<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-28158271</id><updated>2024-10-04T22:09:44.217-04:00</updated><title type='text'>Olho Grande</title><subtitle type='html'>O Brasil e o mundo sob o olhar de um brasileiro morando nos EUA.&lt;br&gt;&#xa;&lt;br&gt;Visite com frequência para ler novos artigos. Leia, comente e divulgue!&lt;br&gt;&lt;br&gt;&#xa;Para incluir este blog na sua home page e ver novos artigos quando forem publicados, usando tecnologia RSS,&amp;nbsp;&#xa;&lt;a href=&quot;http://feeds.feedburner.com/OlhoGrande&quot;&gt;&#xa;&lt;img border=&quot;0&quot; id=&quot;img1&quot; src=&quot;http://photos1.blogger.com/blogger/4712/2978/1600/button3.jpg&quot; height=&quot;20&quot; width=&quot;100&quot; alt=&quot;Clique Aqui!&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://olho-grande.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default?alt=atom'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olho-grande.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default?alt=atom&amp;start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Marco Malka</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01336817748221699337</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4712/2978/1600/Olho%20Grande.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>37</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28158271.post-8090850705196921154</id><published>2012-10-15T21:26:00.002-04:00</published><updated>2012-10-15T21:26:27.816-04:00</updated><title type='text'>Para entender as eleições americanas</title><content type='html'>É tempo de eleições no Brasil e nos Estados Unidos. Como vocês já devem conhecer muito bem o processo eleitoral brasileiro, resolvi abordar as eleições americanas e dar uma visão &quot;de dentro&quot; do que está acontecendo este ano. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em novembro, será eleito o presidente para os próximos quatro anos, contados a partir de janeiro de 2013. Devido ao poderio econômico, político e militar americano, os resultados
 das eleições daqui são importantes não só para os americanos, mas para o
 mundo todo, já que afetarão a postura dos EUA nos assuntos 
domésticos e internacionais nos próximos anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora oficialmente existam aqui vários partidos, na prática há somente dois que contam: os democratas e os republicanos. O Barack Obama, democrata, tenta se reeleger. O ex-governador de Massachusets, Mitt Romney, é o candidato republicano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois de mais de 5 anos de recessão, desemprego, perda de poder aquisitivo da classe média e do fim do &quot;sonho americano&quot;, esta eleição está se tornando quase que um plebiscito sobre o governo Obama, que assumiu prometendo mudança e oferecendo esperança, que acabaram por se transformar em decepção para boa parte do eleitorado.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para entender melhor essa disputa, é preciso entender as diferenças de filosofia de governo entre estes dois partidos. Os democratas (chamados de liberais, ou de esquerda), pregam uma influência maior do governo em termos de políticas sociais e regulamentação da economia. Já os republicanos (chamados de conservadores, ou de direita) pregam um &quot;governo central menor&quot;, com menor interferência no mercado e são mais rígidos nas políticas sociais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aí, logo de cara, há um contra-senso: os democratas, apesar de serem mais &quot;intervencionistas&quot; em termos da economia, com políticas que de certa forma estimulam a distribuição de renda (seja através de taxação progressiva com relação à renda do contribuinte, ou através de uma rede maior de amparo social como seguro-desemprego e assistência médica), por outro lado são mais flexíveis com relação às práticas individuais, apoiando o aborto e o casamento homossexual. Já os republicanos, por serem mais do tipo &quot;cada um por si&quot;, pregando uma menor interferência do governo na economia e no mercado e um maior rigor no amparo social (para que as pessoas não passem a viver às custas do governo), por outro lado são menos flexíveis com relação ao comportamento social, sendo mais tradicionalistas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como estas posturas de cada um dos partidos têm se exacerbado ao longo dos anos, o que se tem visto é cada vez menos os deputados e senadores buscando acordos e consenso. Assim, se há uma proposta boa por parte dos republicanos, os democratas bloqueiam. Se há uma legislação importante e útil elaborada pelos democratas, os republicanos votam contra. Isso está gerando uma polarização extremamente negativa e o país e a população acabam pagando a conta. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ora, vocês aí no Brasil devem estar pensando que isso é normal, pois acontece demais na política brasileira, mas aqui não era assim. Ainda que sempre houvesse a doutrina e o interesse do partido, os políticos, sob a liderança do presidente e de membros influentes do Congresso e do Senado, eram capazes de fazer acordos visando o bem do país. No governo Reagan (republicano) e no governo Clinton (democrata), por diversas vezes os partidos se uniram e apoiaram importantes decisões que acabaram por contribuir para o progresso da nação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para piorar, esta campanha tem sido absurdamente cara e suja. Cara porque milhões de dolares estão sendo gastos com propaganda. Suja, porque quase sempre a propaganda visa falar mal do adversário ao invés de apresentar propostas ou idéias, ambos lados distorcendo fatos e baixando o nível da campanha política.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De onde vem tanto dinheiro? Dos Super PACs (Comitês de Ação Política). Os Super PACs são uma aberração recente devido à uma decisão bastante infeliz da Suprema Corte. Resumindo uma longa história: antes dessa decisão, as empresas (pessoas jurídicas) podiam contribuir para as campanhas só até um determinado valor, enquanto os cidadãos (pessoas físicas) podiam contribuir à vontade. A idéia era evitar que o poderio econômico das grandes empresas desequilibrasse o jogo. Entretanto, em janeiro de 2010, o Supremo deu ganho de causa à uma ação que alegava que as corporações deveriam ser tratadas como indivíduos e que esse limite de contribuição violava a livre expressão da corporação. Com isso, as empresas ficaram livres para contribuir quanto quisessem, desde que a contribuição não fosse feita diretamente ao candidato. Assim, surgiram os Super PACs, que por lei não podem ter vinculação direta com o candidato, mas podem apoiar e fazer propaganda. Os lobistas fizeram a festa e começou a jorrar dinheiro nos bolsos dos Super PACs, doado por empresas e de grupos de interesse querendo apoiar o candidato que fosse mais alinhado com eles. Como resultado, milhões de dolares passaram a ser gastos em propaganda apoiando um candidato e enxovalhando os concorrentes. Esta passou a ser então a eleição mais cara da história (recorde que certamente será quebrado a cada eleição daqui para a frente). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Infelizmente, os vícios do processo eleitoral não param aí. Os EUA gostam de se gabar de serem a maior democracia do mundo. Entretanto, há um &quot;pequeno detalhe&quot; que pouca gente percebe: boa parte dos votos para presidente não vale nada! Vamos ver se consigo explicar isso sem complicar muito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A eleição para presidente aqui não é feita através de voto direto, mas sim através de colégio eleitoral, como era no Brasil no tempo da ditadura e das falsas eleições. Assim, o candidato/partido mais votado em um estado, nomeia TODOS os representantes do estado para o colégio eleitoral. Por exemplo: no estado de NY, tradicionalmente o candidato democrata ganha, enquando no Texas, o candidato republicano ganha. Assim, todos os delegados que NY envia para o colégio eleitoral são democratas e todos os delegados do Texas são republicanos. Cada estado tem número de delegados proporcional à população do estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Parece um processo justo, mais não é. Ainda no nosso exemplo, se em NY o democrata ganhar por apenas 1 voto, ou se no Texas o republicano ganhar por apenas 1 voto, todos os votos dos perdedores são descartados - o vencedor leva tudo. Já sabendo disso, os candidatos praticamente só fazem campanha nos estados onde historicamente não há um domínio de um partido. Estes estados, cerca de apenas uma dúzia, são chamados de battleground states (campos de batalha) e são os que definem a eleição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qual o resultado disso? Não há incentivo para um eleitor de um estado como NY ou Texas ir votar (o voto nos EUA não é obrigatório) e um presidente na verdade acaba sendo eleito por uma pequena parcela da população (desses battleground states) mesmo que não tenha tido o maior número de votos individuais (chamados votos populares) somados no país todo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, a &quot;maior democracia do mundo&quot;, elege um presidente que teve poucos votos, que pode ter sido o menos votado, que se promoveu às custas de malhar o adversário com muito dinheiro de empresas, e que vai governar com apoio de um partido e ignorando o outro... Depois não entendem o por que do país estar em má situação...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com relação aos candidatos deste ano: se eu tivesse que votar, não votaria em nenhum dos dois. O Barack Obama foi eleito como salvador da pátria. Me lembro que na época (em 2007/2008) eu comentei que estava acontecendo aqui o mesmo que aconteceu com o Brasil na época do Collor. O povo achava que num passe de mágica o presidente misto de super-homem iria resolver todos os problemas do país. Além da expectativa ser muito alta, não levavam em conta que o Obama tinha experiência administrativa igual a zero, nunca tendo tido um cargo executivo nem de síndico de prédio. Naquela eleição, se era para eleger alguém sem experiência executiva, teria feito mais sentido eleger a Hillary Clinton, pois de quebra ganharíamos o Bill Clinton, que é reconhecido como o melhor político da geração dele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Obama se elegeu, foi aquele oba-oba todo por ser o primeiro presidente negro, mas passada a euforia, a realidade é que o país enfrentava uma crise gravíssima, resultado de 8 anos desastrosos do &quot;governo&quot; Bush. Para resolver uma crise desse tamanho, o país precisaria de um presidente que exercesse liderança sobre a classe política, quebrando a barreira entre os partidos, que tivesse coragem de adotar medidas severas, muitas vezes impopulares e, principalmente, que tivesse um plano e gerenciasse a sua execução. Ora, o Obama não tinha nada disso o que foi logo percebido pelos políticos e a crise continuou a se aprofundar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já o Mitt Romney, embora tenha sido um bom governador em Massachusets e ter uma grande experiência empresarial, tem que seguir a doutrina do partido republicano, que na minha opinião é muito radical e, por ser muito apoiado pelas grandes empresas e pelo mercado financeiro, não vai fazer as reformas que precisam ser feitas. Além disso, com a possibilidade de durante os próximos quatro anos dois juízes do Supremo se aposentarem, o Romney nomearia mais dois conservadores o que quebraria o já tênue equilíbrio daquela corte, causando um retrocesso principalmente com relação aos direitos individuais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que os EUA precisam hoje é de um partido e um presidente de centro, que entenda que quanto maior a crise, maior a união necessária para vence-la. Um presidente que tenha experiência e legitimidade política, que não esteja comprometido com determinados grupos de interesses por ter sido eleito com o dinheiro deles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lendo artigos no jornal e até as cartas dos leitores, parece que todo mundo tem planos e sugestões prontos para resolver os problemas do país, menos os dois candidatos (ou os quatro, se incluirmos os respectivos vices). Eu também tenho e, assim como os 10 mandamentos, ele tem 10 pontos para uma reforma política e econômica de base:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- Elaborar um orçamento realista, que reduza as despesas progressivamente (não é simplesmente gastar menos e sim gastar de forma mais inteligente), eliminando aos poucos o déficit e o endividamento, reduzindo o tamanho do governo - isso é possível e foi feito durante o governo Clinton;&lt;br /&gt;
2- Adotar medidas que incentivem as empresas a criarem empregos dentro do país e sobretaxando aquelas que exportarem trabalho ou capital - mais empregos nos EUA e não na China;&lt;br /&gt;
3- Passar uma lei especial, do tipo oportunidade única, dando incentivos para as empresas repatriarem lucros que hoje estão nos paraísos fiscais para evitar taxação aqui. Mudar a partir daí a legislação visando evitar repetição do problema;&lt;br /&gt;
4- Reformar e simplificar o código tributário, tornando-o simples e direto: acabar com os milhares de casos especiais de que as empresas se aproveitam (os loopholes) e, no caso dos indivíduos, eliminar os tetos - taxação sobre a renda total, independente do valor;&lt;br /&gt;
5- Criar um programa, juntamente com as empresas e as universidades, visando o treinamento de mão de obra ociosa (leia-se desempregados), com incentivos para a contratação - ao invés de ficar pagando seguro-desemprego, o governo usaria o dinheiro para ajudar a empresa a contratar (por exemplo, reduzindo por um certo período os encargos trabalhistas). Ainda que houvesse uma temporária redução de arrecadação, ela seria compensada com a economia em seguro-desemprego e outras formas de amparo social, sem contar que o contratado passaria a consumir e a pagar imposto, ajudando a aquecer a economia;&lt;br /&gt;
6- Regulamentar o mercado financeiro, voltando a separar bancos comerciais das empresas de investimentos financeiros, e colocar maiores controles visando maior transparência em produtos &quot;exóticos&quot; como os derivativos, que foram o estopim dessa crise econômica;&lt;br /&gt;
7- Melhorar a competitividade do país, investindo em infra-estrutura portuária, de energia, transporte de cargas, e incentivando os estados a simplificarem os processos de abertura e manutenção de empresas - além de gerar empregos isso reduziria a burocracia e os custos embutidos nos produtos e serviços;&lt;br /&gt;
8- Reforma da lei eleitoral, criando limites de mandatos para deputados e senadores, acabando com o colégio eleitoral e limitando os valores de contribuição e gastos de campanha;&lt;br /&gt;
9- Instituição de um comitê supra-partidário para auto-regulamentação e controle da propaganda política, similar ao que existe hoje na área de marketing;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
10- Tudo isso seria parte de um &quot;Plano de Metas&quot;, com uma estrutura de gerenciamento profissional (e apolítica) e com pontos de verificação pré-definidos, para assegurar que não se perdesse no caminho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, como não sou candidato, acho que isso não vai acontecer e vamos continuar patinando sem sair do lugar, ou andando para trás. A solução talvez seja começarmos a aprender chinês...</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olho-grande.blogspot.com/feeds/8090850705196921154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/28158271/8090850705196921154' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/8090850705196921154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/8090850705196921154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olho-grande.blogspot.com/2012/10/para-entender-as-eleicoes-americanas.html' title='Para entender as eleições americanas'/><author><name>Marco Malka</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01336817748221699337</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4712/2978/1600/Olho%20Grande.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28158271.post-8308804918366226989</id><published>2012-09-19T23:46:00.004-04:00</published><updated>2012-09-19T23:56:47.354-04:00</updated><title type='text'>Diários de Viagem: Conclusão</title><content type='html'>Hoje fazem exatamente 4 meses desde que voltamos da viagem por Roma e Israel. Propositadamente, esperei chegar este dia para escrever a conclusão dos Diários de Viagem, como forma de comemoração e como forma de poder ter um certo distanciamento que o tempo permite.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqueles que tiveram a paciência (e, espero, o prazer) de ler todos os 17 capítulos anteriores e ver as mais de mil fotos e vídeos postados, sabem o quão rica foi essa viagem em termos de história, cultura em geral e, principalmente, beleza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não vou cair na armadilha ou asneira de eleger os melhores ou piores lugares por onde passamos, ou as melhores e piores situações que enfrentamos. Quem se dispõe a viajar para lugares novos, diferentes, tem que estar preparado para alegrias e aborrecimentos. Tivemos muitas das primeiras e poucas das segundas, portanto o saldo é altamente positivo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como escolher o que foi melhor, entre a alegria de Roma, a espiritualidade de Jerusalém, o exótico do Mar Morto e do deserto, a imponência de Massada, o azul cristalino dos mares Vermelho e Mediterrâneo, a beleza exuberante do Golan, a emoção vivida em Haifa, ou a modernidade de Tel Aviv? Impossível e seria injusto. Cada lugar tem o seu caráter, o seu significado, a sua importância. Portanto, vou me ater a comentar de forma genérica os dois países que visitamos, a Itália (ainda que só Roma) e Israel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pouco que pudemos ver da Itália, nos deu a sensação de que apesar do Brasil ter sido colonizado pelos portugueses, a alma do brasileiro tem mais a ver com o italiano. Roma e o italiano têm a informalidade, espontaneidade e, por que não, a desorganização do brasileiro, ao contrário de Portugal, que é mais formal, mais sério. É difícil acreditar que aquele pedacinho de terra gerou o maior império do mundo antigo e dominou por centenas de anos grande parte do planeta até então conhecido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Adoramos as praças com seus inúmeros chafarizes, a comida, os sorvetes. Ficamos pasmos com a riqueza e imponência do Vaticano e do Museu de mesmo nome. Não tivemos palavras para expressar a beleza, genialidade e perfeição das pinturas de Michelangelo na Capela Sistina. Viajamos no tempo, vendo as ruínas da Roma Imperial e imaginando como seria no seu auge.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De lá, viajamos por Israel quase todo. Ah, como descrever tanta emoção? Israel foi uma surpresa incrível. A maioria das pessoas imagina Israel como um lugar meio desértico, talvez antigo, traumatizado e estressado por causa das guerras e atentados terroristas, com uma vida dura e sem graça.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que vimos foi um país jovem, energético, vibrante, com uma população orgulhosa do que construíram, trabalhando na direção do progresso e vivendo quase que normalmente, como em qualquer outro país moderno. Vimos uma economia e turismo a todo vapor, com gente de várias nacionalidades, línguas, credos e raças se misturando nas ruas, nos lugares sagrados, nas lojas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vimos ortodoxos com suas roupas pretas e barbas compridas. Vimos jovens nas praias de bikinis e sungas. Vimos árabes vivendo lado a lado com judeus e cristãos. Vimos sinagogas, igrejas, mesquitas, lojas, bares e shopping centers. Vimos garotos com uniforme do exército, segurando sub-metralhadoras, sentados no ponto de ônibus aguardando a condução para casa. Vimos até um centro de Yoga no meio do deserto!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Israel não é nenhum paraíso, assim como o Brasil ou os EUA não o são: vimos também um país com seus contrastes e dilemas internos - 
características das democracias, tentando achar um equilíbrio entre 
secularidade e religiosidade, entre a diplomacia e a manutenção da 
segurança interna. O israelense vive uma dicotomia entre o desejo de paz e a necessidade de segurança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Viajar por Israel é uma experiência única, pois em poucas horas você pode cruzar o país todo. Entretanto, para realmente aproveitar e conhecer bem, acho que meses (ou talvez anos) seriam necessários. Como tínhamos apenas dias, tivemos que fazer que nem menu degustação, provando um pouquinho de cada prato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E que cardápio Israel serviu: 2 mares - Mediterrâneo e Vermelho (ou 4 se contarmos com Mar Morto e Mar da Galiléia que não são mares realmente), 2 desertos (Negev e da Judéia), 2 fortalezas imponentes (Massada e Nimrod), 1 cratera &quot;lunar&quot; (Ramon), várias praias lindíssimas (com destaque especial para Netanya), colinas e montanhas de cartão postal (Golan), e muito mais, tudo servido com muito falafel e humous deliciosos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, apesar de Israel ter várias cidades de importância histórica e religiosa, nada se compara a Jerusalém. Jerusalém é aquele prato principal, que é o centro e o ponto alto da refeição. É um prato que deve ser apreciado com vagar e com todos os sentidos, absorvendo seus inúmeros (e às vezes contrastantes) sabores. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Viajar por Israel foi uma experiência que vai ficar por toda a vida, que deixou uma saudade sentida todos os dias nestes 4 meses desde que voltamos. Deixou a gente satisfeito, mas com aquele gostinho de quero mais. Nos deu uma melhor idéia dos desafios e ameaças que o país enfrenta e uma maior admiração à sua população.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enfim, tudo que é bom dura pouco, as férias acabaram e voltamos ao batente. Mas, voltamos felizes, alegres, com horizonte e percepção expandidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora, é reviver relendo o blog, revendo as fotos, recordando lugares, momentos e sensações, mas sempre com o otimismo e a esperança de quem sabe um dia voltarmos a Israel ou conhecermos outros lugares tão encantadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi uma viagem escrever cada linha, escolher cada foto, relembrar cada detalhe que, em conjunto, compuseram os artigos publicados. Eu não poderia terminar estes Diários sem agradecer a todos aqueles que me incentivaram a escrever antes e durante a elaboração destes artigos, através de comentários, elogios e correções. Meu muito obrigado e espero que vocês tenham curtido esta viagem também.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até a próxima!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
------------------------------------------ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://olho-grande.blogspot.com/2012/09/diarios-de-viagem-16-voltando-para-casa.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Clique aqui para o capítulo anterior&lt;/a&gt;&lt;a href=&quot;http://./&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;.&lt;/a&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olho-grande.blogspot.com/feeds/8308804918366226989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/28158271/8308804918366226989' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/8308804918366226989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/8308804918366226989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olho-grande.blogspot.com/2012/09/diarios-de-viagem-17-conclusao.html' title='Diários de Viagem: Conclusão'/><author><name>Marco Malka</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01336817748221699337</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4712/2978/1600/Olho%20Grande.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28158271.post-229288446936060426</id><published>2012-09-06T13:00:00.000-04:00</published><updated>2012-09-19T23:48:09.188-04:00</updated><title type='text'>Diários de Viagem: 16 - Voltando para casa</title><content type='html'>Acordamos na madrugada de sábado desanimados, não só pela hora, mas principalmente porque estava chegando a hora de irmos embora, significando o começo do fim de uma viagem que não queríamos que acabasse. Tínhamos dormido pouco, talvez por termos comido demais no jantar, talvez pela ansiedade da viagem ou, mais provavelmente, pelas duas coisas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Olhando pela janela do hotel, estava tudo escuro ainda e até a rua, que sempre tinha um movimento intenso de carros, estava relativamente quieta. A praia, obviamente estava vazia (não tinha ninguém jogando frescobol!). Nos arrumamos e nada do café da manhã que havíamos pedido na véspera. Não podíamos ficar esperando pois tínhamos que chegar cedo no aeroporto, que ficava a cerca de 30 minutos, já que recomendam se apresentar com 3 horas de antecedência e ainda tínhamos que devolver o carro. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Descemos com a bagagem para fazer o checkout. O interessante é que o hotel tinha um elevador específico para o Shabat. Não consegui entender a lógica. Vai ver que esse elevador não era judeu. O cara que estava atendendo no balcão era o mesmo a quem tínhamos pedido o café da manhã há algumas horas. Não sei se por conveniência ou incompetência, parecia que ele havia sido acometido de amnésia, pois reagiu como se nunca tivesse me visto ou falado comigo e ficou olhando para mim com uma cara meio que de espanto. A muito custo, &quot;lembrou&quot; que o café da manhã estava lá - na portaria do hotel, em caixas do tipo &quot;para viagem&quot; (nesse caso, acho que literalmente).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Rejeitamos (para surpresa dele) e fomos pegar o carro. Alguns minutos antes de descermos, quando ainda estávamos no quarto, Patricia havia comentado que achava que tinham trazido o carro errado. Ora, nosso quarto estava num andar alto, estava escuro lá fora, não dava para ver direito e o carro lá embaixo poderia ser o nosso ou de alguma outra pessoa. Mas não é que ela estava certa? Por incrível que pareça (ou não), os patetas do Crowne Plaza trouxeram para o Herods o carro errado! Será que para ser contratado para trabalhar num hotel em Tel-Aviv tem que ter QI de ameba? Viajamos por Israel durante vários dias, passando por cidades grandes e pequenas e em nenhuma testemunhamos tanta incompetência como nesses dois hotéis (luxuosos e caros) de Tel-Aviv!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Finalmente trouxeram o carro certo e lá fomos nós a caminho do aeroporto. Tel-Aviv dormia ainda e não pegamos trânsito. O ar da madrugada estava meio frio, mas agradável. Passamos pelas ruas olhando e &quot;nos despedindo&quot; de Israel. Chegar lá foi fácil, mas uma vez dentro do aeroporto rodamos muito, perdidos, para achar onde abastecer o carro e onde ficava o estacionamento da locadora. Será que nenhuma mente brilhante pensou em colocar no mapa que a locadora dá ou nos papéis de aluguel instruções de como chegar lá e devolver o carro?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por sorte estávamos adiantados e depois de muitas voltas e de pedir informações algumas vezes, conseguimos. Na hora de devolver, esperava que fossem inspecionar o carro para verificar na minha frente se havia danos, mas ninguém nem olhou, o que me deixou preocupado. No escritório, pedi o recibo confirmando o total que ia ser debitado do cartão, como é praxe nos EUA, mas disseram que o recibo seria emitido pelo escritório de Jerusalém e enviado para mim. Para encurtar uma história que só terminou mais de um mês depois da nossa volta, o recibo nunca chegou, cobraram no cartão mais do que deviam e tive que batalhar muito até corrigirem. Não sei se toda locadora é assim em Israel, mas fica aqui uma dica: evitem a Budget se um dia forem alugar carro lá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entramos numa van da locadora que nos levou para o terminal de embarque. Fomos para o balcão da British (nosso vôo era via Londres) e mais um problema: apesar de não termos comprado quase nada, a mulher disse que estávamos com excesso de cerca de 4 kg (e ela não estava se referindo à minha barriga!). Então foi aquela cena de aeroporto que odeio: abrimos as malas no meio do saguão e passamos algumas coisas para as mochilas que estávamos levando como bagagem de mão, satisfazendo a sádica da funcionária da companhia aérea.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vencido este obstáculo, continuamos para o próximo: fila enorme para passar as malas no Raio-X. Lógico que uma das nossa malas caiu na malha fina e foram abrir, mexer, cheirar, até se darem por satisfeitos. Começamos a desconfiar que entrar em Israel era fácil, difícil era sair...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Despachadas as malas, o tempo já estava ficando meio curto e fomos direto para a fila da segurança. Aí foi a vez das mochilas passarem no Raio-X. Não satisfeitos e talvez por eu ter um monte de fios altamente perigosos (cabo USB, headphones, carregador de celular), me &quot;convidaram&quot; para uma sala separada, deixando a Patricia preocupada se algum dia ela me veria novamente. Depois de passarem a mochila de novo na máquina, tirarem tudo de dentro e fazerem mil perguntas, esse temido terrorista que vos fala foi liberado, sem ter sido posto no pau-de-arara ou sofrido waterboarding.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para comemorar o fato de termos completado a maratona são e salvos, fomos para o free shop torrar os nossos últimos shekels e de lá para o portão de embarque. Desta vez deu para vermos um pouco melhor o terminal do aeroporto, que é bem moderno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Decolamos com o dia claro, observando do alto o belo país à beira do Mediterrâneo, já com saudades de Israel, dizendo um &quot;até breve&quot; esperançoso de um dia podermos voltar. O vôo, como sempre, estava cheio mas acho que não foi dos piores, já que não lembro muito, exceto minha habitual dificuldade de dormir em avião. Pelo menos desta vez não serviram sanduíche de frango com porco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegando em Londres, tínhamos algumas horas até pegar o vôo da American para Nova Iorque então fizemos toda aquela viagem  (andar, passar pela segurança, pegar ônibus, andar mais um bocado), a mesma da ida, mas agora em sentido inverso, entre os terminais do Heathrow, para ficarmos algumas horas na sala vip. De lá, repetimos tudo de novo, até o terminal do nosso vôo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O vôo para NY foi tranquilo, deu até para ver uns filmes e chegamos mais ou menos no horário, o que significava uma espera de quase 6 horas para o vôo final para Rochester. Passamos até rápido pela imigração, pegamos as malas e fomos para o terminal da JetBlue (leia-se mais caminhada, esteira rolante, trenzinho e caminhada) e descobrimos que não podíamos despachar as malas ainda porque era muito cedo! Ficamos mofando lá, observando umas figuras muito estranhas que estavam embarcando em vôos para a América Central, até conseguirmos fazer o check in e despachar as malas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aeroporto é um prato cheio para quem quiser estudar comportamentos, hábitos sociais, etc. Tem sempre alguém berrando no celular, gente vestida de forma &quot;estranha&quot;, famílias ansiosas aguardando alguém ou tristes se despedindo, funcionários dando uma de &quot;otoridade&quot;, criança chorando... É um micro-cosmo da humanidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Livres das malas fomos para a sala vip, que obviamente ficava em outro terminal (caminhada, esteira rolante, trenzinho, caminhada). Lá relaxamos, comemos e bebemos por algumas horas até fazermos tudo de novo (idem) de volta para o terminal da JetBlue. Àquela altura do campeonato, já estava imaginando os projetistas dos aeroportos reunidos numa sala em volta de uma mesa com vários desenhos, discutindo como bolar aeroportos em que as pessoas tivessem que andar muito o tempo todo, independentemente do que fossem fazer ou para onde estivessem indo. Deve ser parte de um plano global de combate à obesidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O vôo da JetBlue foi o melhor de todos, já que tinha as poltronas mais espaçosas e confortáveis e durava cerca de uma hora. Chegamos em Rochester mais de 24 horas depois de termos saido do nosso hotel em Tel Aviv. As malas, por incrível que pareça, chegaram também e mais ou menos inteiras. Marcelo veio nos pegar no aeroporto e, exaustos, chegamos em casa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No próximo e último capítulo, conclusão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
------------------------------------------ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://olho-grande.blogspot.com/2012/09/diarios-de-viagem-17-conclusao.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Clique aqui para o próximo capítulo.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://olho-grande.blogspot.com/2012/09/diarios-de-viagem-15-relaxando-em-tel.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Clique aqui para o capítulo anterior&lt;/a&gt;&lt;a href=&quot;http://olho-grande.blogspot.com/2012/09/diarios-de-viagem-15-relaxando-em-tel.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olho-grande.blogspot.com/feeds/229288446936060426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/28158271/229288446936060426' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/229288446936060426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/229288446936060426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olho-grande.blogspot.com/2012/09/diarios-de-viagem-16-voltando-para-casa.html' title='Diários de Viagem: 16 - Voltando para casa'/><author><name>Marco Malka</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01336817748221699337</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4712/2978/1600/Olho%20Grande.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28158271.post-7601937917494400597</id><published>2012-08-26T22:39:00.001-04:00</published><updated>2012-09-04T21:25:31.088-04:00</updated><title type='text'>Diários de Viagem: 14 - Misticismo, Beleza, Emoção e Aborrecimento</title><content type='html'>Depois de na véspera termos explorado a região das Colinas do Golan, era hora de arrumar as malas e seguir em frente, mais uma vez com pena de ir embora. O dia, como sempre bonito, prometia muitas atrações interessantes que, como vocês vão ler adiante, geraram muitas emoções, boas e más. Mas, uma coisa de cada vez e vamos começar do começo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhWQ4rzYP-Vvxca6SPnYgldeolB6zptZ8M6kmBMBeHvBXBwXjXEmRmrOpXAD7tRFd6XA9gefLAj7i369JzdH1zRSy4eYrHX3souSJ5FO0QqTBkSNSBQ1t6GlK3Kk0Pmqqn-oNCrPQ/s1600/Ramot+to+Tel+Aviv.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhWQ4rzYP-Vvxca6SPnYgldeolB6zptZ8M6kmBMBeHvBXBwXjXEmRmrOpXAD7tRFd6XA9gefLAj7i369JzdH1zRSy4eYrHX3souSJ5FO0QqTBkSNSBQ1t6GlK3Kk0Pmqqn-oNCrPQ/s400/Ramot+to+Tel+Aviv.jpg&quot; width=&quot;301&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;Caminho do dia, começando em Ramot e terminando em Tel-Aviv&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O nosso primeiro destino era a cidade mística de Tsfat (ou Tzfat, ou Safed, etc.), na Galiléia. Esta cidade, que segundo a lenda foi fundada por um dos filhos de Noé, é a mais alta de Israel por estar a 900 metros de altura. É considerada mística porque muitos dos rabinos e estudiosos cabalistas que fugiram da Inquisição na Espanha se estabeleceram em Tsfat, tornando a cidade o centro da Cabala, imagem reforçada por alguns acontecimentos que muitos julgam ser milagrosos, alguns bastante recentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, quem ler a história da cidade, verá que ela é muito trágica, tendo sido vítima de várias guerras e conquistas por povos diferentes (que em geral tinham uma coisa em comum - a matança de judeus), de alguns terremotos que destruíram bairros inteiros e até mesmo de doenças que mataram boa parte da população da época. Mais recentemente, em 2006, a cidade foi alvo constante de foguetes disparados pelo Hezbolah no sul do Líbano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como levaríamos cerca de 45 minutos do hotel em Ramot (letra A no mapa) até Tsfat (letra B), acordamos cedo, tomamos o café da manhã, nos despedimos dos donos do hotel e pegamos a estrada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como vocês acompanharam, até agora tínhamos feito tudo sozinhos: elaboramos o nosso próprio roteiro, selecionamos o que ver, onde ficarmos hospedados, quanto tempo passarmos em cada lugar, sem ajuda de excursões ou guias. Mas, quando estávamos pesquisando sobre Tsfat, lemos vários comentários dizendo que a cidade seria melhor explorada com alguém que a conhecesse bem e soubesse onde ir, principalmente tendo pouco tempo disponível, já que pretendíamos passar apenas 3 horas lá, pois ainda tínhamos outras cidades para visitar. Assim, antes mesmo de partirmos para Israel, decidimos contratar uma guia, que estava com excelentes referências e depoimentos de clientes anteriores. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos correspondemos por e-mail e ficou acertada a data e o local em que nos encontraríamos em Tsfat. Ela nos mandou uma explicação super detalhada de como chegar lá, que funcionou perfeitamente, apesar do caminho de rato que tivemos que fazer pelas estradas estreitas e curvas da região. Chegamos na hora marcada e ela já estava a nossa espera.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A guia, chamada Aviva, é uma senhora de uns 70 anos de idade, muito ativa e falante. Americana, mora em Israel desde a década de 50 e é guia licenciada (coisa levada muito a sério em Israel, requerendo muitos cursos e certificações), conhecendo tudo e todos em Tsfat, onde mora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela entrou no nosso carro e indicou para onde deveríamos seguir para estacionar. Chegando lá, deixamos o carro e fomos caminhar pelas ruas estreitas de Tsfat, muito bem cuidadas, com várias lojinhas e muitas coisas artísticas. A primeira parada foi uma loja de velas. Ora, você deve estar pensando: que coisa mais sem graça! Mas, essa era uma loja de velas especiais, verdadeiras esculturas em cera. Cada uma mais fantástica que a outra. Logicamente, depois de muita indecisão sobre o que escolher, acabamos comprando algumas. Não deixem de ver as fotos (link mais adiante).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em seguida, nos embrenhamos pelo labirinto de ruas da cidade, até sairmos na sinagoga Ari Ashkenazi. Apesar do nome, a sinagoga original, do século 16, era sefaradi, tendo sido construída em homenagem ao rabino sefaradi Isaac Luria (conhecido com o Ari - o Leão). O prédio atual foi construído após o original ter sido destruído pelo terremoto de 1837. A sinagoga é famosa não só pelo ilustre nome, mas também por talvez ser a sinagoga mais antiga ainda em funcionamento em Israel, além do colorido e originalidade da decoração da arca onde fica a Torah e pelo fato de que um milagre teria acontecido lá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na guerra de 1948 os árabes lançaram uma bomba que caiu no pátio defronte a sinagoga. Os estilhaços da bomba voaram por todo canto na sinagoga, que estava cheia, mas ninguém foi atingido. A Aviva contou que as pessoas estavam dentro da 
sinagoga rezando, pois era sexta-feira (Shabat). Há um momento nas 
orações do Shabat em que as pessoas se curvam para a frente, em sinal de
 respeito. Isto dura talvez um ou dois segundos. No exato momento em que as pessoas se curvaram, um estilhaço entrou no salão, passou por cima das pessoas curvadas e furou a parede. Nas fotos, mostro o buraco deixado na parede. Lenda? Milagre? Coincidência? Deixo cada um decidir...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sinagoga estava muito cheia, pois além do entra e sai de turistas, um Bar Mitzvá estava em andamento (era quinta-feira). Saindo da sinagoga, continuamos caminhando pelas ruelas estreitas de Tsfat, com a Aviva à frente, surpreendentemente em passos rápidos, contando sobre a história e fatos da cidade. Entramos em uma galeria de arte com esculturas muito bonitas (e caras) e passamos por uma rua em que estava se apresentando um grupo de Klezmer (grupo musical, normalmente de judeus ortodoxos). Tsfat é a capital mundial de Klezmer e sedia o Festival Anual de Klezmer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Continuamos até outra sinagoga antiga, a Joseph Caro. Esta também foi reconstruída depois do terremoto e tem Torahs de 200, 300 e 500 anos de idade, além um armário de escritos muito antigos. A sinagoga é mantida desde o começo do século 20 por uma mesma família, com recursos de doações e da renda de uma lojinha anexa, de artigos religiosos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, fomos visitar uma fábrica de uma família que por gerações vem produzindo queijo de cabra. Havia muitos tipos, com direito à prova e Patrícia comprou alguns. Aproveitamos para tomar um sorvete caseiro.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De lá continuamos passeando pela cidade, até chegarmos a outra sinagoga antiga, do século 15, chamada Abuhav, em homenagem a outro rabino cabalista sefaradi, Isaac Abuhav. O terremoto destruiu esta também, restando apenas uma parede, que foi preservada na reconstrução. Como o antigo Templo, a entrada externa (da rua) e a interna (da sinagoga mesmo) são separadas por um pátio. Esta sinagoga tem uma disposição interna muito peculiar, comum às sinagogas sefaradis da época, muito ampla e bonita, apesar de simples (não deixe de ver as nossas fotos). Os elementos decorativos e as paredes tem vários detalhes, cada um com um significado (alguns cabalísticos), que não vou detalhar aqui para não tornar este blog muito chato, mas quem quiser saber mais, pode ir &lt;a href=&quot;http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi?Name=abuhav&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;neste site&lt;/a&gt; (em inglês). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta foi a última sinagoga que visitamos em Tsfat. Em seguida, entramos no bairro dos artistas, com muitas lojas de artesanato. Vimos muitas coisas bonitas, mas ou eram muito caras, ou muito grandes, ou muito frágeis para levar na mala. Acabamos comprando um camelo antigo de metal, que hoje decora a nossa sala de estar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por sugestão do Jacques, desde Jerusalém eu vinha tentado tomar um suco de romã feito na hora. Estava difícil por não ser época de Romã. Mas, como Tsfat é a cidade dos milagres, consegui!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7lSNXvrvC0RU7uOMXlygZngXEz3usf3PJ62_FVkGbfSaWqNvMn9I6r7FiiacGaTYBSyDMDlzY22G8tGmWd-_k7pKe2PS7QHd8l1kPkfN8scFwtQv0t38PZCSISUCXXx7CwtSyvA/s1600/IMG_20120517_124219.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7lSNXvrvC0RU7uOMXlygZngXEz3usf3PJ62_FVkGbfSaWqNvMn9I6r7FiiacGaTYBSyDMDlzY22G8tGmWd-_k7pKe2PS7QHd8l1kPkfN8scFwtQv0t38PZCSISUCXXx7CwtSyvA/s320/IMG_20120517_124219.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Bebendo suco de romã em Tsfat&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;br /&gt;
Passamos pelo local onde a cidade foi defendida do ataque do exército árabe na Guerra da Independência em 1948, com paredes cheias de marcas de tiros. Conta a história que ali aconteceu mais um milagre: Tsfat na época era uma cidade com uma população de 1500 pessoas, majoritariamente de estudiosos idosos. Quando foi declarada a independência de Israel, o árabes inconformados atacaram em várias frentes, incluindo Tsfat. Havia na cidade 221 judeus com idade para lutar, além de mais 136 que vieram ajudar. O exército árabe contava com 10700 homens que, além da vantagem numérica, estavam mais bem armados. A arma principal dos judeus era uma peça de artilharia (morteiro) &quot;caseira&quot; chamada Davidka. A Davidka fazia muito mais barulho do que estrago. Por coincidência (ou não) quando os judeus começaram a atirar com a Davidka, caiu um temporal fortíssimo sobre a região. Já há algum tempo corria rumores entre o exército árabe de que Israel havia conseguido a bomba atômica. Com o barulhão causado pela Davidka e o simultâneo temporal, o exército árabe fugiu em pânico achando que era a bomba atômica e Tsfat se salvou!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seis Davidkas foram fabricadas no total e hoje há em Israel várias ruas, praças e monumentos em homenagem às Davidkas. Uma delas se encontra em exposição em uma praça de Tsfat, mas não lembro de termos passado por ela.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nossa caminhada por Tsfat já durava quase 3 horas e estava chegando ao 
final. Visitamos outra galeria de artes bem grande, quase que um museu, e nos despedimos da Aviva, que nos explicou como chegar ao nosso carro, já que o marido dela vinha busca-la. Logicamente, nos perdermos, mas depois de ziguezaguearmos um pouco, achamos. Veja as fotos de Tsfat clicando &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/103341887975527808765/Tsfat?authkey=Gv1sRgCN6jg_vPl5j24wE&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguimos para a costa, rumo a Rosh HaNikra (letra C no mapa acima), que é o ponto norte mais extremo de Israel, na fronteira com o Líbano. Levamos cerca de uma hora até lá, deixando as belas colinas para trás e voltando para o visual do Mediterrâneo. Nosso objetivo era visitar as famosas grutas no mar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao chegarmos, tinha uma verdadeira frota de ônibus de excursão estacionados. Compramos os ingressos e ficamos esperando pelo teleférico que nos levaria para o nível do mar, já que estávamos no que parecia ser o alto de um desfiladeiro de rochas calcárias brancas, como giz. Havia turistas de várias nacionalidades, incluindo muçulmanos com as mulheres cobertas da cabeça aos pés, a despeito do forte calor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A descida pelo teleférico é rápida, mas a vista do Mediterrâneo, como sempre, é muito bonita, dando para ver várias cidades na costa israelense. Imagino que algumas delas tenham sido Akko e Haifa, mas não tenho conhecimento suficiente para afirmar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao chegarmos embaixo, entramos por um túnel, que tem uma história interessante: durante o domínio britânico, durante a segunda guerra mundial, os ingleses construíram dois túneis através das rochas de Rosh HaNikra, ligados por uma ponte sobre as grutas, para criar uma estrada de ferro entre Cairo a Istambul, permitindo assim o suprimento das tropas inglesas. Anos depois, em 1948, na expectativa de um ataque do Líbano, a ponte foi destruída pela Haganá (exército de Israel), na operação &quot;Noite da Pontes&quot;, a maior e última operação da Haganá antes da independência, quando 11 pontes ligando Israel ao países árabes foram destruídas. Hoje, a estrada de ferro ainda é usada na parte israelense, terminando ao sul de Rosh HaNikra, em Naharya, enquanto a parte do Líbano em diante foi desmantelada. O túnel que levava ao Líbano foi selado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentro do túnel, há um &quot;cinema&quot; onde assistimos a um vídeo contando a história do local, desde os tempos antigos. Depois, entramos no caminho (bastante escorregadio por causa da maresia) que desce ainda mais, levando às grutas, chegando praticamente ao nível do mar. As ondas entram pelas grutas e estouram contra as rochas, fazendo um barulho estrondoso e espirrando água. São várias grutas e em alguns lugares há umas aberturas, como se fossem &quot;varandas&quot;, de onde se vê a água muito azul e cristalina do mar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois, subimos na rocha, de onde se tem uma vista desimpedida para o mar (como no Arpoador) e a costa de Israel. Não tem como expressar em palavras a beleza, portanto veja as fotos, no link a seguir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pegamos o teleférico de volta e fomos tirar mais umas fotos lá em cima, de onde se vê o arame farpado, o muro e guarita que separam Israel do Líbano. Imagino a tensão que deve pairar no ar quando o Hezbolah lança foguetes do Líbano para Israel...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Veja as fotos de Rosh HaNikra clicando &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/107813863862725131270/RoshHaNikra?authkey=Gv1sRgCLiM5fj6id_Z-QE#&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De Rosh HaNikrá descemos pela costa, até Haifa (letra D no mapa lá em cima). Mais uma vez, o trânsito entre Akko e Haifa estava muito ruim e só piorou na entrada de Haifa. Chegamos lá mais tarde do que planejávamos, o que inviabilizou a visita ao Jardins Bahai (veja na internet fotos, pois parece muito bonito).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ida a Haifa tinha um motivo muito especial: foi a cidade onde meu pai nasceu e viveu até se mudar para o Brasil. Iríamos conhecer o prédio que minha avó tinha, onde toda a família vivia. O GPS dessa vez não decepcionou e chegamos direitinho, estacionando em frente ao prédio. Apesar de na vizinhança ter uma espécie de mercado, com várias lojas de frutas, verduras, peixes, etc. a rua era tranquila. O nome da rua é Shemesh (Sol) e é meio ladeira (como quase todas em Haifa, que fica na encosta do Morro Carmel). A região parece ser modesta, com prédios baixos e bem cuidados, com vista para o enorme porto de Haifa (o principal de Israel).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O prédio obviamente é antigo, mas está bem conservado para a idade. Foi muito emocionante estar na rua onde meu pai deve ter brincado quando garoto, de ver o pátio do prédio onde ele dizia ter montando em um burrinho, e imaginar como teria sido a vida ali há cerca de 60-70 anos. Tiramos fotos e fomos caminhando para as ruas próximas, onde estava o mercado. Como mencionei, havia muitas lojas, a maioria de comestíveis, com as mercadorias expostas em balcões do lado de fora, num colorido similar ao que vimos no mercado Yehudá de Jerusalém. Entramos numa padaria, que parecia ter pães, biscoitos e bolos muito bonitos. Como estávamos com poucos Shekels e não aceitavam cartão, negociamos pagar em dolar e compramos algumas coisas, inclusive rosquinhas de gergelim quase iguais às que minha avó fazia (depois nos arrependemos de não ter comprado mais, pois estavam ótimas). Passamos também por um supermercado, onde fizemos mais algumas compras. Imaginei se meu pai havia feito compras nestes lugares também, a mando da minha avó, apesar que provavelmente as lojas na época eram outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Veja as fotos de Haifa clicando &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/107813863862725131270/Haifa?authkey=Gv1sRgCMDx65K0156K8wE#&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi com muita emoção que demos uma última olhada no prédio e pegamos o carro, em direção ao nosso destino final do dia - Tel Aviv (letra E no mapa acima). O trânsito até que não estava dos piores e chegamos lá por volta de 6 da tarde. Nosso hotel, o Crowne Plaza, ficava de frente para a praia e esperávamos ser o mais luxuoso da viagem, que terminaria ali.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deixamos o carro com o manobreiro e fomos fazer o check-in. Estávamos muito cansados, pois havia sido um dia muito longo. No balcão, notei logo que algo não estava certo, pois as duas atendentes começaram a conversar entre si em hebraico ao invés de simplesmente me dar a chave. Ai uma delas me disse que a nossa reserva era para o outro hotel da cadeia, no centro da cidade. Ora, eu tinha certeza que não, então mostrei para ela a cópia da reserva que eu tinha no meu celular. Este foi o começo de um aborrecimento enorme.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela chamou o gerente de Relações a Clientes. Demorou e quando chegou, ele veio com a história de que o &quot;sistema&quot; havia cometido um erro e transferido a minha reserva, e que o hotel estava lotado. Para completar, pasmem, ele &quot;me informou&quot; que o erro não tinha sido meu (puxa, obrigado!) e nem deles (é mesmo?). Eu tive que conter a Patricia neste momento, pois ela estava prestes a voar na jugular do idiota. Não aceitei e disse para ele que o &quot;sistema&quot; não era uma entidade amorfa, sem dono. O &quot;sistema&quot; era do hotel, portanto a responsabilidade de consertar o erro era do hotel, já que dois dias antes eu havia recebido uma confirmação do próprio &quot;sistema&quot; de que estava tudo certo e, ironicamente, dizia que nenhuma ação era necessária de minha parte. Além disso, todo hotel deixa sempre uns quartos de reserva, para situações inesperadas como essa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele negou, dizendo que estava lotado e que o outro hotel seria bom, que teríamos transporte diariamente para ir e voltar à praia. Não aceitei e exigi que ou ele me arrumasse o quarto que reservei no hotel, ou nos colocasse em algum dos outros hotéis do lado, de mesma categoria, pela mesma tarifa que eu havia reservado. Ele disse que ia tentar, ofereceu um drinque no bar, que rejeitamos, pois apenas queríamos dele o quarto a que tínhamos direito e ele sumiu. Ficamos sentados no hall luxuoso do hotel, cansados, com a nossa bagagem do lado, fumegando de raiva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De vez em quando ele aparecia para dizer que ainda não tinha conseguido nada, mas acho que era tática para nos cansar. Vendo que isso não ia dar em nada, pedi à Vivian, que estava nos EUA, para ligar para o atendimento a clientes do Crowne Plaza nos EUA e reportar o que estava acontecendo, pedindo providências.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste meio tempo, Patricia tinha ido ao banheiro e demorou a voltar. Só no dia seguinte ela me contou o motivo e descobri que vivo com uma terrorista: ela sabotou o hotel! Ela contou que no andar em que ficava o banheiro estava tendo uma festa e que colocaram flores decorando o banheiro. Ela pegou as flores, &quot;plantou&quot; nos vasos sanitários e decorou tudo com papel higiênico! Imagine a cena de surpresa e estupefato quando alguém foi ao banheiro e encontrou a bela decoração. Só de imaginar, dá vontade de rir... &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pessoa com quem a Vivian falou nos EUA confirmou que a nossa reserva estava correta, que o hotel não poderia fazer isso e que iria ligar para eles. Foi o que resolveu. Depois de algum tempo, um outro cara veio dizer que realmente ligaram dos EUA e que o problema estava resolvido: estavam em contato com o gerente do hotel do lado, o Herods, da mesma categoria, e que iriam nos transferir para lá. Pediram que fizemos o pagamento no próprio Crowne Plaza e nos ofereceram como cortesia o estacionamento gratuito, convites para o jantar de Shabat no Crowne, e acesso à uma espécie de sala vip no Herods, onde haveria comidas e bebidas à disposição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Levaram nossa bagagem para o Herod&#39;s e andamos até lá, já que era pegado. Ao chegarmos lá, a recepção estava muito cheia e custamos a ser atendidos, o que irritou ainda mais. Para a nossa surpresa, ninguém sabia de nada! Ligaram para o Crowne Plaza duas vezes até tudo se acertar e finalmente fomos para o quarto. Nessa brincadeira, já era noite e nosso humor era péssimo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O quarto era bom, com vista lateral para a praia, mas a água do chuveiro era ridiculamente fraca e o ar condicionado central não estava funcionando. Liguei para a recepção, informaram que estavam consertando e que deveria ficar bom na manhã seguinte (não ficou). Depois de um banho de pingos, descemos para a tal sala vip, onde comemos alguma coisa e fomos passear pela calçada da praia que, apesar da hora, estava bem cheia com gente jogando volei e pessoas sentadas nas mesas dos bares.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como estava escuro, tiramos apenas duas fotos que podem ser vistas clicando &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/107813863862725131270/TelAvivANoite?authkey=Gv1sRgCJjlwOac3Ir7mAE#&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois de um dia de misticismo de Tsfat, beleza em Rosh HaNikra, emoção em Haifa e aborrecimento em Tel Aviv, só nos restava ir dormir, pois o dia seguinte seria o nosso último dia em Israel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No próximo capítulo, relaxando em Tel-Aviv.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
------------------------------------------ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://olho-grande.blogspot.com/2012/09/diarios-de-viagem-15-relaxando-em-tel.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Clique aqui para o próximo capítulo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://olho-grande.blogspot.com/2012/08/diarios-de-viagem-13-desbravando-o-golan.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Clique aqui para o capítulo anterior&lt;/a&gt;.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olho-grande.blogspot.com/feeds/7601937917494400597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/28158271/7601937917494400597' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/7601937917494400597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/7601937917494400597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olho-grande.blogspot.com/2012/08/diarios-de-viagem-14-misticismo-beleza.html' title='Diários de Viagem: 14 - Misticismo, Beleza, Emoção e Aborrecimento'/><author><name>Marco Malka</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01336817748221699337</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4712/2978/1600/Olho%20Grande.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhWQ4rzYP-Vvxca6SPnYgldeolB6zptZ8M6kmBMBeHvBXBwXjXEmRmrOpXAD7tRFd6XA9gefLAj7i369JzdH1zRSy4eYrHX3souSJ5FO0QqTBkSNSBQ1t6GlK3Kk0Pmqqn-oNCrPQ/s72-c/Ramot+to+Tel+Aviv.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28158271.post-5950427913522376610</id><published>2012-08-21T11:31:00.000-04:00</published><updated>2012-08-26T23:20:26.872-04:00</updated><title type='text'>Diários de Viagem: 13 - Desbravando o Golan </title><content type='html'>Depois de uma noite de sono profundo no silêncio do hotel em Ramot, acordamos com mais um dia de sol. A região toda (Galiléia e Golan) é uma das mais bonitas e agradáveis de Israel, com campos férteis (coisa preciosa num país desértico), vegetação exuberante, riachos e montanhas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Visitando esta região, a gente entende como ela é importante para Israel do ponto de vista geográfico, estratégico e econômico. As montanhas formam uma defesa natural nas fronteiras com Líbano e Síria. Os campos férteis permitem o plantio, essencial para a economia doméstica e exportações. A água, talvez o principal recurso, é vital, pois o Rio Jordão é praticamente a única fonte de água doce de Israel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como éramos os únicos hóspedes, o café da manhã estava nos aguardando na hora marcada. Ele foi servido no andar de cima da casa/escritório dos donos e foi bem simples, nada de mais. Conversamos um pouco com a dona, uma senhora simpática e retraída, enquanto o marido tinha uma personalidade mais &quot;exuberante&quot;, meio casca grossa, mas boa gente também.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como teríamos que pagar o hotel em dinheiro por causa da confusão que o hotels.com fez com a nossa reserva, ele sugeriu que fôssemos à uma cidade próxima, chamada Qatsrin (ou Qatzrin, ou Katzrin - essas variações de transliteração do hebraico são de enlouquecer GPS!), onde poderíamos sacar. Depois de tomarmos o café, andamos um pouco pela propriedade, muito florida e bem tratada e tiramos algumas fotos, que podem ser vistas clicando &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/103341887975527808765/Ramot?authkey=Gv1sRgCIeW2OyEjPCVBg&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: right; margin-left: 1em; text-align: right;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgdbplbdKa4GKQP0Yse-gAc6I3Q7Kopd3__H2jrz3HeAMVRKnbQhuCK7M483j3ZTvZv-UiuVjt5e9JRdbSsUBQPZcHZ7Sa78mChBiU1aTG-cqTEMcK5_H8MnFbKqI4PLs5ycmyWNA/s1600/Golan.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;640&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgdbplbdKa4GKQP0Yse-gAc6I3Q7Kopd3__H2jrz3HeAMVRKnbQhuCK7M483j3ZTvZv-UiuVjt5e9JRdbSsUBQPZcHZ7Sa78mChBiU1aTG-cqTEMcK5_H8MnFbKqI4PLs5ycmyWNA/s640/Golan.jpg&quot; width=&quot;348&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;Desbravando o Golan&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
Pegamos o carro e, de Ramot (letra F no mapa ao lado, que pode ser ampliado clicando nele) descemos na direção do Lago Tibérias (ou Mar da Galiléia, ou Lago Kineret). Paramos na beira só para &quot;registrar&quot; que estivemos lá, molhando os pés e as mãos, já que a &quot;praia&quot; mesmo ficava em Tibérias e não tínhamos tempo. O lago, famoso principalmente na fé cristã (pois foi onde Jesus foi batizado), é bem grande, com água clara e fundo de pedras. A água, que estava meio fria, vem das montanhas para o Rio Jordão que então desagua no lago. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De lá, pegamos a estrada rumo a Qatsrim (letra B no mapa). As estradas na Galiléia e no Golan em geral são estreitas, com muitas curvas, subidas e descidas, já que vão serpenteando entre as colinas. É um passeio muito agradável.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qatsrim não era longe e chegamos rapidamente. É o maior assentamento judaico da região e, por isso, considerado &quot;a capital do Golan&quot;, com cerca de 6700 habitantes. Por incrível que pareça, foi difícil acharmos uma vaga para estacionar e finalmente conseguimos, próximo a um pequeno shopping center, que tinha um supermercado, algumas lojinhas e uma agência do correio. Aproveitamos para despachar alguns postais, sacamos o dinheiro no próprio correio e fizemos algumas compras no supermercado. Foi interessante ver uma cidade pequena típica do interior de Israel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De lá pegamos a estrada novamente, continuando rumo norte, para a fortaleza de Nimrod (letra C no mapa). Nimrod é uma fortaleza medieval, localizada a 800 metros acima do mar, construída em torno do ano 1229 pelos árabes, para se defenderem dos cruzados. Depois das cruzadas, ela perdeu a utilidade e aos poucos foi se deteriorando, tendo também sido bastante danificada por um terremoto no século 18. Hoje é um parque nacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi meio complicado chegar lá, porque o GPS se perdia e a gente ficava rodando. Passamos por alguns momentos meio estressantes, como por exemplo quando estávamos num trecho muito estreito de uma estrada de mão dupla, no alto de um desfiladeiro e vinha um caminhão enorme do outro lado, quase jogando a gente lá embaixo, ou quando o GPS nos levou para uma vizinhança árabe em que tivemos a sensação de sermos fuzilados com os olhares...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois de muito tempo perdidos e de quase termos desistido, finalmente conseguimos chegar. O visual lá de cima é fantástico, porque dá para ter uma vista de 360 graus do Golan todo, ou pelo menos boa parte dele, com suas muitas colinas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As ruínas da fortaleza se estendem por uma área bastante grande, com muito sobe e desce de escadas. Nas construções que sobraram, nota-se sempre a preocupação com a defesa do local, evidenciada por janelas que são pequenas do lado de fora mas amplas do lado de dentro (para permitir vários arqueiros atirarem e não serem atingidos), corredores com saídas ocultas (para uma eventual fuga), cisternas subterrâneas (para garantir o abastecimento de água), além evidentemente de paredes e muralhas reforçadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um fato interessante: Há um filme israelense (muito bom, por sinal), chamado Beaufort, sobre o Castelo Beaufort, que fica no sul do Líbano (na parte que durante um tempo foi dominada por Israel). Como não dava para filmar lá, a filmagem foi feita em Nimrod. Ou seja, Nimrod fez papel de dublê para Beaufort...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A fortaleza tem uma parte que é como se fosse uma fortaleza menor dentro da maior. Essa parte tinha uma construção mais alta no meio, como uma torre. Como já tínhamos subido e descido muito, a Pat não queria subir e então fui sozinho para fotografar e filmar lá do alto. A escadaria era grande e vinha descendo um grupo escolar de adolescentes israelenses na faixa de uns 13 a 15 anos de idade, naquela bagunça habitual. No meio do caminho, eles passam por mim, eu me encolho no canto para dar passagem e ouço dizerem em inglês: &quot;Sejam bem vindos ao nosso país. Nós amamos vocês&quot; e continuaram descendo, enquanto eu, pasmo, continuei subindo. Realmente Israel é um país de surpresas infindáveis...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Veja as fotos tiradas no lago Kineret e na fortaleza de Nimrod clicando &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/103341887975527808765/LagoKineretEFortalezaDeNimrod?authkey=Gv1sRgCP7T2oaVwoWqbw&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgxmqVDUjLJldFUMceqqCGzxwDcVap5XyPwjeAjnh9fQgIdGuGdGA-fi217bDqCVMFgVBu1J7eX9W-LU6z6hy5pYI6BfpzXRLU_-vXULedldElaDmIChCUxJYCjq0TQBgrFY904wQ/s1600/Nimrod_Fortress_Looking_West.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;148&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgxmqVDUjLJldFUMceqqCGzxwDcVap5XyPwjeAjnh9fQgIdGuGdGA-fi217bDqCVMFgVBu1J7eX9W-LU6z6hy5pYI6BfpzXRLU_-vXULedldElaDmIChCUxJYCjq0TQBgrFY904wQ/s640/Nimrod_Fortress_Looking_West.jpg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;Vista aérea de Nimrod (clique na foto para ampliar)&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;br /&gt;
Saindo de Nimrod, dirigimos para Banias, que ficava a poucos quilômetros (letra D no mapa). Banias é outro parque nacional, famoso pela sua cachoeira. Ao chegarmos na entrada do parque, fomos no guichê apresentar o nosso passe que dava direito ao ingresso. Aí o guarda/atendente perguntou se estávamos levando água e, ao respondermos que não, sugeriu que levássemos. Compramos então duas garrafas na lanchonete próxima. Podia ser até que ele ganhasse comissão, mas o conselho dele valeu: a caminhada pela trilha dentro do parque foi feita sob um sol escaldante, abafado. Apesar de ter bastante vegetação, talvez pela umidade, o calor era terrível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A trilha era meio íngreme em alguns pontos, mas facilitava o fato de que em geral estávamos descendo. Aos poucos (depois de mais de meia hora andando), começamos a ouvir barulho de água ao longe. Aí a trilha virou escada e depois um caminho dentro da mata, o que aliviou o sol, mas aumentou a umidade. Parecia estarmos fazendo sauna. De repente, começamos a ver algumas corredeiras e quedas de água, achando que aquilo era a cachoeira. Fui tirando fotos e filmando, mas a medida que continuamos andando, o negócio não acabava, cada vez com mais corredeiras e quedas e começamos a desconfiar que a cachoeira mesmo ainda estava por vir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois de um tempo, o barulho de água foi aumentando e aí sim chegamos à cachoeira. Muito bonita, forte e foi até difícil fotografar de perto devido aos respingos no ar. Por outro lado, considerando o calor, foi um bom refresco. A cachoeira é resultado de uma nascente no monte Hermon (o mais alto do Golan), que desce 3,5 km por um desfiladeiro até entrar no parque de Banias e formar a maior cachoeira de Israel. Essa nascente, 9 km depois da sua origem, encontra com o Rio Dan e juntos formam o Rio Jordão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por sorte, o caminho de volta era mais direto, ainda que subindo, e foi mais fácil voltar. Parece que tinha uma outra trilha que levava para mais uma cachoeira ou para a nascente desta, mas já estava tarde, além de não termos mais disposição para encarar mais uma trilha...Veja as fotos de Banias clicando &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/103341887975527808765/Banias?authkey=Gv1sRgCPXtj_2-nfG31gE&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cansados e com fome, pegamos o carro para irmos a um restaurante na beira do Rio Dan (mencionado acima), chamado Dag Al HaDan (Peixe no Dan). Ele ficava próximo (letra E no mapa acima), mas para variar, demoramos porque o GPS não achava. O que acontece em Israel é que os nomes das ruas e lugares são escritos em hebraico e quando transliterados para o nosso alfabeto, várias versões diferentes surgem, o que dificulta localizar no GPS. Para piorar, a maioria dos lugares tem um nome em hebraico, outro nome em árabe e muitas vezes um terceiro nome no nosso alfabeto. Por exemplo, a cidade de Acre chama-se Akko em hebraico e Akka em árabe...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bom, depois de várias tentativas, finalmente chegamos. O restaurante é realmente escondido no meio da mata e ao estacionarmos ficamos na dúvida se era ali mesmo, porque do estacionamento só víamos umas casinhas, o rio, a mata e umas galinhas soltas correndo (resolvemos que não seria uma boa pedir um prato de frango). Mas, era lá mesmo. O ambiente é bem interessante: chão de terra, mesinhas na beira do rio, cercadas por árvores de copas altas. A especialidade: trutas de rio, criadas ali mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O garçom era bem jovem, mais ou menos da idade do Marcelo e, para variar, adorava o Brasil. Disse que tem um tio que mora em SP e que quando acabasse de servir no exército estava pensando em abrir um negócio com o tio no Brasil. Ele descreveu umas trinta formas em que serviam as trutas. Não lembro tudo, mas tinha frita, assada de vários jeitos, na brasa, defumada, etc. e com diversas opções de acompanhamentos. No guia de viagem em que achei este restaurante, o autor brincava dizendo que a truta que você comer provavelmente ainda estava viva enquanto você estacionava o carro...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como em todo restaurante que se preza em Israel, ele trouxe um monte de aperitivos, que por si só já seriam uma refeição mas estávamos famintos, pois já passavam das 5 da tarde e não tínhamos almoçado. Depois vieram as trutas. Até eu que não sou muito chegado a truta gostei. Muito bem preparadas, molho (de amêndoas) excelente. Para completar, uma sobremesa maravilhosa: lava cake (bolo com chocolate derretido no meio) e sorvete.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjghKSnxWbULzDnnzKvJa5CgqDfzn4xh_uPVxjX25Q6JkHTqtf0Nyn_-euPiZnE9yfwK1XECK1c4vxY-gGfCbqsDaLqjM9s64hGIWLbWHAvWGosKyhKOzbAdzSCeWwUwwxqlfnaPg/s1600/Dag+Al+Hadan.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;297&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjghKSnxWbULzDnnzKvJa5CgqDfzn4xh_uPVxjX25Q6JkHTqtf0Nyn_-euPiZnE9yfwK1XECK1c4vxY-gGfCbqsDaLqjM9s64hGIWLbWHAvWGosKyhKOzbAdzSCeWwUwwxqlfnaPg/s400/Dag+Al+Hadan.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;Como não tiramos foto da comida, achei essa na Internet que é semelhante ao que foi servido&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;br /&gt;
Foi uma refeição perfeita. O lugar é excelente, tranquilo, agradável. A nossa mesa era literalmente na beira do rio, com fundo musical da água rolando por entre as pedras. Apesar de estarmos cercados de mata, não havia insetos porque há uma tela gigantesca cobrindo tudo. O mais engraçado era ver os galos (muito bonitos) empoleirados no alto das árvores, cantando de vez em quando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Satisfeitos, dirigimos por cerca de uma hora de volta para o hotel (letra F no mapa), curtindo a vista das colinas do Golan e depois do Lago Kineret, com o sol se pondo na direção dele. Veja as fotos do restaurante e do caminho de volta, clicando &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/103341887975527808765/DagAlHaDanEGolan?authkey=Gv1sRgCKyozKz6x56OTw&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Originalmente tínhamos planejado ir à noite em Tibérias, mas o cansaço não deixou e resolvemos encerrar mais um dia maravilhoso em Israel ficando no hotel e vendo as fotos do dia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No próximo artigo, tour pela cidade mística de Tsfat e de volta à costa para conhecer Rosh HaNikrá e uma visita emocional à Haifa, antes de continuar para Tel-Aviv.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
------------------------------------------ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://olho-grande.blogspot.com/2012/08/diarios-de-viagem-14-misticismo-beleza.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Clique aqui para o próximo capítulo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://olho-grande.blogspot.com/2012/07/diarios-de-viagem-12-netanya-cesarea.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Clique aqui para o capítulo anterior&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olho-grande.blogspot.com/feeds/5950427913522376610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/28158271/5950427913522376610' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/5950427913522376610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/5950427913522376610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olho-grande.blogspot.com/2012/08/diarios-de-viagem-13-desbravando-o-golan.html' title='Diários de Viagem: 13 - Desbravando o Golan '/><author><name>Marco Malka</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01336817748221699337</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4712/2978/1600/Olho%20Grande.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgdbplbdKa4GKQP0Yse-gAc6I3Q7Kopd3__H2jrz3HeAMVRKnbQhuCK7M483j3ZTvZv-UiuVjt5e9JRdbSsUBQPZcHZ7Sa78mChBiU1aTG-cqTEMcK5_H8MnFbKqI4PLs5ycmyWNA/s72-c/Golan.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28158271.post-7425381349248447240</id><published>2012-07-23T13:13:00.000-04:00</published><updated>2012-08-21T11:31:49.308-04:00</updated><title type='text'>Diários de Viagem: 12 - Netanya, Cesarea, Akko e Ramot</title><content type='html'>Para podermos ir à praia em Netanya, aproveitando o sol sempre presente, acordamos cedo e descemos para tomar café, pois tínhamos que fazer checkout ao meio-dia, além de termos muita coisa programada, já que iríamos continuar subindo a costa de Israel, visitando Cesarea e Akko (Acre) e depois ir para leste, próximo ao Mar da Galiléia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiE5fvF3i13AnX6uENoD3KqJKG1o5ydITrt5-5L9DTD5qq6VWIlQdvFilSTsaPNEoJ86yPFJDBe0qBpxdxc4XmpfuN4cJQq6dnBozv4aPAjDUdIuUiL5TueuPUrdVe6uwasroJcAA/s1600/Netanya-Ramot.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;484&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiE5fvF3i13AnX6uENoD3KqJKG1o5ydITrt5-5L9DTD5qq6VWIlQdvFilSTsaPNEoJ86yPFJDBe0qBpxdxc4XmpfuN4cJQq6dnBozv4aPAjDUdIuUiL5TueuPUrdVe6uwasroJcAA/s640/Netanya-Ramot.jpg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;Netanya - Cesarea - Akko - Ramot&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;br /&gt;
O restaurante do hotel estava bem movimentado, com a idade média dos hóspedes em torno de uns 70 anos. Nos sentimos muito jovens. O sistema também era de buffet, mas não chegava nem aos pés do de Eilat, até porque o hotel era mais simples. Mas, deu para o gasto e fomos para a praia. Aí começaram as surpresas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A rua da praia (como se fosse a Av. Atlântica do Rio) parece mais um parque, pois é toda ajardinada e muito bonita, com alguns prédios modernos, hotéis e restaurantes, além de vários elementos decorativos combinando com as palmeiras (ou seriam tamareiras?). Descobrimos então que estávamos num nível bem mais alto que a praia, pois ela estava bem la&#39; embaixo. Para descer, pega-se um elevador! O maior luxo ir à praia de elevador!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O hall onde está o elevador é todo em piso de granito, muito bem decorado e nem parece caminho de praia e sim agência de banco. Pegamos o elevador (que é panorâmico) e saímos em outro hall do mesmo tipo. O movimento, talvez em função da hora e de ser dia de semana, era pequeno. Lá embaixo tem uma outra rua que parece ser apenas para acesso às vagas do estacionamento, pois praticamente não passava carro. A praia, tanto vista do alto, como já embaixo, é lindíssima, com o mar azul, a água transparente em alguns pontos e bem calma. O formato também é interessante fazendo vários &quot;U&quot;, criando pequenas praias separadas. Havia também uma área semi-coberta com aparelhos de ginástica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A praia foi o máximo. Tranquila, a água na temperatura certa, areia limpa, sol ótimo. Entrando na água, a gente teve que andar bastante para poder mergulhar, pois a beira é bem rasa. Foi pena não podermos ficar mais tempo (horas, dias, semanas!), mas aproveitamos bastante enquanto deu. Fiquei morrendo de inveja de uns caras pescando nas pedras do quebra-mar. Quem sabe um dia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Voltando para o hotel, tomamos banho, fechamos as malas e fomos fazer checkout. O balcão estava bem cheio e custamos a ser atendidos (como de hábito), mas o senhor que nos atendeu foi muito simpático e ficou conversando sobre o Brasil, que ele admirava muito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quem leu direitinho o capítulo anterior, deve lembrar que mencionei que a luz do ABS do carro tinha acendido e apagado. Como ainda íamos viajar muito e nosso próximo destino seria o parque de Cesarea, onde diziam ser comum arrombarem carros com mala à mostra (estávamos com uma no banco de trás pois as duas não cabiam no porta-malas), resolvemos passar numa agência da nossa locadora que ficava a cerca de uma esquina do hotel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Trocamos de carro, pagando extra e pegando um maior com porta-malas em que coube a nossa bagagem toda. Este carro estava em melhor estado que o outro, mas depois descobrimos que o acendedor de cigarros não funcionava, o que era um problema para carregar o celular que estava consumindo muita bateria por estar sendo usado como GPS. Por sorte eu tinha levado duas extras. De resto, o carro se comportou bem. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fomos embora com pena. Netanya, que seria apenas um ponto para pernoitarmos, parecia ser muito mais atraente do que imaginávamos. Se um dia voltarmos a Israel, Netanya certamente seria um lugar em que gostaríamos de poder passar mais tempo. Portanto, fica aí mais uma dica de viagem: Netanya! Veja as fotos clicando &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/103341887975527808765/Netanya?authkey=Gv1sRgCJ2I2cmGiZHqvgE&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt; e garanto que você vai concordar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já estávamos bem atrasados no nosso roteiro e fomos para Cesarea, que não era longe. A sinalização, obras no caminho e o GPS não ajudaram muito a achar a entrada do Parque Nacional de Cesarea, mas depois de rodarmos um pouco conseguimos. Chegando lá, vimos que a preocupação com arrombamento de carros não parecia ter sentido, pois tinha gente tomando conta do estacionamento e ele era bem movimentado. Como Cesarea é parque nacional, usamos o passe que tínhamos comprado em Massada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFnq1W6j9-9PAP_3Mc2-SNg0fn_gIuI26d_x-RSp6PD29RMadpOxnHFd1gyiDkRG1ZIB5cZaXh7luYKVyQ4ZgJxoj0PD6Njof6WvU0W8Dd7NGVUCIpZiPAreQ7LfVzLJalmO52jQ/s1600/Caesarea.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFnq1W6j9-9PAP_3Mc2-SNg0fn_gIuI26d_x-RSp6PD29RMadpOxnHFd1gyiDkRG1ZIB5cZaXh7luYKVyQ4ZgJxoj0PD6Njof6WvU0W8Dd7NGVUCIpZiPAreQ7LfVzLJalmO52jQ/s400/Caesarea.JPG&quot; width=&quot;281&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;Vista aérea de Cesarea, com o anfiteatro (redondo) e &lt;br /&gt;o hipódromo (retangular) bem visíveis&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
Cesarea era a capital administrativa de toda a região na época do domínio romano. Foi construída por volta do ano 25 AC por Herodes, que logicamente incluiu no projeto um palácio para ele. O nome original, Caesarea Marítima, foi dado em homenagem ao Imperador Augusto Cesar. A cidade chegou a ter 125 mil habitantes e deve ter sido muito imponente e bonita, pois ficava à beira mar. Há bastante ruínas, numa grande área, dando para ter uma idéia dos prédios, do estádio, do anfiteatro (que, parcialmente reformado, é usado hoje para shows), etc. Como quase todo lugar em Israel, passou também pelo domínio dos bizantinos, dos cristãos na época das cruzadas e dos muçulmanos, tendo então ruínas de um mosteiro bizantino, uma igreja cristã e uma mesquita muçulmana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É um lugar interessante, mas talvez por termos antes visitado as ruínas em Roma, o impacto foi um pouco menor. Ficamos lá por cerca de duas horas e embora originalmente termos planejado visitar o aqueduto de Cesarea, que não fica no mesmo local, decidimos rumamos direto para Akko, em função do horário. Veja as fotos de Cesarea clicando&lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/103341887975527808765/Cesarea?authkey=Gv1sRgCInAoO7u84q-aw&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt; aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De Cesarea para Akko, tem que passar por Haifa. O trânsito não só em Haifa, mas antes e depois também, estava muito ruim, irritante. Muitos sinais e obras (parece que estão fazendo um pista para passar metrô de superfície). Finalmente chegamos a Akko, estacionamos o carro fora da cidade antiga e entramos a pé.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: right; margin-left: 1em; text-align: right;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh5ZGRQM8lN6DF9f1l5TSNeAd7orryqr-y9tCvORhbQDqsUJtB-N9ViCEvH_IvP3hGbDEKIX2iKvgi7d_uLCQhmgdHjbbeVnkzeXrpw64tbRO3q4j2xcE9_PBDtWu7Piu-AeACsmQ/s1600/Acre.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;305&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh5ZGRQM8lN6DF9f1l5TSNeAd7orryqr-y9tCvORhbQDqsUJtB-N9ViCEvH_IvP3hGbDEKIX2iKvgi7d_uLCQhmgdHjbbeVnkzeXrpw64tbRO3q4j2xcE9_PBDtWu7Piu-AeACsmQ/s320/Acre.JPG&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;Vista aérea de Akko&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
Akko, também conhecida com Acre, da mesma forma que Jerusalém, tem duas partes, a cidade nova e a cidade velha que, assim como Jerusalém velha, é cercada de muralhas, com ruas de paralelepípedos, construções baixas e antigas e muitas ruelas, que fazem mais parecer um labirinto. É uma das cidades mais antigas de Israel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sinceramente, não gostamos muito de lá. A vista para a baía e para o mar é bonita, mas a cidade velha em si, para quem já esteve em Jerusalém, não acrescentou muito. Passamos por vários restaurantes e residências e nos perdemos no labirinto de ruas, passando por áreas que não eram exatamente convidativas, com os moradores nos olhando de forma meio atravessada. A impressão que passa é a de um lugar meio largado, mal tratado. Foi o único lugar em Israel que achamos que não valeu a pena...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De lá, pegamos o carro e fomos para a cidade nova, jantar em um restaurante chamado Mobarsham, de frente para o mar. A essa altura, estávamos famintos e o restaurante foi uma ótima opção: como sempre, trouxeram muitos aperitivos (pão árabe, humus, tabule, saladas, etc.) e a comida e o atendimento foram bons. Trouxeram uma sobremesa que não conhecíamos, mas que estava deliciosa. Parecia uma espécie de pudim de leite com água de flores e é chamado mouhallabie.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois, para ajudar a digestão, passeamos pela orla que é bonita e também tem algumas ruínas. Tiramos fotos e ficamos no carro vendo o sol se por no Mediterrâneo. As fotos tiradas em Akko podem ser vistas clicando &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/103341887975527808765/Akko?authkey=Gv1sRgCLnSipztsa_dCw&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguimos então para a Galiléia, pois o nosso hotel era num lugar chamado Ramot, perto do Mar da Galiléia, também chamado de Lago Tibérias ou de Lago Kineret. Como vocês podem ver no mapa acima, saímos da costa e cortamos Israel de Oeste para Leste, na direção da fronteira com a Síria. A viagem levou umas 2 horas e passou por estradas com muitas curvas e subidas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ramot fica bem no alto, com vista para o Kineret, mas como chegamos lá pouco depois das 9 horas da noite, não dava para ver muito. O hotel, assim como o que ficamos na região do Mar Morto, ficava numa comunidade agrícola (moshav) e as acomodações eram praticamente casinhas independentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não vimos ninguém e então batemos na porta do escritório, que era na casa dos donos. Eles nos receberam com surpresa, pois tinham sido informados que a nossa reserva havia sido cancelada pelo agente local do hotels.com, onde eu havia feito a reserva. O mais estranho é que dois dias antes eu havia recebido um e-mail do hotels.com confirmando a&amp;nbsp; reserva e dizendo que estava tudo certo. Por sorte, eles estavam totalmente vazios e puderam rapidamente preparar uma das casinhas. Só que eles não tinham como aceitar cartão de crédito (normalmente o site em que fiz a reserva debitaria do meu cartão e mandaria um voucher para o hotel, mas como cancelaram, o pagamento não foi feito). Combinamos então que no dia seguinte eu sacaria em dinheiro num caixa eletrônico e pagaria em espécie.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Passado o susto, fomos para a casinha, que era ótima, com uma cozinha, sala de estar, quarto e banheiro. Tinha 2 TVs e até hidromassagem. O silêncio era total e dormimos muito bem. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No próximo capítulo: desbravando o Golan.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
------------------------------------------ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://olho-grande.blogspot.com/2012/08/diarios-de-viagem-13-desbravando-o-golan.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Clique aqui para o próximo capítulo.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://olho-grande.blogspot.com/2012/07/diarios-de-viagem-11-cruzando-israel-de.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Clique aqui para o capítulo anterior&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olho-grande.blogspot.com/feeds/7425381349248447240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/28158271/7425381349248447240' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/7425381349248447240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/7425381349248447240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olho-grande.blogspot.com/2012/07/diarios-de-viagem-12-netanya-cesarea.html' title='Diários de Viagem: 12 - Netanya, Cesarea, Akko e Ramot'/><author><name>Marco Malka</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01336817748221699337</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4712/2978/1600/Olho%20Grande.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiE5fvF3i13AnX6uENoD3KqJKG1o5ydITrt5-5L9DTD5qq6VWIlQdvFilSTsaPNEoJ86yPFJDBe0qBpxdxc4XmpfuN4cJQq6dnBozv4aPAjDUdIuUiL5TueuPUrdVe6uwasroJcAA/s72-c/Netanya-Ramot.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28158271.post-6551879077901352262</id><published>2012-07-18T22:07:00.000-04:00</published><updated>2012-07-23T13:14:41.330-04:00</updated><title type='text'>Diários de Viagem: 11 - Cruzando Israel de novo, de Eilat para Netanya</title><content type='html'>Recapitulando onde paramos (que nem novela): Dormimos em Eilat, acordamos cedo para fotografar o sol nascendo no MarVermelho, mas o sol não colaborou e se escondeu atrás das nuvens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois de dormir mais um pouco, descemos para tomar o café da manhã, que era servido num salão defronte à piscina. Pena que não tiramos fotos: tinha tanta variedade de comidas e bebidas que mais parecia buffet de churrascaria. Vários tipos de pães, bolos e biscoitos, muitas saladas, frios, queijos, ovos de tudo quanto é jeito (e se ainda preparavam na hora se quisesse diferente), sucos, leites, chás, cafés, frutas. Em resumo, um salão enorme com mesas cheias de comida em volta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tinha muita gente, mas eles estavam repondo rapidamente o que acabava. Achamos um lugar do lado de fora, com vista para o mar e para a piscina. Se eu pudesse, ficava lá o dia todo... Mas, infelizmente, não cabia mais no estômago e resolvemos andar até a praia, que ficava um pouco depois do Observatório Submarino. A praia em si não era grandes coisas, pois a areia era meio dura e na água o chão era de pedras. Estava ventando bastante e a água bem fria, o que não deu ânimo para entrar. Molhamos só as mãos e os pés para podermos dizer que tínhamos entrado no Mar Vermelho (que não se abriu para passarmos).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Voltamos para o hotel, ficamos mais um pouco na piscina e subimos para tomar banho, fechar as malas e fazer o checkout. Veio um carrinho daqueles de golfe que mencionei e nos levou para baixo. O checkout foi rápido, deixamos as malas dentro do carro e fomos andando para o Observatório.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Observatório tem praticamente duas partes: uma em terra, onde tem aquários diversos e outra no mar, onde você pode descer abaixo da superfície da água para ver o fundo do mar. Percorremos a parte em terra, vendo desde aquários gigantescos com tubarões, arraias e muitos peixes (inclusive vimos uma apresentação do mergulhador alimentando os peixes), como aquários menores com coisas mais &quot;exóticas&quot; como piranhas da Amazônia, ostras de pérolas, águas-vivas e até peixes que vivem em altas profundidades, no escuro. Havia muitos grupos escolares e estava bem movimentado. Foi interessante e educativo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois, andamos pela ponte que liga à parte que fica no mar. Ventava muito, mas o visual era lindíssimo, como se estivéssemos num barco (algumas das fotos que coloquei no álbum do nosso hotel foram tiradas de lá). O Observatório é uma plataforma metálica com basicamente 3 níveis, ligados através de uma escada de metal, chegando a lembrar o interior de um navio: pouco acima do nível do mar, por onde a gente entra e tem um restaurante; bem no alto, de onde se tem uma vista panorâmica; e abaixo do nível do mar, no fundo. Esta é a mais atraente, pois permite visualizar os bancos de corais que ficam no fundo do mar e toda a vida em volta - peixes, crustáceos e os próprios corais, a água transparente e o fundo de areia branca. Pena que as fotos não fazem jus à beleza e à paz que o visual transmite. De qualquer forma, veja as fotos e filme do observatório clicando &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/103443440743540249942/ObservatorioSubmarino?authkey=Gv1sRgCIagro_jnf6rnQE#&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: right; margin-left: 1em; text-align: right;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjMVbHcZV-X1Danz9jPpzufbNWHCUYEPEFyZZ_gN_Anc53aD3Dt482DCH7rpaRtQ1Y_Ubt-XZNilFb3mJY4a5fEfvRqkfgYJ0ByP2AMaYremeMboaMKOOAxFRjk2bg8FVE37s97kg/s1600/IMG_0637.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;300&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjMVbHcZV-X1Danz9jPpzufbNWHCUYEPEFyZZ_gN_Anc53aD3Dt482DCH7rpaRtQ1Y_Ubt-XZNilFb3mJY4a5fEfvRqkfgYJ0ByP2AMaYremeMboaMKOOAxFRjk2bg8FVE37s97kg/s400/IMG_0637.JPG&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;O Rancho de camelos, em Eilat&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
De lá, voltamos para o hotel para pegar o carro e fomos num lugar na mesma rua que segundo a placa no caminho, seria um rancho de aluguel de camelos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao chegarmos lá, estava fechado até 3 da tarde. Ora, como tínhamos ainda muito chão pela frente até Netanya, nosso próximo destino, não pudemos esperar e fomos embora sem andar de camelo mesmo. Mas, tiramos uma foto pelo menos para registrar...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em; text-align: left;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh2m1AYWkDVi4HWoDDi0Us1zqtngirC5_ORqVXR9xZkPF-vePMLaDcXaSZCvJJhIftxnwbo0vPN08otzQyA0X753oyA2ewybMUARiC6ZeViUpeix3Hg9JbydF41CD4GsxCNm8Ir_Q/s1600/Eilat-Netanya.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh2m1AYWkDVi4HWoDDi0Us1zqtngirC5_ORqVXR9xZkPF-vePMLaDcXaSZCvJJhIftxnwbo0vPN08otzQyA0X753oyA2ewybMUARiC6ZeViUpeix3Hg9JbydF41CD4GsxCNm8Ir_Q/s400/Eilat-Netanya.jpg&quot; width=&quot;167&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;De Eilat para Netanya&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
A viagem de Eilat para Netanya leva em torno de 4 horas, sem parar. Ela cruza de novo o Negev (dessa vez enchi o tanque antes de sair de Eilat), na direção de BeerSheva e depois vai para o litoral, na direção de Tel-Aviv e sobe para Netanya.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como o nosso destino realmente era Cesarea e Akko, no litoral norte de Israel, nós tínhamos programado pernoitar em Netanya para não ficar tão cansativo. Pesquisando nos guias de viagem, Netanya parecia ser um lugar simpático, mas sem grandes atrativos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cruzando novamente o deserto,&amp;nbsp; vimos novamente tanques, placas alertando &quot;camelos cruzando a pista&quot; e depois passamos por muitas cidades. Chamou bastante atenção como Israel sendo um país seco e praticamente desértico tem tantas plantações e como as pessoas mantém tudo muito florido e bem cuidado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A viagem desta vez não teve drama, mas o GPS se enrolou muito. Num 
determinado ponto, pegamos um pedaço da estrada na direção errada e 
quando fomos ver estávamos chegando na barreira na entrada da área sob 
controle da Autoridade Palestina, na direção de Hebron (veja mapa). Mais
 que rapidinho demos meia volta e voltamos!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Paramos algumas vezes, o que, associado ao GPS bêbado e ao trânsito em algumas partes (como na área de Tel-Aviv), fez com que levássemos mais do que 4 horas. Veja as fotos da viagem clicando &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/103341887975527808765/ACaminhoDeNetanya?authkey=Gv1sRgCL-r6Ib4s7OUnQE#&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegamos em Netanya no começo da noite. O hotel ficava numa rua movimentada e conseguimos estacionar o carro meio que precariamente na rua, para podermos ir fazer o check in. Aí disseram para colocarmos no estacionamento atrás do hotel e passaram instruções de como chegar lá. Obviamente, não funcionaram e, depois de darmos várias voltas, entramos no que teoricamente seria uma contramão e estacionamos. Numa dessas voltas, a luz do freio ABS do carro acendeu por uns instantes, o que era preocupante já que ainda tínhamos muitos km a percorrer nos próximos dias. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O hotel era estilo antigo, como aqueles hotéis de Miami Beach. Por ser kasher, tinha muitos ortodoxos (que nem Miami). O quarto era confortável e limpo. A grande vantagem é que ficava a uma quadra da praia. Depois de conseguirmos subir com a bagagem, tomar banho e nos arrumarmos, fomos andar pelas redondezas. Tínhamos lido que havia uma praça (Ha&#39;atzmaut Square) que era o &quot;point&quot;da cidade, com vários restaurantes em volta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fomos primeiro procurar uma drogaria, pois a Pat estava com uma reação alérgica no braço, pela exposição ao sol. No caminho, passamos por uma lanchonete que vendia caldo de
 cana feito na hora! Faltou só terem pão de queijo ou pastel de vento... Achamos a drogaria e compramos uma pomada. De lá, fomos para a tal praça, que estava em obras, mas que realmente era cercada de restaurantes com cadeiras na calçada. Como Netanya tinha tido muita imigração de franceses, notava-se nos cardápios a influência, o que era um bom sinal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois de hesitarmos com tantas opções, sentamos em um restaurante que parecia bom. Nos deram o cardápio e disseram que viriam nos atender. Ficamos uns 10 a 15 minutos sentados sem que ninguém aparecesse. Como nossa paciência àquela altura já não era das maiores, não tivemos dúvida: levantamos e fomos para outro, onde fomos prontamente atendidos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em; text-align: left;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhHrL8aklWwY9tsIOSaBiXUB4IQ8i63i4N_vv_FXsoHHfCFJTLOHE793quzSXtVkrV13Fc_KmXGNRvR3SxpyJmmCMXRh3OHCkBYiRCoqXoU83e-tSgS1RImQ62tGdqrH4z0zQ0Hhw/s1600/IMG_20120514_221714.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhHrL8aklWwY9tsIOSaBiXUB4IQ8i63i4N_vv_FXsoHHfCFJTLOHE793quzSXtVkrV13Fc_KmXGNRvR3SxpyJmmCMXRh3OHCkBYiRCoqXoU83e-tSgS1RImQ62tGdqrH4z0zQ0Hhw/s320/IMG_20120514_221714.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;Jantando em Netanya&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
Trouxeram 10 (dez) aperitivos! Quase mandei cancelar a comida, porque só os aperitivos já matavam a fome... Estava uma noite agradável, com bastante movimento, mesmo sendo tarde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois do jantar, demos uma circulada pelas banquinhas de alguns vendedores de artesanato que estavam na praça e fomos para o hotel, pois o dia tinha sido longo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No próximo capítulo, uma agradável surpresa!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
------------------------------------------ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://olho-grande.blogspot.com/2012/07/diarios-de-viagem-12-netanya-cesarea.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Clique aqui para o próximo capítulo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://olho-grande.blogspot.com/2012/07/diarios-de-viagem-10-susto-no-deserto-e.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Clique aqui para o capítulo anterior&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olho-grande.blogspot.com/feeds/6551879077901352262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/28158271/6551879077901352262' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/6551879077901352262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/6551879077901352262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olho-grande.blogspot.com/2012/07/diarios-de-viagem-11-cruzando-israel-de.html' title='Diários de Viagem: 11 - Cruzando Israel de novo, de Eilat para Netanya'/><author><name>Marco Malka</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01336817748221699337</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4712/2978/1600/Olho%20Grande.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjMVbHcZV-X1Danz9jPpzufbNWHCUYEPEFyZZ_gN_Anc53aD3Dt482DCH7rpaRtQ1Y_Ubt-XZNilFb3mJY4a5fEfvRqkfgYJ0ByP2AMaYremeMboaMKOOAxFRjk2bg8FVE37s97kg/s72-c/IMG_0637.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28158271.post-3917534758117239837</id><published>2012-07-10T23:09:00.000-04:00</published><updated>2012-07-18T22:36:33.017-04:00</updated><title type='text'>Diários de Viagem: 10 - Susto no Deserto e Eilat</title><content type='html'>Dormimos bem em Ramon. Uma das vantagens de cidade pequena é o silêncio que, juntamente com o nosso cansaço, funcionou melhor que Valium.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Descemos para o café da manhã, que era muito bom, com uma grande variedade de opções como frutas, cereais, pães doces e salgados, bolos, queijos, ovos feitos na hora ao gosto do freguês, muitos tipos de saladas, como é normal em Israel, etc. Era tanta opção que a gente ficava até com pena de não ter mais fome.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu ainda não tinha comentado isso, mas em todas as cidades por onde passamos, na Itália ou Israel, sempre deparávamos com brasileiros. Até quando estávamos boiando no Mar Morto, apareceu um! Ora, a gente imagina que estando em uma cidade pequena em Israel, com 5 mil habitantes e fora do circuito tradicional de turismo, seria um pouco mais difícil encontrar brasileiro. Quase. A gerente do hotel veio falar com a gente num português perfeito (até com sotaque nordestino), apesar de ser israelense. Ela contou que era casada com um brasileiro e morou muitos anos no Brasil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fizemos o checkout, pegamos o carro e fomos para uma rua próxima do hotel, onde havia um mirante que dava para a cratera. A cratera em si é tão grande (38 km de comprimento, 6 km de largura e 450 m de profundidade), que a gente ficou até em dúvida se aquilo que estávamos vendo era a cratera mesmo ou um vale. Subimos o mirante, que estava deserto. Ventava muito. Tiramos algumas fotos, pegamos o carro e fomos na direção da saída da cidade, onde havia outro ponto de observação da cratera.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesta área, fica o centro de informações turísticas, que estava fechado para obras. Paramos numa lojinha do lado, que vendia uns aromatizantes bonitos, para se pendurar em quartos, banheiros, etc. Descobrimos então que em cidade pequena era mais difícil achar gente falando inglês, mas conseguimos nos comunicar, ainda que com dificuldade, com a balconista da loja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na saída da cidade, há um acostamento de onde se tem uma boa vista da cratera, mas a principal atração eram os íbex, que vinham até comer na mão! Patricia (com a ajuda de alguns biscoitos) ficou bem popular entre eles...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ficamos tão distraídos com os íbex, que acabamos esquecendo de abastecer o carro antes de sair da cidade. Só descobrimos isso quando já estávamos longe e então ficamos observando para ver se aparecia alguma cidade ou posto de gasolina no caminho. Só que a estrada desce pela cratera toda e entra pelo deserto do Negev. Por vários km não há absolutamente nada a não ser montanha e areia. O carro alugado parecia ser econômico, mas a incerteza de quando poderíamos abastecer começou a deixar a gente preocupado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: right; margin-left: 1em; text-align: right;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsNbEF1D2Ofd_EgzlSGG_kQ-2eWi4Jl7oFC_Citw5TwBHY2B8lJX1WyZjsIz9cLBOoDggldT7nVKW31v05GMJq1-uOyyiIVVpJF1lhRphX0g0c5rVt2keaeJPOXLCykXKR9iIriA/s1600/Ramon+-+Eilat.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsNbEF1D2Ofd_EgzlSGG_kQ-2eWi4Jl7oFC_Citw5TwBHY2B8lJX1WyZjsIz9cLBOoDggldT7nVKW31v05GMJq1-uOyyiIVVpJF1lhRphX0g0c5rVt2keaeJPOXLCykXKR9iIriA/s400/Ramon+-+Eilat.jpg&quot; width=&quot;197&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;Caminho de Ramon à Eilat, &lt;br /&gt;cortando o deserto&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
O Negev é uma imensidão e, como o deserto da Judéia, tem uma certa beleza misteriosa, com aquelas vistas infindáveis de areia e montanhas, que fazem a gente imaginar os acontecimentos relatados na bíblia e o quanto da história da humanidade foi testemunhada por aquelas montanhas. Apesar de ser muito quente, é um calor diferente, seco, que tem o perigo de desidratar facilmente, porque não dá muita sede. Ele é muito usado pelo exército israelense para manobras de treinamento. Vimos ao longe tanques, acampamentos de soldados e placas na estrada alertando para tanques cruzando a pista e áreas de tiro.&amp;nbsp; Mas, por serem áreas de segurança, não parecia ser uma boa idéia ir pedir gasolina...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sem outra opção, continuamos seguindo na direção de Eilat. Depois de algumas horas, o tanque estava quase na reserva. Já estávamos nos imaginando sem gasolina, no meio do deserto, com pouca água e com um sol de rachar, sem ar condicionado. Não era uma perspectiva agradável.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De repente, Patricia viu uma entrada de algo que parecia uma fazenda. Resolvemos entrar. O local era de chão de terra/areia, com algumas construções simples do lado esquerdo, uns&lt;b&gt; &lt;/b&gt;cercados com vacas do lado direito e galinhas correndo soltas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dois caras vinham passando, com jeito de agricultores e perguntei se eles tinham gasolina para vender. Eles apontaram para uma das construções, disseram que era o escritório e que era para eu ir lá. Patricia ficou no carro e eu fui. Parecia que eu tinha entrado no túnel do tempo e saído na década de 60: no escritório havia vários rapazes cabeludos e barbudos e moças que usavam umas túnicas coloridas, tudo lembrando a onda hippie. Foram muito cordiais mas explicaram que os carros que usavam eram diesel e que &quot;talvez&quot; uma pessoa tivesse gasolina para vender numa cidade a 20 km em sentido contrário ao que estávamos indo. A outra opção seria continuar em direção à Eilat, pois a 39 km haveria um posto de gasolina. Supondo que o marcador do carro estivesse certo e que o carro fosse econômico, como ainda não tinha acendido a luz da reserva, teoricamente teríamos gasolina para os 39 km, mas isso não servia muito de consolo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Perguntei se o local era um kibbutz, mas eles disseram que era uma pousada e me deram o cartão deles, dizendo para eu ligar caso ficasse sem gasolina, pois eles chamariam um reboque para nos socorrer. No cartão tinha uma figura na posição de lótus e eles explicaram que praticavam ioga lá. De fato, ao ir até o refeitório deles para encher a minha garrafa de água, passei por quartos decorados com tapeçarias estilo hippie e com tatames no chão. Quem poderia imaginar que acharíamos uma pousada de prática de ioga no meio do deserto do Negev!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pegamos a estrada de novo, com um olho no caminho e outro no marcador de combustível. Pouco depois, a luz da reserva acendeu, o que só fez aumentar a tensão. Depois de alguns minutos que mais pareceram uma eternidade, avistamos um local que parecia ser uma fábrica, com um portão na frente, de onde vinha saindo uma caminhonete. Parei do lado e perguntei ao motorista sobre o posto de gasolina. Ele disse para eu segui-lo e avisei que talvez ficássemos sem gasolina no caminho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, talvez por estarmos na Terra Santa, Deus ajudou. Pouco depois ele apontou para um posto de gasolina, que àquela altura do campeonato mais parecia uma miragem. Nunca abasteci um carro com tanto prazer!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aproveitamos para comer um sorvete (Israel tem sorvetes ótimos) e dar uma relaxada, depois de tanta tensão. Veja as fotos de Ramon e do caminho pelo deserto clicando &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/103443440743540249942/CrateraDeRamon?authkey=Gv1sRgCLu76Oy7_4_56QE&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De tanque cheio até a boca, pegamos a estrada novamente e continuamos cortando o deserto, até chegarmos em Eilat. O trânsito na entrada de Eilat estava péssimo, pois além de ter obras na pista, havia muitas rotatórias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: right; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgmruU_w1qlhTQIKJXmm1EoMF6Jb5ONGq1qjpd-YqJunXktcLZngfE6udfbUewzQQNUIiBTFuwA7ZD-d3_pDqcMWIGxZaU8Tin2eLHoRvpAF0VJdGwo0BJUBtcAAKXviBOaDA7i2A/s1600/Roundabout.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;262&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgmruU_w1qlhTQIKJXmm1EoMF6Jb5ONGq1qjpd-YqJunXktcLZngfE6udfbUewzQQNUIiBTFuwA7ZD-d3_pDqcMWIGxZaU8Tin2eLHoRvpAF0VJdGwo0BJUBtcAAKXviBOaDA7i2A/s400/Roundabout.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;Rotatória em Eilat&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
Para quem não conhece, rotatória (também chamada de rotunda, ou de balão) é um recurso de trânsito para eliminar sinais em cruzamentos, criando uma &quot;roda&quot; no centro do cruzamento. Os carros vindo das várias transversais entram e circulam em torno desta roda, até saírem onde quiserem, sem precisar de um sinal para coordenar o fluxo. A idéia é boa, mas quando tem rotatória em praticamente cada esquina, como na rua principal de entrada em Eilat, cansa ficar rodando e tendo que prestar atenção para pegar a saída certa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois de trânsito, rotatória, GPS perdido e de pararmos no hotel errado (era da mesma cadeia), finalmente chegamos ao nosso hotel. O hotel fica na Praia dos Corais, em frente ao Observatório Submarino, no Mar Vermelho e, na verdade, mais perto da fronteira com o Egito, do que do centro de Eilat. Parecia estar bem cheio, pois o estacionamento em frente estava quase lotado e a recepção com muito movimento, na já habitual desorganização israelense, sem fila organizada, com uns caras-de-pau passando a frente dos outros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando estávamos prestes a perder a paciência, fomos finalmente atendidos e voltamos para o carro para pegar a bagagem. O hotel é um resort, fica em uma encosta, com os chalés em vários níveis dela. Eles tem uma frota daqueles carrinhos de golfe, que usam para transportar os hóspedes e um desses nos levou para o nosso chalé.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O chalé era lindíssimo, com uma varanda de frente para o Mar Vermelho, muito bem decorado (segundo eles, em estilo tailandês) e confortável. O visual do Mar Vermelho, juntamente com as montanhas da Jordânia do outro lado, mais a própria encosta onde fica o hotel, com jeito de montanha do deserto, e ainda a avenida cheia de tamareiras em frente, faziam um conjunto ao mesmo tempo contrastante e harmonioso, diferente. Como ainda tinha sol, trocamos de roupa e fomos para a piscina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A piscina era muito bonita, com o deck de frente para o mar e, o mais interessante, com camas ao invés de espreguiçadeiras, incluindo lençol e travesseiro! Uma idéia genial e que veio bem a calhar, considerando que o nosso dia tinha sido meio estressante com o problema da gasolina. Estava uma tarde muito agradável, com o tempo perfeito que caracteriza Israel nessa época. Ficamos na piscina até o sol baixar, tiramos fotos ao redor e fomos descansar no quarto, saboreando a vista da varanda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como descobrimos uma churrascaria brasileira em Eilat, resolvemos experimentar e fizemos reservas para o jantar. Depois de passar por mais um monte de rotatórias, chegamos e constatamos que nem precisava de reserva, pois estava bem vazia, talvez por ser 9 da noite de um dia de semana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em resumo, eles bem que tentaram, mas não conseguiram a qualidade e a variedade das churrascarias brasileiras. A carne estava regular (carne em churrascaria vazia nunca é boa) e os acompanhamentos deixaram muito a desejar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Voltamos para o hotel, que a essa altura estava silencioso e com iluminação noturna, criando um ambiente tranquilo. Tiramos mais umas fotos e subimos para o nosso chalé.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu queria fotografar o sol nascendo no Mar Vermelho, achei na internet o horário em que ele deveria nascer e botei o despertador, mas foi em vão. O dia amanheceu nublado e quando o sol apareceu, já estava bem mais alto no horizonte que o mar. Ainda assim, deu boas fotos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais tarde, descemos para o café da manhã e tiramos mais umas fotos, mas isso eu conto no próximo capítulo. Veja as fotos do hotel clicando &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/103443440743540249942/HotelEmEilat?authkey=Gv1sRgCL_Y07ek9JaJhQE#&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
------------------------------------------ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://olho-grande.blogspot.com/2012/07/diarios-de-viagem-11-cruzando-israel-de.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Clique aqui para o próximo capítulo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://olho-grande.blogspot.com/2012/07/diarios-de-viagem-9-fortaleza-oasis-e.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Clique aqui para o capítulo anterior&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olho-grande.blogspot.com/feeds/3917534758117239837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/28158271/3917534758117239837' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/3917534758117239837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/3917534758117239837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olho-grande.blogspot.com/2012/07/diarios-de-viagem-10-susto-no-deserto-e.html' title='Diários de Viagem: 10 - Susto no Deserto e Eilat'/><author><name>Marco Malka</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01336817748221699337</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4712/2978/1600/Olho%20Grande.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsNbEF1D2Ofd_EgzlSGG_kQ-2eWi4Jl7oFC_Citw5TwBHY2B8lJX1WyZjsIz9cLBOoDggldT7nVKW31v05GMJq1-uOyyiIVVpJF1lhRphX0g0c5rVt2keaeJPOXLCykXKR9iIriA/s72-c/Ramon+-+Eilat.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28158271.post-6144225093554462497</id><published>2012-07-03T14:27:00.000-04:00</published><updated>2012-07-11T12:04:24.746-04:00</updated><title type='text'>Diários de Viagem: 9 - Fortaleza, Oásis e Cratera</title><content type='html'>Conforme mencionei no último artigo, passeamos um pouco pelo moshav de manhã cedo e fomos embora, para chegar em Massada o mais cedo possível, antes que ficasse muito quente. Apesar de Massada ser perto do hotel (uns 40 minutos), nossa tentativa foi em vão: o calor já estava muito forte e aumentando. Para chegar lá, dirigimos novamente pela 90, margeando o Mar Morto, na direção norte, voltando pelo mesmo caminho que tínhamos passado na véspera.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De longe, Patricia avistou Massada, no alto da maior montanha nas redondezas, o que faz sentido. Mas para vocês entenderem melhor porque faz sentido, bem como a importância de Massada, vou ter que contar um pouquinho da sua história, porque fora de contexto o local (como tudo em Israel) perde muito do significado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: right; text-align: left;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7n70Ux-pbIzlLpJUKw0zjqyDPcLWqIOzSOmefv_0fmJAisrH-TRRdjju5bpQ3OaIu5rcxrFAiIhhLLs1oRhrLG0YA9XsyB0wWEhWyuDKajiZAY8pjQQMcXP-BR9Hkn4hwemeuWg/s1600/Masada+Aerial+View.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;187&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7n70Ux-pbIzlLpJUKw0zjqyDPcLWqIOzSOmefv_0fmJAisrH-TRRdjju5bpQ3OaIu5rcxrFAiIhhLLs1oRhrLG0YA9XsyB0wWEhWyuDKajiZAY8pjQQMcXP-BR9Hkn4hwemeuWg/s320/Masada+Aerial+View.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;Vista aérea de Massada, com referências&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
Massada foi uma fortaleza construída por Herodes (rei que Roma havia nomeado para tomar conta de toda a região chamada de Judéia na época) por volta de 30 AC. Ele temia que um dia os judeus se revoltassem contra o domínio romano e queria um lugar seguro para se refugiar. Massada era perfeito, pois a montanha tem cerca de 400m de altura, é de difícil acesso e ele ainda construiu uma fortaleza no topo. Para garantir o abastecimento de água, ele construiu cisternas enormes, que captavam a chuva, além de um palácio, locais para armazenagem de comida, alojamento para soldados, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Herodes acabou não precisando usar Massada como refúgio, pois morreu antes da revolta. Em 66 DC um grupo de judeus se revoltou, conseguiu conquistar Massada e passou a viver lá, fora do domínio romano. Em 70 DC, com a destruição pelos romanos do Segundo Templo, mais judeus se refugiaram em Massada. Logicamente, o Império Romano não gostou muito da brincadeira e em 73 DC mandou uma legião, que cercou Massada por 3 meses, até conseguir invadir. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao entrarem em Massada, a surpresa macabra: os 960 judeus que viviam lá tinham cometido suicídio em massa, preferindo morrer a serem subjugados pelos romanos. Conta a história que 10 homens foram escolhidos para matar os moradores e, ao terminarem, se suicidaram.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos tempos modernos, Moshé Dayan, famoso general que liderou Israel na Guerra dos Seis Dias, passou a realizar em Massada o juramento de novos soldados que completam o treinamento, em uma cerimônia que termina com a declaração de que &quot;&quot;Masada não cairá novamente&quot;, prática que continua até hoje. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao chegarmos lá, estacionamos o carro no amplo estacionamento no subsolo do prédio moderno que contrasta com a paisagem desértica do local e fomos comprar os ingressos. Aqui cabe mais uma dica de viagem: Massada e vários outros lugares em Israel são considerados parques nacionais. A entidade que administra os parques vende passes, que valem para 6 parques, a um preço mais baixo que se comprados individualmente. Os passes podem ser comprados em qualquer um dos parques e foi o que fizemos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há duas formas de subir Massada: por um teleférico ou a pé, por uma longa rampa chamada &quot;caminho da cobra&quot; (snake path). A subida da rampa é puxada e, em função do calor, deve ser feita por volta do amanhecer. Logicamente, fomos de teleférico, que permite uma bela visão do deserto, das montanhas e do Mar Morto e em cerca de 3 minutos estávamos lá em cima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: right; text-align: left;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhQw9TVxLdlTsYbKwzzioV0j0nG9BbZ5hFI11kOflPc6b8u5hhlOUsHzHS0KWrSDbT2i2PSACUkAphkhv-KKiuIq2Nn3hbk9kb39LBhcUcTVUqeDVvwKoCaU3GPso3smNTUGhv__w/s1600/masada-fortress-430588-sw.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhQw9TVxLdlTsYbKwzzioV0j0nG9BbZ5hFI11kOflPc6b8u5hhlOUsHzHS0KWrSDbT2i2PSACUkAphkhv-KKiuIq2Nn3hbk9kb39LBhcUcTVUqeDVvwKoCaU3GPso3smNTUGhv__w/s320/masada-fortress-430588-sw.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;Vista aérea, com as ruínas visíveis&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
O platô no alto da montanha, onde estão as ruínas, é enorme! Como ficou praticamente intocado por quase 2 mil anos, muitas construções sobreviveram ao tempo. A visita à Massada requer caminhada (sob um sol escaldante) e tempo. Como sempre, havia muitos grupos de excursão com guias, o que atrapalhava muito, porque eles entravam em um local e ficavam parados lá dentro ouvindo explicação do guia, congestionando. Ficamos felizes por não estarmos em excursão&amp;nbsp; :-)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em resumo, visitamos ruínas de moradias, do palácio, vimos os armazéns onde guardavam comida, casas de banho, e até mesmo entramos em uma cisterna imensa, para onde um sistema de canais levava a água da chuva. O visual lá de cima é deslumbrante e ora fotografávamos as ruínas, ora a paisagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O calor parecia aumentar cada vez mais e tivemos que encher nossas garrafas de água várias vezes. Fico imaginando como teria sido viver lá há quase 2 mil anos, ainda mais cercados por tropas romanas, sabendo que não haveria como resistir ou escapar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois de caminharmos por todo o complexo, descemos novamente pelo teleférico e passamos por um dos subsolos, onde há banheiros e um restaurante bem grande, estilo self-service, além da obrigatória lojinha de artigos de lembrança para turistas. Veja as fotos e filme de Massada &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/103443440743540249942/Massada?authkey=Gv1sRgCLq_l9iCj-PpLg&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De Massada, continuamos na direção norte, margeando o Mar Morto, para o oásis de Ein Gedi, que também fica à beira do Mar Morto, perto de Qumram (onde foram encontrados os Manuscritos do Mar Morto, que vimos no Museu de Israel, em Jerusalém). Na véspera, no caminho do hotel, tínhamos passado tanto por Massada como por Ein Gedi mas como saímos do banho no Mar Morto tarde, não daria tempo de visitar. Assim, estávamos voltando boa parte do caminho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes de entrar no parque de Ein Gedi, há na estrada um local onde tem lojas, restaurante e acesso à praia. Como estávamos com fome, resolvemos comer lá. O local era simples, típico de parada de ônibus, onde se vende de tudo. Você se serve e paga um preço único por prato. Foi engraçado a atendente no caixa querendo me convencer a pegar mais comida porque o preço seria o mesmo. Apesar da simplicidade do local, a comida era boa, meio caseira. Fome saciada, seguimos para Ein Gedi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao chegar, há um amplo estacionamento e as bilheterias, com lanchonete e lojinha daquelas que tem de tudo, desde lembranças até protetor solar. Estava bastante cheio, com muitas famílias e crianças, pois era sábado. Ein Gedi é também um parque nacional e novamente usamos o passe que compramos em Massada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O calor estava de rachar e nem mesmo as nossas garrafas com isolamento térmico conseguiam manter a água gelada. Ein Gedi tem várias cachoeiras e é mencionado várias vezes na bíblia. Por estar numa região desértica, tem uma importância muito grande para a fauna e flora local. Em função da relativa abundância de água, há na área um Kibbutz (comunidade agrícola) fundado em 1956 e um jardim botânico de fama internacional (chegamos a entrar nele por engano, no caminho para Ein Gedi, mas não visitamos).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois de entrarmos, pegamos uma trilha de terra muito seca. Apesar de ser um oásis, a paisagem era de deserto, árida, exceto por algumas árvores. De repente, aparece uma cachoeira, com a água praticamente escorrendo por entre as rochas! Muito exótico... Ficamos com pena de termos esquecido de vir com roupa de banho, pois um banho de cachoeira pegaria bem no calor que estava fazendo. Portanto, se alguém que estiver lendo um dia for a Ein Gedi, não esqueçam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Continuamos pela trilha, que agora estava subindo. Tivemos que ter muita força de vontade para continuar. O caminho não é dos mais fáceis, pois além de não ser plano, tem rochas e pedras. Ao longe, começamos a ouvir mais som de água caindo. Vimos vários animais, entre eles o Íbex, que lembra um veado e quase foi extinto e o hyrax, além de várias aves.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegamos à outra cachoeira e Patricia acabou não resistindo, se molhando na &quot;piscina&quot; formada por ela, enchendo a garrafa de água e jogando na cabeça! Ela diz ter sido &quot;bem refrescante e melhor do que nada&quot;. Por pouco não mergulhou. Como eu não tenho tanta disposição quanto ela, me limitei a molhar o rosto, os braços e a nuca naquela água transparente. Mais adiante, outra cachoeira, ainda mais forte. Ficamos lá apreciando a paisagem por um tempo e começamos a descer de volta, na direção do estacionamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o folheto do parque, havia mais cachoeiras, mas ficavam longe, subindo uma trilha por mais de uma hora. Como nem tínhamos tempo e nem disposição para isso, não fomos. Ainda tentamos acessar pelo outro lado do parque, mas fomos avisados que também levaria muito tempo e não daria para completar a trilha antes do fechamento. No caminho, nos deparamos com alguns íbex e aproveitamos para tirarmos várias fotos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dirigimos então para a antiga sinagoga que há na área. Há registros de que desde a época do Segundo Templo havia uma comunidade judaica na área, além de ser ponto de parada ou passagem de viajantes e tribos nômadas, por causa do oásis. A sinagoga foi construída no século 3 e passou por algumas renovações e expansões até por volta do ano 530, quando foi destruída por fogo, juntamente com a comunidade local, já que matar judeus sempre foi um esporte popular ao longo dos tempos. Em 1965 por acidente acharam o chão de mosaicos (que mostro nas fotos). Na década de 70 escavações acharam mais restos, permitindo restauração parcial do local.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sinagoga deve ter sido muito bonita e simples, já que a comunidade vivia de cultivar tâmaras e romãs, de onde extraíam um bálsamo usado para fazer perfumes, com uma fórmula secreta que só a comunidade tinha. Esse fato aparentemente é confirmado por um dos escritos no mosaico, que alerta&amp;nbsp; &quot;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;... aqueles que cometem pecados causando conflitos na comunidade, .... ou revelando os segredos da cidade&quot;. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;Pelo visto segredo industrial já existia. Veja as fotos de Ein Gedi e da sinagoga &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/103443440743540249942/EinGedi?authkey=Gv1sRgCM_h-_Gzs7WvWQ&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: right; text-align: right;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi0QOMVyLym2SA3xWTVNUg17wJNBCSFWoM-xnXvUf6H9JGWOhX7sV71tHDc0IASvQYrckSDOPIQgrBbeZfpnaN9Ar8qjzm4ayoKXZV5nsYy7cuvvhyceSR6l3cCZT841ouDGvFIpg/s1600/Negev.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi0QOMVyLym2SA3xWTVNUg17wJNBCSFWoM-xnXvUf6H9JGWOhX7sV71tHDc0IASvQYrckSDOPIQgrBbeZfpnaN9Ar8qjzm4ayoKXZV5nsYy7cuvvhyceSR6l3cCZT841ouDGvFIpg/s400/Negev.jpg&quot; width=&quot;286&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;Mapa mostrando Ein Gedi, Massada, o Negev e Mitzpe Ramon.&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
Pegamos a estrada novamente, já que tínhamos um bom pedaço de chão pela frente até Mitzpe Ramon, saindo do deserto da Judéia e entrando na região do maior deserto de Israel, o Negev. Essa região, que corresponde a 55% da área de Israel, fica ao sul de onde estávamos, como pode ser visto no mapa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Margeamos o Mar Morto até o final e depois seguimos na direção sudoeste, mais para o centro. Havia muito trânsito na estrada, que em alguns pontos tinha muitas curvas e subidas, o que reduzia muito a velocidade média. O visual cortando o deserto - areia, montanhas ao entardecer era muito bonito. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegamos a Mitzpe Ramon no início da noite, cansados. Mitzpe Ramon quer dizer literalmente &quot;ponto de observação de Ramon&quot;. Leva esse nome porque a cidade está situada a 860m de altura, no pico do monte Negev, de onde se avista a Cratera de Ramon, a maior cratera do mundo não causada por erupções vulcânicas ou meteoros. A cratera foi causada por erosão e por isso tecnicamente não é uma cratera e sim uma &quot;makhtesh&quot;. O nome Ramon foi dado em homenagem ao primeiro astronauta israelense, Ilan Ramon.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhdPvV131jEoXgZhZ6FXvUdeCKNxkkVuCa-KZcLwEmULJ4y5PRmoGTVBO472RBQ-SoIbwjNcBc9OJA7fLkQUpBxGAcTZfiNLu6qz0AX1ShLqL3IEVKxbEKyDBfOgcP2xRhGkWwJmg/s1600/IMG_20120512_211858.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhdPvV131jEoXgZhZ6FXvUdeCKNxkkVuCa-KZcLwEmULJ4y5PRmoGTVBO472RBQ-SoIbwjNcBc9OJA7fLkQUpBxGAcTZfiNLu6qz0AX1ShLqL3IEVKxbEKyDBfOgcP2xRhGkWwJmg/s320/IMG_20120512_211858.jpg&quot; width=&quot;240&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;Na área interna do hotel&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
O hotel aparentava ser novo, bem agradável. O quarto era muito bom, espaçoso e tranquilo. Depois de um banho, queríamos jantar mas mesmo com a ajuda da recepção do hotel (meio enrolada, como sempre), não conseguimos achar nada aberto e eram 9 da noite ainda!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Resolvemos rodar pela cidade de carro e ver se achávamos algo aberto. A cidade é muito pequena, com cerca de 5 mil habitantes que pelo visto dormiam muito cedo. Os restaurantes e lanchonetes por onde passamos estavam todos fechados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acabamos achando uma lojinha aberta, tipo mini-mercado, onde compramos batata frita, perú defumado, vinho, chocolate e esse foi o nosso jantar, no quarto do hotel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A noite estava bem agradável, quieta, mas estávamos cansados, um cansaço bom de mais um dia de muitos lugares interessantes, então fomos dormir, para recarregar as baterias para o dia seguinte, quando iríamos conhecer a cratera e continuar cortando o deserto do Negev,&amp;nbsp; rumando para o extremo sul de Israel, Eilat.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
------------------------------------------ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://olho-grande.blogspot.com/2012/07/diarios-de-viagem-10-susto-no-deserto-e.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Clique aqui para o próximo capítulo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://olho-grande.blogspot.com/2012/06/diarios-de-viagem-8-na-area-do-mar.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Clique aqui para o capítulo anterior.&lt;/a&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olho-grande.blogspot.com/feeds/6144225093554462497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/28158271/6144225093554462497' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/6144225093554462497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/6144225093554462497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olho-grande.blogspot.com/2012/07/diarios-de-viagem-9-fortaleza-oasis-e.html' title='Diários de Viagem: 9 - Fortaleza, Oásis e Cratera'/><author><name>Marco Malka</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01336817748221699337</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4712/2978/1600/Olho%20Grande.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7n70Ux-pbIzlLpJUKw0zjqyDPcLWqIOzSOmefv_0fmJAisrH-TRRdjju5bpQ3OaIu5rcxrFAiIhhLLs1oRhrLG0YA9XsyB0wWEhWyuDKajiZAY8pjQQMcXP-BR9Hkn4hwemeuWg/s72-c/Masada+Aerial+View.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28158271.post-2473321223971508820</id><published>2012-06-20T13:22:00.000-04:00</published><updated>2012-07-03T15:26:32.607-04:00</updated><title type='text'>Diários de Viagem: 8 - Na Área do Mar Morto</title><content type='html'>Dia de ir embora de Jerusalém. Se por um lado estávamos com pena porque tínhamos gostado muito da cidade, por outro estávamos ansiosos e curiosos com o que ainda estava por vir, pois agora começaria a nossa aventura cruzando de carro Israel todo, primeiramente rumo ao sul e depois ao norte. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Café da manhã tomado e, como ainda era cedo, subimos a rua do hotel, pois na noite anterior um casal de israelenses que estava jantando numa mesa próxima à nossa nos deu a dica de que às sextas-feiras há uma feira de artesanato na rua. A feira era bem comprida e havia muita coisa, mas nada que nos interessasse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De volta ao hotel, fechamos as malas, deixamos na recepção e fomos pegar o carro que estava reservado. A locadora ficava a uns 20 minutos andando, próxima ao hotel King David. No caminho, passamos pela Grande Sinagoga de Jerusalém mas não entramos porque àquela hora parecia estar fechada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em; text-align: left;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj-5BYhPXAQcfg0xlxBmfLJoGRzcqsxx1g783rV0JKhdG1Urj1Og6vz1bFAVlwhyYfpYNzTvGj8FxP5DtWsW8vmQm9-x5V6zJIuxXRldbYQiweHIMvR9Cxq2xTd-RjhebQiFS10ag/s1600/IMG_0162.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj-5BYhPXAQcfg0xlxBmfLJoGRzcqsxx1g783rV0JKhdG1Urj1Og6vz1bFAVlwhyYfpYNzTvGj8FxP5DtWsW8vmQm9-x5V6zJIuxXRldbYQiweHIMvR9Cxq2xTd-RjhebQiFS10ag/s320/IMG_0162.JPG&quot; width=&quot;240&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;Grande Sinagoga de Jerusalém&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
Depois do GPS do celular ter se perdido e termos que perguntar a algumas pessoas no caminho, passamos pelo Hotel King David, que é bem grande e um dos mais caros de Jerusalém, finalmente chegamos na locadora. O atendimento foi demorado e confuso (serviços em Israel parecem ser meio enrolados), o que já não era um bom sinal. Quando fomos pegar o carro, estava com quase 80 mil km rodados, com vários amassadinhos e arranhões. Pedi outro, mas não tinha. Resignados e sem opção, saímos com ele mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pegamos as malas no hotel e fomos embora. A saída de Jerusalém foi complicada: o GPS se perdeu, a gente entrou no lugar errado, acabamos dando umas 3 voltas em torno da cidade velha até acharmos o caminho certo, tudo isso no meio de um trânsito péssimo, o que atrasou bastante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O problema é que Israel passou algumas áreas da Cisjordânia para o controle da Autoridade Palestina e, ou o GPS tenta fazer o caminho passando por essas áreas, o que não é desejável (locadoras não permitem uso dos carros alugados nestas áreas, por não serem seguras), ou o mapa dos GPS não reconhecem que determinadas estradas, apesar de passarem por essas áreas, estão sob controle de Israel e portanto não há problema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: right; margin-left: 1em; text-align: right;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdDmb21eXhmtPZCn6YRZAn6wqIe1__jhZ2hHvrNDAchDFuu6wCpTIigHbC5k02cl8tRIBnuUcE2ta97a2YAJEtY0Sr1I3Fzbjo9sbKiFo7NPNnQSE8QhGE6NtJM3e1Iph2yfSb3w/s1600/Mapa.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;307&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdDmb21eXhmtPZCn6YRZAn6wqIe1__jhZ2hHvrNDAchDFuu6wCpTIigHbC5k02cl8tRIBnuUcE2ta97a2YAJEtY0Sr1I3Fzbjo9sbKiFo7NPNnQSE8QhGE6NtJM3e1Iph2yfSb3w/s320/Mapa.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;Caminho de Jerusalém para o Mar Morto&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
As estradas que levam de Jerusalém para a região do Mar Morto (rodovias 1 e 90) estavam nesse segundo caso e a muito custo conseguimos entrar na 1. Como Jerusalém está mais para o centro, pegamos a rodovia 1 para leste, na direção do Mar Morto e depois seguimos para sul, margeando o Mar Morto, pela rodovia 90.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O caminho é muito interessante, cruzando o Deserto da Judéia. Vermos o Mar Morto pela primeira vez foi uma emoção, já que na 90, de um lado fica o Mar Morto e do outro o deserto, com montanhas de areia. Como não há vida no Mar Morto e pouca vida visível no deserto, parecia que estávamos em outro planeta, mas a paisagem tem uma beleza especial que as fotos não conseguem captar inteiramente. &amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No cruzamento da 1 com a 90 havia um posto de gasolina daqueles de parada de ônibus que vendem de tudo e, como estava muito calor, paramos para comprar uma água e aproveitei para comprar um chapéu de palha, acessório que seria essencial nesta região. Lá vimos um camelo que, eu tenho certeza, estava sorrindo para a gente. Confira as fotos do caminho e do camelo &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/108253912825754027397/ACaminhoDoMarMorto?authkey=Gv1sRgCLPA3tyPwf-DlwE#&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Mar Morto (que na verdade é um grande lago salgado) fica a mais de 400 metros abaixo do nível do mar, sendo o ponto mais baixo na superfície da Terra. Por isso, a densidade de oxigênio no ar é bem maior que o normal, o que facilita a respiração e naturalmente filtra os raios ultra-violetas do sol, limitando a necessidade de protetor solar. Ele tem esse nome porque como a concentração de sal na água é quase 10 vezes maior que a dos oceanos, nada consegue viver nele. Surpreendentemente, há poucas praias (leia-se, lugar onde não é proibido entrar na água), sendo a mais famosa a de Ein Bokek, onde tem vários hotéis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como Ein Bokek fica lotada de turistas, optamos por ir para a Praia Mineral (Mineral Beach), que é mais usada por israelenses. A praia fica na área de um Kibbutz e da fábrica Ahava de produtos de beleza do Mar Morto. A praia não estava muito cheia e é bem organizada: você paga um ingresso e desfruta de infraestrutura que inclui vestiários, chuveiros, cadeiras, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entrar na água do Mar Morto foi uma experiência estranha no início, porque é impossível afundar. Logicamente você não pode mergulhar ou molhar o rosto e qualquer feridinha na pele arde bastante. Quando você entra pela primeira vez é muito esquisita a sensação de flutuar em qualquer posição, mas aos poucos você vai acostumando. Curtimos bastante a novidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em algumas áreas do Mar Morto tem uma lama que dizem ser boa para pele. Nessa praia não tinha, mas eles traziam tonéis com lama. A lama tem a consistência quase como de massa de modelar. A gente passa no corpo e deixa secando ao sol por 20 minutos, criando uma crosta e depois tira numa das duchas. Sentimos a pele um pouco mais macia depois, mas pode ser efeito placebo. O que interessa é que deram umas fotos ótimas. Veja &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/108253912825754027397/NoMarMorto?authkey=Gv1sRgCNTgvvGys7jgag#&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De lá, continuamos na direção sul, ainda margeando o Mar Morto e o deserto. O plano original era irmos para Ein Gedi, que é um oásis próximo, mas já estava tarde então deixamos para o dia seguinte. Assim, seguimos para Ein Bokek e sentamos no restaurante Hordus, do lado de fora, em frente ao mar. Estava muito agradável, pois o sol estava se pondo, o calor tinha diminuído e estávamos bem relaxados depois do banho de mar. Ainda tinha muito movimento, com gente acampando na areia, tocando música, tomando banho no mar. Veja algumas fotos tiradas no caminho e no restaurante clicando &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/108253912825754027397/EinBokek?authkey=Gv1sRgCKL3qfzMofbAnQE#&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Matada a fome, continuamos para o sul, até onde o Mar Morto termina. O nosso hotel era em uma pequena cidade/comunidade agrícola (moshav em hebraico) chamada Neot Hakikar. Escolhemos este local, não só pela proximidade do Mar Morto e de Massada (nosso programa para o dia seguinte), mas também porque queríamos experimentar algo mais local, diferente de hotéis de cadeia. Esse moshav fica literalmente na fronteira com a Jordânia e tem uma base de treinamento do exército lá. É uma fronteira calma, pois Israel e a Jordânia assinaram acordo de paz há muitos anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora chegamos facilmente ao moshav, depois de passarmos pelo portão de acesso controlado por um soldado, achar o hotel foi meio difícil, pois já era noite e as instruções não eram claras. Com a dona do hotel ao telefone com a Vivian (que podia ligar grátis para Israel) durante vários minutos e a Vivian mandando torpedos para a gente, finalmente chegamos. A dona A dona ficou muito surpresa ao saber que a Vivian estava ligando de New York e não de Israel...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fomos muito bem recebidos, mesmo sendo tarde. A dona tinha preparado um prato de tâmaras da própria plantação dela e o chalé era muito bonito, confortável, espaçoso. Dormimos bem e no dia seguinte de manhã, antes de irmos embora, andamos um pouco pelo moshav, vendo as plantações (impressionante como conseguem fazer crescer tomate, pimentão, melancia e muito mais coisas naquela areia de deserto) e até mesmo arame farpado e campo minado na fronteira! Veja as fotos &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/108253912825754027397/NeotHaKikar?authkey=Gv1sRgCNLQi8LB9rX-bw&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, o dia seguinte é assunto para o próximo artigo, quando visitamos Massada, o oásis de Ein Gedi e seguimos para o deserto do Neguev.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
------------------------------------------ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://olho-grande.blogspot.com/2012/07/diarios-de-viagem-9-fortaleza-oasis-e.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Clique aqui para o próximo capítulo.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://olho-grande.blogspot.com/2012/06/diarios-de-viagem-7-em-jerusalem-dia-3.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Clique aqui para o capítulo anterior.&lt;/a&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olho-grande.blogspot.com/feeds/2473321223971508820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/28158271/2473321223971508820' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/2473321223971508820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/2473321223971508820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olho-grande.blogspot.com/2012/06/diarios-de-viagem-8-na-area-do-mar.html' title='Diários de Viagem: 8 - Na Área do Mar Morto'/><author><name>Marco Malka</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01336817748221699337</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4712/2978/1600/Olho%20Grande.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj-5BYhPXAQcfg0xlxBmfLJoGRzcqsxx1g783rV0JKhdG1Urj1Og6vz1bFAVlwhyYfpYNzTvGj8FxP5DtWsW8vmQm9-x5V6zJIuxXRldbYQiweHIMvR9Cxq2xTd-RjhebQiFS10ag/s72-c/IMG_0162.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28158271.post-4848308332170334156</id><published>2012-06-15T19:09:00.000-04:00</published><updated>2012-06-20T14:09:15.670-04:00</updated><title type='text'>Diários de Viagem: 7 - Em Jerusalém (dia 3)</title><content type='html'>Mais um dia de muito sol e calor. Depois do habitual café da manhã israelense, pegamos um taxi com destino ao Monte das Oliveiras. Vários guias de viagens que lemos alertavam para tomar cuidado com os motoristas de taxi em Jerusalém, mas ou demos sorte, ou os guias exageram. O motorista era um senhor muito educado, falava inglês (como a maioria dos israelenses), foi batendo papo&amp;nbsp; e até deu dicas para o caminho de retorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Monte das Oliveiras fica numa vizinhança predominantemente árabe e lá em cima não tem muito movimento além do de turistas. O local, além de ter uma privilegiada vista panorâmica, é importante para o judaísmo e para o cristianismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para o judaísmo, porque no Monte há um cemitério judaico de mais de 3 mil anos, que é usado até hoje (deve ser o cemitério mais antigo em operação), com cerca de 150 mil túmulos. Parte foi destruída durante o domínio jordaniano. Muitos querem ser enterrados nele não só por tradição mas também porque na Bíblia há uma passagem que diz que quando o Messias chegar, a ressurreição dos mortos começará por lá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para o cristianismo, porque de acordo com o Novo Testamento, Jesus ascendeu a partir do Monte das Oliveiras, além de por um tempo ter sido o local onde ele ensinava e pregava aos discípulos, e onde ele passou a noite antes de ser preso e crucificado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Havia muitos ônibus de turismo com vários grupos e ventava bastante. Tiramos muitas fotos, com vistas para a cidade velha, cidade nova, Cidade de David (que havíamos visitado no dia anterior) e caminhamos pelo cemitério, um local tranquilo e simples. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De lá, descemos um pouco a ladeira e paramos na Capela da Ascensão, construída no local em que se acredita que Cristo tenha subido aos céus. No chão, dentro de um retângulo de pedra, há uma laje com o que dizem ser uma impressão do pé direito de Jesus (a do esquerdo foi levada na idade média para a Mesquita de Al-Aqsa), sendo o último lugar na terra que Jesus teria tocado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As fotos tiradas do alto do Monte das Oliveiras e da Capela podem ser vistas &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/108253912825754027397/MonteDasOliveiras?authkey=Gv1sRgCOXxyqWCqurwogE&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois de muito custo conseguimos um taxi, que nos deixou 
no portão Jaffa da cidade velha. Fomos então conhecer a Torre de David. 
Apesar do nome, o local não tem nada a ver com o Rei David. Este nome 
foi dado pelos bizantinos, que pensavam erroneamente que o local havia 
sido o palácio de David.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Torre de David é uma 
fortaleza próxima ao portão Jaffa, construída no no século 2 AC e 
destruída e reconstruída várias vezes, por ter importância estratégica 
na defesa da cidade. Hoje é usada para fins mais pacíficos, como local 
de shows e concertos, e como museu de artefatos e&amp;nbsp; ruínas, algumas com mais de 2700
 anos, da época dos cananeus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegando lá, fomos 
para a bilheteria pegar o ingresso que tínhamos comprado online 
para visitar a Torre durante o dia e para assistir o show de luzes à 
noite (mais tarde comento sobre ele). Aí, pasmem, disseram que a
 entrada para a visita matinal tinha sido reduzida e devolveram parte do
 valor pago!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Andamos por toda a fortaleza, num sobe e 
desce de degraus que já estava virando rotina, tirando muitas fotos. Passamos 
também por vários salões com filmes e exposições, mas o melhor mesmo foi o 
visual do topo da fortaleza, de onde tem-se uma vista panorâmica dos 
arredores. Veja as fotos &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/108253912825754027397/TorreDeDavid?authkey=Gv1sRgCK6X5eqShrL-IA&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao sairmos da Torre e, como este seria o nosso último dia na cidade velha, resolvemos passar mais uma vez no Muro, para uma &quot;despedida&quot;. Já estávamos craques em navegar pela ruelas da cidade velha e achar o caminho. Ao chegar lá, como era quinta-feira, havia festas de Bar-Mitzvá (maioridade religiosa judaica, aos 13 anos para os garotos e 12 para as garotas) junto do muro, com música, gente dançando e muita alegria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois, pensamos até em visitar o Domo da Rocha, mas a entrada só é permitida em algumas horas do dia e a fila estava muito grande. Depois de ficarmos na fila por uns 15 minutos no sol forte, sem que ela sequer andasse um passo, desistimos e fomos almoçar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste ponto, cabe uma correção: no relato do dia anterior (veja &lt;a href=&quot;http://olho-grande.blogspot.com/2012/06/diarios-de-viagem-6-em-jerusalem-dia-2.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;, se não lembrar), eu havia dito que sentamos em um restaurante, não fomos atendidos e fomos para outro no setor árabe, que teria o melhor humus de Jerusalém. Tudo isso era verdade, só que não aconteceu naquele dia e sim nesse (muita coisa para lembrar, escrevendo mais de um mês depois do ocorrido!). Desculpem a nossa falha. Confiram as fotos do muro e do restaurante &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/108253912825754027397/DespedindoDoMuroEAlmocoNoRestauranteArabe?authkey=Gv1sRgCPHmr4efuaaqugE&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois do almoço, saímos como no dia anterior pelo portão Damascus na parte árabe da Jerusalém nova, mas desta vez já sabíamos o caminho para a estação do trem. Pegamos o metrô de superfície até o centro da cidade nova, para evitar trânsito e de lá pegamos um taxi até o Museu de Israel, que era perto. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Museu é muito bonito, composto de vários prédios modernos. Um deles tem uma cúpula que lembra o chocolate Kisses, muito comum aqui nos EUA. Este museu é onde estão os manuscritos do Mar Morto, que foram revelados ao mundo há alguns anos e que confirmaram várias passagens do Primeiro Testamento. Ao entrarmos no museu, descobrimos que naquele dia a entrada era grátis (devia ser um dia especial em todos os museus, já que recebemos devolução na Torre de David, conforme relatado acima).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em resumo, o mais interessante para nós foi ver os manuscritos, que tentamos fotografar mas como são mantidos em salas com pouquíssima luz para não danifica-los, as fotos saíram péssimas. Muito interessante a escrita, toda certinha, numa linguagem que parece ser um proto-hebraico. Passamos também por várias relíquias arqueológicas de Israel e vizinhos como o Egito e, do lado de fora, havia esculturas modernas e uma maquete ENORME de como teria sido Jerusalém na época do Segundo Templo. A reprodução está tão bem feita, com muitos detalhes, que fotografando uma parte com zoom, alguém poderia acreditar que era foto do prédio verdadeiro e não uma maquete. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ficamos por lá até o fechamento, as 5 da tarde e fomos andando na direção do Parlamento israelense, o Knesset. O prédio em si, pelo lado de fora, não parece nada de mais. Em frente, há um parque muito bonito, extremamente florido, com muita gente aproveitando o sol e calor para acampar, brincar com as crianças na grama, jogar bola, etc. O parque tem uma Menorah gigante que, por incrível que pareça, não conseguimos achar. Achamos uma menor, fotografamos e nos demos por satisfeitos...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao final do parque, passamos pelo prédio da Suprema Corte israelense. Naquela redondeza há vários&amp;nbsp; prédios de órgãos do governo, já que Jerusalém é a capital. Veja as fotos tiradas no Museu de Israel e neste lugares próximos, clicando &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/108253912825754027397/MuseuDeIsraelEArredores?authkey=Gv1sRgCM2k0pbT7aS52QE&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Estávamos ficando cansados, pois estávamos andando desde cedo e ainda tínhamos compromisso para a noite, então pegamos um taxi para o hotel. Chegando na rua do hotel, sentamos numa lanchonete na esquina para beliscar algo. Patrícia pediu uma trufa de chocolate, mas acho que eu pedi melhor: era um bolo com chocolate no meio, que eles aqueceram e o chocolate derreteu (aqui nos EUA isso se chama lava cake - &quot;bolo de lava&quot;). Uma delícia e até me dá água na boca lembrando e escrevendo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Descansamos um pouco e mais tarde lá fomos nós de novo para a cidade velha, para assistir ao show de luzes e som na Torre de David. Foi interessante ver os muros da cidade velha iluminados à noite. Tinha muita gente para ver o show (compramos ingressos com 3 meses de antecedência, porque esgotam) e ficamos ali no meio da multidão esperando abrirem as portas. Quando abriram, havia cadeiras em volta da área central, em cima e embaixo. Resolvemos então ficar em cima, de onde poderíamos ter uma vista melhor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imaginem então o cenário: sentados, dentro de uma fortaleza de pedra de mais de mil anos, à noite, escuro, com algumas luzes projetadas nas paredes de pedra. Já estava bonito antes mesmo do show começar. Veja as fotos &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/108253912825754027397/ShowDeLuzesNaTorreDeDavid?authkey=Gv1sRgCP_2wtLa_6u_BA&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aí o show começou e vou tentar descrever, mas tenho certeza que não vai fazer jus. Eles projetaram imagens nas ruínas, contando a história de Jerusalém, desde os tempos primordiais até os dias de hoje. As imagens eram coloridas e tinha um efeito em alto relevo, como 3D. Então, quando aparecia uma pessoa, não parecia ser uma projeção e sim um ator. Quando aparecia um cavalo, parecia que estava lá, vivo. O som e a música também ajudavam a criar o clima. O show durou cerca de 25 minutos, mas valeu por cada segundo e deixou uma sensação de quero mais. Como era proibido filmar, veja partes do show no youtube, clicando &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=Bl6BKgsz5qA&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu e Patricia saímos do show em estado de graça, pois foi um dos pontos altos não só de Jerusalém, mas da viagem toda. É imperdível para quem for a Jerusalém. Andamos mais um pouco pela cidade velha, pois queríamos fazer umas compras, mas as lojas estavam fechando. Então passamos pelo Mamilla, que estava lotado e fomos para aquele point em torno das ruas Jaffa e Ben-Yehudá, onde tínhamos jantados há duas noites.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de ser quase 10 da noite, conseguimos comprar presentes para a Vivian e Marcelo (com muita negociação, como manda o costume local), e Pat comprou uma bolsa que ela tinha visto antes e gostado. Então voltamos ao mesmo restaurante (Bleecker) onde tínhamos comido da outra vez e descobrimos que já estávamos conhecidos em Jerusalém, apesar de estarmos lá há poucos dias: a recepcionista do restaurante disse que o garçom que nos tinha atendido antes viu que estávamos chegando e avisou que éramos clientes dele, e que era para ela nos atender muito bem...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como muita gente não trabalha sexta-feira por causa do Shabbat, a noite de quinta-feira é sempre muito movimentada. As ruas e restaurantes estavam cheios e estava um clima geral muito agradável. Patricia encerrou o jantar tomando um chá natural de hortelã, muito comum em Israel. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg1dQX0aHoVJ5LswG9kI_xWq5m9LLkZ7DS03Dmubps5JGz2tWb2IcXR1vFUYjXaI5wLrQPv9cLx3zrmDr5HTLlCa8SVBuMeNwtlAjt-IqYchC17e-5L_QZ0mnAikRHFAVzQSj62UQ/s1600/IMG_20120510_233402.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;300&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg1dQX0aHoVJ5LswG9kI_xWq5m9LLkZ7DS03Dmubps5JGz2tWb2IcXR1vFUYjXaI5wLrQPv9cLx3zrmDr5HTLlCa8SVBuMeNwtlAjt-IqYchC17e-5L_QZ0mnAikRHFAVzQSj62UQ/s400/IMG_20120510_233402.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;Chá de hortelã e com hortelã&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;br /&gt;
Voltamos andando para o hotel, curtindo a nossa última noite em Jerusalém, cidade que superou todas as nossas expectativas, que já eram altas. É impressionante como um lugar tão pequeno pode ter tanta história e tanto significado para tantas culturas diferentes. É fascinante ver as várias perspectiva de Jerusalém, como a maior cidade e capital de Israel, ao mesmo tempo moderna e antiga. É um lugar especial, independentemente da crença, fé ou nacionalidade de quem visita.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No próximo capítulo: Adeus a Jerusalém e rumo ao Mar Morto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
------------------------------------------ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://olho-grande.blogspot.com/2012/06/diarios-de-viagem-8-na-area-do-mar.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Clique aqui para o próximo capítulo.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://olho-grande.blogspot.com/2012/06/diarios-de-viagem-6-em-jerusalem-dia-2.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Clique aqui para o capítulo anterior.&lt;/a&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olho-grande.blogspot.com/feeds/4848308332170334156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/28158271/4848308332170334156' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/4848308332170334156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/4848308332170334156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olho-grande.blogspot.com/2012/06/diarios-de-viagem-7-em-jerusalem-dia-3.html' title='Diários de Viagem: 7 - Em Jerusalém (dia 3)'/><author><name>Marco Malka</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01336817748221699337</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4712/2978/1600/Olho%20Grande.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg1dQX0aHoVJ5LswG9kI_xWq5m9LLkZ7DS03Dmubps5JGz2tWb2IcXR1vFUYjXaI5wLrQPv9cLx3zrmDr5HTLlCa8SVBuMeNwtlAjt-IqYchC17e-5L_QZ0mnAikRHFAVzQSj62UQ/s72-c/IMG_20120510_233402.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28158271.post-2316582065335276659</id><published>2012-06-13T08:35:00.001-04:00</published><updated>2012-06-15T19:36:38.060-04:00</updated><title type='text'>Diários de Viagem: 6 - Em Jerusalém (dia 2)</title><content type='html'>Depois de uma noite bem dormida, acordamos cedo para mais um dia repleto de atividades. Interessante que nem em Roma e nem em Israel sentimos o jet lag, apesar da grande diferença de fuso horário. Talvez o segredo seja se cansar ao máximo e só dormir na hora certa do local.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O café da manhã do hotel era estilo israelense: pães diversos (como o pão em Israel é bom!), queijos (até queijo minas), iogurtes, frutas secas, salada de frutas, saladas de verduras, cereais, ovos em vários estilos, pratos quentes, humus, etc.&amp;nbsp; É uma mistura de café da manhã com almoço.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estava fazendo um dia bonito, com muito sol e prometia ser bem quente. Estávamos preparados, carregando garrafa de água na mochila, item essencial em Israel. Andamos até o Portão Jaffa, passando novamente pelo Mamilla Mall. De la&#39;, fomos por dentro da cidade velha para o Portão Dung (veja &lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjVanAEmFwTsELQG6JIXhrX64lB4LSsv5N7utGROH2kInSrVCwQ9vWuGjWJb6XFligqYAxsXQx3b6HSCMU-nHc6FGSpL_gMOQeCvdnRNS7jju2gue31L_A6F1JwgEYQLlAI7Rzkqg/s128/map_of_jerusalem.gif&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;mapa&lt;/a&gt; publicado na edição anterior), por onde saímos e começamos a subir em direção à Cidade de David. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Jerusalém que o Rei David conquistou e estabeleceu como capital por volta de 1000 AC, unindo as 12 tribos, não era onde hoje está a cidade velha, mas sim ao sul dela e fora da muralha atual, no vale de Kidron, onde hoje tem um bairro árabe chamado Silwan (ou Kfar Shiloah em hebraico). Há alguns anos, ruínas da cidade original foram encontradas e hoje é um sítio arqueológico chamado Cidade de David. A criação deste parque arqueológico criou muita polêmica e confusão pois os moradores acusaram Israel de estar aos poucos tomando as terras do local.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Silwan tem um aspecto meio de Favela da Rocinha, com muitas casas apinhadas e não parece ser um lugar muito agradável. O caminho para a Cidade de David passava por fora e notamos algum policiamento, mas nada de excepcional. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fizemos o tour guiado, que levou cerca de 3 horas. Vou tentar resumir, porque vimos e ouvimos muita coisa. O Rei David escolheu aquele local por ser um local alto, naturalmente protegido cercado de vales, e por ter água, de uma nascente chamada Gihon. Ali ele construiu o seu palácio e a teoria atual (muda toda hora a medida que vão fazendo mais descobertas) é que com o tempo a cidade cresceu para o norte, passando então a incluir o local onde o Rei Salomão construiu o primeiro Templo (local hoje ocupado pelo Domo da Rocha muçulmano) e a área da cidade velha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sem querer tornar esse blog muito chato com aulas de história, vou contar rapidamente um caso que é muito interessante. Em cerca de 700 AC o Rei Ezequias estava esperando um ataque dos assírios. Para que os assírios não pudessem tomar conta da nascente e forçar a cidade a se render por falta de água, ele mandou construir um túnel pela rocha, levando a água para um reservatório dentro da cidade. Como o tempo era curto, o túnel foi perfurado pelos dois lados e, apesar de não haver instrumentos de precisão na época, de alguma forma ambas escavações se encontraram certinho e os assírios não conseguiram conquistar Jerusalém. Quem quiser saber mais, leia o Livro de Isaías da Bíblia.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu e Patricia caminhamos por parte desse túnel e por degraus que supõe-se terem sido parte dos degraus que levavam até o Templo. Na base dos degraus havia uma grande &quot;piscina&quot; onde os viajantes que chegavam de todo lugar para ir ao Templo se banhavam e purificavam antes de subir as escadas que levavam a ele  (&quot;aliá&quot; - subida, que acontecia 3 vezes ao ano, em Pessach, Sucot e Kipur).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O retorno à entrada do parque foi por um túnel do tempo dos Cananeus. Foi muito cansativo andar pelo túnel estreito, no meio da rocha, onde mal passa uma pessoa, subindo degraus, mas a alternativa - subir pelo lado de fora com o sol a pino, não era muito atraente. Veja as fotos do parque arqueológico, da redondeza, das ruínas e dos túneis &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/108253912825754027397/CidadeDeDavid?authkey=Gv1sRgCLaO2q3ftdqy6wE&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De lá, voltamos para a cidade velha, para almoçar. Perto do Muro há um restaurante árabe num estilo muito interessante, com as paredes em rocha e resolvemos sentar lá. Apesar do lugar estar praticamente vazio, ninguém veio nos atender. Depois de cerca de 10 minutos, levantamos e fomos embora. Caminhamos então pela Via Dolorosa até o setor muçulmano, onde há um restaurante que os guias de viagem diziam ter o melhor humus de Jerusalém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O restaurante era bem simples, no estilo daqueles da rua da Alfândega no Rio. O atendimento foi rápido, mas sinceramente o humus e a comida estavam bons mas não tinham nada de mais. Como já estávamos no setor muçulmano, continuamos nele em direção ao portão Damascus, para sair da cidade velha e pegar o metrô de superfície para o Yad Vashem, o Museu do Holocausto. Este lado da cidade velha, o coração do setor muçulmano, é muito interessante pelas lojas de temperos (tudo a granel, em sacas, num festival de aromas), lojas daquelas roupas fechadas que cobrem as mulheres todas (burca) e&amp;nbsp; até mesmo camelôs apregoando em árabe as mercadorias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Saímos da cidade velha no setor árabe (oriental) da cidade nova e, sem preconceito, parecia outro mundo. Um trânsito caótico, o jeito de vestir das pessoas muito diferente, as construções antigas e em mau estado. Tentamos pedir informações sobre onde pegar o trem mas foi difícil achar alguém que entendesse um pouco de inglês.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao chegarmos no ponto de parada, mais um desafio: comprar os bilhetes na máquina, em hebraico ou árabe. Um rapaz ajudou e embarcamos no moderníssimo trem (inaugurado em dezembro), que fazia um contraste muito grande com a vizinhança. Fotos do trem &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/108253912825754027397/MetroDeSuperficieDeJerusalem?authkey=Gv1sRgCKKTgO-d-ajTPw&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A viagem foi rápida e muito agradável, cruzando boa parte da Rua Jaffa, em direção ao centro de Jerusalém nova. Descemos na estação final, Monte Herzl, onde fica o museu do mesmo nome, em homenagem a Theodor Herzl, pai do Sionismo moderno. Como estávamos com pouco tempo até o fechamento do Museu do Holocausto, demos uma olhada rápida nos jardins do Museu Herzl, já que era caminho, e fomos andando pela mata que leva ao Har Hazikaron (Monte da Lembrança em hebraico), onde fica o Museu do Holocausto, pois a van que faz a ligação entre os dois museus parece ter frequencia muito incerta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O caminho é uma mata com muitos pinheiros, com um aroma agradável e um lugar espetacular para caminhar. É um paraíso propositadamente criado em volta do Museu, gerando harmonia em torno de um museu que serve de registro e lembrança (para que não deixemos acontecer de novo) do mal que o ser humano é capaz de fazer a outros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Museu do Holocausto é como um soco no estômago: mesmo você já tendo sentido um antes, dói toda vez que se repete. Apesar de termos feito uma visita mais rápida que o normal em função do pouco tempo que tínhamos até o fechamento (o Museu é muito grande e requer no mínimo meio dia para ser visto com calma) e mesmo já tendo visitado o Museu do Holocausto em Washington D.C., não dá para evitar a sensação de angústia e revolta que dá, além de uma grande compaixão pelas vítimas. O Museu, de forma bem respeitosa, individualiza o assassinato em massa, mostrando nomes, rostos, depoimentos, como se apresentando um por um dos cada 6 milhões que morreram.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mais tocante, pela singeleza, simplicidade e pelo que representa, foi o salão em homenagem a um milhão e meio de crianças que morreram nas mãos dos nazistas. É uma sala escura, localizada em uma caverna subterrânea, com uma área circular no centro e com uma espécie de abóboda de vidro no teto, onde há vários pontos de luzes de velas, como estrelas no céu, talvez representando cada uma das crianças. As luzes se refletem nas paredes e no chão, criando um efeito envolvente. Só que na verdade há só uma vela (talvez representando a unidade do povo judaico?) sendo a luz refletida e reproduzida ao infinito através de um conjunto de prismas e espelhos. Ao fundo, ouve-se uma voz recitando pausadamente o nome de cada uma das crianças. Obviamente, em sinal de respeito, não tiramos fotos, mas achei uma na internet para dar uma idéia melhor do que descrevi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiunMkHNAwGi-J_4m8SHxcUbnmOIC210Wo9eMjH5HBgp5_CVRoDQTVOts-KEOyemHBQq9CSiAao8WFY3s5eRrKUXVO8Xtd9y_gYH8Dih2_6lXvK2LlBRb4wGlOiQWuhkivHByLzvA/s1600/Holocaust+Museum.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;338&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiunMkHNAwGi-J_4m8SHxcUbnmOIC210Wo9eMjH5HBgp5_CVRoDQTVOts-KEOyemHBQq9CSiAao8WFY3s5eRrKUXVO8Xtd9y_gYH8Dih2_6lXvK2LlBRb4wGlOiQWuhkivHByLzvA/s400/Holocaust+Museum.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;Memorial das Crianças do Yad Vashem&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
A saída deste salão levava para um terraço com uma vista panorâmica das montanhas da Judéia. Veja as fotos externas dos dois museus, clicando &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/108253912825754027397/MuseuHerzlEMuseuDoHolocausto?authkey=Gv1sRgCIeIpZjvyOD8xwE&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo mundo sai do Museu do Holocausto mais sensível e a caminhada pela mata de volta à estação do metrô veio bem a calhar. Pegamos novamente o trem e descemos no Mercado Yehudá (Machané Yehudá).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quase em frente ao ponto onde descemos, tinha uma padaria (praticamente uma janela com um balcão) com pães muito bonitos. Não resistindo, compramos alguns (e depois nos arrependemos de não ter comprado mais). O mercado ocupa várias ruas transversais à Rua Yehudá e é como se fosse uma Cobal bem maior e variada, a céu aberto em algumas partes e coberto em outras. Foi uma boa distração após o Museu. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mercado é uma experiência singular pela variedade, cores e movimento. Compramos queijo minas fresquinho, a peso, cortado na hora, biscoito de tâmara (tipo maaruta, para quem conhece) e, numa lojinha, depois de muita negociação bem típica, compramos um narguilé de presente para o Marcelo e a Pat comprou uma saia. Veja as fotos do mercado clicando &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/108253912825754027397/MachaneYehuda?authkey=Gv1sRgCOziqIDQv_bXeA&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Voltamos para o hotel andando e, como estávamos muito cansados para sair, jantamos o pão com queijo minas, que acabou sendo uma refeição ótima, pois ambos estavam deliciosos (lembrem-se que não existe queijo minas nos EUA, então para a gente virou iguaria rara). Eram 7 horas da noite, estávamos programados para fazer um tour pelos túneis que passam embaixo do Muro às 8, mas àquela altura já não tínhamos mais gás para andar até a cidade velha e percorrer mais túneis. Fica para a próxima visita a Israel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No próximo capítulo, o terceiro dia em Jerusalém, com mais lugares interessantes e muitas fotos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
------------------------------------------ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://olho-grande.blogspot.com/2012/06/diarios-de-viagem-7-em-jerusalem-dia-3.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Clique aqui para o próximo capitulo.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://olho-grande.blogspot.com/2012/06/diarios-de-viagem-5-em-jerusalem-dia-1.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Clique aqui para o capítulo anterior.&lt;/a&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olho-grande.blogspot.com/feeds/2316582065335276659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/28158271/2316582065335276659' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/2316582065335276659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/2316582065335276659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olho-grande.blogspot.com/2012/06/diarios-de-viagem-6-em-jerusalem-dia-2.html' title='Diários de Viagem: 6 - Em Jerusalém (dia 2)'/><author><name>Marco Malka</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01336817748221699337</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4712/2978/1600/Olho%20Grande.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiunMkHNAwGi-J_4m8SHxcUbnmOIC210Wo9eMjH5HBgp5_CVRoDQTVOts-KEOyemHBQq9CSiAao8WFY3s5eRrKUXVO8Xtd9y_gYH8Dih2_6lXvK2LlBRb4wGlOiQWuhkivHByLzvA/s72-c/Holocaust+Museum.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28158271.post-7674913907159778326</id><published>2012-06-12T00:39:00.001-04:00</published><updated>2012-06-13T12:15:49.442-04:00</updated><title type='text'>Diários de Viagem: 5 - Em Jerusalém (dia 1)</title><content type='html'>O piloto anunciou que estávamos para pousar no aeroporto Ben Gurion, em Tel-Aviv. Lá fora, tudo ainda meio escuro, pois eram 5 horas da manhã. Dentro do avião, dava para sentir no ar a expectativa não só nossa, mas geral. Talvez isso explique os aplausos ao pousar, já que o pouso em si não teve nada de especial, com o usual tranco das rodas tocando a pista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao sairmos do avião, o aeroporto parecia como qualquer outro, com a habitual longa caminhada até o controle de passaportes. Não importava: estávamos em Israel!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqui cabe um parênteses para explicar o que isso significava. Significava a realização de um sonho que até há 3 meses parecia impossível para nós dois. Significava para mim fazer o caminho inverso ao que parte da minha família havia feito há muitos anos, uma &quot;volta às origens&quot;. Significava para mim e para a Patricia vermos em pessoa lugares que até então só conhecíamos por fotos ou através de relatos de outros que já tinham visitado e elogiado muito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Surpreendentemente, entrar no país foi muito fácil. O oficial que nos atendeu foi bastante cordial e bem mais informal do que, por exemplo, os da imigração americana. As malas chegaram são e salvas, o que é sempre um alívio. O aeroporto é bonito, moderno e mesmo àquela hora da manhã, estava bastante movimentado. Tiramos dinheiro no caixa eletrônico lá mesmo e saímos para procurarmos o serviço de van que faz a ligação entre o aeroporto e Tel-Aviv ou Jerusalém, chamada em hebraico &quot;sherut&quot;, da empresa Nesher, já que não vale a pena alugar um carro para usar em Jerusalém, devido ao trânsito e à dificuldade em estacionar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqui vai então a nossa primeira dica de viagem em Israel: esta é a melhor forma de transporte para ir do aeroporto para uma das duas cidades. Há outras opções como taxi (bastante mais caro) ou ônibus e trem (não muito cômodos com malas), mas essas vans são ótimas porque levam até o hotel por um preço razoável e, como vão deixando vários passageiros pelo caminho, você acaba fazendo um tour pela cidade destino. A viagem do aeroporto de Tel-Aviv para Jerusalém leva em torno de uma hora, podendo levar um pouco mais ou menos se você for um dos últimos ou dos primeiros a descer.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
As vans estavam bem em frente ao portão de saída e o ar da manhã estaria fresco se não fosse o monte de fumantes (até ortodoxos!) por todo lado. Descobrimos então que em Israel se fumava tanto ou mais que na Itália...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Demos sorte porque a nossa van lotou logo e em alguns minutos estávamos a caminho de Jerusalém. Foi interessante notar a quantidade de plantações ao longo das estradas por onde passamos. Muitas vezes via-se que a terra era ruim (afinal de contas é a área do deserto da Judéia), mas isso não parecia ser impedimento. Depois de um tempo, começamos a subir, sinal que estávamos nos aproximando de Jerusalém. Estava um belo dia de sol e céu azul.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entramos em Jerusalém. A cidade parecia com qualquer outra, exceto pelas construções que usam materiais que dão um caráter antigo, de acordo com padronização feita pela prefeitura. Rodamos durante alguns minutos e a van foi esvaziando. Éramos um dos últimos quando o motorista parou na esquina do nosso hotel, já que a rua era de pedestres. Lá fomos nós puxando malas de novo, mas desta vez por cerca de 20 metros apenas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sorte continuava do nosso lado, pois no check-in do hotel informaram que apesar de ser cedo o nosso quarto estava disponível. Depois de um dia inteiro viajando, isso era quase como ganhar na loteria! Subimos (de elevador!) para o nosso quarto, que cheirava a cigarro apesar do hotel em teoria ser não fumante. Tomamos um banho revigorante (num chuveiro com banheira e não numa &quot;cabine telefônica&quot; como em Roma) e estávamos prontos para ir para a cidade velha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pausa para aula de geografia e história: Jerusalém na verdade são duas cidades, a Jerusalém histórica, cercada de muros e onde estão os lugares sagrados, chamada de cidade velha, e a Jerusalém moderna, chamada de cidade nova. Em 1948, quando a criação do Estado de Israel foi aprovada pela ONU, os países árabes em volta não aceitaram a divisão e atacaram. Esta guerra, chamada de Guerra da Independência, pegou um país recém criado quase indefeso e com isso metade da cidade nova e toda a cidade velha ficaram sob controle da Jordânia. A cidade só foi reunificada em 1967, na Guerra dos Seis Dias, quando Israel recuperou o controle de toda a área. Ainda hoje a cidade nova tem duas partes de características bem distintas: a parte &quot;israelense&quot; que sempre ficou com Israel, é bem moderna e desenvolvida, e a parte &quot;árabe&quot; que havia ficado com a Jordânia, onde ainda hoje a população é predominantemente de origem árabe e que parece não ter evoluído tanto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Andamos até a cidade velha, já que ela ficava a cerca de 20 minutos do hotel. Como a cidade velha é murada, as entradas são pelos que eram antigamente portões. O que dá para o lado &quot;israelense&quot; é o portão Jaffa. Lá era o ponto de partida do tour guiado que faríamos, andando pela cidade velha. Como estávamos adiantados, ficamos tirando fotos e andando próximo ao portão. Outra dica: pegado ao portão Jaffa há um escritório de informações turísticas. O atendimento é ótimo e eles fornecem um mapa de ruas de Jerusalém muito bom.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O guia do nosso tour, por coincidência, era um americano que morava em Israel há muitos anos. O grupo era grande, com gente do mundo todo e iríamos andar pelos 4 quartos da cidade velha. Aqui, mais uma aula rápida de geografia: a cidade velha na teoria é dividida em 4 partes (quartos). O quarto judaico, o cristão, o muçulmano e o armênio. Na prática, é tudo misturado já que a cidade passou por vários ciclos diferentes de dominação nos últimos 2 mil anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjVanAEmFwTsELQG6JIXhrX64lB4LSsv5N7utGROH2kInSrVCwQ9vWuGjWJb6XFligqYAxsXQx3b6HSCMU-nHc6FGSpL_gMOQeCvdnRNS7jju2gue31L_A6F1JwgEYQLlAI7Rzkqg/s1600/map_of_jerusalem.gif&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;280&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjVanAEmFwTsELQG6JIXhrX64lB4LSsv5N7utGROH2kInSrVCwQ9vWuGjWJb6XFligqYAxsXQx3b6HSCMU-nHc6FGSpL_gMOQeCvdnRNS7jju2gue31L_A6F1JwgEYQLlAI7Rzkqg/s400/map_of_jerusalem.gif&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;Os &quot;quartos&quot; da cidade velha&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cidade velha é muito diferente do que imaginávamos. É uma cidade &quot;viva&quot; e não só um conjunto de ruínas, monumentos e lugares sagrados. Na cidade há lojas, restaurantes, casas residenciais e até mesmo escolas. As ruas são bem estreitas e em geral inclinadas (lembrem-se que Jerusalém foi construída sobre morros). Anda-se alguns passos aí vem um degrau, depois mais uns passos e outro degrau... As lojas vendem de tudo, desde as quinquilharias habituais para turistas, até frutas, verduras, carnes e temperos para os moradores. Passamos por várias padarias fazendo pão árabe e o cheiro no ar de pão assando era maravilhoso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Começamos pelo quarto cristão, percorrendo a Via Dolorosa (por onde Cristo teria carregado a cruz), passando pela igreja do Santo Sepulcro, por um mosteiro da Igreja Cristã Ortodoxa e entrando no quarto muçulmano. Como o acesso ao Domo da Rocha (a mesquita com o domo dourado que aparece em várias fotos) tem horário limitado e muitas filas, continuamos para o quarto judaico, chegando então ao túnel que leva ao Muro. Em Israel eles não chamam (e nem gostam que se chame) de Muro das Lamentações e sim de Muro Ocidental.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de saber que o Muro na verdade não era o muro do Templo e sim parte do muro de sustentação da estrutura onde ficava o Templo propriamente dito, o lugar tem alguma coisa de especial que mexe com a gente. É uma sensação difícil de explicar, é quase como um arrepio do corpo e da alma. Eu e Pat tivemos que ir para lados distintos, já que há separação de homens e mulheres. Eu sentia um misto de reverência, respeito e emoção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como de praxe, deixei um papelzinho entre as pedras do muro e fiquei lá por alguns momentos, encostado e vivendo um turbilhão de emoções. O que escrevi no papel e o que pensei enquanto estava lá vai ficar entre Deus e eu...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Patricia também colocou o papelzinho dela no Muro e rezou, com muita emoção também por estar rodeada de tantos lugares sagrados de todas as religiões. O que ela escreveu no papelzinho também só vai ficar entre ela e Deus. Ela não vai divulgar nem no Facebook!!!! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tiramos muitas fotos e ficamos olhando a &quot;Praça do Muro&quot;, que é a região em torno dele. Havia de tudo: ortodoxos, turistas, crianças, idosos, soldados. O clima era de respeito, mas um tanto quanto festivo, como se a alegria das pessoas por estarem lá estivesse pairando no ar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O tour continuou pelo quarto judaico, parando para descanso e comes e bebes defronte a uma sinagoga nova (Hurva) que foi construída no mesmo local de uma que havia sido destruída em 1948 na Guerra da Independência. O quarto judaico é o que tem construções mais novas, já que foi quase todo destruído durante o domínio jordaniano. Depois passamos pelo Cardo e fomos para o quarto Armênio, o menor deles. Lá atingimos o alto de uma construção (não lembro qual), de onde pudemos ter uma vista panorâmica dos arredores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O tour voltou então para o portão Jaffa, onde terminou. Foram três horas caminhando pela cidade velha, numa experiência muito interessante. Estava muito calor, estávamos cansados e com fome. Resolvemos então voltar para o hotel e comer algo no caminho. Fizemos o caminho de volta pelo Mamilla Mall, que é um shopping center a céu aberto, construído recentemente, quase defronte à cidade velha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Mamilla é um local vibrante, principalmente à noite, com muitos bares e restaurantes que ficam lotados, além de várias lojas finas. É um contraste interessante entre a modernidade do mall e a antiguidade da cidade velha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Continuamos para o hotel e estávamos com vontade de comer falafel. Por sorte, passamos na porta de um lugar pequeno, basicamente com um balcão, uma fritadeira grande atrás e um pequeno espaço na frente. Mas como o falafel estava sendo frito na hora, resolvemos experimentar. Depois de fazermos o pedido, o dono, muito gentil e comunicativo (aproveitei até para falar umas 2 frases em hebraico), disse para sentarmos nos fundos que ele levaria a comida. Para nossa surpresa, nos fundos havia um pequeno quintal muito agradável, com mesas, cadeiras e árvores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A despeito da simplicidade do local, a comida estava ÓTIMA! Comemos falafel, humus, salada israelense (tomate, pepino, etc. picados), com pão árabe quentinho. Bem alimentados e satisfeitos descansamos um pouco ao chegar no hotel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
À noite, fomos para as redondezas da rua Ben Yehudá. Esta região, que inclui entre outras a rua Jaffa (Yaffo em hebraico), tem várias ruas de pedestres, com muitos restaurantes, mesas na calçada, lojas que ficam abertas até tarde e um movimento bastante grande, mesmo tarde da noite. Fizemos algumas compras e depois sentamos na Bleecker Bakery, que é um misto de restaurante, café e confeitaria. O rapaz que atendeu a gente, muito simpático, ficou batendo papo sobre o Brasil (israelense adora Brasil) e como tínhamos almoçado tarde, comemos uma salada muito boa, com frutas secas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegamos no hotel por volta de meia noite. Foi um dia longo, mas que valeu por cada segundo. Confira vendo as nossas fotos clicando &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/108253912825754027397/JerusalemDia1?authkey=Gv1sRgCKPK1MuKrdvnHg&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No próximo artigo: O segundo dia em Jerusalém - Cidade de David, Museu do Holocausto, a cidade nova e muito mais!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
------------------------------------------ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://olho-grande.blogspot.com/2012/06/diarios-de-viagem-6-em-jerusalem-dia-2.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Clique aqui para o próximo capítulo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://olho-grande.blogspot.com/2012/06/diarios-de-viagem-4-em-roma-dia-3-e.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Clique aqui para o capítulo anterior&lt;/a&gt;.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olho-grande.blogspot.com/feeds/7674913907159778326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/28158271/7674913907159778326' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/7674913907159778326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/7674913907159778326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olho-grande.blogspot.com/2012/06/diarios-de-viagem-5-em-jerusalem-dia-1.html' title='Diários de Viagem: 5 - Em Jerusalém (dia 1)'/><author><name>Marco Malka</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01336817748221699337</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4712/2978/1600/Olho%20Grande.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjVanAEmFwTsELQG6JIXhrX64lB4LSsv5N7utGROH2kInSrVCwQ9vWuGjWJb6XFligqYAxsXQx3b6HSCMU-nHc6FGSpL_gMOQeCvdnRNS7jju2gue31L_A6F1JwgEYQLlAI7Rzkqg/s72-c/map_of_jerusalem.gif" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28158271.post-6330658961113099726</id><published>2012-06-06T21:49:00.001-04:00</published><updated>2012-06-13T12:14:18.834-04:00</updated><title type='text'>Diários de Viagem: 4 - Em Roma (dia 3) e a caminho de Israel</title><content type='html'>Restava pouco tempo em Roma, pois no começo da tarde iríamos para o aeroporto pegar o nosso vôo para Londres e Tel Aviv. Então resolvemos acordar cedo para visitarmos os lugares que faltavam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As malas estavam praticamente prontas. Tomamos o café da manhã e fomos procurar a Praça Barberini, onde haveria mais uma fonte de Bernini.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como a Fontana di Trevi ficava no caminho, passamos lá mais uma vez, já que só tínhamos ido à noite. Ao chegarmos lá, resolvemos um grande mistério: o destino das moedas que são jogadas na fonte!&amp;nbsp; A fonte estava desligada e tinha uma equipe, protegida por policiais, usando equipamento de sucção e sugando as moedas, que supostamente seriam depois doadas para caridade. Se por um lado não pudemos fotografar a fonte funcionando (o processo de retirada das moedas era muito lento e não tínhamos tempo a perder), por outro foi interessante descobrir que fim levavam as moedas. Veja as fotos clicando &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/112019115009545098591/FontanaDiTreviPelaManha?authkey=Gv1sRgCNXC-PCZlPGy_AE&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O tempo continuava meio ruim, com chuviscos esparsos. Continuamos rumo à Praça Barberini. No caminho, passamos por vários prédio comerciais e é impressionante a quantidade de scooters não só circulando na rua, mas estacionados na frente dos prédios. Tinha até uma BWM que era quase um carro, com capota e limpador de para-brisa!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgzhGucLO_HK0BKvRCAnIMrxvOZ1AaHt8verdfRvDiiSKEjG2swZHWE11K0GO-1Ea3XyAiJlzXnKhvnwpAAPfDZ1oiqYhQjF-cCCWb6xea_Q-RW_HRZPdQg5Ee2Uh38c0rbY9I2jQ/s1600/IMG_20120507_090521.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;300&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgzhGucLO_HK0BKvRCAnIMrxvOZ1AaHt8verdfRvDiiSKEjG2swZHWE11K0GO-1Ea3XyAiJlzXnKhvnwpAAPfDZ1oiqYhQjF-cCCWb6xea_Q-RW_HRZPdQg5Ee2Uh38c0rbY9I2jQ/s400/IMG_20120507_090521.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;Scooter BMW&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Praça Barberini fica num cruzamento de várias ruas de trânsito intenso, num lugar feio e nem perdemos tempo. Por acaso, no caminho nos deparamos com o Palácio Barberini, que foi construído pela família dele na época em que ele foi papa e, mais uma vez, é obra do Bernini. O palácio hoje é sede do Museu Italiano de Arte Antiga. Como ainda era cedo, estava fechado, mas deu para fotografarmos o prédio, que por sinal tem uma escada helicoidal famosa e, para variar, uma fonte do Bernini. Veja as fotos &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/112019115009545098591/PalacioBarberini?authkey=Gv1sRgCJ-t-aWRjs_cwgE&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Continuamos então na direção da Praça do Quirinale, onde fica o Palácio do mesmo nome, sede do governo italiano. Para chegar nele, andamos pela Via del Quirinale, que apresenta um contraste interessante. O Palácio faz parte de um complexo de prédios contínuos que fazem quase um retângulo, ocupando uma área enorme. Os prédios são muito feios, estilo caixa e até pensei que eram da época do fascismo (Mussolini), mas eles são bem mais antigos. Entretanto, na área interna, há o jardim do palácio que parece ser muito bonito (a entrada, obviamente, é proibida ao público). Fotos do Palácio e arredores, &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/112019115009545098591/PalacioQuirinaleEArredores?authkey=Gv1sRgCNPli__yld-dGQ&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como o palácio fica no morro Quirinale, o mais alto dos 7 morros de Roma, descemos rumo ao Pantheon. As ruas do centro histórico de Roma são muito estreitas (provavelmente por serem antigas), quase não dá um carro mas mesmo assim algumas são de mão dupla e passa até caminhão. Em várias praticamente não há calçadas. Há também muitas Piazzas (praças), em geral circundadas por bares e restaurantes, ou por lojas. Outra coisa que notamos é que enquanto em New York há um Starbucks em cada esquina, em Roma há uma igreja em cada esquina...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegamos ao Pantheon. Por fora, não parece grandes coisas. Mas por dentro, é incrível. O formato e o teto dão uma sensação interessante. Ele foi construído por volta de 126 AC como um templo para todos os deuses (em grego Pantheon quer dizer &quot;para todo deus&quot;), mas desde o século 7 é usado como igreja, o que me surpreendeu. Achei que era apenas mais uma edificação da Roma antiga. A cúpula é aberta, então pode chover dentro, mas permite a entrada de luz natural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tiramos muitas fotos e filmamos, tanto dentro, quanto do lado de fora, na Praça da Rotunda, que para variar tem uma fonte e um obelisco. Aproveitamos então para dar uma relaxada tomando café e tomando sorvete num dos restaurantes em volta. As fotos e filme podem ser vistos &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/112019115009545098591/PantheonEArredores?authkey=Gv1sRgCJLp6-aAqerIswE&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Voltamos para o hotel para fechar as malas e fazer o checkout. O hotel valeu principalmente pela localização. O chato mesmo foi o tamanho do box do banheiro: era menor do que uma cabine telefônica. Alguém um pouquinho mais gordo ou não caberia ou correria o risco de ficar entalado tomando banho...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fizemos o checkout deixando as malas na recepção e, como ainda tínhamos algumas horas antes de irmos para o aeroporto, fomos bater perna mais um pouquinho. Estávamos extremamente cansados pela maratona dos últimos dias, a chuva estava querendo voltar mas, apesar de estarmos ansiosos para conhecer Israel, estávamos com pena de ir embora de Roma. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguimos para os jardins da Villa Borghese, que é como se fosse um Central Park. Ela fica no alto, então tem vistas panorâmicas de Roma, dando para ver até o Vaticano. Para chegar a ela, passamos pela Praça de Espanha e subimos os &quot;Spanish Steps&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao chegarmos na Villa, a chuva que vinha ameaçando, apertou. Tivemos que ficar encolhidos embaixo de uma árvore até ela diminuir um pouco. Isso nos forçou a encurtar o passeio, o que foi uma pena pois parece ser um lugar muito agradável. Tiramos algumas fotos que podem ser vistas &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/112019115009545098591/PracaDeEspanhaEVillaBorghese?authkey=Gv1sRgCNe8v-KI2qq-fg&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Descemos de novo, desta vez na direção do nosso último lugar a ser visitado, a imponente e ampla Piazza del Popolo. Esta praça tem os habituais elementos das praças de Roma: obelisco e fontes, com a vantagem de não ter trânsito próximo, criando uma área relativamente tranquila.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De lá, voltamos para o hotel, absorvendo e saboreando as ruelas por onde passamos, nos despedindo de Roma. Ao chegarmos no hotel, o motorista que o hotel arrumou já estava esperando e nos sentimos bem importantes: ele estava impecável de terno e gravata e o carro era um BMW. Estávamos saindo de Roma em melhor estilo do que chegamos!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegamos até cedo no aeroporto, pois o motorista, no melhor estilo italiano, chegou a 140 km/h na via expressa que leva a ele. Despachamos as malas, compramos um licor de chocolate no Free Shop e fomos para a sala VIP, que era decorada num estilo meio década de 70, parecendo até cenário de filme.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh1i7JzhAc99Z_TLPwsDqxrzzjofdQvL0JCYOdyvDnrBdLsLQ0r6V9BgcL8h0qzkQCP1ecw0k7tFFeuTPjbYfpviDsZ62hUPyFdG_NgQOBGYBIevFDUttWCXZpO549ackkygy-yxA/s1600/IMG_20120507_160840.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh1i7JzhAc99Z_TLPwsDqxrzzjofdQvL0JCYOdyvDnrBdLsLQ0r6V9BgcL8h0qzkQCP1ecw0k7tFFeuTPjbYfpviDsZ62hUPyFdG_NgQOBGYBIevFDUttWCXZpO549ackkygy-yxA/s320/IMG_20120507_160840.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;Sala VIP no aeroporto de Roma&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;br /&gt;
Mais tarde, fomos para o portão de embarque, que estava bem cheio e o vôo um pouco atrasado. O vôo, como sempre, estava lotado e inacreditavelmente serviram sanduíche de porco com galinha! Ainda bem que eu não estava com fome, pois tinha comido na sala VIP.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegamos em Londres e, como ainda tínhamos algumas horas até o embarque para Tel-Aviv, fomos para a sala VIP que fica em outro terminal. Para isso, tivemos que pegar um ônibus interno que andou pelo menos uns 10 minutos dentro do aeroporto (que é imenso), passar pela segurança de novo, andar um bocado e finalmente chegar à sala. Mas valeu o esforço, pois a sala VIP que o Diner&#39;s tinha convênio no Aeroporto de Heathrow foi a melhor da viagem. É muito grande, tinha um buffet com vários tipos de comidas, bolos, doces, bebidas (alcoólicas ou não), sala de cinema, computadores e até um SPA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em; text-align: left;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhAJ4csX56ZnxeDAPyvwb6tXGCh_aQK9v5w3GKA03_RMw5DkIfJweuBaolnf6gnEb2urqiy5GXMEajR6y0r37JZ2e_9jJET8wXKHPheq3KliW-TXneYaPda5PltcKhVIvWiNg_3PQ/s1600/IMG-20120507-WA0003.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhAJ4csX56ZnxeDAPyvwb6tXGCh_aQK9v5w3GKA03_RMw5DkIfJweuBaolnf6gnEb2urqiy5GXMEajR6y0r37JZ2e_9jJET8wXKHPheq3KliW-TXneYaPda5PltcKhVIvWiNg_3PQ/s320/IMG-20120507-WA0003.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;Bebendo um chá inglês na Inglaterra&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: right;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgW8hcdnz1Tn4pCc2YTBE7ZcIaI1BspzahsFT1mnXFbc_XZEhTwRr3FpkOPLHtDep6IUSTivgiiMZGm3y5A_ollUP1677cvmG3RQ8WQwhZSOJJxlB04rAsk6QsOF_3bUYz7f-vx4w/s1600/IMG-20120507-WA0002.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgW8hcdnz1Tn4pCc2YTBE7ZcIaI1BspzahsFT1mnXFbc_XZEhTwRr3FpkOPLHtDep6IUSTivgiiMZGm3y5A_ollUP1677cvmG3RQ8WQwhZSOJJxlB04rAsk6QsOF_3bUYz7f-vx4w/s320/IMG-20120507-WA0002.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;Até breve, Europa&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
Cerca de uma hora antes do embarque, fizemos tudo de novo, agora em sentido contrário, e embarcamos. O vôo estava quase cheio, com muitos ortodoxos. Apesar de estarmos com bons assentos, foi muito difícil dormir. Já não dava nem para descrever o cansaço que sentíamos e o peso das pernas. Mas a emoção e a expectativa de estarmos embarcando para Israel eram bem grandes e isso ajuda a dar energia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No próximo artigo: em Israel!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
------------------------------------------ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://olho-grande.blogspot.com/2012/06/diarios-de-viagem-5-em-jerusalem-dia-1.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Clique aqui para o próximo capítulo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://olho-grande.blogspot.com/2012/06/diarios-de-viagem-3-em-roma-dia-2.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Clique aqui para o capítulo anterior&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olho-grande.blogspot.com/feeds/6330658961113099726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/28158271/6330658961113099726' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/6330658961113099726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/6330658961113099726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olho-grande.blogspot.com/2012/06/diarios-de-viagem-4-em-roma-dia-3-e.html' title='Diários de Viagem: 4 - Em Roma (dia 3) e a caminho de Israel'/><author><name>Marco Malka</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01336817748221699337</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4712/2978/1600/Olho%20Grande.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgzhGucLO_HK0BKvRCAnIMrxvOZ1AaHt8verdfRvDiiSKEjG2swZHWE11K0GO-1Ea3XyAiJlzXnKhvnwpAAPfDZ1oiqYhQjF-cCCWb6xea_Q-RW_HRZPdQg5Ee2Uh38c0rbY9I2jQ/s72-c/IMG_20120507_090521.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28158271.post-2218493119069256818</id><published>2012-06-02T16:52:00.000-04:00</published><updated>2012-12-06T14:37:32.755-05:00</updated><title type='text'>Diários de Viagem: 3 - Em Roma (dia 2)</title><content type='html'>Depois de um descanso curto mas merecido, acordamos cedo para mais um dia que prometia ser bastante cheio, pois iríamos conhecer a Roma Antiga. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O café da manhã do nosso hotel na verdade era servido em outro hotel na mesma rua. Não era muito farto, mas o suficiente para nos dar a energia para começar mais uma aventura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, se Roma tem ou tinha um deus da chuva, esse resolveu não cooperar conosco. O que o dia anterior teve de ensolarado e bonito, este tinha de nublado e meio frio. Mas isso não era impedimento para nós e fomos em direção ao metrô, passando novamente pela Praça de Espanha, não resistindo e tirando mais fotos (clique &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/112019115009545098591/PracaDeEspanhaDeManha?authkey=Gv1sRgCJu04ojih-LFbw&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt; para ver).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O metrô de Roma é curto, cobrindo apenas uma pequena parte da cidade. Dizem que um dos motivos é o fato de toda vez que começam escavações para expandi-lo, acham alguma ruína antiga que acaba virando um sítio arqueológico, impedindo ou adiando a construção. Atualmente há apenas a linha A, que vai de noroeste para sudeste (a que nos levou para o Vaticano) e a linha B, que vai de nordeste para sudoeste, praticamente fazendo um X. As duas linhas se encontram na estação Termini, que é uma estação multi-modal, englobando ônibus, trens e metrô.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em; text-align: left;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhbWTfjeeo5N6VC7Oes80NZC99S8dtpAF3YJBDJ_MpDyqmGZoCD3NyNL4LqmHOeuGULfAQVZjyO_j7mnlXzVActJ4bz7DPLD2nZrOBMjn6rryxQIBnVArI1FS2ZM3sk_XwESCVLRA/s1600/rome_metro_map.gif&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhbWTfjeeo5N6VC7Oes80NZC99S8dtpAF3YJBDJ_MpDyqmGZoCD3NyNL4LqmHOeuGULfAQVZjyO_j7mnlXzVActJ4bz7DPLD2nZrOBMjn6rryxQIBnVArI1FS2ZM3sk_XwESCVLRA/s400/rome_metro_map.gif&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;Mapa do metrô de Roma&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
Como queríamos ir para o Circo Massimo (ou Circus Maximus), pegamos a linha A, descemos na Termini e pegamos a linha B. Estávamos graduados e pós graduados em metrô de Roma!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A viagem foi rápida e, ao sairmos do metrô, a chuva que estava ameaçando, começou a apertar. Num passe de mágica, apareceram vários camelôs vendendo guarda-chuvas, capas, etc. É o chamado comércio de ocasião. Acabamos tendo que comprar um guarda-chuva vagabundo mas necessário naquele momento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Circo Massimo deve ter sido uma construção muito imponente na época (4 AC), com capacidade para cerca de 150 mil espectadores sentados para assistir corridas de bigas (a Fórmula 1 da época). Infelizmente, chegamos um pouco tarde: praticamente nada sobrou dele, restando apenas uma área aberta enorme, usada hoje em dia como parque e para alguns shows de música.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fomos então para o Palazzo dei Flavii e Domus Augustana (Palácio dos Flavianos e a Casa dos Augustos), que fica do lado, no morro Palatino. Estas ruínas cobrem uma área enorme, com pelo menos dois palácios - o dos Flavianos, conhecido como Domus Flavia, que era mais usado para funções de Estado, e o dos Augustos, mais usado como residência principal do imperador, além de jardins, fontes e até um pequeno estádio. Do lado, na direção do Coliseu, está o Arco de Constantino. Veja nossas fotos clicando &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/112019115009545098591/PalazzoDeiFlaviiDomusAugustanaEArcoDeConstantino?authkey=Gv1sRgCL7krIzNyJmPigE&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: right; margin-left: 1em; text-align: right;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEio-6eZBjDTnqZjw1ZurXYOFljrv0V71IGWmrqg1D62vyBsSOb3Fiw3o6YdpNVSaieRhjXuYBZQNqH6t4Wn0p8WwZ3BbaqTCXmNplzXHXfdNgdK4TVs4Vh-374Kc4fEy9onKck2lw/s1600/800px-Circus_Max_1978_2.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;267&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEio-6eZBjDTnqZjw1ZurXYOFljrv0V71IGWmrqg1D62vyBsSOb3Fiw3o6YdpNVSaieRhjXuYBZQNqH6t4Wn0p8WwZ3BbaqTCXmNplzXHXfdNgdK4TVs4Vh-374Kc4fEy9onKck2lw/s400/800px-Circus_Max_1978_2.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;Modelo da Roma Antiga, no período imperial, mostrando o Circo Massimo em &lt;br /&gt;primeiro plano, o Coliseu ao fundo e entre eles, o morro Palatino.&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
Andamos muito, embaixo de chuva, com frio, vento e tivemos que subir e descer rampas e escadas. Estávamos ficando cansados, mas continuamos para o Coliseu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta área era o centro da Roma Antiga. No vale entre o&amp;nbsp; morro Palatino e o morro Capitolino, ficavam os prédios administrativos, templos, mercados, etc. sendo a área toda conhecida como Foro Romano. Como a idéia era &quot;pão e circo&quot;, então construíram o Circo Massimo e o Coliseu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Graças ao Roma Pass, mais uma vez conseguimos escapar da fila, que no Coliseu era bem grande. Mesmo tendo sobrado só parte da construção original, ainda é muito imponente e faz a gente imaginar como seria há quase 2 mil anos. Foi estranho subir nas mesmas escadas e andar pelos mesmos corredores em que os romanos devem ter andado para assistir gladiadores lutarem entre si ou contra animais selvagens. De pé lá em cima, olhando para o centro embaixo, dava para imaginar a multidão gritando, sedenta de sangue. Para ter uma idéia melhor, veja fotos e filme clicando &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/112019115009545098591/Coliseu?authkey=Gv1sRgCNeOuPPBudyFHQ&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do Coliseu, como estávamos cansados, molhados e com fome, resolvemos almoçar. Só que ao chegarmos no restaurante que tínhamos escolhido por ser próximo e ter boas avaliações, ele estava fechado. Em plena tarde de domingo! Desconsolados, começamos a andar pelas redondezas à procura de outro. Nos deparamos então com um que estava lotado tanto dentro quanto fora, apesar da chuva (botaram um plástico encobrindo as mesas do lado de fora). Como era fora da rota turística, só tinha pessoal local e então a comida deveria ser boa, para estar lotado daquele jeito.&amp;nbsp; Disseram que a espera seria de 15 minutos e resolvemos esperar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As mesas eram coladas umas nas outras, ou seja, era como se fossem mesas compridas com vários desconhecidos compartilhando. Como em todo lugar na Itália, tinha muita gente fumando o que mesmo sendo do lado de fora, era incômodo. O ambiente era um &quot;alegre-barulhento&quot;: o dono e os garçons gritavam uns com os outros e com os clientes, brincando, cantando, parecia coisa de filme.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O serviço era quase amador. Garçons sumiam, traziam os pratos e quase jogavam na mesa, uma bagunça. Mas, quando chegou a comida, entendemos o motivo do restaurante estar cheio. Não vou explicar e sim botar a foto, que diz tudo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgL9IioMc_xL1N7M6txxRpO_AGrqBxGomzx-VYLKPIpTLJ_NSC0JMv50YdwwordbjGd1dKDfnRQrCridrf9cj6-Pjq5DzmXkM6GCsnOpQim1yc1mrUYECOIAB7v2owmxlhsNZPVTg/s1600/IMG_20120506_143959.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;300&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgL9IioMc_xL1N7M6txxRpO_AGrqBxGomzx-VYLKPIpTLJ_NSC0JMv50YdwwordbjGd1dKDfnRQrCridrf9cj6-Pjq5DzmXkM6GCsnOpQim1yc1mrUYECOIAB7v2owmxlhsNZPVTg/s400/IMG_20120506_143959.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;Pizza com rúcula e tomates frescos&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conta foi ridículamente barata, o que mostra que nem sempre a melhor comida é no restaurante mais caro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Satisfeitos e com um pouco mais de energia, continuamos para o Foro Romano, onde as pilastras que sobraram davam uma idéia da escala e imponência dos prédios. A chuva não dava trégua, os guarda-chuvas de camelô já estavam estragados pelo vento, então a nossa visita teve que ser rápida. Mesmo assim, tiramos muitas fotos, que podem ser vistas &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/112019115009545098591/ForoRomano?authkey=Gv1sRgCOnXitLps67eeA&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do Foro Romano, começamos a andar na direção do hotel, com a intenção de passar no caminho pela Praça Navona. Como ainda chovia muito e passamos por um prédio bonito, resolvemos entrar um pouco. Era o Monumento a Vittorio Emanuele II (rei que no século 19 reunificou a Itália), na Praça Veneza, que inclui o Museu da Reunificação Italiana.&amp;nbsp; Não estávamos interessados no museu e sim em poder fugir um pouco da chuva, mas tiramos algumas fotos do prédio que é bem imponente e interessante (apesar dos italianos odiarem a arquitetura dele). As fotos estão &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/112019115009545098591/MonumentoAVittorioEmanueleII?authkey=Gv1sRgCNjR-tvmmOasOg&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Continuamos o nosso caminho, sempre guiados pelo GPS do celular, que às vezes se perdia mas acabava dando conta do serviço. Passamos por várias ruas, a maioria do comércio estava fechado (era fim da tarde de domingo), mas tinha um café aberto e paramos para um cafezinho estilo brasileiro: de pé no balcão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Passamos pela Praça Argentina (que leva esse nome devido a um antigo Teatro Argentino que tem ou tinha nela) e, no meio dela, mais escavações e ruínas. Em Roma é assim. Você vai andando pela cidade e volta e meia se depara com ruínas de construções do tempo do Império Romano. Afinal de contas, esta era a capital do maior império que o mundo já conheceu. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Praça Navona foi uma agradável surpresa. É muito bonita, com mais uma fonte de Bernini e outras duas de Giacomo della Porta. Os prédios em volta, em estilo barroco, compõe um cenário harmonioso e elegante e, dentre eles, a Igreja de Santa Inês e a embaixada brasileira que ocupa o Palácio Pamphili - um belo prédio. Há também vários restaurantes e cafés, com mesas e cadeiras do lado de fora. Comprove clicando &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/112019115009545098591/PracaNavona?authkey=Gv1sRgCPnKkI2knuX1Og&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao saírmos da praça, passamos por uma sorveteria e não resistimos. As sorveterias em Roma são uma história à parte: os sabores, que são muitos, ficam expostos, criando um colorido que dá água na boca. Os sorvetes são cremosos, com um sabor agradável, sem serem enjoativos. Há sorveterias em toda parte, tornando impossível resistir à tentação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao chegarmos no hotel já era noite. Estávamos cansados, molhados, mas ainda tínhamos que jantar.&amp;nbsp; Antes que o restinho de ânimo acabasse, resolvemos sair em direção à Fontana di Trevi, pois esta seria a nossa última noite em Roma e não teríamos outra oportunidade de vê-la iluminada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como era perto, chegamos rapidamente. A Fontana é muito mais bonita do que as fotos mostram, até porque eu esqueci a câmera no hotel e tivemos que fotografar e filmar com o celular, que não é muito bom com pouca luz (clique &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/112019115009545098591/FontanaDiTreviANoite?authkey=Gv1sRgCO6Iy4WGyvaegwE&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt; para ver).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A fonte fica quase que escondida, na esquina de duas ruas estreitas. A tradição diz que quem jogar moedas na fonte assegura o retorno à Roma, então Patricia jogou. Estamos aguardando receber as passagens aéreas de cortesia, para podermos voltar à Roma...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEijJvGQRKYIYZr8kXZ_LXLS5JxLDjRHEAMG8pf8mtCKhD-dWnE2XA-sGayCTFOWRRQmd1AHPbhqnuIBMLO77M4aezL-vCdJkEiFlhJ2NtwvZTlk6u6OX5rKcnNagLnnel0HNVrU0w/s1600/IMG_20120506_213448.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEijJvGQRKYIYZr8kXZ_LXLS5JxLDjRHEAMG8pf8mtCKhD-dWnE2XA-sGayCTFOWRRQmd1AHPbhqnuIBMLO77M4aezL-vCdJkEiFlhJ2NtwvZTlk6u6OX5rKcnNagLnnel0HNVrU0w/s320/IMG_20120506_213448.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;De lá rodamos um pouco pelas ruazinhas da redondeza, até escolhermos um restaurante, onde jantamos, com direito a um brinde à nossa estadia em Roma e profiteroles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgb2N3BEA23sqDXKj098sxBINSN2GtBwdiKemwqOhnvY6vjEnZtDcRG33P-BF-bjSEquXLNhRrqPuqhRaxg9inrk6NvC5qAzZi_Z69Ls2t3tdF48Q45rumgQc8C9WV7BNZKfAA_AA/s1600/IMG_20120506_213609.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgb2N3BEA23sqDXKj098sxBINSN2GtBwdiKemwqOhnvY6vjEnZtDcRG33P-BF-bjSEquXLNhRrqPuqhRaxg9inrk6NvC5qAzZi_Z69Ls2t3tdF48Q45rumgQc8C9WV7BNZKfAA_AA/s320/IMG_20120506_213609.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estava completo um dia longo. Restavam agora boas lembranças, muitas fotos e bolhas nos pés.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No próximo capítulo: os últimos passeios por Roma e a partida com destino a Tel-Aviv, via Londres.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
------------------------------------------ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://olho-grande.blogspot.com/2012/06/diarios-de-viagem-4-em-roma-dia-3-e.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Clique aqui para o próximo capítulo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://olho-grande.blogspot.com/2012/05/diarios-de-viagem-2-em-roma-dia-1.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Clique aqui para o capítulo anterior&lt;/a&gt;.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olho-grande.blogspot.com/feeds/2218493119069256818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/28158271/2218493119069256818' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/2218493119069256818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/2218493119069256818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olho-grande.blogspot.com/2012/06/diarios-de-viagem-3-em-roma-dia-2.html' title='Diários de Viagem: 3 - Em Roma (dia 2)'/><author><name>Marco Malka</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01336817748221699337</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4712/2978/1600/Olho%20Grande.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhbWTfjeeo5N6VC7Oes80NZC99S8dtpAF3YJBDJ_MpDyqmGZoCD3NyNL4LqmHOeuGULfAQVZjyO_j7mnlXzVActJ4bz7DPLD2nZrOBMjn6rryxQIBnVArI1FS2ZM3sk_XwESCVLRA/s72-c/rome_metro_map.gif" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28158271.post-2772985714667712490</id><published>2012-05-29T10:22:00.000-04:00</published><updated>2012-06-13T12:12:29.159-04:00</updated><title type='text'>Diários de Viagem: 2 - Em Roma (dia 1)</title><content type='html'>A chegada em Roma foi meio tumultuada, pois o aeroporto parecia a Rodoviária Novo Rio em véspera de Carnaval. Depois de pegarmos as malas, entramos numa fila enorme para o controle de passaportes. Achamos que iríamos ficar o dia inteiro na fila, mas estranhamente estava andando bem rápido. Ao chegar a nossa vez, descobrimos o porque: você se aproximava do guichê, mostrava que tinha um passaporte (nem abria) e eles mandavam você seguir! Será que era o jeitinho italiano?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A alfândega foi inexistente - uns 2 ou 3 caras conversando num canto e todo mundo passando de passagem, direto. O terminal de chegadas também estava lotado. Pausa agora para algumas dicas para quem for a Roma:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- Compre o Roma Pass. O Roma Pass, como o nome diz, é um passe que dá acesso grátis em Roma a dois lugares de uma lista extensa (museus e locais históricos) e desconto nos demais. A grande vantagem nesse caso é evitar as filas nas bilheterias de lugares como o Coliseu. Ele dá também uso ilimitado de ônibus e metrô (exceto o que liga ao aeroporto), por 3 dias. Mas, atenção: O Palácio e o Museu do Vaticano não estão incluídos, porque o Vaticano tecnicamente é outro país. Compramos o Roma Pass no escritório de informações turísticas do aeroporto. Ele vem com um pacotinho de informações úteis, incluindo um mapa da cidade e das linhas de ônibus e metrô.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2- Não use os caixas eletrônicos avulsos do aeroporto, pois não são seguros. No próprio terminal de chegada, lá no final, embaixo das escadas rolantes, tem uma agência de banco com um caixa eletrônico fechado, daqueles que você passa o cartão para abrir a porta. Seguro e tranquilo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3- Como no Rio, não aceite ofertas de taxi. Vá para a &quot;fila oficial&quot; de taxis brancos, em frente à saída. Eles são obrigados a operar com tarifa fixa determinada pelo governo (40 Euros no momento).&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pegamos o nosso taxi e finalmente estávamos em Roma. Uma via expressa levava do aeroporto para os bairros e ao sairmos dela tivemos a impressão de estarmos no Rio ou em Belo Horizonte, em função do trânsito, dos prédios e do aspecto das ruas. O motorista, apesar de falar pouco inglês, foi descrevendo os lugares por onde estávamos passando. Estávamos tendo o nosso primeiro tour por Roma!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao chegar na rua do hotel, o motorista disse que não podia entrar nela (o que depois descobrimos não ser correto) e nos deixou na esquina. Lá fomos nós puxando mala pelos paralelepípedos de Roma. Não foi exatamente uma chegada glamourosa...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fomos muito bem recebidos no hotel, que era pequeno e cercado de lojas de marca como Prada e Gucci. A localização (motivo da nossa escolha) era ótima pois ficava a 2 minutos da Praça de Espanha e uns 5 minutos da Fontana de Trevi. A má notícia é que, sendo antigo, não tinha elevador e tivemos que carregar malas por dois lances de escada. Depois de um banho reparador para recuperar do viagem (e das 6 horas de diferença de fuso horário), estávamos prontos para as atrações do dia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estava um dia muito bonito e a Praça de Espanha estava lotada (depois contamos mais sobre ela). Na própria praça pegamos o metrô que levava para perto do Vaticano. As estações são bem feiosas, velhas, mas os trens estão em&amp;nbsp; bom estado e chegam com frequência, sendo a melhor opção para evitar o trânsito meio caótico da cidade. Ao descermos, andamos por alguns minutos até o Museu do Vaticano, por onde se acessa a Capela Sistina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No caminho, uma cena que parecia Brasil: vários camelôs na rua vendendo bolsas de marca, legítimas &quot;made in China&quot;. Aí apareceu a polícia e saíram todos correndo, para voltarem assim que a polícia foi embora. Esse programa não aparecia em nenhum guia turístico que lemos...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Museu do Vaticano é até difícil de descrever, pelo tamanho e riqueza. São salões e mais salões com esculturas, tapeçarias, pinturas, e paredes, chão e tetos decorados. Estava muito cheio (talvez por ser fim de semana logo após o feriado de 1&lt;sup&gt;o &lt;/sup&gt;de maio), com vários grupos de excursão, o que as vezes até dificultava fotografar. Andamos por vários salões e andares por mais ou menos uma hora até chegarmos à Capela Sistina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao entramos na Capela, entendemos o por que de fazerem um caminho que a deixa para o final. Apesar da pouca claridade do ambiente, é de cair o queixo o trabalho de Michelangelo. As cores, as formas, as proporções, o brilho, são inacreditáveis e dão até uma sensação de estarem em 3D. É difícil até imaginar como ele conseguiu pintar de forma tão criativa e perfeita nas paredes e principalmente no teto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhQLh_88Xl45zhCcdlbQHOrsza0efl7KK4hPjGl1M7uDaNSveDzdyt82M762GdVM24ZkjZX1uP48UQWWxRdmkXKbFVu7mt6cKtNbWIMJlnZ_HK6F1y72siTG96k4BzRWM5kHj2DdA/s1600/340px-Creaci%C3%B3n_de_Ad%C3%A1n_(Miguel_%C3%81ngel).jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;144&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhQLh_88Xl45zhCcdlbQHOrsza0efl7KK4hPjGl1M7uDaNSveDzdyt82M762GdVM24ZkjZX1uP48UQWWxRdmkXKbFVu7mt6cKtNbWIMJlnZ_HK6F1y72siTG96k4BzRWM5kHj2DdA/s320/340px-Creaci%C3%B3n_de_Ad%C3%A1n_(Miguel_%C3%81ngel).jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;A criação de Adão - Uma das muitas cenas pintadas no teto da Capela Sistina&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;br /&gt;
Como a Capela ainda é usada para atividades religiosas (além de ser onde os cardinais se trancam para escolher o novo papa), é proibido fotografar e os guardas ficam o tempo todo pedindo silêncio, infelizmente com pouco sucesso, já que as pessoas parecem não conseguir se conter diante de tanta grandiosidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao sairmos da Capela, passamos por vários outros salões em direção à saída do Museu, mas depois da Capela todas as outras obras de arte pareciam sem graça, pobres, repetitivas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lá fora, o jogo de gato e rato entre polícia e camelôs continuava e andamos por uns 5 minutos para a Praça São Pedro. A Praça é aquela onde fica a multidão quando o Papa aparece na janela do Palácio do Vaticano. É muito maior do se imagina e é até difícil dar uma noção real pelas fotos. A fila para entrar no Palácio estava muito grande e então desistimos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Andamos até o Castelo Sant&#39;Angelo, que é próximo, e no caminho passamos por um prédio muito bonito, imponente, com a bandeira brasileira. Provavelmente é a embaixada do Brasil no Vaticano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este castelo tem uma história interessante. Ele foi construído pelo imperador romano Hadrian, inicialmente para servir de mausoléu para ele e a família. Mais tarde, talvez em função do tipo de construção e da proximidade com o Vaticano, passou a ser usado como fortaleza pelos papas, tendo um túnel sido construído ligando o castelo ao Palácio do Vaticano, como caminho de fuga para os papas. Chegou a ser usado até como prisão. Mais recentemente, fez parte da trama do livro Anjos e Demônios do Dan Brown (o mesmo que escreveu o Código DaVinci).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do alto do castelo tem-se uma vista privilegiada de Roma e o entardecer estava muito bonito. Saindo, passamos pela ponte sobre o Rio Tibre, que é toda decorada com estátuas e cheia de camelôs. Andamos até o restaurante Porta Castelo, que como o nome diz era bem próximo do castelo e tinha boas recomendações online.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como era ainda relativamente cedo para o jantar, o restaurante estava vazio e conseguimos uma mesa de imediato. Nossa primeira refeição em Roma foi bem típica e estava ótima: Patricia comeu gnocchi e bebeu uma legítima Peroni tamanho família, enquanto eu comi uma pizza fininha, regada à água mineral. Aliás, as águas minerais italianas, mesmos as não tão famosas como a San Pellegrino, são ótimas e geralmente são servidas em garrafas bem grandes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De lá, pegamos o metrô de volta para a Praça de Espanha. Já era noite e a praça estava muito bonita com grandes vasos de crisântemos rosas e vermelhos, lotada como sempre, com muita gente sentada nos degraus (&quot;Spanish Steps&quot;). A lua cheia surgiu no céu, se esgueirando por dentre os prédios. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ficamos sentados nos degraus tomando sorvete (outra coisa ótima na Itália), absorvendo a paisagem e o prazer de estar em Roma. Foi o fecho de ouro de um dia perfeito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fotos do Museu do Vaticano, Praça de São Pedro e Castelo Sant&#39;Angelo: Clique &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/112019115009545098591/CidadeDoVaticano?authkey=Gv1sRgCK_FtbXm7vjHRg#&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fotos da Praça de Espanha à noite: Clique &lt;a href=&quot;https://picasaweb.google.com/112019115009545098591/PracaDeEspanhaANoite?authkey=Gv1sRgCJrjosb32O6sHQ#&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No próximo capítulo: Viajando no tempo rumo à Roma Antiga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
------------------------------------------ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://olho-grande.blogspot.com/2012/06/diarios-de-viagem-3-em-roma-dia-2.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Clique aqui para o próximo capítulo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://olho-grande.blogspot.com/2012/05/diarios-de-viagem-1-caminho-de-roma.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Clique aqui para o capítulo anterior&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olho-grande.blogspot.com/feeds/2772985714667712490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/28158271/2772985714667712490' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/2772985714667712490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/2772985714667712490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olho-grande.blogspot.com/2012/05/diarios-de-viagem-2-em-roma-dia-1.html' title='Diários de Viagem: 2 - Em Roma (dia 1)'/><author><name>Marco Malka</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01336817748221699337</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4712/2978/1600/Olho%20Grande.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhQLh_88Xl45zhCcdlbQHOrsza0efl7KK4hPjGl1M7uDaNSveDzdyt82M762GdVM24ZkjZX1uP48UQWWxRdmkXKbFVu7mt6cKtNbWIMJlnZ_HK6F1y72siTG96k4BzRWM5kHj2DdA/s72-c/340px-Creaci%C3%B3n_de_Ad%C3%A1n_(Miguel_%C3%81ngel).jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28158271.post-2243114200584717903</id><published>2012-05-23T07:26:00.004-04:00</published><updated>2012-06-13T12:07:58.371-04:00</updated><title type='text'>Diários de Viagem: 1 - A Caminho de Roma</title><content type='html'>Desde os tempos antigos, viajar era uma aventura. Em geral, viajava-se mais por necessidade: quer seja para fugir de inimigos, ou para buscar lugares com mais água e comida, ou até mesmo para descobrir novas terras e expandir domínios e riquezas. As viagens eram medidas em meses e anos. Os riscos eram enormes e a &quot;aventura&quot; era chegar vivo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje, viajamos a trabalho e por lazer. Os tempos de viagem são medidos em horas e o grande desafio é lidar com malas, atraso de vôos e aeroportos enormes e cheios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, viajar evoluiu de uma aventura arriscada, para uma aventura prazerosa: conhecer novos lugares, experimentar novos paladares, vivenciar culturas diferentes, explorar locais históricos, expandir nossos horizontes como cidadãos do mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em fevereiro, quando Vivian nos ofereceu essa viagem, a idéia inicial era ir somente a Israel, num grupo de excursão. Só que bateu o espírito de aventura e resolvemos criar o nosso próprio itinerário, sem as limitações de excursão e aproveitando para dar uma parada em Roma (afinal, todos caminhos levam à Roma).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, a nossa viagem começou muito antes, com as pesquisas que Patricia e eu tivemos que fazer para criar um itinerário que fosse ao mesmo tempo ambicioso para explorarmos ao máximo essa oportunidade, mas também factível, levando em conta horários, distâncias e o nosso preparo físico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Usamos guias de viagem (Frommer&#39;s e Fodor&#39;s), fóruns de viajantes (tripadvisor.com), sugestões de quem já foi, sites de reservas com avaliações de hotéis (bookings.com, hotels.com, venere.com), google maps para aprender a geografia dos locais e para avaliar distâncias, roteiro de grupos de excursão para ter idéias, etc.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois de três meses de muita preparação, ansiedade e expectativa, finalmente chegou o grande dia. Malas prontas, foi difícil dormir na véspera, pois a antecipação era grande.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Marcelo nos deixou no aeroporto cedo e, como estava vazio, fomos comprar um café e fazer hora antes de enfrentar a aporrinhação da segurança, que ainda vai chegar ao ponto de fazer a gente embarcar pelado. Aí veio o primeiro susto: quando resolvemos entrar, a fila estava enorme e não andava. Mas acabamos chegando no portão de embarque a tempo e o vôo para NY foi tranquilo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em; text-align: left;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhG7QWl1_e05-LEXwwPCrLYx_W4CJMiZfJSvalZZ5Wn4DWRwH-trOFLnP_Lmj3t_QNIIkLv0j8ktZy-Y_SfwyooFUmE0rJq1j0GrDJC9iSdNDmjB5Xl9WObp40q3hqGPyJu1U3IEg/s1600/IMG_20120504_180101.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhG7QWl1_e05-LEXwwPCrLYx_W4CJMiZfJSvalZZ5Wn4DWRwH-trOFLnP_Lmj3t_QNIIkLv0j8ktZy-Y_SfwyooFUmE0rJq1j0GrDJC9iSdNDmjB5Xl9WObp40q3hqGPyJu1U3IEg/s320/IMG_20120504_180101.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;Chegando no JFK&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
No JFK foi uma maratona trocar de terminal tendo que pegar o trenzinho (Airtrain) com as malas. Eu não sei o por que de fazerem um sistema de trens que obriga você a andar uns 10 minutos com malas só para pegar o trem e ao saltar dele você ainda tem que andar mais um tanto para chegar ao check-in. Será que foi para o trem não ficar muito cansado? Isso não é só no JFK - em todos os aeroportos fazem a gente andar a bessa para pegar um meio de transporte, seja avião, ônibus ou trem, ao invés do meio de transporte andar para pegar a gente...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como tínhamos muitas horas até o vôo para Roma, fomos para a sala VIP aproveitar um pouco de mordomia porque ninguém é de ferro.Tivemos que fazer o sacrifício de aceitar comidinhas e bebidinhas enquanto relaxávamos nas poltronas. Vida dura!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: right; margin-left: 1em; text-align: right;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhekVahA7P-hbatycXmEpUmzGseUNpQbHFEvcf6ahixblPabBUGKU-5dm9LOXLKzKUIX6viABZ6dwOGlA4RSPIFnHv8d6FHdaF6_PCAhfUVkgEFCWiXud2z7kgyNc1pTKNMmey4bQ/s1600/IMG_20120504_150727.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhekVahA7P-hbatycXmEpUmzGseUNpQbHFEvcf6ahixblPabBUGKU-5dm9LOXLKzKUIX6viABZ6dwOGlA4RSPIFnHv8d6FHdaF6_PCAhfUVkgEFCWiXud2z7kgyNc1pTKNMmey4bQ/s320/IMG_20120504_150727.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;Uma VIP aproveitando a sala VIP&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
O vôo estava lotado, o embarque demorou e com isso o avião perdeu o lugar na fila de decolagem. Acabamos decolando com uma hora de atraso, mas em compensação o avião passou na pista do lado do hangar em que estava o 747 da NASA com o ônibus espacial Enterprise em cima e pudemos dar uma boa olhada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O vôo não teve mais surpresas e recuperou no ar parte do atraso. Pousamos no aeroporto de Roma por volta de 10 da manhã do dia seguinte. Chegou a hora de conquistarmos o Império Romano!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas isso vai ficar para o próximo capítulo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
------------------------------------------ &lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://olho-grande.blogspot.com/2012/05/diarios-de-viagem-2-em-roma-dia-1.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Clique aqui para o próximo capítulo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://olho-grande.blogspot.com/2012/05/diarios-de-viagem-introducao.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Clique aqui para o capítulo anterior&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olho-grande.blogspot.com/feeds/2243114200584717903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/28158271/2243114200584717903' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/2243114200584717903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/2243114200584717903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olho-grande.blogspot.com/2012/05/diarios-de-viagem-1-caminho-de-roma.html' title='Diários de Viagem: 1 - A Caminho de Roma'/><author><name>Marco Malka</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01336817748221699337</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4712/2978/1600/Olho%20Grande.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhG7QWl1_e05-LEXwwPCrLYx_W4CJMiZfJSvalZZ5Wn4DWRwH-trOFLnP_Lmj3t_QNIIkLv0j8ktZy-Y_SfwyooFUmE0rJq1j0GrDJC9iSdNDmjB5Xl9WObp40q3hqGPyJu1U3IEg/s72-c/IMG_20120504_180101.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28158271.post-4309297526549600362</id><published>2012-05-21T19:23:00.000-04:00</published><updated>2012-06-13T12:06:01.735-04:00</updated><title type='text'>Diários de Viagem - Introdução</title><content type='html'>O Olho Grande volta a abrir, em edição extraordinária!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Só que diferentemente dos jornalões, essa edição especial e as subseqüentes trazem notícias agradáveis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como muitos de vocês já sabem, Patricia e eu acabamos de chegar de uma viagem fantástica, onde visitamos muitos lugares incríveis, tiramos muitas fotos e nos divertimos bastante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em; text-align: left;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiukQYRRz95dQ-VvSqeJRqzG4-oKn4OZUnT5oxP2b3mytW9ZlKx-TPjKG8LngYBBkWZj5_MuLdQTCpViEheEISFYq8oRlNx2eKFR48ZSCR-bwkk_pFR_T1cEw32ERAUzv5CLJHyQQ/s1600/IMG_7172.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiukQYRRz95dQ-VvSqeJRqzG4-oKn4OZUnT5oxP2b3mytW9ZlKx-TPjKG8LngYBBkWZj5_MuLdQTCpViEheEISFYq8oRlNx2eKFR48ZSCR-bwkk_pFR_T1cEw32ERAUzv5CLJHyQQ/s320/IMG_7172.JPG&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Roma - O Coliseu&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
Atendendo a diversos pedidos (mais de um pelo menos) e também visando reviver essa experiência, resolvemos criar os nossos &quot;Diários de Viagem&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, vocês poderão viajar conosco, ou aproveitar dicas e idéias para as suas próprias viagens. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desta forma, cada edição especial trará um dia de viagem nosso (que nem o seriado 24, mas sem as cenas de violência).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Começaremos por Roma, depois indo a Israel, onde passearemos juntos por Jerusalém, Mar Morto, deserto do Neguev, Eilat, Netanya, Cesaréia, Akko, Galiléia, Golan, Rosh HaNikrá, Haifa e Tel-Aviv.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, antes de partirmos, não poderíamos deixar de fazer alguns agradecimentos muito importantes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: right; text-align: right;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjTtZuZ50sQ0rSb6VrHZrgedlmx1vxz5xg5w6vWVXQbv9nBggsxP0vEjel86UP0Q-w2DHSiKzJzdg9JVgHlDGCEi4tyNyDvIO7tqyDs2IgtCjaCUx_J4NkRR3FK09MIRdJLURep4w/s1600/IMG_7510.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjTtZuZ50sQ0rSb6VrHZrgedlmx1vxz5xg5w6vWVXQbv9nBggsxP0vEjel86UP0Q-w2DHSiKzJzdg9JVgHlDGCEi4tyNyDvIO7tqyDs2IgtCjaCUx_J4NkRR3FK09MIRdJLURep4w/s320/IMG_7510.JPG&quot; width=&quot;240&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Jerusalém - O Muro das Lamentações&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
- À Vivian, pelo desprendimento e grandeza de tornar este sonho realidade;&lt;br /&gt;
- Ao Marcelo, por ter cuidado tão bem da casa e dos nossos &quot;outros filhos&quot; (Dickie e Kahlua);&lt;br /&gt;
- Ao Luis, por nos ter proporcionado acesso às salas VIP, o que ajudou muito a enfrentar as esperas nos aeroportos; &lt;br /&gt;
- Aos amigos e familiares que torceram, apoiaram e se alegraram com a gente e pela gente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora, peguem seus passaportes, façam as malas e embarquem conosco nessa viagem virtual, que começará na próxima edição. Não percam o vôo!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://olho-grande.blogspot.com/2012/05/diarios-de-viagem-1-caminho-de-roma.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Clique aqui para a próxima edição&lt;/a&gt;.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olho-grande.blogspot.com/feeds/4309297526549600362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/28158271/4309297526549600362' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/4309297526549600362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/4309297526549600362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olho-grande.blogspot.com/2012/05/diarios-de-viagem-introducao.html' title='Diários de Viagem - Introdução'/><author><name>Marco Malka</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01336817748221699337</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4712/2978/1600/Olho%20Grande.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiukQYRRz95dQ-VvSqeJRqzG4-oKn4OZUnT5oxP2b3mytW9ZlKx-TPjKG8LngYBBkWZj5_MuLdQTCpViEheEISFYq8oRlNx2eKFR48ZSCR-bwkk_pFR_T1cEw32ERAUzv5CLJHyQQ/s72-c/IMG_7172.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28158271.post-8640427825916008093</id><published>2010-04-12T10:09:00.003-04:00</published><updated>2010-04-12T10:56:32.615-04:00</updated><title type='text'>Palavra de Honra</title><content type='html'>&lt;meta equiv=&quot;Content-Type&quot; 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Não estou me referindo à crise econômica, que é seria e ainda persiste, pois muito já foi falado sobre ela, até mesmo neste infrequente blog.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;&quot; lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Refiro-me a outra crise, a crise de ética. Poucos sequer notam esta crise, mas ela é muito mais séria do que qualquer outra e os brasileiros sabem bem disso, pois convivem com (ou sobrevivem a) essa crise há muitos anos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;&quot; lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Não creio estar exagerando, basta ver o noticiário político e de negócios.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;&quot; lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;No âmbito da política, até recentemente um candidato democrata ou republicano era eleito presidente e automaticamente adquiria uma “aura suprapartidária” - o presidente estava acima dos partidos. Os partidos podiam até discordar de algumas políticas do presidente, mas acima de tudo respeitava-se a autoridade do cargo e todos visavam também o interesse da nação e do povo, além de seus próprios interesses individuais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;&quot; lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;O que se vê hoje? Políticos apegados ao jogo partidário, sendo contra tudo que o outro partido propõe, sendo contra só por ser contra. Com isso, nada acontece, promessas de campanha não são honradas, palavras valem cada vez menos, o nível do debate (ou deveria dizer “bate-boca”?) fica cada vez mais baixo e o povo, desiludido, distancia-se cada vez mais do processo político. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;&quot; lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;No âmbito dos negócios, o objetivo é faturar hoje, como se não houvesse amanhã. Então, lançam-se produtos de baixa qualidade, busca-se produzir pelo menor custo possível, nem que isto signifique terceirizar a produção para um país que não respeite leis trabalhistas ou sequer a liberdade do cidadão, usando mão-de-obra de baixíssimo custo, numa versão moderna de escravidão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;&quot; lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Como resultado, o número de desempregados e subempregados cresce e estima-se que pela primeira vez na história americana uma geração será mais pobre do que a geração que a antecedeu. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;&quot; lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Mas esta crise acaba extrapolando para toda a sociedade, contaminando-a. Tem-se a sensação de que não há um dia em que não estoure um novo escândalo envolvendo um político, ou um artista, ou desportista, ou até mesmo um membro do clérigo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;&quot; lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Com isso, a sociedade como um todo perde os parâmetros de comportamento, a distinção entre o que é certo, ético, ou errado fica cada vez menos clara e isso acaba retroalimentando a crise, atingindo cada vez níveis mais baixos de comportamento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;&quot; lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Portanto, não ficamos surpresos quando acordos que antes eram feitos com um aperto de mão, ou com a palavra empenhada, não são mantidos, promessas não são cumpridas. Até há pouco tempo, no mundo dos negócios (e também fora dele), a honradez de um empresário era medida pelo cumprimento de suas obrigações, fossem elas financeiras, sociais, ou até mesmo morais. Valia não só o escrito, mas também o dito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;&quot; lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Hoje, não. Promete-se hoje, volta-se atrás amanhã. Fica o dito pelo não dito. Amizade, lealdade, honradez, integridade, tornam-se valores secundários, eclipsados por ganância, egoísmo e muita cara de pau.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;meta equiv=&quot;Content-Type&quot; content=&quot;text/html; charset=utf-8&quot;&gt;&lt;meta name=&quot;ProgId&quot; content=&quot;Word.Document&quot;&gt;&lt;meta name=&quot;Generator&quot; content=&quot;Microsoft Word 12&quot;&gt;&lt;meta name=&quot;Originator&quot; content=&quot;Microsoft Word 12&quot;&gt;&lt;link rel=&quot;File-List&quot; href=&quot;file:///D:%5CDOCUME%7E1%5Cdz0xbp%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml&quot;&gt;&lt;link rel=&quot;themeData&quot; href=&quot;file:///D:%5CDOCUME%7E1%5Cdz0xbp%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx&quot;&gt;&lt;link rel=&quot;colorSchemeMapping&quot; href=&quot;file:///D:%5CDOCUME%7E1%5Cdz0xbp%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml&quot;&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Será que essa é a herança moral que vamos legar às futuras gerações?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;&quot; lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  </content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olho-grande.blogspot.com/feeds/8640427825916008093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/28158271/8640427825916008093' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/8640427825916008093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/8640427825916008093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olho-grande.blogspot.com/2010/04/palavra-de-honra.html' title='Palavra de Honra'/><author><name>Marco Malka</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01336817748221699337</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4712/2978/1600/Olho%20Grande.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28158271.post-6792896477699004306</id><published>2009-02-06T12:05:00.002-05:00</published><updated>2009-02-06T12:12:28.455-05:00</updated><title type='text'>A Crise e os Círculos</title><content type='html'>Como moro nos EUA, a pergunta que mais ouço atualmente quando falo com alguém no Brasil é: “E a crise?”. Dá vontade de responder “vai bem, obrigado” já que essa não é uma pergunta fácil de responder com seriedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sou economista, mas entendo bastante de economia, pois venho há anos tentando economizar para manter o meu orçamento doméstico. Não tenho experiência nenhuma de mercado de capitais, mas conheço bem o comportamento sempre crescente dos preços no supermercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, acho que tenho PhD em crises, já que faço parte da famosa classe média, que a cada dia perde mais a classe e se torna cada vez menos média...&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;No meu limitado entendimento, acho que a economia de certa forma anda em círculos, e o círculo pode ser virtuoso ou vicioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No círculo virtuoso, as empresas produzem e vendem, contratam mais gente, os contratados consomem, o que gera mais demanda e com isso as empresas continuam produzindo e vendendo. Essa é a situação ideal, apesar de sempre existir o risco de um desequilíbrio entre oferta e procura, o que tende a gerar aumento de preços e inflação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No círculo vicioso, as empresas vendem pouco, cortam a produção e demitem funcionários. Os demitidos, ou não encontram colocação no mercado, ou encontram ganhando menos. Com isso, consomem menos, o que leva as empresas a vender menos. O risco nesse caso é recessão, desemprego e crise social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista de governo, o círculo virtuoso é bom, porque a economia cresce, gerando mais impostos e bens, criando emprego para as pessoas jovens que estão chegando ao mercado, e permitindo a criação (teoricamente) de uma poupança interna. Logicamente, o governo tem que ficar atento à inflação, pois esta destrói todos os ganhos e aos poucos mina a economia como um todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o círculo vicioso é ruim para os governos, porque há perda de arrecadação e aumento de despesas, com mais gente tendo que buscar seguro-desemprego, assistência social, etc., além da redução do produto nacional bruto e o conseqüente &quot;empobrecimento&quot; do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sabemos desde o tempo dos faraós, o certo seria economizar na época das vacas gordas, para sobreviver na época das vacas magras. Só que a coisa é mais complicada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- Governo nenhum tem sobras (o chamado superávit) para economizar. Todos têm dívidas, porque é muito mais popular fazer obra, assistencialismo, ou até abaixar imposto do que guardar dinheiro. Vide a situação da previdência social no Brasil, nos EUA, e pelo mundo afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- As pessoas sempre querem viver acima de suas possibilidades, porque se criou uma mentalidade de consumo. Como resultado, haja financiamento, cheque pré-datado, cartão de crédito, endividamento. Se gasta primeiro para ver como pagar depois (como e quando der). Com isso, não há sobras para sobreviver na época do aperto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando então à crise americana (que acaba refletindo no resto do mundo): o que está acontecendo aqui é o círculo vicioso, depois de um longo período de círculo virtuoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uma forma simplista, o último grande círculo vicioso nos EUA foi a Depressão da década de 30. De lá para cá, exceto alguns pequenos períodos de pouco ou nenhum crescimento, viveu-se um círculo virtuoso, com a economia expandindo, empregos sendo gerados e cada geração vivendo melhor que a anterior. Isso ficou bem evidente no período após a Segunda-Guerra Mundial e no período do governo Clinton.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final do governo Clinton, a grande discussão era o que fazer com o superávit do governo! 8 anos e um desgoverno Bush depois, o país enfrenta um déficit interno e externo recordes e não parece haver solução para enfrentar uma recessão que piora a cada dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo americano, endividado como sempre e desabituado a ter que apertar o cinto, espera algum milagre ou mágica por parte do governo (ainda mais um governo novo como o do Obama), mas não há mágica que resolva uma situação tão grave da noite para o dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logicamente, eu não tenho a solução para a crise, senão ficaria rico tirando proveito desse conhecimento ou então dando consultoria. Mas, acho que é básico a médio e longo prazo haver uma mudança de mentalidade passando de um modelo de consumo para um modelo de moderação, o que creio ser quase impossível, porque a geração seguinte nunca quer ser “mais pobre” que a anterior.  Além disso, seria criado um paradoxo: a moderação do consumo, neste momento, iria apenas estender ainda mais o círculo vicioso e a recessão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma alternativa seria dar um choque na economia, tentando fazer com que ela “pegue no tranco” e se mantenha aquecida, gerando uma pirâmide de prosperidade e entrando num círculo virtuoso. Esta opção é a que o governo americano está tentando, mas acho que de forma equivocada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente o que se vê são pacotes (bailouts) para os bancos, para as montadoras de veículos e para quem mais tiver um lobby forte, que apenas deixarão o governo (leia-se contribuintes) mais endividado, ao invés de medidas que criem empregos imediatamente, que melhorem a infra-estrutura (leia-se produtividade, eficiência e patrimônio) do país e que não se percam nos meandros da burocracia do governo ou nos bolsos das empresas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, acho que essa crise vai ser um grande desafio para todos, principalmente para aqueles que vivem de salário, não têm para onde correr e nem lobby os defenda. Neste caso, resta apenas desabafar escrevendo num blog...</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olho-grande.blogspot.com/feeds/6792896477699004306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/28158271/6792896477699004306' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/6792896477699004306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/6792896477699004306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olho-grande.blogspot.com/2009/02/crise-e-os-circulos.html' title='A Crise e os Círculos'/><author><name>Marco Malka</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01336817748221699337</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4712/2978/1600/Olho%20Grande.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28158271.post-1554340153087745206</id><published>2009-01-16T23:56:00.002-05:00</published><updated>2009-01-17T00:21:15.582-05:00</updated><title type='text'>Paintball</title><content type='html'>Acho que todo mundo sabe o que é paintball. Mas, para aqueles desavisados que quando crianças só brincaram de revolver de água, aqui vai a definição (obrigado, Wikipedia):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Paintball é um esporte que consiste de um jogo onde duas ou mais equipes competem entre si, usando armas de bolas que soltam tinta ao atingir o adversário. O objetivo é apanhar a bandeira do outro grupo, na forma mais popular do jogo, e quanto mais adversários forem eliminados mais fácil fica de completar o objetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, o objetivo é “matar” o adversário dando um tiro de tinta nele. Simples...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feitas as devidas apresentações, vamos agora ao assunto desse artigo, que são as acusações vindas de todas as partes do mundo de que Israel está empregando “força desproporcional” em Gaza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como esse blog não podia perder a chance de surfar na onda do politicamente correto, aproveitamos então para sermos os primeiros no mundo a lançarmos a campanha para que Israel passe a combater os terroristas com... armas de paintball!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês hão de convir que a idéia é fantástica. Acabaria com vários problemas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- Os terroristas poderiam continuar lançando foguetes diariamente, durante o dia todo, sem serem incomodados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Iriam morrer muito mais israelenses do que palestinos, aplacando a ira mundial que reclama que estão morrendo mais palestinos que israelenses. Poderiam até colocar um placar enorme, com resultados instantâneos transmitidos pela TV e pela internet, mostrando quantos israelenses estarão morrendo por dia. A ONU teria a responsabilidade de, como a entidade absolutamente neutra e honrada que é, definir de antemão a quota mínima diária aceitável de israelenses que teriam que morrer. O Lula lançaria até uma Loteria, cujo lucro reverteria para mais algum programa assistencialista e para o fundo de reeleição para o terceiro mandato, onde ganharia quem acertasse o número de israelenses mortos na semana. Os resultados seriam anunciados no domingo, no Fantástico, ou no Faustão, já que o Silvio Santos é judeu e suspeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- O Irã iria desistir de conseguir armas nucleares, já que para varrer Israel do mapa bastaria qualquer arma, nem que fosse estilingue e arco e flecha. O mundo poderia finalmente respirar em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- Israel não seria mais taxado de estado nazista, já que as tropas de Hitler nunca tiveram a brilhante idéia de usarem paintball para combater as forças aliadas ou para as torturas e assassinatos nos campos de concentração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- Os terroristas poderiam deixar as crianças muçulmanas crescer como crianças, pelo menos brincando com paintball, ao invés de brincarem com armas de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6- Não mais assistiríamos a cenas horríveis na Al Jazeera de crianças e mulheres ensangüentadas ou mortas, porque os terroristas não iriam mais precisar usá-las como escudos humanos e nem esconder armas em mesquitas, escolas e hospitais, ou usar ambulâncias para transportá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7- Os Estados Unidos continuariam a ser chamados de império capitalista demoníaco por fornecer as armas de paintball para Israel, mas poderiam ceder o controle da tinta para a OPEP, que então “regularia” o preço de forma justa, visando o bem da humanidade, como já faz hoje com o petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8- Gaza se tornaria um lugar alegre e viraria atração turística, com visitantes do mundo inteiro querendo ver a profusão de cores geradas pelos tiros de paintball em suas ruas, casas e muros. Haveria uma votação na internet para incluir Gaza entre as maravilhas do mundo moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logicamente, como em qualquer solução, por melhor que seja, logo apareceria algum espírito de porco reclamando (provavelmente a França ou uma ONG), dizendo que a tinta dos paintball está sujando a roupa dos coitados dos terroristas, que estão sem dinheiro para a lavanderia. A Cruz Vermelha e outras entidades de assistência fariam coletas de roupas e de dinheiro para ajudar a manter os terroristas limpinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aiatolás diriam que Israel está usando tinta impura, porque os infiéis querem profanar o Islã e declarariam um novo Jihad contra o demônio sionista e o contra o império americano até que Israel passe a usar armas que disparem apenas ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, vencidos, os israelense que sobrassem não teriam escolha a não ser ir novamente para a diáspora. Não satisfeitos, os países árabes, reunidos em Damasco, exigiriam a imediata retirada da Palestina ocupada, alegando que o conjugado no Barata Ribeiro 194 (antigo 200), onde o que tiver restado do Estado de Israel teria se estabelecido, havia pertencido a um descendente de Maomé...</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olho-grande.blogspot.com/feeds/1554340153087745206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/28158271/1554340153087745206' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/1554340153087745206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/1554340153087745206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olho-grande.blogspot.com/2009/01/paintball.html' title='Paintball'/><author><name>Marco Malka</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01336817748221699337</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4712/2978/1600/Olho%20Grande.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28158271.post-2351559670793700564</id><published>2007-11-03T19:16:00.000-04:00</published><updated>2007-11-03T22:10:09.828-04:00</updated><title type='text'>O Grande Complô</title><content type='html'>Há cerca de onze meses eu escrevi o meu último artigo, intitulado “Preguiça”. Coincidentemente ou não, desde então não consegui escrever mais nada – dava uma preguiça...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é fácil vencer a inércia, ainda mais quando se tem a responsabilidade de escrever algo que tenha algum significado para quem escreve e para quem lê. Hoje a informação – importante ou banal, está nos jornais, revistas, TV e internet, 24 horas por dia, 7 dias por semana. A gente tem uma overdose de informação e, de certa forma, acabamos ficando um pouco anestesiados, menos sensíveis aos dados e notícias que recebemos. É como o cheiro de um perfume que usamos todos os dias: depois de um tempo já não sentimos mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje resolvi combater a preguiça e escrever sobre uma coisa que acho da maior importância (espero que você também ache) e que está muito relacionada à quantidade e à qualidade da informação que recebemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente assisti a um filme chamado “Zeitgeist, the Movie” (pode ser assistindo integralmente em &lt;a href=&quot;http://www.zeitgeistmovie.com/&quot;&gt;http://www.zeitgeistmovie.com/&lt;/a&gt;. Está em inglês, mas tem a opção de legenda em espanhol).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zeitgeist é uma palavra em alemão e significa &quot;espírito da época&quot;, espírito ou atmosfera de um período específico da história, características intelectuais e culturais de uma era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem estragar a história para quem for ver, o filme tenta mostrar que ao longo do tempo e de acordo com as características da época, as pessoas foram controladas e manipuladas por entidades que tinham interesses diferentes daqueles publicamente declarados. O filme começa falando de religião, passa por economia e termina abordando o terrorismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é relativamente bem feito, com argumentos aparentemente válidos. No site inclusive há a relação das fontes usadas, o que dá um caráter de legitimidade ao que é dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei de ver o filme meio chocado, pois ficou aquela sensação de quem foi (e está sendo) enganado esses anos todos sem nunca ter percebido nada, apesar de tão óbvio. Fui então para a internet pesquisar mais sobre os assuntos abordados. Aí veio o segundo choque: várias afirmações feitas parecem não ter fundamento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alerta: A partir desse ponto, talvez seja melhor você parar de ler este artigo e só continuar depois de ter assistido o filme, pois pode acabar estragando o impacto do mesmo e influenciar a sua opinião a respeito do que é mostrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme começa até bem, mostrando a influência que a visão do céu, do sol, da lua e das estrelas teve nas culturas da antiguidade, nos ritos pagãos e como as religiões incorporaram e transformaram estes ritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme então mostra como o cristianismo absorveu muitas coisas das religiões pagãs e tenta então mostrar que Cristo talvez nem tenha existido. Os argumentos são fortíssimos e impressionam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, ao pesquisar na internet, usando fontes sérias e estudos mais elaborados, me parece que o filme usou um fato concreto (a clara influência das religiões pagãs), para chegar a uma conclusão forçada (que Cristo sequer existiu). Muitos dos argumentos usados não parecem ter fundamento histórico e parecem uma tentativa desesperada (e muitas vezes bem sucedida) de criar no espectador aquele clima de desconfiança e de complô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, o filme mostra como a economia aos poucos assumiu o lugar da religião no controle das pessoas. O filme, mais uma vez, usa fatos concretos como a criação do Federal Reserve nos EUA, a abolição do padrão-ouro nos meios financeiros e a manipulação dos mercados, para chegar à conclusão de que há um plano por trás disso tudo que visa a criação de um governo mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme tendenciosamente tenta usar fatos positivos, como a globalização e a abertura de mercados para justificar um suposto complô armado por um grupo de elite. Este grupo estaria visando o controle do mundo, através da eliminação dos países como entidades soberanas e independentes, e da criação de um governo central, de âmbito global, com controle total sobre a liberdade e a vida das pessoas, tal como um Big Brother (não é o programa e sim a entidade Orwelliana) global, onipresente e onisciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para reforçar essa idéia, o filme então dá a cartada final e “mostra” como os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos nada mais foram do que um complô do governo americano!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, eu também acho que as religiões de certa forma controlam as pessoas. Este controle pode ter gerado muitas coisas ruins, tais como as Cruzadas, a Inquisição, a intolerância religiosa e a idéia de que “o meu Deus é melhor que o seu”. Mas, não se pode negar a influência positiva que as religiões tiveram ao ensinar conceitos de ética, respeito, compaixão, convivência e de servir de pilar para toda a cultura existente, seja ela ocidental ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o mercado financeiro sempre visou a maximização do lucro, não é novidade nenhuma. Que os grupos financeiros sempre procuraram influenciar os governos e as leis, até um ingênuo sabe. Mas, daí a imaginar que um grupo de “entidades pardas” estaria por trás dos eventos contemporâneos mais importantes, tais como as guerras mundiais, a guerra do Vietnam, o assassinato de Kennedy e a criação da ONU como instrumentos visando a criação de um governo único mundial, me parece um pouco de exagero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, achar que 11 de setembro foi um complô do governo e não um ato terrorista, chega a ser desrespeito aos milhares de mortos nos atentados. Imagine a quantidade de pessoas que teria que estar envolvida no planejamento e na execução de tal complô. Estamos falando de centenas ou talvez de milhares de pessoas, todas com famílias, amigos e vizinhos. Será que nenhuma delas teve uma crise de consciência? Será que um segredo tão grande e chocante conseguiu ficar tão bem guardado até hoje, sem vazar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme tenta provar também que os aviões que caíram na Pensilvânia e no Pentágono na verdade nunca existiram. Ora, então cadê os aviões, os tripulantes e os passageiros? Será que foram seqüestrados por marcianos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefiro acreditar que o governo americano agiu de forma incompetente, sendo pego totalmente de surpresa e despreparado, principalmente em função da arrogância e do mito de que o território dos Estados Unidos era inatingível. Lembre que os EUA sempre enfrentaram as guerras fora de casa, nunca em seu próprio território, desde a revolta contra os domínio colonial inglês e a declaração de independência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo que o terrorismo está sendo usado em muitos casos como desculpa ou oportunidade para limitar as liberdades individuais. Concordo que talvez 11 de setembro pudesse ter sido evitado. Mas, não consigo concordar que tudo isso faça parte de um plano maior, maquiavélico e diabólico, para nos controlar e escravizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que a humanidade nem sempre seguiu um caminho virtuoso – a Idade Média e a Alemanha nazista estão aí para nos mostrar isso, mas depois de um tempo a rota é corrigida e o caminho correto é retomado: depois da Idade Média veio o Renascimento, com um impulso vigoroso nas artes e ciências. Depois da Alemanha nazista o conceito de democracia e de combate ao racismo (que até então era considerado normal) tomou força – a criação de Israel está aí como prova viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente que não vivemos em um mundo perfeito. Longe disso. Mas, prefiro acreditar que o mundo em que meus filhos e netos viverão será melhor do que aquele em que vivo, senão os conceitos de evolução e de continuidade perdem o sentido. E, sem eles, a própria vida fica vazia, sem objetivo, sem valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefiro acreditar que a gente existe por um motivo, que a nossa vida tem um significado maior e que este sim é o grande complô – criado por Deus.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olho-grande.blogspot.com/feeds/2351559670793700564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/28158271/2351559670793700564' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/2351559670793700564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/2351559670793700564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olho-grande.blogspot.com/2007/11/o-grande-compl.html' title='O Grande Complô'/><author><name>Marco Malka</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01336817748221699337</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4712/2978/1600/Olho%20Grande.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28158271.post-116510738295130798</id><published>2006-12-02T19:31:00.000-05:00</published><updated>2006-12-02T19:56:23.063-05:00</updated><title type='text'>Preguiça</title><content type='html'>Hoje eu acordei com preguiça. Por sorte, é sábado e não preciso trabalhar. Assim, fiquei deitado e acabei pensando sobre a preguiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que será que a preguiça é uma coisa tão mal vista, por que a gente não pode se dar o direito de estar com preguiça e admitir isso sem que fique com aquela sensação de culpa, ou sem que os outros olhem para a gente como se fossemos uns inúteis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal de contas, tem bicho mais preguiçoso que gato? E todo mundo acha gato legal, bonitinho. Então, por que a gente não pode dar uma pausa de vez em quando, se espreguiçar que nem o gato e não fazer absolutamente nada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos por exemplo a idéia de lazer. Chega o fim de semana e temos a nossa “hora de lazer”. Significa ir à praia (engarrafamento, procura por um lugar para estacionar, barraca, criança...), ir comer fora (outra vez engarrafamento, vaga, flanelinha, fila de espera...), ir ao cinema (não vou repetir), ou ir para algum lugar dançar até de madrugada, chegando em casa exaustos de tanto “lazer”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda-feira, ao chegar no trabalho, tem sempre alguém que pergunta como foi o fim de semana. Se você disser que ficou em casa dormindo, vai ser olhado como um perdedor, ou um doente. Não, você tem que relatar atividades de deixar maratonista cansado (à propósito, correr maratona na “hora de lazer” pega bem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as férias? Férias boas são aquelas em que a gente viaja, de preferência passando por vários lugares, nem que seja naquele esquema de excursão em que tem horário para acordar, horário para comer, horário para ir ao banheiro, itinerário pré-definido, comandado por um sargento alemão disfarçado de guia de turismo. Férias sem fazer nada são consideradas tempo perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, nem sempre foi assim. Até há pouco tempo, era costume “tirar a sesta”, aquela parada no meio do dia, para almoçar e tirar um cochilo reparador. O próprio ritmo da vida era mais lento, refletindo a maior lentidão dos transportes e das comunicações. Era o tempo em que se levava horas escrevendo uma carta à mão, que era enviada pelo correio, que por sua vez a transportava por terra ou navio. Hoje em dia, a garotada acha e-mail lento! O negócio é comunicação instantânea via torpedo no celular. Me surpreendo que ainda não tenhamos o “transporte” do Jornada nas Estrelas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou contra o progresso, até porque o progresso trouxe os computadores e eu dependo deles para ganhar a vida e poder ter minhas horas de lazer. Mas, acho que está faltando um equilíbrio entre as obrigações e as horas de não fazer nada. Afinal de contas, se estamos sempre ocupados fazendo algo, seja trabalhando ou tendo lazer, quando é que paramos para pensar, para avaliar as nossas sensações, nossas idéias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez eu li em algum lugar que um grupo de executivos americanos se reuniu com um empresário japonês para discutir uma proposta de negócio. Os americanos falavam, apresentavam slides e gesticulavam. O japonês olhava tudo calado e, depois de um tempo, fechou os olhos e ficou com uma expressão serena, relaxada. Os americanos consideraram aquilo um desaforo, falta de profissionalismo, pois acharam que o japonês havia dormido durante a reunião. Mas, estavam totalmente errados. O japonês havia fechado os olhos para se concentrar, evitando as distrações provocadas pela visão e fazer aquilo que poucas pessoas fazem: refletir antes de falar, antes de tomar uma decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, da próxima vez que você tiver um tempo livre, experimente não fazer nada. Experimente curtir a sua preguiça e observe os resultados. Pode ser que isso requeira um pouco de prática, afinal de contas, não se freia um trem em alta velocidade de repente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, por minha vez, ainda estou com preguiça e vou parar de escrever este artigo, para poder me dedicar à arte de não fazer nada.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olho-grande.blogspot.com/feeds/116510738295130798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/28158271/116510738295130798' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/116510738295130798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/116510738295130798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olho-grande.blogspot.com/2006/12/preguia.html' title='Preguiça'/><author><name>Marco Malka</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01336817748221699337</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4712/2978/1600/Olho%20Grande.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28158271.post-116206378782994728</id><published>2006-10-28T15:25:00.000-04:00</published><updated>2006-11-03T16:39:03.536-05:00</updated><title type='text'>O Crepúsculo da Democracia</title><content type='html'>Eleições no Brasil, eleições nos EUA. O que deveria ser motivo de alegria, afinal de contas a idéia é que cada cidadão democraticamente escolha aqueles que irão representar os interesses da população, tornou-se motivo de total descrença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descrença no processo, descrença nos candidatos, descrença nas promessas e, por tabela, descrença na capacidade dos eleitores de fazer uma escolha madura e consciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo, tanto nos EUA como no Brasil, foi aos poucos sendo deturpado. Apesar da história oficialmente registrar a criação do processo eleitoral como tendo acontecido na Grécia, imagino que ele surgiu (ou poderia ter surgido) de forma espontânea em uma pequena vila em que a comunidade local escolheu naturalmente o seu líder, provavelmente aquele que tinha mais experiência e capacidade de unir todos em torno de um objetivo: o bem comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo dos anos o processo foi sendo modificado e aperfeiçoado. Regras foram estabelecidas, processos foram criados, entidades de fiscalização se tornaram necessárias para garantir que tudo funcionasse de acordo com a idéia primordial de selecionar aqueles que seriam os porta-vozes das necessidades e anseios dos demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que em algum momento da história houve um desvio de objetivos, uma ruptura de processo, porque o que vemos hoje é algo que se assemelha muito mais a um misto de venda com difamação. Os candidatos usam “marketeiros” para se promoverem, criando jingles, slogans e bordões, como se fossem um produto como pasta de dentes, sabão em pó ou refrigerante. Ao mesmo tempo, as campanhas mostram mais os defeitos dos concorrentes do que as qualidades do candidato, numa guerra em que quanto pior, melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os candidatos, por sua vez, deixaram de representar o povo para defender seus próprios interesses, ou daqueles que os financiam. O que vemos então são pessoas totalmente despreparadas para assumir o poder e a delegação que receberam, se colocando acima daqueles que os elegeram, passando a fazer parte de uma elite que vive num mundo de fantasia, totalmente alheios à realidade que os cerca. São os parasitas que sugam as energias da nação, os bêbados inebriados pelo poder, os cafetões do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As promessas, que deveriam claramente mostrar a linha de pensamento, as idéias e as prioridades de cada candidato, se tornaram moeda falsa. Os candidatos fingem que vão cumprir e o povo finge (ou será que nem sequer finge mais?) que acredita. Assim, as promessas oscilam entre propostas vazias de conteúdo e propostas mirabolantes, impossíveis de serem cumpridas. O jogo passa a ser falar para o eleitor aquilo que ele quer ouvir, numa show de demagogia e populismo que emburrece a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O eleitor, despreparado, manipulado, confuso, ou vira massa de manobra na mão de políticos inescrupulosos, ou se torna um alienado, desistindo de influir no processo, como se dele não fizesse parte ou tivesse interesse. São extremos de uma mesma realidade: os que idolatram os candidatos e os que os ignoram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado disso tudo são campanhas milionárias, sujas e eleitos medíocres que se tornam parte de uma burocracia cada vez mais ineficiente e cara, sustentada pelo imposto pago por cada um de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja a hora de se repensar o processo político como um todo. Estamos passando por modificações profundas nas sociedades, na cultura, nos hábitos. O processo eleitoral, como é hoje, independente do país, não parece mais atender a esta nova realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que modificações profundas exigem vontade e líderes, e a falta de ambos é justamente a causa de chegarmos a esta situação. É um triste e irônico ciclo vicioso.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olho-grande.blogspot.com/feeds/116206378782994728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/28158271/116206378782994728' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/116206378782994728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/116206378782994728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olho-grande.blogspot.com/2006/10/o-crepsculo-da-democracia.html' title='O Crepúsculo da Democracia'/><author><name>Marco Malka</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01336817748221699337</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4712/2978/1600/Olho%20Grande.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28158271.post-116028221073009548</id><published>2006-10-08T00:35:00.000-04:00</published><updated>2006-10-08T00:46:55.873-04:00</updated><title type='text'>O Meu é Maior que o Seu</title><content type='html'>Os deuses do marketing devem estar loucos. Ou, pelo menos, atacados de megalomania. Sim, porque foi dada a largada para a grande competição de tamanho, e não é sobre aquilo que você está pensando que estou me referindo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha primeira máquina digital tinha espantosos 2 Mega Pixels, que eram suficientes para imprimir fotos em tamanho normal sem perda de qualidade. Apesar da maioria das pessoas sequer ter noção do que é o tal do Mega Pixel, hoje todo mundo quer mais e mais Mega Pixels. Até o momento em que escrevo este artigo, as máquinas no mercado vão de 5 a 10 Mega Pixels, permitindo que você imprima um pôster da sua sogra do tamanho da parede da sua sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as TVs? As telas estão ficando tão grandes que vai chegar a um ponto que ao invés de comprarmos uma TV nova para a casa, teremos que comprar uma casa nova para a TV. É o multiplex doméstico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, não é só isso. Costumávamos comprar telefone sem fio, escolhendo a marca, cor e preço. Agora não. Agora temos que fazer cara de entendidos e perguntar para o vendedor se o aparelho é de 900 MHz, 2.4 GHz (1 Giga = 1000 Mega), ou 5.8 GHz, apesar de não termos a mínima idéia do que estamos falando (e nem ele).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia minha filha falou que queria um iPod. Quando eu disse que ia comprar um de 2 Gb achando que eu estava agradando, ela disse que tinha 5 Gb de músicas e que queria colocar todas no iPod. Pelos meus cálculos, se ela ouvisse música sem parar durante 12 horas por dia, ia levar cerca de uma semana para ela ouvir todas as músicas do iPod sem precisar renovar o estoque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre achei que celular fosse para ligar para alguém, ou para receber ligações. Não. Os gênios do marketing determinaram que um celular, para ser bom, tem que tocar mp3, tirar foto, enviar torpedo, servir de agenda, calendário, passar filme e até mesmo ser usado como cartão de crédito. Enquanto isso, o celular de 1001 utilidades tem dificuldade em fazer ligações telefônicas de qualidade, além de termos que lidar com teclas mínimas que servem para um monte de coisas ao mesmo tempo, e com menus que desafiam a nossa inteligência e paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar em mp3, agora todo aparelho que se preza tem que tocar mp3. Como se não tivéssemos mais nada para fazer na vida a não ser ouvir mp3. Recentemente lançaram uma escova de dentes que toca mp3 enquanto você escova os dentes. Espero que tão importante desenvolvimento para a civilização não chegue ao papel higiênico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia estava numa loja de eletrônicos e vi um vendedor todo empolgado explicando para uma vovozinha as maravilhas do computador que ele estava tentando vender: “este computador tem uma CPU de núcleo duplo, com 4 GHz, 1 Gb de memória RAM DDR2 a 667 MHz, 4 Mb de cache L2, 300 Gb de disco serial ATA...” e por aí vai. A pobre da velhinha olhava com cara de assustada e, com jeito acanhado, perguntou se o computador serviria para mandar mensagem para os netos dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que ponto será que passamos a medir a qualidade e a adequação de algo apenas pelo seu tamanho? Será que precisamos de aparelhos que façam tudo ao mesmo tempo, ainda que mal feito, ou seria melhor termos aparelhos que fizessem o que se propõem com qualidade e simplicidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você é daqueles que tem dificuldade em fazer o relógio do vídeo cassete parar de piscar depois de ter faltado luz, aqui vai uma dica: evite produtos cujo manual seja maior do que o próprio produto. Pense duas vezes antes de comprar aquele celular do tamanho de um cartão de crédito, que vem com um manual de 457 páginas impressas em letras miúdas. Não vai dar certo...</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olho-grande.blogspot.com/feeds/116028221073009548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/28158271/116028221073009548' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/116028221073009548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28158271/posts/default/116028221073009548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olho-grande.blogspot.com/2006/10/o-meu-maior-que-o-seu.html' title='O Meu é Maior que o Seu'/><author><name>Marco Malka</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01336817748221699337</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4712/2978/1600/Olho%20Grande.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>