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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/atom10full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" gd:etag="W/&quot;Ck8DRX84eCp7ImA9WhRaE0U.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2866127733516149146</id><updated>2012-02-16T06:27:54.130-02:00</updated><category term="devaneios" /><category term="gastronomia" /><category term="dicas" /><category term="Literatura" /><category term="relacionamento" /><category term="cultura" /><category term="escolhas" /><category term="Opinião" /><category term="Notícias comentadas" /><category term="música" /><category term="comportamento" /><category term="Frases de efeito" /><category term="mundo jurídico" /><category term="resoluções" /><category term="personalidades" /><title>O que sai da minha cabeça</title><subtitle type="html">Tá aqui dentro? Então vai sair. 

E seja o que Deus quiser!</subtitle><link rel="http://schemas.google.com/g/2005#feed" type="application/atom+xml" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/feeds/posts/default" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/" /><link rel="next" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false&amp;v=2" /><author><name>Marcello Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668690194595357406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-j9d8a1sW2w8/Tu5igk3-9vI/AAAAAAAACTI/IXEbQWrBY_Y/s220/eu.jpg" /></author><generator version="7.00" uri="http://www.blogger.com">Blogger</generator><openSearch:totalResults>32</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/atom+xml" href="http://feeds.feedburner.com/OQueSaiDaMinhaCabea" /><feedburner:info uri="oquesaidaminhacabea" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><entry gd:etag="W/&quot;Dk8BQnY-eCp7ImA9WhdQGUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2866127733516149146.post-5178396100945995338</id><published>2011-08-22T00:34:00.001-03:00</published><updated>2011-08-22T00:47:33.850-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-22T00:47:33.850-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="devaneios" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="comportamento" /><title>Sagrada névoa da ignorância</title><content type="html">&lt;a href="http://pixdaus.com/pics/1210342810v44pQmx.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://pixdaus.com/pics/1210342810v44pQmx.jpg" width="141" /&gt;&lt;/a&gt;Relembro aqui um dos meus primeiros posts, sobre a ânsia que dá no estômago quando a vontade de viver mais que o tempo que temos nos impele a abraçar o Sol sem luvas de padeiro. Preciso de luvas de padeiro ao menos, pois se queimo o peito nesse ato louco, não é problema: já estava queimado quando tais loucuras me vieram a cabeça. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vejo que não me conheço. Se algo aprendi, se é que posso dizer que algo fora nesses anos por mim apreendido, é que serei meu maior desconhecido. Não conheço ninguém que já tenha em tantas outras ocasiões tomado por &lt;i&gt;granted&lt;/i&gt; como aquele homem que rouba e veste minhas feições. Vejo apenas que não sou eu, pois sempre sorri mais que eu. Não consigo imitá-lo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Repito esse mantra a cada vez que não reconheço meu reflexo no espelho, mas como todas as promessas que fazemos fadadas a serem quebradas, esta nova e leviana que acaba de nascer, qual seja de conhecer quem me encara neste corpo, se quebra quando o ar de normalidade volta. O normal é uma névoa feita de ignorância que nos cega e deixa as pedras encobertas e o mar aparentemente calma. Esperança é o farol que parece sinalizar que estamos no caminho certo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sim, preciso da ignorância. Vejo que para certas coisas na vida, antes morrer na ignorância. Uma dela é o medo da verdade que me faz duvidar da bondade que dizemos ter em nossa alma e acredito que se um dia soubéssemos de quais ingredientes usaram para nos fazer, desejaríamos por uma boa morte. Sem navegar em meio daquela densa névoa, veríamos que o Farol era penas um engodo da Destino e que jamais chegaríamos a nenhum lugar que fosse perto de nós mesmos. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2866127733516149146-5178396100945995338?l=coisaboanaoe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/N24o2Ioqlzv0r4wihaBZICW_6eM/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/N24o2Ioqlzv0r4wihaBZICW_6eM/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/N24o2Ioqlzv0r4wihaBZICW_6eM/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/N24o2Ioqlzv0r4wihaBZICW_6eM/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~4/_trCMEv5-TY" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/feeds/5178396100945995338/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/2011/08/relembro-aqui-um-dos-meus-primeiros.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/5178396100945995338?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/5178396100945995338?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~3/_trCMEv5-TY/relembro-aqui-um-dos-meus-primeiros.html" title="Sagrada névoa da ignorância" /><author><name>Marcello Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668690194595357406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-j9d8a1sW2w8/Tu5igk3-9vI/AAAAAAAACTI/IXEbQWrBY_Y/s220/eu.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://coisaboanaoe.blogspot.com/2011/08/relembro-aqui-um-dos-meus-primeiros.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEEFRn46eyp7ImA9Wx9WEUg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2866127733516149146.post-2109395518256396848</id><published>2011-01-16T02:36:00.000-02:00</published><updated>2011-01-16T02:36:57.013-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-01-16T02:36:57.013-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="devaneios" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="comportamento" /><title>Da paixão por idéias</title><content type="html">&lt;a href="http://www.principalspage.com/theblog/wp-content/uploads//2009/01/lightbulb_idea.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://www.principalspage.com/theblog/wp-content/uploads//2009/01/lightbulb_idea.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;É um dos melhores tipos de paixão, pois se apaixona por aquilo que pensas ser, e na verdade é. Não se desilude, pois na paixão por ela se olha para dentro de si. O objeto de sua paixão amolda-se aos seus anseios e a sua capacidade de se apaixonar, não lhe trai os sentidos ou, até mesmo, a razão, em se demonstrar algo que nunca fora, porque se já se apaixonara, aquilo que se ainda não é, para ti que a criara sempre terá sido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apaixonar-se pela idéia que criara, quando mais filha sua fora, é apaixonar-se, outra vez, por aquele que fora capaz de lhe gerar. Apaixona-se por si mesmo, pois de ti nasceu; apaixona-se por ela, pois ela é você em transformação. Estar constantemente apaixonado por uma idéia é saber reconhecer que ainda só lhe descobrira o nome, mas sua essência aos poucos se apresenta à medida que a deixa ir e vir de si, solta-lhe ao mundo para crescer, transformar-se ou até mesmo morrer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É simples, pois se jamais lhe cortar as asas, do seu parto já tivera a alegria de tê-la visto nascer e, por mais que um dia morra fora de si, se o amor que por ela tivera foi verdadeiro, a morte para o mundo não terá tirado a paixão que nascera no peito de quem a criou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2866127733516149146-2109395518256396848?l=coisaboanaoe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/q8SdHIFcH_gc6SLpoHDC-dhHtA0/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/q8SdHIFcH_gc6SLpoHDC-dhHtA0/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/q8SdHIFcH_gc6SLpoHDC-dhHtA0/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/q8SdHIFcH_gc6SLpoHDC-dhHtA0/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~4/hl3NF4jdemU" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/feeds/2109395518256396848/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/2011/01/da-paixao-por-ideias.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/2109395518256396848?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/2109395518256396848?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~3/hl3NF4jdemU/da-paixao-por-ideias.html" title="Da paixão por idéias" /><author><name>Marcello Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668690194595357406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-j9d8a1sW2w8/Tu5igk3-9vI/AAAAAAAACTI/IXEbQWrBY_Y/s220/eu.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://coisaboanaoe.blogspot.com/2011/01/da-paixao-por-ideias.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkMCRX86eSp7ImA9Wx9XFUg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2866127733516149146.post-3637394963141660665</id><published>2011-01-08T17:41:00.008-02:00</published><updated>2011-01-09T03:21:04.111-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-01-09T03:21:04.111-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="escolhas" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="resoluções" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="comportamento" /><title>As escolhas e os barquinhos de papel</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Ai7ThZVQCIk/S9-vh321JEI/AAAAAAAAANI/JD5zR3_Xms0/s1600/barquinho_de_papel.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="132" src="http://2.bp.blogspot.com/_Ai7ThZVQCIk/S9-vh321JEI/AAAAAAAAANI/JD5zR3_Xms0/s200/barquinho_de_papel.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Comecei o ano da maneira que mais gosto: olhando um caminho que se&amp;nbsp;apresentou&amp;nbsp;&amp;nbsp;há alguns dias sem saber se leva a Roma ou a Meca. Uma análise muito apressada diz-me que qualquer dessas cidades cidades teria tantas luzes quanto Paris -&amp;nbsp;análises&amp;nbsp;apressadas são boas justamente porque não dá tempo de escutarmos nada além de nosso coração; uma análise mais demorada - aquela que conferenciamos com a razão - não me diz absolutamente nada, ou se me diz algo - como aquelas grandes chances de meu coração estar errado -, me incomoda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qual é a melhor maneira para se tomar uma decisão que &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;potencialmente&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; pode alterar o curso de sua vida?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seria melhor&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #660000; color: white;"&gt; jogar barquinhos de papel &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;ou nadar &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;u&gt;à caça de portos&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Clique abaixo e leia sobre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há quem prefira se jogar às correntes do impulso e torcer para chegar a algum porto que porventura esteja no caminho, seja no Caribe, seja em Budapeste (pois há sim aqueles que contam com essa hipótese ao se entregar ao momento mais quente de seus impulsos - isto aqui é extremamente interessante, nadar para chegar a Budapeste, mas será tema de outro post). &amp;nbsp;Mas pelo menos estão ao mar. Isso é fato que aqueles que ficaram no cais jamais poderão deixar de lhes invejar enquanto se molham apenas com respingos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acho que me encontro entre aqueles que preferem traçar uma rota e jogar barquinhos de papel com uma importante missão ao mar revolto: mandar mensagem avisando que algum porto fora avistado no caminho. A grande vantagem é que as chances de morrer afogado ou perdido numa ilha são muito pequenas quando alguém se permite tão somente a ficar sentado no cais. É muito mais fácil não se perder quando se fica parado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Meu coração discorda de mim o tempo todo. Acho que as vezes posso compreende-lo melhor quando penso nele como sendo um irmão que não eu mesmo, pois se de mim fosse, não&amp;nbsp;seriamos&amp;nbsp;tão divergentes. Sinto aquela atração suicida de quem olha para um abismo ou a tentação maluca de ser surpreendido por ondas óbvias de quem se joga ao mar em dia de tempestade quando cogito arriscar percorrer algum desses caminhos sem olhar para trás. Mas possuo um freio racional que controla esse ímpeto e me permite deixar meu coração de castigo no canto da sala enquanto faço barquinhos de papel no outro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2011 está começando diferente. Já fiz muitos barquinhos de papel enquanto que até há alguns anos atrás eu simplesmente nadava mesmo sem saber o que esperar e tivera sorte de sempre encontrar portos no meu caminho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;Meca ou Roma? Se Deus quiser, até aonde a última curva me levar que eu só descubra bem próximo dela.&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Ba-cl4Fu8u0/TSi9rThWCZI/AAAAAAAACOs/pf6K8wnrfqU/s1600/images.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_Ba-cl4Fu8u0/TSi9rThWCZI/AAAAAAAACOs/pf6K8wnrfqU/s1600/images.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2866127733516149146-3637394963141660665?l=coisaboanaoe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/qLYU4XDfivi3plevwjpJ72HmvII/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/qLYU4XDfivi3plevwjpJ72HmvII/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/qLYU4XDfivi3plevwjpJ72HmvII/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/qLYU4XDfivi3plevwjpJ72HmvII/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~4/4oZUwFhciZA" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/feeds/3637394963141660665/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/2011/01/as-escolhas-e-os-barquinhos-de-papel.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/3637394963141660665?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/3637394963141660665?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~3/4oZUwFhciZA/as-escolhas-e-os-barquinhos-de-papel.html" title="As escolhas e os barquinhos de papel" /><author><name>Marcello Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668690194595357406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-j9d8a1sW2w8/Tu5igk3-9vI/AAAAAAAACTI/IXEbQWrBY_Y/s220/eu.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_Ai7ThZVQCIk/S9-vh321JEI/AAAAAAAAANI/JD5zR3_Xms0/s72-c/barquinho_de_papel.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://coisaboanaoe.blogspot.com/2011/01/as-escolhas-e-os-barquinhos-de-papel.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkcNRH45fSp7ImA9Wx5QF0Q.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2866127733516149146.post-8194246025846049965</id><published>2010-09-06T13:02:00.001-03:00</published><updated>2010-09-06T13:21:35.025-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-09-06T13:21:35.025-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Frases de efeito" /><title>O curto fascínio por quem não se conhece</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://info.abril.com.br/aberto/infonews/fotos/artista-desconhecido-20100506105816.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://info.abril.com.br/aberto/infonews/fotos/artista-desconhecido-20100506105816.jpg" width="160" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Certa vez escutei uma &lt;b&gt;frase&lt;/b&gt; muito verdadeira de uma &lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;amiga&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; extremamente inteligente que me fez pensar em como gostamos de enxergar o mundo através de um véu ou, se preferir, com &lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;óculos que nos aguçam a &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;&lt;b&gt;miopia&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;&lt;b&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tal frase foi dita, assim como acredito que tenham sido ditas as mais interessante&lt;i&gt;s frases entre amigos&lt;/i&gt;, entre risos e copos numa mesa de bar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;"Para que alguém lhe seja interessante basta que você &lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;não o conheça&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acho que cada um chegaria a uma conclusão do que foi dito acima.&lt;br /&gt;
Clique abaixo e veja a minha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Quando se conhece alguém novo, ou mesmo antes de conhecer, creio que sobre tal pessoa abstratamente &amp;nbsp;projetamos um arquétipo de personalidade baseadas num paradigma que lhe pré-existe. Confuso? Conhecemos alguém no início de qualquer relacionamento alguem que queremos conhecer, e não alguém que de fato estamos conhecendo. Ainda confuso?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes mesmo de conhecer alguém já temos pré-conceitos daquelas coisas que queremos conhecer nela. Talvez não nessa pessoa em específico, mas em alguem hipoteticamente considerado. Coisas que nos interessariam ou que, de alguma forma, nos seriam convenientes, por nos suprirem emocionalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagine uma mulher que acabou de ser traída pelo ex-namorado. Ora, essa carência emocional fará com que ela quando estiver com vontade de conhecer alguém novo, procure nesse alguém aquilo que lhe deseja ter: fidelidade. Até ai muito óbvio, mas ai vem o pronto principal. Por querer muito conhecer alguém fiel, esse modelo de pessoa fiel será vestido num primeiro momento daquele novo cara que ela estiver conhecendo e se interessando.... até descobrir que não era bem o caso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acredito com&amp;nbsp;veemente força&amp;nbsp;que sempre achamos aquilo que procuramos encontrar. Claro, por que vestimos na marra as coisas que nos agradam naquilo que vemos, assim, isto transmuta-se naquilo que queríamos ver e, em breves linhas, explica-se o porquê de nossa eterna insatisfação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Voltando a frase, acredito sim que o desconhecido é muito fascinante. E o é&amp;nbsp;por que até o momento que ele é desconhecido por nós, apenas temos dele nossas próprias expectativas e, convenhamos, o que nos agrada mais?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O problema é que com o passar do tempo uma troca extremamente indesejável começa a se operar: nossas expectativas por suas realidades enfadonhas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2866127733516149146-8194246025846049965?l=coisaboanaoe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/KqevVIYBUtYX_7tVKBgaMpsrEO4/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/KqevVIYBUtYX_7tVKBgaMpsrEO4/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/KqevVIYBUtYX_7tVKBgaMpsrEO4/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/KqevVIYBUtYX_7tVKBgaMpsrEO4/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~4/hxN_OQM0xB4" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/feeds/8194246025846049965/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/2010/09/o-fascinio-pelo.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/8194246025846049965?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/8194246025846049965?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~3/hxN_OQM0xB4/o-fascinio-pelo.html" title="O curto fascínio por quem não se conhece" /><author><name>Marcello Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668690194595357406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-j9d8a1sW2w8/Tu5igk3-9vI/AAAAAAAACTI/IXEbQWrBY_Y/s220/eu.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://coisaboanaoe.blogspot.com/2010/09/o-fascinio-pelo.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUUCR3o5eSp7ImA9Wx9XFUw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2866127733516149146.post-2941914923018488905</id><published>2010-01-20T18:12:00.004-02:00</published><updated>2011-01-08T18:07:46.421-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-01-08T18:07:46.421-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="devaneios" /><title>Digressões sobre viagem no tempo: matar o Araribóia.</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.ligjornal.com.br/1586/central01.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://www.ligjornal.com.br/1586/central01.jpg" width="145" /&gt;&lt;/a&gt;Já pararam para pensar quando lendo livros de história ou artigos afins que, por mais insignificantes que pareçam, pequenos detalhes se, por um milagre da ciência, pudessem ser alterados no curso dos acontecimentos implicariam numa realidade completamente diferente? Eu, claro, mentalmente perturbado que sou, já o fiz e várias vezes! Sabe qual desses acontecimentos mudaria caso pudesse ter uma máquina do tempo ao meu dispor? Passando por Niterói, lembro dele. &lt;i&gt;Mataria o &lt;b&gt;Araribóia!&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estou estudando francês atualmente e, ainda que a ache uma língua muito bonita, adoro o português, mesmo, mas já pensou se aquele índio infeliz tivesse morrido antes ajudar os portugueses a derrotar Villegagnon em plena Baia de Guanabara? Provavelmente o Brasil seria um país bilíngue, com dominação portuguesa no norte e francesa mais ao sul! Séculos mais tarde os portugueses se aproveitando das inúmeras guerras nas quais a França se meteu, retomaria o território perdido. Mas o "estrago" já estaria feito: estaríamos falando francês! Claro que não estou dizendo que seríamos melhor ou pior, mas falaríamos francês e português hoje em dia! Praticamente um Canadá!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O tal Araribóia (ainda derrubo aquela estátua) foi um cacique sem mãe que ajudou os portugueses a derrotar os franceses no ano de 1556, resumindo mal e porcamente a história. Pra "ajudar" a melhorar minha simpatia pelo dito cujo, quem foi o português que buscou o apoio indígena? Sim, o mesmo que mais tarde deu nome aquele nobre bairro no Rio de Janeiro e que também foi homenageado por aquela sociedade empresária anônima de capital aberto, com ações na bolsa, que insistem em chamar de faculdade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Resumindo então, Estácio de Sá junto com seu amigo cacique Araribóia vencem os franceses aliados aos tamoios e ficam com o "Brasil". E depois ainda ganhou uma estátua em Niterói (bem feito! nem no Rio foi...vamos combinar que se ele realmente tivesse feito algo que prestasse, estaria com uma estátua no Leblon, Ipanema, vista pro mar...)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fato é que voltando no tempo mataria esse infeliz! Agora seria eu já bilíngue por nascença, quase um Canadense e.... bom, humm.. restaria saber qual seria a língua que estaria aprendendo então nessa outra realidade...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2866127733516149146-2941914923018488905?l=coisaboanaoe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/H_l-4pcSCFHLe9jSiHmolkh3n_c/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/H_l-4pcSCFHLe9jSiHmolkh3n_c/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/H_l-4pcSCFHLe9jSiHmolkh3n_c/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/H_l-4pcSCFHLe9jSiHmolkh3n_c/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~4/U-VeJzJIwZQ" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/feeds/2941914923018488905/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/2010/01/ja-pararam-para-pensar-quando-lendo-de.html#comment-form" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/2941914923018488905?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/2941914923018488905?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~3/U-VeJzJIwZQ/ja-pararam-para-pensar-quando-lendo-de.html" title="Digressões sobre viagem no tempo: matar o Araribóia." /><author><name>Marcello Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668690194595357406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-j9d8a1sW2w8/Tu5igk3-9vI/AAAAAAAACTI/IXEbQWrBY_Y/s220/eu.jpg" /></author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://coisaboanaoe.blogspot.com/2010/01/ja-pararam-para-pensar-quando-lendo-de.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0EGR3o_fSp7ImA9WxBQGEs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2866127733516149146.post-4316150683479840144</id><published>2010-01-18T23:39:00.001-02:00</published><updated>2010-01-18T23:47:06.445-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-01-18T23:47:06.445-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="comportamento" /><title>Da ansiedade por mais cores</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.greatdreams.com/political/Don-Quixote-Windmill.gif" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="271" src="http://www.greatdreams.com/political/Don-Quixote-Windmill.gif" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;Eu e minha eterna mania de achar que vejo além do óbvio quando, em muitos dos casos, aquilo que presumo ver em nada corresponde com o que se reflete em minhas retinas: são ilusões pré-concebidas pela minha esperança em comunhão com minha ansiedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sou extremamente ansioso. Considero esta uma das falhas ligadas a minha pessoa que mais me incomoda (e talvez aos outros também). Por sua causa deixo de ver aquilo que está a minha frente e passo a enxergar o que gostaria que de fato estivesse - pinto com cores que me agradam e depois me engano achando que sempre foi assim. Tudo por que sou ansioso e deixo que isto tome o melhor de meu bom senso e racionalidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dizem que aprendemos com os erros. Pois eu digo o contrário! &lt;b&gt;&lt;i&gt;Os nossos &lt;span style="background-color: #660000; color: white;"&gt;erros&lt;/span&gt; é quem aprende com eles mesmos&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, e se aperfeiçoam! Tornam-se mais sofisticados e sedutores, fazendo com que caiamos em nossas próprias armadilhas, seja enganados pelo nosso ego, ignorância, estupidez ou, como é meu caso pessoal, por esta minha maldita ansiedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Li em vários livros passagens que remetem a idéia de que sem nossos erros, falhas, sei lá que mais nome lhes dar, não conseguiríamos moldar nosso caráter e com isso atingir a um estado de maturidade. Não sei se consigo concordar com isso tudo, mas posso dizer que tais coisas nos fazem ser, pelo menos, mais interessantes ou, se preferirem nestes termos como eu prefiro, menos insossos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Voltarei a escrever. Estou precisando da minha dose desta droga que me acalma. Quem sabe com isso paro de ver fadas e duendes no lugar de pedras e troncos? Sinto-me como Don Quixote! Ahhh! Para! Pois se quero me convencer que este minha ansiedade é algum ruim - uma erva daninha a ser arrancada - não posso comprar-me a Don Quixote! Digam o que quiserem, mas seu mundo, ainda que somente seu, era muito mais colorido e interessante que o outro, aquele onde se viam moinhos... humpf... que graça se tem em ver moinhos!?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É o que dá, querer ver cor em "tudo". Que venham os gigantes!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2866127733516149146-4316150683479840144?l=coisaboanaoe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/qRKtQyumIrnCda6-jYwVGslrowQ/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/qRKtQyumIrnCda6-jYwVGslrowQ/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/qRKtQyumIrnCda6-jYwVGslrowQ/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/qRKtQyumIrnCda6-jYwVGslrowQ/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~4/AGVHL_NH0Pk" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/feeds/4316150683479840144/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/2010/01/da-ansiedade-por-mais-cores.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/4316150683479840144?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/4316150683479840144?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~3/AGVHL_NH0Pk/da-ansiedade-por-mais-cores.html" title="Da ansiedade por mais cores" /><author><name>Marcello Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668690194595357406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-j9d8a1sW2w8/Tu5igk3-9vI/AAAAAAAACTI/IXEbQWrBY_Y/s220/eu.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://coisaboanaoe.blogspot.com/2010/01/da-ansiedade-por-mais-cores.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0ANRXk5cSp7ImA9WxBSFEk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2866127733516149146.post-7046437448736321707</id><published>2009-12-21T22:15:00.002-02:00</published><updated>2009-12-21T22:29:54.729-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-12-21T22:29:54.729-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="comportamento" /><title>Compras de Natal - a caçada moderna</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://thumb11.shutterstock.com.edgesuite.net/display_pic_with_logo/91368/91368,1222839985,2/stock-photo-cave-painting-sketch-of-a-pre-historic-bull-hunting-18265984.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="136" src="http://thumb11.shutterstock.com.edgesuite.net/display_pic_with_logo/91368/91368,1222839985,2/stock-photo-cave-painting-sketch-of-a-pre-historic-bull-hunting-18265984.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;Tirando o fato do Natal ter se tornado na maior celebração capitalista da história, a sua essência, ainda que dela nos utilizemos como desculpas para nos entregar às compras, faz dessa época do ano a minha favorita! Mas não se enganem, acho legal o tal espírito de natal, confraternização e tudo mais, só que esse post é sobre o lado capitalista mesmo - fazer compras! Na verdade o ato de comprar que me seduz. Tal sedução se dá ao fato que ela me torna mais humano no sentido histórico-evolutivo da palavra. As compras de natal com todas as suas peculiaridades e desaventuras me fazem voltar séculos atrás na minha evolução como &lt;i&gt;homo sapiens sapiens&lt;/i&gt;, fazendo-me sentir como um ser paleolítico em plena caça pela sua própria subsistência.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para maiores devaneios, clique abaixo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A procura, a missão de achar algo, o tal presente que você não faz idéia para agradar aquele parente ou pessoa que tenha pouco contato, é como uma verdadeira caçada, me remetendo aos instintos mais básicos do meu ser. Aguçam a percepção daquilo ao meu redor. A concorrência também, claro, sem ela não haveria a menor graça. O Shopping Center cheio é o nosso campo de batalha moderno. Sim, porque toda boa presa ou carniça há de ser disputada para que seu sabor seja melhor apreciado, mais pela alma que pelo paladar, por isso que por mais que reclamemos, um Shopping Center vazio nessa época do ano tornaria tudo muito sem graça e fácil, sem maiores méritos, para os presentes ali comprados, digo conquistados. É preciso ter a concorrência que, em última análise, aguça nosso instinto predatório.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deixei, como todo bom brasileiro, para fazer depois da amanhã o que poderia ter sido feito hoje. Com isso, não restou-me outra escolha a não ser me aventurar no Shopping, vez que não pretendo passar o Natal sem presentear ninguém, até porque, como já disse, eu gosto de presentear, o que me remete à Nietzsche, fazendo-me enxergar o Natal não como uma época para felicitar os outros, mas apenas para me adular um pouco mais. Mas esse post não é sobre isso, é sobre algo que se traduz muito bem na fila absurda do estacionamento e a disputa que já começa voraz por algo extremamente precioso, que nos faz perder nossa civilidade, cortesia, altruísmo: a vaga. Afinal, quem em nome do mais lindo espírito natalino abriria mão de uma preciosa vaga no Shopping que a muito custo conseguiu no andar G9, para ceder a uma linda senhora de cabelos grisalhos e sorriso afável? Que se dane a vovó! Ela que vá tricotar e presenteie seus netinhos com suéter e meias porque essa vaga é minha!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois de estar super feliz por ter conseguido a muito custo a vaga de natal no estacionamento, falta só o pior: achar os presentes (principalmente daquela pessoa que você não sabe nem pra que time torce ou qual seria sua cor favorita) no meio daquela batalha campal que se trava entre cada andar, dentro das lojas. Respiro fundo e vamos lá. Começo pelo fácil, para otimizar meu tempo. Compras de natal requer uma estratégia de batalha napoleônica. Assim, compro logo tudo que não for roupa, como CD's, livros e filmes - não tem que experimentar, tamanho único. Nessa hora lembro daquele tal cara. Seria uma boa já me livrar das pessoas que não sei muito bem como presentear com coisas coringas. Será que ele curte pagode ou heavy metal? Acho que ele comentou que gosta desse filme.... ou que não gostou... putz... não lembro. Enfim, deixa pra lá. Saio da loja e inicio a fase 2: roupas.&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Rio/foto/0,,12122852-EX,00.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="125" src="http://g1.globo.com/Noticias/Rio/foto/0,,12122852-EX,00.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Comprar roupas no natal deveria ser uma das causas para que se considerasse uma pessoa louca, uma inimputável. Vendedoras saindo pelo ladrão dentro de lojas abarrotadas de gente, sorrindo pra você e te convencendo a levar qualquer coisa, sob a desculpa que se a pessoa não gostar ela pode trocar. Tendo fazer o negócio direito. Procuro as roupas de acordo com o gosto, que presumo ser de cada um, na medida que minha imaginação masculina me permita. Acabo me tocando que estou escolhendo roupas como se fossem pra mim. Até levo algumas, pra mim claro! Afinal, mereço! Dou-me conta que comprei as mais legais pra uso pessoal, o que me deixou sem opções para os meus presenteados. Lembro-me da proposta da vendedora. Claro que não faria uma coisa dessas... hum... apesar que a idéia é boa! Basta não dar tamanho M ou P para aquele parente gordo, por que ai já seria sacanagem, que tamos conversados. Seduzo-me com a idéia de me livrar disso o mais rápido possível e para aqueles que posso, pronto, compro o que está mesmo na vitrina em qualquer cor básica sob esse pretexto: ah.... qualquer coisa ela troca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E quando bate aquela fome? Sem problemas, certo? Afinal, estamos no Shopping cheio de restaurantes, bares, &lt;i&gt;fast-foods... &lt;/i&gt;Mas tem um porém, aquele porém. Assim como o número de pessoas que podem estar presentes no Shopping não é proporcional ao número de vagas no estacionamento, o número de mesas na praça de alimentação é sempre muito inferior àquele de pessoas morrendo de fome! Ai vem aquela dúvida existencial quando se está fazendo compras sozinho: como ir para a fila pegar sua comida e guardar um lugar numa mesa? Colocar as compras? Fala sério! Contar com a sorte? Pode ser... tem prece pra tudo, né? Então vou pra fila entoando meus cântigos pruma mesa vazia assim que acabar de pesar e pagar. Com o braço já doendo de segurar a bandeja e quase me convencendo que comer apoiado na lixeira nem deve ser tão ruim assim, acho um lugar!&amp;nbsp; Então, vencidos esses obstáculos e ter pago mais de 4 reais por 100 gramas de uma comida nem tão boa assim, (também, né? Já estava fria!) pude continuar minha odisséia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Olha, sabe o que seria irado? Se pudéssemos comprar tudo que quiséssemos e só retirar nossas compras num local perto do estacionamento, ao final, para evitar ficar andando com bolsas pra todos os lados! Só que não é assim. É a batalha pelo presente natalino, e como toda batalhe digna de recordação, ela deverá trazer consigo cicatrizes de luta e valentia. As minhas são as marcas nos pulsos de sacolas pesadas, pontos no cartão de crédito junto com uma fatura a vencer bem mais gorda, sola desgastada e dores generalizadas no corpo. Mas saio contente - até pelo menos chegar na fila do estacionamento, dessa vez para sair do Shopping.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Batalha vencida. Resta-me agora presentear as pessoas queridas pelas quais tão ardua e corajosamente lutei (praquela pessoa que mal conheço e cujo gosto não consigo advinhar, dei um livro, afinal, caso ela não goste, pode trocar por qualquer outra coisa...). Sim, fica também, com isso, a esperança que essas mesmas pessoas tenham feito por merecer, ou seja, me tragam carniças, presas, caças tão suculentos quanto os meus para um belo banquete ao redor da fogueira!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2866127733516149146-7046437448736321707?l=coisaboanaoe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/dfdOvpeV1IQtkoTyKDKiVne_nds/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/dfdOvpeV1IQtkoTyKDKiVne_nds/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/dfdOvpeV1IQtkoTyKDKiVne_nds/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/dfdOvpeV1IQtkoTyKDKiVne_nds/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~4/gdXudMpaxRI" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/feeds/7046437448736321707/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/12/compras-de-natal-cacada-moderna.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/7046437448736321707?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/7046437448736321707?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~3/gdXudMpaxRI/compras-de-natal-cacada-moderna.html" title="Compras de Natal - a caçada moderna" /><author><name>Marcello Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668690194595357406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-j9d8a1sW2w8/Tu5igk3-9vI/AAAAAAAACTI/IXEbQWrBY_Y/s220/eu.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/12/compras-de-natal-cacada-moderna.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CE4GQng9cCp7ImA9WxBTE0o.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2866127733516149146.post-4494029554705052935</id><published>2009-12-08T13:43:00.003-02:00</published><updated>2009-12-09T13:35:23.668-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-12-09T13:35:23.668-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="mundo jurídico" /><title>Prêmio e proteção para nossos assassinos</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dfH-yr8-Kd0/Smm50Bz7XNI/AAAAAAAAB4I/vbJWIeZQH0o/s1600/justi%C3%A7a+por+mar%C3%ADlia+chartune.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_dfH-yr8-Kd0/Smm50Bz7XNI/AAAAAAAAB4I/vbJWIeZQH0o/s200/justi%C3%A7a+por+mar%C3%ADlia+chartune.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;"&gt;Não  existe nenhum país no mundo que ofereça tamanha proteção (aos acusados).  Portanto, se resolvermos politicamente - porque esta é uma decisão política que  cabe à Corte Suprema decidir - que o réu só deve cumprir a pena depois de  esgotados todos os recursos, ou seja, até o Recurso Extraordinário ser julgado  por esta Corte, nós temos que assumir politicamente o ônus por essa decisão&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;
Ministro Joaquim Barbosa, quando do julgamento do HC 84078/MG pelo STF&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Adorei a frase do nosso digníssimo Ministro do Supremo Tribunal Federal. Ela é a pura verdade que nossos juristas deverão enfrentar. Sobre do que se trata? Responderei nessas breves linhas dando exemplos mas, em síntese, é sobre aquela sensação de que no Brasil se protege demais aquele que comete um crime em detrimento da sociedade brasileira. Premia-se sob o nome de institutos jurídicos eloqüentes o comportamento de alguns que deveriam ser extirpados de nosso convívio.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Vocês, meus caros, se não pertencem ao mundo do direito, talvez não saibam exatamente o que acontece com alguém que, por exemplo, mata seu filho ou irmão.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Irei explicar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Vamos criar uma situação para podermos ilustrar as conseqüências na prática aqui no Brasil para quem comete um assassinato. Imaginemos que, inspirado num outro &lt;i&gt;post &lt;/i&gt;antigo meu sobre as brincadeiras de bairro&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/10/inclusao-digital-e-o-fim-das.html"&gt;(Clique aqui)&lt;/a&gt;, você more num aprazível condomínio onde seu filho brinca às tardes com seus amiguinhos numa pracinha. O condomínio não é muito grande e então todos os vizinho se conhecem. Em torno dessa pracinha, existe algumas casa. Para começarmos logo a dar o exemplo, digamos que numa dessas casas more um vizinho, o rabugento, mala que odeia crianças e, num certo dia, irritado com o barulho feito por elas perto de sua janela, saca seu revólver e dispara contra elas, tomado pela raiva. Outras pessoas presenciam a cena. Seu filho morre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Vejam que não dramatizei nem ao ponto de colocar na figura o vilão um traficante ou qualquer do gênero, mas o direi aqui se aplicará em grande parte a eles também. Nosso vizinho assassino, opa, desculpe &lt;i&gt;todos são inocentes até que se prove o contrário por uma sentença condenatória transitada em julgado&lt;/i&gt; (aquela da qual não cabe mais recursos), então, nosso vizinho suspeito vem a ser preso, é lavrado  o &lt;b&gt;auto de prisão em flagrante&lt;/b&gt; e arbitrada fiança, pois ele é primário, afinal só era rabugento, tem  residência fixa (seu vizinho) e emprego. Paga a fiança, ele é solto, voltando para casa, para perto de seu convívio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Sim, sinto informar mas cada vez que sentir a dor da perda se seu filho, ela será potencializada vez que terá que conviver com aquele que a causou. Não há nada que você possa fazer. Nesse ponto passará pela sua cabeça em matá-lo, puni-lo imediatamente por um crime cuja autoria é inquestionável e materialidade (existência) você sente a dor no coração. Mas seus amigos, irmãos lhe convencem que a justiça será feita...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Passemos os meses que levaria o inquérito policial e imaginemos que o Ministério Público já tenha oferecido a denúncia contra ele. Ocorre que esse seu vizinho tem um bom advogado criminal e ele, malandramente, arrola meia dúzia de testemunhas, dentre as quais dois primos que vivem no exterior que o conhecem muito bem e poderiam testemunhar em juízo o quão bom tio, amigo, primo, pai ele sempre foi. Serão expedidas cartas rogatórias para ser tomado  o depoimento dos primos que moram nos Estados Unidos lavando pratos ilegalmente, que jamais poderia sair do país sob pena de nunca voltarem. Anos  depois, quando voltarem as cartas rogatórias devidamente cumpridas, seu advogado irá  requer ao juiz que o depoimento daquelas testemunhas seja ouvido, vez que  indeferimento caracterizaria &lt;i&gt;cerceamento de defesa&lt;/i&gt;! Uma garantia constitucional inafastável que anularia todo o processo penal. Com uma bola de cristal podemos tentar imaginar como seria o desfecho desse impasse. Mas a vida segue e o advogado de defesa, talvez aplacado pela própria consciência, e já tendo conseguido o tempo que queria, permite que o processo continuasse a caminhar.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Imaginemos que um dia (aqui já não tenho como mais precisar quanto tempo desde o fatídigo dia que você perdeu seu filho) a  fase instrutória desse processo termine e, para sua facilidade, o seu vizinho assassino (será que já podemos chamá-lo assim?), sobrevenha uma sentença condenatória. A justiça foi feita! Será? Condenatória a tal sentença? Coisa nenhuma. Será uma sentença determinando que o réu seja  submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri. O acusado continuará a conviver no seu condomínio, morando na mesma casa perto da pracinha onde as crianças costumavam brincar (agora ninguém mais se aventura a ir lá), pois é primário e tem bons antecedentes. &lt;i&gt;E  continua sendo constitucionalmente inocente.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;A primeira providência advogado de defesa será apresentar um recurso de Embargos de Declaração, para que o juiz  explique melhor algum trecho da sentença. Esse recurso será rejeitado ou  acolhido, publicando-se o resultado meses depois. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Mas para meus amigos não juristas, aqui vai a explicação de que o tal recurso de embargos de declaração não é a famosa apelação. Ela virá agora, vez que já foi vencido aquele e deverá ser julgada pelo Tribunal de Justiça, órgão de instância superior. Nesse momento, o advogado de defesa&amp;nbsp; irá algumas nulidades do processo, por exemplo o fato do juiz ter se recusado a escutar aqueles primos que moram no exterior, pois disse-lhe que era protelatório (acreditem! coitado do acusado...) e irá pedir a  despronúncia (não ser julgado pelo tribunal do juri) do recorrente, como é de praxe. Os autos do processo irão à  Procuradoria de Justiça, de onde retornarão com muita boa vontade &lt;i&gt;no ano seguinte&lt;/i&gt;. É a prática. Enquanto isso seu vizinho já até voltou a comemorar o natal em casa com seus familiares e pessoas novas que se mudaram recentemente para o condomínio não entendem o porque ninguém o cumprimenta na rua, afinal, ele é tão bonzinho...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Tempos depois, talvez anos, o recurso será  julgado, confirmando-se a decisão que mandara o réu a julgamento pelo Tribunal  do Júri. O Acórdão será então lavrado, assinado, registrado e publicado, o que  exigirá alguns meses. A defesa, então, apresentará recurso de Embargos  de Declaração, para que seja esclarecido mais alguns pontos que a defesa por mais que tentasse não consegue entender. Meses depois os  tais Embargos serão julgados, o respectivo Acórdão será lavrado, assinado,  registrado e publicado, o que exigirá mais outros meses. Enquanto isso seu vizinho já está até fazendo novos amigos no condomínio! E o pior, você indignada e revolta de dor se afastou, o que faz com que esses novos vizinhos comecem a achar que está perseguindo injustamente o pobre senhor que mora na casa perto da pracinha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Agora a defesa, amparada pela nossa lei e Constituição, apresenta  não apenas um, mas dois novos recursos! No primeiro, dito Recurso Especial, ela  invocará violação de algum preceito constante de lei federal; no outro, dito  Recurso Extraordinário, a defesa alegará violação de algum preceito  constitucional. Os autos irão novamente à  Procuradoria de Justiça, de onde retornarão no ano seguinte, com pareceres sobre  um e outro desses recursos. Eles serão então despachados pelo Presidente do  Tribunal de Justiça que ou manda que o recurso seja enviado ao tribunal de  Brasília competente para apreciá-lo, ou indefere o recurso. Do indeferimento  caberá novo recurso, chamado de Agravo de Instrumento, que será apreciado por um  Ministro de um Tribunal Superior, em Brasília, sabe-se lá quando. Em Brasília  caberão tantos recursos de Embargos de Declaração quantos a imaginação e a  criatividade do Advogado conseguirem criar. Quando algum deles for indeferido  liminarmente, sob a alegação de ser meramente protelatório, sempre caberá o  recurso de Agravo Regimental, cuja decisão também admite novos Embargos  Declaratórios... ai ai, esse meu Brasil...&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Repare que até agora ele ainda  não foi submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri&lt;/b&gt;. Quando isso ocorrer e ele  for condenado, finalmente ele será preso e começará a cumprir a pena. Certo?  Errado. Ainda faltam ser interpostos muitos e muitos recursos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Enquanto o Tribunal do Júri não afirma sua culpa, o assassino  deve ser considerado tecnicamente inocente. Acontece que &lt;b&gt;mesmo depois de  condenado pelo Júri&lt;/b&gt;, sabe-se lá quando, &lt;i&gt;ele continua em liberdade&lt;/i&gt;. Depois de  confirmada a condenação no Tribunal de Justiça, &lt;i&gt;ele continua solto&lt;/i&gt;. Rejeitado o  Recurso Especial pelo Superior Tribunal de Justiça, e&lt;i&gt;le continua solto&lt;/i&gt;. Denegado  Recurso Extraordinário pelo Supremo Tribunal Federal, &lt;i&gt;ele ainda continuará  solto&lt;/i&gt;. E tanto num como em outro desses tribunais caberão ainda recursos e mais  recursos. Tudo em nome das "garantias do acusado". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;E sua garantia que perdeu seu filho? E a sociedade como fica? Cuidado aqui ao culpar o advogado de defesa que, em última análise, só está fazendo aquilo que a lei permite para proteger seu cliente - só está fazendo seu trabalho - ou até mesmo em culpar o réu, vez que este, como qualquer um, irá querer se defender por todos os meios que lhe são postos à disposição. A Lei é o problema. É dela que saem essas incongruências. Lembre-se, não é o juiz, o Ministério Público ou o advogado que fazem as leis. Pergunte aos nossos deputados que fizeram esses leis.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2866127733516149146-4494029554705052935?l=coisaboanaoe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/eYxPHqYPObyhOXLv9J6qLlnrbNg/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/eYxPHqYPObyhOXLv9J6qLlnrbNg/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/eYxPHqYPObyhOXLv9J6qLlnrbNg/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/eYxPHqYPObyhOXLv9J6qLlnrbNg/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~4/3kKelHZNQso" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/feeds/4494029554705052935/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/12/premio-e-protecao-para-nossos.html#comment-form" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/4494029554705052935?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/4494029554705052935?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~3/3kKelHZNQso/premio-e-protecao-para-nossos.html" title="Prêmio e proteção para nossos assassinos" /><author><name>Marcello Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668690194595357406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-j9d8a1sW2w8/Tu5igk3-9vI/AAAAAAAACTI/IXEbQWrBY_Y/s220/eu.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_dfH-yr8-Kd0/Smm50Bz7XNI/AAAAAAAAB4I/vbJWIeZQH0o/s72-c/justi%C3%A7a+por+mar%C3%ADlia+chartune.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/12/premio-e-protecao-para-nossos.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkUASHoyeip7ImA9WxNaFU4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2866127733516149146.post-6821207769698767458</id><published>2009-11-29T21:44:00.000-02:00</published><updated>2009-11-29T21:44:09.492-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-11-29T21:44:09.492-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="relacionamento" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="comportamento" /><title>Um belo presente de grego para nossa vida</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_l1k4tvRFGlY/SrPpxry-brI/AAAAAAAABGs/VltnlwRSnM0/s1600/1575837042_small.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_l1k4tvRFGlY/SrPpxry-brI/AAAAAAAABGs/VltnlwRSnM0/s320/1575837042_small.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;Certa vez escutei que o mundo, no que tange a compreensão limitada que dele podemos fazer, depois dos &lt;i&gt;gregos e romanos &lt;/i&gt;ficou extremamente démodé (do francês fora da moda - usei-o no original para ser fiel àquilo que escutei).&amp;nbsp; Pois se tem algum exagero nessa afirmação, e acredito sim que ela possui, vejo-me obrigado a confessar ainda não ter encontrado melhor definição do &lt;b&gt;&lt;span style="background-color: #660000; color: white;"&gt;amor&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;a não ser aquela cunhada pelos gregos há milhares de anos atrás.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje em dia vejo dúvidas pairarem sem rosto e corpo sob a cabeça de meus amigos e amigas, mas que depois de lhes explicar aquela velha fórmula grega, elas não desaparecem, mas tomam corpo criam um rosto. Às vezes o entendimento daquilo que nos atormenta - se é que podemos falar isso do amor - não permite nos livrarmos dele, vez que nem sempre isso é possível, mas permite a sua compreensão para podermos, ao menos, conseguir nossa resignação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com essa breve introdução, vou escrever um pouco sobre esse sentimento que pouco entendemos mas que domina nossas vidas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Clique abaixo e veja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O amor, esse lindo sentimento que todos almejamos ter na vida, não só para dá-lo como para também recebê-lo, é na verdade um gênero, um algo maior que é composto por outros três sentimentos: &lt;b&gt;Philos, Eros e Ágape.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O amor, e aqui passarei a me referir como amor o &lt;i&gt;gênero&lt;/i&gt;, pressupondo já que neste repousam aqueles outros três sentimentos acima, então, ele é a existência - e nunca o simples somatório - de sentimentos que se complementam, sob pena de, caso contrário, ser sempre um amor fraco, que na verdade nunca fora amor mesmo, mas apenas uma breve existência ou coexistência de eros, ou eros e philos, ou qualquer outra possível combinação neste.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Eros&lt;/b&gt; é fácil de ser identificado: é o amor da carne. Percebemos ele pela sua latência, força e impulsividade. A carne quando ama, queima, e suas chamas nos consome. Esse fogo apesar de intenso não consegue se manter aceso por muito tempo se não for alimentado. Mas seu caráter efêmero em nada tira sua importância. Normalmente chega primeiro, nos queimando e nos impulsionando a possuí-lo e sorvê-lo como se isso fosse possível, mas a tentativa é o fim em si mesmo quando se trata de paixão. Eros faz com que desejemos extinguir a existência do outro fora de nossos corpos, para tanto tentamos possuir. A verdade inconveniente sobre Eros é que ele não requer exclusividade pelo fato de ser breve e mais superficial: queima-se a superfície. Todavia, por mais que pensemos no seu caráter passageiro como seu principal defeito, devemos lembrar que essa insensatez em ter o outro em nós faz com que possamos (e queiramos) conhecê-lo melhor, ver de fato quem é esse outro ser que nos incendeia, abrindo espaço para ágape e philos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Ágape&lt;/b&gt; é mais calma, mais velha e devido a sua mais longa existência se caracteriza pela sobriedade. Normalmente é ela a principal responsável por manter unido um laço dado há anos entre duas pessoas. Depende da ajuda de Eros para ver sua força se renovar de tempos em tempos mas, por ser mais experiente, pode já mostrar em outras ocasiões a cada um que dela bebe, aquilo no outro que mais deseja e passou a amar. Vêm só com o &lt;b&gt;tempo&lt;/b&gt;, e pelo fato do tempo ter sido a carruagem que a trouxe, só ele consegue levá-la embora. Afinal, quantas vezes já nos pegamos amando sob a luz de &lt;i&gt;ágape&lt;/i&gt;, uma pessoa que sabemos que não deveríamos? A resposta é simples e já foi dada: é o tempo e não nossos corações que destroem Ágape, e o tempo age de acordo com seu alvitre - que por sinal raramente está em compasso com o nosso, ele passa rápido demais quando estamos felizes e faz serem eternas as horas mais entediantes de nossa vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Philos &lt;/b&gt;é a essência da amizade. Ela nos torna camaradas, amigos na maior acepção da palavra. É a face do amor que mais podemos ter experiências em nossas vidas vez que ela não depende em nada de Eros e, com muita sorte, em alguns casos, até mesmo dá as mãos com Ágape para crescer. Quando somos sinceros, francos, colocamos o outro sobre nossos próprios interesses, deixamos, em síntese, o egoísmo de lado nada mais estamos fazendo que nos deixar contagiar por Philos. Sim, até por que duvido que haja alguém nesse mundo que já teve amigos que duvide que uma boa amizade não seja uma forma de &lt;b&gt;amor&lt;/b&gt;. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bom, agora ficou fácil entender, né? Para que um amor dure, na verdade, para que possamos de fato pensar se estamos falando em amor propriamente dito, basta analisarmos se temos esses três ingredientes. Sopesemos, todavia:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;ul&gt;&lt;li&gt;que Eros só é visível quando estiver latente, mas o fato de não estar latente não implica dizer que ele não está lá;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Ágape vem com o tempo, então calma, se philos e Eros estiverem presentes, pode ser que um dia o tempo lhe dê esse presente;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;e Philos deve estar presente sempre, sem exceções, nunca. &lt;br /&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;
Todos nós sabemos o quão é bom amar e ser amado. Mas dessa relação (de poderes e interesses, diria Nietzsche), muita mágoa e dor poderá surgir e nela se alimentar e crescer. Pensar nela sob este aspecto pode nos ajudar em entender um pouquinho esse sentimento que de tão forte, conseguiu separar nosso coração da razão e ser o único elo a intermediar essa louca conversa....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2866127733516149146-6821207769698767458?l=coisaboanaoe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Me22vzWm3uXCb2ewhLz_-aiMbww/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Me22vzWm3uXCb2ewhLz_-aiMbww/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Me22vzWm3uXCb2ewhLz_-aiMbww/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Me22vzWm3uXCb2ewhLz_-aiMbww/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~4/7NY3OrITVzs" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/feeds/6821207769698767458/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/11/um-belo-presente-de-grego-para-nossa.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/6821207769698767458?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/6821207769698767458?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~3/7NY3OrITVzs/um-belo-presente-de-grego-para-nossa.html" title="Um belo presente de grego para nossa vida" /><author><name>Marcello Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668690194595357406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-j9d8a1sW2w8/Tu5igk3-9vI/AAAAAAAACTI/IXEbQWrBY_Y/s220/eu.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_l1k4tvRFGlY/SrPpxry-brI/AAAAAAAABGs/VltnlwRSnM0/s72-c/1575837042_small.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/11/um-belo-presente-de-grego-para-nossa.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUYHRnk-fyp7ImA9WxNaEEo.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2866127733516149146.post-1280788499784363044</id><published>2009-11-24T12:32:00.000-02:00</published><updated>2009-11-24T12:32:17.757-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-11-24T12:32:17.757-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Opinião" /><title>Minhas dúvidas filosóficas sobre Deus</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://niilismo.net/forum/images/uploads/o_homem_vitruviano.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://niilismo.net/forum/images/uploads/o_homem_vitruviano.JPG" width="170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;Prometi quando comecei esse blog que jamais me atreveria a escrever sobre um assunto que domino pouco pois, se críticas viessem, jamais saberia refutá-las o que, para mim, traduziria-se numa grande tragédia. Nos meus primeiros posts resolvi me aventurar um pouco e tracei algumas linhas sobre o que entendo ser o papel da religião e, por terem sido curtas e despretensiosas, não me trouxeram problemas naquele trágico sentido. Todavia, agora já um pouco mais confiante (sem o menor motivo para estar, vez que meu conhecimento sobre este assunto é tão somente aquele que pude absorver pela experiência) ou mais insensato (apostaria nesse viés), principalmente depois de ler um outro post num blog duma amiga (e aqui retribuo a gentileza da Juliana em ter me feito uma dedicatória pois, verdade seja dita, se de algum lugar poderia ter me nascido a inspiração para enfrentar esse tema, foram de suas linhas), resolvi escrever sobre &lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #660000;"&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;Deus&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Claro, não irei e nem poderia aqui tecer comentários sobre teologia, pois quase nada saberia dizer sobre o assunto mas, talvez já estando convencido pela minha insensatez, resolvi apenas expor minhas dúvidas filosóficas pessoais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acredito fielmente que não há respostas absolutas nessa área, pois se há algo mais humano que nosso próprio ser, é aquele a quem nós (em sua maioria, malgrado o nome que se lhe dê) imputamos a autoria de nossa criação. Herdou, ou melhor, herdamos desse criador, como uma das características que nos fazem humanos, a negação ao absolutismo imutável e o apreço à inconstância de nosso ser. Falarei sobre isso mais adiante, mas adianto logo que não pretendo, como já disse, trazer nada de novo ou verdadeiro, apenas minhas dúvidas e divagações sobre o tema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Clique abaixo e leiam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Peço desculpas de antemão pois sei que exprimo minha linha de raciocínio por frases que são demasiadamente longas e de pouca fluência mas, infelizmente, não conseguiria fazer por outra maneira vez que, acreditem, para mim assim é natural. Apenas escrevo da mesma maneira que penso e, no processo de criação seria-me muito trabalhoso fazer de outra maneira. Então adotarei a seguinte técnica: primeiramente vou escrever sem me preocupar com os problemas que meu estilo de escrita traz mas depois irei exemplificar, para tornar mais compreensível aquilo que pretendi expor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deus é nada mais que uma palavra cujo significado repousa tão somente naqueles que se propõe a refletir sobre ela. Ocorre que nossa intelectualidade (e por conseqüência nossa capacidade de apreender as coisas) é limitada assim como nosso ser e, desta forma, sempre tenderá a limitar qualquer conceito que encerremos nela. Deste modo, se deste conceito só podemos ter a noção que dentro de nós construímos, malgradas as outras interpretações que tenham nos sido dadas (esta também limitadas por aqueles que as criaram), é impraticável conceber a existência de algo que não teve início e nem fim, muito menos nem encontra limite à sua existência. Afinal, para um ser limitado, entendo que se tudo é, ou pretende ser, nada também o será. Assim, Deus (o conceito e não a entidade) encontra um limite a sua existência, vez que para nós jamais será ilimitado devido nossa própria limitação. Não nego que uma coisa para existir prescinde de ser apreendida por outra, concordo que para uma árvore existir o seu fruto não precisa compreender que sua existência dependeu daquela. Sim. Mas pense comigo, se este algo se manifesta apenas no credo que cada um tem nele, este - o credo - será inexoravelmente limitado pela nossa apreensão e, devido a inexistência material de seu ser fora de nossa intelectualidade, pelo menos é assim que me parece ser, a sua própria existência, ai já me refiro não tão somente àquela dentro de nós, estará, como já disse, limitada até onde conseguimos apreendê-la.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em síntese: Deus é uma idéia, um conceito que transcende a palavra. Então, se é ilimitado como dizem não poderia ser um indivíduo, vez que o idéia de indivíduo comporta limitação conceitual e material. E, desta maneira, se é uma idéia, uma filosofia, depende que nela se creia para sua manifestação. Então, por essa necessidade, se limitará ao que cada um dela possa compreender. A menos que se parta do pressuposto que Deus é uma entidade cuja existência seja material mas, ai então é que a confusão seria pior, vez que o conceito de matéria sempre estará ligado a um limite espacial e temporal, o que não condiz com a idéia que se faz Dele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vou propor-lhes duas reflexões que me ajudarão a conseguir expressar melhor (reconheço que até então o que escrevi é tudo menos claro e fluente).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira é: pensem no &lt;b&gt;universo&lt;/b&gt; e no seu conceito de &lt;i&gt;infinito&lt;/i&gt;. Eu, pessoalmente, não consigo apreender algo que nunca teve início e não terá fim, sem limitação espacial ou temporal pois, por óbvio, sou um ser que existe dentro desses limites. A idéia de algo que transcende nossos paradigmas nos leva a uma mera aceitação de nossa incapacidade para nos levar a ficarmos contentes com aquilo que, a priori, seria irracional. Em outras palavras, aceitamos e ponto, sem maiores preocupações. Contudo, o risco desse posicionamento, apesar de ser bastante confortável, é de tornar as palavras em conceitos vazios, seria o: é assim porque é, aceite e pronto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Admito mesmo que não consigo entender algo que não tenha fim, nem meio, nem início, simplesmente o é sem ter corpo nem forma. Releiam aquele parágrafo, apenas mudando a palavra &lt;b&gt;universo&lt;/b&gt; por &lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #660000;"&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;Deus&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e verão meu ponto. Sei que o universo existe mesmo diante de minha incompreensão, jamais neguei isso, mas filosofando um pouco, dentro de mim o universo sempre será limitado pois não conseguirei compreender algo que nunca serei: ilimitado (um outro conceito que se define tão somente pela oposição e negação daquilo que somos - limitados - sem, contudo, ter sido apreendido por nós).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A outra idéia que disse acima que lhes proporia, e com a qual terminarei esse post, escutei numa palestra e que tentarei ao máximo transcrevê-la com fidelidade:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um filho chega ao pai e pergunta:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Pai, Deus pode tudo?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sim, filho. Deus, de fato, tudo pode.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O filho faz cara de quem está pensando e ameaça a sair, parecendo estar satisfeito com sua resposta. Mas, depois de refletir mais um pouco, se vira e pergunta:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Pai, então se Deus tudo pode, ele pode deixar de existir?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pai então para e vê a implicação lógica que sua primeira resposta causara: um contra senso. Pensa um pouco e diz:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Filho, sua segunda pergunta me fez refletir sobre minha primeira resposta. Deus pode tudo, desde que não possa deixar de existir pois, se assim pudesse fazê-lo, deixaria de tudo poder. Então, filho, minha melhor resposta é: Deus tudo pode desde que nunca deixe de tudo poder.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2866127733516149146-1280788499784363044?l=coisaboanaoe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/i1h_JIJH9UbgbwAIXOrByEos0fA/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/i1h_JIJH9UbgbwAIXOrByEos0fA/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/i1h_JIJH9UbgbwAIXOrByEos0fA/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/i1h_JIJH9UbgbwAIXOrByEos0fA/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~4/xGU6EvxlNfU" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/feeds/1280788499784363044/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/11/minhas-duvidas-filosoficas-sobre-deus.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/1280788499784363044?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/1280788499784363044?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~3/xGU6EvxlNfU/minhas-duvidas-filosoficas-sobre-deus.html" title="Minhas dúvidas filosóficas sobre Deus" /><author><name>Marcello Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668690194595357406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-j9d8a1sW2w8/Tu5igk3-9vI/AAAAAAAACTI/IXEbQWrBY_Y/s220/eu.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/11/minhas-duvidas-filosoficas-sobre-deus.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkUGQH04fip7ImA9WxNaFUg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2866127733516149146.post-6940888940166262586</id><published>2009-11-22T14:58:00.009-02:00</published><updated>2009-11-30T01:03:41.336-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-11-30T01:03:41.336-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="comportamento" /><title>Ensaio sobre o ato de viajar - a ida.</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://www.tnetnoc.com/siteImages/ebookers.ch/brandImages/Bagageimage.1.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="https://www.tnetnoc.com/siteImages/ebookers.ch/brandImages/Bagageimage.1.jpg" width="185" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;Existe coisa melhor que viajar? Poucas, talvez. Os atos preparatórios já me proporcionam tamanha alegria que só sei que existem maiores que esta porque, como já viajara, descobri que tão somente assim as são pois remetam a outras ainda maiores. Contudo, malgrado tais considerações e com as devidas ressalvas, nada me deixa mais contente que arrumar as malas para uma longa viagem. A cada peça de roupa que arrumo na mala, otimizando o espaço com cuidado para caber as demais, sinto como se os fios da harpa que toca ao bel prazer de meus problemas se rompem um a um, desafinando sua melodia e me permitindo vislumbrar lugares aonde não escutarei, Deus queria, esta mesma melodia. Divirto-me mesmo com os procedimentos mais enfadonhos como, por exemplo, ir ao consulado obter o visto necessário ou pegar o engarrafamento a caminho do aeroporto, pois, assim como fazer a mala, estes também vão me deixando com a alma mais leve já na expectativa de embarcar, seja lá pra onde for, desde que seja longe daquela já conhecida música.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Clique abaixo e leia o resto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando preparo minha mente para partir sinto que meu dia amanhece com outras cores. Essa mudança se dá pelo fato de ocorrer uma outra mudança na própria percepção das coisas ao meu redor. &lt;i style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;É como se a latência da iminente separação as tornassem mais leves e claras&lt;/i&gt; e, por conseguinte mais atraentes, mesmo aquelas que outrora me incomodavam ou simplesmente não tinham nenhum valor especial. Passo pelos mesmos lugares que sempre passei mas agora vejo cores onde não enxergava, talvez por antes estar distraído demais na minha rotina ou entretido com a canção dos meus problemas. Fato é que sorvo tudo ao meu redor para, quem sabe, caso precise mais tarde onde estiver, consiga redesenhar em minha mente aquilo que a saudade me faz querer lembrar, só que dessa vez as cores com que pintarei serão aquelas últimas: mais claras e leves.&amp;nbsp; Isto só aprendi depois de muitas partidas, pois nas primeiras a ansiedade do novo me impedia apreciar as novas cores daquilo ao meu redor -&lt;b&gt; as cores do meu presente &lt;/b&gt;- mas que, assim como o segundo espírito de mesmo nome criado por Charles Dickens que rapidamente envelhecia, muito em breve também se tornará&amp;nbsp; meu passado. Contudo, a imaturidade de meus dias passados não me permitia em apreciar sua efêmera existência (curtíssima aos olhos dum ansioso) e, como dele mal me lembrava, era como se nunca existira. Em palavras mais simples: queria tanto do amanhã que me esquecia de viver o hoje.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mentalizo quantas das coisas que agora tenho como certas e seguras irão se desfazer quando de minha ausência e se delas pude o máximo aproveitar, caso de fato venham se perder em minha vida. Normalmente tendo a sorrir depois da inevitabilidade dos fios da harpa de meus problemas em minha mente a tocar e me fazer sempre lembrar, mas se um ruga surge com essa preocupação, logo logo some quando vejo que algo agora diante de mim tão colorido e belo jamais desaparecerá por completo. Explico: ao pintar com traços fortes, a ponto de testar a resistência da tela, quadro de pessoas e coisas que me são importantes, tenho a segurança que por mais que haja o risco daquele quadro se partir, suas cores já foram indelevelmente gravadas em minha retina. Assim, posso me ausentar (ou deixar que pessoas queridas se ausentem de minha vida) sem o peso na consciência de perdê-las.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chego ao aeroporto e embarco sempre leve e contente. Despeço-me, mas não sinto a dor da perda de algo que se um dia posso dizer que cheguei a possuí-lo, sei, então, que desta sorte jamais o perderei. É assim que encaro as coisas o que, reconheço, nem sempre é muito bem interpretado pois, por diversas vezes, já fez com que eu passasse por insensível ou imaturo. Talvez. Mas por outro lado não teria como ser diferente: ainda estou vendo naquele momento tudo com várias cores novas (até a despedida em si) e me sinto muito leve para me preocupar.&lt;br /&gt;
Assim, Parto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse foi o primeiro post sobre minhas percepções ao fazer isso que tanto gosto, viajar. Pretendo escrever outros dois sobre aspectos diversos desse mesmo tema, assim que olhar para o computador e sentir meus dedos formigarem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2866127733516149146-6940888940166262586?l=coisaboanaoe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/n5xouQYJE8PSurfofUo3BpY7_ho/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/n5xouQYJE8PSurfofUo3BpY7_ho/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/n5xouQYJE8PSurfofUo3BpY7_ho/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/n5xouQYJE8PSurfofUo3BpY7_ho/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~4/nv3NIVeTi70" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/feeds/6940888940166262586/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/11/ensaio-sobre-viajar-ida.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/6940888940166262586?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/6940888940166262586?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~3/nv3NIVeTi70/ensaio-sobre-viajar-ida.html" title="Ensaio sobre o ato de viajar - a ida." /><author><name>Marcello Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668690194595357406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-j9d8a1sW2w8/Tu5igk3-9vI/AAAAAAAACTI/IXEbQWrBY_Y/s220/eu.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/11/ensaio-sobre-viajar-ida.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEMDQnk6fCp7ImA9WxNbFUQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2866127733516149146.post-1877301109356641972</id><published>2009-11-18T23:00:00.001-02:00</published><updated>2009-11-18T23:01:13.714-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-11-18T23:01:13.714-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="comportamento" /><title>As coisas que a escrita me revelou</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://osaprendizes.files.wordpress.com/2008/05/escrita22.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://osaprendizes.files.wordpress.com/2008/05/escrita22.jpg" width="192" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;Tento sempre escrever com cuidado, escolhendo bem minhas palavras e concatenando as idéias que nelas se encerram de acordo com meu alvitre, vez que após serem "postas no papel", elas servirão de eternos cárceres para aqueles pensamentos que pretendera expor. Uma palavra escrita traz consigo a segurança da sua imutabilidade frente aqueles que um dia poderão tentar lhe impor autoria de idéias que jamais foram suas mas, da mesma sorte, poderão sepultar belos filhos teus natimortos que, devido a um erro por aquele que os criara em seu parto, jamais virão a esse mundo em sua essência, apenas expelindo a sombra de idéias mal-interpretadas. Tirando essas breves considerações sobre as propriedades em escrever aquilo que lhe passa a cabeça, o ato em si de exteriorizar através da escrita, parafraseando um amigo meu que, por sua vez, parafraseou algum outro mas, devido minha falta de memória, lhe imputarei a autoria, a escrita é uma terapia como a convencional com a vantagem de se algum dia passar sem escrever, não terá ainda assim que pagar por ela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Escrevendo a gente se conhece mais e é este o que pretendo aqui expor para, depois, fazer um pedido. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Clique abaixo e veja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Darei um exemplo. Sempre achei que fosse ligado tão somente ao meu lado profissional o hábito de me expressar através de idéias estampadas em frases longas e um tanto confusas mas, uma vez tirado esse lado, pude perceber que o hábito ainda persistia, e vi que na verdade se tratava de parte de minha personalidade moldando as palavras por mim escritas. Quando comecei a escrever este blog, aqui faço um adendo para deixar claro que escrever sempre o fiz mas nunca me propondo à divulgação, passei a prestar mais atenção ao meu estilo de escrita, e com isso pude entender melhor um lado de minha personalidade. Este novo hábito revelou-se numa ótima forma de auto-conhecimento e nem tive que pagar nada por isso!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comecei a escrever para ajudar a diminuir a ansiedade. Estou numa fase muito ansiosa na minha vida (consursando, advogado recém-formado) e me peguei um belo dia pensando em como poderia diminuí-la, vez que a academia, além de tomar-me muito tempo, não estava mais dando conta. Acabei por decidir em escrever o que me passava pela cabeça para ver se ajudaria em alguma coisa. Outra coisa não o fez. Assim de um post veio o outro e o que antes começou como uma mera tentativa de extravasar a inquietude dentro de mim, ganhou vida própria e hoje está mais para um fim em si mesmo, cobrando-me para que continue a alimentando sob pena de torturas e uma pertubação que me roubaria a paz, se não sentasse em frente ao meu laptop e escrevesse qualquer coisa. A terapia, como acredito ser também a convencional, após lhe proporcionar o alívio prometido, &lt;i&gt;vira uma espécie de &lt;b style="color: #660000;"&gt;morfina&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;, tornando dependente aquele que a usa em demasia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas apesar dessa feição, com traços de vício, as vantagem em muito superam e, como já disse, fez com que ao ler depois o que publicava, pude me enxergar um pouquinho mais. Sei que é assim com todos, o jeito que você usa para se expressar diz muito sobre como também lida com outras situações e, podendo ver por este lado, percebe-se que para um bom leitor um texto escrito sobre o nada, por mais que aquele outro tenha usado de subterfúgios para ocultar seu &lt;b&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;eu&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; ali dentro, &lt;i&gt;pode-se ler muito mais o que aquelas linhas pretenderam dizer&lt;/i&gt;. É interessante mas, reconheço, deveras devassador. Agora, o que não é em nada estranho a alguém que se propõe em publicar aquilo que escreve. Faz parte. E se algum dia teve a ilusão que de se seria conhecido só até os limites das palavras que cuidadosamente escolhera, tempos mais tarde com esta realização vê se que somente o que conseguiu foi se devassar ainda mais pois, quando do uso do racional para mascarar o texto, o seu &lt;b&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;eu&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; que também o forma (ou é formado, reciprocamente), inexoravelmente, ali sempre estará contido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vou desatar um pouco esse nó que estou criando, contando-lhes um aspecto de minha personalidade que, justamente por &lt;b style="background-color: #660000; color: white;"&gt;não&lt;/b&gt; ser predominante, mas por mim muito bem quista, forço em cultivá-la e que acaba em se sobressair: a minha &lt;i&gt;racionalidade. &lt;/i&gt;Falar isso agora é prescindível, não é mesmo? Afinal, quem não conseguiria deduzir com a maior facilidade depois de ter lido este único texto até aqui? Mas quem conseguiu ler o além e ver o que irei lhes contar nas próximas linhas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como disse, não é a minha característica mais marcante e quem me conhece bem, sabe. Sou, pelo contrário, extremamente emotivo mas jamais gostei disso devido ao fato do meu coração estar distante demais da minha razão (sempre disse que a linhas mais cumprida dentro de meu corpo é aquela que separa meu coração da razão) e, justamente por não gostar de vê-lo tomando conta de meus atos, comecei a cultivar o antídoto para este &lt;b&gt;veneno&lt;/b&gt;. Com isso, deparei com meu corpo produzindo tal antídoto sem a necessidade de qualquer intervenção minha naquele outro. Mas sei que uma ponderação é necessária, sob pena daquilo que veio para ser o antídoto, vire veneno. Lendo então meus textos, pude ver que aquela tentativa de domar meu emocional acabou por se estender sempre quando resolvo usar de minha razão para exteriorizar o que penso, ainda que não tivesse nenhum risco de meu emocional interferir neste processo. Da exceção, pelo seu uso repetitivo, nasceu uma regra que se nego é só por força de hábito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando passei a escrever comecei também a gostar de ler outros blogs, com a mesma atenção que me lia, e encontrei pessoas muito (mais) interessantes escritas em diversos sites espalhados pelo mundo. Pessoas que se permitiram ler e com isso serem, ainda que nunca o quiseram, admiradas. Claro que pelo caminho percebe-se também outras coisas não tão abonadoras, como aquelas falhas comportamentais que o convívio permite que sejam reveladas. Agora vejo que me esqueci de antes apontar essa outra característica da escrita, ela é como o convívio que não permite mascarar aspectos que não lhe agradam: se escreve muito, uma hora irá sair pelos seus dedos mesmo aquelas coisas que podem não lhe apetecer. Contudo, no geral, pude conhecer melhor meu amigos e conhecer um pouco de desconhecidos não só pelo que escrevem mas como escrevem. É bem interessante. Recomendo. Uma das coisas que aprendi lendo os outros? Dá pra ser claro sendo mais objetivo. Outra coisa que também aprendi com a escrita? Se assim fizesse, não seria eu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então peço-lhes, continuem escrevendo e permitam que os leia. Este post, na verdade, se resume a esse pedido apenas adocicado um pouco, como se realmente precisasse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2866127733516149146-1877301109356641972?l=coisaboanaoe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/prtr5yjBUU7SvTPiCLviHLq9zvM/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/prtr5yjBUU7SvTPiCLviHLq9zvM/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/prtr5yjBUU7SvTPiCLviHLq9zvM/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/prtr5yjBUU7SvTPiCLviHLq9zvM/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~4/NbRSusUYxFQ" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/feeds/1877301109356641972/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/11/as-coisas-que-escrita-me-revelaram.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/1877301109356641972?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/1877301109356641972?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~3/NbRSusUYxFQ/as-coisas-que-escrita-me-revelaram.html" title="As coisas que a escrita me revelou" /><author><name>Marcello Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668690194595357406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-j9d8a1sW2w8/Tu5igk3-9vI/AAAAAAAACTI/IXEbQWrBY_Y/s220/eu.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/11/as-coisas-que-escrita-me-revelaram.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0UEQHg8fCp7ImA9WxNbFE0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2866127733516149146.post-1788597898353067626</id><published>2009-11-16T16:25:00.003-02:00</published><updated>2009-11-16T20:06:41.674-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-11-16T20:06:41.674-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="comportamento" /><title>Apelo por sonhos melhores</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://camilaffranca.zip.net/images/elefante2_pop.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://camilaffranca.zip.net/images/elefante2_pop.jpg" width="156" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;Não entendo o&amp;nbsp;porque&amp;nbsp;de uns meses pra cá meus sonhos serem tão sem graça, sem nenhum colorido,&amp;nbsp;dado sua enorme monotonia. Talvez seja pelo fato que exprimam um aspecto atual de minha personalidade de igual valor mas, por motivos que passam pelo meu ego e auto-estima, prefiro refutar tal hipótese e confiar que, dentre aqueles que lerão este post e que tenham alguma inclinação freudiana, poderão vir outras respostas diferentes daquela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando escuto meus amigos contar sobre seus sonhos, percebo neles manifestações que condizem com o momento que passam em suas vidas, e estes normalmente se revelam através de (des)aventuras mirabolantes, só possíveis mesmo no mundo onírico que lhes pertence. Personagens conhecidas tomam papéis neste criando situações ainda que sem nunca lhes revelar seu significado freudiano oculto, devido sua beleza plástica, já bastam pela alegria e divertimento proporcionados. Mesmo os pesadelos são preferíveis de vez em quando a monotonia. Pretendo, então, somente acreditar que meus sonhos são iguais aos de outras pessoas, mas atualmente andam tão chatos que me deixam entediado mesmo no nível do subconsciente. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Explicarei-me.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Clique abaixo e veja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se sonho que quero chegar num lugar, este jamais vejo, vez que todo o meu tempo é despendido no&amp;nbsp;percurso e com detalhes. Assim, há dois dias sonhei que iria numa festa, sem saber aonde e sobre o que de fato ela se tratava, mas se algo de bom possuem os sonhos é a desnecessidade de maiores explicações, simplesmente o são quer acreditemos ou não, mas, como dizia, ao invés de sonhar com a festa, passei a noite inteira, pelo menos o que dela posso me lembrar, com os pormenores. Nestes, pasmem com a tamanha monotonia, incluem-se coisas do tipo: andar até o ponto de ônibus (o que aconteceu com meu carro?), esperar o ônibus (como assim meu subconsciente não adiantou essa parte enfadonha?) e até mesmo contar o troco! Sim, eu contava o troco para ver se teria o suficiente para a passagem e este, por sinal, foi o clímax da noite!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sinto falto da época que sonhava com coisas mais interessantes como, por exemplo, com brigas, viagens, devaneios.... essas coisas. Tentarei pensar em algo para ilustrar o que quero dizer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ah! Lembro-me de um traço característico que meus sonhos sempre tiveram: se estava numa briga onde precisasse usar uma arma para salvar minha vida, jamais conseguia dispará-la! Apontava para aquele que me ameaçava mas nunca consegui apertar o gatilho. Isso me incomodava bastante. Ainda hoje se a parte do meu cérebro resolver voltar a me entreter mais durante meu sono e se valer dessa peculiaridade, acordarei intrigado, desejando voltar a cair na cama e, ainda um pouco consciente, dar o desfecho mais heróico e Charles Bronson ao momento covarde que antes sonhara.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dia pretendo fazer uma pesquisa mais aprofundada no Google para ver se descubro que significado teria esse sonho, mas com as poucas que fiz nada veio de muito útil. Adoraria caso alguém que entenda mais do assunto após ler esse post deixasse algum comentário me explicando.&amp;nbsp;Sim, acredito haver alguma explicação devido a sua grande recorrência ao longo da minha vida, com exceção ao tempo presente cuja característica é a pormenorização do tédio. Falo isso pois, como já disse, acredito que sonhos são manifestações de nosso subconsciente que possuem algum significado passível de ser exteriorizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por exemplo, descobri que existem significados para quando se sonha com cobra, que pode ser traição ou sexo! Ora vejam, conceitos sem muita relação se exprimem pela mesmo elemento metafórico, bom, sim, há relação entre a factualidade deles mas não ao conceito em si, favor não confundir. Sonhar com elefante parindo também tem um significado que lhe próprio apesar de não me lembrar qual é devido ao absurdo que a imagem me leva a imaginar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas coisas me fazem pensar naquele conceito platônico de conhecimento, de que já nascemos com ele e que com a vida apenas os relembramos. Será que existe em algum lugar pré-concepção de nosso ser um dicionário dos sonhos, melhor, uma instrução normativa que os regulamente? Senão, como saberíamos o que sonhar para expressar determinada coisa? Exemplificando, se quero sonhar com sexo (o que seria muito mais agradável sonhar com o ato em si), o que me faria sonhar com uma cobra (sem duplos sentidos, por favor!), sendo que esta seria a mesma coisa que outra pessoa num outro lugar do mundo faria?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deve haver algum tipo de padronização sob pena de ocasionar uma grande confusão entre os intérpretes de sonhos, podendo levá-los a diagnósticos completamente equivocados! Não cabe a mim, todavia, sequer tentar especular sobre quem repousaria tal competência reguladora. Mas não deixa de ser um pensamento incômodo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fico aqui com minhas dúvidas, vez que sobre elas exclusivamente escrevi, na expectativa também que meus sonhos ganhem alguma cor, seja ela qual for, mesmo que seja através de um elefante parindo cercado por cobras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2866127733516149146-1788597898353067626?l=coisaboanaoe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/BM_KP8l4qITnyF58p5vpFDu16bo/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/BM_KP8l4qITnyF58p5vpFDu16bo/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/BM_KP8l4qITnyF58p5vpFDu16bo/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/BM_KP8l4qITnyF58p5vpFDu16bo/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~4/YI3qWuCSv0c" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/feeds/1788597898353067626/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/11/apelo-por-sonhos-melhores.html#comment-form" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/1788597898353067626?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/1788597898353067626?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~3/YI3qWuCSv0c/apelo-por-sonhos-melhores.html" title="Apelo por sonhos melhores" /><author><name>Marcello Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668690194595357406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-j9d8a1sW2w8/Tu5igk3-9vI/AAAAAAAACTI/IXEbQWrBY_Y/s220/eu.jpg" /></author><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/11/apelo-por-sonhos-melhores.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkAHR3s5fSp7ImA9WxNbE04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2866127733516149146.post-2873846414450313559</id><published>2009-11-14T20:02:00.010-02:00</published><updated>2009-11-16T00:32:16.525-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-11-16T00:32:16.525-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="comportamento" /><title>Balanço de 1/4 de século no meio da ladeira</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Ba-cl4Fu8u0/Sv8YU0kLOkI/AAAAAAAACMU/uUKUcQZxHlU/s1600-h/995895-003.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_Ba-cl4Fu8u0/Sv8YU0kLOkI/AAAAAAAACMU/uUKUcQZxHlU/s200/995895-003.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;Estou com a sensação que depois de tanto ter subido aquela íngreme ladeira na rua do conhecimento e da vida e, por já estar mais próximo do topo consigo ter uma visão do real caminho que se estende a minha frente, as minhas certezas diminuem na proporção que calculo a relação entre cada passo que por mim fora dado e as bifurcações na rua que ainda virão. Paro um pouco nessa ladeira e entre um gole e outro de água, talvez possibilitado pelo alívio na garganta seca que cada reflexão porporciona, permito-me lembrar e fazer um balanço do que já vivi. Essa parada que de tempos em tempos damos nessa rua é imprescindível para ver se estamos no caminho certo e, para tanto, basta ver quantas certezas já criamos com a mais dura argamassa de nossas convicções mas que se quebraram pelo caminho e delas restou apenas em nossos ouvidos o barulho das pedras que rolaram abaixo. Afinal, se de minhas dúvidas tirei algo de proveitoso, é a certeza que este Mundo se move por aquelas e não por esta. Duvide para evoluir, só esteja certo de algo quando a dúvida te provou o contrário.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tenho para mim que chegar nesse primeiro ponto de reflexão no caminho sem nunca ter tido dúvidas que viraram certezas e que depois de certo para ti só mesmo o fato que estavam redondamente enganadas, é um indício de que talvez tenha-se andado demais em círculos. Assim, como já disse antes, dei-me permissão para pensar um pouco sobre as amizades que vieram e se foram, os meus estudos, minhas certezas e dúvidas do passado que viraram dúvidas e certezas do presente, respectivamente, entre outras coisas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Clique abaixo e confira meu devaneio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se sob o aspecto quantitativo tenho alguma certeza atualmente é que minha próxima festa de aniversário, se for-me concedida, contará com menos convidados que aquelas outras de alguns anos atrás. Meu número de amigos diminuiu sensivelmente. Isto se explica em parte por que, conforme fui envelhecendo aquela ânsia pela descoberta infantil que ainda perdurara na adolescência foi diminuindo, e com ela a paciência necessária para que tais laços pudessem ser mantidos. Todavia se em números estou hoje em desvantagem (o número de amigos no Orkut não conta), qualitativamente ganhei e muito. Acho que com o tempo meu gosto se refinou. Darei um exemplo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há 6 anos eu enfrentaria sem o menor problema uma fila gigantesca para entrar numa boate, dançar qualquer coisa que tocassem lá dentro, ser extorquido com um sorriso no rosto cada vez que bebesse uma cerveja e por ela pagasse, conheceria pessoas que jamais saberia o sobrenome mas trataria como se velhos amigos fossem e, pasmem, saía feliz achando que tive uma ótima noitada. E choppada? Sim, eu ia. Filas longas que me faziam sentir-me um peixe que querendo ir para o lugar certo teria que acertar a corrente marítima correlata (como assim? Ir ao banheiro é um exemplo nesses lugares superlotados! Tinha que entrar na corrente certa e ser levado, torcendo para que chegasse a tempo), tumulto, bagunça, gummy... Deus.. eu bebia gummy (uma mistura da alquimia atual que só se consegue ingerir durante um tempo curto na vida).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje já estou aprendendo a tomar vinho e nada me acalma mais que ficar em casa, tomando um bom Malbec ou Pinot Noir com queijo Gruyère ou Provolone e escutando uma boa música (esse conceito também evoluiu, do Mc Catra da época choppada passei para Jamie Cullum). Descobri também que pizza com Champagne é ótimo (substituí pelo cachorro quente da towner com copinho de guaraná). Claro que o próprio conceito em si de noitada mudou. Não consigo me imaginar numa fila interminável de boate e pagar R$ 80,00 somente para entrar no local (ah! Tem isso: os preços também evoluíram quantitativamente), hoje prefiro um barzinho, com uma música ao vivo, aconchegante e uma boa companhia. Com essa evolução veio também, como dizia no parágrafo anterior, o acréscimo qualitativo nas minhas amizades atuais pois, desta forma, é natural que tenha perto de mim somente pessoas que de fato conheça e com quem haja um encantamento recíproco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há de convir que é muito mais fácil lotar seu orkut de amigos com pessoas que você mal conhece a índole, bastando para tanto tolerá-las e compartilhar algumas risadas ou coisa em comum (a mesma academia, por exemplo) mas que do seu íntimo, conhece só o necessário para não esquecê-las e confundi-las com as demais. Dessas, o tempo que trouxe e presenteou-me com a falta de paciência para com o que é raso ou pouco atrativo e, deste o conseqüente refinamento de minha conduta, restaram-me boas amizades com as quais estou hoje mais encantado que nunca. Algumas se foram, ou se reinventaram e poucas simplesmente o são. Em suma: menos mas melhores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Relacionamentos? Namoro e estou muito feliz. Vejo que melhor que descobrir um pouquinho em várias é conhecer mais a fundo uma única pessoa. Sabe o que descobri recentemente? Todos mudamos e dessa mudança veio uma atual certeza que explicarei metaforicamente (para variar, sei, mas me expresso melhor assim). Assim como uma foto do mar é única, pois no milésimo de segundo após o flash ter se apagado o mar já terá outra fisionomia, assim é a pessoa interessante que soube te cativar, permitindo-lhe, portanto, tirar quantas fotos suas quiser sem jamais repetir-se na última revelada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Ba-cl4Fu8u0/Sv-JM5jBsdI/AAAAAAAACMc/hUuDzjW1Sq0/s1600-h/seca+-+rio+seco.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_Ba-cl4Fu8u0/Sv-JM5jBsdI/AAAAAAAACMc/hUuDzjW1Sq0/s320/seca+-+rio+seco.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;Vou compartilhar uma outra imagem que criei. Pra mim nascemos como um rio que corre com suas águas em busca de algo, sem saber ao certo onde vamos mas apenas que deveremos ir pois, se por instinto ou inevitabilidade do meio, é certo que mudamos rapidamente nos nossos primeiros anos enquanto estamos nessa busca. Uma hora, contudo, chegamos ao mar, ou deveríamos ao menos, e da velocidade inicial de nossas águas na juventude após naquele mar desembocar, resta-nos apenas as nuances de cada onda e a serenidade do conjunto que com ele formamos. Chamam isso de maturidade. Eu, excêntrico como reconheço ser, sempre vi nessa palavra o contraponto entre o rio e o mar. Um mais raso e ágil, extremamente mutante e insatisfeito com sua forma atual e, o outro, mais experiente, é mais profundo e sábio, aceitando ser moldado pelas experiência da onda que criara e já morrera. Verdade que há rios que morrem secos sem nunca terem sentido o sal do mar lhes invadindo o corpo, impossibilitando que qualquer outra pessoa possa neles navegar. Morrem apreciando o gosto de sua própria nascente e felizes de tão certo estão, mas sem nunca terem sido deveras navegados, e se alguém já o tivera tentado, encalhou, seja pela rejeição a priori de receber o mar ou pela inação e preguiça de correrem suas águas quando era tempo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aprendi a importância de ler nas entrelinhas e a ver além do óbvio. Observar é uma arte que requer uma concentração que poucos têm, até porque na maioria dos casos dá muito trabalho seja pela exercício em si ou pelas distrações exteriores que durante se apresentam. Quantas pessoas já conheci que achei extraordinárias mas que para ter chegado a tal conclusão foi-me necessário prestar um pouquinho de atenção. Existe também o incoveniente que, somando-se a tudo que já disse, leva a uma grande desilusão em encontrar verdadeiras belezas vazias. Grandes rios belos e ricos mas que se apaixonaram tanto com sua falta de profundidade a lhes permitirem serem ágeis e esguios que se firmaram na crença que não precisam chegar ao mar: eles se bastam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ai, aproveitando-me daquele velho ditado popular, tive que tomar o cuidado de não me encantar demasiadamente pela capa linda e dourada do livro mas insistir na arte da observação e, após escutar-lhe as palavras, ver que todas as letras douradas ficaram apenas no seu título na fronte estampado, dentro, quando tive coragem de abri-los, pude ver que&amp;nbsp; não passavam de versos sem rimas. Em suma, aprendi a observar mais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sou meu maior inimigo e meu maior amigo. Vi que das limitações que tive que romper, as mais difíceis foram por mim impostas mas que para suplantá-las, malgrado toda a ajuda que recebi nesses anos todos de várias pessoas, sem a minha amizade e confiança em mim mesmo estaria ainda olhando para o abismo, acuado, com medo de saltá-lo. Reconhecer as limitações é importante, sim, revela um sinal de auto-conhecimento imprescindível ao aprendizado maior, que é aquele que versa sobre si mesmo, mas é preciso também saber enxergar quais dessas limitações nasceram para mascarar medos de sua alma pois, a inércia que causa esse medo as vezes é muito mais confortável que se esforçar para dele se livrar. Cultiva-se o solo com sal grosso para nunca ter a decepção de, se um dia resolver nele plantar algo, por deficiência inata a este, só sairiam rosas murchas e sem perfume. A certeza da negação aconchega mais que a potencialidade do fracasso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Amo mais minha família. Não que não amasse antes, mas agora pude entendê-los melhor e, aquele amor platônico que nasce duma escolha consciente somou-se aquele outro que nascera da convivência e o carinho dos anos juntos. Um complementa e reforça o outra e esta realização me leva a uma enorme gratidão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando mais vejo que estudei, mais percebo menos sei. A mania de se perguntar e correr atrás de respostas permitiu-me ver que jamais as terei, ou seja, quanto mais estudarei mais terei para estudar. Mas aí tudo bem. Essa certeza é uma coisa boa: permite-me a continuar ter dúvidas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já bebi toda a água que tinha na garrafa agora. A sensação boa invade meu corpo tirando um pouco do peso que tinha em meu espírito que segurava minhas pernas. Posso voltar a subir essa ladeira e realizar que o horizonte que imaginara ver nasceu do reflexo nas gotas quando pus-me a refletir. Mais uma pequena certeza se parte e rola ladeira abaixo, mas dessa vez de tão prematura quase não escuto mais o barulho de suas pedras rolando. Divirto-me com o pensamento que na minha próxima parada muitas dessas certezas que neste post lhes contei estarão se partindo e rolando. Tomara que sim. Abro um sorriso e sigo meu caminho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2866127733516149146-2873846414450313559?l=coisaboanaoe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/9dayupbOhkM_bKdJrn-CUgZYp0I/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/9dayupbOhkM_bKdJrn-CUgZYp0I/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/9dayupbOhkM_bKdJrn-CUgZYp0I/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/9dayupbOhkM_bKdJrn-CUgZYp0I/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~4/JUWUsNEriqw" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/feeds/2873846414450313559/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/11/balanco-de-14-de-seculo-no-meio-da.html#comment-form" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/2873846414450313559?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/2873846414450313559?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~3/JUWUsNEriqw/balanco-de-14-de-seculo-no-meio-da.html" title="Balanço de 1/4 de século no meio da ladeira" /><author><name>Marcello Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668690194595357406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-j9d8a1sW2w8/Tu5igk3-9vI/AAAAAAAACTI/IXEbQWrBY_Y/s220/eu.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_Ba-cl4Fu8u0/Sv8YU0kLOkI/AAAAAAAACMU/uUKUcQZxHlU/s72-c/995895-003.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/11/balanco-de-14-de-seculo-no-meio-da.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0UBSHg-fyp7ImA9WxNbEE8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2866127733516149146.post-4943288576892146853</id><published>2009-11-11T22:46:00.001-02:00</published><updated>2009-11-12T10:34:19.657-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-11-12T10:34:19.657-02:00</app:edited><title>Balanço pós-apagão: falta cálcio em nossos ossos.</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Xo1nI_2EICc/SltOsQc3d2I/AAAAAAAAAr8/pL6PhFcvWOo/s1600/calcio.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_Xo1nI_2EICc/SltOsQc3d2I/AAAAAAAAAr8/pL6PhFcvWOo/s200/calcio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;Causou-me grande estarrecimento a constatação que o episódio de ontem me levou, a de que nós, brasileiros, &lt;i&gt;estamos sonhando &lt;b&gt;sonhos de gente grande&lt;/b&gt; mas ainda nos falta o &lt;b&gt;cálcio&lt;/b&gt; para sustentar esse maior corpo que desejamos ter&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha incompreensão é tal que rogo-lhes, por favor, que me expliquem como um país que almeja estar lado a lado nas mesas de negociações internacionais com os grandes líderes e por eles ser respeitado, tem como uma única fonte de energia a sustentar seus principais estados e que nem sua inteiramente é. Não sou de descendência militar e nem pretendo aqui pregar a militarização de um país sem a menor tradição nesta área, extremamente necessária pois desta será criada a cultura positiva da conquista daquilo que hoje possuímos, mas que sem a tal quando muito teremos um braço forte que sempre temeremos pois para tomar controle do corpo poderá até mesmo, como já o fez, a cortar a própria carne.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todavia, não consigo também deixar de enxergar sob tal ótica militarista (fantasiosa para ser mais preciso) as claras &lt;b&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;vulnerabilidades&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; que o apagão de ontem nos apontou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Clique abaixo e veja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imaginem a seguinte situação que, admito, ser esdrúxula não só pelo sua essência ridícula mas, também, pela verdade que insiste em estampar:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
um país qualquer entra em guerra com o Brasil, imaginemos uma país cujo governante seja louco-furioso-mordedor-de-mesa extremamente ufanista e delirante! Pensaram em algum? Acho que sim, né? Bom, imaginemos uma guerra contra essa potência milita-lunático-alberto-robertiana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nossos militares estariam todos preparados para defender nosso solo, nosso povo, nossas várzeas, fauna, flora.. essas coisas bem Artur de Azevedo. Somos muitos e em maior número que eles! Somos mais fortes, &lt;i&gt;nosso brado é retumbante&lt;/i&gt;, enfim, vocês sabem. A confiança é geral. Mas ai, bom, estamos na América Latrina, né?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vem esse governante louco (pq é de terceiro mundo e nunca ganhou nada de ninguém, se fosse de primeiro mundo e vitorioso seria chamado de &lt;b&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;visionário e conquistador&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;) e vendo sua enorme desvantagem frente a &lt;i&gt;esse gigante pela própria natureza&lt;/i&gt; que desafiara, lança mão de uma arma secreta, que nem o sistema anti-mísseis do Bush conseguiria derrotar, melhor que o Tomahawk, o infalível e antiquíssimo suborno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pensem comigo, qual seria a dificuldade de se lançar um ataque aéreo em Itaipú? E, para tanto como ato preparatório, qual seria a dificuldade então de subornar um engenheiro diretor qualquer paraguaio com o intuito de fingir que não viu algumas coisas, como explosivos C-4 em turbinas de geração de energia ou, até mesmo, participar comissivamente de uma sabotagem?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Resultado de um ataque através da manobra flanco-pilantreira-americo-sulista? Respondo: 18 estados na nação paralisados sem energia elétrica. E com isso deixando nossa produção industrial no mínimo paralisada, tirando, é claro, a dos mosaicos e painéis feitos com areia colorida em garrafinhas de vidro no nordeste do país. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acabou por ai? Não! Mais dois ataques aéreos onde nossa única esperança de evitá-los repousa sobre nossa já cansada frota marítima composta por navios que para não serem afundados no meio do Atlântico num exercício de tiro-ao-alvo militar, foram vendidos pelo preço de algumas novas escolas ao Brasil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro seria na Usina Nuclear de Angra dos Reis que, muito sabiamente, foi colocada estrategicamente numa manobra kamikaze no nosso litoral, facilitando assim a proliferação de qualquer desastre nuclear que ali venha a ocorrer. Afinal, colocar uma usina nuclear, como fazem os países de primeiro mundo, numa &lt;b&gt;área isolada&lt;/b&gt;, a exemplo de Nevada, Estados Unidos, cujas usinas ficam no meio do deserto para caso aconteça algum acidente, é muita estupidez e, por isso, que colocamos as nossas bem no litoral! Assim, caso aconteça algum ataque a elas e deste resulte um vazamento, a maré irá garantir que os efeitos daquele sejam maximizados e, de quebra, irá contaminar o porto de Santos e do Rio de Janeiro, atrofiando assim nossas principais saídas marítimas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E o segundo ataque para matar de vez aquele corpo que só faz agonizar antes mesmo de ter entrado em combate? Aquele gigante que nada mais consegue ver e com sua capacidade de se curar seriamente comprometida (e sofrendo de uma hemorragia nuclear agora)? Bom, vou dar só uma idéia, por não sei de fato o que aconteceria nesta situação específica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já imaginaram o que seria um míssel bem naquele tanque de gás gigantesco instalado bem no cetro do Rio de Janeiro, na zona portuária?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acho que chega, né?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas são episódios como este que fazem com que eu perceba o quanto ainda nos falta para que sejamos gente grande, malgrado nossas tentativas infantis de falar mais grosso ou estufar o peito para aparentar mais idade. Acredito que primeiro deveríamos tomar bastante &lt;span style="background-color: #660000; color: white;"&gt;cálcio&lt;/span&gt;, amadurecer, como todo organismo nesse planeta, antes de tentarmos assumir responsabilidades que não condizem com nosso estágio atual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estaria me aproveitando de um episódio isolado e dele tirando conclusões para apoiar um pensamento retrógrado e pessimista?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acho que não, pois se do cálcio neste post tracei algumas linhas, principalmente sobre sua &lt;b&gt;falta&lt;/b&gt;, não foi ainda que disse sobre nossa &lt;b&gt;maturidade&lt;/b&gt;. Pois aquele é apenas um dos sintomas que revela nossa atual incapacidade mas, como se por si só não bastasse, alia-se a outros tantos, como por exemplo a (i)maturidade social que ainda temos e outras tantas coisas que, se resolvesse apenas mencionar, tornaria esse post demasiado longo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas não estou dizendo, entretanto, que nunca seremos capazes, não é isso, &lt;b&gt;&lt;i style="color: #660000;"&gt;apenas digo que não é agora e que neste caminho não há atalhos.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2866127733516149146-4943288576892146853?l=coisaboanaoe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/f-r7uuJc2gxksvbUvV3Mkta1rE4/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/f-r7uuJc2gxksvbUvV3Mkta1rE4/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/f-r7uuJc2gxksvbUvV3Mkta1rE4/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/f-r7uuJc2gxksvbUvV3Mkta1rE4/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~4/wrLfrPX-Nec" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/feeds/4943288576892146853/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/11/balanco-pos-apagao-falta-calcio-em.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/4943288576892146853?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/4943288576892146853?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~3/wrLfrPX-Nec/balanco-pos-apagao-falta-calcio-em.html" title="Balanço pós-apagão: falta cálcio em nossos ossos." /><author><name>Marcello Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668690194595357406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-j9d8a1sW2w8/Tu5igk3-9vI/AAAAAAAACTI/IXEbQWrBY_Y/s220/eu.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_Xo1nI_2EICc/SltOsQc3d2I/AAAAAAAAAr8/pL6PhFcvWOo/s72-c/calcio.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/11/balanco-pos-apagao-falta-calcio-em.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0QNQX4-eCp7ImA9WxNUF0U.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2866127733516149146.post-3962505774087537375</id><published>2009-11-08T17:01:00.011-02:00</published><updated>2009-11-09T13:43:10.050-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-11-09T13:43:10.050-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="comportamento" /><title>A língua, sua mudança, a arma e seus usos.</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Ba-cl4Fu8u0/SvcLZLyorTI/AAAAAAAACL8/FVSOPPWScQI/s1600-h/escrita1.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_Ba-cl4Fu8u0/SvcLZLyorTI/AAAAAAAACL8/FVSOPPWScQI/s320/escrita1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;Entendo que a língua, assim como todos as outras coisas nesse plano existencial, está sujeita à transformações pois, esta como sendo um instrumento, deverá acompanhar as mudanças de seus usuários. Impossível conceber uma idéia onde o meio utilizado se sobrepujaria ao fim colimado pelo seu usuário, tornando-se, pois, um fim em si própria. Não só entendo como aceito essa idéia mas, e aqui talvez se demonstre com nitidez um traço conservador já latente dessa pessoa que vos escreve nos seus vinte e seis anos, que me faz repudiar alguns &lt;i&gt;excessos&lt;/i&gt; trazidos por alguns segmentos de usuários na nossa língua pátria. Estou aqui a falar do fenômeno atual que ganhou força com a disseminação da informação pelas redes sociais que, aprioristicamente começou como uma forma de criar uma identidade entre seus usuários, mas que agora já toma vulto de uma quase ruptura com a língua tradicional. Essas frases longas e truncadas à &lt;span style="color: #660000;"&gt;Saramago&lt;/span&gt; são só para reforçar meu &lt;b&gt;repúdio&lt;/b&gt; às diversas utilizações por mim reprováveis que hoje se dá à língua.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse movimento traz diversas conseqüências sobre as quais pretendo traçar breves linhas sobre neste despretensioso post.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Clique abaixo e vejam se concordam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
A língua é nossa amiga, se soubermos cativá-la e dela cobrarmos seu bom uso. Através dela podemos nos expressar, aprender (e desaprender também, é verdade, daí a necessidade do bom uso), alargar nossa visão e nosso círculo social, por exemplo. Como nossa vida está num eterno estágio de mutação, nada mais natural que o meio pelo qual utilizamo-nos para interagir com o mundo externo, também acompanhe essa mudança. Muito mais do que simplesmente acompanhar, ela serve como um indício, uma pista que exterioriza traços da personalidade de quem a utiliza. Assim como o modo de uma pessoa se vestir, andar e falar (aqui aproveito a palavra da língua inglesa que traz em si a síntese de todo esse conceito - a "s&lt;i&gt;wagga&lt;/i&gt;"), o uso da língua também passa para seus destinatários uma clara mensagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqui, então, faz-se patente o uso &lt;b&gt;correto&lt;/b&gt; da língua, e por &lt;b&gt;correto &lt;/b&gt;quero dizer aquele uso cuja mensagem é &lt;i&gt;realmente&lt;/i&gt; aquela que você quer que as outras pessoas entendam. Vou me explicar. Se uma pessoa gosta de se vestir fora da moda, a mensagem que ela passará para os outros é a óbvia, aquela que ela pretendia: que é uma pessoa que não segue a moda. O problema é quando uma pessoa que gosta de estar de acordo com as últimas tendências desse mundo, por descuido, se veste em total desacordo. Neste caso termos uma mensagem que será interpretada erroneamente. Essa mal-interpretação também ocorre com o uso da língua.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais importante do que isso, talvez, é também que o mau uso da língua pode ser vantajosa para alguns.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2BWrZ_uvOkg/StSJw-spqsI/AAAAAAAAAmg/xDaf_rPa8fU/s1600/ignorancia.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_2BWrZ_uvOkg/StSJw-spqsI/AAAAAAAAAmg/xDaf_rPa8fU/s200/ignorancia.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;Esse post foi inspirado num &lt;i&gt;e-mail &lt;/i&gt;recente que me enviaram com uma estatística sobre os erros mais frequentes cometidos na prova de redação do ENEM. Não irei aqui entrar no mérito sobre os diversos erros encontrados, mas somente irei escrever sobre aquilo que considero como uma das causas, pensando em nível macro, que levaram aos estudantes a estes erros. Darei um exemplo desse erro para poder, depois, me justificar e desenvolver meu raciocínio. Uma das palavras com os maiores erros de ortografia foi Universidade que, em muitas redações, foi redigida com a letra "C", ou seja, igual ao logo daquela mesma Univercidade, digo, Universidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Erros de português aliado ao mau uso da língua, principalmente através da criação de neologismos, utilizados propositadamente para levar a informação ao povo, se por um lado facilita o acesso ao conhecimento, por outro constrói negativamente a bagagem cultural daqueles que não tem outro meio de fazê-lo. Palavras como "bandidagem", "poliçada", "vagabundagem" já fazem parte do vernáculo popular e não encontram nele sinônimos para serem utilizados na linguagem escrita, culta. A culpa não é deles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seria miopia demais de minha parte em apontar um dedo acusador para aqueles que não tiveram outra opção além desta última, a torpe, que lhes foi apresentada. O problema está no Estado que, muito convenientemente ao ver que, mal ou bem, este papel de informador já está sendo desempenhado, preferiu cruzar seus braços e à preguiça pela inação a apresentar-lhes uma segunda opção. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quantos milhares de cidadãos provenientes do ensino público desse país seriam incapazes de conseguir concatenar as idéias contidas numa frase de José Saramago? Acho melhor perguntar quantos não seriam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tenho para mim que esse aprendizado, numa visão um tanto &lt;b&gt;conspiracionista&lt;/b&gt;, seria um complô do Estado para segmentar a grande parte da população pobre e ignorante das informações sobre as condutas podres daquele. Aquele indivíduo que só tem por hábito ler jornalecos de cinqüenta centavos em nada consegue entender as notícias de primeira capa, mais relevantes, que são veiculadas para a classe A e B nos demais jornais. É a lógica do &lt;i&gt;panis et circensis &lt;/i&gt;remasterizada, onde além do carnaval e do bolsa-família, ocultam-se-lhes a informação. Simples, mas extremamente eficaz. Basta para comprovar o que digo numa rápida olhada na primeira capa de qualquer jornal classe D e E num dia de grande repercussão mundial devido a um evento extremamente relevante para que se veja nada além de notícias pequenas e sensacionalistas e uma mulher feita de corpo escultural mas de um mármore vazio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existe, ainda, o uso da língua por segmentos da sociedade que fazem dos neologismos um diferencial, uma espécie de código que entre eles cria o vínculo e sua identidade. Isso não é uma invenção moderna, nem de longe, mas o que é necessário ter-se em mente que, se por um lado a mudança é bem-vinda, seu mau-uso poderá deturpar seu objetivo atualizacionista. Desde que dentro desses limites não há que se opor a esse movimento natural. Por isso, a meu ver, os extremos são reprováveis: aqueles que em tudo querem mudar e também que nem nada abrem mão. Se de um lado temos o MSNenês como seu representante, do outro temos o movimento franco-inspirado xenófobo MV Brasil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A internet como um nicho social peculiar que é, precisa sim de uma linguagem que lhe é própria. Até aqui estou de acordo, mas observo que principalmente com as novas geração que nela já nasceram, esta nova língua que nascera para ficar em sua circunscrição, há muito já toma lugar da outra. Crianças atualmente não sabem escrever, conjugar verbos e, muito pior, já demasiadamente influenciados pela linguagem de fácil compreensão, objetiva, se deparam com um texto mais complexo e se perdem, sem dali conseguirem extrair nenhum significado. O costume pela linguagem fácil causa uma impaciência e fadiga quando faz-se necessário pensar um pouco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com relação ao outro extremo, que seria a imutabilidade da nossa língua, não permitindo que ela seja influenciada por mais nenhuma outra, bom, digo apenas que se fosse para ser assim, hoje em dia ainda estaríamos falando aramaico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em síntese, relembrando das sábias palavras de Sidharta, sempre deverá ser preferido o caminho do meio. E esse caso não foge à regra. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fico aqui com minhas ponderações, pois um outro tema para um futuro post começa a se desenhar em minha mente. Não adentrarei mais nessa discussão deixando espaço para linhas vindouras. Permitirei-me, apenas, a ficar me perguntando quantos, sobre quem este texto trata, conseguiriam lê-lo e dele extrair algo para criticar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2866127733516149146-3962505774087537375?l=coisaboanaoe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/cBy95Jold5ZcTRavHPt0BQaoKjM/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/cBy95Jold5ZcTRavHPt0BQaoKjM/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/cBy95Jold5ZcTRavHPt0BQaoKjM/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/cBy95Jold5ZcTRavHPt0BQaoKjM/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~4/qAJzFG2ERVg" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/feeds/3962505774087537375/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/11/entendo-que-lingua-assim-como-todos-as.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/3962505774087537375?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/3962505774087537375?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~3/qAJzFG2ERVg/entendo-que-lingua-assim-como-todos-as.html" title="A língua, sua mudança, a arma e seus usos." /><author><name>Marcello Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668690194595357406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-j9d8a1sW2w8/Tu5igk3-9vI/AAAAAAAACTI/IXEbQWrBY_Y/s220/eu.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_Ba-cl4Fu8u0/SvcLZLyorTI/AAAAAAAACL8/FVSOPPWScQI/s72-c/escrita1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/11/entendo-que-lingua-assim-como-todos-as.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0QGQHc-fyp7ImA9WxNUFE8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2866127733516149146.post-6245429739126711588</id><published>2009-11-04T16:02:00.039-02:00</published><updated>2009-11-05T11:55:21.957-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-11-05T11:55:21.957-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Opinião" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="comportamento" /><title>Grandes lições velhas ainda copiadas dos nossos mestres do passado</title><content type="html">&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Ba-cl4Fu8u0/SvIO-GZV_NI/AAAAAAAACL0/dYCCzgXF5BM/s1600-h/IMG_0068.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_Ba-cl4Fu8u0/SvIO-GZV_NI/AAAAAAAACL0/dYCCzgXF5BM/s320/IMG_0068.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Futricando num sebo atrás duma cópia decente de Balzac, eis que numa prateleira de livros à venda por 1 real encontro essa preciosidade! Claro que estou me referindo a insensatez (para não chamar de estupidez) contida na frase deste doutrinador que pôs na capa do seu livro uma mensagem aos estudantes, afirmando que durante seu aprendizado acadêmico bastar-lhes-ia a letra crua da lei, nada além. Vou transcrever a frase abaixo para aqueles que não consigam ler:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="color: #660000; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;"Estudante, um dia você deverá conhecer mais do que apenas o código. Um dia, enfim, quando você estiver formado. Por enquanto, basta o código puro e simples, nem mais e nem menos."&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em outras palavras: rogo-lhes para não pensar agora, deixe para talvez mais tarde, quando e se lhes for necessário.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este livro foi editado durante a ditadura militar e esse desincentivo ao pensamento crítico é até compreensível durante aquele período. O que entristece a alma é que tal atitude, por mais que agora não venha com a ousadia duma mensagem direta na capa dum livro acadêmico, se perpetua. O pensamento crítico ainda é todavia posto de lado, sendo preterido pelos conhecimentos técnicos relevantes para a profissão. Produz-se, então, num ritmo de série em diversas faculdades no nosso país, verdadeiros reprodutores condicionados de pensamento pré-concebido. Profissionais que somente sabem cuspir aquilo que pela goela lhes foi empurrado. Atribuem-se-lhes filhos que nunca foram seus, e nem poderiam, mas mesmo assim ficam contentes com a paternidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode parecer um absurdo mas é o que esta acontecendo. Os anos passaram e com isso novos ares foram anunciados, mas ainda temos mestres convenientes ao &lt;b style="color: #660000;"&gt;velho&lt;/b&gt; &lt;i style="background-color: #660000; color: white;"&gt;novo&lt;/i&gt; regime que só sabem repetir a mesma lição daquela capa do livro.&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_CDohqq_XG4g/SdIPlmqh8-I/AAAAAAAABTo/oLCTFSpwA4A/s1600/ventr%C3%ADloquo.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_CDohqq_XG4g/SdIPlmqh8-I/AAAAAAAABTo/oLCTFSpwA4A/s200/ventr%C3%ADloquo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Afinal, é por todos sabido que aqueles que não sabem organizar seu pensamento numa maneira a criticar aquilo que lhes é apresentao, não saberá escolher seus representantes, agindo de maneira mais submissa pois há muito já fora acostumado a apenas aceitar. Essa situação em demasia se coaduna com a vontade do ventríloquo em não ver seu boneco falar suas próprias palavras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2866127733516149146-6245429739126711588?l=coisaboanaoe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/plGJdooTlX9s7sIdCIuRH1xZdy0/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/plGJdooTlX9s7sIdCIuRH1xZdy0/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/plGJdooTlX9s7sIdCIuRH1xZdy0/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/plGJdooTlX9s7sIdCIuRH1xZdy0/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~4/10fXVvMEXsU" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/feeds/6245429739126711588/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/11/grandes-licoes-velhas-ainda-copiadas.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/6245429739126711588?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/6245429739126711588?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~3/10fXVvMEXsU/grandes-licoes-velhas-ainda-copiadas.html" title="Grandes lições velhas ainda copiadas dos nossos mestres do passado" /><author><name>Marcello Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668690194595357406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-j9d8a1sW2w8/Tu5igk3-9vI/AAAAAAAACTI/IXEbQWrBY_Y/s220/eu.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_Ba-cl4Fu8u0/SvIO-GZV_NI/AAAAAAAACL0/dYCCzgXF5BM/s72-c/IMG_0068.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/11/grandes-licoes-velhas-ainda-copiadas.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CE4GQn49eyp7ImA9WxNUEU4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2866127733516149146.post-7302450173069001898</id><published>2009-11-01T15:39:00.004-02:00</published><updated>2009-11-02T01:35:23.063-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-11-02T01:35:23.063-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Opinião" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="comportamento" /><title>A hipocrisia e miopia daqueles que só lêem a moral que lhes convém. Reeditaram o Maleficus Maleficarum.</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://bignadaquasar.files.wordpress.com/2009/08/fogueira-das-bruxas.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://bignadaquasar.files.wordpress.com/2009/08/fogueira-das-bruxas.jpg" width="248" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;Espantou-me a reação dos alunos universitários (pelo menos é o que lhes consta na carteira) que hostilizaram uma colega de faculdade, expulsando-a sob vaias e xingamentos motivados pela roupa que ela estava usando. A faculdade palco desse verdadeiro espetáculo circense foi UNIBAN, em São Bernardo do Campo, que nem católica é para que ao menos possamos tentar espremer algum motivo, ainda que não plausível, dessa atitude moralista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O caso foi o seguinte: a menina chegou a faculdade com um vestido rosa justo ao seu corpo, denunciando todas suas curvas e formas que roubava a atenção daqueles que a viam mesmo que não quisessem. Os alunos ao perceberem, aqui faço uma ressalva que não sei se algo por trás também motivou esse verdadeiro levante em defesa da moral, começaram a hostilizar a menina com xingamentos - em especial aquele relacionado a profissão cujos trajes em muito se parecem àquele acima descrito. Ela, então, foi obrigada a se refugiar na sala de aula mas, como os alunos ficaram do lado de fora gritando, viu-se obrigada a chamar reforço policial. Somente escoltada pela polícia conseguir sair do prédio da faculdade para, acredito, nunca mais voltar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse episódio é bastante representativo da tendência atual que levou a reedição daquele maldito livro que pensava ter sido esquecido pela nossa sociedade atual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Clique abaixo e veja se concorda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Analisando a vestimenta da menina, até concordo que aquele vestido completado (ou não-completado, seria melhor) por comprimento que mais se assemelha a de um cinto, não é o mais adequado para o mundo acadêmico, estando mais apropriado para outras horas do dia... Sim, até ai, para eu mesmo tentar evitar minha hipocrisia, entendo que seus colegas tenham ficado descontentes com sua roupa. Agora, fazer disso uma verdadeira &lt;b&gt;caça às bruxas&lt;/b&gt;, como se um vestido rosa micro fosse o suficiente para romper com o limite da &lt;i style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;nossa moral&lt;/i&gt;? Fale-me sério!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E que moral é essa desses estudantes que sentam em suas cadeiras e assistem passivamente toda roubalheira e esvaziamento daquele conceito tradicional e da ética na nossa política e no seu meio mas, como se fossem acordados por um relâmpago, levantam-se e caçam com foices e tochas a primeira acusação de bruxaria que lhes fizeram?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma nova edição digital do &lt;b&gt;&lt;i style="color: #660000;"&gt;maleficus maleficarum&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; foi editada ao que me parece e por aqueles estudantes fervorosamente lida. Essa nova edição contém uma lista subjetivista de características de bruxaria a serem perseguidas, ao contrário daquela medieval objetivista, que condenava as mulheres, por se recusarem à submissão machista da Igreja, que insistiam em pensar e a estudar e, por conseguinte, eram condenadas à fogueira como bruxas. Para minha tristeza vejo que esse novo manual do que seria reprovável está caindo na moda, mas até entendo o motivo de sua crescente popularidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagine um livro que lhe dê uma enorme lista de coisas para que você de acordo com os seus critérios julgue como sendo adequadas ou não. Em outras palavras, ele justifica sua escolha do que seria moral, isentando-o de uma auto-reflexão e inocentando sua consciência. Devido a sua larga aplicabilidade é muito conveniente pois, assim, não poderá ser-lhe atribuída qualquer culpa caso aches louvável sentar-se e assistir passivamente ao espetáculo da corrupção que a todos atormenta mas, quando lhe convier, decidir se mover quando um vestido imunda e contamina seu pequeno e simplório mundo acadêmico, que de idéias já percebe-se morto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais um grito de revolta que pede, outra vez, que joguem esse maldito livro da fogueira para que, ao menos, sujemos nossas consciências com nossas escolhas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2866127733516149146-7302450173069001898?l=coisaboanaoe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/TPbnHL7ji_iKHAzUjw1J1AvgR1s/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/TPbnHL7ji_iKHAzUjw1J1AvgR1s/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/TPbnHL7ji_iKHAzUjw1J1AvgR1s/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/TPbnHL7ji_iKHAzUjw1J1AvgR1s/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~4/JBhttPkjHcY" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/feeds/7302450173069001898/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/11/hipocrisia-e-miopia-daqueles-que-so.html#comment-form" title="6 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/7302450173069001898?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/7302450173069001898?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~3/JBhttPkjHcY/hipocrisia-e-miopia-daqueles-que-so.html" title="A hipocrisia e miopia daqueles que só lêem a moral que lhes convém. Reeditaram o Maleficus Maleficarum." /><author><name>Marcello Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668690194595357406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-j9d8a1sW2w8/Tu5igk3-9vI/AAAAAAAACTI/IXEbQWrBY_Y/s220/eu.jpg" /></author><thr:total>6</thr:total><feedburner:origLink>http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/11/hipocrisia-e-miopia-daqueles-que-so.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkEGRXs7eSp7ImA9WxNVGU4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2866127733516149146.post-7584971489974667962</id><published>2009-10-30T17:31:00.016-02:00</published><updated>2009-10-30T19:37:04.501-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-10-30T19:37:04.501-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="mundo jurídico" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Opinião" /><title>A pior desilusão na carreira é a daquele que idolatras</title><content type="html">&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://livrarianobelperdizes.files.wordpress.com/2008/10/decep_ao.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://livrarianobelperdizes.files.wordpress.com/2008/10/decep_ao.jpg" width="172" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Tenho pra mim que é perfeitamente normal acontecerem desilusões profissionais quando após a fase romântica do mundo acadêmico você se depara com a realidade, bem mais fria e dura mas ainda assim com seu encanto. Comigo, claro, não poderia ter sido diferente. Já expressei aqui minha revolta com o mundo jurídico num post anterior e, enquanto escrevia aquele post sobre a nomeação do Toffoli, achei que de tão absurda que era a situação a minha cota de desilusões já teria sido batida, pelo menos para esse nesse ano. Ledo engano...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Nada pior para um jovem profissional que, apesar de reconhecer as dificuldades e mazelas que infectam sua área, mas que ainda consegue nutrir esperança (devido, provavelmente, aos poucos passos que já dera), vê alguém que ocupa uma posição de paradigma em sua carreira entregando os pontos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;div style="border: medium none;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Seria mais ou menos como o vestibulando que agora se abdica de seus prazeres para conseguir uma das vagas mais disputadas nas universidades públicas, qual seja &lt;b&gt;comunicação social&lt;/b&gt;, vê o Supremo Tribunal do país dizendo que não é necessário diploma de nível superior algum para exercer tal profissão. Recompõe-se e segue adiante na sua jornada consolado pela família e amigos dizendo que ficará por conta do mercado a seleção. Assim, em última análise, nada mudou. Mais contente e esperançoso, num raro momento de prazer, ele liga a televisão semana passada e assiste a entrevista do William Bonner&amp;nbsp; (ídolo daqueles que almejam tal carreira) com a Marília Gabriela onde ele afirma categoricamente que o mercado de jornalismo está saturado. Leia-se: não precisa de diploma, mas se quiser gastar 4 anos de sua vida estudando e alguns milhares de reais, tudo bem, mas provavelmente não iremos precisar de ti.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;div style="border: medium none;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;No meu mundo pessoal foi quando um ministro do Superior Tribunal de Justiça, em muito já desgostoso com a situação no nosso meio profissional, formulou as seguintes proposições no corpo de um julgado no qual era relator:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;ul style="margin-top: 0in;" type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #660000;"&gt;Qual é a semelhança entre o&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt; &lt;span style="background-color: #660000; color: white;"&gt;STJ&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, um &lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;avião desgovernado&lt;/span&gt; e um &lt;i&gt;banana boat&lt;/i&gt;?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;Clique abaixo e descubra.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Irei simplesmente transcrever parte do julgado onde ele formula a tal proposição. Ao final, para quem não é do mundo jurídico, vou explicar o porquê de sua revolta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: left;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Ba-cl4Fu8u0/Sus_M7eJl4I/AAAAAAAACK0/phs_USjQFDE/s1600-h/0511-0906-1204-4360_Cartoon_of_a_Kid_Playing_with_a_Remote_Control_Airplane_clipart_image.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_Ba-cl4Fu8u0/Sus_M7eJl4I/AAAAAAAACK0/phs_USjQFDE/s200/0511-0906-1204-4360_Cartoon_of_a_Kid_Playing_with_a_Remote_Control_Airplane_clipart_image.jpg" vr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;"Dissemos &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;sempre&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt; que sociedade de prestação de serviço não paga a contribuição. Essas sociedades, confiando na súmula 276 do Superior Tribunal&amp;nbsp; de Justiça, programaram-se para não pagar esse tributo. Crentes na súmula elas fizeram gastos maiores, e planejaram suas vidas de determinada forma. Fizeram seu projeto de viabilidade econômica com base nessa decisão. &lt;b&gt;De repetente&lt;/b&gt;, vem o STJ e diz o&lt;span style="color: #660000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;contrário&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;: esqueçam o que eu disse; agora vão pagar com multa, correção monetária, etc., porque nós,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt; o Superior Tribunal de Justiça, tomamos a lição de uma mestre &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="background-color: #660000; color: white;"&gt;&lt;b&gt;(STF)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt; e esse mestre nos disse que estávamos errados. Por isso, voltamos atrás .&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt; Nós somos os condutores, e eu- Ministro de um Tribunal cujas decisões os próprios Ministros não respeitam sinto-me, triste. Como contribuinte, que também sou, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;mergulho&amp;nbsp; em&amp;nbsp; insegurança&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;, &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;como um passageiro daquele vôo trágico em que o piloto que se&amp;nbsp; perdeu no meio da noite em cima da &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Selva Amazônica: ele virava para a&amp;nbsp; esquerda, dobrava para a direita e os&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt; passageiros sem nada saber, até que&amp;nbsp; eles de repetente descobriram &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;que estavam perdidos: &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;O avião como Superior Tribunal de Justiça está &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;b&gt;extremamente &lt;span style="background-color: #660000; color: white;"&gt;perdido&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Agora estamos a rever uma&amp;nbsp; súmula que fixamos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt; &lt;span style="color: #660000;"&gt;há menos de um trimestre&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;. Agora dizemos que está errada, porque alguém &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="background-color: #660000; color: white;"&gt;(STF)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt; os deu uma lição dizendo que essa súmula não devia ter sido feita assim." &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;(AGRESP 382736/SC)&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; margin: 0in 0in 10pt; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;
Essa foi a primeira parte, mas não parou por aí. Agora vem a parte do&lt;span style="color: #660000;"&gt;&lt;b&gt; Banana Boat!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://images.our-hotels.com/countries/malaysia/pahang/tioman-island/hotels/berjaya-tioman-beach/banana-boat-m.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="131" src="http://images.our-hotels.com/countries/malaysia/pahang/tioman-island/hotels/berjaya-tioman-beach/banana-boat-m.jpg" vr="true" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;" (...) Nas praias de Turismo, pelo mundo afora, existe um brinquedo em que uma enorme bóia,  cheia de pessoas é arrastada por uma lancha.  A função dessa&amp;nbsp; lancha é fazer &lt;b&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;derrubar as pessoas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; montadas no dorso da bóia. Para tanto, a lancha desloca-se em linha reta e, de repetente, descreve curvas de quase noventa graus.  O jogo só termina, quando todos os passageiros da bóia estão dentro do mar. &lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Pois bem, o &lt;span style="color: #660000;"&gt;&lt;b&gt;STJ parece ter assumido o papel do piloto&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; dessa&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;lancha. &lt;span style="background-color: #660000; color: white;"&gt;Nosso papel tem sido derrubar os jurisdicionados&lt;/span&gt;."&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: center;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&amp;nbsp; ( AGRESP 382736/SC)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;Existem dois tribunais no nosso país responsável em dar a última decisão sobre um assunto de sua competência: o Supremo Tribunal Federal (STF)&amp;nbsp;e o Superior Tribunal de Justiça (STJ). A divisão da competência entre eles é muito simples e se baseia no que quis a Constituição Federal. Assim, ficou&amp;nbsp;a cargo do STF de dar a última palavra quando o assuntor disser respeito ao que está na Constituição e a encargo do STJ aquilo que versar sobre disposto em qualquer outra lei. A grosso modo, seria assim, simples. O problema é que nossa Constituição, assim como quem vos escreve, é prolixa, fala demais. Acaba então que quase tudo está na Constituição! Vou dar um exemplo clássico:&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;A Constituição da República, no seu artigo 242, parágrafo 2º diz que o Colégio Pedro II, localizado no Rio de Janiero, será mantido na órbita da União. &lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;Os alunos do citado colégio que me desculpem, mas não acham que nossa Lei Superior teria coisas mais importantes pra falar, não?&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;Assim, o que somente repercutiria em sede infra constitucional, pelo fato da nossa constituição falar demais, acaba figurando como competência de ambos tribunais. Aí acontece o que o ministro citou, um tribunal decide e pacifica o entendimento sobre um determinado assunto mas depois vem o STF dizendo que aquilo que já vem sendo decidido de determinada forma está errado, muda, por que você é competente sim, mas só até eu dizer o contrário.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2866127733516149146-7584971489974667962?l=coisaboanaoe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/h8LCCPlcGhGsiVhLLvviHnxkb9A/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/h8LCCPlcGhGsiVhLLvviHnxkb9A/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/h8LCCPlcGhGsiVhLLvviHnxkb9A/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/h8LCCPlcGhGsiVhLLvviHnxkb9A/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~4/i7AHHoAel64" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/feeds/7584971489974667962/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/10/pior-desilusao-na-carreira-e-daquele.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/7584971489974667962?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/7584971489974667962?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~3/i7AHHoAel64/pior-desilusao-na-carreira-e-daquele.html" title="A pior desilusão na carreira é a daquele que idolatras" /><author><name>Marcello Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668690194595357406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-j9d8a1sW2w8/Tu5igk3-9vI/AAAAAAAACTI/IXEbQWrBY_Y/s220/eu.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_Ba-cl4Fu8u0/Sus_M7eJl4I/AAAAAAAACK0/phs_USjQFDE/s72-c/0511-0906-1204-4360_Cartoon_of_a_Kid_Playing_with_a_Remote_Control_Airplane_clipart_image.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/10/pior-desilusao-na-carreira-e-daquele.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CU8DQXY9fip7ImA9WxNVGEk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2866127733516149146.post-7774326106242048221</id><published>2009-10-29T13:18:00.003-02:00</published><updated>2009-10-29T17:17:50.866-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-10-29T17:17:50.866-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="gastronomia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="dicas" /><title>Dica de gastronomia: o italiano que, literalmente, lhe salta a boca</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Ba-cl4Fu8u0/Sumwj1cVgAI/AAAAAAAACKU/CuAlQ28G7tQ/s1600-h/kkkk.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_Ba-cl4Fu8u0/Sumwj1cVgAI/AAAAAAAACKU/CuAlQ28G7tQ/s320/kkkk.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;Desde que voltei da última viagem que fiz ao melhor e mais espetacular parque de diversões temático criado para os adultos, estava com saudades de comer uma boa comida italiana num ambiente &lt;b&gt;tipicamente veneziano&lt;/b&gt;. Sim, em &lt;i&gt;Las Vegas&lt;/i&gt;, principalmente no Hotel Venetian e no Palazzo, esse tipo de lugar tem em versões para todos os bolsos e gostos. Mas, antes mesmo de eu ter tido tempo para perder as esperanças, descubro o &lt;b&gt;&lt;span style="background-color: #660000; color: white;"&gt;Saltimbocca&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp; - que significa "que lhe salta a boca" - aqui na Tijuca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Adoro uma boa comida e vou sempre que posso a todo tipo de restaurante, principalmente de comida italiana, pelo Rio de Janeiro inteiro. Agora, com um pouquinho de pretensão e talvez ainda sob o efeito da&lt;span style="color: #660000;"&gt; Bruschetta di Pomodorini&lt;/span&gt; que comi como antipasto, ousarei a dizer que ele em nada perde pro Tizziano ou qualquer outro restaurante &lt;i&gt;"fancy dancy"&lt;/i&gt; que já tenha ido. E com uma grande vantagem: é do lado da minha casa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ambiente é perfeito. Todo decorado ao estilo veneziano com direito a anjinhos de mármore, sacadas e azulejos que te dão a impressão que você acabou de entrar num&lt;i&gt; wormhole&lt;/i&gt; e saiu na Itália. O cardápio em italiano também ajuda a completar a sensação. Mas para fechar com chave de ouro, às quintas, sextas e sabados um trio de músicos tocam e cantam ao som do violino e do acordeon tradicionais canções italianas (nem sempre, já escutei por lá: Por una Cabeza - Piazzolla e Cidade Maravilhosa - !?!?).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Recomendo a pizza de &lt;b&gt;Quattro Formaggio&lt;/b&gt; (quatro queijos) média para duas pessoas com uma &lt;b&gt;Bruschetta Don Manueli&lt;/b&gt; como antipasto e &lt;i&gt;duas taças de champagne ou vinho espumante&lt;/i&gt; (Li isso num livro e desde então estou viciado). Os pratos não são caros, em especial se for levado em conta o ambiente, serviço e a qualidade da comida. A minha recomendação com a taxa de serviço sai numa média de R$ 35,00 por pessoa. Já o Merlot da casa não foi do meu agrado, para não dizer que tudo são flores.....&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segue abaixo o link do website do restaurante para quem se interessou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://www.saltimbocca.com.br/cardapio_saltimbocca.php"&gt;Saltimbocca - cardápio&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2866127733516149146-7774326106242048221?l=coisaboanaoe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/oBIq4rZGapfcKHpohFX1o1u7Yr4/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/oBIq4rZGapfcKHpohFX1o1u7Yr4/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/oBIq4rZGapfcKHpohFX1o1u7Yr4/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/oBIq4rZGapfcKHpohFX1o1u7Yr4/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~4/-ozODMQOCA0" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/feeds/7774326106242048221/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/10/dica-de-gastronomia-o-italiano-que.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/7774326106242048221?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/7774326106242048221?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~3/-ozODMQOCA0/dica-de-gastronomia-o-italiano-que.html" title="Dica de gastronomia: o italiano que, literalmente, lhe salta a boca" /><author><name>Marcello Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668690194595357406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-j9d8a1sW2w8/Tu5igk3-9vI/AAAAAAAACTI/IXEbQWrBY_Y/s220/eu.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_Ba-cl4Fu8u0/Sumwj1cVgAI/AAAAAAAACKU/CuAlQ28G7tQ/s72-c/kkkk.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/10/dica-de-gastronomia-o-italiano-que.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEAHSXk8eip7ImA9WxNVGE8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2866127733516149146.post-2834793154913516771</id><published>2009-10-28T22:55:00.007-02:00</published><updated>2009-10-29T12:32:18.772-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-10-29T12:32:18.772-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="personalidades" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="comportamento" /><title>A síndrome Alberto-Robertiana e o ego no mundo. Quem será o nosso?</title><content type="html">&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_81wFF9CjHjY/STlNS3BudmI/AAAAAAAAAwM/yhtKb3xq1Fo/s1600/amor+proprio.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_81wFF9CjHjY/STlNS3BudmI/AAAAAAAAAwM/yhtKb3xq1Fo/s200/amor+proprio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Ele canta, dança, entrevista, escreve e entre outras tantas coisas, ele é o melhor. Resumidamente, em tudo que se propõe fazer, simplesmente ninguém o supera! Quem é ele? Ele é o &lt;b&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;Alberto Roberto&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; (favor pronunciar com o devido sotaque). Verdadeiramente, &lt;i&gt;"o cara"&lt;/i&gt;. Adoro essa personagem do &lt;b&gt;Chico&lt;/b&gt; por que ele traça uma caricatura muito engraçada de algumas personalidades que, por terem &lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;se apaixonado&lt;/span&gt; com seu próprio ego, estão começando a acreditar que não lhes basta serem bons numa única coisa: tem de ser bom em várias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Afinal, seguem a lógica irrefutável &lt;b&gt;&lt;span style="background-color: #660000; color: white;"&gt;alberto-robertiana&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;: &lt;b&gt;se sou bom nisso, logo serei bom também naquilo!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tenho a impressão que se acham o próprio Midas e transformam em ouro tudo que fazem. O único problema é que esse ouro só brilha nos seus olhos e naqueles ao seu redor cuja opinião, digamos, não é de lá grande valia quando o assunto é qualidade (porque se valor tivessem, teriam dito: &lt;i&gt;"cara, assim, sabe, numa boa... pra que escrever, né? Só canta, ok?!"&lt;/i&gt;)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acho que poderia citar aqui várias dessas personalidades, não só no Brasil, mas como ao redor do mundo. Todavia, ficarei apenas com duas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Clique abaixo e veja quem são.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/foto/0,,14810642-EX,00.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/foto/0,,14810642-EX,00.jpg" width="151" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Para a primeira, só para começar a pegar bem leve, vou citar a Carla Bruni (primeira dama da França, modelo, escritora, cantora, compositora, ativista de direitos humanos... e segue seu currículo). Acho ela muito bonita mesmo, tá, até ai tudo bem, ela era modelo. Casou-se com o atual presidente francês e, diferentemente do exemplo que temos aqui em casa, resolveu não ser uma mera coadjuvante e passou a usar de sua influência para lutar por suas causas. Louvável. Mas, todavia, contudo e entretanto... bom, quem se preocupar em escutar suas músicas e a analisar sua performance como cantora... humm... sei não... e seu livro no qual ela expõe seu amor por Sarkozi?? Sim, ela escreveu um livro onde declara seu amor por aquele baixinho cabeçudo que bate no seu peito (coloquei a foto para vocês tirarem suas próprias conclusões e não me acusarem de ter inveja do "le petit thumb" ai do lado)! Qual o problema? Bom, digamos que não deve ser a maior obra literária dos últimos anos... Aí acho que já entrou de vez na síndrome &lt;b&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;Alberto Roberto!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E no nosso querido Brasil? Será que teríamos alguém assim?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqui vai a dica:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele é um renomado empresário no ramo publicitário. Praticamente o &lt;b&gt;Donald Trump&lt;/b&gt; brasileiro que, para fazer ainda mais jus a essa comparação, protagonizou um&lt;i&gt; reality show&lt;/i&gt; onde seu ego, &lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;em termos quantitativos&lt;/span&gt;, só não ultrapassa o do laquê no seu cabelo. Mas ele &lt;i&gt;não&lt;/i&gt; para por ai, é bom demais! Depois do Aprendiz 1, 2, 3, 4, 5, 6... ufa, ele descobriu que sabe também cantar! Segundo suas próprias palavras, em muito foi incentivado por amigos que ficavam bobos com suas performances quando cantava em festas particulares. Então ele vai cantar! Mas calma, não será qualquer cantor, imagina! Um talento nato como ele, &lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;ainda que tardiamente só por si próprio descoberto&lt;/span&gt;, tem que cantar (e desbancar?) o próprio &lt;b&gt;Frank Sinatra&lt;/b&gt;! E tem mais! Escreve livros ensinando a outras pessoas três coisas: demonstra por A + B o quão bom ele é e como é bom ser ele e, como ele é &lt;i&gt;legal&lt;/i&gt;, dá dicas a ser assim: bom como ele. Recentemente, cansado daquele tipo de programa que há muito dominara e em seu ver já superava aquele cara lá, o tal americano que o imita... enfim, Donald quem? Então, ele resolve aceitar um novo desafio e a ser o apresentador de um programa de auditório!!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quem é ele?? É um pássaro? Um avião? Imagina, &lt;b style="background-color: #660000; color: white;"&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black;"&gt;é o próprio &lt;/span&gt;Alberto Roberto! &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.atarde.com.br/arquivos/2009/07/114036.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="280" src="http://www.atarde.com.br/arquivos/2009/07/114036.jpg" width="400" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Também conhecido como &lt;i&gt;Roberto Justus...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/fotos/2007/12/26/26_MHG_justus.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="204" src="http://oglobo.globo.com/fotos/2007/12/26/26_MHG_justus.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2866127733516149146-2834793154913516771?l=coisaboanaoe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/7o8G-PPSpkgeelba2_tAtlrhjAE/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/7o8G-PPSpkgeelba2_tAtlrhjAE/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/7o8G-PPSpkgeelba2_tAtlrhjAE/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/7o8G-PPSpkgeelba2_tAtlrhjAE/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~4/T4271uo1aJY" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/feeds/2834793154913516771/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/10/sindrome-alberto-robertiana-e-o-ego-no.html#comment-form" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/2834793154913516771?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/2834793154913516771?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~3/T4271uo1aJY/sindrome-alberto-robertiana-e-o-ego-no.html" title="A síndrome Alberto-Robertiana e o ego no mundo. Quem será o nosso?" /><author><name>Marcello Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668690194595357406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-j9d8a1sW2w8/Tu5igk3-9vI/AAAAAAAACTI/IXEbQWrBY_Y/s220/eu.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_81wFF9CjHjY/STlNS3BudmI/AAAAAAAAAwM/yhtKb3xq1Fo/s72-c/amor+proprio.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/10/sindrome-alberto-robertiana-e-o-ego-no.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0ACQnk6eip7ImA9WxNVF04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2866127733516149146.post-9061858255385758520</id><published>2009-10-28T12:22:00.002-02:00</published><updated>2009-10-28T12:22:43.712-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-10-28T12:22:43.712-02:00</app:edited><title>Ainda não marquei a data do meu casamento, mas os bonequinhos do bolo já foram escolhidos! (e o pior, pela noiva!)</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://angelcris.files.wordpress.com/2009/04/1227_23013600.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://angelcris.files.wordpress.com/2009/04/1227_23013600.jpg" width="313" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2866127733516149146-9061858255385758520?l=coisaboanaoe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/pVTyPyBI7VaS6lN7NoUUKEFuc84/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/pVTyPyBI7VaS6lN7NoUUKEFuc84/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/pVTyPyBI7VaS6lN7NoUUKEFuc84/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/pVTyPyBI7VaS6lN7NoUUKEFuc84/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~4/5R7Qq8G61Nk" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/feeds/9061858255385758520/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/10/ainda-nao-marquei-data-do-meu-casamento.html#comment-form" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/9061858255385758520?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/9061858255385758520?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~3/5R7Qq8G61Nk/ainda-nao-marquei-data-do-meu-casamento.html" title="Ainda não marquei a data do meu casamento, mas os bonequinhos do bolo já foram escolhidos! (e o pior, pela noiva!)" /><author><name>Marcello Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668690194595357406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-j9d8a1sW2w8/Tu5igk3-9vI/AAAAAAAACTI/IXEbQWrBY_Y/s220/eu.jpg" /></author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/10/ainda-nao-marquei-data-do-meu-casamento.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0MHRHk_cSp7ImA9WxNVFkg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2866127733516149146.post-7218830594929470983</id><published>2009-10-27T11:26:00.005-02:00</published><updated>2009-10-27T11:50:35.749-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-10-27T11:50:35.749-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Opinião" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="comportamento" /><title>Dêem um óculos por favor a essa nossa sociedade!</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.ervadaninha.blogger.com.br/beldroega.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://www.ervadaninha.blogger.com.br/beldroega.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;Talvez eu seja uma voz sozinha no meio de uma multidão. Uma voz que grita por insistir em sonhar. Sonha que algum dia talvez seja ouvida e mais pessoas juntas comecem a gritar. Estou escrevendo para desabafar pois já me cansei de tantas ervas daninhas crescendo e o pior, serem regadas ao meu redor. Vivemos numa sociedade onde o que está de errado é culpa somente de idéias e pessoas sem corpo - como "polícia" ou "políticos" - mas nunca nossa. Até quando conseguiremos nos isentar e enganar nossa própria consciência ao adotarmos uma conduta permissiva diante de um violação à moral, à ética, ao nosso próprio meio social? Sinceramente eu não sei a resposta, mas vou dividir meu grito com vocês.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O problema da corrupção e permissividade já enraizados no nosso consciente popular é advindo da nossa herança colonial que, num dado momento, não soubemos - ou prefirimos - arrancar as ervas daninhas e que nos torna hoje um jardim onde elas são cultivadas junto com as rosas, devido a nossa própria miopia. Às vezes acordo com esperança quando escuto notícias que me fazem ainda acreditar em nós próprios. Penso que estamos finalmente nos encaminhando para à ótica da moralidade. Todavia, se quisermos mesmo evoluir, teremos que começar arrancando nossas próprias ervas daninhas mas, antes ainda, teremos que tirar o véu da hipocrisia que tão convenientemente nos cobre a visão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que quero dizer com isso? Faço questão de me explicar e dar exemplos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
clique abaixo e leia o resto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1dGqQU1hvtc/SHDXmVzhvoI/AAAAAAAAADI/kdYA9bEka3U/s1600/oculos+quebrado.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_1dGqQU1hvtc/SHDXmVzhvoI/AAAAAAAAADI/kdYA9bEka3U/s200/oculos+quebrado.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Responda às perguntas abaixo com consciência e veja o quão míope você é. Eu já comecei a usar óculos.&lt;br /&gt;
&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Apesar da nossa aparente revolta com a atual situação em que se encontra alguns segmentos da nossa polícia, quantos de nós já não ficaram &lt;b&gt;felizes&lt;/b&gt;, mesmo inconscientemente, ao se deparar com um policial &lt;span style="color: #660000;"&gt;corrupto&lt;/span&gt; que aceitasse o "cafezinho" para nos liberar duma multa?&amp;nbsp;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Queremos realmente nos livrar dessas ervas?&lt;br /&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Quais foram os últimos políticos em que votou e o que eles andam fazendo agora que o justifique?&amp;nbsp;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Sabe ao menos seus nomes?&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;
Vou parar por aqui por que acho que já consegui demonstrar meu ponto, que é:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ficamos revoltados (pelo menos alguns de nós - outro preferem não ver ou já deixaram de se importar) com a falta de moralidade existente na nossa política atual quando, na verdade, nos compete perceber que eles nada mais são do que o &lt;span style="background-color: #660000; color: white;"&gt;reflexo da nossa sociedade&lt;/span&gt;. Eles só fazem com que vejamos nitidamente &lt;i&gt;os valores que prestigiamos&lt;/i&gt;, sejam positivos ou não, vez que por nós foram escolhidos para nos representar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E o que dizer dos policiais? A mesma coisa. Fico triste ao ver jovens entrando para a polícia já com a idéia de fazer as coisas erradas que, de tanto serem repetidas, assim como um mentira, já estão se tornando verdade. Mais uma vez darei exemplos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;ul&gt;&lt;li&gt;O papel do policial se resume a decretar sem direito ao procedimento que lhe garantirá a defesa, a morte daquele que foi por ele sumariamente sentenciado. Isso apaziguará a classe média cega por que vez que sua visão sumiu, só sente quando a violência respinga no asfalto queimando-lhe a pele.&lt;br /&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;O dever de agir do policial é um dever que se lhe impõe somente até o momento que ele encontre como entrave o &lt;b&gt;valor&lt;/b&gt; pelo qual ele vende seus &lt;b&gt;valores&lt;/b&gt;.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;&amp;nbsp;Mas antes que seja minha crítica interpretada - outra vez por conveniência da miopia - como sendo direcionada a estes segmentos da sociedade escolhidos por mim como exemplos, digo com todas as letras que minha intenção é ferir a própria carne. Afinal, para existir um político corrupto, antes, deverão existir míopes que votam nele e o policial só aceita a propina, casuisticamente falando, por que, antes disso, existe quem a ele ofereça.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O erro é nosso vez que insistimos em deixar crescer perto de nós e, até em alguns casos cultivamos, as tais ervas daninhas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acham ainda que não? E a coisa pública? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nossa interpretação demonstra que da &lt;b&gt;ignorância do seu significado&lt;/b&gt; nasce &lt;span style="color: #660000;"&gt;a essência de toda nossa permissividade &lt;/span&gt;com quem ela se opõe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pensamos que coisa pública, como a previdência, escolas, rios e mares, é "coisa de ninguém". Abraçamos-nos a falácia que:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="color: white;"&gt;&lt;b style="background-color: #660000;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;se é de todos, logo não é meu, se não é meu, logo &lt;i&gt;não me importo.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
É ai que chego ao meu ponto principal. Enquanto continuarmos com essa visão distorcida, simplista, mesquinha, típica de um povo que adora inventar desculpas para não ser responsabilizado, continuaremos a regar nossas ervas daninhas e deixar nossas &lt;i&gt;rosas morrerem&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faço aqui um &lt;i&gt;mea culpa: &lt;/i&gt;admito minha miopia. Mas já passei a usar óculos. Trincados, mas estou tentando consertar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E desde já respondendo a crítica que a mim será feita por alguns, cito uma frase sensacional:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote style="color: #660000;"&gt;&lt;div class="fr"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;"Se você agir sempre com dignidade, &lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;pode não melhorar o mundo&lt;/span&gt;, mas uma coisa é certa: haverá na Terra um canalha &lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;a menos&lt;/span&gt;."&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;a class="autor" href="http://www.pensador.info/autor/Millor_Fernandes/"&gt;Millôr Fernandes&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2866127733516149146-7218830594929470983?l=coisaboanaoe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/NHZiy16YTmO719iE1uI5oen_AYE/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/NHZiy16YTmO719iE1uI5oen_AYE/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/NHZiy16YTmO719iE1uI5oen_AYE/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/NHZiy16YTmO719iE1uI5oen_AYE/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~4/MEKWYrVDQM4" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/feeds/7218830594929470983/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/10/deem-um-oculos-por-favor-essa-nossa.html#comment-form" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/7218830594929470983?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/7218830594929470983?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~3/MEKWYrVDQM4/deem-um-oculos-por-favor-essa-nossa.html" title="Dêem um óculos por favor a essa nossa sociedade!" /><author><name>Marcello Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668690194595357406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-j9d8a1sW2w8/Tu5igk3-9vI/AAAAAAAACTI/IXEbQWrBY_Y/s220/eu.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_1dGqQU1hvtc/SHDXmVzhvoI/AAAAAAAAADI/kdYA9bEka3U/s72-c/oculos+quebrado.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total><feedburner:origLink>http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/10/deem-um-oculos-por-favor-essa-nossa.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkAEQn08eSp7ImA9WxNVFkw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2866127733516149146.post-210196158609547012</id><published>2009-10-26T19:41:00.004-02:00</published><updated>2009-10-27T01:38:23.371-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-10-27T01:38:23.371-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Opinião" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="comportamento" /><title>A inclusão digital e o fim das brincadeiras de bairro</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Ba-cl4Fu8u0/SuYfRP_YTnI/AAAAAAAACKM/-7F-uku7jv4/s1600-h/city.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_Ba-cl4Fu8u0/SuYfRP_YTnI/AAAAAAAACKM/-7F-uku7jv4/s200/city.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;Lembro-me da minha infância e da ansiedade com que ficava para que chegasse logo da escola. Após descansar do almoço e esperar que o Sol aliviasse um pouco, saia para brincar com meus amigos. O ponto de encontro era uma praça com alguns poucos brinquedos e uns banquinhos e mesas com tabuleiros para xadrez e damas mas que ninguém jogava. Ali era onde todos se dirigiam seja para conversar, brincar de pique-esconde, pega-ladrão, soltar pipa ou escolher os times para jogar futebol no campinho de cimento "rala-côco" que ficava bem ao seu lado. Bons tempos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mudei-me de lá faz quase 15 anos e meu saudosismo se deu porque após muito tempo sem lá retornar o fiz, e pude constatar que se não fossem pelas luzes acesas e os carros na garagem, teria confundido meu bairro de infância com uma cidade fantasma, há muito &lt;b style="color: #660000;"&gt;abandonada&lt;/b&gt; pelos seus moradores. Ao passar pelas ruas e deixar que viessem as lembranças de nossas brincadeiras lotando as ruas de crianças de pés sujos e sorriso fácil, reconheço que fiquei triste e intrigado por que simplesmente não havia viva alma naquele dia. E o Sol nem estava tão forte!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A resposta veio quando cheguei a casa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando liguei meu computador pude ver que todos meus antigos vizinhos estavam online no msn, &lt;i&gt;ocupados demais&lt;/i&gt; conversando entre eles para sair de suas casas e visitar a velha pracinha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Clique abaixo para ler o resto.&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse breve episódio em muito me fez pensar sobre o papel da internet, principalmente aquela que chamam de 2.0, e a proliferação dos sites de relacionamento como o orkut e o facebook na infância. Sua vantagens são por todos conhecidas: tais sites podem se tornar valiosas ferramentas profissionais, acadêmicas além do papel ao qual se prestam: aumentar seu círculo social. Mas até ai dúvidas foram criadas sobre sua &lt;b&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;real&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; funcionalidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Explicarei-me.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A facilidade com que hoje em dia entramos em contato com quem quer que seja faz com que se tornem obsoletas antigas modalidades de conversa como a por telefone e a tête-a-tête. Seria extremamente mais dispendioso se fôssemos ligar para qualquer pessoa com quem nos apetecesse conversar o que, em última análise, diminuiria em muito nosso círculo social vez que em muitas das vezes um simples "Oi, tudo bem?" não justificaria despender tamanha energia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até ai concordo. Mas o que se dizer da infância e da crescente substituição das antigas brincadeiras coletivas por jogos onlines? E pior: as conversas, brigas, provocações, etc tão importantes nessa fase por mensagens tecladas em frente a um monitor?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conversando com meus amigos que ainda moram no Bairro onde cresci, um deles conseguiu criar uma imagem que sintetizou essa situação. Ele disse que bastaria uma rápida visita num dia em especial, verdadeiro termômetro da vida social de um lugar, para que se fosse comprovado que essa nova geração não saberá sequer as regras mais básicas da trapaça no pique-esconde. Suas palavras foram algo nessas linhas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Ba-cl4Fu8u0/SuRTd29qjeI/AAAAAAAACJc/xLcFCgjkKoA/s1600-h/praca_brinquedos.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_Ba-cl4Fu8u0/SuRTd29qjeI/AAAAAAAACJc/xLcFCgjkKoA/s200/praca_brinquedos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Lembra de como eram nossos 25 de dezembro? Todas as crianças estavam nas ruas ansiosas para mostrar seus novos brinquedos. Algumas querendo causar inveja e outras só mesmo querendo compartilhá-los (estas últimas em minoria). Pois bem, venha aqui no dia 25 de dezembro deste ano e, se lhe fosse permitido ter uma audição sobre-humana, só escutaria mensagens sendo digitadas nos teclados desejando&amp;nbsp; &lt;i&gt;"Felix Nataú".&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acredito que esse movimento iniciado sob aplausos quando do levantamento da bandeira da inclusão digital irá levar a um empobrecimento das mentes de gerações futuras, vez que a criatividade e a interação foi-lhes tolhida pelo verdadeiro "canto da sereia" que é a ilusão que a internet se pode tornar. E, como tudo na vida, uma mente criativa num corpo social no futuro depende duma infância onde estes tenham sido desenvolvidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Espero que pais vejam isso e tomem, no meu ver, a única providência eficaz para tentar reverter essa situação:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cirem um blog explicando as regras e &lt;b&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;trapaças&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; das brincadeiras às nossas futuras gerações.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2866127733516149146-210196158609547012?l=coisaboanaoe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/BAawu3JIdzvlvlIPegFTPPwW0GE/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/BAawu3JIdzvlvlIPegFTPPwW0GE/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/BAawu3JIdzvlvlIPegFTPPwW0GE/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/BAawu3JIdzvlvlIPegFTPPwW0GE/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~4/isB6TerDwcs" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/feeds/210196158609547012/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/10/inclusao-digital-e-o-fim-das.html#comment-form" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/210196158609547012?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/210196158609547012?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~3/isB6TerDwcs/inclusao-digital-e-o-fim-das.html" title="A inclusão digital e o fim das brincadeiras de bairro" /><author><name>Marcello Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668690194595357406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-j9d8a1sW2w8/Tu5igk3-9vI/AAAAAAAACTI/IXEbQWrBY_Y/s220/eu.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_Ba-cl4Fu8u0/SuYfRP_YTnI/AAAAAAAACKM/-7F-uku7jv4/s72-c/city.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/10/inclusao-digital-e-o-fim-das.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0MBQXc8cCp7ImA9WxNVFkw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-2866127733516149146.post-7475957820174913636</id><published>2009-10-25T14:13:00.003-02:00</published><updated>2009-10-27T00:44:10.978-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-10-27T00:44:10.978-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Literatura" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Frases de efeito" /><title>Outra verdade daquele que de Príncipe está virando déspota</title><content type="html">Ontem, ao entrar numa livraria aqui no Rio (aproveito para externar meu repúdio àquelas que viraram lojas de conveniência onde seus vendedores sequer lêem) fui persuadido pela vendedora, vendo que estava me divertindo ao folhear os lançamentos, a comprar uma edição comemorativa do livro O Pequeno Príncipe, uma edição cujas gravuras formam tipo um presépio 3D. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sei que esta obra já foi objeto de um &lt;i&gt;post &lt;/i&gt;meu aqui, mas não pude deixar de compartilhar esse pensamento. Dando uma lida superficial pelo livro, chamou-me  atenção uma passagem onde o pequeno príncipe conversa com a &lt;b&gt;raposa. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele diz que quer ser seu &lt;i style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;amigo&lt;/i&gt; e a pergunta o que ele teria que fazer. Ela imediatamente responde que primeiro ele teria que &lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;cativá-la&lt;/span&gt;. Ainda sem muito entender o que isso significaria, pergunta para a &lt;b&gt;raposa&lt;/b&gt; então como ele poderia cativá-la a fim de poder serem amigos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bom, a resposta da raposa foi genial. Antes de qualquer outro requisito que normalmente pudesse imaginar como sendo necessário a uma amizade (como ter coisas em comum, por exemplo), eis que ela responde:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- &lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;b style="color: #660000;"&gt;É preciso ter &lt;i&gt;&lt;span style="background-color: #660000; color: white;"&gt;paciência.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://admirado.files.wordpress.com/2006/11/amizade.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="121" src="http://admirado.files.wordpress.com/2006/11/amizade.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acho que já disse tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2866127733516149146-7475957820174913636?l=coisaboanaoe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/aZWP_fR9B6TIAmlTK7s6fny4MMs/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/aZWP_fR9B6TIAmlTK7s6fny4MMs/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/aZWP_fR9B6TIAmlTK7s6fny4MMs/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/aZWP_fR9B6TIAmlTK7s6fny4MMs/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~4/Y2qVC9g85Tg" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/feeds/7475957820174913636/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/10/outra-verdade-que-de-principe-esta.html#comment-form" title="8 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/7475957820174913636?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/2866127733516149146/posts/default/7475957820174913636?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/OQueSaiDaMinhaCabea/~3/Y2qVC9g85Tg/outra-verdade-que-de-principe-esta.html" title="Outra verdade daquele que de Príncipe está virando déspota" /><author><name>Marcello Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668690194595357406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/-j9d8a1sW2w8/Tu5igk3-9vI/AAAAAAAACTI/IXEbQWrBY_Y/s220/eu.jpg" /></author><thr:total>8</thr:total><feedburner:origLink>http://coisaboanaoe.blogspot.com/2009/10/outra-verdade-que-de-principe-esta.html</feedburner:origLink></entry></feed>

