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		<title>O Pensador Selvagem</title>
		<description>Revista Eletrônica Colaborativa - Queremos seu talento! O OPS! é feito por todos nós. Entre em contato para saber como colaborar.</description>
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		<itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle>O Pensador Selvagem - in moto perpetuo produzindo inconscientes</itunes:subtitle><image><link>http://opensadorselvagem.org</link><url>http://opensadorselvagem.org/images/blogs/opsfeedburner.jpg</url><title>O Pensador Selvagem</title></image><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" href="http://feeds.feedburner.com/OPensadorSelvagem" type="application/rss+xml" /><feedburner:emailServiceId>OPensadorSelvagem</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname>http://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><feedburner:feedFlare href="http://add.my.yahoo.com/rss?url=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2FOPensadorSelvagem" src="http://us.i1.yimg.com/us.yimg.com/i/us/my/addtomyyahoo4.gif">Subscribe with My Yahoo!</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://www.newsgator.com/ngs/subscriber/subext.aspx?url=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2FOPensadorSelvagem" src="http://www.newsgator.com/images/ngsub1.gif">Subscribe with NewsGator</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://feeds.my.aol.com/add.jsp?url=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2FOPensadorSelvagem" src="http://o.aolcdn.com/favorites.my.aol.com/webmaster/ffclient/webroot/locale/en-US/images/myAOLButtonSmall.gif">Subscribe with My AOL</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://www.bloglines.com/sub/http://feeds.feedburner.com/OPensadorSelvagem" src="http://www.bloglines.com/images/sub_modern11.gif">Subscribe with Bloglines</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://www.netvibes.com/subscribe.php?url=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2FOPensadorSelvagem" src="http://www.netvibes.com/img/add2netvibes.gif">Subscribe with Netvibes</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://fusion.google.com/add?feedurl=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2FOPensadorSelvagem" src="http://buttons.googlesyndication.com/fusion/add.gif">Subscribe with Google</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://www.pageflakes.com/subscribe.aspx?url=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2FOPensadorSelvagem" src="http://www.pageflakes.com/ImageFile.ashx?instanceId=Static_4&amp;fileName=ATP_blu_91x17.gif">Subscribe with Pageflakes</feedburner:feedFlare><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com" /><item>
			<title>Uniban, Taliban, Autobahn e Croissant, quais as diferenças?</title>
			<link>http://feedproxy.google.com/~r/OPensadorSelvagem/~3/--xbjN0ri5g/uniban-taliban-autobahn-e-croissant-quais-as-diferencas-2</link>
			<description>&lt;!--THUMB images/comprofiler/tn62_4ad3f45754eeb.jpg THUMB--&gt; &lt;!--IMAGE images/stories/ops/editorial/Croissant2.gif IMAGE--&gt; Recentemente, alguns episódios que confirmam a lógica insana a qual presenciamos dia após dia no noticiário brasileiro me puseram a refletir. O pequeno contributo abaixo é um esforço meditativo em prol da “democracia” (que cada vez mais acredito ser coisa do “demo” mesmo). Vamos então às diferenças:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="margin-left: 10px; float: right;" alt="Croissant2" src="http://opensadorselvagem.org/images/stories/ops/editorial/Croissant2.gif" width="160" height="76" /&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Croissant:&lt;/span&gt; é uma palavra francesa, que significa crescente. Identifica um pão característico, de massa folhada em formato de meia-lua, feito de farinha, açúcar, sal, leite, fermento, manteiga e ovo para pincelar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Autobahn:&lt;/span&gt; é um termo da língua alemã, que significa literalmente caminho ou percurso (Bahn) para carros (Auto). O termo oficial é Bundesautobahn (auto-estrada federal).&lt;br /&gt;A Autobahn na Alemanha é similar a uma auto-estrada. O que diferencia a Autobahn da auto-estrada de outros países é a ausência do limite de velocidade, porém, recomenda-se uma velocidade de 130 km/h. Somente estradas de duas vias em cada direção são consideradas do tipo Autobahn na Alemanha. Obviamente há limite de velocidade em lugares considerados perigosos, regiões montanhosas, estradas sinuosas ou perto de regiões urbanas com trânsito intenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Taliban (ou Talibã):&lt;/span&gt; o talibã (também transliterado talebã, taliban ou taleban, que em farsi significa estudantes) é um movimento islamita extremista nacionalista da etnia afegane pashtu, que efetivamente governou o Afeganistão entre 1996 e 2001, apesar de seu governo ter tido reconhecimento de apenas três países: Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Paquistão. Seus membros mais influentes, incluindo seu lídeo Mohammed Omar, eram simplesmente ulema (isto é, alunos universitários) em suas vilas natais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas atividades que foram banidas do Afeganistão durante o regime do taliban:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; * leitura de alguns livros&lt;br /&gt; * portar câmeras sem licença&lt;br /&gt; * cinema, televisão, uso de videocassetes (considerados decadentes e promotores da pornografia ou de idéias não-muçulmanas)&lt;br /&gt; * uso de Internet&lt;br /&gt; * música&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; * as mulheres só podiam sair acompanhadas de um homem&lt;br /&gt; * empinar pipas (considerado perda de tempo, além de serem usadas em rituais hindus)&lt;br /&gt; * aparição de mulheres em fotos ou na televisão, ou fotografar mulheres&lt;br /&gt; * plantio de ópio&lt;br /&gt; * Rinha de Cães&lt;br /&gt; * previsão do tempo&lt;br /&gt; * boxe. Embora o esporte continuasse a ser praticado no país, os competidores não podiam participar em torneios internacionais pois não podiam cortar a barba, enquanto as regras internacionais do boxe exigem que o atleta esteja completamente barbeado.&lt;br /&gt; * Artes (pinturas,estátuas e esculturas de outras religiões)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulheres: O regime taliban impedia as mulheres de trabalhar e tinha regras rígidas sobre a educação feminina. Em alguns casos, as mulheres eram impedidas de terem acesso a hospitais públicos para que não fossem tratadas por médicos ou enfermeiros homens.As mulheres não podiam sair de casa sem acompanhantes homens, e saiam somente pela porta de trás do ônibus. As mulheres que eram viúvas ou que não possuiam filhos eram consideradas não-pessoas pelo Estado e muitas vezes enfrentavam a fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;img style="margin-left: 10px; float: right;" alt="taliban" src="http://opensadorselvagem.org/images/stories/ops/editorial/taliban.jpg" width="231" height="69" /&gt;Uniban:&lt;/span&gt; Universidade “de esquina” brasileira, nome dado a instituições de ensino que mais se parecem empresas cujo objetivo principal é o lucro em detrimento da qualidade de ensino, pesquisa ou formação ética de seu corpo discente. Recentemente &lt;a target="_blank" title="Uniban" href="http://reinehr.org/sociedade/o-mundo-as-avessas/o-taliban-esta-chegando-no-brasil-uma-breve-analise-do-caso-uniban"&gt;envolveu-se em ato francamente imoral&lt;/a&gt; &lt;a target="_blank" title="Uniban" href="http://miltonribeiro.opsblog.org/2009/11/09/o-caso-geisy-arruda-ou-o-taliban-da-uniban/"&gt;ao expulsar&lt;/a&gt; &lt;a target="_blank" title="Uniban" href="http://becosangre.opsblog.org/2009/11/08/a-nuvem-de-gafanhotos/"&gt;aluna que compareceu&lt;/a&gt; &lt;a target="_blank" title="Uniban" href="http://miltonribeiro.opsblog.org/2009/11/09/o-caso-geisy-arruda-ou-o-taliban-da-uniban/"&gt;às suas dependências&lt;/a&gt; &lt;a target="_blank" title="Uniban" href="http://opensadorselvagem.org/ciencia-e-humanidades/demografia/opiniao-publica-derrota-taliban-da-uniban"&gt;com o que se convencionou chamar de microssaia&lt;/a&gt;, sem antes promover um debate na sociedade (ou mesmo interno) sobre o assunto. Para alguns críticos, o movimento assemelhou-se ao início de medidas conservadoras, opressoras e cerceadoras extremistas que aproximam a instituição mais do regime do Taliban (descrito acima) do que o que se encontraria em uma verdadeira democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora pergunto: você preferiria viver em um mundo em que fossem possíveis &lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Croissants e Autobahns ou Talibãs e Unibans&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito para dar as boas-vindas a dois novos blogueiros que uniram-se ao nosso coletivo: &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Camila Suzuki&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, que mantém o blog &lt;a target="_blank" title="BecoSangre" href="http://becosangre.opsblog.org/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;BecoSangre&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, “literapura” na veia e o Prof. Dr. &lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;strong&gt;Waltécio de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, que questiona a vida, a natureza e a sociedade em seu belíssimo &lt;a target="_blank" title="Macaco Alfa" href="http://macacoalfa.opsblog.org/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Macaco Alfa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. Sejam muito bem-vindos nobres confrades!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve, juntarão-se a nós dois novos blogs, cujos temas estou antecipando: ateísmo, religião, cultura, política e utopia. Logo, no OPS!.&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=--xbjN0ri5g:Q0LGQnz_UUY:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=--xbjN0ri5g:Q0LGQnz_UUY:F7zBnMyn0Lo"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?i=--xbjN0ri5g:Q0LGQnz_UUY:F7zBnMyn0Lo" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=--xbjN0ri5g:Q0LGQnz_UUY:gIN9vFwOqvQ"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?i=--xbjN0ri5g:Q0LGQnz_UUY:gIN9vFwOqvQ" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=--xbjN0ri5g:Q0LGQnz_UUY:qj6IDK7rITs"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?d=qj6IDK7rITs" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OPensadorSelvagem/~4/--xbjN0ri5g" height="1" width="1"/&gt;</description>
			<author>contato@opensadorselvagem.org (Rafael Reinehr)</author>
			<category>frontpage</category>
			<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 14:06:18 +0000</pubDate>
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		<item>
			<title>Só um lado da história</title>
			<link>http://feedproxy.google.com/~r/OPensadorSelvagem/~3/OKV66T3PcOI/so-um-lado-da-historia</link>
			<description>&lt;!--THUMB images/comprofiler/381_4981c99fee648.jpg THUMB--&gt; &lt;!--IMAGE images/stories/ops/editorial/cartas.jpg IMAGE--&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conhecendo as pessoas: das cartas de Werther e Rilke aos e-mails de agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;#####&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #ffffff;"&gt;_____&lt;/span&gt;Uma das paixões do fim da minha adolescência foi o romance &lt;em&gt;Os sofrimentos do jovem Werther&lt;/em&gt;, de Johann Wolfgang von Goethe. Li completamente alcandorado. Por mais melacueca que a história fosse, mesmo com as infinitas choramingações de Werther, eu me diverti horrores com a obra. Gostava das personagens, torcia. Não foi à toa que acabei lendo duas vezes seguidas.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #ffffff;"&gt;_____&lt;/span&gt;Além da fascinação pelo romance em si, também gostei muito do modo como ele foi narrado. Se muito não me engano, foi o primeiro livro que li em que o leitor só ficava a conhecer a história por cartas – e, mais interessante ainda, pelas missivas de apenas de um dos remetentes. &lt;br /&gt;&lt;span style="color: #ffffff;"&gt;_____&lt;/span&gt;Hoje, tenho revivido a boa experiência; comecei a ler &lt;em&gt;Cartas a um jovem poeta&lt;/em&gt;. Ao contrário do romance de Goethe, o &lt;em&gt;Cartas&lt;/em&gt; não é uma ficção. O jovem poeta Franz Xaver Kappus resolveu escrever para o poeta já reconhecido Reiner Maria Rilke pedindo opiniões sobre os próprios poemas. A resposta veio e os dois continuaram a trocar correspondências. Kappus guardou as cartas que recebia e, pouco depois da morte do outro, publicou-as. Mesmo só sendo possível ler as epístolas de Rilke, não é difícil perceber na obra um pouco da personalidade do seu correspondente. &lt;br /&gt;&lt;span style="color: #ffffff;"&gt;_____&lt;/span&gt;Exatamente por apreciar o gênero e curtir o exercício de análise humana, saí a procurar outras publicações do tipo: textos que me fizessem apreciar uma história não totalmente contada, ao mesmo tempo em que eu conhecia (direta ou indiretamente) suas personagens. Por sorte, não precisei roubar um carteiro: logo encontrei uma versão bem mais moderna da brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #ffffff;"&gt;_____&lt;/span&gt;Tenho me divertido bastante com a história de Penélope, uma carioca que saiu do Brasil para acompanhar o marido em Nova Iorque. Ela resolveu pegar alguns e-mails que enviou para uma amiga que continuou no Rio de Janeiro e publicá-los (omitindo alguns detalhes) em um blog chamado &lt;a target="_blank" href="http://emailsdenovayork.wordpress.com/"&gt;&lt;em&gt;Emails de Nova York&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;. Dos medos aos preconceitos da autora; do cotidiano comum à incomum nova vida. Está tudo lá. Tudo o que faz das pessoas demasiadamente humanas.&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=OKV66T3PcOI:ygFhmHRchjw:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=OKV66T3PcOI:ygFhmHRchjw:F7zBnMyn0Lo"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?i=OKV66T3PcOI:ygFhmHRchjw:F7zBnMyn0Lo" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=OKV66T3PcOI:ygFhmHRchjw:gIN9vFwOqvQ"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?i=OKV66T3PcOI:ygFhmHRchjw:gIN9vFwOqvQ" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=OKV66T3PcOI:ygFhmHRchjw:qj6IDK7rITs"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?d=qj6IDK7rITs" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OPensadorSelvagem/~4/OKV66T3PcOI" height="1" width="1"/&gt;</description>
			<author>incautosdoontem@yahoo.com.br (Ulisses Adirt)</author>
			<category>frontpage</category>
			<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 04:44:03 +0000</pubDate>
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			<title>Um pouco de poesia (mais uma adicionada)</title>
			<link>http://feedproxy.google.com/~r/OPensadorSelvagem/~3/9leeg9eKAb8/um-pouco-de-poesia</link>
			<description>&lt;!--THUMB images/stories/este_pais/Praguejando/avatar65x65.jpg THUMB--&gt; &lt;!--IMAGE images/stories/este_pais/Praguejando/poesia6x285.jpg IMAGE--&gt;
&lt;p&gt;Pessoal, eu estive viajando nestes últimos dias e não tive tempo de preparar um artigo. Deixo vocês então na companhia de dois poetas depressivos tchecos, os quais eu traduzi o melhor que pude. Espero que vocês gostem. Volto na semana que vem, grande abraço a todos!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;* * *&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"O fim do mundo" - Miroslav Holub&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O pássaro chegou ao fim de sua canção&lt;br /&gt; e a árvore se desfez sob suas garras.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; E no céu as nuvens se dissolveram&lt;br /&gt; e a escuridão invadiu todas as frestas&lt;br /&gt; da embarcação naufragante que era o mundo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Apenas nos fios do telégrafo&lt;br /&gt; havia uma mensagem, ainda&lt;br /&gt; codificada:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; V...- e. n-. h.... a.-    p.--. a.- r.-. a.-    c-.-. a.- s a.-&lt;br /&gt; v...- o--- c-.-. ê.    t- e. m--&lt;br /&gt; u..- m--    f..-. i.. l.--- h.... o---&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; * * *&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; "In memoriam" - Jiri Karásek ze Lvovic&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Apenas os macios e úmidos cabelos, seus companheiros,&lt;br /&gt; agora na sua terrível cova, lentamente, lentamente apodrecem,&lt;br /&gt; e seu asqueroso e esfarrapado traje funerário,&lt;br /&gt; rompendo-se, decompondo-se, esconde o seu corpo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Este corpo cheio de força e alegria,&lt;br /&gt; estes olhos bons como se sua alma sonhasse,&lt;br /&gt; seus cabelos com seu bom odor,&lt;br /&gt; tudo isto na cova lentamente, lentamente apodrece.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; E a mim parece que no meu próprio corpo&lt;br /&gt; também já existe asqueroso verme, decompondo&lt;br /&gt; e rompendo as vestes com as quais a Morte me veste.&lt;br /&gt; E já agora os meus cabelos, caro amigo,&lt;br /&gt; como os seus, lentamente, lentamente apodrecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu afinei a minha viola o mais grave possível" - Karel Hlavácek&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu afinei a minha viola o mais grave possível,&lt;br /&gt;e com delicado acompanhamento, na noite eu canto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inquieto instrumentista, taciturno e nostálgico,&lt;br /&gt;ainda busca a mágica das velhas e irônicas baladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu toco a minha viola herdada somente para eles, tão somente para eles,&lt;br /&gt;que, pelo amanhecer, escutam longinquamente a música das noites insones.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas melodias querem ter a tristeza de tudo&lt;br /&gt;que cresceu, floresceu e amadureceu em vão, para ninguém,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e a esperança e a incerta ternura do que&lt;br /&gt;quer brotar na infértil terra da margem distante,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e querem ter um som inseguro, mas suave, e confundir os sentidos,&lt;br /&gt;como a vibração das cordas graves amortecidas pela sordina,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e querem poder confiar no silêncio dos staccatos prolongados,&lt;br /&gt;quando estão para chorar nas posições mais baixas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu toco a minha viola herdada somente quando, tão somente no momento&lt;br /&gt;em que a lua está para surgir e a paisagem ainda está imersa nas trevas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e quando a dura vigília cai de trás das florestas e águas,&lt;br /&gt;e o grande segredo das festas natalinas vai pela paisagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus dedos esguios sempre tremem nervosamente ao passar pelas cordas,&lt;br /&gt;quando, com delicado acompanhamento, na noite eu canto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu afinei a minha viola o mais grave possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostaria de deixar meus sinceros agradecimentos à Markéta Kučerová, minha querida professora de tcheco e aluna de português, quem me ajudou muito não somente com estas traduções, mas também me ajuda sempre com este dificílimo idioma. Obrigado.&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=9leeg9eKAb8:UNlrmVCRf6A:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=9leeg9eKAb8:UNlrmVCRf6A:F7zBnMyn0Lo"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?i=9leeg9eKAb8:UNlrmVCRf6A:F7zBnMyn0Lo" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=9leeg9eKAb8:UNlrmVCRf6A:gIN9vFwOqvQ"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?i=9leeg9eKAb8:UNlrmVCRf6A:gIN9vFwOqvQ" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=9leeg9eKAb8:UNlrmVCRf6A:qj6IDK7rITs"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?d=qj6IDK7rITs" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OPensadorSelvagem/~4/9leeg9eKAb8" height="1" width="1"/&gt;</description>
			<author>gsagostinho@hotmail.com (Gilberto Agostinho)</author>
			<category>frontpage</category>
			<pubDate>Mon, 12 Oct 2009 13:21:05 +0000</pubDate>
		<feedburner:origLink>http://opensadorselvagem.org/mundo/praguejando/um-pouco-de-poesia</feedburner:origLink></item>
		<item>
			<title>Compre na Livraria Cultura Online e Colabore com o OPS</title>
			<link>http://feedproxy.google.com/~r/OPensadorSelvagem/~3/E1J9z7WX2MY/compre-na-livraria-cultura-online-e-colabore-com-o-ops</link>
			<description>&lt;!--THUMB images/stories/imagens_capa/livraria-cultura.jpg THUMB--&gt; &lt;!--IMAGE images/stories/imagens_capa/livraria-cultura.jpg IMAGE--&gt;
&lt;p&gt;Este mês, os blogs da &lt;a href="http://opsblog.org" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;Rede OPS!&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; inauguraram uma parceria com a &lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;Livraria Cultura&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. Isso quer dizer que, se você clicar num link da Cultura em qualquer um dos nossos blogs e comprar alguma coisa lá, 4% do que você pagar será transferido para a gente, ajudando-nos a cobrir os gastos com o servidor.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Então estamos combinados? Sempre que for comprar na &lt;strong&gt;Cultura&lt;/strong&gt; (ou só fazer uma visitinha; vai que você é do tipo que compra por impulso), passe pelo OPS antes que todo mundo sai ganhando.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Mas se por acaso você estiver desmotivado para efetuar esse singelo clique, não se preocupe: nós do OPS pensamos em tudo! Seguem alguns motivos para você colaborar com a gente sem ter que gastar nada. Escolha o que melhor se adapta às suas necessidades e seja feliz!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Você vai comprar na Cultura através dos links do OPS porque:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; 1) Nossos blogs são bons pra caralho e merecem o seu apoio.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; 2) Nossos blogs são ruinzinhos e pobrinhos e você tem caridade e compaixão no seu coração cristão.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; 3) A parceria com a Cultura nos isenta de colocar anúncios do AdSense nos blogs, do tipo "(es)trago a pessoa amada em três dias" e "aumente o seu pênis". Acredite, leitor: não queremos nos meter com a sua pessoa amada, e definitivamente não queremos mexer com o seu pênis.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; 4) Quando a gente tiver dominado o mundo, vamos lembrar de você e de sua generosa contribuição.&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=E1J9z7WX2MY:pMcVVSLcNlM:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=E1J9z7WX2MY:pMcVVSLcNlM:F7zBnMyn0Lo"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?i=E1J9z7WX2MY:pMcVVSLcNlM:F7zBnMyn0Lo" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=E1J9z7WX2MY:pMcVVSLcNlM:gIN9vFwOqvQ"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?i=E1J9z7WX2MY:pMcVVSLcNlM:gIN9vFwOqvQ" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=E1J9z7WX2MY:pMcVVSLcNlM:qj6IDK7rITs"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?d=qj6IDK7rITs" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OPensadorSelvagem/~4/E1J9z7WX2MY" height="1" width="1"/&gt;</description>
			<author>camilalpav@gmail.com (Camila Pavanelli)</author>
			<category>frontpage</category>
			<pubDate>Sat, 10 Oct 2009 11:19:00 +0000</pubDate>
		<feedburner:origLink>http://opensadorselvagem.org/ops/destaques/compre-na-livraria-cultura-online-e-colabore-com-o-ops</feedburner:origLink></item>
		<item>
			<title>Sobre ovelhas, natação e Roberto Carlos</title>
			<link>http://feedproxy.google.com/~r/OPensadorSelvagem/~3/53RQGLdPFhw/sobre-ovelhas-natacao-e-roberto-carlos</link>
			<description>&lt;!--THUMB images/stories/este_pais/Praguejando/avatar65x65.jpg THUMB--&gt; &lt;!--IMAGE images/stories/este_pais/Praguejando/ovelha6x285.jpg IMAGE--&gt;
&lt;p&gt;Muito bem, muito bem, o Praguejando está de volta ao ar com o seu conteúdo de sempre. O último post, sobre Hamlet, foi uma exceção, e que, pelo visto, não agradou muito vocês. Mas hoje eu pretendo escrever sobre coisas divertidas, então apertem os cintos e vamos lá.&lt;/p&gt;

&lt;div align="center"&gt;&lt;img alt="wild west" src="http://opensadorselvagem.org/images/stories/este_pais/Praguejando/wild%20west.jpg" vspace="5" width="328" height="451" hspace="5" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Comecemos com a ovelha assada e o Velho Oeste Tcheco. Há alguns dias atrás, eu fui convidado para uma festa de família no interior da República Tcheca. A casa da minha amiga, cujos pais estavam organizando a festança, fica num vilarejo minúsculo chamado Prstavlky, próximo da famosa cidade cervejeira, Plzeň. Este pequeno vilarejo conta com duzentos habitantes, tem menos de cem casas e possui três ruas, e é um dos lugares mais bonitos que eu já visitei por aqui. Pois bem, cheguei lá por volta da uma hora da tarde, e a família da minha amiga já estava toda reunida (e devidamente alcoolizada - nunca vi tanta cerveja em uma festa deste porte antes!). O prato principal foi uma ovelha assada, algo que eu nunca tinha experimentado, mas que descobri ser delicioso. Ao contrário do que muita gente pode pensar, assar uma ovelha não é um trabalho muito simples, mas um tio tcheco, embriagado, estava cuidando deste delicado procedimento (ao mesmo tempo que tentava me convencer de que a ovelha era, na verdade, um grande cachorro). Foi uma tarde ótima e eu pude treinar bastante o meu tcheco, já que todos no interior ficam intrigados com o fato de eu ser brasileiro, e sua paciência é, portanto, muito maior do que a dos praguenses. No meio da conversa, eu ouvi esta seguinte pérola do avô da minha amiga, um senhor com seus setenta e tantos anos, apoiado de um lado pela sua bengala e do outro pela sua esposa: "Gilberto, tome cuidado com as tchecas. Elas são as melhores cozinheiras, mas as alemãs são as melhores na cama". Sua esposa é tcheca e, pelo que consta, sua mãe era alemã. Mas enfim, voltemos ao vilarejo. A noite foi chegando e a família foi se despedindo. No final sobraram somente os jovens, que ainda tinham muita energia acumulada. Decidimos pegar as bicicletas e sair pedalando por aí, em busca de alguma improvável festa. Acabamos achando três. A primeira, uma festinha meio sem graça num vilarejo menor ainda, mas ainda assim interessante. A última foi uma boate divertida e barata, que tocava Michael Jackson insesantemente. Mas a outra, meus amigos! Ouvíamos esta música vindo do horizonte, mas não conseguíamos ver nada. Não existe iluminação nas estradas desta região, e estas mais parecem pequenas ruas, e éramos guiados então somente pela música. Chegamos finalmente ao local da festa. O local é um vilarejo com decoração do velho oeste americano. Não, não estou brincando. Ninguém mora naquele lugar, é um vilarejo que pertence a algum ricaço que gosta de dar festas. Banda ao vivo tocando country e rock'n roll antigo, pianos desafinados, cerveja barata, brigas, campeonato de touro mecânico, chapéus de cowboy, whisky. Enfim, uma noite para se lembrar. Para terminar a festa, os organizadores desta Wild West Party ainda nos presentearam com um show de dança do ventre (!). Sim, no mínimo bizarro.&lt;/p&gt;
&lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://opensadorselvagem.org/images/stories/este_pais/Praguejando/vltava%20in%20nature.jpg" vspace="5" width="400" height="300" hspace="5" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;Mudando drasticamente de assunto, vamos falar sobre natação agora. Eu já falei muito sobre o famoso Rio Vltava que corta Praga, e praticamente toda a Boêmia, e este nome já não deve ser novidade alguma para os meus leitores mais assíduos. O Vltava é considerado um rio poluído pelo povo em geral, apesar de ser um rio de águas claras e sem cheiro algum. Tudo bem, depois de cruzar Praga inteira este rio deve ficar realmente sujo, mas como ele seria na entrada da cidade? Eu e meus amigos fomos lá para descobrir, e achamos o paraíso! O lugar fica bem afastado do centro, e é cercado por natureza. Há muitas famílias por lá, pessoas andando de bicicleta, jogando vôlei, etc. O ambiente me lembrou o das praias brasileiras, excetuando o fato de que não é preciso ter atenção com possíveis batedores de carteira. Então nós decidimos nadar no rio. Dia quente, sol à pino, um pouco de vinho para ganhar coragem, e então fomos. A água é incrivelmente limpa, e incrivelmente gelada também! O único problema foi a correnteza... eu que nunca nadei em nenhum rio antes tomei um pequeno susto quando entrei na água, mas não foi absolutamente nada perigoso (desculpem, mas eu sei que minha mãe lê a minha coluna). A parada de bonde para este lugar se chama Nádraží Braník, e eu aconselho todos que vierem aqui no verão a darem um pulinho por lá.&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;Para finalizar o artigo, eu quero falar sobre a versão tcheca do Roberto Carlos, o nosso querido e famoso Karel Gott. Gott e o Rei tem semelhanças além do habitual, e estas fotos à lá "separados no nascimento" não passam de uma introdução a esta semelhança.&lt;/p&gt;
&lt;p align="center"&gt;&lt;img alt="Gott e o Rei 60" src="http://opensadorselvagem.org/images/stories/este_pais/Praguejando/Gott%20e%20o%20Rei%2060s.JPG" vspace="5" width="400" height="248" hspace="5" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="center"&gt;Quem é quem nestas fotos, hein?&lt;/p&gt;
&lt;p align="center"&gt;&lt;img alt="Gott e o Rei hoje" src="http://opensadorselvagem.org/images/stories/este_pais/Praguejando/Gott%20e%20o%20Rei%20hoje.JPG" vspace="5" width="400" height="216" hspace="5" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;Ambos foram hits nos anos 60, usavam o mesmo corte de cabelo, a mesma roupa e cantavam a mesma música. Anos 70, e ambos viram românticos chatos. Anos 80 e ambos se tornam hits internacionais, e dos anos 90 para cá ambos vem aparecendo em especiais de televisão de Natal, vestindo terninhos brancos e cantando músicas cada vez mais bregas. Não acreditam? Então que tal assistir ao hit dos anos 60, "&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=wGsUu78b9HA"&gt;Lady Karnival&lt;/a&gt;", ou então à pieguíssima "&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=vFUKbKeeU3Q"&gt;Když muž se ženou snídá&lt;/a&gt;", em português "Quando um homem toma café-da-manhã com uma mulher".&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;Gott ganhou 34 vezes o prêmio máximo de voz masculina no concurso mais famoso aqui na República Tcheca. O mais engraçado é ver a cara de espanto que ele sempre faz ao receber o prêmio! Gott é um trilhardário, dono de um pequeno vilarejo, que conta com um museu e um hotel, chamado "Gottland". Eu recebi de presente no meu aniversário um ticket para a Gottland (grandes amigos eu tenho...), mas o vilarejo foi fechado recentemente para reforma. Assim que eu der um pulo por lá, eu volto aqui para contar. Mas a crítica a Gott não é apenas musical. Gott foi um dos primeiros, e únicos, multimilionários durante o período comunista. Em 1978 ele é "forçado" a assinar uma petição contra Václav Havel e outros dissidentes tchecos, que lutavam pela libertação de seu país, e assim pode continuar com a sua carreira internacional. No final das contas, Havel se tornou o primeiro presidente deste recém libertado estado tcheco, e mesmo que tenha falhado em algo como presidente, ele é um dos mais notáveis humanistas sobre os quais eu li a respeito (em breve entrarei em mais detalhes sobre esta importante figura de nosso país). Ah, Karel Gott, Karel Gott, a vulgaridade em pessoa, a prova de que a mediocridade vende mais. A vitória do violão com acordes batidos sobre o meu querido piano. Karel Gott é uma apenas imagem, não respira e não existe, tal como Brintey Spears, e quem compra seus CDs os compra pelos mesmos motivos que as adolecentes da minha época ouviam suas boybands.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Mas que o Robertão vendeu quatro vezes mais discos, ah, isto ele vendeu.&lt;/p&gt;
&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;p align="left"&gt; &lt;/p&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=53RQGLdPFhw:jPnmKhjmK0M:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=53RQGLdPFhw:jPnmKhjmK0M:F7zBnMyn0Lo"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?i=53RQGLdPFhw:jPnmKhjmK0M:F7zBnMyn0Lo" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=53RQGLdPFhw:jPnmKhjmK0M:gIN9vFwOqvQ"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?i=53RQGLdPFhw:jPnmKhjmK0M:gIN9vFwOqvQ" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=53RQGLdPFhw:jPnmKhjmK0M:qj6IDK7rITs"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?d=qj6IDK7rITs" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OPensadorSelvagem/~4/53RQGLdPFhw" height="1" width="1"/&gt;</description>
			<author>gsagostinho@hotmail.com (Gilberto Agostinho)</author>
			<category>frontpage</category>
			<pubDate>Sat, 03 Oct 2009 18:47:25 +0000</pubDate>
		<feedburner:origLink>http://opensadorselvagem.org/mundo/praguejando/sobre-ovelhas-natacao-e-roberto-carlos</feedburner:origLink></item>
		<item>
			<title>Vote para escolher a "Mais Incrível Reforma"</title>
			<link>http://feedproxy.google.com/~r/OPensadorSelvagem/~3/yNMs70TffpQ/vote-para-escolher-a-mais-incrivel-reforma</link>
			<description>&lt;!--THUMB images/comprofiler/62_4ad3f45754eeb.jpg THUMB--&gt; &lt;!--IMAGE images/stories/imagens_capa/cooperacao.jpg IMAGE--&gt;
&lt;p&gt;Finalmente, as reformas mais interessantes foram selecionadas. Agora, contamos com sua ajuda para escolher, dentre as reformas abaixo, a que melhor sintetiza a união entre engenhosidade, reutilização e respeito à natureza. Veja a descrição de como foi feita cada reforma e com que motivações. Escolha a sua e não deixe de votar!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;As votações encerram à meia-noite de 21 de outubro. Para votar, &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.coolmeia.org/" target="_blank"&gt;clique aqui e vá para a página da Coolmeia&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. No máximo 1 voto por dia é permitido.&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;&lt;strong&gt;Nome: Fernanda Pinho Mezadri&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;"Casei em 20 de junho de 1999 e minha tia deu de presente uma bandeja com pés para ser usada na cama. Os anos se passaram e a família cresceu. E a bandeja que ficava guardada ao lado de um armário na cozinha, acabou sendo descoberta pelo meu filho Gabriel que achou que aquilo era um banquinho e acabou sentando em cima e quebrou um dos pés. Fiquei triste, pois era um presente de casamento e não estava a fim de jogar fora, guardei para mais tarde consertar ou reformar.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Na cozinha tem um quadro que fica ao lado da TV e ficava faltando um quadro do outro lado para combinar. E um dia olhei para a parede e lembrei que a moldura do quadro combinava com a moldura da bandeja quebrada. Então acabei resolvendo dois problemas de uma só vez, a falta de quadro ao lado da TV e a bandeja quebrada sem ter utilidade.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Tendo a idéia do quadro, decidi achar uma figura de fruta e fazer uma decoupage e passar um verniz craquelado para o acabamento. Foi uma transformação simples de se fazer, mais foi uma grande transformação utilizar a bandeja quebrada para fazer um quadro.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;No início deste ano um amigo meu que é marceneiro, veio aqui em casa e acabei contando sobre a bandeja quebrada que virou quadro e ele me deu de presente o conserto dos pés da bandeja. E hoje em dia tenho um quadro que vira bandeja quando preciso. Ou é uma bandeja que vira quadro? Só sei que agora é um objeto 2 em 1."&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;img src="http://opensadorselvagem.org/images/stories/ops/promocao/a-mais-incrivel-reforma-2009/mesa.jpg" alt="Mesa" width="500" height="375" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;img src="http://opensadorselvagem.org/images/stories/ops/promocao/a-mais-incrivel-reforma-2009/mesa2.jpg" alt="Mesa 2" width="375" height="500" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;img src="http://opensadorselvagem.org/images/stories/ops/promocao/a-mais-incrivel-reforma-2009/mesa3.jpg" alt="Mesa 3" width="500" height="375" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;h1 style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Nome: Daniel Kerr&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h1&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;"Olá, vi a proposta do concurso no O Guia Verde e resolvi inscrever um&lt;br /&gt; pequeno projeto que fiz em casa, parte por vontade e muito por&lt;br /&gt; necessidade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Por causa de uma bobeada do pessoal que fez nossa mudança para Natal&lt;br /&gt; acabamos com o nosso guarda roupa inutilizado. Foi um guarda roupa de&lt;br /&gt; 6 portas baratosco das Casas Bahia, mas terminamos com aquele monte de&lt;br /&gt; placas de MDF, compensados e um saco de parafusos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Decidimos aproveitar a deixa pra arrumar um guarda roupa mais adequado&lt;br /&gt; ao nosso uso, mas o que fazer com aquele "lixo"?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A Renata que deu a idéia, por que não tentar re-aproveitar? A idéia&lt;br /&gt; inicial foi usar parte do MDF para montar umas prateleiras na sala.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Depois de avaliar o que fazer quase introduzi o 4o 'R' na Reciclagem,&lt;br /&gt; (Recycle, Reuse, Reduce) o Regret, trabalho razoável pela frente e de&lt;br /&gt; resultado incerto. Optamos pelas portas pois estavam mais em ordem,&lt;br /&gt; mas ainda assim cheias de furos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Passamos em uma loja de construção para comprar o que faltava para&lt;br /&gt; montar as prateleiras. Como seriam 3 prateleiras optei por usar um&lt;br /&gt; esquema de trilho na parede, fica mais fácil alinhar.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Não tinha trilho de tamanho adequado, então comprei um de 2m e serrei&lt;br /&gt; em 3. Parafusei e desparafusei os suportes umas 3 vezes até me tocar&lt;br /&gt; que é melhor colocar o suporte primeiro e prender já na posição certa&lt;br /&gt; no trilho.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; As prateleiras deram tão certo e afastaram de tal maneira o Regret que&lt;br /&gt; decidi tentar um projeto um pouco maior com outras partes do antigo&lt;br /&gt; guarda roupa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Com as prateleiras eu gastei aproximadamente R$100 nos trilhos,&lt;br /&gt; encaixes e parafusos pra parede. Uma coisa legal do segundo projeto&lt;br /&gt; foi que quase todo o material usado era refugo do guarda roupa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A idéia foi pegar algumas partes que já encaixavam e montar um tipo de&lt;br /&gt; baú, um módulo menor do guarda roupa na horizontal.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; As prateleiras do guarda roupa viraram as laterais e uma divisória do&lt;br /&gt; baú. As laterais do guarda roupa foram usadas como a frente e a&lt;br /&gt; traseira.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O primeiro problema encontrado, as prateleiras já tinham furos&lt;br /&gt; apropriados para um parafuso razoavelmente grande, quase do tamanho do&lt;br /&gt; meu mindinho, mas os furos na laterais nem sempre batiam. Tive que&lt;br /&gt; fazer esses furos na mão. Como os parafusos não eram de ponta comecei&lt;br /&gt; com um parafuso de ponta médio e depois alarguei com uma chave philips&lt;br /&gt; e uma chave de fenda. Naquele momento como eu queria ter uma broca de&lt;br /&gt; madeira pra usar com a furadeira.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Com isso a volta toda estava completa. Para montar o chão do&lt;br /&gt; armário-baú (baurmário?) tive que serrar umas placas de compensado que&lt;br /&gt; eram o fundo do guarda-roupa. Foi meio chato pois além de deixar do&lt;br /&gt; tamanho certo ainda tive que serrar os espaços para caberem os pés.&lt;br /&gt; Foram duas placas pra cobrir tudo, mas acho que ficou bom, bem melhor&lt;br /&gt; que meu plano inicial de usar umas placas menores e encher de remendo.&lt;br /&gt; Quando prendi os pés eles ainda ajudaram a fixar o fundo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Com a ajuda da Rê coloquei em pé e instalamos as portas. Legal que deu&lt;br /&gt; pra aproveitar as dobradiças e ficou direitinho. Infelizmente nessa&lt;br /&gt; hora percebi que a porta é um pouco menor que o resto, então precisei&lt;br /&gt; dar um jeitinho pra fazer um acabamento meia boca colando mais uns&lt;br /&gt; pedaços de MDF pra fechar direito.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O resultado final está na foto em anexo. O restante não teve jeito, o&lt;br /&gt; apartamento é pequeno e tivemos que nos desfazer, mas muito menos lixo&lt;br /&gt; e gasto do que se tivéssemos seguido o impulso inicial de nos&lt;br /&gt; livrarmos de tudo."&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;img src="http://opensadorselvagem.org/images/stories/ops/promocao/a-mais-incrivel-reforma-2009/armario_reformado.jpg" alt="Armário reformado" width="400" height="533" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;h1 style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;strong&gt;Nome: Rodrigo Dall'alba&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;
&lt;p&gt;"Um suporte de teclado comum no qual foram adicionados (planejados, medidos, serrados, pintados e encaixados) alguns canos de PVC para que o teclado ficasse inclinado. Peça única. Arranca comentários em todo lugar. Melhora a "tocabilidade" em certos tipos de música e mostra a toda a plateia que o tecladista relamente está tocando.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas a principal vantagem é impedir que os outros músicos usem o teclado como suporte para a lata de cerveja."&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://opensadorselvagem.org/images/stories/ops/promocao/a-mais-incrivel-reforma-2009/Reforma1.jpg" alt="reforma 1" width="500" height="375" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://opensadorselvagem.org/images/stories/ops/promocao/a-mais-incrivel-reforma-2009/Reforma2.jpg" alt="reforma 2" width="500" height="375" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://opensadorselvagem.org/images/stories/ops/promocao/a-mais-incrivel-reforma-2009/Reforma4.jpg" alt="reforma 3" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://opensadorselvagem.org/images/stories/ops/promocao/a-mais-incrivel-reforma-2009/reforma.jpg" alt="reforma" width="500" height="375" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=yNMs70TffpQ:xKmTti67GsY:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=yNMs70TffpQ:xKmTti67GsY:F7zBnMyn0Lo"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?i=yNMs70TffpQ:xKmTti67GsY:F7zBnMyn0Lo" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=yNMs70TffpQ:xKmTti67GsY:gIN9vFwOqvQ"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?i=yNMs70TffpQ:xKmTti67GsY:gIN9vFwOqvQ" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=yNMs70TffpQ:xKmTti67GsY:qj6IDK7rITs"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?d=qj6IDK7rITs" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OPensadorSelvagem/~4/yNMs70TffpQ" height="1" width="1"/&gt;</description>
			<author>contato@opensadorselvagem.org (Rafael Reinehr)</author>
			<category>frontpage</category>
			<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 12:39:38 +0000</pubDate>
		<feedburner:origLink>http://opensadorselvagem.org/ops/editorial/vote-para-escolher-a-mais-incrivel-reforma</feedburner:origLink></item>
		<item>
			<title>O Pensador Selvagem e os quadrinhos</title>
			<link>http://feedproxy.google.com/~r/OPensadorSelvagem/~3/h3tayii4iFU/o-pensador-selvagem-e-os-quadrinhos</link>
			<description>&lt;!--IMAGE http://opensadorselvagem.org/images/stories/ops/editorial/capaquadrinh.JPG IMAGE--&gt;
&lt;p&gt;Uma breve história da participação do Ops! na divulgação de quadrinhos.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;p&gt;###&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;font color="#ffffff"&gt;_____&lt;/font&gt;Deve ser mais fácil encontrar um leprechaun jogando em um time de basquete do que alguém que não concorde que a internet trouxe incontáveis benefícios para aqueles que podem utilizá-la. Quem quer publicar suas idéias – um dos exemplos mais clássicos – tem na rede mundial de computadores o paraíso na terra. Graças a esse Éden, um grupo gigantesco de cartunistas talentosos (e, também, não talentosos), que precisariam perder litros de sangue, suor e lágrimas para que o grande público olhasse suas tirinhas, acabou sendo revelado para o mundo. &lt;br /&gt;
&lt;font color="#ffffff"&gt;_____&lt;/font&gt;O portal que abriga este editorial utiliza seu público para apoiar alguns desses talentos. &lt;br /&gt;
&lt;font color="#ffffff"&gt;_____&lt;/font&gt;É com orgulho que digo, por exemplo, que o &lt;i&gt;Ops!&lt;/i&gt; serve de morada para um ganhador do &lt;a href="http://www.salaodehumordepiracicaba.com.br/" mce_href="http://www.salaodehumordepiracicaba.com.br/"&gt;Salão Internacional de Humor de Piracicaba&lt;/a&gt;. Em 1977, em plena Ditadura Militar, Sizenando Alves, na &lt;a href="http://www.salaodehumordepiracicaba.com.br/html/edicoes/edicoes.php?id_salao=4" mce_href="http://www.salaodehumordepiracicaba.com.br/html/edicoes/edicoes.php?id_salao=4"&gt;4ª edição&lt;/a&gt; do mais famoso salão de humor do país, &lt;a href="http://www.salaodehumordepiracicaba.com.br/html/edicoes/obra.php?id_obra=935&amp;amp;ano=1977&amp;amp;id_salao=4&amp;amp;paginacao=" mce_href="http://www.salaodehumordepiracicaba.com.br/html/edicoes/obra.php?id_obra=935&amp;amp;ano=1977&amp;amp;id_salao=4&amp;amp;paginacao="&gt;venceu com o cartum abaixo&lt;/a&gt;. Hoje ele fica por aqui, com o blog &lt;a href="http://sizenando.opsblog.org/" mce_href="http://sizenando.opsblog.org/"&gt;&lt;i&gt;cultura é coisa para ignorante&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://opensadorselvagem.org//images/stories/ops/editorial/salaodepiracicaba.jpg" alt="" mce_src="http://opensadorselvagem.org//images/stories/ops/editorial/salaodepiracicaba.jpg" vspace="5" width="500" height="656" hspace="5"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;font color="#ffffff"&gt;_____&lt;/font&gt;Outro blogueiro da casa é o Tiago “Mad Max” Andrade, autor do &lt;a href="http://madmaxandrade.opsblog.org/" mce_href="http://madmaxandrade.opsblog.org/"&gt;&lt;i&gt;Sala de Justiça&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;. Se ele possui algum trabalho como cartunista, eu desconheço; só sei que ele fala de quadrinhos como poucos. Mad Max possui artigos publicados nos sites &lt;a href="http://hqmaniacs.uol.com.br/principal.asp" mce_href="http://hqmaniacs.uol.com.br/principal.asp"&gt;&lt;i&gt;HQ Maniacs&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://jovemnerd.ig.com.br/" mce_href="http://jovemnerd.ig.com.br/"&gt;&lt;i&gt;Jovem Nerd&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, mantém (também aqui no &lt;i&gt;Ops!&lt;/i&gt;) a coluna “&lt;a href="http://opensadorselvagem.org/quadrinhos/mundo-quadricolor" mce_href="http://opensadorselvagem.org/quadrinhos/mundo-quadricolor"&gt;Mundo Quadricolor&lt;/a&gt;” e traduz &lt;a href="http://brewsterrockit.blogspot.com/" mce_href="http://brewsterrockit.blogspot.com/"&gt;&lt;i&gt;Brewster Rockit, Space Guy&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, de &lt;a href="http://www.gocomics.com/brewsterrockit/" mce_href="http://www.gocomics.com/brewsterrockit/"&gt;Tim Rickard&lt;/a&gt;, e – o meu preferido – &lt;a href="http://porquinhosdaindiafalantes.blogspot.com/" mce_href="http://porquinhosdaindiafalantes.blogspot.com/"&gt;&lt;i&gt;Porquinhos da Índia Falantes&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, de &lt;a href="http://www.joegp.com/" mce_href="http://www.joegp.com/"&gt;Jeff Mumm&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://opensadorselvagem.org//images/stories/ops/editorial/brewsterrockit.GIF" alt="" mce_src="http://opensadorselvagem.org//images/stories/ops/editorial/brewsterrockit.GIF" vspace="5" width="500" height="153" hspace="5"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://opensadorselvagem.org//images/stories/ops/editorial/porquinhosdaindia.gif" alt="" mce_src="http://opensadorselvagem.org//images/stories/ops/editorial/porquinhosdaindia.gif" vspace="5" width="500" height="750" hspace="5"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;font color="#ffffff"&gt;_____&lt;/font&gt;Eu mesmo dou meu apoio às HQs. Junto com &lt;a href="http://www.umsabadoqualquer.com/" mce_href="http://www.umsabadoqualquer.com/"&gt;Carlos Ruas&lt;/a&gt;, publiquei, na “&lt;a href="http://opensadorselvagem.org/cultura/imagem-do-dia/" mce_href="http://opensadorselvagem.org/cultura/imagem-do-dia/"&gt;Imagem do Dia&lt;/a&gt;” do portal, &lt;a href="http://opensadorselvagem.org/cultura/imagem-do-dia/deus-e-nietzsche-cara-a-cara" mce_href="http://opensadorselvagem.org/cultura/imagem-do-dia/deus-e-nietzsche-cara-a-cara"&gt;algumas&lt;/a&gt; &lt;a href="http://opensadorselvagem.org/cultura/imagem-do-dia/a-gravidez-de-eva" mce_href="http://opensadorselvagem.org/cultura/imagem-do-dia/a-gravidez-de-eva"&gt;prévias&lt;/a&gt; das suas divertidas tirinhas sobre Deus. Além disso, &lt;a href="http://incautosdoontem.opsblog.org/category/quadrinhos/doug-allen/" mce_href="http://incautosdoontem.opsblog.org/category/quadrinhos/doug-allen/"&gt;traduzo em meu blog&lt;/a&gt; os quadrinhos de um cartunista americano pouco conhecido no Brasil, o &lt;a href="http://www.dougallencomics.com/" mce_href="http://www.dougallencomics.com/"&gt;Doug Allen&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://opensadorselvagem.org//images/stories/ops/editorial/umsabadoqquer.jpg" alt="" mce_src="http://opensadorselvagem.org//images/stories/ops/editorial/umsabadoqquer.jpg" vspace="5" width="500" height="155" hspace="5"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://opensadorselvagem.org//images/stories/ops/editorial/steven.jpg" alt="" mce_src="http://opensadorselvagem.org//images/stories/ops/editorial/steven.jpg" vspace="5" width="500" height="357" hspace="5"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;font color="#ffffff"&gt;_____&lt;/font&gt;Apesar de todas essas opções por aqui, fã mesmo eu sou de um cartunista argentino chamado &lt;a href="http://macanudoliniers.blogspot.com/" mce_href="http://macanudoliniers.blogspot.com/"&gt;Liniers&lt;/a&gt;. Seu nome não é desconhecido no Brasil: ele já possui &lt;a href="http://www.jacotei.com.br/macanudo-n-1-liniers-9788560090150.html?af=8472" mce_href="http://www.jacotei.com.br/macanudo-n-1-liniers-9788560090150.html?af=8472"&gt;um livro publicado em português&lt;/a&gt; e, recentemente, começou a publicar suas tiras no jornal &lt;a href="http://www.folha.com.br/" mce_href="http://www.folha.com.br/"&gt;&lt;i&gt;Folha de São Paulo&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;. A diretoria do &lt;i&gt;Ops!&lt;/i&gt;, entretanto, não aceitou o seu currículo e o barrou na porta. Mesmo assim, frequentemente Liniers puxa o nosso saco e &lt;a href="http://macanudoliniers.blogspot.com/2009/05/venezuela.html" mce_href="http://macanudoliniers.blogspot.com/2009/05/venezuela.html"&gt;publica em seu blog&lt;/a&gt; variações artísticas da sigla usada para se referir a&lt;i&gt;O Pensador Selvagem&lt;/i&gt;. ;-) &lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://opensadorselvagem.org//images/stories/ops/editorial/oopsliniers.JPG" alt="" mce_src="http://opensadorselvagem.org//images/stories/ops/editorial/oopsliniers.JPG" vspace="5" width="500" height="349" hspace="5"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://opensadorselvagem.org//images/stories/ops/editorial/opsliniers.JPG" alt="" mce_src="http://opensadorselvagem.org//images/stories/ops/editorial/opsliniers.JPG" vspace="5" width="488" height="344" hspace="5"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=h3tayii4iFU:bpZd_OJTCYM:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=h3tayii4iFU:bpZd_OJTCYM:F7zBnMyn0Lo"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?i=h3tayii4iFU:bpZd_OJTCYM:F7zBnMyn0Lo" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=h3tayii4iFU:bpZd_OJTCYM:gIN9vFwOqvQ"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?i=h3tayii4iFU:bpZd_OJTCYM:gIN9vFwOqvQ" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?a=h3tayii4iFU:bpZd_OJTCYM:qj6IDK7rITs"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OPensadorSelvagem?d=qj6IDK7rITs" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OPensadorSelvagem/~4/h3tayii4iFU" height="1" width="1"/&gt;</description>
			<author>incautosdoontem@yahoo.com.br (Ulisses Adirt)</author>
			<category>frontpage</category>
			<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 13:43:00 +0000</pubDate>
		<feedburner:origLink>http://opensadorselvagem.org/ops/editorial/o-pensador-selvagem-e-os-quadrinhos</feedburner:origLink></item>
		<item>
			<title>A busca por um Hamlet definitivo</title>
			<link>http://feedproxy.google.com/~r/OPensadorSelvagem/~3/UPE5OhOb5Ks/a-busca-por-um-hamlet-definitivo</link>
			<description>&lt;p&gt;Praguejar, ou n&amp;atilde;o praguejar: eis a quest&amp;atilde;o. Eu, mais uma vez, irei discumprir algumas promessas feitas aqui. Sim, eu sei que eu comentei sobre os assuntos das pr&amp;oacute;ximas resenhas no post anterior, mas estes assuntos ser&amp;atilde;o adiados pois hoje quero escrever sobre algo diferente. Sempre me vem &amp;agrave; cabe&amp;ccedil;a alguns temas que n&amp;atilde;o envolvem Praga, e hoje eu resolvi n&amp;atilde;o me importar mais com isto. Se algu&amp;eacute;m por aqui achar isto ruim, basta ligar para o nosso SAC (agora aonde voc&amp;ecirc;s encontram este telefone &amp;eacute; um grande mist&amp;eacute;rio). Hoje eu vou falar sobre Shakespeare, e mais precisamente, sobre Hamlet. Eu tive uma overdose com a hist&amp;oacute;ria do pr&amp;iacute;ncipe da Dinamarca nestes &amp;uacute;ltimos tempos, tendo lido umas tr&amp;ecirc;s tradu&amp;ccedil;&amp;otilde;es diferentes e assistido a alguns filmes tamb&amp;eacute;m. Comecemos pelas tradu&amp;ccedil;&amp;otilde;es ent&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;!--IMAGE http://opensadorselvagem.org/images/stories/este_pais/Praguejando/hamlet62.jpg IMAGE--&gt;&lt;p&gt;Traduzir Shakespeare &amp;eacute; uma tarefa dific&amp;iacute;lima. Para os que nunca se aventuraram nos originais, saibam que o escritor brit&amp;acirc;nico escreve em um ingl&amp;ecirc;s arcaico, o que dificulta muito o entendimento do seu texto. Shakespeare criou muitas palavras novas e deu sentido novo &amp;agrave; palavras antigas. Al&amp;eacute;m disto, muitas palavras que n&amp;oacute;s pensamos conhecer o significado hoje em dia tinham um sentido completamente diferente na sua &amp;eacute;poca, como, por exemplo, &amp;quot;awkward&amp;quot; que quer dizer &amp;quot;contr&amp;aacute;rio&amp;quot;, e n&amp;atilde;o &amp;quot;estranho&amp;quot; como esperar&amp;iacute;amos, ou ent&amp;atilde;o &amp;quot;intermission&amp;quot; que pode significar &amp;quot;atraso&amp;quot;, e n&amp;atilde;o somente &amp;quot;pausa&amp;quot;. Eu tenho perguntado a v&amp;aacute;rios amigos ingleses e americanos o que eles acham de Shakespeare, e pelo que eu vejo eles tem um trauma com o pobre escritor. Eles simplesmente n&amp;atilde;o entendem seus textos!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seria um crime simplificar a sua obra, mas um tradutor n&amp;atilde;o tem este mesmo problema. Ele pode traduzir a obra para um portugu&amp;ecirc;s culto mas que seja amplamente entendido. E eis ent&amp;atilde;o a nossa vantagem! Ler Shakespeare em portugu&amp;ecirc;s &amp;eacute; f&amp;aacute;cil, no sentido que as palavras significam exatamente o que se espera delas, e tamb&amp;eacute;m pelo fato de nunca nos depararmos com palavras desconhecidas ou arcaicas. Claro que isto somente ocorre se o tradutor tiver bom senso. H&amp;aacute; muitas vers&amp;otilde;es escritas em portugu&amp;ecirc;s arcaico, o que &amp;eacute; uma das maiores imbecilidades, na minha opni&amp;atilde;o. Simplesmente n&amp;atilde;o h&amp;aacute; motivos nem justificaticas para isto!&lt;/p&gt;
&lt;p align="center"&gt;&lt;img hspace="5" height="475" width="312" vspace="5" alt="Klingon Hamlet" src="http://opensadorselvagem.org//images/stories/este_pais/Praguejando/TheKlingonHamlet.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="center"&gt;Hamlet traduzido para a l&amp;iacute;ngua fict&amp;iacute;cia Klingon (!)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;
Em portugu&amp;ecirc;s, a melhor vers&amp;atilde;o de Hamlet que eu conhe&amp;ccedil;o &amp;eacute; a do Mill&amp;ocirc;r Fernandes, que pode ser comprada pela bagatela de R$10 na vers&amp;atilde;o de bolso, pela L&amp;amp;PM Pocket. Uma tradu&amp;ccedil;&amp;atilde;o clara, elegante, com solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es extremamente inteligentes, como este pequeno trecho mostra:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pol. - What do you read, my lord?&lt;br /&gt;
Ham. - Words, words, words.&lt;br /&gt;
Pol. - I mean, what is the matter, my lord?&lt;br /&gt;
Ham. - Between who?&lt;br /&gt;
Pol. - I mean the, the matter that you read, my lord.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
que &amp;eacute; traduzida da seguinte forma:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pol. - Que &amp;eacute; que o meu pr&amp;iacute;ncipe est&amp;aacute; lendo?&lt;br /&gt;
Ham. - Palavras, palavras, palavras.&lt;br /&gt;
Pol. - A que respeito, pr&amp;iacute;ncipe?&lt;br /&gt;
Ham. - Entre quem?&lt;br /&gt;
Pol. - Refiro-me ao assunto de vossa leitura, pr&amp;iacute;ncipe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das maiores caracter&amp;iacute;sticas deste personagem &amp;eacute; sua agilidade para trocadilhos. Hamlet, sempre que pode, finje entender as frases com um sentido diferente da inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o do seu orador, respondendo de maneira inesperada. Esta &amp;eacute; uma das caracter&amp;iacute;sticas que ele emprega para fingir que est&amp;aacute; louco. Neste trecho, &amp;quot;matter&amp;quot; deveria ser entendido como &amp;quot;assunto&amp;quot;, mas o jovem pr&amp;iacute;ncipe responde como se Pol&amp;ocirc;nio quisesse dizer &amp;quot;problema&amp;quot;. Esta solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Mill&amp;ocirc;r &amp;eacute; realmente muito boa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma outra tradu&amp;ccedil;&amp;atilde;o interessante &amp;eacute; a de P&amp;eacute;ricles Eug&amp;ecirc;nio da Silva Ramos, da cole&amp;ccedil;&amp;atilde;o Teatro Vivo, da Abril Cultural. Sua tradu&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o chega aos p&amp;eacute;s da eleg&amp;acirc;ncia de Mill&amp;ocirc;r, mas cont&amp;eacute;m uma vasta se&amp;ccedil;&amp;atilde;o de notas. Quase um ter&amp;ccedil;o do livro s&amp;atilde;o notas, e a maioria delas &amp;eacute; interessante. Aconselho esta edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o para quem est&amp;aacute; tomando coragem para partir para cima do original em ingl&amp;ecirc;s, j&amp;aacute; que as tais notas ajudam muito no entendimento do texto original de Shakespeare.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora falemos sobre os filmes feitos sobre Hamlet. Sinceramente nenhum filme me agradou plenamente. N&amp;atilde;o vou nem perder meu tempo falando muito sobre &amp;quot;Hamlet 2000&amp;quot;, com Ethan Hawke no papel principal. Basta lembrar que, na cena em que ele declama o famoso mon&amp;oacute;logo &amp;quot;Ser, ou n&amp;atilde;o ser&amp;quot;, ele est&amp;aacute; andando dentro de uma locadora de filmes Blockbuster, e o mon&amp;oacute;logo &amp;eacute; declamado sem express&amp;atilde;o alguma. Tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o vou falar muito sobre a vers&amp;atilde;o do Mad Max, digo, Mel Gibson, no qual o brutamonte n&amp;atilde;o convence ningu&amp;eacute;m de ter conflitos existenciais.&lt;/p&gt;
&lt;p align="center"&gt;&lt;img hspace="5" height="302" width="400" vspace="5" alt="Hamlet Laurance" src="http://opensadorselvagem.org//images/stories/este_pais/Praguejando/hamlet01.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;
A vers&amp;atilde;o de Olivier Laurance &amp;eacute; quase aceit&amp;aacute;vel. O ator, e tamb&amp;eacute;m diretor, fez cortes hom&amp;eacute;ricos no texto, mas eu imagino o qu&amp;atilde;o dif&amp;iacute;cil seria convencer algu&amp;eacute;m a patrocinar um filme de quase quatro horas em 1948. O Hamlet de Laurance &amp;eacute; existencialista, e sua atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o me agrada, mas ele exclui todos os fatores pol&amp;iacute;ticos da pe&amp;ccedil;a. E os outros atores s&amp;atilde;o horrorosos... at&amp;eacute; eu seria uma Of&amp;eacute;lia melhor, mesmo de barba. Al&amp;eacute;m disto, h&amp;aacute; um certo exagero nas cenas com a sua m&amp;atilde;e, a Rainha Gertrude. Freud dizia que Hamlet &amp;eacute; mais um exemplo de personagem edipiano, e Laurance levou isto a s&amp;eacute;rio demais. Al&amp;eacute;m disto, o filme come&amp;ccedil;a com a frase mais reducionista que eu j&amp;aacute; ouvi a respeito deste livro: &amp;quot;Hamlet, a trag&amp;eacute;dia de um homem que n&amp;atilde;o conseguiu se decidir&amp;quot;. Minha tia n&amp;atilde;o consegue se decidir sobre qual marca de biscoitos ela ir&amp;aacute; comprar (o que pode acarretar em uma trag&amp;eacute;dia tamb&amp;eacute;m), mas a questao hamletiana &amp;eacute; muito diferente disto. Hamlet n&amp;atilde;o consegue se decidir por ser extremamente perspectivista. H&amp;aacute; cenas em que lhe falta coragem para levar a vingan&amp;ccedil;a de seu pai a cabo, e ele racionaliza isto, ent&amp;atilde;o omite, ent&amp;atilde;o floreia. Hamlet n&amp;atilde;o se coloca como um her&amp;oacute;i, como mostra esta frase dita a Of&amp;eacute;lia: &amp;quot;Eu, de mim, considero-me mais ou menos honesto, mas poderia acusar-me de tais coisas, que teria sido melhor que minha m&amp;atilde;e n&amp;atilde;o me houvesse dado &amp;agrave; luz. Sou orgulhoso, vingativo, cheio de ambi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e disponho de maior n&amp;uacute;mero de delitos do que de pensamentos para vesti-los, imagina&amp;ccedil;&amp;atilde;o para dar-lhes forma, ou tempo para realiz&amp;aacute;-los&amp;quot;. Ele s&amp;oacute; consegue concretizar a vingan&amp;ccedil;a quando a trag&amp;eacute;dia se torna completamente inevit&amp;aacute;vel, mas isto s&amp;oacute; acontece porque ele racionaliza demais, e n&amp;atilde;o por n&amp;atilde;o fazer isto. Bola fora, Laurance...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tamb&amp;eacute;m existe a vers&amp;atilde;o de Keneth Branagh, e esta sim &amp;eacute; interessante. O filme tem quatro horas e n&amp;atilde;o possui nenhum corte no texto original. A atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Kate Winslet como Of&amp;eacute;lia &amp;eacute; simplesmente impec&amp;aacute;vel. Ela est&amp;aacute; fabulosa! - e eu achando, antes de assistir, que ela seria o ponto fraco do filme. J&amp;aacute; Branagh nos mostra um Hamlet angustiado como deveria ser, se ele n&amp;atilde;o pecasse pelo exagero. Seu Hamlet grita demais... Por exemplo, na cena em que os atores v&amp;atilde;o encenar a pe&amp;ccedil;a no castelo, eu sempre enxerguei Hamlet sentado o tempo todo ao lado de Of&amp;eacute;lia, fazendo seus coment&amp;aacute;rios em voz baixa, muitas vezes para si mesmo. J&amp;aacute; Branagh pula no palco, grita, chora, berra. Al&amp;eacute;m disto, a trilha sonora &amp;eacute; de lascar... piegas, piegas. E a cena final da luta de esgrima contra Laertes &amp;eacute; horrorosa, completamente hollywoodiana. Eu sou um esgrimista iniciante, mas j&amp;aacute; conhe&amp;ccedil;o o suficiente para rir muito desta cena. H&amp;aacute; tamb&amp;eacute;m alguns pontos originais (e interessantes) nesta vers&amp;atilde;o, como a prostituta no quarto de Pol&amp;ocirc;nio, a invas&amp;atilde;o de Fortinbras ao castelo e o fato de que Hamlet nota a presen&amp;ccedil;a de Pol&amp;ocirc;nio e do Rei, que est&amp;atilde;o escondidos, na cena em que Of&amp;eacute;lia esta lendo no p&amp;aacute;tio, esperando que o pr&amp;iacute;ncipe venha falar com ela. Estas s&amp;atilde;o boas sacadas do diretor, j&amp;aacute; que ele somente interpreta o texto original de formas n&amp;atilde;o convencionais. Eu possuo um Audio Book, tamb&amp;eacute;m com Branagh, o qual &amp;eacute; muito superior ao filme, mas ainda sinto um Hamlet exagerado ali.&lt;/p&gt;
&lt;p align="center"&gt;&lt;img hspace="5" height="270" width="370" vspace="5" alt="Hamlet e a caveira" src="http://opensadorselvagem.org//images/stories/este_pais/Praguejando/reverse-trap-hamlet.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;
H&amp;aacute; outras vers&amp;otilde;es que eu ainda quero ver. Eu assisti a trechos com Richard Burton, em sua vers&amp;atilde;o de 1964 estreiada na Broadway, e ele me pareceu extremamente interessante. Tamb&amp;eacute;m fiquei curioso pela vers&amp;atilde;o que passou nas televis&amp;otilde;es inglesas em 1990, estrelada por Kevin Kline. &amp;Eacute; curioso, mas quando eu leio o texto e tento imaginar que ator cairia bem no papel de Hamlet, sempre me vem &amp;agrave; mente Max von Sydow, do fant&amp;aacute;stico &amp;quot;O S&amp;eacute;timo Selo&amp;quot; de Bergman. Tamb&amp;eacute;m fiquei muito curioso com a vers&amp;atilde;o brasileira estrelada por Wagner Moura. Consegui assistir a alguns trechos tamb&amp;eacute;m, e a sua vers&amp;atilde;o me pareceu realmente boa (vejam s&amp;oacute;, o tradicionalista aqui tamb&amp;eacute;m sabe ver beleza na p&amp;oacute;s-modernidade). E a&amp;iacute;, alguem assistiu a esta vers&amp;atilde;o da pe&amp;ccedil;a? Se sim, comentem, eu fiquei extremamente curioso sobre a opni&amp;atilde;o geral do p&amp;uacute;blico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E &amp;eacute; isto ent&amp;atilde;o, espero que voc&amp;ecirc;s tenham gostado da mudan&amp;ccedil;a de ares desta coluna. Quanto &amp;agrave; Praga, ela continua bem e reaparece por aqui na semana que vem. Aguardem os pr&amp;oacute;ximos textos, que ser&amp;atilde;o os que eu prometi da &amp;uacute;ltima vez. At&amp;eacute; breve, ent&amp;atilde;o!&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OPensadorSelvagem/~4/UPE5OhOb5Ks" height="1" width="1"/&gt;</description>
			<author>gsagostinho@hotmail.com (Gilberto Agostinho)</author>
			<category>frontpage</category>
			<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 09:47:11 +0000</pubDate>
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		<item>
			<title>Impressões sobre a terra do box de vidro</title>
			<link>http://feedproxy.google.com/~r/OPensadorSelvagem/~3/WbhR8dJoSCs/impressoes-sobre-a-terra-do-box-de-vidro</link>
			<description>&lt;p&gt;Caros amigos,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ap&amp;oacute;s um longo recesso, esta coluna est&amp;aacute; de volta. Mesmo depois de tomar muita caipirinha por pre&amp;ccedil;o justo, eu acabei voltando para o Velho Mundo, de onde pretendo continuar a escrever com a mesma regularidade de antes (textos novos todos os domingos). Eu sei que prometi escrever alguma coisinha enquanto eu estivesse no Brasil, mas como todos sabem, aquele calor em pleno inverno, as j&amp;aacute; citadas caipirinhas e o bando de amigos impossibilitaram tal tarefa. Mas prometo ent&amp;atilde;o escrever um texto bacana agora sobre as minhas impress&amp;otilde;es desta viagem para o Brasil, para compensar mais esta d&amp;iacute;vida.&lt;/p&gt;
&lt;!--IMAGE http://opensadorselvagem.org/images/stories/este_pais/Praguejando/brasil6x2.jpg IMAGE--&gt;&lt;p&gt;Para come&amp;ccedil;ar, uma hist&amp;oacute;ria engra&amp;ccedil;ada sobre a minha ida para S&amp;atilde;o Paulo. Meu v&amp;ocirc;o partiu de Viena at&amp;eacute; Madrid, aonde eu deveria esperar apenas uma hora no aeroporto para fazer a minha conex&amp;atilde;o para S&amp;atilde;o Paulo, mas meu v&amp;ocirc;o atrasou simplesmente dez horas. At&amp;eacute; a&amp;iacute;, tudo bem, tive hotel e jantar pagos pela companhia a&amp;eacute;rea e eu poderia descansar um pouco e chegar bem em S&amp;atilde;o Paulo. Eis ent&amp;atilde;o que toda a desgra&amp;ccedil;a come&amp;ccedil;a: minha ins&amp;ocirc;nia volta a me atacar, e eu simplesmente n&amp;atilde;o consigo dormir na cama gigantesca e confort&amp;aacute;vel do hotel mil estrelas que me pagaram (n&amp;atilde;o estou sendo ir&amp;ocirc;nico). Quando eu ligo a televis&amp;atilde;o, existiam apenas tr&amp;ecirc;s op&amp;ccedil;&amp;otilde;es de canais: dramas em casteliano (l&amp;iacute;ngua a qual eu j&amp;aacute; n&amp;atilde;o suportava mais ouvir depois de tanta discuss&amp;atilde;o no aeroporto), um canal porn&amp;ocirc; alem&amp;atilde;o e a CNN, que seria a salvadora da minha madrugada, caso nosso querido Rei do Pop n&amp;atilde;o tivesse morrido no mesmo instante. Ent&amp;atilde;o eram estas op&amp;ccedil;&amp;otilde;es, casais gritando nos dramas, casais gritando no porn&amp;ocirc; e jornalistas e f&amp;atilde;s gritando na CNN. Ent&amp;atilde;o este incauto que vos escreve decide que seria legal observar as ruas de Madrid do s&amp;eacute;timo andar, aonde eu estava. O bairro n&amp;atilde;o era dos melhores, ficavam perto grandes avenidas e rodovias, tudo no meio do nada, e a vista da minha janela era horrorosa. Ent&amp;atilde;o eu penso: &amp;quot;ser&amp;aacute; que de outro ponto a vista n&amp;atilde;o ser&amp;aacute; bonita?&amp;quot;. Saio do meu quarto, vou at&amp;eacute; o final do corredor e descubro uma porta de emerg&amp;ecirc;ncia que d&amp;aacute; para uma sacada. Fico l&amp;aacute; um pouco, olho a vista (que continua horrorosa) e, quando decido entrar, pimba! A porta n&amp;atilde;o abre! Funciona mais ou menos assim: se em caso de inc&amp;ecirc;ndio uma gentil senhorita decidir buscar a bolsa que ela esqueceu no quarto, ela n&amp;atilde;o ir&amp;aacute; conseguir e, assim, salvar&amp;aacute; a sua vida. E eu fiquei preso do lado de fora, numa escada de inc&amp;ecirc;ndio de metal medonha. Penso que nada est&amp;aacute; perdido ainda, eu posso descer a escada e entrar pelos fundos do hotel. Nem em sonho... Descer &amp;eacute; f&amp;aacute;cil, agora entrar de volta n&amp;atilde;o. A escada dava para um pequeno quintal, aonde a &amp;uacute;nica porta de entrada para o hotel estava trancada. Ent&amp;atilde;o eu me debru&amp;ccedil;o sobre o muro e come&amp;ccedil;o a gritar por ajuda para os raros transeuntes que frequentam aquele lugar &amp;agrave;quela hora da madrugada. Tento todas as l&amp;iacute;nguas poss&amp;iacute;veis, incluindo tcheco, mas sem efeito. Depois de muito tempo, um grupo de garotas passa, e eu tento novamente pedir ajuda, mas elas acham que eu estou mexendo com elas e n&amp;atilde;o me olham, apesar de acentuarem o rebolado. Um grupo de rapazes me grita: &amp;quot;Est&amp;aacute;s borracho, cabr&amp;oacute;n!&amp;quot;. Finalmente, depois de uma hora, consigo convencer uma boa alma (a qual j&amp;aacute; tem o seu lugar no para&amp;iacute;so garantido) a entrar no hotel e resolver tudo. No dia seguinte, durante o caf&amp;eacute; da manh&amp;atilde;, todos estavam sabendo da hist&amp;oacute;ria e rindo muito de mim. Eu fiz uma pose blas&amp;eacute; e continuo lendo meu livro, como se tudo isto fosse algo que acontecesse todo santo dia. Moral da hist&amp;oacute;ria: verifique a programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o televisiva antes de se hospedar em um hotel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora sobre o Brasil. Ah, o Brasil. Eu li em algum lugar um excelente coment&amp;aacute;rio sobre o que seria o Brasil, mas n&amp;atilde;o me lembro a fonte. O autor dizia que o Brasil &amp;eacute; a terra do box de vidro e dos sucos naturais. Nada resume t&amp;atilde;o bem o nosso pa&amp;iacute;s como esta frase. Eu somente percebi a import&amp;acirc;ncia do box de vidro quando me mudei para c&amp;aacute;, pois a cortina &amp;uacute;mida insiste grudar no meu bra&amp;ccedil;o tamb&amp;eacute;m &amp;uacute;mido. E os sucos de caixinha daqui, meu deus... n&amp;atilde;o existe diferen&amp;ccedil;a nenhuma entre agora e o per&amp;iacute;odo quando eu n&amp;atilde;o sabia os nomes das frutas em tcheco: todos tem o mesmo gosto, e o mesmo pre&amp;ccedil;o absurdo, sendo mais f&amp;aacute;cil escolh&amp;ecirc;-los pela cor que mais combina com a sua camisa. Mas claro que h&amp;aacute; vantagens por aqui, como, por exemplo, a total aus&amp;ecirc;ncia de Brahma. Sobre a culin&amp;aacute;ria brasileira, da qual eu estava sentindo muita falta, eu tive uma brilhante id&amp;eacute;ia assim que cheguei no Brasil: churrascaria no almo&amp;ccedil;o, salgados e caf&amp;eacute; at&amp;eacute; n&amp;atilde;o aguentar mais de tarde, comida baiana &amp;agrave; noite e feijoada no dia seguinte. Eis ent&amp;atilde;o mais um motivo para eu n&amp;atilde;o ter escrito durante dois meses, nem feito absolutamente nada de &amp;uacute;til.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sobre o Brasil, todo mundo sabe como ele est&amp;aacute;. Continua igual, e o papo tamb&amp;eacute;m. Tr&amp;acirc;nsito em S&amp;atilde;o Paulo, clima &amp;aacute;rido em Bras&amp;iacute;lia. Deve ter feito frio no sul e calor no norte, etc, etc. N&amp;atilde;o vou bater na mesma tecla, juro. Mas houveram algumas coisas que me chamaram aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o nestas f&amp;eacute;rias. S&amp;atilde;o Paulo &amp;eacute; muito mais feia e suja do que eu me lembrava. A Avenida Paulista continua l&amp;aacute;, sendo ainda um lugar fant&amp;aacute;stico, mas com menos encanto do que antes. Visitei tamb&amp;eacute;m o terra&amp;ccedil;o do SESC Paulista, o qual antes tinha uma vista maravilhosa da cidade, e agora n&amp;atilde;o tem mais, apesar da cidade n&amp;atilde;o ter mudado praticamente nada. E eu fico pensando, para que tantos pr&amp;eacute;dios, meu deus? E meus olhos continuam pensando o mesmo, caro Drummond. Eu sinto que, aos poucos, vou perdendendo aquela paulistanidade que j&amp;aacute; vem no sangue, aquela paci&amp;ecirc;ncia e masoquismo (Darwin deveria estar certo mesmo!). Eu nunca consegui viver muito tempo longe desta cidade e nunca uma cidade de m&amp;eacute;dio porte me encantou antes de Praga (sim, para um paulistano Praga &amp;eacute; de m&amp;eacute;dio porte). Mas a qu&amp;iacute;mica com S&amp;atilde;o Paulo parece que sumiu, j&amp;aacute; n&amp;atilde;o rolou aquilo tudo de antes. E eu que senti tanta saudade durante este ano aqui... ser&amp;aacute; que isto volta? Bem, eu tenho mais um ano, no m&amp;iacute;nimo, para verificar isto. Veremos o que acontece.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos pr&amp;oacute;ximos textos eu pretendo falar sobre Viena, esta cidade que me encantou tanto, sobre a vers&amp;atilde;o tcheca do Roberto Carlos, sobre nata&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Vltava, ovelhas assadas e sobre o vilarejo do Velho Oeste Tcheco. Esta coluna estar&amp;aacute; imperd&amp;iacute;vel e eu aconselho a todos que mudem a p&amp;aacute;gina inicial do seu navegador para o Praguejando [m&amp;uacute;sica sensacionalista ao fundo]. E eu n&amp;atilde;o irei postar nenhum texto novo neste domingo, j&amp;aacute; que este saiu fora do prazo. Sejam todos bacanas e leiam este texto duas vezes caso sintam falta de mim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E que &amp;eacute; bom estar de volta, &amp;eacute;. Um grande abra&amp;ccedil;o a todos!&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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			<author>gsagostinho@hotmail.com (Gilberto Agostinho)</author>
			<category>frontpage</category>
			<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 08:37:14 +0000</pubDate>
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			<title>Quem escolhe ficar de mau humor é você</title>
			<link>http://feedproxy.google.com/~r/OPensadorSelvagem/~3/jSHP0PxCmnY/quem-escolhe-ficar-de-mau-humor-e-voce</link>
			<description>&lt;!--IMAGE http://opensadorselvagem.org/images/stories/ops/editorial/transitoX.jpg IMAGE--&gt;
&lt;p&gt;A escolha de ficar parado no tr&amp;acirc;nsito &amp;eacute; s&amp;oacute; sua.&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;#####&lt;/div&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#ffffff"&gt;_____&lt;/font&gt;Adoro morar em S&amp;atilde;o Paulo. &amp;Eacute; s&amp;oacute; conversar um pouco comigo, dar &lt;a href="http://incautosdoontem.opsblog.org/category/sampa/"&gt;uma lida nos meus textos&lt;/a&gt; para descobrir isso. &lt;br /&gt;
&lt;font color="#ffffff"&gt;_____&lt;/font&gt;Por algum mist&amp;eacute;rio t&amp;iacute;pico dos seres humanos, entretanto, quando come&amp;ccedil;o a declamar meus louvores &amp;agrave; Terra da Garoa, costumo encontrar pessoas sedentas por atacar a cidade. Fico mais abismado ainda quando o atacante &amp;eacute; morador daqui. Se n&amp;atilde;o gosta, por que, diabos, n&amp;atilde;o vai embora?&lt;br /&gt;
&lt;font color="#ffffff"&gt;_____&lt;/font&gt;Sei que reclamar &amp;eacute; mais c&amp;ocirc;modo do que fazer algo &amp;ndash; seja mudar de cidade, seja mudar de h&amp;aacute;bitos. Por exemplo, qualquer f&amp;atilde; de Sampa j&amp;aacute; escutou alguma varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de &amp;ldquo;Como voc&amp;ecirc; pode gostar de morar em uma cidade com um tr&amp;acirc;nsito assim?&amp;rdquo;. As entradas dos empregos tamb&amp;eacute;m s&amp;atilde;o cheias de &amp;ldquo;Esse tr&amp;acirc;nsito serve para acabar com a alegria de qualquer um.&amp;rdquo; e cong&amp;ecirc;neres. Olhando a cena sem pensar, at&amp;eacute; parece que n&amp;atilde;o existe nenhuma alternativa.&lt;br /&gt;
&lt;font color="#ffffff"&gt;_____&lt;/font&gt;Para viver sem o mau humor causado pelo tr&amp;acirc;nsito &amp;eacute; f&amp;aacute;cil. Basta, apenas, querer. &lt;br /&gt;
&lt;font color="#ffffff"&gt;_____&lt;/font&gt;Eu poderia, ent&amp;atilde;o, terminar o texto escrevendo &lt;a href="http://blig.ig.com.br/freeride/category/por-que-ir-de-bicicleta/"&gt;uma d&amp;uacute;zia de motivos para n&amp;atilde;o usar mais autom&amp;oacute;veis&lt;/a&gt;. Por&amp;eacute;m, em vez disso, prefiro citar &lt;a href="http://contratemposmodernos.blogspot.com/2009/08/high-school-comics-quando-ele-vem-de.html"&gt;um divertido trabalho do cartunista Rodrigo Chaves&lt;/a&gt;:&lt;/p&gt;
&lt;div align="center"&gt;&lt;img width="580" height="193" src="http://opensadorselvagem.org//images/stories/ops/editorial/comesbybike.jpg" alt="" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;font color="#ffffff"&gt;_____&lt;/font&gt;Alguma d&amp;uacute;vida?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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			<author>incautosdoontem@yahoo.com.br (Ulisses Adirt)</author>
			<category>frontpage</category>
			<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 11:20:40 +0000</pubDate>
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