news.com.au/lifestyle/real-life/wtf/is-this-the-worlds-most-repulsive-politician/news-story/926a4a59cf6132f770dfdbd46f610e97&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;&lt;a href=&quot;http://news.com.au/&quot;&gt;news.com.au&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;foi redigido antes à eleição de Donald Trump e portanto antes da crise institucional no governo do presidente norte-americano eleito e também antes do emblemático - e inacreditável - discurso racista de Jair Bolsonaro na Hebraica do Rio. Mas é atualizado por circunstâncias e serve de norte para eleitores e cidadãos que queiram se inteirar um pouco mais sobre as ideias do deputado brasileiro que almeja ser um novo salvador da terra brasilis.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Este é o político mais repulsivo do mundo?&amp;nbsp;&lt;/h3&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Gavin Fernando&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Senhoras e senhores, conheçam o &#39;&#39;Donald Trump do Brasil&#39;&#39;.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Pensando melhor, isto não é justo para o candidato Trump. Perto dos comentários do congressista brasileiro Jair bolsonaro, a infame afirmativa de Donald Trump de &#39;&#39;construir um muro para manter os mexicanos longe&#39;&#39; poderia ter sido entoada pelos filhos do barão Von Trapp em um belo quarteto de cordas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Há uma imensa lista de afirmações públicas e entrevistas bajuladoras para explicar a notoriedade de Bolsonaro.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O político ultraconservador apoia francamente a tortura. Ele também tem uma perspectiva favorável em relação à odienta ditadura militar que comandou o Brasil por duas décadas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O parlamentar tem sido frequentemente manchete global por causa de comentários depreciativos sobre pessoas negras, gays e mulheres.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Assim como Trump, Jair Bolsonaro é muito criticado pela mídia da esquerda e, como faz o político norte-americano, tomas as críticas com orgulho.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&#39;&#39;Esta ideia de oh, coitadinho do negro, oh, coitadinho do pobre, oh, coitadinho da mulher, oh, coitadinho do indígena, todo mundo é coitado em alguma coisa!&quot;, disse à&lt;a href=&quot;https://news.vice.com/article/meet-brazils-donald-trump-hes-deliberately-outrageous-and-he-wants-to-be-president&quot;&gt; Vice News. &lt;/a&gt;&quot;Não pretendo agradar todo mundo.&#39;&#39;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Também como Trump, há uma certa possibilidade dele ser eleito presidente do seu país.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Bolsonaro e as mulheres&lt;/h4&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A grande mídia começou a se interessar por Bolsonaro há um ano e meio atrás, após seus comentários grosseiros, feitos à parlamentar Maria do Rosário, terem sido gravados pelas câmeras.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Rosário havia protestado contra as violações aos direitos humanos durante a ditadura militar a qual Bolsonaro defende abertamente - violações que incluiam tortura, estupro e assassinatos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&#39;&#39;Fique aí, Mariai do Rosário&#39;&#39;, disse o deputado. &#39;&#39;Há poucos dias atrás você me chamou de estuprador. E eu disse que não a estupraria porque você não vale a pena.&#39;&#39;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Rosário se sentiu ultrajada e imediatamente deixou o plenário. &#39;&#39;Eu fui atacada como mulher, como membro do Congresso, como mão&#39;&#39;, disse. &#39;&#39;Quando chegar em casa, vou ter que explicar isso para minha filha.&#39;&#39;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ela afirmou que processaria criminalmente o deputado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mas Bolsonaro foi completamente absolvido. Ele escarneceu a deputada por ter saído, dizendo que ela &#39;&#39;havia fugido do debate&#39;&#39;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ele até postou uma foto no Twitter para se vangloriar sobre o incidente que ele descreveu como ele &#39;&#39;colocou Maria do Rosário em seu devido lugar.&#39;&#39;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ambos tiveram um confronto parecido em 2008, onde ele a chamou de vadia depois de a deputada tê-lo chamado de violentador.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Deve se salientar que os membros do Congresso Nacional tem imunidade no Brasil, o que significa que os adversários podem dizer o que quiserem sem temerem processos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Recentemente, a atriz norte-americana &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=wbmBp8WLhjI&quot;&gt;Ellen Page entrevistou Bolsonaro&lt;/a&gt; para seu documentário Gaycation no site Vice.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Quando Page - que é homossexual - perguntou a ele se ele achava que ela deveria ter apanhado quando criança devido à sua orientação sexual, ele respondeu: &#39;&#39;Você é muito bonita. Se eu fosse um cadete na academia militar e te visse na rua, eu assobiaria para você. Certo? Você é muito bonita.&#39;&#39;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ela olhou para ele atônita e ele não parecia acreditar que havia dito alguma coisa errada.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Bolsonaro e os negros&lt;/h4&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em 2011, a cantora e atriz afro-brasileira Preta Gil lhe perguntou o que ele faria se um filho seu se apaixonasse por uma pessoa negra.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ele respondeu que &#39;&#39;nunca permitiria esse tipo de promiscuidade&#39;&#39;, acrescentando que seus filhos &#39;&#39;eram muito bem educados&#39;&#39;, como se sugerisse que isso não aconteceria com ele.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Preta ameçaou processá-lo no final do programa. &#39;&#39;Eu sou uma mulher negra forte&#39;&#39;, disse. &quot;Vou levar isso até o fim contra este repugnante deputado que é racista e homofóbico.&#39;&#39;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Uma investigação foi iniciada, na qual Bolsonaro afirmou que ele não havia entendido a pergunta. Mas ele conseguiu piorar as coisas - afirmou que sua resposta tosca foi porque pensou que ela estivesse se referindo às pessoas gays, não às negras.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&quot;Se eu fosse racista, não seria louco de declarar isto na televisão.&#39;&#39;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Bolsonaro e os homossexuais&lt;/h4&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A homofobia espalhafatosa é talvez um das mais internacionalmente conhecidas características de Bolsonaro. Ela reflete e instiga um número crescente no país de religiosos conservadores e neonazistas skinheads.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Por outro lado, o Brasil parece assimilar amplamente a homossexualidade. Não há lei proibindo pessoas LGBT de servirem as Forças Armadas e suas leis não proíbem casais do mesmo sexo de adotarem crianças.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Isso também se adequa a uma das festas mais sexualmente liberais no planeta, como o Carnaval.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Considerando que o país legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo em 2013, podemos até dizer que os brasileiros são mais progressivos em relação aos homossexuais do que a Austrália.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Entretanto, o Brasil é com frequência citado como o país onde muitos homossexuais são assassinados.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
De acordo com a maior e mais ativa associação gay do país, Grupo Gay da Bahia, um membro da comunidade LGBT é assassinado a cada dois dias por causa da homofobia.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
De fato, de acordo com a LGBTQ Nation, metado dos episódios de violência contra homossexuais ocorre no Brasil.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Bolsonaro é publicamente homofóbioco e não se constrange com suas posições. Em 2013 o governo visava aprovar um projeto de lei criminalizando a homofobia e que se educassem os jovens brasileiros sobre o mal que ela causa. O deputado quis vetar a lei, fazendo campanha contra ela.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em 2013 disse que antes preferiria que seu filho morresse um acidente de carro do que se assumisse gay. Ele também disse que a presença de um casal homossexual em sua casa depreciaria o valor do imóvel.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Existem até reportagens onde ele comparou o casamento entre pessoas do mesmo sexo à pedofilia e encorajou a agressão física em crianças que achassem serem homossexuais.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em uma entrevista a Stephen Fry no programa &#39;&#39;Out There&#39;&#39; da BBC, Bolsonaro explicou suas crenças e foi questionado se seus comentários não poderiam alimentar a violência anti-gay pelo país.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&quot;Há grupos que querem usar (crimes de ódio a homossexuais) como um exemplo. Pode ser até que nem tenha nada a ver como homossexualidade&#39;&#39;, disse.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Isto é rotulado por grupos gays que querem fazer uso do incidente e criar uma história que comova o público.&#39;&#39;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Bolsonaro dá a entender que crimes de ódio cometidos contra homossexuais são causados por suas opções sexuais e - ironicamente - nega que exista homofobia no Brasil.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ele disse que 90% das vítimas gays morrem &#39;&#39;em lugares onde há drogas e prostituição, ou são mortos por seus próprios parceiros.&#39;&#39;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&#39;&#39;Eu entrei em guerra contra os gays porque o governo propôs campanhas anti-homofobia no ensino fundamental&#39;&#39;, disse Bolsonaro. &#39;&#39;O que poderia sem dúvida estimular a homossexualidade em crianças de seis anos de idade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&#39;&#39;Eles visam nossas crianças para que elas se transformem em adultos gays para satisfazer a sexualidade deles no futurol. Estes são os grupos homossexuais fundamentalistas que estão tentando comandar a sociedade.&#39;&#39;Isto não é normal.&#39;&#39;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ele diz que o Brasil não está preparado para aceitar a homossexualidade como norma social. &#39;&#39;Nenhum pai teria orgulho em ter um filho gay. Orgulho? Alegria? Celebração se seu filho virar gay? Sem essa.&#39;&#39;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Sobre outros questionamentos, ele sempre compara sua repulsa aos homossexuais à repulsa pública do Taliban.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Apesar disto e mesmo abertamente afirmando que &#39;&#39;Nós brasileiros não gostamos de homossexuis&#39;&#39;, ele insiste que as pessoas não são discriminadas ou perseguidas por suas orientações sexuias no Brasil.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mas, este homem pode se eleger presidente?&lt;/h4&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;A popularidade de Bolsonaro está crescendo, sem dúvida. Sua&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;a href=&quot;https://www.facebook.com/jairmessias.bolsonaro/?fref=ts&quot;&gt;página&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;span&gt;no Facebook tem por volta de três milhões de curtidas - cerca de 700 mil a mais do que o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva. Pessoas se ajuntam ao seu redor para tirar selfies quando ele faz aparições públicas e de acordo com pesquisa Datafolha de Maio/2016, sua base de apoiadores tem dobrado desde Dezembro/2015.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times, Times New Roman, serif; font-size: large;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times, Times New Roman, serif; font-size: large;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
Considerando que em 2012, 77% da população apoiava abertamente a criminalização da hommofobia, talvez estes resultados não sejam tão assustadores. A maior ironia de tudo isto? É que o partido político a que pertence Bolsonaro é chamado de &#39;&#39;Partido Progressista&#39;&#39;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times, Times New Roman, serif; font-size: large;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;i&gt;(Traduzido por Marcos V. Gomes)&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times, Times New Roman, serif; font-size: large;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
Fontes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=9TiqyO5JQZs&quot;&gt;https://www.youtube.com/watch?v=9TiqyO5JQZs&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=wbmBp8WLhjI&quot;&gt;https://www.youtube.com/watch?v=wbmBp8WLhjI&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.news.com.au/lifestyle/real-life/wtf/is-this-the-worlds-most-repulsive-politician/news-story/926a4a59cf6132f770dfdbd46f610e97&quot;&gt;http://www.news.com.au/lifestyle/real-life/wtf/is-this-the-worlds-most-repulsive-politician/news-story/926a4a59cf6132f770dfdbd46f610e97&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times, Times New Roman, serif; font-size: large;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/1529678090733234916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2017/08/o-repugnante-jair-bolsonaro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/1529678090733234916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/1529678090733234916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2017/08/o-repugnante-jair-bolsonaro.html' title='O repugnante Jair Bolsonaro'/><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjS2Ys4jn4XNbIrv0viAjhMN-OPOL7pfGZ_lm3kfjVXFOchJn7qjz_C9SGKd55A-HvJ8E3IQFLsivqiPGdZMNna9-rHzK_vig5EaMiYTAT0NivnlfpHUQZh_DpPhy1rzF8/s113/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-5988543310685499966</id><published>2017-07-05T12:42:00.001-03:00</published><updated>2022-03-28T07:20:50.874-03:00</updated><title type='text'>O samba da Mallu é vexame, madame</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Mallu Magalhães ao dedicar a música &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?time_continue=8&amp;amp;v=hrh6zd5c0OY&quot;&gt;&#39;&#39;Você não presta&#39;&#39;,&lt;/a&gt; cantada ao vivo no &#39;&#39;Encontro&#39;&#39; de Fátima Bernardes, a quem &#39;&#39;é preconceituoso e diz que branco não pode tocar samba&quot;, mostrou que sua nova fase não é tão diferente daquela de nove anos atrás, quando a garota desajeitada aparecia em programas cantando suas musiquinhas folk sem rima apesar de ter arranjos aceitáveis para uma composição de alguém na casa dos quinze anos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Mas o tempo passou e a Mallu que pedantemente quis rebater as opiniões contrárias com o famigerado discurso do &#39;&#39;racismo inverso contra brancos&#39;&#39; e assumindo uma capacidade técnica que não possui, apenas fez aumentar um sentimento de frustração entre eventuais admiradores e até entre seus seguidores/fãs que não encontravam argumentos para uma apresentação tão amadora. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Quando surgiu, Mallu cantava exclusivamente em inglês. Diferente do português, onde há predominância na acentuação na última/antepenúltima sílaba, no inglês prioritariamente há o acento na primeira e na segunda sílaba (ou na primeira, quando for palavra monossilábica). Assim é possível encontrar rimas em músicas e versos em português tais como &#39;&#39;amor-dor&#39;&#39;, &#39;&#39;viagem-miragem&#39;&#39;, &#39;&#39;cor-melhor&#39;&#39; pois todas têm acentuação na última/antepenúltima sílaba. E também pela terminação semelhante, um indicador que geralmente se observa quando se quer rimar palavras o que não ocorre no inglês, necessariamente. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Mallu, de modo relapso, tem usado essa estrutura enxertada nas letras em Língua Inglesa, demonstrando desatenção e pouco apuro na composição de suas músicas. Vejamos alguns exemplos: em sua &#39;&#39;Her Day Will Come&quot; (&#39;&#39;O Dia Dela Vai Chegar&#39;&#39;) Mallu abusa da falta de métrica em inglês: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;She&#39;s got an old mobile, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;But could receive calls, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;She&#39;s got a pretty smile,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;But no one gives a hand &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;When she falls down. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Ela tem um velho celular &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;E poderia receber chamadas &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Ela tem um belo sorriso &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Mas ninguém lhe ajuda &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Quando ela cai &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;o problema é que &#39;&#39;mobile&#39;&#39; [móbol] [mobáil] [móbil] tem três pronúncias diferentes então qual delas escolher para rimar com &#39;&#39;smile&#39;&#39; [ismáil]? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Outro exemplo de rima mal feita na mesma música: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;She&#39;s got a pretty face, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Just waiting a kiss. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;She&#39;s got her own charm, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;But she&#39;s never been on the hot list. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Ela tem um belo rosto &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Apenas esperando um beijo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Ela tem seu charme só dela &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Mas nunca está entre as melhores &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Aqui temos &lt;a href=&quot;http://www.rhymezone.com/r/rhyme.cgi?Word=kiss&amp;amp;typeofrhyme=perfect&amp;amp;org1=syl&amp;amp;org2=l&amp;amp;org3=y&quot;&gt;&#39;&#39;kiss&#39;&#39;[kiz] que não rima em hipótese alguma com &#39;&#39;list&#39;&#39; [list]&lt;/a&gt;. Finalizando, temos o trecho que se repete e merece ser citado: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;She&#39;s hiding all her bubble gum, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Looking for a real chum. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;She knows more than anyone, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;That her day will come. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Her day will come. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Ela está escondendo toda sua goma de mascar &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Buscando por um amigo verdadeiro &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Ela sabe mais do que ninguém &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Que seu dia vai chegar. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Seu dia vai chegar. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;A palavra &lt;a href=&quot;http://www.rhymezone.com/r/rhyme.cgi?Word=bubble+gum&amp;amp;typeofrhyme=perfect&amp;amp;org1=syl&amp;amp;org2=l&amp;amp;org3=y&quot;&gt;&#39;&#39;bubble gum&#39;&#39; (chiclete) rima com &#39;&#39;chum&#39;&#39; (camarada)&lt;/a&gt;. A questão é que é uma rima desconectada de sentido - seria o mesmo que rimar &#39;&#39;broto&#39;&#39; com &#39;&#39;absorto&#39;&#39;, palavras dicionarizadas mas sem força semântica no uso atual, principalmente na voz de uma cantora hipster-pop. Mallu usou a rima que vem de &#39;&#39;Got any gum, chum?&quot; (&#39;&#39;Tem chiclete, amigo&#39;&#39;?) que foi uma pergunta muito utilizada por crianças inglesas durante a Segunda Guerra feita aos soldados americanos que encontravam pelo caminho, visto que havia racionamento de comida e outros produtos básicos de alimentação. Essa frase até virou &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=9pDbY-6YA8A&quot;&gt;tema de música &lt;/a&gt;composta por Murray Kane in 1944 &#39;&#39;Have Ya Got Any Gum, Chum?&quot;. Além disso, há a &lt;a href=&quot;http://www.rhymezone.com/r/rhyme.cgi?Word=anyone&amp;amp;typeofrhyme=perfect&amp;amp;org1=syl&amp;amp;org2=l&amp;amp;org3=y&quot;&gt;impossível rima entre &#39;&#39;anyone&#39;&#39; e &#39;&#39;come&#39;&#39;,&lt;/a&gt; onde ela mais uma vez quis &#39;&#39;aportuguesar&#39;&#39; as rimas de palavras do inglês apenas por uma terminação semelhante entre elas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;A falta de cuidado na composição também acontece nas letras em português. Na inacreditável &#39;&#39;São Paulo&#39;&#39;, Mallu abusa do descuido como letrista, escrevendo versos praticamente &#39;&#39;explodidos&#39;&#39; e que necessitam de um esforço vocal que somente seria viável se cantados por cantores líricos. Vejamos: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Sou gata da vida, eu venho do mato &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Da selva de pedra, São Paulo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Você que me ature e não há quem segure &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;A coragem dos meu vinte e quatro &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Na estrofe, o segundo e quarto versos estão comprometidos. Quando &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=dY0GrybDNrU&quot;&gt;cantados na gr&lt;/a&gt;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=dY0GrybDNrU&quot;&gt;avação&lt;/a&gt;, a cantora faz um esforço enorme em &#39;&#39;São Pa-a-a-aulo&#39;&#39; e em &#39;&#39;meus vinte e qua-a-a-tro&#39;&#39;, o que soa ruim, deselegante. É uma espécie de falha de ignição vocal que resulta na quebra da frequência da voz e do ritmo. A &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=I1RyTI-dNFc&quot;&gt;performance ao vivo&lt;/a&gt; é mais sofrível ainda e na terceira estrofe o mesmo vício anterior permanece: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;As cartas na mesa, eu aposto em mim mesma &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;A minha garganta é de prata &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Me olha no olho, você não me assusta &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;A roda da sorte me abraça. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;sendo que o segundo verso é cantado &#39;&#39;A minha garganta é de pra-a-a-a-ta&#39;&#39; e no quarto &#39;&#39;A roda da sorte me abra-a-a-a-ça&#39;&#39;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Já em &#39;&#39;Você Não Presta&#39;&#39; o problema é outro, a começar pelo ritmo, que nem samba é, mas que se aproxima de um ska, muito apreciado por bandas de rock nacionais como Paralamas do Sucesso, Skank, etc. A introdução com uma cuíca que beira a cafonice e com metais (!) a se perder de vista e a falta de ritmo sincopado denunciam isto; de percussão o que há uma sonolenta bateria. E, para completar, temos Mallu Magalhães cantando fora do tom tanto &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=hrh6zd5c0OY&quot;&gt;no estúdio &lt;/a&gt;quanto &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=zzhMeprQnEQ&quot;&gt;ao vivo.&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Cantores e letristas competentes usam o melhor de si para que sua música se espalhe pelo gosto do público e não fazendo o contrário. Cazuza quando quis enveredar pela &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=nwoVI6qFr6w&quot;&gt;bossa nova&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=VxGr9LFtg3o&quot;&gt;pelo samba&lt;/a&gt; fez a lição de casa corretamente: bebeu na raiz e não inventando, ouvia &#39;&#39;o morro&#39;&#39; e não seguia modismos (é inimaginável pensar Cazuza dizendo &#39;&#39;Esta é pra quem acha que branco não pode cantar blues, samba, bossa-nova, etc&#39;&#39;). Renato Russo que se destacava como letrista, fazia com que letras quilométricas fossem assimiladas pelo público, graças às suas qualidades de compositor que conhecia versificação - como no caso de &lt;a href=&quot;https://www.letras.mus.br/legiao-urbana/22497/&quot;&gt;&#39;&#39;Eduardo e Mônica&#39;&#39; &lt;/a&gt;que foi escrita em versos de sete sílabas, usado por repentistas e que facilitam a memorização. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Mallu Magalhães deveria se esforçar mais, pois afinal é alma gêmea de Marcelo Camelo, cantor que quando no tempo dos &#39;&#39;Los Hermanos&#39;&#39; sempre quis ser classudo, assumindo um lado virtuose da MPB - que, evidente, era superestimado, apesar das qualidades. Com o fim do grupo ele casou e se associou a Mallu em projetos que não chegam nem perto de cantores de rock que enveredaram por algo menos híbrido (como o próprio Cazuza) e mais &#39;&#39;raiz&#39;&#39;. Pelo que temos visto, esse quadro não mudará facilmente - tanto pela imagem &lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Gera%C3%A7%C3%A3o_Y&quot;&gt;millennial&lt;/a&gt; de Mallu, quanto pela falta de perspectiva pragmática possivelmente vinda do marido, mas ligado a cultura de DCE, médio-classista e alienada do mundo, da cultura e das opiniões das classes marginalizadas, tais como os negros &#39;&#39;cutucados&#39;&#39; infantilmente por Mallu. Se continuar assim, a sra. Camelo estará personificando, infelizmente, &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=ojr0HdBH_T8&quot;&gt;a personagem &#39;&#39;madame&#39;&#39;&lt;/a&gt; de João Gilberto mas só que do lado de dentro, fazendo vexame e distribuindo música ruim na Terra Brasilis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Fontes: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;a href=&quot;https://www.letras.mus.br/mallu-magalhaes/voce-nao-presta/&quot;&gt;https://www.letras.mus.br/mallu-magalhaes/voce-nao-presta/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;a href=&quot;https://www.letras.mus.br/mallu-magalhaes/sao-paulo/&quot;&gt;https://www.letras.mus.br/mallu-magalhaes/sao-paulo/&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;a href=&quot;https://www.letras.mus.br/mallu-magalhaes/1307205/&quot;&gt;https://www.letras.mus.br/mallu-magalhaes/1307205/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;a href=&quot;https://www.letras.mus.br/legiao-urbana/22497/&quot;&gt;https://www.letras.mus.br/legiao-urbana/22497/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;a href=&quot;http://www.rhymezone.com/&quot;&gt;http://www.rhymezone.com/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Gera%C3%A7%C3%A3o_Y&quot;&gt;https://pt.wikipedia.org/wiki/Gera%C3%A7%C3%A3o_Y&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=I1RyTI-dNFc&quot;&gt;https://www.youtube.com/watch?v=I1RyTI-dNFc&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=9pDbY-6YA8A&quot;&gt;https://www.youtube.com/watch?v=9pDbY-6YA8A&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?time_continue=8&amp;amp;v=hrh6zd5c0OY&quot;&gt;https://www.youtube.com/watch?time_continue=8&amp;amp;v=hrh6zd5c0OY&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/5988543310685499966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2017/07/o-samba-da-mallu-e-vexame-madame.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/5988543310685499966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/5988543310685499966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2017/07/o-samba-da-mallu-e-vexame-madame.html' title='O samba da Mallu é vexame, madame'/><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjS2Ys4jn4XNbIrv0viAjhMN-OPOL7pfGZ_lm3kfjVXFOchJn7qjz_C9SGKd55A-HvJ8E3IQFLsivqiPGdZMNna9-rHzK_vig5EaMiYTAT0NivnlfpHUQZh_DpPhy1rzF8/s113/*'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-7121538388331181831</id><published>2016-10-04T12:11:00.001-03:00</published><updated>2022-03-28T07:21:47.833-03:00</updated><title type='text'>O caviar reacionário de João Dória </title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;Ao discursar na sede do PSDB comemorando sua vitória sobre Fernando Haddad na disputa pela prefeitura de São Paulo, João Dória Jr. fez o que todo político faz, porém com um ingrediente especial. Este ingrediente foi o apelo veemente pelo imperativo moral alicerçado em pessoas que não fazem mais parte do mundo dos vivos, além do uso do discurso piedoso-cristão remetendo-se a uma religiosidade improvável , principalmente quando o prefeito eleito é lembrado em suas performances no seu programa de entrevistas &#39;&#39;Show Business&#39;&#39;, no reality-show &#39;&#39;O Aprendiz&#39;&#39; (quando fez uma versão &#39;&#39;queridinha da vovó&#39;&#39; do programa), ou ainda em seus empreendimentos impressos, entre os quais a nada transcendental revista &lt;i&gt;Caviar Lifestyle&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;Há que se destacar que políticos em seus discursos vitoriosos sempre recorrem à lembranças de lideranças, familiares  e correligionários que já faleceram, trazendo para si a responsabilidade de prosseguir com seus legados para as futuras gerações, não sendo nada de excepcional tal ato. Mas no caso de João Dória, a rememoração vai além da mera dedicatória in memoriam justificável no &lt;/span&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;calor da emoção que o momento exige. Ela dá uma pista dos reais motivadores de sua vitória, consequência de uma guinada recente de seu partido rumo à&amp;nbsp;&lt;/span&gt;extrema direita no campo político, renegando uma perspectiva da administração atual baseada em conquistas sociais como diretriz de políticas públicas e de uma visão menos utilitarista e imediatista de se fazer política.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;Dória, evidentemente, foi vitaminado (52% dos votos) pela parcela mais conservadora do eleitorado paulistano, aquela mesma que de panelas em punho foi recorrentemente vista nos últimos meses nas sacadas gourmet dos elegantes condomínios fechados da capita&lt;/span&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;l bandeirante, como signo de desaprovação de um governo  democraticamente eleito com uma plataforma social que destoava do ideário de sustentação deste mesmo eleitorado paulistano médio-classista / alto-médio-classista. Os &#39;&#39;coxinhas-paneleiros&#39;&#39; foram o símbolo da discordância e da dissonância social sempre engambelada pelos discursos midiáticos de um Brasil harmonioso e das análises dos processos históricos direcionadas por uma pretensa conciliação de classes: eles tinham percebido o quão danoso para suas castas privilegiadas seria permanecer passivos diante um projeto de ínfimas proporções que buscava a instituição da justiça social e da ampliação&lt;/span&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt; de&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;horizontes para uma grande parte da população brasileira frequentemente legada a último plano pelos donos do poder desde tempos imemoriais.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;Assim, nada mais adequado para João Dória do que entrar em sintonia com o que o pensamento mediano paulistano mais queria. Mas para atingir esta meta, não bastaria endossar o fim do ciclo de governança de um partido subversivo (!) que, &lt;/span&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;segundo a mentalidade política pouco elaborada da parte ressentida, estaria sendo responsável pela destruição da nação com esquemas de corrupção e jogadas políticas nunca antes vistas nas terras macunaímicas. Seria necessário mais do que isto, seria preciso um instrumento psicológico em consonância com os anseios dessa população seleta tão deseperada e que estava vendo seus sonhos de gente de bem irem pelo ralo com o surgimento de uma outra gente que já não aceitava ser tratada como extensões simbólicas de &lt;/span&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;uma genealogia associada aos escravos trazidos do continente africano para sustentar as elites. E, para combater o pensamento progressista, nada mais&amp;nbsp;&lt;/span&gt;adequado do que se apropriar do discurso da contrapartida do pensamento reacionário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como intrumento antiprogressista, o ideário reacionário é a estratégia mais elementar para estancar a ruptura das estruturas, fazendo com que coletivamente haja o deslocamento da condução dos anseios de um povo para o campo obtuso e refreador das ideias conservadoras. O reacionário é antes de tudo negador daquilo que se chamou entre o século 18 &lt;/span&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;de Iluminismo, que é a base para a civilização ocidental contemporânea no campo filosófico, político e social. E para atigir este patamar de negação iluminista, o reacionário busca na regressão histórica, na simbologia mítico-religiosa e nacionalista e na tradição o &lt;/span&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;material para suas teses, encontrando no pantanoso campo da negação da&amp;nbsp;razão o instrumento de condução rumo à felicidade (no sentido filosófico) humana, o seu farol existencial.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;Daí o uso do discurso &#39;&#39;político-transcendental&#39;&#39; proferido por Dória quando, numa mistura entre emocionado e empolgado, agradecia àqueles que lhes ajudaram a vencer o adversário Haddad por meio de seus ensinamentos dados enquanto vivos, somado às referências à simbologias &lt;/span&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;religiosas como por exemplo a oração como elemento de conduta política ética — &#39;&#39;Eu sempre oro&#39;&#39;— afirmou extasiado, como se justificasse a si e aos presentes sua missão suprema de libertador escolhido, recompensado apenas por ter feito preces ao ser supremo. Estes são indícios da direcionalidade de seu repertório político ao encontro da parcela reacionária dos eleitores da cidade de São Paulo e isto sob as bençãos políticas do já piedoso governador Geraldo Alkmin, conhecido político ligado a setores mais reacionários da Igreja Católica, como a Opus Dei.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;
&lt;/span&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
Cabe ressaltar que nem todo crente é reacionário, mas todo reacionário tem sua fé afirmada, nem que o seja de modo utilitarista. Deve-se a este fenômeno pelo fato da fé do reacionário ser em busca de um imperativo moral acima da razão, nem que para isto haja a necessidade de instrumentalizar a religião (e por conseguinte a moral), negando o seu uso como &#39;&#39;testemunho de vida&#39;&#39;— pois reacionários são gregários e pouco dados a individualidades subjetivas notadas até mesmo no cristianismo da Idade Média. Isso explica o fato de políticos de extrema-direita  como Jair Bolsonaro terem de um lado um discurso de essência anticristã (racista, misógino, intolerante, virulento) e de outro lado serem &#39;&#39;propagadores&#39;&#39; do ideário do cristianismo como exclusivo meio de conduta moral e de vida, exaltando suas pretensas virtudes, evidentemente moldadas às suas práticas pessoais religiosas pouco ou nada ortodoxas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
Fechando o pacote reacionário na fala de Dória, houve ainda a exaltação a simbolos nacionalistas, como a bandeira nacional,  junto com a cafonice — algo recorrente no discurso conservador — de fechar seu discurso  tocando o &#39;&#39;Tema da Vitória&#39;&#39; dedicado ao falecido piloto Ayrton Senna e repetindo ao fundo o slogam &#39;&#39;Acelera! Acelera! Acelera!&#39;&#39;. Senna, sabemos,  foi elencado goela abaixo pela Vênus Platinada como ícone esportivo de uma nação  e é tido como referencial de caráter e determinação, um lugar comum nas referências bibliograficas no campo da autoajuda empresarial ou espiritual.  O piloto, neste contexto, se encaixa perfeitamente em todo este repertório antiprogressista vislumbrado por Dória, pois ícones da sociedade do marketing são apaixonadamente admirados e  potencializados ao extremo ainda mais quando atingem o grau de mitos humanos ao terem suas trajetórias marcadas pela tragédia, sejam eles desportistas, artistas, políticos ou empresários. O inexplicável é o alimento da mente reacionária.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
Aliás, nada mais mitológico — leia-se falso — do que a improvável eleição de um candidato que sempre transitou nos campos do poder político, tendo sido até secretário de estado e que se elegeu com um discurso onde nega a própria política. Que apregoa a ética, mas que se apossou de uma área pública em Campos do Jordão como se fosse sua. Que se arroga como empreendedor liberal e que sempre recebeu polpudas verbas estatais para seus empreendimentos. Que diz que não recebeu herança mesmo sendo descendente de família historicamente rica e dona de engenhos desde os  tempos coloniais. Estes qualificantes, evidente, passarão batidos pelos eleitores, pois a tarefa maior de Dória é apagar o progressismo e mitologicamente trazer a velha política com ares de novidade para satisfação coletiva.  Na terra que se esforça frequentemente para divulgar seus tradicionais mitos duvidosos  — indo da &#39;&#39;Revolução&#39;&#39; de 1932,  passando pelos desbravadores bandeirantes e de ser a locomotiva da nação — isto, provavelmente, não será tarefa muito difícil de se realizar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;
&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/7121538388331181831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2016/10/o-sinhozinho-que-e-sem-nunca-ter-sido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/7121538388331181831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/7121538388331181831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2016/10/o-sinhozinho-que-e-sem-nunca-ter-sido.html' title='O caviar reacionário de João Dória '/><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjS2Ys4jn4XNbIrv0viAjhMN-OPOL7pfGZ_lm3kfjVXFOchJn7qjz_C9SGKd55A-HvJ8E3IQFLsivqiPGdZMNna9-rHzK_vig5EaMiYTAT0NivnlfpHUQZh_DpPhy1rzF8/s113/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-8842093502884427219</id><published>2016-09-27T03:36:00.001-03:00</published><updated>2017-11-02T03:56:14.985-02:00</updated><title type='text'>O PowerPoint da injustiça</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;Nota: O uso do PowerPoint como recurso visual visando potencializar indícios comprometedores e induzir a opinião pública sobre a culpabilidade dos réus no processo da &#39;&#39;Lava Jato&#39;&#39; , feito por Deltan Dallagnol com grande estardalhaço, não é invenção do Ministério Público Federal de Curitiba. O procurador skatista se espelhou em uma prática já recorrente nos EUA, onde promotores usam slides com diagramações tendenciosas, frases de efeito retiradas de filmes blockbusters entre outros recursos puramente visuais para fomentar a percepção de dolo nos tribunais — além de estratégias antiéticas para manipular o corpo de jurados. Estas práticas, como não poderia ser diferente, tem sido criticadas por especialistas norte-americanos. O texto abaixo é uma tradução de um artigo do site &lt;a href=&quot;https://www.wired.com/2014/12/prosecutors-powerpoint-presentations/&quot;&gt;Wired&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;Por Ken Armstrong&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;No estado de Washington no início deste mês, uma corte de apelação rejeitou uma acusação de assassinato baseados em um trabalho capenga de defesa. Além disto a corte também levou o promotor a perguntar sobre algo muito estranho: uma má apresentação em PowerPoint.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;O promotor tinha enfeitado seus argumentos conclusivos para o júri com uma série de slides recheados &#39;&#39;com efeitos sonoros e animação&#39;&#39;, escreveu a corte de apelação. Em um dos slides, pegadas eram mostradas ao fundo da tela. Outros slides exibiam &#39;&#39;anéis concêntricos num alvo&#39;&#39; com cada anel correspondendo a uma evidência; o nome do acusado, Sergey Fedoruk estava no centro. O slide final da acusação — a cereja do bolo — foi aberto com os dizeres &#39;&#39;Assassino nº2&#39;&#39;. Então, debaixo da legenda, &lt;a href=&quot;https://www.wired.com/wp-content/uploads/2014/12/powerpoint-slide1-inline.jpg&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;uma única palavra&lt;/a&gt; piscava em letras maiúsculas, no formato 96 em vermelho: &#39;&#39;CULPADO&#39;&#39;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Enquanto as letras piscavam, o promotor dizia ao juri: &#39;&#39;O acusado é culpado, culpado, culpado.&#39;&#39;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Pelo menos em 10 vezes nos últimos dois anos, cortes norte-americanas reverteram condenações porque os promotores haviam violado as regras do argumento justo usando o PowerPoint. E em muitos casos uma corte de apelação observou tais erros de conduta enquanto sustentava a acusação mesmo assim ou enquanto a revertia para outros campos (como ocorreu com &amp;nbsp;o caso de Sergey Fedoruk). Observadores legais tem relatado há tempos que os promotores usam várias formas de, sorrateiramente, &amp;nbsp;adulterarem a balança da justiça — tal como esconder evidências abonadoras, eliminar membros do corpo de jurados baseados em raça e entre outras coisas. Agora eles podem acrescentar outra categoria: acusação por PowerPoint. &#39;&#39;Isto é o clássico &lt;i&gt;Uma imagem vale mais do que mil palavras &lt;/i&gt;&#39;&#39;, disse Eric Broman, um advogado de Seattle que atua em apelações criminais. &#39;&#39;Até onde as cortes digam onde estão os limites, os promotores continuaram a testar estes limites&#39;&#39;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Talvez o mau uso mais comum daquilo que alguns juristas chamam &#39;&#39;advocacia visual&#39;&#39; é a diagramação da palavra &#39;&#39;Culpado&#39;&#39; sobre a foto do acusado. Quase sempre as letras são vermelhas — a &#39;&#39;cor do sangue e a cor usada para denotar perdas&#39;&#39;, como uma corte escreveu. Dois meses atrás a Corte de Apelações do estado de Missouri julgou um caso onde a acusação no desfecho da argumentação apresentou um slide&amp;nbsp;usando esta diagramação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;O réu Chadwick Leland Walter havia sido acusado por fabricação de metanfetamina e de subversão da ordem pública. A foto usada para o slide era do arquivo prisional de fotos de Walter — daí a &lt;a href=&quot;https://www.wired.com/wp-content/uploads/2014/12/02_Chadwick_Leland_Walter.jpg&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;roupa laranja&lt;/a&gt; de detento. Como a corte de apelação notou, o estado não poderia forçar Walter a aparecer perante o juri em roupa de presidiário, porque aquilo poderia diluir a presunção de inocência; e o uso &amp;nbsp;do arquivo legal de fotos pela promotoria teve o mesmo efeito. A corte de apelação disse que é um &#39;&#39;desprezo à lógica&#39;&#39; que um promotor efetue um julgamento equivocado usando uma tática tão &#39;&#39;odienta&#39;&#39;. Entretanto a corte reafirmou a culpa de Walter porque o advogado de defesa não apelou até mesmo depois do veredito e porque a evidência de acusação era &#39;&#39;avassaladora&#39;&#39; fazendo com que uma conduta errada de julgamento fosse desconsiderada como fator decisivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Em um caso fora da comarca de Pierce, Washington, os promotores foram além. Edward Glasmann foi acusado de assalto, roubo, sequestro e por obstruir um policial. Quando a polícia o prendeu, usaram um revólver de choque que foi dispado em sua cabeça. No argumento final, os promotores usaram o arquivo legal de fotos de Glasmann em três slides consecutivos. No primeiro foi sobreposto — diagonalmente — a palavra &quot;CULPADO&quot; (&#39;&#39;GUILTY&quot;) em cima da face desfigurada do acusado. No seguinte slide adicionou-se uma segunda diagonal &#39;&#39;CULPADO&quot; formando um X. O último slide mostrou mais um &#39;&#39;CULPADO&quot;, este disposto horizontalmente. Não pudemos obter as versões coloridas dos slides (a cor das letras era vermelha, ressalte-se), mas&lt;a href=&quot;https://www.wired.com/wp-content/uploads/2014/12/03_Glasmann.png&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&amp;nbsp;existe uma versão das fotos em branco-e-preto&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Em dezembro de 2012 a Suprema Corte de Washington anulou a acusação de Glasmann baseada nos slides &#39;&#39;altamente sensacionalistas&#39;&#39;. Como regra geral, as cortes não querem que promotores expressem suas opiniões pessoais para um juri; deles se esperam que expressem seus argumentos baseados naquilo que as evidências mostram. Colocar a palavra &#39;&#39;CULPADO&quot; em um slide — não uma ou duas, mas três vezes — foi uma &#39;&#39;flagrante e mal intencionada&#39;&#39; violação deste princípio, sentenciou a Suprema Corte de Washington. As legendas sobrepostas nas fotos foram &#39;&#39;equivalentes a evidência sem valor&#39;&#39;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Um juiz, Tom Chambers, escreveu que ficou estupefato com a argumentação do estado de que não havia nada de errado com alterações digitais do álbum do acusado. &#39;&#39;Sob a lógica do estado, em um caso de disparo por arma de fogo, não haveria nada de&amp;nbsp;impróprio&amp;nbsp;com o fato do Estado alterar uma imagem do acusado com Photoshop colocando uma arma em sua mão&#39;&#39;, Chambers escreveu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Jeffey Ellis, um advogado de Portland, Oregon representou Glasmann em apelação. &quot;Nós sabemos todos que a publicidade pode tentar persuadir as pessoas em níveis de subconsciência&#39;&#39;, disse Ellis em uma entrevista. &#39;&#39;Mas não penso que o sistema da justiça criminal queira entrar neste campo de batalha.&#39;&#39; Este ano, em Junho, Ellis ganhou em outra apelação que desafiou o uso dos promotores com PowerPoint. O cliente de Ellis naquele caso, Jay Earl McKague tinha sido acusado em Washington por roubo a residência e assalto — e sentenciado como um criminoso não primário sem direito a liberdade condicional. Uma corte de apelação de Washington revogou a sentença por causa de &lt;a href=&quot;https://www.wired.com/wp-content/uploads/2014/12/04_McKague.jpg&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;um slide&lt;/a&gt; que mostrava o acusado com a legenda &#39;&#39;CULPADO&#39;&#39; colocada sobre seu rosto centralizado em um esquema de acusações disponibilizadas em círculo tais como &#39;&#39;pegou um balde de ostras&#39;&#39;, &#39;&#39;praticou lesão corporal&#39;&#39;, &#39;&#39;ofereceu forte resistência&#39;&#39;, &#39;&#39;usou da força para obstruir a lei&#39;&#39;, &#39;&#39;premeditou o roubo à casa&#39;&#39;, &#39;&#39;&#39;o acusado lançou mão de força na captura&#39;&#39;, etc.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;A corte denominou este slide — composto de um retrato de McKague tirado por uma câmera de segurança —&#39;&#39;um artifício calculado usado pelo promotor para manipular a deliberação racional do juri e prejudicar sua função elucidadora &amp;nbsp;dos fatos.&#39;&#39;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Os promotores, por sua vez, reconhecem que eles precisam tomar o mesmo cuidado com seus recursos visuais como eles fazem com o discurso falado. &#39;&#39;O apelo visual são uma parte de qualquer acusação moderna &#39;&#39;, disse o promotor público do condado de Pierce, Mark Lindquist em entrevista. &#39;&#39;Nós usamos agora o PowerPoint no lugar de giz e lousa. Mas as ideias básicas permanecem as mesmas.&#39;&#39; Assim como os promotores há 30 anos atrás não podiam escrever em um exibição em tinta vermelha, eles não podem fazer isto hoje com um software, disse, adicionando: &#39;&#39;Novas ferramentas, velhas regras.&#39;&#39;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;O uso de recursos visuais sofisticados no tribunal se expandiu nos últimos anos, graças às pesquisas sobre o poder do método pedagógico infantil do &#39;&#39;aponte-e-fale&#39;&#39;. A empresa de consultoria em julgamentos DecisionQuest diz aos advogados que quando eles dão aos jurados infomações verbais, somente 10 por cento do juri retêm estas informações após três dias. Mas se os advogados providenciam informações visuais, a retenção dos jurados sobre para 65 por cento. Os advogados sejam em casos civis ou criminais tem aproveitado desta vantagem, integrando recursos visuais indo de simples slides a gráficos animados em suas apresentações nos tribunais. Em um caso de processo civil na comarca de Los Angeles, um querelante gastou US$ 60,000 em um &lt;i&gt;slide show &lt;/i&gt;com PowerPoint.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Os promotores, enquanto isto, têm usado slides em uma variedade de formas criativas, desde mostrar uma faca de açougueiro ensanguentada em uma tela de 1,50 cm x 1,50 cm (no Missouri), passando a citações de Marlon Brando de &#39;&#39;O Poderoso Chefão&#39;&#39; (no Havaí), até descrever o réu como a personificação do diabo &amp;nbsp;— isto aconteceu em Ohio, onde uma corte do estado se referiu a imagem como um &#39;&#39;flagrante excesso dos limites do profissionalismo e do decoro&#39;&#39;, mas que manteve a acusação assim mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Em 2003 o setor de treinamento da Associação Nacional dos Advogados Distritais — &#39;&#39;Escola Americana de Promotores&#39;&#39; como eles se autodenominam — publicou um livro de 290 páginas que ensina aos promotores como usar os recursos visuais. Em uma tentativa de rigor, o livro diz, &#39;&#39;descarte as cores delicadas&#39;&#39;. Piadas nada sutis se destacam entre as lições; um dos gráficos mostra a evidência em uma fatia de pão: &#39;&#39;SE VOCÊ CORTÁ-LO, O ACUSADO SERÁ CULPADO&#39;&#39;.&amp;nbsp; Em outro gráfico, que resume as evidências da promotoria em tijolos empilhados, lê-se: &#39;&#39;O TEXTO ESTÁ NA PAREDE&quot;. Os truques verbais — &#39;&#39;impactantes para os jurados&#39;&#39; —&lt;/span&gt; &lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;funcionam bem especialmente com &lt;i&gt;slideshow&lt;/i&gt;, recomenda o livro, que dá o exemplo da palavra &#39;&#39;CULPADO&#39;&#39; (em inglês &#39;&#39;GUILTY&quot;) — neste caso um acrônimo reunindo expressões no idioma como &#39;&#39;deu um falso nome ao policial&#39;&#39;, &#39;&#39;não explicou o que fazia ali&#39;&#39;, &#39;&#39;eu não sei o que tem na mala&#39;&#39;, &#39;&#39;deixou a cena do crime depressa&#39;&#39;, &#39;&#39;a droga não é minha&#39;&#39; e &#39;&#39;você não confia nos agentes&#39;&#39;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;O livro tem várias ilustrações criativas (e por vezes questionáveis) que fazem uso de um retrato prisional — colocando tudo centralizado, como se fosse um alvo — e dá muitas sugestões de visualização do conceito de &#39;&#39;razoabilidade da dúvida&#39;&#39;, um conceito que tem posto promotores em apuros com as cortes de apelação inúmeras vezes. Um recurso citado lembra o game-show norte-americano&amp;nbsp; &#39;&#39;Roda da Fortuna&#39;&#39; (no Brasil, &#39;&#39;Roda a Roda Jequiti&#39;&#39;), sugerindo slides que remontem a um painel da atração televisiva, deixando algumas palavras-chave retiradas da frase &#39;&#39;O Réu é Culpado&#39;&#39; e pedindo aos jurados que tentem resolver o jogo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Outro estilo de acusação pelo PowerPoint: slides que tentam explicar princípios legais. Dois meses atrás, uma corte de apelação em Nova Jersey lançou duas acusações de assalto em um caso onde o acusado dizia que tinha medo de ser linchado. No argumentação final, o promotor apresentou slides com &#39;&#39;trechos sobre a lei de legítima defesa que eram tão simplórias quanto enganosas&#39;&#39;, a corte relatou. &#39;&#39;O mais grave, estas simplificações extremadas proporcionavam conteúdo de apelo &#39;&#39;fast-food&#39;&#39; , como aqueles ensinados nas apresentações de PowerPoint habilmente propostos.&#39;&#39;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Talvez por coincidência, o estado onde os promotores tiverem mais problemas devido ao uso equivocado dos slides é Washington — terra da Microsoft, a fabricante do PowerPoint. Desde Agosto de 2012, as cortes de apelação reverteram pelo menos sete casos no estado. Algumas centradas em imagens sensacionalistas; em outras os promotores usaram slides que descaracterizavam além do tolerável o padrão da razoabilidade da dúvida ou infringiam o direito do réu de ficar em silêncio, e acordo com as regras da apelação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Os juízes também criticaram os promotores da comarca de Pierce em casos onde as convicções se mantinham. No último ano, por exemplo, a Corte de apelações estadual manteve a condenação de assassinato para Odies Delandus Walker, apesar de acharem que os promotores usaram inadequadamente fotos modificadas que tinham sido aceitas como prova. Em dois slides, a promotoria usou linguagem chula em cima da foto prisional de Walker.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;Este artigo foi redigido pelo Projeto Marshall, uma organização sem fins lucrativos que cobre o sistema da justiça criminal nos Estados Unidos.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;(Tradução: Marcos Vinícius Gomes)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Fonte&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;a href=&quot;https://www.wired.com/2014/12/prosecutors-powerpoint-presentations/&quot;&gt;https://www.wired.com/2014/12/prosecutors-powerpoint-presentations/&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/8842093502884427219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2016/09/um-ardiloso-metodo-para-se-conseguir-um.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/8842093502884427219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/8842093502884427219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2016/09/um-ardiloso-metodo-para-se-conseguir-um.html' title='O PowerPoint da injustiça'/><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjS2Ys4jn4XNbIrv0viAjhMN-OPOL7pfGZ_lm3kfjVXFOchJn7qjz_C9SGKd55A-HvJ8E3IQFLsivqiPGdZMNna9-rHzK_vig5EaMiYTAT0NivnlfpHUQZh_DpPhy1rzF8/s113/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-7823435435662002783</id><published>2016-09-04T22:40:00.001-03:00</published><updated>2022-03-28T07:23:12.714-03:00</updated><title type='text'>A musa do empreendedorismo de palco</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;span data-ft=&quot;{&amp;quot;tn&amp;quot;:&amp;quot;K&amp;quot;}&quot;&gt;&lt;span class=&quot;UFICommentBody&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;O &lt;/span&gt;&lt;i&gt;OXFORD Dictionary of Proverbs&lt;/i&gt; &lt;a href=&quot;http://www.oxfordreference.com/view/10.1093/acref/9780199539536.001.0001/acref-9780199539536-e-281&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;traz a frase&lt;/a&gt; &lt;i&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&#39;&#39;Ca&lt;/span&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;es&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;ar&#39;s&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;span data-ft=&quot;{&amp;quot;tn&amp;quot;:&amp;quot;K&amp;quot;}&quot;&gt;&lt;span class=&quot;UFICommentBody&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;wife&lt;/span&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt; must be above suspicion&#39;&#39;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt; (&#39;&#39;A mulher de César deve estar acima de qualquer suspeita&#39;&#39;) atribuída a (segundo Plutarco) Júlio César quando questionado do motivo que o fez se divorciar de sua esposa Pompeia. O motivo seria uma festa dada por Pompeia, exclusiva para mulheres como mandava a tradição — o festival da deusa Bona Dea— mas que havia sido &#39;&#39;visitada&#39;&#39; por um homem intruso (Senador Clodius Pulcher). Júlio César tinha convicção da não veracidade da história, mas mesmo assim, visando sua vida pública, separou-se da mulher. Esta frase é muito utilizada principalmente por palestrantes ilustres do mundo corporativo, que a citam como uma suposta ética necessária entre as relações institucionais das empresas e que seria o mote principal do empreendedorismo, um capital. O capital de Júlio César era a política - tanto que seu casamento era conveniente com sua trajetória e ambições - e daí a justificativa pública de tal ato, que visava apenas a manutenção de seu status político de modo utilitário.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;span data-ft=&quot;{&amp;quot;tn&amp;quot;:&amp;quot;K&amp;quot;}&quot;&gt;&lt;span class=&quot;UFICommentBody&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;span data-ft=&quot;{&amp;quot;tn&amp;quot;:&amp;quot;K&amp;quot;}&quot;&gt;&lt;span class=&quot;UFICommentBody&quot;&gt;Esta frase dos tempos áureos da antiga Roma poderia ser utilizada também para exemplificar o que está acontecendo com a garota prodígio do empreendedorismo contemporâneo, Bel Pesce. Depois de ter colhido excelentes frutos graças ao uso publicitário da sua própria trajetória de sucesso — cursou ciências exatas no MIT nos EUA e estagiou nas gigantes do Vale do Silício — em palestras, cursos, livros e empreendimentos, parece que agora&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;span data-ft=&quot;{&amp;quot;tn&amp;quot;:&amp;quot;K&amp;quot;}&quot;&gt;&lt;span class=&quot;UFICommentBody&quot;&gt;&amp;nbsp;está acordando de um sonho encantado vivido por ela e vivenciado por seus seguidores e fãs, principalmente os mais jovens. Após uma mal sucedida campanha de financiamento coletivo na internet&lt;i&gt; (crowdfunding)&lt;/i&gt; com dois amigos visando a criação de uma hamburgueria, Bel caiu em uma espiral de desgraça alavancada por uma pesquisa feita pelo &lt;i&gt;youtuber&lt;/i&gt; e blogueiro Isaías Nobre, conhecido como Izzy Nobre radicado no Canadá há mais de uma década e que quis saber quem era a garota sensação empreendedora alardeada pela mídia tupiniquim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;span data-ft=&quot;{&amp;quot;tn&amp;quot;:&amp;quot;K&amp;quot;}&quot;&gt;&lt;span class=&quot;UFICommentBody&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;span data-ft=&quot;{&amp;quot;tn&amp;quot;:&amp;quot;K&amp;quot;}&quot;&gt;&lt;span class=&quot;UFICommentBody&quot;&gt;Cruzando dados da internet, Izzy comparou datas com entrevistas de Bel dadas na mídia nacional nos últimos tempos e constatou que suas assertivas de projetos bem sucedidos não tinham sustentação e que o uso do discurso de empreendedora nata não se encaixava com a realidade. Inclusive há pouquíssimo material sobre a garota em inglês&amp;nbsp; (lembro-me que pesquisei há três anos atrás e li &lt;a href=&quot;https://www.technologyreview.com/s/508451/isabel-bel-pesce-mattos-10/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;um texto onde Bel era citada &lt;/a&gt;na página da revista do MIT, o texto era sobre projetos ligados ao mundo acadêmico universitário) ; já as supostas empresas&lt;i&gt; start-ups&lt;/i&gt; atribuídas a ela eram na verdade projetos onde ela apenas estagiou e não teve poderes empreendedores ali — na start-up Ooyala, por exemplo, ela era, diferente do que fora alegado, gerente de produtos. Em outros projetos pesquisados, não foram encontrados nem resquícios do que havia sido feito (porque eram projetos não deram certo) pela garota do Vale do Silício.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;span data-ft=&quot;{&amp;quot;tn&amp;quot;:&amp;quot;K&amp;quot;}&quot;&gt;&lt;span class=&quot;UFICommentBody&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;span data-ft=&quot;{&amp;quot;tn&amp;quot;:&amp;quot;K&amp;quot;}&quot;&gt;&lt;span class=&quot;UFICommentBody&quot;&gt;Depois da divulgação da pesquisa feita por Nobre, alguns fatos corroboraram para que a atmosfera de dúvida sobre as competências atribuídas a Bel Pesce crescesse. Textos do UOL sobre a palestrante&lt;a href=&quot;http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2012/06/01/talento-brasileiro-nos-eua-bel-pesce-da-10-dicas-para-empreender-com-sucesso.htm&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt; foram atualizados&lt;/a&gt; sem motivo aparente, já outras páginas da &lt;a href=&quot;http://www.brasilpost.com.br/2016/09/02/bel-pesce-diploma_n_11841396.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;imprensa publicaram as tentativas de respost&lt;/a&gt;a aos questionamentos das alegadas atribuições e competências de Pesce. Por uma observação parcial, nota-se que Bel Pesce terá muito trabalho para trazer de volta a confiabilidade do público que a tinha como referencial de sucesso e de determinação no mundo dos negócios. Até mesmo a imprensa (a mesma&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;que a colocou no pedestal de musa corporativa) começou a &lt;a href=&quot;http://www.brasilpost.com.br/2016/08/25/motivos-para-contribuir-com-zebeleo_n_11703244.html&quot;&gt;questionar a seriedade de Bel&lt;/a&gt;, algo que não seria pensável há tempos atrás.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;Vislumbrando o que poderia ser feito para que a imagem de competência, ética e profissionalismo de Bel Pesce seja restaurada, o pensamento que &lt;/span&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;span data-ft=&quot;{&amp;quot;tn&amp;quot;:&amp;quot;K&amp;quot;}&quot;&gt;&lt;span class=&quot;UFICommentBody&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;parece mais notório é&amp;nbsp; qual seria o legado que&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;span data-ft=&quot;{&amp;quot;tn&amp;quot;:&amp;quot;K&amp;quot;}&quot;&gt;&lt;span class=&quot;UFICommentBody&quot;&gt; a garota deixará 
para o futuro, para seus filhos quando e se os tiver? Será apenas a 
biografia prodigiosa e agora alegadamente inflada, será uma história de 
superação da superação(!), ou será apenas uma continuidade da 
sofisticação midiática, aliada ao marketing pessoal e um pouco de 
idiossincrasias elevadas ao extremo? Difícil 
prever, mas podemos analisar o por quê de tal acontecimento. Vemos que a
 ética parece algo longe do mundo das corporações, quase um tabu. 
Confunde-se burocracia com ética — &#39;&#39;cumpra prazos&#39;&#39;, &#39;&#39;estabeleça 
metas&#39;&#39;, etc, esquecendo-se os gurus do empreendedorismo que por detrás 
das contingências empresarias há o bom e velho travesseiro, lençóis, 
amores e dissabores no campo pessoal que refletem (embora os cínicos 
neguem) na conjuntura profissional. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;span data-ft=&quot;{&amp;quot;tn&amp;quot;:&amp;quot;K&amp;quot;}&quot;&gt;&lt;span class=&quot;UFICommentBody&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;span data-ft=&quot;{&amp;quot;tn&amp;quot;:&amp;quot;K&amp;quot;}&quot;&gt;&lt;span class=&quot;UFICommentBody&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;Bel 
Pesce se encaixa como uma nefelibata épica que não vê 
as contingências pessoais alheias em sua trajetória até agora de 
sucesso. O egocentrismo tão primordial beira as raias do absurdo, que já é tão 
absurdo no segmento do empreendedorismo. A empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro, falando de modo simples; Bel é simpática mas &#39;&#39;não-empática&#39;&#39;, pois constrói uma narrativa pautada apenas em seus devaneios, em sua ética (ou falta de) pessoal. Se ela não é tão 
&#39;&#39;anti-empatia&#39;&#39; de modo tão incisivo como um Flavio &#39;&#39;Geração de Valor&#39;&#39; Augusto da Silva (aquele que sonha com o dia que a CLT for para o espaço e que fundou uma escola de inglês sem saber nada do idioma) em sua cavalgada 
insana em busca de destroços civilizacionais em prol de seu ego, Bel não
 fica muito atrás com a irresponsabilidade de sua conduta. Afinal,&amp;nbsp; alguém 
legaria sua imagem como ela fez ao &#39;&#39;pense o que quiseram de mim&#39;&#39; e 
ficaria confortável com isto? Pois foi isto que fez quando distribuiu o bolo de suas competências pessoais e profissionais infladas que cresceram pela e com ajuda da mídia em geral.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;O mundo de Bel Pesce é
 protoplatônico, é um corolário de intuições vagas e simbologias que 
fariam Skinner se remover no seu túmulo condicionado. Com Bel Pesce 
aprendemos a não sairmos da fases primárias do pensamento abstrato, com 
signos e repetições que nos remetem aos tempos egoístas das fases 
iniciais da infância. Caderninhos, desenhinhos e gibizinhos que levam 
aos seus seguidores ao mundo mitológico, pré-lógico, construído pela 
garota que &#39;&#39;conquistou o Vale do Silício&#39;&#39; — nota-se aqui uma conotação mítica 
deste &lt;/span&gt;&lt;i&gt;slogan&lt;/i&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt; — e como recompensa há a construção da resignação tão 
necessária para o catecismo organizacional que prega inovação mas que quer o
 mais do mesmo sempre. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;Como fiel propagadora da 
autonarrativa mítica ficam algumas dúvidas. Será que Bel Pesce está preparada para a catarse (lembremos, não há épico sem 
tragédia), que bate à sua porta? Será que os deuses do 
empreendedorismo possam estar dormindo? Ou será que Bel Pesce acordará 
do autoengano de estar acima de qualquer suspeita rumo à real evolução pessoal? Se 
ela conseguir isso para si, já seria um passo e talvez a 
reescrita de sua alegada trajetória outrora brilhante e que foi destruída pelo mesmo motivo da queda dos heróis épicos — ganância, irracionalidade e egoísmo. E quanto aos deuses do &lt;/span&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;mercado, na verdade, não existe nenhuma preocupação com toda esta trama de&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;ascensão e queda pessoal, pois haverá inúmeras outras Pompeias (ou Béis) a disposição como capital humano para servir aos seus anseios dando continuidade ao show do mundo do empreendedorismo brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt; &lt;i&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href=&quot;http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2012/06/01/talento-brasileiro-nos-eua-bel-pesce-da-10-dicas-para-empreender-com-sucesso.htm&quot;&gt;http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2012/06/01/talento-brasileiro-nos-eua-bel-pesce-da-10-dicas-para-empreender-com-sucesso.htm&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;span data-ft=&quot;{&amp;quot;tn&amp;quot;:&amp;quot;K&amp;quot;}&quot;&gt;&lt;span class=&quot;UFICommentBody&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;a href=&quot;http://economia.uol.com.br/empreendedorismo/noticias/redacao/2016/09/04/ceo-agora-diz-que-pesce-nao-comecou-lemon-mas-pode-ser-chamada-cofundadora.htm&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;http://economia.uol.com.br/empreendedorismo/noticias/redacao/2016/09/04/ceo-agora-diz-que-pesce-nao-comecou-lemon-mas-pode-ser-chamada-&lt;/span&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;cofundadora.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;span data-ft=&quot;{&amp;quot;tn&amp;quot;:&amp;quot;K&amp;quot;}&quot;&gt;&lt;span class=&quot;UFICommentBody&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;a href=&quot;http://www.brasilpost.com.br/2016/08/25/motivos-para-contribuir-com-zebeleo_n_11703244.html&quot;&gt;http://www.brasilpost.com.br/2016/08/25/motivos-para-contribuir-com-zebeleo_n_11703244.html&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;a href=&quot;http://www.brasilpost.com.br/2016/09/01/bel-pesce-fatos-_n_11817528.html&quot;&gt;http://www.brasilpost.com.br/2016/09/01/bel-pesce-fatos-_n_11817528.html&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.oxfordreference.com/view/10.1093/acref/9780199539536.001.0001/acref-9780199539536-e-281&quot; style=&quot;font-style: italic; text-align: start;&quot;&gt;http://www.oxfordreference.com/view/10.1093/acref/9780199539536.001.0001/acref-9780199539536-e-281&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.technologyreview.com/s/508451/isabel-bel-pesce-mattos-10/&quot;&gt;https://www.technologyreview.com/s/508451/isabel-bel-pesce-mattos-10/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://spectrum.mit.edu/continuum/two-school-foundings-63-years-apart-link-mit-with-advances-in-brazilian-education/&quot;&gt;https://spectrum.mit.edu/continuum/two-school-foundings-63-years-apart-link-mit-with-advances-in-brazilian-education/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://blogs.timesofindia.indiatimes.com/Introspection/more-than-his-wife-caesar-should-be-above-suspicion/&quot; style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;http://blogs.timesofindia.indiatimes.com/Introspection/more-than-his-wife-caesar-should-be-above-suspicion/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/7823435435662002783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2016/09/a-musa-do-empreendedorismo-deveria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/7823435435662002783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/7823435435662002783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2016/09/a-musa-do-empreendedorismo-deveria.html' title='A musa do empreendedorismo de palco'/><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjS2Ys4jn4XNbIrv0viAjhMN-OPOL7pfGZ_lm3kfjVXFOchJn7qjz_C9SGKd55A-HvJ8E3IQFLsivqiPGdZMNna9-rHzK_vig5EaMiYTAT0NivnlfpHUQZh_DpPhy1rzF8/s113/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-3515214285557684742</id><published>2016-02-02T00:31:00.002-02:00</published><updated>2022-03-28T07:24:05.174-03:00</updated><title type='text'>Quem é Nando Moura na terra de Solano?</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;Solano Trindade (1908-1974) foi um poeta, pintor, ator, dramaturgo e produtor cultural. Filho de sapateiro e de uma cozinheira, atuou em vários estados brasileiros, inicialmente em sua terra natal, Pernambuco, sempre compondo textos, versos e participando da criação de grupos de culturais com enfoque na temática da cultura negra, menosprezada pelo mainstream artístico e pela sociedade em geral. Idealizou o Teatro Popular Brasileiro, onde por meio da dramaturgia, dos estudos da cultura e folclore denunciava as injustiças sociais buscando a sinergia necessária para autorreconhecimento cultural do negro, tendo viajado com o grupo para várias apresentações no exterior. Teve também experiência cinematográfica como ator, atuando em alguns filmes, sendo o mais famoso &#39;&#39;A Vez e a Hora de Augusto Matraga&#39;&#39; de 1966 dirigido por Roberto Santos, roteirizado por Gianfrancesco Guarnieri, com Elonardo Villar, Jofre Soares e Flávio Migliaccio. Perseguido pela ditadura militar, foi preso, e também teve um de seus filhos mortos pela repressão. Faleceu pobre e sem o reconhecimento justo por sua obra.  A artista plástica e escritora Rachel Trindade, filha de Solano é uma das continuadoras do legado cultural do pai, divulgando em cursos e palestras tudo aquilo que seu pai transmitiu por meio das diversas artes que dominava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;O &#39;&#39;Poeta do Povo&#39;&#39; geralmente é lembrado pelos versos &#39;&#39;Tem Gente Com Fome&#39;&#39;: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;i&gt;Trem sujo da Leopoldina &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;correndo correndo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;parece dizer &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;tem gente com fome &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;tem gente com fome &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;tem gente com fome &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Piiiiii &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; que foram musicados por João Ricardo e gravados em &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=I5FUX3e089I&quot;&gt;vídeo clipe &lt;/a&gt; por Ney Matogrosso e exibido em 1979, ainda durante o período da ditadura militar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; Nando Moura é uma celebridade da internet — tem um canal de vídeo no Youtube com milhares de inscritos e postagens com também milhares de visualizações. Filho do professor especialista em quadrinhos Luiz Cagnin, seu currículo incluiu formação musical em conservatórios no Brasil e no exterior. Atua como professor de música e possui uma banda de rock - a Pandora 101, além de tocar em casas de shows periféricas. Seu &lt;a href=&quot;http://www.nandomoura.com/&quot;&gt;site&lt;/a&gt; apresenta a banda como &#39;&#39;uma das mais conceituada banda de Rock Progressivo do cenário internacional&#39;&#39;(sic). Um dos atrativos para suas aulas é a tecnologia agregada ao ensino da música, onde diz: &quot;Ofereço aos meus alunos, não só o melhor em guitarras, como o melhor em áudio e tecnologia. Pois, hoje, tão importante quanto um conhecimento musical, é um bom conhecimento tecnológico&quot;(sic).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Em seu canal, o youtuber usa toda sua simbologia roqueira em apelo visual para difundir ideias conservadoras associadas a um pretenso discurso cristão. Cabelos compridos soltos ou com presos com bandanas, barba hirsuta aparada e gestual primordialmente manual são o repertório para a divulgação suas ideias na internet. Destoando do primordial ideal libertário dos músicos e dos apreciadores do rock, o guitarrista apresenta um farto menu de contexto reacionário, que incluem discursos contrários ao movimento negro, ao desarmamento, à manifestação pública da homossexualidade, às religiões de matriz não ocidentais, às mulheres e aos direitos humanos. Leitor de &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=sRVZdgtIdtw&quot;&gt;Olavo de Carvalho&lt;/a&gt;, Moura difunde o pensamento do jornalista com rigor exemplar. Defende Jair Bolsonaro como virtual candidato a presidência do Brasil, sem não antes execrar as figuras do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; Diante deste quadro, o que teriam em comum Solano Trindade e Nando Moura, a priori seres tão distantes no tempo, no espaço e na visão de mundo dentro do espaço concomitante em um texto contemporâneo? Eles têm uma única coisa em comum, algo que os une e que os afasta também — ambos são da cidade de Embu das Artes, grande São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; Solano habitou Embu nos anos 1950 e 1960, criando com a ajuda de amigos, um núcleo de arte na cidade, alavancando o seu status de polo cultural e artístico: &#39;&#39;a Terra da Artes&quot;. Mesmo anos após sua morte e de ter seu nome desprezado pelos críticos culturais, seu nome sempre foi ligado à cidade e hoje é homenageado em uma escola e também no nome do Teatro Popular Solano Trindade. A lembrança que se deve ter de Trindade é de alguém que com sua força de pensamento reuniu uma obra original, mudando as agruras de uma sociedade racista, estratificada e discriminadora em substrato para a difusão de seus ideais de liberdade e justiça social. Na temerária tentativa de ir contra o apogeu de um sistema que visava o clareamento de sua gente por meio da imigração maciça de cidadãos europeus, seguindo o ideário do racismo científico de autores como Silvio Romero e Nina Rodrigues, Solano expunha todo seu empenho na busca o que considerava primordial — uma narrativa onde o negro não fosse apenas um coadjuvante observador na terra que ajudou a construir, mas agente transformador, sabedor de suas raízes e que tivesse brio perante o balanço trágico da trajetória histórica, visando a equidade para todos, negros e não negros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; Já o youtuber Nando Moura vive atualmente na mesma Embu de Solano. Ele é um ícone de uma geração precariamente escolarizada, treinada para o desempenho quantitativo, pouco apreciadora de referenciais culturais de qualidade e desestruturada pelo sistema de iniquidade social do ter mais do que ser. Moura neste aspecto destoa de Solano, não no quesito qualitativo, ou até artístico - o que seria incongruência fazê-lo — mas na má utilização de seus recursos visando a difusão cultural e informativa da juventude e do público em geral que usam a internet, por meio de seu repertório de vida e de conhecimento em prol da sociedade. Apesar de seus vídeos serem pautados por comentários gerais, predominantemente sobre política e cultura pop, vez por outra há espaço para interações outdoor onde o viés conservador de Moura é posto à prova e ao julgamento (!?) das ruas da cidade onde seu pai era conhecido. É o caso do &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=dKtV35Bxhjo&quot;&gt;vídeo&lt;/a&gt; onde ele, de dentro do carro, ofende com palavrões um correligionário do PT durante as eleições, passando em velocidade para não ver (e receber) possíveis reações contrárias. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; Se Solano alavancou o nome da cidade que em nada, quantitativamente falando, lhe deu em troca, Nando faz o oposto: rebaixa a cidade natal a uma visão estereotipada, o que convenhamos, não é preciso muito para se chegar a isto. Embu sempre foi lembrada muito pelo aspecto macabro, pela violência e pelos casos de excrescência administrativa. A população ainda se lembra do &lt;a href=&quot;http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,politico-perdeu-5-eleicoes-apos-passarinhada-imp-,686986&quot;&gt;churrasco de passarinhos&lt;/a&gt;, patrocinado pelo ex-prefeito Nivaldo Orlandi em 1984 que, para bem da cidade, nunca mais se elegeu a cargo nenhum. Também é notória a &lt;a href=&quot;http://brasil.elpais.com/brasil/2014/02/07/politica/1391769715_190054.html&quot;&gt;exumação do carrasco nazista&lt;/a&gt; (Nando Moura chama o movimento negro de &#39;&#39;afronazismo&#39;&#39;) Joseph Mengele, que foi enterrado, não se sabe como, com o nome falso de Wolfgang Gerhard no cemitério do Rosário, no centro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; Esse paralelismo entre duas realidades tão próximas e tão díspares pode nos fornecer material para uma análise da conjuntura social brasileira. De um lado um poeta negro sem recursos, com tudo e toda (sociedade) contra si, demonstra o mais perfeito apuro na tentativa de reversão do quadro que atingia (e ainda atinge) a si e aos seus semelhantes, por meio da cultura e da arte. Um cidadão que, apesar de tudo, soube usar da sua maestria no manejo da palavras e dos recursos culturais notáveis adquiridos para ser a antena da raça humana desvelando e revelando novos paradigmas e deixando para futuras gerações um legado que é aos poucos notado. De outro um artista pop repleto de idiossincrasias trazendo para seu público (Nando tem apelo jovem e faz questão de sê-lo) informações desencontradas, preconceitos em oratória sofismática, inverdades em prol do status quo e um discurso de intolerância sem precedentes. Nando poderia, se quisesse, usar tudo aquilo que sua criação lhe proporcionou numa simbiose com sua comunidade local e a da aldeia global, mas prefere apenas o clique rápido das visualizações apressadas e a monetização fácil. Como nos versos de Solano, podemos fazer a analogia, dizendo que Tem gente com fome, tem gente com fome, tem gente com fome — de cultura, informação e arte. Mas infelizmente Nando Moura não tem o menu principal para satisfazer essa lacuna de tanta gente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;Fonte:&lt;br /&gt;&lt;span&gt; http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/pernambuco/solano_trindade.html&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;http://www.elfikurten.com.br/2015/06/solano-trindade.html&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/o-vento-forte-do-levante-documentario-sobre-solano-trindade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,politico-perdeu-5-eleicoes-apos-passarinhada-imp-,686986&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;http://brasil.elpais.com/brasil/2014/02/07/politica/1391769715_190054.html&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;http://www.nandomoura.com/&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/3515214285557684742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2016/02/quem-e-nando-na-terra-de-solano.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/3515214285557684742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/3515214285557684742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2016/02/quem-e-nando-na-terra-de-solano.html' title='Quem é Nando Moura na terra de Solano?'/><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjS2Ys4jn4XNbIrv0viAjhMN-OPOL7pfGZ_lm3kfjVXFOchJn7qjz_C9SGKd55A-HvJ8E3IQFLsivqiPGdZMNna9-rHzK_vig5EaMiYTAT0NivnlfpHUQZh_DpPhy1rzF8/s113/*'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-1368310244695307136</id><published>2015-01-10T06:44:00.001-02:00</published><updated>2022-03-28T07:25:23.863-03:00</updated><title type='text'>Eu não sou Charlie Hebdo</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;i&gt;por David Brooks&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;i&gt;(Nota: o autor traz um texto que mostra o teor de superestima do humor como ferramenta de desconstrução de grupos, religiões, tabus ou instituições, algo visto na defesa da liberdade proposta pelo semanário Charlie Hebdo. Mesmo sendo um contexto como os EUA, o argumento também pode ser válido para o Brasil, um país com recente tradição democrática e onde tem crescido a visibilidade de comentaristas, jornalistas, humoristas e analistas que provavelmente se sentariam na &#39;&#39;mesa infantil&#39;&#39; proposta pelo autor, ao lado da &#39;&#39;mesa adulta&#39;&#39;.&lt;/i&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;i&gt; O traço comum entre todos eles é a reivindicação de uma&amp;nbsp;outorga de seriedade e respeitabilidade que não possuem e que dificilmente conseguirão ter.)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;Os jornalistas do&lt;i&gt; Charlie Hebdo&lt;/i&gt; estão sendo agora celebrados como mártires defensores da liberdade de expressão. Entretanto, vamos ser realistas: se eles tivessem tentado publicar seu jornal satírico em qualquer campus de universidades americanas nas últimas duas décadas, ele não teria durado 30 segundos. Os alunos e grupos da faculdade teriam lhes acusado de discurso de ódio e a administração teria cortado o financiamento e fechado-lhe as portas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;A reação pública ao ataque em Paris revelou que existem muitas pessoas que são rápidas para mitificar aqueles que ofendem os pontos de vista dos terroristas islâmicos na França, mas que são muito menos tolerantes contra aqueles que ofendem seus próprios pontos de vista domésticos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;Observe todas as pessoas que reagiram de forma veemente às pequenas agressões dos campi de universidades. A Universidade de Illinois demitiu um professor que ensinou a homossexualidade sob a perspectiva da Igreja Católica. A Universidade do Kansas suspendeu outro professor por ter escrito um duro tweet contra a N.R.A (Associação Nacional do Rifle dos EUA). Já a Universidade Vanderbilt desautorizou um grupo cristão que insistia que a instituição deveria ser dirigida por cristãos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;Os norte-americanos podem aclamar o &lt;i&gt;Charlie Hebdo&lt;/i&gt; por sua coragem em publicar cartuns ridicularizando o profeta Maomé, mas se Ayaan Hirsi Ali for convidada nas universidades, sempre haverá justificativas para negar-lhe um lugar de destaque. (N.T.: Ayann Hirsi Ali é uma escritora somali naturalizada norte-americana defensora dos diretos das mulheres e&amp;nbsp;ateia).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;Este pode ser então um momento de aprendizagem — enquanto estamos aterrorizados pela carnificina sofrida pelos escritores e editores em Paris, é um bom momento para termos uma proposta menos hipócrita em relação a nossas próprios ícones controversos, provocadores e satíricos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;A primeira coisa a dizer, eu imagino, é que independente do que você tenha postado em sua página do Facebook ontem, é equivocado para a maioria de nós dizermos &lt;i&gt;Je suis Charlie Hebdo&lt;/i&gt; ou&lt;i&gt; Eu sou Charlie Hebdo&lt;/i&gt;. Na verdade, nós não somos comprometidos com o tipo de humor estritamente ofensivo que aquele jornal é especializado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;Podemos partir do seguinte princípio: quando você tem 13 anos, parece desafiador e provocativo &#39;&#39;impressionar a burguesia&#39;&#39;, apontar o dedo no olho da autoridade ou ridicularizar as crenças religiosas de outras pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;Mas depois de certo tempo isto parece pueril. A maioria das pessoas vai contra pontos de vista mais complicados e tem uma percepção mais tolerante para com outros — o ridículo se torna menos engraçado quando você fica mais ciente de seus recorrentes atos ridículos. Grande parte de nós tenta mostrar um pouco de respeito por pessoas de diferentes credos e religiões, em um esforço de iniciar conversações ouvindo em vez de insultar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;E, ao mesmo tempo , grande parte de nós sabemos que os provocadores e outras figuras bizarras constituem personagens importantes. Os satíricos e zombadores expõem nossas fraquezas e vaidades quando nos sentimos orgulhosos, ridicularizam a auto-glorificação do sucesso e sublimam as injustiças sociais desmascarando os poderosos. Quando eles são eficazes, nos ajudam a direcionar nossos pontos fracos em conjunto, já que o riso é um dos maiores incentivadores de coesão social.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;Além do mais, os provocadores e zombadores expõem a estupidez dos fundamentalistas, que são pessoas que consideram tudo de modo literal. Estes são incapazes de ter pontos de vista divergentes, e não veem que enquanto suas religiões podem merecer a mais profunda reverência, é verdade que a maioria delas são um pouco obscuras. Os humoristas expõem aqueles que são incapazes de rir de si mesmos e ensinar para nós o que provavelmente deveríamos fazer.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;Resumindo, ao nos lembrarmos sobre os provocadores e debochados, queremos manter os padrões de civilidade e respeito e ao mesmo tempo dando espaço para estas pessoas criativas e desafiadores que são não são inibidas pelas boas maneiras e pelo bom gosto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;Se você tentar conduzir este equilíbrio com leis, códigos de expressão e banimento de comentaristas, terminará com a censura pura e simples e um diálogo reprimido. É quase sempre um equívoco instigar a repressão de opinião, criando legislações com a segregação dos comentaristas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;Felizmente a conduta social é mais maleável e flexível do que leis e regulações. A maioria das sociedades tem mantido, com sucesso, padrões de civilidade e respeito enquanto mantém abertos caminhos para aqueles que são engraçados, incivilizados e ofensivos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;Em muitas sociedades existe a mesa dos adultos e a mesa das crianças. As pessoas que leem o&lt;i&gt; Le Monde&lt;/i&gt; e outros jornais, estão na mesa dos adultos. Os bufões, piadistas natos e pessoas como Ann Coulter e Bill Maher estão na mesa infantil (N.T.: Ann Coulter é uma autora conservadora norte-americana e Bill Maher é um apresentador de talk-show americano que é defensor e usuário da maconha). Eles não têm assegurada a plena respeitabilidade, mas são ouvidos porque em sua artilharia, por vezes, dizem coisas necessárias que ninguém mais está falando.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;As sociedades tolerantes, em outras palavras, não reprimem a opinião, mas outorgam diferentes padrões para diferentes tipos de pessoas. Notáveis e conceituados professores são ouvidos com respeito. Os satíricos são ouvidos com um semi-respeito confuso. Os racistas e antissemitas são ouvidos por meio de um filtro de opróbrio e desrespeito. As pessoas que querem serem ouvidas atentamente têm que conquistar o respeito através de suas condutas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;O massacre no&lt;i&gt; Charlie Hebdo&lt;/i&gt; deveria ser uma ocasião para o cessamento de legislações sobre opinião. E isto deveria nos lembrar de sermos legalmente tolerantes contra vozes ofensivas, mesmo quando se é socialmente discriminador.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;i&gt;(Traduzido por Marcos Vinícius Gomes)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;Fonte:&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.nytimes.com/2015/01/09/opinion/david-brooks-i-am-not-charlie-hebdo.html?smid=fb-nytimes&amp;amp;smtyp=cur&amp;amp;bicmp=AD&amp;amp;bicmlukp=WT.mc_id&amp;amp;bicmst=1409232722000&amp;amp;bicmet=1419773522000&amp;amp;_r=1&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;http://www.nytimes.com/2015/01/09/opinion/david-brooks-i-am-not-charlie-hebdo.html?smid=fb-nytimes&amp;amp;smtyp=cur&amp;amp;bicmp=AD&amp;amp;bicmlukp=WT.mc_id&amp;amp;bicmst=1409232722000&amp;amp;bicmet=1419773522000&amp;amp;_r=1&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/1368310244695307136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2015/01/eu-nao-sou-charlie-hebdo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/1368310244695307136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/1368310244695307136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2015/01/eu-nao-sou-charlie-hebdo.html' title='Eu não sou Charlie Hebdo'/><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjS2Ys4jn4XNbIrv0viAjhMN-OPOL7pfGZ_lm3kfjVXFOchJn7qjz_C9SGKd55A-HvJ8E3IQFLsivqiPGdZMNna9-rHzK_vig5EaMiYTAT0NivnlfpHUQZh_DpPhy1rzF8/s113/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-6015112905392367356</id><published>2014-10-24T03:10:00.001-02:00</published><updated>2022-03-28T07:26:11.236-03:00</updated><title type='text'>Aécio Neves e a plutocracia</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;O texto a seguir é uma tradução integral da &lt;a href=&quot;http://www.franklintwp.org:85/FDATA/70s/News-Record/1977/1977-02-24.pdf&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;matéria publicada&lt;/a&gt; na edição de 24/02/1977 do jornal &lt;i&gt;The Franklin News-Record&lt;/i&gt;, da cidade de Franklin, estado da Virgínia, nos Estados Unidos. A edição pertence à biblioteca pública de Franklin e se tornou notória pelo fato de mostrar uma entrevista com o candidato do PSDB à presidência da República Aécio Neves, na época com 17 anos e que fazia um intercâmbio estudantil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;A entrevista possui elementos suficientes para que se tenha, em tese, uma noção exata de como é a visão sociológica e de mundo de nossas elites. Os pareceres do jovem Aécio, excetuando-se uma certa imaturidade que seria justificável comum a alguém de sua idade, mostram suas ideias equivocadas sobre a organização da sociedade brasileira, em suas características e estruturas mais elementares.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;O destaque que se deu à matéria antiga, foi a declaração do candidato mineiro ao&lt;i&gt; The Franklin&lt;/i&gt; de que nunca havia arrumado a cama, pois todo mundo no Rio de Janeiro, onde ele vivia então, tinha &#39;&#39;uma ou duas empregadas&#39;&#39;, além de assegurar ao jornalista que o entrevistou, que a maioria das mulheres brasileiras não trabalhavam porque não precisavam financeiramente disto (o incauto futuro candidato apenas havia se esquecido que as empregadas que arrumavam as camas de garotos da elite como ele, eram também mulheres...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;Ao ler a entrevista podemos perceber a falta cosmovisão do garoto Aécio — o casuísmo é sua referência. Há sim, um ou outro lampejo, mas no geral o que se nota é que o pensamento voluntarista do futuro governador Mineiro e suas perspectivas foram corroborados em sua trajetória de homem público. A falta de tino social e altruísmo (na entrevista Aécio compara as escolas de elite do Rio de 400 alunos com as escolas públicas norte-americanas com mais de 1000 estudantes, além de afirmar que os brasileiros não estudavam inglês &lt;i&gt;porque não queriam&lt;/i&gt;), a falta de cultura geral associada a um viés pernóstico, fazem-nos ver o porquê de a plutocracia e setores médio-classistas o terem como candidato ideal para governar o Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;*********************************************************&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;A vida não muito diferente de um adolescente do Rio&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;Por Bob Bradis, da redação&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;Para muitos de nós, o Rio de Janeiro é um ponto turístico onde o sol está sempre brilhando, as águas são cristalinas e a temperatura nunca está abaixo dos 21ºC. Deste modo, quando você pergunta porque alguém sairia de lá para vir aos Estados Unidos encarando um inverno rigoroso, deve haver uma boa justificativa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;Para Aécio Neves Cunha há um bom motivo — ele&amp;nbsp;está em um intercâmbio estudantil brasileiro e esteve as últimas semanas na casa de Roger e Pat Davis em Franklin, estado da Virgínia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;Enquanto esquiava num fim de semana o filho do casal, Glenn, conheceu Aécio que lhe contou não ter feito muitas coisas desde que havia chegado ao país. Ele estava hospedado na casa de uma garota juntamente seus pais já há duas semanas e meia, mas disse que não tinha feito nada porque a moça não era muito sociável.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;Então, depois de um acordo feito pelas duas famílias, Aécio veio para Franklin para ficar uma semana com a família Davis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;Ele estva cursando a Escola Arlington em Poughkeepsie, Nova York, tendo aulas de cerâmica, transportes, instalação elétrica, educação física e Espanhol. Isto poderia soar como uma rotina tranquila, mas as facilidades no Brasil não são muitas o suficiente para oferecer aos alunos cursos como estes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;Aécio veio para os Estados Unidos pelo programa &#39;&#39;Portas Abertas&#39;&#39; que custou-lhe por volta de US$1000,00. &#39;&#39;A razão de ser tão caro é porque o governo brasileiro quer desencorajar as pessoas a deixarem o país&#39;&#39;, explicou na entrevista da última semana.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;b&gt;COMO QUALQUER OUTRO&lt;/b&gt; adolescente, Aécio ouve os mesmos grupos de rock e assiste aos mesmos programas de TV. Seus grupos favoritos são Led Zeppelin, The Who, Crosby, Stills, Nash e Young, Prampton e Bob Dylan — de quem &#39;&#39;gosta muito&#39;&#39;. Os programas de televisão que assiste são &#39;&#39;Os Waltons&#39;&#39; e &#39;&#39;Kojak&#39;&#39;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;Seus esportes favoritos são futebol e vôlei. &#39;&#39;No Brasil todo mundo joga futebol e vôlei. Há um estádio que abriga 150 mil pessoas (&lt;i&gt;NT&lt;/i&gt;—ele se refere ao Maracanã) e todo mundo vai ver os jogos dos times de futebol&#39;&#39;, diz.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;O futebol americano e o hóquei são difíceis de entender, esta é a sua justificativa para não gostar de assistir aos jogos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&quot;A comida também é diferente da do Brasil. Lá nós comemos arroz, feijão e mais arroz&#39;&#39;. Ele descreve a comida no Brasil como sendo muito apimentada e temperada, por isso ele põe muito sal e pimenta na comida daqui.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&#39;&#39;As pessoas no Brasil não querem aprender Inglês, mas muita gente estuda para trabalhar nas empresas americanas&#39;&#39;, diz. Há muitas delas no país, como Shell e Exxon, onde muitos brasileiros trabalham.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;A idade permitida para dirigir carros no Rio de Janeiro é 18 anos, mas não é raro ver alguém menor de idade dirigindo. Muitas pessoas tem carros da Chevrolet e da Ford que custam por volta de US$9000,00. Há um carro conhecido como &#39;&#39;Puma&#39;&#39; que é feito no país; Aécio o descreve como sendo muito confortável e bem equipado. As motocicletas são usadas também por muitas pessoas por causa do problema de trânsito intenso na cidade do Rio de Janeiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&#39;&#39;As escolas no Brasil são bem pequenas comparadas às dos Estados Unidos. Uma escola com quatrocentos alunos é considerada grande no Brasil&#39;&#39;, explica Aécio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;Os alunos de lá somente ficam meio período na escola. Existem dois turnos que eles escolhem para frequentar. O primeiro começa às 8h00 e vai até às 12h30; o segundo começa às 13h00 e vai até às 17h30. O ano escolar vai de Março a Junho e então as aulas recomeçam e vão até Novembro. Julho é considerado como mês das férias de inverno.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;b&gt;APÓS O ENSINO MÉDIO&lt;/b&gt; a maioria dos estudantes vão, ou para as universidades federais que pagam pelo seu curso, ou para as universidades estaduais que têm mensalidade de US$300,00 em média, paga pelo aluno (&lt;i&gt;NT &lt;/i&gt;—há um equívoco na matéria, Aécio confundiu universidades estaduais com &lt;/span&gt;&lt;span face=&quot;Verdana, sans-serif&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&#39;&#39;particulares&#39;&#39;). A maioria dos alunos estuda medicina ou direito e pensam em&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;conseguir emprego em uma das empresas americanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o aluno não for para a universidade, pode conseguir um trabalho que pague por volta de US$100,00 mensais — não há salário pago por hora no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres brasileiras tem uma vida tranquila, segundo Aécio. A maioria das mulheres não trabalham porque não precisam, diz, então na maioria do tempo elas passam na praia ou fazendo compras em lojas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#39;&#39;Todo mundo no Rio tem uma ou duas empregadas, uma para cozinhar e outra para limpar&#39;&#39;. Ele acrescenta ainda &#39;&#39;Eu nunca arrumei minha própria cama.&#39;&#39; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aécio planeja se formar em engenharia civil e então provavelmente entrará na política assim como seu pai e seu avô. O pai é deputado federal e seu avô é líder do Partido Democrático (NT—PMDB)no país. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;Verdana, sans-serif&quot;&gt;Os brasileiros somente votam em senadores e deputados e são estes mandatários que escolhem o residente do país. O &lt;i&gt;Jornal do Brasil &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;O Globo&lt;/i&gt; são os jornais brasileiros que mantêm a população informada sobre o governo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa de que faz Aécio ter saudades de casa é que nesta semana acontece&amp;nbsp;a maior celebração do país. É o carnaval, que é festejado antes do &lt;/span&gt;&lt;span face=&quot;verdana, sans-serif&quot;&gt;início da quaresma e no qual todo mundo celebra. &#39;&#39;Este é o único momento em que as classes baixa e alta se reúnem&#39;&#39;, diz Aécio. Ele prosseguiu descrevendo como todos dançam nas ruas, comem, bebem até altas horas e então vão para &lt;/span&gt;&lt;span face=&quot;Verdana, sans-serif&quot;&gt;casa nadar um pouco e então retornam às ruas para celebrar mais. Isto, diz ele,&amp;nbsp;prossegue direto por quatro dias. &#39;&#39;É a melhor época do ano&#39;&#39;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aécio já voltou para o Rio, mas disse que ele espera retornar e ver outros lugares dos Estados Unidos. &#39;&#39;Especialmente a Disneylândia&#39;&#39;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Traduzido por Marcos V. Gomes)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;i&gt;Fontes:&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;i&gt;http://www.franklintwp.org&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;i&gt;http://www.franklintwp.org:85/FDATA/70s/News-Record/1977/1977-02-24.pdf&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/6015112905392367356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2014/10/o-candidato-da-plutocracia-nao-muito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/6015112905392367356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/6015112905392367356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2014/10/o-candidato-da-plutocracia-nao-muito.html' title='Aécio Neves e a plutocracia'/><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjS2Ys4jn4XNbIrv0viAjhMN-OPOL7pfGZ_lm3kfjVXFOchJn7qjz_C9SGKd55A-HvJ8E3IQFLsivqiPGdZMNna9-rHzK_vig5EaMiYTAT0NivnlfpHUQZh_DpPhy1rzF8/s113/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-3498597296767598473</id><published>2013-10-14T21:44:00.000-03:00</published><updated>2016-10-16T17:31:00.376-02:00</updated><title type='text'>Etnias e culturas</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;userContent&quot; data-ft=&quot;{&amp;quot;tn&amp;quot;:&amp;quot;K&amp;quot;}&quot;&gt;Muita
 coisa equivocada se diz sobre a questão étnica no Brasil. Um dos 
argumentos mais impressionantes (e com certeza um pensamento 
preguiçoso) é de que a discriminação, junto com o racismo, seria algo 
&#39;&#39;da cabeça das pessoas&#39;&#39;, pessoas essas, evidente, que fazem parte do 
lado desfavorável das relações sociais, econômicas e étnicas do Brasil. 
Ou seja, se uma pessoa se sente discriminada por sua c&lt;span class=&quot;text_exposed_show&quot;&gt;or/etnia, essa percepção/sensação se daria mais por um estado 
psicológico da parte ofendida — uma espécie de defesa, um complexo — do 
que por um sistema simbólico injusto de um país que foi um dos últimos a abolir a 
escravidão no mundo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Nós somos seres racionais, naturalmente. 
Evidente que uma ação, ideia ou ideologia se dá inicialmente no campo da construção 
de sentidos para depois partirmos para o campo pragmático. Tudo &#39;&#39;vem da
 mente&#39;&#39;, isso é óbvio. Mesmo na área do Direito, onde se julga um 
assassinato, por exemplo, se observa e se analisa se houve ou não a 
intenção (ideia) de se matar, sendo algo sempre muito subjetivo na 
análise das intenções do réu, e daí se parte para a valoração moral que 
foi, essa sim, construída em sociedade (assim como a simbologia de 
racismo e superioridade nas sociedades) e essa mesma moral será utilizada
 para que se puna o culpado pelo ato concreto. No Brasil, quando se fala de injúria
 ou preconceito racial sempre partimos da premissa (senso comum) de que 
isso é algo subjetivo, mas na verdade é concebido por meio da construção
 de sentidos em conjunto com a sociedade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Daí o absurdo de se 
dizer que o &#39;&#39;racismo está na cabeça das pessoas&#39;&#39; - seria o mesmo que 
dizer que &#39;&#39;a defesa da pedofilia está na cabeça dos pedófilos&#39;&#39; ou que 
&#39;&#39;o nazismo está na cabeça das pessoas nazistas&#39;&#39;, sendo que essas 
ideologias partiram obviamente de ideias (ou da mente) de certos 
indivíduos, mas que precisam de todo um referencial simbólico e cultural
 para que sejam disseminadas por todas as sociedades, incluindo 
publicidade, produções artísticas, livros, etc.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Em alguns 
setores da mídia — televisão, cinema, publicidade — há, mesmo que de 
modo não intencional, a construção social do ideário de &#39;&#39;eugenia 
estética&#39;&#39; — um dos mais elementares instrumentos de afirmação do 
racismo. Em tempos de pré-racismo científico, o escritor francês Montesquieu (1689-1755) dizia que os negros não poderiam ser considerados gente, pois Deus não 
seria capaz de colocar alma em pessoas como eles (ele usava o argumento 
estético para argumentar seu ponto de vista). Isso é um argumento de 
segregação, pois ainda não havia os tais estudos que tentavam demonstrar
 a superioridade racial no mundo do século 19. E mesmo estando em uma 
era pós-racismo científico — onde se media a capacidade mental das 
pessoas usando a fita métrica (!) — ainda continuamos com o argumento de 
estética étnica superior/inferior em nossa sociedade e em seu imenso espelho deformado da mídia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; No Brasil
 a televisão, principalmente, tem papel preponderante na construção da 
identidade nacional, identidade que todos sabemos é pautada pela 
tendência prioritária ao padrão estético importado, tanto na utilização 
de atores, quanto na referenciação de gostos nos mais diferentes campos,
 como música, cultura ou mesmo a moda. E assim não é difícil deduzirmos que não 
há, sob essa diretriz, muitas vezes imposta pelo monopólio da televisão, a possibilidade de escolhas de referenciais por cada pessoa em 
específico para que haja a percepção de uma adequabilidade e construção 
de uma identidade pessoal, algo geralmente citado por defensores do 
argumento de que não há discriminação racial no país. Dizer — usando a justificativa 
subjetiva — que o racismo é a construção do pensamento &#39;&#39;de 
cada um&#39;&#39; é o argumento mais pueril que se pode ouvir de uma sociedade 
(do latim &lt;i&gt;socius =&lt;/i&gt; &#39;&#39;companheiro&#39;&#39;) que, — como o próprio nome já diz — tem
 a significação gregária e que não geraria uma &#39;&#39;idiossincrasia étnica&#39;&#39; que mudaria de critério e de cor de 
acordo com o pensamento individual. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/3498597296767598473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2013/10/etnias-e-culturas-na-midia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/3498597296767598473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/3498597296767598473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2013/10/etnias-e-culturas-na-midia.html' title='Etnias e culturas'/><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjS2Ys4jn4XNbIrv0viAjhMN-OPOL7pfGZ_lm3kfjVXFOchJn7qjz_C9SGKd55A-HvJ8E3IQFLsivqiPGdZMNna9-rHzK_vig5EaMiYTAT0NivnlfpHUQZh_DpPhy1rzF8/s113/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-5210860913646013265</id><published>2013-07-25T22:15:00.000-03:00</published><updated>2016-10-16T17:31:51.013-02:00</updated><title type='text'>Lua cheia &#39;atrapalha&#39; uma boa noite de sono</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Lua cheia pode atrapalhar uma boa noite de sono, acreditam os cientistas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Michelle Roberts, Editora de saúde, BBC News online&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Pesquisadores encontraram evidências de uma &#39;influência lunar&#39; em um estudo com 33 voluntários que dormiram em condições estritamente controladas em laboratório.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Quando a lua estava cheia, os voluntários demoraram para adormecer e tiveram uma pior qualidade de sono, apesar de estarem em um quarto escuro, diz o jornal científico &#39;&#39;Current Biology&#39;&#39;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Eles (os voluntários) também tiveram um declínio do hormônio chamado melatonina, que é ligado aos ciclos do relógio biológico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Quando está escuro, o corpo produz mais melatonina. E produz menos, quando há luz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Estar exposto à luz brilhante na noite ou com pouca luz durante o dia, pode quebrar os ciclos naturais de melatonina do corpo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Entretanto, a pesquisa do professor Christian Cajochen e equipe da Universidade Basel, na Suiça, sugere que os efeitos da lua talvez não estejam ligados ao seu brilho.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;Ritmos lunares&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Os voluntários não estavam cientes do propósito do estudo e não podiam ver a lua em suas camas durante as pesquisas no laboratório do sono.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Cada um passou duas noites distintas no laboratório sob observação atenta.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Os resultados revelaram que próximo à lua cheia, a atividade do cérebro ligada ao sono profundo caiu aproximadamente em um terço. Os níveis de melatonina também caíram.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Os voluntários também levaram cinco minutos a mais para adormecer e dormiram 20 minutos a menos quando havia lua cheia.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;O professor Cajochen diz: &quot;O ciclo lunar parece influenciar o sono humano, até mesmo quando não se vê a lua e não se sabe qual é a sua atual fase.&quot;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Algumas pessoas podem ser extraordinariamente sensíveis à lua, dizem os pesquisadores.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;O estudo não foi feito originalmente estabelecido para investigar o efeito lunar. Os pesquisadores tiveram a ideia de fazer a análise lunar anos atrás, enquanto conversavam e bebiam.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Eles retornaram a seus antigos dados e calcularam se houve ou não lua cheia nas noites que o voluntários tinham dormido no seu laboratório.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;O especialista britânico de sono, Dr. Neil Stanley disse, entretanto, que o pequeno estudo parece ter indicadores significantes.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&#39;&#39;Existe uma forte anedota cultural em relação à lua cheia que não seria surpreendente se ela tivesse influência.&quot;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&quot;É uma destas coisas folclóricas que você suspeita que tem uma raiz de verdade.&quot;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&quot;Agora a ciência está próxima de descobrir qual é o motivo pelo qual nós podemos dormir de modo diferente quando há lua cheia.&#39;&#39;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;(Tradução: Marcos Vinícius Gomes)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;

&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;Fonte:&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.bbc.co.uk/news/health-23405941#FBM266539&quot; style=&quot;font-family: verdana, sans-serif;&quot;&gt;http://www.bbc.co.uk/news/health-23405941#FBM266539&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;x&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/5210860913646013265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2013/07/lua-cheia-atrapalha-uma-boa-noite-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/5210860913646013265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/5210860913646013265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2013/07/lua-cheia-atrapalha-uma-boa-noite-de.html' title='Lua cheia &#39;atrapalha&#39; uma boa noite de sono'/><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjS2Ys4jn4XNbIrv0viAjhMN-OPOL7pfGZ_lm3kfjVXFOchJn7qjz_C9SGKd55A-HvJ8E3IQFLsivqiPGdZMNna9-rHzK_vig5EaMiYTAT0NivnlfpHUQZh_DpPhy1rzF8/s113/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-9006455475187757649</id><published>2013-01-28T18:06:00.000-02:00</published><updated>2017-03-19T18:22:44.440-03:00</updated><title type='text'>Viadutos e boates</title><content type='html'>&lt;h5 class=&quot;uiStreamMessage userContentWrapper&quot; data-ft=&quot;{&amp;quot;type&amp;quot;:1,&amp;quot;tn&amp;quot;:&amp;quot;K&amp;quot;}&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;Não existem &#39;ex-honestos&#39;. Ou se é honesto, ou não se é. Existem sim &#39;ex-corruptos&#39;, que por meio da redenção após os erros, podem chegar a esse estágio. Mas para isso não basta o esquecimento, é preciso que haja o reparo e para isso existem leis que protegem a sociedade desse tipo de conduta corrupta. O problema é que a corrupção é endêmica, e no Brasil todos temos o hábito de apontar culpados iniciais, sem percebermos as causas e os efeitos dos acontecimentos que envolvem corrupção. Em Santa Maria, no caso do incêndio da boate Kiss na madrugada de 27/01/2013 e que vitimou 233 pessoas, o que se viu é o resultado da mais pura corrupção da lei, que envolve o público (prefeitura e órgãos fiscalizadores) e o privado (boate, empresários artísticos). Inúmeros indícios mostram isso - irregularidades no funcionamento do estabelecimento, entre elas superlotação e saídas de emergências insuficientes para casos de incêndio, fato que deveria ser fiscalizado pela outra ponta corrompida, o poder público local.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A indústria do entretenimento atual é a antiga &#39;indústria das empreiteiras&#39;, que são lucrativas eleitoralmente tanto quanto construir pontes, viadutos, estradas e túneis e que são ainda fonte de muita corrupção no Brasil. Hoje não há tanto lucro político em mostrar construções de concreto armado, o mais provável é que prefeitos, governadores, principalmente de cidades pequenas e médias, invistam em espetáculos e shows onde essa relação de corrupção aparece. Provavelmente os proprietários da casa onde ocorreu a tragédia de S. Maria tem alto prestígio junto à prefeitura em questão. Donos de casas de shows tem grande movimentação no mundo do entretenimento, sendo alguns deles sócios com artistas e cantores nessas casas. Sendo assim, os prefeitos, na ânsia de conseguir capital eleitoral, tem nos donos de casas de entretenimento aliados importantes para seus intentos. Quem nunca já presenciou ou já foi em um &#39;show gratuito&#39; em alguma cidade patrocinado pela prefeitura com grande alarde? &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Isso talvez explique a negligência na verificação da validade do alvará de funcionamento da boate. O órgão fiscalizador não fez o seu papel, certamente sob orientação superior, a saber, a prefeitura. E isso não tem sido comentado na mídia em geral. Apontam-se culpados isolados, mas sem se atentar para toda essa estrutura de corrupção, do qual, de uma forma ou de outra, estamos imersos. O prefeito da cidade, Cézar Schimer, em entrevistas, apenas faz o de praxe: se exime da responsabilidade, jogando a culpa nos bombeiros. Diz que a casa &#39;estava liberada&#39; não estando liberada. A boate estava funcionando com o alvará sem valor em processo de renovação desde Agosto de 2012, mas há relatos inciais de que extintores estavam zerados (vencidos) e a casa não tinha saídas necessárias em caso de incêncio. A honestidade (ética) não existiu neste lamentável episódio, então para que se possa reparar o erro irreparável em grande parte impulsionado pela corrupção, que seja aplicada a justiça, não somente apenas judicial, mas a que corrija esse sistema corrupto que tirou a paz de tantas pessoas. Pois sem justiça não há paz, e paz é a única coisa que resta para a remissão de quem teve familiares e conhecidos atingidos pela irresponsabilidade maior do poder público que alimenta toda esta cadeia de corrupção.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2013/01/28/boate-kiss-nao-atendia-normas-de-seguranca-diz-engenheiro-do-corpo-de-bombeiros.htm &lt;br /&gt;http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/01/28/presos-tentaram-obstruir-ou-manipular-provas-sobre-o-incendio-diz-mp.htm&lt;br /&gt;http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1221232-alvara-da-boate-kiss-estava-vencido-desde-agosto-de-2012.shtm&lt;br /&gt;http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/tragedia-desperta-prefeitos-do-brasil-inteiro&lt;br /&gt;http://noticias.terra.com.br/brasil/cidades/tragedia-em-santa-maria/rs-comeca-pericia-na-boate-kiss-em-santa maria,d14c24bd7a08c310VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/9006455475187757649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2013/01/viadutos-e-boates.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/9006455475187757649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/9006455475187757649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2013/01/viadutos-e-boates.html' title='Viadutos e boates'/><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjS2Ys4jn4XNbIrv0viAjhMN-OPOL7pfGZ_lm3kfjVXFOchJn7qjz_C9SGKd55A-HvJ8E3IQFLsivqiPGdZMNna9-rHzK_vig5EaMiYTAT0NivnlfpHUQZh_DpPhy1rzF8/s113/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-3154573677290605008</id><published>2012-09-27T05:10:00.001-03:00</published><updated>2022-03-28T07:26:58.756-03:00</updated><title type='text'>As princesas lésbicas contra o rato bronzeado</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;A mostra&amp;nbsp;&lt;i&gt;&lt;a href=&quot;http://emais.estadao.com.br/noticias/gente,-exposicao-transforma-personagens-da-disney-em-versao-para-adultos-,2482,0.htm&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;War Dirty Tortures &lt;/a&gt;&lt;/i&gt;do mexicano Rodolfo Loaíza, exposta na&amp;nbsp;galeria La luz de Jesus, em Los Angeles, EUA, pode ser chamada de uma exposição iconoclasta que se utiliza de recursos da&lt;i&gt; pop art &lt;/i&gt;para seus intentos. Nela são mostrados personagens de filmes de animação clássicos produzidos pela The Walt Disney Company em cenas consideradas provocadoras. Ali há, por exemplo, personagens femininas que povoam há décadas o imaginário de&amp;nbsp;crianças em diversas partes do mundo em cenas de lesbianismo, consumo de drogas ou em situações de degradação moral. Também compondo esse quadro vanguardista, há um discurso intertextual entre várias produções, onde ícones da cultura&lt;i&gt; pop&lt;/i&gt; interagem com as criações de Disney em situações bizarras - há uma ilustração onde Branca de Neve é ameaçada de morte pelo personagem Jason, o&lt;i&gt; serial killer &lt;/i&gt;da série de filmes de terror &#39;Sexta-Feira 13&#39;. Ele, nesse quadro, se prepara para dizimar Branca, após já ter decapitado dois coelhinhos e um passarinho.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;Não é a primeira vez que personagens Disney são utilizados em projetos de releituras traduzidas em obras de &lt;/span&gt;&lt;i&gt;pop art&lt;/i&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;. Essas releituras são as preferenciais quando algum artista vanguardista quer transmitir uma atmosfera de engajamento, questionando a gigante do entretenimento e sua ideologia disseminada em produção cultural de escala internacional. A estética&lt;/span&gt;&lt;i&gt; kitsch&lt;/i&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;, essencial nestas situações, é amenizada pelo viés de contestação, na criação da possibilidade de reescrita dos valores arraigados nesses produtos culturais com seus ícones, que na visão do artista, são representações de uma inadequação histórica, algo que não pode, sob um olhar crítico, permanecer intocado. É uma espécie de paródia cínica de uma realidade cultural.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;E em uma primária análise de sua linguagem, a &lt;i&gt;pop art contestadora&lt;/i&gt; poderia ser classificada como uma obra partidária do contemporâneo &lt;i&gt;politicamente incorreto&lt;/i&gt;, expressão certamente desprovida de significado genuíno assim como o &lt;i&gt;politicamente correto&lt;/i&gt;, pois a política (no sentido primeiro dado pelos gregos à essa palavra), visaria o bem coletivo, justo, tendo como por base a ética. Veja que a palavra político, pode ser usada no sentido de alguém cortês, polido, em situações diversas.&amp;nbsp;Uma pessoa politicamente incorreta, estaria fora deste contexto e de qualquer possibilidade de ser considerada ética e justa, desprovida de referenciais necessários para a manutenção da vida política (social) plena. O que sobraria nessa classificação da proposta da arte vista na exposição do mexicano&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;Rodolfo Loaíza, seria a nomenclatura de arte politicamente correta (redundância). Pode ser estranho isso, uma arte que visa chocar ser vista como &#39;correta&#39;, mas é um vetor de um mesmo processo que está constituindo as bases do pensamento correto. Na outra ponta deste vetor, está uma espécie de contrapartida. A arte de Loaíza com seus personagens contestadores não teriam razão de ser se não instigassem no observador de sua arte, o desejo de repulsa que culminaria provavelmente no sentimento de repreensão, censura. Mas não há, no atual &amp;nbsp;estágio o necessário vigor coletivo para isso, pois alguém que censurasse os intentos do artista, seria tido como retrógrado, ou insensível aos ares democráticos e libertários que a mostra se propõe a trazer. Entretanto a censura deve existir, de modo irrevogável, não neste lado do processo, mas apenas em &lt;i&gt;sentido contrário&lt;/i&gt;, onde haveria uma tentativa de reescrita histórica, uma reparação de injustiças, para que a proposta politicamente correta tenha razão de ser em sua essência. Porém, necessário dizer, essa censura é constituída de uma representação que alardeia a justiça e a equanimidade, caso alguém questione os meios para que se chegue a esse resultado equânime por meio da patrulha e do cerceamento de ideias, indispensáveis aqui.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;É o que ocorre no impasse do personagem de desenhos animados &lt;a href=&quot;http://coronacomingattractions.com/sites/default/files/news/speedy_gonzales.jpg&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Speedy Gonzales&lt;/a&gt; (no Brasil conhecido por Ligeirinho) que foi banido do canal Cartoon Network americano, em uma orquestração de censura visando satisfazer as diretrizes do &lt;i&gt;politicamente correto &lt;/i&gt;em voga nos EUA. O personagem da Warner Bros, outra gigante do entretenimento, foi enjaulado por conter, segundo a relações públicas da CN&lt;/span&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&amp;nbsp;Laurie Goldberg em entrevista ao site FoxNews, mensagens inadequadas para o século 21. E qual seriam essas mensagens? O uso de estereótipos étnicos na construção do personagem de desenho animado. Para Goldberg, é inaceitável o fato de existir um ratinho mexicano que convive com outros ratos (alguns deles que bebem) em aventuras onde os gatos &lt;i&gt;gringos&lt;/i&gt; inimigos como &lt;a href=&quot;http://images.wikia.com/looney/images/e/ee/Sylvester_the_cat.jpg&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Sylvester&lt;/a&gt; (no Brasil, chamado de Frajola) são sempre enfrentados com habilidade e inteligência. Nem mesmo a premiação de seu desenho com o Oscar em 1955 e indicações ao prêmio em filmes em 1957 e 1961 foram suficientes para que Speedy fosse liberado da censura no canal para o público americano, o que contemplaria a vontade de centenas de milhares de fãs, inclusive &lt;i&gt;fãs mexicanos&lt;/i&gt;. Mas ironicamente, ele não foi banido da versão do Cartoon Network Latin America, direcionado ao público latino, onde é muito popular.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;Neste caso, o mexicano Rodolfo Loaíza levou a melhor sobre o &#39;conterrâneo&#39; Ligeirinho. Neste contexto, eles &#39;formam&#39; forças contrárias, são uma espécie de vetor, um de cabo de guerra que se puxa em apenas um sentido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;Daí a impossibilidade de que se afirme ser o politicamente incorreto a antítese do seu &lt;i&gt;correlato correto&lt;/i&gt;. Um mesmo possível apreciador da iconoclastia da exposição&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;War Dirty Tortures&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;que defenda a liberdade de expressão na utilização irrestrita de ícones da cultura &lt;i&gt;pop&lt;/i&gt;, dos desenhos infantis em situações de quebra de paradigmas morais, provavelmente seja favorável à censura da exibição de Speedy Gonzales e seu &lt;i&gt;sombrero, &lt;/i&gt;juntamente com seus brados de &lt;i&gt;Arriba! Arriba!&lt;/i&gt;&amp;nbsp;no Cartoon Network. E este apreciador usaria os argumentos mais desconexos para tal - a preservação das crianças de estereótipos, de situações de violência, de disputa, de concorrência irrestrita entre protagonistas e antagonistas. A censura de um simples personagem de desenho animado seria a reescrita como &#39;preservação da integridade&#39; das crianças. É uma da pontas do processo, a outra é a tentativa de desconstruir os referenciais que representem a &#39;cultura indesejável&#39; a ser eliminada (no caso a cultura americana com os personagens Disney).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;É um paradoxo a situação descrita, ainda mais quando está vinculada às simbologias lúdicas apreendidas pelas crianças. Esse processo de paradoxos &lt;i&gt;politicamente corretos&lt;/i&gt; também tem sido visto na justiça - principalmente na brasileira, onde de um lado temos um excessivo instrumental jurídico que favorece de certa forma a não responsabilização de atos infracfionais de menores perante a lei nos mais diversos contextos, sendo que na outra ponta temos o processo de desconstrução das simbologias mais elementares que são a base de uma sociedade justa e que proteja suas crianças e adolescentes. Um exemplo prático de desconstrução de simbologias mais elementares, &lt;a href=&quot;http://ultimainstancia.uol.com.br/conteudo/noticias/5372/61790.shtml.shtml&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;é a absolvição de um rapaz de 20 anos, acusado de estupro de uma garota de 12, feita pela justiça gaúcha em 2009&lt;/a&gt;, sob a alegação de que a garota não era mais virgem quando iniciou o namoro com o jovem maior de idade. Quando existe em um mesmo contexto o &lt;i&gt;nonsense &lt;/i&gt;que choca e parece apenas querer desconstruir de modo iconoclástico jogando fora toda uma possibilidade de construção, ao lado de uma certa reescrita das significações de paradigmas justificando-se para isso a reparação de injustiças, temos a mais elementar e contraditória face do &lt;i&gt;politicamente correto.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;a href=&quot;http://ultimainstancia.uol.com.br/conteudo/noticias/5372/61790.shtml.shtml&quot;&gt;http://ultimainstancia.uol.com.br/conteudo/noticias/5372/61790.shtml.shtml&lt;/a&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;a href=&quot;http://emais.estadao.com.br/noticias/gente,-exposicao-transforma-personagens-da-disney-em-versao-para-adultos-,2482,0.htm&quot;&gt;http://emais.estadao.com.br/noticias/gente,-exposicao-transforma-personagens-da-disney-em-versao-para-adultos-,2482,0.htm&lt;/a&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;a href=&quot;http://www.foxnews.com/story/0,2933,48872,00.html&quot;&gt;http://www.foxnews.com/story/0,2933,48872,00.html&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/3154573677290605008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2012/09/as-princesas-lesbicas-contra-o-rato.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/3154573677290605008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/3154573677290605008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2012/09/as-princesas-lesbicas-contra-o-rato.html' title='As princesas lésbicas contra o rato bronzeado'/><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjS2Ys4jn4XNbIrv0viAjhMN-OPOL7pfGZ_lm3kfjVXFOchJn7qjz_C9SGKd55A-HvJ8E3IQFLsivqiPGdZMNna9-rHzK_vig5EaMiYTAT0NivnlfpHUQZh_DpPhy1rzF8/s113/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-8803741002248037955</id><published>2012-08-14T00:05:00.000-03:00</published><updated>2012-08-14T16:07:35.779-03:00</updated><title type='text'>O dia em que até a rainha virou pop</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Em texto sobre a festa de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 Reinaldo Azevedo destoou do evento, classificando-lhe como &#39;uma das coisas mais horrorosas de todos os tempos&#39;, destacando o fator do &amp;nbsp;&#39;multiculturalismo&#39;, algo negativo na perspectiva do jornalista. Esse &#39;multiculturalismo&#39; notado por Azevedo foi marcado principalmente pela presença do &lt;/span&gt;&lt;i style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;rapper&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt; britânico Dizzee Rascal, que ao lado de outros artistas representantes do mundo pop, foi responsável pela linguagem plural que desagradou a ele e a alguns jornalistas esportivos (Galvão Bueno classificou a festa como &#39;pouco animada&#39;).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Na essência, não houve uma tentativa de se fazer uma festa que transmitisse a ideia de que o Reino Unido é um país multiculturalista, porque a terra da Rainha Elizabeth II já é em si uma&amp;nbsp;mescla&amp;nbsp;cultural há tempos, já desde quando o império que dominou os quatro cantos do planeta por mais de 200 anos caiu em declínio no período do pós-guerra, nos meados do século XX. Só que essa característica multiculturalista do &lt;i&gt;país pop&amp;nbsp;&lt;/i&gt;foge da classificação mais comum que essa palavra possa carregar, de &lt;i&gt;aceitação irrestrita de referenciais culturais externos&lt;/i&gt; (geralmente de países que foram colonizados e oprimidos pelas potências coloniais europeias), em uma atitude de &lt;i&gt;mea culpa&lt;/i&gt; que talvez trouxesse um fardo mais leve para povos &amp;nbsp;despojados de suas riquezas pelas colônias e que agora sofrem na mão de dirigentes pouco aliados à democracia, entre eles presidentes de países árabes e da África subsaariana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Desde o início da cerimônia percebeu-se a proposta de se narrar a história e a cultura do país, sem que se utilizasse, necessariamente, a simbologia mais comumente associada à Grã-Bretanha - a pompa e circunstância. Nada de referencias medievais, tudo começa na Inglaterra de Shakespeare concomitante com o reinado de Elizabeth I, período onde se estabeleceram os pilares do que viria a ser o império britânico, uma época de grande progresso cultural e científico. Após isso, vem a Revolução Industrial com a produção em série e com suas chaminés e a expansão de mercados mundo afora. A guerra e suas agruras que são esmaecidas com a arte da literatura com contos infantis, uma especialidade britânica. Mas, esse já é um Reino Unido que não consegue viver apenas do passado relembrando os tempos de glória - decide então usar de sua &#39;criatividade pragmática&#39; para se reinventar tornando-se, dessa forma, o grande assimilador-transformador de cultura do século XX em inúmeras áreas, o que lhe dará novo fôlego para seguir como uma das mais importantes nações do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Foi isso o que se mostrou na festa de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Os ingleses não tem um ritmo nacional próprio? Não tem importância, pega-se o rock americano que ia mal das pernas nos anos 1960, dá-se uma revigorada nos acordes, na composição, na formação (os grupos de rock praticamente nasceram na Grã-Bretanha) e daí é só esperar o melhor resultado: uma escola que virou referência mundial no ritmo. Na cerimônia havia tantos representantes do rock e do pop, de várias épocas e estilos, que provavelmente não houve quem não se identificasse com um deles. Também um destaque especial para a utilização de percussão nas apresentações, algo que remete às culturas das antigas colônias africanas, que com sua influência, tem importância ímpar na formação de vários ritmos como jazz, blues e o próprio &lt;i&gt;rock-and-roll&lt;/i&gt;, algo ignorado por boa parte dos consumidores desses ritmos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Mas no meio de tanta assimilação de ritmos, estilos e sons diversificados, absorvidos de vários cantos do mundo por onde a Grã-Bretanha já fincou sua bandeira desde os tempos em que o país tinha a maior frota naval do mundo, até à geração Beatles, houve um momento genuinamente britânico. O país que não conseguiu assimilar o cinema, mas que criou Charles Chaplin, teve Elizabeth II como protagonista de uma cena que representa muito bem o humor &lt;i&gt;nonsense &lt;/i&gt;inglês (que foi representado na festa de abertura também pelo &amp;nbsp;genuinamente inglês Mr. Bean). Ela ao lado do personagem James Bond (Daniel Craig) &#39;tomou parte em uma missão importante&#39; ao lado do espião mais famoso do mundo: &#39;embarcou&#39; em um helicóptero no Castelo de Buckingham &amp;nbsp;e &#39;saltou&#39; no estádio olímpico. Um marcante exemplo de que os ingleses, inclusive a rainha com seu universo burocrático e de formalidades que a faz parecer distante, sabem se reinventar e conseguiram mostrar isso ao mundo nessas olimpíadas, fazendo um evento com criatividade e ousadia, mesmo em tempos difíceis. Tomara que o Brasil consiga também um bom desempenho nesse quesito, e que possa surpreender a todos nós nas próximas olimpíadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/abertura-dos-jogos-olimpicos-e-uma-das-coisas-mais-horrorosas-de-todos-os-tempos-o-bom-e-que-os-locutores-da-record-ficam-em-silencio/&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/abertura-dos-jogos-olimpicos-e-uma-das-coisas-mais-horrorosas-de-todos-os-tempos-o-bom-e-que-os-locutores-da-record-ficam-em-silencio/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.rollingstone.com/music/news/british-music-takes-center-stage-at-olympics-opening-ceremony-20120728&quot;&gt;http://www.rollingstone.com/music/news/british-music-takes-center-stage-at-olympics-opening-ceremony-20120728&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://olimpiadas.ig.com.br/2012-07-27/cerimonia-de-abertura-comeca-exaltando-o-reino-unido-e-promete-surpresas.html&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;http://olimpiadas.ig.com.br/2012-07-27/cerimonia-de-abertura-comeca-exaltando-o-reino-unido-e-promete-surpresas.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/8803741002248037955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2012/08/no-reino-da-rainha-pop.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/8803741002248037955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/8803741002248037955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2012/08/no-reino-da-rainha-pop.html' title='O dia em que até a rainha virou pop'/><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjS2Ys4jn4XNbIrv0viAjhMN-OPOL7pfGZ_lm3kfjVXFOchJn7qjz_C9SGKd55A-HvJ8E3IQFLsivqiPGdZMNna9-rHzK_vig5EaMiYTAT0NivnlfpHUQZh_DpPhy1rzF8/s113/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-4848434230028987342</id><published>2012-05-23T18:07:00.001-03:00</published><updated>2022-03-28T07:27:45.788-03:00</updated><title type='text'>A máscara de O Teatro Mágico</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;O Teatro Mágico, como o próprio grupo se define, é uma trupe que tem como bandeira a divulgação de sua música por meios digitais através de downloads das canções, disponibilizadas gratuitamente, além de uso maciço de recursos de mídias como as redes sociais. Com esse discurso de produtores independentes de cultura, O Teatro Mágico tem nos últimos oito anos conquistado muitos fãs, na maioria estudantes do Ensino Médio e universitários, que aderem à sua proposta de interatividade que vai além das mídias sociais. Suas apresentações são uma mistura de show musical, teatro, espetáculo circense com saraus. Todos os integrantes, liderados pelo idealizador e dono do grupo, Fernando Anitelli, usam maquiagem de palhaço. A diferenciação está na maquiagem do líder, uma espécie de cópia da máscara de Coringa, arquirrival do personagem dos quadrinhos Batman. A imagem de Anitelli, apesar do apelo em entrevistas de um certo espírito de coletivismo, se sobrepõe sobre os demais integrantes nos materiais de divulgação. Ou ele está representado isoladamente - tal como no cd &#39;Segundo Ato, onde ele é mostrado segurando uma máscara acompanhado com ilustrações subliminares de uma vagina dilatada sendo cortejada por um espermatozoide - ou então em fotos onde o grupo é mostrado em estilo banda de pagode com ele a frente do grupo disposto em &#39;v&#39;.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;As músicas são do próprio Fernando Anitelli em composições de parcerias. Há uma pretensão literária em suas letras, algo explícito em entrevistas de Anitelli e repetido nos depoimentos de fãs d&#39; O Teatro Mágico. O último disco da trilogia do OTM é apresentado como um trabalho que &#39;&#39;representa o amadurecimento musical da banda no último período&#39;&#39;. O Teatro é um pacote e tem data para acabar. Como sendo um produto cultural &#39;validado&#39;, talvez daí venha de modo implícito o grande sucesso entre os jovens principalmente, sempre ávidos por vanguardas. O referido cd é o &#39;A sociedade do espetáculo&#39;, termo cunhado por Guy Debord (1931-1994), filósofo francês que fez vários estudos culturais e de comunicação sob uma perspectiva marxista. Neste trabalho, uma das músicas &#39;&#39;O mundo não vale o mundo meu bem&#39;&#39; é mostrada como de inspiração &#39;drummondiana&#39;. Esse é o mote principal do grupo - o discurso do diálogo com formas &#39;&#39;elevadas&#39;&#39; de cultura (entre elas a literatura), tentando desviar o trajeto da trupe em relação às formas industrializadas de produção musical e cultural atuais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;A questão é que o público principal do grupo de Anitelli são jovens, geralmente os de melhor instrução com acesso a bens culturais inacessíveis a grande parte da população. Um desses bens culturais seriam estudos de língua portuguesa e literatura, literatura que nem sempre é estudada de modo tradicional. É comum entre professores de língua portuguesa a utilização de textos de música popular brasileira para o desenvolvimento de suas aulas. Chico Buarque, Caetano, Renato Russo, Cazuza, e mais recentemente rap, são recorrentes em leituras e exercícios nessas aulas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;O problema maior não é a utilização desses autores, que certamente tem seu valor, mas a utilização única e exclusiva desses autores que, podem ter bebido em fontes de escritores, mas nunca poderão ser comparados a eles. E nessa falha de referenciais de textos autênticos, que certamente deixam lacunas no aprendizado dos alunos, é que se sustém a aura vanguardista de O Teatro Mágico. As letras do grupo, em si, não possuem elementos literários, mas sim o puro e simples jogo de palavras, trava-línguas, comparações. Não existem figuras de linguagem tais como metáforas (p. ex &#39;&#39;Lua, balão dourado sobre mim&#39;&#39;), hipérboles ou exageros (p. ex.&#39;&#39;Vou te dar a lua&#39;&#39;), paradoxos (p. ex. &#39;&#39;Eu amo enquanto te odeio&#39;&#39;), prosopopeias ou personificações (&#39;&#39;A chuva sussurrou no meu ouvido&#39;&#39;). Enfim, esses referenciais não são vistos nas obras do grupo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, alguns trechos (em itálico) de três composições de OTM, que desenvolvem este argumento acima. Eles estão em ordem cronológica de suas produções: &#39;Entrada para raros&#39; (2003), prosseguindo com &#39;Segundo Ato&#39; (2008) e com o atual &#39;A Sociedade do Espetáculo&#39; (2012). O primeiro texto é Sintaxe à vontade, de Fernando Anitelli:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#39;&#39;Sintaxe à vontade&#39;&#39; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Sem horas e sem dores, &lt;br /&gt;Respeitável público pagão, &lt;br /&gt;Bem-vindos ao teatro magico. &lt;br /&gt;A partir de sempre &lt;br /&gt;Toda cura pertence a nós. &lt;br /&gt;Toda resposta e dúvida. &lt;br /&gt;Todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser, &lt;br /&gt;Todo verbo é livre para ser direto ou indireto. &lt;br /&gt;Nenhum predicado será prejudicado, &lt;br /&gt;Nem tampouco a frase, nem a crase, nem a vírgula e ponto final! &lt;br /&gt;Afinal, a má gramática da vida nos põe entre pausas, entre vírgulas, &lt;br /&gt;E estar entre vírgulas pode ser aposto, &lt;br /&gt;E eu aposto o oposto: que vou cativar a todos &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O uso da palavra sintaxe (estudo gramatical que analisa na frase os arranjos tais como o sujeito, o predicado, o objeto direto , o indireto,etc) é o tema, que é confundido com &#39;sinta-se&#39;. Há referências a termos gramaticais, &#39;&#39;aposto&#39;&#39;(que é associado com &#39;&#39;oposto&#39;&#39;), predicado (que é associado a &#39;prejudicado&#39;). Nada além disso. O destaque é mesmo os jogos de palavras, comuns em práticas pedagógicas com alunos do ensino fundamental das primeiras séries, mas certamente defasadas para um público de nível secundário ou universitário. A composição, certamente estaria adequada na redação de um programa humorístico de conteúdo familiar e acessível a todos. A seguir, um trecho de &#39;&#39;Pena&#39;&#39; de Fernando Anitelli e Maíra Viana: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&#39;&#39;Pena&#39;&#39; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O poeta pena quando cai o pano &lt;br /&gt;E o pano cai &lt;br /&gt;Um sorriso por ingresso &lt;br /&gt;Falta assunto, falta acesso &lt;br /&gt;Talento traduzido em cédula &lt;br /&gt;E a cédula tronco é a cédula mãe solteira &lt;br /&gt;O poeta pena quando cai o pano &lt;br /&gt;E o pano cai &lt;br /&gt;Acordes em oferta, cordel em promoção &lt;br /&gt;A Prosa presa em papel de bala &lt;br /&gt;Música rara em liquidação &lt;br /&gt;E quando o nó cegar &lt;br /&gt;Deixa desatar em nós &lt;br /&gt;Solta a prosa presa &lt;br /&gt;A Luz acesa &lt;br /&gt;Lá se dorme um Sol em mim menor &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Aqui temos uma brincadeira da &#39;&#39;língua do p&#39;&#39;. &#39;&#39;O poeta pena quando cai o pano/ E o pano cai&#39;&#39;. Mas não avança mais do que isso,além da associação de &#39;poeta&#39; e &#39;pena&#39; (pena com significado de sofrimento e de caneta). Os trocadilhos seguem - &#39;&#39;cédula tronco&#39;&#39; (célula tronco) é a &#39;&#39;cédula mãe (célula mãe) solteira&#39;&#39;. E que venham as associações: &#39;&#39;E quando o nó cegar&#39;&#39;/&#39;&#39;A luz acesa/Lá se dorme um Sol em mim menor&#39;&#39;. É pouco motivador saber que uma composição se utiliza de significações do dicionário, ainda mais sabendo que inúmeras palavras do dicionário tem mais de uma significação. Banco (casa de poupança), banco (da praça), banco (de areia) e por aí vai. O que Anitelli propõe é o óbvio exercício de aproximação, algo semelhante àquelas composições que se fazem na escola com recortes de palavras de revista, compondo-se palavras, frases e períodos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;A seguir, o epílogo da trilogia com Esse mundo não vale o mundo meu bem, onde temos uma diferenciação - infelizmente não no estilo, mas, na ideologia. Nesta última composição analisada, além dos monótonos jogos de palavras, há o engajamento. A parceria universal e fraterna é composta pelos irmãos Fernando e Gustavo Anitelli:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&#39;&#39;Esse Mundo Não Vale o Mundo meu bem&#39;&#39;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;É preciso ter pra ser ou não ser &lt;br /&gt;Eis a questão &lt;br /&gt;Ter direito ao corpo e ao proceder &lt;br /&gt;Sem inquisição &lt;br /&gt;A impostura cega, absurda e imunda &lt;br /&gt;A quem convém? &lt;br /&gt;Esta hétero-intolerância branca te faz refém &lt;br /&gt;Esse mundo não vale o mundo meu bem &lt;br /&gt;Grita a Terra mãe que nos pariu: Parou &lt;br /&gt;Beleza de natureza vã e vil, cegou &lt;br /&gt;Ser indiferente ao ser diferente &lt;br /&gt;É sem senso. &lt;br /&gt;Agoniza um povo estatisticamente, seu tempo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na maneira, que for &lt;br /&gt;Na bandeira, na cor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colonizam o grão, as dores da estação &lt;br /&gt;Somos massas e amostras &lt;br /&gt;Contaminam o chão, família e tradição &lt;br /&gt;Nossas castas encostas &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueçamos os óbvios &#39;&#39;Grita a Terra mãe que nos pariu: Parou&#39;&#39; ou então o &#39;&#39;Beleza de natureza vã e vil, cegou&#39;&#39; que podem ser encontrados a varejo em semelhantes de certos setores sofisticadíssimos da MPB. Atentemos para o discurso novo, talvez alimentado pelo entusiasmo para com novas correntes ongueiras, dissociadas dos referenciais históricos, éticos e culturais que são jogados na vala das intenções vanguardistas. Anitelli aposta na mais marqueteiras formas de pensamento, tomando carona no mainstream isento, negador da política, que quer transformar o mundo, mas que não sabe nem governar a própria cozinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lamentável ter que deglutir trechos sem estética, como em &#39;&#39;Ter direito ao corpo e ao proceder / Sem inquisição/ A impostura cega, absurda e imunda/ A quem convém/ Esta hétero-intolerância branca te faz refém/ Contaminam o chão, família e tradição&#39;&#39;. Anitelli abusa do tom ao, seguindo a corrente atual, associar clichés históricos e sociológicos misturados com uma boa dose do tempero demagógico. Aonde se encontram indícios que a heterossexualidade é prerrogativa branca? A associação de palavras - ideias - espúrias (&#39;&#39;direito ao corpo inquisição/impostura cega, absurda e imunda/intolerância branca te faz refém&#39;&#39;) somente faz confundir, trapacear e simular de forma parcial, temas que deveriam ser iluminados de forma competente através da música, cinema, literatura, enfim, da arte. Arte e competência que infelizmente faltam ao O Teatro Mágico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos um país racista, das senzalas e elevadores de serviço. Violento. Desumano. Corrupto. Entretanto, pegar conceitos estereotipados e no mais abjeto processo de pasteurização cultural impor aos jovens e ao público em geral a reescrita de seus ideais, que pelo andar da carruagem - ou da trilogia - não são tão nobres assim, é forçar a nota. Mesmo que se arrogue o justificativa da mudança. O que é mais frustrante é saber, que mesmo se arrogando independente, vanguardista e inovador, O Teatro Mágico é o mais do mesmo. Disponibiliza músicas em um período onde o cantor/compositor ganha irrisoriamente por vendas de cd&#39;s. Faz coro contra o mainstream cultural, mas canta em salas de espetáculos &#39;&#39;nobres&#39;&#39; e caras. Tem o discurso da fraternidade incondicional, mas a refuta ao abraçar ideologias que satisfazem suas necessidades egoísticas imediatas que afrontam, sem direito ao debate, os seus semelhantes, suas crenças, histórias, posturas morais e éticas. E o mais frustrante ainda, entre aquilo que já não poderia ser mais desabonador, é saber que muitos continuam bebendo da fonte jorrada por Anitelli e sua trupe. São jovens que em pouco tempo terão suas vidas mundo afora alimentados certamente pelos conceitos pouco altrístas do O Teatro Mágico. É sabido que Anitelli tem tido problemas de alergia devido à maquiagem facial. Quando a máscara cair e o circo tiver descido a lona, o estrago já estará feito. Ele contará os lucros, enquanto o público jovem, já tão manipulado e mal orientado terá, ecoando em suas mentes, a didática nada fraterna da trilogia de O Teatro Mágico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Fontes:&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://tramavirtual.uol.com.br/o_teatro_magico/&quot;&gt;http://tramavirtual.uol.com.br/o_teatro_magico/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Teatro_M%C3%A1gico&quot;&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Teatro_M%C3%A1gico&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Teatro_M%C3%A1gico&quot;&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Anitelli&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Teatro_M%C3%A1gico&quot;&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folhateen/939798-trupe-do-teatro-magico-prepara-terceiro-disco-para-setembro.shtml&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Teatro_M%C3%A1gico&quot;&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u414584.shtml&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Teatro_M%C3%A1gico&quot;&gt;http://oteatromagico.mus.br/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/4848434230028987342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2012/05/mascara-de-o-teatro-magico.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/4848434230028987342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/4848434230028987342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2012/05/mascara-de-o-teatro-magico.html' title='A máscara de O Teatro Mágico'/><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjS2Ys4jn4XNbIrv0viAjhMN-OPOL7pfGZ_lm3kfjVXFOchJn7qjz_C9SGKd55A-HvJ8E3IQFLsivqiPGdZMNna9-rHzK_vig5EaMiYTAT0NivnlfpHUQZh_DpPhy1rzF8/s113/*'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-517485776004289496</id><published>2012-05-21T03:55:00.000-03:00</published><updated>2012-08-15T02:34:32.832-03:00</updated><title type='text'>Plutocracia televisiva</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;O programa &#39;Agora é tarde&#39; de Danilo Gentili apresentou em uma de suas edições, &amp;nbsp;durante o quadro &lt;i&gt;Mesa Vermelha &lt;/i&gt;(uma espécie de resenha), um trecho do programa &#39;Caldeirão do Huck&#39;, onde o apresentador Luciano Huck interagia com uma dançarina de escola de samba. Neste vídeo, um descontraído Huck perguntava qual era a profissão da moça (ela era professora de Língua Portuguesa) para, em sequência, pedir para que ela repetisse algumas palavras complexas, além do trava-língua &#39;Em um ninho de mafagafos&#39;. De pronto ela respondeu a ele que era professora e não fonoaudióloga. Ao fim da exibição do vídeo, Ronald Rios, que é repórter do &#39;CQC&#39;, afirmou de modo jocoso, que Huck não consegue viver com a ideia que alguém pode ter &#39;dois talentos&#39;. E ainda salientou que Luciano Huck teve entre suas criações as dançarinas Feiticeira e Tiazinha, além de ter copiado a ideia do programa &#39;Pimp my ride&#39; da MTV americana, que &#39;repagina&#39; carros velhos de telespectadores. Detalhe: neste programa, o participante não precisa se submeter a provas vexatórias, para fazer jus à reforma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Luciano Huck, faz parte de uma linhagem, tal como Roberto Justus e em menor escala, João Dória Jr, que poderia ser chamada de &#39;plutocracia televisiva&#39;. Trazem à televisão, além de conteúdos agregados aos seus talentos individuais e suas imagens, também um conceito diferente daquele geralmente associado às pessoas do veículo, um tipo de ideal de bem-aventurança já construído mesmo antes do ingresso nas mídias onde trabalham. Esse ideal de profissionais de mídia bem sucedidos, ligado a uma imagem de habilidade nos negócios e &amp;nbsp;administração da carreira parece ser um fenômeno pós 1990, quando diretores executivos (também conhecidos como CEO&#39;s) começaram a ganhar destaque em noticiários, jornais em revistas, sendo alardeados como novos referenciais de visão empreendedora, empenho pessoal, arrojo e senso de oportunidade. Seriam, de forma abreviada, novos ícones neoliberais.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Além de terem suas trajetórias vislumbradas pela mídia especializada em economia e negócios, seus exemplos de bem-aventurança foram disponibilizados para o público leigo por meios de livros &lt;i&gt;best-sellers&lt;/i&gt; de auto-ajuda, com dicas de conduta para se chegar ao sucesso profissional e pessoal. Verdadeiros manuais para aqueles que vislumbravam algo a mais do que uma carreira modesta acompanhada de uma modesta visualização social, comumente propagada como algo secundário, mas de modo pragmático, requisitada em qualquer núcleo social.&amp;nbsp;Jack Welch, Abílio Diniz, Donald Trump entre outros gurus começaram a discorrer, para o leitor necessitado de&amp;nbsp;iluminações e dicas para suas carreiras, como venceram os desafios, inovaram subjugando propostas ultrapassadas, lideraram grupos, instituíram novos conceitos, assegurando seus nomes entre aqueles que fazem a diferença no inclemente mundo corporativo. Enfim, como fizeram, cada qual a seu modo, suas reengenharias. Reengenharia é um termo muito recorrente nesse meio empresarial, algo como &#39;reajustes operacionais&#39; - eufemismo para readequações que culminam quase sempre em demissões, terceirizações, precarização de contratos trabalhistas, entre outros &#39;reajustes&#39;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Mas o grande desafio no caso específico dos &#39;bem-aventurados&#39; nos negócios que enveredaram pelos corredores da mídia televisiva, difundindo seus valores e conceitos através das telas dos mais diversos telespectadores, é conseguir justificar seus talentos de comunicadores, eliminando a desconfiança que o público em geral tem para com eles e em relação a seus eventuais potenciais de apresentadores. Algo que tire o estigma de aventureiros em busca de &#39;realizações egocêntricas&#39;, que mostre ao público que eles tem potencial para transformar suas habilidades de gerência em algo mais subjetivo e mais empático, e consequentemente, mais artístico. O apresentador Silvio Santo talvez transmita isso, já que consegue conciliar as facetas de administrador e artista de forma satisfatória diante do público.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Entretanto - e isso pode ser justificado pelo comentário de Ronald Rios - essa é uma possibilidade que ainda não foi atingida pelos &#39;novos artistas&#39; televisivos citados. Analisando-os um a um, não temos boas perspectivas. Peguemos inicialmente Dória Jr, que parece mais um propagandista nato das virtudes (ninguém quer questioná-las aqui) dos entrevistadores em seu &#39;Show Business&#39;, com citações de casuísmos &amp;nbsp;e anedotas de &#39;homens de valor&#39; que deixam qualquer &#39;mortal&#39; telespectador ressabiado, pedindo para que o programa acabe logo. Já sua performance de &lt;i&gt;showman &lt;/i&gt;no nefando &#39;O Aprendiz&#39;, quando assume o chefe &#39;morde-assopra&#39; é de fazer arrepiar os cabelos já arrepiados de Donald Trump.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;O que dizer então de Roberto Justus, o apresentador-cantor que, de forma canastrona personificou a megalomania filistina misturada a um toque de brejeirice tupiniquim? Como justificar a encenação de si próprio, dialogando com seu próprio ego em situações de um &lt;i&gt;reality show&lt;/i&gt; que, enevoado sob a aura de entretenimento pedagógico, traduz o que há de mais caricatural e &#39;representativo&#39; do mundo corporativo?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Finalizando, como justificar Luciano Huck, o mais palatável e bem sucedido dos &lt;i&gt;self made men&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;que continua a sua sina de apresentador iniciada &#39;por cima&#39; quando, empresário da noite, arrendava horários de madrugada na televisão para fazer sua versão &#39;Amaury Jr. descolada&#39;? Como ser condescendente com alguém que lançou dois &#39;personagens fetiches sexuais&#39;, além de cópias de quadros de &amp;nbsp;programas &amp;nbsp;tanto nacionais &amp;nbsp;quanto estrangeiros? Luciano, por ser o mais novo dos três apresentadores, poderia olhar para sua trajetória e repensá-la com mais atenção. Um bom talento pode valer mais do que mil moedas. Mas quem tem mil moedas, talvez não encontre um talento disponível para aquisição imediata, mesmo que procure de modo eficiente dia e noite.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Jack_Welch&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Jack_Welch&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Doria_J%C3%BAnior&quot;&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Doria_J%C3%BAnior&lt;/a&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Chief_executive_officer&quot;&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/Chief_executive_officer&lt;/a&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Donald_Trump&quot;&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Donald_Trump&lt;/a&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.mauriciostycer.com.br/luciano-huck-acusa-programa-do-gugu-de-plagio-e-e-chamado-de-%E2%80%9Cbabaca%E2%80%9D-e-%E2%80%9Ccovarde%E2%80%9D-pelo-diretor-do-rival-2/comment-page-1&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;http://www.mauriciostycer.com.br/luciano-huck-acusa-programa-do-gugu-de-plagio-e-e-chamado-de-%E2%80%9Cbabaca%E2%80%9D-e-%E2%80%9Ccovarde%E2%80%9D-pelo-diretor-do-rival-2/comment-page-1&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/517485776004289496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2012/05/plutocracia-televisiva.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/517485776004289496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/517485776004289496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2012/05/plutocracia-televisiva.html' title='Plutocracia televisiva'/><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjS2Ys4jn4XNbIrv0viAjhMN-OPOL7pfGZ_lm3kfjVXFOchJn7qjz_C9SGKd55A-HvJ8E3IQFLsivqiPGdZMNna9-rHzK_vig5EaMiYTAT0NivnlfpHUQZh_DpPhy1rzF8/s113/*'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-5312862819363031966</id><published>2012-02-13T20:14:00.010-02:00</published><updated>2012-08-24T23:23:16.571-03:00</updated><title type='text'>Maconha nos olhos alheios nem sempre é refresco</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;O episódio ocorrido no show de despedida de Rita Lee em Aracaju quando ela, de modo incivilizado, censurou os policiais militares de Sergipe por terem abordado usuários de maconha infiltrados entre seus fãs, poderia ser apenas mais um evento alavancador do intrigante debate sobre legalização de drogas ilícitas e liberdades individuais. Entretanto, o fato pode ser considerado mais proveitoso se analisado sob uma outra perspectiva - a leitura do uso político nas políticas de combate às drogas. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Para tanto, vejamos o impasse detectado na operação da PM de São Paulo que, na região central da capital, está atuando de forma efetiva na área conhecida como &#39;cracolândia&#39;, região esta caracterizada pelo intensivo comércio de crack, acompanhada, a olhos vistos, das consequências que o consumo desta droga causa em seus usuários. Nos primeiros dias da operação do poder público, que englobou polícia, serviços de saúde e de assistência social, houve grande resistência por parte de setores progressistas. Por mais que se justificasse a ação do poder público em favorecimento dos usuários largados à própria sorte, associada à repressão ao comércio de entorpecentes na região, o que beneficiaria a população como um todo, legítima dona dos espaços públicos antes ocupados pela delinquência, não faltaram os discursos contrários à&amp;nbsp;ostensiva do poder público.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;A mídia foi invadida por &lt;i&gt;ongueiros&lt;/i&gt;, por defensores da descriminação do uso de drogas ilícitas e por representantes do Ministério Público paulista que, ligados ao discurso da esquerda nacional, bradaram seus já cansados slogans &#39;anti-opressão&#39;. Inúmeros argumentos brotaram no mar das intenções libertárias: que os usuários estariam sendo cerceados em seus direitos e a operação não estaria sendo eficiente (o promotor Eduardo Ferreira Valério chegou a afirmar que a operação trazia &#39;dor e sofrimento&#39; aos usuários, em uma crítica politizada à questão de segurança e saúde pública); que haveria uma tentativa de higienização social na região. Após discussões entre representantes do Ministério Público e setores da PM, e outros representantes dos governos estaduais e municipal, a operação na região central da capital paulista prosseguiu com resultados positivos para a sociedade, que apóia de modo maciço a ocupação da área degradada pelo poder público, para posterior devolução aos cidadãos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Voltando ao episódio de Aracaju, poderíamos fazer um paralelo. No show de Rita Lee, a PM sergipana foi hostilizada com palavrões pela cantora paulistana, uma reação inconsequente para com a força policial, que tem em suas metas principais, proteger e servir a população, patrocinando a ordem e a observância às leis. Ali, a polícia, sob o comando máximo do governador Marcelo Déda, situou-se entre a cruz e a caldeirinha - se não reagisse com rigor, frente aos impropérios de Lee, seria tachada como leniente para com a delinquência; se tentasse a retirada dos fãs usuários de maconha, poderia haver tumulto (o que seria provável, visto que os neurônios da &lt;i&gt;musa mutante&lt;/i&gt; pareciam propensos a tal ato de apologia à violência contra os policiais). Felizmente prevaleceu o bom senso e sob o comando do governador Déda, os integrantes da PM saíram das proximidades do palco durante o show - o que não significou vistas grossas, pois Rita Lee foi levada para a delegacia para depoimentos. Como toda revolucionária de shopping center,&amp;nbsp;ao retornar a SP, Rita ficou muda, justificando-se estar seguindo recomendações de seu advogado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;O paralelo que se quer fazer aqui é o da efetividade do discurso tão querido e difundido pela esquerda em favor de supostas liberdades individuais, sempre endossadas pelo discurso &#39;progressista&#39; dos setores mais liberais de nosso país. E o mais intrigante, é a contrariedade entre a teoria e a prática (algo comum entre sistemas direcionados pelo pensamento de esquerda). Vejamos no caso de Aracaju: porque não houve um bom senso em se abordar os usuários? Em um grupo reduzido de usuários que foi detectado, um ou dois policiais militares seriam suficientes e não haveria problemas de acirramento de ânimos. Por que a polícia,&amp;nbsp;sob o comando do petista Déda não fez isso? Ela agiria com a mesma efetividade em situações corriqueiras?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Evidente que não, pois o estado, sob a perspectiva da esquerda, é supremo, suprimindo sempre as liberdades individuais, sendo por vezes exaltado em situações arbitrárias, onde são justificadas incoerências em favor de ideais da revolução. Certamente Rita foi para a delegacia mais por ter desrespeitado a PM (que certamente deve ser respeitada) do que pela apologia às drogas. Um argumento efetivo para esta afirmativa? Basta olharmos a falta de políticas e campanhas estatais do governo federal visando o combate às drogas - para sermos justos,diga-se de passagem, atualmente há uma campanha contra o crack, mas pelas circunstâncias e pela proximidade de seu lançamento com as operações da polícia paulistana na &#39;cracolândia&#39;, percebe-se o viés político nesta campanha. E além disso, por que apenas contra o crack? Maconha, cocaína e drogas sintéticas não são danosas também à saúde e à população? Ou teriam essas&amp;nbsp;drogas um charme impossível de ser encontrado em seu concorrente mais letal, crack?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Sempre que se discute uma eventual legislação que favoreça a descriminação das drogas, estudos são mostrados, evidências colhidas de países de primeiro mundo discutidas, discursos intelectualizados de artistas, formadores de opinião são exaustivamente disseminados numa tentativa de que a comunidade aceite os argumentos dos defensores da canábis. Mas será que os atuais defensores da descriminação das drogas em uma sociedade democrática como a nossa teriam argumentos para continuar a defendê-las em sociedades que são modelos de repressão aos direitos individuais, de desrespeito aos direitos humanos, de cerceamento à liberdade de expressão e de imprensa? Será que o fariam com tanta propriedade em países &#39;democráticos&#39; (sob uma visão esquerdista) como Cuba ou então na China? Certamente que não, pois o que está sendo analisado, não são as liberdades individuais em si, mas sim situações de poder, onde os ideais políticos libertários que pavimentaram o caminho para a ascensão ao poder nunca são coerentes com a&amp;nbsp;prática política de forma efetiva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Déda deve ser louvado por sua atitude, sob todos os aspectos. Entretanto ela é, de uma forma ou de outra, incoerente com o discurso de seus outros correligionários, que provavelmente jogariam uma sofisticadíssima retórica das &#39;liberdades individuais&#39; no gesto do governador sergipano (o deputado federal Paulo Teixeira, PT-SP, afirmou que drogas na universidade fazem parte de um &#39;rito de passagem&#39;). Ou seja, nesta situação, a fumaça, que nos olhos dos outros é refrescante, ardeu nos próprios olhos do governador. Quem saiu ganhando realmente foram os maconheiros de Aracaju e do Brasil inteiro que conseguiram mais subsídios para seus argumentos em defesa de seu vício, direcionados pelo direito às liberdades individuais. Deixo essa expressão &#39;liberdades individuais&#39;, tão repetida (e desvirtuada) nos dias atuais, a critério de interpretação do leitor. Justifico apenas citando situações onde o estado, senhor supremo do pensamento da esquerda, tem dado mostras de invasão dos verdadeiros direitos individuais do cidadão. Cito a &#39;lei da palmada&#39;, votada recentemente (não se quer discutir seu aspecto ético, familiar e psicológico, apenas a invasão estatal em domínios domésticos), além da fanfarronice midiática patrocinada pela primeira dama norte-americana,&amp;nbsp;Michelle Obama, em sua saga contra as batatinhas fritas consumidas no país do Tio Sam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://oglobo.globo.com/pais/cracolandia-mp-abre-inquerito-para-investigar-acao-do-governo-3631716&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;http://oglobo.globo.com/pais/cracolandia-mp-abre-inquerito-para-investigar-acao-do-governo-3631716&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://g1.globo.com/se/sergipe/noticia/2012/01/governador-de-sergipe-comenta-show-polemico-de-rita-lee.html&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;http://g1.globo.com/se/sergipe/noticia/2012/01/governador-de-sergipe-comenta-show-polemico-de-rita-lee.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://g1.globo.com/se/sergipe/noticia/2012/01/governador-de-sergipe-comenta-show-polemico-de-rita-lee.html&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;http://www.atalaiaagora.com.br/conteudo.php?c=25943&amp;amp;sb=1&amp;amp;t=GOVERNADOR+MARCELO+DEDA+DESISTE+DE+PROCESSAR+RITA+LEE&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/5312862819363031966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2012/02/maconha-nos-olhos-alheios-nem-sempre-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/5312862819363031966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/5312862819363031966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2012/02/maconha-nos-olhos-alheios-nem-sempre-e.html' title='Maconha nos olhos alheios nem sempre é refresco'/><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjS2Ys4jn4XNbIrv0viAjhMN-OPOL7pfGZ_lm3kfjVXFOchJn7qjz_C9SGKd55A-HvJ8E3IQFLsivqiPGdZMNna9-rHzK_vig5EaMiYTAT0NivnlfpHUQZh_DpPhy1rzF8/s113/*'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-361354172882295082</id><published>2011-11-15T17:11:00.032-02:00</published><updated>2013-02-01T01:42:24.859-02:00</updated><title type='text'>Adolescência sem fim</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;A desoneração de pagamento de alimentos (despesas de subsistência) concedida pelo&lt;a href=&quot;http://www.stj.gov.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&amp;amp;tmp.texto=103648&quot;&gt; Superior Tribunal de Justiça a um pai que se eximia de pagar auxílio à filha maior de idade em seu curso de mestrado&lt;/a&gt;, é um indicador de nosso tempo no campo das relações familiares e de sua estrutura fragilizada, que tem se acentuado fortemente nos últimos anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;A adolescência, segundo a Organização Mundial de Saúde vai do período entre os 10 e 19 anos; já para o ECA, Estatudo da Criança e do Adolescente, a fase vai dos 12 aos 18 anos. Entretanto, pela prática cotidiana sabemos que, devido a causas sociais, econômicas e de condicionamentos extra-familiares, esse período é prorrogado além da idade determinada oficialmente. Inúmeros fatores fazem com que esse período seja alongado nos dois extremos - de um lado temos a redução da infância impulsionada pela mídia, que exerce forte influência no desejo, principalmente de meninas, de serem adultas precoces, padronizando comportamentos, trajes e linguajar, além de ser um condicionador do adiantamento da puberdade. Já dentro do período da adolescência propriamente dita, entre os garotos, é comum o assédio por parte da propaganda de consumo de bebidas, o que fortalece o ciclo de doenças como o alcoolismo na vida adulta, além da divulgação da sexualidade inconsequente com risco na aquisição de doenças sexualmente transmissíveis e traumas psicológicos. E no extremo oposto, temos filhos que, mesmo tendo um repertório de habilidades e capacitações distintas da grande maioria da população de um país como o Brasil, ainda subsistem graças ao auxílio financeiro dos pais. Isso é algo comum e até compreensível em tempos onde se exige alta qualificação que demanda tempo e dinheiro, o que faz com que os filhos adiem sua entrada definitiva no mundo do trabalho e das responsabilidades sociais. Entretanto, se não forem essas situações bem administradas pelos pais no sentido de incentivarem a independência filial, problemas acontecerão mais cedo ou mais tarde na &#39;adolescência extensa&#39;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Tal fase é um fenômeno da modernidade. Em tempos passados, a passagem da vida de infância para a maioridade se dava em períodos cronológicos menores, tanto pelas necessidades da época, que exigiam menor especialização educacional - com consequente entrada mais rápida no mercado de trabalho - quanto pelos fatores biológicos que acompanhavam os ditames deste período; praticamente a adolescência era um período breve, sem grande relevância. A industria cultural não produzia tanto impacto na vida das famílias e os laços familiares e sociais eram traduzidos em valores que, se não fossem ideais, ao menos possibilitavam a convivência pautada pelo auxílio mutuo e confiança entre as partes envolvidas. As escolhas passadas - sejam de grupo social, de amizade, de enlaces matrimoniais - podem, numa visão apressada com olhos pós-modernos, serem caracterizadas como monótonas, sem sentido, sem liberdade. Entretanto é forçoso questionar se as atuais escolhas são verdadeiramente democráticas para nós, isentas de influências (boas ou más) pautadas por sistemas ideológicos, mídia, paradigmas decadentes, conveniências sociais, entre outros fatores.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Neste período de grandes transformações físicas, biológicas e psicológicas, o adolescente deveria, a princípio, ser assessorado, para que seu desenvolvimento neste espaço de tempo culminasse com uma vida adulta embasada em fortes referenciais de responsabilidade, indicadores de uma adolescência plena. Entretanto não é isso que ocorre. O site da OMS, citada acima, traz um panorama das necessidades do adolescente: &lt;i&gt;&quot;Adolescentes devem aprender a lidar com o estresse pscicológico, a controlar pressões que surjam, aprender a lidar com suas emoções, a resolver conflitos, estabelecer laços com amigos e família, desenvolver autoconfiança, a manterem-se isentos da pressão das estratégias de marketing, particularmente da indústria do álcool, assim como ter habilidades para lidar com questões como competição acadêmica no meio escolar e para lidar com o desejo por lucros materiais. Entretanto, raramente estas questões primordiais são tratadas nas escolas e dentro das famílias&quot;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;A perspectiva do que deve ser priorizado no desenvolvimento da adolescência segundo a OMS - e que é imediatamente constatado pelo próprio órgão ser uma condição difícil nos dias atuais - pode muito bem resumir o que está por detrás do pedido da mestranda paulista que, certamente reprovada nesses quesitos de construção de sua maturidade no período adolescente, veio cobrar, embasada em ideais insustentáveis, o direito de ser tutelada pelo pai, já em uma fase onde deveria ostentar a emancipação financeira, profissional e educacional, além da psicológica. Ela é um exemplo, uma representante ideal do fracasso da educação formal, cultural, social e ética do jovem contemporâneo. Assim como são representantes do fracasso educacional, os &lt;a href=&quot;http://noticias.uol.com.br/educacao/2011/11/10/em-assembleia-alunos-da-usp-decidem-continuar-greve.jhtm&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&#39;revolucionários&#39; da USP,&lt;/a&gt; que mal-orientados por pais e professores, não sabiam o que queriam, nem aonde queriam chegar - o máximo que conseguiram é reproduzir de modo exaustivo, bordões decadentes aprendidos de ouvidos, ouvidos &lt;i&gt;pouco acostumados&lt;/i&gt; a captar a realidade, graças ao desmazelo dos pais. Este &#39;defeito&#39; de distorção da realidade é certamente um dos responsáveis pelo hedonismo, inconsequência e irresponsabilidade tão visíveis na sociedade vigente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Provavelmente a jovem que recorreu à justiça contra o pai não teve seu desenvolvimento pleno, sua adolescência não foi um período favorecido pela construção de ideais de cooperação e solidariedade, da formação da identidade crítica, da percepção das características da vida em sociedade alicerçados no binômio &lt;i&gt;direitos e deveres&lt;/i&gt;. Provavelmente seus dias de &lt;i&gt;teen&lt;/i&gt; , esta fase cantada em verso e prosa por artistas juvenis, foi prejudicada pelas urgências da vida moderna, pelos referenciais equivocados apresentados como direitos infindáveis a uma geração que tem feito pouco por merecer tanto. A luta pelo conforto não possibilitou que a jovem fosse melhor orientada, acolhida pelos pais, visando uma verdadeira educação alimentada por valores consistentes. Quando seu pai percebeu, já era tarde -&lt;i&gt; a obrigação facultativa &lt;/i&gt;tanto pelo lado moral, quanto pelo familiar, de auxiliar os filhos adultos já graduados em seus aprimoramentos e especializações, ganhou ares de &lt;i&gt;quimera judicial&lt;/i&gt;, pois disseram para a mestranda pseudo-emancipada que seus direitos eram sagrados, esquecendo-se apenas de lhe avisar que seus deveres deveriam ser religiosamente cumpridos. Venceu a justiça, o bom senso prevaleceu.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;É um momento oportuno para que os pais de filhos em formação revejam seus conceitos a fim de que, no futuro, sua autoridade não precise do auxílio da justiça para se sobressair, para se livrar do autoritarismo nos atos egoístas dos próprios filhos. Os adolescentes precisam de norteadores, de paradigmas e pouco importa se a adolescência atual seja uma fase estendida - uma tendência que parece irreversível. O que interessa é que ela seja uma fase de construção de princípios e valores essenciais para o desenvolvimento da sociedade e que se observados, renderão bons frutos no futuro, orgulho para as famílias e agregação de mais cidadãos conscientes para a sociedade.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm&quot;&gt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;a href=&quot;http://ultimainstancia.uol.com.br/conteudo/noticias/53621/pensao+para+filhos+se+encerra+apos+conclusao+de+graduacao+decide+stj.shtml&quot;&gt;http://ultimainstancia.uol.com.br/conteudo/noticias/53621/pensao+para+filhos+se+encerra+apos+conclusao+de+graduacao+decide+stj.shtml&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.stj.gov.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&amp;amp;tmp.texto=103648&quot;&gt;http://www.stj.gov.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&amp;amp;tmp.texto=103648&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2010/11/12/em-2009-para-cada-cinco-casamentos-houve-um-divorcio-no-brasil-revela-ibge.jhtm&quot;&gt;http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2010/11/12/em-2009-para-cada-cinco-casamentos-houve-um-divorcio-no-brasil-revela-ibge.jhtm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1278&amp;amp;%20id_pagina=1&quot;&gt;http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1278&amp;amp;%20id_pagina=1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.who.int/child_adolescent_health/topics/prevention_care/adolescent/en/&quot;&gt;http://www.who.int/child_adolescent_health/topics/prevention_care/adolescent/en/&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;a href=&quot;http://www.searo.who.int/en/section1174/section1199/section1570_6723.htm&quot;&gt;http://www.searo.who.int/en/section1174/section1199/section1570_6723.htm&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/361354172882295082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2011/11/adolescencia-sem-fim.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/361354172882295082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/361354172882295082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2011/11/adolescencia-sem-fim.html' title='Adolescência sem fim'/><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjS2Ys4jn4XNbIrv0viAjhMN-OPOL7pfGZ_lm3kfjVXFOchJn7qjz_C9SGKd55A-HvJ8E3IQFLsivqiPGdZMNna9-rHzK_vig5EaMiYTAT0NivnlfpHUQZh_DpPhy1rzF8/s113/*'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-5963145489139638596</id><published>2011-11-11T14:10:00.003-02:00</published><updated>2011-11-13T15:04:41.502-02:00</updated><title type='text'>O desejo realizado</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Alberto Magalhães&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;As pessoas almejam obter ótimos empregos, altos cargos, polpudos salários, empreender grandes negócios, possuir todos os bens de consumo disponíveis no mercado, imóveis bonitos e confortáveis, querem estar muito belas, com seus corpos em forma, rijos, “sarados”, cabelos e pele viçosos, brilhantes ansiosas por agradar ao mundo e serem agraciadas por ele. Querem ser bem sucedidas em tudo o que o seu coração deseja. Mas mesmo as pessoas que conseguem isso, nem sempre conseguem conhecer o sentimento de realização plena, de felicidade alcançada. Como se o espaço interior da realização pessoal fosse um vazio incomensurável. Temos o exemplo da atriz americana Marilyn Monroe, que apesar de linda, famosa, rica, desejada e admirada no mundo não se sentia feliz e teve um final deprimente. Elvis Presley, Michael Jackson, Amy Winehouse, entre tantos que não conseguiram encontrar felicidade na realização pessoal física, financeira, social, profissional. Parecia que quanto mais realizavam seus desejos, mais definhavam na frustração de superar a sua condição de pessoa vulnerável, frágil, fisiologicamente comum.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Pareciam demonstrar que quando prosperavam e ocupavam todos os espaços que podiam, ficavam limitados, tolhidos, deficientes, engessados na sua própria condição humana que não lhes permitia subir além, transcender, ser nada mais do que já eram. E havia tantos artistas, tantas beldades, tantos talentos em cada área em que eles se destacavam. Embora a soma dos seus talentos e qualidades não os fizessem sentir-se realmente especiais e plenamente realizados. Precisavam agora galgar um nível de excelência que outra pessoa ao seu redor não tivesse alcançado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;A realização de um desejo é a sua morte, ou seja: quando realizamos um desejo o matamos e então fica essa sede interminável de realizar outros desejos e vamos desprezando o que já realizamos, anulando-o como valor elementar ou pondo-o em segundo plano e abandonando ou negligenciando a nossa responsabilidade com o que foi conquistado, às vezes arduamente, preterindo pessoas que nos são caras e subestimando afetos que nos prendem à estrutura basilar da nossa alma. Lembro-me daquela frase tão comum na minha infância, e tão sem validade atualmente, gravada na traseira dos caminhões: “Não tenho tudo o que amo, mas amo tudo o que tenho.” Epicuro disse que a dor nasce do desejo. Certamente haverá algo ou alguém sublime que preencha esse espaço faminto do homem, esse vazio que parece imenso. Cada desejo a se realizar – com suas conseqüências -, é um convite para o caminhar fecundo e uma porta aberta para a descoberta do abismo interior.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Alberto Magalhães é funcionário público em Aracaju, SE e autor do blog &lt;a href=&quot;http://tempodepalavrasepedras.blogspot.com/&quot;&gt;Tempo de palavras e pedras&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/5963145489139638596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2011/11/o-desejo-realizado.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/5963145489139638596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/5963145489139638596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2011/11/o-desejo-realizado.html' title='O desejo realizado'/><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjS2Ys4jn4XNbIrv0viAjhMN-OPOL7pfGZ_lm3kfjVXFOchJn7qjz_C9SGKd55A-HvJ8E3IQFLsivqiPGdZMNna9-rHzK_vig5EaMiYTAT0NivnlfpHUQZh_DpPhy1rzF8/s113/*'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-8742045277903147646</id><published>2011-09-18T05:20:00.014-03:00</published><updated>2011-10-30T05:55:19.065-02:00</updated><title type='text'>Nem o FBI salva  Scarlett</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;O episódio da divulgação de fotos colhidas por &lt;i&gt;hackers&lt;/i&gt; dos arquivos digitais de &lt;a href=&quot;http://f5.folha.uol.com.br/celebridades/975017-supostas-fotos-de-scarlett-johansson-nua-aparecem-na-internet.shtml&quot;&gt;Scarlett Johansson&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e a consequente &lt;a href=&quot;http://f5.folha.uol.com.br/celebridades/976035-fbi-esta-perto-de-achar-responsavel-por-fotos-de-scarlett-nua.shtml&quot;&gt;investigação do FBI&lt;/a&gt; para a localização dos culpados, é um bom indicador de que seja o momento propício para uma revisão dos conceitos de virtualidade e realidade na transmissão de dados digitais na internet e suas possíveis consequências.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;As fotos de Scarlett nua circularam por um dia na rede. No dia posterior, &lt;a href=&quot;http://f5.folha.uol.com.br/celebridades/975643-advogado-de-scarlett-johansson-confirma-que-fotos-sao-dela.shtml&quot;&gt;seu advogado ameaçou &lt;/a&gt;os sites que estavam divulgando as fotos da cliente tiradas em casa, mas o estrago já tinha atingido um tamanho diretamente proporcional à fama da atriz americana.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Certamente cópias foram feitas, e nessa era de divulgação instantânea de dados - para o bem e para o mal - é impossível medir a dimensão exata dos efeitos causados por um acontecimento como esse a longo prazo. Provavelmente Scarlett tenha algumas dificuldades inicias para conseguir dissociar sua imagem de uma leitura que a associe à vulgaridade, algo que talvez seja imaginado por algum patrocinador ou contratante de seus préstimos artísticos-estéticos. Basta apenas convencer os donos do mundo que pagam seus graúdos cachês, que ela é uma atriz competente e que as fotos de caráter íntimo foram roubadas por pessoas inescrupulosas. E tudo ficará bem, pois Scarlett nasceu para ser Scarlett e isso já é um bom e suficiente álibi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Assim como Scarlett Johansson teve sua intimidade mostrada em rede mundial, inúmeras outras pessoas não famosas nem prestigiadas tem seus momentos íntimos divulgados pelos mais variados motivos. Algumas são vítimas de verdadeiros criminosos que desejam a ridicularização, afetando a auto-estima das pessoas divulgando dados digitais, sejam fotos ou vídeos, &amp;nbsp;para constrangê-las. Isso é muito comum em rompimentos traumáticos de relacionamentos, onde uma das partes tenta compensar suas frustrações emocionais expondo a outra parte à vexação pública, publicando materiais que não deveriam sair do âmbito doméstico. Já em outro lado, estão as pessoas que tem seus momentos íntimos mostrados na internet graças a um certo &#39;consentimento inconsequente&#39;, típico de alguém que tem atitudes direcionadas prioritariamente por referenciais de inconsequência - em especial o adolescente e o jovem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Se no primeiro caso temos a possibilidade de apontarmos mais diretamente o responsável pela divulgação indevida da intimidade de outra pessoa, &amp;nbsp;para que sejam aplicadas as sanções necessárias pelo ato, no segundo temos todo um repertório simbólico que nos faz confusos, e dentro desse repertório, as mais variadas explicações e divagações sobre de quem seria a responsabilidade pelo constrangimento da divulgação de imagens inapropriadas, mesmo que sejam feitas &#39;de comum acordo&#39; (geralmente relações sexuais gravadas em câmeras de celular em lugares inimagináveis, tendo sido registrados até mesmo casos de&lt;a href=&quot;http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/02/policia-apura-quem-divulgou-video-de-sexo-em-escola-de-sp.html&quot;&gt; filmagens feitas em escolas&lt;/a&gt;). E geralmente - tratando-se do Brasil - não acontecerá provavelmente nada em relação a isso, &lt;a href=&quot;http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&amp;amp;local=1&amp;amp;section=Geral&amp;amp;newsID=a2443409.xml&quot;&gt;os adolescentes em sua inconsequência &lt;/a&gt;continuarão desorientados, carregando para sempre a associação de suas imagens e de suas condutas com os vídeos inapropriados postados na net, e consequentemente nem eles, nem seus pais e responsáveis serão responsabilizados pelo ato anti-ético e difamatório.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Podemos já aqui, com essa explanação, rejeitar de forma veemente o aspecto &#39;virtual&#39;, geralmente associado à internet. Essa argumento de falsa virtualização é comum em discursos onde se tenta analisar os impactos do uso dos computadores e da internet na vida social das pessoas. Não é levado em conta a simbologia dos dados - fotos ou filmes neste caso - que circulam de forma rápida e são reproduzidos/reprocessados numa velocidade inimaginável.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Assim como as idéias se interligam de forma virtual no cérebro e somente terão efeito prático através de ações, os dados da internet também só terão efeito real após o precessamento das informações dos usuários, que a seu critério, reprocessarão as informações para si e para outros de seu grupo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Sob essa perspectiva o uso inconsequente da internet pelos jovens que postam filmes inadequados, por exemplo, pode ter até uma &lt;i&gt;leitura filosófica&lt;/i&gt;. O jovem atual, alimentado por ideais de niilismo, de descrença no amanhã, do uso da inconsequência como ferramenta de libertação da impossibilidade de lidar com a realidade, acredita que o ato impensado difundido pelos bites no mundo além fronteiras da internet, será uma ato apenas. Mal orientado pelo adulto, o jovem acredita na virtualidade pura da rede e que seu gesto tresloucado apenas durará o ato de sua inconsequência, numa negação sequencial, num gesto de negação da própria história, o que é um grande engano. A foto, ou o filme inadequado protagonizado por um casal pode ter inúmeras leituras por vários usuários, sendo que os protagonistas iniciais perdem seus direitos sobre a própria imagem e talvez temporariamente sobre seus destinos. Se não fosse assim, Scarlett não ficaria preocupada com a divulgação não autorizada de suas fotos nua, visto que a número de leituras dessas fotos é enormemente variado. E em um mundo onde as imagens são importantes na construção da identidade e de referencias de credibilidade, não quis ela se arriscar, apesar de nesse caso, já ter sido o material amplamente divulgado pelo fato de ela ser atriz de grande sucesso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Partindo desse princípio, poderíamos adotar argumentos de caráter educativo e que transmitisse ao jovem uma alternativa para o pensamento inconsequente. Se tal inconsequência faz parte da juventude (atualmente bem acentuada devido à omissão dos pais, educação deficiente e falta de perspectivas de vida) ela pode ser revertida com sua força para uma construção de uma imagem mais positiva sobre o próprio jovem. Isso baseado na constatação de que o jovem busca uma imagem, quer construir uma nova perspectiva sobre si que resultará na leitura que os outros farão dele. Ao perceber que a divulgação inconsequente de imagens inapropriadas através da internet é algo que não possibilitará de modo algum que ele reconstrua a própria imagem após o ato tresloucado, ele pensará muito antes de cometer tal ato, pois não deseja que o domínio sobre sua imagem pertença a outras pessoas. E perceberá que o seu ato de agora trará consequências no futuro, para si e para seu grupo social.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Alertar sobre os riscos reais do mundo &#39;virtual&#39;, que são causados pelas inconsequências do mau uso da rede, &amp;nbsp;é mais do que urgente na educação para o uso ético da internet. Assim como na vida real, onde todos temos deveres e responsabilidades de cidadão, o &#39;mundo virtual&#39; também tem suas representações éticas e morais, sendo de escolha do participante acatá-las ou não. Se não quiser acatar as representações, isso é um risco que não pode ser compartilhado, é intransferível. A prudência evita o desassossego. Se não houver prudência, não haverá FBI com toda a sua capacitação que poderá dar cobertura para investigar todos os casos envolvendo crimes cibernéticos com seus perigos do mundo digital. Não existe, na rede mundial, sistema cem por cento seguro - hackers tem feito verdadeiras proezas, invadindo sistemas de órgãos acima de qualquer suspeita em quesito de segurança como&lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/poder/934153-grupo-anuncia-mais-ataques-e-sites-da-presidencia-e-senado-saem-do-ar.shtml&quot;&gt; governos e agências de inteligência como a CIA.&amp;nbsp;&lt;/a&gt;Tal qual no&amp;nbsp;mundo não virtual, o cuidado com a própria segurança dos dados pessoais na internet é uma grande arma de prevenção contra criminosos e pessoas mal intencionadas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://f5.folha.uol.com.br/celebridades/975017-supostas-fotos-de-scarlett-johansson-nua-aparecem-na-internet.shtml&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;http://f5.folha.uol.com.br/celebridades/975017-supostas-fotos-de-scarlett-johansson-nua-aparecem-na-internet.shtml&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://f5.folha.uol.com.br/celebridades/976035-fbi-esta-perto-de-achar-responsavel-por-fotos-de-scarlett-nua.shtml&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;http://f5.folha.uol.com.br/celebridades/976035-fbi-esta-perto-de-achar-responsavel-por-fotos-de-scarlett-nua.shtml&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://f5.folha.uol.com.br/celebridades/975643-advogado-de-scarlett-johansson-confirma-que-fotos-sao-dela.shtml&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;http://f5.folha.uol.com.br/celebridades/975643-advogado-de-scarlett-johansson-confirma-que-fotos-sao-dela.shtml&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/02/policia-apura-quem-divulgou-video-de-sexo-em-escola-de-sp.html&quot;&gt;&lt;i&gt;http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/02/policia-apura-quem-divulgou-video-de-sexo-em-escola-de-sp.html&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;a href=&quot;http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&amp;amp;local=1&amp;amp;section=Geral&amp;amp;newsID=a2443409.xml&quot;&gt;http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&amp;amp;local=1&amp;amp;section=Geral&amp;amp;newsID=a2443409.xml&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/poder/934153-grupo-anuncia-mais-ataques-e-sites-da-presidencia-e-senado-saem-do-ar.shtml&quot;&gt;&lt;i&gt;http://www1.folha.uol.com.br/poder/934153-grupo-anuncia-mais-ataques-e-sites-da-presidencia-e-senado-saem-do-ar.shtml&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/8742045277903147646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2011/09/nem-o-fbi-salva-scarlett.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/8742045277903147646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/8742045277903147646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2011/09/nem-o-fbi-salva-scarlett.html' title='Nem o FBI salva  Scarlett'/><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjS2Ys4jn4XNbIrv0viAjhMN-OPOL7pfGZ_lm3kfjVXFOchJn7qjz_C9SGKd55A-HvJ8E3IQFLsivqiPGdZMNna9-rHzK_vig5EaMiYTAT0NivnlfpHUQZh_DpPhy1rzF8/s113/*'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-8097659881747664735</id><published>2011-09-04T04:26:00.025-03:00</published><updated>2018-10-13T14:39:15.329-03:00</updated><title type='text'>Menina-mulher, mulher-menina</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt;Thylane Blondeau, modelo de apenas dez anos, foi destaque da revista Vogue de janeiro de 2011. Filha de um jogador de futebol e de uma também modelo, teve fotos divulgadas na revista de moda, o que não seria relevante se não fosse por um pequeno detalhe - &lt;a href=&quot;http://i0.ig.com/bancodeimagens/bc/qk/we/bcqkweqy881ibvfzufhpks2tn.jpg&quot;&gt;as fotos possuem alta carga de sensualidade&lt;/a&gt;, indo além de uma suposta &lt;a href=&quot;http://i0.ig.com/bancodeimagens/0i/kw/91/0ikw911osakxtsa4u9y5x4tky.jpg&quot;&gt;representação da vida adulta&lt;/a&gt; feita com frequência por crianças em ensaios fotográficos, o que pode ser algo saudável e até lúdico, pois faz parte do processo de desenvolvimento infantil a imitação dos modelos adultos e as situações por eles vividas. As fotos estão disponíveis no portal IG.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt;O comentário da professora de psicologia e pesquisadora do Grupo de Estudos de Educação e Relações de Gênero da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Jane Felipe de Souza reflete bem em seu raciocínio o caso específico que pode, a partir daí, ser utilizado de modo genérico na sociedade contemporânea: &quot;A expressão da sexualidade parece ser uma obrigação para as mulheres hoje em dia, e, consequentemente, é também para as meninas. A idealização de beleza e juventude afeta também as crianças, que não querem mais ser tão crianças assim&quot;. Ela prossegue: &quot;Quando se coloca o corpo infantil como corpo desejável, o que estamos querendo com isso? Nesse sentido, estamos nos tornando uma sociedade pedófila. Estamos construindo um olhar pedófilo em cima das crianças, principalmente das meninas.&quot;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt;A sociedade atual é pautada por um certo utilitarismo social. Laços afetivos, por exemplo, são construídos muitas vezes com o direcionamento de uma visão que almeja agregar valores do senso comum, e muito pouco de uma tentativa de se estabelecer a longo prazo os alicerces necessários para a verdadeira coesão destes laços. Isso se reflete em relações matrimoniais, sociais, familiares. No caso específico da criação de filhos, muitos pais também tem essa visão para com eles. Certa vez, vi numa reportagem televisiva, uma mãe justificando que não pretendia ter mais do que um filho, devido à alta competitividade do mercado de trabalho - a mãe já vislumbrava o quanto gastaria na formação do filho, levando em conta apenas o aspecto financeiro na criação da criança. O que certamente é importante, mas não o único fator representativo das necessidades essenciais da infância bem desenvolvida e bem protegida pelos pais ou responsáveis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt;No caso específico da modelo-mirim, foge-se de um tradicional roteiro de precocidades que existe em situações onde a criança deve desenvolver responsabilidades e potencialidades que a façam parecer um adulto, tudo isso em circunstâncias que não prejudiquem seu desenvolvimento, por exemplo no caso de crianças que tem atividades direcionadas desde cedo conciliando vida escolar e brincadeiras com seus afazeres de &#39;gente grande&#39; - alguns &#39;artistas mirins&#39; podem ser referência aqui. Não é este o caso. As fotos de Thylane Blondeau vão além disso, elas parecem simbolizar um ideal, um nicho de mercado que sobrepuja até mesmo a simples representação de uma criança vestindo roupas de uma grife famosa -  elas são, em essência, a última fronteira de um ideal de desconstrução da simbologia da infância e de sua importância para a sociedade. Na verdade, a pequena modelo não representa uma parcela de mercado, ela é a própria mercadoria, a mercadoria que disponibiliza uma nova perspectiva social de resultados obscuros. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt; A psicóloga norte-americana Diane Levin,  autora do livro &quot;A Infância Perdida&quot; explica o fenômeno: &quot;Crianças mais novas estão agindo e fazendo coisas de crianças mais velhas. Parece que o tempo está correndo cada vez mais rápido para elas&quot;. A autora complementa:  &quot;As meninas querem se parecer com adultas e as adultas, cada vez mais, querem se parecer com meninas&quot;. Aqui algo que merece maior destaque: a falta de paradigmas para uma fase e outra da vida, a quebra da linha que separa essas duas fases - a vida infantil da vida adulta, que se misturam como algo intercambiável, uma espécie de permuta social que foi constituída sem nenhuma grande objeção das características das partes, que não tinham como ser dimensionadas no &#39;outro lado&#39;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt;De um lado temos a criança que, cada vez mais indefesa, é alvo de representações nefastas que vão contra sua estrutura biológica e psicológica e que visam alimentar interesses que vão desde o simples mercado, passando pela visão política e social (em regimes de exceção como os comunistas, as crianças são &#39;meninas dos olhos&#39; de ditadores, que veem  nelas o material revolucionário essencial para seus projetos). No outro extremo temos a mulher que, direcionada pelo ideal da sensualidade irrestrita como algo de grande potencial e capital social, enxerga em si um ser em formação perpétua - não como alguém em uma necessária e louvável transformação contínua, mas alguém que apenas almeja o eterno bônus por seus atos e por sua existência em si mesma, sem que autorize uma visualização mais detalhada de seus atributos e competências de mulher adulta, sendo que poderá ser chamado de opressor quem o fizer. Em nossa sociedade, a crítica à postura infantilizada da mulher contemporânea em certas circunstâncias é tida como um ultraje desmerecido para com alguém que se legitima em ser substancialmente hedonista, que se vê como merecedora de inúmeros diretos e disponibilidades possíveis (há tempos atrás, isso seria prerrogativa de meninas mimadas).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt;Uma prova empírica desse raciocínio, que vê a dificuldade de separação de etapas distintas no processo de desenvolvimento humano desde a infância, é o próprio episódio envolvendo a pequena modelo francesa. Sua mãe, Veronika Loubry,  ao ver a repercussão das fotos na internet disse: &quot;Thylane não sabe sobre nada disso  e eu quero protegê-la. Ela é tão nova! Por isso, resolvemos fechar esta página&quot;. Esse discurso é cheio de dubiedades e mostra a falta de maturidade da mãe da menina. Será que ela não conseguiu abstrair a possibilidade de que as fotos da filha em um ensaio sensual pudessem causar polêmica, além de uma superexposição por causa da temática escolhida? Ou melhor, porque permitiu que a filha fizesse o material? Ela não viu as fotos? Não percebeu a simbologia erotizante contida nelas, que poderia causar traumas em seu desenvolvimento como criança?  Não viu que, psicologicamente poderia - ou poderá - ter disfunções em seu desenvolvimento que acarretarão problemas em sua fase adulta? Tantos questionamentos, tantos indicadores de que uma mulher-menina no papel de mãe está cuidando de uma menina-mulher como filha, ambas desnorteadas - a mãe arrogando a si o direito de surpreender-se perante sua própria inconsequência e a filha desprotegida pela mãe e pelo pai, numa perspectiva que poderá trazer-lhe sérios problema na vida adulta. Eles são o reflexo da anarquia social que tem atingido as famílias em vários países,  e a sociedade parece adormecida sobre esse problema que ainda não teve sua dimensão analisada e medida a contento. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;Fontes:&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://delas.ig.com.br/filhos/supermodelo+mirim+levanta+discussao+sobre+exposicao+infantil/n1597161332841.html&quot;&gt;http://delas.ig.com.br/filhos/supermodelo+mirim+levanta+discussao+sobre+exposicao+infantil/n1597161332841.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://i0.ig.com/bancodeimagens/0i/kw/91/0ikw911osakxtsa4u9y5x4tky.jpg&quot;&gt;http://i0.ig.com/bancodeimagens/0i/kw/91/0ikw911osakxtsa4u9y5x4tky.jpg&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://i0.ig.com/bancodeimagens/bc/qk/we/bcqkweqy881ibvfzufhpks2tn.jpg&quot;&gt;http://i0.ig.com/bancodeimagens/bc/qk/we/bcqkweqy881ibvfzufhpks2tn.jpg&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/8097659881747664735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2011/09/menina-mulher-mulher-menina.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/8097659881747664735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/8097659881747664735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2011/09/menina-mulher-mulher-menina.html' title='Menina-mulher, mulher-menina'/><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjS2Ys4jn4XNbIrv0viAjhMN-OPOL7pfGZ_lm3kfjVXFOchJn7qjz_C9SGKd55A-HvJ8E3IQFLsivqiPGdZMNna9-rHzK_vig5EaMiYTAT0NivnlfpHUQZh_DpPhy1rzF8/s113/*'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-7008471929555587112</id><published>2011-06-05T05:42:00.023-03:00</published><updated>2014-09-30T13:54:31.471-03:00</updated><title type='text'>A marcha das cabeças vadias</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Aconteceu no dia 04/06/2011 na Av. Paulista, São Paulo, a primeira &#39;Marcha das Vadias&#39;. O evento que pretendia reunir 2500 pessoas, reuniu apenas cerca de 300 no sábado frio da capital. A idéia original da marcha ocorreu após um seminário numa universidade de Toronto, Canadá, onde um policial disse que estupros seriam evitados se as alunas não se vestissem como vadias - &lt;i&gt;sluts&lt;/i&gt; em inglês. Então as alunas, revoltadas com a afirmação do policial, organizaram um protesto e saíram vestindo roupas sumárias e gritando palavras de ordem contra a opressão masculina. Foram as pioneiras na marcha que já ocorreu em 15 lugares diferentes até agora, desde Janeiro de 2011, data da primeira marcha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Nas ruas de São Paulo, as manifestantes - algumas - desfilaram de roupas íntimas, &amp;nbsp;segurando cartazes e ecoando &lt;i&gt;slogans &lt;/i&gt;da causa feminista. As fotos das participantes do evento são interessantes.&amp;nbsp;Uma delas, com óculos de aros pretos e cabelos aparados, se destacava pelo modelo com um recurso estranho de sustentação que tentava segurar os &#39;quilinhos&#39; a mais. Porém mais estranho era o fato de ela estar segurando um cartaz em inglês (talvez um pouco confusa e acreditando estar no fuso horário de Londres), onde se lia:&lt;i&gt; &quot;I&#39;m a human, not a sandwich!&quot;&lt;/i&gt; (&quot;Sou um ser humano, não um sanduíche!&quot;). Fazendo parte do recheio do protesto, uma outra segurava um cartaz - por coincidência rosa - onde, talvez num possível exercício de afirmação existencial, estava escrito: &quot;Não sou puta&quot;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;line-height: 20px;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Uma das organizadoras do desolado evento, Solange Del Ré, 30, expressa sua linha de pensamento sobre o assunto:&quot;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;line-height: 20px;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;É um problema corriqueiro que toda mulher enfrenta. Se você vai comprar um cigarro no bar, pode ser intimidada, como se estivesse provocando essa reação só por ser mulher&quot;, afirma. Ela prossegue: &quot;A gente sabe que tem mulheres sendo espancadas no Brasil. Mulheres que são estupradas por causa da roupa que estão usando&quot;. &amp;nbsp;Ou seja, ela não dissocia uma investida elegante ou uma cantada elogiosa do homem da grosseria ou da rudeza encontrada em algumas atitudes masculinas ao abordar uma mulher. Também &amp;nbsp;na visão de Solange, a probabilidade de estupro ocorrer num país islâmico como o Irã seria nula, pois lá existe um código rigoroso de conduta para a vestimenta feminina, que é representada por véus e vestidos longos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 20px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 20px;&quot;&gt;O movimento feminista é reconhecido pelas incoerências de discursos, de atitudes, pela imprecisão de sua análise da realidade econômico-social e do eterno discurso da independência feminina utilizando-se não da originalidade, mas de uma reprodução inconsequente de comportamentos equivocados de certos homens. A professora Silvia Koller&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;line-height: 20px;&quot;&gt;do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 20px;&quot;&gt;endossa essa perspectiva afirmando:&quot;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;line-height: 20px;&quot;&gt;Uma massa dessas na rua expõe esses pontos para a sociedade: se os homens podem andar de qualquer jeito, por que as mulheres não podem? Nem por isso os homens são agredidos, xingados, estuprados&quot;. Há aqui uma tentativa de impor a igualdade através da construção social, como se homens e mulheres pudessem ser &#39;&#39;moldados&#39;&#39; excetuando as características físico-biológicas em suas vidas. Certamente Silvia Koller não exigiria equidade em campos da vida cidadã feminina, como por exemplo na obrigatoriedade do serviço militar para mulheres (que existem em alguns países como Israel), assim como defesa de casamentos de mulheres com potencial econômico/social um pouco acima da média do homem. O discurso feminista certamente quer mostrar idoneidade, porém ela é escassa em vários setores da vida humana, mesmo em épocas recentes onde uma presumível igualdade de direitos não tem sido representada pelo empreendimento feminino em áreas afins com resultados visíveis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;line-height: 20px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;line-height: 20px;&quot;&gt;A incoerência ronda grandes nomes da ideologia feminista.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 20px;&quot;&gt;Simone de Beauvoir, um das principais deidades do feminismo, saía de bicicleta pela França ocupada durante a Segunda Guerra atrás de namorados, livrando-se de obrigações para com seu país na resistência francesa ao nazismo. Foi partidária, junto com o marido Jean-Paul Sartre, da &#39;promiscuidade consciente&#39;, onde de comum acordo tinham práticas pouco ortodoxas em um relacionamento conjugal. Seguindo esse acordo, Beauvoir tinha livre trânsito em laços fora do matrimônio, sendo talvez uma das precursoras a assumir esse ideal de vida amorosa. Assim, Beauvoir assinava a carta de alforria, graças ao seu prestígio como líder feminista, a todas as mulheres que veem nela um ideal de mulher independente e à frente e seu tempo. Entretanto essa parece ser uma alforria falsa, pois essas mesmas mulheres alforriadas querem, seguindo os ensinamentos de Simone de Beauvoir, se dissociar do referencial de vulgaridade que ronda o ideário coletivo em relação a certas mulheres no mundo atual: a &#39;mulher objeto&#39; que atingiu esse patamar graças à liberação sexual, mas que é relatada como produto do machismo que se aproveita dessa &#39;mulher objeto&#39; de todas as formas. A mulher independente que mostra sua sensualidade na mídia, graças ao engajamento libertário feminista (&quot;Meu corpo, minhas regras&quot; dizia um dos cartazes da marcha) e que alimenta os anseios do homem machista. Num sistema onde o pensamento parece um acessório apenas para a divulgação de ideais incoerentes, não existe a possibilidade de se destacar o criador da criatura - todos estão no mesmo patamar. O feminismo e o machismo parecem fazer parte de um sistema mercadológico de &#39;oferta e procura&#39;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;line-height: 20px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 20px;&quot;&gt;Uma desafeta de &amp;nbsp;Simone de Beauvoir, &amp;nbsp;Antoinette Fouque, afirmou que a frase &quot;Ninguém nasce mulher, mas se torna mulher&quot; foi o pronunciamento mais imbecil do século. Fouque também é crítica do modelo de &#39;mulher sem filhos&#39; e aponta uma certa frigidez mental da mulher de Sartre. Talvez até nisso as feministas de lingerie da Paulista tenham algo similar a Beauvoir. A frouxidão de idéias e de metas é algo visível na marcha. E frouxidão mental não é recomendável, pois daí para a &#39;mente vadia&#39; é um passo. Não, as moças da Paulista não são vadias em seus trajes, mais podem ser em suas idéias. Que seja lembrado o ditado &quot;mente vazia é oficina do demônio&quot;. Oficina d&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 20px;&quot;&gt;as idéias esdrúxulas guiando cabeças vadias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;line-height: 20px;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;line-height: 20px;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://delas.ig.com.br/comportamento/marcha+das+vadias+protesta+contra+o+machismo/n1597003229027.html#5&quot;&gt;&lt;i&gt;http://delas.ig.com.br/comportamento/marcha+das+vadias+protesta+contra+o+machismo/n1597003229027.html#5&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;line-height: 20px;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://delas.ig.com.br/comportamento/marcha+das+vadias+pretende+reunir+2500+em+sp/n1596999822933.html&quot;&gt;&lt;i&gt;http://delas.ig.com.br/comportamento/marcha+das+vadias+pretende+reunir+2500+em+sp/n1596999822933.html&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;line-height: 20px;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: blue; font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;Uma história íntima da humanidade&lt;/i&gt;, Teodore Zeldin, Best Bolso,RJ, 2008&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/7008471929555587112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2011/06/marcha-das-cabecas-vadias.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/7008471929555587112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/7008471929555587112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2011/06/marcha-das-cabecas-vadias.html' title='A marcha das cabeças vadias'/><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjS2Ys4jn4XNbIrv0viAjhMN-OPOL7pfGZ_lm3kfjVXFOchJn7qjz_C9SGKd55A-HvJ8E3IQFLsivqiPGdZMNna9-rHzK_vig5EaMiYTAT0NivnlfpHUQZh_DpPhy1rzF8/s113/*'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2312225430687760248.post-5933175827941908145</id><published>2011-06-05T02:34:00.020-03:00</published><updated>2011-09-02T12:59:47.910-03:00</updated><title type='text'>A cantiga de roda mais bonita da cidade</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;O hit mais comentado e acessado da internet essa semana foi o clipe da música &#39;Oração&#39; da banda curitibana &quot;A banda mais bonita da cidade&quot;. O grande número de acessos fez com que a banda &lt;i&gt;underground&lt;/i&gt; se tornasse conhecida nacionalmente, inclusive com entrevistas para TV e sites de notícias. Formada há dois anos, o quinteto disponibilizou &#39;Oração&#39; no site You Tube e em quinze dias já foram registrados mais de 4milhões e 500 mil visualizações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;line-height: 18px;&quot;&gt;O guitarrista da banda Rodrigo Lemos resumiu, em entrevista, o evento:&quot;Postamos o clipe apenas nos perfis do Facebook das pessoas que participaram da gravação. Foi muito rápido: saímos para almoçar e quando voltamos observamos que os amigos dos amigos estavam compartilhando a música. Tudo aconteceu de uma maneira inesperada”, reconhece o curitibano&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;line-height: 18px;&quot;&gt;O clipe foi gravado em &#39;plano sequência&#39; utilização de uma só tomada, ou seja, o vídeo não tem cortes. Foi gravado em uma casa no interior do Paraná, onde participam no vídeo-clipe, além da banda, alguns amigos dos integrantes. Foram feitas oito gravações segundo&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&amp;nbsp;o cinegrafista do clipe André Chesini, sendo que a motrada no Youtube é a terceira tentativa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;line-height: 19px;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&quot;A gente tinha o zelo de fazer o filme, bonitinho e tal. Mas estávamos totalmente descompromissados&quot;, diz Rodrigo, num das várias tentativas de passar uma idéia de &#39;eventualidade&#39; para a divulgação do clipe.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;line-height: 19px;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;line-height: 19px;&quot;&gt;Apesar de tudo indicar o contrário, isso aparenta ser uma grande estratégia de marketing. Qualquer pessoa com mínimos conhecimentos da linguagem cinematográfica sabe que houve um cuidado com fotografia, áudio e gravação, além da escolha criteriosa para uma música que foge um pouco da linguagem&amp;nbsp;proposta pelo grupo. &#39;A&amp;nbsp;banda mais bonita da cidade&#39; segue à risca a cartilha&amp;nbsp;&lt;i&gt;indie&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;(abreviatura de independente em inglês, movimento musical surgido nos anos 1980), que tem uma metodologia de distribuição &#39;não comercial&#39;, com selos terceirizados ou próprios para lançarem seus trabalhos. Mas a independência não para por aí. Há toda uma ideologia, uma certa liturgia no trabalho dos&amp;nbsp;&lt;i&gt;indies&amp;nbsp;&lt;/i&gt;que, ao tentarem a originalidade, tiram essa intenção do processo, virando algo como &#39;o mais do mesmo&#39;. No &lt;i&gt;indie&lt;/i&gt;, a pretensão é ir contra a corrente, adotando um visual despojado. As letras tentam suprimir o despojamento visual com uma pretensiosa (e por vezes irritante) tentativa de criar uma atmosfera beletrista, onde metáforas, hipérboles (exageros) e ecos sonoros são prioridade e nem sempre garantia de boa música. A escola &lt;i&gt;indie&lt;/i&gt; começou nos anos 1980 e tem nas bandas &#39;The Strokes&#39;, &#39;Belle &amp;amp; Sebastian&#39;, &#39;Beirut&#39; além da brasileira &#39;Los Hermanos&#39; seus maiores expoentes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;line-height: 19px;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;line-height: 19px;&quot;&gt;&lt;b&gt;Música para grudar no ouvido -&amp;nbsp;&lt;/b&gt;Algo que faz com que suspeitemos do ar descompromissado dos discursos dos integrantes, alegando a&amp;nbsp;&lt;i&gt;não-fama&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&amp;nbsp;como motivador do clipe, pode ser notado na letra da música. Ali, há o registro de uma estrutura semelhante às cantigas de roda, com versos de sete sílabas (também conhecido como redondilha maior). Temos em algumas cantigas de roda essa estrutura, como em &#39;Ciranda Cirandinha&#39;. As sílabas acentuadas estão em caixa alta:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;line-height: 19px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;EN-US&quot; style=&quot;line-height: 18px;&quot;&gt;&quot;Ci|ran|da|ci|ran|di|nha&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 18px;&quot;&gt;Va|mos|to|dos|ci|ran|DAR&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 18px;&quot;&gt;Va|mos|dar|a|mei(a)|VOL|ta&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 18px;&quot;&gt;Vol|ta(e)|mei|a|va|mos|DAR.’&quot;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 18px;&quot;&gt;Chico Buarque de Holanda em sua &#39;A banda&#39; também usa redondilha menor:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 18px;&quot;&gt;&quot;Es|ta|va(à)|to|a|na|VI|da&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 18px;&quot;&gt;O|meu |a|mor|me|cha|MOU&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 18px;&quot;&gt;Pra|ver|a|ban|da|pas|SAR&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 18px;&quot;&gt;Can|tan|do|coi|sas|de(a)|MOR&quot;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;line-height: 18px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Valendo-se desse recurso facilitador de assimilação da letra, &#39;A banda mais bonita da cidade&#39; vem com igual proposta:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 18px;&quot;&gt;&quot;Meu|a|mor&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 18px;&quot;&gt;Es|ta(é)| a(úl)|ti|ma(o)|ra|ÇÃO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 18px;&quot;&gt;Pra|sal|var|seu|co|ra|ÇÃO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 18px;&quot;&gt;Co|ra|ção|não|é|tão|SIM|ples&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 18px;&quot;&gt;Quan|to pen|sa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 18px;&quot;&gt;Ne|le|ca|be(o)|que|não|CA|be&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 18px;&quot;&gt;Na|des|pen|sa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 18px;&quot;&gt;Ca|be(o)|meu|a|mor&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 18px;&quot;&gt;Ca|bem|três|vi|das|in|TEI|ras&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 18px;&quot;&gt;Ca|be|u|ma|pen|te(a)|DEI|ra&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Ca|be|nós|dois...&quot;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;b&gt;Efeito &quot;Anna Júlia&quot; -&lt;/b&gt; Com essa singela música e durante longos seis minutos &#39;A banda&#39; tenta fazer com que as letras obtusas e pretensiosas de outras músicas como &#39;Canção pra não voltar&#39; sejam esquecidas por um momento. E mostra em rimas repetidas à exaustão que pode chegar ao grande público, mesmo que negue ou que venha renegar isso futuramente. Um episódio interessante foi o caso dos &#39;Los Hermanos&#39; que despontou com a conhecida &quot;Anna Júlia&quot;, que foi renegada como algo &#39;inferior&#39; quando os barbudos cariocas já tinham alcançado seus objetivos mais imediatos. Somente um exercício de &#39;previsão de riscos&#39; em carreiras musicais poderia dar um idéia sobre no que isso irá resultar. Mas ao seguir uma cartilha já consagrada, apesar de arrogarem a si a originalidade mais criativa, &#39;A banda mais bonita da cidade&#39; pode até conseguir certa notoriedade pois está fazendo a lição de casa corretamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://letras.terra.com.br/chico-buarque/45099/&quot;&gt;&lt;i&gt;http://letras.terra.com.br/chico-buarque/45099/&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=kTS64qgHuIo&amp;amp;feature=relmfu&quot;&gt;&lt;i&gt;http://www.youtube.com/watch?v=kTS64qgHuIo&amp;amp;feature=relmfu&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=QW0i1U4u0KE&amp;amp;feature=related&quot;&gt;&lt;i&gt;http://www.youtube.com/watch?v=QW0i1U4u0KE&amp;amp;feature=related&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1663391-15605,00-BANDA+DE+CURITIBA+FAZ+CLIPE+CRIATIVO+E+VIRA+FEBRE+NA+INTERNET.html&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1663391-15605,00-BANDA+DE+CURITIBA+FAZ+CLIPE+CRIATIVO+E+VIRA+FEBRE+NA+INTERNET.html&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,a-banda-mais-bonita-da-cidade-aposta-na-fofura-e-nos-descolados-da-rede,721853,0.htm&quot;&gt;&lt;i&gt;http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,a-banda-mais-bonita-da-cidade-aposta-na-fofura-e-nos-descolados-da-rede,721853,0.htm&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 19px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.band.com.br/entretenimento/musica/conteudo.asp?ID=100000436251&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;http://www.band.com.br/entretenimento/musica/conteudo.asp?ID=100000436251&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdemidia.blogspot.com/feeds/5933175827941908145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2011/06/cantiga-de-roda-mais-bonita-da-cidade.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/5933175827941908145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2312225430687760248/posts/default/5933175827941908145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdemidia.blogspot.com/2011/06/cantiga-de-roda-mais-bonita-da-cidade.html' title='A cantiga de roda mais bonita da cidade'/><author><name>Marcos Vinicius Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11149558806330885006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjS2Ys4jn4XNbIrv0viAjhMN-OPOL7pfGZ_lm3kfjVXFOchJn7qjz_C9SGKd55A-HvJ8E3IQFLsivqiPGdZMNna9-rHzK_vig5EaMiYTAT0NivnlfpHUQZh_DpPhy1rzF8/s113/*'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>