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		<title>O Pensador Selvagem</title>
		<description>Revista Eletrônica Colaborativa - Queremos seu talento! O OPS! é feito por todos nós. Entre em contato para saber como colaborar.</description>
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		<lastBuildDate>Mon, 28 May 2012 10:46:38 +0000</lastBuildDate>
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			<title>O amor finito e o começo brando das escolhas dignas.</title>
			<link>http://feedproxy.google.com/~r/OPensadorSelvagem/~3/8h_9LwlSlK8/o-amor-finito-e-o-comeco-brando-das-escolhas-dignas-2</link>
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			<description>&lt;p&gt;&lt;font face="Verdana"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;Como se gosta tanto de alguém - quando o sol do amor recente queimava pra valer o que era menor e fraco - e hoje, quando o outro está decidido do novo amor, simplesmente não se sente mais nada? Como é possível superar tanta dor em tão pouco tempo sem o estranhamento de ter que construir uma defesa intransponível que nos exclui de todas as outras possibilidades de nos fazer feliz em outros momentos?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;font face="Verdana"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font face="Verdana"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;A luz negra, que tornava tudo assombroso, branco e afetado, disfarçava a natureza dos homens que se entregavam ao desejo de ser outro, de ter outra coisa além de si, de possuir o controle da vida e da noite, de superar apegos fracassados que se calaram e engoliram a beleza de ter nas mãos dignidade e amor próprio.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;
&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;O ex-atual do outro fazia da noite sua perseguição deprimente em minha direção, procurando meus olhos, minhas escolhas, talvez buscando entender por quê eu: ele é tão torto, de altura fingida, tão fácil, dispensável, de cabelos amargos, olhos obtusos, uma oleosidade alvoroçada que parece fulgor de mentira. E esqueceu-se de viver o respeito por si e por seu velho novo amor. Se ele soubesse que meu desejo nem morava mais ali naqueles olhos invertidos, nem naquele local.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;Foi libertador observar de longe aquela procura perturbadora e o desespero insaciável dos quais eu me livrei, e que agora impregnavam os movimentos e o tamanho daquele outro homem. Cada vez menor, talvez ele tentasse justificar o início da nova velha relação, o recomeço seu de cada dia, a reconquista que não vai ser diferente, a luz oscilante em curto-circuito no final de um percurso sombrio que o outro faz questão de simular.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;Também já havia andado como o outro. Passos curtos, tentando esconder a desmesura; também esperei que nossas mãos se encontrassem apaixonadas, que o frio não passasse de engano, que os cuidados chegassem repentinos, que os olhos e a boca falassem a mesma língua, que ele entendesse que minhas palavras não esmagavam sua sensibilidade calculada, que não tentasse mastigar mistérios que não existiam no meu corpo, na minha vida, na minha busca.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;[Alterado pelas forças que só a compaixão recém descoberta é capaz de promover, com os cuidados de nublar quaisquer gestos idiotas ou que beirem a uma busca não resolvida, encarei o ex-atual para que ele se contaminasse com a audácia insolente que produzíamos, e que o tempo em suspensão nos tocasse, e ele buscasse uma resposta, ou tirasse suas conclusões de maneira mágica e como melhor lhe conviesse: EU NÃO PRECISO VIVER ALGO QUE TORNA DEGRADANTE O SIMPLES ATO DE BEM QUERER. Ele estava apaixonado outra vez pela incerteza que o tornava tolo.]&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;E meu amor não aconteceu outra vez, como algumas pessoas esperavam.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;Esperei meu coração dizer Sim Sim Sim, e eu correria para a declaração ao infinito de que o amor não acaba assim, não se entrega tão facilmente, resiste bravamente, recupera-se das torrentes das ofensas e da vaidade. Mas não. Meu coração ficou rindo, gargalhando, agradecido pela liberdade que acabara de descobrir. Eu pedi Vamos, Coração, o que você sente? Quanto você ainda suporta?&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;A resposta veio num voo silencioso de compaixão e respeito, e eu entendi que a superação veio limpa, inteira, minha maré alta, meu pôr do sol sem medidas, minhas roseiras sem espinhos, o toque e o acalento, amar-me, o despropósito da raiva que me transformava na possibilidade de amar mais e outros e cada vez mais quem tivesse consistência em suas escolhas, que não fizesse da vida o apocalipse a cada tristeza ou desentendimento.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;Estava faltando algo. Não eram os olhos luminosos de antes, que combatiam minha solidão, cheios de amor recíproco que eu esperava; aqueles que encontrei no início.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;Eu nunca havia desistido de alguém como daquela vez.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;Os toques não tinham mais energia, abandonavam a singularidade da sua diferença antes mesmo do suor sinalizar a ansiedade de estar em outro corpo. A alegria em escalas de cinza. Eu ensaiava minhas preferências, chamava-o de meu amor apenas com a memória, sem entender o que isso significava. Tentava recordar o começo, intensificar as necessidades, forçar o corpo, todas as células, a queimar de espontânea paixão. Como no início. Mas não se ressuscita um amor assim, estalando os dedos, tragando insegurança.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;E nada aconteceu.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;Meu coração sem amarras ou com insípida raiva saltou para as vontades seguintes. Superado.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;[Aquela vontade insuficiente de me querer inteiramente (de aceitar minhas cobranças motivadas pelos resquícios de amor passado) foi condescendente com o término da relação em desgaste que se anunciava desde então. Nossa maneira saudável de se articular ardia a cada movimento: se eu dizia querer a proximidade para que os detalhes do amor se tornassem uma existência particular e suficiente era entendido que o que era por mim oferecido se tornaria algo monstruoso dali a alguns dias quando os abismos de ausência começassem a engolir o desejo de satisfazer sua vingança envaidecida. Tudo era grande e pesado. Como se meu amor fosse leviano.]&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;Recaídas são erros repetidos às vezes. E eu estava livre e inteiro. Feliz e satisfeito. Colorido, sem entre linhas, desarmado. Pela primeira escolha certa, por não ter acreditado desde o primeiro beijo com gosto de eternidade que não combinávamos tanto, que eu era o amor, e do outro lado ele era a busca. Pela aposta no outro amor futuro que sempre está para chegar.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;Nada mais.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;O passado é cheio de infernos.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;Fiquei recheado de medo. Frio. Um vento seco dizendo que a vida é mesmo cheia de gente estranha que não sabe o que quer.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;Não sei ao certo o porquê do medo (de não estar me reconhecendo por ter esquecido tão rápido algo que era pra ter sido importante?), mas é como se eu tivesse temperado uma história que tendia ao fracasso desde a primeira entrega.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;Como se eu fosse desses homens dissimulados, estreitos, que correm riscos sem acreditar nos próprios abismos. Como se tudo tivesse sido pouco e, comportando na palma da mão, pudesse ser desperdiçado ou jogado fora. Como se azul fosse palidez arrependida. Como se fosse um desdenhar alternativo das coisas que não faziam sentido, das nossas diferenças, dos erros, das desculpas, dos enganos.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;Em todos os cantos que eu me instalava a atenção do ex-atual do outro estavam lá. Não entendia também. Uma fiscalização da própria insegurança, e não do amor que nascia pra eles.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;Não, o amor não acaba. As nossas pessoas preferidas é que mudam, somem, fingem, fogem, são esquecidas, superadas, outras aparecem. Mas o amor não acaba dentro da gente, algumas pessoas é que morrem e se afogam nos defeitos que são revelados a cada ex namorado que sangra, a cada amigo que reconhece a idiotice arrogante de quem não saber o que quer, de quem não sabe o que é, de quem aumenta os precipícios do dia a dia com suas lágrimas de arrependimento, testemunhando calado o fim de suas possibilidades, pois de dez entre dez dos conhecidos que fingem compreensão suportam por piedade suas descompensações exageradas e mesquinhas.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;E não existia mais a falta de antes, porque, quando mesmo de mãos coladas há uma ausência, o amor torna-se uma limitação e quando sentimentos extraordinários são cercados com limites, então o fim é o próximo gosto.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;[Não era uma guerra, o nazismo, um muro, ou o fim do amor. Era só algo bom que não deu certo, que foi respeitado, entendido, e esquecido. Não houve armas, nem bombas. Só um fim, e o recomeço de uma vida]&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;E descubro que o amanhã é nosso melhor amor necessário.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;Meu coração, hoje, sopra uma brisa fina, branda, em fim de tarde. Manso. Apaziguado. Observa o começo de tudo que ainda é realmente importante.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;E agora eu não estou só.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;Estou comigo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 11px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:11.1pt"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=8h_9LwlSlK8:5Z33nm2AKUk:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=8h_9LwlSlK8:5Z33nm2AKUk:F7zBnMyn0Lo"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?i=8h_9LwlSlK8:5Z33nm2AKUk:F7zBnMyn0Lo" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=8h_9LwlSlK8:5Z33nm2AKUk:gIN9vFwOqvQ"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?i=8h_9LwlSlK8:5Z33nm2AKUk:gIN9vFwOqvQ" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=8h_9LwlSlK8:5Z33nm2AKUk:qj6IDK7rITs"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?d=qj6IDK7rITs" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OPensadorSelvagem/~4/8h_9LwlSlK8" height="1" width="1"/&gt;</description>
			<author>raimundoneto22@hotmail.com (Raimundo Neto)</author>
			<category>frontpage</category>
			<pubDate>Mon, 28 May 2012 09:49:29 +0000</pubDate>
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		<item>
			<title>Tá lá o corpo estendido no chão!</title>
			<link>http://feedproxy.google.com/~r/OPensadorSelvagem/~3/aaw0D3HZ3kc/ta-la-o-corpo-estendido-no-chao</link>
			<guid isPermaLink="false">http://opensadorselvagem.org/vida-e-estilo/hypocrisis/ta-la-o-corpo-estendido-no-chao</guid>
			<description>&lt;p&gt;
&lt;div&gt;Juristas, de todos os gêneros, debaterão se o corpo teria o direito de estar ali, estendido no chão. Alguns, quem sabe, iriam mais longe e defenderiam a tese de que é inconstitucional o ato de um corpo estar no chão.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Políticos imediatamente convocariam, não sem muita discussão, uma CPMI para investigar se o corpo no chão teria ligações com a corrupção praticada pelos pares opostos, financiados, estes, por grupos privados interessados em manter todos os corpos no chão.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Religiosos de todas as práticas diriam que o corpo lhes pertence, na tentativa se salvar sua alma. Ateus, também de todos os gêneros, ficarão felizes por terem certeza de que não passa de um corpo estendido no chão.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Movimentos de minorias dirão que foi mais um assassinato praticado por quem é contra os direitos humanos. Defensores de cotas bradarão que o corpo deverá ser enterrado em cemitério público, enquanto estudantes pintarão as caras para mostrar que ainda são capazes de protestar contra a polícia e contra as péssimas condições do ensino no Brasil.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Haverá uma &amp;ldquo;campus party&amp;rdquo; no local, pois alguém se deu conta de que o corpo estendido no chão tinha um tablete na bolsa. Logo, só pode ser um corpo incluído. A confusão vai se estabelecer quando os defensores dos movimentos &amp;ldquo;occupy&amp;rdquo; chegarem para ocupar o local. &amp;ldquo;Occupy o corpo&amp;rdquo; dirão&amp;rdquo;, já estendendo as barracas. O Twitter apontará, nos &amp;ldquo;Trending Topics&amp;rdquo;, a tag #UmCorpoNoChão como a de maior sucesso mundial por uma semana.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;div style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:normal;"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;Courier New" New="New" Roman";"="Roman";""&gt;Veio camelô vender anel, cordão, perfume barato&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;Quatro horas da manhã baixou o santo na porta-bandeira&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;E a baiana prá fazer pastel e um bom churrasco de gato&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;divre&gt;&lt;/divre&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;divre&gt;&lt;/divre&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;divre&gt;
&lt;p style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:normal;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div&gt;Menos um drogado; menos um viado; menos um petralha ou menos um tucano; menos um negro, um branco, uma prostituta, um pai ou mãe, um filho ou filha...&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Menos um, diremos todos nós em uníssono!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Essas parecem ser as únicas tônicas da nossa sociedade: menos um e cada um por si. Há que deitar os inimigos como um mero corpo estendido no chão; há que fazer prevalecer as formas individuais (ou corporativas) de ver o mundo, mesmo que apenas vejam mais um corpo estendido no chão. Só vale o que eu penso; só vale o que eu quero.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Perdemos a referência. Não nos entendemos mais sequer sobre o que seja um corpo estendido no chão. E ninguém é mais capaz de apenas estender a mão....Vá que o corpo, ali estendido no chão, ainda estivesse vivo...&lt;/div&gt;
&lt;/divre&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OPensadorSelvagem/~4/aaw0D3HZ3kc" height="1" width="1"/&gt;</description>
			<author>luizafonsoe@gmail.com (Luiz Afonso Alencastre Escosteguy)</author>
			<category>frontpage</category>
			<pubDate>Sat, 19 May 2012 19:45:08 +0000</pubDate>
		<feedburner:origLink>http://opensadorselvagem.org/vida-e-estilo/hypocrisis/ta-la-o-corpo-estendido-no-chao</feedburner:origLink></item>
		<item>
			<title>Administração Pública e corrupção</title>
			<link>http://feedproxy.google.com/~r/OPensadorSelvagem/~3/ya9hn9S1Fvs/administracao-publica-e-corrupcao</link>
			<guid isPermaLink="false">http://opensadorselvagem.org/vida-e-estilo/hypocrisis/administracao-publica-e-corrupcao</guid>
			<description>&lt;p&gt;
&lt;div&gt;Em meio ao lamaçal da corrupção onde chafurda a política brasileira, pouco se fala que a corrupção acontece, e muito, nos andares de baixo, nos andares da &amp;ldquo;administração&amp;rdquo;.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Em recente entrevista para a Revista Época (&lt;a href="http://revistaepoca.globo.com/Brasil/noticia/2012/05/claudio-soares-lopes-se-o-governador-deveria-ou-nao-jantar-com-o-empresario-e-um-julgamento-politico.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;) o Procurador-Geral de Justiça do Rio de Janeiro deixa claro que falta à Administração Pública vontade de conhecer os mecanismos por onde a coisa toda acontece. Diz ele:&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;div&gt;Eu não tenho notícia de nenhum contrato que tenha sido feito sem a Delta ter o menor preço ou alguma prorrogação irregular. Mandamos ofícios para n órgãos, ouvimos n órgãos. Todas as informações que eu tenho do Tribunal de Contas e do próprio governo.&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Aí está um dos grandes problemas: tanto os Tribunais de Conta, quanto os demais órgãos encarregados da verificação da lisura de um certame licitatório atêm-se tão somente ao estritamente legal, incapazes que são, até pelas limitações da lei, de ir além. E mais, só o fazem posteriormente.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Nascem aí, nesse estrito controle legal, as possibilidades de corrupção.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Qualquer um que passe a quilômetros da sede de uma construtora sabe como as coisas acontecem. Compor uma licitação é a coisa mais fácil do mundo.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;A coisa toda pode começar nos estudos feitos pelo órgão público que vai licitar a obra. Aquilo que poderia custar mil, já nasce como três mil. Simples. As possibilidades de justificativa são imensas, até mesmo para justificar um preço bem acima do mercado. O orçamento que servirá de base de preço para a licitação já pode ser feito, por influência (corrupção) a maior do que deveria ser feito. É o andar de baixo atuando. Claro que a &amp;ldquo;mando&amp;rdquo; dos andares de cima. Qual diretor, engenheiro, ou seja lá quem for o responsável por obras nos órgãos públicos vai &amp;ldquo;desobedecer&amp;rdquo;? Mais ainda quando vislumbra o seu quinhão na coisa toda?&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;O mais importante para uma construtora não é construir uma obra, mas ter a &amp;ldquo;possibilidade&amp;rdquo; de pertencer ao seleto grupo de grandes construtoras. Para isso, começam por se submeter à subcontratação. Aos poucos vão galgando passos para ter acesso aos gestores públicos que determinam como e quanto a obra vai custar. É a influência que conta mais que tudo, pois isso garante uma &amp;ldquo;carteira&amp;rdquo; junto aos órgãos governamentais.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;E o preço dos andares de baixo, apesar de barato, sai caro é nos andares de cima, pois qualquer servidor público obedece ordens. Ao lado de todo &amp;ldquo;comandante&amp;rdquo; público corrupto, tem um &amp;ldquo;mané&amp;rdquo; público também corrupto. Isso quando esse &amp;rdquo;mané&amp;rdquo; não é representante da pior praga do serviço público, um CC.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Basta transpor o exemplo das obras para qualquer outra área de atuação da administração pública e veremos que a coisa começa, mesmo, é no andar de baixo.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Ou termina, alguns podem argumentar...&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;A prevalência exacerbada do político sobre o técnico, como há hoje no Brasil, permite que a cadeia de influência se estenda a todos os níveis. Pena que somente a corrupção dos andares de cima apareça...&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;É a hipocrisia da prevalência do "mas foi legal" sobre o "não importa, é imoral"....&lt;/div&gt;
&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=ya9hn9S1Fvs:yyFYVfyfAT8:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=ya9hn9S1Fvs:yyFYVfyfAT8:F7zBnMyn0Lo"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?i=ya9hn9S1Fvs:yyFYVfyfAT8:F7zBnMyn0Lo" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=ya9hn9S1Fvs:yyFYVfyfAT8:gIN9vFwOqvQ"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?i=ya9hn9S1Fvs:yyFYVfyfAT8:gIN9vFwOqvQ" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=ya9hn9S1Fvs:yyFYVfyfAT8:qj6IDK7rITs"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?d=qj6IDK7rITs" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OPensadorSelvagem/~4/ya9hn9S1Fvs" height="1" width="1"/&gt;</description>
			<author>luizafonsoe@gmail.com (Luiz Afonso Alencastre Escosteguy)</author>
			<category>frontpage</category>
			<pubDate>Mon, 07 May 2012 00:11:13 +0000</pubDate>
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		<item>
			<title>O Dia do Trabalho e a Torre da Liberdade</title>
			<link>http://feedproxy.google.com/~r/OPensadorSelvagem/~3/oxNX81IuBrQ/o-dia-do-trabalho-e-a-torre-da-liberdade</link>
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			<description>&lt;p&gt;
&lt;div&gt;&lt;img align="middle" width="620" height="412" src="http://opensadorselvagem.org/images/stories/1WTC.jpg" alt="alt" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Ok! É um negócio privado e ninguém tem nada a ver com isso, certo? Nem tanto, talvez!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Ironicamente batizada de Torre da Liberdade, o One World Trade Center é muito mais um símbolo da falta de liberdade de toda uma civilização. Um modelo de civilização que aprisiona mais de 1 bilhão de seres humanos na fome (uma e cada seis pessoas no planeta. Fonte: &lt;a href="https://www.fao.org.br/dma2009_asaec.asp"&gt;https://www.fao.org.br/dma2009_asaec.asp&lt;/a&gt;); mais de 1 bilhão na falta de água potável (Fonte: &lt;a href="http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/conteudo_272416.shtml"&gt;http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/conteudo_272416.shtml&lt;/a&gt;), e outros tantos mais sem moradia ou sem moradia adequada.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Os que possuem acesso, mínimo que seja, à moradia, alimentação e água potável, estão presos a um modelo de desenvolvimento urbano  que faz as pessoas perderem  2 horas e 43 minutos por dia no trânsito (dados de São Paulo, por exemplo. Fonte: &lt;a href="http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/9177"&gt;http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/9177&lt;/a&gt;) ; vivem sob níveis de poluição altíssimos; trancam-se em casa para terem um mínimo de segurança (com todo aparato possível: cercas elétricas, segurança particular, cães, etc..) e por aí vai. É uma realidade por todos conhecida e vivenciada. Continuar enumerando situações de falta de liberdade do nosso &amp;ldquo;modelo de civilização&amp;rdquo; seria continuar a chover no molhado.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;E vemos na notícia "Novo World Trade Center passa a ser o prédio mais alto de Nova York"(1):&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;div&gt;Contudo, o prefeito Michael Bloomberg enfatizou o lado positivo da obra, destacando a relação da cidade com uma arquitetura exigente.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&amp;mdash; O horizonte da cidade de Nova York está, uma vez mais, se elevando a novas alturas &amp;mdash; disse Bloomberg. &amp;mdash; Os últimos avanços no World Trade Center são um testemunho da força e da determinação dos nova-iorquinos e de nossa crença em uma cidade que sempre vai mais alto.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&amp;mdash; Hoje nossa cidade conta com um novo edifício mais alto e um novo sentido de nosso radiante futuro &amp;mdash; disse Bloomberg.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div&gt;&amp;ldquo;Uma cidade que sempre vai mais alto&amp;rdquo; e dá &amp;ldquo;um novo sentido de nosso radiante futuro&amp;rdquo;. É para isso que trabalhamos, para um futuro radiante onde o produto do trabalho seja empregado no fortalecimento do sistema prisional da fome, da sede, da poluição, da insegurança.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;O trabalho dignifica o homem. Não é assim que somos educados e assim passamos a vida? E morremos felizes por termos deixado trade centers mundo afora. Orgulhosos dizemos que criamos e alimentamos nossos filhos para que sigam a mesma trajetória: iludirem-se a vida inteira que são felizes por trabalharem e por terem o sagrado e constitucional direito de fazer greve. Contra o quê? Ora, contra o mesmo trabalho que lhe &amp;ldquo;dá a felicidade&amp;rdquo;. Greve para melhorar a prisão onde estamos... Certo. Podemos ir a um cinema, ver a novela, comer pipoca, passear no parque... Temos nosso feno garantido, ao menos. É apenas isso que nosso trabalho rende: feno para continuar trabalhando até morrer.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Nosso trabalho é inútil, pois só serve para construir torres da liberdade mundo afora.&lt;/div&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(1) Fonte da imagem e da citação: Portal ZeroHora/ClicRBS:  http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/mundo/noticia/2012/05/novo-world-trade-center-passa-a-ser-o-predio-mais-alto-de-nova-york-3744221.html&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=oxNX81IuBrQ:K987XrmRQQ4:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=oxNX81IuBrQ:K987XrmRQQ4:F7zBnMyn0Lo"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?i=oxNX81IuBrQ:K987XrmRQQ4:F7zBnMyn0Lo" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=oxNX81IuBrQ:K987XrmRQQ4:gIN9vFwOqvQ"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?i=oxNX81IuBrQ:K987XrmRQQ4:gIN9vFwOqvQ" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=oxNX81IuBrQ:K987XrmRQQ4:qj6IDK7rITs"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?d=qj6IDK7rITs" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OPensadorSelvagem/~4/oxNX81IuBrQ" height="1" width="1"/&gt;</description>
			<author>luizafonsoe@gmail.com (Luiz Afonso Alencastre Escosteguy)</author>
			<category>frontpage</category>
			<pubDate>Tue, 01 May 2012 12:45:45 +0000</pubDate>
		<feedburner:origLink>http://opensadorselvagem.org/vida-e-estilo/hypocrisis/o-dia-do-trabalho-e-a-torre-da-liberdade</feedburner:origLink></item>
		<item>
			<title>Não é algo para amar...</title>
			<link>http://feedproxy.google.com/~r/OPensadorSelvagem/~3/4lORhF_9OIM/nao-e-algo-para-amar</link>
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			<description>&lt;p&gt; Ah, a ciência!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Uma das mais antigas ferramentas criadas pelo homem, permite-nos entendermos a nós que somos natureza e, enfim, transformarmo-nos no que somos hoje. Se devemos à alguém o que somos hoje, é a nós mesmos e à nossa capacidade de inventá-la (a ciência).&lt;/p&gt;
&lt;div&gt; Mas nem todos pensam assim...&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; A ciência é, para muitos, vista como uma destruidora da humanidade (humanidade que só existe por causa da ciência), cimentando florestas, transformando o colorido em cidades cinzentas e mortas. Essas pessoas se esquecem das cores que sabemos existir através do uso da ciência e que sem ela nunca reconheceríamos, esquecem dos mundos que podemos vislumbrar, ainda que com os olhos de máquinas e que nunca poderíamos fazer, se um dia tivéssemos desistido da ideia de questionar...&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Ciência é questionar para entender e é entendendo como funciona a natureza que podemos alcançar nossos objetivos com maior facilidade.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Mas para outros não é o concreto o problema, mas sim o chamado positivismo, o agir como se só o observável valesse, apenas as leis quadradas como no papel significam e importam para alguma coisa. Para essas pessoas eu digo: se as leis do positivismo estiverem erradas, então a ciência às deixará de lado, como vem deixando.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Não há o que fique , na verdadeira ciência, que não esteja se comprovando funcional até o momento. Se a ciência fosse uma ferramenta ineficiente, leitor, você não estaria lendo isso agora, pois foi com ela que criamos os computadores, a internet...&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Pessoas cometem erros, mesmo quando usando a ciência, mas se este erro tornar-se exposto, será revisado e o necessário para se concertar os problemas causados será feito, sem apego, sem ego.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; A ciência ou melhor, nós, usando a ciência, entendemos o ser humano como sendo parte da natureza, entendemos melhor a consequência de nossos atos, a responsabilidade de cada um, o potencial de superação da espécie como um todo! E quando digo nós, digo você também!!! A ciência é uma ferramenta humana, todos podem questionar, observar e entender a natureza e como chegar a um resultado, está intrínseco no significado da expressão "ser humano".&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; A ciência serve para entender o que funciona em certa situação. Mas e a política? E a religião? Quando elas nos dizem que temos poder e responsabilidade de zelar por toda criatura viva, por todo ser humano deste planeta, não importando o local de nascimento, crenças, opções subjetivas, afinal, trata-se de parte minha também!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Sério. Como você pode ter certeza que a casca do abacate que colocarei na composteira hoje não tinha átomos que, um dia, passaram pelos seus olhos, tipo, sendo parte deles?&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Vale comentar que, a cada dois anos, praticamente toda célula do seu corpo deu lugar a uma outra, o que nos faz saber que, há dois anos atrás, em termos de matéria, nós éramos uma pessoa totalmente diferente de quem somos hoje, ou seja, não éramos nós...em termos de matéria...&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; No colégio decoramos e repetimos incessantemente as mesmas coisas, isso não é ciência, é um estudo das tecnologias ou dos conhecimentos, o que, por sua vez, é o resultado da ciência, não ela própria.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Ciência é questionar e descobrir para poder criar, criar esta tecnologia...&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; No comércio, é usada para descobrir...descobrir como ferrar os outros e aumentar os lucros. Não é bela como a ciência humanizada, é feia e suja.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; A ciência dos cientistas de verdade (por não achar palavra melhor, talvez, a ciência dos humanos humanizados...), essa é bela! Podemos usá-la diariamente! Experimente, se quiser! Sem medo da matemática, descobrirás a diferença dela pro que a gente vê em aula. Ela é como um martelo: eu o pego quando preciso usar, não preciso mantê-lo na mão o tempo todo.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Não é decorando fórmulas que se usa essa tecnologia que é a matemática e que nos serve de ferramenta. Aprenda a usar, as fórmulas ficam escritas em qualquer lugar e pode-se lê-las sempre que precisar.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Quer uma dica? Comece pela física mecânica e geometria, estudo o mundo ao seu redor e veja como as coisas se relacionam no plano visível. É excitante!!! A química daquilo que comemos, bebemos e respiramos também pode ser interessante de se dar atenção.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Trazer a ciência para nosso dia-a-dia nos torna mais humanos do que se pode imaginar, pois, hoje, ela nos mostra o que somos com mais exatidão e quão dentro da natureza nós estamos, nós somos natureza e, se isso não for motivo para amar ao próximo e proteger a todas as coisas, eu não sei mais o que é...&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Ciência não é algo para ser amado, mas usado com amor. Vida sim é algo para ser amada, não para se usar.&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=4lORhF_9OIM:fxhUaCUh5oI:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=4lORhF_9OIM:fxhUaCUh5oI:F7zBnMyn0Lo"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?i=4lORhF_9OIM:fxhUaCUh5oI:F7zBnMyn0Lo" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=4lORhF_9OIM:fxhUaCUh5oI:gIN9vFwOqvQ"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?i=4lORhF_9OIM:fxhUaCUh5oI:gIN9vFwOqvQ" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=4lORhF_9OIM:fxhUaCUh5oI:qj6IDK7rITs"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?d=qj6IDK7rITs" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OPensadorSelvagem/~4/4lORhF_9OIM" height="1" width="1"/&gt;</description>
			<author>cmmenna@gmail.com (Cristian Menna)</author>
			<category>frontpage</category>
			<pubDate>Wed, 25 Apr 2012 23:40:16 +0000</pubDate>
		<feedburner:origLink>http://opensadorselvagem.org/vida-e-estilo/3-dimensao/nao-e-algo-para-amar</feedburner:origLink></item>
		<item>
			<title>Leis e a importância da ação "individual"</title>
			<link>http://feedproxy.google.com/~r/OPensadorSelvagem/~3/pomjdLpj17U/leis-e-a-importancia-da-acao-individual</link>
			<guid isPermaLink="false">http://opensadorselvagem.org/vida-e-estilo/3-dimensao/leis-e-a-importancia-da-acao-individual</guid>
			<description>&lt;p&gt;  Em um &lt;a href="http://opensadorselvagem.org/vida-e-estilo/3-dimensao/nao-sei-o-titulo" target="_blank"&gt;artigo escrito por mim, nesta mesma coluna&lt;/a&gt;, sobre mudanças com base no lixo, surgiram algumas críticas e sugestões por parte de alguns dos leitores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Um amigo e companheiro de projeto sugeriu, por exemplo, atenção a legislação que envolve o assunto. Pois decidi ouví-lo e realizei uma pesquisa rápida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Achei um &lt;a href="https://docs.google.com/document/d/1C1AJY3Q4IWKcihm07EdFt6h2sn5RSZN73cEylGRsg9I/edit" target="_blank"&gt;artigo na constituição&lt;/a&gt; sobre o meio amgiente. Detalhe para "Floresta Amazônica (...), são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á na forma de lei, dentro das condições que assegurem o meio ambiente". Será entendido, implicitamente, o motivo de ter destacado isso. Posso adiantar algo sobre política subjetiva e achismos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Existe também o projeto de lei que institui a &lt;a href="http://www.lixo.com.br/documentos/PNRS-para-san%C3%A7ao-presidente-2-de-agosto.pdf" target="_blank"&gt;Política Nacional de Resíduos Sólidos&lt;/a&gt;, ela fala bastante sobre política, nação e até mesmo comércio...é, ela fala sobre &lt;a href="http://www.infoescola.com/ecologia/definicao-de-residuos-solidos/" target="_blank"&gt;resíduos sólidos&lt;/a&gt; também.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; E temos a minha preferida, a &lt;a href="http://www.licenciamentoambiental.eng.br/sistema-brasileiro-de-certificacao-ambiental/" target="_blank"&gt;ISO 14.000&lt;/a&gt;! Uma bela máquina de fazer dinheiro e eliminar do mapa pequenas empresas através da corrupção comercial que é capaz de destruir qualquer coisa honesta que pessoas com bom senso humanitário e consciência tentam colocar pra funcionar num sistema falido que, simplesmente, não serve para bom senso humanitário e consciência...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Então serei mais claro: Qual é o real retorno destas leias ao &lt;em&gt;ambiente&lt;/em&gt; e a nós &lt;em&gt;mesmos &lt;/em&gt;(&lt;em&gt;qual a diferença, né?&lt;/em&gt;)?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Quem normalmente cria as leis é quem tem poder político em uma nação ou um estado, etc e, como vemos &lt;a href="http://viagem75.blogspot.com.br/2012/04/postagem-de-ultima-hora-previsoes.html" target="_blank"&gt;aqui, &lt;/a&gt;&lt;a href="http://observareabsorver.blogspot.com.br/2012/04/coisa-anda-passo-de-tartaruga.html?spref=fb" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://suavidaeumaporcaria.com.br/?page_id=615" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;, na parte 4 com mais detalhes, a real função de um político no nosso sistema de interrelação vigente é manter a vantagem de um determinado grupo sobre os demais indivíduos da espécie. Ainda assim, algumas reivindicações ganham voz e certas leis são exigidas pelo senso comum de populações com mais esclarecimento e mesmo pelo próprio limite de exploração por parte de qem está no poder. Um bom exemplo disso são tais leis voltadas ao cuidado com o meio ambiente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Leitor, leis subjetivas, nesse caso, originadas da opinião de quem tenta equilibrar bom senso com competitividade no mercado, não seguem as regras de funcionamento da natureza!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; A legislação subjetiva (e vigente),  não serve para manter a saúde da natureza e, logo, a nossa, ela serve para massagear nosso ego. É como uma instituição a nível nacional estipular um limite aceitável de ingestão de gordura trans diário. Simplesmente não há dose segura, esta tolerância existe por puro interesse comercial! Imagine supor que um dos ingredientes mais usados na indústria alimentícia é puro veneno!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; A única lei válida, a única regra ou, se preferir, a única verdade que interessa à nossa saúde, seja física, mental ou social, é a da natureza...o cojunto delas (regras). É o saber como ela funciona que interessa, não o que alguém acha ou o que o mercado está disposto a tolerar e a ciência é o método que mais se aproxima dessa "verdade natural", pois essa é sua função original.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Mas aqui eu quero abrir espaço para outro assunto: a ação individual.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Parece não ter ficado claro no artigo que mencionei lá no início deste, o significado da ação individual que quis expor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Nossa sociedade precisa se entender como uma coisa só e agir em conjunto, se quisermos aproveitar o potencial humano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Sim! Eu sei disso! Sei que "uma andorinha sozinha não faz verão"...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; A sociedade toda precisa mudar, mas quem é a sociedade?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Somos nós! Você, leitor e eu! E mais toda gente que vive e talvez que viveu até hoje, pois sua história permanece a nos influenciar como um todo!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Exigir uma lei ambiental ou o passe livre de "representantes políticos" não é efetivo quando causas muito mais destruticas estão em ação. Quando se entende que essas reivindicações são pouco mais, são mais, mas bem pouco mais que uma massagem no ego, uma disputa de egos, uma guerra que não tem mais sentido sustentar, guarda-se tempo, inteligência e outros recursos para conquistas e ações mais importantes: em vez de exigir passe livre, crie e compartilhe um próprio meio de transporte, seja criativo, efetivo, seja humano! Assuma sua parcela de responsabilidade pela sociedade que compartilhamos hoje e novas oportunidades surgirão, você as criará!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Desde quando erguer cartazes que jogam sua responsabilidade para "representantes" que nada representam acaba com a fome de forma maios eficiente que unir esforços para construir uma horta comunitária no seu bairro, com seus vizinhos e alimentar moradores de rua?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Movimentos como os &lt;a href="http://www.diybrasil.com.br/" target="_blank"&gt;DIY&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://opensourceecology.org/" target="_blank"&gt;OSE &lt;/a&gt;e &lt;a href="http://movimentozeitgeist.com.br/" target="_blank"&gt;Zeitgeist&lt;/a&gt;, e outros, vêm para nos mostrar que não há eles, que a política não vai assumir sua responsabilidade e não deveria mesmo, você deve, se quiser ser realmente útil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; A sociedade humana é feita de humanos e todos devem agiar em conjunto para que a sociedade aja de forma síncrona, como uma coisa só, isso significa também, cada um! Por isso, se queres mesmo um mundo melhor, construa-o, ajude e busque ajuda. Alguns não dão a vez no trânsito? Você quer ser solidário e educado e dar a vez, não quer? Então faça! Não reclame do que os outros fazem! Seja exemplo, ajude, ensine, aprenda, compartilhe este novo espírito social que está crescendo com força total!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Ei, nada de "as pessoas deveriam" daqui pra frente...estamos combinados?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Um grande abraço aos amigos humanos!&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OPensadorSelvagem/~4/pomjdLpj17U" height="1" width="1"/&gt;</description>
			<author>cmmenna@gmail.com (Cristian Menna)</author>
			<category>frontpage</category>
			<pubDate>Mon, 09 Apr 2012 23:56:19 +0000</pubDate>
		<media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/OPensadorSelvagem/~5/_A3vOT-frJY/PNRS-para-san%C3%A7ao-presidente-2-de-agosto.pdf" fileSize="100501" type="application/pdf" /><itunes:subtitle>   Em um artigo escrito por mim, nesta mesma coluna, sobre mudanças com base no lixo, surgiram algumas críticas e sugestões por parte de alguns dos leitores.  Um amigo e companheiro de projeto sugeriu, por exemplo, atenção a legislação que envolve o assun</itunes:subtitle><itunes:author>cmmenna@gmail.com (Cristian Menna)</itunes:author><itunes:summary>   Em um artigo escrito por mim, nesta mesma coluna, sobre mudanças com base no lixo, surgiram algumas críticas e sugestões por parte de alguns dos leitores.  Um amigo e companheiro de projeto sugeriu, por exemplo, atenção a legislação que envolve o assunto. Pois decidi ouví-lo e realizei uma pesquisa rápida.  Achei um artigo na constituição sobre o meio amgiente. Detalhe para "Floresta Amazônica (...), são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á na forma de lei, dentro das condições que assegurem o meio ambiente". Será entendido, implicitamente, o motivo de ter destacado isso. Posso adiantar algo sobre política subjetiva e achismos.  Existe também o projeto de lei que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, ela fala bastante sobre política, nação e até mesmo comércio...é, ela fala sobre resíduos sólidos também.  E temos a minha preferida, a ISO 14.000! Uma bela máquina de fazer dinheiro e eliminar do mapa pequenas empresas através da corrupção comercial que é capaz de destruir qualquer coisa honesta que pessoas com bom senso humanitário e consciência tentam colocar pra funcionar num sistema falido que, simplesmente, não serve para bom senso humanitário e consciência...  Então serei mais claro: Qual é o real retorno destas leias ao ambiente e a nós mesmos (qual a diferença, né?)?  Quem normalmente cria as leis é quem tem poder político em uma nação ou um estado, etc e, como vemos aqui, aqui e aqui, na parte 4 com mais detalhes, a real função de um político no nosso sistema de interrelação vigente é manter a vantagem de um determinado grupo sobre os demais indivíduos da espécie. Ainda assim, algumas reivindicações ganham voz e certas leis são exigidas pelo senso comum de populações com mais esclarecimento e mesmo pelo próprio limite de exploração por parte de qem está no poder. Um bom exemplo disso são tais leis voltadas ao cuidado com o meio ambiente.  Leitor, leis subjetivas, nesse caso, originadas da opinião de quem tenta equilibrar bom senso com competitividade no mercado, não seguem as regras de funcionamento da natureza!  A legislação subjetiva (e vigente),  não serve para manter a saúde da natureza e, logo, a nossa, ela serve para massagear nosso ego. É como uma instituição a nível nacional estipular um limite aceitável de ingestão de gordura trans diário. Simplesmente não há dose segura, esta tolerância existe por puro interesse comercial! Imagine supor que um dos ingredientes mais usados na indústria alimentícia é puro veneno!  A única lei válida, a única regra ou, se preferir, a única verdade que interessa à nossa saúde, seja física, mental ou social, é a da natureza...o cojunto delas (regras). É o saber como ela funciona que interessa, não o que alguém acha ou o que o mercado está disposto a tolerar e a ciência é o método que mais se aproxima dessa "verdade natural", pois essa é sua função original.  Mas aqui eu quero abrir espaço para outro assunto: a ação individual.  Parece não ter ficado claro no artigo que mencionei lá no início deste, o significado da ação individual que quis expor.  Nossa sociedade precisa se entender como uma coisa só e agir em conjunto, se quisermos aproveitar o potencial humano.  Sim! Eu sei disso! Sei que "uma andorinha sozinha não faz verão"...  A sociedade toda precisa mudar, mas quem é a sociedade?  Somos nós! Você, leitor e eu! E mais toda gente que vive e talvez que viveu até hoje, pois sua história permanece a nos influenciar como um todo!  Exigir uma lei ambiental ou o passe livre de "representantes políticos" não é efetivo quando causas muito mais destruticas estão em ação. Quando se entende que essas reivindicações são pouco mais, são mais, mas bem pouco mais que uma massagem no ego, uma disputa de egos, uma guerra que não tem mais sentido sustentar, guarda-se tempo, inteligência e outros recursos para conquistas e ações mais importantes: em vez de exigir passe livre, crie e compartilhe um próprio meio de transporte, seja criativo, efetivo, seja humano! Assuma sua</itunes:summary><itunes:keywords>frontpage</itunes:keywords><feedburner:origLink>http://opensadorselvagem.org/vida-e-estilo/3-dimensao/leis-e-a-importancia-da-acao-individual</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/OPensadorSelvagem/~5/_A3vOT-frJY/PNRS-para-san%C3%A7ao-presidente-2-de-agosto.pdf" length="100501" type="application/pdf" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.lixo.com.br/documentos/PNRS-para-san%C3%A7ao-presidente-2-de-agosto.pdf</feedburner:origEnclosureLink></item>
		<item>
			<title>A música instrumental do Malditas Ovelhas!</title>
			<link>http://feedproxy.google.com/~r/OPensadorSelvagem/~3/qAc4_XmgUkg/a-musica-instrumental-do-malditas-ovelhas</link>
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			<description>&lt;p&gt; Formada nos fundos de uma república em Araraquara, interior de São Paulo, a banda &lt;strong&gt;Malditas Ovelhas&lt;/strong&gt; percorreu um caminho lento, contínuo, persistente. Trabalhando quietos e de forma competente, se inserem hoje no seio da cena da musica instrumental brasileira que, felizmente, volta a se fazer presente e cheia de qualidade, diversidade, com bandas enérgicas, e, com certeza o mais importante, &lt;strong&gt;possuidoras de uma personalidade brutal,&lt;/strong&gt; algo tão raro num momento de eterno consumo do mesmo, do saturado, da repetição.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://opensadorselvagem.org/images/stories/arte-e-entretenimento/ao-sul-de-lugar-nenhum/7111.jpg" alt="alt" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Experimental, progressiva, cheia de misturas a princípio improváveis, os Malditas Ovelhas vem se mantendo fiel a uma sonoridade cheia de novidades, fazendo da música uma viagem, senão lisérgica, um tanto surreal e libertadora, driblando de alguma forma os perigos e enigmas (decifra-me ou devoro-te) do tão propagado &amp;ldquo;cenário independente&amp;rdquo; que vem passando por investidas de um tipo &amp;ldquo;alternativo&amp;rdquo; de capitalismo, onde perde-se a noção da transformação radical e segue-se por uma via um pouco hierárquica (e assim, contraditória) de coletividade. &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Dentro de uma dificuldade pessoal de falar sobre música, prefiro falar dos sentimentos gerados pelos acordes tresloucados e batidas vigorosas. &lt;strong&gt;Zé Guilherme, Eduardo Rodrigues, Bruno Almeida e Yraê Araújo&lt;/strong&gt;. Dentro de um revezamento nos instrumentos que pressupõe uma não especialização &amp;ndash; algo por si só político &amp;ndash; no processo de criação, é fato destacar que o Yraê é um mestre contador de histórias na guitarra, assim como Zé Guilherme é um operário conscientemente louco que bate com força e alma na bateria.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;img src="http://opensadorselvagem.org/images/stories/arte-e-entretenimento/ao-sul-de-lugar-nenhum/mo - logo principal2.jpg" alt="logo" title="logo1" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Faz toda diferença quando agente acompanha uma banda desde a sua formação, percebendo claramente os avanços, afinamentos, a seriedade, e principalmente, o sentimento notório de que eles acreditam piamente no que fazem e no como fazem &amp;ndash; algo raro hoje em dia, onde as coisas são feitas para simplesmente aparecer, um conceito oposto ao &amp;ldquo;ser&amp;rdquo;. &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Os caras têm um&lt;strong&gt; EP recém-lançado intitulado &amp;ldquo;A Punga&amp;rdquo;&lt;/strong&gt; (que pode ser baixado gratuitamente), um disco cheio saindo em breve e um clipe meio síntese, ou representativo, do caminho contínuo que eles continuam traçando. Fazem sua divulgação seguindo a tendência &amp;ndash; positiva &amp;ndash; da guerrilha virtual. O clipe citado, da música &lt;strong&gt;&amp;ldquo;Cantagalo&amp;rdquo;&lt;/strong&gt; você pode conferir aqui &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=mbDLQhL6YX0"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=mbDLQhL6YX0&lt;/a&gt;. Para conferir todo o trabalho do Malditas Ovelhas: &lt;a href="http://malditasovelhas.blogspot.com.br/"&gt;http://malditasovelhas.blogspot.com.br/&lt;/a&gt;; &lt;a href="https://www.facebook.com/malditasovelhas"&gt;https://www.facebook.com/malditasovelhas&lt;/a&gt;; &lt;a href="http://malditasovelhas.tnb.art.br/"&gt;http://malditasovelhas.tnb.art.br/&lt;/a&gt;; &lt;a href="http://tramavirtual.uol.com.br/malditasovelhas/"&gt;http://tramavirtual.uol.com.br/malditasovelhas/&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Malditas Ovelhas é música instrumental, porque já tem muita gente discursando por aí.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Para quem quiser conhecer mais a inovadora &amp;ndash; e ainda um pouco desprestigiada - música instrumental brasileira visite o excelente: &lt;a href="http://bocafechada.wordpress.com/"&gt;http://bocafechada.wordpress.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=qAc4_XmgUkg:-oVedEKPlhE:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=qAc4_XmgUkg:-oVedEKPlhE:F7zBnMyn0Lo"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?i=qAc4_XmgUkg:-oVedEKPlhE:F7zBnMyn0Lo" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=qAc4_XmgUkg:-oVedEKPlhE:gIN9vFwOqvQ"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?i=qAc4_XmgUkg:-oVedEKPlhE:gIN9vFwOqvQ" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=qAc4_XmgUkg:-oVedEKPlhE:qj6IDK7rITs"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?d=qj6IDK7rITs" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OPensadorSelvagem/~4/qAc4_XmgUkg" height="1" width="1"/&gt;</description>
			<author>diogo.brunner@uol.com.br (Diogo Brunner)</author>
			<category>frontpage</category>
			<pubDate>Mon, 09 Apr 2012 20:11:13 +0000</pubDate>
		<feedburner:origLink>http://opensadorselvagem.org/arte-e-cultura/ao-sul-de-lugar-nenhum/a-musica-instrumental-do-malditas-ovelhas</feedburner:origLink></item>
		<item>
			<title>Deus é brasileiro? Não sei, mas o Demo com certeza é!</title>
			<link>http://feedproxy.google.com/~r/OPensadorSelvagem/~3/6GA0i73HPZ4/deus-e-brasileiro-nao-sei-mas-o-demo-com-certeza-e</link>
			<guid isPermaLink="false">http://opensadorselvagem.org/vida-e-estilo/hypocrisis/deus-e-brasileiro-nao-sei-mas-o-demo-com-certeza-e</guid>
			<description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div&gt;Imagine um adolescente com uma educação formal e familiar razoavelmente boa. Sem dúvida há de se interessar pelas redes sociais um pouco além dos simples &amp;ldquo;sahuashausahusah&amp;rsquo;s&amp;rdquo;. O que ele verá? Uma pequena viagem pelas redes mais populares nos permite ver alguns dos maiores problemas em pauta, hoje, no Brasil e com os quais nosso suposto adolescente se impressiona:&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;- Privataria Tucana&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;- Demóstenes e Cachoeira&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;- Sexo com menores de 12 anos sob aprovação do Poder Judiciário&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;- estado laico&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;- estado violento (Pinheirinho, USP...)&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;- estado com investimentos em saúde e educação abaixo do mínimo necessário&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;- Copa do Mundo 2014&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;- GLBT, indígenas e direito das minorias&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;- Belo Monte&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;- Eleições em São Paulo&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;- Lula e o SUS&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; - Comissão da Verdade e Ditadura Civil-Militar&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;A lista é bem maior, mas é o que veio de chofre ao começar.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Os temas acima, apesar de pintados com cores de gravidade nas redes, não significam absolutamente nada para a grande maioria da população brasileira que não tem acesso à internet e trabalha como escrava.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Privataria Tucana? Conheci pessoalmente o Amaury Ribeiro Jr, em uma viagem para São Paulo. Sentou ao meu lado no avião. Conversamos. Como bom fã, tirei foto abraçado. As pessoas ficaram nos olhando como se fossemos dois marcianos que conversavam sobre a última tempestade de areia em Marte.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Quando o vi, fiz o devido alarde, pensando que talvez tivéssemos uma viagem com uma palestra/entrevista exclusiva. Para minha decepção, creio só eu o reconheci. Privatizações? Nada que o tempo não resolva... E nada que nosso adolescente não entenda...&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;O hit do momento. Um baluarte da nação. Um SENADOR. Sim, com maiúsculas. Ex-procurador-geral de Justiça. Cargo ao qual a sociedade entregou a chefia da sua defesa. Dessa tenho dificuldade em afirmar se nosso adolescente vai compreender.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Por falar em compreender, se há algo que foge à compreensão de qualquer adolescente, mesmo daqueles que transam com namoradinhas de 12 anos é essa história de curriculum vitae ser chave que abre porta de cadeia. O mais interessante do fato é a discussão do juridiquês envolvido. Nossos doutos operadores do Direito esquecem que mais de 150 milhões de brasileiros não fazem a mínima ideia do que eles falam.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Só resta dizer o óbvio: a que ponto chegaram alguns magistrados brasileiros, que esquecem que são pagos não para dizer o Direito, ou sequer para fazer Justiça, mas para serem o fiel da balança entre a barbárie e a civilização.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Andando...&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;O Estado. Laico, violento, incapaz. A laicidade do estado começou a tomar forma, de uns anos prá cá, com a &amp;ldquo;neo&amp;rdquo; cruzada contra os ímpios do Congresso, levada a efeito pelos evangélicos. Mas parece ter se consumado com um ato administrativo do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, ao proibir, movido por ONGs, símbolos da maioria cristã nos recintos públicos das suas serventias. Questão de fácil compreensão para adolescentes... Ser laico é respeitar a todos... e a nenhum em particular...&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Estado violento? Sempre foi. Novidade alguma para quem tem que estudar história para o vestibular. Eu mesmo, quando estudante, apanhei diversas vezes do Estado. Por sinal, creio que até é razão de orgulho ter apanhado do Estado. Nada que uma boa roda de cerveja não resolva... Para os que sobreviverem, claro...&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Inútil? Qualquer adolescente sem instrução sabe que Estado é algo inútil. Inútil é perder tempo aqui com isso...&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Tanto quanto seria inútil reclamar da eterna vontade do povo de ver a Copa do Mundo ser realizada no Brasil. Da hipocrisia de ver problemas sociais sendo resolvidos apenas porque a Copa é nossa! Enfim, qual adolescente não quer ver a Copa? Fácil aceitar...&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Eleições em São Paulo, Lula e o SUS, Belo Monte e outras questões correlatas foram citadas para encher a lista. Normalmente aparecem quando há falta de algo com mais substância do que reclamar e apenas pela característica do supremo maniqueísmo com que são tratadas: a favor ou contra. Típico comportamento de adolescente. Eles entendem... (e estão cagando e andando pra elas...)&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;A Comissão da Verdade e a Ditadura Civil-Militar são reflexos da qualidade de vida que atingimos: coisa de velhos. Gente que já durou demais na vida e não tem mais o que fazer a não ser achar sarna pra se coçar. Tem até algumas guriazinhas novas, alçadas a cargos públicos de relativa importância que acham que devem batalhar por isso.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Mas pensem bem: quem está no poder hoje no Brasil? Não são os mesmos &amp;ldquo;torturados/perseguidos&amp;rdquo; pela ditadura civil-militar? Oito anos de um sociólogo que se refugiou? Mais oito anos de um metalúrgico que sofreu agruras? E quatro anos de uma presa política? Sem falar nos que querem mamar: ex-presidentes e congressitas da UNE? E por aí vai? Isso parecerá um pouco complicado para nosso adolescente, mas nada se compara com o que virá depois do próximo tema.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;O campeão de audiência, sem dúvida (e sempre foi na história da humanidade) é o sexo. Culpa da cobra, claro! Mas essa é outra de fácil entendimento pelos adolescentes. Sexo é coisa do passado. Culpa pelo sexo também é coisa do passado. Os adolescentes de hoje estão perdidos demais para entender isso. Sexo é bom e pronto! Seja onde for...  Mas é culpa de quem?&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Todas essas &amp;ldquo;brigas&amp;rdquo; são, de uma forma ou de outra, fáceis de resolver. Mas há uma força atuando entre nós que é somente equiparável ao demônio bíblico: rival em pé de igualdade com Deus: o sistema midiático (doravante, onde se lê &amp;ldquo;mídia&amp;rdquo;, leia-se &amp;ldquo;sistema midiático, composto por toda a cadeia interessada na sua existência.&amp;rdquo;).&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;O maior crime que cometemos contra nossa juventude (e crianças) é fazer pouco para acabar de vez com a diabólica influência da mídia sobre o povo. Se há maldade no mundo, uma das razões é a repetida e consciente vontade da mídia em divulgar o mal, sob o pretexto de &amp;ldquo;bem informar&amp;rdquo;.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;E aqui chegamos ao núcleo do texto: a liberdade de informação, maior arma utilizada pela mídia para defender seu reinado demoníaco sobre as pessoas e o maior crime cometido contra nossas crianças e adolescentes.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Sob a bandeira esfarrapada da censura, a mídia defende que nada pode ser contra ela e que somente ela tem o direito absoluto de dizer o que bem entende, acima dos próprios poderes do Estado constituído (em tese) pela sociedade.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;A censura, única bandeira que resta para a mídia, é um argumento tão fajuto que me admira ter gente &amp;ldquo;boa&amp;rdquo;, &amp;ldquo;do bem&amp;rdquo;, que defenda ser a mídia censura no Brasil. Sem entrar no juridiquês, desnecessário, mas há um bom &amp;ldquo;par de anos&amp;rdquo; é sabido que não existe direito absoluto, mesmo no rol dos fundamentais. Sequer o direito à vida o é!  E que a procura judicial para a defesa de direitos que julgamos foram ou serão ofendido estão, na Constituição, pari passu, lado a lado ao tão propalado direito à informação e à livre expressão.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;A todos é garantido preservar previamente direito julgado que será ofendido. Menos, parece, para a mídia. Sobrepõe a sua força para fazer valer a visão de que tudo é censura. Faz questão, a mídia, de inculcar no povo a ideia de que somente ter direitos é o que vale. Jamais a de que, antes de direitos, como cidadãos somos seres de obrigações. Nós fazemos um contrato com a sociedade, ela, a mídia, não.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Há uma confusão cirurgicamente plantada há anos pela mídia: a de que decisão judicial em sede de liminar constitui-se em censura! Cirurgicamente nos fazem retornar ao medievo ao implantarem uma nova ordem divina, um novo Deus. Modernamente, o tal de quarto poder! (mais conhecido como PIG. Mas, lembremos que há os pequenos em cada recanto desse país...).&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Se há algo pelo qual devemos lutar é, com certeza, não pelos temas apontados no início, mas contra o fim da dominação dessa mídia demoníaca e de seus vassalos.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Se fosse jovem hoje, juro que não entenderia como a geração que me precedeu deixou isso acontecer... Eu sou da geração anterior... E estou vendo essa velha mídia do meu tempo ruir...&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Tenhamos coragem para ajudar nossa juventude para que não sejam mais influenciados pelos grandes e pequenos PIGs...&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OPensadorSelvagem/~4/6GA0i73HPZ4" height="1" width="1"/&gt;</description>
			<author>luizafonsoe@gmail.com (Luiz Afonso Alencastre Escosteguy)</author>
			<category>frontpage</category>
			<pubDate>Sat, 07 Apr 2012 23:17:05 +0000</pubDate>
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		<item>
			<title>Uma história crônica de amor cansado e segredos permanentes</title>
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			<description>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;Vou contar um segredo &lt;strong&gt;meu&lt;/strong&gt; como se fosse &lt;strong&gt;seu&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;(E segredos revelados são as únicas certezas que possuímos quando estamos sozinhos?)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;Lembro de começar a guardar segredos ainda cedo. E aquilo &amp;ndash; gostar de meninos &amp;ndash; me afastava do amor da mãe, da minha, do respeito dos outros, os de fora.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;Ela foi mãe solteira em tempos de um regime perverso de preconceitos covardes, e eu, a obra fortuita de um fracasso desmedido. Mamãe viveu alguns meses trancafiada num quarto protegido pelo amor do seu pai. Confiou no homem a quem ela havia entregado o amor, e, cega, esperou um cuidado gêmeo da sua oferta de permanência.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;Mamãe só via o sol quando seu pai a acolhia com palavras confortáveis. Suas irmãs mantiveram uma intriga maliciosa durante anos; um dia qualquer naqueles tempos, mamãe resolveu encarar o lado de fora do quarto, o espaço livre oferecido pelo pai. Assustou-se com o tamanho da sua liberdade e com o amor do meu avô. Resolveu explorar a beleza do quarto das irmãs; apenas uma, a Graça da irmã mais nova, a visitava e deixava visitar-se. Quando mamãe entrou no quarto, sentou-se na cama e experimentou o conforto que as irmãs não lhe permitiam sentir diariamente, as irmãs, ao vê-la saborear a tentativa de ser como qualquer outra mulher, pediram, ofensivas, que mamãe se retirasse.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;Em seguida, supondo que o espaço da cama ocupado por mamãe estivesse sujo e maculado por sua doença de mãe-solteira-que-amou-demais, elas arrancaram a colcha da cama e colocaram-na no tanque com água quente, sabão e detergente. Mamãe voltou para se esconder, reclusa, em seu medo de tentar ser como as outras. Chorou copiosamente. Eu estava por perto, sempre por baixo. Deixei meu carinho rastejar até a superfície da sua dor. Aparei duas lágrimas que caíram no chão, e as experimentei. Depois ri de mim. Gosto de mamãe-infeliz é de um desentendimento paralisante quando se é uma criança de apenas dois anos.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;Desde esse tempo, minha mãe é uma guerra escondida na mansidão de sua aparente satisfação invencível. Destemida nas maneiras de enfrentar a vida, de se reerguer, de amar apenas as irmãs que a apoiaram (Chega a ser insuportável amar alguém para sempre?). Ela mantém a coragem iluminada que inflou a salvação em sua vida quando, há trinta anos, uma gravidez fez dela uma mulher indigna. Um filho, uma paixão limitada, um relacionamento de mão única. Mamãe esteve escondida em seus medos durante todos esses anos. Lá fora, ainda mora a decepção.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;Quando cheguei até ela e tentei explicar o que estava acontecendo comigo, que eu também não entendia, porque eu começara a amar diferente, ao avesso (o menino do sorriso de sol inteiro e cheiro de chuva mansa, o menino que ama todo mundo ao mesmo tempo) e não sabia o que fazer, minha mãe resolveu chorar, jogar-se no chão da nossa sala de pisos limpos, ancorando seu desespero no oceano de lágrimas de desengano, e a profundidade de todas as palavras dela (escroto, amaldiçoado, miserável, infeliz, perdido, demônio, bicha, maldito, prefiro você morto) me levaram para longe de mim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;Ela, que deveria me explicar sobre afeição, deu uma demonstração reveladora, e até previsível, de que eu não conseguiria aprender a amar alguém com cuidados duradouros e amparadores. A âncora de sua embarcação feroz, não encontrando terra úmida sob a superfície do oceano escuro que enchia sua noite de imensidão assustadora, atingiu minha vontade de permanecer vivo. Eu estava no fundo. E eu não saberia amar ninguém. Eu nunca aprenderia a amar alguém. Como ela.Sou filho de uma paixão esgotada que culminou no erro e no abandono.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;Mas ela não era negligente. Nunca foi. Notável é perceber que ela ainda sofre por não entender o que sempre fui. Não dependia de mim a mudança, tampouco das suas orações. Para ela, um pecado; em mim, a glória.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;Penso que só quando completei quinze anos a família começou a entender que eu era um demônio legal, atencioso, cheio de limites, carinhoso, com bom senso e uma noção extravagante de inadequação para espaços dignos. Eu vivia dentro de uma farsa. Ninguém me via triste, porque ser triste era como confirmar a hipótese patética deles de que um filho errante, de uma relação abortada, estava condenado à amargura e ao defeito. Comecei a rir de tudo, principalmente de mim. Quando algumas das tias humilhavam minha mãe, eu ria. Mamãe maldizendo suas escolhas, eu ria. Mamãe pedindo que eu fosse tão macho quanto um homem deveria ser, eu ria. Quando meu pai sumiu de vez, eu gargalhei escancaradamente. (Aos vinte e nove anos, estou abraçado à solidão e ao segredo, com medo de ser sempre deixado pelos amigos e pelas paqueras romantizadas, e rindo).&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;Quando meu avô morreu, liguei para o celular dele; liguei quarenta e oito vezes e ninguém atendeu. Queria que ele atendesse, ou retornasse a ligação depois, e dissesse para eu não ter medo de amar o amor de alguém, para eu não ter medo de ficar sozinho. Então eu ri; ri de mim ao buscar o único amor que, se pudesse ter escolhido, não teria me deixado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;Até os meus redondos e discretos vinte e dois anos, ela ainda mantinha seu olhar cuidadoso, para depois perceber que eu a decepcionaria de qualquer forma, que eu não seria o filho amado que casaria com uma mulher, de quem ela gostaria tanto, e que os meus filhos não seriam a nova geração sem sacrifícios, os filhos da vingança, que esses filhos, que transformariam anos de rejeição e vergonha em glória, continuariam como filhos do preconceito.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;Em um momento, estavam lá seus abraços, seus mimos. De repente, um desagrado tedioso se abatia sobre ela, e as ofensas voavam silenciosas e cortantes, uma névoa negra, como fuligem grossa, entre nós, e a clareza que revestia nosso contato desaparecia. O seu amor enfrentando um congestionamento de ignorância, injustiça, desespero e proteção. E é desesperador ser odiado por quem deveria cuidar das suas ofertas; é desagregador ser esquecido por um amor que vestiu as indecências de um preconceito indelicado. O medo da vergonha e a decepção conferiram à sua maternidade protetora uma dose profética de certezas imutáveis: eu mancharia o nome da família, mais uma vez.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;Tive contato com homens de opiniões viris, masculinizados ao extremo. Tios e amigos de tios. Protegiam a astuta concretude de sua imagem através de narrativas compridas de suas experiências sexuais. Numa certa viagem, um deslocamento desagradável entre cidades pequenas, ouvi escabrosos relatos de dois amigos de uma prima da mamãe. Eles empenhavam-se em não manter qualquer postura decente; contaram, em duas horas, histórias incomuns sobre todas as mulheres que experimentaram. Um velho boçal de arrotos vibrantes e um jovem seboso com um chilique preso na língua.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;Descreviam anatomias ridículas das mulheres, as posições mais satisfatórias e as mais degradantes, arrotavam, batiam na mesa, declaravam notas médias para mulheres que não sabiam fazer um sexo oral saliente e promissor, peidavam alto, bebiam cerveja, riam das moças feias que eles comeram, penalizados pelo desespero e ilusão que elas mantinham sobre o compromisso de serem amadas depois do sexo vagabundo, difamaram toda uma comunidade de mulheres pacificadas pelos desejos realizados, e se vangloriavam da sua idiotice pornográfica. Mamãe gracejava sua gargalhada desconfiada, e olhava em minha direção; arrastava, envergonhada, seus olhos sobre minha pose vacilante e terna de quem não concorda com tudo e não vai saber o que fazer dentro da ignorância alheia. Eu segurava um livro da Clarice Lispector e outro do Lúcio Cardoso. Eu tinha 14 anos. Eu não sabia comer uma mulher e falar mal das pessoas, eu não liberava peidos vulcânicos em público, não ria da desgraça de mulheres mal comidas. Minha mãe queria que eu fosse um homem diferente. Ela afiou seus desejos e disse, séria, a boca cheia de nojo, acho que de mim: Você deveria ser assim como eles.  &lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;Sei que ela não esperava ter um filho fora dos padrões. Eu seria a sua defesa viva e comportada que garantiria nossa salvação: ela não seria mais julgada. E manteve por anos um amor raro, até excessivo, uma proteção blindada e sufocante. Eu pedia tantas desculpas e dizia tantos obrigados por seu como eu era que me acostumei à posição cruel de manter-me inequivocadamente ofendido e bem educado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;Entendo que sou parte de todas as suas relações assombradas, e que a forma como ela me enxergava não seria alterada. O passado emprestou-lhe olhos manchados de distância e injustiça; eu era uma sombra saliente e indomável nas suas escolhas malfadadas.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;E se eu não tivesse nascido? E se eu fosse exatamente como ela gostaria? Talvez tudo entre nós fosse diferente. Eu tinha 14 anos e queria nascer outra pessoa, ter o contorno exato das expectativas da minha mãe. Não sei como a verdade poderia acalentar seu futuro. A verdade ainda serve como uma maldição para algumas pessoas. As mentiras salvam. E eu prefiro estar dentro das dificuldades debilitantes, mas libertadoras, que a verdade proporciona.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;- Homem com homem vira lobisomem, meu filho! Um demônio horroroso e sujo, meu amor. Você sabe como se mata um lobisomem?&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;- Não, mãe! Como?&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;- Odiando-o pelo resto da vida, e deixando a rejeição brotar no coração dele.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;- Até ele se sentir sozinho?&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;- Até ele se sentir SEMPRE sozinho.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;- Mãe, acho que eu me sinto sozinho às vezes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;Hoje, minha mãe não confia mais em mim. Vinte e nove anos e não sei ser feliz por completo ao sustentar silêncios intermináveis e omissões escondidas em atos que aparentam imaturidade, mas que, no entanto, revelam um medo de rejeição. A verdade chega até ela como uma praga, todas as verdades bem cuidadas que, penso eu, nos aproximariam, confeririam ao nosso amor uma nova estrutura de competência e amparo. Mas todas as verdades que vivemos tornaram-se intratáveis. Uma limitação incalculável ao tentar desatar todos os nós desses desentendimentos, pois, não há um argumento que a faça repensar sua crença na malícia satânica e patológica de quaisquer escolhas que eu faça.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;É difícil não se perceber como um demônio quando a sua família exorciza diariamente a felicidade que se aprende a consagrar, quando a família amaldiçoa a alegria que te confere liberdade e vontade de nunca querer morrer, quando a família faz tudo isso orando em nome de um preconceito implacável.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;E no bilhete de despedida, explicarei minha vida nova:&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;font face="Arial"&gt;&lt;span style="font-size: 9px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; "&gt;Mãe, o amor também sabe desistir do que não muda.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OPensadorSelvagem/~4/Fmlb5odfdA8" height="1" width="1"/&gt;</description>
			<author>raimundoneto22@hotmail.com (Raimundo Neto)</author>
			<category>frontpage</category>
			<pubDate>Wed, 04 Apr 2012 01:48:52 +0000</pubDate>
		<feedburner:origLink>http://opensadorselvagem.org/vida-e-estilo/fragmentos-da-vida-cotidiana/uma-historia-cronica-de-amor-cansado-e-segredos-permanentes</feedburner:origLink></item>
		<item>
			<title>O "segredo" por trás da compostagem</title>
			<link>http://feedproxy.google.com/~r/OPensadorSelvagem/~3/wgPw8BTYxBc/nao-sei-o-titulo</link>
			<guid isPermaLink="false">http://opensadorselvagem.org/vida-e-estilo/3-dimensao/nao-sei-o-titulo</guid>
			<description>&lt;div&gt; Saudações, pessoal!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Antes de começarmos, quero lembrá-los que, no artigo de estreia, vimos como é importante trazermos para o mundo real as mudanças que gostaríamos de ver sendo praticadas e vimos que é sobre isso que essa coluna trata: deixar de discursar sobre como a sociedade deveria agir, o &amp;ldquo;people should" (pessoas deveriam), como diz um amigo e agir assim de verdade.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Isso pode ser representado, para citar um exemplo, por: &amp;ldquo;A minha composteira não salvará o meio ambiente. E, se nós todos fizermos composteiras?&amp;rdquo;. Bom, para isso, no mínimo, eu preciso fazer a minha. Servir de exemplo, afinal, aprendemos copiando entre outras formas.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; E, sim, isso é lição de criança, tipo as histórias que ouvimos na pré-escola.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Nós praticamos???&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; A maioria não. Afirmo com essa convicção porque, "Surpresa!", se praticássemos, teria dado certo!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; O que está errado então? Como podemos fazer com que cada célula deste grande ser vivo (nós humanos em relação à Terra), faça sua parte? Bom, esse é um assunto para outro artigo. Nosso último já se dedicou ao pensamento, este vem com prática!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Alguém aí falou de compostagem???&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Antes de detalhes técnicos e de estudar como isso nos interessa, veja só, essas são as composteiras aqui de casa. Dois baldes com terra e resíduos da minha alimentação, vedados e sem cheiro.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;img alt="alt" src="http://opensadorselvagem.org/images/stories/vidaeestilo/terceira-dimensao/compostagemops.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Ainda antes de continuarmos, vale trazer um trecho do que foi um post no meu blog sobre mudanças, um que envolvia justamente compostagem, assunto que virou este artigo aqui.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&amp;ldquo;(...)&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Então, por que mudar, por exemplo, nossa forma de viver? Digo, por que devemos mudar agora, pra ontem a bem dizer, nossa forma de ser?&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Parece-me óbvio: desigualdade social, assaltos, assassinatos, poluição e destruição dos próprios meios de vida, extinção precoce de espécies, proliferação de doenças das quais não deveríamos mais ser vítimas, acidentes de trânsito, trabalho forçado, esforço físico desnecessário, enfim...motivos não faltam para entender que a sociedade humana, os humanos enquanto espécie, precisam, se quiserem viver por mais alguns anos na Terra, mudar!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Ok...mas por que eu ou você devemos mudar?&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Ora, a sociedade humana é feita de...&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Prêmio para a garotinha de óculos e cabelo com rabo de cavalo! O que ela respondeu com sua euforia científica?&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Humanos!!!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;(...)&amp;rdquo;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Amigos, nós precisamos mudar nossa rotina. Vivemos o que Juliano Moreira chamou, em &lt;a target="_blank" href="http://suavidaeumaporcaria.com.br/"&gt;Sua vida é uma porcaria e a culpa é minha&lt;/a&gt;, de Esquizofrenia Social e, devo adicionar, como um sintoma, o que há algum tempo eu chamava de doença, chamava de Patologia Revolucionária.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; A Patologia revolucionária constituía-se, principalmente, de duas características: A Zona de Conforto (mais tarde chamada Matrix Social) e a Privação da Criatividade.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; À privação da criatividade daremos atenção outrora.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; A Matrix Social, hoje vejo, é parte intrínseca da Esquizofrenia Social. O que, no meu trabalho, dedicava atenção a ativistas, por assim chamá-los, agora mostra-se presente em todos.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Nós, todos nós, pensamos identificar o mundo por trás da Matrix, mas não o enxergamos de fato. Nós pensamos ter entendido a aulinha da pré-escola sobre meio ambiente. Nós não entendemos! Se tivéssemos entendido, teríamos ido além e identificado as falhas por trás do próprio conceito de lixo!!! Teríamos, no mínimo, começado a jogar lixo no lixo e não no chão...&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Eu sei, eu escrevo bastante, quase tanto quanto falo. Digo tanto, pois entendo a importância deste raciocínio. Trata-se de ser a mudança mais uma vez!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; O que essas teorias vêm nos dizer (além de outras coisas), é que, &amp;ldquo;curtir&amp;rdquo; uma imagem de reciclagem no Facebook não é mudar coisa alguma! A Matrix Social fala sobre reconhecer os símbolos verdes passando por trás de tudo o que vemos e usamos no dia a dia enquanto a Esquizofrenia Social nos mostra que vivemos em uma ilusão de realidade, acreditando que o mundo e nossa sociedade são o que são por que essa é a única possibilidade!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Venho pedir-lhe com toda humildade que posso, agora.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Abra os olhos.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Enxergue o que está na sua volta e entenda: Se você continuar erguendo cartazes &amp;ldquo;CONTRA BELO MONTE&amp;rdquo;, &amp;ldquo;PROTEJAM OS ANIMAIS&amp;rdquo;, &amp;ldquo;RECICLE SEU LIXO&amp;rdquo; e jogando suas cascas de batata no lixo para aquele caminhão levar, você está sofrendo de uma doença séria que vai acabar matando à todos nós, tenha ela o nome que tiver.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Não gostar da forma como o livre comércio lida com a vida dos consumidores e continuar comprando hambúrgueres no Mc...aliás...troquemos de exemplo, pois cabe aqui uma frase que li nos últimos dias: &amp;ldquo;Fighting for peace is like fucking for virginity&amp;rdquo;, em português, &amp;ldquo;Lutar pela paz é como transar pela virgindade&amp;rdquo;.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Meio ambiente é mesmo uma preocupação pra ti? Sua alimentação também pede por sua atenção?&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Ok, eu tenho uma dica: escolha um recipiente de alguns litros (bons litros), coloque uns quinze centímetros de terra e comece a jogar lá todo o lixo vegetal (para começar) que sua casa produza. Mexa vez que outra e dê um tempo para a natureza que, em algumas semanas (ou meses), você terá uma ótima fonte de nutrientes para alimentar vegetais plantados em seu próprio jardim ou, pra quem não tem jardim, agricultura vertical serve.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; A compostagem é um mecanismo usado para controlar a decomposição de nossos resíduos, transformando-os em adubo natural através do uso de bactérias anaeróbicas e mesmo de minhocas! O resultado, além de terra boa, é o que chamamos de húmus, um líquido que pode ser "regado" às plantas, de forma que elas se tornem mais fortes, resistentes, nutridas. Além de tudo isso, eu, sozinho, tiro um quilo de lixo de algum aterro sanitário em, atualmente, umas duas semanas ou mais (antigamente uma semana juntava tudo isso). Somando à seleção de lixo reciclável, eu praticamente não entrego nada para os carinhas do caminhão.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Isso, permitam-me falar das próprias ações só hoje, é ser a mudança! Se eu quero menos lixo num aterro sanitário, eu não mando lixo pro aterro sanitário, eu uso uma técnica simples para tratá-lo em casa e adquirir autonomia na produção de bons vegetais como consequência!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Meios eficazes de compostagem existem e aqui vão alguns links interessantes. Cabe a você encontrar o que melhor atende suas singularidades de discernimento.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;a target="_blank" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Compostagem"&gt;Compostagem na Wikipédia&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;a target="_blank" href="http://www.ib.usp.br/coletaseletiva/saudecoletiva/compostagem.htm"&gt;Compostagem na USP&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;a target="_blank" href="http://www.lixo.com.br/index.php?Itemid=254&amp;id=147&amp;option=com_content&amp;task=view"&gt;Compostagem no Lixo.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;a target="_blank" href="http://www.funasa.gov.br/internet/arquivos/biblioteca/potCompostagemFamiliar.pdf"&gt;Compostagem FUNASA&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;a target="_blank" href="http://www.cnpmf.embrapa.br/publicacoes/circulares/circular_76.pdf"&gt;Compostagem na EMBRAPA&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; E, como não poderia faltar: &lt;a target="_blank" href="http://casa.hsw.uol.com.br/compostagem.htm"&gt;Compostagem no Hou Stuff Works&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Não sabe o que é agricultura vertical? Links.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;a target="_blank" href="http://carcari.blogspot.com.br/2011/07/agricultura-vertical.html"&gt;Agricultura Vertical no Pé na Terra&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;a target="_blank" href="http://ciencia.hsw.uol.com.br/fazendas-verticais.htm"&gt;Agricultura Vertical no How Stuff Works&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;a target="_blank" href="http://www.dolceta.eu/portugal/Mod5/Agricultura-urbana-vertical.html"&gt;Agricultura Vertical no Dolceta&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Pode parecer chato vir aqui falar tanto sobre composteira e postar "manuais" em forma de link. Pensando nessa possível interpretação, cheguei a uma conclusão: não tenho testes que tragam algo de novo para a tecnologia (salvo descobrir que dá pra fazer um formicário com composteiras mal tampadas), logo, é uma questão de repetir conhecimento técnico, não há motivos para redigitar o que já foi digitado por tanta gente, pois esses guias já funcionam para seu propósito. O tipo de mensagem passado com o resto do texto é que parece não ter sido clara outras tantas vezes.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; Lembre-se: Ser a mudança que você quer ver no mundo não é uma medida paliativa ou uma história para crianças, é, simplesmente, a melhor estratégia que nós temos, quando realmente entendemos do que se trata.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Um forte abraço aos irmãos humanos!&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=wgPw8BTYxBc:w4g2GczMbK0:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=wgPw8BTYxBc:w4g2GczMbK0:F7zBnMyn0Lo"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?i=wgPw8BTYxBc:w4g2GczMbK0:F7zBnMyn0Lo" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=wgPw8BTYxBc:w4g2GczMbK0:gIN9vFwOqvQ"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?i=wgPw8BTYxBc:w4g2GczMbK0:gIN9vFwOqvQ" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=wgPw8BTYxBc:w4g2GczMbK0:qj6IDK7rITs"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?d=qj6IDK7rITs" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
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			<author>cmmenna@gmail.com (Cristian Menna)</author>
			<category>frontpage</category>
			<pubDate>Sat, 24 Mar 2012 00:31:39 +0000</pubDate>
		<media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/OPensadorSelvagem/~5/JFikSFHatR8/potCompostagemFamiliar.pdf" fileSize="1642503" type="application/pdf" /><itunes:subtitle> Saudações, pessoal!    Antes de começarmos, quero lembrá-los que, no artigo de estreia, vimos como é importante trazermos para o mundo real as mudanças que gostaríamos de ver sendo praticadas e vimos que é sobre isso que essa coluna trata: deixar de disc</itunes:subtitle><itunes:author>cmmenna@gmail.com (Cristian Menna)</itunes:author><itunes:summary> Saudações, pessoal!    Antes de começarmos, quero lembrá-los que, no artigo de estreia, vimos como é importante trazermos para o mundo real as mudanças que gostaríamos de ver sendo praticadas e vimos que é sobre isso que essa coluna trata: deixar de discursar sobre como a sociedade deveria agir, o &amp;ldquo;people should" (pessoas deveriam), como diz um amigo e agir assim de verdade.  Isso pode ser representado, para citar um exemplo, por: &amp;ldquo;A minha composteira não salvará o meio ambiente. E, se nós todos fizermos composteiras?&amp;rdquo;. Bom, para isso, no mínimo, eu preciso fazer a minha. Servir de exemplo, afinal, aprendemos copiando entre outras formas.    E, sim, isso é lição de criança, tipo as histórias que ouvimos na pré-escola.    Nós praticamos???    A maioria não. Afirmo com essa convicção porque, "Surpresa!", se praticássemos, teria dado certo!    O que está errado então? Como podemos fazer com que cada célula deste grande ser vivo (nós humanos em relação à Terra), faça sua parte? Bom, esse é um assunto para outro artigo. Nosso último já se dedicou ao pensamento, este vem com prática!    Alguém aí falou de compostagem???    Antes de detalhes técnicos e de estudar como isso nos interessa, veja só, essas são as composteiras aqui de casa. Dois baldes com terra e resíduos da minha alimentação, vedados e sem cheiro.      Ainda antes de continuarmos, vale trazer um trecho do que foi um post no meu blog sobre mudanças, um que envolvia justamente compostagem, assunto que virou este artigo aqui.   &amp;ldquo;(...)  Então, por que mudar, por exemplo, nossa forma de viver? Digo, por que devemos mudar agora, pra ontem a bem dizer, nossa forma de ser?    Parece-me óbvio: desigualdade social, assaltos, assassinatos, poluição e destruição dos próprios meios de vida, extinção precoce de espécies, proliferação de doenças das quais não deveríamos mais ser vítimas, acidentes de trânsito, trabalho forçado, esforço físico desnecessário, enfim...motivos não faltam para entender que a sociedade humana, os humanos enquanto espécie, precisam, se quiserem viver por mais alguns anos na Terra, mudar!    Ok...mas por que eu ou você devemos mudar?    Ora, a sociedade humana é feita de...    Prêmio para a garotinha de óculos e cabelo com rabo de cavalo! O que ela respondeu com sua euforia científica?    Humanos!!! (...)&amp;rdquo;    Amigos, nós precisamos mudar nossa rotina. Vivemos o que Juliano Moreira chamou, em Sua vida é uma porcaria e a culpa é minha, de Esquizofrenia Social e, devo adicionar, como um sintoma, o que há algum tempo eu chamava de doença, chamava de Patologia Revolucionária.    A Patologia revolucionária constituía-se, principalmente, de duas características: A Zona de Conforto (mais tarde chamada Matrix Social) e a Privação da Criatividade.    À privação da criatividade daremos atenção outrora.    A Matrix Social, hoje vejo, é parte intrínseca da Esquizofrenia Social. O que, no meu trabalho, dedicava atenção a ativistas, por assim chamá-los, agora mostra-se presente em todos.  Nós, todos nós, pensamos identificar o mundo por trás da Matrix, mas não o enxergamos de fato. Nós pensamos ter entendido a aulinha da pré-escola sobre meio ambiente. Nós não entendemos! Se tivéssemos entendido, teríamos ido além e identificado as falhas por trás do próprio conceito de lixo!!! Teríamos, no mínimo, começado a jogar lixo no lixo e não no chão...    Eu sei, eu escrevo bastante, quase tanto quanto falo. Digo tanto, pois entendo a importância deste raciocínio. Trata-se de ser a mudança mais uma vez!    O que essas teorias vêm nos dizer (além de outras coisas), é que, &amp;ldquo;curtir&amp;rdquo; uma imagem de reciclagem no Facebook não é mudar coisa alguma! A Matrix Social fala sobre reconhecer os símbolos verdes passando por trás de tudo o que vemos e usamos no dia a dia enquanto a Esquizofrenia Social nos mostra que vivemos em uma ilusão de realidade, acreditando que o mundo e nossa sociedade são o que são por que essa é a única possibilidade!    Venho </itunes:summary><itunes:keywords>frontpage</itunes:keywords><feedburner:origLink>http://opensadorselvagem.org/vida-e-estilo/3-dimensao/nao-sei-o-titulo</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/OPensadorSelvagem/~5/JFikSFHatR8/potCompostagemFamiliar.pdf" length="1642503" type="application/pdf" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.funasa.gov.br/internet/arquivos/biblioteca/potCompostagemFamiliar.pdf</feedburner:origEnclosureLink></item>
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