<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-8071987001647512591</atom:id><lastBuildDate>Sun, 01 Sep 2024 21:43:49 +0000</lastBuildDate><category>Marx tragédia farsa caricatura novo</category><category>letra</category><category>música</category><category>perfil</category><title>O Que Penso Que Penso</title><description>...para ler, guardar, esquecer..</description><link>http://oquepensoquepenso.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Marcilio Braz Jr)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>82</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8071987001647512591.post-4350790315460510886</guid><pubDate>Tue, 09 Dec 2014 03:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-12-09T00:32:38.965-03:00</atom:updated><title>&quot;Abre a porta e a janela e...&quot;</title><description>Na casa das sete portas que dão todas para o sol mora o que não se ousa dizer o nome para que não se invoque nunca.&lt;br /&gt;
Para cada uma, das portas, repousam os sete desejos: Amor, Empatia, Inquietude, Crescimento, Realização, Felicidade e Paz. Todos irmãos, vitelinos gêmeos.&lt;br /&gt;
Todos filhos da mãe Esperança e do pai inominável.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Certo dia, porém...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Parricídio legitimamente defensável,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi-se ele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E do Medo não se teve mais notícia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Viveram sim, dora em diante, felizes&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vem...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://oquepensoquepenso.blogspot.com/2014/12/abre-porta-e-janela-e.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcilio Braz Jr)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8071987001647512591.post-7876425396571102769</guid><pubDate>Wed, 03 Dec 2014 00:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-12-02T21:39:56.120-03:00</atom:updated><title>Relatividade</title><description>O Tempo anda mais rápido quando se quer bem alguém.</description><link>http://oquepensoquepenso.blogspot.com/2014/12/relatividade.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcilio Braz Jr)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8071987001647512591.post-8245808175711327941</guid><pubDate>Tue, 25 Nov 2014 06:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-12-15T21:41:27.705-03:00</atom:updated><title>Jus Anima</title><description>Certa vez, há algum tempo do qual é difícil afirmar com exatidão quanto pois todos os registros perderam-se, na distante e ao mesmo tempo próxima Terra do Ser, travou-se uma batalha entre os Reinos do Pensar e o do Sentir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ambos, firmes na convicção de que sob a égide de suas filosofias seus exércitos eram os mais fortes, preparados e, porque não dizer, os verdadeiros merecedores da vitória que culminaria na conquista de todas as vastas amplidões do Ser, proclamando o regente vencedor como senhor absoluto de todas as coisas que existissem desde a superfície até o limite do firmamento daquela terra tão fértil e cobiçada, não esquecendo o domínio sobre o que jazia escondido nas profundezas, igualmente valioso e profícuo...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Primorosamente ornados, cada exército levava à frente seus estandartes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O do Pensar, colorido numa matiz matematicamente descoberta após exaustivas pesquisas,&lt;br /&gt;
servindo esta de pano de fundo, preenchendo quase a totalidade do rico tecido, que por sua vez fora confeccionado usando o mais puro linho, entrelaçado milimetricamente graças a um tear que dizia-se ser um dos mais modernos concebidos até então. Bem no meio da flâmula, um brasão bordado com fios de ouro garimpado nos leitos dos rios mais puros do reino. Precisamente no centro do tal brasão figuravam uma pena finíssima e um cristal de nanquim, tendo logo abaixo a inscrição &quot;Erga omnes, ratio legis&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
À frente das fileiras do Sentir, igualmente destacava-se seu estandarte, este feito de algodão cru, aproveitado de sacos de trigo, costurados com algum esmero, mas não tanto assim...&lt;br /&gt;
De fato era um tanto confuso, quase uma colcha de retalhos onde figuravam pequenos quadrados - forma de dizer, pois alguns eram retangulares, outros circulares e mesmo uns tantos sem forma nominável - cada qual ostentando diversas figuras: borboletas, um sol risonho, um mar com nuvens tempestuosas e raios, o rosto de uma criança sorrindo, mas em meio a toda essa &quot;poluição visual&quot;, conseguia-se divisar com certo destaque, ao centro, um coração estilizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao contrário do costume em situações de combate, ambos estandartes eram conduzidos pelos regentes em pessoa. Muito se discutiu, em ambos os reinos, sobre o perigo do comandante-em-chefe,&lt;br /&gt;
o regente-mor, ser a pessoa a seguir assim justo na vanguarda, desguarnecido, exposto de maneira tão suscetível a ser o primeiro em que fossem infligidos os ferimentos e por consequência, serem as primeiras vítimas a tombarem no campo de batalha. O que seria do moral das tropas, caso isso acontecesse? Como seguir adiante, tendo que literalmente passar por cima justamente deles?&lt;br /&gt;
Qual seria a motivação de todos em perseguir uma conquista se quem deveria servir de inspiração estaria ali, jazido?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pois bem que a despeito de todos os conselhos recomendando prudência e inúmeros argumentos e apelos, ambos regentes fizeram-se de moucos e, coincidentemente usaram como palavras finais e definitivas as mesmas em suas decisões: &quot;Esta guerra, antes de tudo, é minha.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Postos frente a frente, numa manhã de sol cálido mas que se recusava a ter sua luz difusa por nuvem de qualquer espécie que fosse, ambos exércitos colocaram-se em posição de combate.&lt;br /&gt;
Das fileiras de soldados, viam-se dentes renhidos, ouviam-se gritos de guerra proferidos ao extremo superior possível da audibilidade humana; verdadeiros canhões humanos cuspindo palavras como se foram balas; gerados em corações furiosos e fiéis às suas respectivas causas, crescidos nas gargantas findando a morrer em bocas que espumavam, reverberando ideais atávicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em meio a tudo isso, ambos regentes contrastavam, impassíveis e concentrados, silenciosos...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Meio-dia. Soaram as trombetas. Corpos enrijecidos, mãos crispadas, armas em punho: é chegada a hora!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém, para surpresa de todos, o Rei do Sentir vira-se e diz a seus comandados: &quot;Fiquem. Irei só.&quot; Bocas se abrem em estupefação ante a tal e nova loucura. Bocas fecham-se, obedientes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E assim, começa a marcha solitária do regente, conduzindo seu estandarte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao ver tal movimentação no campo oposto, o regente do Pensar volta-se atônito ao seu séquito de conselheiros - que insistiram em não arredar pé, mesmo que a alguns passos de seu Rei, formando uma fileira distinta de salvaguarda, vai saber, postada imediatamente atrás do intrépido (insano! inconsequente!) Rei. Todos e cada um deles, fazendo jus à sua condição, põem-se a tagarelar entre si, elocubrando, discorrendo sobre todas as possibilidades, enfim, sobre o que deveria e poderia ser feito ante a tal situação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Rei, na medida do possível - o barulho era tamanho... - ouve a todos e solenemente declara: &quot;Todas vossas palavras entram em mim e encontram eco no mais profundo vale da minha lógica, porém não seria de bom-tom que eu não assumisse a mesma postura altiva e bravia e seguisse igualmente&lt;br /&gt;
só, ao encontro de meu par e oponente. Fiquem. Irei. Só.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qual outra opção a quem não pode senão obedecer? Quedam-se cabisbaixos e em silêncio doloroso os conselheiros-mor, seguidos dos conselheiros destes logo atrás e consecutivamente assim deu-se por todas as fileiras, até o último homem na retaguarda. Tão logo constatou que sua determinação fora cumprida por todos, pôs-se o Rei a andar firmemente em frente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ambos regentes marcham compassadamente até postarem-se frente a frente. Em silêncio.&lt;br /&gt;
Agora, não mais que meio palmo os separa a ponto de que era possível cada um enxergar sua própria imagem refletida nos olhos do outro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E aí, acontece.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ante àquela visão de si mesmos, ambos abrem um sorriso. Primeiro tímido, meio de lado. Depois, veem-se os dentes, seguidos das gengivas, depois o oco profundo das bocas num gargalhar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eles eram idênticos?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nunca haviam se encontrado antes. Todos os relatos descreviam um ao outro como ogros de tão feios e tão diferentes. Verdadeiros alienígenas. Absurdas aberrações.&lt;br /&gt;
Mas ali, de tão perto, foi possível ver que não eram tão diferentes. Aqui e ali um adorno a mais ou um a menos. A grande surpresa deu-se justamente quando se viram um pelo olhar espelhado do outro, que em ato contínuo, seguiu-se um perscrutar de semelhanças e comparações, deitando o olho e percorrendo desde a fronte até o bico da bota...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não, não eram de fato idênticos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eram complementares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia seguinte, a quatro mãos redigiram o que mais que um armistício era uma profissão de fé, um definitivo e último decreto:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Artigo Primeiro: Deste momento em diante, todas as palavras escritas ou ditas terão exatamente o mesmo valor e peso das coisas sentidas e veladas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Artigo Segundo: Não será admitida, sob nenhuma circunstância, pontual ou com intenção de definitiva, que qualquer coisa que já habite ou venha a nascer na Terra do Ser não seja expressa de forma complementar e absolutamente necessária através de sentimentos e palavras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Parágrafo único: Mesmo que inauditas, as palavras deverão indiscutivelmente ser consideradas a mais pura expressão do que se sente e verdade pessoal última, mesmo e principalmente aquelas que venham a permanecer para sempre dentro da mente, do coração e da alma de quem as sente, não estando ninguém obrigado a ter que falar, explicar, justificar ou discursar sobre tais sentimentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Artigo Terceiro: Às palavras proferidas será dada a respeitosa condição de expressão pessoal igualmente valorosa como previsto no Artigo Segundo, Parágrafo único, cabendo ao que as ouve mesma reverência e compreensão, na exata medida, sendo elas interpretadas como forma diversa de expressar, respeitando o mais importante que são seu conteúdo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Artigo Quarto: Para o bem de todos e coerentemente, o presente diploma legal será escrito no mais fino papiro que deverá ser jogado (não antes sua divulgação e confirmação de entendimento, anuência e adesão de todos os que habitam a Terra do Ser) no mar para que o mesmo dissolva-se até o ponto que deste não reste o mínimo traço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Revogam-se todas disposições em contrário a partir da publicação deste ato, pois o mesmo tem como objetivo precípuo o encontro da Felicidade em seu sentido mais amplo bem como do Amor, tendo a compreensão de que todas as formas de alcança-los são válidas, respeitando a condição individual de todos que a Terra do Ser habitam.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim foi feito e tudo o que se sabe dessa história foi passado de geração a geração por palavras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E sentimentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://oquepensoquepenso.blogspot.com/2014/11/jus-anima.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcilio Braz Jr)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8071987001647512591.post-1737661798794127333</guid><pubDate>Thu, 20 Nov 2014 23:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-11-20T21:22:01.640-03:00</atom:updated><title>Onde fica a tecla &quot;mute&quot;?</title><description>Eu falo muito. M-u-i-t-o. Falo pelos cotovelos, pelos antebraços, pelas (e com) as mãos, pego o caminho de volta e falo pelo braço, ombro, omoplata, até fazer um desvio pra dentro e falo pelo coração...&lt;br /&gt;
Falo das coisas que sinto, narro meus sentimentos até. Conversar comigo às vezes deve dar a sensação de assistir a um filme ouvindo os comentários do diretor. Chato, deve ser. Para uns; para outros não. Pouco importa. É minha forma de passar pro lado de fora do muro de mim (que existe e não, não se engane, perde feio quando eu quero pro antigo de Berlim ou novo da Cisjordânia) tudo o que sinto, penso.&lt;br /&gt;
Se eu estivesse do outro lado da mesa ou da cama, acharia engraçado mas ao mesmo tempo interessante ver alguém se dispondo a explicar e detalhar e expressar todos os mecanismos internos do pensamento de si mesmo... A tradução em forma de palavras e trejeitos das engrenagens mentais, ronc-ronc-ronc, da pessoa. Não que seja isso tarefa fácil de experimentar. Não mesmo. Acho que torno fácil. Nem tampouco algo que se deva tomar como absoluta e estanque verdade, definitiva e definidora de todas as minhas convicções, credos, dogmas, preconceitos (é, eu sou mais um vil de Pessoa). Mas alto lá que não há nenhuma incoerência nisso, nem tentativa de lançar flares para os mísseis guiados pelo calor dos meus sentires. É que nada é permanente. Busco a coerência em todos os meus atos, mesmo os mais insanos e tresloucados (e assim já tomo a dianteira de quem vier dizer que alguns assim o foram - perdeu, playboy, já admiti!).&lt;br /&gt;
Nesse caminho, as palavras ditas são a terra, as pedras e o piche dessa estrada para a qual convido meu interlocutor a trilhar pra dentro de mim. Mas nada de egotrips ou discursos monocráticos e vaidosos de mim sobre mim mesmo, porque tão logo finda a tarefa de passar o meu recado e mais meia dúzia de coisas que acho que ajudam a contextualizar, exercito a (pra mim) arte de buscar um nexo de sintonia com quem eu falo, citando algo que já foi dito ao longo da conversa anteriormente ou sei dela pessoalmente, como que pra fazer uma ponte onde eu, finalmente, passo a palavra, a bola, a mesma possibilidade de que o outro fale tanto e tão profundamente de si o quanto eu fiz até então. Muito maior do que o prazer de falar o que penso/sinto é o tesão de poder mergulhar no outro, em seu universo íntimo e particular. Minha forma de convidar doce e sedutoramente a um belo passeio a dois...&lt;br /&gt;
Certa vez disseram, com uma propriedade que não merecia vindo de quem veio, a definição de que tenho a enorme capacidade de produzir auto-diálogos (ao menos a pessoa foi bem feliz na ironia fina e contundente da definição) onde eu consigo falar, dar eu mesmo a réplica, tréplica, políplica e se brincar, entrar numa discussão ferrenha e sanguinolenta sem que a pobre pessoa do outro lado tenha a chance (desnecessária, vai...) de sequer proferir uma só palavra. Sou assim mesmo, fazer o quê, se me amo inclusive por esse meu jeitinho? Charme pessoal, pelo menos na minha contabilidade de atributos.&lt;br /&gt;
De uma coisa, enfim, tenho cá comigo uma certeza que me permito considerar quase que absoluta: conversar comigo é, no mínimo, divertido. E envolvente e nunca algo pra alguns parcos minutinhos. Horas de relógio grande são necessárias.&lt;br /&gt;
Ah, já ia me esquecendo: tudo isso aí só vale pra quem me desperta isso, e por isso mesmo, as pessoas que mais amo, amo ouvi-las, fazendo da conversa um enorme e prazeroso passeio de montanha-russa misturado com bungee jump e ficar de bobeira com bóia de patinho na lagoa.&lt;br /&gt;
O melhor de mim sempre para as melhores pessoas para mim. Privilégio enorme meu em tê-las na minha vida.&lt;br /&gt;
E priu.</description><link>http://oquepensoquepenso.blogspot.com/2014/11/onde-fica-tecla-mute.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcilio Braz Jr)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8071987001647512591.post-6830594746643439909</guid><pubDate>Tue, 18 Nov 2014 02:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-11-17T23:22:59.537-03:00</atom:updated><title>E aí?</title><description>&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;(Para ouvir ao som de &quot;O Vôo do Besouro&quot;. Ou o Concerto No. 2 de Vivaldi - Verão - 3o movimento, Presto.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&amp;nbsp;Repetidas vezes! Pra dar tempo...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Anacrônico, eu? De modo algum. Logo eu...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;- ZAP!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Trabalhando, praticamente nascido e criado com tecnologia e sabendo dela...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;- ZAP!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Até o tutano. Tanto anos nessa área.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Mas agora...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;- ZAP!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Me fizeram entender que...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;-ZAP!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;(Eita, saiu uma próclise errada..)&lt;br /&gt;-ZAP!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Fizeram-me...&lt;br /&gt;-ZAP! ZAP!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Entend...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;- ZAP! ZAP!&lt;br /&gt;...er que os tempos mudaram.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;ZAP! ZAP! ZAP!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Pra melhor, pois velocidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;ZAP! ZAP!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;(acho que peguei a manh...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;ZAP!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;aaa, ora cacet...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;ZAP! ZAP!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;e. Pronto, ora cacet...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;ZAP! ZAP! ZAP!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;EEEEEEEE! CACETE!)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;ZAP!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Eladeterminaoritmodeumageraçãomassaquetemnnelaaverdadedoquesesenteeprecisaserdito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Ou será - zap - que não?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;-Zap...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://oquepensoquepenso.blogspot.com/2014/11/e-ai.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcilio Braz Jr)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8071987001647512591.post-6175675036530973823</guid><pubDate>Fri, 14 Nov 2014 04:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-11-14T02:02:06.398-03:00</atom:updated><title>Gigante gentil</title><description>Não, não se antecipe.&lt;br /&gt;
Não se apresse.&lt;br /&gt;
Pra nada.&lt;br /&gt;
Em nada.&lt;br /&gt;
A começar por tirar conclusões sobre o livro vendo dele apenas a capa, principalmente quando ele ainda está na prateleira...&lt;br /&gt;
Toda muralha tem brechas pois sem espaços vazios não há matéria.&lt;br /&gt;
Todo espinho aparente conduz ao caule&lt;br /&gt;
E esse, à flor..&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não, não se iluda.&lt;br /&gt;
Nem com suas próprias arquitetadas e repetidas ilusões.&lt;br /&gt;
Quebrar ciclos,&lt;br /&gt;
Reinventar(-se),&lt;br /&gt;
(Re)descobrir sentimentos,&lt;br /&gt;
Permitir-se, surpreso,&lt;br /&gt;
Poder aprender novos ritmos, novos sons, novas formas de dançar...&lt;br /&gt;
Todas essas coisas são necessárias&lt;br /&gt;
Deliciosa e naturalmente...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não, não fuja.&lt;br /&gt;
Nem corra &quot;desesperado&quot; ao encontro de algo&lt;br /&gt;
Pelo simples fato de &quot;ter que&quot; encontrar.&lt;br /&gt;
A viagem começa bem antes de se chegar ao lugar pretendido.&lt;br /&gt;
O azedo realça o doce,&lt;br /&gt;
Por isso às vezes é melhor começar por ele,&lt;br /&gt;
Lá atrás, mesmo sem se dar conta disso a princípio...&lt;br /&gt;
Afinal, no curso de todas as coisas do mundo,&lt;br /&gt;
&quot;Vai melhorar&quot;...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não, não diga não.&lt;br /&gt;
Mesmo.&lt;br /&gt;
Pois sim,&lt;br /&gt;
Gigantes são gentis.</description><link>http://oquepensoquepenso.blogspot.com/2014/11/gigante-gentil.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcilio Braz Jr)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8071987001647512591.post-768177574822906548</guid><pubDate>Sun, 09 Nov 2014 05:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-11-09T02:14:59.981-03:00</atom:updated><title>Dos caprichos do tempo</title><description>(Para ler ao som de Adios Nonino, de Piazzolla, com orquestra...)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Tempo, tempo, tempo, tempo&quot;&lt;br /&gt;
Ágil, fugidio, surpreendente, tal &quot;Senhor de Todas as Coisas&quot; insano regente, tresloucado.&lt;br /&gt;
Mas nem tanto assim...&lt;br /&gt;
Queda-se no colo qual criança que pede acalanto, contendo em si toda a energia &quot;velada&quot;, só querendo que seja interpretado como algo que precisa algo, um pouco - Muito! - de uma tal paz mal criada por viciosos modos erráticos.&lt;br /&gt;
Ele vem aos poucos, reclamando mais espaço, mais, e mais e um pouco mais. Mais!!!&lt;br /&gt;
Apoteótico disfarçado de mezza calma, mas não se engane...&lt;br /&gt;
Ele vem, vem, reinstalando certa calma, certa ânsia contida de transformar. A vida.&lt;br /&gt;
Reintegra laços, descortina novos, pede espaço, espaço-tempo, pros sentires.&lt;br /&gt;
Sentidos em todos esses mesmos...&lt;br /&gt;
Em paz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Nem sei se prestou, não vou revisar. Escrito no tempo da música, durante ela; cada &quot;movimento&quot;, o que veio a cabeça, no ritmo. 7 minutos e 50 segundos de desafio e catarse)</description><link>http://oquepensoquepenso.blogspot.com/2014/11/dos-caprichos-do-tempo.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcilio Braz Jr)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8071987001647512591.post-2426590275063503702</guid><pubDate>Wed, 05 Nov 2014 05:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-11-05T02:31:43.782-03:00</atom:updated><title>Desvão(-se) ou &quot;Se de cada porta que se fecha, outra - bem melhor - abre-se&quot;</title><description>Epígrafe:&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&quot;Estes valores não são absolutos, dependem exclusivamente do tipo de porta que você escolheu, o que terá de ser feito antes mesmo de iniciar a construção!&quot;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;http://www.fazerfacil.com.br/Construcao/vao_porta.htm&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Do vão da porta, em vão&lt;br /&gt;
Vejo-os. Todos.&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
Vêm e não veem eles;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
Os dois mesmos naquele movimento diário&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
Do ir e vir&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
Sem mais se notarem.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
Ouço-os a passos largos&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
Afastarem&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
A cada e deles o que tanto e tão bem atraía&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
Diminuindo espaços,&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
Encurtando miopias...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
Agora&lt;br /&gt;
Cegos, distantes,&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
Mal olhando, mal calculando o espaço onde&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
O esbarrar&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
Foi antes, motivo de festa:&lt;br /&gt;
&quot;Eita!&quot; Risos. &quot;Foi mal...&quot; Mais risos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora, não. Não mais.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
Ruem-se pilares&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
Desvanecem-se olhares.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
Nada mais.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
E eu de cá,&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
Observo calmamente,&lt;br /&gt;
Enxergando alhures,&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
Contraditoriamente novos espaços, pessoas, (con)formações.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
Desde que donde preso, liberto-me e espero&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
No infinito do espaço-tempo&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
Outros tais.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
Que me façam lembrar e reafirmar&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
A condição primeva&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
De espaço que proporciono&lt;br /&gt;
A eles, a mim, a alguém;&lt;br /&gt;
liberto e me fazendo tão e tanto sentido ser&lt;br /&gt;
Num futuro por aqui&lt;br /&gt;
Já de novo sendo&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
Presente.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
E por mim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E por ela,&lt;br /&gt;
Do lado dela,&lt;br /&gt;
Dura, firme, tal-e-qual&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
Impenetrável&lt;br /&gt;
Que no entanto,&lt;br /&gt;
Apesar de tanto,&lt;br /&gt;
Ora negra, morena, afasta de todo o gris.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
Do meu umbral&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
Cimentado noto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Reinventando cores,&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
Movimentos improváveis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
E eis que me vejo&lt;br /&gt;
No que posso,&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
Entrecortado por tijolos, madeira, estuque,&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
Reintegrando&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
Nela e em mim também&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
Análoga&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
A condição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
Feliz.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://oquepensoquepenso.blogspot.com/2014/11/desvao-se-ou-se-de-cada-porta-que-se.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcilio Braz Jr)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8071987001647512591.post-6656463000141602905</guid><pubDate>Fri, 04 Oct 2013 01:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-10-03T22:49:31.101-03:00</atom:updated><title>...</title><description>&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;_3hi clearfix&quot; style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 14px; zoom: 1;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;_38 direction_ltr&quot; style=&quot;direction: ltr; font-size: 13px; line-height: 1.38; margin-right: 50px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin-top: 10px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
meus dias são tristes e temem as noites.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-top: 10px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.38;&quot;&gt;são as horas mais vazias. as mais traiçoeiras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-top: 10px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.38;&quot;&gt;ficam a espreita, à espera de que se vão os últimos raios do sol, como vampiros...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-top: 10px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.38;&quot;&gt;assim, como o escuro, invade também o silêncio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-top: 10px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
nem todos os sons do mundo conseguem vencê-lo na câmara vazia que tornou-se minha alma.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-top: 10px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-top: 10px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
noite alta, penso em você. como fiz o dia todo, também, mas é diferente...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-top: 10px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
longe das distrações que invento, só ficamos eu, tua ausência e o silêncio..&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-top: 10px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
na pedra fria que um dia foi nossa cama tão acolhedora, jaz alguém parecido comigo, que atende pelo meu nome, mas que não reconheço...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-top: 10px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
me assusto ao ver essa pessoa num lugar que outrora foi meu. e seu.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-top: 10px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
tento afugentá-la, mas de nada adianta; ele me diz: &quot;aqui é meu lugar&quot;.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-top: 10px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
tornei-me um intruso para mim mesmo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-top: 10px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-top: 10px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
o quarto, a casa, as ruas, a cidade.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;_3hi clearfix&quot; style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 14px; zoom: 1;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;_1yr&quot; style=&quot;float: right; margin-left: 4px;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;_2oy&quot; style=&quot;float: right;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;_3hi clearfix&quot; style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 14px; zoom: 1;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;_38 direction_ltr&quot; style=&quot;direction: ltr; font-size: 13px; line-height: 1.38; margin-right: 50px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin-top: 10px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
tua ausência preenche tudo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-top: 10px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
e de nada adianta tentar reclamar meu antigo lugar: eu não mais existo para ele como antes.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-top: 10px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.38;&quot;&gt;assim as horas vão passando...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-top: 10px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;_1yr&quot; style=&quot;float: right; margin-left: 4px;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;_2oy&quot; style=&quot;float: right;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;_3hi clearfix&quot; style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 14px; zoom: 1;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;_38 direction_ltr&quot; style=&quot;direction: ltr; font-size: 13px; line-height: 1.38; margin-right: 50px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin-top: 10px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
compartilho todas minhas angústias comigo e com esse outro:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-top: 10px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
é minha única companhia durante as longas noites.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-top: 10px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
não quero acostumar com sua presença, mas ele insiste em me acolher.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-top: 10px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
sorrateiro, porém, quando ele dorme, eu sumo. mas não para muito longe...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-top: 10px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
toda noite, por mais que demore a passar, termina.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-top: 10px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
e, quando chega de novo o sol, o outro se vai.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-top: 10px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
não sem antes deixar em seu lugar a tristeza, que me acompanha fielmente ao longo do dia&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-top: 10px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
como que para garantir que eu não fuja; para encontrá-lo, de novo, mais tarde...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-top: 10px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-top: 10px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
o que ele não sabe é que &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-top: 10px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
num desses intermináveis intervalos de horas que dividem os dias&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-top: 10px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
você entrará de novo pela porta da frente de minha vida...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-top: 10px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.38;&quot;&gt;imagino a surpresa dele &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 1.38;&quot;&gt;ao descobrir que todas as noites&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-top: 10px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.38;&quot;&gt;fugia para me encontrar com você, te chamando de volta...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-top: 10px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.38;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</description><link>http://oquepensoquepenso.blogspot.com/2013/10/blog-post.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcilio Braz Jr)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8071987001647512591.post-5028493300097576820</guid><pubDate>Thu, 28 Mar 2013 06:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-03-28T03:20:49.950-03:00</atom:updated><title>A impersistência da memória</title><description>&quot;Quando se estabelece que algo é apenas esperado, dissipa-se toda e qualquer sensação de surpresa que possa ter sido gerada a princípio.&quot;&lt;br /&gt;
Harry G. Frankfurt&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://oquepensoquepenso.blogspot.com/2013/03/a-impersistencia-da-memoria_28.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcilio Braz Jr)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8071987001647512591.post-8210495471442239160</guid><pubDate>Thu, 20 Sep 2012 04:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-09-20T01:33:37.876-03:00</atom:updated><title>Sozinho.</title><description>&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&quot;O Pior&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;
&lt;b&gt;O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso.&quot;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Mário Quintana, &lt;i&gt;in &lt;/i&gt;Caderno H&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Unhas e dentes cravados em mim&lt;br /&gt;
Por pior que seja&lt;br /&gt;
A situação&lt;br /&gt;
A angústia&lt;br /&gt;
O sofrer...&lt;br /&gt;
A ninguém mais cabe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Pessoal e intransferível&quot;&lt;br /&gt;
- E porque não haveria de ser?&lt;br /&gt;
Sei lá... Dor é como alegria, às vezes:&lt;br /&gt;
A gente teima em dividir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ambas&lt;br /&gt;
De um jeito ou do outro&lt;br /&gt;
Nunca conseguem ser de fato compartilhadas. Melhor assim.&lt;br /&gt;
&quot;Todos tem problemas.&quot;&lt;br /&gt;
Antes não fossem desse jeito, egoístas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No prazer, no pesar&lt;br /&gt;
Tanta coisa existe...&lt;br /&gt;
E o peso ou leveza destas ditas coisas&lt;br /&gt;
Bem que poderiam ser de modo fraternal, distribuídas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, de fato, se de tão grandes na alma das gentes&lt;br /&gt;
Elas ocupam tal espaço&lt;br /&gt;
Como querer que ainda coubessem em alma alheia&lt;br /&gt;
Já que a nossa já é imensa?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso.&quot;&lt;br /&gt;
E que seja sempre e sempre e sempre assim.&lt;br /&gt;
Porque o que em mim cabe, a ninguém cabe.&lt;br /&gt;
E fim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://oquepensoquepenso.blogspot.com/2012/09/sozinho.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcilio Braz Jr)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8071987001647512591.post-4891342250643332365</guid><pubDate>Sat, 18 Aug 2012 00:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-08-17T21:08:14.761-03:00</atom:updated><title>Da série &quot;Diálogos Deliciosamente Desconcertantes&quot;: </title><description>- Você é osso duro de roer, hein?&lt;br /&gt;
- Ahã.&lt;br /&gt;
- Meus dentes são fortes.&lt;br /&gt;
- ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://oquepensoquepenso.blogspot.com/2012/08/da-serie-dialogos-deliciosamente.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcilio Braz Jr)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8071987001647512591.post-1658480899072735525</guid><pubDate>Wed, 11 May 2011 00:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-10T22:03:31.606-03:00</atom:updated><title>Arrebol</title><description>Nem só almas perdidas&lt;div&gt;Vive o mundo em seu giro&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A espalhar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vez por outra, quando em vez,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Formam pares&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E juntas caminham...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E nesse trajeto,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cedo ou tarde (nem tanto um, nem tanto outro)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dá-se o despertar:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;de coisas boas de sensações de descobertas de afetos paixões germinais amores.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Unidas,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Densas porém leves,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em busca de compreensão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;voam alto, confundindo-se com o rubro entardecer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E esperam, pacientes,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Repousar tão logo a tarde caia,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;temendo a noite,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mas com a clara esperança&lt;/div&gt;&lt;div&gt;pelo dia que virá.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Onde tudo o que é novo e assusta&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Transmutar-se-á em paz para todos os corações.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://oquepensoquepenso.blogspot.com/2011/05/arrebol.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcilio Braz Jr)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8071987001647512591.post-6688324225937818933</guid><pubDate>Thu, 05 May 2011 04:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-05T01:46:08.243-03:00</atom:updated><title>Poema Inocente</title><description>És como a ponte na estrada&lt;div&gt;Do caminho que sou eu no teu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Atravessá-la para chegar onde o desejo pede&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É também voltar(-me) ao que nunca passa(rá).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Indo e vindo,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ora vindo, ora indo...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Construindo, na arquitetura dos afetos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma bela cidade com ruas circulares.&lt;/div&gt;</description><link>http://oquepensoquepenso.blogspot.com/2011/05/poema-inocente.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcilio Braz Jr)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8071987001647512591.post-3903623534257038278</guid><pubDate>Sun, 01 May 2011 05:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-01T03:01:56.678-03:00</atom:updated><title>Mundo que move... (O Inaudito)</title><description>Ao longe, o teu silêncio&lt;div&gt;Que tanto fala.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As palavras, sempre tão necessárias,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;fazem-se entender que o que cala grita...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No teu prazer, no teu sorriso, em teu ouvir sereno&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Completo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enfim, completo-me.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aprendo que o que mais fala não vem pela boca,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pelo dito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Silêncio que preenche todas as lacunas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque o som, tão necessário, de fato&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Inexiste nos momentos mais puros.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um olhar, um riso, basta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em si.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aprendendo a ouvir o silêncio, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Percebo o que de fato, realmente importa:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O querer bem.&lt;/div&gt;</description><link>http://oquepensoquepenso.blogspot.com/2011/05/mundo-que-move.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcilio Braz Jr)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8071987001647512591.post-2672038203117773670</guid><pubDate>Thu, 21 Apr 2011 18:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-04-21T18:09:41.453-03:00</atom:updated><title>&quot;E se?&quot;</title><description>Sou grande&lt;div&gt;Sou pequeno&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sou do tamanho que cabe&lt;/div&gt;&lt;div&gt;num coração.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Miudinho, assim, coisa à toa;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enorme. Gigante. Sem ser espaçoso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na medida exata dos sentires, dos quereres e de tudo,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;enfim,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que puderes.&lt;/div&gt;</description><link>http://oquepensoquepenso.blogspot.com/2011/04/e-se.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcilio Braz Jr)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8071987001647512591.post-8407471260785155241</guid><pubDate>Tue, 19 Apr 2011 03:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-04-19T00:27:42.537-03:00</atom:updated><title>De precipícios, vielas escuras e dias de sol</title><description>Amar.&lt;div&gt;Amar não, se apaixonar.&lt;div&gt;Andar em bicicleta feita de nuvens: a gente nunca esquece como se faz e sempre com uma leveza indizível, mas sempre lá do alto. A um pequeno passo para a queda. Mas nem, nem...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nosso querer é maior, nosso desejo suplanta e supera tudo. Quem há de entender-me se nunca se apaixonou verdadeiramente? Aquela, visceral, quase irresponsável, no sentido mais estrito possível.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os dias passam por ruas escuras, às vezes... Estreitas, que nos obrigam a endireitar bem a coluna e nos espremer para poder atravessar o caminho. Passam os dias, passam os passos, e em algum momento, vê-se sol novamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E lembramos que tem céu, e que tem nuvens, e que delas, dá sempre pra fazer uma bicicleta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É só ter disposição.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E sorte.&lt;/div&gt;</description><link>http://oquepensoquepenso.blogspot.com/2011/04/de-precipicios-vielas-escuras-e-dias-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcilio Braz Jr)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8071987001647512591.post-7447691807310390855</guid><pubDate>Sun, 10 Apr 2011 22:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-04-10T20:01:28.022-03:00</atom:updated><title>Duplas trocas (ou Como ver que entender um pouco mais as relações humanas pode acontecer numa aula de Química. Ou Português)</title><description>Dia desses eu estava conversando com uma amiga no msn e ela me saiu com o seguinte:&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&quot;as pessoas, as coisas...q passam pela vida da gente... levam alguma coisa de nós  e deixam alguma coisa delas&quot;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Parei. Melhor, travei... Da melhor forma possível, puxando o freio de mão para poder ruminar sobre o que ela havia escrito. Uma frase que pode, agora, fora do contexto da conversa que rolava, parecer até meio óbvia. Nunca banal. Nem muito menos tão &quot;óbvia&quot; assim...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ser pensante que sou, me permiti pensar sobre aquilo e na hora me veio de imediato à mente a lembrança de uma aula de química, sobre duplas trocas. E decidi pesquisar a respeito. Fiquei de cara... Primeiro por descobrir que essas trocas também atendem pelo singelo nome de metátese. Conceito que também existe na linguagem, quando &quot;uma palavra muda a ordem das letras, para facilitar a articulação da mesma&quot;. Muda para ficar mais fácil; muda para ser o mesmo. Como em &quot;contrairo&quot; (português arcaico) que transformou-se em &quot;contrário&quot;...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mergulhando um pouco mais na química, me dou conta de que as relações de dupla troca ilustram exatamente o que minha amiga havia dito, pois na Química (assim como nas relações humanas, em especial as afetivas), dois compostos reagem, permutando entre si dois elementos ou radicais, gerando dois novos compostos... &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Borges disse que “só aquilo que se foi é o que nos pertence.” E assim, misturando tudo, no meu processo alquímico pessoal, coloco tudo num cadinho, e observo como essas coisas reagem dentro de minha cabeça, me tornando mais capaz de entender melhor a mim mesmo e aos outros. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nada fica perdido no ar, nem nas brumas do passado. Temos a sensação/esperança que algumas coisas ficarão para sempre dentro de nós, e nos decepcionamos em parte quando nos damos conta de que a vida se encarrega de transformar, às vezes a custa de muito sofrer, coisas &quot;eternas&quot; em &quot;meros&quot; momentos vividos. A sombra da desesperança ameaça pairar por sobre nossos sonhos e momentos maravilhosos vividos, que lutamos para que se eternizem, o que é impossível.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas, justamente no auge desse sentimento, a idéia de que as coisas nunca vão de fato de dentro de nós (ou se vão, deixando suas marcas, conscientemente ou não) surge como um alento, dando novas perspectivas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não quero fazer com isso nenhuma apologia à descartabilidade dos desejos mais profundos, dado a inevitável condição de impermanência das coisas. Não. Mas entender que as coisas acabam, e delas fruir tudo, até a última gota, sabendo agora que elas vão estar sempre, de alguma forma incutidas na minha essência, a partir justamente do momento da partida - pois o processo só se finda e realiza com essa &quot;decomposição/recomposição&quot; - torna a vida algo mais palatável...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Viver intensamente tudo, sem ser inconsequente, em especial no campo afetivo, é necessário. Mesmo que perigosamente flertando com a pós-moderna vida líquida de Bauman. Mas, no fundo, não há nada mais sólido e moderno do que aceitar as coisas que nos chegam e (re)conhecer nelas algo que nos modifica e pode nos tornar melhores, na exata medida que queiramos que isso aconteça. Interpretar o mundo dessa forma ajuda a aceitar melhor as partidas (sem jamais deixar de vivenciar os lutos necessários); a lidar com as frustrações por não conseguirmos manter nada de que realmente gostamos de modo permanente na nossa frente, pois se mesmo uma simples pergunta nos faz pensar que ao ser respondida, já perdeu toda a essência, pois como Rosenzweig afirma &quot;a resposta é dada por uma pessoa inevitavelmente diferente daquela a quem foi feita a pergunta, e ela é dada a alguém que mudou desde que perguntou. É impossível saber a profundidade dessa mudança&quot;...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Diante de tanta volatilidade, o que nos resta é viver. Muito. Agora. E esperar que o tempo, velho senhor de todas as coisas, nos mostre o que de fato ficará no balanço final de todas as coisas vividas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://oquepensoquepenso.blogspot.com/2011/04/duplas-trocas-ou-como-ver-que-as.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcilio Braz Jr)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8071987001647512591.post-5136576650055551399</guid><pubDate>Fri, 01 Apr 2011 21:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-04-01T18:21:11.465-03:00</atom:updated><title>Todo pasa...</title><description>Por maior, mais intenso, mais visceral, mais verdadeiro, mais mágico, mais encantador, mais sincrônico, mais desejado, mais planejado, mais sublime, mais querido, todo amor passa.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A viver entre &quot;não se afobe não&quot; e &quot;uma pedra no meu peito&quot;, as pessoas vão seguindo seus caminhos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E elas nunca desistem e lançam mão, ocasionalmente, do recurso da memória, ou melhor, da falta dela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Adiante!&lt;/div&gt;</description><link>http://oquepensoquepenso.blogspot.com/2011/04/todo-pasa.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcilio Braz Jr)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8071987001647512591.post-3848146422789041174</guid><pubDate>Thu, 31 Mar 2011 02:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-30T23:50:24.207-03:00</atom:updated><title>Parada Obrigatória (ou &quot;Não é que é bom ficar só, ao menos um pouquinho, às vezes?</title><description>Nada como sentar-se à calçada, parado&lt;div&gt;E ver a cidade passar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O tempo passar...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixar escorrer pela garganta, o gole&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Da bebida&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pelas narinas, a fumaça&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Do trago&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dos carros, motos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E as ambulâncias com suas sirenes sonoras&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Completando os sentidos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Misturando ao som o asfalto que responde&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O passar deles.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que preenche o silêncio das noites vazias,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Das mentes que gritam fazendo calar &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O (ab)surdo dos pensamentos todos...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Realidade em suspensão)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Onde tudo o que se move&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Segue o ritmo desse frenesi.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando &quot;estar só&quot; não existe&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque não nos sentimos a sós ante a tanta vida,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que pulsa,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;vibra,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;geme e canta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não cabem aqui, agora, sentimentos tais como algum que lembre desamparo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com toda essa sensação de leveza e torpor desafiando o caos...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E sozinho (É, sozinho!)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E em paz, na mais absoluta paz&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enfim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A mão corre solta, mole, emprestando ao papel sensações.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Nada como estar vivo e poder sentir e&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Traduzir&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo isso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Amanhã? Trabalho!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje, não mais)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Noites assim lembram porque os dias insistem em existir, fingindo repetições.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Noites assim fazem tudo valer a pena:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;as dores, as angústias, os sofreres...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque amar a noite, noites assim,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É celebrar no mais profundo nível&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&quot;E la nave va...&quot;&lt;/div&gt;</description><link>http://oquepensoquepenso.blogspot.com/2011/03/parada-obrigatoria-ou-nao-e-que-e-bom.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcilio Braz Jr)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8071987001647512591.post-689899038229600265</guid><pubDate>Mon, 28 Mar 2011 02:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-27T23:19:59.136-03:00</atom:updated><title>Déjà vu</title><description>Já reparou que tem pessoas no mundo que irradiam uma certa mistura de carisma, beleza, mas principalmente charme quase irresistível, que atraem sem falar e se falarem, muito pior e nem percebem isto?&lt;div&gt;Acho que aquela música foi feita pra elas: &quot;tu pisavas nos astros distraída...&quot;&lt;/div&gt;</description><link>http://oquepensoquepenso.blogspot.com/2011/03/deja-vu.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcilio Braz Jr)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8071987001647512591.post-4980941140017719879</guid><pubDate>Thu, 24 Mar 2011 05:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-24T02:33:10.368-03:00</atom:updated><title>&quot;Found in translation&quot;</title><description>&lt;b&gt;&lt;i&gt;...não, não me assusto: teu amor é um verbete do meu dialeto.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;</description><link>http://oquepensoquepenso.blogspot.com/2011/03/found-in-translation.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcilio Braz Jr)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8071987001647512591.post-7329061125404854182</guid><pubDate>Tue, 08 Mar 2011 22:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-08T19:30:51.706-03:00</atom:updated><title>Geografia</title><description>&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 14px; &quot;&gt;A felicidade é um Estado imaginário. A tristeza também. Assim, mesmo estando num deles, é sempre possível viajar para outro, mesmo que seja de férias. Mas decida morar no correto. E dê-se conta que você é um País.&lt;/span&gt;</description><link>http://oquepensoquepenso.blogspot.com/2011/03/geografia.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcilio Braz Jr)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8071987001647512591.post-1890065308728885246</guid><pubDate>Fri, 18 Feb 2011 02:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-02-17T23:30:03.280-03:00</atom:updated><title>&quot;...e é, né?&quot;</title><description>Há um tempo atrás, estive em uma palestra num centro espírita, levado pela mão carinhosa de uma grande e amada amiga. Lá, ouvi do palestrante uma releitura da oração de São Francisco, que me deixou sem chão...&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Indo de encontro ao que se tem quase que como uma &quot;mantra&quot; nacional, o &quot;é dando que se recebe&quot;, a pessoa mostrou, que diferentemente da interpretação superficial, materialista e do caráter &quot;utilitário&quot; que se dá a esta frase, na verdade o que se ganha em troca de algo dado não é a coisa em si, mas a possibilidade de exercitar a capacidade de dar-se algo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Isso me fez lembrar a visão budista da esmola, onde quem dá é quem agradece. Faz-se isso porque entende-se que nesse momento a possibilidade de ajudar alguém é o que desperta em nós o que de melhor existe lá dentro, um desapego que evidencia o quanto podemos ser bons, o quanto é bom ajudar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tenho vivenciado isso, ou melhor, reparado mais nisso. Por que está tudo aí, na nossa frente, à nossa volta mas nem sempre temos &quot;olhos para ver&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não que esteja no caminho da beatificação (não mesmo nem tenho essa pretensão), mas nos purgando de umas coisas conseguimos enxergar a real dimensão de outras, e principalmente, de nós mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois de pensar um bocado a respeito do que ouvi naquele dia (e já se vão quase dois anos), consegui sintetizar o sentimento desperto em mim numa só frase, o que chega a ser engraçado pois minha prolixidade e a dificuldade de exprimir o que tudo aquilo me revelara era muito grande, só conseguido ser transposta com o uso de muitas, muitas palavras:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É dando-se que se recebe.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um pronome oblíquo átono, uma ênclise, uma epifania, uma mudança radical na forma ver e estar no mundo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez eu tenha demorado demais (e bem mais do que os tais 2 anos). Talvez eu tenha perdido tempo, chances e pessoas demais. Mas nunca é tarde. E não será. Mesmo.&lt;/div&gt;</description><link>http://oquepensoquepenso.blogspot.com/2011/02/e-e-ne.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcilio Braz Jr)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8071987001647512591.post-4619668425159354108</guid><pubDate>Sun, 26 Dec 2010 00:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-25T22:04:26.768-03:00</atom:updated><title>reinicia</title><description>tentei ficar feliz,&lt;div&gt;não consegui.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;tentei ficar triste,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não deveria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;tentei ficar só&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- quem sabe, um dia!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;tentei desistir de tudo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mas de nada adiantaria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;é que na roda da vida minha &lt;/div&gt;&lt;div&gt;sei que surge um novo bem tão logo o mal rodopia...&lt;/div&gt;</description><link>http://oquepensoquepenso.blogspot.com/2010/12/reinicio.html</link><author>noreply@blogger.com (Marcilio Braz Jr)</author><thr:total>1</thr:total></item></channel></rss>