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	<title>O Mestre e a Pinguim</title>
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	<description>Nerdices</description>
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		<title>Cansei</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Apr 2011 08:29:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rayana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Heavy Metal]]></category>
		<category><![CDATA[Individualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[A busca pela individualidade do ser humano parece levá-lo cada vez mais a um caminho de similaridade com o próximo. Seja nas alterações físicas, espirituais, sociais. A tatuagem, clamada como um grito de expressão, tornou-se corriqueira e pode ser encontrado &#8230; <a href="http://balard.com.br/cotidiano/cansei/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A busca pela individualidade do ser humano parece levá-lo cada vez mais a um caminho de similaridade com o próximo. Seja nas alterações físicas, espirituais, sociais. A tatuagem, clamada como um grito de expressão, tornou-se corriqueira e pode ser encontrado na pele da maioria das pessoas. A tal expressividade se perde no contexto em que estrelinhas e borboletas apenas sintonizam uma tendência urbana de “querer ser cool”.</p>
<p>Não vejo muito isso agora, mas houve uma época em que a palavra bruxaria entrou na moda. Talvez filmes tenham influenciado, mas houve um número enorme de pré-adolescentes comprando revistinhas da chamada “wicca” nas bancas, se auto proclamando bruxos e jogando rituais de amor por todos os cantos.</p>
<p>Os símbolos musicais, como o heartagram da banda HIM, criado por seu vocalista, foi e muito tatuado por seus fãs. As tribos musicais buscam uma individualização que surge na coletividade: tente contar o número de ruivas tingidas num evento de rock/heavy metal. Mais fácil contar as outras. Vamos pintar o cabelo pra ser diferente dessa sociedade sem graça e no seu primeiro evento você vai encontrar umas 15 gêmeas. Eu pintei meu cabelo, por três meses e desisti. A cor natural era muito melhor. Nunca mais pintei o cabelo e lá se vão seis anos!</p>
<p>Acho exagerado quem não poupa os trajes rock ‘n roll excessivos no dia a dia. Ir num show, vá lá. Dia a dia com rendas e tachinhas? Encaro o metal como um estilo musical e não como uma causa para matar e morrer, como vejo muitos por aí. Até falar metaleiro hoje é proibido. Tem que ser “headbanger”. Topei com um desses num show, que fez um discurso enorme sobre como ele era tão headbanger. Minha palavra final? Que metaleiro sem noção! É preconceito? Não, pois aposto que eu entendo e gosto tanto de heavy metal quanto ele. Não vejo nada demais em usar as duas palavras.</p>
<p>Não dá para ser autêntico e fazer parte dessas tribos, não. Eles tem padrões de regra e comportamento, que ao serem cumpridos te tornam membro do grupo, te tornando o mais novo indivíduo igual a todos, mas sem nenhum senso de auto crítica. Metaleiros, cansei de vocês. Cansei de caras sem noção que fumam um cigarro e chacoalham o mesmo no ar, derrubando cinzas nos braços alheios. Gente que acha que cor de roupa define o qual entendido do estilo você é. Eu uso rosa choque neon, e daí? Acho que estou ficando velha. Ou melhor, vocês que precisam crescer, minha gente! Viva a diversidade de gostos!</p>


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<h6>Creative Commons (by-nc-nd) <a href='http://balard.com.br/' >O Mestre e a Pinguim.</h6><p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fbalard.com.br%2Fcotidiano%2Fcansei%2F&amp;title=Cansei" id="wpa2a_2"><img src="http://balard.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Halloween!</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Oct 2010 05:03:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rayana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Dia das Bruxas]]></category>
		<category><![CDATA[Festas]]></category>
		<category><![CDATA[Halloween]]></category>
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		<description><![CDATA[É, mas um dia das bruxas chegando e eu queria tanto fazer alguma coisa&#8230; Desde pequena eu penso em organizar uma festa na minha casa, com decoração típica, comidas e bebidas, jogos, músicas e diversão a noite toda (e claro, &#8230; <a href="http://balard.com.br/cotidiano/halloween/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://i173.photobucket.com/albums/w45/rayanalv/baby_costume1.jpg" border="0" alt="Photobucket"> É, mas um dia das bruxas chegando e eu queria tanto fazer alguma coisa&#8230; Desde pequena eu penso em organizar uma festa na minha casa, com decoração típica, comidas e bebidas, jogos, músicas e diversão a noite toda (e claro, os amigos). O tema Halloween seria só isso, um tema, um motivo a mais pra reunir todo mundo. Não entendo porque tanta gente tem raiva desse assunto, achando que é um ultraje a cultura nacional! Não vejo ninguém querendo propor feriado aqui por causa da data, até porque não está ligada à nossa história, mas só vejo gente querendo se divertir. Quando me mudei pro Rio, lembro que umas das primeiras coisas que li por aí na rua foi aquele cartaz que tem espalhado pelo centro <em>&#8220;Halloween é satanismo! Brasil: país cristão.&#8221;</em> Aham.</p>
<p>Pra quem não sabe, o dia das bruxas é um feriado anual, celebrado no dia 31 de outubro em países como os Estados Unidos, Canadá, Irlanda e no Reino Unido. Acredita-se que sua origem esta ligada a celebração celta de Samhain e o feriado cristão Dia de todos os Santos. Para os celtas, o Samhain (summer’s end) era a época em que eles celebravam o fim da colheita, a chegada da metade “escura” do ano, com o resto do outono e o inverno. Os celtas acreditavam que, nesse dia, os portões que separavam o mundo dos vivos e dos espíritos estavam abertos, o que permitia a sua entrada no nosso mundo. Mas com isso, bons e maus espíritos podiam entrar, então era recomendado usar máscaras ou disfarces para se proteger. </p>
<p>O nome Halloween varia de <em>All Hallows Even</em> (Evening), que seria a noite antes do <em>All Hallows Day</em> (Dia de todos os Santos). Já a famosa abóbora parece ter vindo de um antigo costume irlandês de esculpir nabos e colocar velas dentro, como se fossem lanternas. Estas eram postas nas janelas para afugentar os espíritos ruins. A abóbora veio depois, lá na América do Norte. <img src='http://balard.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Viu? Nada de satanismo! Pra quem quiser comemorar o Halloween, algumas dicas no Rio:</p>
<p><a href="http://www.ddklub.com/">DDK Halloween Ausgabe</a><br />
Dia 30/10 no Cine Íris, Centro. Abertura da casa às 22:00.</p>
<p><a href="http://listaamiga.com/putafesta">Puta Festa Halloween.</a><br />
Dia 31/10, no Cine Íris, Centro, a partir das 23:00.</p>
<p><a href="http://zwrj.tumblr.com/">Zombie Walk RJ</a><br />
Dia 02/11, concentração em frente ao Copacabana Palace, às 14:00.</p>
<p>&#8212;</p>
<p>Um adendo: sim, estamos bem lerdos com o blog, mas a Pinguim aqui anda em crises existenciais/profissionais e o Balard tá ocupado&#8230; A gente posta quando dá <img src='http://balard.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /><br />
Fomos no Bon Jovi em Sampa, dia 6 desse mês. Foi uma loucuuura! Ah! e sábado tem Castelo das Peças no Sesc Copacabana! Pra quem não conhece ainda, <a href="http://www.ocastelodaspecas.com.br/">olha aí.</a></p>


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<h6>Creative Commons (by-nc-nd) <a href='http://balard.com.br/' >O Mestre e a Pinguim.</h6><p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fbalard.com.br%2Fcotidiano%2Fhalloween%2F&amp;title=Halloween%21" id="wpa2a_4"><img src="http://balard.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Quadrinhos Digitais</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Aug 2010 03:04:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Balard</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Comics]]></category>
		<category><![CDATA[Manga]]></category>
		<category><![CDATA[Pirataria]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia 2 de agosto morreu o One Manga. Há uns meses, foi a vez do htmlcomics. Ambos eram repositórios online de centenas de gigabites de quadrinhos piratas. E o melhor, eram disponibilizados ali mesmo, no navegador. Sem downloads, programas especiais &#8230; <a href="http://balard.com.br/cotidiano/quadrinhos-digitais/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 2 de agosto morreu o One Manga. Há uns meses, foi a vez do htmlcomics. Ambos eram repositórios online de centenas de gigabites de quadrinhos piratas. E o melhor, eram disponibilizados ali mesmo, no navegador. Sem downloads, programas especiais ou torrents.</p>
<p>As editoras devem ter ficado loucas quando descobriram. Imagina só calcular a &#8220;grana perdida&#8221; de todos esses títulos ali, liberados. Se cada clique são alguns dólares a menos em seus bolsos, imagine centenas de milhares de cliques? Infelizmente, não dá pra calcular esse tipo de coisa.</p>
<p>Agora que esses sites foram derrubados pelas donas dos direitos (o que não é errado), o que seus usuários vão fazer? <em>&#8220;Comprar as revistinhas!&#8221;</em>, você diz.</p>
<p>Pena que, na maioria das vezes, não funciona. A grande vantagem desses sites de repositório era justamente agregar volumes antigos. O povo viciado nos últimos volumes se reúne em comunidades menores, usando basicamente torrents de curta duração ou via IRC pra espalhar o volume recente e depois tirá-lo do ar. Conseguir de forma pirata número antigos é muito mais complicado que buscar os recentes.</p>
<p>Eu sou/era um leitor assíduo desses sites justamente para ver as revistas antigas. E falo isso sem falsidade. Coleciono um mangá (Naruto), tenho mais 3 coleções completas aqui em casa. Compro Lanterna Verde todo mês, assim como tenho várias coletâneas encadernadas, praticamente todas que a Panini foi lançando. Isso sem contar as pilhas e mais pilhas de X-Men que eu tenho, mas não compro mais.</p>
<p>Agora, eu li 20 anos de revistas da DC no htmlcomics em alguns meses. No One Manga eu li o Bleach todo (descobri que não valia a pena comprar mesmo ^^) e estava na metade da ótima e gigante Jojo&#8217;s Bizarre Adventure (esse vale o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/JoJo%27s_Bizarre_Adventure">link</a>). Em nenhum momento eu deixei de comprar as minhas revistas mensais, nem vou deixar de ler sem pagar os que eu já lia em livrarias, agora que os sites foram mortos.</p>
<p>Pirataria? Sim. Não tem um lugar para eu ler o backlog de números antigos dos comics da DC. Não tem nem em português (acho que nem toda em inglês) o Jojo&#8217;s Bizarre Adventure. Não tenho opção. Repare que a maioria das revistas eu poderia ler sem problema em livrarias. A Saraiva tem todo mês os últimos volumes dos mangás e comics aqui do Brasil; é só ir lá, pegar e ler sem pagar nada.</p>
<p>O principal detalhe dessa história toda, e a mais preocupante na nossa sociedade moderna e capitalista, é que essas são minhas únicas opções. Músicas e livros, e até filmes, que foram os primeiros a sofrer com a migração do analógico para o digital, já são facilmente encontrados na internet. Não falo de versões piratas, e sim métodos oficiais de você conseguir o mesmo conteúdo, com a facilidade do meio digital.</p>
<p>Tirando a Marvel, que tem um serviço de assinatura digital, não existem muitas opções para se ter acesso a esse conteúdo. Grandes distribuidoras como as DC e a Shueisha TINHAM que ter um serviço assim. Pessoas que já leram uma época, largaram o hobby e querem se atualizar. É exatamente o público desses sites. Garotos que nem liam revistinha na época que grandes histórias aconteceram. Gente que simplesmente quer facilidade, não o produto material. Pessoas que não se importam com a ação de colecionar. As editoras economizariam horrores de produção e distribuição.</p>
<p>E muito melhor nesses ataques seria, ao derrubar o site ilegal, direcionar o povo para o lugar correto.</p>
<p><em>&#8220;Olha, você sabe que lá era ilegal. Que tal pagar $10 por mês e ter acesso ao mesmo material, só que com qualidade maior, traduções de verdade e dando apoio aos artistas que você gosta? Falando nisso, olha aqui esses 100 volumes (da nossa coleção de 50.000) abertos para você olhar e falar por ai como somos incríveis?&#8221;</em></p>
<p>Não tem isso. Agora, os órfãos dos sites piratas só vão deixar a leitura e o interesse pela propriedade intelectual dessas empresas diminuir ou morrer, ou ir catar a pirataria em outro lugar. Quase nenhum vai virar um consumidor real.</p>
<p>Há quase 2 meses, o <a href="http://www.ambrosia.com.br/2010/06/11/editoras-japonesas-e-americanas-unidas-contra-os-scan-de-mangas/">Phil do Ambrosia</a> cantava essa pedra, e fiquei de olho. É uma pena que no nosso mundo conectado e digital, você TENHA que recorrer a pirataria para ter acesso a produtos que poderiam facilmente estar dando lucro para seus donos.</p>


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<h6>Creative Commons (by-nc-nd) <a href='http://balard.com.br/' >O Mestre e a Pinguim.</h6><p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fbalard.com.br%2Fcotidiano%2Fquadrinhos-digitais%2F&amp;title=Quadrinhos%20Digitais" id="wpa2a_6"><img src="http://balard.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Dicas para ser uma mulher-nerd-jogadora legal</title>
		<link>http://balard.com.br/rpg/dicas-para-ser-uma-mulher-nerd-jogadora-legal/</link>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 01:25:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rayana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Meninas]]></category>
		<category><![CDATA[Nerds]]></category>
		<category><![CDATA[RPG]]></category>
		<category><![CDATA[D&D]]></category>
		<category><![CDATA[Dungeons & Dragons]]></category>
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		<description><![CDATA[Desde que escrevi meu único post direto sobre RPG para meninas, tenho recebido muitos comentários e pedidos de mais textos sobre o ponto de vista da minoria das minorias do mundo nerd RPGístico. Sim, meninas, querendo ou não, nós sempre &#8230; <a href="http://balard.com.br/rpg/dicas-para-ser-uma-mulher-nerd-jogadora-legal/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://i173.photobucket.com/albums/w45/rayanalv/guildwars.jpg" border="0" alt="Photobucket">Desde que escrevi <a href="http://balard.com.br/rpg/rpg-para-meninas/">meu único post direto sobre RPG para meninas</a>, tenho recebido muitos comentários e pedidos de mais textos sobre o ponto de vista da minoria das minorias do mundo nerd RPGístico. Sim, meninas, querendo ou não, nós sempre seremos minoria neste mundo cheio de testosterona, pelos e arrotos dos garotos da mesa. Mas ser a única fêmea num jogo não significa que você tenha que ser a menos importante, frágil ou “sem bagos” da história.</p>
<p>Tenha atitude ao chegar para jogar. Se arrume! Se você for solteira e gosta de nerds, onde melhor você vai arrumar um pretendente senão na sua própria mesa de RPG? Mostre que você fez sua lição de casa e tenha a ficha sempre atualizada e em mãos. Barganhe um item novo pela sua atitude, se mais ninguém se mostrar tão “aplicado”. Não faça uma personagem sem graça, mesmo que você seja tímida na vida real. Chute bundas, corte cabeças ou atire raios nos inimigos e mostre que seu grupo depende de você naquela batalha, seja ela complicada ou não.</p>
<p>Faça piadas nerds, mas não enquanto alguém está falando sério. Isto é um jogo, um entretenimento, mas não significa que tenha que ser esculachado. Se você tiver dificuldades de memorizar nomes de NPCs ou mesmo as características dos seus poderes, não tenha vergonha de anotar e ter cartinhas com nomes que te lembrem sempre. Dê o seu toque feminino nelas, afinal, você não precisa ser um troll das cavernas para jogar RPG, mas sim uma menina/mulher com todas as suas características. Assim, você se destaca muito mais quando vai a eventos de jogos e os caras te olham diferente. Não, você não é estranha, é aquele seu decote e seu cabelo bem cuidado que chamam a atenção. Não tenha vergonha, isso não vai te tornar superficial, menos inteligente ou menos ligada ao mundo nerd que nós tanto amamos.</p>
<p><img class="alignright" src="http://i173.photobucket.com/albums/w45/rayanalv/catwoman.jpg" border="0" alt="Photobucket">Tenha referenciais, mas seja o seu principal. Eles ajudam você a ter mais atitude às vezes. Por exemplo, eu adoro a Mulher Gato e a Zatanna. Quem sabe eu não poderia botar um pouco mais dos estilos pessoais delas na minha personagem durante alguma aventura?</p>
<p>Se interesse pela cultura nerd geral. Não precisa se tornar uma expert em todos os assuntos, mas procure conhecer os fundamentos da sociedade geek do mundo, seus filmes, livros, HQs e afins. Você não precisa gostar de tudo (eu não gosto de mangá). Assim, você vai pegar com mais facilidade as piadas e comentários.</p>
<p>Se você namora alguém da mesa, principalmente o Mestre, não tente puxar vantagem para o seu lado, isso só trará inimizade com o grupo e dificilmente você será bem vista por eles.  Se você ganhar algumas vantagens justamente, a culpa não é sua e eles com certeza verão isso. Principalmente se você, sozinha, matou alguns camponeses zumbis com dados altos. Todos viram que você teve sorte e se deu bem por conta própria. Às vezes, algumas pessoas questionam uns valores altos da minha ficha, mas todos eles foram feitos com rolagens de dados e até algum tempo atrás eles estavam errados, para menor! Não tinha muita experiência com fichas até então e alguns números ficaram errados, mas isso é perfeitamente normal. </p>
<p>Quando for adquirir novos poderes ao subir de nível, converse com as pessoas do grupo com mais experiência de jogo o que seria mais interessante de pegar, mas antes, escolha por conta própria o que você gostaria. Isso ajuda você a criar o seu próprio bom senso e a tomar decisões por conta própria.</p>
<p>Monte a sua personagem como você quiser, mas não abuse das loucuras. Converse com seu Mestre sobre as suas idéias. Seja criativa!</p>
<p><img class="alignleft" src="http://i173.photobucket.com/albums/w45/rayanalv/dice.jpg" border="0" alt="Photobucket">Tenha dados maneiros. Eu fiz minha coleção de dados rosas e roxos. Como no resto da minha mesa só tem cueca, fica mais fácil de identificar um perdido na mesa, afinal, aquele rosa com brilho só pode ser o seu. Isso não é sinônimo de ser “patricinha” e sim ser feminina. Rosa nem é minha cor favorita nem nada, mas eu gosto desse toque de feminilidade dentro deste mundo tão masculino.</p>
<p>E o mais importante: divirta-se sempre!</p>
<p><em>O Mestre e a Pinguim tiraram um longo período de férias das postagens, mas eles estão de volta com tudo em 2010! <img src='http://balard.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </em></p>


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<h6>Creative Commons (by-nc-nd) <a href='http://balard.com.br/' >O Mestre e a Pinguim.</h6><p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fbalard.com.br%2Frpg%2Fdicas-para-ser-uma-mulher-nerd-jogadora-legal%2F&amp;title=Dicas%20para%20ser%20uma%20mulher-nerd-jogadora%20legal" id="wpa2a_8"><img src="http://balard.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Itens mágicos em D&amp;D</title>
		<link>http://balard.com.br/rpg/itens-magicos-em-dd/</link>
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		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 02:13:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Balard</dc:creator>
				<category><![CDATA[RPG]]></category>
		<category><![CDATA[D&D]]></category>
		<category><![CDATA[Itens Mágicos]]></category>

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		<description><![CDATA[D&#38;D sempre teve uma longa história de amor com itens mágicos. Nos primórdios, os itens e as moedas eram mais importantes que a experiência adquirida matando monstrinho. O objetivo de vida assumido dos personagens era adquirir tesouros e mais tesouros. &#8230; <a href="http://balard.com.br/rpg/itens-magicos-em-dd/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://i173.photobucket.com/albums/w45/rayanalv/treasure.jpg" border="0" alt="Photobucket">D&amp;D sempre teve uma longa história de amor com itens mágicos. Nos primórdios, os itens e as moedas eram mais importantes que a experiência adquirida matando monstrinho. O objetivo de vida assumido dos personagens era adquirir tesouros e mais tesouros. O próprio dragão, sendo o desafio final, era não apenas por ser o bicho mais difícil, mas também porque ele dormia numa montanha de moedas de ouro com uns itens mágicos espalhados.</p>
<p>Até a 2ª Edição, criar itens mágicos novos sempre foi divertido, assim como descobri-los. Com classes simples, a grande custumização e fontes de poderes dos personagens (tirando os magos) acabou virando seus itens. Na 3ª Edição, os itens receberam um papel mais importante. Finalmente calculados na matemática dos personagens, com tabelas de tesouro equivalente por nível, lojas de itens, e criação dos mesmos de maneira fácil pelos jogadores, o mercado de itens ganhou enormes proporções. Você tinha que gastar seu tesouro de maneira muito planejada para continuar efetivo ao longos dos níveis, ou ficaria para trás na &#8220;curva&#8221;.</p>
<p>Na 4ª Edição, ouve uma troca do paradigma e uma boa parte do poder que vinha dos itens foi parar nas próprias habilidades de classes, com os itens fornecendo uns toques menores. Em compensação, ficou bem claro quais itens você precisa ter a cada nível para se manter competitivo, e reduzindo essa quantidade, deixou de lado um pouco do efeito &#8220;árvore de natal de itens&#8221; da 3ª Edição. A parte chata é que a maioria dos itens é bem sem graça, com poderes atômicos, feitos para não brilharem mais que os personagens que os carregam. Mas como fazer os itens voltarem a ser grandiosos e intessantes de novo?</p>
<p>Com uma tabela irada, eles dizem claramente que tipo de bônus você precisa ter em que nível nas suas armas, armaduras e amuletos mágicos. Isso tira uma responsabilidade grande na análise dos jogadores do que eles precisam comprar. Outra coisa que ela faz é tirar a necessidade de se ter itens mágicos em primeiro lugar!</p>
<p>É simples, a cada 5 níveis o sistema espera que o personagem descole um bônus de +1 no ataque, dano e nas quatro defesas. O truque é dar esses bônus para os personagens, independente de itens. Existem algumas maneiras de se fazer isso:<br />
- Dar o bônus simples: no nível 1, 6, 11, 16, 21 e 26 ele ganha +1 em todas as características acima citadas.<br />
- Deixar o jogador escolher: a cada nível, ele ganha +1 em ataque, dano, AC, Fortitude, Reflexos ou Vontade. O máximo de bônus que ele pode ter em uma dessas caracteristicas é +1 no 1º nível, +2 no 6º, +3 no 11º, etc.<br />
- No 2º, 3º e 5º níveis, e a cada 5 níveis depois desses, o jogador ganha os bônus de uma arma/armadura/amuleto de nível equivalente, sempre na mesma ordem.</p>
<p>O importante é dar aos jogadores os bônus, pra você ter liberdade de dar itens mais fortes. A idéia desses itens é que eles são tesouros. Esses itens complexos desse nível demorariam semanas, ou mesmo meses para fazer, as fórmulas foram perdidas, situações e itens muito específicos, e conhecimentos complexos e arcanos que demoram décadas para serem dominados (décadas que um mago, por mais poderoso que seja, não tem se ele fica por aí matando dragões e explorando masmorras). Resumindo, não são compráveis, nem podem ser feitos simplesmente gastando uma grana e pegando um talento.</p>
<p>Abaixo, vou apresentar alguns itens feitos aos moldes dos D&amp;Ds mais antigos. Não tem muito a preocupação com níveis e custo. O mestre que for jogar um item desses na sua campanha precisa analisar que tipo de poderes e bônus o item vai conceder para os seus jogadores, e ficar de olho. Mas também não são tão importantes a ponto de serem artefatos e terem uma agenda ou coisa assim. Alguns exemplos pra estimular a criatividade:</p>
<p><strong>Bazar do Bizarro</strong></p>
<p><span style="color:#c22424"><strong>Espada de Fogo Ivan</strong></span><br />
<em>Com uma conexão com o Plano Elemental do Fogo (ou a área equivalente no Caos Planar), essa espada é tanto uma benção quanto um problema. Suas chamas eternas nunca param de queimar, e são um risco para inimigos e usuários na luta. Sua bainha, que vem com seu nome escrito, é imune ao fogo e também uma maneira segura de guardar a arma.</em><br />
É uma espada longa, mas que está constantemente envolta em chamas. As chamas nunca se apagam e iluminam a área em volta como se fosse uma tocha. Tocar as chamas causa 1d8 de dano de fogo. Esse dano é aplicado em adição a qualquer ataque que use a espada como arma. Caso o usuário da espada tire 1 no seu ataque, ele recebe 1d8 de dano de fogo ao esbarrar na lâmina sem querer. As chamas da espada também geram calor, e se comportam como chamas normais, exceto pelo fato de que não podem ser apagadas. A espada é sempre acompanhada de sua bainha especial, imune ao fogo, onde a espada pode ser guardada sem problemas para o usuário.</p>
<p><span style="color:#c22424"><strong>Manto do Morcego</strong></span><br />
<em>Um manto largo e escuro, feito de um couro de origens desconhecidas. Uma palavra de ativação (&#8220;Aurim!&#8221;) se encontra escrita na parte de dentro do colarinho.</em><br />
<strong>Benção da Noite</strong> &#8211; os poderes do manto só funcionam a noite, do momento que o sol se põe completamente ao minuto que ele começa a nascer. Durante o dia, ele parece um manto normal sem nenhum poder mágico aparente.<br />
<strong>Proteção das Sombras</strong> &#8211; o usuário ganha +2 em testes de Furtividade, e um adicional de +3 (total de +5) se estiver tentando se esconder nas sombras.<br />
<strong>Ao Céu Noturno (ação padrão)</strong> &#8211; ao segurar as pontas do manto, elas crescem como um grande par de asas coriáceas. Elas permitem ao usuário voar por uma hora total a cada noite (Voo 6 (clumsy)). Essa hora pode ser distribuída como ele quiser, mas cada ativação do poder gasta pelo menos 10 minutos dessa hora.<br />
<strong>Forma do Morcego (ação padrão)</strong> &#8211; falando uma palavra de comando, o usuário se transforma num Morcego Comum. Diminuto, Voo 8 (clumsy grounded), ganha +5 na AC e nos Reflexos e Visão na Penumbra. Ele pode manter essa forma uma hora por noite, distribuídas como quiser, mas cada ativação do poder gasta pelo menos 10 minutos do total de 60.<br />
Desativar ambas as formas é uma ação menor, ou ocorre automaticamente caso o personagem fique inconsciente.</p>
<p><span style="color:#c22424"><strong>Amon, a Espada de Gelo</strong></span><br />
<em>Uma greatsword em ótimas condições, com uma série de runas dracônicas ao longo da lâmina. A arma emana uma aura de frio equivalente ao poder da onda de frio. Quando alguém a pegar, essa pessoa passa a ser o portador, até que morra. Sempre que estiver próximo dessa pessoa, a espada não gera o frio mortal. As runas significam &#8220;Amon, filha de Anthiokershpart, destruidor de Krumos&#8221;. </em><br />
Uma Montante (greatsword) Mágica +1 com os seguintes poderes:<br />
<strong>Canalizar</strong> &#8211; some o bônus de melhoria de Amon aos ataques e danos nos poderes da espada.<br />
<strong>Fria (livre)</strong> &#8211; ao falar o nome da espada, ela muda de metal para um bloco afiado de gelo resistente, causando dano de gelo ao invés de dano normal.<br />
<strong>Onda de Frio (minor)</strong> &#8211; uma onda de frio se espalha da espada ao ser mencionado o seu nome e de seu criador. Close Burst 2, Car vs Fort, 1d8 + Car de dano de gelo.<br />
<strong>Explosão de Gelo (padrão)</strong> &#8211; ao mencionar, além de seu nome e de seu criador, o nome da besta de qual ela foi feita, a espada explode em fúria. Close Burst 3, 2d8 + Car de dano de gelo. O usuário da espada também é incluído na área de efeito e recebe o ataque.<br />
<strong>Sincronia -</strong> tanto seu criador quando o demônio de qual foi feita eram especialmente sanguinolentos. A espada aumenta o bônus de +1 a cada 5 níveis, caso o personagem tenha sido particualrmente implacável com seus inimigos nesse tempo.</p>
<p><span style="color:#c22424"><strong>Cinto do Teleporte</strong></span><br />
<em>Um cinto resistente de couro, com um fecho de ouro e um grande e desajeitado paralelepípedo de metal do lado oposto. Pouco maior que um palmo, com cinco gemas roxas em baixo relevo enfeitando. Ao ser examindada com cuidado, é possível destacar o objeto do cinto, e ele é praticamente indestrutível.</em><br />
<strong>Destacar Foco (minor)</strong> &#8211; retira o grande retângulo que faz parte da fivela do cinto.<br />
<strong>Teleportar (minor)</strong> &#8211; ao falar a palavra de comando (&#8220;Zimmos!&#8221;), o usuário se teleporta para o quadrado em que estiver o Foco. Caso o quadrado esteja ocupado, o usuário aparece em um quadrado vazio adjacente aleatório. Caso nenhum esteja disponível, ele toma 3d6 de dano elétrico e não pode usar o teleporte por 5 minutos. A palavra pode ser falada por qualquer pessoa próxima ao cinto, mas o teleporte só é ativado se o Foco estiver desafivelado do cinto.</p>
<p><span style="color:#c22424"><strong>Manoplas dos Titãs</strong></span><br />
<em>Essas duas manoplas de ferro negro, com entalhes elaborados, são muito pesadas. Cada uma pesa pelo menos 50kg e parecem ser invulneráveis a danos. Ao vesti-las (com esforço), a pessoa fica subitamente mais forte, e o peso das manoplas é ignorado.</em><br />
<strong>Carga Extra</strong> &#8211; dobra a capacidade de carga do usuário do cinto. O peso das manoples é ignorado para efeitos de carga.<br />
<strong>Mãos Pesadas</strong> &#8211; as manoplas são bem pesadas, considere elas Marretas (Mauls) para realizar ataques.<br />
<strong>Impacto Gigante </strong>- sempre que Empurrar ou Puxar uma criatura, acrescente 1 quadrado para usuários heróicos, 2 para exemplares e 3 para épicos.<br />
<strong>Arremesso Gigante</strong> &#8211; dobra as distâncias de arremesso para todos os objetos arremessados pelo usuário.<br />
<strong>Força Gigante</strong> &#8211; ganha +4 em testes de Agarrar, e se move 1 quadrado a menos em movimentos forçados.<br />
<strong>Impacto Perfeito </strong>- sempre que acertar um crítico com um ataque com uma arma, Empurre 1 e cause 1d6 de dano extra para cada quadrado que o inimigo for empurrado.</p>


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		<title>DS Adventures</title>
		<link>http://balard.com.br/jogos/ds-adventures/</link>
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		<pubDate>Mon, 27 Jul 2009 20:22:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Balard</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jogos]]></category>
		<category><![CDATA[Adventures Games]]></category>
		<category><![CDATA[DS]]></category>
		<category><![CDATA[Indiana Jones]]></category>
		<category><![CDATA[Monkey Island]]></category>
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		<description><![CDATA[Jogos de Adventure, ou &#8220;point-and-click&#8221;, são a infância de muito nerd por aí, incluindo a minha. Nos anos 80 e até o início dos anos 90, a Lucas Arts e a Sierra inundaram o mercado com dezenas de títulos, de &#8230; <a href="http://balard.com.br/jogos/ds-adventures/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://i173.photobucket.com/albums/w45/rayanalv/2.jpg" border="0" alt="Photobucket" /><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Adventure_game">Jogos de Adventure</a>, ou &#8220;point-and-click&#8221;, são a infância de muito nerd por aí, incluindo a minha. Nos anos 80 e até o início dos anos 90, a Lucas Arts e a Sierra inundaram o mercado com dezenas de títulos, de clássicos instantâneos a jogos medíocres que se perdem na memória. Para quem não conhece, ou já esqueceu, os &#8220;apontar-e-clicar&#8221; são jogos que você interage com o mundo através do mouse e de um sistema de verbos. Você pode escolher Usar, Pegar, Falar, Abrir, entre outras opções, e clicar num objeto. O jogo então mostra os resultados dessa ação. O foco principal desses jogos é a interação com o cenário e a combinação dos itens encontrados de maneira criativa, para resolver uma série de puzzles macabros e muitas vezes quase impossíveis. Em certos jogos, escolher a opção errada ou falhar em resolver um puzzle a tempo resulta numa morte horrível ao jogador, não muito diferente de RPGs das antigas. <img src='http://balard.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>A Lucas Arts, famosa por ser a empresa de jogos do tio George Lucas, era a líder nesse mercado. Seus jogos se diferenciavam dos outros por quase sempre ter uma boa dose de humor e pelo fato de seu personagem não morrer, por maior besteira que você faça. Não só de bons designs e boas histórias vivia a fama da Lucas Arts. Bons desenvolvedores criaram a robusta <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/SCUMM">Scumm</a>, uma engine (código base que faz os jogos) que facilitou muito tanto a criação quanto o ato de jogar esse tipo de jogo.</p>
<p><img class="alignright" src="http://i173.photobucket.com/albums/w45/rayanalv/3.jpg" border="0" alt="Photobucket" />Nessa engine, o mundo conheceu <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Maniac_Mansion">Maniac Mansion</a>, o primeiro. Depois os clássicos <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Monkey_Island_(series)">Monkey Island</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Day_of_the_Tentacle">Day of the Tentacle</a>, Indiana Jones, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sam_%26_Max">Sam &amp; Max</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Simon_the_Sorcerer">Simon the Sorcerer</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Dig">The Dig</a> e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Full_Throttle_(1995_video_game)">Full Throtle</a>. Já nos anos 90, o Scumm foi abandonado por alguns ótimos jogos 3D, o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Grim_Fandango">Grim Fandango</a> e o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Monkey_Island_4">Monkey Island 4</a>. Depois disso, o estilo morreu no meio da demanda por jogos de ação e multiplayer.</p>
<p>Felizmente, a galera que era criança naquela época cresce, e hoje nós temos a <a href="http://www.telltalegames.com/">Telltale Games</a>, que já relançou com sucesso duas &#8220;temporadas&#8221; de episódios de Sam &amp; Max e o esperado início do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Monkey_Island_5">Monkey Island 5</a>, que também será dividido em vários episódios até o fim do ano.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://i173.photobucket.com/albums/w45/rayanalv/1.jpg" border="0" alt="Photobucket" />A galera do Open Source também se mexeu e criou a ótima <a href="http://www.scummvm.org/">ScummVM</a>, uma máquina virtual que permite você jogar os vários jogos feitos para Scumm em uma dezena de plataformas diferentes. Já tinha tido experiência com ela no PC e no smartphone de um amigo, mas agora posso levar ela comigo, pois eles também têm <a href="http://scummvm.drunkencoders.com">suporte para DS</a>. <img src='http://balard.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>O suporte pro DS é limitado. A resolução da tela e a memória RAM do bichinho impedem que jogos mais modernos rodem, mas a variedade é suficiente. Os dois primeiros Monkey Island, Day of the Tentacle e os dois Indiana Jones são suficientes para eu ficar muito feliz com essa nova aquisição, assim como outros vários jogos que sempre se falou muito bem e eu não tive a oportunidade de jogar, como Simon the Sorcerer e Sam &amp; Max.</p>
<p>Os jogos obviamente não são de graça, já que a Lucas Arts é uma empresa gananciosa e capitalista e ainda proíbe as velharias de serem distribuídas free. Nada que impeça um torrenter estimulado. Para quem não gosta disso, 3 dos jogos suportados são distribuídos gratuitamente no site deles, ou você pode tirar a poeira daquela sua cópia velha, salva com carinho de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Indiana_Jones_and_the_Fate_of_Atlantis">Indiana Jones and the Fate of Atlantis</a> para testar o aplicativo. <img src='http://balard.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Agora com licença que ainda falta muito pro Indy chegar em Atlantis&#8230;</p>


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		<title>RPGCon, por Balard</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Jul 2009 00:06:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Balard</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de voltar, organizar as idéias e ler uma penca de resenhas, comentários e avaliações do evento, é hora de começar a fazer a minha. Tendo em conta que, para mim, a ida ao EIRPG tem sido sempre um grande &#8230; <a href="http://balard.com.br/rpg/rpgcon-por-balard/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://i173.photobucket.com/albums/w45/rayanalv/foto1-1.jpg" border="0" alt="Photobucket" /> Depois de voltar, organizar as idéias e ler uma penca de resenhas, comentários e avaliações do evento, é hora de começar a fazer a minha. Tendo em conta que, para mim, a ida ao EIRPG tem sido sempre um grande evento do ano, desde que <a href="http://balard.com.br/rpg/rpgcon-2009/">fui pela primeira vez</a> e conhecendo os organizadores (a Caravana Surreal do Wallace foi quem me levou pela primeira vez pro EIRPG), fui lá esperando muito.</p>
<p>Assim, é justo falar que o evento não superou minhas expectativas, porque elas eram bem altas. Não esperava que fossem umas mesas espalhadas numa garagem, nem que seria um super encontro como nos tempos áureos de Internacional. Acho que mais importante do que elogiar ao povo organizador por ter conseguido montar o circo todo em 63 dias, é elogiar a coragem deles, já que duvido de que quando eles se juntaram eles não estavam almejando fazer um encontro excelente em todos os níveis possíveis.</p>
<p>Quanto ao evento em si, foi muito bom. O lugar era perto do metrô, mas era meio desprovido de vida do lado de fora. Falta de costume por ter sempre um shopping em frente ao evento. No puro achismo, parece que isso foi a maldição da comida. Só duas barraquinhas para alimentar uma quantidade nada modesta de gente, e sem uma enorme praça de alimentação na frente, conseguir comida era complicado. No sábado, o refri acabou às 2 da tarde. Acho que a organização subestimou bem o número de pessoas que iriam.</p>
<p>A feira de usados estava dividida em duas salas, que teoricamente eram Romance e RPG. Mas ambas tinham uma dose de &#8220;intrusos&#8221; que deveriam estar na outra. Me pareceu bem fraquinha a feira esse ano. E particularmente carinha. Tipo, tem uns livros lá que são os mesmos há anos. Tá na hora dos seus preços começarem a baixar, pra ver se alguém se interessa. Por exemplo, o livro básico de Vampiro, GURPS e D&amp;D tinham que sair a 5 pratas para desafogar os estoques. Comprei dois livros de Stargate SG-1, agora falta o Fantastic Locations. Alguém tem?</p>
<p>Na área de stands, bastante variedade. RPG, acessórios, joguinhos, camisetas. Apesar da falta das editoras, tinha uma boa seleção. O maior problema nessa época de internet é você comprar coisas no encontro que estão com o mesmo preço de uma loja normal. Seria muito bom para a divulgação se os preços fossem um pouco menores, tipo a Bienal. Desestimula comprar um livro grande, que vai dar trabalho pra levar pra casa, sendo que você pode esperar um dia, ir à <a href="http://www.gibiteria.com.br/">Gibiteria</a> e comprar o livro pelo mesmo preço. Ou pior, pedir pela Amazon por uma fração.</p>
<p>A animação do evento ficou por conta do Chapolin imitando o Sílvio Santos. O cara é bom, mas o som podia ser um pouco mais baixo. Todo mundo falou da beleza da apresentadora, mas todas as vezes que passei por lá ela estava quieta no canto dela, e o Sílvio fazendo todo o trabalho difícil. <img src='http://balard.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  Parabéns pra ele!</p>
<p>Quanto ao colégio, acho que sou meio minotauro, porque eu me &#8220;entendi&#8221; com ele muito mais rápido que no Arquidiocesano. Na tarde de sábado, eu já estava sacando tudo pelos corredores labirínticos dele, e no Arquidiocesano, onde rola o EIRPG, eu demorei uns dois eventos para lembrar onde ficava tudo&#8230; Tomara que no próximo evento lá o povo brinque mais com o fato do lugar parecer uma dungeon.</p>
<p><img class="alignright" src="http://i173.photobucket.com/albums/w45/rayanalv/foto2-1.jpg" border="0" alt="Photobucket" /> O maior problema foi arrumar coisa pra fazer. Eu li em vários lugares que o povo teve dificuldade de fazer tudo. Isso sempre rolou nos EIRPGs que eu fui. O problema do RPGCon foi a falta de saber o que fazer. Nem um mapa de onde estava cada coisa existia. Era totalmente explorar a dungeon. Se você esbarrasse em algo interessante pra fazer, sorte sua, senão, tinha que ficar passeando a esmo até o mestre rolar um encontro aleatório.</p>
<p>A área de jogos de tabuleiro da <a href="http://www.ludusluderia.com.br/">Ludus Luderia</a> estava bem legal. Ótimo peteleco no sábado (alguém sabe o nome daquele jogo?), mandei alta jogadas de mestre, verdadeiros petelecos de placa. Bom Munchkin no domingo. Não ganhei nada, nunca dou sorte nesse jogo&#8230; Só não entendi porque eles não puderam usar umas mesas logo na frente da área deles. Tinha gente querendo jogar, jogaram por lá no sábado, mas no domingo ficou pro povo sentar. Tinha bastante lugar pra se sentar, e UMA mesa pra galera jogar não ia fazer muita diferença.</p>
<p>A maior quantidade de mesas vazias era na área de jogo. Não faço idéia o porquê da decadência. Isso já vinha acontecendo no EIRPG; cada vez menos mesas. Concordo com o <a href="http://newtonrocha.wordpress.com/">Tio Nitro</a>, evento de RPG sem RPG não dá muito certo. Seria uma boa os mestres ganharem entradas de graça. Eles são tão importantes quanto qualquer expositor. O mesmo vale para palestrantes. Tinha que rolar um incentivo forte da organização para ter mais pessoas fazendo isso. E não ter nenhuma forma de saber quais mesas estavam abertas, quem ia mestrar o que me fez perder a mesa do acima citado Tio Doidimais. Acho que um sistema muito burocrático quanto o do EIRGP é exagero, mas pelo menos alguém pra dizer &#8220;quer jogar D&amp;D? Tem uma mesa aqui fechando, vem que eu te levo&#8221; ia ser uma boa.</p>
<p>O encontro de blogs foi show. Colocar rostos nos nicks é muito legal. Dei sorte de estar lá numa hora cheia, e deu pra ver quase todo mundo. Faltou só um pouco mais de organização pra gente saber que horas o povo ia estar por lá. No próximo a gente acerta.</p>
<p>A pior parte foi ter lido que iam passar Monty Python e o Santo Graal às 16:30, chegar lá às 16 horas, e o filme já estar na metade e sem legenda.</p>
<p>Para finalizar, um comentário rápido sobre as declarações da Janaína do Grupo Ceos, que falou que foi muito bom os otakus não terem aparecido no evento. Como um grupo, eu acho os otakus muito chatos, a maioria não merece muito minha atenção, presos no seu mundinho. Mas no evento, acho que nunca deixaram a experiência pior pra mim. Seja com plaquinhas ou com cosplays, o evento fica muito mais rico se for um caldeirão de fandons (rpgistas, larpers, trekkers, jedis, wargamers, otakus, novatos, grognards&#8230;) do que se for um encontro de só uma tribo.</p>
<p>O evento foi muito bom, longe de ser perfeito, mas eu diria que melhor que muitos EIRPGs por aí, especialmente levando o fato que saiu em tão pouco tempo. Com certeza estarei lá de novo ano que vem, e com sorte, no EIRPG também. Wallace, o RPGCon Rio sai quando? Outubro tá bom pra mim. <img src='http://balard.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>P.S: esqueci completamente de falar que eu ganhei um Mutantes &amp; Malfeitores da organização, numa promoção pra divulgar o evento. Valeu Johnny!</p>


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<h6>Creative Commons (by-nc-nd) <a href='http://balard.com.br/' >O Mestre e a Pinguim.</h6><p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fbalard.com.br%2Frpg%2Frpgcon-por-balard%2F&amp;title=RPGCon%2C%20por%20Balard" id="wpa2a_14"><img src="http://balard.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>RPGCon 2009, pela Pinguim</title>
		<link>http://balard.com.br/rpg/rpgcon-2009-pela-pinguim/</link>
		<comments>http://balard.com.br/rpg/rpgcon-2009-pela-pinguim/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2009 02:16:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rayana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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		<description><![CDATA[Em julho de 2008, eu e o Daniel (Mestre) fomos para o EIRPG em Sampa, meu primeiro evento nerd num mundo em que eu ainda era muito novata, pois apesar de gostar de diversas coisas consideradas nerds, o RPG era &#8230; <a href="http://balard.com.br/rpg/rpgcon-2009-pela-pinguim/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://i173.photobucket.com/albums/w45/rayanalv/foto1.jpg" border="0" alt="Photobucket" /> Em julho de 2008, eu e o Daniel (Mestre) fomos para o EIRPG em Sampa, meu primeiro evento nerd num mundo em que eu ainda era muito novata, pois apesar de gostar de diversas coisas consideradas nerds, o RPG era muito alheio a mim ainda. E o que poderia ter sido um fim de semana muito entediante se tornou divertido, pois encontrei uma série de atividades legais para se fazer, sem precisar sentar numa mesa e rolar dados (ainda não possuía meus dados de estimação).</p>
<p>Este ano, seguindo a tradição, marcamos no calendário nossa viagem para São Paulo, mas fomos surpreendidos com a notícia de que não haveria o EIRPG, mas logo o Dani pode ficar feliz novamente porque a equipe da D3 System e afins resolveram botar a mão na massa e organizar um novo evento, o <a href="http://rpgcon.com.br/">RPGCon</a>. Pudemos então continuar a planejar nossa viagem, que ganhou algo muito novo: iríamos de avião e não de ônibus. Eu, pobre menina do interior de SP, morando na selva da cidade grande, nunca tinha andado de avião na vida e estava bem apreensiva.</p>
<p><img class="alignright" src="http://i173.photobucket.com/albums/w45/rayanalv/foto2.jpg" border="0" alt="Photobucket" /> Digamos que eu me assustei um pouquinho dentro do avião (paro aqui para não queimar mais meu filme <img src='http://balard.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> ), mas chegar em meia hora em Sampa foi realmente maravilhoso.</p>
<p>Chegamos ao evento, esperando para ver as novidades e organização, já que se tratava de algo relativamente novo. O colégio deste ano era menor que o anterior, mas até que não ficou ruim nesta parte. Senti falta de folhetos com a programação do evento, não sabia muito bem o que teria em cada dia e qual seria o horário (até porque muita coisa mudou de horário na hora).</p>
<p>Tudo que eu queria comprar não consegui: o <a href="http://store.white-wolf.com/World-of-Darkness-Rulebook-P4978.aspx">Mundo das Trevas</a> estava absurdamente caro, não tinha dados avulsos para comprar (os que tinham apareceram no segundo dia e estavam mega detonados) e os conjuntos estavam caríssimos, não tinha mais o stand com brinquedos e miniaturas de dragões, que eu tanto queria ver de novo, não tinha arco e flecha&#8230; Enfim, deu para se divertir, mas senti falta de tudo isso aí. Uma coisa legal foi o workshop dado pela <a href="http://www.melies.com.br/">Melies</a>, de escultura para animação. Foi aí que passei praticamente todo meu sábado, criando um troll que foi semi destruído na viagem de volta. <img src='http://balard.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':(' class='wp-smiley' /> </p>
<p><img class="alignleft" src="http://i173.photobucket.com/albums/w45/rayanalv/foto3.jpg" border="0" alt="Photobucket" /> No domingo, eu fiquei mais de bobeira do que qualquer outra coisa. Os livros da feira de usados me pareceram um tanto caro demais&#8230; A crise chegou e ficou no RPG. Mas eu ganhei um <a href="http://store.white-wolf.com/Vampire-The-Requiem-Storytellers-Screen-P5009.aspx">Escudo do Narrador</a> do Mestre, lindo, lindo.</p>
<p>Bom, o RPGCon ainda tem muito a melhorar, mas creio que valeu a intenção. Agora é pesquisar e trabalhar para o evento cobrir esses problemas que aconteceram, mas sabemos que ele foi organizado às pressas e por isso tá valendo.</p>
<p>E a viagem de volta foi muuuito mais calminha!</p>
<p> <img src='http://balard.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>


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		<title>RPGCon 2009</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 03:13:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Balard</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nerds]]></category>
		<category><![CDATA[RPG]]></category>
		<category><![CDATA[2009]]></category>
		<category><![CDATA[EIRPG]]></category>
		<category><![CDATA[RPGCon]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 2003, com muito custo para juntar a grana de recém universitário duro e convencer os pais a viajar, consegui realizar um sonho de criança: ir ao EIRPG (Encontro Internacional de RPG). Era num galpão enorme, numa cidade distante, com &#8230; <a href="http://balard.com.br/rpg/rpgcon-2009/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://i173.photobucket.com/albums/w45/rayanalv/daniel.jpg" border="0" alt="Photobucket" />Em 2003, com muito custo para juntar a grana de recém universitário duro e convencer os pais a viajar, consegui realizar um sonho de criança: ir ao EIRPG (Encontro Internacional de RPG). Era num galpão enorme, numa cidade distante, com milhares de nerds fazendo coisas nerds num fim de semana nerd&#8230; Que criança não iria querer ir nisso?<br />
Bem, um número bem grande delas, pois o povo que não sabe apreciar a diversão de um encontro de RPG não tem senso de humor (ou sente muita vergonha alheia). E olha que, quando eu fui, já não era mais criança (em idade, porque em tamanho e espírito vai ser difícil deixar de ser), mas foi muito divertido. Decidi que quem não tem <strong>Gen Con</strong>, caça com <strong>EIRPG</strong>, e fui feliz.</p>
<p>Compareci a todos os anos desde de então. Fui duas vezes com a Caravana Surreal, que cresceu tanto que agora é um organizadores do evento (calma, chegaremos lá). Nas outras vezes passei a ir sozinho. Nada contra o povo da caravana, mas eu quero ter a opção de TENTAR dormir na viagem de ida. <img src='http://balard.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /><br />
Porém, nesse ano começaram uns boatos da não realização do evento, a primeira nos 16 anos de sua existência. Não acreditei muito porque já tinha ouvido boatos como este antes. Entre confirmações e boatos, o maior evento de RPG do Brasil realmente foi cancelado. E hoje eu vi um aviso oficial da Devir no newsletter deles.</p>
<p><img class="alignright" src="http://i173.photobucket.com/albums/w45/rayanalv/ray.jpg" border="0" alt="Photobucket" />Estaria a peregrinação RPGística desse ano perdida? A feira de livros usados, os joguinhos novos, palestras, nerds com plaquinhas humilhantes e otakus com fantasias mais humilhantes estariam perdidos? Não! Felizmente o pessoa do D3System, da acima citada caravana Surreal (que realmente precisa arrumar um site decente, eu digo isso desde 2003), e o grupo Céos se juntaram para manter tudo isso rolando num frio fim de semana de julho, o <a href="http://rpgcon.com.br/">RPGCon</a>!</p>
<p>O evento será dia 4 e 5 de julho, 20 reais a entrada e 10 reais a meia ou antecipada. Vai ser no Colégio Notre Dame, perto do metro Sumaré, em Sampa claro. Mais informações <a href="http://rpgcon.com.br/">aqui</a>, incluindo as atrações, como chegar e tudo mais que você espera no site oficial da parada.</p>
<p>Para terminar, eu queria lembrar a galera que fica torcendo o nariz pro preço. O brasileiro tem uma péssima cultura de ganhar as coisas de graça. Organizar um evento desses é um trabalho enorme, sem contar os vários riscos financeiros que existem, e outros problemas mais de juntar mil malucos que precisam de ajuda psiquiátrica num lugar só por dois dias. Ainda mais fazer tudo isso em tão pouco tempo. Foram o que, dois meses para organizar tudo? O pessoal dos três grupos está de parabéns, nem que seja pela tentativa. Quem gosta de RPG ou qualquer uma das atividades relacionadas (mesmo que seja só rir de gente nerd, porque o evento é ótimo pra isso), deve ir. É uma ótima maneira de incentivar o RPG nacional.</p>
<p><em>(Nas fotos, Mestre Balard com Monte Cook, em 2007 e Pinguim antes de matar alguém, em 2008).</em></p>
<p><a href="http://www.d3store.com.br/ingresso-antecipado-rpgcon-2009.html"><img src="http://d3system.com.br/banners/banner_rpgcon_468x60.gif" alt="" /></a></p>


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		<title>Desvantagens</title>
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		<pubDate>Tue, 26 May 2009 02:17:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Balard</dc:creator>
				<category><![CDATA[RPG]]></category>
		<category><![CDATA[D&D]]></category>
		<category><![CDATA[GURPS]]></category>
		<category><![CDATA[Mutants & Masterminds]]></category>
		<category><![CDATA[Storytelling]]></category>
		<category><![CDATA[World Of Darkness]]></category>

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		<description><![CDATA[Em todo RPG, você tem na sua ficha de personagem uma série de fatores que determinam o que ele pode fazer. O mais básico são alguns atributos dizendo quão forte, rápido ou inteligente ele é. Conforme a história do jogo &#8230; <a href="http://balard.com.br/rpg/desvantagens/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://i173.photobucket.com/albums/w45/rayanalv/basic1_sm.jpg" border="0" alt="Photobucket" />Em todo RPG, você tem na sua ficha de personagem uma série de fatores que determinam o que ele pode fazer. O mais básico são alguns atributos dizendo quão forte, rápido ou inteligente ele é. Conforme a história do jogo e seus vários sistemas forem avançando, classes, raças, perícias e um monte de outros dados são inseridos para deixar o personagem mais vivo.</p>
<p>Primeiro apareceram as vantagens. De maneira genérica, elas davam todos os bônus que alguma outra categoria não cobria. Chamadas pelo nome ou de Méritos, Talentos, Feats ou Edges, podem ser selecionadas para dar aquela cor ao personagem, ou apenas para fazer ele mais especializado na sua área de atuação.</p>
<p>As primeiras desvantagens eram derivadas dos próprios valores da ficha. Se você tinha força baixa, você era fraco. Se não era um mago, era incapaz de usar magias. Se não tinha Constituição alta, provavelmente era gordo ou magrelo&#8230; E assim por diante. Quando vieram os primeiros sistemas de pontos, com eles chegaram o próximo passo lógico: receber pontos por penalidades para o seu personagem.</p>
<p>É de uma lógica simples e aparentemente sem falhas. Se você paga 5 pontos por um bônus de +1 num teste, por exemplo, você ganharia 5 pontos por ter uma penalidade de -1 no mesmo teste. Acontece que no ramo de &#8220;tarifação&#8221; de vantagens e desvantagens, as coisas raramente são simples assim.</p>
<p>O que ocorre é que quando um jogador compra uma vantagem para seu personagem, ele pretende usá-la. Se o cara é um especialista em arco e flecha, pode contar que ele vai tratar de estar em todas as lutas o mais longe do combate direto possível. Um outro personagem que seja míope vai querer ficar sempre perto de seus inimigos, para ter o mínimo de desvantagem. Esse comportamento é visto em todos os jogos e em todos os sistemas.</p>
<p>Alguns jogadores se revoltam com essa atitude, essa tentativa suprema de ganhar o maior benefício pelo menor custo. Especialmente em desvantagens, em que o sujeito pode comprar e esquecer. Ou comprar e porque a aventura é de um determinado tipo e o personagem de outro, a desvantagem quase nunca vai atrapalhar de forma significativa. E eles não tem nenhuma culpa nisso. Se você fosse míope na Idade Média, dificilmente ia pensar que era uma boa idéia ser arqueiro. Ou se tivesse um problema crônico de flatulência, tentar carreira no Itamaraty. Esses detalhes são lógicos, e estimulados no próprio mundo real.</p>
<p>Mas e o povo que quer seguir contra o estereótipo, e jogar com o diplomata feio, ou o espadachim cego? Nesses casos, há dois tipos diferentes, ambos com semelhanças importantes. O diplomata feio vai querer ter a dificuldade de uma má impressão inicial, esta podendo ser superada pelas suas habilidades sociais. O tema aqui é quebrar o estereótipo. O espadachim cego quer ser tão bom quanto um espadachim normal (provavelmente melhor&#8230;), e sua cegueira é mais um detalhe na ficha, mais para falar &#8220;sou cego e fodão&#8221; do que realmente atrapalhar a vida do sujeito. Além disso, temos que ter um preço fixo da desvantagem Feiúra, seja ela usada por um diplomata (e vai atrapalhá-lo em quase todos os testes importantes dele), ou usada pelo bárbaro, que raramente vai fazer um teste social.</p>
<p>Então ambas tem o mesmo custo em pontos, as mesmas penalidades. A responsabilidade dela é atrapalhar ambos de maneira igualitária, ou pelo menos atrapalhar um mínimo para ser considerada uma Desvantagem. Agora temos o coitado do mestre, que além de ter que criar uma aventura emocionante, uma história interessante, agir com meia dúzia de NPCs ao mesmo tempo, tem que lembrar com que frequência cada desvantagem será usada contra cada personagem. E obviamente deixar essa frequência justa, que como podemos ver nos exemplos acima, é quase impossível. Um bárbaro feio vai ser muito menos atrapalhado pela feiúra que um diplomata feio. Não importa quanto o mestre se desdobre pra fazer o bárbaro rolar testes sociais.</p>
<p>Isso sem contar as diferenças de campanhas. Numa aventura mais política e social, uma desvantagem social é péssima. Num matar-pilhar-destruir não atrapalha em quase nada. Imagina-se que em termos de vantagens e poderes, os jogadores sigam as indicações do mestre. Jogadores raramente precisam de ajuda pra deixar os personagens deles bons. O problema é que é fácil existirem grandes discrepâncias nas desvantagens.</p>
<p>É um problema difícil, já que muitos sistemas de RPG usam desvantagens (ou coisas do tipo), e em quase todos eles elas tem um custo em pontos na criação do personagem. Quase? Sim. Vou chamar atenção para dois sistemas que tem soluções muito boas para todo esse problema.</p>
<p><img class="alignright" src="http://i173.photobucket.com/albums/w45/rayanalv/514MAQ422GL.jpg" border="0" alt="Photobucket" />O primeiro é o <strong>Mutants &amp; Masterminds</strong>, agora com versão nacional, Mutantes e Malfeitores. Apesar de ter algumas desvantagens mais tradicionais como Fraquezas, ele tem a grande sacada das Complicações. Uma Complicação é alguma coisa que atrapalhe a vida do herói e o impeça de resolver um problema da forma mais eficiente possível. Sempre que um desses problemas atrapalha o personagem na aventura, ele ganha 1 ponto heróico. Um recurso muito importante e escasso no sistema, que permite o herói realmente fazer coisas heróicas e extrapolar os limites de seus atributos e poderes. Estão assaltando o banco e o herói está em sua identidade civil na fila? Vai ter que se virar sem usar os poderes do Super Mutante e detonar sua identidade secreta. Ponto Heróico. O vilão está na beira do abismo e pede socorro? Vai até ele e o salva, que coloca o personagem em mais uma armadilha. Ponto Heróico. Encontrou pela quinta vez no dia aquele metal ultrararo de um planeta extinto do outro lado da galáxia? Vai ficar com os poderes reduzidos e basicamente correr dos inimigos. Ponto Heróico.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://i173.photobucket.com/albums/w45/rayanalv/twodbww.jpg" border="0" alt="Photobucket" />O outro é o Storytelling, do novo <strong>Mundo das Trevas</strong>. Apesar do sistema ter uma mecânica de perda de Sanidade/Moralidade e ir deixando o personagem mais perturbado ao longo de sua carreira, as desvantagens do jogo oferecem as mesmas penalidades em várias jogadas que em outros RPGs. A diferença é que elas dão os pontos para melhorar o personagem no fim da aventura. Experiência Extra. Assim quanto mais seu personagem é atrapalhado pela desvantagem, mais forte ele vai ficando.</p>
<p>Em ambos os casos, a desvantagem não tem mais como ser vista como apenas uma artimanha para ganhar mais pontos para a construção do personagem, assim como o fato de tirar qualquer responsabilidade do mestre de se preocupar em fazer a desvantagem &#8220;valer&#8221;. Se ela atrapalhar em algo, o jogador ganha os benefícios. Senão é como se ele não tivesse desvantagem nenhuma.</p>
<p>Dessa maneira, o bárbaro que é feio como o cão chupando manga podre e seu irmão gêmeo diplomata podem andar na mesma aventura sem problemas, ganhando os bônus cada vez que rolassem um teste social. O espadachim cego ia ser tão bom quanto um espadachim com visão, talvez ganhando um bônus quando fosse importante ler alguma coisa. O mestre pode construir suas histórias livremente, e as desvantagens deixam de ser um peso mal calibrado, ou uma muleta cheia de pontos, e viram um artifício para injetar drama na história, quando a história pedir por aquele drama específico.</p>
<p>O mais belo dessa tecnologia é que ela pode ser inserida em qualquer sistema. Todo sistema de RPG tem alguma forma de ganhar experiência e evoluir o personagem. Basta usar o método de Storytelling, que até mesmo o D&amp;D 1ª Edição pode ter desvantagens, sem a preocupação com equilíbrio. Se o psiônico quer ser maneta, até quando ele precisar agarrar numa beira quando cair, não vai mudar nada no jogo! Recomendo para quem quer dar uma incrementada na personificação dos personagens, mas sem precisar mudar de sistema ou criar regras complicadas para isso. <img src='http://balard.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>


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