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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2enclosuresfull.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" version="2.0"><channel><title>É o que eu penso (hoje!) - Cynthia Kremer</title><link>http://sargacos.blogspot.com/</link><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/OQueEuPensohoje-CynthiaKremer" /><description></description><language>en</language><managingEditor>noreply@blogger.com (Cynthia Kremer)</managingEditor><lastBuildDate>Thu, 03 Nov 2011 10:48:38 PDT</lastBuildDate><generator>Blogger http://www.blogger.com</generator><openSearch:totalResults xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/">55</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/">1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/">25</openSearch:itemsPerPage><feedburner:info xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" uri="oqueeupensohoje-cynthiakremer" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><media:copyright>This content is Copyrighted</media:copyright><media:category scheme="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd">Music</media:category><itunes:owner><itunes:email>noreply@blogger.com</itunes:email><itunes:name>Cynthia Kremer</itunes:name></itunes:owner><itunes:author>Cynthia Kremer</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle></itunes:subtitle><itunes:category text="Music" /><feedburner:emailServiceId xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0">OQueEuPensohoje-CynthiaKremer</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0">http://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><item><title>Redes Sociais = Hiperexposição narcisista</title><link>http://sargacos.blogspot.com/2011/10/redes-sociais-hiperexposicao-narcisista.html</link><category>ego</category><category>facebook</category><category>redes sociais</category><category>relacionamentos</category><author>noreply@blogger.com (Cynthia Kremer)</author><pubDate>Sat, 01 Oct 2011 21:46:40 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8014548863355189739.post-8404794864363422973</guid><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-9_noH5Piras/Tob2ueXi2PI/AAAAAAAAAQw/PToFuKAsdvA/s1600/social-network.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 259px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5658481260123838706" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-9_noH5Piras/Tob2ueXi2PI/AAAAAAAAAQw/PToFuKAsdvA/s400/social-network.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é novidade que entramos numa era especialmente dedicada a hiperexposição. Ela é o brinde para adocicar o sabor amargo e podermos engolir sem dar muita atenção a todo o marketing que nos é impingido. Nossas informações pessoais circulam livremente para fins nem sempre solicitados e muitas vezes obscuros e não muito nobres. Mas foi tudo muito bem articulado e calculado pelos estrategistas de marketing: nos fisgar pelo lado mais fraco. Como peixinhos, pela boca. Ou melhor, pelo ego-narcisismo.&lt;br /&gt;O ego narcisista tem seu lugar cativo e ainda mais importante no atual fenômeno das "redes sociais", que, cada vez mais, têm um papel efetivo e rotineiro na vida de todos nós. O que acontece nessas redes é particularmente singular, pois interagimos com "estranhos" com a desenvoltura que provavelmente não teríamos se os mesmos fossem parentes nossos ou amigos de longa data. Este é apenas um tipo de comportamento dentre um leque imenso e repleto de nuances que determinam como tratam-se uns aos outros nesses espaços de interatividade a distância, embora haja uma peculiar constante entre todos os tipos de relecionamentos online: a coragem exacerbada. Que é conferida pela percepção de nossas personas que dão a medida do que queremos parecer para o outro, além da distância física e da possibilidade de podermos, a qualquer momento, desaparecer assim como aparecemos. Muito do que é dito através do "véu" translucido, mas sempre presente das redes socias aos nossos interlocutores, vêm com um ímpeto maior e mais forte do que no convívio social convencional. Carregamos na tinta para que possamos marcar nosso território, deixar bem claro quem somos e a que viemos, depois de escolhida a persona que queremos usar. Nosso narcisismo ganha amplo espaço para crescer livremente, uma vez que em nosso dia a dia real, não alcançaríamos tantos "ouvintes", ainda que fossemos celebridades. Há alguns aspectos curiosos que não diferem das relações convencionais: procuramos sempre os nossos "iguais", seja pelo conteúdo que expressam, seja pela maneira que escrevem, seja pela personalidade que transmitem e também pela classe social a que pertencem. A partir dai, começamos a fazer pequenas distorções da realidade - já alterada - para que não fiquemos aquém de nossos "pares" e dessa forma, nosso "portifólio" tem a obrigação perene de ser cuidadosamente apresentado e parecer sempre muito interessante e autêntico aos olhos que imaginamos vê-lo. Começam pequenas competições, exatamente como acontece fora do ambiente virtual. Entretanto podemos ter mais flexibilidade assumindo atitudes bastante inusitadas e ousadas uma vez que temos consciência do âmbito de nossa condição etérea de meros "avatares" e que basta apenas um clique e não estamos mais ali. Não somos mais o que fizemos ou dissemos. Contudo, essa condição ambígua que adquirimos tem seu preço e suas limitações: nas eventuais tentativas de extensão de relacionamentos fora do ambiente virtual, as chances de um flerte que se transforma em romance criado nele, por exemplo, há pouquíssima probabilidade de florescer, de haver sincronia, de ter qualquer continuidade, se não podemos manter no mundo real, o que fizemos deliberadamente aparentar no virtual. E tampouco validar as expectativas e idealizações que o outro nos conferiu e vice versa. Seria a mais perfeita tradução do amor narcisista que vem da fantasia do outro, em sua forma mais instintiva e infantil. Vejo mais sucesso no âmbito das amizades começadas virtualmente. Decerto as relações virtuais estarão, na maioria das vezes, herméticas e fadadas ao meio em que começaram por serem em sua grande maioria, demasiadamente superficiais e rápidas, como o ritmo do ambiente que as propiciou assim exige. Esse mesmo ritmo é que traz consigo as nuances que distinguem e as vezes impossibilitam relacionamentos que perdurem e que se sustentem, se trazidos para o mundo da realidade não virtual.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Não compre animais, adote!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014548863355189739-8404794864363422973?l=sargacos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-02T01:46:40.633-03:00</app:edited><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/-9_noH5Piras/Tob2ueXi2PI/AAAAAAAAAQw/PToFuKAsdvA/s72-c/social-network.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">4</thr:total></item><item><title>Desejo</title><link>http://sargacos.blogspot.com/2011/08/desejo.html</link><category>verso</category><category>cigano</category><category>cynthia kremer</category><category>amor eterno</category><author>noreply@blogger.com (Cynthia Kremer)</author><pubDate>Mon, 22 Aug 2011 16:34:26 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8014548863355189739.post-4974270365343549678</guid><description>&lt;div align="center"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-GBgXjRGvpAY/TkJAVcAWrxI/AAAAAAAAAQg/6WMW7NWHyx0/s1600/mulher%2Bdeitada%2Bflores%2Bvermelhas.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 265px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639140420460392210" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-GBgXjRGvpAY/TkJAVcAWrxI/AAAAAAAAAQg/6WMW7NWHyx0/s400/mulher%2Bdeitada%2Bflores%2Bvermelhas.jpg" /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Amor cigano, ardente e profano
&lt;br /&gt;existindo nas sombras de escassos lugares
&lt;br /&gt;fragmentado e perdido por todos os ares
&lt;br /&gt;lançados na treva os corações da bruma
&lt;br /&gt;resistindo no vento, em suma.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;E na manhã seguinte, o lado escarlate
&lt;br /&gt;a sensação repentina de trocar vestes ser
&lt;br /&gt;mudado.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;E tudo estancou. Não mais pude divisar teu corpo
&lt;br /&gt;que de mim escapou, esboçando voo para outros lugares.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Transformado o sonho em fracasso,
&lt;br /&gt;joguei no abismo a fantasia.
&lt;br /&gt;Ceguei meus olhos soltos no espaço
&lt;br /&gt;buscando tua imagem que eu não via.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Amor cigano ardente e pagão,
&lt;br /&gt;a mim não cabia
&lt;br /&gt;porque cigano era o amor
&lt;br /&gt;e eu não sabia.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;C.K.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Não compre animais, adote!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014548863355189739-4974270365343549678?l=sargacos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-22T20:34:26.664-03:00</app:edited><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/-GBgXjRGvpAY/TkJAVcAWrxI/AAAAAAAAAQg/6WMW7NWHyx0/s72-c/mulher%2Bdeitada%2Bflores%2Bvermelhas.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total></item><item><title>A Lei de Jante</title><link>http://sargacos.blogspot.com/2011/06/lei-de-jante.html</link><category>preconceito velado</category><category>lei de jante</category><category>brasileiros barrados na europa</category><category>segregação</category><category>inveja</category><author>noreply@blogger.com (Cynthia Kremer)</author><pubDate>Tue, 12 Jul 2011 14:04:56 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8014548863355189739.post-4689785449844788461</guid><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-lty2JDzurbU/TglUKFmTNnI/AAAAAAAAAPs/PnORbP76J9Q/s1600/lei%2Bde%2Bjante2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5623118142027019890" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-lty2JDzurbU/TglUKFmTNnI/AAAAAAAAAPs/PnORbP76J9Q/s320/lei%2Bde%2Bjante2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assistindo ao noticiário de hoje, que falava sobre a quantidade enorme de brasileiros que são impedidos de entrar na Europa, (mais precisamente na Espanha e Inglaterra) sem maiores explicações, além da óbvia sensação de indignação pela injustiça de uma obstrução do direito de ir e vir de qualquer cidadão, o que me tomou foi a sensação de impotência, que é exatamente o que deve sentir quem se depara com uma situação dessa natureza. Lembrei-me da Lei de Jante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lei de Jante foi criada pelo autor norueguês/dinamarquês Aksel Sandemose em seu romance "&lt;em&gt;Um refugiado atravessa sua faixa&lt;/em&gt;" em 1933. No livro ele descreve a cidade de Jante, provinciana como toda pequena cidade, onde uns controlam a vida dos outros e ninguém consegue permanecer no anonimato. Claro, a &lt;em&gt;"Lei de Jante"&lt;/em&gt; sempre existiu, pois ela emana do poder do Homem, embora Aksel Sandemose tenha lhe atribuído um nome e regras bem precisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As 10 regras da Lei de Jante são variações de um mesmo tema: &lt;em&gt;Não pense que você é especial ou que você é melhor do que nós.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lei de Jante não é escrita, mas transmitida oralmente. Por razões muito convenientes, pois é no preconceito velado que ela cresce e se propaga. E os que transgridem essa "lei" passam a ser tratados de forma suspeita e mesmo de forma hostil, uma vez que a "quebra do código" vai diretamente ao encontro do desejo comunitário, que visa a preservação da estabilidade social e de sua uniformidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lei de Jante poderia facilmente ter outros nomes, como: &lt;em&gt;A hipocrisia dos que temem&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;O poder pelo controle velado&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;O segregacionismo&lt;/em&gt;, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não pense que ela é um "conto" ou que acontece apenas na remota cidade nórdica de Jante. Ela está em toda parte, não tem fronteiras geográficas ou éticas. Ela se mescla entre o poder do Estado e a inata condição do ser humano em exercer seu poder ante o mais fraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lei de Jante está no controle do Estado sobre seu povo. E não é explicita. Por não estar escrita em nenhuma constituição. Está no inconsciente coletivo do poder. Está nas fronteiras territoriais e nas fronteiras do pensamento. É intrínseca ao ser humano. É uma regra praticada por todos. Pelos países de maneira velada, em relação aos imigrantes, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelas fronteiras ideológicas que perseguem os que não rezam pela mesma cartilha - o que piora qualquer tentativa de defesa - uma vez que o cidadão não foi formalmente acusado de nada, além de ter sido vítima de preconceito e de ficar marcado e relegado. Nada na vida de quem transgride a lei de Jante, será como antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta regra levada ao extremo é o totalitarismo, a ditadura, a repressão, o comunismo, e todos os estados de exceção que oprimem o cidadão de sua livre expressão. Isto, claro, acontece veladamente e em diversos graus, de acordo com os interesses de um pais sobre o seu povo, por exemplo.&lt;br /&gt;Mas infelizmente, ainda que houvesse um “tratado” entre as nações para banir esta regra, ela, ainda assim, permaneceria; não imposta pelo poder do Estado, mas pelo poder do mais forte. Da condição natural que dota o ser humano com maior ou menor capacidade de dominação sobre o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No âmbito das relações sociais, uns são naturalmente mais dominantes que outros e na maioria das vezes, não propositalmente, são apenas líderes natos, sem que isso, a princípio, constitua um atributo de qualidade ou de defeito. Ao mesmo tempo em que outros, são, também, naturalmente submissos, ou predispostos a ceder com mais facilidade. Assim, sempre haverá a desigualdade entre nós, mesmo que não imposta por qualquer tipo de poder Legislativo, Executivo ou Judiciário e tampouco por nenhum bem intencionado Estado de Direito.&lt;br /&gt;Ela, a "Lei" de Jante, está em nós. E é muito perigosa. Seus alicerces são o preconceito, (fruto do medo) a inveja, e a prepotência cega.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Não compre animais, adote!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014548863355189739-4689785449844788461?l=sargacos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-12T18:04:56.426-03:00</app:edited><media:thumbnail url="http://3.bp.blogspot.com/-lty2JDzurbU/TglUKFmTNnI/AAAAAAAAAPs/PnORbP76J9Q/s72-c/lei%2Bde%2Bjante2.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">4</thr:total></item><item><title>Epifania ímpia</title><link>http://sargacos.blogspot.com/2011/05/epifania-paga.html</link><category>cosmos</category><category>Jair Bolsonaro</category><category>poeira cósmica</category><category>Stephen Howkins</category><category>Beatriz Rondon</category><category>Richard Dawkins</category><category>reflexão</category><category>percepção do ser</category><category>Daniel Dennet</category><category>carl sagan</category><author>noreply@blogger.com (Cynthia Kremer)</author><pubDate>Thu, 16 Jun 2011 23:04:32 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8014548863355189739.post-5537937128894197657</guid><description>&lt;iframe width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/AvBklP3k-30?fs=1" frameborder="0" allowFullScreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me sinto meio desanimada, deprimida, ou mesmo com muita raiva e descrente da humanidade eu costumo assistir a este documentário antigo – mas&lt;br /&gt; ainda hoje muito atual - de Carl Sagan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E antes de lamentar o fato de não existirem mais Carls Sagans, Richard Dawkins, Stephens Hawkings e Daniel Dennets no mundo, do que Jair Bolsonaros, Beatriz Rondons, Tiriricas e afins, percebo o quão vãs, pequenas e tolas são as minhas lamúrias e a minha própria existência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto vergonha da minha pequenez e das minhas queixas. &lt;br /&gt;Se Carl Sagan é feito da mesma matéria estelar que Jair Bolsonaro, por que razão hei de me torturar? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou a poeira da poeira da poeira da poeira do desconhecido. Sou um acidente cósmico, sou tão efêmera como o momento da queda da maça da macieira e infinitamente menor do que suponho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, então, que subitamente me sinto bem, sem tantas amarras e apegos que tornam a minha gravidade ainda mais opressora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sei que a minha percepção de tudo isso não me faz maior, porque ela existe apenas enquanto estou fisicamente aqui. E aqui nada é, senão uma trilionésima fração de fração de fração de fração de segundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que hei de me aborrecer com o que não teve, não tem, e não terá o menor sentido, tampouco importância, se posso fazer melhor proveito do tão pouco tempo que tenho aqui? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso dizer que consigo manter esse raciocínio como uma constante - quem dera - mas ao menos posso fazer uso dele em situações desânimo, quando sinto urgência de me abstrair de assuntos enfadonhos e de constatações terríveis das quais não posso intervir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Não compre animais, adote!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014548863355189739-5537937128894197657?l=sargacos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-06-17T03:04:32.707-03:00</app:edited><media:thumbnail url="http://img.youtube.com/vi/AvBklP3k-30/default.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">5</thr:total></item><item><title>Sequestro emocional</title><link>http://sargacos.blogspot.com/2011/04/sequestro-emocional.html</link><category>sequestro emocional</category><category>esclarecimento</category><category>henri matisse</category><category>menoridade</category><category>immanuel kant</category><author>noreply@blogger.com (Cynthia Kremer)</author><pubDate>Thu, 14 Apr 2011 20:07:32 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8014548863355189739.post-8942859358427003761</guid><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-RK1j9xzX42E/TaeyWNgtMSI/AAAAAAAAAPM/yTF8XQEs9yE/s1600/matisse.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 192px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5595637156684837154" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-RK1j9xzX42E/TaeyWNgtMSI/AAAAAAAAAPM/yTF8XQEs9yE/s400/matisse.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;Henri MatisseFemme endormie, 1942&lt;/center&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br /&gt;Peguei este ensaio de Immanuel Kant no site ateus.net, pois achei fantástca a abordagem dele sobre o que ele intitula de "O esclarecimento". É uma interpretação sobre o "sequestro emocinal" em diversos âmbitos: &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Esclarecimento [Aufklärung] é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo. O homem é o próprio culpado dessa menoridade se a causa dela não se encontra na falta de entendimento, mas na falta de decisão e coragem de servir-se de si mesmo sem a direção de outrem. Sapere aude! Tem coragem de fazer uso de teu próprio entendimento, tal é o lema do esclarecimento.&lt;br /&gt;&lt;br/&gt; &lt;br /&gt;A preguiça e a covardia são as causas pelas quais uma tão grande parte dos homens, depois que a natureza de há muito os libertou de uma direção estranha (naturaliter maiorennes), continuem no entanto de bom grado menores durante toda a vida. São também as causas que explicam por que é tão fácil que os outros se constituam em tutores deles. É tão cômodo ser menor. Se tenho um livro que faz as vezes de meu entendimento, um diretor espiritual que por mim tem consciência, um médico que por mim decide a respeito de minha dieta etc., então não preciso esforçar-me eu mesmo. Não tenho necessidade de pensar, quando posso simplesmente pagar; outros se encarregarão em meu lugar dos negócios desagradáveis. A imensa maioria da humanidade (inclusive todo o belo sexo) considera a passagem à maioridade difícil e além do mais perigosa, porque aqueles tutores de bom grado tomaram a seu cargo a supervisão dela. Depois de terem primeiramente embrutecido seu gado doméstico e preservado cuidadosamente estas tranquilas criaturas a fim de não ousarem dar um passo fora do carrinho para aprender a andar, no qual as encerraram, mostram-lhes em seguida o perigo que as ameaça se tentarem andar sozinhas. Ora, este perigo na verdade não é tão grande, pois aprenderiam muito bem a andar finalmente, depois de algumas quedas. Basta um exemplo deste tipo para tornar tímido o indivíduo e atemorizá-lo em geral para não fazer outras tentativas no futuro. &lt;br /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br /&gt;É difícil portanto para um homem em particular desvencilhar-se da menoridade que para ele se tornou quase uma natureza. Chegou mesmo a criar amor a ela, sendo por ora realmente incapaz de utilizar seu próprio entendimento, porque nunca o deixaram fazer a tentativa de assim proceder. Preceitos e fórmulas, estes instrumentos mecânicos do uso racional, ou antes do abuso, de seus dons naturais, são os grilhões de uma perpétua menoridade. Quem deles se livrasse só seria capaz de dar um salto inseguro mesmo sobre o mais estreito fosso, porque não está habituado a este movimento livre. Por isso são muitos poucos aqueles que conseguiram, pela transformação do próprio espírito, emergir da menoridade e empreender então uma marcha segura. &lt;br /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br /&gt;Que porém um público se esclareça [aufkläre] a si mesmo é perfeitamente possível; mais que isso, se lhe for dada a liberdade, é quase inevitável. Pois econtrar-se-ão sempre alguns indivíduos capazes de pensamento próprio, até entre os tutores estabelecidos da grande massa, que, depois de terem sacudido de si mesmos o jugo da menoridade, espalharão em redor de si o espírito de uma avaliação racional do próprio valor e da vocação de cada homem em pensar por si mesmo. O interessante nesse caso é que o público, que anteriormente foi conduzido por eles a este jugo, obriga-os daí em diante a permanecer sob ele, quando é levado a se rebelar por alguns de seus tutores que, eles mesmos, são incapazes de qualquer esclarecimento. Vê-se assim como é prejudicial plantar preconceitos, porque terminam por se vingar daqueles que foram seus autores ou predecessores destes. Por isso, um público só muito lentamente pode chegar ao esclarecimento. Uma revolução poderá talvez realizar a queda do despotismo pessoal ou da opressão ávida de lucros ou de domínios, porém nunca produzirá a verdadeira reforma do modo de pensar. Apenas novos preconceitos, assim como os velhos, servirão como cintas para conduzir a grande massa destituída de pensamento. &lt;br /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br /&gt;Para este esclarecimento porém nada mais se exige senão liberdade. E a mais inofensiva entre tudo aquilo que se possa chamar liberdade, a saber: a de fazer um uso público de sua razão em todas as questões. Ouço, agora, porém, exclamar de todos os lados: não raciocineis! O oficial diz: não raciocineis, mas exercitai-vos! O financista exclama: não raciocinei, mas pagai! O sacerdote proclama: não raciocineis, mas crede! (Um único senhor no mundo diz: raciocinai, tanto quanto quiserdes, e sobre o que quiserdes, mas obedecei!). Eis aqui por toda a parte a limitação da liberdade. Que limitação, porém, impede o esclarecimento? Qual não o impede, e até mesmo favorece? Respondo: o uso público de sua razão deve ser sempre livre e só ele pode realizar o esclarecimento entre os homens. O uso privado da razão pode porém muitas vezes ser muito estreitamente limitado, sem contudo por isso impedir notavelmente o progresso do esclarecimento. Entendo contudo sob o nome de uso público de sua própria razão aquele que qualquer homem, enquanto sábio, faz dela diante do grande público do mundo letrado. Denomino uso privado aquele que o sábio pode fazer de sua razão em um certo cargo público ou função a ele confiado. Ora, para muitas profissões que se exercem no interesse da comunidade, é necessário um certo mecanismo, em virtude do qual alguns membros da comunidade devem comportar-se de modo exclusivamente passivo para serem conduzidos pelo governo, mediante uma unanimidade artificial, para finalidades públicas, ou pelo menos devem ser contidos para não destruir essa finalidade. Em casos tais, não é sem dúvida permitido raciocinar, mas deve-se obedecer. Na medida, porém, em que esta parte da máquina se considera ao mesmo tempo membro de uma comunidade total, chegando até a sociedade constituída pelos cidadãos de todo o mundo, portanto na qualidade de sábio que se dirige a um público, por meio de obras escritas de acordo com seu próprio entendimento, pode certamente raciocinar, sem que por isso sofram os negócios a que ele está sujeito em parte como membro passivo. Assim, seria muito prejudicial se um oficial, a que seu superior deu uma ordem, quisesse pôr-se a raciocinar em voz alta no serviço a respeito da conveniência ou da utilidade dessa ordem. Deve obedecer. Mas, razoavelmente, não se lhe pode impedir, enquanto homem versado no assunto, fazer observações sobre os erros no serviço militar, e expor essas observações ao seu público, para que as julgue. O cidadão não pode se recusar a efetuar o pagamento dos impostos que sobre ele recaem; até mesmo a desaprovação impertinente dessas obrigações, se devem ser pagas por ele, pode ser castigada como um escândalo (que poderia causar uma desobediência geral). Exatamente, apesar disso, não age contrariamente ao dever de um cidadão se, como homem instruído, expõe publicamente suas ideias contra a inconveniência ou a injustiça dessas imposições. Do mesmo modo também o sacerdote está obrigado a fazer seu sermão aos discípulos do catecismo ou à comunidade, de conformidade com o credo da Igreja a que serve, pois foi admitido com esta condição. Mas, enquanto sábio, tem completa liberdade, e até mesmo o dever, de dar conhecimento ao público de todas as suas ideias, cuidadosamente examinadas e bem intencionadas, sobre o que há de errôneo naquele credo, e expor suas propostas no sentido da melhor instituição da essência da religião e da Igreja. Nada existe aqui que possa constituir um peso na consciência. Pois aquilo que ensina em decorrência de seu cargo como funcionário da Igreja, expõe-no como algo em relação ao qual não tem o livre poder de ensinar como melhor lhe pareça, mas está obrigado a expor segundo a prescrição de um outro e em nome deste. Poderá dizer: nossa igreja ensina isto ou aquilo; estes são os fundamentos comprobatórios de que ela se serve. &lt;br /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br /&gt;Tira então toda utilidade prática para sua comunidade de preceitos que ele mesmo não subscreveria com inteira convicção, em cuja apresentação pode contudo se comprometer, porque não é de todo impossível que em seus enunciados a verdade esteja escondida. Em todo caso, porém, pelo menos nada deve ser encontrado aí que seja contraditório com a religião interior. Pois se acreditasse encontrar esta contradição não poderia em sã consciência desempenhar sua função, teria de renunciar. Por conseguinte, o uso que um professor empregado faz de sua razão diante de sua comunidade é unicamente um uso privado, porque é sempre um uso doméstico, por grande que seja a assembleia. Com relação a esse uso ele, enquanto padre, não é livre nem tem o direito de sê-lo, porque executa uma incumbência estranha. Já como sábio, ao contrário, que por meio de suas obras fala para o verdadeiro público, isto é, o mundo, o sacerdote, no uso público de sua razão, goza de ilimitada liberdade de fazer uso de sua própria razão e de falar em seu próprio nome. Pois o fato de os tutores do povo (nas coisas espirituais) deverem ser eles próprios menores constitui um absurdo que dá em resultado a perpetuação dos absurdos. &lt;br /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br /&gt;Mas não deveria uma sociedade de eclesiásticos, por exemplo, uma assembleia de clérigos, ou uma respeitável classe (como a si mesma se denomina entre os holandeses) estar autorizada, sob juramento, a comprometer-se com um certo credo invariável, a fim de por este modo de exercer uma incessante supertutela sobre cada um de seus membros e por meio dela sobre o povo, e até mesmo a perpetuar essa tutela? Isto é inteiramente impossível, digo eu. Tal contrato, que decidiria afastar para sempre todo ulterior esclarecimento do gênero humano, é simplesmente nulo e sem validade, mesmo que fosse confirmado pelo poder supremo, pelos parlamentos e pelos mais solenes tratados de paz. Uma época não pode se aliar e conjurar para colocar a seguinte em um estado em que se torne impossível para esta ampliar seus conhecimentos (particularmente os mais imediatos), purificar-se dos erros e avançar mais no caminho do esclarecimento. Isto seria um crime contra a natureza humana, cuja determinação original consiste precisamente neste avanço. E a posteridade está portanto plenamente justificada em repelir aquelas decisões, tomadas de modo não autorizado e criminoso. Quanto ao que se possa estabelecer como lei para um povo, a pedra de toque está na questão de saber se um povo se poderia ter ele próprio submetido a tal lei. Seria certamente possível, como se à espera de lei melhor, por determinado e curto prazo, e para introduzir certa ordem. Ao mesmo tempo, se franquearia a qualquer cidadão, especialmente ao de carreira eclesiástica, na qualidade de sábio, o direito de fazer publicamente, isto é, por meio de obras escritas, seus reparos a possíveis defeitos das instituições vigentes. Estas últimas permaneceriam intactas, até que a compreensão da natureza de tais coisas se tivesse estendido e aprofundado, publicamente, a ponto de tornar-se possível levar à consideração do trono, com base em votação, ainda que não unânime, uma proposta no sentido de proteger comunidades inclinadas, por sincera convicção, a normas religiosas modificadas, embora sem detrimento dos que preferissem manter-se fiéis às antigas. Mas é absolutamente proibido unificar-se em uma constituição religiosa fixa, de que ninguém tenha publicamente o direito de duvidar, mesmo durante o tempo de vida de um homem, e com isso por assim dizer aniquilar um período de tempo na marcha da humanidade no caminho do aperfeiçoamento, e torná-lo infecundo e prejudicial para a posteridade. Um homem sem dúvida pode, no que respeita à sua pessoa, e mesmo assim só por algum tempo, na parte que lhe incumbe, adiar o esclarecimento. Mas renunciar a ele, quer para si mesmo quer ainda mais para sua descendência, significa ferir e calcar aos pés os sagrados direitos da humanidade. O que, porém, não é lícito a um povo decidir com relação a si mesmo, menos ainda um monarca poderia decidir sobre ele, pois sua autoridade legislativa repousa justamente no fato de reunir a vontade de todo o povo na sua. Quando cuida de toda melhoria, verdadeira ou presumida, coincida com a ordem civil, pode deixar em tudo o mais que seus súditos façam por si mesmos o que julguem necessário fazer para a salvação de suas almas. Isto não lhe importa, mas deve apenas evitar que um súdito impeça outro por meios violentos de trabalhar, de acordo com toda sua capacidade, na determinação e na promoção de si. Causa mesmo dano a sua majestade quando se imiscui nesses assuntos, quando submete à vigilância do seu governo os escritos nos quais seus súditos procuram deixar claras suas concepções. O mesmo acontece quando procede assim não só por sua própria concepção superior, com o que se expõe à censura: Ceaser non est supra grammaticos, mas também e ainda em muito maior extensão, quando rebaixa tanto seu poder supremo que chega a apoiar o despotismo espiritual de alguns tiranos em seu Estado contra os demais súditos. &lt;br /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br /&gt;Se for feita então a pergunta: “vivemos agora uma época esclarecida [aufgeklärten]”?, a resposta será: “não, vivemos em uma época de esclarecimento”. Falta ainda muito para que os homens, nas condições atuais, tomados em conjunto, estejam já numa situação, ou possam ser colocados nela, na qual em matéria religiosa sejam capazes de fazer uso seguro e bom de seu próprio entendimento sem serem dirigidos por outrem. Somente temos claros indícios de que agora lhes foi aberto o campo no qual podem lançar-se livremente a trabalhar e tornarem progressivamente menores os obstáculos ao esclarecimento geral ou à saída deles, homens, de sua menoridade, da qual são culpados. Considerada sob este aspecto, esta época é a época do esclarecimento ou o século de Frederico. &lt;br /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br /&gt;Um príncipe que não acha indigno de si dizer que considera um dever não prescrever nada aos homens em matéria religiosa, mas deixar-lhes em tal assunto plena liberdade, que portanto afasta de si o arrogante nome de tolerância, é realmente esclarecido [aufgeklärt] e merece ser louvado pelo mundo agradecido e pela posteridade como aquele que pela primeira vez libertou o gênero humano da menoridade, pelo menos por parte do governo, e deu a cada homem a liberdade de utilizar sua própria razão em todas as questões da consciência moral. Sob seu governo os sacerdotes dignos de respeito podem, sem prejuízo de seu dever funcional expor livre e publicamente, na qualidade de súditos, ao mundo, para que os examinasse, seus juízos e opiniões num ou noutro ponto discordantes do credo admitido. Com mais forte razão isso se dá com os outros, que não são limitados por nenhum dever oficial. Este espírito de liberdade espalha-se também no exterior, mesmo nos lugares em que tem de lutar contra obstáculos externos estabelecidos por um governo que não se compreende a si mesmo. Serve de exemplo para isto o fato de num regime de liberdade a tranquilidade pública e a unidade da comunidade não constituírem em nada motivo de inquietação. Os homens se desprendem por si mesmos progressivamente do estado de selvageria, quando intencionalmente não se requinta em conservá-los nesse estado. Acentuei preferentemente em matéria religiosa o ponto principal do esclarecimento, a saída do homem de sua menoridade, da qual tem a culpa. Porque no que se refere às artes e ciências nossos senhores não têm nenhum interesse em exercer a tutela sobre seus súditos, além de que também aquela menoridade é de todas a mais prejudicial e a mais desonrosa. Mas o modo de pensar de um chefe de Estado que favorece a primeira vai ainda além e compreende que, mesmo no que se refere à sua legislação, não há perigo em permitir a seus súditos fazer uso público de sua própria razão e expor publicamente ao mundo suas ideias sobre uma melhor compreensão dela, mesmo por meio de uma corajosa crítica do estado de coisas existentes. Um brilhante exemplo disso é que nenhum monarca superou aquele que reverenciamos. Mas também somente aquele que, embora seja ele próprio esclarecido, não tem medo de sombras e ao mesmo tempo tem à mão um numeroso e bem disciplinado exército para garantir a tranquilidade pública, pode dizer aquilo que não é lícito a um Estado livre ousar: raciocinais tanto quanto quiserdes e sobre qualquer coisa que quiserdes; apenas obedecei! Revela-se aqui uma estranha e não esperada marcha das coisas humanas; como, aliás, quando se considera esta marcha em conjunto, quase tudo nela é um paradoxo. Um grau maior de liberdade civil parece vantajoso para a liberdade de espírito do povo e no entanto estabelece para ela limites intransponíveis; um grau menor daquela dá a esse espaço o ensejo de expandir-se tanto quanto possa. Se portanto a natureza por baixo desse duro envoltório desenvolveu o germe de que cuida delicadamente, a saber, a tendência e a vocação ao pensamento livre, este atua em retorno progressivamente sobre o modo de sentir do povo (com o que este se torna capaz cada vez mais de agir de acordo com a liberdade), e finalmente até mesmo sobre os princípios do governo, que acha conveniente para si próprio tratar o homem, que agora é mais do que simples máquina, de acordo com a sua dignidade&lt;/em&gt;.&lt;/em&gt; autor: &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Immanuel_Kant"&gt;&lt;strong&gt;Immanuel Kant&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; Texto extraído do site &lt;a href="http://ateus.net/"&gt;&lt;strong&gt;ateus.net&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Não compre animais, adote!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014548863355189739-8942859358427003761?l=sargacos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-04-15T00:07:32.339-03:00</app:edited><media:thumbnail url="http://3.bp.blogspot.com/-RK1j9xzX42E/TaeyWNgtMSI/AAAAAAAAAPM/yTF8XQEs9yE/s72-c/matisse.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Oldness</title><link>http://sargacos.blogspot.com/2011/03/oldness.html</link><category>choices</category><category>vanity</category><category>depression</category><category>Pink Floyd</category><category>David Gilmour</category><category>plastic surgery</category><category>oldness</category><category>get old</category><category>detachment</category><author>noreply@blogger.com (Cynthia Kremer)</author><pubDate>Mon, 07 Mar 2011 23:56:50 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8014548863355189739.post-7902500496532889117</guid><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-tS5cztlhMmI/TXXS4Mz4k0I/AAAAAAAAAPA/m-v6WkXYIFI/s1600/david%2Bgilmour%2Byoung%2Band%2Bold.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5581599176148947778" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-tS5cztlhMmI/TXXS4Mz4k0I/AAAAAAAAAPA/m-v6WkXYIFI/s320/david%2Bgilmour%2Byoung%2Band%2Bold.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;center&gt;David Gilmour (my first passion)&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I will not be hypocrite saying that it is a glorious stage of life nor glorify oldness with the clichés about being less fool as when you are young, and so on, Because the oldness is a disaster! (not to say the worst thing) In every senses, and very relative for wisdom: if you were a fool when young, you may probably become an old fool - Lets say that 50% remains a fool and another 50% got some wisdom with time. I am not that old (yet) but if I had the experience of life that I've got nowadays, with my 20's, OMG...my life would be very different. That fits To all of us. Different. For good or not. All depends of who we are.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I was watching a video from David Gilmour, Pink Floyd vocalist, to whom I felt in love when I was 12, 13 years old. He was just 26 at this time and so handsome, so beautiful...then as all of us, he got old, and today is pretty sad to see what the time can do with our appearance. Anyway, I already thought about that, and we have 3 choices: &lt;br /&gt;1. Kill ourselves while we are still good looking and young (in extreme cases of vanity and madness). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Try everything, such surgeries, miraculous moisturizing lotions,ageless firming body creams, and all kind of technologies to keep us away from looking old for just a few years (which can be a very paranoid and stressful attitude) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.let it go! Try an alternative way of life, become yourself a hippie, be different, and make it visible to others, that's your choice. Affiliate yourself to an alternative group, like Greenpeace, or something directly linked to the environment stuff, they use to be very detached with personal vanities. That's it.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;The worst choice is to stay undecided, in the meddle of all propaganda from the media that want us to keep the illusion that we will stay young FOREVER using their products. It just make us feel really bad because it's impossible to buy all creams that promises miracles, to do all plastic surgeries that will be suggested. It is also hard to try all alternative procedures available. So, we, (unless if you are very rich) besides getting old, overwhelming and frustrated, can get depressed.&lt;br /&gt;I guess my choice is the number 3. Or not. Well, I am not decided yet. :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Have you any new idea? What would be your choice?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Não compre animais, adote!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014548863355189739-7902500496532889117?l=sargacos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-03-08T04:56:50.331-03:00</app:edited><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/-tS5cztlhMmI/TXXS4Mz4k0I/AAAAAAAAAPA/m-v6WkXYIFI/s72-c/david%2Bgilmour%2Byoung%2Band%2Bold.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">5</thr:total></item><item><title>Feeling Fear</title><link>http://sargacos.blogspot.com/2011/03/feeling-fear.html</link><category>feeling fear</category><category>control</category><category>weakness</category><category>fear</category><author>noreply@blogger.com (Cynthia Kremer)</author><pubDate>Sun, 06 Mar 2011 13:38:01 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8014548863355189739.post-6664499928318147464</guid><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-CLcGyQTgxm4/TXP613ArNPI/AAAAAAAAAOo/spEa6ebpI9Q/s1600/Fear.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 206px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5581080166448968946" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-CLcGyQTgxm4/TXP613ArNPI/AAAAAAAAAOo/spEa6ebpI9Q/s320/Fear.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;                                                         &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;center&gt;Famous paint of Edvard Munch&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I am writing some posts with themes about relevant subjects to me, giving my view about them. But I would love to hear from you what is your opinion over them.&lt;br /&gt;Today is about: "Fear"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I think our primitive fears are useful to protect us from dangerous situations; the kind ones that put ourselves in imminent risk of death, for example. But there is a pernicious fear, a biggest entrapment that can make us paralyzed, not allowing us living as we want or we are; and this fear is always emanated, conveniently, to manipulate us in all kind of levels: from religions dogmas, to the parents in afraid to lose the control. This kind of fear, always comes from above, from the power, in a intent to intimidate and make us weakened, so we can be guide and follow the "rules" whatever they are. And unfortunately this is the nature of human being, even unconscious, but most of times, conscious, and with a sweet taste of domain by the power.&lt;br /&gt;So, what do you think about "Fear"?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Não compre animais, adote!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014548863355189739-6664499928318147464?l=sargacos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-03-06T18:38:01.844-03:00</app:edited><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/-CLcGyQTgxm4/TXP613ArNPI/AAAAAAAAAOo/spEa6ebpI9Q/s72-c/Fear.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total></item><item><title>Mudanças...changes</title><link>http://sargacos.blogspot.com/2011/03/mudancaschanges.html</link><category>posts</category><category>writing</category><category>English</category><author>noreply@blogger.com (Cynthia Kremer)</author><pubDate>Sun, 06 Mar 2011 13:42:22 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8014548863355189739.post-4542713830111690235</guid><description>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;I've got a report from my analyzer stats, that at least half of my visitors are not Brazilians; so, I decided to write my posts in English from now on. My Brazilians readers, most of them, I would say 95% speaks English as well, so I think everyone will understand and leave comments with no problem.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Não compre animais, adote!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014548863355189739-4542713830111690235?l=sargacos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-03-06T18:42:22.537-03:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total></item><item><title>Lembranças, passado, família...</title><link>http://sargacos.blogspot.com/2011/03/lembrancas-passado-familia.html</link><category>afetiva</category><category>memoria sensorial</category><category>chris blake</category><category>lembranças</category><category>família</category><author>noreply@blogger.com (Cynthia Kremer)</author><pubDate>Wed, 02 Mar 2011 08:13:25 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8014548863355189739.post-4198894484304783372</guid><description>&lt;iframe title="YouTube video player" width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/c2bHhub-gt0?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Família". Existe palavra que signifique e evoque uma gama de sentimentos tão complexos e contraditórios &lt;br /&gt;e como esta? Desconheço! Os antropólogos e sociólogos podem falar sobre o tema com muito mais propriedade do que eu, claro, mas como eles devem bem saber, cada experiência é única, e, por este fato, nos sentimos donos - e somos - da nossa própria história. Nenhuma história pessoal pode ser igual, porque nós assimilamos e nos impregnamos na interação que temos com as pessoas mais próximas que nos cercam desde a mais tenra infância: a família. A minha história, (como a de cada um de nós) é única, e apenas pelo fato de ser só minha, de tê-la vivido com todos os meus sentidos, ao mesmo tempo protagonista e espectadora, de uma verdadeira enxurrada de fatos que passaram por mim através dos meus e que me causaram todo o tipo de emoção, sentimento e, finalmente, a percepção da minha própria existência, moldando minha memória afetiva e emocional e me transformando no que sou hoje, e em quem poderei vir a ser amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse vídeo que é o motivo deste post, não sei bem porque razão, me toca muito. Imagino que deve provocar a minha remota memória sensorial, mas que apesar de não pertencer a minha história pessoal (trata-se do clip de um músico chamado Chris Blake, que não conheço pessoalmente) revolve e remete à minha infância também. Posso ver mentalmente pequenos flashes, as vezes nítidos, as vezes muito esmaecidos, como um filme antigo, cujo o tempo lhe roubou a cor, mas lhe deu suavidade e delicadeza. Lembranças, passado, família...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Para ouvir, dê um pause na playlist no final da página&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Não compre animais, adote!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014548863355189739-4198894484304783372?l=sargacos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-03-02T13:13:25.355-03:00</app:edited><media:thumbnail url="http://img.youtube.com/vi/c2bHhub-gt0/default.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total></item><item><title>Vai entender...</title><link>http://sargacos.blogspot.com/2010/08/vai-entender.html</link><category>Lahire de Abreu Lage</category><category>Guina Francesa</category><category>dialetos</category><category>Manaus</category><category>Marinha Mercante</category><author>noreply@blogger.com (Cynthia Kremer)</author><pubDate>Wed, 08 Sep 2010 19:33:55 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8014548863355189739.post-7683247594033165949</guid><description>Dialetos regionais de um país de dimensões continentais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá pelo final do século XIX, meu bisavô por parte de mãe, Lahire de Abreu Lage - do lado brasileiro da minha famíla - era comandante da Marinha Mercante e, certa vez, depois de atracar seu navio no porto de Manaus, já no cais, perguntou a dois ajudantes de bagagem do porto: -vocês encontraram a minha bagagem? e não obteve nenhuma resposta. Perguntou novamente e nada lhe foi respondido. Então um conhecido da tripulação do navio perguntou de outra forma: - Vances truveram os querens do sô capitão? E na mesma hora os ajudantes manauaras responderam: -Truvemu, truvemu inhô sim! A tradução deste breve diálogo surreal, é: -Vocês encontram os pertences do Sr. Capitão? E a resposta em nosso bom e velho português: - Encontramos, encontramos sim!&lt;br /&gt;Imagino eu, que essa "lígua híbrida" pode ter sido influência de imigração da Guiana Francesa que os caboclos manauaras assimilaram ao longo do tempo, porque a palavra "encontrar" em francês é "Trouver", embora todos concordem que o diálogo inteiro é incompreensivel para qualquer mortal!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Não compre animais, adote!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014548863355189739-7683247594033165949?l=sargacos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-09-08T23:33:55.086-03:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">6</thr:total></item><item><title>Querer é poder?</title><link>http://sargacos.blogspot.com/2010/08/querer-e-poder.html</link><category>livro</category><category>o segredo</category><category>charlatanismo</category><category>auto-ajuda</category><author>noreply@blogger.com (Cynthia Kremer)</author><pubDate>Thu, 16 Jun 2011 02:15:53 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8014548863355189739.post-2163774686388611816</guid><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_uygaeR1-ao8/TFTwXRLOafI/AAAAAAAAAMo/6qzwgTW7Vi4/s1600/secret.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 254px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5500285327464360434" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_uygaeR1-ao8/TFTwXRLOafI/AAAAAAAAAMo/6qzwgTW7Vi4/s320/secret.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Coisas que me irritam (muito!)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frases e livros de auto-ajuda: aqueles bem medíocres que te dizem que "quando você quer muito algo, o universo conspira em seu favor!"&lt;br /&gt;Agora me digam: existe raciocínio mais cretino do que este?&lt;br /&gt;Porque se não fosse este um sofisma cretino e sem nenhum embasamento, todos, sem exceção, estaríamos bem, num mundo idílico, teríamos o que quiséssemos e o que pedíssemos, não é verdade?&lt;br /&gt;E no entanto não é isso que se vê. Pelo menos 95% da população do mundo vive frustrada, cheia de privações, sem conseguir sequer chegar perto de seus sonhos. E garanto que não é por falta de "querer" com fervor, de pedir a Deus, aos santos, ao universo, entre outros. Nestes 5% incluem-se os autores destas obras de esperteza que se auto-ajudam muito bem, pois de tolos, não têm nada! O que estas frases e livros fazem na verdade, é prestar um desserviço a grande parte da humanidade, levando os crédulos, incautos e desesperados, a crerem que isto é uma verdade absoluta. E por mais que peçam, não conseguem. E mais ainda se frustram! Estes livros dão ilusão e falsa esperança, aliás, dão uma vírgula! Vendem, (e muito) a idéia "mágica" de que é tudo muito fácil.Basta querer muito, junto com alguns rituais imbecis, que você alcançará seus sonhos. O que é péssimo, de muito mau gosto, além de ser charlatanismo.&lt;br /&gt;Não os acho nem um pouco acima dos que vendem sonhos por R$30,00 lendo a palma da mão, jogando tarô ou com uma bola de cristal, na promessa de devolver o homem amado em no máximo três dias, ou de que você vai conseguir aquela promoção no trabalho que anseia há tanto tempo. O princípio é o mesmo: Lucrar em cima da urgência dos que necessitam de alguma coisa. Seria apenas mais uma bobagem com a mesma inutilidade das tantas outras leituras rasteiras, rasas e sem conteúdo, não fossem tão perniciosos.&lt;br /&gt;A minha crítica em relação ao livro e, mais precisamente, a frase – que aliás é  atribuída a diversos escritores, um deles inclusive barsileiro – não poderia ser mais profunda porque a tese em si é muito rasa e sem conteúdo suficiente para maiores dissertações. Ela esgota-se em si mesma com a simplória promessa “mágica” de que “basta querer muito algo que o universo irá conspirar em seu favor”. Como acho esse tipo de indução a erro com fins lucrativos muito aviltante, escrevi com indignação. Geralmente os escritores de livros de auto-ajuda, vendem fórmulas prontas e muito fáceis, pois os que compram esses livros estão passando por momentos difíceis, deseperados por razões diversas e anseiam por uma solução rápida que dê fim ao seu problema. Sabemos que não existem “pensamentos mágicos” que nos tire de qualquer situação indesejada sem trabalho, sem esforço, sem algum tipo de sacrifício ou sofrimento. E quando eu digo que a frase esgota-se nela mesma, é porque não há nenhum embasamento na sua veracidade, muito pelo contrário. Hipoteticamente falando, claro, vou dar um exemplo bastante prosaico: num dia de Fla-Flu, um grupo de torcedores dos respectivos times que leram o tal livro, irão torcer e pedir muito ao universo que seu time ganhe e, a não ser que dê empate, um deles sairá vitorioso. Então devemos concluir que o grupo do time que perdeu não pediu com afinco, não quis o suficiente ou com tanto fervor quanto o outro? Ou ainda: se Pedro, que ama Lia e pede muito ao universo que seu amor seja correspondido, pois leu o livro e acredita na frase, fica muito angustiado ao perceber que Lia não lhe corresponde os sentimentos, pois assim como Pedro, Lia também pede muito ao universo para que João se apaixone por ela, e assim sucessivamente. Pedro teria perdido o seu amor porque pediu pouco, ou será porque Lia ama mesmo outro homem e nunca irá correspoder ao amor de Pedro, assim como João também não corresponderá Lia, pois ama outra? Sairão todos frustrados e, pior ainda, desgastados nessa historinha banal e cruel como é a vida real. Se Pedro e Lia fossem mais realistas e cautelos, saberiam que o universo - ou qualquer outra metáfora que indique uma força superior - não dá a mínima, talvez sofressem menos e certamente não perderiam tanto tempo em vão caso não acreditassem em “pensamentos mágicos” para que seus desejos se realizassem. A questão é que ao invés do bem, acreditar que basta querer muito alguma coisa sem nada fazer a respeito, é um desserviço e um tremendo engodo para com os incautos, crédulos e desesperados, mas parece ser um ótimo serviço para esses autores que vêm se auto-locupletando com fórmulas mágicas que pipocam a cada dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Não compre animais, adote!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014548863355189739-2163774686388611816?l=sargacos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-06-16T06:15:53.066-03:00</app:edited><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/_uygaeR1-ao8/TFTwXRLOafI/AAAAAAAAAMo/6qzwgTW7Vi4/s72-c/secret.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">11</thr:total></item><item><title>Saudades do ICQ!</title><link>http://sargacos.blogspot.com/2010/07/saudades-do-icq.html</link><category>cinema</category><category>Michael Keaton</category><category>ICQ</category><author>noreply@blogger.com (Cynthia Kremer)</author><pubDate>Tue, 27 Jul 2010 15:08:29 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8014548863355189739.post-3212726451833239732</guid><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_uygaeR1-ao8/TE6BlmoVcRI/AAAAAAAAAMU/AKsSHuKHlXc/s1600/michael+keaton.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498474678090821906" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_uygaeR1-ao8/TE6BlmoVcRI/AAAAAAAAAMU/AKsSHuKHlXc/s320/michael+keaton.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E por falar em Michael Keaton, não posso me furtar em contá-los que o conheci aqui na Internet, em 1998, através do ICQ! Para quem é newbie na Internet, explico como funcionava essa ferramenta de comunicação maravilhosa que era o ICQ: um messenger - assim como o MSN hoje - com chat literalmente em tempo real, em que se lia cada letra que a pessoa digitava na hora em que digitava. Podia-se ver a pessoa errar uma letra e apagá-la, por exemplo. Havia um diretório muito bem organizado por interesses, onde você procurava pessoas aleatoriamente apenas por dividir os mesmos gostos e tal. Como no meu perfil eu incluí diversos filmes que eu gostava, um deles chamou a atenção do Michael Keaton e ele me chamou no ICQ com a seguinte frase: "Howdy, so, u like Sheltering Sky" right?" a partir daí, começamos a falar sobre filmes e todo tipo de assunto. Eu jurava até então, que se tratava  de algum fã do Michael Keaton que simplesmente usava o nome dele, etc. Até que ele, depois de insistir muito de que se tratava dele mesmo e eu continuar não acreditando, resolveu marcar um "encontro" no Netmeeting, que era um programa de vídeo-conferência que havia na época, já que transmissão de vídeo-chat era a única coisa que o ICQ não oferecia. Fui lá na hora marcada imaginando ver um pirocão, (coisa que muitos usuários pervertidos do Netmeeting faziam ao chamar para um video-chat) ou um adolescente fanático por Michael Keaton - já que sabia TUDO sobre ele. Mas fui. E meu coração quase saltou pela boca quando ele apareceu sorrindo fazendo caras e bocas e dizendo: "I told u was me, u silly". Daí pra frente continuamos a nos falar por quase dois anos até que eu viajei e quando voltei, meu filho havia formatado o computador por causa de um trojan, sei lá. Como não lembrava da minha senha de ICQ, não pude resgatá-lo e tampouco meus contatos. Uma pena. Mas foi uma grande "aventura" ser amiga virtual do verdadeiro Michael Keaton!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e não foi essa a única celebridade que eu conheci através do ICQ. Pelo mesmo motivo "filmes", um ator brasileiro bastante famoso me chamou, começamos a conversar sobre cinema e acabamos namorando. Mas esse, infelizmente eu não posso dizer o nome. :(&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Não compre animais, adote!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014548863355189739-3212726451833239732?l=sargacos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-07-27T19:08:29.762-03:00</app:edited><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/_uygaeR1-ao8/TE6BlmoVcRI/AAAAAAAAAMU/AKsSHuKHlXc/s72-c/michael+keaton.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total></item><item><title>Minha tv fora do ar...</title><link>http://sargacos.blogspot.com/2010/07/sao-148-estou-escrevendo-no-meu-laptop.html</link><category>EVP</category><category>White Noise</category><category>Michael Keaton</category><category>Vozes do Alem</category><category>FVE</category><author>noreply@blogger.com (Cynthia Kremer)</author><pubDate>Wed, 01 Sep 2010 19:10:53 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8014548863355189739.post-2295034891067348593</guid><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_uygaeR1-ao8/TE5NSLLgriI/AAAAAAAAAMM/XPFCCGqQILw/s1600/tv-fora-do-ar.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 251px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498417169700007458" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_uygaeR1-ao8/TE5NSLLgriI/AAAAAAAAAMM/XPFCCGqQILw/s320/tv-fora-do-ar.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São 1:48, estou escrevendo no meu laptop, porque não tenho mais nada para fazer e sou uma pessoa noturna, notívaga, não consigo dormir antes das 4:00 da madrugada. O motivo de ter me sobrado apenas a opção de escrever aqui e agora, é porque minha Net saiu do ar exatamente na hora em que estava assistindo novamente o filme "Vozes do Além" com Michael Keaton, no Universal Channel. Esquisito, né? Quem viu o filme sabe do que se  trata: dos FVE: Fenômenos de Voz Eletrônica, que geralmente se dão em canais de Tvs sem sintonia. Claro que me veio à mente esta estranha coincidência! Viria à mente de qualquer um, tenho certeza. Como fiquei também sem Internet, porque voltei a usar a porcaria do Vírtua, ambos saíram do ar e nada mais eu tinha a fazer senão escrever. Como me disse a gravação do SAC da Net, o serviço só voltaria lá pelas 6:00 horas da manhã, então imagino que só postarei o que estou escrevendo, amanhã, quer dizer, hoje, mais de tarde ou  à noite.&lt;br /&gt;Como todas as noites, essa não seria diferente, não fosse essa mancada da Net. Estaria vendo filmes, documentários e tudo o mais de bom e de ruim que a TV a cabo nos oferece e somos obrigados a engolir. Mas desta vez, nem isso! Minha mãe acaba de me informar que todas as rádios saíram do ar. Hummm a coisa está ficando sinistra, eu imagino agora. Mas brincadeiras à parte, me pergunto se há algum fundamento científico para o FVE. Nunca me aprofundei no assunto e pra falar a verdade, nem tenho muita curiosidade em me aprofundar. Já li algumas coisas por alto a respeito, mas não lembro em quê, exatamente, se baseia essa teoria de que os mortos podem se comunicar conosco através de veículos eletrônicos que vêm por cabos de fibra ótica, ondas de rádio e até por telefone e Internet - que seria o condutor mais potente e fácil de uma possível comunicação de "lá" pra cá. Já escrevi um post "Internet e o inexplicável" em que eu falo sobre um caso aparentemente de FEV que foi dirigido ao meu filho, no seu aniversário de 15 anos, através da Internet e presenciado por mim e pela minha mãe.&lt;br /&gt;Mas houve outro. Bem anterior e via telefone, endereçado a minha mãe, pelo meu avô, já falecido. Este eu também presenciei a jamais vou esquecer de como a mamãe ficou lívida e atônita com aquela "ligação". A voz, segundo ela mesma contou em seguida, dizia num som entre um sopro de vento e um tom metálico, e com bastante dificuldade o seguinte: "Sonia...aquiiii...é seu pai..." então a ligação caiu ou ela desligou, não lembro. Isso aconteceu no dia 3 de novembro de 1979 - dia seguinte ao dia de finados. No dia 19 do mesmo mês, a mãe dela, minha avó, faleceu. Isto não é um conto, isto aconteceu realmente. Já ouvi dizer que nos dias que cercam o dia de finados, abre-se uma espécie de "canal" em razão de todos os que aqui vivos estão, estarem com seus pensamentos voltados aos seus entes queridos que já partiram e que isso facilitaria ou traria uma maior predisposição a "contatos" desse tipo.&lt;br /&gt;Ainda assim, não sei porque, eu tenho uma certa relutância em acreditar no desconhecido. Mas mais uma vez, me pergunto: como posso também, desacreditar em algo que é desconhecido e está além da minha compreensão? Soaria pretensioso de minha parte. Então eu deixo esta questão em aberto para quem quiser deixar seu depoimento, suas experiências com o assunto e seus comentários sobre o mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Não compre animais, adote!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014548863355189739-2295034891067348593?l=sargacos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-09-01T23:10:53.571-03:00</app:edited><media:thumbnail url="http://1.bp.blogspot.com/_uygaeR1-ao8/TE5NSLLgriI/AAAAAAAAAMM/XPFCCGqQILw/s72-c/tv-fora-do-ar.gif" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total></item><item><title>Resiliências</title><link>http://sargacos.blogspot.com/2010/06/resiliencias.html</link><category>cynthia kremer</category><category>versos</category><author>noreply@blogger.com (Cynthia Kremer)</author><pubDate>Fri, 09 Jul 2010 10:37:09 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8014548863355189739.post-7064243822907300860</guid><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A distância do meu amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;perturba a paz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que já suposta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;há logo atrás daquela porta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em que forço entrada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em desespero&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;querendo e querendo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;colocar no lugar imaginado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que por hora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o tufão dispersa&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;C.K.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ausente,&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;na abstração de um gesto teu esquecido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enquanto tua face se desfaz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na falha química de minha mente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que de tanto tentar te fazer presente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em desespero,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;te perde lentamente&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;C.K.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto tanto e de tal forma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o fogo abrasivo do meu desejo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que iludo-me na hora extravasada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e sendo assim não mais revejo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;memória exaustiva de um único beijo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;prolongado em ânsias de jamais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;C.K.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Não compre animais, adote!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014548863355189739-7064243822907300860?l=sargacos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-07-09T14:37:09.133-03:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">5</thr:total></item><item><title>Espiritualismo</title><link>http://sargacos.blogspot.com/2010/05/espiritualismo.html</link><author>noreply@blogger.com (Cynthia Kremer)</author><pubDate>Sat, 12 Jun 2010 02:52:30 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8014548863355189739.post-303583801377771297</guid><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_uygaeR1-ao8/S_bCILuTzjI/AAAAAAAAALk/VTOY1ezWmLU/s1600/Dreaming_of_the_Sea.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 220px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473775842957184562" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_uygaeR1-ao8/S_bCILuTzjI/AAAAAAAAALk/VTOY1ezWmLU/s320/Dreaming_of_the_Sea.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Dreaming of the Sea" by $zilla774&lt;br /&gt;Fonte:DevianART&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;Junto do mar, que erguia gravemente&lt;br /&gt;A trágica voz rouca, enquanto o vento&lt;br /&gt;Passava como o voo dum pensamento&lt;br /&gt;Que busca e hesita, inquieto e intermitente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto do mar sentei-me tristemente,&lt;br /&gt;Olhando o céu pesado e nevoento,&lt;br /&gt;E interroguei, cismando, esse lamento&lt;br /&gt;Que saía das coisas vagamente…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que inquieto desejo vos tortura,&lt;br /&gt;Seres elementares, força obscura?&lt;br /&gt;Em volta de que ideia gravitais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na imensa extensão onde se esconde&lt;br /&gt;O inconsciente imortal só me responde&lt;br /&gt;Um bramido, um queixume e nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Antero de Quental)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Não compre animais, adote!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014548863355189739-303583801377771297?l=sargacos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-06-12T06:52:30.638-03:00</app:edited><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/_uygaeR1-ao8/S_bCILuTzjI/AAAAAAAAALk/VTOY1ezWmLU/s72-c/Dreaming_of_the_Sea.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total></item><item><title>Superego, Avatares e Personas</title><link>http://sargacos.blogspot.com/2010/02/alter-ego-avatares-e-personas.html</link><category>persona</category><category>persona digital</category><category>Id</category><category>filme</category><category>Jung</category><category>Jorge Pontual</category><category>ego</category><category>Liv Ulmann</category><category>milênio</category><category>Freud</category><category>Raymond Kurzweil</category><category>Ingmar Bergman</category><category>Avatar</category><category>super-ego</category><author>noreply@blogger.com (Cynthia Kremer)</author><pubDate>Sat, 01 Oct 2011 03:00:12 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8014548863355189739.post-3799439245012750855</guid><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_uygaeR1-ao8/S4nm0EuOuqI/AAAAAAAAALE/r0bZZO923k0/s1600-h/avatar-finalizado.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443135406949186210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 352px; CURSOR: hand; HEIGHT: 301px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_uygaeR1-ao8/S4nm0EuOuqI/AAAAAAAAALE/r0bZZO923k0/s400/avatar-finalizado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não foi à toa que escrevi na apresentação do meu perfil: "sou uma, duas, nem sei eu quantas..."Sempre percebi que sou várias &lt;strong&gt;&lt;em&gt;personas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; em uma. "Atuo" ou interajo com as pessoas de acordo com o que sinto intuitivamente em relação a elas. Estou falando na 1ª pessoa do singular, mas esse mecanismo cerebral é comum a todos nós porque necessitamos de proteção e nos valemos das possibilidades que o nosso ego nos apresenta em situações diversas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Persona&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, filme - aparentemente surreal - de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ingmar Bergman&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, é uma obra-prima nos mínimos detalhes. Ele mergulha profundo na sinuosa e difícil compreensão da psique humana. Faz um ensaio bastante junguiano e instiga o espectador a se identificar, se reconhecer dentre as múltiplas facetas das personas representadas por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Liv Ulmann&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; - uma atriz em crise de identidade - e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Bibi Andersson&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; - a enfermeira. Não é um filme fácil, vi algumas vezes, porque não quis perder nenhum detalhe dos simbolismos utilizados magnificamente por ele.&lt;br /&gt;Este filme - embora seja de 1966 - me parece atemporal, pois mais do que nunca, vivemos o fenômeno da hiper-exposição narcisista através da Internet. Temos a liberdade - como nunca tivemos antes - de sermos quem quisermos. De construírmos inúmeras identidades a partir do prazer que isto nos dá e que na vida real não poderíamos alcançar. E Para isso usamos "Avatares". O mundo virtual onde todos os prazeres nos serão possíveis de vivenciar, está apenas começando, como profetiza &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Raymond Kurzweil&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, futurólogo e visionário, em entrevista ao jornalista &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Jorge Pontual&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, no programa &lt;a href="http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1429315-17665-314,00.html"&gt;"&lt;strong&gt;Milênio&lt;/strong&gt;"&lt;/a&gt; da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;GloboNews&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, onde é vislumbrado por ele um futuro tecnologicamente idílico, onde o virtual e o real se mesclariam tornando-se uma coisa só. Essa teoria está amplamente representada no filme "Avatar" talvez a versão atual de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Persona&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, (guardadas as devidas proporções) embora com temas diferentes, o âmago do filme "&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Avatar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;", seja a demonstração do que será a "&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Persona Digital&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;" num futuro próximo. Abaixo segue a mais conflitante questão humana: quem somos realmente, o nosso ego dando lugar às &lt;strong&gt;&lt;em&gt;personas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (ou &lt;strong&gt;&lt;em&gt;superegos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, como denominou Freud) que nos habitam com diferentes máscaras - ou se preferirem também, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;avatares,&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; que usamos para confrontar situações distintas, e como isso nos afeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;PERSONA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;de Ingmar Bergman&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O FILME COMO UM FILME&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme conta a história de Elizabeth Vogler, uma atriz que surta durante a apresentação da tragédia Electra, como conseqüência, Elizabeth repousa em uma clínica psiquiátrica. A médica responsável conclui que sua estadia na clínica não surte resultado e assim a manda junto com uma enfermeira, Alma, para sua casa de praia esperando que o isolamento fosse uma maneira de curar o estado da Sra. Vogler que enclausura-se em si mesma e recusa-se a falar.&lt;br /&gt;Elizabeth é atriz, uma profissão na qual a pessoa é obrigada a incorporar vários personagens e personalidades. Esta aquisição causa a perda ou desconhecimento de sua persona original. Assustada, Elizabeth, cansada de mentir, se fecha em um mundo silencioso a fim de encontrar a sua verdadeira persona.&lt;br /&gt;Alma é enfermeira calma e introvertida que fala apenas o necessário, no entanto ao chegarem a casa de praia verifica-se uma inversão de papeis. Alma acolhe a personalidade da atriz antes extrovertida e Elizabeth assume a personalidade de Alma caracterizada por sua introspeção que se comunica apenas através de gestos e olhares.&lt;br /&gt;Em determinado momento, Alma lê uma carta de Elizabeth a qual revela suas confidências gerando o conflito do filme. Há uma discussão entre ambas e suas personalidades confrontam-se acontecendo assim uma fusão de personas transmitindo a idéia de que há apenas uma pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POESIA VISUAL - O Imaginário Bergman&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme abre com uma imagem que simboliza, de forma metafórica, o ciclo da vida. O nascimento é representado pelo início do funcionamento de um projetor de cinema. Duas pequenas resistências deste projetor, que em contato entram em incandescência, nos remetem ao fogo da vida. As imagens iniciais projetadas pela máquina mostram as pequenas mãos de uma criança e um desenho animado onde o personagem utiliza suas mãos para molhar o rosto. Bergman, em vários outros momentos do filme, irá utilizar as mãos como representações da identidade humana. Neste momento, as jovens mãos indicam o período da infância, enquanto o movimento de levar as mãos ao rosto, utilizado na animação, mostra a formação da identidade de um indivíduo.&lt;br /&gt;Na seqüência seguinte, grades e neve caracterizam o momento que a identidade está formada. A delimitação de um perímetro e a idéia de confinamento expressam os mecanismos de preservação desta identidade. Esta reclusão ocorre com o intuito de manter afastada qualquer influência exterior que não seja desejada, porém a utilização do som de água gotejando mostra que, por mais fechada esta identidade esteja, ela não fica totalmente vedada e algo externo pode acabar invadindo seu interior. Outra interpretação que pode ser feita para o gotejar, é de que algo fugiu de seu curso natural e tal fato ocorre na vida das personagens do filme, quando ambas passam por uma gravidez indesejada ou quando a enfermeira Alma resolve contar para sua paciente a respeito de uma orgia que viveu.&lt;br /&gt;O plano seguinte desta composição poética mostra um carneiro sendo sacrificado, o que simboliza as renúncias que devem ser feitas ao longo da vida, na tentativa de preservar sua identidade. Logo em seguida, duas mãos são crucificadas numa alegoria a uma punição que esta identidade irá sofrer. A crucificação também pode ser interpretada como o momento em que o indivíduo abandona sua identidade e busca desenvolver uma nova. A postura da personagem Elizabeth de não falar mais, é uma tentativa de formação dessa nova identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ANÁLISE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Persona&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; é um filme de dualidades: rosto-máscara, realidade-aparência, eu-outro, real-imaginário, silêncio-palavra, vida-morte, criança-adulto, interior-exterior, mar-terra, chuva-sol, dia-noite, luz-sombra, claro-escuro, preto-branco, corpo-alma, filme-realidade.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Persona&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; apresenta duas personas de uma mesma pessoa. Persona, segundo a linha psicanalítica de Jung, é a mascara com a qual nos apresentamos ao mundo. E através dela nos relacionamos com os outros. A persona inclui papéis sociais, tipo de roupa e estilo de expressão pessoal. O termo persona deriva da máscara usada pelos atores no teatro grego.&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;&lt;em&gt;persona&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; pode ter aspectos positivos e negativos. Ela serve para proteger o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ego&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e a psique das diversas forças e atitudes sociais que nos invadem. Nesse caso, o indivíduo adota conscientemente uma personalidade artificial ou mascarada, contrária aos seus traços de caráter, para se proteger, se defender ou para tentar se adaptar ao seu círculo.&lt;br /&gt;Quando estamos isolados, em silêncio, sozinhos, nossa persona se manifesta de modo distinto de quando estamos na rua, no trabalho. Há assim uma persona para o convívio social e outra para quando estamos sozinhos.&lt;br /&gt;No filme, há duas individualidades em confronto, duas personalidades e angústias: Alma e Elizabeth. Ela parece viver com sua persona de isolamento, sem comunicação, enquanto Alma demonstra a persona do convívio social.&lt;br /&gt;A atriz que toma subitamente consciência da mentira em que vive, e rejeita a própria voz. Ela não quer mais mentir, não quer criar mais personas, pois ao se comunicar ela já cria uma mentira do que ela é. Ela não quer faltar à verdade.&lt;br /&gt;Pode-se dizer que Alma e Elizabeth formam duas personas de uma mesma pessoa. Há primeiro uma comparação com as mãos, que podem significar a individualidade, depois as duas faces, por fim a junção. A simbiose se concretiza na tela pela fusão das duas faces num mesmo rosto. Elizabeth se apodera da personalidade de Alma, formando as duas mentes de um mesmo ser.&lt;br /&gt;Como um psicólogo, a senhora Vogler ouve Alma atenciosamente durante a estadia na praia. Deixa que fale de si e ao mesmo tempo aprenda a se conhecer, como numa sessão psicanalítica. Despida de seu uniforme de enfermeira, sua persona se transforma, dando lugar a outra. Mas Elizabeth também passa a conhecer Alma e estudar sua persona. Há aqui uma troca de papéis: a enfermeira faz o papel de paciente, e esta por sua vez faz o papel da médica. Elas primeiro trocaram suas máscaras e depois subitamente dividiam a mesma máscara.&lt;br /&gt;Segundo a teoria psicanalítica de Freud, há uma identificação de Elizabeth com Alma: a primeira quer se tornar parecida com a segunda. Como as duas são muito diferentes, elas parecem se completar, como se Elizabeth fosse o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Super-ego&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, evitando mentir, e Alma fosse o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Id&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, totalmente instintiva. Assim elas se completam, formando o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ego&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; da atriz.&lt;br /&gt;Na cena em que aparecem as duas meias faces estoura a esquizofrenia de Alma, sua linguagem se desagrega e ela percebe que a outra mulher se projeta nela, com ela. As palavras param de existir e a agressividade de Alma atinge um nível tal que ela não utiliza mais as palavras. Elizabeth, que agora é atriz e enfermeira, apresentando-se como Alma: essa luta de personalidades, para tentar entender seu novo papel, gera a esquizofrenia. Elizabeth não tem o texto completo de seu papel e fica buscando palavras para se expressar com esta persona. Mas, como todo ator, ela se alimenta de seu personagem, como um vampiro, um parasita, no filme explicitado pela cena em que chupa o sangue de Alma.&lt;br /&gt;O filme também trata da questão realidade/ilusão. A todo instante, o diretor tenta nos lembrar de que estamos assistindo a um filme. O projetor que olha diretamente para nós, a película que se rasga, a imagem da atriz no estúdio. Somos lembrados de que isso não é realidade: uma ilusão, uma mentira. A ilusão também aparece quando, assim como alma, não sabemos se Elizabeth aparece ou não durante a noite. Se ela grita ou não de medo. A única cena em que Elizabeth fala é aquela em que alma ameaça jogar água fervente da panela. O medo a faz reagir. Diante dessa nova situação, Elizabeth desfaz-se da primeira persona e estabelece uma nova para se defender. Nessa parte do filme, Elizabeth não é mas ela – é ela e alma. E com duas personalidades dentro de uma pessoa, estabelece-se um conflito.&lt;br /&gt;Pode ser dito que o filme aborda a questão do conflito. Elizabeth tem um conflito interno que gera sua atitude de não mais falar. Este por sua vez acaba criando um conflito externo com Alma, que reage com agressividade. Os fatores externos tentam se infiltrar: a chuva na casa representa Elizabeth tentando ultrapassar a persona de Alma.&lt;br /&gt;Os indivíduos, na vida real, têm de conviver com a "troca" de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;personas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; para adaptar-se e ser aceito em diversos meios sociais. Uma atriz (utiliza-se a palavra no gênero feminino em virtude do papel vivido por Liv Ullman) convive com esta troca e tem de interpretar inúmeros personagens e, por conseguinte, diferentes personalidades.&lt;br /&gt;Na obra de Bergman, pode-se compreender o súbito mutismo de Elizabeth como uma perda ou um possível esquecimento de sua identidade, a questão&lt;br /&gt;principal do filme. Afim de evitar maiores explicações à sociedade, já que é uma pessoa pública, a atriz esconde-se dentro de si mesma rejeitando qualquer forma de diálogo, provavelmente para que não precise mentir ou desculpar-se. Sua recusa à comunicação oral, então, transforma-se num escudo protetor.&lt;br /&gt;O silêncio de Elizabeth incita a fala de Alma, a enfermeira encarregada de assisti-la, que inicialmente é introvertida. Tenta deixar o caso da atriz alegando não ser experiente o bastante para tratar de alguém em boas condições físicas e mentais. Ao permanecerem sozinhas na casa de praia da médica, a individualidade de ambas é confrontada e, a prestativa Alma, passa a falar desconcertadamente, a fazer confissões a Elizabeth as quais não condizem com seus princípios e com a forma que sua personalidade nos é apresentada.&lt;br /&gt;A assimilação de Alma para com a personalidade até então, enigmática de Elizabeth, acaba por favorecer a troca de papéis: a atriz anteriormente analisada passa a analisar a enfermeira, nutrindo-se de sua resistência ao diálogo, quanto mais fechada em seu silêncio, mais obtém informações de Alma.&lt;br /&gt;A inversão de papéis origina a real troca de personalidades, fato que nos remete novamente a Jung ao tratar da "sombra" no plano do inconsciente. Constitui-se ao material rejeitado pela &lt;strong&gt;&lt;em&gt;persona&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; do indivíduo como desejos, tendências, memórias ou experiências. Quanto mais forte a &lt;strong&gt;&lt;em&gt;persona&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; maior o repúdio a estes materiais. As pessoas que, por determinado motivo não reconhecem suas "sombras", tendem a projetá-las em outros ou deixam-se dominar por ela sem que percebam.&lt;br /&gt;É possível que Alma desconheça a sua "sombra" e, influenciada por Elizabeth, revele atos do passado, os quais são incompatíveis com sua &lt;strong&gt;&lt;em&gt;persona&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Ao longo da história, quando as personalidades fundem-se, Alma projeta a sua "sombra" em Elizabeth insultando-a constantemente.&lt;br /&gt;A "sombra" de Elizabeth é revelada por Alma quando esta relembra sua aversão por seu filho. São memórias indesejáveis, à &lt;strong&gt;&lt;em&gt;persona&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; da atriz que, domina a personalidade da enfermeira.&lt;br /&gt;A transformação em imagens da revelação do objeto de desejo de Elizabeth (a personalidade de Alma, pois projeta nela a sua própria) é vista no momento em que esta suga o sangue do braço da enfermeira.&lt;br /&gt;O ator tem de ser o parasita da personagem para o seu êxito futuro e verossimilhança. O ato da senhora Vogler (já que interpretava um papel diante de Alma, ou melhor, utilizava uma de suas &lt;strong&gt;&lt;em&gt;personas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;) nutre-se literalmente do produto que o outro possui e , no caso de Alma, não quer ceder.&lt;br /&gt;Bergman nos remete durante todo o filme a questões teatrais e cinematográficas. Ainda no âmbito do teatro, Elizabeth deixa de falar enquanto interpretava Electra de Sófocles. O autor certamente não optaria por esta tragédia por mero acaso.&lt;br /&gt;A personagem Electra é rejeitada pela mãe, nutre ódio pela mesma e tem grande amor pelo pai, por quem deseja vingar a morte. Elizabeth tem um filho somente para saciar o desejo daqueles a sua volta – e também para representar mais um papel de "mulher completa" – tenta livrar-se sem sucesso do feto e a criança possui um amor doentio pela mãe. Este fato pode aludir ao complexo de Édipo freudiano pelo fato do bebê ser do sexo masculino.&lt;br /&gt;As semelhanças são invertidas: Elizabeth é a mãe que não deseja o filho, enquanto Electra é a filha rejeitada pela mãe. Resgatando novamente as teorias da personalidade de Jung, é possível interpretar o filho da atriz como sua "sombra", já que foi recusado por sua &lt;strong&gt;&lt;em&gt;persona&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Em se tratando de objeto de desejo, este muda na evolução da história para as duas protagonistas. Elizabeth quer encontrar sua identidade, busca pela verdade. Alma deseja ser Elizabeth, manifesta sua vontade quando diz "poderia me transformar em você se tentasse" logo após revelar uma orgia que viveu numa praia.&lt;br /&gt;Justamente o relato dessa orgia marca a transposição de personalidades, no momento em que Alma descobre que uma parte muito íntima de sua vida e, que ela havia compartilhado com Elizabeth, estava sendo banalizada numa carta escrita pela paciente e direcionada para sua médica. Tal descoberta é representada com a mesma interferência sonora do gotejar, recurso utilizado anteriormente na poesia visual, e que caracteriza a fuga de uma parcela muito importante de sua vida: o "vazamento" de algo que até então se encontrava muito interiorizado na personalidade da enfermeira.&lt;br /&gt;As duas estabelecem uma grande proximidade sugerindo, inclusive, uma paixão entre as duas, mostrada com muita sutileza pelo diretor (fato que torna ridículo e apelativo o título "Quando Duas Mulheres Pecam" em português). A ligação intensifica-se e ocorre a inversão de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;personas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: Alma passa a agir como Elizabeth, dizendo, tudo o que a &lt;strong&gt;&lt;em&gt;persona&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; da atriz jamais aceitou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REPRESSÃO NO DESEMPENHO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o termo &lt;strong&gt;&lt;em&gt;persona&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, o indivíduo cria uma forma de se apresentar ao mundo; seja através de atitudes, seja através de pertences pessoais. Relacionamo-nos socialmente através dessa máscara. No Capitalismo, o Princípio da Realidade sofre uma atualização. O indivíduo não mais busca sua felicidade e prazer livremente; o Princípio do Desempenho, criado pelo filósofo Herbert Marcuse, destaca a competitividade na luta pela sobrevivência como mais um obstáculo nesse objetivo. Enfim, as personalidades das pessoas estavam se modificando.&lt;br /&gt;Atualmente, nota-se uma supervalorização da&lt;strong&gt;&lt;em&gt; persona&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; em relação ao &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ego&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. A estrutura psíquica se altera de acordo com a máscara social. No filme de Ingmar Bergman, a personagem de Liv Ullman, a atriz Elizabeth Vogler, também sofre essa repressão da sociedade, contudo, seu &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ego&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; é prejudicado com a escolha&lt;br /&gt;entre sua carreira e a presença de um filho. Acaba se decidindo ter um filho e fazer com que o período de gravidez se torne um novo patamar em sua carreira e, assim, enriquecer sua &lt;strong&gt;&lt;em&gt;persona&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;; impressionando a todos, menos ela mesma.&lt;br /&gt;Com o nascimento de seu filho, Elizabeth sente desprezo e repulsa em relação àquela criatura que surgira de seu pseudo-amor e de seu corpo. Criara uma vida somente para alimentar sua sede de sucesso e bem estar social. Seu &lt;strong&gt;&lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; se elevara. Elizabeth se tornara um modelo indentificatório para as massas como havia planejado, mas a que preço? Tal abalo, leva-a a perder sua verdadeira identidade perante as inúmeras &lt;strong&gt;&lt;em&gt;personas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; que decide viver como atriz. Algum tempo depois, durante uma interpretação de "Electra", decide parar de falar, como se isso cessasse todas as mentiras que viveu e que poderia viver. Parte então para uma busca de seu verdadeiro eu.&lt;br /&gt;Internada num hospital psiquiátrico, Elizabeth Vogler se fecha em seus pensamentos, mas tudo muda com a entrada da enfermeira Alma na cena, pois essa companhia acaba por atrasar a reconstituição da estrutura psíquica da Sra. Vogler. Ao permanecer sozinha, o&lt;strong&gt;&lt;em&gt; Ego&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; supera a &lt;strong&gt;&lt;em&gt;persona&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, já que não há relacionamentos sociais. Por se tratar de uma profissional 'ouvinte passiva', a enfermeira tem a oportunidade de revelar seu &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ego&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; à sua paciente. Esta a estuda como um papel, uma nova personalidade que naturalmente acabará absorvendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.cinematografo.com.br/trabalhos/Persona.pdf"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cinematógrafo&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Não compre animais, adote!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014548863355189739-3799439245012750855?l=sargacos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-01T07:00:12.579-03:00</app:edited><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/_uygaeR1-ao8/S4nm0EuOuqI/AAAAAAAAALE/r0bZZO923k0/s72-c/avatar-finalizado.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">14</thr:total><enclosure url="http://www.cinematografo.com.br/trabalhos/Persona.pdf" length="151676" type="application/pdf" /><media:content url="http://www.cinematografo.com.br/trabalhos/Persona.pdf" fileSize="151676" type="application/pdf" /><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle> Não foi à toa que escrevi na apresentação do meu perfil: "sou uma, duas, nem sei eu quantas..."Sempre percebi que sou várias personas em uma. "Atuo" ou interajo com as pessoas de acordo com o que sinto intuitivamente em relação a elas. Estou falando na 1</itunes:subtitle><itunes:author>Cynthia Kremer</itunes:author><itunes:summary> Não foi à toa que escrevi na apresentação do meu perfil: "sou uma, duas, nem sei eu quantas..."Sempre percebi que sou várias personas em uma. "Atuo" ou interajo com as pessoas de acordo com o que sinto intuitivamente em relação a elas. Estou falando na 1ª pessoa do singular, mas esse mecanismo cerebral é comum a todos nós porque necessitamos de proteção e nos valemos das possibilidades que o nosso ego nos apresenta em situações diversas. Persona, filme - aparentemente surreal - de Ingmar Bergman, é uma obra-prima nos mínimos detalhes. Ele mergulha profundo na sinuosa e difícil compreensão da psique humana. Faz um ensaio bastante junguiano e instiga o espectador a se identificar, se reconhecer dentre as múltiplas facetas das personas representadas por Liv Ulmann - uma atriz em crise de identidade - e Bibi Andersson - a enfermeira. Não é um filme fácil, vi algumas vezes, porque não quis perder nenhum detalhe dos simbolismos utilizados magnificamente por ele. Este filme - embora seja de 1966 - me parece atemporal, pois mais do que nunca, vivemos o fenômeno da hiper-exposição narcisista através da Internet. Temos a liberdade - como nunca tivemos antes - de sermos quem quisermos. De construírmos inúmeras identidades a partir do prazer que isto nos dá e que na vida real não poderíamos alcançar. E Para isso usamos "Avatares". O mundo virtual onde todos os prazeres nos serão possíveis de vivenciar, está apenas começando, como profetiza Raymond Kurzweil, futurólogo e visionário, em entrevista ao jornalista Jorge Pontual, no programa "Milênio" da GloboNews, onde é vislumbrado por ele um futuro tecnologicamente idílico, onde o virtual e o real se mesclariam tornando-se uma coisa só. Essa teoria está amplamente representada no filme "Avatar" talvez a versão atual de Persona, (guardadas as devidas proporções) embora com temas diferentes, o âmago do filme "Avatar", seja a demonstração do que será a "Persona Digital" num futuro próximo. Abaixo segue a mais conflitante questão humana: quem somos realmente, o nosso ego dando lugar às personas (ou superegos, como denominou Freud) que nos habitam com diferentes máscaras - ou se preferirem também, avatares, que usamos para confrontar situações distintas, e como isso nos afeta. PERSONA de Ingmar Bergman O FILME COMO UM FILME O filme conta a história de Elizabeth Vogler, uma atriz que surta durante a apresentação da tragédia Electra, como conseqüência, Elizabeth repousa em uma clínica psiquiátrica. A médica responsável conclui que sua estadia na clínica não surte resultado e assim a manda junto com uma enfermeira, Alma, para sua casa de praia esperando que o isolamento fosse uma maneira de curar o estado da Sra. Vogler que enclausura-se em si mesma e recusa-se a falar. Elizabeth é atriz, uma profissão na qual a pessoa é obrigada a incorporar vários personagens e personalidades. Esta aquisição causa a perda ou desconhecimento de sua persona original. Assustada, Elizabeth, cansada de mentir, se fecha em um mundo silencioso a fim de encontrar a sua verdadeira persona. Alma é enfermeira calma e introvertida que fala apenas o necessário, no entanto ao chegarem a casa de praia verifica-se uma inversão de papeis. Alma acolhe a personalidade da atriz antes extrovertida e Elizabeth assume a personalidade de Alma caracterizada por sua introspeção que se comunica apenas através de gestos e olhares. Em determinado momento, Alma lê uma carta de Elizabeth a qual revela suas confidências gerando o conflito do filme. Há uma discussão entre ambas e suas personalidades confrontam-se acontecendo assim uma fusão de personas transmitindo a idéia de que há apenas uma pessoa. POESIA VISUAL - O Imaginário Bergman O filme abre com uma imagem que simboliza, de forma metafórica, o ciclo da vida. O nascimento é representado pelo início do funcionamento de um projetor de cinema. Duas pequenas resistências deste projetor, que em contato entram em incandescência, nos remetem ao fogo da vida. As imagens iniciais projetadas pela </itunes:summary><itunes:keywords>persona, persona digital, Id, filme, Jung, Jorge Pontual, ego, Liv Ulmann, milênio, Freud, Raymond Kurzweil, Ingmar Bergman, Avatar, super-ego</itunes:keywords></item><item><title>À Minha Amada Imortal</title><link>http://sargacos.blogspot.com/2010/02/minha-amada-imortal.html</link><category>sonata patética</category><category>carta à amada imortal</category><category>Gary Oldman</category><category>Ludwig Van Beethoven</category><category>My Immortal Beloved</category><author>noreply@blogger.com (Cynthia Kremer)</author><pubDate>Sat, 20 Feb 2010 18:29:32 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8014548863355189739.post-8595805182556067425</guid><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_uygaeR1-ao8/S3i8waXXjgI/AAAAAAAAAKc/MLCsy9t7VDc/s1600-h/Beethoven.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5438304089946951170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 248px; CURSOR: hand; HEIGHT: 375px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_uygaeR1-ao8/S3i8waXXjgI/AAAAAAAAAKc/MLCsy9t7VDc/s400/Beethoven.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;Ludwig van Beethoven&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/br&gt;&lt;/br&gt;Trecho da carta de Beethoven - para sua "amada imortal" de identidade até hoje desconhecida. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Beethoven é o meu compositor clássico favorito; Em todas as suas músicas, pode-se sentir a vibrante e intensa alma que o inspirava. Um ser atormentado pelas lembranças de uma infância infeliz, pela não compreensão de muitos em relação a sua música, pela sua arrogância, e pela própria consciência de sua genialidade. Sem contar o tormento de ter perdido a audição ainda muito jovem.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Ele era humano, no sentido bruto da palavra. Não escondia seus sentimentos e isso sempre se refletiu em sua obra. Há um ditado na Alemanha, que se refere a três gênios da música, dizendo que Beethoven era humano, Bach celestial, e Wagner sobrenatural. Acho perfeita essa definição. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Abaixo segue a transcrição em alemão e português, de uma das cartas que ele escreveu para sua amada. Um amor que nunca lhe foi possível por um mero desencontro da vida...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Für meine Unsterblichen geliebt:&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;am 6ten Juli , Morgends.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Mein Engel, mein alles, mein Ich. - nur einige Worte heute, und zwar mit Bleystift (mit deinem) - erst bis morgen ist meine Wohnung sicher bestimt, welcher Nichtswürdiger Zeitverderb in d.g. - warum dieser tiefe Gram, wo die Notwendigkeit spricht - Kann unsre Liebe anders bestehn als durch Aufopferungen, durch nicht alles verlangen, kannst du es ändern, daß du nicht ganz mein, ich nicht ganz dein bin - Ach Gott blick in die schöne Natur und beruhige dein Gemüth über das müßende - die Liebe fordert alles und ganz mit Recht, so ist es mir mit dir, dir mit mir - nur vergißt du so leicht, daß ich für mich und für dich leben muß, wären wir ganz vereinigt, du würdest dieses schmerzliche eben so wenig als ich empfinden - meine Reise war schrecklich ich kam erst Morgens 4 Uhr gestern hier an, da es an Pferde mangelte, wählte die Post eine andere Reiseroute, aber welch schrecklicher Weg, auf der vorlezten Station warnte man mich bej nacht zu fahren, machte mir einen Wald fürchten, aber das Reizte mich nur - und ich hatte Unrecht, der Wagen musste bej dem schrecklichen Wege brechen, grundloß, bloßer Landweg, ohne 2 solche Postillione, wie ich hatte, wäre ich liegengeblieben Unterwegs - Esterhazi hatte auf dem andern gewöhnlichen Wege hierhin dasselbe schicksal mit 8 Pferden, was ich mit vier. - jedoch hatte ich zum Theil wieder Vergnügen, wie imer, wenn ich was glücklich überstehe. - nun geschwind zum innern zum aüßern, wir werden unß wohl bald sehn, auch heute kann ich dir meine Bemerkungen nicht mittheilen, welche ich während dieser einigen Tage über mein Leben machte - wären unser Herzen imer dicht an einander, ich machte wohl d.g. die Brust ist voll dir viel zu sagen - Ach - Es gibt Momente, wo ich flnde daß die sprache noch gar nichts ist - erheitre dich - bleibe mein treuer einziger schaz, mein alles, wie ich dir das übrige müßen die Götter schicken, was für unß sejn muß und sejn soll. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;dein treuer ludwig.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Tradução&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;À minha amada imortal:&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Manhã de 6 de Julho &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Meu anjo, meu tudo, meu próprio ser – Hoje somente algumas palavras a caneta (a sua caneta).&lt;br /&gt;Somente amanhã meus aluguéis estarão definidos – que desperdício de tempo....... porque sinto essa tristeza profunda se é a necessidade quem manda?&lt;br /&gt;Podes teu amor resistir a todo sacrifício embora não exijamos tudo um do outro? Podes tu mudar o fato de que és completamente minha eu completamente teu? Oh Deus, olhe para as belezas da natureza e conforte seu coração. O amor exige tudo, assim sou com você , e você comigo. Mas você se esquece tão facilmente que eu vivo por você e por mim. Se estivéssemos completamente unidos, você sentiria essa dor assim como eu a sinto.&lt;br /&gt;Minha jornada foi terrível: ontem cheguei aqui somente às 4 horas da manhã. Com a falta de cavalos, o cocheiro do correio escolheu um novo caminho, mas que terrível caminho, na penúltima parada eu fui avisado para não viajar a noite, fiquei com medo da floresta, mas isso só me deixou mais ansioso - e eu estava errado. O cocheiro precisou parar na infeliz estrada, uma imprestável e barrenta estrada. Se eu estivesse sem todas as coisas que trago comigo teria ficado preso na estrada. Esterhazy, viajando pela estrada, teve o mesmo problema com oito cavalos que eu tive com quatro - eu sinto prazer com isso, como eu sempre sinto quando eu supero com sucesso as dificuldades.&lt;br /&gt;Agora uma rápida mudança das coisas externas para as internas . Nós provavelmente devemos nos ver em breve, entretanto, hoje eu não posso dividir com você os pensamentos que eu tive nos últimos dias sobre minha própria vida – Se nossos corações estivessem sempre juntos, eu não teria nenhum.... Meu coração está cheio de coisas que eu gostaria de te dizer – ah – há momentos em que eu sinto que esse discurso é tão vazio – Alegre-se – Lembre-se minha verdade, meu único tesouro, meu tudo como eu sou o seu. Os deuses devem nos mandar paz... &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Seu fiel Ludwig.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Sonata Patética&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="81" width="100%"&gt;&lt;param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fcynthiakremer%2Fbeethoven-pathetique-sonata"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;   &lt;embed allowscriptaccess="always" height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fcynthiakremer%2Fbeethoven-pathetique-sonata" type="application/x-shockwave-flash" width="100%"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="color:#0000ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;(para ouvir, desabilite a playlist no final da página)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Não compre animais, adote!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014548863355189739-8595805182556067425?l=sargacos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-02-20T23:29:32.349-03:00</app:edited><media:thumbnail url="http://3.bp.blogspot.com/_uygaeR1-ao8/S3i8waXXjgI/AAAAAAAAAKc/MLCsy9t7VDc/s72-c/Beethoven.bmp" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total><enclosure url="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fcynthiakremer%2Fbeethoven-pathetique-sonata" length="349342" type="application/x-shockwave-flash" /><media:content url="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fcynthiakremer%2Fbeethoven-pathetique-sonata" fileSize="349342" type="application/x-shockwave-flash" /><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle> Ludwig van BeethovenTrecho da carta de Beethoven - para sua "amada imortal" de identidade até hoje desconhecida. Beethoven é o meu compositor clássico favorito; Em todas as suas músicas, pode-se sentir a vibrante e intensa alma que o inspirava. Um ser at</itunes:subtitle><itunes:author>Cynthia Kremer</itunes:author><itunes:summary> Ludwig van BeethovenTrecho da carta de Beethoven - para sua "amada imortal" de identidade até hoje desconhecida. Beethoven é o meu compositor clássico favorito; Em todas as suas músicas, pode-se sentir a vibrante e intensa alma que o inspirava. Um ser atormentado pelas lembranças de uma infância infeliz, pela não compreensão de muitos em relação a sua música, pela sua arrogância, e pela própria consciência de sua genialidade. Sem contar o tormento de ter perdido a audição ainda muito jovem.Ele era humano, no sentido bruto da palavra. Não escondia seus sentimentos e isso sempre se refletiu em sua obra. Há um ditado na Alemanha, que se refere a três gênios da música, dizendo que Beethoven era humano, Bach celestial, e Wagner sobrenatural. Acho perfeita essa definição. Abaixo segue a transcrição em alemão e português, de uma das cartas que ele escreveu para sua amada. Um amor que nunca lhe foi possível por um mero desencontro da vida... Für meine Unsterblichen geliebt: am 6ten Juli , Morgends. Mein Engel, mein alles, mein Ich. - nur einige Worte heute, und zwar mit Bleystift (mit deinem) - erst bis morgen ist meine Wohnung sicher bestimt, welcher Nichtswürdiger Zeitverderb in d.g. - warum dieser tiefe Gram, wo die Notwendigkeit spricht - Kann unsre Liebe anders bestehn als durch Aufopferungen, durch nicht alles verlangen, kannst du es ändern, daß du nicht ganz mein, ich nicht ganz dein bin - Ach Gott blick in die schöne Natur und beruhige dein Gemüth über das müßende - die Liebe fordert alles und ganz mit Recht, so ist es mir mit dir, dir mit mir - nur vergißt du so leicht, daß ich für mich und für dich leben muß, wären wir ganz vereinigt, du würdest dieses schmerzliche eben so wenig als ich empfinden - meine Reise war schrecklich ich kam erst Morgens 4 Uhr gestern hier an, da es an Pferde mangelte, wählte die Post eine andere Reiseroute, aber welch schrecklicher Weg, auf der vorlezten Station warnte man mich bej nacht zu fahren, machte mir einen Wald fürchten, aber das Reizte mich nur - und ich hatte Unrecht, der Wagen musste bej dem schrecklichen Wege brechen, grundloß, bloßer Landweg, ohne 2 solche Postillione, wie ich hatte, wäre ich liegengeblieben Unterwegs - Esterhazi hatte auf dem andern gewöhnlichen Wege hierhin dasselbe schicksal mit 8 Pferden, was ich mit vier. - jedoch hatte ich zum Theil wieder Vergnügen, wie imer, wenn ich was glücklich überstehe. - nun geschwind zum innern zum aüßern, wir werden unß wohl bald sehn, auch heute kann ich dir meine Bemerkungen nicht mittheilen, welche ich während dieser einigen Tage über mein Leben machte - wären unser Herzen imer dicht an einander, ich machte wohl d.g. die Brust ist voll dir viel zu sagen - Ach - Es gibt Momente, wo ich flnde daß die sprache noch gar nichts ist - erheitre dich - bleibe mein treuer einziger schaz, mein alles, wie ich dir das übrige müßen die Götter schicken, was für unß sejn muß und sejn soll. dein treuer ludwig. Tradução: À minha amada imortal: Manhã de 6 de Julho Meu anjo, meu tudo, meu próprio ser – Hoje somente algumas palavras a caneta (a sua caneta). Somente amanhã meus aluguéis estarão definidos – que desperdício de tempo....... porque sinto essa tristeza profunda se é a necessidade quem manda? Podes teu amor resistir a todo sacrifício embora não exijamos tudo um do outro? Podes tu mudar o fato de que és completamente minha eu completamente teu? Oh Deus, olhe para as belezas da natureza e conforte seu coração. O amor exige tudo, assim sou com você , e você comigo. Mas você se esquece tão facilmente que eu vivo por você e por mim. Se estivéssemos completamente unidos, você sentiria essa dor assim como eu a sinto. Minha jornada foi terrível: ontem cheguei aqui somente às 4 horas da manhã. Com a falta de cavalos, o cocheiro do correio escolheu um novo caminho, mas que terrível caminho, na penúltima parada eu fui avisado para não viajar a noite, fiquei com medo da floresta, mas isso só me deixou mais ansioso - e eu estava errado. O cocheiro preciso</itunes:summary><itunes:keywords>sonata patética, carta à amada imortal, Gary Oldman, Ludwig Van Beethoven, My Immortal Beloved</itunes:keywords></item><item><title>Uma história de amor eterno...</title><link>http://sargacos.blogspot.com/2010/02/uma-historia-de-amor-eterno.html</link><category>almas gêmeas</category><category>amor eterno</category><author>noreply@blogger.com (Cynthia Kremer)</author><pubDate>Sat, 06 Feb 2010 21:44:26 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8014548863355189739.post-7787630856608575966</guid><description>Disse num post, que falaria sobre o meu primeiro namorado. Bem, não sinto vontade de falar disso agora.Sinto vontade de falar da minha alma gêmea, do amor de uma vida toda, do amor mais imenso que uma mulher pode sentir por um homem. O conheci há exatamente 27 anos atrás. E foi amor à primeira vista (de ambas as partes) Eu e o W. tivemos uma sintonia imediata e eterna. Lembro perfeitamente (e ele também, porque já me falou) do memento em que nos conhecemos...claro que depois disso, veio uma paixão muito intensa, daquelas que incendeiam mesmo! Contávamos as horas de nos encontrarmos. Depois, era só muito amor, euforia, e felicidade. Fomos - e somos - cúmplices de tantas coisas! Sabemos o que o outro está sentido apenas pelo olhar, até pelo silêncio. Sabe aquele amor que torna duas pessoas em uma? É o nosso! O W. é a pessoa que mais me conhece, que me decifra com o olhar. Nós, juntos, temos o que pouquíssimos casais conseguém ter; amor, ternura, cumplicidade, alegria, bom humor, tesão, amizade,e tranquilidade. Isso é muito raro, saibam vocês...&lt;br /&gt;Foi o destino que nos uniu de maneira tão forte e avassaladora,que seremos sempre um do outro, não importa o que haja! Eu confio minha vida à ele e sei, que ele confia a dele, à mim. Vocês devem estar se perguntando qual é a "nossa" música. A primeira e mais marcante foi "Nikita" do Elton John. Mas tiveram outras...muitas outras. Nós tivemos - e ainda temos - momentos inesquecíveis que qualquer mortal que pulse e tenha muito tesão, emoção e sensibilidade, não estremeça só de lembrar...&lt;br /&gt;Ele sabe que conta comigo pra tudo, assim como eu, conto com ele pra tudo. Somos amigos e amantes (coisa rara hoje em dia!) Meu amor por ele é imenso e infinito. Nada nem ninguém será capaz de nos afastar. Sabe aquela história do "estava escrito"? pois é assim o nosso amor. É sincero e verdadeiro e muito intenso! Ah, acabei de lembrar de outra música nossa! "Je t'aimais, je t'aime, je t'aimerai" temos uma "conexão" com a França...além da Alemanha, claro!&lt;br /&gt;W., meu amor, hoje é domingo e me deu muita saudade de você, por isso estou escrevendo aqui, talvez 1% do que somos um para o outro, 1% apenas do nosso amor. Não caberia num blog inteiro, a história do nosso amor. Você sempre foi lindo, charmoso e encantador! Te amoamoamaoamoamaoamoamo, ontem, mais ainda, hoje, a ainda mais, te amarei amanhã...&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;Aqui vai uma de nossas músicas: "Je T'aimais, Je T'aime, Je T'aimerai - Fracis Cabrel"&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;(para ouvir, desabilite a playlist no final da página)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="81" width="100%"&gt;&lt;param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fcynthiakremer%2Ffrancis-cabrel-je-taimais-je-taime-je-taimerai"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;   &lt;embed allowscriptaccess="always" height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fcynthiakremer%2Ffrancis-cabrel-je-taimais-je-taime-je-taimerai" type="application/x-shockwave-flash" width="100%"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;a href="http://soundcloud.com/cynthiakremer/francis-cabrel-je-taimais-je-taime-je-taimerai"&gt;Francis Cabrel - Je T'aimais, Je T'aime, Je T'aimerai&lt;/a&gt; by &lt;a href="http://soundcloud.com/cynthiakremer"&gt;cynthiakremer&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Não compre animais, adote!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014548863355189739-7787630856608575966?l=sargacos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-02-07T03:44:26.602-02:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">4</thr:total><enclosure url="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fcynthiakremer%2Ffrancis-cabrel-je-taimais-je-taime-je-taimerai" length="349342" type="application/x-shockwave-flash" /><media:content url="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fcynthiakremer%2Ffrancis-cabrel-je-taimais-je-taime-je-taimerai" fileSize="349342" type="application/x-shockwave-flash" /><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle>Disse num post, que falaria sobre o meu primeiro namorado. Bem, não sinto vontade de falar disso agora.Sinto vontade de falar da minha alma gêmea, do amor de uma vida toda, do amor mais imenso que uma mulher pode sentir por um homem. O conheci há exatamen</itunes:subtitle><itunes:author>Cynthia Kremer</itunes:author><itunes:summary>Disse num post, que falaria sobre o meu primeiro namorado. Bem, não sinto vontade de falar disso agora.Sinto vontade de falar da minha alma gêmea, do amor de uma vida toda, do amor mais imenso que uma mulher pode sentir por um homem. O conheci há exatamente 27 anos atrás. E foi amor à primeira vista (de ambas as partes) Eu e o W. tivemos uma sintonia imediata e eterna. Lembro perfeitamente (e ele também, porque já me falou) do memento em que nos conhecemos...claro que depois disso, veio uma paixão muito intensa, daquelas que incendeiam mesmo! Contávamos as horas de nos encontrarmos. Depois, era só muito amor, euforia, e felicidade. Fomos - e somos - cúmplices de tantas coisas! Sabemos o que o outro está sentido apenas pelo olhar, até pelo silêncio. Sabe aquele amor que torna duas pessoas em uma? É o nosso! O W. é a pessoa que mais me conhece, que me decifra com o olhar. Nós, juntos, temos o que pouquíssimos casais conseguém ter; amor, ternura, cumplicidade, alegria, bom humor, tesão, amizade,e tranquilidade. Isso é muito raro, saibam vocês... Foi o destino que nos uniu de maneira tão forte e avassaladora,que seremos sempre um do outro, não importa o que haja! Eu confio minha vida à ele e sei, que ele confia a dele, à mim. Vocês devem estar se perguntando qual é a "nossa" música. A primeira e mais marcante foi "Nikita" do Elton John. Mas tiveram outras...muitas outras. Nós tivemos - e ainda temos - momentos inesquecíveis que qualquer mortal que pulse e tenha muito tesão, emoção e sensibilidade, não estremeça só de lembrar... Ele sabe que conta comigo pra tudo, assim como eu, conto com ele pra tudo. Somos amigos e amantes (coisa rara hoje em dia!) Meu amor por ele é imenso e infinito. Nada nem ninguém será capaz de nos afastar. Sabe aquela história do "estava escrito"? pois é assim o nosso amor. É sincero e verdadeiro e muito intenso! Ah, acabei de lembrar de outra música nossa! "Je t'aimais, je t'aime, je t'aimerai" temos uma "conexão" com a França...além da Alemanha, claro! W., meu amor, hoje é domingo e me deu muita saudade de você, por isso estou escrevendo aqui, talvez 1% do que somos um para o outro, 1% apenas do nosso amor. Não caberia num blog inteiro, a história do nosso amor. Você sempre foi lindo, charmoso e encantador! Te amoamoamaoamoamaoamoamo, ontem, mais ainda, hoje, a ainda mais, te amarei amanhã... Aqui vai uma de nossas músicas: "Je T'aimais, Je T'aime, Je T'aimerai - Fracis Cabrel" (para ouvir, desabilite a playlist no final da página) Francis Cabrel - Je T'aimais, Je T'aime, Je T'aimerai by cynthiakremerNão compre animais, adote!</itunes:summary><itunes:keywords>almas gêmeas, amor eterno</itunes:keywords></item><item><title>O Tempo e a Partícula de Higgs</title><link>http://sargacos.blogspot.com/2009/12/o-tempo-e-particula-de-higgs.html</link><category>acelerador de partículas</category><category>Cern</category><category>boson de Higgs</category><category>Paulo Coelho</category><category>física quântica</category><category>partícula de Higgs</category><category>Marcelo Gleiser</category><category>espaço-tempo</category><author>noreply@blogger.com (Cynthia Kremer)</author><pubDate>Sat, 19 Dec 2009 16:39:59 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8014548863355189739.post-1849418378436771043</guid><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_uygaeR1-ao8/SyP5jZODhkI/AAAAAAAAAJs/e4rqLJzGK-s/s1600-h/CERN2.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 294px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_uygaeR1-ao8/SyP5jZODhkI/AAAAAAAAAJs/e4rqLJzGK-s/s400/CERN2.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414445563490043458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inspirada pelo comentário do Paulo Coelho no post abaixo, e por partilhar da mesma teoria, resolvi escrever sobre a percepção de "tempo".&lt;br /&gt;Assim como ele, também acredito que o tempo pode ser uma via paralela onde caminham juntos, presente, passado e futuro. A física quântica aposta nessa teoria. O que por exemplo, chamam premonição, - uma sensação que quase todos nós já experimentamos alguma vez na vida - é, para mim, quando a nossa mente dá um pulinho no futuro e volta rápido, sem se dar conta disso.&lt;br /&gt;Outro exemplo que muitas pessoas já devem também ter sentido: eu morei 10 anos em Petrópolis e embora eu saiba que foi uma época muito marcante pra mim, quando ouço alguma música daquele tempo, tenho a nítida impressão de que aquele tempo, aquelas músicas, aquela casa, e tudo o mais que me remete à ela, ainda existe, pulsa, que está tudo acontecendo lá, neste exato momento, que é simultâneo, apenas não posso voltar pra lá; está somente numa dimensão paralela e hermética, na qual eu não posso intervir. Mas esta sensação é muito forte; é quase uma certeza, embora eu não saiba explicar porquê, sinto isso. O físico brasiliero, Marcelo Gleiser, diz que pelas leis da física quântica, seria impossível voltar ao passado. Mas que é possível que ele coexista paralelamente com o nosso presente e o nosso futuro.&lt;br /&gt;Já quanto ao futuro, ele e outros físicos dizem ser possível que um dia se possa ir até lá e voltar.&lt;br /&gt;Eu gosto de acompanhar as notícias do que está sendo feito no laboratório do acelerador de partículas, Cern, na Suiça, que foi construído com a finalidade de recriar as condições que existiam no universo imediatamente após o Big Bang, colidindo partículas de prótons à velocidade da luz, e fiquei perplexa com a declaração de dois cientistas que lá trabalham, quando indagados sobre os insucessos sucessivos do LHC - Large Hadron Collidor. Os físicos Holger B. Nielsen e Masao Ninomiya, sugeriram que o "bóson Higgs", uma partícula hipotética que os físicos esperam ser capazes de reproduzir com a ajuda do LHC, pode ser tão repulsiva para a natureza que sua criação produziria uma distorção temporal e impediria que o acelerador a criasse, mais ou menos como um viajante do tempo que retornasse ao passado para assassinar seu bisavô.&lt;br /&gt;Resumindo, que o acelerador de partículas talvez esteja sendo sabotado pelo seu próprio futuro.&lt;br /&gt;E eles não estão falando de outras teorias conhecidas, como as dimensões de espeço-tempo - a qual me refiro neste post - nem mesmo sendo inescrupulosos tecendo qualquer comentário sobre a mais apocalíptica delas: a teoria dos "buracos negros" que engoliriam a Terra. Não. Os dois cientistas apresentaram esta tese em uma série de estudos com os títulos: "Teste sobre o Efeito do Futuro sobre o LHC" e "Uma Proposta e Busca de Influência Futura sobre o LHC" publicados no site científico &lt;a href="http://www.arXiv.org"&gt;arXiv&lt;/a&gt; ao longo de quase dois anos. Eles resolveram fazer estas indagações, por conta dos frequentes fracassos do CERN, no que se refere aos objetivos do acelerador de partículas, cujo mais importante seria exatamente a comprovação da partícula de Higgs, que explicaria o Big Bang.&lt;br /&gt;De acordo com o chamado "Modelo Padrão" da física, o bóson de Higgs, é responsável por dotar as demais partículas elementares de massa. Nielsen diz ainda, que "nossa previsão deve ser a de que todas as máquinas produtoras do bóson de Higgs terão má sorte. Ele declara também, "que seria quase possível dizer que temos um modelo para Deus" e eles acreditam que "Ele odeia as partículas de Higgs, e assim, tenta evitá-las causando todos os fracassos que têm ocorrido com o acelerador. Nielsen é um dos criadores da mecânica quântica e muito respeitado no meio científico, a ponto de um de seus colegas ter dito: "todos concordamos em que sua teoria é uma loucura. O que nos divide é determinar se é louca o bastante para estar correta. Em suma, parece que "Deus" não quer ser desvendado ou descoberto. Estaria então a "Partícula de Deus" fazendo uma "intervenção Divina", evitando algo que talvez fosse contra suas próprias leis da "Criação"?&lt;br /&gt;Este argumento acima, pretende mostrar o conceito espaço-tempo, da possibilidade de uma viagem no tempo, e que não há paradoxo algum, que alguém ou alguma coisa possa voltar no tempo para evitar algo que ainda não sabemos, venha a acontecer. Talvez a chamada "Partícula de Deus", já esteja fazendo seu papel...&lt;br /&gt;E não devemos esquecer o que disse Einstein: "A separação entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Não compre animais, adote!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014548863355189739-1849418378436771043?l=sargacos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-12-19T22:39:59.021-02:00</app:edited><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/_uygaeR1-ao8/SyP5jZODhkI/AAAAAAAAAJs/e4rqLJzGK-s/s72-c/CERN2.bmp" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">17</thr:total></item><item><title>21 gramas de incertezas</title><link>http://sargacos.blogspot.com/2009/11/alma-ou-psique.html</link><category>reencarnação</category><category>consciência</category><category>psique</category><category>ego</category><category>alma</category><category>espiritismo</category><category>Id</category><author>noreply@blogger.com (Cynthia Kremer)</author><pubDate>Fri, 12 Mar 2010 02:46:33 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8014548863355189739.post-5766002861287676969</guid><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_uygaeR1-ao8/SxYYnql-9uI/AAAAAAAAAJk/PtZMEcxSIhs/s1600-h/road_to_nowhere_by_Melissanthi.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410539072059799266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_uygaeR1-ao8/SxYYnql-9uI/AAAAAAAAAJk/PtZMEcxSIhs/s400/road_to_nowhere_by_Melissanthi.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Road to nowhere by Melissanthi&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Estava lendo uma matéria da revista IstoÉ, com o tema: "11 perguntas que os cientistas ainda não conseguem responder" e uma delas, se referia à "alma". Ou peso atribuído à "alma".&lt;br /&gt;Foi o que afirmou o médico americano Duncan MacDougall, em 1907, quando quis comprovar a existência da alma. Sua teoria era que qualquer ser humano, não importando o tamanho ou a idade, perdia, na hora exata da morte, 21 gramas. O que para ele, seria esse, o peso da alma. Já para o neurologista Gilberto Fernando Xavier, "a alma nada mais é do que os bilhões de neurônios do cérebro alimentados pela formação cultural e toda sorte de informação que um indivíduo recebe durante a vida". Me identifico mais com a segunda hipótese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os espíritas, nós, quando nascemos, somos possuídos por uma alma, a essência do que somos. Eles afirmam também, que esta mesma "alma" ou "espírito" que nos possui, que nos dá vida agora, já possuiu e deu "vida" a centenas de outros corpos antes. E que nós somos o resumo de todas as suas existências anteriores. Quando eu digo "suas", é porque a partir do momento em que não tenho consciência de que vivi vidas anteriores, a minha percepção de que pertenci, vivi em outros corpos, é muito abstrata. não consigo dizer "minhas existências" anteriores, se somos lacrados, formatados e zerados de qualquer remota lembrança de uma possível existência anterior, quando nascemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o que chamam "alma", ou "espírito", não poderia ser a nossa própria psique? A essência do que somos? A consciência de nós mesmos que pode advir do nosso ego, do nosso Id? um conjunto estruturado do cérebro humano que nos dá a identidade que temos, a percepção da nossa própria existência. Uma única e intransferível digital genética (nosso Id) que ganhamos ao nascer e que em conjunto com as experiências que adquirimos ao longo da vida, que como um "modulador", (nosso Ego) nos dá a exata medida do que somos e/ou nos tornamos à partir da genética cerebral primária, com a qual vamos construindo a nossa psique?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me pergunto isso, porque não creio em reencarnação. Suponho que quando morremos, cerramos qualquer tipo de vida, incluíndo a extra-corpórea. O que mais me faz crer que o que existe é o aqui e agora, é muito mais uma questão matemática do que filosófica. Se existem hoje, muito mais corpos habitando o planeta, do que por exemplo, há 2 mil anos atrás, como então seria possível a "lei da reencarnação", onde se compreende que uma mesma alma que habita hoje um corpo, já habitou centenas de outros corpos no passado? Obviamente, há mais demanda de almas hoje - por existirem mais corpos - do que há 2 mil anos atrás. De onde vêm então, todas as "novas almas"? Pois seria impossível que continuassem sendo as mesmas. Decerto iriam sobrar muitos corpos a serem habitados...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Não compre animais, adote!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014548863355189739-5766002861287676969?l=sargacos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-03-12T07:46:33.210-03:00</app:edited><media:thumbnail url="http://1.bp.blogspot.com/_uygaeR1-ao8/SxYYnql-9uI/AAAAAAAAAJk/PtZMEcxSIhs/s72-c/road_to_nowhere_by_Melissanthi.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">10</thr:total></item><item><title>Noturno - Antero de Quental</title><link>http://sargacos.blogspot.com/2009/11/vincent-van-gogh-noite-estrelada-me-e.html</link><category>noturno</category><category>verso</category><category>Eric Maria Remark</category><category>Vincent Van Gogh</category><category>Antero de Quental</category><author>noreply@blogger.com (Cynthia Kremer)</author><pubDate>Fri, 27 Nov 2009 23:02:50 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8014548863355189739.post-2927499088015353582</guid><description>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_uygaeR1-ao8/SxDFXNuisqI/AAAAAAAAAJM/xm2SMXUifNo/s1600/Van+Gogh+-+Noite+estrelada.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409040155084501666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 326px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_uygaeR1-ao8/SxDFXNuisqI/AAAAAAAAAJM/xm2SMXUifNo/s400/Van+Gogh+-+Noite+estrelada.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                                                &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vincent Van Gogh - Noite estrelada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Me é agradável saber que &lt;strong&gt;Antero de Quental&lt;/strong&gt; era meu tio-trisavô por parte de mãe e que &lt;strong&gt;Eric Maria Remark&lt;/strong&gt; era meu tio-avô por parte de pai. Só não me é agradável constatar que não herdei deles, o talento para escrever! Isto posto, justifico não colocar nada de minha autoria hoje. Falta total de inspiração! Resolvi recorrer então, a um verso de &lt;strong&gt;Antero&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;de Quental&lt;/strong&gt;, do qual gosto muito:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Noturno&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Espírito que passas, quando o vento&lt;/p&gt;&lt;p&gt;adormece no mar e surge a Lua,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;filho esquivo da noite que flutua,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;tu, só, entendes bem o meu tormento...&lt;br /&gt;Como um canto longínquo - triste e lento -&lt;/p&gt;&lt;p&gt;que voga e sutilmente se insinua,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;sobre o meu coração que tumultua,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;tu vestes pouco a pouco o esquecimento...&lt;br /&gt;A ti confio o sonho em que me leva&lt;/p&gt;&lt;p&gt;um instinto de luz, rompendo a treva,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;buscando entre visões o eterno Bem.&lt;br /&gt;E tu entendes o meu mal sem nome,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;a febre de Ideal, que me consome,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;tu, só, Gênio da Noite, e mais ninguém.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;(ANTERO DE QUENTAL)&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Não compre animais, adote!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014548863355189739-2927499088015353582?l=sargacos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-11-28T05:02:50.304-02:00</app:edited><media:thumbnail url="http://1.bp.blogspot.com/_uygaeR1-ao8/SxDFXNuisqI/AAAAAAAAAJM/xm2SMXUifNo/s72-c/Van+Gogh+-+Noite+estrelada.bmp" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total></item><item><title>O Inexplicável II</title><link>http://sargacos.blogspot.com/2009/11/o-inexplicavel-ii.html</link><category>Stuttgart</category><category>geologia</category><category>porsche</category><category>segunda guerra</category><category>autobahn</category><author>noreply@blogger.com (Cynthia Kremer)</author><pubDate>Fri, 20 Nov 2009 19:25:49 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8014548863355189739.post-4964803964806949304</guid><description>Como eu disse no outro post "Internet e o Inexplicável" tenho mais uma história pra contar. E que sempre me impressionou muito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da Segunda Guerra, meu pai foi estudar geologia na Universidade de Stuttgart e alugou um quarto na casa de um pianista profissional e muito rico. Meu pai contava que sempre que chegava da faculdade, ia jantar e dormir. Mas que quando o “senhorio” dele tinha concerto marcado, ele ensaiava muito em casa e meu pai adorava escutar aquele piano do quarto dele antes de dormir.As vezes, com a parceria de algum violinista, etc. Um belo dia, ou melhor, uma bela noite, o meu pai escutou-o tocar especialmente bem, mas estranhou o fato do cão do pianista, um boxer que chamava-se “Otto” latir incessantemente enquanto o dono tocava - coisa que ele nunca fazia, por estar habituado aos ensaios de seu dono. Na manhã seguinte, durante o café, meu pai elogiou a belíssima música que ele havia tocado e então o pianista disse ao meu pai: você também ouviu? e meu pai respondeu: claro, o senhor tocou magnificamante! E então foi para faculdade. Horas depois, a polícia contactou meu pai na faculdade, para avisá-lo que o pianista havia saído da estrada com seu porsche em alta velocidade, (na Autobahn) se chocado com uma árvore e seu estado era gravíssimo. O boxer que ia ao lado dele no carro, morreu na hora. Meu pai foi visitá-lo no hospital e então o pianista disse ao meu pai: você lembra sobre aquela música que você disse ter ouvido de madrugada? Papai disse: claro, inclusive o Otto latiu muito. E ele disse: eu também ouvi, e agora eu sei quem tocou. Ele morreu no dia seguinte e meu pai - que era um homem extremamente cético, ficou muito impressionado com aquilo e jamais esqueceu daquele dia em que os dois (e o cachorro) ouviram aquele piano magnificamante tocado. Meu pai concluiu que quando o pianista já no hospital, disse à ele que sabia quem havia tocado, ele estava se referindo à morte. Nossa, essa história sempre me arrepiou. E meu pai ficava mexido quando falava sobre isso..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Não compre animais, adote!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014548863355189739-4964803964806949304?l=sargacos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-11-21T01:25:49.114-02:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">10</thr:total></item><item><title>La femme endormie II</title><link>http://sargacos.blogspot.com/2009/11/la-femme-endormie-ii.html</link><category>escultura</category><category>Jean Magrou</category><category>Zulmira Uchoa Cavalcanti</category><author>noreply@blogger.com (Cynthia Kremer)</author><pubDate>Mon, 23 Nov 2009 09:05:35 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8014548863355189739.post-2743013370554803411</guid><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_uygaeR1-ao8/SwdWZ_1HcII/AAAAAAAAAJE/cspd2AECH4E/s1600/Jazida4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406384882312507522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 326px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_uygaeR1-ao8/SwdWZ_1HcII/AAAAAAAAAJE/cspd2AECH4E/s320/Jazida4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como expliquei no post "La femme endormie", a escultura que orna a jazida de minha bisavó, Zulmira Uchôa Cavalcanti, serviu a muitos e inspirados poetas; neste que segue abaixo, o poeta Raul Maranhão escreveu à lapis, num cantinho do próprio mármore da escultura. Por sorte, meu avô chegou a tempo de copiá-lo antes que o tempo ou a chuva o apagasse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sem uma cruz sequer, sem nome em suma, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;v&lt;/em&gt;&lt;em&gt;ê-se no cemitério esta jazida.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Um bloco de mármore cor de espuma e um corpo de mulher adormecida. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Original assim, talvez nenhuma, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;pois a imagem que ai vês mal escondida, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;é a marmorização da própria vida...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Diz uma lenda que floriu singela, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;como a saudade ao pé da sepultura,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;que a morta que ai jaz era tão bela,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;que Deus levou-a para a divina altura &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e fez dos lindos meigos olhos dela&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;a via-láctea que no céu fulgura.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Raul Maranhão)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Não compre animais, adote!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014548863355189739-2743013370554803411?l=sargacos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-11-23T15:05:35.869-02:00</app:edited><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/_uygaeR1-ao8/SwdWZ_1HcII/AAAAAAAAAJE/cspd2AECH4E/s72-c/Jazida4.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">4</thr:total></item><item><title>Cariocas: “drogados passivos”</title><link>http://sargacos.blogspot.com/2009/11/cariocas-drogados-passivos.html</link><category>drogados passivos</category><category>guerra contra o trafico</category><category>passeatas pela paz</category><category>criminalizar</category><category>hopocrisia</category><category>usuário de drogas</category><author>noreply@blogger.com (Cynthia Kremer)</author><pubDate>Fri, 12 Mar 2010 02:56:48 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8014548863355189739.post-3479452314109948683</guid><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_uygaeR1-ao8/SvG-lJpvV1I/AAAAAAAAAI8/LGSjMP_0p6I/s1600-h/violencia+no+rio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400306973649360722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_uygaeR1-ao8/SvG-lJpvV1I/AAAAAAAAAI8/LGSjMP_0p6I/s400/violencia+no+rio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não dizem por ai que um não fumante que vive com alguém que fuma é um “fumante passivo”? Pois eu devo acreditar também que nós, cariocas, somos todos “drogados passivos” porque sofremos diretamente as consequências que as drogas causam indiretamente, mesmo se você não for um usuário. Sofremos com a violência insustentável que se estabeleceu na cidade por causa do tráfico. Mas peraí, o tráfico existe porque existe demanda de drogas. Se não existissem os usuários de drogas, aliás, chega de eufemismos, não é mesmo? Viciados em drogas, porque eu não sou hipócrita. Como dizia, se não existissem os viciados, o tráfico também não existiria, obviamente. Pra encurtar a história, eu quero dizer é que não sinto nenhum tipo de “peninha” dos que alimentam esse terror. Pra mim são mais culpadas do que os próprios traficantes. há tempos atrás, houve uma campanha que visava justamente o oposto do que eu penso. Queriam desvincular o usuário da culpa pelo tráfico e pela violência que atinge a todos indiscriminadamente. Mas por que eles são postos em posição de vítimas? Os que não contribuem, comprando drogas, é que são as verdadeiras vítimas. Não aguento ver essas passeatas em favor da “paz”, todo mundo vestindo roupinha branca, como se fosse adiantar alguma coisa, como se as autoridades “competentes” não tivessem cansadas de saber o que se passa e nada fazem, ou não há mesmo, mais nada a ser feito - ou mesmo como se achassem que com cartazes pedindo paz e vestidinhos de branco, talvez fizessem verter lágrimas de dos olhos condoídos dos traficantes. Desconfio até que muitos que “frequentam” essas passeatas pedindo paz pela orla de Copacabana, são os mesmos que saem dali pra comprar drogas sem se dar conta de que o produto final que eles conseguem é o mesmo pelo qual clamam que acabe! Tem sim, que criminalizar o usuário que é o maior culpado de toda a violência. Que se dê à ele o direito de escolher se vai para uma clínica de recuperação pública ou para cadeia. Reincidiu? Sem segunda chance, cadeia mesmo! Aliás, o governo do Estado e a Prefeitura deviam investir grande parte do dinheiro que recebe do Governo Federal para a guerra contra o tráfico, abrindo clínicas públicas para recuparação de drogados. (E mais cadeias também!) Ando de saco cheio com a hipocrisia da sociedade em que vivemos. Em todos os aspectos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Não compre animais, adote!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014548863355189739-3479452314109948683?l=sargacos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-03-12T07:56:48.330-03:00</app:edited><media:thumbnail url="http://3.bp.blogspot.com/_uygaeR1-ao8/SvG-lJpvV1I/AAAAAAAAAI8/LGSjMP_0p6I/s72-c/violencia+no+rio.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">11</thr:total></item><item><title>Lady Hawk - "Feitiço de Áquila"</title><link>http://sargacos.blogspot.com/2009/11/lady-hawk-feitico-de-aquila.html</link><category>Lady Hawk</category><category>Rutger Hauer</category><category>Aquila</category><category>Michelle Pfeiffer</category><category>Etienne Navarre</category><category>Isabeau d'Anjou</category><author>noreply@blogger.com (Cynthia Kremer)</author><pubDate>Sun, 01 Nov 2009 22:17:51 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8014548863355189739.post-8336642481680553295</guid><description>&lt;p align="center"&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/HAYduyxFskk&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/HAYduyxFskk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Foi um dos filmes mais bonitos que já vi. A história conta sobre o amor entre a amiga da sobrinha do Bispo de Áquila - um pervertido tirano - e o chefe da cavalaria do mosteiro de Áquila, que era também um exímio arqueiro. O Bispo que era apaixonado por ela, ¨Isabeau  d'Anjou" (vivida por Michelle Pfeiffer) e ele, Etienne Navarre, (vivido por Rutger Hauer) por ciúmes resolveu baní-los do mosteiro e mandou que um feiticeiro da região jogasse sobre o casal a mais cruel das maldições: eles estariam sempre juntos, mas sem que pudessem se tocar como homem e mulher. ao amanhecer, Isabeau se transformava em falcão e ele permanecia humano, mas quando vinha o crepúsculo, ele se tranformava em lobo e ela voltava a ser mulher. E assim viveram durante anos, um cuidando do outro enquanto humanos e buscando ajuda para desfazar o feitiço. De vez e vez, se viam por frações de segundos, ambos ainda na condição humana, mas não chegavam a se tocar, o que era ainda mais torturante. O final, é claro que eu não vou contar, pra não ser estraga prazer de quem ainda não viu esse antigo mas belíssimo filme, que foi inspirado numa lenda do século XII e foi totalmente rodado lá, no castelo de Áquila, na Itália. Quem ainda não viu, veja. Vale a pena!! &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;(para ouvir, desabilite a playlist no final da página)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Não compre animais, adote!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014548863355189739-8336642481680553295?l=sargacos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-11-02T04:17:51.625-02:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">4</thr:total><enclosure url="http://www.youtube.com/v/HAYduyxFskk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" length="1050" type="application/x-shockwave-flash" /><media:content url="http://www.youtube.com/v/HAYduyxFskk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" fileSize="1050" type="application/x-shockwave-flash" /><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle> Foi um dos filmes mais bonitos que já vi. 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O Bispo que era apaixonado por ela, ¨Isabeau d'Anjou" (vivida por Michelle Pfeiffer) e ele, Etienne Navarre, (vivido por Rutger Hauer) por ciúmes resolveu baní-los do mosteiro e mandou que um feiticeiro da região jogasse sobre o casal a mais cruel das maldições: eles estariam sempre juntos, mas sem que pudessem se tocar como homem e mulher. ao amanhecer, Isabeau se transformava em falcão e ele permanecia humano, mas quando vinha o crepúsculo, ele se tranformava em lobo e ela voltava a ser mulher. E assim viveram durante anos, um cuidando do outro enquanto humanos e buscando ajuda para desfazar o feitiço. De vez e vez, se viam por frações de segundos, ambos ainda na condição humana, mas não chegavam a se tocar, o que era ainda mais torturante. O final, é claro que eu não vou contar, pra não ser estraga prazer de quem ainda não viu esse antigo mas belíssimo filme, que foi inspirado numa lenda do século XII e foi totalmente rodado lá, no castelo de Áquila, na Itália. Quem ainda não viu, veja. Vale a pena!! (para ouvir, desabilite a playlist no final da página)Não compre animais, adote!</itunes:summary><itunes:keywords>Lady Hawk, Rutger Hauer, Aquila, Michelle Pfeiffer, Etienne Navarre, Isabeau d'Anjou</itunes:keywords></item><copyright>This content is Copyrighted</copyright><media:credit role="author">Cynthia Kremer</media:credit><media:rating>nonadult</media:rating></channel></rss>

