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	<title>Nova Origem</title>
	
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	<description>Pedalando ao redor do mundo</description>
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		<title>Cordilheira Branca, Cânion do Pato e Costa Norte – Peru</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 23:15:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kico Zaninetti</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img src="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/category/Peru-Flag.png" width="64" height="64" alt="" title="Peru" /><br/>Foi no Parque Nacional Huascarán que alcançamos a altitude máxima da viagem até agora, 4.850 m. Pedalamos por uma estrada de chão entre os nevados e nenhum ser humano. O frio era intenso, e nossa comida estava escassa, pois estavamos a mais de um dia sem passar por um povoado, e nossa reserva de comida foi insuficiente. 
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			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/category/Peru-Flag.png" width="64" height="64" alt="" title="Peru" /><br/><div class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://farm8.staticflickr.com/7150/6767353213_d2c9ea3624_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1613]"><img title="Pedalando aos 4850m de altitude - Parque Nacional Huascarán, Peru" src="http://farm8.staticflickr.com/7150/6767353213_d2c9ea3624_z.jpg" alt="Pedalando aos 4850m de altitude - Parque Nacional Huascarán, Peru" width="640" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Pedalando aos 4850m de altitude - Parque Nacional Huascarán, Peru</p></div>
<p>Foi no Parque Nacional Huascarán que alcançamos a altitude máxima da viagem até agora, 4.850 m. Pedalamos por uma estrada de chão entre os nevados e nenhum ser humano. O frio era intenso, e nossa comida estava escassa, pois estavamos a mais de um dia sem passar por um povoado, e nossa reserva de comida foi insuficiente.  A adrenalina que sentimos é diferente, ficamos exitados com a paisagens, juntando força para subir as montanhas que se mostram a nossa frente. A cabeça ja doía devido a fome quando chegamos no Pastoruri, uma montanha famosa da região. De lá começou uma decida forte, e quando alcançamos os 4200m, achamos um lugar abrigado do vento, perto de um rio e de um bosque de Puya Raymondi, uma planta com uma das maiores inflorações do mundo. Fizemos uma fogueira e cozinhamos um macarrão, que enfim matou a nossa fome.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://farm8.staticflickr.com/7174/6767356765_a1e0f99c90_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1613]"><img title="Jardim de Puya Raymondi - Parque Nacional Huascarán - Cordillera Blanca, Peru" src="http://farm8.staticflickr.com/7174/6767356765_a1e0f99c90_z.jpg" alt="Jardim de Puya Raymondi - Parque Nacional Huascarán - Cordillera Blanca, Peru" width="640" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Jardim de Puya Raymondi - Parque Nacional Huascarán - Cordillera Blanca, Peru</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://farm8.staticflickr.com/7167/6767359097_e5b2c8d1c4_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1613]"><img title="Parque Nacional Huascarán - Cordillera Blanca, Peru" src="http://farm8.staticflickr.com/7167/6767359097_e5b2c8d1c4_z.jpg" alt="Parque Nacional Huascarán - Cordillera Blanca, Peru" width="640" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Parque Nacional Huascarán - Cordillera Blanca, Peru</p></div>
<p>No dia seguinte pedalamos um pequeno trecho de estrada de chão, e logo estávamos no asfalto novamente, descendo para a cidade de Huaraz. No caminho encontramos um casal de cicloturistas ingleses, que estavam conhecendo a região. Eles usavam roupas bem engraçadas e batemos um papo bem divertido.</p>
<p>Huaraz é a capital do estado de Ancash, e é onde esta toda a estrutura para os turistas do mundo inteiro que vão para la explorar a região, uma das mais famosas de montanhismo. A cidade é pequena, mas muito agradável e fica no meio de enormes nevados.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://farm8.staticflickr.com/7024/6767362661_63d80f26d3_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1613]"><img title="A caminho de Huaraz - Cordillera Blanca, Peru" src="http://farm8.staticflickr.com/7024/6767362661_63d80f26d3_z.jpg" alt="A caminho de Huaraz - Cordillera Blanca, Peru" width="640" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">A caminho de Huaraz - Cordillera Blanca, Peru</p></div>
<p>No hostal que ficarmos conhecemos Alexandre Manzan, que já foi campeão mundial de Triathlon, e é gente finíssima. Trocamos muitas idéias sobre o mundo, a energia foi boa demais! As pessoas que cruzam nossos caminhos nos da a certeza que estamos na direção correta.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://farm8.staticflickr.com/7034/6767364271_d5a9945878_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1613]"><img title="Alexandre Manzan, grande atleta brasileiro de X-Terra" src="http://farm8.staticflickr.com/7034/6767364271_d5a9945878_z.jpg" alt="Alexandre Manzan, grande atleta brasileiro de X-Terra" width="640" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Alexandre Manzan, grande atleta brasileiro de X-Terra</p></div>
<p>Na primeira tentativa de saída de Huaraz, um dos Alforges do Caseh caiu da bike e um caminhão passou e o roubou. Ele ainda pegou um taxi e tentou encontrar o caminhão, mas foi em vão. No alforges estavam sua equipagem de frio e chuva, saco de dormir. Voltamos para a cidade e ele comprou os equipamentos usados, a um preço bem barato. O prejuízo foi reduzido com a ajuda dos amigos, que participaram da Vaquinha feita pela net e doaram a grana que foi gasta no Equipamento.</p>
<p><strong>Manoela Zaninetti, André, Eduardo, Andre Saliba, Crystiam Kelle, Jah Rastafarii, Renata Tibiriçá, Mari Zanon, Areta do Bem, Edvaldo Rodrigues, Gustavo Almeida, Rafael Vale, Daniel Fazza e Carol Fazza. </strong>Muito obrigado a todos que colaboraram!</p>
<p>Fizemos uma gambiarra e colocamos uma mochila para substituir o alforge perdido. Ficou meio desbalanceado o sistema, mas pelo menos pudemos voltar para a estrada.</p>
<p>Seguindo jornada, partimos de Huaraz em uma baixada enorme em direção ao Cânion do Pato. No meio do caminho o cabo da marcha do Tiago arrebentou, então tivemos que parar em Yungay para trocá-lo. Já estava tarde e acabamos ficando por lá para dormir. Acampamos na cidade sepultada, que se chama Campo Santo, em um viveiro de mudas. A antiga cidade de Yungay foi soterrada por uma avalanche de neve e lama que desceu do Huascarán (maior montanha do Peru com 6750m) em maio de 1970 matando mais de 25mil habitantes.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://farm8.staticflickr.com/7021/6767367323_19a143557b_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1613]"><img title="Nosso acampamento no Campo Santo - Yungay, Peru" src="http://farm8.staticflickr.com/7021/6767367323_19a143557b_z.jpg" alt="Nosso acampamento no Campo Santo - Yungay, Peru" width="640" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Nosso acampamento no Campo Santo - Yungay, Peru</p></div>
<p>Aproveitamos a oportunidade de estar em um viveiro de mudas, no interior de uma cordilheira no Peru, e ficamos uma semana fazendo um trabalho voluntário por lá ajudando na manutenção dos viveiros e mudas. Passavamos o dia conversando com os funcionários, num ambiente de muita paz e tranquilidade. O sistema de irrigação dos viveiro é por canaletas usando o desnível do terreno e a gravidade, bem diferente do que estamos acostumados.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><a href="http://farm8.staticflickr.com/7010/6767368927_6b1980fc66_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1613]"><img alt="Trabalhando no viveiro de mudas do Campo Santo - Yungay, Peru" src="http://farm8.staticflickr.com/7010/6767368927_6b1980fc66_m.jpg" title="Trabalhando no viveiro de mudas do Campo Santo - Yungay, Peru" width="240" height="160" /></a><p class="wp-caption-text">Trabalhando no viveiro de mudas do Campo Santo</p></div>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 250px"><a href="http://farm8.staticflickr.com/7011/6767376487_0fb012605d_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1613]"><img alt="Arrumando as mudas - Campo Santo, Yungay, Peru" src="http://farm8.staticflickr.com/7011/6767376487_0fb012605d_m.jpg" title="Arrumando as mudas - Campo Santo, Yungay, Peru" width="240" height="160" /></a><p class="wp-caption-text">Arrumando as mudas - Campo Santo, Yungay, Peru</p></div>
<p>Aproveitamos a oportunidade e fomos conhecer a famosa Laguna 69 e as lagoas de Llanganuco. De Yungay até o início da trilha são 30km de subida. Colocamos nossas bikes em um taxi que nos levou até o início da trilha, trancamos as bikes numa árvore e de lá tivemos que caminhar por cerca de duas horas para chegar na lagoa. O caminho é lindo, no meio de grandes cânions e uma vegetação diferente, com flores lilás e cada vez mais perto dos nevados.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://farm8.staticflickr.com/7154/6767391305_6fab96f25c_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1613]"><img alt="Laguna 69 - Cordillera Blanca, Peru" src="http://farm8.staticflickr.com/7154/6767391305_6fab96f25c_z.jpg" title="Laguna 69 - Cordillera Blanca, Peru" width="640" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">Laguna 69 - Cordillera Blanca, Peru</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://farm8.staticflickr.com/7154/6767387877_a523e0c393_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1613]"><img alt="Trekking para a Laguna 69 - Cordillera Blanca, Peru" src="http://farm8.staticflickr.com/7154/6767387877_a523e0c393_z.jpg" title="Trekking para a Laguna 69 - Cordillera Blanca, Peru" width="640" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">Trekking para a Laguna 69 - Cordillera Blanca, Peru</p></div>
<p>A Lagoa  69 fica há 4690m acima do nível do mar, cercada de nevados e com um azul turquesa nunca visto antes. Kico arriscou um mergulho assim que chegou, mas não suportou o gelo da água. Voltamos de bike, num downhill alucinante, passando pelas lagoas de Llanganuco (Conococha e Chinancocha), que ficam meio a um cânion de nevados.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://farm8.staticflickr.com/7148/6767380169_55c13700a6_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1613]"><img alt="De bike por Llanganuco - Cordillera Blanca, Peru" src="http://farm8.staticflickr.com/7148/6767380169_55c13700a6_z.jpg" title="De bike por Llanganuco - Cordillera Blanca, Peru" width="640" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">De bike por Llanganuco - Cordillera Blanca, Peru</p></div>
<p>Esse paraíso está ameaçado de desaparecer, pois devido ao aquecimento global, algumas lagoas não podem ser mais acessadas, pois o nível de água delas está muito alto. Algumas pessoas que conversamos nos disseram que a neve do Huascaran está diminuido e eles tem medo de um dia ela acabar e a região se transformar em um grande deserto.</p>
<p>Fizemos boas amizades em Yungay, principalmente com a família Paz, com quem convivemos esses dias. Despedimos dos amigos e seguimos pedalada em direção ao litoral. Pedalamos por algum tempo pelo cânion formado pela Cordilleira Negra e Cordillera Blanca. Um dos fatores da existência da Cordillera Blanca é que a Cordillera Negra corta o vento vindo do Pacífico e permite o acúmulo da neve.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://farm8.staticflickr.com/7014/6767427223_ccc26899cb_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1613]"><img alt="Despedida da família Paz em Yungay, Peru" src="http://farm8.staticflickr.com/7014/6767427223_ccc26899cb_z.jpg" title="Despedida da família Paz em Yungay, Peru" width="640" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">Despedida da família Paz em Yungay, Peru</p></div>
<p>O asfalto acabou e começamos a pedalar por uma estrada de terra muito ruim. Logo chegamos ao Cañon del Pato, um trecho de estrada com mais de 50 túneis em uma estreita fenda no meio de montanhas gigantes.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://farm8.staticflickr.com/7005/6767436039_99f16d2a55_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1613]"><img alt="Túneis consecutivos no Cañon del Pato - Peru" src="http://farm8.staticflickr.com/7005/6767436039_99f16d2a55_z.jpg" title="Túneis consecutivos no Cañon del Pato - Peru" width="640" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Túneis consecutivos no Cañon del Pato - Peru</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://farm8.staticflickr.com/7032/6767438549_2f8a65d059_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1613]"><img alt="Atravessando mais um túnel - Cañon del Pato, Peru" src="http://farm8.staticflickr.com/7032/6767438549_2f8a65d059_z.jpg" title="Atravessando mais um túnel - Cañon del Pato, Peru" width="640" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Atravessando mais um túnel - Cañon del Pato, Peru</p></div>
<p>Vencido o Cañon, mas não a estrada horrível, o bagageiro do Tiago não aguentou o tranco e quebrou. Estávamos no meio de um deserto, numa estrada que passava pouquíssimos carros. Kico e Caseh dividiram parte da bagagem do Tiago entre si para tentar chegar na cidade mais próxima  e pegar um ônibus ou uma carona. Chegamos no povoado Mirador, que mais parecia uma cidade deserta, cheio de casas abandonadas, com apenas uma casa aberta. Uma senhora mantém ali um pequeno mercado. Disse que as pessoas abandonaram a regiao, pois perderam tudo numa cheia do Rio, e desanimaram de viver ali. Ela é professora aposentada e foi criada ali. Nos contou muitas histórias da região e nos mostrou as formas que consegue ver nas montanhas, foi bem divertido. Nessa noite, nos permitiu dormir em uma das casas da cidade que ela tinha a chave.</p>
<p>Na manhã seguinte conseguimos uma carona até Trujillo, o problema é que era um caminhão de carvão mineral. Chegamos pretos e exaustos depois de quase 8 horas na caçamba do caminhão sobre toneladas de carvão. </p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://farm8.staticflickr.com/7034/6767441875_c62c1cfc83_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1613]"><img alt="De carona em um caminhão de carvão " src="http://farm8.staticflickr.com/7034/6767441875_c62c1cfc83_z.jpg" title="De carona em um caminhão de carvão " width="640" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">De carona em um caminhão de carvão </p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://farm8.staticflickr.com/7025/6767440617_7d6f48198f_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1613]"><img alt="De carona em um caminhão de carvão" src="http://farm8.staticflickr.com/7025/6767440617_7d6f48198f_z.jpg" title="De carona em um caminhão de carvão" width="640" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">De carona em um caminhão de carvão</p></div>
<p>Em Trujillo tem uma das mais famosas Casas de Ciclistas da América do Sul e fomos direto para lá. Quando chegamos na casa de ciclista, negros, a galera se divertiu com a nossa cara. Passamos apenas uma noite por lá, mas foi muito inspirador. Ficamos sabendo da história de um alemão que está viajando há mais de 45 anos de bicicleta. Encontramos também com uma francesa de 63 anos que está viajando de bike sozinha pela América do Sul. Conhecemos Lucho, o dono da casa, e ele nos contou sobre a passagem do saudoso Valdo, cicloturista brasileiro de 66 anos que estava dando a volta ao mundo e morreu no México, um grande inspirador para o que estamos fazendo.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://farm8.staticflickr.com/7023/6767610013_0ac2eb66f1_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1613]"><img alt="Com a galera da Casa de Ciclistas de Trujillo - Peru" src="http://farm8.staticflickr.com/7023/6767610013_0ac2eb66f1_z.jpg" title="Com a galera da Casa de Ciclistas de Trujillo - Peru" width="640" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Com a galera da Casa de Ciclistas de Trujillo - Peru</p></div>
<p>Em Trujillo Tiago soldou o bagageiro, mas como é alumínio, não ficou 100%, mas pelo menos nos permitiu seguir. Dali pegamos um ônibus para Máncora onde passamos uns dias muito bacanas e com muito boas companhias.</p>
<p>Em Máncora ficamos hospedados no Camping do Tito e conhecemos uma galera viajeira muito massa e isso inclui a brasileira Rita que tava viajando de bike com um grupo de argentinos. Máncora é uma cidade de noite agitada, mas nós nem caímos na noitada por lá, ficamos mais curtindo uma praia depois da temporada dura na Cordillera Blanca, foi como férias.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://farm8.staticflickr.com/7174/6767614675_9f259b9a58_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1613]"><img alt="O caminho da praia em Máncora - Peru" src="http://farm8.staticflickr.com/7174/6767614675_9f259b9a58_z.jpg" title="O caminho da praia em Máncora - Peru" width="640" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">O caminho da praia em Máncora - Peru</p></div>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><a href="http://farm8.staticflickr.com/7010/6767618059_e8033898c7_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1613]"><img alt="Galera multinacional no Camping do Tito - Máncora, Peru" src="http://farm8.staticflickr.com/7010/6767618059_e8033898c7_m.jpg" title="Galera multinacional no Camping do Tito - Máncora, Peru" width="240" height="135" /></a><p class="wp-caption-text">Galera multinacional no Camping do Tito - Máncora, Peru</p></div>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 250px"><a href="http://farm8.staticflickr.com/7032/6767616029_89871f2d22_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1613]"><img alt="Algum parente do Bob Sponja - Máncora, Peru" src="http://farm8.staticflickr.com/7032/6767616029_89871f2d22_m.jpg" title="Algum parente do Bob Sponja - Máncora, Peru" width="240" height="135" /></a><p class="wp-caption-text">Algum parente do Bob Sponja - Máncora, Peru</p></div>
<p>Quando saímos de Máncora, pedalando pela parte mais bonita do litoral peruano, paramos uns dias em Zorritos, no camping 3 Puntas Casagrillo e lá ficamos uns dias fazendo dois trabalhos web, um deles o site do próprio hotel onde estávamos.</p>
<p>Neste tempo, cerca de 20 dias, em Zorritos, conhecemos duas famílias argentinas viajando de Motor Home com seus filhos pequenos. Uma grande experiência de vida para estas crianças. Presenciamos também um efeito natural incrível. Durante a noite, algas marinhas (fitoplânctons) iluminavam as ondas de azul neon, colorindo o mar com explosões de luz, realmente incrível.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://farm8.staticflickr.com/7173/6767632639_5ffbf9de2d_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1613]"><img alt="Família Salemme que conhecemos em Zorritos - Peru" src="http://farm8.staticflickr.com/7173/6767632639_5ffbf9de2d_z.jpg" title="Família Salemme que conhecemos em Zorritos - Peru" width="640" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Família Salemme que conhecemos em Zorritos - Peru</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://farm8.staticflickr.com/7013/6767634327_3b2e04668b_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1613]"><img alt="Viringo, raça de cachorros sem pêlo do Peru" src="http://farm8.staticflickr.com/7013/6767634327_3b2e04668b_z.jpg" title="Viringo, raça de cachorros sem pêlo do Peru" width="640" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Viringo, raça de cachorros sem pêlo do Peru</p></div>
<p>Daí seguimos para as últimas pedaladas em terras peruanas, rumo ao Equador. Nos despedimos de um país que nos brindou com muita cultura, pessoas simples e paisagens deslumbrantes.</p>
<p>Confira nossos outros posts da nossa passagem pelo Peru:</p>
<p><a title="Primeiras aventuras no Peru - Cusco, Machu Picchu e Vale Sagrado" href="http://novaorigem.com.br/2011/08/primeiras-aventuras-peru-cusco-machu-picchu-vale-sagrado/" target="_blank"><strong>Primeiras aventuras no Peru – Cusco, Machu Picchu e Vale Sagrado</strong></a></p>
<p><a title="Linhas de Nazca, Paracas e Chincha Alta – Peru" href="http://novaorigem.com.br/2011/08/linhas-de-nazca-paracas-chincha-alta-peru/" target="_blank"><strong>Linhas de Nazca, Paracas e Chincha Alta</strong></a></p>
<p><a title="Cicloturismo na Cordillera Blanca – subindo aos 4.850m de altitude" href="http://novaorigem.com.br/2011/09/cicloturismo-na-cordillera-blanca-subindo-aos-4850m-de-altitude/"><strong>Cicloturismo na Cordillera Blanca – subindo aos 4.850m de altitude</strong></a></p>
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		<title>Cicloturismo na Cordillera Blanca – subindo aos 4.850m de altitude</title>
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		<comments>http://novaorigem.com.br/2011/09/cicloturismo-na-cordillera-blanca-subindo-aos-4850m-de-altitude/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Sep 2011 19:27:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caseh Werner</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[Peru]]></category>
		<category><![CDATA[andes]]></category>
		<category><![CDATA[Cicloturismo]]></category>
		<category><![CDATA[cordilheira dos andes]]></category>
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		<description><![CDATA[<img src="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/category/Peru-Flag.png" width="64" height="64" alt="" title="Peru" /><br/>Nosso destino ainda não estava certo, queríamos conhecer a cordilheira Branca, principalmente depois de ver as fotos da viagem do Antônio Olinto e da Rafa, mas teríamos que chegar a 4.850m de altitude e sair da zona de conforto que o litoral vinha nos propiciando. Saímos de Lima e seguimos pela Panamericana, rumo a Trujillo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/category/Peru-Flag.png" width="64" height="64" alt="" title="Peru" /><br/><p>Nosso destino ainda não estava certo, queríamos conhecer a cordilheira Branca, principalmente depois de ver as fotos da viagem do Antônio Olinto e da Rafa, mas teríamos que chegar a 4.850m de altitude e sair da zona de conforto que o litoral vinha nos propiciando. Saímos de Lima e seguimos pela Panamericana, rumo a Trujillo, por um caminho de deserto com as paisagens bem parecidas, mesclando o deserto com o mar e um céu nublado.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6201/6026022193_660b7b49c8_z.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1591]"><img alt="Pedalando pelo litoral peruano" src="http://farm7.static.flickr.com/6201/6026022193_660b7b49c8.jpg" title="Pedalando pelo litoral peruano" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Pedalando pelo litoral peruano</p></div>
<p>A decisão de ir para Cordilheira Branca veio no trevo para Huaraz. Caseh parou e falou que tava pilhado de subir, e depois de uma troca de idéias decidimos subir pedalando para os andes. A Cordilheira fica no estado de Ancash, e lá  que esta o Huascarán, a maior montanha do Peru. Essa região é visitadas por amantes do montanhismo do mundo inteiro.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6147/6027003794_24c705884d_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1591]"><img alt="Vale verde no início da subida" src="http://farm7.static.flickr.com/6147/6027003794_d00dbf3528_z.jpg" title="Vale verde no início da subida" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Vale verde no início da subida</p></div>
<p>Alguns kilometros percorridos e a paisagem começou a mudar, o sol saiu e o verde apareceu em um vale com muitas frutas e verde. Pela estrada fomos fazendo a feira: maracujá, manga, maçã, tudo do pé. No final da tarde paramos numa cidadezinha e nos ofereceram o campo de futebol para dormir. Acabou que o povo chamou a gente para bater uma pelada, e lógico aceitamos. </p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6135/6027005694_d189b642ff_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1591]"><img alt="Acampamento no campo de futebol" src="http://farm7.static.flickr.com/6135/6027005694_58c90281d7_m.jpg" title="Acampamento no campo de futebol" width="240" height="135" /></a><p class="wp-caption-text">Acampamento no campo de futebol</p></div>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 250px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6193/6026449833_7a2b6eba8f_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1591]"><img alt="Tiago interagindo" src="http://farm7.static.flickr.com/6193/6026449833_21da97d9fd_m.jpg" title="Tiago interagindo" width="240" height="135" /></a><p class="wp-caption-text">Tiago interagindo</p></div>
<p>Acordamos bem detonados por causa do futebol, mas sem muita escolha, seguimos pedalando pelo vale. Nas subidas a velocidade média é entre 6 e 7 km, temos que ter paciência para chegar no objetivo. Nesse dia pedalamos mais do que gostaríamos. Final da tarde já estávamos cansados, mas na montanha era penhasco pra tudo que é lado, não tínhamos onde armar nossas barracas e tivemos que seguir até a próxima cidade. Chegando la uma senhora nos indicou a quadra de futebol para dormirmos. </p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6089/6026451801_a045d90835_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1591]"><img alt="Montanhas por todos os lados" src="http://farm7.static.flickr.com/6089/6026451801_b54febf381_z.jpg" title="Montanhas por todos os lados" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Montanhas por todos os lados</p></div>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6141/6026453299_99a7f54276_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1591]"><img alt="Senhora que nos conseguiu água" src="http://farm7.static.flickr.com/6141/6026453299_fc742041e0_m.jpg" title="Senhora que nos conseguiu água" width="240" height="135" /></a><p class="wp-caption-text">Senhora que nos conseguiu água</p></div>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 250px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6205/6026458777_ae79eebf7f_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1591]"><img alt="Parada pro rango e alongamento" src="http://farm7.static.flickr.com/6205/6026458777_11c80d6ecd_m.jpg" title="Parada pro rango e alongamento" width="240" height="135" /></a><p class="wp-caption-text">Parada pro rango e alongamento</p></div>
<p>Seguimos nossas pedaladas, e uma das coisas que mais nos impressionou é como que em um trecho tão pequeno, as coisas mudam tanto. O povo, o clima, vegetação, tudo muda drasticamente em uma distância muito pequena. Nos andes é tudo muito diferente, cada cidadezinha é uma cultura diferente, são todos fechados, puros e ao mesmo tempo muito gentis.  Por aquí chove somente de dezembro a março, e no restante do ano a água vem do desgelo, que é distribuída para as comunidades por canaletas na beira da estrada.  Chegamos a 3.400m de altitude e dormirmos denovo numa quadra de futebol. Dessa vez um grupo dumas 10 crianças nos fizeram companhia até a hora de dormir.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6203/6026494049_cf2f71970d_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1591]"><img alt="Canaletas de água na beira da estrada" src="http://farm7.static.flickr.com/6203/6026494049_7cff357d04_m.jpg" title="Canaletas de água na beira da estrada" width="240" height="135" /></a><p class="wp-caption-text">Canaletas de água na beira da estrada</p></div>
<div class="wp-caption alignleftr" style="width: 250px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6067/6027021520_371e76cdbe_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1591]"><img alt="Crianças curiosas" src="http://farm7.static.flickr.com/6067/6027021520_30d8a99b60_m.jpg" title="Crianças curiosas" width="240" height="180" /></a><p class="wp-caption-text">Crianças curiosas</p></div>
<p>Um Jumento chorou a noite toda, e nós acordamos antes do sol aparecer. Fizemos nosso café com leite e partimos por uma subida forte, cheia de zigue-zague até as primeiras montanhas nevadas. A alguns dias atrás estávamos no mar e bater os 4.300 metros alguns dias depois da uma sensação de superação indescritível. </p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6148/6027034986_df4c44cfe9_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1591]"><img alt="Primeiras montanhas nevadas" src="http://farm7.static.flickr.com/6148/6027034986_b69cc07376_z.jpg" title="Primeiras montanhas nevadas" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Primeiras montanhas nevadas</p></div>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6192/6026490051_10783148e8_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1591]"><img alt="CUIDADO. Zona de gran altura" src="http://farm7.static.flickr.com/6192/6026490051_10783148e8_m.jpg" title="CUIDADO. Zona de gran altura" width="240" height="180" /></a><p class="wp-caption-text">CUIDADO. Zona de gran altura</p></div>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 250px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6090/6027030612_36bea47538_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1591]"><img alt="Família campesina" src="http://farm7.static.flickr.com/6090/6027030612_cbbac0fa80_m.jpg" title="Família campesina" width="240" height="180" /></a><p class="wp-caption-text">Família campesina</p></div>
<p>Armamos nosso acampamento no alto de uma montanha, com uma vista linda para uma cordilheira nevada. Era lua cheia, fizemos uma fogueira e essa noite em especial conversamos muito sobre nossas famílias, saudades!</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6141/6026492959_81019eae9e_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1591]"><img alt="Vista magnífica da Cordillera Blanca" src="http://farm7.static.flickr.com/6141/6026492959_81019eae9e_z.jpg" title="Vista magnífica da Cordillera Blanca" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Vista magnífica da Cordillera Blanca</p></div>
<p>Acordamos com nossas barracas cheia de gelo. Tiramos foto e ficamos todo orgulhosos da nossa aventura. O rolé ja começou com uma descida forte, que apesar de muito bonita, nos fez voltar aos 3.400m. Paramos para almoçar em uma cidadezinha e nos disseram que até Parque Nacional Huscarán não encontraríamos mais povoado para comprar comida. Fizemos a compra para dois dias de rolé e partimos. O caminho é no meio de umas montanhas cinza com os cumes nevados. Pedalar no meio das montanhas nevadas é sempre um luxo! Fizemos outro acampamento com um visual surreal! É bom demais a sensação de que precisamos de pouco para ser feliz&#8230;</p>
<p><iframe width="620" height="345" src="http://www.youtube.com/embed/kHjqEw3E7JE" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Essa madrugada batemos o récorde da temperatura mínima da viagem: -7C. A manhã tava gelada, o sol não aparecia, a mão congelava e tava difícil de arrumar as coisas para seguir. Nessa hora que valorizamos o calor do sol e sentimos o quão importante ele é. </p>
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		<title>Estamos participando do Concurso Fotográfico – Portal Extremos</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Sep 2011 00:58:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kico Zaninetti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cicloturismo]]></category>
		<category><![CDATA[Inspiração]]></category>
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		<description><![CDATA[<br/>Dá um jóia aí!

Estamos concorrendo em um concurso fotográfico do Portal Extremos com essa foto aí e necessitamos da ajuda de todos os amigos!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<br/><div id="attachment_1579" class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://www.facebook.com/photo.php?fbid=262882923733392&amp;set=a.254835721204779.61303.207132219308463&amp;type=1&amp;theater"><img class="size-full wp-image-1579" title="Foto que está concorrendo no Concurso Cultural - Portal Extremos" src="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/2011/09/cordillera-blanca-mini.jpg" alt="Foto que está concorrendo no Concurso Cultural - Portal Extremos" width="620" height="328" /></a><p class="wp-caption-text">Foto que está concorrendo no Concurso Cultural - Portal Extremos</p></div>
<h2>Dá um jóia aí!</h2>
<p>Estamos concorrendo em um concurso fotográfico do Portal Extremos com essa foto aí e necessitamos da ajuda de todos os amigos!</p>
<p><a title="Nova Origem @ Concurso Fotográfico Portal Extremos" href="http://www.facebook.com/photo.php?fbid=262882923733392&amp;set=a.254835721204779.61303.207132219308463&amp;type=1&amp;theater" target="_blank">http://www.facebook.com/photo.php?fbid=262882923733392&amp;set=a.254835721204779.61303.207132219308463&amp;type=1&amp;theater</a></p>
<p>Se o botão de curtir não aparecer, é porque tem que curtir a <a title="Portal Extremos @ Facebook" href="http://facebook.com/portalextremos" target="_blank">página do Portal Extremos</a></p>
<p>Aproveita a curtição e dá um jóia na página da <a title="Nova Origem @ Facebook" href="http://facebook.com/novaorigem" target="_blank">Nova Origem: http://facebook.com/novaorigem</a></p>
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		<title>Matéria da Nova Origem na revista Mundo Cidade #4</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Aug 2011 17:28:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kico Zaninetti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[clipping]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[juiz de fora]]></category>
		<category><![CDATA[matéria]]></category>
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		<description><![CDATA[<br/>Matéria sobre a Nova Origem na revista Mundo Cidade #4 da Rádio Cidade de Juiz de Fora.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<br/><p><a href="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/2011/08/Nova-Origem3.png" rel="wp-prettyPhoto[g1569]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1573" title="Matéria Nova Origem na revista Mundo Cidade #4" src="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/2011/08/Nova-Origem3.png" alt="" width="620" /></a><a href="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/2011/08/nof.png" rel="wp-prettyPhoto[g1569]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1571" title="Matéria Nova Origem na revista Mundo Cidade #4" src="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/2011/08/nof.png" alt="" width="620" /></a><br />
<a href="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/2011/08/no3.png" rel="wp-prettyPhoto[g1569]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1570" title="Matéria Nova Origem na revista Mundo Cidade #4" src="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/2011/08/no3.png" alt="" width="620" /></a><br />
<a href="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/2011/08/nof2.png" rel="wp-prettyPhoto[g1569]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1572" title="Matéria Nova Origem na revista Mundo Cidade #4" src="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/2011/08/nof2.png" alt="" width="620" /></a><a href="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/2011/08/p3.png" rel="wp-prettyPhoto[g1569]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1574" title="Matéria Nova Origem na revista Mundo Cidade #4" src="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/2011/08/p3.png" alt="" width="525" height="161" /></a></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/NovaOrigem/~4/VOPzuUHp6aA" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Linhas de Nazca, Paracas e Chincha Alta – Peru</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 00:57:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kico Zaninetti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
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		<description><![CDATA[<img src="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/category/Peru-Flag.png" width="64" height="64" alt="" title="Peru" /><br/>Em um trecho cheio de novidades tivemos nosso primeiro contato com um deserto e com o Oceano Pacífico. Conhecemos um pouco sobre as misteriosas Linhas de Nazca e visitamos a Reserva Nacional de Paracas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/category/Peru-Flag.png" width="64" height="64" alt="" title="Peru" /><br/><p>Viajamos de Cusco até Nazca de ônibus, para pedalar no deserto de Nazca, região cheia de cultura ancestral e conhecer a Reserva Nacional de Paracas, paraíso de vida marinha, onde o deserto encontra o mar azul.</p>
<p>Cerca de 12 horas dentro do ônibus nos deixou mais cansados do que se tivéssemos pedalado este caminho. Vimos uma belíssima paisagem andina indo embora na velocidade do busão.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6007/6002632913_f10f8240b3_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1557]"><img alt="Uma das descidas mais alucinantes da viagem em direção ao deserto de Nazca" src="http://farm7.static.flickr.com/6007/6002632913_f10f8240b3_z.jpg" title="Uma das descidas mais alucinantes da viagem em direção ao deserto de Nazca" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Uma das descidas mais alucinantes da viagem em direção ao deserto de Nazca</p></div>
<p>Baixamos à noite em um povoado chamado Pampatambo, de onde teríamos 50Km de pura descida até Nazca. Acampamos por lá e começamos a descida na manhã seguinte, e foi uma das mais tops da viagem! A estrada era cheia de curvas que ia serpenteando o morro em direção a uma planície desértica, nos mostrando uma paisagem árida, sem vida e cheia de cores, um visual inesquecível.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6030/6003179964_78dfb14a4c_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1557]"><img alt="Encarando o deserto em um dos mirantes da estrada" src="http://farm7.static.flickr.com/6030/6003179964_78dfb14a4c_z.jpg" title="Encarando o deserto em um dos mirantes da estrada" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Encarando o deserto em um dos mirantes da estrada</p></div>
<p>Fizemos os 50Km até Nazca em tempo recorde, então mudamos nossos planos de pernoitar por lá e resolvemos seguir até onde ficam as famosas Linhas de Nazca. Não teríamos dindin para fazer o sobrevôo, então o negócio era procurar umas montanhas e mirantes para ver alguma coisa dessas linhas curiosas e ancestrais. Pedalavamos pela estrada tentando ver por onde os aviões faziam volta, para tentar ver alguma coisa, estávamos em um lugar muito especial!</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6121/6003184656_f929333f73_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1557]"><img alt="Liberdade total" src="http://farm7.static.flickr.com/6121/6003184656_f929333f73_z.jpg" title="Liberdade total" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Liberdade total</p></div>
<h3>Linhas de Nazca</h3>
<div id="attachment_1564" class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6148/6002646503_683192012e_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1557]"><img src="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/2011/08/nazca-destaque.jpg" alt="Invadimos as Linhas de Nazca!" title="Invadimos as Linhas de Nazca!" width="620" height="236" class="size-full wp-image-1564" /></a><p class="wp-caption-text">Invadimos as Linhas de Nazca!</p></div>
<p>As Linhas de Nazca são desenhos de formas geométricas, humanas e formas naturais como animais e árvores, que supostamente foram feitos pelo povo Nazca, mais de mil anos atrás. Estão preservadas até hoje simplesmente porque lá não chove. São 2h de água por ano nesse lugar e mesmo assim é só uma neblina.</p>
<p>Uma alemã, Maria Reich, se apaixonou pelo lugar e pelas linhas e dedicou sua vida a catalogar e preservar as Linhas. Com o tempo conseguiu apoio do governo e hoje tem um museu bem bacana onde era sua casa, no povoado de San Pablo. Visitamos o museu e ficamos impressionados com a paranoia que a Maria Reich entrou com o lugar. Várias fotos dela já bem velha no meio do deserto, medindo e limpando as linhas. No museu além de contar a história das linhas e da Maria Reich, conta também com amostras de artesanato, cerâmica e uma múmia, todos da civilização Nazca.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6128/6003197852_0a84d0c0fa_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1557]"><img alt="Entendendo um pouco mais sobre as Linhas de Nazca no Museu Maria Reiche" src="http://farm7.static.flickr.com/6128/6003197852_0a84d0c0fa_m.jpg" title="Entendendo um pouco mais sobre as Linhas de Nazca no Museu Maria Reiche" width="240" height="160" /></a><p class="wp-caption-text">Entendendo um pouco mais sobre as Linhas de Nazca no Museu Maria Reiche</p></div>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 250px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6150/6003198954_f863035fb6_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1557]"><img alt="Múmia da civilização Nazca" src="http://farm7.static.flickr.com/6150/6003198954_f863035fb6_m.jpg" title="Múmia da civilização Nazca" width="240" height="160" /></a><p class="wp-caption-text">Múmia da civilização Nazca</p></div>
<p>Na estrada conseguimos visualizar algumas das Linhas em dois mirantes, uma montanha e uma torre de 12m. Da montanha se vê linhas que vão ao infinito e formas geométricas e da torre já consguimos ver duas formas: A Árvore e A Mão. Sinceramente a nossa sensação é de que imaginávamos que os desenhos eram maiores. Mas não deixa de ser curioso a perfeição de como esse povo fazia essa arte.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6130/6002647445_02435820a4_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1557]"><img alt="A Árvore - uma das figuras de Nazca vista do mirante" src="http://farm7.static.flickr.com/6130/6002647445_02435820a4_z.jpg" title="A Árvore - uma das figuras de Nazca vista do mirante" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">A Árvore - uma das figuras de Nazca vista do mirante</p></div>
<p>Foi partindo daí em direção a Ica, onde fizemos um dos acampamentos mais diferentes até hoje. Em um trecho de 50Km de estrada não existe nada a não ser deserto arenoso e amarelo para os dois lados. Nenhum sinal de vida, nenhuma casa. Nos abastecemos de rango e água e, no meio do nada, decidimos parar de pedalar e acampar ali mesmo, afastados uns 100m da beira da Panamericana, que era o único sinal de civilização por ali.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6008/6003209064_b6d11c1b27_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1557]"><img alt="Acampamos no meio do deserto em uma paisagem inóspita e inspiradora" src="http://farm7.static.flickr.com/6008/6003209064_b6d11c1b27_z.jpg" title="Acampamos no meio do deserto em uma paisagem inóspita e inspiradora" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Acampamos no meio do deserto em uma paisagem inóspita e inspiradora</p></div>
<p>Areia, sol forte e um pôr-do-sol incrível nos mostrou um ambiente que nunca tínhamos tido contato. Nenhum bicho, inseto, árvore, nada. Totalmente inóspito e silencioso.</p>
<p>Dali seguimos para uma noite em Huacachina, um oasis natural no meio do deserto, pertinho da cidade de Ica. O lugar virou um ponto turístico e lá é cheio de restaurantes, hostals e agências de turismo que levam a galera para fazer sandboard nas dunas. Lá ficamos na casa do El Chamo, um venezuelano que é guia local e em sua casa, malucos de toda América do Sul. Galera muito massa!</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6011/6002669041_e05c132356_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1557]"><img alt="Galera maneiríssima na casa dos malucos em Huacachina" src="http://farm7.static.flickr.com/6011/6002669041_e05c132356_z.jpg" title="Galera maneiríssima na casa dos malucos em Huacachina" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Galera maneiríssima na casa dos malucos em Huacachina</p></div>
<h3>Paracas</h3>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6020/6003258076_efc7599013_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1557]"><img alt="Paracas, paraíso de vida marinha no encontro do deserto com o mar azul" src="http://farm7.static.flickr.com/6020/6003258076_efc7599013_z.jpg" title="Paracas, paraíso de vida marinha no encontro do deserto com o mar azul" width="620"  /></a><p class="wp-caption-text">Paracas, paraíso de vida marinha no encontro do deserto com o mar azul</p></div>
<p>A próxima meta era chegar no Oceano Pacífico, outra coisa que seria totalmente novidade para nós. Pedalando pelo deserto, fomos nos aproximando de Paracas enfrentando um vento contra bem forte, de frente pra um pôr-do-sol surreal. Chegamos na cidade já estava anoitecendo e acampamos na varanda de uma casa na primeira noite.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6027/6002680205_9d1b189558_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1557]"><img alt="Gaivota em Paracas" src="http://farm7.static.flickr.com/6027/6002680205_9d1b189558_m.jpg" title="Gaivota em Paracas" width="240" height="160" /></a><p class="wp-caption-text">Gaivota em Paracas</p></div>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 250px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6010/6003225770_d937a2e099_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1557]"><img alt="Porto da cidade de Paracas" src="http://farm7.static.flickr.com/6010/6003225770_d937a2e099_m.jpg" title="Porto da cidade de Paracas" width="240" height="160" /></a><p class="wp-caption-text">Porto da cidade de Paracas</p></div>
<p>No dia seguinte resolvemos ir até a Reserva Nacional de Paracas, onde ficam as maiores belezas do local e acampar lá uma noite. Trocando idéia com os locais, nos indicaram ir até a praia de Lagunillas e acampar por lá e isso fizemos.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6141/6003247858_02b0977f27_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1557]"><img alt="Chegando em Lagunillas, na Reserva Nacional de Paracas" src="http://farm7.static.flickr.com/6141/6003247858_02b0977f27_z.jpg" title="Chegando em Lagunillas, na Reserva Nacional de Paracas" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Chegando em Lagunillas, na Reserva Nacional de Paracas</p></div>
<p>Entrando na <abbr title="Reserva Nacional de Paracas">RNP</abbr> (paga-se 5 soles por cabeça), já paramos direto para ver fósseis de molusco de 45 milhões de anos encrustrados no chão e também um montão de Flamingos e outras aves guaneiras. Quando todos levantaram vôo foi um espetáculo da natureza.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6131/6003239692_66b210d2fd_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1557]"><img alt="Turritelas, fósseis marinhos de 45 milhões de anos" src="http://farm7.static.flickr.com/6131/6003239692_66b210d2fd_m.jpg" title="Turritelas, fósseis marinhos de 45 milhões de anos" width="240" height="170" /></a><p class="wp-caption-text">Turritelas, fósseis marinhos de 45 milhões de anos</p></div>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 250px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6134/6002699387_9f758bf0c3_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1557]"><img alt="Montañas coloradas" src="http://farm7.static.flickr.com/6134/6002699387_9f758bf0c3_m.jpg" title="Montañas coloradas" width="240" height="170" /></a><p class="wp-caption-text">Montañas coloradas</p></div>
<p>Em Lagunillas pegamos as bikes e fomos conhecer a Praia da Mina e dar uma volta no mirante dos Lobos Marinhos. Acostumados com as praias cercadas de verde no Brasil, nos deparamos com um deserto colorido se encontrando com o mar perfeitamente azul e falésias gigantes, paredões que passam dos 100m de altura de encontro ao mar.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6143/6002719613_495fe2fdab_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1557]"><img alt="Onda dando um show no mar de Paracas" src="http://farm7.static.flickr.com/6143/6002719613_495fe2fdab_z.jpg" title="Onda dando um show no mar de Paracas" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Onda dando um show no mar de Paracas</p></div>
<p>Durante todo o passeio, ficamos contemplando esse visual que enche os olhos e a vida animal local que é bem preservada. Presenciamos o nado de um Lobo Marinho e muitas aves mesmo.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6129/6003262496_38c262ec6c_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1557]"><img alt="Belíssimas aves de Paracas" src="http://farm7.static.flickr.com/6129/6003262496_38c262ec6c_z.jpg" title="Belíssimas aves de Paracas" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Belíssimas aves de Paracas</p></div>
<p>Apesar de ter muita vida no local, um pescador nos disse que antes se pegava peixes grandes na borda da praia e hoje o tamanho não passa de um palmo. Outro pescador, que trabalha para uma companhia de peixes gigante, nos disse que cada vez que o barco vai ao mar traz 500 toneladas de peixe, usam GPS e Radar para localizar os cardumes. E detalhe que depois de toda essa exploração, tudo vai para o Japão. Uma covardia com a comunidade local.</p>
<p>Já na saída de Paracas, toda a beleza da reserva se transforma em um litoral feio, pobre e com cidades bem desorganizadas, como Ica e Pisco. Apesar de não termos passado por nada de errado, todo mundo nos alertava para termos cuidado com possíveis roubos nestas cidades.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6145/6003287424_4310e56b25_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1557]"><img alt="Com a amiga Carolina na praia em Chincha Alta" src="http://farm7.static.flickr.com/6145/6003287424_4310e56b25_z.jpg" title="Com a amiga Carolina na praia em Chincha Alta" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Com a amiga Carolina na praia em Chincha Alta</p></div>
<p>Encontramos um pouco de tranquilidade em Chincha Alta, onde encontramos a amiga Carolina que conhecemos em Cusco e ela nos levou para conhecer o que tem de principal na cidade, a culinária. Nos levou para comer Carapulcra com Sopa Seca, Colado (doce de feijão), um doce de mandioca e o melhor de tudo foi uma bebida chamada Cachina, que é tipo um vinho, uma delícia! Compramos uma garrafa de Cachina e um cado de comida local na feira e fomos pra praia passar a tarde.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6030/6002754331_103394d847_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1557]"><img alt="Um belo pôr do sol na praia em Chincha Alta" src="http://farm7.static.flickr.com/6030/6002754331_103394d847_z.jpg" title="Um belo pôr do sol na praia em Chincha Alta" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Um belo pôr do sol na praia em Chincha Alta</p></div>
<p>De lá seguimos para chegar à Lima, capital do país. Como qualquer babilônia, a entrada da cidade foi um caos e por fim conseguimos chegar no Hostal que a Lívia tinha reservado e conseguido um bom preço pra gente, em Miraflores.</p>
<p>Passamos 3 noites em Lima, compartimos muito com a Livia e sua mãe, que nos fizeram uma feijoada maravilhosa e nos receberam muito bem. Aproveitamos para fazer a missão de pegar a carta do IPD – Instituto Peruano de Deporte (veja carta). Demos um rolé de bike pelo bairro miraflores, que é muito grande e bem bacana. </p>
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		<title>Primeiras aventuras no Peru – Cusco, Machu Picchu e Vale Sagrado</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 02:54:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caseh Werner</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
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		<description><![CDATA[<img src="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/category/Peru-Flag.png" width="64" height="64" alt="" title="Peru" /><br/>Cruzamos a fronteira entre Bolívia e Peru às margens do lago Titicaca, conseguimos 3 meses de visto e iniciamos nossas pedaladas no Peru, rumo aos Vales Cusqueños e a capital do império Inca – Cusco. A ansiedade era grande para conhecer mais um país e para encontrar o motivador de nossa viagem Antonio Olinto, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/category/Peru-Flag.png" width="64" height="64" alt="" title="Peru" /><br/><div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm3.static.flickr.com/2700/5812787579_c274142f64_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1510]"><img title="Saindo de Copacabana - Adeus Bolívia!" src="http://farm3.static.flickr.com/2700/5812787579_66361e89d2_z.jpg" alt="Saindo de Copacabana - Adeus Bolívia!" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Saindo de Copacabana - Adeus Bolívia!</p></div>
<p>Cruzamos a fronteira entre Bolívia e Peru às margens do lago Titicaca, conseguimos 3 meses de visto e iniciamos nossas pedaladas no Peru, rumo aos Vales Cusqueños e a capital do império Inca – Cusco. A ansiedade era grande para conhecer mais um país e para encontrar o motivador de nossa viagem Antonio Olinto, que também estava em viagem pelo Peru.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm3.static.flickr.com/2668/5812792323_8c20934795_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1510]"><img title="Imigração da Bolívia" src="http://farm3.static.flickr.com/2668/5812792323_ca604f1d6e_z.jpg" alt="Imigração da Bolívia" width="620"/></a><p class="wp-caption-text">Imigração da Bolívia</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5071/5813364564_c0ab83336c_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1510]"><img title="Katerine, Cachorra que nos acompanhou por 30km correndo!" src="http://farm6.static.flickr.com/5071/5813364564_772ec44668_z.jpg" alt="Katerine, Cachorra que nos acompanhou por 30km correndo!" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Katerine, Cachorra que nos acompanhou por 30km correndo!</p></div>
<p>Na beira da estrada muita agricultura familiar, o povo colhendo Quinua e produzindo cordas artesanalmente, como uma continuação da Bolívia. Nossa primeira noite no Peru foi em um salão de artesanato, num mirante com uma linda vista para o lago Titicaca.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5159/5813371978_6213a136d1_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1510]"><img title="Família produzindo cordas artesanais" src="http://farm6.static.flickr.com/5159/5813371978_7ff5c9935e_z.jpg" alt="Família produzindo cordas artesanais" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Família produzindo cordas artesanais</p></div>
<p>Uma coisa que mudou muito quando entramos no Peru é que somos tratados como gringos, algumas pessoas ficam nos pedindo dinheiro, dando mal exemplo paras as crianças, que fazem a mesma coisa. Na Bolívia interagimos mais com as crianças, pois fomos vistos mais como seres de outros planetas que inspirava a curiosidade da garotada. Aqui no Peru, passamos pedalando e as crianças gritando <em>&#8220;Gringo! Invitame plata!&#8221;</em>. Nada que apague o brilho do sorriso dos Peruanos, que em sua maioria tem nos recebido de forma especial.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5155/5813427586_0374dbd035_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1510]"><img title="Ciclotrabalhador!" src="http://farm6.static.flickr.com/5155/5813427586_8684171968_z.jpg" alt="Ciclotrabalhador!" width="620"  /></a><p class="wp-caption-text">Ciclotrabalhador!</p></div>
<p>Em Puno passamos quase 2h para encontrar um alojamento barato e com banho quente, pois já fazia 3 dias que não nos banhávamos. Encontramos um em frente à rodoviária que cobrou 20 soles para os três. O problema é que mentiram quanto à água quente. Reclamamos muito, ameaçamos até chamar a polícia e conseguimos um ínfimo desconto de 1 sol a menos cada um.</p>
<p><div class="wp-caption alignleft" style="width: 140px"><a href="http://farm3.static.flickr.com/2780/5812813413_20e6eaff14_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1510]"><img title="Bike-Taxi na cidade de Puno" src="http://farm3.static.flickr.com/2780/5812813413_017ed4fbb8_m.jpg" alt="Bike-Taxi na cidade de Puno" width="130" height="" /></a><p class="wp-caption-text">Bike-Taxi na cidade de Puno</p></div><br />
<span style="font-size:120%">O transporte básicos das cidades que estamos conhecendo são umas motos modificadas, que parecem mais uma carroagem. Tem também o bike-taxi, que são umas bikes modificadas que carregam até 3 pessoas. É estranho ver os passageiros numa boa e um coroa pedalando, mas de qualquer maneira é um transporte coletivo limpo, sustentável e saudável. Muito interessante! Idéia aprovada!</span></p>
<h3>Adeus Titicaca</h3>
<p>Nos despedimos do lago Titicaca e continuamos nosso caminho rumo a Cusco. Seguíamos no altiplano que liga os países, o relevo apresenta poucas subidas e a vegetação é toda de um capim marrom e ralo típico da altitude andina. A noite tem feito muito frio e estamos buscando sempre lugares fechados para dormir.</p>
<p>Um lugar inusitado que dormimos foi um celeiro, cheio de palha e bosta seca de alpacas e llamas. Jogamos algumas palhas limpas no chão, armamos as barracas e quando terminamos de jantar a família que mora ao lado entrou no celeiro com uma panela de arroz doce e chá. Uma atitude especial, pois são muito humildes e vivem praticamente do que produzem em sua terra. No dia seguinte de manhã voltaram com quinua com leite, uma delícia de cereal. Melhor do que ganhar a comida é a interação, é sentir que a pessoa se preocupou com você e essa compaixão temos sentido durante toda a viagem.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm3.static.flickr.com/2753/5812836155_d0fc85021e_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1510]"><img alt="Celeiro de llamas e alpacas, nossa casa por uma noite" src="http://farm3.static.flickr.com/2753/5812836155_57b4b84045_z.jpg" title="Celeiro de llamas e alpacas, nossa casa por uma noite" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Celeiro de llamas e alpacas, nossa casa por uma noite</p></div>
<p>Depois que saimos do Brasil não conhecemos nenhum brasileiro que estivesse viajando por conta própria, os primeiros foram uns motoqueiros, pai, filho e um amigo, do estado do Paraná. Estavam em uma expedição entre Argentina, Chile, Bolívia e Peru e indo para Machu Picchu. Com suas motos ultrapotentes, eles foram até Machu Picchu, voltaram e nós ainda estávamos no caminho.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5148/5813397806_37638444f8_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1510]"><img alt="Brasileiros que conhecemos na estrada" src="http://farm6.static.flickr.com/5148/5813397806_31d8e3c5d7_z.jpg" title="Brasileiros que conhecemos na estrada" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Brasileiros que conhecemos na estrada</p></div>
<p>A região da cidade de Ayaviri é muito bonita, com umas formações rochosas diferentes, como uma Chapada, e uma energia muito forte.  Dormimos em um hotel por 10 soles cada um numa cama muito boa e aquele banho quente que estávamos buscando! Pela manhã, em nossa parada para o primeiro lanche na estrada, apareceu Roberto um Mexicano cicloturista, que estava vindo desde do Ushuaya, com meta de chegar no México em 6 meses. O cara disse que já pedalou 250km num dia, praticamente um psicopata! Uma coisa muito maneira do cicloturismo são as diversas formas que se pode praticá-lo.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6134/5927348798_23f7f12d42_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1510]"><img alt="Chapada perto de Ayaviri" src="http://farm7.static.flickr.com/6134/5927348798_43f4e2a767_z.jpg" title="Chapada perto de Ayaviri" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Chapada perto de Ayaviri</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm4.static.flickr.com/3543/5812850437_aaf679e67f_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1510]"><img alt="Roberto, cicloturista mexicano" src="http://farm4.static.flickr.com/3543/5812850437_64fd473da4_z.jpg" title="Roberto, cicloturista mexicano" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Roberto, cicloturista mexicano</p></div>
<h3>Passo La Raya, há 4.380m</h3>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5301/5813564046_78e2b80fec_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1510]"><img alt="Passo La Raya na divisa dos estados e Puno e Cusco" src="http://farm6.static.flickr.com/5301/5813564046_04255a8217_z.jpg" title="Passo La Raya na divisa dos estados e Puno e Cusco" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Passo La Raya na divisa dos estados e Puno e Cusco</p></div>
<p>Pedalamos o dia todo no plano e na hora que começamos a subir para o passo que se chama La Raya, há 4.380m, paramos em um povoado para dormir. Conversamos com o prefeito da cidade, que estava  bêbado, mas liberou de dormimos em uma sala de reunião na Prefeitura, aos pés do nevado Kunurana. Nesse dia muitas crianças ficaram interagindo com a gente, pedindo para cantarmos músicas em português, curiosas com a viagem, com nossas coisas. É um momento bacana, porque as crianças sempre nos contam muitas histórias da região, tentam sempre nos ensinar alguma coisa de sua língua, cantam música para nós também, é uma troca massa demais.</p>
<p>Neste caso disseram quem ninguém sobe o Kunurana, pois a montanha come gente.</p>
<h3>Vales Cusqueños</h3>
<p>Passamos pelo passo La Raya, que divide os estados de Puno e Cusco e começamos a descer, passando por um vale já com árvores e verde, muito diferente do amarelo e cinza que nos acostumamos na altitude. As cidades começam a ter mais estrutura, os mercados tem mais variedade de alimentos como fruta, legumes e também dos industrializados.</p>
<p>Nesse trajeto, em um dos hostais que dormimos nos deram o golpe da ducha quente denovo, estava fria! Tivemos que pagar a mais pra poder usar o banheiro com água quente. Tem umas pessoas bem cara de pau e são essas pessoas que fazem a má fama que o peruano tem de desonesto.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm3.static.flickr.com/2602/5812998895_982a2f158e_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1510]"><img alt="Pedalando pelos Vales Cusqueños" src="http://farm3.static.flickr.com/2602/5812998895_2ae15d5c58_z.jpg" title="Pedalando pelos Vales Cusqueños" width="640" height="426" /></a><p class="wp-caption-text">Pedalando pelos Vales Cusqueños</p></div>
<p>A estrada desce acompanhando um rio, nos pés de umas montanhas muito altas. No caminho encontramos um casal cicloturistas argentinos que estavam indo para a Bolívia. Galera rodou a América do Sul e tá voltando pra casa. Foi quase um dia todo de descida, com umas subidas fortes para chegar na cidade de Urcos, onde passamos a noite. A cidade fica no trevo da estrada Interoceânica, que leva à  Porto Maldonado e a fronteira com o Brasil no Acre.</p>
<h3>Cusco</h3>
<p>A entrada de Cusco foi terrível. Pedalamos uns 20Km já dentro da cidade com um trânsito terrível. Na chegada tem até uma ciclovia, pelo menos era para ser uma ciclovia. Muito entulho acumulado pelo caminho e em todos os cruzamentos tinha algum carro estacionado atrapalhando seguir por ali, então pedalamos enfrentando o trânsito mesmo. </p>
<p>Chegamos no centro histório da cidade, passamos por umas ruas estreitas de pedra até a famosa Praça de Armas. Foi bem chocante a hora que chegamos, pois estávamos na capital do antigo império Inca, e a praça principal da cidade é rodeada por imponentes igrajas católicas. Paramos sentados alguns minutos, refletindo sobre a colonização e suas influências ali, quando parou um taxi e saiu um cara falando: <em>&#8220;E ai cara, beleza??&#8221;</em>. Começamos a conversar e ele, muito emocionado, nos disse que também estava viajando de bike, nos convidou para ir para o hostal onde ele estava que ia pagar uma noite para nós. Aceitamos o convite e fomos.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6133/5920811024_92c33d2487_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1510]"><img alt="Praça de Armas em Cusco" src="http://farm7.static.flickr.com/6133/5920811024_5804a7a52a_z.jpg" title="Praça de Armas em Cusco" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Praça de Armas em Cusco</p></div>
<p>Chegamos no Hostal Estrellita, que é o mesmo que os amigos suiços que conhecemos em La Paz nos indicaram. Edmilson nos contou que esta viajando há mais de 3 anos e está voltando pra casa agora. Ele foi o primeiro cicloturista brasileiro que conhecemos.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6005/5920963500_b80e4c5a8a_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1510]"><img alt="Edimilson cicloturista - Brasil vai!!" src="http://farm7.static.flickr.com/6005/5920963500_f61fe30048_z.jpg" title="Edimilson cicloturista - Brasil vai!!" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Edimilson cicloturista - Brasil vai!!</p></div>
<p>A cidade tem vários museus e ruínas. Caminhar pelas ruas de Cusco é uma volta ao passado. A arquitetura colonial tem muita influência Inca, pois foram contruídos pelos escravos. As igrejas foram contruídas por cima de antigos templos e quanto mais vai se conhecendo, mais vai entendendo como exército e igreja trabalharam juntos para colonizar o império Inca. </p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6023/5920182569_4b95c0f2da_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1510]"><img alt="Igreja construída sobre templo do Império Inca" src="http://farm7.static.flickr.com/6023/5920182569_885521d851_z.jpg" title="Igreja construída sobre templo do Império Inca" width="620"  /></a><p class="wp-caption-text">Igreja construída sobre templo do Império Inca</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6003/5920238957_3566a6d6f1_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1510]"><img alt="Rua no centro de Cusco" src="http://farm7.static.flickr.com/6003/5920238957_0cd8c43779_z.jpg" title="Rua no centro de Cusco" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Rua no centro de Cusco</p></div>
<h3>Visita da mãe do Kico</h3>
<p>Marina, mãe do Kico, veio nos encontrar em Cusco e ficou 10 dias conosco. Fez feijoada e outras comidas pra gente, deu um gostinho de casa para os três. </p>
<p>Tiago estava com dores nos pés e não sabia quando ia poder ir para Machu Picchu, então Kico e Marina foram antes para conhecer a famosa ruína Inca. Depois foram também conhecer as ilhas flutuantes de Puno.</p>
<blockquote><p>Ter recebido a visita da minha mãe, tê-la levado para conhecer Machu Picchu e o lago Titicaca foi muito especial para mim. Momentos em que matei a saudade de casa e do carinho da família. Kico Zaninetti</p></blockquote>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6014/5920412099_9d92d87892_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1510]"><img alt="Interagindo com a galera no Hostal." src="http://farm7.static.flickr.com/6014/5920412099_cdcdb204dd_m.jpg" title="Interagindo com a galera no Hostal." width="240" height="180" /></a><p class="wp-caption-text">Interagindo com a galera no Hostal.</p></div>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 250px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6139/5920981358_c0794fd85f_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1510]"><img alt="Marina vestida de Senhora de Urcos, nas ilhas flutuantes em Puno" src="http://farm7.static.flickr.com/6139/5920981358_b2a8961028_m.jpg" title="Marina vestida de Senhora de Urcos, nas ilhas flutuantes em Puno" width="240" height="180" /></a><p class="wp-caption-text">Marina vestida de Senhora de Urcos, nas ilhas flutuantes em Puno</p></div>
<p>.<br />
<h3>Machu Picchu</h3>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6144/5920296221_d980372a94_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1510]"><img alt="Machu Picchu, foto clássica!" src="http://farm7.static.flickr.com/6144/5920296221_d980372a94_z.jpg" title="Machu Picchu, foto clássica!" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Machu Picchu, foto clássica!</p></div>
<p>A missão para Machu Picchu foi feita em duas expedições diferentes. Kico foi antes com sua mãe por conta do tempo que ela passaria em Cusco e Caseh foi uns dias depois com a amiga Annie. Tiago estava com dores nos pés e não quis arriscar a caminhada, como já tinha ido em 2008, achou melhor ficar em Cusco.</p>
<p>Machu Picchu é um lugar extremamente especial na face da terra. É uma ruína Inca muito bem preservada (muita coisa foi refeita pra gringo ver) e é construída no topo de uma montanha que fica localizada em um cânion coberto de verde cortado pelo rio Urubamba.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6005/5920751874_05f5755a75_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1510]"><img alt="Ruínas no caminho para Machu Picchu" src="http://farm7.static.flickr.com/6005/5920751874_05f5755a75_z.jpg" title="Ruínas no caminho para Machu Picchu" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Ruínas no caminho para Machu Picchu</p></div>
<p>Para se chegar lá tem que tomar um trem desde Ollantaytambo ou encara alguns dias de caminhada com um visual fantástico. Para ir andando existem várias opções de trilha, sendo a mais famosa, mais cara e mais concorrida, a Trilha Inca. Outra opção de caminhada é ir pelo trilho do trem desde Ollantaytambo (caminho feito pelo Caseh).</p>
<p>Chega-se primeiro à cidade de Águas Calientes, que fica ás margens do Rio Urubamba e é uma cidadezinha totalmente voltada para o turismo, cheia de restaurantes e hostals. De lá, são 1:30 min de trilha até a portaria de Machu Picchu.</p>
<p>Ver aquela cidade de pedra de perto é uma sensação incrível. A conexão dos Incas com a natureza é inspiradora e só estando lá e olhando as montanhas ao redor, a perfeição das construções, as trilhas e os templos, para entender um pouco da história antiga dessa civilização que foi devastada pelos espanhóis.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6143/5920823856_e4e66c62cc_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1510]"><img alt="El Templo de las Tres Ventanas" src="http://farm7.static.flickr.com/6143/5920823856_e4e66c62cc_z.jpg" title="El Templo de las Tres Ventanas" width="620"  /></a><p class="wp-caption-text">El Templo de las Tres Ventanas</p></div>
<p>Além da cidadela em si, conhecemos também as montanhas Huayna Picchu e a montanha Machu Picchu, ponto mais alto do parque. Cada um destes lugares apresenta um panorama diferente das ruínas e é incrível ver tudo de cima. </p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6122/5920851314_9e68e40d03_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1510]"><img alt="Machu Picchu visto do seu ponto mais alto" src="http://farm7.static.flickr.com/6122/5920851314_9e68e40d03_z.jpg" title="Machu Picchu visto do seu ponto mais alto" width="620"  /></a><p class="wp-caption-text">Machu Picchu visto do seu ponto mais alto</p></div>
<h3>Casa do Beto e Dyani</h3>
<p>Nesse meio tempo em Cusco a Dyani, amiga que nos foi apresentada pelo Eber de Oruro, nos convidou para ficarmos na casa de seu namorado, Beto. Foi ótimo, pois tínhamos um encontro com Olinto e Rafa, que estava chegando em breve em Cusco por uma rota diferente da que íamos fazer. As pessoas algumas vezes nos acolhem de uma forma que é até difícil saber como retribuir. Casa confortável, com cama macia e banho quente e todos os dias o casal fazia uma comida típica do Peru para nos apresentar, nos trazia doces, coisas típicas da região e nos apresentou para seus amigos. Em nossas conversas, Beto e Dyani nos contavam sobre a história dos Incas e de como é a vida hoje na região.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6148/5927724666_25ae8f63a0_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1510]"><img alt="Almoço para comemorar o aniversário do Kico com os amigos Cusqueños" src="http://farm7.static.flickr.com/6148/5927724666_25ae8f63a0_z.jpg" title="Almoço para comemorar o aniversário do Kico com os amigos Cusqueños" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Almoço para comemorar o aniversário do Kico com os amigos Cusqueños</p></div>
<p>Nos ensinaram muito e hoje são grandes amigos que fizemos na estrada e sempre mantemos contato pela internet.</p>
<h3>Vale Sagrado e o econtro com Olinto e Rafa.</h3>
<p>Quando ficamos sabendo da possibilidade de nos encontrar com o Antônio Olinto em nossa passagem pelo Peru, ficamos muito empolgados, pois, para quem não o conhece, foi o primeiro brasileiro que fez a volta ao mundo em bicicleta e foi inspirado em seu livro No Guidão da Liberdade que estamos na estrada hoje.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6006/5927077885_8fa693dca1_b.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1510]"><img alt="Ruínas de Ollantaytambo com Olinto e Rafa" src="http://farm7.static.flickr.com/6006/5927077885_8fa693dca1_z.jpg" title="Ruínas de Ollantaytambo com Olinto e Rafa" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Ruínas de Ollantaytambo com Olinto e Rafa</p></div>
<p>Quando Olinto e Rafa, sua esposa, chegaram em Ollantaytambo fomos até lá de van no mesmo dia para encontrá-los. Era fim de tarde quando enfim conhecemos o cara que nos inspirou a estar vivendo essa viagem hoje. Passamos o dia juntos, trocamos muitas idéias, visitamos uma ruína que tem ao lado da cidade e combinamos de ir a Cusco e voltar à Olantaytambo com nossas bicicletas, enquanto eles iam conhecer Machu Picchu.</p>
<p>Chegamos em Cusco, ajeitamos uma bagagem bem leve para fazer um cicloturismo de apenas 4 dias pelo Vale Sagrado e partimos pedalando. Depois de muita subida e descida, chegamos na cidade de Maras, onde pernoitamos no pátio de uma igreja, com um visual de frente a umas montanhas nevadas e como Vale Sagrado lá embaixo, bem show.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6129/5927687558_84c4690fee_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1510]"><img alt="Caminho para Ollantaytambo" src="http://farm7.static.flickr.com/6129/5927687558_a58c8428a6_z.jpg" title="Caminho para Ollantaytambo" width="620"  /></a><p class="wp-caption-text">Caminho para Ollantaytambo</p></div>
<p>Saímos de Maras por uma estrada de chão que leva às ruínas de Moray, que era um laboratório agrícola dos Incas, bem interessante, mas nada comparável com a descida alucinante que fizemos a partir dali até chegar na beira do rio Urubamba, já no meio do Vale Sagrado.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6126/5927678046_e64c473049_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1510]"><img alt="Ruínas de Moray" src="http://farm7.static.flickr.com/6126/5927678046_43b5b0d6a9_z.jpg" title="Ruínas de Moray" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Ruínas de Moray</p></div>
<p>Chegamos em Ollantaytambo e encontramos com o casal que estava exausto da caminha que fizeram de Águas Calientes até Ollantaytambo. Jantamos juntos e dormimos cedo. </p>
<p>A pedalada a Pisac foi descendo o rio, pedalando e conversando muito com os dois. A interação com Olinto e Rafa foi muito fácil, simples e rica. Falamos sobre viagem, vida, religião, no meio de muitas brincadeiras e risadas.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6132/5927697138_5b46557fa3_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1510]"><img alt="Pedalando e aprendendo" src="http://farm7.static.flickr.com/6132/5927697138_28fd1a38f1_z.jpg" title="Pedalando e aprendendo" width="620"  /></a><p class="wp-caption-text">Pedalando e aprendendo</p></div>
<p>Subimos para Cusco, e fomos parando para descansar e conhecer as ruínas Incas que tem pelo caminho. Em uma das ruínas, o segurança disse liberar a entrada para nós sem termos que pagar, mas teríamos que cantar e sambar. Rafa deu o incentivo inicial e logo saiu o coro &#8220;Brasil, meu Brasil brasileiro&#8230;&#8221; e todos nós começamos a sambar&#8230; foi bem divertido.</p>
<p>Quando chegamos na cidade, já era noite. Perguntamos a Beto e Dyani se poderiam nos ajudar a conseguir uma hospedagem para nossos amigos e eles prontamente os convidaram para ficar em sua casa conosco.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm7.static.flickr.com/6139/5927717194_8f62b1a2d7_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1510]"><img alt="Tarde brasileira na casa dos amigos peruanos" src="http://farm7.static.flickr.com/6139/5927717194_bf47ebf2ca_z.jpg" title="Tarde brasileira na casa dos amigos peruanos" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Tarde brasileira na casa dos amigos peruanos</p></div>
<p>Olinto e Rafa passaram duas noites conosco, compartilhando com Dyani e Beto numa reunião de pessoas que nunca poderíamos imaginar. Foi uma troca de idéias sensacional e cada vez mais percebemos que viajar nos proporciona conhecer pessoas muito especiais e isso tem nos feito evoluir muito como pessoas.</p>
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		<title>Cicloturismo na Bolívia, uma volta às origens</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Jul 2011 22:08:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caseh Werner</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bolívia]]></category>
		<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
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		<description><![CDATA[<img src="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/category/Bolivia-Flag.png" width="64" height="64" alt="" title="Bolívia" /><br/>Em quase 100 dias de pedal pela Bolívia, conhecemos um país primitivo e muito especial, com uma cultura muito forte e presente e pessoas muito boas em nosso caminho. Conheça um pouco da nossa visão sobre a Bolívia. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/category/Bolivia-Flag.png" width="64" height="64" alt="" title="Bolívia" /><br/><div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5216/5465900271_067623a5e9_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1485]"><img alt="Bolívia, um país multi-cultural" src="http://farm6.static.flickr.com/5216/5465900271_83f1db7959_z.jpg" title="Bolívia, um país multi-cultural" width="620" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Bolívia, um país multi-cultural</p></div>
<p>A Bolívia é um país dividido entre dois povos: os collas e os cambas. O estado de Santa Cruz é o mais rico,  de relevo  plano e produtivo, onde estão as indústrias e a agropecuária. Essa região do país é a terra do dinheiro e dos cambas, que são os mestiços, decendentes de outros países. Os grandes vales e os andes é a terra dos Collas, povo nativo que vive sua cultura ancestral, misturados a sociedade contemporânea. </p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/novaorigem/collections/72157625863329158/" title="Álbuns de fotos da Bolívia @ Flickr"><strong>Ver todos os álbuns de fotos da Bolívia</strong></a></p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5049/5370632311_4680ae7ac5_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1485]"><img alt="Mulher manuseando as folhas de coca no estado de Santa Cruz" src="http://farm6.static.flickr.com/5049/5370632311_0645122655_z.jpg" title="Mulher manuseando as folhas de coca no estado de Santa Cruz" width="620" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Mulher manuseando as folhas de coca no estado de Santa Cruz</p></div>
<p>Santa Cruz se diz autônoma e quer ser idependente do restante do país. Ganhamos na capital do estado uma cartilha: <em>&#8220;A Guerra separatista de Santa Cruz&#8221;</em>, que conta um pouco da história dessa &#8220;guerra&#8221; que separa a Bolívia. Essa divisão causa um grande racismo e preconceito de ambas as partes, afetando as áreas política, econômica e social do país.</p>
<h3>Santa Cruz – Os Camba</h3>
<p>O povo camba é bem brasileiro. Galera descolada, escutam sertanejo, gostam muito de karaokê e aquelas máquinas de música que coloca moeda. Muito dos que conhecemos disseram já estar juntando grana para ir na copa no Brasil. As cidades já estão invadidas pelos fast food chinês de frango, o famoso <em>Pollo con fideo y papas</em>, que seria o frango com macarrão e batata frita. O povo camba nos recebeu muito bem e conquistamos alguns amigos que com certeza fizeram muita diferença em nossa passagem pela Bolívia.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5097/5416308281_2cc7f1d144_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1485]"><img alt="Mercado em Santa Cruz de la Sierra" src="http://farm6.static.flickr.com/5097/5416308281_286b403969_z.jpg" title="http://farm6.static.flickr.com/5097/5416308281_286b403969_z.jpg" width="620" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Mercado em Santa Cruz de la Sierra</p></div>
<p>Ainda no estado de Santa Cruz  encontramos os menonas, um povo com cara de Europeu, que os homens usam macacão e as mulheres vestido longo. Donos de terra e de grandes máquinas, foi um povo que nos chamou atenção. Andam de carroças ou uns tratores puxando uns trailler lotado dos menonas. Existem muitas versões sobre sua cultura, uns dizem que as mulheres tem que ter o máximo de filhos possíveis, outros dizem que andam de trator para os jovens não poderem ir muito longe. Escutamos uma história que tem uma senhora com 399 descendentes, é mole? Nos chamou atenção o dia em que uma família passava de carroça na beira da rodovia e um garotinho descia da carroça em movimento, pegava um lixo no chão e corria novamente para a carroça, parecia ser a diversão dele. O fato é que aquela gente loira de pele branca e olhos claros, no meio dos bolivianos é um contraste muito grande.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5288/5371269666_2fee7b1fa8_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1485]"><img alt="Menonas" src="http://farm6.static.flickr.com/5288/5371269666_589c637956_m.jpg" title="Menonas " width="240" height="135" /></a><p class="wp-caption-text">Menonas</p></div>
<p><div class="wp-caption alignleft" style="width: 250px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5009/5371306120_d4ee876e5c_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1485]"><img alt="Menona na carroça" src="http://farm6.static.flickr.com/5009/5371306120_fd458dd95a_m.jpg" title="Menona na carroça" width="240" height="135" /></a><p class="wp-caption-text">Menona na carroça</p></div><br />
.</p>
<h3>Andes – Os Collas (indígenas)</h3>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5100/5416273227_69317f8c22_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1485]"><img alt="Mulher no alto dos andes" src="http://farm6.static.flickr.com/5100/5416273227_a5e8298444_z.jpg" title="Mulher no alto dos andes" width="620" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Mulher no alto dos andes</p></div>
<p>O restante do país é na altitude, nos grandes vales e nos andes. O povo nativo ainda vive de forma primitiva, as mulheres em geral usam duas tranças e uma saia nos joelhos, sempre com pano muito colorido nas costas. São elas que carregam o peso, fazem uma trouxa com esses panos coloridos e carregam de tudo ali: bêbe, lenha e até balaios. Os homens usam calça social e camisa de botão. Eles normalmente trabalham na roça plantando, como motoristas de van e ônibus ou fazendo manutenção nas estradas. A cultura muda muito em poucas distâncias. Em alguns lugares dos andes os homens usam coletes e tocas muito coloridas e contrasta com o ambiente seco, frio e sem vida da altitude, que por onde passamos chega a 4.500 metros. </p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5297/5466460076_79925a2dbb_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1485]"><img alt="Galera de toca colorida" src="http://farm6.static.flickr.com/5297/5466460076_6868d0e7ab_z.jpg" title="Galera de toca colorida" width="620" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Galera de toca colorida</p></div>
<h3>Culinária</h3>
<p>A comida é muito diferente, eles comem até cabeça de porco, cozida dentro da de boi, gelatina de pata de cavalo e por aí vai. Aproveita-se de tudo!</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5137/5416906724_0f1353c35e_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1485]"><img alt="Picante de Pollo" src="http://farm6.static.flickr.com/5137/5416906724_ac82968b68_z.jpg" title="Picante de Pollo" width="620" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">Picante de Pollo</p></div>
<p>Um almoço tradicional aqui é uma sopa de entrada, chamado de primeiro e um segundo prato, que é arroz, batata e alguma carne: chuleta, frango e cordeiro são os mais comuns. O povo aqui também gosta de uma pimenta, mas só de uma espécie, a Ají (arrí). Em todo restaurante tem um molho dessa pimenta sobre a mesa.</p>
<p>A higiene da galera também não é nada boa e comer em restaurantes bolivianos pela estrada é sempre uma situação de risco. Os bolivianos não são muito bons para preparar carne de boi, então estamos preferindo comer frango e cordeiro, que sempre é melhor por aqui.</p>
<p><iframe width="620" height="400" src="http://www.youtube.com/embed/vPjKbMOTP4Y" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Os nativos dos Andes vivem em condições extremas. Muitas vezes não conseguimos comprar nem um biscoito e quando se vê o local e as condições que vivem esse povo, conseguimos entender porque eles aproveitam tudo: precisam sobreviver. </p>
<p>Já comemos bastante coisa esquisita nessa temporada na Bolívia. Suco de balde, sopa de &#8220;bago&#8221;, linguiça que mais parecia um bolo de farinha e carne&#8230; Nessa brincadeira nós três já pegamos diarréia brava no país. Brincamos que a diarréia é quase um ponto turístico da Bolívia.</p>
<h3>Artesanato</h3>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5175/5466361928_f355aa29ac_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1485]"><img alt="Artesã no centro de artesanato de Japo" src="http://farm6.static.flickr.com/5175/5466361928_6f51d77bee_z.jpg" title="Artesã no centro de artesanato de Japo" width="620" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Artesã no centro de artesanato de Japo</p></div>
<p>No alto dos andes que vimos os primeiros artesãos bolivianos, que fazem tecidos, cachecol, tocas e trabalham com lã de llama, alpaca e ovelha. As mulheres enquanto pastoram os animais, ficam com um bolo de lã em uma mão e um carretel em outra, fazendo os fios. O trabalho é todo artesanal, com uma bonita combinação de muitas cores.</p>
<h3>Costumes e crenças</h3>
<p><em>&#8220;Como fazem com mulheres? Estão a 10 meses sem?&#8221;</em> Essa foi a pergunda de um camponês em Pojo, a 4.200m de altitude. Para eles não é normal trocar de mulher. Depois que se casa, não se separa de forma alguma. Mulheres que são deixadas pelo marido, são excluídas e dificilmente conseguem outro marido. Esse mesmo camponês nos contou de um costume onde tanto os homens, quanto as mulheres fazem encontros, tomam álcool e brigam, caem no tapa mesmo, só não sabemos valendo o que.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5175/5416318843_0625d81351_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1485]"><img alt="Igreja Católica no centro de Santa Cruz de la Sierra" src="http://farm6.static.flickr.com/5175/5416318843_5d44e60ea0_z.jpg" title="Igreja Católica no centro de Santa Cruz de la Sierra" width="620" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Igreja Católica no centro de Santa Cruz de la Sierra</p></div>
<p>A religião é cristã, mas algumas pessoas ainda crêem na Deusa Inca da Terra <strong><em>&#8220;Pachamama&#8221;</em></strong>.</p>
<p>As crianças cantam o hino nacional todos os dias antes das classes, e nesse momento são tratadas como <em>&#8220;soldaditos&#8221;</em>.</p>
<p><iframe width="620" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/brdoJHP8oLM" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Ficamos sabendo de algumas coisas bizarras, que nao sabemos se são verídicas. Dizem que antes de fazer qualquer construção, para que a casa seja protegida, alguma vida tem que ser sacrificada. Falaram até que em alguns casos enterravam as pessoas vivas na fundação das casas. </p>
<h3>Língua</h3>
<p>A Bolívia tem mais de 32 dialetos, sendo 4 as línguas mais importantes: Castellano, Quechua, Aymara e Guarani. No alto dos andes se fala muito Quechua e Aymara, e alguns antigos pouco falam castellano. Na escola estudam lingua 1 e 2. Em algumas regiões o Quechua é mais forte e em outras o Aymara, mas todos falam pelo menos uma das duas.</p>
<h3>Sustentabilidade</h3>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm4.static.flickr.com/3098/5846220858_1c5ed9693c_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1485]"><img alt="Senhora colhendo batatas" src="http://farm4.static.flickr.com/3098/5846220858_e1b057f7b8_z.jpg" title="Senhora colhendo batatas" width="620" height="426" /></a><p class="wp-caption-text">Senhora colhendo batatas</p></div>
<p>Os campesinos, que são a maioria no país, plantam geralmente o básico para sobrevivência, batata, cenoura e hortaliças em geral. Os animais, gado, cordeiros e llamas são pastorados por crianças e adultos nas beiras das rodovias, ou ficam soltos nos morros de peder de vista. As condições são muito difíceis, além da altitude e do frio, o terreno é muito acentuado e para camponeses chegarem em suas plantações ou juntarem sua criação têm que andar muito pelas grandes montanhas andinas. </p>
<p><iframe width="620" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/JddmuwEQbV8" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>O povo do alto economiza muita água e em alguns pontos da serra brota água. É muito comum ver poços de armazenamento de água da chuva, que ficam espalhados pelas plantações nos grandes vales. </p>
<p>Nos chamou atenção que eles lavam copos, pratos e talheres em 2 baldes com água. Uma solução  sustentável, mas que muitas vezes se torna &#8220;porca&#8221;, porque alguns não trocam aquela água o dia todo, aí também não resolve. Alguns brasileiros nos disseram: <em>&#8220;Eles reclamam que gastamos muita água! Lógico, tomamos banho, lavamos roupa, lavamos louça&#8230;&#8221;</em>. Tomara que encontremos o caminho do meio.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5208/5370720485_8194976225_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1485]"><img alt="Feira em Paillon" src="http://farm6.static.flickr.com/5208/5370720485_6c03565da8_z.jpg" title="Feira em Paillon" width="620" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Feira em Paillon</p></div>
<p>No país todo o que mais tem são os mercado popular e feiras de rua. É possível encontrar abacate, ameixa, banana, pêssego, maçã, tomate, pimentão, cenoura, beterraba e o que achamos muito interessante é que o granel é permitido. Compramos macarrão, arroz, feijão, tudo a granel e passamos a fazer nossa comida, para evitar as caganeiras. As feiras no interior do Andes é semanal, e se não fizer sua provisão direitinho, vai passar aperto. Isso aconteceu conosco, perdemos a feira e passamos um perrengue pra poder conseguir mantimentos para fazer nosso rango.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5056/5465830641_b35f5f5496_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1485]"><img alt="Chegando em Oruro" src="http://farm6.static.flickr.com/5056/5465830641_853597397f_z.jpg" title="Chegando em Oruro" width="620" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Chegando em Oruro</p></div>
<p>O lixo dos produtos industrializados estão espalhados pelas rodovias e cidades da Bolívia. No interior, quando não são queimados, as garrafas Pet, sacolas e latas de alumínio, principalmente, estão espalhados pelas ruas, estradas e rios. Tem quem leve esse lixo para os lugares mais remotos, mas não tem quem o colete, pois as embalagens vazias não tem valor.</p>
<p><iframe width="620" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/vFVyLpMDl-M" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Não existe saneamento básico pelo interior do país, esgotos escorrem no meio das ruas. Os banheiros secos são buracos no chão que depois são tampados. É triste ver o povo caminhando e as crianças brincando em meio ao barro de merda como se nada tivesse acontecendo.</p>
<p><iframe width="620" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/fZU-W2SUDnY" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Pelo interior do país, quem tem casa de alvenaria é diferenciado. As construções em Adobe são as mais comuns. O adobe é bem grande, feito de uma mistura de barro, cascalho e mato, parece ser um ótimo isolante térmico para o frio da região.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5161/5371255708_537008c458_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1485]"><img alt="Pedalando pelo pantanal Boliviano" src="http://farm6.static.flickr.com/5161/5371255708_321c7588d3_z.jpg" title="Pedalando pelo pantanal Boliviano" width="620" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Pedalando pelo pantanal Boliviano</p></div>
<p>Nos chamou muita atenção no estado de Santa Cruz é que muitas regiões estão com sua mata nativa preservada. Eles criam gados e plantam no meio dessa mata, garantindo a preservação da natureza. O bioma parece ser um cerrado misturado com o pantanal.<br />
No alto dos Andes não se vê sequer uma árvore devido ao clima extremo, à altitude, frio e vento intenso. O verde que existe é das plantações nos vales ou em cercados de pedras. A mata nativa das montanhas são arbustivas, cactus e um capim amarelado, que no inverno somem por debaixo da neve.</p>
<p>A seca vem castigando todo o país, vimos várias lagoas secas e poucas chuvas.</p>
<h3>Governança</h3>
<p>O presidente Evo Moralles é colla e odiado pelos camba e seu povo também não está muito feliz com o que o presidente vem fazendo. Chegando na fronteira ficamos sabendo um aumento de 85% no preço dos combustíveis. O povo parou o país em um movimento que foi chamado de “gasolinaço” e Evo voltou atrás. Vieram agora 2 aumentos seguidos, dessa vez no preço do açúcar.</p>
<p><iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/tT0dX8hGqyw" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Em Oruro presenciamos o “paro nacional”, que parou o país inteiro. Os trabalhadores foram para as ruas pedir um salário digno. Uma marcha de mineiros e outras classes de trabalhadores percorreu as ruas de Oruro soltando dinamites e gritando mensagens em prol da classe e contra o governo nacional. Nessa passeata vimos as mais diversas caras do trabalhador Boliviano, uma experiência muito rica.</p>
<h3>Bolivia Brasileira</h3>
<p>Outra coisa que tem muito na Bolívia também é brasileiro. A grande maioria faz faculdade de medicina, que por aqui custa em média 150 dólares mensais e com um pouco mais que isso, se aluga um bom apartamento também. Em Santa Cruz e Cochabamba é gente falando português pra tudo que é lado, se encontrando nos restaurantes de comida brasileira. As noitadas de funk e samba fazem a alegria dos estudantes.   </p>
<p>Músicas brasileiras em português ou traduzidas são muito comuns em toda a Bolívia, principalmente o sertanejo. O governo brasileiro investe muito por aqui também, além de estradas financiadas pelo nosso país, parte da obra do Cristo de la Concordia, uma espécie de Cristo Redentor de Cochabamba, foi um presente da Petrobrás para a Bolívia.</p>
<h3>Visão do Brasil</h3>
<p>Quando passamos de bike com nossas bandeiras gritam: &#8220;Du Brasilll&#8221; ou &#8220;Brasilll, país mais grande do mundo!&#8221;. Eles conhecem os clubes de futebol, jogadores e as mulheres com pouca roupa. Todos falam também do ex-presidente Lula, gostam muito dele. Praticamente só conhecem a cidade de São Paulo e alguns tem o sonho de ir pra lá trabalhar.</p>
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		<title>Carta do IPD – Instituto Peruano de Deportes</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Jun 2011 21:38:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kico Zaninetti</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<br/>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<br/><div id="attachment_1479" class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/2011/06/carta-ipd.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1478]"><img src="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/2011/06/carta-ipd-701x1024.jpg" alt="Carta do IPD - Instituto Peruano de Deportes" title="Carta do IPD - Instituto Peruano de Deportes" width="620" class="size-large wp-image-1479" /></a><p class="wp-caption-text">Carta do IPD - Instituto Peruano de Deportes</p></div>
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		<title>Um ano de viagem no lago Titicaca</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Jun 2011 16:02:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kico Zaninetti</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img src="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/category/Bolivia-Flag.png" width="64" height="64" alt="" title="Bolívia" /><br/>Quando saímos de La Paz já sabíamos que estávamos nos dirigindo para um lugar único no planeta. O Lago Titicaca fica na divisa da Bolívia e Peru há 3850m do nível do mar e foi muito importante para antigas civilizações como os Incas. A sensação que se tem quando se está nas margens do lago [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/category/Bolivia-Flag.png" width="64" height="64" alt="" title="Bolívia" /><br/><div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5263/5690557227_c12646a5ed_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1461]"><img alt="Painel do Lago Titicaca com o templo Pilcocaina, na Ilha do Sol" src="http://farm6.static.flickr.com/5263/5690557227_f0e1951d82_z.jpg" title="Painel do Lago Titicaca com o templo Pilcocaina, na Ilha do Sol" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Painel do Lago Titicaca com o templo Pilcocaina, na Ilha do Sol</p></div>
<p>Quando saímos de La Paz já sabíamos que estávamos nos dirigindo para um lugar único no planeta. O Lago Titicaca fica na divisa da Bolívia e Peru há 3850m do nível do mar e foi muito importante para antigas civilizações como os Incas.</p>
<div id="attachment_1473" class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/2011/06/MG_4009.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1461]"><img src="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/2011/06/MG_4009-1024x682.jpg" alt="Acampados às margens do lago Titicaca" title="Acampados às margens do lago Titicaca" width="620  class="size-large wp-image-1473" /></a><p class="wp-caption-text">Acampados às margens do lago Titicaca</p></div>
<p>A sensação que se tem quando se está nas margens do lago é de estar no mar, porque o lago é gigantesco e em alguns pontos não se vê o outro lado. A diferença é que devido à altitude, faz muito frio na região e a água é geladassa e complica de nadar no lago (nós demos um tchibum de batismo).</p>
<div id="attachment_1474" class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/2011/06/P1080200.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1461]"><img src="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/2011/06/P1080200-1024x768.jpg" alt="Primeiro contato com o Lago Titicaca no caminho de La Paz a Copacabana" title="Primeiro contato com o Lago Titicaca no caminho de La Paz a Copacabana" width="620" class="size-large wp-image-1474" /></a><p class="wp-caption-text">Primeiro contato com o Lago Titicaca no caminho de La Paz a Copacabana</p></div>
<p>Nosso primeiro contato com o lago foi no caminho para a Isla Suriqui, em uma rota alternativa que liga La Paz a Copacabana e foi feita para a peregrinação da Semana Santa. Pedalamos pelas ilhas e dormimos uma noite na Isla Suriqui, que tem uma vila de campesinos e pescadores morando lá, vivendo de forma bem peculiar e afastados da sociedade.</p>
<div id="attachment_1471" class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/2011/06/IMG_1930.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1461]"><img src="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/2011/06/IMG_1930-1024x768.jpg" alt="Com a criançada no mirante da Isla Suriqui" title="Com a criançada no mirante da Isla Suriqui" width="620" class="size-large wp-image-1471" /></a><p class="wp-caption-text">Com a criançada no mirante da Isla Suriqui</p></div>
<p>Mas nosso destino era Copacabana e chegamos lá depois de atravessar o lago pegando três barcos, de uma ilha para outra. Em uma das travessias, o moço que tava remando nos disse: <em>&#8220;Não gosto dos barcos a motor, usa gasolina, polui e não é tão divertido!&#8221;</em>. </p>
<div id="attachment_1472" class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/2011/06/MG_3973.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1461]"><img src="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/2011/06/MG_3973-1024x682.jpg" alt="Atravessando o lago Titicaca de barco" title="Atravessando o lago Titicaca de barco" width="620" class="size-large wp-image-1472" /></a><p class="wp-caption-text">Atravessando o lago Titicaca de barco</p></div>
<p>Chegamos na cidade em véspera de Semana Santa e tinha um movimento de bandas tradicionais na rua e muitos lugares enfeitados com flores.</p>
<h3>Copacabana</h3>
<p>Copacabana é a principal cidade turística do lago Titicaca. O nome bem conhecido por nós brasileiros, vem mesmo da praia de Copacabana, pois as montanhas em volta da cidade dão uma certa semelhança com o Pão de Açúcar. Boa parte do seu comércio é voltado ao turismo, com muitos restaurantes, bares, hotéis, albergues e agências de turismo. Os principais pontos turísticos da cidade são o calvário na montanha que beira a cidade, com um mirante maravilhoso do lago e as ilhas do Sol e da Lua. E se passar por Copacabana, tem que comer uma truta nos quiosques que ficam às margens do lago.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5262/5690497077_a25681cdeb_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1461]"><img alt="Vista do porto de Copacabana" src="http://farm6.static.flickr.com/5262/5690497077_9b0e4dceb0_z.jpg" title="Vista do porto de Copacabana" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Vista do porto de Copacabana</p></div>
<p>Demos um rolé pela cidade e pela orla do lago, subimos no calvários, mas o que marcou nossa passagem pela cidade foi a <strong>celebração do nosso aniversário de viagem</strong>. Quanta história rolou nesse ano de estrada!</p>
<p>Para comemorar, alugamos um barco a vela de um pescador, tomamos 15 minutos de aula de como velejar e fomos só nós três numa missão de percorrer os cerca de 10km de Copacabana até a Ilha do Sol e voltar em segurança.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5150/5691167468_bd13147541_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1461]"><img alt="Amanhecendo durante a navegação no Lago Titicaca" src="http://farm6.static.flickr.com/5150/5691167468_b789d1278e_z.jpg" title="Amanhecendo durante a navegação no Lago Titicaca" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Amanhecendo durante a navegação no Lago Titicaca</p></div>
<p>Como o pescador nos advertiu, teríamos que começar a velejar às 5h da manhã para pegar o vento no sentido da ilha e voltar às 13h para aproveitar o vento no sentido da cidade. Acordamos cedo, pegamos o barco no cais e começamos nossa navegação, ainda no escuro da madrugada. Saímos remando da baía de Copacabana, levantamos a vela e pegamos o primeiro vento com vela cheia antes do amanhecer.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5147/5690547399_376e3c5191_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1461]"><img alt="Curtindo uma navegação no aniversário de viagem" src="http://farm6.static.flickr.com/5147/5690547399_c41e4e101d_z.jpg" title="Curtindo uma navegação no aniversário de viagem" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Curtindo uma navegação no aniversário de viagem</p></div>
<p><iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/oiFhXw4tXHk?hl=en&#038;fs=1" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Só que na ida não tivemos sorte, o vento foi ficando fraco até a hora que parou. Seguimos o resto do caminho até a ilha remando, nos revezando entre os dois remos e o timão do barco. Com algumas pausas para comer pão com sardinha e tomar as três cervejas que levamos para comemorar o aniversário. Demoramos mais que o previsto, mas conseguimos chegar na Ilha do Sol, no lado norte onde tem as ruínas Incas do Templo Pilcocaina, os Jardines del Inca e a Escalera del Inca.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5189/5691120270_24f464db8e_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1461]"><img alt="Templo Pilcocaina na Ilha do Sol" src="http://farm6.static.flickr.com/5189/5691120270_c7b7f2735b_z.jpg" title="Templo Pilcocaina na Ilha do Sol" width="620"  /></a><p class="wp-caption-text">Templo Pilcocaina na Ilha do Sol</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5190/5690553089_b462ea0ef6_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1461]"><img alt="Escalera del Inca na Ilha do Sol" src="http://farm6.static.flickr.com/5190/5690553089_070192e366_z.jpg" title="Escalera del Inca na Ilha do Sol" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Escalera del Inca na Ilha do Sol</p></div>
<p>Ficamos lá contemplando aquele mundo de água, as montanhas brancas da Cordilheira Real, as ruínas, tudo compondo um só visual de tirar o fôlego. Às 13h saímos e pegamos um vento bom até chegar em Copacabana.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5310/5691137958_a45e5dae0e_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1461]"><img alt="Ilha no Lago Titicaca" src="http://farm6.static.flickr.com/5310/5691137958_ce1dc6a5a1_z.jpg" title="Ilha no Lago Titicaca" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Ilha no Lago Titicaca</p></div>
<p>Primeira missão como velejadores foi cumprida com sucesso, uma experiência que vamos levar pra frente. Vai que depois de dar a volta no mundo por terra não cismamos de fazer por água?!</p>
<p>O Lago Titicaca e principalmente as pessoas que vivem ao redor dele nos ensinou muito. Sustentabilidade está na simplicidade de viver da natureza, de explorar seus recursos sem destruir e isso esse povo sabe fazer muito bem!</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5225/5690509923_9fabd5efb1_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1461]"><img alt="Vista do lago Titicaca do morro do calvário" src="http://farm6.static.flickr.com/5225/5690509923_3eaa1f8505_z.jpg" title="Vista do lago Titicaca do morro do calvário " width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Vista do lago Titicaca do morro do calvário</p></div>
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		<title>Montanhismo no Huayna Potosi – La Paz (6088m)</title>
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		<pubDate>Tue, 24 May 2011 19:04:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kico Zaninetti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bolívia]]></category>
		<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
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		<description><![CDATA[<img src="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/category/Bolivia-Flag.png" width="64" height="64" alt="" title="Bolívia" /><br/>Em La Paz subimos com muita dificuldade a montanha Huayna Potosi, à 6088m de altitude. Uma vitória e uma superação individual de cada um e de recompensa o visual mais emocionante de toda nossa vida.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/category/Bolivia-Flag.png" width="64" height="64" alt="" title="Bolívia" /><br/><div id="attachment_1455" class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5302/5629205458_d9233f5eef_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1451]"><img src="http://novaorigem.com.br/wp-content/uploads/2011/05/huayna-potosi-destaque.jpg" alt="Montanhismo no Huayna Potosi" title="Montanhismo no Huayna Potosi" width="620" height="266" class="size-full wp-image-1455" /></a><p class="wp-caption-text">Montanhismo no Huayna Potosi</p></div>
<p>Em La Paz, na Casa de Ciclistas, conhecemos <a href="http://bici-doble.blogspot.com/" title="Bici Doble" target="_blank">Jean-Christoph e Catherrine</a>, um casal de cicloturistas suíços que viajam em uma  bicicleta Tandem. Eles são montanhistas também e nos mostraram o blog que eles e mais uns amigos sobem grandes montanhas européias com uma Jaccuzzi! Vale a pena conhecer o <a href="http://www.jaccuzzi.ch/html/extrem.html" title="Extreme Jaccuzzi" target="_blank">site Extreme Jaccuzzi</a> e ver o banho quente no topo do Mont Blanc, maior montanha dos Alpes.</p>
<p>Certo dia eles estavam na casa cheios de equipamentos de montanha, que tinham alugado para subir a montanha <strong>Huayna Potosi</strong>, com seu cume a 6088m de altitude. Dois dias depois chegaram e nos mostraram as fotos. Ficamos de cara e queríamos ver aquelas maravilhas com os nossos olhos. Fomos em várias agências e decidimos subir com o guia que eles tinham nos indicado, Juancho, da agência Altitud 6000. O preço: U$100 por pessoa. Isso já era fim de tarde e agendamos a subida para o dia seguinte. Detalhe, nenhum dos três nunca tinha posto o pé na neve. Fomos para casa ajeitar nossas coisas para partir no dia seguinte de manhã.</p>
<h3>Primeiro dia – A preparação</h3>
<p>Chegamos na agência às 8:30, e Juancho analisou nossos equipamentos para ver o que serviria para subirmos, e nos emprestou outros. No caminho para montanha compramos as coisas para comer e seguimos em seu carro, junto com sua mulher Trifonia, até chegar no pé da montanha Huayna Potosi há 4700m. Lá perto funcionava uma antiga mina de estanho que há muitos anos era uma das mais importantes da Bolívia. Hoje ainda funciona para pequenas quantidades de extração e o pior é que contamina uma represa que provê água para La Paz. Vimos um cemitério só de mineiros que morreram lá. </p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5106/5628706325_884c5ed6b4_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1451]"><img alt="Cemitério de mineradores e a montanha Huayna Potosi" src="http://farm6.static.flickr.com/5106/5628706325_61f64ec29e_z.jpg" title="Cemitério de mineradores e a montanha Huayna Potosi" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Cemitério de mineradores e a montanha Huayna Potosi</p></div>
<p>Primeira vez que vimos e tocamos na neve! Parece bobeira, mas isso era muito importante para nós. Primeiro dia de caminhada foram poucos kilômetros e o mais difícil foi se adptar com a bota para neve, cerca de 1,5kg cada pé. O tempo estava fechado e nevou! Muito bonito ver aqueles flocos de gelo voando! Diferente demais para nós.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5109/5628729903_6aa0061f8f_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1451]"><img alt="Nevando enquanto subíamos ao refúgio alto" src="http://farm6.static.flickr.com/5109/5628729903_132b5ff1f7_z.jpg" title="Nevando enquanto subíamos ao refúgio alto" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Nevando enquanto subíamos ao refúgio alto</p></div>
<p>O primeiro dia de subida leva até o Refúgio Alto há 5180m e lá conhecemos uma galera de gringos que iriam subir a montanha. Na parede do abrigo, muitas assinaturas e dedicatórias de quem já subiu. Para nossa surpresa, uma bandeira de Minas Gerais com os guerreiros conterrâneos que já fizeram essa aventura. À tarde, Juancho nos deu um breve treinamento de como caminhar na neve usando os crampones e usar os equipamentos de segurança. Dormimos às 19 horas para acordar 1 hora da madruga, pois às 2h era o início da caminhada.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5021/5629169162_ed902996eb_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1451]"><img alt="Tomando um chá de coca no refúgio alto. Reparem na bandeira de Minas Gerais na parede" src="http://farm6.static.flickr.com/5021/5629169162_796ba5dd6a_b.jpg" title="Tomando um chá de coca no refúgio alto. Reparem na bandeira de Minas Gerais na parede" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Tomando um chá de coca no refúgio alto. Reparem na bandeira de Minas Gerais na parede</p></div>
<h3>Segundo dia – O cume do Huayna Potosi</h3>
<p>Acordamos 1:15 am, tomamos um café reforçado, arrumamos as coisas e começamos a caminhar às 2:15 am, todos juntos, amarrados uns aos outros por uma corda. O céu estava estrelado, não ventava e estava “calor”, cerca de 5ºC.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5064/5629171858_9356d7fc7c_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1451]"><img alt="O início da caminhada às 2h da matina" src="http://farm6.static.flickr.com/5064/5629171858_f715ed0a22_z.jpg" title="O início da caminhada às 2h da matina" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">O início da caminhada às 2h da matina</p></div>
<blockquote><p>“Não penso muito nas dificuldades, quero andar, chegar no cumbre e ver paisagens que marcarão minha vida” Caseh Werner
</p></blockquote>
<p>Caminhar no gelo era missão muito nova para nós. A subida era forte e faltava ar. Juancho nos deu folhas de coca para mascar e melhorou bastante. Logo avistamos La Paz, toda iluminada, e nós isolados no meio da montanha nevada! Chegamos aos 5850m quando começou a amanhecer. Nesse momento tivemos a noção de onde estávamos. </p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5103/5628593569_e9225ced43_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1451]"><img alt="Cores incrívels no amanhecer" src="http://farm6.static.flickr.com/5103/5628593569_d69578c933_z.jpg" title="Cores incrívels no amanhecer" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Cores incrívels no amanhecer</p></div>
<blockquote><p>“Ter de fazer minhas necessidades em uma montanha nevada há mais de 5800m, no meio da madrugada, fazendo -5ºC foi realmente uma experiência inesquecível. Mas seguir a subida na situação que eu estava era impossível.” Kico Zaninetti</p></blockquote>
<p>Podíamos ver outros cumes de montanhas da Cordilheira Real abaixo de nós. Os primeiros raios de sol refletiam nos glaciares, pintando a neve de rosa e nos mostrando uma paisagem que só vimos parecido nas revistas de aventura. No caminho ultrapassamos alguns grupos e cruzamos com outros voltando, que haviam desistido.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5110/5628605593_f195e41833_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1451]"><img alt="A cada momento a neve era pintada de uma cor diferente" src="http://farm6.static.flickr.com/5110/5628605593_3d521d1166_z.jpg" title="A cada momento a neve era pintada de uma cor diferente" width="620"/></a><p class="wp-caption-text">A cada momento a neve era pintada de uma cor diferente</p></div>
<p>Juancho não parava de falar: <em>“Vamos chicos, apurente!”</em>. E nessa seguiamos, um pé na frente do outro, cada vez mais lento, por conta da altitude, os passos eram como de astronautas! Quando chegamos nos 6000 metros, quase no cume, sentimos muito o peso da altitude, o cérebro já não funcionava direito, o corpo não respondia aos comandos e era pirambeira pra tudo que é lado.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5302/5628618115_17c86fe698_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1451]"><img alt="Uma pausa para descansar perto dos 6000m" src="http://farm6.static.flickr.com/5302/5628618115_eb022d52f7_z.jpg" title="Uma pausa para descansar perto dos 6000m" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Uma pausa para descansar perto dos 6000m</p></div>
<p>Chegamos na crista que leva até o cume, e caminhamos por 250m em um espaço de menos de 1m de largura, com penhasco para os dois lados e qualquer erro seria fatal. Quando chegamos no cume a 6088m de altitude, misturou fadiga física e psicológica, com o visual surreal e a emoção tomou conta de nós. Subir até o cume da Huayna Potosi foi uma experiência única, muito difícil, onde chegamos no nosso limite.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5262/5629203624_54c59a03cb_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1451]"><img alt="Na crista, poucos metros antes do cume do Huayna Potosi" src="http://farm6.static.flickr.com/5262/5629203624_e5714335d2_b.jpg" title="Na crista, poucos metros antes do cume do Huayna Potosi" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Na crista, poucos metros antes do cume do Huayna Potosi</p></div>
<blockquote><p>“Quando estava na crista, veio na minha cabeça tudo que passei, desde o início da viagem para estar ali, olhei pro Tiago e pro Kico, os dois muito cansados e tudo isso misturado com a paisagem que meus olhos viam fez desse momento um dos mais emocionantes dessa viagem.” Caseh Werner</p></blockquote>
<p><iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/ne4DHrzyZQ0?hl=en&#038;fs=1" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<blockquote><p>“Quando chegamos no cume, a sensação de vitória, o cansaço, o momento espiritual que venho vivendo e o visual estonteante das montanhas me fez cair em um choro de uma mistura de muitas emoções.” Kico Zaninetti</p></blockquote>
<p>No cume tiramos algumas fotos com a bandeira do Brasil e a de Minas Gerais (que pegamos no abrigo, mas já está de volta lá na parede e com as nossas assinaturas) e do visual maravilhoso. Fizemos um lanche reforçado para aguentar a descida até o abrigo.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5227/5629239436_43f031dcb1_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1451]"><img alt="No cume!" src="http://farm6.static.flickr.com/5227/5629239436_31e8b3e948_z.jpg" title="No cume!" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">No cume!</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5181/5628690367_3e588f5175_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1451]"><img alt="Visual da Cordilheira Real, do cume do Huayna Potosi" src="http://farm6.static.flickr.com/5181/5628690367_114885849c_b.jpg" title="Visual da Cordilheira Real, do cume do Huayna Potosi" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Visual da Cordilheira Real, do cume do Huayna Potosi</p></div>
<p>A descida teve que ser rápida, pois ja eram 8:40 am e o sol forte já derretia a neve e caminhar na neve molhada é uma péssima idéia. Descemos sem muitas paradas, com Juancho nos apressando e a passos largos. Faltando pouco para chegar no abrigo a neve já estava bem úmida e agarrava na bota, deixando o chão escorregadio. Tomamos alguns tombos mas chegamos bem ao abrigo, destruídos e todos com caganeira.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://farm6.static.flickr.com/5303/5629330782_f64fe2cb46_o.jpg" rel="wp-prettyPhoto[g1451]"><img alt="Avistando o abrigo" src="http://farm6.static.flickr.com/5303/5629330782_71f706e4a1_z.jpg" title="Avistando o abrigo" width="620" /></a><p class="wp-caption-text">Avistando o abrigo</p></div>
<p>Relaxamos por cerca de uma hora e descemos até o carro. Chegamos em La Paz, meio sem entender direito toda essa experiência. Caminhamos em um dia cerca de 12 horas, até 6088m de altitude, subimos Huayna Potosi!</p>
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