<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' gd:etag='W/&quot;DkAESHg_fCp7ImA9Wx5TFEQ.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1801516205270988096</id><updated>2010-07-30T09:58:29.644-03:00</updated><title>Para a glória de Deus</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://amaurymori.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1801516205270988096/posts/default?redirect=false&amp;v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaurymori.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Amaury Haruo Mori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07738335273761043973</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>16</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry gd:etag='W/&quot;DkAESHg9eCp7ImA9Wx5TFEQ.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1801516205270988096.post-8179793085421200946</id><published>2010-07-29T19:09:00.003-03:00</published><updated>2010-07-30T09:58:29.660-03:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2010-07-30T09:58:29.660-03:00</app:edited><title>A epístola de Paulo aos Filipenses</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este trabalho tem por objeto o estudo realizado a respeito da Epístola de Paulo aos Filipenses, observando o método de pesquisa bibliográfica. Trata-se de uma primeira aproximação que, certamente, instigará a um estudo futuro mais aprofundado, que desde logo pretende fomentar uma compreensão inicial, além de uma contínua reflexão sobre a mensagem do apóstolo.&lt;br /&gt;Com o objetivo de melhor compreender a mensagem paulina neste livro bíblico, o trabalho encontra-se dividido em três partes principais. A primeira parte destina-se à análise literária do livro, buscando identificar a sua autoria, a data e o local da escrita, assim como os destinatários da carta. Na segunda parte, pretende-se investigar o contexto histórico de Filipos e, no período da carta, o respectivo contexto social, econômico, político, cultural e religioso da comunidade daquela cidade. Finalmente, na terceira e última parte, o estudo busca identificar três temas teológicos que podem ser encontrados no livro de Filipenses.&lt;br /&gt;Ao final, serão mencionadas as principais conclusões resultantes desta pesquisa, alcançadas com base nas informações coletadas e analisadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="_Toc257638242"&gt;1. ANÁLISE LITERÁRIA&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="_Toc256607643"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="_Toc257638243"&gt;1.1. AUTORIA DO LIVRO&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como será evidenciado neste trabalho, os doutrinadores divergem se a Epístola de Paulo aos Filipenses foi integralmente escrita por Paulo. Ainda, há divergências se a epístola refere-se a uma única carta ou a um conjunto de cartas posteriormente compiladas por uma terceira pessoa. Martin (1985, p. 23) refere-se a estas duas problemáticas utilizando as epígrafes autenticidade e integridade da carta, respectivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="_Toc257638244"&gt;A autenticidade da carta&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comblin (1985, p.24) escreve que “na antiguidade, as cartas começam sempre pelo nome do autor, o nome do destinatário e uma breve fórmula de benção”. Nas suas cartas, Paulo sempre diz seu nome, sendo que em oito vezes associa outro nome ao seu, e em cinco vezes este outro nome é o de Timóteo, conforme Comblin. De fato, em Filipenses 1.1 constam como remetentes da carta Paulo e Timóteo, servos ou escravos de Cristo Jesus. Comblin refere que apesar de Timóteo aparecer como co-autor da carta, esta segue escrita na primeira pessoa, como por exemplo, “dou graças ao meu Deus por tudo que recordo de vós” (Fl 1:3). Segundo o mesmo autor, Paulo compreendia o trabalho missionário como trabalho de equipe e possivelmente queria dar mais prestígio a Timóteo e associá-lo ao seu ministério. Sob este aspecto, portanto, a carta teria sido escrita por Paulo. Apenas formalmente Timóteo foi indicado por Paulo como co-autor da carta.&lt;br /&gt;Não obstante a informação sobre a autoria da epístola contida em Filipenses 1.1, alguns autores identificam na carta alguns fragmentos que podem não ter sido escritos por Paulo. Estes fragmentos seriam, por exemplo, o hino cristológico em Filipenses 2:6-11, e algumas doxologias.&lt;br /&gt;Martin (op. cit., p. 23) evidencia a posição de alguns autores de que Filipenses 2:6-11 seria “um hino pré-paulino, que Paulo tomou e incorporou à sua carta”. Quanto à mesma passagem do livro bíblico, Comblin (op. cit., p. 39)&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1801516205270988096#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt; refere-se a diversas possibilidades, segundo as quais alguns compreendem o hino como litúrgico, outros que o hino foi escrito pelo próprio Paulo antes das cartas, outros entendem que o hino foi escrito por outros autores, outros sustentam que Paulo alterou um texto primitivo que podia estar escrito em aramaico, e outros entendem que este hino já estava escrito antes de Jesus Cristo e que foi aplicado a Ele pelos cristãos. Entretanto, diante das diversas alusões a temas bíblicos, Comblin ressalta que quase há acordo de que o texto tenha sido escrito por cristãos.&lt;br /&gt;As doxologias encontram-se em Filipenses 4:20 (“Ora, a nosso Deus e Pai seja a glória pelos séculos dos séculos, Amém!”) e em 4:23 (“A graça do Senhor Jesus Cristo seja com o vosso espírito”). Doxologia refere-se a uma fórmula literária que expressa louvor e adoração, tal como se observa nos exemplos mencionados, que concluem a carta. De acordo com Martin (op. cit., p. 19), alguns eruditos entendem que as doxologias mencionadas foram incluídas no texto da carta pelo último editor, que uniu os fragmentos espalhados, como sua marca pessoal. Esta teoria compreende, como se verá no próximo subtítulo, que um último editor reuniu mais de uma carta de Paulo dando-lhe a unidade que se encontra presente atualmente no cânon.&lt;br /&gt;Martin (op. cit., p. 24) conclui que “a maior parte dos intérpretes, mesmo aqueles que julgam ser 3:1-4:1 um fragmento interpolado, acreditam que a carta é paulina”. Acrescenta, ainda, que “o Carmen Christi de 2:6-11 pode perfeitamente ser anterior a Paulo, que o teria tomado, e possivelmente editado, com inclusão na carta.”&lt;br /&gt;Deste modo, verifica-se, que a doutrina dominante compreende que a Epístola de Paulo aos Filipenses foi escrita pelo próprio Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="_Toc257638245"&gt;A integridade da carta&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ponto, o estudo versa sobre a problemática da Epístola aos Filipenses tratar-se de uma unidade ou de uma compilação de mais de um texto paulino, diante do questionamento levantado por alguns eruditos (Martin, op. cit., p. 23).&lt;br /&gt;Martin (op. cit., pp. 24-27) relaciona evidências externas e internas que procuram demonstrar ora a unidade da carta, ora a sua natureza fragmentária. As evidências externas seriam elementos diversos da própria carta, enquanto as evidências internas estariam na própria carta. A primeira evidência externa seria a carta escrita por volta do ano 135 por Policarpo, bispo-mártir de Esmirna, onde consta que Paulo teria escrito cartas (plural, conforme a palavra grega epistolai) aos Filipenses. A outra evidência externa compreenderia dados que se tornaram disponíveis mais tarde, sobre a escrita de mais de uma carta aos Filipenses por Paulo. Martin, no entanto, entende que a prova da natureza fragmentária da carta deve ser buscada nas evidências internas. Estas se encontram em dois pontos principais da carta. No primeiro ponto, verifica-se uma modificação repentina do assunto, do estilo e do tom utilizado partir de Filipenses 3:1b e que segue até 4:1, onde o autor encerra com “sua reiterada chamada a permanecerem firmes no Senhor, contra qualquer perigo proveniente de mestres heréticos” (op. cit. p. 27). O segundo ponto é a nota de agradecimento de Filipenses 4:10-20, que se encontra deslocado do contexto e que poderia corresponder a um fragmento escrito anteriormente e incluso na carta principal. Martin faz um estudado aprofundado sobre as teorias que defende ora a unidade da carta ora sua natureza fragmentária, não sendo possível esmiuçá-las neste momento dentro da limitação a que se submete esta pesquisa.&lt;br /&gt;Sobre o mesmo tema, Comblin (op. cit., p.8) refere que a atual Epístola aos Filipenses é, segundo a maioria dos comentaristas, uma compilação de três cartas distintas escritas por Paulo, posteriormente reunidas para facilitar a sua conservação e a comunicação. Por esta hipótese, as cartas originais se perderam e as cópias sucessivas passaram a ser feitas com base na epístola única, reunidas por um último editor. A hipótese se sustenta no próprio texto da epístola e na carta de Policarpo escrita no início do século II. Realmente, verifica-se uma ruptura a partir de Filipenses 3:2 quanto ao assunto e quanto ao tom suave e alegre utilizado até então, revelando que os textos podem ter sido escritos em circunstâncias diferentes. Ainda, Filipenses 4:10-20 constituiria um terceiro escrito, nomeadamente um bilhete de agradecimento fora do contexto temporal e lógico do texto imediatamente antecedente.&lt;br /&gt;Nestes termos, Comblin (op. cit., p. 10-13) adota a hipótese das três cartas, divididas e mencionadas na correspondente ordem cronológica como carta A (Fl 4:10-20), carta B (Fl 1:1-3:1a, 4:2-7 e 4:21-23) e carta C (Fl 3:1b-4:1 e 4:8-9). A carta A corresponderia ao agradecimento à igreja de Filipos pela ajuda enviada por intermédio de Epafrodito enquanto Paulo estava preso. A carta B também foi escrita enquanto Paulo estava preso, acreditando alguns que ele previa uma morte iminente, enquanto outros, inclusive Comblin (op. cit., p. 11), entendem que Paulo confiava em uma libertação próxima com base em Filipenses 1:25-26. Em prol desta hipótese, o texto parece ser uma apologia contra adversários que criticavam Paulo pela escolha de viver para continuar evangelizando (Fl 1:22-24), ao invés de morrer como mártir, escolha esta possivelmente decorrente da invocação da sua condição de cidadão romano. A carta C já não fala mais de prisão, revelando que Paulo podia estar livre, mas preocupado com a ameaça da tranqüilidade da comunidade de Filipos por adversários (pela comparação com Gálatas e 2 Coríntios) possivelmente constituídos por missionários judeu-cristãos que pregavam uma visão “triunfalista” de Cristo centrada no valor das obras e milagres, ao invés da mensagem paulina centrada na cruz.&lt;br /&gt;O estudo do contexto em que a carta ou os fragmentos da carta foram escritos torna-se importante para melhor compreender a mensagem de Paulo aos Filipenses. O estudo do contexto também demanda uma análise da data e do local em que a mensagem foi escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="_Toc257638246"&gt;1.2. DATA E LOCAL DA ESCRITA&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Comblin (op. cit., p. 13), as três cartas foram escritas com uma diferença de poucos meses, dentro de um período máximo de um ano. A data em que foram escritas depende do lugar onde estava Paulo preso. A dificuldade é que Paulo esteve preso muitas vezes, nem todas mencionadas expressamente no livro de Atos (Rm 16:7, 2 Cor 6:5; 11:23). Quanto ao local da prisão, Comblin (op. cit., p. 14) refere a idéia de que Paulo escreveu as cartas enquanto esteve preso em Éfeso, considerando que Roma e Cesaréia estavam muito distantes da cidade de Filipos ao tempo em que a Epístola menciona várias viagens entre a cidade da prisão e a cidade de Filipos. Para estabelecer a data da escrita, pode-se perquirir que, se a mencionada prisão de Paulo ocorreu em Roma, a Epístola foi escrita depois do ano 60. Se, sob outra vertente, foi escrita em Éfeso, ela pode ter sido escrita entre o fim de 52 e o início de 55, ou entre o fim de 54 e o início de 57, conforme a cronologia paulina que se adote.&lt;br /&gt;Walker (2006, p. 40), igualmente, escreve que “quando de seu retorno a Éfeso, ele começou um ministério ali de alguns anos de duração (53?-56?) – um ministério que produziu sua correspondência com os coríntios e também, com toda probabilidade, suas cartas aos Gálatas, aos Filipenses e a Filemom.”&lt;br /&gt;Martin (op. cit., pp. 49ss.), por sua vez, leciona que tradicionalmente a escrita da carta está associada ao tempo do cativeiro de Paulo em Roma (At 28:16-30), ressaltando que alguns autores, como Lightfoot, sustentam que a carta foi escrita no início do período de dois anos de prisão, diante da afinidade lingüística de Filipenses com Romanos, e da grande diferença com as cartas para os Colossenses e os Efésios. O estudo de Martin, no entanto, relaciona correntes doutrinárias que defendem que a Epístola tenha sido escrita em outros locais e, consequentemente, em outras datas, mencionando, como hipóteses as cidades de Corinto, Cesaréia e Éfeso, todas analisadas criticamente, com diversos pontos fracos e tantos outros pontos fortes.&lt;br /&gt;Enfim, Martin (op. cit., p. 69) conclui que há um impasse quanto à data e a origem da carta, citando Dibelius que defende a dificuldade de se chegar a uma solução definitiva deste problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="_Toc257638247"&gt;1.3. DESTINATÁRIO DO LIVRO&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filipenses 1.1 revela que a Epístola de Paulo é endereçada a todos os santos em Cristo Jesus, inclusive bispos e diáconos que vivem em Filipos. Conforme Comblin (op. cit., p. 24), os destinatários do livro seriam a igreja ou os santos, ou seja, a todos os membros da comunidade, uma vez que “o título de santos não exprime uma perfeição moral excepcional, e sim a pertença à comunidade cristã”. Ainda, o autor ressalta que os títulos originais dos dirigentes bíblicos da igreja contidos no texto eram epíscopos (guardião, inspetor) e diáconos (servidor), títulos civis e não religiosos relacionados às pessoas que dirigiam e exerciam autoridade na comunidade. À época, não havia bispos na igreja, pelo que epíscopo não poderia ser traduzido como bispo.&lt;br /&gt;A Epístola de Paulo aos Filipenses revela a grande afeição do autor por aquela igreja. Martin (op. cit., p. 25) ressalta que Paulo havia escrito várias vezes aos Filipenses, “visto sabermos do caloroso afeto que Paulo sentia por esta igreja; e há registro da alta estima que ele nutria pelos filipenses, no mesmo Policarpo.” Dentro deste contexto de amizade entre Paulo e a igreja local, Comblin (op. cit., p. 7) relata que Paulo visitou Filipos cerca de 3 vezes. A primeira vez, em uma data não exata entre os anos 49 e 52, está descrita em Atos 16:11-40. A segunda oportunidade é mencionada em Atos 20:1-4 e em 2 Coríntios 7:5, e teria ocorrido por volta do outono de 57. A última rápida visita pode ter ocorrido próximo à Páscoa de 58, quando da viagem para Jerusalém narrada em Atos 20.6.&lt;br /&gt;O sentimento de Paulo pela igreja de Filipos justifica a escrita da epístola, e deve ser considerado para melhor compreensão da mensagem. Comblin (op. cit., p. 15-18) refere que Paulo estava preocupado com a possibilidade dos filipenses serem perturbados por falsos pregadores vindos de outra região que pregavam um evangelho falso. Neste sentido, para a melhor compreensão da mensagem, também importa que se estude o contexto histórico de Filipos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="_Toc257638248"&gt;2. CONTEXTO HISTÓRICO DE FILIPOS&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="_Toc257638249"&gt;2.1. CONTEXTO HISTÓRICO, SOCIAL E ECONÔMICO&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à origem histórica, Martin (op. cit., p. 16) ensina que antigamente Filipos era apenas um lugarejo chamado Crenides&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1801516205270988096#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;. Martin (op. cit., p.16) e Proença (2001, p. 15) lecionam que no quarto século a.C. o rei Felipe II da Macedônia, pai de Alexandre Magno, tomou o lugar dos tracianos e ali construiu uma cidade fortificada, cujo nome lhe foi dado em homenagem ao seu fundador. Sobre a sequência da história de Filipos, são importantes as palavras de Proença (op. cit. P. 15):&lt;br /&gt;“Nela o rei estabeleceu uma guarnição do seu exército, fazendo da mesma uma fortaleza militar para proteger algumas minas de ouro e guardar a importante via Inácia, estrada que ligava o Oriente ao Ocidente. Filipos tornou-se uma das mais importantes cidades da Macedônia no mundo antigo. No ano 169 a.C. em Pidna, Paulo Emílio derrota Perseu, rei da Macedônia, tornando-a então província romana. Mas Filipos, que fazia parte do primeiro dos quatro distritos que a compunham (At 16.12), continuou sendo uma importante cidade de revezamento na via Inácia. Em 42 a.C., esta cidade foi palco de uma importante batalha, em que Antônio e Otaviano derrotaram Brutus e Cássio, assassinos de Júlio César. Segundo Simon Légasse (1984, p. 7), ‘mal obtida a vitória, Antônio instalou ali uma poderosa guarnição militar, transformando-a em colônia’. Em 31 a.C., o imperador Otaviano deu a ela o nome de ‘Colônia Augusta Júlia Philippensis’”.&lt;br /&gt;Lucas escreveu em Atos 16:12 que Filipos era “cidade da Macedônia, primeira do distrito e colônia”. Martin (op. cit., p. 16) esclarece que a província romana da Macedônia era dividida em quatro regiones ou subprovíncias, e que cada subprovíncia tinha uma primeira cidade. Neste caso, a primeira cidade da subprovíncia onde se localizava Filipos era Tessalônica. Por isto, Martim sugere que a melhor tradução da descrição de Lucas seria “uma importante cidade do distrito da Macedônia” ou uma cidade do “primeiro distrito da Macedônia”, e que a informação mais importante refere-se à condição filipense de colônia romana.&lt;br /&gt;Também neste sentido, Comblin (op. cit., p. 7) descreve Filipos como um centro urbano comercial e militar de certa relevância da Macedônia, situado em uma estrada muito trafegada que ligava a Itália com a Ásia e era conhecida como Via Egnatia. A cidade tinha certos privilégios enquanto colônia romana, para onde eram designados os soldados romanos aposentados. Também viviam na cidade pessoas procedentes de todo o império, além da população autóctone.&lt;br /&gt;Sobre a localização geográfica, é relevante evidenciar que além da importante estrada mencionada, a cidade ficava próxima do porto de Neápolis, atual Kavalla. Esta circunstância devia atrair o interesse pessoal e comercial de muitas pessoas procedentes de outras regiões do império.&lt;br /&gt;No aspecto social, importante evidência da relevante participação das mulheres na sociedade filipense encontra-se em Atos 16:13-15. Com efeito, as mulheres estavam presentes no local de adoração junto ao rio. Porque Paulo – e os que com ele viajavam – falou às mulheres, faz parecer que homens não se faziam presentes. Lídia, que era temente a Deus, ouviu o que Paulo dizia, se converteu, foi batizada, e ofereceu sua própria casa para abrigar os que traziam a boa nova. Portanto, a presença das mulheres no lugar de adoração, e a iniciativa de Lídia, demonstram que as mulheres tinham alguma liderança naquela sociedade. Em Filipenses 4:2-3, também se vê que Evódia e Síntique eram mulheres que, juntas, se esforçaram com Paulo no evangelho, demonstrando a importância da atuação feminina em Filipos. Em que pese a aparente rivalidade, tratavam-se certamente de líderes da igreja local.&lt;br /&gt;Em relação ao aspecto econômico, Comblin (op. cit., p. 20) refere que os filipenses eram pobres, mas não eram radicalmente miseráveis, na medida em que puderam pagar a viagem de Epafrodito e mandar ajuda econômica a Paulo. Também para Proença (op. cit., p. 17), as atitudes filipenses verificadas em 2 Coríntios 9:2-4 e Filipenses 4:16 “demonstram que mesmo não possuindo grande abastança, os filipenses eram solidários e ajudavam frequentemente aos necessitados.” Proença (op. cit., p. 18) ressalta, no entanto, a melhor situação financeira de algumas pessoas, especialmente Lídia que era comerciante de um produto de grande valor (púrpura), e o carcereiro convertido da cidade que, como empregado público, devia receber um salário razoável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="_Toc257638250"&gt;2.2. CONTEXTO POLÍTICO&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme mencionado, Filipos era uma colônia romana e isto lhe gerava alguns benefícios. Dentre estes, incluía-se “a aplicação da lei romana aos negócios locais e, às vezes, isenção de tributos e impostos”, assim como o privilégio do ius italicum (Martin, op. cit., p. 17). Este último direito, segundo o mesmo autor, importava em uma ficção legal pela qual os colonizadores tinham a posição legal, integral, como se estivessem em solo italiano, no que diz respeito “a propriedade, transferência de terra, pagamento de impostos, administração local, e leis”, o que também explicava a presença de oficiais romanos na cidade (como em At 16:22 e 35).&lt;br /&gt;Bruce (1992, p.12) retrata que as colônias romanas eram constituídas seguindo o modelo de Roma (“cidade-mãe”), e possuíam um colegiado de dois magistrados conhecidos como duo uiri (ou duumuiri iuri dicundo que significava “dois homens que administram a justiça”), que na prática preferiam a denominação de pretores, e que eram auxiliados pelos lictores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="_Toc257638251"&gt;2.3. CONTEXTO CULTURAL E RELIGIOSO&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Martin (op. cit., p. 19) descreve que o “clima religioso de Filipos era o de sincretismo”, mencionando adoração a deuses gregos, romanos e da religião indígena (traciana) oriunda da região. Os tracianos eram devotos de Artemis (a quem chamavam Bendis) e de Martes (que chamavam Mindrito). Outros deuses mencionados pelo autor são Silvano, Ísis, Serápis, Apolo, Asclépio, Mén e Cibele, além do imperador romano deificado da religião imperial.&lt;br /&gt;Também Proença (op. cit., p. 16) ressalta o sincretismo religioso de Filipos, lecionando que “pelo fato de possuir uma população heterogênea, os cultos eram diversos: culto imperial, cultos indígenas (trácios), gregos, itálicos, anatólios, sírios, egípcios, dentre outros. Também estava presente ali um pequeno núcleo judeu, que, com seu monoteísmo estrito, desempenhava modesto papel”.&lt;br /&gt;Segundo Proença (op. cit., p. 16), o surgimento da comunidade cristã de Filipos ocorreu por volta dos anos 49 e 52, quando Paulo e Silas chegaram à cidade durante a segunda viagem missionária. A conversão de Lídia e do carcereiro, com suas respectivas famílias, constituiu os “primeiros frutos da evangelização feita por estes dois missionários em solo europeu”.&lt;br /&gt;Bruce (op. cit., p. 15) relata que “não havia uma comunidade judaica suficientemente grande para estabelecer-se uma congregação regular na sinagoga (para isso o quórum seria dez homens)”. Um lugar informal de reuniões seria fora da cidade, às margens do rio Gangites, local onde Paulo encontrou Lídia, negociante de púrpura.&lt;br /&gt;Ao tempo em que Paulo escrevia a carta, ou as cartas, apresentam-se evidências internas de que adversários ameaçavam a igreja de Filipos. Paulo menciona tais inimigos em Filipenses 1:28, e igualmente em Filipenses 3:2 e 3:18-19. Para Martin (op. cit., p. 36), os adversários do capítulo 1 não são os mesmos inimigos do capítulo 3, sendo aqueles muito provavelmente oriundos do mundo pagão, enquanto estes eram crentes mal orientados que pervertiam a mensagem cristã. Em verdade, Martin (op. cit., pp. 36-42) evidencia uma grande controvérsia sobre a identidade dos adversários mencionados no capítulo 3, não existindo consenso se os “cães”, os “maus obreiros” e a “falsa circuncisão” de 3:2 corresponderiam aos mesmos inimigos da cruz de 3:18-19. Para o autor, no entanto, “parece claro o caráter judaico dos agitadores” (op. cit. p. 42), referindo que estudos recentes “demonstraram a extrema plausibilidade de que tais homens eram personagens carismáticas, que se vangloriavam de suas proezas espirituais e aspecto senhorial, que alegavam exibir o poder transcendental do Cristo exaltado, em suas vidas e serviço.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="_Toc257638252"&gt;3. PRINCIPAIS TEMAS TEOLÓGICOS E OBJETIVOS DO LIVRO&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="_Toc257638253"&gt;3.1. O EVANGELHO DA CRUZ&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para Proença (op. cit., p. 20), o hino cristológico contido em Filipenses 2:5-11 “exprime e traduz o conteúdo teológico da fé cristã”. Cristo que morreu na cruz, e ressuscitou, é o único senhor, encontrando-se acima de todos os poderes do mundo. O autor explica que Paulo tinha adversários em Filipos, possivelmente missionários judeu-cristãos, que percorriam as comunidades buscando manter parte do sistema judaico e, assim, destruindo o sentido “total e absoluto da salvação por meio da graça em Jesus Cristo”. Paulo se refere a estes cristãos judaizantes como inimigos da cruz de Cristo (Fp 3:18), como aqueles que só se preocupam com as coisas terrenas (Fp. 3:19).&lt;br /&gt;A respeito do hino, Bruce (op. cit., p. 77) explica que “consiste numa declaração da obra salvífica de Deus, em Cristo, em sua auto-humilhação seguida de exaltação”. De fato, o hino se refere a Cristo que se esvaziou e assumiu a forma de servo, se humilhou e foi obediente até a morte de cruz, mas que foi exaltado por Deus para ser adorado e reconhecido por todos como senhor, para a glória de Deus Pai.&lt;br /&gt;Comblin (op. cit., p. 18) ressalta que “o hino cristológico de 2,6.11 exprime exatamente o conteúdo do evangelho. Por isso, o lugar que ocupa na epístola é realmente central. Paulo achou neste hino a melhor expressão condensada do evangelho”. Jesus Cristo escolheu o caminho do cruz, e todos os seus verdadeiros apóstolos devem fazer o mesmo. Cristo dedicou sua vida ao serviço aos seres humanos, abandonando qualquer apoio, poder e até mesmo qualquer dignidade humana. O autor ressalta os quatro critérios do evangelho da cruz para reconhecer a real autoridade do apóstolo: a) a cruz é o único modo de libertação, sendo errado buscar apoio em tradições religiosas, ritos, sacrifícios, obras e manifestações visíveis do poder; b) qualquer forma de poder deve ser renunciada, sendo o correto esperar apenas de Jesus Cristo; c) seguir Jesus importa em um esvaziamento pessoal, onde o combate com todas as forças do mundo deve significar a disponibilidade para sofrer perseguição, prisão e morte; d) a missão resulta em servir, e não ser servido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.2. O CAMINHO DA HUMILDADE&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em Filipenses 2:1-5, Paulo faz exortação à igreja para que siga a Jesus Cristo, tendo o mesmo amor, com união de alma e com o mesmo sentimento, porém, não por partidarismo ou vanglória. O verdadeiro cristão deve manter a humildade, considerando os outros superiores a si mesmo. O cristão também deve ter em vista o que é dos outros, deixando de pensar apenas naquelas coisas que lhe pertencem. Cristo viveu desta forma, assumindo a forma de servo. Não veio para ser servido, mas para servir. Muito na igreja esquecem-se da lição de Cristo e pensam serem maiores que os outros.&lt;br /&gt;Comblin (op. cit., p. 38) refere que “os perigos que ameaçam a mensagem da cruz de Cristo podem proceder não somente da parte de fora, mas também da parte de dentro. Dentro da própria comunidade pode haver desunião porque alguns querem exaltar-se e recusam o caminho da humilhação e do esvaziamento que é o caminho de Jesus, o caminho da cruz”. Ainda, na mesma página escreve o autor: “pois a vivência do caminho da cruz não se volta somente para a verdadeira fé que salva, ela favorece também a comunhão e a fraternidade dentro da comunidade. Se alguém se exalta, destrói a comunidade. Se alguém se rebaixa, ajuda a comunidade”. Na página 39, Comblin (op. cit.) prossegue:&lt;br /&gt;“trata-se de não querer ser mais importante do que os outros invocando carismas, dons espirituais, fenômenos extraordinários. Não procurar prevalecer por causa de uma suposta superioridade espiritual. Não se trata de sentimentos, mas de disposições pessoais: querer julgar, apreciar, escolher as coisas de acordo com o discernimento de Jesus, isto é, seguindo a regra do esvaziamento e da cruz. Assim chegamos ao núcleo desta epístola, a proclamação do evangelho de Jesus Cristo.”&lt;br /&gt;Como bem explica Proença (op. cit., p. 28),&lt;br /&gt;“é objetivo do apóstolo mostrar que não se chega à glória sem o serviço, sem a humildade e a obediência. Foi este o caminho percorrido por Cristo. E a igreja deve caminhar, segundo o apóstolo, dentro dos parâmetros de tal caminho, para que realize de maneira fidedigna a tarefa de continuação que lhe fora confiada. Assim, a igreja é ao mesmo tempo fruto e instrumento da missão de Cristo. Em síntese, Paulo deseja mostrar à igreja que o caminho que conduz à glória e à vida passa necessariamente pela cruz.”&lt;br /&gt;Fatalmente, a falta de humildade dos membros da igreja promove a desunião. Porém, os ensinamentos de Cristo pregam a comunhão, sendo este o próximo tema teológico evidenciado neste trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="_Toc257638255"&gt;3.3. O CAMINHO DA COMUNHÃO&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme bem ressalta Bruce (op. cit., p. 30), “o propósito da carta só pode ser formulado após considerar-se todo seu conteúdo”. O autor menciona alguns objetivos de Paulo contidos no próprio livro, como por exemplo: a) o agradecimento aos filipenses da oferta da qual Epafrodito havia sido portador; b) o agradecimento à igreja de Filipos da sua participação geral e constante no ministério de Paulo; c) as informações a respeito da sua situação atual, com o fim de prepará-los para a iminente visita de Timóteo e para a sua própria visita subsequentemente; d) as advertências sobre os adversários da igreja. Porém, segundo Bruce, o principal propósito da epístola era evidenciar a importância do espírito de unidade entre os cristãos, concluindo que:&lt;br /&gt;O exemplo de Cristo deveria inspirar seus seguidores no sentido de colocar os interesses dos outros diante de seus próprios interesses, e serem marcados pelo espírito de autonegação e auto-sacrifício espontâneo. Se aprendessem essa lição, não apenas transbordariam o cálice de Paulo com alegria mas também seriam liberados de tensões internas e seriam capazes de, juntos com Paulo, regozijar-se no Senhor.&lt;br /&gt;Em Filipos, a bíblia menciona um exemplo específico de uma possível contenda pessoal que poderia acabar com a comunhão da igreja. Em Filipenses 4:2, Paulo rogou especificamente a Evódia e Síntique que pensem concordemente, no Senhor. Estas duas mulheres trabalharam juntas, se esforçando com Paulo no evangelho, mas pareciam estar subsequentemente discordando em suas posições. A discórdia devia, então, ser resolvida com humildade, para manter a comunhão da igreja. A concordância, no pensamento, deve ter como fundamento o Senhor, e jamais interesses pessoais fundamentados muitas vezes na própria vaidade.&lt;br /&gt;Assim que, em Filipenses 1:27-30, Paulo prega a unicidade cristã na luta, de modo que o cristão esteja firme em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica.&lt;br /&gt;&lt;a name="_Toc257638256"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;CONCLUSÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande maioria dos doutrinadores conclui que a carta aos Filipenses do atual cânon foi escrita por Paulo. Ainda que o Carmen Christi tenha sido escrito anteriormente, por cristãos, acredita-se que o hino tenha sido aproveitado e incluído por Paulo na referida carta. A co-autoria de Timóteo é meramente formal, resultando talvez, do prestígio que Paulo queria dar a ele, associando-o ao seu ministério.&lt;br /&gt;Há muitas teorias a respeito da unidade e da natureza fragmentária da carta sob estudo. Entretanto, parece que a realidade não poderá ser confirmada, já que a maioria das teorias compreende suposições ou interpretações baseadas em evidências. Trata-se de mero raciocínio humano, que busca ligar tais evidências entre si. Seja como for, importa para a atual comunidade cristã a fé de que este livro bíblico foi escrito mediante inspiração e intervenção do Espírito Santo.&lt;br /&gt;Também há incertezas quanto à data e ao local da escrita da carta, o que depende da localidade onde Paulo esteve preso enquanto a escreveu. Trata-se também de um questionamento de difícil solução, porque muitas são as hipóteses, sendo que nenhuma pode ser efetivamente comprovada, senão por presunções e interpretações sempre sujeitas a outros questionamentos.&lt;br /&gt;A maioria dos estudos revela que a carta foi escrita aos Filipenses, sendo certo que as lições de Paulo contidas na epístola podem ser contextualizadas para orientação da vida cristã dos dias atuais.&lt;br /&gt;Filipos era uma importante cidade da Macedônia, especialmente em razão de sua condição de colônia romana e de sua posição geográfica na Via Egnatia, próximo ao porto de Neápolis (atual Kavalla). Em Filipos viviam muitos soldados aposentados e pessoas procedentes de todo o império, além da população autóctone.&lt;br /&gt;As mulheres pareciam exercer importantes papéis na liderança da comunidade religiosa local. Em que pese se trate de uma comunidade pobre, mas não radicalmente miserável, era uma comunidade solidária e composta por algumas pessoas de melhor condição financeira, como Lídia e o carcereiro.&lt;br /&gt;No campo político, havia certos privilégios civis aos residentes de Filipos, em razão de sua condição de colônia romana. Sua organização seguia o modelo de Roma, possuindo magistrados que preferiam a denominação de pretores.&lt;br /&gt;No aspecto religioso, prevalecia o sincretismo, especialmente com adoração de deuses gregos, romanos e tracianos. Uma pequena comunidade judaica não era suficiente para manter uma sinagoga, sendo que um local informal de reuniões existia fora da cidade, nas margens do rio Gangites. Neste local, foi convertida Lídia, iniciando-se a igreja de Filipos. Ao tempo em que Paulo escreveu a carta, ele temia a atuação de adversários, alguns oriundos do mundo pagão e outros do mundo cristão-judeu, estes considerados por Paulo como verdadeiros inimigos da cruz de Cristo.&lt;br /&gt;O primeiro tema teológico evidenciado consiste na salvação decorrente unicamente do evangelho da cruz de Cristo. Jesus Cristo que morreu na cruz, e ressuscitou, é o único Senhor, encontrando-se acima de todos os poderes do mundo. Ainda hoje, assim como em Filipos, há pessoas que se preocupam apenas com as coisas terrenas, e muitas vezes utilizam o evangelho para alcançar seus próprios interesses. Estes são verdadeiros inimigos da cruz de Cristo. O livro de Filipenses consiste em uma advertência aos atuais cristãos, para que sigam o exemplo de Jesus Cristo, para que busquem se esvaziar de si mesmos, procurem obedecer aos desígnios de Deus, e tenham uma vida de serviços à humanidade. É um equívoco buscar segurança apenas em tradições, ritos religiosos e manifestações de poder, quando o único caminho da salvação é aquele demonstrado por Cristo. Ele veio para servir, e não para ser servido.&lt;br /&gt;Este primeiro tema se relaciona com outro tema teológico, que pode ser nominado como o caminho da humildade. Trata-se de um caminho que deve ser percorrido pela igreja, e especialmente pelos indivíduos que a compõem. Servir é preciso, mas não buscando reconhecimento pessoal. A igreja deve preservar a união, conservando o mesmo amor e o mesmo sentimento de Jesus Cristo, com humildade. Muito na igreja esquecem-se da lição de Cristo e pensam serem maiores que os outros. Estes pensam em si próprios, antes de pensar nos outros. Julgam-se portadores de uma superioridade espiritual imaginando que os dons espirituais lhe pertencem, olvidando que os dons pertencem ao Espírito Santo e são por Ele distribuídos com o propósito de glorificar a Deus, na pessoa de Jesus Cristo. Aquela forma de agir e de pensar causa a desunião da igreja, representando uma verdadeira ameaça à mensagem da cruz de Cristo.&lt;br /&gt;Cristo propõe o caminho da comunhão, sendo este o terceiro tema teológico identificado na epístola. A concordância, nos pensamentos e idéias da comunidade e de seus líderes, deve ter como fundamento o Senhor, e jamais interesses pessoais fundamentados muitas vezes na própria vaidade. A comunhão dos membros da igreja, enquanto corpo de Cristo, permitirá que a igreja esteja mais forte para prosseguir no cumprimento da missão que lhe foi confiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRUCE, F.F. Novo Comentário Bíblico Contemporâneo: filipenses. Oswaldo Ramos (trad.). São Paulo: Vida, 1992.&lt;br /&gt;COMBLIN, José. Epístola aos Filipenses. Petrópolis: Vozes, 1985.&lt;br /&gt;MARTIN, Ralph P. Filipenses: introdução e comentário. Oswaldo Ramos (trad.). São Paulo: Vida Nova, 1985.&lt;br /&gt;PROENÇA, Wander de Lara. Cruz e Ressurreição: a identidade de Jesus para os nossos dias. Londrina: Descoberta, 2001.&lt;br /&gt;WALKER, Wiliston. História da Igreja Cristã. Paulo D. Siepierski (trad.), 3. ed., São Paulo: Aste, 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1801516205270988096#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Segundo Comblin este hino seria dividido em quatro estrofes, esclarecendo que há outras teorias quanto ao número de estrofes do mencionado hino. Proença (2001, p. 21) refere que J. Jeremias divide o hino em três estrofes, mas prefere a divisão feita por Légasse “em duas estrofes: primeira, movimento de descida e abaixamento; segunda, movimento de subida e exaltação.”&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1801516205270988096#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Ou Krenides, termo grego que significa “fontes” de acordo com Bruce (1992, p. 12).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ensaio monográfico apresentado em cumprimento às exigências da disciplina de Introdução ao Novo Testamento do Curso de Bacharel em Teologia da Faculdade Teológica Sul Americana, ministrada pelo Prof. Wander de Lara Proença.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1801516205270988096-8179793085421200946?l=amaurymori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaurymori.blogspot.com/feeds/8179793085421200946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amaurymori.blogspot.com/2010/07/espistola-de-paulo-aos-filipenses.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1801516205270988096/posts/default/8179793085421200946?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1801516205270988096/posts/default/8179793085421200946?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaurymori.blogspot.com/2010/07/espistola-de-paulo-aos-filipenses.html' title='A epístola de Paulo aos Filipenses'/><author><name>Amaury Haruo Mori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07738335273761043973</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name='OpenSocialUserId' value='15313258311346222560'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;C0UNQns9cCp7ImA9Wx5TFEk.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1801516205270988096.post-1205081642529740091</id><published>2010-07-29T18:55:00.004-03:00</published><updated>2010-07-29T19:08:13.568-03:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2010-07-29T19:08:13.568-03:00</app:edited><title>Alguns aspectos do fim da perseguição romana sobre a igreja primitiva</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grão de mostarda, quando foi semeado, era a menor de todas as sementes sobre a terra. Esta semente cresceu e se tornou uma árvore enorme, com ramos sob os quais as aves do céu puderam descansar à sua sombra. A esta metáfora se assemelha o reino de Deus, segundo Jesus Cristo (Mc 4:30-32). Esta passagem bíblica é indicada por Pardo (1977, p. 101) como prenúncio de Cristo para o crescimento da igreja cristã a partir do século II, enquanto Mateus 24:9-10 é a passagem bíblica onde Jesus previa a futura perseguição da igreja.&lt;br /&gt;O crescimento da igreja e a sua perseguição pelo Império Romano são fatos históricos que se encontram intimamente ligados pela relação causa e efeito. Assim como o crescimento da igreja foi uma das causas da perseguição romana, a perseguição romana também contribuiu, sob certo aspecto, com o futuro crescimento da igreja. As principais causas e efeitos das perseguições romanas serão objeto de estudo nos dois primeiros capítulos deste trabalho.&lt;br /&gt;Pardo (op. cit., p. 103) ensina que as perseguições não foram gerais e contínuas em todo o império durante o período da igreja antiga. Houve tempo em que as perseguições cessavam durante períodos mais ou menos longos. Também neste sentido, Nichols (op. cit., p. 32) refere que tudo dependia das atitudes dos imperadores e dos governos regionais, existindo muitas épocas de trégua em algumas regiões ou mesmo em todo o império.&lt;br /&gt;Para Pardo (op. cit., p. 105), os períodos mais graves e críticos das perseguições ocorreram durante o império de Nero (54 a 68), Domiciano (81 a 96), Trajano (99 a 117), Adriano (117 a 138), Marco Aurélio (161-180), Sétimo Severo (193 a 219), Maximino de Tracia (235 a 238), Decio (249 a 251), Valeriano (253 a 260) e Diocleciano (284 a 305). Como se vê, há muita história neste largo período de tempo e a investigação das perseguições promovidas por todos os imperadores não permitiria uma maior profundidade do estudo. Nestes termos, opta-se como critério limitativo pela realização de um estudo versando sobre a fase final das perseguições, durante o governo do imperador Diocleciano e do imperador Constantino, dedicando-se a cada período um capítulo deste trabalho. O objetivo é fazer alguns apontamentos sobre cada período imperial, relacionando tais períodos à atitude do Império em relação ao Cristianismo. Trata-se de um importante momento histórico de transição, pelo qual o Cristianismo passou da condição de igreja perseguida para a de religio licta.&lt;br /&gt;Neste percurso, percebe-se o agir de Deus na vida da humanidade. Com as perseguições, algumas pessoas apostataram. Muitas pessoas permaneceram fiéis até o fim, foram martirizadas e morreram em nome da fé cristã. O grande e poderoso Império Romano ruiu, mas a igreja continua. O ser humano nada pode por si mesmo, mas o poder de Deus é infinito e eterno. É o que se pretende demonstrar neste trabalho por meio de um olhar histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="_Toc259024773"&gt;1.  PRINCIPAIS CAUSAS DAS PERSEGUIÇÕES ROMANAS&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uma forma geral, os autores apontam as mesmas causas para as perseguições do Império Romano contra os cristãos. Como é possível depreender da enumeração das causas persecutórias, o Império Romano estava baseado em três alicerces principais: o trabalho escravo, o exército&lt;a style="mso-footnote-id: ftn1" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1801516205270988096#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt; e o culto ao imperador. Os romanos entenderam que o Cristianismo poderia abalar estes três alicerces, e consequentemente passaram a perseguir os cristãos. De fato, na medida em que o número de cristãos crescia, especialmente entre escravos e soldados, a sociedade ia sofrendo conseqüências que não agradavam ao império. Muitas das atitudes cristãs tampouco eram compreendidas pelo governo e pela sociedade da época. Assim, os autores tem relacionado como principais causas das perseguições a conversão de escravos e soldados, as interferências sociais e culturais resultantes das conversões e a negativa dos cristãos de prestarem culto ao imperador e aos deuses do império.&lt;br /&gt;Para Pierrard (1982, p. 29), a duração e a violência da última perseguição aos cristãos, à qual o nome de Diocleciano esteve ligada, são explicadas pela vontade imperial de unificação administrativa e religiosa, pela impossibilidade dos cristãos deixaram de prestar culto exclusivo a Cristo, e pelo papel sempre mais importante desenvolvido pelo Cristianismo na sociedade romana.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;a name="_Toc259024774"&gt;1.1.  A CONVERSÃO DE ESCRAVOS E SOLDADOS&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nichols (op. cit., pp. 28-30) refere que o Cristianismo cresceu sobremaneira entre o ano 100 e o reinado de Constantino, dominando a região da Ásia Menor e outras regiões importantes da época, assim como algumas regiões mais distantes, graças ao trabalho de missionários itinerantes (Justino), apologistas (Tertuliano) e mestres (Orígenes). Os cristãos comuns também foram responsáveis pelo crescimento do Cristianismo com seus testemunhos pessoais de amor fraternal, fidelidade e coragem nas perseguições. A classe mais poderosa do Cristianismo era constituída de pessoas humildes, ainda que o Cristianismo tenha se introduzido em todas as classes sociais, inclusive nas principais as hierarquias militares. A partir do século II era cada vez maior o número de soldados romanos cristãos. Sabe-se que a sociedade do Império Romano era formada em sua ampla maioria pelas pessoas menos favorecidas.&lt;br /&gt;O Cristianismo pregava igualdade e liberdade, o que atraiu o interesse e a atenção dos escravos e dos soldados do Império Romano. Sabe-se que cerca de 3/4 da população do império era escrava. O Reino de Deus parecia oferecer ao povo status, prestígio, condição social muito atraente. Então, muitas pessoas começaram a freqüentar a igreja. Na carta a Filemom, Paulo escreve para que seu escravo seja recebido como irmão, e não como servo. Assim, as comunidades cristãs aboliram as diferenças sociais. Para Roma isto era uma afronta. E Roma começa a pensar que se todos seguissem a igreja em breve ocorreria uma grande revolução. Certamente seria uma revolução não armada, porque os cristãos não pegavam em armas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="_Toc259024775"&gt;1.2. INTERFERÊNCIAS SOCIAIS E CULTURAIS&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A igreja chegava às cidades, começava a crescer, e gerava alguns problemas culturais e sociais. Por exemplo, os cristãos se negavam a comprar as carnes de sacrifícios. Em algumas cidades de peregrinos, como Jerusalém, os cristãos se recusam a participar de festas romanas. Então, as cidades começaram a reclamar das interferências dos cristãos. Os comerciantes já não vendiam tanto. Houve reclamações e manifestações, e os romanos passaram a temer interferências na paz que reinava no império. Em termos sociais, outro fato foi causa da perseguição dos cristãos, segundo Nichols (op. cit., p. 31): a realização de suas principais reuniões a portas fechadas, como a Ceia do Senhor. Aos olhos do governo, a igreja parecia uma sociedade secreta que crescia de forma assustadora.&lt;br /&gt;Pardo (op. cit., p. 104) leciona que os cristãos afastaram-se dos templos dos deuses greco-romanos, do circo (um centro de grande imoralidade), dos teatros e dos demais espetáculos, isolando-se da sociedade pagã corrompida. Os cristãos eram chamados a ter uma vida limpa e exemplar, que era incompatível com a idolatria e com diversos costumes pagãos. A atitude cristã representava um verdadeiro ataque ao Império Romano. Nichols (op. cit., p. 31) refere que até o século III também havia uma hostilidade popular em relação aos cristãos, posto que não cultuavam o Estado, atitude que representava um símbolo de patriotismo, e se consideravam um povo à parte, escolhido por Deus. Sobre a hostilidade popular, Pierrard (1982, p. 28) escreve que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É inegável que a cólera do populacho, alimentada por maledicências, inveja, desgosto ou patriotismo exagerado, levou mais de um cristão aos tribunais e ao suplício: a multidão sempre foi covarde em relação às minorias e às pessoas vigiadas pela polícia.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também sobre o relacionamento dos cristãos com o povo pagão, Dreher (1993, p. 53) escreve que: “As perseguições tiveram, em geral, caráter local, devendo-se em grande parte à superstição do povo: uma epidemia, um terremoto, fome ou enchentes eram razões suficientes para fazer com que houvesse perseguições. As acusações eram apresentadas ao governador, que, mesmo estando convicto de sua inocência, tinha que abrir o processo, caso não quisesse ser visto como favorável aos cristãos. Dessa maneira, muitos cristãos perderam as suas vidas durante os governos de Trajano e de seus sucessores. Pessoas ilustres como Inácio de Antioquia, Policarpo de Esmirna, Justino e muitos bispos foram martirizados naqueles dias. Os perseguidores atacavam primeiro o clero, para que as comunidades ficassem sem líderes. Às vezes, nós nos deparamos também com ações que atingiram toda uma comunidade. Aos que morreram confessando a fé a Igreja deu o nome de mártires”.&lt;br /&gt;Finalmente, Walker (op. cit., p. 69) refere que havia uma presunção que o Cristianismo era indesejado e passível de punição. Esta presunção expôs cristãos à hostilidade popular e à perseguição e punições dos governadores imperiais. Deste modo, os cristãos eram mais motivo de desordens e tumultos locais, do que ameaça propriamente dita ao império. Conclui que:&lt;br /&gt;“somos inclinados a concluir que a incidência real de perseguição dependia grandemente das atitudes e sentimentos dos cidadãos locais para com os cristãos e das medidas com que os governadores provinciais estavam querendo pacificar o sentimento popular cooperando com este. Esta conclusão é fundamentada, ademais, no caráter esporádico das primeiras perseguições.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="_Toc259024776"&gt;1.3.   A NEGATIVA DOS CRISTÃOS EM PRESTAR CULTO AO IMPERADOR E AOS DEUSES DO IMPÉRIO ROMANO&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dreher (1993, p. 51) ensina que ao honrar os deuses oficiais, o cidadão prestava um testemunho de sua fidelidade ao Estado. O Estado era tolerante, pois entendia que todo mundo podia crer no que bem entendesse, desde que prestasse culto aos deuses oficiais. Os judeus não estavam obrigados ao culto aos deuses e ao imperador, pelo que os cristãos não foram incomodados neste ponto no período em que ainda eram confundidos como participantes de uma seita judaica ou de uma facção do Judaísmo. Quando essa visão pública se desfez, a partir do governo de Nero e da destruição de Jerusalém, os cristãos passaram a ter problemas, pois continuaram negando o culto realizado aos deuses oficiais e ao imperador.&lt;br /&gt;Walker (2006, p. 67) também refere que Roma era tolerante em questões religiosas, pois entendia que cada cidade e nação do império podiam adorar suas próprias divindades, praticar seus rituais, tal qual fazia o Senado e o próprio povo romano. Todavia, exigiam como contrapartida que Roma e seus deuses recebessem a devida honra. Por outro lado, o império não aprovava práticas religiosas que parecessem imorais aos romanos ou que fossem ofensivas aos seus deuses, como por exemplo aquelas que praticavam sacrifício humano ou que praticassem ritos de forma reservada. Como mencionado no item 1.2, supra, aos olhos do governo, a igreja parecia uma sociedade secreta que crescia de forma assustadora.&lt;br /&gt;Como leciona Nichols (op. cit., p. 30), o império permitia a livre prática de muitas religiões, mas o que realmente incomodava no Cristianismo era que seus adeptos eram obedientes e leais ao seu próprio Salvador, e não ao Estado. Não cultuavam outros deuses, especialmente aos deuses romanos, o que para império era um atentado ao patriotismo.&lt;br /&gt;Pardo (op. cit., 104), neste ponto, esclarece que os imperadores haviam recebido por decreto do Senado títulos divinos, pelo que adorá-los importava em um ato de patriotismo e submissão. Os pagãos criam que a proteção e a grandeza do Estado dependiam dos diversos deuses da mitologia grega-romana. Os cristãos, por outro lado, aceitavam a existência de um único e verdadeiro Deus, e de um único mediador entre Deus e os seres humanos, qual seja, Jesus Cristo.&lt;br /&gt;O início do culto ao imperador ocorreu por volta do ano 40 a.C., com o imperador chamado Júlio César. Este conseguiu, finalmente, vencer a guerra e estabelecer a “pax romana”. Vencidos os inimigos, o imperador estabeleceu a ordem. Por conta disto, o senado romano resolveu dar títulos ao imperador, como por exemplo, o de Augusto, que significa divino. Depois o imperador recebeu o título de Pontífice Maximus, ou seja, o mediador máximo, que faz a mediação, a ponte, entre os deuses e a humanidade. Com isto, a figura do imperador tornou-se idolatrada e temida. O resultado disto foi a construção de templos para homenagear o imperador. Toda cidade queria agradar ao imperador, construindo templos e neles colocando as imagens de César. Para Roma, isto era bom, porque resultava em alianças, evitando revoltas. Todos os demais imperadores passaram a receber estas homenagens. No ano 250, o imperador Décio promulgou um edito obrigando todos os habitantes do Império Romano a sacrificar aos deuses e ao gênio do Imperador, sendo que os que ofereciam tais sacrifícios recebiam um certificado (Dreher, op. cit., 54). O objetivo do edito era combater “as forças desagregadoras dos cultos orientais”, mas acabou atingindo os cristãos da época.&lt;br /&gt;Os novos cristãos começaram a não freqüentar os templos, e a não atender os chamados para prestar cultos, como faziam antes. A igreja começa a ser vista como algo perigoso, pela desobediência ao estado. Os judeus tinham o benefício de não prestar culto ao imperador, graças ao acordo conseguido por Herodes. Segundo Walker (op. cit., p. 67), “os romanos tendiam a repugnar o proselitismo judaico e tentaram mais de uma vez tornar o judaísmo menos visível na própria Roma, eles não obstante chegaram até mesmo a dispensar os judeus da participação no culto imperial”. Não obstante, o crescimento dos cristãos entre os gentios também foi causa do desaparecimento deste benefício. Enfim, Roma percebe que estes gentios não são judeus. Paulo manda uma carta para a igreja dizendo que alguns cristãos estavam voltando ao Judaísmo com medo da perseguição.&lt;br /&gt;Depreende-se, facilmente, a percepção romana de que Jesus Cristo “concorria” com o Imperador, representando, portanto, uma ameaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="_Toc259024777"&gt;2. PRINCIPAIS EFEITOS DAS PERSEGUIÇÕES ROMANAS&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="_Toc259024778"&gt;2.1. CARÁTER MORAL DA IGREJA&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Conforme Nichols (op. cit., p. 33), as grandes perseguições moldaram o caráter moral da Igreja. Nas dificuldades, apenas pessoas fieis e zelosas professavam a fé em Cristo, já que isto constituía uma hostilidade ao governo. E fato que durante os períodos de paz, muitos aderiam à Igreja, o que baixava o nível médio moral dos cristãos. Com o reinício das perseguições, os fracos não resistiam na manutenção de sua fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="_Toc259024779"&gt;2.2. OS APOLOGISTAS&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Walker (op. cit., p. 71) menciona que as acusações feitas aos cristãos e o não reconhecimento do Cristianismo como religio licita, ou religião autorizada, impeliu diversos fieis a testemunharem seu sofrimento e a explicar e defender a sua fé. Os escritores desta época, nomeadamente do período que medeia os anos 130 a 180, foram conhecidos como apologistas. A palavra grega apologia significa o discurso para a defesa. Exemplo dos apologistas citados são Quadratus (125), Aristides (140), Justino Mártir (meados do II século), Melito de Sardes (entre 169 a 180), Atenágoras (177) e o bispo Teófilo de Antioquia. Eram escritos com linguagem das classes mais instruídas que se constituíram nas “primeiras explicações arrazoadas das convicções da igreja.” Naturalmente, tais escritos contribuíram de forma indiscutível para a atual compreensão da fé cristã durante o período da igreja antiga, assim como para a formação da teologia atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="_Toc259024780"&gt;2.3. O FORTALECIMENTO DA FÉ CRISTÃ&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus Cristo disse em João 15:20: “se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardarem a minha palavra, também guardarão a vossa.” Assim como Cristo morreu pelo evangelho que pregava, muitos outros foram martirizados e mortos em nome de Jesus. As perseguições que buscavam extinguir de vez o Cristianismo, tiveram um efeito bastante diverso daqueles esperados pelo Império Romano. As perseguições fortaleceram a fé cristã.&lt;br /&gt;É fato que muitos apostataram da sua fé, outros até pagaram para sobreviver ou para que alguém morresse em seu lugar. Não obstante, o exemplo dos mártires da igreja fez com que muitos cristãos considerassem que também podiam morrer pelo evangelho de Cristo. Era uma honra para os cristãos, desde Estevão, o primeiro mártir. Com efeito, desde a perseguição promovida pelos próprios judeus (At. 5:41), cristãos regozijavam-se “de terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo nome de Jesus”.&lt;br /&gt;As perseguições também constituíram oportunidades para testemunhos para evangelização. Diz-se que Inácio de Antioquia estava sendo levado para ser jogado aos leões quando lhe ofereceram a oportunidade de escapar da morte mediante a negativa de Cristo. Ele respondeu que os dentes das feras eram como serrilhas que trituram o trigo, para que através do pão, as pessoas possam se alimentar espiritualmente do Reino de Deus. Ou seja, o corpo dele seria alimento para a fé de outras pessoas, o que de fato ocorreu. Muitas pessoas se convertiam ao ouvir os testemunhos dos martirizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="_Toc259024781"&gt;3.   O ÁPICE DAS PERSEGUIÇÕES: DIOCLECIANO&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="_Toc259024782"&gt;3.1. A SITUAÇÃO CRISTÃ NO INÍCIO DO GOVERNO DE DIOCLECIANO&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira impressão que se tem das atitudes dos imperadores romanos que perseguiram o Cristianismo é que, desde seu primeiro dia de governo, tomavam medidas para tentar reprimir ou mesmo extinguir a igreja. Esta premissa não é verdadeira, como se percebe na situação específica de Diocleciano.&lt;br /&gt;Pardo (op. cit., p. 118) ensina que no início do governo de Diocleciano, os cristãos gozavam de bastante liberdade e segurança, a tal ponto de terem construído a igreja de Nicomédia em frente ao Palácio Imperial. O monarca reconhecia que o império atravessava um momento crítico e decadente, e que existia a necessidade de um avivamento da religião estatal. Diocleciano também entendia que a perseguição não seria uma forma adequada para obter este avivamento, e que o derramamento de sangue apenas traria comoções prejudiciais ao império. Então, para conseguir dar ao império um novo impulso, Diocleciano associou-se a Maximinio, a Galério e a Constancio Cloro. O primeiro tinha título de Augusto e estes dois últimos o título de César. Galério era genro de Diocleciano, e Constancio veio a ser pai de Constantino.&lt;br /&gt;Nichols (op. cit., p. 32) leciona que a “Pax Longa” vigente entre 260 e 303, durante o governo do imperador Galieno e em parte do governo de Diocleciano, a igreja cresceu em número, poder e organização, o que lhe permitiu suportar a última das perseguições nas mãos de Diocleciano. Dreher (op. cit., p. 56) leciona que no início de seu governo, Diocleciano tolerou o Cristianismo que havia crescido sobremaneira nos últimos decênios, sendo que na própria corte havia muitos oficiais e militares cristãos. Ainda, eram cristãs a sua esposa Prisca e a sua filha Valéria. Em verdade, como esclarece Walker (op. cit., p. 142-143), neste período o império esteve mais ocupado em resolver questões relativas a invasões externas, e ainda, sucessivamente, questões a respeito da reforma interna e recriação da ordem desestabilizada, do que preocupar-se com a questão dos cristãos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="_Toc259024783"&gt;3.2.  A DIVISÃO DO GOVERNO E O FUTURO EFEITO NA PERSEGUIÇÃO&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nichols (op. cit., p. 28) leciona que Diocleciano percebeu a dificuldade de administrar um império tão amplo, idealizando uma divisão de autoridade entre quatro governadores. Como esclarece Walker (op. cit., p. 148), “o império era um, ainda que seus governantes fossem quatro”.&lt;br /&gt;Dreher (op. cit., p. 55) refere-se à divisão administrativa do império, com a nomeação de Maximiano como imperador, co-regente de Diocleciano. Maximiano recebeu o título de Augusto, governando sobre o Ocidente, desde a capital Milão. Diocleciano governava o Oriente, desde a capital Nicomédia. No entanto, estava bastante clara a subordinação de Maximiano a Diocleciano, inclusive pelos cognomes por eles adotados, “Herculius” e “Jovius”, respectivamente. Diocleciano também nomeou Galério e Constâncio como Césares do Oriente e do Ocidente, respectivamente, que seriam os sucessores dos imperadores.&lt;br /&gt;Na condição de César, Galério exerceu forte e importante influência sobre Diocleciano no que diz respeito à perseguição aos cristãos, como restará demonstrado a seguir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a name="_Toc259024784"&gt;3.3.  A PERSEGUIÇÃO PROMOVIDA POR DIOCLECIANO&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Pardo (op. cit., p. 119), Galério era um pagão fanático e pediu a Diocleciano que obrigasse todos aqueles que prestavam serviço militar que tomassem parte nas cerimônias oficiais pagãs, dos quais até então os cristãos eram dispensados, ou que, do contrário, renunciassem aos seus postos.  De acordo com o testemunho de Eusébio, muitos oficiais de alta hierarquia renunciaram, sendo que outros foram mortos porque acusados de falta de respeito e insubordinação pelas palavras e ações adotadas por ocasião da renúncia. No ano 303, após visita de Galério e dos altos oficiais do Estado, Diocleciano assinou o primeiro decreto determinando uma perseguição geral aos cristãos, que consistiu na degradação dos fiéis da alta sociedade, na destruição de templos e de livros sagrados do Cristianismo, no martírio dos que se opunham. O segundo decreto de Diocleciano determinou a prisão dos membros do clero, submetendo-os às torturas mais severas até que oferecessem sacrifícios aos deuses romanos. Esta pena foi estendida aos leigos, que também eram conduzidos ao trabalho forçado em minas. Este decreto surgiu após a destruição do templo de Nicomedia e de um sucessivo e mal explicado incêndio no palácio imperial, de cuja autoria os cristãos foram acusados. Com a queda de Diocleciano em 305, o poder passou para as mãos de Galério no Oriente e de Constancio no Ocidente. Embora Constancio tenha determinado o fechamento de algumas igrejas e a demolição de outras, ele não era favorável às perseguições. Galério, por sua vez, continuou a perseguição até 311, quando ficou gravemente doente.&lt;br /&gt;Ainda sobre a perseguição promovida por Diocleciano, Dreher (op. cit., p. 56) afirma que no ano 300 este imperador iniciou uma “operação limpeza” no exército, determinando a todos os soldados que realizassem sacrifícios, sob pena de afastamento. Os altos oficiais exigiam a eliminação do Cristianismo, pois entendiam que a igreja era quase um estado dentro do Estado. Dentre os que tinham esta intenção apresentava-se Galério. Segundo Dreher, esta também era a vontade de Diocleciano que, porém, divergia quanto à tática. Diocleciano era mais sábio que Galério, e inicialmente tinha dúvidas sobre o sucesso de um ataque radical aos cristãos. Quando decidiu, após a consulta a um oráculo&lt;a style="mso-footnote-id: ftn2" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1801516205270988096#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;, publicou 4 editos entre fevereiro de 303 e maio de 305, determinando destruição dos lugares de culto, confisco de livros bíblicos e litúrgicos, perda de direitos civis e de cargos públicos, prisão dos clérigos e morte àqueles que se negavam a oferecer sacrifícios. Em maio de 305, Diocleciano e Maximiano renunciaram, assumindo como imperadores Galério e Constâncio. Com a morte subsequente de Constâncio em 306, o exército proclamou Constantino como Augusto, sendo que este reconhecimento militar não se deu sem pouca luta. Com Constantino, ao menos no Ocidente, os cristãos conheceram a paz.&lt;br /&gt;Também Pierrard (op. cit., p. 41) refere que em 305, Maximiano e Diocleciano abdicam o poder em favor de Constâncio e Galério, que designaram como Césares Severo e Maximino Daia. Constantino, filho de Constâncio derrotou Maxêncio, filho de Maximiano, em 28/10/312. Seis meses mais tarde, Licínio - que foi designado como Augusto em 307 após a morte de Severo - derrotou Maximino Daia. Assim, as capitais do império passaram a ser apenas Roma e Nicomédia (Ásia Menor). Esta forma de governo não durou muito tempo, sendo que Constantino tornou-se o único imperador no ano 323. Em 324, este imperador transformou Bizâncio na cidade de Constantinopla, criando uma “nova Roma”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="_Toc259024785"&gt;4.  O FIM DAS PERSEGUIÇÕES: CONSTANTINO&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="_Toc259024786"&gt;4.1. O INÍCIO DO GOVERNO DE CONSTANTINO E A SUA CONVERSÃO&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme mencionado anteriormente, com a morte de Constancio em 306 as legiões romanas juraram fidelidade a Constantino, sucedendo o pai no governo do ocidente, ao mesmo tempo em que Magêncio (ou Maxêncio) era proclamado imperador em Roma (Pardo, op. cit., 120). Durante a disputa pelo governo do Império entre Magêncio e Constantino, este teve uma visão enquanto orava ao Deus dos cristãos pedindo a vitória. Ele viu no céu uma cruz brilhante e uma frase escrita abaixo dela dizendo “com este sinal vencerá”. Na noite seguinte, Constantino teria visto Jesus Cristo com o mesmo símbolo, dizendo que fizesse um estandarte com o monograma de Cristo, que passou a ser chamado de lábaro. Depois da visão, Constantino chamou a vários mestres cristãos, indagando-lhes sobre a visão. No ano 312, as hostes de Constantino destruíram completamente o exército de Magêncio, em Saxa Rubra, a cerca de 15 km de Roma. No Fórum Romano, ergueu-se uma estátua do imperador segurando uma cruz, com a seguinte inscrição: “por meio deste sinal saudável, o verdadeiro símbolo de valor, libertei a cidade do jugo do tirano”. Foram pintadas cruzes nos capacetes e nos escudos dos soldados.&lt;br /&gt;Segundo Nichols (op. cit., p. 42), em verdade Constantino percebeu que o Cristianismo crescia e não podia ser destruído, fortificando-se cada vez mais. Talvez tenha sido convencido de que o Deus dos cristãos era forte e que a oração deles poderia abençoar seu próprio governo. Também deve ter percebido que o Cristianismo forte poderia colaborar na unificação de todos os povos do império. Em que pese sua simpatia pelo Cristianismo, suas atitudes não tinham a influência da moral cristã, e seu batismo somente ocorreu pouco antes da morte. O fato é que a conversão de Constantino teve importante efeito na sobrevivência e no futuro da igreja. Este efeito teve início na igreja localizada no império ocidental. Mas o próprio Galério, que governava o Oriente, percebeu ao fim de sua vida que era ineficaz continuar perseguindo a igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="_Toc259024787"&gt;4.2. OS ÉDITOS DE LIBERDADE PARA OS CRISTÃOS DO ORIENTE E DO OCIDENTE&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nichols (1981, p. 32) ensina que no ano 311 Galério, o imperador do Oriente, fez publicar um Édito de Tolerância reconhecendo a insânia da perseguição aos cristãos. Segundo Pardo (op. cit., p. 120), Galério, que reconheceu seu fracasso em tentar destruir a fé cristã e que concluiu que sua doença decorria da vingança do Deus cristão, fez constar no mencionado Édito:&lt;br /&gt;“Já que muitos continuam na mesma ignorância e vemos que não oferecem aos deuses celestiais o culto que lhes é devido, nem tampouco servem ao Deus dos cristãos, em consideração da nossa boa vontade e nosso costume invariável de estender nossa indulgência a isto também, permitindo que outra vez sejam cristãos e que possam reedificar os edifícios em que costumavam congregar-se, com a condição de que nada façam contrário à boa disciplina.”&lt;br /&gt;Dreher (op. cit., p. 57) transcreve o mesmo Édito de tolerância de forma mais extensa, esclarecendo que Galério o assinou 5 dias antes de sua morte. O Édito também foi publicado em nome de Licínio e Constantino, sendo que Maximino Daza negou-se a assiná-lo:&lt;br /&gt;“Entre outras providências para promover o bem duradouro da comunidade, temo-nos empenhado em restaurar o funcionamento das instituições e da ordem social do Estado. Foi nosso especial desejo que retornem ao correto os cristãos que têm abandonado a religião de seus pais. Após a publicação de nosso Édito, ordenando o retorno dos cristãos às instituições tradicionais, muitos deles foram constrangidos a decidir-se mediante o temor, e outros passaram a viver uma atmosfera de perigos e intranqüilidade. Sendo, porém, que muitos persistem em suas opiniões e evidenciando-se que, hoje, nem reverenciam os deuses, nem veneram seu próprio deus, nós, usando da nossa habitual clemência em perdoar a todos, temos por bem indultar a esses homens, outorgando-lhes do direito de existir novamente e de reconstruir seus templos, com a ressalva de que não ofendam a tranqüilidade pública. Seguirá uma instrução aos magistrados de como se devem portar nesta matéria. Os cristãos, por esta indulgência, obrigar-se-ão a orar a seu Deus por nossa convalescença, em benefício do bem geral e do seu bem estar em particular, de modo que o Estado seja preservado do perigo e eles mesmos vivam a salvo no seu lar.”&lt;br /&gt;De acordo com Pardo (op. cit., p .121), no ano 313, Constantino e o outro imperador Licínio expediram o Édito de Milão, que assegurou a liberdade de culto cristão e determinou a restituição das igrejas e propriedades retiradas das comunidades cristãs. A partir de então, passou a existir o que se chama a paz da igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="_Toc259024788"&gt;4.3. O FAVORECIMENTO DE CONSTANTINO AO CRISTIANISMO&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como mencionado anteriormente, a conversão de Constantino teve importante efeito na sobrevivência e no futuro da igreja. Após a sua conversão, Constantino favoreceu a igreja de diversas formas.&lt;br /&gt;Segundo Nichols (op. cit., p. 43), Constantino favoreceu o Cristianismo com a concessão de liberdade de culto, com ofertas valiosas para a construção de templos, com a manutenção do clero, com a isenção de impostos, com a adoção do lábaro como sinal imperial e com importante ajuda para dirimir disputas doutrinárias.&lt;br /&gt;Como exemplo da ajuda do imperador na solução das disputas doutrinárias encontra-se a sua participação no Concilio de Nicéia, em 325, o primeiro Concílio Geral da Igreja. Sobre ele, Nichols (op. cit., p. 48) leciona que Ário, presbítero de Alexandria, pregava que Jesus não tinha sido nem homem nem Deus, mas um intermediário entre a divindade e a humanidade. Atanásio era o grande oponente de Ário. Constantino convocou o Concílio para pacificar os ânimos e influenciou na decisão que representava o entendimento majoritário dos bispos. Atanásio venceu, e ficou decidido que Cristo era da mesma substância do Pai, resultando no Credo Niceno. Jesus era o Salvador e não podia ser senão o Deus. No século seguinte, no quarto Concílio Geral da Igreja, na Calcedônia (451), confirmou-se o Credo Niceno, e reconheceu-se que Cristo tinha tanto a natureza divina como a humana.&lt;br /&gt;A liberdade de culto e o auxílio financeiro concedido por Constantino, por certo, transformaram a igreja antiga em uma nova igreja. Certamente, a igreja já não precisava viver à margem da legalidade, encontrando apoio para subsistir no próprio governo. Templos foram construídos e a igreja se estruturou. Assim, Constantino representou uma mudança radical nos rumos da igreja cristã, colaborando diretamente com o atual estágio do Cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a name="_Toc259024789"&gt;CONCLUSÃO&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus onisciente sabia previamente o que o ser humano sofreria no mundo em nome da verdade. Jesus Cristo, enquanto viveu neste mundo, advertiu seus apóstolos e seguidores que haveria perseguições e sofrimentos terrenos. Por certo, Deus também sabia que tudo o que se passou na história era necessário para que a igreja chegasse até estes dias.&lt;br /&gt;Os interesses humanos do Estado Romano foram a causa principal da perseguição dos cristãos. As crenças e os hábitos cristãos abalaram toda uma sociedade, até então dominada pelo paganismo ou adstrita aos limites rígidos da doutrina judaica.&lt;br /&gt;A revolução de vida de uma minoria atraiu a atenção de muitas pessoas, a maioria de origem humilde e dominada pelo poder vigente à época. Os valores cristãos passaram a ser acolhidos pelos menos favorecidos e, depois, introduziu-se em todas as esferas da sociedade do Império Romano. A igreja cresceu a olhos vistos. Nas épocas e nas regiões em que as perseguições tornavam-se mais severas, permaneciam apenas os realmente convertidos.&lt;br /&gt;O martírio, as mortes e as restrições de liberdade fortaleceram a fé cristã. Todos que tentaram extinguir o Cristianismo fracassaram. Diocleciano convenceu-se de que isto era impossível e abdicou do Poder. Constantino sabiamente constatou que se não podia vencer o Cristianismo, poderia trazer os cristãos para o seu lado, e assim o fez, o que acabou transformando a igreja. Com Constantino, uma nova igreja surgiu.&lt;br /&gt;A paz reinou na igreja colocando fim às perseguições, às mortes e aos martírios. O povo cristão então passou a usufruir a liberdade de culto e de religião. A igreja foi amplamente beneficiada com recursos financeiros aportados pelo imperador, o que permitiu a construção de templos e a organização eclesiástica. Crises internas passaram a ser resolvidas com o auxílio e o apoio do próprio governo imperial. A igreja chegou a conceder o título de 12º apóstolo para Constantino.&lt;br /&gt;Se a igreja foi beneficiada pela condição de religião reconhecida pelo Estado, nem tudo foi realmente benéfico. A igreja perdeu sua voz profética, na medida em que não se podia criticar a igreja protegida pelo próprio Império. Quem ousaria? Também por isto, muitos passaram a se reconhecer cristãos, mas sem verdadeira conversão, agindo apenas para agradar o próprio governo imperial. O próprio imperador Constantino, batizado apenas em seu leito de morte, viveu sem dar um bom testemunho cristão. A igreja, por sua vez, foi obrigada a aceitar tanto o modo de agir do Imperador como a receber certas doutrinas que implicaram em um sincretismo religioso na própria igreja.&lt;br /&gt;O fato é que a igreja sobreviveu a este período e chegou aos dias atuais. O então invencível Império Romano já não existe mais. Este período histórico serve como grande testemunho do poder de Deus e da força do evangelho de Cristo, a demonstrar que o ser humano nada pode por si mesmo. O testemunho também ensina os atuais cristãos a perseverar na fé e a não se render a dificuldades, por piores que sejam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DREHER, Martin N. A Igreja no Império Romano. Vol. 1, São Leopoldo: Sinodal, 1993.&lt;br /&gt;NICHOLS, Robert Hastings. História da Igreja Cristã, 5 ed. rev., São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1981.&lt;br /&gt;PARDO, José Maria di. Tratado de “Historia Eclesiástica”: los siglos primeiros (I a IV), Barcelona: A.L.E.R.T.A, 1977.&lt;br /&gt;PIERRARD, Pierre. História da Igreja. Álvaro Cunha (trad.). 4. ed., São Paulo: Paulus, 1982.&lt;br /&gt;WALKER, Wiliston. História da Igreja Cristã. Paulo D. Siepierski (trad.), 3. ed., São Paulo: Aste, 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn1" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1801516205270988096#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt;  Segundo Dreher (1993, p. 54), a partir da morte do imperador Cômodo, em 192, os imperadores “passaram a ser nomeados pelo exército.”&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn2" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1801516205270988096#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Conforme Walker (op.cit., p. 149), “Diocleciano enviou ao oráculo de Apolo, em Mileto, uma inquirição sobre que curso ele deveria seguir” diante do comportamento dos cristãos dentro do exército romano, sendo que a “a resposta foi desfavorável para os cristãos”. A partir de então, Diocleciano passou a perseguir os cristãos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ensaio monográfico apresentado em cumprimento às exigências da disciplina de História da Igreja I do Curso de Bacharel em Teologia da Faculdade Teológica Sul Americana, ministrada pelo Prof. Wander de Lara Proença. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1801516205270988096-1205081642529740091?l=amaurymori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaurymori.blogspot.com/feeds/1205081642529740091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amaurymori.blogspot.com/2010/07/alguns-aspectos-do-fim-da-perseguicao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1801516205270988096/posts/default/1205081642529740091?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1801516205270988096/posts/default/1205081642529740091?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaurymori.blogspot.com/2010/07/alguns-aspectos-do-fim-da-perseguicao.html' title='Alguns aspectos do fim da perseguição romana sobre a igreja primitiva'/><author><name>Amaury Haruo Mori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07738335273761043973</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name='OpenSocialUserId' value='15313258311346222560'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CkMDR3s5eSp7ImA9Wx5TFEk.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1801516205270988096.post-3403329058261225720</id><published>2010-07-29T18:47:00.002-03:00</published><updated>2010-07-29T18:54:36.521-03:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2010-07-29T18:54:36.521-03:00</app:edited><title>A plenitude do Espírito Santo no livro de Atos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a name="_Toc256607642"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="_Toc256608496"&gt;INTRODUÇÃO&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitura de Efésios 5:18 inevitavelmente instiga o cristão a observar a recomendação imperativa de Paulo para encher-se do Espírito Santo. Afinal, encontram-se na Bíblia diversas pessoas que, ao seu tempo, eram cheias do Espírito e cumpriam em suas vidas o maravilhoso propósito de Deus. Se viver desta maneira constitui uma grande e desejada benção para o cristão, compreender o que significa a plenitude do Espírito Santo resulta em um tema de relevante importância teológica.&lt;br /&gt;De fato, “ser cheio do Espírito Santo deve ser o grande desejo de todo o filho de Deus” (Hatcher, 1981, p. 106). Alguns exemplos de pessoas cheias do Espírito Santo podem ser mencionadas a título ilustrativo, como João Batista&lt;a style="mso-footnote-id: ftn1" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1801516205270988096#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt; e Estevão&lt;a style="mso-footnote-id: ftn2" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1801516205270988096#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;, mas acima de todos, Jesus Cristo&lt;a style="mso-footnote-id: ftn3" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1801516205270988096#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt;. Ainda, pode ser mencionado Pedro, cheio do Espírito Santo, que através de um discurso, converteu quase três mil almas em Atos 2.&lt;br /&gt;Deste modo, o propósito deste trabalho é investigar a respeito da plenitude do Espírito Santo na vida das pessoas, buscando contribuir com o entendimento e a reflexão de tantos quantos tem buscado conhecer e encontrar a Deus. Naturalmente, o trabalho encontra a limitação própria do ser humano, limitação esta que não permite compreender integralmente a grandiosidade e a majestade de Deus.&lt;br /&gt;Em muitas passagens bíblicas verifica-se o agir do Espírito Santo sobre as pessoas. Entretanto, buscando delimitar a investigação, realiza-se a opção de pesquisar no livro de Atos as passagens bíblicas que mencionam pessoas cheias do Espírito Santo. Este livro tem especial importância por muitas razões, dentre as quais pela narrativa da descida do Espírito sobre os primeiros cristãos que estavam reunidos em Jerusalém. &lt;br /&gt;O primeiro capítulo destina-se à fundamentação bíblico-teológica da plenitude do Espírito Santo, nomeadamente no livro de Atos. Em um segundo capítulo, o trabalho evidenciará o pensamento da doutrina a respeito deste tema, de modo que este possa ser refletido sob o contexto atual. Por fim, na parte final, procura-se estabelecer as principais conclusões deste caminho metodológico, que tem início na Bíblia e passa necessariamente por alguns estudos doutrinários já realizados antes deste trabalho que, naturalmente, não poderia ter a impossível pretensão de esgotar o tema.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;a name="_Toc256607643"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="_Toc256608497"&gt;A PLENITUDE DO ESPÍRITO SANTO EM ATOS&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sentido coloquial, a palavra plenitude corresponde a um substantivo feminino que se refere à qualidade ou ao estado daquele que é pleno, cheio, repleto, completo, inteiro, absoluto. O adjetivo pleno, além destes vários significados, também pode se referir ao que é perfeito e acabado.&lt;br /&gt;Sendo assim, em um primeiro momento, a expressão “plenitude do Espírito Santo” parece designar a qualidade ou o estado do Espírito Santo, enquanto pessoa da Santíssima Trindade. De fato, pode-se compreender Deus como pleno, completo, inteiro, absoluto e perfeito. Porém, não é este o sentido buscado quando se utiliza a expressão “plenitude do Espírito Santo” para dizer que o cristão está cheio do Espírito Santo. Afinal, se o corpo do cristão é o templo onde o Espírito Santo habita, quem detém a qualidade ou o estado de cheio, repleto, completo é o cristão, e não Deus. É o cristão que está cheio, repleto e completo da presença e do agir do Espírito Santo. O cristão seria o continente, caso fosse possível imaginar equivocadamente que Deus pudesse estar contido em algum lugar. A partir desta argumentação, pode-se afirmar que a expressão que se pretende definir nada mais representa do que uma metáfora, já que Deus (ou a sua presença) não pode ser limitado à noção de conteúdo. Pode-se afirmar, ainda, que a melhor expressão metafórica que corresponde à idéia que se pretende desenvolver é “a plenitude do Espírito Santo na vida do cristão”.&lt;br /&gt;Como bem explica René Pache (1957, p.131), “a Bíblia não contém exactamente esta expressão; mas em muitas passagens ela fala da possibilidade e da necessidade dos crentes se ‘encherem do Espírito’. Se, então, falamos às vezes da ‘plenitude do Espírito Santo’, é por comodidade de linguagem, pois isso significa ser ‘cheio do Espírito’”.&lt;br /&gt;Jesus Cristo, antes de ser elevado às alturas, revelou aos seus apóstolos a promessa do Pai, de que não muito depois daqueles dias, seriam batizados com o Espírito Santo e que receberiam poder, com o propósito de serem suas testemunhas em todos os locais da terra (At 1:5;8). De fato, não muito tempo depois, todos estavam reunidos quando ficaram cheios do Espírito Santo em Pentecostes, conforme Atos 2:4.&lt;br /&gt;Sem dúvida, o discurso de Pedro em Atos 2, que converteu três mil pessoas, foi obra do Espírito Santo. Pedro era cheio do Espírito, conforme também confirma a Bíblia em Atos 4:8.&lt;br /&gt;A igreja primitiva orava com o propósito indicado por Jesus, para que Deus concedesse aos seus servos que anunciassem a sua Palavra com toda a intrepidez, em Atos 4:23-31. Tendo eles orado, todos ficaram cheios do Espírito Santo e cumpriam o propósito divino, com toda intrepidez (At 4:31).&lt;br /&gt;Os doze discípulos determinaram fossem escolhidos sete homens cheios do Espírito Santo e de sabedoria por ocasião da instituição dos diáconos, em Atos 6. No versículo 5 deste capítulo, a Bíblia narra que foram escolhidos Estevão, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau. Entretanto, cumpre notar que o versículo evidenciou apenas Estevão como “homem cheio de fé e do Espírito Santo”. A plenitude do Espírito Santo na vida de Estevão foi confirmada em Atos 7:55.&lt;br /&gt;Paulo foi procurado por Ananias por ordem do Senhor, para que ficasse igualmente cheio do Espírito Santo, como se verifica em Atos 9:17. De fato isto ocorreu, o que se percebe por todo o trabalho deste apóstolo, e se confirma expressamente em Atos 13:9.&lt;br /&gt;O versículo 24 de Atos 11 descreve Barnabé como homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé.&lt;br /&gt;Estas são algumas passagens bíblicas que se referem expressamente a pessoas cheias do Espírito Santo. O adjetivo grego plèrès (πληρης), que significa cheio e completo “aplica-se também a pessoas, nos escritos de Lucas e João. Um homem pode ser cheio do Espírito Santo, cheio de fé, ou cheio de boas obras (cf. At 6:3, 5; 9:36)” (Coenen &amp;amp; Brown, 2000, p. 1673). Os verbos gregos plèroò (πληρόω) e pimplèmi (πίμπλημι) significam encher e completar, e se empregam apenas no passivo, no contexto de pessoas cheias do Espírito (Coenen &amp;amp; Brown, 2000, p. 1676).&lt;br /&gt;Segundo Coenen &amp;amp; Brown (2000, p. 1677), “aquilo que foi, até ao Pentecostes – data decisiva da igreja universal – o privilégio de apenas poucos indivíduos, ficou sendo, a partir daquela data, a característica mais importante da igreja judaica, e, subsequentemente (cf. At cap. 10), da igreja gentia”. Ocorre, porém, que o enchimento do Espírito não importava em um fim em si mesmo, mas era a condição prévia (e por que não, necessária) para o cristão, em uma situação missionária, levar com intrepidez a mensagem do evangelho até os confins da terra. De fato, esta é a tônica do versículo-chave do livro de Atos, ou seja, Atos 1:8.&lt;br /&gt;Uma vez identificado o contexto bíblico da plenitude do Espírito Santo no livro de Atos, nomeadamente relacionado com a missão evangelística confiada por Cristo aos seus apóstolos, importa no próximo capítulo desta breve pesquisa estudar a interpretação teológica sobre a plenitude do Espírito Santo na vida dos cristãos dos dias atuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTERPRETAÇÃO TEOLÓGICA&lt;a name="_Toc256608498"&gt; SOBRE A PLENITUDE DO ESPÍRITO&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ressaltado nas notas introdutórias, é natural e visível nas pessoas cristãs o desejo de atender a recomendação imperativa bíblica de encher-se do Espírito Santo. Este desejo se potencializa na medida em que a leitura bíblica revela os grandes feitos de personagens na comunidade cristã do primeiro século. Hatcher (1981, p. 106) esclarece que “ser cheio do Espírito Santo significa que o crente está se desenvolvendo normalmente como um filho de Deus deveria desenvolver-se. Significa que o crente está se tornando semelhante a Jesus. (Ver Efésios 4:13)”. É fato que “toda e qualquer pessoa salva pode ser cheia do Espírito. Isso é uma verdade porque toda pessoa salva é nascida do Espírito de Deus. Qualquer pessoa nascida do Espírito pode ser cheia do Espírito Santo.” (Hatcher, 1981, p. 107).&lt;br /&gt;Na mesma proporção, entretanto, a plenitude do Espírito Santo parece não ser bem compreendida por alguns cristãos atuais. Tem-se a impressão de que os mencionados grandes feitos eram obras de seres humanos, olvidando-se do real agir do Espírito Santo neste mundo. Por outro lado, percebe-se em alguns cristãos o desejo de alcançar a plenitude do Espírito Santo para satisfazer fins eminentemente pessoais. Deste modo, Pache (1957, p. 135) corretamente adverte que “estar cheio do Espírito não quer dizer que nós temos mais do Espírito, para dispor d’Ele de qualquer maneira, mas bem pelo contrário, que Ele tem mais de nós próprios e nos tem inteiramente à Sua disposição.” Para Bravo, “a exortação para encher-se do Espírito é uma exortação de completa rendição para Ele. Quanto mais nos esvaziamos de nós mesmos, dEle nos enchemos e maior será a manifestação do seu poder em nossas vidas” (1958, p. 61).&lt;br /&gt; Há, de fato, um propósito na plenitude do Espírito Santo na vida do cristão. Conforme esclarece Bravo (1958, p. 53), “na plenitude do Espírito, Ele toma conta inteiramente do nosso coração, aniquila o homem velho e nos ensina a vontade de Deus, fortalecendo-nos e dando-nos poder para o trabalho. O novo nascimento nos comissiona à salvação; a plenitude ao trabalho. Pelo novo nascimento nascemos no reino de Deus; pela plenitude recebemos um trabalho no Reino”. Assim, tal como na igreja primitiva, o propósito do cristão encher-se do Espírito Santo é alcançar poder, não para benefício próprio, mas para benefício de todos os seres humanos. Neste sentido, Bravo afirma que “a plenitude do Espírito, é um novo poder dado ao crente para a vida e para o serviço do Reino” (1958, p. 64).&lt;br /&gt;Sobre o propósito da plenitude do Espírito Santo, Heijkoop (1978, p. 66) também leciona que pela leitura atenta das passagens bíblicas que tratam do tema “havemos de ver que ser ‘enchido’ do Espírito Santo tem sempre ligação com o serviço de Deus, e algumas vezes com uma missão no tempo definido, como no caso de João Baptista e Paulo, mas na maioria dos casos com missões, profecias e testemunho.” O significado de “ser enchido”, segundo o autor, pode ter a resposta encontrada em Atos 1:8, com o fato de ser testemunha.&lt;br /&gt;Nem sempre as obras humanas são resultado do agir do Espírito Santo. De acordo com Hatcher (1981, p. 112), “há três qualidades que as obras do Espírito sempre possuem, e Ele quer que essas qualidades guiem as vidas daqueles em quem Ele habita.” Este autor prossegue esclarecendo que “Ele produz bondade, pureza e verdade na vida diária do crente – nos seus pensamentos, nas suas palavras e nas suas ações. O Espírito Santo não atua para produzir superficialidades religiosas” (1981, p. 112). De fato, em Efésios 5:9, está que escrito que o fruto da luz consiste em toda bondade,  justiça e verdade. Estas qualidades servem para análise sobre a origem humana, ou divina, dos atos cristãos.&lt;br /&gt;Sabendo-se as características do agir do Espírito Santo na vida das pessoas, questiona-se se tais características são duradouras na vida do cristão, ou se remanescem apenas durante momentos específicos e limitados.  Heijkoop (1978, p.65) refere que:&lt;br /&gt;“esta expressão não diz respeito a nenhuma condição passageira; se bem que não quer dizer que Barnabé tenha permanecido nesse estado até à sua morte. Indica uma condição espiritual da alma, na qual não há nada que venha estorvar a obra do Espírito Santo, e na qual todos os sentimentos, pensamentos, palavras e obras, são verificadas por Ele. Que maravilhosa condição!”.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    &lt;br /&gt;Segundo Heijkoop, portanto, a condição do ser humano encher-se do Espírito Santo não representa uma condição passageira. Ele prolonga-se no tempo, na medida em que o cristão cultiva bons hábitos; lê, medita dia e noite e observa as escrituras; permitindo, enfim, a influência do Espírito Santo em sua vida. O encher do Espírito Santo não resulta em apenas experiências momentâneas, físicas e emocionais na vida do cristão. Conforme Hatcher (1981, p. 115), comparando Efésios 5:18 com Colossenses 3:16, pode-se afirmar que “enchei-vos do espírito” é o mesmo que “habite ricamente em vós a palavra de Cristo”. Afinal, os resultados são os mesmos, conforme versículos que seguem nos dois livros. Sendo assim, “a expressão ‘enchei-vos do Espírito’ significa que devemos encher as nossas vidas com a Palavra de Deus, mediante o estudo, a meditação e a obediência submissa à mesma” (Hatcher, 1981, p.115). De fato, em João 6:63 encontra-se a lição de que as palavras de Cristo são espírito e vida.&lt;br /&gt;Deste modo, a plenitude do Espírito Santo parece compreender, então, um processo de “enchimento”. Não se trata de um fato instantâneo, que transforma o ser humano imediata e indelevelmente. Conforme Bravo (1958, p. 54):&lt;br /&gt; “a velha natureza não sai, quando entra a nova, sendo mui claras sobre isto a Palavra de Deus e a nossa própria experiência. Agora, tem o pecador como que uma dupla natureza, na qualidade de crente. Existem nele ‘o Espírito’ e a ‘carne’, a vida nova e antiga, que são coexistentes. Ambas residem nele. Inimigos mortais, cada qual luta para dominá-lo. ‘A carne deseja contra o Espírito e este contra a carne’, desejando uma e outra não só estar nele, mas também possuí-la completamente.”&lt;br /&gt;O crente tem a faculdade da escolha, podendo escolher entre a carne e o Espírito conforme esteja inteiramente sujeito àquele de que deseja tornar-se repleto.  “Estar cheio do Espírito envolve um processo de crescimento contínuo e não uma experiência repentina. Uma pessoa cheia do Espírito viverá o tipo de vida que Jesus viveu – uma vida caracterizada pela obediência às Escrituras” (Hatcher, 1981, p. 106).&lt;br /&gt;Isto não quer significar que as pessoas não possam ser cheias do Espírito Santo em um instante, se esta for a vontade de Deus, tal como ocorreu no dia de Pentecostes (At. 2:4) ou na oração da igreja em Atos 4:31. Pache (1957, p. 143) refere que “o Espírito quer, pelo contrário, encher-nos inteiramente, tais como somos, para conduzir-nos passo a passo à perfeição”. Segundo este autor, somente na glória o ser humano poderá ser cheio de toda a plenitude de Deus, mas “o Espírito pode e quer encher-nos hoje, num instante, à medida da nossa capacidade”. De fato, é preciso perceber que os seres humanos não são iguais entre si. Portanto, a plenitude do Espírito Santo existe em cada crente, porém na proporção de sua capacidade pessoal. A partir desta condição pessoal, o Espírito conduz o homem em um processo de enchimento, até transbordar da plenitude de Deus.&lt;br /&gt;Segundo Hatcher (1981, p. 109) através do processo “Deus toma posse da vida que foi comprada ao preço do sangue de Jesus Cristo”. A vida da pessoa é como uma habitação espiritual (Ver 1 Coríntios 6:19). A partir do momento em que a pessoa crê em Cristo, o Espírito Santo vem viver na sua vida salva. O Espírito Santo pretende dirigir esta vida com o fim de seu desenvolvimento espiritual, no crescimento da fé. A vida do crente deveria ser como a vida de Jesus. No entanto, a vida do pecador é como uma casa velha, em estado deplorável, comprada pelo preço integral por Cristo para ser habitáculo do Espírito Santo (1 Cor. 6:20). O Espírito de Deus passa a habitar a casa e a arrumar, cômodo a cômodo, ou seja, remover tudo o que não é bom, substituindo por bons pensamentos, bons hábitos, confissão de pecados, arrependimento, nova conduta. Encher-se do Espírito Santo é permitir que Ele tome posse plena e perfeitamente da vida que Jesus adquiriu (Hatcher, 1981, p. 108/111).&lt;br /&gt;Um outro ponto que merece análise é a forma como o cristão alcança a plenitude do Espírito Santo. Ou seja, alguns autores dizem que o cristão deve orar para tornar-se cheio do Espírito, enquanto outros contestam este entendimento. Heijkoop  (1978, p.67), por exemplo, escreve que “orar para receber o Espírito Santo, como fazem alguns, está em completa contradição com a verdade revelada”. Isto porque não se encontra “nada acerca de orar pelo Espírito Santo, se bem que em Efésios 5:18 sejamos exortados a enchermo-nos do Espírito. Só em Actos encontramos de terem levantado unânimes a voz a Deus rogando-Lhe que lhes concedessem poder para pregar a sua Palavra. E como resposta foram cheios do Espírito Santo e falavam a Palavra de Deus com toda a liberdade”&lt;br /&gt;Bravo (1958, p. 65), por outro lado, entende que:&lt;br /&gt;“é necessário que um a um, todos da Igreja que ainda não a possuem, sintam essa necessidade e em orações constantes e fervorosas peçam-na a Deus, que a todos dá liberalmente. Deus tem hoje um grande trabalho para a Igreja. Quando estamos cheios do Espírito, Ele nos revela qual o trabalho que temos a fazer no seu Reino. Buscar pois a plenitude do Espírito é hoje uma urgente necessidade, a fim de que a obra não pereça, e os dons sejam revelados na edificação da Igreja de Deus”.&lt;br /&gt;Bravo (1958, p. 66) completa, “mas isto não deve ser a parte dos verdadeiros servos: esperar sem procurar. Pelo contrário, o verdadeiro servo procura se preparar para receber a missão e bem desempenhar o seu trabalho”.&lt;br /&gt;Não obstante, o próprio Bravo admite (1958, p. 69), que “o Espírito é soberano. Age onde, quando e como quer, independente de nosso gosto e muitas vezes contra ele”. Ainda afirma que “é possível que a plenitude possa ser dada a pessoas que não orarem por ela. Pode ser que uma pessoa receba, porém uma igreja inteira nunca receberá a plenitude do Espírito, se ela toda não estiver orando para isso” (1958, p. 70).&lt;br /&gt;Depreende-se, nesta questão, que orar é preciso, não para o fim específico de receber o Espírito Santo como resultado de uma fórmula mágica dominada pelo ser humano e que pode ser ensinada em livros. Orar é preciso pois constitui algo indispensável para o ser humano manter relacionamento com Deus, demonstrando também submissão ao Pai e disposição para estar com Ele. Jesus Cristo nos ensinou a orar, e é preciso seguir o Mestre. Deste modo, o ser humano fica vazio de si mesmo e se enche da presença do Espírito de Deus.&lt;br /&gt;Finalmente, é possível compreender que a plenitude do Espírito Santo pode, de fato, extinguir-se na vida do cristão. Hatcher (1981, p. 121) esclarece que:&lt;br /&gt;“Quando os crentes vivem seguindo os seus desejos carnais e desfrutam dos prazeres mundanos, o Espírito Santo é impedido de tornar suas vidas semelhantes à de Cristo Jesus. (ver Gálatas 5:16). Lembre-se que o Espírito Santo é uma pessoa. Podemos entristecê-Lo, podemos oferecer-Lhe resistência e podemos abafá-Lo. Quando essas condições prevalecem em nossas vidas, o Espírito Santo não pode nos encher”.&lt;br /&gt;Hatcher (1981, p. 121), fundamentando-se no versículo de 1 Tessalonicenses 5:19 esclarece que “extinguir o Espírito é a mesma coisa que apagar as chamas, abafar”. Assim, “o Espírito Santo pode ser extinguido – interrompido ou ignorado – por falta de dedicação e por falta de submissão à vontade de Deus. A indiferença também abafa o Espírito” (1981, p. 122). Enfim, extinguir o Espírito Santo significa que o ser humano abandonou o relacionamento com Deus e procura viver apenas para si, atendendo aos seus próprios desejos e interesses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONCLUSÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A plenitude do Espírito Santo na vida do cristão constitui tema teológico de grande importância, instigando a prossecução dos estudos e o futuro aprofundamento da pesquisa.&lt;br /&gt;A expressão plenitude do Espírito Santo constitui uma metáfora, que não é utilizada expressamente pela Bíblia. Refere-se à possibilidade e à necessidade dos cristãos serem cheios do Espírito Santo.&lt;br /&gt;No livro de Atos, a Bíblia menciona como os apóstolos, e em especial pessoas como Pedro, Paulo, Estevão e Barnabé, eram pessoas cheias do Espírito Santo. O verbo cheio aparece neste livro bíblico sempre na forma passiva, como plèroò  e pimplèmi. Já, o adjetivo plèrès, que significa cheio, refere-se às pessoas e é utilizado nos escritos de Lucas e João. No livro de Atos, a plenitude do Espírito Santo estava relacionada com a obra de Deus na terra.&lt;br /&gt;Qualquer pessoa salva pode ser cheia do Espírito Santo, enquanto nascida do Espírito de Deus. A plenitude do Espírito Santo constitui, para os cristãos, um desejo natural e necessário para seu crescimento espiritual. Entretanto, a plenitude não deve servir para satisfazer interesses pessoais ou para alcançar prestígio através de boas obras. É preciso esvaziar-se de si mesmo, para ser completo pelo agir do Espírito Santo. O propósito do cristão se encher do Espírito Santo é alcançar poder, não para benefício próprio, mas para benefício de todos os seres humanos.&lt;br /&gt;A presença do Espírito Santo na vida do crente produz atos de bondade, de justiça e de verdade. Esta condição tende a se prolongar no tempo, refletindo bons hábitos e a prática da Palavra de Deus pelo cristão. A plenitude do Espírito não resulta de simples experiências momentâneas, físicas e emocionais. Ainda que, segundo a vontade de Deus, a plenitude do Espírito Santo possa ser alcançada instantaneamente, como ocorria na igreja antiga, ela atualmente compreende, na maioria das vezes, um processo de transformação do ser humano. Os seres humanos não são iguais entre si. Portanto, a plenitude do Espírito Santo existe em cada crente, porém na proporção de sua capacidade pessoal. A partir desta condição pessoal, o Espírito conduz o ser humano em um processo de enchimento, até transbordar da plenitude de Deus.&lt;br /&gt;A oração deve ser uma prática habitual do cristão, mas não tem relação direta e necessária com o alcançar da Plenitude do Espírito Santo. O Espírito age quando e como quer. Em oração, o cristão deve-se colocar à disposição de Cristo, mantendo um íntimo relacionamento com Deus. O Espírito Santo encherá a vida do cristão, impulsionando-o a fazer a obra segundo a vontade de Deus.&lt;br /&gt;O cristão que vive sem procurar ser um imitador de Cristo, dedicando-se apenas às vontades do mundo, pode também entristecer o Espírito, assim como extingui-lo em sua vida.&lt;br /&gt;Assim, a plenitude do Espírito Santo se alcança dia a dia, segundo a capacidade pessoal de cada um. O cristão espera que um dia a plenitude do Espírito Santo possa extravasar em sua vida, derramando-se mais e mais como benção sobre a vida do próximo.&lt;br /&gt;De tudo o que se discorreu neste trabalho, pode-se concluir que a plenitude do Espírito Santo na vida do cristão importa em um estado de submissão a Deus e disposição para o Reino de Deus, mediante o esvaziamento de si próprio para ser, ato-contínuo, preenchido pela presença do Espírito de Deus, de modo que esta presença conduza o cristão a cumprir a obra do Pai, assemelhando o seu viver ao de Jesus Cristo, com atos de bondade, justiça e verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRAVO, Zacharias. Mas recebereis o poder... São Paulo: Hinman &amp;amp; Overholt, 1958.&lt;br /&gt;COENEN Lothar &amp;amp; BROWN Colin (orgs.). Dicionário internacional de teologia do novo testamento. Tradução Gordon Chown. 2. ed. São Paulo: Vida Nova, 2000.&lt;br /&gt;HATCHER, John A. Conheça o Espírito Santo. Garça: Imprensa da Fé, 1981.&lt;br /&gt;HEIJKOOP, H. L. O Espírito Santo. 2. ed. Lisboa: Minerva, 1978.&lt;br /&gt;PACHE, René. A pessoa e a obra do Espírito Santo. Leiria: Vida Nova, 1957.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn1" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1801516205270988096#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Que não bebia vinho, nem bebida forte, e era cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe Isabel (Lc 1:15).&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn2" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1801516205270988096#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Conforme Atos 6:5.&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn3" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1801516205270988096#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; De acordo com Lucas 1:1.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este é um trabalho de pesquisa apresentado em cumprimento às exigências da disciplina de Teologia Sistemática II do Curso de Bacharel em Teologia da Faculdade Teológica Sul Americana, ministrada pelo Prof. Reginaldo Von Zuben.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1801516205270988096-3403329058261225720?l=amaurymori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaurymori.blogspot.com/feeds/3403329058261225720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amaurymori.blogspot.com/2010/07/plenitude-do-espirito-santo-no-livro-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1801516205270988096/posts/default/3403329058261225720?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1801516205270988096/posts/default/3403329058261225720?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaurymori.blogspot.com/2010/07/plenitude-do-espirito-santo-no-livro-de.html' title='A plenitude do Espírito Santo no livro de Atos'/><author><name>Amaury Haruo Mori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07738335273761043973</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name='OpenSocialUserId' value='15313258311346222560'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;A0QGRno5fyp7ImA9WxFUFEU.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1801516205270988096.post-6458045650688179291</id><published>2010-06-25T14:56:00.002-03:00</published><updated>2010-06-25T15:08:47.427-03:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2010-06-25T15:08:47.427-03:00</app:edited><title>A POSIÇÃO DA IGREJA EM RELAÇÃO ÀS OVELHAS PERDIDAS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Introdução&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na parábola da ovelha perdida, de Lucas 15:1-7, observamos um contexto no qual Jesus recebia publicanos (cobradores de impostos) e pessoas de má fama (pecadores), e comia com eles. Para os fariseus daquele tempo, reunir-se com pecadores ou publicanos, e fazer uma refeição com eles, era algo ultrajante. Os fariseus (doutores da lei) e escribas (mestres da lei) murmuravam contra Jesus. Em resposta, Jesus contou-lhes a parábola da ovelha perdida.&lt;br /&gt;Pela parábola, Jesus refere-se ao esperado comportamento humano diante das ovelhas perdidas, incentivando o ser humano a agir segundo a vontade de Deus. Neste sentido, Mateus (cap. 18) também menciona a mesma parábola, entretanto evidencia as palavras de Jesus ensinando as pessoas que não desprezem os pequenos, e conclui afirmando que o Pai, que está nos céus, não quer que nenhum destes pequeninos se perca.&lt;br /&gt;De todas as parábolas retiramos lições para a igreja. A igreja não é templo. A igreja somos todos nós, e cada um de nós juntos, como corpo de Cristo, sendo Cristo o Cabeça. O corpo não existe para ficar parado, deitado em berço esplêndido, mas foi criado por Deus para agir, para trabalhar, para ajudar e para amar o próximo. Este é o papel da igreja!&lt;br /&gt;E Jesus estava chamando a atenção daqueles, que também eram parte da igreja, mas que se achavam perfeitos, que não precisavam de arrependimento, que já se achavam pessoas boas e justas apenas porque cumpriam a lei. Quem pode se considerar desta forma? Ninguém. Por outro lado, não podemos, nenhum de nós, desprezar aqueles que estão perdidos no mundo. Deus não quer que ninguém se perca. Deus ama o mundo de tal maneira que enviou seu Filho unigênito para que todo aquele que Nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna. (João 3:16). Cristo quer que nós, cada um de nós, tomemos uma posição em nossas vidas.&lt;br /&gt;Refletindo sobre a parábola da ovelha perdida, encontramos algumas posições que Cristo gostaria que seus seguidores tomassem. Eu gostaria de ressaltar 3 destas posições. A primeira delas é uma posição de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.      Uma posição de amor.&lt;br /&gt;Jesus desde logo ensina, pela parábola, que uma posição de amor é diversa da posição dos fariseus e escribas, doutores e mestres da lei daquela época. Estes estudiosos seguiam a lei de forma absoluta, sem se desviar nem para a direita nem para a esquerda. Achavam-se justos, salvos. Pensavam que não precisavam de arrependimento. Eram capazes de tudo para cumprir a lei, e assim, sentirem-se perfeitos aos olhos de Deus e das outras pessoas. Nestas condições, eles entendiam que algumas pessoas que não cumpriam a lei eram pecadores, pessoas de má fama. As pessoas eram discriminadas pelos fariseus pelo lugar de origem (os samaritanos, porque estes judeus tinham permitido a miscigenação do povo com estrangeiros, por ocasião do exílio), pela condição de saúde (as doenças ou reduções de capacidade física eram decorrentes de algum pecado da própria pessoa ou de sua família), e também pela profissão (pastores porque descumpriam a lei). Os pastores, por exemplo, precisavam trabalhar nos sábados, o que significava transgredir a lei. Os fariseus também não gostavam de Jesus, que se autodenominava o Bom Pastor (João 10:11), aquele que dá a vida pelas ovelhas.&lt;br /&gt;Na parábola, Jesus se refere aos fariseus, perguntando-lhes, qual dentre vós é o homem que tem 100 ovelhas, e perdendo uma, por acaso não vai procurá-la, deixando outras 99 no campo, no deserto, ou no monte?&lt;br /&gt;Pela parábola, está claro que o Bom Pastor (não o mercenário) ama a todas as ovelhas, e ama a cada uma delas. Não está escrito no texto bíblico, mas estudando a cultura da época, sabemos que as ovelhas que ficaram no campo não ficaram sozinhas, abandonadas. O pastor, com 100 ovelhas, não trabalhava sozinho, mas era auxiliado por outros pastores. O pastor responsável sabia que as outras 99 ovelhas seriam conduzidas pelos outros pastores. Por sua vez, em um ato de amor, arriscou-se a andar atrás da única ovelha perdida, por locais onde, distante dos colegas, poderia perder-se, ser assaltado ou ser morto.&lt;br /&gt;Cristo, assim, nos ensina que devemos ter uma posição de amor em relação às ovelhas perdidas, que se comparam àquelas pessoas que se afastam do caminho, que são consideradas pecadoras. Nós que estamos na igreja somos santos. Mas cuidado! Ser santo não significa ser livre do pecado, ou não precisar de arrependimento. Ser santo significa ser separado para cumprir a missão que Deus conferiu à igreja.&lt;br /&gt;Lembro-me de um professor da faculdade que contou sobre o trabalho missionário junto com prostitutas de uma determinada região da cidade. Estas mulheres converteram-se e passaram a freqüentar a igreja. Infelizmente, não foram bem recebidas pela comunidade, porque sabiam do seu passado. Jesus nos ensina que devemos ter uma posição de amor para com todos, inclusive e especialmente com as ovelhas perdidas, por que o Filho do Homem veio para salvar quem está perdido (Mateus 18:11).&lt;br /&gt;Assim, a parábola nos ensina que devemos ter uma posição de amor, mas também devemos ter uma posição de empenho e dedicação. Esta é a segunda posição que a igreja deve ter em relação às ovelhas perdidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.       Uma posição de empenho e dedicação&lt;br /&gt;A parábola nos mostra que o pastor deixou o lugar onde outras ovelhas estavam e passou a procurar a ovelha perdida até achá-la. Ele não parou até cumprir o seu objetivo. O texto não fala, mas esta expressão demonstra que o pastor deve ter caminhado muito até achar a ovelha. Basta notar o júbilo que teve quando a encontrou. Portanto, o pastor empenhou-se e dedicou-se até cumprir o seu objetivo.&lt;br /&gt;Entretanto, o empenho e a dedicação não se limitam à atitude de procurar a ovelha perdida. Uma pesquisa sobre o comportamento das ovelhas que se perdem do rebanho e não acham o caminho de casa revela que “uma ovelha perdida ficará deitada, desamparada, e recusar-se-á a mexer-se. O Pastor é forçado a carregá-la por uma distância considerável.” O texto bíblico revela que depois de achá-la o pastor colocou a ovelha nos ombros e voltou com ela até em casa. Na internet, eu verifiquei que uma ovelha adulta pesa, no mínimo, 40 kg. Portanto, o pastor, mesmo sabendo que deveria ter que carregar a ovelha perdida em seus ombros depois que a achasse, não desanimou. Dedicou-se, empenhou-se, até achar a ovelha, e depois a carregou de volta para casa.&lt;br /&gt;Assim também deve ser a igreja. Devemos nos dedicar e empenhar para encontrar as ovelhas perdidas, e quando as encontramos, devemos continuar nos empenhando e dedicando para conduzi-las de volta até os caminhos de Deus. É certo que a salvação vem pela graça de Deus. É o Espírito Santo que convence as pessoas da necessidade do arrependimento. Mas Jesus nos ensina a amar o nosso próximo, e assim devemos fazer com dedicação e empenho para ajudar a quem precisa. Se por um lado a salvação vem pela graça, e não pelas obras, sabemos que as obras demonstram quem está verdadeiramente no caminho da salvação. Cristo no incentiva a agir, a mover o seu corpo que é a igreja, com amor, dedicação e empenho.&lt;br /&gt;Como nós vamos encontrar as ovelhas? Penso que devemos evangelizar, conversar com as pessoas que encontramos no caminho. Evangelizar significa apresentar Jesus Cristo a estas pessoas. Também significa ter uma vida digna, para que as pessoas vejam em nós a glória de Deus. O convencimento será feito pelo Espírito Santo. Mas Deus pede que façamos a nossa parte. É assim que consta em Atos 1:8, “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”.&lt;br /&gt;Este trabalho requer empenho e dedicação, porque é feito para a glória de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.      Uma posição de alegria.&lt;br /&gt;Gostaria, ainda, de ressaltar uma terceira posição que a igreja deve assumir, de acordo com a parábola da ovelha perdida. Esta é uma posição de alegria.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A palavra diz que o bom pastor, quando encontra a ovelha perdida, fica muito contente, tem muito júbilo, ou seja, muita alegria. Apesar do esforço de carregar em seus ombros a ovelha que estava perdida, o pastor vai para casa muito alegre. E chegando em casa, chama seus amigos e vizinhos para se alegrar com ele por ter encontrado a ovelha perdida. A comunidade também deve ter ficado alegre, porque o pastor saiu de seu lugar seguro, de sua zona de conforto, achou a ovelha, e ambos retornaram para a comunidade, sãos e salvos.&lt;br /&gt;Jesus nos ensina que quando uma ovelha perdida é encontrada e conduzida novamente para a casa, há muita alegria no céu. A ovelha perdida é o pecador que se arrepende de seus pecados. Há mais alegria no céu por este pecador arrependido do que por 99 pessoas que se acham boas, santas e justas, e que pensam que não precisam de arrependimento. Todos nós precisamos de arrependimento. E Deus se alegra quando nos arrependemos e voltamos para Ele, para a proteção de suas asas. Porque sozinhos, não temos força, ficamos caídos, desanimados, desamparados e impossibilitados de se mexer. Mas Deus nós coloca em seus ombros, e nos carrega com alegria para casa.&lt;br /&gt;Assim também Jesus nos ensina a agir, quando uma ovelha perdida é alcançada. Não é correto ficarmos murmurando porque aqueles que estão no mundo se aproximam de Jesus. Ele recebe a todos, com alegria. A igreja, ao receber estes irmãos na fé, precisa recebê-los com alegria. É apropriado que estendamos as nossas duas mãos, para juntos caminharmos como igreja, como irmãos em Cristo.&lt;br /&gt;Quando uma pessoa recebe a Cristo e está em Cristo, torna-se nova criatura. As coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo. Portanto, cabe à igreja receber a nova criatura com alegria, sem cogitar do passado que já morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesta mensagem irmãos e irmãs, aprendemos com a parábola da ovelha perdida três posições que a igreja precisa assumir perante as ovelhas perdidas. A igreja somos nós que formamos o corpo de Cristo. A igreja precisa ter uma posição de amor pelos que estão perdidos, no mundo. A igreja precisa ter uma posição de dedicação e empenho para com aqueles que precisam de ajuda e apoio. A igreja precisa ter uma posição de alegria, para com as ovelhas que são alcançadas pelo amor e pela graça do Bom Pastor, que é Jesus Cristo. Jesus nos ensina a não ser como os fariseus e escribas de seu tempo, que achavam que eram santos, apenas porque cumpriam a lei. Nós somos santos porque somos povo separado, para cumprir a missão que Deus nos outorgou. Gostaria de convidar o irmão e a irmã, neste momento, a pensarem em alguma pessoa que está afastada da igreja. Alguém que você conheça e que precisa ser alcançado ou reapresentado para Jesus. Que Deus nos abençoe e que possamos agir para com estas pessoas da forma como Jesus no ensinou na parábola da ovelha perdida. Amém.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1801516205270988096-6458045650688179291?l=amaurymori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaurymori.blogspot.com/feeds/6458045650688179291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amaurymori.blogspot.com/2010/06/posicao-da-igreja-em-relacao-as-ovelhas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1801516205270988096/posts/default/6458045650688179291?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1801516205270988096/posts/default/6458045650688179291?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaurymori.blogspot.com/2010/06/posicao-da-igreja-em-relacao-as-ovelhas.html' title='A POSIÇÃO DA IGREJA EM RELAÇÃO ÀS OVELHAS PERDIDAS'/><author><name>Amaury Haruo Mori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07738335273761043973</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name='OpenSocialUserId' value='15313258311346222560'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;D0ADRX8zfip7ImA9WxFXF04.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1801516205270988096.post-445774274099464552</id><published>2010-05-24T18:02:00.002-03:00</published><updated>2010-05-24T18:16:14.186-03:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2010-05-24T18:16:14.186-03:00</app:edited><title>A fé que vence o temor humano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;INTRODUÇÃO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O temor é natural ao ser humano. Quantas vezes encontramos na bíblia a mensagem: “NÃO TEMAS”? Eu contei cerca de 116 vezes. Podemos citar alguns exemplos. Abrão estava preocupado porque não tinha descendência e o Senhor lhe disse em uma visão (Genesis 15:1): “NÃO TEMAS, ABRÃO, EU SOU O TEU ESCUDO, E TEU GALARDÃO SERÁ SOBREMODO GRANDE.” Quando o anjo aparece a Maria ela perturbou-se muito e o anjo lhe disse (Lucas 1:28-30): “MARIA, NÃO TEMAS; PORQUE ACHASTE GRAÇA DIANTE DE DEUS”. Também o apóstolo Paulo estava em um navio que possivelmente ia naufragar, em meio a uma tempestade, e um anjo lhe apareceu e disse (Atos 27:24): “PAULO, NÃO TEMAS! É PRECISO QUE COMPAREÇAS PERANTE CÉSAR, E EIS QUE DEUS, POR SUA GRAÇA, TE DEU TODOS QUANTOS NAVEGAM CONTIGO.” O que Jairo deve ter sentido, ao sair de casa tendo deixado sua filha que estava morrendo? Quanto temor ele sentiu de perder a filha? E mesmo depois de ouvir que sua filha havia morrido, Jesus lhe disse: NÃO TEMAS, CRÊ SOMENTE.&lt;br /&gt;Todos nós temos medo: de não conseguir atingir nossos objetivos, das doenças, da violência, da morte. Pense consigo mesmo: Não precisa responder alto: do que vc tem medo? O que lhe aflige.&lt;br /&gt;O temor é natural ao ser humano, mas hoje a Palavra do Senhor diz a você: Não temas, crê somente!&lt;br /&gt;A fé em Deus é libertadora e capaz de vencer o temor humano. Deposite nas mãos do Senhor todos os seus problemas e creia que Ele é capaz de te ajudar a suportar todas as dificuldades.&lt;br /&gt;O tema deste sermão é a fé em Deus, em sobreposição ao temor natural do ser humano. Mas o que significa ter fé? Eu gostaria de ressaltar 3 atitudes que fortalecem a nossa fé e nos ajudam a vencer o temor e compreender a própria fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I. TER FÉ É CONFIAR EM DEUS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jairo procurou Jesus porque confiou que Ele poderia resolver seu problema. Jairo era um homem importante, um dos principais da sinagoga. Era portanto um judeu que devia cumprir a lei judaica. Assim, jamais poderia adorar um homem. Mas ele procurou Jesus no meio da multidão, prostrou-se diante de Jesus e suplicou dizendo que se Jesus apenas impusesse suas mãos sobre sua filha que estava à morte, ela viveria. Jairo demonstrou que confiou em Jesus.&lt;br /&gt;No caminho da casa de Jairo, uma mulher, que sofria de hemorragia há 12 anos e que tinha gasto tudo o que tinha para alcançar a cura sem sucesso, tendo ouvido falar de Jesus, confiou que se apenas tocasse as suas vestes poderia ser curada. E assim fazendo, foi imediatamente curada. Ela estava atemorizada e tremendo, mas apresentou-se a Jesus em quem confiou. A sua fé a curou (Mc 5:25-34). E Jairo tanto confiou em Jesus, que aguardou pacientemente tudo o que ocorria no caminho até à sua casa.&lt;br /&gt;Outro exemplo pode ser mencionado. O paralítico de Cafarnaum (Mt 9) foi apresentado a Jesus, deitado em seu leito. Jesus percebeu que aquele homem tinha fé, e perdoou seus pecados e, ao final, o curou da doença que tinha.&lt;br /&gt;Em todos estes exemplos, as pessoas confiaram em Jesus, aproximaram-se Dele, acreditando que Ele podia resolver os seus problemas. E, para que Deus possa se manifestar em nossas vidas, devemos também nos aproximar de Deus, confiar a Ele nossos problemas, acreditar no poder Dele. Temos que nos relacionar com Deus, por intermédio de Cristo Jesus.&lt;br /&gt;Além de acreditarmos que Deus pode nos ajudar, e acabar com todo o temor nas nossas vidas, gostaria de ressaltar a segunda atitude que devemos ter, que é nos entregar a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II. TER FÉ É NOS ENTREGAR A DEUS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma dinâmica de grupo muito utilizada por empresas para desenvolver o espírito de equipe através da confiança recíproca. Vcs devem ter ouvido falar dela. Uma pessoa que está em pé, de costas para as pessoas do grupo, solta o corpo acreditando que não vai cair no chão porque será segura pelos colegas. É preciso confiar que as pessoas estarão ali, e entregar sua segurança aos colegas. Assim deve ser nosso relacionamento com Deus. Devemos nos entregar e nos deixar cair nos seus braços, acreditando que Ele irá nos amparar. Porque, de fato, Deus está com você, para te segurar.&lt;br /&gt;Na medida em que temos em Jesus nosso Senhor e Salvador, entregamo-nos a Cristo porque Ele, em sua divindade, onipresente, onisciente e onipotente, sabe exatamente o que é melhor para nós. Muitas vezes pensamos que aquilo que queremos é o melhor para nós. Mas importa que entreguemos nossas vidas, nossos propósitos, nosso futuro nas mãos do Pai, como uma atitude de fé.&lt;br /&gt;Jesus Cristo, antes de ser entregue aos soldados, encontrava-se no Getsêmani para orar ao Pai. A bíblia fala que ele começou a sentir-se tomado de pavor e angústia (Marcos, 14:33) e dizia (v.36): “Aba, Pai, tudo te é possível, passa de mim este cálice, contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres”. É evidente que Jesus não temia a morte, nem o sofrimento pelo qual passaria com a tortura e a crucificação. Ele estava preparado para isto, desde a eternidade. A sua preocupação era ficar separado do Pai, durante 3 dias, na morte. Jesus sabia o quanto isto lhe seria doloroso, muito mais do que todo o sofrimento físico que passaria. Por isto estava cheio de pavor e angústia. Mas Ele entregou-se ao Pai, declarando que fosse feita a vontade de seu Pai e não a Dele própria. E ele confiou, teve fé, na ressurreição, na promessa de Deus, e na vitória. Este é um grande exemplo de fé. E lembre-se que, naquele momento, Jesus Cristo era 100% humano, assim como nós.&lt;br /&gt;Portanto, a palavra nos ensina que ter fé é entregar-se totalmente a Deus, uma entrega espontânea e voluntária, incondicional e total, permanente e definitiva.&lt;br /&gt;- A entrega é espontânea e voluntária, porque não somos forçados a entregar nossa vida a Cristo. Jesus nos convida amorosamente, conforme consta em Mateus 11.28: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.”&lt;br /&gt;- A entrega é incondicional e total. Deus somente agirá em nossas vidas se fizermos uma entrega integral, sem condições.&lt;br /&gt;- A entrega é permanente e definitiva, ou seja, para sempre. O tempo pertence a Deus. Não é possível exigir que Deus aja no nosso tempo. Sendo Cristo o nosso Senhor, ele agirá no momento certo.  &lt;br /&gt;Portanto, temos fé quando confiamos em Deus e a Ele entregamos toda a nossa vida, todo o nosso ser, todo o nosso futuro. Porém, se fazemos isto, nossa fé nos liberta e, portanto, podemos descansar em Deus. Este é a terceira atitude que devemos ter, para com a fé em Deus vencermos o temor interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III.TER FÉ É DESCANSAR EM DEUS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descansar significa não se preocupar com as questões que já colocamos nas mãos do Senhor. Você deve estar dizendo a si mesmo que é difícil descansar quando os problemas estão batendo à nossa porta. Mas penso que para descansar em Deus precisamos também orar constantemente ao Senhor.&lt;br /&gt;A oração é uma forma de relacionamento com Deus, é uma conversa. Muitas vezes, parece que não alcançamos uma resposta, mas saiba que Deus, nosso pai, esta olhando por nós. Se você mantém este relacionamento, este hábito de conversar com Deus, a resposta vem como uma paz que vai tomando conta de nosso coração. É Deus agindo, fortalecendo o nosso ser e afastando de nós todo o temor. Passamos a descansar nas mãos de Deus, usufruindo desta tranqüilidade interior.&lt;br /&gt;É assim que Jesus no ensinou em Mateus 11:29, quando atendemos o seu convite de ir até Ele. O Senhor diz: “ACHAREIS DESCANSO PARA A VOSSA ALMA”.&lt;br /&gt;Muitas pessoas parecem cansadas da vida. Mas o Senhor diz a estas pessoas, em Salmos 37:5 e 7: “ENTREGA O TEU CAMINHO AO SENHOR, CONFIA NELE, E O MAIS ELE FARÁ” “DESCANSA NO SENHOR E ESPERA NELE, NÃO TE IRRITES POR CAUSA DO HOMEM QUE PROSPERA EM SEU CAMINHO, POR CAUSA DO QUE LEVA A CABO OS SEUS MAUS DESIGNIOS.”&lt;br /&gt;Vemos em Salmos 23 que o Senhor é aquele que nos faz repousar em pastos verdejantes, que nos leva para junto das águas de descanso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONCLUSÃO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje aprendemos três atitudes que fortalecem nossa fé e nos ajudam a vencer o temor e compreender a própria fé: ter fé é confiar em Deus; ter fé é nos entregar a Deus; ter fé é descansar em Deus.&lt;br /&gt;Se temos Deus a nosso lado, não precisamos temer: Em Romanos 8:31-32 está escrito: “SE DEUS É POR NÓS, QUEM SERÁ CONTRA NÓS? AQUELE QUE NÃO POUPOU O SEU PRÓPRIO FILHO, ANTES, POR TODOS NÓS O ENTREGOU, PORVENTURA, NÃO NOS DARÁ GRACIOSAMENTE COM ELE TODAS AS COISAS?”&lt;br /&gt;Portanto, eu desafio você a confiar em Deus, a se entregar totalmente a Deus e a descansar em Deus. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Está escrito em Hebreus 11.1 que “A FÉ É A CERTEZA DAS COISAS QUE SE ESPERAM, A CONVICÇÃO DE FATOS QUE SE NÃO VÊEM”. Eu não sei o que vai acontecer. Eu não sei qual será o futuro. Mas eu sei, que Jesus Cristo está à frente, e a vontade Dele prevalecerá. E como Filho de Deus, eu tenho certeza que será o melhor!&lt;br /&gt;Que Deus o abençoe.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1801516205270988096-445774274099464552?l=amaurymori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaurymori.blogspot.com/feeds/445774274099464552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amaurymori.blogspot.com/2010/05/fe-que-vence-o-temor-humano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1801516205270988096/posts/default/445774274099464552?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1801516205270988096/posts/default/445774274099464552?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaurymori.blogspot.com/2010/05/fe-que-vence-o-temor-humano.html' title='A fé que vence o temor humano'/><author><name>Amaury Haruo Mori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07738335273761043973</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name='OpenSocialUserId' value='15313258311346222560'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CUMMRX09fip7ImA9WxFQGEs.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1801516205270988096.post-6193197425568419405</id><published>2010-05-14T15:53:00.002-03:00</published><updated>2010-05-14T15:58:04.366-03:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2010-05-14T15:58:04.366-03:00</app:edited><title>A missão do cristão é ajudar o próximo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Introdução&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A palavra que Deus colocou em meu coração para trazer à igreja neste dia é a de Lucas 10:25-37, a parábola do Bom Samaritano.&lt;br /&gt;Gosto das parábolas, porque eram contadas de pessoa a pessoa, reproduzindo as palavras do próprio Jesus, quando os evangelhos ainda não tinham sido escritos.&lt;br /&gt;Gosto especialmente da parábola do bom samaritano, na qual se encontram diversas lições de Cristo para a vida cristã. Dentre estas, gostaria de ressaltar 3 lições intimamente ligadas à missão do cristão: ajudar o próximo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;1º lição: Ajudar o próximo não é pressuposto necessário da salvação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O doutor da lei perguntou, no verso 25, o que precisava fazer para herdar a vida eterna. Jesus respondeu com outra pergunta, porque percebeu que o doutor não entendia nada sobre a Graça de Deus. Além disto, estava claro que o doutor, um estudioso da lei, queria testar a Jesus Cristo. Queria que Jesus lhe dissesse uma relação de atos que devia cumprir para ter a vida eterna.&lt;br /&gt;Então Jesus perguntou sobre o que dizia a lei e sua interpretação, no que este respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e, Amarás o teu próximo como a ti mesmo”&lt;br /&gt;Jesus respondeu: “Faze isto e viverás”. Em outra passagem (Mateus 22:34-40), o próprio Jesus havia reconhecido que estes eram os grandes mandamentos, dos quais dependem toda a lei e os profetas. Mas Jesus não estava falando de salvação, porque nada há que o homem possa fazer para ser salvo. É obra de Deus.&lt;br /&gt;Em Efésios 2:8-9 está escrito “porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.”&lt;br /&gt;Mas isto não quer dizer que as obras não sejam importantes. As boas obras fazem parte da vida cristã. Em verdade, pela graça somos conduzidos à Cruz de Cristo. A partir da Cruz, a vida do cristão é feita de obras. Esta é a segunda lição que tiramos da parábola do bom samaritano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2ª lição: Ajudar o próximo é uma característica da vida cristã.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parábola tem como ponto central o bom samaritano, e as suas obras. Jesus menciona que o samaritano aproximou-se do homem que estava semimorto e possivelmente estava seminu, porque tudo lhe tiraram. O samaritano teve compaixão, cuidou dos ferimentos, transportou-o até a hospedaria, cuidou dele¸ pagou as despesas da hospedaria. E o samaritano não fez apenas o necessário. Ele fez mais do que o necessário, pois disse que voltaria para pagara aquilo que tivesse faltado.&lt;br /&gt;Quantas coisas fez o samaritano, sem saber quem era aquele que precisava. Para os judeus daquela época, os próximos viviam em um círculo fechado, cujo centro era a própria pessoa. Eram considerados próximos os parentes e aqueles da comunidade judaica. Mas Jesus ensina que o próximo é qualquer pessoa que necessite da nossa ajuda.&lt;br /&gt;No v. 10 do capítulo 2 de Efésios, Paulo prossegue dizendo que somos criados por Cristo e em Cristo para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.&lt;br /&gt;Também é neste sentido que Tiago (2:14-26) afirma que a fé sem obras é morta. Não há nenhuma contradição com Efésios 2:8-9. Quando o cristão alcança a salvação pela fé em Jesus Cristo, precisa realizar as boas obras, ajudar aqueles que tem necessidade. A fé do cristão deve operar com as obras. Como está escrito em Tiago 1:22, devemos nos tornar praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-nos a nós mesmos.&lt;br /&gt;Ai alguém pode dizer que não tem condições de ajudar as pessoas, porque não tem dinheiro, não tem tempo, ou por várias outras razões. Aqui está a terceira lição que podemos tirar da parábola do bom samaritano:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3ª lição: Ajudar o próximo independe da sua condição pessoal&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É preciso dispor-se para ajudar, aproximar-se do próximo como fez o samaritano. Jesus nos conta na parábola que o sacerdote e o levita sequer se aproximaram do necessitado. É certo que eles tinham razões para opor:&lt;br /&gt;O sacerdote não sabia de quem se tratava aquele homem desnudo, que parecia morto. Não podia identificar se era alguém impuro (as pessoas eram identificadas pelas roupas e pela forma de falar). Se tocasse no homem, o sacerdote poderia ter problemas sociais (se tornar impuro se tivesse contato com alguém impuro), financeiros (poderia ter que arcar com as despesas do funeral, se o homem morresse enquanto ele ajudava), ou mesmo ser suspenso de seus ofícios sacerdotais (se tocasse em um cadáver). Então, achou melhor sequer descer da montaria, e passar longe.&lt;br /&gt;O levita possivelmente sabia que ia à sua frente um sacerdote. Aquela estrada era conhecida como “caminho de sangue”, em vista dos assaltos. Era um percurso de 27/28 km, com curvas, penhascos e barrancos, em uma descida muito íngreme (de 1000 a 1200 metros). Assim, era uma questão de segurança acompanhar com a visão as demais pessoas que estavam na estrada. O levita, assim, não deve ter ajudado porque pensou que poderia colocar o sacerdote em uma situação moral difícil, ou pode ter pensado: se nem o sacerdote ajudou, porque eu vou ajudar? Ou mesmo não ajudou por medo de assaltantes, ou ainda, porque também queria se conservar puro.&lt;br /&gt;Jesus chocou o doutor da lei e a todos que ouviam o diálogo ao dizer que um samaritano ajudou o pobre homem, já que os samaritanos não eram bem vistos pelos judeus. Eram consideradas pessoas imundas. Mas o samaritano, que estava na Judéia e tinha quase nenhuma chance de encontrar um conhecido, um próximo, parou e ajudou aquele que estava caído, precisando de ajuda: possivelmente um judeu.&lt;br /&gt;Jesus nos demonstra com isto que ajudar independe da nossa condição, basta que nos coloquemos à disposição para agir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conclusão&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Hoje, portanto, vimos 3 lições que podem ser tiradas da parábola do bom samaritano: 1ª lição: Ajudar o próximo não é pressuposto necessário da salvação; 2ª lição: Ajudar o próximo é uma característica da vida cristã; 3ª lição: Ajudar o próximo independe da sua condição pessoal.&lt;br /&gt;A nossa vida se confunde com a Estrada de Jericó, e Jesus nos ensina que não devemos nos preocupar em fazer coisas para alcançar a salvação, porque esta virá pela graça de Deus. Porém, crendo em Jesus Cristo e seguindo os seus passos, devemos naturalmente viver uma vida de ajuda ao próximo, de amor ao próximo. E isto independe de nossa condição.&lt;br /&gt;Portanto, eu queria convidar você a refletir sobre estas lições e desafiá-lo a seguir as lições de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ajude as pessoas nas ruas, na igreja, em associações, em organizações, ou mesmo no seu trabalho. Eu o desafio para fazer um mundo melhor, a fazer um mundo cristão.Que Deus o abençoe.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1801516205270988096-6193197425568419405?l=amaurymori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaurymori.blogspot.com/feeds/6193197425568419405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amaurymori.blogspot.com/2010/05/missao-do-cristao-e-ajudar-o-proximo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1801516205270988096/posts/default/6193197425568419405?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1801516205270988096/posts/default/6193197425568419405?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaurymori.blogspot.com/2010/05/missao-do-cristao-e-ajudar-o-proximo.html' title='A missão do cristão é ajudar o próximo'/><author><name>Amaury Haruo Mori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07738335273761043973</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name='OpenSocialUserId' value='15313258311346222560'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;DkMCQXw9eip7ImA9WxBVGEk.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1801516205270988096.post-5764343944997493730</id><published>2010-02-22T09:26:00.002-03:00</published><updated>2010-02-22T10:14:20.262-03:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2010-02-22T10:14:20.262-03:00</app:edited><title>2012 - O fim do mundo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há muito tempo o ser humano faz profecias sobre o fim do mundo. Trata-se de um assunto de grande interesse para muitas pessoas. A data tão comentada já foi prevista mais de uma dezena de vezes, desde 1881, por exemplo, até 21/12/2012, mais recentemente. Já há quem diga que o ano correto não seria 2012, mas 2019. Sobre este tema, a internet e diversos livros oferecem diversas propabilidades e teorias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A bíblia também trata deste assunto, uma vez que prevê a volta de Jesus Cristo para o grande julgamento. Sendo a bíblia a Palavra de Deus, a mensagem daquele que criou os céus, a terra, o mar e tudo o que neles há, é indispensável buscar na bíblia os ensinamentos verdadeiros a respeito deste fato futuro e incerto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A primeira lição sobre este tema, podemos encontrar em Mateus 24.36. Jesus disse a seus discípulos: "mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai." Usando um exemplo do Antigo Testamento, Jesus ilustra em Mateus 24.38-39: "porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem." Sendo assim, a primeira lição que aprendemos é que o homem nunca conseguirá prever o fim do mundo como tem se esforçado a realizar, porque somente Deus conhece a hora e o data.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A segunda lição sobre o tema refere-se ao comportamento adequado para o ser humano, que não pode prever o futuro. Como falou Jesus em Mateus 24.42; 44, "portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor" e "ficai também vós apercebidos porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá." Mas o que significa vigiar ou ficar atento? Por certo, não significa ficar esperando, pensando no fim do mundo que se aproxima. Tampouco causar tumulto e fazer loucuras no dia 20/12/2012, porque alguns estão prevendo o fim do mundo para o dia seguinte. Vigiar e ficar atento importa em cumprir, dia a dia, os mandamentos do Senhor, especialmente amando e respeitando a Deus e as demais pessoas, fazendo o bem a todos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deste modo, é inútil perder tempo pensando quando será o fim do mundo, porque nunca saberemos. Melhor, então, será viver cada dia da melhor forma possível.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1801516205270988096-5764343944997493730?l=amaurymori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaurymori.blogspot.com/feeds/5764343944997493730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amaurymori.blogspot.com/2010/02/2012-o-fim-do-mundo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1801516205270988096/posts/default/5764343944997493730?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1801516205270988096/posts/default/5764343944997493730?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaurymori.blogspot.com/2010/02/2012-o-fim-do-mundo.html' title='2012 - O fim do mundo'/><author><name>Amaury Haruo Mori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07738335273761043973</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name='OpenSocialUserId' value='15313258311346222560'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;Dk4ESHczeyp7ImA9WxBWF08.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1801516205270988096.post-1926954957000098949</id><published>2010-02-09T11:44:00.002-02:00</published><updated>2010-02-09T12:15:09.983-02:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2010-02-09T12:15:09.983-02:00</app:edited><title>Jesus voltará para o grande julgamento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A bíblia nos revela, em Mateus 25.31-46, que Jesus voltará para o grande julgamento. Neste dia, em sua majestade, e acompanhado de todos os anjos, Jesus Cristo se assentará no trono. Ele terá reunidas à sua frente todas as nações em sua presença, e separará e receberá aqueles que serão salvos e entrarão no reino prometido e preparado desde a fundação do mundo. Estes serão aqueles que efetivamente trabalharam para o Reino de Deus e compreenderam a lição de que Jesus veio ao mundo para servir, e não para ser servido (Mateus 20.28). Na Palavra de hoje, Jesus reafirma a quem devemos servir: aos nossos irmãos, às pessoas que vivem neste mundo e precisam de boas obras. As boas obras não são apenas palavras de apoio, de consolo e de doutrina. São estas e muito mais, especialmente ajudar aos irmãos que precisam comer, beber, habitar, serem vestidos e visitados. Quando fizermos a estas pessoas o que elas necessitam, estaremos fazendo a Cristo Jesus. A maioria destas pessoas não está na igreja, está no mundo. Naturalmente, é preciso recordar que a salvação não vem das obras, para que ninguém se glorie, mas sim da graça de Deus. Isto não significa que o cristão deve ficar parado, esperando pela graça. Ao contrário, deve seguir os ensinamentos de nosso Senhor e salvador, e servir ao ser humano. É o que dá sentido à vida. E, para servir ao próximo, não é necessário deixar as atribuições que te dão sustento. É possível servir aos irmãos que necessitam em todas as profissões, em nosso dia a dia. Refletindo sobre esta lição, podemos imaginar como o mundo pode ser melhor. Façamos, pois, a nossa parte.    &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1801516205270988096-1926954957000098949?l=amaurymori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaurymori.blogspot.com/feeds/1926954957000098949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amaurymori.blogspot.com/2010/02/jesus-voltara-para-o-grande-julgamento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1801516205270988096/posts/default/1926954957000098949?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1801516205270988096/posts/default/1926954957000098949?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaurymori.blogspot.com/2010/02/jesus-voltara-para-o-grande-julgamento.html' title='Jesus voltará para o grande julgamento'/><author><name>Amaury Haruo Mori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07738335273761043973</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name='OpenSocialUserId' value='15313258311346222560'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CUYASXczcSp7ImA9WxBWEEg.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1801516205270988096.post-5265217086179076972</id><published>2010-02-01T16:00:00.003-02:00</published><updated>2010-02-01T17:39:08.989-02:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2010-02-01T17:39:08.989-02:00</app:edited><title>Jesus ensina o caminho para o céu</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando Jesus proferiu o Sermão do Monte (Mateus, 5-7), Ele ensinou a respeito de duas opções que o ser humano pode tomar em sua vida (Mateus 7.13-14). Estas opções são representadas por duas portas. Uma das portas conduz para o céu, enquanto a outra porta conduz à perdição. A título ilustrativo, quem não se recorda de algum desenho animado que retrata o personagem parado em frente a duas portas, uma ao lado da outra, sem saber qual porta escolher? Também nestes desenhos, uma das portas leva o personagem ao céu, enquanto outra o conduz ao inferno. Tal como o personagem, o ser humano precisa escolher uma entre as duas opções possíveis. Por seu imenso amor, Jesus Cristo ensinou às pessoas qual porta escolher. Assim diz o Senhor: "entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem". Meditando sobre esta lição de Cristo, rapidamente vem à mente outras marcantes afirmações de Jesus, que a complementam e explicam. Em João 10.9, Jesus afirma "Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo". Por sua vez, em João 14.6, Jesus responde: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim." Portanto, a primeira conclusão que se chega através da Palavra desta semana, é que o ser humano somente será salvo, e será conduzido ao céu, por meio de Jesus Cristo. Não há outra porta, não há outro caminho. Entretanto, por que motivo uma das portas seria estreita e a outra seria larga, e por que motivo um caminho seria apertado e o outro seria espaçoso? Como segunda conclusão, pode-se afirmar que o caminho da salvação impõe ao ser humano alguma dificuldade. Esta dificuldade decorre da própria natureza humana. É muito mais fácil pensar em si mesmo, nas suas próprias vontades, do que pensar no próximo, e amar aos outros como a si mesmo, e procurar conhecer a vontade de Deus e os Seus propósitos para a vida humana. É muito mais fácil ficar sem fazer nada, do que trabalhar, estudar e produzir alguma coisa em favor da humanidade. Não se pode negar que a vida que o mundo oferece parece ser muito mais fácil do que a vida de um verdadeiro cristão. Por isto mesmo, Jesus já previu que muitos são aqueles que entrarão pela porta larga, e trilharão o espaçoso caminho que levará à perdição. Portanto, é hora de refletir a respeito desta lição e compartilhar com outras pessoas o ensinamento de Jesus. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1801516205270988096-5265217086179076972?l=amaurymori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaurymori.blogspot.com/feeds/5265217086179076972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amaurymori.blogspot.com/2010/02/jesus-ensina-o-caminho-para-o-ceu.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1801516205270988096/posts/default/5265217086179076972?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1801516205270988096/posts/default/5265217086179076972?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaurymori.blogspot.com/2010/02/jesus-ensina-o-caminho-para-o-ceu.html' title='Jesus ensina o caminho para o céu'/><author><name>Amaury Haruo Mori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07738335273761043973</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name='OpenSocialUserId' value='15313258311346222560'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;DUAFRHY5cSp7ImA9WxBQGEw.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1801516205270988096.post-8384747396270835619</id><published>2010-01-18T10:15:00.002-02:00</published><updated>2010-01-18T10:28:35.829-02:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2010-01-18T10:28:35.829-02:00</app:edited><title>O caminho para a salvação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Introdução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Glórias a Deus irmãos por esta noite, em que nos reunimos em nome de Jesus Cristo, para louvá-Lo, adorá-Lo e compartilharmos a nossa fé através da Sua Palavra.&lt;br /&gt;Em oração pedi a Deus uma Palavra para compartilhar com os irmãos, e esta Palavra encontra-se em Filipenses 3, 12-16.&lt;br /&gt;Paulo escreveu esta carta aos Filipenses durante o período em que esteve preso em Roma. Apesar de todas as dificuldades, apesar da privação de sua liberdade, a carta demonstra a alegria de Paulo para com aquela igreja, na Macedônia. A verdadeira alegria de buscar a Cristo e de servir a Deus. Nesta carta, Paulo agradeceu aos Filipenses pela oferta que lhe haviam enviado, mas sobretudo buscava fortalecer a fé daquele povo demonstrando que a verdadeira alegria só pode vir de Jesus Cristo.&lt;br /&gt;E para isto, meus irmãos, esta Palavra também nos vêm hoje para relembrar de que a verdadeira alegria somente pode vir de Cristo Jesus. No capítulo 3, vv. 12-16, Paulo se refere ao caminho por ele percorrido para a Salvação, para alcançar “o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”.&lt;br /&gt;Eu particularmente já busquei a Deus de várias formas. Em uma destas ocasiões, quando ainda não era convertido, realizei um caminho físico, caminhando por 800 km, durante 32 dias, a partir de uma cidade chamada Saint-Jean-Pied-de-Port na França até a cidade espanhola de Santiago de Compostela. Diz-se que nesta cidade estariam enterrados os restos mortais de Tiago, irmão de João. Muitos já ouviram falar deste caminho, que é realizado por diversas razões desde o ano 800 d.C: fé, religiosidade, misticismo, turismo ou mesmo apenas por caminhar.&lt;br /&gt;Neste caminho, subi e desci os Pirineus e atravessei todo o norte da Espanha. Atravessei campos verdes, florestas, montanhas, vales, cidades, vilas. Vi muitas cruzes plantadas à margem do caminho. Conversei com gente do mundo inteiro. Passei fome, sede, frio e, algumas vezes, quase torrei sob o sol da meseta espanhola, um planalto muito seco.&lt;br /&gt;Jesus não estava nas cruzes do caminho, mas ele estava ao meu lado. Eu apenas não sabia. Eu o procurava, mas não da forma correta.&lt;br /&gt;Um dia aceitei um convite muito especial de alguém muito especial e entrei, pela primeira vez, em uma igreja evangélica. Naquele dia, em Londrina eu ouvi a Palavra de Deus de um modo diferente do qual eu estava acostumado a ouvir. O Espírito Santo quebrantou meu coração. Chorei, irmãos, como nunca havia chorado. Aquele dia mudou a minha vida. Então, eu aceitei Jesus como Senhor e Salvador e, enfim, comecei a percorrer aquele caminho mencionado por Paulo.&lt;br /&gt;E é deste caminho que vamos falar hoje. Todo caminho tem um início e um objetivo. Mas na maior parte do tempo, nós estamos no percurso. Precisamos manter os olhos fixos no objetivo, para não sairmos do caminho. Falemos, pois, do início do caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. O início do caminho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus estava no início de tudo. Nos vv. 1 a 3 do cap. 1 de João está escrito que “no princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez”. Jesus é nosso Deus Eterno. Ele estava presente com o Pai, na criação.&lt;br /&gt;Assim como Jesus estava no início de tudo, Ele também está presente no início de nossa caminhada cristã, quando aceitamos a graça que nos é dada por Deus, por intermédio de Jesus. Este momento ocorre quando aceitamos Jesus como nosso senhor e salvador. Como está escrito no v. 20 de Filipenses 3, “a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo”. Esperamos por Jesus que prometeu, no v. 3 de João 14, que iria à casa de seu Pai, que nos prepararia um lugar, e que viria outra vez, e desta vez nos levará para Ele, para que onde Ele estiver, nós também estejamos.&lt;br /&gt;Jesus é o início, mas também é o próprio caminho. Ele disse em João 14:6: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.”. O texto é muito claro, meus irmãos. Somente vamos chegar a Deus através de Cristo, e de mais ninguém.&lt;br /&gt;E Ele não é apenas o caminho, mas o único caminho. Se cremos que a bíblia é a Palavra de Deus, devemos acreditar nesta lição de Jesus.&lt;br /&gt;Neste momento de conversão, em que aceitamos Jesus como único senhor e salvador, recebemos o perdão por todos os nossos pecados, e o pecado não tem mais domínio sobre nós. Podemos esquecer o passado, como Paulo nos ensina no v. 13 de Filipenses 3: “Esquecendo-me das coisas que atrás ficam, avançando para as que estão adiante de mim.”&lt;br /&gt;Esquecemo-nos das boas obras e das obras más. Paulo tinha muitas coisas ruins do que se esquecer. Ele foi fariseu, seguidor da lei, perseguiu a igreja. Ele segurou as vestes daqueles que apedrejaram Estevão (Atos 7.58). Apesar de todos os seus erros, Deus o perdoou. Ele conheceu a verdade e agora servia a Jesus Cristo. Jesus está disposto a perdoar você também.&lt;br /&gt;Mas devemos nos esquecer das boas obras que fizemos também, no sentido de não vivermos em função delas. Porque a salvação não depende das nossas boas obras, como aprendemos em Efésios 2:8-9: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”. Portanto, não devemos ficar lembrando as nossas boas obras, porque elas não nos levam à salvação. As boas obras são apenas conseqüências da nossa fé, e do nosso compromisso de servir a Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. O caminho&lt;br /&gt;Jesus não prometeu um caminho fácil. Assim como houve dias no caminho de Santiago que eram extremamente difíceis, há dias em nossa caminhada cristã que isto também ocorre. Havia dias em que eu caminhava sobre pedras soltas, subindo montanhas. Outras vezes estava seguindo um caminho reto que parecia não ter fim, sob sol forte ou sob chuva gelada, e quando eu alcançava o horizonte percebia que ainda havia muitos quilômetros para caminhar. Os pés, cheio de bolhas enormes, doíam. Na nossa vida também é assim. Há dias em que estamos cansados, estamos desanimados. Parece que nunca vamos conseguir. Mas é preciso prosseguir para o alvo, como Paulo mencionou na carta aos Filipenses. Se você está cansado, desanimado e ferido, busque a Jesus!&lt;br /&gt;Jesus nos diz em Mateus 7:13-14, “entrai pela porta estreita, porque larga é porta, e espaçoso, o caminho que conduz à perdição. E muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem”.&lt;br /&gt;Muitos preferem o caminho mais fácil, a porta mais larga, o caminho mais espaçoso. Mas este caminho fácil levará á perdição quem fizer esta escolha. Escolhamos a porta estreita, ainda que o caminho seja mais difícil e apertado. Este é o caminho que nos levará á vida eterna.&lt;br /&gt;Mas, a que porta Jesus estava se referindo? Jesus nos diz em João 10.9: “Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens”.&lt;br /&gt;Meus irmãos, fiquemos firmes no Senhor Jesus, prosseguindo para o alvo que é a salvação.&lt;br /&gt;Em que pese todas as dificuldades, Jesus estará conosco, segurando a nossa mão. Há uma ilustração muito interessante sobre o caminho com o Senhor. Uma pessoa sonhou que passeava na praia com Jesus, e revia todas as cenas de sua vida. Para cada cena de sua vida, percebia que eram deixados dois pares de pegada na areia, sendo um par dele mesmo e outro par de Jesus. No entanto, nas cenas mais difíceis da sua vida, percebeu que havia apenas um par de pegadas. Então ele perguntou ao Senhor, porque nas circunstâncias mais atribuladas de minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia; por que Jesus o havia abandonado nestas circunstâncias. Jesus respondeu que o amava muito, e que nunca o abandonou. Quando havia apenas um par de pegadas na areia, ocorreu que Jesus o carregava no colo.&lt;br /&gt;Portanto, podemos ter confiança em Jesus, entregando nossas vidas completamente em suas mãos. Ele nos conduzirá, e nos protegerá pelo caminho, até o seu final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. O fim do caminho&lt;br /&gt;Ao chegarmos ao fim do caminho, seguindo com Jesus, alcançaremos a salvação. Neste dia, Ele transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu glorioso corpo. No v. 21 de Filipenses 3, Paulo ratifica que apenas Jesus tem o poder para isto. E Jesus já demonstrou que isto é possível, pois, veio ao mundo como homem, onde foi morto e ressuscitou ao terceiro dia.&lt;br /&gt;A salvação é obra de Deus, não dos homens. Não depende de nós. Mesmo Paulo afirmou não julgar ter ele alcançado a salvação. O importante é prosseguir sempre, para o alvo, para alcançar o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Esta vocação é a nossa salvação.&lt;br /&gt;Este é o sentimento que o cristão deve ter, segundo Paulo. Quando ele se refere que já somos perfeito, no v. 15, não quer dizer que alcançamos a perfeição. Ele mesmo afirmou que não havia alcançado a perfeição, no v. 12. Onde consta perfeição, ele quis se referir à maturidade cristã. Aqueles que já a alcançaram devem ter este sentimento, de prosseguir para o alvo, que é Jesus Cristo. E adverte, que Deus irá revelar à verdade àqueles que não pensam desta forma, no momento certo.&lt;br /&gt;Quando Paulo nos diz para que andemos com o que já alcançamos, significa dizer que não devemos voltar atrás no caminho. Devemos continuar firmes com Cristo, de acordo com a maturidade que já possuímos. Não podemos retornar o mundo, mas prosseguir firmes em nossa fé, agindo de forma a agradar o coração de Deus.&lt;br /&gt;Sejamos imitadores de Paulo. Não no sentido de sermos iguais ao homem que era Paulo, porque ele também não era perfeito. O único homem perfeito que já pisou esta terra é Jesus Cristo. Mas sejamos imitadores de Paulo no sentido de seguir a Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão&lt;br /&gt;Quando eu comecei o caminho de Santiago eu imaginava que quando chegasse ao fim eu encontraria o que estava procurando. Quando eu terminei o caminho, 32 dias depois, eu percebi que o caminho, de verdade, estava apenas começando. Eu só encontrei o que estava procurando em Jesus Cristo. Quando eu O aceitei, imaginei que tinha terminado o caminho. Na verdade, eu estava apenas começando o novo caminho. Este caminho é Jesus Cristo, o único caminho que nos leva a Deus. Quero continuar aprendendo mais de Jesus Cristo. Assim como Paulo, entendo que tudo o que eu fiz sem Cristo não tem valor. Apenas seguir a Jesus é que tem real valor. Para isto, como Jesus disse em Mateus 16:24, “renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me”.&lt;br /&gt;Lembre-se que Jesus está conosco no caminho, e estará lá, no final do caminho, esperando você de braços abertos, no grande dia do Senhor.&lt;br /&gt;Você está disposto a seguir a Jesus? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1801516205270988096-8384747396270835619?l=amaurymori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaurymori.blogspot.com/feeds/8384747396270835619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amaurymori.blogspot.com/2010/01/o-caminho-para-salvacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1801516205270988096/posts/default/8384747396270835619?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1801516205270988096/posts/default/8384747396270835619?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaurymori.blogspot.com/2010/01/o-caminho-para-salvacao.html' title='O caminho para a salvação'/><author><name>Amaury Haruo Mori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07738335273761043973</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name='OpenSocialUserId' value='15313258311346222560'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;Ck4ASXo7fyp7ImA9WxBSFks.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1801516205270988096.post-7697120236334264134</id><published>2009-12-24T11:10:00.002-02:00</published><updated>2009-12-24T11:22:28.407-02:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2009-12-24T11:22:28.407-02:00</app:edited><title>Natal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Depois de toda a correria do final de ano, com provas, trabalhos e demais atribuições profissionais, chega enfim o Natal. Que data especial para os cristãos. No entanto, muitas vezes esta data serve para lembrar apenas e tão-somente que presentes precisam ser comprados. O comércio se agita. Os centros comerciais estão lotados. E o principal significado do Natal é deixado em segundo plano, senão esquecido. Por isto, nunca é demais dizer que o Natal deve servir para memória do nascimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Relembrar esta data significa agradecer imensamente por tudo o que Cristo fez nesta terra, a começar por se fazer homem e seguir toda uma trajetória com vista à sua morte, e morte de cruz, com objetivo de salvar a humanidade. Assim, com o coração agradecido, é hora de refletir sobre o verdadeiro significado do Natal. Um feliz Natal a todos, e que as bençãos de Deus sejam derramadas sobre homens e mulheres de todo o mundo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1801516205270988096-7697120236334264134?l=amaurymori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaurymori.blogspot.com/feeds/7697120236334264134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amaurymori.blogspot.com/2009/12/natal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1801516205270988096/posts/default/7697120236334264134?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1801516205270988096/posts/default/7697120236334264134?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaurymori.blogspot.com/2009/12/natal.html' title='Natal'/><author><name>Amaury Haruo Mori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07738335273761043973</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name='OpenSocialUserId' value='15313258311346222560'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CUYMQHkzeyp7ImA9WxNXFE0.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1801516205270988096.post-4759991688858275589</id><published>2009-10-01T10:05:00.002-03:00</published><updated>2009-10-01T10:19:41.783-03:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2009-10-01T10:19:41.783-03:00</app:edited><title>Ainda sobre o amor de Deus</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Queridos irmãos. A partir desta mensagem, as postagens passarão a ser semanais, conferindo maior tempo para reflexão sobre a Palavra. Nesta semana, o objeto de reflexão continua sendo o amor de Deus pela humanidade. Que amor incrível e intenso! Trata-se de um amor excepcional, que o ser humano custa a compreender, e muitas vezes dele se esquece. Deus enviou seu único filho Jesus ao mundo, que escolheu viver privado de qualquer conforto. Deus, onisciente, sabia previamente o que aconteceria com seu filho amado. Ele veio ao mundo, foi torturado, humilhado, crucificado e morto. Cumpriu sua missão para glória do Pai. Tudo isto Deus fez por amor, e por amor aos homens e mulheres deste mundo! Note que o ser humano é um cisco, quando comparado ao planeta, localizado em um dentre tantos outros sistemas, sendo o sol apenas uma estrela dentre milhões. Ainda assim, por amor aos homens e mulheres, Deus entregou seu filho à morte. Você entregaria o seu filho à morte, e à uma morte de cruz, por amor de alguém? Deus não pede que você faça o mesmo. Apenas pede que você ame seu Deus acima de todas as coisas, e ame seu irmão como a si mesmo. Deus nos abençoe, e nos ajude a compreender este amor incrível. Boa semana. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1801516205270988096-4759991688858275589?l=amaurymori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaurymori.blogspot.com/feeds/4759991688858275589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amaurymori.blogspot.com/2009/10/ainda-sobre-o-amor-de-deus.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1801516205270988096/posts/default/4759991688858275589?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1801516205270988096/posts/default/4759991688858275589?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaurymori.blogspot.com/2009/10/ainda-sobre-o-amor-de-deus.html' title='Ainda sobre o amor de Deus'/><author><name>Amaury Haruo Mori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07738335273761043973</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name='OpenSocialUserId' value='15313258311346222560'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CEQMSXgyeip7ImA9WxNQGE8.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1801516205270988096.post-7453591917748157850</id><published>2009-09-24T16:16:00.002-03:00</published><updated>2009-09-24T16:59:48.692-03:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2009-09-24T16:59:48.692-03:00</app:edited><title>De que vale a ansiedade?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Assim diz o Senhor: "Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus" (Filipenses 4.6-7). O significado desta palavra é claro. O que o homem consegue resolver, com sua ansiedade? O que não está ao alcance do homem, não deve causar nenhuma ansiedade. Naturalmente, devemos fazer nossa parte, o melhor possível, sempre para a glória de Deus.  Entretando, devemos entregar tudo nas mãos de Deus. Sobre tudo devemos conversar com o Pai através da oração, agradecendo tanto pelas bençãos como pelas provações que temos recebido. Agindo assim, teremos a verdadeira paz em nossos corações: a paz que vem do Pai, por intermédio de Cristo Jesus. Que Deus o abençoe. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1801516205270988096-7453591917748157850?l=amaurymori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaurymori.blogspot.com/feeds/7453591917748157850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amaurymori.blogspot.com/2009/09/de-que-vale-ansiedade.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1801516205270988096/posts/default/7453591917748157850?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1801516205270988096/posts/default/7453591917748157850?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaurymori.blogspot.com/2009/09/de-que-vale-ansiedade.html' title='De que vale a ansiedade?'/><author><name>Amaury Haruo Mori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07738335273761043973</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name='OpenSocialUserId' value='15313258311346222560'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;DUICRno5cCp7ImA9WxNQF0w.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1801516205270988096.post-9067995962527927282</id><published>2009-09-23T11:09:00.000-03:00</published><updated>2009-09-23T11:52:47.428-03:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2009-09-23T11:52:47.428-03:00</app:edited><title>Deus Criador</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"No princípio, criou Deus os céus e a terra" (Gênesis 1.1). A descrição que encontramos em Gênesis quanto à criação do mundo nos revela a face de Deus Criador. No início existia Deus, o princípio de todas as coisas. E Ele, em um momento de profundo amor, criou os céus e a terra como ambiente para toda a criação. Fazem parte da criação todas as coisas que há na terra e nos céus, especialmente o homem e a mulher. A estes Deus concedeu o domínio sobre a criação. Mas dominar não significa destruir. Pelo contrário, dominar enseja a grande responsabilidade de cuidar e preservar a terra. E o domínio do Homem está abaixo do Poder de Deus, o que nos impõe o dever de humildade. Em João 1.1-3, o evangelho nos revela que Jesus estava no princípio com Deus, e Ele é Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio de Jesus, e, sem Ele, nada do que foi feito se fez. Que Deus maravilhoso é Este! Glória a Deus pela criação. A cada manhã devemos agradecer ao Pai pela maravilha de viver. Não importam as dificuldades, que existem apenas para nosso aprimoramento. Estar vivo, e ter a oportunidade de fazer um dia melhor a cada manhã, constitui um milagre e uma dádiva de Deus, dos quais nem sempre nos damos conta. Pense nisto!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1801516205270988096-9067995962527927282?l=amaurymori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaurymori.blogspot.com/feeds/9067995962527927282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amaurymori.blogspot.com/2009/09/deus-criador.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1801516205270988096/posts/default/9067995962527927282?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1801516205270988096/posts/default/9067995962527927282?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaurymori.blogspot.com/2009/09/deus-criador.html' title='Deus Criador'/><author><name>Amaury Haruo Mori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07738335273761043973</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name='OpenSocialUserId' value='15313258311346222560'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CUIHQHw7eip7ImA9WxNQFk4.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1801516205270988096.post-2579996117979766708</id><published>2009-09-22T12:18:00.000-03:00</published><updated>2009-09-22T12:32:11.202-03:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2009-09-22T12:32:11.202-03:00</app:edited><title>O poder da oração</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"E tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis" (Mateus 21.22). Neste versículo Jesus nos ensina que a oração tem poder quando realizada com fé. O que é a fé? Conforme lemos em Hebreus 11.1, "a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem". Como consta em João 1.18, "ninguém jamais viu a Deus", mas Ele foi revelado por Jesus Cristo, seu filho unigênito. A fé é um dom espiritual (1 Coríntios, 12.9). Glória a Deus, porque não vimos, e cremos! Jesus disse aos seus discípulos: "bem-aventurados os que não viram e creram" (João 20.29).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A oração tem poder porque através dela nos comunicamos com Deus e, assim, ganhamos intimidade com Ele dia após dia. Portanto, ore sempre! Mas, como se deve orar? Orar é conversar com nosso Deus. Desta forma, não devemos orar para sermos vistos pelos homens. Devemos orar ao Pai em secreto, porque Ele está em secreto. E o Pai, que vê em secreto, nos recompensará. E não devemos orar usando vãs repetições, porque não somos ouvidos por muito falar ou por repetir. Deus, que conhece todas as nossas necessidades, nos ouve quando abrimos sinceramente nosso coração e, nas mãos dele, com fé, entregamos nossa vida e nosso futuro. Esta é a lição de Jesus, em Mateus 6.5-8. Devemos orar em nome de Jesus, pois ninguém chega ao Pai, senão pelo Filho. Jesus é o caminho, a verdade e a vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Neste momento, peço a Deus que Ele o abençoe. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1801516205270988096-2579996117979766708?l=amaurymori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaurymori.blogspot.com/feeds/2579996117979766708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amaurymori.blogspot.com/2009/09/o-poder-da-oracao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1801516205270988096/posts/default/2579996117979766708?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1801516205270988096/posts/default/2579996117979766708?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaurymori.blogspot.com/2009/09/o-poder-da-oracao.html' title='O poder da oração'/><author><name>Amaury Haruo Mori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07738335273761043973</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name='OpenSocialUserId' value='15313258311346222560'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;DkQMQHw-cCp7ImA9WxNQFUg.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1801516205270988096.post-7203169603634056886</id><published>2009-09-21T14:09:00.001-03:00</published><updated>2009-09-21T14:33:01.258-03:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2009-09-21T14:33:01.258-03:00</app:edited><title>O amor de Deus em João 3.16</title><content type='html'>"Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (João, 3.16).&lt;br /&gt;O amor de Deus, revelado na bíblia em João 3.16, é infinito e maravilhoso. O Filho unigênito de Deus é Jesus Cristo. Jesus veio ao mundo como homem, cumpriu seu ministério da terra, foi crucificado e morto, ressucitando ao terceiro dia. Qual pai enviaria seu filho para sofrer o que Jesus sofreu se não amasse realmente o mundo? O objetivo de Deus foi salvar a humanidade da morte eterna. Jesus venceu a morte e nos deu a vida eterna. Glória a Deus. O homem não precisa de outros sacrifícios de sangue para alcançar a salvação. Precisa, apenas, crer em Jesus Cristo como filho de Deus. Crer em Jesus Cristo significa, também, seguir os ensinamentos do Mestre. E os principais ensinamentos de Jesus, encontrados em Mateus, 22,37-39, são: "amarás o Senhor teu Deus, de todo o seu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento" e "amarás o teu próximo como a ti mesmo". Que o amor de Deus toque o coração de todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1801516205270988096-7203169603634056886?l=amaurymori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amaurymori.blogspot.com/feeds/7203169603634056886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amaurymori.blogspot.com/2009/09/o-amor-de-deus-em-joao-316.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1801516205270988096/posts/default/7203169603634056886?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1801516205270988096/posts/default/7203169603634056886?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amaurymori.blogspot.com/2009/09/o-amor-de-deus-em-joao-316.html' title='O amor de Deus em João 3.16'/><author><name>Amaury Haruo Mori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07738335273761043973</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty name='OpenSocialUserId' value='15313258311346222560'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>