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	<title>Pensamento Lateral</title>
	
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		<title>Agora pudicou de vez: sexo só na novela das nove</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 01:17:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raph4</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema e TV]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu não sou de discutir muito sobre Big Brother, embora assista moderadamente, admito. Eu tenho conta no twitter, ou seja, eu assisto Big Brother querendo ou não. Enchi meu saco de tanto ouvir sobre o tal estupro (que em bom bigbrodês pronuncia-se estrupo), achei irrelevante para a minha vida e para o programa. Aí o [...]]]></description>
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<p>Eu não sou de discutir muito sobre Big Brother, embora assista moderadamente, admito. Eu tenho conta no twitter, ou seja, eu assisto Big Brother querendo ou não.</p>
<p>Enchi meu saco de tanto ouvir sobre o tal estupro (que em bom bigbrodês pronuncia-se estrupo), achei irrelevante para a minha vida e para o programa. Aí o programa interviu, a polícia também. Depoimentos foram dados e ninguém foi indiciado, visto que tudo foi, ao menos formalmente, algo consensual. Ou seja, o Daniel está fora e sem culpa nenhuma. A moça (eu não sei a porra do nome de quase ninguém nesses realities) que deu a entender que também trepou, fica lá. Hein, Bial?</p>
<p>A desculpa para a exclusão do rapaz é que ele não teria tido boas atitudes, agido de acordo com as regras ou algo do tipo. Basicamente o Boninho achou o rapaz&#8230; deselegante?</p>
<p><a href="http://pensamentolateral.com/wp-content/uploads/2012/01/20120117-231632.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-411" title="Deselegante" src="http://pensamentolateral.com/wp-content/uploads/2012/01/20120117-231632.jpg" alt="" width="306" height="300" /></a></p>
<p>A moça, pelo que disse oficialmente, foi tão responsável pelo ocorrido quanto o rapaz e continua lá. Não entendi qual foi o critério, a direção do programa acaba por ser, no mínimo incoerente.</p>
<p>Pior, assistimos esta merda há uns 12 anos, 12 anos com esperança de ver free bacanal, gente se pegando e o edredom realmente ter algo a esconder. Quando finalmente acontece, o rapaz é expurgado? UA-DA-FÓ-QUE?!</p>
<p>Gente, que lição isso vai ensinar às nossas crianças (que não deviam, mas assistem)? E o meu filho, vai tentar comer todas as gatas na edição 37 e vai lembrar, &#8220;merda, o velho disse que em 2012 o último que tentou fazer isso, foi pra rua&#8221;. Bom, na verdsde se meu filho sequer inscrever-se num reality show ele também será expulso da família, então ele que fique por lá que terá teto grátis por quase três meses.</p>
<p>Eu sei que estes programas, se não são uma bela armação, no mínimo não merecem ser levados a sério. Mas pelamor de Baco, que o jogo seja justo e com regras explícitas. Assistir algo que tem um juiz com TPM é de doer a paciência.</p>
<p>Dois pesos, duas medidas não, Bial!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>[publi] Este texto foi escrito inteiramente de um maravilhoso iPad 16gb/wifi, o qual estou vendendo por R$1.100,00 junto com a capa da Apple, caixinhas, mais uns três meses de garantia mundial Apple. Tudo em estado de novo! Você pode entrar em contato nos comentários ou me mandar uma mensagem no twitter <a href="http://twitter.com/Raph4" target="_blank">@Raph4</a> [/publi]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Bônus</strong></p>
<p><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/uhM2jXWh0X8" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>

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		<title>Os agressores do nordeste e seus megafones humanos</title>
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		<comments>http://pensamentolateral.com/2011/10/os-agressores-e-seus-megafones/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 27 Oct 2011 21:41:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raph4</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Movimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Twitter]]></category>

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		<description><![CDATA[O que deveríamos fazer com os preconceituosos de internet? There's my point. Acompanhe.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>Preconceito é mais do que uma coisa feia, errada ou ilegal. É algo estúpido. Preconceito racial é pior ainda, por isso sempre que vemos alguém cometendo um crime por aí, o impulso é de fato se revoltar e, se for possível, denunciar a quem for cabível &#8211; sejam autoridades formais (como a política, o Ministério Público) ou um pouco menos formais (pais, professores, esposas e maridos, dependendo do caso).</p>
<p>E a internet, mais do que qualquer outra coisa, não criou novos idiotas, mais gente burra e mais racistas, apenas amplificou sua voz. Essa gente retardada que simplesmente não tinha espaço, agora tem. Mas pior, muito pior é quando essa turma ganha amplificação.</p>
<p>Gente anônima antes da internet, como Felipe Neto, PC Siqueira e até Rafinha Bastos (sim, a internet fez sua fama, muito antes do CQC) hoje podem virar armas de destruição DE massas. Com respectivamente 1,35 milhão, 972 mil e quase 3.400.000 seguidores no twitter, acredite, eles formam e influenciam opinião com uma força e uma velocidade assustadora. Então se estas pessoas tivessem intenções, sim, eles poderiam até mesmo influenciar mentes mais fraquinhas (temos muitas por aqui) a cometer crimes. Poderiam incitar violência a muitos grupos: torcedores de certos times de futebol, moradores de certos bairros ou regiões do país, gente de determinadas classes sociais, opção sexual, o próprio sexo, por aí vai. Mas eles não fazem, felizmente.</p>
<p>Claro, esse pessoal mais famoso tem muito mais noção do lucro e do prejuízo que suas vozes podem lhes trazer. Então quem sobra? Aqueles que mal são ouvidos. Gente com seus 50 seguidores no twitter, 70 amiguinhos no facebook, nisso tudo uns 40 bots pra cada lado, ou seja, gente quase muda na internet. Mas a amplificação pode ser um problema, eu mesmo na minha pequena casa de 900 e poucos seguidores, sei que já posso causar estrago dependendo do que falar, principalmente pelo alcance &#8211; vai que o PC me retuita? Faça as contas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O caso de hoje</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Esta tarde, um garoto (que não vou me dar ao trabalho de recuperar quem, não sou romano, crucificação não é meu foco) revoltado a possível anulação do ENEM, motivada por problemas numa escola do Ceará, declarou que gostaria de jogar uma bomba no Nordeste. Não vou entrar no mérito de que a bomba atômica necessária para isso também incendiaria a casa dele e o sufocaria em poeira radioativa, caso isso fosse possível e ele residisse em São Paulo, por exemplo. Seria só mais alguém imbecil, fazendo algo imbecil como todos nós fazemos diariamente, agora multiplicado por sete bilhões.</p>
<p>As pessoas falam coisas como estas, muito piores do que estas e até do que aquelas que o Rafinha falou, todos os dias. Algumas na internet, outras apenas fora dela. Algumas só pensam e não falam, mantendo um preconceito velado. Qual a pior delas? Nenhuma, tudo farinha do mesmo saco, com a diferença de que quem exterioriza pode influenciar. O problema é quando alguém quase anônimo ganha voz, tendo gente mais conhecida como plataforma de divulgação.</p>
<p>No caso do garoto, parece que o <a href="http://www.twitter.com/izzynobre">Kid</a> (o Izzy, não o mesmo &#8220;garoto&#8221;), aquele paladino dos nordestinos injustiçados (que algumas vezes xinga uns cariocas e uns gaúchos, mas tudo bem) além de retuitar e ameaçar o guri de algum processo, comunicou o pai do sujeito via facebook e estava procurando a escola onde o moleque estuda para fazer o mesmo. Nobre, seria muito nobre se ele tivesse apenas feito estes dois últimos, onde ele ganharia, eu imagino, uma baita mijada em casa e um reforço pedagógico na escola. Talvez isto até incentivasse uma &#8220;semana contra o preconceito&#8221; ou algo assim por lá. Seria muito bacana. Antes de mais nada porque a escola é fundamental na formação do cidadão e ela deve ensinar sobre os males (e a idiotice) dos preconceitos, todos eles.</p>
<p>O problema chega quando tal influenciador internético, orgulhosamente dotado de &#8220;mais de 23 mil seguidores&#8221; (é assim que ele vende seus tweets patrocinados) resolve que &#8220;vamos criar outra <a href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/826350-policia-de-sp-abre-inquerito-para-investigar-suposto-crime-de-racismo-no-twitter.shtml">Mayara Petruso</a>&#8221; com a suposta intenção de conscientizar <em>toda a internet</em> sobre os crimes de ódio. Qual o problema com isso? O nulo efeito prático. Na melhor (muito melhor!) hipótese, alguém racista vai deixar de comentar em cantos abertos da internet. Vai usar seu twitter ou fórum fechado, vai comentar com os amigos no bar. Então vamos nos iludir que não há mais preconceito com nordestinos, como já nos iludimos atualmente quanto aos negros. Ok, pra muita gente a ilusão é tudo o que basta, principalmente os amantes do politicamente correto. &#8220;Se eu não vejo, não é um problema.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que acontece seguindo com esta postura</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vão destruir a vida do garoto e muito provavelmente complicar o pai dele, caso seja menor de idade. Só. Eles (a família) serão processados, você vai ler uma notinha na Folha e achar que o mundo está melhor agora. Semana que vem alguém xinga de novo e se alguém desejar, segue nova denúncia, a Justiça segue ainda mais empilhada de processos e façamos o ciclo novamente, <em>ad infinitum</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Então devemos deixar eles impunes?</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não. Mas podemos pensar em educar primeiro, ainda mais tratando-se de um adolescente. Crimes de ódio e racismo prevem penas com reclusão em caso de processo criminal instaurado, o que me leva a questionar a necessidade da medida. Claro, é uma mudança que passa primeiro pelo sistema penal. Acho racismo ruim? Evidente. Acho a punição de três anos de cadeia para alguém condenado por racismo justa? Não para um réu primário No caso de uma segunda ocorrência do mesmo crime, sim, podem prender o sujeito por 30 anos que muito provavelmente ele não tem conserto. Mas na primeira ocorrência, não seria melhor para todos, inclusos aí os que sofrem com isso se estas pessoas fossem educadas e conscientizadas? Uma medida socioeducativa que fosse bem implementada e funcionasse, incluindo aí um curso de cidadania e até mesmo história (que mostrasse o passado de problemas pelos quais passaram determinados povos) e serviços comunitários envolvendo o público-alvo das agressões faria muito mais bem à sociedade como um todo do que apenas jogar o sujeito na cadeia, lotá-las ainda mais e tirá-lo de lá ainda mais revoltado com a situação.</p>
<p>Fora que, sejamos honestos, se adolescente fosse preso por cada coisa que diz, seria um processo por dia (para cada um), no mínimo. Eu acho que a justiça tem louça mais importante pra lavar.</p>
<p>O pior de ficar nestes processos individuais é que ele (teoricamente) cessa com as atividades de um preconceito aqui e ali, mas não reduz em quase nada a ocorrência do próprio preconceito. Um sujeito que deixa de contratar um nordestino numa vaga de emprego apenas por conta disso, mesmo que não toque uma palavra sobre a origem do cidadão, está sendo racista da pior forma possível &#8211; prejudicando aquela pessoa por sua condição natural e imutável. E de um modo covarde, porque ele nem saberá o motivo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>E a social media relevante da internet, o que deveria fazer, então?</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Primeiro de tudo, <em>não ajude</em> a divulgar as ideias de um idiota. Viu um crime de racismo? Ótimo, denuncie direto. Não retuíte ou poste o link do blog onde leu aquilo. Isso não vai ajudar. Ajuda tanto quanto &#8220;achei essas fotos de crianças peladas aqui minha gente, vejam (link) das fotos que absurdo!&#8221; Você está disseminando ainda mais o crime. Na verdade, no caso da pedofilia, está cometendo mais um, mas enfim.</p>
<p>Se um racista com 100 seguidores for retuitado pelo Felipe Neto, sabe o que acontece? 1,35 milhão, mais 100 pessoas lerão a ideia racista. Pior, podem entender este retuíte como endosso. Então, de novo, se quer denunciar, denuncie. É seu direito, é um trabalho cidadão, mas não aja como um megafone humano.</p>
<p>Outra coisa muito legal seria uma <strong>campanha contra todo o tipo de preconceito</strong>, seja ele contra os nordestinos, os negros, os homossexuais e também gente que não se enquadra nas categorias comuns, como os gordos, os magros, os residentes em outros estados. Mais legal: uma campanha massiva, com toda social media internética brasileira engajada.</p>
<p>Calcule se os 50 <strong>blogueiros mais relevantes tirassem</strong> uma semana, ou mesmo <strong>um dia para falar do assunto</strong>. Em seus sites, em seus facebooks, em seus twits. E logo a velha mídia se interessaria, e poderíamos ver reflexos em jornais impressos, no Jornal da Record, no Jornal Nacional, no Fantástico &#8211; pode parecer pouco para você, mas é o ápice para o público que ainda não é tão antenado com a internet.</p>
<p>Sua<strong> campanha deveria agir em duas frentes</strong>: contra o próprio preconceito e conscientizando as pessoas que sim, o que você fala na internet tem valor legal e peso jurídico, e que você, ou seus filhos (e de novo, você) podem ser responsabilizados por tudo o que publicam, onde quer que seja.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Algumas considerações ainda mais pessoais sobre tudo isso:</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eu acho muito questionável essa postura do nordestino se fazendo de coitadinho com este tal preconceito. No fim das contas, todos somos brasileiros, um país tão digno de orgulho quanto o Cazaquistão. E honestamente me incomoda ver uma ofensa aos moradores de estado X do país ser tipificada como o mesmo crime que ofende negros. Negros que passaram mais de dois séculos sendo escravizados e continuam sofrendo ainda hoje. Já homossexuais, que sofrem invariavelmente mais do que pessoas da parte alta do nosso mapa, não tem o mesmo apoio jurídico, ou seja, homofobia não é crime. Em vias mais honestas, eu não vejo como pode doer mais a ofensa contra um nordestino do que contra alguém com um grande nariz, sub ou sobrepeso, grande altura, pequena estatura&#8230; enfim. Acredito que todos deveriam ter o mesmo peso jurídico.</p>
<p>E dirimindo uma confusão, hoje não é assim e isto é apenas minha consideração pessoal. Sozinho eu não tenho o poder de alterar as leis e fazer justiça, mas sou livre para expressar meu ponto de vista, desde que não ofenda ninguém.</p>
<p>Eu não estava &#8220;brigando com o Kid de novo&#8221;, estava contestando sobre isto ser de fato um preconceito e qual a motivação dele. Troquei mensagens direcionadas a cerca de 30 pessoas e, por sinal, parei de falar porque o <a href="https://support.twitter.com/articles/15364-about-twitter-limits-update-api-dm-and-following">limite de postagens</a> do serviço foi atingido. O fato do Kid ter seus 23 mil amiguinhos e ele ficar me citando aqui e acolá não é minha responsabilidade.</p>
<p>De todo modo, questionei os motivos do Kid, que disse querer ajudar o sujeito, &#8220;alertando sua família e escola&#8221;. Vendo o histórico de alguém que se considera o santo troll da internet, que já mandou e-mails lá do Canadá pra cá, visando foder gratuitamente a vida de alguns brasileiros que pisaram em seu calo (já ouvi falar até em sujeito demitido por conta de ações dele), fica um pouco difícil crer na intenção nobre do rapaz. Desculpe, eu acredito que ele fazia tudo &#8220;for the lulz&#8221;, e claro, por ser do Ceará, pode naturalmente ter se doído com a agressão.</p>
<p>E não, isso não é uma extensão da discussão, é um esclarecimento e um desabafo mais claro do meu ponto de vista. E eu não preciso de ninguém, <em>de novo</em>, me atacando e distorcendo meus argumentos em seus blogs. Ninguém será barrado nos comentários, mas reservo-me o direito de não responder trollada barata.</p>

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		<title>Algumas verdades sobre o mercado de trabalho – parte 2</title>
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		<comments>http://pensamentolateral.com/2011/07/verdades-sobre-trabalho-p2/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 13 Jul 2011 11:26:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raph4</dc:creator>
				<category><![CDATA[Business]]></category>
		<category><![CDATA[Administração]]></category>
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		<category><![CDATA[Recursos Humanos]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem, dei início a um texto sobre como desenrolam-se e como de fato são algumas coisas no trabalho, abordando a parte das entrevistas e seleções. Seguimos falando agora sobre o momento durante a sua jornada em uma organização, o emprego propriamente dito &#8211; ou como o empregador pode abordar tudo isso, ou talvez devesse. Não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>Ontem, dei início a <a href="http://pensamentolateral.com/2011/07/verdades-sobre-trabalho-p1/">um texto</a> sobre como desenrolam-se e como de fato são algumas coisas no trabalho, abordando a parte das entrevistas e seleções. Seguimos falando agora sobre o momento durante a sua jornada em uma organização, o emprego propriamente dito &#8211; ou como o empregador pode abordar tudo isso, ou talvez devesse.</p>
<p>Não leu o texto anterior? <a href="http://pensamentolateral.com/2011/07/verdades-sobre-trabalho-p1/">Leia primeiro</a>!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O dia-a-dia no emprego</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ok, você finalmente venceu a maratona das entrevistas e conseguiu seu emprego! (Isso parece a narração naqueles &#8220;tutoriais&#8221; do Pateta, não?) Aqui ainda há pontos que podem ser usados na fase pré-emprego (a entrevista) e outros no dia-a-dia. Vejamos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma coisa muito comum, mencionada horrendamente em excesso na tv e em publicações especializadas é sobre <strong>a sua vida virtual</strong> e sobre quanto ela fala sobre você. Que por exemplo, você <strong>não deve comentar</strong> no facebook ou orkut sobre o que você faz de <strong>reprovável</strong>. Dica número 1, &#8220;reprovável&#8221; é ter um orkut, uma vez que a empresa sabe que você tem orkut, não há nada de bom a esperar, exceto&#8230;</p>
<p><span id="more-369"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;<strong>Eu amo acordar cedo</strong>&#8220;. Esta comunidade existe? Se sim, considere todas aquelas pessoas uns larápios <strong>safados</strong> incríveis. Nenhuma daquelas é digna de confiança. Ninguém em sã consciência gosta de acordar cedo. Sabe quem acorda cedo? Velhinhos que estão com um pé e meio na cova e querem aproveitar suas últimas horas na Terra ao máximo. E só. Ninguém gosta de acordar cedo. Vai por mim, você pode até gostar do que acordar cedo te trás, como assistir ao Globo Rural (opa, velhinho!), mas de acordar cedo propriamente? <em>Not really</em>. Pior, estes &#8220;gurus do emprego&#8221; aconselham, &#8220;não esteja na comunidade &#8216;eu odeio acordar cedo&#8217; e afins&#8221;, por quê? Não pode declarar que gosta de beber cerveja. Não pode declarar que fuma. Não pode expressar religião &#8211; muito menos se não for a predominante. Um ateu como eu? Relegue-se a catar lixo, sempre se defendendo dos outros catadores que vão tentar te matar. Não pode declarar que não adotou duas crianças africanas por caridade. <em>Deus</em> por que você procura um funcionário mentiroso, senhor empresário?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eu, particularmente, o Raphael, <strong>detesto</strong> do fundo da minha alma <strong>acordar cedo</strong>. Se você estiver me entrevistando algum dia e procurar meu nome no Google, vai encontrar este texto. Se eu disser que amo acordar cedo, estou desesperado pelo emprego ou definitivamente insano. Eu não gosto. Me acorde ás 9, que eu considero um limite tolerável e eu vou produzir bastante. Me acorde ás 6 e me veja com um humor péssimo e começando a produzir algo lá pelas 14h.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Aliás, taí outra coisa que sempre me irrita, <strong>horário de trabalho</strong>. Seja do lado empregado, seja do lado empresa. <strong>Está errado</strong>. Está muito errado. Primeiro que eu não acho necessário a todas as funções (mas isso eu comento mais abaixo). E aqui não existe o 9-to-5, nosso 9-to-5 é, na prática, 8 ás 18, com duas horas de folga. Motivo para ficar deveras puteado. As pessoas passam cada vez mais tempo fora de casa graças ao maldito trânsito. E aí os gênios que fazem o comércio inventaram o <strong>maldito horário comercial</strong>, que tem porque tem de ser das 8 ás 18 horas. Mesmo funcionários que não são da linha de frente, o atendimento da empresa precisam chegar ás 8h. Por quê? Provavelmente aquela desculpa de gente burra, &#8220;porque sempre foi assim&#8221;. Sério, se você tem 90 funcionários, mande 30 entrarem ás 8am, 30 chegarem ás 9am e 30 chegarem ás 10h, saindo respectivamente ás 18, 19 ou 20h. Na verdade, 17, 18 e 19h se sua empresa não faz <strong>horário de almoço burro</strong>. Por que burro? Porque <strong>ninguém precisa descansar duas horas</strong>, duas infinitas horas, cento e vinte minutos entre uma pausa e outra. Quando eu trabalhava nesse regime, com 1h30 de pausa eu já queria minha cama. Eu queria ir estudar. Eu queria namorar. Eu queria tudo menos voltar a ficar de cara amarrada o resto da tarde.</p>
<p style="text-align: center;"> <a href="http://pensamentolateral.com/wp-content/uploads/2011/07/dilbert_mesa.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-377" title="Dilbert almoçando com os colegas" src="http://pensamentolateral.com/wp-content/uploads/2011/07/dilbert_mesa.jpg" alt="Dilbert almoçando com os colegas" width="630" height="245" /></a></p>
<p>A premissa é de que você descansa as duas horas porque vai pra casa, faz o almoço e almoça lá. Claro, com helicóptero e seus três chefs franceses contratados exclusivamente para lhe servir já com um almoço requintado e servido pontualmente ás 12h15. Ah, você não tem isso em casa? Opa, desculpa, você levaria 1h30 no trâsito para ir, uma hora para cozinhar, 10 minutos para comer correndo feito um animal, sair correndo (escove os dentes no caminho), outra 1h30 para voltar estressado e terminar seu dia. Ou seja, a menos que você more ao lado do trabalho ou numa cidade de tamanho comparável ao orifício anal, não, você não vai almoçar em casa e não precisa dessas duas horas. Se for o caso em que você realmente aproveita estas duas horas, você poderia avisar a empresa. Do contrário, não, <strong>a empresa não tem porque</strong> folgar duas horas. Aí o funcionário chegaria mais cedo em casa e menos estressado, certamente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ah, os <strong>horários de chegada diferenciados</strong>? Serviriam a <strong>dois propósitos</strong> fundamentais: os funcionários mentirosos que gostam de acordar cedo poderiam chegar ás 8 da manhã e sair ás 17h sabendo que há alguém na empresa, sem se preocupar. Os funcionários honestos que confessam que de manhã querem mais é dormir mesmo, poderiam chegar por volta das 10h e sair ás 19h. Além de todos mais felizes, atingiríamos o segundo propósito (se adotado massivamente), <strong>menos trânsito</strong> nas ruas, dividindo os carros e lotação nos transportes públicos, espalhando a duração da hora do rush.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E o fator cumprir horário de trabalho em si? Ok, em teoria temos os regimes mais comuns de 40 e 44h semanais, além dos estagiários, que em tese trabalham 20 ou 30h semanais. Essas horas devem ser cumpridas, se faltar o funcionário deve repor ou se sobrar, receber as horas pagas (o que na prática, não existe, já que a empresa inventa o tal banco de horas, que fica lá até que você se atrase de novo). Essa obrigação é válida para as funções de atendimento, onde é indispensável que alguém cumpra horários para atender o cliente e claro, os sujeitos mais capiais querem que seja assim, já que eles sonham receber estas horas extras que eventualmente farão jus (nunca).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ok, mas vamos supor que você, meu leitor refinado e especial não é tão gado assim e pensa ao mesmo tempo em que respira. Você certamente já parou para constatar que nem sempre você precisa ficar à disposição o tempo todo. É muito, muito comum ver gente que ainda pela manhã já terminou com a maioria das suas obrigações no dia e no meio da tarde já não tem mais o que fazer no trabalho. Aí fica jogando paciência e batendo papo, já que aqueles bastardos bloquearam a sua internet e você só tem e-mail corporativo (que aliás, os funcionários usam para papos non-work-related, não se engane, chefe de pessoas que possuem acesso a computadores). Então eu pergunto ao chefe que me lê: por que o funcionário não pode ter horários mais flexíveis? &#8220;Ah porque, porque&#8230;&#8221; A desculpa mais comum que ouço, e sim, já perguntei isto a dezenas de empregados é que, além de preservar acordos rígidos do século passado estabelecidos e mantidos pela CLT, é a de que &#8220;<strong>não podemos quebrar o clima organizacional</strong>&#8220;, ou seja, que o funcionário não pode chegar mais tarde e produzir seu máximo, ou sair mais cedo quando não tem mais o que fazer naquele dia porque &#8220;os colegas vão comentar&#8221;. Sim, aquela filha da puta que sai da sala o dia todo e fica tomando cafezinho e atendendo telefone reclamar de você é algo importante para seu chefe. Alguém devia falar <em>praquela</em> vaca que ela justamente não merece este tipo de benefício porque ela é a vaca que fica tomando café e passeando pelas dependências da empresa e alimentando a rádio-corredor, ao invés de trabalhar e ser <em>awesome</em> no que faz. E pro seu chefe que ele devia parar de comer aquela vaca e dar mole na cobrança com o trabalho dela &#8211; eu nunca entendo como as vacas da rádio-corredor se mantém no emprego, certamente elas escondem podres da empresa ou estão dando para o chefe.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Cabe um parêntese aqui, eu não estou falando que o funcionário deva sair todo dia cedo da empresa assim que terminar o que precisa, ou chegar tarde se garantir que cumpre tudo até o fim do expediente regulamentar. Mas isso poderia ser aplicado em inúmeros dias e momentos específicos. Ás vezes o funcionário tem problemas pessoais, inúmeros, como todos nós temos, sejamos chefes, empregados de cima, de chão de fábrica, desempregados ou autônomos.</p>
<p>O cara pode ter o filho doente. Pode estar um pouco doente, não o suficiente para ficar em casa o dia todo, mas não á vontade para passar 8, 10 ou 12 horas na empresa. Pode ter um curso universitário para tocar e considerar alguns minutos preciosos (meu caso em muitas situações). Então, uma flexibilização num dia ou outro não faz mal a ninguém, pelo contrário. E claro, se essa folga na carga horária for constante, as atribuições e mesmo o cargo podem ser revistos &#8211; devem.</p>
<p>Em contrapartida, um profissional dedicado sabe quando pode retribuir à empresa nos momentos em que esta precisa dele. Pode sim, ficar até mais tarde, eventualmente chegar mais cedo ou trabalhar por alguns finais de semana. Desde que sem abusos, isso não mata ninguém.</p>
<p>Eu acredito em relações de trabalho como parcerias. Funcionário que precisa, é atendido. Empresa compreende e solicita, do mesmo modo, quando necessita. O profissional atende e todos saem mais fortes do processo.</p>
<p style="text-align: center;"> <a href="http://pensamentolateral.com/wp-content/uploads/2011/07/dilbert_comic.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-379" title="Tirinha com Dilbert" src="http://pensamentolateral.com/wp-content/uploads/2011/07/dilbert_comic.gif" alt="Tirinha com Dilbert" width="480" height="166" /></a></p>
<p>Ainda falando dos hábitos tidos como reprováveis, há coisas que não se deve mencionar, coisa que não se conta, coisas que <strong>ninguém deve saber</strong>. Pelo menos é o que dizem. Dizem que você não conta essa série de &#8220;coisas feias&#8221; sobre você, porque se souberem algumas coisas, pode ser que nunca mais queiram você trabalhando, afinal, &#8220;você não pode dividir sua personalidade&#8221; (salvo se munido de algum transtorno psiquiátrico), &#8220;você é o mesmo em casa do que no trabalho&#8221; e toda essa sorte de jargões populares. O que nunca me explicaram é como uma pessoa que, em tese, não pode dividir estes comportamentos, consegue esconder os mesmo comportamentos, ás vezes por décadas no emprego. Só posso imaginar que <strong>são pessoas geniais demais</strong> para o cargo que ocupam, ou que tudo isso é uma balela desmedida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Melhor são <strong>os tais comportamentos</strong>, que vão do simples beber fora do expediente a ser um cafajeste com o mulherio (ou uma vadia, no caso feminino e de acordo com nosso modo popular e bastante peculiar de se falar). Pensando como empresário, pensa, pensa comigo. O cara caga o pé de tanto beber? Fica torto, precisa de glicose na veia uma vez por semana? Ah que absurdo, isso eu não aceito! Eu, particularmente não aceitaria uma pessoa assim para casar (ou se eu estiver na mesma, sim). Agora, se é só fora do trabalho que isso acontece, e 9-to-5 o sujeito é incrível? Foda-se. Foda-se se ele joga queimada ou se ele organiza o próprio clube da luta e chega todo roxo. Se a função do cara é de atendimento, visitar clientes, pode ser um problema. Mas se, por exemplo, <strong>ele é programador</strong> e eu preciso de <strong>alguém monstro nos códigos</strong>, alguém são demitiria este sujeito por isso? Amigo, <strong>se você for incrível no que faz</strong>, você pode passar metade do dia xingando a minha mãe pelo twitter, eu não me importo. Trabalhe para mim de uma forma incrível que eu não dou a mínima pras cagadas que você faz fora do expediente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fica melhor: alguém lembra do preconceito contra os <strong>tatuados</strong>? Certamente mesmo que você seja empresário ou funcionário público, ainda vai ouvir a sua mãe comentar sobre como isso é irresponsável e péssimo para o trabalho. E provavelmente este preconceito ainda existe em milhões de empresas. E eu tento juntar os pontos e pensar porque esse pessoal com a pele pintada ou a cara furada é pior que os demais, não consegui.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Não sei, eu tenho muito mais medo de uns senhores de terno que trabalham em Brasília e parecem os mais sérios</strong> e comprometidos do mundo, se você olhar de longe, é claro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Aliás, <strong>terno</strong>, taí outra merda. Eu visto um terno e me sinto sim, mais bonito, elegante. Gosto de vestir um terno e me sentir bem dentro dele. Mas usar terno diariamente por obrigação é péssimo. No fundo no fundo, não passa de &#8220;<strong>fantasia de executivo</strong>&#8220;, algo que você usa para aparentar falsa seriedade. Quem faz por merecer respeito, aparenta seriedade até de sunga na praia. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Barney_Stinson" target="_blank">Barney Stinson</a>, o mestre dos ternos já ensinou: você usa o terno, <em>you do look awesome</em>. Mas ele jamais te impedirá de fazer muita, muita besteira. Aliás, <strong>o pessoal que deflagrou a crise financeira de 2008 não trabalhava de chinelos e bermuda</strong> não.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Claro, dá pra ir muito mais longe que isso. Cada argumento aqui apresentado merece um livro estudando tudo isso, que pode passar de justificativas históricas e até algum fim na discussão sobre o que seria melhor para cada tipo de pessoa e organização. Isto é um apanhado a grosso modo, que poderia incluir ainda, muitas atitudes mais. Como aqui eu não quero enganar ninguém, falo o que penso &#8211; e muita gente também, com a diferença sobre admitir ou não. Se procura textos sobre como agir numa entrevista, conseguir um emprego e ser o mesmo zé ninguém para sempre, você veio ao lugar errado. Procure no Google e siga a manada.</p>
<p>Aliás, você já notou que a maioria das pessoas não sabe usar o Google direito? Que vergonha.</p>

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		<title>Algumas verdades sobre o mercado de trabalho – parte 1</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jul 2011 13:04:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raph4</dc:creator>
				<category><![CDATA[Business]]></category>
		<category><![CDATA[Administração]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Recursos Humanos]]></category>

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		<description><![CDATA[Algumas VERDADES sobre o mercado de trabalho e minha posição sobre comportamentos esperados e adotados nas empresas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>Desde que se trabalha no mundo, fala-se e ouve-se conselhos de toda a sorte sobre como agir, da entrevista de seleção, ao dia-a-dia. E desde que a internet é algo que algumas (não todas) empresas costumam olhar, há ainda mais conselhos de conduta e etiqueta. Como bom revoltado que pensa de ladinho (tm EU), eu nunca gostei de muitos destes conselhos e concordo com a minoria sobre internet. Ao menos do ponto de vista prático, como selecionador e como empregado.</p>
<p>Além de ter atuado na área, gerido algumas pessoas e me graduado Bacharel em Administração (se você não tem um diploma, não se engane, não é grande coisa), eu gosto de analisar as pessoas do meu jeito, seu comportamento e a reação de terceiros. Eu tenho uma tocada a lá psicólogo barato e não graduado, mas acho realmente legal poder, ou pelo menos tentar &#8220;ler&#8221; as pessoas e seu modus operandi. Tudo isso me dá uma boa noção do que realmente acontece, e do que eu concordo, ou não.</p>
<p><span id="more-338"></span></p>
<p>O texto pode ficar comprido, mas eu já aviso, isso pode lhe ser útil. Como jovem que vai começar a trabalhar agora e pode formar seus conceitos, ou como chefe há 20 anos, considero uma leitura válida. Mesmo que seja para pensar que não concorda. Faz parte da formação de opinião.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O processo seletivo para um emprego</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na maioria das vezes, tudo começa com uma empresa anunciando uma vaga e um pretendente à mesma enviando ou entregando <strong>seu currículo</strong>. Aqui no Brasil, pelo menos, começa errado por aí (na verdade antes, porque tem muito, muito currículo feio, péssimo, mal feito e com informações desnecessárias). A empresa geralmente divulga o ramo de atuação e o que requer do candidato. Muitas vezes não divulga nem o bairro onde o profissional deve atuar. Ora meus amigos, <strong>economizem o tempo</strong> de todos! Há um abismo no que tange a escolher uma vaga de trabalho quando dizem que a empresa fica no bairro da minha casa, ou há 3 horas de trajeto para ir, mais três para voltar. E mesmo a entrevista sendo onde Judas perdeu as meias, há a expectativa de que a vaga talvez seja em outra filial ou sede da empresa, então o pretendente acaba atendendo a seleção, ás vezes á toa e desperdiçando o tempo de todos &#8211; empresa e funcionário.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pior, <strong>não divulgam salário</strong>. Divulgam &#8220;salário compatível&#8221;. Compatível com o que meu amigo? Compatível com o que a empresa pode pagar, com o que o funcionário considera o mínimo para sobreviver, compatível para um padrão de luxo, compatível para trabalhar e ainda sim ganhar Bolsa Família&#8230; Compatível, hein? O meu amigo <a href="http://www.twitter.com/rodrigofante" target="_blank">Rodrigo Fante</a>, que já morou nas terras da Rainha Elizabeth, costuma comentar que salário, benefícios, horário e local de trabalho são coisas mais do que básicas na divulgação de anúncios de emprego por lá e por boa parte da Europa. Como pretendente a uma vaga, eu já passei por três entrevistas diferentes na mesma empresa para só então descobrir o salário e benefícios. Fizeram a diretora geral da área se deslocar de São Paulo a Florianópolis pra vir aqui, me aprovar e só numa entrevista posterior me divulgarem que pretendiam pagar a metade do que eu recebia, para trabalhar mais e numa vaga semelhante à que eu tinha naquele momento. Ou seja, <strong>todos perdemos tempo</strong>. A empresa me encontrou três vezes, eu perdi três dias.</p>
<p>Hoje, já mais maduro (e veja, eu tenho apenas 23), eu nunca mais sairia de uma primeira entrevista sem saber quanto poderia esperar ganhar. Não faça o mesmo. E como gestor, eu não faria nada parecido com o que a tal empresa fez comigo. Eu divulgaria &#8220;esta vaga pagará R$1.800 mensais + X benefícios&#8221;, por exemplo, e ponto, é simples. É pouco para o candidato? Ele nem manda currículo, nem fica com falsas esperanças. É uma quantia boa? Que bom, pode atrair mais gente de qualidade. O que não pode é desperdiçar o valioso tempo de quem procura trabalho, quem procura funcionário, executivos de RH, ás vezes consultorias que cobram por hora, por conta de minúcias que poderiam ser adiantadas de forma simples.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A <strong>entrevista</strong> também possui sérios <strong>problemas</strong>. De verdade. Eu acho que executivo de recursos humanos que fica com &#8220;fale sobre você&#8221;, &#8220;três defeitos, três qualidades&#8221; e outras porcarias de frases feitas não sabe bem o que está fazendo. Ou procura um competidor para joguinhos de raciocínio rápido e criação de frases, eu não sei. De alguns destes psicológicos eu duvido, mas tolero. O problema é realmente ter de ir na empresa para um <strong>papo de robô</strong>. Porcaria! Quer me fazer perguntas prontas, espere respostas prontas! Melhor, mande as perguntas por e-mail pro funcionário. De novo, economize tempo com essa <strong>bobagem</strong>. Eu realmente acredito numa conversa franca como parte do processo de seleção. E depois disso o funcionário sempre estará sendo avaliado, seja no processo de experiência, seja depois.</p>
<p><strong>Pergunta incrível</strong>, incrivelmente repedida número 1: &#8220;diga-me suas três principais qualidades&#8221;. Agora, o que você, como pessoa &#8211; desligue o executivo em você, caso você trabalhe no RH &#8211; pensa quando ouve isso? Qualidades ou o que o sujeito quer ouvir? Conto que eu troco um chuveiro em cinco minutos, mesmo a vaga sendo para analista de finanças? Conto que eu cobro falta como ninguém no futebol? Eu poderia ser uma boa aquisição pro time da empresa. Conto que eu consigo beber uma garrafa de Vodka em meia hora e não morrer de coma alcoólico? &#8211; São todas coisas notáveis, mas o sujeito quer saber algo para o emprego, então diga qualquer merda que ele queira engolir, você finge que faz isso, ele finge que gosta e todos seguem felizes.. exemplo: criativo (arrumo mais trabalho), prestativo (pau mandado), observador afirmativo (puxa-saco). Pronto, você enganou o teste e o sujeito do teste foi enganado, mesmo sabendo que ia ser.</p>
<p>Outra pergunta incrível: &#8220;<strong>onde você se vê daqui 5 anos?</strong>&#8221; Resposta adequada: sendo seu superior e te despedindo por fazer estas perguntas cretinas. Ou como diria Peter Griffin&#8230;</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/pVbBrFaNjaw" frameborder="0" width="425" height="349"></iframe></p>
<p>(dica para a questão sobre fluência em inglês: se você não entender o vídeo, mesmo com legendas, nem cogite mencionar o idioma no currículo).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Continua amanhã&#8230;</em></p>

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		<item>
		<title>Manual do ateu na missa católica</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jul 2011 01:54:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raph4</dc:creator>
				<category><![CDATA[Religião]]></category>

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		<description><![CDATA[Se você já me leu por aqui ou pelo twitter, deve ter notado que sou agnóstico. Ou ateu, na prática dá tudo na mesma. Ontem, tive de ir à uma celebração católica e até narrei alguns fatos no twitter, o que me leva a escrever este pequeno manual para ateus ou praticantes de outras religiões. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>Se você já me leu por aqui ou pelo twitter, deve ter notado que sou agnóstico. Ou ateu, na prática dá tudo na mesma. Ontem, tive de ir à uma celebração católica e até narrei alguns fatos no <a href="http://twitter.com/Raph4" target="_blank">twitter</a>, o que me leva a escrever este pequeno manual para ateus ou praticantes de outras religiões. Pode ser útil, pode ser divertido, ou nenhum, ou ambos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Agora, porque você ateu poderia ir numa missa ou celebração de alguma religião? Bem, os motivos variam, que vão desde obter algum conhecimento de causa, até socializar com parentes e amigos, não fazer &#8220;desfeita&#8221; ou coisa que o valha. É claro, ninguém é obrigado a nada, mas não vim discutir isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ontem, lá estava eu, mais de um ano depois da última passada em uma igreja, por razões similares. Todos foram, em casa estava um tédio, no máximo eu iria rir por lá.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Agora, preste atenção. O ateísmo é livre, o catolicismo, protestantismo, budismo e etc é livre. Alguma seita satânica provavelmente deve ser proibida, afinal, o Estado é laico, mas não é bobo e com o tinhoso não se mete. Então, a menos que você professe rituais <em>dumau</em>, você tem liberdade a quase tudo.</p>
<p><span id="more-351"></span></p>
<p>Mas você não pode ir na celebração de religião alguma e aloprar quando os caras estão lá na deles. Não é o momento, não é normal, não é digno e sim, é ilegal você perturbar o culto alheio. Então sim, dependendo do que você fizer e até da crença dos policiais que te abordarem, você pode realmente ir pro xilindró por conta de alguma brincadeira feita onde não deve.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ou seja, quer ir a algum lugar tolerante, repleto de amor, paz, união, amizade, compreensão e que abraça a todos? Ok, não vá numa igreja. E se for, não reclame do que presenciar, foi lá porque quis. Sim, é nesse nível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segue o guia da missa para quem nunca foi ou não lembra como é uma.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O início</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma celebração católica é basicamente a mesma em muitas etapas. Tem cerca de vinte atos diferentes, repetidos parcial ou inteiramente todas as semanas. E no começo da missa você deve encontrar aquele folheto &#8211; o missal &#8211; com o roteiro disso tudo, o que as pessoas falam e tudo mais. Alguns tem cola para orações e discursos. Em algumas paróquias você deve encontrar estes papéis na entrada, em outras já sobre os bancos e, em algumas, em lugar algum. Acontece nos locais mais isolados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sente na frente se quiser ver melhor e ficar rodeado de velhinhas conservadoras e xaropes que não deixam você olhar pro lado sem te olhar com reprovação, à despeito de que elas vão lá muito mais pra ver o pessoal do que para ver Jesus.</p>
<p>Sente no fim da igreja se você&#8230; bem, depende, para algumas igrejas isso garante que você não veja nada do que se passa no palco, digo, altar. E se você chegar uns 15 minutos atrasado, pode ter de ficar em pé o tempo todo e ainda fazer a aeróbica católica, que é comum a todos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A aeróbica católica é um exercício muito peculiar e mentalmente cansativo. Consiste numa intensa troca de senta, levanta, ajoelha, abaixa a cabeça, levanta, ajoelha, senta, levanta, senta. Pode incluir alguns levantamentos de braço com ângulos variados. Você não sabe bem porque o fazem e nunca saberá quando fazem. Aqui, o comportamento de manada impera. Olhe para os lados e faça como todos fazem. Mas cuidado para onde olha, pois sempre há algumas pessoas que carregam muita, muita, muita culpa e passam o tempo todo de joelhos. Outras têm reumatismo e ficam só sentadas. Se você ficar o tempo todo sentado, ninguém vai te matar. Na prática, parece que isso é algo muito pessoal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Celebração até o evangelho</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O padre (ou diácono, ou cardeal, ou Papa Bento XVI, dependendo de onde você estiver) vai seguir o roteirinho, ás vezes falar algo fora daquele script, mas segue muito próximo. Lá pelo ato 8 da missa ele deve fazer a primeira leitura, que é algum texto bíblico, geralmente discutível. Os próximos, até o 11º, incluem algo como a segunda leitura e o evangelho. O evangelho é, em tese, a única coisa espontânea da celebração toda, o que pode fazer o padre patinar tristemente no discurso, ou falar bonito. São os 5 a 10 minutinhos em que o culto católico fica muito parecido com o evangélico, com a diferença de que ele não pede dinheiro. Primeiro ele vai ler algo da folhinha, depois começa a explicar o texto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-361" title="Ateus pregando" src="http://pensamentolateral.com/wp-content/uploads/2011/07/atheist1.jpg" alt="Ateus pregando" width="322" height="282" /></p>
<p>Reforçando, sim, ele provavelmente vai falar algumas coisas esquisitas, mas não, você não vai sair de onde está pra encher o saco do coitado que reza a missa. É ilegal e você vai passar por cuzão à toa. E se disser que é ateu, vai me fazer ter vergonha. Se você não é crente, ou seja, não ganha um percentual por cada alma &#8220;salva&#8221;, você não ganha nada ou quase nada se matando pra fazer seu discurso valer, já que vai passar direto pelas cabeças cristãs.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Oferendas</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há, claro, a parte das oferendas, onde o pessoal deixa seus troquinhos e alguns aproveitam para acertar o dízimo. Isso também varia de acordo com o local, em alguns, o povo vai a determinado local entregar sua contribuição, em outro, uma caixinha ou cesta passa coletando o dinheiro, com ou sem ajuda de <em>staff members</em> da igreja. De novo, não mate os <em>brothers</em> ateus de vergonha. Apenas passe o negócio adiante e não dê bola.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ah, todo o momento antes e depois disso é repleto de músicas e textos específicos mostrando sobre como quem contribui é maneiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Eucaristia</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Aqui entra a hóstia sagrada. A comunhão do pão. Outro momento repleto de músicas e reflexão, provavelmente o mais forte para quem de fato envolve-se com aquilo tudo. Dizem que aquilo é o &#8220;corpo de Cristo&#8221;, o que me faz crer que ele não era o moço mais gostoso de sua terra, já que a hóstia, materialmente falando é alguma bolacha de água e trigo, parece um Sonrisal, só que não ferve na boca (embora digam que pecadores que comem do pão experimentam coisas esquisitas. Não sei) e não tem gosto de nada. Depois de alguns minutos, você começa a sentir a boca seca e que não escova os dentes há quatro meses. É o trigo acumulado na sua língua. É ótimo. <em>NÃO</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não se preocupe, ateus, pessoas não batizadas em geral, gente que não fez a catequese &#8211; e por consequência, a primeira comunhão &#8211; e para alguns, gente que não se confessou recentemente, não só não precisa como não deveria comer do pão. Mas eles são padres, não agentes do serviço secreto (isso é o que querem que eu pense, eu sei), ou seja, se quiser ir lá ver qual é, pode comer. A hóstia geralmente é entregue em pontos espalhados da igreja, nas mãos ou diretamente na boca. Sim, das mãos do padre, coroinhas ou ministros. Pouco higiênico né? E eles querendo que a gente use luvas e álcool gel nos restaurantes, tsc.. mal sabem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Depois que comem o pão (sem vinho, diga-se de passagem, vinho é só para o padre), os fiéis voltam aos bancos com cara de paisagem e ajoelham-se para conversar com Deus e redimir-se de seus pecados, numa espécie de confissão mental em papo direto com <a href="http://twitter.com/OCriador" target="_blank">O Criador</a>. Se funciona eu não sei, mas seria bem <em>dufuturu</em> né?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O fim da celebração</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Depois da comunhão, todos ajoelham (ou levantam, eu nunca sei) e o padre termina com alguns comentários finais. É neste fim de missa que também rolam os famosos &#8220;avisos paroquiais&#8221;, onde o padre fala sobre a rifa da escola do bairro, o dia que vai faltar água para manutenção e os próximos eventos da própria paróquia. Diria que este foi um dos principais meios de comunicação de massa (se ainda não é) para muitas localidades, sobretudo as mais isoladas ou menores. Autoridades políticas e serviços públicos dos mais diversos publicam seus anúncios por ali, até os dias de hoje. Anúncios paroquiais: <em>serious business</em>!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Bonus features</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Algumas coisas &#8220;extras&#8221; podem ou não acontecer na igreja, tudo vai depender muito da época do ano e o que se celebra e claro, o local em que você se encontra. As missas se repetem sempre entre os anos, mas geralmente não entre as semanas do mesmo ano. Ou seja, a missa de Páscoa de 2006 e a de 2011, provavelmente foram as mesmas. Mas a da semana passada e a da semana que vem, não.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ás vezes, o celebrante pode começar um momento climão maneiro na comunidade, pedindo para que todos se abracem ou cumprimentem-se. Você vai precisar: virar para o lado; cumprimentar. É simples. Cumprimente as pessoas, fale algum <em>small talk</em> comum e siga sua vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em outros casos, pode aparecer o incenso da igreja. É geralmente um pote, ou recipiente vazado com algo queimando. Algo que fede pra cacete. Aquilo certamente leva os maus espíritos ou algo assim, porque cheira pior que o próprio porão do inferno.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vários (muitos!) momentos da missa incluem responder ou repetir algo em coro com o pessoal todo. Você pode ficar com cara de tacho, mudo, checando o smartphone ou simplesmente seguir o que tem no folheto e repetir. Lembre-se, você não é o próprio diabo, pelo contrário, nem nele você acredita. Ou seja, você não vai pegar fogo se repetir umas palavrinhas do ritual católico sem a tal fé. É só, falar. Ou não. Mas perigoso, não é.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Aliás, falando em celular, sim, você pode usá-lo por lá. Se o sinal estiver bom, é claro. O tamanho da igreja ou formato das cúpulas pode interferir no sinal. De todo modo, restrinja-se à internet ou SMS. Não fale na porcaria do celular, finja que é um cinema com filme ruim e tenha a mesma conduta (fique enquanto suportar, mas não fique resmungando pelas paredes).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E sim, você pode conversar com outras pessoas no recinto, mas na mesma regra cinemística, faça com cautela. Se você estiver acompanhando uma namorada fiel por exemplo, isso pode incomodá-la, e você não foi lá para isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dependendo do dia e do padre (ás vezes enfiam uns velhinhos quase mudos que falam quatro palavras por minuto), a missa dura de 60 a 90 minutos, embora eu já tenha visto mais e menos que isso. Em quantas missas eu fui para saber? A umas 20 a 30 quando menor, e uma meia dúzia depois de adulto, já é algum conhecimento em se tratando de ritual tão repetitivo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ah, missas especiais como páscoa e natal são sempre maiores, podem levar até duas horas. E a missa do galo, se não me engano, tem umas três horas. Corra!</p>

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		<title>Por um site com mais posts</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Jul 2011 17:44:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raph4</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre]]></category>
		<category><![CDATA[Raphismos]]></category>

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		<description><![CDATA[Comecei a escrever por aqui, cerca de dois anos atrás. E desde sempre eu tive meus blogs sites. Gosto de escrever críticas, expressar minha opinião, mostrar meu ponto nas discussões. O problema é que aqui, eu custei demais a fazer isso, neste tempo todo foram cerca de 40 textos, apenas 40, ou seja, nada, quase [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>Comecei a escrever por aqui, cerca de dois anos atrás. E desde sempre eu tive meus <del>blogs</del> sites. Gosto de escrever críticas, expressar minha opinião, mostrar meu ponto nas discussões. O problema é que aqui, eu custei demais a fazer isso, neste tempo todo foram cerca de 40 textos, apenas 40, ou seja, nada, quase nada.</p>
<p>Isso pode denotar uma série de coisas, passar a impressão de preguiçoso, atarefado, sem tempo, desorganizado, chato ou mesmo o tal preciosista. Pode ser um pouco de tudo, eu simplesmente não encontrava pauta adequada, assunto para falar. Encontrava o que dizer, mas no fim já tinham dito, ou eram <em>pensamentos laterais</em> demais &#8211; que só me renderiam xingamentos e eu nunca tive muita paciência pra isso. Ainda mais com todos esses<em> quatro</em> leitores queridos.</p>
<p>O site ficou por muito tempo, a meu ver, com cara de coluna de Veja, do Mainardi, com textos melhores, é claro, mas ainda sim algo parecido. Eu não quero isso.</p>
<p>Ou seja, vou abrir o blog a mais temas e mais linguagens. Ele nunca teve um foco, não sei bem porque tentei manter o foco sério. Falarei de mais coisas triviais, de repente de modo mais descontraído, de repente engraçado, ás vezes revoltado. O site nunca teve um perfil de leitores juvenil, ou seja, posso escrever ainda de palavrões a temas mais adultos, não acredito que isso influencie. A esperança é que eu publique mais e mantenha alguma qualidade. Os comentários sempre estarão abertos.</p>

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		<title>Assinaturas e torturas: obrigado Editora Abril</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Jun 2011 22:14:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raph4</dc:creator>
				<category><![CDATA[Business]]></category>
		<category><![CDATA[Atendimento]]></category>
		<category><![CDATA[Compras]]></category>

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		<description><![CDATA[Quatro meses sem publicações no Pensamento Lateral. Minha nossa é muito preciosismo! Ou ócio. Ou falta de motivação. Na verdade, não havia encontrado pauta relevante o suficiente (yep, preciosismo). Hoje eu volto com meus problemas pessoais que sempre dão dor de cabeça até nos leitores. &#160; Aos 23 anos, posso confessar que sou um amante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>Quatro meses sem publicações no Pensamento Lateral. Minha nossa é muito preciosismo! Ou ócio. Ou falta de motivação. Na verdade, não havia encontrado pauta relevante o suficiente (<em>yep</em>, preciosismo). Hoje eu volto com meus problemas pessoais que sempre dão dor de cabeça até nos leitores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Aos 23 anos, posso confessar que sou um amante da leitura, mais, um viciado nas publicações periódicas, em especial as revistas. E como maior editora do país, não é difícil supor que já comprei e assinei diversas publicações da <strong>Editora Abril</strong>, que em conteúdo, usualmente não deixa a desejar. Contando publicações assinadas, bonificadas, compradas e até mesmo entregues por engano, já recebi Exame (que me auxiliou por vários semestres na faculdade, por sinal), Info Exame, Super, Vip, Playboy, Viagem e Turismo, Men&#8217;s Health, Veja (eu sei!), Caras (foi bônus, <em>calmalá</em>) e, até segunda-feira, quando recebi seu exemplar mais recente, Exame PME.</p>
<p>Foram, facilmente cerca de 10 anos como cliente, seja pagando, como ocorre atualmente e desde os últimos cinco anos, seja influenciando decisões de compra da minha família, o que ocorreu quando morava com meus pais. Influenciei, aliás, inúmeros colegas da faculdade de Administração a fazerem uma assinatura de Exame ou Exame PME, não posso reclamar do conteúdo, de fato, não posso.</p>
<p>Ocorre que, como todo ser humano que tem mais o que fazer, a vida não é só entretenimento e diversão. E geralmente meses se passam até que você perceba que aquelas revistas estão empilhando, algumas ainda no plástico em que foram entregues. E quando ocorre, geralmente cancelo a assinatura ou troco por uma de periodicidade maior, para que não acumulem e de fato eu possa aproveitar o que pago. Revistas não são como contratos de telefonia ou tv por assinatura, você cancela e pronto. Não há clausulas de fidelidade. Não há reclamações. Se a editora colaborar, você simplesmente paga o que deve, ou recebe o que tem direito, de acordo com seu método de pagamento. Pode ainda optar por receber mais algumas edições se assim lhe convier e é o que a editora prefere, pois não vai gastar lhe reembolsando.</p>
<div id="attachment_328" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://pensamentolateral.com/wp-content/uploads/2011/06/mags2.jpg"><img class="size-full wp-image-328" title="Revistas" src="http://pensamentolateral.com/wp-content/uploads/2011/06/mags2.jpg" alt="Imagem ilustrativa de algumas revistas para colorir este texto." width="500" height="393" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem ilustrativa de algumas revistas para colorir este texto.</p></div>
<p style="text-align: center;"><span id="more-316"></span></p>
<p>Então, preparei meu psicológico e, munido de medicamentos tarja preta selecionados e escolhidos a granel, alguns litros de suco de maracujá e até o famigerado placebo água com açúcar, liguei, já que o <a href="http://www.abrilsac.com" target="_blank">AbrilSac.com</a> não é, na realidade, &#8220;só clicar e resolver&#8221;. Aliás, quer o telefone? Ás vezes é difícil encontrar a porcaria do telefone, oculto nas profundezas de algum <em>blogspot</em>. Ás vezes fica fácil ligar no telefone de vendas e pedir o telefone de SAC, isso se o atendente colaborar. Anote aí, vai que você precisa! 0800-775-2112.</p>
<p>O <strong>site efetua novas assinaturas, mas não cancelamentos</strong>. Típica estratégia de retenção dos clientes. Reprovável como consumidor, muito reprovável. E comum, tão comum que quando vi o link de cancelamento rápido no <a href="http://www.blockbusteronline.com.br/" target="_blank">Blockbuster Online</a>, custei a acreditar. E sim, cancelaram e nem sequer recebi uma ligação minutos depois com alguém me perguntando o porque da minha decisão, como se fossem seus donos.</p>
<p>Ligação efetuada, &#8220;tecle 4&#8243; pra cá, &#8220;tecle 6&#8243; para lá, a URA até que não enrola e passa logo para um atendente <strong>humano &#8211; em tese</strong>. A moça receptiva, que nunca faz nada além de &#8220;lhe transferir para o setor correspondente&#8221;, me atendeu e perguntou além de coisas que eu mal lembrava, o que eu comi no último almoço e o que eu estava vestindo. Ok, o que eu estava vestindo não, mas seria engraçado.</p>
<p>Perfeito. Seu nome, seu nome do meio, agora seu último nome. Seu CPF. Sua data de nascimento. Seu telefone cadastrado. Endereço de cobrança. Endereço de recebimento de exemplares. Paga por cartão ou por débito? Nome da mãe. Do pai. Do gato. Raça do gato. Está vacinado? &#8220;E filhos, tem filhos? Quer assinar Pais e Filhos?&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Minutos depois, transferido para um atendente com típico humor de quem vai trabalhar no feriado (para registro, amanhã é Corpus Christi) e chamado Marinaldo, começa o embate. Sim, um embate. Com raras exceções, <strong>toda assinatura é um amor para ser criada, um terror para ser terminada</strong>.</p>
<p>O sujeito perguntou porque eu queria cancelar, falou sobre as vantagens de ser um assinante &#8211; algo provavelmente novo para mim, assinante há mais de um ano só desta publicação -, da tristeza que é cancelar. Tudo super relevante para quem simplesmente quer cancelar e desligar. A vontade de mandar calar a boca e resolver logo era quase desumanamente incontrolável, mas fui cortês. Ocorre que a assinatura de dois anos de Exame PME já havia sido quitada. Então o atendente segurou o osso pela empresa e disse que iria me enviar o resto das revistas, até maio de 2012. Pelo menos ainda receberia o último exemplar antes do fim do mundo. Mesmo assim, eu não queria mais, não estava mais lendo e o pouco que estou é no iPad, que via de regra está sempre comigo, diferente de revistas impressas diversas. A revista ainda não tem sua versão digital, então nem pude cogitar a hipótese.</p>
<p>Neguei, apesar do sujeito ter desandado a falar, pedi que parasse e que não ia aceitar receber exemplares que não utilizaria. Queria meu dinheiro, era um serviço pré-pago e que eu não poderia reaver? Não. Não senhor! Em diversas outras oportunidades, cancelei assinaturas sem nenhum tipo de estresse para o reembolso, agora o sujeito veio com &#8220;nova política da empresa&#8221;. Ok, nova política da minha casa, não negociar com empresas que passam a perna &#8211; que foi o que pareceu.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Plano B, o cliente quer cancelar, ofereça outra coisa para que ele desista do reembolso. <strong>Cogitei a revista Info para iPad</strong>. De repente já surgia um valor, R$49,50, era o que eu teria direito a receber em caso de cancelamento e, portanto, o que eu teria de crédito para trocar de assinatura. O sujeito confirmou que uma assinatura anual de Info (de papel) custaria cerca de R$75 anuais e que <strong>eu deveria pagar a diferença</strong>. Não, eles <strong>não podiam me mandar o proporcional, como 7 ou 8 edições</strong> e então negociar uma possível renovação. Era &#8220;aceite como queremos ou vá embora&#8221;, sem exceções. &#8220;Este é um plano do comercial&#8221;, ouvi e confirmei, &#8220;um péssimo plano&#8221; e pedi então o cancelamento.</p>
<p><strong>Estafado já pelo vigésimo minuto</strong> de conversa que ia de nada a lugar nenhum, <strong>insisti no reembolso</strong> e ele parecia dar graças a deus, ainda mais visto que esse povo da tarde usualmente trabalha das 15h ás 21h, ou seja, eu fui só o começo do bom dia do empregado do ano na Editora Abril. Aí ele pediu meu CPF, e já cansado de falar meus dados, eu lembrei da inútil e inaplicada &#8220;lei do SAC&#8221; e disse que não ia repetir. &#8220;Você tem, você sabe que eu sou eu, não dificulte!&#8221; Implorei.</p>
<div id="attachment_329" class="wp-caption aligncenter" style="width: 423px"><a href="http://pensamentolateral.com/wp-content/uploads/2011/06/mags1.jpg"><img class="size-full wp-image-329" title="Mais revistas" src="http://pensamentolateral.com/wp-content/uploads/2011/06/mags1.jpg" alt="Outra imagem ilustrativa de algumas revistas para colorir este texto." width="413" height="310" /></a><p class="wp-caption-text">Outra imagem ilustrativa de algumas revistas para colorir este texto.</p></div>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<p>E não é que dificultou? <strong>A maquininha começou</strong>: &#8220;senhor é meu procedimento, senhor, mas senhor, senhor é meu procedimento, meu gerente disse que é assim então é assim, senhor a Editora só faz assim ou não posso cancelar&#8221;. Eu só posso supor o que se passava na cabeça do infeliz: &#8220;eu nunca li um jornal na vida, eu desconheço legislação, esse mala fica me torrando a paciência, ai que cara chato, vou repetir até ele cansar, ai que porre, ai que chato, ai tou com fome, será que tem presunto em casa, ai que saco, vou obedecer o chefe e ser uma máquina, vou irritar, vou trollar, acho legal, vou desgraçar a vida do cliente&#8221;. Ele continuou, quando perguntei, &#8220;por que você faz isso?&#8221; Ouvi em alto e bom som &#8220;porque a empresa mandou, isso é o que eu devo fazer, a empresa mandou, são ordens da empresa&#8221;. Perguntei se ele tinha vocação pra matador de aluguel e se mataria alguém se assim a Editora mandasse, ele continuou repetindo &#8220;é assim que a empresa manda, são ordens, problema não é meu, nem seu, colabore&#8221; &#8211; parece piada, mas este último trecho tem muito mais de verdade do que eu gostaria.</p>
<p>Por fim, confirmei o CPF falando rápido como só eu falo, ele desimportou-se, só entendeu que falei alguns números e deu-se por satisfeito. Parou de atrasar minha vida. Disse que eu receberia o estorno em até 7 dias úteis, fez como quem precisava desligar correndo e por fim, disse que a Abril não trabalha com protocolos, caso eu quisesse conversar com a ouvidoria sobre o caso, apenas que seu nome era &#8220;Marinaldo&#8221;. &#8220;Marinaldo de que?&#8221; &#8220;<strong>Só Marinaldo</strong> senhor, informe a data de hoje, o horário do contato (17h30) e podem encontrar tudo no registro&#8221;. Questionei sobre a justiça da coisa, ele queria o meu CPF e <em>ai de mim</em>, eu pedi o nome completo da criatura e só ouvia &#8220;Marinaldo, Marinaldo&#8221;. Agora me questiono se é um nome real.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Pergunto, à nobre Editora Abril:</strong></p>
<ul>
<li>Vocês realmente acreditam que é mais fácil conquistar um novo cliente do que reter com cuidado um magazine-holic feito eu?</li>
<li>Vocês realmente não poderiam ser flexíveis em me oferecer alguns meses de acordo com o pagamento proporcional da outra publicação para mim? Preferem devolver o dinheiro todo?</li>
<li>Dói atender direito?</li>
<li>E o mais importante: se é para colocar um atendente completamente capado e atendendo feito sistema automático, por que não deixar o sistema (seja site ou URA) me atender por completo? É mais barato pra vocês e menos desgastante para o cliente.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Enquanto isso, publicações como a Wired (que é a Info, com a diferença de idioma e conteúdo e projeto gráfico <em>um pouco</em> superior) fornecem a edição digital gratuita aos assinantes da edição impressa &#8211; na Abril, <strong>a edição para iPad</strong> de suas revistas <strong>é mais cara</strong> do que a edição impressa, que presumidamente possui mais custos. E aqueles que se dispuserem a pagar apenas pela edição digital, podem pagar apenas US$1.99 por mês, um terço dos US$6 da concorrente nacional, Info. Já no Brasil, a Editora Três optou por não cobrar na versão digital de suas publicações, e posso ler revistas como <em>IstoÉ</em>, <em>IstoÉ Dinheiro </em>e<em> Status</em> &#8211; com projeto gráfico e aplicativo renovado, por sinal &#8211; gratuitamente e consumir o conteúdo e a propaganda de forma vantajosa para editora, leitor, agências e anunciantes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E a editora número um do Brasil, sairá do modelo comercial do século passado algum dia?<br />
Nutro minha mais honesta esperança por isso. Até lá, não pretendo gastar mais um centavo sequer com quem não se dispõe a ser flexível e negociar, que não se dispõe a conversar e atender bem os assinantes fiéis.</p>
<p>Não vou mentir e fingir que vou boicotar a editora por completo só porque alguém do comercial não traça as estratégias mais convenientes ou simplesmente não sabe <del>contratar</del> terceirizar no telemarketing. Como falei, sem reclamações quanto ao conteúdo. Provavelmente vou continuar acessando alguns sites das revistas ou patrocinados pelo Grupo Abril, que vão do site da própria mencionada <a href="http://info.abril.com.br" target="_blank">Info</a> à <a href="http://macmagazine.com.br/" target="_blank">MacMagazine</a>, tanto faz. Como cliente, a decepção fica marcada.</p>
<p>A velha sensação que fica é de que quanto maior o controle do mercado, maior o descaso. Gostaria de poder dizer o contrário.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pra fechar, um parênteses. A única equipe que vinha me atendendo bem lá da Editora, foi a do twitter <a href="http://www.twitter.com/assinanteabril" target="_blank">@assinanteabril</a>. Gostaria de ver se ao menos vão se dar ao trabalho de ler a história.</p>

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		<item>
		<title>O Big Brother está feliz por ser odiado</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Feb 2011 17:44:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raph4</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema e TV]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Pop]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[TV Aberta]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde que a internet existe, existe um idiota para escrever uma besteira sem tamanho. Melhor, existem os haters, mas eles vieram muito antes dela, só ganharam amplitude aqui. Ganham amplitude porque alguém os ouve. Hoje eu resolvi rir de um. E sentir vergonha alheia. Por ter fama, muitos odeiam o Big Brother. E falam mal. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>Desde que a internet existe, existe um idiota para escrever uma besteira sem tamanho. Melhor, existem os haters, mas eles vieram muito antes dela, só ganharam amplitude aqui. Ganham amplitude porque alguém os ouve. Hoje eu resolvi rir de um. E sentir vergonha alheia.</p>
<p>Por ter fama, muitos odeiam o Big Brother. E falam mal. Hoje foi o &#8220;Luiz Fernando Veríssimo&#8221; (ou o Jabor, mas tanto faz, tudo o que está escrito na internet &#8211; e este texto não escapa, a menos que tenha ficado muito ruim &#8211; é de um, ou de outro, tenha certeza disto) resolve falar sobre tal reality show. Deliciem-se com esta pérola e-mailística comigo:</p>
<p><span id="more-304"></span></p>
<blockquote><p>Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço&#8230;A  décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,&#8230; encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.</p></blockquote>
<p>Começa bem. Sujeito que chama um pingado de gente confinada numa casa por livre escolha como &#8220;pior da tv brasileira&#8221;, certamente só assiste o Roda Viva. Nunca deve ter ouvido falar na &#8220;dramaturgia&#8221; ou na &#8220;comédia&#8221; (aspas evidentes e necessárias) que temos por aqui. E nem vou entrar no mérito do jornalismo&#8230;</p>
<blockquote><p>Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros&#8230; todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial.</p></blockquote>
<p>Roma é outro ponto que não vale a pena entrar no mérito. O Big Brother é um programa avaliado, salvo engano, para maiores de 16 anos, mas certamente no mínimo 14. Se você assiste com seu filho de 8, o retardado é o senhor, não o Boninho. E claro, gays, lésbicas e héteros não podem conviver no mesmo ambiente, não passe isso a seus filhos, péssimo valor. O correto é discriminar. Ensine o mesmo sobre negros, deficientes e ateus ou pessoas de religião diferente. Bom começo sobre como não fazer nem com o cachorro.</p>
<div id="attachment_314" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://pensamentolateral.com/wp-content/uploads/2011/02/hidekidswife2.jpg"><img class="size-full wp-image-314" title="hidekidswife2" src="http://pensamentolateral.com/wp-content/uploads/2011/02/hidekidswife2.jpg" alt="" width="500" height="336" /></a><p class="wp-caption-text">Tire as crianças da sala (pai desnaturado)!</p></div>
<blockquote><p>Não tenho nada contra gays, (&#8230;)</p></blockquote>
<p>Imagina, eu que tenho.</p>
<blockquote><p>(&#8230;) acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE&#8230;<br />
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.</p></blockquote>
<p>O grande segredo da tv, não espalhe: eles fazem tudo por audiência, não para lhe informar, entreter ou qualquer coisa que digam. Isso é consequência. Humm, penso agora se talvez o BBB não seja apenas caridade. E claro, misturar pessoas é ruim, legal seria um reality com 16 padres iguais. É, talvez fosse, mas seria melhor se transmitido às 3am, para um público de gosto sexual-religioso diferenciado. E definitivamente com crianças longe.</p>
<blockquote><p>Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que  recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.</p></blockquote>
<p>Realmente, o Bial é um jornalista foda. Só pergunto-me quanto ele ganha para &#8220;se submeter&#8221; a tudo isso.</p>
<blockquote><p>Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.</p></blockquote>
<p>Penso onde a ética pode ser afetada e que dignidade é ferida senão a de participantes voluntários&#8230; a cultura brasileira me causa repulsa de tão pobre e vira-lata.</p>
<p>Valores e princípios? Isso vem da época em que homossexuais eram possuídos por algum demônio e negros, invariavelmente escravos, certo? Ah, muito válido. Quanto antes morrerem tais valores e princípios, melhor.</p>
<blockquote><p>Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?</p>
<p>São esses nossos exemplos de heróis?</p>
<p>Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..</p>
<p>Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.</p>
<p>Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.</p>
<p>Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.</p></blockquote>
<p>Blá blá blá o papo de sempre sobre heróis, que nem eu concordo com o  jeito da Globo de mencionar, mas foda-se, na prática, viram ídolos das  massas. Nos USA são chamados apenas de &#8220;houseguests&#8221;, mais justo, mas  enfim. Se você não leu este parágrafo acima, sorria. Puro vômito de pseudo-neo-socialismo chato do cacete.</p>
<blockquote><p>O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.</p></blockquote>
<p>Não mesmo e nem é esta a proposta! Pelamordedeus! Este é o argumento mais nojento anti-reality shows da história. Papo de hipócrita que finge que só liga a tv para assistir algum documentário da BBC sobre como ler Dostoyevsky de acordo com a etiqueta britânica ou comer em festas requintadas no Discovery Home &amp; Health, super cultural! (e #aloka!)</p>
<p>Falam remoendo os mesmos argumentos vazios <a href="http://twitter.com/rodrigofante/statuses/37124763864272896" target="_blank">como se você fosse amarrado para assistir</a>, como se fosse obrigado. Eu não assisto novelas. O preço que eu pago é ficar de fora de algumas conversas que eu não me interessaria de qualquer forma. Faça o mesmo com o Big Brother e pare de dar tanta atenção.</p>
<p>Outra dica para você [retardado hater que perde tempo falando mal], desculpe ser muito sincero, mas nenhuma emissora de tv, nenhum anunciante, nenhum participante que possa ganhar muito dinheiro com isso, vai de fato deixar de fazê-lo porque leu seu &#8220;argumento&#8221;. Só porque o Egito foi salvo pelo twitter acha que tudo é assim? OH WAIT&#8230;</p>
<blockquote><p>E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a &#8220;entender o comportamento humano&#8221;. Ah, tenha dó!!!</p>
<p>Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.</p>
<p>Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?</p>
<p>(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)</p></blockquote>
<p>Já imaginaram que se em programas como o  Criança Esperança e o Teleton, mal se arrecada uns R$20 milhões, alguém realmente acredita que brasileiro tá cagando pro seu semelhante? Só se for na cabeça.</p>
<p>Ah, e eu não sei quem é o cara da Jovem Pan e não ligo. Nem sei se existe ou se é mais um nome para encher a porcaria do texto. Ih, ele mencionou que daria para comprar 5.000 computadores? Uau, imagino que uso proveitoso. E na verdade fazendo as contas, daria para comprar é 5.000 iPads. Jobs salve o orkut que ele explode!</p>
<blockquote><p>Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.</p></blockquote>
<p>Eu também, faço esta análise por pura vergonha alheia.</p>
<blockquote><p>Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa&#8230;, ir ao cinema&#8230;, estudar&#8230; , ouvir boa música&#8230;, cuidar das flores e jardins&#8230; , telefonar para um amigo&#8230; , visitar os avós.. , pescar&#8230;, brincar com as crianças&#8230; , namorar&#8230; ou simplesmente dormir.</p></blockquote>
<p>Primeiro, sim, esta pontuação de capial é original. Realmente imagino o Veríssimo escrevendo assim&#8230;</p>
<p>Vamos ás atividades: ler, ok. Ouvir boa música? Gente, toca até Tik Tok no BBB, tem melhor que isso? Cuidar das flores&#8230; e depois o sujeito é homofóbico, acho que é enrustido. Se eu ligar para um amigo ás 23h ele deve estar bêbado. Se eu visitar meu avô, ele me espera com a espingarda na porta, aos 87 anos, ele dorme ás 20h. Pescar? Ah os prazeres da pesca noturna, muito mais saudável. As crianças dormem ás 22h (a tv diz que é assim, eu não tenho filhos e quando era pirralho, dormia de madrugada, mas enfim..). Namorar? Isso, não vejam BBB, trepem e tenham mais filhos fudidos! Ou dormir! Nah, ontem eu peguei no sono 4:30am, não é fácil pra todo mundo. Por sorte minha tv tem uns 200 canais. Mas tanto faz, acho que vou assinar o PPV só pra ter 201.</p>
<blockquote><p>Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.</p></blockquote>
<p>Hello? Eu tenho sérios problemas de vergonha quanto aos valores quais nossa sociedade está pautada. Veja nossos políticos (que nada mais são do que nós, com poder, dinheiro e oportunidade) e entenderás do que falo.</p>
<p>E assim acaba o texto torturante.</p>
<p>Por ser odiado, o Big Brother tem tanto alcance e tanta fama.</p>
<p><em>&#8220;Falem mal de mim, mas falem de mim&#8221;</em>. Quem impulsionou de Galvão Bueno à Tessália (quem?)? Seus haters. Nada mais.</p>
<p>Quer saber? Neste ano, quero mais é que me odeiem um pouco mais. E contem para todos!</p>
<p>ps: feliz dia dos namorados! Haters gonna hate, e quem sabe aproveitar, terá um excelente dia.</p>
<p>pps: este é um post completamente irônico. Antes de me processar, saiba que não, eu não odeio sua raça, condição sexual ou social, eu odeio a sua pessoa, que é burra o bastante para não compreender este texto. De nada.</p>
<p><em>Agradeço aos amigos <a href="http://twitter.com/RicoCorreiaUP" target="_blank">Ricardo Correia</a> e <a href="http://twitter.com/rodrigofante" target="_blank">Rodrigo Fante</a> pelos comentários antecedentes ao post.</em></p>

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		<title>Viktor</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Feb 2011 23:37:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raph4</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos originais]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção]]></category>

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		<description><![CDATA[Já era princípio de madrugada, em Saint Petersburg, norte russo. Perto da meia-noite e trinta, um vento uivava ao triscar as quinas das paredes externas das edificações, tudo estava escuro e a cidade já dormia em mais uma noite fria de janeiro. Após um dia de intenso trabalho, o advogado Viktor Yankovsky jazia sobre sua [...]]]></description>
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<p>Já era princípio de madrugada, em Saint Petersburg, norte russo. Perto da meia-noite e trinta, um vento uivava ao triscar as quinas das paredes externas das edificações, tudo estava escuro e a cidade já dormia em mais uma noite fria de janeiro.<br />
<!--<br--><br />
Após um dia de intenso trabalho, o advogado Viktor Yankovsky jazia sobre sua cama em um quarto de hotel ao norte da cidade. Ainda não adormecera, não conseguia, a cabeça compenetrada em algo fora dali, tentava apenas ouvir o barulho do vento, relaxar e dormir, sem sucesso.</p>
<p><span id="more-294"></span><br />
No quarto, nenhuma luz além do laptop sobre a cômoda que ficava à esquerda da cama, próxima de uma janela. Ao lado do computador, um copo de vodka inacabado, o celular e a pistola de Viktor, uma P-96 9mm, sempre carregada. Ouvira um som vindo do corredor, que, após algum tempo pôde distinguir como o carrinho do serviço de quarto passando pelos arredores que, a princípio estavam calmos. O aviso, “não perturbe”, esteve na porta do quarto o dia todo. O defensor mal chegara de Moscow, apenas largou suas malas e não se ateve à estes detalhes. Um dia cheio de trabalho após a rápida passada no hotel, onde só retornou após ás dez da noite, não havia estado na cidade antes, tampouco teve tempo para se entreter com turismo. Estava envolvido com um caso que poderia mudar sua carreira para sempre, mas, como todo profissional, sabia muito mais sobre seu cliente do que a promotoria jamais imaginara.<br />
<!--<br--><br />
Ao longe, lembrava do rosto alvo e doce de sua esposa, Helena, uma bela e esguia mulher nascida no sul do país, aos 33 anos, três menos que Viktor, aguardava o primeiro herdeiro do casal. Em geral era uma mulher tranquila, arquiteta de profissão e ás vezes preocupada com a segurança do marido sempre que ele se envolvia em algum caso mais conturbado.<br />
<!--<br--><br />
O rosto de Viktor estampava dezenas de capas de jornais e revistas nas últimas semanas, sem contar nos inúmeros portais e blogs noticiosos espalhados pela internet. Seu cliente era incomum e, de fato, quase intocável, mas com uma reputação abalada. Ex-ministro, agora em prisão temporária na cidade, fora acusado de envolver-se em diversos casos de corrupção e outros crimes que dela decorriam, partiam de ligações com contrabandistas ao assassinato de opositores. Viktor sabia, embora a imprensa, a população e mesmo Helena apenas especulassem, ele sabia.<br />
<!--<br--><br />
Por tudo isso, o cliente do advogado era odiado havia anos por pessoas de todos os escalões e esferas sociais do país, mas por diversos fatores o cliente era realmente intocável, e agora ainda mais, numa penitenciária federal. Talvez estivesse preso por isso, neste momento, uma cela de prisão seria antes de mais nada, uma proteção à integridade física do cliente. Por não poder atingir diretamente o político, várias pessoas, dentre elas os membros de uma espécie de guerrilha civil que denominava-se “os vingadores soviéticos” procuravam prejudicar aqueles que o auxiliavam. Viktor era, hoje, o alvo número um.<br />
<!--<br--><br />
Por si só, o advogado não era um mau sujeito. Não desejava fazer mal a ninguém, queria fazer o melhor para Helena e o rebento que viria, nada além. E justamente por isso a cabeça pairava longe dali, pensando no que seria o correto. O pagamento pela defesa do ex-ministro, além de uma quantia extra, equivalente a cerca de 18 meses de trabalho comum, poderia lhe trazer a fama que poucos advogados possuíam naquele país. Na verdade, em qualquer país. Seu nome estaria na história, nos livros de direito, em muitos estudos de caso e rodas de debate que viriam.<br />
<!--<br--><br />
Pensara em desistir, mas, já chegara àquele ponto, quem sabe não valesse à pena. Pensara em esquecer sua ética para não deturpar ainda mais seus valores, mas estava de fato confuso. Simplesmente não sabia o que fazer, o que seria melhor para os interesses de sua carreira, sua família e sua consciência. Sentou-se na cômoda, fitou a pistola com os olhos, pensando seriamente em desistir daquilo tudo. Pensou mesmo em acovardar e fazer todo aquele caso que já exigira mais de um ano de seu trabalho cair por terra. Destravou a arma, travou novamente, repetiu o movimento diversas vezes, como um jovem no treinamento do uso de armas. Fazia mira na tevê que ficava ao fundo do quarto. Lembrou-se de ligar o aparelho e espiar o noticiário da uma. A primeira manchete fora mais um dos podres de seu cliente que acabara de vazar, minutos atrás. Olhou novamente para arma, agora certo do que faria.<br />
<!--<br--><br />
No dia seguinte, o político aparecera mais uma vez nas manchetes de todos os jornais. Aparentemente, havia se suicidado dentro da penitenciária. Fora encontrado caído, com um tiro a queima-roupa e um cartucho vazio, ao lado de uma pistola nove milímetros.<br />
<!--<br--></p>
<p><em>Inspiração para escrever minha primeira história ficcional advinda após a leitura do texto &#8220;<a href="http://fabianelima.com/blog/dilema/" target="_blank">Dilema</a>&#8220;, de <a href="http://www.twitter.com/fabianelima" target="_blank">Fabiane Lima</a>.</em></p>

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		<title>O meu agnosticismo: pode ser, mas acho que não</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Jan 2011 19:45:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raph4</dc:creator>
				<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Agnosticismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Por ter ou fazer parte de blogs e sites de opinião, me acostumei a emiti-las, e por fim das contas, as pessoas até as pedem, eu digo, isso para aquelas pessoas que realmente escrevem, não eu, que apenas procrastino no twitter. De todo modo, eventualmente até eu sou impelido a comentar sobre o que penso [...]]]></description>
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<p>Por ter ou fazer parte de blogs e sites de opinião, me acostumei a emiti-las, e por fim das contas, as pessoas até as pedem, eu digo, isso para aquelas pessoas que realmente escrevem, não eu, que apenas procrastino no <a href="http://www.twitter.com/Raph4" target="_blank">twitter</a>. De todo modo, eventualmente até eu sou impelido a comentar sobre o que penso ou qual minha filosofia pessoal sobre algum tópico. E como já virou lugar comum <a title="Obvious is obvious" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil" target="_blank">por aqui</a>, religão, política e futebol nunca ficam de fora.</p>
<p>Para alguns, religião, política e futebol são o tripé Mc Hammer, <em>&#8216;no, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=otCpCn0l4Wo" target="_blank">You Can&#8217;t Touch This</a></em>&#8216;! Eu profundamente não acredito nisso e nutro até alguma desconfiança por quem foge deste tipo de discussão tida como mais polêmica. Ou são pessoas fracas em debate, ou são pessoas que&#8230; não podem ser tocadas e não querem ouvir certas verdades. E pessoas que só ouvem o que querem não fazem parte da minha vida. Se você está perto de mim, eventualmente você vai ouvir algo que você não quer. Por amizade ou não, mas isso é outro assunto.<span id="more-283"></span><br />
<br />
<a href="http://jesusmanero.com/"><img class="alignright size-full wp-image-286" title="Odeio Coruj" src="http://pensamentolateral.com/wp-content/uploads/2011/01/jesus_manero.jpg" alt="" width="291" height="328" /></a>Vamos falar de religião, ou melhor, da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Agnosticism" target="_blank">falta dela</a> na minha vida. Quem não me conhece acha que sou de alguma seita esquisita por me declarar <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Agnosticismo" target="_blank">agnóstico</a> na bio do twitter. Quem me conhece de longa data sabe que fui batizado e até <span style="text-decoration: line-through;">cremado?</span> crismado (nome feio da porra) católico. Isso não quer dizer que, por obedecer a vontade dos meus pais na infância (que na prática, hoje, eu nem sei que religião têm ou se a possuem) eu deva seguir sendo o mesmo sempre. Agnosticismo é algo que a maioria das pessoas simplesmente não compreende e não aceita, agnósticos, por vezes, são vistos com certo desgosto até por ateus, que deveriam ser o lado mente aberta da coisa toda. Claro, ninguém gosta desse povo que fica em cima do muro. Ou não fica? A verdade é que a coisa não é bem assim&#8230;<br />
<br />
Eu, assumidamente sei que sou arrogante para uma porrada de coisas. Se bem que, como costuma dizer uma amiga, arrogância é quando você se vangloria de algo que não pode. Então <em>screw with it, I&#8217;m awesome!</em> Nesta questão, até que caio na tristeza que é escrever a palavra humildade, sim, aqui eu sei que nada sei. E isso é a base para o agnosticismo, alguém que não vê motivo algum para crer num deus ou ser sobrenatural e superior, bem como, não vê como, ao menos à ótica atual, a ciência possa provar a inexistência de algo &#8211; bem complicado e é o argumento imbecil número um utilizado por 11 de 10 religiosos xiitas para convencer outras pessoas da existência de seus amigos imaginários. Eu não acredito no seu Deus (letra maiúscula para especificar de que deus estou falando, gramática amigos ateus, dói nos olhos quando vejo alguém escrevendo &#8220;deus&#8221;, referindo-se ao todo poderoso da doutrina cristã com inicial minúscula simplesmente por desrespeitar a crença. Alá, Zeus, Oxum e Morfeu ainda são escritos com letra inicial maiúscula, existindo ou não é nome próprio, o nome do meu gato também merece ser escrito com letra maiúscula, não sejam ridículos), mas não me sinto seguro para afirmar categoricamente que nenhuma espécie de deus ou entidade sobrenatural possa existir, com 100,00% de certeza, não arriscaria um fio de cabelo por isso. Por quê? Por que eu não posso. Porque eu simplesmente não sei. Aqui, cai-se numa confusão parecida com o tema dos extraterrestres. Ainda não encontramos nenhum, então não existem? Você pode provar que não existem? Sério? Já parou para pensar no tamanho do universo? Ah é, sua cabeça explode antes que você consiga fazer uma comparação adequada. Dentre as teorias mais absurdas (ou não) da física, das teologias e outras <em>qualquerlogias</em> que aparecem por aí, podemos até, vejam só, estar dentro de um outro universo, ser a fazenda de formigas que fica na cômoda de alguma criança de 11 anos, em outra realidade qualquer. <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Multiverse" target="_blank">Multiverso</a>? Há cientistas que acreditem.<br />
<br />
Falando num ponto mais específico, dos deuses e crenças cultuados hoje ou no passado, não, eu não acredito em qualquer um deles. Eu acreditaria primeiro em astrologia do que em algum destes deuses. Espera, astrologia é forçar demais. Enfim, enfie outra palavra ali pra comparação funcionar como achar melhor. O &#8220;nosso&#8221; Deus em específico é um que eu não só não creio, como torço para que de fato não exista. Alguém já leu o que seriam suas sagradas escrituras? Aquele cara era mau, matou muita gente por birrinhas infantis, castiga de modos desleais e cruéis. É, mesmo que ele apareça me chamando no <a href="http://www.twitter.com/OCriador" target="_blank">twitter</a>, acho que não curto a ideia de ser seu seguidor. De fato, se tudo o que está na bíblia cristã fosse verdade, eu acharia este Deus um belo canalha e preferia ir pro inferno passar um tempo com um sujeito menos cretino.<br />
<br />
E as instituições? A Igreja Católica e suas parceirinhas protestantes (no fim, todas atrasam o mundo junto, não vejo como não jogar tudo no mesmo saco) que foram desde a Santa Inquisição, matando zilhões de pessoas que apenas sabiam fazer um chá para dor de cabeça ou multiplicar com dois dígitos mentalmente, acusados de bruxaria ou sabe-se lá mais o que. Questionar a religião, o Deus, o papa? Humm, eu não recomendaria. Se hoje já é difícil&#8230; e aliás, ainda hoje as religiões continuam dando pitaco na nossa vida. Uma proíbe o direito à mulher legislar sobre o que ocorre no próprio corpo, outra tirou <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/9/11" target="_blank">um dia</a> para controlar o espaço aéreo dos EUA, pesquisas com células tronco, clonagem, transgênicos&#8230; oh oh, &#8220;não brinquem de Deus&#8221;, é, não brincaremos. Vai que ele se emputece e desce pra nos dar um cacete. Oh wait, isso já acontece. O começo do ano no Rio de Janeiro? O natal de 2004 no Oceano Índico? Ah não, logo alguém aparece para contestar que Deus não castiga. Não foi ele que fez isso e o Diabo não teria poder para tal. Mas se alguém é encontrado vivo numa tragédia dessas, Deus salvou, aleluia!</p>
<div id="attachment_287" class="wp-caption aligncenter" style="width: 470px"><a href="http://pensamentolateral.com/wp-content/uploads/2011/01/Atheist-Bus.jpg"><img class="size-full wp-image-287" title="Propaganda Atéia num ônibus australiano" src="http://pensamentolateral.com/wp-content/uploads/2011/01/Atheist-Bus.jpg" alt="Propaganda Atéia num ônibus australiano" width="460" height="288" /></a><p class="wp-caption-text">Propaganda Atéia num ônibus australiano</p></div>
<p>Hey, Deus, se na sua eternidade sem o que fazer, você tiver um tempinho para ler este site profano, aí vai uma grande dica: impeça o tsunami antes que ele aconteça. É muito mais milagroso salvar 230.000 vidas do que umas 230 perdidas nos escombros. E depois jogue um bilhete ou construa um arquipélago com uma mensagem, tipo aquele em Dubai, assim podemos entender que você fez tal coisa e lhe dar o crédito. Não deve ser um grande esforço para você. Ah, você não estava me ouvindo né? Provavelmente ocupado assistindo os filhos de alguma mãe plenamente crédula no Senhor morrer de fome. Cara, você tem estômago. Pode não ter gênero, mas certamente tem bolas. Eu não faria isso.<br />
<br />
Se eu gostaria que existisse algum deus? Provavelmente sim, desde que não fosse este que aterroriza a todos. Pelo benefício de talvez não morrer e ser um ponto final, algo assim. Nada mais que isso. Ter um deus para passar a eternidade no céuzinho lambendo o saco? Não obrigado, envie-me para o inferno.<br />
<br />
Poderia ainda comentar sobre autores célebres, sobre pensamentos ateístas que fariam os crentes se contorcerem e partir para o ataque de que estou atacando sua crença, comentar que não saio pregando para ninguém sobre porcaria nenhuma, apenas me defendo de sermões e tantas outras coisas. Mas não sei se o povo que realmente se interessa (algum crente com sangue nos olhos por um texto tão leve) iria gostar. Humm&#8230; who cares? Deus? Onde está seu <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/RGV1c18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXw==-48">Deus<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> onipotente, que precisa de um insignificante como você para me convencer que ele existe?<br />
<br />
No fim das contas, eu caio mesmo é para o lado ateísta, resguardando-me apenas àquela pequena margem de erro de 0,000000000<em> (vários zeros depois) </em>0001%. Todo ateu que for inteligente o bastante deve pensar parecido. Então tanto faz se eu me declarar ateu ou agnóstico, mas fica o registro para aqueles que me perguntarem no que eu (não) acredito.<br />
<br />
Eu gostaria de escrever mais, mas para um assunto e visão tão pessoais,  imagino que possa contar nos dedos os que devem ler até o final, então  vou apenas parar por aqui e deixar para outras oportunidades. Obrigado por sua atenção.</p>

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