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	<title>Deusario</title>
	
	<link>http://deusario.com</link>
	<description>Onde as Deusas se encontram</description>
	<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 22:45:24 +0000</pubDate>
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		<title>Por Que Sou Gorda, Mamãe?</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Jun 2009 12:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Srta. Bia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Colunas]]></category>

		<category><![CDATA[Na Pele]]></category>

		<category><![CDATA[cíntia moscovitch]]></category>

		<category><![CDATA[literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[O livro começa com a confissão de que a protagonista engordou vinte e dois quilos, ela então decide ir ao médico e fazer uma dieta. Mas eis que a partir do primeiro capítulo aparece o tema real, o livro é essencialmente a biografia de uma família judia, imigrantes da Romênia que vieram para o Brasil na época da segunda guerra. São as lembranças dessa família, das histórias, reminiscências e causos que se desenrola a trama, pontuada de maneira grave pelo relacionamento com a mãe e o objetivo de perder peso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A primeira impressão que tive ao começar a ler o livro de <a id="unsp" title="C?ntia Moscovitch" href="http://www.cintiamoscovich.com/" target="_blank">Cíntia Moscovitch</a> é que toda a trama se basearia numa discussão de relacionamento com a mãe da protagonista. Porém, o livro começa com a confissão de que a protagonista engordou vinte e dois quilos, ela então decide ir ao médico e fazer uma dieta. Mas eis que a partir do primeiro capítulo aparece o tema real, o livro é essencialmente a biografia de uma família judia, imigrantes da Romênia que vieram para o Brasil na época da segunda guerra. São as lembranças dessa família, das histórias, reminiscências e causos que se desenrola a trama, pontuada de maneira grave pelo relacionamento com a mãe e o objetivo de perder peso.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://i45.photobucket.com/albums/f77/Deusario/mamae.jpg" alt="" width="400" height="267" /><em>&#8220;Uma pessoa é obesa por alimentação inadequada, sedentarismo, mau funcionamento metabólico e herança genética - além daquelas variantes nebulosas, como ansiedade, depressão e quejandos. Meu metabolismo sempre funcionou bem, obrigada - e esse é o único determinante de obesidade do qual me escapo. Simplificando: sou gorda porque como e porque minha conformação genética quer assim. Talvez eu venha a acreditar nisso. Sabendo ou não como engordei, a única coisa que pode ser mudada é a maneira de me alimentar. E mexer o esqueleto: caminhadas de uma hora, quatro vezes na semana. Detesto caminhadas.&#8221; (pg. 16)</em></p>
<p>O livro segue o estilo diário, ou talvez seja um conjunto de cartas endereçadas a mãe, porém só parece ocorrer no tempo presente nos momentos das idas ao médico para verificar como anda a balança ou nos dilemas alimentares do dia-a-dia. A ficção nasce do desejo de compreender.<br />
<em><br />
&#8220;Há um livro a ser escrito, e nele os fatos serão fruto de prestidigitação, ainda que imperfeita. Respostas possíveis, ilusãoo para secar as mágoas e o corpo. O prólogo termina Depois já iniciou. Começo num posto de interrogação. Por que sou gorda, mamãe?&#8221; (pg.19)</em></p>
<p>Uma mãe que é extremamente amorosa, que ama e é amada por seus filhos, mas que cobra, que não esquece, que parece rancorosa e infeliz. E, como tantas outras mães da literatura ou do cinema, parece descontar na única filha todas as infelicidades de uma vida. Exagero talvez, mas o livro é monofônico. Encontramos também histórias sobre as avós, as tias, formando vários elos femininos para quem a autora faz a pergunta do título sem grandes respostas. Há também avõs, pais, tios, irmãos e sobrinhos. Apenas o pai parece ter dado a solução, mas não a resposta. Assim como parece não haver solução para a relação com a mãe.<br />
<em><br />
&#8220;A senhora diz que seus filhos não a amam, que nunca recebe demonstração nenhuma desse amor que deveria ser evidente. O amor filial, a tecla gasta que propiciou à ficção páginas salgadas. Pois é, o amor de seus filhos, aquele dos qual a senhora mereceria demonstração diária e intensa depois de tudo o que fez. Não pode ser, tropeçamos na nossa própria desordem e embaraço: a única coisa que nós sabemos demonstrar, e muito bem, é ressentimento, um ódio encorpado e grosso, mágoa que escava a própria alma.&#8221; (pg. 30)</em></p>
<p>Por mais que pareça rancorosa, a protagonista alterna esses momentos com demonstrações de carinho pela mãe. Na verdade tudo que compreende é o quanto é difícil tanto ser mãe como ser filha, e como dentro de uma relação as pessoas precisam aceitar papéis, ignorar algumas verdades e viverem expostas de maneira muito crua perante sua herança familiar. Uma das várias possíveis justificativas, que parecem soluções para o dilema do título, é a própria história de pobreza e fome que a família viveu. A abundância alimentar parece suprir anos de carência, parece nos fazer crer que os dias ruins ficaram para trás enquanto pudermos nos empanturrar. O judaísmo com sua cultura, piadas, costumes, comidas e suas tragédias está fortemente presente no livro. É dos dramas de vários familiares que a protagonista extrai várias formas de lidar com a vida.</p>
<p><em>&#8220;Sou tão órfã de antepassados. Um broto arrancado à planta. Recordo, porque a memória é a melhor parte desse espólio desconjuntado. E cada lembrança de vovó é, de repente, uma novidade, longe do frio cinzento que estica as garras e rouba.&#8221; (pg. 55)</em></p>
<p>Gostei do estilo de escrita da Cíntia, ela tem uma boa prosa e muito humor durante todo livro. São especiais os trechos em que fala da avó materna, sempre carinhosa, magra e com muitos doces para oferecer aos netos, mesmo quando eles estavam em dieta na infância. Dos encontros com a avó surgem talvez os momentos mais engraçados do livro, pois a Vovó Magra parece ser aquele estilo de avó que nasceu para o papel clássico. É claro que a mãe da protagonista também não tinha uma relação muito amistosa com a própria mãe. Primeiramente poderíamos afirmar que a mãe não se dá bem com ninguém, mas isso não é verdade, em nenhum momento a culpa é colocada nela, o livro dá a mãe o direito de ser quem ela foi, nem melhor, nem pior. Já a avó ganha 10 na avaliação geral.</p>
<p><em>&#8220;Do baralho de cartas, além do pife com as amigas, a vovó também tirava previsões de futuro. Uma vez, lembro que ela me sentou à mesa da sala de jantar, embaralhou as cartas e pediu que eu separasse o monte em duas partes. Lambendo a ponta dos dedos, distribuiu um dos maços do baralho em duas fileiras. A rainha de copas e o valete de espadas, um ao lado do outro, queriam dizer isso, isso e aquilo, e aquele seis de ouros ao lado do às também de ouros, significavam que isso, isso e aquilo - previsões ou muito complicadas ou muito desinteressantes que eu não guardei na memória. Exceto por uma, acho que tirada da combinação do rei de copas ao lado de um outro seis de ouros, que ela interpretou como evidente alegria: Ui, que bom, mein kindale, você nunca vai passar fome.&#8221; (pg.92)</em></p>
<p>Quando se é mulher há uma série de mulheres para trás de nós, filhas, mães, avós, bisavós, tataravós. Há uma linhagem feminina que nos trouxe até este ponto e não fugimos disso, não fugimos dessas vidas que nos forjaram, mas também construímos um novo capítulo. A linhagem é a resposta, mas isso é apenas uma afirmação. O passado escreve o presente, mas também é possível não remexê-lo. Sem esforço e sem susto não se chega ao fim, apenas a vida que segue com suas interrogações. <em>&#8220;A senhora, mamãe, agora sabe?&#8221;</em></p>
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		<title>A Vida Sem Carteira Assinada</title>
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		<pubDate>Fri, 15 May 2009 03:55:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucia Freitas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Colunas]]></category>

		<category><![CDATA[Sob Fogo]]></category>

		<category><![CDATA[administração]]></category>

		<category><![CDATA[empreender]]></category>

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		<description><![CDATA[Semana passada, estava conversando pelo IM com a Maysa e ela perguntou: como é trabalhar sem ter carteira assinada. Como o tempo é curto para todas nós, em vez de contar só para ela a minha vida de empresária autônoma, prometi um post aqui no Deusario, pois sei que muitas deusas também estão nesta batalha. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 342px"><img src="http://i45.photobucket.com/albums/f77/Deusario/empreender.jpg" alt="" width="332" height="500" /><p class="wp-caption-text">Foto: Renato Targa, no Flickr, em CC</p></div>
<p>Semana passada, estava conversando pelo IM com a <a href="http://centoeuma.com.br/">Maysa</a> e ela perguntou: como é trabalhar sem ter carteira assinada. Como o tempo é curto para todas nós, em vez de contar só para ela a minha vida de <a href="http://www.conectiva.inf.br">empresária autônoma</a>, prometi um post aqui no Deusario, pois sei que muitas deusas também estão nesta batalha.</p>
<p>Comecei a minha jornada autônoma em 2004. Em setembro daquele ano literalmente cavei uma demissão de uma assessoria de imprensa – coisa que odeio fazer. Saí de lá com 5 frilas embaixo do braço para revistas bem bacanas e achei que daria conta de viver sobre as minhas próprias pernas às custas da nossa moderníssima imprensa. Confesso: não funcionou como eu desejava.</p>
<p>Um amigo querido, com quem desenvolvi um projeto bem bacana, o <a href="http://www.technopersonal.com.br/">TechnoPersonal</a> (o site não é legal, mas era o que eu podia fazer – e ele pagar – na época), me aconselhou: faça <a href="http://www.guiarh.com.br/PAGINA22D.htm">coaching</a> e defina o que quer. Fui a duas, entrevistei e acabei escolhendo uma que de certa forma não funcionou&#8230; Mas ajudou – e muito – a saber o que quero e não quero e como lidar com questões que não são fáceis quando a gente está &#8220;por conta própria&#8221;: saber cobrar.</p>
<p>[Aqui abro um parênteses.] Enquanto eu buscava um caminho, havia o conhecido pântano das contas a pagar e correr atrás de trabalhos e clientes. <a href="http://puzzlediario.ladybugbrazil.com">E já blogava</a>. Foi o que me levou aos grupos de discussão, LinkedIn e outras redes. Um novo universo estava ali, na ponta dos meus dedos. Juntei 2 e 2. Eu amo a internet desde que a conheci, em 92/93, através de um acesso via Embratel discado; escrevi muitas matérias sobre internet. Sempre adorei o conceito da rede, a liberdade, a possibilidade de aprender e de colaborar. E resolvi investir a Conectiva (nome fantasia da minha empresa) nisso. Parti de tudo o que aprendi com a <a href="http://www.laboratoriodoprocessoformativo.com">Regina Favre nos Seminários de Anatomia Emocional</a> e sem muito planejamento, surfando na vida que acontecia, fui em frente. [Fecha parênteses ]</p>
<p>O passo zero de ser empresária é <strong>definir o que você faz</strong>. Eu sei fazer muitas coisas. Muitas coisas mesmo. Entre um universo de possibilidades, precisei escolher o que fazia melhor: escrever, registrar (fotos e vídeos), criar projetos e ensinar. Depois, é preciso ter clientes – e ter paciência e cuidado para se apresentar e conquistá-los. Isso posto, é preciso criar presença. Colocar site no ar foi o pedaço (para mim) mais fácil da brincadeira. Claro que sem a ajuda dos &#8220;amigos da blogosfera&#8221; (impossível citá-los todos Maysa&#8230;) nada do que faço seria possível. A Conectiva foi construída para ser um gigantesco hub – uma central distribuidora e produtora de trabalho, na base do ganha-ganha. Eu sempre tenho que pensar e implementar os projetos.</p>
<p>Esta é a parte boa. A ruim eu já tinha feito em 2004: abrir empresa, ter CNPJ, escolher contador, objeto (uma empresa de comunicação não pode ser Simples, sabe?). Além disso, é preciso lidar com notas fiscais, o seu envio, o recebimento dos valores. Ao custo de vida soma-se (com uma clareza que é assustadora) o <strong>pagamento de impostos</strong> – municipais e federais, no meu caso. Ter sócia, abrir a empresa, ter uma conta pessoa jurídica, planejar as finanças são detalhes que se tornam parte da vida. E, cá entre nós, não são o pedaço mais bacana da brincadeira (para mim).</p>
<p>Existe uma parte importante, que estou aprendendo agora: a separação (física e financeira) entre você pessoa física e a pessoa jurídica. O que é Conectiva? O que é Lucia Freitas? Afinal, eu sou uma empresa de uma mulher só – com colaboradores, claro, mas em modo free-lance – e estes papéis tendem a se confundir. E a coisa fica bem pior porque o escritório funciona na minha casa. A disciplina e a atenção com os espaços têm que ser gigantescas. Senão vira uma lambança absoluta e total.</p>
<p>O lado bacana é que a empresa serve de porto seguro para mim e para os projetos amigos. O <a href="http://blosque.com/2008/08/be-a-blog-download-gratis-blogs-pelados-e-sem-roupa-de-gratis.html">Bê-a-Blog, da Nosphie</a>, por exemplo, foi viabilizado financeiramente através dela. O Manoel Netto pôde manter sua coluna de tecnologia no Yahoo! através da Conectiva. É a mesma empresa que se responsabiliza e faz contratos de serviços para o Ladybug, para o <a href="http://luluzinhacamp.com">LuluzinhaCamp</a>, os BlogCamps que organizei e o que mais vier pela frente.</p>
<p>Trabalhar por conta própria tem seus pontos altos. E tem também os baixos – principalmente se você não matar pelo menos um leão por dia. A vida pessoal, principalmente quando você não monta um escritório, tende a atravessar o seu trabalho constantemente. E de novo: é preciso atenção para não se deixar levar. O que eu gosto particularmente é que estou cercada pelos meus gatinhos, estou em casa – não, não trabalho de pijama, eu me arrumo como se fosse para a rua -, e posso atender meus clientes com o que mais prezo: qualidade e tempo. Eu tenho todo o tempo para cada um deles.</p>
<p>Ainda tenho muito chão pela frente. Projetos para colocar no ar, propostas para fechar. E com a ajuda dos amigos, na rede e fora dela, cada um deles sai no seu tempo. Só recomendo, a você e a todos os leitores, um cuidado que eu não tive no começo: guardem dinheiro, sempre. Andar por conta própria significa, sim, receber um não quando você precisava de um sim. E ter que atender demandas gigantes, todas ao mesmo tempo, quando você imaginava que estaria de férias.</p>
<p>Aliás, férias de verdade eu não tenho desde 2004. Não sinto muita falta, com este tanto de feriados que temos neste Brasil – podem ser alegria pra quem tem carteira assinada, mas para nós, significa parar de trabalhar e/ou não fechar negócios.</p>
<p>Mais que isso. Eu penso em negócios quase como se cultiva relações e/ou plantações. E sou natureba. Cada sementinha é plantada com amor. Nem sempre vingam, às vezes acontece de só muito tempo depois se transformarem em árvores. Mesmo assim, eu sigo em frente. Porque a vida é muito maior do que uma carteira de trabalho assinada. Para quem está disposto a arriscar, claro.</p>
<p>Acho que o básico está aqui. Alguma outra pergunta?</p>
<p>Foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/rtarga/3423354579/" target="_self">Renato Targa, no Flickr, em CC</a><a href="http://www.flickr.com/photos/rtarga/3423354579/" target="_self"></a></p>
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		<title>Deusas, Luluzinhas e Coletivu: carona já</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 19:59:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucia Freitas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Colunas]]></category>

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		<description><![CDATA[Um grupo feito sob medida para nós, mulheres, compartilharmos nossos caminhos com segurança e alegria. O sistema se chama Coletivu e é muito fácil de usar. Quem participa do Projeto Deusas pode usar. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://i45.photobucket.com/albums/f77/Deusario/transito.jpg" alt="" width="450" height="338" /></p>
<p>A idéia veio da <a href="http://www.maiscommenos.net">Nanny Costa</a>: e se a gente criasse um jeito para podermos nos dar caronas? Eu sugeri que a gente usasse o <a href="http://www.coletivu.com.br/">Coletivu</a> – que descobri no <a href="http://twitter.com/coletivu">Twitter</a> - para sediar nossas caronas. E o René Retz, criador do sistema, adorou a idéia de acolher a mulherada lá.</p>
<p>Rene Retz é um engenheiro de 25 anos. Sua criação para um transporte sustentável, está na quinta versão e permite criar grupos só com pessoas em quem você confia. O sistema hoje tem pouco mais de mil usuários cadastrados. A idéia dele é oferecer caronas seguras e colaborar um tanto com o trânsito de S. Paulo – e de todas as grandes cidades deste Brasil.</p>
<p>A história funciona assim: vocês vão lá, <a href="http://www.coletivu.com.br/signup">se cadastram</a> e se associam ao grupo <a href="http://www.coletivu.com.br/groups/87">Luluzinhas&amp;Deusas</a>. Quem tem carro cadastra o seu trajeto, quem precisa de carona pede. O Coletivu se encarrega de contar, na mesma hora, se há alguma carona disponível para você.</p>
<p>O grupo está aberto a todas as participantes dos grupos de discussão LuluzinhaCamp e Projeto Deusas.</p>
<p>O René agradece feedbacks, tutoriais e posts a respeito.</p>
<p>Imagem: <a href="http://www.flickr.com/photos/soldon/3064101859/" target="_self">Trânsito por Rodrigo Soldon, no Flickr em CC</a></p>
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		<title>O Que Nos Faz Feliz?</title>
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		<pubDate>Mon, 04 May 2009 16:11:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Srta. Bia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Colunas]]></category>

		<category><![CDATA[Na Pele]]></category>

		<category><![CDATA[cinema]]></category>

		<category><![CDATA[felicidade]]></category>

		<category><![CDATA[mulheres]]></category>

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		<description><![CDATA[Você vai ouvir pessoas comentando sobre este filme, especialmente mullheres. Isso se alguma amiga já não te convidou para assistir. É aquele tipo de filme especial que ganha público no boca-a-boca, naquelas boas conversas depois do almoço. E isso não é corporativismo meu, é mesmo um ótimo filme para se ver com amigas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a title="Divã" rel="nofollow" href="http://www.youtube.com/watch?v=RvN23MENeMg" target="_blank">Divã</a></strong>. Você vai ouvir pessoas comentando sobre este filme, especialmente mullheres. Isso se alguma amiga já não te convidou para assistir. É aquele tipo de filme especial que ganha público no <strong><a title="boca-a-boca" rel="nofollow" href="http://colunistas.ig.com.br/ricardocalil/2009/04/27/diva-sucesso-do-boca-a-boca/" target="_blank">boca-a-boca</a></strong>, naquelas boas conversas depois do almoço. E isso não é corporativismo meu, é mesmo um ótimo filme para se ver com amigas.<br />
<img class="alignright" src="http://i45.photobucket.com/albums/f77/Deusario/feliz.jpg" alt="" width="270" height="401" /><br />
Baseado num ivro da escritora <strong><a rel="nofollow" href="http://www.releituras.com/mamedeiros_menu.asp" target="_blank">Martha Medeiros</a></strong>, Divã conta a história de <strong><a rel="nofollow" href="http://www.divaofilme.com.br/" target="_blank">Mercedes</a></strong>, uma mulher na faixa dos 40, professora de matemática, casada e com dois filhos adolescentes. Sua mãe morreu quando tinha nove anos e, para não dar trabalho ao pai, Mercedes nunca mais chorou. Mesmo com todo esse drama, o filme é essencialmente uma comédia que possui um paralelo com outro filme inglês lançado recentemente: <strong><a title="Simplesmente Feliz" rel="nofollow" href="http://www.youtube.com/watch?v=87fXcLwAsis" target="_blank">Simplesmente Feliz</a> </strong>.</p>
<p>Em Simplesmente Feliz, <strong><a href="http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=2787" target="_blank">Poppy</a></strong> é uma professora de jardim de infância, que divide apartamento com uma amiga, adora roupas muito coloridas e salto alto. Depois de ter sua bicicleta roubada, decide ter aulas de direção e conhece Scott, o instrutor mais mau humorado que já se viu. Mercedes e Poppy não se parecem à primeira vista. O figurino de Mercedes é lindo e clássico, enquanto a risada de Poppy soa exagerada em vários momentos, porém o que as duas afirmam o tempo todo ao espectador é que o problema delas não é tristeza, fingimento, ou fuga da realidade, é excesso de felicidade. Cada uma a seu jeito encontrou uma maneira de viver os momentos, torná-los especiais, se sentir bem da maneira que é e que vive. O mais interessante dos dois filmes é observar as situações e sentimentos que as fazem repensar suas atitudes, seus sonhos e até mesmo questionar suas intensas felicidades. O grande trunfo dos filmes não é tentar ridicularizá-las em situações como idas a boates ou dores nas costas, é mostrá-las como personagens reais, que costumam absorver a tristeza dos outros, mas que estão sempre dispostas a serem otimistas e encontrarem maneiras de tocar a vida. Não do jeito mais fácil, mas do menos doloroso, rindo. O tempo passa e a vida continua com sua grande roda do destino.</p>
<p><strong><a title="Poppy" rel="nofollow" href="http://www.happygoluckythemovie.com/" target="_blank">Poppy</a> </strong> é extremada demais para os mais sensíveis. Mercedes é uma companheira mais palatável, uma amiga com que tomaríamos um bom café toda semana. Poppy seria a amiga da balada. Outro ponto positivo dos dois filmes é que as duas tém grandes amigas, mostrando que a amizade feminina é uma dos melhores presentes que uma mulher pode ganhar da vida. Há mais personagens e cenas memoráveis que se entrelaçam, que representam o derramamento de sentimentos que as protagonistas tentam compreender. É um <strong><a title="cabelereiro" rel="nofollow" href="http://www.youtube.com/watch?v=e0mdgBWVLCk" target="_blank">cabelereiro</a> </strong> que declara ser emotivo ou uma professora de flamenco que ao explicar sobre os passos de dança se emociona e cai no choro. São extremos aos quais as protagonistas não chegam. Muitas vezes esperamos um surto, uma histeria, como se isso explicasse tudo, como se arroubos fossem um motivo real para colocar sonhos em prática. Não são. As protagonistas experimentam muito, não ficam estáticas esperando que tudo aconteça.</p>
<p>Mercedes e Poppy são duas ótimas personagens femininas que surgem nesse início de ano. Duas mulheres <img class="alignleft" src="http://i45.photobucket.com/albums/f77/Deusario/feliz2.jpg" alt="" width="200" height="283" />que se consideram muito sortudas, por diversas razões. Esqueça os dramas, as tristezas, as culpas e a roupa para lavar. Todas erramos em alguns pontos, a grande maioria acredita no sonho do casamento, enquanto outras não temem em viver suas vidas de solteiras dançando até de manhã. A melhor mensagem dos filmes é que ninguém pode deixar de viver. Interessante, que nos dois filmes as personagens se relacionam com homens mais novos. Alguém teria um bom estudo ou palpite para me indicar sobre esse <strong><a title="fenômeno tão comum" rel="nofollow" href="http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1082610-15605,00.html" target="_blank">fenômeno tão comum</a></strong>? Se nada ainda lhe agradou, vá pelas ótimas atrizes <strong><a title="Lília Cabral" rel="nofollow" href="http://www.youtube.com/watch?v=g-mgdi2Oku4" target="_blank">Lília Cabral</a> </strong> e Sally Hawkings, que ganhou o globo de ouro de melhor atriz pelo filme.</p>
<p>Recomendo com muitas exclamações que você assista Divã. Mercedes vai em busca de um psicanalista sem saber porque, sabendo apenas que sente algo que não está no lugar certo. Conhecendo aquela sensação feminina tão comum de que as coisas não estão tão bem como parecem. Minha sessão estava lotada de amigas que riam e se cutucavam cumplíces em várias cenas. Se você quiser fazer uma sessão dupla e também assistir <strong><a title="Simplesmente Feliz" href="http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=2787" target="_blank">Simplesmente Feliz</a></strong>, vá com a mente aberta, pois é uma comédia com sotaque e entrelinhas inglesas. A senhora na minha frente exclamou ao fim da sessão: &#8220;Que filme mais doido&#8221;. Ela parece não ter entendido que para Poppy a realidade realmente não interessa. Mas acima de tudo dê o primeiro passo, renove-se constantemente, pois quando a gente muda o mundo muda com a gente.</p>
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		<title>A Arte de Dizer Não</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 12:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nospheratt</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>

		<category><![CDATA[auto-conhecimento]]></category>

		<category><![CDATA[dizer não]]></category>

		<category><![CDATA[liberdade]]></category>

		<category><![CDATA[não]]></category>

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		<description><![CDATA[Há algum tempo, surgiu na lista do Projeto Deusas uma discussão sobre "dizer não". A dificuldade para "dizer não" parece ser um problema comum para as mulheres. É compreensível; fomos ensinadas a ser "boazinhas" e a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance, para agradar aos demais. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há algum tempo, surgiu na lista do <a title="Projeto Deusas - Mude Sua Vida" href="http://deusario.com/2008/08/projeto-deusas-mude-sua-vida.html">Projeto Deusas</a> uma discussão sobre &#8220;dizer não&#8221;. A dificuldade para &#8220;dizer não&#8221; parece ser um problema comum para as mulheres. É compreensível; fomos ensinadas a ser &#8220;boazinhas&#8221; e a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance, para agradar aos demais.</p>
<p>Nos foi incutida a noção de que nosso valor, o apreço por nossa pessoa, só é possível se nos esforçarmos por agradar, por ser complacentes e estar sempre disponíveis - para todo mundo, o tempo todo.</p>
<p>E dizer não, mesmo que seja de vez em quando, não parece ser uma boa forma de agradar às pessoas; mesmo que esse &#8220;não&#8221; esteja plenamente justificado.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><img src="http://i45.photobucket.com/albums/f77/Deusario/dizer_nao.jpg" style="DISPLAY: inline; WIDTH: 400px; HEIGHT: 267px" title="A Arte de Dizer Não" height="267" width="400" alt="A Arte de Dizer Não" border="0"/></p>
<p>O resultado disso é que a mulher se dessangra na tentativa de ser aceita, dizendo &#8220;sim&#8221; o tempo todo, por mais abusivo ou absurdo que seja o pedido.</p>
<p>E o pior de tudo, é que esse comportamento não dá o resultado esperado: quanto mais complacente a mulher se mostra, na esperança de ser aceita e valorizada, mais ela é desprezada, espezinhada e abusada pelas pessoas que a rodeiam.</p>
<p>Soa familiar? Você precisa aprender a dizer não.</p>
<p>Não é fácil aprender a dizer não, não é. Mas vou dar uma receitinha pra vocês. <img src='http://deusario.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<h3>1 - Saiba o valor que você tem.</h3>
<p>Uma das primeiras coisas que aprendi com minha mãe, e que nunca esqueci, é o seguinte: dar o valor exato às coisas, nem mais, nem menos. Isso deve ser aplicado à tudo, desde pessoas até objetos, e começa pelo valor que damos a nós mesmas.</p>
<p>Claro que isso requer auto-conhecimento, clareza, trabalho interno - mas para isso estamos aqui, não é? É necessário trabalhar sua auto-estima, e ter o ego sob contrôle. O objetivo não é se tornar uma mulher prepotente, arrogante, cheia de si, mas ser uma mulher que tem plena consciência do valor que tem, e de como merece ser tratada.</p>
<p>Esse trabalho interno deve ser constante; não é um curso que você faz durante um tempo e depois que recebe o diploma, acabou, pode ir dormir sobre os louros. É um trabalho que dura a vida toda.</p>
<h3>2 - Estabeleça limites.</h3>
<p>Sabendo o seu valor, e se conhecendo, você sabe até onde pode ir, que tanto pode oferecer de si em cada momento, e onde estão os limites que não devem ser ultrapassados.</p>
<p>Lembre sempre que você não é super-nada, não é mártir nem santa, então, tem o direito de dizer &#8220;<em>não</em>&#8220;, &#8220;<em>não posso</em>&#8220;, &#8220;<em>não quero</em>&#8220;, &#8220;<em>não estou a fim</em>&#8220;, &#8220;<em>dessa vez não</em>&#8221; e outras coisas assim.</p>
<p>E lembre-se de que <strong style="COLOR: #800000">ninguém tem o direito de lhe explorar</strong>. Mesmo que você tenha se deixado explorar até o dia de hoje.</p>
<p>Quando você resolver dizer &#8220;Chega&#8221;, quando você começar a dizer não, as pessoas ao seu redor vão reclamar. Elas estão acostumadas a obter de você tudo o que desejam, do jeito que desejam e no momento que desejam.</p>
<p>Elas vão tentar lhe chantagear, fazer sentir culpada, dar a entender que você está sendo má, com o objetivo de lhe convencer a continuar dizendo sempre sim. Não se deixe levar.</p>
<h3>3 - Dê-se tempo para pensar.</h3>
<p>Nem que sejam 10 minutos. Evite a pressa de responder, e não se deixe pressionar para dar uma resposta instantânea.</p>
<p>Dificilmente um pedido é tão urgente que seja necessário que você responda no mesmo segundo. Acostume-se a dizer &#8220;<em>Me dê 10 minutos. Vou pensar e já lhe respondo</em>&#8220;. E NÃO ACEITE que o outro se escandalize ou ofenda porque você não disse &#8220;sim&#8221; automaticamente. Você tem todo o direito de pensar, avaliar e refletir antes de aceitar alguma coisa.</p>
<p>Se ao cabo desses 10 minutos você não tiver certeza de qual deve ser sua resposta, avise: &#8220;<em>Olha, eu ainda não consegui decidir, vou refletir um pouco mais e assim que tiver resposta eu aviso</em>&#8220;. Quanto mais importante for a questão, mais tempo você deve se dar para refletir.</p>
<h3>4 - Coloque as coisas em perspectiva.</h3>
<p>Um bom truque é inverter os papéis: imagine que fosse ao contrário, que fosse você quem estivesse fazendo o pedido, e a outra pessoa estivesse no seu lugar e situação.</p>
<p>Você acharia certo fazer esse pedido, essa exigência? Se a resposta for negativa, se você acharia errado pedir isso, se acharia que está abusando do outro, pode dizer não a ele.</p>
<p>Porquê? Porque evidentemente há algo de errado aí. Uma relação saudável deve ser uma estrada de mão dupla. Se estaria errado você pedir isso ao outro, provavelmente está errado que peçam isso pra você.</p>
<p>Você merece tanto respeito e consideração quanto qualquer pessoa que esteja perto de você. Jamais permita que lhe convençam do contrário.</p>
<h3>5 - Seja objetiva.</h3>
<p>Pergunte-se:</p>
<p>- Eu quero dizer sim?<br/>- Eu posso dizer sim? A que custo? O que isso vai me custar em tempo, esforço, energia, desgaste emocional, etc?<br/>- O pedido é abusivo? É errado de alguma forma?<br/>- Que justificativa OBJETIVA há para que eu diga sim? É algo realmente necessário, imprescindível, importante?<br/>- Que justificativa emocional há para que eu diga sim? Desejo de agradar, medo de ser castigada ou receber retaliações caso eu diga não, hábito de dizer sim?</p>
<p>E por aí vai. Questione seus motivos, os motivos do outro, e seja tão objetiva e realista como puder. Procure deixar as emoções (principalmente a chantagem emocional) de fora da equação.</p>
<h3>Um Trabalho Constante</h3>
<p>É um monte de coisas a levar em conta? Sim. Dá trabalho, leva tempo? Sim.</p>
<p>Até que você se habitue com o método, e ele passa a ser quase automático; a partir daí, todos os pedidos passam por esse crivo de forma fluída, e as respostas surgem de forma intuitiva, sem tanta ginástica mental.</p>
<p>Se você praticar esses questionamentos, cairá em situações abusivas com muito menor frequência, e após um tempo os pedidos abusivos deixarão de chegar - depois que as pessoas perceberem que você já não se deixa abusar.</p>
<p>Claro que há pessoas sem noção que nunca vão perceber que você não aceita mais abusos, e pessoas que ainda não conhecem você, e tentarão abusar. Geralmente, são pessoas que costumam abusar e aproveitar-se de todas as pessoas que as rodeiam, sempre que têm oportunidade. Com certeza você conhece (ou ainda vai conhecer) pessoas assim.</p>
<p>Por isso é importante manter-se sempre alerta, ter essas coisas presentes o tempo todo - acostumar-se a que cada pedido de alguma coisa seja um disparador desse processo. (Estou falando de pedidos de um certo nível de seriedade, não do tipo &#8220;<em>Me passe o saleiro, por favor</em>&#8220;)</p>
<p>Dá trabalho, e é um trabalho que deve ser feito durante a vida toda. Mas acaba com 99% dos abusos que aceitamos.</p>
<p>Para quem está com preguiça ou acha ruim ter que fazer alguma coisa durante a vida toda, deixo uma frase que me ocorreu há pouco tempo (parafraseando uma frase famosa), e que é uma das coisas mais verdadeiras que já percebi na vida:</p>
<p><strong style="COLOR: #800000">&#8220;O preço de qualquer coisa que valha realmente à pena, é a eterna vigilância.&#8221;</strong></p>
<p style="TEXT-ALIGN: right"><em>Imagem:</em> <a href="http://www.flickr.com/photos/alicepopkorn/2971831831/" target="_blank" rel="nofollow" title="Alice Popkorn"><em>Alice Popkorn</em></a> <em>- CC</em></p>
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		<title>Uma Escolha…</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Apr 2009 12:30:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Debora Rocco</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Caldeirão da Bruxa]]></category>

		<category><![CDATA[Colunas]]></category>

		<category><![CDATA[escolhas]]></category>

		<category><![CDATA[sonhos]]></category>

		<category><![CDATA[stress]]></category>

		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[Já faltam poucos dias para voltar ao trabalho, e não quero fazê-lo; pois este voltar era para longe de casa, longe do meu centro, mas tenho de voltar! ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já faltam poucos dias para voltar ao trabalho, e não quero fazê-lo; pois este voltar era para longe de casa, longe do meu centro, mas tenho de voltar!</p>
<p>Porém será um retorno diferente, sem stress e sem pressas; não vou mais ser refém do tempo e da correria do trabalho, da escravidão do produzir mais, do &#8220;endeusar&#8221; os ganhos financeiros, colocando-os em primeiro plano.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><img style="display: inline; width: 300px; height: 286px;" title="Uma escolha..." src="http://i45.photobucket.com/albums/f77/Deusario/uma_escolha.jpg" border="0" alt="Uma escolha..." width="300" height="286" /></p>
<p>Correr, produzir, ganhar&#8230; o quê? Para quê? Porquê?</p>
<p>Correr&#8230; ao que foi estabelecido para mim.</p>
<p>Produzir&#8230; um bom trabalho (aparentemente) porque é o que se espera de mim.</p>
<p>Ganhar&#8230; dinheiro para provar &#8220;n&#8221; coisas.</p>
<p>O que foi estabelecido&#8230; me rouba a Vida, e me deixa na boca um gosto amargo de escravidão.</p>
<p>Um bom trabalho&#8230; que na verdade não o é, porque foi feito com a mente e não com o coração.</p>
<p>Dinheiro&#8230; que compra tudo, menos a Paz de espírito com a qual posso ser livre, me divertindo ao caminhar de mãos dadas com meu coração, compondo uma Vida real que me faça feliz.</p>
<p>- O que desejo?</p>
<p>- Para quê serve o meu desejo?</p>
<p>- Por quê tenho esse desejo?</p>
<p>- Desejo&#8230; viver tranquila, criando Vida real, desenhando caminhos, inventando lugares onde realizar meus sonhos.</p>
<p>- Serve&#8230; para que outros vejam as minhas pegadas e saibam que o caminho de seus sonhos também pode ser percorrido, e que isso não é crime; pois somente mata &#8220;n&#8221; coisas que foram estabelecidas e esperadas de nós, pelos outros.</p>
<p>- Tenho esse desejo&#8230;porque ao igual que qualquer Ser Humano, somente meus sonhos alimentam minha alma, somente eles e não as &#8220;n&#8221; coisas que foram determinadas, para que eu lhes dê minha vida, e me transforme em algo que não desejo.</p>
<p>Sonhos e desejos: a chave do bem viver!</p>
<p style="TEXT-ALIGN: right"><em>Imagem:</em> <a title="Rhys Jones Photography" rel="nofollow" href="http://www.flickr.com/photos/rhys400d/396918956/" target="_blank"><em>Rhys Jones Photography</em></a> <em>- CC</em></p>
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		<title>Começando a Semana Em Movimento</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Apr 2009 15:03:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nospheratt</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>

		<category><![CDATA[consciência]]></category>

		<category><![CDATA[ecologia]]></category>

		<category><![CDATA[national geographic]]></category>

		<category><![CDATA[vídeo]]></category>

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		<description><![CDATA[Para começar a semana em alto-astral, quero compartilhar com vocês um vídeo que descobri recentemente, e achei MUITO bacana. É um vídeo que faz parte das celebrações do canal National Geographic (em espanhol) do Dia da Terra. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para começar a semana em alto-astral, quero compartilhar com vocês um vídeo que descobri recentemente, e achei MUITO bacana. É um vídeo que faz parte das celebrações do canal <a href="http://ngenespanol.com/" target="_blank" rel="nofollow" title="National Geographic">National Geographic</a> (em espanhol) do Dia da Terra.</p>
<p>A canção se chama &#8220;Moving&#8221; e é o primeiro single do álbum &#8220;Puerto Presente&#8221;, do grupo catalão <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Macaco_(banda)" target="_blank" rel="nofollow" title="Macaco">Macaco</a>. O vídeo conta com participações de figuras famosas como <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Javier_Bardem" target="_blank" rel="nofollow" title="Javier Bardem">Javier Bardem</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Juanes" target="_blank" rel="nofollow" title="Juanes">Juanes</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Juan_Luis_Guerra" target="_blank" rel="nofollow" title="Juan Luis Guerra">Juan Luis Guerra</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Carlinhos_Brown" target="_blank" rel="nofollow" title="Carlinhos Brown">Carlinhos Brown</a>, entre outros.</p>
<p>Os artistas participam da campanha &#8220;Lo que tú haces cuenta&#8221; (O que você faz, faz diferença), campanha de conscientização ecológica do National Geographic. O objetivo da campanha é mostrar que pequenos atos cotidianos (como cuidar bem da sua geladeira, por exemplo) sim fazem diferença.</p>
<p>O vídeoclip é muito legal, a música é ótima e a letra, sensacional.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hVpIWgGRCT8&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b"/><param name="allowFullScreen" value="true"/><param name="allowscriptaccess" value="always"/><embed src="http://www.youtube.com/v/hVpIWgGRCT8&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" allowscriptaccess="always" height="344" width="425" allowfullscreen="true" type="application/x-shockwave-flash"/></object><br/><a href="http://www.youtube.com/watch?v=hVpIWgGRCT8" target="_blank" rel="nofollow" title="Vídeo - Moving - Macaco">Vídeo - Moving - Macaco</a></p>
<h3>Moving - Macaco - Letra Original</h3>
<p>Moving, all the people moving,<br/>one move for just one dream<br/>We see moving, all the people moving,<br/>one move for just one dream&#8230;</p>
<p>Tiempos de pequeños movimientos&#8230;<br/>movimientos en reacción<br/>Una gota junto a otra hace oleajes,<br/>luego mares&#8230;océanos<br/>Nunca una ley fue tan simple y clara:<br/>acción, reacción, repercusión<br/>Murmullos se unen, forman gritos,<br/>juntos somos evolución</p>
<p>Moving, all the people moving,<br/>one move for just one dream<br/>We see moving, all the people moving,<br/>one move for just one dream</p>
<p>Escucha la llamada de &#8220;Mamá Tierra&#8221;,<br/>cuna de la creación<br/>Su palabra es nuestra palabra,<br/>su &#8220;quejío&#8221; nuestra voz<br/>Si en lo pequeño está la fuerza,<br/>si hacia lo simple anda la destreza<br/>Volver al origen no es retroceder,<br/>quizás sea andar hacia el saber&#8230;</p>
<p>Moving, all the people moving,<br/>one move for just one dream<br/>We see moving, all the people moving,<br/>one move for just one dream</p>
<h3>Letra Traduzida</h3>
<h3>Em Movimento</h3>
<p>Em movimento, todo mundo em movimento<br/>Um movimento por um único sonho<br/>Nós vemos em movimento, todo mundo em movimento<br/>Um movimento por um único sonho&#8230;</p>
<p>Tempos de pequenos movimentos&#8230;<br/>Movimentos em reação<br/>Uma gota junto com outra cria ondas,<br/>depois mares&#8230;oceanos<br/>Nunca uma lei foi tão simples e clara:<br/>ação, reação, repercussão<br/>Murmúrios se unen, formam gritos,<br/>juntos somos evolução</p>
<p>Em movimento, todo mundo em movimento<br/>Um movimento por um único sonho<br/>Nós vemos em movimento, todo mundo em movimento<br/>Um movimento por um único sonho&#8230;</p>
<p>Escute o chamado da &#8220;Mamãe Terra&#8221;,<br/>Berço da criação<br/>Sua palavra é nossa palavra,<br/>Seu &#8220;queixume&#8221; nossa voz<br/>Se no pequeno está a força,<br/>Se em direção ao simples anda a destreza<br/>Voltar à origem não é retroceder,<br/>Talvez seja andar em direção ao saber&#8230;</p>
<p>Em movimento, todo mundo em movimento<br/>Um movimento por um único sonho<br/>Nós vemos em movimento, todo mundo em movimento<br/>Um movimento por um único sonho&#8230;</p>
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		<title>Queremos Ouvir o Que Você Tem a Dizer</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Apr 2009 15:35:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nospheratt</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cultura e Entretenimento]]></category>

		<category><![CDATA[Internet]]></category>

		<category><![CDATA[opinião]]></category>

		<category><![CDATA[transformações]]></category>

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		<description><![CDATA[O Deusario está passando por transformações há tempos. 

Eu já falei disso várias vezes; e talvez você ache que é enrolação, pois a maioria dessas mudanças ainda não são visíveis na "frente" do blog, desse lado da tela onde você está. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Deusario está passando por transformações há tempos.</p>
<p>Eu já falei disso várias vezes; e talvez você ache que é enrolação, pois a maioria dessas mudanças ainda não são visíveis na &#8220;frente&#8221; do blog, desse lado da tela onde você está.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><img src="http://i45.photobucket.com/albums/f77/Deusario/falar.jpg" style="DISPLAY: inline; WIDTH: 400px; HEIGHT: 271px" title="Queremos Ouvir o Que Você Tem a Dizer" height="271" width="400" alt="Queremos Ouvir o Que Você Tem a Dizer" border="0"/></p>
<p>Mas não é enrolação; é uma gestação. O Deusario é uma coisa viva e orgânica. Do lado de cá, nos bastidores, estamos acompanhando e cuidando da evolução dele, pacientemente, até que seja o momento de que as mudanças &#8220;nasçam&#8221; e você possa vê-las.</p>
<p>Esse momento está se aproximando. E por isso, queremos convidar você, leitora, a ser parte desta etapa final - pois você é a parte mais importante deste blog. Não estaríamos aqui, se você não estivesse aí do outro lado, nos acompanhando.</p>
<p>Queremos que você continue nos acompanhando, e sabemos que para isso, precisamos de leitoras satisfeitas. Portanto, queremos saber:</p>
<p><strong style="COLOR: #800000">O que você quer ver aqui no Deusario?</strong></p>
<p>Conte para nós que assuntos você gostaria que sejam tratados no blog, o que você acha que falta ou poderia ser acrescentado ou aprofundado. Deixe um comentário com suas sugestões, críticas e opiniões - ou use o <a href="http://deusario.com/contato" title="formulário de contato">formulário de contato</a>.</p>
<p>Sua opinião realmente é importante para nós, e vai contribuir para que possamos fazer um blog sempre melhor e mais interessante. Invista uns minutos em opinar - ficaremos muito felizes em saber o que você pensa.</p>
<p>Porque a gente faz este blog pra você. <img src='http://deusario.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="TEXT-ALIGN: right"><em>Imagem:</em> <a href="http://www.flickr.com/photos/hamed/237206898/" target="_blank" rel="nofollow" title="Hamed Saber"><em>Hamed Saber</em></a> <em>- CC</em></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/PeccataMinuta/~4/kX62Yl46zx8" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O Peso da Alma</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2009 16:26:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Debora Rocco</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Caldeirão da Bruxa]]></category>

		<category><![CDATA[Colunas]]></category>

		<category><![CDATA[alma]]></category>

		<category><![CDATA[criatividade]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando é que a vida se torna carga, 
Quando é que a carga se torna nossa vida? 

Onde está o ponto que define essa resposta, 
Onde está a resposta que identifica esse ponto? ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="TEXT-ALIGN: center"><img style="display: inline; width: 400px; height: 292px;" title="O Peso da Alma" src="http://i45.photobucket.com/albums/f77/Deusario/peso_da_alma.jpg" border="0" alt="O Peso da Alma" width="400" height="292" /></p>
<p>Quando é que a vida se torna carga,<br />
Quando é que a carga se torna nossa vida?</p>
<p>Onde está o ponto que define essa resposta,<br />
Onde está a resposta que identifica esse ponto?</p>
<p>Como é que chegamos nessa transformação,<br />
Como é que essa transformação nos apanha?</p>
<p>Qual é a escolha que fazemos,<br />
Qual é a decisão que tomamos?</p>
<p>Porque fazemos uma troca, na qual<br />
Aceitamos um trato que nos embarga a Alma?</p>
<p>Quando a vida deixa de ser Vida,<br />
E se torna o fardo que carregamos nas costas?</p>
<p>Onde definimos a largura de nosso caminho,<br />
E medimos a extensão de nossa Alma?</p>
<p>Uma vida criativa é abrumadora, e precisa de espaço para se expressar; quando não nos damos tempo suficiente para desfrutar da criatividade, temos de carregar o peso das brumas que se amontoam ao nosso redor, e perdemos de vista o ponto no qual tomamos a decisão de transformar nossa Alma em algo seco e sem Vida.</p>
<p>Não é um caminho sem retorno, más é uma péssima escolha de viagem &#8220;turística&#8221;!</p>
<p>E assim chegamos ao ponto, onde a única conclusão possível é&#8230; VOLTAR!</p>
<p>Voltar para &#8220;casa&#8221;, para o nosso centro, para nós mesmos; mas ao contrário do que parece, &#8220;ir para casa&#8221; é a coisa mais bela e gratificante que podemos fazer, por nós e pelo nosso entorno.</p>
<p>E nesse &#8220;ir&#8221; não estamos sozinhos, pois a &#8220;Mãe Criatividade&#8221; nos pega da mão e nos reconduz ao lugar de onde nunca deveríamos ter saído: nosso mundo interno.</p>
<p>Nessa caminhada a gratificação é a descoberta de que podemos comandar o nosso mundo externo desde as profundidades da Alma, sem o peso das brumas; e assim Ela renasce e dança entre os mundos a melodia de nossos sonhos, ao ritmo alucinante de nosso coração.</p>
<p>Desta forma, como no conto de fadas da &#8220;Bela Adormecida&#8221;, acordamos para um mundo novo, que se cria e se recria a si mesmo, a partir da leveza de nosso Ser, quando a Vida deixa de ser uma carga.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: right"><em>Imagem:</em> <a title="Delphine - My World, My Dreams..." rel="nofollow" href="http://www.flickr.com/photos/devosdelphin/2902781772/" target="_blank"><em>Delphine - My World, My Dreams&#8230;</em></a> <em>- CC</em></p>
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		<title>Pensamentos Aleatórios Sobre a Alma</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 12:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nospheratt</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Colunas]]></category>

		<category><![CDATA[Crônicas Cotidianas]]></category>

		<category><![CDATA[alma]]></category>

		<category><![CDATA[Beleza]]></category>

		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[O chimarrão me acompanha, e penso aleatóriamente.

Hoje é um dia cansado. Talvez eu devesse ir ler meus livros, escrever no papel, costurar a alma.

Claro que pensar em ir cuidar da alma cansada em plena segunda-feira é pecado mortal, heresia, anátema. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="TEXT-ALIGN: center"><img style="display: inline; width: 432px; height: 350px;" title="Janela da Alma" src="http://i45.photobucket.com/albums/f77/Deusario/janela_da_alma.jpg" border="0" alt="Janela da Alma" width="432" height="350" /></p>
<p>O chimarrão me acompanha, e penso aleatóriamente.</p>
<p>Hoje é um dia cansado. Talvez eu devesse ir ler meus livros, escrever no papel, costurar a alma.</p>
<p>Claro que pensar em ir cuidar da alma cansada em plena segunda-feira é pecado mortal, heresia, anátema. O mundo não para, há que se trabalhar, produzir, a alma não paga as contas, ela que espera e aguente, dirão.</p>
<p>E eu dou de ombros.</p>
<p>Porque a alma, minha amiga, é a única coisa que importa. A alma é o cerne do Universo, o mundo só existe e funciona através dela. Por muito que ela seja expoliada, rejeitada, escondida, desprezada, a alma é o que faz com que este ser bípede seja ainda humano.</p>
<p>A alma é o que torna o mundo real.</p>
<p>A alma percebe o que não mais vale a pena, o que deixou de ser importante, o que podia ser e não foi. E suspira com um quê de tristeza&#8230; de lamento.</p>
<p>E lendo coisas aleatórias aqui e ali, fisgando de forma oblíqua e superficial (intencionalmente, devo dizer, não quero aprofundar meu conhecimento sobre assuntos desse tipo) polêmicas e discussões irrelevantes, vejo o quanto diminuiu minha paciência, minha tolerância e meu interesse por essa categoria de superficialidades.</p>
<p>O mundo é podre, oh, sim. A estupidez, a mesquinharia e a imbecilidade mostram suas feias cabeças todos os dias, o tempo todo; a miséria humana está ao alcance de um clique.</p>
<p>E eu cada vez mais, escolho me distanciar disso. Minha alma não quer mais tentar explicar o quanto a polêmica previsível (e prevista) é idiota, o quanto a imbecilidade não vale seu olhar, o quanto o que é inútil (desculpe a redundância) é inútil, falto de senso, de valor, de importância.</p>
<p>Eu não quero mais entender. Quero abrir as janelas da minha alma sobre flores vermelhas, contemplar a beleza, encher os olhos de céu.</p>
<p>Não que eu tema ou despreze a feiúra. A vida não é somente feita de coisas belas. Mas não tenho mais tempo para gastar com coisas míseras.Tenho muito tempo para viver, criar, amar, ser.</p>
<p>O tempo que tenho, que todos nós temos, é o tempo da alma. O único tempo que importa.</p>
<p>Você pode tentar viver em outro tempo, pode até conseguir; mas viverá amputada de si mesma, vazia, estéril como um tronco caído, como a terra seca que sente saudades da chuva.</p>
<p>A alma é a única verdade que realmente existe.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: right"><em>Imagem:</em> <a title="Andreiutza_ok" rel="nofollow" href="http://www.flickr.com/photos/andreiutza_ok/2868706718/" target="_blank"><em>Andreiutza_ok</em></a> <em>- Creative Commons</em></p>
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