<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-4328715023064076024</atom:id><lastBuildDate>Thu, 19 Dec 2024 03:16:59 +0000</lastBuildDate><category>Mafalda</category><category>Audrey</category><category>Projeto Felicidade</category><category>Vida Loka</category><category>Rainha do drama</category><category>Luxuriando</category><category>Maria B.</category><category>Projeto Melhor Impossível</category><category>Putz</category><category>Tudo sobre o nada</category><category>Família nossa de cada dia</category><category>TPM</category><category>Politicar</category><category>Ranzinzices</category><category>Independência ou Decadência</category><category>Pecadinho</category><category>Valor de troca</category><title>O Retorno de Saturno</title><description>Esse não é um blog astrológico.&#xa;É um surto balzaquiano declarado!</description><link>http://avisitadesaturno.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Audrey)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>55</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4328715023064076024.post-6817398244177226053</guid><pubDate>Fri, 09 Sep 2011 00:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-08T23:39:14.722-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mafalda</category><title>Escolhi viver, ainda que todavia tropece muito...</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Parece que assim como as lágrimas lavam a alma da tristeza que transborda, os fios de cabelo branco aparecem sorrateiramente como marcas visíveis das dores, para não as esquecermos nunca. Quando um mês depois de casarmos meu companheiro teve uma piora de diagnóstico, ganhei incontáveis fios de cabelos brancos em alguns meses. Agora, após sua partida, me imagino envelhecendo cinco anos em um... Não os pinto, pois não nego o peso das dores que os trouxeram. Ao contrário, quero me olhar no espelho e, mesmo vendo as marcas explícitas das fraturas expostas da alma,  saber que de algum lugar desconhecido brotou a força que me mantém de pé. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ainda me arrasto e sigo lavando a alma com lágrimas, mas um dia dançarei com paixão pela vida e lavarei a alma com menos frequência, porque não estou me furtando agora da enxurrada que leva, junto com as lágrimas que correm, os destroços de todos os caminhos do meu coração devassado. Que venham os cabelos brancos das dores vividas com entrega, assim como foi a entrega ao amor que as trouxeram!&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Escolho viver.&lt;/div&gt;</description><link>http://avisitadesaturno.blogspot.com/2011/09/escolhi-viver-ainda-que-todavia-tropece.html</link><author>noreply@blogger.com (Diana)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4328715023064076024.post-6229497619798853308</guid><pubDate>Sat, 27 Aug 2011 18:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-27T16:36:03.905-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mafalda</category><title>Evaporar</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um mês de infinitas saudades que não cabem em um coração despedaçado. Transbordo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quantas vezes parti pra percorrer o mundo depois de nossas despedidas tão doídas e chorosas? Tão incomensurável a dor de não ter me despedido antes da sua partida. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E mesmo com despedidas, sempre tínhamos os longos telefonemas madrugais apaixonados e a certeza do reencontro, momento mágico, sempre cercado de flores e música, tal o carinho com que me recebias. Como posso falar contigo agora? Onde encontro seu colo?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nada nunca deu tanto sentido à minha existência como nosso amor.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nada nunca me fez sofrer tanto como sua ausência.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sinto sua falta. Absolutamente.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nosso ninho vazio sem sua voz cheia, seu escutar atento, suas palavras certeiras, suas brincadeiras e risos, seu dengo, pedindo cafuné e abraços.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se você existe em algum lugar, gosto de te imaginar sorrindo e se sabendo amado.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Que assim seja.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&quot;Como se morrer fosse desaguar&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Derramar no céu, se purificar&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Deixar pra trás sais e minerais&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Evaporar&quot;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;iframe width=&quot;420&quot; height=&quot;345&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/IWXTisH11-Y&quot; frameborder=&quot;0&quot; allowfullscreen=&quot;&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://avisitadesaturno.blogspot.com/2011/08/evaporar.html</link><author>noreply@blogger.com (Diana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/IWXTisH11-Y/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4328715023064076024.post-8407185354362368132</guid><pubDate>Wed, 17 Aug 2011 21:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-22T23:54:53.364-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mafalda</category><title>Tudo que é sólido se desmancha no ar (?)</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como é possível dedicar esforço e cuidado para cultivar flores por tanto tempo e encontrar de um momento para o outro um campo árido e sem vida? Como é possível desejar tanto o corpo de um homem e seguir vivendo mesmo depois de vê-lo inerte num caixão?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Parece ser o fim da esperança na vida, o epíteto da morte trágica e repentina que não deixa recados, desculpas ou despedidas concretas. Só a sensação de porta fechada a cal, sem comunicação possível. Para SEMPRE. Que dor sem fundo é lidar com o nunca mais, com o não irredutível, com a impossibilidade atroz. Me arrasto como um zumbi, autômato do fazer cotidiano. Lavar pratos, dormir e acordar, checar e-mails, buscar apartamento, falar milhões de vezes sobre um ato e tudo que levou a ele e tudo que ele acarretou. Para quê? Se nunca vou entender nada de fato, nunca vou poder voltar atrás e refazer, nunca vou poder saber o último pensamento daquele que tanto amei. Terá sido de libertação e alívio? Terá sido de desespero e vontade de ficar? Terá se sabido amado? Terá seguido me amando?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por que não se desmancham no ar as coisas feias e duras? O desamor, o sofrimento, as dores do corpo, a exploração de tantos por alguns... Por que ao contrário se desmancha o belo e mágico, o amor construído com tanta entrega?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu que sempre tive tantas certezas, sou um poço de dúvidas. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Flutuando em mar aberto, à deriva, minha alma desconectada da vida que segue, tormenta por dentro, buscando desesperadamente momentinhos de fé que me permitam seguir em frente com algum reflexo de sentido. Que falta me fazem as palavras de consolo que ele como ninguém sabia dizer, a parte de seu corpo onde eu repousava minha cabeça em busca de acolhimento e que já tínhamos acordado ser o meu &quot;ninho no ninho&quot;, nossa casa.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;iframe width=&quot;420&quot; height=&quot;345&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/2bL-0_x7VRs&quot; frameborder=&quot;0&quot; allowfullscreen=&quot;&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://avisitadesaturno.blogspot.com/2011/08/tudo-que-e-solido-se-desmancha-no-ar.html</link><author>noreply@blogger.com (Diana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/2bL-0_x7VRs/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4328715023064076024.post-748176233333726571</guid><pubDate>Mon, 15 Aug 2011 16:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-15T13:27:32.621-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mafalda</category><title>O Tempo III: tempo circular na revolução do amor</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify; &quot;&gt;Mesmo que saibamos racionalmente que somos uma gota no oceano do universo ou da História, em dado momento, uma pessoa pode ser o centro de nosso universo e o encontro de duas pessoas pode ser o ponto de inflexão de toda História. Danem-se as galáxias, o Big Bang, as grandes civilizações. Tudo o que foi/fui antes e tudo que virá/virei a ser emana do nosso encontro, como ondas que reverberam em todas as direções a partir dali. Momento definidor, inflexão revolucionária do tempo. Meu passado foi reescrito à luz desse encontro. Quem poderei ser depois é resultado disso. O mundo já não tem mais as mesmas cores, formas ou sabores. Tudo mudou diante da explosão no centro do meu universo. O meu Deus das Pequenas Coisas, grandiosa presença agora silenciosa, grita em minha alma.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify; &quot;&gt;Dizem que voltarei a sorrir genuinamente. Não me parece possível que todos estejam equivocados. É nisso que me agarro. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify; &quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify; &quot;&gt;&lt;iframe width=&quot;425&quot; height=&quot;349&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/kbZMUInKDGI&quot; frameborder=&quot;0&quot; allowfullscreen=&quot;&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://avisitadesaturno.blogspot.com/2011/08/o-tempo-iii-tempo-circular-na-revolucao.html</link><author>noreply@blogger.com (Diana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/kbZMUInKDGI/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4328715023064076024.post-3770393076220590097</guid><pubDate>Mon, 15 Aug 2011 15:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-15T13:08:55.722-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mafalda</category><title>A insustentável leveza do ser</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao que parece algumas pessoas conseguem viver a vida com festiva leveza, de carnaval em carnaval, sem tantas crises. Talvez lhes ajude o álcool, o rivotril, o consumo de toda sorte de inutilidades ou a cegueira existencial. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Encarar a vida de frente e ver a olhos nus suas contradições dilacera a alma de tal forma que pode ser difícil seguir caminhando com tantos cacos por reconstruir. O que vai sair dessa reconstrução pode apenas aparentar semelhanças com o que a alma foi um dia. Inocência devassada, será possível qualquer leveza sem estar dopado?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;iframe width=&quot;560&quot; height=&quot;349&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/WXRYA1dxP_0&quot; frameborder=&quot;0&quot; allowfullscreen=&quot;&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://avisitadesaturno.blogspot.com/2011/08/insustentavel-leveza-do-ser.html</link><author>noreply@blogger.com (Diana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/WXRYA1dxP_0/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4328715023064076024.post-1961786681802691315</guid><pubDate>Wed, 10 Aug 2011 21:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-15T12:38:49.243-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mafalda</category><title>A fé é o instinto da ação</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Desde que a morte mostrou sua feia face em minha vida, a existência para além da matéria se tornou um pensamento recorrente. Em quinze dias, recebi passes, li mensagem psicografada, fui em culto batista e comunguei em missa de sétimo dia, em busca da certeza que parece ser tão natural para outros: a de que em algum lugar para além de mim mesma aquela pessoa que amei tanto continua existindo, continua querendo, continua pensando. Como invejo os que têm fé.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Durante dois anos a frase &quot;A fé é o instinto da ação&quot; esteve colada na porta da nossa casa. Em nossas alianças, marido gravou &quot;Comum união&quot;. Nos últimos meses, rezamos de mãos dadas todas as noites antes de dormir. Ele sempre buscou essa fé de todas as maneiras e o amor era nossa devoção. Fé, palavrinha tão pequena, com sentido tão incomensurável. Como desejaria agora simplesmente crer. Se não tenho seu colo como consolo, que ao menos soubesse que ele existe e que está sem dores, livre, em paz e que não me deteste.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No momento, sinto como se depois de dois anos e meio sendo meu interlocutor prioritário, ele desligasse na minha cara e sumisse sem deixar rastros para todo o sempre. Sem poder dialogar, me resta construir sozinha minha narrativa dessa história que era de dois e aceitar sem maniqueísmo que ele não é mártir, coitado ou traidor, mas um homem imenso na beleza de sua alma, mas também em suas dores e contradições. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando alguém morre dessa forma, por escolha (ou falta de escolha?), os que ficam também escolhem em contrapartida. Escolhi viver. E pra isso preciso me reencantar com o mundo e com as pessoas que hoje parecem tão sem graça, sem o brilho que só a memória dele parece ter agora. Se não consigo ter fé no que há além, busco retomar a fé então na vida do aqui e agora, do que já foi e do que pode vir a ser. Tarefa árdua, mas necessária porque a vida prossegue e tenho que reaprender a viver.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;iframe width=&quot;425&quot; height=&quot;349&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/EQ4SzUAiZCw&quot; frameborder=&quot;0&quot; allowfullscreen=&quot;&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://avisitadesaturno.blogspot.com/2011/08/fe-e-o-instinto-da-acao.html</link><author>noreply@blogger.com (Diana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/EQ4SzUAiZCw/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4328715023064076024.post-7782156717843333005</guid><pubDate>Sat, 06 Aug 2011 14:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-06T12:15:50.315-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mafalda</category><title>A minha herança: uma flor</title><description>Não se sabe ao certo&lt;div&gt;O que se pode vir a ser&lt;/div&gt;&lt;div&gt;até que de fato seja&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que se é capaz de fazer&lt;/div&gt;&lt;div&gt;até que de fato faça&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quais são os próprios limites&lt;/div&gt;&lt;div&gt;até que se encare a impossibilidade &lt;/div&gt;&lt;div&gt;de salvar quem se ama&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ou salvar a si mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No nosso primeiro Natal juntos, meu companheiro levou meu violão pra consertar. A primeira música que aprendi a tocar falava do acolhimento das dores e a salvação através de um amor incondicional, ilusão que compartilhamos tão visceralmente, que por mais que racionalmente eu repita que fiz o que pude, o coração não se convence e a alma destroçada tenta sobreviver no cotidiano que prossegue massacrante.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;iframe width=&quot;560&quot; height=&quot;349&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/Mqm1PX-SJLM&quot; frameborder=&quot;0&quot; allowfullscreen=&quot;&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://avisitadesaturno.blogspot.com/2011/08/minha-heranca-uma-flor.html</link><author>noreply@blogger.com (Diana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/Mqm1PX-SJLM/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4328715023064076024.post-3453916503525330714</guid><pubDate>Sat, 06 Aug 2011 14:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-06T11:58:16.096-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mafalda</category><title>O fim das grandes narrativas?</title><description>&lt;meta charset=&quot;utf-8&quot;&gt;&lt;div style=&quot;color: rgb(17, 17, 17); font-family: Georgia, Times, serif; font-size: 14px; text-align: justify; &quot;&gt;Todo casal tem sua história, de como se conheceram, como se apaixonaram, como decidiram ficar juntos. E quando há sintonia, essa grande narrativa é tão compartilhada que duas pessoas se sentem parte de uma mesma história, em alguns momentos confundindo-se. Antes dos 30, tive o privilégio de viver uma história que muitos passarão uma vida inteira sem sequer tangenciar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;color: rgb(17, 17, 17); font-family: Georgia, Times, serif; font-size: 14px; text-align: justify; &quot;&gt;Uma história de amor deixa de ser bonita se seu fim é feio? Quero pensar que não, porque senão meu presente reescreveria meus últimos anos de forma tão profunda que não sei como encarar um futuro com essa bagagem. Sim, quase-30 e o meu grande amor frustrado, sofrimento sem palavras, buraco negro. Nisso meu companheiro tinha razão: é impossível fazer 30 sem amargura. Saturno se aproxima ainda mais, causando abalos sísmicos desestruturantes. Qual o meu lugar nesse mundo? Nômade que tinha fincado raízes, poderei permanecer sem fugir das dores?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;color: rgb(17, 17, 17); font-family: Georgia, Times, serif; font-size: 14px; text-align: justify; &quot;&gt;Uma das coisas mais tristes do fim de uma história é que dois passam a ser dois de novo e esse rearranjo &quot;matemático&quot; causa estragos metafísicos e filosóficos, narrativas se multiplicam, culpados e culpas emergem, dores parecem não ter mais fim... e nessa torrente, que falta faz o acolhimento da grande narrativa da crença no amor e na possibilidade de vencer a confusão de quereres e histórias de vida. A grande narrativa pode ter sido substituída por versões da história, mas algumas versões se aproximam mais do real do que outras (sim, pois existe o real, outra lição aprendida com ele!) e o que me sustenta é a fé de que passada a tempestade, para além do que mareja os olhos e alma, reencontrarei a verdade e me reconciliarei com eu-aos 27, jovem mulher, amando loucamente e acreditando na eternidade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;color: rgb(17, 17, 17); font-family: Georgia, Times, serif; font-size: 14px; &quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: 14px;&quot;&gt;&lt;iframe width=&quot;425&quot; height=&quot;349&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/7Tb6whW7FZs&quot; frameborder=&quot;0&quot; allowfullscreen=&quot;&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://avisitadesaturno.blogspot.com/2011/08/o-fim-das-grandes-narrativas.html</link><author>noreply@blogger.com (Diana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/7Tb6whW7FZs/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4328715023064076024.post-3154516907870258478</guid><pubDate>Mon, 18 Jul 2011 16:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-18T14:08:08.322-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Maria B.</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Rainha do drama</category><title>Outras palavras</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgfRdzBBdtnCZN0rchULkTXdQ2iApb0DpZIN5G4EJh4dQXlHUolM-pp9RHk-F7EQEzQtgBU-2iUk0kEoIXs0Mm83L-0xxiS0fIqXHkpszzAMEluAEiCVUjD92coDNEXNzCkP55C1RpTkDE/s1600/tentarei.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgfRdzBBdtnCZN0rchULkTXdQ2iApb0DpZIN5G4EJh4dQXlHUolM-pp9RHk-F7EQEzQtgBU-2iUk0kEoIXs0Mm83L-0xxiS0fIqXHkpszzAMEluAEiCVUjD92coDNEXNzCkP55C1RpTkDE/s320/tentarei.jpg&quot; width=&quot;212&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Há algum tempo não escrevo nesse blog. Já comecei e não terminei vários  outros posts. Como se nenhum tema fosse realmente válido para estar  aqui. Como se a vida já não fosse dramática ou cômica o suficiente em si  mesma. A proximidade dos 30 - e a eventual &quot;crise&quot; que vem acompanhada  dessa idade - foi o que motivou a existência desse espaço. Porém foi  quase o mesmo momento que ouvi: &quot;como seus textos são dramáticos! Que drama é esse?!&quot; O comentário  ficou comigo. Ficou porque houve um tempo que eu era um poço de dor  ambulante. E carregava meu próprio inferno na cabeça egoisticamente só  pra mim. Dor e neurose que se consumiam em si mesmas e fabricavam novas  dores, só pra mim. Um tempo em que eu me sentia incapaz de agir no mundo  sem deixar de escolher a dor que sempre me levava ao caminho do  irrealizável. A dor, personagem de si mesma, buraco negro avassalador,  totalmente viciante, inebriante. Os sentimentos ali, pungentes, doendo,  sangrando - só pra mim, só pra mim. Um poço de águas profundas tão  atraente, tão irresistível. Saltava ali todo dia no meu mergulho  interior. E ali fiquei por muito tempo. Até o fatídico comentário sobre o  meu drama. Que dor é essa que se alimenta de si mesma? De onde vem esse  drama que não é vivido, mas imaginado e que inspira medo? A dor em paradoxo: medo de  perder a dor, medo que ela aumentasse com as vicissitudes inevitáveis da  vida. A dor é assim: pensamento tautológico e circular que não sai de  si. Daí resolvi desprezar a dor e viver, abrir a porta do quarto, mudar de apartamento,  mudar de ares. Sensualizei a vida nos meus sentidos. E a vida é dor, mas  não a dor que é minha. Mas dor que se vive e se descobre no outro e na  própria realidade. A dor do desejo, do amor. Vai e volta e quando chega  em mim já é outra coisa. Essa dor, quase uma inquietação, me leva pra  frente, me faz realizar. Foi essa dor que me deu palavras que não brotam  só da minha cabeça. Não sei se consigo escrever com elas. Mas levanto  todo dia e tento, tento, tento, tento. Tentarei. De novo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;349&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/OQozZQs-vgQ&quot; width=&quot;560&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Nada dessa cica de palavra triste em mim na boca&lt;br /&gt;
Travo, trava mãe e papai, alma buena, dicha louca&lt;br /&gt;
Neca desse sono de nunca jamais nem never more&lt;br /&gt;
Sim, dizer que sim pra Cilu, pra Dedé, pra Dadi e Dó&lt;br /&gt;
Crista do desejo o destino deslinda-se em beleza:&lt;br /&gt;
Outras palavras&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo seu azul, tudo céu, tudo azul e furta-cor&lt;br /&gt;
Tudo meu amor, tudo mel, tudo amor e ouro e sol&lt;br /&gt;
Na televisão, na palavra, no átimo, no chão&lt;br /&gt;
Quero essa mulher solamente pra mim, mais, muito mais&lt;br /&gt;
Rima, pra que faz tanto, mas tudo dor, amor e gozo:&lt;br /&gt;
Outras palavras&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nem vem que não tem, vem que tem coração, tamanho trem&lt;br /&gt;
Como na palavra, palavra, a palavra estou em mim&lt;br /&gt;
E fora de mim&lt;br /&gt;
Quando você parece que não dá&lt;br /&gt;
Você diz que diz em silêncio o que eu não desejo ouvir&lt;br /&gt;
Tem me feito muito infeliz mas agora minha filha:&lt;br /&gt;
Outras palavras&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quase João, Gil, Ben, muito bem mas barroco como eu&lt;br /&gt;
Cérebro, máquina, palavras, sentidos, corações&lt;br /&gt;
Hiperestesia, Buarque, voilá, tu sais de cor&lt;br /&gt;
Tinjo-me romântico mas sou vadio computador&lt;br /&gt;
Só que sofri tanto que grita porém daqui pra a frente:&lt;br /&gt;
Outras palavras&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Parafins, gatins, alphaluz, sexonhei da guerrapaz&lt;br /&gt;
Ouraxé, palávoras, driz, okê, cris, espacial&lt;br /&gt;
Projeitinho, imanso, ciumortevida, vivavid&lt;br /&gt;
Lambetelho, frúturo, orgasmaravalha-me Logun&lt;br /&gt;
Homenina nel paraís de felicidadania:&lt;br /&gt;
Outras palavras&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;            &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://avisitadesaturno.blogspot.com/2011/07/outras-palavras.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgfRdzBBdtnCZN0rchULkTXdQ2iApb0DpZIN5G4EJh4dQXlHUolM-pp9RHk-F7EQEzQtgBU-2iUk0kEoIXs0Mm83L-0xxiS0fIqXHkpszzAMEluAEiCVUjD92coDNEXNzCkP55C1RpTkDE/s72-c/tentarei.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4328715023064076024.post-6646118248931966566</guid><pubDate>Fri, 15 Jul 2011 03:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-15T00:34:03.443-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mafalda</category><title>Dividir o teto</title><description>Essa coisa de dividir o mesmo teto&lt;br /&gt;É um delicado ato&lt;br /&gt;Às vezes dá vontade de fugir pro mato&lt;br /&gt;Sufocamos entre tanto concreto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo mantendo o coração aberto&lt;br /&gt;Num dado momento insólito&lt;br /&gt;Pode-se ficar farto&lt;br /&gt;De ver o outro tão de perto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se então perco o tato&lt;br /&gt;E digo o que penso de forma torta&lt;br /&gt;Talvez receba de volta um pito&lt;br /&gt;Talvez sem perceber, feche uma porta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É vão buscar sentimento exato&lt;br /&gt;Num poço de dor infinito&lt;br /&gt;Talvez me encontre de assalto&lt;br /&gt;Torpe, tola, tonta&lt;br /&gt;Buscando acordos tácitos&lt;br /&gt;Onde nada foi dito</description><link>http://avisitadesaturno.blogspot.com/2011/07/dividir-o-teto.html</link><author>noreply@blogger.com (Diana)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4328715023064076024.post-1305774763536661386</guid><pubDate>Tue, 28 Jun 2011 03:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-28T11:39:38.653-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mafalda</category><title>Lost in Translation</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vivo minha vida em fronteiras, não à toa o “internacional” sempre me intrigou. Uma certa sensação de não pertencimento sempre presente parecia solúvel em outro lugar, no que era desconhecido. Bastaram poucos anos de vida nômade para saber que solução não existia em lugar algum. E pior: a sensação de não pertencimento só aumentou à medida que novas fronteiras foram se traçando. Minha vida dividida em arenas inconciliáveis, com cosmovisões diversas, línguas diversas... e eu “lost in translation” no meio.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Talvez por isso a China me incomodou tanto a princípio. Nunca me senti tão incomunicável e incompreendida. E ao mesmo tempo, esse parecia o retrato de minha própria vida, difícil de encarar esse fato, duro desconforto. Aos poucos fui me sentindo mais à vontade, e de dores intraduzíveis passei à mimetização espontânea, não me sentindo um ET na multidão de olhinhos puxados. A vida nômade é um vício visceral. Cansa, estressa, dói, mas apaixona como poucas coisas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O que te faz sobreviver na fronteira são as conexões que se cria no caminho. Tive uma dessas ao ouvir uma história. Duas horas depois de conhecer uma jovem de quase-30 assim como eu, apaixonada pelo companheiro como eu, inconformada como eu, a ouvi contar como sua vida mudou quando aos 21 anos ela descobriu que pessoas em quem ela acreditava e a quem dedicava sua militância eram parte de uma rede criminosa. De jovem com ideais ela passou ao cinismo absoluto, perdeu muitos sentidos e 10 anos depois vive uma vida diversa. Senti que ela queria acreditar em algo, mas o sistema tinha acabado com os sonhos. Assim como muit@s jovens de nossa geração de quase-30, sonhar parece-lhe coisa de tol@s. Isso me fez pensar em contra-factuais infinitos. E se isso não tivesse acontecido com ela? E se tantas coisas tivessem acontecido de forma diferente comigo?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sigo no trabalho árduo de desatar os nós que me prendem, jogar fora as pedras que estão no meu bolso e me dificultam nadar em direção à superfície. Busco com afinco o sopro de ar que vai me desvencilhar deste engasgo. Estou nos quase-30 e não quero ser refém das minha dores.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;meta charset=&quot;utf-8&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;border-collapse: collapse; color: rgb(51, 51, 51); font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 15px; &quot;&gt;&quot;O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê!&quot;&lt;br /&gt;Florbela Espanca&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;iframe width=&quot;425&quot; height=&quot;349&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/y3XiNRI9IEg&quot; frameborder=&quot;0&quot; allowfullscreen=&quot;&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;iframe width=&quot;425&quot; height=&quot;349&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/S3U5u3D2L9Q&quot; frameborder=&quot;0&quot; allowfullscreen=&quot;&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://avisitadesaturno.blogspot.com/2011/06/lost-in-translation.html</link><author>noreply@blogger.com (Diana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/y3XiNRI9IEg/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4328715023064076024.post-3234054015672870205</guid><pubDate>Wed, 18 May 2011 16:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-18T17:22:44.964-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mafalda</category><title>A ilusão do &quot;momento alfa&quot;</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como parte do processo doloroso de separar idealizações ilusórias de ideais necessários para seguir lutando nos quase-30, me deparei nos últimos dias com o mais belo de todos os ideais: o amor. E provavelmente, que pese todas as neuroses e vícios que sigo trabalhando na análise, este é o espaço que menos idealizo e mais me emociono com a beleza da realidade nua, crua e em fratura exposta. Como boa escorpiana, sempre gostei do intenso e forte. Sempre me atraiu uma verdade bem dita, as emoções extremas, a coragem de encarar qualquer coisa... ops, acho que acabei de descrever o homem que amo...&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ali, onde muitas, ainda que encantadas, possam ter medo da experiência verdadeira da fratura exposta, me embrenhei através da névoa espessa que cega qualquer visão, rumo ao desconhecido, ferido e intenso, o caldo que alimenta a alma, as palavras que intrigam o ser entediado pela vida comum e tosca...&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nada é mais belo que o desejo incomensurável de compartilhar intensamente com outro alguém, de ser companheiro na insegurança atroz, segurar na mão durante a passagem pelo escuro da alma que dói. Fazer isso pelo outro com cuidado e atenção, assegurando que a solidão de ser indivíduo não é solitária se temos companhia sincera, desejada e confirmada. Respirar fundo, sabendo que o outro está lá também pra nós quando for nossa vez. Ter consciência que cumplicidade assim é difícil de construir e sustentar. E poucos sequer sabem ou saberão do que se trata. Então há que se preservar e cuidar quando deparamos com (e reconhecemos!) o mágico na existência tão árida no mundo de hoje.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando me casei somente disse publicamente pros amigos queridos uma verdade íntima. Foi um momento lindo, mas nada próximo da experiência íntima e cotidiana de amar a dois. E pros muitos questionamentos alheios que não foram verbalizados, mas estavam presentes, formulei à época a teoria do &quot;momento alfa&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A palavra &quot;casamento&quot; se traduz de duas formas em inglês: &quot;wedding&quot; é a festa onde dois passam a ser publicamente reconhecidos como casados, &quot;marriage&quot; é tudo que vem depois. Acho curioso que se diferencie em alguns idiomas e outros não. A sociedade - e sobretudo as mulheres e seus contos de fada de infância - fetichiza o &quot;wedding&quot; como um &quot;momento alfa&quot;. Meses, e às vezes até anos, são gastos planejando até os mais mínimos detalhes, construindo um momento plastificado e sem espontaneidade, e até brega (tem quem goste, mas enfim). E o pior é que a idealização deste momento começa anos antes de sequer existir a possibilidade real do casamento, fazendo deste o reino propício para as frustrações que virão. A &quot;perfeição&quot; esperada para este momento faz com que mulheres busquem homens socialmente respeitáveis, com foco ampliado em dinheiro, trabalho, aparência, comportamento social e todo tipo de idiotice. Pouco importa se a vida sexual é patética, se o cara é egoísta, despolitizado e não sabe quem é Saramago. Pensar não conta. Pensar criticamente então é indesejável. Quem é desajustado nessa sociedade escrota tem problemas. E por aí vai.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O problema é o &quot;marriage&quot; ou tudo-que-vem-depois da festa de plástico. Às vezes se padece de tédio ou se busca diversão em outras partes, ou ainda há aqueles que descobrem desconcertados que depressão, alguma doença, &quot;desajustes&quot;, problemas financeiros podem se abater sobre qualquer um. Inclusive com você ou seu companheiro.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aí muita gente não sustenta a realidade. Claro que amor e vontade de ficar junto acaba. Mas muitas vezes acaba primeiro a idealização. Se tudo-que-vem-depois não refletir a plasticidade das fotos do &quot;momento alfa&quot; pode ser duro de aturar a realidade nua e crua e as fraturas expostas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por isso, pessoas maduras de quase-30 já deveriam saber que devem mandar pro inferno o tal &quot;momento alfa&quot;, tão almejado pelas tolices juvenis. Plástico não tem gosto: porque definir a vida em referência a algo insosso e sem vida?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nos quase-30 declaro: sejam bem-vindas as ruguinhas e os cabelos brancos, contanto que representem o gasto de energia com o que vale à pena - lutar ao lado de quem temos cumplicidade pra viver com sentido num mundo tão desumano - e não com a frustração que advem da obsessão a ilusões de plástico e vazias, tal como &quot;o momento alfa&quot;. Ao inferno com as ilusões de plático.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;meta charset=&quot;utf-8&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: rgb(51, 51, 51); font-family: Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px; &quot;&gt;&quot;O inferno dos vivos não é algo que será; se existe, é aquele que já está aqui, o inferno no qual vivemos todos os dias, que formamos estando juntos. Existem duas maneiras de não sofrer. A primeira é fácil para a maioria das pessoas: aceitar o inferno e tornar-se parte deste até o ponto de deixar de percebê-lo. A segunda é arriscada e exige atenção e aprendizagem contínuas: procurar e reconhecer quem e o que, no meio do inferno, não é inferno, e preservá-lo, e abrir espaço&quot;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: rgb(51, 51, 51); font-family: Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px; &quot;&gt;Ítalo Calvino&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://avisitadesaturno.blogspot.com/2011/05/ilusao-do-momento-alfa.html</link><author>noreply@blogger.com (Diana)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4328715023064076024.post-7142721459231603518</guid><pubDate>Fri, 08 Apr 2011 02:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-04-07T23:30:44.215-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mafalda</category><title>&quot;Tempo de paz não faz nem desfaz...&quot;</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Minha irmãzinha casou. &quot;Irmãzinha&quot; é cacoete de irmã mais velha que tem dificuldade de ver uma mulher naquela figura sapeca que já foi uma criança tão desprotegida. Mas, enfim, parte de se tornar adulta é também reconhecer que as antigas crianças agora são adultas e não se sentir também juvenil perto delas. Eu e minha irmã sempre temos essa dificuldade. Não convivemos por mais de um ano ininterrupto desde que eu tenho 19, então a gente congelou no tempo. Quando nos encontramos, esperamos que a outra haja igual há 10 anos atrás e isso gera desentendimentos homéricos. Mas, ok, vamos aprendendo. Tem um lado bom: quando nos chocamos de nos perceber &quot;adultas&quot;, nada é mais reconfortante que ligar pra outra e dizer &quot;como assim eu casei? me explica como cheguei aqui?&quot; Nessas horas ninguém me entende mais do que ela. Porque ela está longe de mim tempo o bastante pra também se surpreender com o que pros amigos do cotidiano é mais gradual. Mas ela esteve perto de mim tempo o bastante pra saber o que é relevante.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma amiga confessou depois de muito vinho que comentava com a analista que as pessoas não entendem essa coisa de amar e se entregar e que me usava como exemplo. Aparentemente as pessoas não entendem como eu e marido investimos tanto nisso. Não devia, mas me surpreendi com o comentário. Sei que ela disse isso no melhor dos sentidos, de que nossa entrega é referência, etc e tal. Mas sempre fiz isso de forma tão natural que me surpreende que isso surpreenda alguém. &quot;Vocês não fariam o mesmo?&quot;, me pergunto. &quot;Vocês não se entregariam de corpo e alma se reconhecessem o amor em outro alguém?&quot; Que tola sou. De achar que as pessoas querem amar e se entregar. Na verdade, o medo é foda pra caralho. Tão foda que paralisa mais do que qualquer doença. Literalmente...&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se entregar, apesar do medo, é como saltar no escuro. Dá frio na barriga, vai de encontro aos reflexos de auto-preservação, mas o prazer é surreal. Por isso celebro a coragem da minha irmãzinha, que há dois anos nos perguntava se não era melhor usar rapel. E que agora mergulha loucamente sem hesitar. Compartilhamos mais esse segredo. Amar pode doer, fazer sofrer, até enlouquecer. Mas nada dá mais sentido à vida do que sentir isso. Saravá!&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;iframe title=&quot;YouTube video player&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;390&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/cJsL2k4-0sk&quot; frameborder=&quot;0&quot; allowfullscreen=&quot;&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://avisitadesaturno.blogspot.com/2011/04/tempo-de-paz-nao-faz-nem-desfaz.html</link><author>noreply@blogger.com (Diana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/cJsL2k4-0sk/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4328715023064076024.post-2792158790710125622</guid><pubDate>Sat, 12 Mar 2011 16:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-12T13:37:52.883-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Independência ou Decadência</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mafalda</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Rainha do drama</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Valor de troca</category><title>Desilusão ou desencantamento?</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sempre fui uma menina idealista, do tipo que acreditava em certas instituições. Cheguei a lugares que nem imaginava possível antes dos 30. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Fiz mestrado num dos melhores institutos do Brasil na minha área e encontrei um departamento cheio de vaidades e trapaças. Pensei que a academia tinha se corrompido pelo ego de figuras nefastas. Fiz estágio na ONU e encontrei o limite do tédio nas conferências mais inúteis que o mundo diplomático consegue teatralizar, do tipo que faz TV Senado virar entretenimento. Pensei que a política internacional estava dominada pela despolitização do que importa. Trabalhei em ONGs feministas onde licença maternidade de funcionárias é tabu que gera comentários maldosos e onde a concentração de poder na mão de &quot;matriarcas&quot; reproduzem práticas constantes em nossa sociedade patriarcal. Tsc, tsc...&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Marido diz que desilusão é bom, porque antes um desiludido que um iludido.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Bem, se tem uma parte da minha vida onde sempre abracei a contradição foi minha vida amorosa. Relacionamentos são difíceis, exigem trabalho duro, tem dia que sorrimos sozinha no elevador lembrando da trepada matinal, tem dia que queremos nos fechar numa concha. Mas topo tudo isso de peito aberto se for pra compartilhar meus dias com essa figura rara que encontrei e reconheci.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas do alto dos meus quase-30, tinha mantido uma ilusão bem guardadinha e cultivada: o tal do doutorado. Desde que comecei o mestrado que penso no dito cujo. Mesmo sem existir, já virou presença constante de meu discursos sobre o futuro há algum tempo. Com as diversas frustrações com tantas instituições, resolvi tirar esse coelho da cartola e bum! explosão atômica nessa cabecinha perturbada.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não há um programa de doutorado que cumpra todos os critérios estabelecidos objetivamente na minha lista de prioridades. O castelinho de areia da minha neurose obsessiva se desfaz sob meu olhar impotente e desolado. Passei dias cabisbaixa por desfazer a ilusão antes mesmo de concretizar o ato. Mente poderosa para a destruição.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Fui reconstituindo os caquinhos com colo de marido e conversas com amig@s. Ainda não me recuperei, mas começo a separar desilusão de desencantamento na última (?) fronteira de idealização que me restava. Estudar é uma atividade que me encanta, ainda que seja um processo permeado de contradições. Ao menos, posso fazer isso ao lado de um amor que cuida e de amigos sinceros. Preparar para doutorado para mim no momento significa me preparar para me encantar sem ilusões vãs. Diriam alguns, bem-vinda à vida adulta.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;iframe title=&quot;YouTube video player&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;390&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/cJTiRh3sNS4&quot; frameborder=&quot;0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://avisitadesaturno.blogspot.com/2011/03/desilusao-ou-desencantamento.html</link><author>noreply@blogger.com (Diana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/cJTiRh3sNS4/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4328715023064076024.post-1546549561041161602</guid><pubDate>Sat, 08 Jan 2011 01:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-07T23:18:50.844-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mafalda</category><title>Vício</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Talvez nos quase-30 eu tenha que aceitar que por mais cautelosa que eu possa ter sido pra tantas coisas, tomando vacinas, levando guarda-chuvas ou tirando vistos com antecedência, posso acabar cometendo erros(?) juvenis. Como me encontrar completamente viciada no homem com quem divido o teto a ponto de não saber mais separar alguns quereres e desejos. Cada situação em que me coloco... ou seria inevitável cair nessa armadilha apaixonante e envolvente?&lt;/div&gt;</description><link>http://avisitadesaturno.blogspot.com/2011/01/vicio.html</link><author>noreply@blogger.com (Diana)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4328715023064076024.post-503779032841693980</guid><pubDate>Thu, 23 Dec 2010 13:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-23T11:32:56.569-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mafalda</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Projeto Felicidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Vida Loka</category><title>Brilho eterno?</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No rol das frustrações dos quase-30, sem dúvida a &quot;vida sentimental&quot; figura luminosa no imaginário de mulheres (e homens) recebendo a visita de Saturno. Da frustração de não ter ninguém em vista e se sentir só, às frustrações de um relacionamento a dois, passando pela dor de já ter passado por um casamento frustrado... frustrações abundam quando se QUER amar. Durante muito tempo, acreditei que &quot;bem melhor seria poder viver em paz, sem ter que sofrer, sem ter que chorar, sem ter que querer, sem ter que se dar&quot;. Até me apaixonar e resolver viver esse sentimento tão inebriante, que colore tudo mais de novos e inesperados sentidos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Viver a dois exige acordos que se fazem na mesma língua, há de se entender o que se expressa, comunicação de vontades, chateações, limites. O problema é que às vezes nos sentimos como &quot;Baudolino&quot;, falando várias línguas ao mesmo tempo e não sendo compreendidos em nenhuma delas. Diálogos se tornam constantes DRs, o ronco que a princípio era bonitinho não te deixa dormir, expectativas a respeito do comportamento do outro oprimem o cotidiano natural... em alguns momentos, você se sente mais compreendido por desconhecidos do que pelo interlocutor prioritário, com quem tanta intimidade foi construída.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Às vezes a fronteira que protege a intimidade de um casal e o que é só dos dois se torna fina e frágil membrana e até sufoca, te faz sentir saudade de si mesmo, torna escuro o ambiente em que conseguimos &quot;ver&quot; o outro.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não tem idade pra viver isso, amor ou frustração. Mas, sim, aos quase-30 nossas expectativas de realizar algo nesse espaço parecem intensificadas com lente de aumento. E nós parecemos tão incapazes de fugir e também de enfrentar tão grande tarefa.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um dos meus filmes preferidos de todos os tempos, &quot;Brilho eterno de uma mente sem lembranças&quot; fala tão lindamente da vontade de estar junto, da dificuldade de sustentar a convivência, da insistência em tentar apesar de tudo, mesmo quando se tenta esquecer:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;480&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/kcxhH6YCVMg?fs=1&amp;amp;hl=en_US&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/kcxhH6YCVMg?fs=1&amp;amp;hl=en_US&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://avisitadesaturno.blogspot.com/2010/12/brilho-eterno.html</link><author>noreply@blogger.com (Diana)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4328715023064076024.post-2004956043244843229</guid><pubDate>Wed, 08 Dec 2010 15:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-08T13:54:14.163-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mafalda</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Vida Loka</category><title>Mundo grande transpõe conjunção astral</title><description>&lt;meta charset=&quot;utf-8&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O que meu ascendente em Aquário faz por meu sol em Escorpião é me dar uma aparência de superfície fria e tranqüila encobrindo uma alma de profundos redemoinhos e mar quente e revolto. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Desconheço outra pessoa que cruzou o espaço entre duas temperaturas tão diversas em tão curto espaço de tempo como marido na noite em que nos conhecemos. Com habilidade rompeu fronteiras bem construídas e cultivadas e causou fascínio em uma alma solitária e de discurso cínico. Acolhimento inesperado e desejo intenso fez de um desconhecido o interlocutor prioritário e o corpo imprescindível. Absolutamente.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tenho me perguntado porque apesar de uma conjunção astrológica tão favorável ao mistério, tenho tido tanto prazer em me despir publicamente. O amor e análise começaram a abrir fendas em minhas fronteiras antes bem guardadas. E algumas dores começaram a mostrar suas feias faces.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tal como Drummond, preciso de todos para suportá-las.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&quot;Não, meu coração não é maior que o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É muito menor.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nele não cabem nem as minhas dores.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por isso gosto tanto de me contar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por isso me dispo,&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;por isso me grito,&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;por isso freqüento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;preciso de todos.&quot;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;object width=&quot;480&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/PgQalo1T5ZU?fs=1&amp;amp;hl=en_US&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/PgQalo1T5ZU?fs=1&amp;amp;hl=en_US&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://avisitadesaturno.blogspot.com/2010/12/mundo-grande-transpoe-conjuncao-astral.html</link><author>noreply@blogger.com (Diana)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4328715023064076024.post-2267363594744913266</guid><pubDate>Mon, 06 Dec 2010 14:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-07T14:07:11.582-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mafalda</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Politicar</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Putz</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Vida Loka</category><title>O Tempo II: Mas eu sou tão moça pra tanta tristeza...</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na &quot;fuga&quot; dos fantasmas do passado que me batem à porta nos quase-30, dei de cara com alguns que me deixaram numa tristeza profunda. Fui na festa de 30 anos ironicamente de um amigo da época de faculdade e encontrei amigos de mais de 10 anos atrás. Me senti, como na canção de Violeta Parra, que tinha voltado aos 17 depois de viver um século. Tão distante daquelas pessoas e daquele modo de vida. Tão enojada com os comentários reacionários que um deles insistia em fazer.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Foram 3 horas de tortura que só muita cerveja me fez tolerar anestesiada. E pior: me levaram a reencontrar o fantasma da ruptura que fiz em minha vida. Ao chegar em casa, redescubro que &quot;solo el amor con su ciencia nos vuelve tan inocentes&quot;, me agarro ao corpo do meu companheiro buscando desesperadamente refugio dos fantasmas. Ele busca me acolher me mostrando que ao invés de culpa, deveria ter orgulho de ter ido contra-corrente e rompido com o que era esperado de mim.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Talvez o que mais tenha doído foi me perceber mais do que nunca como outsider em um mundo que tem aquilo como regra e o que eu acredito como filosofia de vida como absolutamente marginal. Apesar de ter rompido tão cedo com aquilo, por muito tempo ainda busquei tolamente conviver com aqueles fantasmas por obrigação social, alguma compaixão à alienação de suas pseudo-felicidades, como se pudesse resgatá-los. E como doía sentir que não há nada a fazer agora, talvez essa insistência demasiado ingênua só machucou ainda mais minha crença no ser humano. Talvez seja o momento de deixar de reconhecer esses fantasmas como meus, virar as costas e numa ruptura freudiana &quot;matá-los&quot; e numa ruptura estrutural reconhecer que estamos de lados opostos na trincheira mesmo. Passar de frustração e raiva a propósito pode fazer sentido.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No caminho de vencer os fantasmas do passado, às vezes a reconciliação com eu-aos-17 pode se dar pelo reconhecimento de que o espaço dessa batalha não é mais exclusivamente psíquico-pessoal, mas ideológico.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em momentos intermináveis de tristeza pelo reconhecimento dessa ruptura e tentativa de reescrever minha memória sem odiá-la ou me afundar na frustração, busquei numa música que tanto fez parte da minha história, um pouco de significado.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como no poema &quot;Canteiros&quot; de Cecília Meireles musicado por Fagner:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E deixemos de coisa, cuidemos da vida&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Senão chega a morte &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ou coisa parecida&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E nos arrasta moço&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sem ter visto a vida&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E dessa por livre associação, cheguei à belíssima canção de Violeta Parra &quot;Volver a los 17&quot;, que tem assustadoramente e libertadoramente a ver com este momento:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Volver a los diecisiete después de vivir un siglo&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Es como decifrar signos sin ser sabio competente,&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Volver a ser de repente tan frágil como un segundo&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Volver a sentir profundo como un niño frente a Dios&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eso es lo que siento yo en este instante fecundo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;meta charset=&quot;utf-8&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;   &gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;line-height: 16px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para deleite:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;object width=&quot;480&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/joYbF9ttmJU?fs=1&amp;amp;hl=en_US&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/joYbF9ttmJU?fs=1&amp;amp;hl=en_US&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;object width=&quot;480&quot; 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href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhWcLlGccLWfILPo11HEkWGIEIyJg3m9iJDflPdfzMr00PyaoxEyOdRqjVpUqFCyXGhDNzT-QZoWO65jzsbzfXVz9X0FIOBd7hu6d-5ZiUWsvWaVf0BcGiBAgZTCPDJCCEmhJ2S7aWyvhw/s1600/Frida-Kahlo-The-Broken-Column-1944.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 246px; height: 320px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhWcLlGccLWfILPo11HEkWGIEIyJg3m9iJDflPdfzMr00PyaoxEyOdRqjVpUqFCyXGhDNzT-QZoWO65jzsbzfXVz9X0FIOBd7hu6d-5ZiUWsvWaVf0BcGiBAgZTCPDJCCEmhJ2S7aWyvhw/s320/Frida-Kahlo-The-Broken-Column-1944.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5545456569542868994&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma semana depois da fatídica previsão de uma astróloga de que tinha que ter cuidado com meu &quot;eixo de sustentação corporal&quot;, quase como uma profecia auto-realizante fico com um torcicolo absurdo. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um ortopedista incompetente (aparente pleonasmo...) me recomenda o uso de um colar ortopédico, &quot;inclusive ao dormir&quot;. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Depois de passear por aí me sentindo mais próxima do que nunca da Frida Kahlo, cheia de dores e meio patética, ouço de uma amiga com quem fui almoçar no domingo que torcicolos severos &quot;são aparentemente um mal de mulheres nos quase-30&quot;. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ah, Saturno, Saturno, soturno, me persegues até na anatomia? Já não bastam os prenúncios de rugas, o medo da flacidez afastado com o vício do pilates, os fios de cabelos brancos que me recuso a tingir?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Cheia dos conselhos e da aparente lucidez de todos os seres humanos, vou num osteopata holístico [risos em suspenso pela dor] que me diz: &quot;2011 será um ano intenso pra você e precisamos limpar seu fígado&quot;. Fico com aquela cara interrogativa (ou seria a dor?) e ele me diz &quot;tenho intuição&quot;. Ok, ok, aparentemente dos planetas do sistema solar a toda sorte de indivíduos, todos parecem saber algo mais sobre meu futuro que eu mesma poderia antecipar. Resolvo respirar fundo e relaxar. Ele estala minha coluna e pescoço, me enche de agulhas de acunpuntura e choques. Há de se desestruturar a anatomia pra se reconstruir então? Me pergunto... decidida a recusar conselhos que não venham da minha alma ou corpo. Os alheios só me causavam confusão mental e anatômica.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Chegando em casa, reencontro formas mais profundas de ouvir meu corpo e alma. Em todas as posições. Amém.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Fodam-se os conselhos e juízos alheios, hoje vou de Shakira que antes de ser platinada era uma letrista de talento:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&quot;se me acaba el argumento&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;y la metodología&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;cada vez que se aparece frente a mí&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;tu anatomía&quot;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;object width=&quot;640&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/rWzOjEAAvwc?fs=1&amp;amp;hl=en_US&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/rWzOjEAAvwc?fs=1&amp;amp;hl=en_US&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;640&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://avisitadesaturno.blogspot.com/2010/11/la-columna-rota.html</link><author>noreply@blogger.com (Diana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhWcLlGccLWfILPo11HEkWGIEIyJg3m9iJDflPdfzMr00PyaoxEyOdRqjVpUqFCyXGhDNzT-QZoWO65jzsbzfXVz9X0FIOBd7hu6d-5ZiUWsvWaVf0BcGiBAgZTCPDJCCEmhJ2S7aWyvhw/s72-c/Frida-Kahlo-The-Broken-Column-1944.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4328715023064076024.post-7135033893597599960</guid><pubDate>Wed, 24 Nov 2010 17:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-06T15:35:03.886-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mafalda</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Projeto Felicidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Projeto Melhor Impossível</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Vida Loka</category><title>O TEMPO I: &quot;Batidas na porta da frente: é o tempo...</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;...eu bebo um pouquinho pra ter o argumento.&quot;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando tinha 19 anos, escrevi uma carta pra mim mesma pra ler cinco anos depois. Claro que antes dos 24 acabei relendo. E reli muitas vezes desde então.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na carta &quot;relembro&quot; a mim mesma meus sonhos de juventude pro caso de ter esquecido. Falava de tudo que ainda queria fazer, lugares a visitar, línguas que queria aprender, o que achava importante pra me realizar... dez anos depois me impressiona a lucidez de algumas coisas. E a ingenuidade de outras.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;De alguma forma, havia um medo aparente de que com o passar do tempo eu endurecesse, me burocratizasse, deixasse de lado o que me dá sentido em prol de confortos banais, me tornasse talvez o protótipo de &quot;adulta&quot; que minha mãe desejava: social e financeiramente responsável, que tem filhos, paga impostos e trabalha 40 horas ou mais por semana. Verdade seja dita, pago meus impostos religiosamente e não devo um centavo a banco algum. Mas aos 21 anos tinha juntado uma grana trabalhando feito uma louca nos EUA e torrei tudo durante 1 ano na Europa aos 22... Até o momento, não consegui uma poupança equivalente, mas não há um sopro sequer de arrependimento nessa lembrança. Confesso que vivi, já diria Neruda.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O que aquela carta já antevia lucidamente é que o problema não está no que um dia nos orgulharemos, mas o que nos traz arrependimento, culpa, frustração... e aos quase-30 anos, todos temos os nosso fantasmas pra encarar. E às vezes são bem feios. E insistentes.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Acho que eu-aos-19 anos queria assegurar que eu-aos-24 anos, tivesse compromisso com meus sonhos de juventude, ficasse alerta pra necessidade de driblar o TEMPO e suas constantes armadilhas, como a rotina, o esquecimento, a estabilidade... como extremista que sou quando abraço uma filosofia de vida, dei adeus a amores como quem se desfaz de uma roupa incômoda, fiz o possível pra negar minha educação jesuíta de boa moça baiana, como uma mariposa aprendi a arte da mimetização, aprendendo e abandonando sotaques de acordo com a necessidade...&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nesse processo, passei por cima de muitos fantasmas que agora batem à porta. Aos quase-30 anos, estou aprendendo que não posso ser tudo que eu-aos-19-anos queria. Ainda bem. Em dez anos, aprendi um pouquinho mais sobre o mundo e quero algumas coisas diferentes pra mim mesma. Mas ainda tenho que fazer as pazes com eu-aos-19-anos, eu-aos-20-anos, eu-aos...&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E pra isso, ando recuperando projetos há muito guardados...&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pra lidar com fantasmas, nada melhor que a arte (Resposta ao tempo):&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&quot;Respondo que ele aprisiona&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu liberto&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Que ele adormece as paixões&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu desperto&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E o tempo se rói&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com inveja de mim&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Me vigia querendo aprender&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como eu morro de amor&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pra tentar reviver&quot;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;object width=&quot;480&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/gCu4jsq9u2k?fs=1&amp;amp;hl=en_US&quot;&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/gCu4jsq9u2k?fs=1&amp;amp;hl=en_US&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://avisitadesaturno.blogspot.com/2010/11/o-tempo-i-batidas-na-porta-da-frente-e.html</link><author>noreply@blogger.com (Diana)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4328715023064076024.post-7065438158256978111</guid><pubDate>Wed, 25 Aug 2010 03:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-25T15:25:29.642-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mafalda</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Politicar</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Projeto Felicidade</category><title>As alquimistas estão chegando...</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;...estão chegando as alquimistas.&lt;br /&gt;O primeiro livro que li em espanhol foi &quot;Como água para chocolate&quot; e além do prazer infinito que ouvir uma história ser contada em outra língua por primeira vez dá (experiência aperfeiçoada pelo advento García Marquez em minha vida), aquela história me tocou profundamente.&lt;br /&gt;No entanto, nunca como agora nos quase-30, consigo me sentir tão ligada à história de quem expressa seus sentimentos e causa sentimentos através do preparo dos alimentos.&lt;br /&gt;Do ponto de vista de uma feminista que estuda o trabalho das mulheres e suas implicações na opressão de gênero, o preparo dos alimentos é uma das atividades frequentemente citada na lista dos trabalhos majoritariamente exercido pelas mulheres e de forma negligenciada pela economia por acontecer fora do &quot;mercado&quot;. Mas a vida econômica e social está muito além do que o mercado abarca. A preparação dos alimentos produz valor de uso que as famílias e comunidades usufruem e precisam. É mais uma dimensão do &quot;cuidado&quot;, esfera da vida que é central pra nossa sobrevivência e bem-estar, e onde as mulheres são protagonistas (e talvez por isso mesmo tão depreciada, porque nenhum terreno tradicionalmente feminino pode ser valorizado sem empoderar-nos... e empoderamento das mulheres é aterrorizante pra quem oprime).&lt;br /&gt;Quando digo que sou feminista, muitos ficam surpresos e me perguntam o que isso significa pra mim. Como feminista luto pra que os papéis sociais que são tradicionalmente femininos, especialmente os do cuidado, alcancem o status social que lhes cabe pela centralidade que têm na nossa vida. Luto também para que as mulheres possam transitar com facilidade nos espaços e papéis tradicionalmente masculinos (como a política), porque são dimensões da vida social que cabem às mulheres tanto quanto aos homens. Luto também para que os homens desempenhem tanto quanto as mulheres as atividades tradicionalmente femininas, como as do cuidado, para que as mulheres possam de fato ter tempo para estar nos espaços masculinos sem que isso implique uma jornada múltipla de trabalho.&lt;br /&gt;Mas tem um aspecto dessa luta com a qual sempre tive (e acredito que a maioria das feministas também) dificuldade: valorizar os papéis tradicionalmente femininos significa valorizar quem os desempenha prioritariamente, ou seja, entender que algumas pessoas (sem distinção de gênero, ainda que geralmente são as mulheres) podem querer ser mães/pais em tempo integral, cuidar da casa, cozinhar pra família... entender que essa é uma escolha legítima e linda.&lt;br /&gt;Sempre tive dificuldade de entender como algumas de minhas amigas brilhantes e muito cultas decidiram não ter uma carreira e ser mãe a toda hora, antes dos 30 inclusive. Um misto de incompreensão e pena, como se elas estivessem oprimidas pelo machismo dos maridos. Admito minha prepotência, mas era difícil afastar esse sentimento.&lt;br /&gt;Recentemente, me encontrei envolvida profundamente no cuidado de quem amo e descobri o prazer imenso dessa experiência, apesar de é claro ser confuso. Descobri que absolutamente amo cozinhar e me sinto parte de uma comunidade restrita de pessoas que cozinham por vontade e prazer. Adoro ir dormir pensando no que tenho na geladeira e como na manhã seguinte vou me tornar alquimista no preparo de algo saboroso. Adoro ir na feira com sacola grande, escolher algo novo como couve de bruxelas e descobrir como vou cozinhar isso... na alquimia da cozinha, me sinto parte de uma sociedade secreta, dos que amam e exercem essa arte.&lt;br /&gt;Temperar, inovar, alimentar quem amamos, ouvir huuuuummmm... que delícia! Me sinto meio bruxinha, fazendo feitiço na minha panela, alquimista de sabores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos efeitos culinários que mais gosto da história de &quot;Como água para chocolate&quot; em sua versão cinematográfica:&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;480&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/H-P4GlnYBS8?fs=1&amp;amp;hl=en_US&quot;&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/H-P4GlnYBS8?fs=1&amp;amp;hl=en_US&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://avisitadesaturno.blogspot.com/2010/08/as-alquimistas-estao-chegando.html</link><author>noreply@blogger.com (Diana)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4328715023064076024.post-4064806873604255222</guid><pubDate>Fri, 13 Aug 2010 19:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-13T16:38:33.617-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mafalda</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Putz</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Vida Loka</category><title>Eu, caçadora de mim...</title><description>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjTRossKyvBcZGMV5bz6cul53ncb7HeV0COA2t9RBz82kp6tFtf4bxo12-nHkXzppR3uXAJGUqdOnNjzuhph-Z48vJEdtW9n_tTDYkGJzMypNL6iuYFUwJ4J07BhGes4VpdTIecY2drbY4/s1600/403px-John_William_Waterhouse_-_Magic_Circle.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 215px; height: 320px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjTRossKyvBcZGMV5bz6cul53ncb7HeV0COA2t9RBz82kp6tFtf4bxo12-nHkXzppR3uXAJGUqdOnNjzuhph-Z48vJEdtW9n_tTDYkGJzMypNL6iuYFUwJ4J07BhGes4VpdTIecY2drbY4/s320/403px-John_William_Waterhouse_-_Magic_Circle.JPG&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5504980253019979458&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tenho mergulhado no infinito de mim mesma ainda mais intensamente, seja aumentando a frequência na análise ou cultuando mais o tempo sozinha pensando em questões intermináveis. Dói se encarar. Dói se desnudar até para si mesma. E perceber como sou tão refém de neuroses que Freud diria que começaram na infância e eu acho impossível de obter a genealogia detalhada.&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Surreal também como ao futucar os vespeiros de nossa alma, encontramos referências às coisas mais absurdas, de mitos gregos de castidade a rituais de bruxaria...&lt;br /&gt;De alguma forma me parece que na minha vida, a experiência de ser mulher encanta e perturba. Da admiração profunda pela força feminina, ao desconforto com o desejo tão fácil que provocamos com um decote mais revelador. Ser mulher é fragilidade e fortaleza e por isso tão contraditório e belo. Eu me abismo, me arrebato e me arrisco nessa aventura, apesar das dores e da vontade de me esconder numa conchinha que às vezes me toma com força...&lt;br /&gt;Ao menos, reconheço a força das mulheres que me antecederam e abriram caminhos que hoje trilho com mais facilidade e trilho outros que outras irão trilhar com mais facilidade, num círculo mágico infinito de subversão, rebeldia, grito de liberdade, loucura e - diriam alguns - bruxaria...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://avisitadesaturno.blogspot.com/2010/08/eu-cacadora-de-mim.html</link><author>noreply@blogger.com (Diana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjTRossKyvBcZGMV5bz6cul53ncb7HeV0COA2t9RBz82kp6tFtf4bxo12-nHkXzppR3uXAJGUqdOnNjzuhph-Z48vJEdtW9n_tTDYkGJzMypNL6iuYFUwJ4J07BhGes4VpdTIecY2drbY4/s72-c/403px-John_William_Waterhouse_-_Magic_Circle.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4328715023064076024.post-7776626971613374438</guid><pubDate>Thu, 05 Aug 2010 15:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-05T14:37:01.755-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Família nossa de cada dia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mafalda</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pecadinho</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Putz</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Vida Loka</category><title>Projeto sete desejos, na fumaça do cigarro...</title><description>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhQeN7AiP2NvXIiMyoRkptW_w7GPQoz7QamVZtd8ZWEDMZjtJHtG_3qRKTqvQr-vlUNOKQq7XL95bTbKHV4ZKTW3gbSl2sWCFdlg3n37rliObEPMef-VRcPGhrdxu8I-VRwONXt3q2PVwA/s1600/00-proprias-do-seu-sexo.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 309px; height: 320px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhQeN7AiP2NvXIiMyoRkptW_w7GPQoz7QamVZtd8ZWEDMZjtJHtG_3qRKTqvQr-vlUNOKQq7XL95bTbKHV4ZKTW3gbSl2sWCFdlg3n37rliObEPMef-VRcPGhrdxu8I-VRwONXt3q2PVwA/s320/00-proprias-do-seu-sexo.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5501971758333385682&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quanto de nós podemos doar aos outros sem que deixemos de ser nós mesmos? Amar é se dar, se envolver, ao ponto de se confundir, às vezes não conseguir distinguir onde se começa um e termina o outro...&lt;br /&gt;Não sou adepta da filosofia-mundo liberal da afirmação do indivíduo e suas vontades desconectadas de tudo e de todos. A interdependência é real e palpável. E se alguns esquecem disso no dia-a-dia, sempre vem uma tristeza que implora por acolhimento, uma doença que precisa de cuidado, uma dúvida que pede bate-papo... pra nos lembrar que precisamos dos outros, SEMPRE! Então, sem ilusões de que a autonomia total é possível, também há de se reconhecer o silêncio de si mesmo, um espaço que ninguém  além de nós tangencia e que é tão imcompreensível até pra nós mesmos...&lt;br /&gt;Na prática do amor à humanidade e do amar verbo transitivo (amar a alguém em especial) tão frequentemente nego ou ignoro o silêncio de mim mesma. Mas continua ali e às vezes emerge, sufocado de passar tanto tempo enterrado e explodindo de angustia...&lt;br /&gt;Cotidianamente recalcamos desejos em nome do compromisso aos outros, às nossas verdades, à coerência com a nossa filosofia de vida, ou a tudo isso. Do chocolate a mais, ao cigarro proibido e da trepada que vai nos atrasar pro almoço de família... quando é que os recalques deixam de ser compromisso recompensador e passam a ser auto-abnegação compulsiva, do tipo que nos leva fatalmente a cobrar a conta daqueles em nome de quem supostamente freiamos tais impulsos? Se em algum lugar este limite está claramente demarcado, alguém hasteie uma bandeira  no ponto porque eu creio que me confundi. A resposta do bom samaritano ou do iogue é que há de se ter equilíbrio e etc e tal. Mas se equilíbrio fosse o conceito tão auto-explicativo, não estávamos sempre nos descabelando com os excessos  de se gastar, de se dar, de se reservar, de não arriscar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://avisitadesaturno.blogspot.com/2010/08/projeto-sete-desejos-na-fumaca-do.html</link><author>noreply@blogger.com (Diana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhQeN7AiP2NvXIiMyoRkptW_w7GPQoz7QamVZtd8ZWEDMZjtJHtG_3qRKTqvQr-vlUNOKQq7XL95bTbKHV4ZKTW3gbSl2sWCFdlg3n37rliObEPMef-VRcPGhrdxu8I-VRwONXt3q2PVwA/s72-c/00-proprias-do-seu-sexo.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4328715023064076024.post-3441211332311474590</guid><pubDate>Sat, 31 Jul 2010 05:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-31T02:54:53.390-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mafalda</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Tudo sobre o nada</category><title>a solidão infinita das multidões</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Estou órfã, sem papel de escrita. Meu moleskine cheio até a última página e não tenho um novo à espera há um par de meses. Os momentos de solidão, cada vez mais caros num apartamento tão pequeno e compartilhado, não cabem em meu silêncio. Minha saída, me desnudar publicamente, talvez um arroubo tolo, mas agora absolutamente necessário.&lt;br /&gt;Preciso me encontrar mais frequentemente, a sós. Sinto falta de me conhecer mais depois que me vi através dos olhos de tantos. Agora necessito absolutamente estar só comigo. Nem sempre a meditação, o silêncio, a análise, a contemplação ou o cigarro roubado bastam...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://avisitadesaturno.blogspot.com/2010/07/solidao-infinita-das-multidoes.html</link><author>noreply@blogger.com (Diana)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4328715023064076024.post-7496630518567464833</guid><pubDate>Sun, 30 May 2010 23:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-05-30T21:06:56.125-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mafalda</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Projeto Melhor Impossível</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Rainha do drama</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">TPM</category><title>Mulher é bicho esquisito...</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;...todo mês sangra.&lt;br /&gt;À medida que me aproximo dos 30, tenho notado mais as especificidades da TPM. Não sei  se porque me conheço mais e percebo melhor o que me acontece há uns 16 anos todos os meses. Ou se a coisa vem piorando com a idade. Dividir o teto com alguém que tem que aturar as agruras disso também me fez mais consciente das minhas chatices.&lt;br /&gt;Fato é que me convenço que se tivesse anotado cuidadosamente, conseguiria escrever minha biografia baseada no meu ciclo menstrual. As principais brigas com minha mãe e irmã na adolescência, as crises de namoros, os ganhos de peso, a vontade de largar tudo e pegar a estrada, os momentos altamente sexuais e os assexuados e até, pasmem(!), o comportamento intestinal parece ter a ver com a danada.&lt;br /&gt;Essa coisa de reeducação alimentar e atividades físicas também ajudam. Eu, sempre tão preocupada em cuidar do intelecto e do espírito... observar as mudanças do meu corpo também têm me ajudado a me entender mais. Se tem uma coisa que o feminismo trouxe de ruim pras mulheres &quot;descoladas&quot; é a quase-negação das especificidades da matéria e constrangimentos de ordem natural. O corpo existe enquanto entidade, embora o que façamos com ele seja tão intrinsecamente simbólico.&lt;br /&gt;Aí, aos quase-30, tenho me preocupado não somente com o etéreo, mas também  mais recentemente com o corpóreo. Há uma geração atrás, uma mulher da minha idade já provavelmente seria mãe. Negação do corpo-enquanto-entidade é piada quando se está com  um ser na barriga ou o alimentando no próprio peito. Sempre acho essa coisa da mulher e sua cria muito louca e intensa. E nós, mulheres &quot;descoladas&quot;, quase que nos descolamos da própria experiência humana, tentando domar os ciclos da natureza, escolher o momento apropriado (?) pra ter filhos, achar que qualquer dia do mês o humor tem o sabor de nossa vontade...&lt;br /&gt;Não faço um manifesto em defesa da sobredeterminação da matéria sobre a vontade. Mas a favor da humildade de reconhecer que não somos mulher-maravilha. E mais: reconhecer o próprio mistério inominável de existir. Tô engatinhando nesse caminho de humildade. Mas a vida tá me sacudindo pra que eu não esqueça meus limites, ao contrário dessa aventura pós-moderna do tudo-é-possível. Reconheço as implicações negativas do feminismo, mas desserviço mesmo fez Xuxa e sua &quot;Lua de Cristal&quot; pras quase ou recém-balzaquianas da nossa geração, frustradas de culpa por não conseguir ser tudo que quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Aceitar que há limites não implica em ser conformista. Exercito minha utopia, loucura e fé no amor sempre! Afinal, &quot;Meu coração não se cansa de ter esperança de um dia ser tudo o que quer... meu coração vagabundo, quer guardar o mundo em mim.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra encerrar, duas sábias mulheres que inspiram...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;480&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/K4hu3Jbh0AY&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;&quot;&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/K4hu3Jbh0AY&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;480&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/STrKbossnFU&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;&quot;&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/STrKbossnFU&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://avisitadesaturno.blogspot.com/2010/05/mulher-e-bicho-esquisito.html</link><author>noreply@blogger.com (Diana)</author><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>