<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-5555219672497951470</atom:id><lastBuildDate>Thu, 29 Aug 2024 05:55:41 +0000</lastBuildDate><category>feminismo</category><category>São Paulo</category><category>machismo</category><category>Rio de Janeiro</category><category>Protestos contra o aumento das tarifas</category><category>Estado Laico</category><category>misoginia</category><category>Aécio Neves</category><category>Cantareira</category><category>Chuvas</category><category>Dilma Rousseff</category><category>Doações</category><category>Eleições 2014</category><category>Fernando Haddad</category><category>Governo do Estado de São Paulo</category><category>Marco Feliciano</category><category>O Globo</category><category>Preconceito</category><category>Psicopatia Social</category><category>Redes Sociais</category><category>Silvia Pilz</category><category>Transporte Público</category><category>abuso</category><category>armas não-letais</category><category>cidadãos</category><category>liberdade</category><category>racismo</category><category>responsabilidade</category><category>A Fazenda</category><category>Abraçaço</category><category>Alckmin</category><category>Aldeia Maracanã</category><category>Apocalipse</category><category>Atentados de 11 de Setembro</category><category>Bento XVI</category><category>Big Brother Brasil</category><category>BoicotaSP</category><category>Brasil</category><category>Brasileiros</category><category>Cabral</category><category>Caetano Veloso</category><category>Camila Oliveira Dias</category><category>Carlos Latuff</category><category>Charlie Hebdo</category><category>Ciclovias</category><category>Cinema</category><category>Criminalidade</category><category>Crueldade</category><category>Eduardo Campos</category><category>Educação</category><category>Em Defesa do Papa</category><category>Facebook</category><category>Folha de S. Paulo</category><category>França</category><category>Gerald Thomas</category><category>Haddad</category><category>Imprensa</category><category>Itália</category><category>Jorge Felippe</category><category>Jornalismo</category><category>Jovem Pan</category><category>Lei Seca</category><category>Maldade</category><category>Marcelo Freixo</category><category>Marina Silva</category><category>Marília Gabriela</category><category>Meteoro</category><category>Música</category><category>Nigéria</category><category>PLC 122/2006</category><category>Papa Francisco</category><category>Petrópolis</category><category>Pezão</category><category>Pornografia</category><category>Radio Táxi</category><category>Reality Show</category><category>Reinaldo Azevedo</category><category>Reviravoltas</category><category>Russia</category><category>Sexualidade</category><category>Silas Malafaia</category><category>Violência Policial</category><category>Violência Virtual</category><category>análise</category><category>currículo das escolas públicas de ensino fundamental</category><category>enchentes</category><category>farsas</category><category>fé</category><category>homem de bem</category><category>humanidade(s)</category><category>indústria bélica</category><category>jovens</category><category>juízes</category><category>liberdade religiosa</category><category>merdística</category><category>movimentos sociais</category><category>nova constituinte</category><category>poder judiciário</category><category>preços abusivos</category><category>queima de arquivo</category><category>sem taxas</category><category>síndrome de inferioridade</category><category>violência</category><category>Ódio.com</category><title>Observatório Rio-Sampa</title><description>Um blog entre o Rio e São Paulo, sobre o Rio e São Paulo, para o Rio e São Paulo</description><link>http://observatorioriosampa.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Verô!)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>45</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5555219672497951470.post-8442192419205532986</guid><pubDate>Fri, 23 Oct 2015 02:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-10-22T19:55:59.056-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">homem de bem</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">machismo</category><title>Conheça o homem de bem</title><description>&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;O homem de bem é um cidadão peculiar. O qualificativo “de bem” se enquadra direitinho no cara que acorda cedo para trabalhar e paga seus impostos. Cidadão exemplar. O homem de bem tem orgulho de ser homem, e de bem, e portanto não se furta de finalizar todo e qualquer argumento com “de bem”, categoria na qual ele tem certeza que faz parte. Ele não tem dúvidas de ser de bem até quando escreve que o estupro de uma menina foi merecido, ou que o rapaz morto com suas ferramentas de trabalho pela polícia mereceu morrer. O menino morto na frente da mãe mereceu morrer. É que a menina, o rapaz e o menino não são &quot;&lt;b&gt;homens&lt;/b&gt; de bem&quot;, e portanto não fazem parte da categoria especial “de bem” que dá, entre outras coisas, o direito de não ser assassinado pela polícia ou violentado. Se não for “de bem” o homem de bem já tem seu julgamento pronto: é puta, é traficante, é menor infrator.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;O homem de bem trabalha e paga seus impostos, o que outorga a ele, segundo seu próprio julgamento de bem, certos direitos especiais. Um deles é definir quem merece viver e quem merece morrer, o outro é estabelecer que toda e qualquer mulher merece ser estuprada, tem um outro ainda que faz o homem de bem crer que ele pode assediar quem ele quiser e bem entender e, por ser de bem, deve ser agraciado com um sorrisinho. O homem de bem é cheio de certezas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;O homem de bem se diz defensor da democracia… mas tem que ser a democracia “de bem”, a democracia dele. Na sua definição de democracia ele pode:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;1. dizer o que quiser;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;2. julgar a quem quiser;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;3. rir de quem quiser;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;4. assediar quem quiser;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;5. ameaçar quem quiser.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;Caso seja acionado na justiça ou criticado o homem de bem vestirá sua máscara favorita: a do injustiçado. A do trabalhador que acorda cedo e paga seus impostos. A do homem de bem massacrado pelos esquerdistas. O homem de bem é essencialmente um auto-declarado coitado, e acha que tem o direito dos direitos: ser acolhido. O homem de bem acha que merece atenção, afinal, ele é cheio de certezas, ele trabalha cedo, ele paga seus impostos, ele merece aplausos. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;O homem de bem jamais admite que está errado, porque talvez uma de suas principais características é ser egocêntrico. O mundo deve girar em torno do homem de bem, afinal, ele trabalha cedo, ele paga seus impostos. O homem de bem tem um valor em cifras que supera todo e qualquer valor humano. Impostos, de bem, trabalho. O homem de bem merece o mundo. Ele merece xingar mulher de “puta”. Ele merece sexo. Ele merece comemorar a morte do menino. Ele merece dizer que o trabalhador era bandido. Ele é o homem de bem, com todo o seu trabalho e impostos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;O homem de bem as vezes é casado e tem filhos. Ele é um homem de bem! A mulher dele trabalha fora, limpa, cozinha. O homem de bem dá pitaco. Ele sabe qual é a verdade do mundo. Ele sabe o que ele merece e o que todo o resto do mundo não merece. Vejam o homem de bem.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;O homem de bem gosta de conforto e de tudo o que é conveniente… a ele próprio. Isso inclui ignorar toda e qualquer evidência que coloque em risco seu conforto, e tudo o que é conveniente a ele próprio. O homem de bem não gosta de mudanças. Ele trabalha, ele paga seus impostos, ele merece, ele pode.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;O homem de bem é tão merecedor que ele não se importa se seus atos e ações vão ofender ou machucar. Vale tudo para ele dar risada. Vale tudo para ele ter prazer. O homem de bem passa por cima de qualquer coisa para rir e para gozar, afinal, ele trabalha, ele paga seus impostos. Ele é um homem de bem.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;E o homem de bem tem medo, muito medo! O homem de bem tem verdadeiro terror de perder tudo o que ele merece por ser homem, de bem. Homem de bem que trabalha cedo e paga seus impostos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;O homem de bem é tudo isso: impostos, trabalhos e egocentrismo… o homem de bem é só isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Observatorio_RioSampa&lt;/div&gt;</description><link>http://observatorioriosampa.blogspot.com/2015/10/conheca-o-homem-de-bem.html</link><author>noreply@blogger.com (Verô!)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5555219672497951470.post-9031495234526026770</guid><pubDate>Mon, 15 Jun 2015 04:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-06-14T21:53:00.132-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Estado Laico</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Folha de S. Paulo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Imprensa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Jornalismo</category><title>A esquizofrenia de uma imprensa falida (O editoral da Folha de S. Paulo)</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhnfzcsXdTAKF-Z92r-pd3PWECVB9EgtyZJhODc9H8w57SvPdH6B1vx7MbuSpxt9MmdaC5nNouWDmvbsxIoMCgYaWfTKTZ0Luh-JbasL2Rv_4bWc4DyfvtdK-LtbP1wI2rVvIhD-h4z-LK-/s1600/falhadespaulo-300x168.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhnfzcsXdTAKF-Z92r-pd3PWECVB9EgtyZJhODc9H8w57SvPdH6B1vx7MbuSpxt9MmdaC5nNouWDmvbsxIoMCgYaWfTKTZ0Luh-JbasL2Rv_4bWc4DyfvtdK-LtbP1wI2rVvIhD-h4z-LK-/s1600/falhadespaulo-300x168.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A imprensa passa por momentos críticos. Jornais e revistas lutam ferozmente para sobreviver num mercado cada vez mais competitivo graças à democratização da comunicação promovida pela internet. Hoje qualquer pessoa (eu inclusive) pode criar um blog, um website ou mesmo usar as redes sociais para produzir e distribuir conteúdo. No twitter contas como a “Lei Seca RJ” veiculam informação em tempo real não só sobre os fiscais da Lei Seca, mas também sobre o trânsito, situação do transporte público, tiroteios, etc. Uma cidadã ou um cidadão com um smartphone e acesso à internet se transformou num veículo de notícia. Nem se todos os jornalistas de uma redação passassem o tempo todo nas ruas seriam capazes de concorrer contra páginas e perfis colaborativos. Definitivamente os jornais, telejornais, emissoras de rádio e revistas perderam o monopólio da notícia. Por que comprar um jornal ou revista se podemos consultar gratuitamente informações na internet?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nesse cenário os veículos tradicionais de notícia precisam cada vez mais de anunciantes para continuar no mercado. E quem banca o banco controla o movimento. Obviamente que esses anunciantes querem notícias que valorizem seus produtos. Se em algum momento a imprensa tradicional teve algo de independente, esse momento acabou quando os smartphones e a internet se tornaram mais acessíveis. Agradar os donos do dinheiro virou a regra e a imprensa tradicional cada vez mais se mostra como uma mercenária capaz de encampar qualquer briga que os anunciantes queiram enfrentar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Aí vemos a Folha de S. Paulo dando espaço para o que há de mais reacionário no jornalismo atual. Não preciso citar nomes, uma olhadinha no elenco de colunistas mostra que, embora pouco estrelados, eles veiculam discursos agradáveis aos grandes anunciantes e mobilizadores da audiência mais conservadora de nossas terras tropicais. Ao mesmo tempo a Folha ainda cultiva um público mais progressista, uma galerinha que curte comprar jornal da banca e tem perdido a paciência com os rumos da Folha. Eu mesma cancelei a minha assinatura do jornal, definitivamente ele deixou de ser minha principal fonte de informação. Bom, mas a Folha sabe que se continuar vai perder o público mais progressista que resta. Daí elaboraram aquela propaganda da “Opinião da Folha” no qual pessoas apresentam o posicionamento do jornal e depois apresentam o próprio. Tudo para ludibriar o público, tudo para dizer que a Folha é democrática e dá espaço para o contraditório. Mas é notável&amp;nbsp; que os colunistas e o tom das notícias em geral são explicitamente do nível “reinaldete”. Quem a Folha quer enganar?&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nesse estratégia louca de tentar agradar ao mesmo tempo gregos e troianos ocasionalmente o jornal solta editoriais como &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2015/06/1641792-submissao.shtml#&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;esse&lt;/a&gt;. Ora, não foram eles mesmo que&amp;nbsp; contribuíram para alimentar o ódio insano contra um partido? Ódio que chegou a tais proporções que fomentou panelaços e manifestações de apoio explícito à ditadura? Ódio que fez “cidadãos de bem” baterem palma para o questionável Cunha só porque ele é o aliado mais oposicionista da história de um governo? Ah, Folha! Assim vocês perdem o pouco respeito que vos resta.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
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Leia mais sobre a Declínio e Queda do Império da Imprensa na página da &lt;a href=&quot;http://socialistamorena.com.br/questoes-jornalisticas-a-morte-do-lide/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Cynara Menezes&lt;/a&gt;!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Observatorio_RioSampa&lt;/div&gt;</description><link>http://observatorioriosampa.blogspot.com/2015/06/a-esquizofrenia-de-uma-imprensa-falida.html</link><author>noreply@blogger.com (Verô!)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhnfzcsXdTAKF-Z92r-pd3PWECVB9EgtyZJhODc9H8w57SvPdH6B1vx7MbuSpxt9MmdaC5nNouWDmvbsxIoMCgYaWfTKTZ0Luh-JbasL2Rv_4bWc4DyfvtdK-LtbP1wI2rVvIhD-h4z-LK-/s72-c/falhadespaulo-300x168.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5555219672497951470.post-7517172446892092121</guid><pubDate>Thu, 11 Jun 2015 04:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-06-10T21:25:38.011-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">feminismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">machismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">misoginia</category><title>Uma moça (Ódio.com Parte III)</title><description>&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Uma moça estava voltando do trabalho. Quando cruzava por volta das 23:00 em passos velozes a rua mal iluminada em que morava na periferia de Recife foi abordada por um elemento. Ele tinha por volta de 25 anos, estava vestido com uma bermuda vermelha, camisa branca e usava um boné preto. Ele a ameaçou com uma arma, a levou para um canto ainda mais escuro e a violou. Nos jornais a notícia apareceu em destaque, nos comentários Saulo acusou: “Quem mandou ela andar a essa hora sozinha?”&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Naquela mesma noite Flávio atravessou aquela mesma rua, ninguém o estuprou.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrFzvOh6Wm71YQt5MqmoDMcykZfmAuioDy8x3iuPbt-hNBD8i-ef37XAKCHwmn_8lyEw3jzag1rCIvFB2XUcoAD_YjibkFFwzzxkW6W8lsY84ofwXbNz-42QVRcfxkTaqp4yA98leCiD3n/s1600/Captura+de+Tela+2015-06-11+a%25CC%2580s+01.17.56.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;50&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrFzvOh6Wm71YQt5MqmoDMcykZfmAuioDy8x3iuPbt-hNBD8i-ef37XAKCHwmn_8lyEw3jzag1rCIvFB2XUcoAD_YjibkFFwzzxkW6W8lsY84ofwXbNz-42QVRcfxkTaqp4yA98leCiD3n/s320/Captura+de+Tela+2015-06-11+a%25CC%2580s+01.17.56.png&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Uma moça foi para uma festa da faculdade. Ela encontrou vários amigos. Riu, dançou, tomou umas cervejas. Se encostou num canto tranquilo da festa, cansada, meio bêbada. Um jovem a tocou nas partes íntimas. Ela no dia seguinte fez uma denúncia na Universidade, a notícia parou no jornal do campus. Na página do Face da Universidade, Paulo comentou: “Quem mandou encher a cara?”&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Naquela mesma festa Caio bebeu até cair, ninguém o tocou.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgYc01wPYy-urFXBJihcJqj_JU8ne5rqE_TkSj5huwpUGoIpBUHqWehe9C6PE01f4hBtXku4As46LNHB_2bsvWYgGxmyuUwQywjnuNwN0j-lZQW_jLuSCaAMqHwinEtkCzkK5VewhH61YwK/s1600/Captura+de+Tela+2015-06-11+a%25CC%2580s+01.19.00.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;51&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgYc01wPYy-urFXBJihcJqj_JU8ne5rqE_TkSj5huwpUGoIpBUHqWehe9C6PE01f4hBtXku4As46LNHB_2bsvWYgGxmyuUwQywjnuNwN0j-lZQW_jLuSCaAMqHwinEtkCzkK5VewhH61YwK/s320/Captura+de+Tela+2015-06-11+a%25CC%2580s+01.19.00.png&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Uma moça dividia a casa com a mãe, os irmãos e o padrasto. O padrasto a violentava todas as manhãs quando a mãe estava no trabalho. Um dia uma vizinha desconfiou e denunciou. A notícia foi parar no noticiário da televisão. No Twitter, Pedro opinou: “Ela deve ter provocado ele, putinha.”&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Metade das vítimas de estupro no Brasil são crianças. 89% das vítimas de estupro são do &lt;a href=&quot;http://www.cbnfoz.com.br/editorial/brasil/noticias/27032014-115720-estupro-no-brasil&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;sexo feminino.&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh76R0BNf6za9ln-EV8KIBVqNSff10Qw1fFbjQ2ft1Il4ACRTmQOAhb0oozw3G_zoWTf_p041zbw5QCehBQMwbEQrWDNlcrXiekg2tU0aV6_l-dI8W2yocgdu9ycQwB8xdrVjhkbHkzxpAy/s1600/Captura+de+Tela+2015-06-11+a%25CC%2580s+01.19.44.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;57&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh76R0BNf6za9ln-EV8KIBVqNSff10Qw1fFbjQ2ft1Il4ACRTmQOAhb0oozw3G_zoWTf_p041zbw5QCehBQMwbEQrWDNlcrXiekg2tU0aV6_l-dI8W2yocgdu9ycQwB8xdrVjhkbHkzxpAy/s320/Captura+de+Tela+2015-06-11+a%25CC%2580s+01.19.44.png&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Três moças foram passear na reserva ambiental da cidade num lindo domingo ensolarado. No mato três sujeitos as abordaram. Eles as estupraram e as espancaram quase até a morte. A notícia circulou rápido pela cidade, no boteco José argumentou: “Três vagabundas de shortinho no mato, elas pediram por isso”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Naquele mesmo domingo Ricardo, Bruno e Felipe passearam naquele mesmo parque. As fotos do lindo passeio estão no instagram de Bruno.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjI7rO_4MhrYU-xFeVSiQI6SnSuKg-Jw_lWZgYH3dwhDMcsamvaudGmBfDHzmphTwxBMf7rLjlQOPX0qiwEi3q2aWL8D117FgZPeOmyNB8NRdO_OFYh5PPbL0aHrSaKaDVe7i0SrX_6ZuQv/s1600/Captura+de+Tela+2015-06-11+a%25CC%2580s+01.19.58.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;50&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjI7rO_4MhrYU-xFeVSiQI6SnSuKg-Jw_lWZgYH3dwhDMcsamvaudGmBfDHzmphTwxBMf7rLjlQOPX0qiwEi3q2aWL8D117FgZPeOmyNB8NRdO_OFYh5PPbL0aHrSaKaDVe7i0SrX_6ZuQv/s320/Captura+de+Tela+2015-06-11+a%25CC%2580s+01.19.58.png&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Uma moça terminou com o namorado. Ele a matou. Nas redes sociais, Maria comentou: “Coitado, era um apaixonado”&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;a href=&quot;http://www.notimerica.com.br/sociedade/noticia-70-das-mortes-violentas-mulheres-no-brasil-aconteceram-dentro-casa-20150520184819.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;70% das mortes violentas de mulheres no Brasil ocorrem dentro de casa.&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhy5sEDwwpSTRKMNRwg4__oCme6TNPgRl7ffa1o12ccUDHEou4riEeOSmTehIgvEVkRlvYDDVE9cYn37mw2TkIvn-He0AZX9DR520Dd-1u0_XEVq2JJ7ObAWM1cxCtDTVc3hj08naBhbTYp/s1600/Captura+de+Tela+2015-06-11+a%25CC%2580s+01.20.31.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;79&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhy5sEDwwpSTRKMNRwg4__oCme6TNPgRl7ffa1o12ccUDHEou4riEeOSmTehIgvEVkRlvYDDVE9cYn37mw2TkIvn-He0AZX9DR520Dd-1u0_XEVq2JJ7ObAWM1cxCtDTVc3hj08naBhbTYp/s320/Captura+de+Tela+2015-06-11+a%25CC%2580s+01.20.31.png&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: red;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;ul class=&quot;ul1&quot;&gt;
&lt;li class=&quot;li2&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: red;&quot;&gt;&lt;b&gt;Quem mandou?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li class=&quot;li2&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: red;&quot;&gt;&lt;b&gt;Ela pediu!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li class=&quot;li2&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: red;&quot;&gt;&lt;b&gt;Vagabunda!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li class=&quot;li2&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: red;&quot;&gt;&lt;b&gt;Putinha.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É para elas. É para mim. É para você! Qualquer mulher é culpada no incrível mundo que odeia as mulheres.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não compactue!&amp;nbsp;Seja solidária com outras mulheres, crie uma rede de proteção entre as mulheres. Denuncie os crimes: de sangue e de opinião.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Observatorio_RioSampa&lt;/div&gt;</description><link>http://observatorioriosampa.blogspot.com/2015/06/uma-moca-odiocom-parte-iii.html</link><author>noreply@blogger.com (Verô!)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrFzvOh6Wm71YQt5MqmoDMcykZfmAuioDy8x3iuPbt-hNBD8i-ef37XAKCHwmn_8lyEw3jzag1rCIvFB2XUcoAD_YjibkFFwzzxkW6W8lsY84ofwXbNz-42QVRcfxkTaqp4yA98leCiD3n/s72-c/Captura+de+Tela+2015-06-11+a%25CC%2580s+01.17.56.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5555219672497951470.post-4756821881786791495</guid><pubDate>Sun, 26 Apr 2015 06:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-04-25T23:21:55.116-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ciclovias</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Fernando Haddad</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">São Paulo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Transporte Público</category><title>Ciclovias da discórdia</title><description>&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Voltei há pouco de uma temporada na Europa. Fiquei numa adorável cidade no Norte da Itália. Uma das coisas que eu mais gostava de lá era usar a bicicleta. De fato a bicicleta era o principal meio de transporte de boa parte da população. Era um tal de famílias inteiras saindo para passear de bike, idosas com suas bicicletas com cestas cheias de compras, engravatados correndo ocupados, senhoras de salto alto e belos vestidos pedalando… enfim, todo mundo usava a bike. Dependendo de onde eu ia era até difícil arrumar um lugar para estacionar a minha magrela.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Bom, vários fatores contribuem para a bicicleta ser tão usada naquela cidade. Primeiro é que a cidade é pequena, os deslocamentos eram curtos e podiam ser perfeitamente superados de bicicleta. Segundo que a cidade é bem plana, com poucas ladeiras é fácil pedalar sem suar todos os líquidos do corpo. Terceiro é que os carros circulavam numa velocidade relativamente baixa, mesmo nos trechos sem ciclovias não dava medo pedalar, tanto é verdade que, como eu disse, todo mundo usa bikes lá: idosos e crianças pedalam tranquilamente pelas ruas.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Voltei para Sampa. Estou sem carro no momento então estou totalmente dependente do transporte público: irregular, cheio de atrasos e lotadíssimo! Mas não é tão ruim. Estava animada com o meu retorno porque fiquei sabendo das ciclovias inauguradas na cidade. Pensei: Se tiver uma perto da minha casa posso até comprar uma bike, apesar da ladeira para chegar na estação de trem mais próxima eu posso ficar menos dependente do busão.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ledo engano!&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiP7qBNuOS4nQNMbDsLQp7FCjp6wLUQEMQtWMG1dwW-oqoiFHQIQ6xcXJCTr6eg7048LMbGMptWuU5DdqMW1OgqC-MfZcRapxp105opopuikxY7GGMCa1ICiGqdEuhaoreqaKjGDsJCpmuV/s1600/ladeiras.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiP7qBNuOS4nQNMbDsLQp7FCjp6wLUQEMQtWMG1dwW-oqoiFHQIQ6xcXJCTr6eg7048LMbGMptWuU5DdqMW1OgqC-MfZcRapxp105opopuikxY7GGMCa1ICiGqdEuhaoreqaKjGDsJCpmuV/s1600/ladeiras.png&quot; height=&quot;156&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Vai encarar?&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nada de ciclovia aqui em Pirituba, pelo menos na região onde moro.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O ÚNICO ônibus que passa na minha rua continua sempre atrasado e com horário muito limitado. Por exemplo, ele não circula domingo. Domingo ninguém sai de casa, sabem como é… Para chegar no outro ponto de ônibus mais próximo eu demoro no mínimo 15 minutos andando, subindo uma ladeira. Eu ainda sou jovem, encaro a ladeirona. Mas é óbvio que as pessoas idosas que vivem no meu prédio não possuem o mesmo fôlego. Também não possuem fôlego para encarar a subidona de bicicleta.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Drive or die!&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ótimo que o prefeito esteja investindo em ciclovias. É ótimo. Mas é ótimo para trechos mais curtos e planos. Encarar 2, 3 quilômetros subindo uma ladeira de bicicleta é difícil demais.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Me parece ainda que o investimento mais urgente para Sampa é o transporte público de qualidade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Além dos ônibus, um excelente investimento é nos bondes urbanos. Na cidade onde eu vivia na Itália havia uma linha. Era rápido, confortável e regular. Imagino que instalar esse sistema custe muito menos do que abrir inaugurar novas estações de metrô.&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjPeg0cARdt0dmlUryyr4fWPIwe8IgTf5AEdVTOL0JuWf240L0gaugLlsUXo3dvjYfNa_kauXbVn8x7k8DKPs1pIkfrqkl6ZEBLUEBl4k9K749FV0oMApk21GM0XF5vPcwQbXCaUejQ1tGH/s1600/tram.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjPeg0cARdt0dmlUryyr4fWPIwe8IgTf5AEdVTOL0JuWf240L0gaugLlsUXo3dvjYfNa_kauXbVn8x7k8DKPs1pIkfrqkl6ZEBLUEBl4k9K749FV0oMApk21GM0XF5vPcwQbXCaUejQ1tGH/s1600/tram.jpg&quot; height=&quot;213&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Tram ou, abrasileirando, bonde&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Eu nem digo que esses bondes deveriam circular na Marginal Tietê, eles seriam uma excelente opção para os bairros. Poderiam circular nas ruas distantes de pontos de ônibus ligando essas regiões às estações de trem e metrô que já existem.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nem a inauguração de novas ciclovias nem o investimento em mais ônibus eliminam a validade de pensarmos nos bondes urbanos como uma opção para melhorar os deslocamentos em São Paulo.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Pense nisso, Haddad!&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjpBbYoIKyDKInH4ldHeLXVKt3DqHL6AyC2IPoJMpgmTh_3w7mQo8BMFLbgFS7NpAXfEh6e0oQ5VN-N8BnnfO0TZtv4k-TQIOXoyTFEwINcxabRJQqPSeKyVM1WLfwqpfe-RBgvAF_9EPl7/s1600/Haddad.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjpBbYoIKyDKInH4ldHeLXVKt3DqHL6AyC2IPoJMpgmTh_3w7mQo8BMFLbgFS7NpAXfEh6e0oQ5VN-N8BnnfO0TZtv4k-TQIOXoyTFEwINcxabRJQqPSeKyVM1WLfwqpfe-RBgvAF_9EPl7/s1600/Haddad.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Vou pensar, Verônica!&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Observatorio_RioSampa&lt;/div&gt;</description><link>http://observatorioriosampa.blogspot.com/2015/04/ciclovias-da-discordia.html</link><author>noreply@blogger.com (Verô!)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiP7qBNuOS4nQNMbDsLQp7FCjp6wLUQEMQtWMG1dwW-oqoiFHQIQ6xcXJCTr6eg7048LMbGMptWuU5DdqMW1OgqC-MfZcRapxp105opopuikxY7GGMCa1ICiGqdEuhaoreqaKjGDsJCpmuV/s72-c/ladeiras.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5555219672497951470.post-3059438318249792428</guid><pubDate>Tue, 21 Apr 2015 04:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-04-20T21:00:16.199-07:00</atom:updated><title>Eu não sou Verônica!</title><description>&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Eu não sou Verônica! Eu jamais tentaria assassinar à pauladas uma idosa indefesa de 73 anos que estava em sua casa trabalhando, porque no Brasil idosas - mesmo brancas, mesmo heterossexuais - muitas vezes são pobres também e precisam trabalhar quando idealmente deveriam ter condições de aproveitar uma aposentadoria digna.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
“Ai! Você é a favor da violências policial!”&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Bem, levando em consideração a violência no Brasil eu tenho lá minhas dúvidas sobre a possibilidade de existir uma polícia 100% pacífica que trabalhe resgatando gatinhos em árvores e dando informações para turistas perdidos. Mas não, não defendo violência policial indiscriminada, não defendo abuso de poder, não defendo que “bandido bom é bandido morto”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
“Você não viu o que fizeram com ela na cadeia?”&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Vi as fotos sim, preferiria não ter visto, mas vi. Eu vi, mas não sei o que aconteceu. Não sei exatamente o que houve para ela ficar naquele estado. Isso precisa ser investigado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
“Ela foi vítima de transfobia!”&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Você tem certeza disso? A violência nos cárceres no Brasil atinge praticamente toda a população carcerária. Eu vi a foto da Verônica. Mas já vi também fotos de cabeças de prisioneiros decepadas. Já vi fotos de corpos destroçados de prisioneiros. Já vi o choque entrar num presídio e executar mais de 100 pessoas. A violência brutal contra presidiários atinge todos que estão nas cadeias brasileiras. Será que a transfobia explica o que realmente aconteceu com Verônica? Eu não sei. E por isso retomo o que disse: precisa investigar.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
“Reaça!”&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ah, ok.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
“RadFem transfóbica!”&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Se você acha que devemos eleger de maneira precipitada uma mártir para efetivamente combatermos o preconceito contra a comunidade LGBT ok, pode me chamar de “RadFem transfóbica”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Veja &lt;a href=&quot;http://noticias.r7.com/sao-paulo/eu-abri-a-porta-e-ela-disse-que-ia-me-matar-diz-idosa-agredida-por-travesti-em-sao-paulo-19042015&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt; a versão da idosa agredida (fotos fortes!)&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Observatorio_RioSampa&lt;/div&gt;</description><link>http://observatorioriosampa.blogspot.com/2015/04/eu-nao-sou-veronica.html</link><author>noreply@blogger.com (Verô!)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5555219672497951470.post-9117888172957011434</guid><pubDate>Tue, 24 Feb 2015 16:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-02-24T08:06:03.872-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">feminismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">machismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">misoginia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ódio.com</category><title>Ódio.com (Parte 2)</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Decidi continuar a falar sobre o ódio que é extravasado na internet. Meu foco será em relação ao ódio contra as mulheres e as razões são simples. Pesquisas indicam que mulheres são as pessoas que mais sofrem ameaças no mundo virtual - não por acaso no mundo não-virtual são as maiores vítimas de crimes sexuais também. O fato é que avançamos bastante contra o racismo e a homofobia. Precisamos avançar mais, mas pelo menos projetos de leis que especificam o racismo e a homofobia como crimes ao menos foram pautados. Já sobre o machismo e a misoginia ainda há pouco, muito pouco. As mulheres ainda são pouco contempladas no que se refere à políticas públicas de combate ao preconceito mesmo sendo elas os principais alvos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Já os grandes meios de comunicação pouco colaboram. Crimes como o Massacre de Realengo - cuja principal motivação foi a misoginia - foram tratados superficialmente pela mídia. Praticamente nenhum grande jornal ou portal de notícia destacou o fato de que o atirador fazia parte de comunidades machistas e atirou para matar principalmente meninas. O atirador participava de fóruns e comunidades misóginas, ali recebeu estímulo para levar adiante seu plano infame e a tragédia aconteceu.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O fato é que essas comunidades misóginas - conhecidas pelo termo &quot;masculinistas&quot;- se proliferam sob as vistas grossas das autoridades. Nessas comunidades o ódio e o estímulo à violência contra as mulheres são livremente pregados sem que os homens por trás dos perfils fakes sejam minimamente importunados pela polícia. A situação é grave.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mas ainda mais grave é perceber que não apenas nesses ambientes declaradamente misóginos o ódio contra as mulheres rola solto. Em grandes portais de notícias comentários machistas e misóginos chegam a ser a maioria em notícias que tratam da violência contra as mulheres. O caso mais recente é essa matéria da &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/tec/2015/02/1593592-mulheres-sofrem-ameacas-de-estupro-ao-defender-feminismo-na-internet.shtml&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Folha de S. Paulo&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A matéria é uma das raras ocasiões em que o machismo e a misoginia são tratados de maneira minimamente séria por um grande veículo de comunicação. A matéria é boa, dá voz às mulheres que são alvos das ameaças e traz uma discussão sobre o assédio contra as mulheres na internet. Fui conferir os comentários e não me surpreendi. Sempre o mais do mesmo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgkc2BgP5WQJ_DHQAHpS951yVFu6eUFbBoVzDxd2prVlyaoBKLutsLrDJugSO_dNR31UWUvJNw71Ql3wcN2uMki4_1Ql8MvFg-0orh5lAhk8VTsv35C4FmDISAs7dEM-IItx0j_gvaW_Yeq/s1600/Captura+de+Tela+2015-02-24+a%CC%80s+16.30.02.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgkc2BgP5WQJ_DHQAHpS951yVFu6eUFbBoVzDxd2prVlyaoBKLutsLrDJugSO_dNR31UWUvJNw71Ql3wcN2uMki4_1Ql8MvFg-0orh5lAhk8VTsv35C4FmDISAs7dEM-IItx0j_gvaW_Yeq/s1600/Captura+de+Tela+2015-02-24+a%CC%80s+16.30.02.png&quot; height=&quot;46&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: justify;&quot;&gt;
Esse primeiro comentário insiste numa velha prática: colocar o feminismo como o contrário do machismo. Aqui a falácia é aplicada sob um outro espectro: colocar a misandria no mesmo patamar que a misoginia. A desonestidade do comentário é óbvia. Qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento sobre o feminismo sabe que:&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: justify;&quot;&gt;
1. Feminismo não é o contrário de machismo. Enquanto o feminismo luta pela igualdade de direitos o machismo é um sistema de opressão que perpetua a desigualdade entre homens e mulheres.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: justify;&quot;&gt;
2. Nenhum homem foi morto por ser homem, simplesmente o fato de ser homem não é fator estimulante para que um assassinato seja cometido. Por outro lado, mulheres são mortas todos os dias por serem mulheres.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: justify;&quot;&gt;
3. Feministas não odeiam homens. O fato de feministas lutarem pelos direitos das mulheres não significa que elas odeiam os homens. Desde quando lutar por direitos de um grupo significa odiar outro grupo?&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjiYP-oMH3y1Bo_RaOnem4mkyLM49feHKz4vKHC8hpvXaXEabYWqvece3squDm2O2-dz33yWo6bz52o3b2nf4vdrEjPIovPj46WUliNtzta7raNpvyadiyV7HdOAuLUvSNoQ5r4H4lhn5LD/s1600/Captura+de+Tela+2015-02-24+a%CC%80s+16.30.17.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjiYP-oMH3y1Bo_RaOnem4mkyLM49feHKz4vKHC8hpvXaXEabYWqvece3squDm2O2-dz33yWo6bz52o3b2nf4vdrEjPIovPj46WUliNtzta7raNpvyadiyV7HdOAuLUvSNoQ5r4H4lhn5LD/s1600/Captura+de+Tela+2015-02-24+a%CC%80s+16.30.17.png&quot; height=&quot;46&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: justify;&quot;&gt;
Esse segundo comentário é tão absurdo que chega a ser cômico. Posso retomar os argumentos que usei para o primeiro comentário. O fato de lutar pelo direito das mulheres não significa atingir os direitos dos homens e a luta não é motivada por &quot;inveja&quot; dos homens (ai, ai Freud...). A questão é simples: mulheres são atingidas cotidianamente pelo machismo e misoginia. Mulheres são assediadas nas ruas e na internet, são vítimas da violência doméstica, são tratadas como cidadãs de segunda categoria. Isso não é novidade. Num determinado momento um grupo de mulheres disse não! Um grupo de mulheres se rebelou e nasceu o feminismo (estou simplificando absurdamente a história, é só para ilustrar por enquanto). O feminismo é assim um movimento que luta contra a violência contra as mulheres e pelo direito das mulheres. Agora me respondam: qual é a relação disso com &quot;inveja de homens&quot;?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: red;&quot;&gt;Acho que já deu para ter um gosto de como essa série vai se desenvolver, certo? Aqui iremos destacar o ódio contra as mulheres que infesta a internet, infesta a internet porque é algo que infesta a própria sociedade. O método será:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;Verificarei notícias que falam sobre mulheres/feminismo e lerei os comentários destacando aqueles que expressam machismo e misoginia;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Colocarei os prints e rebaterei os argumentos mais comuns usados pelos machistas/misóginos.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Uma vez que os comentários são públicos não ocultarei a autoria das mensagens.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;div&gt;
Apertem os cintos! A viagem para as mentes sombrias de machistas e misóginos está apenas começando.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Observatorio_RioSampa&lt;/div&gt;</description><link>http://observatorioriosampa.blogspot.com/2015/02/odiocom-parte-2.html</link><author>noreply@blogger.com (Verô!)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgkc2BgP5WQJ_DHQAHpS951yVFu6eUFbBoVzDxd2prVlyaoBKLutsLrDJugSO_dNR31UWUvJNw71Ql3wcN2uMki4_1Ql8MvFg-0orh5lAhk8VTsv35C4FmDISAs7dEM-IItx0j_gvaW_Yeq/s72-c/Captura+de+Tela+2015-02-24+a%CC%80s+16.30.02.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5555219672497951470.post-5729040214699866303</guid><pubDate>Mon, 23 Feb 2015 21:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-02-23T13:36:14.663-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Fernando Haddad</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Jovem Pan</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">São Paulo</category><title>Prefeito de São Paulo humilha Villa e Sheherazade</title><description>&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjLFwAkjHETKhoy7pOYeuEpDXnW9hfbzNlmdYJ_GRvPnqst9y88wBLGIHWY7tHg9l0C1HCP-NDskEjPfavSWrUszZCQURSBwKb2frwzhQWF_CURhHTbq2ztEUdT31-43xO3458e6PYx5Wu7/s1600/Haddad.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjLFwAkjHETKhoy7pOYeuEpDXnW9hfbzNlmdYJ_GRvPnqst9y88wBLGIHWY7tHg9l0C1HCP-NDskEjPfavSWrUszZCQURSBwKb2frwzhQWF_CURhHTbq2ztEUdT31-43xO3458e6PYx5Wu7/s1600/Haddad.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Tranquilão esperando suas perguntas&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Entrevista matadora do prefeito de São Paulo na Jovem Pan! Haddad com muita tranquilidade demoliu os argumentos frágeis e sensacionalistas do “historiador” Marco Villa e da “jornalista” Rachel Sheherazade. Eu coloco jornalista e historiador entre aspas porque pessoas que conduzem entrevistas desse nível envergonham suas profissões.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Posso falar de Villa com mais propriedade.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Uma/um historiadora/dor tem OBRIGAÇÃO de fazer análise de longo prazo e confrontar dados. Fazer análises baseado no que ele vê, sem analisar e comparar dados e conjunturas é um erro vergonhoso e tão grotesco que duvido seriamente da formação do senhor Villa. Ou deveria duvidar da honestidade dele? Porque um historiador que deliberadamente ignora dados para usar de sua autoridade a fim de promover uma ideologia é um criminoso. Essa história eu conheço, Villa também deveria conhecer. Poucas áreas do conhecimento foram tão torturadas como a história a fim de legitimar os maiores crimes. Triste ver que ainda há historiadores que se prestam à esse papel.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Haddad, por sua vez, deu show. Conseguiu responder com muita segurança as perguntas, conhece os dados, conhece a cidade e mostrou que planeja as políticas que conduz. Evidentemente que Haddad não é e nem será popular nos bolsões de riqueza de São Paulo, habitat do que há de mais retrógrado e tacanho na sociedade brasileira contemporânea. Gente que não quer abrir mão de absolutamente nenhum conforto pelo bem comum. Gente que não sai de seus carrões, que nunca saiu de seus bairros ricos. A política de Haddad contempla uma população de periferia que foi sistematicamente negligenciada pelo poder público. Essa população não é de interesse da Jovem Pan, da Veja, do Estadão. Essa população é aquela que os nobres moradores de Higienópolis admitem apenas como limpadores da sujeira que produzem em suas coberturas, ao menor aceno para os direitos dessa população a elite raivosa ouvinte da Jovem Pan e leitora da Veja baba de ódio.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Sem mais delongas, um link para a entrevista. É longa, mas vale cada minuto. Cada minuto que demole a canalhice de certas pessoas que dominam a mídia coorporativista.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe width=&quot;320&quot; height=&quot;266&quot; class=&quot;YOUTUBE-iframe-video&quot; data-thumbnail-src=&quot;https://ytimg.googleusercontent.com/vi/IsHXTQsxElI/0.jpg&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/IsHXTQsxElI?feature=player_embedded&quot; frameborder=&quot;0&quot; allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe width=&quot;320&quot; height=&quot;266&quot; class=&quot;YOUTUBE-iframe-video&quot; data-thumbnail-src=&quot;https://ytimg.googleusercontent.com/vi/diIEUkqWf-Y/0.jpg&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/diIEUkqWf-Y?feature=player_embedded&quot; frameborder=&quot;0&quot; allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Observatorio_RioSampa&lt;/div&gt;</description><link>http://observatorioriosampa.blogspot.com/2015/02/prefeito-de-sao-paulo-humilha-villa-e.html</link><author>noreply@blogger.com (Verô!)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjLFwAkjHETKhoy7pOYeuEpDXnW9hfbzNlmdYJ_GRvPnqst9y88wBLGIHWY7tHg9l0C1HCP-NDskEjPfavSWrUszZCQURSBwKb2frwzhQWF_CURhHTbq2ztEUdT31-43xO3458e6PYx5Wu7/s72-c/Haddad.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5555219672497951470.post-1961556046065263523</guid><pubDate>Sun, 22 Feb 2015 23:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-02-22T15:32:49.646-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crueldade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">feminismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Psicopatia Social</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Violência Virtual</category><title>Ódio.com</title><description>&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É surpreendente como a humanidade ainda não se auto-destruiu. Sério. Eu fico olhando alguns comentários na internet e tenho ficado um pouco paranóica. Quando pego transporte público me pergunto quantas daquelas pessoas que estão ao meu redor são aqueles personagens anônimos que destilam ódio na internet. Quantas daquelas pessoas que me rodeiam escrevem em notícias de estupro dizendo que a vítima “mereceu”? Quantas daquelas pessoas ameaçam pessoas como a &lt;a href=&quot;http://escrevalolaescreva.blogspot.it/2014/12/meu-boletim-de-ocorrencia-contra-os.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Lola&lt;/a&gt; com violência sexual e esquartejamento só porque ela ousa falar de feminismo? Quantas daquelas pessoas comentaram que Jandira Magdalena Cruz, que morreu após um aborto realizado clandestinamente porque o Estado brasileiro é omisso, comentaram que Jandira mereceu a morte que teve?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg39yhPC-cZt8mm6w7p_svTJEV5uoMuEVt0caR5-tArbFx2A6WrTNDrp0sjLaW4r3YUYMym7vcm7sni4DSA3Z9Yz7vzvj09bXRTLCTEFSH0tqXLjzjdVwngUVFYEQmyfauU0-N_BkEZzyBP/s1600/Captura+de+Tela+2015-02-22+a%CC%80s+23.49.56.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg39yhPC-cZt8mm6w7p_svTJEV5uoMuEVt0caR5-tArbFx2A6WrTNDrp0sjLaW4r3YUYMym7vcm7sni4DSA3Z9Yz7vzvj09bXRTLCTEFSH0tqXLjzjdVwngUVFYEQmyfauU0-N_BkEZzyBP/s1600/Captura+de+Tela+2015-02-22+a%CC%80s+23.49.56.png&quot; height=&quot;89&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Homem comenta sobre a morte de Jandira Magdalena Cruz&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Eu assisti o vídeo da Giovana, aquela menina que acaba em maus lençóis depois que o forninho caiu sobre ela. Caí na besteira de ler os comentários e li gente - os mesmo moralistas que defendem embriões - chamando a garotinha de “puta”. O que leva uma pessoa a chamar uma menininha de “puta” só porque estava dançando em casa? Para essas pessoas a “vida” e a “dignidade” das crianças (embriões, no caso do início da gestação) valem enquanto estiverem no útero das mulheres. Depois que nascem, especialmente se forem meninas, não importa mais. Depois que nascem vale chamá-las de “putas” por causa de uma dança dentro do quintal de casa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjOsXR0-ke3N0ZTNtE3Aec5hre3YcKDX2EzrMNRy63t2Cub6s7nqediLLa4HCIwveDmgUndGlQMO_B6hPd582s7hMl6nDZEWuGt7U7f_tm-g6L9H2v5zZaQ_YYVH57Sww0u_eD9e6xxNIZt/s1600/Captura+de+Tela+2015-02-22+a%CC%80s+23.53.17.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjOsXR0-ke3N0ZTNtE3Aec5hre3YcKDX2EzrMNRy63t2Cub6s7nqediLLa4HCIwveDmgUndGlQMO_B6hPd582s7hMl6nDZEWuGt7U7f_tm-g6L9H2v5zZaQ_YYVH57Sww0u_eD9e6xxNIZt/s1600/Captura+de+Tela+2015-02-22+a%CC%80s+23.53.17.png&quot; height=&quot;112&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Homem xinga criança em comentário no vídeo &quot;Eita Giovana&quot;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
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&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É uma psicopatia coletiva, uma falta de empatia generalizada, o triunfo da crueldade. Estamos cercadas por pessoas que não pensam antes de opinar, que usam da segurança da internet para xingar, ameaçar, humilhar. Eu me pergunto se algumas pessoas realmente pensam o que escrevem ou se usam da internet para darem vazão à suas segundas personalidades psicopatas. Nenhum dos cenários é entusiasmaste, na realidade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Com tanto ódio, com tanta falta de compreensão, como ainda estamos aqui nesse planeta?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Danilo Gentili, um dos seres mais repugnantes que ocupam horário na televisão (uma concessão pública que deveria cumprir função social, é sempre bom lembrar) tem milhões de seguidores fiéis no twitter. Um exército raivoso que defende o “ídolo” que diz o que eles pensam. Que diz que negras/os merecem bananas, que dispara sem cessar piadas machistas e misóginas, que sob o manto da inatacável “piada” não pensa duas vezes em vomitar o que ele pensa de verdade sobre negras/os e mulheres. Para ele e seus seguidores risadas boçais são mais preciosas do que a dignidade de outros seres humanos. Onde isso vai parar?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Observatorio_RioSampa&lt;/div&gt;</description><link>http://observatorioriosampa.blogspot.com/2015/02/odiocom.html</link><author>noreply@blogger.com (Verô!)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg39yhPC-cZt8mm6w7p_svTJEV5uoMuEVt0caR5-tArbFx2A6WrTNDrp0sjLaW4r3YUYMym7vcm7sni4DSA3Z9Yz7vzvj09bXRTLCTEFSH0tqXLjzjdVwngUVFYEQmyfauU0-N_BkEZzyBP/s72-c/Captura+de+Tela+2015-02-22+a%CC%80s+23.49.56.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5555219672497951470.post-6373011858274972821</guid><pubDate>Wed, 04 Feb 2015 14:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-02-04T06:58:07.444-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">merdística</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">O Globo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Preconceito</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Silvia Pilz</category><title>Uma crônica de merda</title><description>&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É muito difícil impedir que as pessoas digam merda. Primeiramente porque o sentido de “dizer merda” é muito subjetivo. Há muitos anos, quando eu ainda era uma adolescente deslumbrada, o namorado de uma amiga minha me contava que o professor de biologia dele dizia muita merda. Perguntei que tipo de merda ele dizia. O nobre rapaz, evangélico de carteirinha, me disse que o professor dizia que os homens vieram do macaco. Se o professor realmente disse “os homens vieram do macaco” eu concordaria que ele disse merda, mas duvido que a história tenha sido bem essa. Enfim, para o moço o professor dizia merda, para mim ficou o ponto de interrogação.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É que eu me vejo obrigada à retornar à pasta “Silvia Pilz”. Circula agora um texto que ela publicou há uns meses, texto mais antigo do que aquele sobre procriação, pobres e planos de saúde. Nesse “novo” texto, que na verdade é pré-histórico dada a tempística da internet, nossa colunista diz que tem uma tara em chamar “anões de anões”, que pessoas com síndrome de Down são estranhas, que crianças negras são feias e que todo mundo quer ser loiro de olhos azuis.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Fico me perguntando quais são as fontes de Pilz para dizer que todo mundo quer ser loiro de olhos azuis. Diante da qualidade do raciocínio dela imagino que como ela gostaria de ser loira de olhos azuis deduziu que todo mundo tem o mesmo desejo. Deve ter muita gente que como ela faz masturbação mental imaginando possuir olhos claros e cabelos loiros. Mas deve ter muita gente feliz com suas peles negras, cabelos crespos e olhos castanhos. Tem muita gente feliz e muita gente que queria ser outra coisa. Vi um programa em que um menininho declarava que quando crescer quer ser um coelho. Eu preferiria ser o cachorro do meu colega de casa, que passa seus dias deitado sem preocupações recebendo cafuné e olhando pela janela.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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Na minha opinião Pilz falou merda. Tem gente que queria ter olhos claros e cabelos loiros que pode pensar que não.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Imagino como uma pessoa com nanismo se sinta ao receber a inédita notícia de que causa estranheza. Os olhares indiscretos que recebem todos os dias na rua não devem fazer essas pessoas pensarem que Pilz escreveu alguma novidade. Talvez o que as surpreenda mais seja o fato de que Pilz quer ter o direito de chamá-las de “anão”. O que ela ganha com isso eu não sei, deve ser alguma tara estranha. Para mim gente que tem esse tipo de tara tem uma cabeça de merda e costuma dizer merda. Mas isso é bastante relativo. Tem uns humoristas sem-graça que pensam o mesmo que Pilz. Eles concordam entre eles. Eu só penso que dizem merda, muita merda.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Uma amiga de uma tia minha tem um filho com síndrome de down. Ele é filho único e vive com a mãe. Os dois têm uma linda sintonia e relação. Ele terminou o ensino médio, foi mais devagar que outras crianças, mas terminou. Tem gente que não tem down e não termina. Todo mundo tem dificuldades, o que separa os fortes dos fracos é como enfrentam essas dificuldades, com ou sem a síndrome de down. Ele enfrentou com bravura. Hoje ele trabalha, é um cara relativamente independente e um filho zeloso e carinhoso com a mãe. Para Pilz ele causa desconforto. Para mim causa desconforto filhos ingratos que negligenciam as mães e pais. Pessoas têm taras e desconfortos muito diferentes, mas muitas vezes essas coisas são determinantes para a produção de discursos que podem ser inseridos no guarda-chuva semântico do “dizer merda”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Pilz me fez escrever um texto descontinuado porque me causa um enorme desconforto. É que o que realmente me causa desconforto é dizer muita merda. Mas acho que tanto Pilz quanto outros produtores de merdística devem poder continuar a produção. Aí ficamos sabendo o que pensam, aí rimos na cara deles e imaginamos o quanto tem gente que diz merda. Da merda nascem flores. Que os arautos da merdística nos façam pessoas melhores. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E o hit de hoje é:&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;iframe width=&quot;320&quot; height=&quot;266&quot; class=&quot;YOUTUBE-iframe-video&quot; data-thumbnail-src=&quot;https://ytimg.googleusercontent.com/vi/fh0BEFa3GvU/0.jpg&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/fh0BEFa3GvU?feature=player_embedded&quot; frameborder=&quot;0&quot; allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Observatorio_RioSampa&lt;/div&gt;</description><link>http://observatorioriosampa.blogspot.com/2015/02/uma-cronica-de-merda.html</link><author>noreply@blogger.com (Verô!)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/fh0BEFa3GvU/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5555219672497951470.post-1873864817682991569</guid><pubDate>Fri, 30 Jan 2015 03:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-01-29T19:05:09.126-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Carlos Latuff</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">feminismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">machismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">racismo</category><title>Você sempre pode piorar o ruim</title><description>&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Carlos Latuff estava entre os cartunistas que eu mais gostava. Tem um traço bacana e normalmente manda bem na arte de passar uma mensagem poderosa com a concisão de um cartoon. Mas ele caiu na armadilha que eu tentei discutir nesse &lt;a href=&quot;http://observatorioriosampa.blogspot.it/2014/11/sobre-meninos-lobos-e-egos.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;post&lt;/a&gt;. Não quero me repetir, mas meu ponto é que quando você tenta dar voz à uma experiência que você desconhece as chances de fazer uma enorme besteira aumentam muito. Desconfio de quem entra na onda da defesa de tudo. Isso não quer dizer que você deve se omitir diante de racismo, machismo, xenofobia… nada disso. Isso quer dizer que você precisa ter a maturidade de reconhecer que ao tentar falar sobre esses temas POR QUEM vivência essas realidades todos os dias você parte do pressuposto arrogante de que você é capaz de falar pelos outros.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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Eu sou branca, nunca sofri racismo na minha vida! Nunca! Eu posso apoiar o movimento das mulheres e homens negros, mas eu tento fazer isso primeiramente ouvindo o que essas pessoas têm a me dizer, tentando compreender o que elas têm a me ensinar. E eu aprendi um monte de coisas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Um dia estava com umas amigas num churrasco. Uma delas é negra, uma socióloga estadunidense que dá aulas numa universidade nos EUA. Ela é uma mulher negra que além de vivenciar o racismo todos os dias estuda o tema há anos. Nesse churrasco o assunto do acesso ao ensino superior entrou em pauta. Naquela época eu era contra cotas raciais e manifestei minha opinião e soltei uma frase racista. Ela me escutou pacientemente e depois demoliu meu discurso de menina de classe média branca. Não estou diminuindo o fato, ou me envergonhando, de ser branca e de classe média. Estou dizendo que eu estou numa posição privilegiada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A primeira vez que botei meus pés numa instituição de ensino público foi quando entrei na universidade, isso depois de estudar toda a minha vida em escolas particulares. Não precisei trabalhar enquanto estudava, morava numa casa confortável, minha grande preocupação na vida era estudar para a prova de matemática, meu maior pesadelo! Ia para a escola bem alimentada, quando voltava o almoço estava pronto, cozinhado pela empregada. Uma das filhas dessa empregada, que era negra e tinha evidentemente filhos negros, engravidou quando era muito jovem, entrou no mundo das drogas, vou chamar essa menina de Marina, é um nome fictício. Marina era um pouco mais nova do que eu e fazia a própria comida enquanto a mãe dela cozinhava para mim. Marina voltava sozinha da escola pública enquanto a mãe dela ia para a porta da minha escola particular me buscar. Enquanto a mãe dela se preocupava em lavar e passar minhas roupas Marina se virava sozinha. Porque para sustentá-la a mãe dela precisava cuidar de mim enquanto ela passava o dia inteiro sozinha. Eu tive milhões de mais chances do que Marina. Enquanto eu vivia protegida dentro dos muros da minha casa ela vivia numa favela rodeada pela miséria, era marginalizada, acossada. Ela foi tragada pela própria realidade assim como eu fui tragada pela minha. A minha é comemorada pela sociedade, recebo elogios e tapinhas nas costas. Ela é esculachada pela sociedade, apontada na rua e há quem diga que ela merece ser exterminada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Me respondam, por favor, quem sou eu para dizer que é a meritocracia que vale algo? Quem sou eu para dizer que não devemos abrir cada vez mais nossas universidades para as jovens e os jovens negros? A universidade sempre esteve aberta para mim e fechada para elas/es. Meu primeiro “mérito” foi ter nascido branca numa família que podia me dar muito, esse meu “mérito” involuntário pavimentou meu caminho. E ela?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Minha mãe fala de mim com orgulho. A mãe de Marina reza para não receber um telefonema anunciado a morte da filha.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Isso é uma das coisas que a minha amiga me ensinou. Eu demorei muito para aprender. Aquele churrasco foi determinante. Ter ouvido dela que eu fui racista foi determinante. Não vou me fazer de “fodona”. Na hora eu fiquei com raiva da minha amiga. Muita raiva de ter sido acusada de racismo. Mais com o tempo amadureci o que ela me ensinou, fiz a retrospectiva da minha história comparando com a história da Marina. Quando eu reencontrar minha amiga quero agradecer o tapa de realidade que ela me deu. Sem rodeios, sem concessões. Minha amiga me salvou de um pouco da minha ignorância.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Sabe? As vezes ser confrontada com os próprios preconceitos, especialmente quando você se coloca como uma pessoa contra os preconceitos, dói demais. Incomoda demais. Mas antes de tudo, ensina demais. O exercício é difícil, mas é o mínimo que podemos fazer se nos propomos a fazer algo.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Carlos Latuff lançou uma tirinha machista uma vez. Foi confrontado. Lançou outra se retratando. Carlos Latuff lançou uma tirinha machista outra vez. Foi confrontado. Perdeu a chance de aprender. No alto da própria arrogância emite um tipo de discurso que não difere muito dos discursos que a gente privilegiada e covarde que ele denuncia se esforça por propagar. Tentou falar de feminismo dando exemplo do SCUM manifesto, reproduziu a tolice freudiana de que mulheres têm inveja do pênis. Se desnudou. Outros andam se desnudando também. O que pessoas como Latuff, Idelber Avelar e muitos outros mostram é que muitas vezes se engajar em muitas lutas é puro alimento para seus egos. Eles têm certezas, eles querem palmas e elogios. Na primeira hora em que palmas viram “Ei, peraí” eles regurgitam tudo o que diziam combater. Esse tipo de comportamento me faz pensar que muito da militância é puro egoísmo ou egolatria. Chame como preferir.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
P.S. As vezes termino o post com uma canção. Aqui vai uma pérola que tem tudo a ver com tudo isso =)&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe width=&quot;320&quot; height=&quot;266&quot; class=&quot;YOUTUBE-iframe-video&quot; data-thumbnail-src=&quot;https://ytimg.googleusercontent.com/vi/ZgWHwKLRRTo/0.jpg&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/ZgWHwKLRRTo?feature=player_embedded&quot; frameborder=&quot;0&quot; allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Observatorio_RioSampa&lt;/div&gt;</description><link>http://observatorioriosampa.blogspot.com/2015/01/voce-sempre-pode-piorar-o-ruim.html</link><author>noreply@blogger.com (Verô!)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/ZgWHwKLRRTo/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5555219672497951470.post-7177248032076361311</guid><pubDate>Thu, 15 Jan 2015 16:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-01-15T08:54:45.181-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">O Globo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Preconceito</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Silvia Pilz</category><title>Silvia Pilz não precisa pedir desculpas</title><description>&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Circula na rede e desperta revolta o texto escrito por Silvia Pilz no qual a autora destila todo o seu “horror à pobre” ao melhor estilo &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Caco_Antibes&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Caco Antibes&lt;/a&gt;. A autora recebeu grandes e justas críticas e respondeu com a velha fórmula “era só brincadeirinha”. Oh céus! Quando me deparo com essa justificativa me pergunto se falta à essa gente talento ou coragem. Talento para inventar uma desculpa melhor. Ou coragem para assumir o que escreveu.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A falta de talento de Pilz é óbvia. Se o texto era para ser “divertidíssimo” a autora falhou miseravelmente. Foi muito, muito sem graça. Impressionante como o humor cafona dos comediantes sem-graça da stand up paulista está se proliferando no Brasil, né? Mas eu até compreendo as pessoas que insistem nessa fórmula, o insulto gera polêmica, a polêmica dá audiência. Pilz certamente ganhou a antipatia de muita gente, mas é igualmente certo que ela ganhou alguns fãs que a tratarão como mais uma mártir do “politicamente correto”. O mundo está vulgar e chato. Norbert Elias mostrou no seu belíssimo livro “A Sociedade de Corte” que a lógica que legitimava a existência da nobreza francesa era que os nobres eram os guardiões do belo, da alta cultura, da inteligência. Nossa Alta Classe Média - a nobreza da contemporaneidade - nem essa lógica preserva. São burros, miseravelmente burros em suas sentenças e desculpas. Burros e covardes. Covardes?&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ok, concordamos que falta talento à Pilz, tanto se considerarmos o nível do texto dela quanto a desculpa que deu.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E coragem? Bom, o clichê do “&lt;i&gt;reductio ad humorem”&lt;/i&gt; (ou “redução ao humor”) já foi detectado, o que pode ser perfeitamente considerado falta de coragem de dizer logo que ela não gosta de pobre. Falo isso muito seriamente. Ela não tem obrigação de gostar de pobre, eu não tenho obrigação de gostar dela e você não tem obrigação de gostar de necas e muito menos de pitibiribas. Seria mais honesto e corajoso da parte dela simplesmente dizer: eu não gosto de pobre! Pronto, fim. Uns se revoltarão, uns gostarão, uns concordarão, outros xingarão. O efeito seria exatamente o mesmo que ela experimentou, a diferença é que ela seria mais honesta. Honesta com ela mesma, e principalmente, honesta com os leitores. E isso importa, porque ela escreve num grande jornal, tem um espaço de fala privilegiado, ser honesta com os leitores é o mínimo que ela deve fazer para merecer o próprio salário.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Aí, envolta numa enorme covardia e falta de talento, ela ainda &lt;a href=&quot;http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/01/nao-pediria-desculpas-verdade-doi-diz-colunista-de-o-globo.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;dá uma entrevista dessas&lt;/a&gt; na qual afirma que “não precisa se desculpar” já que disse a “verdade”. Verdade, que segundo ela seria o pressuposto de que “os pobres gostam de procriar”. Sim, Pilz, você não precisa se desculpar por não gostar de pobres. Não precisa nem se desculpar por sua covardia e falta de talento. Você não precisa se desculpar pelo o que pensa, mas precisa se responsabilizar pelo o que escreve, pelo o ato de tornar pública sua burrice. Não se desculpe mesmo, se responsabilize.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Observatorio_RioSampa&lt;/div&gt;</description><link>http://observatorioriosampa.blogspot.com/2015/01/silvia-pilz-nao-precisa-pedir-desculpas.html</link><author>noreply@blogger.com (Verô!)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5555219672497951470.post-6030881977474998723</guid><pubDate>Wed, 14 Jan 2015 14:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-01-14T06:11:00.619-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Charlie Hebdo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">França</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">humanidade(s)</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">liberdade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Nigéria</category><title>Sobre ser ou não ser Charlie</title><description>&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O mundo Ocidental está dividido depois dos terríveis atentados ocorridos na França. O mundo Ocidental está dividido entre aqueles que condenam o atentado sem “…mas…” e aqueles que condenam o atentado, mas sob o véu do cinismo ou egocentrismo, dão malabarismos semânticos que muito mal disfarçam o maldito “eles mereceram”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Pelo meu primeiro parágrafo já dá para perceber de que lado eu estou.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Muita gente boa já escreveu a favor dos dois lados. Eu só justifico porque estou entre o grupo dos “sem mas…”. Minha defesa é simples, mas tem meandros complexos. Eu estou do lado em que estou porque acredito veementemente que entre os direitos humanos mais fundamentais está o direito de pensar e se expressar. É o livre-pensamento e a possibilidade de colocá-lo em debate público que nos torna humanos e mais humanos. Somos humanos porque pensamos, tentamos compreender, discutimos, e defendemos nossas idéias, e damos sentido ao mundo que nos rodeia. Não há condicionais para o direito fundamental de exercer, construir, desconstruir e reconstruir nossa humanidade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É óbvio que isso não significa que o pensamento está livre de crítica. Não está. Se me deparo com uma idéia com a qual discordo eu rebato, argumento, tento demolir os ARGUMENTOS que sustentam a idéia que me causa desconforto. Assim eu aprendo a organizar minhas próprias idéias, assim meus oponentes intelectuais e ideológicos podem fazer o mesmo. Lobão, o músico que virou polemista político, certa vez soltou uma frase que me marcou “o debate é um ato de amor”. Eu concordo, o debate é um ato de amor humano, debater com o outro é reconhecer a sua humanidade, o não-dito é como “eu te ouvi, tentei compreender o que você disse, eu discordo e vou te responder agora com minhas palavras”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O terrorismo é a negação da humanidade. O não reconhecimento da validade da expressão por si só é negar o valor humano do outro, quando negado esse valor o outro passa a ser um alvo que deve ser calado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Apesar de todos os tropeços o mundo Ocidental reconheceu a expressão das idéias como a expressão do próprio ser-humano. Não só reconheceu como protege esse valor fundamental como sua principal bandeira. A reconstrução dos Estados Nacionais pós-Guerra se pautou nesse ideal e esse ideal foi o motor ideológico que sustentou a oposição do Ocidente ao socialismo soviético. Esse ideal continua firme e forte e é ele que os jornalistas do Charlie Hebdo defendiam acima de tudo colocando suas próprias vidas em risco. Defendiam em todas as frentes, radicalmente, enfrentando o próprio governo francês as vezes, enfrentando a Igreja Católica, enfrentando os muçulmanos, enfrentado tudo o que quer limitar a livre expressão e consequentemente tirar um pouco de nossa humanidade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É por isso que eu sou Charlie Hebdo. Ao contrário do que li em algum lugar - dentre as dezenas de artigos que li sobre os atentados - eu não acredito que essa expressão seja uma simplificação. Há uma complexa e poderosa mensagem nessa declaração. É a declaração de que eu, e todos os outros Charlies, defendemos o humano.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Defendemos o humano, e os humanos.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Até os nigerianos massacrados pelo Boko Haram. É que o pressuposto que assassinou os cartunistas do Charlie Hebdo é o mesmo que apertou o gatilho que tirou a vida de mais de duas mil pessoas no país africano. É a negação da humanidade, é o ato nefasto de negar o direito de pensar e viver como se acha melhor.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A comoção pelos mortos de Paris não é uma comoção apenas porque eles eram franceses, é uma comoção que reconhece que o gatilho fundamentalista que mata na França mata no mundo todo, e continuará a matar se não dermos uma resposta incisiva à isso: sem “mas”! Eu sou Charlie Hedbo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
P.S. Está disponível na internet a primeira &lt;a href=&quot;https://drive.google.com/file/d/0B-Zv5IS6RhDqZEd1ODJnRTZ6NjA/view&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;edição histórica do Charlie Hebdo&lt;/a&gt;. A edição está esgotada na França. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Observatorio_RioSampa&lt;/div&gt;</description><link>http://observatorioriosampa.blogspot.com/2015/01/sobre-ser-ou-nao-ser-charlie.html</link><author>noreply@blogger.com (Verô!)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5555219672497951470.post-1874860876865111164</guid><pubDate>Mon, 12 Jan 2015 16:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-01-12T08:04:21.731-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cinema</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Redes Sociais</category><title>Eu, eu mesma e meus seguidores</title><description>&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Um dos filmes mais poderosos desse neófito que é o século XXI, na minha opinião, é Watchmen. Ouso dizer que gostei mais do filme do que da Graphic Novel, que me desculpem os puristas. Em um certo momento do filme o infame Comedian está numa reunião com outros “heróis”, eles discutiam as possibilidades de salvar o planeta à beira do colapso nuclear. Conversa vai, conversa vem, o Comedian se levanta, bota fogo no mapa com o plano do Ozymandias e solta a frase que dá o tom para toda a trama: seres humanos desde sempre tentam se destruir, a diferença é que encontramos a maneira mais eficaz para fazer isso. (a frase não é bem essa, mas é essa a idéia)&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Para quê salvar uma raça que desde sempre procura os meios para se auto-destruir? Não lutamos contra forças estranhas, nosso maior inimigo somos nós mesmos… O Comedian não foi o primeiro a dizer isso, rios de tintas filosóficas já correram sobre nosso ímpeto auto-destrutivo, em respostas rios de tintas correram para tentar nos defender enquanto espécie também. Mas somos sempre nós, falando sobre nós mesmos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E aqui chegamos onde eu realmente quero chegar.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Eu tenho lido centenas de textos que criticam as redes sociais e os usos que fazemos delas. Nossos perfils online são o palanque onde auto-promovemos nossas vidas, ou ao menos como a idealizamos. Likes, shares, comentários, xingamentos, na segurança de nossas casas desbravamos o mundo, ou melhor, nos mostramos ao mundo. O que em nós mudou?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Eu faço uma crítica aos críticos.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nada de nós mudou, somos os mesmos de sempre. Sempre quisemos aparecer, só que agora encontramos meios mais eficazes para fazer isso.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A internet, as redes sociais, não mudaram nosso modo de ser. Deram vazão ao que sempre fomos. Todo mundo quer seus segundos de fama porque acha que sua própria existência tem alguma importância, ou melhor, busca aprovação dos outros para que se lembrem reiteradamente que a própria existência importa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É que a nossa importância enquanto indivíduos não é óbvia.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Além de nossas mães e pais que dizem que valemos algo (isso vale para os afortunados com pai e mãe, ou pai e pai, ou mãe e mãe, etc), para além do pequeno círculo familiar não é óbvio que valemos algo. Nossa própria importância não é algo já dado, é algo que visamos afirmar de diversas formas: pelo trabalho, pelo amor… e agora, graças à internet, pela foto fantástica que tiramos no final de semana, pelo compartilhamento de artigos indignados com a fome na África, com a constante construção de uma imagem de alguém que se importa com o mundo, e portanto é de alguma forma importante para o mundo. Não há ofensa maior do que dizer: sua existência é completamente irrelevante. Nos expomos nas redes sociais por isso: para provarmos para quem nos acompanha e, principalmente, para nós mesmos, que nossa existência não é completamente irrelevante.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nem todo mundo escreverá um livro que mudará a história. Nem todo mundo tem um talento incrível que será reconhecido como importante para nossa espécie. Nem todo mundo liderará uma revolução. Nem todo mundo diante de enorme massa de seres de nossa espécie, diante da nossa longa história, diante da nossa curta história diante da incomensurável história do universo, é relevante, deixará uma marca depois que partir dessa para melhor, mudará qualquer coisa. Nem todo mundo… e quanto mais cientes somos disso mais desesperados ficamos. E mostramos nossas vidas para o mundo “Ei! Eu estou aqui! Eu importo! Eu não como carne! Eu me preocupo com as vaquinhas que têm o leite roubado! Eu me preocupo com os curdos sendo massacrados pelo Estado Islâmico! Eu lamento o destino dos palestinos dilacerados pelas metralhadoras israelenses! Eu me importo, eu juro que me importo!”… as vezes sinto falta de ler a verdade “eu estou em desespero, diga que você se importa comigo, diga que eu tenho algum valor”.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Sempre fomos assim, nada mudou. Mas agora precisamos de menos empenho para alguém nos convencer de nossa relevância. Outrora você deveria no mínimo escrever um batia livro, o que é um trabalho monstruoso que exige muito sacrifício, horas na biblioteca e dedos doloridos. Fora disso apenas seus amigos e familiares poderiam servir para te dizer “você é importante”. Hoje temos outros meios. Nas redes sociais mostramos o que queremos que vejam de nós e sempre terá alguém para dar um “like”! “Oi! Eu te notei! Eu gostei disso!”&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Somos os mesmos seres desesperados de sempre. Tentando perpetuar nossa memória individual enquanto o mundo se esfacela ao nosso redor pelas mãos de nós mesmos e nossos companheiros de miséria.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Então viva! Não se envergonhe. Você pode dar até uma de blasé e dizer que não liga para o Facebook usando o Facebook para dizer ao mundo que você não liga. Pode mentir, eu dou um “like”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Observatorio_RioSampa&lt;/div&gt;</description><link>http://observatorioriosampa.blogspot.com/2015/01/eu-eu-mesma-e-meus-seguidores.html</link><author>noreply@blogger.com (Verô!)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5555219672497951470.post-6346492243415413460</guid><pubDate>Thu, 08 Jan 2015 14:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-01-08T06:12:28.368-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Jorge Felippe</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Protestos contra o aumento das tarifas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Rio de Janeiro</category><title>Carta aberta ao Vereador Jorge Felippe - sobre o aumento das tarifas do transporte público do Rio de Janeiro</title><description>&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Carta aberta ao Vereador Jorge Felippe, presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Excelência,&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Confesso que pouco ouvi falar do senhor, imagino que seja principalmente por causa da irrelevância dos projetos que o senhor apresentou nas mais de três décadas que ocupa um cargo público (&lt;a href=&quot;http://oglobo.globo.com/rio/presidente-da-camara-braco-direito-de-paes-emprega-aliados-8043839&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Saiba mais aqui&lt;/a&gt;) . Mas isso não é o mais importante agora.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O fato é que li no &lt;a href=&quot;http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2015-01-06/presidente-da-camara-diz-que-carioca-entende-o-aumento-da-passagem.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Jornal O Dia&lt;/a&gt;&amp;nbsp;a declaração feita pelo senhor segundo o qual os cariocas “entendem” o aumento da tarifa do transporte público. Como carioca posso afirmar que o senhor está equivocado, ao menos em parte.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Eu “entendo” o aumento da tarifa apenas a partir de um ponto de vista: da relação promíscua mantida entre os grandes empresário do transporte urbano - como o senhor Barata que acredito que o senhor conhece bem, caso não o conheça, &lt;a href=&quot;http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2014-07-29/mp-convoca-rodrigo-bethlem-e-vice-prefeito-para-depor-sobre-caso.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;seguramente a sua filha o conhece&lt;/a&gt;&amp;nbsp;- e os representantes do poder público. “Entendo” apenas se levo em consideração que o senhor e seus colegas, a despeito dos clamores populares, reiteradamente impedem que essa promiscuidade seja investigada numa CPI séria. Tanto eu, quanto tantos outros cariocas, imaginamos que essa proteção dado pelo senhor e seus colegas de câmara não deve vir gratuitamente, mas avançar nesse ponto seria apenas um palpite uma vez que o senhor e seus colegas são hábeis em impedir que os cariocas entendam a dimensão de tão profícua amizade entre políticos cariocas e empresários como o Mr. Barata.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Fora dessa ótica eu não entendo o aumento das tarifas.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não entendo porque como usuária do transporte público urbano a “qualidade” que eu conheço é bem duvidosa. É uma qualidade marcada por atrasos, ônibus caindo aos pedaços, sempre lotados e que estão muito longe de atender minimamente a demanda. Talvez o senhor desconheça essa “qualidade” uma vez que usufrui de transporte particular “ocasionalmente” bancado pelo dinheiro dos impostos recolhidos mediante um sistema, este sim, de altíssima qualidade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Tendo tudo isso em vista, venho por meio desta singela carta fazer um apelo para o senhor.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Por favor, não fale pelos cariocas. Embora teoricamente o senhor nos represente a sua declaração indica que o senhor não só não nos representa como está no mínimo alienado de nossa realidade. Se mesmo assim o senhor insistir em dizer o que nós entendemos ou deixamos de entender, peço por gentileza que seja mais específico, ou mesmo honesto, em suas declarações. Na próxima entrevista pense em declarar que:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
“os cariocas entendem o aumento das passagens porque sabem que muitos de nós representantes somos eleitos e mantidos graças às generosas doações feitas por donos de empresas de ônibus e outros empresários, eu por exemplo sou muito grato à Marcon Empreendimentos Imobiliários que me doou 150 mil reais para a campanha, e também à Multiplan Empreendimentos Imobiliários que me doou 50 mil reais ”. ( Fonte:&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://inter01.tse.jus.br/spceweb.consulta.receitasdespesas2012/abrirTelaReceitasCandidato.action&quot;&gt;http://inter01.tse.jus.br/spceweb.consulta.receitasdespesas2012/abrirTelaReceitasCandidato.action&lt;/a&gt; )&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O que acha, excelência? Não fica mais fiel aos fatos?&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Observatorio_RioSampa&lt;/div&gt;</description><link>http://observatorioriosampa.blogspot.com/2015/01/carta-aberta-ao-vereador-jorge-felippe.html</link><author>noreply@blogger.com (Verô!)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5555219672497951470.post-7187629663337209825</guid><pubDate>Mon, 08 Dec 2014 01:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-12-07T17:51:16.785-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Camila Oliveira Dias</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">feminismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">liberdade</category><title>Essas coisas que eu não entendo</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Sou mulher, convivi toda a minha vida com essas coisas que o homem hipotético do texto da Camila não conhece, que nenhum homem conhece. Como essa nunca foi minha realidade, simplesmente não consigo imaginar como é viver com todas essas vantagens. Eu não consigo, mas quero que as meninas das novas gerações tenham a chance de viver o que eu não vivi, e temo, não viverei. É por isso que sou feminista, e serei enquanto estiver causando aqui nesse pálido ponto azul. Boa Leitura! Brava, Camila!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEib3SAZUFbCgPDPoXx7OfhOP8TOP8e80KuQOjd9QSVZ8c9v1kiE6HvKJbLKi_wDt-TahrAIUudP504Mv8GfxwKQmNkL9WTnQw3ev8r1-VPiV6EaByzWo9tpVQPRwrw2suBTju_8Mr0DrQer/s1600/pigs.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEib3SAZUFbCgPDPoXx7OfhOP8TOP8e80KuQOjd9QSVZ8c9v1kiE6HvKJbLKi_wDt-TahrAIUudP504Mv8GfxwKQmNkL9WTnQw3ev8r1-VPiV6EaByzWo9tpVQPRwrw2suBTju_8Mr0DrQer/s1600/pigs.jpg&quot; height=&quot;375&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&quot;Sou homem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Quando nasci, meu avô parabenizou meu pai por ter tido um filho homem. E agradeceu à minha mãe por ter dado ao meu pai um filho homem. Recebi o nome do meu avô.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Quando eu era criança, eu podia brincar de LEGO, porque &quot;Lego é coisa de menino&quot;, e isso fez com que minha criatividade e capacidade de resolver problemas fossem estimuladas.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;text_exposed_show&quot; style=&quot;background-color: white; display: inline;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ganhei lava-jatos e postos de gasolina montáveis da HotWheels. Também ganhei uma caixa de ferramentas de plástico, para montar e desmontar carrinhos e caminhões. Isso também estimulava minha criatividade e desenvolvia meu raciocínio, o que é bom para toda criança.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Na minha época de escola, as meninas usavam saias e meus amigos levantavam suas saias. Dava uma confusão! E então elas foram proibidas de usar saias. Mas eu nunca vi nenhum menino sendo realmente punido por fazer isso, afinal de contas &quot;Homem é assim mesmo! Puxou o pai esse danadinho&quot; - era o que eu ouvia.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em casa, com meus primos, eu gostava de brincar de casinha com uma priminha. Nós tínhamos por volta de 8 anos. Eu era o papai, ela era a mamãe e as bonecas eram nossas filhinhas. Na brincadeira, quando eu carregava a boneca no colo, minha mãe não deixava: &quot;Larga a boneca, Juninho, é coisa de menina&quot;. E o pai da minha priminha, quando via que estávamos brincando juntos, de casinha, não deixava. Dizia que menino tem que brincar com menino e menina com menina, porque &quot;menino é muito estúpido e, principalmente, pra frente&quot;. Eu não me achava estúpido e também não entendia o que ele queria dizer com &quot;pra frente&quot;, mas obedecia.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
No natal, minha irmã ganhou uma Barbie e eu uma beyblade. Ela chorou um pouco porque o meu brinquedo era muito mais legal que o dela, mas mamãe todo ano repetia a gafe e comprava para ela uma boneca, um fogãozinho, uma geladeira cor-de-rosa, uma batedeira, um ferro de passar.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Quando fiz 15 anos e comecei a namorar, meu pai me comprou algumas camisinhas.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Na adolescência, ninguém me criticava quando eu ficava com várias meninas.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Atualmente continua assim.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Meu pai não briga comigo quando passo a noite fora. Não fica dizendo que tenho que ser um &quot;rapaz de família&quot;. Ele nunca me deu um tapa na cara desconfiado de que passei a noite em um motel.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ninguém fica me dando sermão dizendo que eu tenho que ser reservado e me fazer de difícil.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ninguém me julga mal quando quero ficar com uma mulher e tomo a iniciativa.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ninguém fica regulando minhas roupas, dizendo que eu tenho que me cuidar.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ninguém fica repetindo que eu tenho que me cuidar porque &quot;mulher só pensa em sexo&quot;.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ninguém acha que minhas namoradas só estavam comigo para conseguir sexo.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ninguém pensa que, ao transar, estou me submetendo à vontade da minha parceira.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ninguém demoniza meus orgasmos.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nunca fui julgado por carregar camisinha na mochila e na carteira.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nunca tive que esconder minhas camisinhas dos meus pais.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nunca me disseram para me casar virgem por ser homem.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nunca ficaram repetindo para mim que &quot;Homem tem que se valorizar&quot; ou &quot;se dar ao respeito&quot;. Aparentemente, meu sexo já faz com que eu tenha respeito.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Quando saio na rua ninguém me chama de &quot;delícia&quot;.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nenhuma desconhecida enche a boca e me chama de “gostoso” de forma agressiva.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Eu posso andar na rua tomando um sorvete tranquilamente, porque sei que não vou ouvir nada como “Larga esse sorvete e vem me chupar”. Eu posso até andar na rua comendo uma banana.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nunca tive que atravessar a rua, mesmo que lá estivesse batendo um sol infernal, para desviar de um grupo de mulheres num bar, que provavelmente vão me cantar quando eu passar, me deixando envergonhado.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nunca tive que fazer caminhada de moletom porque meu short deixa minhas pernas de fora e isso pode ser perigoso.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nunca ouvi alguém me chamando de “Desavergonhado” porque saí sem camisa.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ninguém tenta regular minhas roupas de malhar.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ninguém tenta regular minhas roupas.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Eu nunca fui seguido por uma mulher em um carro enquanto voltava para casa a pé.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Eu posso pegar o metrô lotado todos os dias com a certeza que nenhuma mulher vai ficar se esfregando em mim, para filmar e lançar depois em algum site de putaria.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nunca precisaram criar vagões exclusivamente para homens em nenhuma cidade que conheço.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nunca ouvi falar que alguém do meu sexo foi estuprado por uma multidão.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Eu posso pegar ônibus sozinho de madrugada.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Quando não estou carregando nada de valor, não continuo com medo pelo risco ser estuprado a qualquer momento, em qualquer esquina. Esse risco não existe na cabeça das pessoas do meu sexo.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Quando saio à noite, posso usar a roupa que quiser.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Se eu sofrer algum tipo de violência, ninguém me culpa porque eu estava bêbado ou por causa das minhas roupas.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Se, algum dia, eu fosse estuprado, ninguém iria dizer que a culpa era minha, que eu estava em um lugar inadequado, que eu estava com a roupa indecente. Ninguém tentaria justificar o ato do estuprador com base no meu comportamento. Eu serei tratado como VÍTIMA e só.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ninguém me acha vulgar quando faz frio e meu “farol” fica “aceso”.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Quando transo com uma mulher logo no primeiro encontro sou praticamente aplaudido de pé. Ninguém me chama de “vagabundo”, “fácil”, “puto” ou “vadio” por fazer sexo casual às vezes.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
99% dos sites de pornografia são feitos para agradar a mim e aos homens em geral.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ninguém fica chocado quando eu digo que assisto pornôs.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ninguém nunca vai me julgar se eu disser que adoro sexo.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ninguém nunca vai me julgar se me ver lendo literatura erótica.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ninguém fica chocado se eu disser que me masturbo.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nenhuma sogra vai dizer para a filha não se casar comigo porque não sou virgem.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ninguém me critica por investir na minha vida profissional.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Quando ocupo o mesmo cargo que uma mulher em uma empresa, meu salário nunca é menor que o dela.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Se sou promovido, ninguém faz fofoca dizendo que dormi com minha chefe. As pessoas acreditam no meu mérito.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Se tenho que viajar a trabalho e deixar meus filhos apenas com a mãe por alguns dias, ninguém me chama de irresponsável.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ninguém acha anormal se, aos 30 anos, eu ainda não tiver filhos.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ninguém palpita sobre minha orientação sexual por causa do tamanho do meu cabelo.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Quando meus cabelos começarem a ficar grisalhos, vão achar sexy e ninguém vai me chamar de desleixado.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A sociedade não encara minha virgindade como um troféu.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
90% das vagas do serviço militar são destinadas às pessoas do meu sexo. Mesmo quando se trata de cargos de alto escalão, em que o oficial só mexe com papelada e gerência.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Se eu sair com uma determinada roupa ninguém vai dizer “Esse aí tá pedindo”.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Se eu estiver em um baile funk e uma mulher fizer sexo oral em mim, não sou eu quem sou ofendido. Ninguém me chama de &quot;vagabundo&quot; e nem diz &quot;depois fica postando frases de amor no Facebook&quot;.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Se vazar um vídeo em que eu esteja transando com uma mulher em público, ninguém vai me xingar, criticar, apedrejar. Não serei o piranha, o vadio, o sem valor, o vagabundo, o cachorro. Estarei apenas sendo homem. Cumprindo meu papel de macho alpha perante a sociedade.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Se eu levar uma vida putona, mas depois me apaixonar por uma mulher só, as pessoas acham lindo. Ninguém me julga pelo meu passado.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ninguém diz que é falta de higiene se eu não me depilar.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ninguém me julgaria por ser pai solteiro. Pelo contrário, eu seria visto como um herói.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nunca serei proibido de ocupar um cargo alto na Igreja Católica por ser homem.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nunca apanhei por ser homem.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nunca fui obrigado a cuidar das tarefas da casa por ser homem.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nunca me obrigaram a aprender a cozinhar por ser homem.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ninguém diz que meu lugar é na cozinha por ser homem.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ninguém diz que não posso falar palavrão por ser homem.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ninguém diz que não posso beber por ser homem.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ninguém olha feio para o meu prato se eu colocar muita comida.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ninguém justifica meu mau humor falando dos meus hormônios.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nunca fizeram piadas que subjugam minha inteligência por ser homem.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Quando cometo alguma gafe no trânsito ninguém diz “Tinha que ser homem mesmo!”&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Quando sou simpático com uma mulher, ela não deduz que “estou dando mole”.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Se eu fizer uma tatuagem, ninguém vai dizer que sou um “puto”.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ninguém acha que meu corpo serve exclusivamente para dar prazer ao sexo oposto.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ninguém acha que terei de ser submisso a uma futura esposa.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nunca fui julgado por beber cerveja em uma roda onde eu era o único homem.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nunca me encaixo como público-alvo nas propagandas de produtos de limpeza.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Sempre me encaixo como público-alvo nas propagandas de cerveja.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nunca me perguntaram se minha namorada me deixa cortar o cabelo. Eu corto quando quero e as pessoas entendem isso.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não há um trote na USP que promove minha humilhação e objetificação.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A sociedade não separa as pessoas do meu sexo em “para casar” e “para putaria”.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Quando eu digo “Não” ninguém acha que estou fazendo charme. Não é não.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não preciso regrar minhas roupas para evitar que uma mulher peque ou caia em tentação.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
As pessoas do meu sexo não foram estupradas a cada 40 minutos em SP no ano passado.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
As pessoas do meu sexo não são estupradas a cada 12 segundos no Brasil.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
As pessoas do meu sexo não são estupradas por uma multidão nas manifestações do Egito.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não sou homem. Mas, se você é, é fundamental admitir que a sociedade INTEIRA precisa do Feminismo.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não minimize uma dor que você não conhece.&quot;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 18px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
(Camila Oliveira Dias )&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Observatorio_RioSampa&lt;/div&gt;</description><link>http://observatorioriosampa.blogspot.com/2014/12/essas-coisas-que-eu-nao-entendo.html</link><author>noreply@blogger.com (Verô!)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEib3SAZUFbCgPDPoXx7OfhOP8TOP8e80KuQOjd9QSVZ8c9v1kiE6HvKJbLKi_wDt-TahrAIUudP504Mv8GfxwKQmNkL9WTnQw3ev8r1-VPiV6EaByzWo9tpVQPRwrw2suBTju_8Mr0DrQer/s72-c/pigs.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5555219672497951470.post-7417678759061505696</guid><pubDate>Sun, 30 Nov 2014 03:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-11-29T19:59:44.386-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">feminismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">machismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">movimentos sociais</category><title>Sobre meninos, lobos e egos</title><description>&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Eu não gosto de homens feministas. Também não gosto de brancos que posam como militantes da causa dos negros. Tampouco gosto de gente que mora em casa bem feita que dá uma militante pelas pessoas em situação de rua. A lista poderia se estender até o infinito, mas vou parar por aqui porque agora preciso explicar.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Eu sou uma mulher branca feminista e lésbica. Eu não sou contra o movimento negro, nem contra a luta pela moradia, pelo contrário! Eu apoio essas lutas até onde seus protagonistas, no caso do movimento negro os negros e as negras, no caso do movimento pela moradia as pessoas sem moradia, me permitem apoiar. Eu não sou negra, jamais fui vítima de racismo, também nunca estive numa situação de rua, não sei o que é dormir com medo de um cretino jogar gasolina no meu corpo e me incendiar enquanto eu durmo e não tenho qualquer chance de me defender. Essas coisas eu não conheço, o que eu então posso falar sobre elas além do que eu fico sabendo por pessoas que as conhecem e as vivenciam todos os dias de suas vidas? Nada! O que eu posso fazer é ajudar a repercutir suas vozes, talvez compartilhando um link nas redes sociais, contando para meu círculo de amizade o que eu soube, mas eu não posso falar POR essas pessoas, eu não tenho autoridade para isso. Seria arrogância da minha parte pensar que eu tenho qualquer propriedade para contar as histórias dessas pessoas, para defender essas pessoas, melhor do que essas pessoas. São as vozes delas que precisam ecoar e ser ouvidas, não a minha contando o que eu acho sobre suas experiências de vida. Tá dando para entender onde eu quero chegar?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Vou para um exemplo mais prático. Jean Wyllys, um deputado que eu sigo e respeito muito, se pronunciou sobre aquela série da Globo do Miguel Falabella. Meteu os pés pelas mãos, tentou defender o indefensável: um homem branco e rico que reproduzia estereótipos posando de progressista benfeitor das negras. Oi?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Vou confessar uma coisa. Assim que eu soube da série e vi os movimentos contra ela no início eu não entendi porque as mulheres negras estavam se opondo à série. Juro que não entendi. Mas antes de destilar minha grande sabedoria pela internet eu parei e fui ler o que elas estavam dizendo. Li artigos escritos por mulheres negras, vi vídeos feitos por mulheres negras, e aí então eu percebi a insanidade de ver um programa desse nível na televisão em pleno século XXI.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mas agora eu devo me explicar a partir do meu terreno! Da minha posição: mulher branca, feminista e lésbica.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Eu sei bem o que é ver um homem posando de feminista e metendo os pés pelas mãos. Já cansei de ver, ler e ouvir esses “paladinos” e cansei de ver que quando confrontados com os absurdos que por vezes escrevem eles reagem com enorme agressividade e deixam aflorar com tudo todo o machismo que está no âmago de seus estômagos. É tipo assim mesmo. E eu sei bem o quanto me revolta ver esses caras querendo falar por mim, se dizendo meus defensores, mas quando eu me oponho tenho que ouvir um “fica quietinha aí feminista mal-amada porque o que te falta é uma p*r*c*”.&amp;nbsp; Senhores, obrigada pela preocupação, mas deixa eu dizer uma coisa: eu dispenso este “zelo”!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Eu tenho muitos amigos homens, grandes amigos, por acaso nenhum deles se declara feminista. Mas eles não são meu amigos por acaso, eu adotei a política de eliminar sumariamente do meu ciclo de amizades machistas, então meus amigos não são feministas e tampouco machistas (se você ainda não fez a lição de casa, saiba que feminismo não é o contrário de machismo). Meus amigos não se declaram feministas, mas não se omitem de conversar com outros homens sobre coisas que aprenderam com feministas, não se comportam de maneira machista, muitos são namoradeiros, mas nunca os ouvi chamar nenhuma mulher de “vadia”, “piranha” e coisas do gênero. As vezes um ou outro até solta um bordão clássico machista, como um amigo meu que se surpreendeu ao saber que a pessoa que não conseguia estacionar um carro era homem. Mas quando alertados eles se retratam. Depois que eu disse para esse amigo que o que ele disse era machista ele me respondeu “puxa, é verdade, me desculpe!”. É esse o tipo de apoio que eu espero, é esse tipo de apoio que eu divulgo para meus amigos. Se não for esse tipo de apoio que você homem está disposto a oferecer ao feminismo, preciso te informar que eu prefiro a sua omissão.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Falar pelo outro é arrogante e egocêntrico. Se você quer fazer a sua parte comece por ouvir mais o que as pessoas que lidam com machismo, com lesbofobia e suas variantes todos os dias têm a dizer. Mude suas próprias atitudes antes de querer pautar as atitudes alheias. É simples e generoso. Eu tenho feito esse exercício todos os dias.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E para finalizar, um vídeo brilhante para você sacar a importância disso tudo:&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&#39;allowfullscreen&#39; webkitallowfullscreen=&#39;webkitallowfullscreen&#39; mozallowfullscreen=&#39;mozallowfullscreen&#39; width=&#39;320&#39; height=&#39;266&#39; src=&#39;https://www.youtube.com/embed/EC-bh1YARsc?feature=player_embedded&#39; frameborder=&#39;0&#39;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Observatorio_RioSampa&lt;/div&gt;</description><link>http://observatorioriosampa.blogspot.com/2014/11/sobre-meninos-lobos-e-egos.html</link><author>noreply@blogger.com (Verô!)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5555219672497951470.post-5434797106669253124</guid><pubDate>Tue, 04 Nov 2014 03:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-11-03T19:48:24.554-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">abuso</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cantareira</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Chuvas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cidadãos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Doações</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">juízes</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">poder judiciário</category><title>Os juízes deuses ou os deuses do juízo </title><description>&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ah o Brasil! Bela terra de contradições, não só pela obviedade das contradições sociais, mas principalmente pelas nossas contradições morais… ou melhor, pela enorme aleatoriedade das coisas que nos causam indignação.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nessas eleições aflorou com toda a força a indignação contra as “bolsas” distribuídas pelo Governo Federal desde o primeiro mandato de Lula que têm por objetivo atacar um problema crônico no Brasil: a ridícula distância que separa ricos e pobres. As “bolsas”, direito carinhosamente apelidado como “bolsa esmola”, fazem parte de um plano de distribuição de renda que visa atacar justamente a cratera lunar entre “azelite” e “uzpobre”. Não se trata de “dar o peixe… blábláblá” mas de fazer valer a nossa constituição que garante o direitos fundamentais aos cidadãos do Brasil, direitos esses sistematicamente ignorados por uma aristocracia que monopolizou o poder público graças à posse do poder econômico. Não quero ser redundante, você pode aprender mais sobre os programas de redistribuição de renda &lt;a href=&quot;http://m.brasildamudanca.com.br/bolsafamilia/mitos/#home&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;, algo que eu sugiro fortemente antes que você distribua toda a sua sabedoria no Facebook.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O fato importante a destacar agora é que os programas de redistribuição de renda estão dando certo. Não, não insista naquele vídeo da “calça de 300 reais” porque ele está longe de refletir a realidade dos programas. Pense em dados mais concretos, &lt;a href=&quot;http://www.brasilpost.com.br/emanuel-neri/para-entender-o-bolsa-familia_b_5884922.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;como os da ONU&lt;/a&gt;, que mostram que o Brasil saiu do Mapa da Fome. Não é pouca coisa &lt;i&gt;paleface&lt;/i&gt;. Se você tiver o trabalho de comparar os indicadores sociais do Brasil com o resto do mundo perceberá que ainda há muito a avançar, mas que demos um grande passo nos últimos anos. [agora você pode fazer o “mimimi o FHC estabilizou a economia”… fez? Ok!]&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Bem, esse programa que na verdade não custa muito ao governo, mas que gera benefícios enormes, recebe as mais vorazes e insensatas críticas que podem sair das mentes criativas tupiniquins. Engraçado, entretanto, que os benefícios dados aos juízes - as vezes por eles mesmos - são veementemente ignorados pela galerinha do “bolsa esmola”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Vou fazer uma lista:&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
1. Juízes e desembargadores pedem &lt;a href=&quot;http://oglobo.globo.com/rio/juizes-desembargadores-querem-auxilio-educacao-de-ate-725-mil-para-dependentes-13906100&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;auxílio-educação&lt;/a&gt; de 7,5 mil reais por mês para pagar as escolas dos seus filhos. Ah, eu mencionei que eles recebem por volta de 30 mil reais por mês?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
2. Eles também reivindicam 1.100 dilmas, digo &quot;reais&quot;, de &lt;a href=&quot;http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2014-09-11/apos-bolsa-educacao-juizes-lutam-por-auxilio-transporte.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;auxílio-transporte&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
3. Eles julgam à eles mesmos motivados pelo mais nobre corporativismo, a ponto de inocentarem um &lt;a href=&quot;http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/agente-que-parou-juiz-em-blitz-da-lei-seca-e-condenada-a-indeniza-lo-em-r-5-mil/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;juiz-deus&lt;/a&gt; que guiava sem carteira de motorista e sem placa de identificação do veículo e ainda condenarem a agente que o parou a pagar uma multa de 5 mil reais ao magistrado maroto.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
4. Os ministros do &lt;a href=&quot;http://g1.globo.com/politica/noticia/2014/08/ministros-do-stf-aprovam-aumentar-proprios-salarios-para-r-359-mil.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;STF decidem pelo próprio aumento de salário&lt;/a&gt; o que causa um efeito cascata em todo o judiciário que também pede aumento.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Tem mais, mas mexe seus dedinhos e pesquisa!&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E você aí reclamando do bolsa-família, hein? Que feio! Agora me responda:&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
1. Como teu chefe te responderia se você pedisse um auxílio para pagar a escola da sua prole de 7,5 mil reais?&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
2. Qual é o valor do seu auxílio-transporte?&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
3. O que aconteceria se você fosse pego numa blitz sem carteira de motorista e sem placas no seu carro?&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
4. Quando você aumentou pela última vez o seu próprio salário?&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mais: advinha do bolso de quem sai a grana para pagar as regalias dos juízes?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Manolo, se pá seus impostos servem mais para bancar a vida boa da nobreza do que o pão do pobre.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Entre ajudar a pagar a escola do filho do camarada que ganha 30 mil por mês eu prefiro ajudar a manter uma criança pobre na escola.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Agora pode doar para a rifa da igreja! E não se esqueça de doar ainda suas lágrimas para a Cantareira. O hábito faz o monge.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Observatorio_RioSampa&lt;/div&gt;</description><link>http://observatorioriosampa.blogspot.com/2014/11/os-juizes-deuses-ou-os-deuses-do-juizo.html</link><author>noreply@blogger.com (Verô!)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5555219672497951470.post-502367369909667756</guid><pubDate>Mon, 03 Nov 2014 22:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-11-03T14:56:57.075-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Aécio Neves</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cantareira</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dilma Rousseff</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Doações</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Eleições 2014</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Governo do Estado de São Paulo</category><title>Campanha pela arrecadação de lágrimas para a cantareira </title><description>&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Multiplicam-se pela internet &lt;a href=&quot;http://g1.globo.com/videos/t/exclusivos-do-g1/v/eleitores-pro-aecio-neves-lamentam-reeleicao-de-dilma-rousseff-na-avenida-paulista-em-sp/3722567/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;vídeos emocionantes&lt;/a&gt; que mostram toda a rebeldia coxinhesca que eclodiu pelo Brasil depois da vitória de Dilma. &lt;a href=&quot;https://www.facebook.com/video.php?v=814342008604130&amp;amp;set=vb.100000850150228&amp;amp;type=2&amp;amp;theater&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;É muito choro&lt;/a&gt;, é &lt;a href=&quot;https://www.facebook.com/video.php?v=865037350187374&amp;amp;set=vb.100000433501495&amp;amp;type=2&amp;amp;theater&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;muito patriotismo&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;http://vimeo.com/110697471&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;muito separatismo também&lt;/a&gt;, por que não?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Pergunto-me porque toda essa gente emocionada não faz uma boa ação e não doa suas lágrimas para contribuir com a recuperação da Cantareira?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Pela solidariedade, pelo enobrecimento d’alma brasileira e contra a cubanização bolivariana lulo-dilma-petralha do Brasil: DOE SUAS LÁGRIMAS PARA A CANTAREIRA!&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEieYZvJ29N_VsqJHeoRAj1i-ASd2z9urrjffz1atosZoF_20zo1Jb3DJV3rJAvINwN4-CVviQLKCZJKfIaETp0Z_odp8YNO5KPe-sN8G_f2djY-w_Cbvrw1qkrzm5jbpTIbqBP2VOj-3f9e/s1600/luto.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEieYZvJ29N_VsqJHeoRAj1i-ASd2z9urrjffz1atosZoF_20zo1Jb3DJV3rJAvINwN4-CVviQLKCZJKfIaETp0Z_odp8YNO5KPe-sN8G_f2djY-w_Cbvrw1qkrzm5jbpTIbqBP2VOj-3f9e/s1600/luto.jpg&quot; height=&quot;113&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Porque não adianta fazer só cara feia!&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Observatorio_RioSampa&lt;/div&gt;</description><link>http://observatorioriosampa.blogspot.com/2014/11/campanha-pela-arrecadacao-de-lagrimas.html</link><author>noreply@blogger.com (Verô!)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEieYZvJ29N_VsqJHeoRAj1i-ASd2z9urrjffz1atosZoF_20zo1Jb3DJV3rJAvINwN4-CVviQLKCZJKfIaETp0Z_odp8YNO5KPe-sN8G_f2djY-w_Cbvrw1qkrzm5jbpTIbqBP2VOj-3f9e/s72-c/luto.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5555219672497951470.post-5944965751813132685</guid><pubDate>Sun, 02 Nov 2014 03:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-11-01T20:14:41.532-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">análise</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Aécio Neves</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dilma Rousseff</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Eduardo Campos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Eleições 2014</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Marina Silva</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Reviravoltas</category><title>As eleições mais piradas das últimas décadas</title><description>&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Depois de um enorme tempo sem escrever para esse espaço retorno depois da ressaca das eleições mais emocionantes que vivi. A trágica reviravolta causada pela morte de Eduardo Campos colocou a política, mas antes de tudo os corações dos brasileiros, numa montanha-russa insana. Gostaria de “palpitar” um pouco sobre esses meses loucos :)&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em; text-align: left;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAKqZNZrZQKo_7q9gMmvQcOd6ZszP7mBVFneNozA0_9p1X1KQm7erJsZ578eKsoi9ZXWa8DLZlOpHl56jsuIeCnH-hOTjFmibIgJN7SZ2jDYuYm6FzkF2cPM0ojgtTMNmkDOMdTPieqLFT/s1600/eduardo_campos.jpeg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAKqZNZrZQKo_7q9gMmvQcOd6ZszP7mBVFneNozA0_9p1X1KQm7erJsZ578eKsoi9ZXWa8DLZlOpHl56jsuIeCnH-hOTjFmibIgJN7SZ2jDYuYm6FzkF2cPM0ojgtTMNmkDOMdTPieqLFT/s1600/eduardo_campos.jpeg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Marina Silva despontou como a grande ameaça à reeleição da Dilma até que sua imagem se desfarelou, penso eu, principalmente depois que ela cometeu um erro inacreditável: se dobrou diante da pressão do pastor aloprado Silas Malafaia. Acho que os nossos representantes ainda não entenderam que a influência eleitoral de gente como o Malafaia é significativa apenas entre os fiéis deles. De fato é importante o suficiente para eleger deputados e vereadores, mas não determinam o resultado de eleições para o poder executivo. Em geral os brasileiros felizmente não aceitam bem a influência religiosa nos cargos executivos, que o diga Marcelo Crivella que nunca conseguiu chegar à prefeitura ou ao governo do Estado do Rio de Janeiro. Se ele foi ao segundo turno nessas eleições deve mais à rejeição de Garotinho e Pezão do que a qualquer outra coisa. Tanto isso é verdade que em sua campanha Crivella se esforçou por desligar sua imagem da IURD. Marina errou ao não perceber isso e quando mudou seu programa de governo para agradar ao pastor aloprado perdeu um enorme número de eleitores jovens e progressistas que por sinal constituíam o grande eleitorado dela. A perda desses eleitores influenciou também na derrota de Aécio já que Marina não conseguiu transferir os votos desses eleitores para Aécio. É que esses eleitores não são os eleitores clássicos do PSDB que votam acima de tudo para derrotar o PT, são eleitores que não se identificam com discursos de ódio e tampouco com o neoliberalismo, ódio e neoliberalismo esses que mobilizaram os eleitores mais barulhentos do Aécio Neves. Tocamos aqui num ponto sensível dessas eleições.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: right; margin-left: 1em; text-align: right;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjIwxkX2ofnflBIEoIBcJkTo9AB74x6OaOgHoGU7NpNQjxdnMtMuXohcJFftyJzYT1CPgDHFba8S7Fe9A6XPjRF_jL1uNzDkvu2Vp-jZCgSKTSJNFqqLpZgfbkw96zEQ8NtBeFh1tl35fKG/s1600/deu_ruim.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjIwxkX2ofnflBIEoIBcJkTo9AB74x6OaOgHoGU7NpNQjxdnMtMuXohcJFftyJzYT1CPgDHFba8S7Fe9A6XPjRF_jL1uNzDkvu2Vp-jZCgSKTSJNFqqLpZgfbkw96zEQ8NtBeFh1tl35fKG/s1600/deu_ruim.jpg&quot; height=&quot;320&quot; width=&quot;179&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;A ilustração perfeita da fábula &quot; a Lebre e a Tartaruga&quot;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Li em algum lugar, e me desculpo desde já com o(a) autor(a) da análise por não me recordar de seu nome, que o pior inimigo de Aécio nessas eleições foram seus próprios eleitores. Esqueça o engodo da grande mídia que diz que a culpa foi da suposta campanha de difamação promovida pelo PT - como se o PSDB não tivesse feito o mesmo - e pense na enorme quantidade de pessoas que não votaram em Aécio porque se assustaram com os setores que a campanha dele mobilizou! Estou falando, mais uma vez, de gente como Malafaia que manifestou apoio à Aécio, mas também Feliciano, Jair Bolsonaro, militares da reserva saudosos dos tempos da ditadura, racistas, xenófobos, homofóbicos. Muita gente que não votou na Dilma deixou de votar no Aécio por causa dos eleitores do Aécio, isso ajuda a entender a enorme porcentagem de votos nulos e brancos dessas eleições. A campanha de Aécio falhou miseravelmente em não conseguir mostrar que esses setores reacionários não seriam contemplados num eventual governo PSDB. Por mais que eu não simpatize com o PSDB, é óbvio que o partido não se enquadra na categoria de extrema-direita. Eu li, por exemplo, o plano de governo do Aécio voltado para a população LGBT e ele não era tão diferente do plano do PT. A diferença entre o PSDB e o PT não está tanto na forma como os partidos lidam com questões de direitos humanos, na minha avaliação, é mais uma diferença no planejamento das políticas econômicas. O PSDB deveria ter batido mais nessa tecla, não o fizeram provavelmente para não perderem os eleitores conservadores, mas com isso perderam votos importantes que podem ter determinado o resultado das urnas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E nesse sentido a campanha do PT foi brilhante. Acho que os marketeiros do PSDB deveriam faz um worshop com a equipe do PT (hehehe). Quando Malafaia mais uma vez teve um dos seus chiliques homofóbicos a campanha da Dilma reagiu imediatamente e a hashtag #MenosOdioMalafaia ficou no topo dos assuntos mais comentados do twitter por horas. Assim a Marina involuntariamente deve ter transferido alguns votos para a Dilma, não duvido que muita gente que desistiu de votar na Marina depois que ela cedeu ao Malafaia nesse momento migrou para o voto no PT. Dilma por exemplo ganhou no Rio de Janeiro, Estado com uma tendência mais progressista em relação ao grosso do eleitorado de São Paulo que é mais conservador, mas não de extrema-direita! Muito embora as oposições mais raivosas contra a vitória de Dilma venham de São Paulo, essa galera não representa o estado. Quantas pessoas foram protestar na Paulista nesse sabadão? 3 mil? 4 mil? O que é isso perto dos milhões que vivem só na capital? Pouco, muito pouco. Os paulistas em sua maioria votaram no Aécio não porque se identificam com a extrema-direita que colou na campanha dele, mas porque se indignaram com as acusações de corrupção contra o PT. Os paulistas votaram para o PT perder.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjTiYw_oufR-nqS-vA1b5FaCFwwcQC3jJsSWIzKSE8V83XQeU_zrp5CjTskDKueYlabDtaGMSphN2n3OCUXnkN2GRFQK4H093fXyZHuXAsoy9Rmh8JOIU-Seyt7JRNKePbH9rvMccxgfhyphenhyphenA/s1600/dilma_bandeiranacional.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjTiYw_oufR-nqS-vA1b5FaCFwwcQC3jJsSWIzKSE8V83XQeU_zrp5CjTskDKueYlabDtaGMSphN2n3OCUXnkN2GRFQK4H093fXyZHuXAsoy9Rmh8JOIU-Seyt7JRNKePbH9rvMccxgfhyphenhyphenA/s1600/dilma_bandeiranacional.jpg&quot; height=&quot;200&quot; title=&quot;Uma presidenta marota :)&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Dilma preocupada com os coxinhas&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Já o PT está numa posição delicada. Dilma ganhou com muito aperto e vai enfrentar um congresso muito hostil. Mais do que nunca o PT vai precisar do apoio popular e já nas eleições o partido percebeu de onde esse apoio vai vir: das esquerdas. A militância que andava desconfiada com o PT se engajou com tudo nessa campanha diante do crescimento meteórico do Aécio, sem dúvidas o apoio da esquerda foi decisivo para a vitória do PT e ao sacarem isso a campanha assumiu um discurso mais à esquerda. O PT saiu do armário nessas eleições, deixou de ficar em cima do muro em temas importantes, como o combate à homofobia, e trouxe à luz algumas de suas bandeiras históricas que andavam no baú para agradar à base aliada. Devem ter notado que essa base não é tão aliada assim e embora seja importante nos próximos 4 anos por questões de governabilidade pouco influenciou no resultado das urnas. Embora a situação seja difícil para o partido pode ser positiva para o Brasil. Eu sigo a Dilma no facebook e a página dela anda postando coisas muito legais, destaque para a defesa de um novo Marco Regulatório das Comunicações no Brasil e a insistência na importância da Reforma Política. É claro que esses dois temas mexem com interesses de poderosos e sem o amplo apoio popular o PT corre o risco de ter suas propostas empacadas no congresso conservador que foi eleito. Mas foi justamente por essas propostas que as esquerdas se mobilizaram pelo PT… e continuam mobilizadas. Tenho certeza que o PT não vai vacilar agora e vai se esforçar para manter essa mobilização.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Muita coisa mudou nesses últimos meses, tenho cá para mim que essas eleições serão um marco divisório na história do Brasil e minha esperança é que seja para o bem.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Bom, ainda não disse tudo o que eu quero dizer, mas vou deixar para o próximo capítulo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Por enquanto fecho com uma homenagem à “cubanização” do Brasil! (desculpa, não resisti! rsrsrs)&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&#39;allowfullscreen&#39; webkitallowfullscreen=&#39;webkitallowfullscreen&#39; mozallowfullscreen=&#39;mozallowfullscreen&#39; width=&#39;320&#39; height=&#39;266&#39; src=&#39;https://www.youtube.com/embed/ZXoDaavWxss?feature=player_embedded&#39; frameborder=&#39;0&#39;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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Hasta la vista!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style=&quot;color: red;&quot;&gt;&lt;b&gt;Euzila no Twitter: @Veromaat&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Observatorio_RioSampa&lt;/div&gt;</description><link>http://observatorioriosampa.blogspot.com/2014/11/as-eleicoes-mais-piradas-das-ultimas.html</link><author>noreply@blogger.com (Verô!)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAKqZNZrZQKo_7q9gMmvQcOd6ZszP7mBVFneNozA0_9p1X1KQm7erJsZ578eKsoi9ZXWa8DLZlOpHl56jsuIeCnH-hOTjFmibIgJN7SZ2jDYuYm6FzkF2cPM0ojgtTMNmkDOMdTPieqLFT/s72-c/eduardo_campos.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5555219672497951470.post-4852509562938392057</guid><pubDate>Fri, 14 Jun 2013 23:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-06-14T16:14:26.093-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">armas não-letais</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Protestos contra o aumento das tarifas</category><title>Proteja-se do Spray de Pimenta e do Gás Lacrimogênio</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A truculência das polícias durante as últimas manifestações contra a decadência da malha do transporte público nas capitais brasileiras prova uma triste realidade: os policiais brasileiros são despreparados e esse despreparo coloca em sérios riscos os cidadãos do Brasil. Frente à ataques gratuitos não podemos nos furtar de usar métodos de defesa. A auto-defesa também é um direito que você e qualquer outro cidadão pode e deve exercer.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A fim de contribuir com a divulgação de métodos de auto-defesa, compartilho o tutorial para se proteger do spray de pimenta e dos gás lacrimogênio.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiPWfPI9_jsALEYYXagptFloLmSTzSC5aqBaGH_QO4L3b2-rnRdWM_geZQuFFr9nBm9MjXeo5_9zvsROENIvZXhIvCYKI4Q9L_xzdS9vtA6HV6YQ4egillp2JoochMdEW9BpYbboEgicjX0/s1600/defesa.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiPWfPI9_jsALEYYXagptFloLmSTzSC5aqBaGH_QO4L3b2-rnRdWM_geZQuFFr9nBm9MjXeo5_9zvsROENIvZXhIvCYKI4Q9L_xzdS9vtA6HV6YQ4egillp2JoochMdEW9BpYbboEgicjX0/s1600/defesa.jpg&quot; height=&quot;640&quot; width=&quot;470&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Observatorio_RioSampa&lt;/div&gt;</description><link>http://observatorioriosampa.blogspot.com/2013/06/proteja-se-do-spray-de-pimenta-e-do-gas.html</link><author>noreply@blogger.com (Verô!)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiPWfPI9_jsALEYYXagptFloLmSTzSC5aqBaGH_QO4L3b2-rnRdWM_geZQuFFr9nBm9MjXeo5_9zvsROENIvZXhIvCYKI4Q9L_xzdS9vtA6HV6YQ4egillp2JoochMdEW9BpYbboEgicjX0/s72-c/defesa.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5555219672497951470.post-6969040192992806674</guid><pubDate>Fri, 14 Jun 2013 05:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-06-13T22:23:14.590-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">armas não-letais</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Protestos contra o aumento das tarifas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Rio de Janeiro</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">São Paulo</category><title>Os protestos no Rio de Janeiro e São Paulo e as armas &quot;não-letais&quot; usadas pelas polícias</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; text-align: justify;&quot;&gt;
Não há muitas dúvidas que algumas pessoas se excederam e de fato promoveram violência e quebra-quebra durante as manifestações contra o aumento das tarifas do transporte público. Mas é importante destacar que os baderneiros eram a minoria. Quem já participou de manifestações sabe muito bem que não é raro que um punhado de gente apareça com o principal objetivo de entrar em confronto com a polícia, mas sabemos também que essa gente não representa a maioria das pessoas que saem às ruas em manifestações, manifestações estas que são um direito constitucional. Enfim.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; min-height: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; text-align: justify;&quot;&gt;
O problema é que quando os baderneiros agem policiais mal treinados atacam. Atiram indiscriminadamente para a multidão e acabam atingindo pessoas que estavam lá pacificamente, e as vezes pessoas que nem estavam nos protestos. Uma vez, no Rio de Janeiro, a Guarda Municipal promoveu o famoso &quot;Rapa&quot; com uma inovação, o spray de pimenta. Para quem não sabe, o &quot;Rapa&quot; é quando as forças policiais atuam para reprimir o comércio de rua ilegal. Na época do prefeito César Maia o &quot;Rapa&quot; era uma constante. Quem trabalhava ou estudava no Centro da cidade recorrentemente testemunhava o &quot;Rapa&quot; vindo com tudo. Era uma verdadeira correria, uma barbárie, o Centro virava uma praça de guerra, lojas fechavam, pessoas corriam desnorteadas e os Guardas vinham como uma tropa de choque baixando o sarrafo em camelôs e em pessoas que estavam só tentando se proteger. Bom, então veio o spray de pimenta. Os Guardas ganharam o &quot;brinquedo&quot; sem treinamento adequado. Quando o usaram em pleno Largo da Carioca lançaram sprays para o alto, sem qualquer critério. Um monte de gente que estava apenas passando sentiu a &quot;delícia&quot; que é essa arma não letal.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; min-height: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; text-align: justify;&quot;&gt;
Pois é, Spray de Pimenta é tenso! Eu sei bem, uma vez levei uma &quot;sprayzada&quot; nas fuças durante um protesto que começou pacífico, mas virou uma bagunça quando um rapaz foi preso para desviar as atenções dos manifestantes e permitir que o ilustríssimo César Maia escapasse sem olhar na cara das pessoas que reivindicavam velhas promessas de campanha que o senhor Maia não cumpriu. O Guarda Municipal que me atacou estava numa distância curtíssima e me atingiu diretamente no rosto. Eu não o estava ameaçando, não estava gritando, estava apenas parada olhando para ele. Mesmo que eu quisesse seria difícil ameaçá-lo no alto dos meus 1,59m e desarmada. Nem vou tentar descrever o que senti depois do ataque, mas posso garantir: é terrível! E não sei, realmente não sei, se é correto jogar spray de pimenta à curta distância e diretamente no rosto de uma pessoa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; min-height: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; text-align: justify;&quot;&gt;
Por que estou contando isso? Para dizer que há&amp;nbsp; protocolos de uso de armas não-letais. Os protocolos são importantes e respeitá-los é crucial para evitar tragédias como aquela que aconteceu com &lt;a href=&quot;http://oglobo.globo.com/pais/jovem-brasileiro-morto-por-policiais-em-sydney-na-australia-4351128&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;o brasileiro morto na Austrália&lt;/a&gt; depois de levar vários tiros de taser. &lt;a href=&quot;http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2012/03/noticias/a_gazeta/dia_a_dia/1166547-pistola-de-choque-delegado-diz-que-nao-existe-arma-nao-letal.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;O fato é que não existem &quot;armas não letais&quot;&lt;/a&gt;, quaisquer dessas armas pode causar danos mortais à suas vítimas e o risco é maior quando há o mau uso desses equipamentos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; min-height: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; text-align: justify;&quot;&gt;
Para escrever esse texto procurei nos sites da PM-SP, Polícia Civil SP, PMERJ e Polícia Civil do Rio de Janeiro os protocolos adotados pelos policiais para o uso dessas armas não letais. Não encontrei nada, ao menos que esteja disponível para a consulta pública. O site da Polícia Federal parece ter alguns desses protocolos, mas não consegui abrir o site! A propósito, tenho tido muitas dificuldades em abrir os sites do Governo Federal.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; min-height: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; text-align: justify;&quot;&gt;
Bom, embora os protocolos não estejam disponíveis, há coisas que descobri em algumas pesquisas pela internet. Uma delas é que as armas que disparam balas de borracha jamais devem ser miradas acima da linha da cintura. Ou seja, os policiais que usam essas armas devem sempre dispará-las à uma distância mínima de 20 metros e não mirar no abdômen, peito ou rosto. Vejamos se isso é respeitado olhando para duas fotos tiradas nos protestos do Rio de Janeiro e de São Paulo que mostram vítimas das balas de borracha.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEheAR4ngrVPBZ6f3b-lR4uZMAjPqar_nseK9Vg-tY3sTXo4XDiSY6WRV_Fg0tf-sQrP-3ZD4QkXlut-tT3mqmDYbxWRPOz5WQY1AdEiMeSEaDPoGJbHlUjoNpG4_Dwmhd70YNI8VifYhgrZ/s1600/jovem_ferido.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEheAR4ngrVPBZ6f3b-lR4uZMAjPqar_nseK9Vg-tY3sTXo4XDiSY6WRV_Fg0tf-sQrP-3ZD4QkXlut-tT3mqmDYbxWRPOz5WQY1AdEiMeSEaDPoGJbHlUjoNpG4_Dwmhd70YNI8VifYhgrZ/s1600/jovem_ferido.jpg&quot; height=&quot;180&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Jovem atingido por bala de borracha nos protestos do Rio de Janeiro&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; font-size: 12px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgeb8IPg6AS62oIuvgW81gfpbx_Lg9QGxMmMmRbZKMDJ7BeiJOYX9NeEV4BYJRsc5DYvyh0Wq2-I2074tSB28-XQJPN90CORH4SnZdh98QeB7d65wbkebMmZE-KIX1BpYpjSoPADT8VNQ2P/s1600/reporter_atingida.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgeb8IPg6AS62oIuvgW81gfpbx_Lg9QGxMmMmRbZKMDJ7BeiJOYX9NeEV4BYJRsc5DYvyh0Wq2-I2074tSB28-XQJPN90CORH4SnZdh98QeB7d65wbkebMmZE-KIX1BpYpjSoPADT8VNQ2P/s1600/reporter_atingida.jpg&quot; height=&quot;242&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Repórter da Folha de S. Paulo Giuliana Vallone atingida por bala de borracha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; text-align: justify;&quot;&gt;
Como as fotos provam, as duas vítimas foram atingidas no rosto e próximo aos olhos. Trata-se de uma coincidência ou da prova cabal de que os policiais das duas cidades estão muito mal treinados e não estão aptos a usar esse tipo de armamento?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; text-align: justify;&quot;&gt;
Isso tudo pode parecer distante para você. Você pode pensar que esse tipo de coisa só acontece com quem participa de manifestações, mas como eu exemplifiquei no início do post, no Rio de Janeiro já testemunhei gente que não tinha nada a ver com nada e mesmo assim foram vítimas da ação de policiais despreparados. O resumo da ópera é: sim, você pode ser vítima das armas não-letais disparadas por pessoas que não respeitam os critérios mínimos de segurança. E as conseqüências podem ser gravíssimas. No caso da repórter de São Paulo e do jovem do Rio de Janeiro, ambos correm o risco de terem seqüelas nos olhos... vamos torcer para que isso não aconteça e eles se recuperem completamente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; text-align: justify;&quot;&gt;
Por fim, o mínimo que esperamos das autoridades públicas é que elas sejam transparentes em suas ações. Queremos saber: quais são os protocolos para uso de armas não-letais utilizados pelas polícias? Que tipo de treinamento os policiais recebem para usar essas armas?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; text-align: justify;&quot;&gt;
Não quero aqui demonizar os policiais. Estes são pessoas mal pagas, mal treinadas e mal equipadas que arriscam suas vidas todos os dias. O despreparo dos policiais potencializa os riscos que eles mesmos correm e ainda colocam cidadãos inocentes em situações de alto risco, como podemos observar no caso da atuação policial durante os protestos contra o aumento das tarifas do transporte público. Finalmente: não se omita! O próximo pode ser você ou alguém que você ama!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; text-align: justify;&quot;&gt;
Saiba mais:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.repository.law.indiana.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1698&amp;amp;context=facpub&amp;amp;sei-redir=1&amp;amp;referer=http%3A%2F%2Fwww.google.com.br%2Furl%3Fsa%3Dt%26rct%3Dj%26q%3Dnon%2520lethal%2520weapons%2520protocol%26source%3Dweb%26cd%3D10%26ved%3D0CIYBEBYwCQ%26url%3Dhttp%253A%252F%252Fwww.repository.law.indiana.edu%252Fcgi%252Fviewcontent.cgi%253Farticle%253D1698%2526context%253Dfacpub%26ei%3DsZu6UbqvJ_O00QG29oHQCw%26usg%3DAFQjCNGtyTg-jXStG5Dx0C12V4gXNupy3w%26sig2%3DrQfVeyofn11VAmxRu8-Izw%26bvm%3Dbv.47883778%2Cd.dmQ#search=%22non%20lethal%20weapons%20protocol%22&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Estudo sobre armas não-letais (em inglês)&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://pt.globalvoicesonline.org/2013/06/12/uso-de-armas-nao-letais-no-brasil-e-criticado-por-organizacao/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Debates sobre o uso de armas não-letais no Brasil&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Observatorio_RioSampa&lt;/div&gt;</description><link>http://observatorioriosampa.blogspot.com/2013/06/os-protestos-no-rio-de-janeiro-e-sao.html</link><author>noreply@blogger.com (Verô!)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEheAR4ngrVPBZ6f3b-lR4uZMAjPqar_nseK9Vg-tY3sTXo4XDiSY6WRV_Fg0tf-sQrP-3ZD4QkXlut-tT3mqmDYbxWRPOz5WQY1AdEiMeSEaDPoGJbHlUjoNpG4_Dwmhd70YNI8VifYhgrZ/s72-c/jovem_ferido.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5555219672497951470.post-4194318403732976425</guid><pubDate>Thu, 13 Jun 2013 02:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-06-12T19:27:12.640-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Alckmin</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Haddad</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Protestos contra o aumento das tarifas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">São Paulo</category><title>Carta ao governador Alckmin e ao prefeito Haddad</title><description>&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; text-align: justify;&quot;&gt;
Senhor governador, senhor prefeito, espero que estejam usufruindo de uma maravilhosa estadia na cidade de Paris. A cidade é realmente bonita e certamente uma viagem desse porte é muito mais agradável quando os custos são bancados por dinheiro público. Aproveitando o ensejo, já que os senhores estão na Cidade Luz as nossas custas, sugiro que experimentem o serviço de metrô de Paris! Os senhores notarão, talvez maravilhados, o quando o metrô de Paris deixa o de São Paulo no chinelo, com o perdão da expressão pouco acadêmica, por favor! Não deixem de verificar o sistema adotado por Paris para diminuir o fluxo de veículos no centro da cidade! Eu penso que é um bom sistema principalmente porque vem acompanhado de um sólido planejamento na oferta de transporte público, muito diferente do sistema de rodízio adotado em São Paulo sem qualquer cuidado em proporcionar mais oferta de ônibus! Os senhores vão se surpreender positivamente, eu garanto! E espero que aprendam esses bons exemplos e os apliquem na cidade de São Paulo e no Estado de São Paulo também, como não?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; min-height: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; text-align: justify;&quot;&gt;
Li as palavras do governador Alckmin amplamente divulgadas na mídia brasileira e um raio de esperança iluminou meu coração! Fico muito feliz por saber que o digníssimo governante está preocupado com o vandalismo e baderna que se espalham pela cidade! Então acredito que ele tomará providências energéticas para acabar com o vandalismo e a baderna que fazem parte do cotidiano dos cidadãos de São Paulo que vivem esmagados em vagões de trem e metrô lotados ou passam suas semanas como sardinhas nos ônibus! Realmente é uma tremenda barbárie desumana conviver com essa oferta de transporte, é ainda mais doloroso pagar caro por isso! O governador bem sabe, e penso que o prefeito também sabe, que ser tratado como gado não faz parte do Estado Democrático de Direito e dos direitos e garantias fundamentais que tal estrutura deve oferecer aos seus cidadãos. Não é governador? Estou certa, Prefeito?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; min-height: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; text-align: justify;&quot;&gt;
Estimados representantes do povo, tomo a liberdade de dar algumas sugestões para acabarmos definitivamente com o vandalismo e a baderna, tomem nota, por favor:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; min-height: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; text-align: justify;&quot;&gt;
1. Bairros afastados do centro e sem metrô abrigam uma população sofrida que conta com pouquíssima oferta de ônibus mesmo tendo que se deslocar para regiões centrais a fim de batalhar pelo pão nosso de cada dia. Um estudo interdisciplinar que contemple engenharia de tráfego, análise cartográfica e estudo dos fluxos de deslocamento diários da população é um bom caminho para distribuir melhor as linhas de ônibus da cidade;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; min-height: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; text-align: justify;&quot;&gt;
2. Mesmo que pareça estranho para os senhores, as pessoas costumam circular pela cidade até mesmo fora de horário comercial. Não sei se os senhores já ouviram falar disso… talvez não, então pensem nisso e ofereçam transporte público 24h por dia. Assim, a frota não precisa estar toda na rua depois das 23h, mas ao menos uma quantidade razoável de veículos circulando pela cidade em horário regular ajudaria bastante;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; min-height: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; text-align: justify;&quot;&gt;
3. Eu e muitas outras pessoas adorariam poder se deslocar pela cidade de bicicleta. Os médicos são unânimes em dizer que atividades físicas são saudáveis, parece bastante bacana unir o útil ao agradável e poder ir ao trabalho ou local de estudo usando as boas magrelas. Além disso, como se ouve por ai, uma bike na rua é um carro na garagem! Todavia, eu e muitas outras pessoas tememos muito acabarmos atropelados por ai! É que faltam ciclovias na cidade! Fica difícil disputar espaço nas ruas quando nossos concorrentes são carros dirigidos por motoristas apressados, motos em alta velocidade voando pelos corredores e motoristas de ônibus destreinados. Isso sem falar de caminhoneiros e seus monstros de muitas rodas. É desleal, sabiam? Então que tal construírem mais ciclovias? Parece razoável?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; min-height: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; text-align: justify;&quot;&gt;
Olha, se os senhores tomarem essas medidas simples eu talvez nem me incomodaria em pagar mais um pouquinho pelas passagens. É que, assim, quando eu vou à algum restaurante e pago caro por comida ruim, eu tenho a opção de não mais colocar meu pés nesse lugar! Mas com transporte público fica difícil. Gostando ou não gostando, eu tenho que pagar caro para me deslocar. Dá uma raivinha, uma raivinha danada! Eu até tento ficar calminha, vou escutando Bach enquanto sofro de asfixia na Estação da Sé, mas não há Paixão Segundo São Mateus que me ajude quando um suvaco suado está colado na minha orelha… &amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; min-height: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; text-align: justify;&quot;&gt;
Por enquanto é tudo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; min-height: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: Helvetica; text-align: justify;&quot;&gt;
Ah, não! Desejo que façam uma excelente viagem de volta para São Paulo! Estaremos esperando de braços abertos, tá bom?&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Observatorio_RioSampa&lt;/div&gt;</description><link>http://observatorioriosampa.blogspot.com/2013/06/carta-ao-governador-alckmin-e-ao.html</link><author>noreply@blogger.com (Verô!)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5555219672497951470.post-3604378795153372860</guid><pubDate>Tue, 16 Apr 2013 02:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-04-15T19:04:23.866-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Abraçaço</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Caetano Veloso</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Música</category><title>Sede de Caetano Veloso</title><description>&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Ah, Caetano! Pobre de mim que repetia aquela ladainha medíocre &quot;blábláblá gosto do Caetano da Tropicália&quot;. Aí eu ficava, até que experimentei o Abraçaço. Logo eu, que tenho horror a neologismos, fui pega de surpresa pelo teu feitiço! Fiquei com sede, sede de Caê.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; min-height: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Não sou crítica de música e nem sei fazer música, sou só louca por música. Vale? Vou dar um pitaquinho então.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; min-height: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Versos construídos com maestria e saborosamente harmonizados com um som porreta. Tudo exala vigor no novo trabalho de Caetano Veloso, mas há um contraponto, aquela voz malemolente, malandra, que passeia com propriedade e nos envolve como um abraço, um abraçaço.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; min-height: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Não, Caetano não se reinventou na minha irrelevante opinião. Reinvenção soa como uma ruptura, não acho que há ruptura, Abraçaço me parece parte do processo de desenvolvimento de um dos artistas mais espertos do mundo. Aham, eu disse &quot;MUNDO&quot;. É que o Caetano é um carioca com gosto de dendê, ou um baiano com aroma de tucupi, ou um amazonense com cheirinho de chimarrão, quiçá um gaúcho temperado ao estilo de Ferran Adrià. Caetano é o cara, não… Caetano é foda mesmo! Fodão, foderástico! Ai de mim, odeio neologismos!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; min-height: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=orPhkLpX3ps&amp;amp;list=UUbEWK-hyGIoEVyH7ftg8-uA&amp;amp;index=1&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;E vejam só que belezura&lt;/a&gt;! É que a Bossa Nova é Foda, só podia ser! &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Observatorio_RioSampa&lt;/div&gt;</description><link>http://observatorioriosampa.blogspot.com/2013/04/sede-de-caetano-veloso.html</link><author>noreply@blogger.com (Verô!)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5555219672497951470.post-2772693268981045072</guid><pubDate>Mon, 15 Apr 2013 03:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-04-14T20:11:39.601-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">feminismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Gerald Thomas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">machismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Psicopatia Social</category><title>O pior de todos os mundos: Gerald Thomas e a psicopatia contra mulheres</title><description>&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;O que pode ter em comum entre o caso da americana brutalmente violentada numa van no Rio de Janeiro, o aterrador caso de Rehtaeh Parsons, os assustadores casos de violência sexual na Índia e o espetáculo dantesco protagonizado pelo senhor Gerald Thomas naquele programinha… qual é o nome mesmo? … Ah! Pânico?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; min-height: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Os mais ingênuos, ou deliberadamente ignorantes, podem alegar: nada!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; min-height: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Será? Então vamos botar os neurônios para funcionar um pouquinho que costuma fazer bem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; min-height: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/turista-americana-foi-estuprada-oito-vezes-na-van-do-terror&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Caso 1&lt;/a&gt;: Uma jovem americana pegou uma van com o namorado francês, no veículo estavam alguns dos seres que representam o que há de mais repugnante na espécie humana, bestializados que atendem pelos nomes: Jonathan Froudakis de Souza, Wallace Aparecido Souza Silva e Carlos Armando Costa dos Santos. Os três seres grotescos violentaram brutalmente a jovem. O caso ganhou notoriedade - olha a Copa! - e os seres foram presos em poucas horas. Descobriram que existiam outras denúncias contra eles que foram solenemente ignoradas pelas autoridades. Típico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; min-height: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.huffingtonpost.com/2013/04/09/rehtaeh-parsons-girl-dies-suicide-rape-canada_n_3045033.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Caso 2&lt;/a&gt;: Rehtaeh Parsons era uma típica jovem canadense. Um dia ela foi violentada por três seres grotescos, um deles tirou fotos do crime e compartilhou na internet. Mesmo com as fotos que comprovavam o crime, a polícia canadense não achou que havia provas suficientes para condenar os grotesquinhos. Eles saíram impunes, mas Rehtaeh não. Ela foi execrada pela comunidade, foi abandonada pelos amigos e humilhada de todas as maneiras que as mentes doentias são capazes de humilhar. Jamais se recuperou. Ao 17 anos, dois anos depois do crime e ainda profundamente deprimida e destratada, ela tentou suicídio. Sobreviveu, mas seu estado piorou e ela estava sendo mantida viva com a ajuda de aparelhos. Sem esperanças de melhoras, os aparelhos foram desligados e a jovem Rehtaeh deixou este mundo. Estes mundos. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; min-height: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/12/121219_india_estupro_onibus_rw.shtml&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Caso 3&lt;/a&gt;: Índia, um dos países que ocupam o infame top 10 dos países onde as mulheres sofrem mais violência. Estamos no final de 2012. Uma estudante de medicina de 23 anos acompanhada de um amigo pegou um ônibus. Nele estavam seus algozes que a violentaram de maneira tão brutal e a feriram de foram tão devastadora que a jovem não sobreviveu. Morreu dias depois enquanto em Nova Déli pessoas fartas do descaso das autoridades e da culpabilização das vítimas tomavam as ruas em protesto. Enquanto isso um guru indiano dizia que a culpa foi da jovem que sofreu a violência. Faz parte, estupro é o único tipo de crime que as vítimas devem provar inocência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; min-height: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2013/04/gerald-thomas-agradeca-deus-por-tentar.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Caso 4&lt;/a&gt;: um diretor teatral e rocambolesco que atende pela alcunha de Gerald Thomas está lançando um livro de rabiscos, ops, desenhos. O programinha Pânico - aquele que humilha entrevistados e se farta da bestialidade generalizada para ganhar Ibope - foi cobrir o &quot;grande evento&quot;. O tal diretor é o mesmo que numa &lt;a href=&quot;http://revistatpm.uol.com.br/45/vermelhas/01.htm&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;entrevista para a TPM&lt;/a&gt; causou um tremendo desconforto para a entrevistadora quando tirou a roupa, não sem antes convidá-la para um motel, um gentleman, como se pode perceber. Thomas estava lá, no alto do seu notório egocentrismo, e se sentiu no direito de colocar as mãos por debaixo do vestido de Nicole Bahls, tudo sob os olhares coniventes da equipe do programa e do outro entrevistador.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; min-height: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Rio de Janeiro, Cole Harbour (Canadá), Nova Déli. Três cidades muito diferentes, localizadas em países com poucas afinidades culturais, em diferentes níveis de desenvolvimento, mas com algo em comum, algo que une nossos mundos no que eles têm de pior: a psicopatia contra mulheres.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; min-height: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;O que é psicopatia? É a total falta de empatia por outro ser humano, é a idéia de que o outro é desprezível e não merece qualquer consideração, de modo que se pode fazer qualquer coisa contra o alvo sem qualquer remorso, sem culpa. Psicopatia é desumanização. A questão com as mulheres é que contra elas existe uma psicopatia social. Mulheres são esses seres que podem ser odiados, xingados, violentados, destratados num coletivo em Nova Déli, na cidade da Copa ou numa pacata cidade canadense com a anuência da sociedade. Sempre há uma desculpa. É o guru que diz que a culpa é da vítima. É o diretor que vem com a &quot;brilhante&quot; e &quot;revolucionária&quot; explicação de que mulheres não são objetos, mas não devem se comportar como tal, portanto ele podia meter a mão na &quot;menina&quot; com roupas sensuais [sic] (Jura, Thomas? Eu não me surpreenderia de ler isso no Malleus Maleficarum, acho que você precisa rever seu conceito de &quot;transgressão provocativa&quot;). São as autoridades que deixam de investigar denuncias de estupro e permitem que estupradores continuem à solta até predar a próxima vítima. E aceitamos isso, e encontramos comentários defendendo e justificando os atos do diretor, dos indianos, dos estupradores da van. É o terror, o retrato da barbárie travestido nos mais infames disfarces. O espetáculo dantesco, aceito, defendido e perpetuado. É o triunfo da brutalidade, da bestialidade…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; min-height: 14px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Pois a mesma justificativa dada por Thomas pode ser encontrada em qualquer depoimento de estuprador em qualquer buraco do planeta: &quot;ela estava provocando, ela pediu por isso&quot;. Psicopatia social, universal, generalizada. E o &quot;douto&quot; diretor, a fina flor da &quot;classe artística&quot;, acha que é muito diferente. Não, ele não é. É só mais um psicopata: com as mesmas desculpas, com o mesmo desprezo, com a mesma falta de empatia.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Observatorio_RioSampa&lt;/div&gt;</description><link>http://observatorioriosampa.blogspot.com/2013/04/o-pior-de-todos-os-mundos-gerald-thomas.html</link><author>noreply@blogger.com (Verô!)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5555219672497951470.post-855932753910293259</guid><pubDate>Sun, 14 Apr 2013 06:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-04-14T00:18:55.825-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">BoicotaSP</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">preços abusivos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">São Paulo</category><title>BoicotaSP - uma baita iniciativa!</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Quem vive em São Paulo ou no Rio de Janeiro está pra lá de ciente dos preços abusivos que pagamos em restaurantes e lanchonetes nas cidades. O pior de tudo é que os preços são altos e muitas vezes estão longe de condizer ao serviço e à qualidade do produto. Quem nunca se decepcionou ao pagar caro num prato e ainda não gostar muito da comida?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Fui ao &lt;a href=&quot;http://www.partisans.com.br/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Partisans Pub&lt;/a&gt; em São Paulo há poucos dias com uns amigos. Pedi um hambúrguer que me custou 25 reais e que topei pagar porque já tinha comido antes e gostado. Mas dessa vez o hambúrguer estava bem menos saboroso, sem sal e demorou muito para chegar. E cá entre nós, um hambúrguer de 25 reais!?! É demais. E no &lt;a href=&quot;http://www.tubainabar.com.br/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Tubaína Bar&lt;/a&gt;? Fui uma vez para nunca mais! Um refri que costuma custar bem baratinho em qualquer mercado do estado de São Paulo, neste bar custa uma fortuna! Além do mais as porções são caras e mal servidas, você paga muito e sai com fome!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Temos a cultura burra de achar que coisas boas precisam custar os olhos da cara! E o pior é que essas supostas &quot;coisas boas&quot; não raro custam a metade do preço em qualquer outro país do mundo! Duvida? Então confira um trecho da reportagem especial de Zeca Camargo para o Folha de São Paulo:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #444444;&quot;&gt;&lt;b&gt;Você lembra quando percebeu que o jantar de R$ 150 virou rotina?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #444444;&quot;&gt;&lt;b&gt;Para mim, foi numa noite, no final do ano passado, quando levei um amigo americano para jantar num bistrô que, de tão bem-sucedido, já abriu várias filiais, inclusive fora de São Paulo -o jantar que cito, aliás, foi no Rio.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #444444;&quot;&gt;&lt;b&gt;Éramos sete pessoas e comemos bem, ainda que sem excitação: medalhão bérnaise, steak tartare, risoto de bacalhau, peito de pato.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #444444;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;&quot;&gt;Assustados com a carta de vinhos, pedimos apenas algumas taças, não para todos. E veio a conta: R$ 150 por pessoa.&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #444444;&quot;&gt;&lt;b&gt;Teria sido mais um jantar &quot;normal&quot;, não fosse pelo comentário do meu amigo americano: &quot;Sabe o que aconteceria com um restaurante desses em Nova York? Fechava em uma semana!&quot;.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #444444;&quot;&gt;&lt;b&gt;Meu amigo americano não reclamava da comida, claro, mas da relação custo-benefício do restaurante, cuja conta saiu por R$ 150.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #444444;&quot;&gt;&lt;b&gt;Quando um nova-iorquino paga U$ 75 (o equivalente a R$ 150) para jantar fora na sua cidade, a expectativa é de algo ligeiramente mais elaborado (e saboroso e criativo) do que um &quot;magret&quot; de pato ao molho mostarda...&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #444444;&quot;&gt;&lt;b&gt;No começo do ano, a revista &quot;New York&quot; saiu com a tradicional lista de &quot;onde comer&quot; naquela cidade obcecada por uma boa refeição.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #444444;&quot;&gt;&lt;b&gt;A média de um prato principal no Acme, um dos novos e bons restaurantes escolhidos por Adam Platt, o crítico da revista? US$ 25 (cerca de R$ 50). No Pok Pok NY, de um dos melhores chefs de 2013? US$ 14 (R$ 28).&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #444444;&quot;&gt;&lt;b&gt;O prato mais caro no elogiado Battersby custa U$ 29 (R$ 58). No The Dutch, um dos endereços mais disputados atualmente na cidade? US$ 24 (ou R$ 48).&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #444444;&quot;&gt;&lt;b&gt;Claro que há, na mesma lista, os menus-degustação de US$ 150 (R$ 300) ao teto de US$ 195 (R$ 390) para o Eleven Madison Park. Mas esse é, só lembrando, um dos dez melhores restaurantes do mundo de acordo com o ranking da revista inglesa &quot;Restaurant&quot;, graças ao talento do chef Daniel Humm.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #444444;&quot;&gt;&lt;b&gt;Esse não é o problema. Para cada Humm, nós temos aqui nosso Alex Atala, entre outros, que, pela cozinha diferenciada, podem pedir, sim, um preço diferenciado.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #444444;&quot;&gt;&lt;b&gt;Mas o que me parece absurdo é pagar um valor alto por uma coleção de pratos genéricos.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #444444;&quot;&gt;&lt;b&gt;Você conhece os suspeitos: atum em crosta de gergelim (ah! com molho teriaki!), carré de cordeiro, espaguete ao vôngole (quando o garçom não tenta empurrar o ainda mais genérico &quot;aos frutos do mar&quot;), arroz de polvo, peixe do dia ao molho de maracujá, ceviche de (claro!) camarão, saint-pierre à provençal, polvo prensado, &quot;steak au poivre&quot;, macarrão &quot;thai&quot;...&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-size: 14px; line-height: 18px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: verdana, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #444444;&quot;&gt;&lt;b&gt;Essas coisas pelas quais aceitamos pagar um total de R$ 150. Ou melhor, talvez você aceite -eu já abandonei alguns endereços que não me dão nem surpresas nem prazer no seu cardápio. (&lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/comida/1244961-jornalista-gourmet-compara-restaurantes-e-conclui-que-comer-em-sp-custa-caro-demais.shtml&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;FONTE&lt;/a&gt;)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;font-family: verdana, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #444444;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Times, &#39;Times New Roman&#39;, serif;&quot;&gt;Pessoal, não é chique pagar caro, é burrice mesmo! Deu para entender? E quando você aceita pagar esses preços absurdos você está dando o recado para os comerciantes desonestos: &quot;continue nos sacaneando que nós pagamos mesmo!&quot; E ai os preços nunca vão baixar e vamos continuar como otários que acham o máximo pagar 150 reais por uma macarronada. Eu já cansei disso, não pago mais!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Times, &#39;Times New Roman&#39;, serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Times, &#39;Times New Roman&#39;, serif;&quot;&gt;Pois agora surgiu um site muito bacana chamado &quot;BoicotaSP&quot; onde os cidadãos de São Paulo podem denunciar os estabelecimentos com preços abusivos. Eles cobram caro demais? Então vamos boicotar! &lt;a href=&quot;http://www.boicotasp.com.br/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Visite o site&lt;/a&gt;, confira os estabelecimentos denunciados e, mais importante, não vá até eles! Não pague, BOICOTE!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Times, &#39;Times New Roman&#39;, serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: red; font-family: Times, &#39;Times New Roman&#39;, serif;&quot;&gt;&lt;b&gt;Up Date&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Times, &#39;Times New Roman&#39;, serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Times, &#39;Times New Roman&#39;, serif;&quot;&gt;Além do BoicotaSP que mostra os estabelecimentos com preços abusivos, existe o &lt;a href=&quot;http://www.sphonesta.com.br/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;SP Honesta&lt;/a&gt; que indica os lugares com preços justos e comida saborosa! Então vamos apoiar os estabelecimentos honestos de São Paulo e boicotar os sacanas!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Times, &#39;Times New Roman&#39;, serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Times, &#39;Times New Roman&#39;, serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Observatorio_RioSampa&lt;/div&gt;</description><link>http://observatorioriosampa.blogspot.com/2013/04/boicotasp-uma-baita-iniciativa.html</link><author>noreply@blogger.com (Verô!)</author><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>