<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-18123285</id><updated>2024-10-25T11:43:46.972+01:00</updated><category term="canções"/><category term="cavaleiro"/><category term="guerra"/><category term="música"/><category term="rita"/><category term="tvi"/><title type='text'>Para Espalhar a Palavra</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>Pedro Cativelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12578166226362304647</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>79</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18123285.post-7609243490544636532</id><published>2015-06-18T15:56:00.002+01:00</published><updated>2015-06-18T16:31:31.547+01:00</updated><title type='text'>África Today (Angola): Fernando Pinto</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjDhbCb37-HNFhcUGDJ7pJH9hKr0gJ2jSfXhuYi0OqasEayAHJO-eAzmz_EVAHwzV8BCW8U4Q9DLtBg848UffUu5ZLUqRPw5uF0bYbmMmpmeXFeGqsVUKQlzUcD4weeswbQyHdC/s1600/FP_N4D7585_BW_INSTA_FIN.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;640&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjDhbCb37-HNFhcUGDJ7pJH9hKr0gJ2jSfXhuYi0OqasEayAHJO-eAzmz_EVAHwzV8BCW8U4Q9DLtBg848UffUu5ZLUqRPw5uF0bYbmMmpmeXFeGqsVUKQlzUcD4weeswbQyHdC/s640/FP_N4D7585_BW_INSTA_FIN.jpg&quot; width=&quot;436&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-large; line-height: 18.3999996185303px;&quot;&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;“Angola é um mercado fundamental para a TAP”&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-large; line-height: 18.3999996185303px;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Chamem-lhe o piloto que recolocou a TAP a voar, ou o
engenheiro da mecânica estrutural de uma empresa com história passada, e futuro
agora, numa companhia aérea que ganhou asas, e é bandeira de um conceito que
traduz segurança, fiabilidade, e crescimento em todo o mercado Lusófono.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Fevereiro de 2014&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNoSpacing&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt;Texto: Pedro Cativelos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNoSpacing&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt;Fotografia: TAP&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNoSpacing&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Fernando Pinto, e a sua equipa, chegaram à TAP em Outubro de 2000
com o objectivo de preparar a empresa para a privatização. Hoje, 14 anos
depois, como vê a empresa que encontrou, em comparação com a que é hoje, agora
sim, na&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 18.3999996185303px;&quot;&gt;antecâmara&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&amp;nbsp;de um processo de&amp;nbsp;privatização?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;A empresa é agora completamente diferente.
A TAP estava numa fase difícil porque estava previsto ser privatizada, o que
não aconteceu. Vinha de perdas de dois anos consecutivos, acima do equivalente
a 100 milhões de euros. Não tinha tesouraria para mais de três meses, e nós
precisávamos provar à comunidade europeia que esta era uma empresa viável. Isso
foi feito, mostrando um plano que traria a empresa de volta ao equilíbrio em três
anos. Hoje a TAP é uma empresa estável, cresceu duas vezes e meia relativamente
ao que era em 2000, agregou uma empresa chamada Portugália, tem novos aviões,
tem ligações importantíssimas entre a Europa, a América do Sul e África, é das
maiores empresas europeias a voar para o Brasil e para a África, está numa posição
de equilíbrio nos últimos oito anos e só não teve resultado positivo num ano,
que foi 2008. É uma empresa com uma excelente qualidade de serviços e portanto,
esta é outra TAP!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Qual foi o primeiro desafio que se impôs, a si, e à empresa,
quando a encontrou, em 2000?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Foi essa conjugação de factores, até criar
uma estratégia e provar que a empresa seria viável. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Principais diferenças, entre a Varig, que deixou, e a TAP que veio
encontrar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;A Varig que eu deixei era uma empresa que
já tinha conseguido nos últimos quatro anos fazer uma reestruturação profunda,
era uma empresa que tinha bons indicadores financeiros, entre os mais altos das
empresas no mundo, estava na faixa dos 17% de margem, tinha capacidade de pagar
os seus compromissos, era uma empresa que precisava de capital, mas uma empresa
motivada, uma empresa com condições. A TAP, em 2000, foi o desafio que eu já referi,
era quase como começar tudo de novo, todo o trabalho que eu havia feito em
quatro anos na Varig, tive que fazer tudo novamente aqui.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;E qual, o desafio, em termos estratégicos, para os próximos anos,
sendo que o destino da companhia, passa, é certo por uma privatização, na sua
opinião isso implicará uma mudança da TAP, como a conhecemos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;O grande desafio é esse, continuar o
processo de crescimento! Nós crescemos em média, nestes 13 anos, algo como 7%
ou 8 % em média ao ano, agora é muito importante a privatização, justamente para
ter uma maior capitalização e poder continuar um crescimento forte, começar a
voar com novos equipamentos, como por exemplo os 12 Airbus A350, que já estão encomendados,
que permitirão uma nova etapa na vida da empresa pelo alcance, pela
possibilidade de novas rotas e pela eficiência que trazem, ou seja,
competitividade e eficiência. Mas, enfim até lá continuamos a crescer, já este
ano teremos reforço da frota e novos destinos. Depois daremos um novo salto em
2017, com os A350. Mas principalmente será a privatização que permitirá uma
mudança na TAP como a conhecemos, criando uma empresa ainda mais ágil e
eficiente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Enquanto gestor ligado a esta área, como observa um sector em
constante mudança e evolução, de uma forma geral?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Trabalhar na área do transporte aéreo é um
desafio para todos, é realmente um sector em constante evolução, constante
mudança, sujeito a muitos fatores externos, o preço do combustível é um deles,
a oferta, as diferentes propostas, o movimento das &lt;i&gt;low-cost&lt;/i&gt;, são desafios que as empresas têm hoje que enfrentar, mas esse
é também o charme desse tipo de negócio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Em termos de balanço, pode fazer um resumo dos momentos mais
marcantes enquanto gestor da TAP?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Diria que mais marcante foi justamente
esse início, conseguir dar essa reviravolta nas dificuldades que a empresa tinha,
começar a ver a empresa no caminho certo no crescimento, o facto de ter um
projecto que atingiu o &lt;i&gt;breakeven &lt;/i&gt;em três
anos, e depois todo esse fantástico crescimento que a empresa teve até atingir
a liderança da ligação da Europa com a América do Sul. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Hoje nós somos a maior empresa europeia a ligar a Europa e a América
do Sul.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt; Toda a vez que nós temos um reconhecimento dos nossos
passageiros, isso é algo que nos toca bastante. Na TAP temos um processo de reconhecimento
directo do passageiro, do nosso cliente, ao trabalhador da TAP (chamamos de
Programa Simpatia) e nós vemos situações muito bonitas que acontecem, e isso
sempre é algo muito marcante para nós. Fazemos encontros de tempos a tempos,
com os nossos trabalhadores, com esses que receberam o reconhecimento dos
clientes, e são sempre cerimónias com momentos que nos tocam profundamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;A Segurança é porventura, uma das grandes marcas da TAP, para
todos os portugueses, mesmo para aqueles que não viajam de avião… Calculo que
esta seja uma preocupação constante na empresa. Como se construiu, e ampliou
essa imagem, em sua opinião, e o que se faz ainda hoje, para a manter?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;A segurança é uma das grandes marcas da
TAP, eu diria que isso foi umas das coisas que me incentivou a vir para cá,
porque a empresa já tinha um histórico extremamente importante. Eu diria que
isso é algo que está no ADN da TAP, está nos genes da TAP, nasceu com a TAP, é
uma empresa focada nisso desde o início, é praticamente um dogma da empresa
operar em segurança. Isso se vê não só nos pilotos, que são obviamente a base
de isso tudo, são eles que fazem as decisões de saída do avião, por exemplo,
mas isso está também na manutenção e na área de &lt;i&gt;handling&lt;/i&gt;, como obviamente por toda a empresa. Isso faz parte do
espírito da empresa. Por acaso até &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;tenho ali no
meu computador uma peça de um dominó, é uma lembrança de que eu sou uma peça
importante também no processo de segurança da empresa,&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt; e decisões minhas também contam para a segurança, decisões de
todos os que estão aqui dentro, eu faço também com que as pessoas entendam
isso. Eu preocupo-me e é assim que tem de ser numa empresa aérea. Como se
construiu, isso é histórico, mas obviamente tem todo um processo de formação,
supervisão. Os pilotos são treinados periodicamente, temos simuladores
próprios, o que é um investimento enorme que a empresa fez, mas são
fundamentais para todo esse processo de treino, de avaliação, de verificação e
de formação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Sendo que a África Today, é uma revista Angolana, em termos de
mercado angolano, existe alguma novidade, em termos de rotas ou periodicidade
das mesmas agendada para os próximos meses?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Essa foi umas das rotas que mais cresceu ultimamente,
passámos de ter apenas duas frequências por semana, para termos hoje 10
frequências por semana. É uma rota fundamental para a TAP&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;, extremamente importante, e obviamente que a acompanhamos de
perto para ver o que é possível fazer, em termos melhoria de horário, em termos
até de crescimento futuro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Há alguns anos, chegou a associar-se o seu nome à TAAG… Nunca
passaram de rumores?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Sempre procurámos dar muito apoio à TAAG,
porque é uma empresa irmã, de Angola, e nós sabemos que é extremamente
importante que ela seja uma empresa forte, sempre procurámos dar o apoio que
fosse possível e necessário. Mas nunca eu, pessoalmente, tive qualquer relação,
tive unicamente através da TAP.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Que peso, tem o mercado Lusófono, (Angola, Moçambique, Cabo-Verde,
S. Tomé, Brasil, Timor e Macau) em termos de passageiros, e rotas, para a TAP?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Angola e o mercado lusófono, em geral, têm
um peso importantíssimo para a TAP. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Temos vindo a
assistir a um crescimento sustentado no que diz respeito a números de
passageiros e são mercados onde vamos com toda a certeza continuar a procurar
oportunidades de investimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Disse recentemente, em relação ao processo de privatização que a
TAP “era um ganho para Portugal”, e incomparável com as outras empresas
recentemente privatizadas… Pode concretizar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&amp;nbsp;A
TAP tem uma importância global para Portugal, primeiro é uma das maiores
empresas exportadoras, está hoje entre as três maiores empresas exportadoras de
Portugal, e exportar é o que Portugal mais precisa nos dias de hoje. Depois é
uma das grandes geradoras de emprego e durante esses três últimos anos, que
foram dos anos de maior crise em Portugal, a TAP cresceu ainda assim todos os
anos e aumentou o seu número de trabalhadores, sempre ganhando em eficiência,
sempre aumentando a sua eficiência. O nosso crescimento pediu mais
trabalhadores e trabalhadores extremamente bem preparados, formados, pilotos,
pessoal de cabine, mecânicos, enfim, de várias outras categorias aqui dentro da
empresa. Mas voltando atrás, ao facto de sermos grandes exportadores (75% das
vendas que fazemos são fora do país), além das divisas que obviamente trazemos
para Portugal, o maior benefício é justamente os turistas que trazemos e as
despesas que eles fazem dentro de Portugal. Somos um cartão de visita,
mostrando o que é o Portugal moderno, o que é uma empresa moderna de Portugal,
além de fazermos o elo de ligação de negócios de Portugal com o mundo. Portanto
é tudo isso que a TAP é, obviamente que é uma empresa que tem que ser bem
privatizada, eu tenho a certeza absoluta de que o governo tem plena consciência
disso”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;O que mais irá recordar, desta experiência de tantos anos na TAP?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;São tempos muito bons de contínuo e
constante desafio, eu sempre gostei de desafios, então eu vou recordar
exactamente isso, cada dia temos novos desafios, é uma empresa vibrante, que tem
um ambiente de trabalho muito bom, é uma empresa que segue muito de perto o
objectivo de ser uma das melhores empresas para trabalhar, uma das melhores
empresas para viajar, e para investir também. Acho que estamos nesse caminho e a
conseguir realizar um pouco disso, ser parte dessa realização é muito
importante para mim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;No último dia de trabalho enquanto CEO da TAP, o que lhe irá
passar pela cabeça, já imaginou esse cenário, e qual será a sua reacção perante
ele?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Eu quero sentir-me muito bem por ter
cumprido uma missão. Eu tenho sempre dito que considero que vou ter cumprido
essa missão se tiver deixado a empresa privatizada. Obviamente, bem
privatizada. Então, &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;eu espero sair daqui e dizer que
cumpri uma missão, estou tranquilo e vou observar a TAP a continuar a crescer
em velocidade maior ainda do que quando eu estive aqui. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Numa palavra apenas, como resumiria este período que passou a
liderar, e a ajudar a consolidar uma das empresas mais queridas pelos
portugueses?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border-bottom: solid windowtext 1.0pt; border: none; mso-border-bottom-alt: solid windowtext .75pt; mso-element: para-border-div; padding: 0cm 0cm 1.0pt 0cm;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;border: none; mso-border-bottom-alt: solid windowtext .75pt; mso-padding-alt: 0cm 0cm 1.0pt 0cm; padding: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Um desafio... e de constantes desafios!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;border: none; mso-border-bottom-alt: solid windowtext .75pt; mso-padding-alt: 0cm 0cm 1.0pt 0cm; padding: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhEPQd7JhYX75m69JHeVsS8Ju6oTJAWC9qk7_nlP9u8VEcm4Q7oionQGtUCsAdNMWq83-0m38H0WYT0IRBm1PdRfx4Da3jxAj1wUANRLd_62U10ebjoVNU-slyY_onLFrPPtbKb/s1600/FP.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;213&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhEPQd7JhYX75m69JHeVsS8Ju6oTJAWC9qk7_nlP9u8VEcm4Q7oionQGtUCsAdNMWq83-0m38H0WYT0IRBm1PdRfx4Da3jxAj1wUANRLd_62U10ebjoVNU-slyY_onLFrPPtbKb/s320/FP.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Raio X&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Qual o seu livro favorito: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Steve Jobs. O que fazer e o que não fazer
numa empresa, as duas coisas que estão muito claras neste livro. Recomendo
muito para quem tem uma mentalidade empreendedora. Ver que a partir de alguns
princípios e ideias é possível fazer uma enorme empresa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Maior perigo na vida de um CEO? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Tempo de rotação. Por causa dos desafios,
os desafios são tão grandes que muitas vezes a coisa não dá certo, o primeiro a
ser trocado é o CEO e então a longevidade não é grande. Mas o grande perigo,
para usar essa palavra, eu diria que é o CEO ter excesso de dedicação ao seu
dia a dia, e esquecer da parte familiar e pessoal, e não ter &lt;i&gt;hobbies&lt;/i&gt;. Aí ele passa a ser um mau CEO,
porque ele não tem a cabeça fria para tomar as decisões corretas que precisa de
tomar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Citação…Tem alguma que lhe diga algo de especial? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Eu não sou um homem de citações. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Palavra preferida:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Perseverança. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Samba, ou Fado?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;“Gosto dos &lt;i&gt;Beatles&lt;/i&gt;”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Sardinha assada, ou churrasco?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Aí tem uma história. Eu realmente adoro
churrasco, sempre gostei de churrasco e eu vim para cá e pensei que fosse
sentir falta do churrasco, mas não. Vivo comendo peixe aqui, agora, só não
entendi como engordei 14 kg desde que vim para cá. Dizem que o peixe é menos
calórico….&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Destino de eleição:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;A minha casa no final do dia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Gadget que não dispense:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;O telemóvel.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Sendo que já foi piloto, algum dos seus hobby´s passa por aí?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Sim, mas tenho vários. Gosto de voar de
planador, aviões,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 18.3999996185303px;&quot;&gt;ultra leves&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;... Mas também de fotografia, música, toco&amp;nbsp;um
pouquinho de piano, bicicleta, ténis, exporte, ski, ler, viajar, passear. Tudo
isso faz parte das minhas preferências. E ler, que eu tenho pouco tempo para
isso, infelizmente!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Já pensou no que vai fazer, quando se reformar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Terei tempo para tudo isto!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;&quot;&gt;BIO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Fernando
Pinto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 10.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;&quot;&gt;Engenharia Mecânica pela Universidade Federal do&amp;nbsp; Rio de Janeiro. Como projecto de formatura
apresentou um protótipo do primeiro hovercraft feito no Brasil, com tecnologia
absorvida da Inglaterra, após&amp;nbsp; diversos
estágios em fábricas inglesas da Ilha de&amp;nbsp;
Wight.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 10.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;&quot;&gt;Presidente Executivo/ CEO.(Na TAP desde Outubro 2000)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 10.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;&quot;&gt;Presidente da AEA – Associação de Companhias Aéreas &amp;nbsp;Europeias em 2005.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 10.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;&quot;&gt;Presidente da Varig entre 1996 e 2000.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 10.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;&quot;&gt;Trabalhou na Airbus enquanto chefe de divisão de Mecânica,
antes de ter passado como presidente pela Rio Sul.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 10.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;&quot;&gt;O início da sua carreira, é marcado pela fundação da primeira
fábrica de aeronaves leves do Brasil, ainda hoje, a sua grande paixão em termos
de aviação.&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;&quot;&gt;As rotinas de um CEO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Pedia-lhe que me falasse um pouco do seu dia-a-dia enquanto CEO.
Sei que viaja muito, e que tem uma agenda sempre preenchida de reuniões.
Fale-me um pouco sobre isso, como é a rotina diária de um CEO de uma das
maiores empresas portuguesas?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;As viagens são parte do dia-a-dia, numa
empresa aérea e temos que estar sempre em contacto com os diversos mercados,
tenho reuniões das entidades representativas, por exemplo. Nós temos as
reuniões da AEA (Associação Europeia das Companhias Aéreas), da IATA, o órgão
internacional de representação das companhias aéreas, e a própria &lt;i&gt;Star Alliance&lt;/i&gt;, onde a TAP está integrada
e que nos obriga, de certa forma, a estar sempre em contacto com cada uma das
empresas membro da nossa aliança. Além disso, a TAP tem um investimento
importante no Brasil, na área de manutenção e engenharia, eu faço parte do
conselho dessa empresa e tenho que estar presente lá, discutindo, vendo. Fora
isso, na sede da empresa, há as reuniões de coordenação, que é algo
extremamente importante, justamente para fazer a equipa trabalhar em conjunto,
harmoniosamente, e muitas vezes nós precisamos estar juntos, fazer reuniões,
ser objectivos nas reuniões, porque senão tomam muito o nosso tempo. Mas uma
parte importante na rotina, é justamente, logo que chego, ver os &lt;i&gt;e-mails&lt;/i&gt; e informações, a Imprensa, saber
das notícias. E procurar ter já uma noção do dia, vir já preparado, programado
para esse dia, para que se possa tirar o máximo de eficiência. Outra coisa
importante também na minha rotina é a necessidade de estar ligado ao feedback
do cliente, tanto na parte positiva, como nas reclamações.Além disso, o meu contacto com os trabalhadores,
reuniões com sindicatos, reuniões com trabalhadores, faço isso frequentemente.
E no final do dia ainda tentar fazer uma ginástica, fazer exercício…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Números
TAP 2013&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;&quot;&gt;10.703.000
passageiros transportados&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Crescimento de 5 por cento face ao ano anterior. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Taxa de ocupação dos voos subiu de 76,8 para 79,4 por
cento&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Voos para África com aumento de 13,5 por cento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;&quot;&gt;77 destinos em 34 países&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;&quot;&gt;10 novos destinos na Europa e América do Sul ao longo
deste ano. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Média 2.250 voos por semana&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;&quot;&gt;55 aviões de fabrico Airbus, mais 16 ao serviço da
PGA, sua companhia regional, totalizando 71 aeronaves&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;&quot;&gt;A empresa&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;&quot;&gt;A TAP Portugal é a companhia aérea Portuguesa líder de
mercado e membro da Star Alliance, desde 14 Março de 2005. A operar desde 1945,
tem em Lisboa a plataforma privilegiada de acesso na Europa, na encruzilhada com
África, América do Norte e do Sul. Líder nas ligações entre Europa&amp;nbsp; e Brasil, foi eleita a Companhia Aérea Líder
Mundial para África em 2011 e 2012, pelos WTA, World Travel Awards, e detém
também o título de Companhia Aérea Líder Mundial para a América do Sul desde
2009. Eleita pela revista britânica Business Destinations como a Companhia
Aérea com melhor Classe Executiva – América do Sul em 2013, foi também eleita a
Melhor Companhia Aérea na Europa em 2011, 2012 e 2013 pela prestigiada revista
“Global Traveller” dos EUA, e foi distinguida pela UNESCO e pela International
Union of Geological Sciences com o Prémio Planeta Terra IYPE 2010, na categoria
Produto Sustentável Mais Inovador. Considerada a Melhor Companhia Aérea pela
revista “Condé Nast Traveller em 2010, foi também eleita a Melhor&amp;nbsp; Empresa Portuguesa na área do Turismo em
2011.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/feeds/7609243490544636532/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/18123285/7609243490544636532' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/7609243490544636532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/7609243490544636532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/2015/06/fernando-pinto-angola-e-um-mercado.html' title='África Today (Angola): Fernando Pinto'/><author><name>Pedro Cativelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12578166226362304647</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjDhbCb37-HNFhcUGDJ7pJH9hKr0gJ2jSfXhuYi0OqasEayAHJO-eAzmz_EVAHwzV8BCW8U4Q9DLtBg848UffUu5ZLUqRPw5uF0bYbmMmpmeXFeGqsVUKQlzUcD4weeswbQyHdC/s72-c/FP_N4D7585_BW_INSTA_FIN.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18123285.post-8851409295026778218</id><published>2010-12-19T16:13:00.006+00:00</published><updated>2010-12-19T16:30:47.099+00:00</updated><title type='text'>Notícias Magazine: Orgulho e preconceito pendurados no… Varão.</title><content type='html'>&lt;link href=&quot;file:///C:%5CUsers%5CPEDROC%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml&quot; rel=&quot;File-List&quot;&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href=&quot;file:///C:%5CUsers%5CPEDROC%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx&quot; rel=&quot;themeData&quot;&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href=&quot;file:///C:%5CUsers%5CPEDROC%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml&quot; rel=&quot;colorSchemeMapping&quot;&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Texto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Pedro Cativelos Coimbra do Amaral&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Fotografia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;i&gt;Patrícia de Melo Moreira&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;&amp;nbsp;“Isso meninas, assim mesmo, o rabinho para cima, e o cabelo para trás… isso mesmo!”. Os espelhos, reflectem os brilhos dos varões, e as luzes a cintilar nas coxas destapadas, que se esmeram contra o ferro forçado prateado e reluzente.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgZwKran0J3L9X7181MXevThAAFiJEd-XuBYQkwIu8k9oU3WPSNgJ3CerVIsCZTIRWFdPp16AvQaF1wKMDmZRIdA0F96z6Fp9TOC1kF6qhBSKXya0LDkJc1F2ud9U8czdkm4gJu/s1600/PMM%2523Pole_006.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjXs9rVq4C87KAl5Q_pl2970GVMRRZqAkUieY-B5Gcjhlvfn47kjd4dDWdv9lUg2qUtw7mZSevd_0_Z0XOXPe2OQtcP1iDalF3d9f_2olEu2zXKaCme5lQruRmXzwvlhamCb8iF/s1600/PMM_PoleDance_01.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;408&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjXs9rVq4C87KAl5Q_pl2970GVMRRZqAkUieY-B5Gcjhlvfn47kjd4dDWdv9lUg2qUtw7mZSevd_0_Z0XOXPe2OQtcP1iDalF3d9f_2olEu2zXKaCme5lQruRmXzwvlhamCb8iF/s640/PMM_PoleDance_01.JPG&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Este é um tema abordado com base na gramática do mundo em que vivemos, cheio de artigos definidos, verdades feitas, singulares e plurais, feminino porque é ele quem comanda os tempos modernos. Será?! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Preconceitos, são isso mesmo, conceitos adquiridos antes de serem conhecidos, e conjugam-se na grande maioria das vezes em que se fala em pole dance, ou em dança do varão, nos olhares de quem escuta, nos momentos que se seguem a essas palavras. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;É uma dança, mas não só, é um desporto também, para além de ser sensual, todavia não demasiado explícito, ou só até ao ponto em que desperta a curiosidade, nas mais variadas formas, e se torna moda num cada vez maior número de países, dos Estados Unidos à Austrália, subindo na escala geográfica, para a Europa, onde, de há alguns anos para cá, se começou a tornar famoso, também em Portugal, com o aparecimento de algumas escolas, e com a sua adaptação a academias de fitness, numa variante mais desportiva, por exemplo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;É só experimentar lançar o tema quando inserido num grupo alargado de pessoas. Verificará a multiplicidade de opiniões, quase todas associadas ao sexo, algumas ao striptease ou a meandros sociais mais esconsos, e a outras demais variadas direcções opinativas. Mas… Uma coisa, é no entanto comum a homens e mulheres, a curiosidade. E esse porquê, que parece fácil e objectivo de ser explicado, não é assim tão óbvio afinal. É todavia simples de perceber, depois de se conhecerem as histórias de quem se apaixonou por si própria, depois de se deixar levar pelas danças que o Varão lhe reservou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;A Academia do Varão&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEglUoQPwL-q5mOppP4XWvbuMo2M6j8-H1atiMvKeuT7-8byMnW2-J9Vn5NcacH7Miw42XDuhIX1UPkadjm6XhCJbSQ4QmN6qsLz7g569G_2NT_DpML02f83EjkuuT8D98FgK0eo/s1600/PMM_PoleDance_04.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEihHRFx1rJtkdbKMiM0ttPlnsurAmna_hrIg7NH8q2MwZqACUYz3wAijwED4L_GEQm4TlscXWXWqkE_4esKNzTqKCywnSZHmnC66bvnSn1tVHtA5n9jR52TVyu98ZdypQtBj0Yk/s1600/PMM%2523Pole_010.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;425&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEihHRFx1rJtkdbKMiM0ttPlnsurAmna_hrIg7NH8q2MwZqACUYz3wAijwED4L_GEQm4TlscXWXWqkE_4esKNzTqKCywnSZHmnC66bvnSn1tVHtA5n9jR52TVyu98ZdypQtBj0Yk/s640/PMM%2523Pole_010.jpg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;“É assim, de facto. Há muita gente que vê as reportagens que já passaram nas televisões sobre as nossas aulas, e que vêm até nós porque têm curiosidade em descobrir o que é que isto tem de especial e porque é que toda a gente que já experimentou não quer outra coisa”. Andreia Pinheiro é a fundadora da academia de Pole Dance, onde é instrutora também. Aos trinta e três anos é ela também a mais conceituada praticante do nosso país, e recentemente regressou da Austrália diplomada pela Bobis Pole Studio, uma escola que hoje em dia tem mais de cem outras franchisadas por todo o hemisfério sul do planeta, e de onde saem anualmente algumas das campeãs mundiais da modalidade. “Sim, porque isto é uma modalidade, que também pode ser dança, ou mesmo só um escape ao stress! Não é nada de mau, nem tem nada a ver com o striptease… E não é que tenha nada contra isso, mas este é feito por nós, e para nós próprias, e não para alguém estar a ver. Isto é, também pode acontecer, claro, mas o objectivo principal, e a razão de qualquer uma de nós estar aqui, e se entregar a isto que é tão difícil e exigente, até em termos físicos, não é essa, com toda a certeza”, complementa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Trabalham sempre duas a duas, durante as aulas (duas por semana) de pouco mais de uma hora, mais ou menos alinhadas pela altura de cada uma, para se ajudarem mutuamente. “Um gemini”, agora um “saca-rolhas”, “uma borboleta”. Movimentos técnicos requeridos pela instrutora Marina Meireles, num tom quase… marcial. Aos 49 anos bem escondidos pela estampa física e pelo sorriso, chegou à Academia há pouco mais de dois depois de um grave acidente de mota, que quase lhe tolheu os movimentos. Foi assim, quase como complemento da fisioterapia que achava “aborrecida” que entrou, como aluna, para a Academia de Polé Dance, então ainda a começar.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhz-FEu075cXf_xlHTvdqIuv40-HvqN8G4bXmfntDtzini9p3nS72xJWxX3A93QI2nJJnza_o4LQWtTBCrU1XWUXYaz-0cvPTQ8YrhpqR4X3MI-2C6LnCy-aeqJvvKwlX7FLco2/s1600/PMM%2523Pole_Metro_MarinaMey_016.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;425&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhz-FEu075cXf_xlHTvdqIuv40-HvqN8G4bXmfntDtzini9p3nS72xJWxX3A93QI2nJJnza_o4LQWtTBCrU1XWUXYaz-0cvPTQ8YrhpqR4X3MI-2C6LnCy-aeqJvvKwlX7FLco2/s640/PMM%2523Pole_Metro_MarinaMey_016.jpg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Tomou-lhe o gosto, e o corpo aperfeiçoou-lhe as formas. Passados alguns anos, é hoje “o braço direito” de Andreia, como a própria admite, e uma confessa entusiasta da modalidade. “Mulher de quase cinquentas, com corpo de trinta, e mentalidade de vinte”. Está assim, pelas suas próprias palavras, praticamente apresentada. Classifica-se desta forma, sem tempo de consumo, nem prazo de validade. E ri, alto e bom som, tal como a música, que nem precisa de ser especial para a levar lá bem para o alto do varão, e a transformar numa estátua de mulher musculada, que faz abrir as bocas e erguer os pescoços das alunas, que normalmente ficam com o olhar suspenso, e as palavras a descaírem, sorrateiras, entre dentes… “Mas eu não consigo fazer isso… Mas, epá… Eu tenho de fazer isto!”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;E tentam. Trepam o varão, com as pernas arqueadas, ou de cabeça para baixo, com os cabelos à deriva dos movimentos lascivos da cabeça, ou ao sabor da banda sonora que acompanha as aulas, e com sensualidade provocativa no olhar, no menear das mãos sobre as ancas, e do cabelo que as parece tocar, solto, selvagem, acrobático.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;As aulas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEglUoQPwL-q5mOppP4XWvbuMo2M6j8-H1atiMvKeuT7-8byMnW2-J9Vn5NcacH7Miw42XDuhIX1UPkadjm6XhCJbSQ4QmN6qsLz7g569G_2NT_DpML02f83EjkuuT8D98FgK0eo/s1600/PMM_PoleDance_04.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;426&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEglUoQPwL-q5mOppP4XWvbuMo2M6j8-H1atiMvKeuT7-8byMnW2-J9Vn5NcacH7Miw42XDuhIX1UPkadjm6XhCJbSQ4QmN6qsLz7g569G_2NT_DpML02f83EjkuuT8D98FgK0eo/s640/PMM_PoleDance_04.JPG&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;No primeiro dia, há uma certa timidez no ar. Os movimentos não saem como o previsto, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;o ensaio da sensualidade transformada em movimento, não surge natural. A presença de jornalistas é inibidora, intimidatória, principalmente quando os movimentos ainda não estão mecanizados com o corpo, e o varão é escorregadio demais, para se expor assim de relance, mesmo que numa pálida imagem ao espelho. “O que aqui se passa é que temos um momento do dia só para nós, onde podemos fazer tudo aquilo de que gostamos em uma hora… Dançar, fazer desporto, estar com as amigas, cuidar de nós, fazermos figuras tristes às vezes, claro, sermos mais provocadoras, sem termos de enfrentar qualquer julgamento por isso… E depois, saímos daqui muito mais bem dispostas e felizes da vida”, explica uma das alunas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Todas as mulheres gostam de dançar. É daqueles lugares comuns, como o Rossio, ou uma qualquer zona equivalente. Tal como dizer que todos os homens gostam de futebol. Nem todos, mas há excepções que por vezes, confirmam as regras. Outro lugar comum… &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Andreia dança. Teve um filho há pouco mais de um ano, mas o corpo já dissolveu quase na totalidade as marcas da maternidade, e os músculos, todos em conjunto, movimentam-se de acordo com o que lá vai dentro, a mulher selvagem, ginasticada, pujante, poderosa, capaz de tudo pelo prazer de oferecer prazer a si própria, possante e possuidora. Por fora, sem a música, as luzes baixas, os saltos altos que lhe dão a altura de Afrodite, é diferente… O tom das palavras sai-lhe tímido até. É reservada, senhora de si na mesma, concentrada, pouco dispersa, nada dada a grandes divagações de feminilidade. “Ali (acena para o varão) não sou eu totalmente, como também não o sou aqui. Acho que há partes de mim, lugares da minha personalidade que sobressaem aqui, e outros que acontecem ali. Tudo isso faz parte do que eu sou, do que está cá dentro. Sinto-me de facto muito próxima de mim, quando estou no varão, é certo, é a minha paixão e tenho a sorte de poder ser profissional disto”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Modalidade... na moda&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh31AAU2ovhIUsHPlLU3R9IJZujudXAsDQEg5fNcvcy4yG3Shdr721T6hzw8rnTc1I3Wi3PdFtTR1oHYUvhhxyQb8jil18gWuAvqDW1c8ABWswF-B1pDjcFaC0WsSK9bEcsSj71/s1600/PMM%2523Pole_007.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh31AAU2ovhIUsHPlLU3R9IJZujudXAsDQEg5fNcvcy4yG3Shdr721T6hzw8rnTc1I3Wi3PdFtTR1oHYUvhhxyQb8jil18gWuAvqDW1c8ABWswF-B1pDjcFaC0WsSK9bEcsSj71/s400/PMM%2523Pole_007.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Pole dance é, na definição original, uma forma de dança combinada com ginástica que, na forma como hoje é praticada, nasceu no Reino Unido, nos anos 80, apesar de só ter chegado ao nosso país há pouco menos de cinco anos.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Enquanto modalidade, é simples de começar a praticar. “Pois, a dificuldade é mesmo a de conseguir fazer”. Já existem algumas escolas em Lisboa, e um varão para praticar pode custar entre os 350 euros (o mais comum, para ter em casa), e os 2000 mil (utilizados em competição), dependendo da qualidade e do fim a que se destinem. Quase todas as alunas têm um em suas casas. É leve, desmontável, e facilmente transportável. Parece um anúncio, mas é verdade, assim como os benefícios que todas descobrem e anunciam nesta forma de dança, que se multiplicam, e a vão transformando para lá de moda, em tendência que se vai massificando. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Apesar de se olharem sem temor, sem inibições, enquanto deixam o corpo resvalar pelo varão, e pelo próprio olhar que alimenta os sentidos mais interiores, quando a música cessa, e as luzes se levantam, o preconceito reencontra no entanto o seu lugar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Encontram-se aqui todo o tipo de mulheres, de várias idades, das mais diversificadas profissões. Mães, filhas e avós, psicólogas, hospedeiras de bordo e empresárias. Todas independentes, a maioria casadas, ou com relações emocionais ou afectivas estáveis. São no entanto poucas, aquelas que dão o nome completo sem desviar o olhar para pensar uma segunda vez, e normalmente escolhem o apelido menos identificativo, para que ninguém as reconheça para lá desta sala de dedo em riste, nem que seja apenas metafórico, no trabalho, em casa porventura, na vizinhança.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Ivone, 60 anos, médica, é um desses casos. Avisa de imediato que não quer ver utilizado um apelido que a identifique no meio profissional. “Sempre fui uma desportista, faço duatlos e meias-maratonas. Isto… foi uma brincadeira em que decidi embarcar depois de uma conversa com a minha nora. Agora já cá estou há cinco meses e ganhei-lhe o gosto! Como sou de desportos mais físicos, tenho assim o complemento da dança e da flexibilidade, e faz-me sentir de bem comigo”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Das cerca de cinquenta alunas actualmente inscritas na Academia, que tem instalações em São João do Estoril e no centro de Lisboa, perto do Marquês do Pombal, muitas levantam a mesma questão, relacionada com o receio de como os outros as poderiam julgar se soubessem que tinham aulas de dança no varão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Com o decorrer dos dias, o à vontade começa no entanto a surgir, mas não em todas. Vera Apolinário começou assim, mas foi mudando de opinião. Aos 32 anos é empresária, proprietária de uma empresa de caixilharia para construção civil, e de uma loja de roupa. Consegue ainda arranjar tempo para ser assistente social e vir para as aulas, duas vezes por semana. “E são poucas, que por mim, vinha cá todos os dias!”, interrompe. “Estou aqui há dois anos, sou apaixonada pelo varão porque tenho um prazer enorme em fazer desporto, ando no ginásio e isto é um complemento, se é que ainda não é mais intenso. Depois, há a dança, que adoro. Estou no terceiro nível, e quero competir, tornar-me muito boa nisto!”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Tem as pernas longas, e uma voz profunda. É uma das mais activas de todo o grupo, a que chama de “Tropa de Elite”. “Pois e é o que somos! Já tenho cá amigas para a vida! Falamos, saímos, divertimo-nos… O que aconteceu aqui, é que uma paixão comum, fez com que nos apaixonássemos umas pelas outras, enquanto pessoas, isso é tão bom!”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;O terceiro nível é o mais avançado. Ao evento nacional de Pole Dance da Figueira, que se realizaria dentro de alguns dias, apenas iam alunas deste nível, pouco mais de dez, acompanhadas das professoras de ambas as escolas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhHjuh9zpzqf9GN61EKYZMPs-YruSasH6_Y3DtFMOYC8UcM5WLgpoHkmw9BzX2dcxoe2XlQ6ct2AxlN9_vMJ7TQ-3HltC3iy1zMNOJGJDK9qzhBoERoJggSs0EPuJXCup5Sx9-O/s1600/PMM%2523Pole_Metro_Eli_015.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;426&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhHjuh9zpzqf9GN61EKYZMPs-YruSasH6_Y3DtFMOYC8UcM5WLgpoHkmw9BzX2dcxoe2XlQ6ct2AxlN9_vMJ7TQ-3HltC3iy1zMNOJGJDK9qzhBoERoJggSs0EPuJXCup5Sx9-O/s640/PMM%2523Pole_Metro_Eli_015.jpg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Eliane Tozatti, 40 anos. Brasileira de Curitiba, a viver em Portugal há 18 anos, empresária no ramo da mediação imobiliária e mãe, é outro desses casos, das que até tem orgulho em dar a cara e o nome, por algo que aprendeu a gostar de fazer. “Quando comprei o varão lá para casa (quase todas as alunas do terceiro nível têm o seu próprio varão) pensei em como iria explicar isso aos meus três filhos. Não queria nenhum mal entendido. Fui ao Youtube e mostrei-lhes imagens de alguns acrobatas, homens e mulheres que fazem ginástica utilizando um varão. Eles adoraram, e disse-lhes que era aquilo que a mãe fazia, no fundo. Eles entenderam, e apoiaram-me, claro. Pessoalmente, para mim, é um desporto sensual, é assim que o vejo! Porque me aumenta a auto-estima, a confiança, porque me faz sentir mais bonita, mesmo em casa de t´shirt e chinelos!”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Sente-se, pela proximidade dessa ocasião única para todas elas, alguma tensão no ar, os movimentos ganham intenção e músculo, aperfeiçoam-se, trajados agora com as roupas que iram utilizar no evento, e claro, com os enormes saltos altos que fazem parte do ritual.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;“Ah… as roupas”…, retoma Vera. “Ai, aí é quando começa a dança a sério! Quando nos vestimos, pomos os saltos altos, soltamos o cabelo e ele fica longo a cair nas costas…” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;As aulas são agora ensaios. Recomeça o espectáculo de um grupo de mulheres em busca de si próprias, na procura de algo, que não se encontra habitualmente no dia-a-dia, nas filas de trânsito, no trabalho de escritório, na caixa do super-mercado ou num qualquer outro cenário da vida quotidiana de segunda a sexta. Um sorriso espontâneo, uma dança solta, um momento puro de libertação plena e verdadeira. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;O sonho deles… e o delas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgV4p_ihmWPUeqruNe2U0Jl5NH-ycwz_jKQx7_Fnfpt_EW3ngdxRCLy3QXm-6pUGspr6_5HmsKi6jW5pjlIPK-8WjpG6su0_TBwYklh3m3MCvwN7AyR_kOjzwnmG_VGFfDwLjiA/s1600/PMM%2523Pole_013.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;640&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgV4p_ihmWPUeqruNe2U0Jl5NH-ycwz_jKQx7_Fnfpt_EW3ngdxRCLy3QXm-6pUGspr6_5HmsKi6jW5pjlIPK-8WjpG6su0_TBwYklh3m3MCvwN7AyR_kOjzwnmG_VGFfDwLjiA/s640/PMM%2523Pole_013.jpg&quot; width=&quot;424&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Casado com Andreia, há cerca de três anos, Paulo Correia é técnico de informática e, naquele dia, ao ensaio geral para o espectáculo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;“Conhecemo-nos através de uma amiga, que frequentava as aulas da Andreia. Antes de ter esta barriga (aponta para baixo enquanto a esfrega e lança uma gargalhada) fazia escalada, e a Andreia também. Foi assim que nos conhecemos. A escalar”. Não o varão, mas… uma parede rochosa. “Sim, de facto, e olha que a escalada é bem mais fácil!”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;O fruto do amor comum, assenta-lhe pequeno, bem no colo. Tem pouco mais de um ano, chama-se Diniz, e vai a quase todas as aulas, com a mãe que vê lá ao longe, quase no horizonte do fim da sala, a dançar, com a atenção curiosa de todas as crianças enquanto observa de olhar embevecido, a sua mãe, depois de mais uma dança. Aplaude, sempre que uma música acaba. A mãe agradece, enquanto abre os braços, e o recebe em si. Perante o momento, ele, o pai, sorri. “Não somos de facto uma família convencional… Para além de termos duas profissões quase opostas, também o são nos horários. Eu trabalho de dia, e a Andreia de noite, porque a maioria das aulas são pós-laborais, como se compreende por causa das alunas. Se isto de ter uma mulher que é pole dancer profissional é o sonho da esmagadora maioria dos homens?! (sorri de timidez e procura, subtilmente escapar à pergunta). Não, nada disso! No fundo, somos marido e mulher, e gostamos um do outro. No Casino, vou vê-la dançar pela primeira vez, num palco, e sei é que vou sentir um grande orgulho por saber que a mulher de quem gosto é feliz a fazer o que gosta. E só me sinto é ofendido quando alguns colegas, ou outras pessoas me perguntam se elas aqui andam a despir-se, ou a tirar a roupa… Mas sei que também o perguntam mais por desconhecimento, ou falta de cultura, do que por maldade. E é isso que tem de se mudar, esse preconceito em relação a esta dança, a este desporto”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 14pt;&quot;&gt;Casino real &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 14pt;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 14pt;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 14pt;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 14pt;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgZwKran0J3L9X7181MXevThAAFiJEd-XuBYQkwIu8k9oU3WPSNgJ3CerVIsCZTIRWFdPp16AvQaF1wKMDmZRIdA0F96z6Fp9TOC1kF6qhBSKXya0LDkJc1F2ud9U8czdkm4gJu/s1600/PMM%2523Pole_006.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;640&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgZwKran0J3L9X7181MXevThAAFiJEd-XuBYQkwIu8k9oU3WPSNgJ3CerVIsCZTIRWFdPp16AvQaF1wKMDmZRIdA0F96z6Fp9TOC1kF6qhBSKXya0LDkJc1F2ud9U8czdkm4gJu/s640/PMM%2523Pole_006.jpg&quot; width=&quot;425&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt; A sala do Casino da Figueira da Foz, está lotada, completamente, de bilheteira esgotada com dias de antecedência. Durante o dia do espectáculo, que só aconteceria ao início da noite, as quatro professoras da academia, foram dando workshops às mulheres que se inscreveram. E foram centenas, a querer experimentar os ensinamentos do varão, em sessões gratuitas de uma hora. “Está concorrido, não sei é como é que vou fazer o espectáculo à noite, depois disto tudo! Mas, quem corre por gosto não cansa, e dá-me um grande orgulho poder estar aqui nesta zona a mostrar a estas mulheres que isto é uma coisa bonita que as pode tornar a elas próprias também mais bonitas, mais completas e mais felizes, o que no fundo, é para o que isto que para nós é uma paixão, serve”, explica Marina, ainda ofegante, depois de mais uma aula. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Na assistência, e já depois de abertas as portas, o ambiente é familiar, literalmente. Há muitas famílias, homens, mulheres e crianças. Muitos vieram de longe para ver as filhas, as mães, as irmãs, as namoradas, as mulheres, as amigas. Outros, vieram de mais perto, pela curiosidade do momento, e pela oportunidade da ocasião de verem algo, que nunca tinham visto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Durante a tarde, no palco, e ainda com as cadeiras vazias, mas já com o ambiente preenchido de stress, e fumaças de cigarro, os testes de iluminação e as marcações das posições ocupavam o lento passar das horas, já depois da delicada operação de montagem dos varões, com mais de cinco metros de altura, tarefa concluída logo pela manhã. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;A dimensão da sala, e da tarefa que as aguarda, acanha-as e denuncia-as no primeiro olhar que lhes escapa, logo à saída dos bastidores, e em que tudo parece demasiado grande e desconhecido. Afinal, transformam-se hoje em artistas por um dia em que experimentarão a fama do momento, simplesmente pelo facto de se entregarem por inteiro a algo de que gostam. “E há coisa mais bonita que essa?!”. Cátia Santos, psicóloga, que pratica pole dance há dois anos, desenhará com o corpo, um tango entre si e o varão. “Será ele o meu par desta noite (sorri). Nervosa?! Claro que sim, e ainda bem, é bom sinal. Viemos aqui porque todas porque gostamos disto. Não somos profissionais, nem nada que se pareça, mas apenas um grupo de mulheres que descobriu esta paixão num determinado ponto da vida, em que umas precisavam de exercício, outras de auto-estima, ou de se sentirem mais mulheres, mais apetecíveis se calhar, e outras só queriam era relaxar ao fim de um dia cheio de trabalho… É simples afinal, o que nos traz aqui, e o que nos faz querer mostrar isto, já que a oportunidade surgiu, a todas aquelas pessoas que se diz que vão estar por cá esta à noite”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;E estão mesmo. Maquilhadas, vestidas, tensas, amigas do momento, que as unirá ainda mais, num grito de voz aguda, que lançam antes de pisarem o palco e encarnarem o seu papel principal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Perto das onze da noite, a música começa finalmente a subir de tom, na exacta medida em que as palavras se tornam imperceptíveis, enquanto a luz se deita, e os olhares da assistência se levantam. Depois, um corpo, e outros, erguendo-se no etéreo, os músculos modificam-se, as carnes a tornam-se quentes, roçando o varão, hirto, e pálido perante tamanha entrega. “Também pode ser sexual, claro, como tudo na vida o pode ser. Mas o objectivo aqui, é, para além da dança, obviamente estimular a sensualidade dentro de cada uma de nós, que existe por vezes adormecida em tanta gente, demasiada, e que faz falta que saia cá para fora”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Andreia é a primeira a surgir no palco, acompanhada de Marina. Dá o mote, transforma-se, transporta a sala consigo, e consegue-o, como gosta. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Quase duas horas de espectáculo depois, aplausos e admiração, pela beleza de cada uma, pela coreografia encenada na música posta em movimento que vem de dentro. Regressam para um último reconhecimento do público. Talvez tenha sido a última vez que muitas delas sobem a um palco, para fazerem algo que as faz sentirem-se bonitas, e admiradas. Talvez não. “Mas não será a última, isso é que não, que subiremos a um varão!”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Não se chegam a ouvir assobios nem piropos, e os comentários mantêm-se em lume brando e em tom reservado. “Talvez as coisas estejam a mudar”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;A festa, faz-se agora nos camarins. “Correu bem. Ganhámos um dia de vida, foi bonito. É a nossa noite, meninas!”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;E foi.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/feeds/8851409295026778218/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/18123285/8851409295026778218' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/8851409295026778218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/8851409295026778218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/2010/12/noticias-magazine-orgulho-e-preconceito.html' title='Notícias Magazine: Orgulho e preconceito pendurados no… Varão.'/><author><name>Pedro Cativelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12578166226362304647</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg-5BUYrqaddx0xbUDeqkKCe9KlvqSh-YSCBPpQJcOV3OSHazUFVwgCYTfxHh8E9S3-j5KAabJMVfwMDHhpwskm5Ur6zi_T5DIh6j7KxlhZ6iKmeOhnCAZKOBakl2vsvMoeB-EO/s72-c/PMM%2523Pole_005.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18123285.post-6510052971403953314</id><published>2010-12-13T23:11:00.002+00:00</published><updated>2010-12-13T23:11:37.405+00:00</updated><title type='text'>Notícias Sábado: Fernando Nobre</title><content type='html'>&lt;link href=&quot;file:///C:%5CUsers%5CPEDROC%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml&quot; rel=&quot;File-List&quot;&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href=&quot;file:///C:%5CUsers%5CPEDROC%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx&quot; rel=&quot;themeData&quot;&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href=&quot;file:///C:%5CUsers%5CPEDROC%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml&quot; rel=&quot;colorSchemeMapping&quot;&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;
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&lt;/style&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;b&gt;“Ficar de braços cruzados, não é uma atitude que seja própria do meu carácter!”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;  &lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-KqBICW2Aa-0ypQHalNEwg6VXRxaGNqsq2Vnmcg8LJPx4oWFRFp7-A-6UtRGhSW5e43ifoORAPF6-m9uY-bBKf_E6LiYYH1UDriSkZA-XLsnRY-ut2nPAap9dgsta9Ds0Kgn5/s1600/PMM%2523Fernando+Nobre_002.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-KqBICW2Aa-0ypQHalNEwg6VXRxaGNqsq2Vnmcg8LJPx4oWFRFp7-A-6UtRGhSW5e43ifoORAPF6-m9uY-bBKf_E6LiYYH1UDriSkZA-XLsnRY-ut2nPAap9dgsta9Ds0Kgn5/s1600/PMM%2523Fernando+Nobre_002.JPG&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;O homem que “um dia” sonhou com um mundo melhor, criou a Assistência Médica Internacional para continuar a sonhar, e foi para os confins da Terra para o poder concretizar, quer agora também, mudar Portugal. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Haverão pessoas a quem o nome, define a personalidade, por uma ou outra razão do destino, por sorte, vá-se lá saber porquê. Fernando, Nobre, de apelido, será uma delas, assim o conta o seu trajecto de vida, o seu papel no mundo, dessa forma o recordam as suas acções de vida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Médico do mundo, escritor, sonhador, realista… Conhecedor, como poucos, das maleitas do planeta, procurou curá-las, repará-las, minorá-las, ao longo dos anos, numa luta “devastadoramente desigual”, com sacrifício, entrega, paixão. “Desiludido? Não, porque não há tempo para isso, enquanto morrem pessoas de fome neste momento”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Aos 58 anos, Fernando Nobre, abraça, inesperadamente, uma outra causa. As motivações não lhe advêm de um grande terramoto, da explosiva erupção de um vulcão, de uma devastadora guerra civil. Não há mortos nem feridos, nem crianças subnutridas de barriga dilatada pela fome, antes, “um povo triste e resignado com os políticos que teve ao longo dos últimos anos”, e ao qual se propõe, sempre com a palavra “humildade”, em sentido expresso e sentido, “a ajudar a devolver-lhe a esperança, em si próprios, no seu destino, e no país”.&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;i&gt;Texto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;i&gt;Pedro Cativelos Coimbra do Amaral&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;i&gt;Fotografia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;i&gt;Patrícia de Melo Moreira&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;É um homem conhecido de todos, pelo seu papel de médico, de fundador da AMI, de alguém que dedicou a sua vida a causas verdadeiramente maiores. Não o esperava entrevistar enquanto alguém que se intromete na luta política, nem tão bem como candidato à Presidência da República…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Foi uma opção pessoal, de consciência! Embora possa parecer fora do tempo, o que lhe vou dizer, também o faço por patriotismo… &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Porque utilizou a expressão “fora do tempo”?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Porque hoje em dia, no nosso país, quem utiliza a palavra Pátria, quem canta o hino nacional, quem se emociona quando o ouve, quase que parece um reaccionário, e para mim não é assim, porque eu fui educado nesses valores intemporais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Regressando às razões da sua candidatura…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Em termos de política nacional, eu não pertenço a nenhum partido político, e o cargo de Presidente da República deve ter a ver com isso, deve ser algo aberto aos cidadãos apartidários. O último ano e meio, levou-me a reflectir muito sobre o estado do país, e em relação ao papel que eu poderia ter nas mudanças que acredito serem necessárias. Eu escrevi que o Presidente, no respeito integral da constituição, tem capacidade de incentivar, intervir e alentar um povo que quanto a mim está deprimido e desmotivado. E eu, se fui alguma coisa ao longo da minha vida, fui isso mesmo! Tenho uma visão abrangente do mundo, conheço bem a situação social do país, tenho, com toda a humildade, uma mundi-vivência, uma multi-culturalidade, uma multi-racialidade, uma lusitanidade, que podem ser úteis nestes combates. Entendo ser este o meu dever para com o meu país!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Falou-me em depressão dos portugueses, maleita que por vezes se associa a uma tendência, digamos que congénita do próprio povo…Pressente-se hoje, uma desilusão, um pessimismo generalizado, porventura também associado ao papel dos políticos, entende-o assim, também?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Quando leio os textos do Guerra Junqueiro, do Ramalho Ortigão…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;…Parece que nada mudou, os estereótipos adequam-se na perfeição àquele, e ao nosso tempo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Sim, de facto! Estamos de novo na geração dos desiludidos, dos vencidos da vida que se ficam nos cabos das tormentas, sem esperança. Custa-me tomar por perdida esta geração, e não é assim, não o deve ser, nem está! A situação económica, a situação social, até uma certa perda de valores, faz com que observe o cargo do Presidente da Republica, como algo que é fundamental nos tempos que vivemos, e o que se tem de pedir a alguém que ocupe esse cargo, é um esforço colossal para que todas estas pontas, voltem a estar unidas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Não tem receio de perder um pouco daquela aura que o seu nome e a sua obra suscita dentro de todos os que o conhecem?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Esse é o grande risco que decidi assumir sabe?! Mas acho que o país a isso me impele, e eu acredito nisso! Tenho um projecto para Portugal, até um projecto moral, mas de facto seria mais fácil para mim manter-me no trajecto que vinha percorrendo. Irei prossegui-lo se não chegar à Presidência, com a mesma garra, paixão e amor. Agora é evidente, que me pus à chuva, e vou-me molhar, mas estou preparado para tudo. Espero é que esta luta que se avizinha, seja acima de tudo um debate de ideias e projectos para o futuro do nosso país, e não se limite a ataques pessoais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhFNLMhKc3z6H3mSY-T4AurPexMSbLKswXONacTgM6OQKqHwkcMczIfoIdyoJdYRahMoWExhgwLk0pEK2OIPsjc1Othf-m8i4aAP761lAvLC_iEjJBvZplqXtphUSdlx-G_7BEA/s1600/PMM%2523Fernando+Nobre_001.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhFNLMhKc3z6H3mSY-T4AurPexMSbLKswXONacTgM6OQKqHwkcMczIfoIdyoJdYRahMoWExhgwLk0pEK2OIPsjc1Othf-m8i4aAP761lAvLC_iEjJBvZplqXtphUSdlx-G_7BEA/s1600/PMM%2523Fernando+Nobre_001.JPG&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Em relação a esses ataques… Chegaram a por em causa a sua nacionalidade, uma vez que nasceu em Luanda, houve depois algumas interpretações de declarações suas, tomadas enquanto “indirectas” para Manuel Alegre…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Mas eu não sou dessas coisas, até me senti mal com isso e lamento que se façam essas considerações a meu respeito… Numa das entrevistas, deu-se a entender que me tinha referido a Manuel Alegre com interpretações sobre o que tinha querido dizer… Mas não é nada disso! Ele tem todo o meu respeito, e como lhe dizia, não entro por aí! E é precisamente contra isso que quero lutar, porque política, não é isso, são ideias, são debates, é estarmos juntos, nas nossas diferenças, para chegar e levar o país para um lugar melhor. Quanto a ser português… Isso é uma ofensa, um insulto que me fazem, e que me toca, profundamente… E espero que não se volte a falar nisso!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Qual é o seu sonho para Portugal?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Quero ver de novo um país, em que somos líderes, não como já fomos noutros tempos, mas em certos nichos, como o das energias renováveis, por exemplo. E depois, fazer reerguer um povo que tem qualidades ímpares, afirmativo, combativo, criativo, empreendedor e crente nas suas potencialidades e capacidades. Choca-me, quando se fala em união com Espanha, quando se intenta um país Ibérico, como se a nossa História, os nossos antepassados não tivessem existido... Depois, uma Justiça célere, igual para todos. E escutar as pessoas, sempre, porque o povo não é nenhuma carneirada que só vai às urnas de quatro em quatro anos, e Portugal só tem a ganhar em ouvir as suas gentes mais vezes. É isso que farei quando for Presidente, irei percorrer o país de lés a lés, ouvir as pessoas, novos e velhos, do interior e do litoral, ricos e pobres!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Há muitos políticos que o fazem, apenas em campanha…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Eu sei, e esse é o problema, porque levou as pessoas a acharem-se instrumentalizadas por eles. Fá-lo-ei, porque acredito ser essa, a melhor forma de as servir, ao longo do mandato. Sabe, eu ainda há uns dias falava num congresso para economistas, e dizia que deveríamos falar frontalmente às pessoas, dizer-lhes a nossa verdade, concretamente, para não deixar dúvidas, em português entendível para todos! Isso é outro dos grandes problemas dos actores da nossa política.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;A questão política, e num sistema balizado por esquerda e direita, e por partidos inseridos no centro desse paradigma é algo de que parece querer desenquadrar-se… Porquê?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Esse dilema ideológico, quanto a mim, está a ser ultrapassado pela realidade, e isso constata-se, um pouco por todo o mundo. No contexto global, surge um novo paradigma das relações humanas, das ideologias, que fogem um pouco da esquerda, da direita e se orientam em relação a outro tipo de valores humanos, as noções de dever que todos devemos ter, dos direitos que devemos cumprir, a honra, o bem-estar do próximo… Eu tenho amigos em todos os quadrantes políticos, consigo ver qualidades, boas ideias, em todas as ideologias. Não me tentem empurrar para o campo dos partidos porque eu não vou! Só vou para onde quero ir, e não serei prisioneiro de nenhum partido, porque o que me motiva para isto, é o país, são as pessoas, é a causa, e não as lutas partidárias. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Preconiza então uma nova, pelo menos em Portugal, versão da política, sem esquerda nem direita, recuando um pouco à génese do que deveria ser o combate político, o bem comum?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Costuma dizer-se que a medicina é a profissão mais recompensadora do mundo, porque cura as pessoas… Mas eu, sempre retorqui dizendo que a gestão da rés publica, a gestão dos destinos de um povo, de uma nação, essa sim, é a actividade com mais responsabilidade, com mais importância, a mais nobre de todas as acções desempenhadas pelo Homem. É também por isso que quero fazê-lo, porque acho que se foram deixando esquecer estas coisas, estes valores humanísticos profundos, essenciais. Levarei comigo para a Presidência da República esse espírito, e pode ter a certeza de que não irei amarrado a partidos, não me enfeudo a nenhum deles. Sou antes de mais, isso sim, um democrata com profundas preocupações sociais. Se isso faz de mim um social-democrata ou um socialista, pessoalmente não me interessa! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;O seu programa político, é muito mais sobre causas, do que sobre questões concretas…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Mas tudo o que lhe disse até agora, são factos, ideias concretas! Nunca fui bailarina, não irei mudar, nem agora que sou candidato, nem depois de ganhar as eleições, porque sou claro, e falo e falarei sempre olhos nos olhos com as pessoas, num português entendível para todos porque linguagens herméticas é que não sei ter, apesar de ter estudos para isso, porque, apesar de tudo, sou um operacional. Quem diz que nunca me ouviu uma ideia política, é porque não sabe o que faço, não leu o que escrevi ao longo dos anos… Se o fizessem, saberiam no que acredito, o que preconizo, que no fundo, é o que tenho dito. É nesta visão que as pessoas votarão, e se a querem seguir, votem em mim, se não querem, não votem&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Considera-se um idealista, Dr. Fernando Nobre?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Como lhe dizia, sempre me senti melhor no terreno… As razões disso, existem, claro que sim. Neste caso, da minha candidatura à Presidência da República, acaba por haver uma certa coerência, com aquilo que sempre fiz na minha vida. Quando cheguei a Portugal há quase trinta anos, já era administrador dos Médicos Sem Fronteiras, na Bélgica onde vivia há vinte. Deixei tudo para trás, e vim para cá, sem grandes condições, para abrir a AMI, que não passava de um mero sonho na altura. E agora, creio que me está a acontecer o mesmo, em nome de um projecto, porque para mim, era muito mais confortável, ficar em casa, a dizer mal do país, do Governo, do Presidente… E eu não sou assim, como pessoa. Se puder fazer alguma coisa para melhorar a situação, qualquer que ela seja, fá-lo-ei, sempre! Falei com muita gente que me alertou para isto, muitas até me aconselharam a não avançar, a minha própria mulher até… Mas ficar de braços cruzados, não é uma atitude que seja própria do meu carácter!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;E tudo isto, é para ir até ao fim, ou pondera a hipótese de desistência?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Evidente que é irreversível esta decisão. Só quem não me conhece é que pensa que eu ando nisto a tactear. Não o faço em nada, não o faria aqui! Não preciso do protagonismo, e ao fim e ao cabo, com toda a humildade, já era uma figura respeitada da vida pública. Tenho coragem, tenho determinação, já me caíram balas de morteiro ao lado, já escapei de tiroteios, já vi morrer muita gente… Não tenho grandes medos na vida, e quando me meto em alguma coisa, vou sempre até ao fim!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;E em caso de vitória, a AMI, como ficaria?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;A moeda tem sempre duas faces. Tenho quatro filhos biológicos, e a AMI, é o meu quinto, que corresponde a um ideal. Da mesma maneira que acompanharei a sociedade em geral, estarei sempre atento a esse meu outro filho… Ainda nestes últimos dias me reuni com todos os meus colaboradores, e todos estão terminantemente (e vinca bem a palavra) proibidos disso, de se imiscuírem, eles, ou a instituição, neste meu combate, nesta minha luta, que é estritamente pessoal! A AMI não vai participar neste meu combate, está proibida por mim de o fazer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Diz sempre, “quando for Presidente”… Sabendo que é um homem de convicções inabaláveis, são essa vontade, esse espírito, razões que o levam a ser tão peremptório nessa afirmação?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Não tenha dúvidas! Sei que não existem vitórias pré-anunciadas, mas tenho essa convicção, para além de tudo o resto, também pelas pessoas que me apoiam, pessoas de todas as áreas políticas, económicas, sociais, e que também elas estão insatisfeitas com o rumo do país. Deixo-lhe esta certeza, a de que não me vão conseguir demover, nem arregimentar… E eu não vou cair, mesmo que me façam todo o tipo de ataques!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;O que o leva, na essência, a travar os combates que travou, a sacrificar-se, como o fez, até em questões familiares, ao longo dos anos?!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Daqui a dois mil anos já cá não estarei, mas hoje, estou cá, e tenho de fazer alguma coisa por isto, na medida do que posso, sei, de tudo o que já vivi! Estou aqui para dar o peito às balas, e quero morrer de olhos bem abertos, virados para um mundo que espero que seja melhor, do que quando cá entrei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Destaques&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Cavaco Silva.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&amp;nbsp;“Tenho dele uma imagem de seriedade e dignidade, mas nesta altura precisamos de um presidente disposto a um esforço colossal”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Manuel Alegre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;“Tenho respeito por ele. Mas até agora, sou o único candidato assumido, ao que sei!”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Durão Barroso&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;“Achava-o capaz, e competente para o país, mas mudei de opinião depois de ter abandonado o cargo, senti-me traído enquanto cidadão! Nunca aceitei, não aceito nem nunca vou aceitar que a pessoa que objectivamente apoiei para ser Primeiro-Ministro do meu País o tenha abandonado como o fez”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Face Oculta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;“Sou um cidadão que tem lido o que sai nos jornais, o que nem sempre é a verdade e podem ser apenas meias verdades. Acho é que o senhor primeiro-ministro, que é uma pessoa muito frontal - tem de dizer ao País tudo aquilo que pensa. Se fosse Presidente, chamaria o procurador-geral e o presidente do Supremo Tribunal de Justiça e ter-lhes-ia falado bem olhos nos olhos” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhzVNbpC4ihzh89p8ILc7ToMEuL8tVu-XoKQUABtQ04y8-UIU80kSPZIG9WLNoOSI-Fs0vXjuf9Hp8eUoqLVmEvV_gCqT6cb3rDCgS3QGpz4XUrtwmyNaJRY-nT8oSUdQu0OrFL/s1600/PMM%2523Fernando+Nobre_010.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhzVNbpC4ihzh89p8ILc7ToMEuL8tVu-XoKQUABtQ04y8-UIU80kSPZIG9WLNoOSI-Fs0vXjuf9Hp8eUoqLVmEvV_gCqT6cb3rDCgS3QGpz4XUrtwmyNaJRY-nT8oSUdQu0OrFL/s1600/PMM%2523Fernando+Nobre_010.JPG&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;i&gt;Perfil&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;O homem que vê esperança, onde os outros só observam desespero&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;i&gt;Aos 58 anos, Fernando Nobre é o rosto da Assistência Médica Internacional, organização que fundou há 25 anos e à qual actualmente preside. &lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Nasceu em Luanda, em 1951, e aí viveu durante os primeiros 12 anos de vida, descendente de uma família com diferentes origens “portuguesa, do lado do meu pai, holandesa, brasileira e francesa, do lado da minha mãe”, explica, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;A mudança do pai, um industrial de profissão, para a actual República Democrática do Congo (antigo Zaire), obrigou a família a transferir-se para Kinshasa. “Devido à instabilidade do país, aos 15 anos o meu pai enviou-me para Bruxelas para lá continuar os meus estudos e tornar-me médico de profissão, o que seria complicado de fazer, em África, onde estávamos”. No entanto, o apelo “da terra vermelha” que ainda hoje traz sempre consigo, num pequeno frasco, era forte, “de sangue”, e continuava a passar as férias de Verão no Zaire.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Dos 15 aos 35 anos, cursou medicina, formou-se, doutorou-se. “Concluí a escalada, em termos de formação, até ao final”, com uma especialização em cirurgia-geral e, mais tarde, quando percebeu que o rumo a seguir o afastaria das universidades (haveria mais tarde de lá regressar, mas como professor), especializou-se em urologia. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Em 1977, “um dos momentos definidores” da sua vida, quando se torna membro dos Médicos Sem Fronteiras, tendo actuado em várias missões e participado na criação e administração da secção belga dos MSF. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Fernando Nobre era então o primeiro, (e único até à data), médico português a integrar este movimento médico internacional. “A raiz da AMI, encontra-se precisamente nessa fase da minha vida, num simples acaso”, releva. “Numa das missões em que estávamos, no Chade, em 1983, uma equipa de reportagem estrangeira, fotografou-me, identificando-me como médico português dos MSF. Em Portugal, aperceberam-se disso, e foi assim que a televisão portuguesa me encontrou. O José Barata Feyo, que na altura tinha um programa de reportagens na RTP, foi comigo numa das missões, e a dada altura pergunta-me se não pensava fazer aquele trabalho, mas em Portugal. Nunca tinha pensado nisso, de facto, e foi aquela pergunta que me fez começar a imaginar essa hipótese. O meu trabalho começou assim a ser conhecido cá, e essa reportagem feita na altura, a repercussão que veio a ter, motivou-me então para a criação de uma instituição semelhante, que seria a primeira, no nosso país”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Assim que o espaço do seu destino começa a ser ocupado, numa escala crescente, por esse “sonho”, como lhe chama, abandona tudo, o seu passado recente, o seu trabalho nos MSF, toda uma vida “bem estabelecida”, e vem para Portugal. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;No entanto, entre 1985, quando chega, até 87, momento em que embarca para a primeira missão, com destino à Guiné, três anos de muitas dificuldades, de “quase desistência”, de muita perseverança, num trajecto que não esperava tão difícil, tão preenchido de obstáculos, que lhe pareciam ameaçar os desígnios e toldar-lhe a clareza da sua visão. “Depois de feita a escritura da associação, começo a trabalhar nisso. Mas tinha chegado cá, sem nada… Passei tempos difíceis, esses primeiros largos meses ainda, foram bastante complicados de facto. Tive de abrir um consultório para poder subsistir, em Lagos, mas não tinha contactos, não tinha pacientes… A pouco e pouco, vou então conseguindo, vou-me organizando, sempre sem me afastar da ideia que me tinha trazido até cá, que era a fundação da AMI. Só tinha a minha experiência, a reportagem da RTP, e a minha vontade, nada mais. Mas as coisas foram acontecendo, fui-me dedicando, primeiro um dia da semana, depois dois dias… Passado uns anos, acabei por deixar o consultório, e ocupar-me só da AMI. O principio já estava, faltava agora… tudo o resto”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;E o “resto”, como lhe chama, chegaria em forma de ajuda, e de salvação. A sua, e a de tantos outros espalhados pelo mundo. Depois da Guiné, São Tomé, Moçambique, Angola… Primeiras missões às quais se seguiram as da Jordânia, Roménia, Ruanda, Timor Leste em 1999, destinos marcantes, entre tantos outros, de uma vida longa já, que não consegue contabilizar outras tantas vidas, a quem devolveu a esperança, e que tornou também ela, mais duradouras. “Já estive em quase 150 países… Vi o pior a que se pode chegar enquanto ser humano, o desrespeito pela vida, pelo sofrimento, mas também presenciei o melhor que podemos fazer nessa condição. Isso deixa-me mais rico como homem, mas também me torna mais pessimista enquanto pessoa, porque o estado do mundo, as alterações do clima, não deixam antever um futuro muito promissor, temo”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;A AMI está hoje presente em cerca de 35 países, com projectos sociais implementados em cerca de quinze deles. Gere depois, em Portugal, oito centros sociais (sete centros Porta Amiga e um abrigo para os sem abrigo) e suporta uma estrutura de cerca de 60 pessoas, plataforma humana suficientemente grande para administrar, mas não tão grande assim que seja capaz de curar, de uma vez, todos males do mundo. “Sei que isso nunca irá acontecer, mas não podemos desistir”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Apesar dos perigos que encontra nos cenários mais catastróficos por onde distribui a esperança em forma de cuidados médicos, ele que já passou por várias vezes, e literalmente, “ao lado da morte”, persevera, e não deixa contudo o terreno, assumindo-se totalmente enquanto operacional. “Numa dessas missões, tive de me operar a mim próprio, a uma apendicite… Sem anestesia, nem nada… Foi complicado, mas morreria se não o fizesse! Sou, acima de tudo, um médico, e isso nunca deixarei de ser”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Passa, com uma regularidade que se arrasta por décadas já, mais de metade do ano, fora de casa, longe de casa, dos amigos e da família, da mulher, e dos quatro filhos. “Sempre que acontece alguma catástrofe, sempre que existem situações em que a vida humana se encontra massivamente em risco, vamos para lá na medida das nossas possibilidades, como ainda há pouco tempo aconteceu no Chade, ou no Haiti. A análise e o sentir que tenho do mundo, todas essas experiências, são um privilégio que reconheço com enorme satisfação. Mas sei que perdi muito do que aconteceu com a minha família, o crescimento dos meus filhos… Falo sempre com eles, quando chego a um destino, mas sei que terei passado um pouco ao lado da vida familiar, e lamento isso. Mas sei que o percebem, que me entendem, e que de certa forma se orgulham de mim, como eu me orgulho de os ter na minha vida”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Depois de tudo o que fez, do que falta ainda fazer, o médico do mundo, olha para dentro si, e o silêncio toma conta do seu discurso, durante segundos, enquanto deixa cair o olhar. Gosta do silêncio, aprecia-o aliás. &lt;b&gt;“&lt;/b&gt;Quanto mais envelheço, mais sei que tomei as decisões certas, e que escolhi bem o meu caminho”. &lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/feeds/6510052971403953314/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/18123285/6510052971403953314' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/6510052971403953314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/6510052971403953314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/2010/12/noticias-sabado-fernando-nobre_13.html' title='Notícias Sábado: Fernando Nobre'/><author><name>Pedro Cativelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12578166226362304647</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-KqBICW2Aa-0ypQHalNEwg6VXRxaGNqsq2Vnmcg8LJPx4oWFRFp7-A-6UtRGhSW5e43ifoORAPF6-m9uY-bBKf_E6LiYYH1UDriSkZA-XLsnRY-ut2nPAap9dgsta9Ds0Kgn5/s72-c/PMM%2523Fernando+Nobre_002.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18123285.post-8451429192031540171</id><published>2010-12-13T22:57:00.000+00:00</published><updated>2010-12-13T22:57:58.837+00:00</updated><title type='text'>Focus: Clara de Sousa</title><content type='html'>&lt;link href=&quot;file:///C:%5CUsers%5CPEDROC%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml&quot; rel=&quot;File-List&quot;&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href=&quot;file:///C:%5CUsers%5CPEDROC%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx&quot; rel=&quot;themeData&quot;&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href=&quot;file:///C:%5CUsers%5CPEDROC%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml&quot; rel=&quot;colorSchemeMapping&quot;&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhUtBeoh4_UE9HEiv9YXezgjkLEjIrz8XiZ0WHrfaNETe2qTNjC8-VVzXpzXWb9XwlhOT1vbCcv3rerWHp6tWzsJVp6kzsKD5YtlmTFEVbPKWgDJ7-AlmsyRP8gW737JrQQuqys/s1600/lx220709pmmClaradeSousa22.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;640&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhUtBeoh4_UE9HEiv9YXezgjkLEjIrz8XiZ0WHrfaNETe2qTNjC8-VVzXpzXWb9XwlhOT1vbCcv3rerWHp6tWzsJVp6kzsKD5YtlmTFEVbPKWgDJ7-AlmsyRP8gW737JrQQuqys/s640/lx220709pmmClaradeSousa22.jpg&quot; width=&quot;396&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Jornalista por “vocação”, ou por ocasião de um destino que não programa, e gosta de deixar acontecer, ao sabor de um e outro acaso que se sucedem… “Pouco premeditados”, como gosta de dizer, de viver, solta, ao sabor do momento, “mas sempre bem preparada para ele”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;b&gt; Depois, as paixões várias, pela profissão, pela família, pelas motorizadas, pela cozinha até, no desvelar de um outro lado surpreendente, traços pouco conhecidos de um retrato fiel da mulher que dista para lá da voz personalizada, do olhar seguro, da espontaneidade contida. Das fortalezas múltiplas às fraquezas “humanas” que admite sem complexos, relega-as no entanto, em espera, à porta do estúdio, sempre que a luz vermelha se acende, e a informação começa, na janela que passa o mundo em notícia.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;i&gt;Texto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;i&gt;Pedro Cativelos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;i&gt;Fotografia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;i&gt;Patrícia de Melo Moreira&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Como se caracteriza enquanto mulher, para lá da profissional, que é conhecida de todos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Tenho uma característica forte, nunca olho muito para a frente, não sou de traçar grandes objectivos, deixo as coisas irem acontecendo com o tempo.&lt;span style=&quot;color: red;&quot;&gt; &lt;/span&gt;Costumo dizer que nunca me coloquei perante o destino! A minha preocupação é o presente, para fazer bem o que tenho de fazer hoje. Quanto ao amanhã, será melhor, se o dia de hoje, correr bem, depois, logo se vê…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Estando diariamente, e há vários anos a apresentar o Jornal da Noite, da SIC, não tem saudades de sair do estúdio?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Fiz muita reportagem em rádio, depois na televisão… A rua não me faz muita falta! Gosto muito de fazer entrevistas, grandes debates políticos, não tenho muita necessidade de ar fresco, essa fase de aprendizagem, de ganhar calo, já a passei. Mas também digo que em jornalismo não há nada que não goste de fazer!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Tem alguém que gostasse de entrevistar…uma espécie de entrevistado utópico, digamos assim?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Todos temos… Lembro-me que tinha um sim, há uns anos, que era o Xanana Gusmão!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Normalmente as expectativas criadas não correspondem à concretização real, não concorda?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Isso é uma rasteira… (sorri) Mas sobre a dimensão humana não fiquei nada desiludida, pelo contrário!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjvsedzqx4QWXdPkAsLsftruwZdiqU0IuhcVDaUbdSQRJmftDfNHHEXGrreasL8EG7IadMew_6MDlNjUFZKmCMeRzWdEr3oFHukq2KMjZ6Pfb-MwNxfifTlzPSLHBMldX9PR_vU/s1600/lx260709pmmClaradeSousa19.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;422&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjvsedzqx4QWXdPkAsLsftruwZdiqU0IuhcVDaUbdSQRJmftDfNHHEXGrreasL8EG7IadMew_6MDlNjUFZKmCMeRzWdEr3oFHukq2KMjZ6Pfb-MwNxfifTlzPSLHBMldX9PR_vU/s640/lx260709pmmClaradeSousa19.jpg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Aparenta sempre uma segurança, quase suprema…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;A segurança profissional é baseada numa única coisa, na devida preparação. Mas sim, é uma característica muito minha! Nervosa quase nunca estou, posso é ficar irritada principalmente com figuras da política, quando se entram em subterfúgios e se tenta escapar à frontalidade! Mas há formas de contrariar isso, embora nem sempre se consiga. Mas é normal, a política é um jogo, e devemos saber jogá-lo, de acordo com as regras da nossa profissão, e sabendo que por vezes, o interesse de quem temos à frente, é muito diferente do nosso, e do espectador.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Como é que é a sua rotina habitual?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;A de uma pessoa normal que trabalha, vai para casa… Isto claro, quando não acontece nenhum facto de relevo, que nos altera a rotina toda! Mas seria terrível se isto fosse uma profissão das nove às cinco!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;E como vê a profissão, hoje em dia?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Acho que é isso, uma profissão, e não uma actividade, como lhe chamam muito ultimamente, problema que começa nas universidades, na falta de formação que existe! Mas no meio, em si, penso que deve haver lugar para tudo, sem complexos, para um acidente, para uma criança que foi tirada à mãe, para o Cristiano Ronaldo, para o que for notícia! As pessoas devem ter o livre arbítrio de verem o que querem, serem consumidores de informação, sim, porque não?! Um consumidor é alguém que tem liberdade de opção, e isso não é mau, muito pelo contrário!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Mas o que me parece que se passa hoje, creio que tem a ver com a diversidade da opção… Não estará toda a informação a divergir para uma mesma tendência?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Concordo, mas ao nível da programação, não ao nível da informação, aí acho que há diversidade para todos os gostos e tendências. Agora é claro que está tudo em evolução, as linguagens alteram-se… Se pensar que há quinze anos nem sequer se utilizavam telemóveis quase… Por aqui vê-se a rapidez com que as coisas funcionam hoje em dia, a informação, a forma como é feita, a sua essência mudou profundamente, e isso mudou-nos a também a nós, primeiro como pessoas, depois enquanto jornalistas. Dificilmente voltaremos a ver noticiários como há vinte anos, nem no ritmo, nem na apresentação, ou no cenário&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Voltando um pouco atrás na sua vida… Podia ter sido professora de inglês, mas preferiu o jornalismo. Porquê?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Acho que nem se colocou um dilema sabe?! Naturalmente a minha experiência diária na rádio fazia muito mais sentido do que o curso superior que estava a tirar. O único dilema que de facto tive na altura foi decidir se desistia do curso ou não! E com vinte anos é muito fácil tomarmos más opções, mas felizmente optei pelo que considero ser o mais certo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Ainda se lembra do seu primeiro noticiário?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Lembro-me como se fosse hoje… Estávamos todos muito ansiosos, a redacção, na Avenida de Berna, estava cheia de colegas de outras televisões, rádios e jornais. Lembro-me que a repórter da SIC me levou um ramo de flores a desejar boa sorte. Os meus directores preferiram não arriscar nessa noite de 20 de Fevereiro de 1993, sobretudo porque receavam que ocorresse algum problema técnico, e decidiram gravar o noticiário meia hora antes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Como encara o facto de ser a única jornalista portuguesa que foi pivô dos três principais canais portugueses?!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Encaro esse percurso com naturalidade, como lhe dizia. Não é nenhuma bandeira que abane de vez em quando para me vangloriar ou que faça com que me sinta mais do que os outros. Foram fases da minha vida profissional que surgiram como reconhecimento pelo meu trabalho, e sempre sem grandes planeamentos de carreira, de futuro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Sem dúvida que o facto de ter trabalhado nos principais noticiários dos três canais me deu acesso a diferentes métodos de trabalho, diferentes abordagens de alinhamento e diferentes opções editoriais. Enriqueceu-me muito, pessoal e profissionalmente!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Como vê o aparecimento dos outros canais de notícias, no seguimento da criação da SIC Notícias?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Acho sinceramente que a SIC Noticias é a melhor, até por uma questão de maturidade do próprio canal, enquanto a TVI24 é ainda uma mescla, que leva oito anos de atraso em relação a nós, que já funcionamos enquanto uma máquina em movimento. Já a RTPN acho que está a evoluir bastante!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjZVHvDO1G5q91GlpPgWIHwSvtiN6wwtX6Ybm6mrUlKX90DloIrL7ENleXWo2N3E8eqLyLiTULWuO6YNHlEFIuWrzH1bD0pdwqsnvk9WhO42rK4PLtjoLj3cbb5yHtO1J9S6ujx/s1600/lx260709pmmClaradeSousa09.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjZVHvDO1G5q91GlpPgWIHwSvtiN6wwtX6Ybm6mrUlKX90DloIrL7ENleXWo2N3E8eqLyLiTULWuO6YNHlEFIuWrzH1bD0pdwqsnvk9WhO42rK4PLtjoLj3cbb5yHtO1J9S6ujx/s1600/lx260709pmmClaradeSousa09.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Sente algum tipo de nostalgia, quando recorda os seus primeiros tempos de SIC Notícias?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Tenho, claro que sim, porque era um novo canal, novos métodos, uma ideia inovadora em Portugal, construída com base em gente nova, ambiciosa, que queria trabalhar com qualidade. Mas foi uma fase de um ritmo frenético, cheguei a ficar disléxica, imagine… Eram três horas de emissão diária, estava de rastos!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Onde é que estaria, daqui a dez anos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Não tenho esse hábito, como lhe dizia, de antecipar o futuro! Mas… abrir um restaurante, parece-me bem! (dá uma gargalhada)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Num qualquer paraíso tropical, à beira mar plantado calculo…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Não, eu não gosto de praia, é aborrecida! Fico uma hora na praia e tenho de me ir embora, sabe?! A praia para mim, mesmo com amigos e com um bom livro, não dá, a água é gelada, há muita gente, muita areia, muito sol, pouca sombra… (sorri)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Sou mais de campo, de um grande pinhal, apesar de não conseguir estar muito tempo longe da civilização…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Precisa de ter sempre acesso à “civilização”, como lhe chama?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Tenho sempre o telefone ligado, mas não é por questões profissionais, mas sim porque gosto de estar, mesmo ausente, ao alcance de quem precisar de mim!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Foi bastante criticada quando participou num &lt;i&gt;reality show&lt;/i&gt;, por, ao ser jornalista, participar num programa com esse formato. Acabou por se tornar também mais exposta à imprensa cor-de-rosa… Lidou bem com isso?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Não me expôs, porque já o estava! Apresentava o Jornal da Noite já na altura, e essa exposição mais mediática até se tinha iniciado à época do meu divórcio, e mesmo isso também só aconteceu porque o Francisco (Penim) era o director desta casa. Se fosse um ´Zé Ninguém`, não se tinha falado em nada. Mas quanto à Família Superstar, voltaria a fazê-la, sem dúvida!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Mesmo apesar de tudo o que se disse na altura?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;O Mário (Crespo) costuma dizer, e com razão que a nossa classe se deve preocupar mais em ser séria, do que em se levar a sério. Essa coisa dos senhores jornalistas que não partem um prato, que são muito sérios… Por favor! A questão aqui, é que a minha presença no programa, não muda, ou não deve mudar em nada, o respeito que eu mereço dos telespectadores! O meu único limite é o ridículo. Fora isso, acho que o preconceito não está previsto no código deontológico dos jornalistas. Não gosto da palavra figura pública, mas sou alguém que é reconhecida publicamente, e isso acaba por poder dar lógica a uma participação esporádica num formato como aqueles. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Mas pensou em tudo isso, na altura?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Claro que sim, mas não olho para mim de forma redutora… Acho que devo e posso fazer outras coisas, sem que isso me diminua profissionalmente! Cheguei a vencer uma noite de fados académica, punha discos na rádio… Disse-lhe estas coisas, porque fazem parte de mim, apesar de estarem distantes no tempo, mas contudo constituírem-se como partes do que sou. Estamos num país onde me parece que até se pode fazer tudo, desde que não se saiba, e eu conheço muito boa gente muito bem colocado profissionalmente, que tem esquemas, subterfúgios, esses sim bastante graves!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Então?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Eu vejo jornalistas com esquemas com marcas de carros, outros a irem a lançamentos de marcas, ou com relações muito estranhas com o poder político, e está tudo bem, ninguém diz nada! E depois vai condenar-se a minha participação naquele programa?! Mas contra o preconceito, eu posso bem. Se consegui ou não, espero que sim. Agora a Clara que faz todos os dias as notícias, continua a fazê-lo com um sentido de responsabilidade cada vez maior.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Como lida com esse facto de ser figura pública, de que falava há pouco?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Lido bem, é um fenómeno que vem de estar em casa das pessoas todos os dias. Olham para mim como se me conhecessem, mas nós apenas vemos a câmara à frente, o que é estranho... Mas acabamos por nos habituarmos a conhecermos muito menos gente, do que aquela que nos conhece a nós. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;E as revistas sociais, incomodam-na?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Se me perguntar se fico incomodada com as mentiras que se escreveram em relação a mim e à minha família, e ao interesse desproporcionado em relação a mim, desde o meu divórcio, digo que sim, claro. Ninguém gosta que se inventem coisas sobre a sua vida. Por vezes tinha vontade de ter umas reacções mais… proporcionadas! (sorri) Penso que devia haver um outro sentido de responsabilidade, para que não entremos numa sociedade Big Brother que acha que se pode ir até à cama das pessoas! &lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Fale-me dessa sua paixão pela Vespa. Não a imaginava a andar por aí de motorizada…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Então porquê?! E em primeiro lugar, a Vespa não é uma motorizada, é ´A` motorizada, representa uma atitude de prazer! É uma paixão que tenho desde miúda, comecei com a do meu pai, e sempre fui tendo uma. Sabe que até há bem pouco tempo vinha trabalhar na minha Vespa, e não há fim-de-semana em que esteja bom tempo em que não vá dar umas voltas pela serra de Sintra, sentir a brisa na cara, e olhar a paisagem, é tão bom!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhEQm3EMKe1xOtrRYeN3SyksgvXR_IpSqR604d_MegXxgDyC3fRLAgpTKcV8sGE8qJo8XPU88gFzBdZ8K5soZ2GmeC7tv1ijkR-m0Los42J89xm8un53r2fzHtgvVJvN35oRz19/s1600/lx260709pmmClaradeSousa07.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhEQm3EMKe1xOtrRYeN3SyksgvXR_IpSqR604d_MegXxgDyC3fRLAgpTKcV8sGE8qJo8XPU88gFzBdZ8K5soZ2GmeC7tv1ijkR-m0Los42J89xm8un53r2fzHtgvVJvN35oRz19/s400/lx260709pmmClaradeSousa07.jpg&quot; width=&quot;265&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Tem outros &lt;i&gt;hobby &lt;/i&gt;que não dispenses, para além da Vespa?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Sim, claro… A jardinagem, a bricolage e a cozinha, que talvez seja o maior de todos, o cúmulo da libertação das ´neuras` que todos temos… Acalma-me por vezes aquela vontade de querer estar sempre a par de tudo, de ir à Internet, ao mail ou ao telefone. São pequenos escapes essenciais para manter a força de querer continuar… &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Não me diga que também é uma aficionada da Bimby…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;(Solta uma gargalhada) Tenho uma, mas não ocupa o lugar central na minha cozinha, gosto de meter as mãos na massa! Sabe, aprendi a olhar a minha mãe, e a felicidade que ela criava através da comida, das relações que se estabelecem na cozinha, as conversas, os amigos, aquele olhar, os aromas, coisas tão verdadeiras…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;h1&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;&quot;&gt;Jornalista de topo, profissional de mão cheia, mulher de múltiplos ofícios… E como mãe, como se vê?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;As minhas origens familiares são muito pobres, os meus avós passaram por grandes dificuldades a seguir ao 25 de Abril. Via a minha avó, a minha mãe durante esses períodos a nunca apresentarem qualquer sinal de queixume, em tempos que eram realmente muito difíceis! Foram exemplo para mim, do que querer, do que procurar, do que valorizar, e relegar para segundo plano. E com os meus filhos tento passar-lhes isso também, procuro que eles não tenham tudo o que querem, que dêem valor ao que têm, que dispensem o supérfluo e pensem naqueles que não o podem ter.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;A sua voz distingue-a…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Engraçado isso… Foi amadurecendo sabe, por vezes reconhecem-me melhor pela voz, que pelo rosto! Noutras ocasiões, acham-me mais simpática que na televisão, o que mudou um pouco depois da Família Superstar, em que notei que as pessoas na rua se começaram a aproximar mais de mim… Isto apesar de nunca me ter achado fria a apresentar as notícias, simplesmente encaro-as com seriedade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;E como lida com essa aproximação?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Com alguma timidez, e com um obrigado!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Não a tinha como uma mulher tímida…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;E não sou, mas sou humilde! (sorri)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;E romântica?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Sou, claro que sim, sou uma mulher muito positiva. Para mim, só faz sentido estar numa relação se for para construir um projecto de vida, se houver alguma perspectiva de futuro. Sou casada com um homem alguns anos mais novo do que eu… Há quem se questione sobre isso, eu própria o fiz, mas o que sei, é que na vida, com o passar do tempo, dos anos, começamos a perceber certas coisas, as mais importantes de uma forma muito mais rápida, mais simples, do que quando somos mais novos, em que nos dispersamos mais. E olhe que não sou nada impulsiva!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;E é de facto assim, tão segura de si mesma como aparenta ser?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Sou uma pessoa, tenho momentos bons, e maus, mas considero-me uma mulher forte, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;que como toda a gente, tem alguns momentos de fraqueza! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Nunca lhe disseram que essa segurança, pode ser algo intimidatória?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;(sorri) Acaba por ser uma boa forma de selecção das pessoas que me rodeiam!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/feeds/8451429192031540171/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/18123285/8451429192031540171' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/8451429192031540171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/8451429192031540171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/2010/12/focus-clara-de-sousa_13.html' title='Focus: Clara de Sousa'/><author><name>Pedro Cativelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12578166226362304647</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhUtBeoh4_UE9HEiv9YXezgjkLEjIrz8XiZ0WHrfaNETe2qTNjC8-VVzXpzXWb9XwlhOT1vbCcv3rerWHp6tWzsJVp6kzsKD5YtlmTFEVbPKWgDJ7-AlmsyRP8gW737JrQQuqys/s72-c/lx220709pmmClaradeSousa22.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18123285.post-668177441335498913</id><published>2010-08-03T16:04:00.006+01:00</published><updated>2010-08-03T16:30:36.122+01:00</updated><title type='text'>Máscaras Improváveis - Pública : Nuno da Câmara Pereira</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;b&gt;O Rei do Bairro&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgyY5JEp-tHVdF5gQZ9Q0iV04Rj9zh8bSW1srkKPI76t3E3molBg9iifvQJt40CvNucniChH3XpbzSvxSqTWaIshxm75ZhKZb0oQ7kAQArDpWeFiB_L3OU-zkAESL8mikHks90l/s1600/PMM%23Nuno+da+C%C3%A2mara+Pereira_01.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;435&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgyY5JEp-tHVdF5gQZ9Q0iV04Rj9zh8bSW1srkKPI76t3E3molBg9iifvQJt40CvNucniChH3XpbzSvxSqTWaIshxm75ZhKZb0oQ7kAQArDpWeFiB_L3OU-zkAESL8mikHks90l/s640/PMM%23Nuno+da+C%C3%A2mara+Pereira_01.jpg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Fadista, engenheiro agrónomo, líder de um partido monárquico, piloto de ultra-leves e mais algumas coisas que estarão por descobrir, até por ele próprio... &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Texto&lt;br /&gt;
Pedro Cativelos&lt;br /&gt;
Fotografia&lt;br /&gt;
Patrícia de Melo Moreira&lt;br /&gt;
Produção&lt;br /&gt;
Rúben de Melo Moreira&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conceito. Transformar algo sério, em qualquer coisa de leve, suavizar, uma luta de adultos como a que se desencadeou entre o Partido Popular Monárquico e a Casa de Bragança, pelo verdadeiro direito à posse do trono português, em algo com que todas as crianças sonham. Reis, rainhas, e disputas pelo trono, contos de encantar, que no mundo dos “grandes” são causas reais, assuntos de Estado, coisas reais, que não se contam em histórias desenhadas, apenas em documentos e manuais de história com letras pesadas e palavras demasiado compridas que os mais pequenos ainda não aprenderam. “Esta é a obra de que mais me orgulho”.&lt;br /&gt;
Na Associação Socorro e Amparo, em Carnide, Lisboa, Nuno da Câmara Pereira cumpre há década e meia, um outro papel, desconhecido da maioria das pessoas, o de director de uma instituição de cariz social que acolhe cerca de cem crianças, das mais variadas proveniências. O cenário está assim montado, o movimento, o som, e as restantes dimensões são-lhe atribuídas pelos mais pequenos. Desenham-lhe uma coroa em papel, e outros rascunhos que ostentam com a nobreza das grandes obras. “Fui eu que fiz”. Os traços que não levam a mais do que a esboços livres de imaginação solta, multiplicam-se à velocidade que os lápis de cera se vão desgastando no papel. Os desenhos, colados a fita-cola, farão o manto real, que cobrirá o rei desta história.&lt;br /&gt;
“Olhe que em trinta anos de carreira, nunca fiz nada de tão maluco como isto! Sabe que o meu filho é que se costuma vestir com estas roupas, ténis brilhantes, calças largas… Quem diria que também eu iria por este caminho”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEggy7K7u389Ra5MoMSyB87CBg3vtx1Va1WGEyH1I7HfuQda6144CKgcTaPj2VOT3rs3sCdm8BkQ59txRljvLAgjgV8OtjYHCwfgfuhpZsQWJGw-IWiXsEHYXAkPMGHT2ds4j0Gh/s1600/PMM%23Nuno+da+C%C3%A2mara+Pereira_02.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;640&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEggy7K7u389Ra5MoMSyB87CBg3vtx1Va1WGEyH1I7HfuQda6144CKgcTaPj2VOT3rs3sCdm8BkQ59txRljvLAgjgV8OtjYHCwfgfuhpZsQWJGw-IWiXsEHYXAkPMGHT2ds4j0Gh/s640/PMM%23Nuno+da+C%C3%A2mara+Pereira_02.jpg&quot; width=&quot;403&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Auto-retrato. Sentado na poltrona de veludo escarlate, trono real de ocasião, enquanto a maquilhagem lhe vai aprimorando os traços do rosto, releva ele próprio, as matrizes de quem é, visto por dentro. “Sou um arlequim de mil caras… Sou uma contradição, sou inconstante, próprio e impróprio, sou alguém recto, íntegro e honesto! E não quero ser anjo nenhum, que não sou, quero viver sim, o meu estado de alma”.&lt;br /&gt;
A câmara começa a disparar, captando fragmentos se um momento que se torna único e indivisível. A luz semicerra-se. O som das gargalhadas esvoaçantes pela sala mistura-se com o fascínio dos olhares que se levantam e entrecruzam, em busca dos milhares de fragmentos de maquilhagem dourada que sopra para a atmosfera, e que aterram sobre as cabeças curiosas e inquietas, cuja imaginação transforma de imediato no fascínio do outro puro. “É ouro, é ouro”, exclamam os miúdos enquanto o rodeiam, em busca do segredo do pó amarelo, arruinando o alinhamento da imagem, reconstruindo um outro, bastante mais cativante. Imagens para a posteridade, como rei de brincar que se prepara para contar uma história de encantar, que não tem medo de brincar também ele com os assuntos, por mais sérios que o sejam. “Desde pequeno que lido com este tema da monarquia, é algo que me diz muito. Creio que estávamos melhor servidos nesse sistema, seríamos um melhor país. Não encomendo discursos a ninguém, mas também levo a vida com leveza, sem me levar demasiado a sério, é esse o segredo para mim, por isso é que consigo fazer tantas coisas ao mesmo tempo”.&lt;br /&gt;
Máscaras improváveis. “Eu não uso máscara nenhuma, sou sempre eu próprio! O que sou, é versátil na forma de me trajar para os outros, mas só visto aquilo que me diz respeito… Não sou nenhum feijão de duas caras”.&lt;br /&gt;
Política, engenharia, pilotagem de ultra-leves, acção social, e fado, claro… Vestes diversas e improváveis então, com que se apresenta perante si, perante os outros. “Não é difícil, desde que haja dedicação, organização e sacrifício. Se tenho tempo para ainda ser rei? Nunca me afirmei como pretendente ao trono, apesar de saber que tinha direito a isso. Vejo-me mais como o condestável Nuno Álvares Pereira que deu o trono ao Mestre de Avis… Depois, bem, sigo com a minha vida com a noção de dever cumprido e descubro mais qualquer coisa que goste de fazer”.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/feeds/668177441335498913/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/18123285/668177441335498913' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/668177441335498913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/668177441335498913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/2010/08/mascaras-improvaveis-publica-nuno-da.html' title='Máscaras Improváveis - Pública : Nuno da Câmara Pereira'/><author><name>Pedro Cativelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12578166226362304647</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgyY5JEp-tHVdF5gQZ9Q0iV04Rj9zh8bSW1srkKPI76t3E3molBg9iifvQJt40CvNucniChH3XpbzSvxSqTWaIshxm75ZhKZb0oQ7kAQArDpWeFiB_L3OU-zkAESL8mikHks90l/s72-c/PMM%23Nuno+da+C%C3%A2mara+Pereira_01.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18123285.post-2523599209372960167</id><published>2010-08-03T16:02:00.002+01:00</published><updated>2010-08-03T16:29:27.884+01:00</updated><title type='text'>Máscaras Improváveis - Pública : Helena Isabel</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;b&gt;Linhas de Vida&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhIGBixA56fpuvtRb0_s2SVJorjEU8C193S9KUxt_LUfzigkclX6QvePsL5hF-T_0ScDkAVUQ1N6t2n8Xuw8nWaf1ymsGXgf0V7a8qwZuJHr2brRdeib0cpy6V2cWMSdIXG3w6o/s1600/helena+isabel_02.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;427&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhIGBixA56fpuvtRb0_s2SVJorjEU8C193S9KUxt_LUfzigkclX6QvePsL5hF-T_0ScDkAVUQ1N6t2n8Xuw8nWaf1ymsGXgf0V7a8qwZuJHr2brRdeib0cpy6V2cWMSdIXG3w6o/s640/helena+isabel_02.JPG&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Actriz de mil feições expressivas, mulher de muitas outras, em linhagens que lhe percorrem o carácter, e lhe deixam o rosto jovem e o sorriso limpo, quase adolescente ainda, como quando a vemos na televisão, ou na memória.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;i&gt;Texto&lt;br /&gt;
Pedro Cativelos&lt;br /&gt;
Fotografia&lt;br /&gt;
Patrícia de Melo Moreira&lt;br /&gt;
Produção&lt;br /&gt;
Rúben de Melo Moreira&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
Conceito. Desconstruir, para fazer reerguer os traços mais discretos de uma personalidade que permanece em silêncio, mesmo que defronte as grandes plateias, da televisão, ou do teatro, por onde se move, há largos anos.&lt;br /&gt;
Fios de cobre estáticos, adormecidos, sob um céu claro, carregado de cinzentos frios e húmidos, e um ambiente industrial, cru, quase desértico de vida humana, linhas de vida, que chocam de frente com o olhar, com a tonalidade das palavras. Contrastes e desafios. “Fazer algo de diferente assim, estranho, porque nunca o tinha feito, mas sinto-me bem. Sou uma mulher assim, não gosto de estar parada, sou enérgica, faço várias coisas ao mesmo tempo, e adoro coisas novas que me desafiem e me libertem partes de mim, que normalmente não saem cá para fora”.&lt;br /&gt;
Para além de actriz, desempenhou papéis vários, foi figurinista para várias peças de teatro, é compositora de adereços e acessórios há já largos anos, técnica que apura, para dissolver o stress e aconchegar o espírito no cair dos dias de gravações mais intensos. Transportar esse universo interior para uma composição que a envolva, em termos de estética, é um complemento do desafio lançado, aceite com um sorriso apoenas, simples.&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjWB6z8VRw2p6UJFwXzsCNyNXekKNCaXg7mc7M2f_N89_DZuhlZZM1Vs5pPw1_bict8TQjHGPyvHNyGt1XvfQ6ay2nDi8HmgxG5iKWtzvuGnKNHdXz0yuSSUgKybyN7WyIdceHP/s1600/helena+isabel_05.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjWB6z8VRw2p6UJFwXzsCNyNXekKNCaXg7mc7M2f_N89_DZuhlZZM1Vs5pPw1_bict8TQjHGPyvHNyGt1XvfQ6ay2nDi8HmgxG5iKWtzvuGnKNHdXz0yuSSUgKybyN7WyIdceHP/s400/helena+isabel_05.JPG&quot; width=&quot;267&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Auto-retrato. “É complicado fazê-lo, traçá-lo assim tão de repente e em poucas palavras… É sempre difícil vermo-nos de fora, de forma imparcial, completamente verdadeira. Tenho um lado intuitivo muito marcado, muito activo, que fui ´domesticando` com o passar do tempo, à medida que a vida foi passando por mim. Assim, simultaneamente, fui adquirindo uma consciência selectiva, baseada na razão. Por outras palavras, guio-me pela intuição, mas sempre com os pés muito bem assentes no chão!”.&lt;br /&gt;
Instantes, maquilhados com pó de memórias, de momentos que sobrevivem para lá do segundo que se segue, e já passou, antes do próximo que se avizinha, e já partiu, para não mais regressar. Alguns disparos, outras imagens que perduram, num ambiente que se vai tornando mais intimista, mais pequeno. “Sou assim em tudo, não me deixo levar à primeira pelo meu instinto, apesar de ele, no final acabar quase sempre por prevalecer. É um exercício engraçado este, o de reflectirmos entretanto, para no final acabarmos por fazer aquilo que inicialmente pretendíamos... Sabe que no dia em que perder esta capacidade de me entusiasmar, de me apaixonar com a novidade, penso que vou ficar velhinha e acabar enquanto pessoa!”.&lt;br /&gt;
Os anos passam, medidos à distância de um ecrã, ou de uma plateia, pelas personagens que vai edificando, e pelas quais a vamos reconhecendo. Umas partem com ela, outras residem em nós durante mais algum tempo, apuradas na memória. “A vida que escolhi, é turbulenta, exige muito de nós, a vários níveis. Enquanto actriz, prefiro comédia, divirto-me, sou mais livre, mas enquanto espectadora, não sou muito deste género, gosto de coisas mais pesadas emocionalmente. Ainda hoje, e já que falamos disto, guardo a Cilinha, de `O Tal Canal` como a personagem que me deu mais gozo fazer, porque ali podia acontecer tudo, caírem cenários, choverem coisas do tecto, sei lá, era hilariante e deixou-me por isso, grandes recordações que vão perdurar para toda a minha carreira”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiRbnaXB3KLP8qS6bo1bXaNBDHbk9bPaLLnHvXxfNmuMmCtpsV7owc9tq6uheeUAme0SJ9bo76RWiWe8rD8O03CwWe2NqUg8a3sPJ9EtDhDhisQmeM7389TL0MyfyM70mXQCabf/s1600/helena+isabel_03.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;265&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiRbnaXB3KLP8qS6bo1bXaNBDHbk9bPaLLnHvXxfNmuMmCtpsV7owc9tq6uheeUAme0SJ9bo76RWiWe8rD8O03CwWe2NqUg8a3sPJ9EtDhDhisQmeM7389TL0MyfyM70mXQCabf/s400/helena+isabel_03.JPG&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Máscaras Improváveis. “São algo com que nós, actores, temos de saber colocar, e retirar, de uma maneira por vezes tão superficial, ou mais profunda noutros casos. Mas eu convivo bem com isso até, porque estou de bem com a vida, não guardo nada em mim que não tenha deitado lá para fora, ou arrumado muito bem cá dentro. A amargura, sabe, reflecte-se na cara das pessoas, e eu sei que devo viver o presente da forma mais intensa possível, para não ter tempo de me esquecer dessa capacidade que me impulsiona, de me apaixonar pelas coisas que a vida me traz, de surpresa, como é bom”.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/feeds/2523599209372960167/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/18123285/2523599209372960167' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/2523599209372960167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/2523599209372960167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/2010/08/mascaras-improvaveis-publica-helena.html' title='Máscaras Improváveis - Pública : Helena Isabel'/><author><name>Pedro Cativelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12578166226362304647</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhIGBixA56fpuvtRb0_s2SVJorjEU8C193S9KUxt_LUfzigkclX6QvePsL5hF-T_0ScDkAVUQ1N6t2n8Xuw8nWaf1ymsGXgf0V7a8qwZuJHr2brRdeib0cpy6V2cWMSdIXG3w6o/s72-c/helena+isabel_02.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18123285.post-3835484412670820696</id><published>2010-08-03T15:58:00.001+01:00</published><updated>2010-08-03T16:31:53.281+01:00</updated><title type='text'>Máscaras Improváveis - Pública : Joana Vasconcelos</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;A Valquíria &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhD6tA8YdtkWLzfMhzWGSFCxqZf0CZ7ATaKsY7oPWdaToHkmFpFMusYXPnuuCLtLkxJ0VBrYNUgRGyIMYyEAKTCzopTPmFTCowrU6nsIEGOqQQFFopXdBQdZlAY_t3ObWtPH4Vn/s1600/PMM%23Joana+Vasconcelos_07.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;416&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhD6tA8YdtkWLzfMhzWGSFCxqZf0CZ7ATaKsY7oPWdaToHkmFpFMusYXPnuuCLtLkxJ0VBrYNUgRGyIMYyEAKTCzopTPmFTCowrU6nsIEGOqQQFFopXdBQdZlAY_t3ObWtPH4Vn/s640/PMM%23Joana+Vasconcelos_07.jpg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Compositora de imagens, manipuladora de espaços, criadora de formas sublimes em construções erigidas para os sentidos.&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Texto&lt;br /&gt;
Pedro Cativelos&lt;br /&gt;
Fotografia&lt;br /&gt;
Patrícia de Melo Moreira&lt;br /&gt;
Produção&lt;br /&gt;
Ruben de Melo Moreira &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conceito. Reconstruir a obra, partindo da personagem que dela emana, ou em termos diferentes, procurar significados, pequenos brilhos, eternos instantes, nas tonalidades da voz, na composição das cores berrantes de que gosta, no tom final das formas artísticas que lhe saem da imaginação, em direcção a um mundo que a começa a reconhecer enquanto artista que deve ser seguida e admirada com a devida atenção. Fazer da mulher, dela própria, uma obra, a mais fidedigna e autêntica, a mais completa e abrangente por isso mesmo então. “Ou não, apesar da intenção ser boa! Tudo o que se vê aqui (no seu atelier) provém de um conceito, de uma ideia base, que não surge de uma epifania, num segundo de genialidade, nada disso. As peças que construo têm por base sim uma mensagem que quero transmitir, e que obedecem apenas ao momento em que as penso, e a nada mais, porque hoje não há limites nem restrições para a arte, não há barreiras, nada, pode fazer-se tudo, por qualquer razão, boa ou má, e o resto, tem a ver com o gosto de quem presencia e interage com os trabalhos”. A frase prolonga-se, à medida que as palavras se sucedem, batendo e rebatendo, com maior ou menor frontalidade em palavras que lhe surgem do discurso, como que sublinhadas na imaginação de quem ouve. Liberdade… Sem limites…Inexistência de barreiras… Mensagem. &lt;br /&gt;
Joana Vasconcelos distingue-se no meio artístico português, e cada vez mais no espaço central dos mercados da Arte verdadeiramente grande, onde começa a ser reconhecida, pelo modo aparentemente inocente, arrojado, lúcido e louco, como joga com a banalidade dos objectos utilizados no quotidiano, influenciada por perspectivas que conduzem as peças pelo design, atravessam a arquitectura, pelas proporções, pela funcionalidade, pela ocupação arbitrária do espaço, sinónimos que surgem, suaves no pensamento, quando se visitam as obras expostas no seu atelier, situado em Alcântara, com o Tejo velho, e os navios mercantes na janela. “Bem português, como gosto, como sou”. &lt;br /&gt;
Auto-retrato. A maquilhagem carregada, mais clara no centro, sobrecarregada na aureola do rosto, como que construindo uma moldura, onde o olhar atravessa o silêncio da falta de palavras, e fala por si só. E os vinis amarrotados que a decoram, vestes sobressaltadas por debaixo de uma armadura, pesada, da peruca de corte francesa, todo um conjunto inspirado livremente nas Valquírias, uma das suas obras mais marcantes, quadro completo ao qual dá vida e movimento, completando-lhe o instante. Luzes, câmara, actuação. “As Valquírias são peças influenciadas por histórias mitológicas, deusas que traziam vida aos guerreiros do seu tempo… É com base nos diversos ecos desses episódios que as construí, apesar de esteticamente fugirem a essa lógica, da interpretação ser livre, a minha e de quem a vir. É aliás disso que gosto, que vejam o que faço e que quase toda a gente tenha uma interpretação diferente! Talvez seja assim que me reflicta enquanto pessoa, pelo menos através das minhas obras, ficam a conhecer-se alguns instantes de mim, algumas ideias, opiniões. Não a mim totalmente, e isso agrada-me!”.&lt;br /&gt;
O espaço acentua-se, diminui, retrai-se com o passar do tempo, torna-se mais cómodo, acolhedor, como as peças que desenha nas ideias. “Vamos lá criar novas perspectivas!”.  &lt;br /&gt;
Máscaras Improváveis. “Como pessoa, assim como artista, podemos ter várias faces, à medida que vamos experienciando, vivendo. Umas podem ser mais prováveis do que outras, mas o que é certo é que nos vão mudando, e é assim que evoluímos, o que se reflecte no dia-a-dia, na obra, em tudo…”.&lt;br /&gt;
Tempo para invadir o ´outro lado`, ultrapassar os limites, quebrar as barreiras, atingir a liberdade criativa. A toda a composição, a adição de dois polvos acabados de comprar, tingidos de dourado no momento, sem como nem porquê, simplesmente porque a ideia parece arrojada o suficiente para lhe assentar bem, no corpo, e nas ideias, completa definitivamente um cenário. “Cada vez que faço algo, começo naquele momento, como se nada houvesse para trás. Vale tudo a partir daí, tudo é possível, viável, porque é assim que o imagino, é dessa forma que me vejo. Não penso demasiado em consequências, nem no futuro, e o que sei, é que no dia em que deixar de ter alguma coisa para dizer, sigo em frente, e prossigo o meu caminho sem olhar para trás, e com a consciência de que se tudo acabasse agora, hoje, já teria valido a pena… Mas ainda quero mais, muito mais”.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/feeds/3835484412670820696/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/18123285/3835484412670820696' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/3835484412670820696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/3835484412670820696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/2010/08/mascaras-improvaveis-publica-joana.html' title='Máscaras Improváveis - Pública : Joana Vasconcelos'/><author><name>Pedro Cativelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12578166226362304647</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhD6tA8YdtkWLzfMhzWGSFCxqZf0CZ7ATaKsY7oPWdaToHkmFpFMusYXPnuuCLtLkxJ0VBrYNUgRGyIMYyEAKTCzopTPmFTCowrU6nsIEGOqQQFFopXdBQdZlAY_t3ObWtPH4Vn/s72-c/PMM%23Joana+Vasconcelos_07.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18123285.post-5030645280384851917</id><published>2010-08-03T15:56:00.001+01:00</published><updated>2010-08-03T16:33:13.838+01:00</updated><title type='text'>Máscaras Improváveis - Pública : Francisco Moita Flores</title><content type='html'>&lt;b&gt;Crime, disse ele!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Escritor, inspector, político, e mais algumas coisas ainda que ainda estão por descobrir, numa busca constante, vicio que alimenta o espírito, e as palavras… “Que nunca se esgotem”.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Texto&lt;br /&gt;
Pedro Cativelos&lt;br /&gt;
Fotografia&lt;br /&gt;
Patrícia de Melo Moreira&lt;br /&gt;
Produção&lt;br /&gt;
Rúben de Melo Moreira&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conceito. Perscrutar o universo do velho romance policial, da sombra opaca por detrás da porta semi-aberta, da pegada escondida debaixo do tapete, do mistério insondável, em busca da verdadeira impressão digital, que revela a pessoa para lá da figura de facetas diversas, conhecida de todos. Francisco Moita Flores embarca no desafio, sem receio de partir em busca de uma fracção do seu passado, que se reflecte ainda bem visível, nas palavras e memórias do seu presente. “Eu gosto sempre destas coisas, de encarnar personagens sabe?! Aliás, nos filmes e séries escritos por mim, acabo sempre por aparecer nas filmagens, como figurante, lá atrás... Dá-me um prazer enorme poder participar numa personagem que construí, de raiz, que veio de uma ideia, passou para o papel, e que depois ganha vida. Neste caso, não fui eu que a criei, foram vocês, mas acaba por se adequar a mim”. &lt;br /&gt;
Sherlock Holmes, Hercule Poirot, Dick Tracy, nomes de figuras que preenchem um imaginário colectivo de romances em que o bem triunfa sobre o mal, com a ajuda da intuição, da dedução, da lógica, figuras factuais que aliadas ao poder da escrita livre e da imaginação sem limites, impulsionam ideias, conceitos, imagens, no caso. “Lembro-me que em pequeno nos juntávamos, em redor da televisão a ver os programas do Inspector Varatojo. Se calhar foi a primeira coisa que disse que queria ser, quando mo perguntaram na quarta classe. ´Polícia e escritor`, respondi, na voz de criança, mas com uma convicção que me levaria a ainda cedo, ter cumprido estes dois desígnios”.&lt;br /&gt;
Auto-retrato. Imagens soltas, sem nexo aparente de causalidade, quando se observam as facetas dispersas da sua vivência. Escritor primeiro, inspector da judiciária, escritor ainda, professor, político, escritor sempre. As palavras marcam o seu ritmo e unificam-lhe as passadas, qualquer que seja o próximo rumo a tomar. “Em tudo o que faço, a escrita está sempre presente. Curiosa essa questão dos livros policiais, até porque a maioria dos vinte e tal livros que escrevi não tem a ver com esse assunto. Vou contar-lhe uma coisa que nunca referi publicamente. Aos trinta e poucos anos, tive um AVC, e fiquei com o lado direito do corpo paralisado. Quando acordo, passados quatro dias de coma, e descubro que o meu lado direito, a mão direita com que escrevia não o poderia voltar a fazer, olhei para a janela do corredor e pensei em por termo à vida. Por qualquer razão não o fiz, e acabou por acontecer o contrário, agarrei-me a ela e àquela ínfima possibilidade que existia, de vir a recuperar. Ganhei forças onde não as tinha, lutei contra mim próprio, andava a noite inteira pelos corredores do hospital a exercitar-me, fazia-o constantemente e passados quatro meses, quando deveria começar a fisioterapia, já estava bom. A escrita, ou a ideia de que necessitava dela para sobreviver, salvou-me a vida”.&lt;br /&gt;
Palavras, memórias, assuntos cumpridos e outros, por construir ainda. “Se pudesse acabar tudo o que ainda tenho por escrever, e já fiz essa conta, teria de viver até aos cento e cinquenta e três anos!”, conta, com um sorriso breve, e sucinto.&lt;br /&gt;
Máscaras improváveis. “Todas o podem ser, quando não são convenientemente vestidas, ou apresentadas. Costumam dizer-me por exemplo, que as minhas personagens femininas são muito reais. Talvez seja essa uma outra máscara, bem real até, a da feminilidade que tenho em mim, porque gosto de mulheres, porque as admiro. Há muitos menos mulheres presas, ou a cometerem actos atrozes, talvez pela consciência uterina, por um universo mais rico de afectos, emoções, porque são mães antes de sermos pais. Tudo isto me fascina na mulher”.&lt;br /&gt;
Um cigarro, as golas da gabardina decorada como nos policiais dos anos cinquenta do cinema norte-americano, o chapéu de feltro, típico do investigador misterioso, envolto na nuvem de fumo e cinza que transporta o espaço para outra dimensão. “Não há nada que não tenha vivido que não tenha sido consubstanciado, e essa parte de mim, a busca, a procura por histórias, está sempre viva”.&lt;br /&gt;
Da política, que vive por dentro há alguns anos, enquanto autarca da Câmara de Santarém, leva mais algumas, “para contar daqui a alguns anos, quando fechar esse capítulo, e me dedicar aos livros a tempo inteiro, como sempre sonhei”.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/feeds/5030645280384851917/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/18123285/5030645280384851917' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/5030645280384851917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/5030645280384851917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/2010/08/mascaras-improvaveis-publica-francisco.html' title='Máscaras Improváveis - Pública : Francisco Moita Flores'/><author><name>Pedro Cativelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12578166226362304647</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18123285.post-1002680153711124494</id><published>2010-08-03T15:55:00.002+01:00</published><updated>2010-08-03T15:55:15.666+01:00</updated><title type='text'>Máscaras Improváveis - Pública : Marta Rebelo</title><content type='html'>&lt;meta content=&quot;text/html; charset=utf-8&quot; http-equiv=&quot;Content-Type&quot;&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content=&quot;Word.Document&quot; name=&quot;ProgId&quot;&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content=&quot;Microsoft Word 12&quot; name=&quot;Generator&quot;&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content=&quot;Microsoft Word 12&quot; name=&quot;Originator&quot;&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href=&quot;file:///C:%5CUsers%5CPEDROC%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml&quot; rel=&quot;File-List&quot;&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href=&quot;file:///C:%5CUsers%5CPEDROC%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx&quot; rel=&quot;themeData&quot;&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href=&quot;file:///C:%5CUsers%5CPEDROC%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml&quot; rel=&quot;colorSchemeMapping&quot;&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;
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&lt;/style&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;No Masculino&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;Deputada cessante da Assembleia da República, caminha por agora afastada dos caminhos da política. Nunca ausente no entanto, que a política, assume-o, estará “para sempre”, em si.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;i&gt;Texto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;i&gt;Pedro Cativelos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;i&gt;Fotografia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;i&gt;Patrícia de Melo Moreira&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;i&gt;Produção&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;i&gt;Rúben de Melo Moreira&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Conceito. Transformar femilidade, em algo mais rude, mecanizar a suavidade dos traços, para reforçar o contexto das ideias, retirando-lhes a carga estética, reconduzindo-a para o ritmo dos sentidos mais essenciais. Assim, puro, directo e verdadeiro, no masculino, ou no feminino, sem género, e com todos os géneros imiscuídos. “Tenho vários traços na minha personalidade que foram ficando mais carregados com a minha presença na política. Sendo um meio de homens, torna-nos mais duros, até porque precisamos de trilhar o mesmo caminho, com o dobro do sacrifício, dos obstáculos, e dos declives… Por um lado é bom, ganha-se resistência, persistência, tornamo-nos mais fortes”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;O hangar da Helibravo, que por acaso até já conhecia dos tempos em que era chefe de gabinete do Ministro da Administração Interna, serve de cenário imagético de fundo para a composição da ideia inicial. “Curioso que não haja mulheres pilotos em Portugal, não sabia”, sobressai-lhe da expressão, em tom de surpresa, entre um disparo de retracto, e outro, e outras dezenas mais, e um retoque sombreado escuro na maquilhagem. Ambiente metalizado, frio, industrial, de helicópteros estacionados esperando voar, ferramentas arrumadas, fuligens de óleo aqui e ali, estéticas próprias que ajudam a compor o desenho final. “Disseram-me um dia que só deveria ter chegado à política aos 50 anos! O preconceito acerca das mulheres com uma determinada imagem que exercerem cargos de maior exposição, existe de facto, ainda para mais, sendo uma mulher de esquerda! No entanto, a ideia de que apenas devemos alimentar o intelecto está a mudar e ainda bem, porque é completamente ridícula”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Auto-retrato. Teimosia, persistência, organização e método, símbolos com que se define, no significado, e na substância de quem é, e quer ser. “Tenho várias dimensões, e talvez sejam estas as palavras que melhor me definam, e constem em todas elas. Sou advogada, política, sei dizer umas coisas, dizem que sou engraçadita… Tudo factores que à primeira vista fazem desconfiar as pessoas. Sinto que tenho sempre de as conquistar, o que nunca acontece facilmente, e foi sempre assim, desde que me lembro”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Ilusões, utopias e verdades reais. Caminhos que foi desbravando ao longo dos ainda verdes anos, em que já se conquistou a si própria, e a alguns dos sonhos e ilusões que lhe cativam o espírito, e o tornam sobressaltado por vezes. “Cresci na ilusão de que o mundo era um lugar bonito, perfeito, cheio de pessoas boazinhas. Com o tempo, fui perdendo essa ideia, fui-me tornando mais espessa, fui encontrando em mim as tais várias dimensões de que falava. Agora separo bem as coisas, mas não perco a minha visão utópica de certos assuntos que são fundamentais, e só podem existir baseados e impulsionados por essa perspectiva. Sou o Norte daquilo que sou e a política nunca poderia mudar, na essência, aquilo que quero ser”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Máscaras improváveis. Figuras descartáveis, momentos instantâneos, que todos temos, para proteger ou afirmar, para parecer ou decorar. Para ser, e para não ser noutras ocasiões, depende do contexto, do propósito ou da falta dele. “Prefiro antes designá-la como uma crosta provável. E quem não tenha essa capacidade de a desenvolver, terá pela frente uma vida difícil, seja em que campo for, e especialmente na política. Há uma grande diferença entre a Marta privada e a pública, embora muitas vezes, por aparecermos nos jornais e revistas pensem que nos conhecem por inteiro. Espero que, apesar das exigências, consiga manter sempre um espaço privado de afectos, disso não abdico, até porque sou mais do que a soma de todas as coisas que se sabem sobre mim”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Do “vício” que lhe deixou a política, que não abandonou definitivamente, enquanto recorda as sensações controversas marcadas nas palavras que deixa soltar. “É isso mesmo que é viciante sabe?! Principalmente naqueles breves momentos em que se concretizam coisas em que acreditamos verdadeiramente, e não são tantos quanto queríamos, até porque são precisos meses de luta, muito trabalho, persistência… Perguntaram-me um dia se ainda queria mudar o mundo, e o que é facto é que apesar de tudo, das coisas boas e más, ainda e sempre o quero fazer, nem que seja a suaves prestações”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/feeds/1002680153711124494/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/18123285/1002680153711124494' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/1002680153711124494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/1002680153711124494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/2010/08/mascaras-improvaveis-publica-marta.html' title='Máscaras Improváveis - Pública : Marta Rebelo'/><author><name>Pedro Cativelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12578166226362304647</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18123285.post-4070028673412389988</id><published>2009-10-12T14:51:00.009+01:00</published><updated>2010-04-29T15:43:21.536+01:00</updated><title type='text'>Volta ao Mundo: Escócia, no Coração das Highlands.</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt; Whisky, gaitas de foles, golfe, castelos de pedra desgastada pelos milénios e lagos que reflectem a paisagem escarpada, resguardam em si lendas milenares de encantar a vista, e arrebatar o espírito, relembrando constantemente que quem visita as terras altas da Escócia regressa sempre diferente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiIOSzpaARPluYeayAdfKylI0-zLiTqMGBBVq2PIBGwyTLZuyPkXyvpErFw41LywOzPV-6JQAndRMk9Fh95BcgzUAf9SVCmHVPeRRJI_ztXRLj8aiZWKlKsqjB7S8nGWosfMDr7/s1600/Olivier.jpg&quot; onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5465515394227199458&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiIOSzpaARPluYeayAdfKylI0-zLiTqMGBBVq2PIBGwyTLZuyPkXyvpErFw41LywOzPV-6JQAndRMk9Fh95BcgzUAf9SVCmHVPeRRJI_ztXRLj8aiZWKlKsqjB7S8nGWosfMDr7/s400/Olivier.jpg&quot; style=&quot;cursor: pointer; float: right; height: 258px; margin: 0pt 0pt 10px 10px; width: 400px;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Texto&lt;br /&gt;
Pedro Cativelos&lt;br /&gt;
Fotografia&lt;br /&gt;
Joaquim Gromicho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Aqui é a Escócia, não somos ingleses, somos highlanders”. O ar trocista, folgazão, arruivado serve de estereótipo, a frase também. A primeira lição de quem chega ao território dos homens das montanhas está aprendida, e apreendida. De facto o ar é leve, as colinas elevam-se aos céus, os lagos tornam-se mais profundos, assim como os olhares o são, as conversas se tornam, os elos se mantêm. A história bem o ensinou a este povo sofrido que nunca conseguiu escapar às batalhas que travou ao longo dos séculos, na busca eterna da própria existência, dos combatentes pela independência como William Wallace ou Robert de Bruce, dos que professaram a paz nas palavras da poesia, como Robert Burns, da religião ao desporto, das mais altas montanhas do norte, aos mais planos vales do sul, tudo se mistura um pouco, numa amálgama de influências sempre sofridas na pele cultural de um povo que tem tudo para oferecer, que não revira os olhos quando partilha, não se envergonha quando se revela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O tráfico é adverso por aqui. Não que as más maneiras se alheiem dos bons costumes britânicos, nada que se pareça. Adverso porque simplesmente funciona tudo ao contrário. A esquerda e a direita confundem-se, inquietam-se, pelo menos durante as primeiras horas, até as vistas se habituarem, e os trejeitos de condutor dominarem os reflexos adquiridos. A calma, essa, abate-se passados minutos de pisarmos a terra escocesa, quando se atravessa no horizonte o primeiro de uma infinidade de “Loch´s” majestáticos, rendilhados de verde e águas geladas, apesar da maior onda de calor dos últimos largos anos. “Quinze graus”, exclamam. E é mesmo verdade, parece que se está nos trópicos, a avaliar pela quantidade de manchas de suor nas camisas de quem regressa do trabalho, e nos calções de praia (que nunca terão avistado um grão de areia de uma praia escocesa, talvez de Albufeira destino privilegiado pelos escoceses) dos que se passeiam em férias. Mas não passa do primeiro aguaceiro a ténue ideia de tropicalidade, que as nuvens que ocultam o sol constantemente já deixavam desconfiada.&lt;br /&gt;
No Parque Nacional de Loch Lomond, reside o maior lago de água doce da velha Bretanha, e um dos mais procurados, bem procurados diga-se, onde são habitualmente avistadas estrelas como Clint Eastwood, Luciano Pavarotti e Michael Jackson. Quando se chega ao Cameron House, um hotel de cinco estrelas erigido na planta de um castelo do século XVII, imponente sobre as águas, com quase cem quartos elegantemente decorados, piscina, ginásio, sauna, solário, salão de beleza e cabeleireiro, massagens, jacuzzi, Spa e campo de golfe nos arredores, percebe-se o porquê de tão “celebrizadas” escolhas. &lt;br /&gt;
Calma, serenidade, ausência de ruído, para lá do grasnar dos cisnes selvagens, e do suave chocalhar das águas abstenhas de ondulação, que se movem apenas ao sabor da brisa ténue do entardecer. &lt;br /&gt;
Torna-se no entanto impossível vaguear por aqui, sem que a estridência sonora das gaitas de foles ecoem na imaginação, ao som da voz profunda de Sean Connery, que se reconhece em todas as sílabas do acentuado sotaque da pronúncia escocesa. “É uma maravilha não é?!”. Interrompe-se o silêncio, na figura de um jovem com o traje padronizado da antiga Escócia. Russel Davies, empregado do hotel, trabalha aqui há meio ano. Deixou o mercado da publicidade porque “a crise está por todo o lado, até aqui, nas highlands”, humoriza. “Além disso ganha-se bem na hotelaria, o turismo é a nossa principal e quase única riqueza, devido à natureza e história que temos, pena é o clima não é?!”. Talvez, mas um pouco de variedade nunca fez mal a ninguém, pelo menos na óptica do visitante turista ocasional. “Desde que não chova mais do que umas cinco ou seis vezes ao dia, já é Verão”.&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgqwS6o82d-EaYzZXx8wez8Xcoz3WR5NVHwMNwEBRo-SN357xc97AF6Dt70yTSvCRrRg8fy5WNDoHud_8HMPz79Dwwfz70GYWbnMls096vbrDEZ4KBkLAsBO8I9V8kbim4XhWdS/s1600/Olivier.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;300&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgqwS6o82d-EaYzZXx8wez8Xcoz3WR5NVHwMNwEBRo-SN357xc97AF6Dt70yTSvCRrRg8fy5WNDoHud_8HMPz79Dwwfz70GYWbnMls096vbrDEZ4KBkLAsBO8I9V8kbim4XhWdS/s400/Olivier.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Raízes perdidas… e achadas&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
Com uma população a rondar os cinco milhões de pessoas, que se dividem na sua maioria entre as grandes cidades como Glasgow, Aberdeen, Inverness e Edimburgo (a capital), a actividade económica do país é sustentada primordialmente pela agricultura, pela pecuária, pelas exportações de whisky e por todos os serviços relacionados com o turismo. Banhada pelo Mar do Norte e pelo Atlântico, do seu território fazem parte quase oitocentas pequenas ilhas, muitas delas em estado completamente selvagem.&lt;br /&gt;
Definitivamente ligada a Inglaterra desde o primeiro de Maio de 1707, quando depois de séculos de guerra e guerrilhas com a coroa inglesa em busca da soberania da independência, formalizou então uma união política com o Reino da Inglaterra, que viria a estar na origem do novo, então, Reino Unido da Grã-Bretanha. Mas não estava ainda garantida, longe disso, a paz tão desejada, e muitos tumultos sociais se seguiriam nos séculos vindouros.&lt;br /&gt;
A Escócia continua a ser no entanto uma nação com jurisdição e Parlamento separados do Governo central, o que se reflecte nos sistemas de direito e de educação escoceses, onde se ensina ainda (chegou a ser banida mas tem vindo a ser recuperada gradualmente) a língua gaélica, o étimo original falado na região, desde o século V, quando os celtas provenientes do norte da Irlanda assentaram na costa ocidental, levando uma variedade do gaélico.&lt;br /&gt;
Se com a língua, parte da originária cultura céltica se foi diluindo, o mesmo aconteceu com todas as outras manifestações culturais que tornam a Escócia única, e famosa no mundo. As gaitas-de-foles, o Glengarry (chapéu típico utilizado pelos mais velhos) ou o uso do Kilt, que surgiu no século XVI, no norte da Escócia, onde cada clã ou família utilizava um tipo de quadriculado que identificava os seus integrantes, foram manifestações culturais que chegaram mesmo a estar praticamente erradicadas, devido ao jugo imposto pela corte Inglesa durante muitos séculos. Só algumas famílias highlanders, no norte do país resistiram, mas com o abrandar da pressão política, as tradições começaram a ressurgir, e a serem orientadas para o turismo. &lt;br /&gt;
Não é assim nada pouco usual ver crianças de Kilt a tocar gaita-de-foles, aproveitando as férias escolares para fazer algum dinheiro extra. Em cada castelo, museu, ponto de passagem turístico, lá estão a recriar ambientes através do mais puro dos sons da terra. “Sim, aprendemos na escola, e vimos para aqui fazer render o tempo e aproveitar para exercitar os dedos”, conta o pequeno Eric Macdonald enquanto conta as poucas “pounds” que os turistas lhe deixaram na caixa de madeira que utiliza para transportar o instrumento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgNDN4mOsjJKbb00gTyjpVZ0O-QyNJpKt9HE86JNxIL6DDO-EKAvlaIDo9SwkitkTwKKvV9xzCKYNtEVADRUxxjknTTZq99cveDsUCIXzZXzbGSj3JrMbdSnZcAbsW4CEoPwTIg/s1600/Olivier.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;300&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgNDN4mOsjJKbb00gTyjpVZ0O-QyNJpKt9HE86JNxIL6DDO-EKAvlaIDo9SwkitkTwKKvV9xzCKYNtEVADRUxxjknTTZq99cveDsUCIXzZXzbGSj3JrMbdSnZcAbsW4CEoPwTIg/s400/Olivier.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;Viajar de carro pela Escócia é um festim para os sentidos…&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
E a melhor forma de conhecer a verdadeira Escócia. Lá fora a chuva cai torrencial, quase tão depressa como passados minutos se dissipam as nuvens e tudo volta a ser luminoso outra vez. “Landscape”, uma palavra que ganha todo o sentido que nunca lhe tinha encontrado, quando ao virar de uma curva da estrada, se nos depara uma e outra, e outra vez um cenário retirado dos folhetos turísticos. Serenos rebanhos de carneiros a pastar por prados que se estendem até às margens de um lago, que o interrompe apenas até à encosta mais distante, porque a vista em forma de postal, alcança o horizonte.  &lt;br /&gt;
Outro dos percursos “obrigatórios” para quem pretende oferecer a si próprio um dos mais belos momentos que se podem viver e sentir, foi imortalizado em livro, e em cinema por JK Rowling, a mãe literária de Harry Potter. &lt;br /&gt;
A viagem no Jacobite da West Coast Railways, na obra chama-se Hogwarts Express, comboio a vapor do início do século passado que atravessa montes agrestes e vales invadidos de Margaridas selvagens, entre Fort William e Mallaig é uma das atracções turísticas mais procuradas por viajantes de todo o mundo, e que não se poupam a esforços na procura das muitas paisagens que se vão sucedendo para lá das vidraças foscas, da fuligem que esvoaça, quando se dissipa a fumaça do carvão consumido vorazmente.&lt;br /&gt;
Passamos Ben Nevis, a maior montanha britânica, famosa pela sua estância de esqui, as profundas águas doce de Loch Morar, depois Loch Nevis, e por fim a estação ferroviária mais ocidental do Continente em Arisaig, numa rota que inclui paragens, marchas lentas, outras mais céleres, sempre ao sabor do pouca-terra, pouca-terra… &lt;br /&gt;
Pelos corredores estreitos, de encontrão em encontrão, e com muitos “sorry´s” pelo meio, um casal de texanos “equipados” à Harry Potter parecem querer captar toda a viagem no cartão de memória da sua máquina digital. “Viemos de longe para fazer este passeio com que sempre sonhámos, desde que vimos o filme que de facto e pelo que nos disseram fez com que disparasse o turismo neste trajecto”. Interrompem, para tirar mais uma fotografia, dispersam-se com as seguintes. &lt;br /&gt;
Prosseguimos, por Corpach, Glenfinnan, Lochailort, Arisaig, e Mallaig onde se recomenda uma refeição pouco saudável mas totalmente britânica. “Fish and chips?”. Sim claro, “why not?!”.&lt;br /&gt;
A gastronomia escocesa é um pouco mais variada que a inglesa mas não corresponde ao protótipo da boa mesa portuguesa, longe disso. A utilização de produtos frescos, as carnes, o salmão, ou os mariscos são o mote para algumas boas refeições, em pubs à beira da estrada, ou em restaurantes situados em unidades hoteleiras luxuosas. No entanto, o prato nacional da Escócia é o calórico Haggis, uma mistura de constituição duvidosa à primeira vista da ementa. Pulmões, coração e fígados de borrego picados e misturados com aveia, servido com acompanhamento de puré de batata, nabo e pimenta preta não auguram nada de pouco indigesto, mas afinal até é uma saborosa novidade. Outro dos pratos típicos é o Scotch Sink, uma sopa de peixe com carne de veado ou faisão.&lt;br /&gt;
De regresso a Fort William, e com o apetite disfarçado, a curiosidade aguça-se agora com um pormenor inesperado e uma recordação de casa. A Olton Hall, máquina que puxa as cinco carruagens divididas entre primeira classe onde se servem chá e bolos de manteiga acabados de sair do forno, tem a data de 1937 e foi construída em… Vila do Conde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;i&gt;&lt;b&gt;Loch Ness. Mito verdadeiro… para o turismo.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
“Se já vi o monstro? Vá procurá-lo, mas já agora, não quer beber nada?”. Um sorriso, e um piscar de olho quase que servem de prova científica de que o mito de Nessie não passa disso mesmo. No entanto, em Fort Augustus, pequena vila adjacente ao mais famoso Loch do mundo, atravessada ao meio pelo canal da Caledónia, utilizado hoje unicamente por embarcações de recreio, foi todavia construído em finais do século XIX para permitir às embarcações do Mar do Norte a travessia da Escócia em direcção ao Atlântico evitando assim as más marés, nota-se sobremaneira a sua influência. Depois, três Pubs, um posto de informação para turistas e a maioria das casas de habitação transformadas em Hostels, com tabuletas de madeira com as iniciais de “Bed and Breakfast” gravadas a tinta colorida, para além de alguns hotéis de média dimensão a comporem o cenário. “Temo-nos desenvolvido de forma sustentada com este fenómeno. Não podemos é crescer muito mais porque temos muitas regras que restringem a construção e se começarem a nascer empreendimentos turísticos e arranha-céus, Loch Ness acabou! As pessoas vêm aqui por causa da lenda de Nessie, mas também em busca de algo mais, de uma calma de uma paz interior que têm de encontrar”, conta Ben Jarvis, que trabalha no mais animado dos Pubs da localidade. “Agora, depois de um whisky de malte, vá lá ver se acha ou não a nossa Nessie, garanto-lhe que é mais fácil de a encontrar agora”, volta a insistir, pândego e sorridente. Não haverão no entanto muitas sensações que superem a emoção de olhar o cair o dia, sem anoitecer totalmente (durante o Verão há sempre claridade até ao amanhecer, por volta das três da madrugada) nas margens do mítico lago enquanto se saboreia a verdadeira “água da vida”, de malte como convém, e como lhe chamam por aqui.&lt;br /&gt;
Na realidade, a história da serpente marinha, como a denominaram os primeiros cristãos colonizadores no século VI, ou o mais tardio monstro marinho que colocou o Loch Ness no mapa mental de milhares de pessoas em todo o mundo serviu para mobilizar toda uma indústria em seu redor. Há o museu da criatura, em que se pode acompanhar todo o trajecto desde os primeiros “avistamentos”, há os cruzeiros pelo lago, onde através de um sonar se pode acompanhar a mais leve movimentação no leito do rio, obviamente muito procurado pelas centenas de turistas que percorrem ainda as margens com as câmaras de filmar em punho, atentos a qualquer cauda de serpente marinha gigante que possa aparecer inadvertidamente, há a estátua de Nessie, como carinhosamente lhe chamam, retirando-lhe o rótulo monstruoso das histórias contadas para assustar as crianças e as obrigar a comer a sopa, há os porta-chaves e os posters, os calendários e os baralhos de cartas. Nessie é de facto um fenómeno global, de algo em que se acredita, sabendo-se bem no fundo, que pode não ser bem assim. E o contrário também serve, ou pelo menos é a sensação com que se fica, quando se observam as águas negras, e as ondulações oblíquas do lago mais profundo da Escócia. “Vivem segredos nestas águas, profundas como a mente humana, tanto que nela caberiam duas vezes e meia todas as pessoas do mundo”. Para além da ligeira morbidez do comentário, a voz do capitão do navio que nos leva lago acima, sobrepõe-se à música céltica que em fundo apronta o momento, e eleva as expectativas. “Sim ou não, resta-nos o espaço da imaginação. Há coisas que devem permanecer mistério, fazem parte da vida, e não há mal nenhum de que assim permaneçam. Também precisamos de um pouco de magia na nossa vida, de acreditar em qualquer coisa que esteja para lá dos nossos olhos e entendimento”. O Capitão Andy, “só assim”, há vinte e um anos que faz o mesmo percurso de três horas neste cruzeiro. Nunca viu nada, garante, mas não conta as vezes em que os gritos de passageiros causaram alvoroço, jurando que “ele estava mesmo ali”, que era… “Mas têm o azar de nunca tirarem fotografias ou filmarem… Paciência”, sorri. Agarra no microfone com a mão esquerda, no leme com a direita e continua a sua explicação sobre os vários mistérios da vida deste lago.&lt;br /&gt;
Esta região, situada no coração das Highlands não tem apenas o Loch Ness como atracção turística, longe disso. Talvez o mais próximo rival do lago, em número de visitantes, esteja alguns quilómetros a norte. O imponente e austero Eilean Donan Castle que, apesar de já muito conhecido, se tornou mundialmente famoso por ter sido palco de algumas das mais belas cenas de Braveheart, realizado por Mel Gibson, o épico que conta a vida de William Wallace, um dos heróis nacionais dos escoceses, e um ponto de passagem obrigatório. &lt;br /&gt;
O cenário, palco de algumas das mais sangrentas batalhas pela liberdade do reino da Escócia, parece só agora ter encontrado a paz, inserido na bucólica paisagem verdejante, mesclada pelas malhas coloridas dos turistas japoneses, americanos e australianos.&lt;br /&gt;
E se por um lado a película levou as origens da Escócia a conquistar a simpatia da maioria dos espectadores, por aqui, e como seria de esperar, as escolhas do realizador não são consensuais. “Sabe que aqui foi gravada uma das poucas cenas do filme passadas na Escócia, foi quase tudo feito na Irlanda. E depois, William não era nenhum santo, Robert de Bruce também não, aquilo está muito romantizado”, realça Martin Maccormack, que vive a poucos quilómetros do agora monumento. Com maiores ou menores diferenças, as opiniões não divergem muito desta. “Sabe que como vivemos a história e a conhecemos melhor, é natural que lhe encontremos maiores defeitos, mas valeu pelo esforço”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiFbbsiPSsmzYFOjocY1m_2JWt5aFYT8ftINu0HZ3rDAtyYd9i0ZnYJSOt6dwzk_RzRH1EkevGp8UltK-Pu-rQu5ARp9t9qLaAvI5FJ148NW-BKdDiPeDfenp12RTkfjn3GtjvQ/s1600/Olivier.jpg&quot; onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5465516303933302050&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiFbbsiPSsmzYFOjocY1m_2JWt5aFYT8ftINu0HZ3rDAtyYd9i0ZnYJSOt6dwzk_RzRH1EkevGp8UltK-Pu-rQu5ARp9t9qLaAvI5FJ148NW-BKdDiPeDfenp12RTkfjn3GtjvQ/s400/Olivier.jpg&quot; style=&quot;cursor: pointer; float: right; height: 319px; margin: 0pt 0pt 10px 10px; width: 400px;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;O golfe nasceu aqui. &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
Um dos mais carismáticos legados da Escócia ao mundo é desconhecido para a maioria das pessoas. Tradicionalmente praticado pela aristocracia escocesa, ultrapassou as barreiras da geografia e tornou-se massificado e globalizado. &lt;br /&gt;
É na Escócia que se encontra ainda hoje a maior concentração de campos de golfe do mundo. Cerca de meio milhar que atraem anualmente desportistas de todo o mundo. “Hoje em dia, muitos escoceses jogam golfe, já não é coisa de ricos, e acontece que até escolhemos locais para passar férias onde existem também complexos como este, onde podemos jogar e aproveitar o clima. Albufeira por exemplo, e outras zonas do Algarve, vou lá todos os anos! Mas aqui é diferente, reconheço, a relva cresce sem a plantarmos… Se virmos de cima, do ar, a Escócia parece mesmo um campo de golfe gigante, com os lagos, as elevações e depressões do terreno, digo que nascemos para o golfe, e ele nasceu connosco”, explica com humor Garry Symins, responsável por um empreendimento dedicado ao golfe, nas redondezas de Blair Athol, localidade conhecida pelo magnânime Blair Castle, outra referência obrigatória para os apreciadores de história. Sede dos Duques de Earls Atholl, é uma das primeiras casas privadas a abrir-se ao turismo de massas sem perder no entanto um dos principais traços da tradição que se pressentem ao visitar as mais de trinta salas abertas ao público. Outro dos pormenores que a distingue de forma indelével é o facto de ser, actualmente, a única casa particular na Europa, e a última também, a possuir um exército privado de highlanders que, não tendo já de combater contra os invasores, se ocupam da lida do palácio, dos jardins às cozinhas. “Felizmente já não é preciso lutar, mas mesmo assim só se entra aqui por convite, afinal é o exército Highlander, há regras, e só nos assumimos enquanto tal em ocasiões especiais, em datas históricas e visitas de membros do Estado”, exalta George Farrow, um orgulhoso “care taker” que por aqui trabalha há mais de uma década.&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgSrpBcUa7uqiUEXprj0_PJ5MMZac881VDWtPItZULqmEHmiiWD3SIt7syZtB0IFHLEV78L-TBd-bwI0iSZ-xvDshRlgQ1CFPBsYhQPASMcqLV42lHEE13YVNJolOdfsMrHJWsM/s1600/Olivier.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;217&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgSrpBcUa7uqiUEXprj0_PJ5MMZac881VDWtPItZULqmEHmiiWD3SIt7syZtB0IFHLEV78L-TBd-bwI0iSZ-xvDshRlgQ1CFPBsYhQPASMcqLV42lHEE13YVNJolOdfsMrHJWsM/s400/Olivier.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Highlanders de barba rija, também sabem brincar&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
“Ser escocês é mais do que parecer, tem de se viver e sentir, e saber sofrer também”. Os Jogos parecem querer comprová-lo, juntando todos esses elementos numa só celebração que resume afinal, o espírito de uma terra e de um povo. O lançamento do tronco, ou o arremesso do massivo martelo de ferro por cima da própria cabeça são exemplos do que se pode encontrar quando se visitam os jogos tradicionais dos highlanders. Praticavam-nos ancestralmente para se exercitarem sem levantar suspeitas, cultivar o corpo, exercitar os reflexos, passar simplesmente por bons momentos de descontracção.&lt;br /&gt;
Os Highland Games realizam-se anualmente, durante o Verão, um pouco por todo o país. Numa sociedade onde os clãs ainda assumem um peso na tradição, (geralmente os membros de um clã escocês assumem o mesmo apelido e adoptam o tartan, distintivo padrão em xadrez usado nas meias, saias e capas), ganhar os Jogos não passa hoje em dia de uma luta acesa, mas apenas contra os limites do corpo. “Isto serve mais para nos distrairmos, passarmos bons momentos. O prémio não é grande coisa, dá para a gasolina”, sorri por entre as palavras Peter Whitehead, que veio de Fort William, “para participar pela primeira vez”, explica, enquanto acende um cigarro, depois de esfregar as mãos e retirar as farpas de madeira do tronco de cinco metros e noventa quilos que segundos antes arremessara. “Dizia-se que antigamente, éramos os mais fortes porque praticávamos o lançamento com as nossas mulheres… Acho que não era bem assim! Na verdade, ganha o que conseguir atirar a madeira de maneira a que ela fique alinhada connosco”. Estranha a minha expressão. “Isto não é muito científico, não são os Olímpicos, depende do juiz, de onde ele está, de quantas cervejas bebeu, e da sorte”, prossegue, enquanto vai fumando o seu cigarro e olhando de soslaio a prova dos competidores directos.&lt;br /&gt;
Ao fundo, a festa da celebração dos povos highlanders prossegue, com as danças tradicionais, o coro dos miúdos que tocam gaita-de-foles, as recitações gaélicas e as mini-maratonas que juntam novos e graúdos em volta da pista relvada. “No fim de contas, o que interessa mesmo é passarmos um dia juntos, homens e mulheres, como verdadeiros escoceses”. &lt;br /&gt;
Será este o mais essencial espírito da gente das montanhas, de Inverness a Pitlochry, de Glasgow a Edimburgo, das costas rochosas do Mar do Norte, aos mais negros e profundos lagos do interior, resume-se, e repete-se, por vezes em palavras, ou gestos simples, sorrisos, olhares, apertos de mão, reflecte-se na paisagem, na brisa suave dos fins de tarde, e parece querer dizer, que o tempo tem aqui um outro valor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;Volta ao Mundo, Setembro de 2009&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgcZkUUW090kSF8Y_MvQ299WlH0OLGx1gbQpQ-dWPTXxAbDh6jAXtOGm7C1PaS463lhYyY3rBi0K64YZcbdl0nQ73Tuk9FG-vbfu4gqKWk2z4aziuFgOKLs-MjxWYr0R01k1O6-/s1600/Olivier.jpg&quot; onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5465516967193160082&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgcZkUUW090kSF8Y_MvQ299WlH0OLGx1gbQpQ-dWPTXxAbDh6jAXtOGm7C1PaS463lhYyY3rBi0K64YZcbdl0nQ73Tuk9FG-vbfu4gqKWk2z4aziuFgOKLs-MjxWYr0R01k1O6-/s400/Olivier.jpg&quot; style=&quot;cursor: pointer; float: right; height: 264px; margin: 0pt 0pt 10px 10px; width: 362px;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Caderno de Viágem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
Escócia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como ir...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Meteorologia&lt;br /&gt;
Apesar de temperado, o clima na Escócia tende a ser terrivelmente instável, pelo menos para quem não está habituado. Num mesmo dia pode ter de mudar de roupa várias vezes. Convém esperar chuva, mas também calor no Verão, e temperaturas a oscilarem entre os dez e os 25 graus, enquanto que no Inverno, a chuva e neve nas terras altas sob temperaturas negativas, não deixam de fazer com que o sol brilhe também, apesar do frio, quando as nuvens se dissipam, normalmente ao final da tarde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fuso horário&lt;br /&gt;
GMT + 1 hora&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porta-Moedas&lt;br /&gt;
A Libra esterlina é a moeda oficial do Reino Unido desde 1971. Apesar das cunhagens e impressões diferentes para a Inglaterra, Escócia e Irlanda. Dependendo da flutuação do mercado, uma libra equivale a sensivelmente a 1,16€.&lt;br /&gt;
Todos os cartões são aceites. &lt;br /&gt;
Os preços são na generalidade bastante mais caros que em Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como se deslocar &lt;br /&gt;
Não existindo uma rede de auto-estradas idêntica à portuguesa, por exemplo, a verdade é que se consegue viajar por todo o país pelas principais estradas nacionais, que se encontram em muito boas condições de preservação e segurança.&lt;br /&gt;
A maioria das vias possui ainda pistas para bicicletas, e não é incomum encontrar muitos viajantes a pé o que para os amantes da natureza e do esforço físico (é um país de muitas colinas) é sempre uma boa alternativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde ficar&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De Vere Cameron House&lt;br /&gt;
Um hotel que já foi castelo, há séculos atrás. Tem como clientes habituais algumas das mais famosas estrelas do mundo do espectáculo o que não admira, pela magnífica localização dos quartos com vista para o lago, quer pela qualidade e multiplicidade de serviços disponibilizados.&lt;br /&gt;
A partir de 140€ em regime de dormida e pequeno-almoço.&lt;br /&gt;
Tel.: oo44 0845 375 2808&lt;br /&gt;
www.devere-hotels.com/our-hotels/cameron-house/the-hotel&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lovat Arms&lt;br /&gt;
Da janela dos quartos avista-se o Loch Ness. Realce também para a cozinha, que oferece a melhor e mais saborosa variedade de pratos que se pode encontrar num raio de largos quilómetros. Se pedir uma cerveja portuguesa, atender-lhe-ão o pedido, complementando com um sorriso.&lt;br /&gt;
A partir de 100€ em regime de dormida e pequeno-almoço.&lt;br /&gt;
Tel.: 0044 (0) 1456 459250&lt;br /&gt;
www.lovatarms-hotel.com&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Athol Arms Hotel&lt;br /&gt;
Situado em Blair Athol, a “dois passos” quase literais de um dos monumentos mais procurados da região, o Blair Castle, situa-se igualmente a escassos quilómetros da bela vila de Pitlochry à qual se aconselha uma visita, e pode descrever-se como o mais puro e tradicional hotel escocês.&lt;br /&gt;
A partir de 80€ em regime de dormida e pequeno-almoço.&lt;br /&gt;
Tel.:oo44 01796 481205&lt;br /&gt;
www.athollarmshotel.co.uk/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cuilcheanna House&lt;br /&gt;
Situado na margem do Glencoe Lochan, pode ser uma boa solução para quem procura ofertas turísticas orientadas para a natureza, sem no entanto dispensar o conforto e a amabilidade próprias de uma estalagem familiar de quatro estrelas. Ideal para trackers, ciclo-turistas, ou amantes da neve, uma vez que não dista mais do que alguns quilómetros da estância de Ben Nevis, a mais alta montanha do Reino Unido. &lt;br /&gt;
Mary e Kirstie, mãe e filha, agradecem a visita e retribuir-lhe-ão com simpatia e disponibilidade para tornar a estadia o mais prazenteira possível. &lt;br /&gt;
A partir de 80€ em regime de dormida e pequeno-almoço.&lt;br /&gt;
Tel.: 0044 (01855) 821226&lt;br /&gt;
www.cuilcheanna.co.uk&lt;br /&gt;
´&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Express by Holiday Inn&lt;br /&gt;
Situado a poucos passos do aeroporto de Glasgow, é um moderno hotel que disponibiliza todos os serviços de que necessita, do serviço de bar às salas de conferência e reunião, dos quartos com ar condicionado, ao parque de estacionamento de fácil acesso.&lt;br /&gt;
A partir de 85€ em regime de dormida e pequeno-almoço.&lt;br /&gt;
Tel.: 0044 (0) 141 842 1100&lt;br /&gt;
www.expressglasgowairport.co.uk&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Restaurantes e bares&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
The Bothy Bar&lt;br /&gt;
O típico pub britânico, situado em Fort Augustus. No entanto, em qualquer lugar por onde passe, se não encontrar nenhum outro lugar onde beber uma cerveja, um pub aberto encontra com certeza. Depois, a habitual simpatia de quem por lá passa os serões faz o resto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
The Lochy Bar&lt;br /&gt;
Em Fort William encontrará um pub vencedor de prémios, com o Canal da Caledónia a algumas centenas de metros. Para uma bebida breve, ou para uma deliciosa refeição com uma tabela de preços dentro dos valores praticados no país (cerva de 20€, refeição completa), a escolha é sempre acertada, condimentada ainda com uma fantástica vista sobre Ben Nevis. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
The Cruin Bar &amp;amp; Restaurant&lt;br /&gt;
Se viajar pela paisagem rural da Escócia, a maioria dos restaurantes, estão incluídos em unidades hoteleiras. Não é o caso deste bar-restaurante, um dos melhores da área envolvente ao magnífico Loch Lomond, vista que acompanha (e melhora) a refeição.&lt;br /&gt;
Inaugurado em 1998, o The Cruin ganhou reputação pela qualidade de uma ementa típica Highlander, no entanto condimentada de formas e sabores “continentais”, onde os cogumelos grelhados com mozzarela, ou a costeleta de novilho regada com vinho Madeira e mostarda, são obrigatórios, num cardápio onde o preço não ultrapassa os 25€&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cornerstone Restaurant&lt;br /&gt;
Em Mallaig, o ideal para repousar durante as duas horas da viagem no Jacobite da West Coast Railways. Com mesas dispostas ao ar livre, embora pela certa seja aconselhável escolher por antecipação uma mesa a coberto das agruras do tempo, a verdade é que a variedade de pratos de marisco (trata-se de uma localidade piscatória) oferecidos são de regalar a vista e o estômago. Cocktail de camarão, lagostins frescos ou gambas panadas são quase obrigatórios, acompanhados de cerveja ou vinho branco, a preços que não ultrapassam os 25€, por pessoa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Guia de viagem&lt;br /&gt;
O guia Escócia da American Express em português, 226 páginas, ajuda-o na descoberta plena de um país que não vai esquecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Internet&lt;br /&gt;
www.reino-unido.net/escocia.htm&lt;br /&gt;
www.visitscotland.com</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/feeds/4070028673412389988/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/18123285/4070028673412389988' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/4070028673412389988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/4070028673412389988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/2009/10/volta-ao-mundo-escocia-no-coracao-das.html' title='Volta ao Mundo: Escócia, no Coração das Highlands.'/><author><name>Pedro Cativelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12578166226362304647</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiIOSzpaARPluYeayAdfKylI0-zLiTqMGBBVq2PIBGwyTLZuyPkXyvpErFw41LywOzPV-6JQAndRMk9Fh95BcgzUAf9SVCmHVPeRRJI_ztXRLj8aiZWKlKsqjB7S8nGWosfMDr7/s72-c/Olivier.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18123285.post-2593913188866623056</id><published>2009-10-12T14:50:00.008+01:00</published><updated>2010-05-03T11:13:42.929+01:00</updated><title type='text'>Pública: Máscaras Improváveis - &quot;Olivier&quot;</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Chef, mas muito mais!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
A encarnação (em sentido literal) do cozinheiro com dotes de homem de negócios e vice-versa sob a perspectiva do improvável num talho do Bairro Alto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiaMtTUuyKtQ4MrywWrQn14-YxU7VITdFCzIIv5lLAfCvtpwcUyXynYQ29WRa97CYSURFWM_R3B1yPDCBBK0zJgvcJ6_-Z8GM4-t7lRtr9qMEj4zTN_Q4bmqgYgGvePo3ZKL4OH/s1600/Olivier.jpg&quot; onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5465504636501417378&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiaMtTUuyKtQ4MrywWrQn14-YxU7VITdFCzIIv5lLAfCvtpwcUyXynYQ29WRa97CYSURFWM_R3B1yPDCBBK0zJgvcJ6_-Z8GM4-t7lRtr9qMEj4zTN_Q4bmqgYgGvePo3ZKL4OH/s400/Olivier.jpg&quot; style=&quot;cursor: pointer; float: right; height: 265px; margin: 0pt 0pt 10px 10px; width: 400px;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Texto&lt;br /&gt;
Pedro Cativelos&lt;br /&gt;
Fotografia&lt;br /&gt;
Patrícia de Melo Moreira&lt;br /&gt;
Produção &lt;br /&gt;
Ruben de Melo Moreira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conceito. O regresso da cozinha imaculada, da pureza dos sabores, das formas geométricas, dos aromas imagéticos que se atravessam na crueza simples dos elementos, pelas mãos de um dos mais conceituados cheffs da cozinha portuguesa. Tudo, composto num cardápio cénico, que se situa num qualquer ponto imaginário entre Sweeney Todd, e Bill de Butcher, personagem de “Os Gangs de Nova York”, interpretada por Daniel Day Lewis. Este contudo, desenrola-se no Bairro Alto, no talho do senhor Alfredo. De comum com a realidade, para além da localização no espaço e no tempo, os traços alucinogénicos, e o espírito demasiado solto, leve, sem rasteiras do entrevistado. E as carnes frias derramadas sobre o balcão de ferro frio, e as facas aguçadas em tom de ameaça. “Estou surpreendido, nunca fiz nada assim tão maluca, mas gosto! E logo eu que nunca matei animal nenhum para além de um ou outro lagostim”. &lt;br /&gt;
A estranheza inicial dilui-se, confundindo-se com o passar do tempo na vontade de arriscar, outro dos traços evidenciados no seu trajecto pela vida. “Aprecio as novidades, a inovação sabe? Mesmo na minha área, fui sempre um dos primeiros a trazer coisas novas para o nosso país, como o Petit Gâteau por exemplo, ou agora, com os bifes de Kobe dos quais temos o exclusivo para Portugal, feitos a partir de uma vaca que ouve música clássica o dia todo, é alimentada a cevada, bebe cerveja da melhor qualidade e é massajada constantemente para a carne ficar tenra… Têm tido um sucesso enorme!”.&lt;br /&gt;
Auto-retrato. Do cinema aos bifes japoneses, a mistura adensa-se, como refogado das palavras, das imagens captadas ao sabor do flash incessante em busca de mais momentos inesperados. “Sempre fui assim, quero mais, e mais, e diferente, e melhor… O céu é o limite para mim! Tenho o Olivier Avenida, e mais dois restaurantes em Lisboa, uma excelente clientela, estou bem na vida, não me posso queixar, mas não quero parar, até porque ainda não estou, nem de perto, onde quero um dia estar. Gostava que depois de morrer se lembrassem do meu nome, do que deixei cá ficar que me distinga dos outros”.&lt;br /&gt;
Mais do que cheff, onde começou, “quase do berço”, porque a dinastia Olivier relacionada com a cozinha, alcança já a segunda geração, o tempo acabou por lhe apresentar as artes da negociação empresarial, e das relações públicas. “A cozinha e essas duas vertentes estão interligadas de facto. Sou um cheff executivo, um restaurateur, um fazedor de restaurantes digamos. Confecciono as listas, componho os pratos, organizo, lido com os clientes, estou com eles… E se quer que lhe diga, nem tenho saudades de estar metido o dia todo na cozinha! Posso com isso não ser o melhor cheff, mas ganhei outras coisas, porque gosto de ser completo, de fazer isto bem, sem sair da minha área que é a restauração, e quero sempre ser o melhor, isso é a base a que me agarro para me atirar para tudo o resto”.&lt;br /&gt;
Máscaras improváveis. “As depressões por exemplo, ou aquilo em que me queriam tornar nas fotos, num serial killer se calhar! Isso seriam máscaras verdadeiramente improváveis para mim, até porque mesmo se quisesse não tinha tempo, nem para estar deprimido, ou triste sequer”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiqL_0nj0z4wwdH1J1OW2MhbrdHUtJmuR2Yk3hKgq4Zj9sPco_fJJfEKxAhxzs0H1wnI5gWvsvtchw0XXEyvA4aceVn2q4bjdVbzLGQVDGSx-HI4CBEiOTSjU1Rde6oyxE_rH5B/s1600/Olivier.jpg&quot; onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5465503093284210306&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiqL_0nj0z4wwdH1J1OW2MhbrdHUtJmuR2Yk3hKgq4Zj9sPco_fJJfEKxAhxzs0H1wnI5gWvsvtchw0XXEyvA4aceVn2q4bjdVbzLGQVDGSx-HI4CBEiOTSjU1Rde6oyxE_rH5B/s400/Olivier.jpg&quot; style=&quot;cursor: pointer; float: right; height: 400px; margin: 0pt 0pt 10px 10px; width: 262px;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para homem que cultiva os sabores, exige-se que saiba igualmente colher os prazeres, sejam eles os da carne, ou de outro condimento qualquer… “Sim, claro, a comida é um deles! Depois, os carros, a beleza feminina, tudo coisas que me fazem bem. E trabalhar, claro porque em Portugal, é complicado. Se não temos jogo de cintura caem-nos em cima, com as críticas, com o estarem sempre a dizer mal, isso irrita-me. Acho que o país tem de melhorar nisso”.&lt;br /&gt;
Para o que está imediatamente para lá do olhar, a constatação de alguém que é impossível de se servir frio, insosso, ou desapegado de emoções. “Só sei ser assim, sou emocional, posso ter mau feitio quando as coisas não são como quero, mas sou eu, e só tenho uma palavra. Sempre o tentei ser, alguém que diz claramente o que pensa, sem rodeios, e sempre com verdade mesmo que dolorosa. Acho que isso se nota, é o que pretendo, nos meus pratos, nos meus restaurantes, e em mim”.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/feeds/2593913188866623056/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/18123285/2593913188866623056' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/2593913188866623056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/2593913188866623056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/2009/10/publicamascaras-improvaveis-olivier.html' title='Pública: Máscaras Improváveis - &quot;Olivier&quot;'/><author><name>Pedro Cativelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12578166226362304647</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiaMtTUuyKtQ4MrywWrQn14-YxU7VITdFCzIIv5lLAfCvtpwcUyXynYQ29WRa97CYSURFWM_R3B1yPDCBBK0zJgvcJ6_-Z8GM4-t7lRtr9qMEj4zTN_Q4bmqgYgGvePo3ZKL4OH/s72-c/Olivier.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18123285.post-3381660629734734525</id><published>2009-10-12T14:49:00.003+01:00</published><updated>2010-05-03T11:14:28.348+01:00</updated><title type='text'>Pública: Máscaras improváveis - &quot;Olga Roriz&quot;</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Movimentos perpétuos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Fazedora de expressões, criadora de sensações, sem palavras, instinto apenas, agora e sempre, na mais conceituada coreógrafa portuguesa.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhetSO3z5XR0GlQFLv34XzkREg2tmOelRfm22q6VGrFTBjH8XFsK2D8C8CkGJn3LAwJlE2l0eQ4Hbg4hrWEngz2h4YFsfpeXm2JMkJvUhlpRwd-AuUa9bXNURYbejMloDxswn4C/s1600/Olga.jpg&quot; onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5465504172438698386&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhetSO3z5XR0GlQFLv34XzkREg2tmOelRfm22q6VGrFTBjH8XFsK2D8C8CkGJn3LAwJlE2l0eQ4Hbg4hrWEngz2h4YFsfpeXm2JMkJvUhlpRwd-AuUa9bXNURYbejMloDxswn4C/s400/Olga.jpg&quot; style=&quot;cursor: pointer; float: right; height: 266px; margin: 0pt 0pt 10px 10px; width: 400px;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Texto&lt;br /&gt;
Pedro Cativelos&lt;br /&gt;
Fotografia&lt;br /&gt;
Patrícia de Melo Moreira&lt;br /&gt;
Produção&lt;br /&gt;
Ruben de Melo Moreira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conceito. A ausência de movimento. Aprisionar o corpo, tolher-lhe a liberdade criativa, de viajar, para onde os sentidos ordenam, de se expressar, para além do meramente visível. “Sou uma fabricadora de ambientes, de imagens, de conceitos… Estas sessões acabam por resultar num pouco de loucura, e essa é sempre bem vinda! O conceito de imobilidade deixa espaço à criação, os obstáculos acabam sempre por servir de extensões, é uma regra natural e comprovada e foi o que aconteceu aqui, e foi bom por isso”.&lt;br /&gt;
Três cenários preparados, três lugares no tempo, sob um mesmo conceito, condicionado pelas várias expressões que vão brotando, ao sabor das sonatas de violino de Corelli que inundam o espaço da sala de ensaios da Companhia Nacional de Bailado, e que a própria Olga Roriz seleccionou, como suporte dos movimentos, dos traços de personalidade que lhe sobressaem, naturais, do interior da sua arte maior. “Sinto que isto é mais uma performance, que um conjunto de várias poses. A música ajuda, claro, é capaz de por si própria gerar ambientes, criar estados emocionais, ajuda-nos a dialogar connosco próprios, na nossa própria linguagem”. &lt;br /&gt;
Em contra-corrente. Sempre, nas duas formas de significado que a expressão pode ter. Depois, em movimento não coreografado, o corpo rebela-se, com raiva e leveza, como dança que acontece sem porquês, torna-se livre, porque é assim que o deve ser. Como a mente. “Fomos da imobilidade, para o total oposto! Não se consegue de facto escapar à natureza das coisas, o que acaba sempre por nos surpreender… Mas a criação é assim mesmo, não é previsível, acontece”.&lt;br /&gt;
Auto-retrato. A profissional da dança, a criadora, a bailarina, a coreógrafa. Traços de personalidade que a caracterizam, sem uma linha visível que lhe demarque o horizonte. “Acreditar, ser, estar no palco, criar…São tantas as viagens solitárias que tenho. Encontro-me na coreografia, na dança, em ambas, é um pouco esquizofrénico admito. Mas no entanto, mesmo antes de saber dizer a palavra coreógrafa, quando era ainda muito pequena e a ouvi pela primeira vez da boca da minha mãe, já tinha descoberto o que queria ser. Talvez se encontre aí, a origem de tudo o resto o que me foi acontecendo”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiUehhPoo88cW4K20dvN4s70B-GHAmEP5IbRVsQMWWMcAquSyOBvb3ql6VPRoC8aHGFJpd1UrNKWFRqvYjnfgrFvmRZCGSw67ed8r-rDKrFiqK_2i35BDqpgVIohSWmfIJS_xRN/s1600/Olga.jpg&quot; onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5465504004093543730&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiUehhPoo88cW4K20dvN4s70B-GHAmEP5IbRVsQMWWMcAquSyOBvb3ql6VPRoC8aHGFJpd1UrNKWFRqvYjnfgrFvmRZCGSw67ed8r-rDKrFiqK_2i35BDqpgVIohSWmfIJS_xRN/s400/Olga.jpg&quot; style=&quot;cursor: pointer; float: right; height: 262px; margin: 0pt 0pt 10px 10px; width: 400px;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Limites, outro dos termos que lhe é caro. Voar, planar no ar, sem auscultar a gravidade, para lá das capacidades do corpo. O cenário, os materiais, a luz, o ambiente, é composto com esse objectivo. Depois da libertação, o momento em que flutua naquele espaço breve entre os sentidos e o sonho. “Sempre tive noção dos meus limites sabe?! E disse-o ao longo da vida aos meus bailarinos e a todos os que comigo foram trabalhando, para não os ultrapassarem, mas para trabalharem sobre eles, com eles, porque é aí, que nos diferenciamos, e nos verdadeiramente tornamos únicos”.&lt;br /&gt;
Máscaras improváveis. “Com palavras, é complicado! Se pudesse descrever-me em movimentos, fazia assim…”. Constrói uma pose, coreografada num instante entre as várias partes do corpo, como máscara provável de si própria. O seu corpo assume-se, de dentro para fora, os olhos semicerram-se, os braços entrecruzam-se em direcção ao céu, as mãos, os dedos seguem o seu caminho e posicionam-se como se estivessem devidamente ensaiados, transformando-se naquilo que é. “Como lhe dizia, é complicado fazê-lo sem recorrer ao movimento. Tenho várias máscaras, mais ou menos improváveis, ou o contrário disso, que acabam por ser reflexos do que sou intimamente. Terna, querida ou sossegadinha, como mulher, irreconhecível, para quem me conhece bem, até mesmo para mim, em cima do palco”.    &lt;br /&gt;
A dança prossegue, com mais ou menos palavras, sujeita ao sentimento, ao momento. “Trabalho muito sobre as pessoas, como são, o que são. Não tento contar histórias, mas momentos essenciais, até porque tento fugir àquilo que sou, viajando à tal consciência colectiva, onde tudo e todos nos encontramos. A Dança é isso, libertadora do corpo e da mente, é universal”.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/feeds/3381660629734734525/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/18123285/3381660629734734525' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/3381660629734734525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/3381660629734734525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/2009/10/publicamascaras-improvaveis-olga-roriz.html' title='Pública: Máscaras improváveis - &quot;Olga Roriz&quot;'/><author><name>Pedro Cativelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12578166226362304647</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhetSO3z5XR0GlQFLv34XzkREg2tmOelRfm22q6VGrFTBjH8XFsK2D8C8CkGJn3LAwJlE2l0eQ4Hbg4hrWEngz2h4YFsfpeXm2JMkJvUhlpRwd-AuUa9bXNURYbejMloDxswn4C/s72-c/Olga.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18123285.post-3525702707795602999</id><published>2009-10-12T14:48:00.001+01:00</published><updated>2010-05-03T11:14:44.741+01:00</updated><title type='text'>Pública:Máscaras Improváveis - &quot;Rodrigo Leão&quot;</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Clássico e moderno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Músico com formação clássica, homem discreto, compositor de sensações contraditórias, que o resumem a si próprio, serenas, enfurecidas, calmas e intempestivas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
Texto&lt;br /&gt;
Pedro Cativelos&lt;br /&gt;
Fotografia&lt;br /&gt;
Patrícia de Melo Moreira&lt;br /&gt;
Produção&lt;br /&gt;
Ruben de Melo Moreira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conceito. A revelação da verdadeira expressão musical, da própria personalidade, serena, plácida, mas ao mesmo tempo intuitiva, plena de emoções bem vivas e vividas, tal como o homem, o músico, e a sua arte. As roupas contemporâneas, justas, arrojadas, e as pinturas na face em tonalidades berrantes, traços fluorescentes de modernismo, contrastantes com a pesada solenidade do ambiente, inundado pelas notas compostas do piano em que se perde durante longos momentos, e que transportam o tempo e a atmosfera, para outro lugar, quando as luzes se apagam, e apenas se ouve o disparar da máquina fotográfica, num cenário quase cinematográfico, como gosta. “A minha música é sempre um tanto ou quanto abstracta, muito cinematográfica sim, é verdade, no sentido em que transmite tranquilidade… Podemos estar a filosofar sobre coisa nenhuma ou sobre tudo, a pensar no dia que passou, em tanta coisa ao mesmo tempo”.&lt;br /&gt;
No grande auditório da Escola de Música do Conservatório Nacional, étnico, surge assim como termo cujo verdadeiro significado ou sentido, à primeira vista, não lhe cai de forma estranha. “Não sinto necessidade de definir aquilo que sou, aquilo que faço, nunca pensei dessa forma. Mas nesse sentido, étnico, talvez tenha a ver um pouco com tudo isto, com raízes, com influências profundas, que estão em mim, e que depois passam para a música que faço, através de um processo que não sei explicar, mas que acontece um pouco sem razão aparente, que não seja a necessidade de deitar qualquer coisa de mim, que não é inteiramente minha, cá para fora”. &lt;br /&gt;
Auto-retrato. &quot;Tenho um lado muito tranquilo e sereno, em mim, e isso transparece de facto em muitas das músicas que faço. Mas não sou só isso, pelo contrário, sou alguém muito agitado, não sou uma pessoa lá muito calma&quot;, admite, enquanto compõe a sua figura, nos traços da voz forte, rouca de fumador que já não o é. No rescaldo do lançamento do seu último disco, “A Mãe”, mais alguns esboços soltos, sobre o seu verdadeiro ´eu`, visto de dentro. “Inquietude, se calhar é algo que me resume em grande parte! Estou sempre insatisfeito, tenho de estar constantemente a programar coisas, a pensar no que vou ou não fazer… Sabes, gosto de pensar, acima de tudo disso. Descobri-o ainda pequeno, quando comecei a aperceber-me que havia todo um mundo para lá da realidade que todos conhecemos enquanto visível, um universo de ideias que ia buscar a filmes, a livros, às artes, que a minha mãe me apresentou e onde me acompanhou nessa descoberta, ao longo do meu crescimento. Lembro-me que os meus amigos me gozavam porque não sabia quem era o primeiro-ministro, isto é verdade! Hoje sei, claro, mas esse tipo de coisas não me despertam muito da atenção”.  &lt;br /&gt;
Máscaras improváveis. “Todos temos várias ao longo da vida, a de pai, a de filho, a de amigo, mais ou menos prováveis, de acordo com as circunstâncias, com o tempo, com o momento em que estamos… Todas são importantes, e fazem de nós, transportam-nos para aquilo que somos afinal. No dia-a-dia, desenvolvemos todos esses papéis… Eu, por exemplo, levanto-me, levo os filhos à escola, passo pelo Frágil (bar no Bairro alto do qual é um dos proprietários) onde tenho o estúdio ensaiar, vou buscar os miúdos, dou-lhes o lanche, junto-me com amigos, toco, converso, rio…”.&lt;br /&gt;
As fotografias tentam captá-lo, em sucessivos disparos. Olhar tranquilo, sorriso fácil, dedos no piano, ou fora dele, mais ou menos moderno, modesto, solene, pensador ou impaciente, silêncios ou pausas apenas, em que se desvela, ou deixa ficar, apenas. A música, a sua, tocada por si, nascida “não se sabe de onde” acompanha toda a sessão. O olhar, permanece agora distante. “Há de facto muita coisa que toda a gente sabe e eu não sei! Mas de facto, nunca liguei muito a essas coisas mais reais, perdi-me sempre muito nos caminhos da imaginação, e é aí que mais gosto de estar”.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/feeds/3525702707795602999/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/18123285/3525702707795602999' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/3525702707795602999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/3525702707795602999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/2009/10/publicamascaras-improvaveis-rodrigo.html' title='Pública:Máscaras Improváveis - &quot;Rodrigo Leão&quot;'/><author><name>Pedro Cativelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12578166226362304647</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18123285.post-3157378996656057504</id><published>2009-10-12T14:47:00.002+01:00</published><updated>2010-05-03T11:15:18.310+01:00</updated><title type='text'>Pública:Máscaras Improváveis - &quot;Joana Amaral Dias&quot;</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhBDi-kORS3nDo7-EV_isFEGeZd0gXPiWdfG1jS66NBFCHI4451MCmTwild7dA_H9AAHvjVCXouTJme55sYRLNn_Yh-NOmHgsuciETM7_jQLi80ai3waPP_F2WcDbNlW9WZ1lua/s1600/Olivier.jpg&quot; onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5465505181458825346&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhBDi-kORS3nDo7-EV_isFEGeZd0gXPiWdfG1jS66NBFCHI4451MCmTwild7dA_H9AAHvjVCXouTJme55sYRLNn_Yh-NOmHgsuciETM7_jQLi80ai3waPP_F2WcDbNlW9WZ1lua/s400/Olivier.jpg&quot; style=&quot;cursor: pointer; float: right; height: 400px; margin: 0pt 0pt 10px 10px; width: 263px;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Tatuagens de ordem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
O desafio de tatuar pelo corpo alguns dos seus ideais, mesmo que apenas por momentos, estava aceite. “Gosto de desafios, vamos a isso”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
Texto &lt;br /&gt;
Pedro Cativelos&lt;br /&gt;
Fotografia&lt;br /&gt;
Patrícia de Melo Moreira&lt;br /&gt;
Produção&lt;br /&gt;
Ruben de Melo Moreira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conceito. A composição, através da desconstrução da figura conhecida de todos, para no final, fazer ressurgir, a sua mais natural essência. “Parece mais complicado que o que realmente é”, deixa escapar com um sorriso, enquanto se vão desenhando, primeiro no rosto, depois nos braços, e nos dedos, por sugestão sua, as principais linhas que lhe hão-de fazer sobressair os pensamentos, e o olhar, tornando-o mais profundo, para compensar as ideias, as sensações em movimento, que a imagens não conseguem captar. “Espero que daqui permaneça a possibilidade de passar uma mensagem com substância, porque acredito profundamente na ideia de que esse acto não tem de ser uma coisa chata, monótona, mas pode ser feito de uma forma leve, até porque quando não tenho nada a dizer, prefiro nem aparecer”.&lt;br /&gt;
A princípio, as propostas relacionadas com a concepção do cenário, com a maquilhagem, com a escolha das roupas, com o tipo de abordagem ao conceito inicial, parecem-lhe arrojadas para além do que pretendia. “Não, eu não vou vestir isto! Não me parece, humm…”. Os traços da personalidade vincada que assume com frontalidade, não lhe custam a tornar-se evidentes. O tempo atenua-os, transfigura-os. “O tempo tem isso mesmo não é? Quando olho para trás, surpreendo-me com muitas das escolhas que fiz, com a forma como a minha vida foi correndo. É assim que o sinto, que o vejo. Obriga-nos a recriar perspectivas, alterar ideias que pareciam feitas, faz-nos mudar, no fundo”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjL21LTsxSoVNeGV5kaqHEY2WJj1a2MZEfrX036X1QXsjq0JFFPlNtpJNEDVhck_7XUuUxfTtXXIBgs1JQfI_fB64pjUNgxO0Vzlh6MKDup_NR74W-2buerGd7JNtDxZdeZ7Wh5/s1600/Olivier.jpg&quot; onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5465505041398049058&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjL21LTsxSoVNeGV5kaqHEY2WJj1a2MZEfrX036X1QXsjq0JFFPlNtpJNEDVhck_7XUuUxfTtXXIBgs1JQfI_fB64pjUNgxO0Vzlh6MKDup_NR74W-2buerGd7JNtDxZdeZ7Wh5/s400/Olivier.jpg&quot; style=&quot;cursor: pointer; float: right; height: 268px; margin: 0pt 0pt 10px 10px; width: 400px;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Auto-retrato. “Causas, palavras, vida”. Conceitos soltos, que se vão dispersando pelo seu discurso de improvisos feito, como os políticos, mas sem o ser na verdade, nem na forma, ou sequer no conteúdo. “Não me revejo dentro desse protótipo do político convencional, ou pelo menos de como se diz que as pessoas os costumam ver, até porque acredito plenamente que os portugueses não gostam só de futebol e telenovelas. Apesar de pertencer a um partido, penso por mim, de acordo com aquilo que sou, que gosto, que respeito”. Para lá da política, se é que não se tinha já ultrapassado esse ponto, sobre si… “Pareço demasiado segura de mim?! Há quem o possa avaliar melhor, mas tenho grandes conflitos internos, acho que é daí que advêm as convicções, quando conseguimos debater e debater-nos connosco próprios”.&lt;br /&gt;
As palavras, tatuadas em tinta não permanente, sem o cunho do infinito, trouxe-as consigo de casa, na imaginação. “Não existe Planeta B”, “Quantas vidas por barril?”, “Acabaram com a economia, acabem com a guerra”, ou “Adam and Even”, como se fossem iguais. O seu corpo como tela de um ideário pessoal. Mensagens que pretende relegar para a posteridade, “como refrão”, como parte de si, da sua história, da sua evolução. “As causas não têm uma hierarquia definida, pelo menos para mim. Talvez a primeira me tenha aparecido ainda na escola, com aqueles fenómenos de bullying, que na altura nem tinham esse nome. Terei adquirido aí essa consciência do que era a exclusão social, apesar de nessa altura ainda se manifestar de forma pouco estruturada em mim. O resto vem depois, a consciência ambiental, a paz, o feminismo, que se olharmos apenas para o mundo ocidental ainda é tão necessário! Quando ainda se fala em mulheres na política, quando isso ainda é questão que se coloca, está tudo dito não é?!”.&lt;br /&gt;
Máscaras improváveis. Mais ou menos prováveis em quem se mostra nos caminhos da política, ou não tão bem assim, como parece querer inferir, com um simples, e directo, franzir de sobrolho. “Todos usamos máscaras, é óbvio. Umas mais prováveis ou improváveis do que outras. Quanto aos políticos, não considero errado que as usem, nem eles nem ninguém. A vida política, como outras exigem as máscaras habituais de quem convive em sociedade, o que não me parece aceitável é que se confunda isso com artificialidade, ou com aquela forma robotizada, construída com o objectivo de dissimular comportamentos, e enganar as pessoas, até porque não acho que os políticos tenham de se constituir enquanto exemplos para as ninguém, ou servirem de modelos de virtudes”. Mais palavras, sobre si, para si. “Sei que falam de mim, como de todas as figuras públicas, que hoje em dia são as pessoas na política. Todas as pessoas que querem ter uma vida pública, ou que por qualquer razão acabam por a ter de viver, têm de estar preparadas para a noção de se ir falar sobre elas. Bem, ou mal, há que se ter essa preparação. Por vezes, o que se escreve sobre nós, só revela melhor, a personalidade de quem o faz”. &lt;br /&gt;
Última fotografia. “Já está”. Depois, começam a apagar-se as palavras em algodão humedecido, que não engana a tinta, enquanto se esvai, deixando apenas o sentido para a posteridade.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/feeds/3157378996656057504/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/18123285/3157378996656057504' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/3157378996656057504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/3157378996656057504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/2009/10/publicamascaras-improvaveis-joana.html' title='Pública:Máscaras Improváveis - &quot;Joana Amaral Dias&quot;'/><author><name>Pedro Cativelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12578166226362304647</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhBDi-kORS3nDo7-EV_isFEGeZd0gXPiWdfG1jS66NBFCHI4451MCmTwild7dA_H9AAHvjVCXouTJme55sYRLNn_Yh-NOmHgsuciETM7_jQLi80ai3waPP_F2WcDbNlW9WZ1lua/s72-c/Olivier.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18123285.post-8341307430706223490</id><published>2009-10-12T14:46:00.000+01:00</published><updated>2009-10-12T14:47:31.868+01:00</updated><title type='text'>Pública: Máscaras Improváveis - &quot;Rita Lello&quot;</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Ideologia, e cenários com sentidos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;Actriz, mãe, filha, pessoa ainda e sempre “incompleta”, mas que pretende um pouco mais da existência. O movimento Punk como tema mais do que apenas estético, as máscaras que transfiguram o significado da vida, um auto-retrato que surpreende pelas cores vivas, as palavras, de tonalidade forte e personalidade vincada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;Texto&lt;br /&gt;Pedro Cativelos&lt;br /&gt;Fotografia&lt;br /&gt;Patrícia de Melo Moreira&lt;br /&gt;Produção&lt;br /&gt;Ruben de Melo Moreira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceito. O movimento Punk, o puro, o libertador, o verdadeiro, do inicio dos anos setenta, dos Clash aos Sex Pistols ou aos Ramones. “Sempre foi importante para mim, pela ideologia, pela força das ideias, pelo desapego ao material, pela dinamitação das estruturas corrompidas, para construir de novo… Toda essa liberdade me diz tanto”.&lt;br /&gt;Escolhido o cenário, um palácio em ruína, no bairro da Bela Vista, na Bobadela, nos arredores de Lisboa, compõe-se as máscaras que serão vestidas na sessão, acertam-se os detalhes, afinam-se os músculos das expressões. “Nunca tinha feito nada deste género… Se gostei?! Adorei!”.&lt;br /&gt;Nos escombros abandonados do desenvolvimento urbano que fica na vista até do horizonte em forma de betão, alguns momentos de renascimento de uma forma de civilização que é tudo, menos popular. “Para mim, ser punk não tem nada a ver com parecer mas com anarquia, com esse conceito de suprema organização! A revolução, a guerrilha urbana, o querer construir um mundo melhor e caminhar para a igualdade e concretização de sonhos que são pouco menos que utópicos, mas que merecem pelo menos uma luta… Para quem não sabe o que é isto tudo, pensa que os punks são só a roupa, mas são muito mais do que isso, é uma corrente cultural que vai muito para lá da imagem, tem a ver com um código ideológico, um estado de espírito, não com símbolos estéreis”.&lt;br /&gt;Auto-retrato. “Este tipo de valores de que te falo, e apesar de olhares para mim, e não dares por isso até porque não ando aqui toda cortada e cheia de correntes, são os valores pelos quais eu me rejo, sou anti- institucional, tenho alergia a isso, sou rebelde, sou um pouco radical, não muito, sou obstinada… Com o tempo, com a idade aprendemos é a definir o nosso campo de acção, a perceber onde é a nossa casa, onde é a casa dos outros, onde devemos intervir, quando não o devemos fazer, mas sempre com verdade, autenticidade, e com vontade de reconstruir tudo de novo se não estiver de acordo com o que imaginámos, para que isto se torne um sitio melhor”.&lt;br /&gt;Máscaras. O olhar azul profundo permanece distante, viaja, divaga sem sair do lugar, ou perder o fito na palavra, na imagem que se segue. “Nós somos o produto do meio, dos nossos pais, de tantas coisas, mas também de nós próprios. À medida que vamos decidindo, escolhendo, podemos optar por nos construir não só ao sabor da impulsividade, de ir julgando o bom, o mau, o que devemos explorar, trabalhar, evoluir… Isto é a construção da tua máscara social, acho que é assim que ela deve funcionar, de dentro para fora. Depois, há as outras, as cascas de cebola, as carapaças impenetráveis que as pessoas vão construindo para se defender de uma sociedade hostil, que não dignifica, que não ajuda a ajudá-la a tornar-se melhor e esta parece-me ser a máscara que a maior parte das pessoas é obrigada a usar, que vai de fora para dentro, que contamina e assassina o que de bom se tem lá dentro, uma armadura que te afasta da vida”. &lt;br /&gt;Perto dos quarenta anos, Rita Lello aventura-se agora pela encenação da Bicicleta de Faulkner, em que uma das actrizes é precisamente Maria do Céu Guerra, sua mãe. “Ela é um actriz maravilhosa… Cresci com a minha avó, e quase sempre a vi enquanto actriz, habituei-me a vê-la assim, e por isso não é difícil esquecer-me que é minha mãe quando a vejo trabalhar. Somos iguais, em algumas coisas, apesar de sermos actrizes diferentes. Há uma intimidade que se for trabalhada pode ser benéfica para o trabalho… Nunca terei alguém a trabalhar comigo de quem goste tanto”.&lt;br /&gt;Mulher de papéis diversos, no teatro, na televisão, na vida, preenche os espaços em branco que distam entre as frases, os silêncios, com pensamentos, ideias, que vai deixando em cada traço de raciocínio, mesmo quando o tema, ronda a si própria. “Gosto de experimentar tudo, de fazer isto, aquilo… Eu e as coisas que assino são o meu manifesto, não faço propriamente parte da cultura alternativa portuguesa, nem quero! Encontro coisas interessantes numa personagem como a que fiz em Vila Faia, e também nas várias peças que já fiz no Teatro. Acho que um actor, que é isso que sou, não tem de ter uma estética, tem de ser livre, estar livre nas ideias”&lt;br /&gt;Um último fôlego… “O que eu quero mesmo é sentir-me útil e ir-me divertindo… Não sei se é pouco, mas acho que não! A sensação de vazio e inutilidade é o pior que nos pode acontecer, sentir que nada do que se fez permitiu que alguma coisa se alterasse. Isto vale para as grandes, como para as pequenas coisas do dia-a-dia e pode alterar tudo, a qualquer momento, revolucionar o sentido das coisas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frases soltas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando tinha quinze anos houve alguém que me perguntou qual era o meu projecto de vida… Fiquei aterrada, e pensei…´Mas é obrigatório ter um?!`”.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/feeds/8341307430706223490/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/18123285/8341307430706223490' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/8341307430706223490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/8341307430706223490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/2009/10/publica-mascaras-improvaveis-rita-lello.html' title='Pública: Máscaras Improváveis - &quot;Rita Lello&quot;'/><author><name>Pedro Cativelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12578166226362304647</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18123285.post-7378277567918791321</id><published>2009-10-12T14:45:00.000+01:00</published><updated>2009-10-12T14:46:37.735+01:00</updated><title type='text'>Pública: Máscaras Improváveis - &quot;Marta Crawford&quot;</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Ser ou não ser, sem tabus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;&lt;br /&gt;“A doutora do sexo”. Chamam-lhe assim quando a reconhecem da televisão. Sorri. “Era esse o objectivo, chegar a todas as pessoas, ajudá-las a lidar com a mais essencial de todas as coisas”. O sexo afinal, fruto proibido, secular alvo de preconceito, bom, como todas as coisas simples.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Texto&lt;br /&gt;Pedro Cativelos&lt;br /&gt;Fotografia&lt;br /&gt;Patrícia de Melo Moreira&lt;br /&gt;Produção&lt;br /&gt;Ruben Moreira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São breves os momentos que distam, entre um sorriso franco, um cumprimento apertado e uma pose sentida, e sem que a palavra prazer surja nas entrelinhas mais visíveis do seu discurso. Palavra proibida, sensação reprimida, durante tempo demais, que já não o é no entanto, “ou não deveria ser”, interrompe. Marta Crawford é assim mesmo, despudorada nos actos, directa nas intenções. “Todos temos tabus, somos filhos de alguém que nos incutiu valores e ideias. Mas à medida que vamos amadurecendo devemos descomplicar, e assumirmo-nos perante nós próprios… Quanto mais informação se tiver disponível, mais facilmente se percebe que algumas dessas coisas que nos passaram estão erradas. Longe vão os tempos em que uma mulher só tinha o objectivo de engravidar!”. &lt;br /&gt;Logo assim, num flash, várias convenções sociais deitadas por terra, e outras tantas a bambolearem, como corpos agitados ao vento. &lt;br /&gt;Da licenciatura em Psicologia Clínica pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada à especialização em Sexologia Clínica pela Lusófona, o trajecto esperado, passou às consultas de sexologia e terapia familiar no seu consultório de Lisboa, para então, num dia como outro qualquer, lhe surgir o convite que não aguardava. As primeiras aparições televisivas marcaram a diferença, pelo tema, pelo tipo de abordagem, por ser quem é. “Um salto inimaginável”, para quem no início da vida profissional, “não sabia ainda” bem onde se enquadrar nem o que fazer do destino. “A televisão é uma forma fantástica de chegar a um número enorme de pessoas, que de outra forma nunca conseguiríamos tocar, fascina-me essa parte, de poder ajudar a melhorar as suas vidas, e há vários casos em que isso já aconteceu, o que dá um sentido muito especial a tudo isto, e me enche de orgulho e de vontade de continuar. Ser mulher nesta profissão? Há aí muitos preconceitos em relação aos sexólogos, acham que são todos homens, pouco atraentes, assexuados… Não tem nada a ver com a realidade! Quando estou em consulta sou terapeuta, e vêm-me como tal!”.&lt;br /&gt;Preconceito. Outro conceito, que não demora a entrar, e reentrar na conversa. Terão os homens têm medo das mulheres activas, e as mulheres pavor aos homens passivos? “Por um lado querem mulheres passivas, para poderem ser dominadores, predadores…“. Marco Paulo, o cantor, o profetizou um dia, com a frase que ficaria para a história dos sentidos… “Uma lady na mesa, uma louca na cama…”, o contraste que, transportado para masculino e feminino, todos, de ambos os lados da luta dos sexos, procuram como quimera. Sorri, de gargalhada despudorada. “Sim, é um eterno paradoxo. Uma mulher independente, pode ser assustadora para a maioria dos homens, que têm medo dessa liberdade. Têm medo das muito activas, mas preferem-nas sexualmente por isso mesmo. Acho que eles não sabem é o que querem! Mas ao contrário também é assim, repare, nenhuma mulher pode ser feliz com um homem demasiado atencioso e querido e que não seja mais do que isso. O essencial é existir um equilíbrio, mas não é fácil!”.&lt;br /&gt;Máscaras. O tema serve-lhe a rotina diária, alimenta coisas boas, más, amores, desamores, e indiferenças. O arrojo visual das propostas, das roupas, dos planos fotográficos, até a metáfora visual da garrafa de leite com que posa, esvaziada lascivamente de encontro a um chão de terra árida, servem-lhe alguns dos traços do perfil. “Eu gosto de máscaras, ajudam por vezes, outras não”, descreve, tímida, mas ao mesmo tempo, segura, na assumpção que perpassa de si, para fora. “O que falta às pessoas para serem felizes? Tanta coisa… Sabe que o problema que mais pacientes me colocam é a falta de desejo sexual feminino, o que tem a ver um pouco com as rotinas desta nova sociedade que nos comprime a todos, e nos enche a cabeça com tanta coisa, que no fundo, acabamos por deixar para último os aspectos mais essenciais e básicos do nosso funcionamento enquanto pessoas. Começa tudo aí, e é aí que, no fundo, tudo termina”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frases Soltas:&lt;br /&gt;“Quando se gosta, fala-se de amor, quando se retira o lado afectivo, põe-se a tónica no acto, no lado carnal, e faz-se sexo. Ambos são bons, mas o lado romântico da questão é essencial e se não fosse assim, não havia tanta gente a sentir-se ´desamada` por esse mundo fora”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não generalizando, o homem resolve muitos problemas através do sexo, enquanto a mulher o faz exactamente ao contrário”.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/feeds/7378277567918791321/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/18123285/7378277567918791321' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/7378277567918791321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/7378277567918791321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/2009/10/publica-mascaras-improvaveis-marta.html' title='Pública: Máscaras Improváveis - &quot;Marta Crawford&quot;'/><author><name>Pedro Cativelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12578166226362304647</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18123285.post-2590207897385853805</id><published>2009-10-12T14:44:00.003+01:00</published><updated>2010-04-29T12:21:25.112+01:00</updated><title type='text'>Pública: Máscaras Improváveis - &quot;Simone&quot;</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Rugas de chorar, de sorrir e de sentir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh5K2fM_zJmnUXI906rTerIVJ8UgXIcx7odavX5Lx7dvUt8H1GaDkC5CIHorH7bqg3dUPhZkqYpi30a4Xk-YhikGRFhX_UOSOtX4hCYzStrLMkftYQLhtQduhk2ARZUhiME7cm9/s1600/Olivier.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 267px; height: 400px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh5K2fM_zJmnUXI906rTerIVJ8UgXIcx7odavX5Lx7dvUt8H1GaDkC5CIHorH7bqg3dUPhZkqYpi30a4Xk-YhikGRFhX_UOSOtX4hCYzStrLMkftYQLhtQduhk2ARZUhiME7cm9/s400/Olivier.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5465505725797608674&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;Texto&lt;br /&gt;Pedro Cativelos&lt;br /&gt;Fotografia&lt;br /&gt;Patrícia de Melo Moreira&lt;br /&gt;Produção&lt;br /&gt;Ruben Moreira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu já vivi muito, já sofri demais, passei por dois cancros, perdi pessoas que me eram queridas, fiquei sem voz quando estava no auge, quantas vezes caí para me voltar a levantar… Mas não tenho medo de dizer que sou feliz, e espero sempre que amanheça outra vez para poder abraçar um novo dia”. No mais fiel dos auto-retratos, Simone de Oliveira é tudo aquilo que parece ser. Feita de tudo e de nada, mistura de extremos, mulher de garra em pulso forte, frágil também, admite-o, espirituosa, agitadora, sábia, sem medo da vida, “quanto menos da morte!”, arremessa numa afronta sem rodeios.    &lt;br /&gt;Quando lhe apresentamos o cenário onde a iremos fotografar, sorri. Afinal, e à primeira vista, graffitis, arte urbana e Simone de Oliveira, parecem não ter nada em comum. &lt;br /&gt;A ilustração da sua personalidade através de toda a composição, palavra, fotografia, cenário, criando um conceito de imagem e de conversa próprio e diferente, para cada figura, ou figuras, escolhidas serve de mote. Naquele seu sorriso, Simone percebe a ideia num imediato, mal a porta se entreabre e a luz invade todo o espaço da Galeria de Arte Urbana, no Bairro Alto. “Esta malta nova tem muito potencial, acredito e revejo-me neles, muito mais do que em muitos dos da minha geração que estão velhos, e pior, sempre foram velhos. Sinto-me bem neste espaço, é jovem, irreverente, criativo, diferente… Gosto”.&lt;br /&gt;A ideia inicial estava conseguida. A desordem criativa, a desobediência às regras, a fuga aos padrões, a revolução, a Desfolhada afinal, não têm tempo nem lugar. “Talvez esse lugar de que fala aconteça, ou deva acontecer dentro de cada um de nós”, explica. &lt;br /&gt;“Eu, sempre fui assim, várias pessoas me disseram ao longo dos anos que devia ter nascido cinquenta anos depois. Já passaram esses cinquenta anos, e continuam a dizer-me o mesmo! Mas a bem dizer não consigo explicar bem isso, porque vêm as gerações mais novas ter comigo na rua, porque me elogiam, porque me falam tanto da minha força, da minha forma de encarar a vida, porque simplesmente só assim é que é possível para mim existir enquanto pessoa, só assim é que encontro a razão para que tudo isto valha de facto a pena”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiKKiCQHhqds2b9mADKyvS7fFx-mTAP-yeFkgw5ZXnyzBBeSVv0NDaksS6jNai8MCihlS_lcmjzboa7mplxscU8WOoSXENuf6i7olhl_wQVxCAHgKiwz9rPGntW0WRpkVVFMmVL/s1600/Olivier.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiKKiCQHhqds2b9mADKyvS7fFx-mTAP-yeFkgw5ZXnyzBBeSVv0NDaksS6jNai8MCihlS_lcmjzboa7mplxscU8WOoSXENuf6i7olhl_wQVxCAHgKiwz9rPGntW0WRpkVVFMmVL/s400/Olivier.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5465505571477164498&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As roupas modernas, a maquilhagem arrojada que não pretende ocultar as rugas de que se “orgulha” de não esconder, as paredes ilustradas com o futuro que se fundem com o olhar que compõe para a objectiva. “Nunca me tinham fotografado num local destes, com este tipo de roupas e pinturas… Quando me virem vão dizer que estou maluca, está-se mesmo a ver, mas gosto destes desafios e que pensem o que quiserem!”. Carácter e atitude contemporâneos, depois de soltar uma estridente gargalhada. “Sou deste e de todos os tempos, mas gostava de certas coisas do antigamente, o valor de um olhar, por exemplo. E faz falta dizer obrigado, por favor, amo-te… Vejo que isso se perdeu um bocado com o andar dos anos, e tenho pena, mas não troco o dia de hoje, por nenhum outro, isso nunca”.&lt;br /&gt;Naquela sua voz grave, rouca, forte, solta gargalhadas sonoras enquanto partilha as imagens da sua vida, que serviriam para ilustrar milhares de fotos e de palavras, histórias vividas que chegariam para preencher inúmeras “arcas de memórias e saudades”, como gosta de dizer. Da infância na escola aos restaurantes que geriu em Lisboa, dos Festivais da canção à guerra na Guiné para onde foi enviada, com outros artistas da época, para animar o moral das tropas, da gravidez precoce à viuvez prematura, de filha, a avó, da música ao teatro de revista, da rádio, onde a descobriram e se descobriu para a música, à televisão, por onde continua a descobrir-se. “Tenho em mim um lado esotérico muito forte, sabe?! Acho que tudo o que me aconteceu tinha mesmo de ser assim. A música por exemplo, não havia qualquer ligação à música na família, nem nada que se parecesse, mas eu por aqui vim sem que nada o indiciasse. E nesta sequência enorme de acasos que foi toda a minha vida, aconteceram coisas terríveis e maravilhosas, mas que encarei sempre de frente com a ideia de querer viver por inteiro, o bom, e o mau, porque um sem o outro não fazem sentido”.&lt;br /&gt;“You live and learn buddy”. As letras estão colocadas num dos holofotes que iluminam as gravuras nas paredes. Um acaso proporcionado pelo cenário, como gosta então. “Bela frase esta, mas contínuo a dizer, que quem faz um filho, fá-lo por gosto!”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frases Soltas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não sou patrioteira, mas tenho pátria, tenho língua! Acho o novo acordo ortográfico uma vergonha, e vou continuar a falar como sempre falei!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;António Lobo Antunes. “Até há pouco tempo não o conhecia pessoalmente sabe?! Tenho as crónicas todas dele… Meu Deus, que coisa vinda lá do fundo! Tenho gravíssimos problemas da alma, da solidão, talvez seja aí o lugar onde nos encontrámos mais vezes, sem nunca realmente termos sequer sido apresentados!”</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/feeds/2590207897385853805/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/18123285/2590207897385853805' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/2590207897385853805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/2590207897385853805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/2009/10/publica-mascaras-improvaveis-simone.html' title='Pública: Máscaras Improváveis - &quot;Simone&quot;'/><author><name>Pedro Cativelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12578166226362304647</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh5K2fM_zJmnUXI906rTerIVJ8UgXIcx7odavX5Lx7dvUt8H1GaDkC5CIHorH7bqg3dUPhZkqYpi30a4Xk-YhikGRFhX_UOSOtX4hCYzStrLMkftYQLhtQduhk2ARZUhiME7cm9/s72-c/Olivier.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18123285.post-4625949906871066393</id><published>2009-10-12T14:42:00.006+01:00</published><updated>2010-12-14T00:06:59.019+00:00</updated><title type='text'>Notícias Sábado: Sofia Carvalho</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;“Ainda vivemos numa sociedade machista”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
Seis anos depois de ter assumido a direcção da SIC Mulher, Sofia Carvalho recuperou um espaço televisivo, o seu, criou um outro, para as mulheres, “mas não só, porque quase metade da audiência são homens”. A preto e branco, apenas o traçado desenhado no olhar que prossegue e acompanha palavra seguras por um trajecto feito de escolhas, um presente construído com “trabalho árduo e paciência”, e um futuro decorado em tons rosa, como a cor que predomina no seu tal canal.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Texto&lt;br /&gt;
Pedro Cativelos&lt;br /&gt;
Fotografia&lt;br /&gt;
Patrícia de Melo Moreira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seis anos de SIC Mulher com a Sofia como directora e apresentadora do Querido Mudei a casa, a produção nacional com maior audiência do canal temático Como explica o sucesso do programa?&lt;br /&gt;
Pela qualidade, pela coesão da equipa, e pelo próprio formado que é sempre interessante para os espectadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já agora, e por curiosidade, porque se concentram normalmente em apenas uma das divisões da casa?&lt;br /&gt;
Ao contrário da Oprah, por exemplo, que tem uma equipa de centenas de pessoas na produção e meios incomparáveis aos nossos, nós não temos isso, só conseguimos transformar uma divisão. Mas nesta décima série arrojámos um pouco, e se no início o objectivo era o de transformar apenas uma divisão de uma casa, com o decorrer do tempo fomos aumentando horizontes e de vez em quando vamos de facto modificar uma casa inteira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É verdade que recebem milhares de candidaturas para participarem no programa?&lt;br /&gt;
É, de facto. Desde que o programa se iniciou, que sempre recebemos muitos, mas mesmo muitos pedidos, desde escolas a instituições de auxílio social, passando por empresas, bem, de tudo um pouco. No entanto, o objectivo não era esse, mas sim focarmo-nos em pessoas, e em histórias de pessoas e das suas casas. O que pensámos, é que em cada início de série fazemos um projecto especial, tanto que já passámos a Ajuda de Mãe, a Ajuda de Berço, um liceu, um jardim infantil e nesta décima série apareceu uma carta de uma senhora a precisar de uma grande ajuda e estamos a transformar a casa toda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existe então uma preocupação social…&lt;br /&gt;
Há de facto essa preocupação, sim, e cada vez mais porque estamos a fazer uma transformação na própria vida das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E já sabe tudo sobre bricolage, já arranja e conserta tudo lá em casa?&lt;br /&gt;
(Sorri) Depois de quatro anos e cento e vinte programas, mal de mim, se não soubesse! Tenho até imenso jeito para fazer montagem de móveis!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesmo aqueles que trazem livro de instruções, ou é mais por intuição… &lt;br /&gt;
Gosto de fazer tudo bem à primeira, não sou daquelas pessoas que acham que conseguem fazer tudo sozinhas e depois perdem o dobro do tempo e nunca fica nada de jeito!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como a maioria dos homens… dizem a maioria das mulheres!&lt;br /&gt;
(Sorri) Não queria entrar por aí!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De qualquer forma, esta provocação iria surgir na conversa mais tarde ou mais cedo. Sendo directora de um canal direccionado para a mulher, era inevitável falarmos dos clichés associados a homens e mulheres, e irmos até um pouco mais além, não acha?&lt;br /&gt;
Claro! Eu acho que há homens e há mulheres, são todos diferentes. Acho que a mulher é forte, não lhe chamo sexo forte por isso, não podemos ir por aí, e não me considero feminista, longe disso. No entanto entendo que ainda haja feminismo, apesar de muitas melhorias inerentes à condição da mulher, acho que ainda vivemos numa sociedade machista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas a SIC Mulher, é uma televisão para homens, ou para mulheres?&lt;br /&gt;
É uma televisão para mulheres, é para elas que o canal nasceu, e para elas que o canal continua, é para elas que escolhemos determinados formatos de programa. O que acontece, e desde o início, é que o perfil da audiência que temos é de sessenta por cento feminino e quarenta por cento masculino, o que foi uma surpresa, não posso dizer que não tenha sido, apesar de bastante agradável, devo referir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E como explica isso?&lt;br /&gt;
Acho que os homens começaram a ver a SIC Mulher por curiosidade natural de tudo aquilo que diz respeito às mulheres, mas depois acabaram por criar uma certa fidelização com os nossos programas e foram ficando e isso não mudou ao longo dos anos. Agora, sem dúvida, continua a ser um canal para mulheres!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E desses quarenta por cento de que me fala, acha que é fácil todos assumirem que de facto costumam ver o canal?&lt;br /&gt;
Ao início aconteceu de facto isso, e parece-me que havia um pouco de vergonha em ser homem e assumir-se que se via a SIC Mulher, até pelo desconhecido que era existir um canal dedicado às mulheres, mas hoje acho que já não acontece isso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Andando seis anos para trás, fazia falta um canal temático dedicado às mulheres? &lt;br /&gt;
Sim, quando pensámos nisso o que pensámos foi em trazer uma alternativa para uma mulher que não se revia em mais nenhum dos canais que existia. Classificámos uma mulher com alguns adjectivos, que seria o nosso público, alguém determinada, conhecedora, sensível que se quer sentir atraente, porque todos temos um pouco desses adjectivos. Assim, o que tentámos foi criar um produto com conteúdo diferente, para uma mulher que se queria também ela diferente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seis anos depois, resultou…?&lt;br /&gt;
Sim, acabou por fazer sentido e só por isso, passado este tempo ainda cá estamos, diferentes do começo, mais evoluídos na estratégia, na abordagem, mas constantes no objectivo, e só assim foi possível construir o nosso espaço, manter o nosso público. Foram seis anos de um percurso fantástico que conseguimos posicionar-nos como uma marca forte, até pela concorrência que hoje temos e nos tornou mais criativos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os vários operadores por cabo, trouxeram de facto concorrentes de peso, nomeadamente no mercado das séries norte-americanas. Sendo a SIC Mulher, um canal relativamente pequeno, em estrutura e orçamento, como se lida com isto?&lt;br /&gt;
Em 2003, as coisas eram mais fáceis, não havia outros canais de séries no cabo, de facto. Com a FOX, e o AXN, por exemplo, tivemos de nos aprimorar e é como lhe digo, a concorrência nunca é má, pelo contrário.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gosta do DR. Phil?!&lt;br /&gt;
(Sorri) Quer dizer… Eu não tenho de gostar! Vejo tudo o que dá no canal, e tenho de ver os outros também. Mas já agora porquê, não gosta?!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não, de facto, não muito... Mas é a Sofia a entrevistada e a directora do canal!&lt;br /&gt;
Acho que tem os seus méritos e o sucesso que tem em termos de audiência talvez se possa explicar por sermos um pouco fechados emocionalmente, e ele decifra as coisas, dá soluções de alguns dos problemas que também cá existem e não são falados. Creio que muita gente se revê em algumas das situações que ele ali refere. Mas já agora explico-lhe a aposta que fizemos neste e em outros formatos do mesmo género. Para além das séries, que resultam em termos de audiência, mas que não tínhamos orçamentos para ir buscar todas as que queríamos, tivemos de começar a apostar noutras coisas, nomeadamente os talk-shows, que no fundo são todos eles muito diferentes, e para targets também eles distintos. Lançámos a Oprah primeiro, depois o DR. Phil, e mais recentemente a Tyra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Oprah continua a ser o programa mais visto da SIC Mulher?&lt;br /&gt;
É uma marca e uma referência do canal, acho que vai sê-lo sempre, porque não há ninguém como ela, é transversal. Gosto muito dela, mas devo acrescentar que também gosto bastante do Jamie Oliver, num estilo um pouco diferente, ele é muito engraçado, conhecemo-nos já, num almoço em Londres, onde convidou todos as televisões que compram os seus programas. Ele é mesmo ´what you se eis what you get` e foi uma tarde animadíssima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Virando aqui um pouco a agulha para a Sofia Carvalho, mulher que dirige um canal para mulheres…Parece-me de bem com a vida, é assim?&lt;br /&gt;
Por muitas contrariedades que possam surgir, fui educada para ser feliz. Tenho uma avó francesa, de quem herdei os traços, e algumas das coisas de que gosto em mim.&lt;br /&gt;
Mas a minha família sempre me educou para ter atitude, nunca houve facilitismo em nossa casa, era importante estudar, trabalhar, encarar a vida olhos nos olhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar do cor-de-rosa ser uma constante do seu canal, não a costumo observar muito nesse universo…&lt;br /&gt;
Isto de ser uma figura pública, entre aspas porque o país é pequeno e a fama com aspas outra vez é efémera, requer vários tipos de cuidados e confesso, não gosto muito de me expor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acha que ser bonita pode ser considerado um defeito, ou ser tão prejudicial em determinados momentos, como benéfico em outros?&lt;br /&gt;
Há de facto ainda muitas pessoas que continuam a olhar para uma mulher bonita com o estigma do ´menos capaz e inteligente`. Não acho que tenha conseguido nada por ser bonita que não tivesse conseguido se não tivesse garra e gostasse de trabalhar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegou à televisão bastante cedo, quase tão depressa como desapareceu depois. Fale-me sobre isso.&lt;br /&gt;
Desde muito jovem que me queria tornar independente, e aos 15 anos queria ter o meu dinheiro, fazer as minhas coisas. Comecei então a trabalhar em publicidade, ao mesmo tempo que estudava, até que me falaram de um casting para locução de continuidade na TVI. Nem sabia bem o que era aquilo, mas lá fui, inscrevi-me e ganhei o lugar entre centenas, lembro-me que ficámos apenas cinco. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E acabou por sair alguns anos mais tarde, por causa de um detergente…&lt;br /&gt;
(Sorri) Sim… Para contextualizar devo explicar-lhe que a locução de continuidade era extenuante. Não tinha horas de sair, havia dias em que acabava de madrugada. E depois ainda estava a fazer o curso e tinha aulas de manhã no IADE, era complicado.&lt;br /&gt;
Lembro-me que um dia, o Artur Albarran propôs-me apresentar o Novo jornal com ele e a Bárbara Guimarães. Sabia e referi que não era jornalista, mas a televisão é um vício, que sempre soube no entanto controlar. Aceitei o desafio e acabei por até gostar da informação, mas não era de facto o que queria para mim. Tive nessa altura uma proposta para fazer um anúncio a um detergente e aproveitei o pretexto para sair, até porque já era mãe, e não tinha tempo. Resolvi dedicar-me à família e assim fiquei durante vários anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao contrário de muitas mulheres, conseguiu tomar essa opção. Não se arrepende de ter deixado a carreira para trás?&lt;br /&gt;
Saí. Tinha uma filha de quatro meses e fiquei quatro anos em casa. Costumava pensar que a qualidade do tempo que as mães passam com as crianças era o que importava, mas aprendi que é também muito bom poder dar-lhes tempo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E em si, o que mudou com essa experiência de ser mãe a tempo inteiro?&lt;br /&gt;
Para além disso, tornei-me mais medrosa, deixei de gostar de coisas radicais, até de voar imagine! É uma responsabilidade brutal, porque nunca consigo deixar de pensar que aqueles seres pequeninos dependem de mim, e isso é um peso enorme, até porque me assumo como uma mãe galinha liberal, cool, que tem um Ipod e mostra as músicas novas às filhas para elas ouvirem! Somos todas mulheres, entendemo-nos muito bem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A grande questão das mulheres continua a ser o tempo?&lt;br /&gt;
Sim, acho que há cada vez mais super-mulheres por aí, e o tempo continua a ser a grande questão com que a maioria de nós tem de se debater e saber gerir para que a vida siga com um mínimo de estabilidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É o seu caso?&lt;br /&gt;
Tenho ajudas cruciais e isso é uma sorte que muita gente infelizmente não tem. Ainda não nos conseguimos duplicar, e depois desse período de seis anos em que estive sempre com as minhas filhas, desta vez tive de redobrar esforços para que nada se perdesse, mas é sempre muito difícil, claro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E o tal prazer de ser mulher, lema escolhido para a SIC Mulher, preconiza-o também?&lt;br /&gt;
Prazer de ser mulher! É o que sinto, de facto. Ainda há poucos dias me perguntavam o que seria se não fosse mulher, e nem me consigo ver assim. Seria sempre uma mulher, que gosta do que faz e adora viver.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E o curso, chegou a concluí-lo?&lt;br /&gt;
Nenhum dos dois onde estive, incrível não é?! Para agradar aos meus pais, fiz três anos de Relações Internacionais, descobri que era um curso fantástico, que tinha um pouco de tudo mas o que sempre tinha querido era entrar em Marketing. Fiz outros três anos, não acabei e gostava de o ter feito, mas na minha vida as coisas vão acontecendo por acaso sabe?! E isso é bom, no final de contas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste seu trajecto profissional, o que mudaria?&lt;br /&gt;
Repetiria tudo! Durante esse tempo em que estive afastada é que acabei por fazer publicidade, ter uma outra filha, ser convidada para este grande projecto da SIC Mulher. Uma decisão, de deixar a televisão que na altura poderia parecer precipitada ou incompreensível, acabou por me dar outras coisas boas e além disso sempre soube que iria voltar porque gosto de trabalhar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E depois, porventura num desses acasos, e após alguns anos longe do mundo profissional, assumindo o papel de mãe a tempo inteiro, regressa quando muita gente, e até provavelmente a Sofia, não estaria à espera… Como aconteceu isto?&lt;br /&gt;
Quando surgiu o convite foi… um susto! Havia um grande risco inerente, por ser tudo novo e diferente, mas no entanto foi impossível dizer que não. Respondi no dia seguinte, ciente do desafio que tinha pela frente, se calhar, o maior da minha vida, mas gosto de aventuras, e esta já dura há seis anos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não receou que, ao criar um canal nestes moldes se pudesse cair num formato mais ligeiro, ou fútil, por outras palavras?&lt;br /&gt;
Havendo esse risco, nunca o corremos, porque a filosofia, a mulher para quem nos queríamos dirigir impunha algo de diferente, com mais conteúdo, mais diversificado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a reacção das mulheres, lida bem com os elogios, com as críticas, com a indiferença?!&lt;br /&gt;
Normalmente as pessoas aproximam-se de mim, elogiam o nosso trabalho, até porque não há muitas mulheres em cargos deste género e acho que as mulheres se revêem, espero, no canal, nas mulheres do canal. Quanto às outras coisas, temos de saber lidar com isso da forma mais construtiva possível. Se me perguntar o que falta ainda fazer na SIC Mulher, respondo-lhe que tudo, mas a perspectiva deve ser esta. Sou uma optimista e é assim que tento motivar a minha equipa, não sou nada de fados, nem de lamentações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outro cliché… As chefes mandonas. Não me parece que faça esse tipo, ou é ilusão aparente?&lt;br /&gt;
Não, nada disso! Eu sou uma diplomata, consigo levar a água ao meu moinho, fui educada para ser assim, em estar sempre preocupada com aqueles que me rodeiam, tenho de facto um sexto sentido. Confesso que preciso de sentir que estão motivados, isso faz parte da liderança e talvez por sermos poucos, tenho a sorte de ter uma equipa coesa e determinada em melhorar sempre e até lhe digo que nesta fase da minha carreira aprendi a valorizar o trabalho em equipa como algo crucial no bom sucesso de um projecto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas nunca se zanga?&lt;br /&gt;
Sim, claro que me zango, e de que maneira!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E o que a deixa então enfurecida?&lt;br /&gt;
A falta de civismo que por vezes presenciamos ainda muito no nosso quotidiano, transtorna-me sobremaneira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Parece-me uma pessoa positiva, por natureza, é assim?&lt;br /&gt;
Quando se é negativo, as coisas começam a correr todas mal! Gosto de viver um dia de cada vez, e acredito que tudo acontece por uma razão, o bom e o mau. Aprendo diariamente com isso e assim quero continuar, a aprender, a acertar, a falhar e a viver.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Caixa:&lt;br /&gt;
Moda, decoração e mais “Queridos”marcam nova grelha&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde o mês passado que a grelha da SIC mulher se alterou, fale-me um pouco das novidades que preparou.&lt;br /&gt;
Todas as novidades podem ser vistas na grelha da SIC Mulher desde Março, que é o mês de aniversário do canal, quando fazemos seis anos. Temos um magazine inédito em Portugal, e um dia em conversa com o Olivier, propôs fazermos um programa sobre os bastidores da construção de um restaurante, achei uma ideia interessante estarmos na obra, presenciarmos os imprevistos, as discussões, tudo isso. No fundo mostrar o antes, o durante e o depois de um restaurante. Para já é só com este, e é pena que não tenhamos mais restaurantes a abrir, e que possamos adaptar este formato à nossa realidade com alguma continuidade.&lt;br /&gt;
Depois vamos estrear também um programa que eu queria que já estivesse no canal há muito tempo, um programa de moda produzido pela Subfilmes que se chama Instinto de Moda. E claro, completamos a décima série do Querido Mudei a Casa, que continua a ser um sucesso para além de um “E depois”, cuja intenção é a de revisitar os espaços que fomos alterando, e a forma como o programa alterou a vida daquelas pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Notícias Sábado, Junho, 2009&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/feeds/4625949906871066393/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/18123285/4625949906871066393' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/4625949906871066393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/4625949906871066393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/2009/10/ns-sofia-carvalho.html' title='Notícias Sábado: Sofia Carvalho'/><author><name>Pedro Cativelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12578166226362304647</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18123285.post-4796090451496984032</id><published>2009-04-22T14:48:00.003+01:00</published><updated>2009-10-12T14:32:31.770+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="canções"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cavaleiro"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="guerra"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="música"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="rita"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="tvi"/><title type='text'>Notícias Magazine: Rita Guerra</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;“Nunca tive a pretensão de ir para o estrangeiro”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Canta quase tão naturalmente como vai percorrendo os episódios da sua história, gravada nas faixas de uma carreira que se vai acrescentando com “paixão” pela “única vocação” que descobriu criança ainda. Vinte e cinco anos depois, do velho piano antigo cheio de memórias da avó, aos palcos de madeira desgastada dos bares onde se iniciou ao vivo, dos espectáculos no Preto e Prata do Casino aos primeiros lugares dos tops de vendas, Rita Guerra continua a ser como é e prepara os dois grandes espectáculos nos Coliseus de Lisboa e do Porto, a 20 e 21 de Março, “corolário” de uma época da sua vida preenchida por canções, as suas, entoadas por um coro de vozes que se alastra e multiplica à velocidade das emoções que propaga na voz, de norte a sul do país. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;Texto&lt;br /&gt;Pedro Cativelos&lt;br /&gt;Fotografia&lt;br /&gt;Patrícia de Melo Moreira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o mote para esta entrevista são os vinte cinco anos de carreira que agora concretiza, comecemos então pelo princípio. Tem noção do momento em que se inicia verdadeiramente a sua vida artística, ou pelo menos de quando começa a desenhar no pensamento a ideia de seguir profissionalmente uma carreira na música?&lt;br /&gt;Tinha para aí dez anos, quando me sentei ao piano que a minha avó tinha em casa e vi que estava afinada… Pronto, foi assim que comecei a ir para a entrada do prédio que tinha uma acústica espectacular colocar toda a gente a bater nas paredes para me calar, mas não conseguiram! De forma profissional e assumida apareço enquanto artista alguns anos depois, a cantar ao vivo, no circuito dos bares, aos dezasseis, creio eu. De lá até cá foi um pulinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou depressa foi?&lt;br /&gt;Muito, demais, mas interessa-me mais o presente, esse é que é preciso aproveitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando-se para si, custa a acreditar que já leva um quarto de século de carreira… E disse-o assim para acrescentar peso ao tempo!&lt;br /&gt;(Lança uma gargalhada) É bastante de facto! Acabam por ser assim tantos porque considero que a minha carreira se inicia precisamente no primeiro espectáculo em que fui remunerada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembra-se da primeira música que cantou ao vivo?&lt;br /&gt;Hum… (começa a cantar) I dont wanna talk about it…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rod Stewart?&lt;br /&gt;Sim, sim, mas a primeira mesmo não foi essa. Deixe-me ver… Foi quando tinha doze anos, num dia da mãe na base das Lajes onde o meu pai estava na altura, quando ganhei até o meu primeiro cachet, 15 dólares na altura, com um tema da Kim Carnes chamado My Old Pals. A seguir cantei o Love Song do Elton John: (recomeça a entoar)“Its a litlle bit funny…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nunca teve dúvidas de que seria esse o seu futuro?&lt;br /&gt;Estava decidida mesmo, era isso que queria fazer e nunca me desviei do objectivo, principalmente depois de ter deixado o ballet que me fez optar então decisivamente pela música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “O Melhor de Rita Guerra Acústico”, rememora precisamente essas duas décadas e meia. Calculo que então aí, o turbilhão de memórias tenha sido ainda maior…&lt;br /&gt;Engraçado isso... Por acaso estava constipada quando gravámos, o nosso pior inimigo, mas acabou por correr tudo bem. Já tínhamos feito vários espectáculos, a banda estava rodada, tínhamos tudo bem preparado. Tivemos várias sessões de ensaio sério, havia segurança, boa disposição, nada de fretes, somos uma banda, um grupo de amigos que se entrega de corpo e alma a isto que gostamos de fazer. Em cima do palco, foi começar a cantar e pronto, foi a nossa noite, senti-me quase como se estivesse na sala de estar lá de casa, rodeada de amigos e caras conhecidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o resultado final, como o vê?&lt;br /&gt;Acontece-me quando estou a ouvir o disco, dar por mim a enviar mensagens aos meus amigos a dizer-lhes para ouvirem isto ou aquilo, que na altura nem me apercebi, ainda por cima quando o mais natural é procurarmos defeitos depois de algo estar acabado. &lt;br /&gt;Um acústico tem sempre algumas imperfeições próprias do formato, mas talvez isso lhe dê também uma identidade única. Deu-me um prazer enorme fazê-lo, ainda maior pela aceitação que tem tido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tquando a ouça falar, dá-me toda ideia de que de facto acredita e sente que nasceu para isto…&lt;br /&gt;Para cantar?! Claro, é o que sei, o que gosto, sei que é o meu maior, talvez único talento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se não tivesse descoberto a música, ou vice-versa, por onde teria seguido a sua vida, tem noção?&lt;br /&gt;Talvez decoradora que é uma coisa feminina! (Sorri)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decoradora?!&lt;br /&gt;Ou motorista, também gostaria de o ter sido porque adoro carros e gosto de conduzir! Muitas vezes quero levar a carrinha com os músicos todos, mas a minha manager não me deixa, diz que tenho de descansar para os espectáculos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de começarmos a conversar, pude ver que dançava e cantava ao som da música ambiente… Fale-me dessa sua paixão pela música que, pelo menos à primeira vista, a liberta de tal forma.&lt;br /&gt;É paixão mesmo! Herdei-a dos meus pais, e desde muito pequenina convivi com isto porque vivemos sempre numa casa cheia de música, em que esse sentimento era partilhado tanto com os meus pais como com os meus quatro irmãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que gosta a Rita Guerra de ouvir?&lt;br /&gt;Gosto de tudo, um pouco consoante a minha disposição… Tenho sempre música a tocar em casa, da Lara Fabian aos Linkin Park, passando pelas várias sinfonias do Beethoven por exemplo! Sou a mais nova de cinco, e toda a gente em casa sempre me habituou a ouvir todo o tipo de música, principalmente clássica. Depois foi estudar, aprender, aperfeiçoar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita diversidade nos gostos…&lt;br /&gt;Sim, entra-me tudo, desde que goste, não tenho quaisquer preconceitos musicais sabe, e, para dizer a verdade, acho que poucos terei noutros aspectos da vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clássica também…? Como sem palavras se consegue transmitir tanta emoção, extraordinário, não lhe parece?&lt;br /&gt;É mesmo, porque as emoções são universais, não têm nacionalidade, ou linguagem própria! Acontece-me por vezes ir no carro, fechar os vidros e começar a ouvir música clássica… Eleva-nos a um plano superior!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, em termos de carreira aproxima-se de outros modelos musicais, talvez mais para a Lara Fabian…&lt;br /&gt;Sim, gosto dela de facto, como da Celine Dion, como da Oleta Adams que tenho ouvido muito nos últimos tempos, por exemplo, em que o predomínio da voz na canção se faz notar sobremaneira e talvez seja esse o ponto em que encontro maior proximidade com elas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rita revê-se nesse perfil de cantora, em que a potência e qualidade vocal se sobrepõe muitas vezes à qualidade da própria composição?&lt;br /&gt;Sei que não é só preciso ter voz, mas também saber usá-la! Numa boa canção é tudo importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua a não compor, porquê?&lt;br /&gt;Acho que é por ter informação a mais no cérebro, ouço muita música e acabo sempre por cair em algo que não é novo, a seguir a linha de algo que já ouvi, mesmo que não saiba de onde é. Acho que não nasci para isso, ao contrário do Paulo Martins, o meu ex-marido que compôs grande parte do meu repertório, e que realmente é muito bom a fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos seus inúmeros clubes de fãs, não é incomum encontrar a palavra diva associada a si…&lt;br /&gt;Não, não, me considero nenhuma diva! Sinceramente, apenas vivo com a preocupação de dar o meu melhor, ao público e a mim mesma. Mas fico obviamente muito satisfeita, por saber que agrado tanto ao ponto de receber elogios destes. São muito bons e aumentam-nos também a responsabilidade, a vontade de dar sempre mais e melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que mensagens lhe fazem mais habitualmente chegar?&lt;br /&gt;Tanta coisa… Sou atenta a isso, por respeito ao carinho que têm por mim. Sabe que não é raro dizerem-me que foi ao som da minha música que deram o primeiro beijo, que se amaram a primeira vez, que foram felizes, que se casaram até… Acho isso lindo, deixa-me orgulhosa poder com a minha música estar presente dessa forma na vida de tantas pessoas. Acho lindo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem noção das centenas de milhares de vezes que o Brincando com o Fogo (mais conhecida por Cavaleiro Andante) terá sido cantado nos bares de karaoke de todo o país?&lt;br /&gt;(Sorri) Eu sei, eu sei… Mas sabe que mais? Nunca fui a um bar de karaoke!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca?&lt;br /&gt;Não mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é impossível dissociar essa música da ascensão que a sua carreira em termos de reconhecimento, depois de ter sido editada, não acha?&lt;br /&gt;Reconheço que sim, são coisas que acontecem e por vezes não se percebe bem porquê. A canção é orelhuda, surgiu como genérico final de uma novela que se chamava ´Por Amor` porque tinham pedido ao Jan Van Dyke uma canção e tínhamos essa maqueta gravada. Assim foi, quase por acaso que de repente o Cavaleiro Andante que era para ir para a gaveta se tornou um mega sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ia para a gaveta, a sério? &lt;br /&gt;Sim, era uma boa canção mas não tinha onde a colocar. Por vezes isto acontece, gravamos algo que pensamos que vai ter muito sucesso e depois nada acontece, e o contrário também porque o meu gosto, na maior parte das vezes, não vai de encontro à realidade do top nacional. Gostos são isso mesmo, variam muito e há sempre surpresas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encara pela primeira vez nessa altura, a fama de ser uma das mais reconhecidas cantoras portuguesas. Como lida com isso, hoje em dia?&lt;br /&gt;É algo que me responsabiliza, que me deixa mais motivada ainda, se preciso fosse. Não ando aqui para ver os outros, nem para aquecer, se o trabalho que se faz, o trajecto que se escolhe estão de acordo com o que o público pretende e gosta, fantástico, significa que estou no caminho certo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrou o seu caminho então?&lt;br /&gt;Isso mesmo, eu que andei tantos anos a fazer tanta coisa, descobri que é por aqui mesmo, por todas essas razões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presumo que não voltará ao Casino tão cedo, depois dos mais de dez anos que lá passou…&lt;br /&gt;Sim, é verdade, foram quase duas décadas da minha vida ali. Saudades?! Nenhumas, chegava a estar três anos a cantar a mesma coisa todos os dias, muitas vezes para públicos que não o mereciam, quase a dar pérolas a porcos! Chegávamos ao fim de certos números e muitas vezes nem aplausos recebíamos, para além das discussões na sala, das pessoas aos gritos… Não! Agora tenho o meu público que me vai ver porque quer, que me procura e a quem dou o meu melhor em retribuição a esse esforço que fazem por mim, e que agradeço profundamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece diferente o mercado nacional de venda de discos, pelo menos se olharmos para os mais vendidos do ano passado, e dos primeiros meses deste novo ano, em que se podem encontrar, ao contrário de há alguns anos atrás, vários artistas portugueses. &lt;br /&gt;Penso que há lugar para todos, porque também o público é tão distinto que existe procura suficiente para a maior variedade que vai aparecendo, e isso é um bom sinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde na sua carreira, voltou a surpreender muita gente com o dueto com o britânico Ronan Keating, como aconteceu isso?&lt;br /&gt;Gosto muito dele, foi uma experiência diferente pelo facto de ser um artista internacionalmente reconhecido e porque aconteceu através de um convite directo do próprio colega, o que é sempre recompensador. Mas acabou por ser incrível chegar à conclusão que havia um grande entrosamento, talvez porque apesar de sermos pessoas diferentes, temos o mesmo tipo de referências musicais. E julgo que foi isso que nos levou a partilhar, com tanta facilidade e tanta energia positiva, uma canção como aquela que teve todo aquele êxito há dois anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem algum outro dueto dos seus sonhos?&lt;br /&gt;Sim, o George Michael. Penso que era a pessoa com quem mais gostava de cantar! Sensibiliza-me imenso, escreve lindamente, tem uma afectividade na interpretação que me arrepia sempre que o ouço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não chegou nessa altura a pensar em internacionalizar a sua carreira?&lt;br /&gt;Foi uma ideia que me passou pela cabeça, claro que sim, mas nunca tive grande pretensão a ir para o estrangeiro. Aquela coisa de andar de hotel em hotel a fazer digressões de seis meses foi coisa que nunca me atraiu. Vou quando tenho espectáculos nas comunidades emigrantes e gosto. Tenho a minha casa, os meus filhos, as minhas coisas, as minhas cadelas, assim estou muito bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não a via assim tão caseira…&lt;br /&gt;Mas sou! Apesar de noctívaga, não saio muito, não vou a discotecas, nem a locais com demasiada gente. Sou um pouco avessa às cidades grandes desde que estive nos Açores, em pequena. Gosto da minha zona de facto, moro em Mafra, que é calmíssima… E acordar de manhã, ir tomar o pequeno-almoço ao cafezito do costume, passear até à praia, tratar da minha casa, que não tenho empregados por opção, fazer jantaradas para os amigos, lavar a loiça… &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pessoa para ter muitos amigos?&lt;br /&gt;Não, tenho poucos amigos no verdadeiro sentido da palavra, mas são os necessários. Com a vida percebemos que podemos contar mais com uns de quem não esperávamos tanto, enquanto outros ficam pelo caminho. Não sei quem diz que ´se queres ver quem são os teus inimigos, dá uma festa, se queres ver quem são os teus amigos, fica doente`. É assim mesmo, mas felizmente, os que tenho são de facto verdadeiros, já o senti. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum em vários artistas, esse apego às pequenas rotinas do dia-a-dia. Para não perder o contacto com a normalidade quotidiana do cidadão comum que encontravam antes do sucesso, quase como forma terapêutica, é por aí?&lt;br /&gt;Talvez… A verdade é que isto não são tudo rosas! Hoje és muito bom e amanhã não existes, aprendi isso com esta vida. A crise está para todos, não sou empregada efectiva de ninguém, nem tenho quaisquer garantias de uma velhice confortável, não tenho mesmo! Eu trabalho a recibos verdes, tenho uma poupança reforma, e tenho cuidado comigo, tem de ser, portanto tenho é de trabalhar, preservar-me e continuar a procurar agradar-me a mim e a quem gosta do meu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transmite a ideia de uma pessoa positiva, embora realista, determinada, confiante, é verdade?&lt;br /&gt;Sim, para mim não há problemas, mas soluções. A minha vida não foi tão fácil como se possa pensar, tive de aprender a dar um murro na mesa, a ser determinada, focada no que quero, no que tem de ser. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É hoje aquilo que desejava ser, enquanto pessoa?&lt;br /&gt;Se calhar em relação a algumas coisas fiquei mais sensível, mais permeável, mais paciente, enquanto que em relação a outras me tornei absolutamente intransigente porque não há dúvidas que há momentos em que um ´não` pode ser determinante e inabalável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É hoje então uma mulher sem medos?&lt;br /&gt;Sim, por causa disso levei sempre por tabela, fiquei sempre eu mal, mas aprendi. De qualquer forma, estou cá para as curvas, é o que interessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que costuma ser abordada por cantores mais jovens, o que creio ser natural, devido ao destaque e à já relativa longevidade da sua carreira. O que lhes costuma dizer?&lt;br /&gt;Sem qualquer pretensão, também lhe digo que isso não acontece com tanta frequência assim, mas de uma forma geral os conselhos que dou, que vêm da minha própria experiência têm muito a ver com o facto de se dever ser verdadeiro no que faz. Um estilo e uma postura consistentes nunca passam de moda. E depois, claro, os cuidados com a voz e o corpo porque a vida artística exige muito de nós e por mais energia e vontade que tivermos, não fazemos nada sem cuidar bem da nossa saúde. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve sempre todos esses cuidados e preocupações, ou também por vezes caiu no ditado do ´faz o que eu digo…`&lt;br /&gt;(Sorri) Fumei dois maços por dia durante 15 anos, mas parei. Não bebo álcool nem coisas com gelo, nem café… Bebo muita água, tenho sempre gengibre à mão, que é bom para a garganta… Penso que ninguém está livre de sofrer um problema nas cordas vocais… É preciso ter cuidado porque a idade toca a todos. Olha, o Elton John de quem sou fã, perdeu tanto com os anos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma vida tão cheia, como a sua, o que lhe falta ainda?&lt;br /&gt;Sei lá… Estou hoje rodeada de coisas boas que, ao longo da minha vida nem sempre tive. Tenho amigos, os meus filhos, a minha carreira, tudo coisas maravilhosas. O que quero sinceramente é continuar a ter saúde! Hoje procuro apenas o bom da vida, o que é mau afasto e ponho de parte, já não perco tempo com isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não a preocupa, ainda por cima no seu caso, que um dia a voz lhe falhe, a idade, e todos os outros efeitos da passagem do tempo perturbem a sequência da sua carreira?&lt;br /&gt;Tenho o maior orgulho nos meus quarenta e um anos! Como dizia há pouco, há que ser genuíno. Preocupo-me comigo e com o meu instrumento mas há que saber envelhecer, e ter alguma sorte também. Conto andar por cá enquanto me deixarem e eu souber que o posso fazer na plenitude do que posso e sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Biografia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Rita Guerra nasceu em Lisboa, a 22 de Outubro de 1967. Assinou o primeiro contrato discográfico aos 22 anos, que lhe valeu a gravação, em 1990 do álbum de estreia &quot;Pormenores Sem a Mínima Importância&quot;, apadrinhado por Rui Veloso. &lt;br /&gt;Seguiu-se &quot;Independence Day&quot; (1995), totalmente cantado em inglês e &quot;Desencontros&quot;  cinco anos depois, no início do novo século e de uma nova fase na sua vida. O álbum de duetos com Beto, confirmou a crescente popularidade junto do grande público, arrebatando um esmagador e duradouro sucesso de vendas e airplay, principalmente com o tema Cavaleiro Andante, ainda hoje um marco na sua carreira e porventura a sua música mais emblemática.&lt;br /&gt;&quot;Da Gama&quot;, um álbum étnico lançado em 2001, marcou uma nova viragem na carreira. Produzido pelo maestro Pedro Osório, assinalou o primeiro encontro profissional da cantora com Paulo de Carvalho, outro dos participantes no disco.&lt;br /&gt;Em 2002, no auge do sucesso da primeira edição do programa &#39;Operação Triunfo&#39;, Rita Guerra é convidada pela RTP para representar Portugal no Festival Eurovisão da Canção. Em Riga, na Letónia, cantou &quot;Deixa-me Sonhar (Só mais uma vez)&quot;. &lt;br /&gt;O álbum &quot;Rita&quot;, lançado em 2005, marcou a consagração definitiva. Escrito e produzido por Paulo Martins, o disco é uma colecção de canções elegantes que potenciam a voz que a define desde cedo. Edição da Farol Música, atingiu em Março de 2006 a marca da dupla platina, correspondente a mais de 40 mil unidades vendidas, tendo estado nos lugares cimeiros do top nacional, ao longo de dez meses.&lt;br /&gt;Continuou entretanto a ser uma das vozes Portuguesas da Disney. &quot;Hércules&quot;, &quot;O Príncipe do Egipto&quot;, &quot;Rei Leão&quot;, &quot;A Pequena Sereia&quot;, &quot;Branca de Neve&quot; e &quot;Tarzan&quot; são alguns dos filmes onde pode ouvir-se a sua presença vocal.&lt;br /&gt;Ao vivo, e ao longo de mais de dez anos, cantou todas as noites, integrada no elenco do espectáculo do Salão Preto e Prata do Casino do Estoril. Teve ainda tempo para embarcar em duas digressões nacionais de enorme sucesso, com os espectáculos &quot;As Canções do Século&quot; (com Lena D&#39;Agua e Helena Vieira, um trabalho também convertido em disco) e &quot;POPera&quot; (com Beto e Helena Vieira).&lt;br /&gt;Em Março de 2006, e dando sequência ao crescimento que a sua carreira vinha tendo nos últimos anos, realiza no Coliseu dos Recreios o primeiro grande espectáculo a solo em 10 anos. O concerto marcou o regresso à estrada, numa digressão nacional de grande sucesso e inúmeras solicitações, para salas e recintos sempre esgotados e assistências médias de 5.000 pessoas.&lt;br /&gt;Depois de &quot;Sentimento&quot;, lançado em 2007, regressa então em 2009, acústica, revisitando os maiores êxitos da vida artística em “O Melhor de Rita Guerra”, com espectáculos marcados para 20 e 21 de Março, nos Coliseus de Lisboa e do Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;Notícias Magazine, Abril de 2009&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/feeds/4796090451496984032/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/18123285/4796090451496984032' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/4796090451496984032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/4796090451496984032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/2009/04/noticias-magazine-rita-guerra.html' title='Notícias Magazine: Rita Guerra'/><author><name>Pedro Cativelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12578166226362304647</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18123285.post-6129232204438800861</id><published>2009-04-22T14:45:00.002+01:00</published><updated>2009-10-12T14:33:09.167+01:00</updated><title type='text'>Notícias Sábado: Liliana Santos</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;“Sou sensual à minha maneira”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou na publicidade, passou pela moda, licenciou-se em sociologia, e “num acaso da vida” a televisão fez com que descobrisse a “verdadeira” vocação. Pragmática impulsiva, sensual com traços de timidez, confessa-se “feliz e agradecida”, mas ainda com “quase tudo para aprender” e “ainda mais” para viver. Entre a menina recatada e comedida que se estreava há quatro anos nos Morangos com Açúcar, e a mulher fatal, sem pudores nem preconceitos, na qual transparece a figura erótica e corpo desnudo em Second Life, poderá então encontrar-se o verdadeiro lugar de Liliana Santos, talvez porque, como assume, nunca se desprenda completamente de todos os pedaços das personagens que vão passando por si enquanto actriz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Texto&lt;br /&gt;Pedro Cativelos&lt;br /&gt;Fotografia&lt;br /&gt;Patrícia de Melo Moreira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tem-se falado muito de si desde a estreia de Second Life. Aparece agora como nunca antes fora vista, como começou tudo isto?&lt;br /&gt;Bom, a personagem é uma mulher desinibida, sem complexos ou temores em relação ao que os outros pensam, alguém que é sensual em tudo o que faz, que seduz toda a gente à sua volta sem qualquer problema moral. Como é óbvio não me revejo nisso, nem sou assim! Demorei três meses a compor a personagem, cheguei até a ir a bares de strip tease para perceber como as dançarinas conseguem tornar-se tão sexuais, como atraem os homens, quando dançam, quando se movem em frente a eles, e até quando andam... Essas cenas de que se tem falado, encarei-as da forma mais natural possível porque é o meu trabalho e um actor pode ter pudor como pessoa, mas não o deve ter enquanto profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cenas de sexo com Sandra Cóias, o lap dance com Luís Figo têm sido muito utilizadas na divulgação do filme...&lt;br /&gt;São cenas muito sensuais, bem filmadas de facto. A Raquel, a minha personagem, é uma mulher livre de preconceitos, muito atenta ao detalhe que a pode favorecer e percebe logo que a Liza, que é a personagem desempenhada pela Sandra Cóias, poderia ser uma presa fácil para o seu pequeno jogo de sedução, uma mulher cheia de carências, que estava a viver um problema conjugal. Ela aproveita-se dessa situação porque é isso que ela faz. Já a cena com o Luís Figo é diferente. Passa-se em Itália, ele é um realizador que está a fazer um casting e a Raquel, claro, não deixa de o seduzir, e faz-lhe um lap dance... (sorri)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pressenti algum embaraço, enquanto me contava essa história...&lt;br /&gt;A questão é essa... Ela é capaz de coisas que eu não sou, uma mulher que faz de tudo para conseguir o que quer, sem olhar a meios e consequências, nem a quem magoa pelo caminho!&lt;br /&gt;Uma cabra portanto...&lt;br /&gt;Uma cabra, exactamente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já lhe aconteceu estar a ver-se num ecrã, e não se reconhecer, pelo menos durante alguns segundos?&lt;br /&gt;Engraçado falar nisso, mas já de facto. Esta personagem é um exemplo disso, mas aconteceu também noutras ocasiões, até porque sou quase sempre a vilã das histórias onde entro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regressando aqui um pouco à cena de que mais se tem falado, desde a estreia do filme, e pelo que me dizia, devem ter-se divertido bastante...&lt;br /&gt;Tento explicar às pessoas que é uma cena com uma mulher, feita de uma forma sensual... Nunca sequer cheguei a estar completamente despida! Claro que não é hábito estas cenas acontecerem no cinema português, e calculo que por isso se tenha falado tanto disto! Mas depois da gravação, talvez pela intimidade do momento, ficámos amigas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha a noção de que este papel, pelo carácter da personagem e pela forma como o assumiu, provavelmente lhe trariam uma notoriedade diferente da que estava habituada?&lt;br /&gt;Sim, tinha essa noção, claro! Quando falamos de preconceitos, cada um tem os seus, claro. Mas se quero ser uma actriz cada vez melhor, não posso levar os meus para a cena, o que só me vai criar limitações. Tenho por princípio que os actores têm de estar preparados para tudo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calculo que lhe tenham falado muito de Soraia Chaves nos últimos tempos... &lt;br /&gt;(Sorri) Claro que sim, é natural porque ela entrou em alguns dos filmes mais vistos dos últimos anos. Sem querer entrar em polémicas nem em comparações, eu já fiz alguns outros papéis antes deste e não tenho receio nenhum de fazer este tipo de papéis mais ousados, desde que ache que são adequados para mim enquanto actriz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não receia que a partir de agora, a passem a convidar apenas para mostrar o corpo, ou que, de uma outra forma, os espectadores a procurem apenas pelo seu aspecto físico?&lt;br /&gt;Há pessoas que vão ver o filme apenas por causa de uma cena, e há outras que pensam nisto como um todo. Eu tento é fazer o meu trabalho o melhor que posso e sei, com a intenção de aprender, melhorar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é que uma actriz se prepara para uma cena em que vai expor o seu corpo, como o faz neste filme?&lt;br /&gt;O ambiente de gravações é diferente, quando se estão a gravar cenas em que temos de nos expor um pouco mais, o ambiente no estúdio muda, há um certo nervosismo, claro, a equipa é reduzida ao mínimo, para nos proporcionar um maior à vontade, para encontrarmos ângulos seguros para certas partes do nosso corpo... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem querer estar a ser moralista, longe disso, como reagiram os seus familiares mais próximos à estreia do filme? &lt;br /&gt;A minha mãe e toda a família já estavam prevenidos e devidamente informados, e devo dizer que nunca tomo uma grande decisão sem a ajuda deles! Já tinha até discutido o guião com a minha mãe e ela sabe que se fosse algo de errado eu nunca o faria. Claro que teve de confiar em mim mas, felizmente, os meus pais percebem que isto é o meu trabalho e felicitaram-me logo no final da antestreia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a Liliana, o que acha do filme?&lt;br /&gt;Em termos de fotografia acho que está brutal, assim como a banda sonora. Em apenas quatro dias já ia quase em trinta mil espectadores, o que é muito bom!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo no elenco alguns ´actores` como Carlos Malato, Fátima Lopes, Luís Filipe Borges e Figo, como decorreram as gravações?&lt;br /&gt;Foi uma experiência maravilhosa sabe?! Estiveram todos bem, quer eles, quer os outros colegas que participaram. Trabalhámos durante os meses de Verão, estivemos juntos todo aquele tempo, foi fantástico, ficámos quase todos amigos! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas fala-se muito em rivalidades neste mundo artístico, principalmente entre as novas gerações de actores...&lt;br /&gt;Sim, claro que isso existe, até porque faz parte do dia a dia, do nosso e de todos, está relacionado com o quotidiano, mas nada que não se possa ultrapassar... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem actores de referência de que goste particularmente?&lt;br /&gt;Gosto muito da Meryl Streep, do Russel Crowe...  sei lá... de tantos outros! Vejo muitos filmes, dos clássicos aos mais actuais, é importante para a construção das personagens, para aprender, até porque não tenho uma formação académica de representação e tenho de absorver informação de todo o lado, dos técnicos aos colegas, passando pelo que vejo, por tudo  que me rodeia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não tendo esse formação de que me fala, é fácil para si separar-se das suas personagens, no final das gravações?&lt;br /&gt;Não, nunca o é, nada mesmo.., Mas opto por guardar o que cada uma tem de bom, e assim mais valias delas passam assim a fazer parte da minha personalidade, enriquecem-me, ajudam-me a crescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso concreto desta, o que lhe trouxe ela a si, enquanto Liliana Santos?&lt;br /&gt;A segurança na atitude, na postura... Aquela sensualidade feroz provém dessa confiança, e no final, acabei por ficar com um pouco disso em mim, e passei a conhecer-me um pouco melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não se sentia antes, uma mulher sensual?&lt;br /&gt;Acho que podemos ser sensuais de muitas formas, sem isso ser de tal forma explícito, como é na personagem. Sou sensual à minha maneira, de acordo com aquilo que gosto em mim por dentro e por fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não me vai dizer que só se preocupa com o interior...&lt;br /&gt;Não, claro que não! Acho que é o conjunto que torna a pessoa bonita, cuido-me por fora, com a alimentação, vou ao ginásio quando posso, mas também nunca me esqueço do interior que se vai igualmente estimando e construindo no dia a dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário da sua personagem, parece-me mais pragmática, não tão impulsiva...&lt;br /&gt;Depende das situações, sabe?! Há coisas que vamos moderando com a idade, com a aprendizagem... Sou de facto impulsiva, embora tenha aprendido a controlar-me!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem receio da fama?&lt;br /&gt;Temos de pensar que temos de nos valorizar a nós próprios pelo que fazemos, pelo que somos. É bom sentirmo-nos bem quando fazemos algo bom, mas não creio que o caminho seja o de acharmos que somos melhores que o outro, porque ninguém é insubstituível. É difícil o caminho, é preciso ir criando uma base segura para não deitar tudo a perder. O Ruy de Carvalho, a Eunice Muñoz por exemplo, e outros como eles, esses sim, já estão num patamar diferente, só temos a aprender com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que lhe parece, enquanto actriz, que os filmes mais vistos de sempre do cinema português, como aconteceu em O Crime do Padre Amaro e Call Girl por exemplo, ou como está a acontecer com este Second Life, sejam promovidos com base em cenas mais arrojadas, utilizando o sexo como chamariz do espectadores? &lt;br /&gt;Não tenho nada contra, são apenas estratégias de promoção que resultam! Sabemos que existem determinadas condicionantes que chamam o público às salas de cinema, isso é inquestionável, mas não é apenas um fenómeno português, pelo contrário! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que anda a ter aulas de inglês, é um objectivo para si construir uma carreira internacional?&lt;br /&gt;Gostava, claro que sim, em termos de carreira é algo em que penso, mas ao nível pessoal há laços familiares que me custariam deixar para trás e não sei se alguma vez o irei fazer. É uma questão que decidirei com o passar do tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consegue encontrar as principais diferenças entre a Liliana que apareceu nos Morangos há quatro anos, e a Liliana de hoje, que aos vinte e oito anos começa a ter um sucesso que se calhar nesse tempo, não esperaria?&lt;br /&gt;Acho que amadureci enquanto pessoa de facto... Quantos mais trabalhos fazemos, mais conhecimentos adquirimos, é assim esta vida, retirando sempre o que é bom, deixando o mau para trás! Mas o que diz, é verdade, não o esperava, de todo. Tudo me aconteceu por acaso, quando estava na faculdade a estudar e me convidaram para um casting dos Morangos. Acabei por ir, durante as férias de Verão, já depois de ter acabado o curso. Quando acabaram as gravações, não pensava continuar, mas passados poucos dias convidaram-me para uma outra novela. E assim começou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou?&lt;br /&gt;Foi nessa altura que descobri verdadeiramente que queria ser actriz, algo em que nunca tinha pensado verdadeiramente, apesar de fazer publicidade e alguns trabalhos de moda desde os quinze anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Morangos com Açúcar foram a sua rampa de lançamento, assim como de outros colegas seus. Como vê o fenómeno?&lt;br /&gt;Sim, de facto aconteceu comigo, como com tantos outros jovens actores... A verdade é que aquilo acaba por ser um casting aberto ao país, como alguém já disse. As pessoas surgem e depois, algumas acabam por ter a oportunidade de avançar, e isso é bom. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou então a licenciar-se, mas nunca exerceu, é assim?&lt;br /&gt;É de facto verdade, mas acho que também nunca pensei verdadeiramente em fazê-lo! Queria ser professora, investigadora, sei lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Actualmente integra o elenco da novela Podia acabar o Mundo, da SIC. Como descreve a sua personagem?&lt;br /&gt;Faço o papel de uma advogada, a Marta, que é extremamente ambiciosa e não olha a meios para atingir os fins. Tem um objectivo muito marcado, subir na vida, e por isso deita-se com o patrão e mantém relacionamentos que lhe tragam vantagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá está... de novo a vilã!&lt;br /&gt;(Sorri) Não sei de facto porque me convidam normalmente para fazer papeis de má da fita! Não sei mesmo! Talvez porque a primeira personagem que fiz deste género, tenha sido convincente, ou tenham achado que tinha esse perfil, talvez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos, é habitual os actores dizerem que esse tipo de papéis é mais desafiante, o que lhe parece?&lt;br /&gt;Sim, é verdade... É mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consegue imaginar-se daqui a dez, quinze anos, com um livro escrito, uma árvore plantada e uma família para criar, ou não é por aí? &lt;br /&gt;Claro que sim, e uma carreira cheia de coisas boas, feitas e por fazer também. A árvore de resto já plantei, um pessegueiro na quinta biológica dos Olivais, e quanto ao livro, bem, também já tenho um, sobre culinária... Adoro cozinhar aliás, o meu domingo mais habitual é passar o dia inteiro ao fogão a fazer bacalhau com broa, cabrito, empada de aves, doces de todo o tipo...! Quanto à família para criar, sim, sem dúvida claro, também quero ter filhos daqui a algum tempo, é um dos meus sonhos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos vinte e oito anos, e sendo uma mulher bonita, já pensou alguma vez sobre os efeitos do tempo e da idade, pessoalmente ou em termos de carreira?&lt;br /&gt;Ainda não pensei muito profundamente sobre isso, de facto, mas talvez sinta de vez em quando, nos aniversários uma certa nostalgia, não sei... Espero evoluir, saber envelhecer com graciosidade, até porque se perdemos por um lado ganhamos de outra forma. Acima de tudo quero continuar a dar valor às coisas boas, mesmo que para isso tenha que passar pelas más, até porque são elas que nos ajudam a valorizar e a dar uma medida certa a tudo o que nos vai acontecendo ao longo da vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A apresentação ficou de lado depois do &quot;Factor M&quot; e do TOP + ou gostaria de regressar também a essa área?&lt;br /&gt;Adorei as experiências que tive como apresentadora mas na realidade, descobri que o que me dá mesmo prazer é representar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sente-se hoje, uma mulher realizada?&lt;br /&gt;Sinto sim que é isto que quero ser, mas sei que ainda tenho um longo caminho a percorrer, tenho de aperfeiçoar a voz, a expressão corporal, a presença, gostava de experimentar o teatro... Não sei quando isso irá acontecer, nem se alguma vez lá chegarei! E depois, há também a parte pessoal, preciso ainda de viajar, passar uns tempos no Oriente, aprofundar o meu conhecimento de outras culturas, de mim própria, tanta coisa que falta ainda, tanta... Mas apesar de tudo, digo que hoje, sou uma mulher feliz, sim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É raro ouvir-se dizer isso assim, de forma tão aberta e com esse sorriso...&lt;br /&gt;Sim, eu sei... Naqueles dias em que acordo mais mal disposta, ou sem paciência para nada, obrigo-me a pensar que é um privilégio poder fazer o que gosto e me dá prazer, e penso naquelas pessoas, tantas, que não têm esse privilégio. Tenho de estar agradecida por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Perfil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Liliana Santos nasceu em Lisboa, em Setembro de 1980. Começou como manequim ainda adolescente e só há quatro anos apostou na televisão, e se assumiu enquanto actriz. Depois de ter sido escolhida para assumir a imagem de algumas das maiores marcas portuguesas, entre a publicidade e a ficção o salto tornou-se inevitável. Apesar de se ter estreado como actriz, na série juvenil da TVI, Morangos com Açúcar, em 2005, foi no entanto, nos ecrãs da SIC que Liliana apareceu ao público pela primeira vez, no então reality show, Acorrentados, na altura ainda sem o protagonismo que a levaria, anos mais tarde a regressar aos ecrãs da estação de Carnaxide, englobada no novo projecto de Nuno Santos para o Canal, e na aposta assumida na produção nacional. &lt;br /&gt;Para trás ficaram participações como figurante em Inspector Max, Queridas Feras e Maré Alta, e mais tarde, já como actriz de pleno direito em Ninguém com Tu, Câmara Café, Estranho, Floribella, Chiquititas, Resistirei, Liberdade 21 e em Podia acabar o Mundo que agora lhe ocupa os dias de trabalho.&lt;br /&gt;Estreia-se agora no cinema com Second Life de Alexandre Valente, produtor de Corrupção e Crime do Padre Amaro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;Notícias Sábado, Fevereiro de 2009&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/feeds/6129232204438800861/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/18123285/6129232204438800861' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/6129232204438800861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/6129232204438800861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/2009/04/noticias-sabado-liliana-santos.html' title='Notícias Sábado: Liliana Santos'/><author><name>Pedro Cativelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12578166226362304647</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18123285.post-62647110873199045</id><published>2009-04-22T14:44:00.003+01:00</published><updated>2009-10-12T14:33:26.490+01:00</updated><title type='text'>Notícias Sábado: A nossa Tropa de Elite</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Pela primeira vez, uma equipa de reportagem visitou as cinco unidades que constituem a Unidade Especial de Polícia. A NS mostra-lhe o treino rigoroso, o equipamento ultramoderno, as simulações com fogo real e todos os pormenores  do dia a dia da verdadeira tropa de elite portuguesa. &lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Texto&lt;br /&gt;Pedro Cativelos&lt;br /&gt;Fotografia&lt;br /&gt;Patrícia de Melo Moreira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cancelas estão fechadas ainda. Os últimos instantes da madrugada, na Quinta das Águas Livres, em Belas, o quartel general da Unidade Especial de Polícia, são inundados pelo movimento contínuo de veículos a entrar e a sair. Partem os que estiveram de sobreaviso durante a noite, iniciam o dia, aqueles que se preparam para entrar ao “serviço dos cidadãos”, expressão que se vai repartindo por várias bocas e respostas. Sucedem-se as saudações aos agentes que asseguram a segurança do recinto, “já nos conhecemos todos”, comentam, com o som dos tiros ao longe, a fazer de cortina sonora de fundo, para lá da neblina gelada a que os muitos homens  e poucas mulheres que por aqui trabalham já se habituaram por falta de outro remédio, no campo de tiro que mais logo, haveríamos de visitar.&lt;br /&gt;A Unidade Especial de Polícia nunca dorme, mas desperta bem cedo. Criada em 2007 no âmbito da Lei Orgânica da PSP, a UEP inclui sob um mesmo comando, chefiado pelo intendente Augusto Magina da Silva, o Grupo de Operações Especiais, o Corpo de Intervenção (aguardam a transferência para Belas, estando ainda na Ajuda, em Belém), o Centro de Inactivação de Explosivos e Segurança em Subsolo, o Corpo de Segurança Pessoal e o Grupo Operacional Cinotécnico (binómios de agentes e cães). Da sua actividade habitual, consta igualmente o acolhimento a forças especiais de outros países, “numa perspectiva de troca de conhecimentos e experiências, normal entre forças de segurança”, havendo registo e memória de passagens das SÃS inglesas (que deram a formação aos primeiros elementos do GOE na década de oitenta), da Delta Force americana, da GSG-9 da Alemanha, de Unidades Anti-Terroristas da Guardia Civil de Espanha e de Israel, para além da famosa, pelo filme e não só, Tropa de Elite brasileira. “Se gostávamos que um dia que fizessem um filme sobre nós? Aquilo é boa gente, é o que lhe posso dizer, bons companheiros de profissão. Mas o Brasil não é Portugal e além disso, não trabalhamos para aparecer em filmes...”, reitera o comandante. &lt;br /&gt;Esta unidade, e devido às várias forças que concentrou por debaixo da teoria mas também da prática, nos cinquenta hectares da Quinta das Águas Livres, está assim vocacionada para os mais diversos serviços de segurança. Operações de manutenção e restabelecimento da ordem pública, resolução de incidentes críticos, intervenção táctica em situações de violência concertada, segurança de instalações sensíveis e de grandes eventos, segurança pessoal dos membros dos órgãos de soberania e de altas entidades, inactivação de explosivos e segurança em subsolo e aprontamento e projecção de forças para missões internacionais... Por aqui, não há qualquer mal que não tenha remédio, ou pelo menos uma cura menos dolorosa...&lt;br /&gt;Apesar de autónomas, as cinco subunidades podem intervir conjuntamente em qualquer cenário de risco ou, então, o comando pode indicar missões específicas a cada uma das forças, como explica o intendente Magina da Silva, comandante da UEP. “As cinco unidades que já antes eram de qualidade, deram um salto ainda maior resultante da articulação e coordenação que aqui existe. Uma unidade que concentra todas estas forças só tem a ganhar com o facto de estar sob a alçada de um único comando, e no mesmo espaço o que facilita também muito do trabalho de cada uma delas e da coordenação entre todas&quot;, sublinha.&lt;br /&gt;Desde que Magina da Silva tomou posse, em Maio do ano passado, a UEP interveio inúmeras vezes. “Sim, quase todos os dias temos trabalho. Depende das ocorrências”, considera. &lt;br /&gt;A mais falada de todas, terá sido, porventura, a noite longa do assalto à dependência do Banco Espírito Santo de Campolide, em Lisboa. Oito horas de espera, muitos nervos, suor, lágrimas e... sangue, num final de noite que elevou a UEP, os snipers e os negociadores, à categoria de heróis conhecidos do grande público. “É verdade que se calhar, e pela exposição mediática do caso, acabou por se falar muito de nós nessa noite. Mas como verão, o treino prepara os homens para momentos de stress como aqueles, e acabam por encarar todas as situações em que se vêm envolvidos com o mesmo espírito e mentalidade. Quanto a essa noite em particular, não podemos falar muito sobre isso que está em segredo de justiça, mas o que é facto é que o trabalho foi cumprido, com uma perda humana que se lamenta sempre, mas assinalando que o objectivo principal foi atingido, e os reféns foram libertados”, assinala. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sete e meia da manhã. Está na hora da formatura da mais famosa unidade de segurança portuguesa. Nas fardas pretas encobertas pelos coletes à prova de bala, assinaladas com a identificação numérica de cada um dos seus setenta e quatro elementos, podem ler-se as iniciais que a baptizam. O GOE, Grupo de Operações especiais, que completa agora trinta anos de existência, teve origem no Corpo de Intervenção da PSP, apesar de só ter começado a actuar em cenários reais, apenas em finais de 1982. De então para cá, desde a primeira missão, ainda em 1983, quando um Comando Arménio, usando carros alugados, invadiu a residência do embaixador da Turquia matando um agente da PSP que fazia parte da equipa de segurança da embaixada, ordenada pelo então primeiro-ministro Mário Soares, actuaram em centenas de cenários de perigo, em Portugal e no exterior. Desse tempo, no entanto, já restam poucos. “Sim, a média de idades  está entre os vinte e os trinta anos. Muitos deles, transferem-se depois para outras unidades, onde utilizam a experiência que adquiriram aqui para outro tipo de missões”, explica o comissário Malheiro, um dos responsáveis pela unidade.&lt;br /&gt;Não são de muitas palavras, nem podem, por razões de segurança, revelar os traços da identidade. Não abdicam por isso, das máscaras negras, “por esse motivo, mas também uma questão de impacto visual, também”, explica-se. Medo, é igualmente uma palavra que por aqui não se pronuncia, silenciada pelo estrépito ensurdecedor das pistolas-metralhadoras, HK MP-5, com que se fazem acompanhar durante a maior parte do tempo. “Estão aqui apenas os melhores, provenientes de outras forças especiais, que são treinados apenas para actuarem em cenários de perigo eminente para os cidadãos. Rituais?! Carregar as armas, algo que só fazemos quando estamos na carrinha, a caminho do serviço”, complementa. &lt;br /&gt;O treino físico é regular e intenso. Caminhadas, natação, percursos de risco, passagem de liana em liana, escalada de imóveis, exercícios de descida rápida de helicópteros, rappel e ginásio. Depois dos treinos físicos da manhã, hoje o grupo é dividido pelas várias salas do ginásio, em que se pratica um misto de artes marciais que vai do Krav Maga ao Kickboxing. Mais tarde, um treino com fogo real, para aguçar os sentidos e despertar os reflexos. O intendente Magina presencia o exercício, que se passa num armazém que se parece quase como um estúdio de televisão, em que as divisões não têm tecto, e que, visto de cima, proporciona o acompanhamento de toda a acção que se desenrola debaixo dos nossos pés. “Neste caso, existem reféns dentro da casa e temos de os resgatar”, explica Silvestre, outro dos comandantes da Unidade. Depois da primeira explosão, do lançamento de gás para confundir os potenciais perpetradores, de muitos tiros, e portas arrombadas, conseguem fazê-lo, sem danos visíveis para os desenhos de pessoas inocentes que preenchiam os recantos do cenário. E recomeça tudo uma outra vez, “para que se eliminem as falhas, e se corrijam os erros”, ouve-se. &lt;br /&gt;Os atiradores de precisão, mais conhecidos por snipers,  não estão no entanto por aqui. Olhando com mais atenção para o segundo andar de um dos edifícios da quinta, consegue ver-se uma mira telescópica, apontando para um alvo a duzentos metros. Mais de perto percebe-se. Ocuparam um dos pisos, equiparam-no com redes e camuflagens próprias de uma qualquer situação real de perigo público em que tivessem de intervir sem serem detectados. Permanecem deitados, têm medidores de distância, da intensidade do vento, estão serenos, sem no entanto retirar o indicador do gatilho, ou o olhar da mira. Não emitem um único som, sequer audível a curta distância, e quase nem se pressente a sua respiração. “Durante o curso, procuramos determinadas características em cada um deles, para que no final, sejam incluídos de acordo com as suas capacidades e as nossas necessidades um determinado serviço. Para se ser um atirador de precisão são necessárias algumas capacidades inatas, para além da boa pontaria. A paciência e a concentração são determinantes em cenários de elevada pressão psicológica para quem tem esta responsabilidade”, explica o comissário Malheiro.&lt;br /&gt;“Se já matei? Sim já aconteceu. Mas não podemos ficar a pensar muito nisso, faz parte do trabalho e estamos organizados enquanto grupo para superar todas essas coisas, para não ficarem marcas em nenhum de nós”, explica um dos atiradores, segundos antes de disparar, e atingir com sucesso, o alvo, a mais de duzentos e cinquenta metros.&lt;br /&gt;Na rua, uma outra demonstração se vai preparando, menos bélica, como se pressente pela forma comos as coisas se preparam, assim como pelos elementos envolvidos. Cabelos grisalhos, caras destapadas, comunicação directa, com o olhar, com a palavra, com os gestos. São os sete investigadores do núcelo central de investigação, que pertence também ao GOE. Chegam entretanto duas carrinhas que parecem estúdios de realização sobre rodas, equipadas com câmaras, e antenas de transmissão por satélite. “São os veículos de negociação”, apontam, explicando ser ali, nas cadeiras, em frente aos vários televisores, telefones, e quadros de apontamentos, que este grupo de homens, na casa dos quarenta anos, costuma passar horas “intermináveis, mas que quase sempre resultam bem”, recordam com orgulho. Não se podem identificar, mas explicam o seu trabalho, sem grandes problemas em desvelar segredos profissionais que possam ajudar os criminosos. “Não somos psicólogos como tanta gente pensa... Andamos é há muitos anos nisto! Obviamente que há certos truques, mas cada caso é um caso. Normalmente entramos nós primeiro em contacto com o sequestrador. Depois, levamos-lhe um telefone, comunicamos, mantemos a comunicação.... Como já todos passámos pelo GOE e estivemos no terreno, tentamos facilitar o trabalho deles, e em grande parte das situações nem é preciso recorrer à força ”, adverte Faria, há 25 anos na PSP, negociador há três. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será porventura a mais romanceada imagem de força policial que existe. Cabelos curtos, bem penteados com gel, óculos escuros que não deixam descobrir para onde se direcciona o olhar, fato ou tailleur (para as agentes, que existem nesta unidade, ao contrário de todas as outras) bem aprumados. O Corpo de Segurança Pessoal da PSP aparenta-se com a imagem ficcional dos guarda costas, mas apenas durante breves segundos, até os canos das armas começarem a flamejar, despejando fogo contra o inimigo em forma de alvo estático. “Este exercício, entre muitos outros, tem o objectivo de os focalizar para a protecção de entidades públicas de importância de Estado”. O chefe Teixeira, que lidera a unidade, explica o exercício aos homens que hoje vieram praticar. No total, são mais de duzentos e setenta os operacionais, que se dividem entre as mais variadas tarefas de protecção e acompanhamento de individualidades. “Nem todos andam assim vestidos, depende da ocasião. Podem estar a acompanhar o primeiro ministro, ou o presidente da republica, por exemplo, mas se estiverem a proteger uma testemunha num processo judicial, não se trajam assim, adequam-se à circunstância porque a descrição é fundamental neste tipo de actuação”.&lt;br /&gt;Alguns veículos de alta cilindrada, pertença da unidade, aproximam-se. “Estamos a simular o ataque a viaturas oficiais”. De repente, um tiro furtivo impulsiona a adrenalina, tomam posições esquematizadas durante a formação, e retribuem o fogo, retomam aos veículos, e abandonam a cena, a grande velocidade. Poucos segundos depois, do sucedido, apenas cápsulas de bala esmiuçadas (trabalha-se sempre com munição real), e marcas de borracha queimada no asfalto. “Receio?! Somos carne para canhão, treinamos para nos esquecermos de nós, e nos preocuparmos apenas com a integridade plena da pessoa que nos destinaram proteger... Bom trabalho”, solta, em direcção aos seus homens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se tudo se resumisse ao famosos fios vermelho e preto, não seria preciso andarmos tantos anos a aprender e a praticar para fazer isto não é?!”. O tom humorado pertence ao chefe Soares, quando fala do “seu” Centro de Inactivação de Explosivos e Segurança em Subsolo, que reúne dez homens que conhecem explosivos, químicos, ameaças radioactivas em terra e no mar, como se da própria família se tratassem. Perigos com que afinal acabam por ter de lidar diariamente aqui, durante os testes, “para conhecermos aquilo que podemos ter de encontrar na realidade, o que mais tarde ou mais cedo acontecerá. Claro que todo este risco, esta profissão, não é a que um miúdo sonha quando está a brincar com os amigos, mas alguém tem de o fazer, e sentimo-nos bem por sermos nós”. &lt;br /&gt;Dos equipamentos utilizados, ressalta um fato em kevlar, material resistente ao fogo, que pesa mais de cinquenta quilos, utilizado para desactivar engenhos explosivos, e a menina dos olhos da equipa, um robot ultramoderno de mais de 150 mil euros, que assume a dianteira da missão, sempre que o caso se afigura mais complicado. “Sim, é verdade, entra em todo o lado, tem três câmaras que nos permitem acompanhar tudo como se estivéssemos lá, um braço mecânico extensível para ter contacto com o engenho, e acaba também por ser uma forma de precaver a segurança dos nossos homens porque podemos fazer tudo a uma distância segura”, explica, enquanto vai demonstrando, através do controlo remoto, como funciona o dispositivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Busca”. As palavras mais associadas aos cães, fazem-se também acompanhar de outras. Salvamento, recuperação de pessoas, detecção de armas, explosivos e estupefacientes.  O Grupo Operacional Cinotécnico, comandado pelo sub-intendente Fernando Pacheco, extravasa as relações humanas até ao mundo animal. Se o cão é conhecido como o melhor amigo do homem, é também reconhecido como o melhor ajudante dos polícias. Há sete anos ligado ao GOC, não são ocasionais os momentos em que depois de um exercício reconhece ser “um admirador confesso destes animais”, comenta, enquanto se preparam algumas demonstrações das suas potencialidades que, não raras vezes, acabam por atrair espectadores de outras unidades, a fazerem de plateia ocasional às habilidades dos agentes caninos. “Um cão destes, trabalha connosco desde pequeno, até aos oito, nove anos. Depois, vai para a reforma, é oferecido ao tratador, ou a outro membro da polícia. Reconhecemo-los como parceiros no nosso trabalho, proporcionamos-lhes carinho, respeito, e acompanhamos a evolução da sua personalidade o que também acaba por depender um pouco da raça. Temos pastores belgas e alemães, para patrulha e ordem publica, retrivers labradores para farejar, e por aí fora... Embora a raça não seja essencial para o tipo de trabalho que melhor sabem fazer, há condicionantes genéticas de cada espécie que facilitam uma melhor aprendizagem do serviço e temos de ter isso em conta logo desde o momento em que os começamos a treinar, avaliar aquilo em que o cão é melhor”.&lt;br /&gt;Ao redor da nossa conversa, todos os cães estão sentados ao lado do tratador, serenos, apesar de nos olharem com alguma desconfiança. De vez em quando impacientam-se, e começam a ladrar, demonstrando uma ferocidade que, com a ausência de trela se tornaria... complicada, ou até dolorosa. “Não, nada disso! Você olhou-o foi nos olhos e ele não gosta. Está na casa dele, no seu território, e com a personalidade que estes cães adquirem não gostam nada que venham aqui olhá-los de frente... Não se preocupe que eles só atacam quando lhes dizemos para o fazer”. O agente Rui Troca, acompanhado do seu pastor belga Malinois, o Peters que não retira os olhos de cima de nós, decide então aliviar-lhe a energia, e pô-lo a correr. “Estou com ele há alguns anos já... Acabamos por desenvolver uma relação de respeito um pelo outro porque evoluímos e aprendemos um com o outro”. Depois, sim, uma demonstração das suas capacidades, para além do ladrar, que já se tinha mostrado tão estridente, quanto dissuasor... “Temos estado a trabalhá-los recentemente para detectarem armas de fogo, o que não se fazia até há bem pouco tempo”, explicam-nos. E ele fá-lo, em poucos segundos apenas, começando a patinhar na zona do porta luvas, onde o revolver tinha sido previamente escondido. E seguem-se outros, encontram tudo aquilo para o que foram treinados, e recebem sempre um prémio no final, uma espécie de saco almofadado, que é atirado e que ele aproveita para morder e libertar a tensão. “Faz parte do treino e da nossa forma de os entender e acarinhar, dar-lhes este brinde no final, para eles libertarem a adrenalina e descomprimirem”, releva Fernando Pacheco.      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acção musculada... Sinónimo de Corpo de Intervenção, apesar da associação não ser inteiramente do agrado do comandante Ferreira, que lidera a sub-unidade há cinco meses. Aos trinta e sete anos, e proveniente do Centro de Inactivação de Explosivos e Segurança, reconhece ser essa uma das atribuições primordiais do CI, mas não só. “Ao contrário do que a maioria das pessoas pensam não andamos aqui para bater, mas para manter a ordem pública. Já houve casos, e isso é natural, em que temos de entrar em acção, sempre com atenção e na proporção exigida pela medida do problema para o qual somos solicitados a intervir”, esclarece. Os cerca de seiscentos agentes que integram a unidade, ainda situada na Ajuda, em Belém, “enquanto não se finalizam os preparativos para o já previsto deslocamento da base para Belas, juntando-se às outras unidades da UEP”, cumprem assim a rotina habitual, entre o ginásio, a formação, e os diversos treinos, da luta corpo a corpo à prática de tiro (apesar de apenas utilizarem, mesmo em cenário real, balas de borracha). “Nem sempre as nossas rotinas, são assim tão rotineiras, porque temos de estar sempre de prevenção com um grupo constantemente preparado para sair para a rua”.&lt;br /&gt;Não existem mulheres no corpo de intervenção. “Não é proibida, claro que não, a entrada de mulheres. O que acontece é que já há muito poucas candidatas, creio que houve apenas uma ou duas até hoje a terminarem o curso. Depois, não estabelecemos, e creio que isso se passa aqui e em todas as subunidades, critérios diferentes para homens e mulheres, todos têm de possuir os mesmos requisitos para serem inseridos nas várias equipas”. &lt;br /&gt;Na formação de final de tarde, toda a unidade se junta na praça principal do aquartelamento. Os escudos em plástico reforçado, as viseiras protectoras, os capacetes negros e todas as protecções brilham enquanto o sol se pões sobre o Tejo, numa imagem serena, tranquila, contrastante com o poder do momento visual. “Como vejo tudo isto? É um serviço para os cidadãos, é o nosso trabalho e gostamos de o fazer bem”.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Caixa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destaques:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Factos dos GOE&lt;br /&gt;O GOE hoje é um dos grupos anti-terroristas mais eficazes de todo o mundo. Nas várias provas em que participou, em conjunto outras forças especiais ocidentais, em 50 grupos que participantes, ficou em 4º lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ter passado os testes físicos, de aptidão, tiro e luta corpo a corpo, o voluntário enfrenta um período de treino de 8 meses. O recrutamento tem lugar de dois em dois anos. Em média, de entre mil voluntários, apenas vinte finalizam o curso como elementos operacionais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas vezes por ano, submetem-se a testes físicos e psíquicos para aferir da manutenção das capacidades para permanecer no seio da unidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu treino mais famoso é o Face a Face. Dois grupos de homens, frente a frente, e com uma distância de dois metros do parceiro do lado. No intervalo, um alvo que, ao sinal de fogo, é alvejado pelo colega do lado oposto. O interesse do exercício é o de que “permite verificar o auto-controlo de cada um, e treinar para uma operação de tiro cruzado”, explica Magina da Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;Notícias Sábado, Janeiro de 2009&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/feeds/62647110873199045/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/18123285/62647110873199045' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/62647110873199045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/62647110873199045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/2009/04/noticias-sabado-nossa-tropa-de-elite.html' title='Notícias Sábado: A nossa Tropa de Elite'/><author><name>Pedro Cativelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12578166226362304647</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18123285.post-7823531599902084538</id><published>2009-04-22T14:39:00.001+01:00</published><updated>2009-04-22T14:43:00.920+01:00</updated><title type='text'>Notícias Sábado: Duplos à portuguesa</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca se lhes vêm as caras e se passar por eles na rua, não os reconhecerá. São homens e mulheres que não gostam do perigo real, mas que têm de conviver com ele para poder trabalhar. Arriscar a vida para a poder ganhar, procurando nos seus limites a melhor proeza visual possível.&lt;/span&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;Texto&lt;br /&gt;Pedro Coimbra do Amaral&lt;br /&gt;Fotografia&lt;br /&gt;Patrícia de Melo Moreira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ruído ensurdecedor de travões a roçar no alcatrão quente, por entre a nuvem de poeira que se forma e o extremo odor a borracha queimada que paira no ar... Os vidros partidos na alta rotação de um carro virado do avesso, encostado de pernas para o ar de encontro a uma árvore que não estava prevista no guião mas que tornou a cena ainda mais bem conseguida. Aplausos da equipa de produção. Expira-se fundo por fim, depois de segundos de silêncio expectante. A porta de chapa amassada abre-se. “Mais uma, já está”.  &lt;br /&gt;Último episódio da novela Resistirei. Sérgio Grilo, duplo profissional “desde o berço”, é o condutor do Wolksagen Golf comprado propositadamente para ser capotado. “Já teve o seu momento de televisão”, sorri, enquanto lhe dá umas palmadas no chassis amolgado. Sérgio também. Todos lhe dão os parabéns, até os actores pararam para ver a cena, a mais marcante da novela, em termos visuais. Apesar disso, e depois da edição, ninguém o irá reconhecer. “Apesar de também ser actor e fazer publicidade, aqui estou noutro papel. Neste caso, o meu trabalho é apenas proporcionar ao realizador aquilo que ele me pediu, tornar a cena o mais espectacular possível, com o menor risco para mim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atílio Silva é o pioneiro da figuração especializada em Portugal. Sérgio é... o seu filho. “Ele vai bem, vai sim senhor...”, comenta com um sorriso feito de orgulho, o maior duplo português de todos os tempos. &lt;br /&gt;Antigo fuzileiro, ferido em combate por terras africanas, aos dezanove anos tornou-se intérprete e condutor de carros de luxo na Hertz. Convidaram-no para chefiar uma frota na Austrália. Foi e por lá ficou durante quinze anos. “Alugávamos uns veículos para filmes americanos que estavam a fazer lá perto. Quando fui às filmagens o coordenador pôs-me a experimentar e achou que fiquei perto. Depois, fiz o curso e nunca mais parei”. Participou então em filmes de sucesso, séries premiadas, como ‘Sangue e Honra’, ou os famosos ‘Mad Max I e II’ pela New Generation of Stunts, que pertencia a Mel Gibson. “Eram outros tempos, havia segurança mas não existiam os meios que há agora. Sempre fui um bocado aventureiro, fiei-me na sorte vezes de mais, isso custou-me algumas coisas, mas ganhei outras”, conta.&lt;br /&gt;Foi por causa de uma dessas aventuras que acabou por regressar a Portugal. “Bati numa rocha e parti a perna em nove sítios! Vim então para cá e abri a Charlot Filmes. Porquê este nome? Porque ele foi o primeiro duplo de si próprio e sempre fui um admirador seu”.&lt;br /&gt;Aos cinquenta e oito anos, os mais de mil atropelamentos e quedas de penhascos, foram-lhe preenchendo uma ficha clínica tão extensa no papel, como nas cicatrizes que lhe ficaram marcadas pelo corpo. Um pé infectado devido a má irrigação, dois AVC , uma operação à aorta, e outras tantas maleitas cujos resquícios ainda hoje lhe apoquentam a rotina diária, agora mais serena. “tem de ser não é?!”. Com mais de trinta e sete anos de carreira, reformou-se há cerca de dois, depois de coordenar ‘O Filme da Treta’ mas continua ligado à empresa que fundou há 18 anos. “Adorava esta vida sabe?”, explica com saudade na voz, o decano dos duplos em Portugal.&lt;br /&gt;Sérgio sorri. Seguiu-lhe as passadas e agora lidera o negócio da família. “Hoje já conseguimos viver disto sim, apesar não sermos uma equipa muito grande, cerca de seis homens e duas mulheres, estas em part-time”. O pai interrompe. “Ele é mais organizado que eu, e lida bem com os realizadores, é bom coordenador”. Quanto a Atílio, dedica-se à gestão da e nos tempos livres vai dando formação aos jovens que querem dar os ossos ao conhecimento do ofício.&lt;br /&gt;Mulher de armas. A “dobragem” de actores e actrizes é a parte mais tranquila do trabalho de um figurante especializado. “Depende do papel”, interrompe. Em Call Girl, Ana Margarette “fez” de Soraia Chaves, não nas cenas mais picantes, mas nas sequências de maior arrojo e audácia. Agora com 24 anos, desde os dez que se tornou perita em lançar-se de escadas, atirar-se de penhascos, ou simplesmente “dar uns murros quando é preciso”, humoriza a professora de informática e barmaid em part-time. “Conheço o Atílio e o Sérgio da minha rua. Precisavam de uma miúda assim mexida e sem grandes medos e fui ficando” . “Ela é terrível”, graceja Atílio. “Medo? Só durante uns segundos, antes de ouvir a palavra ´Acção`”, conta.&lt;br /&gt;Segurança. Em “A Sombra dos Abutres”, começou outro nome conhecido no mundo dos duplos, João Gaspar. Na realidade, só existem em Portugal duas empresas profissionais (vivem exclusivamente da actividade) de figuração especializada. A Charlot Filmes e a B.I., JG Duplos, empresa de João Gaspar que trabalha com Teresa Leal, sua mulher e “braço direito” que também vai dando uma “perninha” na profissão que o marido escolheu há mais de quinze anos. “Fiz o curso de duplos com ele em Seattle, trabalhei na área da produção. Há alguns anos decidi entrar nisto com ele, e trato mais dos detalhes relacionados com a produção, apesar de também fazer algumas cenas” conta. João Gaspar é há anos, um dos duplos mais requisitados do meio audiovisual português. Tem até um curso pela renomada United Stuntemen’s Association, em 2004. “Decidi fazer essa formação por uma questão de actualização de conhecimentos, de troca de experiências que é sempre importante nesta área”.&lt;br /&gt;“Calculamos o abismo, procuramos o limite, mas sempre longe ao perigo”. Apaixonado pela escalada, começou como assistente de realização passo primeiro que o empurraria, há década e meia para o mundo do audiovisual. “Essa experiência é importante porque aqui procuramos proporcionar veracidade às situações do ponto de vista da câmara. Posso dar-lhe um murro verdadeiro que pode não parecer real se filmado... A arte aqui é fazer o contrário, ou seja, não o magoar, mas fazer parecer que foi realmente um impacto violento”, explica. &lt;br /&gt;Atropelamentos, explosões, homens em chamas. Já fez de tudo, ou...quase tudo. “Todas essas coisas se podem fazer, mas requerem um estudo prévio do que se quer, do que se pode ter, dos meios existentes, do orçamento disponível... Uma coisa é que não dispenso nunca, a segurança, a minha e a das pessoas que trabalham comigo, porque têm de confiar em mim para se poderem entregar completamente à cena, a sorte não é para aqui chamada”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra “segurança” surge inúmeras vezes no seu discurso. Orgulha-se das poucas lesões sofridas ao longo da carreira, e não gosta mesmo nada da habitual metáfora da “carne para canhão” que, invariavelmente acaba por aparecer, sempre que os duplos são assunto. “Prefiro recordar as cenas mais espectaculares, ao contrário das cicatrizes e dos ossos partidos, porque andamos aqui não para nos aleijar! Repare, se tiver de ser operado tenho de estar não sei quanto tempo sem ganhar dinheiro e não me posso dar a esse luxo”. &lt;br /&gt;Gravação de “Casos da Vida”, série da TVI. São quase quatro horas da manhã e a equipa de produção continua a gravar os diversos takes de uma cena para a qual foi contratada a empresa de João Gaspar. O guião explica um atropelamento de uma criança de seis anos que caminha à beira da estrada acompanhada da sua mãe. A cara que aparecerá na filmagem será a da actriz Sofia Grilo, cuja filha, será atropelada por um Ricardo Carriço descontrolado ao volante. Na realidade, as coisas são bem diferentes. Daniela Macário, devidamente caracterizada, será a mãe que se atirará de uma ribanceira atrás da filha, que é na realidade...um crash test dummie. Quanto a Ricardo Carriço, nem sequer pega no carro, sendo substituído na cena por um duplo perito em condução defensiva.&lt;br /&gt;Casada com Pedro Borges, um outro figurante especializado da Gen 21, uma empresa de duplos do Algarve que costuma trabalhar com João Gaspar, sempre gostou de desporto desde pequena. Da natação às artes marciais, passando pelo curso que está a concluir, “quem corre por gosto não cansa não é?!”, Daniela ainda tem tempo para se dedicar a “estas aventuras”. “Em casa?! Somos um casal normal, não andamos lá a fazer acrobacias. Na universidade é que me estão sempre a perguntar como é, se não me magoo, há uma grande curiosidade por parte das pessoas, ainda por cima sendo mulher”, lança com um sorriso. “Gosto desta vida, da aventura, não gosto de aparecer, nem quero ser reconhecida na rua, não tenho feitio para isso”, vai dizendo enquanto a preparam para se assemelhar com a actriz que vai “dobrar”. &lt;br /&gt;João não vai entrar na cena. Reúne a equipa, dá as últimas instruções a cada um, mantém contacto permanente com o realizador “Trabalho com uma série de pessoas, peritos em acrobacias motorizadas e outro tipo de modalidades especializadas, consoante o serviço pedido e as especificidades da cena que teremos de fazer”, explica. “O nosso mercado não permite que haja duplos especializados, como nos Estados Unidos por exemplo, só em quedas ou em cenas de luta por isso temos de ir fazendo um pouco de tudo e recorrer ao know how que existe por aí. Gosto deste trabalho de coordenação de duplos. Quando corre tudo bem regressamos a casa felizes, bebemos um copo se não estivermos demasiadamente cansados ou moídos. É uma boa vida”.&lt;br /&gt;Mercado a crescer, ou nem por isso... Depois de esgotado o filão das produções estrangeiras que escolhiam Portugal como cenário nos anos 90, o aparecimento em força da produção nacional nos últimos anos faria prever um crescimento do número e da qualidade deste tipo de trabalhos. “Com os filmes franceses que vinham  cá rodar nos anos 90 ganhava-se bem, mas deixaram de vir, e hoje fazemos muita produção nacional, publicidade, filmes, novelas. No entanto é raro fazerem-se grandes cenas, porque são normalmente muito caras ainda para a nossa realidade”, explica Sérgio Grilo. João Gaspar tem a mesma opinião. “Pode parecer que há mais produção mas em Portugal as coisas ainda custam um pouco a andar. Na maioria dos casos há pouco dinheiro para investir em sequências de acção, falta uma série ou mais cinema que siga por este caminho, porque afinal, se reparar, as cenas que fazemos acabam sempre por ser as que servem de veículo promocional, por serem mais espectaculares, para chamarem espectadores”. &lt;br /&gt;Apesar desta realidade, novos grupos de duplos vão aparecendo e conquistando cada vez mais trabalho apesar de ainda não se poderem dedicar exclusivamente à actividade, enquanto profissão de tempo inteiro. A Stunts &amp; Co. Duplos e Figurantes Especializados, uma ´unidade` de cerca de vinte elementos constituída por antigos militares que procuram tornar a ficção muito mais próxima da realidade, nasceu durante a novela ‘Desencontros’, em 1993. Há um ano criaram a Associação de Duplos e Figurantes Especializados. Manuseio de armas, habilidades de artes marciais, passos de hip-hop ou acrobacias de ginástica e formação de actores para sequências de acção pura e dura. Nicolau Breyner escolheu-os para formarem Pedro Lima e Sofia Aparício, actores do seu primeiro filme enquanto realizador, ‘Contrato’, a estrear ainda este ano. “Colaboramos fisicamente ou apenas em termos coreográficos em cenas policiais, militares ou de combate corpo a corpo. Mas também damos formação a actores e figurantes para qualquer tipo de cena de acção, algo em que estamos agora a apostar com muita força. Depois é o trivial, conduzimos veículos ligeiros, motos e pesados com arrojo e audácia. Alugamos adereços do nosso guarda-roupa para cenas de polícia ou de forças especiais e também prestamos consultoria às produtoras, em armamento, tácticas de combate e outras coisas que nos peçam”, releva um dos responsáveis pela equipa”, explica Nuno Arrojado, um dos fundadores da Associação.  &lt;br /&gt;Vida...dupla. Para lá das luzes da luzes da ribalta, é muito provável que já se tenha deparado com um duplo português num restaurante, num supermercado ou num qualquer departamento do Metropolitano de Lisboa. É o caso de Nuno Arrojado. E se existem casos em que o nome próprio de alguém se ajusta à personalidade ou actividade da pessoa, este é um deles. “Pois... Dizem-mo várias vezes!”, graceja. No entanto, o humor esbate-se quando se fala na fama e na fortuna, esperanças vãs que não podem ainda acarretar, pelo menos para já. “À parte da empresa do Atílio Silva que é o nosso mestre e referência nacional e que devido à sua carreira e grande experiência consegue viver desta actividade, e do João (Gaspar) que também o faz, é ainda impensável viver só disto porque o mercado não comporta muita gente nem grandes despesas com pessoas e feitos especiais, isto apesar de termos essa vontade e de estarmos agora a apostar em especialistas em artes marciais para futuras produções”, assinala.&lt;br /&gt;A opinião é perfilhada por outro dos fundadores da Stunts, o topógrafo Filipe Carvalho. “Como em tudo o resto neste país, falta dinheiro!. Não podemos trabalhar ao preço dos figurantes dos programas da manhã. Se nos pedem coisas mais complicadas, isso custa dinheiro e os agentes do meio não têm por vezes a consciência do que é preciso para se fazer aquilo que nos pedem, com os materiais mais adequados, e em segurança. Se tenho o sonho de viver apenas disto? Isso seria mesmo perfeito, mas até lá vamos fazendo o que podemos”, assinala.&lt;br /&gt;Nuno sorri. “Se gostaria que o meu filho fosse um duplo? Ainda só tem dois anos! Posso-lhe dizer que preferia que ele andasse aqui com segurança do que em outras coisas mais arriscadas, como andar na estrada por exemplo! Mas já o trago de vez em quando para os treinos e ele gosta de andar para aí aos saltos, será um sinal?”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Efeitos especiais. Ricardo Reynaud é um dos técnicos de efeitos especiais que mais aparece na ficha técnica de muitas produções portuguesas. “Costumo testar os materiais e os efeitos num armazém. Depois é por em prática seguindo os resultados, aprendendo com os erros. Se uma bolsa de sangue não arrebenta, ou se por exemplo uma explosão não deflagra, perdemos tempo e dinheiro e isso é coisa que nesta área não existe assim com tanta abundância”, humoriza. &lt;br /&gt;Enquanto fala, mostra as várias caixas de ferramentas forradas de adereços que encheriam de curiosidade os mais fanáticos pelas aventuras de bastidores do cinema de acção. “Compro os materiais a um fornecedor inglês credenciado para este tipo de finalidade e como não existem no nosso país muitos técnicos deste ramo, acabo por ter bastante trabalho”. Alguns dos seus trabalhos mais visíveis aconteceram em Vingança, Deixa-me Amar ou no Max e, na sua perspectiva, a tendência é de melhoria. “Começam cada vez mais a surgir produções com cada vez maiores ideias. Ainda agora num filme português, tive de fazer um dragão deitar fogo pela boca, e incendiar o braço de um dos actores! E tudo com segurança para ninguém se magoar”, recorda.&lt;br /&gt;Começa muitas vezes aí o trabalho de proximidade com os duplos, alguns com quem já convive profissionalmente há “muitos” anos. “Normalmente o corpo em chamas, o tiro de pólvora seca, a explosão, passa-se ou com eles a darem o corpo ao manifesto! Por isso é que temos de trabalhar quase sempre em conjunto, passar horas a planear para que ninguém se magoe e possamos ir todos para casa ao final do dia felizes da vida”.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caixa:&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Factos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;. A primeira cena de um duplo já tem mais de um século de existência e aconteceu no primeiro western da história. Foi uma queda de cavalo no filme O Grande Assalto ao Comboio, de 1903.&lt;br /&gt;. Rémy Julienne, destacado “louco” pelo rallycross e campeão francês de motocross é ainda hoje considerado pelos seus pares como o maior duplo de cenas com automóveis da história do cinema. Participou em mais de 100 filmes, incluindo seis ‘James Bond’. Os dois filhos Dominic e Michel seguiram-lhe as pisadas e tornaram-se também eles figurantes especializados. &lt;br /&gt;. No mercado hollywoodesco, as remunerações chegam aos milhares de euros por produção e existem até cerimónias anuais criadas para distinguir as melhores acrobacias, as sequências de acção mais realistas, os maiores saltos e os profissionais mais completos do ramo. Fala-se mesmo há alguns anos numa nova categoria inserida na cerimónia dos Óscares que os distinga.&lt;br /&gt;. Em Portugal, e dependendo do tipo de cena efectuada, um duplo ganha em média, cerca de 500 euros por dia de trabalho.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;Notícias Sábado, Janeiro de 2009&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/feeds/7823531599902084538/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/18123285/7823531599902084538' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/7823531599902084538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/7823531599902084538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/2009/04/noticias-sabado-duplos-portuguesa.html' title='Notícias Sábado: Duplos à portuguesa'/><author><name>Pedro Cativelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12578166226362304647</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18123285.post-3494262546078296979</id><published>2008-12-10T15:21:00.005+00:00</published><updated>2009-10-12T14:33:43.325+01:00</updated><title type='text'>Notícias Magazine: Pedro Ayres Magalhães</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Música para os sentidos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Três milhões de discos vendidos e quase mil espectáculos depois, uma nova vida, no dobrar de duas décadas de existência, “feitas a pensar em boa música apenas”. Depois da saída de Teresa Salgueiro, os Madredeus regressam, agora acompanhados pela Banda Cósmica, em “Metafonia”, um disco duplo composto de inéditos e temas antigos revisitados em diferentes perspectivas. As duas vozes principais, os sete instrumentistas, a harpa, a guitarra eléctrica, o violino, as percussões traçam novas linhas de carácter, num sonho idealizado para viajar pelo mundo.&lt;br /&gt;A NM foi conhecer o criador dos Madredeus, os segredos da composição das melodias, da libertação das palavras, o roteiro de um destino que se sente no detalhe, e se procura, “passo a passo”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;Texto&lt;br /&gt;Pedro Cativelos&lt;br /&gt;Fotografia&lt;br /&gt;Patrícia de Melo Moreira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Sente-se sempre algo de diferente, quando se ouve um álbum dos Madredeus... Como o explica?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem, o objectivo é esse! Começa logo por gravarmos todos juntos, e a força da música tem a ver também com a magia de termos um grupo de pessoas a tocar ao mesmo tempo, ao contrário da maioria dos discos que hoje em dia são gravados em separado. Não tenho nada contra isso, mas prefiro tocar, ensaiar, trabalhar a interpretação e depois fazer estes takes de dezoito minutos, que são uma maravilha, com uma energia extraordinária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Sempre foi esse, um dos seus segredos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mesmo para quem não perceba nada de música, como por exemplo uma criança quando vê uma banda a tocar, percebe perfeitamente se aquele grupo gosta ou não realmente daquilo que está a fazer. O cuidado com que as coisas são feitas, o gosto, o trabalho que deu a preparar, a chegar ali, àquele momento, tudo isso se sente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Como é que tudo isto começa a nascer na sua cabeça, tem noção de um determinado momento, ou é um processo que se vai desenvolvendo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A ideia base é a de inventar uma nova concepção de música cantada em português para grandes espectáculos, inspirada na tradição das suas próprias composições e nos arranjos da música popular da Europa, da África Ocidental, do Brasil… uma espécie de orquestra latina portuguesa. Tudo isto, quando se começa por fazer ao mesmo tempo uma obra, e uma banda... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Duplica o trabalho...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Multiplica! E tens de gostar deste trabalho de uma tal maneira, que nunca fiques sem escolhas! Começa-se pelos arranjos de guitarra, da harpa, e com uma voz que trabalhava connosco como se fosse um modelo num atelier, para aprendermos a pintar sobre uma determinada base. A partir daí avaliamos os arranjos, com esse esboço, que tem de ser cantado para ter uma forma mais próxima do resultado final e vai-se trabalhando, modificando, harmonizando até ao dia em que se diz, ´pronto, é isto`.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;&lt;br /&gt;E como aparecem estas novas vozes?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quando soubemos que a Teresa ia sair dos Madredeus, começámos a receber cartas de pessoas a dizerem que eram cantoras e que gostavam muito de trabalhar connosco, o que  me surpreendeu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Com o impacto que tiveram na música feita em Portugal, não era natural que isso acontecesse?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eu não fazia ideia! Mas o que é facto é que nos poupou ao trabalho de ter de por um anúncio e estar a ouvir não sei quantas centenas de vozes. Cingimo-nos só a essas que se dirigiram a nós e algumas delas acabaram por ficar. Não queríamos cópias da Teresa, alguém que seguisse esse modelo. Tivemos de lhes ensinar as canções como elas são, harmonizar as coisas... Não foi complicado, foi complexo! A voz é uma melodia com uma orquestra dentro da boca, que não é igual se estiver isolada. Só muitas vezes depois de ouvir aquelas vozes, é que tenho a percepção de saber o que elas poderiam dizer cantando aquelas músicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;&lt;br /&gt;É assim que se começa a criar música?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Normalmente começo por aí, mas também pode ser ao contrário, também se pode começar pela letra e depois procura-se uma voz para a interpretar de acordo com a harmonia que se procura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Novas vozes, instrumentalizações diferentes com guitarra eléctrica, bateria, no fundo um novo som, para uma banda praticamente nova. O resultado sente-se mais quente, o que lhe parece?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A ideia é mesmo essa e já vem de há algum tempo. Costumávamos fazer muitos concertos para duas, três mil pessoas, e funcionava bastante bem. Então queríamos tocar as nossas músicas com uma orquestra maior, com baixo, bateria e guitarra para poder optimizar o som. A banda Cósmica funciona  assim como um amplificador dos Madredeus.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Agora, a fase em que tudo ganha vida, perante o público... Não teme que antes de se entranharem, as diferenças musicais apresentadas se estranhem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não, sempre mudámos, fomos evoluindo e as pessoas sabem disso. A nossa música é para se ouvir no palco, só pode ganhar com isso, e foi sempre esse um objectivo dos Madredeus desde o começo. É muito diferente tocar numa sala na terça-feira, e tocar no mesmo espaço na sexta, e isso fascina-me!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Chegou a pensar em acabar e começar tudo, com uma nova banda?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sim, claro que pensei nisso! Desta vez, mantivemos o nome do grupo e acrescentamos Banda Cósmica, que é uma banda nova que no fundo incorpora as músicas que a maioria das pessoas não conhece. Fiz 940 concertos no mundo inteiro, temos 118 músicas gravadas com a Teresa, mas a maioria das pessoas só conhece três, apesar de serem todas aplaudidas quando tocamos ao vivo. Não ia prescindir disso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Mas quando aconteceu para si, o momento chave, dessa decisão?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;No dia em que a Teresa disse que ia embora, fui para casa a pensar. `Bem, agora ou te reformas e vais para casa viver dos louros desta bem sucedida aventura... ou não!`. Ainda demorei algum tempo a decidir-me, mas gosto muito de tocar sabes, de fazer, de sentir a forma anónima como milhares de pessoas estiveram connosco ao longo destes anos, mesmo nesta fase em que ninguém sabia o que ia acontecer, esse movimento de retribuição cósmica puxou-me a querer continuar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;E não ficaram ressentimentos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Claro que não! Mas houve alguma vez alguma dúvida disso?! Há vinte anos vi a Teresa a cantar, gostei da voz dela  e convidei-a, disse-lhe que ia fazer música para ela. Já na altura ela tinha projectos e coisas que gostaria de fazer. Andámos vinte anos juntos, passámos grandes momentos de uma carreira mundial quase ímpar, demos o melhor que tínhamos! E depois chegou o momento de ir fazer outras coisas. Apoiei-a nisso, participei no seu disco, tenho muita admiração por ela, tem uma voz invulgar, uma grande experiência e desejo-lhe toda a sorte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;A viagem, é um conceito inerente aos Madredeus desde o início. Mantém-se essa matriz?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma ideia que está subjacente no momento da criação dos Madredeus, há vinte anos atrás. Queria um projecto que fosse virado para andar lá por fora a mostrar Portugal. Neste novo trabalho, vamos concentrar-nos na Península Ibérica para já, depois, logo se verá…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Foi por isso que teve esta ideia, de fazer algo completamente diferente, em 1986?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me que fazia espectáculos com os Heróis do Mar, e não havia anfiteatros em condições, os espectáculos eram feitos nas feiras, no meio das barracas das bifanas, e de uma barulheira inacreditável... Foi por isso que criei os Madredeus, engraçado não é ?! Tão simples… Queria fazer um grupo que não tocasse em arraiais, mas sim em jardins, em castelos e anfiteatros. Mas durante cinco anos só fizemos dez espectáculos por ano, demorou tempo, mas fez-se um projecto de vanguarda, que privilegia a solenidade do momento de ouvir música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Vejo-o olhar para o disco... Nota-se que está orgulhoso, espera que o público o olhe assim também?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tenho esperança que seja um grande êxito, na minha época, antes de eu morrer. Temos a maior expectativa, trabalhamos que nem cães para que sejamos apreciados. Não penso muito no número de vendas, mas mais na quantidade de espectáculos que temos marcados... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Como retrataria o país em termos musicais?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não me cabe a mim dizer o que mudou, não me apanhas a dizer que fomos muito importantes! Muita coisa mudou de há vinte anos para cá, até em termos culturais, há mais espectáculos, mais oferta de facto. Mas continua a não haver uma indústria musical no nosso país, o que começa até pela falta de educação musical nas escolas, e que se nota também no público que vai aos espectáculos, em que as pessoas gostam do que ouvem mas muitas vezes não percebem porquê, uma vez que não foram educadas para a música nos seus aspectos mais lúdicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Há algum segredo para todo o sucesso que foi atingido nestes vinte anos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Durante muitos anos andámos pelo mundo todo, a falar português em sítios onde nunca ninguém tinha ouvido falar de nós. Isso não aconteceu por termos caído nas graças de alguém, deu muito trabalho, todos os dias a ter de fazer mais um bocadinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;E nunca lhe passou pela cabeça ficar num desses lugares por onde foi passando?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto muito do meu país, de Lisboa.... Mas pensei nisso sim, quando estive em Belém do Pará, que fica na Amazónia, uma cidade índia. Achei aquilo o máximo, não me importava de me reformar e ficar por lá, abrir a tasca do Guaraná por exemplo... (gargalhada) Mas ainda não é para já! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Se não fosse a música, por onde iria o Pedro? Não o estou a ver de fato e gravata a trabalhar numa seguradora no Saldanha...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Sorri) Não sei... Sempre pensei na música desde miúdo, fui muito influenciado pelo movimento hippie, por Woodstock, pelo Jimmy Hendrix, pela Jannis Joplin, depois pelo punk... Cresci com esses movimentos de revolução, quando se acreditou que a música podia mudar o mundo, eu sou filho dessas ideias! Este é aliás um álbum punk, à sua maneira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Biografia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A carreira de Pedro Ayres Magalhães é quase impossível de resumir, tão abrangente se foi tornando com o passar dos anos. Começou na década de 70, por ser baixista, primeiro nos Faísca, um dos primeiros grupos de punk rock portugueses e depois no Corpo Diplomático. Alguns anos mais tarde, forma os Heróis do Mar, referência ainda hoje actual da música portuguesa dos anos 80.    &lt;br /&gt;No ano de adesão de Portugal à CEE, em 1986, por coincidência ou não, decide então inaugurar um novo projecto, mais virado para o exterior do país, “por levar Portugal a países que nem sabiam que existíamos”. Surgem assim os Madredeus, ainda com Rodrigo Leão, então vindo dos Sétima Legião e que alguns anos mais tarde acabaria também ele por sair, e com uma então desconhecida voz que marcaria a música portuguesa nas duas décadas seguintes, Teresa Salgueiro.&lt;br /&gt;Alguns anos antes, em 1982, Pedro Ayres Magalhães tinha estado ainda na origem da Fundação Atlântica, onde foi director musical, juntamente com Miguel Esteves Cardoso, uma editora que produziu, entre outros, Anamar e os Delfins. Mais tarde foi de novo preponderante numa outra manobra marcante da canção tocada em português, estando na génese dos Resistência. &lt;br /&gt;Multifacetado no campo das artes, extravasou por algumas vezes o campo musical e chegou a participar como actor em filmes como Longe (1988), De uma Vez por Todas (1986), A Janela Não é a Paisagem (1997), A Janela (2001) e ainda em Lisbon Story realizado por Wim Wenders.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/feeds/3494262546078296979/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/18123285/3494262546078296979' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/3494262546078296979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/3494262546078296979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/2008/12/notcias-magazine-pedro-ayres-magalhes.html' title='Notícias Magazine: Pedro Ayres Magalhães'/><author><name>Pedro Cativelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12578166226362304647</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18123285.post-5965530325538928068</id><published>2008-12-10T15:19:00.006+00:00</published><updated>2009-10-12T14:34:06.083+01:00</updated><title type='text'>Notícias Sábado: Bastidores - Casino Estoril</title><content type='html'>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgt8l0SfxufvMrYE3WID-H7t7-a5SiXqUnKVmx3QXjiOQbQ8zvpbh7F0PNc6ozVgiaGV4zY_jnr4U5IzdLQQAu_R-3xmfibOeQ1vV-02_4C0J8Y2TCY7Tq6CoCk1hCtNEIxmlco/s1600-h/casino+do+estoril_1.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 269px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgt8l0SfxufvMrYE3WID-H7t7-a5SiXqUnKVmx3QXjiOQbQ8zvpbh7F0PNc6ozVgiaGV4zY_jnr4U5IzdLQQAu_R-3xmfibOeQ1vV-02_4C0J8Y2TCY7Tq6CoCk1hCtNEIxmlco/s400/casino+do+estoril_1.JPG&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5373640186239084706&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;O Casino como nunca o viu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Das oficinas onde se consertam as máquinas de jogo, à cozinha que mais refeições serve diariamente em Portugal, sem deixar de passar pelos bastidores desnudos do espectáculo futurista Visions, ou acompanhar a preparação do Preto e Prata para mais uma noite de gala, a NS mostra-lhe o dia a dia do maior casino da Europa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Texto &lt;br /&gt;Pedro Cativelos&lt;br /&gt;Fotografia&lt;br /&gt;Patrícia de Melo Moreira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manhã cedo ainda. A primeira imagem que se tem ao entrar  pela porta principal do Casino Estoril não é a mais habitual, ou sequer a esperada. O movimento é reduzido, as luzes não balançam ainda frenéticas ao som do tilintar das moedas e por agora, apenas as equipas de limpezas conferem a noção de movimento ao espaço, substituindo-se aos jogadores de póquer, frequentadores das mesas de feltro verde e a todos os outros que daqui a algumas horas preencherão todos os recantos do Casino em busca da felicidade, das emoções dos vários espectáculos, ou apenas de alguns momentos de distracção. Fazem-se notar os técnicos de manutenção com as malas de ferramentas, num corrupio contra o tempo, enquanto consertam as pequenas avarias informáticas e os danos causados por um ou outro consumidor do jogo mais aborrecido com os resultados adversos da fortuna. “Isto evoluiu muito nos últimos trinta anos, antigamente era tudo mecânico, hoje é tecnologia de ponta que requer uma actualização constante da nossa parte”, explica Carlos Pinto. A seu lado, João Valente, companheiro de trabalho há mais de trinta anos, observa, cúmplice. “Uma vida! Até já estamos um bocado fartos um do outro”, lança, com humor. As três décadas que passaram nas oficinas de electrónica fizeram-nos conhecer, como poucos, os mecanismos da sorte, explicam, enquanto vão apresentado as velharias que ganham pó no armazém da oficina, num dos pisos subterrâneos do Casino.&lt;br /&gt;O mais moderno centro polivalente da actividade de “entertainment” e lazer em Portugal, com as suas mais de mil máquinas, tem em Artur Mateus o director da área de jogo. Funcionário da Estoril Sol, detentora de vários casinos em todo o país, começou há 18 anos, ainda no gabinete jurídico, a história que o liga ao outro lado do jogo. “Isto é ligeiramente mais animado de facto, os horários são diferentes, mas é algo que gosto de fazer e não sinto muita falta do gabinete, confesso”. Há mais de uma década que conhece todos os recantos das várias salas, vive perto das centenas de jogos disponibilizados, mas não pode participar neles, nem aqui, nem em qualquer outro casino português. “É verdade, nem eu, nem nenhum outro funcionário, só no estrangeiro”, explica. “É o preço a pagar e faz sentido que assim seja por uma questão de credibilidade do próprio negócio”.&lt;br /&gt;Os jogos de sorte e azar, enquadrados nos vários ambientes disponíveis, para fumadores ou não, para mais ou menos endinheirados jogadores, funcionam 12 horas por dia, das três da tarde às três da manhã. “Sendo a conjuntura actual caracterizada por uma redução da capacidade de consumo individual, a reacção dos Casinos é a de conceber e aplicar estratégias para aumentar o número de frequentadores na procura de um desejável crescimento das receitas, com base numa maior afluência de Clientes para suprir o menor consumo ´per capita`. Aqui, no Estoril, implementámos este ano novas estratégias de marketing e animação, o que provocou um crescimento progressivo do número de visitantes em cerca de nove por cento em relação ao verificado no ano passado. E de facto temos aqui pessoas de todos os extractos. Engraçado que durante o dia vêm mais mulheres, à noite mais homens, mas há de tudo entre as cinco mil pessoas que nos visitam diariamente. Se de todas essas pessoas há viciados no jogo? Decerto que haverão, mas penso que muita gente vê mal toda esta dinâmica porque isto deve ser encarado como uma actividade lúdica. Eu acredito no trabalho e na competência para enriquecer, primeiro que na sorte até”. &lt;br /&gt;José Mateus, chefe de sala e um dos mais de cem funcionários que trabalham directamente nas várias salas de jogo, está por perto. “É um costume já, o meu trabalho afinal, estar sempre à vista”. Ajeita os últimos detalhes antes da abertura ao público, hoje, como nos últimos dezasseis anos que aqui já passou. “Sim, tem de estar tudo em ordem”, deixa escapar, sem desviar o olhar do serviço que permanece ainda por cumprir. A outra parte do seu trabalho, essa, não tem no entanto, horário ou local predestinado para ocorrer. “As batotas? Acontecem! Haverão sempre pessoas que tentam quebrar as regras mas estamos habituados e já os conhecemos”.&lt;br /&gt;Artur, complementa. “Por exemplo fala-se sempre na marcação das cartas, mas temos um baralhador automático, que o faz com oito baralhos, é quase impossível! E depois estamos treinados para percebermos quando alguma coisa estranha se está a passar”. &lt;br /&gt;As roletas francesa e americana, o blackjack, o póquer cada vez mais em voga, com um torneio mensal que junta os mestres do bluff de norte a sul do país com final marcada para Dezembro... E as slot machices, claro, a imagem mais marcante de qualquer casino. “Cada máquina é substituída ao fim de quatro anos, porque uma parte importante de tudo isto é a novidade, quer do jogo, quer da apresentação visual do próprio espaço que se quer moderno e versátil”.&lt;br /&gt;Las Vegas e Macau. Duas referências que assomam por sugestão, sempre que se pensa no grande jogo, em lugares promovidos em filmes e agências de viagens por todo o mundo como destinos turísticos onde a sorte anda de mãos dadas com o glamour, a ostentação, e com o universo do espectáculo. “São duas concepções diferente de casino. Las Vegas por exemplo, aposta na competitividade e na oferta cultural, ao contrário de Macau, onde isso já não é tão visível. Nós optámos por uma solução própria, centrada no jogador, tentando chegar a um público mais vasto. Posso dizer-lhe que sem os espectáculos o número de jogadores seria menor, e o inverso também acontece pois é desta sinergia que vive o Casino Estoril”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjv_Ddp9wvfSGehWqwHJ6FC9NF639aL-vgN43teykjFOVL_ZtViheA4dUB_d4xLZnhPYl6PmfJuWTaFVjVfWmzJQMr2wTzmznbcUF81o_U5Q7lrqS26Rx2ilAYTKg2fjVHdcQQT/s1600-h/casino+do+estoril_3.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 269px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjv_Ddp9wvfSGehWqwHJ6FC9NF639aL-vgN43teykjFOVL_ZtViheA4dUB_d4xLZnhPYl6PmfJuWTaFVjVfWmzJQMr2wTzmznbcUF81o_U5Q7lrqS26Rx2ilAYTKg2fjVHdcQQT/s400/casino+do+estoril_3.JPG&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5373640687425234754&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Para lá do olhar, outros sentidos são apurados.&lt;/span&gt; Na maior cozinha portuguesa, ou pelo menos na que mais refeições confecciona diariamente, a azáfama diária inicia-se bem cedo, ainda com a madrugada como pano de fundo, quando chegam as primeiras mercadorias encomendadas na véspera. O armazém agita-se e na cozinha, a primeira equipa já trabalha para que, ao final do dia, as cerca de trezentas refeições que, em média são servidas, cumpram os requisitos que o espaço e o preço (mínimo de 58 euros por pessoa) tornam necessários. &lt;br /&gt;Depois, os briefings com os comerciais que agendam o número de clientes para cada noite, a escala da semana, as sugestões gastronómicas do dia, e a continuação do trabalho tempero a tempero, com as mudanças de turno pelo meio, constituem-se como os mais rotineiros passos de um dia a dia, que no entanto, reserva sempre surpresas de última hora. &lt;br /&gt;“Bem vindos à maior cozinha portuguesa”. O chefe José Manuel, responsável pela gastronomia servida no Casino há 8 anos, tem dificuldades em distinguir a sua especialidade. É-lhe mais fácil atribui-la ao gosto do cliente, que o tempo e a experiência de noites “sempre diferentes”, lhe foram trazendo. “O que mais nos pedem de facto é o arroz de marisco, e alguns outros pratos que já sabem que aqui têm sempre qualidade. Mas apesar de termos isto organizado e sistematizado, estamos sempre preparados para surpresas de última hora... Não é raro estarmos à espera de 350 e virem mil! E em cinquenta minutos têm de estar todos a jantar... É assim, temos de pensar nestas coisas todas”. &lt;br /&gt;A equipa divide-se pelos vários sectores da área de confecção. No corte e preparação dos frescos, nas sopas, nas carnes, nas sobremesas e no armazém de vinhos. Tudo por aqui existe numa escala exponenciada, dos tachos às máquinas, passando pelos fogões, e pelas quantidades de ingredientes utilizados, começando e acabando nos cerca de 26 funcionários distribuídos pelas diversas tarefas da confecção de uma refeição. “Cada um sabe o que tem de fazer, tem de ser assim, os cheffs,  os ajudantes e os chefes de sala... Esta é provavelmente a cozinha que mais refeições serve diariamente no nosso país e a qualidade não pode ficar para trás. Por isso, nada sai daqui sem eu provar!”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEivmeJ-dYIviCYzQiRK6pIqTScLmaYyuqIqDRh5WHQ20btuuwGMeEtRSQdzJKIr0h2nQGiP5T8cs2R1yCnkGMrfoT6x6yvrey8FwBof4vmE6QyS6QP65FCWLvl1ApE1uNKL98oS/s1600-h/casino+do+estoril_2.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 265px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEivmeJ-dYIviCYzQiRK6pIqTScLmaYyuqIqDRh5WHQ20btuuwGMeEtRSQdzJKIr0h2nQGiP5T8cs2R1yCnkGMrfoT6x6yvrey8FwBof4vmE6QyS6QP65FCWLvl1ApE1uNKL98oS/s400/casino+do+estoril_2.JPG&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5373640376172461602&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os milhares de momentos que já viveu nas várias cozinhas de luxo por onde foi passando e fazendo carreira, e das doze horas que nesta passa diariamente, guarda um sentimento, que não tem receio em dar a provar, como se de mais um prato acabado se tratasse. “Ser cheff é uma arte, qualquer coisa de muito nobre, uma profissão aliciante que requer atenção ao detalhe”, explica, enquanto observa um dos seus cozinheiros a retirar a espuma de um creme de marisco, com um olhar embevecido. “Isto são pormenores que fazem toda a diferença para quem gosta de saborear”. &lt;br /&gt;Os diferentes aromas começam a divagar livres pela atmosfera, aguçando apetites e a antever que está quase na hora de os pratos serem apurados, e servidos. Começam a circular os empregados de mesa numa rotação que parece interminável. Do outro lado de uma das portas, ainda entreabertas, um vislumbre sobre o Preto e Prata, a principal sala de espectáculos do casino, e onde são também servidas as refeições. Os cerca de trinta empregados, podem chegar aos setenta se a sala estiver lotada, envolvem-se numa estranha dança acelerada, com os guardanapos, as toalhas de mesa, os talheres, os copos, de um lado para o outro, incessantes, numa estafeta organizada em contra-relógio. “Tudo em ordem?!”. As luzes estão altas ainda, e a hora de jantar aproxima-se.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiPREscAcyvfFHQrWQc2EmBToKoGNTupZCL2iyScW-pAF4gSxnMXU3CVew7wboFBah90Ph8xps8C5ghz8IFjB2SYS45XkNMEziA0yDzvO52xid3ejmILPHXS6ltOV70b40Q06Fe/s1600-h/casino+do+estoril_6.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 269px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiPREscAcyvfFHQrWQc2EmBToKoGNTupZCL2iyScW-pAF4gSxnMXU3CVew7wboFBah90Ph8xps8C5ghz8IFjB2SYS45XkNMEziA0yDzvO52xid3ejmILPHXS6ltOV70b40Q06Fe/s400/casino+do+estoril_6.JPG&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5373642702774674946&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Bastidores dos Sonhos.&lt;/span&gt; Com capacidade para mil e cem pessoas, o Preto e Prata é uma das mais emblemáticas salas de espectáculo do país. Palco de actuação de quase todos os grande nomes da música que passaram por Portugal, local privilegiado para a realização de grandes galas, “é a verdadeira sala de visitas” do Casino, releva Branca Frazão, responsável pela parte artística.&lt;br /&gt;Em cena desde Setembro passado, e em permanência durante o próximo ano e meio, o espectáculo ”Visions, o Espírito dos Sonhos”. Idealizado, em exclusivo, para este cenário, reúne em palco, um elenco de artistas das mais variadas artes performativas, secundados por uma banda que interpreta temas originais inspirados na música pop contemporânea.  &lt;br /&gt;Por enquanto, no palco, e horas antes da entrada em cena, ensaia-se para mais uma apresentação perante uma sala repleta. “É normal, estamos sempre a tentar melhorar o espectáculo”, explica o  norte-americano Michael MacPherson responsável pela concepção de um espectáculo que nasceu, nas suas palavras, “de todas as experiências e emoções antagónicas que já senti através dos meus próprios sonhos... o movimento, o tempo, a luxúria, o pesadelo e a celebração”. &lt;br /&gt;O ensaio termina, todos se recolhem, o Salão escurece e os grandes candelabros de acrílico descem sobre a sala, proporcionando-lhe uma outra luminosidade, mais circunstancial e adaptada à ocasião que se antevê no relógio. Silêncio. &lt;br /&gt;Nos bastidores, e ainda antes das portas se abrirem ao público, a confusão de ginastas a fazerem aquecimento pelos corredores interiores, mistura-se com a profusão de roupas coloridas espalhadas nos camarins, e com os sonoros exercícios de aquecimento vocal de Raquel Alão e Laura Sinclair, que canta durante o espectáculo, a inundarem as galerias resguardadas nas profundezas do Casino.&lt;br /&gt;Rackel, uma inglesa que vive em Portugal há sete anos está encarregada da produção e dos castings. Conversa com Sandra Fernandes, costureira, sobre os reparos do guarda roupa futurista. “Aqui há sempre trabalho para fazer, mas não me importo porque este sempre foi o meu sonho desde criança! Já a minha tia trabalhava aqui no Casino como costureira dos espectáculos e acabei por vir para cá também”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEggDW_55zpHLIzxKYgZyi-fEpqCDQ7xK6U_WbQs7bfw_EizBNZp-zFnDwmE06TEXxC-mTPZF1pBydjeSsfhhyzFNS2PDvw9S6pjhq6o3flLrclW_xQMDXTC1YGsQCc16bQKb03m/s1600-h/casino+do+estoril_5.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 269px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEggDW_55zpHLIzxKYgZyi-fEpqCDQ7xK6U_WbQs7bfw_EizBNZp-zFnDwmE06TEXxC-mTPZF1pBydjeSsfhhyzFNS2PDvw9S6pjhq6o3flLrclW_xQMDXTC1YGsQCc16bQKb03m/s400/casino+do+estoril_5.JPG&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5373642422468492738&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se horas antes, as caras destapadas ainda não deixavam vislumbrar as várias personagens que iriam encarnar os diferentes quadros dimensionais de Visions, quando só faltam minutos para o espectáculo começar, nos espelhos emoldurados de luzes, as pinturas começam a esculpir emoções nas faces dos malabaristas corporais que dão movimento e cor quase sobrenaturais, ao esboço do criador da obra. “Demoro mais ou menos quarenta e cinco minutos a estar pronto... Se fico nervoso?! Claro, um pouco, mas já tenho alguns anos disto e acabamos por nos habituar! É daqueles trabalhos que qualquer pessoa gostaria de ter”, conta Marcos, um dançarino brasileiro que nesta peça sobre os sonhos, interpreta o papel de... pesadelo. Sorri pela ironia, e regressa aos contornos da sua personagem. Ao seu lado, Kris Arnold, o protagonista, um inglês que não dispensa o Ipod enquanto se vai também ele preparando, consome-lhe as palavras, e segue-lhe as intenções. “Adoro Portugal! Isto é maravilhoso, Lisboa, esta linha de Cascais... não me importava de ficar cá a viver. Cada noite é diferente da anterior e eu gosto disso”.&lt;br /&gt;Está na hora. Cores, magia, movimento. Os primeiros acordes, acrobacias em corpos agitados e desnudos, magia, publico... Aplausos que se repetem, uma e outra vez. “É assim, quase todas as noites”, alguém vai dizendo nos bastidores sem tirar o olhar da fresta de cortina negra que dá acesso à visão do palco onde quase tudo acontece.&lt;br /&gt;Meia noite. As salas de jogo estão agora repletas, as luzes tornam-se desvairadas ao som de moedas a tilintar no metal, bastante menos que há alguns anos atrás no entanto, já que quase todas as máquinas funcionam com o sistema de créditos debitados no cartão magnético. A bilheteira já afixou o letreiro de esgotado para esta noite, as exposições de arte, os vários bares, o Du Arte Garden, e o Preto e Prata estão repletos. E a cozinha já começa a servir as sobremesas e os digestivos. Ao final da noite, o Casino retoma assim a vida, que lhe serve de incentivo até à manhã do dia seguinte, em que tudo recomeça, uma outra vez. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgX66-vERMlgQ_hDUre5zkJTrKZ2fVDQK7tvN-vftzACdZaxGWke6Y-_gfsU0Yjv79fml7fO8eZ390zMvS5zcCgDzOCVT5zgqlRYd4cBif5SN0TdWBVhIy8Z-Gkfjs3iIMcVloC/s1600-h/casino+do+estoril_4.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 269px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgX66-vERMlgQ_hDUre5zkJTrKZ2fVDQK7tvN-vftzACdZaxGWke6Y-_gfsU0Yjv79fml7fO8eZ390zMvS5zcCgDzOCVT5zgqlRYd4cBif5SN0TdWBVhIy8Z-Gkfjs3iIMcVloC/s400/casino+do+estoril_4.JPG&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5373641903506819266&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Números dos casinos do Grupo Estoril Sol&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visitantes&lt;br /&gt;Casino Lisboa: 1.562.611&lt;br /&gt;Casino Estoril: 1.317.872&lt;br /&gt;Casino da Póvoa: 681.221 &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Valor dos prémios atribuídos nas salas de máquinas&lt;br /&gt;Até Outubro de 2008&lt;br /&gt;Casino Estoril: 283,3 milhões de euros&lt;br /&gt;Casino Lisboa: 255,3 milhões de euros&lt;br /&gt;Casino da Póvoa: 114,7 milhões de euros&lt;br /&gt;Total: 653.3 milhões de euros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valores das receitas dos jogos: &lt;br /&gt;Até Outubro 2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casino Estoril&lt;br /&gt;Bancados: 14.789.227,00&lt;br /&gt;Máquinas: 65.601.808,38&lt;br /&gt;Total: 80.391.035,38 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casino de Lisboa&lt;br /&gt;Bancados: 15.421.793,00&lt;br /&gt;Máquinas: 65.438.996,03&lt;br /&gt;Total: 80.860.789,03  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casino da Póvoa: &lt;br /&gt;Bancados: 7.978.597,00&lt;br /&gt;Máquinas: 40.363.685,30&lt;br /&gt;Total: 48.342.282,30 &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;“Crise tem afectado receitas”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Artur Mateus, o director da área de jogo do Casino Estoril não deixa de admitir que a crise “tem de facto afectado negativamente a evolução das receitas”, sustentando que, “no panorama nacional, se retirarmos o Casino Lisboa, que abriu em 2006 e está ainda em fase de maturação, e o Casino de Chaves, que abriu em Janeiro de 2008, e representa apenas 1,8 por cento do mercado, verificamos que, em média, os Casinos perderam 3,2% no total de receitas, de Janeiro a Outubro deste ano, em comparação com o período homólogo do ano anterior”, explica.&lt;br /&gt;A diferença agudiza-se se se observar isoladamente o mês de Outubro, precisamente o mais assolado pelas notícias da grave crise financeira quer alastravam pelos media de todo o mundo. “Comparando o mês de Outubro de 2008 com o mês homólogo do ano passado, a perda é ainda maior: 7,5%”, assinala. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Casino de Lisboa excede expectativas e da Póvoa vai ser remodelado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;No Casino Lisboa, e após decorrida a fase de maturação inicial, correspondente aos primeiros 3 anos de funcionamento, a estratégia de manutenção ou crescimento de receitas tem um objectivo definido para o grupo. “Aumentar o número de visitantes”, explica Artur Mateus. Com uma média diária de 6.000 frequentadores, superior à do Casino Estoril que de há três anos para cá “perdeu de facto visitantes para o novo Casino de Lisboa, sem no entanto isso ter sido tão acentuado como receávamos”, o responsável adverte que será, ainda assim, “necessário ampliar, quer o espaço disponibilizado, quer o leque de ofertas. O investimento nesta solução está já a ser concretizado, e conduzirá à inauguração de um novo andar, prevista para 19 de Abril de 2009, na data em que se comemoram 3 anos sobre a inauguração, enquanto que na Póvoa, estão a iniciar-se as obras que conduzirão à total remodelação e modernização do espaço, para além claro, do up-grading decorativo, bem como obras de total remodelação, visual, estética e funcional, quer no exterior, quer em todos os espaços interiores do Casino Estoril”. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Combate à agiotagem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A agiotagem é um problema em todos os casinos do Mundo, e Portugal não é excepção. &lt;br /&gt;Artur Mateus, tem encarado esta actividade ilegal desde que dirige a área de jogo do Casino Estoril, há mais de uma década. “A nossa acção centra-se na recolha preliminar de provas que permitam caracterizar devidamente a sua actividade. Com base na observação efectuada e nos elementos recolhidos, é efectuado um pedido de proibição de acesso desses indivíduos aos casinos, dirigido à Inspecção de Jogos. De referir que a apresentação de provas da actividade de agiotagem nem sempre é fácil, ao que não é estranho o facto de a lei punir tanto o prestamista como o Cliente que é vítima da sua actividade. Apesar disso, todos os anos é decretada a proibição de acesso de vários frequentadores que se dedicam à agiotagem”.&lt;br /&gt;Algumas denúncias, mais ou menos anónimas, associam por vezes, neste como em todos os casinos, os funcionários em conivência com os agiotas. “Se esta actividade for praticada por empregados do Casino, a acção é do máximo rigor. Os factos são participados à Inspecção, para efeitos de processo de contra-ordenação, e é instaurado simultaneamente o competente processo disciplinar, que termina invariavelmente com o despedimento do trabalhador”, garante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;Notícias Sábado, capa, Novembro de 2008&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/feeds/5965530325538928068/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/18123285/5965530325538928068' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/5965530325538928068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/5965530325538928068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/2008/12/notcias-sbado-bastidores-casino-estoril.html' title='Notícias Sábado: Bastidores - Casino Estoril'/><author><name>Pedro Cativelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12578166226362304647</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgt8l0SfxufvMrYE3WID-H7t7-a5SiXqUnKVmx3QXjiOQbQ8zvpbh7F0PNc6ozVgiaGV4zY_jnr4U5IzdLQQAu_R-3xmfibOeQ1vV-02_4C0J8Y2TCY7Tq6CoCk1hCtNEIxmlco/s72-c/casino+do+estoril_1.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18123285.post-8629819849561359275</id><published>2008-12-10T15:15:00.003+00:00</published><updated>2009-10-12T14:34:39.010+01:00</updated><title type='text'>Notícias Sábado: Portugueses procuram cada vez mais armas ilegais</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Desde que a nova Lei das Armas entrou em vigor, há cerca de dois anos, ainda não foi passada uma única licença de porte de arma para civis, situação que tem provocado o pânico entre os armeiros portugueses, com uma quebra de vendas estimada na ordem dos 70 por cento. Por outro lado, no mercado ilegal, a insegurança e a dificuldade em obter uma arma através de meios legais, faz a procura aumentar e os preços descerem. Em poucos minutos, com os conhecimentos adequados, pode comprar-se uma arma ilegal na rua ou até pela Internet.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;Texto&lt;br /&gt;Pedro Cativelos&lt;br /&gt;Fotografia &lt;br /&gt;Patrícia de Melo Moreira&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem actualmente cerca de 1,4 milhões de armas oficialmente declaradas em Portugal, entre armamento destinado à caça, ao tiro desportivo e à defesa pessoal. &lt;br /&gt;Em relação ao número de armas ilegais em circulação, várias são as estatísticas que têm vindo a público nos últimos tempos que aventam a possibilidade de existência de um número idêntico ou aproximado, mas tanto o Ministério da Administração Interna como a PSP rejeitam liminarmente esse cenário. “Desconheço o número ao certo de armas ilegais, justamente por serem ilegais”, afirma o ministro Rui Pereira, apontando então para valores menos alarmantes, “na ordem das dezenas de milhar”, assegura.&lt;br /&gt;Também a Direcção Nacional da PSP se apressou a desmentir os números divulgados na imprensa, negando por completo essa possibilidade. O director do Departamento de Armas e Explosivos da PSP. Luís Farinha garante mesmo que “não existe qualquer estudo, nem dados científicos que apontem para a existência de tal número de armas ilegais”, considerando até “impossível que o mercado ilegal tenha mais armas do que as legalizadas. A polícia não tem nem faz estimativas de armas ilegais pois se as conhecêssemos, apreendíamo-las e aí conseguiríamos fazer uma estimativa”, argumenta.&lt;br /&gt;“Se pensarmos que entre as cerca de 1,4 milhões de armas legais se incluem as armas já abatidas, as armas furtadas, as armas exportadas, incluindo as armas produzidas em Portugal e exportadas para outros países, é susceptível de ser praticamente impossível a existência de um mercado paralelo armas ilegais superior ao das legalizadas”, argumenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Sem certezas quanto aos números reais&lt;/span&gt;, a verdade é que uma quantidade indefinida de armas ilegais, dos mais variados modelos e calibres, continuam a ser transaccionadas um pouco por todo o lado onde se possa imaginar. Entre as armas ilegais mais comummente encontradas no nosso país encontram-se pistolas de alarme (cuja venda oficial é proibida) transformadas em serralharias clandestinas que podem custar 75 euros, mas também metralhadoras soviéticas, Uzi israelitas e as Remington 1100, mais conhecidas por Shotguns, utilizadas em vários assaltos ao longo dos últimos meses. &lt;br /&gt;Qualquer destas peças pode ser encontrada em muitos dos mais de trinta bairros problemáticos situados na orla urbana da Grande Lisboa, de Santa Filomena à Cova da Moura, da Fonte à Quinta do Mocho, por exemplo, onde se encontram traficantes de armas com recursos necessários para comprar armas de guerra em mercados clandestinos e de imigrantes oriundos da antiga União Soviética como a Ucrânia e a Bielo-Rússia.&lt;br /&gt;O Bairro da Apelação, em Lisboa, é um dos locais onde se podem encontrar armas ilegais, com maior ou menor dificuldade. Fala-se mais de balas, do que de bolas a rolar pela rua, em brincadeiras de miúdos que mesmo assim, se vão mantendo por ali.&lt;br /&gt;Valentim Gonçalves, pároco do Prior Velho explica que é preciso fazer mais do que as recentes campanhas de “dersarmamento” levadas a cabo pela PSP, para se resolverem os graves problemas de criminalidade&quot; que assolam o bairro. “Já me chegaram a oferecer um colar feito de cartuchos de armas de caçadeira”, explica, como forma de ilustrar a realidade diária com que lidam os habitantes da Apelação.&lt;br /&gt;Um dos habitantes, sem se querer identificar, não tem problemas em indicar como se podem adquirir vários tipos de armamento, os preços, quem os fornece. “Solução?”. Um sorriso e um encolher de ombros, proporcionam a resposta que nem surge inesperada, uma vez que a esperança parece já não morar por aqui há tempo demais.&lt;br /&gt;“Não podemos ficar muito surpreendidos se estes fenómenos como o do tiroteio na Quinta da Fonte se repetirem, principalmente quando há tantas armas ilegais e gangs organizados”, assinalou o general Garcia Leandro, que preside ao Observatório de Segurança, aponta as dificuldades de integração das comunidades de migração interna, do campo para a cidade, quer de imigrantes do exterior, que geram exclusão.” Existem problemas sociais e económicos graves a nível dessas famílias que tornam mais provável a ocorrência de situações de criminalidade”, explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Circuito paralelo.&lt;/span&gt; Se legalmente, e com despesas de licenciamento incluídas, uma arma de defesa pessoal de baixo calibre pode custar perto de 750 euros num qualquer armeiro, e demorar quase um ano a estar disponível para o comprador, na rua o processo é imediato e custa 10 vezes menos, para além do facto compreensível de se poder adquirir um calibre mais poderoso.&lt;br /&gt;Uma das armas mais comuns que se podem encontrar nas ruas é a 6.35mm, uma das permitidas por lei para os civis, para além do calibre 32 longo. Surgem como as mais baratas e acessíveis porque em muitos casos são pistolas de alarme transformadas em serralharias caseiras espalhadas um pouco por todo o país, visto ser este, um negócio rentável pela procura crescente que se verifica, surpreendentemente ou não, por parte de jovens pertencentes a gangs criminosos que as utilizam para pequenos furtos, mas também por cidadãos comuns. “Sim, dá dinheiro e não é muito difícil de fazer! Cada vez mais as pessoas procuram porque não se sentem seguras e não é só malta daqui do bairro, vem cada vez mais gente que não quer fazer mal a ninguém, só se quer sentir protegida”. Paulo Silva, nome fictício de um jovem residente na Cova da Moura, afirma ter já estado no negócio, abandonado “por causa da polícia e dos meses de prisão”, que passaram por ele, como forma de mudança de destino. “Agora estou limpo”, afiança, sem no entanto deixar de dizer que a alguns metros da sua antiga oficina artesanal no bairro, outras iniciaram funcionamento. “Isto nunca há-de parar, porque a violência traz violência e é cada vez mais difícil e mais caro comprar uma arma legalmente não é?”. &lt;br /&gt;Fonte policial explica à Notícias Sábado a razão do “controlo do tráfico de armas” ser ainda uma verdadeira “meta utópica, devido à ausência de fronteiras que por via do desarmamento dos países de Leste e às máfias que controlam o mercado dos estupefacientes e de armamento faz com que aumentasse brutalmente o número de armas a circular ilicitamente no nosso país”. &lt;br /&gt;Depois, uma outra forma de alimentar o mercado paralelo de armamento releva-se após a divulgação de números da PSP, assinalando que no ano passado foi reportado o desaparecimento de cerca de 31 mil armas, tendo sido recuperadas apenas 2.500, o que para a mesma fonte, significa “que existem armas que alimentam um determinado circuito ilegal”.  &lt;br /&gt;Há depois, a questão legislativa que, segundo vários membros das forças policiais contactados, não ajuda em nada “um combate que tem de ser vencido! Quando detemos alguém por posse de armas, para o detido, a pena acaba por ser curta e imediatamente o espaço que tinha no mercado é ocupado por outro”, alerta um inspector da Polícia Judiciária.&lt;br /&gt;Leonel Carvalho, secretário-geral do Gabinete Coordenador de Segurança, corrobora as opiniões dos agentes no terreno. “O tráfico de armas é praticamente incontrolável, sendo que é muito difícil entrar no mercado negro alimentado por material fabricado na Europa, cujo acesso é muito barato e fácil”, conclui.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Armeiros alarmados.&lt;/span&gt; “É uma vergonha o que se está a passar no nosso país”. É desta forma e sem meios termos que a presidente da Associação de Armeiros de Portugal,  Ana Ferreira classifica o estado do sector. “Engraçado como a insegurança aumenta a cada dia que passa, mas as vendas de armas desceram a nível nacional, cerca de 70 por cento e muitos armeiros estão a fechar. E porquê? Porque a nova Lei tem coisas positivas mas outras que de facto devem ser alteradas, como o exagero em termos burocráticos, de proibições... Imagine que até os sprays e as pistolas de alarme são proibidas, quando depois se vai à Internet, ou se atravessa a fronteira e se podem adquirir esses mesmos produtos”. &lt;br /&gt;Depois, para a dirigente associativa, há ainda uma outra questão relacionada com os serviços da PSP, que não estarão, segundo a própria, “preparados” para fazer cumprir todas as normas emanadas da nova legislação. “Obrigam-nos a esperar meses com o material em armazém, já pago claro, o que nos provoca prejuízos enormes, como calcula. Posso dizer-lhe que desde que entrou em vigor, ainda não foi passada nenhuma nova licença e já lá vão dois anos, devido à falta de cursos obrigatórios para a obter”, assinala. &lt;br /&gt;Contactada pela NS, a Polícia garante que “esta situação ficará corrigida antes do final do ano”, confirmação que não acalma no entanto as preocupações dos armeiros nacionais. “Admito que esta burocracia e este atraso enorme na concessão das licenças leve de facto algumas pessoas a recorrer ao mercado paralelo até porque, quando existe exagero de um lado, a tendência passa por arranjar forma de fuga”, explica.&lt;br /&gt;Para além das ruas, a Internet é outro meio de conseguir comprar uma arma ilegal. Serão milhares os sites que as publicitam, todos estrangeiros, uma vez que em Portugal é proibida a publicidade de artigos do género, mesmo que feita pelos próprios armeiros.&lt;br /&gt;“Sim, é verdade, até tenho vários processos de lojas que tinham sites, com descrição das armas que tinham para venda e que neste momento foram processados por o fazerem, o que achamos ridículo porque se tratava apenas de uma descrição dos produtos que existiam e não de um meio de venda online”, explica Ana ferreira.&lt;br /&gt;Paralelamente, numa das últimas edições da revista dedicada à caça, Calibre 12, um panfleto da Alvarez, uma empresa espanhola que comercializa vários tipos de armamento, anuncia a venda, com os modelos, os preços e até uma ficha de encomenda de vários tipos de armas de alarme, cuja venda é ilegal no nosso país. “Sim, essa situação é verdadeira, aliás já avançámos com uma queixa. Apesar de serem pistolas de alarme são ilegais no nosso país e não as podemos vender, mas no entanto surgem aqui claramente explicitadas e ninguém faz nada”, assevera.&lt;br /&gt;Carlos Batista, proprietário da José Matos Gonçalves e Irmãos, o único fabricante de armas com marca portuguesa (a NOA, iniciais equivalentes à Nacional Oficina de Armeiros), e um dos mais antigos no mercado, mostra-se também preocupado com o rumo que o sector seguiu nos últimos anos. “Já antes da nova Lei as coisas estavam a piorar, mas desde então tem sido preocupante de facto, não sei mesmo, durante quanto tempo poderemos manter um negócio que já vem do meu avô, há mais de 60 anos”, assinala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Violência.&lt;/span&gt; Parece uma consequência indissociável do acesso fácil  às armas de fogo ilegais. Com o aumento dos índices de criminalidade violenta que se registaram desde o início de 2008 e que atingiram o auge, em termos de acontecimentos e de mediatismo, em Agosto passado o descontrolo no tráfico de armas em Portugal deixou de ser segredo mas, tão pouco é um facto recente. “Apesar do desmantelamento de pequenas redes ilegais de comercialização de armas, persiste a actuação de estruturas criminosas, de origem estrangeira, que se enformam de um elevado grau de sofisticação e apresentam uma oferta de produtos bastante diversificada”, lê-se numa das alíneas do Relatório Anual de Segurança Interna de 2006. &lt;br /&gt;No entanto, os assaltos a bombas de gasolina, dependências bancárias como a do BES, em Lisboa, e o episódio de violência com armas de fogo na Quinta da Fonte, no concelho de Loures, multiplicaram-se por outros mais ou menos mediatizados, e foram ocupando as conversas de café e espalhando a sensação de insegurança que se reflecte nos números. Nos últimos meses, pelo menos oito pessoas morreram ao serem baleadas e 16 foram feridas, para além dos ainda incalculados pelas seguradoras e vários proprietários atingidos, danos causados pela recente onda de assaltos. &lt;br /&gt;A PSP, mostra-se contudo, ciente dessa realidade “Haverão bairros em Lisboa certamente onde há muito maior concentração de armas e não há incidentes deste tipo, como o da Quinta da Fonte”, explica Luís Farinha, acrescentando “não haver relação com a posse das armas em si, muitas delas se calhar detidas legalmente mas sim com o comportamento humano e com a utilização que as pessoas lhes dão”, sublinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Números&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;-Existem oficialmente registos para cerca de 1,400 milhões de armas em Portugal. Mais de 80 por cento são de caça.&lt;br /&gt;-Um em cada dez portugueses é possuidor de uma arma, na grande maioria, proprietários de apenas uma unidade. &lt;br /&gt;-Em 2007, a PSP e a GNR apreenderam 8 mil armas.&lt;br /&gt;-Em 2008, as apreensões já ascendem às 5 mil.&lt;br /&gt;-31 mil armas foram declaradas como desaparecidas no ano passado. Apenas 2.500, foram recuperadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Como adquirir uso e porte de arma&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, e depois de saber que tipo de finalidade quer dar à arma que irá adquirir, caça, tiro desportivo ou defesa pessoal, inicia-se o processo. Segue-se o requerimento, indicando as razões profissionais ou circunstâncias imperiosas que justifiquem o uso de arma de defesa, depois a declaração do requerente, sob compromissos de honra, em como se encontra em pleno uso de todos os direitos civis e políticos e em como nunca foi condenado ou esteve envolvido em situações relacionadas com estupefacientes que, depois, complementa com o atestado de residência ou fotocópia do cartão de eleitor, identificação pessoal, certificado de registo criminal, declaração passada pela Direcção Geral de Viação onde conste que não foi condenado por qualquer infracção relacionada com a condução sob o efeito de álcool e duas fotografias, a cores, tipo passe.&lt;br /&gt;Existe uma diferenciação entre as pessoas que podem ter o direito a requerer o uso e porte de arma, entre classes B, para todos os funcionários das forças militares, deputados, juízes e armeiros, que têm acesso a um número mais diversificado de calibres, e cujo processo de obtenção é mais célere, e B1, para os civis, com apenas dois calibres, 6.35 mm e 32 longo à disposição, calibres mais fracos em termos de potência.&lt;br /&gt;Nos últimos dois anos, desde a entrada em vigor da nova Lei das Armas, as únicas licenças passadas foram relativas à classse B. &lt;br /&gt;Todo o processo, pode custar ao requerente, para além do valor da arma, entre os 120 e os 200 euros, dependendo das várias categorias e finalidades do uso e porte da mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Onda de violência provocou alteração à Lei&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O Governo aprovou há algumas semanas um novo regime jurídico das armas, que prevê a aplicação da prisão preventiva em todos os casos de crimes cometidos com detenção ou com recurso a arma proibida, depois de em 2006, ter entrado em vigor uma nova Lei das Armas que substituía a antiga legislação em vigor, há várias décadas.&lt;br /&gt; “A proposta de lei prevê a aplicabilidade da prisão preventiva em todos os casos de crimes de detenção de arma proibida e de crimes com recurso a arma”, anunciava Pedro Silva Pereira, ministro da Presidência, no final do Conselho de Ministros em que a medida foi tomada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;Notícias Sábado, Novembro de 2008&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/feeds/8629819849561359275/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/18123285/8629819849561359275' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/8629819849561359275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18123285/posts/default/8629819849561359275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrevistasentrelinhas.blogspot.com/2008/12/notcias-sbado-portugueses-procuram-cada.html' title='Notícias Sábado: Portugueses procuram cada vez mais armas ilegais'/><author><name>Pedro Cativelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12578166226362304647</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>