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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/atom10portuguesefull.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" gd:etag="W/&quot;DUQDQXo-fCp7ImA9WhZTFks.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6465717404601577685</id><updated>2011-03-20T17:29:30.454-07:00</updated><title>O PROSCÊNIO - teatro dos loucos</title><subtitle type="html">Agradeço a todos que me ajudaram durante anos para lograr ser APROVADO EM SEGUNDO LUGAR NO CONCURSO PARA O CARGO DE ANALISTA DE GESTÃO E DESENVOLVIMENTO INTITUCIONAL DA FIOCRUZ.</subtitle><link rel="http://schemas.google.com/g/2005#feed" type="application/atom+xml" href="http://oproscenio.blogspot.com/feeds/posts/default" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://oproscenio.blogspot.com/" /><link rel="next" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false&amp;v=2" /><author><name>André Luiz Nahon Góes</name><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version="7.00" uri="http://www.blogger.com">Blogger</generator><openSearch:totalResults>72</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/atom+xml" href="http://feeds.feedburner.com/OProscenio" /><feedburner:info uri="oproscenio" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" 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Participe!</feedburner:browserFriendly><entry gd:etag="W/&quot;DEcFSXY9eSp7ImA9Wx9WFkk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6465717404601577685.post-6419076141919987367</id><published>2011-01-21T05:10:00.000-08:00</published><updated>2011-01-21T13:40:18.861-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-01-21T13:40:18.861-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pensamentos" /><title>Marley e Eu</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/SyY5KotisOI/AAAAAAAAAS8/YGyr0D5yORA/s1600-h/marley-e-eu.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rs="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/SyY5KotisOI/AAAAAAAAAS8/YGyr0D5yORA/s320/marley-e-eu.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Ontem completei o trigésimo aniversário. Fora a crise momentânea, foi tudo bem. Esse tipo de “comemoração” é importante para repensarmos a vida, não apenas quais caminhos foram tomados, mas principalmente as decisões a serem estabelecidas. Ademais, como me chamou a atenção um amigo, é importante sabermos olhar para o lado, ou seja, observar as oportunidades que a vida nos reserva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das preocupações que hoje tenho diz respeito à vida profissional. Sei que poderia, aos trinta anos, ter sido um jovem talento, mas as escolhas feitas lá atrás me encaminharam para outra direção. Não me ocupei apenas com uma coisa, não fiz os sacrifícios necessários, não consegui enxergar a existência por apenas uma lente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sempre tive a consciência de que o ser é o todo e que são vários veículos a serem cuidados. Do corpo físico fiz questão de prezar, tratá-lo com algum respeito, buscar conhecê-lo e dominá-lo: isso continua como máxima. A espiritualidade sempre foi minha fonte e minha busca. Meti-me nas igrejas, nas giras, nos livros e nas práticas atrás de repostas para os meus inquietamentos. O corpo mental, arredio, precisou ser polido e lapidado, a tarefa está em andamento e não creio que em algum momento termine.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Destaco, todavia, a jornada em torno do emocional. Fui um adolescente ciumento, bêbado, violento, imaturo, imediatista e arrogante. Embora seja difícil me autoavaliar, creio que me desenvolvi um pouco. Sou casado com uma mulher linda e inteligente – além de possuir outros atributos -, nunca procurei controlá-la, não sou seu dono. Não bebo há seis anos nem pretendo voltar a fazê-lo. Estou domesticado, minha agressividade está canalizada para finalidades produtivas. Acho que me tornei um pouco mais maduro, mas não sei dizer se há um ponto ideal... imediatista? Ainda quero tudo no meu tempo, mesmo sabendo que a vida determina quase sempre o andamento da valsa. Quanto à arrogância, observo-a de perto: presto bastante atenção aos rastros deixados para trás, sei que qualquer progresso é motivo de orgulho e que, sem dúvida, isso é entrave para tornar-se pouco menos que humilde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não se pode olvidar que todas as crises como a de ontem são emocionais. Somam-se a elas as desilusões. Alguns pseudoamigos se casaram, cerca de três ou quatro, e sequer fui convidado para as cerimônias; meu filho nasceu há cinco meses e há quem prometa visitá-lo, mas nunca encontra tempo; meus pais se tornaram, mais do que nunca, progenitores: sem comentários; outros em quem confiei, passaram em concursos públicos, ou acreditam na própria importância, e juram ser pretensos deuses; finalmente, as pessoas se afastam e nós nos afastamos delas sem motivos aparentes, quando nem desconfiamos das distâncias progressivamente criadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste tempo, os últimos anos, formei minha família. Incrível como é duro ser integro, honesto, batalhador e ao mesmo tempo ter sucesso, quando ser quem se é não basta para ser-se aceito. Como disse anteriormente, escolhi o caminho que leva à compreensão, mas não é facil caminhar sobre as chamas com tamanha paciência, visto que o mundo arde a sua volta. Não consegui privilegiar a profissão em detrimento do ser, não paguei os pedágios na estrada sinuosa que percorremos... &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas que profissão? Enfim, não estou realizado, mas existe contentamento fora do espírito? Talvez esteja insatisfeito, mas então é questão de arrumar um emprego ou passar num concurso público, daí que vem o respeito? Parece-me que cada vez é mais isto que somos: alienados, no sentido mais marxiano possível. Acredito (será?) que fiz a escolha certa, em algum momento os alicerces que ergui brotarão da terra: como naquela história do bambu chinês que nasce após quatro ou cinco anos de gestação, conhece? I. Kant tinha razão, mede-se a inteligência de um Homem pela sua capacidade de suportar incertezas? É essa a medida do sucesso?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6465717404601577685-6419076141919987367?l=oproscenio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?a=owK61kDIPvc:F3LmO9ogHFM:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?a=owK61kDIPvc:F3LmO9ogHFM:63t7Ie-LG7Y"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?d=63t7Ie-LG7Y" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?a=owK61kDIPvc:F3LmO9ogHFM:4cEx4HpKnUU"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?i=owK61kDIPvc:F3LmO9ogHFM:4cEx4HpKnUU" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://oproscenio.blogspot.com/feeds/6419076141919987367/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6465717404601577685&amp;postID=6419076141919987367&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/6419076141919987367?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/6419076141919987367?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://oproscenio.blogspot.com/2009/12/marley-e-eu.html" title="Marley e Eu" /><author><name>André Luiz Nahon Góes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="03255517994298663335" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/SyY5KotisOI/AAAAAAAAAS8/YGyr0D5yORA/s72-c/marley-e-eu.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DU4BRHYzeip7ImA9Wx9RGEs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6465717404601577685.post-5286896158035146097</id><published>2010-12-20T04:55:00.000-08:00</published><updated>2010-12-20T09:59:15.882-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-12-20T09:59:15.882-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pensamentos" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="espiritualidade" /><title>sonhos</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S4-s-jM_08I/AAAAAAAAAY0/6wqabpgXG7Y/s1600-h/un_sonhos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kt="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S4-s-jM_08I/AAAAAAAAAY0/6wqabpgXG7Y/s320/un_sonhos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando se sonha pequeno, qualquer coisa serve. Mas quando o objetivo é grande, há de se ter paciência. &lt;a href="http://oproscenio.blogspot.com/2010/01/uma-valsa-tres.html"&gt;Alguns sonhos parecem estar perto do impossível, por isso a importância tamanha do tempo.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qual é o seu sonho? Se você acha que ele está muito distante, é sinal de que você está perdendo a motivação. Para isso só há um remédio: meditar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns minutos diários com seus próprios pensamentos e, principalmente, com o silêncio interior lhe ajudarão. Não conte a ninguém sobre o que se passa, apenas &lt;a href="http://oproscenio.blogspot.com/2009/12/os-dois-primeiros-trabalhos-de-hercules.html"&gt;pergunte ao espírito que rege sua vontade&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você precisará de dias, talvez meses, para chegar a alguma conclusão. Entretanto, a convicção não mais se perderá no lodo da incerteza. Pode ser que você se pergunte se está caminhando na direção certa, apenas confie na intuição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://oproscenio.blogspot.com/2007/11/cincia-com-vocao-max-weber-1a-parte.html"&gt;Quem sonha pequeno é incapaz de entender os sonhos dos grandes&lt;/a&gt;. Dessarte, os sonhos falam muito de você e de mim, na verdade, de todos nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recusar um sonho, só você pode abandoná-lo ou conquistá-lo, é ceder um pouquinho do Eu aos caprichos da impaciência, do derrotismo, da acomodação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode até parecer que é muito mais fácil sonhar pequeno e estar certo de qualquer vitória, mas as únicas vitórias que valem a pena são frutos da pura entrega. Portanto, &lt;a href="http://oproscenio.blogspot.com/2010/01/curva-da-vida.html"&gt;cabe ao sonhador acreditar no próprio sonho e torná-lo um objeto plenamente realizável&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6465717404601577685-5286896158035146097?l=oproscenio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?a=mnNZThRd_T4:ZPGhoq60VR0:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?a=mnNZThRd_T4:ZPGhoq60VR0:63t7Ie-LG7Y"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?d=63t7Ie-LG7Y" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?a=mnNZThRd_T4:ZPGhoq60VR0:4cEx4HpKnUU"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?i=mnNZThRd_T4:ZPGhoq60VR0:4cEx4HpKnUU" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://oproscenio.blogspot.com/feeds/5286896158035146097/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6465717404601577685&amp;postID=5286896158035146097&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/5286896158035146097?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/5286896158035146097?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://oproscenio.blogspot.com/2010/03/quando-se-sonha-pequeno-qualquer-coisa.html" title="sonhos" /><author><name>André Luiz Nahon Góes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="03255517994298663335" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S4-s-jM_08I/AAAAAAAAAY0/6wqabpgXG7Y/s72-c/un_sonhos.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEIMRn89eCp7ImA9Wx9RE04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6465717404601577685.post-5049097176563824508</id><published>2010-12-14T05:16:00.000-08:00</published><updated>2010-12-14T05:16:27.160-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-12-14T05:16:27.160-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pensamentos" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="espiritualidade" /><title>O Fogo Interior</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/TQds1ooFAtI/AAAAAAAAAaA/aDbzHmPVELI/s1600/O_FOGO_INTERIOR_1232413411P.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/TQds1ooFAtI/AAAAAAAAAaA/aDbzHmPVELI/s1600/O_FOGO_INTERIOR_1232413411P.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conheci Carlos Castañeda com meu antigo mestre de artes marciais, Marco Loureiro. Ele era fissurado por questões “metafísicas” e pontuava a necessidade do aprendizado de assuntos “sutis” para o artista marcial. Enfim, Castañeda entrou na minha vida para nunca mais sair.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nosso autor escreveu livros diversos a respeito da jornada infinita rumo ao conhecimento. O&lt;a href="http://www.4shared.com/file/136977285/9d0e9902/07-O_Fogo_Interior.html"&gt; “Fogo interior”&lt;/a&gt; é um dos melhores, particularmente o primeiro capítulo. Neste livro seu mestre, o índio Don Juan, ensina a necessidade de persistência e de clareza no processo de aprendizado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo o índio mexicano, todo guerreiro-caminhante necessita de cinco atributos e um fator externo:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- paciência&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- controle&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- disciplina&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- vontade&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- senso de oportunidade&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- pequeno tirano&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paciência. Nada nesta vida é conseguido sem esta qualidade. Paciência é saber esperar o que é de direito, sem ansiedade, sempre se sabendo que o tempo retribui os frutos devidos. Em outras palavras, o Universo conspira a favor dos Homens de boa vontade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Controle é suportar intempéries, violências e abusos sem perder a calma. É suportar o adverso sem “jogar tudo para o alto”, tornar-se essencial para que não percamos o rumo para a conclusão de um objetivo específico. Devemos controlar-nos a fim de suportar o peso das forças que conspiram necessariamente contra nossos desígnios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Disciplina é ser eficiente, a despeito da vontade de abandonar a situação que se enfrenta. Segundo Don Juan, quando tudo conspira contra, é a disciplina que manterá o aprendiz nos trilhos. O indivíduo disciplinado mantém o passo, independentemente dos fenômenos exteriores. Reúne determinação e dedicação inquebrantáveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vontade é a força que arrasta o Homem para fora da zona de conforto, é a força motriz. Nela está contida a intenção. Uma boa intenção somada à máxima vontade leva o guerreiro caminhante a concluir o que começou, apesar de todos os contratempos. &lt;a href="http://oproscenio.blogspot.com/2009/12/os-dois-primeiros-trabalhos-de-hercules.html"&gt;Intento&lt;/a&gt;, portanto, é a potência resultante da soma de vontade e de intenção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Senso de oportunidade: funciona como um dique que concentra paciência, controle e disciplina. O guerreiro-aprendiz aprende com o tempo a sentir o momento exato de agir, sem pressa, sem ansiedade. O senso de oportunidade é a percepção perfeita de que o tempo chegou para concluir o objetivo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Finalmente, Don Juan leciona que o pequeno tirano é a força contrária, a qual nos repele dos objetivos. Nada pior que alguém em posição de poder para humilhar-nos, mas qualquer situação pode ser um tirano em potencial. Ele, todavia, é uma dádiva, pois é por si só um adversário a alimentar a vontade do Homem. Este fator exógeno ao Homem é a própria &lt;a href="http://oproscenio.blogspot.com/2010/01/curva-da-vida.html"&gt;motivação necessária ao desenvolvimento&lt;/a&gt;. Quem não tem seu pequeno tirano, precisa encontrar um rapidamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho aplicado há quase quinze anos os ensinamentos de Castañeda e de Don Juan. Acredito que também possa ser útil para quem em situações difíceis sente que está difícil de ir até o fim. Sabemos que tudo de bom vem com tempo, esforço e persistência... força sempre!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6465717404601577685-5049097176563824508?l=oproscenio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://oproscenio.blogspot.com/feeds/5049097176563824508/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6465717404601577685&amp;postID=5049097176563824508&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/5049097176563824508?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/5049097176563824508?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://oproscenio.blogspot.com/2010/12/o-fogo-interior.html" title="O Fogo Interior" /><author><name>André Luiz Nahon Góes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="03255517994298663335" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/TQds1ooFAtI/AAAAAAAAAaA/aDbzHmPVELI/s72-c/O_FOGO_INTERIOR_1232413411P.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CE4ASXs5eip7ImA9Wx9SGE0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6465717404601577685.post-7576921488944917044</id><published>2010-12-08T05:35:00.000-08:00</published><updated>2010-12-08T02:09:08.522-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-12-08T02:09:08.522-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pensamentos" /><title>A curva da vida</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S2A_W8nnbfI/AAAAAAAAAVE/xMS9rBp57gA/s1600-h/rachmaninov.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" mt="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S2A_W8nnbfI/AAAAAAAAAVE/xMS9rBp57gA/s320/rachmaninov.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Conheci recentemente a "Curva S" de Richard Foster. A idéia é simples e a essência é bastante intuitiva: a maestria vem com o esforço e com o tempo. &lt;a href="http://oproscenio.blogspot.com/2009/12/os-dois-primeiros-trabalhos-de-hercules.html"&gt;Não adianta tentar queimar estágios, existe um tempo determinado para a maturação de habilidades.&lt;/a&gt; Originalmente a "Curva S" surgiu para tratar do desenvolvimento de tecnologias e organizações, mas o que importa para mim é a sua aplicação no apefeiçoamento humano.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Nesse sentido, há três fases no processo de se conquistar a maestria em qualquer atividade. Primeiro o indivíduo passa por um período extremamente delicado, no qual a motivação é a pedra basilar. O mínimo progresso é lento e não se sente à vontade, uma vez que a nova habilidade está longe de ser medular, isto é, de ser natural. O exemplo clássico é o do jovem que sonha em tocar os recitais de Bach no piano, mas mal consegue dedilhar notas simples no teclado. O instrumento é arredio, sabe-se que serão necessários resignação, entrega e persistência. Se o iniciante não tiver intento, irá desistir em breve.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo a habilidade sido minimamente adquirida, o indivíduo se depara com nova situação: &lt;a href="http://oproscenio.blogspot.com/2010/01/uma-valsa-tres.html"&gt;começa a colher os frutos do esforço empreendido&lt;/a&gt;.Tem início então a segunda etapa. É como se o rapaz que apenas sonhava fosse recompensado pela tremenda dedicação. Aqui é comum a apresentação de recitais, a composição de breves sonatas e o reconhecimento artístico é notável: evidentemente o indivíduo começa a tornar-se referência no que faz e a humildade é necessária para que não se incorra nos pecados da soberba e da arrogância. Mesmo a estabilidade financeira ocorre nessa fase, uma vez que poucos seriam os mecenas que investiriam apenas na promessa de um futuro talento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Finalmente chega a última parte da empreitada, o jovem músico tem o piano por extensão do próprio corpo. Como se houvesse obtido uma segunda natureza, é capaz de tecer melodias sem pestanejar, está seguro de quem ele se tornou. Porém, os esforços não se encerraram, nesse momento qualquer avanço suplementar é extremamente difícil. Uma sinfonia que fizesse parte do panteão da música clássica é um objetivo ainda intangível. Embora nosso compositor não seja mais um neófito, sabe que o último trecho de sua caminhada rumo à maestria é delicadíssimo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S2A_MDo1pKI/AAAAAAAAAU8/icwBI1Uhpgs/s1600-h/Curva_S-2.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" mt="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S2A_MDo1pKI/AAAAAAAAAU8/icwBI1Uhpgs/s320/Curva_S-2.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o pensamento de Richard Foster, muitos desistiriam de tocar o piano na primeira fase, afinal os dedos doem demasiadamente e a disciplina das horas de treino incomodam sobremaneira. Nessa dialética de esforço e desempenho, poucos chegam ao ápice, seja a excelência atestada pelos pares ou o &lt;a href="http://oproscenio.blogspot.com/2010/02/o-lobo-da-estepe.html"&gt;contentamento compartilhado por si mesmo&lt;/a&gt;. Quantos de nós&amp;nbsp;somos realmente mestres no que fazemos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6465717404601577685-7576921488944917044?l=oproscenio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?a=8N3KutBd6c0:TGzjCJaRUSo:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?a=8N3KutBd6c0:TGzjCJaRUSo:63t7Ie-LG7Y"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?d=63t7Ie-LG7Y" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?a=8N3KutBd6c0:TGzjCJaRUSo:4cEx4HpKnUU"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?i=8N3KutBd6c0:TGzjCJaRUSo:4cEx4HpKnUU" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://oproscenio.blogspot.com/feeds/7576921488944917044/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6465717404601577685&amp;postID=7576921488944917044&amp;isPopup=true" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/7576921488944917044?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/7576921488944917044?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://oproscenio.blogspot.com/2010/01/curva-da-vida.html" title="A curva da vida" /><author><name>André Luiz Nahon Góes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="03255517994298663335" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S2A_W8nnbfI/AAAAAAAAAVE/xMS9rBp57gA/s72-c/rachmaninov.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkQBR3gyfyp7ImA9Wx5XF08.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6465717404601577685.post-8796205192631678569</id><published>2010-09-17T08:00:00.000-07:00</published><updated>2010-09-17T05:59:16.697-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-09-17T05:59:16.697-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="política internacional" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pensamentos" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="espiritualidade" /><title>O mundo está acabando?</title><content type="html">Já sei, você vai dizer que estou ficando louco e fanático, que inclusive estou acatando às loucuras de quem acredita no apocalipse. Deixe-me fazer uma súplica silenciosa e pedir com humildade para que leia mais alguns parágrafos e que também pesquise em sites, revistas e outras fontes minimamente confiáveis a respeito do que conversaremos. Pode ser? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Tempestades solares:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=21452&amp;amp;op=all"&gt;A cada onze anos o sol alcança o pico de suas atividades.&lt;/a&gt; Nesses momentos a emissão de radiação: as perigosas, mas não tão famosas, tempestades solares se tornam mais intensas, o que, para o estilo de vida atual da civilização humana, será potencialmente o início de um colapso generalizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Melhor explicar um pouco mais. Estas tempestades solares, ou simplesmente “ventos solares”, são emissões carregadas de partículas életricas capazes de afetar os sistemas de comunicação, transportes e outros artefatos terrestres. &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/tecnologia+link,2012-o-ano-em-que-tudo-pode-parar,1899,0.shtm"&gt;O que ocorreria se o próximo ciclo fosse o mais intenso em mais de um século?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S4nXE78rfBI/AAAAAAAAAYM/Lxsxj6dT7hY/s1600-h/tempestade-solar-grande.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kt="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S4nXE78rfBI/AAAAAAAAAYM/Lxsxj6dT7hY/s320/tempestade-solar-grande.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;A resposta é a destruição de muita coisa que está por aí... Em 1859, houve o que é considerado o ápice do “ciclo dos 11 anos” mais potente que se tem notícia. Àquela época as tempestades solares foram responsáveis pelo colapso dos sistemas telegráficos na América do Norte e na Europa. Para se ter ideia, o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cintur%C3%A3o_de_Van_Allen"&gt;cinturão de Van Allen&lt;/a&gt; não comportou a tamanha carga radiotiva e auroras – que são geralmente vistas nos pólos – foram observadas no México, Itália e outros países.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E daí? No Brasil, ainda que os repórteres da Rede Globo não expliquem – talvez por não saberem -, os efeitos já se apresentam. Sabe aquela conversa de que temos de usar filtro solar, afinal &lt;a href="http://satelite.cptec.inpe.br/uv/br_uvimax.htm"&gt;o sol anda queimando...&lt;/a&gt; pois é, tem a ver com o ápice desse ciclo que ocorrerá em 2012. Aliás, estamos em uma zona chamada pelos astrofísicos de falha magnética. Dá uma lidinha e depois pesquise, mas pesquise e pense, para depois não deixar comentários revoltados n’O Proscênio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S4nW-ScxheI/AAAAAAAAAYE/cYaWx93aY1s/s1600-h/Simulation_Van_Allen_falha+brasil.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kt="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S4nW-ScxheI/AAAAAAAAAYE/cYaWx93aY1s/s320/Simulation_Van_Allen_falha+brasil.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;este "rasgo" está sobre o Atlântico Sul&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;“&lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/tecnologia+link,2012-o-ano-em-que-tudo-pode-parar,1899,0.shtm"&gt;Esta será a primeira tempestade solar intensa que viveremos em plena era da internet, das redes sem fio WiFi, do GPS de uso vasto.&lt;/a&gt; Somos totalmente eletrônicos, digitais. Mas, diferentemente da tecnologia do século 15, a do século 21 é susceptível aos humores da estrela mais próxima. HDs vão deixar de funcionar de uma hora para a outra sem que seus donos compreendam o motivo. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;A tempestade começa na superfície do Sol, com um vento solar. É um vento rápido, forte, carregado de prótons e elétrons que são lançados no espaço. A carga afeta os vários planetas do Sistema Solar de forma diferente. O campo eletromagnético da Terra nos protege na maioria das vezes da radiação – mas, nos picos da tempestade, não há jeito que nos salve. Ela vem.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;O primeiro resultado é o aquecimento da atmosfera. O ar esquenta, a atmosfera se dilata e abocanha um naco que antes pertencia ao espaço. O resultado prático é que satélites de órbita baixa, repentinamente, não estão mais em órbita e sim na atmosfera. Se bobear, alguns caem. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;A radiação de prótons e íons que entram no planeta afetam microchips. Eles param de funcionar. Sim, existem chips resistentes a este tipo de radiação – fundamentais para satélites ou naves espaciais. Mas aqueles encontrados dentro de nossos computadores não são assim.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;O centro da Terra convulsionado:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já percebeu como a quantidade de terremotos, vulcões ativos e tsunamis tem aumentado nos últimos anos? Sinto muito, mas é só o início da fúria deste ser vivo, a Terra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S4nYrCldIdI/AAAAAAAAAYU/i9FMTfK_or8/s1600-h/placas-tectonicas.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kt="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S4nYrCldIdI/AAAAAAAAAYU/i9FMTfK_or8/s320/placas-tectonicas.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Tenho certeza de que você já ouviu falar do &lt;a href="http://www.invivo.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=274&amp;amp;sid=9"&gt;arco de fogo do pacífico&lt;/a&gt;. Se não, pesquise e depois continue a leitura deste texto ...agora que não restam mais dúvidas de que as atividades magmáticas sob a crosta do planeta estão batendo recordes sobre recordes, você até concorda comigo que o negócio vai ficar estranho para quem mora na região do Pacífico.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Apesar de 90% dos grandes tremores acontecerem na região do cinturão de fogo, vale dizer que os efeitos não estão concentrados ali. Isso não decorre somente por que sobram outros 10% para o resto do globo. Na verdade, esse encontro de placas na América do Norte pode despertar a ira do &lt;a href="http://www.espada.eti.br/Images/yellowstone-volcano.gif"&gt;super vulcão de Yellowstone&lt;/a&gt;. Aliás, desde 2004 – mesmo ano dos tremores que geraram tsunamis devastadores no Pacífico e em adjacências -, o parque do Zé Coméia sofre cada vez mais tremores, assustando muitos especialistas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Não vou comentar como será o processo de devastação da Terra depois que o supervulcão resolver sair dos braços de Morfeu, certamente viveremos num lugar parecido com o que se conhece como “inferno” para depois entrarmos numa era de inverno permanente. Pois é, pode esperar por outros terremotos, mais ondas gigantes e &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=x6a18PMS9p8"&gt;o citado mega vulcão&lt;/a&gt; saindo de um sono de longos 600 mil anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;"A caldeira está inquieta", diz Smith. "O resultado de todos os ciclos será uma quantidade de magma suficiente para uma erupção. O problema é que não sabemos como são esses ciclos." &lt;a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/edicao-113/vulcao-yellowstone-487278.shtml?page=1"&gt;Aí surge a questão&lt;/a&gt;: o supervulcão estaria prestes a explodir de novo? As possibilidades de uma erupção total, formadora de nova caldeira - um cataclismo que poderia provocar milhares de vítimas e lançar a Terra em um inverno vulcânico -, são incalculáveis.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;E aqui na crosta, abaixo do Sol e acima do centro da Terra?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S4nbeD7IZWI/AAAAAAAAAYk/A0sd3asYqIY/s1600-h/4-cavalos-do-apocalipse.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kt="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S4nbeD7IZWI/AAAAAAAAAYk/A0sd3asYqIY/s320/4-cavalos-do-apocalipse.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Aqui em cima as coisas vão mal, muito mal mesmo.&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em primeiro lugar, nenhum país está preparado para lidar com o blackout ocasionado pela radiação do Sol. Ninguém está imune. Depois, não há prédio resistente a terremotos acima de 9.0 (Richter); nem barreira capazes de bloquear ondas com mais de quarenta metros de altura; o que dizer então de fugir de um mega vulcão apto a deixar o &lt;a href="http://www.editoras.com/objetiva/608-1.htm"&gt;Krakatoa &lt;/a&gt;no chinelo? Espero que você tenha percebido, não podemos tanto quanto os cientistas políticos acham que podemos...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Last but not least&lt;/em&gt;, há ainda os efeitos na superfície e na atmosfera terrestre gerados diretamente pelas mãos racionais (é sério?) do Homem. Aumento do nível dos mares, derretimento das calotas polares, devastação das últimas florestas, etc, etc, etc. Espero que você tenha percebido que tudo o que foi dito até agora está inexoravelmente integrado. Por mais que não queiramos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eis que quase esqueço. A hecatombe nuclear é cada vez mais plausível, seja pelo conflito entre Estados adversários seja pela atuação de terroristas imprevisíveis munidos de artefatos atômicos. A crise financeira mostrou ao mundo o quão frágil são as estruturas econômicas globais, os &lt;em&gt;&lt;a href="http://pt.euronews.net/2010/02/05/o-que-sao-os-pigs/"&gt;pigs&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; (Portugal, Itália/Irlanda, Grécia e Espanha) que o digam. A desigualdade social aumenta e nunca se viu tanta gente morrendo de fome e de doenças ligadas à pobreza. Conflitos por água já começaram e futuras guerras de vulto estão sendo preparadas em silêncio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;“Na guerra do momento - Israel em Gaza -, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15476"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;por que a mídia não fala sobre a água&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; - um dos itens mais importantes dos conflitos no Oriente Médio? Embora Israel tenha sérios problemas com recursos hídricos, detém o controle dos suprimentos de água, tanto seus como da Palestina. Além de restringir o uso d'água, luta pela expansão do seu território para obter mais acesso e controle deste recurso natural.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Tem mais.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Certamente há muito mais. Prefiro, todavia, que você pesquise o restante por conta própria para depois debatermos a resposta àquela pergunta inicial. Sentimento de vazio? Talvez a religião possa trazer-lhe algum conforto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6465717404601577685-8796205192631678569?l=oproscenio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://oproscenio.blogspot.com/feeds/8796205192631678569/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6465717404601577685&amp;postID=8796205192631678569&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/8796205192631678569?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/8796205192631678569?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://oproscenio.blogspot.com/2010/02/o-mundo-esta-acabando-ja-sei-voce-vai.html" title="O mundo está acabando?" /><author><name>André Luiz Nahon Góes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="03255517994298663335" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S4nXE78rfBI/AAAAAAAAAYM/Lxsxj6dT7hY/s72-c/tempestade-solar-grande.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CU8MRHc6fCp7ImA9WxBaFkw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6465717404601577685.post-81984789513047466</id><published>2010-03-26T19:53:00.000-07:00</published><updated>2010-03-26T07:31:25.914-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-03-26T07:31:25.914-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="espiritualidade" /><title>Um amigo, duas despedidas</title><content type="html">&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/RyiryKdQWaI/AAAAAAAAAAw/-jDTbX_AajU/s1600-h/xango.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127537054050179490" src="http://3.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/RyiryKdQWaI/AAAAAAAAAAw/-jDTbX_AajU/s320/xango.jpg" style="cursor: hand; float: left; margin: 0px 10px 10px 0px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;A Polícia Militar é seletivamente solidária.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seus membros quando perecem recebem tratamentos desiguais, até nisso ela é discriminatória. Roberto era policial militar. Reformado na década de 1980, resolveu voltar à caserna quase trinta anos depois. Inscreveu-se, alguns meses atrás, num programa de voluntariado o qual aceitava ex-policiais para atividades administrativas. Precisava de dinheiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ontem, morreu em casa. Morte súbita. Sem violência, sem o glamour de um soldado do Batalhão de Operações Especiais. Seus únicos méritos eram o sorriso cativante, o jeito simples, a conversa agradável. Boas lembranças.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Felizmente, o corpo do Roberto estava inteiro. Sei de histórias macabras, policiais que se desintegraram vítimas da “guerra” urbana que assola o Rio de Janeiro. Não foi manchete de jornal; não era um desses suspeitos comandantes que particularizam batalhões loteados por políticos patrimonialistas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conheci o Roberto na macumba. Recebia um camarada invocado, daqueles que aspiram a fumaça do charuto e sovem a cachaça. Dançarino, bailava pela gira ao som de Gipsy Kings, não gerava, de forma alguma, qualquer antipatia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Surpreendeu-me numa festa de fim de ano. Estava vestido &lt;em&gt;a la gitano&lt;/em&gt;, desagradou um castrense invocado que trajava farda destoante da alegria festiva. O rapaz, pobre moço, não compreendia que o céu não pertence àqueles que acreditam nas armas. Roberto, indefeso, sorriu. Desarmou o soldado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim como a maioria dos policiais militares, o Roberto não recebeu “enterro de gala”. Os méritos e salvas de tiros são destinados à uma elite: altos oficiais, combatentes mortos nas lides cariocas, alguém que tenha chamado a atenção da mídia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No enterro, não havia repórteres. Senti a ausência do secretário de segurança, do governador, dos colegas fardados. Éramos uns vinte. Único uniformizado – representante oficial do Estado - estava o motorista do carro funerário. Pilotava o veículo negro com o desembaraço de quem se acostumou a transportar cadáveres anônimos no dia-a-dia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em sua despedida, o cigano agradeceu-me a última visita. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6465717404601577685-81984789513047466?l=oproscenio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://oproscenio.blogspot.com/feeds/81984789513047466/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6465717404601577685&amp;postID=81984789513047466&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/81984789513047466?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/81984789513047466?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://oproscenio.blogspot.com/2007/10/um-amigo-duas-despedidas-polcia-militar.html" title="Um amigo, duas despedidas" /><author><name>André Luiz Nahon Góes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="03255517994298663335" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/RyiryKdQWaI/AAAAAAAAAAw/-jDTbX_AajU/s72-c/xango.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CE4FRHYzeyp7ImA9WxBbFUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6465717404601577685.post-9171366512177935457</id><published>2010-03-15T10:00:00.000-07:00</published><updated>2010-03-14T09:08:35.883-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-03-14T09:08:35.883-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pensamentos" /><title>Ciência com Vocação</title><content type="html">&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/Ry_OHadQWlI/AAAAAAAAACM/3oiXjszfDAE/s1600-h/weber.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129545127354718802" src="http://3.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/Ry_OHadQWlI/AAAAAAAAACM/3oiXjszfDAE/s200/weber.jpg" style="cursor: hand; float: left; margin: 0px 10px 10px 0px;" /&gt;&lt;/a&gt; Algumas ideia: &lt;strong&gt;Max Weber&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O artigo “Ciência como Vocação”, de Max Weber, é um marco para as Ciências Sociais uma vez que define a função social da ciência, as características próprias da produção científica e o ofício do cientista social.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São notáveis, segundo o autor, as diferenças entre o modelo alemão e o modelo americano de fazer ciência. O jovem alemão, &lt;em&gt;privatdozent&lt;/em&gt;, necessita de paciência quanto às incertezas e às indefinições da carreira almejada. A profissão, cercada de azares e de acasos, exige do cientista habilidade no trato da ausência de garantias em relação ao sucesso profissional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No caso americano, os institutos de ciência “transformaram-se em empresas de capitalismo estatal” nas quais um salário garante um determinado conforto ao jovem. A maior expectativa em relação ao cientista é que ele mantenha a “sala cheia”; há, então, um compromisso com a produtividade. A atividade científica encontra-se perfeitamente adaptada às demandas capitalistas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Função importante exerce o acaso na carreira do cientista. Conquanto a virtude seja essencial, sem sorte o neófito não alcançará um posto de professor titular ou de diretor de departamento. Nenhuma carreira, avalia Weber, exige do indivíduo tanta fortuna quanto a carreira acadêmica. Assim sendo, o jovem cientista deve estar preparado psicologicamente para responder a seguinte pergunta:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Você se julga capaz de ver, sem se desesperar nem se amargurar, ano após ano, passar à sua frente mediocridade após mediocridade?”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As boas idéias surgem com a intuição. O pesquisador experimentado diferencia-se do novato por ser capaz de aplicar métodos eficazes na confirmação racional de vislumbres intuitivos. Isso não impede, contudo, que o jovem cientista desenvolva idéias brilhantes. Na atividade cientifica, um aspecto é a pesquisa, outro é a docência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para obter sucesso, o jovem deve não apenas ser bom pesquisador, mas também cativante professor. Caso contrário, o destino pode levá-lo à “morte universitária”. Desse modo, o êxito absoluto no que diz respeito à pedagogia é a habilidade de tornar os teoremas científicos acessíveis ao leigo de modo que seja ele capaz de formular suas próprias opiniões sobre o tema.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6465717404601577685-9171366512177935457?l=oproscenio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://oproscenio.blogspot.com/feeds/9171366512177935457/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6465717404601577685&amp;postID=9171366512177935457&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/9171366512177935457?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/9171366512177935457?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://oproscenio.blogspot.com/2007/11/cincia-com-vocao-max-weber-1a-parte.html" title="Ciência com Vocação" /><author><name>André Luiz Nahon Góes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="03255517994298663335" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/Ry_OHadQWlI/AAAAAAAAACM/3oiXjszfDAE/s72-c/weber.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUUNRH45eSp7ImA9WxBUGEU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6465717404601577685.post-6830904452515989274</id><published>2010-03-06T00:01:00.002-08:00</published><updated>2010-03-06T05:48:15.021-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-03-06T05:48:15.021-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pensamentos" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="segurança" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="política interna" /><title>A mais nova tragédia?</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S5GuTYjpW1I/AAAAAAAAAZY/01b3FfTrZS0/s1600-h/005.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S5GuTYjpW1I/AAAAAAAAAZY/01b3FfTrZS0/s320/005.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; fonte: http://www.sinaisdostempos.org/sinais/natureza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Você está preparado para correr para as colinas? Talvez, se você morar no Rio de Janeiro, seja necessário antecipar-se às tendências e mudar-se para a região serrana. Se você gosta de Brasília, pode ser uma boa mudar para a capital nos próximos meses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais alarmismo? Não, apenas um pouco de preocupação em relação a indícios que são cada vez mais significativos: o planeta está entrando em colapso. Ou melhor, o mundo que conhecemos está em colapso. &lt;a href="http://oproscenio.blogspot.com/2010/02/o-mundo-esta-acabando-ja-sei-voce-vai.html"&gt;Como disse noutro momento&lt;/a&gt;, há fenômenos de três diferentes grandezas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não é a primeira vez, nem deverá ser a última, que a Terra transforma-se radicalmente. No entanto, das vezes anteriores não havia bilhões de seres humanos sobre a crosta, o que gera muito medo e incerteza no mais bravio espírito. O que houve agora? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bem, por enquanto não ocorreu nada, mas você já ouviu falar de Cumbre Vieja em La Palma, Ilhas Canárias? Se não, a história segue assim, esse vulcão terá parte do cume desgarrado muito em breve. Quando arrebatar o espelho d’água, gerará um tsunami de proporções bíblicas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os alvos serão as ilhas do Atlântico, costa da África, parte atlântica da América do Norte e – adivinhe – o Brasil. Segundo Bill McGuire, diretor do Centro de Pesquisa de Riscos Benfield Grieg, da University College of London, as ondas podem chegar ao Nordeste brasileiro com até 18 metros de altura. Imagine o estrago.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como sempre tenho feito, conclamo que você pesquise o tema. Na última sexta-feira (05/03/2010), o físico e&amp;nbsp;especialista em terremotos do Observatório Nacional &lt;a href="http://video.globo.com/Videos/Player/0,,GIM1223642-7759-QUERO+SBER+FISICO+DO+OBSERVATORIO+NACIONAL+TIRA+DUVIDAS+SOBRE+TERREMOTOS+E+TSUNAMIS,00.html"&gt;Jorge Luís Souza&lt;/a&gt; confirmou na Globo News que há pesquisas sérias a respeito dessa bomba relógio. A questão é saber com alguma exatidão quando ocorrerá o fenômeno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S5GuUkf9GXI/AAAAAAAAAZg/UPnzRxqlUFQ/s1600-h/canaries_tsunami.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S5GuUkf9GXI/AAAAAAAAAZg/UPnzRxqlUFQ/s320/canaries_tsunami.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;fonte:http://www.sinaisdostempos.org/sinais/natureza/canaries_tsunami.gif&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Isso nos leva à segunda questão temática, o Brasil está preparado para tsunamis? Falo do originado nas Ilhas Canárias e também de qualquer outro que nos possa atingir, afinal, estamos próximos de um encontro de placas. Ainda que não se fale muito, a Dorsal Atlântica está logo ali, dividindo-nos da África.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S5Jc-uywqoI/AAAAAAAAAZo/n2EQWt7xDMQ/s1600-h/placas-tectonicas.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kt="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S5Jc-uywqoI/AAAAAAAAAZo/n2EQWt7xDMQ/s320/placas-tectonicas.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
O Brasil não tem a mínima condição de lidar com calamidades de porte como a que está em tela. Há quantos anos sabemos que na época de chuvas as grandes cidades ficam imersas em água e esgoto, o que tem sido feito contra isso? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somos incapazes de pensar defesa civil de maneira sistêmica, na melhor das hipóteses temos de ser muito gratos a esforços individuais, que não são poucos, porque carecemos de políticas sérias de Estado. Nesse ponto, ouso inclusive em comparar esse aparato ao de segurança pública, no que tange aos loteamentos políticos na gestão dos recursos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fica claro que não há preparo técnico suficiente, efetivo de pessoal, tecnologia de ponta e, o mais importante, a cultura necessária para lidar com cataclismas. Novamente, o que temos é muita vontade de pessoas que se superam para administrar crises, não fosse isso os estragos seriam maiores. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em janeiro houve a tragédia de Angra dos Reis, antes o Nordeste padecera por causa das enchentes, sem mencionar o ocorrido em Santa Catarina ano passado. São apenas rápidos exemplos que vêm a mente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sensação que dá é que o brasileiro - sociedade civil e Estado - acredita mesmo que é abençoado e que nada de ruim pode acontecer em nosso território. Esta é a outra face da moeda, se lá no &lt;a href="http://oproscenio.blogspot.com/2010/01/fui-interpolado-algumas-vezes-neste-fim.html"&gt;Haiti &lt;/a&gt;- alguns acreditam - o terremoto foi uma maldição, o Brasil está blindado pela simpatia, generosidade e religiosidade eternas. Ledo engano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O clamor é menos meu e mais dos cientistas naturais. Os profissionais da área de segurança sabem, não se improvisam competências. Caso o Brasil deixe para amanhã suas obrigações de ontem, o &lt;i&gt;jeitinho &lt;/i&gt;será ineficaz, ou seja, as conseqüências serão sérias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas se forem apenas terror e diletantismo as previsões de cientistas comprometidos, o que acredito ser improvável, vale a reflexão sobre a necessidade de construção de uma política de resposta a eventos catastróficos em nível nacional. Certamente, suponho, o Brasil não quer ver seu sonho olímpico ir por água abaixo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6465717404601577685-6830904452515989274?l=oproscenio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://oproscenio.blogspot.com/feeds/6830904452515989274/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6465717404601577685&amp;postID=6830904452515989274&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/6830904452515989274?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/6830904452515989274?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://oproscenio.blogspot.com/2010/03/mais-nova-tragedia.html" title="A mais nova tragédia?" /><author><name>André Luiz Nahon Góes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="03255517994298663335" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S5GuTYjpW1I/AAAAAAAAAZY/01b3FfTrZS0/s72-c/005.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUQFSHs6fSp7ImA9WxBUGE0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6465717404601577685.post-7858341860250331762</id><published>2010-03-05T08:13:00.000-08:00</published><updated>2010-03-05T08:41:59.515-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-03-05T08:41:59.515-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="segurança" /><title>Uma agressão na Escola Superior de Polícia Militar</title><content type="html">&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/Ryit0qdQWcI/AAAAAAAAABA/ZGgTKGge9bA/s1600-h/gestapo.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="200" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127539296023108034" src="http://1.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/Ryit0qdQWcI/AAAAAAAAABA/ZGgTKGge9bA/s200/gestapo.jpg" style="float: left; margin: 0px 10px 10px 0px;" width="138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A ESPM é responsável pelo treinamento teórico e prático de oficiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro,&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;diz-se que é um ambiente acadêmico. &lt;a href="http://oproscenio.blogspot.com/2009/11/dias-atras-veio-parar-na-minha-mao-o.html"&gt;Quando lá comecei a lecionar&lt;/a&gt;, uma coisa instantaneamente me chamou a atenção, a diferenciação conceitual entre aqueles que participavam do corpo docente. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existem os instrutores e existem os professores. Os primeiros são policiais e militares, os segundos são civis. Instrutor não é professor, professor não é instrutor. Não levei muito tempo para perceber que os dois grupos são heterogêneos, a hierarquia militar manifesta-se até neste sentido. Mas&amp;nbsp;o maior&amp;nbsp;problema é que os instrutores são mais respeitados que os professores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No mês de abril de 2005, ministrava uma aula para uma turma do &lt;a href="http://oproscenio.blogspot.com/2008/04/h-duas-formas-de-entrar-para-pmerj-por.html"&gt;Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais (CAO)&lt;/a&gt;, todos capitães, quando aconteceu algo absolutamente insólito. Nesta época, foram-me confiados os cursos de segurança pública e sociologia da Escola. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Elaborei as ementas de maneira que não tivéssemos que nos ater somente à teoria, pois sabia, a maior parte dos alunos não era simpática à idéia de ter de conhecer&amp;nbsp;realidades que julgava irreal. Portanto, os dois cursos&amp;nbsp;estavam focados nas questões cotidianas dos policiais para que pudessem sentir o quanto as Ciências Sociais poderiam ajudá-los no seu dia-a-dia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Convidei algumas pessoas para palestrar acerca dos temas, duas delas foram os professores Fábio Reis e Lênin Pires. O primeiro decorreu em duas oportunidades sobre a Antropologia, enquanto o segundo expôs sua pesquisa sobre os ambulantes da Central do Brasil. Ainda, escolhi textos de Roberto Kant de Lima, Roberto da Matta e Löic Wacquant para discutirmos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As aulas seguiram em perfeita harmonia, acredito que os alunos, mesmo os mais céticos, acabaram extraindo algo de produtivo. A turma participava, apresentava seminários e tivemos até oportunidade de analisar o filme “Prisioneiro da Grade de Ferro” sobre a finada masmorra que era o Carandiru, em São Paulo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, já no final do curso, algo surreal aconteceu. Neste dia de abril de 2005, separei a turma em diversos grupos, cada um composto por cerca de cinco alunos. A ideia era trabalhar a partir de artigos de jornais e revistas exemploa da &lt;a href="http://oproscenio.blogspot.com/2008/03/no-violncia-policial.html"&gt;violência e da truculência policiais&lt;/a&gt;. O que ninguém contava era que a nossa aula matinal se&amp;nbsp;transformarse em um triste episódio. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto explanava a um capitão, a porta subitamente foi aberta com violência e um estrondo rompeu-nos os tímpanos: um instrutor, fardado e armado, semblante do próprio Hades, perguntava o que estava acontecendo ali, pois aquela deveria ser a sua turma de direito administrativo. Não tive palavras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em seguida, o aluno representante foi falar-lhe, enquanto eu permanecia silenciado pelo torpor da intimidação castrense. O aluno, coitado, parecia estar tão esquálido diante daquele homem de porte que mal conseguia abrir a boca, mas conseguiu. O “coronel full” perguntou rispidamente ao alunos se era louco pois não&amp;nbsp;poderia ter se equivocado e trocado os horários das aulas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do mesmo jeito que entrou, saiu. Tudo aconteceu tão rápido que todos se entreolhavam perplexos pelo acontecido. Um dos grupos, quando ainda trabalhávamos, analisava justamente um artigo da revista Veja que expunha o envolvimento do tal “coronel full” em um evento nefando acontecido havia pouco no estado do Rio de Janeiro. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estava lá a foto dele no semanário, altivo, com a mão sobre a Bíblia Sagrada, inspirando serenidade aos incautos. Alguém me mostrou a revista e perguntou se não havíamos tido um &lt;a href="http://oproscenio.blogspot.com/2008/03/culpa-no-cartrio.html"&gt;exemplo vivo daquilo que o povo brasileiro não aceita mais&lt;/a&gt;. Esse filho da polícia política, da ditadura, proporcionou-nos uma manhã de horror.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira coisa que fiz quando acabou a aula, e foi naquele momento porque não havia mais clima, nem tempo, foi dirigir-me ao departamento pedagógico. Minha intenção era expedir um documento de repúdio aos atos por todos sofridos. Para a minha surpresa, outras vítimas haviam sofrido também&amp;nbsp;na mão do homem. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo os relatos, o “coronel full” tão logo havia chegado à ESPM imediatamente brigou com as moças do setor pedagógico. Imagino o teor de suas palavras, quando lá cheguei, uma delas ainda chorava bastante. Quer dizer, por algum erro de comunicação, funcionários, alunos e aquele que vos fala foi incisivamente punido. Então, o homem havia adentrado minha sala pensando que eu estava dando a aula dele! Sendo que eu já dava aula&amp;nbsp;naquele horário&amp;nbsp;havia mais de dois meses&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Redigi ao computador, sob os olhos dos responsáveis da Escola, um texto de uma página cujo conteúdo era um ato de indignação contra o acontecido. A reclamação administrativa não apenas teve a autorização do diretor da escola como me foi garantido que aquilo não passaria em branco. Ou seja, o policial mais graduado, que ali desempenha o papel de maior destaque pedagógico me garantiu que o episódio não fora apreciado por ele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vida que segue, após algum tempo, três alunos me procuraram para dizer que, novamente, algo grave tinha acontecido. Desta vez eu não estava presente, mas, felizmente, chegou-me a notícia dos fatos. O “coronel full” estava pungente de ódio. Afinal, como podia um simples professor de sociologia não ter admitido o comportamento obtuso daquele? Vamos ao que interessa, durante uma palestra na ESPM, desta vez no seu horário, o instrutor haveria mencionado que aquele que vos fala seria um “professorzinho maconheiro da UFF”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto ao substantivo do diminutivo, não haveria problema já que este pode denotar afetividade,&amp;nbsp;embora não acredito que fosse&amp;nbsp;o caso. O adjetivo não deixa margens para interpretação. De fato ele dizia, segundo meus interlocutores, que eu habitualmente me entorpecia coma &lt;em&gt;cannabis sativa&lt;/em&gt;. Em tempo, o “professorzinho” não era uma maneira afável de se referir a mim, lembrem-se de que para ele eu não era um instrutor, mas um professorzinho. E ainda por cima de sociologia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não pára por aí. Neste segundo tempo, o “coronel full” ameaçou processar-me criminalmente. Segundo ele, eu havia denegrido sua honra - por ter feito uma reclamação escrita - e isto não podia ficar sem punição. &lt;a href="http://oproscenio.blogspot.com/2007/10/em-outra-oportunidade-conheci-um.html"&gt;Assim como na ditadura militar, quem tem algum poder, utiliza-o contra o mais fraco, e não interessam os fatos&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessarte, o "coronel full" me processou criminalmente por suposta injúri e difamação. Passei de vítima a algoz. Naturalmente, fui inocentado e o processo foi extinto, o que&amp;nbsp;pode ter-lhe gerado um câncer hepático bem grave; afinal, o ódio e a a raiva costumam comprometer as células do fígado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se, ter feito uma narrativa do comportamento daquele homem é um crime, incorro no crime de verdade – o mesmo que levou Giordano Bruno à fogueira da Santa Sé e Freud às mãos da Gestapo nazista. &lt;a href="http://oproscenio.blogspot.com/2008/03/muda-se-para-continuar-o-massacre.html"&gt;É isto, tanto os resquícios da ditadura, quanto o calor das fogueiras inquisitoriais e&amp;nbsp;do autoritarismo continuam a pairar no meio policial brasileiro.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6465717404601577685-7858341860250331762?l=oproscenio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://oproscenio.blogspot.com/feeds/4612507181137142160/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6465717404601577685&amp;postID=4612507181137142160&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/4612507181137142160?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/4612507181137142160?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://oproscenio.blogspot.com/2010/03/dias-mais-curtos.html" title="dias mais curtos" /><author><name>André Luiz Nahon Góes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="03255517994298663335" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;A08DQ306fSp7ImA9WxBUFEs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6465717404601577685.post-6233776976247880133</id><published>2010-03-01T10:40:00.000-08:00</published><updated>2010-03-01T10:57:52.315-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-03-01T10:57:52.315-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pensamentos" /><title>Cultura já!</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S4wHzXqGteI/AAAAAAAAAYs/9GK6DGZMkHM/s1600-h/nico+1.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" kt="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S4wHzXqGteI/AAAAAAAAAYs/9GK6DGZMkHM/s400/nico+1.bmp" width="212" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://blogdonico.zip.net/"&gt;blog do Nico&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Quantos livros, artigos e pensamentos não terão sido mantidos nas antigas gavetas do tempo, por total falta de meios para a publicação? E o que dizer do livre &lt;a href="http://oproscenio.blogspot.com/2008/03/amaznia-ao-norte-o-prata-ao-sul.html"&gt;acesso ao conhecimento&lt;/a&gt;?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sim, pode-se dizer o que se pensa, com o mínimo de responsabilidade, sem que algum censor oficial carimbe a ideia como “inadequada”. Há quem se revolte com a facilidade de que tem o internauta para criar um blog, mas a ira certamente se origina de mentes aversas à diversidade e ao debate.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Manter, por exemplo, &lt;a href="http://oproscenio.blogspot.com/2008/07/estvamos-passeando-pelo-rio-maravilhoso.html"&gt;informações importantes ao interesse público&lt;/a&gt; – será que alguma não é? – monopolizadas é cada vez mais difícil. Para isso, contribuem os blogueiros, que representam cada vez mais o exercício da liberdade, tanto a de expressar quanto a de acessar saberes de todos os tipos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Verdadeiros agentes da mídia independente! Quantos de nós não desejávamos ter nossos &lt;a href="http://oproscenio.blogspot.com/2010/02/o-mundo-esta-acabando-ja-sei-voce-vai.html"&gt;textos lidos&lt;/a&gt;... lembra-se daqueles “loucos” que prensavam, por conta própria, ensaios e poesias e depois vendiam nos bares e faculdades? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, nem tudo é tão perfeito assim, há de se ter mais empenho em acabar de vez com o analfabetismo, a fome e a miséria. Afinal, para ler, pensar e expressar-se são necessários o mínimo de educação formal e a dignidade humana resguardada. Ou seja, há vitórias substanciais e muitas&amp;nbsp;batalhas pela frente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nada melhor do que a democracia na internet. Prova disso é a facilidade, ao menos em países como o Brasil, para se expressar a &lt;a href="http://oproscenio.blogspot.com/2010/01/o-vudu-haitiano-e-suas-consequencias.html"&gt;opinião&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6465717404601577685-6233776976247880133?l=oproscenio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://oproscenio.blogspot.com/feeds/6233776976247880133/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6465717404601577685&amp;postID=6233776976247880133&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/6233776976247880133?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/6233776976247880133?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://oproscenio.blogspot.com/2010/03/blog-do-nico-quantos-livros-artigos-e.html" title="Cultura já!" /><author><name>André Luiz Nahon Góes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="03255517994298663335" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S4wHzXqGteI/AAAAAAAAAYs/9GK6DGZMkHM/s72-c/nico+1.bmp" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0IDQnY9cCp7ImA9WxBUFUk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6465717404601577685.post-2669375511934498727</id><published>2010-02-26T11:47:00.000-08:00</published><updated>2010-03-02T06:52:53.868-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-03-02T06:52:53.868-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artes" /><title>para limpar a alma</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S4gk5N4pq6I/AAAAAAAAAX8/i6REKTvZg5Y/s1600-h/therion2007f2cg9.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kt="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S4gk5N4pq6I/AAAAAAAAAX8/i6REKTvZg5Y/s320/therion2007f2cg9.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Deixemos os temas triviais para comentar algo sério. Sabe-se que sem música não se vive, a verdade é que a arte é uma das poucas coisas que realmente valem a pena na vida do indivíduo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conheci a Escandinávia virtualmente com o Therion! Devo a descoberta dessa banda divina ao João, viking disfarçado de professor da UFRJ. O que há de tão essencial no Therion? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Primeiro, os caras são capazes de galvanizar influências tão diversas como os mitos nórdicos, a música sacra, o som de Carl Orff, a beleza do Scorpions - em sua fase áurea, a década de 1970 - e a fúria do Black Sabbath. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao escutar Gothic Kabbalah, meus neurônios rapidamente relaxam, após a carga diária natural da labuta. Salve a música.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6465717404601577685-2669375511934498727?l=oproscenio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://oproscenio.blogspot.com/feeds/2669375511934498727/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6465717404601577685&amp;postID=2669375511934498727&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/2669375511934498727?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/2669375511934498727?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://oproscenio.blogspot.com/2010/02/para-limpar-alma.html" title="para limpar a alma" /><author><name>André Luiz Nahon Góes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="03255517994298663335" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S4gk5N4pq6I/AAAAAAAAAX8/i6REKTvZg5Y/s72-c/therion2007f2cg9.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;Ak8HQHg8eyp7ImA9WxBUEkw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6465717404601577685.post-5489438536098087611</id><published>2010-02-26T07:17:00.000-08:00</published><updated>2010-02-26T13:13:51.673-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-02-26T13:13:51.673-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="espiritualidade" /><title>Kawó-Kabiesilé</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S4fk7bHa8xI/AAAAAAAAAX0/2IHCfREHtsY/s1600-h/forca1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kt="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S4fk7bHa8xI/AAAAAAAAAX0/2IHCfREHtsY/s320/forca1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Leia &lt;a href="http://oproscenio.blogspot.com/2010/01/fui-interpolado-algumas-vezes-neste-fim.html"&gt;"A outra volta do parafuso"&lt;/a&gt; e entenda melhor...&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Schimith: Não acredito que esteja errado ao pensar que esses rituais são cercados por grande força energética. Assim como os rituais que são comuns na nossa sociedade, como o teatro, por exemplo, que leva o ator a estados diferente ao do cotidiano. Essas forças já são estudadas pela academia inclusive.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
André: fico feliz com a concordância, mesmo que sendo pela sintaxe negativa (sic). Fico feliz pela contribuição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Schimith:O equívoco me parece ser claro nas suas afirmações sobre o que seria maligno, positivo, negativo, o que me leva a crer que seu discurso é etnocêntrico. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
André:&amp;nbsp;Talvez seja apenas a sua crença, que como todas as outras crenças são particulares e fundadas em argumentos que estejam estabelecidos sistemicamente na própria compreensão obtusa da realidade. A partir disso, pergunte-se sobre o seu “relativismo”. Matar seres humanos para oferendas, no 22 de fevereiro, me parece errado, certamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A propósito, já falei antes, porém não custa muito repetir: sou contrário a toda forma de sacrifícios humanos, infanticídios, pedofilias etc. Se alguém pretende encontrar nisso alguma forma de “etnocentrismo”, fique a vontade, quanto a isso NÃO discuto. Existe uma forma muito rasteira de criticar qualquer convicção contrária, mediante o ataque de que “toda cultura pode fazer o que quiser”. De fato, qualquer um faz o que quer, mas nehum outro é obrigado a acatar ou concordar... e aí sempre vem o mesmo lenga-lenga: “seu discurso é etnocêntrico”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de sentir (?) ter de discordar peremptoriamente de você, sou obrigado a preservar meus princípios, que aliás não distoam da postura relativista cultural, quando empregada com responsabilidade e altivez. Por favor, transforme o seu tópico frasal em argumentação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Schimith:Acredito ainda - na minha humilde opinião também - que você não tem competência para julgar as intenções dos rituais haitianos, muito menos dos africanos (ditos magias negras), se você não estiver completamente inserido no meio. Não adianta relatos, nem visitas, mesmo sendo elas de um ano. Se você não faz parte do grupo social, terá uma visão diferenciada, sempre, o que lhe permite criar uma ideia sobre o assunto, mas que ainda assim será uma visão distanciada, logo, injusta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
André: Caro Schimith, pense na dificuldade em argumentar, pois a sua crítica esta fundamentada em palavras com algum efeito, “lançadas ao vento”, porém sem muita substância argumentativa. Deixe-me contar um segredo, nunca estive no Haiti, mas confio um pouquinho no relato de militares, policiais, diplomatas, jornalistas e cientistas sociais que lá estiveram. Tudo bem, não trabalhei com fontes primárias, mas será que só se pode analisar uma sociedade se for parte dela? Se você disser que sim... vai acabar se tornando pré-conceituoso, ou preconceituoso, ou – ops! – centrado no próprio umbigo! Aliás, se nada adianta – “relatos, nem visitas, mesmo sendo elas de um ano” -, fechem já as portas das universidades, órgãos de desenvolvimento social e instituições de pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto a estar “completamente inserido no meio”, também não custa tanto lembrar que conheço um pouco da Umbada e do Candomblé, mas só um pouquinho, afinal trabalho e conheço por dentro: estou (?) “completamente inserido no meio”, a ponto de receber iniciações – conhece? -, servir a entidades etc. A propósito, também já escrevi algo assim - mas como outra colega lembrou que tem gente por aí que lê o que quer, e aí não posso querer ter controle -, no mínimo umas três vezes, não sou contrário as religiões afro-brasileiras. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muitíssimo pelo contrário, em todos os sentidos – desde que não se rompa com determinados princípios, digamos, universais, ao menos do ponto de vista filosófico –, admiro as manifestações humanas e espirituais que são, no mínimo, maravilhosas. Porém, decepcionei-me muito, após muitos anos e não apenas unzinho, com determinadas práticas, pessoas e discursos. Minha religiosidade está adormecida, mas o espírito continua vibrante. Beleza, você pensará agora que eu deveria saber que as religiões são compostas de homens e de mulheres que erram... Todavia, ninguém é obrigado a aceitar as idiossincrasias de outrem, muito menos em assuntos de fé, os quais dizem respeito a processos extremamente íntimos do indivíduo. No mais, qual é o método que você propõe para que não se corra o risco de ser “injusto” nas análises? Ele já existe?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Schimith:Neste caso, convido a você, questionar os abalos climáticos do seu país, tendo como referência a sua religião. Por exemplo a respeito do índice de HIV que ao catolicismo ignora ao ser contra o uso de camisinha. Ou então a destruição dos povos indígenas e por consequência, da Mata Atlântica para a catequização da costa leste brasileira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
André: pela primeira vez, desde que tratei infimamente do Haiti, alguém questionou a minha religião. Tenho uma bela surpresa para você, companheiro, como bom baiano que sou, adoro uma gira – sabe o que é isso, né? Isso mesmo, colega, eu sou umbandista com muito orgulho e respeito. Apenas estou “temporariamente de licença”. Sou muito grato pelos ensinamentos aprendidos em diversos cantos, porém não satisfazem minhas atuais necessidades, sem melhor nem pior, apenas não me servem. A despeito disso tudo, não me poupo de criticar, quando me convém, este universo do qual faço parte. Um pouco mais além, do ponto de vista lógico-argumentativo, faz-se necessário dizer que um fenômeno é incapaz de determinar o destino de um povo. Nesse texto mesmo, “A outra volta do parafuso”, procuro demonstrar, inclusive mencionando referências para leitura e pesquisa, que existem outros fatores: sócio-culturais, ambientais, coloniais, políticos e por aí vai. Novamente tenho que explicar que não se trata de determinismos, mas de infuências. Até quando? Não que reclame, porque não me falta sobre o que escrever!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Mata Atlântica não foi destruída para a catequização de ninguém, muito menos é consequência da destruição dos povos que lá assistiam. Por favor, se encontrar alguma referência histórica que corrobore o que defende, avise-me para eu mudar de opinião de imediato. Mas aí temos outro problema, como você vai fazer, se não estava lá, imerso, estático, neutro e imune a influências, para me contar; quero dizer, a história escrita tem fundamento para você? No que tange ao convite, não acho que seja sincero e para piadas não tenho ímpeto, sem diletantismos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Schimith: E por fim, vai um conselho: se você está sendo tão mal interpretado, talvez seja porque você não percebe o que está por trás do que você escreve. Tome muito cuidado com seus pré-conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
André: Venda conselhos e se ficar rico... contrate-me.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O comentário anterior, de uma amiga procuradora da União, vai diametralmente de encontro com a sua afirmação. Em outras palavras, pessoas atentas e/ou honestas são capazes de ler o que está escrito, ao invés de tentar insuficientemente inferir o que está por detrás do discurso. Aliás, a própria internet, por definição, traz esta dificuldade, digo, como buscar quem é o sujeito se a identidade apresentada é deveras... virtual? A mal interpretação a que me refiro é dúplice: algumas pessoas entendem o texto sob o viés religioso, quando tento reiteradamente afirmar – e demonstrar – que é um pouco mais do que isso, o que seja, espiritual. Outras me questionaram, de modo mais sublime do que você, sobre a validade científica do escrito. Para estas, expliquei, com extremo contentamento mútuo, que é muito difícil de se falar “nesses assuntos”, uma vez que a ciência – ao menos a convencional – ainda não é capaz de aferir e de mensurar a INFLUÊNCIA de energias e da própria espiritualidade na vida das pessoas e das nações. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que está por de trás do que escrevo são ideias, que como quaisquer outros pensamentos de todo indivíduo, não são absolutas, estão sujeitas a críticas e devem combater outras ideias – como estou fazendo agora -, no intuito de transmutarem em raciocínios mais substanciais. A este processo, não se pode olvidar, dá-se o nome de dialética. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não obstante, como delimitei por todos esses parágrafos, o que você chama de “pré-conceito” é na verdade conceito muito bem fundamentado em experiências próprias, leituras, apreensões, entrevistas etc. Talvez você pudesse ter sido até pouco mais feliz se mencionasse o sintagma “preconceito”, porquanto poderíamos aceitar que sou, de certo modo, preconceituoso quando combato os rituais de sangue, os assassinatos covardes de seres humanos – para mandingas ou não - e por outras “coisitas” mais. Seja isto que deseja elocubrar, que sou etnocêntrico pelas razões demonstradas, sem problema, visto a camisa da cosmoética, como defende o Professor Waldo Vieira. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No que diz respeito ao que se lê, cada um vê o que quer – não é a primeira vez que escrevo isso - e mais, o que pode - dentro das capacidades mentais e de outras – ler. Tenho certeza de que Galileu não queria o fim da Igreja, mas os inquisidores leram outra coisa; Marx não falava em extermínio, mas Stalin e o Khmer Vermelho entenderam outra coisa; Buda rompeu com o Hinduísmo religioso, mas seus seguidores o transformaram num deus; São Francisco de Assis pregava a resignação, mas os adeptos não deram muito ouvidos; Nietzsche falava de auto-superação, mas Hitler entendeu aquilo como Holocausto; Blavatsky procurava a verdade, mas pensaram que ela queria fama; Einstein buscava a natureza da luz, mas achavam que ele era muito imbecil para isso; Stravinsky intentava o novo, mas pensaram que sua música era lixo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia-a-dia passamos pela falha de comunicação, peço uma refeição sem carne e o atendente me pergunta se quero frango. Isto, a incompreensão, parece ser um vírus inato a nossa natureza – inclusos estamos eu e você. Vejamos o próprio rebento humano, basta dizer que “não!” e ele rapidamente escuta uma autorização, um “sim!” &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gostaria de agradecer a participação do colega. Infelizmente não tenho como saber quem é, pois está cada vez mais comum a participação anônima e a contribuição por “codinomes” no blog. Não entendo muito bem o por quê. Das vezes que o comentário for devidamente identificado, de forma apraz responderei. Busco o debate, mas diálogo de igual para igual, apenas com quem tem nome e identidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De resto, bom final de semana e salve o Pai da Justiça!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6465717404601577685-5489438536098087611?l=oproscenio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://oproscenio.blogspot.com/feeds/5489438536098087611/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6465717404601577685&amp;postID=5489438536098087611&amp;isPopup=true" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/5489438536098087611?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/5489438536098087611?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://oproscenio.blogspot.com/2010/02/kawo-kabiesile.html" title="Kawó-Kabiesilé" /><author><name>André Luiz Nahon Góes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="03255517994298663335" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S4fk7bHa8xI/AAAAAAAAAX0/2IHCfREHtsY/s72-c/forca1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEUCQHg8fyp7ImA9WxBUGE0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6465717404601577685.post-782568631369194565</id><published>2010-02-25T15:11:00.000-08:00</published><updated>2010-03-05T07:17:41.677-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-03-05T07:17:41.677-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pensamentos" /><title>Uma valsa a três - novamente publicado para os meus dois grandes amores</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S14hsOmIG5I/AAAAAAAAAUU/wZO0E5Msr1g/s1600-h/familia1ninoes8.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" mt="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S14hsOmIG5I/AAAAAAAAAUU/wZO0E5Msr1g/s320/familia1ninoes8.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Sinto-me aliviado. Os últimos meses foram demasiadamente cansativos e, em alguns momentos, pensei que não conseguiria resistir. &lt;a href="http://oproscenio.blogspot.com/2010/01/uma-valsa-tres.html"&gt;Sinto que a curva do rio se inclina em outra direção&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
É difícil saber a hora de parar e mais complicado ainda saber o momento de mudar. Às vezes insistimos tanto em uma direção, mesmo quando não temos mais energia e os passos se tornam trôpegos. Parar de querer algo, mudar de rumo e acatar os desígnios da vida. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://oproscenio.blogspot.com/2010/01/casando-na-fe-do-estado.html"&gt;Durante alguns anos desejei ser pai e ser marido&lt;/a&gt;. Então veio... e quase deixei de lado, pela preocupação de cumprir objetivos que não fazem mais sentido algum. Meu desejo tornou-se realidade e cresceu a vontade de honrar minha família.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não que os objetivos pretéritos não fossem importantes, eles são, mas no lugar que o tempo reservou para eles. Hoje minha ocupação é outra, não quero a preocupação obtusa: ter o sucesso e a riqueza que o mundo me disse ser minha. Afinal, o preço é muito alto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Disseram-me também que deveria &lt;a href="http://oproscenio.blogspot.com/2007/11/cincia-com-vocao-max-weber-1a-parte.html"&gt;cumprir com minhas potencialidades&lt;/a&gt;, sejam elas quais fossem. Entretanto, percebo que minha única meta é a certeira flecha rumo ao auto-conhecimento. Sê certeiro como o arqueiro que não erra o alvo, sem pena, sem rancor, sem culpa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um amigo me explicou que não existem a competência e a sua antítese. Na verdade são de escolhas que se forjam os guerreiros, e estes nunca são derrotados, quando estão atentos à própria motivação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma, a energia que me move é aquela que me tira do chão, para enfrentar a gravidade. Não são poucas as quedas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Retomei o caminho que havia esquecido no leito do rio. O outro ficou para trás, que Deus o tenha. Daqui para frente os compromissos são outros, a verdade é outra, sem nada que me tire de onde estou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, não são poucos os desvios que a água faz, tenho calma no meu passo trôpego, pois &lt;a href="http://oproscenio.blogspot.com/2009/12/os-dois-primeiros-trabalhos-de-hercules.html"&gt;nesta vida não se corre, se caminha&lt;/a&gt;. Há tempo para tudo, pois é chegada a hora de se desejar o que se vive, sem fugas que me tirem de onde estou. Nao nos mantemos presos ao passado nem comprometidos com o futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Novos laços foram construídos e grilhões rompidos. Alhúres guardo ainda sonhos íntimos, sejam eles reais quando for de meu mérito desfrutá-los. As amarras, desfeitas por mim mesmo, me permitam as asas alçar voos mais altos, somente quando for capaz de singelamente caminhar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sinto pelos que não têm família. Porém, &lt;a href="http://oproscenio.blogspot.com/2009/12/marley-e-eu.html"&gt;lastimo mais pelos que a tem e não são capazes de amá-la&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ah, esta valsa a três! Quão belo o respeito de quem guarda as diferenças perto de si, mas o poder distante da família. Dividir o pão, quando não se tem o trigo para a farinha e, assim mesmo sorrir, porque no seio da amizade se encontra o alimento que nunca falta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6465717404601577685-782568631369194565?l=oproscenio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://oproscenio.blogspot.com/feeds/782568631369194565/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6465717404601577685&amp;postID=782568631369194565&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/782568631369194565?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/782568631369194565?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://oproscenio.blogspot.com/2010/01/uma-valsa-tres.html" title="Uma valsa a três - novamente publicado para os meus dois grandes amores" /><author><name>André Luiz Nahon Góes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="03255517994298663335" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S14hsOmIG5I/AAAAAAAAAUU/wZO0E5Msr1g/s72-c/familia1ninoes8.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0AGR346fSp7ImA9WxBUEU8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6465717404601577685.post-3969860134424503920</id><published>2010-02-25T10:15:00.000-08:00</published><updated>2010-02-25T10:15:26.015-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-02-25T10:15:26.015-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pensamentos" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="espiritualidade" /><title>mudar</title><content type="html">Por que mudar? Porque simplesmente não há outra maneira de se viver. Ser fluido como a água que segue o curso que lhe foi planejada, sem que ela nunca soubesse. Mudamos, sempre. Agora é hora de mudar novamente, não para outro lugar, mas para outro canto de nosso próprio ser...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://www.oproscenio.blogspot.com/"&gt;http://www.oproscenio.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6465717404601577685-3969860134424503920?l=oproscenio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://oproscenio.blogspot.com/feeds/3969860134424503920/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6465717404601577685&amp;postID=3969860134424503920&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/3969860134424503920?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/3969860134424503920?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://oproscenio.blogspot.com/2010/02/mudar.html" title="mudar" /><author><name>André Luiz Nahon Góes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="03255517994298663335" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0UNR3g-fip7ImA9WxBUFUk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6465717404601577685.post-3999590819522868013</id><published>2010-02-23T08:14:00.000-08:00</published><updated>2010-03-02T06:48:16.656-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-03-02T06:48:16.656-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="segurança" /><title>soldado X</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S4ahz7qv8DI/AAAAAAAAAXg/3EJTmgBA5f0/s1600-h/x.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kt="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S4ahz7qv8DI/AAAAAAAAAXg/3EJTmgBA5f0/s320/x.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No final de 2004, cismei que deveria cursar Direito. Afinal, terminara a graduação de Ciências Sociais e não seria nada mal&amp;nbsp;a segunda graduação. Escolhi uma faculdade em Niterói, a qual me havia oferecido bom desconto na mensalidade pelo fato de eu já ser bacharel, fiz o curso por apenas dois meses. Aquilo era demais para mim... Foi lá que conheci&amp;nbsp;o soldado X da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia, encontrei com o meu colega de faculade e soldado X na Escola Superior de Polícia Militar (ESPM). Ele fazia alongamento quando me viu correndo com alguns alunos, o soldado gelou e bateu continência. Chamou-me de capitão e rijo permaneceu. Prontamente disse-lhe, na frente dos outros alunos, que era somente o professor da turma. Pedi que ficasse até o final da aula para conversar, pois éramos colegas de faculdade e não subordinados hierárquicos. Ele ficou e descobri algumas coisas interessantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele havia sido do exército e fizera concurso há pouco tempo para a polícia militar. Contou-me esteve por muitos anos envolvido em operações na selva e afins, mas resolvera virar policial. Foi treinado para agir como um assassino profissional, o treinamento que recebeu, relatou, capacitava-o inclusive a atuar no temido Batalhão de Operações Especiais (BOPE). E era este o seu sonho, estava preparando-se para tornar-se um “faca na caveira”. Por isso, corria e exercitava-se nas dependências da ESPM. Ele queria, assim que possível, tomar parte em outras atividades de alto risco, invadir favelas, “derrubar” traficantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Começou num batalhão da baixada que era conhecido por sua intolerância com a marginalidade, não demorou em passar dos limites e matou mais do que a cota tolerável. Não foi punido em seu batalhão, mas transferido para outra unidade onde pudesse "esfriar a cabeça" - "geladeira" ou "varanda" - enquanto era perdoado por seus "pequenos desvios". Esta unidade era o Comando de Policiamento do Interior (CPI), prédio exatamente em frente às dependências da ESPM. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Encontrei com o soldado X mais algumas vezes, mas depois acabei perdendo o contato...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6465717404601577685-3999590819522868013?l=oproscenio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?a=2_FWo6ltMb0:xHnhckbJtHM:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?a=2_FWo6ltMb0:xHnhckbJtHM:63t7Ie-LG7Y"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?d=63t7Ie-LG7Y" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?a=2_FWo6ltMb0:xHnhckbJtHM:4cEx4HpKnUU"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?i=2_FWo6ltMb0:xHnhckbJtHM:4cEx4HpKnUU" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://oproscenio.blogspot.com/feeds/3999590819522868013/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6465717404601577685&amp;postID=3999590819522868013&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/3999590819522868013?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/3999590819522868013?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://oproscenio.blogspot.com/2010/02/soldado-x.html" title="soldado X" /><author><name>André Luiz Nahon Góes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="03255517994298663335" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S4ahz7qv8DI/AAAAAAAAAXg/3EJTmgBA5f0/s72-c/x.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0IAR3k5fSp7ImA9WxBUFUk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6465717404601577685.post-8174524800529170740</id><published>2010-02-22T06:10:00.000-08:00</published><updated>2010-03-02T06:52:26.725-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-03-02T06:52:26.725-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artes" /><title>O Lobo da Estepe</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S4KNhdK8aAI/AAAAAAAAAXA/cqiuWMr-TVE/s1600-h/s1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ct="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S4KNhdK8aAI/AAAAAAAAAXA/cqiuWMr-TVE/s320/s1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Decidi retomar algumas paixões que adaram adormecidas por algum tempo, uma delas é o cinema. Tenho visto alguns filmes, pretendo escrever a respeito de parte deles. Ontem foi a vez de “O lobo da Estepe” (1974), baseado na obra literária de Herman Hesse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conheci a obra de Hesse quando tinha meus dezesste anos, em viagem à Argentina. Fui para um estágio em empresa daquele país e uma das pessoas responsáveis pela minha estada me apresentou o autor. Isso se deu em meio a conversas amigáveis, mas não me lembro muito bem amiúdes. O importante é que em poucas semanas iniciei a saga obstinada para devorar “Demian”, “Sonhos de uma Flauta”, “Sidarta” e “O lobo da Estepe”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tornei-me tão apaixonado por Hesse que por muito tempo dei seus livros como presente para amigos, queria contaminá-los com aquela maravilhosa inquietação. Todavia, devido aos planos que teci para a minha vida, afastei-me do escritor em prol de desejos um tanto quiméricos. Eis que agora retorno aos braços do &lt;em&gt;steppenwolf&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S4KOCCpNSbI/AAAAAAAAAXI/kqZQExhivSQ/s1600-h/s2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ct="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S4KOCCpNSbI/AAAAAAAAAXI/kqZQExhivSQ/s320/s2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então. A versão cinematográfica não deixa nada a desejar ao livro. Claro que são linguagens e tempos distintos, mas vale a pena dedicar pouco mais de uma hora para conhecer a adaptação feita da obra de Hesse pelo diretor Fred Haines. Aliás, este cumpre a missão com maestria, o clima sombrio e psicodélico é mantido, senão ampliado... A música, de George Cruntz, contribue muito, uma vez que as variações de temas nos levam a estados emocionais mais próximos do drama vivido pelo ator sueco Max Von Sydow (o cavaleiro Antonius Block de “O sétimo selo”, lembra?).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sydow é Harry Heller – alguma semelhança com Herman Hesse não é ao acaso -, professor taciturno, escritor humanista e buscador da verdade desencantado com a existência; determinado, portanto, a ceifar a própria vida quando completar cinquenta anos. Em meio às atribulações, conhece Hermine (sic), atuação primorosa da lindíssima e charmosa Dominique Sanda. O resto não vale a pena contar, como sempre, deixo o convite. Adianto apenas que o caráter expressionista é latente, visto que o limite entre consciência e inconsciência são tênues, permitindo-nos perguntar se Heller possui algum controle sobre as próprias faculdades mentais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A propósito, não se pode olvidar da direção de arte, Leo Karen, e dos figurinos, Else Heckman. As cores e os tons são atordoantes, nenhum ácido é necessário para viajarmos na mente de Heller. As vestimentas são de extremo bom gosto, vide o cuidado com as fantasias na cena do baile de carnaval. Outrossim, as incursões abstratas de W. A. Mozart e de J. W. Von Göethe são primorosas: os antigos mestres, como bons mentores, ensinam ao incomodado escritor humanista que as personalidades dos seres humanos são múltiplas e que o autoconhecimento é empresa de todos os momentos...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Considero Heman Heller, seja o do livro seja o interpretado por Sydow, parente próximo de Antoine Roquentin, personagem inesquecível de J. P. Sartre, em “A náusea”. Os dois sintetizam bem o niilismo sobriamente fundamentado na razão própria, capaz de rechaçar as conquistas tecnológicas e econômicas de suas sociedades que, em detrimento do Homem, usurparam qualquer possibilidade de se encontrar algum sentido verdadeiro na existência. Nesse aspecto, apenas o &lt;em&gt;Teatro Mágico&lt;/em&gt; pelo qual se apaixona Heller é capaz de trazer simultaneamente alento provisório e indagações genuínas para todos nós, lobos da estepe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6465717404601577685-8174524800529170740?l=oproscenio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?a=oQT3kLhQFUo:hNOzx0DTH3U:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?a=oQT3kLhQFUo:hNOzx0DTH3U:63t7Ie-LG7Y"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?d=63t7Ie-LG7Y" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?a=oQT3kLhQFUo:hNOzx0DTH3U:4cEx4HpKnUU"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?i=oQT3kLhQFUo:hNOzx0DTH3U:4cEx4HpKnUU" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://oproscenio.blogspot.com/feeds/8174524800529170740/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6465717404601577685&amp;postID=8174524800529170740&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/8174524800529170740?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/8174524800529170740?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://oproscenio.blogspot.com/2010/02/o-lobo-da-estepe.html" title="O Lobo da Estepe" /><author><name>André Luiz Nahon Góes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="03255517994298663335" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S4KNhdK8aAI/AAAAAAAAAXA/cqiuWMr-TVE/s72-c/s1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEcFSH4yeyp7ImA9WxBUEU8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6465717404601577685.post-679656536254435938</id><published>2010-02-21T08:40:00.000-08:00</published><updated>2010-02-25T10:20:19.093-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-02-25T10:20:19.093-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="política internacional" /><title>Mudança no paradigma: o Caso Jean Charles</title><content type="html">&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S4Wd0ckk4uI/AAAAAAAAAXY/8dC8tizpjlY/s1600-h/scotland_yard.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kt="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S4Wd0ckk4uI/AAAAAAAAAXY/8dC8tizpjlY/s320/scotland_yard.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Introdução&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lembro-me de lição aprendida com minha falecida avó. Havia quebrado um de seus vasos, e ela pacientemente me obrigou a remendá-lo. A experiência serviu para que compreendesse uma coisa: vaso quando se quebra, não há cola que dê jeito. O vaso após consertado não era o mesmo de antes, tornara-se um complexo de fragmentos longe da beleza característica daquilo que um dia fora uma peça chinesa. Da mesma forma, antigos paradigmas, quando alterados, tornam-se irremediavelmente novos paradigmas. Não era possível, portanto, apreciar o vaso remendado como se fosse o mesmo de antes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Analisaremos o caso Jean Charles por meio de uma perspectiva comparativa entre Brasil e Inglaterra, utilizando-se os conceitos-chave de igualdade e de desigualdade, o que não impedirá o providencial uso de outros conceitos das Ciências Sociais. A reflexão não se centrará nas minúcias do episódio, mas demonstrará como a execução sumária do brasileiro mudou a maneira como parte de cientistas sociais brasileiros&amp;nbsp;verem no modelo inglês de democracia um exemplo a ser seguido. A história deles ingleses, com avanços e retrocessos, revela esforço histórico em transformar o tipo ideal de Estado democrático em realidade social.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Três momentos chamam-nos a atenção. Primeiro, a polícia pública, de caráter igualitário na medida em que trata todos como iguais em suas diferenças, é obra liderada por Robert Peel, concretizada em 1829. Desde então, o que era uma organização de homens pagos por comerciantes e por empresários – uma “polícia privada” – torna-se um corpo profissional destinado a tratar todos em relação de igualdade (Bobbio). Ou seja, o Estado deveria tratar a todos por cidadãos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Num segundo momento, dessa vez na década de 1960, a New Scotland Yard incorpora novas tecnologias, técnicas e métodos baseados no avanço do acesso à informação rápida e precisa. A inteligência, que sempre foi valorizada pela instituição, servia para se antecipar a atos criminosos, assim como para resolver crimes em diversos níveis de complexidade. Vem-nos à memória a figura de Sherlock Holmes , incansável em sua labuta, detentor de raciocínio lógico invejável. A ação policial reflexiva originara-se com Peel e ganhara força, então, com o advento da terceira revolução industrial.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O período atual é o terceiro nessa escala. Nele nos ateremos ao refletir a execução do brasileiro Jean Charles, vítima da consumação pelo governo inglês de um novo modelo de policiamento baseado na prerrogativa de culpa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Interregno: A Guarda Municipal de Niterói e a Força Comedida&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes de comentar a execução de Jean Charles, faz-se mister uma apresentação do trabalho de capacitação da Guarda Municipal de Niterói (GMN) desenvolvido sob auspícios do “paradigma inglês”, isto é, tendo no modelo da Polícia Metropolitana de Londres o referencial. Este interregno nos permitirá perceber a importância que tem o modelo de polícia de Peel para muitos especialistas em segurança pública brasileiros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 2002, o Núcleo Fluminense de Estudos e Pesquisas(Nufep) da Universidade Federal Fluminense(UFF) convidou-me para integrar uma equipe de professores que ministrariam aulas teóricas e práticas de disciplinas ligadas à segurança pública. Participei do ensino de defesa pessoal, amparado por embasamento teórico proveniente das Ciências Sociais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os cursos, com duração média de três meses, findaram em 2005, quando a prefeitura de Niterói decidiu não perpetuar a parceria município-academia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Duas histórias ilustram o modo como eram socializados os agentes municipais antes de 2002. Sob o calor tropical, típico do Estado do Rio de Janeiro, os alunos – guardas municipais – eram submetidos a um modo peculiar de treinamento. Um instrutor, figura obesa, que chamava a atenção pelo tamanho da barriga, incitava a agressividade por parte dos alunos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A “sala de treinamento” era pequena para a quantidade de pessoas que ali estavam, era quente, não estava adaptada para a prática de atividades físicas. Não havia aquecimento ou alongamento no início da aula. Nenhum ex-aluno dos cursos oferecidos pelo Nufep soube dizer-me qual era a qualificação desse professor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em um determinado momento do treino, o professor jogava caixas de laranja – daquelas de feira - sobre os alunos. Estes deveriam esquivar-se e contra-atacar de modo violento. O ofensor – o que tacava a caixa – fazia-se pensar ser um ambulante; o contra-ofensor – o que esquivava e contra-atacava de qualquer jeito -, pasmem, era um guarda municipal. Daí em diante, “a porrada rufava” e sempre saía alguém machucado. Conclui-se que, em face desse “treinamento”, a atitude tida por natural por um desses guardas municipais era reproduzir a violência interiorizada e naturalizada contra os cidadãos; fossem eles estudantes, ambulantes ou criminosos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Num segundo momento, os alunos eram instruídos a desarmar um ofensor que portava revólver. De acordo com&amp;nbsp;os alunos, a arma municiada (literalmente) deveria ser tirada da mão do professor. As pessoas sérias que trabalham com defesa pessoal sabem que são necessários anos de treinamento para desarmar alguém satisfatoriamente. No treino da Guarda Municipal de Niterói, antes de 2002, os alunos eram incentivados a tirar uma arma municiada da mão de outra pessoa a qualquer custo, sem técnica, sem regras de segurança, sem responsabilidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essas duas narrativas ilustram bem como era a formação do agente de segurança pública municipal niteroiense antes da introdução de um treinamento pautado no uso racional e comedido da força. No primeiro caso, percebe-se a identificação do outro com a figura do inimigo que deve ser “neutralizado”. Ou seja, o ambulante deve ser visto como um ofensor a ser exterminado na batalha campal que acontece nas ruas do município. No segundo exemplo, destaca-se a ausência de um protocolo comum de treinamento capaz de homogeneizar o aprendizado e de ser seguido por todos os agentes, o que os ingleses chamam de “to follow the book”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A partir de 2002, com a participação da UFF no treinamento da Guarda Municipal de Niterói, novo paradigma foi instaurado nesta instituição. No período de três anos, cerca de duzentos alunos receberam noções de defesa pessoal baseadas na utilização da força e não da violência. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo Max Weber, uma das características do Estado - pensava ele numa democracia - é o monopólio de utilização da força, por um governo reconhecido, em um determinado território. A violência, desse modo, seria atributo das guerras internacionais. Assim sendo, na ordem interna das nações democráticas, onde todos são iguais perante a lei, o aparato estatal deve utilizar-se da força. Toda vez em que uma instituição com tarefas policiais utiliza-se da desproporcionalidade, portanto, há incorrência da violência. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O treinamento de defesa pessoal ministrado pelos professores da UFF visava à capacitação do agente público municipal para intervir pelo meio da força física somente em casos onde as etapas anteriores – abordagem, negociação oral etc – tivessem sido ultrapassadas. Observava-se, então, cuidado imenso em atender à prevenção antes de adotar-se uma postura tipicamente coercitiva. Atender-se-ia por esse modus operandi, sem ressalvas, ao primeiro princípio da polícia de Robert Peel, criada nos idos de 1829. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É claro que com a introdução de um novo olhar sobre a prática daqueles agentes não houve ruptura imediata do antigo paradigma. Seria necessária uma pesquisa contemporânea para identificar em qual medida o novo foi capaz de subjugar o velho, senão destitui-lo da condição de regra. Sem embargo, a perspectiva de existência de um conflito de idéias quanto qual seria a melhor forma de agir, no seio da GMN, já é satisfatória.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O Onze de Setembro e Seus Filhos&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para T.H. Marshall, a sociedade inglesa conseguiu a duras penas salvaguardas de igualdade e de liberdade durante os séculos. Habeas Corpus, Revolução Gloriosa, Ludistas: direitos civis, sociais e políticos advêm da luta do povo inglês contra a coerção naturalmente exercida pelo Leviatã (Hobbes) . A conquista dessas garantias não apenas proporcionava a todos partirem de um mesmo lugar rumo à desigualdade do mercado (Kant de Lima), como certificava que, em democracias, os direitos antecedem os deveres.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os ataques terroristas contra os EUA, seguidos por Londres e Madri levaram os governos a cercear os direitos individuais. Num recrudescimento do controle total sobre os cidadãos, o aparato estatal, munido da tecnologia do século XXI, passou a processar qualquer gesto mal-interpretado por ofensa. A alteridade, não fora das lindes inglesas, mas presente numa população cosmopolita torna-se, assim, fragmentada na medida em que o inimigo incorpora-se à própria população. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A diferença não mais é tida como positiva, associa-se os traços fenotípicos de qualquer não-caucasiano às características estabelecidas como tipo ideal de terroristas. E, ainda mais, a polícia passa a “atirar antes e perguntar depois”. Guardadas as devidas e significativas diferenças, percebemos a aproximação desse novo paradigma inglês ao velho modelo brasileiro: “truculência”, “agressividade” e “porrada”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Claro que a truculência não será empregada contra todos, senão os imigrantes das antigas colônias inglesas, os mendicantes da União Européia e os semiperiféricos latino-americanos. Jean Charles pertencia a este grupo, mesmo com nome que carregava, o do herdeiro da Coroa inglesa, não o poupou do “atirar antes e perguntar depois”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Estado é, por definição, coercitivo(Hobbes). Desse modo, quando os direitos individuais são alijados, há um fortalecimento daquilo que Löic Wacquant chama de “Estado policial”. A falta de contrapeso à robustez do Estado, ainda mais em tempos de “temor e temor” – para parafrasear Kierkegaard - é um risco para todos os que não são enquadrados no novo seleto grupo dos iguais. O “biopoder” (FOCAULT) torna-se monopólio estatal absoluto em todas as instâncias. Ninguém está livre de uma câmera de segurança, de um agente de segurança, de um satélite de segurança.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O vaso inglês foi quebrado. Para nós, tupiniquins que estamos sempre a olhar para o outro, que é “melhor”, como exemplo perfeito do que gostaríamos de ser, ficou um consolo. Talvez a morte de Jean Charles não sirva para os ingleses repensarem sua doutrina de defesa, todavia, os analistas de segurança pública brasileiros pensarão três vezes antes de encher a boca para falar da Polícia Metropolitana de Londres. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As ações desastradas da Guarda Municipal de Niterói, quando posta ao proscênio, parecem irrisórias se comparadas aos quase-dez-tiros deferidos contra o brasileiro no metrô londrino. Se no caso brasileiro o maior crime era a perpetuação ignorante do ethos da truculência, no episódio “Polícia Metropolitana de Londres contra Jean Charles” o crime é, no fundo, um crime étnico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S4WdkWizlCI/AAAAAAAAAXQ/3v8wQd9IieQ/s1600-h/jean_charles_AP.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kt="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S4WdkWizlCI/AAAAAAAAAXQ/3v8wQd9IieQ/s320/jean_charles_AP.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Um crime étnico&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ninguém consegue imaginar que ocupando o caixão de Jean Charles poderia estar um rapaz branco caucasiano, alto, olhos azuis. Por ser o brasileiro de um moreno “próximo ao de um árabe”, semelhante a um terrorista listado e procurado, determinou-se sua morte. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As “bombas” que Jean Charles carregava em sua mochila, semelhante àquelas que milhares de trabalhadores carregam diariamente (sic) em todo o Reino Unido, eram apenas apetrechos de labuta os quais não representavam riscos a nenhum transeunte. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os críticos haverão de dizer que a vida do brasileiro foi ceifada em prol da vida de dezenas. Ou milhares, uma vez que poderia portar um artefato nuclear de origem paquistanesa. Seria o mesmo, no entanto, que se defendesse o aborto das “crias” de grávidas provenientes de comunidades carentes do Rio de Janeiro, como queria outrora &amp;nbsp;o governador do estado. Tanto em um quanto em outro, faz-se presente a concepção eugenista apreciada pelo Dr. Mengeli. Não se pode partir da presunção da culpa antes do crime, mas foi o que a Polícia Metropolitana de Londres fez.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Após o ocaso de Gobineau e Lombroso nas ciências sociais, esperava-se que a receita nazista seria a última pérfida experiência de purificação de um grupo étnico. Eis que o Homem em sua eterna marcha de superação e progresso cria a globalização e por meio dela os fluxos migratórios ganham potência inigualáveis na História. A população mundial cresce a olhos vistos e os imigrantes incomodam os países centrais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Batem às portas da Inglaterra anualmente milhares de pessoas buscando vida digna. Alguns, na ilegalidade, conseguem burlar o “Foreign Office” e fixam-se em atividades de baixa qualificação técnica. Afinal, a “fuga de cérebros” diz respeito aos extremamente qualificados, não era o caso de Jean Charles.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao contrário do que pregam alguns, a ação policial que culminou com a morte do brasileiro no metrô de Londres não foi acidental. Foi arbitrária na medida em que se sabia perfeitamente que não haveria problema em matar alguém que não fosse fenotipicamente pertencente ao que se tem por perfil ariano. Se não fosse Jean Charles, seria um egípcio. Ou então um indiano. A desigualdade instaurada entre os que são “diferentes mais iguais” e “os outros que não são iguais”, lastreava a ação dos policiais londrinos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eis, portanto, a pergunta: Como pôde aquela polícia, idealizada por R. Peel, que tem treinamento de ponta, que não “taca caixotes” nem tem instrutores “barrigudos”, que não é fruto do patrimonialismo nem da desigualdade estrutural instaurada na mentalidade das elites, que é bem equipada e trabalha com inteligência investigativa, que tratava a todos de modo igual, que não tem um “Capitão Nascimento” mas que tem um “Sherlock Holmes”, que respeita as diferenças entre punks e alunos da London School of Economics, como pôde a Polícia Metropolitana de Londres confundir um trabalhador com um terrorista?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A resposta é, em nenhum momento Jean Charles foi tratado de maneira igualitária. Se os ingleses filhos de indianos são menos ingleses que os filhos de Brighton, se os ingleses das “west indies” são menos ingleses que os de Liverpool, constata-se que a igualdade é inacessível a um trabalhador ilegal. O 11/9 mexeu com as bases da democracia inglesa, o famigerado modelo democrático, o liberalismo de J. S. Mill encontrou barreiras quando se percebeu que havia um limite para a inclusão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De agora em diante, uma vez o vaso quebrado, podemos concluir que existem significativas diferenças entre as forças de segurança daquele país democrático e as de nossa “Tenda Pindorama”. Mas, ambas são em iguais em uma coisa: tratam desigualmente os desiguais. Polícia, cada vez mais, versa Vacquant, serve para punir os pobres e os desiguais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6465717404601577685-679656536254435938?l=oproscenio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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Horrível. Apesar de algumas boas cenas de combate com espadas, o filme não consegue se sustentar. A trama é ruim, os atores são péssimos e uma das piores cenas da história do cinema se encontra nessa película. No final, sem mais nem menos, um grupo de sapateadores agricultores – japoneses! - trazem terror à telinha. Diga-me, o que tem a ver sapateado com samurais? Corra de Zaitochi como se fosse o diabo correndo da cruz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
IRMÃOS GRIMM&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este entra na lista pela simples incapacidade de manter-me acordado pelos primeiros trinta minutos. Geralmente utilizo o “termômetro de Morfeu” para avaliar se um filme é bom ou não. Entretanto, como alguém exigirá uma avaliação menos intuitiva, recomendo que a obra seja evitada devido à nefanda atuação de Matt Damon. Melhor o eterno Jason Bourne em sua trilogia e em “O bom pastor”. Irmãos Grim é fraco e, para quem leu a versão literária, restará a sensação de que algo valioso foi espoliado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O AVIADOR&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Novamente recorro ao “sensor do sono”. Levei meu irmão – que é estudioso mirim de aviação militar e civil – para assistir a “O aviador”. Não tão grande minha surpresa quando olhei para o lado, após algumas cenas extremamente chatas, e vi o jovem mancebo a dormir como uma rocha. Insisti um pouco na empresa, mas não resisti e deixamos a sala de cinema. Gosto muito do Leonardo de Caprio, atuações como a de “Diamante de Sangue” e “Gilbert Grape” entram no rol das que respeito. Contudo, “O aviador” não me convenceu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DIABEL&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Peguei na Paradise este filme polonês para ver no carnaval e me arrependi profundamente. A história se passa na invasão prussiana na Polônia em 1793. De histórico somente há isso, o resto é uma doidera completa sem o menor sentido. Mas o filme não pretende ser surrealista – eu acho -, parece-me uma descompassada tentativa de fazer um cinema novo sem, todavia, lograr êxito. O filme é chatíssimo, eu e minha esposa resistimos por alguns trinta minutos e desligamos o dvd. A propósito, se você utiliza psicotrópicos pode achar o filme um “barato”, deve ser questão de “ótica”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
NOUVELLE VAGUE&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devo ser um imbecil completo porque tentei assistir a esse filme inesquecíveis seis vezes sem lograr nenhum êxito. Não sou especialista – nem perto disso – em cinema, porém não compreendo tanto fanatismo pelo cinema de JL Godard. Será que a experiência artística tem de ser enfadonha para ser válida? Acho que não. Se aceita uma sugestão, corra também de “Tempo de Guerra”, roteiro dele também, Godard... &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SWEENEY TODD&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tenho pavor de musicais, eles me geram calafrios, nem “O exorcista” me assusta tanto. Mal sabia que Sweeney Todd era um deles. Entramos eu e minha esposa na sala de projeção crentes de que seria mais uma atuação inesquecível de Johnny Depp. E foi, negativamente. Desde “Anjos do asfalto” sou fã confesso de J. Depp, mas nem tudo são flores. Em tempo, não seria recuperável a película se seguisse uma linha ao mesmo tempo sóbria e obscura, como “Do inferno”? Creio que sim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A FONTE DA VIDA&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fiquei na dúvida se incluiria esta película por três razões. A primeira é que não acredito que o João – meu mais irmão do que amigo – tenha errado ao indicar-me o filme: ele tem bom gosto, afinal. Depois sou fã do diretor Darren Aronofsky – assisti à estréia de “Pi” na Inglaterra e a diversas outras vezes desde então. Finalmente, a história tem tudo para ser ótima. Pode ser que eu estivesse num dia ruim. Vou tentar de novo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6465717404601577685-397566957609028386?l=oproscenio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;Afinal, o que separa o louco do santo? Pergunta antiga. A castidade, o sacrifício, o autoflagelo; não obstante, há outra questão: o que faz com que indivíduos sigam o louco – ou santo? – num delírio coletivo? Este é “Simão do deserto” (1965), de Luis Buñuel. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A história se passa no século IV, depois de Cristo. O pregador passa quase uma década de pé sobre uma alta torre, no meio do deserto. Sacerdotes adoram-no e consideram-no enviado do Senhor. Os adeptos não são muitos, fora os religiosos, a população local oscila entre um pólo e outro de adoração. Talvez desconfiem um pouco dele. Em meio a provocação da bela capetina – interpretada por Silvia Pinal –, o louco resiste temporariamente às tentações da carne. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como fez em diversas outras obras – vide “Viridiana” e “Via láctea -, o espanhol naturalizado mexicano bate forte contra o fanatismo religioso. De modo satirico, combate o fervor católico mediante a crítica inteligente. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Simão passa fome, se martiriza. Permanece de pé, pregando fé aos homens e clamando piedade a Deus - sem respostas. Em dado momento, cura um homem que havia tido as mãos amputadas, pois cometera um roubo. Logo em seguida o mesmo bate na filha e é ríspido com a esposa; sequer agradece a cura efetuada por Simão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em outra cena, o demônio se apodera de um dos padres que diariamente visitam o pregador. Como sempre, o anjo caído revolta-se contra o celibato, o jejum e o ascetismo do fiel. Contraria-se contra o martírio de Simão e oferece alimentos frescos: vinho, pão e queijo. O santo resiste. Confidentemente alega não precisar explicar ao demônio o que só a Deus pertence: sua convicção e fé. Resistirá?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S3aqP578tZI/AAAAAAAAAWw/mhasay_NAZc/s1600-h/sim%C3%A3o.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ct="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S3aqP578tZI/AAAAAAAAAWw/mhasay_NAZc/s320/sim%C3%A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Finalmente a capetina leva Simão para uma viagem ao futuro. Ao ritmo do recém-nascido rock and roll, o pregador se entrega melancolicamente ao fumo e ao álcool, enquanto as guitarras elétricas soam cada vez mais alto. Simão não foi o primeiro a ser tentado pelo anjo mal. Antes dele, outros como o personagem clássico de Göethe foram seduzidos. Célebre o momento no qual o doutor Fausto é levado à taverna, lá se depara com as bebedeiras e os decotes das meretrizes. De opositor, mefisto passa a amigo e confidente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, o louco Simão abandona os votos e renega os seguidores, o santo transforma-se num legítimo pecador. Agora é ele o seguidor do delírio coletivo. O demônio irradiante comemora vitória, dança enebriado, eis que retirou mais um crente do caminho do senhor. Simão parece perdido, talvez sempre estivera. Mais do que nunca havia sido abandonado pelo seu Deus, em meio a tantas tentações.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6465717404601577685-5652521860669357574?l=oproscenio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?a=K2nTqv886LA:n3tlYg_FQxU:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?a=K2nTqv886LA:n3tlYg_FQxU:63t7Ie-LG7Y"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?d=63t7Ie-LG7Y" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?a=K2nTqv886LA:n3tlYg_FQxU:4cEx4HpKnUU"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?i=K2nTqv886LA:n3tlYg_FQxU:4cEx4HpKnUU" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://oproscenio.blogspot.com/feeds/5652521860669357574/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6465717404601577685&amp;postID=5652521860669357574&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/5652521860669357574?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/5652521860669357574?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://oproscenio.blogspot.com/2010/02/simao-do-deserto.html" title="Simão do deserto" /><author><name>André Luiz Nahon Góes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="03255517994298663335" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S3aqONeI3JI/AAAAAAAAAWo/qAVauu_MJwI/s72-c/200710041107590_bunuel.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkcHQ3o7eCp7ImA9WxBUEU8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6465717404601577685.post-6923942795329889346</id><published>2010-02-12T06:45:00.000-08:00</published><updated>2010-02-25T09:47:12.400-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-02-25T09:47:12.400-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pensamentos" /><title>Por um outro carnaval</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S3VmAOCVcNI/AAAAAAAAAWY/Q1PeepL0bIM/s1600-h/carnaval+veneziano++1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ct="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S3VmAOCVcNI/AAAAAAAAAWY/Q1PeepL0bIM/s320/carnaval+veneziano++1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;Enquanto boa parte das pessoas curte o carnaval nas festas e nos blocos, preparo-me para curtir a esposa, o filho e as atrações alternativas de minha agenda. Longe do turbilhão, quero paz. Carnaval significa alegria, dizem uns. Outros, como eu, acreditam que não há nada de felicidade nesta prática profana, como ela é feita por aí. Por isso alguns me vão criticar, chamar de louco e, como já fizeram há pouco tempo, xingar de – pasmem – “evangélico” (se soubessem que eu tomo por elogio... rsrs). Mas vamos lá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim&amp;nbsp;que acordei, procurei logo o bebê para dar uns bons beijos. Ele estava com a mamãe no quarto, brincando e ouvindo música no radinho. Fiquei surpreso ao ouvir o apelo quase desesperado da locutora, ao solicitar sangue para o hemocentro: segundo ela o número de acidentes de todos os tipos quebram os estoques da instituição. Poucos minutos depois, fomos todos tomar café da manhã e, desta vez na televisão, o repórter do jornal matinal entrevistava um policial rodoviário federal. O pedido era para que as pessoas não dirigissem bêbadas, visto que no carnaval o número de mortes violentas normalmente se eleva. Saímos para passear pelo calçadão da praia de Copacabana e, ao esperar para atravessar o sinal de pedestres, li no jornal manchete no mínimo peculiar. Torres de nove metros seriam instaladas no Rio de Janeiro, durante o carnaval, para que fiscais repreendessem as brigas, os roubos e... os “mijões” – choque de ordem? Chegamos em casa e corri para a geladeira. Sorvi quase um litro de água, eis que o calor escaldante do Rio está mais forte que as altas temperaturas do saara africano. Enquanto relaxava, lembrei de ter visto durante o passeio um senhor que num dos incontáveis botecos de Copacabana entornava, às oito da manhã, um caldaloso conhaque: minha caminhada havia sido frutífera, ganhara o assunto do blog.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O álcool talvez seja o problema mais sério, pois potencializa a agressividade e a violência. Brigas e tumultos são a tônica dos carnavais, é por isso que os governos gastam alto com segurança e propaganda para tentar conscientizar os foliões – símbolos da “alegria” – a não se estapearem. O número de esfaqueados e alvejados por arma de fogo&amp;nbsp;é recorde – geralmente agressões sofridas e/ou deferidas por pessoas alcoolizadas ou drogadas. No carnaval tudo se pode e pode-se de tudo: cheira-se muita cocaína, inala-se muito loló, fuma-se muito tabaco e maconha e agora, para a desgraça do Rio de Janeiro, o crack detona com a juventude alienada. Haja sangue e leitos de hospitais para tamanha tropa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As estradas e avenidas se tornam mais insuportáveis do que nunca, são motoristas bêbedos disputando espaços exíguos entre carros rivais e pedestres indisciplinados. As rodovias registram acidentes de todas as gravidades, sempre frutos ou dos excessos do carnaval ou da falta de resposabilidade dos foliões. Bebida e direção não combinam, é novidade para alguém? Mas as pessoas insistem em dirigir alcoolizadas, resultado: mortes inúteis, paraplégicos e crianças órfãs do carnaval. Todos os anos a ladainha é a mesma, porém as vítimas inocentes crescem exponencialmente nessa época. Haja lei seca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São também necessários rios de dinheiro com campanhas do tipo: “não deixe de trepar, use preservativos no seu carnaval”. Ora, falemos sério, quantos de vós, beberrões, fumadores e injetadores de ilusões, lembram-se de preservar a própria saúde na euforia do sexo fácil? Resultado, doenças venéreas, AIDS e os indesejáveis filhos do carnaval. Ainda mais, lembro-me da minha esposa contando a respeito de uma transloucada radialista vociferando no rádio do automóvel: “o que se faz em Salvador morre em Salvador”. Eis a bela tônica do carnaval.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E há ainda mais. A quantidade de lixo produzido e largado pelas ruas exige um exército de garis – esses santos ambientalistas – para desafogar os sistemas de drenagem, sempre tão comprometidos. Não à toa, quando chegarem as chuvas de março – elas ainda existem? – os bueiros entupidos vomitarão&amp;nbsp;os preservativos&amp;nbsp;imundos e as latas de cerveja de volta para seus antigos donos, tudo isso envolto na lama energética putrefe deixada na cidade após dias de folia insana. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora que muitos já me chamaram de moralista, de religioso e de repressor, deixe-me esclarecer que não sou de modo algum contra o carnaval. Sou ativamente contra ESTE carnaval que aí está. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Serão possíveis festejos populares nos quais o álcool não seja a força motriz, a violência esteja fora da celebração, as pessoas mantenham o mínimo de respeito e o sexo não seja um produto tão barato? Por que não um outro carnaval, sem mortes violentas, sem crianças nascidas de pais imprudentes, sem crack e sem cocaína? Não deixemos o profano de lado nem o transformemos em sagrado, pois este tem o seu próprio lugar no coração dos Homens, mas recuso-me em acreditar que não se pode fazer a coisa de outro modo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S3VmB28WB4I/AAAAAAAAAWg/E07oP-M3YUc/s1600-h/carnaval-1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ct="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S3VmB28WB4I/AAAAAAAAAWg/E07oP-M3YUc/s320/carnaval-1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Do jeito que o "diabo" gosta!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Chato né? Perceba agora como o brilho do carnaval se apaga sem estes entorpecentes clássicos, necessários aos pobres de espírito. Parece até que a música, a dança, a fantasia e o sorriso sóbrio é que são os acessórios dispensáveis. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto a mim? Passarei os próximos dias fazendo amor com minha companheira – à fumaça de insensos -, brincado com o filho que sempre quis, longe da bebida que há anos consegui extirpar da minha vida, assistindo aos filmes que me fazem viajar pela riqueza cultural do mundo, ouvindo sons e tons de sambas e sonetos, bebendo água de coco à beira da praia, tudo isso com a energia positiva de muito Yôga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Excelente carnaval para você!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
***&lt;br /&gt;
A conversa que um bom filho gostaria de ter com uma boa mãe, letra do Lynyrd Skynyrd:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mamãe me disse quando eu era jovem&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Venha sentar-se ao meu lado, meu único filho,&lt;br /&gt;
E&amp;nbsp;escute com atenção o que eu digo.&lt;br /&gt;
E se você fizer isto irá lhe ajudar em algum belo dia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Leve seu tempo... não viva tão rápido,&lt;br /&gt;
Dificuldades virão e passarão.&lt;br /&gt;
Vá encontre uma mulher e encontrará amor,&lt;br /&gt;
E não esqueça filho, Há alguém lá em cima. (Deus)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E seja um tipo simples de homem. &lt;br /&gt;
Seja algo que você ame e entenda.&lt;br /&gt;
Seja um tipo simples de homem.&lt;br /&gt;
Você não quer fazer isso por mim filho,&lt;br /&gt;
Se você puder?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esqueça seu desejo pelo ouro do homem rico&lt;br /&gt;
Tudo aquilo que você precisa está em sua alma,&lt;br /&gt;
E você pode fazer isto se você tentar.&lt;br /&gt;
Tudo aquilo que eu quero para você meu filho,&lt;br /&gt;
É estar satisfeito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Menino, não se preocupe... você se achará.&lt;br /&gt;
Siga seu coração e nada mais.&lt;br /&gt;
E você pode fazer isto se você tentar.&lt;br /&gt;
Tudo que eu quero para você meu filho,&lt;br /&gt;
É estar satisfeito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E seja um tipo simples de homem.&lt;br /&gt;
Seja algo que você ame e entenda.&lt;br /&gt;
Seja um tipo simples de homem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6465717404601577685-6923942795329889346?l=oproscenio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?a=Yw8DwxlYkn8:LYZxUjENxeE:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?a=Yw8DwxlYkn8:LYZxUjENxeE:63t7Ie-LG7Y"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?d=63t7Ie-LG7Y" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?a=Yw8DwxlYkn8:LYZxUjENxeE:4cEx4HpKnUU"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?i=Yw8DwxlYkn8:LYZxUjENxeE:4cEx4HpKnUU" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://oproscenio.blogspot.com/feeds/6923942795329889346/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6465717404601577685&amp;postID=6923942795329889346&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/6923942795329889346?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/6923942795329889346?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://oproscenio.blogspot.com/2010/02/por-um-outro-carnaval.html" title="Por um outro carnaval" /><author><name>André Luiz Nahon Góes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="03255517994298663335" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S3VmAOCVcNI/AAAAAAAAAWY/Q1PeepL0bIM/s72-c/carnaval+veneziano++1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkYHRXk8fyp7ImA9WxBUEU8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6465717404601577685.post-1255664003816178973</id><published>2010-02-11T05:25:00.000-08:00</published><updated>2010-02-25T09:48:54.777-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-02-25T09:48:54.777-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="política internacional" /><title>Polícias e Forças Armadas desprestigiadas</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S3QAvpiKYPI/AAAAAAAAAWQ/J4wE0jTw34w/s1600-h/o-que-e-ditadura-militar-e-jun.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ct="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S3QAvpiKYPI/AAAAAAAAAWQ/J4wE0jTw34w/s320/o-que-e-ditadura-militar-e-jun.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Noutro dia tive uma conversa com um oficial da Brigada de Operações Especiais do Exército.&amp;nbsp;Dois assuntos foram recorrentes, os baixos salários e a falta de condições de trabalho&amp;nbsp;na instituição. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com meu interlocutor, os salários das três forças são incompatíveis com suas responsabilidades, crítica muito familiar as que costumo ouvir de policiais. Desde a década passada, os militares - assim como aqueles - têm lutado por aumento salarial sem alcançarem êxito. No atual governo, a negociação, que inclue também a modernização das instituições, caminha a passos lentos. &lt;br /&gt;
Os baixos salários geram dois fenômenos nas instituições militares e policiais; um deles é o "bico", o outro é a evasão das corporações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muitos praças e oficiais das forças armadas têm investido em graduação universitária externa e em pós-graduação para conseguirem rendimentos extras. Meu interlocutor, por exemplo, atua como professor em escola particular com sua graduação universitária em Letras.&amp;nbsp;Ou seja, a profissionalização dos membros das forças armadas se deve, em muitos casos, à iniciativa individual, e não à política definida pela instituição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seu caso não é o único, contou-me que é comum entre taifeiros da Marinha o "bico" como motorista e como garçom; que oficiais da Polícia do Exército trabalham para empresas de segurança e que o magistério é ocupação complementar de muitos colegas.&amp;nbsp;Em Goiás, por exemplo, há um coronel reformado dono de faculdade. Em Brasília um militar abriu um buffet, outro é dono de firma de segurança privada. O "bico", como vemos, abarca diversos níveis de qualificação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim como ocorre nas polícias fluminenses, a evasão no seio das forças armadas também tem crescido. Dois colegas do oficial deixaram recentemente o exército para ocupar posições melhor remuneradas noutras instituições públicas. Um deles é promotor do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, outro trabalha no Banco Central do Brasil; há ainda policiais federais, policiais rodoviários federais etc. As forças armadas perderam membros qualificados, em todos esses casos, por não oferecerem melhores salários e incentivos suficientes para que aqueles militares continuassem na carreira. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ausência de políticas profissionalizantes, de perspectiva de crescimento e de valorização do indivíduo, então, têm expurgado nossos militares das casernas. Alguma similaridade com a realidade policial?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6465717404601577685-1255664003816178973?l=oproscenio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?a=v-tRQ4gYTyc:tYnBDK-N52Y:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?a=v-tRQ4gYTyc:tYnBDK-N52Y:63t7Ie-LG7Y"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?d=63t7Ie-LG7Y" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?a=v-tRQ4gYTyc:tYnBDK-N52Y:4cEx4HpKnUU"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?i=v-tRQ4gYTyc:tYnBDK-N52Y:4cEx4HpKnUU" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://oproscenio.blogspot.com/feeds/1255664003816178973/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6465717404601577685&amp;postID=1255664003816178973&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/1255664003816178973?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/1255664003816178973?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://oproscenio.blogspot.com/2010/02/policias-e-forcas-armadas.html" title="Polícias e Forças Armadas desprestigiadas" /><author><name>André Luiz Nahon Góes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="03255517994298663335" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S3QAvpiKYPI/AAAAAAAAAWQ/J4wE0jTw34w/s72-c/o-que-e-ditadura-militar-e-jun.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkcHQ3o7eSp7ImA9WxBUEU8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6465717404601577685.post-1604546346169102262</id><published>2010-02-10T06:26:00.000-08:00</published><updated>2010-02-25T09:47:12.401-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-02-25T09:47:12.401-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pensamentos" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="política interna" /><title /><content type="html">&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S3LBrzpZuKI/AAAAAAAAAWI/T1BjkKGIZBk/s1600-h/mpog.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" kt="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S3LBrzpZuKI/AAAAAAAAAWI/T1BjkKGIZBk/s200/mpog.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
A grande notícia - um pouco defasada, eu sei - é a aprovação da &lt;a href="http://br.vlex.com/vid/72605603"&gt;Lei 12.094&lt;/a&gt; que cria 2400 vagas para a carreira de ANALISTA DE POLÍTICAS SOCIAIS, vinculada ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão(MPOG).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não acredito que todas estas vagas saiam em um único concurso, mas é de se esperar um bom quantitativo. Segundo uma fonte, serão cerca de 600 na primeira leva; o concurso já está no forno do MPOG e deve sair nos próximos meses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Haverá a necessidade de formação superior com especialização técnica na área pleiteada. Desse modo, minha opção mais que natural é segurança pública. Finalmente um concurso público interessante, salvo o salário inicial realtivamente baixo para carreiras federais: R$2.900,00.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cientistas sociais, estudem. A carreira promete! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Criei uma comunidade no Orkut para debatermos o tema: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=98478198&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6465717404601577685-1604546346169102262?l=oproscenio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?a=fsu5_pOjhvg:xbwfPYogCeo:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?a=fsu5_pOjhvg:xbwfPYogCeo:63t7Ie-LG7Y"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?d=63t7Ie-LG7Y" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?a=fsu5_pOjhvg:xbwfPYogCeo:4cEx4HpKnUU"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/OProscenio?i=fsu5_pOjhvg:xbwfPYogCeo:4cEx4HpKnUU" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://oproscenio.blogspot.com/feeds/1604546346169102262/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6465717404601577685&amp;postID=1604546346169102262&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/1604546346169102262?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/1604546346169102262?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://oproscenio.blogspot.com/2010/02/grande-noticia-um-pouco-defasada-eu-sei.html" title="" /><author><name>André Luiz Nahon Góes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="03255517994298663335" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S3LBrzpZuKI/AAAAAAAAAWI/T1BjkKGIZBk/s72-c/mpog.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0IAR3k5fip7ImA9WxBUFUk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6465717404601577685.post-1711849022779090393</id><published>2010-02-08T10:00:00.000-08:00</published><updated>2010-03-02T06:52:26.726-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-03-02T06:52:26.726-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artes" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="política interna" /><title>Paráfrase do medo</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S2_4f7iU9yI/AAAAAAAAAVM/2ysQG793DTo/s1600-h/3.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kt="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S2_4f7iU9yI/AAAAAAAAAVM/2ysQG793DTo/s320/3.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;Tomei liberdade para brincar com as idéias do mestre José Murilo de Carvalho:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"Na &lt;strong&gt;favela&lt;/strong&gt;, a pequena assistência social que existe&amp;nbsp;é exercida pelos &lt;strong&gt;traficantes&lt;/strong&gt;. Assim como controlam a justiça e a polícia, os traficantes também constituem o único recurso dos moradores quando se tratava de comprar remédios, de chamar um médico, de ser levado a um hospital, de ser enterrado. A dominação exercida pelos traficantes inclue esses aspectos paternalistas que lhe dão alguma legitimidade. Por mais desigual que&amp;nbsp;seja a relação entre traficante e morador, existe um mínimo de reciprocidade. Em troca do silêncio e da lealdade, o morador recebe proteção contra a polícia e assistência em momentos de necessidade. Há um entendimento implícito a respeito dessas obrigações mútuas. Esse lado das relações mascara a exploração do morador e ajuda a explicar a durabilidade do poder dos traficantes".&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora, a versão original: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"No campo, a pequena assistência social que existia era exercida pelos coronéis. Assim como controlavam a justiça e a polícia, os grandes proprietários também constituíam o único recurso dos trabalhadores quando se tratava de comprar remédios, de chamar um médico, de ser levado a um hospital, de ser enterrado. A dominação exercida pelos coronéis incluía esses aspectos paternalistas que lhe davam alguma legitimidade. Por mais desigual que fosse a relação entre coronel e trabalhador, existia um mínimo de reciprocidade. Em troca do trabalho e da lealdade, o trabalhador recebia proteção contra a polícia e assistência em momentos de necessidade. Havia um entendimento implícito a respeito dessas obrigações mútuas. Esse lado das relações mascarava a exploração do trabalhador e ajuda a explicar a durabilidade do poder dos coronéis". (Cidadania no Brasil, o Longo Caminho, pág. 64, Civilização Brasileira, 2005).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
***&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há ainda desentendimento a respeito do que sejam força e violência policiais. Isso se constata na medida em que é muito comum ver operadores do direito, policiais e público em geral afirmarem que o "Estado possui o monopólio da violência". Dentre as inúmeras teorias, a weberiana afirma que o Estado tem as prerrogativas de utilização da força, não da violência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A força, na ação policial, deve ser utilizada de modo a preservar os direitos do cidadão, isto é, manutenção desses sem prejuízo a necessidade de intervenção estatal. Parece simples, mas não é. Há dois níveis de entendimento os quais garantem a legitimidade da ação física pelo agente do Estado. A socialização de uma determinada cultura de respeito aos direitos humanos é o primeiro deles. O segundo é a aplicação na prática, isto é, no dia-a-dia, dos preceitos internalizados pelos entes policiais num momento anterior. Para tanto, investir em treinamento e reflexão é fundamental.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ordem interna de uma democracia, cuja igualdade manifesta-se em respeito às diferenças, não condiz com o emprego da violência policial. Pelo contrário, o Estado deve atuar como negociador da ordem, sempre assumindo a igualdade como valor comum, ao invés de ser, como vemos muitas vezes, promotor da violência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A polícia truculenta, reativa e sanguinária não condiz com o Estado de Direito. Devemos desassociar os dois conceitos no nível psicológico para que uma nova cultura de teoria e prática seja edificada. A polícia inquisitorial que tortura e humilha deve permanecer como uma página virada na longa História de abusos estatais contra a população brasileira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6465717404601577685-1711849022779090393?l=oproscenio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://oproscenio.blogspot.com/feeds/1711849022779090393/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6465717404601577685&amp;postID=1711849022779090393&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/1711849022779090393?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6465717404601577685/posts/default/1711849022779090393?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://oproscenio.blogspot.com/2010/02/tomei-liberdade-para-brincar-com-as.html" title="Paráfrase do medo" /><author><name>André Luiz Nahon Góes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="03255517994298663335" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_utffgvL1VNY/S2_4f7iU9yI/AAAAAAAAAVM/2ysQG793DTo/s72-c/3.gif" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
