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             <title>Por que nós regulamentamos</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/paulkrugman/2012/05/19/noticiaspaulkrugman,2842155/por-que-nos-regulamentamos.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sáb, 19 Mai 2012 17:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Os europeus em revolta</category>
             <title>Os europeus em revolta</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/paulkrugman/2012/05/12/noticiaspaulkrugman,2838041/os-europeus-em-revolta.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sáb, 12 Mai 2012 15:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Desperdiçando nossas mentes</category>
             <title>Desperdiçando nossas mentes</title>
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	     <pubDate>Sáb, 05 Mai 2012 15:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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             <title>O candidato com amnésia</title>
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	     <pubDate>Sáb, 28 Abr 2012 17:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>O suicídio econômico da Europa</category>
             <title>O suicídio econômico da Europa</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/paulkrugman/2012/04/21/noticiaspaulkrugman,2825285/o-suicidio-economico-da-europa.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sáb, 21 Abr 2012 15:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>O centro crédulo</category>
             <title>O centro crédulo</title>
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	     <pubDate>Sáb, 14 Abr 2012 17:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Economia da pasta rosa</category>
             <title>Economia da pasta rosa</title>
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	     <pubDate>Sáb, 07 Abr 2012 15:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Lobistas, armas e dinheiro</category>
             <title>Lobistas, armas e dinheiro</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/paulkrugman/2012/03/31/noticiaspaulkrugman,2812290/lobistas-armas-e-dinheiro.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sáb, 31 Mar 2012 15:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Viva a reforma da saúde</category>
             <title>Viva a reforma da saúde</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/paulkrugman/2012/03/24/noticiaspaulkrugman,2807911/viva-a-reforma-da-saude.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sáb, 24 Mar 2012 14:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>O que a Grécia significa</category>
             <title>O que a Grécia significa</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/paulkrugman/2012/03/17/noticiaspaulkrugman,2803446/o-que-a-grecia-significa.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sáb, 17 Mar 2012 15:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Estados da depressão</category>
             <title>Estados da depressão</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/paulkrugman/2012/03/10/noticiaspaulkrugman,2799146/estados-da-depressao.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sáb, 10 Mar 2012 14:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>O que incomoda a Europa?</category>
             <title>O que incomoda a Europa?</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/paulkrugman/2012/03/03/noticiaspaulkrugman,2794770/o-que-incomoda-a-europa.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sáb, 03 Mar 2012 15:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Dor sem ganho</category>
             <title>Dor sem ganho</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/paulkrugman/2012/02/25/noticiaspaulkrugman,2790584/dor-sem-ganho.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sáb, 25 Fev 2012 14:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Severa síndrome conservadora</category>
             <title>Severa síndrome conservadora</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/paulkrugman/2012/02/18/noticiaspaulkrugman,2787446/severa-sindrome-conservadora.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sáb, 18 Fev 2012 15:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>As coisas não estão bem</category>
             <title>As coisas não estão bem</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/paulkrugman/2012/02/11/noticiaspaulkrugman,2782122/as-coisas-nao-estao-bem.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sáb, 11 Fev 2012 17:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>O desastre da austeridade</category>
             <title>O desastre da austeridade</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/paulkrugman/2012/02/04/noticiaspaulkrugman,2778678/o-desastre-da-austeridade.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sáb, 04 Fev 2012 15:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>A nossa economia está se recuperando?</category>
             <title>A nossa economia está se recuperando?</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/paulkrugman/2012/01/28/noticiaspaulkrugman,2774826/a-nossa-economia-esta-se-recuperando.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sáb, 28 Jan 2012 17:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>O desigual campo dos Estados Unidos</category>
             <title>O desigual campo dos Estados Unidos</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/paulkrugman/2012/01/14/noticiaspaulkrugman,2775759/o-desigual-campo-dos-estados-unidos.shtml</link>
             
               <description><![CDATA[<br />No mês passado, o presidente Barack Obama fez um discurso invocando o  espírito de Teddy Roosevelt em nome dos ideais progressistas &ndash; e os  republicanos não ficaram muito felizes. Mitt Romney, em particular,  insistiu que, enquanto Roosevelt acreditava que &ldquo;o governo deveria  igualar o campo para criar oportunidades iguais&rdquo;, Obama acredita que &ldquo;o  governo deveria criar resultados iguais&rdquo; e que Obama crê que os Estados  Unidos devem ter uma sociedade na qual &ldquo;todo mundo receba as mesmas ou  similares recompensas, sem importar o nível educacional, o esforço gasto  e a disposição para assumir riscos&rdquo;.<br /><br /><p>Como muitas pessoas são  rápidas em perceber, esse retrato do presidente sendo um redistribuidor  radical era pura ficção. Ninguém chamou atenção, no entanto, ao fato de  que o próprio retrato de Romney como o defensor de um campo social de  oportunidades iguais é similarmente fictícia. Onde está a evidência de  que ele ou o partido dele têm interesse em igualdade de oportunidades?</p>Vamos falar um pouco sobre a real situação desse campo.<p>&nbsp;</p><p>Os  norte-americanos são muito mais propensos do que os cidadãos de outros  países a acreditar que vivem em uma meritocracia. Mas essa autoimagem é  uma fantasia. Como noticiou o &ldquo;The New York Times&rdquo;, em uma matéria na  semana passada, os Estados Unidos na verdade se destacam como a nação  desenvolvida em que a situação financeira em que importa mais a situação  social em que seus pais estão; o país avançado em que os indivíduos  vindos das classes mais baixas têm a menor chance de chegar ao topo ou  ao patamar intermediário da pirâmide social.</p><br /><p>E se você  perguntar por que os Estados Unidos têm menos mobilidade social do que o  resto do mundo ocidental, parte dessa razão é o fato de o nosso governo  não fazer um bom trabalho para criar oportunidades iguais aos cidadãos.</p><br /><p>O  fracasso começa cedo. Nos Estados Unidos, os buracos na rede da  previdência social fazem com que as mães de baixa renda e os filhos  estejam mais propensos a sofrer de má nutrição e a receber um inadequado  serviço de saúde. Isso continua quando as crianças chegam à idade  escolar, onde encontram um sistema em que os indivíduos afluentes mandam  os filhos para escolas públicas boas e ricas em verbas ou, se  preferirem, para escolas privadas, enquanto as crianças que vivem em  famílias de baixa renda têm uma educação de qualidade bem pior.</p><br /><p>Quando  concluíram o ensino médio, aqueles que tiveram baixa renda têm uma  probabilidade muito menor de chegar à universidade &ndash; e uma chance ainda  mais reduzida de estudar em uma universidade muito boa &ndash; do que aqueles  estudantes que têm pais ricos. Nas melhores universidades, 74% dos  alunos do primeiro ano vêm dos domicílios de &ldquo;status socioeconômico&rdquo;  mais elevado; somente 3% dos estudantes dessas universidades são  oriundos dos 25% das famílias mais pobres.</p><br /><p>E se os estudantes  vindos da camada mais pobre da nossa sociedade conseguem chegar a uma  boa universidade, a falta de apoio financeiro faz com que eles tenham  mais probabilidade do que os alunos ricos de abandonar os estudos, mesmo  quando eles têm uma capacidade igual ou maior do que os outros. Um  estudo de longo prazo feito pelo Departamento de Educação dos Estados  Unidos mostrou que os estudantes que têm notas altas, mas que são filhos  de pais de baixa renda, têm menor chance de concluir o ensino superior  do que os estudantes que têm notas baixas, mas que possuem pais ricos &ndash;  isso quer dizer que alunos inteligentes, mas pobres, têm menor chance de  ter uma graduação do que estudantes de menor desempenho intelectual,  mas ricos.</p><br /><p>Não é de se admirar, portanto, que contos como os  de Horatio Alger, que falam de crianças pobres que têm sucesso na vida,  sejam muito menos comuns na realidade do que na ficção &ndash; e elas são  ainda mais raras nos Estados Unidos do que no Canadá ou na Europa. E  isso me faz lembrar do caso daqueles que, como Romney, afirmam acreditar  que existe igualdade de oportunidades. Onde está a evidência para isso?</p><br /><p>Pense  sobre isto: alguém que realmente quisesse igualdade de oportunidades  seria uma pessoa muito preocupada com a desigualdade existente no nosso  sistema atual. Essa pessoa defenderia medidas para proporcionar mais  auxílio nutricional a futuras mães e crianças de baixa renda. Ela  tentaria fazer com que a qualidade das escolas públicas melhorasse e  apoiaria o auxílio financeiro a estudantes universitários pobres. E  apoiaria algo que todo país avançado tem: um sistema universal de saúde,  para ninguém precisar se preocupar com a possibilidade de não receber  tratamento para doenças ou de ficar endividado por causa de despesas  médicas.</p><br /><p>Se Romney apoiou qualquer dessas iniciativas, eu  perdi essa. E o lado parlamentar do partido dele parece estar  determinado a dificultar ainda mais a ascensão social. Por exemplo, os  republicanos tentaram acabar com as verbas para o programa Mulher, Bebês  e Crianças, que ajuda a dar uma alimentação adequada às mães de baixa  renda e seus filhos; eles exigiram cortes das bolsas de estudos Pell,  que foram criadas para ajudar estudantes pobres a frequentar a  universidade.</p><br /><p>E eles prometeram, é claro, rejeitar uma reforma  do sistema de saúde que, apesar de todas as imperfeições, finalmente  proporcionaria aos norte-americanos a garantia daqueles serviços de  saúde que todos os demais habitantes do mundo desenvolvido recebem há  muito tempo.</p><br /><p>Então, onde está a evidência de que Romney ou o  partido dele de fato acreditam em igualdade de oportunidades? Julgando  pelas ações deles, eles parecem preferir uma sociedade na qual a sua  situação social seja determinada, em grande parte, pela classe social  dos seus pais &ndash; e em que os filhos dos milionários herdam os patrimônios  com isenção de impostos. Teddy Roosevelt não teria aprovado.</p><br /><p><strong>Tradução:</strong> Daniela Nogueira</p><br /><p>danielanogueira@opovo.com.br</p><p>&nbsp;</p><p><strong>Paul Krugman<br /></strong> </p><p>Professor de Economia da Universidade de Princeton é articulista do New York Times. Recebeu o Prêmio Nobel de Economia em 2008</p><p>&nbsp;</p>]]></description>
             
	     <pubDate>Sáb, 14 Jan 2012 14:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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    <item>
      
      
	     <category>Ninguém entende o débito</category>
             <title>Ninguém entende o débito</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/paulkrugman/2012/01/07/noticiaspaulkrugman,2775757/ninguem-entende-o-debito.shtml</link>
             
               <description><![CDATA[<br /><p>Em 2011, assim como em 2010, os Estados Unidos estavam em  recuperação técnica, mas continuaram sofrendo de um índice de desemprego  desastrosamente alto. E, durante a maior parte de 2011, assim como em  2010, quase todas as conversas em Washington eram sobre outra coisa: a  supostamente urgente questão da redução do déficit orçamentário.</p><br /><p>Esse  foco deslocado diz muito acerca da nossa cultura política, em especial  sobre como o Congresso não sabe do sofrimento do norte-americano. Mas  esse foco revela mais: quando as autoridades do Distrito de Columbia  falam sobre déficit e dívida, geralmente elas não têm ideia do que estão  falando &ndash; e quem mais fala é quem menos entende.</p><br /><p>Talvez o  óbvio é que os &ldquo;experts&rdquo; econômicos em quem grande parte do Congresso  confia, a fim de ouvir opiniões, estão equivocados em relação aos  efeitos de curto prazo dos déficits orçamentários. As pessoas que  recorrem às análises econômicas de instituições como a Heritage  Foundation vinham esperando, desde que o presidente Barack Obama tomou  posse, que os déficits orçamentários provocassem uma alta das taxas de  juros.</p><br /><p>E, enquanto eles esperavam, essas taxas de juros caíram  para índices historicamente baixos. Poderíamos esperar que isso fizesse  com que os políticos questionassem o tipo de especialistas que  escolheram &ndash; só esperaria isso quem não conhece a nossa política  pós-moderna e desconectada dos fatos.</p><br /><p>Mas a confusão de  Washington não é quanto apenas ao curto prazo; é algo confuso sobre  longo prazo. Mesmo que a dívida seja mesmo um problema, a forma como os  nossos políticos e especialistas pensam sobre ela está totalmente errada  e exagera o tamanho do problema.</p><br /><p>Quem se preocupa com o  déficit retrata um futuro em que estaremos empobrecidos devido à  necessidade de pagar a dívida que estamos contraindo. Eles veem os  Estados Unidos como uma família que contraiu uma dívida imobiliária  muito alta, e que terá dificuldade para pagar as mensalidades.</p><br /><p>Essa, entretanto, não é de fato uma boa analogia sob pelo menos dois aspectos.</p><br /><p>Primeiro,  as famílias precisam pagar as suas dívidas. O governo, não &ndash; ele só  precisa garantir que a dívida cresça mais lentamente do que a sua base  tributária. A dívida da Segunda Guerra Mundial jamais foi paga; ela só  se tornou mais irrelevante à medida que a economia dos Estados Unidos  crescia, e com ela a renda ficou sujeita a tributação.</p><br /><p>Segundo  &ndash; e essa é a questão que quase ninguém parece captar &ndash;, uma família que  tem uma dívida muito alta deve dinheiro a outra pessoa; mas o débito  dos Estados Unidos é feito, em grande parte, do dinheiro que nós devemos  a nós mesmos.</p><br /><p>Foi isso, claramente, o que ocorreu quanto à  dívida contraída para vencer a Segunda Guerra Mundial. Os contribuintes  tinham uma dívida que era significativamente maior, como percentagem do  PIB, do que a dívida atual. No entanto, aquela dívida era também dos  contribuintes, assim como ocorre com todos que adquiriram títulos de  poupança. Assim, a dívida não tornou os Estados Unidos do pós-guerra  mais pobres. E a dívida não impediu que a geração do pós-guerra  usufruísse do maior aumento de salários e de padrões de vida da história  da nossa nação.</p><br /><p>Mas desta vez a situação não é diferente? Nem tanto quanto você pensa.</p><br /><p>É  verdade que os estrangeiros agora são proprietários de grandes ativos  nos Estados Unidos, incluindo uma parcela apreciável da dívida do  governo. Mas, para cada dólar que os estrangeiros possuem nos Estados  Unidos, nós temos 89 centavos de dólar no Exterior. E como os  estrangeiros tendem a colocar os investimentos no nosso país em  aplicações seguras e de baixo rendimento, os Estados Unidos lucram mais  com os ativos no exterior do que pagam aos investidores estrangeiros.  Quem faz uma imagem dos Estados Unidos como uma nação que, por causa da  dívida, está refém dos chineses, está mal informado. E nós nem estamos  caminhando rapidamente em tal direção.</p><br /><p>Agora, o fato de a  dívida federal não significar a destruição do futuro dos Estados Unidos  não significa que ela seja inofensiva. Os impostos precisam ser  instituídos para pagar os juros, e não é preciso ser um ideólogo da  direita para reconhecer que a aplicação de impostos tem um efeito  negativo sobre a economia, porque isso faz com que haja um desvio de  recursos das atividades produtivas para a sonegação e a evasão fiscal.  Mas esses custos são bem menos drásticos do que a analogia com uma  família superendividada poderia sugerir.</p><br /><p>E é por isso que as  nações que têm governos estáveis e responsáveis &ndash; ou seja, governos que  estão dispostos a instituir impostos um pouco mais elevados quando a  situação requer &ndash; têm-se, historicamente, mostrado capazes de conviver  com níveis de dívida muito maiores do que o atual senso comum nos  levaria a acreditar. O Reino Unido, em particular, teve uma dívida  superior a 100% do seu PIB durante 81 dos últimos 170 anos. Quando  Keynes estava escrevendo sobre a necessidade de um país gastar dinheiro  para sair de uma depressão, o Reino Unido estava mais endividado do que  qualquer nação avançada de hoje, exceto o Japão.</p><br /><p>É claro, os  Estados Unidos, com o furioso movimento conservador anti-impostos, podem  não ter um governo que seja responsável nesse sentido. Mas, nesse caso,  a culpa não seria da nossa dívida, mas, sim, de nós próprios.</p><br /><p>Sim,  a dívida é importante. Mas, neste momento, outras questões são mais  importantes. Precisamos de mais gastos governamentais para sairmos da  nossa armadilha do desemprego. E a obsessão equivocada e sem informação  em relação à dívida tem sido um empecilho neste caminho.</p><br /><p>Tradução: Daniela Nogueira                danielanogueira@opovo.com.br </p><p>&nbsp;</p><p><strong>Paul Krugman</strong><em><br /></em></p><p><em>Professor de Economia da Universidade de Princeton é articulista do New York Times. Recebeu o Prêmio Nobel de Economia em 2008 <br /></em></p>]]></description>
             
	     <pubDate>Sáb, 07 Jan 2012 15:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Depressão e democracia</category>
             <title>Depressão e democracia</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/paulkrugman/2011/12/17/noticiaspaulkrugman,2359453/depressao-e-democracia.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sáb, 17 Dez 2011 15:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Ser cínico ou ser sem noção</category>
             <title>Ser cínico ou ser sem noção</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/paulkrugman/2011/12/10/noticiaspaulkrugman,2355465/ser-cinico-ou-ser-sem-nocao.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sáb, 10 Dez 2011 15:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Matando o euro</category>
             <title>Matando o euro</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/paulkrugman/2011/12/03/noticiaspaulkrugman,2348345/matando-o-euro.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sáb, 03 Dez 2011 14:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Chatos e cruéis românticos do euro</category>
             <title>Chatos e cruéis românticos do euro</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/paulkrugman/2011/11/26/noticiaspaulkrugman,2343176/chatos-e-crueis-romanticos-do-euro.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sáb, 26 Nov 2011 15:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Falhar é bom</category>
             <title>Falhar é bom</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/paulkrugman/2011/11/19/noticiaspaulkrugman,2338078/falhar-e-bom.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sáb, 19 Nov 2011 17:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Lendas do erro</category>
             <title>Lendas do erro</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/paulkrugman/2011/11/12/noticiaspaulkrugman,2333905/lendas-do-erro.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sáb, 12 Nov 2011 15:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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