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	<title>Ponto de Vista - VEJA.com</title>
	
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	<description>VEJA comenta os fatos que se destacam no país e no mundo</description>
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		<title>Seleção brasileira, a campeã mundial das desculpas</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jul 2011 16:59:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>afuentes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Futebol]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde 2002, quando conquistou a Copa do Mundo pela última vez, a seleção brasileira de futebol colecionou algumas derrotas inesperadas e profundamente decepcionantes. Na mais recente delas, no domingo, as circunstâncias foram constrangedoras: a equipe que veste uma camisa com cinco estrelas de campeã mundial não conseguiu acertar um só pênalti na disputa contra a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde 2002, quando conquistou a Copa do Mundo pela última vez, a seleção brasileira de futebol colecionou algumas derrotas inesperadas e profundamente decepcionantes. Na mais recente delas, no domingo, as circunstâncias foram constrangedoras: a equipe que veste uma camisa com cinco estrelas de campeã mundial não conseguiu acertar um só pênalti na disputa contra a modesta seleção do Paraguai. Eliminada, a seleção saiu de campo culpando as péssimas condições do gramado. Faltou lembrar aos craques brasileiros que a seleção paraguaia, que marcou dois gols em três tiros da marca do pênalti, jogou no mesmo campo.</p>
<p>Ciclotímica, irregular e nada confiável, a equipe nacional brasileira passou a recorrer a um vasto cardápio de duvidosas justificativas em todas as ocasiões em que não confirma seu favoritismo. Mudam os técnicos e mudam os jogadores, mas o Brasil segue sendo o campeão mundial das desculpas pelas derrotas. Às vezes, a culpa é da má sorte; em outras, os resultados adversos são creditados à falta de entrosamento, ao cansaço dos jogadores que atuam nos grandes clubes da Europa, à renovação do elenco, à retranca do adversário. São, é claro, problemas comuns a todas as seleções do mundo. Melhor seria admitir simplesmente que o Brasil, hoje, é igual aos outros. E trabalhar muito para reviver os tempos em que, para o Brasil, era zebra qualquer resultado que não fosse a vitória.</p>
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		<title>Tiro no pé</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Apr 2011 21:56:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>afuentes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[O ciclo de sensatez vivido pelo Peru durante a primeira década do século 21 consolidou o regime democrático e tornou a economia muito mais musculosa. Nas eleições deste domingo, os peruanos decidiram que o segundo turno da eleição presidencial será disputado por dois candidatos que colocam em risco ambas as conquistas. O mais votado foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O ciclo de sensatez vivido pelo Peru durante a primeira década do século 21 consolidou o regime democrático e tornou a economia muito mais musculosa. Nas eleições deste domingo, os  peruanos decidiram que o segundo turno da eleição presidencial será disputado por dois candidatos que colocam em risco ambas as conquistas.</p>
<p>O mais votado foi Ollanta Humala, que só há alguns meses simulou afastar-se do amigo Hugo Chávez e abrandou o discurso nacionalista bolivariano. Vai enfrentar Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, preso por corrupção. Qualquer que seja o vitorioso, é improvável que as coisas melhorem. Os estragos certamente serão atribuídos ao culpado de sempre: o imperialismo ianque.</p>
<p>“O eleitorado resolveu escolher entre o câncer e a aids”, resumiu o escritor peruano Mario Vargas Llosa. É isso.    </p>
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		<title>Austeridade para todos</title>
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		<comments>http://veja.abril.com.br/blog/ponto-de-vista/governo/austeridade-para-todos/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Feb 2011 22:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>afuentes</dc:creator>
				<category><![CDATA[governo]]></category>
		<category><![CDATA[aumento do mínimo]]></category>

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		<description><![CDATA[A presidente Dilma Rousseff amparou-se em argumentos sólidos e claros para impedir que o reajuste do salário mínimo ultrapassasse o limite dos R$ 545,00. Para começar, a quantia foi fixada no acordo celebrado com as centrais sindicais, e acordos existem para ser cumpridos. Mais: como acaba de anunciar um corte de R$ 50 bilhões no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A presidente Dilma Rousseff amparou-se em argumentos sólidos e claros para impedir que o reajuste do salário mínimo ultrapassasse o limite dos R$ 545,00. Para começar, a quantia foi fixada no acordo celebrado com as centrais sindicais, e acordos existem para ser cumpridos. Mais: como acaba de anunciar um corte de R$ 50 bilhões no Orçamento, o governo se concederia um atestado de irresponsabilidade caso concordasse com qualquer mudança que ampliasse perigosamente o rombo já assustador da Previdência Social.</p>
<p>Ao enquadrar pelegos sem palavra e aliados sem compromisso com a seriedade, Dilma Rousseff também revogou a falácia segundo a qual o Executivo sempre se dá mal quando resolve bater de frente com parlamentares insatisfeitos. Todo presidente eleito nas urnas, sobretudo no início do mandato, tem cacife de sobra para induzir a maioria governista a criar juízo.</p>
<p>Como os políticos se concedem vantagens absurdas, como a curva dos gastos públicos atesta a vocação perdulária dos governos, a discussão sobre o valor do mínimo costuma deixar o campo da racionalidade para cair no pântano do emocionalismo insensato. Já que os ganhos dos que governam são abusivos, argumentam equivocadamente incontáveis brasileiros, por que agir com prudência só na hora de reajustar o salário mínimo?</p>
<p>O certo é dizer não a qualquer tipo de gastança irresponsável. O brasileiro precisa aprender que é ele quem paga todas as contas. Também precisa aprender, de uma vez por todas, a respeitar acordos, regras e leis.  A vida previsível pode ser menos emocionante. Mas também é bem menos perigosa.</p>
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		<title>O ministro e o sofá</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Nov 2010 20:21:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>eduardolima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Confrontado com o vazamento de algumas questões do Enem-2009, o ministro da Educação, Fernando Haddad, limitou-se a trocar de gráfica. Como o marido traído da velha piada, tirou o sofá da sala. Confrontado com a reprise do fiasco, já não há sofás a remover. Resta ao governo trocar de ministro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Confrontado com o vazamento de algumas questões do Enem-2009, o ministro da Educação, Fernando Haddad, limitou-se a trocar de gráfica. Como o marido traído da velha piada, tirou o sofá da sala.</p>
<p>
Confrontado com a reprise do fiasco, já não há sofás a remover. Resta ao governo trocar de ministro.</p>
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		<title>Concurso de gerente</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Oct 2010 02:46:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>kperin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Campanha política]]></category>
		<category><![CDATA[debate na tv globo]]></category>
		<category><![CDATA[debate tv globo]]></category>

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		<description><![CDATA[Liberados para tratar de quaisquer temas, os candidatos contornaram cuidadosamente problemas políticos e assuntos constrangedores que vêm frequentando diariamente as manchetes dos jornais. A única alusão aos tumores da corrupção foi feita pelo riso da plateia depois que Dilma Rousseff afirmou que todas as doações recebidas pela aliança que a apoia são declaradas formalmente. Todos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Liberados para tratar de quaisquer temas, os candidatos contornaram cuidadosamente problemas políticos e assuntos constrangedores que vêm frequentando diariamente as manchetes dos jornais. A única alusão aos tumores da corrupção foi feita pelo riso da plateia depois que Dilma Rousseff afirmou que todas as doações recebidas pela aliança que a apoia são declaradas formalmente. Todos prometeram reconstruir um sistema de transporte cuja destruição nenhum dos quatro tentou evitar. O segundo bloco, mais uma vez, lembrou mais um concurso de gerente que a escolha do próximo presidente da República.</p>
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		<title>Nada de novo</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Oct 2010 02:10:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>kperin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Campanha política]]></category>
		<category><![CDATA[debate na tv globo]]></category>

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		<description><![CDATA[O bloco de aquecimento confirmou que o debate eleitoral na TV, nascido em 1960 nos Estados Unidos, é submetido no Brasil, a cada quatro anos, a tentativas de assassinato. Excetuadas as tiradas irônicas de Plínio de Arruda Sampaio, não se viu nada de novo. Repetiu-se o cortejo de promessas inviáveis, cifras inverossímeis. Dilma Rousseff, por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O bloco de aquecimento confirmou que o debate eleitoral na TV, nascido em 1960 nos Estados Unidos, é submetido no Brasil, a cada quatro anos, a tentativas de assassinato. Excetuadas as tiradas irônicas de Plínio de Arruda Sampaio, não se viu nada de novo. Repetiu-se o cortejo de promessas inviáveis, cifras inverossímeis. Dilma Rousseff, por exemplo, produziu a estreia do trilhão ao falar sobre as linhas de créditos criadas durante o governo Lula. O ponto positivo foi a redução dos atentados ao português, por enquanto tratados com gentileza por Serra, Marina e Plínio.</p>
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		<title>O culto da personalidade na indicação ao Oscar</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Sep 2010 19:02:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>afuentes</dc:creator>
				<category><![CDATA[governo lula]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar]]></category>

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		<description><![CDATA[Lula &#8211; O Filho do Brasil foi um fracasso de crítica. Foi também um fracasso de público: em vez dos 15 milhões de espectadores sonhados pelos produtores e pelos propagandistas do governo Lula, levou pouco mais de 1 milhão de pessoas ao cinema, número insuficiente para incluí-lo na lista dos dez filmes mais vistos do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Lula &#8211; O Filho do Brasil</em> foi um fracasso de crítica. Foi também um fracasso de público: em vez dos 15 milhões de espectadores sonhados pelos produtores e pelos propagandistas do governo Lula, levou pouco mais de 1 milhão de pessoas ao cinema, número insuficiente para incluí-lo na lista dos dez filmes mais vistos do ano. Segundo a lógica do burocrata Roberto Farias, contudo, nada disso importava na hora de escolher a produção brasileira que tentará ser indicada ao Oscar de Filme Estrangeiro em 2011. Em entrevistas nos últimos dias, o presidente da comissão encarregada de eleger o filme afirmou textualmente que a escolha não deveria recair nem sobre a melhor obra, nem sobre a maior bilheteria. Palavras proféticas: por unanimidade, a cinebiografia do presidente foi escolhida para representar o Brasil no Oscar.</p>
<p>Em vez de se pautar por um critério objetivo – a bilheteria –, ou de tentar alcançar um consenso estético, apontando um filme que se destacasse pela qualidade, a comissão adotou a estratégia absurda de advinhar o que vai pela cabeça da Academia americana. Foi também o que disse o burocrata Farias: “Para o Oscar, é preciso passar o filme que talvez tenha mais chance.”</p>
<p>Se fosse isso, seria apenas tolice. Mas é pior do que isso.</p>
<p>Na coletiva de imprensa depois do anúncio, Farias disse que <em>Lula – O Filho do Brasil</em> “não conta apenas a história do presidente, mas a de centenas de milhares de brasileiros”. Mentira. O filme é sobre Lula apenas. E é o presidente que a Comissão de Seleção homenageia – uma comissão pública, recheada de “intelectuais” com salário público – ao enviar para um prêmio internacional, como representante <strong>do país</strong>, um filme que fala de sua vida. Há uma expressão na teoria política para tratar disso: “culto da personalidade”.</p>
<p>Na União Soviética, poetas dedicavam odes, músicos dedicavam sinfonias, dramaturgos dedicavam peças a Stalin. Boa parte deles não participava do culto ao tirano por convicção, mas por medo. Os burocratas que escolheram o filme de Lula não têm nada o que temer. Seu servilismo é voluntário. Se o público não deu ao líder a bilheteria acalentada, os comissários o adulam com uma indicação ao Oscar. Os integrantes da banca foram Cássio Starling Carlos, Clélia Bessa, Elisa Tonelli, Frederico Barbosa Maia, Jean Claude Bernardet, Leon Kakoff, Márcia Lellis e Mariza Leão. A decisão, é bom repetir, foi unânime.</p>
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		<item>
		<title>O pecado capital do petismo</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Sep 2010 16:49:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carolinafarina</dc:creator>
				<category><![CDATA[governo lula]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[erenice guerra]]></category>
		<category><![CDATA[petismo]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>

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		<description><![CDATA[A sequência dos lances que culminaram na demissão da ministra-chefe da Casa Civil confirma um traço grotesco da política brasileira no governo Lula]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A sequência dos lances que culminaram na demissão da ministra-chefe da Casa Civil confirma um traço grotesco da política brasileira no governo Lula.  Erenice Guerra não foi demitida porque ocupou o cargo com postura incompatível com a função que exercia. Caiu porque tornou-se um incômodo à Presidência e ao partido às vésperas de uma eleição que pode selar a permanência do aparato petista no poder.</p>
<p>A revelação da história de Israel Guerra por VEJA não causou constrangimento ao governo. Desencadeou apenas uma mobilização partidária voltada à blindagem de Dilma Rousseff.</p>
<p>O próprio presidente assumiu as rédeas da espinhosa missão de afastar a candidata do caso &#8211; como se fosse possível separar a conduta de Erenice, auxiliar de fidelidade canina, da maneira como Dilma conduzia a Casa Civil. Afinou o discurso com a equipe e costurou a proteção à candidata. Não contava com a incompetência da ministra. Erenice selou seu próprio destino ao assinar nota virulenta e tola, que atacava o adversário José Serra e recolocava o escândalo na esfera eleitoral.</p>
<p>Tivesse submetido o texto ao crivo da Secretaria de Comunicação do governo, zelosa do favoritismo de Dilma nas pesquisas e ciente da necessidade de esfriar a temperatura do episódio, Erenice poderia ter escapado à guilhotina. Mas cometeu o pecado capital do petismo. A falha moral passou batida, mas a nota que pôs uma pedra no caminho da manutenção do poder foi castigada com rapidez exemplar.</p>
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		<title>Na Copa à moda brasileira, um presentão para Lula</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 12:24:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>afuentes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Copa 2014]]></category>
		<category><![CDATA[copa do mundo 2014]]></category>
		<category><![CDATA[copa no brasil]]></category>
		<category><![CDATA[corinthians]]></category>
		<category><![CDATA[fielzão]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>

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		<description><![CDATA[As circunstâncias que cercam a definição do palco paulista na Copa do Mundo de 2014 são como um cardápio do que há de pior na gestão pública brasileira &#8211; e confirmam os mais graves temores dos que hesitam em festejar a realização do evento no país. Conforme revelou o presidente do Corinthians em entrevista ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As circunstâncias que cercam a definição do palco paulista na Copa do Mundo de 2014 são como um cardápio do que há de pior na gestão pública brasileira &#8211; e confirmam os mais graves temores dos que hesitam em festejar a realização do evento no país. Conforme revelou o presidente do Corinthians em entrevista ao jornal <em>Folha de S. Paulo</em>, o projeto do estádio candidato a receber a abertura da maior competição esportiva do planeta foi aprovado no escuro &#8211; nem a CBF nem os governos federal, estadual e municipal viram uma maquete ou planta que fosse.</p>
<p>A escolha foi questão de princípios &#8211; ou da falta deles. Hoje, o &#8220;Fielzão&#8221; pode ser não mais que um desenho feito no computador e um terreno lamacento no extremo leste da maior cidade do Brasil. Não cumpre os requisitos técnicos da Fifa &#8211; até porque ainda não existe -, mas atende às exigências de Ricardo Teixeira &#8211; afinal, não pertence ao São Paulo, clube que ousou descumprir os desejos do dirigente que é dono do futebol brasileiro há duas décadas. Não é a opção mais segura do ponto de vista econômico, mas é a que aquece o coração de Luiz Inácio Lula da Silva, que se prepara para descer a rampa do Planalto carregando um presentão ao time que escolheu para torcer &#8211; cortesia da Odebrecht, que já arma as fundações de sua próxima grande obra, a coleção de encomendas que espera receber num possível governo de Dilma Rousseff.</p>
<p>O ministro do Esporte, Orlando Silva, que repetia à exaustão que reformar o Morumbi sem dinheiro público era a melhor alternativa, agora acha que o Corinthians &#8220;salvou a Copa&#8221; para os paulistas. Só não falou sobre o dinheiro público que será gasto para aprontar a infraestrutura ao redor do estádio &#8211; e sobre o financiamento camarada esperado do BNDES. E a oposição, que ocupa a prefeitura e o governo do estado, abre mão do compromisso público de fazer o Mundial em São Paulo sem os mesmos exageros que marcam projetos fadados à obsolescência, como os das sedes de Natal e Cuiabá.</p>
<p>Preferiu entrar no jogo político que antes condenava e antecipar o anúncio do estádio do Corinthians para evitar que Lula pudesse transformar a apresentação do projeto &#8211; antes prevista para uma festa que teria o presidente como convidado de honra &#8211; num trunfo para colher mais alguns votos ao seu candidato ao governo do estado mais rico da União. A Copa à moda brasileira, como se vê, começou quatro anos antes do pontapé inicial do primeiro jogo do torneio, marcado para um estádio que ninguém sabe como será.</p>
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		<title>Lula inventa o tutor-executivo</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 10:24:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>afuentes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Campanha política]]></category>

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		<description><![CDATA[O Brasil começa a perceber que o chefe de governo não estava gracejando quando avisou que, como não poderia disputar a presidência pela primeira vez desde 1989, resolvera infiltrar-se na tela da urna eletrônica com o nome de Dilma Rousseff. Nos dias seguintes, Lula repetiu que seria um conselheiro de luxo da sucessora. Recentemente, informou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil começa a perceber que o chefe de governo não estava gracejando quando avisou que, como não poderia disputar a presidência pela primeira vez desde 1989, resolvera infiltrar-se na tela da urna eletrônica com o nome de Dilma Rousseff. Nos dias seguintes, Lula repetiu que seria um conselheiro de luxo da sucessora.</p>
<p>Recentemente, informou que, quando fosse necessário, telefonaria para o Palácio do Planalto e diria que algo estava errado. Nesta segunda-feira, a metamorfose se completou: o governante cujo mandato termina em dezembro prometeu no Rio construir mais 500 unidades de pronto atendimento até 2013.</p>
<p>&#8220;Um presidente que termina o mandato não deveria ficar dando palpites no que o outro faz&#8221;, recitou Lula incontáveis vezes. Sabe-se agora que a frase só vale para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. As promessas que fez no Rio sugerem que Lula, se vencer a eleição, pretende nomear-se tutor-executivo de Dilma Rousseff.</p>
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