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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2enclosuresfull.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" version="2.0"><channel><title>O Plantador</title><link>http://oplantador.blogspot.com/</link><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/OPlantador" /><description></description><language>en</language><managingEditor>noreply@blogger.com (MÁRCIO MOMBACH)</managingEditor><lastBuildDate>Sun, 20 May 2012 09:42:04 PDT</lastBuildDate><generator>Blogger http://www.blogger.com</generator><openSearch:totalResults xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">150</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">25</openSearch:itemsPerPage><feedburner:info uri="oplantador" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><media:copyright>pedrosinho100</media:copyright><media:keywords>o,plantador,márcio,rafael,pedroso,quejo,pedrosinho</media:keywords><media:category scheme="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd">Society &amp; Culture/History</media:category><itunes:owner><itunes:email>pedrosinho100@gmail.com</itunes:email><itunes:name>Rafael Pedroso</itunes:name></itunes:owner><itunes:author>Rafael Pedroso</itunes:author><itunes:explicit>yes</itunes:explicit><itunes:keywords>o,plantador,márcio,rafael,pedroso,quejo,pedrosinho</itunes:keywords><itunes:subtitle>Acessem.</itunes:subtitle><itunes:summary>Acessem.</itunes:summary><itunes:category text="Society &amp; Culture"><itunes:category text="History" /></itunes:category><feedburner:emailServiceId>OPlantador</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname>http://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><item><title>RBS - virou um partido</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/OPlantador/~3/niG6Yaz2x8M/rbs-virou-um-partido.html</link><category>Artigos</category><author>pedrosinho100@gmail.com (Rafael Pedroso)</author><pubDate>Fri, 17 Sep 2010 12:35:39 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5244529292073119537.post-5415115914301107854</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;por Ayrton Centeno&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Suponha que Ali Kamel fosse presidente da República. Fantasie um pouco mais e descubra Miriam Leitão, também eleita, subindo a rampa do Palácio do Planalto. Sob o impulso do mesmo delírio coloque Fátima Bernardes candidata ao Senado Federal. Fátima vai disputar a cadeira que o senador Faustão não deseja mais ocupar. Difícil conceber? É possível. Mas não no Rio Grande do&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Sul. Ninguém ficaria surpreso. É que este cotidiano sequestrado ao realismo fantástico “naturalizou-se” no território gaúcho. Um exemplo: desde 1994, egressos dos quadros do grupo RBS – a Globo local – disputam todas as eleições para governador naquele que, durante muito tempo, jactou-se de ser o estado mais politizado do Brasil. E, em duas ocasiões, eles venceram. Em&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; 2010, a RBS novamente está no páreo não apenas para o Palácio Piratini, mas também para o Senado, a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Com 21 emissoras de TV (18 afiliadas à Globo), 25 rádios, oito jornais diários e quatro portais na internet, a RBS não comanda apenas a mídia, mas boa parte dos corações e mentes no Sul. Em 1994, quando seu ex-diretor de telejornalismo Antonio Britto elegeu-se governador, a força do conglomerado tornou-se ainda mais notória. Nas prévias do PMDB, os dois candidatos em confronto tinham raízes na RBS: Britto e o deputado federal e apresentador de rádio e TV Mendes Ribeiro. Em 1998 e 2002, Britto tentou retornar ao governo. Em 2006, mais uma procedente da RBS chegaria ao Piratini: Yeda Crusius. Eleita pelo PSDB, Yeda popularizou sua imagem com aparições diárias no telejornal noturno da então TV Gaúcha, onde ocupava um espaço de análise econômica. Dali desabrochou para a política a bordo de uma esquisitice.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;No governo Itamar Franco, o presidente pediu ao amigo Pedro Simon a indicação de uma mulher para fazer florir seu ministério que considerava demasiadamente carrancudo e atulhado de homens. Simon lembrou-se da professora de economia que aparecia bem na TV. E, como as coisas aconteciam sob Itamar, da noite para o dia, Yeda virou ministra do Planejamento. Durou 70 dias, uma passagem breve e bisonha — foi informada da existência do Plano Real na coletiva de lançamento – mas acarpetou seu trajeto para a Câmara Federal. Em 2010, tenta reeleger-se governadora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Para o Senado, a jornalista Ana Amélia Lemos é a representante do poder do grupo no pleito de outubro. Após décadas chefiando a sucursal de Brasília, com presença diária no rádio, na televisão e no jornal Zero Hora, ela ingressou na corrida como candidata do PP. Mas, na cabeça do eleitor, não vai estar o partido submerso no escândalo do Detran/RS, que fez evaporar R$ 44 milhões dos cofres estaduais, e sim a figura que diariamente entrava na sua sala para tratardos temas mais candentes do Brasil. E conta com boas chances de sucesso, embora enfrentando dois pesos-pesados: o atual senador Paulo Paim (PT) e o ex-governador Germano Rigotto (PMDB).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Se isto ocorrer, Ana Amélia ocupará a cadeira do senador Sérgio Zambiasi (PTB), apresentador de programas populares na rádio Farroupilha, também da empresa. Aportando no Senado em 2002, após sucessivas eleições como um dos deputados estaduais mais votados do país e presidente da Assembleia Legislativa, Zambiasi absteve-se de concorrer em 2010. Projeta um cargo no&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; executivo em 2012 ou 2014. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Além das eleições majoritárias, os representantes do time da RBS sempre se engajaram na caça às vagas nas proporcionais. Neste ano não será diferente. O ex-vice-presidente institucional do grupo, Afonso Motta, concorre a deputado federal pelo PDT. Um dos parlamentares mais votados do estado em 2006, Paulo Borges elegeu-se com a ajuda do cognome “O Homem do Tempo” – era o encarregado da previsão na RBS TV – e disputa a reeleição pelo DEM.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Como regra quase sem exceções, os candidatos assim forjados não possuem vida partidária pregressa, escalando cargos eletivos por obra da exposição midiática e de sua natureza de personalidades “não-políticas”. Com perfil conservador, alinham-se no espectro que vai do centro à direita. Nesta modalidade de berlusconização delegada, como emergem na condição de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;criaturas da mídia, dificilmente contrastam os muitos interesses da mesma mídia que os criou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Não falta quem diga que é um partido, o PRBS. Não falta quem diga que é o único. Um exagero, deve-se convir. Porém, com os jornais mais influentes, a TV aberta e as rádios AM e FM líderes de audiência, supõe-se até que 90% dos assuntos que freqüentam as conversas dos gaúchos tenham origem na pauta da RBS. Verdade ou não, vale como elemento de reflexão sobre o efeito aberrante da concentração e da propriedade cruzada dos meios de comunicação no jogo eleitoral e na livre manifestação dos eleitores. Vinte e cinco anos após o suspiro final de sua última ditadura, é uma pedra no caminho de um&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; país que ainda constrói penosamente sua democracia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;(*) Jornalista, artigo publicado originalmente em Brasília Confidencial &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5244529292073119537-5415115914301107854?l=oplantador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/7aUNw8yY7SFhl_Efi3REIp-G1iM/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/7aUNw8yY7SFhl_Efi3REIp-G1iM/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/7aUNw8yY7SFhl_Efi3REIp-G1iM/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/7aUNw8yY7SFhl_Efi3REIp-G1iM/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://oplantador.blogspot.com/2010/09/rbs-virou-um-partido.html</feedburner:origLink></item><item><title>Odeio os indiferentes</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/OPlantador/~3/ZtYzGvD_aJQ/odeio-os-indiferentes.html</link><category>Artigos</category><author>pedrosinho100@gmail.com (Rafael Pedroso)</author><pubDate>Mon, 06 Sep 2010 13:48:41 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5244529292073119537.post-2470456298937448735</guid><description>&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/Mombach/CONFIG%7E1/Temp/moz-screenshot-1.png" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;          &lt;/div&gt;&lt;h1 style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;                &lt;/h1&gt;                               &lt;span&gt;      &lt;/span&gt;&lt;span&gt;    &lt;/span&gt;                &lt;/div&gt;                  &lt;p&gt;                    &lt;span&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;a href="http://pcb.org.br/portal/index.php?option=com_content&amp;amp;view=category&amp;amp;id=61:cultura-revolucionaria&amp;amp;Itemid=80" target="_blank"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;         &lt;/span&gt;             &lt;/p&gt;             &lt;table width="200" align="left" border="0"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td style="font-size: 10px; text-align: left;" width="170" bgcolor="#f1f1f1"&gt;&lt;img src="http://pcb.org.br/portal/images/stories/gramsci.jpg" alt="imagem" width="170" align="left" border="0" /&gt;&lt;em&gt;Crédito: &lt;a href="http://www.marxists.org/" target="_blank"&gt;Marxists.org&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/td&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt; &lt;/table&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os Indiferentes&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Antonio Gramsci&lt;/p&gt;    &lt;p style="text-align: justify;"&gt;11 de Fevereiro de 1917&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Odeio os indiferentes. Como Friederich  Hebbel acredito que "viver significa tomar partido". Não podem existir  os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode  deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo,  covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A indiferença é o peso morto da  história. É a bala de chumbo para o inovador, é a matéria inerte em que  se afogam freqüentemente os entusiasmos mais esplendorosos, é o fosso  que circunda a velha cidade e a defende melhor do que as mais sólidas  muralhas, melhor do que o peito dos seus guerreiros, porque engole nos  seus sorvedouros de lama os assaltantes, os dizima e desencoraja e às  vezes, os leva a desistir de gesta heróica.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A indiferença atua poderosamente na  história. Atua passivamente, mas atua. É a fatalidade; e aquilo com que  não se pode contar; é aquilo que confunde os programas, que destrói os  planos mesmo os mais bem construídos; é a matéria bruta que se revolta  contra a inteligência e a sufoca. O que acontece, o mal que se abate  sobre todos, o possível bem que um ato heróico (de valor universal) pode  gerar, não se fica a dever tanto à iniciativa dos poucos que atuam  quanto à indiferença, ao absentismo dos outros que são muitos. O que  acontece, não acontece tanto porque alguns querem que aconteça quanto  porque a massa dos homens abdica da sua vontade, deixa fazer, deixa  enrolar os nós que, depois, só a espada pode desfazer, deixa promulgar  leis que depois só a revolta fará anular, deixa subir ao poder homens  que, depois, só uma sublevação poderá derrubar.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A fatalidade, que parece dominar a  história, não é mais do que a aparência ilusória desta indiferença,  deste absentismo. Há fatos que amadurecem na sombra, porque poucas mãos,  sem qualquer controle a vigiá-las, tecem a teia da vida coletiva, e a  massa não sabe, porque não se preocupa com isso. Os destinos de uma  época são manipulados de acordo com visões limitadas e com fins  imediatos, de acordo com ambições e paixões pessoais de pequenos grupos  ativos, e a massa dos homens não se preocupa com isso.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas os fatos que amadureceram vêm à  superfície; o tecido feito na sombra chega ao seu fim, e então parece  ser a fatalidade a arrastar tudo e todos, parece que a história não é  mais do que um gigantesco fenômeno natural, uma erupção, um terremoto,  de que são todos vítimas, o que quis e o que não quis, quem sabia e quem  não sabia, quem se mostrou ativo e quem foi indiferente. Estes então  zangam-se, queriam eximir-se às conseqüências, quereriam que se visse  que não deram o seu aval, que não são responsáveis.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Alguns choramingam piedosamente, outros  blasfemam obscenamente, mas nenhum ou poucos põem esta questão: se eu  tivesse também cumprido o meu dever, se tivesse procurado fazer valer a  minha vontade, o meu parecer, teria sucedido o que sucedeu? Mas nenhum  ou poucos atribuem à sua indiferença, ao seu cepticismo, ao fato de não  ter dado o seu braço e a sua atividade àqueles grupos de cidadãos que,  precisamente para evitarem esse mal combatiam (com o propósito) de  procurar o tal bem (que) pretendiam.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A maior parte deles, porém, perante  fatos consumados prefere falar de insucessos ideais, de programas  definitivamente desmoronados e de outras brincadeiras semelhantes.  Recomeçam assim a falta de qualquer responsabilidade. E não por não  verem claramente as coisas, e, por vezes, não serem capazes de  perspectivar excelentes soluções para os problemas mais urgentes, ou  para aqueles que, embora requerendo uma ampla preparação e tempo, são  todavia igualmente urgentes. Mas essas soluções são belissimamente  infecundas; mas esse contributo para a vida coletiva não é animado por  qualquer luz moral; é produto da curiosidade intelectual, não do  pungente sentido de uma responsabilidade histórica que quer que todos  sejam ativos na vida, que não admite agnosticismos e indiferenças de  nenhum gênero.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Odeio os indiferentes também, porque me  provocam tédio as suas lamúrias de eternos inocentes. Peço contas a  todos eles pela maneira como cumpriram a tarefa que a vida lhes impôs e  impõe quotidianamente, do que fizeram e sobretudo do que não fizeram. E  sinto que posso ser inexorável, que não devo desperdiçar a minha  compaixão, que não posso repartir com eles as minhas lágrimas. Sou  militante, estou vivo, sinto nas consciências viris dos que estão comigo  pulsar a atividade da cidade futura que estamos a construir. Nessa  cidade, a cadeia social não pesará sobre um número reduzido, qualquer  coisa que aconteça nela não será devido ao acaso, à fatalidade, mas sim à  inteligência dos cidadãos. Ninguém estará à janela a olhar enquanto um  pequeno grupo se sacrifica, se imola no sacrifício. E não haverá quem  esteja à janela emboscado, e que pretenda usufruir do pouco bem que a  atividade de um pequeno grupo tenta realizar e afogue a sua desilusão  vituperando o sacrificado, porque não conseguiu o seu intento.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Vivo, sou militante. Por isso odeio quem  não toma partido, odeio os indiferentes.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Primeira Edição: La Città Futura,  11-2-1917&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Origem da presente Transcrição: Texto  retirado do livro Convite à Leitura de Gramsci"&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Tradução: Pedro Celso Uchôa Cavalcanti.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Transcrição de: Alexandre Linares para o  Marxists Internet Archive&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;HTML de: Fernando A. S. Araújo&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Direitos de Reprodução: Marxists  Internet Archive (&lt;a href="http://marxists.org/" target="_blank"&gt;marxists.org&lt;/a&gt;),  2005. A cópia ou distribuição deste documento é livre e indefinidamente  garantida nos termos da GNU Free Documentation License&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5244529292073119537-2470456298937448735?l=oplantador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Há quatro anos quando, por motivos de  saúde, teve que se afastar do poder, não foram poucos os que o davam  como um homem morto.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Gilson Caroni Filho&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                                   &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Fidel Castro e Cuba se entrelaçam em uma  metáfora perfeita. Como impossibilidades que se reinventam, desafiam  analistas e inimigos políticos. Ao completar 84 anos, na sexta-feira  passada, o líder cubano voltou a se dedicar ao que parece ser seu  passatempo predileto: desenganar os que o desenganam. Há quatro anos  quando, por motivos de saúde, teve que se afastar do poder, não foram  poucos os que o davam como um homem morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste agosto de 2010,  Fidel reapareceu em público, retomando a real e vigorosa crítica da  política internacional, ao advertir sobre o grave perigo para a paz,  caso Estados Unidos e Israel lancem ataques a instalações iranianas.  Analisando o Oriente Médio, o Comandante volta a propugnar por mudanças  radicais que permitam ao homem entrar na posse de sua dignidade. É na  práxis, e não no isolamento de conspiratas, que o verdadeiro humanismo  se reafirma. Sua estatura histórica é universalista por excelência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em  1991, com o colapso da antiga União das Repúblicas Socialistas  Soviéticas (URSS), a gigantesca máquina de propaganda estadunidense  prognosticou o fim do regime cubano. Passados 19 anos, Cuba, apesar do  bloqueio econômico e comercial mantido pela potência imperialista,  apresenta o menor índice de mortalidade infantil até o primeiro ano de  vida, na América Latina. Além disso, registrou, em plena crise econômica  mundial de 2009, aumento do PIB per capita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somando-se a estes  índices a vantagem de um modelo societário que reconhece legal e  concretamente o direito à educação e saúde para todos de maneira  gratuita, estará descortinada a mais bela obra que uma sociedade pode  desejar: uma nação independente e soberana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreende-se a  dificuldade de uma crítica individualista ao lidar com formação política  em que o “dar-se à sociedade" ocupa o lugar mais alto em uma escala de  valores morais. A tomada do poder em 1959, pelos guerrilheiros de Sierra  Maestra, foi o meio para revolucionar as estruturas cubanas. Não foi um  golpe de Estado para troca de guarda; para troca de grupos  privilegiados, tão comuns na América Latina. Aqueles homens estavam  dispostos a mudar as condições de vida da maioria absoluta da população,  do amplo contingente desprovido de direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que  modificar um país, organizado para servir aos interesses estrangeiros e a  uma exígua minoria da sociedade nativa, acarreta toda sorte de  problemas e um grande descontentamento nos que perdem privilégios  atávicos. A execução dessas transformações – já difícil em  circunstâncias normais – sob o bloqueio econômico tornou-se árdua e  dependente de uma grande dose de sacrifícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Fidel  aniversariaram as adolescentes que em 1961, ano em que a revolução se  declarou socialista, subiram à serra para alfabetizar camponeses.  Entoando versos como “Somos la Brigada Conrado Benítez, somos la  vanguardia de la Revolución..." lembravam um mártir e, talvez sem  entender  muito bem tudo o que estava acontecendo, deslancharam o  processo educativo da nova Cuba. Além delas, outros homens e mulheres,  que viveram a história como fé apaixonada na capacidade do homem de  lutar contra a injustiça, também festejaram a sexta-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos  que lutam pelo respeito aos direitos humanos, é bom recordar que a  cultura é o que humaniza o homem. E nós só o humanizamos quando o  colocamos no centro dos debates fundamentais, elevando sua qualidade de  vida. As crianças reunidas no Parque Lênin, em Havana, não cantaram  parabéns apenas para o líder cubano. Pessoas que viveram os tempos  capitalistas e outras que nasceram após a revolução têm consciência das  dificuldades a serem enfrentadas. Mas continuam acreditando no legado  revolucionário por se sentirem participantes ativas do processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como  povo esclarecido, bem informado e politizado, o cubano é o verdadeiro  crítico do seu regime. Critica e aponta saídas. Sabe que é preciso lutar  para ampliar a esfera pública, mas tem consciência de que a propaganda  orquestrada contra o governo socialista acaba por criar, como subproduto  previsto e planejado, uma imagem distorcida de sua realidade. A volta  ao capitalismo é impensável. Por isso cantam parabéns para a vontade  férrea de não esquecer o significado de cada conquista. Na estreita  vinculação, que deve existir entre os interesses do indivíduo e os da  sociedade, permanece atual o que vinha escrito nas boinas dos pequenos  “pioneros”: “seremos como el Che”. Uma promessa de renascimento  permanente.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;           &lt;br /&gt;                     Gilson Caroni Filho é professor de  Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de  Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5244529292073119537-3201244198687715036?l=oplantador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/gzYyn6TQx3hnKm7TGcBUG2QPxHA/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/gzYyn6TQx3hnKm7TGcBUG2QPxHA/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://oplantador.blogspot.com/2010/09/o-aniversario-dos-impossiveis.html</feedburner:origLink></item><item><title>Master nasceu há 50 anos na luta pela reforma agrária no RS</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/OPlantador/~3/grehT8ED7n4/master-nasceu-ha-50-anos-na-luta-pela.html</link><category>Artigos</category><author>pedrosinho100@gmail.com (Rafael Pedroso)</author><pubDate>Mon, 06 Sep 2010 13:44:44 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5244529292073119537.post-8796849664823487216</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;24 de junho de 2010&lt;/span&gt;      &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;     &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Por Gazeta do Sul&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;No dia 24 de junho de 1960, há exatos 50 anos, surgiu no Vale do Rio  Pardo um movimento que antecipou, no Rio Grande do Sul, as propostas e  estratégias do MST na luta pela reforma agrária. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O Movimento dos Agricultores Sem Terra (Master) nasceu no município  de Encruzilhada do Sul. O motivo foi a tentativa de um proprietário de  terras de retomar uma área com cerca de 1.800 hectares, situada no  distrito de Faxinal – que hoje faz parte do município de Amaral Ferrador  –, que há 40 anos era habitada por cerca de 300 famílias. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mais tarde, associações de agricultores sem-terra foram criadas em  dezenas de municípios gaúchos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A partir do segundo semestre de 1961, o Master ganhou o apoio  decisivo de Leonel de Moura Brizola, governador do Estado entre 1959 e  1962. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O mês de janeiro de 1962 marcou a explosão do Movimento, com a  instalação de diversos acampamentos de sem-terra, para obter  desapropriações e assentamentos. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Milhares de agricultores participaram das mobilizações, até que, em  1964, o golpe militar encerrou as atividades do Master. Lideranças e  militantes foram presos, torturados, exilados. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A disputa pela terra seria retomada apenas em 1979, com a ocupação  das fazendas Macali e Brilhante, no complexo da Fazenda Sarandi –  ocupação que é considerada a gênese do Movimento dos Trabalhadores  Rurais Sem Terra (MST), fundado em 1984.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;“Tanto o Master como o MST surgem tendo como bandeira central a luta  pela reforma agrária, motivados pelo alto índice de concentração da  propriedade da terra e pela falta de perspectivas de sobrevivência,  exceto pela luta e o processo de organização dos agricultores”, explica a  engenheira agrícola Córdula Eckert, autora da mais completa pesquisa  acadêmica já realizada sobre o tema. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ela explica que o Master foi o precursor do MST, na estratégia de  luta: a formação de acampamentos na beira das estradas, junto às  propriedades cuja desapropriação era reivindicada. “O MST herdou do  Master o ritual de luta pela terra”, reforça o sociólogo Ivaldo Gehlen,  da Ufrgs.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Já existiam as Ligas Camponesas e a União dos Lavradores e  Trabalhadores Agrícolas do Brasil (Ultab), mas sua influência no Estado  era mínima. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os agricultores sem-terra reunidos pelo Master, segundo Córdula  Eckert, eram os assalariados permanentes e temporários que – pela pouca  geração de empregos no campo e as más condições de trabalho oferecidas –  ansiavam pela posse da terra como forma de garantir sua sobrevivência e  a da família; os posseiros, parceiros, arrendatários e agregados que,  apesar de terem acesso à terra, tinham-no de forma instável; os pequenos  proprietários, que desejavam aumentar a sua propriedade; e os filhos de  pequenos proprietários que, ao casar, queriam permanecer como  agricultores mas nem sempre a terra do pai era suficiente para atender  as suas necessidades.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Modernização&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Grandes proprietários também participaram do Movimento. Em Sarandi,  no norte do Estado, por exemplo, que foi o cenário de uma das maiores  ocupações em 1962, grandes produtores – apesar de não participarem do  acampamento – foram beneficiados com parte da área desapropriada pelo  governador Brizola. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Segundo João Carlos Tedesco e Joel João Garini, autores do livro  Conflitos Agrários no Norte Gaúcho: 1960-1980, produtores mecanizados de  arroz e trigo – apesar de não integrarem o Movimento – atuaram  conjuntamente em algumas ocasiões. “Muitos fazendeiros acreditavam que a  reforma agrária traria a modernização da agricultura. Havia um ambiente  público favorável à questão”, comenta Ivaldo Gehlen.&lt;/p&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5244529292073119537-8796849664823487216?l=oplantador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/eAI2Su0c9ZjuTlzCJ9obpR_PhQE/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/eAI2Su0c9ZjuTlzCJ9obpR_PhQE/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/eAI2Su0c9ZjuTlzCJ9obpR_PhQE/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/eAI2Su0c9ZjuTlzCJ9obpR_PhQE/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://oplantador.blogspot.com/2010/09/master-nasceu-ha-50-anos-na-luta-pela.html</feedburner:origLink></item><item><title>VINTE ANOS SEM O  CAVALEIRO DA ESPERANÇA</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/OPlantador/~3/pitibMQ4eow/vinte-anos-sem-o-cavaleiro-da-esperanca.html</link><category>Artigos</category><author>pedrosinho100@gmail.com (Rafael Pedroso)</author><pubDate>Mon, 06 Sep 2010 13:43:03 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5244529292073119537.post-196299240953086487</guid><description>&lt;span style="color: rgb(31, 73, 125);"&gt;&lt;/span&gt;   &lt;p style="text-align: right; font-family: arial;" align="right"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;Anita L&lt;span style="color: rgb(31, 73, 125);"&gt;.&lt;/span&gt; Prestes&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(31, 73, 125);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Luiz Carlos Prestes, o Cavaleiro da Esperança, faleceu em 7 de março de 1990, aos 92 anos de idade. Desde muito jovem, Prestes revelou indignação com as injustiças sociais e a miséria de nosso povo, mostrando-se preocupado com a busca de soluções efetivas para a situação deplorável em que se encontrava a população brasileira, principalmente os trabalhadores do campo, com os quais tivera contato durante a Marcha da Coluna (1924-27), que ficaria conhecida como a Coluna Prestes. Muito antes de tornar-se comunista, Prestes já era um revolucionário. Sua adesão aos ideais comunistas e ao movimento comunista apenas veio comprovar e confirmar sua vocação revolucionária, seu compromisso definitivo com a luta pela emancipação econômica, social e política do povo brasileiro. Como revolucionário Prestes foi um patriota - um homem que dedicou toda sua vida à luta por um Brasil melhor, por um Brasil onde não mais existissem a fome, a miséria, o analfabetismo, as doenças, a terrível mortalidade infantil e as demais chagas que sabidamente continuam ainda hoje a infelicitar nosso país.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;A descoberta da teoria marxista e a consequente adesão ao comunismo representaram, para Prestes, o encontro com uma perspectiva, que lhe pareceu factível, de realização dos anseios revolucionários por ele até então alimentados, principalmente durante a Marcha da Coluna. A luta à qual resolvera dedicar sua vida encontrava, dessa forma, um embasamento teórico e um instrumento para ser levada adiante - o Partido Comunista. O Cavaleiro da Esperança, uma vez convencido da justeza dos novos ideais que abraçara, tornava-se também um comunista convicto e disposto a enfrentar toda sorte de sacrifícios na luta pelos objetivos traçados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;No processo de aproximação ao PCB, Prestes rompeu de público com seus antigos companheiros - os jovens militares rebeldes conhecidos como os “tenentes” -, posicionando-se abertamente a favor do programa da “revolução agrária e antiimperialista” defendido pelos comunistas brasileiros. Seu Manifesto de Maio de 1930 consagra o início de uma nova fase na vida do Cavaleiro da Esperança. A partir daquele momento, Prestes deixava definitivamente para trás os antigos compromissos com o liberalismo dos “tenentes” e enveredava pela via da luta pelos ideais comunistas que passariam a nortear toda sua vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Pela primeira vez na história do Brasil, uma liderança de grande projeção nacional, a personalidade de maior destaque no movimento tenentista, - na qual apostavam suas cartas as elites oligárquicas oposicionistas, na expectativa de que o Cavaleiro da Esperança pusesse seu cabedal político a serviço dos seus objetivos, aceitando participar do poder para melhor servi-las -, recusa tal poder, rompendo com os políticos das classes dominantes para juntar-se aos explorados e oprimidos, para colocar-se do lado oposto da grande trincheira aberta pelo conflito entre as classes dominantes e as dominadas, entre exploradores e explorados. Prestes tomava o partido dos oprimidos, abandonando as hostes das elites comprometidas com os donos do poder, não vacilando jamais diante dos grandes sacrifícios que tal opção lhe acarretaria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Tratava-se de um fato inédito, jamais visto no Brasil. Luiz Carlos Prestes, capitão do Exército, que se tornara general da Coluna Invicta, que fora reconhecido como liderança máxima das forças oposicionistas ao esquema de poder vigente no Brasil até 1930, talhado, portanto, para transformar-se no líder da “revolução” das elites oligárquicas, numa liderança política confiável dessas elites, usava seu prestígio para indicar ao povo brasileiro um outro caminho – o caminho da luta pela reforma agrária radical e pela emancipação nacional do domínio imperialista, o caminho da revolução social e da luta pelo socialismo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Como foi sempre coerente consigo mesmo e com os ideais revolucionários a que dedicou sua vida, sem jamais se dobrar diante de interesses menores ou de caráter pessoal, Prestes despertou o ódio dos donos do poder, que se esforçariam por criar uma História Oficial deturpadora tanto de sua trajetória política quanto da história brasileira contemporânea.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Mesmo após seu falecimento, Prestes continua a incomodar os donos do poder, o que se verifica pelo fato de sua vida e suas atitudes não deixarem de serem atacadas e/ou deturpadas, com insistência aparentemente surpreendente, uma vez que se trata de uma liderança do passado, que não mais está disputando qualquer espaço político. Num país em que praticamente inexiste uma memória histórica, em que os donos do poder sempre tiveram força suficiente para impedir que essa memória histórica fosse cultivada, presenciamos um esforço sutil, mas constante, desenvolvido através de modernos e possantes meios de comunicação, de dificultar às novas gerações o conhecimento da vida e da luta de homens como Luiz Carlos Prestes, cujo passado pode servir de exemplo para os jovens de hoje.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Luiz Carlos Prestes dedicou 70 anos de sua vida à luta por um futuro de justiça social e liberdade para o povo brasileiro. O legado revolucionário de Luiz Carlos Prestes deve ser preservado e desenvolvido pelas novas gerações de brasileiros e de latino-americanos. Esta a razão por que hoje, no âmbito das comemorações do 90° aniversário da UFRJ, assinalamos a passagem de vinte anos do desaparecimento do Cavaleiro da Esperança homenageando sua memória.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5244529292073119537-196299240953086487?l=oplantador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Rlbr__lUrhSaKdrFvqnK9y4ZBsU/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Rlbr__lUrhSaKdrFvqnK9y4ZBsU/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Rlbr__lUrhSaKdrFvqnK9y4ZBsU/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Rlbr__lUrhSaKdrFvqnK9y4ZBsU/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://oplantador.blogspot.com/2010/09/vinte-anos-sem-o-cavaleiro-da-esperanca.html</feedburner:origLink></item><item><title>A carta da terra</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/OPlantador/~3/WfydBKZA-ps/carta-da-terra.html</link><category>Artigos</category><author>pedrosinho100@gmail.com (Rafael Pedroso)</author><pubDate>Mon, 17 May 2010 13:53:50 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5244529292073119537.post-5093760301336759038</guid><description>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;             &lt;/div&gt;&lt;table style="text-align: left; margin-left: 0px; margin-right: 0px; font-family: arial;" width="200" border="0"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td style="font-size: 10px; text-align: left;" width="170" bgcolor="#f1f1f1"&gt;&lt;img src="http://pcb.org.br/portal/images/stories/cartaterra.gif" alt="imagem" width="170" align="left" border="0" /&gt;&lt;em&gt;Crédito: &lt;a href="http://www.cartadaterrabrasil.org/prt/index.html" target="_blank"&gt;www.cartadaterrabrasil.org&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/td&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt; &lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;A Carta da Terra. Manifesto mundial em  defesa do planeta. Cochamba.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Um dos grandes desafios do movimento  pela sustentabilidade é tomar o cuidado para não “reinventar a roda” a  cada desafio que encontra. Muitas pessoas, organizações e empresas que  estão buscando ter um comportamento mais sustentável, ou seja,  ambientalmente correto, socialmente correto e economicamente justo, tem  dificuldade em saber por onde começar.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;A &lt;strong&gt;Carta da Terra&lt;/strong&gt; é o  melhor lugar para começar. É um documento que envolveu milhares de  pessoas e organizações em sua redação e reflete o importante compromisso  que deve haver entre as gerações.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;A &lt;strong&gt;Carta da Terra&lt;/strong&gt; é uma  declaração de princípios éticos fundamentais para a construção, no  século 21, de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica. Busca  inspirar todos os povos a um novo sentido de interdependência global e  responsabilidade compartilhada voltado para o bem-estar de toda a  família humana, da grande comunidade da vida e das futuras gerações. É  uma visão de esperança e um chamado à ação.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;strong&gt;Eis o texto da Carta da Terra.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;strong&gt;CARTA DA TERRA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;strong&gt;PREÂMBULO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Estamos num momento crítico da história  da Terra, numa época em que a humanidade tem de escolher o seu futuro. À  medida que o mundo se torna cada vez mais interdependente e frágil, o  futuro encerra, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas.  Para avançar, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica  diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana, e  uma só comunidade na Terra, com um destino comum. Devemos conjugar  forças para gerar uma sociedade global sustentável, baseada no respeito  pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça económica, e  numa cultura da paz. Para alcançar este propósito, é imperativo que nós,  os povos da Terra, declaremos a nossa responsabilidade uns para os  outros, para com a grande comunidade da vida, e para com as gerações  futuras.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;strong&gt;Terra, a Nossa Casa&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;A humanidade é parte de um vasto  universo em evolução. A Terra, a nossa casa, está viva como comunidade  de vida única. As forças da natureza fazem da sobrevivência uma aventura  exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais  para a evolução da vida. A capacidade de recuperação das comunidades  vivas, e o bem-estar da humanidade, dependem da manutenção de uma  biosfera saudável em todos os seus sistemas ecológicos, uma enorme  diversidade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo.  O ambiente global com seus recursos não renováveis, é uma preocupação  comum a todas as pessoas. A protecção da beleza, diversidade e  vitalidade da Terra é um dever sagrado.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;strong&gt;A Situação Global&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Os padrões dominantes de produção e  consumo estão a provocar a devastação dos ecossistemas, a redução  drástica dos recursos, e uma explosiva extinção de espécies. As  comunidades estão a ser minadas. Os benefícios do desenvolvimento não  são partilhados equitativamente, e o fosso entre ricos e pobres aumenta  colossalmente. A injustiça, a pobreza, a iletracia e os conflitos  armados têm aumentado, e são a causa de muitos sofrimentos. O  crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os  sistemas ecológicos e sociais.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;As bases da segurança global estão  ameaçadas. Essas tendências são perigosas mas evitáveis.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;strong&gt;Desafios para o futuro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;A escolha é nossa: formar uma aliança  global para cuidar da Terra e uns dos outros, ou pôr em risco a nossa  existência e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças  fundamentais nos nossos valores, instituições e modos de vida. Devemos  entender que, quando as necessidades básicas estiverem ao alcance de  todos, o desenvolvimento humano estará voltado, primariamente, a ser  mais e não a ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia necessários  para abastecer todos e reduzir os impactes sobre o ambiente. O  crescimento de uma sociedade civil global está a criar novas  oportunidades para construir um mundo democrático e humano. Os nossos  desafios em questões ambientais, económicas, políticas, sociais e  espirituais estão interligados, e juntos podemos estabelecer soluções  que incluam todos estes aspectos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;strong&gt;Responsabilidade Universal&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Para aceitarmos estas aspirações,  devemos decidir viver com um sentido de responsabilidade universal,  identificando-nos com toda a comunidade global, bem como com as nossas  comunidades locais. Somos, ao mesmo tempo, cidadãos de nações diferentes  e do mundo, no qual as dimensões local e global estão ligadas. Cada um  partilha da responsabilidade pelo bem-estar actual, e o futuro da  humanidade e de todo o mundo vivo. O espírito de solidariedade humana e  de parentesco com todas as formas de vida é fortalecido quando vivemos  com reverência pelo mistério da existência, com gratidão pelo dom da  vida, e com humildade, considerando o lugar que ocupa o ser humano da  Natureza.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Necessitamos urgentemente de uma visão  conjunta de valores básicos, para proporcionar um fundamento ético à  comunidade global emergente. Por isso, juntos na esperança, afirmamos os  seguintes princípios, todos interdependentes, visando um modo de vida  sustentável como objectivo comum, através dos quais a conduta de todos  os indivíduos, organizações, empresas, governos e instituições  transnacionais será guiada e avaliada.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;strong&gt;PRINCÍPIOS&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;strong&gt;I. RESPEITAR E CUIDAR A  COMUNIDADE DA VIDA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;1. Respeitar a Terra e a vida em toda a  sua diversidade.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;a) Reconhecer que todos os seres estão  interligados e que cada forma de vida tem valor, independentemente da  sua utilidade para os seres humanos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;b) Afirmar a fé na dignidade inerente de  todos os seres humanos e no potencial intelectual, artístico, ético e  espiritual da humanidade.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;2. Cuidar da comunidade da vida com  compreensão, compaixão e amor.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;a) Aceitar que, com o direito de  possuir, administrar e usar os recursos naturais, vem o dever de impedir  danos causados ao ambiente, e de proteger os direitos das pessoas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;b) Assumir que o aumento da liberdade,  dos conhecimentos e do poder implica aumento da responsabilidade na  promoção do bem comum.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;3. Construir sociedades democráticas que  sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;a) Assegurar que as comunidades, a todos  os níveis, garantam os direitos humanos e as liberdades fundamentais, e  proporcionem a cada um a oportunidade de usar o seu potencial.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;b) Promover a justiça económica e  social, proporcionando a todos alcançar uma subsistência significativa e  segura, que seja ecologicamente responsável.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;4. Garantir as dádivas e a beleza da  Terra para as atuais e as futuras gerações.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;a) Reconhecer que a liberdade de acção  de cada geração é condicionada pelas necessidades das gerações futuras.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;b) Transmitir às futuras gerações  valores, tradições e instituições que apoiem, a longo prazo, a  prosperidade das comunidades humanas e ecológicas da Terra.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Para poder cumprir estes quatro grandes  compromissos, é necessário:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;strong&gt;II. INTEGRIDADE ECOLÓGICA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;5. Proteger e repor a integridade dos  sistemas ecológicos da Terra, com especial preocupação pela diversidade  biológica, e pelos processos naturais que sustentam a vida.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;a) Adoptar planos e estratégias de  desenvolvimento sustentável, a todos os níveis, que façam com que a  conservação ambiental e a reabilitação sejam parte integrante de todas  as iniciativas de desenvolvimento.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;b) Estabelecer e proteger de forma  viável as reservas naturais e a biosfera, incluindo regiões selvagens e  áreas marinhas, para proteger os sistemas de sustento à vida da Terra,  manter a biodiversidade e preservar a nossa herança natural.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;c) Promover a recuperação de espécies e  de ecossistemas ameaçados.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;d) Controlar e erradicar organismos  não-nativos ou geneticamente modificados que causem dano às espécies  nativas, ao ambiente, e prevenir a introdução desses organismos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;e) Gerir o uso de recursos renováveis  como a água, o solo, os produtos florestais e vida marinha de uma forma  que não ultrapasse as taxas de regeneração e que protejam a saúde dos  ecossistemas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;f) Gerir a extracção e o uso de recursos  não-renováveis, como minerais e combustíveis fósseis por forma a que  diminuam a exaustão e não causem dano ambiental grave.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;6. Prevenir os impactes negativos para o  ambiente como o melhor método de proteção ambiental e, quando o  conhecimento for limitado, assumir uma abordagem de precaução.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;a) Orientar acções para evitar a  possibilidade de sérios ou irreversíveis danos ambientais, mesmo quando a  informação científica for incompleta ou inconclusiva.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;b) Impor o ónus da prova àqueles que  afirmarem que a actividade proposta não causará dano significativo, e  responsabilizar as partes pelos danos causados no ambiente.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;c) Garantir que a decisão a ser tomada  se oriente pelas consequências humanas globais, cumulativas, de longo  prazo, indirectas e de longo alcance.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;d) Impedir a poluição de qualquer parte  do ambiente, e não permitir o aumento de produção de substâncias  radioactivas, tóxicas ou outras substâncias perigosas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;e) Evitar que o ambiente seja danificado  por actividades militares.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;7. Adotar padrões de produção, consumo e  reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os  direitos humanos e o bem-estar comunitário.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;a) Reduzir, reutilizar e reciclar  materiais usados nos sistemas de produção e consumo e garantir que os  resíduos possam ser assimilados pelos sistemas ecológicos&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;b) Atuar com restrição e eficiência em  relação ao consumo energético e recorrer cada vez mais aos recursos  energéticos renováveis, como a energia solar e a eólica.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;c) Promover o desenvolvimento, a adoção e  a transferência equitativa de tecnologias ambientais seguras.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;d) Incluir totalmente os custos  ambientais e sociais de bens e serviços no preço de venda, e habilitar  os consumidores a identificar produtos que satisfaçam as mais altas  normas sociais e ambientais.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;e) Garantir acesso universal aos  cuidados médicos que fomentem a saúde reprodutiva e a reprodução  responsável.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;f) Adoptar modos de vida que acentuem a  qualidade de vida e a subsistência material num mundo finito.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;8. Desenvolver o estudo da  sustentabilidade ecológica e promover a permuta aberta e a ampla  aplicação do conhecimento adquirido.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;a) Apoiar a cooperação científica e  tecnológica internacional relacionada com a sustentabilidade, com  especial atenção às necessidades das nações em desenvolvimento.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;b) Reconhecer e preservar os  conhecimentos tradicionais e a sabedoria espiritual, em todas as  culturas, que contribuam para a protecção ambiental e o bem-estar  humano.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;c) Garantir que informações de vital  importância para a saúde humana e para a protecção ambiental, incluindo  informação genética, estejam disponíveis no domínio público.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;strong&gt;III. JUSTIÇA SOCIAL E ECONÓMICA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;9. Erradicar a pobreza como um  imperativo ético, social e ambiental.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;a) Garantir o direito à água potável, ao  ar puro, à segurança alimentar, aos solos não contaminados, ao abrigo e  saneamento seguro, distribuindo os necessários recursos nacionais e  internacionais.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;b) Proporcionar educação e recursos a  cada ser humano, para assegurar uma subsistência sustentável, e  proporcionar segurança social, e rendimentos sociais a todos aqueles que  não capazes de manter-se por conta própria.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;c) Reconhecer os ignorados, proteger os  vulneráveis, servir aqueles que sofrem, e permitir-lhes desenvolver as  suas capacidades e alcançar as suas aspirações.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;10. Garantir que as actividades e  instituições económicas, a todos os níveis, promovam o desenvolvimento  humano de forma equitativa e sustentável.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;a) Promover a distribuição equitativa da  riqueza internamente e entre as nações.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;b) Promover o desenvolvimento dos  recursos intelectuais, financeiros, técnicos e sociais das nações em  desenvolvimento, e isentá-las de dívidas internacionais onerosas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;c) Garantir que todas as transacções  comerciais apoiem o uso de recursos&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;sustentáveis, a protecção ambiental e  normas laborais progressistas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;d) Exigir que corporações multinacionais  e organizações financeiras internacionais atuem com transparência em  benefício do bem comum, e responsabilizá-las, pelas consequências das  suas atividades.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;11. Afirmar a igualdade e a equidade  entre sexos como pré-requisito para o desenvolvimento sustentável e  assegurar o acesso universal à educação, assistência na saúde e às  oportunidades económicas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;a) Assegurar os direitos humanos das  mulheres e das jovens e acabar com toda a violência contra elas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;b) Promover a participação ativa das  mulheres em todos os aspectos da vida econômica, política, civil, social  e cultural, como parceiras plenas e paritárias, decisoras, líderes e  beneficiárias.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;c) Fortalecer as famílias, e garantir a  segurança e a educação de todos os membros da família.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;12. Defender, sem discriminação, os  direitos de todas as pessoas a um ambiente natural e social capaz de  assegurar a dignidade humana, a saúde corporal e o bem-estar psíquico,  concedendo especial atenção aos direitos dos povos indígenas e das  minorias.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;a) Eliminar a discriminação em todas as  suas formas, como baseadas em raça, cor, sexo, orientação sexual,  religião, idioma e origem nacional, étnica ou social.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;b) Afirmar o direito dos povos indígenas  à sua espiritualidade, educação, terras e recursos, assim como às suas  práticas, relacionadas com formas sustentáveis de vida.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;c) Honrar e apoiar os jovens das nossas  comunidades, habilitando-os a cumprir o seu papel essencial na criação  de sociedades sustentáveis.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;d) Proteger e restaurar lugares notáveis  pelo significado cultural e espiritual.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;14. Integrar, na educação formal e na  aprendizagem ao longo da vida, os conhecimentos, valores e capacidades  necessárias para um modo de vida sustentável.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;a) Oferecer a todos, especialmente às  crianças e aos jovens, oportunidades de educação que lhes permitam  contribuir activamente para o desenvolvimento sustentável.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;b) Promover a contribuição das artes e  humanidades, assim como das ciências, na Educação para a  sustentabilidade.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;c) Intensificar o papel dos média no  sentido de aumentar a sensibilização para os desafios ecológicos e  sociais.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;d) Reconhecer a importância da educação  moral e espiritual para uma subsistência sustentável.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;15. Tratar todos os seres vivos com  respeito e consideração&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;a) Impedir maus tratos aos animais  integrados em sociedades humanas e protegê-los de sofrimentos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;b) Proteger animais selvagens de métodos  de caça, armadilhas e pesca, que causem sofrimento extremo, prolongado  ou evitável.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;c) Eliminar ou evitar até ao máximo  possível a captura ou destruição de espécies não visadas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;16. Promover uma cultura de tolerância,  não violência e paz&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;a) Estimular e apoiar o entendimento  mútuo, a solidariedade e a cooperação entre todas as pessoas,  internamente e entre as nações.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;b) Implementar estratégias amplas para  prevenir conflitos armados e usar a colaboração na resolução de  problemas para manejar e resolver conflitos ambientais e outras  disputas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;c) Desmilitarizar os sistemas de  segurança nacional até chegar ao nível de uma postura não-provocativa da  defesa, e converter os recursos militares em propósitos pacíficos,  incluindo restauração ecológica.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;d) Eliminar armas nucleares, biológicas e  tóxicas e outras armas de destruição em massa.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;e) Assegurar que o uso do espaço orbital  e cósmico mantenha a protecção ambiental e paz.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;g) Reconhecer que a paz é a plenitude  criada por relações correctas consigo mesmo, com outras pessoas, outras  culturas, outras vidas, com a Terra e com a universalidade da qual somos  parte.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;strong&gt;O CAMINHO EM FRENTE&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Como nunca antes na história, o destino  comum chama-nos para encontrar um novo começo. Tal renovação é a  promessa dos princípios da Carta da Terra. Para cumprir esta promessa,  temos que nos comprometer a adoptar e promover os valores e objectivos  da Carta.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Isto requer uma mudança na mente e no  coração. Requer um novo sentido de interdependência global e de  responsabilidade universal. Devemos desenvolver e aplicar com imaginação  a visão de um modo de vida sustentável aos níveis local, nacional,  regional e global. A nossa diversidade cultural é uma herança preciosa, e  diferentes culturas encontrarão as suas próprias e distintas formas de  concretizar esta visão. Devemos aprofundar e expandir o diálogo global  gerado pela Carta da Terra, porque temos muito que aprender a partir da  busca iminente e conjunta pela verdade e pela sabedoria.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;A vida muitas vezes envolve tensões  entre valores importantes. Isto pode significar escolhas difíceis.  Porém, necessitamos encontrar caminhos para harmoniosamente conjugar  diversidade com unidade, o exercício da liberdade com o bem comum,  objectivos de curto prazo com metas de longo prazo. Todo o indivíduo,  família, organização e comunidade têm um papel vital a desempenhar. As  artes, as ciências, as religiões, as instituições educativas, os meios  de comunicação, as empresas, as organizações não-governamentais e os  governos são todos chamados a oferecer uma liderança criativa. A  parceria entre governo, sociedade civil e empresas é essencial para uma  governabilidade eficaz.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Para construir uma comunidade global  sustentável, as nações do mundo devem renovar o seu compromisso com as  Nações Unidas, cumprir as suas obrigações respeitando os acordos  internacionais existentes e apoiar a implementação dos princípios da  Carta da Terra como um instrumento internacional legalmente unificador  quanto ao ambiente e ao desenvolvimento.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Que o nosso tempo seja lembrado pelo  despertar de uma nova veneração face à vida, pelo compromisso firme de  alcançar a sustentabilidade, a intensificação da luta pela justiça e  pela paz, e a alegre celebração da vida.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5244529292073119537-5093760301336759038?l=oplantador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/kjSDSa58oj2Uu0d5f2gHCfoj_bE/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/kjSDSa58oj2Uu0d5f2gHCfoj_bE/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/kjSDSa58oj2Uu0d5f2gHCfoj_bE/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/kjSDSa58oj2Uu0d5f2gHCfoj_bE/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://oplantador.blogspot.com/2010/05/carta-da-terra.html</feedburner:origLink></item><item><title>Projeto de Goulart para Reforma Agrária ainda é o mais avançado</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/OPlantador/~3/IFhmkV6QYJ0/projeto-de-goulart-para-reforma-agraria.html</link><category>Artigos</category><author>pedrosinho100@gmail.com (Rafael Pedroso)</author><pubDate>Mon, 17 May 2010 13:32:13 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5244529292073119537.post-748640852657955693</guid><description>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Mário Augusto Jakobskind&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; Do &lt;a rel="nofollow" href="http://www.pagina64.com.br/noticia.php?id=346&amp;amp;back=1" target="_blank"&gt;Página 64&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Nesta entrevista exclusiva concedida ao Página 64, o coordenador do  Movimento dos Trabalhadores Rurais (MST), João Pedro Stédile faz um  histórico da luta dos brasileiros em favor da reforma agrária, uma  reforma democrática e republicana, anda não executada em todo a sua  plenitude no Brasil e que até serviu de pretexto para a derrubada do  Presidente constitucional João Goulart, em 1 de abril de 1964. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Stédile, além de admitir que o projeto de reforma agrária idealizado  por Celso Furtado no governo Goulart foi o mais adiantado apresentado  até hoje e se tivesse sido colocado em prática transformaria o Brasil  tornando um país fortalecido com o desenvolvimento do mercado interno. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;O coordenador do MST analisa ainda o atual momento brasileiro e  explica o papel que vem sendo desempenhado pelos meios de comunicação,  alguns deles fortemente vinculados ao agronegócio, na questão fundiária.  Stédile demonstra otimismo em relação ao Brasil pós-Lula, por entender  que o país ingressará em um novo ciclo histórico de maior consciência  das massas e de maior participação, o que ajudará na mobilização da  sociedade no sentido de resolver os problemas históricos do povo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;strong&gt;Página 64 - Como anda o processo de reforma agrária no país?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;João Pedro Stédile: A expressão reforma agrária gera sempre  diferentes interpretações. E cada uma quem interpreta com seu grau de  informação. Muita gente no povão influenciado pela televisão confunde  sempre reforma agrária com conflitos de terra. Reforma agrária é um  programa de política pública que determinado governo, em nome da  sociedade, atua para democratizar o acesso à terra a todos os cidadãos  daquela sociedade. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;E assim, a terra que é um bem da natureza, é democratizada, e sua  propriedade distribuída da melhor maneira possível entre os membros da  sociedade. Portanto, reforma agrária é sinônimo de democratização, de  desconcentração, de distribuição da propriedade da terra.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Infelizmente no Brasil nunca houve um processo verdadeiro de reforma  agrária. Tanto é que os últimos dados do censo revelaram que hoje (dados  de 2006) a concentração da propriedade da terra no Brasil é maior do  que em 1920, quando recém saíamos da escravidão.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Para que os leitores tenham uma ideia, um por cento dos proprietários  de terra controlam 46% de todas as terras. E apenas 15 mil fazendeiros  que possuem áreas maiores que dois mil hectares, são donos de 98 milhões  de hectares.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;O Brasil continua sendo o país do mundo de maior concentração da  propriedade da terra. E, por isso, continua a luta pela terra, continuam  se multiplicando movimentos sociais em todo país, que lutam pela  democratização da terra. E o MST, modestamente procura fazer a sua  parte, organizar os pobres do campo, para que tenham consciência dos  seus direitos e lutem para que a terra seja dividida, como diz inclusive  nossa Constituição.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;strong&gt;P 64 - Nos últimos tempos o MST tem sido objeto de uma série  de denúncias formuladas por ruralistas e com grande divulgação nos meios  de comunicação. Como explica esta razzia? Você acha que esta ofensiva  está enfraquecendo o movimento? O MST vem sendo então desacreditado  daquilo que representou no início. Não seria hora de mostrar uma nova  política de assentamento, deixando um pouco e lado o confronto pela  razão política da necessidade da reforma agrária?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Stédile: As elites brasileiras sempre combateram e procuraram impedir  que os pobres do campo e da cidade se organizassem para lutar por seus  direitos. Em cada período histórico eles adotam uma tática diferente ou  complementar. Lembram-se o que eles faziam durante os 400 anos de  escravidão? Os trabalhadores que ariscavam fugir eram sumariamente  condenados a morte. Ou então, se pegos em tentativa de fuga, eram  sistematicamente torturados, açoitados nos pelourinhos que ainda se  encontram nas fazendas por esse mundão a fora.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;No século vinte, eles se modernizaram e aí passaram a adotar a  tática, de primeiro tentar cooptar as lideranças. Se isso não funcionar,  aí eles tentam desmoralizar os movimentos inventando qualquer coisa. E  se nada disso funcionar, então eles apelam de novo para a repressão, que  pode ser judicial, com prisões, processos, ou pode mesmo ser física,  com assassinatos e tentativas de assassinato. Vejam que todo ano são  assassinados no campo ao redor de 40 trabalhadores, a mando de  fazendeiros.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Então, o MST, nos seus 25 anos de vida, enfrentou todas essas  situações. E a cada período histórico, vamos vendo como as elites vão  aplicando esses métodos contra nós. Já tivemos muitos presos, processos,  campanhas difamatórias na televisão, perseguição no legislativo. Vejam,  durante o governo Lula eles temiam que a reforma agrária ganhasse  ímpeto, de programa de governo, então, para inibir o governo e nos  atacar criaram três Comissões Parlamentares de Inquérito contra nós. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Não registro igual grau de tamanha perseguição na historia do  legislativo brasileiro, em sete anos, três CPI Mista. E assim, também  usam os instrumentos que eles têm maior hegemonia como o Poder  Judiciário, onde transformaram o Gilmar Mendes, no porta voz do  conservadorismo rural, que chegou a fazer convênio com a Cofederação  Nacional de Agricultura (CNA). Ora, o Judiciário tem que estar acima das  classes. Imaginem se algum tribunal fizesse convênio com MST? E o outro  instrumento que eles estão usando é a mídia, pois aí têm controle  absoluto.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Mas nada disso arrefece nossa vontade de lutar. Enquanto não houver  reforma agrária verdadeira no Brasil continuarão existindo os pobres do  campo, e eles lutarão sempre contra as injustiças e a opressão. As  elites brasileiras são ignorantes e não se deram conta que o que provoca  a luta é a injustiça.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;strong&gt;P64 - O episódio da empresa Cutrale, mesmo sendo ao que tudo  indica as terras da empresa subtraídas ilegalmente da União, não serviu  para indispor o MST com a opinião pública?. Qual o papel da Rede Globo  nesta história? È fato que a empresa midiática tem ramificações no mundo  do agronegócio?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Stédile: Claro. O exemplo é emblemático. A Cutrale faz parte do  oligopólio que tem controle absoluto do mercado de laranjas no Brasil,  juntamente com outras duas empresas. Ela vende 80% do suco para o  mercado externo, em associação com a Coca-Cola. A Cutrale invadiu uma  fazenda de terras da União, que estão registradas em cartório e tudo. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) entrou  com processo de despejo para reaver as terras. Nós então ocupamos aquela  fazenda até para denunciar a grilagem da empresa. A reação da Globo foi  patética, aliada com o serviço de inteligência da PM do governo José  Serra, produziram imagens que repetiram insistentemente para criar uma  ojeriza contra o MST.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Aí estão interesses econômicos, pois a Coca-Cola é um dos maiores  anunciantes da Globo, interesses políticos, que interessava ao governo  Serra nos desmoralizar para a opinião pública, e interesses ideológicos  da classe dominante. Não é por nada que a empresa Globo é também  associada a Associação Brasileira de Agronegócio. Interessante, né? &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Por que será que uma empresa de televisão é associada a uma entidade  de classe do agronegócio? E lá na associação há apenas umas 30 empresas,  a maioria transnacionais, como a Monsanto, Bungue, Cargill, a Cutrale, e  a Globo. A Globo se transformou na zeladora dos interesses ideológicos  do capital instalado no Brasil.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;strong&gt;P64 - Ao longo da história brasileira, inclusive no império,  já se falava de uma reforma no campo brasileiro. José Bonifácio,  patriarca da independência, é um dos que se preocupou com a questão e  falava sobre isso . Enfim, por que até hoje a reforma agrária, uma  reforma presente na Revolução francesa, não se concretizou no Brasil?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Stédile: O Brasil perdeu várias oportunidades históricas de aplicar  um programa de reforma agrária que pudesse democratizar a propriedade da  terra e criar condições para o desenvolvimento de um modelo econômico  mais justo e igualitário. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Quando saímos da escravidão, ao contrário de outros países que  fizeram a reforma agrária, como o caso dos Estados Unidos, em 1862,  aqui, a elites fizeram a primeira lei de terras (n. 601 de 1850) para  impedir que os trabalhadores escravizados pudessem ter acesso a terra,  quando da sua libertação. Perdemos uma segunda oportunidade na  República. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;A República é a consagração de instalação de direitos iguais para  toda sociedade. Mas aqui nada se fez depois, na Revolução de 30. A  maioria dos países industrializados combinou industrialização com  distribuição de renda e reforma agrária, para criar mercado interno para  os bens da indústria. Aqui, as elites organizadas não quiseram fazer  reforma agrária, preferiram manter a grande propriedade latifundiária,  produzindo para exportação, e usar os dólares e libras esterlinas das  exportações para pagar as maquinas industriais importadas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Quarta oportunidade foi quando esse modelo de industrialização entrou  em crise, na década de 1960. E aí o governo Goulart apresentou como uma  das saídas a reforma agrária. Foi derrubado.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Quinta oportunidade, com a redemocratização, Tancredo Neves tinha  convidado o saudoso José Gomes da Silva, maior especialista da reforma  agrária brasileira para ser presidente do Incra. Ele fez o primeiro  plano de reforma agrária, que previa assentamento 1, 4 milhões de  famílias, em quatro anos. Entregou o plano no dia 4 de outubro de 1985 e  caiu oito dias depois.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;E a sexta oportunidade perdemos agora com o governo Lula, que  preferiu se aliar ao agronegócio, para manter a governabilidade, do que  fazer reforma agrária, e adiou mais uma vez. No governo Lula, chegamos  ao ridículo de termos o Roberto Rodrigues de ministro da Agricultura,  quando ele tinha sido convidado para ser antes, ministro do Serra, e  tinha feito campanha aberta em favor do Serra.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;strong&gt;P64 - Você que acompanha os movimentos pela reforma agrária  ao longo da história brasileira pode apontar qual dos projetos  apresentados ao povo brasileiro até agora pode ser considerado o mais  adiantado. E por quê?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Stédile: Bem, do ponto de vista histórico, acho que a grande  oportunidade perdida, foi não termos entregado terras aos trabalhadores  ex-escravos. Eles teriam mudado a forma da sociedade brasileira. Ate  1888, o Brasil e Estados Unidos se equivaliam em produção e economia.  Qual é a causa do salto dos Estados Unidos, que se transformaram em  potência mundial? Fizeram uma reforma agrária radical, que impôs o  limite máximo da propriedade em 160 acres e distribuíram terras para  todos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;E do ponto de vista de elaboração política e teórica, o melhor  projeto que foi feito e que perdemos a oportunidade, foi o projeto  preparado pela equipe do Celso Furtado, que era um sábio e nordestino,  conhecia muito bem os problemas da concentração da terra como causa da  pobreza. E ele preparou um projeto, durante o governo Goulart, que para  sua época e até hoje, teria revolucionado o campo e a sociedade  brasileira. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Ele recuperou as ideias da Cepal (Comissão Econômica para a América  Latina e Caribe), de implementar políticas de distribuição de renda,  para gerar mercado interno para a industrial nacional, e assim faríamos  uma industrialização voltada para as massas brasileiras. E nisso a  reforma agrária teria um peso fundamental, pois 75% da população vivia  no campo, pobres, sem renda. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Com essa concepção para um novo projeto de desenvolvimento nacional,  sua proposta de reforma agrária, estabelecia a propriedade máxima ate  500 hectares. Todas as fazendas acima disso seriam desapropriadas. Mas  não em todo pais, apenas ao longo dos 10 quilômetros cada lado das  rodovias federais. Assim, ele imaginava que os camponeses teriam mais  condições de acesso fácil para escoar seus produtos ao mercado  consumidor das cidades. E no sentido inverso seria mais fácil levar luz  elétrica a todos os assentamentos e atrás da luz elétrica, a geladeira, a  televisão, e os bens da indústria nacional.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;O projeto foi apresentado ao povo dia 13 de março de 1964. Foi  encaminhado ao Congresso na mesma semana. Lá teve escolhido como relator  do projeto do governo um jovem deputado da esquerda cristã, Plínio de  Arruda Sampaio. O resto da história vocês já conhecem. Dia 1 de abril de  1964, as elites derrubaram o governo Goulart. E Celso Furtado, Plínio,  Presidente Goulart, Prestes, Brizola, tiveram que amargar o exílio, e  muitos outros pagaram com a vida, ou longos anos de cadeia.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;strong&gt;P64 - E hoje, vale a pena desapropriar através do Incra  enormes áreas rurais na Amazônia, Mato Grosso, Rondônia (uma vez que só  nestes estados se encontram áreas improdutivas passíveis de  desapropriação), colocando lá um imenso contingente de pessoas, muitas  vezes desempregados urbanos, sem assistência técnica, sem escoamento,  sem insumos e sem mercado? Não seria mais lógico desapropriar nas  estradas (Rio-São Paulo, digamos) menos área com tecnologia aplicada?  Por exemplo, um pivô de 80 hectares, daria para colocar meia. Há por  família, somando assim 160 famílias numa agrovila e produzindo 360 dias  ao ano verduras e alimentos para duas grandes capitais? E na beira dos  açudes federais? Enormes volumes de água, muitas vezes somente  produzindo energia elétrica sem produção alimentar nas suas margens.  Como levar a extensão agrária a estas enormes áreas improdutivas, sem  condições técnicas favoráveis ao desenvolvimento da produção?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Stédile: No Brasil, nós temos atualmente um programa de reforma  agrária. Nós temos uma política de assentamentos, para resolver  conflitos sociais, ou simplesmente para distribuir terras públicas, já  ocupadas pelos camponeses na Amazônia.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Não podemos chamar a política do governo Lula, de reforma agrária.  Reforma agrária, repito, é quando a ação do governo consegue  democratizar a distribuição das terras, e impedir a concentração. O que  está acontecendo é o contrario. Os assentamentos são apenas conquistas  de camponeses teimosos, que lutam, e aí se geram conflitos e aí o  governo atua como apagador de incêndio, e ainda, em geral, nas  desapropriações, os fazendeiros recebem indenizações milionárias, que  vão aplicar em outras regiões.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Nós precisamos é construir, debater, com todos os movimentos e forças  sociais e políticas do país, um novo formato de reforma agrária, que  leve em contas as características regionais, que combine distribuição de  terras com agroindústrias cooperativadas. Que mude as técnicas  agrícolas, do uso intensivo de agrotóxicos, que envenenam os alimentos,  para técnicas de agro ecológicas.E que sobretudo levem a escola para o  meio rural, como era o sonho de Celso Furtado, Darci Ribeiro e Leonel  Brizola.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Hoje as prefeituras recebem subsídios federais para tirar as crianças  e adolescentes do meio rural e trazer para as escolas da cidade,  gastando horas, dinheiro e desperdício no trajeto. Além do absurdo que é  trazer jovens do campo para outro meio.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;strong&gt;P64 - A criação de selos verdes de assentamentos, avisando  desta maneira ao público consumidor que o produto provém de assentamento  e por isso com qualidade menor, não é uma forma de exclusão produtiva?  Vamos comprar dos coitadinhos que ainda não aprenderam a produzir?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Stédile: Nós temos um enorme mercado interno consumidor de alimentos.  É uma pena que os fazendeiros e a elite não percebam isso. O maior  comprador de alimentos brasileiros, não é o mercado externo, são os  brasileiros. Que se alimentam mal, não têm acesso à comida etc.&lt;br /&gt;Os fazendeiros continuam iludidos em vender matérias primas para o  exterior, que quem vai ganhar é a Bungue, a Monsanto etc.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Então, para que os camponeses tenham acesso ao mercado interno,  podemos desenvolver várias políticas. Já disse que precisamos organizar  as cooperativas para agroindústrias, em pequena escala, a ser instaladas  em todas as comunidades rurais. E potencializar a Conab, como a grande  empresa estatal, de abastecimento, que garante de um lado a compra de  todos os produtos dos camponeses e, por outro lado, distribui esses  alimentos para a população das cidades, em especial os segmentos mais  pobres.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;strong&gt;P64 - A grande maioria dos assentados no Brasil que tiveram  acesso ao Pronaf A, B ou C nunca pagaram nem dez por cento da parcela de  investimento, sem falar é claro do custeio, pois não existe produção  compatível com o mercado de consumo. É assim que deve prosseguir a  política de desapropriação e assentamento?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Stédile: A política de financiamento, de crédito rural, é apenas  secundária, subsidiária de uma política agrícola mais ampla. A política  agrícola mais ampla do Estado, de um governo deve estar centrada na  garantia de preços e renda aos agricultores. Com preço e renda todo  mundo planta, e há garantia de compra desse produto. Daí a importância  da CONAB. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Por outro lado, devemos ter uma política de assistência técnica, para  fomentar novas técnicas agrícolas, da agroecologia, sem venenos, e uma  política de seguro agrícola, que garanta a todos agricultores que não  perderão sua safra, ou seja, seu trabalho.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Bem, o credito é apenas um adiantamento para comprar bens a prazo da  indústria. Ele é necessário, mas não é o principal. E por isso que dos  quatro milhões de pequenos agricultores, apenas um milhão vai buscar o  Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar).  Está sobrando dinheiro do Pronaf. Porque o pequeno agricultor sabe que  não adianta pegar dinheiro emprestado, se ele não tem para quem vender a  produção ou os preços são injustos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;E os pequenos agricultores que pegam dinheiro do banco, aí ficam  martirizados, não dormem, pois sabem que tem que pagar de qualquer  maneira, se não, vão perder a terra. Por isso que o grau de  inadimplência dos pequenos é no mínimo menos de 10%. Já entre os grandes  fazendeiros, a inadimplência chega a mais de 50%, pois eles fazem  justamente isso, desviam os investimentos para outras oportunidades e  depois negam a conta, e o governo, por pressões políticas, não executa.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Se o governo recolhesse em terras os bilhões de reais que os grandes  proprietários, acima de mil hectares devem para o Banco do Brasil, nós  poderíamos só aí fazer a maior reforma agrária do mundo. Nos próximos  governos é preciso rever a política de financiamento público.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;strong&gt;P64 - No caso de Jango, pouco mais de duas semanas depois do  anúncio do encaminhamento da reforma agrária, o Presidente foi derrubado  por um golpe de Estado apoiado pelo Departamento de Estado  norte-americano. Segundo muitos analistas, um dos motivos da quebra da  ordem constitucional foi exatamente a reforma agrária. Como você acha  que os nossos governantes poderão finalmente realizar uma reforma  agrária que favoreça de fato a agricultura familiar, consequentemente a  maioria da população brasileira?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Stédile: A reforma agrária é uma bandeira republicana, democrática.  Não é socialista. Socialismo é quando uma sociedade estabelece que não  haverá mais propriedade privada desse bem da natureza. Não estamos  falando disso, estamos defendendo a idéia de que todos os brasileiros  tenham os mesmos direitos. De ter trabalho, renda, escola, e terra.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;No Brasil está sendo difícil aplicar um direito democrático e  republicano, precisamente porque existe uma pequena minoria das elites,  aliadas com os políticos, com as empresas de comunicação, com as  empresas transnacionais, que concentram maior parte das terras, e,  portanto, concentram terra, poder econômico, poder midiático ativo e  poder político.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;A classe dos proprietários de terra está misturada com outros  setores. Daí a dificuldade, e por isso que também derrubaram o  Presidente Goulart, e não deixaram o Lula fazer reforma agrária.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;strong&gt;P64 - Hoje há um conflito entre a agricultura familiar e o  agronegócio. Quais os interesses que estão em jogo? E onde entram as  empresas multinacionais neste tópico?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Stédile: O Brasil vive hoje a disputa entre dois grandes projetos de  agricultura. De um lado a agricultura voltada para o mercado externo,  produtora apenas de matéria prima, sem nenhum valor agregado. Produzida  na forma de monocultivo, que destrói o equilíbrio do meio ambiente, com  alto uso de agrotóxicos. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;O Brasil se transformou no maior consumidor mundial de venenos  agrícolas. Que expulsa a mão de obra do campo, pois prefere usar  máquinas agrícolas de forma intensiva. E agride o meio ambiente, em  todos os sentidos. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Além de usar sementes transgênicas, que não dão nenhuma segurança  para a saúde pública, e causa desequilíbrio ambiental, pois os  transgênicos não podem conviver com os produtos naturais, eles  contaminam a todos. E esse modelo está aliado com as empresas  transnacionais, que fornecem os venenos, as maquinas, os insumos, e  controlam o mercado mundial e os preços. Esse é o modelo do agronegócio.  E de outro lado temos o modelo da agricultura familiar e ou camponesa.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Nesse modelo, priorizamos uma agricultura diversificada, que produzem  diversos produtos numa mesma área. Em pequenas e médias escalas.  Combinando com agroindústria cooperativa e produzindo para o mercado  interno. Esse tipo de agricultura usa muita mão de obra, fixa o homem no  campo, defende nossos hábitos alimentares e cultura. E desenvolve o  país.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Quando um pequeno e médio agricultor ganha dinheiro ele aplica no seu  município. Quando um fazendeiro ganha dinheiro ele aplica em  apartamento na grande cidade. Muito sintomático que Goiânia, capital dos  fazendeiros do centro-oeste, tenha sido indicada pela ONU, como a  cidade de maior desigualdade de renda do Brasil.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;A agricultura familiar em pequena e média escala é a única capaz de  produzir alimentos sadios. Portanto, é uma questão de sobrevivência da  sociedade brasileira. A cidade é que tem que decidir, se vai continuar  comendo porcarias, que vão virar câncer, apenas para dar lucro aos  fazendeiros e a Bungue, Cargill, Nestlé etc, ou vai querer uma  agricultura mais justa socialmente e equilibrada ambientalmente?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;strong&gt;P64 - Quais as diferenças nos dias atuais da luta pela  reforma agrária em relação a outros períodos?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Stédile: Agora a luta pela reforma agrária está mais dura, justamente  porque há uma grande aliança entre os grandes fazendeiros, com a mídia e  as empresas transnacionais. Então eles têm muito poder econômico e  político.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Mas eles são cada vez em menor número de gente. Mesmo a Cutrale, para  virar oligopólio da laranja com apenas outras duas empresas, tiveram  que destruir milhares de pequenos e médios produtores de laranja de São  Paulo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Essas contradições vão se acumulando e um dia se voltarão contra  eles.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;strong&gt;P64 - A partir de quando você se tornou um batalhador pela  reforma agrária?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Stédile: Bem, de forma consciente estou envolvido nessas batalhas,  mais ou menos desde 1975, quando comecei a militância, na minha região,  ajudando o sindicato de trabalhadores rurais a organizar os produtores  de uva, a lutarem contra as empresas que os exploravam.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;strong&gt;P64 - Você esperava mais do atual governo ou acha que ele  está fazendo o possível pelo avanço das questões sociais?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Stédile: Todo governo é fruto de uma correlação de forças sociais e  políticas existente na sociedade. Claro que se olharmos para os  programas que o PT defendia, o governo Lula, não cumpriu o programa do  PT.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Mas por outro lado seria idealismo, apenas esperar as mudanças de uma  pessoa, de um governo. O que faz mudanças na sociedade é a capacidade  do povo se organizar e lutar por seus interesses históricos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;E, infelizmente, vivemos ainda um período histórico de descenso do  movimento de massas, de apatia das lutas, e, portanto, o governo Lula,  esteve envolto por essa correlação de forças desfavoráveis em que a  burguesia aliada com o capital inter nacional continua dando as cartas  na luta política brasileira.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;strong&gt;P64 - O Brasil está iniciando uma nova campanha presidencial,  desta vez pela sucessão do Presidente Lula. De que forma o MST pretende  se posicionar nesta campanha que escolherá a 3 de outubro o próximo  presidente brasileiro?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Stédile: O MST como movimento social, nunca se posiciona, em nenhuma  eleição, por este ou aquele candidato. Embora, claro, é obrigação dos  militantes, como cidadãos, analisarem as propostas e tomarem uma decisão  progressista. Ou seja, a maioria de nossa militância sempre vota em  candidatos comprometidos com a reforma agrária e com mudanças, seja a  nível municipal, estadual ou nacional.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Agora, nessas eleições o que tenho percebido da militância do MST, e  dos movimentos sociais brasileiros em geral, é que haverá uma forte  propensão a votar e fazer campanha contra o Serra. Ninguém quer a volta  do neoliberalismo, e tudo o que isso representa como proposta de modelo  econômico e de gestão do Estado.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;strong&gt;P64 - Como você vislumbra o Brasil pós-Lula?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Stédile: Sou otimista. Acho que entraremos em novo ciclo histórico de  maior consciência das massas, de maior participação, que levará ao povo  de forma organizada ter que discutir debater e se mobilizar por  mudanças estruturais na sociedade brasileira, para podermos resolver de  forma histórica, e não apenas com medidas de compensação social, os  problemas históricos do povo brasileiro.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Nós temos graves problemas na sociedade brasileira. O problema da  concentração de riqueza e renda. O problema da falta de trabalho e  emprego para quase 50% da população economicamente ativa. Temos o  problema da educação concentrado na existência de 16 milhões de  analfabetos na parte de baixo, e na existência de apenas 10% dos jovens  que tem acesso a universidade. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Temos o problemas do de déficit de 10 milhões de moradias..Temos a  concentração da propriedade da terra, que comentamos nas demais questões  .e temos a concentração do poder da mídia, em três ou quatro grupos  econômicos. Temos o problema político do Legislativo e do Judiciário,  que não representam os interesses das maiorias. As eleições não são  democráticas. E para isso precisamos de uma reforma política de fundo.&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Esses problemas não se resolvem com medidas compensatórias. Se  resolvem com um novo modelo econômico e com mudanças estruturais na  forma da sociedade funcionar. E com uma grande reforma política.&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; Mas tudo isso, repito, só acontecerá quando o povo se organizar e  voltar a fazer grandes mobilizações de massa, ou seja, recupere a  iniciativa política, e construa o reascenso do movimento de massas&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5244529292073119537-748640852657955693?l=oplantador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/jK1zaSEEd0kAI-D3VJg3kh610Z8/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/jK1zaSEEd0kAI-D3VJg3kh610Z8/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/jK1zaSEEd0kAI-D3VJg3kh610Z8/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/jK1zaSEEd0kAI-D3VJg3kh610Z8/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://oplantador.blogspot.com/2010/05/projeto-de-goulart-para-reforma-agraria.html</feedburner:origLink></item><item><title>St. Pauli festeja retorno à "elite alemã"</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/OPlantador/~3/E03T-Qqfnd8/st-pauli-festeja-retorno-elite-alema.html</link><category>Noticias</category><author>pedrosinho100@gmail.com (Rafael Pedroso)</author><pubDate>Mon, 17 May 2010 13:27:08 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5244529292073119537.post-4179164387394239049</guid><description>&lt;h1 style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Anticapitalista, St. Pauli festeja retorno à  "elite alemã"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em style="font-family: arial;"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h1&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;img src="http://p1.trrsf.com.br/image/get?o=cf&amp;amp;w=619&amp;amp;h=464&amp;amp;src=http://img.terra.com.br/i/2010/05/10/1526475-7256-atm14.jpg" alt="Saint Pauli comemora acesso à 1ª divisão da Bundesliga 619 Foto:  Reuters" title="Saint Pauli comemora acesso à 1ª divisão da Bundesliga  619 Foto: Reuters" width="619" height="464" /&gt;         &lt;p&gt;St. Pauli comemora acesso à 1ª divisão do Alemão; time é  reduto de torcedores de esquerda&lt;br /&gt;         &lt;em&gt;Foto: Reuters&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;        &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;             &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;         &lt;br /&gt;                &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;           &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;         &lt;dl&gt;&lt;dt&gt;Pedro Ribeiro Nogueira&lt;/dt&gt;&lt;dd&gt;&lt;br /&gt;&lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt;        &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Em seu ano do centenário, o St. Pauli, clube ícone da esquerda alemã,  conseguiu no último domingo, dia 8, o acesso para a primeira divisão do  Campeonato Alemão, da qual estava fora desde a temporada 2001/2002. &lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;   "Foi fantástico. Depois de quase falir, conseguimos chegar lá. Todo o  distrito está em festa. Havia comemorações de mais de 80 mil pessoas",  disse Maarten Thiele, estudante de Ciências Sociais e torcedor há 9 anos  do St. Pauli.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  "A comemoração foi incrível. Conseguimos o acesso fora de casa e eu  estava lá, acompanhando o time. Invadimos o campo e celebramos com os  jogadores, todos se abraçaram, pularam e cantaram. Eu não conseguia  acreditar. Foi um dos dias mais felizes da minha vida", disse.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  Localizado no bairro portuário de Sankt Pauli, ponto tradicionalmente  alternativo de Hamburgo, é hoje um dos clubes mais populares e queridos  da Alemanha, com 11 milhões de torcedores. &lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  A razão de tanto carinho vem do pouco tradicional perfil do clube: é  contra o racismo, o fascismo, a homofobia e o machismo por estatuto e é  identificado com os movimentos anticapitalistas europeus. Seu presidente  não é um bilionário, dono de grandes corporações e de reputação  duvidosa, como o italiano Silvio Berlusconi, dono do Milan. Corny  Littmann é homossexual e diretor teatral. Patrocionado por uma loja de  artigos eróticos, tem na bandeira pirata, com a caveira e os ossos  entrelaçados, seu emblema extra-oficial.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  O bairro de Sankt Pauli recebeu milhares de imigrantes na década de 60, o  que fez com que o tradicional clube que lá existia desde 1910 se  identificasse com a emergente luta da classe trabalhadora da periferia  de uma das cidades mais ricas da Alemanha. Hoje em dia, o estádio é  rodeado por ocupações do movimento anarquista e as ruas do bairro se  tornam festas gigantes sempre que tem jogo do time local. Manifestações  fascistas, de extrema direita foram banidas dos jogos do time na década  de 80, quando o hooliganismo xenófobo crescia assustadoramente na  Europa.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  Após a conquista do acesso, haverá um grande festival de cultura  (&lt;a href="http://community.fcstpauli100.com/welcome/daskonzert" target="_blank"&gt;http://community.&lt;wbr&gt;fcstpauli100.com/welcome/&lt;wbr&gt;daskonzert&lt;/a&gt;) e um torneio  antiracista (&lt;a href="http://www.antira-stpauli.org/" target="_blank"&gt;http://www.antira-stpauli.org&lt;/a&gt;&lt;wbr&gt;), cuja renda será revertida  para iniciativas sociais do distrito. A iniciativa parte de uma torcida  organizada (ultras) que realiza ações sociais para imigrantes sem  moradia.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;   Muitos dos fãs também se organizam em grupos de luta por direitos do  torcedores e contra a mercantilização do futebol. Na segunda divisão,  aconteceram partidas nas segunda-feiras, o que a torcida considerou  injusto, pois muitos trabalhadores não puderam comparecer. Em protesto, a  torcida passou os primeiros 20 minutos de uma partida entoando músicas  contra as emissoras de televisão. Dentro e fora do estádio, abundam  cartazes de conotação política. Se o clube mantém seu caráter  independente, sem dúvida essa força vem das arquibancadas. "É mais do  que somente futebol. Há uma identificação com o bairro, com a sua gente.  Ser anticapitalista, é um estilo de vida", disse Thiele.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  Com apoio massivo pelo mundo, são mais de 500 fãs clubes, e contando com  a simpatia de bandas como o Bad Religion e Asian Dub Foundation, o St.  Pauli tem uma alta média de público - quando estava na terceira divisão  chamava 15 mil pessoas por jogo contra a média de 200 da competição. A  torcida faz de cada jogo um evento político com bandeiras, mensagens  politizadas e cantos contestadores. Os punks, com seu visual chamativo,  também marcam presença nas arquibancadas e atraem bastante atenção da  mídia.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  O clube sempre começa seus jogos com uma música da banda de rock AC/DC e  toca a &lt;i&gt;Song#2&lt;/i&gt; do Blur quando saem gols. O St. Pauli também tem  um dos últimos placares manuais do futebol europeu. Toda vez que um gol é  marcado, um funcionário atualiza a plaquinha. O Estádio Millertorn,  casa do St. Pauli, não pode vender por determinação estatutária o nome a  uma marca, como aconteceu com o Bayern de Munique e uma empresa de  seguros que financiou a Allianz Arena.   "Uma vez uma empresa tentou colocar um mascote no estádio. Foi expulso  com um banho de cerveja". disse Maarten. O mesmo já aconteceu com uma  propaganda machista, que foi jogada ao lixo pela torcida.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  Até o ídolo do time participa deste espírito coletivo. Afinal, ele  poderia ser mais uma vítima da xenofobia contra imigrantes, um problema  bastante atual na Europa. Alemão e filho de pais turcos, Deniz Naki se  identificou especialmente com o clube. Durante a disputa da segunda  divisão, fez um gol contra o Hansa Rostock, equipe relacionada com a  direita alemã. Na comemoração, dirigiu-se a torcida adversária, fez o  gesto de que iria cortar-lhes o pescoço e fincou a bandeira pirata no  gramado.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;   Na última vez em que esteve no topo do futebol alemão, derrotou o  campeão mundial Bayern de Munique e alguns preconceitos. O que reservará  a próxima temporada? Para Thiele, as expectativas superam o futebol:  "espero que ele mantenha sua atitude, que estar na primeira divisão não  signifique fazer concessões. Tenho confiança de que continuaremos  nadando contra a corrente", afirmou.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   &lt;b style="font-family: arial;"&gt;Saiba mais sobre o St. Pauli:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;a style="font-family: arial;" href="http://gazzetta.blogsport.de/" target="_blank"&gt;http://gazzetta.blogsport.de/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;a style="font-family: arial;" href="http://usp.stpaulifans.de/" target="_blank"&gt;http://usp.stpaulifans.de/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;a style="font-family: arial;" href="http://www.stpauli-fanladen.de/english/" target="_blank"&gt;http://www.stpauli-fanladen.&lt;wbr&gt;de/english/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;a href="http://www.myspace.com/punkrockstpauli" target="_blank"&gt;http://www.myspace.com/&lt;wbr&gt;punkrockstpauli&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5244529292073119537-4179164387394239049?l=oplantador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/qEEOOmd5ZmsbSb93uyySNOP6gs4/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/qEEOOmd5ZmsbSb93uyySNOP6gs4/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/qEEOOmd5ZmsbSb93uyySNOP6gs4/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/qEEOOmd5ZmsbSb93uyySNOP6gs4/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://oplantador.blogspot.com/2010/05/st-pauli-festeja-retorno-elite-alema.html</feedburner:origLink></item><item><title>FOTOGRAFIAS - Um passeio pela história</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/OPlantador/~3/ugtNjkjRIfE/fotografias-um-passeio-pela-historia.html</link><category>Artigos</category><author>pedrosinho100@gmail.com (Rafael Pedroso)</author><pubDate>Fri, 12 Feb 2010 10:36:39 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5244529292073119537.post-7926125247628347042</guid><description>As fotografias apresentadas abaixo, são velhas conhecidas mas, reunidas como estão, revelam o quanto o homem é forte, é cruel, é opotunista e como se gastam tempo e recursos para fazer prevalescer, o poder e jogar para longe as fotos que marcam a omissão em caso de guerra ou de trajédias naturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imagem de Che&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img104.imageshack.us/img104/3695/checs9.jpg"&gt;http://img104.imageshack.us/img104/3695/checs9.jpg&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A famosa foto de Che Guevara, conhecida formalmente como "Guerrilheiro Heróico", onde aparece seu rosto com a boina negra olhando ao longe, foi tirada por Alberto Korda em cinco de março de 1960 quando Guevara tinha 31 anos num enterro de vítimas de uma explosão.&lt;br /&gt;Somente foi publicada sete anos depois.&lt;br /&gt;O Instituto de Arte de Maryland - EUA denominou-a "A mais famosa fotografia e maior ícone gráfico do mundo do século XX". É, sem sombra de dúvidas, a imagem mais reproduzida de toda a história expressa um símbolo universal de rebeldia, em todas suas interpretações, (segue sendo um ícone para a juventude não filiada às tendências políticas principais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina do Vietnã&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img178.imageshack.us/img178/1739/vietnnm9.jpg"&gt;http://img178.imageshack.us/img178/1739/vietnnm9.jpg&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em oito de junho de 1972, um avião norte-americano bombardeou a população de Trang Bang com napalm. Ali se encontrava Kim Phuc e sua família. Com sua roupa em chamas, a menina de nove anos corria em meio ao povo desesperado e no momento, que suas roupas tinham sido consumidas, o fotógrafo Nic Ut registou a famosa imagem.&lt;br /&gt;Depois, Nic levou-a para um hospital onde ela permaneceu por durante 14 meses sendo submetida a 17 operações de enxerto de pele.&lt;br /&gt;Qualquer um que vê essa fotografia, mesmo que menos sensível, poderá ver a profundidade do sofrimento, a desesperança, a dor humana na guerra, especialmente para as crianças.&lt;br /&gt;Hoje em dia Pham Thi Kim Phuc está casada, com dois filhos e reside no Canadá onde preside a "Fundação Kim Phuc", dedicada a ajudar as crianças vítimas da guerra e é embaixadora da UNESCO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A agonia de Omayra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img178.imageshack.us/img178/7790/omayrabf4.jpg"&gt;http://img178.imageshack.us/img178/7790/omayrabf4.jpg&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Omayra Sanchez foi uma menina vítima do vulcão Nevado do Ruiz durante a erupção que arrasou o povoado de Armero, Colômbia em 1985.&lt;br /&gt;Omayra ficou três dias jogada sobre o lodo, água e restos de sua própria casa e presa aos corpos dos próprios pais. Quando os paramédicos de parcos recursos tentaram ajudá-la, comprovaram que era impossível, já que para tirá-la precisavam amputar-lhe as pernas, e a falta de um especialista para tal cirurgia resultaria na morte da menina. Omayra mostrou-se forte até o último momento de sua vida, segundo os paramédicos e jornalistas que a rodeavam.&lt;br /&gt;Durante os três dias, manteve-se pensando somente em voltar ao colégio e a seus exames e a convivência com seus amigos.&lt;br /&gt;O fotógrafo Frank Fournier, fez uma foto de Omayra que deu a volta ao mundo e originou uma controvérsia a respeito da indiferença do Governo Colombiano com respeito às vítimas de catástrofes. A fotografia foi publicada meses após o falecimento da garota.&lt;br /&gt;Muitos vêem nesta imagem de 1985 o começo do que hoje chamamos Globalização, pois sua agonia foi vivenciada em tempo real pelas câmaras de televisão de todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Execução em Saigon&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img178.imageshack.us/img178/6082/saigonad3.jpg"&gt;http://img178.imageshack.us/img178/6082/saigonad3.jpg&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O coronel assassinou o preso; mas e eu... assassinei o coronel com minha câmara?" - Palavras de Eddie Adams, fotógrafo de guerra, autor desta foto que mostra o assassinato, em um de fevereiro de 1968, por parte do chefe de polícia de Saigon, a sangue frio, de um guerrilheiro do Vietcong.&lt;br /&gt;Adams, correspondente em 13 guerras, obteve por esta fotografia um prêmio Pulitzer; mas ficou tão emocionalmente tocado com ela que se converteu em fotógrafo paisagístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Protegendo a cria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img62.imageshack.us/img62/3145/protegendoacriaoz4.jpg"&gt;http://img62.imageshack.us/img62/3145/protegendoacriaoz4.jpg&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mãe cruza o rio com os filhos durante a guerra do Vietnã em 1965 fugindo da chuva de bombas americanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina Afegã&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img63.imageshack.us/img63/8756/afegkg7.jpg"&gt;http://img63.imageshack.us/img63/8756/afegkg7.jpg&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sharbat Gula foi fotografada quando tinha 12 anos pelo fotógrafo Steve McCurry, em junho de 1984. Foi no acampamento de refugiados Nasir Bagh do Paquistão durante a guerra contra a invasão soviética.&lt;br /&gt;Sua foto foi publicada na capa da National Geographic em junho de 1985 e, devido a seu expressivo rosto de olhos verdes, a capa converteu-se numa das mais famosas da revista e do mundo.&lt;br /&gt;No entanto, naquele tempo ninguém sabia o nome da garota. O mesmo homem que a fotografou realizou uma busca à jovem que durou exatos 17 anos. Em janeiro de 2002, encontrou a menina, já uma mulher de 30 anos e pôde saber seu nome. Sharbat Gula vive numa aldeia remota do Afeganistão, é uma mulher tradicional pastún, casada e mãe de três filhos. Ela regressou ao Afeganistão em 1992.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img63.imageshack.us/img63/2245/afeg2ew0.jpg"&gt;http://img63.imageshack.us/img63/2245/afeg2ew0.jpg&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem do tanque de Tiananmen&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img402.imageshack.us/img402/9350/tanquehe6.jpg"&gt;http://img402.imageshack.us/img402/9350/tanquehe6.jpg&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também conhecido como o "Rebelde Desconhecido", esta foi a alcunha que foi atribuído a um jovem anônimo que se tornou internacionalmente famoso ao ser gravado e fotografado em pé em frente a uma linha de vários tanques durante a revolta da Praça de Tiananmen de 1989 na República Popular Chinesa.&lt;br /&gt;A foto foi tirada por Jeff Widener, e na mesma noite foi capa de centenas de jornais, noticiários e revistas de todo mundo. O jovem estudante (certamente morto horas depois) interpôs se a duas linhas de tanques que tentavam avançar. No ocidente as imagens do rebelde foram apresentadas como um símbolo do movimento democrático Chinês: um jovem arriscando a vida para opor-se a um esquadrão militar.&lt;br /&gt;Na China, a imagem foi usada pelo governo como símbolo do cuidado dos soldados do Exército Popular de Libertação para proteger o povo chinês: apesar das ordens de avançar, o condutor do tanque recusou fazê-lo se isso implicava causar algum dano a um cidadão (hã hã).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O beijo do Hotel de Ville&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img402.imageshack.us/img402/9454/beijokj6.jpg"&gt;http://img402.imageshack.us/img402/9454/beijokj6.jpg&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Esta bela foto, que data de 1950, é considerada como a mais vendida da história. Isto devido à intrigante história com a que foi descrita durante muitos anos: segundo contava-se, esta foto foi tirada fortuitamente por Robert Doisneau enquanto encontrava-se sentado tomando um café. O fotógrafo acionava regularmente sua câmara entre as pessoas que passavam e captou esta imagem de amantes beijando-se com paixão enquanto caminhavam no meio da multidão.&lt;br /&gt;Esta foi a história que se conheceu durante muitos anos até 1992, quando dois impostores se fizessem passar pelo casal protagonista desta foto. No entanto o Sr. Doisneau indignado pela falsa declaração, revelaria a história original declarando assim aquela lenda: a fotografia não tinha sido tirada a esmo, senão que se tratava de dois transeuntes que pediu que posassem para sua lente, lhes enviando uma.&lt;br /&gt;cópia da foto como agradecimento.&lt;br /&gt;55 anos depois Françoise Bornet (a mulher do beijo) reclamou os direitos de imagem das cópias desta foto e recebeu 200 mil dólares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O beijo da Time Square&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img65.imageshack.us/img65/8959/beijotimesquarevt7.jpg"&gt;http://img65.imageshack.us/img65/8959/beijotimesquarevt7.jpg&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Beijo de despedida a Guerra foi feita por Victor Jorgensen na Times Square em 14 de Agosto de 1945, onde um soldado da marinha norte-americana beija apaixonadamente uma enfermeira. O que é fora do comum para aquela época é que os dois personagens não eram um casal, eram perfeitos estranhos que haviam acabado de encontrar-se.&lt;br /&gt;A fotografia, grande ícone, é considerada uma analogia da excitação e paixão que significa regressar a casa depois de passar uma longa temporada fora, como também a alegria experimentada ao término de uma guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Necessidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img118.imageshack.us/img118/4193/necessidadepj6.jpg"&gt;http://img118.imageshack.us/img118/4193/necessidadepj6.jpg&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soldados e aldeãos cavam sepulturas para as vítimas de um grande terremoto acontecido em 2002 no Irã enquanto um menino segura as calças do pai antes dele ser enterrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Protesto silencioso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img165.imageshack.us/img165/9393/protestobs6.jpg"&gt;http://img165.imageshack.us/img165/9393/protestobs6.jpg&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Thich Quang Duc, nascido em 1897, foi um monge budista vietnamita que se sacrificou até a morte numa rua movimentada de Saigon em 11 de junho de 1963. Seu ato foi repetido por outros monges.&lt;br /&gt;Enquanto seu corpo ardia sob as chamas, o monge manteve-se completamente imóvel. Não gritou, nem sequer fez um pequeno ruído...&lt;br /&gt;Thich Quang Duc protestava contra a maneira que a sociedade oprimia a religião Budista em seu país. Após sua morte, seu corpo foi cremado conforme à tradição budista. Durante a cremação seu coração manteve-se intacto, pelo que foi considerado como quase santo e seu coração foi transladado aos cuidados do Banco de Reserva do Vietnã como relíquia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espreitando a morte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img77.imageshack.us/img77/6928/mortelp7.jpg"&gt;http://img77.imageshack.us/img77/6928/mortelp7.jpg&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1994, o fotógrafo Sudanês Kevin Carter ganhou o prêmio Pulitzer de foto jornalismo com uma fotografia tomada na região de Ayod (uma pequena aldeia em Suam), que percorreu o mundo inteiro.&lt;br /&gt;A figura esquelética de uma pequena menina, totalmente desnutrida, recostando-se sobre a terra, esgotada pela fome, e a ponto de morrer, enquanto num segundo plano, a figura negra expectante de um abutre se encontra espreitando e esperando o momento preciso da morte da garota.&lt;br /&gt;Quatro meses depois, abrumado pela culpa e conduzido por uma forte dependência às drogas, Kevin Carter suicidou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Falling Man&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img50.imageshack.us/img50/4391/fallingmanlc9.jpg"&gt;http://img50.imageshack.us/img50/4391/fallingmanlc9.jpg&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;The Falling Man é o título de uma fotografia tirada por Richard Drew durante os atentados do 11 de setembro de 2001 contra as torres gêmeas do WTC. Na imagem pode-se ver um homem atirando-se de uma das torres.&lt;br /&gt;A publicação do documento pouco depois dos atentados irritou a certos setores da opinião pública norte-americana. Ato seguido, a maioria dos meios de comunicação se auto-censurou, preferindo mostrar unicamente fotografias de atos de heroísmo e sacrifício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Triunfo dos Aliados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img167.imageshack.us/img167/8310/aliadoswl5.jpg"&gt;http://img167.imageshack.us/img167/8310/aliadoswl5.jpg&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Esta fotografia do triunfo dos aliados na segunda guerra, onde um soldado Russo agita a bandeira soviética no alto de um prédio, demorou a ser publicada, pois as autoridades Russas quiseram modificá-la.&lt;br /&gt;A bandeira era na verdade uma toalha de mesa vermelha e o soldado aparecia com dois relógios no pulso, possivelmente produto de saque.&lt;br /&gt;Sendo assim foi modificada para que não ficase feio para os soviéticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a mesma Segunda Guerra a foto do exercito americano no Japão tbm é bem famosa e tbm tem uma polêmica a respeito, da qual eu não estou bem certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ibiblio.org/phha/IWO_JIMA_FLAG.JPG"&gt;http://www.ibiblio.org/phha/IWO_JIMA_FLAG.JPG&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No ataque de 11 de setembro os bombeiros de NY repetiram o gesto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.asdk12.org/staff/reetz_tony/pages/students/23/americanflaghistory_files/image003.jpg"&gt;http://www.asdk12.org/staff/reetz_tony/pages/students/23/americanflaghistory_files/image003.jpg&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5244529292073119537-7926125247628347042?l=oplantador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/hbMGsiLlLSW6Fxmk0VRJI8J8JDk/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/hbMGsiLlLSW6Fxmk0VRJI8J8JDk/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/hbMGsiLlLSW6Fxmk0VRJI8J8JDk/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/hbMGsiLlLSW6Fxmk0VRJI8J8JDk/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://oplantador.blogspot.com/2010/02/fotografias-um-passeio-pela-historia.html</feedburner:origLink></item><item><title>Luiz Carlos Prestes</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/OPlantador/~3/YGS8pniBj5Y/luiz-carlos-prestes.html</link><category>Artigos</category><author>pedrosinho100@gmail.com (Rafael Pedroso)</author><pubDate>Tue, 09 Feb 2010 09:06:06 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5244529292073119537.post-4706357349046886027</guid><description>&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;color:#000099;"&gt;Revolucionário,        patriota e comunista&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Anita        Leocádia Prestes&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;blockquote&gt;      &lt;blockquote&gt;       &lt;div align="justify"&gt;          &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Nos dias            5 e 6 de fevereiro, em Caracas, Venezuela, foi realizado o &lt;strong&gt;Fórum            Internacional &lt;em&gt;Homens a Cavalo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Como informou o Vice-presidente            da Venezuela, Elías Jaua, na abertura do evento, o Fórum            faz parte de um conjunto de ações para render homenagem            aos líderes e processos políticos impulsionados na América            Latina, em busca de um caminho de justiça e bem-estar. A iniciativa            se inscreve na comemoração do 192º aniversário            de nascimento (31 de janeiro de 1818) de Ezequiel Zamora.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;/div&gt;       &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Jaua,          também Ministro do Poder Popular para Agricultura y Terras, destacou          que o presidente da República, Hugo Chávez Frías,          tomou como raiz profunda da revolução o ideário de          Zamora, chamado &lt;em&gt;General do Povo Soberano&lt;/em&gt;, baseado em 3 aspectos:          como continuador do pensamento e do programa social da independência;          impulsionador de um amplo processo de participação popular          e seu pensamento latino-americano e integracionista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;O          Fórum contou com a presença de diversos expositores internacionais          que destacaram o legado de revolucionários como Luiz Carlos Prestes,          Emiliano Zapata, Pancho Villa, Francisco Morazán, Eloy Alfaro,          Tupac Katari, Augusto Sandino e Farabundo Martí.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Anita          L. Prestes esteve presente ao Fórum Internacional &lt;em&gt;Homens a          Cavalo&lt;/em&gt; e fez uma apresentação sobre a trajetória          revolucionária de Luiz Carlos Prestes. Segue abaixo o texto por          ela elaborado e divulgado no evento.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;/blockquote&gt;   &lt;/blockquote&gt;   &lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://www.cecac.org.br/Imagens%20Utiliz%E1veis/prestes%20portinari2.jpg" width="160" height="200" /&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;    &lt;strong&gt;Luiz Carlos Prestes (1898-1990)&lt;/strong&gt;, desde muito jovem, revelou      indignação com as injustiças sociais e a miséria      de nosso povo, mostrando-se preocupado com a busca de soluções      efetivas para a situação deplorável em que se encontrava      a população brasileira, principalmente os trabalhadores do campo,      com os quais tivera contato durante a Marcha da Coluna (1924-27), que ficaria      conhecida como a Coluna Prestes. Muito antes de tornar-se comunista, Prestes      já era um revolucionário. Sua adesão aos ideais comunistas      e ao movimento comunista apenas veio comprovar e confirmar sua vocação      revolucionária, seu compromisso definitivo com a luta pela emancipação      econômica, social e política do povo brasileiro. Como &lt;strong&gt;revolucionário&lt;/strong&gt;,      Prestes foi um &lt;strong&gt;patriota&lt;/strong&gt; - um homem que dedicou toda sua vida      à luta por um Brasil melhor, por um Brasil onde não mais existissem      a fome, a miséria, o analfabetismo, as doenças, a terrível      mortalidade infantil e as demais chagas que sabidamente continuam ainda hoje      a infelicitar nosso país. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;      A descoberta da teoria marxista e a conseqüente adesão ao comunismo      representaram, para Prestes, o encontro com uma perspectiva, que lhe pareceu      factível, de realização dos anseios revolucionários      por ele até então alimentados, principalmente durante a Marcha      da Coluna. A luta à qual resolvera dedicar sua vida encontrava, dessa      forma, um embasamento teórico e um instrumento para ser levada adiante      - o Partido Comunista. O Cavaleiro da Esperança, uma vez convencido      da justeza dos novos ideais que abraçara, tornava-se também      um &lt;strong&gt;comunista&lt;/strong&gt; convicto e disposto a enfrentar toda sorte de      sacrifícios na luta pelos objetivos traçados. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;      No processo de aproximação ao PCB, Prestes rompeu de público      com seus antigos companheiros - os jovens militares rebeldes conhecidos como      os “tenentes” -, posicionando-se abertamente a favor do programa      da “revolução agrária e antiimperialista”      defendido pelos comunistas brasileiros. Seu Manifesto de Maio de 1930 consagra      o início de uma nova fase na vida do Cavaleiro da Esperança.      A partir daquele momento, Prestes deixava definitivamente para trás      os antigos compromissos com o liberalismo dos “tenentes” e enveredava      pela via da luta pelos ideais comunistas que passariam a nortear toda sua      vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;      Pela primeira vez na história do Brasil, uma liderança de grande      projeção nacional, a personalidade de maior destaque no movimento      tenentista, - na qual apostavam suas cartas as elites oligárquicas      oposicionistas, na expectativa de que o Cavaleiro da Esperança pusesse      seu cabedal político a serviço dos seus objetivos, aceitando      participar do poder para melhor servi-las -, recusa tal poder, rompendo com      os políticos das classes dominantes para juntar-se aos explorados e      oprimidos, para colocar-se do lado oposto da grande trincheira aberta pelo      conflito entre as classes dominantes e as dominadas, entre exploradores e      explorados. Prestes tomava o partido dos oprimidos, abandonando as hostes      das elites comprometidas com os donos do poder, não vacilando jamais      diante dos grandes sacrifícios que tal opção lhe acarretaria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;      Tratava-se de um fato inédito, jamais visto no Brasil. Luiz Carlos      Prestes, capitão do Exército, que se tornara general da Coluna      Invicta, que fora reconhecido como liderança máxima das forças      oposicionistas ao esquema de poder vigente no Brasil até 1930, talhado,      portanto, para transformar-se no líder da “revolução”      das elites oligárquicas, numa liderança política confiável      dessas elites, usava seu prestígio para indicar ao povo brasileiro      um outro caminho – o caminho da luta pela reforma agrária radical      e pela emancipação nacional do domínio imperialista,      o caminho da revolução social e da luta pelo socialismo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Como      foi sempre coerente consigo mesmo e com os ideais revolucionários a      que dedicou sua vida, sem jamais se dobrar diante de interesses menores ou      de caráter pessoal, Prestes despertou o ódio dos donos do poder,      que se esforçariam por criar uma História Oficial deturpadora      tanto de sua trajetória política quanto da história brasileira      contemporânea.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;      Mesmo após seu falecimento, Prestes continua a incomodar os donos do      poder, o que se verifica pelo fato de sua vida e suas atitudes não      deixarem de serem atacadas e/ou deturpadas, com insistência aparentemente      surpreendente, uma vez que se trata de uma liderança do passado, que      não mais está disputando qualquer espaço político.      Num país em que praticamente inexiste uma memória histórica,      em que os donos do poder sempre tiveram força suficiente para impedir      que essa memória histórica fosse cultivada, presenciamos um      esforço sutil, mas constante, desenvolvido através de modernos      e possantes meios de comunicação, de dificultar às novas      gerações o conhecimento da vida e da luta de homens como Luiz      Carlos Prestes, cujo passado pode servir de exemplo para os jovens de hoje.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Luiz      Carlos Prestes dedicou 70 anos de sua vida à luta por um futuro de      justiça social e liberdade para o povo brasileiro. Luiz Carlos Prestes      foi um revolucionário, um comunista e um internacionalista, que jamais      vacilou na luta pelos ideais socialistas e pela vitória da revolução      socialista no Brasil e em nosso continente latino-americano. Prestes foi um      defensor conseqüente dos países socialistas, tendo à frente      a URSS. Esteve sempre solidário com as Revoluções Cubana      e Nicaragüense. O legado revolucionário de Luiz Carlos Prestes      deve ser preservado e desenvolvido pelas novas gerações de revolucionários      latino-americanos. Este é o objetivo principal do &lt;strong&gt;Instituto      Luiz Carlos Prestes &lt;/strong&gt;(&lt;a href="http://www.ilcp.org.br/" target="_blank"&gt;www.ilcp.org.br&lt;/a&gt;)      recentemente criado no Rio de Janeiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://www.cecac.org.br/mat%E9rias/Coluna_Prestes_Portinari.htm" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://www.cecac.org.br/Imagens%20Utiliz%E1veis/Portinari_Coluna_Prestes-7.2.2010.jpg" border="0" width="350" height="293" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:78%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Candido      Portinari, &lt;em&gt;Coluna Prestes&lt;/em&gt;, óleo sobre tela, 46 x 55cm, Paris,      1950&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p align="center"&gt; &lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:78%;"&gt;&lt;a href="http://www.portinari.org.br/" target="_blank"&gt;      http://www.portinari.org.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5244529292073119537-4706357349046886027?l=oplantador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/JxAJeDtY9EX-qnaI19EDBtHfZyE/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/JxAJeDtY9EX-qnaI19EDBtHfZyE/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/JxAJeDtY9EX-qnaI19EDBtHfZyE/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/JxAJeDtY9EX-qnaI19EDBtHfZyE/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://oplantador.blogspot.com/2010/02/luiz-carlos-prestes.html</feedburner:origLink></item><item><title>A luta de classe dentro do PSOL</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/OPlantador/~3/DxQFAuEFHpo/luta-de-classe-dentro-do-psol.html</link><category>Artigos</category><author>pedrosinho100@gmail.com (Rafael Pedroso)</author><pubDate>Tue, 09 Feb 2010 09:04:50 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5244529292073119537.post-1199008605395413405</guid><description>&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr align="justify"&gt;&lt;td colspan="2" width="70%" valign="top"&gt;&lt;span&gt;Escrito por Mário Maestri     &lt;/span&gt;             &lt;/td&gt;    &lt;/tr&gt;       &lt;tr align="justify"&gt;     &lt;td colspan="2" valign="top"&gt;      06-Fev-2010    &lt;/td&gt;    &lt;/tr&gt;      &lt;tr align="justify"&gt;    &lt;td colspan="2" valign="top"&gt;     &lt;p&gt;   &lt;/p&gt; &lt;p&gt; O editorial "Sinergia" do Correio da Cidadania, de 22 de janeiro, destaca a difícil situação da esquerda revolucionária brasileira, "reduzida a apenas três pequenos partidos com registro eleitoral" e a grupos sem os apoios para tal. Fraqueza que se agrava com a "conjuntura" nacional "extremamente adversa" aos trabalhadores, associada à "desorientação do movimento socialista" mundial. Lembramos apenas serem quatro os partidos revolucionários registrados, com o pequenino PCO. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;   &lt;/p&gt; &lt;p&gt; Lembra o editorial que, diante dessa fragilidade, "a primeira idéia que surge é a unificação" dos "pequenos partidos", para intervenção potencializada. Aponta como bom sinal as negociações para a unificação das "centrais sindicais socialistas" (Intersindical e Conlutas). Ótimo augúrio, sobretudo se almejar a fusão de todas as sindicais, na luta pela centralização-concentração sindical dos trabalhadores como classe para si. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;   &lt;/p&gt; &lt;p&gt; O editorial lembra como exemplo da possibilidade de se "marchar juntos" a frente eleitoral do PCB, PSOL e PSTU em 2006. Propõe que, mesmo já tendo o PSTU candidato próprio e o PCB discutindo semelhante iniciativa, as duas organizações não descartam reconstituir a composição eleitoral, sempre, é claro, em torno "de programa" e "carta eleitoral comum" condizentes. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;   &lt;/p&gt; &lt;p&gt; A frente de 2006 foi enorme passo adiante, seguido de corrida para trás. Seria mais correto qualificá-la como "exemplo exitoso" quanto à unificação eleitoral, mas neto fracasso no relativo à utilização das eleições para a construção de programa e movimento unificador, política e organicamente, da esquerda revolucionária, dentro e fora das organizações citadas. O objetivo maior apontado pelo lúcido editorial. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;   &lt;/p&gt; &lt;p&gt; A frente eleitoral sequer agitou programa operário para o Brasil. O núcleo da campanha lançou-se à caça ao voto, privilegiando a denúncia da corrupção, amealhando fortemente consensos opostos ao programa socialista. Sem unificação programática, não houve unificação orgânica, durante e após as eleições. Tratou-se de aliança transitória para superar as eleições, que aprofundou a difícil situação da esquerda. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;   &lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;b&gt;Nem todos querem o mesmo&lt;/b&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p&gt;   &lt;/p&gt; &lt;p&gt; A imprescindível unificação político-organizacional da esquerda brasileira ocorrerá, caso ocorra, em torno de avaliação comum mínima da superação das contradições essenciais da sociedade nacional e internacional. Paradoxalmente, essa condição política essencial se encontra substancialmente satisfeita, no que se refere a uma enorme parte das organizações, dos movimentos e de militantes revolucionários esparsos do Brasil. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;   &lt;/p&gt; &lt;p&gt; Atualmente, enormes parcelas organizadas e desorganizadas da esquerda socialista concordam sobre o caráter acabadamente capitalista do Brasil e sobre a necessária superação de suas contradições através da concretização simultânea das tarefas democráticas e socialistas, sob a direção da classe trabalhadora. Processo que as organizações de origem trotskista e o PCB definem como "revolução permanente". &lt;/p&gt; &lt;p&gt;   &lt;/p&gt; &lt;p&gt; Quais, portanto, as razões da atomização da esquerda socialista, que aprofundam a fragilidade de sua intervenção? Certamente para isso contribuem as fortíssimas idiossincrasias de origem, de organização e de direção, dificilmente superadas sem um forte impulso do mundo do trabalho. Porém, uma intervenção militante potenciada facilitaria a retomada da iniciativa social. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;   &lt;/p&gt; &lt;p&gt; A difícil realidade que vivemos torna as eleições momento determinante para a construção de prática unitária, em torno da defesa de programa socialista para a população e para sua organização. Razão pela qual concordamos também com a preocupação registrada pelo editorial com a inútil transcorrência dos meses, sem avanço no necessário processo unitário e programático. Porém, cremos que tal demora não seja gratuita. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;   &lt;/p&gt; &lt;p&gt; Nem todos os segmentos que se organizam hoje nos partidos assinalados comungam com o programa e a prática classista e socialista, não raro se mobilizando contra os mesmos, em forma mais ou menos patente. O que explicaria política e sociologicamente o fracasso na imposição de dinâmica socialista militante à campanha de 2006 e muitos dos entraves postos até agora a uma rápida conclusão da aliança eleitoral programática. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;   &lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;b&gt;Reformar o Estado burguês&lt;/b&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p&gt;   &lt;/p&gt; &lt;p&gt; As contradições sociais são várias e poli-facetadas, ao igual que as classes e frações de classes que conformam a sociedade capitalista atual. Mesmo enfraquecido pelo triunfo contra-revolucionário dos anos 1980, o socialismo serve ainda como referência a projetos pessoais e sociais estranhos ao mundo do trabalho, já que almejam materializar-se no seio da ordem capitalista, mais ou menos retocada. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;   &lt;/p&gt; &lt;p&gt; Essa contradição entre o trabalho e versões (sociais) do capital se expressa em forma límpida na oposição entre as duas propostas eleitorais defendidas pelos três pré-candidatos do PSOL à presidência. Pessoalmente, associo-me à candidatura do companheiro Plínio Arruda Sampaio, por sua mais ampla abrangência política e social, sem deixar de reconhecer que o ex-deputado Babá comunga com os objetivos representados pelo seu concorrente e jamais opositor. São os dois boa farinha do mesmo saco. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;   &lt;/p&gt; &lt;p&gt; O lançamento do senhor Martiniano Cavalcante como pré-candidato do PSOL à presidência da República presta enorme serviço ao esclarecimento político, ao contrapor-se em forma cabal aos ideais defendidos por Plínio Arruda-Babá. Ou seja, a luta intransigente pela sociedade socialista, como única forma possível de superação da exploração do trabalho pelo capital, que já ameaça a sorte da própria humanidade. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;   &lt;/p&gt; &lt;p&gt; O senhor Cavalcante deixa claro que sua candidatura não é discussão democrática entre companheiros irmanados no ideal socialista. Segundo o candidato, ela surgiria para contrapor-se "àqueles que, de um modo ou de outro, pretendem utilizar a campanha presidencial para derrotar as principais forças do partido e dar ao PSOL um perfil antagônico ao que ele teve até agora". Ou seja, uma candidatura contra golpistas e liquidacionistas. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;   &lt;/p&gt; &lt;p&gt; Folga dizer que "as principais forças do partido" que pretensamente os companheiros Plínio Arruda-Babá pretenderiam derrotar são o senhor Cavalcante e seus apoiadores e que o "perfil" resgatado pelos mesmos é a procura diuturna de acomodação à sociedade de classes, com o objetivo de nela se integrar como parlamentares e administradores, sob o compromisso de, no máximo, retocar o Estado burguês e, jamais, destruí-lo e refundá-lo sob a ordem do trabalho. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;   &lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;b&gt;Os socialistas não passarão!&lt;/b&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p&gt;   &lt;/p&gt; &lt;p&gt; A virulência do manifesto do senhor Cavalcante é essencialmente contra o programa socialista defendido pelos companheiros Plínio Arruda-Babá, anatematizados como aventureiros que "buscam, conscientemente, o isolamento e que pretendem dirigir a campanha e o discurso do PSOL apenas para a vanguarda socialista". Militantes que se esconderiam "atrás do propagandismo ideológico socialista", pronunciando-se de "maneira estridente e sectária, pouco compreensível" às "amplas massas". &lt;/p&gt; &lt;p&gt;   &lt;/p&gt; &lt;p&gt; Uma denúncia total e cabal de Plínio Arruda-Babá e seus companheiros de idéias e luta, que pecariam mortalmente por fixação obsessiva na organização classista e socialista dos trabalhadores. Militantes, portanto, incapazes de assumir o doloroso acomodamento incondicional ao senso comum, para poderem assim suportar as penosas sinecuras parlamentares e administrativas, obtidas no maior número possível, é claro. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;   &lt;/p&gt; &lt;p&gt; O senhor Cavalcante e apoiadores não defendem apenas a ordem capitalista no geral. O fazem no particular, em forma direta, sem papas na língua, nesse "Bilhetinho ao Povo Brasileiro", para que todos compreendam, sobretudo os grandes interessados, alguns deles, como é sabido, financiadores de campanhas parlamentares desse setor respeitoso e dignitoso do PSOL. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;   &lt;/p&gt; &lt;p&gt; O senhor Cavalcante e apoiadores indignam-se com a idéia de que o PSOL e uma frente de esquerda defendam eventualmente a nacionalização das empresas privatizadas e dos grandes capitais. Sequer aceitam a violação dos direitos sacrossantos do capital a explorar a saúde e a educação como negócio! O manifesto propõe despudoradamente: "[...] devemos ter clara consciência de que a correlação de forças não nos permite apresentar propostas gerais de estatização de setores econômicos, sejam da indústria ou dos serviços como educação e saúde". Durmam tranqüilos, senhores, que Cavalcante e associados velam por suas propriedades! &lt;/p&gt; &lt;p&gt;   &lt;/p&gt; &lt;p&gt; Não menos paradoxal é a razão apresentada para a defesa canina do capital: "Nas atuais condições, tais posicionamentos servem apenas para ‘chocar’ a opinião pública", que, sequer estaria preparada para essas propostas essencialmente democráticas! E isso, apesar de vivermos momento único, em que os grandes estados imperialistas viram-se e vêem-se forçados a estatizar, mesmo transitoriamente, imensas empresas capitalistas para salvá-las da bancarrota. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;   &lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;b&gt;Privatizem o que resta, a população quer!&lt;/b&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p&gt;   &lt;/p&gt; &lt;p&gt; Se for verdadeiro o horror da população brasileira ao público e sua paixão pelo privado e correta a proposta de adequação dos militantes socialistas a tal estado de espírito, muito logo veremos os defensores dessa estranha sociologia política defenderem a privatização de grandes empresas ainda em parte nas mãos do Estado, como a Petrobrás, a Caixa Federal, o Banco do Brasil, para podermos "estabelecer um diálogo mediado e pedagógico com a população"! &lt;/p&gt; &lt;p&gt;   &lt;/p&gt; &lt;p&gt; Folga dizer que a candidatura do senhor Cavalcante não constitui apenas um ataque direto aos militantes classistas e socialistas do PSOL, como também uma impugnação cabal à frente de esquerda, pois logicamente o PCB e o PSTU jamais comungariam com tais propostas pró-capitalistas, expressões de classes e frações de classes contra as quais se mobilizaram e se mobilizam, no passado e no presente. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;   &lt;/p&gt; &lt;p&gt; Paradoxalmente, a desistência de Heloísa Helena de lançar-se como candidata do PSOL e de uma frente de esquerda, para tentar abocanhar uma senadoria, criou as condições para o surgimento de uma verdadeira frente de esquerda, nas eleições deste ano, em torno de um programa classista e socialista, que enseje uma verdadeira associação da esquerda revolucionária em torno de uma militância comum. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;   &lt;/p&gt; &lt;p&gt; Tal realidade ensejou, igualmente, ao surgir proposta claramente classista e socialista para as eleições presidenciais, verdadeira clarificação sobre as contradições de classes no interior do PSOL, há muito já consolidadas, entre projetos do mundo do trabalho e de acomodamento ao estado burguês, semelhante ao ocorrido no PT, ainda recentemente. A superação desta contradição pode significar importante avanço do programa e da organização socialista de massa no Brasil. Que os anjos digam amém! &lt;/p&gt; &lt;p&gt;   &lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;b&gt;Mário Maestri, historiador, militante marxista-revolucionário desde 1967, participou da fundação e da primeira direção nacional do PSOL. É hoje comunista sem partido. &lt;/b&gt; &lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5244529292073119537-1199008605395413405?l=oplantador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Essa doutrina contraditória, psicologicamente inconcebível, foi malignamente atribuída aos jesuítas pelos seus adversários protestantes - e às vezes católicos - que, por sua vez, pouco se preocupavam com escrúpulos na escolha dos meios para atingir seus próprios"fins"(...)Por sua vez, os jesuítas, rivalizando com os protestantes, adaptaram-se cada vez mais ao espíri to da sociedade burguesa e dos três votos - pobreza, castidade e obediência - conservaram apenas o úl­timo, ainda assim de forma bastante atenuada. Do ponto de vista do ideal cristão, a moral dos jesuítas caiu tanto mais baixo quanto mais eles cessaram de ser jesuítas. De guerrilheiros da Igreja passaram a ser burocratas e, como todos os burocratas, uns pilantras de primeira.".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;                                                                              &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;                    Leon Trotsky[1]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;             Reler os clássicos quando estamos diante de acontecimentos que sugerem mudanças de dimensões históricas é uma das tradições da esquerda que se perdeu, mas que devemos recuperar. A epígrafe de Trotsky remete a dois dos temas candentes da conjuntura brasileira: a relação entre os fins e os meios para uma estratégia socialista, e os processos de adaptação social e deformação política de organizações que se transformam no contrário do que pretendiam ser quando constituídas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;              Trotsky admite que a Companhia de Jesus nasceu como uma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;resposta medieval à Reforma Protestante, portanto, historicamente, reacionária,  porém, com o tempo, se adaptou às pressões sociais do capitalismo. Os jesuítas, até para permanecer no Vaticano, deixaram de ser jesuítas. O processo de evolução histórica do PT chegou, também, a uma encruzilhada: para se credenciar como um partido eleitoral resignado aos estreitos limites do regime democrático-liberal no Brasil, ao longo dos vinte anos que nos separam do fim do regime militar, o PT precisou deixar de ser petista. Renegar a sua origem foi um processo de readequação política, mas, também, de transformismo social, uma ruptura com as bases sociais de sua constituição apoiado na CUT e no MST.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;                  São dois, também, os argumentos deste artigo. O primeiro é&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;a constatação inescapável, mas que encontra previsíveis resistências, de que a crise do PT é terminal. O segundo é a defesa da luta contra a corrupção como uma bandeira democrática incontornável do programa da revolução brasileira, tema polêmico, portanto, vital, para a reorganização sindical e política em curso, com o colapso da CUT e do PT. Estas duas premissas se articulam para defender que a esquerda anti-capitalista não pode hesitar diante da luta para derrubar o governo Lula. Estamos diante de uma nova etapa histórica. Afinal, já foram dez os presidentes eleitos e derrubados na América Latina - por mobilizações de massas operárias e populares, não por golpes militares pró-americanos, como na sequência da revolução cubana - depois do fim dos anos oitenta, expressando a fragilidade da democracia-liberal no continente. O que nos devolverá à discussão sobre os fins e os meios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Capitalismo e corrupção&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;            Recordemos, para começo de conversa, o que a história e o marxismo nos deixaram como fundamentos "graníticos" sobre a corrupção. Nunca existiu capitalismo sem corrupção. Capital e Estado estiveram sempre unidos através das mais variadas cumplicidades. Desde o alvorecer das pioneiras Repúblicas italianas, quando a Europa recuperou ao Islã o controle das lucrativas rotas comerciais do Mediterrâneo, passando pela conquista da América pelas Coroas ibéricas, sem esquecer os quase cento e cinqüenta anos de disputa entre Londres e Paris pela supremacia no mercado mundial: a corrupção estava lá, em todos os portos, em todos tribunais, em todas as Cortes, em todas as línguas. A corrupção nunca foi privilégio dos latinos, nem dos chineses, nem dos árabes. Desde o século XIX falou, sobretudo, o latim moderno, o inglês.  Comprando favores, deslocando concorrentes, driblando as leis, subornando autoridades, obtendo cargos. A força do dinheiro abrindo as gavetas do poder, e o domínio do Estado favorecendo os cofres da riqueza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;               Quando argumentamos que capitalismo e corrupção sempre caminharam de mãos dadas, muitos nos perguntam se a corrupção não seria inevitável em qualquer sociedade, porque, afinal, ninguém ignora que tanto na URSS, quanto na China, as burocracias estatais se regozijavam em privilégios driblando as suas próprias leis.  A corrupção não seria expressão das incoerências sombrias da natureza humana? Os socialistas defendem que não existe fatalismo na condição humana que nos condene a corrupção. Assim como existiram sociedades que desconheceram a exploração do homem pelo homem, ignoraram a corrupção. A corrupção é uma doença econômico-social, e se explica em função de circunstâncias históricas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;                A percepção de que, no Brasil, a apropriação privada do Estado pelo mundo dos negócios teve sempre na sua raiz a impressionante desigualdade econômica e social, é chave para mantermos o sentido das proporções diante do colapso do PT. Ao se transformar, a partir de 1988, em um partido que se credenciava para a gestão do Estado sem ameaçar o capitalismo, o PT selou o seu destino. Um programa de adaptação política a um capitalismo que não cresce, em uma sociedade em que a desigualdade não deixa de aumentar, e na qual a mobilidade social vem diminuindo há um quarto de século, ou seja, um reformismo sem reformas, não poderia evitar a degeneração metodológica e ética. Ensina a sabedoria oriental que o peixe morre pela cabeça. Já o Padre Antonio Vieira dizia que o peixe apodrece pela cabeça. O marxismo alerta que a cabeça não é imune à pressão do chão que os pés pisam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;                 O PT escolheu um caminho de social democratização que já&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;tinha sido trilhado na América Latina por muitos outros, até por organizações que encabeçaram revoluções democráticas, como os sandinistas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Se, mesmo os partidos que se formaram na severidade das condições da luta armada contra ditaduras - como a FSLN, os Tupamaros ou a Farabundo Marti - quando aceitaram se transformar em partidos eleitorais, se descobriram vulneráveis diante da pressão política e social da democracia liberal, parece inescapável que o PT, que já nasceu como um partido eleitoral, seria presa fácil da corrupção endêmica do Estado brasileiro. Era, no fundo, só uma questão de tempo, para que o PT evoluísse do financiamento legal dos monopólios - em prática desde 1994 - para um sistema de caixa dois - a exemplo dos partidos tradicionais - e, depois, para a transferência de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;recursos arrecadados para os partidos aliados, o sistema de mensalão para assegurar maioria no Congresso, culminando com o enriquecimento ilícito dos seus burocratas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;               O domínio do Capital sempre foi a associação legal e ou ilegal, portanto, sempre ilegítima e imoral, da riqueza com o poder. Todos os partidos comprometidos com o regime democrático-eleitoral e, por isso, financiados pelo capital, foram aliciados, em todos os tempos e lugares, pela força do dinheiro. Nos últimos cem anos, à escala mundial, a imensa maioria dos instrumentos da representação política dos trabalhadores, no centro ou na periferia, quando se consolidaram regimes democráticos, foram absorvidos pela pressão do eleitoralismo. A social democracia européia antes da I guerra, ou os partidos eurocomunistas depois dos anos 60, muito antes do PT, confirmaram que é difícil, politicamente, e complexa, social e organizativamente, a construção de reservas ou filtros de imunidade diante da pressão de forças sociais hostis. Degeneraram, absorvendo além dos métodos do eleitoralismo, os seus vícios. Seus dirigentes, fossem do SPD na Alemanha e do Labour na Inglaterra, ou do PCF na França e do PCI italiano, experimentaram, primeiro nos parlamentos, depois com o ministerialismo, um processo de ascensão econômica e acomodação social irrecuperável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Adaptação política e degeneração burocrática&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;                  Admitamos, contudo, que os privilégios dos aparelhos social-democratas foram a ante-sala de aberrações ainda mais graves. Não bastassem as desprezíveis excentricidades da burocracia russa, como a coleção de automóveis de Brejnev, ou a cômica sucessão de tipo monárquico, em nome do socialismo, do regime totalitário na Coréia do Norte, a esquerda do século XX viveu a degradação do assalto dos sandinistas às mansões na Nicarágua. Pressões sociais em sociedades desiguais nunca devem ser, portanto, subestimadas: os que se deixam confundir politicamente, assimilam os métodos da política burguesa - em que tudo são mercadorias, incluindo o voto - e, finalmente, se rendem a um modo de vida de ostentação. É o que confessam os principais líderes petistas quando, de maneira até grotesca, invocam absolvição porque estavam agindo de acordo com as "regras do jogo".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;              Mas, agora, o PT morreu. Morreu, comparativamente, como o estalinismo morreu com a queda do muro de Berlim. Está acontecendo o que os dialéticos denominam o salto de quantidade em qualidade. Quando o publicitário que criou o Lulinha paz e amor confessou seus pecados, ironia da história, enfiou uma adaga no coração do PT. O enquadramento histórico parece incontornável, sob pena de qualquer análise sucumbir aos impressionismos de conjuntura. Só uma perspectiva mais ampla permitirá explicar como o partido político que foi a expressão eleitoral do movimento operário sindical e da maioria dos movimentos sociais brasileiros nos anos oitenta, se transformou, a partir de sua mais alta direção, irrecuperavelmente, neste espantoso amálgama de arrivistas e vigaristas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;                 O tema da burocratização dos partidos de trabalhadores assalariados em sociedades urbanas permanece um fenômeno polêmico. Ao analisar a socialdemocracia de cem anos atrás, Lenin recorreu ao conceito de aristocracia operária para tentar explicar a crescente diferenciação social no mundo do trabalho na passagem do século XIX para o XX, e tentar compreender porque uma maioria das bases sociais e eleitorais da socialdemocracia apoiou seus respectivos governos, quando do início da guerra de 1914. No entanto, é menos lembrado que Lenin previu que esse apoio seria efêmero, mesmo entre os setores da classe trabalhadora que obtiveram concessões na etapa histórica anterior. A aristocratização de um segmento da classe operária era compreendido pela esquerda marxista como um fenômeno, essencialmente, econômico e social, enquanto o agigantamento do aparelho sindical e das frações parlamentares absorvidos pelo Estado, era discutido como um processo, essencialmente, político-social. Aristocracia operária e burocracia operária não eram identificados como o mesmo fenômeno social, porque a aristocracia, um conceito relativo às condições materiais e culturais de existência da classe trabalhadora de cada país. Permanecia sendo um setor de classe, ainda que privilegiado, enquanto a burocracia sindical e parlamentar dos aparelhos socialdemocratas seria uma casta exterior ao proletariado. A experiência do PT e da CUT é uma confirmação quase caricatural deste prognóstico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;            Crise terminal do PT e enfraquecimento do governo Lula. Estamos há dois meses diante de duas crises que, não sendo iguais, correm paralelas e são indissociáveis: a crise terminal do PT e a crise política do governo Lula. O PT, tal como foi nos últimos vinte e cinco anos, não poderá resistir. Estamos acompanhando uma revolução mental na cabeça de milhões de trabalhadores e jovens, um processo de importância histórica. O PT poderá, talvez, subsistir como um partido eleitoral, ainda assim, se expulsar grande parte da sua direção histórica, mas nunca mais poderá ocupar o papel que teve junto aos setores organizados das classes trabalhadoras e aos movimentos sociais. Será um partido eleitoral com outra base social. Enganam-se aqueles que subestimam a atual crise do petismo. O desmoronamento da autoridade do PT - em menor medida, do próprio Lula - que se aguentou na corda bamba nos primeiros trinta meses de governo, mesmo se com uma política anti-popular, tende a ser vertiginoso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;                 O que não impede que as parcelas mais atrasadas, desinformadas e, sobretudo, desorganizadas da população, aquelas que foram as últimas a girar eleitoralmente para o apoio a Lula, possam continuar exprimindo durante alguns meses, ou até mais tempo, intenção de voto em Lula para 2006. Foram os últimos a se deslocar para o apoio a Lula, porque nunca tiveram referência no PT ou, de resto, em qualquer partido, e serão os últimos a romper. Esse processo profundo e mais lento não será, contudo, relevante para o destino do PT. O futuro do PT está sendo decidido nas grandes fábricas, como nas montadoras e nas siderúrgicas, nas refinarias da Petrobrás, nas Universidades, entre as classes médias de alta escolaridade e baixos salários, enfim, nas grandes cidades e nos movimentos sociais que sempre foram a sua retaguarda social.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;                 Já o governo Lula ainda não acabou - não se sustentava somente no PT - embora esteja muito fragilizado. Dependeu nestes trinta meses do apoio do imperialismo, da banca, das empreiteiras, da mídia, enfim, das instituições, como o Congresso, o judiciário e as FFAA, embora não fosse a opção preferencial da burguesia nas eleições de 2002. A sua manutenção, mesmo se agônica, na forma de um governo Palocci/Lula interessa às forças sociais e políticas comprometidas com a preservação da ordem. Não surpreende que estejam atarefadíssimas na articulação de um "acordão" que poupe Lula - e o próprio congresso - de um impeachment, da posse de Alencar ou de eleições antecipadas. Entretanto, a crise permanece aberta. O Governo Lula/Dirceu/Palocci dos últimos dois anos e meio não existe mais. O governo Lula vive, por suposto, uma profunda crise política desde que se precipitou a denúncia de que o PT teria transferido fundos para os partidos de aluguel como o PL, PP e PTB, reconhecidas pelo próprio Roberto Jefferson como mercenárias, e que lhe garantiram uma maioria no Congresso Nacional, como aliás já faziam para o governo FHC.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;                 Não é segredo para ninguém bem informado que há muitos anos, pelo menos de 1994, o PT tem financiado as suas campanhas com milionárias contribuições dos principais monopólios brasileiros. Mas, apesar destas evidências, a direção do PT manteve a imagem de sua integridade moral intacta diante da maioria de suas bases sociais. Argumentava que aceitar o dinheiro das grandes corporações era parte das "regras do jogo", ou seja, que os fins justificavam os meios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;               As denúncias do "mensalão" poderão ser, contudo, decisivas para confirmar o que já se suspeitava há muito: (a) que o PT mantém, também, a exemplo dos partidos burgueses, um caixa dois para financiamento eleitoral; (b) que o PT, quando no Governo federal - e por que não, quando nos estados e municípios? - favoreceu empresas privadas, como as empreiteiras que concorrem pelos contratos milionários de arrecadação de lixo, ou as publicitárias, em licitações públicas; (c) que ocorreram desde 1988 dois processos simultâneos e indivisíveis: profissionalização de um aparelho de vários milhares de quadros que fazem um rodízio nacional pelos cargos de prefeituras e administrações estaduais, associado ao enriquecimento ilícito de uma parte de sua direção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;                A questão decisiva para a esquerda anti-capitalista social e política é ajudar a unir estas duas crises que correm em ritmos diferentes: fazer que a perda de confiança na CUT e no PT se transforme em ruptura política como o governo Lula. Ajudar os milhões que formaram ao longo dos últimos vinte e cinco anos a base social do petismo a ir além da tristeza e do desânimo, e construir uma mobilização que traga um setor de massas, no início, um setor mais avançado e, possivelmente, mais jovem, para as ruas. O que não avança, retrocede. Já sabemos que, se não houver pressão popular, a&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;crise se resolverá por dentro das instituições com algumas cassações de deputados - e com algumas, poucas, expulsões do PT - e Lula procurará relocalizar seu governo diante da burguesia prometendo a reforma política, a sindical, e a jóia mais cobiçada de todas, a reforma trabalhista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;                 Não há porque temer a debilitação do governo e, se possível, a sua derrubada. O governo Lula não é um governo de esquerda. Quem o disse foi ninguém menos ... do que o próprio Lula. Praticou o maior superávit de orçamento da história do país, transferindo mais de R$150 bilhões por ano para os rentistas dos juros da dívida interna, sacrificando a educação e a saúde pública. Não há quem duvide que Serra não poderia ter feito a Reforma anti-popular da Previdência que Lula fez. O governo Lula é um governo socialmente burguês, economicamente neoliberal, politicamente reacionário.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;                  A natureza do governo Lula alimentou, contudo, inúmeras confusões na esquerda. O marxismo se distingue como corrente teórico-política, justamente, pelo esforço de fazer caracterizações sociais dos fenômenos políticos. Grande parte da intelectualidade petista, e a esquerda do PT - o próprio MST - invocaram a fórmula elíptica de um governo em disputa, um híbrido social. Mas, com o tempo, ficou claro que a mão pesou demais. É muito razoável reconhecer que todo governo pode ter uma ala esquerda, no sentido de que o ministério pode ser heterogêneo, porém, finalmente, há uma dinâmica que se impõe. O governo Lula não permite paralelo, por exemplo, com o governo Chavez, que era o grande temor de uma parcela do governo americano, tranqüilizada pela embaixadora de Washington em Brasília. O governo Chavez remete às experiências do Governo Cárdenas no México dos anos trinta, e aos governos Perón na Argentina e Vargas no Brasil, nos anos cinqüenta. Após a crise de 1929, quando a supremacia inglesa já tinha sucumbido, e uma nova hegemonia estava em aberto, uma vaga revolucionária sacudiu a Europa - Espanha, França e Alemanha - e a crise mundial favoreceu o surgimento de governos que buscavam uma margem de maior autonomia no sistema mundial de Estados. Trotsky sugeriu o conceito de semi-bonapartismo ou bonapartismo sui generis para explicar o governo Cárdenas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;"Nos países industrialmente atrasados o capital estrangeiro joga um papel decisivo. Por isso, a relativa debilidade da burguesia nacional em relação ao proletariado nacional.  Isto cria condições especiais para o poder estatal.O governo oscila entre o capital estrangeiro e o capital nacional, entre a relativamente débil burguesia nacional e o relativamente poderoso proletariado. Isto dá ao governo um carácter bonapartista sui generis, de tipo particular. O governo se eleva, para tentar descrevê-lo, por cima das classes. Na realidade, pode governar convertendo-se em instrumento do capital estrangeiro e submetendo o proletariado com as cadeias de uma ditadura policial, ou manobrando com o proletariado, chegando inclusive a fazer-lhe concessões, ganhando deste modo a possibilidade de dispor de certa liberdade em relação aos capitalistas estrangeiros." (tradução nossa)[2]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;               O conceito de bonapartismo é especialmente complexo porque questiona a idéia simples de que haveria uma correspondência direta entre as classes e o Estado. Surgiu no marxismo para tentar explicar governos nos quais o Estado arbitrava entre diferentes classes proprietárias, apoiando-se em setores não proprietários. Napoleão III teria se apoiado no campesinato para isolar o proletariado, e mobilizar sob a bandeira da unidade nacional a favor do mundo das finanças, e Bismarck fez concessões ao nascente proletariado, para manobrar contra a burguesia dos principados ocidentais anexados a favor dos junkers do Leste. Adaptado à experiência de um país semi-colonial, e reformulado como semi-bonapartismo para definir o governo Cárdenas, que suspendeu o pagamento da dívida externa, e realizou uma reforma agrária, reconhecendo os ejidos - a posse de terras comunitárias - procurava explicar o alcance de uma política nacionalista que se apoiava nas classes populares, arbitrando novas condições com o imperialismo, ainda nos limites do capitalismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;              Mas, Lula não é Chavez, nem sequer um Cárdenas do início do século XXI. Na política, como na vida, o que não se enfraquece, se fortalece. O governo Lula só poderia se fortalecer, nas atuais circunstâncias, se desse um giro à direita mais anti-popular, abraçando o plano de um superávit nominal zero, ou seja, um arrocho  próximo a 10% do PIB para o pagamento dos juros. Um governo Lula/Delfim Neto seria, no entanto, para os trabalhadores e o povo uma catástrofe nacional. Um governo Lula mais fraco é, portanto, muito melhor que um governo Lula forte. E, sendo possível mobilizar para derrubá-lo, não haveria porque hesitar, mesmo se hoje não podemos vislumbrar a possibilidade da luta direta pelo poder pelas forças anti-capitalistas. Um governo Alencar seria ainda mais frágil. Já a antecipação do calendário eleitoral exigiria um enorme grau de improviso por parte da burguesia que não tem candidatos fortes - tanto PSDB quanto PFL têm contas a explicar - e diminuiria em muito as possibilidades de um PT reciclado com outro candidato, abrindo espaço para uma recomposição da esquerda sobre novas bases políticas e metodológicas. Uma candidatura de esquerda socialista, construída tanto de baixo para cima pelo sindicalismo classista, pelos ativistas independentes do movimento popular e estudantil, quanto por uma articulação madura e paciente do PSTU, PSOL e Consulta Popular com um programa anti-imperialista e anti-capitalista, poderia ser o início de uma nova etapa da esquerda, sobretudo, se forjada a partir de uma experiência de frente única na luta contra o Governo Lula.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Tarefas democráticas e revolução socialista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;                Muitos socialistas honestos se perguntam se a denúncia da corrupção, uma bandeira democrática, não deveria ser secundarizada porque, afinal, a prioridade de uma política de esquerda precisaria ter como identidade fundamental a apresentação, diante de todos os grandes acontecimentos, de uma saída de classe, portanto, anti-capitalista. Esta discussão tem duas dimensões, uma programática e outra ética. A dimensão programática é a compreensão que o programa da revolução socialista deve assumir, conscientemente, tarefas democráticas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;                 A revolução social anti-capitalista contemporânea tem sido um processo de simultaneidade de várias revoluções. Sobre esta questão programática existiram duas posições simétricas, no passado, ambas equivocadas. A primeira e mais influente foi a do PCB que defendia que, sendo o Brasil um país atrasado em relação aos centros capitalistas, a revolução brasileira seria uma revolução nacional e democrática, tendo como centro um programa de industrialização e crescimento econômico. A etapa democrática era apresentada em oposição a uma ruptura socialista e, por isso, foram criticados, corretamente, como etapistas. Os sujeitos sociais interessados nesse programa, segundo a direção liderada por Prestes, seriam a burguesia industrial aliada às classes médias urbanas. Ficava reservado aos trabalhadores e ao povo pobre da cidade e do campo um papel de pressão sobre uma fração das classes proprietárias contra outras, sacrificado sua independência política. Esta elaboração explicava a seguidismo político do PCB face ao governo Jango. A outra posição, que influenciou a Polop, reconhecia que o Brasil era um país retardatário em que as tarefas agrárias, de distribuição da propriedade da terra, por exemplo, estavam pendentes, mas afirmava que, sendo o conflito entre capital e trabalho o mais agudo e ordenador de todas as outras lutas, a revolução brasileira seria socialista, ponto, e o seu sujeito social seria o proletariado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;                 A história provou que ambas estas elaborações eram unilaterais, ou estavam diretamente erradas, mesmo se admitirmos, por justiça intelectual, que a primeira se demonstrou mais equivocada. Nos países periféricos como o Brasil, acompanhamos um processo de luta social em que as tarefas democráticas, historicamente burguesas, não puderam ser realizadas pelas classes proprietárias. Mas, isso não significa que tenham perdido importância, e que não haja uma revolução democrática por fazer, mesmo depois da queda da ditadura há vinte anos atrás. Até hoje, o Brasil permanece com uma espantosa concentração de terras em pouquíssimas mãos, enquanto milhões não têm terra alguma. Até hoje, o Brasil continua com uma inserção dependente no mercado mundial, exportando capitais através do pagamento da dívida externa, vendendo muito barato suas matérias-primas, e comprando caro manufaturados e pagando fortunas de royalties. Até hoje, vivemos em uma República que não é república, devorada pela corrupção e pela impunidade, porque riqueza e poder se protegem, reciprocamente, e a lei está muito longe de ser igual para todos. Isto foi assim e permanecerá assim, porque as classes proprietárias temem, acima de tudo, a mobilização independente das massas trabalhadoras da cidade e do campo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;                  A revolução brasileira será, portanto, um processo de simultaneidade de várias revoluções, como tem acontecido, aliás, nos últimos anos na América Latina. O "que se vayan todos" da Argentina em 2001 e do Equador em 2005, expressava a radicalidade democrática do programa que permitiu a aliança do mundo do trabalho com as classes médias. O que pretendia traduzir? As massas estavam votando com os pés, marchando aos milhões, e dizendo que os políticos profissionais burgueses e seus aliados reformistas não deveriam poder mais se candidatar. Por isso, eram "escrachados" e desmoralizados, e não podiam mais sair de casa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;                Na Bolívia, a bandeira de luta contra a violenta repressão que deixou dezenas de mortos, e que levou à queda do "El Gringo" Gonzalo de Losada em 2003, e a bandeira do "Gás é nosso", que levou á derrubada de Mesa em 2005, traduziam a união das reivindicações nacionais anti-imperialistas com a justa ambição democrática de justiça para a maioria da população que é indígena e camponesa, e que sempre foram considerados pelos proprietários descendentes de europeus, como bolivianos de segunda classe. Os Fevereiros recorrentes latino-americanos desde 2000 - Equador em 2000 e 2005, Argentina em 2001, Venezuela em 2002 Bolívia em 2003 e 2005, as revoluções democráticas que permanecem incompletas, que derrubam governo atrás de governo, mas não se colocam a questão do poder, confirmam que processos de revolução socialista, mesmo se partindo de níveis de consciência e organização insatisfatórios, estão em marcha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;                   A revolução brasileira não será diferente. Será um processo de mobilização em permanência em que às bandeiras de luta anticapitalista, como a nacionalização do sistema financeiro, por exemplo, se unirão as bandeiras democráticas radicais como a luta contra a corrupção, pelo fim dos sigilos bancários, fiscais e telefônicos dos corruptos e corruptores, pela expropriação de seus bens, pelo fim dos paraísos fiscais, etc... Será uma revolução nacional contra o imperialismo, uma revolução agrária contra o latifúndio, uma revolução democrática contra a corrupção, uma revolução negra contra o racismo. Será, contudo, uma revolução socialista, porque terá nos trabalhadores assalariados, a coluna vertebral da aliança popular com as camadas médias, e não se deterá diante da propriedade privada do capital. O fenômeno do substitucionismo social já adquiriu formas incríveis - como revoluções agrárias que se desdobram em socialistas como na China - e preparemo-nos para novas surpresas: tarefas democráticas elementares, até republicanas - como aprecia tanto a esquerda petista - só poderão ser realizadas com métodos revolucionárias, pelas classes que têm interesses anti-capitalistas. É a revolução permanente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Os fins e os meios&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;                  A dimensão ética remete à relação entre os fins e os meios, que injustiçou no passado remoto os jesuítas - e no século passado os bolcheviques - e encontrou seus ecos no movimento socialista. O debate sobre estratégia e tática, qualificando os diferentes tempos da política, deu uma nova vida ao problema, na medida que crescentemente, a maioria das correntes que se reivindicaram socialistas no século XX, foram abandonando a perspectiva anticapitalista, adotando diferentes variantes de programas reformistas. Estabeleceram-se em relação ao tema, grosso modo, três posições fundamentais na esquerda contemporânea, embora com nuances intermediárias:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;(a) a posição que defende que os fins justificam os meios. Os seus defensores argumentaram que, ao final, com a perspectiva do tempo, seriam absolvidos. As sociais democracias francesa e alemã justificaram os genocídios da Primeira Guerra, esgrimindo que agiam em cumplicidade com suas classes dominantes, em nome da defesa da pátria. O estalinismo não hesitou, por exemplo, em defender até o pacto Ribbentrop/Molotov, ou seja, aceitou um acordo diplomático com o nazismo que não impediu que, dois anos depois, a URSS fosse invadida por uma Alemanha imensamente fortalecida. Os "realistas" se esquecem, porém, que meios indignos distanciam ou até comprometem os fins, porque os fins precisam, também, ser permanentemente, reafirmados, confirmados e justificados. Cometem, em nome do realismo político, o erro simétrico dos moralistas. Mas, dividem com eles o critério absurdo de que meios e fins independem uns dos outros;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;           &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;(b) a posição dos moralistas que os meios são tudo, e os fins, nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Afirmada, originalmente, pelo reformismo "a la Bernstein", virou uma coqueluche internacional com o crescimento dos Forums Sociais Mundiais e a popularidade das ONG's. A estratégia da luta se esgotaria na tática, esvaziando a política de invenção. Porque tudo são táticas que, erraticamente, se sucedem. Não há horizontes, não há projetos, não há programas. A política fica reduzida ao tempo do presente. A dimensão utópica do combate socialista, que só pode adquirir significado na revolução mundial, se perde. A história, de processo de vir a ser, passa a ser um eterno presente, comprometendo, portanto, uma perspectiva de luta pelo poder. Esta posição aparece, freqüentemente, camuflada com o argumento empirista de que o caminho se constrói caminhando, cuja  conseqüência é a absolutização de critérios morais imperativos e universais. No limite, consiste em uma subordinação da política à moral, uma versão que pode ser mais ou menos laicizada (sob a forma de valores ahistóricos da "natureza humana"). Remete, em última análise, ao princípio teológico de que a moral independe da história, portanto, da sociedade e dos conflitos de classe no seu interior. Sendo os imperativos categóricos kantianos inaplicáveis, tanto sob as pressões da vida cotidiana, quanto na arena das lutas de classes quando esta se exacerba, os valores morais universais passam a ser um princípio sagrado irrevogável, porém inútil;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;           &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;(c) a posição que defende que os meios e os fins têm entre si uma relação indissolúvel e, em uma sociedade dividida, o combate político é também um combate moral. Só seriam admissíveis, portanto, aqueles meios que estejam ao serviço da supressão do poder de uma minoria sobre a maioria: os meios que inflamam a indignação dos oprimidos, que exaltam a sua união e confiança em si mesmos, que confirmam a justeza de suas lutas. Obrigatório concluir que nem todos os meios são permissíveis. Devem ser condenados como indignos, por exemplo, todos os procedimentos que alimentem ilusões nos inimigos de classe e desconfiança entre os trabalhadores; os métodos dos burocratas que trocam confidências com os patrões e mentem, descaradamente, para as suas bases; os artifícios dos que lançam um setor do povo oprimido contra outros; ou que estimulem o seguidismo cego dos chefes; e, acima de tudo, o repugnante servilismo diante das autoridades, e o correspondente desprezo pela juventude e os explorados e suas opiniões; mas, reconhece, também, que não existe um catecismo que defina como mandamentos o que é consentido, e o que é impensável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Valerio Arcary, professor do CEFET/SP, é autor de As Esquinas Perigosas da História, situações revolucionárias em perspectiva marxista. Foi membro do Diretório Nacional do PT a partir de 1987, e da Executiva Nacional do PT a partir de 1989. Foi expulso do PT no processo de exclusão da Convergência Socialista em 1992.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5244529292073119537-4733591906590657202?l=oplantador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/DyGshOMKRYojxxhjjaxFEacN-tQ/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/DyGshOMKRYojxxhjjaxFEacN-tQ/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/DyGshOMKRYojxxhjjaxFEacN-tQ/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/DyGshOMKRYojxxhjjaxFEacN-tQ/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://oplantador.blogspot.com/2010/02/o-dia-em-que-o-pt-morreu-quando-nem-os.html</feedburner:origLink></item><item><title>Haiti – Muito além do horror</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/OPlantador/~3/PrC-Vq7knkQ/haiti-muito-alem-do-horror.html</link><category>Artigos</category><author>pedrosinho100@gmail.com (Rafael Pedroso)</author><pubDate>Mon, 18 Jan 2010 10:17:17 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5244529292073119537.post-9027139977164774320</guid><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ESY24Wf6Oi8/S1SlpxtHE6I/AAAAAAAAAJI/8pSH6ICrdeY/s1600-h/haiti-terremoto.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 146px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ESY24Wf6Oi8/S1SlpxtHE6I/AAAAAAAAAJI/8pSH6ICrdeY/s320/haiti-terremoto.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428145588024054690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dor do povo haitiano e inimaginável e imensurável.&lt;br /&gt;Sobre a dramática situação do Haiti, é desumano ficar refém da cobertura das grandes redes de tv brasileiras. Primeiro, porque o relato falado pelos enviados não bate com as imagens geradas pela mídia internacional. Já no primeiro dia, ficaram batendo na tecla que o governo haitiano era incompetente em gerar estatísticas, número de mortos, os números se reiificam e são mais importantes que a dor. &lt;br /&gt;Certamente, o Haiti não tem governo, tem uma tutela do imperialismo via ONU e, se tivesse, será que produzir estatísticas era o fundamental naquele momento?  Desesperados, âncoras do jornalismo brasileiro tentam arrancar, literalmente, dos enviados, via telefone, informações sobre a violência e a insegurança instaladas, enquanto as imagens reproduzidas mostravam a população chorando, vagando, cantando seu canto de tristeza, as pessoas não praticavam nenhuma violência, elas eram as próprias vítimas da violência. No telejornal, desesperada, a âncora da rede Globo não queria saber sobre o sofrimento daquele povo e enfatizava que existiam relatos de saques e roubos a supermercados, quando, outra vez, as imagens mostravam os destroços de supermercados, os adultos removendo os escombros, numa operação arriscada,  para ter acesso à água e alimentos para crianças e mulheres grávidas. Para a jornalista, seria melhor que os alimentos apodrecessem sem que a população pudesse ter esse acesso num momento de desespero?&lt;br /&gt; Nos dois primeiros dias, só se via a população negra perambulando pelas ruas e não se viam os soldados das Forças de Paz, pois foi omitido que estas, inclusive a brasileira, estavam vigiando os bancos e as mansões dos magnatas brancos haitianos e estrangeiros, para evitar “violência dos negros bárbaros”. Só faltou dar-lhes, literalmente, este conceito. Esta não é uma manipulação da mídia brasileira, excepcionalmente, ela só reflete uma prática cotidiana, de como a população brasileira recebe o viés das notícias. Outra cena que dá para envergonhar os brasileiros, é o ridículo e patético Ministro da Defesa (dos ricos) Nelson Jobim fardado,  fazer uma visita de menos de 24 horas ao Haiti, aliás, ficou mais tempo dentro do avião,  que em solo haitiano, foi fazer o quê?&lt;br /&gt;O Brasil é uma força de ocupação a mando dos Estados Unidos, sua função não é garantir a paz ou reerguer o país, mas sim, garantir a  exploração e subjugação do povo haitiano. É necessária a ajuda humanitária, mas isso não se faz com soldados que são treinados para a guerra. São necessários médicos, enfermeiros, agentes sociais, como os que mandou Cuba.  &lt;br /&gt;É  preciso deixar que os haitianos sejam donos de seu próprio destino, é necessária a saída das tropas de ocupação do Haiti. Não se escuta nos noticiários que boa parte dos bancos de sangue dos EUA são de sangue de jovens haitianos trocados por centavos de dólar, esta é uma exploração garantida pelas tropas brasileiras subservientes ao Pentágono, e este, para seguir garantindo a mão de obra barata, manda 10.000 soldados para garantir a “ordem” capitalista e sua exploração direta. Há muito cinismo nesta “dor” da mídia brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Ernesto Alves Grisa&lt;br /&gt;Mestre em Sociologia UFRGS - IFF&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5244529292073119537-9027139977164774320?l=oplantador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/2zWQLQB3Kh1Un3WVcFjQo5QBOlA/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/2zWQLQB3Kh1Un3WVcFjQo5QBOlA/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/2zWQLQB3Kh1Un3WVcFjQo5QBOlA/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/2zWQLQB3Kh1Un3WVcFjQo5QBOlA/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><media:thumbnail url="http://1.bp.blogspot.com/_ESY24Wf6Oi8/S1SlpxtHE6I/AAAAAAAAAJI/8pSH6ICrdeY/s72-c/haiti-terremoto.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://oplantador.blogspot.com/2010/01/haiti-muito-alem-do-horror.html</feedburner:origLink></item><item><title>O ateísmo como militância social</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/OPlantador/~3/ULVt5u-XWEA/o-ateismo-como-militancia-social.html</link><category>Artigos</category><author>pedrosinho100@gmail.com (Rafael Pedroso)</author><pubDate>Mon, 11 Jan 2010 11:05:21 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5244529292073119537.post-3671908343508414816</guid><description>&lt;h2 style="font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://espacoacademico.wordpress.com/2010/01/09/o-ateismo-como-militancia-social/" target="_blank"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;    &lt;p style="font-family: arial;"&gt;        &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Janeiro 9, 2010&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;                 &lt;/p&gt;    &lt;div style="font-family: arial;"&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a rel="attachment wp-att-172" href="http://espacoacademico.wordpress.com/2010/01/09/o-ateismo-como-militancia-social/maestri-2/" target="_blank"&gt;&lt;img title="maestri" src="http://espacoacademico.files.wordpress.com/2010/01/maestri.jpg?w=83&amp;amp;h=100" alt="" width="83" height="100" /&gt;&lt;/a&gt;por &lt;strong&gt;Mário Maestri&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://espacoacademico.wordpress.com/Meus%20documentos/BLOGs%202010/%5bREA%5d%20O%20Ate%C3%ADsmo%20Social.doc#_ftn1" target="_blank"&gt;*&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Dentro do respeito às crenças individuais dos homens e das mulheres de bem, a militância ateísta é dever social inarredável, para todos os que se mobilizam pela redenção da humanidade da alienação social, material e espiritual que a submerge crescentemente neste início de milênio, ameaçando a sua própria existência. Por mais subjetiva, introspectiva e sublimada que se apresente, a crença religiosa, jamais nasce, se realiza e se esgota no indivíduo. Ela é fenômeno parido no mundo social, que influencia essencialmente a ação individual e coletiva.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em forma mais ou menos radical, mais ou menos plena, mais ou menos consciente, a crença religiosa dissocia-se da objetividade material e social. Ela desqualifica o doloroso esforço histórico que permitiu ao ser humano superar sua origem animal e, percebendo a si e à natureza, começar a conhecer as leis imanentes ao mundo, na difícil, necessária e inconclusa luta pela harmonização da existência social.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A crença religiosa nega as crescentes conquistas da racionalidade, da objetividade, da materialidade, da historicidade, encobrindo-as com as espessas sombras da irracionalidade, da subjetividade, do espiritualismo. Desequilibra a difícil luta do ser humano para erguer-se sobre as pernas e moldar o mundo com as mãos, forçando-o a ajoelhar-se novamente, apequenado, temeroso, embasbacado diante do “desconhecido”, sob o peso de alienação socialmente alimentada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A crença religiosa droga o ser social com suas ilusões infantis de redenção conquistada através da obediência incondicional a estranho super-pai que, em muitas das mais importantes tradições espiritualistas, apesar de onisciente, onipotente e onipresente, e, assim, capaz de tudo dar aos filhos, lançou-os – no singular e no plural – em desnecessária desassistência, miséria e tristeza.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;É porque é!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A essência anti-científica da religião, que não argumenta, pois se nutre da crença incondicional no arbitrário, materializa-se na oposição visceral, mais ou menos realizada, ao maior tesouro humano, a capacidade de diálogo e de compreensão tendencial do universo. Que o digam Galileu e Giordano Bruno! Daí sua histórica intolerância, desconfiança e ojeriza para com o pensamento científico. E, verdadeiro tiro no pé, seu constante e paradoxal esforço para afirmar que a ciência seja uma crença a mais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O pensamento religioso nega e aborta o ativismo e o otimismo racionalistas e materialistas, nascidos da possibilidade de compreensão, domínio e transformação do mundo social e material. Impõe visão pessimista, quietista, introspectiva e infantil do universo, essencialmente petrificado e eternizado pela materialização de transcendência, à qual o homem deve apenas submeter-se e render-se, para merecer a liberação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Para tais visões, o ativismo e otimismo social são incongruências, ao não haver imperfeição social superável, já que esta última nasce da própria natureza humana, habitada pelo mal e pelo pecado, devido ao desrespeito a interdições primordiais do pai eterno – olha aí ele de novo –, origem do pecado. Pecado que exige incessante expiação e penitência, lançando o ser religioso em triste e mórbido mundo de culpa, de submissão, de punição.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ativismo e otimismo sociais impensáveis para uma forma de compreender a sociedade em que não há história. Ou o que compreendemos como história se mostra ininteligível, pois regida essencialmente por determinações transcendentais paridas e concluídas à margem das práticas humanas. Realidade à qual, segundo tal visão, podemos ascender, muito limitadamente, apenas através da revelação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Quando deus mata o homem&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Na sua petrificação a-social e a-histórica, um mundo chato, triste, deprimente, infantil, mórbido. Um universo que valoriza a paciência, a submissão, o imobilismo, o quietismo, a humildade, a transcendência, a espiritualidade, etc., valores e comportamentos historicamente explorados pelos opressores, no esforço de manter o mundo imóvel, através de alienação e submissão dos oprimidos, nesta vida, é claro, pois na outra, se sentarão à direita de deus-pai.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O ateísmo militante é necessário ao retrocesso da alienação, enormemente crescente em tempos de vitória da contra-revolução neoliberal. Ele impõe-se na luta por um mundo mais rico, mais pleno, mais livre, mais fraterno, em que o homem seja o amigo, não o lobo do homem. É imprescindível ao esforço de superação da miséria, da tristeza e da dor, materiais e espirituais, nos limites férreos da natureza humana historicamente determinada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O ateísmo militante é democrático, pois tem como essencial meio de pregação a conscientização, individual e coletiva, da necessidade de assentar as práticas sociais nos valores da humanidade, da racionalidade, da liberdade, da solidariedade, da igualdade. Pregação racionalista e materialista que compreende que a superação da alienação espiritual será materializada plenamente apenas através da superação da alienação social e material.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O que exige intransigente luta política, cultural e ideológica pela defesa dos maltratados valores do laicismo, única base possível para convivência social mínima por sobre crenças religiosas, étnicas, ideológicas, etc. singulares. Laicismo agredido pela despudorada exploração mercantil, política e social, direta ou indireta, por parte das religiões novas e antigas, da crescente anomia popular contemporânea. O monopólio público da educação e da grande mídia televisiva e radiofônica, sob controle democrático, e a ilegalização do escorcho religioso popular direto são pontos programáticos dessa mobilização.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;O Céu e o Inferno&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O ateísmo militante é pregação de adultos, conscientes do limite e dos perigos de empreitada subversiva, dessacralizadora e mobilizadora, pois voltada para a necessidade do homem de retomar as rédeas de sua vida material e espiritual, no aqui e no agora. É jornada sem esperanças de premiações e de graças, na outra vida e sobretudo nessa, ao contrário do habitual nas religiões oferecidas como vias expressas para o sucesso individual, no rentável balcão da exploração da alienação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O racionalismo militante é caminho difícil que premia os que nele perseveram com a experiência, mesmo fugidia, com o que há de melhor nos seres humanos, a racionalidade, a solidariedade, a fraternidade. Sentimentos e práticas vividos em forma direta, &lt;em&gt;sem tabelas&lt;/em&gt;, pois a única ponte que liga os homens são as lançadas entre os próprios homens, construídos pela história à imagem e semelhança dos homens.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A vida racional é aventura recompensada sobretudo pelo inebriante desvelamento do encoberto pela ignorância e irracionalidade e pelo equilíbrio obtido na procura da harmonia social, por mais difícil e limitada que seja. Trata-se de caminho que permite, sem sonhar nem crer, seguir decifrando, alegre e desvairadamente, esse mundo crescentemente encantado e terrível. Viagem por esta vida terrena, valiosa, breve e única, sempre apoiada na lembrança de que, diante das penas e tristezas, não se há de se rir ou chorar, mas sobretudo entender, para poder transformar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Uma experiência de vida que, mesmo bordejando não raro o inferno, ou sendo elevado fugidamente aos reinos dos céus, sabe-se que tudo se passa e se conclui nesse mundo, concreto, terrivelmente triste e belo, sobre o qual somos plena, total, sem desculpas e irremediavelmente responsáveis.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;hr style="height: 3px;font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://espacoacademico.wordpress.com/Meus%20documentos/BLOGs%202010/%5bREA%5d%20O%20Ate%C3%ADsmo%20Social.doc#_ftnref1" target="_blank"&gt;*&lt;/a&gt; Mário Maestri, 61, é rio-grandense, historiador, ex-refugiado político, ateu, marxista, comunista sem partido, casado [há 32 anos], pai de dois filhos, com um neto. Viveu no Chile, México, Bélgica, Itália e Brasil. Trabalha no PPGH da UPF. Entre outros livros, escreveu, com a lingüista Florence Carboni: &lt;em&gt;A linguagem escravizada &lt;/em&gt;[2ed. São Paulo: Expressão Popular, 2006.] E-mail: &lt;a href="mailto:maestri@via-rs.net" target="_blank"&gt;maestri@via-rs.net&lt;/a&gt; . &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5244529292073119537-3671908343508414816?l=oplantador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/aYFW3bZ0ixAPDsRRygSIy4CA3ME/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/aYFW3bZ0ixAPDsRRygSIy4CA3ME/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/aYFW3bZ0ixAPDsRRygSIy4CA3ME/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/aYFW3bZ0ixAPDsRRygSIy4CA3ME/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://oplantador.blogspot.com/2010/01/o-ateismo-como-militancia-social.html</feedburner:origLink></item><item><title>O Silêncio dos Ecologistas</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/OPlantador/~3/PHXtXRcrRu0/o-silencio-dos-ecologistas.html</link><category>Artigos</category><author>pedrosinho100@gmail.com (Rafael Pedroso)</author><pubDate>Wed, 16 Dec 2009 10:26:13 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5244529292073119537.post-1245248762198165147</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;O silêncio dos ecologistas da Terra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Leio num semanário local, uma notícia dada de modo efusivo e louvador, que o comitê da bacia do rio ibicuí tem novos gestores, um presidente de Alegrete que representa a associação dos arrozeiros local, como vice o representante da associação dos arrozeiros de Uruguaiana, ora isto deveria servir de profunda preocupação para a sociedade, é como dizia a minha vó - a raposa tomando conta do galinheiro - , pelo que eu saiba foi a lavoura de arroz que mais contribuiu negativamente para a degradação dos rios de nossa região:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- desmatamento das matas ciliares, para plantar gananciosamente até as barrancas, causando o assoreamento,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- milhares de toneladas de agrotóxicos que escorrem para o leito, isto quando o próprio  rio não é pulverizado;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;-sucção desenfreada das águas não importando se é época de estiagem ou não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- nem vou falar da piracema.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A pergunta que não quer calar:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Eles, os arrozeiros,  vão cuida agora dos rios que eles mesmo destruíram?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Ter o controle do rio é interessante economicamente?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Lhes facilita mais o acesso para seguir explorando o recurso, com ônus só para sociedade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Aqui em Alegrete até os neoliberais e canibais viraram ecologistas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Isto acessa recursos públicos para os privados seguirem usufruindo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Então está explicado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;José Ernesto Grisa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5244529292073119537-1245248762198165147?l=oplantador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/sUZkamKPz2uOyPn32Ke_8byGFcc/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/sUZkamKPz2uOyPn32Ke_8byGFcc/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/sUZkamKPz2uOyPn32Ke_8byGFcc/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/sUZkamKPz2uOyPn32Ke_8byGFcc/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://oplantador.blogspot.com/2009/12/o-silencio-dos-ecologistas.html</feedburner:origLink></item><item><title>Mortes e violência, esse é o lema do Bar do Viola na periferia de São Paulo</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/OPlantador/~3/n5Q4dXYhgVY/mortes-e-violencia-esse-e-o-lema-do-bar.html</link><category>Noticias</category><author>pedrosinho100@gmail.com (Rafael Pedroso)</author><pubDate>Wed, 16 Dec 2009 10:24:10 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5244529292073119537.post-8649501320948181263</guid><description>&lt;h3 style="font-family: arial;"&gt;&lt;strong&gt;Bar macabro é famoso na zona sul de São Paulo por ser um reduto de  brigas.&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Brigas, mortes, safanões e pancadaria. Essa é a  rotina do Bar do Viola, no Jardim Ângela. Parece coisa de filme, mas não é. O  Bar do Viola, situado numa das regiões mais pobres de São Paulo, tem uma fama  funesta de ser um reduto de violência. Os vizinhos já se acostumaram com as  brigas quase diárias e a polícia já não se importa. O botequim virou uma terra  sem lei.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;O pequeno estabelecimento comercial além de  abrigar criminosos e trombadinhas de diversas estirpes, ainda atrai muitos  curiosos e freqüentadores fiéis, animados com a violência rotineira.&lt;/p&gt; &lt;div style="width: 410px; font-family: arial;" id="attachment_379" class="wp-caption alignright"&gt;&lt;img style="border: 1px solid black;" class="size-thumbnail wp-image-379" title="Morte rotineira no Bar do Viola" alt="Morte rotineira no Bar do Viola" src="http://bobagento.com/wp-content/uploads/2009/12/bar.jpg" width="400" height="265" /&gt; &lt;p class="wp-caption-text"&gt;Morte rotineira no Bar do Viola&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;O balconista Maikol Souza, freqüentador do bar,  conta que sempre aparece no bar para tomar uma cerveja depois do expediente e  assistir algumas brigas “Eu sempre venho com o pessoal da firma aqui pra tomar  umas cangibrina e assistir umas porradas. Mas a gente gosta mesmo é quando dá  morte.” conta.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Seu Viola, dono do bar, conta que já cansou de  baixar as portas e somente se incomoda em limpar as poças de sangue, tarefa  quase diária “Todo dia tem briga, bate-boca e o pessoal sai no braço mesmo. Eu  não me incomodo mais, pelo contrário, isso aumentou muito a clientela. É meu  ganha pão, não posso ficar sem abrir o bar por causa de um ou outro que morre.  Senão ficava fechado todo dia.”&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;O dono do estabelecimento antes cansado com a  violência, diz que resolveu investir nela. “Antes eu permitia que entrassem com  revólver, mas agora eu proibi qualquer tipo de armamento. Aqui no bar quem  quiser brigar tem que ser na mão ou alugar alguma arma daqui.”&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;O bar já conta com diversos tipos de armas para  aluguel como: facas, punhais, facões, porretes, tacos de baseball, estiletes,  nunchakus e mais algumas outras armas brancas.&lt;br /&gt;Seu Viola avisa que proibiu  arma de fogo porque as brigas acabavam muito rápido com elas. “O pessoal aqui  quer ver sangue, mas com um pouco de pancadaria antes. Com revólver o pessoal já  atirava e acabava. Isso afastava a freguesia.”&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Quando a noite acaba sem mortes, as vendas caem e  os clientes reclamam. O garçom Reginal lamenta noites assim “Quando não tem  morte o pessoal se recusa a pagar os 10%. Eles acham que a culpa é nossa. Por  isso eu sempre estimulo as brigas, conto uma fofoca aqui e outra ali para atiçar  os ânimos e não ficar sem a minha grana” ri.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;A sinuca é o esporte preferido dos freqüentadores  do bar e é geralmente durante os jogos, que a maioria das discussões tem início.  “O pessoal joga valendo torresmo e rollmops. Depois de umas e outras pingas já  começa a discussão e o pessoal bota lenha na fogueira, porque a negada quer ver  é briga.” Conta um cliente que não quis se identificar.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Outro cliente que não quis se identificar, disse  que apostou a vida num jogo de sinuca. “Eu tinha uma rixa com um sujeito aí e  decidimos resolver na sinuca. Quem perdesse, pagava com a vida. Ia ser decisão  na melhor de três, e na ‘nega’ o fulano perdeu e disse que era melhor de cinco.  Ai eu perdi e o quebra pau começou, tomei 12 facadas, mas graças a Deus  sobrevivi.”&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Os vizinhos do bar reclamam do barulho, da  violência e da inércia da Polícia. A faxineira Jussara diz que a PM sempre  aparece no final da noite, quando a confusão já acabou. “Eles sempre aparecem  aqui depois do ocorrido, nunca no meio ou antes. Inclusive eu fiquei sabendo que  os policiais fazem um bolão com prêmio pra quem acerta o número de mortes da  noite.”.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Apesar das noites de sangue, Seu Viola diz que  não pretende fechar o bar. “A violência é que atrai o meu público. Sem ela eu  não seria nada.” Questionado sobre o motivo dos clientes sempre retornarem ao  bar apesar dos pesares, Seu Viola ironiza “Eles voltam porque eu faço o melhor  rollmops da região.”&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Procurada por nossa equipe, a polícia preferiu  não emitir nenhuma opinião oficial, apenas que irão averiguar o alvará do  estabelecimento.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5244529292073119537-8649501320948181263?l=oplantador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Mv2u6erngPEH0TN1lqBXu2T9ZL0/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Mv2u6erngPEH0TN1lqBXu2T9ZL0/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Mv2u6erngPEH0TN1lqBXu2T9ZL0/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Mv2u6erngPEH0TN1lqBXu2T9ZL0/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://oplantador.blogspot.com/2009/12/mortes-e-violencia-esse-e-o-lema-do-bar.html</feedburner:origLink></item><item><title>É possível um capitalismo Sustentável?</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/OPlantador/~3/iiw5ugSdxQY/e-possivel-um-capitalismo-sustentavel.html</link><category>Artigos</category><author>pedrosinho100@gmail.com (Rafael Pedroso)</author><pubDate>Thu, 29 Oct 2009 11:12:02 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5244529292073119537.post-8859118194608259488</guid><description>&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;David Barkin (profº da Universidade Autônoma Metropolitana do México – Unidade de Xochimilco) faz uma explanação em um texto, sobre as experiências no México, que vão na contramão da hegemonia da economia de mercado e do próprio sistema capitalista.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Destacam-se algumas experiências bem sucedidas de sustentabilidade em trabalhos desenvolvidos por comunidades campesinas e indígenas, baseadas em saberes tradicionais, uma relação holística com a natureza, práticas agroecológicas, incorporação de todas as dimensões do território – como espaço físico, cultural, social e ambiental. Podemos dizer que, em toda a América Latina, vamos encontrar experiências semelhantes, ou seja, construção de espaços de sustentabilidade dentro do mundo atual, uma estratégia alternativa de produção sócio-político-ecológica.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Alguns questionamentos são pertinentes sobre os princípios dessa sustentabilidade expostos perante o sistema capitalista, por exemplo, até que ponto podemos afirmar que esta experiência tem uma verdadeira autonomia frente aos poderes do mercado e os estados neoliberais? Isso é possível? Pode-se obter uma autonomia relativa, que não o torna independente da globalização, que é a própria lógica do desenvolvimento do capitalismo – baseada na apropriação privada dos meios de produção e na concorrência entre capitais – fatores que alimentam a concentração e a centralização do capital.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Portanto, o processo de globalização que observamos hoje já estava inscrito no código genético do capitalismo desde de suas origens. Outro princípio da sustentabilidade – a democracia participativa – tem seus limites na retórica, pois o que se evidência é a assimetria entre a base e as lideranças.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Com a globalização da economia, o capitalismo se expandiu em todo o globo terrestre, inclusive nos "mercados" mais íngrimes "concordemos ou não, gostemos ou não, a globalização é um fato cotidiano que permeia a nossa realidade, desde o creme dental que usamos, a roupa que vestimos, o tênis que calçamos, os alimentos enlatados que comemos, o programa de tv a que assistimos, o jornal que lemos, o computador que utilizamos, o banco em que recebemos o salário ou realizamos o negócio, a internet em que navegamos, entre outros milhares de aspectos do nosso dia a dia. Portanto, globalização é um fenômeno típico do capitalismo contemporâneo" (COSTA, Edmilson – A globalização e o capitalismo contemporâneo- Expressão Popular).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;O sistema produtor-destruidor de mercadorias é o modelo dominante que expropria numa velocidade atômica, extraordinariamente mais a natureza do que os nichos de resistência e modelos alternativos o fazem, o que não significa deixar de reconhecer a importância dos espaços alternativos, mas estes, por si só, reproduzindo-se de formas isoladas, não sendo um processo de acúmulo de forças, de resistência e de ação organizada e centralizada que coloquem na ordem do dia a necessidade de transformação social, não vão conseguir superar o modelo hegemônico do capital.&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A lógica de acumulação e a velocidade de desapropriação da natureza nos fazem pensar, de forma racional, que o destino da humanidade tem uma profunda possibilidade de perecer.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;As questões sociológicas colocadas são as seguintes:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;O capitalismo será capaz de fazer um novo contrato societário e de se submeter a uma metamorfose que possa mudar a sua lógica de acumulação, exploração e lucro? Se conseguir realizar, isto não será mais capitalismo;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Existe hoje a possibilidade da união dos excluídos, dos explorados, dos oprimidos do mundo, de se desalienarem e adquirirem uma consciência da necessidade de transformar a sociedade em tempo hábil?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;A terceira hipótese é a de que, se o sistema conseguir ir se reproduzindo e ir ganhando fôlego ao contornar as suas crises, quanto tempo teremos, mantendo-se o ritmo de acumulação e expropriação sistemática da natureza?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Os reformistas sociais liberais ou os ambientalistas de mercado acreditam serem capazes de recauchutar o capitalismo e se propõem a administrá-lo, pelo contrário, minha conclusão é de que – &lt;strong&gt;NÃO É POSSÍVEL UM CAPITALISMO SUSTENTÁVEL&lt;/strong&gt; – como dizia Marx em suas teses sobre Feuerbach : "&lt;strong&gt;Os filósofos têm apenas &lt;em&gt;interpretado&lt;/em&gt; o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é &lt;em&gt;transformá-lo"&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;José Ernesto Alves Grisa&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Mestre em Sociologia UFRGS/IFF&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Profº de Sociologia e Extensão Rural&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5244529292073119537-8859118194608259488?l=oplantador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/CkmyXlepLOvtlq4wPJdnSFGjgvQ/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/CkmyXlepLOvtlq4wPJdnSFGjgvQ/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/CkmyXlepLOvtlq4wPJdnSFGjgvQ/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/CkmyXlepLOvtlq4wPJdnSFGjgvQ/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://oplantador.blogspot.com/2009/10/e-possivel-um-capitalismo-sustentavel.html</feedburner:origLink></item><item><title>Tribunal de Justiça do Acre paga R$ 5 mil a assessora fantasma</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/OPlantador/~3/0P4DI3K8r0Q/tribunal-de-justica-do-acre-paga-r-5.html</link><category>Noticias</category><category>Artigos</category><author>pedrosinho100@gmail.com (Rafael Pedroso)</author><pubDate>Wed, 14 Oct 2009 10:35:01 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5244529292073119537.post-8778469627012164360</guid><description>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_uSApiBsdZec/StYLq-qOkTI/AAAAAAAABrw/J8M1eNtcKTI/s1600-h/cartao.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 234px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_uSApiBsdZec/StYLq-qOkTI/AAAAAAAABrw/J8M1eNtcKTI/s400/cartao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392510436825272626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Stela Siqueira não se apresenta, não cumpre horário, não trabalha, mas recebe todo mês mais de R$ 5 mil do Tribunal de Justiça do Acre. Ela mandou imprimir recentemente cartões para se apresentar nos salões como assessora especial do gabinete do presidente Pedro Ranzi.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não é verdade que seja assessora especial. É apenas e tão somente protagonista de uma mamata no ambiente público do Judiciário do Acre.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No dia 3 de março foi nomeada para exercer o cargo de provimento em comissão de Chefe da Seção de Reestruturação e Seleção e de Administração de Cargos e Salários, código PJ-DAS-101.4, sendo lotada na mesma data no gabinete do presidente do Tribunal de Justiça.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Antes disso, a partir de março de 2005, durante a presidência do desembargador Samoel Evangelista, ocupou, sem trabalhar, o cargo de provimento em comissão de Chefe do Setor de Contabilidade, código PJ-DAS-101.2, da Seção de Finanças do Tribunal de Justiça.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No dia 2 de abril de 2007, após a desembargadora Izaura Maia assumir a presidência do Tribunal de Justiça, Stela Siqueira foi exonerada por sugestão da presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário, Rosane Ferraz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Como Stela é irmã do secretário estadual de Planejamento Gilberto Siqueira, amigo de Izaura Maia, naquela ocasião a desembargadora o procurou para comunicar que a situação era insustentável e que a mesma seria exonerada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Ela não trabalhava, mandava alguém buscar o contracheque e o dinheiro caía na conta dela. Continua agindo da mesma maneira e nós vamos tomar as providências necessárias para cessar essa ilegalidade, que significa afronta à dignidade dos servidores que trabalham com abnegação, mas não contam com apadrinhamentos para ganhar dinheiro sem trabalhar. É vergonhoso que ela tenha voltado a ocupar um cargo de confiança no Judiciário nessas condições - comenta Rosane Ferraz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O blog procurou três setores do Tribunal de Justiça na tentativa de localizar Stela Siqueira, mas as pessoas que atenderam desconheciam o nome e o local de trabalho da “assessora especial” do desembargador Pedro Ranzi.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Detalhe do cartão impresso na gráfica do Judiciário: consta o endereço do Tribunal de Justiça, mas sem telefone do local de trabalho. Para qualquer contato, apenas dois e-mails e um telefone celular particular.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O mesmo celular mencionado pelo colunista social Moisés Alencastro na edição do &lt;a href="http://www.pagina20.com.br/04092007/giro_geral.htm"&gt;Página 20&lt;/a&gt;, de 4 de setembro de 2007 - mas não reparem os erros da nota “Flores” a seguir:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Gente é simplesmente chiqueressímos os arranjos florais confeccionada pela design floral Stela Siqueira. Os arranjos são verdadeiras obras de arte. Essa é a razão que a empresária está sendo super requisitada por todos aqueles que admira o belo e o requinte. A dica é seguinte quando for receber em casa, ambiente de trabalho alto estilo ou presentear alguém muito querido é só ligar para 9984-4869.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5244529292073119537-8778469627012164360?l=oplantador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/9Tb_AWd1eOSbLvG9P4fLO3ANhWQ/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/9Tb_AWd1eOSbLvG9P4fLO3ANhWQ/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/9Tb_AWd1eOSbLvG9P4fLO3ANhWQ/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/9Tb_AWd1eOSbLvG9P4fLO3ANhWQ/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/_uSApiBsdZec/StYLq-qOkTI/AAAAAAAABrw/J8M1eNtcKTI/s72-c/cartao.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://oplantador.blogspot.com/2009/10/tribunal-de-justica-do-acre-paga-r-5.html</feedburner:origLink></item><item><title>Apartamento bate recorde de metro quadrado mais caro</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/OPlantador/~3/ZiMvt6Y21u4/apartamento-bate-recorde-de-metro.html</link><category>Noticias</category><author>pedrosinho100@gmail.com (Rafael Pedroso)</author><pubDate>Wed, 14 Oct 2009 10:35:24 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5244529292073119537.post-7986944874950969456</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="spanNoticia" class="tit"&gt;&lt;p&gt;Um apartamento em Hong Kong bateu o recorde de metro quadrado mais caro do mundo. De acordo com a agência &lt;i&gt;Reuters&lt;/i&gt;, o imóvel batizado de "Conduit Road 39" foi vendido pelo preço de R$ 166,4 mil por metro quadrado.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; O imóvel superou o antigo recorde de um apartamento em Londres.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; "Conduit Road 39" é um duplex localizado no luxuoso bairro de Victoria Harbour, em Hong Kong. O imóvel tem 572 metros quadrados.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="spanNoticia" class="tit"&gt;&lt;p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_uSApiBsdZec/StYLIWhQtVI/AAAAAAAABro/GVjByJUywEI/s1600-h/1341517-9636-cp2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 286px; height: 170px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_uSApiBsdZec/StYLIWhQtVI/AAAAAAAABro/GVjByJUywEI/s400/1341517-9636-cp2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392509841934693714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="spanNoticia" class="tit"&gt;&lt;b&gt;O apartamento duplex foi vendido por um preço de R$ 166,4 mil o metro quadrado&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5244529292073119537-7986944874950969456?l=oplantador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/FznXNbS3671RaOTkyRr8k9Q1RvI/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/FznXNbS3671RaOTkyRr8k9Q1RvI/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/FznXNbS3671RaOTkyRr8k9Q1RvI/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/FznXNbS3671RaOTkyRr8k9Q1RvI/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/_uSApiBsdZec/StYLIWhQtVI/AAAAAAAABro/GVjByJUywEI/s72-c/1341517-9636-cp2.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://oplantador.blogspot.com/2009/10/apartamento-bate-recorde-de-metro.html</feedburner:origLink></item><item><title>PT quer candidato em SP; líder "está com Lula" e espera Ciro</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/OPlantador/~3/7vGzzPqyqQ4/pt-quer-candidato-em-sp-lider-esta-com.html</link><category>Noticias</category><category>Artigos</category><author>pedrosinho100@gmail.com (Rafael Pedroso)</author><pubDate>Tue, 06 Oct 2009 06:26:04 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5244529292073119537.post-2479579809905948508</guid><description>&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) é o favorito de Lula para o governo de São Paulo. Em reunião, o PT do Estado indicou interesse em candidatura própria, defendido também pela ex-prefeita da capital, Marta Suplicy (SP). O líder do partido na Câmara, Cândido Vaccarezza, nega que tenham decidido algo e afirma: "Estou com Lula, a minha posição é a mesma que a do presidente", diz . &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; - De preferência que esse nome seja do PT, não obrigatoriamente. Acho ainda que o melhor nome ao governo é o prefeito Emídio de Souza, de Osasco - contemporiza. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Na reunião, Vaccarezza e o deputado federal José Genoino defenderam que o partido espere o deputado cearense decidir se concorre ou não à presidência. O que, segundo o líder, não impede que o PT construa sua candidatura para "oferecer aos aliados como uma opção à candidatura do governo do Estado". &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  - Não há nenhuma rejeição ao nome de Ciro - garante Vaccarezza. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; O grupo favorável à candidatura própria defendeu que, caso Ciro se lance à presidência, ele pode ajudar a ministra Dilma Rousseff, "único candidato definido até agora", diz Vaccarezza que acha o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), "um nome melhor do que bom" para vice de sua presidenciável. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  Leia abaixo a entrevista:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;Terra Magazine - Deputado, o senhor acredita ser preciso uma candidatura própria do PT em São Paulo?&lt;br /&gt;Cândido Vaccarezza - &lt;/b&gt;Isso é a opinião de alguns. Ontem não teve nenhuma decisão diferente do que já havia sido decidido em fevereiro pelo diretório regional. Não houve nenhuma votação. Foi um debate político. A minha percepção é que o PT quer definir um ou alguns candidatos para oferecer para os partidos aliados como opção à candidatura do governo do Estado. O PSB também ainda não decidiu, apesar de o Ciro dizer que quer ser candidato a presidente, seu partido o quer como governador. O PDT tem colocado o nome do Hélio. Nós vamos sentar e discutir qual é o melhor nome que unifique a frente, seja ele do PSB, PT, PDT e acho que se o PMDB vier para a frente, até do PMDB.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt; O senhor, então, é a favor de aguardar essa frente para decidirem um candidato em conjunto, sem bater o martelo por um nome petista?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Eu estou com o Lula. A minha posição é a mesma que a do presidente. De preferência que esse nome seja do PT, não obrigatoriamente. Acho ainda que o melhor nome ao governo é o prefeito Emídio de Souza, de Osasco.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;  É majoritária essa posição de que o PT deve ter um candidato da legenda?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Majoritária e minoritária veremos na hora do voto. A minha dissertação é de que o PT quer, por maioria, um candidato da legenda. Mas não é majoritária a ideia de que o PT deve obrigatoriamente ter um candidato próprio. Eu quero que esse candidato seja do PT, mas não obrigatoriamente isso precisa acontecer, isso não será motivo para rompermos com a frente. Tanto é que o PT abriu a fase de inscrição e não a fechou, quem quiser ser candidato do PT pode se inscrever a partir de novembro e ainda não definiu o prazo de encerramento dessa inscrição. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;  O que move esse anseio do PT em ter um nome próprio?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Esse anseio foi decidido em fevereiro, antes de Ciro ser candidato. Primeiro, eu acho que não há nenhuma rejeição ao nome de Ciro, mesmo porque as pessoas que falaram em candidatura própria da legenda defenderam que Ciro deveria ser vice-presidente. Mas com Ciro, não dá.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;  O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) transferiu o título a pedido do presidente Lula. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Isso mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;  Essa vontade do PT paulista de ter um candidato da legenda não gera uma indisposição com o presidente Lula, que apoia o Ciro?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Não, nenhuma. Nenhuma. Veja, eu tenho afinidade completa com a visão do presidente Lula. Se fecharmos que vai ser o Ciro, será o Ciro. Não estamos na fase de bater o martelo sobre quem será o candidato. Candidato definido até agora só tem a Dilma. Eu acho que, além de Wagner, Ana Júlia e Tarso Genro, pra valer mesmo só temos a Dilma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;  O que o senhor acha, então do nome de Temer para a vice-presidência?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Um bom nome. Melhor do que bom. Primeiro porque a relação tem que ser partidária. O PT indicou o presidente, a Dilma, então não tem que se meter para decidir quem será o vice. Podemos opinar, mas se o PMDB vier para o acordo político conosco e formar a frente com o partido inteiro para apoiar a Dilma, porque não aceitar o Temer. Ele é presidente da Câmara, uma figura ilibada, sem problemas, representa o PMDB há muito tempo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;   &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Terra Magazine&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5244529292073119537-2479579809905948508?l=oplantador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/CQcuzANZZBQh63vIup1yEQ0E44k/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/CQcuzANZZBQh63vIup1yEQ0E44k/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/CQcuzANZZBQh63vIup1yEQ0E44k/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/CQcuzANZZBQh63vIup1yEQ0E44k/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://oplantador.blogspot.com/2009/10/pt-quer-candidato-em-sp-lider-esta-com.html</feedburner:origLink></item><item><title>A origem do latifúndio no Brasil</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/OPlantador/~3/4SOhCYZktDY/origem-do-latifundio-no-brasil.html</link><category>Artigos</category><author>pedrosinho100@gmail.com (Rafael Pedroso)</author><pubDate>Wed, 26 Aug 2009 11:32:46 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5244529292073119537.post-7861133322122710994</guid><description>&lt;table style="font-family: arial; text-align: left; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td style="font-size-adjust: inherit; font-stretch: inherit;" valign="top"&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;João Pedro Stedile&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Freqüentemente  afloram argumentos de que os atuais grandes proprietários de terras as  adquiriram com o suor do seu trabalho. Outros, menos dissimulados, evocam  simplesmente o direito “sagrado” e absoluto à propriedade da terra. Se comprou e  pagou, se está registrada em cartório, é dele e pronto!&lt;br /&gt;Mas qual é a origem  mesmo da grande propriedade no Brasil? Terá sido fruto mesmo do trabalho  acumulado de gerações?&lt;br /&gt;Até a chegada dos europeus, em 1500, este território  era habitado por aproximadamente 5 milhões de pessoas, aglutinadas em mais de  200 povos indígenas, com território, culturas, hábitos diferenciados; a  propriedade do solo não era privada. Era apenas um bem da natureza utilizado  coletivamente por todos os membros dos diferentes povos. Assim, os brasileiros  que aqui viviam tratavam a terra como um bem comum, em que todos tinham o  direito de explorá-la para sobreviver. &lt;script&gt;&lt;!-- D(["mb","\u003cbr\u003e\nA chegada do europeu colonizador significou uma ruptura nesse sistema,\njá que um dos objetivos da colonização era se apoderar dos bens\nexistentes, especialmente a terra e os recursos naturais, de minérios e\nflorestas. Esse conflito, que se estabeleceu à força da pólvora e do\ncontrole ideológico da religião, impôs uma derrota aos povos que aqui\nviviam. Vencedor, Portugal passou então a gerir os bens da natureza de\nacordo com suas leis.\u003cbr\u003e\nA primeira forma de distribuição de terra foram as Capitanias\nHereditárias, concessão de uso em que a Coroa destinava grandes\nextensões do território a donatários, amigos e prestadores de serviço à\nCoroa. Os donatários e concessionários tinham o direito de repartir e\ndistribuir parcelas desses territórios a outros que lhes interessasse\nou para viabilizar o aumento da exploração. \u003cbr\u003e\nAo longo do período colonial e até o final do século 19 prevaleceu esse\nsistema em que a terra era um bem da Coroa portuguesa, com concessão de\nuso para aqueles que se dispusessem a explorá-la, que tivessem\ncondições para isso (recursos para compra de escravos, por exemplo) e\nque tivessem serviços prestados à Coroa. \u003cbr\u003e\nEm meados do século 19, o Brasil passou por grandes transformações\nsociais. Crescia a luta dos negros escravos, multiplicavam-se os\nquilombos. Intensificavam-se as pressões externas e internas contra o\ntráfico de negros oriundos da África. Na sociedade brasileira, setores\nliberais, de classe média, com vocação republicana, também se opunham e\nlutavam contra a escravidão. \u003cbr\u003e\nPreocupada com essa pressão e percebendo a inevitabilidade da\nlibertação dos escravos, a Coroa tratou de legislar sobre a aquisição\nda terra no Brasil, de forma a garantir que a posse e a propriedade da\nterra mantivessem o caráter mais restrito possível, ou seja, acessíveis\napenas para uma minoria das elites da nobreza. E, sobretudo, para\ngarantir que os escravos libertos não tivessem o direito de acesso à\nterra, tão abundante, e se mantivessem na condição de trabalhadores\nassalariados nas fazendas. Aceitavam terminar com a senzala, mas\nqueriam manter a mão-de-obra cativa nas grandes fazendas de cana, de\ncafé. ",1] );  //--&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;A chegada do europeu colonizador significou uma ruptura nesse sistema, já  que um dos objetivos da colonização era se apoderar dos bens existentes,  especialmente a terra e os recursos naturais, de minérios e florestas. Esse  conflito, que se estabeleceu à força da pólvora e do controle ideológico da  religião, impôs uma derrota aos povos que aqui viviam. Vencedor, Portugal passou  então a gerir os bens da natureza de acordo com suas leis.&lt;br /&gt;A primeira forma  de distribuição de terra foram as Capitanias Hereditárias, concessão de uso em  que a Coroa destinava grandes extensões do território a donatários, amigos e  prestadores de serviço à Coroa. Os donatários e concessionários tinham o direito  de repartir e distribuir parcelas desses territórios a outros que lhes  interessasse ou para viabilizar o aumento da exploração.&lt;br /&gt;Ao longo do período  colonial e até o final do século 19 prevaleceu esse sistema em que a terra era  um bem da Coroa portuguesa, com concessão de uso para aqueles que se dispusessem  a explorá-la, que tivessem condições para isso (recursos para compra de  escravos, por exemplo) e que tivessem serviços prestados à Coroa.&lt;br /&gt;Em meados  do século 19, o Brasil passou por grandes transformações sociais. Crescia a luta  dos negros escravos, multiplicavam-se os quilombos. Intensificavam-se as  pressões externas e internas contra o tráfico de negros oriundos da África. Na  sociedade brasileira, setores liberais, de classe média, com vocação  republicana, também se opunham e lutavam contra a escravidão.&lt;br /&gt;Preocupada com  essa pressão e percebendo a inevitabilidade da libertação dos escravos, a Coroa  tratou de legislar sobre a aquisição da terra no Brasil, de forma a garantir que  a posse e a propriedade da terra mantivessem o caráter mais restrito possível,  ou seja, acessíveis apenas para uma minoria das elites da nobreza. E, sobretudo,  para garantir que os escravos libertos não tivessem o direito de acesso à terra,  tão abundante, e se mantivessem na condição de trabalhadores assalariados nas  fazendas. Aceitavam terminar com a senzala, mas queriam manter a mão-de-obra  cativa nas grandes fazendas de cana, de café. &lt;script&gt;&lt;!-- D(["mb","\u003cbr\u003e\nPor outro lado, na Europa, nessa época, a tensão social agravava-se com\numa crise generalizada no campo, pela escassez de terras e pela\nexistência de multidões de camponeses sem-terra. Para os camponeses\npobres da Europa, a migração para o continente americano é a\npossibilidade de realizar o sonho de ter um pedaço de terra. \u003cbr\u003e\nFoi nesse contexto que D. Pedro II promulgou a Lei nº 601, de 18 de\nsetembro de l850, conhecida como a primeira Lei de Terras do Brasil,\npela qual definiu a forma como seria constituída a propriedade privada\nda terra em nosso País. Já que, até aquela data, o direito a\npropriedade era reservado à Coroa. Os usuários detinham apenas\nconcessão de uso e não a propriedade legal.\u003cbr\u003e\nA lei de 1850 determinava que somente poderia ser considerado\nproprietário quem legalizasse suas terras em cartórios oficiais,\npagando certa quantia em dinheiro para a Coroa. \u003cbr\u003e\nAssim, a principal conseqüência social da Lei de Terras de l850 é que\nmanteve os pobres e negros na condição de sem-terra e, por outro lado,\nlegalizou, agora como propriedade privada, as grandes extensões de\nterra, na forma de latifúndio. Todos os antigos concessionários da\nCoroa, com a vigência da Lei de Terras, corriam aos cartórios ou às\ncasas paroquiais que mantinham registros, pagavam certa quantia pela\nterra e legalizavam suas posses. Assim, imensas áreas, antes de\npropriedade comunal-indígena, depois apropriadas pela Coroa, agora eram\nfinalmente privatizadas nas mãos de grandes senhores, que se\ntransformaram de amigos da Coroa em senhores das terras, em\nlatifundiários.\u003cbr\u003e\nCabe ressaltar que, mesmo dentro de um regime de propriedade privada,\ncapitalista, como o dos Estados Unidos, foram impostos limites e\ncondições que normatizaram a distribuição das terras. O presidente\nAbrahm Lincoln implantou uma lei de colonização das terras públicas que\nse baseava no critério de que a terra deveria ser apenas de quem nela\ntrabalhasse. E com base nesse critério, estabeleceu-se que cada família\nque quisesse trabalhar e viver na terra, teria o direito assegurado a\n160 acres. ",1] );  //--&gt;&lt;/script&gt; &lt;br /&gt;Por outro lado, na Europa, nessa época, a tensão social agravava-se com uma  crise generalizada no campo, pela escassez de terras e pela existência de  multidões de camponeses sem-terra. Para os camponeses pobres da Europa, a  migração para o continente americano é a possibilidade de realizar o sonho de  ter um pedaço de terra.&lt;br /&gt;Foi nesse contexto que D. Pedro II promulgou a Lei  nº 601, de 18 de setembro de l850, conhecida como a primeira Lei de Terras do  Brasil, pela qual definiu a forma como seria constituída a propriedade privada  da terra em nosso País. Já que, até aquela data, o direito a propriedade era  reservado à Coroa. Os usuários detinham apenas concessão de uso e não a  propriedade legal.&lt;br /&gt;A lei de 1850 determinava que somente poderia ser  considerado proprietário quem legalizasse suas terras em cartórios oficiais,  pagando certa quantia em dinheiro para a Coroa.&lt;br /&gt;Assim, a principal  conseqüência social da Lei de Terras de l850 é que manteve os pobres e negros na  condição de sem-terra e, por outro lado, legalizou, agora como propriedade  privada, as grandes extensões de terra, na forma de latifúndio. Todos os antigos  concessionários da Coroa, com a vigência da Lei de Terras, corriam aos cartórios  ou às casas paroquiais que mantinham registros, pagavam certa quantia pela terra  e legalizavam suas posses. Assim, imensas áreas, antes de propriedade  comunal-indígena, depois apropriadas pela Coroa, agora eram finalmente  privatizadas nas mãos de grandes senhores, que se transformaram de amigos da  Coroa em senhores das terras, em latifundiários.&lt;br /&gt;Cabe ressaltar que, mesmo  dentro de um regime de propriedade privada, capitalista, como o dos Estados  Unidos, foram impostos limites e condições que normatizaram a distribuição das  terras. O presidente Abrahm Lincoln implantou uma lei de colonização das terras  públicas que se baseava no critério de que a terra deveria ser apenas de quem  nela trabalhasse. E com base nesse critério, estabeleceu-se que cada família que  quisesse trabalhar e viver na terra, teria o direito assegurado a 160 acres. &lt;script&gt;&lt;!-- D(["mb","\u003cbr\u003e\nCom essa Lei, foram distribuídas, entre l862 e l880, cerca de 60\nmilhões de hectares de terras públicas federais e outros 120 milhões de\nhectares de terras públicas estaduais, beneficiando no total mais de 3\nmilhões de famílias de agricultores. Estes, tendo acesso à posse da\nterra, se transformaram em pequenos e médios agricultores, e logo\nconsumidores de produtos industriais, como instrumentos de trabalho\npara agricultura, maquinaria e produtos de consumo familiar. Graças a\nesse processo de democratização da terra, foi possível desenvolver uma\npujante agricultura, que aumentou imediatamente a produção e gerou um\nenorme mercado interno para a indústria nacional instalada no norte do\npaís. Essas bases transformaram o país dividido e dilacerado pela\nguerra civil na maior potência econômica industrial no final do século.\u003cbr\u003e\nJá no Brasil foi criada uma base legal que deu origem à propriedade\nprivada da terra, justamente para fomentar e estimular apenas a grande\npropriedade fundiária, consolidando o latifúndio.\u003cbr\u003e\n  Portanto, a raiz de nosso subdesenvolvimento, de nossa pobreza, e de nossa desigualdade social, está no latifúndio.\u003cbr\u003e\n          \u003cbr\u003e\n  As elites não precisam e não querem dividir o latifúndio. \u003cbr\u003e\n  \u003cbr\u003e\n  \u003cb\u003eA propriedade da terra nos países desenvolvidos\u003c/b\u003e\u003cbr\u003e\n  \u003cbr\u003e\nA expressão reforma agrária não foi uma bandeira de luta levantada\npelos movimentos camponeses. Eles se atinham ao ideal de terra para\ntrabalhar. A reforma agrária, como sinônimo de uma política de\ndistribuição da propriedade da terra, por parte do Estado, surgiu no\nfinal do século passado na Europa, por parte das burguesias\nindustriais. Após muitas décadas de desenvolvimento do capitalismo\nindustrial, as elites industriais perceberam que havia limitações de\nmercado interno em seus países, porque a maioria da população vivia\nainda no meio rural e na condição de camponeses sem-terra e nessa\ncondição não tinham renda para adquirir os bens produzidos pela\nindústria. Assim, identificaram no monopólio da grande propriedade da\nterra um empecilho para o desenvolvimento do próprio capitalismo. E\npara esse problema agrário advogou-se uma solução: a reforma agrária. ",1] );  //--&gt;&lt;/script&gt; &lt;br /&gt;Com essa Lei, foram distribuídas, entre l862 e l880, cerca de 60 milhões de  hectares de terras públicas federais e outros 120 milhões de hectares de terras  públicas estaduais, beneficiando no total mais de 3 milhões de famílias de  agricultores. Estes, tendo acesso à posse da terra, se transformaram em pequenos  e médios agricultores, e logo consumidores de produtos industriais, como  instrumentos de trabalho para agricultura, maquinaria e produtos de consumo  familiar. Graças a esse processo de democratização da terra, foi possível  desenvolver uma pujante agricultura, que aumentou imediatamente a produção e  gerou um enorme mercado interno para a indústria nacional instalada no norte do  país. Essas bases transformaram o país dividido e dilacerado pela guerra civil  na maior potência econômica industrial no final do século.&lt;br /&gt;Já no Brasil foi  criada uma base legal que deu origem à propriedade privada da terra, justamente  para fomentar e estimular apenas a grande propriedade fundiária, consolidando o  latifúndio.&lt;br /&gt;Portanto, a raiz de nosso subdesenvolvimento, de nossa pobreza, e  de nossa desigualdade social, está no latifúndio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As elites não precisam  e não querem dividir o latifúndio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A propriedade da terra nos países  desenvolvidos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expressão reforma agrária não foi uma bandeira de  luta levantada pelos movimentos camponeses. Eles se atinham ao ideal de terra  para trabalhar. A reforma agrária, como sinônimo de uma política de distribuição  da propriedade da terra, por parte do Estado, surgiu no final do século passado  na Europa, por parte das burguesias industriais. Após muitas décadas de  desenvolvimento do capitalismo industrial, as elites industriais perceberam que  havia limitações de mercado interno em seus países, porque a maioria da  população vivia ainda no meio rural e na condição de camponeses sem-terra e  nessa condição não tinham renda para adquirir os bens produzidos pela indústria.  Assim, identificaram no monopólio da grande propriedade da terra um empecilho  para o desenvolvimento do próprio capitalismo. E para esse problema agrário  advogou-se uma solução: a reforma agrária. &lt;script&gt;&lt;!-- D(["mb","\u003cbr\u003e\nPortanto, a reforma agrária surgiu como uma proposta de política do\nEstado. Assim, reforma agrária não se restringe a assentamentos rurais.\nEla é, essencialmente, a democratização da propriedade rural. \u003cbr\u003e\nEssas políticas de reforma agrária, ou de democratização da propriedade\nda terra, visando transformar camponeses sem-terra em produtores\nautônomos de mercadorias, com acesso ao mercado, com renda suficiente\npara adquirir produtos da indústria e, portanto, capazes de dinamizar o\nmercado interno, foram aplicadas em muitos países. Primeiro, se\naplicaram nos países da Europa Ocidental, onde havia um desenvolvimento\nmaior do capitalismo industrial e, portanto, necessitavam de mercado\ninterno para seus produtos. Depois, logo após a I Guerra Mundial, foi\naplicada em 18 países da Europa Central e Oriental. E após a II Guerra\nMundial, foi aplicada no sul da Itália, e no Sudeste asiático,\nparticularmente, no Japão, na Coréia e na província de Formosa.\u003cbr\u003e\nCom essa mesma perspectiva, pode-se dizer que a lei de colonização de\nl862 nos Estados Unidos, embora não tenha o nome de reforma agrária,se\nconstituiu num importante instrumento de democratização do acesso à\npropriedade da terra.\u003cbr\u003e\nTodos esses exemplos mencionados até aqui se referem a processos de\nreforma agrária nos marcos e dentro de uma política para o capitalismo.\nHouve outros processos de reforma agrária, nos marcos de revoluções\npopulares, anticolonialistas, ou da transição para o socialismo, que\nnão são objetos de referência nesse caso.\u003cbr\u003e\nAqui, cabe a pergunta: se os processos de reforma agrária foram\nimpulsionados para ampliação do mercado interno e na busca de um maior\ndesenvolvimento, mesmo dentro do capitalismo, por que a reforma não foi\nfeita no Brasil? \u003cbr\u003e\nNo Brasil, desde que aqui aportaram os portugueses, se aplicou um\ncapitalismo colonial dependente. No período de l500 a 1900 vigorou um\nmodelo econômico, que organizou a sociedade brasileira, durante 400\nanos, unicamente para produção agrícola de exportação. A prioridade era\nproduzir o que a Metrópole desejava, ou seja, aqueles produtos de\norigem tropical que não eram possíveis produzir no hemisfério norte,\npor causa do frio: cana, café, cacau, couro da pecuária extensiva,\nalgodão. Infelizmente, para a difusão dessa monocultura exportadora,\nexigia-se grandes extensões de terra, ainda mais que o trabalho não era\nassalariado ou de parceiros (como no feudalismo europeu), mas sim de\nescravos. Desse modelo gerou-se apenas duas classes sociais: a\noligarquia rural exportadora e os escravos. Ora, esse modelo de\ncapitalismo dependente, sustentado pela mão-de-obra escrava, se fundou\nnas raízes da grande propriedade. Ou seja, o capitalismo nasceu no\nBrasil de braços dados com a grande propriedade latifundiária.\nPortanto, o capitalismo não se baseia em mercado interno, portanto não\nprecisa criar produtores autônomos e mais consumidores. ",1] );  //--&gt;&lt;/script&gt; &lt;br /&gt;Portanto, a reforma agrária surgiu como uma proposta de política do Estado.  Assim, reforma agrária não se restringe a assentamentos rurais. Ela é,  essencialmente, a democratização da propriedade rural.&lt;br /&gt;Essas políticas de  reforma agrária, ou de democratização da propriedade da terra, visando  transformar camponeses sem-terra em produtores autônomos de mercadorias, com  acesso ao mercado, com renda suficiente para adquirir produtos da indústria e,  portanto, capazes de dinamizar o mercado interno, foram aplicadas em muitos  países. Primeiro, se aplicaram nos países da Europa Ocidental, onde havia um  desenvolvimento maior do capitalismo industrial e, portanto, necessitavam de  mercado interno para seus produtos. Depois, logo após a I Guerra Mundial, foi  aplicada em 18 países da Europa Central e Oriental. E após a II Guerra Mundial,  foi aplicada no sul da Itália, e no Sudeste asiático, particularmente, no Japão,  na Coréia e na província de Formosa.&lt;br /&gt;Com essa mesma perspectiva, pode-se  dizer que a lei de colonização de l862 nos Estados Unidos, embora não tenha o  nome de reforma agrária,se constituiu num importante instrumento de  democratização do acesso à propriedade da terra.&lt;br /&gt;Todos esses exemplos  mencionados até aqui se referem a processos de reforma agrária nos marcos e  dentro de uma política para o capitalismo. Houve outros processos de reforma  agrária, nos marcos de revoluções populares, anticolonialistas, ou da transição  para o socialismo, que não são objetos de referência nesse caso.&lt;br /&gt;Aqui, cabe a  pergunta: se os processos de reforma agrária foram impulsionados para ampliação  do mercado interno e na busca de um maior desenvolvimento, mesmo dentro do  capitalismo, por que a reforma não foi feita no Brasil?&lt;br /&gt;No Brasil, desde que  aqui aportaram os portugueses, se aplicou um capitalismo colonial dependente. No  período de l500 a 1900 vigorou um modelo econômico, que organizou a sociedade  brasileira, durante 400 anos, unicamente para produção agrícola de exportação. A  prioridade era produzir o que a Metrópole desejava, ou seja, aqueles produtos de  origem tropical que não eram possíveis produzir no hemisfério norte, por causa  do frio: cana, café, cacau, couro da pecuária extensiva, algodão. Infelizmente,  para a difusão dessa monocultura exportadora, exigia-se grandes extensões de  terra, ainda mais que o trabalho não era assalariado ou de parceiros (como no  feudalismo europeu), mas sim de escravos. Desse modelo gerou-se apenas duas  classes sociais: a oligarquia rural exportadora e os escravos. Ora, esse modelo  de capitalismo dependente, sustentado pela mão-de-obra escrava, se fundou nas  raízes da grande propriedade. Ou seja, o capitalismo nasceu no Brasil de braços  dados com a grande propriedade latifundiária. Portanto, o capitalismo não se  baseia em mercado interno, portanto não precisa criar produtores autônomos e  mais consumidores. &lt;script&gt;&lt;!-- D(["mb","\u003cbr\u003e\nEsse modelo agroexportador, que está na raiz de nossa sociedade, entrou\nem crise de l900 a 1930. As razões da crise foram a conjugação de\ndiversos fatores, entre eles: a crise da I Guerra Mundial, que reduziu\nas exportações agrícolas, a queda no preço internacional do café e,\nsobretudo, pelo fato de que aquele modelo não conseguia mais produzir\nos bens necessários para as demandas da sociedade brasileira.\u003cbr\u003e\n          \u003cbr\u003e\n          \u003cb\u003eA Revolução de 30: novo modelo econômico\u003c/b\u003e\u003cbr\u003e\n          \u003cbr\u003e\nA crise desencadeada pela incapacidade de a agricultura exportadora\nsustentar o desenvolvimento do País resultou na chamada “Revolução de\n30”, que implantou um novo modelo econômico: o da industrialização do\nPaís. De l930 até l980 todos os esforços da sociedade foram dirigidos à\nindustrialização. Observa-se um processo acelerado de produção de\nmercadorias de origem industrial e de crescimento econômico. Mas esse\nnovo modelo não rompeu com as raízes da formação econômica do País.\nEmbora o poder político agora estivesse majoritariamente em mãos das\nelites industriais, persistiam os laços com as oligarquias rurais que,\nao contrário do que aconteceu com os senhores feudais na Europa,\nperderam poder político, mas não perderam as terras. \u003cbr\u003e\nInstituiu-se então uma parceria entre as oligarquias rurais e a elite\nindustrial. A agricultura de exportação funcionava como captadora de\ndólares para financiar a implantação da indústria. Por outro lado, no\nsul do País, os pequenos agricultores originários do processo de\ncolonização deveriam produzir para o mercado interno, com um rigoroso\ncontrole dos preços dos produtos agrícolas por parte do Estado, para\ngarantir uma cesta básica a custos reduzidos e, por conseguinte,\nviabilizar os baixos salários pagos aos operários.\u003cbr\u003e\nA pequena agricultura nunca conseguiu acumular e constituir um forte\nmercado interno consumidor, como aconteceu na Europa e Estados Unidos,\nporque aqui seu papel era financiar a subsistência do novo operariado. \u003cbr\u003e\nE as pressões do crescente contigente de camponeses sem-terra que iam\nsendo excluídos pela concentração da propriedade da terra foram em\ndireção às cidades, atraídos pela possibilidade de se transformar em\noperários. Essa mão-de-obra farta e barata foi se constituindo no\nexército industrial de reserva, de origem camponesa. ",1] );  //--&gt;&lt;/script&gt; &lt;br /&gt;Esse modelo agroexportador, que está na raiz de nossa sociedade, entrou em  crise de l900 a 1930. As razões da crise foram a conjugação de diversos fatores,  entre eles: a crise da I Guerra Mundial, que reduziu as exportações agrícolas, a  queda no preço internacional do café e, sobretudo, pelo fato de que aquele  modelo não conseguia mais produzir os bens necessários para as demandas da  sociedade brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A Revolução de 30: novo modelo  econômico&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise desencadeada pela incapacidade de a agricultura  exportadora sustentar o desenvolvimento do País resultou na chamada “Revolução  de 30”, que implantou um novo modelo econômico: o da industrialização do País.  De l930 até l980 todos os esforços da sociedade foram dirigidos à  industrialização. Observa-se um processo acelerado de produção de mercadorias de  origem industrial e de crescimento econômico. Mas esse novo modelo não rompeu  com as raízes da formação econômica do País. Embora o poder político agora  estivesse majoritariamente em mãos das elites industriais, persistiam os laços  com as oligarquias rurais que, ao contrário do que aconteceu com os senhores  feudais na Europa, perderam poder político, mas não perderam as terras. &lt;br /&gt;Instituiu-se então uma parceria entre as oligarquias rurais e a elite  industrial. A agricultura de exportação funcionava como captadora de dólares  para financiar a implantação da indústria. Por outro lado, no sul do País, os  pequenos agricultores originários do processo de colonização deveriam produzir  para o mercado interno, com um rigoroso controle dos preços dos produtos  agrícolas por parte do Estado, para garantir uma cesta básica a custos reduzidos  e, por conseguinte, viabilizar os baixos salários pagos aos operários.&lt;br /&gt;A  pequena agricultura nunca conseguiu acumular e constituir um forte mercado  interno consumidor, como aconteceu na Europa e Estados Unidos, porque aqui seu  papel era financiar a subsistência do novo operariado.&lt;br /&gt;E as pressões do  crescente contigente de camponeses sem-terra que iam sendo excluídos pela  concentração da propriedade da terra foram em direção às cidades, atraídos pela  possibilidade de se transformar em operários. Essa mão-de-obra farta e barata  foi se constituindo no exército industrial de reserva, de origem camponesa. &lt;script&gt;&lt;!-- D(["mb","\u003cbr\u003e\nNo período de l930 a l980, o Brasil inverteu sua matriz de localização\npopulacional. Antes, 80% da população estava localizada no meio rural;\ncom o modelo de industrialização, em algumas décadas 80% da população\npassou a morar ou se empilhar nas grandes metrópoles. \u003cbr\u003e\nAo contrário do processo de urbanização lento e gradual, distribuído em\ncentenas de pequenas cidades, no Brasil o êxodo rural esteve\ndirecionado para os grandes aglomerados humanos. Assim, a origem das\ngrandes metrópoles brasileiras com todos os seus problemas, como a\nmarginalidade social, carência de moradia, de emprego, tem sua causa na\nmanutenção do latifúndio.\u003cbr\u003e\nNesse novo modelo de organização da produção na sociedade brasileira,\nos lucros auferidos pela elite urbana do setor comercial, exportador,\nindustrial e financeiro são aplicados, em parte, na compra de grandes\nextensões de terra. Grandes grupos econômicos, industriais e comerciais\ntransformaram-se em proprietários de enormes extensões de terra, com\n200, 300 mil hectares cada uma. Dados cadastrais do Instituto Nacional\nde Colonização e Reforma Agrária (Incra) registram que as pessoas\njurídicas, ou seja empresas, particularmente de origem estrangeira, são\nproprietárias de mais de 30 milhões de hectares de terra no Brasil.\u003cbr\u003e\nAssim, além da oligarquia rural agroexportadora de origem colonial,\naparece no cenário, agora, uma burguesia agrária, grande proprietária\nde terra, que mescla seus interesses entre a agricultura, o comércio,\nas finanças e a indústria. Nessa perspectiva de classe, a burguesia\nindustrial no Brasil não tem nenhum interesse na realização da reforma\nagrária para desenvolver o mercado interno, pois teria que desapropriar\nsuas próprias terras.\u003cbr\u003e\nPor outro lado, o modelo de desenvolvimento industrial brasileiro está\nfundado num processo de concentração de renda que permite às indústrias\nmaximizar suas taxas de lucro com a conjugação de dois fatores:\npagamento de salários miseráveis e produção de bens de consumo para uma\nclasse média. Ou seja de mercado reduzido, e não de massas, como\nacontece nos países desenvolvidos. ",1] );  //--&gt;&lt;/script&gt; &lt;br /&gt;No período de l930 a l980, o Brasil inverteu sua matriz de localização  populacional. Antes, 80% da população estava localizada no meio rural; com o  modelo de industrialização, em algumas décadas 80% da população passou a morar  ou se empilhar nas grandes metrópoles.&lt;br /&gt;Ao contrário do processo de  urbanização lento e gradual, distribuído em centenas de pequenas cidades, no  Brasil o êxodo rural esteve direcionado para os grandes aglomerados humanos.  Assim, a origem das grandes metrópoles brasileiras com todos os seus problemas,  como a marginalidade social, carência de moradia, de emprego, tem sua causa na  manutenção do latifúndio.&lt;br /&gt;Nesse novo modelo de organização da produção na  sociedade brasileira, os lucros auferidos pela elite urbana do setor comercial,  exportador, industrial e financeiro são aplicados, em parte, na compra de  grandes extensões de terra. Grandes grupos econômicos, industriais e comerciais  transformaram-se em proprietários de enormes extensões de terra, com 200, 300  mil hectares cada uma. Dados cadastrais do Instituto Nacional de Colonização e  Reforma Agrária (Incra) registram que as pessoas jurídicas, ou seja empresas,  particularmente de origem estrangeira, são proprietárias de mais de 30 milhões  de hectares de terra no Brasil.&lt;br /&gt;Assim, além da oligarquia rural  agroexportadora de origem colonial, aparece no cenário, agora, uma burguesia  agrária, grande proprietária de terra, que mescla seus interesses entre a  agricultura, o comércio, as finanças e a indústria. Nessa perspectiva de classe,  a burguesia industrial no Brasil não tem nenhum interesse na realização da  reforma agrária para desenvolver o mercado interno, pois teria que desapropriar  suas próprias terras.&lt;br /&gt;Por outro lado, o modelo de desenvolvimento industrial  brasileiro está fundado num processo de concentração de renda que permite às  indústrias maximizar suas taxas de lucro com a conjugação de dois fatores:  pagamento de salários miseráveis e produção de bens de consumo para uma classe  média. Ou seja de mercado reduzido, e não de massas, como acontece nos países  desenvolvidos. &lt;script&gt;&lt;!-- D(["mb","\u003cbr\u003e\nOra, se as elites não precisam dividir a terra para acumular lucros,\naumentar mercado, elas jamais tomarão a iniciativa de fazer a reforma\nagrária. Um processo de reforma agrária, de distribuição da propriedade\nda terra, terá de vir necessariamente da pressão dos trabalhadores e\ndos camponeses pobres, que dependem da terra para trabalhar e progredir.\u003cbr\u003e\n          \u003cbr\u003e\n          \u003cb\u003eO latifúndio é incompatível com democracia e justiça social\u003c/b\u003e\u003c/font\u003e\u003c/p\u003e\n      \u003cp\u003e\u003cfont size\u003d\"2\" face\u003d\"Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif\"\u003eÉ\nimpossível construirmos uma sociedade mais democrática no Brasil sem\ndestruir o latifúndio. É impossível resolver os problemas da pobreza no\nmeio rural, da desigualdade social no Brasil, sem derrotar o\nlatifúndio. É impossível resolver o problema do desemprego no Brasil\nsem utilizarmos a agricultura como atividade absorvedora de\nmão-de-obra. Particularmente nas condições do País, em que a maior\nparte dos trabalhadores desempregados possuem baixo nível de\nescolaridade e estão cada vez mais distante de recrutamento pelos\nsetores da indústria e de serviços.\u003cbr\u003e A derrota e destruição do\nlatifúndio não dependem apenas dos trabalhadores rurais sem terra. O\nMovimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) está convencido de\nque apenas a ocupação dos latifúndios não é suficiente para\nderrotá-los. O latifúndio faz parte da estrutura econômica de nosso\nPaís, da estrutura política, dos interesses das classes dominantes em\ngeral, que, apesar de atuarem em diversas atividades econômicas, em sua\ngrande maioria possuem grandes propriedades rurais.\u003cbr\u003e\nA derrota do latifúndio só vai ocorrer, em nosso País, quando houver\numa grande mobilização social e nacional para implementar um outro\nmodelo econômico. Um modelo que reorganize a economia brasileira,\nvoltada para a produção de bens e serviços que atendam às necessidades\nda população e não apenas guiados pelo lucro, ou por interesses de\nacumulação do capital. Um modelo econômico que se caracterize pela\njusta distribuição das riquezas produzidas e da renda gerada, para que\ncada brasileiro tenha as mesmas oportunidades de trabalho, de educação,\nde moradia. Num modelo econômico que tenha esse caráter popular,\ncertamente a agricultura terá uma nova função na sociedade, garantindo\na produção de alimentos para toda população, servindo de base para\ngeração de empregos para milhões de trabalhadores. ",1] );  //--&gt;&lt;/script&gt; &lt;br /&gt;Ora, se as elites não precisam dividir a terra para acumular lucros,  aumentar mercado, elas jamais tomarão a iniciativa de fazer a reforma agrária.  Um processo de reforma agrária, de distribuição da propriedade da terra, terá de  vir necessariamente da pressão dos trabalhadores e dos camponeses pobres, que  dependem da terra para trabalhar e progredir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O latifúndio é  incompatível com democracia e justiça social&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;É impossível  construirmos uma sociedade mais democrática no Brasil sem destruir o latifúndio.  É impossível resolver os problemas da pobreza no meio rural, da desigualdade  social no Brasil, sem derrotar o latifúndio. É impossível resolver o problema do  desemprego no Brasil sem utilizarmos a agricultura como atividade absorvedora de  mão-de-obra. Particularmente nas condições do País, em que a maior parte dos  trabalhadores desempregados possuem baixo nível de escolaridade e estão cada vez  mais distante de recrutamento pelos setores da indústria e de serviços.&lt;br /&gt;A  derrota e destruição do latifúndio não dependem apenas dos trabalhadores rurais  sem terra. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) está convencido  de que apenas a ocupação dos latifúndios não é suficiente para derrotá-los. O  latifúndio faz parte da estrutura econômica de nosso País, da estrutura  política, dos interesses das classes dominantes em geral, que, apesar de atuarem  em diversas atividades econômicas, em sua grande maioria possuem grandes  propriedades rurais.&lt;br /&gt;A derrota do latifúndio só vai ocorrer, em nosso País,  quando houver uma grande mobilização social e nacional para implementar um outro  modelo econômico. Um modelo que reorganize a economia brasileira, voltada para a  produção de bens e serviços que atendam às necessidades da população e não  apenas guiados pelo lucro, ou por interesses de acumulação do capital. Um modelo  econômico que se caracterize pela justa distribuição das riquezas produzidas e  da renda gerada, para que cada brasileiro tenha as mesmas oportunidades de  trabalho, de educação, de moradia. Num modelo econômico que tenha esse caráter  popular, certamente a agricultura terá uma nova função na sociedade, garantindo  a produção de alimentos para toda população, servindo de base para geração de  empregos para milhões de trabalhadores. &lt;script&gt;&lt;!-- D(["mb","\u003cbr\u003e\nPortanto, para derrotar o latifúndio, é preciso derrotar o atual modelo\neconômico, como um todo, que é excludente e subordinado aos interesses\ndo capital internacional e financeiro. E essa não é uma tarefa apenas\ndos sem-terra, dos pobres do campo, dos trabalhadores rurais. Mas é uma\ntarefa do povo brasileiro, de todos os que se identificam com os ideais\nde um país socialmente justo, democrático e solidário.\u003c/font\u003e\u003c/p\u003e\u003c/td\u003e\u003c/tr\u003e\u003c/tbody\u003e\u003c/table\u003e\u003cbr\u003e\n\n\n      \u003chr size\u003d\"1\"\u003eVeja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: \u003ca rel\u003d\"nofollow\" href\u003d\"http://br.rd.yahoo.com/mail/taglines/mail/*http://br.maisbuscados.yahoo.com/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\u003eTop 10\u003c/a\u003e - \u003ca rel\u003d\"nofollow\" href\u003d\"http://br.rd.yahoo.com/mail/taglines/mail/*http://br.maisbuscados.yahoo.com/celebridades/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\u003eCelebridades\u003c/a\u003e - \u003ca rel\u003d\"nofollow\" href\u003d\"http://br.rd.yahoo.com/mail/taglines/mail/*http://br.maisbuscados.yahoo.com/m%C3%BAsica/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\u003eMúsica\u003c/a\u003e - \u003ca rel\u003d\"nofollow\" href\u003d\"http://br.rd.yahoo.com/mail/taglines/mail/*http://br.maisbuscados.yahoo.com/esportes/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\u003eEsportes\u003c/a\u003e\u003c/div\u003e\u003c/blockquote\u003e\u003c/td\u003e\u003c/tr\u003e\u003c/table\u003e\u003cbr\u003e",1] );  //--&gt;&lt;/script&gt; &lt;br /&gt;Portanto, para derrotar o latifúndio, é preciso derrotar o atual modelo  econômico, como um todo, que é excludente e subordinado aos interesses do  capital internacional e financeiro. E essa não é uma tarefa apenas dos  sem-terra, dos pobres do campo, dos trabalhadores rurais. Mas é uma tarefa do  povo brasileiro, de todos os que se identificam com os ideais de um país  socialmente justo, democrático e  solidário.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5244529292073119537-7861133322122710994?l=oplantador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/fTnXhB6EsFHgqL4MPYta-8nCql4/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/fTnXhB6EsFHgqL4MPYta-8nCql4/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/fTnXhB6EsFHgqL4MPYta-8nCql4/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/fTnXhB6EsFHgqL4MPYta-8nCql4/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://oplantador.blogspot.com/2009/08/origem-do-latifundio-no-brasil.html</feedburner:origLink></item><item><title>A CRISE NO SENADO</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/OPlantador/~3/-NxTW1WbGcc/crise-no-senado.html</link><category>Artigos</category><author>pedrosinho100@gmail.com (Rafael Pedroso)</author><pubDate>Wed, 26 Aug 2009 11:31:12 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5244529292073119537.post-2575893265514648059</guid><description>&lt;div style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;A CRISE NO SENADO É A CRISE DO  SISTEMA BURGUÊS&lt;br /&gt;Só o Poder Popular fará avançar a democracia!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(Nota  Política do PCB) &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Os lamentáveis fatos que vêm ocorrendo no  Senado Nacional, envolvendo seu presidente, José Sarney - as frequentes quebras  de decoro parlamentar ou os inúmeros abusos de poder que se manifestam nas  nomeações (sem concurso) de parentes de deputados e senadores para funções  públicas, nos chamados atos secretos, ou nas denúncias de corrupção que a toda  hora aparecem na mídia - geram um grande desgaste para as instituições políticas  e contribuem para o aumento da descrença de grande parte da população nos  partidos, nas ações políticas e mesmo na chamada democracia representativa.  &lt;/span&gt;&lt;p style="font-family: arial;"&gt;Nas formações sociais capitalistas, a disputa pelo poder político, seja no  executivo, no legislativo e mesmo no judiciário, por vias indiretas, se  manifesta, principalmente, nas ações e interesses da classe dominante, com o  apoio direto dos meios de comunicação privados, que traduzem a realidade  conforme a ótica burguesa. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: arial;"&gt;Os grandes grupos econômicos injetam volumosos recursos financeiros nos  partidos da ordem. Destes, alguns se apresentam com linha política e base  ideológica mais definida, voltada para a ordenação da sociedade pelos preceitos  liberais e visando favorecer a acumulação capitalista. Outros se propõem a  representar interesses privados mais localizados. As leis eleitorais reforçam o  sistema, protegendo e viabilizando os grandes partidos burgueses e dificultando  ao máximo a organização e a ação dos partidos e organizações formados por  representantes e segmentos das classes trabalhadoras. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: arial;"&gt;Se a Câmara dos Deputados representa de forma um pouco menos distorcida o  conjunto da sociedade (com o voto proporcional dos eleitores), o Senado, com  três representantes por estado, independentemente do seu tamanho, reforça os  segmentos mais conservadores. &lt;script&gt;&lt;!-- D(["mb","\u003c/p\u003e\u003cp\u003eA contrapartida oferecida pelas representações parlamentares\nburguesas é o atendimento dos interesses privados, que se fazem\nrepresentar diretamente ou por meio de pressões organizadas (lobbies).\nOs meios para o exercício do poder, por estes grupos, cobrem desde os\nprocedimentos legais e formais da apresentação e aprovação de leis de\nseu interesse até o uso de esquemas diversos de corrupção (que, por sua\nvez, vão da compra de votos à apropriação privada de recursos e\npatrimônio públicos). \u003c/p\u003e\u003cp\u003eNo Brasil, a prática da usurpação do patrimônio público por\ninteresses privados vem desde a Colônia e se mantém até o presente na\nação dos grandes latifundiários, dos chamados \u0026quot;coronéis\u0026quot; que compram\nvotos com grande facilidade. Esta prática se estende aos \u0026quot;capitães da\nindústria\u0026quot; e aos grandes banqueiros. Os longos períodos de ditaduras\ncontribuíram também para o enorme distanciamento entre a estrutura\npolítica representativa e a maioria da população, além de enfraquecer -\nmuitas vezes com prisões e assassinatos - as representações políticas\ndos trabalhadores. \u003c/p\u003e\u003cp\u003eA saída imediata de José Sarney da presidência do Senado\nserá, sem dúvida, um passo importante para a moralização daquela casa\nlegislativa. Mas é preciso ir adiante. Sem qualquer ilusão de que seja\npossível chegar-se a uma democracia plena no capitalismo, é urgente\navançar na legislação eleitoral para que a maioria da população - os\ntrabalhadores - esteja melhor representada no sistema político. \u003c/p\u003e\u003cp\u003eDefendemos a mais ampla liberdade de organização partidária,\no financiamento público das campanhas eleitorais, o voto em listas, a\nabertura dos espaços legislativos para o controle e a participação\ndireta das diferentes entidades representativas da sociedade. O fim do\nSenado, com o fortalecimento de um Congresso unicameral e a construção\ndo Poder Popular - eleito diretamente pela população em cada região -\nsão medidas essenciais para o aprimoramento da democracia dos\ntrabalhadores. \u003c/p\u003e\u003cp\u003eO PCB entende que estes avanços só poderão ser conquistados\ncom muita luta, com a maior organização dos trabalhadores, no bojo da\nluta maior - a luta de classes - no caminho da construção\nrevolucionária do Socialismo. ",1] );  //--&gt;&lt;/script&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: arial;"&gt;A contrapartida oferecida pelas representações parlamentares burguesas é o  atendimento dos interesses privados, que se fazem representar diretamente ou por  meio de pressões organizadas (lobbies). Os meios para o exercício do poder, por  estes grupos, cobrem desde os procedimentos legais e formais da apresentação e  aprovação de leis de seu interesse até o uso de esquemas diversos de corrupção  (que, por sua vez, vão da compra de votos à apropriação privada de recursos e  patrimônio públicos). &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: arial;"&gt;No Brasil, a prática da usurpação do patrimônio público por interesses  privados vem desde a Colônia e se mantém até o presente na ação dos grandes  latifundiários, dos chamados "coronéis" que compram votos com grande facilidade.  Esta prática se estende aos "capitães da indústria" e aos grandes banqueiros. Os  longos períodos de ditaduras contribuíram também para o enorme distanciamento  entre a estrutura política representativa e a maioria da população, além de  enfraquecer - muitas vezes com prisões e assassinatos - as representações  políticas dos trabalhadores. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: arial;"&gt;A saída imediata de José Sarney da presidência do Senado será, sem dúvida, um  passo importante para a moralização daquela casa legislativa. Mas é preciso ir  adiante. Sem qualquer ilusão de que seja possível chegar-se a uma democracia  plena no capitalismo, é urgente avançar na legislação eleitoral para que a  maioria da população - os trabalhadores - esteja melhor representada no sistema  político. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: arial;"&gt;Defendemos a mais ampla liberdade de organização partidária, o financiamento  público das campanhas eleitorais, o voto em listas, a abertura dos espaços  legislativos para o controle e a participação direta das diferentes entidades  representativas da sociedade. O fim do Senado, com o fortalecimento de um  Congresso unicameral e a construção do Poder Popular - eleito diretamente pela  população em cada região - são medidas essenciais para o aprimoramento da  democracia dos trabalhadores. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: arial;"&gt;O PCB entende que estes avanços só poderão ser conquistados com muita luta,  com a maior organização dos trabalhadores, no bojo da luta maior - a luta de  classes - no caminho da construção revolucionária do Socialismo. &lt;script&gt;&lt;!-- D(["mb","\u003c/p\u003ePCB - Partido Comunista Brasileiro\n  \u003cbr\u003eAgosto de 2009\n      \u003c/td\u003e\u003c/tr\u003e\u003c/table\u003e\u003cbr\u003e",1] ); D(["mb","\u003cspan class\u003dad\u003e\n\n\n      \u003chr size\u003d\"1\"\u003eVeja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: \u003ca href\u003d\"http://br.rd.yahoo.com/mail/taglines/mail/*http://br.maisbuscados.yahoo.com/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\u003eTop 10\u003c/a\u003e - \u003ca href\u003d\"http://br.rd.yahoo.com/mail/taglines/mail/*http://br.maisbuscados.yahoo.com/celebridades/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\u003eCelebridades\u003c/a\u003e - \u003ca href\u003d\"http://br.rd.yahoo.com/mail/taglines/mail/*http://br.maisbuscados.yahoo.com/m%C3%BAsica/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\u003eMúsica\u003c/a\u003e - \u003ca href\u003d\"http://br.rd.yahoo.com/mail/taglines/mail/*http://br.maisbuscados.yahoo.com/esportes/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\u003eEsportes\u003c/a\u003e\u003c/span\u003e",0] ); D(["ce"]);  //--&gt;&lt;/script&gt;  &lt;/p&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;PCB - Partido Comunista Brasileiro &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Agosto de 2009 &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5244529292073119537-2575893265514648059?l=oplantador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/1w-IL2UinxcGP51gPajzytFclqg/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/1w-IL2UinxcGP51gPajzytFclqg/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/1w-IL2UinxcGP51gPajzytFclqg/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/1w-IL2UinxcGP51gPajzytFclqg/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://oplantador.blogspot.com/2009/08/crise-no-senado.html</feedburner:origLink></item><item><title>“Extremamente profissional”</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/OPlantador/~3/FHKqWADzGNU/extremamente-profissional.html</link><category>Artigos</category><author>pedrosinho100@gmail.com (Rafael Pedroso)</author><pubDate>Wed, 26 Aug 2009 11:29:59 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5244529292073119537.post-5924180249329824360</guid><description>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://rsurgente.opsblog.org/" target="_blank" rel="nofollow"&gt;http://rsurgente.opsblog.org/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;h2 style="font-family: arial;"&gt;&lt;a title="Permalink to “Extremamente profissional”" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://rsurgente.opsblog.org/2009/08/23/extremamente-profissional/" target="_blank" rel="nofollow"&gt;“Extremamente profissional”&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt; &lt;span style="font-family: arial;"&gt;Aug 23rd, 2009&lt;/span&gt;  &lt;address style="font-family: arial;"&gt;by &lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://rsurgente.opsblog.org/" target="_blank" rel="nofollow"&gt;Marco Aurélio  Weissheimer&lt;/a&gt;. &lt;/address&gt;&lt;a style="font-family: arial;" title="Comment on “Extremamente profissional”" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://rsurgente.opsblog.org/2009/08/23/extremamente-profissional/#comments" target="_blank" rel="nofollow"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;   &lt;p style="font-family: arial;"&gt;&lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://rsurgente.opsblog.org/files/lisianavillagrande2.jpg" target="_blank" rel="nofollow"&gt;&lt;img alt="" src="http://rsurgente.opsblog.org/files/lisianavillagrande2-300x211.jpg" width="300" height="211" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial;"&gt;Em junho de 2003, no mesmo dia em que a ministra Ellen Gracie, do  Supremo Tribunal Federal (STF), anulava a desapropriação das fazendas Estância  do Céu, Santa Adelaide, Caieira, Posto Bragança e Salso Fazenda (13,2 mil  hectares), de propriedade de Alfredo Southall, em São Gabriel, fazendeiros e  prefeitos da região reuniram-se para um “ato de desagravo” ao fazendeiro.  Durante o ato, a decisão da ministra foi lida, sob muitos aplausos, pela  promotora Lisiane Villagrande (foto), do Ministério Público de São Gabriel. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: arial;"&gt;A promotora Villagrande precisa explicar melhor suas relações com os  fazendeiros da região de São Gabriel. As declarações que fez sobre o caráter  “extremamente profissional” da ação da Brigada Militar que resultou no  assassinato de Elton Brum da Silva, surpreenderam mesmo integrantes do MP  Estadual. A promotora admitiu que foi mantida a uma “distância razoável” dos  acontecimentos. Mesmo assim, não hesitou em destacar a “tranqüilidade” e o  “profissionalismo” da Brigada.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: arial;"&gt;Lisiane Villagrande é casada com Clarindo Veríssimo da Fonseca que, em  parceria com seu pai e irmão, é &lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://eta.fepam.rs.gov.br:81/doclics/264911.pdf" target="_blank" rel="nofollow"&gt;proprietário de uma área&lt;/a&gt; de aproximadamente 450 hectares em São  Gabriel, a 60 quilômetros da fazenda Southall.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: arial;"&gt;&lt;em&gt;Foto: Ministério Público Estadual&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5244529292073119537-5924180249329824360?l=oplantador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/dZFQQE_ObhP4Na4JyW71fQUp424/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/dZFQQE_ObhP4Na4JyW71fQUp424/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/dZFQQE_ObhP4Na4JyW71fQUp424/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/dZFQQE_ObhP4Na4JyW71fQUp424/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://oplantador.blogspot.com/2009/08/extremamente-profissional.html</feedburner:origLink></item><item><title>COTAS</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/OPlantador/~3/nqY9N7EheI8/cotas.html</link><category>Artigos</category><author>pedrosinho100@gmail.com (Rafael Pedroso)</author><pubDate>Wed, 26 Aug 2009 11:28:17 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5244529292073119537.post-4259115463639336353</guid><description>&lt;table style="font-family: arial; text-align: left; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td style="font-size-adjust: inherit; font-stretch: inherit;" valign="top"&gt; &lt;p&gt;DEBATE ABERTO&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Cotas, a intolerância relativizada?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ao entrar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão da  matrícula dos alunos negros aprovados pelo sistema de cotas da Universidade de  Brasília, o DEM (ex-PFL) protagonizou um momento emblemático da nossa propalada  “democracia racial”. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Gilson Caroni Filho&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Há algo mais profundo, fortemente recalcado, em todas as discussões  envolvendo políticas afirmativas em universidades públicas. Tanto o projeto de  Lei Complementar, em tramitação no Senado, estabelecendo que as instituições de  educação superior reservem 50% das vagas para autodeclarados negros, pardos e  índios que cursaram o ensino médio em escolas públicas e venham de famílias com  renda igual ou inferior a 1,5 salário mínimo per capita, quanto a lei estadual  que instituiu o sistema no Rio de Janeiro sofrem forte resistência de atores  políticos e de personalidades do mundo acadêmico. Afinal, a quem ameaça a  implantação de tais medidas? &lt;script&gt;&lt;!-- D(["mb","\u003cbr\u003e\u003cbr\u003eConhecida por seu ativismo contra\nas cotas, a antropóloga Yvonne Maggie declarou recentemente que “uma\ncoisa é dizer que o Brasil é um país desigual, com uma distância muito\ngrande entre ricos e pobres. Outra coisa é atribuir isso à raça”. Para\nela, “a lógica étnica ou racial não tem fim e só persiste porque a\nFundação Ford investiu milhões de dólares no Brasil”.\u003cbr\u003e\u003cbr\u003eComo\nexplicar o posicionamento da autora do livro Guerra de orixá? Adesão a\num padrão de análise que, baseada nas formulações teóricas de Gilberto\nFreyre, vê a história brasileira como um suceder de arranjos e\ncombinações calcadas na “cordialidade” de uma elite flexível?\nReverência a uma arquitetura tão perfeita que o conflito só aparece\ncomo “algo externo á nossa gente”? \u003cbr\u003e\u003cbr\u003eEsse tipo de discurso está\ntão cristalizado no pensamento social brasileiro que mesmo setores mais\nprogressistas fazem coro a ele. Quantas vezes não ouvimos que as\ninjustiças sociais em relação aos negros não seriam particularidades\ndestes, mas do conjunto das classes trabalhadoras? Uma visão\nreducionista que ignora evidências estatísticas. Pelos números do\nPrograma das Nações Unidas para o Desenvolvimento Humano (Pnud), em\n2002, enquanto os brancos no Brasil tinham um padrão de vida –\nconsiderando-se o nível de educação, expectativa de vida e renda –\ncomparável aos habitantes dos Emirados Árabes (46º lugar entre os 173\npaíses pesquisados), os negros viviam como habitantes da República da\nMoldávia (105º posição). Esses números não mostram uma correlação\ncristalina entre etnia e inserção social? \u003cbr\u003e\u003cbr\u003eNão lembrar, ou\nfingir que não lembra, que em determinada fase de nossa história houve\numa coincidência entre a divisão racial e social do trabalho é\nlegitimar uma estrutura societária rigidamente estratificada que,\napesar dos avanços nos últimos anos, ainda persiste em atribuir aos\nbrancos as atividades consideradas mais qualificadas, as que gozam de\nmaior prestígio. \u003cbr\u003e\u003cbr\u003eDe acordo com o relatório anual das\nDesigualdades Raciais no Brasil 2007-2008, da UFRJ, entre 1995 e 2006,\no peso relativo da população autodeclarada parda ou preta subiu de 45\npara 49,5%. Isso significa, segundo a pesquisa, que os negros podem vir\na ser maioria da população do povo brasileiro nos próximos anos. Se por\num lado os dados sinalizam para a derrocada crescente da ideologia do\nbranqueamento, por outro o aumento da auto-estima entre a população\nnão-branca se dá por uma série de fatores. E o principal, na opinião do\nantropólogo e professor da UnB, José Jorge de Carvalho, é “o aumento do\ndebate sobre a questão racial no Brasil”. ",1] );  //--&gt;&lt;/script&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecida por seu ativismo contra as cotas, a antropóloga Yvonne Maggie  declarou recentemente que “uma coisa é dizer que o Brasil é um país desigual,  com uma distância muito grande entre ricos e pobres. Outra coisa é atribuir isso  à raça”. Para ela, “a lógica étnica ou racial não tem fim e só persiste porque a  Fundação Ford investiu milhões de dólares no Brasil”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como explicar o  posicionamento da autora do livro Guerra de orixá? Adesão a um padrão de análise  que, baseada nas formulações teóricas de Gilberto Freyre, vê a história  brasileira como um suceder de arranjos e combinações calcadas na “cordialidade”  de uma elite flexível? Reverência a uma arquitetura tão perfeita que o conflito  só aparece como “algo externo á nossa gente”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse tipo de discurso está  tão cristalizado no pensamento social brasileiro que mesmo setores mais  progressistas fazem coro a ele. Quantas vezes não ouvimos que as injustiças  sociais em relação aos negros não seriam particularidades destes, mas do  conjunto das classes trabalhadoras? Uma visão reducionista que ignora evidências  estatísticas. Pelos números do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento  Humano (Pnud), em 2002, enquanto os brancos no Brasil tinham um padrão de vida –  considerando-se o nível de educação, expectativa de vida e renda – comparável  aos habitantes dos Emirados Árabes (46º lugar entre os 173 países pesquisados),  os negros viviam como habitantes da República da Moldávia (105º posição). Esses  números não mostram uma correlação cristalina entre etnia e inserção social? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não lembrar, ou fingir que não lembra, que em determinada fase de nossa  história houve uma coincidência entre a divisão racial e social do trabalho é  legitimar uma estrutura societária rigidamente estratificada que, apesar dos  avanços nos últimos anos, ainda persiste em atribuir aos brancos as atividades  consideradas mais qualificadas, as que gozam de maior prestígio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De  acordo com o relatório anual das Desigualdades Raciais no Brasil 2007-2008, da  UFRJ, entre 1995 e 2006, o peso relativo da população autodeclarada parda ou  preta subiu de 45 para 49,5%. Isso significa, segundo a pesquisa, que os negros  podem vir a ser maioria da população do povo brasileiro nos próximos anos. Se  por um lado os dados sinalizam para a derrocada crescente da ideologia do  branqueamento, por outro o aumento da auto-estima entre a população não-branca  se dá por uma série de fatores. E o principal, na opinião do antropólogo e  professor da UnB, José Jorge de Carvalho, é “o aumento do debate sobre a questão  racial no Brasil”. &lt;script&gt;&lt;!-- D(["mb","\u003cbr\u003e\u003cbr\u003eSe Yvonne Maggie\nestá correta quando diz que “raça é uma invenção dos racistas para\ndominar mais e melhor”, talvez, se debruçando sobre as particularidades\ndo fenômeno racista, entenda a competência dos que manejam o discurso\nexcludente. Aqueles que, sabendo que os negros são a maioria dos\nanalfabetos, dos que recebem menores salários, dos encarcerados, dos\nsubempregados e se constituem minorias nas faculdades, em grandes\nempresas e no Congresso Nacional, entre outros lugares de projeção,\nrejeitam o sistema de cotas alegando que “raça não pode ser critério de\ndistribuição de justiça”. \u003cbr\u003e\u003cbr\u003eUm olhar atento mostraria que “raça”\nsempre foi critério classificatório de quem pôde ter identidade e\nconsciência histórica: uma elite branca que idealizou a tolerância que\njamais teve. Qualquer estudante universitário sabe disso. Se for negro\ne cotista, então, conhece bem os limites das “relativizações\npossíveis”. Aquele pequeno espaço de dramatizações sociais para onde\nconvergem os “orixás” da UFRJ e os senhores da direita escravocrata.\nAli são forjados os estatutos “progressistas” da Casa-Grande. \u003cbr\u003e\u003cbr\u003e\u003ci\u003e(*) Artigo publicado originalmente no Jornal do Brasil\u003c/i\u003e\u003c/p\u003e\n           \u003cbr\u003e\n         \n           Gilson\nCaroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio\nAlonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e\ncolaborador do Jornal do Brasil\u003c/td\u003e\u003c/tr\u003e\u003c/tbody\u003e\u003c/table\u003e\u003cbr\u003e\n\n\n      \u003chr size\u003d\"1\"\u003eVeja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: \u003ca rel\u003d\"nofollow\" href\u003d\"http://br.rd.yahoo.com/mail/taglines/mail/*http://br.maisbuscados.yahoo.com/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\u003eTop 10\u003c/a\u003e - \u003ca rel\u003d\"nofollow\" href\u003d\"http://br.rd.yahoo.com/mail/taglines/mail/*http://br.maisbuscados.yahoo.com/celebridades/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\u003eCelebridades\u003c/a\u003e - \u003ca rel\u003d\"nofollow\" href\u003d\"http://br.rd.yahoo.com/mail/taglines/mail/*http://br.maisbuscados.yahoo.com/m%C3%BAsica/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\u003e",1] );  //--&gt;&lt;/script&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Yvonne Maggie está correta quando diz que “raça é uma invenção dos  racistas para dominar mais e melhor”, talvez, se debruçando sobre as  particularidades do fenômeno racista, entenda a competência dos que manejam o  discurso excludente. Aqueles que, sabendo que os negros são a maioria dos  analfabetos, dos que recebem menores salários, dos encarcerados, dos  subempregados e se constituem minorias nas faculdades, em grandes empresas e no  Congresso Nacional, entre outros lugares de projeção, rejeitam o sistema de  cotas alegando que “raça não pode ser critério de distribuição de justiça”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um olhar atento mostraria que “raça” sempre foi critério classificatório  de quem pôde ter identidade e consciência histórica: uma elite branca que  idealizou a tolerância que jamais teve. Qualquer estudante universitário sabe  disso. Se for negro e cotista, então, conhece bem os limites das “relativizações  possíveis”. Aquele pequeno espaço de dramatizações sociais para onde convergem  os “orixás” da UFRJ e os senhores da direita escravocrata. Ali são forjados os  estatutos “progressistas” da Casa-Grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(*) Artigo publicado  originalmente no Jornal do Brasil&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Gilson Caroni Filho é professor de  Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro,  colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do  Brasil&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5244529292073119537-4259115463639336353?l=oplantador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/JvDW4ye9yK1hrR3DZdQrZUa1cIM/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/JvDW4ye9yK1hrR3DZdQrZUa1cIM/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/JvDW4ye9yK1hrR3DZdQrZUa1cIM/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/JvDW4ye9yK1hrR3DZdQrZUa1cIM/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://oplantador.blogspot.com/2009/08/cotas.html</feedburner:origLink></item><item><title>As torneiras abertas do Rio Grande do Sul</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/OPlantador/~3/nZqGDy2f21I/as-torneiras-abertas-do-rio-grande-do.html</link><category>Noticias</category><author>pedrosinho100@gmail.com (Rafael Pedroso)</author><pubDate>Wed, 26 Aug 2009 11:25:57 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5244529292073119537.post-912164885586862053</guid><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ESY24Wf6Oi8/SpV-E5dnagI/AAAAAAAAAIs/HbW1RuPdqRA/s1600-h/1261911-9546-it2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 286px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ESY24Wf6Oi8/SpV-E5dnagI/AAAAAAAAAIs/HbW1RuPdqRA/s320/1261911-9546-it2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374340352946170370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;h4 style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Quarta, 26 d&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/MARCIO%7E1/CONFIG%7E1/Temp/moz-screenshot-1.jpg" alt="" /&gt;e agosto de 2009, 08h20  &lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                     &lt;/div&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/MARCIO%7E1/CONFIG%7E1/Temp/moz-screenshot.jpg" alt="" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;!-- coluna 22 --&gt;                    &lt;!-- relnovo --&gt;                                                                          &lt;!-- fim relnovo --&gt;              &lt;!-- ini imagem horiz --&gt;        &lt;!-- fim imagem horiz --&gt;                             &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;" class="autor"&gt;Eduardo Tessler&lt;br /&gt;De Porto Alegre (RS)&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                                 &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Não bastasse a crise política em que se meteu a governadora gaúcha Yeda Crusius, agora a lista de desvio de dinheiro público ganha novos reforços a cada dia.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; O escândalo mais recente não chama a atenção pela quantidade - R$ 15 mil - mas pela total falta de critérios que os governantes do Rio Grande tem para abrir as torneiras e despejar verbas públicas. O dinheiro em questão foi dado sob forma de "diárias" para que o cidadão gaúcho Clóvis Fernandes pudesse assistir aos jogos da Copa das Confederações, disputada em junho na África do Sul.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; O conhecido "Gaúcho da Copa" ficou famoso por aparecer com seu generoso bigode e uma réplica da Copa do Mundo em mãos nas transmissões de jogos dos Mundiais. O locutor Galvão Bueno chama-o de "simpático".&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; Clóvis Fernandes tentou ser vereador em 2008. Não conseguiu mais que 2.300 votos e ficou de fora. Concorreu pelo PMDB, um dos partidos da base de Yeda Crusius. Hoje Fernandes é CC do governo gaúcho, lotado na secretaria de Relações Institucionais. E de quebra ainda leva algumas diárias para passear e ver futebol.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; Ou seja, não bastasse Fernandes ter se ausentado do trabalho em uma secretaria de Estado por 19 dias, ainda recebeu um "extra" para isso.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Se Fernandes busca patrocínio para ir às competições internacionais, mérito dele e de seu grupo. O site do "Gaúcho" apresenta anúncios de uma agência de viagens, uma confecção de camisetas, uma empresa de comunicação visual, uma de TV por assinatura e de uma rede de lojas de música, de propriedade do presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Noveletto. Até aí, nenhum problema.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; Mas quando o governo do Estado abre a torneira e paga 19 diárias de viagem para que um CC vá se divertir na África do Sul, aí o furo aumenta.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;   Qual a vantagem para o Estado em ter um torcedor assistindo jogos da Seleção Brasileira?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; Segundo o secretário da Casa Civil, José Alberto Wenzel, que autorizou a viagem, "o dinheiro foi muito bem investido".&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; Em que, secretário? Em cerveja? Em visita a tribos e reservas naturais, como aparece no site do "Gaúcho"? Fernandes divertiu-se vendo os jogos e distribuiu panfletos falando de Porto Alegre na Copa de 2014. E voltou com uma conclusão "fundamental": trânsito é um problema para a Copa. Ah, bom, ainda bem que o enviado especial revelou esse segredo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; Fernandes é um cara-dura que consegue abrir as torneiras do Estado. Mas o problema não é ele ou outros que se aproveitam do desgoverno. O problema está exatamente em quem assina o cheque. A governadora, os secretários, os que não cuidam do patrimônio e das finanças do Rio Grande.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; O dinheiro gaúcho hoje escorre por todos os lados. A tal ponto que uma empresa terceirizada, que cuida dos depósitos de carros apreendidos pelo Detran-RS, cobra uma suposta dívida de R$ 16 milhões do governo. E se não fosse o Ministério Público impedir esse absurdo, a governadora já teria pago.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;As torneiras gaúchas estão abertas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial;" class="destaque_cinza"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;i&gt;&lt;b&gt; Eduardo Tessler&lt;/b&gt; é jornalista e consultor de empresas de comunicação. Edita o blog &lt;a href="http://www.midiamundo.com/" target="_blank"&gt; Mídia Mundo&lt;/a&gt;. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5244529292073119537-912164885586862053?l=oplantador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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