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<title><![CDATA[Propriedade Intelectual :: Últimas Notícias por Robin Good]]></title>
<link>http://www.masternewmedia.org/propriedade_intelectual.htm</link>
<description><![CDATA[<!--tag-->]]></description>
<dc:language>en-us</dc:language>
<dc:creator>Robin Good</dc:creator>
<dc:date>2008-07-17T09:24:43+00:00</dc:date>

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<title><![CDATA[Telco 2.0: O Futuro Das Telecoms]]></title>
<link>http://www.masternewmedia.org/pt/2008/07/17/telco_20_o_futuro_das.htm</link>
<description><![CDATA[<p><!-- google_ad_section_start -->

</p>

<p>Telecoms: Elas serão as donas de todos os canais de distribuição de conteúdo no futuro?

</p>

<blockquote>"<em><strong>Tradicionalmente</strong>, companhias de telecomunicações simplesmente oferecem vários tipos de serviços de telefone e conectividade, e movem uma grande quantidade de dados - mantendo e constatemente melhorando pipes & redes como missão primária.</em>"</blockquote>

<p><img alt="future-telcos-2a.jpg" src="http://www.masternewmedia.org/images/future-telcos-2a.jpg" width="485" height="485" /><br />
<span class="photocredit">Photo credit: <a href="http://www.stockxpert.com/browse.phtml?f=profile&l=ladyann">Ann Triling</a></span>

</p>

<p><strong>Hoje</strong>, a oferta da conectividade básica tem se tornado uma commodity: os preços caem a quase zero de uma forma '<a href="http://www.feelslikefree.com/">feels like free</a>', e devido ao incremento da ação P2P a velha e confortável opção de se tornar um 'dump pipe' não é mais viável, <a href="http://www.mediafuturist.com/2008/02/welcome-to-paul.html">não importa como você encare isso.</a>

</p>

<p><strong>A questão base é</strong> que não há como Conteúdos e Serviços não acabarem empacotados por extensivos canais, cabos e redes.

</p>

<p><strong>Mas anote essas palavras-chave:</strong> EMPACOTADO e EMBALADO e Feels Like Free. 

</p>

<p>Aqui vai a história completa:

</p>

<p><br />
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</p><p><!-- MIDDLE_GAD -->

</p>

<p><br /><br /><br /><br />
<h2>O Futuro Das Telecoms</h2>

</p>

<p><em>por Gerd Leonhard</em><br />
 <br />
<img alt="future.jpg" src="http://www.masternewmedia.org/images/future.jpg" width="210" height="191" />

</p>

<p><strong>Cada vez mais, o Futuro das Telecoms</strong> é muito mais no com do que no tele; em facilitar os meios que a comunicação é baseada e 'lubrificar' com Conteúdo e Serviços.

</p>

<p>Tráfego de voz será apenas um pequeno e provavelmente reduzido pedaço da torta aqui - similar a como CDs e "venda unitária' de <a href="http://www.masternewmedia.org/news/2008/04/24/the_future_of_music_like.htm">música digital</a> se tornaram apenas uma fração dos <a href="http://www.masternewmedia.org/news/2008/04/24/the_future_of_music_like.htm">rendimentos futuros das gravadoras</a>.

</p>

<p><strong>Num ecossistema de redes</strong> que quer servir e <a href="http://www.endofcontrol.com/">autorizar</a> aquelas incômodas <a href="http://www.gerdleonhard.net/2006/05/users_convergin.html">digitais nativas</a> 'sempre ligadas', telcos e operadoras não tem escolha se não diversificar-se em setores adjacentes ou completamente alheios - se não fizerem isso, outras ferramentas como dispositivos & hanset manufaturados, portais web, redes sociais e motores de busca se sentirão forçadas a preencher as lacunas e empurrar os desenvolvedores de pipe & redes a cada vez mais descer até a base do ecossistema digital que apenas começou a crescer (lembre-se: aproximadamente apenas 2% do mundo possui banda larga, hoje - há um longo caminho a percorrer, ainda). Imagine uma Rede Móvel do Facebook, uma plataforma de Mobile Vídeo da Samsung, e (claro) um Google eBook <a href="http://www.mediafuturist.com/2007/08/the-next-gen-ra.html">Reader</a>?

</p>

<p><br />
<br /><br /><br />
<h2>Redefinição de Conteúdo</h2>

</p>

<p><img alt="content.jpg" src="http://www.masternewmedia.org/images/content.jpg" width="250" height="166" />

</p>

<p>Claramente, aqueles conceitos '<em>pipes estúpidos & jardins com muro</em>' da web0.0 estão mortos e já se foram - agora é tudo sobre como passar pelos pipes, e não sobre de onde eles vêm.

</p>

<p><strong>E crucialmente, <a href="http://www.mediafuturist.com/2008/04/broadband20-via.html">o conteúdo precisa agora ser definido de uma maneira mais ampla</a></strong>: não apenas como um pedaço de trabalho 'profissionalmente feito' e autêntico que começa a transmitir inclusive cercado por interações com o usuário, atenção com os kernels e clickstreams (oooopps ... desculpe pelo jeito geek de falar).

</p>

<p>O Contexto se torna um Conteúdo muito valioso também.

</p>

<p>TwitterMusic, Google VidRead, Gone.MTV, Skype.TV, MotoTube…

</p>

<p><br />
<br /><br /><br />
<h2>Mídia 2.0</h2>

</p>

<p><img alt="media.jpg" src="http://www.masternewmedia.org/images/media.jpg" width="230" height="230" />

</p>

<p>Para telcos, é questão de tempo entrar em um novo jogo, e chama-se <a href="http://www.mediafuturist.com/2007/11/media10-versus.html">Mídia 2.0</a> - uma vasta e bem projetada oportunidade para redes (pro)agressivas literalmente pularem sobre algumas daquelas companhias de mídia futuristas, criando ou simplesmente alimentando novos projetos que podem muito bem vir a ser a próxima Viacom, CBS, BBC ou Warner Music. Deutsche Telekom, Orange ou Telefonica deveriam ter comprado a <a href="http://www.last.fm/">Last.fm</a>, e não a CBS!

</p>

<p>Agora, testemunho a Nokia empacotar as músicas da UMG e SonyBMG em seus aparelhos, e vendê-los juntos.

</p>

<p>Testemundo o Google tentando empacotar 'música grátis' no seu motor de busca Top100.cn na China; testemunho a CBS e Last.fm colocando 'música grátis, sob demanda e interativa' nas redes sociais.

</p>

<p>Serviços como <a href="http://last.fm">Last.FM</a>, <a href="http://www.pandora.com/">Pandora</a>, <a href="http://www.flickr.com/">Flickr</a> and <a href="http://www.twitter.com/">Twitter</a> (e há muitos outros) já fazem grande uso das redes das telcos para lançar e distribuir dados num ritmo e volume cada vez maiores.

</p>

<p>Agora, muitas telecoms e operadoras de rede em volta do mundo estão começando a perceber que rumo o futuro está tomando: Conteúdo + <a href="http://www.masternewmedia.org/news/2006/05/10/context_is_more_important_than.htm">Contexto</a> + Comunicações + Serviços + Ads2.0.

</p>

<p>Então vamos esboçar alguns cenários futuristas:

</p>

<p>O <a href="http://twitter.com/gleonhard">Twitter </a>pode começar a fornecer links de conteúdo pré-carregados; os usuários podem estar aptos a receber mensagens com um link de mídia quente para um arquivo que está pré-carregado em algum lugar, e instantaneamente enviá-las por meio de qualquer dispositivo móvel habilitado com flash. Qualquer MicroMedia ?

</p>

<p>Uma telco (Verizon? SingTel? TMobile?) comprará qualquer coisa da SonyBMG quando Bertelsmann finalmente retirar-se do empreendimento; e a SK Telecom pode acabar comprando o investimento majoritário na Warner Music, globalmente (eles já têm 50% da Coreana JV com WMG).

</p>

<p><strong>Meu palpite é que <a href="http://www.musicio.us/">Music2.0</a> vai coincidir com Telco 2.0</strong> se os grandes (mas retrocedendo rapidamente) conglomerados da música e as organizações dos para sempre-e-lentos direitos musicais continuarem a jogar pesado contra as pessoas que têm a audácia de querer utilizar suas músicas legalmente.

</p>

<p>China Mobile iniciará o ChinaSpace, uma rede social construída em volta de conteúdo que é gerado inteiramente por usuários (ou deveríamos dizer <a href="http://www.google.com/search?hl=en&client=firefox-a&rls=org.mozilla%3Aen-US%3Aofficial&hs=yLt&q=usators+gerd&btnG=Search">Usators</a>).

</p>

<p>

</p>

<p><br /><br /><br />
<h2>O Novo Negócio da Música</h2>

</p>

<p><img alt="rapper1.jpg" src="http://www.masternewmedia.org/images/rapper1.jpg" width="200" height="255" />

</p>

<p><strong>Por volta de 18 a 24 meses</strong>, a maior telecom (Vodafone? Telefonica? NTT?) anunciará que ela estará entrando no negócio da música. Elas começarão devagar, com back-catálogos, contratos e Music1.0 (;) pessoas e preocupações, trabalhando com novos artistas e com aquelas conhecidos nomes que finalmente vão transformar seus rótulos para o bem, tocando vários Music2.0 blue-prints que estão fazendo seu caminho na Net (incluindo <a href="http://www.music20book.com/">meu próprio pobre livro Music2.0</a> eu espero ;).

</p>

<p>Isto será alimentado pelo fato de que muitas gravadoras encarregadas (não, não apenas a maioria das gravadoras e <a href="http://www.masternewmedia.org/2003/11/04/ethical_music_sharing_more_profitable.htm">RIAA</a>) tem conseguido com sucesso se tornar ubiquamente odiados pelos fãs de música i.e. os usuários, seus artistas, o público em geral, e - adivinhe - as telecoms. Dez anos de tapinha nas costas e gastando centenas de milhões de $ para convencer esses caras a de alguma forma dar aos consumidores o que eles realmente querem - não importa o quão séria seja sua sede de vingança.

</p>

<p><strong>As Telcos ficaram de saco cheio</strong> e cortarão as suas cordas da escravidão para o antigo sistema nos próximos 9-19 meses.

</p>

<p><strong>A oferta de música Flat-rate se tornará um padrão</strong> -  e o combustível das telcos amanhã.

</p>

<p>

</p>

<p><br /><br /><br />
<h2>Outros Cenários Possíveis</h2>

</p>

<p><img alt="scenarios.jpg" src="http://www.masternewmedia.org/images/scenarios.jpg" width="220" height="205" />

</p>

<p><strong>O Skype será vendido pelo eBay</strong> para a maior rede social (F….k?) ou a maior telecom, e voltará o círculo completo de como começou: uma poderosa rede compartilhando dados da forma mais barata possível, seja por meio de ligações telefônicas ou outros conteúdos (leia: música, filme, TV, livros...) de bits e bytes. O Skype é onde o <a href="http://www.masternewmedia.org/pt/acesso_a_informacao/economia-peer-to-peer/peer-to-peer-governacao-producao-e-propriedade-o-P2P-como-forma-de-vida-parte-1-20071116.htm">P2P</a> legal acontecerá, primeiro.

</p>

<p><strong>Por volta de 12 a 18 meses</strong>, juntamente com o Google, uma das agências líderes de publicidade e comunicação fechará um acordo com a maior telco e conjuntamente lançarão serviços de conteúdo gerados pelo usuário com suporte a propaganda, numa abordagem <a href="http://twitter.com/gleonhard">Advertising2.0</a>, evitando completamente a produção de conteúdo tradicional e procedimentos de licenciamento e oferta de novos artistas (e sem-contrato) ainda sem condições de seguir em frente.

</p>

<p>

</p>

<p><br /><br /><br />
<h2>Recomendações para Telcos</h2>

</p>

<p><img alt="reccomandations.jpg" src="http://www.masternewmedia.org/images/reccomandations.jpg" width="250" height="166" />

</p>

<p>Então, queridas Telcos, Operadoras e ISPs, aqui estão meus 2 centavos:<br />
<ol><li><strong>Parem de se preocupar </strong>em agradar os encarregados por música & tocadores de mídia industrial e 'os estúdios' - todos eles irão seguir seu líder e entregar a cinco bilhões de usuários o que eles quiserem, como eles quiserem, ou você terá que deixá-los o mais rápido possível.</li>

</p>

<p><li><strong>Levante as mãos</strong> para o céu pois isso é bom: vocês têm a rede, vocês têm os usuários, vocês têm os relacionamentos financeiros - vocês podem ter o conteúdo da forma que qusierem, também!</li>

</p>

<p><li><strong>Como o Radio e as Indústrias de Broadcast antes de vocês</strong>, comecem por demandar um novo, pradronizado e sem tamanho de licença, streaming de música interativa seguido por downloads ilimitados de música em redes digitais; e enquanto isto estiver sendo negociado comece a fazer acordos com agências de propaganda e publicitários para preparar o pipeline do Advertising2.0.</li>

</p>

<p><li><strong>É música primeiro e então filmes, vídeos, TV</strong> ... $700 bilhões de anúncios por ano estão prontos para entrar nesta batalha por conteúdo em troca de atenção. Aproveite o dia.</li></ol>

</p>

<p><br />
<br /><br /><br />
<h2>Mais Informações</h2>

</p>

<p><strong>Algumas fontes de inspiração</strong> para essa História de Futuro:<br />
<a href="http://www-03.ibm.com/industries/media/doc/content/resource/business/2898468111.html">IBM Future of Advertising Report</a>    <br />
<a href="http://www.slideshare.net/gleonhard/gerd-leonhard-futurist-at-jakarta-broadband-summit-open-is-king-the-future-of-media/">Telco2.0 Two-sided business model</a><br />
<a href="http://www.stlpartners.com/telco2.php">Telco2.0 Blog</a><br />
<a href="http://www.edelman.com/trust/2008/">Edelmann Trust Report</a>

</p>

<p><br />
<br /><br />
<strong>Gerd Leonhard é um futurista de mídia</strong> assim como autor e escritor, um empreendedor da mídia e Internet, um consultor de estratégias, e um orador e apresentador.

</p>

<p><img alt="gerd_leonhard_music-2-0-media_futurist.jpg" src="http://www.masternewmedia.org/images/gerd_leonhard_music-2-0-media_futurist.jpg" width="222" height="200" />

</p>

<p>Se você quiser saber mais sobre o que ele faz, você pode dar uma olhada em<a href="http://www.mediafuturist.com/blog.html">Gerd's blog MediaFuturist</a>, ou assistir alguns vídeos das novas séries (para selecionar um episódio basta clicar no ícone do livro / botão guia, e ir até lá) do <a href="http://mc.conversationsnetwork.org/series/futuretalks.html">Media Conversations Future Talks</a>. Você também pode visitar <a href="http://www.youtube.com/gleonhard">o canal do YouTube dele</a>, ou assinar <a href="feed://www.youtube.com/rss/user/gleonhard/videos.rss">seus feeds</a>.

</p>

<p>

</p>

<p><br /><br /><br />
<span class="photocredit"><strong>Photocredits</strong></span><br />
<span class="photocredit">The Future of Telcos - Content & Service Pipes: <a href="http://www.stockxpert.com/browse.phtml?f=profile&l=peaz">Yin Chern Ng</a></span><br />
<span class="photocredit">The Future of Telecoms: <a href="http://www.stockxpert.com/browse.phtml?f=profile&l=redbaron">Tomasz Trojanowski</a></span><br />
<span class="photocredit">Content Re-Defined: <a href="http://www.stockxpert.com/browse.phtml?f=profile&l=bedo">Kin Hang Norman Chan</a></span><br />
<span class="photocredit">Media 2.0: <a href="http://www.stockxpert.com/browse.phtml?f=profile&l=xygo_bg">Goran Stojanovic</a></span><br />
<span class="photocredit">The New Music Business: <a href="http://wireimage.com">Arnlod Turner</a></span><br />
<span class="photocredit">Other Likely Scenarios: <a href="http://www.stockxpert.com/browse.phtml?f=profile&l=hypermania">Hypermania</a></span><br />
<span class="photocredit">Recommendations: <a href="http://www.stockxpert.com/browse.phtml?f=profile&l=logos">Yuri Arcurs</a></span>

</p>

<p><br />
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</p>

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</p>]]></description>
<dc:subject><![CDATA[Entrega e Distribuição de Conteúdos]]></dc:subject>
<dc:creator><![CDATA[Gerd Leonhard]]></dc:creator>
<dc:date>2008-07-17T09:24:43+00:00</dc:date>
</item>

<item rdf:about="http://www.masternewmedia.org/pt/acesso_a_informacao/economia-peer-to-peer/peer-to-peer-governacao-democracia-e-visao-economica -o-P2P-como-forma-de-vida-parte 2-20071123.htm">

<title><![CDATA[Peer-to-Peer: Governação, Democracia E Visão Económica - O P2P Como Forma De Vida - Parte 2]]></title>
<link>http://www.masternewmedia.org/pt/acesso_a_informacao/economia-peer-to-peer/peer-to-peer-governacao-democracia-e-visao-economica -o-P2P-como-forma-de-vida-parte 2-20071123.htm</link>
<description><![CDATA[<p><em>&quot;<strong>A nossa</strong> <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_pol%C3%ADtica" target="_blank" title="Abre numa nova janela">economia política</a> baseia-se num erro fundamental. Baseia-se na presunção que os recursos naturais são ilimitados, e isso é um erro infinito.</em> </p>

<p><img alt="p2p-cooperation-id5561121_size480.jpg" src="http://www.masternewmedia.org/images/p2p-cooperation-id5561121_size480.jpg" height="468" width="480"><br> <span class="photocredit">Crédito da imagem: <a href="http://www.stockxpert.com/browse.phtml?f=profile&amp;l=MaleWitch" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Maxim Malevich</a></span></p>
<p><em>Esta falsa presunção cria <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Escassez" target="_blank" title="Abre numa nova janela">escassez</a> artificial para recursos culturais potencialmente <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Abundance_%28economics%29" target="_blank" title="Abre numa nova janela">abundantes</a>. </em></p>
<p><em>Esta combinação de quasi-adundância e quasi-escassez destrói a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Biosfera" target="_blank" title="Abre numa nova janela">biosfera</a> e limita a expansão da inovação social e uma cultura livre.<br> <a href="http://www.masternewmedia.org/news/2006/02/20/p2pbased_economy_the_political_power.htm" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Numa sociedade baseada em P2P</a>, esta situação é invertida: os limites de recursos naturais são reconhecidos, e a abundância de recursos imateriais torna-se o princípio fundamental. A visão da <a href="http://blog.p2pfoundation.net/category/p2p-theory/" target="_blank" title="Abre numa nova janela">teoria P2P</a> é a seguinte:</em></p><ol><li><em><strong>o valor central</strong> intelectual, cultural e espiritual será produzido através de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Peer_production" target="_blank" title="Abre numa nova janela">produção peer</a> não recíproca.</em></li>
<p></p><li><em><strong>é rodeado</strong> por uma esfera de partilha reformada inspirada em peer;</em></li>
<p></p><li><em><strong>é globalmente</strong> gerida por um estado e sistema de governação reformados e inspirados em peer.</em></li></ol>

<p><em>Devido a estas características, o peer to peer pode ser apontado como a lógica central da civilização sucessora, sendo uma resposta e solução para a crise estrutural do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Capitalismo" target="_blank" title="Abre numa nova janela">capitalismo</a> contemporâneo.&quot;</em></p>
<p><strong>Nesta segunda parte</strong> do P2P Como Forma De Vida (<a href="http://www.masternewmedia.org/pt/acesso_a_informacao/economia-peer-to-peer/peer-to-peer-governacao-producao-e-propriedade-o-P2P-como-forma-de-vida-parte-1-20071116.htm" target="_blank" title="Abre numa nova janela">primeira parte aqui</a>), o defensor global do p2p Michel Bauwens analisa as fundações políticas e económicas da governação peer-to-peer e os conceitos de democracia da governação, produção e propriedade peer, analisando os seus detalhes e características.</p>
<p>Questionando profundamente as falsas presunções em que se baseiam os nossos sistemas políticos e económicos, pode-se ver a alteração crítica que aconteceria se os governos se tornassem parceiros em vez de controladores e escravizadores e se as comunidades peer tivessem os meios económicos para suportar os seus esforços de cooperação social.</p>
<p>De novo, a adopção de sistemas monetários alternativos, retirando alguns dos extraordinários controlos que as empresas privadas reuniram sobre o tema do dinheiro e oferecendo os recursos básicos para todos os indivíduos de acordo com as suas vocações e paixões naturais em vez de serem escravizados por mecanismos económicos e de produção que os alienam, é o futuro pelo qual espero.</p>
<p> Como escrevi antes, deixe-me realçar: &quot;<em>A governação peer to peer, se apoiada por novas regulamentações socioeconómicas, incluindo um subsídio universal para todos, poderá ser o meio pelo qual os indivíduos se poderão governar a si mesmos enquanto continuam a perseguir os seus melhores interesses e paixões.</em>&quot;</p>

<p><em>Introdução por Robin Good</em><!-- FA --></p><p><img alt="wikip2p.jpg" src="http://www.masternewmedia.org/images/wikip2p.jpg" height="133" width="201"></p>
</p><h2>As Implicações Políticas da Revolução Peer to Peer – Parte 2</h2>
<p><em>por Michel Bauwens</em></p>
<p><br><br>
</p><h2>5. A Teoria P2P como a Possibilidade Emancipatória da Era</h2>

<p><img alt="economy-id586770_size220.jpg" src="http://www.masternewmedia.org/images/economy-id586770_size220.jpg" height="220" width="220"><br> <span class="photocredit">Crédito da imagem: <a href="http://www.stockxpert.com/browse.phtml?f=profile&amp;l=Kosta_Ino" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Kostantin Inozemtev</a></span></p>
<p>De facto, porque um sistema de crescimento infinito é uma impossibilidade lógica e física com um ambiente natural limitado, o sistema mundial actual enfrenta uma crise estrutural para o seu crescimento extensivo. De momento a consumir 'dois planetas', seriam necessários quatro planetas se a China e a Índia conseguissem obter a equidade com os <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Consumo" target="_blank" title="Abre numa nova janela">níveis de consumo</a> dos países ocidentais. Devido às crises ecológicas e de recursos que isto causa, o sistema é finalmente limitado pela sua expansão extensiva.</p>
<p>No entanto, o seu sonho para intenso desenvolvimento na esfera imaterial é igualmente bloqueado, pois a esfera da abundância e produção social directa através da produção peer cria um crescimento exponencial em valor, mas apenas mostram um crescimento linear nas oportunidades de mercado <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_marginalista" target="_blank" title="Abre numa nova janela">nas suas margens</a>.</p>
<p><strong>O sistema mundial actual enfrenta uma crise semelhante ao do</strong> <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Romano" target="_blank" title="Abre numa nova janela">sistema de escravatura do Império Romano</a>, que já não conseguia crescer extensivamente (em certa altura o custo da expansão é maior do que os benefícios da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Produtividade" target="_blank" title="Abre numa nova janela">produtividade</a> adicionada), mas também não podia crescer intensivamente, pois isso requeria autonomia para os escravos. Assim, o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Feudalismo" target="_blank" title="Abre numa nova janela">sistema feudal</a> surgiu, vontando-se a centrar no local, onde se tornaria muito mais produtivo e crescer 'intensivamente'. Os servos, que estavam ligados à terra mas agora tinham famílias numa parte fixa da sua produção e uma carga de taxas mais leve, eram substancialmente mais produtivos que os escravos. Os senhores ficavam com uma parte substancialmente inferior das sobras. Hoje, o crescimento extensivo é finalmente bloqueado, mas o crescimento intensivo na esfera imaterial exige uma substancial reconfiguração que transcende em grande parte a actual lógica do sistema.</p>

<p>Da mesma forma, a crise estrutural actual causa uma reconfiguração das duas  classes principais (tais como os donos de escravos se tinham que tornar senhores feudais e os escravos tinham que se tornar servos). </p>
<p>De momento, testemunhamos o surgimento da classe netárquica de possuidores de capital, estamos a renunciar a sua dependência no presente regime de acumulação imaterial através de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Propriedade_intelectual" target="_blank" title="Abre numa nova janela">propriedade intelectual</a>, favorecendo um papel de possibilitadores de participação social através de plataformas proprietárias, que inteligentemente combinam elementos abertos e fechados para assegurarem uma medida de controlo e lucro, enquanto que os trabalhadores de conhecimento se reconfiguram de uma classe que foi dissociada dos meios de produção para uma que já não se afasta dos seus meios de produção, pois os seus cérebros e redes são agora os seus<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Meios_de_produ%C3%A7%C3%A3o" target="_blank" title="Abre numa nova janela">meios de produção</a> socializados. (No entanto, são ainda largamente dissociados dos meios autónomos de rentabilização.) Seria justo dizer que de momento, as comunidades de produção peer são colectivamente suficientes, mas não individualmente, levando a uma crise de valor e precariedade disseminada entre os trabalhadores de conhecimento.</p>
<p>A solução, na minha opinião, aponta na seguinte direcção:</p><ol><li><strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Private_sector" target="_blank" title="Abre numa nova janela">o sector privado</a></strong> reconhece a sua crescente dependência nas <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Externalization" target="_blank" title="Abre numa nova janela">externalizações</a> positivas da cooperação social e com as autoridades públicas, concordam com um acordo histórico na forma de um rendimento básico; isto permite que a esfera de cooperação se desenvolva ainda mais, criando benefícios de mercado</li>
<p></p><li><strong>a esfera de mercado</strong> é dissociada do capitalismo de crescimento infinito (como seria possível exigiria um artigo inteiro, mas o fundamental seria uma reforma <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Macroeconomia" target="_blank" title="Abre numa nova janela">macro</a> monetária como as propostas por <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bernard_Lietaer" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Bernard Lietaer</a>, associadas com um novo regime que aumente a produção de dinheiro de bancos privados para o campo social, através de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Monetary_system" target="_blank" title="Abre numa nova janela">sistemas financeiros</a> abertos)</li>

<p></p><li><strong>a esfera de produção peer</strong> cria 'sistemas de reconhecimento de riqueza' para reconhecer os que sustentam a sua existência e sistemas existem que podem traduzir essa riqueza de reputação em rendimento.</li></ol>
<p><br><br>
</p><h2>6. Governação e Democracia Peer</h2>
<p><img alt="government_id240641_size250.jpg" src="http://www.masternewmedia.org/images/government_id240641_size250.jpg" height="188" width="250"><br> <span class="photocredit">Crédito da imagem: <a href="http://www.stockxpert.com/browse.phtml?f=profile&amp;l=jarnogz" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Jarno Gonzalez</a></span></p>
<p>Como as infra-estruturas peer-to-peer técnicas e sociais como os media sociais e temas auto-direccionadas estão a surgir como um formato importante, senão dominante, para as alterações induzidas pelo <a href="http://blog.p2pfoundation.net/category/cognitive-capitalism/" target="_blank" title="Abre numa nova janela">capitalismo cognitivo</a>, a dinâmica relacional peer-to-peer terá cada vez mais efeitos políticos.</p>
<p>Como recordação, a dinâmica relacional do p2p cresce quando existem redes distribuídas, isto é, redes onde os <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Economic_agent" target="_blank" title="Abre numa nova janela">agentes</a> são livres de empreender acções e relações e onde existe uma ausência da coerção pública para que os modos de governação surjam de baixo para cima. Cria processos como produção peer, a produção comum de valor; <a href="http://www.masternewmedia.org/pt/acesso_a_informacao/economia-peer-to-peer/peer-to-peer-governacao-producao-e-propriedade-o-P2P-como-forma-de-vida-parte-1-20071116.htm" target="_blank" title="Abre numa nova janela">governação peer</a>, isto é a auto-governação de tais projectos; e a propriedade peer, o sistema auto-imune que previne a apropriação privada do comum.</p>

<p><strong>É importante distinguir</strong> a governação de peer de uma multidão de pequenos mas coordenados grupos globais, que escolhem processos não-representativos nos quais os participantes decidem os projectos em conjunto, da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Democracia_representativa" target="_blank" title="Abre numa nova janela">democracia representativa</a>. O último é uma forma descentralizada de partilha de poder baseada em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Elei%C3%A7%C3%A3o" target="_blank" title="Abre numa nova janela">eleições</a> e representantes. Já que a sociedade não é um grupo peer com um consenso a priori, mas um sim uma estrutura descentralizada de grupos concorrentes, a democracia representativa não pode ser substituída pela governação peer.</p>
<p>No entanto, ambos os modos irão influenciar e acomodar-se para o outro. Os projectos peer que se desenvolvem além de certa escala e começam a enfrentar questões de decisões sobre recursos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Escassez" target="_blank" title="Abre numa nova janela">escassos</a>, adaptará provavelmente alguns mecanismos de representação. A tomada de decisões representativa e burocrática pode e será, em alguns lugares, ser substituída por redes de governação globais que podem ser auto-governadas em certa escala, mas em todo o caso, irá e deve incorporar cada vez mais modelos de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Stakeholder_theory" target="_blank" title="Abre numa nova janela">vários accionistas</a>, que se esforçam por incluir como participantes na tomada de decisão todos os grupos que podem ser afectados por tais acções. Este modelo de sociedade à base de grupos é diferente, mas relacionado em espírito, à governação peer à base de indivíduos, pois eles partilham um <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ethos" target="_blank" title="Abre numa nova janela">carácter</a> de participação.</p>

<p><br><br>
</p><h2>7. Em Direcção de Uma Abordagem de estado Parceiro</h2>
<p><img alt="partner_id2406681_size255.jpg" src="http://www.masternewmedia.org/images/partner_id2406681_size255.jpg" height="170" width="255"></p>
<p><span class="photocredit">Crédito da imagem: <a href="http://www.stockxpert.com/browse.phtml?f=profile&amp;l=logos" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Juri Arcurs</a></span></p>
<p>A política de estado parceiro é uma aproximação na qual o estado permite e autoriza comunidades de utilizadores a criarem o valor eles mesmos e que também se concentra na eliminação de obstáculos.</p>
<p><strong>A alteração fundamental na abordagem é a seguinte.</strong></p>
<p>Na visão moderna, os indivíduos eram vistos como atomizados. Acreditou-se que eles precisavam de um contrato social que delegou a autoridade a um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Soberania" target="_blank" title="Abre numa nova janela">soberano</a> para criar a sociedade, e na necessidade da socialização por instituições que se dirigiam a eles como uma massa não diferenciada. Na nova visão contudo, os indivíduos são já sempre unidos com os seus pares, e a ver as instituições de tal modo informado por pares. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Institui%C3%A7%C3%A3o" target="_blank" title="Abre numa nova janela">As instituições</a>, portanto, terão que se desenvolver para se tornarem <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ecologia" target="_blank" title="Abre numa nova janela">ecologias</a> de suporte, inventando modos de criar infra-estruturas de suporte.</p>

<p>Os políticos tornam-se intérpretes e peritos, que podem direccionar as questões que emergem fora de redes baseadas na sociedade civil para o reino institucional.</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Estado" target="_blank" title="Abre numa nova janela">O estado</a> torna-se pelo menos um árbitro neutro (ou ainda melhor: favorável para o povo), isto é, o meta-regulador dos três reinos, e sai do dilema binário de estado/privatização para a escolha tripartida de uma mistura  ideal entre:</p><ol><li><strong>regulamentação governamental, </strong></li>
<p></p><li><strong>liberdade de mercado privado e </strong></li>
<p></p><li><strong>projectos autónomos de sociedade civil.</strong></li></ol>
<p>Um estado parceiro reconhece que <a href="http://blog.p2pfoundation.net/how-the-law-of-asymmetric-competition-should-affect-innovation-policy/2007/08/10" target="_blank" title="Abre numa nova janela">a lei de competição assimétrica</a> dita que tem que suportar a inovação social ao máximo das suas capacidades.</p>
<p>Um exemplo que encontrei recentemente foi o trabalho do município de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Brest_%28Fran%C3%A7a%29" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Brest</a>, em French Brittany. Lá, a secção da cidade de &quot;Democracia Local&quot;, sob a liderança de <a href="http://www.a-brest.net/auteur2.html" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Michel Briand</a>, disponibiliza infra-estruturas online, módulos de formação, e infra-estruturas física para partilha (câmaras, equipamento sonoro, etc. …), para que indivíduos locais e grupos possam criar sozinhos projectos culturais e sociais. Por exemplo, o projecto <a href="http://www.a-brest.net/auteur2.html?recherche=Territoires+Sonores&amp;page=recherche&amp;lang=fr" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Territoires Sonores</a> leva em conta a criação de arquivos auditivos e vídeo pelo público para enriquecer rastos personalizados, que, assim, não são nem produzidos por uma empresa privada, nem pela própria cidade. Por outras palavras, a autoridade pública neste caso permite e autoriza a produção social directa de valor.</p>

<p><a href="http://www.masternewmedia.org/news/2006/03/06/p2p_economics_a_design_vision.htm" target="_blank" title="Abre numa nova janela">A dinâmica peer-to-peer</a>, e o pensamento e experimentação que ele inspira, não apresenta apenas uma terceira forma de produção de valor social, produz também novas formas de institucionalização e regulação que podem ser produtivamente explorada e/ou aplicada.<br>
De facto, da sociedade civil surge uma nova institucionalização, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bem_comum" target="_blank" title="Abre numa nova janela">os comuns</a>, que é uma forma distinta de regulação e propriedade. </p>
<p><strong>Ao contrário da propriedade privada</strong>, <strong>que é</strong> <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Exclusionary_rule" target="_blank" title="Abre numa nova janela">diferenciadora</a>, e ao contrário da propriedade estatal, na qual o colectivo 'expropria' o indivíduo; em contraste na forma do povo, o indivíduo conserva a sua soberania, mas partilha-a voluntariamente. </p>
<p>Só a abordagem de propriedade à base do povo reconhece a propensão do conhecimento fluir em todos os locais, enquanto que o regime de propriedade privada necessita de uma luta radical contra aquela propensão natural. Isto torna provável que o formato de comuns seja adoptado como a solução mais competitiva.</p>
<p>Em termos de institucionalização destas novas formas de propriedade comum, <a href="http://www.amazon.com/gp/pdp/profile/A2QIFHX7ZVDS1N" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Peter Barnes</a>, <a href="http://www.amazon.com/Capitalism-3-0-Reclaiming-Commons-Currents/dp/1576753611" target="_blank" title="Abre numa nova janela">no seu importante livro Capitalism 3.0</a>, explica como parques nacionais e ambientes comuns (como um proposto Skytrust), pode ser dirigido por confianças, quem têm a obrigação de conservar todo o capital (natural) intacto, e através de um homem/um voto eles teriam a responsabilidade de conservar os recursos naturais comuns. Esta poderia ser uma alternativa aceite tanto para a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nacionaliza%C3%A7%C3%A3o" target="_blank" title="Abre numa nova janela">nacionalização</a> e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Deregulation" target="_blank" title="Abre numa nova janela">desregulação</a>/<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Privatiza%C3%A7%C3%A3o" target="_blank" title="Abre numa nova janela">privatização</a>.</p>

<p>Imagino que numa civilização de sucessor, onde a lógica peer-to-peer é a principal lógica de criação de valor, o povo é a instituição central que dirige o meta-sistema, e o mercado é um subsistema informado por peer que lida com a produção de produtos físicos rivais, com uma economia pluralista que é aumentada com vários esquemas à base de reciprocidade.<br>
 </p>
<p><br><br>
</p><h2>8. Uma Política Progressiva Renovada Centrada Na sustentação do Povo</h2>
<p><img alt="sustain_commons_235-o.jpg" src="http://www.masternewmedia.org/images/sustain_commons_235-o.jpg" height="184" width="235"><br> <span class="photocredit">Crédito da imagem: <a href="%20http://www.boingboing.net/images/creative-commies.gif">BoingBoing</a></span></p>
<p>Qual o significadopara as tradições emancipatórias que surgiram da era industrial?</p>
<p>Acho que poderá ter dois efeitos positivos:</p><ol><li><strong>uma dissociação da ligação automática</strong> com modalidades burocráticas do governo (que não significa que não seja apropriado em certas circunstâncias); as propostas podem ser formuladas que directamente apoiem o desenvolvimento do Povo</li><br>

<p><li><strong>uma dissociação da sua alternativa</strong>: desregulação/privatização; o suporte do Povo e produção peer significa que há uma alternativa tanto da privatização <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Neoliberalismo" target="_blank" title="Abre numa nova janela">neoliberal</a>, como da introdução <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Blairite" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Blairite</a> da lógica privada na esfera pública.</li></ol><br />
<p>Os movimentos progressivos podem então tornar-se informais em vez de numa modalidade da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Industrial_society" target="_blank" title="Abre numa nova janela">sociedade industrial</a>. </p><br />
<p>Em vez de defender o status quo industrial, torna-se de novo uma força ofensiva (diga: esforçando-se para uma sociedade de informação baseada na equidade), mais estreitamente se aliou com os movimentos aberto/gratuito, participatórios e forças orientadas pelo povo. </p><br />
<p><strong>Estes três movimentos sociais surgiram</strong> por causa da necessidade de uma reprodução social eficiente da produção peer e o povo.</p><ul><li><strong>Os movimentos abertos e gratuitos</strong> querem assegurar que há matéria-prima para produção cultural gratuita e apropriação, e luta contra os monopólios de aluguer de acordo com o capital, pois agora restringe a inovação. Funcionam no lado receptor da fórmula.</li>

</p>

<p></p><li><strong>Os movimentos participatórios</strong> querem assegurar que alguém pode usar a sua combinação de habilidades específica para contribuir para projectos comuns e, trabalhando na diminuição dos limiares técnicos, sociais e políticos; finalmente,</li>
<p></p><li><strong>o movimento do Povo</strong> trabalha na conservação do comum da apropriação privada, para que a sua reprodução social seja assegurada, e a circulação do comum pode continuar desimpedida, pois é o Povo que por sua vez cria novas camadas da matéria-prima aberta e gratuita.</li></ul>
<p>Estes vários movimentos vêm em três versões normais:</p><ol><li><strong>movimentos transgressores </strong>, tais como <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Compartilhamento_de_arquivos" target="_blank" title="Abre numa nova janela">partilhadores de ficheiros</a> novos e antigos, que demonstram que o sistema legal deve mudar</li>
<p></p><li><strong>os movimentos construtivos</strong>, que criam uma estrutura de novos tipos de relações sociais, como <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Creative_Commons" target="_blank" title="Abre numa nova janela">o movimento Creative Commons</a>, o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Free_software_movement" target="_blank" title="Abre numa nova janela">movimento de software livre</a>, etc…</li>

<p></p><li><strong>mudanças ou tentativas radicais para mudar</strong> o regime industrial e adaptá-lo às novas realidades</li></ol>
<p>Pessoalmente acredito que estes movimentos não criarão novos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_pol%C3%ADtico" target="_blank" title="Abre numa nova janela">partidos políticos</a>, mas que essas redes de redes irão de facto procurar a ligação política. </p>
<p>Enquanto que o peer-to-peer é um regime que combina a igualdade e a liberdade e potencialmente combina elementos de vários lados do espectro político, acredito que a esquerda em particular tem tendência de forjar uma aliança com os novos desejos e exigências desses movimentos.</p>
<p>Existe também uma ligação com o movimento ambiental. Embora os movimentos culturalmente orientados lutam contra a escassez artificial induzida pelos regimes restritivos das leis de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Direito_autoral" target="_blank" title="Abre numa nova janela">direito de autor</a> e de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Patente" target="_blank" title="Abre numa nova janela">patentes</a>, os de movimentos ambientalistas lutam contra a abundância artificial criada pela lógica de mercado irrestrito. A eliminação de pseudo-abundância e pseudo-escassez é exactamente o que tem que acontecer para tornar a nossa civilização humana sustentável nesta etapa. Como foi realçado por <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Richard_Matthew_Stallman" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Richard Stallman</a> e outros, os regimes de  copyright e patentes estão explicitamente destinados a inibir a cooperação livre e fluxo cultural entre seres humanos criativos, e são tão perniciosos ao novo desenvolvimento da humanidade como a destruição biosférica.</p>

<p><strong>Há, por isso, um enorme potencial</strong> para um movimento tão renovado da emancipação humana para ficar alinhado com os valores de uma nova geração dos jovens, e conseguir a vantagem de longo prazo que os Republicanos tinham atingido desde os anos 80.</p>
<p><br>
<br><br>
</p><h2>9. Conclusão: O Que Tem Que Ser Feito? </h2>
<p><img alt="to-do-list_id851586_size210.jpg" src="http://www.masternewmedia.org/images/to-do-list_id851586_size210.jpg" height="210" width="210"><br> <span class="photocredit">Crédito da imagem: <a href="http://www.stockxpert.com/browse.phtml?f=profile&amp;l=Nicemonkey" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Nicemonkey</a></span></p>
<p>Vamos relembrar alguns dos nossos pontos e ver como o movimento contra a escassez social e para a sustentabilidade se cruzam. </p>
<p><strong>Vivemos numa economia política que compreendeu ao contrário.</strong> Cremos que o nosso mundo natural é infinito, e assim podemos ter um sistema económico baseado em crescimento infinito. Mas já que o mundo material é finito, é baseado em pseudo-abundância.</p>

<p>E então acreditamos que devemos introduzir a escassez artificial no mundo da produção imaterial, impedindo o fluxo livre de cultura e inovação social, que é baseada na cooperação livre, criando os obstáculos de permissões e alugueres de propriedade intelectual protegidos pelo estado. </p>
<p><strong>Do que precisamos, em alternativa, é de uma economia política baseada</strong> numa noção verdadeira da escassez no reino material, e uma compreensão da abundância no reino imaterial. </p>
<p><strong>A inovação complexa precisa de funcionários criativos e autónomos</strong> que não sejam limitados na sua capacidade de partilhar e aprender um com o outro.</p>
<p>No mundo da produção imaterial, de software, texto e desenho, os <a href="http://www.wordwebonline.com/en/REPRODUCTIONCOST" target="_blank" title="Abre numa nova janela">custos de reprodução</a> são marginais e por isso vemos a emergência de produção peer não-recíproca, onde voluntários se ocupam da criação directa do valor de uso, que aproveita os bens comuns resultantes de um modo geral, mas sem reciprocidade específica.</p>
<p>No mundo da produção material, onde temos escassez, e os custos têm que ser recuperados, tal não-reciprocidade não é possível, e por isso precisamos de modos de troca neutra como os mercados, ou outros modos de reciprocidade.</p>

<p>Na esfera de produção imaterial, a humanidade está a aprender as leis da abundância, porque os <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Rivalrous" target="_blank" title="Abre numa nova janela">bens não-rivais</a> ganham em valor através da partilha. </p>
<p><strong>Neste mundo</strong>, estamos a desenvolver-nos em direcção a licenças não-proprietárias, modos da produção participativos, e formas de propriedade orientadas pelo povo. As formas positivas da afinidade baseada em retribalização estão a surgir. Mas no mundo de bens materiais escassos, uma série de crises de escassez estão a preparar-se, o aquecimento global é um deles, que cria a emergência de formas negativas de tribalização competitiva.</p>
<p>A lógica da abundância tem o potencial de nos levar a uma reorganização do nosso mundo a um nível de complexidade mais elevada, movida principalmente pela lógica peer-to-peer.</p>
<p>A lógica da escassez tem o potencial de nos levar a guerras generalizadas por recursos, a uma descida a uma forma mais baixa de complexidade, uma nova era das trevas, como foi o caso <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Queda_do_Imp%C3%A9rio_Romano" target="_blank" title="Abre numa nova janela">depois da desintegração do Império Romano</a>.</p>
<p><strong>Portanto o desafio deve</strong> usar a lógica emergente da abundância, e injectá-la no mundo da escassez.</p>

<p><br><br> <strong>É uma possibilidade realista?</strong></p>
<p>No mundo imaterial da abundância, a partilha não é problemática, e a nova emergência e expansão de modos não-recíprocos de produção será muito provável. &quot;<em>Juntos sabemos tudo</em>&quot;, é um ideal muito alcançável.</p>
<p>No mundo material da escassez, a abundância é traduzida em três conceitos-chave que podem modificar a consciência humana e, por isso, as práticas económicas. A noção de '<em>em conjunto temos tudo</em>’ não parece totalmente alcançável, por isso, precisamos de conceitos transicionais.</p>
<p><br><br> <strong>1) O primeiro conceito é a distribuição de tudo.</strong> </p>
<p>Isto significa que em vez da abundância, temos um corte de recursos físicos e  meios físicos da produção, para que os indivíduos se possam envolver e actuar livremente. Isto significa uma economia que se move em direcção a uma visão de modos de mercado informados por peer, como o comércio justo (um mecanismo de mercado submetido para controlar a arbitragem de produtores e consumidores vistos como parceiros), empreendimento social (usando lucro para o progresso social consciente). </p>

<p>As tendências objectivas para a miniaturização dos meios físicos da produção fazem disto uma possibilidade distinta: o fabrico por computador permite designers individuais; o fabrico rápido e ferramentas estão a diminuir as vantagens da produção industrial à escala, e também os produtores pessoais. O empréstimo social cria uma distribuição do capital financeiro; e a produção social directa do dinheiro através de software não está longe de ser realizado em várias partes do mundo (ver o trabalho de Bernard Lietaer); Se de facto a escassez tornará a energia e a matéria-prima mais caras, uma relocalização da produção é provável, e modos de produção informados por peer serão permitidos a uma extensão muito maior.</p>
<p><br><br> <strong>2) O segundo conceito é a sustentabilidade.</strong> </p>
<p>Dado que um sistema de crescimento infinito não pode durar indefinidamente, temos que nos voltar para novos conceitos de mercado como descrito pelas escolas de pensamento do capitalismo natural (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/David_Korten" target="_blank" title="Abre numa nova janela">David Korten</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Paul_Hawken" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Paul Hawken</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hazel_Henderson" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Hazel Henderson</a>), <a href="http://www.amazon.com/Capitalism-3-0-Reclaiming-Commons-Currents/dp/1576753611" target="_blank" title="Abre numa nova janela">capitalism 3.0</a> (a proposta de <a href="http://www.amazon.com/gp/pdp/profile/A2QIFHX7ZVDS1N" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Peter Barnes</a> de usar a confiança como forma de propriedade porque impõe a preservação do capital), design &quot;cradle to cradle&quot; e processos de produção para que nenhum desperdício seja criado. Temos de mudar para uma economia estável (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Herman_Daly" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Herman Daly</a>), que não é necessariamente estático, mas onde a maior produção através da natureza é dependente da nossa capacidade de regenerar os mesmos recursos.</p>

<p><br><br> <strong>3) O terceiro conceito é o de suficiência ou 'muito'.</strong></p>
<p>A abundância não tem só um lado objectivo, tem um lado subjectivo também. Na economia material, o crescimento infinito tem de ser substituído pela suficiência, uma compreensão em que a posição e a felicidade humana não podem ser mais dependentes da acumulação de material infinito e do sobre consumo, mas ficará dependente de acumulação e crescimento imateriais. Ter bastante para que possamos perseguir o significado e o status e através da nossa identidade como indivíduos criativos e colaborativos, reconhecidos nas nossas várias comunidades peer.</p>
<p>Apenas uma economia rica em experiência pode evitar uma cultura de frustração e sacrifício e as repressões e infelicidade que tal pode produzir. Esta economia de experiência contudo, não será somente criada por <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Franchising" target="_blank" title="Abre numa nova janela">franchises comerciais</a>, mas também haverá produção social directa do valor cultural. Os negócios e as comunidades peer, permitidas e autorizadas por um estado parceiro, terão de criar uma paisagem rica de valor imaterial, e quanto mais sólido o valor imaterial circundante for, menor será o nosso afecto à mera posse. </p>
<p> </p>
<p><br><br>
Fim da Parte 2</p>
<p><a href="http://www.masternewmedia.org/pt/acesso_a_informacao/economia-peer-to-peer/peer-to-peer-governacao-producao-e-propriedade-o-P2P-como-forma-de-vida-parte-1-20071116.htm" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Aqui encontrará a Parte 1</a>.</p>

<p><br><br>
Originalmente escrito por <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Michel_Bauwens" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Michel Bauwens</a> e publicado pela <a href="http://www.masternewmedia.org/" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Master New Media</a> como &quot;<a href="http://www.masternewmedia.org/information_access/p2p-peer-to-peer-economy/peer--to-peer-governance-production-property-part-2-Michel-Bauwens-20071027.htm" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Peer-to-Peer Governance, Production And Property: P2P As A Way Of Living - Part 2</a>&quot;</p>
<p><br><br><br> <strong>Sobre o autor</strong></p>
<p><img alt="bauwens.jpg" src="http://www.masternewmedia.org/images/bauwens.jpg" height="100" width="100"></p>
<p>Michel Bauwens (1958) é um <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Integral_theory" target="_blank" title="Abre numa nova janela">filósofo integral</a> belga e teólogo de Peer-to-Peer. Trabalhou como consultor de Internet, analista de informação para a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/United_States_Information_Agency" target="_blank" title="Abre numa nova janela">United States Information Agency</a>, gestor de informação para a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/BP" target="_blank" title="Abre numa nova janela">British Petroleum</a> (onde criou um dos primeiros centros de informação virtuais) e é antigo chefe de redacção da primeira revista de convergência digital europeia, a holandesa <a href="http://en.wikipedia.org/w/index.php?title=Wave_%28journal%29&amp;action=edit" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Wave</a>. Com <a href="http://en.wikipedia.org/w/index.php?title=Frank_Theys&amp;action=edit" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Frank Theys</a>, é o co-autor de um documentário de 3 horas <em>TechnoCalyps</em>, um exame sobre a 'metafísica da tecnologia'. Ensinou e editou duas antologias em língua francesa sobre a Antropologia da Sociedade Digital.</p>

<p>Embora seja estudante da teoria integral de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ken_Wilber" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Ken Wilber</a> há muitos anos, tornou-se recentemente crítico do aspecto do movimento Wilber-<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Don_Beck" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Beck</a>, e é uma poderosa voz para uma sociedade integral sem autoridade baseada em peer-to-peer.</p>
<p>Michel é o autor de muitos ensaios on-line, incluindo a importante tese <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Peer_to_Peer_and_Human_Evolution" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Peer to Peer and Human Evolution</a>, e é editor da <a href="http://integralvisioning.org/index.php?topic=p2p" target="_blank" title="Abre numa nova janela">P2P News</a></p>
<p>Vive agora em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Chiang_Mai" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Chiang Mai, Tailândia</a>, onde criou a <a href="http://www.p2pfoundation.net/index.php/Main_Page" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Foundation for P2P Alternatives</a> e <a href="http://blog.p2pfoundation.com/" target="_blank" title="Abre numa nova janela">mantém um  blogue</a>.</p>

<p>Leccionou cursos sobre a antropologia da sociedade digital a alunos de pós graduação no  ICHEC/St. Louis em Bruxelas, Bélgica e cursos relacionados na <a href="http://en.wikipedia.org/w/index.php?title=Payap_University&amp;action=edit" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Payap University</a> e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chiang_Mai_University" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Chiang Mai University</a> na Tailândia.</p>]]></description>
<dc:subject><![CDATA[Acesso à Informação]]></dc:subject>
<dc:creator><![CDATA[Michel Bauwens]]></dc:creator>
<dc:date>2007-11-23T10:11:53+00:00</dc:date>
</item>

<item rdf:about="http://www.masternewmedia.org/pt/propriedade_intelectual/copyright/copyright-como-gerir-conteudos-protegidos-em-redes-de-media-social-20071118.htm">

<title><![CDATA[Copyright: Como Gerir Conteúdos Protegidos Em Redes De Media Social]]></title>
<link>http://www.masternewmedia.org/pt/propriedade_intelectual/copyright/copyright-como-gerir-conteudos-protegidos-em-redes-de-media-social-20071118.htm</link>
<description><![CDATA[<p>Como gerir materiais com copyright publicados em distribuidores de media social? <a href="http://www.ugcprinciples.com/" target="_blank" title="Abre numa nova janela">O recentemente publicado documento de princípios do UGCP</a> sugere que os sítios Web de media social on-line adoptem a tecnologia que lhes ofereça a melhor solução para colocar um limite na quantidade de materiais que são publicados nos seus sítios Web. </p>

<p><img alt="copyright-and-social-media-430.jpg" src="http://www.masternewmedia.org/images/copyright-and-social-media-430.jpg" height="423" width="430"><br> <span class="photocredit">Crédito da imagem: <a href="http://www.stockxpert.com/browse.phtml?f=profile&amp;l=sgame" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Sgame </a>, Facebook, MySpace - Mashed por Robin Good</span></p>
<p><strong>Mas, como o especialista em conteúdos media</strong> <a href="http://shore.com/us/team/jblossom.html" target="_blank" title="Abre numa nova janela">John Blossom</a> pergunta e bem, fortes interesses empresariais por trás da provisão de tais tecnologias de infração-detecção-de-copyright podem turvar ainda mais as águas neste cenário já de si complicado de gerir.</p>
<p>Embora o natural impulsionador da cultura Web emergente e os seus grandemente populares serviços de media social dependem da partilha aberta de grandes quantidades de materiais com copyright, as indústrias que produzem os mesmos conteúdos parecem ainda incapazes de criar uma nova visão da sua distribuição de conteúdo que englobe em vez de marginalizar a livre e espontânea distribuição dos seus conteúdos on-line.</p>
<p><strong>Em vez de se aproximar</strong> de tirar partido das forças naturais da nova economia, os detentores de copyright estão simultaneamente longe como seria de esperar  de acordar num determinado conjunto de princípios, regras ou políticas e ferramentas específicas para distribuir a sua desejada identificação universal, sistemas de filtragem e referência de todos os materiais on-line com copyright. </p>

<p>O perito de conteúdos de media John Blossom analisa o cenário e observa os problemas fundamentais em jogo:<br>
<!-- FA --></p><p><img alt="copyright-signs_danger-id842870_size229.gif" src="http://www.masternewmedia.org/images/copyright-signs_danger-id842870_size229.gif" height="200" width="229"><br> <span class="photocredit">Crédito da imagem: <a href="http://www.stockxpert.com/browse.phtml?f=profile&amp;l=fintastic" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Stephen Finn</a></span></p>
<p><br><br><br><br>
</p><h2>Procurando Bases Comuns para o Copyright: Irão os Princípios dos Editores Evitar Acção Legal?</h2>
<p><em>por John Blossom</em></p>

<p><a href="http://www.youtube.com/t/video_id_about" target="_blank" title="Abre numa nova janela">À medida que a Google tenta lançar o seu novo sistema do Youtube para identificar materiais de vídeo com copyright</a>, seria de esperar que tivessem umas palmadas nas costas por parte dos produtores de vídeo comercial. </p>
<p>Ao invés disso, a iniciativa da Google no YouTube, que era ansiosamente aguardada há poucos meses atrás, constitui, na ideia de muitas empresas de media, apenas uma solução parcial e proprietária à questão de como gerir materiais com copyright em distribuidoras de media social. </p>
<p><strong>A própria Google reconhece isso</strong> quando aponta na descrição do seu novo serviço:</p>
<p></p><blockquote>&quot;<em>Independentemente da exactidão destas ferramentas, é importante lembrar que nenhuma tecnologia pode distinguir entre material legal e infractor sem a cooperação dos próprios detentores do conteúdo. </em><p><em>Isto significa que os detentores de copyright que pretendam utilizar e ajudar-nos a melhorar o nosso sistema de identificação de vídeo irão oferecer a informação necessária para nos ajudar a reconhecer o seu trabalho. Tentamos tornar esse processo o mais conveniente possível.</em>&quot;</p></blockquote>
<p><strong>Então qual a melhor forma para lidar com materiais com copyright</strong> em ambientes de media social? </p>

<p><strong>Várias empresas de media e tecnologia</strong> juntaram-se para definir &quot;<a href="http://www.ugcprinciples.com/" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Princípios de Conteúdos Criados pelo Utilizador</a>&quot;, um documento on-line que oferece uma estrutura geral de requisitos para a gestão de materiais com copyright em vários serviços de media. </p>
<p>Embora não seja um documento de imposição legal, a linguagem do <a href="http://www.ugcprinciples.com/" target="_blank" title="Abre numa nova janela">UGCP</a> é claramente legal, com as típicas expectativas unilaterais onerosas que qualquer equipa legal empresarial provavelmente insere em termos de desistência legal incondicional. Além disso, se alguém tentar obedecer a esta estrutura, um fornecedor de serviços de média social em que considerar a seguinte afirmação no UGCP:</p>
<p></p><blockquote>&quot;<em>Os Detentores de Copyright não devem considerar que a aderência a estes Princípios, incluindo o esforço por parte dos Serviços UGC para localizar e remover conteúdo infractor como disponibilizado por estes Princípios, ou substituir conteúdos após a recepção de uma notificação como fornecida no <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/United_States_Copyright_Act" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Copyright Act</a>, suportam a desclassificação de qualquer limitação sobre a responsabilidade directa ou indirecta em relação a material on-line sobre o Copyright Act ou estatutos substantivamente semelhantes a qualquer jurisdição aplicável fora dos Estados Unidos.</em>&quot;</blockquote>

<p><strong>Por outras palavras</strong>, mesmo que faça tudo o que pedimos, não espere facilidades dos detentores de copyright . Isso são as facilidades que pode esperar.</p>
<p><strong>A maior falha no</strong> <a href="http://www.ugcprinciples.com/" target="_blank" title="Abre numa nova janela">documento UGCP</a> é que, embora seja suficientemente abrangente para fornecer uma estrutura de requisitos gerais para desenvolver serviços de gestão de copyright mais universais, nada faz para assegurar que os detentores de copyright ofereçam uma tecnologia de padronização de identificação de copyright significativa, processos de filtragem e materiais de referência referenciados no documento. </p>
<p><strong>Basicamente sugere aos sítios Web de media social</strong> para se prepararem para oferecer quaisquer tecnologias que um qualquer número de editores considerem aceitáveis às suas necessidades. </p>
<p>Dado que a Microsoft é uma das empresas de tecnologia que assinou o UGCP, pode-se imaginar que estão alguns interesses proprietários em acção nesta frente.</p>
<p><a href="http://www.ugcprinciples.com/" target="_blank" title="Abre numa nova janela">O documento UGCP</a> <strong>cita algumas das melhores práticas</strong> para a gestão de conteúdos com copyright num ambiente de média social, mas não é claro que aproxime a indústria de conteúdos a um acordo significativo sobre como o copyright deva ser gerido em materiais on-line. </p>

<p><a href="http://www.pcworld.com/article/id,138644-c,sites/article.html" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Mesmo com a Google a ser atacada por alguns</a> por se apressar a ter algum tipo de sistema de filtragem e identificação, não estamos mais próximos de que os detentores de copyright concordem com uma estrutura comum para que suportem em grande parte o fardo da implementação de ferramentas que tornarão a identificação, filtragem e referenciação universais de materiais com copyright simples razoáveis de gerir.</p>
<p><strong>A um certo nível o nascimento de</strong> <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Digital_watermarking" target="_blank" title="Abre numa nova janela">watermarking digital</a> e esquemas de identificação que eliminam o oneroso pacote <a href="http://www.masternewmedia.org/2004/06/19/why_drm_is_bad_for.htm" target="_blank" title="Abre numa nova janela">DRM</a> apontam para uma solução mais viável. </p>
<p>Ao permitir que os editores identifiquem o seu conteúdo utilizando relatórios de sítios Web de media social e as suas próprias ferramentas de controlo, podem ajudá-los a determinar quando é que a reutilização de materiais com copyright vale a pena perseguir como assunto legal ou como uma oportunidade de desenvolvimento de negócio. Mas até que estas tecnologias sejam implementadas mais amplamente é irrealista em esperar que os distribuidores de media social respondam agressivamente com as suas próprias soluções se virem a Google a ser atacada por membros UGCP pelos seus esforços. </p>
<p><strong>Parecemos aproximar-nos de soluções abertas</strong> que permitam que os editores evitem as complicações de copyright sem grandes investimentos proprietários, mas não espere que as coisas acelerem até que alguns editores provem como o fazer de forma barata, simples e numa forma que não seja prejudicial aos talentos criativos que impulsionam o valor do conteúdo on-line.</p>

<p><br><br>
Originalmente escrito por John Blossom para a <a href="http://www.Shore.com/" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Shore</a> a 23 de Outubro de 2007 e publicado como &quot;<a href="http://www.shore.com/commentary/weblogs/2007/10/seeking-common-ground-for-copyright.html" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Seeking Common Ground for Copyright: Will Publisher's Principles Avoid Legal Action?</a>&quot;</p>]]></description>
<dc:subject><![CDATA[Propriedade Intelectual]]></dc:subject>
<dc:creator><![CDATA[John Blossom]]></dc:creator>
<dc:date>2007-11-18T15:30:00+00:00</dc:date>
</item>

<item rdf:about="http://www.masternewmedia.org/pt/acesso_a_informacao/economia-peer-to-peer/peer-to-peer-governacao-producao-e-propriedade-o-P2P-como-forma-de-vida-parte-1-20071116.htm">

<title><![CDATA[Peer-to-Peer: Governação, Produção E Propriedade - O P2P Como Forma De Vida - Parte 1]]></title>
<link>http://www.masternewmedia.org/pt/acesso_a_informacao/economia-peer-to-peer/peer-to-peer-governacao-producao-e-propriedade-o-P2P-como-forma-de-vida-parte-1-20071116.htm</link>
<description><![CDATA[<p><strong>Os mercados podem estar a mudar</strong> de uma lógica de capitalismo puro (criando comodidades para troca para aumentar o capital), para lógicas onde a lógica de troca é incorporada na lógica de parcerias. </p>

<p><img alt="p2p-governance_id3929961_size480.jpg" src="http://www.masternewmedia.org/images/p2p-governance_id3929961_size480.jpg" height="419" width="480"><br> <span class="photocredit">Crédito da imagem: <a href="http://www.stockxpert.com/browse.phtml?f=profile&amp;l=MaleWitch" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Maxim Malevich</a></span></p>
<p>Existe agora um espaço fervilhante de cooperação social, que alguns chamam de <a href="http://del.icio.us/mbauwens/Adventure-Economy" target="_blank" title="Abre numa nova janela">aventura de economia</a>, nascendo da partilha de bens físicos.</p>
<p>Hoje a Internet oferece uma <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Social_dynamics" target="_blank" title="Abre numa nova janela">dinâmica social</a> impressionante, baseada totalmente na participação voluntária na criação de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bem_comum" target="_blank" title="Abre numa nova janela">bens comuns</a> disponibilizados universalmente para todos.</p>
<p>Eu próprio, aqui na <a href="http://www.masternewmedia.org/" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Master New Media</a>, baseio o meu negócio e modelos de sustentação actuais na livre partilha de informação e conteúdos de alto valor (na forma de artigos, análises e vídeos) que publico aberta e gratuitamente on-line.</p>

<p>A produção, governo e propriedade peer to peer são mais produtivas económica e politicamente e em termos de distribuição, ao invés das suas alternativas governamentais e lucrativas, uma vez que filtram todas as formas menos produtivas de motivação e cooperação e mantêm apenas a produção motivada e a motivação intrínseca. </p>
<p>As plataformas de partilha de media social que vê a surgirem por todo o lado sobrevivem através da venda da atenção dos seus leitores, NÃO o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Valor_de_uso" target="_blank" title="Abre numa nova janela">valor de uso</a> que você criou. </p>
<p></p><blockquote>&quot;<em><strong>A compreensão que</strong> os funcionários actuais não mudam apenas de emprego mas também de emprego para não-emprego e que isso, na realidade, é mais útil e significativo para eles (e para o mercado e sociedade) não são os empregos pagos para o mercado, mas os episódios de produção motivada.</em>&quot;</blockquote> 
<p>Estão as formas de produção peer to peer não recíprocas a tornar-se dominantes? Irão os modos de produção peer to peer informados encontrar o seu caminho nas condições económicas de procura? São os modelos peer to peer uma opção?</p>
<p><a href="http://www.masternewmedia.org/news/2006/09/29/network_collaboration_peer_to_peer.htm" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Michel Bauwens</a> apresenta aqui alguns conceitos basilares da governação, produção e propriedade peer to peer, analisando os seus detalhes e características. </p>

<p><strong><a href="http://p2pfoundation.net/Peer_Governance" target="_blank" title="Abre numa nova janela">A governação peer to peer</a></strong>, se apoiada por novas regulamentações socioeconómicas, incluindo um subsídio universal para todos, poderá ser o meio pelo qual os indivíduos se poderão governar a si mesmos, enquanto continuam a perseguir os seus melhores interesses e paixões.</p>
<p><em>Introdução por Robin Good</em><br>
<!-- FA --></p><h2>P2P e os Bens Comuns - Introdução geral</h2>

<p><img alt="creative-commons-350.gif" src="http://www.masternewmedia.org/images/creative-commons-350.gif" height="350" width="350"><br> <span class="photocredit">Crédito da imagem: <a href="http://hightech.blogosfere.it/">Hightech.Blogosfere</a></span></p>
<p><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Peer-to-peer_%28meme%29">Processos sociais peer to peer</a> são processos transversais onde agentes de uma rede distribuída podem participar livremente em buscas comuns, sem coacções externas. </p>
<p>É importante compreender que sistemas distribuídos diferem de sistemas descentralizados, essencialmente porque no segundo os hubs são obrigatórios, enquanto que nos primeiros eles são o resultado de escolhas voluntárias. </p>
<p><a href="http://www.masternewmedia.org/news/2006/09/29/network_collaboration_peer_to_peer.htm">Redes distribuídas</a> têm limitações, coacções internas, que são as condições para que o grupo funcione e podem ser incluídas na infra-estrutura técnica, nas <a href="http://changingminds.org/explanations/theories/social_norms.htm">normas sociais</a> ou regras legais. </p>
<p>Apesar destas particularidades, temos uma <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Social_dynamics">dinâmica social</a> impressionante, baseada tanto na participação voluntária na criação de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bem_comum">bens comuns</a>, que são disponibilizados universalmente para todos.</p>

<p>Os processos peer to peer estão a surgir em praticamente todos os aspectos da vida social, e foram documentados extensivamente nas mais de 5000 páginas de documentação na <a href="http://www.p2pfoundation.net/Main_Page">Foundation for Peer to Peer Alternatives</a> e em muitos outros locais na Web.<br> <a href="http://p2pfoundation.net/Open_Source_as_social_process">Os processos sociais P2P</a> geram mais precisamente:</p><ol><li><strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Commons-based_peer_production">produção peer</a></strong>: quando um grupo de peers decide participar na produção de um recurso comum</li>
<p></p><li><strong><a href="http://p2pfoundation.net/Peer_Governance">governação peer</a></strong>: a forma que escolhem para serem governados enquanto participam em tal objectivo</li> 
<p></p><li><strong><a href="%20http://www.p2pfoundation.net/Peer_Property">propriedade peer</a></strong>: a estrutura institucional e legal que escolhem para salvaguardar a apropriação privada deste trabalho comum; geralmente toma a forma de tipos de propriedade comum universais não excluidoras, como definido na <a href="http://www.gnu.org/copyleft/gpl.html">General Public License</a>, algumas formas das <a href="http://creativecommons.org/">licenças Creative Commons</a> ou variantes similares</li></ol>

<p>Estas novas formas de propriedade têm pelo menos três características:</p><ol><li><strong>estão</strong> direccionadas contra a apropriação privada do valor comum criado</li>
<p></p><li><strong>estão</strong> direccionadas para a criação da utilização mais abrangente possível, isto é, são regimes de propriedade comum universal</li>
<p></p><li><strong>mantêm</strong> a soberania com o indivíduo</li></ol>
<p>O terceiro aspecto é porque é que a propriedade peer difere fundamentalmente da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Propriedade_privada">propriedade privada</a> e da propriedade colectiva.</p>

<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Propriedade_privada">A propriedade privada</a> é individual mas excluidora, diz, o que é meu não é teu.</p>
<p>Mas o Estado, que é propriedade colectiva, é também ele excluidor, mas noutro sentido: diz, é nosso, mas significa que você já não tem a soberania. É nosso, regulado por uma burocracia ou democracia representativa, mas não é realmente seu. </p>
<p><strong>O colectivo sobrepôs-se ao indivíduo</strong>, e com frequência, envolve a coerção.</p>
<p>Mas a <a href="http://www.gnu.org/copyleft/gpl.html" target="_blank" title="Abre numa nova janela">General Public License</a>, ou as <a href="http://creativecommons.org/" target="_blank" title="Abre numa nova janela">licenças Creative Commons</a> são diferentes. </p>
<p><strong>A propriedade comum não é propriedade colectiva.</strong></p>

<p>Utilizando-as, o indivíduo obtém a atribuição, isto é, o reconhecimento da sua propriedade pessoal. Está a partilhar livremente a sua autoridade com outros. </p>
<p>Isto é particularmente claro <a href="http://creativecommons.org/about/licenses" target="_blank" title="Abre numa nova janela">nos esquemas de licenciamento Creative Commons</a>, onde o indivíduo tem um grande conjunto de opções de partilha. Você continua com controlo total, isto é, &quot;soberano&quot;, e não existe coerção.</p>
<p>É importante notar que a produção peer é uma forma de troca não &quot;generalizada&quot;, não recíproca. Não é uma <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_de_doa%C3%A7%C3%A3o" target="_blank" title="Abre numa nova janela">economia de ofertas</a>, baseada em trocas directas ou obrigações. Assim a produção peer não é para ser imitada pela produção cooperativa para o mercado: a participação tem que ser voluntária, não existe recompensa directa (mas muitas recompensas indirectas) na forma de compensação monetária. </p>
<p><strong>O próprio processo é participativo</strong>. </p>
<p>E o resultado é igualmente livre, no sentido em que qualquer pessoa pode aceder e utilizar o recurso comum. Na realidade, a maioria dos projectos de produção estão interligados com um núcleo mais pequeno de pessoas que podem ser pagas, e utilizam as finanças para criar uma infra-estrutura para que a produção peer possa acontecer.</p>
<p>As condições para a produção peer surgir são essencialmente: abundância e distribuição.</p>

<p><strong>A abundância</strong> refere-se à abundância de intelecto ou excesso de criatividade, à capacidade de possuir meios de produção com capacidades de excesso semelhantes. A distribuição é a acessibilidade de tais recursos abundantes em implementações detalhadas, <a href="http://www.benkler.org/Common_Wisdom.pdf" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Yochai Benkler chamou de modularidade ou granularidade</a>. De novo poderíamos falar sobre a distribuição de intelecto, da infra-estrutura de produção, de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Capital_financeiro" target="_blank" title="Abre numa nova janela">capital financeiro</a>.</p>
<p><strong>É importante distinguir as duas esferas.</strong></p>
<p>Numa esfera, a nossa cooperação digital, a reprodução de bens de conhecimento não rivais, tais como software, conteúdo, designs abertos, ocorrem em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Custo_marginal" target="_blank" title="Abre numa nova janela">custos marginais</a>, e não só não há perdas em partilhar, mas até há um ganho, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Network_effects" target="_blank" title="Abre numa nova janela">através de efeitos de rede</a>. </p>
<p><strong>Tal cooperação livre pode apenas ser prejudicada 'artificialmente'</strong> tanto através de meios legais (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Propriedade_intelectual" target="_blank" title="Abre numa nova janela">regimes de propriedade intelectual</a>) ou através de restrições técnicas tais como <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gest%C3%A3o_de_direitos_digitais" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Digital Rights Management</a>, que basicamente prejudicam a inovação social que pode acontecer. Nesta esfera, o modo não recíproco de produção torna-se dominante, pois os recursos não são rivais, e você não está a perder, mas a ganhar, ao dar. </p>

<p>Na esfera de produção material, onde os <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Costs_of_production" target="_blank" title="Abre numa nova janela">custos de produção</a> são mais elevados, e temos bens rivais, ainda necessitamos de regimes de troca, ou regimes de reciprocidade. Note que numa esfera de abundância virtual, onde a cópia é trivial, não existe tensão entre a procura e oferta, logo não existe mercado.<br>
A produção peer, embora incluída na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_pol%C3%ADtica" target="_blank" title="Abre numa nova janela">economia política</a> actual e essencial para a sobrevivência das <a href="http://p2pfoundation.net/Cognitive_Capitalism" target="_blank" title="Abre numa nova janela">formas de capitalismo cognitivo</a>, é então essencialmente pós-capitalista. Essencialmente porque está longe da dependência de ordenado, fora do controlo de uma hierarquia empresarial, e não reúne recursos de acordo com quaisquer mecanismos de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pricing" target="_blank" title="Abre numa nova janela">preços</a> ou de mercado.</p>
<p><a href="http://p2pfoundation.net/Peer_Governance" target="_blank" title="Abre numa nova janela">A governação peer</a> é pós-democrática porque é uma forma de governação que não depende da representação, mas onde os participantes decidem directamente em conjunto; e porque não está limitada ao campo político e pode ser utilizada em qualquer campo social. A governação peer é <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Non-representational_theory" target="_blank" title="Abre numa nova janela">não representativa</a>, e isto é essencial porque o que a comunicação em rede nos permite é a coordenação global de pequenos grupos e, por conseguinte, a lógica peer to peer de pequenos grupos pode operar a um nível global. </p>

<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hierarquia" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Hierarquias</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mercado" target="_blank" title="Abre numa nova janela">o mercado</a> <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Democracia_representativa" target="_blank" title="Abre numa nova janela">e até a democracia representativa</a> são todos meios para reunir recursos escassos, e não se aplicam no contexto onde recursos abundantes são recolhidos directamente através dos processos sociais de cooperação. No entanto, a lógica pura de peer to peer apenas funciona na esfera da abundância, que terá sempre que se inserir nas formas que são responsáveis pela recolha de recursos na esfera de escassez material. </p>
<p><strong>Liderança baseada em governação peer</strong> parece uma combinação de liderança por convite, isto é, a capacidade de inspirar cooperação voluntária e uma <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arbitragem_%28economia%29" target="_blank" title="Abre numa nova janela">arbitragem</a> posterior baseada no <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Reputation_capital" target="_blank" title="Abre numa nova janela">capital de reputação</a> até então obtido. No entanto, o próprio processo de produção é uma propriedade cada vez mais importante das redes que cooperam.</p>

<p><strong>A propriedade peer</strong> é uma forma de propriedade <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Post-capitalism" target="_blank" title="Abre numa nova janela">pós capitalista</a> porque é não excluidora e cria uma semelhança com os <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_marginalista" target="_blank" title="Abre numa nova janela">custos marginais de reprodução</a>.</p>
<p><strong>Existem duas formas mais importantes de propriedade peer.</strong></p>
<p>Uma é baseada na partilha individual de expressão criativa e é dominada pela opção Creative Commons que permite ao indivíduo determinar o nível de partilha. </p>
<p>A outra é aplicada à produção peer baseada em bens comuns e toma a forma da General Public License ou seus derivados ou alternativas e exige que qualquer alteração ao bem comum também pertença ao bem comum.<br>
 </p>

<p><br><br>
</p><h2>2. As Condições para a Expansão de Produção Peer</h2>
<p><img alt="p2p-expansion_id683804_size220.jpg" src="http://www.masternewmedia.org/images/p2p-expansion_id683804_size220.jpg" height="220" width="220"><br> <span class="photocredit">Crédito da imagem: <a href="http://www.stockxpert.com/browse.phtml?f=profile&amp;l=jennyl" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Jenny Solomon</a></span></p>
<p><a href="http://p2pfoundation.net/Peer_Production" target="_blank" title="Abre numa nova janela">A produção peer</a> ocorre naturalmente na esfera da produção imaterial. Nesta esfera, o acesso a recursos distribuídos é relativamente fácil. </p>
<p>Grandes segmentos da população dos países de Oeste são educadas e podem ter um computador à sua disposição. E os <a href="http://www.wordwebonline.com/en/REPRODUCTIONCOST" target="_blank" title="Abre numa nova janela">custos de reprodução</a> são <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_marginalista" target="_blank" title="Abre numa nova janela">marginais</a>.</p>

<p>A expansão de produção peer é dependente de condições culturais/legais. Requer;</p><ul><li><strong>material cultural aberto e livre</strong> para utilizar;</li>
<p></p><li><strong>estruturas participativas</strong> para o processar;</li>
<p></p><li><strong>e formas de propriedade baseadas em pontos comuns</strong> para proteger os resultados de apropriação privada.</li></ul>
<p>Assim, a criação do bem comum obtido (<a href="http://www.fims.uwo.ca/people/faculty/dyerwitheford/" target="_blank" title="Abre numa nova janela">o conceito é de Nick Dyer-Whiteford</a>), através do qual a produção peer se expande viralmente.</p>

<p>No entanto, a produção peer não está limitada à esfera da produção imaterial.</p>
<p><strong>Recursos físicos podem ser partilhados</strong>, se estiverem disponíveis num formato distribuído. </p>
<p>Por exemplo: computadores e os seus ficheiros e poder de processamento. Carros podem ser recolhidos. Dinheiro pode ser recolhido como nas trocas financeiras P2P tais como <a href="http://www.zopa.com/ZopaWeb/" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Zopa</a> ou <a href="http://www.prosper.com/" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Prosper</a>. Os fabricantes de computadores pessoais e portáteis podem baixar a participação, criando mais modularidade e granularidade em campos mais novos. Na realidade, podemos observar que a mesma tendência para a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Miniaturization" target="_blank" title="Abre numa nova janela">miniaturização</a>, que levou ao computador em rede, está a tomar o lugar das máquinas físicas. Emparelhado com a crise energética e a diminuição da base de recursos naturais, isto irá levar, nas próximas décadas a um novo equilíbrio que favorece a produção localizada.</p>
<p>Para processos onde a produção física exige acesso a capital financeiro centralizado, por exemplo a produção de carros, é totalmente concebível dividir a fase de design imaterial do espaço de produção físico.Isto já está a ser aplicado por entidades com fins lucrativos. <a href="http://www.innocentive.com/" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Innocentive</a> é um dos primeiros exemplos. Na verdade, em referência ao anterior, é totalmente possível conceber o crescimento de uma combinação de comunidades de design aberto globais e locais, com um capitalismo incluído em termos de produção física.</p>

<p>Finalmente, a relação entre objectos físicos, espaço lógico e identificadores físicos pode ter mudado, para promover as abordagens baseadas em bens comuns. <a href="http://findarticles.com/p/articles/mi_qa3734/is_199908/ai_n8857866" target="_blank" title="Abre numa nova janela">A experiência das bicicletas brancas em Amesterdão</a> falhou porque a falta de bens físicos, as bicicletas, não podia ser controlado e protegido. Mas bicicletas comuns podem ser geridas <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/RFID" target="_blank" title="Abre numa nova janela">através de RFID</a>. </p>
<p>Na verdade, existe agora um espaço fervilhante de cooperação social, que alguns chamam de <a href="http://del.icio.us/mbauwens/Adventure-Economy" target="_blank" title="Abre numa nova janela">aventura de economia</a>, nascendo da partilha de bens físicos.</p>
<p>Tal expansão não é só uma extensão natural da evolução técnica, mas tem impeditivos estruturais e assim, políticos. Os formatos de capital centralizado dos anti-mercados <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Neoliberalismo" target="_blank" title="Abre numa nova janela">neoliberais</a> contemporâneos obviamente impedem tal expansão. Mas mesmo com tais limitações, o espaço para a expansão de produção peer são significantes.</p>
<p>De novo, faremos a mesma analogia. Na esfera imaterial, a produção peer não recíproca provavelmente será dominante. No campo da escassez, veremos a ascensão de modos de produção de peer informados. </p>

<p><strong>Isto significa que os mercados podem estar a mudar</strong> de uma lógica de capitalismo puro (criando comodidades para troca para aumentar o capital), para lógicas onde a lógica de troca é incorporada na lógica de parcerias. </p>
<p>Pense em comércio justo (um mercado sujeito a arbitragem peer), negócios sociais (lucros utilizados para atingir objectivos sociais), a base da pirâmide de capitalismo inclusivo e a maioria dos movimentos político-sociais que têm o objectivo de separar as formas de mercado, da lógica de crescimento infinito do capitalismo, tal como o movimento de capitalismo natural dos EUA.</p>
<p><br><br>
</p><h2>3. Adaptação do Capitalismo Cognitivo para Peer to Peer</h2>
<p><img alt="p2p-conditions_id3119871_size220.jpg" src="http://www.masternewmedia.org/images/p2p-conditions_id3119871_size220.jpg" height="158" width="210"><br> <span class="photocredit">Crédito da imagem: <a href="http://http://www.stockxpert.com/browse.phtml?f=profile&amp;l=vacuum3d" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Vacuum3d</a></span></p>
<p>A produção, governo e propriedade peer são mais produtivas economicamente, politicamente e em termos de distribuição, ao invés das suas alternativas governamentais e lucrativas, porque filtram todas as formas menos produtivas de motivação e cooperação e mantêm apenas a produção motivada e a motivação intrínseca. </p>
<p><strong>Na maior parte dos casos</strong>, a distribuição vence a descentralização como a melhor forma de lidar com a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Complexidade" target="_blank" title="Abre numa nova janela">complexidade</a>. Em muitos casos, os sistemas distribuídos irão adaptar funcionalidades centralizadas e descentralizadas que tornarão a participação mais eficiente.</p>

<p>Isto cria a lei de competição assimétrica, que diz que qualquer entidade com fins lucrativos, utilizando <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Formato_propriet%C3%A1rio" target="_blank" title="Abre numa nova janela">formatos proprietários</a> fechados e sem participação, tende a perder para instituições de beneficência que conseguem criar comunidades. </p>
<p><strong>Pense no Explorer vs. Firefox.</strong> Como <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Corol%C3%A1rio" target="_blank" title="Abre numa nova janela">corolário</a>, qualquer entidade com fins lucrativos (e qualquer nação nas suas políticas públicas), que adapta elementos abertos/livres, participativos e bens comuns (tal como as empresas de open source), também terão vantagens fundamentais. Isto assegura a adopção social de lógicas peer to peer no centro da nossa economia.</p>
<p>Até agora, as provas empíricas sugerem três formas de adopção emergentes entre a esfera de cooperação peer to peer e os campos de mercado e institucionais.</p><ul><li><strong>A esfera de partilha individual</strong>, pense no Youtube, onde quem partilha tem ligações relativamente fracas em relação aos outros, cria o <a href="http://www.masternewmedia.org/web_2/web_2_examples/web2_examples_of_services_and_applications_20051006.htm" target="_blank" title="Abre numa nova janela">modelo de negócios da Web 2.0</a>. Neste modelo, uma economia ética de partilha, coexiste com plataformas proprietárias que possibilitam tal partilha, em troca da venda da atenção reunida.</li>

<p></p><li><strong>A esfera da produção peer orientada para bens comuns</strong>, baseada em ligações mais fortes entre aqueles que cooperam, pense no Linux ou Wikipedia, geralmente combina uma comunidade auto governada, com instituições de beneficência (<a href="http://www.apache.org/foundation/" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Apache Foundation</a>, <a href="http://it.wikipedia.org/wiki/Wikimedia_Foundation" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Wikimedia Foundation</a>, etc…), que gere a infra-estrutura de colaboração, e uma <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Business_ecology" target="_blank" title="Abre numa nova janela">ecologia de negócios</a> que cria escassez nos bens comuns, e por sua vez suporta os bens comuns a partir dos quais deriva o seu valor. </li>
<p></p><li><strong>Finalmente</strong>, o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Crowdsourcing" target="_blank" title="Abre numa nova janela">crowdsourcing</a> ocorre quando são as próprias instituições que tentam criar uma estrutura, onde a participação pode ser integrada na sua corrente de valores e isso pode ter muitas formas diferentes. Este é geralmente o campo da co-criação. </li></ul>
<p>Devemos notar que o valor monetário que está a ser realizado pelos participantes mais importantes, é - em muitos se não na maioria dos casos, diferente do nível do valor criado pelos processos de inovação social. </p>

<p>Os utilizadores - produtores - participantes estão a criar valor de uso directo, vídeos no YouTube, conhecimento e software no caso de projectos orientados para bens comuns. Este valor de uso é colocado num fundo comum, de livre utilização e, assim, não consiste de produtos escassos para os quais o preço pode ser imposto. </p>
<p><strong>As plataformas de partilha vivem da venda da atenção derivada que foi criada</strong>, NÃO do próprio <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Valor_de_uso" target="_blank" title="Abre numa nova janela">valor de uso</a>. No modelo de bens comuns, os mais abundantes podem também não ser directamente vendidos, sem a criação de &quot;escassezes&quot; adicionais.</p>
<p><strong>O que significa tudo isto para a esfera de mercado?</strong></p>
<p>É agora possível criar todos os tipos de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Valor_de_uso" target="_blank" title="Abre numa nova janela">valor de uso</a> com, ou sem uma muito pequena, intervenção de capital. </p>
<p>a) <strong>Estamos a lidar com modos pós-monetários</strong>, pós-capitalistas de criação de valor e partilha, que são ambos imanentes, isto é, incluídos ao mercado, mas também transcendem para ele, ou seja, funcionando fora dos seus limites. </p>

<p>b) <strong>O capital é cada vez mais dependente</strong>, e lucra de muitas formas, das <a href="http://www.tutor2u.net/economics/content/topics/externalities/positive_externalities.htm" target="_blank" title="Abre numa nova janela">externalidades positivas</a> de tal inovação social. </p>
<p>c) <strong>Os modelos de produção completa, parciais ou híbridos</strong> que discutimos antes podem ser sustentáveis colectivamente como processos de criação de valor, mas não oferecem uma solução directa para o rendimento e sobrevivência dos participantes.</p>
<p>Então o desafio pode ser descrito da seguinte forma:</p><ol><li><strong>temos</strong> um processo de inovação social que cria em grande parte valor não monetário para os participantes;</li>

<p></p><li><strong>poderemos</strong> ter uma diferença cada vez maior entre a possibilidade de criar valor monetário posterior e os valores de troca derivados que são realizados por negócio;</li>
<p></p><li><strong>os participantes</strong> de tão entusiástica produção e inovação, em grande parte não conseguem encontrar em tais processos uma resposta para a sua própria sustentabilidade.</li></ol>
<p>Daí, a impossibilidade de realizar mais do que apenas um parcial valor monetário, do ponto de vista da maioria dos participantes comerciais. Precariedade crescente para os participantes da inovação social. Por outras palavras, o modelo de mercado actual não parece ainda ter um <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Distribution_of_wealth" target="_blank" title="Abre numa nova janela">processo de redistribuição</a> reverso para o valor que está a ser criado.</p>
<p>Esta poderá ser, claro, uma crise temporária, mas não acredito nisso. </p>
<p>A razão é que o mercado pode apenas indirecta e parcialmente oferecer compensação monetária para processos que não são motivados por tal compensação. Assim, o que precisamos é de processos redistributivos mais abrangentes que permitam que a sociedade e o mercado devolvam parte do valor que está a ser criado. </p>

<p>Uma possibilidade é o continuo desenvolvimento de medidas de mercado de trabalho transacional (proteja o trabalhador, não o trabalho), que reconheçam a flexibilidade e mobilidade das carreiras actuais. Mas isto precisa de uma importante adição: a compreensão que os funcionários actuais não mudam apenas de emprego mas também de emprego para não-emprego e que isso, na realidade, é mais útil e significativo para eles (e para o mercado e sociedade) não são os empregos pagos para o mercado, mas os episódios de produção motivada. </p>
<p>Parece-me, assim, que uma medida mais geral, não ligada ao trabalho, mas concebida como um pagamento para, e criador de, inovação social, é necessária. O nome dessa medida geral é muito provavelmente alguma forma de rendimento básico.</p>
<p><br><br>
</p><h2>4. As Condições para a Expansão de Governação Peer</h2>
<p><img alt="p2p-adaption_id3929971_size220.jpg" src="http://www.masternewmedia.org/images/p2p-adaption_id3929971_size220.jpg" height="161" width="220"><br> <span class="photocredit">Crédito da imagem: <a href="http://www.stockxpert.com/browse.phtml?f=profile&amp;l=MaleWitch" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Maxim Malevich</a></span></p>
<p>Funções de governação peer porque a produção peer é a coordenação em grande escala de um grande número de equipas de micro produção. </p>
<p><strong>Entre as equipas</strong>, a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tomada_de_decis%C3%B5es" target="_blank" title="Abre numa nova janela">tomada de decisões</a> é participativa e consensual, pois a coordenação global é voluntariamente aceite e hoje tecnicamente possível. Pequenas tribos, as vitimas das hierarquias civilizacionais, são revitalizadas no novo formato de colectividades cibernéticas baseadas em afinidades.</p>

<p>Positivamente, a governação peer expande a esfera da autonomia em cooperação para todos os campos sociais. A sua promessa é que a produção torna-se num processo não hierárquico. Mas como disse antes, a governação peer é 'pós-democrática' porque não é representativa.</p>
<p><strong>A limitação negativa é a seguinte</strong>: a governação peer exige o consenso <em>antecipado</em> sobre o objecto comum. Mas a sociedade como um todo não tem tal consenso por definição: é uma colecção descentralizada de interesses e vistas do mundo concorrentes, em vez de uma rede distribuída de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Livre-arb%C3%ADtrio" target="_blank" title="Abre numa nova janela">agentes livres</a>. Agora, para a maioria da sociedade, não existe alternativa para o cenário político democrático revitalizado baseado na representação. </p>
<p>No entanto, tal como o mercado se pode inspirar e ser reformado pelo P2P ou princípios baseados em parcerias (tal como no <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Com%C3%A9rcio_justo" target="_blank" title="Abre numa nova janela">comércio justo</a> que é sujeito a <a href="http://www.p2pfoundation.net/Peer_Arbitrage_in_Markets" target="_blank" title="Abre numa nova janela">arbitragem peer</a>), também poderemos ter formatos peer de governação global com <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Stakeholder_%28corporate%29" target="_blank" title="Abre numa nova janela">múltiplos accionistas</a>. E em todo o caso, a esfera de autonomia, isto é, pura governação, pode crescer substancialmente mesmo dentro das estruturas de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Democracia" target="_blank" title="Abre numa nova janela">governo democrático</a>.</p>

<p>Fim da Parte 1</p>
<p><strong>Parte 2</strong>: <a href="http://www.masternewmedia.org/information_access/p2p-peer-to-peer-economy/peer--to-peer-governance-production-property-part-2-Michel-Bauwens-20071020.htm" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Peer-to-Peer: Governação, Democracia E Visão Económica: P2P Como Forma De Vida</a></p>
<p><br><br>
Originalmente escrito por <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Michel_Bauwens" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Michel Bauwens</a> e publicado pela <a href="http://www.masternewmedia.org/" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Master New Media</a> como &quot;<a href="http://www.masternewmedia.org/information_access/p2p-peer-to-peer-economy/peer--to-peer-governance-production-property-part-1-Michel-Bauwens-20071020.htm" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Peer-to-Peer Governance, Production And Property: P2P As A Way Of Living - Part 1</a>&quot;</p>

<p><br><br><br> <strong>Sobre o autor</strong></p>
<p><img alt="bauwens.jpg" src="http://www.masternewmedia.org/images/bauwens.jpg" height="100" width="100"></p>
<p>Michel Bauwens (1958) é um <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Integral_theory" target="_blank" title="Abre numa nova janela">filósofo integral</a> belga e teólogo de Peer-to-Peer. Trabalhou como consultor de Internet, analista de informação para a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/United_States_Information_Agency" target="_blank" title="Abre numa nova janela">United States Information Agency</a>, gestor de informação para a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/BP" target="_blank" title="Abre numa nova janela">British Petroleum</a> (onde criou um dos primeiros centros de informação virtuais) e é antigo chefe de redacção da primeira revista de convergência digital europeia, a holandesa <a href="http://en.wikipedia.org/w/index.php?title=Wave_%28journal%29&amp;action=edit" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Wave</a>. Com <a href="http://en.wikipedia.org/w/index.php?title=Frank_Theys&amp;action=edit" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Frank Theys</a>, é o co-autor de um documentário de 3 horas <em>TechnoCalyps</em>, um exame sobre a 'metafísica da tecnologia'. Ensinou e editou duas antologias em língua francesa sobre a Antropologia da Sociedade Digital.</p>

<p>Embora seja estudante da teoria integral de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ken_Wilber" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Ken Wilber</a> há muitos anos, tornou-se recentemente crítico do aspecto do movimento Wilber-<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Don_Beck" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Beck</a>, e é uma poderosa voz para uma sociedade integral sem autoridade baseada em peer-to-peer.</p>
<p>Michel é o autor de muitos ensaios on-line, incluindo a importante tese <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Peer_to_Peer_and_Human_Evolution" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Peer to Peer and Human Evolution</a>, e é editor da <a href="http://integralvisioning.org/index.php?topic=p2p" target="_blank" title="Abre numa nova janela">P2P News</a></p>
<p>Vive agora em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Chiang_Mai" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Chiang Mai, Thailand</a>, onde criou a <a href="http://www.p2pfoundation.net/index.php/Main_Page" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Foundation for P2P Alternatives</a> e <a href="http://blog.p2pfoundation.com/" target="_blank" title="Abre numa nova janela">mantém um  blogue</a>.</p>

<p>Leccionou cursos sobre a antropologia da sociedade digital a alunos de pós graduação no  ICHEC/St. Louis em Bruxelas, Bélgica e cursos relacionados na <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Payap_University" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Payap University</a> e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chiang_Mai_University" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Chiang Mai University</a> na Tailândia.</p>]]></description>
<dc:subject><![CDATA[Acesso à Informação]]></dc:subject>
<dc:creator><![CDATA[Michel Bauwens]]></dc:creator>
<dc:date>2007-11-16T11:51:16+00:00</dc:date>
</item>

<item rdf:about="http://www.masternewmedia.org/pt/entrega_e_distribuicao_de_conteudos/publicacao_musica/edicao-de-musica-lucre-com-a-sua-musica-tirando-partido-do-contexto-de-eventos-e-relacoes-20071112.htm">

<title><![CDATA[Edição De Música: Lucre Com A Sua Música Tirando Partido Do Contexto De Eventos E Relações]]></title>
<link>http://www.masternewmedia.org/pt/entrega_e_distribuicao_de_conteudos/publicacao_musica/edicao-de-musica-lucre-com-a-sua-musica-tirando-partido-do-contexto-de-eventos-e-relacoes-20071112.htm</link>
<description><![CDATA[<p><strong>À medida que a música vende mais através de concertos</strong> do que através de CDs, as super estrelas, como Madonna e Rolling Stones, mostram que podem obter grandes lucros  com eventos, sem editores musicais, empresas discográficas ou distribuidoras e sem a necessidade de impor CDs caros aos fãs.</p>

<p><img alt="concert_id3125031_size485.jpg" src="http://www.masternewmedia.org/images/concert_id3125031_size485.jpg" height="322" width="485"><br> <span class="photocredit">Crédito da imagem: <a href="http://www.stockxpert.com/browse.phtml?f=profile&amp;l=logos" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Yuri Arcurs</a></span></p>
<p><strong>A nova economia musical</strong> vive cada vez mais da rentabilização contextual e não do cuidado em vender cópias individuais fixas dos artefactos musicais gravados. Na realidade, em muitos casos os fornecedores de conteúdos inovadores estão a oferecer a sua criação principal por quase nada enquanto lucram com serviços e produtos contextuais Premium que são relevantes para as suas audiências. </p>
<p>De uma forma ou de outra, isto é também o que eu faço na <a href="http://www.masternewmedia.org/" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Master New Media</a>. Escrevo e publico conteúdo de alta qualidade gratuitamente, lucrando contextualmente ao colocar os meus leitores em contacto com as empresas que gostariam de falar com eles.</p>
<p>A própria indústria musical parece pronta para algumas alterações evolutivas de fundo nesta mesma direcção, pois artistas famosos escolhem lançar os seus álbuns gratuitamente ou perto disso, alguns permitindo definir o seu próprio preço e outros compreenderam que, para se ter sucesso, alguém que compõe o que gosta e ganha o suficiente para pagar a todos os seus músicos, não precisa de uma editora discográfica para os publicar.</p>
<p><strong>Estas são as verdadeiras notícias.</strong></p>
<p><a href="http://www.ittoolbox.com/profiles/jblossom" target="_blank" title="Abre numa nova janela">John Blossom, perito em Negócios de Conteúdos e Media</a>, escreveu um fantástico artigo sobre este tema e que merece toda a sua atenção.</p>

<p>Como ele escreve: </p><blockquote>&quot;<em>Os editores musicais lutam desesperadamente para evitar que os seus utilizadores abandonem o hábito de comprar material protegido por copyright com processos, <a href="http://www.masternewmedia.org/drm/digital-rights-management/drm-as-digital-rights-restrictions-Stallman-interviewed-20070224.htm" target="_blank" title="Abre numa nova janela">DRM</a> ... mas tristemente foram incapazes de ultrapassar o factor mais importante nos media de hoje: a distribuição morreu e as relações nas avenidas certas governam. </em><p><em>...</em></p>
<p><em>Vemos artistas cujo valor principal nasce nas avenidas onde podem desenvolver relações com audiências e que descobrem que os editores musicais falham no que toca a ajudá-los a criar eficazmente essas mesmas relações numa era de de distribuição de conteúdo via Web.</em>&quot;</p></blockquote> 
<p>Vê a revolução a caminho? Se não, deve ver os links e referências neste artigo e analisar os dados por si mesmo.</p>
<p><strong>Se planeia ser um artista musical independente</strong>, organizador de eventos, esta é uma visão que deve partilhar, evitando desperdiçar o seu dinheiro em editoras musicais atrasadas que lhe dão muitas promessas para vender os seus CDs mas sem eventos onde tocar. Melhor ainda, se trabalha para as indústrias actuais de gravação e edição musical, poderá ajudá-lo a vislumbrar o futuro que deve preparar ou oferecer-lhe a peça final do puzzle para ver o que está a chegar.</p>
<p>De qualquer forma, esta é uma &quot;leitura obrigatória&quot; para quem procura saber como o valor da música em contexto oferece mais oportunidades de lucro do que trancar o mesmo conteúdo dentro de discos de plástico.<!-- FA --></p><h2>As avenidas Dominam: Madonna Demonstra Que As Super Estrelas De Conteúdo Podem Criar Lucros Com Eventos Sem Editoras</h2>
<p><img alt="madonna-380.jpg" src="http://www.masternewmedia.org/images/madonna-380.jpg" height="285" width="380"><br> <span class="photocredit">Madonna - Crédito da imagem: <a href="http://www.wallpaperbase.com/" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Wallpaperbase</a></span></p>
<p><em>por John Blossom</em></p>

<p>Existem muitas pessoas a realçarem <a href="http://www.usatoday.com/money/media/2007-10-11-foorbes-madonna_N.htm?csp=34" target="_blank" title="Abre numa nova janela">a quebra de contrato entre Madonna e a Warner Bros. Editoras</a> a favor do produtor de eventos <a href="http://www.livenation.com/" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Live Nation</a>, a mais barulhenta de representantes como os <a href="http://www.telegraph.co.uk/money/main.jhtml?xml=/money/2007/10/09/bcnnine109.xml" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Radiohead</a> e <a href="http://www.upi.com/NewsTrack/Entertainment/2007/10/09/nine_inch_nails_band_now_a_free_agent/4232/" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Nine Inch Nails</a>. </p>
<p><strong>&quot;</strong>Os editores musicais lutam desesperadamente para evitar que os seus utilizadores abandonem o hábito de comprar material protegido por copyright com processos, <a href="http://www.masternewmedia.org/drm/digital-rights-management/drm-as-digital-rights-restrictions-Stallman-interviewed-20070224.htm" target="_blank" title="Abre numa nova janela">DRM</a> ... mas tristemente foram incapazes de ultrapassar o factor mais importante nos media de hoje: a distribuição morreu e as relações nas avenidas certas governam.</p>

<p><img alt="Rolling-Stones-Mick-Jagger-23-aug-07-eci65.280907052549-150.jpg" src="http://www.masternewmedia.org/images/Rolling-Stones-Mick-Jagger-23-aug-07-eci65.280907052549-150.jpg" height="268" width="150"><br> <span class="photocredit">Cantor Mick Jagger dos The Rolling Stones num concerto na O2 Arena, Londres, 23 de Agosto de 2007 - Crédito da Imagem: <a href="http://news.yahoo.com/photo/070928/photos_wl_uk_afp/b35e26e690701b1f76f6047119b95202" target="_blank" title="Abre numa nova janela">AFP - Yahoo News</a></span></p>
<p>Para mim, o factor mais importante que leva a este movimento foi, sem dúvida a impressionante <a href="http://rds.yahoo.com/_ylt=A0WTTkk2KxFHzVABsQ7QtDMD;_ylu=X3oDMTBjcXBoZjEwBHBvcwMzBHNlYwNzcg--/SIG=12dbc6jta/EXP=1192393910/**http%3a//news.yahoo.com/s/nm/20071003/people_nm/stones_dc_1" target="_blank" title="Abre numa nova janela">digressão dos Rolling Stones que terminou recentemente com um lucro recorde de 500 milhões de dólares</a>. Quando guincham, estrelas da música que gritam podem ganhar bastante enchendo arenas com pouco mais do que o nome, porque deveriam de precisar de alianças com distribuidores de discos de plástico para atingirem as pessoas que os adoram?</p>
<p>Sou recordado da nossa <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Content_%28media_and_publishing%29" target="_blank" title="Abre numa nova janela">definição de conteúdo presente na Wikipédia</a> sobre este tema: </p>
<p></p><blockquote>&quot;<em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Informa%C3%A7%C3%A3o" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Informação</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Experi%C3%AAncia_%28filosofia%29" target="_blank" title="Abre numa nova janela">experiências </a>criadas por indivíduos, instituições e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tecnologia" target="_blank" title="Abre numa nova janela">tecnologia</a> para beneficiar <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Audiences" target="_blank" title="Abre numa nova janela">audiências</a> em contextos que valorizam.</em>&quot;</blockquote> 

<p><strong>Os eventos são conteúdo</strong> em qualquer forma sob esta definição.Vemos artistas cujo valor principal nasce nas avenidas onde podem desenvolver relações com audiências que descobrem que os editores musicais falham em ajudá-los a criar eficazmente essas mesmas relações numa era de de distribuição de conteúdo via Web. </p>
<p>. </p>
<p><strong>Ao focar a protecção das unidades de materiais com copyright vendidos</strong>, os editores musicais perderam a oportunidade de negociar uma posição interessante para eles mesmos na relação de criação de negócios que está presente no âmago da indústria de distribuição de conteúdos via Web. </p>
<p><img alt="concert fans_id570685_size250.jpg" src="http://www.masternewmedia.org/images/concert%20fans_id570685_size250.jpg" height="166" width="250"></p>
<p>Os produtores de eventos sabem como criar uma multidão e aproveitá-la para um lucro máximo nas formas que mais interessam à audiência de um artista.</p>
<p><strong>Esta abordagem contextual para lucrar com conteúdo</strong> é tão antiga quanto o desempenho artístico, e é o factor dominante na indústria musical de novo. </p>

<p>As avenidas on-line, tais como sítios Web de media que ajudam os artistas a vender-se a si mesmos à sua base de fãs através de vídeos e downloads e aparições patrocinadas, ajudam-nos a lucrar com participações em contextos também valiosos. </p>
<p>Enquanto as editoras se queixam sobre <a href="http://blog.wired.com/27bstroke6/2007/10/riaa-jury-finds.html" target="_blank" title="Abre numa nova janela">processos de infracções de copyright na casa dos milhões</a> e tentam <a href="http://news.bbc.co.uk/1/hi/scotland/edinburgh_and_east/7029892.stm" target="_blank" title="Abre numa nova janela">processar pessoas por ouvirem a rádio de outra pessoa no trabalho</a>, estas acções punitivas valorizam o valor das suas marcas como criadores de vias de lucro credíveis que podem criar o valor de mercado para os seus artistas.</p>
<p><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Relationship_marketing" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Marketing de relação</a> <strong>é a nova moda</strong>, a muitos níveis , da indústria de edição, incluindo a edição B2B. </p>
<p>Editores B2B estão a descobrir  que o seu marketing de eventos foi a cauda dos seus animais de lucro, cada vez mais o marketing de eventos e marketing através de preços <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cost_per_action" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Cost-Per-Action</a> coloca mais ênfase no <a href="http://www.masternewmedia.org/news/2006/12/27/online_marketing_traditional_media_gives.htm" target="_blank" title="Abre numa nova janela">marketing conversacional</a> e esforços de marketing colaborativos. </p>

<p>As avenidas de media social estão a tornar-se cada vez mais populares na edição, e adicionando o conteúdo como via de marketing que pouco têm a ver com a cultura de produção em massa do passado. </p>
<p><strong>É necessário um produtor diferente</strong> para ter sucesso na produção deste tipo de receita de lucros - um factor a que tanto os editores musicais e outros têm que se adaptar o mais rápido possível. </p>
<p>Pode sempre fazer dinheiro vendendo conteúdos com copyright, mas o dinheiro está no marketing que não pode ser copiado - as avenidas únicas e as relações que fomentam ao redor de conteúdo valioso.</p>
<p><br><br><br>
Originalmente escrito por John Blossom para a <a href="http://Shore.com" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Shore.com</a> e publicado como &quot;<a href="http://www.shore.com/commentary/weblogs/2007/10/venues-rule-madonna-signals-content.html" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Venues Rule: Madonna Signals Content Superstars Can Build Events Revenues Without Publishers</a>&quot;</p>
<p>Saiba mais sobre <a href="http://www.ittoolbox.com/profiles/jblossom" target="_blank" title="Abre numa nova janela">John Blossom</a> e sobre os serviços de consultadoria de gestão da Shore Communications Inc., cobrindo os negócios empresariais, media e publicação pessoal em <a href="http://Shore.com" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Shore.com</a>.</p>]]></description>
<dc:subject><![CDATA[Entrega e Distribuição de Conteúdos]]></dc:subject>
<dc:creator><![CDATA[John Blossom]]></dc:creator>
<dc:date>2007-11-12T10:36:56+00:00</dc:date>
</item>

<item rdf:about="http://www.masternewmedia.org/pt/publicacao _independente/open-source/opensource-nao-protege-a-sua-liberdade-richard-stallman-explica-porque-e-que-free-software-e-a-unica-resposta-20071102.htm">

<title><![CDATA[O OpenSource Não Protege A Sua Liberdade - Richard Stallman Explica Porque É Que O Free Software É A Única Resposta]]></title>
<link>http://www.masternewmedia.org/pt/publicacao _independente/open-source/opensource-nao-protege-a-sua-liberdade-richard-stallman-explica-porque-e-que-free-software-e-a-unica-resposta-20071102.htm</link>
<description><![CDATA[<p>O opensource falha na defesa da liberdade dos utilizadores e tomar o opensource como software livre vai contra os ideais e objectivos do movimento original do Software Livre. As necessidades das actividades comerciais de certa forma eliminaram os ideais originais do Software Livre e as vantagens operacionais ganharam rapidamente uma atenção acrescida sobre as questões &quot;éticas&quot; centrais das quais o software livre nasceu.</p>
<p><img alt="opensource-vs-free-software-tim-oreilly-richard-stallman-485.jpg" src="http://www.masternewmedia.org/images/open-source-vs-free-software-tim-oreilly-richard-stallman-485.jpg" height="305" width="485"><br> <span class="photocredit">Crédito da Imagem:<a href="http://www.oreillynet.com/pub/a/oscon2002/jc_photos4.html" target="_blank" title="Abre numa nova janela">(c) O'Reilly - Oscon 2002</a></span></p>

<p>Isto foi o que Richard Stallman escreveu no seu mais recente ensaio no sítio web da Fundação do Software Livre, defendendo uma utilização mais responsável das palavras, quando o seu significado puder afectar recursos profundamente valiosos na nossa vida bem como a nossa liberdade pessoal.</p>
<p>Só para relembrar às pessoas que a questão "liberdade" já não &quot;<em>é suficiente</em>&quot;.</p>
<p>Como um pecador culpado ignorante desta compreensão muito superficial do que o Software Livre e o opensource realmente representam, tenho sido vítima das avaliações superficiais, simplesmente porque não tenho tido uma compreensão clara e completa do que é, e como é que o Software Livre e o Open Source diferem quando promovem a liberdade pessoal.</p>
<p><strong>E ao mesmo tempo como um bom amigo</strong> e <a href="http://robertogaloppini.net/2007/10/09/commercial-opensource-whats-missing/" target="_blank" title="Abre numa nova janela">defensor do &quot;opensource comercial&quot;, Roberto Galoppini</a> tenta contrariar o ataque de Richard Stallman ao opensource, citando como sendo a grande defesa os indissociáveis valores de partilha e colaboração inter-empresarial que os entusiastas do opensource adicionaram à equação. </p>
<p><strong>Será que na realidade isto é assim?</strong></p>

<p></p><blockquote>&quot;<em>A colaboração é um padrão emergente, e as empresas que aproximam a produção do software nos termos da partilha e da cooperação são um bom amigo do Software Livre. O opensource Comercial, na medida em que se baseia na participação e na promoção das comunidades, visa promover, nem mais nem menos, apenas a mesma ideia de liberdade.</em></blockquote>
<p><strong>Na verdade</strong>, como Stallman lembra de uma forma muito clara no ensaio que se segue, os defensores do opensource têm parado há já algum tempo de promover as questões fundamentais da liberdade que são as raízes do movimento do Software Livre em favor de uma maior aproximação comercial e pragmática que se preocupe mais com questões como custos, fiabilidade, segurança, inovação, e na capacidade de ter acesso e modificar o código fonte de todo o software. </p>
<p>Sendo um espectador externo, acho que ele está correcto.</p>
<p>Esta é a razão pela qual, enquanto o opensource pode, de facto, ter muito bom material em sua defesa, o opensource não faz nada para proteger a sua liberdade fundamental. Pior. Assimilando cada vez mais open source ao Software Livre, podemos perder de vista as razões originais pelas quais o Software Livre surgiu inicialmente, e depois o opensource. </p>
<p>Os defensores do software livre e os entusiastas do opensource têm feito grandes progressos, mas têm-se esquecido gradualmente dos motivos que os trouxeram até aqui.</p>
<p>É por isso que me parece ser fundamentalmente importante proporcionar uma melhor e mais completa compreensão do que é o Software Livre, sem que seja necessário, por conseguinte, uma guerra aberta contra o opensource e os seus benefícios. </p>
<p>É de facto verdade que muitos deles não estão directamente envolvidos quer com o movimento quer com a metodologia do software de assimilar as duas e têm pouca ou nenhuma compreensão da <a href="http://www.masternewmedia.org/pt/colaboracao_on-line/opensource/historia-do-opensource-20070726.htm" target="_blank" title="Abre numa nova janela">história, motivações, ideias, objectivos por detrás</a> de cada um destes dois termos, e como é que um dia os defensores deste <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Acy2sgae5eY" target="_blank" title="Abre numa nova janela">software livre inventaram o termo de Open Source</a>.</p>

<p><strong>Na verdade, da maioria das pessoas com quem falo</strong>, nunca ouviram falar de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=uJi2rkHiNqg" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Software Livre</a>, a não ser sob a forma dos programas de software livres cujo download é feito na Internet.</p>
<p>&quot;<em>Sempre que diga &quot;software livre&quot; ao invés de &quot;opensource&quot;, está a ajudar a nossa campanha</em>&quot;, afirma orgulhosamente <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Richard_Matthew_Stallman" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Richard Stallman</a> na declaração de encerramento do seu último ensaio publicado, sobre o porquê da falha do opensource no software livre. Stallman afirma que o opensource falha porque não aborda nem promove o principal objectivo do software livre: não partilha nem coopera como alguns gostariam que fizesse, por defender os valores éticos, bem como a liberdade dos utilizadores finais.</p>
<p><strong>Deixo-lhe a si a liberdade para julgar</strong> e avaliar se esta é apenas uma retórica filosófica inútil, ou se as questões que o Sr. Stallman levanta são, de facto, e como penso, questões de tempo e de atenção.</p>
<p>Na minha opinião, fazer uma distinção clara entre o opensource e o software livre não é um pedido fácil, e sinto-me honrado ao assumir este convite feito por Richard Stallman e por tê-lo convidado a si para fazer o mesmo. </p>

<p>Aqui está a questão, por inteiro e como Richard a apresentou. Leia-a e descubra onde se insere:<!-- FA --></p><p><img alt="free-software-categories-by-labor-liber-org-400.gif" src="http://www.masternewmedia.org/images/free-software-categories-by-labor-liber-org-400.gif" height="285" width="400"><br> <span class="photocredit">Crédito da imagem: <a href="http://labor-liber.org/" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Labor Liber</a></span></p>
<!-- MIDDLE_GAD -->
<p><br><br><br><br>
</p><h2>Porque Que É Que O &quot;Open Source&quot; Falha no Ponto "Software Livre"</h2>
<p><em>por Richard Stallman</em></p>

<p>Quando falamos em &quot;software livre&quot;, sabemos que respeita a <a href="http://www.gnu.org/philosophy/free-sw.html" target="_blank" title="Abre numa nova janela">liberdade essencial dos utilizadores</a>: a liberdade de execução, de o estudar e de o modificar e de redistribuir cópias com ou sem alterações. Trata-se de uma questão de liberdade, e não de preço, por isso pensar em &quot;liberdade de expressão&quot; e não em &quot;cerveja grátis&quot;.</p>
<p>Estas liberdades são de uma importância vital. São essenciais, não apenas por causa dos utilizadores individuais, mas porque promovem a solidariedade social, ou seja, a partilha e a cooperação. Elas tornam-se ainda mais importantes quanto mais e mais a nossa cultura e as actividades da nossa vida são digitalizadas. Num mundo de sons, imagens e palavras digitais, o software livre surge cada vez mais para equiparar a liberdade em geral.</p>
<p><strong>Dezenas de milhões de pessoas por todo o mundo já utilizam o software livre</strong>; as escolas das regiões da Índia e Espanha agora ensinam todos os alunos a utilizar o <a href="http://www.gnu.org/gnu/linux-and-gnu.html" target="_blank" title="Abre numa nova janela">sistema operativo GNU/Linux</a>. Mas a maioria destes utilizadores nunca ouviu falar das razões éticas pelas quais desenvolvemos este sistema e construímos a comunidade do software livre, uma vez que hoje este sistema e comunidade são descritos com uma maior frequência como &quot;open source&quot;, e atribuídos a uma filosofia diferente, na qual essas liberdades dificilmente são mencionadas.</p>
<p><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Free_software_movement" target="_blank" title="Abre numa nova janela">O movimento do software livre</a> tem feito campanhas para a liberdade dos utilizadores dos computadores desde 1983. Em 1984, lançámos o desenvolvimento do sistema operativo GNU, de forma a que se pudessem evitar os sistemas operativos não livres que negam a liberdade aos seus utilizadores. Durante os anos 80, desenvolvemos a maior parte dos componentes essenciais de um sistema deste tipo, bem como a <a href="http://www.gnu.org/licenses/gpl.html" target="_blank" title="Abre numa nova janela">GNU General Public License</a>, uma licença criada especificamente para proteger a liberdade de todos os utilizadores de um programa.</p>

<p>No entanto, nem todos os utilizadores e programadores do software livre concordam com os objectivos do movimento do software livre. </p>
<p><strong>Em 1998</strong>, uma parte da comunidade do software livre abandonou o movimento e começou a lutar em nome do &quot;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Open_source" target="_blank" title="Abre numa nova janela">open source</a>.” O termo foi originalmente proposto para evitar possíveis equívocos do termo &quot;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre" target="_blank" title="Abre numa nova janela">software livre</a>&quot;, mas facilmente se tornou associado a uma visão filosófica bastante diferente da do movimento do software livre.</p>
<p><strong>Alguns dos proponentes</strong> do &quot;open source&quot; consideram-no como uma &quot;campanha de marketing para o software livre&quot; que iria apelar aos empresários citando benefícios práticos, evitando concepções correctas ou erradas que eles poderão não gostar de ouvir. Outros defensores rejeitam categoricamente os valores sociais e éticos do movimento do software livre. Sejam quais forem os seus pontos de vista, quando em campanha pelo &quot;opensource&quot;, não citam nem defendem esses valores. </p>
<p>O termo &quot;open source&quot; tornou-se rapidamente associado à prática de mencionar apenas valores práticos, tais como produzir softwares fiáveis e poderosos. A maioria dos adeptos do &quot;open source&quot; que chegaram até este ponto, e consideram a prática como o verdadeiro significado.</p>
<p><strong>Quase todo o software open source é software livre</strong>; os dois termos descrevem quase a mesma categoria de software. Mas representam visualizações baseadas em valores fundamentalmente diferentes. </p>

<p><strong>O open source é uma metodologia de desenvolvimento; software livre é um movimento social.</strong></p>
<p>Para o movimento do software livre, o software livre é um imperativo ético, porque apenas ele respeita a liberdade dos seus utilizadores. </p>
<p><strong>Em contrapartida</strong>, <a href="http://colorstudy.com/philosophy/opensource/" target="_blank" title="Abre numa nova janela">a filosofia do open source</a> considera as questões nos termos de como fazer &quot;melhor&quot; software - apenas num sentido prático. Afirmam que o software não livre é uma solução menos óptima.  No entanto, para o movimento do software livre, o software não livre é um problema social, e a solução é caminhar para o software livre.</p>
<p><a href="http://www.masternewmedia.org/pt/acesso_a_informacao/free-software/free-software-o-que-e-o-software-livre-resposta-directamente-da-fonte-na-entrevista-com-richard-stallman-20070719.htm" target="_blank" title="Abre numa nova janela">Software livre.</a> Open source. Se é o mesmo software, é importante o nome que utilizamos? </p>
<p><strong>Sim, porque diferentes palavras transmitem ideias diferentes.</strong> </p>

<p>Enquanto que um programa livre com qualquer outro nome, hoje lhe daria a mesma liberdade, estabelecer a liberdade de uma forma duradoura depende sobretudo do ensinar as pessoas a valorizar a liberdade. Se quiser ajudar nisto, é importante que fale no &quot;software livre&quot;.</p>
<p>Nós, no movimento do software livre não consideramos o open source como um inimigo; o inimigo é o proprietário do software (não livre). Mas nós queremos pessoas que saibam que representamos a liberdade, por isso não aceitamos a interpretação errónea como suporte do