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	<title type="text">Pensar Não Dói</title>
	<subtitle type="text">Em busca de vida inteligente na Terra.</subtitle>

	<updated>2010-09-03T05:40:29Z</updated>
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		<author>
			<name>Arthur</name>
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		<title type="html"><![CDATA[Galeria de personalidades notáveis que marcaram o governo Lula]]></title>
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		<updated>2010-09-03T05:08:56Z</updated>
		<published>2010-09-03T05:05:39Z</published>
		<category scheme="http://arthur.bio.br" term="Política" /><category scheme="http://arthur.bio.br" term="Ridículo" />		<summary type="html"><![CDATA[Não é uma postagem cômica, infelizmente. 
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Arthur Golgo Lucas &#8211; www.arthur.bio.br &#8211; 03/09/2010


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		<content type="html" xml:base="http://arthur.bio.br/2010/09/03/politica/galeria-de-personalidades-notaveis-que-marcaram-o-governo-lula">&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Não é uma postagem cômica, infelizmente. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div id="attachment_1658" class="wp-caption aligncenter" style="width: 210px"&gt;&lt;img class="size-full wp-image-1658" title="Lula" src="http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-content/uploads/2010/09/Lula.jpg" alt="Luís Inácio Lula da Silva. Presidente da República. Camarada gente boa: não sabia do Mensalão, não sabia dos Sanguessugas, não sabia da Máfia das Ambulâncias, não sabia de nada. Para eliminar o mensalão, passou a corromper diretamente o povo miserável com uma bolsa-eleição. " width="200" height="300" /&gt;&lt;p class="wp-caption-text"&gt;Luís Inácio Lula da Silva, o próprio Lula. Presidente da República. Não sabia do Mensalão, não   sabia dos Sanguessugas, não sabia da Máfia das Ambulâncias, não sabia  de  nada. Apóia as ditaduras da Venezuela, de Cuba e do Irã. Para evitar problemas com intermediários em casos como o escândalo do mensalão, passou a comprar diretamente o voto  do  povo miserável com uma bolsa-eleição travestida de projeto social.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;=&lt;/p&gt;
&lt;div id="attachment_1659" class="wp-caption aligncenter" style="width: 230px"&gt;&lt;img class="size-full wp-image-1659" title="José Dirceu" src="http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-content/uploads/2010/09/José-Dirceu.jpeg" alt="José Dirceu de Oliveira e Silva. Homem da confiança de Lula. Ex-chefe da Casa Civil, caiu em meio a escândalos de corrupção envolvendo os Correios e Telégrafos. Teve seu mandato de deputado cassado por quebra de decoro parlamentar. Está inelegível até 2015 e responde a diversos processos por crimes graves, como corrupção ativa, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e peculato, além do Escândalo do Mensalão. " width="220" height="297" /&gt;&lt;p class="wp-caption-text"&gt;José Dirceu de Oliveira e Silva. Homem da confiança de Lula. Ex-chefe da Casa Civil, caiu em meio a escândalos de corrupção envolvendo os Correios e Telégrafos. Teve seu mandato de deputado cassado por quebra de decoro parlamentar. Está inelegível até 2015 e responde a diversos processos por crimes graves, como corrupção ativa, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e peculato, além do Escândalo do Mensalão. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;=&lt;/p&gt;
&lt;div id="attachment_1660" class="wp-caption aligncenter" style="width: 135px"&gt;&lt;img class="size-full wp-image-1660" title="Benedita" src="http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-content/uploads/2010/09/Benedita.JPG" alt="Benedita da Silva. Mulher da confiança de Lula. Foi sua Secretária Especial da Assistência e Promoção Social, com status ministerial. Deixou o governo devido a um escândalo em que usou recursos públicos para participar em um evento religioso na Argentina." width="125" height="130" /&gt;&lt;p class="wp-caption-text"&gt;Benedita da Silva. Mulher da confiança de Lula. Foi sua Secretária Especial da Assistência e Promoção Social, com status ministerial. Deixou o governo devido a um escândalo em que usou recursos públicos para participar em um evento religioso na Argentina.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;=&lt;/p&gt;
&lt;div id="attachment_1663" class="wp-caption aligncenter" style="width: 232px"&gt;&lt;img class="size-full wp-image-1663" title="Gushiken" src="http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-content/uploads/2010/09/Gushiken2.jpeg" alt="Luís Gushiken. Homem da confiança de Lula, foi duas vezes seu coordenador de campanha, seu Secretário de Comunicação da Presidência da República com status de ministro e seu Chefe do Núcleo de Assuntos Estratégicos. Caiu devido a escândalos de superfaturamento de cartilhas com propaganda do governo petista. " width="222" height="170" /&gt;&lt;p class="wp-caption-text"&gt;Luís Gushiken. Homem da confiança de Lula. Foi duas vezes seu coordenador de campanha, seu Secretário de Comunicação da Presidência da República com status de ministro e seu Chefe do Núcleo de Assuntos Estratégicos. Caiu devido a escândalos de superfaturamento de cartilhas com propaganda do governo petista. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;=&lt;/p&gt;
&lt;div id="attachment_1664" class="wp-caption aligncenter" style="width: 291px"&gt;&lt;img class="size-full wp-image-1664" title="Palocci" src="http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-content/uploads/2010/09/Palocci.jpeg" alt="Antonio Palocci. Homem da confiança de Lula, foi seu Ministro da Fazenda. Caiu devido ao escândalo da quebra do sigilo fiscal do caseiro Francenildo, que testemunhava contra ele no caso da &amp;quot;casa do lobby&amp;quot;, mansão alugada para servir de sede para reuniões de lobistas e encontros com prostitutas, conforme investigações da CPI dos Bingos." width="281" height="179" /&gt;&lt;p class="wp-caption-text"&gt;Antonio Palocci Filho. Homem da confiança de Lula. Foi seu Ministro da Fazenda. Caiu devido ao escândalo da quebra do sigilo fiscal do caseiro Francenildo, que testemunhava contra ele no caso da &amp;quot;casa do lobby&amp;quot;, mansão alugada para servir de sede para reuniões de lobistas e encontros com prostitutas, conforme investigações da CPI dos Bingos.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;=&lt;/p&gt;
&lt;div id="attachment_1665" class="wp-caption aligncenter" style="width: 240px"&gt;&lt;img class="size-full wp-image-1665" title="Lulinha" src="http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-content/uploads/2010/09/Lulinha.jpeg" alt="Fábio Luís Lula da Silva, o &amp;quot;Lulinha&amp;quot;. Filho de Lula. Ganhava uma merreca de 600 pila em 2002 e em 2006 vendeu por 5.200.000 Reais uma empresa cujo capital declarado era de 100.000 Reais. Quem comprou foi a Telemar, que em 2008 se beneficiou de um decreto presidencial que a permitiu adquirir a Brasil Telecom, o que era proibido. " width="230" height="219" /&gt;&lt;p class="wp-caption-text"&gt;Fábio Luís Lula da Silva, o &amp;quot;Lulinha&amp;quot;. Filho de Lula. Ganhava uma merreca de 600 pila em 2002 e em 2006 vendeu por 5.200.000 Reais uma empresa cujo capital declarado era de 100.000 Reais. Quem comprou foi a Telemar, que em 2008 se beneficiou de um decreto presidencial que a permitiu adquirir a Brasil Telecom, o que era proibido. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;=&lt;/p&gt;
&lt;div id="attachment_1666" class="wp-caption aligncenter" style="width: 330px"&gt;&lt;img class="size-full wp-image-1666" title="Sarney" src="http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-content/uploads/2010/09/Sarney.jpg" alt="José Sarney de Araújo Costa. Homem de confiança de Lula, o velho oligarca, ex-Presidente da República que afundou o país com moratórias e planos econômicos fracassados e líder do Senado é protagonista de diversos escândalos de corrupção e nepotismo ativo, sendo defendido com unhas e dentes por Lula, sob a alegação de que &amp;quot;não é uma pessoa comum&amp;quot;. " width="320" height="250" /&gt;&lt;p class="wp-caption-text"&gt;José Sarney de Araújo Costa. Homem da confiança de Lula. O velho oligarca, ex-Presidente da República que afundou o país com moratórias e planos econômicos fracassados e líder do Senado é protagonista de diversos escândalos de corrupção e nepotismo ativo, é defendido com unhas e dentes por Lula sob a alegação de que &amp;quot;não é uma pessoa comum&amp;quot;. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;=&lt;/p&gt;
&lt;div id="attachment_1667" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"&gt;&lt;img class="size-full wp-image-1667" title="Collor" src="http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-content/uploads/2010/09/Collor.jpg" alt="Fernando Collor de Mello. Homem de confiança de Lula, o ex-Presidente da República derrubado por escândalos de corrupção hoje defende e é defendido por Lula, apóia Dilma Roussef e tem o apoio dela nas eleições para o governo de Alagoas. " width="600" height="400" /&gt;&lt;p class="wp-caption-text"&gt;Fernando Collor de Mello. Homem da confiança de Lula. O ex-Presidente da República foi derrubado por escândalos de corrupção e teve seus direitos políticos suspensos por oito anos, mas voltou à política e recuperou influência no Congresso Nacional. Apesar disso, ou justamente por isso, hoje Lula e Dilma Rousseff defendem e apoiam Collor nas eleições para o governo de Alagoas. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;=&lt;/p&gt;
&lt;div id="attachment_1668" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"&gt;&lt;img class="size-full wp-image-1668" title="Chávez" src="http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-content/uploads/2010/09/Chávez.jpg" alt="Hugo Chávez. Homem de confiança de Lula, de quem recebe total respaldo político, o ditador da Venezuela foi protagonista de golpes de Estado, alterou as leis para permitir sua &amp;quot;reeleição&amp;quot; contínua e é pródigo em ações de censura à imprensa, com fechamento de redes de TV e jornais. " width="400" height="284" /&gt;&lt;p class="wp-caption-text"&gt;Hugo Rafael Chávez Frías. Homem da confiança de Lula. O ditador da Venezuela foi protagonista de golpes de Estado, alterou as leis para permitir sua &amp;quot;reeleição&amp;quot; contínua e é pródigo em ações de censura à imprensa, com fechamento de redes de TV e jornais.Apesar disso, ou justamente por isso, recebe total apoio político de Lula.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;=&lt;/p&gt;
&lt;div id="attachment_1669" class="wp-caption aligncenter" style="width: 520px"&gt;&lt;img class="size-full wp-image-1669" title="Ahmadinejad" src="http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-content/uploads/2010/09/Ahmadinejad.jpg" alt="Mahmoud Ahmadinejad. Homem da confiança de Lula, o presidente do Irã foi eleito sob acusações de fraude escancaradas, mas imediatamente reconhecido por Lula, que considerou os protestos abafados com assassinatos por atiradores de elite &amp;quot;baderna de quem perdeu&amp;quot;. A teocracia fundamentalista iraniana mata mulheres por apedrejamento ou enforcamento pelo &amp;quot;crime&amp;quot; de adultério, mas Lula é um bom amigo do regime. " width="510" height="340" /&gt;&lt;p class="wp-caption-text"&gt;Mahmoud Ahmadinejad. Homem da confiança de Lula. O presidente do Irã foi eleito sob acusações de fraude escancaradas, mas imediatamente reconhecido por Lula, que considerou &amp;quot;baderna de quem perdeu&amp;quot; os protestos que seu governo abafou com assassinatos cometidos por atiradores de elite. A teocracia fundamentalista iraniana mata mulheres por apedrejamento ou enforcamento pelo &amp;quot;crime&amp;quot; de adultério. Apesar disso, ou justamente por isso, Lula é um bom amigo do regime. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;=&lt;/p&gt;
&lt;div id="attachment_1671" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"&gt;&lt;img class="size-full wp-image-1671" title="Fidel e Raul" src="http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-content/uploads/2010/09/Fidel-e-Raul1.jpg" alt="Raul Castro e Fidel Castro. Homens da confiança de Lula, os irmãos Castro submetem Cuba a uma ditadura que viola continuamente os Direitos Humanos há mais de meio século. Lula é amigo do regime e recentemente considerou seus presos políticos em greve de fome &amp;quot;meros criminosos comuns&amp;quot;. " width="400" height="300" /&gt;&lt;p class="wp-caption-text"&gt;Raul Castro e Fidel Castro. Homens da confiança de Lula. Os irmãos Castro submetem Cuba a uma ditadura que viola continuamente os Direitos Humanos há mais de meio século. Apesar disso, ou justamente por isso, Lula é amigo do regime e recentemente considerou seus presos políticos em greve de fome &amp;quot;meros criminosos comuns&amp;quot;. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;=&lt;/p&gt;
&lt;div id="attachment_1673" class="wp-caption aligncenter" style="width: 270px"&gt;&lt;img class="size-full wp-image-1673" title="Dilma" src="http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-content/uploads/2010/09/Dilma1.jpeg" alt="Dilma Rousseff. Mulher de confiança de Lula. Destacou-se na... hmm... no que, mesmo? Ah, sim: na continuidade do governo Lula, afinal foi escolhida pessoalmente por ele e enfiada goela abaixo do PT, que só passou a tratá-la como mulher-maravilha depois que ela começou a aparecer bem nas pesquisas. " width="260" height="184" /&gt;&lt;p class="wp-caption-text"&gt;Dilma Rousseff. Mulher de confiança de Lula. Destacou-se na... hmm... no que, mesmo? Ah, sim: na continuidade do governo Lula, afinal foi escolhida pessoalmente por ele e enfiada goela abaixo do PT, que só passou a tratá-la como mulher-maravilha depois que ela começou a aparecer bem nas pesquisas. Justamente por isso, podemos esperar um sórdido e pesado jogo de poder nos bastidores de seu futuro governo, com conseqüências imprevisíveis para o Brasil. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;=&lt;/p&gt;
&lt;div id="attachment_1674" class="wp-caption aligncenter" style="width: 269px"&gt;&lt;img class="size-full wp-image-1674" title="Eleitor Brasileiro" src="http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-content/uploads/2010/09/Bozo.jpeg" alt="Eleitor Brasileiro. Homem de confiança de Lula. Dispensa apresentações e comentários. " width="259" height="194" /&gt;&lt;p class="wp-caption-text"&gt;Eleitor Brasileiro. Homem de confiança de Lula. Politicamente alienado e moralmente corrompido pela bolsa-mamata-eleitoral, elegeria um poste se Lula pedisse isso. Justamente por isso, vai continuar recebendo migalhas sem se tornar protagonista de sua própria vida política e econômica. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #99cc00;"&gt;Arthur Golgo Lucas &amp;#8211; www.arthur.bio.br &amp;#8211; 03/09/2010&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;


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		<title type="html"><![CDATA[Tolerância Zero e a Teoria das Janelas Quebradas]]></title>
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		<category scheme="http://arthur.bio.br" term="Segurança" /><category scheme="http://arthur.bio.br" term="Caso de Polícia" /><category scheme="http://arthur.bio.br" term="Direitos Humanos" /><category scheme="http://arthur.bio.br" term="Política" /><category scheme="http://arthur.bio.br" term="Violência" />		<summary type="html"><![CDATA[Revoltados contra os abusos e crimes cruéis cometidos contra as pessoas ou contra o patrimônio, volta e meia alguns propõem que seja adotada uma Política de Tolerância Zero Contra o Crime. Prestando atenção ao discurso subjacente entre a maioria das manifestações deste tipo, porém, percebe-se uma grande incompreensão média acerca do que seja tal política, [...]


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		<content type="html" xml:base="http://arthur.bio.br/2010/08/31/seguranca/tolerancia-zero-e-a-teoria-das-janelas-quebradas">&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Revoltados contra os abusos e crimes cruéis cometidos contra as pessoas ou contra o patrimônio, volta e meia alguns propõem que seja adotada uma &lt;em&gt;Política de Tolerância Zero Contra o Crime&lt;/em&gt;. Prestando atenção ao discurso subjacente entre a maioria das manifestações deste tipo, porém, percebe-se uma grande incompreensão média acerca do que seja tal política, e em muitos casos identifica-se apenas uma vaga intenção de combater a violência com ainda maior violência, chegando ao ponto de defenderem ações truculentas francamente ilegais e mesmo criminosas por parte da população e dos agentes do Estado, revelando um espírito tão ou mais belicoso, anti-social e pernicioso que o daqueles a quem supostamente desejam combater.&lt;span id="more-425"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este artigo vem esclarecer o que é e o que não é uma Política de Tolerância Zero Contra o Crime, quais seus fundamentos históricos e teóricos, quais as ações que caracterizam uma aplicação coerente de tal filosofia e que benefícios se pode esperar desta aplicação.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;O que a Política de Tolerância Zero não é:&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;A Política de Tolerância Zero Contra o Crime &lt;strong&gt;não é&lt;/strong&gt; uma política de tapar o sol com a peneira em relação aos ilícitos cometidos pelas polícias durante o combate ao crime. Muito antes pelo contrário, é pressuposto de sua implantação a estrita legalidade dos atos policiais e o absoluto respeito ao Estado Democrático de Direito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Política de Tolerância Zero Contra o Crime &lt;strong&gt;não é&lt;/strong&gt; uma proposta de tornar a polícia mais audaz, agressiva ou invasiva. Muito antes pelo contrário, é pressuposto de sua implantação a valorização do agente policial como representante de um Estado pacífico e mantenedor da ordem e da harmonia social em benefício de todos os seus cidadãos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Política de Tolerância Zero Contra o Crime &lt;strong&gt;não é&lt;/strong&gt; baseada em qualquer forma de violência. Muito antes pelo contrário, é pressuposto de sua implantação que haja um grande desejo social de repelir a violência em todas as suas formas e manifestações, reconhecendo que não é possível mascarar a truculência nos calabouços do Estado com qualquer tipo de cosmética social.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para deixar bem claro, a Política de Tolerância Zero Contra o Crime &lt;strong&gt;não é&lt;/strong&gt; sequer uma política de enfrentamento direto do crime.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Bem, então o que é a Política de Tolerância Zero?&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;A Política de Tolerância Zero &lt;strong&gt;é&lt;/strong&gt; uma estratégia indireta de combate ao crime, baseada na Teoria das Janelas Quebradas. É uma estratégia de manutenção da ordem pública, da segurança dos espaços de convivência social e da adequada prevenção de fatores criminógenos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Política de Tolerância Zero Contra o Crime inicia pela tomada de consciência do Estado da necessidade de primeiro cumprir seus deveres legais para com a população, oferecendo-lhe condições adequadas de desenvolvimento psicossocial e acesso aos serviçoes do Estado, depurando suas fileiras da corrupção e da venalidade, reconquistando a confiança da população e estabelecendo com ela a aliança que desde sempre deveria haver entre o Estado e seus cidadãos.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;E o que é a Teoria das Janelas Quebradas?&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;A Teoria das Janelas Quebradas &lt;strong&gt;é&lt;/strong&gt; o fundamento psicossociológico que estabelece uma ligação entre o grau de manutenção de ordem social e a vulnerabilidade do sistema social a uma escalada criminal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O nome &amp;#8220;Teoria das Janelas Quebradas&amp;#8221; trata-se da alcunha com que ficou conhecido um estudo publicado em 1982 pelo cientista político James Q. Wilson e o psicólogo criminologista George Kelling na revista Atlantic Monthly, intitulado &amp;#8220;&lt;em&gt;The Police and Neiborghood Safety&lt;/em&gt;&amp;#8221; (A Polícia e a Segurança da Comunidade). O estudo usava a imagem de janelas quebradas e não consertadas para explicar a lógica de decadência social que levava à infiltração da criminalidade em um ambiente até então saudável.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Descrição da Teoria das Janelas Quebradas&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Imagine um bairro residencial de classe média, com casas com gramados bem cuidados, ruas limpas, ajardinadas e bem iluminadas. Este é um ambiente onde há percepção de ordem e sensação de segurança. Os imóveis residenciais e comerciais são valorizados, e o bairro é considerado um bom local para morar ou para instalar uma pequena atividade comercial, como uma loja, uma padaria ou o escritório de um profissional liberal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Imagine agora que alguém jogue uma pedra na janela de uma casa e a quebre. Duas coisas podem acontecer:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1) Se o vidro quebrado for logo substituído, nenhum indício de desordem social permanece. O ambiente permanece saudável, e nenhum estímulo à desordem se insinua. Isso não quer dizer que o nível de desordem seja nulo, mas que existe investimento na manutenção de um ambiente saudável. Provavelmente existe também vigilância contra a desordem. A mensagem transmitida é: nós cuidamos do ambiente onde vivemos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2) Se o vidro quebrado não for substituído, um indício claro de desordem social permanece. O ambiente foi violado e ninguém corrigiu o problema, e o estímulo à desordem surge. Isso não quer dizer que não existe interesse na ordem, mas que não há investimento nem esforço para manter o ambiente saudável. Provavelmente também não existe vigilância contra a desordem. A mensagem transmitida é: este ambiente é vulnerável.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ora, se um ambiente passa a mensagem de ser bem cuidado e o outro de ser vulnerável, onde há de ocorrer de preferencialmente a próxima ação desordeira?&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Conseqüências da Teoria das Janelas Quebradas&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Uma janela quebrada não foi substituída. O sinal de vulnerabilidade à desordem foi dado. O próximo passo é um teste: outras janelas serão quebradas para ver se ninguém toma uma providência. Logo o prédio inicialmente atingido se encontrará com a maioria das janelas quebradas, e o sinal se tornará claro a todos que passarem em frente daquele prédio: este ambiente está se degradando, está se degenerando, está vulnerável.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As conseqüências são bastante impactantes: os imóveis começam a se desvalorizar. Casas são colocada à venda, tentando ainda pegar um bom preço pelo imóvel, e algumas ficam longos períodos sem ocupação. Novas janelas são quebradas e não são substituídas, e gramados deixam de ser aparados, indicando abandono do local. Eventualmente um imóvel é invadido, e o invasor obviamente não cuida do que não é seu. O ambiente começa a ficar com um aspecto sujo, cada vez pior.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Famílias e pessoas ordeiras começam a se mudar daquele ambiente, e desocupados e desordeiros começam a se mudar para aquele ambiente. Os comerciantes começam a ter menos lucro e cessam suas atividades ou tentam passar o ponto. Comércio de boa qualidade sai e entra comércio de quinquilharias e bares de quinta categoria. Uma boca-de-fumo se instala. O índice de furtos sobe nas imediações.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Poder Público deixa de substituir luminárias quebradas. O lixo começa a se acumular nas ruas e o pavimento não é mais recuperado com a mesma freqüência do pavimento em outros bairros. Eventualmente uma via é bloqueada para reduzir o acesso da polícia ao local. Água e luz passam a ser ligadas clandestinamente. O local passa a ser conhecido como &amp;#8220;barra-pesada&amp;#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todo um ciclo de desordem levando a mais desordem se estabelece, em uma espiral de degradação e degeneração do sistema social. No princípio ocorre uma substituição de moradores, mas em seguida o ambiente degenerado passa a &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;produzir&lt;/span&gt; crianças que nascem e crescem nestas condições. A situação se agrava continuamente e nunca se resolve sozinha.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Como recuperar um ambiente assim degradado?&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;É neste ponto que se insere a chamada Política de Tolerância Zero, que recupera em primeiro lugar a ação do Estado sobre o Estado, depois a ação do Estado sobre o ambiente, e finalmente reconquista a colaboração da população para a proteção do ambiente comum.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O melhor modo de ilustrar estes três tipo de ações é apresentar o exemplo mais conhecido, iniciado na cidade de &lt;em&gt;New York&lt;/em&gt; quando Rudolph Giuliani &lt;em&gt;ainda não era prefeito&lt;/em&gt;. O prefeito de NY na ocasião era David Dinkins, e Rudolph Giuliani seria seu sucessor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A situação em NY era crítica: os sem-teto ocupavam espaços públicos como praças, parques e o metrô, faziam suas necessidades fisiológicas nas calçadas e mendigavam agressivamente, eventualmente até com ameaças; pichações tomavam conta da paisagem urbana; gangues de desordeiros proliferavam livremente e tomavam conta de territórios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ponto de estrangulamento do sistema era o metrô, necessário para o transporte de três milhões de pessoas por dia e tornado um ambiente imundo, incivilizado e perigoso, dominado por gangues, onde ocorriam assaltos e tráfico de drogas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Kelling, um dos autores do estudo anteriormente citado, e William Bratton, um policial de brilhante carreira em Boston, foram contratados para estudar e resolver o problema.&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;
A maior dificuldade, e a primeira que teve que ser resolvida, foi convencer os &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;policiais&lt;/span&gt; de que algo deveria ser feito, e que este algo não era combater o crime com mais violência, nem promover ações isoladas tais como grandes investigações para desbaratar quadrilhas, e muito menos propor aumento de penas e tratamento mais rigoroso para os infratores, mas simplesmente recuperar a polícia por dentro e torná-la novamente uma instituição promotora de segurança e harmonia social. Somente após vencida esta dificuldade é que foi possível aplicar a Teoria das Janelas Quebradas em NY. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Consertando a primeira Janela Quebrada em NY&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;O prejuízo para a cidade de NY apenas em passagens de metrô não pagas estava calculado na ordem de US$ 80,000,000.00 anuais. Bratton decidiu atacar em primeiro lugar esta janela quebrada, e passou a colocar policiais à paisana junto às catracas no metrô. Quando um grupo pulava as catracas sem pagar, a qualquer hora do dia ou da noite, todos recebiam imediatamente voz de prisão, eram conduzidos à delegacia, identificados, revistados, fichados, intimados a retornar para depor e então liberados, a menos que alguém já estivesse sendo procurado, o que se verificou ser o caso em muitas ocasiões.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Saltar a catraca sem pagamento não era motivo suficiente para manter alguém detido, mas desobedecer à intimação para depor sim. Portanto, caso alguém não cumprisse a ordem para prestar depoimento, em uma segunda detenção poderia já permanecer preso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A população que ainda pagava as passagens começou a aplaudir quando acontecia cada um destes episódios de detenção em massa. Começou a haver a percepção de que estava valendo a pena agir dentro da lei, afinal a polícia estava agindo de acordo com a lei e garantindo o cumprimento da lei. Sem que tenha havido aumento da violência, o número de pessoas que passavam sem pagar diminuiu rápida e drasticamente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Interessantemente, e de acordo com a Teoria das Janelas Quebradas, uma quantidade significativa dos detidos por pular catracas estava portando armas e drogas, ou estava sendo procurado por crimes anteriores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em pouco tempo ficou claro que estavam circulando menos armas ilegais e menos drogas, ocorrendo menos assaltos e menos homicídios, e tudo isso em função de haver uma nova visão no comando da polícia, focando suas energias mais em promover o cumprimento da lei do que em combater o crime após sua ocorrência.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Os resultados e a ampliação do programa&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;O sucesso desta primeira iniciativa fundamentada na Teoria das Janelas Quebradas levou à recuperação do metrô de NY para os cidadãos e fez com que Rudolph Giuliani, eleito em 1993, nomeasse Bratton para a chefia do Departamento de Polícia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bratton mantinha a convicção de que o policial deve ser um exemplo para a comunidade e trabalhar em parceria e colaboração com a população. Ele reestruturou o Departamento de Polícia de NY: policiais corruptos perderam seus empregos e foram presos, criando a possibilidade de ampliar a aplicação do programa anti-janelas quebradas a toda a cidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A primeira janela quebrada a ser consertada neste novo momento foi a eliminação da extorsão de motoristas nas sinaleiras por infratores que exigiam dinheiro após limparem os pára-brisas dos automóveis sem serem solicitados nem autorizados a fazê-lo. Novamente eram expedidas intimações para depor que, se não cumpridas, resultavam em prisões no caso de uma segunda detenção. A certeza da punição eliminou em poucas semanas um problema que perdurava há anos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A manutenção da lei, da ordem e da harmonia provou ser responsável pela identificação de criminosos procurados e pela evitação de muitos outros crimes: um indivíduo foi preso por urinar em um parque e no interrogatório revelou a localização de um esconderijo de armas ilegais; um motoqueiro detido por estar sem capacete portava armas; um camelô detido com mercadoria suspeita revelou o paradeiro de um receptador.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A experiência em NY demonstrou que em inúmeros casos o indivíduo que não se importa de cometer um pequeno ilícito pode estar ligado a ilícitos bem maiores. E, nos casos em que não está ligado a ilícitos maiores, a alta chance de ser pego e de ter que responder por um pequeno ilícito (mesmo que tenha apenas que prestar um simples depoimento) é bastante eficaz na prevenção de novos delitos. Mas, mais importante que tudo, mostrou que se o Estado cumprir sua parte, cumprir a lei e fazer cumpri-la, receberá o apoio da população para manter a legalidade.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Conclusão:&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;São três os pressupostos básicos da Teoria das Janelas Quebradas e da conseqüente aplicação de uma Política de Tolerância Zero:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1) Reformulação da estrutura e do funcionamento das instituições do Estado, tornando-as modelares para a prestação dos serviços a que se destinam, ou seja, aplicação do princípio da Tolerância Zero em primeiro lugar às instituições do Estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2) Atuação das instituições e dos agentes do Estado rigorosamente dentro da lei e focados nas necessidades reais das comunidades, promovendo benefícios ao invés de apenas procurar punir o mal já ocorrido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3) Reconquista da confiança da população através de resultados visíveis e significativos, promovendo maior interação e a formação de parcerias entre o Estado e seus cidadãos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Embora existam críticas à aplicação da Teoria das Janelas Quebradas e da Política de Tolerância Zero em função de este tipo de ação recair principalmente sobre populações pobres e minorias raciais, é fato que seu verdadeiro foco não são grupos específicos, mas &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;condutas&lt;/span&gt; específicas, e que a radicalidade da aplicação do primeiro preceito &amp;#8211; a aplicação do princípio de Tolerância Zero em primeiro lugar em relação às instituições do Estado &amp;#8211; promove condições não apenas para o combate à corrupção e à criminalidade mas também para o desenvolvimento de instituições mais sadias e com melhores condições de prestar os serviços que devem à população.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As instituições policiais em especial se vêem obrigadas a assumir um novo paradigma, de trabalhar em conjunto com a população para promover a ordem, tendo os agentes policiais a obrigação de comportarem-se como cidadãos-modelo. Não é um mau negócio para ninguém, e não é pedir demais: aqueles que não se considerarem em condições de agir de modo exemplar não deveriam mesmo ser agentes do Estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #99cc00;"&gt;Arthur Golgo Lucas &amp;#8211; www.arthur.bio.br &amp;#8211; 31/08/2010&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Artigos Relacionados:&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;a href='http://arthur.bio.br/2009/08/28/direitos-humanos/em-defesa-dos-terroristas' rel='bookmark' title='Permanent Link: Em defesa dos terroristas'&gt;Em defesa dos terroristas&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href='http://arthur.bio.br/2009/08/16/direitos-humanos/direitos-humanos-ja-nem-que-seja-na-porrada' rel='bookmark' title='Permanent Link: Direitos Humanos já, nem que seja na porrada!'&gt;Direitos Humanos já, nem que seja na porrada!&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href='http://arthur.bio.br/2010/06/02/seguranca/assaltante-profissao-lucrativa-e-sem-risco-com-apoio-do-governo' rel='bookmark' title='Permanent Link: Assaltante, profissão lucrativa e sem risco. Com apoio do governo.'&gt;Assaltante, profissão lucrativa e sem risco. Com apoio do governo.&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href='http://arthur.bio.br/2009/08/21/caso-de-policia/agentes-da-compaixao-solidaria-nos-reeducandarios' rel='bookmark' title='Permanent Link: Agentes da Compaixão Solidária nos Reeducandários'&gt;Agentes da Compaixão Solidária nos Reeducandários&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href='http://arthur.bio.br/2010/04/02/drogas/drogas-de-velhas-amigas-a-novas-inimigas' rel='bookmark' title='Permanent Link: Drogas: de velhas amigas a novas inimigas'&gt;Drogas: de velhas amigas a novas inimigas&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/PensarNaoDoi/~4/_NdOeWXT46s" height="1" width="1"/&gt;</content>
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		<title type="html"><![CDATA[Complexo de inferioridade tupiniquim]]></title>
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		<published>2010-08-29T21:33:28Z</published>
		<category scheme="http://arthur.bio.br" term="Ridículo" />		<summary type="html"><![CDATA[A pretensão de expressar sofisticação através do abuso de  expressões em língua estrangeira é uma breguice recorrente no mercado de  propaganda brasileiro. Até que é compreensível que isso seduza meia  dúzia de broncos deslumbrados, que acham muito chique um pleigráundi ou um sivuplé,  mas fico indeciso entre me esborrachar de rir [...]


::]]></summary>
		<content type="html" xml:base="http://arthur.bio.br/2010/08/29/ridiculo/complexo-de-inferioridade-tupiniquim">&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A pretensão de expressar sofisticação através do abuso de  expressões em língua estrangeira é uma breguice recorrente no mercado de  propaganda brasileiro. Até que é compreensível que isso seduza meia  dúzia de broncos deslumbrados, que acham muito chique um &lt;em&gt;pleigráundi&lt;/em&gt; ou um &lt;em&gt;sivuplé&lt;/em&gt;,  mas fico indeciso entre me esborrachar de rir e chorar num cantinho  quando vejo empresas conceituadas apelarem para esse expediente rasteiro  tentando vender suas traquitanas.&lt;span id="more-1652"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Caderno de imóveis de jornal de grande circulação. Anúncio de prédio de apartamentos. Jargão encontrado em apenas duas linhas:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;- Salão de Festas com Espaço Gourmet&lt;br /&gt;
- Fitness Outdoor&lt;br /&gt;
- Pet Place&lt;br /&gt;
- Playground&lt;br /&gt;
- Fitness Center&lt;br /&gt;
- Basket Street&lt;br /&gt;
- Piscina com Solarium&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Vamos traduzir?&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;- Salão de Festas com Espaço pra Fazer um Rango&lt;br /&gt;
- Uns Equipamentos de Ginástica no Jardim, na Chuva&lt;br /&gt;
- Lugar com Caixinha de Areia pros Cachorros&lt;br /&gt;
- Lugar com Caixinha de Areia pras Crianças&lt;br /&gt;
- Uns Equipamentos de Gisnástica numa sala, sem Chuva&lt;br /&gt;
- Quadra de Basquete pela Metade, Imitação Barata dos EUA&lt;br /&gt;
- Piscina com Mesas e Cadeiras Espreguiçadeiras em Volta&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;É isso aí, tudo &amp;#8220;chiquérrimo&amp;#8221;!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isso sem falar da profusão de &lt;em&gt;Villas&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Villes&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Villagios&lt;/em&gt; e Vilões da comunicação onde deveria haver simplesmente &lt;em&gt;Condomínios&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ou da onipresença de expressões supostamente engrandecedoras dos locais que descrevem: &lt;em&gt;towers&lt;/em&gt; onde deveria haver &lt;em&gt;torres&lt;/em&gt; ou mais apropriadamente simples &lt;em&gt;prédios&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;terraces&lt;/em&gt; onde deveria haver &lt;em&gt;terraços&lt;/em&gt;,  &lt;em&gt;gardens&lt;/em&gt; onde deveria haver &lt;em&gt;jardins&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;decks&lt;/em&gt; onde deveria haver &lt;em&gt;deques&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;spaces&lt;/em&gt; onde deveria haver &lt;em&gt;espaços&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;living rooms&lt;/em&gt; onde deveria haver &lt;em&gt;salas de estar&lt;/em&gt;, só para citar os mais comuns.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ridículo chega a níveis estratosféricos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ultimamente inventaram de anunciar um cubículo onde mal cabe um computador e uma impressora com o pomposo nome de &lt;em&gt;web space,&lt;/em&gt; provavelmente os dois metros quadrados mais bem cobrados da construção.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E aquele balcão rodeado de banquetas que a gente sempre chamou de &lt;em&gt;barzinho&lt;/em&gt;, que em inglês também se chama &amp;#8220;bar&amp;#8221; e portanto não oferece chance de englishização, passou a ser chamado de &lt;em&gt;american bar.&lt;/em&gt; Meteram uma palavra desnecessária no barzinho só para poder estadunidizá-lo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Adianta criticar? Provavelmente não.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acho que, pra curar esse mal, só a &lt;a href="http://literal.terra.com.br/verissimo/biobiblio/ostipos/analista/analista_cronica.shtml?biobiblio2" target="_blank"&gt;terapia do joelhaço&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;::&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/PensarNaoDoi/~4/nnbx4f_fDT0" height="1" width="1"/&gt;</content>
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		<title type="html"><![CDATA[Biologia evolutiva dos sexos]]></title>
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		<published>2010-08-25T20:12:36Z</published>
		<category scheme="http://arthur.bio.br" term="Sexualidade" /><category scheme="http://arthur.bio.br" term="Ciência" /><category scheme="http://arthur.bio.br" term="Comportamento" />		<summary type="html"><![CDATA[Surgiu um papo interessante lá no blog do Dr. Plausível que começou com sobrenomes e acabou em sexo. Calma, calma, o assunto não é impróprio para menores. Trata-se de uma questão interessante de biologia evolutiva que vale a pena a gente dar uma analisada: ela explica muito do comportamento real dos indivíduos ainda hoje. 
Macho [...]


::]]></summary>
		<content type="html" xml:base="http://arthur.bio.br/2010/08/25/sexualidade/biologia-evolutiva-dos-sexos">&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Surgiu um &lt;a href="http://drplausivel.blogspot.com/2010/07/repulsa-ao-nexo.html#comments" target="_blank"&gt;papo interessante lá no &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; do Dr. Plausível&lt;/a&gt; que começou com sobrenomes e acabou em sexo. Calma, calma, o assunto não é impróprio para menores. Trata-se de uma questão interessante de biologia evolutiva que vale a pena a gente dar uma analisada: ela explica muito do comportamento real dos indivíduos ainda hoje. &lt;span id="more-1650"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Macho e fêmea são estratégias evolutivas co-dependentes no exato sentido da expressão: uma não existe sem a outra, uma &lt;em&gt;depende&lt;/em&gt; da outra pra existir. O que aconteceu na verdade foi o oposto do que o Dr. Plausível sugeriu na resposta que me deu: estas estratégias co-evoluíram devido à &lt;em&gt;divergência&lt;/em&gt; a partir de um organismo comum. Eu explico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em termos que não façam o leitor fugir apavorado, achando que está em uma aula preparatória para o vestibular, a história da biologia evolutiva dos sexos aconteceu assim:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Era uma vez uma bactéria meio entediada, assim sem nada para fazer além de dividir-se por cissiparidade,  que resolveu se divertir um pouco melhor. Ora, nada melhor para se divertir do que criar o sexo! Então ela inventou um jeito de trocar material genético com outras bactérias entediadas &amp;#8211; e a coisa toda foi muito bem recebida, diga-se de passagem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O problema é que essa brilhante desbravadora de sacanagens nunca antes tentadas criou um sexo só. Seus gametas eram todos mais ou menos do mesmo tamanho e tinham a mesma mobilidade, podendo portanto se combinar livremente: gameta A com gameta B, ou gameta B com gameta C e até gameta C com gameta A, sem problemas. Gameta nenhum era de ninguém.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aí pintou um grupo de bactérias meio moralistas que resolveu acabar com toda aquela promiscuidade e botar um pouco de ordem na zona. Algumas delas passaram a produzir uma grande quantidade de gametinhas e outras passaram a produzir uma pequena quantidade de gametões. Passaram a se chamar, respectivamente, de machos e fêmeas. E acharam que estava tudo muito bem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ora, dois gametinhas não tinham vitelo (nutrientes) suficientes para se desenvolverem caso se unissem, e dois gametões não tinham como se achar para se unirem, pois abandonaram as estruturas locomotoras (cílios e flagelos).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com o passar do tempo, ficou cada vez mais difícil de ocorrer o encontro de material genético pertencente a dois organismos que produziam gametas do mesmo tamanho, e as formas intermediárias tinham um sucesso reprodutivo menor, fazendo valer a pena investir na produção somente de gametinhas ou somente de gametões.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi assim que os machos passaram a investir na dispersão dos gametinhas, que eram muitos e baratinhos, e as fêmeas a investir no cuidado com os gametões, que eram poucos e caros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E foi assim também que os machos passaram a ser mais promíscuos, querendo espalhar gametinhas para todo lado, e as fêmeas mais interesseiras, exigindo recursos (nutrição e segurança) para permitir que seus gametões fossem fecundados por um gametinha barato.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Qualquer semelhança com o que ocorre hoje em dia &lt;strong&gt;não é&lt;/strong&gt; mera coincidência &amp;#8211; mesmo que o pessoal das ciências humanas insista erradamente em afirmar que se trata de &amp;#8220;pressões culturais&amp;#8221; devido ao desconhecimento da biologia ou a interesses ideológicos.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;::&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/PensarNaoDoi/~4/xepJ4Wi9yXU" height="1" width="1"/&gt;</content>
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		<title type="html"><![CDATA[As quatro terríveis verdades sobre a relação entre as drogas ilícitas e a ciência (parte 4 de 4)]]></title>
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		<published>2010-08-24T21:11:33Z</published>
		<category scheme="http://arthur.bio.br" term="Drogas" /><category scheme="http://arthur.bio.br" term="Ciência" />		<summary type="html"><![CDATA[A quarta terrível verdade sobre a relação entre as drogas  ilícitas e a ciência é que é  que tanto a idolatria do conhecimento científico quanto a alegação de  que &#8220;não se tem  dados confiáveis  para legalizar&#8221; são falácias  ideológicas  travestidas de  respeitabilidade científica ou de cautela  [...]


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		<content type="html" xml:base="http://arthur.bio.br/2010/08/24/drogas/as-quatro-terriveis-verdades-sobre-a-relacao-entre-as-drogas-ilicitas-e-a-ciencia-parte-4-de-4">&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A quarta&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;terrível verdade sobre a relação entre as drogas  ilícitas e a ciência é que&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;é  que tanto a idolatria do conhecimento científico quanto a alegação de  que &amp;#8220;não se tem  dados confiáveis  para legalizar&amp;#8221; são falácias  ideológicas  travestidas de  respeitabilidade científica ou de cautela  com o objetivo de manter  indefinidamente a falida  política  proibicionista.&lt;span id="more-1628"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nunca na história da humanidade &amp;#8220;uma base confiável de dados&amp;#8221; foi  critério decisivo para a tomada das mais importantes decisões políticas.  Pelo contrário, inúmeras vezes as decisões políticas foram e são  tomadas não somente na ausência de qualquer base confiável de dados como  também contra todas as indicações de amplas bases de dados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando há interesse de justificar a ideologia proibicionista,  entretanto, a exigência de perfeito conhecimento com absoluta validade  científica é invocada como condição &lt;em&gt;sine qua non&lt;/em&gt; para a tomada de decisões. Por que isso? Os motivos são vários.&lt;/p&gt;
&lt;h5&gt;Ciência como desculpa protelatória&lt;/h5&gt;
&lt;p&gt;O motivo mais óbvio para utilizar a ciência como suporte ideológico para a ideologia proibicionista é que &lt;strong&gt;sempre se pode alegar &amp;#8220;falta de consenso&amp;#8221;&lt;/strong&gt;,  independentemente do quanto esteja evidente para um observador racional  que o conhecimento naquele campo de estudo esteja muito bem  consolidado. Isso acontece porque é fácil encontrar &amp;#8220;cientistas&amp;#8221; que  digam praticamente qualquer coisa em troca de dinheiro, de exposição na  mídia e até de aceitação em uma comunidade religiosa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Exemplos famosos de &amp;#8220;cientistas&amp;#8221; que dizem qualquer coisa em troca do  estímulo certo são os da indústria do tabaco, que durante décadas  sustentou que &amp;#8220;não havia prova&amp;#8221; de que o cigarro causasse câncer, das  indústrias do petróleo e do carvão, que até hoje sustentam que &amp;#8220;não há  prova&amp;#8221; que exista aquecimento global em função do consumo de  combustíveis fósseis e dos psicólogos crsitãos fundamentalistas que  insistem em &amp;#8220;tratar&amp;#8221; homossexuais para convertê-los à  heterossexualidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com base nas declarações desse tipo de &amp;#8220;cientista&amp;#8221;, muitas vezes  detentores de cargos importantes em instituições públicas como  universidades ou centros de pesquisa &amp;#8211; de onde exercem poderes que nada  tem a ver com a correção de seus argumentos e com a qualidade de suas  pesquisas &amp;#8211; é que, com o apoio da mídia proibicionista, se mantém  durante anos ou décadas a ilusão de que &amp;#8220;não se tem dados suficentes&amp;#8221; ou  mesmo que os dados existentes apontam na direção exatamente oposta à  realidade.&lt;/p&gt;
&lt;h5&gt;Ciência como desculpa ideológica&lt;/h5&gt;
&lt;p&gt;Usar supostas lacunas no conhecimento científico como fundamento para manter a cautela &lt;strong&gt;&lt;em&gt;parece&lt;/em&gt; lógico e responsável&lt;/strong&gt;,  quando na verdade é um mero subterfúgio para impor uma decisão  predeterminada. Isso acontece porque a maioria das pessoas não vai além  de uma análise muito superficial quando aquilo que é dito por uma figura  de autoridade encontra eco em seus próprios preconceitos, &lt;em&gt;mesmo quando&lt;/em&gt; a ideologia travestida de ciência é imediatamente desmascarada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um exemplo nítido e recente desse fenômeno foi a &lt;a href="http://www.growroom.net/board/topic/36575-maconha-o-dom-de-iludir-prof-ronaldo-laranjeiras-e-profa-ana-cecilia-petta/" target="_blank"&gt;pataquada pseudo-científica&lt;/a&gt; protagonizada por Ronaldo Ramos Laranjeira, professor titular de  psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo  (Unifesp) e  coordenador do Instituto Nacional de Políticas sobre Álcool e  Drogas  (Inpad/CNPQ), e Ana Cecília Petta Roselli Marques, doutora pela Unifesp,  pesquisadora do Inpad/CNPQ.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eles afirmaram, em um artigo intitulado &amp;#8220;Maconha, o dom de iludir&amp;#8221;,  que &amp;#8220;não existe indicação terapêutica para utilizar maconha que já seja  aprovada pela ciência&amp;#8221; e que &amp;#8220;até hoje há poucos estudos controlados,  com amostras pequenas, e  resultados que não superam o efeito das  substâncias tradicionais, que  não causam dependência&amp;#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ora, &lt;em&gt;estas afirmações são claramente falsas&lt;/em&gt;, como &lt;a href="http://www.growroom.net/board/topic/36675-ciencia-e-fraude-no-debate-da-maconha/" target="_blank"&gt;imediatamente alertaram&lt;/a&gt; Sidarta Ribeiro, professor titular de neurociências da UFRN  (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), João R. L. Menezes,  professor adjunto da UFRJ (Universidade Federal do  Rio de Janeiro) e  coordenador do simpósio sobre drogas da Reunião SBNeC  (Sociedade  Brasileira de Neurociências e Comportamento) 2010, Juliana Pimenta,  psiquiatra da Secretaria de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro e  Stevens K. Rehen, professor adjunto da UFRJ.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eles esclareceram, em um artigo intitulado &amp;#8220;Ciência e fraude no  debate da maconha&amp;#8221;, que &amp;#8220;dezenas de artigos científicos atestam a  eficácia da maconha no  tratamento de glaucoma, asma, dor crônica,  ansiedade e dificuldades  resultantes de quimioterapia, como náusea e  perda de peso&amp;#8221; e que &amp;#8220;a maconha foi selecionada ao longo de milênios por  suas propriedades  terapêuticas, e seu uso medicinal avança nos EUA,  Canadá e em outros  países&amp;#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que vai permanecer circulando como argumento entre os  proibicionistas, entretanto, é que &amp;#8220;não existe indicação terapêutica  para utilizar maconha que já seja aprovada pela ciência&amp;#8221;, pois esta,  apesar de ser uma informação falsa, foi dita por alguém que ocupa um  &amp;#8220;cargo de cientista&amp;#8221; e &lt;em&gt;isso basta&lt;/em&gt; para quem nutre os mesmos preconceitos negar a validade ou mesmo a existência do posterior esclarecimento da verdade.&lt;/p&gt;
&lt;h5&gt;Ciência como desculpa sanitária&lt;/h5&gt;
&lt;p&gt;O argumento pela &lt;strong&gt;suposta proteção à saúde pública&lt;/strong&gt; é dos mais usados pelos proibicionistas. Como expliquei em outro artigo, está claro que a &lt;a href="http://arthur.bio.br/2009/09/01/drogas/maconha/saude-e-argumento-falso-para-proibicao-da-maconha-cannabis-sativa" target="_blank"&gt;saúde é argumento falso para proibição da maconha&lt;/a&gt; tanto pela existência de inúmeros outros fatores que são muito mais  danosos à saúde e que são totalmente ignorados pelos proibicionistas  quanto pela evidência de que os proibicionistas não se importam com todo  o sofrimento evitável e com as inúmeras vidas que poderiam ser salvas  fazendo uso do potencial nutricional e terapêutico da maconha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que precisa ficar claro é que o mesmo argumento vale para &lt;em&gt;todas&lt;/em&gt; as outras drogas. A cocaína já teve largo uso na medicina ocidental. O  ópio foi largamente utilizado na medicina oriental e dele deriva a  morfina, hoje utilizada em todo o mundo. O ecstasy já teve amplo uso em  psicoterapia. Ou seja: se todas essas substâncias já foram consideradas  suficientemente seguras para uso em situações específicas, então  necessariamente elas possuem um certo grau de segurança também para  propósitos recreativos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Até mesmo o crack já teve um impacto positivo na saúde pública! Isso  aconteceu quando o crack substituiu a cocaína injetada como droga de  abuso de preferência e assim fez despencar os índices de transmissão de  HIV nos presídios e provavelmente em outras comunidades de viciados em  drogas injetáveis. Quem achar que eu estou louco por afirmar tal  sandice, morda a língua, porque quem afirma isso é o famoso Dr. Drausio  Varella, conhecido por sua ortodoxia científica:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&amp;#8220;No  ambiente marginal de cidades como São Paulo, a cocaína injetável foi   substituída pelo crack. Para dar uma idéia, em 1989, no auge da epidemia   de cocaína injetável, num estudo epidemiológico por nós conduzido na   Casa de Detenção (Carandiru), encontramos 17,3% dos presos infectados   pelo HIV. A repetição desse estudo em 1995, em plena era do crack,   mostrou que a prevalência havia caído para 13,7%. E para 8,5%, em 1998,   quando ninguém mais injetava droga na veia.&amp;#8221; (&lt;a href="http://www.drauziovarella.com.br/ExibirConteudo/596/a-terceira-onda" target="_blank"&gt;Drausio Varella&lt;/a&gt;) &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Para quem não se deu conta, &lt;em&gt;este é um caso espontâneo de redução de danos&lt;/em&gt;, no qual a droga que reduziu o sofrimento e que salvou muitas vidas foi nada mais, nada menos, que o tão demonizado crack.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se tivesse dependido dos &amp;#8220;especialistas&amp;#8221; a autorização para  substituir a cocaína injetável pelo crack fumado, como estratégia  parcial de um projeto de redução de danos, a prevalência do HIV não  teria caído de 17,3% em 1989 para 8,5% em 1998.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quanto sofrimento evitável teria se agravado e quantas vidas teriam  sido perdidas devido a preconceitos e ideologias? Talvez menos do que  hoje em dia está se agravando o sofrimento e perdendo vidas devido a  preconceitos e ideologias que impedem a substituição do crack pela  maconha, conforme os &lt;a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4472221-EI6578,00-Politicos+fazem+uso+eleitoreiro+das+drogas+diz+especialista.html" target="_blank"&gt;estudos de Dartiu Xavier&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas os &amp;#8220;especialistas&amp;#8221; proibicionistas continuam dizendo que &amp;#8220;drogas  fazem mal à saúde, e por isso devem ser proibidas&amp;#8221;, independentemente de  todas as evidências de que esse nível rasteiro de simplificação não  corresponde aos interesses, às necessidades e à realidade da sociedade,  sendo portanto responsáveis pela geração de muito sofrimento evitável e  pela destruição de muitas vidas.&lt;/p&gt;
&lt;h5&gt;Ciência como desculpa humanitária&lt;/h5&gt;
&lt;p&gt;Quando um &amp;#8220;especialista&amp;#8221; proibicionista insiste que &lt;strong&gt;para evitar sofrimento&lt;/strong&gt;,  as drogas devem ser  proibidas , não é difícil verificar se ele está   sendo sincero: basta perguntar se ele se importa com o sofrimento de um   jovem de 18 anos que tem sua vida destruída não pela substância, mas  pela prisão em função do  porte de alguma quantidade de droga. Ou com o  sofrimento da família deste jovem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Confrontado com o sofrimento dos &amp;#8220;infratores&amp;#8221;, normalmente o discurso  dos proibicionistas muda de  &amp;#8220;sofrimento&amp;#8221; para &amp;#8220;responsabilidade&amp;#8221;,  mostrando de modo inequívoco que o  discurso da evitação do sofrimento é  apenas um subterfúgio para  justificar a imposição da ideologia  proibicionista, não uma preocupação sincera com o bem estar das pessoas  sobre as quais incidirão  as conseqüências da proibição.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com o mesmo descaso, os proibicionistas ignoram &amp;#8211; ou fingem ignorar &amp;#8211;  que a dinâmica social e econômica do uso, do abuso e do comércio de  drogas ilícitas é tanto mais daninha para os diretamente envolvidos e  para a sociedade em geral quanto maior a repressão exercida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se a proibição aumenta o preço da droga, torna o tráfico mais  lucrativo e portanto mais atraente para a população miserável, que  importa? Basta investir um pouquinho de nada dos impostos do  contribuinte no salário de &lt;em&gt;outros&lt;/em&gt; miseráveis para que eles se matem um aos outros, fazendo uma faxina nos andares de baixo da pirâmide social.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O problema só começa a ser preocupante quando a violência e a  corrupção atingem os andares superiores da pirâmide social. Aí surgem as  &lt;a href="http://arthur.bio.br/2009/10/21/drogas/crack-nem-pensar/o-jogo-dos-sete-erros-campanha-crack-nem-pensar-da-rbs-vai-aumentar-a-violencia-no-rs-e-em-sc" target="_blank"&gt;campanhas de conscientização e cobranças pelo recrudescimento da repressão&lt;/a&gt; que só servem para piorar a situação nos extratos inferiores da sociedade e aumentar a insegurança de todos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enquanto os &amp;#8220;especialistas&amp;#8221; proibicionistas insistem em recomendar a  proibição e fomentar a repressão, a máquina de moer carne humana viva  enriquece o crime organizado e abastece a política e a mídia com os  elementos que necessários para justificar suas &amp;#8220;ações sociais&amp;#8221;. Tudo  muito humanitário.&lt;/p&gt;
&lt;h5&gt;Ciência como desculpa diversionista&lt;/h5&gt;
&lt;p&gt;De todos os citados, o principal motivo para apresentar a questão das  drogas como dependente do conhecimento da ciência é que isso &lt;strong&gt;desvia o foco do verdadeiro debate&lt;/strong&gt;, que não tem nada a ver nem com ciência em si, mas com cidadania, segurança pública e Direitos Humanos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Colocar a questão das drogas em termos tais que a opinião dos   supostos &amp;#8220;especialistas&amp;#8221; é valorizada acima da avaliação política &amp;#8211; que   pode e deve ser feita por todo cidadão consciente e participativo na   definição dos rumos da sociedade -  implica seqüestrar o debate do   âmbito da cidadania para o âmbito da tecnocracia e da pressão de grupos   de interesse raramente interessados no bem estar de terceiros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A ciência é a melhor estratégia de que dispomos para levantar dados e  analisá-los de modo coerente para embasar decisões técnicas, mas de  modo algum é a senhora de nossa cidadania. Se a ciência mostra que a  droga &amp;#8220;x&amp;#8221; faz mal deste e daquele modo, este é um dado objetivo que está  dentro do escopo da ciência, mas &lt;em&gt;isso não implica que esta informação dê norte a qualquer política&lt;/em&gt;.  Fazendo bem ou fazendo mal, é da alçada da cidadania e do livre  arbítrio de cada cidadão decidir pelo uso ou não uso de tal substância.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao Estado não cabe tutelar a consciência, nem a moralidade, nem a  vontade do indivíduo, mas regular as relações sociais. É lícito e  necessário que ofereça ao cidadão uma educação de alta qualidade, que o  capacite a formar senso crítico e desenvolver habilidades cognitivas que  lhe permitam absorver, compreender e avaliar criteriosamente as  informações sobre o uso de quaisquer substâncias de tal modo que possa  decidir de modo consciente e bem informado se esse uso é adequado ou não  para si.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao Estado cabe também oferecer a todos os cidadãos condições dignas  de vida e oportunidades de desenvolvimento pessoal que o liberem de  qualquer necessidade de fuga da realidade motivada pela desigualdade  social opressiva, excludente e humilhante que conduz a escolhas  desesperadas ao invés de escolhas lúcidas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se o Estado tenta fazer mais do que isso, usando como fundamento o  conhecimento científico, está se afastando de sua responsabilidade e  passando a intervir na esfera privada, ditando padrões de comportamento  alheios aos que lhe cabe legislar, que são apenas aqueles necessários  para manter a harmonia das relações sociais, evitando a injustiça e a  opressão.&lt;/p&gt;
&lt;h5&gt;Conclusão&lt;/h5&gt;
&lt;p&gt;Nestes assuntos quem tem que ter a última palavra não são os  cientistas, não são os políticos e não é o Estado, somos eu e você,  cidadãos de mente livre, senso crítico e bem informados, capazes de discernir o que é melhor para cada  um de nós sem a necessidade de alguém que nos diga como devemos pensar e  nos comportar. Se não é assim que funciona hoje, é sinal que, apesar do  alerta de George Orwell, &lt;strong&gt;o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Irm%C3%A3o" target="_blank"&gt;Grande Irmão&lt;/a&gt; zela por nós&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #99cc00;"&gt;Arthur Golgo Lucas &amp;#8211; www.arthur.bio.br &amp;#8211; 24/08/2010&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;h5&gt;Leia também:&lt;/h5&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="../../2010/08/04/drogas/as-quatro-terriveis-verdades-sobre-a-relacao-entre-as-drogas-ilicitas-e-a-ciencia-parte-1-de-4" target="_blank"&gt;Verdade n° 1&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://arthur.bio.br/2010/08/10/drogas/as-quatro-terriveis-verdades-sobre-a-relacao-entre-as-drogas-ilicitas-e-a-ciencia-parte-2-de-4" target="_blank"&gt;Verdade n° 2&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://arthur.bio.br/2010/08/16/drogas/as-quatro-terriveis-verdades-sobre-a-relacao-entre-as-drogas-ilicitas-e-a-ciencia-parte-3-de-4" target="_blank"&gt;Verdade n° 3&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;


&lt;p&gt;Artigos Relacionados:&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;a href='http://arthur.bio.br/2010/08/04/drogas/as-quatro-terriveis-verdades-sobre-a-relacao-entre-as-drogas-ilicitas-e-a-ciencia-parte-1-de-4' rel='bookmark' title='Permanent Link: As quatro terríveis verdades sobre a relação entre as drogas ilícitas e a ciência (parte 1 de 4)'&gt;As quatro terríveis verdades sobre a relação entre as drogas ilícitas e a ciência (parte 1 de 4)&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href='http://arthur.bio.br/2010/08/16/drogas/as-quatro-terriveis-verdades-sobre-a-relacao-entre-as-drogas-ilicitas-e-a-ciencia-parte-3-de-4' rel='bookmark' title='Permanent Link: As quatro terríveis verdades sobre a relação entre as drogas ilícitas e a ciência (parte 3 de 4)'&gt;As quatro terríveis verdades sobre a relação entre as drogas ilícitas e a ciência (parte 3 de 4)&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href='http://arthur.bio.br/2010/08/10/drogas/as-quatro-terriveis-verdades-sobre-a-relacao-entre-as-drogas-ilicitas-e-a-ciencia-parte-2-de-4' rel='bookmark' title='Permanent Link: As quatro terríveis verdades sobre a relação entre as drogas ilícitas e a ciência (parte 2 de 4)'&gt;As quatro terríveis verdades sobre a relação entre as drogas ilícitas e a ciência (parte 2 de 4)&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href='http://arthur.bio.br/2009/10/02/religiao/as-quatro-nobres-verdades' rel='bookmark' title='Permanent Link: As Quatro Nobres Verdades'&gt;As Quatro Nobres Verdades&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href='http://arthur.bio.br/2009/07/23/drogas/maconha/por-que-as-reportagens-sobre-a-maconha-sao-tao-tendenciosas-parte-1' rel='bookmark' title='Permanent Link: Por que as reportagens sobre a maconha são tão tendenciosas? (Parte 1)'&gt;Por que as reportagens sobre a maconha são tão tendenciosas? (Parte 1)&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/PensarNaoDoi/~4/oKgk3G6dFBU" height="1" width="1"/&gt;</content>
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		<author>
			<name>Arthur</name>
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		<title type="html"><![CDATA[As mulheres não sabem se comunicar com os homens (exemplos)]]></title>
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		<updated>2010-09-03T05:37:16Z</updated>
		<published>2010-08-23T21:30:41Z</published>
		<category scheme="http://arthur.bio.br" term="Domesticidades" /><category scheme="http://arthur.bio.br" term="Comportamento" />		<summary type="html"><![CDATA[No artigo original com o mesmo título, que estava mais para brincadeira e não pretendia ter continuação, a leitora Regina fez uma pergunta séria sobre a comunicação entre homens e mulheres. Eu comecei a responder e percebi que valia a pena compor um novo artigo para debater o tema a sério. 
Esta foi a pergunta:
&#8220;Nós [...]


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		<content type="html" xml:base="http://arthur.bio.br/2010/08/23/domesticidades/as-mulheres-nao-sabem-se-comunicar-com-os-homens-exemplos">&lt;p&gt;&lt;strong&gt;No &lt;a href="http://arthur.bio.br/2009/12/14/domesticidades/as-mulheres-nao-sabem-se-comunicar-com-os-homens" target="_blank"&gt;artigo original com o mesmo título&lt;/a&gt;, que estava mais para brincadeira e não pretendia ter continuação, a leitora Regina fez uma pergunta séria sobre a comunicação entre homens e mulheres. Eu comecei a responder e percebi que valia a pena compor um novo artigo para debater o tema a sério. &lt;span id="more-1648"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta foi a pergunta:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&amp;#8220;Nós as mulheres não conseguimos entender qual a dificuldade de conversar e esclarecer as coisas. Quando a gente quer  conversar, os homens são evasivos e monossilábicos, não entendo porque  não são objetivos e nos deixam com mais dúvidas do que quando começamos. Também sentimos dificuldade em entender o que eles  querem nos falar, mas são exigentes em que expressemos as coisas.  Me  esclareça, por favor.&amp;#8221; (Regina)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Bem, eu não acho que seja assim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sempre que converso sobre este assunto eu lembro de uma cena do filme &amp;#8220;Tootsie&amp;#8221;. (Para quem não conhece ou não lembra do filme, recomendo procurar em uma locadora.) Neste filme o personagem do personagem do Dustin Hoffman ouve da mulher por quem está apaixonado que ela gostaria que &amp;#8220;pelo menos uma vez na vida um homem fosse sincero com ela e a abordasse dizendo claramente que gostaria de levá-la para a cama&amp;#8221;. Então, em outra cena e sem o disfarce feminino, ele se aproxima desta mulher e fala exatamente o que ela disse que queria que um homem dissesse.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Resultado: mal ouve a proposta, ela joga uma taça de champagne na cara dele e se afasta com a maior cara de desprezo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu tenho um amigo cuja namorada vivia perguntando a ele se ele tinha alguma fantasia sexual &amp;#8220;diferente&amp;#8221; que quisesse realizar com ela. Ele &lt;em&gt;tinha várias&lt;/em&gt;, mas muito prudentemente receava manifestar sua vontade porque duvidava que ela tivesse mente aberta o suficiente para realizar qualquer uma delas, talvez até para ouvir alguma delas. Ela insistiu tanto, deu tantas garantias de que ele podia pedir o que quisesse, que ele acabou dizendo: &amp;#8220;tá bem, já que tu queres tanto realizar alguma fantasia diferente, que tal se a gente fizer xxxxxxxxx?&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Resultado: mal ouviu a proposta, ela torceu o nariz, assumiu um ar indignado, disse que jamais esperava um absurdo desses dele e que estava tudo terminado entre eles a partir daquele momento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Eu&lt;/span&gt; tive uma paquera virtual maravilhosa com alguém que conheci na pré-história do Orkut e com quem passava horas e horas a conversar no MSN e até por telefone, apesar de ela morar na Europa. Ela me chamava de &amp;#8220;amore mio&amp;#8221; e dizia lamentar a grande distância que nos separava. Um dia eu disse que tinha uma surpresa para ela: que ela não procurasse emprego de férias naquele ano, porque eu viajaria para conhecê-la pessoalmente e, caso ao vivo nosso interesse mútuo se confirmasse, faríamos um passeio romântico pela Europa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Resultado: mal ouviu a proposta, ela empalideceu, desligou a &lt;em&gt;webcam&lt;/em&gt;, me bloqueou no MSN, deletou o Orkut e nunca mais falou comigo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Portanto, a minha convicção é que os homens &lt;em&gt;aprendem&lt;/em&gt; a ser &amp;#8220;evasivos e monossilábicos&amp;#8221; &lt;em&gt;com as mulheres&lt;/em&gt;, de tanto verem que os desejos por elas expressos raramente expressam a realidade e que &lt;em&gt;falhar em adivinhar o que elas realmente pensam, realmente sentem e realmente querem traz resultados negativos drásticos&lt;/em&gt;, enquanto que calar gera apenas um breve resmungo contra a &amp;#8220;incorrigível natureza masculina&amp;#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #99cc00;"&gt;Arthur Golgo Lucas &amp;#8211; www.arthur.bio.br &amp;#8211; 23/08/2010&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Artigos Relacionados:&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;a href='http://arthur.bio.br/2009/12/14/domesticidades/as-mulheres-nao-sabem-se-comunicar-com-os-homens' rel='bookmark' title='Permanent Link: As mulheres não sabem se comunicar com os homens'&gt;As mulheres não sabem se comunicar com os homens&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href='http://arthur.bio.br/2010/07/20/sexismo/os-homens-sao-mais-vitimas-de-violencia-nao-as-mulheres' rel='bookmark' title='Permanent Link: Os homens são mais vítimas de violência, não as mulheres'&gt;Os homens são mais vítimas de violência, não as mulheres&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href='http://arthur.bio.br/2009/07/29/sexualidade/como-fazer-sexo-seguro-dicas-para-homens' rel='bookmark' title='Permanent Link: Como fazer sexo seguro (dicas para homens)'&gt;Como fazer sexo seguro (dicas para homens)&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href='http://arthur.bio.br/2009/10/14/direitos-humanos/mulheres-negros-gays-pobres-ou-apenas-humanos' rel='bookmark' title='Permanent Link: Mulheres? Negros? Gays? Pobres? Ou apenas humanos?'&gt;Mulheres? Negros? Gays? Pobres? Ou apenas humanos?&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href='http://arthur.bio.br/2010/04/06/domesticidades/a-paranoia-feminina-por-arrumacao-na-hora-errada' rel='bookmark' title='Permanent Link: A paranóia feminina por arrumação na hora errada'&gt;A paranóia feminina por arrumação na hora errada&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/PensarNaoDoi/~4/vtr3E-bbMXk" height="1" width="1"/&gt;</content>
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		<category scheme="http://arthur.bio.br" term="Política" />		<summary type="html"><![CDATA[Do jeito que está organizado nosso sistema de votação, a  legitimidade de qualquer eleição é profundamente questionável. Isso  ocorre porque nosso sistema eleitoral parte da falsa premissa de que o  político mais votado representa legitimamente a vontade do povo. Nada  mais falso. 
O fato de os partidos políticos nos oferecerem um [...]


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		<content type="html" xml:base="http://arthur.bio.br/2010/08/20/politica/proponho-uma-alteracao-no-sistema-eleitoral">&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Do jeito que está organizado nosso sistema de votação, a  legitimidade de qualquer eleição é profundamente questionável. Isso  ocorre porque nosso sistema eleitoral parte da falsa premissa de que o  político mais votado representa legitimamente a vontade do povo. Nada  mais falso. &lt;span id="more-1647"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O fato de os partidos políticos nos oferecerem um conjunto limitado  de  opções de voto não implica necessariamente que alguma das  alternativas  represente realmente a vontade do eleitor. Se um conjunto  muito ruim de  candidatos e de propostas é oferecido ao eleitor, não  resta outra  alternativa exceto optar pelo &amp;#8220;menos pior&amp;#8221;, o que  definitivamente &lt;em&gt;não representa a vontade do eleitor&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em nossa ridícula &lt;strong&gt;democracia a cabresto&lt;/strong&gt;,  em que o  eleitor é  obrigado a escolher quais raposas administrarão o  galinheiro,  deveríamos  ter a possibilidade de sinalizar claramente:  &amp;#8220;nenhum  destes me  representa&amp;#8221;. Caso contrário, pelo simples fato de  sermos  obrigados a  votar, acaba sendo conferida legitimidade a quem de  fato  não a possui.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Minha proposta: devemos ter o botão &lt;strong&gt;NENHUM DESTES&lt;/strong&gt; na urna eletrônica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sim,  eu sei que a legislação prevê a realização de novas eleições no caso de  o total de votos brancos e nulos ultrapassar os 50%, mas essa fórmula é  muito inadequada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em primeiro lugar, o voto nulo proposital  (999 e confirma), não é uma boa opção para sinalizar &amp;#8220;nenhum destes&amp;#8221;,  pois é indistingüível do voto nulo acidental (errar o  número do  candidato).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em segundo lugar, o voto em branco também não é uma  boa opção para sinalizar &amp;#8220;nenhum destes&amp;#8221;, pois não permite distingüir  entre a vontade do eleitor que apenas não quis escolher um candidato e a  vontade do eleitor que quis escolher mas não encontrou um representante  adequado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em terceiro lugar, o eleitor que rejeita todos os candidatos mas tem especial rejeição por um deles é forçado a votar em um candidato que não o representa mas que constitui uma alternativa &amp;#8220;menos pior&amp;#8221;. Este tipo de &amp;#8220;voto útil&amp;#8221; é uma alternativa desesperada de curto prazo que confere falsa legitimidade aos eleitos e portanto é profundamente deletério para o desenvolvimento da política nacional a longo prazo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ideal seria incluir o botão &amp;#8220;nenhum destes&amp;#8221; e mudar o  nome do botão de &amp;#8220;branco&amp;#8221; para &amp;#8220;declino&amp;#8221;, diferenciando claramente a  vontade do o eleitor que apenas não quis fazer uma escolha da vontade do  eleitor que quis fazer uma escolha mas nao encontrou representante  adequado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Teríamos assim quatro categorias de voto: válidos,  declinantes, insatisfeitos e nulos. Nesse sistema seria eliminada a  dubiedade do voto &amp;#8220;branco&amp;#8221; e os votos nulos não entrariam no cálculo,  pois ficaria  claro que se trata de votos em que o eleitor cometeu um erro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como o voto declinante é um voto de aceitação da escolha realizada pelos votos válidos, cotejaríamos a soma dos votos válidos &lt;em&gt;no candidato mais votado&lt;/em&gt; e dos votos declinantes com o número de votos insatisfeitos para  decidir se o candidato mais votado está eleito ou se é necessário  realizar outra eleição.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com essa pequena modificação no sistema eleitoral, os políticos não poderiam mais desdenhar da opinião pública e teriam que mostrar que merecem nosso voto. A política se tornaria muito mais qualificada. Deixaria de haver o desânimo de termos que votar no &amp;#8220;menos pior&amp;#8221; e veríamos renascer o interesse do cidadão na condução política do país.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Divulgue essa idéia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #99cc00;"&gt;Arthur Golgo Lucas &amp;#8211; www.arthur.bio.br &amp;#8211; 20/08/2010 &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;small&gt;OBS: Este sistema, tal como o descrevi, é aplicável apenas nas eleições majoritárias, com pequenas alterações dependendo da existência ou não de segundo turno. Ele pode ser aplicado também nas eleições proporcionais, mas nesse caso sua adaptação e a correspondente explicação requer uma boa dose de matemática. Vamos debater primeiro o caso mais simples e se houver interesse eu futuramente postarei a explicação do caso mais complexo.&lt;br /&gt;
&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;


&lt;p&gt;Artigos Relacionados:&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;a href='http://arthur.bio.br/2009/08/13/politica/democracia/voto-universal-desqualificado-nao-e-bom-para-o-pais' rel='bookmark' title='Permanent Link: Voto universal desqualificado não é bom para o país'&gt;Voto universal desqualificado não é bom para o país&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href='http://arthur.bio.br/2010/05/11/politica/sera-que-o-voto-nulo-e-o-melhor-voto-de-protesto' rel='bookmark' title='Permanent Link: Será que o voto nulo é o melhor voto de protesto?'&gt;Será que o voto nulo é o melhor voto de protesto?&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href='http://arthur.bio.br/2009/08/05/politica/democracia/toda-democracia-e-burra' rel='bookmark' title='Permanent Link: Toda democracia é burra!'&gt;Toda democracia é burra!&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/PensarNaoDoi/~4/iBKbFI0HG1Y" height="1" width="1"/&gt;</content>
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		<title type="html"><![CDATA[Por que não votarei em Dilma Roussef]]></title>
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		<category scheme="http://arthur.bio.br" term="Política" />		<summary type="html"><![CDATA[Ou melhor: por que não votarei em Dillma Roussef, afilhada política de Lulla, ontem adversário e hoje aliado de Fernando Collor de Mello. 
Este artigo é uma resposta ao artigo &#8220;Por que votarei em Dilma Roussef&#8221; de Celso Barros, vulgo NPTO. Como nem sempre fica claro para todo mundo que divergência de idéias não implica [...]


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&lt;p&gt;Este artigo é uma resposta ao artigo &amp;#8220;&lt;a href="http://www.amalgama.blog.br/08/2010/por-que-votarei-em-dilma-rousseff/"&gt;Por que votarei em Dilma Roussef&lt;/a&gt;&amp;#8221; de Celso Barros, vulgo &lt;a href="http://napraticaateoriaeoutra.org/" target="_blank"&gt;NPTO&lt;/a&gt;. Como nem sempre fica claro para todo mundo que divergência de idéias não implica juízo de valor sobre o interlocutor, tenho que deixar claro que esta é apenas uma divergência de idéias, ninguém aqui está &amp;#8220;atacando&amp;#8221; o Celso. Dito isso, vamos ao que interessa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Celso começa o artigo dele com uma afirmação de princípios lapidar:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&amp;#8220;Um bom governo, na minha opinião, deve (a) ser democrático, (b) &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;não  avacalhar a estabilidade econômica&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;, e (c) &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;combater a pobreza e a  desigualdade&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;.&amp;#8221; (Celso Barros)&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Porém, sou obrigado a discordar &amp;#8211; muito &amp;#8211; da afirmação seguinte do Celso: &amp;#8220;Por esses critérios, o governo Lula foi indiscutivelmente bom.&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;h5&gt;Item (a), &amp;#8220;ser democrático&amp;#8221;:&lt;/h5&gt;
&lt;p&gt;O governo Lula não foi e não é um governo democrático. O PT é um partido autoritário, com uma prática política autoritária, e isso transparece nitidamente para quem não se iludir acreditando que o PT é uma alternativa concreta razoável para o que em tese se chama de &amp;#8220;esquerda democrática&amp;#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A primeira evidência do grave ranço autoritário que caracteriza o PT foi a própria escolha de Dilma como candidata à presidência da República. O nome de Dilma não surgiu das bases do partido e não foi nem sequer aceito pelas bases do partido durante um longo período. O nome de Dilma foi lançado e imposto por Lula, que atuou como um caudilho intolerante e não descansou enquanto não empurrou Dilma goela abaixo do PT. E, devido à cultura autoritária que mantém a coesão interna do PT, Lula conseguiu seu intento, sabe-se lá a custa de que compromissos inconfessos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A segunda evidência do grave ranço autoritário que caracteriza o PT é &lt;a href="http://www.mtl.org.br/nacional/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=370:pt-expulsa-heloisa-helena-babluciana-genro-e-jofontes&amp;amp;catid=1:nacional&amp;amp;Itemid=3" target="_blank"&gt;o tratamento dispensado a petistas históricos que insistiram em manter a coerência de suas propostas e de suas posturas políticas&lt;/a&gt; &amp;#8211; gente que durante muito tempo beneficiou o PT, atraindo votos e fazendo-o crescer, como Heloisa Helena, Babá, Luciana Genro e João Fontes, que foram expulsos quando &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=A5CBVgWSaBU" target="_blank"&gt;o governo Lula aliou-se a todos que considerava uma corja corrupta no passado&lt;/a&gt; e a promover políticas que condenara radicalmente durante toda sua trajetória até o momento em que alcançou a presidência da República. (Se você teve um &amp;#8220;momento Boris Casoy&amp;#8221; e pensou &amp;#8220;isso é uma vergonha!&amp;#8221;, parabéns!)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A terceira evidência do grave ranço autoritário que caracteriza o PT é, ao contrário do que pensa o Celso, &lt;em&gt;justamente&lt;/em&gt; o fato de haver críticas contra o governo Lula na imprensa. Se isso ocorre hoje com tranqüilidade, não é por vontade do PT, mas porque o PT fracassou toda vez que tentou instituir controles sobre a imprensa. E &lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=578JDB011" target="_blank"&gt;o PT tentou assumir o controle da imprensa mais de uma vez&lt;/a&gt;. E &lt;a href="http://blogs.estadao.com.br/joao-bosco/programa-de-dilma-no-tse-adota-controle-da-midia-que-lula-disse-que-nao-era-serio/" target="_blank"&gt;continua tentando&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;h5&gt;Item (b), &amp;#8220;&lt;span style="color: #000000;"&gt;não  avacalhar a estabilidade econômica&lt;/span&gt;&amp;#8220;:&lt;/h5&gt;
&lt;p&gt;Como poderia o governo Lula, do PT, avacalhar a estabilidade econômica se tudo que o PT fez no governo foi seguir a cartilha usada e deixada pronta pelo governo FHC, do PSDB?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nem preciso procurar argumentos originais, o próprio Celso forneceu tudo que é necessário:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&amp;#8220;Mantivemos o bom sistema de metas de inflação implantado por Armínio Fraga no (bom) segundo governo FHC&amp;#8221;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&amp;#8220;No segundo governo FHC, aí sim, a economia foi bem gerida, e Lula fez muito bem em copiar seus métodos de gestão.&amp;#8221;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Se é pra manter a política de Armínio Fraga e de FHC, então que se vote em seus propositores originais, não em quem primeiro dizia que não prestava e depois copiou tudo igualzinho. Já que não faz diferença, então que se dê crédito ao verdadeiro autor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na verdade, entretanto, eu questiono muito se o governo Lula &amp;#8211; o governo do PT &amp;#8211; realmente não avacalhou a estabilidade econômica. Em uma análise de curto prazo, parece que não, mas em uma análise de longo prazo, penso que sim. Isso ficará claro ao analisar o terceiro item da lista do Celso.&lt;/p&gt;
&lt;h5&gt;Item (c), &amp;#8220;&lt;span style="color: #000000;"&gt;combater a pobreza e a  desigualdade&amp;#8221;:&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;
&lt;p&gt;Eu já expliquei que &lt;a href="http://arthur.bio.br/2010/07/29/politica/o-mal-que-o-programa-bolsa-familia-causara-ao-brasil" target="_blank"&gt;o principal programa social do governo Lula não combate a pobreza nem a desigualdade&lt;/a&gt;, ele apenas a mascara temporariamente. E, dado que o Celso considera os números muito importantes para fazer avaliações, lembro que também já expliquei &lt;a href="http://arthur.bio.br/2010/08/12/economia/o-programa-bolsa-familia-e-a-farsa-dos-indicadores-economicos" target="_blank"&gt;por que os indicadores econômicos são enganadores nesta análise&lt;/a&gt;. Sugiro ler ambas as explicações para entender por que é que, apesar do entusiasmo que se vê em torno dos resultados da política econômica do governo do PT, na verdade existem bons motivos para grave preocupação nessa área.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As políticas sociais do governo do PT são eleitoreiras. Ao invés de modificar a lógica do desenvolvimento econômico com investimentos pesados em educação, projetos de qualificação profissional, incentivo ao empreendedorismo e implantação de infraestrutura, o governo do PT está apenas distribuindo dinheiro e investindo na mesma estratégia absurda que trouxe o &amp;#8220;milagre brasileiro&amp;#8221; da década de 1970: naquela época foi &amp;#8220;o petróleo é nosso&amp;#8221;, agora é &amp;#8220;o pré-sal é nosso&amp;#8221;. Mesma idéia, mesma lógica, mesmo resultado a curto prazo, mesmo prognóstico. Anotem o que eu disse e me cobrem a previsão se não houver mudança de rumos.&lt;/p&gt;
&lt;h5&gt;O ponto alto da análise do Celso&lt;/h5&gt;
&lt;p&gt;O Celso escreveu dois parágrafos que eu gostaria de ter escrito:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&amp;#8220;Eu gosto de dizer o seguinte sobre política econômica: é verdade, o  Banco Central desacelera o crescimento quando mantém os juros altos (e  segura a inflação). Mas, a essa altura, o crescimento econômico já levou  uma surra; antes de chegar no Banco Central, o carro do crescimento já  tomou batidas da nossa falta de política de inovação, da baixíssima  capacidade de investimento do Estado, da pobreza (que diminuiu, mas,  para nossa vergonha, ainda está aí), do nosso abissal nível de  qualificação educacional, dos entraves inacreditáveis para se abrir ou  fechar um negócio, dos problemas gravíssimos da nossa urbanização. Essa  desacelerada que o Banco Central dá é porque, depois de tomar tanta  batida, ou nosso carro desacelera ou ele desmonta na pista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;Nossa visão deve ser a seguinte: queremos ter produção tecnológica  como a Índia, mas com muito mais preocupação com a justiça social, e  queremos ter o crescimento da China, mas com a mais absoluta democracia e  com as garantias ambientais necessárias. Se esses limites nos atrasarem  um pouco, paciência, somos, em nossos melhores momentos, um país que  leva essas coisas a sério. O que não é admissível é que qualquer coisa  que não nossos princípios atrase nosso progresso.&amp;#8221; (Celso Barros)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Pois é, Celso, este é o momento certo para lembrar que recentemente o Banco Central voltou a elevar as taxas de juros e a previsão é que &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/748170-bc-eleva-taxa-de-juros-pela-2-vez-para-1025-ao-ano.shtml" target="_blank"&gt;a tendência de alta será confirmada e ocorrerão novos aumentos da taxa básica de juros ao longo de 2010 2011&lt;/a&gt;:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-1646" title="Evolução-SELIC-2005-a-2010" src="http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-content/uploads/2010/08/Evolução-SELIC-2005-a-2010.gif" alt="Evolução-SELIC-2005-a-2010" width="635" height="390" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Caiu um bocado desde 2005? Caiu. Mas deu um belo solavanco em 2008 e voltou a ter tendência de alta em todo 2010 e previsão de alta em 2011. Aí eu pergunto: isso é sinal da &amp;#8220;&lt;span style="color: #000000;"&gt;falta de  política de inovação, da baixíssima  capacidade de investimento do  Estado, da pobreza, do abissal nível de  qualificação educacional, dos entraves  inacreditáveis para se abrir ou  fechar um negócio e dos problemas  gravíssimos de urbanização&amp;#8221;&lt;/span&gt; que caracterizam os governos do PT? Ou quando isso acontece no governo do PT a culpa é da &amp;#8220;herança maldita&amp;#8221; e dos &amp;#8220;solavancos da economia internacional&amp;#8221;? Pois é.&lt;/p&gt;
&lt;h5&gt;Mas isso não é tudo&lt;/h5&gt;
&lt;p&gt;Há um motivo ainda mais grave para não votar em Dilma Roussef nem em qualquer candidato do PT. Por mais prosaico que possa parecer, este motivo é o Jingle do Collor para as eleições de 2010.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jingle do Collor em 2010:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #333399;"&gt;Deixa que com o povo me entendo eu&lt;br /&gt;
Voto no Collor voto no 14&lt;br /&gt;
Porque toda Alagoas me conhece&lt;br /&gt;
Voto no Collor voto no 14&lt;br /&gt;
Eu nunca me esqueço do meu povo&lt;br /&gt;
Voto no Collor voto no 14&lt;br /&gt;
Por isso que meu povo não me esquece&lt;br /&gt;
Voto no Collor voto no 14&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #333399;"&gt;Vamos cantar!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #333399;"&gt;Deixa que com o povo me entendo eu&lt;br /&gt;
Voto no Collor voto no 14&lt;br /&gt;
Porque toda Alagoas me conhece&lt;br /&gt;
Voto no Collor voto no 14&lt;br /&gt;
Eu nunca me esqueço do meu povo&lt;br /&gt;
Voto no Collor voto no 14&lt;br /&gt;
Por isso que meu povo não me esquece&lt;br /&gt;
Voto no Collor voto no 14&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #333399;"&gt;É o povo no governo, esse governo é do povo&lt;br /&gt;
Já votei no Collor e vou votar de novo&lt;br /&gt;
É o povo no governo, esse governo é do povo&lt;br /&gt;
Já votei no Collor e vou votar de novo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #333399;"&gt;É o povo querendo Collor&lt;br /&gt;
Vote no 14&lt;br /&gt;
É o Collor junto do povo&lt;br /&gt;
Vote no 14&lt;br /&gt;
Vamos juntos Alagoas&lt;br /&gt;
Vote no 14&lt;br /&gt;
Para um futuro novo&lt;br /&gt;
Vote no 14&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #333399;"&gt;É o povo querendo Collor&lt;br /&gt;
Vote no 14&lt;br /&gt;
É o Collor junto do povo&lt;br /&gt;
Vote no 14&lt;br /&gt;
Vamos juntos Alagoas&lt;br /&gt;
Vote no 14&lt;br /&gt;
Para um futuro novo&lt;br /&gt;
Vote no 14&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #333399;"&gt;&lt;span style="color: #ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;É Lula apoiando Collor&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, é Collor apoiando Dilma&lt;br /&gt;
Pelos mais carentes&lt;br /&gt;
É Lula apoiando Dilma, &lt;span style="color: #ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;é Dilma apoiando Collor&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
Para o bem da nossa gente&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #333399;"&gt;&lt;span style="color: #ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;É Lula apoiando Collor&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, é Collor apoiando Dilma&lt;br /&gt;
Pelos mais carentes&lt;br /&gt;
É Lula apoiando Dilma, &lt;span style="color: #ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;é Dilma apoiando Collor&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
E os três para o bem da gente&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #333399;"&gt;Toda nossa Alagoas vai votar no Collor&lt;br /&gt;
Vai votar no 14&lt;br /&gt;
Porque Collor é o povo no governo &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Impressionante? Pois fica pior em ritmo de forró.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Confira o vídeo: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=M0ew2mCJRFg"&gt;É Lula apoiando Dilma, é Dilma apoiando Collor&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tenha Santa Paciência, Batman! Não dá pra votar em quem se abraça com aqueles que há pouco classificava de &amp;#8220;débeis mentais, corruptos, canalhas, líderes de quadrilhas, ávidos por roubo e responsáveis pela destruição dos sonhos de muita gente&amp;#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se você ainda tiver alguma dúvida, confira o que Lula fala em dois momentos distintos sobre Collor, primeiro quando adversário e depois quando aliado: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=A5CBVgWSaBU" target="_blank"&gt;Lula e Collor, uma amizade bem collorida&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não se pode ter uma política melhor do que as pessoas que a compõe. Lulla, Dillma, Collor &lt;em&gt;et caterva&lt;/em&gt; são todos farinha do mesmo saco e isso é um ótimo motivo para não votar em nenhum deles.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ah, sim&amp;#8230; &amp;#8220;negociação blá-blá-blá governabilidade blá-blá-blá pragmatismo blá-blá-blá maturidade&amp;#8221;. &lt;em&gt;É por isso que o país está o lixo que está&lt;/em&gt;, com um presidente que obtém as mais altas taxas de popularidade desde Getúlio Vargas por distribuir um pouquinho da pilhagem dos impostos à turba ignara sem pedir nada em troca exceto o voto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que me espanta é a quantidade de intelectuais que ainda se iludem com o PT e que atribuem toda e qualquer crítica ao &amp;#8220;direitismo militante&amp;#8221; ou ao &amp;#8220;pensamento burguês&amp;#8221; ao invés de denunciar que &lt;em&gt;toda&lt;/em&gt; a esquerda brasileira ou é vendida, caminhando de braços dados com a direita tanto em corrupção quanto em conservadorismo supostamente pragmático, ou é anacrônica, sonhando com uma hipotética revolução socialista que o povo não quer nem folheada a ouro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #99cc00;"&gt;Arthur Golgo Lucas &amp;#8211; www.arthur.bio.br &amp;#8211; 19/08/2010&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;::&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Artigos Relacionados:&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;a href='http://arthur.bio.br/2009/08/30/politica/candidatura-de-marina-silva-pelo-pv-e-apenas-um-bode-no-meio-da-sala' rel='bookmark' title='Permanent Link: Candidatura de Marina Silva pelo PV é apenas um bode no meio da sala'&gt;Candidatura de Marina Silva pelo PV é apenas um bode no meio da sala&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href='http://arthur.bio.br/2009/11/19/justica/vergonha-stf-usa-battisti-para-fazer-politica' rel='bookmark' title='Permanent Link: Vergonha: STF usa Battisti para fazer política'&gt;Vergonha: STF usa Battisti para fazer política&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href='http://arthur.bio.br/2009/09/17/politica/democracia/a-democracia-ja-deu-o-que-tinha-que-dar' rel='bookmark' title='Permanent Link: A democracia já deu o que tinha que dar!'&gt;A democracia já deu o que tinha que dar!&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href='http://arthur.bio.br/2010/08/20/politica/proponho-uma-alteracao-no-sistema-eleitoral' rel='bookmark' title='Permanent Link: Proponho uma alteração no sistema eleitoral'&gt;Proponho uma alteração no sistema eleitoral&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href='http://arthur.bio.br/2010/05/11/politica/sera-que-o-voto-nulo-e-o-melhor-voto-de-protesto' rel='bookmark' title='Permanent Link: Será que o voto nulo é o melhor voto de protesto?'&gt;Será que o voto nulo é o melhor voto de protesto?&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/PensarNaoDoi/~4/Kmrn2pVgRxE" height="1" width="1"/&gt;</content>
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		<author>
			<name>Arthur</name>
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		<title type="html"><![CDATA[As quatro terríveis verdades sobre a relação entre as drogas ilícitas e a ciência (parte 3 de 4)]]></title>
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		<category scheme="http://arthur.bio.br" term="Drogas" /><category scheme="http://arthur.bio.br" term="Ciência" />		<summary type="html"><![CDATA[A terceira terrível verdade sobre a relação entre as drogas  ilícitas e a ciência é que todos os cientistas que demonstram que estas drogas não possuem efeitos negativos tão terríveis quanto a ideologia proibicionista procura fazer crer, ou que possuem efeitos positivos em determinadas circunstâncias, sofrem ataques pessoais que visam sua  desmoralização tanto [...]


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		<content type="html" xml:base="http://arthur.bio.br/2010/08/16/drogas/as-quatro-terriveis-verdades-sobre-a-relacao-entre-as-drogas-ilicitas-e-a-ciencia-parte-3-de-4">&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A terceira &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;terrível verdade sobre a relação entre as drogas  ilícitas e a ciência é que&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt; todos os cientistas que demonstram que estas drogas não possuem efeitos negativos tão terríveis quanto a ideologia proibicionista procura fazer crer, ou que possuem efeitos positivos em determinadas circunstâncias, sofrem ataques pessoais que visam sua  desmoralização tanto na comunidade  científica quanto na grande mídia,  que distorce suas informações, não  publica seus esclarecimentos e  oferece amplo espaço para seus  detratores. &lt;span id="more-1627"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Recentemente assistimos perplexos uma batalha pública de  desqualificações pessoais devida à divulgação na imprensa da informação  de que &lt;a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4472221-EI6578,00-Politicos+fazem+uso+eleitoreiro+das+drogas+diz+especialista.html" target="_blank"&gt;a maconha fumada é a melhor droga de suporte para o tratamento  da dependência de crack&lt;/a&gt;:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&amp;#8220;Havia  um grupo de pacientes no nosso serviço de tratamento contra o  crack  que não conseguia largá-lo pelas maneiras tradicionais, &lt;strong&gt;eles   mencionaram para a equipe médica que a única maneira que eles conseguiam   se manter longe do crack era quando eles usavam maconha&lt;/strong&gt; e,  normalmente,  quando estamos tratando algum dependente, falamos para não  usar nenhuma  droga, mas &lt;strong&gt;como todos eles falavam a mesma coisa, que a  maconha estava  ajudando, resolvemos investigar esse fenômeno&lt;/strong&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;Nós os acompanhamos por um ano, fazendo o uso de maconha, tentando  largar o crack. A surpresa foi que, &lt;strong&gt;depois de seis meses, 68% tinha  largado o uso de crack através do uso da maconha&lt;/strong&gt;,  e mais surpresa ainda  foi que depois eles não ficaram dependentes da  maconha, eles pararam  espontaneamente de usar maconha, nem trocaram uma  dependência pela  outra.&amp;#8221; (Dartiu Xavier da Silveira)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Esta é simplesmente &lt;strong&gt;a maior taxa de recuperação já registrada&lt;/strong&gt; em um tratamento único contra a dependência do crack, o que deveria ser  recebido com entusiasmo pela comunidade científica e pela comunidade  médica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um estudo que alega ter descoberto um tratamento  capaz de promover  a maior taxa de recuperação já registrada na luta  contra a dependência do crack é algo tão positivo que &lt;strong&gt;este estudo deveria ter sido  imediatamente repetido por diversos grupos independentes&lt;/strong&gt; para ser  rapidamente validado ou invalidado devido à grande importância que a  epidemia de crack tem para a sociedade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Qual foi,  entretanto, a reação de boa parte da comunidade científica brasileira e  também da imprensa? A pior e mais baixa possível: &lt;strong&gt;ao invés de repetir o  estudo, trataram de desqualificar o pesquisador&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Zero Hora, do alto de sua incontestável qualificação como periódico científico especializado, abre sua &lt;a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/especial/br/cracknempensar/19,0,2991523,Estudo-que-aponta-uso-da-maconha-como-terapia-para-derrotar-o-crack-gera-polemica.html" target="_blank"&gt;reportagem sobre o estudo de Dartiu Xavier&lt;/a&gt; com a seguinte afirmação taxativa:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&amp;#8220;A  pesquisa paulista que aponta a maconha como remédio para derrotar o   vício em crack é considerada inválida e até mesmo irresponsável na   comunidade científica brasileira.&amp;#8221;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Logo a seguir a reportagem cita a fala de Dartiu Xavier, segundo o qual&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;#8220;A dependência de maconha é muito menos agressiva do que a do crack.   Nesses casos, a maconha funcionou como porta de saída do vício.&amp;#8221;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; apenas para servir de gancho para mais uma desqualificação:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&amp;#8220;Não é o que pensam especialistas em dependência química.&amp;#8221; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Helloooooo? &lt;em&gt;Dartiu Xavier é especialista em dependência química&lt;/em&gt;.  Afirmar que o que ele diz &amp;#8220;não é o que pensam especialistas em  dependência química&amp;#8221; é uma desqualificação pessoal clara, pois transmite  a idéia de que ele não tem competência para divergir dos &amp;#8220;verdadeiros  especialistas&amp;#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segue então a afirmação de que Dartiu Xavier teria &amp;#8220;fugido do debate&amp;#8221; em um Congresso Brasileiro de Psiquiatria, nos seguintes termos:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&amp;#8220;&lt;strong&gt;Ele não teve peito de ir&lt;/strong&gt;.  O experimento não tem a menor credibilidade  científica. Foi muito  criticado quando veio a público, anos atrás. Foi  feito com poucas  pessoas, seguidas durante pouco tempo. &lt;strong&gt;Dizer que a  maconha pode fazer algum bem beira a irresponsabilidade.&lt;/strong&gt; É dar as costas  para a ciência.&amp;#8221; (Sérgio de Paula Ramos, &lt;strong&gt;ex-presidente e atual membro do conselho consultivo da Associação  Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas&lt;/strong&gt; (Abead), também psiquiatra.) &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Vamos analisar estas afirmações.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em  primeiro lugar, &amp;#8220;ele não teve peito de ir&amp;#8221; é lá coisa que se diga de um  colega de profissão em uma arena de debate de idéias científicas? Ou é  uma fanfarronice mais apropriada a quem tem interesse em atacar a imagem  e a credibilidade profissional de um desafeto?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em segundo lugar,  ao afirmar que &amp;#8220;dizer que a maconha pode fazer algum bem beira a  irresponsabilidade&amp;#8221;, ou seja, ao colocar a questão em termos morais e fechar as portas à qualquer avaliação racional, como exige a boa ciência, o sujeito mostra abertura para a &lt;em&gt;investigação criteriosa e independente&lt;/em&gt; ou deixa evidente que tem uma &lt;em&gt;opinião preconceituosa e inquestionável&lt;/em&gt; a despeito do resultado de qualquer estudo científico?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em  terceiro lugar, meu caro leitor, veja os cargos que a pessoa que fez  essas afirmações grosseiras e moralistas ocupa e me diga com  sinceridade: você acha realmente que este é um caso isolado e que esta  entidade não promoverá nenhuma outra pressão ou constrangimento contra  pesquisadores e instituições que ousarem propor pesquisas cujos  resultados possam contrariar as opiniões deste indivíduo?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas isso não é tudo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vou pular as inverdades sobre maconha ser &amp;#8220;porta de entrada para drogas mais pesadas&amp;#8221;, &lt;a href="http://arthur.bio.br/2009/06/25/drogas/maconha-nao-e-porta-de-entrada-para-o-crack" target="_blank"&gt;uma falácia tão fácil de identificar&lt;/a&gt; que não entendo como alguém ainda pode perpetrar sua divulgação sem  corar de vergonha, e analisar a última parte da reportagem, cuja seqüência de ataques contra Dartiu Xavier e seu estudo é concluída com as afirmações de  outro psiquiatra:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&amp;#8220;O    psiquiatra Félix Kessler, do Centro de Pesquisa em Álcool e Drogas,  da    Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), também afirma  que o    estudo de Silveira é muito contestado em termos metodológicos.  Uma  das   falhas seria o trabalho não levar em conta se outros fatores,  como    família e emprego, conduziram os dependentes observados à   abstinência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;–  Do jeito como o estudo foi feito, não é   possível dizer que foi a   maconha que fez os pacientes deixarem de usar   crack, como dá a entender –   disse Kessler.&amp;#8221;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Helloooooo? Quer dizer então que o estudo de Dartiu Xavier conseguiu a façanha de testar uma hipótese absolutamente ousada em um grupo de &lt;strong&gt;&amp;#8220;cinquenta pacientes usuários de crack que não respondiam a tratamento por remédios&amp;#8221;&lt;/strong&gt; (confiram a informação no quadro em letrinhas pequenas ao pé da página da &lt;a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/especial/br/cracknempensar/19,0,2991523,Estudo-que-aponta-uso-da-maconha-como-terapia-para-derrotar-o-crack-gera-polemica.html" target="_blank"&gt;reportagem de Zero Hora&lt;/a&gt;) justamente no único grupo de usuários de crack no mundo capaz de reagir com tamanha eficiência apenas com o apoio da família e do emprego?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esse é o tipo de crítica que &amp;#8220;cola&amp;#8221; muito bem na cabeça do povão, que não tem qualquer noção de estatística e não é capaz de perceber a falácia, mas o leitor do meu &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; sabe que comigo o desvio padrão é mais embaixo. O que este crítico fez foi &lt;strong&gt;inverter o ônus da prova&lt;/strong&gt; de modo descabido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em ciência, alegações excepcionais requerem provas excepcionais. A alegação de Dartiu Xavier é a de que o resultado excepcional foi causado por um tratamento excepcional (uso de maconha), o que &lt;em&gt;não é uma alegação excepcional&lt;/em&gt;. Já a alegação deste crítico é de que o resultado excepcional pode ter sido causado por um tratamento absolutamente convencional que raramente surte efeito razoável (apenas apoio da família e emprego), o que&lt;em&gt; é uma alegação excepcional&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quem tem que provar como um tratamento convencional poderia fugir ao padrão observado na maioria dos casos e produzir os resultados excepcionais obtidos neste experimento é o crítico, pois o pesquisador original apresentou um argumento com uma lógica interna muito mais sólida e cautelosa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entretanto, perante o público leigo é fácil promover a confusão entre a excepcionalidade &lt;em&gt;do tratamento&lt;/em&gt; e a excepcionalidade &lt;em&gt;da relação entre&lt;/em&gt; o tratamento e seu resultado. Mas quantas pessoas que leram a notícia em Zero Hora vão ler a identificação da falácia e a correção do raciocínio no Pensar Não Dói?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sob a alegação de que não encontrou Dartiu Xavier, Zero Hora não publicou a opinião dele &lt;em&gt;nem de qualquer pessoa que tenha a mesma opinião que ele&lt;/em&gt;, apesar de existirem muitos pesquisadores que pensam de modo semelhante.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Óbvio,  né? Pra que ter o trabalho de dar meia dúzia de telefonemas se é mais  fácil dar a entender que Dartiu Xavier estava se escondendo com medo de  falar? Conhecendo-se o compromisso de Zero Hora com a agenda  proiobicionista, fica fácil perceber por que dois detratores de Dartiu  Xavier receberam espaço para atacá-lo e por que nem ele nem qualquer um  disposto a defendê-lo foi entrevistado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas eu dei uma grande volta mostrando os  ataques pessoais e  intimidatórios contra Dartiu Xavier e contra as supostas falhas  metodológicas de seu trabalho para chegar a uma simples perguntinha:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Dada a imensa importância de que se reveste a epidemia de crack e dado que os críticos afirmaram ter dúvidas sobre a &lt;em&gt;hipótese científica de altíssima relevância postulada por Dartiu Xavier&lt;/em&gt;, alegando que a amostra utilizada no experimento foi pequena demais, acompanhada por tempo pequeno demais e com sabe-se lá quais outros supostos problemas metodológicos, então &lt;strong&gt;por que em dez anos estes pesquisadores não trataram de testar a hipótese de usar a maconha como tratamento para dependência de crack realizando estudos com amostras mais significativas e metodologias mais confiáveis?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;R: porque os proibicionistas querem distância da verdade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sim, querido leitor, você já leu a frase anterior em algum lugar. Foi no meu artigo anterior sobre o mesmo tema. Infelizmente às vezes eu sou obrigado a repetir o óbvio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #99cc00;"&gt;Arthur Golgo Lucas &amp;#8211; www.arthur.bio.br &amp;#8211; 16/08/2010&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;h5&gt;Leia também:&lt;/h5&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="../../2010/08/04/drogas/as-quatro-terriveis-verdades-sobre-a-relacao-entre-as-drogas-ilicitas-e-a-ciencia-parte-1-de-4" target="_blank"&gt;Verdade n° 1&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://arthur.bio.br/2010/08/10/drogas/as-quatro-terriveis-verdades-sobre-a-relacao-entre-as-drogas-ilicitas-e-a-ciencia-parte-2-de-4" target="_blank"&gt;Verdade n° 2&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://arthur.bio.br/2010/08/24/drogas/as-quatro-terriveis-verdades-sobre-a-relacao-entre-as-drogas-ilicitas-e-a-ciencia-parte-4-de-4" target="_blank"&gt;Verdade n° 4&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;


&lt;p&gt;Artigos Relacionados:&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;a href='http://arthur.bio.br/2010/08/04/drogas/as-quatro-terriveis-verdades-sobre-a-relacao-entre-as-drogas-ilicitas-e-a-ciencia-parte-1-de-4' rel='bookmark' title='Permanent Link: As quatro terríveis verdades sobre a relação entre as drogas ilícitas e a ciência (parte 1 de 4)'&gt;As quatro terríveis verdades sobre a relação entre as drogas ilícitas e a ciência (parte 1 de 4)&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href='http://arthur.bio.br/2010/08/24/drogas/as-quatro-terriveis-verdades-sobre-a-relacao-entre-as-drogas-ilicitas-e-a-ciencia-parte-4-de-4' rel='bookmark' title='Permanent Link: As quatro terríveis verdades sobre a relação entre as drogas ilícitas e a ciência (parte 4 de 4)'&gt;As quatro terríveis verdades sobre a relação entre as drogas ilícitas e a ciência (parte 4 de 4)&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href='http://arthur.bio.br/2010/08/10/drogas/as-quatro-terriveis-verdades-sobre-a-relacao-entre-as-drogas-ilicitas-e-a-ciencia-parte-2-de-4' rel='bookmark' title='Permanent Link: As quatro terríveis verdades sobre a relação entre as drogas ilícitas e a ciência (parte 2 de 4)'&gt;As quatro terríveis verdades sobre a relação entre as drogas ilícitas e a ciência (parte 2 de 4)&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href='http://arthur.bio.br/2009/07/23/drogas/maconha/por-que-as-reportagens-sobre-a-maconha-sao-tao-tendenciosas-parte-1' rel='bookmark' title='Permanent Link: Por que as reportagens sobre a maconha são tão tendenciosas? (Parte 1)'&gt;Por que as reportagens sobre a maconha são tão tendenciosas? (Parte 1)&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href='http://arthur.bio.br/2009/10/02/religiao/as-quatro-nobres-verdades' rel='bookmark' title='Permanent Link: As Quatro Nobres Verdades'&gt;As Quatro Nobres Verdades&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/PensarNaoDoi/~4/ksYp5Uhpays" height="1" width="1"/&gt;</content>
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		<category scheme="http://arthur.bio.br" term="Rapidinhas" /><category scheme="http://arthur.bio.br" term="Mundo Virtual" />		<summary type="html"><![CDATA[Alô, pessoal! O que vocês acharam das novas figuras rotativas no cabeçalho do Pensar Não Dói? Estas são mais coerentes com o nome do blog, né? Ficaram com boa aparência? Que impressão passam? Melhorou, piorou ou ficou a mesma coisa? Palpites, por favor. 
Quem tiver alguma sugestão de imagem de pessoas, bichos, desenhos, pinturas, esculturas [...]


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		<content type="html" xml:base="http://arthur.bio.br/2010/08/15/rapidinhas/novas-figurinhas">&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Alô, pessoal! O que vocês acharam das novas figuras rotativas no cabeçalho do Pensar Não Dói? Estas são mais coerentes com o nome do &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt;, né? Ficaram com boa aparência? Que impressão passam? Melhorou, piorou ou ficou a mesma coisa? Palpites, por favor. &lt;/strong&gt;&lt;span id="more-1636"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quem tiver alguma sugestão de imagem de pessoas, bichos, desenhos, pinturas, esculturas ou estátuas com jeitão de quem está pensativo, por favor poste o &lt;em&gt;link&lt;/em&gt; da imagem ou da pesquisa que retorna a imagem. Se o número de imagens sugeridas for suficiente, farei novas tirinhas para colocar no cabeçalho. &lt;img src='http://arthur.bio.br/pensar-nao-doi/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /&gt; &lt;/p&gt;


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