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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/atom10full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" gd:etag="W/&quot;AkAAQno_fip7ImA9WhRUF0Q.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6086537344439059539</id><updated>2012-01-28T16:59:03.446-08:00</updated><category term="beijaeu" /><category term="livros" /><category term="DIVÃ" /><category term="O BEIJO" /><category term="semuso" /><category term="closet" /><category term="mixtape" /><category term="gotas" /><category term="notas" /><title>Jo Fagner | O Beijo do Escorpião</title><subtitle type="html" /><link rel="http://schemas.google.com/g/2005#feed" type="application/atom+xml" href="http://www.jofagner.com/feeds/posts/default" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.jofagner.com/" /><link rel="next" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false&amp;v=2" /><author><name>Jo Fagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02524391806376373555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="29" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-C-SqkV1ZUBE/Tdx_iZ-zA6I/AAAAAAAACME/tgAkF6sdvhM/s220/twytter2.jpg" /></author><generator version="7.00" uri="http://www.blogger.com">Blogger</generator><openSearch:totalResults>90</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/atom+xml" href="http://feeds.feedburner.com/OBeijoDoEscorpioByJoFagner" /><feedburner:info uri="obeijodoescorpiobyjofagner" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><feedburner:emailServiceId>OBeijoDoEscorpioByJoFagner</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname>http://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><feedburner:browserFriendly></feedburner:browserFriendly><entry gd:etag="W/&quot;CUcEQno8fSp7ImA9WhRVEkQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6086537344439059539.post-1810733601649801057</id><published>2012-01-11T06:39:00.000-08:00</published><updated>2012-01-11T06:43:23.475-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-11T06:43:23.475-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="notas" /><title>Sim, eu assisto BBB</title><content type="html">&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-SwdSwJ7ZsYQ/Tw2ftc8xDGI/AAAAAAAAEb8/L1UAFeCI18s/s1600/pedro-bial.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 256px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-SwdSwJ7ZsYQ/Tw2ftc8xDGI/AAAAAAAAEb8/L1UAFeCI18s/s400/pedro-bial.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696384706907540578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E pelo que já imagino, inumeráveis bocas já irão falar em seguida que sou fútil, extremamente sem cultura ao ligar a TV para assistir a um programa vazio, que se destina a ocupar o espaço da programação da Rede Globo com "nada". E daí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto muitos desligam a televisão para ficar no Twitter postando suas privacidades ou simplesmente dando "retweets" automáticos em frases de consagrados nomes da literatura brasileira (sem mesmo saber do que estão falando), eu prefiro assumir meu vício de me entregar ao entretenimento (nem tão) barato dos reality shows. E o que isso acrescenta na minha vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costumo pensar que ao invés de ficar postando frases de Clarice Lispector, Vinícius de Moares, Caio Fernando de Abreu ou Fernando Pessoa (que fazem parte de meu universo íntimo), eu prefiro realmente assistir um besteirol pra aliviar o peso da rotina. Não posso deixar de citar a frase de Carlos Nader, um videoartista que desabafa: "Não há vida saudável sem uma dose de futilidade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é justamente assim. O cotidiano já está cheio de assuntos sérios: contas a pagar, prazos a cumprir, relacionamentos pessoais e seus problemas, assuntos profissionais e suas limitações, leituras de mestrado, escritos a entregar. Pra que ligar a TV no meu momento de descanso e procurar mais carga intelectual? O cérebro é uma máquina pesada e precisa descansar SIM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pseudo-intelectuais que criticam o Big Brother são os mesmos que não perdem a oportunidade de pular uma micareta, ou de ficar jogando Colheita Feliz, CastleVille e lotar as caixas de mensagens de seus amigos nas redes sociais com convites de aplicativos tão descartáveis quanto um programa televisivo. Também são os mesmos que citam, sem profundidade de conhecimento, frases e trechos de obras de célebres escritores. Motivo: em época de boom das redes sociais, todos querem avatares de gente culta, só pra não ser mais um na teia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que tem de mais assistir o BBB? É só um programa de TV. Não retarda a mente de ninguém, não deixa uma pessoa mais burra ou mais culta. Pelo contrário, ele bagunça o emocional. Essa descarga elétrica causada pela torcida, indignação ou quaisquer sensações que os participantes despertam é necessária ao funcionamento do coração, senão ele congela na monotonia que tece o dia-a-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas onde está a cultura? Ora, em todo canto. Não existe ser ou produto sem isso. Cada edição traz arquétipos de nossa sociedade, que são escolhidos a dedo pela produção para provocar identificações entre atores e telespectadores. É assim que a máquina da audiência transforma televisão em dinheiro, o mesmo que paga milhares de pessoas que dependem de estar nos bastidores para sustentar suas famílias ou realizar seus próprios sonhos de consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no fundo, seremos todos tão iguais. Fama, 1 milhão de reais ou um status de gente culta no Facebook/Twitter/Orkut ou outro site de relacionamentos: todos estamos movidos pela vontade de consumir alguma coisa. Seja para exibir uma intelectualidade através da rejeição ao massivo, ou para cultuar a estética através dos corpos (per)feitos que são mostrados na tela, ou simplesmente para escapar da rotina densa e nervosa, o Big Brother sempre ocupa um espaço na vida de todo mundo. É, e mais ainda nesse ponto o Boninho (diretor do programa) pode se considerar satisfeito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6086537344439059539-1810733601649801057?l=www.jofagner.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~4/BL3TOLcp9e0" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/1810733601649801057?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/1810733601649801057?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~3/BL3TOLcp9e0/sim-eu-assisto-bbb.html" title="Sim, eu assisto BBB" /><author><name>Jo Fagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02524391806376373555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="29" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-C-SqkV1ZUBE/Tdx_iZ-zA6I/AAAAAAAACME/tgAkF6sdvhM/s220/twytter2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-SwdSwJ7ZsYQ/Tw2ftc8xDGI/AAAAAAAAEb8/L1UAFeCI18s/s72-c/pedro-bial.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.jofagner.com/2012/01/sim-eu-assisto-bbb.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0UGRH4zeyp7ImA9WhRXFkw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6086537344439059539.post-6467071169093843153</id><published>2011-12-22T20:36:00.000-08:00</published><updated>2011-12-22T20:40:25.083-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-12-22T20:40:25.083-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="closet" /><title>Aquarela dos desejos</title><content type="html">&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-kGHpkwbAVbY/Ts6yUreO0NI/AAAAAAAAESk/TRSCMhg4HiQ/s800/2011.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 425px; height: 296px;" src="https://lh3.googleusercontent.com/-kGHpkwbAVbY/Ts6yUreO0NI/AAAAAAAAESk/TRSCMhg4HiQ/s800/2011.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Palavras tem significados e são atribuídas a objetos, sensações e suas texturas. Cada termo utilizado na oralidade cotidiana é uma forma de anunciar nomes e classificações, no movimento de ordenação do material físico e abstrato que participam da vida social. Sendo assim, para que seja possível legitimar o conhecimento sobre tudo que habita o ambiente do homem, os vocábulos são acionados para organizar as experiências e atribuir significados, verdades e regulações a toda conduta que se estabeleça no meio social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, o uso de determinados verbetes para designar percepções de mundo não apresentam uma correspondência real ao que se está tentando representar. A partir do momento em que se desenvolve o olhar científico a partir da análise de amostras e exemplos dos estudos das mais diversas áreas, o discurso sobre as coisas se apresenta como passível de ressignificações, no intuito de compreender o universo. Novos sentidos são acionados como um modo de entender principalmente a “cartela de práticas” que estrutura a existência humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fenômeno da homossexualidade apresenta diferentes vertentes sobre a questão dessa representação que surge a partir dos termos empregados para aludi-la. Os indivíduos que apresentam a capacidade de sentir atração afetiva e sexual por outros do mesmo sexo foram encontrados pelo discurso medido do século XIX na explicação do “homossexualismo” como um distúrbio mental ou doença. A carga do sufixo “ismo” é patologizante e tem raízes na imposição da heterossexualidade como norma e natureza do ser humano no discurso do modelo religioso e estatal de família, que visa à reprodução da espécie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No discurso antigo a sexualidade poderia ser considerada apenas como uma prática, tal qual o status de perversão que se criou sobre os gays. O pensamento médico daquela época vincula o homossexual à idéia de “opção” ou “preferência” sexual, dando um tratamento de escolha à questão da sexualidade humana. Nesse sentido, o desvio do sujeito da norma hetero configurava um problema de comportamento que precisaria de correção. Tais termos caíram em desuso a partir do reconhecimento das capacidades sexuais dos seres vivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um importante dado biológico foi fundamental para a compreensão dos questionamentos que envolvem tais práticas. No ano de 2006, o Museu Natural de História de Oslo (Noruega) apresentou uma exposição dedicada a animais gays, chamada de “Against Nature”, que exibiu um número de aproximadamente 500 espécies onde se encontram relatos de comportamento homossexual entre mamíferos, insetos e outras espécies [1]. Diante do fato observado, não há como classificar o instinto sexual encontrado na natureza como forma de arbitrariedade, principalmente em espécies tidas como irracionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse ponto de vista, o termo “orientação” aparece como um método para enquadrar a experiência da sexualidade humana. Diz-se como termo mais apropriado para se referir à atração física e/ou emocional entre os indivíduos. A abordagem implica em apontar caminhos a serem dirigidos pelo desejo, sendo eles para o sexo oposto ou para o mesmo sexo de alguém. De fato, quando há uma direção, também existe um orientador, que não pode ser a mesma pessoa que é orientada, já que isso configuraria uma arbitrariedade, ou uma “opção”, “escolha” ou “preferência”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente, “orientação” não é um termo tão fugidio, mesmo sendo considerado como o mais adequado e oficial. O sujeito nasce e é inserido na sociedade sob a norma principal da heterossexualidade. Seu comportamento e seus projetos sociais são guiados no sentido de estabelecer um modo de vida que obedeça à lógica heterossexual. Sendo assim, não é errado afirmar que existe essa orientação, mas no caso da homossexualidade, o mesmo termo não se aplica, já que não existe um investimento em se educar pessoas como tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que aparece uma nova possibilidade de se observar o fenômeno. No exemplo da transexualidade, uma pessoa reconhece a inadaptação do corpo anatômico ao sexo que ela própria se define. Pondera-se sobre o caso a partir da noção de “condição” daquele sujeito, como um modo de ser, o que se aproxima bastante dos dados biológicos encontrados nas espécies do mundo animal. Se a sexualidade é uma capacidade de se atrair por outro indivíduo, então é possível que ela esteja mais relacionada a uma condição do que uma orientação, que na maioria das vezes é social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas teorias rejeitam o uso do termo, para que não se aproxime de uma compreensão da sexualidade como um dado fixo, imutável, que não exclua as outras possibilidades. Entretanto, tal pensamento coloca, mais uma vez, o desejo como uma questão de ato a ser consumado, e não como expressão de uma capacidade humana. Práticas sexuais com animais e outros fetiches não anulam a atração sexual por humanos, que vai ao sentido de qualquer um dos sexos, ou dos dois ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bissexualidade surge como uma promessa de quebrar a fixidez da dicotomia hetero/homossexualidade como únicas formas de desejo sexual. Parece uma justaposição das duas. Na verdade, assim é. Levando em consideração que existe uma sexualidade orientada (hetero) que encontra outro desejo sexual em si (homo), em que não há renúncia de alguma, o sujeito pode viver os dois modelos da forma mais conveniente em sua vida social, podendo desempenhar as duas abertamente ou mantendo uma em segredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rótulo de “gay” é carregado de estigmas históricos, e por isso mostra influência no momento de se reconhecer como “bi”. Pode significar um mecanismo de recusa a essa identidade, uma vez que não se descarta totalmente o modelo aprendido dentro da norma em que se é educado. Assim como acontecem com o caso de ex-gays que tratam a sexualidade como um interruptor, que pode ser ligado ou desligado a qualquer instante. Na maioria das vezes, atribuem à religião o papel de regeneradora de desajustados. Mudam seu status social, investem numa disciplina do desejo, quando na verdade não “matam” realmente seus desejos, uma vez que eles apenas dormem na esperança de não serem marginalizados pela sociedade. Existem inúmeros casos de “ex-gays” que voltaram a assumir a homossexualidade depois de um bom período de abstinência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos vários discursos que se montam ao longo da história sobre as possibilidades de arranjos afetivos e sexuais entre duas (ou mais) pessoas, a produção de uma verdade se faz presente: encontra-se uma forma cada vez mais eficiente de manter a heterossexualidade na posição hegemônica. Os termos buscam cada vez menos definir o fenômeno da sexualidade como um dado natural do ser humano, ao mesmo tempo em que buscam naturalizar as relações no sentido de agir contra a violência contra as outras possibilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem desejos e formas de visualizá-los e vivenciá-los nos âmbitos público/privado, às vezes em locais que nem mesmo a ciência mais qualificada consegue alcançar. O fato é que há uma tentativa excessiva de mecanização da sexualidade, reduzindo-a ao nível da reprodução e ignorando o campo emocional. Algumas teorias esquecem que o homem não passa de um animal evoluído: também instintos, mas diferente dos “irracionais”, sua natureza enfrenta códigos que só existem em culturas vigiadas pelas regras simples das sociedades complexas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;span &gt;[1] HOMOSSEXUALIDADE NO REINO ANIMAL. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2011. Disponível em: &lt;http: org="" w="" title="Homossexualidade_no_reino_animal&amp;amp;oldid=27312848&amp;lt;font" face="sans-serif"&gt;&lt;span style="line-height: 19px;"&gt;&amp;gt;&lt;/span&gt;&lt;/http:&gt;&lt;/span&gt; . Acesso em: 23 dez. 2011.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6086537344439059539-6467071169093843153?l=www.jofagner.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~4/a8lHKvsrLu8" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/6467071169093843153?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/6467071169093843153?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~3/a8lHKvsrLu8/aquarela-dos-desejos.html" title="Aquarela dos desejos" /><author><name>Jo Fagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02524391806376373555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="29" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-C-SqkV1ZUBE/Tdx_iZ-zA6I/AAAAAAAACME/tgAkF6sdvhM/s220/twytter2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://lh3.googleusercontent.com/-kGHpkwbAVbY/Ts6yUreO0NI/AAAAAAAAESk/TRSCMhg4HiQ/s72-c/2011.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.jofagner.com/2011/12/aquarela-dos-desejos.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEMGRXc6fSp7ImA9WhRQEEg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6086537344439059539.post-1494833652364866112</id><published>2011-12-04T18:32:00.000-08:00</published><updated>2011-12-04T18:33:44.915-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-12-04T18:33:44.915-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="DIVÃ" /><title>Sexo, amor e éter</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-_Bfc2akxMto/Ttj4VG_FjCI/AAAAAAAAETY/k3LwMwKWskQ/s1600/loveandsex.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 440px; height: 293px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-_Bfc2akxMto/Ttj4VG_FjCI/AAAAAAAAETY/k3LwMwKWskQ/s400/loveandsex.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5681563971464039458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dois quartetos e dois tercetos: sob uma estrutura básica se apresenta o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Soneto de Fidelidade&lt;/span&gt;, poema de Vinícius de Morais escrito no ano de 1939. Dono de um lirismo romântico que ultrapassa o tempo, o poeta registrou em sua canção a concretização das múltiplas manifestações de amor, finalizando com o verso: “Que não seja imortal, posto que é chama/ Mas que seja infinito enquanto dure”. A obra de Vinícius inspirou artistas e escritores, e principalmente tornou-se refrão de diversas histórias de amor pelas gerações seguintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis décadas mais tarde, no ano de 2003, a cantora Rita Lee lançava o álbum &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Balacobaco&lt;/span&gt; (Som Livre), eleito pela crítica como um dos maiores sucessos de sua carreira, com indicação ao Grammy Latino 2004 na categoria de Melhor Disco Pop Contemporâneo. Na letra de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Amor e Sexo&lt;/span&gt;, canção de grande êxito que emplacou nas rádios de todo o país, Rita declara: “Sexo vem dos outros/ E vai embora/ Amor vem de nós/ E demora...”.  Embora distante dos versos do “poeta da paixão”, a cantora não se distancia das fantasias que constituem o plano emocional das relações sociais que são consumidas daquela época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa época em que o Brasil vivia a Era de Ouro do Rádio (1930-1950) e o mundo assistia a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a obra de Vinícius figura na construção de ideais românticos. O sentimento “amor” era representado, na literatura e no cinema, como um êxtase compartilhado entre duas pessoas. Estava presente em cenas protagonizadas pela experimentação de palavras gentis, olhares intensos e todo fervor que fosse considerado adequado para o conjunto de valores morais daquele período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendido como um instinto natural, o que se conhece como “amor” é, antes de tudo, uma construção social impregnada na pedagogia das emoções através de jogos narrativos, que está presente no meio artístico, familiar e educacional. Aprende-se a combinação homem/mulher como o meio legítimo de se constituir família, e assim gerar o amor. Na lógica heterossexual que organiza a experiência afetiva em torno das condições reprodutivas, qualquer outra forma de afeição só pode ser vivida no plano da parentalidade ou da amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cortina que separa amor e sexo – transparecida pela letra de Rita Lee – é frágil e imaginária. O raciocínio social alia-se ao biológico para erguer um pensamento dominante que valida o vínculo emocional entre duas pessoas (fundamentado na configuração macho/fêmea), vivenciado de forma virtuosa, para que aconteça a fecundação, processo essencial para a reprodução da espécie. É responsável pela intolerância ao afeto entre pessoas do mesmo sexo, e pela criação de códigos que reservam à família monogâmica o direito de acesso à intimidade do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transportados para a contemporaneidade, os mesmos valores encontram-se dissolvidos em meio ao advento da vida online e das ferramentas digitais. Relacionamentos que outrora aconteciam através de encontros arranjados pelos pais, no mundo das redes sociais e dos aplicativos de telefone são reduzidos à disposição de cardápios que vendem “pares perfeitos”, que na maioria das vezes pode se consumir em encontros casuais finalizados com o ato sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse fenômeno não se observa apenas na dimensão virtual, sendo característica também na cultura dos clubes noturnos e eventos recreativos, onde é mais permissivo extrapolar os limites morais sob a justificativa de “brincadeira” que acompanha tais momentos. “Amor” é entendido como um drinque, e “sexo” como uma marca de lençol ou como a espécie de grama que abraça os embriagados no final da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de uma banalização do romantismo. As condições para o surgimento desse ideal de amor são outras, diferentes das situações espontâneas que findam na ebulição de corpos, como na fugacidade do éter. Não se esvai depois de um instante. Pelo contrário, os dias permitem que o sentimento se fortaleça. E nem mesmo o desejo mais carnal pode apenas durar apenas uma fração de tempo. O que acontece é diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assiste-se à derrubada gradativa de uma muralha erguida pela moralidade que é revisada geração após geração. Visualizada anteriormente como uma linha que dividia os mundos em amor/família/céu e sexo/pecado/inferno, tal barreira tem sido dissipada pelas tecnologias. Um possível benefício garantido pelo correr dos relógios é a ampliação da liberdade das experiências afetivas e eróticas, sem que uma esteja obrigatoriamente vinculada à outra. No final, a única coisa que se mostra passageira é o prazo de validade das regras que rotulam as emoções, que são consumidas sem precaução, violando o próprio direito individual à vida em sua forma mais natural e absoluta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6086537344439059539-1494833652364866112?l=www.jofagner.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~4/hAU7eIjbyxI" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/1494833652364866112?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/1494833652364866112?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~3/hAU7eIjbyxI/sexo-amor-e-eter.html" title="Sexo, amor e éter" /><author><name>Jo Fagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02524391806376373555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="29" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-C-SqkV1ZUBE/Tdx_iZ-zA6I/AAAAAAAACME/tgAkF6sdvhM/s220/twytter2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-_Bfc2akxMto/Ttj4VG_FjCI/AAAAAAAAETY/k3LwMwKWskQ/s72-c/loveandsex.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.jofagner.com/2011/12/sexo-amor-e-eter.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0IAR3k6eip7ImA9WhRRFkQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6086537344439059539.post-6462460754741928079</id><published>2011-11-30T10:29:00.000-08:00</published><updated>2011-11-30T15:25:46.712-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-30T15:25:46.712-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="O BEIJO" /><title>A borboleta e o Pássaro Azul</title><content type="html">&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-WZ0zIiQBb-8/TeD9rXvf0fI/AAAAAAAAEYE/g1L3MFf-mLc/s1600/Charge2011-twitter_X_borboleta.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 416px; height: 316px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-WZ0zIiQBb-8/TeD9rXvf0fI/AAAAAAAAEYE/g1L3MFf-mLc/s1600/Charge2011-twitter_X_borboleta.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A cidade de Natal (RN) vive num momento de apogeu da fauna brasileira. Répteis, aves e mamíferos perambulam livremente por um zoológico a céu aberto (de natureza imaginária, mas que inclusive consta no inventário público da capital do estado). Tudo isso começou no dia 1° de janeiro de 2009, quando uma borboleta pousou na poltrona principal da prefeitura natalense, dando início a uma gestão que mais tarde iria ocupar destaque em noticiários, redes sociais e opinião pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filiada ao Partido Verde (PV), a jornalista Micarla de Sousa venceu no primeiro turno das eleições municipais. É filha do ex-senador Carlos Alberto de Sousa, cuja parentalidade contribuiu para conquistar o carisma da população da cidade, juntamente a um forte jogo de marketing produzido na época de sua campanha eleitoral. Pouco tempo após assumir seu posto, o Photoshop da prefeita expirou, mostrando irregularidades, falta de compromisso, competência e ética com as pessoas que a elegeram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O advento do Twitter &lt;a href="#twitter"&gt;[1]&lt;/a&gt; serviu de cenário para fiscalizações e manifestações que permitem visualizar a situação de caos vivida nas ruas, avenidas e becos da cidade. Simbolizado por um pássaro azul, a ferramenta serviu para que a população acompanhasse as ações de Micarla, mas também foi o palco das manifestações de reprovação de seu mandato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos primeiros episódios foi o massivo bloqueio de usuários que foram impedidos de seguir o perfil oficial da prefeita. Comparados a cães de alta periculosidade, uma focinheira foi colocada na boca de um considerado número de internautas que demonstravam na rede a sua insatisfação com a gestora, através de mensagens questionando resoluções e expressando insatisfação. O gesto resultou inclusive na criação de um novo perfil, o @BlockdeMicarla, com a publicação de dados oficiais da administração municipal e postagens que criticam as medidas adotadas na gestão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um próximo passo da guerra estabelecida online, os usuários se uniram em torno da hashtag &lt;a href="#hashtag"&gt;[2]&lt;/a&gt; #ForaMicarla. O gesto significou um aumento da visibilidade da reprovação dos natalenses, que se mobilizaram e organizaram atos públicos, como na onda de protestos que invadiu as ruas em maio deste ano para pedir o impeachment da prefeita. Foi a época dos leões de dignidades feridas ocuparem a selva urbana em gritos que foram ouvidos pelo país inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio da revolução apareceram ainda os papagaios, que se incorporaram em perfis de identidade falsa na rede, os famosos fakes. Estes usuários caracterizaram o período de sátira, ironia e caricaturas da figura de Micarla, em tons de humor e denúncia. A cena é marcada pela quantidade considerável de páginas criadas com tal finalidade, que tiveram sua aprovação garantida pelo número de seguidores e compartilhamento de seus conteúdos postados em larga escala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A borboleta foi amparada por cobras-de-guarda na batalha contra todos aqueles que enviaram suas mensagens através do pássaro azul. Em um dos principais e mais ativos foi o perfil fake de @MilenaTristoRN, que se posicionava a favor da prefeita com tons de bajulação, e respondia de forma ofensiva aos usuários que protestavam na rede. Mais tarde, a cobra mudou de pele e esqueceu-se de cobrir o corpo, num episódio acidental e descuidado &lt;a href="#milenatristo"&gt;[3]&lt;/a&gt; que revelou a verdadeira identidade de quem postava os conteúdos: o assessor de Micarla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com dificuldades de respirar o ar poluído pela própria sujeira, a borboleta ainda trabalhou em uma distribuição de gratificações àqueles que ajudavam a proteger suas frágeis asas. E surgiram carrapatos, tais como a “rainha do Twitter” que foi nomeada oficialmente “Assistente de Projetos Comunitários”, revelando a atribuição de cargos comissionados pela prefeita a “profissionais” sem nenhuma qualificação, baseando-se numa política de relacionamentos e propaganda de sua administração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio ao ar rarefeito da atmosfera de perigo provocada pela gestão municipal, a borboleta traça o seu vôo de danificação à paisagem de Natal. Transforma o campo em selva, com espécies parasitas e venenosas, enquanto pensa que os outros habitantes são apenas burros. A esperança pela primeira vez muda de cor: deixa de ser verde, e o pássaro azul mostra os sons de cores variadas, que gritam no mesmo refrão e pedem apenas respeito à dignidade de cada cidadão. Em jogo, apenas o direito primordial de ir e vir, que está esperando que em uma borboleta saia do caminho para se realizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="twitter"&gt;[1] Microblog e rede social gratuita que permite que usuários compartilhem diversos tipos de conteúdo através de textos de até 140 caracteres (http://twitter.com).&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="hashtag"&gt;[2] Palavras-chave ou termos associados a uma informação, designando assuntos que estão sendo discutidos em tempo real no Twitter, virando hiperlinks dentro da rede. (Fonte: Wikipedia)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="milenatristo"&gt;[3] Leia em: &lt;/a&gt;&lt;a target="blank" href="http://diariodereporter.wordpress.com/2011/11/29/o-fail-da-prefeitura-e-o-fake-revelado/"&gt;http://diariodereporter.wordpress.com/2011/11/29/o-fail-da-prefeitura-e-o-fake-revelado/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6086537344439059539-6462460754741928079?l=www.jofagner.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~4/cU7SlbffxIo" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/6462460754741928079?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/6462460754741928079?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~3/cU7SlbffxIo/borboleta-e-o-passaro-azul.html" title="A borboleta e o Pássaro Azul" /><author><name>Jo Fagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02524391806376373555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="29" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-C-SqkV1ZUBE/Tdx_iZ-zA6I/AAAAAAAACME/tgAkF6sdvhM/s220/twytter2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-WZ0zIiQBb-8/TeD9rXvf0fI/AAAAAAAAEYE/g1L3MFf-mLc/s72-c/Charge2011-twitter_X_borboleta.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.jofagner.com/2011/11/borboleta-e-o-passaro-azul.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C08NSXgzeSp7ImA9WhRSF0s.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6086537344439059539.post-7940206287940252761</id><published>2011-11-19T20:04:00.001-08:00</published><updated>2011-11-19T20:04:58.681-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-19T20:04:58.681-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="DIVÃ" /><title>Um toque de poder</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-mc85ClTntyY/TsbQAxRhcjI/AAAAAAAAEQU/42V2FVWuGD4/s1600/1293823396738847115b2604db-e104-48fb-a53d-00b8bd492c3f%255BD%255Djpg.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 401px; height: 401px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-mc85ClTntyY/TsbQAxRhcjI/AAAAAAAAEQU/42V2FVWuGD4/s400/1293823396738847115b2604db-e104-48fb-a53d-00b8bd492c3f%255BD%255Djpg.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5676453091992498738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Rosas são espécies de flores cultivadas desde a Antiguidade. Expressam romantismo, principalmente as vermelhas. Também representam um conjunto de características atribuídas à feminilidade. São parte e essência da natureza, e por isso são divinas. Fazem parte de um conjunto de signos que indicam beleza, perfeição e suavidade personificadas na imagem sublime de uma mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sexo feminino surge nas páginas da história como o sexo frágil, submisso, fortemente marcado por projetos que centralizam o homem como instituição de poder. Aprecia-se a singularidade de suas pétalas, que são macias e delicadas, mas é através da solidez de seus caules e espinhos que elas conquistam ano após ano posições de destaque nos mais diversos espaços sociais, tais como o mercado de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mídia, elas são consagradas e imortalizadas sob o título de “divas”. Encontram-se especialmente na música, no cinema e na televisão, onde suas imagens são exploradas de forma mais efetiva. Marylin Monroe (1926-1962), Sophia Loren (1932, ainda em vida) e Elizabeth Taylor (1932-2011) tornaram-se nomes incomuns. Carregam consigo o status de ícones de beleza a atitude, materializada até hoje por mulheres no mundo inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra “diva” tem origem italiana e significa “deusa”. Surgiu para referenciar o talento de cantoras que se destacavam com virtuosidade na cena das óperas e musicais, com maior importância no exemplo de sopranos. O conceito se expandiu pelo mundo e passou a designar artistas cujas interpretações caracterizavam pelo alto teor emotivo, juntos à excelente qualidade da voz. Através de suas consagradas performances, conquistaram fama e seguidores, para quem eram tidas como estrelas imortais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transformações culturais e de comportamento agregaram novos sentidos ao vocábulo, de forma mais notável entre o final do século XX e o começo do novo século. O advento das plataformas audiovisuais e as inovações tecnológicas substituíram o anonimato por participações em programas de auditório, produções cinematográficas e videoclipes musicais. De forma independente ou empresariada, o acesso à cena dos espetáculos popularizou o que antes era fantástico: os ícones.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No movimento de massificação do título de “diva” as comunidades e redes sociais da internet repaginaram o culto às célebres interpretações. Imortalidade passou a ser item de consumo rápido, estando intimamente relacionados à moda e a épocas ideológicas. As antigas platéias que iam aos teatros admirar seus ídolos têm seus lugares ocupados por torcidas organizadas que aclamam personalidades nas quais vêem representadas expectativas de atitudes e pensamentos encontrados na suas próprias histórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tabus são o principal objeto da performance desses artistas. Referem-se a valores impregnados na cultura moral dos períodos em que se apresentam, limitando a experiência de vida das pessoas, e que aparecem facilmente quebrados a partir de uma apresentação pública. Virgindade, relacionamentos afetivos, roupas, tudo indica um momento, tentativas de se desatar do proibido e passar a vê-lo como natural e subjetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mesmas cantoras e atrizes que proporcionaram ao sexo feminino a elevação de fragilidade ao domínio (principalmente de sua sensualidade) também possibilitam a outros indivíduos os seus momentos de reconhecimento de poder. As correntes do estigma social que os posicionam como fracos e desviantes são rompidas na identificação com uma figura que o permite vivenciar emoções e sentimentos de forma livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na comunidade LGBT, por exemplo, não faltam “divas” que brilhem na pista de dança ou no MP3 executado na privacidade do quarto. São canções, videoclipes e coreografias que atuam, através da linguagem do luxo e da extravagância, nas questões relacionadas à aceitação e coragem diante das situações mais diversas que são vividas em seus cotidianos. Por meio de letras e interpretações cada vez mais digitais, elas reivindicam a subversão de regras pré-estabelecidas e a imposição de sua humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser “diva”, na repaginação cultural assistida na era contemporânea, tem a ver com uma possível transgressão de identidades e comportamentos marginais através da espetacularização massiva de performances e interpretações artísticas. Entretanto, basta levar em consideração o fato de que os palcos destinados às apresentações teatrais e musicais eram reservados exclusivamente aos homens para perceber que tal atitude não é tão atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viaja-se pelo tempo, mudam-se as paredes e os rostos dos ícones, mas o verdadeiro sentido de “diva” permanece. As mesmas mulheres que se tornaram aclamadas por se destacar no espaço artístico do sexo masculino, aquelas que utilizaram roupas para reivindicar a liberdade de seu corpo são as mesmas que se materializam em glitter e jogos de luzes nas boates e paradas gays. São deusas por excelência, trazem o olhar de normalidade à aberração, deixam ver o proibido como permissível, e no final reforçam o significado de milagre que a vida tanto precisa para ser sentida plenamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6086537344439059539-7940206287940252761?l=www.jofagner.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~4/v_cLlJAbTwM" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/7940206287940252761?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/7940206287940252761?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~3/v_cLlJAbTwM/um-toque-de-poder.html" title="Um toque de poder" /><author><name>Jo Fagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02524391806376373555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="29" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-C-SqkV1ZUBE/Tdx_iZ-zA6I/AAAAAAAACME/tgAkF6sdvhM/s220/twytter2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-mc85ClTntyY/TsbQAxRhcjI/AAAAAAAAEQU/42V2FVWuGD4/s72-c/1293823396738847115b2604db-e104-48fb-a53d-00b8bd492c3f%255BD%255Djpg.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.jofagner.com/2011/11/um-toque-de-poder.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEINRX44eyp7ImA9WhRSEk4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6086537344439059539.post-7599207376880154654</id><published>2011-11-13T18:08:00.001-08:00</published><updated>2011-11-13T18:09:54.033-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-13T18:09:54.033-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="DIVÃ" /><title>Vidas biônicas</title><content type="html">&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-mgmfv_Y5Aa8/TsBRRsNAlxI/AAAAAAAAELs/0Flu069NkpQ/s1600/Bionic_by_roweig.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 333px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-mgmfv_Y5Aa8/TsBRRsNAlxI/AAAAAAAAELs/0Flu069NkpQ/s400/Bionic_by_roweig.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674624894852175634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O cinema, a literatura, a moda e demais expressões artísticas estavam certos em suas previsões: o futuro pertence às máquinas. A natureza cede espaço ao robótico, e nesse ritmo os modos de vida e a paisagem urbana devem ser adaptados à era tecnológica. Cérebros e músculos são substituídos gradativamente por maquinarias e células inteligentes, enquanto que os seres vivos são recrutados a permanecer e sobreviver numa selva de circuitos e luzes de agilidade impressionante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob a atmosfera seres vivos dividem territórios com robôs, que ao contrário do que rege o mandamento social, não cumprem o papel de servir, mas de comandar os passos da civilização. O mundo aprendeu a caminhar com o auxílio de próteses, e delas tornou-se dependente. Corpos, inteligências e abstrações atravessam túneis cronológicos abandonando características orgânicas e (re)materializando-se como formas de existência artificiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além da ficção, os humanóides encontraram lugar sobre o mesmo solo que plantas, animais e nativos do planeta. Representados primeiramente por dispositivos eletromecânicos ou formas de vida alienígena, eles eram tidos como seres que possuíam aparência semelhante ao homem, não se constituindo, entretanto, como uma forma humana reconhecida como tal. Porém, a afirmação que tal imagem se apresente apenas no imaginário social é distante e controversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em períodos de valorização exacerbada da instantaneidade, qualquer fração de tempo é monitorada de forma a garantir êxito em toda instância do cotidiano. Resulta daí uma aceleração dos níveis de consumo, que são responsáveis pela transformação desenfreada de valores e ideologias. Aprende-se a viver com corações artificiais e emoções sintéticas, onde cada movimento é previsto e programado. No fim, qualquer satisfação encontra-se longe de ser definitiva, tudo é efêmero e líquido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Distante de conceitos universais, a beleza estética assume lugar central na reconfiguração dos estilos de vida e pensamento que fazem parte da rotina social. Sua verdade é elevada como protagonista de relacionamentos íntimos, profissionais e afetivos. Com finalidade de conquistar uma vaga um mercado de trabalho, encontrar um companheiro para fins amorosos ou sexuais, ou até mesmo por uma questão de auto-aceitação, os padrões de imagem estão sempre presentes fundamentando relações do indivíduo com seu meio e consigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um corpo se encontra diante do espelho ou de outros corpos, os olhares e julgamentos o situam como feio ou bonito. Por um lado, o inutilizável, enquanto que o belo representa o indispensável. A feiúra não sugere matemática, mas o bonito adiciona e multiplica possibilidades de júbilo e plenitude nas interações com o próximo. Os padrões estéticos são definidos a fim de obedecer a um destes perfis, que são repetidos de maneira que cada sujeito possa encontrar sua via de acesso ao mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As formas corporais são o principal critério aplicado para se referir à beleza humana. Simétrico e esbelto, o corpo é o suporte para determinar os níveis da perfeição estética. Os meios de comunicação funcionam como agentes na massificação de tais imagens, que associando a (es)cultura corporal a situações de sucesso e felicidade na vida pessoal de personagens criados para entreter e vender produtos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A masculinidade é medida pela exuberância de músculos definidos. Mulheres têm sua feminilidade substanciada em curvas suaves que sirvam de repouso para o homem. As formas são cultuadas, postas em pedestais para serem perseguidas e singularizadas enquanto manifestações excelentes de beleza. Tem início uma corrida que começa no espelho, passa pelas academias ou pela ditadura dos suplementos alimentares e procedimentos cirúrgicos, mas que na maioria das vezes termina em clínicas de recuperação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma sombra que perpetua nessa discussão diz respeito à construção de um modelo universal e irrevogável a ser seguido pelas pessoas. Encontra-se, nessa prerrogativa, uma falha de conceitualização na medida em que se excluem os referentes geográficos, históricos e culturais que criam os mesmos padrões. Espaço e tempo são marcadores que anunciam construções particulares e variáveis sobre a mesma idéia de beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espelhos não são mais acessórios para ver o próprio reflexo. São, acima de tudo, dispositivos de controle que permitem medir o grau de inclusão na sociedade. Também são ferramentas para o policiamento da aparência, e através dela a busca de uma auto-identificação no meio em que se vive. E ainda há quem pense que são meros instrumentos com exclusivas finalidades óticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser humano deixa de ser belo. Ele torna-se bonito, atraente. É preciso este artefato para conquistar um relacionamento afetivo ou despertar interesse sexual no próximo. Os profissionais precisam de boas aparências para seduzir clientes em suas transações comerciais. Abandonam sua natureza humana para se tornarem divindades manufaturadas pela tecnologia dos padrões estéticos mercadológicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Humanóides sim. Reproduzem na própria aparência as construções sociais para atingir um ideal estético apropriado. Tornam-se máquinas construídas por outras máquinas. Perdem a individualidade, ganham status de réplica. Agem tais como camaleão em uma paisagem nova, ameaçados pelo perigo de um predador.  Buscam lugares e posições de destaque ao mesmo tempo em que residem no comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa coreografia em que as relações humanas ficam a cada dia mais superficiais, as cirurgias plásticas, planos de musculação e dietas alimentares saem do passo da manutenção da saúde para inspirar uma dança de auto-aceitação. Se uma máquina não estiver funcionando de acordo com o previsto no manual de instruções, ela estará com defeito e, portanto, não tem utilidade nenhuma ao restante da sociedade. São fragmentos de um futuro cibernético que Os Jetsons não avisaram.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6086537344439059539-7599207376880154654?l=www.jofagner.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~4/g0Jmxk8tNk4" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/7599207376880154654?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/7599207376880154654?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~3/g0Jmxk8tNk4/vidas-bionicas.html" title="Vidas biônicas" /><author><name>Jo Fagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02524391806376373555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="29" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-C-SqkV1ZUBE/Tdx_iZ-zA6I/AAAAAAAACME/tgAkF6sdvhM/s220/twytter2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-mgmfv_Y5Aa8/TsBRRsNAlxI/AAAAAAAAELs/0Flu069NkpQ/s72-c/Bionic_by_roweig.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.jofagner.com/2011/11/vidas-bionicas.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUEGSHszfip7ImA9WhRTFU4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6086537344439059539.post-3335879917631082917</id><published>2011-11-05T17:00:00.001-07:00</published><updated>2011-11-05T17:00:29.586-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-05T17:00:29.586-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="closet" /><title>Seda &amp; Testosterona</title><content type="html">&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-cN4gyXOIIeE/TrV_QCNa2sI/AAAAAAAADWk/mvqWB9D9EW8/s1600/sedaetestosterona.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 313px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-cN4gyXOIIeE/TrV_QCNa2sI/AAAAAAAADWk/mvqWB9D9EW8/s400/sedaetestosterona.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5671579219190799042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;“Um é ímpar, dois é par” trata-se de uma antiga fórmula pela qual os seres humanos aprendem o universo em que vivem e suas relações sociais. A regra do plural é criada, ensinada e repetida sob a justificativa de diminuir o isolamento e construir interações entre pessoas, das mais simples às mais complexas. Sob tal lógica são fundamentadas sociedades, grupos e associações, baseadas no fim comum de compartilhar espaços, ideologias e interesses específicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio em que acontecem os diferentes intercâmbios de culturas e personalidades, uma característica que aparece como principal é a necessidade de classificação das coisas. Assim, objetos, formas de existência e até mesmo abstrações humanas precisam ser catalogadas e categorizadas para que se possam os mais variados níveis de significados, que são essenciais à vida social. Toda presença material e espiritual assume um lugar entre os indivíduos a partir do momento em que é nominada e encontra sua posição num ambiente físico partilhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre as estruturas que acompanham o raciocínio responsável por ordenar sujeitos e suas capacidades intelectuais nos espaços, o número “dois” encontra-se como um esquema central no processo de apreensão do mundo. Amor/ódio, homem/mulher, branco/preto, tudo o que é sensível possui dois lados que se complementam ou se anulam, proporcionando o conhecimento do que se vive e do que se pode viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No exemplo dos seres vivos, o que norteia animais e homens é a condição fundamental de reprodução, que garante a continuidade das espécies. Nesse sentido, o binômio macho/fêmea é determinado como único arranjo para tal fim, uma vez que somente através da combinação de células destes indivíduos é possível a geração de outra vida. Tal representação conforma-se, no entanto, como princípio de organização que extrapola os muros da biologia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;Quando se transpõe a mesma regra para o círculo das relações sociais alguns problemas de configuração podem ser encontrados, especialmente ao se falar em termos de emoção. Comparados às leis da Física, seres humanos são nivelados enquanto partículas inanimadas, incapazes de captar, entender e interferir nas sensações externas ao seu organismo. É o que acontece quando se adota o princípio de atração entre opostos como modelo único de afetividade entre duas pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;O fenômeno da homossexualidade desconstrói essa idéia. Afetividade e erotismo acontecem diante de dois espécimes de mesma natureza, da mesma forma e intensidade como se observa nas relações heterossexuais. O amor e o desejo entre corpos de mesma polaridade rompem limites reducionistas e se manifestam a olho nu. Porém, um breve passeio e nem tudo que brilha como “iguais” tem status de semelhança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Padrões advindos da lógica biológica encontram-se enraizados na constituição do par homossexual. Os relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo encontram-se constantemente assombrados pelo fantasma do modelo hetero, que é normativo e dominante, ocasionando problemas de ordem sentimental e social. O imaginário sobre “casal gay” é um dos principais alvos dessa padronização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao se encontrar diante de um par romântico formado por duas pessoas do mesmo sexo, a pergunta crucial que sempre surge é: “quem é o homem e quem é a mulher da relação?”. E quando outro gay se depara diante desse mesmo casal, a pergunta ainda pode ser reformulada: “quem é o ativo e quem é o passivo?”. Tais exemplos apenas ilustram como lugares e posições heterossexuais são demarcadas como centralizadores também da relação entre homoafetivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra sombra que costuma perseguir os integrantes de tal universo encontra-se nos papéis de gênero obrigatórios de serem seguidos. Uma pessoa que sente desejo por outro indivíduo do mesmo sexo automaticamente possui o seu gênero associado ao sexo oposto. Estereótipos antigos são reforçados, ao mesmo tempo em que novos comportamentos são acionados, principalmente no que diz respeito a movimentos de resistência a rótulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homens efeminados são estigmatizados historicamente. As passagens bíblicas relatam a condenação a esses sujeitos, que são vinculados à idéia de pecado, escuridão e exclusão social. Transitar pela feminilidade conduz o homem à desonra e à perda de sua virilidade. Ao mesmo tempo, personagens de televisão exploram espetáculos caricatas com essa figura, atribuindo-lhe conotação de piada. Em contrapartida, a moda cultiva ambigüidades através de modelos andróginos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surge um mecanismo de preconceito que exclui, de forma geral, rapazes que apresentam trejeitos e características femininas das possibilidades de relacionamentos homoafetivos, numa lógica que nada tem a ver com “química” ou com um desejo natural. Trata-se, sobretudo, de um comportamento cultivado através da idéia de passar despercebido na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto as Paradas de Diversidade Sexual ocupam as ruas em busca de visibilidade, muitos homossexuais preferem vivenciar suas experiências no armário. Preferem parceiros que não apresentem sinais femininos ou que demonstrem publicamente sua condição sexual. Evitam, assim, qualquer rótulo que o leve à exclusão prevista nos códigos morais vigentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, a virilidade parece um cálice tentador, e o fato de se relacionar com alguém igual associa-se mais à idéia de narcisismo que de um desejo pelo próximo. Beber até a última gota da própria masculinidade garante uma experiência mais próxima do fetiche homoerótico. A invisibilidade social surge como brinde, assegurando o direito ao segredo, pelo qual tantos prezam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessando a ponte, alguns rapazes efeminados excluem de sua lista de afinidades outros garotos que apresentem o mesmo comportamento. Prevalece o modelo heterossexual, quando a seda encontra na testosterona a satisfação suprema de suas necessidades amorosas e sexuais com outro parceiro do mesmo sexo. Imaginam-se enquanto mulheres, possuindo e consumindo o corpo do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os arranjos incidem num lugar não-fixo, mas determinados pelo binômio macho/fêmea centralizador dos significados na sexualidade humana. A afetividade se destaca dos outras sensações corpóreas pela presença do sentimento, da capacidade de amar outro ser. Emoção não tem gênero, ela é abstrata e universal, engloba todas as cores e credos. Limitar o parceiro por causa de uma idéia construída de desejo é abrir mão da autonomia individual de viver intensamente. Categorias sempre existirão. A cada dia se inventam mais. O que não pode ser extinta é a capacidade de amar o próximo e se transportar para a alma de outra pessoa, como nos ideais mais românticos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6086537344439059539-3335879917631082917?l=www.jofagner.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~4/YN-Qxt1g4_4" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/3335879917631082917?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/3335879917631082917?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~3/YN-Qxt1g4_4/seda-testosterona.html" title="Seda &amp; Testosterona" /><author><name>Jo Fagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02524391806376373555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="29" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-C-SqkV1ZUBE/Tdx_iZ-zA6I/AAAAAAAACME/tgAkF6sdvhM/s220/twytter2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-cN4gyXOIIeE/TrV_QCNa2sI/AAAAAAAADWk/mvqWB9D9EW8/s72-c/sedaetestosterona.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.jofagner.com/2011/11/seda-testosterona.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0UHQ305eyp7ImA9WhRTEE4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6086537344439059539.post-2620718544104135892</id><published>2011-10-30T21:26:00.001-07:00</published><updated>2011-10-30T21:27:12.323-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-30T21:27:12.323-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="DIVÃ" /><title>Amor para viagem</title><content type="html">&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Mw5cCWnjThI/TpzyvEPmaAI/AAAAAAAACg0/wZBf6UBOHZM/s1600/0%252C%252C51760697%252C00.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 350px; height: 350px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Mw5cCWnjThI/TpzyvEPmaAI/AAAAAAAACg0/wZBf6UBOHZM/s400/0%252C%252C51760697%252C00.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5664669321732188162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cores, texturas, sabores e direções: tudo se transforma num cardápio, vitrine ou numa prateleira, lugares comuns onde se inscrevem a esfera do consumo humano em sociedade. A linguagem dos sentimentos extrapola círculos e termina por ocupar também um espaço de oferta na vida social. Mais que a duração de um beijo, a intensidade de um abraço ou ainda que o efeito de quaisquer promessas, o épico se redefiniu como fugaz e comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um tempo em que se aprendeu a construir e cultivar sentimentos nobres através de momentos, longe da efemeridade que seduz com a ilusão de plenitude pra depois castigar com a sensação de vazio. Essa é a época dos contos de fadas, de príncipes e princesas e amores encantados capazes de mover montanhas. São imagens repetidas na memória da infância, elaboradas para ensinar que todos possuem uma alma gêmea, com quem devem compartilhar sua vida e edificar um futuro de cumplicidade e afeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fábulas românticas e histórias de ninar não contemplavam as características da metrópole. Se assim fosse, certamente os fios de internet seriam cavalos brancos mais ágeis, e as cinderelas precisariam de novas abóboras com maiores prazos de validade. Diferente das areias nas antigas ampulhetas, nos dias atuais o tempo se esvazia em ritmo mais rápido e as emoções precisam ser sentidas com brevidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo tem pressa de amar. E tal consumo se baseia na idealização de relacionamento enquanto um estado civil que é preenchido no perfil de uma rede social. Numa dimensão onde não se permite números ímpares, casamento deixa de ser compreendido como uma união estável entre duas pessoas e passa a ser reinventado na qualidade de ciclos de experiência afetiva sobrecarregados pela esperança urgente de formar par.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Páginas velhas de livros de romance são queimadas à velocidade da luz que passa pelos cabos de fibra ótica que conectam pessoas no planeta. Qualquer lição sobre encontrar “a cara-metade” é inútil quando se tem ao alcance as ferramentas disponíveis para buscá-lo a qualquer custo. A grande variedade de sites específicos para esta finalidade só confirma a transformação do amor em um pacote de miojo: instantâneo, acessível e com variedade de temperos, sabores e modos de preparo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa definição pode ainda ser encontrada diluída nas diversões noturnas, em drinques e fluxos de salivas trocadas em meio a declarações automáticas, batidas eletrônicas e impulsos do corpo. A frase “eu te amo” chega ao nível de um prato-feito de combinações predefinidas, preço barato e consumo rápido, no intervalo de alguma música ou de outra paquera. Na hora da conquista, qualquer estratégia é válida para entorpecer a presa e atingir o objetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma possível explicação para entender esse pensamento se baseia na construção de um imaginário em que o amor se apresenta como uma presença central na vida de uma pessoa. É fator de sucesso e de normalidade estar envolvido com alguém, já que é através desse passo que se garante a continuidade da espécie e a manutenção de valores morais. Nessa concepção, um ser humano só se completa quando seu corpo e alma se fundem ao de outra pessoa, e desse encontro possa surgir uma nova vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que deveria ser vivido de forma transcendental torna-se corriqueiro pelo ritmo acelerado das vidas urbanas. Dessa forma, o significado de “amor” nas experiências individuais abandona a representação mágica de sentimento nobre para assumir o papel de objeto de consumo, para satisfazer carências e vaidades humanas. A intensidade dos momentos é substituída por uma necessidade de status, banalizando as experiências humanas e colocando em segundo plano virtudes essenciais à condição de sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dos amores camaleônicos que surgem como pedidos de atendimento delivery e tem duração de refeição rápida, apenas uma reflexão para as próximas gerações: estaríamos próximos de uma civilização marcada pela superficialidade das palavras, destinados à mera reprodução da espécie? Ou ainda é tempo de salvar a humanidade de uma era de máquinas com falas e gestos programados, onde se respire a vida contida num gesto sincero e espontâneo de amor natural?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6086537344439059539-2620718544104135892?l=www.jofagner.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~4/M7Y65qxT0sY" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/2620718544104135892?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/2620718544104135892?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~3/M7Y65qxT0sY/amor-para-viagem_30.html" title="Amor para viagem" /><author><name>Jo Fagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02524391806376373555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="29" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-C-SqkV1ZUBE/Tdx_iZ-zA6I/AAAAAAAACME/tgAkF6sdvhM/s220/twytter2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-Mw5cCWnjThI/TpzyvEPmaAI/AAAAAAAACg0/wZBf6UBOHZM/s72-c/0%252C%252C51760697%252C00.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.jofagner.com/2011/10/amor-para-viagem_30.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkcFRn46fSp7ImA9WhdbF08.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6086537344439059539.post-3503994008526625505</id><published>2011-10-15T15:11:00.000-07:00</published><updated>2011-10-15T17:13:37.015-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-15T17:13:37.015-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="DIVÃ" /><title>Hoje tem laranjada!</title><content type="html">&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-15YgdnaT_Ew/TpoR0Wcd0KI/AAAAAAAACgQ/CaaZZBJ2Mew/s1600/35-44-Imagem.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 301px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-15YgdnaT_Ew/TpoR0Wcd0KI/AAAAAAAACgQ/CaaZZBJ2Mew/s400/35-44-Imagem.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5663859072447664290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Fácil cultivo, preço acessível e alto valor nutricional: a laranja é uma fruta mundialmente conhecida que apresenta vários benefícios ao organismo, presente na alimentação humana. O sabor doce ou ácido ornamenta as mesas e satisfaz o bolso e o paladar de produtores e consumidores de todo o planeta. Uma fonte barata de saúde e de rica contribuição à vida, paixão tropical que completa a rotina das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No pomar brasileiro, um tipo distinto de laranja assume destaque pela aplicação indispensável ao cotidiano de muita gente. Longe das mesas, espremedores e receitas culinárias, o lugar especial que ocupa o “hortifruti” é o palco das relações sociais. Em transações econômicas, escândalos políticos e diversas situações, o termo “laranja” é usado para definir aquela pessoa que assume a culpa ou responsabilidade de algo no lugar de outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora considerada como uma atividade geralmente discriminada, o que ninguém percebe é que muitas vezes são nomeados “laranjas” nas situações mais comuns do dia-a-dia. Tal hábito chega a ser espontâneo, o que impede de pensar inclusive sobre as próprias ações cometidas. Ficou difícil de imaginar? Basta um exercício de análise particular de algumas de suas falas para que tudo se transforme num objeto mais claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um “laranja” que se encontra quase sempre nas rotinas pessoais atende pelo nome de “Destino”, com “D” maiúsculo. Sua presença é tão forte nas expressões verbais que marcam as atitudes do ser “racional”, que chega a desempenhar o papel de entidade, tal como espíritos, anjos e abstrações correlatas. Através da culpabilidade instantânea que é atribuída a essa terceira pessoa chamada Destino, alguns detalhes do comportamento humano passam despercebidos, mas o que eles revelam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A evolução do homem é medida através da capacidade de superação dos desafios que a vida impõe diariamente. Sendo assim, o ato de transferir a responsabilidade dos erros para o outro ou mostrar insuficiência para atingir determinados objetivos demonstra despreparo para assumir o centro do próprio desenvolvimento. Acredita-se ainda em uma ordem cósmica que rege a existência dos indivíduos, numa sucessão de acontecimentos inevitáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao crer em episódios que não podem/devem ser controlados significa limitar o alcance das ações humanas. É como dizer que certos objetos são intocáveis e algumas obras não podem ser realizadas. De fato, algumas coisas parecem impossíveis, o que não significa que assim são. Toda vez que se reconhece um desejo, ele passa por um filtro moral que vai classificar o seu grau de efetivação. Sendo assim, nada é inatingível, desde que envolva método, determinação e uma pitada de “loucura” para tapar os ouvidos e seguir caminhando sempre em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final das contas, a laranjada é sempre a oportunidade de transformar uma idéia ácida (o hábito de cruzar os braços e entregar trajetórias ao acaso) em um suco doce (a capacidade de enfrentar desafios e reconhecer os erros para que a evolução aconteça). Qualquer corpo humano possui materialidade maior que a abstração que conhecemos pelo nome de “Destino” para transformar incertezas no reconhecimento único de uma habilidade exclusiva dos seres vivos: superação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6086537344439059539-3503994008526625505?l=www.jofagner.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~4/5PjJvxAkvFs" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/3503994008526625505?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/3503994008526625505?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~3/5PjJvxAkvFs/hoje-tem-laranjada.html" title="Hoje tem laranjada!" /><author><name>Jo Fagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02524391806376373555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="29" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-C-SqkV1ZUBE/Tdx_iZ-zA6I/AAAAAAAACME/tgAkF6sdvhM/s220/twytter2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-15YgdnaT_Ew/TpoR0Wcd0KI/AAAAAAAACgQ/CaaZZBJ2Mew/s72-c/35-44-Imagem.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.jofagner.com/2011/10/hoje-tem-laranjada.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C08MRXc5eSp7ImA9WhdQGEs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6086537344439059539.post-3430305743783054211</id><published>2011-08-20T10:26:00.000-07:00</published><updated>2011-08-20T10:38:04.921-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-20T10:38:04.921-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="O BEIJO" /><title>Quem inventou a Heterofobia</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-QdujhMjHxao/Tk_w3tUF7XI/AAAAAAAACY8/5tyzpBFXX1A/s1600/Dia-do-Orgulho-Hetero-em-SP-2011.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 452px; height: 219px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-QdujhMjHxao/Tk_w3tUF7XI/AAAAAAAACY8/5tyzpBFXX1A/s400/Dia-do-Orgulho-Hetero-em-SP-2011.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5642993697965862258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Promessas humanas de ordem e de paz: foi assim que, ao longo da história, o planeta vivenciou episódios violentos, tais como a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) que vitimou milhões e deixou seqüelas irreparáveis após a explosão da bomba atômica. Os exércitos e grupos extremistas fazem da vida humana a munição e o alvo para defender ideologias e impor seu poder e soberania pelas civilizações. Mas cada gota de sangue derramada nunca é suficiente para matar a sede de homens e governos que são movidos pelo real e único interesse pelo dinheiro e pela moralidade.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;No cenário brasileiro, um dos principais períodos de conflito se escreve nas páginas de repressão do Regime Militar, que vigorou no país na época de 1964 até 1985, quando os últimos vestígios da ditadura foram apagados pela emenda constitucional. E a população acredita estar verdadeiramente livre de viver novas cenas de tortura, atentados e proibições.  Entretanto, o que se presencia com nítida intensidade nos últimos meses é uma série de comandos, projetos e declarações públicas, que de forma assumidamente combativa apontam para uma possível “guerra moral” no Brasil, tendo como principal bandeira a manutenção do estilo de vida heterossexual.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Em 2011, situações polêmicas estão associadas a resoluções e medidas que foram propostas e determinadas no panorama político e judiciário brasileiro. No dia 25 de maio, os vários protestos das bancadas religiosas no Congresso ocasionaram a suspensão do “Kit Anti-Homofobia”, elaborado pelo Ministério da Educação para distribuição nas escolas. Os três vídeos que faziam parte do kit (&lt;a href="http://youtu.be/FveoO6ZYRnQ"&gt;Probabilidade&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://youtu.be/2qR7yDl0W0g"&gt;Torpedo&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://youtu.be/SJsGN69NGug"&gt;Encontrando Bianca&lt;/a&gt;) foram considerados como tentativas de indução ao comportamento homossexual nas crianças, e em seguida a presidente Dilma Rousseff declarou que nenhum órgão do governo adotaria a postura de “fazer propaganda de opções sexuais”, em frase anunciada em &lt;a href="http://youtu.be/_oL3Jc1QBZA"&gt;entrevista nacional&lt;/a&gt;.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Antes disso, no dia 05 de maio, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a união civil entre pessoas do mesmo sexo, o que assegurou aos casais homoafetivos direitos patrimoniais que antes não eram garantidos, tais como herança, pensão por morte ou separação do cônjuge e declaração compartilhada no Imposto de Renda. A decisão do STF causou incômodo a grupos políticos conservadores, formados principalmente por militares e religiosos, tendo como principais nomes o deputado federal Jair Bolsonaro (RJ), o pastor protestante e televangelista Silas Malafaia e a ex-atriz e deputada estadual Myrian Rios (RJ), que recentemente fez declarações associando a homossexualidade à pedofilia.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Fundamentando-se na idéia de uma agressão aos princípios morais e bons costumes, os discursos agressivos ganharam representação e apoio de outros parlamentares. A noção de família como uma unidade exclusivamente formada por um homem e uma mulher é acionada para recusar qualquer tentativa de corromper este modelo. Nesse sentido, novos mecanismos surgem para “afirmar” o espaço dos heterossexuais na sociedade, como uma forma de garantir a ordem social ameaçada pela legitimação dos direitos civis aos homossexuais.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;No dia 02 de agosto, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou um projeto de lei do vereador Carlos Apolinário que institui a criação do Dia do Orgulho Heterossexual, sob a justificativa de um manifesto contra os excessos e privilégios à comunidade LGBT no país. Mesmo com o apoio de outros vereadores, o projeto não obteve a sanção do prefeito Gilberto Kassab, mas diante do veto, a militância conservadora continua as tentativas de adoção do projeto em outras capitais, como em Fortaleza (CE) e Arraial do Cabo (RJ). Contudo, ao analisar o caráter de tais ações, um raciocínio lógico permite questionar: que minoria reprimida está sendo representada através desse projeto? Quais direitos estão sendo demandados a partir dessa instituição?
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;É considerado “normal” qualquer desejo/comportamento que à regra da heterossexualidade. A Igreja abençoa, a Educação ensina, a Justiça protocola e a Família compartilha por gerações o amor entre pessoas do sexo oposto. Tudo se resume à necessidade de reprodução biológica, já que a fecundação necessita de um óvulo e um espermatozóide para acontecer. E nesse pensamento a existência dos laços humanos se reduz à garantia de continuação da espécie. O plano emocional existe em segundo plano, como uma conseqüência do encontro entre duas pessoas que precisam do modelo estipulado pela norma para legitimar a atração por outra pessoa, e ser aceito como um casal legítimo em direitos, respeito e visibilidade social.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Por estes termos, a afetividade entre dois homens ou entre duas mulheres é considerada como sodomia, perversão e atentado aos “bons costumes” que regulam a vida moral da população. Nesse sentido, as Paradas de Orgulho LGBT funcionam como atos de luta contra a estigmatização que assina as estatísticas que só comprovam a aversão à condição gay, que motiva agressões, assassinatos e outros tipos de discriminação gratuita que ocupam capas de impressos, matérias de telejornais e processos nos órgãos judiciários. Não basta o fato de ser considerado como um comportamento errado, mas ele precisa ser combatido pelas pessoas que agem com repulsa e violência a qualquer orientação que seja diferente do padrão vigente. Esse tipo de atitude recebe o nome de homofobia.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;As recentes conquistas do movimento LGBT brasileiro não impõem, induzem ou estimulam qualquer tipo de conduta sexual. Busca-se uma naturalização do desejo, assim como acontece, já que o mito do “homossexualismo” enquanto doença foi substituído pela consideração da “homossexualidade” como uma das possíveis formas que a tão plural sexualidade humana pode apresentar. Ao mesmo tempo, os rostos, corpos e bandeiras tomam as ruas como um meio de se afirmarem, sim. Por que essa identidade é negada como direito e como expressão de si, o que não acontece no caso heterossexual.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;O que se pode entender, então, é que o discurso de uma “heterofobia” acionado por militantes, conservadores e religiosos está inserido na produção imaginária e inventada do espaço como forma de manutenção de princípios cristãos, e assinado pelo oportunismo político no sentido de que a sociedade está disposta a aceitar apenas um modelo possível de desejo entre duas pessoas e de constituição civil e familiar. Trata-se de um pensamento errôneo, uma vez que não há comprovação estatística de casos de agressão ou morte que foram motivados pela condição heterossexual de alguém.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;A partir do ativismo pelo qual gays, lésbicas e transexuais conquistam faculdades legais que lhes garantem uma posição justa e livre de estigmas no espaço público, a ficção de uma ameaça moral emerge do outro lado, como se a transformação proposta pela comunidade LGBT fosse a de mudar a ordem social a partir de uma concepção sexista. Enquanto reacionários de um “Orgulho Hetero” proclamam “excessos de privilégios” e afirmação de um estilo de vida já afirmado e estabelecido historicamente, os personagens do cenário político aproveitam o momento para transformar a sexualidade numa questão de Estado, ao mesmo tempo em que processos de corrupção e improbidade administrativa estacionam nas mesas de julgamento dos tribunais do país.
&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6086537344439059539-3430305743783054211?l=www.jofagner.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~4/5LNg6KfiqrI" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/3430305743783054211?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/3430305743783054211?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~3/5LNg6KfiqrI/quem-inventou-heterofobia.html" title="Quem inventou a Heterofobia" /><author><name>Jo Fagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02524391806376373555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="29" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-C-SqkV1ZUBE/Tdx_iZ-zA6I/AAAAAAAACME/tgAkF6sdvhM/s220/twytter2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-QdujhMjHxao/Tk_w3tUF7XI/AAAAAAAACY8/5tyzpBFXX1A/s72-c/Dia-do-Orgulho-Hetero-em-SP-2011.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.jofagner.com/2011/08/quem-inventou-heterofobia.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;Dk4BQX8-cSp7ImA9WhdQF0o.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6086537344439059539.post-1238937963119805886</id><published>2011-08-03T16:29:00.000-07:00</published><updated>2011-08-19T10:29:10.159-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-19T10:29:10.159-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="DIVÃ" /><title>A era do Menino Maravilha</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-qw6ZjNZbndU/TjoYd96S9EI/AAAAAAAACWE/3GeiASIkdtI/s1600/bebe.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 398px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-qw6ZjNZbndU/TjoYd96S9EI/AAAAAAAACWE/3GeiASIkdtI/s400/bebe.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5636844786721944642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;br /&gt;Eles costumam aparecer como modelos de capa de revista. A camisa é dispensável, a não ser que pertença a uma grife de marca reconhecida. No rosto, uma expressão de sensualidade, ou apenas um close no sorriso. Apresentam-se em fotos e ensaios produzidos, sob medida para destacar tudo o que possa chamar a atenção do outro para si. Talvez nem percebam que vivemos num mundo comandando pelo mito da perfeição. Ou ainda podem usar esta ilusão como estratégia para alcançar popularidade e sucesso pessoal.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;O “Menino Maravilha” é aquele que busca a luz além do flash. A câmera fotográfica é o seu brinquedo, o espelho é o seu espaço de criação e os programas de edição de imagens são companheiros inseparáveis. Sobrepondo-se ao corpo natural, novas identidades visuais são construídas para funcionar como máscaras, que podem ocultar ou realçar qualidades e defeitos existentes na vida real. Modismos à parte, as tecnologias estão longe de criar esse tipo de comportamento. Elas apenas aproximam modelos enraizados nas memórias de cada um à sua realidade atual.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Logo na infância somos apresentados à figura do super-herói. Coragem e popularidade são atributos deste ser, que geralmente possuem alguma espécie de poder que os garante um lugar especial na sociedade. Sua presença se destaca dos demais personagens da história através dos músculos, localizados principalmente nas regiões do tórax e do abdômen. Além da força física, o respeito social e a possibilidade de se trabalhar com o imaginário sexual do outro são centralizados em uma musculatura que necessita estar visível.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Os galãs de novela são outro tipo de herói. Elegância, carisma e um sorriso charmoso são aspectos valorizados nesta figura que, diferente dos combatentes do crime, a sua força encontra-se no poder de sedução. O rosto é o principal ornamento deste homem, que ocupa as principais páginas de uma dramaturgia e o transforma em ícone de beleza e postura. Assim como nas cenas de novela, tais ideais vão representá-lo como um modelo de par perfeito, ou até mesmo na figura do príncipe encantado, como nas fábulas infantis.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Heróis e príncipes são arquétipos aprendidos e vinculados a valores como integridade, honestidade e justiça, que aliados a atributos como força e beleza são ensinados como degraus para se atingir destaque e popularidade no meio social. Com o advento de ferramentas tecnológicas da comunicação, especialmente as redes sociais (Twitter, Facebook, Orkut, entre outros), esses modelos tornaram-se como estratégias para se conseguir um “lugar à luz”. Nessas redes, os números são essenciais, pois trabalham com a popularidade atingida através do número de amigos ou seguidores.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Os “Meninos Maravilha” são mais que uma exaltação ao narcisismo tão impregnado nas diversas fotografias captadas pelo reflexo do espelho ou nos editoriais caseiros montados para a autopromoção. Ao utilizar tais recursos, as lembranças são acionadas para supervalorizar o que já tinha sido cultivado antes: a representação visual e corporal de ideais mantidos como índice de sucesso. No espelho interior de cada um de nós existe sempre essa busca interminável, seja no âmbito das perspectivas pessoais ou profissionais. O que muda é apenas o lugar e a roupa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6086537344439059539-1238937963119805886?l=www.jofagner.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~4/IgRoyRPIKn8" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/1238937963119805886?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/1238937963119805886?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~3/IgRoyRPIKn8/era-do-menino-maravilha.html" title="A era do Menino Maravilha" /><author><name>Jo Fagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02524391806376373555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="29" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-C-SqkV1ZUBE/Tdx_iZ-zA6I/AAAAAAAACME/tgAkF6sdvhM/s220/twytter2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-qw6ZjNZbndU/TjoYd96S9EI/AAAAAAAACWE/3GeiASIkdtI/s72-c/bebe.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.jofagner.com/2011/08/era-do-menino-maravilha.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;Dk4DRnw8eip7ImA9WhdQF0o.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6086537344439059539.post-5872804971662234935</id><published>2011-07-28T16:00:00.000-07:00</published><updated>2011-08-19T10:29:37.272-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-19T10:29:37.272-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="closet" /><title>O Segredo e a Luz</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-wtj4IORvAw4/TjHrR64JuWI/AAAAAAAACUc/u8Jqc7h9VMY/s1600/Arm%25C3%25A1rio%2B%25282%2529.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 401px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-wtj4IORvAw4/TjHrR64JuWI/AAAAAAAACUc/u8Jqc7h9VMY/s400/Arm%25C3%25A1rio%2B%25282%2529.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634543301912279394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;br /&gt;De todas as imagens que vem à cabeça quando se fala em armário, a que resiste é aquela de escuridão. Trata-se de um lugar secreto, às vezes com cheiro de mofo, onde os segredos se misturam com imaginários cultivados em torno da mesma experiência: um desejo, que também pode ser confundido com doença ou subversão. O “ser” homossexual atravessa ou estaciona nessa etapa do “ver” homossexual, a partir de onde a duração e o sabor de estar no armário pode ser irritante ou confortável.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;A situação de enfrentar o espelho e se perceber como desviante é uma cena comum na vida da maioria dos gays. Crescemos em meio a uma sociedade que considera a heterossexualidade como norma, o que afeta não somente o olhar dos outros para si, mas principalmente a forma como um indivíduo se encontra em sua própria existência. Explicações são buscadas, experiências passadas se retomam no intuito de achar respostas para compreender tal momento. E depois de um longo tempo, o que parece fundamental é a necessidade de uma decisão.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Acontece que “ser gay” nunca foi projeto social de um pai para seus filhos. O que se espera de um menino ou de uma menina pela família, religião e escola é cultivado através de uma cartilha que engloba uma série de códigos, que vai desde a escolha da roupa e de brinquedos até o investimento em carreiras profissionais. Forma-se aquilo que se chama “coisa de homem” e “coisa de mulher”, assim como se ensina que o amor e o sexo também pertencem a essa mesma regra.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Já não bastasse o fato de encontrar-se fora das possibilidades de um sujeito social legitimado, ainda se fazem presentes imagens e percepções que se apresentam sobre a sexualidade humana. Certos conceitos e estereótipos são reforçados. Ao invés de se educar para a diversidade, modelos impregnados como probabilidades únicas de se reconhecer “gay” persistem. Mesmo com as resoluções que retiraram o “homossexualismo” das classificações patológicas, a “homossexualidade” ainda aparece como tabu na experiência humana.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Desejos e impulsos são fatores característicos que condicionam qualquer forma de vida. Pelos mesmos canais por onde corre o sangue, também circula uma série de disposições para as mais diversas situações, das cotidianas às mais estranhas. Se levarmos em consideração as estatísticas biológicas, logo podemos observar que a homossexualidade está presente em um número significativo de espécies animais, mesmo elas estando alheias a códigos sociais que norteiem o comportamento sexual. A natureza de uma raça se sobrepõe a uma concepção social do que seriam estas experiências. E como isto se aplicaria com seres humanos?
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Somos diferentes dos outros animais pela nossa capacidade de raciocínio, o que nos permite aprender com mais facilidade o universo ao nosso redor. E ao mesmo tempo somos organismos tão parecidos, com o mesmo funcionamento, que qualquer analogia é cientificamente permitida e racionalmente aceita. Ao passar pela cultura que nos educa, algumas terminologias e modelos são transmitidos e ensinados, num sistema de produção de discursos que são abstraídos e tidos como verdades absolutas, assim como afirmava o filósofo Michel Foucault na sua obra História da Sexualidade.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Entre tais idéias e mitos, o entendimento sobre a sexualidade ainda é tratado como “opção”, como se ela funcionasse da mesma forma que um interruptor, que permite desligar qualquer desejo, qualquer instinto. Alguém com tendências masoquistas certamente optaria por viver sob a sombra do estigma e aceitar o preconceito que são vigentes em nossa sociedade.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Por outro lado, a idéia de “orientação” é uma forma de recusar o modelo de “opção”, considerando a sexualidade como independente da arbitrariedade do indivíduo. De fato, uma orientação tem início quando se impõem modelos. Comportamentos sexuais (hetero, homo, bi, entre outros) e comportamentos sociais (como no caso de ser másculo ou afeminado) são representações aprendidas. Então poderíamos pensar que existe uma orientação social acerca da “condição” sexual expressa em moldes, seguida de uma opção individual pelo qual se pretende desempenhar.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Tais códigos não se notam presentes apenas no sentido “mundo hetero” para “mundo gay”. Entre os próprios integrantes de um universo homossexual algumas dessas regras estão presentes, obedecendo a uma mesma lógica normativa. O segredo torna o desejo invisível, uma vez que o comportamento social é um fator que legitima o relacionamento e a segmentação de gays discretos e assumidos, num jogo recíproco que oscila entre o armário e a bandeira, quando “viver um desejo” se encontra com “assumir uma identidade”, principalmente em termos de movimentos sociais.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Situações como essa aparecem no momento em que se pensa: “sou gay, e agora?”. O público e o íntimo se (des)combinam em uma tempestade de interrogações que parece dominar a mente de quem se vê fora dos padrões que foram estabelecidos para si. O armário parece um lugar seguro, já que nas ruas pessoas são assassinadas pelo ódio a uma expressão da diversidade que na há como conter. Mas não se trata de definir um lugar delimitador da experiência sexual de alguém. Cada ser humano é capaz de se adaptar ao ambiente que considera com melhores condições para se viver.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Nem o armário, nem a rua, o lugar central para a vivência do desejo não se encontra num círculo fechado. Eles exprimem uma situação que é aprendida através do tempo, assim como a forma pela qual se lida com as diversas expressões ensinadas acerca da própria existência. O desejo afetivo ou sexual não precisa de modelos estabelecidos para ser vivido. Padrões de comportamento são todos flexíveis e acessórios, podem ser rompidos ou acionados sempre que se desejar, assim como as portas, paredes e muros dos segredos e tabus que tanto pressionam os olhares sobre a tão discutível sexualidade humana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6086537344439059539-5872804971662234935?l=www.jofagner.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~4/p7gJP2Wl554" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/5872804971662234935?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/5872804971662234935?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~3/p7gJP2Wl554/o-segredo-e-luz.html" title="O Segredo e a Luz" /><author><name>Jo Fagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02524391806376373555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="29" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-C-SqkV1ZUBE/Tdx_iZ-zA6I/AAAAAAAACME/tgAkF6sdvhM/s220/twytter2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-wtj4IORvAw4/TjHrR64JuWI/AAAAAAAACUc/u8Jqc7h9VMY/s72-c/Arm%25C3%25A1rio%2B%25282%2529.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.jofagner.com/2011/07/o-segredo-e-luz.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;Dk4MQ3c8fSp7ImA9WhdQF0o.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6086537344439059539.post-1570711241827492410</id><published>2011-07-22T15:18:00.000-07:00</published><updated>2011-08-19T10:29:42.975-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-19T10:29:42.975-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="DIVÃ" /><title>Escolha seu avatar</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://lh5.ggpht.com/_YkH31liTFFo/TKDB734ldhI/AAAAAAAABz0/ZcEniaxHNL0/015.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 424px; height: 256px;" src="http://lh5.ggpht.com/_YkH31liTFFo/TKDB734ldhI/AAAAAAAABz0/ZcEniaxHNL0/015.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Avatar&lt;/span&gt; é o filme que deu ao diretor canadense James Cameron, em 2010, três premiações do Oscar, o maior troféu da indústria cinematográfica: melhor fotografia, melhores efeitos visuais e melhor direção de arte. A obra é ambientada no futuro, no ano 2154, e retrata o conflito entre colonizadores humanos e nativos de outra galáxia pela exploração dos recursos naturais daquele planeta.  O título do filme faz referência a uma espécie de corpo criado e controlado pelos homens para interagir com os humanóides Na’vi de Pandora.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;No mundo dos vídeos games, “avatar” é o nome que se dá à imagem escolhida por alguém para participar de um jogo, quando os comandos controlados pelo jogador são obedecidos pelo personagem na tela. Na World Wide Web também podemos utilizar o mesmo termo para se referir às imagens de exibição que são utilizadas em comunicadores instantâneos e perfis de redes sociais para representar a presença virtual de alguém. As três situações utilizam a mesma figura para uma função: interagir, através de ilustrações estáticas ou animadas, com um universo físico ou virtual.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Mas até que ponto um avatar pode ser fiel à representação de uma pessoa? Numa geração em que se conhece mais sobre programas de manipulação de imagens do que técnicas eficazes de auto-realização, parece muito mais fácil clicar o botão de um mouse do que cultivar o engrandecimento pessoal através de pequenas atitudes cotidianas. Ilusionismo é a palavra de ordem de uma contemporaneidade que valoriza o superficial imperativo nas relações de uma época que adota o imediatismo como principal objeto de satisfação.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;As novas ferramentas de comunicação acentuam esse fenômeno. A fotografia passa por um processo de recorte e tratamento estético antes de ser utilizada numa conta de rede social, pois ela será responsável por atrair o interesse de novos usuários para aquele perfil. Não basta apenas ser visto, também é preciso tornar-se icônico, buscando um lugar único e especial em meio a tantos outros avatares.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;A questão não se trata em denunciar que a essência humana vem perdendo o seu valor. Ela apenas se adapta às novas referências que surgem para determinar lugares e alcançar sucesso nos relacionamentos pessoais. A valorização da aparência nunca perdeu seu lugar na espécie humana. Longe de ser algo universal, a beleza é aquele artefato criado ou realçado por alguém para atingir objetivos, seja no aspecto íntimo, comercial ou no campo das emoções. Se a imagem é um texto, a manipulação dela é um marca-texto, que chama a atenção para alguma parte daquela leitura.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Pode-se até dizer que um avatar muitas vezes não corresponde à pessoa real que a utiliza. Ao mesmo tempo, o sujeito é uma espécie complexa demais para ser definida através de uma imagem de dimensões, cores e texturas variáveis. O Photoshop e outros programas similares são apenas invenções que surgiram para afirmar o espaço do ego na sociedade. É possível conhecer alguém mais por uma imagem do que por horas de conversação. Basta um olhar treinado para perceber perfeições e correções daquilo que se julga belo ou artificial. O espelho às vezes pode revelar mais sobre quem vê do que aquele que está sendo observado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6086537344439059539-1570711241827492410?l=www.jofagner.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~4/FC26RF_vB4o" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/1570711241827492410?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/1570711241827492410?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~3/FC26RF_vB4o/escolha-seu-avatar.html" title="Escolha seu avatar" /><author><name>Jo Fagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02524391806376373555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="29" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-C-SqkV1ZUBE/Tdx_iZ-zA6I/AAAAAAAACME/tgAkF6sdvhM/s220/twytter2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh5.ggpht.com/_YkH31liTFFo/TKDB734ldhI/AAAAAAAABz0/ZcEniaxHNL0/s72-c/015.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.jofagner.com/2011/07/escolha-seu-avatar.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;Dk4MSXk6fyp7ImA9WhdQF0o.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6086537344439059539.post-1729505839696773691</id><published>2011-07-13T19:22:00.000-07:00</published><updated>2011-08-19T10:29:48.717-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-19T10:29:48.717-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="DIVÃ" /><title>Sintomas de a-mor</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_HnKm8ZtuZJ4/TOm4LxzNq2I/AAAAAAAAALo/bs5S9OjTyYk/s1600/4269720099_551f37e285_large.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 424px; height: 318px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_HnKm8ZtuZJ4/TOm4LxzNq2I/AAAAAAAAALo/bs5S9OjTyYk/s1600/4269720099_551f37e285_large.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;br /&gt;Para além das concepções humanas sobre o divino e aquilo que podemos julgar "natural", o que nos resta entender de um súbito momento em que sensações substituem as palavras e nos transparecem a impressão do momento mais mágico de nossas vidas? Paixões à primeira vista? Atrações de minuto? Ou então aquela coisa que nos atravessa o peito e se aloja em nosso cérebro até que esqueçamos de compreender, e a partir de onde nos entregamos e simplesmente vivemos tal emoção?
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Por que se o amor contemporâneo se reduz a um status de relacionamento em redes sociais ou a uma performance pública de envolvimento com outrem, como se chama então aquela virtude em que tais interesses não se unem à capacidade de sentir. É que às vezes ultrapassa o limite da carência que perambula pelos lábios de quem proclama definições de "amar", "se apaixonar" ou de "se levar" pelos olhos e palavras de outra pessoa. Trata-se mais de uma idealização, fruto de memórias e concepções aprendidas sobre o plano emocional que aquela vaga idéia de sentimento instintivo que é despertado sem explicação.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Em nossa sociedade, conhecemos o amor-moeda (que vem acompanhado de interesses comerciais, influenciados pelo status, onde também se inclui a carência como um elemento centralizador), o amor-carne (em que geralmente o corpo e o prazer se instituem como o leme da relação, guiando atitudes e demonstrações íntimas ou públicas de afetividade, quando existe) e o amor-puro (onde poderia se considerar o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Amor_plat%C3%B4nico"&gt;amor platônico&lt;/a&gt;, aquele que não se fudamenta em nenhum interesse, como no caso do amor de nossos pais). É instantânea qualquer uma dessas emoções, o difícil é identificar e aprender a conviver com a realidade do que se acontece com nosso imaginário.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Cazuza já cantava em suas letras "um amor inventado", como nas músicas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Exagerado&lt;/span&gt; (1985) e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Nosso Amor a Gente Inventa&lt;/span&gt; (1987). Como qualquer poeta romântico que extravasa suas percepções sobre o amor em suas canções, este artista entende o quão imaginada é a idéia que construímos acerca de uma emoção que anos mais tarde parece ser mais mercadoria do que aquele nobre sentimento cultuado por escritores e filósofos. Parece que o mundo se vestiu de novas memórias, e assim foi reinventado o que se reconhece enquanto formas de "amor".
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Nascemos, crescemos, reproduzimos e morremos: este é o nosso ciclo vital. E ainda no meio disso tudo somos educados que não se cresce sozinho e nem se reproduz como num milagre da Virgem Maria. Aprendemos que precisamos da companhia de outra pessoa, com quem assinamos um pacto de afetividade e sexo, e isso nos é imposto como uma regra de felicidade, sucesso no âmbito social e pessoal.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Idealizamos a pessoa ideal para preencher essa vaga através das nossas vivências e principalmente dos nossos segredos. De todas as imagens que viajam pelas nossas mentes, desde a nossa infância, uma série de construções acerca do que nos completa vai formando o perfil da pessoa que nos atrai. Às vezes se manifesta num corpo real, fixo, mas em outras atinge proporções que não conseguimos identificar em nossa natureza. E isso vai se descobrindo cotidianamente, através de erros e acertos, que são essenciais ao aprendizado de como conduzimos nossas próprias emoções.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Quando acreditamos que já vivemos tudo é porque ainda não vivemos nada. O amor é um ciclo que nunca se completa, está em constante transformação. Precisa passar por todas as memórias pessoais e sociais para se definir em nossas vidas, numa experiência ininterrupta. Amor é aquela virtude contada pela subjetividade de quem vive e sente, linhas de aprendizados culturais e histórias pessoais. Não existe fórmulas, prescrições nem previsões. O que se sabe apenas são idealizações, tais quais aquelas que imaginamos ao achar que estamos frente a frente com o que simplesmente julgamos como "amor".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6086537344439059539-1729505839696773691?l=www.jofagner.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~4/oX182Ey6LgA" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/1729505839696773691?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/1729505839696773691?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~3/oX182Ey6LgA/sintomas-de-mor.html" title="Sintomas de a-mor" /><author><name>Jo Fagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02524391806376373555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="29" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-C-SqkV1ZUBE/Tdx_iZ-zA6I/AAAAAAAACME/tgAkF6sdvhM/s220/twytter2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_HnKm8ZtuZJ4/TOm4LxzNq2I/AAAAAAAAALo/bs5S9OjTyYk/s72-c/4269720099_551f37e285_large.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.jofagner.com/2011/07/sintomas-de-mor.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEMCQ30_fyp7ImA9WhdaFkU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6086537344439059539.post-8802736470555357337</id><published>2011-06-22T11:25:00.000-07:00</published><updated>2011-10-26T20:34:22.347-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-26T20:34:22.347-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="notas" /><title>Resposta ao "Dia do Orgulho Hetero"</title><content type="html">Os discursos futurísticos estavam certos: "a tecnologia surgiu para revolucionar, e tornar-se também um instrumento de voz da população". Que o digam as redes sociais, que produzem conteúdo, interação e formação de opiniões e manifestações. O caso mais recente foi a transformação da hashtag &lt;a href="http://correiodobrasil.com.br/o-foramicarla-das-redes-as-ruas/251411/"&gt;#ForaMicarla&lt;/a&gt; num movimento que tomou as ruas de Natal em protesto contra a gestão da prefeita Micarla de Sousa (PV).
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Nesta quarta-feira, 22 de junho, o Twitter estava tomado por outro tipo de manifestação dos internautas. O Trending Topics Brasil, que classifica em ranking os assuntos mais comentados no microblog trazia como primeiro tema o "Orgulho Hetero", como mostra a figura:
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img 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alt="" /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Comentários de apoio e de ironia ocuparam a timeline de vários usuários brasileiros, fazendo referência a uma comemoração inventada pela população brasileira para fazer alusão a um "orgulho de ser heterossexual". É óbvio que liberdade de expressão não se questiona no momento em se levar qualquer assunto à discussão pública, já que vivemos em um país "democrático". O que intriga é justamente essa discussão: que sentido mora numa bandeira levantada por uma "parcela dominante da população"?
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Pergunto: quando foi que no Brasil se abriu um jornal ou ligou a TV para noticiar um assassinato ou qualquer tipo de agressão que tivesse sido motivada pela sexualidade hetero de alguém? Ou quando foi que a conquista de heterossexuais de casar ou adotar filho foi finalmente reconhecida pela justiça brasileira como um direito comum? E já se ouviu falar em casais hetero terem sofrido discriminação por demonstrações de afeto e amor pelo seu parceiro em locais públicos e fechados? Certamente essas manchetes nunca existiram. A máquina da sociedade é movida pelo modelo heterossexual, essa é a norma.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;O discurso que ocupa as redes nada mais se trata de um mecanismo de resistência desses moldes em frente aos diversos acontecimentos que tem sido notícia nos principais veículos de comunicação. O reconhecimento da entidade familiar homossexual conquistado através da aprovação da união civil entre gays no Brasil despertou a ira de religiosos, militares e outros conservadores, ignorantes por opção no que diz respeito à diversidade humana e à igualdade dos direitos a todos os que ocupam o mesmo espaço social.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Heteros e gays pagam as mesmas contas: água, luz, telefone, IPTU, IPVA, imposto de renda e quantos outros que forem determinados pelos órgãos governamentais. Os valores não são determinados pela condição sexual de ninguém, mas pelo uso dos serviços que são disponibilizados, que quando funcionam não apresentam garantia nenhuma de qualidade. E termina naquela famosa fórmula: "mesmos deveres, mesmos direitos". O discurso que sai do armário e invade as ruas no momento de se assumir "Orgulho Gay" é unicamente o de reivindicar cidadania, que é negada aos gays por não pertencerem ao modelo de sexualidade que é regra da sociedade.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Assinar um movimento intitulado como "Orgulho Hetero" parece uma oportunidade de zombar de todas as vítimas de assassinatos cruéis e covardes, cujos autores são monstros que encontram na violência a forma de querer exterminar a diferença e fazer prevalecer um modelo único de cidadão. É uma maneira de se impor a todas as pequenas conquistas alcançadas pela comunidade LGBT no país de determinar o atraso de uma nação que caminha assistindo a episódios bárbaros de homofobia assumida (estampada nas manchetes de assassinatos e episódios de discriminação contra os gays) e agora a atos de homofobia sutilmente declarada (ao  reforçar que o modelo hetero não será quebrado).
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Não se trata de uma guerra pra ver quem é o mais forte. É apenas o desejo de legitimidade que cada um dos milhões de brasileiros que compõe a sigla LGBT expressa quando se fala sobre "Orgulho Gay". Aos heterossexuais, apenas uma dica: pensem um pouco, troquem de lugar. Se mesmo a imaginação não funcionar, vale a pena ver este vídeo e pensar como tudo seria diferente, e aí sim, a homofobia disfarçada de orgulho talvez fizesse jus ao termo que está sendo utilizado nos seus passos de curupira:
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/U37Zhut1ylM" allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6086537344439059539-8802736470555357337?l=www.jofagner.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~4/XQw2HpQWhF4" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/8802736470555357337?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/8802736470555357337?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~3/XQw2HpQWhF4/resposta-ao-dia-do-orgulho-hetero.html" title="Resposta ao &quot;Dia do Orgulho Hetero&quot;" /><author><name>Jo Fagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02524391806376373555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="29" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-C-SqkV1ZUBE/Tdx_iZ-zA6I/AAAAAAAACME/tgAkF6sdvhM/s220/twytter2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/U37Zhut1ylM/default.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.jofagner.com/2011/06/resposta-ao-dia-do-orgulho-hetero.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkUHRnc4fSp7ImA9WhdaGEs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6086537344439059539.post-4488436557537065381</id><published>2011-06-06T15:28:00.000-07:00</published><updated>2011-10-28T20:50:37.935-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-28T20:50:37.935-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="gotas" /><title>Uma sessão de poesia</title><content type="html">&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Conversa no chat do Facebook&lt;/span&gt;: segunda-feira, 06 de junho de 2011 (19:12)
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="https://lh5.googleusercontent.com/-epWJpVSNOpY/Te1bq-8kUjI/AAAAAAAACNs/9kEO5tGYABc/blog.JPG" /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;(...)
&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;eu to bem e vc??
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;hmmmm&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;eu to aki viajando em coisas sem sentido&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;kkkkkkkkk&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;todo poeta eh meio louco&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;que tipo de coisas? uhauha
&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;ah vc é poeta então... rs
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;hmmmm&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;pois eh&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;nasci com esse problema de fabricação&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;nao é um problema..
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;eu acho&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;queria ser como os outros&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;que a unica sensibilidade que tem eh a cabeça do pau&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;kkkk&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;hahahaha
&lt;br /&gt;eu n to nesses outros
&lt;br /&gt;e onde ta a sensibilidade dos poetas?
&lt;br /&gt;no coração ou no cerebro?
&lt;br /&gt;haha
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;no coração&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;infelizmente&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;o poeta eh menos racional&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;prefere se envolver nas linhas tortas de quaisquer batimentos&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;do que pensar nos destinos da alma e do corpo&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;é, sao mais verdadeiros pelo menos.. rsrs
&lt;br /&gt;sou do tipo q os sentimentos estao no cérebro.. rs n qria ser tao racional assim...
&lt;br /&gt;rs
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;é&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;vc acha que vale a pena ser verdadeiro?&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;vivendo num mundo de aparencias?&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;sim, desconheço grandes poetas q foram falsos com sua realidade...
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;vc acha que a poesia eh falsa?&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;nao, eu n disse isso
&lt;br /&gt;falei q desconheço poetas q foram falsos... consequentemente as poesias n sao falsas... tem mt verdade, mt sentimento ali
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left; color: rgb(255, 102, 102);"&gt;mas entao
&lt;br /&gt;vc acha que as poesias valeram a pena?
&lt;br /&gt;desconheço algum verso que eu tenha escrito
&lt;br /&gt;que olhe sempre e diga
&lt;br /&gt;"vivi e gostei"
&lt;br /&gt;sao mais fragmentos de breves instantes de dor e prazer
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;sim, valem a pena... tipo, cada poeta tira sua inspiração de um ponto, né.. dor, alegria, solidao e etc... se talvez aquilo q nao foi tão bom p autor, mas pra quem lê, vê e se identifica, acaba vendo alguém q o entende e que passa ou passou pela msm situação.. de uma certa forma ate conforta o leitor, ne? enfim, n sei mt sobre essas coisas, mas eu tenho um pouco de noção, sei la.. hahaha.. imagino como seja...
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left; color: rgb(255, 102, 102);"&gt;é
&lt;br /&gt;isso so constata o que eu penso sobre os poetas
&lt;br /&gt;nao nasceram pra amar, admirar o belo
&lt;br /&gt;apenas para ver os amados, e ser admirado por isso
&lt;br /&gt;como se fossem super herois
&lt;br /&gt;mas sao apenas de carne e osso
&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;(...)&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;*As minhas falas são os textos marcados com a letra colorida
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Poema:&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;"Aquele Beijo", Jo Fagner, em &lt;a href="http://umcoracaovagabundo.blogspot.com/2011/06/fico-assim-meio-sem-rumo-no-canto-em.html"&gt;Segredos de Liquidificador&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6086537344439059539-4488436557537065381?l=www.jofagner.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~4/NcStUrYeLRw" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/4488436557537065381?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/4488436557537065381?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~3/NcStUrYeLRw/conversa-no-chat-do-facebook-segunda.html" title="Uma sessão de poesia" /><author><name>Jo Fagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02524391806376373555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="29" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-C-SqkV1ZUBE/Tdx_iZ-zA6I/AAAAAAAACME/tgAkF6sdvhM/s220/twytter2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://lh5.googleusercontent.com/-epWJpVSNOpY/Te1bq-8kUjI/AAAAAAAACNs/9kEO5tGYABc/s72-c/blog.JPG" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.jofagner.com/2011/06/conversa-no-chat-do-facebook-segunda.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0cBSXY5eSp7ImA9WhdQF0o.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6086537344439059539.post-4568608092109914655</id><published>2011-06-01T05:54:00.000-07:00</published><updated>2011-08-19T10:30:58.821-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-19T10:30:58.821-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="O BEIJO" /><title>Caos e mais caos: Rio Greve do Norte em cena</title><content type="html">Qualquer que seja o destino, caminhar por Natal nos rende cenas como essa:&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-ev3weJbOtts/Th9Z5eUNPvI/AAAAAAAACQo/EPzCMVUpxQI/uern2.png" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 450px; height: 338px;" src="https://lh6.googleusercontent.com/-ev3weJbOtts/Th9Z5eUNPvI/AAAAAAAACQo/EPzCMVUpxQI/uern2.png" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;br /&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-yW-BWlA1ZJU/Th9Z52jWPHI/AAAAAAAACQs/B3i8dwRl4v0/uern1.png" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 450px; height: 338px;" src="https://lh5.googleusercontent.com/-yW-BWlA1ZJU/Th9Z52jWPHI/AAAAAAAACQs/B3i8dwRl4v0/uern1.png" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Voltando pra casa eu pude presenciar essa cena: estudantes da UERN com aulas paralisadas ocupando uma faixa de pedestre em frente ao prédio da universidade, reclamando e pedindo melhorias na situação atual. Na faixa estava escrito: "Você conhece a UERN? A Governadora Não!". E não para por aí: gritos de guerra denunciavam o descaso com a educação, inclusive pelo fato da universidade estar instalada em prédio alugado, onde funcionava antigamente o Neópolis Shopping. Os estudantes manifestaram sua indignação, chegando até mesmo a fechar a Avenida Ayrton Senna.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;Fiz esse vídeo para mostrar o momento do protesto:
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/pcpmZ6dhr1c" allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;E assim fico pensando... O RN é tratado no Twitter pela hashtag &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;#RioGrevedoNorte&lt;/span&gt;, os políticos atuais retratados nas figuras da prefeita Micarla de Sousa e da governadora Rosalba Ciarlini promoveram campanhas ricas em Photoshop para assumir e ensinar passo a passo como se gera uma situação de caos. É esse o estado que queremos?
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Ir às ruas, gritar, chamar a atenção do país, e tudo parece muito radical. Na verdade, radical mesmo é a atitude de descaso que nossos governantes estão tendo com a população que os elegeu e garantiu, todo final de mês, um salário generoso no bolso de prefeita, senadores, governadores e deputados, enquanto as classes que realmente fazem o Brasil acontecer estão sofrendo com péssimas condições de trabalho e salários miseráveis. E quem sofre o efeito disso tudo? Estudantes (como os da UERN) e toda a população que querem apenas viver dignamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6086537344439059539-4568608092109914655?l=www.jofagner.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~4/GHjN1lsp5R0" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/4568608092109914655?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/4568608092109914655?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~3/GHjN1lsp5R0/caos-e-mais-caos-riogrevedonorte-em.html" title="Caos e mais caos: Rio Greve do Norte em cena" /><author><name>Jo Fagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02524391806376373555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="29" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-C-SqkV1ZUBE/Tdx_iZ-zA6I/AAAAAAAACME/tgAkF6sdvhM/s220/twytter2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://lh6.googleusercontent.com/-ev3weJbOtts/Th9Z5eUNPvI/AAAAAAAACQo/EPzCMVUpxQI/s72-c/uern2.png" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.jofagner.com/2011/06/caos-e-mais-caos-riogrevedonorte-em.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkUFRn09fSp7ImA9WhdaGEs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6086537344439059539.post-6462932611988706848</id><published>2011-05-29T10:22:00.000-07:00</published><updated>2011-10-28T20:50:17.365-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-28T20:50:17.365-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="notas" /><title>#LUTO - Até quando, Dilma?</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Mkd7y1OjBT8/TFs7m6xcJJI/AAAAAAAAAq0/3e0ExuCGW00/s1600/rosa_luto.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 450px; height: 336px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Mkd7y1OjBT8/TFs7m6xcJJI/AAAAAAAAAq0/3e0ExuCGW00/s1600/rosa_luto.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;br /&gt;Um domingo normal, um dia normal e recebo uma notícia que parece a cada dia mais normal em nossa sociedade. O jovem &lt;a href="http://www.facebook.com/kastock"&gt;Ká Stock&lt;/a&gt; foi encontrado morto, vítima de um brutal assassinato na cidade de Natal. E de onde vem todo esse ódio aos gays? E que direito esses "seres humanos" tem de tirar a vida de outra pessoa? Por que os gays incomodam tanto a esse tipo de gente?
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Gostaria de registrar aqui também o meu incômodo, mas não diante apenas deste fato lamentável e covarde, que mancha qualquer motivação em dizer que sou brasileiro. Estou incomodado principalmente diante desta situação que o país ignora. Enquanto milhões de evangélicos usam o seu "Deus" pra justificar a mediocridade em não aceitar a diversidade e negar os direitos aos gays, o "diabo" se manifesta da forma mais cruel possível, tirando vidas e deixando famílias e amigos desamparados pela dor da perda de alguém querido.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;E onde estão os governantes, que deveriam colocar ordem no país? Foi por esse Brasil que depositamos votos de confiança em presidentes, senadores e deputados? Ao invés de combater, a presidente Dilma prefere vetar os projetos que ajudariam a sociedade a aprender o sinônimo de respeito às diversidades sexuais, sob o discurso de "não fazer propaganda de opção sexual". Mas que opção, presidente? A única opção que aparece aqui é a de fechar os olhos e virar a cara pra essas barbaridades que acontecem diariamente em nosso país. Sinceramente, esse não foi o Brasil que eu escolhi.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Estou de luto, mas não apenas por uma pessoa. Estou de luto por uma classe que tem seus direitos mortos e a garantia de viver livre nessa sociedade ridiculamente homofóbica, preconceituosa, racista e hipócrita, já que não tem moral nem para olhar para os podres que guarda debaixo do tapete.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;À família e amigos do jovem, meus sinceros pêsames e que Deus ajude a encontrar conforto pra essa hora tão difícil.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;######ATUALIZANDO&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="width: 420px; height: 314px;" src="http://a1.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/223285_1908859571730_1549063619_32002254_5152658_n.jpg" /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;De acordo com informações oficiais fornecidas pela equipe de reportagem da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;InterTV&lt;/span&gt; e por um amigo pessoal de Caio Lhennysson da Silva (Ká Stock), o corpo do jovem de 18 anos foi encontrado hoje (29) pela parte da manhã em uma granja próxima a São Gonçalo do Amarante. O jovem estava voltando pra casa por volta da meia noite de uma festa com amigos, quando deixou-os em casa e saiu caminhando até sua residência. De acordo com amigo da vítima que testemunhou quando o corpo foi encontrado, sinais de estrangulamento, estupro e esfaqueamento estavam no local, além de ter tido os dentes quebrados e de ser encontrado com a boca cheia de terra, e sem roupa íntima. Depois desse crime bárbaro, só me resta perguntar: "e aí? Quantas vidas mais serão sacrificadas pra que nossos governantes aprendam que nenhum coração de mãe precisa passar pela cena de encontrar seu filho morto desta forma? Quando eles irão aprender que a única 'opção' que está em jogo é a de punir ou ignorar o fato de que nossa sociedade precisa de códigos de lei para punir esse tipo de atitude?". Deu pra entender o recado agora?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6086537344439059539-6462932611988706848?l=www.jofagner.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~4/AFcoYDYIW3E" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/6462932611988706848?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/6462932611988706848?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~3/AFcoYDYIW3E/luto-ate-quando-dilma.html" title="#LUTO - Até quando, Dilma?" /><author><name>Jo Fagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02524391806376373555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="29" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-C-SqkV1ZUBE/Tdx_iZ-zA6I/AAAAAAAACME/tgAkF6sdvhM/s220/twytter2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_Mkd7y1OjBT8/TFs7m6xcJJI/AAAAAAAAAq0/3e0ExuCGW00/s72-c/rosa_luto.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.jofagner.com/2011/05/luto-ate-quando-dilma.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DE4NSXw-eip7ImA9WhdbGEg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6086537344439059539.post-1587884181690897162</id><published>2011-05-28T07:43:00.000-07:00</published><updated>2011-10-17T06:09:58.252-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-17T06:09:58.252-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="livros" /><title>Como Nasce um Poeta - O Livro</title><content type="html">&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-evvT_cMjG94/Tk6yjHVt6pI/AAAAAAAACY0/gs1W8t-VImA/s1600/livro.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 390px; height: 274px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-evvT_cMjG94/Tk6yjHVt6pI/AAAAAAAACY0/gs1W8t-VImA/s400/livro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5642643699477113490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Após vários anos engavetado, o meu primeiro livro resolveu "sair do armário" e ganhar público. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como Nasce um Poeta&lt;/span&gt; reúne os textos que escrevi durante toda a minha adolescência até alguns dias mais atuais. A obra reúne poemas e poesias de temas diversos, das inspirações mais sutis até as mais loucas. Resolvi disponibilizar essa versão digital para que vocês possam ler em seu computador e viajar pela minha biografia poética. Boa leitura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Instruções:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para visualizar melhor, passe o mouse sobre o livro e clique em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;View in Fullscreen&lt;/span&gt;;&lt;br /&gt;- Ao abrir o livro, clique nas setas laterais para passar as páginas;&lt;br /&gt;- Para aumentar a visualização, clique na tela para dar zoom na página.&lt;br /&gt;- Para sair do modo de visualização, clique em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Esc&lt;/span&gt; no seu teclado, ou em "X" na barra de navegação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;div&gt;&lt;object style="width:450px;height:320px"&gt;&lt;param name="movie" value="http://static.issuu.com/webembed/viewers/style1/v1/IssuuViewer.swf?mode=embed&amp;amp;layout=http%3A%2F%2Fskin.issuu.com%2Fv%2Flight%2Flayout.xml&amp;amp;showFlipBtn=true&amp;amp;documentId=110528143940-36a2b1378f624f5ca8190a5b428756a2&amp;amp;docName=jo_fagner_-_como_nasce_um_poeta&amp;amp;username=jofagner&amp;amp;loadingInfoText=Como%20Nasce%20um%20Poeta&amp;amp;et=1306594077941&amp;amp;er=17"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="menu" value="false"&gt;&lt;embed src="http://static.issuu.com/webembed/viewers/style1/v1/IssuuViewer.swf" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" menu="false" style="width:450px;height:320px" flashvars="mode=embed&amp;amp;layout=http%3A%2F%2Fskin.issuu.com%2Fv%2Flight%2Flayout.xml&amp;amp;showFlipBtn=true&amp;amp;documentId=110528143940-36a2b1378f624f5ca8190a5b428756a2&amp;amp;docName=jo_fagner_-_como_nasce_um_poeta&amp;amp;username=jofagner&amp;amp;loadingInfoText=Como%20Nasce%20um%20Poeta&amp;amp;et=1306594077941&amp;amp;er=17"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;span&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/"&gt;&lt;img alt="Licença Creative Commons" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/88x31.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A obra &lt;span dct="http://purl.org/dc/terms/" href="http://purl.org/dc/dcmitype/Text" property="dct:title" rel="dct:type"&gt;"Como Nasce um Poeta"&lt;/span&gt; de &lt;span cc="http://creativecommons.org/ns#" property="cc:attributionName"&gt;Jo Fagner&lt;/span&gt; foi licenciada com uma Licença &lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/"&gt;Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6086537344439059539-1587884181690897162?l=www.jofagner.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~4/idg4jdr9mA4" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/1587884181690897162?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/1587884181690897162?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~3/idg4jdr9mA4/como-nasce-um-poeta-o-livro.html" title="Como Nasce um Poeta - O Livro" /><author><name>Jo Fagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02524391806376373555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="29" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-C-SqkV1ZUBE/Tdx_iZ-zA6I/AAAAAAAACME/tgAkF6sdvhM/s220/twytter2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-evvT_cMjG94/Tk6yjHVt6pI/AAAAAAAACY0/gs1W8t-VImA/s72-c/livro.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.jofagner.com/2011/05/como-nasce-um-poeta-o-livro.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0cDSXgyeip7ImA9WhdQF0o.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6086537344439059539.post-990453395080952312</id><published>2011-05-23T15:44:00.000-07:00</published><updated>2011-08-19T10:31:18.692-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-19T10:31:18.692-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="O BEIJO" /><title>O vôo da borboleta</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://cache02.stormap.sapo.pt/fotostore02/fotos//c8/1d/73/26417_0016ht8c.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 397px;" src="http://cache02.stormap.sapo.pt/fotostore02/fotos//c8/1d/73/26417_0016ht8c.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;br /&gt;O ano era 2008. A TV mostrava um discurso verde que usava a natureza como sinônimo de esperança. Uma figura simpática de rosto jovem e voz suave dizia que era tempo de mudança. A tal borboleta que aparecia nos comerciais e andava pelas ruas só falava em florescer o bem, o progresso e o bem-estar. Tanta gente viu, tanta gente acreditou. E no final a cidade comprou. Porque no fundo todos queriam viver dias melhores.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Sentar na cadeira principal da cidade fez a borboleta abrir as asas. Pouco a pouco todos os habitantes do lugar puderam ver, sentir e ouvir quem era aquele inseto. Ver os fatos que todos os dias estampavam capas de jornais e noticiários. Sentir na pele os efeitos de cada gesto daquela administração. E ouvir, nada mais que ouvir, as justificativas tão mal elaboradas quanto cantadas de pedreiro para explicar as sucessivas situações de caos.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Greves, atrasos, destruição: e dá pra resumir em alguma palavra os danos que a borboleta vem causando à beleza natural da cidade? Realmente não. Nos parece que pagamos por uma imagem e compramos outra, coisa de Photoshop de período eleitoral. O preço da borboleta foi barato, uma conquista de primeiro turno, resolvida em poucos meses de campanha. Mas quando a encomenda chegou, o (in)esperado se revelou: na embalagem veio um besouro maligno, uma praga com quatro anos de duração agindo sobre a tão bela paisagem natalense.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Apertem os cintos! O caos chegou. E tem sido assim. E o Brasil inteiro tem visto. Até buraco foi matéria nacional. E podemos encontrar outra definição pra ilustrar a gestão na cidade? BURACO - no pagamento das contas públicas, nas ruas mal cuidadas, e principalmente o maior: na qualidade de vida de quem paga os impostos e tem o direito de exigir um bom lugar pra viver. Até a meteorologia se revoltou. Talvez os deuses também estejam indignados com a situação e mandem uma mensagem: "Natal precisa viver novamente seus tranquilos dias de sol".
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Enquanto a borboleta se apresenta vestindo grife "Chaos&amp;amp;Therror", inspirada nos grandes sucessos de terror que provavelmente deve ter assistido em sua infância, as pessoas precisam ter consciência que esse é o momento exato pra sair da greve da cidadania. Ir às ruas, mostrar a instisfação e mandar a atual prefeita Micarla de Sousa de volta para os joguinhos de Facebook, onde ela pode construir e destruir cidades sem afetar a vida real.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;OUÇA e BAIXE a trilha sonora dessa história:
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img style="visibility:hidden;width:0px;height:0px;" src="http://c.gigcount.com/wildfire/IMP/CXNID=2000002.0NXC/bT*xJmx*PTEzMDYxOTA5NDAzNDgmcHQ9MTMwNjE5MDk*NTY3NCZwPTE4NTM5MSZkPSZnPTImbz1mMGY3ZmI2ODE5N2M*NjdkODFj/Y2I3ODlmOWFjYTFhYyZvZj*w.gif" width="0" border="0" height="0" /&gt;&lt;embed flashvars="song_id=136951&amp;amp;gig_lt=1306190940348&amp;amp;gig_pt=1306190945674&amp;amp;gig_g=2" src="http://www.muziboo.com/swf/new_embed_player.swf" width="345" height="80"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6086537344439059539-990453395080952312?l=www.jofagner.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~4/1KBbg8oqtgE" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/990453395080952312?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/990453395080952312?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~3/1KBbg8oqtgE/o-voo-da-borboleta.html" title="O vôo da borboleta" /><author><name>Jo Fagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02524391806376373555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="29" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-C-SqkV1ZUBE/Tdx_iZ-zA6I/AAAAAAAACME/tgAkF6sdvhM/s220/twytter2.jpg" /></author><feedburner:origLink>http://www.jofagner.com/2011/05/o-voo-da-borboleta.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0cMRH05fSp7ImA9WhdQF0o.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6086537344439059539.post-8847206129560336030</id><published>2011-05-07T18:07:00.000-07:00</published><updated>2011-08-19T10:31:25.325-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-19T10:31:25.325-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="DIVÃ" /><title>No espelho da futilidade</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://jardimdosencontros.zip.net/images/libelula.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 263px;" src="http://jardimdosencontros.zip.net/images/libelula.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;br /&gt;Madonnistas, Gagaístas, Britneymaníacos, quem nunca ouviu o mesmo refrão repetido pelas bocas que ocupam os pedestais imaginários que te olha dos pés à cabeça e declaram: "você é fútil!". Ler uma revista de fofoca, ouvir uma música de alguma estrela pop ou assistir aquele enlatado televisivo parece significar falta de cultura ou de bom gosto em alguém. Basta dizer "gosto disso ou daquilo" que pedras e alfinetes disparam pelo julgamento de línguas &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Egocentrismo"&gt;egocêntricas&lt;/a&gt; no intuito de afirmar: "você não tem conteúdo". E o que significa, então, esse "ter um conteúdo" nos dias atuais?
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;O mundo se baseia em "conteúdo" para separar os fúteis dos não-fúteis numa linha imaginária desenhada num território tão fictício quanto a crença de se ter mais cultura que outra pessoa. Perguntando ao popular e companheiro de todas as horas &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dicion%C3%A1rio_Aur%C3%A9lio"&gt;Aurélio&lt;/a&gt;, ele nos fala que fútil é:
&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);" id="D_N_CG"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fú.til:&lt;/span&gt; Adjetivo de dois gêneros. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);" id="D_N_DEF2"&gt;&lt;span id="D_BR"&gt;&lt;/span&gt;1.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);" id="D_DEF"&gt;Sem valor, importância ou utilidade;  insignificante, vão.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);" id="D_N_DEF2"&gt;&lt;span id="D_BR"&gt; &lt;/span&gt;2.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);" id="D_DEF"&gt;Que só se preocupa com coisas menos  importantes, superficiais.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);" id="D_N_DEF2"&gt;&lt;span id="D_BR"&gt; &lt;/span&gt;3.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);" id="D_DEF"&gt;Próprio ou característico de pessoa  fútil (2). &lt;span id="D_ACH"&gt;[Sin. ger.: &lt;i&gt;frívolo&lt;/i&gt;. Pl.:  &lt;i&gt;–teis&lt;/i&gt;.]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;br /&gt;Já era de se imaginar. Ao atribuir o conceito de fútil a alguma pessoa estamos, na verdade, incluindo nessa palavra uma carga de valores pessoais ou de grupo. Nomeamos de futilidade tudo aquilo que não nos representa utilidade nem interesse. Sendo assim, estamos nos baseando em nossas próprias experiências pessoais para identificar em outro indivíduo características que não nos oferece importância. Já deu pra perceber a questão?
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;O grande problema é que muitas pessoas universalizam demais esse termo e o aplicam para afirmar, em entrelinhas, de um padrão único de interesses que deve ser compartilhado por todos. Falar de moda, seriados ou música é fútil porque não correspondem a esse padrão. E assim abrem-se as cortinas do palco para que o ego/&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Etnocentrismo"&gt;etnocentrismo&lt;/a&gt; entre em cena e faça seu show. Cada ser humano não possui o direito de eleger o que considera importante para si? Tais preferências não se constróem através de trajetórias individuais?&lt;span style="display: block;" id="formatbar_Buttons"&gt;&lt;span onmouseover="ButtonHoverOn(this);" onmouseout="ButtonHoverOff(this);" onmouseup="" onmousedown="CheckFormatting(event);FormatbarButton('richeditorframe', this, 8);ButtonMouseDown(this);" class=" down" style="display: block;" id="formatbar_CreateLink" title="Link"&gt;&lt;img src="http://www.blogger.com/img/blank.gif" alt="Link" class="gl_link" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;Critica-se bastante quem vive de aparências, mas ao julgar alguém como fútil talvez estejamos adquirindo uma performance também. Afinal, a partir do momento em que apontamos o dedo para atribuir esse valor, também podemos estar nos posicionando em um status de superioridade sobre essa pessoa. Porque a corrida do século é marcada pela vaidade: de valores, materialidades e conceitos.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Moda é o prazer que paga as contas de muitos estilistas. Música pop é o que alimenta empregos de dançarinos, cantores e performistas em várias partes do planeta. Revistas de fofoca tiram jornalistas e outros profissionais do desemprego, além de ocupar horas vagas cidadãos comuns. Por que julgar essas atividades como futilidade? Pelo simples fato de não estar no foco do olhar de quem se julga "dono do conhecimento científico"? Se há ciência até no andar de uma formiga, quanto mais nas indústrias que movimentam a economia e a opinião pública das sociedades.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;"Futilidade", ao meu ver, apenas reside em uma atitude: a de ignorar a diversidade de estilos e opiniões individuais que acompanha o acelerado crescimento humano, econômico e social que o mundo globalizado nos apresenta. E até mesmo para aquilo que não me interessa, lembro de uma frase que li, &lt;a href="http://books.google.com.br/books?id=HWIEAAAAMBAJ&amp;amp;pg=PT101&amp;amp;lpg=PT101&amp;amp;dq=n%C3%A3o+h%C3%A1+vida+saud%C3%A1vel+nader&amp;amp;source=bl&amp;amp;ots=c4cnKUUEEG&amp;amp;sig=G_oF2C_8Dif_OdK5NGS3n83xUTs&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;ei=6PTFTZ-hLOHx0gGSvpWQCA&amp;amp;sa=X&amp;amp;oi=book_result&amp;amp;ct=result&amp;amp;resnum=2&amp;amp;ved=0CB4Q6AEwAQ#v=onepage&amp;amp;q=n%C3%A3o%20h%C3%A1%20vida%20saud%C3%A1vel%20nader&amp;amp;f=false"&gt;citada pelo videoartista Carlos Nader&lt;/a&gt;: "não há vida saudável sem uma dose de futilidade". E tudo que é fútil é passível de uma experiência, onde qualquer pré-conceito pode ser desfeito e traduzido em um novo olhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6086537344439059539-8847206129560336030?l=www.jofagner.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~4/xsTAAklceFg" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/8847206129560336030?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/8847206129560336030?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~3/xsTAAklceFg/o-avesso-da-futilidade.html" title="No espelho da futilidade" /><author><name>Jo Fagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02524391806376373555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="29" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-C-SqkV1ZUBE/Tdx_iZ-zA6I/AAAAAAAACME/tgAkF6sdvhM/s220/twytter2.jpg" /></author><feedburner:origLink>http://www.jofagner.com/2011/05/o-avesso-da-futilidade.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0cNQH86cSp7ImA9WhdQF0o.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6086537344439059539.post-4611708325808292975</id><published>2011-04-03T18:58:00.000-07:00</published><updated>2011-08-19T10:31:31.119-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-19T10:31:31.119-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="DIVÃ" /><title>Ímãs humanos</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_w_0r_qvoPKI/S3QjmLcfpxI/AAAAAAAAAQw/8AgAmHe4K-U/s320/atra%C3%A7%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_w_0r_qvoPKI/S3QjmLcfpxI/AAAAAAAAAQw/8AgAmHe4K-U/s320/atra%C3%A7%C3%A3o.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;br /&gt;Quando duas almas se encontram algo de especial pode acontecer. Os olhares dançam, as mãos suam, a garganta seca, e eis que uma chama começa a dominar o corpo. A essa estranha sensação muitos costumam dar uma variedade infinita de nomes: paixão à primeira vista, amor à primeira vista, tesão à primeira vista, ou uma cama na próxima porta aberta que encontrar. E como explicar o fogo que acontece e invade o corpo sem dizer quando vai sair?
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;A Física explica como atração. É o que ocorre quando duas partículas magnetizadas se encontram, se unem com uma força inexplicável. Nos sentimos atraídos porque nossas cargas estavam numa polaridade específica àquela determinada partícula outra. E somos seres humanos com diversos tipos de cargas diferentes, o que vai justificar os tipos de atração que irão acontecer. Costumo classificar as principais:
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;1. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Atração física&lt;/span&gt;: quando a imagem da pessoa desperta o desejo de estar junto, abraçado, misturado;
&lt;br /&gt;2. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Atração sexual&lt;/span&gt; (química): quando o corpo (ou partes) da pessoa desperta o desejo da troca de fluídos;
&lt;br /&gt;3. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Atração gramatical&lt;/span&gt; (afetiva): quando a fala desperta o desejo de conversar, olhar, eternizar-se em linguagens;
&lt;br /&gt;4. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Atração matemática&lt;/span&gt;: quando o desafio desperta o desejo de conquista, de ultrapassar barreiras e resolver problemas.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Enfim, eu sei que existem outras combinações possíveis e outras formas de atração, mas nessas que citei é que presencio bastante quando a carência momentânea aproxima os corpos, as respirações e as almas, deixando-as num estado de êxtase e confundindo várias idéias. Enfim, o que acontece é atração. Pura atração, que pode morrer ou se alimentar ainda mais das outras cargas que vão sumindo ou aparecendo no decorrer das horas. Mas quando todas elas se encontram ao mesmo tempo...
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Uma simples atração pode se transformar numa paixão avassaladora ou amor tranquilo. São letras de música, coreografias humanas ou fenômenos de um mundo físico, movido ao combustível das sensações produzidas nas interações entre as pessoas. Aliás, se fosse realmente para viver apenas pra nós mesmos, não haveria necessidade de se viver em sociedade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6086537344439059539-4611708325808292975?l=www.jofagner.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~4/T1J-98sp5Wk" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/4611708325808292975?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/4611708325808292975?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~3/T1J-98sp5Wk/imas-humanos.html" title="Ímãs humanos" /><author><name>Jo Fagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02524391806376373555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="29" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-C-SqkV1ZUBE/Tdx_iZ-zA6I/AAAAAAAACME/tgAkF6sdvhM/s220/twytter2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_w_0r_qvoPKI/S3QjmLcfpxI/AAAAAAAAAQw/8AgAmHe4K-U/s72-c/atra%C3%A7%C3%A3o.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.jofagner.com/2011/04/imas-humanos.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0YGQngzeSp7ImA9WhdQF0o.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6086537344439059539.post-5534003575056864571</id><published>2011-03-24T13:48:00.000-07:00</published><updated>2011-08-19T10:32:03.681-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-19T10:32:03.681-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="closet" /><title>Os novos caça-níqueis da televisão brasileira</title><content type="html">Não é de hoje que a teledramaturgia trabalha com personagens  estereotipados e histórias engraçadas para representar o gay em  telenovelas, seriados e programas. Do cabeleireiro ao estilistas, "bibas", "bonecas" e "barbies" foram envolvidas em histórias cômicas e enredos que arrancaram gargalhadas do telespectador. Mas isso foi na época em que as Paradas de Orgulho Gay ainda nem chamavam tanto a atenção quanto hoje. Será?
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Que o digam as câmeras e máquinas de edição do tão consagrado reality show da TV brasileira ao explorar as cenas mais afeminadas e escandalosas da dupla Dicesar e Serginho em 2010 e a criação de pseudo-narrativas de amor entre "heteros" duvidosos mais uma enxurrada sequências de imagens de bichas, trans e mais veados na edição de 2011 do Big Brother Brasil. Não se trata de questionar o porquê da participação destes personagens, mas de pensar no olhar como eles são representados e jogados à fúria das votações do público brasileiro no processo de formação da opinião pública.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Como num sistema de cotas, as novelas passaram a lotar suas narrativas com personagens gays para todos os estilos, ao mesmo tempo em que games de televisão fazem brincadeiras e programas especiais deixandoa tela cada vez mais colorida. E assim, sob a justificativa de educar a população acerca da diversidade sexual, a bandeira do arco-íris chega aos mais diversos lares do Brasil através de cenas e fechações escandalosas (ou não). Mas seriam estes programas "para os gays" ou "sobre os gays"?
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;A TV erra em termos de linguagem e formato. Se é para educar o olhar da sociedade, porque não tratar de histórias cotidianas ao invés de explorar o ridículo? A história que tratou o tema da homossexualidade com mais naturalidade até agora foi &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ti Ti Ti&lt;/span&gt;, que mostrou o romance &lt;span style="font-style: italic;"&gt;à la Shelter&lt;/span&gt; entre Julinho e Thales, mas mesmo assim os personagens caricatas persistiram e quase ofuscaram a cena dos dois. Seria essa a forma de falar sobre os gays?
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;E o que dizer do tabu do beijo? Se as pessoas estão tão preparadas para ver cenas de sexo hetero e explícito no meio das ruas, cenas de tortura e assassinato e corrupção de políticos ladrões, então qual seria o mal em se assistir demonstrações de carinho, afeto e amor entre duas pessoas do mesmo sexo na televisão? Será que o amor possui menos valor na sociedade que todas essas outras coisas que ela está tão habituada em mostrar?
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Aos poucos, as outras emissoras vão entrando nessa espécie de agendamento de exploração da homossexualidade nas telinhas, e os personagens vão ganhando cada vez mais frescurinhas e estereótipos. Sob a forma de caricatura, os temas gays vão deixando de ser tratados com seriedade para se transformar em espetáculos circenses, onde a graça é o fio condutor da tão aclamada "educação para a diversidade sexual humana". E de quem é a culpa? Do autor que escreve a cena ou das pessoas que vão às ruas inspirar esses autores?
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Acredito que o poder está nas mãos e no controle remoto de cada um. O pior é saber que ao mesmo tempo em que se existe crítica a fim de protestar contra o consumo acelerado desses esteréotipos, ainda persistem aqueles que nutrem a exploração de imagens ridículas, caricatas e ultrapassadas de pessoas que, na maioria das vezes encontram-se em seus próprios lares, esperando apenas informação e oportunidade para viverem sua sexualidade da forma mais natural possível. É a lei da vida, não da televisão.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bHYZwCBj-Yo/TUMY5WH5b3I/AAAAAAAAA2M/j3_Do6OkRPw/s400/mcgovern01x390.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 219px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_bHYZwCBj-Yo/TUMY5WH5b3I/AAAAAAAAA2M/j3_Do6OkRPw/s400/mcgovern01x390.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6086537344439059539-5534003575056864571?l=www.jofagner.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~4/UfV8K-dCJDQ" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/5534003575056864571?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/5534003575056864571?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~3/UfV8K-dCJDQ/os-novos-caca-niqueis-da-televisao.html" title="Os novos caça-níqueis da televisão brasileira" /><author><name>Jo Fagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02524391806376373555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="29" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-C-SqkV1ZUBE/Tdx_iZ-zA6I/AAAAAAAACME/tgAkF6sdvhM/s220/twytter2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_bHYZwCBj-Yo/TUMY5WH5b3I/AAAAAAAAA2M/j3_Do6OkRPw/s72-c/mcgovern01x390.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.jofagner.com/2011/03/os-novos-caca-niqueis-da-televisao.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0YGSH8yeSp7ImA9WhdQF0o.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6086537344439059539.post-883466059103230317</id><published>2011-01-22T19:01:00.001-08:00</published><updated>2011-08-19T10:32:09.191-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-19T10:32:09.191-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="DIVÃ" /><title>Amor em abstrato, letras que...</title><content type="html">&lt;a href="http://d.yimg.com/gg/u/d11694aa3d8bbcf3f405d788d5152b7851a099cc.jpeg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://d.yimg.com/gg/u/d11694aa3d8bbcf3f405d788d5152b7851a099cc.jpeg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Do que cada letra de música nos fala, nos traduz e nos faz sentir. Deitar em cada verso, sentir as palavras e notas musicais invadir o corpo, a mente, os sentidos. É assim que a música nos faz viajar e nos encontrar com nossa própria alma, até mesmo invadir territórios onde nunca imaginamos estar. Música é reflexão, identidade, válvula de escape ou até mesmo prisão.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Tudo é motivo pra virar música. Amores e desamores, paixões e revoluções, encontros e despedidas, tudo que se perde e se encontra nessa vida. Nossas experiências são entrelaçadas, escritas, cantadas... Sentimos porque já vivemos, ou ainda queremos viver. São desabafos íntimos, suspiros secretos, desejos correntes e ilusões que volta e meia batem à nossa porta.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;O amor é uma das principais fontes de inspiração para os poetas, compositores e intérpretes. O sentimento inspira, a música traduz e a gente respira cada verso, como se fosse uma injeção de êxtase vitalício. Em nossa concepção de "amor", estamos sempre projetando a nossa própria felicidade em espectros de outrem. Redesenhamos trajetórias, perdemos identidades, encontramos e reencontramos conceitos a todo tempo.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Cazuza canta o amor em seu legado, e recorto aqui algumas passagens, tais como uma de suas músicas mais conhecidas: "Jogados aos seus pés/ eu sou mesmo exagerado/ adoro um amor inventado" (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Exagerado&lt;/span&gt;, 1985). E nessa ânsia por viver o sentimento, nos encontramos no espelho como "exagerados". O amor mostra-se inventado por fantasias, desejos e buscas infinitas do nosso "eu" com outro ser.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Em outros versos, o poeta declara: "O nosso amor a gente inventa/ pra se distrair/ e quando acaba a gente pensa/ que ele nunca existiu" (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Nosso Amor a Gente Inventa&lt;/span&gt;, 1987). Tão forte, tão sublime, tão presente, que quando acaba a gente inventa outro amor, como na citação que abre o filme &lt;a style="font-style: italic;" href="http://www.imdb.com/title/tt0366527/"&gt;Todas as Cores do Amor:&lt;/a&gt; “A memória de um peixinho dourado dura só três segundos. Então, depois de uma volta pelo aquário, tudo é novidade. Cada vez que dois peixinhos se vêem, é como se fosse à primeira vez”. Brincando com as palavras, a gente inventa o amor, e de repente, quando o que inventamos desaparece, a gente limpa a memória e ajeita espaço para uma nova invenção.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;E quando todos falam que o amor é lindo, nobre e açucarado, o poeta sempre encontra no desamor a principal forma de expressar o que é amar. Cazuza ainda fala: "O amor na prática é sempre ao contrário" (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ritual&lt;/span&gt;, 1987). E sempre nos perdemos em meio às nossa invenções, na esperança de encontrar em outra pessoa os motivos para a nossa própria felicidade e os caminhos para o encontro de nós mesmos.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Ainda poderia encontrar em várias outras canções algum significado para o que a gente tanto chama de "amor". É uma palavra de semântica forte, intraduzível ao meu ver. Mas o que é a vida senão uma eterna busca por respostas? E o que é amor, afinal? É algo que precisa de alguém pra existir? É tão nobre, forte e necessário como todos falam? Aliás, porque entender se é bem melhor viver?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6086537344439059539-883466059103230317?l=www.jofagner.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~4/j7t7Q7zQhMs" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/883466059103230317?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/883466059103230317?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~3/j7t7Q7zQhMs/amor-em-abstrato-letras-que.html" title="Amor em abstrato, letras que..." /><author><name>Jo Fagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02524391806376373555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="29" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-C-SqkV1ZUBE/Tdx_iZ-zA6I/AAAAAAAACME/tgAkF6sdvhM/s220/twytter2.jpg" /></author><feedburner:origLink>http://www.jofagner.com/2011/01/amor-em-abstrato-letras-que.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0YHRXY6fCp7ImA9WhdQF0o.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6086537344439059539.post-4973891021294227224</id><published>2011-01-21T11:34:00.000-08:00</published><updated>2011-08-19T10:32:14.814-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-19T10:32:14.814-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="O BEIJO" /><title>O dia em que Natal gritou: #ForaMicarla</title><content type="html">21 de janeiro de 2011, tarde de sexta-feira. Internautas conseguem atingir, através do Twitter, a atenção de todo o país com um refrão: #ForaMicarla tornou-se o assunto mais comentado da rede social e microblog na data, e despertou a curiosidade de todos os brasileiros para saber do que se tratava e conhecer a indignação da população natalense com a administração da prefeita Micarla de Sousa.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Tudo isso graças ao anúncio de aumento da passagem dos transportes urbanos, anunciado enquanto a prefeita está de licença médica. Lembrei de um jargão da internet (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Esperta, eu? Imiagina!&lt;/span&gt;, utilizado por muitos perfis fakes do Twitter). Mas filha de peixe, peixinho é. E Micarla seguiu direitinho os ensinamentos de seu pai, que teve presença marcante na história política do estado.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Como jornalista, e graças a um trabalho de marketing muito bem desenvolvido, Micarla fez uma campanha que agradou aos olhos da maioria da população e venceu nas eleições municipais de 2008, ainda no primeiro turno. Mulher, jovem, carismática, filha de político tradicional, tudo isso se juntou e confundiu a cabeça de tanta gente, que esqueceu de analisar se a cidade estaria realmente pronta para ser administrada por alguém "de propaganda nitidamente maquiada".
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Sob a justificativa de melhoria no transporte público o aumento foi anunciado. Vale lembrar que o último aumento, ocorrido em meados de setembro de 2009, também prometia melhoria: das estações de transferência. E o que aconteceu depois? Micarla extinguiu o sistema de estações de transferência na cidade. E agora? O que ela pretende fazer? Ou melhor: o que ela realmente irá fazer?
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;A população reclama, o Brasil está vendo. A prefeita ganhou uma canção, "&lt;a href="http://www.muziboo.com/dennel/music/fogo-na-borboleta/"&gt;Fogo na Borboleta&lt;/a&gt;", além de um jogo na internet, o "&lt;a href="http://www.pictogame.com/en/play/game/U0vph0m9MWa7_chute-a-prefeita"&gt;Chute a prefeita&lt;/a&gt;". Agora, ela chegou ao primeiro lugar dos Trending Topics do Twitter, com a hashtag #ForaMicarla, o que demonstra, mais do que nunca, a reprovação à sua administração e o arrependimento de quem elegeu a responsável por uma das piores gestões da história da cidade.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_k85WzxRxAFY/TTni-7MU2YI/AAAAAAAACAU/B8OHDnzsHy8/s1600/TTBr.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 196px; height: 275px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_k85WzxRxAFY/TTni-7MU2YI/AAAAAAAACAU/B8OHDnzsHy8/s400/TTBr.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5564728385262115202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não há pra onde correr. É fato. Micarla não soube trabalhar direito, não teve compromisso com a palavra e despertou a ira de muita gente. E como diria a profecia: 2012 está chegando, será o fim. Do mundo eu não sei, mas dessa administração incompetente, isso eu tenho bastante certeza. Estaremos vivos para comemorar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6086537344439059539-4973891021294227224?l=www.jofagner.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~4/_nSTbbExTqU" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/4973891021294227224?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6086537344439059539/posts/default/4973891021294227224?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OBeijoDoEscorpioByJoFagner/~3/_nSTbbExTqU/o-dia-em-que-natal-gritou-foramicarla.html" title="O dia em que Natal gritou: #ForaMicarla" /><author><name>Jo Fagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02524391806376373555</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="29" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-C-SqkV1ZUBE/Tdx_iZ-zA6I/AAAAAAAACME/tgAkF6sdvhM/s220/twytter2.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_k85WzxRxAFY/TTni-7MU2YI/AAAAAAAACAU/B8OHDnzsHy8/s72-c/TTBr.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://www.jofagner.com/2011/01/o-dia-em-que-natal-gritou-foramicarla.html</feedburner:origLink></entry></feed>

