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	<title>Papo de Homem - É tempo de homens possíveis. Puxe uma cadeira, a casa é sua.</title>
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	<description>Conteúdo sem frescuras para homens de todas as idades.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 09 Apr 2026 20:15:01 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Qual é a fronteira entre sedução e intimidação? (Por Armando Colussi)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andrio Robert Lecheta]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2026 20:14:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arquivo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A maioria dos homens não aprendeu a identificar essa linha com clareza.Porque foram ensinados que, na hora do flerte, o importante é “ir pra cima”, insistir, não desistir fácil e acreditar que a resistência da outra pessoa faz parte do jogo. O problema é que, na prática, isso pode atravessar o limite do outro. Sedução [&#8230;]</p>
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<p>A maioria dos homens não aprendeu a identificar essa linha com clareza.<br>Porque foram ensinados que, na hora do flerte, o importante é “ir pra cima”, insistir, não desistir fácil e acreditar que a resistência da outra pessoa faz parte do jogo.</p>



<p>O problema é que, na prática, isso pode atravessar o limite do outro.</p>



<p><strong>Sedução não é sobre convencimento.</strong><br>E talvez seja necessário, coletivamente, repensarmos a ideia de que sedução e resistência fazem parte do mesmo jogo.</p>



<p>Existe também um ponto importante: muitos pais, ensinam seus  filhos e filhas que mulheres devem demonstrar desinteresse inicial para não serem vistas como “fáceis” ou sem valor.<br><strong>Isso reforça a ideia de que, diante da insistência, “pode rolar”. </strong></p>



<p>Esse entendimento é equivocado e pode expor a mulher a situações de risco.<br>Mas, principalmente, cabe aos homens aprender a reconhecer limites, até mesmo quando não escutam um “não” explícito.&nbsp;</p>



<p>Porque nem sempre o desconforto vem em forma de recusa direta.<br>Às vezes ele aparece como silêncio, respostas curtas, desvio de assunto ou falta de reciprocidade.</p>



<p>Ignorar esses sinais e continuar avançando não é confiança nem virilidade.<br>É desrespeito.</p>



<p>Outro erro comum é achar que intenção resolve tudo.<br>“Mas eu não quis intimidar.”</p>



<p><strong>Intenções não anulam impacto.</strong></p>



<p>Se a outra pessoa se sente pressionada, desconfortável ou sem saída, a interação deixou de ser leve independentemente do que você quis fazer.</p>



<p>Parar quando percebe que o outro não está na mesma sintonia não é fraqueza, é respeito!&nbsp;</p>



<p>No fim, a fronteira entre sedução e intimidação não está no que você pretende fazer,<br>mas no espaço que o outro realmente tem para querer ou não estar ali.</p>



<p>Texto produzido por Armando Colussi (@<a href="https://www.instagram.com/armcolussi/#"></a><a href="https://www.instagram.com/armcolussi/#">armcolussi</a>).</p>



<p></p>
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		<title>Quando dizer “não sei” pode ser a atitude mais corajosa de um homem (Por Armando Colussi)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andrio Robert Lecheta]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2026 18:17:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arquivo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A necessidade de parecer seguro o tempo todo cria homens incapazes de revisar a própria opinião. Homens fingem ter certeza porque foram ensinados que dúvida é fraqueza. Desde cedo, a regra é clara: responda rápido, sustente posição, não hesite. Quem vacila perde respeito. Quem admite que não sabe perde autoridade. Então a gente aprende a [&#8230;]</p>
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<p>A necessidade de parecer seguro o tempo todo cria homens incapazes de revisar a própria opinião. Homens fingem ter certeza porque foram ensinados que dúvida é fraqueza. Desde cedo, a regra é clara: responda rápido, sustente posição, não hesite. Quem vacila perde respeito. Quem admite que não sabe perde autoridade.</p>



<p><strong>Então a gente aprende a improvisar convicções.</strong></p>



<p>Opina sem entender.<br>Defende sem refletir.<br>Decide para não parecer inseguro.</p>



<p>I<strong>sso não é maturidade. É medo social.</strong></p>



<p>O problema é que essa necessidade de parecer seguro o tempo todo cria homens incapazes de revisar a própria opinião. Incapazes de ouvir. Incapazes de mudar.</p>



<p>Isso não é força. É rigidez.</p>



<p>O “não sei” ameaça um modelo antigo de masculinidade: o homem que controla tudo, que domina o ambiente, que nunca falha.</p>



<p>Mas controle absoluto é fantasia.<br>E sustentar fantasia exige atuação constante.</p>



<p>Dizer “eu não sei” quebra esse teatro.<br>Expõe limite.<br>Expõe humanidade. </p>



<p>E, paradoxalmente, expõe força. Porque assumir ignorância exige mais segurança do que sustentar uma mentira confortável.</p>



<p>O problema nunca foi a falta de resposta.<br>Foi a vaidade de precisar parecer certo.</p>



<p><strong>Homens que não admitem dúvida tendem a repetir erros com convicção.</strong><br>Homens que admitem dúvida evoluem.</p>



<p>Talvez o medo não seja de não saber. Talvez seja de deixar de cumprir o papel que ensinaram a você. Mas amadurecer exige abandonar personagens e alguns ensinamentos. </p>



<p>É óbvio que não dá pra dizer “não sei” pra tudo. Tem coisas que precisamos saber e se não sabemos, precisamos aprender. Não dá pra ser um homem a mercê da decisão e da sabedoria dos outros. Inclusive, isso pode se tornar um lugar muito cômodo, sobrecarregando outras pessoas à sua volta, especialmente as mulheres.</p>



<p><strong>Reconhecer que não sabemos tudo precisa ser um exercício de humildade, não de estagnação, fuga ou covardia. </strong></p>



<p></p>



<p>Texto escrito por <strong>Armando Colussi</strong> &#8211; @<a href="https://www.instagram.com/armcolussi/#"></a><a href="https://www.instagram.com/armcolussi/#">armcolussi</a> &#8211; escritor e diretor criativo, com mais de 15 anos de atuação no mercado cultural.</p>



<p></p>



<p></p>
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		<title>Será que eu sou um homem carente demais? (Por Felipe Capuzo)</title>
		<link>https://papodehomem.com.br/homem-carente/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Andrio Robert Lecheta]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Oct 2025 21:03:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arquivo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você não aguenta ficar 2 minutos sem mandar mensagem para aquela pessoa, né? Isso talvez seja um sinal da famosa “carência emocional”, e ela pode ser entendida como uma necessidade maior para ficar em contato com a pessoa querida. E a carência não afeta apenas você. Ter essa vontade recorrente de estar em contato pode [&#8230;]</p>
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<h1 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Você não aguenta ficar 2 minutos sem mandar mensagem para aquela pessoa, né?</h1>



<p>Isso talvez seja um sinal da famosa “carência emocional”, e ela pode ser entendida como uma necessidade maior para ficar em contato com a pessoa querida.</p>



<p><strong>E a carência não afeta apenas você.</strong></p>



<p>Ter essa vontade recorrente de estar em contato pode afastar o que você gostaria que estivesse próximo. Por isso, separamos algumas dicas para te ajudar!</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>O que significa essa “carência” para você?</strong><br>Você precisa identificar primeiro o que essa “carência” esconde:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Você está com medo da pessoa te abandonar, por isso fica mandando mensagens?</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Ou você está com ciúmes dela estar com outro alguém, e assim sente a necessidade de estar presente?</li>
</ul>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="630" height="788" src="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/10/1-3-630x788.png" alt="" class="wp-image-74937" style="width:405px;height:auto" srcset="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/10/1-3-630x788.png 630w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/10/1-3-295x369.png 295w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/10/1-3-768x960.png 768w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/10/1-3.png 1080w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" /></figure>



<p>São várias razões para a carência acontecer. Entender essa emoção pode ser o primeiro passo para entender de onde ela vem.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Avalie se esse relacionamento é equilibrado</strong></p>



<p>Reflita o motivo de você gostar tanto dela. Entenda quais são as características que te fizeram ficar empolgado no relacionamento. Aquilo que deixa seu coração mais quente quando vê a foto da pessoa. Mas também levante os pontos que você considera mais “desagradáveis”. Por exemplo, essa pessoa não tem o mesmo estilo de vida que você, ou às vezes ignora seus sentimentos.&nbsp;</p>



<p>Entendendo os lados positivos e negativos, você poderá criar uma imagem mais realista da pessoa na sua cabeça, e isso vai permitir aos poucos “tirar ela do pedestal” que talvez você a tenha colocado.&nbsp;</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Ajuste seus pensamentos sobre o relacionamento</strong></p>



<p>Sabe aquele momento que você acha que a pessoa não quer nada contigo ou que está te ignorando de propósito? Pensamentos são apenas interpretações da realidade pelo sua perspectiva pessoal. Entenda que eles podem ser verdadeiros ou falsos. A melhor maneira de escapar dessa armadilha é avaliar criticamente o pensamento.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-fd767e9dc29094c58137692e10c09c96">Algo como “ela não liga mais pra mim” pode soar vago se você não tiver alguma prova na realidade, e seguir essa ideia no automático te joga diretamente na carência.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-2a624062489ffb6a950bc79cf31c738f">Comece a observar quais provas favorecem essa ideia e quais não, dando mais clareza e coerência à emoção.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Reconheça e respeite a autonomia e privacidade da outra pessoa</strong></p>



<p>Por vezes, a impulsividade é guiada por emoções calorosas e você pode realizar um comportamento que ultrapasse a privacidade do outro. Um bom exemplo disso é ficar ligando mil vezes durante a noite porque ela saiu com as amigas e não mandou mais mensagens. O receio e insegurança podem acabar aparecendo nessa hora, fazendo você se engajar nesse comportamento.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="630" height="788" src="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/10/1-2-1-630x788.png" alt="" class="wp-image-74936" srcset="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/10/1-2-1-630x788.png 630w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/10/1-2-1-295x369.png 295w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/10/1-2-1-768x960.png 768w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/10/1-2-1.png 1080w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" /></figure>



<p>Tenha em mente que a pessoa possui sua própria autonomia e que não quis ou não conseguiu te responder naquele horário. Por vezes, você pode conversar com a pessoa para entender melhor quais são os limites dela e como você pode ajustar suas preocupações à realidade da pessoa.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong><em>“Se é carinhoso, reclamam, se é desapegado reclamam também&#8230;”</em></strong></p>



<p>Refletir sobre as nossas carências e como elas repercutem nos nossos relacionamentos não é uma cobrança para que você para de dar carinho ou seja o cara que “paga de frio” e “desapegado”. Isso também é chato.</p>



<p>Até porque, às vezes, esse comportamento vem de uma pessoa extremamente carente, que tem medo de “se apegar” e não sabe lidar com as próprias emoções.</p>



<p>Repensar-se é um caminho saudável para descobrir como posso me relacionar melhor.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Com o que mais você se importa?</strong></p>



<p>É normal no começo do relacionamento o mundo rodar em torno da pessoa. Porém, será que você não parou de fazer o que você gostava por conta dela?</p>



<p>Parou de sair com os amigos, perdeu suas noites de sono, evitou se comprometer com agendas porque iria sair com ela…</p>



<p>O relacionamento é uma parte importante da sua vida, mas não pode ser sua vida completa. Você tem gostos, vontades e demandas que estão além daquela relação.</p>



<p>Se esquecer disso é se afastar de quem você é de verdade, permitindo a carência prosperar.</p>



<p><strong>Sentir-se carente em alguns momentos é totalmente normal, espero que saiba disso.</strong> Mas entender quais são os pensamentos, emoções e comportamentos por trás disso permite que você tenha mais controle sobre suas ações e possa fazer escolhas que não afetem negativamente o relacionamento.</p>



<p>Texto por:  Felipe Capuzo &#8211; <a href="https://www.instagram.com/psicofelipecapuzo/">@psicofelipecapuzo </a>&#8211; Psicólogo pós-graduado em Práticas Baseadas em Evidência, tendo sua principal atuação com adultos com transtorno de humor e ansiedade.</p>
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		<title>“Preciso ficar longe do meu filho por dias, como faço para compensar a minha ausência?” (Por Roberto Publio)</title>
		<link>https://papodehomem.com.br/como-compensar-a-minha-ausencia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Andrio Robert Lecheta]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Sep 2025 19:49:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arquivo]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
		<category><![CDATA[Parentalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Paternidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Então, o tal pai presente não se resume só a presença física, não é mesmo?Você viaja muito a trabalho, passa dias fora, às vezes semanas. Seja no hotel, no caminhão, no avião, na plataforma, inúmeros tipos de trabalho exigem uma imersão que se torna um desafio conciliar com a vontade de estar perto das crianças. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Então, o tal pai presente não se resume só a presença física, não é mesmo?</em><br>Você viaja muito a trabalho, passa dias fora, às vezes semanas. Seja no hotel, no caminhão, no avião, na plataforma, inúmeros tipos de trabalho exigem uma imersão que se torna um desafio conciliar com a vontade de estar perto das crianças. Certo?</p>



<p><strong>São mais de 3 milhões de viagens de avião a trabalho por ano no Brasil, e esta permanência no destino dura de 1 a 15 dias (IBGE). São mais de <a href="https://mobilidade.estadao.com.br/frota-e-logistica/apenas-4-dos-motoristas-de-caminhao-no-brasil-sao-jovens/">4 milhões de caminhoneiros</a>, 99% homens. Mais de <a href="https://www.venancioebaptista.com.br/post/entendendo-o-regime-misto-de-trabalho-offshore-direitos-validade-e-compensa%C3%A7%C3%A3o">180 mil empregos no setor naval</a>, em uma escala que geralmente é 14 dias x 14 dias. Mais de <a href="https://aboveaviation.aero/sem-categoria/mulher-piloto-trajetoria-e-desafios-das-mulheres-na-aviacao/">18 mil pilotos de aviões</a> (sem contar comissários) que ficam dias e dias longe de casa em suas escalas.</strong><br></p>



<p><strong>O número de divórcios anuais cresceu 29% nos últimos 10 anos. São quase 450 mil separações formais por ano (47% do total de casamentos). Atualmente 50% destes divórcios envolve filhos pequenos e 4<a href="http://chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://static.poder360.com.br/2025/05/EstatRegistroCivilv50_2023-IBGE.pdf">2% das guardas são compartilhadas. </a>Este número era de 7,5% há 10 anos, o que mostra uma pressão jurídica e cultural para que o homem participe do processo de cuidados com os filhos nas situações de divórcio.</strong></p>



<p>Enfim, são várias realidades possíveis. E não são meras exceções, são parte relevante do cenário de ausência paterna.</p>



<p><strong>Pensando essas realidades, como equilibrar distância física e presença paterna?</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="630" height="315" src="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/09/2-630x315.png" alt="" class="wp-image-74910" style="width:591px;height:auto" srcset="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/09/2-630x315.png 630w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/09/2-295x148.png 295w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/09/2-768x384.png 768w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/09/2.png 1000w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" /></figure>



<p>Talvez, você até pode tentar aprender um outro ofício para que o trabalho seja em home office, ou precise viajar menos. Ou então, você não mora junto com a mãe de seu filho e precisa renegociar guarda, tempos, dias da semana, atividades.</p>



<p>Esses são caminhos, mas tudo isso é um processo de mudança e incerteza, leva tempo. E nem sempre será possível.</p>



<p>A presença física é relevante, sim. Quanto mais tempo passamos próximos aos nossos filhos, mais condições temos de enxergar as sutilezas, aprender com as rotinas, comportamentos, mudanças, conversas, observações. Muita coisa só conseguimos viver na proximidade física. Nossa presença traz segurança, apoia na colocação de limites saudáveis, encoraja. Tudo isso é verdade.</p>



<p>Mas isso não diminui a importância da presença emocional. Quando estamos distantes, nossos filhos sabem reconhecer se estamos emocionalmente conectados com eles. Nossas ações, quando estamos longe, também dizem muito sobre o quanto nos interessamos por eles. E isso é tão relevante para criação de filhos saudáveis quando a própria presença física.</p>



<p>Então, vamos pensar em dicas para você, pai, que vive essa realidade:</p>



<p><strong>1 &#8211; Não se culpe por ter ficado longe</strong></p>



<p>A culpa nos leva a um lugar de compensação. &#8220;Se fiz algo errado para alguém, então preciso reparar&#8221;. Você não fez nada de errado, estava trabalhando, certo? Ou então, só mora separado da mãe do seu filho.</p>



<p>A percepção de culpa é do adulto, não da criança.O tempo que você ficou fora não é compensável. Isso não volta mais, E está tudo bem. Só faça o melhor uso do tempo em que está junto, seja o tempo que for. E quando eu digo &#8220;melhor uso&#8221; é o uso ordinário. Cuide, acaricie, converse, abrace, interesse-se, brinque, sorria, seja firme quando necessário, deixe os limites claros e alinhados.</p>



<p>A culpa te levará ao excesso, o que não combina com equilíbrio e saúde.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Ficou longe por causa do trabalho? Tudo bem. O tempo não volta. Lide com sua realidade e use sua presença para manter o equilíbrio e a saúde do seu filho.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="630" height="315" src="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/09/1-630x315.png" alt="" class="wp-image-74911" style="width:590px;height:auto" srcset="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/09/1-630x315.png 630w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/09/1-295x148.png 295w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/09/1-768x384.png 768w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/09/1.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 630px) 100vw, 630px" /></figure>



<p><strong>2 &#8211; Alinhe os princípios de educação com a mãe do seu filho</strong></p>



<p>Esteja você casado ou não. Mesmo que o divórcio não tenha sido muito amigável, não importa, vocês são os adultos da relação. Alinhe com a mãe de seu filho &#8220;o que pode e o que não pode&#8221;, os valores essenciais em que pretendem educar seus filhos. E sigam, seja quem estiver com ele.&nbsp;</p>



<p>Este será o elo que trará segurança para as crianças, que saberão que estão crescendo em um ambiente previsível, saudável e coerente. Os princípios são os mesmos, os &#8220;comos&#8221; podem ser diferentes.</p>



<p>Por exemplo, se o combinado é não ter telas ou ter um tempo limitado, o que cada um fará pode ser diferente. Mas ambos respeitarão o princípio. Talvez a mãe brinque de massinha nesse tempo sem telas, e o pai queira ir ao parque. A criança entenderá que nesta família se brinca assim.</p>



<p><strong>3 &#8211; Seu filho não estava sozinho</strong></p>



<p>Quando retornar, busque saber como tudo aconteceu enquanto você estava fora e procure manter o ritmo, mesmo que &#8220;do seu jeito&#8221;. Não é fazer igual, mas é manter a cadência das coisas e os princípios fundamentais. Crianças precisam de segurança, e segurança vem da percepção de previsibilidade, ritmo, rotina que a criança tem dentro de casa. Se tudo muda quando o pai está perto e tudo muda novamente quando o pai está longe, isso é prejudicial para os filhos.</p>



<p>Isso vale para viagens a trabalho e também para guarda compartilhada. Respeite a cuidadora, a mãe que estava se dedicando em sua ausência, respeite a criança que precisa de previsibilidade.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="630" height="315" src="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/09/4-630x315.png" alt="" class="wp-image-74912" style="width:591px;height:auto" srcset="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/09/4-630x315.png 630w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/09/4-295x148.png 295w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/09/4-768x384.png 768w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/09/4.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 630px) 100vw, 630px" /></figure>



<p><strong>&nbsp;4 &#8211; Seu filho quer sua presença, não seus presentes</strong></p>



<p>Não volte cheio de presentes. Volte cheio de vontade de ficar perto. Cheio de interesse pelo que aconteceu com ele enquanto estava longe. Quanto mais presentes trouxer, mais seu filho vai querer. Mais ele associará sua chegada com os bens materiais que traz na mala, não com seu abraço quando chega. </p>



<p>Em breve ele olhará pra você e, antes de correr para te abraçar, te dirá: &#8220;qual presente você trouxe desta vez?&#8221;.</p>



<p><strong>5 &#8211; Valorize o ordinário.</strong><br>Não faça da sua chegada um grande evento. A perspectiva do seu filho é outra. A vida dele continua tendo 7 dias por semana, 24h por dia. É o processo seguindo, o ritmo acontecendo. Valorize o ponto de vista dele, e entre você no fluxo da vida do seu filho que ficou. Legal celebrar a chegada do papai. Faça algo simples, sem holofotes. <em>&#8220;Papai chegou e está com muita saudade. Vou ler pra você dormir hoje para celebrarmos.&#8221;</em></p>



<p>E lembre-se, não tente compensar nada, não tente se fazer gostado por ele a todo custo.</p>



<p>Faça o melhor que puder com o tempo que tem perto dele. Faça o melhor que puder com o tempo que tem longe dele.</p>



<p>Seu filho continua sendo seu filho 24h por dia, perto ou longe.<br></p>



<p>Texto escrito por Robert Publio &#8211;<a href="https://www.instagram.com/caminhosdepai/"> @caminhosdepai</a></p>



<p></p>
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		<title>Cara, o ChatGPT não é seu psicólogo (por João Paulo Morais)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andrio Robert Lecheta]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Jul 2025 20:55:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arquivo]]></category>
		<category><![CDATA[Debates]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques - Home]]></category>
		<category><![CDATA[Leia também - Home]]></category>
		<category><![CDATA[Psicólogo]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[terapia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por que estamos fazendo terapia com o ChatGPT?As inteligências artificiais estão entrando na nossa rotina de modo compulsório e, diante disso, algumas áreas importantes estão sendo invadidas por essa tecnologia e nem sempre estão trazendo vantagens, como é o caso da saúde mental.&#160; É certo que a falta de acessibilidade de populações mais vulneráveis economicamente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Por que estamos fazendo terapia com o ChatGPT?</strong><br>As inteligências artificiais estão entrando na nossa rotina de modo compulsório e, diante disso, algumas áreas importantes estão sendo invadidas por essa tecnologia e nem sempre estão trazendo vantagens, como é o caso da saúde mental.&nbsp;</p>



<p>É certo que a falta de acessibilidade de populações mais vulneráveis economicamente à terapia pode ser a principal causa desse fenômeno, mas há outros pontos importantes sobre os quais precisamos refletir.</p>



<p><strong>1 &#8211; O ChatGPT não é terapêuta, é massageador de ego</strong></p>



<p>Ele passa a mão na nossa cabeça e “dá dicas” sem fazer intervenções estruturais. As Inteligências Artificiais parecem estar mais inclinadas a dizer o que o usuário quer ouvir do que apontar questões relevantes para o seu estado emocional. Além disso, o conteúdo gerado como resposta por IAs pode induzir crises em usuários, pois não há nenhuma responsabilidade ou compromisso ético posto nessa relação.</p>



<p><strong>2 &#8211; Recorrer ao ChatGPT pode ser uma fuga</strong></p>



<p>Somos corajosos, geralmente, quando isso envolve sair na porrada com outro cara e em outras situações externas, mas a coisa muda de figura quando o contexto são os nossos conflitos internos. Essa coragem diminui. Recorrer ao ChatGPT, talvez, seja uma forma de a gente se esconder, fugir da possibilidade de ser provocado a entrar em contato com as nossas questões complexas. Temos medo de nos abrir para alguém, de nos repensar e de chegar à conclusão de que temos várias coisas para mudar.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="630" height="315" src="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Copia-de-site-630x315.png" alt="" class="wp-image-74851" style="width:618px;height:auto" srcset="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Copia-de-site-630x315.png 630w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Copia-de-site-295x148.png 295w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Copia-de-site-768x384.png 768w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Copia-de-site.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 630px) 100vw, 630px" /></figure>



<p><strong>3 &#8211;&nbsp; A Inteligência Artificial amplia a nossa solidão</strong></p>



<p>Nossa história evolutiva não mente, as relações sociais foram fundamentais para a sobrevivência e adaptação da nossa espécie. Sendo assim, na psicoterapia, o vínculo entre terapeuta e paciente é fundamental, pois gera conexão, aprofundamento, afeto, resultando no sucesso do tratamento. Se isolar na frente de um computador e desabafar em um chat não produz o vínculo humano crucial e insubstituível da psicoterapia.</p>



<p><strong>4 &#8211;&nbsp; O rigor e os critérios das Inteligências Artificiais são frágeis e questionáveis</strong></p>



<p>É fato que as IAs se alimentam de grandes volumes de dados para oferecer respostas aos usuários. E isso inclui não apenas informações confiáveis, mas também conteúdos pseudocientíficos, tendenciosos ou ultrapassados. Recorrer a uma IA como terapeuta é se expor ao risco de receber orientações baseadas em métodos obsoletos, superados, ineficazes ou até perigosos.</p>



<p><strong>5 &#8211; Empatia? As IAs negligenciam as suas singularidades</strong></p>



<p>Exercer a empatia é uma prática fundamental para um bom andamento clínico e desafiadora de se aperfeiçoar, ainda que haja boa intenção. Empatia diz respeito à capacidade não somente de “se colocar no lugar do outro”, mas de abdicar da sua visão de mundo, gostos, preferências e buscar utilizar as lentes, as métricas do outro para contemplar alguma situação.</p>



<p>IAs até podem simular alguma empatia artificial, mas o viés dos dados que as treinam, a incapacidade de experimentar emoções reais e de ter interações sensoriais com o mundo acabam sendo um obstáculo permanente que deixa de levar em conta a singularidade do seu usuário no seu aspecto mais sensível e subjetivo.</p>



<p>Certamente, as orientações que você recebe com uma roupagem de psicoterapia são padrões generalistas replicados para centenas de milhares de usuários com demandas parecidas, mas que jamais serão iguais. A particularidade do indivíduo faz toda a diferença no processo terapêutico.&nbsp;</p>



<p><strong>6 &#8211; Não há sigilo clínico e privacidade na relação com IAs</strong></p>



<p>Psicólogos são obrigados a seguir protocolos éticos bem definidos e estruturados com rigor, além de estarem sujeitos a sofrerem consequências judiciais sérias no caso de violação desses princípios éticos. Tudo isso acontece visando assegurar a eficiência do serviço de saúde prestado e também preservar a segurança dos pacientes.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="630" height="315" src="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/2-2-630x315.png" alt="" class="wp-image-74853" style="width:621px;height:auto" srcset="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/2-2-630x315.png 630w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/2-2-295x148.png 295w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/2-2-768x384.png 768w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/2-2.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 630px) 100vw, 630px" /></figure>



<p>O sigilo clínico é um desses pilares que visa garantir a confidencialidade das informações compartilhadas entre psicólogo e paciente durante o processo terapêutico, tornando o ambiente seguro e permitindo que o profissional atue de forma mais abrangente possível. IAs não possuem qualquer regulamentação acerca do sigilo clínico, as informações ali confiadas passam a ser propriedade de uma empresa privada. A partir daí, suas informações íntimas estarão sujeitas a vazamentos e aos interesses das grandes corporações. Você se sente seguro?</p>



<p><strong>7 &#8211; A psicoterapia tem um caráter propositivo:</strong></p>



<p>IAs são “ferramentas respondentes”, ou seja, elas oferecem seus serviços somente se o usuário inserir um prompt, fizer uma solicitação, diferentemente do que pode ocorrer em um processo psicoterapêutico. O psicólogo deve buscar, sempre que possível, adotar um caráter propositivo a ponto de, inclusive, superar as limitações de percepção associadas ao transtorno ou às queixas do paciente.</p>



<p>Dificilmente uma IA vai ter uma análise crítica que aponte duras verdades e contradições do usuário. E esses são movimentos muito importantes em um processo psicoterapêutico.</p>



<p><strong>8 &#8211; O ChatGPT não está preocupado com a sua autonomia</strong></p>



<p>Em qualquer processo psicoterapêutico sério, há a preocupação e o cuidado em promover e incentivar a autonomia do paciente frente às questões que o motivaram a buscar terapia. Ao longo do caminho, é fomentada a criação e o desenvolvimento de habilidades que tornem o paciente capaz de gerenciar situações emocionalmente desafiadoras. Tudo isso é possível graças à continuidade do processo, no qual se considera a evolução desde a primeira sessão até a alta clínica, de forma “amarrada”, conjunta.&nbsp;</p>



<p>As IAs parecem ter maior poder de auxílio em situações pontuais, momentâneas. Além disso, não demonstram qualquer preocupação diante da possibilidade de o usuário passar a utilizá-las como uma alternativa que o afaste da própria responsabilidade para com a sua saúde mental, transformando a ferramenta, a longo prazo, em um refúgio temporário e superficial para as angústias pessoais. Uma “chupeta psicológica” no lugar de um “desmame estratégico”.</p>



<p>A terapia nos convida a refletir, com profundidade, ética, cuidado e responsabilidade, sobre nossas ações e emoções. Ela nos ajuda a compreender, ressignificar, dar novas respostas e construir novos caminhos e possibilidades.</p>



<p><strong>Por isso, não substitua a terapia por Inteligência Artificial. Procure um psicólogo.</strong></p>



<p></p>



<p>Algumas instituições que oferecem o serviço de saúde mental mediada por humanos com valor acessível ou gratuito:</p>



<p>UBS &#8211; Unidades Básicas de Saúde</p>



<p>CERSAM &#8211; Centro de Referência em Saúde Mental</p>



<p>CREAS &#8211; Centro de Referência Especializado de Assistência Social</p>



<p>CAPS &#8211; Centro de Atenção Psicossocial</p>



<p>CVV &#8211; Centro de Valorização da Vida</p>



<p>Clínicas escola do curso de Psicologia nas universidades públicas e privadas</p>



<p>Texto produzido em parceria com <a href="https://www.instagram.com/joaopsicologo_/">João Paulo Morais</a>, psicólogo clínico&nbsp;(CRP- 04/64231), pós-graduando em neuropsicologia (UNA) e terapia cognitivo comportamental (PUC-MG). Através da clínica online, atende adolescentes e adultos com atenção especial à saúde mental do público masculino em toda a sua diversidade.</p>



<p></p>
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		<title>Não quero que a minha paternidade seja apenas uma ajuda! – Roberto Publio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andrio Robert Lecheta]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Jul 2025 18:18:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arquivo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques - Home]]></category>
		<category><![CDATA[Relatos]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
		<category><![CDATA[Parentalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Paternidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como posso exercer a minha paternidade para que ela não seja apenas uma ajuda? Cada homem, cada família tem seu contexto e sua história. Todas elas são reais e válidas. Mas como ser um pai presente em qualquer cenário?&#160;Eis o nosso desafio cotidiano: fazer o melhor com a vida que se apresenta, sem adotar cartilhas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Como posso exercer a minha paternidade para que ela não seja apenas uma ajuda?</strong></p>



<p>Cada homem, cada família tem seu contexto e sua história. Todas elas são reais e válidas. Mas como ser um pai presente em qualquer cenário?&nbsp;Eis o nosso desafio cotidiano: fazer o melhor com a vida que se apresenta, sem adotar cartilhas fixas, sem medir amor em horas de cronômetro.</p>



<p>Por muitas vezes, acontecem embates do tipo <em>“Eu passo pouco tempo com meu filho, mas quando estou com ele é um tempo de qualidade”</em>, ou quem sabe <em>“Minha realidade de trabalho e financeira não permite que eu dedique o tempo que eu gostaria aos meus filhos”</em>, ou até <em>“sou divorciado e vejo meu filho só aos finais de semana. É o melhor que posso fazer neste contexto”.</em></p>



<p>Grande parte dos debates nem é sobre divergência de ideias, mas de conceito: <em>o que significa estar presente</em>? É contato físico? É quantidade de horas? É “tempo de qualidade”? Logo percebemos que essas perguntas não têm respostas exatas; presença é um fenômeno relacional, tecido ponto a ponto no cotidiano — e o princípio fundamental e atemporal que pode direcionar todas as realidades é o <strong>interesse genuíno </strong>pelos filhos.</p>



<p><strong>Porque quando nos interessamos profundamente, nós cuidamos. Nós aprendemos a cuidar. Deixamos o lugar de “ajudar”, e assumimos nosso papel do cuidado junto com a mãe.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="630" height="315" src="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/2-630x315.png" alt="" class="wp-image-74837" srcset="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/2-630x315.png 630w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/2-295x148.png 295w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/2-768x384.png 768w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/2.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 630px) 100vw, 630px" /></figure>



<p>Sim, eu sei. Nem sempre é fácil. Quando um filho entra na nossa vida, nem sempre temos tempo para elaborar o que está acontecendo. O trabalho consome, talvez não possamos neste momento reduzir o ritmo. O dinheiro está contado, mais uma vida para alimentar. E agora? Como abrir o caminho do cuidado em um cenário de tempo escasso?</p>



<p>É verdade que somos responsáveis por nossas escolhas, e que podemos construir uma realidade diferente. Mas nem sempre é rápido, nem sempre temos total controle neste momento. Seria melhor se tivéssemos mais folgas na escala, mais tempo de licença paternidade. Com certeza, é fundamental. Mas ainda não temos. E agora?</p>



<p>Como ser um cuidador primário, um pai presente, que se interesse genuinamente pelos filhos, em cenários de grandes adversidades como o da maioria dos pais brasileiros? Tentarei aqui oferecer algumas perspectivas que possam se encaixar em diversas realidades, sempre ancoradas no princípio maior que citamos aqui: <strong>O interesse genuíno pela vida de seus filhos</strong>.</p>



<p><strong>Se interesse pelo que seu filho come</strong></p>



<p>A alimentação é um dos alicerces fundamentais da energia vital da criança. Busque conhecimento sobre o assunto, priorize os alimentos que nutrirão corretamente o corpo do seu filho. Ao contrário do que pensamos, alimentos naturais, comida de verdade, geralmente são mais baratos do que os ultraprocessados.</p>



<p>Se possível, faça alguma refeição do dia com ele, sentados à mesa. Assim você poderá notar as preferências, as mudanças, o padrão alimentar. Caso não consiga estar presente na refeição, prepare algumas refeições para ele comer no outro dia. Ele ficará feliz em saber que papai preparou o almoço com muito carinho.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="630" height="315" src="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/3-3-630x315.png" alt="" class="wp-image-74834" srcset="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/3-3-630x315.png 630w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/3-3-295x148.png 295w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/3-3-768x384.png 768w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/3-3.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 630px) 100vw, 630px" /></figure>



<p><strong>Se possível, faça seu filho adormecer&nbsp;</strong></p>



<p>Pode ser um bebê, ou já adolescente. Sente com ele por alguns minutos. Converse um pouco, leia uma história. Faça carinho, abrace. Para mim, esta é a hora mais mágica do dia. O momento em que tudo faz sentido, onde o significado salta aos olhos, onde nada mais importa. Seu filho se sentirá mais seguro e encorajado tendo você ao lado dele antes de dormir.</p>



<p><strong>&nbsp;Brinque com seu filho</strong></p>



<p>Faça isso em estado de presença, ou seja, sem interrupções, sem celular. Só com ele. Seja, 10, 20, 30 minutos. No dia de folga. Não importa. Crie, invente brincadeiras. De preferência, não use nada pronto. O brincar é o portal dos aprendizados das crianças. É o espaço de criação, exploração e conexão. E se estiver com ele nestes momentos, a relação alcança novos patamares de confiança e cumplicidade.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="630" height="315" src="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/1-630x315.png" alt="" class="wp-image-74832" srcset="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/1-630x315.png 630w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/1-295x148.png 295w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/1-768x384.png 768w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/1.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 630px) 100vw, 630px" /></figure>



<p><strong>Converse com o seu filho</strong></p>



<p>Tem 15 minutos? Talvez pela manhã antes do trabalho ou quando chegar em casa? Faça uma pergunta e ouça seu filho atentamente. O que mais ele gostou de fazer hoje? O que deixou ele triste? O que ele está sentindo hoje? Navegue pela história, pergunte mais, queira saber mais. Seu filho quer ser amado, ouvido. Quer se sentir parte. A escuta é uma das melhores ferramentas para que ele acredite que: “Alguém me vê!”. Isso é interesse genuíno na sua essência.</p>



<p><strong>Dedique as suas folgas</strong></p>



<p>Se sua escala é 6&#215;1, ou 5&#215;2, não importa: suas folgas talvez não sejam mais suas. Sejam deles. Dedique seu tempo livre sem trabalho para criar momentos e memórias com as crianças. Sim, temos muitos afazeres além do trabalho e por vezes sobra o dia de folga para resolver várias coisas. Encontre um espaço relevante para encaixar um tempo de qualidade com seu filho. Quem sabe envolvê-lo nestas coisas a serem resolvidas. A criança adora contribuir e se sentir útil. O mercado, a limpeza da casa, as receitas na cozinha. Tudo pode virar um tempo divertido juntos.</p>



<p><strong>Cuidar dos bastidores</strong></p>



<p>Já parou para listar quantas atividades estão envolvidas no cuidado com a criança? Me refiro àquelas dos bastidores. Quando seu filho toma vacina, alguém agendou. Alguém pesquisou quais são necessárias, foi lá no posto no dia certo e deu a vacina (possivelmente a mãe).&nbsp;</p>



<p>Escolha da escola, compras saudáveis para a refeição, roupas que o filho está precisando, planejamento das atividades da criança além da escola, são muitas coisas que você, pai, pode e deve participar ativamente. Seja protagonista dos cuidados que, talvez, o seu filho não está vendo, mas está sentindo.</p>



<p><strong>Tente ao máximo participar da vida escolar do seu filho</strong></p>



<p>Não conseguiu ir à reunião de pais, fale com a professora nos horários possíveis. Acompanhe as atividades de casa, preste atenção ao desenvolvimento. Pergunte a ele o que ele mais gostou de aprender hoje, observe o que ele tem feito de diferente da semana anterior. Vibre e celebre junto o processo, os avanços e a evolução. Seu filho se interessa mais pelo aprendizado quando você se interessa por ela.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="630" height="315" src="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/3-2-630x315.png" alt="" class="wp-image-74833" srcset="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/3-2-630x315.png 630w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/3-2-295x148.png 295w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/3-2-768x384.png 768w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/3-2.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 630px) 100vw, 630px" /></figure>



<p><strong>Converse com a a sua parceira ou ex parceira sobre os filhos</strong></p>



<p>Conversem pelo menos 1 vez por semana sobre seus filhos. Dialoguem sobre o que observaram de diferente, o que se encantaram, qual aflição estão sentindo ou quais as preocupações. Se alinhem quanto a maneira de agir ou reagir. Reorganizem tarefas e cuidados. Definam os limites saudáveis, aquilo que pode e o que não pode nesta família.</p>



<p>A maneira com que os pais se relacionam é uma vitrine viva para os filhos aprenderem sobre amor, parceria, lealdade e afeto.</p>



<p><strong>Ninguém nasce pai. Nós nascemos filhos</strong></p>



<p>Ao nos tornarmos pai, precisamos aprender praticamente do zero. E isso exige busca ativa. Geralmente, as mães ficam imersas nos conteúdos e cursos sobre maternidade e nós homens somos menos participativos neste processo. Seja no caminho para o trabalho, aqueles 10 minutos pós almoço, um pouco antes de dormir. Dedique tempo do seu dia para buscar recursos e repertório para criar filhos de forma saudável. Não haverá tema mais importante na sua vida do que este para dedicar seus estudos e empenho de aprendizagem.</p>



<p><strong>Perceba sinais de mudança (emocionais, físicas)</strong></p>



<p>A cada interação, cada momento de presença, fique atento. Não é só a voz que fala, o corpo fala. Mudanças de comportamentos repentinos ou alterações de humor podem ser sinais importantes. Observe o corpo, as unhas, pés, mãos, todo o corpo. Respiração, batimentos, sinais de ansiedade ou medo. Tudo é informação, tudo é precioso para que você possa direcionar seus cuidados com seu filho. Se interessar pelas sutilezas de seu filho é cuidar na sua essência.</p>



<p><strong>Conheça os gostos e incentiv</strong>e</p>



<p>Qual a comida preferida? Qual a atividade predileta? O que você gosta, mas ele não gosta? Qual a matéria preferida? Qual o hobbie? O que gosta de conversar? E de brincar? Costuma ser mais observador? Mais ativo fisicamente? Como se relaciona? Qual o temperamento? Seu filho tem um espectro de personalidades possíveis, que mudam com muita frequência. Não rotule como “corajoso”, “medroso”, “esperto”, “paradão”, “inteligente” ou qualquer outro adjetivo fixo. Fique atento e se interesse pela evolução e pelo aprendizado. E, principalmente, crie um ambiente e possibilidades para que ele reverbere suas forças e paixões. Facilite o processo de seu filho se tornar o que ele quer ser, e não quem você quer que ele seja.&nbsp;</p>



<p>Isso exige coragem, isso exige interesse genuíno e acompanhamento atento.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="630" height="315" src="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/3-1-630x315.png" alt="" class="wp-image-74836" srcset="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/3-1-630x315.png 630w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/3-1-295x148.png 295w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/3-1-768x384.png 768w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/07/3-1.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 630px) 100vw, 630px" /></figure>



<p><strong>Reflita sobre suas ações e reações</strong></p>



<p>Por último e não menos importante: Autoconhecimento</p>



<p>Dedique 5 minutos do seu dia para refletir sobre suas ações e reações com seu filho, e busque fazer melhor amanhã. Ajuste a rota. Nós iremos falhar, diariamente. O que vai mudar o jogo é identificarmos e aprendermos com o que aconteceu.</p>



<p>Nós e nossos filhos seremos um pouco melhores a cada dia se você, pai, se abrir com muita humildade para a autopercepção diária de seus atos. Não será fácil, mas acredite: <strong>são os 5 minutos mais valiosos do seu dia.</strong></p>



<p>Precisamos, sim, de mudanças estruturais e sociais para que possamos ter mais equidade de classe, e que homens de todos os níveis sociais tenham a oportunidade de fazer escolhas para ficar mais próximos dos cuidados de seus filhos. Uma mudança significativa passa por legislações, cultura e movimentos unificados. <strong>Isto tudo é verdade.</strong></p>



<p>É imprescindível uma licença paternidade maior, uma oferta de tempo estendida para que pais possam cuidar de suas famílias nos primeiros meses de vida e desenvolver novas capacidades e rotinas que permitam manter esses cuidados quando retornarem ao trabalho.&nbsp; A luta continua!</p>



<p>Enquanto isso, que tal olhar para sua realidade, seja qual for, e criar seus próprios momentos de interesse, cuidado e presença com seu filho?</p>



<p>Você já sabe. Passa rápido. Comece hoje mesmo e experimente as sensações.</p>



<p><strong>O filho nasce, o pai renasce. Não deixe escapar esta oportunidade da vida de ser uma pessoa melhor.</strong></p>



<p>Texto produzido por Roberto Publio do<a href="https://caminhosdepai.com.br/"> Caminhos de Pai</a> / <a href="https://www.instagram.com/caminhosdepai/">@caminhosdepai</a></p>



<p></p>
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		<title>“Onde foi que eu errei?” Como a minha definição de sucesso impacta a minha paternidade? (Por Roberto Publio)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andrio Robert Lecheta]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Jun 2025 20:56:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arquivo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques - Home]]></category>
		<category><![CDATA[Leia também - Home]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Imagine seu filho, um adolescente pré-vestibular, chega pra você e diz que quer cursar artes cênicas: &#8211; “Filho, você tem certeza? Isso não dá dinheiro. A carreira é complicada. Você é tão bom em exatas, por que não pensa em algo melhor?&#8221; &#8211; “Pai, já decidi. Eu quero ser artista.” Aí você instantaneamente pensa: &#8220;Onde [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p></p>



<p>Imagine seu filho, um adolescente pré-vestibular, chega pra você e diz que quer cursar artes cênicas:</p>



<p><em>&#8211; “Filho, você tem certeza? Isso não dá dinheiro. A carreira é complicada. Você é tão bom em exatas, por que não pensa em algo melhor?&#8221;</em></p>



<p><em>&#8211; “Pai, já decidi. Eu quero ser artista.”</em></p>



<p>Aí você instantaneamente pensa: &#8220;Onde foi que eu errei? </p>



<p>E se ao invés de artes cênicas, ele lhe dissesse que se descobriu homossexual? E se ele lhe dissesse que está frequentando um templo budista? E se quiser se dedicar à música? E se ele quiser entrar para a política? E se ele lhe disser que odeia esportes, que sempre os praticou para agradar você e a mãe? E se ele torcer para outro time, que não seja o seu do coração?</p>



<p><strong>É inevitável, isto tudo nos afeta…</strong></p>



<p>É nosso filho se posicionando em um lugar diferente de tudo aquilo que eu esperei, sonhei, idealizei. E isso naturalmente nos traz medo, insegurança e fere nosso ego. Já que, muitas vezes queremos nos realizar através da vida dos nossos filhos: tudo aquilo que não tive, não vivi ou não consegui agora parece uma oportunidade de se realizar através deles.</p>



<p>Mas o que é &#8220;sucesso&#8221; na criação dos filhos? O que significa dizer que seu filho &#8220;deu certo&#8221;? Quando este momento chega? O que é “dar certo?”</p>



<p>Será que, só porque você tentou seguir a cartilha de desejos dos seus pais, agora os seus filhos também precisam fazer isso?</p>



<p>Você conseguiu dar conta de todos os sonhos e desejos que seus pais tinham para você?</p>



<p><strong>A preocupação com o futuro dos seus filhos é genuína</strong></p>



<p>E esta preocupação nasce de nossos valores pessoais, nossas crenças, nutridas pela cultura em que fomos criados. Nossa própria definição de sucesso, de &#8220;certo e errado&#8221;, de &#8220;bom e ruim&#8221; moldará aquilo que queremos para nossos filhos. E impactará diretamente na maneira com que os criamos.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="630" height="315" src="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/06/1-1-630x315.png" alt="" class="wp-image-74822" style="width:840px;height:auto" srcset="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/06/1-1-630x315.png 630w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/06/1-1-295x148.png 295w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/06/1-1-768x384.png 768w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/06/1-1.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 630px) 100vw, 630px" /></figure>



<p>Então, vamos inverter as perguntas:</p>



<p>Como você define sucesso em sua vida?&nbsp; Em que momento da vida você poderá parar e dizer: &#8220;Cheguei lá. Deu tudo certo!&#8221;? Se fechar os olhos agora, e visualizar o dia em que tudo deu certo pra você, o que enxerga? Quem está com você? O que você vê em volta?</p>



<p>Se seus filhos fossem ler uma mensagem para você neste dia, como uma homenagem, o que estaria escrito neste texto?</p>



<p>Possivelmente você, assim como eu, foi criado ouvindo regras de sucesso. Seja de nossos familiares, seja de amigos, seja de todas as vozes de nossos entornos que tentam nos mostrar o tal caminho do sucesso. E geralmente estas definições são meio parecidas.</p>



<p><em>&#8220;Você precisa estudar, fazer uma faculdade e ter um bom emprego.&#8221;</em></p>



<p><em>&#8220;Você precisa arrumar uma boa esposa, que cuide de você e de seus filhos.&#8221;</em></p>



<p><em>&#8220;Você precisa juntar dinheiro para se aposentar o quanto antes.&#8221;</em></p>



<p><em>&#8220;Você precisa se esforçar mais e trabalhar mais que seus concorrentes.&#8221;</em></p>



<p><em>&#8220;Você precisa ter uma carreira sólida e um bom patrimônio.&#8221;</em></p>



<p>Para falar a verdade, eu nunca ouvi ou vi alguma definição que envolva &#8220;filhos&#8221;. Geralmente, a maior parte dela envolve bens materiais, dinheiro, carreira, status, competição. Mas sei bem que isso acontece pelo fato de eu ser homem. Muitas mulheres passam a vida sendo questionadas sobre quando terão filhos, pois sua realização enquanto mulher é constantemente atrelada à maternidade. O mesmo não costuma acontecer com os homens.</p>



<p>Se eu acreditar que sucesso é ter carreira sólida em empresa grande e acumular patrimônio, vou guiar meus filhos para um universo de escolhas que leve a este caminho. Estudos rigorosos, universidade de ponta, processos seletivos, morar em grandes metrópoles, entre outras. Trabalhar com esporte? Melhor não. Artes então? Nem pensar. Música, teatro? Não quero nem ouvir.</p>



<p>Optar por uma vida simples, ter hobbies e trabalhos não convencionais, se identificar com outras orientações&nbsp; sexuais, ter uma visão de vida totalmente diferente de você, talvez lhe deixaria muito frustrado como pai, pelo simples fato de que isto não se alinha com o senso comum de sucesso, ou que aquilo que inconscientemente temos como entendimento de prosperidade na vida.</p>



<p><strong>Lembre-se: é preciso gerirmos a nossa frustração para não nos tornarmos pais violentos</strong></p>



<p>Frustração pode significar raiva, agressividade, imposição, falta de diálogo e escuta. Punições, desconexão, falta de confiança. A relação com seu filho pode se tornar uma tortura porque ele não quer ser aquilo que você quer ser (ou gostaria de ter sido e não conseguiu).</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="630" height="315" src="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/06/3-630x315.png" alt="" class="wp-image-74821" style="width:840px;height:auto" srcset="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/06/3-630x315.png 630w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/06/3-295x148.png 295w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/06/3-768x384.png 768w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/06/3.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 630px) 100vw, 630px" /></figure>



<p>E sim, a nossa definição de sucesso pode mudar. Aliás, ela vai mudar ao longo da sua vida. Nada é permanente. Quando eu tinha 15 anos, queria ser jogador de futebol. Quando eu tinha 20, queria ser Diretor de multinacional. Com 30, queria ser dono de startup, juntar dinheiro e aposentar cedo. Agora, perto dos 40, quero ser um pai virtuoso para meus filhos terem um bom exemplo dentro de casa e ter um trabalho significativo para mim.</p>



<p>Quando nos tornamos pais, nossa hierarquia de valores muda (ou deveria mudar). O que era importante, passa a ser secundário. O que era secundário, para a ser essencial.</p>



<p><strong>Hoje, minha definição de sucesso passa muito mais pela pessoa que quero me tornar todos os dias para meus filhos e minha esposa</strong>.</p>



<p>É muito mais sobre o caminho, o ordinário, o como estou impactando meu entorno todos os dias, do que sobre algum lugar que quero chegar, um objetivo único ou uma meta. É muito mais sobre o que quero fazê-los sentir diariamente, do que o quanto quero deixar de herança.</p>



<p>É claro que essa é uma jornada na qual não esqueço de mim, não melhoro só para o outro. É no processo de me fazer bem, abrindo mão de egocentrismos, que consigo fazer com que o autocuidado também se desdobre também enquanto cuidado com o outro (filhos, família, companheira) .</p>



<p><strong>Adicione uma definição saudável de sucesso à sua paternidade</strong></p>



<p>Fazer isso impactou na minha definição de sucesso na criação de meus filhos. Porque quero que eles se tornem seres humanos melhores todos os dias, que vivam o caminho com presença. Que experimentem aquilo que acreditam ser o melhor para eles. Que sejam gentis com as pessoas, saudáveis e corajosos para lidar com medos e frustrações. Que sejam LIVRES. Não livres fisicamente, somente. Livres emocionalmente.</p>



<p>Quando eles se tornarem adultos, saberei que &#8220;deram certo&#8221; não pela profissão deles, nem pelo salário nem pelo patrimônio. Ficarei honrado se estiverem tendo a coragem de seguir o próprio caminho.</p>



<p>E você? Após ler este texto, qual sua nova definição de sucesso? E qual sua definição de sucesso na criação de filhos?</p>



<p>O que fará você olhar para seus filhos no futuro e dizer: &#8220;Deu certo.&#8221;? Como isso redirecionará suas ações e comportamentos no presente com seus filhos?</p>



<p><br><strong>O sucesso na criação de filhos não é uma ciência exata, nem tem resposta pronta</strong></p>



<p>O que mais importa é que seja consciente e intencional. E isso passa por tornar consciente a sua própria definição. A isso chamo paternidade consciente. Aquela que cuida, cria e educa para a liberdade.<br></p>



<p>Texto de Roberto Publio &#8211; <a href="https://caminhosdepai.com.br/">Caminhos de Pai</a> / <a href="https://www.instagram.com/caminhosdepai/">@caminhosdepai</a></p>



<p></p>
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		<title>“Quero construir uma história diferente da que meu pai construiu.” Por Roberto Publio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andrio Robert Lecheta]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 May 2025 17:11:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arquivo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Posso dizer que a memória explícita mais forte que tenho da minha infância é da separação de meus pais. Eu já tinha 9 anos. Após isso acontecer, minha mãe fez o melhor que ela pôde e soube para criar dois filhos homens.&#160; O contato com meu pai sempre foi distante, mais parecido com um motorista [&#8230;]</p>
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]]></description>
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<p>Posso dizer que a memória explícita mais forte que tenho da minha infância é da separação de meus pais. Eu já tinha 9 anos. Após isso acontecer, minha mãe fez o melhor que ela pôde e soube para criar dois filhos homens.&nbsp;</p>



<p>O contato com meu pai sempre foi distante, mais parecido com um motorista do que de um cuidador. Poucas palavras, nenhuma conversa profunda ou de grande relevância. Aquele papo do caminho da academia pra casa, da casa para uma festa. Isso foi até meus 16 ou 17 anos. Um certo dia, ele se negou a fazer até o papel de motorista, que era o único momento em que ficávamos próximos. A partir deste dia, levamos quase 15 anos para nos reencontrar.</p>



<p>O reencontro foi frio, estranho, curioso e libertador. Ele apareceu em um empreendimento que eu tinha na época, conheceu minha esposa. Trocamos algumas poucas palavras. Um desconhecido pra mim. Ao mesmo tempo, não senti rancor, ódio, raiva ou algo similar. Fiquei leve. Não guardava mais mágoas, consegui compreender que fazia parte da minha história.</p>



<p>E como fazia.&nbsp;</p>



<p>A partir disso, eu estava certo que queria construir uma história diferente para meu núcleo familiar. Escolhi e decidi que, quando fosse pai, estaria perto, presente, ativo, conectado. Assumiria meu papel e me entregaria a paternidade. Para mim, estava nítido que não seria mais um pai a dizer:<em> &#8220;Como o tempo passou rápido, não vi meus filhos crescerem&#8221;.</em></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ser pai é um processo que se começa muito antes de se ter um filho</strong></h2>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="534" height="800" src="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/05/WhatsApp-Image-2025-05-20-at-09.39.17-534x800.jpeg" alt="" class="wp-image-74807" style="width:369px;height:auto" srcset="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/05/WhatsApp-Image-2025-05-20-at-09.39.17-534x800.jpeg 534w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/05/WhatsApp-Image-2025-05-20-at-09.39.17-295x442.jpeg 295w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/05/WhatsApp-Image-2025-05-20-at-09.39.17-768x1150.jpeg 768w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/05/WhatsApp-Image-2025-05-20-at-09.39.17-1025x1536.jpeg 1025w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/05/WhatsApp-Image-2025-05-20-at-09.39.17-1367x2048.jpeg 1367w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/05/WhatsApp-Image-2025-05-20-at-09.39.17-scaled.jpeg 1709w" sizes="auto, (max-width: 534px) 100vw, 534px" /></figure>



<p>Passado algum tempo, eu e minha parceira de vida Aline já estávamos casados há 8 anos, decidimos abraçar o chamado para sermos pais. <strong>Comecei a ser Pai a partir dali.</strong> Comecei a centrar minhas escolhas na paternidade desde então.&nbsp;</p>



<p>Em 2019 fomos fazer exames, investigar se estava tudo bem. Minha esposa tinha preocupações com a endometriose. Após exames detalhados, obteve o diagnóstico que se tratava de um caso cirúrgico. Nunca faltei a uma consulta com minha esposa. Olhávamos juntos os exames, pensávamos juntos no caminho.&nbsp;</p>



<p>Eu também fiz todos os exames. Assumi meu papel de homem e pai, e fui entender como eu estava. Também descobri algumas questões de saúde, e passei a tomar disciplinadamente as vitaminas necessárias. Neste ano passamos por este processo de tratamento e cura. Juntos. Esperamos o tempo necessário, e voltamos a tentar.</p>



<p>Engravidamos em 2020. Ficamos eufóricos, chegamos a contar para muitas pessoas. Os exames de ultrassom mostraram que o embrião na evoluiu como deveria. No último, chegamos a ouvir o batimento do coração, que estava em 50% do que deveria estar. Nosso mundo caiu. Saímos mudos do médico, simplesmente abraçados. Liz havia partido. Não sabíamos o sexo, minha esposa nomeou esta vida para permitir que ela partisse em paz. E assim sentirmos paz para tentarmos novamente.</p>



<p>Em 2021, grávidos novamente! Desta vez, a natureza quis que o processo fluísse. Davi estava na barriga da mamãe. Nunca faltei a um ultrassom sequer. Estudamos juntos, fizemos cursos juntos, lemos muitos livros juntos. Falávamos sobre criação de filhos e buscamos encontrar nosso próprio caminho para isso. Estudávamos cada fase da gestação. Eu já era pai, eu engravidei junto.&nbsp;</p>



<p>Um mês antes de Davi nascer, pedi demissão de uma empresa que adorava. Eu adorava aquelas pessoas, e também estava decidido a ser Pai. Fiz uma transição de carreira, e mergulhei no universo do desenvolvimento humano. Teria horários mais flexíveis, reduziria minha jornada de trabalho. Mas e o dinheiro? De onde viria? Não sabia ao certo. Precisava descobrir no caminho. Fui aprender tudo de novo, estagiar em um novo mercado, conhecer gente nova. Saí de Diretor a estagiário, colocando a paternidade no centro das grandes decisões.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Davi nasceu! Viva!</strong></h2>



<p>Após 14 horas de trabalho de parto, houve necessidade de partir para cesariana. Após quase 3 anos, a paternidade se materializava naquele bebê. Acessei novas emoções e sentimentos, novas percepções de mundo.</p>



<p>E ali fomos conduzindo o dia-a-dia, aprendendo juntos. Fomos entendendo que escolhas dão&nbsp; trabalho. Amamentação exclusiva, livre demanda, sem chupeta, sem telas, livre demanda de colo, cuidado com os horários de sono. Cada uma destas escolhas requer dedicação.&nbsp;</p>



<p>O Pai precisa mergulhar junto em cada processo, inclusive na amamentação. Hoje eu digo que, se eu tivesse leite, conseguiria amamentar. Eu vivi a experiência de perto com minha esposa, estudando junto, apoiando, lidando com as adversidades juntos. Ajudando na pega, posições, controle dos intervalos. Cuidando muito da minha esposa, porque é um processo muito intenso para as mulheres.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="600" height="800" src="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/05/WhatsApp-Image-2025-05-20-at-09.40.20-600x800.jpeg" alt="" class="wp-image-74809" style="width:382px;height:auto" srcset="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/05/WhatsApp-Image-2025-05-20-at-09.40.20-600x800.jpeg 600w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/05/WhatsApp-Image-2025-05-20-at-09.40.20-295x393.jpeg 295w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/05/WhatsApp-Image-2025-05-20-at-09.40.20-768x1024.jpeg 768w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/05/WhatsApp-Image-2025-05-20-at-09.40.20-1152x1536.jpeg 1152w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/05/WhatsApp-Image-2025-05-20-at-09.40.20.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A chegada do pequeno Téo</strong></h2>



<p>No final de 2022, após Davi completar 1 ano e 6 meses, entendemos que era hora de iniciar um novo ciclo. Tentaríamos mais uma gestação. Passados mais 6 meses, no início de 2023, grávidos novamente! Mais um menino a caminho: Téo.</p>



<p>E como era diferente a experiência da gestação com o primeiro filho já ativo em terra firme. Aprender tudo novamente, um novo sistema e nova realidade. Precisávamos cuidar muito do irmão mais velho, acolher e ser o apoio. Era tudo muito novo pra ele. E assim fizemos, com muita dedicação e intensidade.</p>



<p>Eu estava empreendendo, iniciando a Escola Atemporal. Aportando capital próprio, trazendo equipe. Empresa em fase inicial, ainda sem ponto de equilíbrio. E é neste cenário que eu precisava tomar uma decisão: Não pediria demissão da minha própria empresa, então como fazer para me dedicar a paternidade novamente com o nascimento do Téo?</p>



<p>Eu já estava dedicando meio período por dia para o Davi (junto com minha esposa) desde de que ele nasceu. Não foi só quando ele nasceu, mas sim todos os dias. Agora, como faria com o Téo?</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="630" height="630" src="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/05/WhatsApp-Image-2025-05-20-at-09.38.43-630x630.jpeg" alt="" class="wp-image-74808" style="width:478px;height:auto" srcset="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/05/WhatsApp-Image-2025-05-20-at-09.38.43-630x630.jpeg 630w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/05/WhatsApp-Image-2025-05-20-at-09.38.43-295x295.jpeg 295w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/05/WhatsApp-Image-2025-05-20-at-09.38.43-150x150.jpeg 150w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/05/WhatsApp-Image-2025-05-20-at-09.38.43-768x768.jpeg 768w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/05/WhatsApp-Image-2025-05-20-at-09.38.43.jpeg 1440w" sizes="auto, (max-width: 630px) 100vw, 630px" /></figure>



<p>Decidi que tiraria 6 meses de licença paternidade da minha própria empresa. Minha sócia Gabriela Presto&nbsp; topou o desafio de assumir a Escola Atemporal. Mas como o fundador se afasta tanto tempo de uma empresa que está começando? Realmente, sob a óptica de negócio, não era a hora. Mas esse não é o centro da minha vida. Sob a óptica de paternidade, fazia total sentido. Não joguei esse fardo para minha sócia, eu era o responsável. Se a empresa não conseguisse prosperar, saberia que ela tinha dado o melhor dela e eu era o responsável. Sou muito grato pelo que ela me proporcionou ao topar este desafio.</p>



<p>Eu oscilava entre a angústia de ficar longe, a ansiedade de não saber se a empresa sobreviveria, a culpa de ficar longe de minha sócia em um momento tão importante da empresa.Diariamente precisava retomar meu foco para o centro que escolhi. A paternidade. Relembrar o porquê estava fazendo aquilo.</p>



<p>&#8220;Mas eu vou ficar 6 meses só cuidando dos meus filhos?&#8221; &#8211; Essa era a pergunta que eu me fazia. E fui entender que não era &#8220;só&#8221;. Era o trabalho a ser feito, o mais importante deles. O ordinário, o dia-a-dia.</p>



<p>A experiência foi tão imersiva, que pouco antes de voltar fiz mais uma escolha. Ouvi minha voz interior, e ela pediu para eu ser coerente com o centro que escolhi para minha vida.</p>



<p>Mesmo sendo um apaixonado pelo desenvolvimento humano, decidi iniciar um novo ciclo também profissional. Eu manteria minha carga de trabalho reduzida, aproximadamente 20h semanais, e dedicaria este tempo também ao tema paternidade. Para encorajar mais homens a se entregarem a este processo, a colocar este papel no centro de suas vidas. A fazer escolhas difíceis de vida e de trabalho, em prol de sua presença junto a seus filhos.</p>



<p>Assim nasceu o @<a href="https://www.instagram.com/caminhosdepai/">caminhosdepai.</a></p>



<p>Minha passagem pela educação básica, minha jornada imersiva no desenvolvimento humano e minha experiência intensa na paternidade me trouxeram até este lugar. Hoje estou em busca de convergir tudo isso que a vida me permitiu viver a serviço de outros homens.</p>



<p>Que eu consiga encorajar e apoiar estes <a href="https://www.instagram.com/caminhosdepai/">Caminhos de Pai.</a> Sim, caminhos. Minha história é apenas mais uma, com os meus próprios limites — <strong>mas também marcada por todos os privilégios sociais e raciais que reconheço. Tenho plena consciência de que, em um país tão desigual como o Brasil, muitas experiências de paternidade são atravessadas pela violência, pela ausência, pelo desemprego e pela pobreza. </strong>Isso me faz valorizar ainda mais o lugar de escuta e responsabilidade que preciso ocupar.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que a paternidade fez na minha vida?</strong></h2>



<p><strong>&nbsp;Eu sou uma pessoa melhor</strong></p>



<p>Quando escolhi centrar minha vida na paternidade, eu me tornei uma pessoa melhor. Eu evoluí, me tornei mais consciente. Sabe aquela sensação de &#8220;não farei nada que não teria coragem de contar para meus filhos&#8221;? Então. Isso nos faz mais virtuosos. Nossa integridade aflora, nossa generosidade se manifesta, o cuidador que mora em nós tem mais espaço. E quando erro (e erro muito), me tornei mais humilde para reconhecer e aprender. O erro não me torna um pai pior, ele me torna um ser humano melhor.</p>



<p><strong>&nbsp;Minha relação como casal evoluiu</strong></p>



<p>Estar ao lado da minha esposa nesta jornada nos levou a um nível de conexão muito forte. Entendemos juntos que a vida muda sim quando temos filhos, que não vamos voltar a ter a vida a dois como era antes. Agora nossa vida seria a 4, e aprendemos que isso é transcendental. Revisamos juntos nossos valores, prioridades. Nos esforçamos juntos diariamente para criar filhos saudáveis e equilibrados. A relação é mais profunda, e isso nos trás paz e segurança mesmo diante das adversidades do dia-a-dia.</p>



<p><strong> Minha esposa se manteve saudável</strong><br>Para a mulher, lidar com o puerpério e os meses seguintes ao parto é um grande desafio. É um período de convalescência, e tendo que manter as rotinas da casa, do filho mais velho e preocupada com o trabalho. Não tenho dúvida que minha presença deixa as coisas mais leves e equilibradas. Equilíbrio não é estabilidade nem ausência de problemas, mas termos sanidade e serenidade para lidar com eles de maneira mais saudável. O bem-estar das mães passa diretamente pela presença do pai com os filhos. A Família se equilibra quando o sistema está completo.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="630" height="622" src="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/05/WhatsApp-Image-2025-05-21-at-18.26.53-630x622.jpeg" alt="" class="wp-image-74810" style="width:436px;height:auto" srcset="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/05/WhatsApp-Image-2025-05-21-at-18.26.53-630x622.jpeg 630w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/05/WhatsApp-Image-2025-05-21-at-18.26.53-295x291.jpeg 295w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/05/WhatsApp-Image-2025-05-21-at-18.26.53-768x758.jpeg 768w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/05/WhatsApp-Image-2025-05-21-at-18.26.53.jpeg 828w" sizes="auto, (max-width: 630px) 100vw, 630px" /></figure>



<p><strong>Meus filhos estão e serão mais saudáveis</strong><br>Nossas dezenas de escolhas em prol de nossos filhos se refletem diariamente no comportamento deles, e principalmente, se manifestarão na fase adulta. Nossa missão é torná-los adultos gentis, corajosos e afetuosos.</p>



<p>Para finalizar, foram muitas escolhas ao longo deste caminho. Caminho este que não tem fim, ele continua. Não tenho um lugar para chegar, tenho um lugar para viver e ser. E é o lugar de Pai, todos os dias, onde o ordinário se torna extraordinário. Onde mora a plenitude, a serenidade, a paz no coração. Mesmo diante do caos, da bagunça dos choros, dos gritos, das birras, paz no coração.</p>



<p>Termino agradecendo ao Instituto PDH pelo convite. Honrado em contribuir com um projeto tão impactante e transformador. Seguimos juntos na missão!</p>



<p>Com carinho, </p>



<p><strong>Roberto Publio</strong></p>



<p>Intagram <a href="https://www.instagram.com/caminhosdepai/">@caminhosdepai</a></p>



<p>Youtube <a href="http://www.youtube.com/@caminhosdepai">www.youtube.com/@caminhosdepai</a></p>



<p>Linkedin: <a href="https://www.linkedin.com/in/robertopublio/">https://www.linkedin.com/in/robertopublio/</a><br></p>
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		<title>Carta Relatório de Impacto – Instituto PDH/PapodeHomem</title>
		<link>https://papodehomem.com.br/carta-relatorio-de-impacto-instituto-pdh-papodehomem/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Zé Ricardo Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Feb 2025 20:40:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arquivo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nossa razão de existir é fazer com que nossas ações sejam tão benéficas quanto possível. Divulgamos essa carta relatório para contar sobre nossas atividades nos últimos tempos e seus impactos positivos na sociedade brasileira – para homens e mulheres. É uma maneira de informar ao público em geral, assim como às instituições parceiras e organizações [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Nossa razão de existir é fazer com que nossas ações sejam tão benéficas quanto possível.</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="630" height="504" src="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/02/WhatsApp-Image-2025-02-03-at-17.36.30-1-630x504.jpeg" alt="" class="wp-image-74777" style="object-fit:cover;width:500px;height:300px" srcset="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/02/WhatsApp-Image-2025-02-03-at-17.36.30-1-630x504.jpeg 630w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/02/WhatsApp-Image-2025-02-03-at-17.36.30-1-295x236.jpeg 295w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/02/WhatsApp-Image-2025-02-03-at-17.36.30-1-768x614.jpeg 768w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/02/WhatsApp-Image-2025-02-03-at-17.36.30-1.jpeg 772w" sizes="auto, (max-width: 630px) 100vw, 630px" /></figure>



<p>Divulgamos essa carta relatório para contar sobre nossas atividades nos últimos tempos e seus <strong>impactos positivos na sociedade brasileira – para homens e mulheres</strong>.</p>



<p>É uma maneira de informar ao público em geral, assim como às instituições parceiras e organizações aliadas sobre as ações que viemos realizando e também aquelas com as quais estamos trabalhando agora.</p>



<p><strong>Alguns dos nossos números</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Mais de 80 mil</strong> <strong>homens e mulheres impactados(as)</strong> por rodas de conversa, workshops e treinamentos ao longo de nossa história.</li>



<li><strong>Mais de 3 milhões de visualizações</strong> do nosso documentário original <a href="https://www.youtube.com/watch?v=NRom49UVXCE"><strong>O Silêncio dos Homens</strong></a>.</li>



<li><strong>9,2</strong> é a <strong>nota média atribuída às nossas centenas de palestras</strong> pelas milhares de pessoas participantes.</li>



<li><strong>Mais de 15 mil exemplares</strong> de nosso livro <strong>“Como conversar com homens sobre violência</strong> <strong>contra meninas e mulheres?”</strong> distribuídos pelo Brasil.</li>



<li><strong>11 mil pessoas </strong>foram<strong> escutadas (meninos, meninas, pais, mães, famílias e pessoas educadoras)</strong> para o desenvolvimento do projeto-pesquisa <strong>“Meninos: Sonhando os homens do futuro”</strong>.</li>
</ul>



<p><strong>Trabalhos de Grande Relevância</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Programa Meninos do Futuro:</strong> currículo formativo (cuja base será pública) para meninos adolescentes, focado em equilíbrio emocional, consentimento, atitudes de cuidado, responsabilidade e enfrentamento de todas as formas de preconceito. Com apoio do Pacto Global da ONU Rede Brasil.</li>



<li><strong>Programa Pessoas Aliadas e Programa Homens Aliados:</strong> certificamos mais de 26.000 pessoas na Petrobrás, um de nossos principais clientes.</li>
</ul>



<p><strong>Quais os nossos principais projetos atualmente?</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Programa Homens Aliados</strong> &#8211; trilha de aprendizado EAD;</li>



<li><strong>Pesquisa, Documentário e Currículo Formativo</strong> “Meninos: Sonhando os Homens do Futuro”;</li>



<li><strong>Mapa de Competências da Liderança Aliada</strong> &#8211; ferramenta estratégica utilizada em treinamentos com grandes organizações e fundações;</li>



<li><strong>Publicações de materiais educativos públicos</strong> &#8211; como a segunda edição do livro “Como conversar com homens sobre violência contra meninas e mulheres?”.</li>
</ul>



<p><strong>Leia nossa carta completa!</strong></p>



<div data-wp-interactive="core/file" class="wp-block-file"><object data-wp-bind--hidden="!state.hasPdfPreview" hidden class="wp-block-file__embed" data="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/02/CARTA-RELATORIO_PDH_DWL.pdf" type="application/pdf" style="width:100%;height:600px" aria-label="Incorporado de CARTA RELATORIO_PDH_DWL."></object><a id="wp-block-file--media-7693c20a-4e56-47a3-8dba-1a1343bde31b" href="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/02/CARTA-RELATORIO_PDH_DWL.pdf">CARTA RELATORIO_PDH_DWL</a><a href="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/02/CARTA-RELATORIO_PDH_DWL.pdf" class="wp-block-file__button wp-element-button" download aria-describedby="wp-block-file--media-7693c20a-4e56-47a3-8dba-1a1343bde31b">Baixar</a></div>



<p></p>
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		<item>
		<title>Uma revisão de minhas falhas, aprendizados e do impacto positivo do Instituto PDH</title>
		<link>https://papodehomem.com.br/revisao-minhas-falhas-aprendizados-impacto-positivo-institutopdh/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Guilherme Nascimento Valadares]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jan 2025 05:38:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relatos]]></category>
		<category><![CDATA[impacto]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto PDH]]></category>
		<category><![CDATA[Masculinidades]]></category>
		<category><![CDATA[responsabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Original publicado em 14/10/2019 (link aqui). Revisto e atualizado em 08/01/2025. * * * A essência desse texto foi publicada em 2019. É um breve relato de experiências que vivi, de dores que causei e de como tenho me responsabilizado e tentado crescer, dia após dia. Agora, quase cinco anos depois, cabe uma revisão de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Original publicado em 14/10/2019 <strong><a href="https://papodehomem.com.br/relatos/sobre-coisas-ruins-que-fiz-como-homem-processos-de-mudanca-e-auto-responsabilizacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>(link aqui</em>)</a></strong>.</em> <em>Revisto e atualizado em 08/01/2025.</em></p>



<p>* * *</p>



<p><em>A essência desse texto foi publicada em 2019. É um breve relato de experiências que vivi, de dores que causei e de como tenho me responsabilizado e tentado crescer, dia após dia.</em> <em>Agora, quase cinco anos depois, <strong>cabe uma revisão</strong> de como a mudança segue, do que aprendi e onde ainda tenho errado.</em></p>



<h2 class="wp-block-heading">Índice:</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Como o PDH surgiu?</li>



<li>Quais meus piores erros e falhas como homem?</li>



<li>Como tenho assumido responsabilidade e tornado isso público</li>



<li>Mas existe mudança de verdade? Aliás, por que alguém que errou tanto poderia trabalhar com masculinidades?</li>



<li>Como surgiu o Instituto PDH e como é a equipe de vocês?</li>



<li>Qual o impacto dos projetos do instituto e como funcionam as ações voluntárias?</li>



<li>Uma visão de futuro</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Como o PDH surgiu?</h2>



<p>O PDH surgiu em 2006, da solidão – no alto dos meus vinte e dois anos, me juntei a um grupo de amigos para criar um espaço no qual pudéssemos ter as conversas que não aconteciam no universo masculino da mídia usual. Em resumo, éramos um bando de homens jovens perdidos, confusos e procurando se ajudar a navegar na vida, tendo as conversas que gostaríamos ter tido com nossos pais. Conto a história em detalhes nesse vídeo antigo do Continue Curioso (link aqui). </p>



<p>Fui criado pra ser um &#8220;soldado&#8221; (como a maioria dos homens) e dar conta de resolver no muque qualquer coisa que a vida jogasse em mim. Com visões carregadas de machismo e preconceitos, dignas das origens familiares do interior de Minas Gerais. <strong>Isso justifica os erros que compartilho no bloco a seguir? Claro que não, jamais.</strong> Isso é só o contexto. Sei que meu pai e meus avôs ofereceram o melhor de si e provavelmente tiveram que lidar com situações ainda mais difíceis. </p>



<p>Dores sofridas ou causadas devem ser transformadas em uma caminhada de responsabilização e mudança. O PDH é essa caminhada, sonhada coletivamente com centenas de homens e mulheres, em nossos dezoito anos de vida.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais meus piores erros e falhas como homem?</h2>



<p><em>&#8220;Quase tudo que hoje critico, já fiz&#8221;</em>, digo isso toda semana em nossas atividades. O mais difícil de me tornar um homem que atua pelo fim do machismo foi me reconhecer como parte do problema. Não é só o outro, não está &#8220;lá fora&#8221;, está aqui dentro. Olhar no espelho é difícil.</p>



<p>Fui criado pra ser provedor, protetor, reprodutor, aguentar o tranco e engolir o choro. Aprendi desde cedo que o mundo é uma selva e preciso garantir o meu, matar no peito e aguentar o tranco. O <em>kit homem</em>. Reflexo da criação em uma sociedade estruturalmente machista, que não me exime em nada da <strong>responsabilidade</strong> por dores causadas a outras pessoas ou mim mesmo, reproduzindo esse padrão. </p>



<p>* * *</p>



<p>Quem assistiu ou participou comigo de rodas de conversa, workshops ou palestras nos últimos dez anos com certeza já me escutou falar sobre aspectos sombrios do meu passado. O vídeo abaixo, gravado em 2021 e assistido por dezenas de milhares de pessoas em algumas das maiores empresas do Brasil, é um exemplo disso.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="O que me trouxe ate aqui?" src="https://player.vimeo.com/video/907803187?h=490fb1f688&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="500" height="281" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media"></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption"><em>Esse relato extremamente pessoal é parte do nosso <strong>Programa Pessoas Aliadas</strong>, presente em várias organizações</em></figcaption></figure>



<p>No passado, já fui agressivo com mulheres com quem me relacionei, fisicamente (uma ação <strong>injustificável</strong>) e emocionalmente. Já xinguei, gritei, quebrei coisas e definitivamente não soube lidar com minhas limitações e desafios emocionais com a maturidade necessária. Pedi desculpas e assumi responsabilidade por onde errei em conversas com as pessoas afetadas por minhas ações, mas são situações que machucam e deixam marcas, mesmo com o passar dos anos. Compreendo que um pedido de desculpas, por mais sincero que seja, não apaga o passado. Desde então, tenho dedicado minha vida a aprofundar essa mudança dentro de mim e ajudar que outros homens façam a mesma caminhada.</p>



<p>Gostaria de pensar que essas histórias representam uma pessoa que não sou mais, mas a realidade é que o aprendizado continua e sei que posso falhar. <strong>Fingir que agora ganhei uma &#8220;carteirinha de macho desconstruído&#8221; ou qualquer besteira desse tipo seria uma hipocrisia imensa. Afinal, esse não é um trabalho que se encerra, é pra vida inteira.</strong> Isso significa revisões constantes, como a que faço agora.</p>



<p>No trabalho, já agi com rigidez excessiva, falta de escuta e impaciência ao me ver na posição de líder. No meu foro íntimo, tive comportamentos autodestrutivos com álcool, drogas e sexualidade no passado. Brochei mais vezes do que consigo contar, sendo devastado por experiências de medo e incapacidade antes de encarar de frente a situação e atravessá-la. Publiquei textos vergonhosos nos primeiros anos do PDH. </p>



<p>Me tranquei em processos solitários, de profundo isolamento e em alguns momentos, senti que não merecia viver (talvez depressão, mas quando era mais jovem tinha dificuldade em pedir ajuda e não busquei diagnóstico). A lista segue.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como tenho assumido responsabilidade e tornado isso público</h2>



<p>Falo sobre meus erros como homem há mais uma década:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>em rodas de conversa sobre masculinidades, </li>



<li>em textos e comentários aqui no site, </li>



<li>em livro, </li>



<li>em entrevistas e podcasts (por exemplo, nesse episódio do&nbsp;<a href="https://www.b9.com.br/shows/mamilos/mamilos-145-masculinidade-e-sentimentos/">Mamilos</a> de 2018),</li>



<li>em palestras e workshops que realizamos,</li>



<li>em diálogos com amigos e família,</li>



<li>e até em filme, como na introdução do nosso documentário&nbsp;<strong>“<a href="https://www.youtube.com/watch?v=NRom49UVXCE">O silêncio dos homens</a></strong>“, lançado com a ONU Mulheres 2019. </li>
</ul>



<p>Falo sempre nos treinamentos que oferecemos pelo Instituto PDH, quando surge contexto ou me perguntam a respeito. Tive a oportunidade de escrever no livro&nbsp;<strong>“<a href="https://www.amazon.com.br/Viol%C3%AAncia-Dom%C3%A9stica-Familiar-Contra-Mulher/dp/8535645438">Violência doméstica e familiar contra a mulher: um problema de toda a sociedade</a>”</strong>, do Instituto Patrícia Galvão, e abro explicando que não poderia <strong>falar nada</strong> sobre o tema sem antes me implicar no assunto e <strong>assumir responsabilidade</strong> pelo que fiz de errado ao longo dos anos.</p>



<p>Não sou um homem especial que nunca errou e por isso oferece &#8220;a palavra&#8221;. Sou aquele que errou muito. E precisa se lembrar todos os dias de não repetir as mesmas falhas ou novos erros, tentando melhorar dia após dia.</p>



<p>Conversei com as pessoas afetadas por minhas ações destrutivas.<strong>&nbsp;</strong>Escutei e pedi desculpas. Carrego até hoje mensagens recebidas, e com frequência as releio para me certificar de que lembro de tudo aquilo que não desejo repetir. Sei que um pedido de desculpas pode ser totalmente vazio se não vier acompanhado de&nbsp;ações concretas de reparação.</p>



<p>Este texto não é pra buscar elogios ou pagar de humilde e virtuoso. Não é uma tentativa de justificar o injustificável. É sobre me colocar vulnerável e dar o mesmo passo que convido outros homens a darem.</p>



<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" decoding="async" width="630" height="433" src="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Screenshot-2025-01-03-at-14.13.05-630x433.png" alt="" class="wp-image-74579" srcset="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Screenshot-2025-01-03-at-14.13.05-630x433.png 630w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Screenshot-2025-01-03-at-14.13.05-295x203.png 295w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Screenshot-2025-01-03-at-14.13.05-768x528.png 768w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Screenshot-2025-01-03-at-14.13.05.png 1404w" sizes="auto, (max-width: 630px) 100vw, 630px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Atividade voluntária com o projeto Política para Mulheres em Belém</em></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Mas existe mudança de verdade? Aliás, por que alguém que errou tanto poderia trabalhar com masculinidades?</h2>



<p><strong>Responsabilização é só o primeiro passo, não a linha de chegada.</strong> Compartilhar histórias não é garantia&nbsp;<em>nenhuma</em>&nbsp;de mudança.</p>



<p>Ter errado me faz saber exatamente como dialogar com os homens que estão presos em posturas agressivas e machistas. Eu <strong>sei</strong> de onde vem a raiva, o impulso destrutivo. Fui <strong>criado</strong> de modo machista. Reconhecer as dores que causei e as partes sombrias dentro de mim são a <strong>ponte para conseguir acessar os homens mais fechados, resistentes e distantes</strong>.</p>



<p>Grande parte do meu dia a dia é conversar com &#8220;os tais piores&#8221;. Os mais trancados. Aqueles que não escutam ninguém (talvez os que mais precisem mudar). Enxergo meu trabalho como parte de um <strong>esforço estrutural amplo e necessário de reparação</strong>. </p>



<p>Jamais imaginei que o blog criado dezoito anos atrás se tornaria um espaço coletivo de diálogo, escuta, reflexão e pesquisa como é hoje.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual a origem do instituto e como é a equipe de vocês?</h2>



<p>Nossa equipe possui ampla diversidade de gênero, raça, religiosa, regional e de parentalidade. É uma alegria e orgulho imenso atuar com esse time! </p>



<p>Contando mais sobre nossa origem: em 2015, após realizarmos a pesquisa &#8220;Precisamos falar com os homens? Uma jornada pela igualdade de gênero&#8221; em parceria com a ONU Mulheres, começamos a ser convidados para falar sobre o que descobrimos, em palestras, debates e rodas – <strong>a grande maioria voluntária. Ali surgiu nosso braço de pesquisa, mas só nos entendemos como instituto em 2019.</strong></p>



<p>Nem todo mundo sabe, mas o PDH nasceu como blog em 2006. Sempre miramos em produzir conteúdo de qualidade, puxamos campanhas pela ética na publicidade em mídias sociais e pagamos um preço alto por isso. A comunidade nos amava, os anunciantes nem tanto. Não à toa quase falimos várias vezes nesses 18 anos de vida.</p>



<p>Foi uma surpresa descobrirmos que dialogar e traduzir temas difíceis para homens era uma habilidade útil para o movimento em prol da equidade. E até hoje seguimos fazendo atividades gratuitas para escolas, fundações e coletivos.</p>



<p>Tudo que produzimos como pesquisa é <strong>público, sério e fruto de trabalho em rede</strong> com instituições como a própria ONU Mulheres, o Pacto Global da ONU no Brasil, Ministério da Saúde, Me Too Brasil, Equimundo, Pais Pretos, Homem Paterno, Talk, Zooma e tantas outras.</p>



<p><strong>O conhecimento publicado no PDH é fruto, sempre, de uma vastíssima rede de mulheres e homens.</strong>&nbsp;Me sinto privilegiado de poder aprender com tantas pessoas. Em todos os créditos de nossos filmes, livros e produções fazemos questão de listar cada um e cada uma que foi parte da construção.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual o impacto do Instituto PDH e como funcionam as ações voluntárias?</h2>



<p>Fazemos muita coisa de <strong>caráter público, voluntário e gratuito</strong> – conseguimos manter isso graças às ações remuneradas feitas com empresas. O resultado de todas nossas pesquisas nacionais é igualmente público e sem custos, assim como nosso conteúdo, documentários e livros. Oferecemos bolsas em nossas atividades e eventos, para deixá-los mais acessíveis.</p>



<p>Já impactamos quase <strong>100.000 homens e mulheres</strong> com nossas rodas e treinamentos ao vivo. Nossos documentários públicos foram assistidos por <strong>quase 3.000.000 de pessoas</strong>. Produzimos e distribuímos <strong>mais de 15.000 livros</strong> focados no enfrentamento do machismo pelo país. Ajudamos a realizar <strong>centenas de cinedebates voluntários</strong> com nossos filmes. Oferecemos todos os dados originais de pesquisa que geramos para outras instituições de pesquisa avançarem em caminhos de diálogo e sensibilização com meninos e homens.</p>



<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" decoding="async" width="630" height="510" src="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Screenshot-2025-01-03-at-14.12.35-630x510.png" alt="" class="wp-image-74581" srcset="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Screenshot-2025-01-03-at-14.12.35-630x510.png 630w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Screenshot-2025-01-03-at-14.12.35-295x239.png 295w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Screenshot-2025-01-03-at-14.12.35-768x622.png 768w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Screenshot-2025-01-03-at-14.12.35.png 1346w" sizes="auto, (max-width: 630px) 100vw, 630px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Uma das várias atividades voluntárias com jovens em escolas</em></figcaption></figure>



<p>Esse ano vamos lançar com o Pacto Global da ONU no Brasil o <strong>currículo formativo &#8220;Meninos do Futuro&#8221;</strong> para escolas e espaços esportivos em todo o Brasil, com o intuito de formar gerações mais conscientes, responsáveis e inclusivas. Montamos uma equipe diversa e de alta competência para ensinar sobre consentimento, equilíbrio emocional, inclusão e relações de respeito. <strong>Gratuito, público e totalmente código aberto, para escolas, comunidades e clubes esportivos.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Uma visão de futuro</h2>



<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" decoding="async" width="630" height="495" src="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Screenshot-2025-01-03-at-14.15.28-630x495.png" alt="" class="wp-image-74583" srcset="https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Screenshot-2025-01-03-at-14.15.28-630x495.png 630w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Screenshot-2025-01-03-at-14.15.28-295x232.png 295w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Screenshot-2025-01-03-at-14.15.28-768x604.png 768w, https://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Screenshot-2025-01-03-at-14.15.28.png 1410w" sizes="auto, (max-width: 630px) 100vw, 630px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Roda voluntária que conduzir na escola rural SERTA, em Pernambuco</em></figcaption></figure>



<p>Sou profundamente grato a todas as pessoas que, de diferentes formas, têm me auxiliado ao longo dessa jornada. Àquelas que, com paciência e generosidade, apontaram minhas falhas. Meu objetivo, ao refletir e escrever de forma clara e estruturada sobre os erros que cometi como homem, é que esse processo sirva de aprendizado para outras pessoas em suas próprias trajetórias de transformação. <strong>Não sou líder, modelo de nada, novo homem, virtuoso, bonzinho, nem desconstruídão.</strong>&nbsp;Sou uma pessoa bastante falha, oscilante, orgulhosa, com uma história tortuosa, recheada de ações e posturas cretinas, dignas de vergonha. Um homem comum.&nbsp;</p>



<p>Aspiro que os projetos do Instituto PDH sigam vivos, públicos e acessíveis para o máximo possível de pessoas. Que nossa equipe e nossa rede sejam cada vez mais diversas, amplas e capazes de construir pontes para dialogarmos em todas as regiões do país.</p>
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