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	<title>Pragmatismo Político</title>
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	<title>Pragmatismo Político</title>
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		<title>Depois do Último Filtro: Trump e a Teoria do Louco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lucio Massafferri Salles]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Apr 2026 13:16:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Trump anunciou uma guerra pelo mesmo aplicativo onde posta memes. Não é loucura. É uma das mais antigas estratégias de poder. E o que acontece quando os filtros que a continham desaparecem um a um.</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/04/depois-do-ultimo-filtro-trump-e-a-teoria-do-louco.html">Depois do Último Filtro: Trump e a Teoria do Louco</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.pragmatismopolitico.com.br">Pragmatismo Político</a>.</p>
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<div class="borda-foto"><img src="https://www.pragmatismopolitico.com.br/wp-content/uploads/2026/04/magem-ilustracao-conceitual-Portal-Fio-do-Tempo-600x335.jpg" alt="Imagem: ilustração conceitual / Portal Fio do Tempo" /></div>
<div class="legenda-foto">Imagem: ilustração conceitual / Portal Fio do Tempo</div>
</div>
<p class="par_texto"><span style="color: #808080">Lucio Massafferri Salles*, Pragmatismo Político<br />
</span></p>
<p class="par_texto">Na madrugada de 28 de fevereiro de 2026, às 2h30, Donald Trump publicou um vídeo de oito minutos no <em>Truth Social</em>. Estava em Mar-a-Lago, não na Casa Branca. Nenhum discurso feito ao Congresso. Nenhuma cadeia nacional. Apenas ele diante de uma câmera, anunciando que os Estados Unidos haviam iniciado operações de combate em larga escala no Irã. Enquanto o vídeo era postado, explosões já eram reportadas em cidades iranianas como Teerã, Kermanshah e Isfahan. O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Al-Busaidi, mediador das negociações nucleares, havia deixado Washington acreditando que as negociações avançavam e soube do ataque pela imprensa. No domingo à noite, Trump confirmou a Jonathan Karl, da ABC News, que o Aiatolá Khamenei havia sido morto. Disse: &#8220;Eu peguei ele antes que ele me pegasse. Eles tentaram duas vezes. Eu peguei primeiro.&#8221; Um presidente que anuncia uma guerra pelo mesmo aplicativo onde publica memes, e confessa, em telefonema casual, que ordenou o assassinato de um líder estrangeiro por razões que misturam geopolítica e vingança pessoal.</p>
<p class="par_texto"><a href="https://www.pbs.org/newshour/world/read-trumps-full-statement-on-iran-attack"><strong>Trump anuncia guerra contra o Irã em vídeo de oito minutos no Truth Social</strong></a></p>
<p class="par_texto">Talvez antes de qualquer análise geopolítica, antes mesmo de juízo moral, seja preciso nomear com precisão o que está em operação aqui. Não é loucura e nem incompetência. É uma das mais antigas e perigosas estratégias de poder levada ao limite de suas possibilidades e, arrisco dizer, além dele.<br />
<strong>A racionalidade da irracionalidade</strong><br />
Em 1960, o economista Thomas Schelling, que receberia o Nobel décadas depois, formulou uma ideia que se tornaria central na teoria dos jogos: em certas circunstâncias, parecer irracional é a coisa mais racional que um negociador pode fazer. Se duas potências nucleares sabem que um ataque seria mutuamente destrutivo, a ameaça de atacar perde credibilidade. Mas se uma das partes parece louca o suficiente para apertar o botão de qualquer maneira, a outra passa a ter razão para ceder. A loucura aparente restaura a credibilidade da ameaça. Com frieza analítica, Schelling chamou isso de racionalidade da irracionalidade. Richard Nixon converteu a ideia em doutrina. Em 1968, antes de assumir a presidência, explicou a estratégia ao seu principal assessor, Bob Haldeman: &#8220;Eu chamo isso de Teoria do Louco, Bob. Quero que os norte-vietnamitas acreditem que cheguei ao ponto em que posso fazer qualquer coisa para parar a guerra.&#8221; Nixon podia parecer louco porque Kissinger parecia são. A ameaça era crível porque vinha emoldurada por uma burocracia que, no limite, não a deixaria se cumprir. O louco no trono era eficaz porque o trono tinha estrutura.</p>
<p class="par_texto"><a href="https://nsarchive.gwu.edu/briefing-book/nuclear-vault-vietnam/2023-03-24/movement-and-madman"><strong>A Teoria do Louco: documentos desclassificados revelam a estratégia nuclear de Nixon</strong></a></p>
<p class="par_texto"><strong>O espelho do Rei Louco</strong><br />
Em Game of Thrones, a figura do Rei Louco (Aerys II Targaryen) funciona menos como personagem do que como experimento conceitual sobre o poder. A ficção tem uma virtude rara que a análise política não consegue: isola variáveis. Aerys governa por capricho e terror, e a corte inteira é forçada a operar num cálculo permanente: o rei está louco de verdade, ou ele está fingindo? Enquanto ninguém sabe a resposta, a corte obedece. O medo funciona. Os conselheiros se anulam diante disso. Real ou encenada, a loucura produz conformidade. Mas a série mostra o que a teoria de Schelling não consegue mostrar: o que acontece quando os filtros desaparecem. Aerys começa com conselheiros que tentam moderar seus impulsos. Um a um, eles vão sendo removidos, mortos ou silenciados. Quando o último filtro cai, quando Jaime Lannister decide que a loucura já não é performance, o sistema colapsa. O rei é assassinado. O trono cai. E a dinastia que parecia eterna desaparece em uma geração.<br />
<strong>O primeiro mandato: loucura com contrapeso</strong><br />
Trump não é Aerys Targaryen, e os Estados Unidos não são Westeros. A analogia não é de identidade, mas de estrutura. A estrutura tinha filtros no primeiro mandato. Em 2017, Trump instruiu seu representante de comércio, Robert Lighthizer, a negociar com a Coreia do Sul dizendo que &#8220;esse cara é tão maluco que pode sair do acordo a qualquer momento.&#8221; A Teoria do Louco em estado bruto, e autoconsciente. Mas o mesmo período teve um segundo ato. Ao encontrar sobre a mesa do Salão Oval a carta que formalizaria a retirada dos EUA do acordo comercial com a Coreia do Sul, o conselheiro econômico Gary Cohn simplesmente a roubou. Ele simplesmente tirou o documento da mesa e saiu andando. Trump não percebeu. Poe teria reconhecido esse gesto. Em <em>A Carta Roubada</em>, quem detém o documento detém o poder. Lacan foi mais fundo na cena: a carta sempre chega ao destino, independente de quem a carregue. Aqui, ela não chegou. E o país ficou mais seguro por isso. Cohn diria depois a um associado: &#8220;Roubei da mesa dele. Não ia deixar ele ver aquilo. Tinha que proteger o país&#8221;. Se assinada, a carta teria colocado em risco um programa ultrassecreto capaz de detectar o lançamento de mísseis norte-coreanos em sete segundos. Esse gesto, um assessor roubando um documento para impedir que o presidente execute sua própria decisão, é a ilustração perfeita da Teoria do Louco funcionando com rede de proteção. A racionalidade da irracionalidade depende dessa arquitetura: alguém no sistema precisa ser minimamente são.<br />
<strong>O segundo mandato: o louco sem corte</strong><br />
A diferença estrutural do segundo mandato não é de grau, é de natureza. Trump não ficou mais agressivo. Ele eliminou os filtros. Não há mais um Gary Cohn. Não há mais papel para roubar. As tarifas do chamado &#8220;Dia da Libertação&#8221;, em abril de 2025, atingiram praticamente todos os países do planeta, incluindo territórios habitados apenas por pinguins. A taxa tarifária média dos EUA saltou de 2,5% para 27%, o nível mais alto em mais de um século. A Groenlândia não foi blefe retórico: a Dinamarca enviou soldados e explosivos à ilha, com o plano de destruir suas próprias pistas de pouso caso os EUA tentassem uma invasão. Trump recuou. Mas o dano já estava feito. Aqui, uma pausa. É preciso reconhecer, e seria desonesto não fazê-lo, que a estratégia produziu resultados concretos. Jeremy Shapiro, do Conselho Europeu de Relações Exteriores, documentou que Trump ameaçou usar força 22 vezes até o início de 2025, executando a ameaça em apenas duas ocasiões. O louco blefou vinte vezes e ganhou. Isso não deve ser considerado fracasso. Nos termos de Schelling, é exatamente o que a teoria prescreve. O problema mesmo é o que veio depois.</p>
<p class="par_texto"><a href="https://www.poder360.com.br/poder-internacional/conhecido-como-liberation-day-tarifaco-de-trump-faz-1-ano/"><strong>Um ano do Dia da Libertação: o tarifaço que abalou o comércio mundial</strong></a></p>
<p class="par_texto"><strong>O paradoxo do louco que todos conhecem</strong><br />
Wall Street tem um nome para o padrão. Chama-se <em>TACO</em>: Trump Always Chickens Out, em tradução livre, Trump Sempre Amolece. O acrônimo, cunhado pelo jornalista Robert Armstrong no <em>Financial Times</em> em maio de 2025, descreve o ciclo: Trump anuncia ameaças extremas, os mercados despencam, Trump recua, investidores embolsam a diferença. Funcionou com o &#8220;Dia da Libertação&#8221;. Funcionou com a Groenlândia. Funcionou com a China.<br />
O problema é estrutural. A estratégia de Schelling depende de uma condição: o adversário não sabe se o líder é louco ou está fingindo. Essa incerteza é o grande ativo estratégico. Mas Trump opera no ecossistema de mídia mais saturado da história. Cada ameaça é analisada e precificada em minutos. Quando todos sabem que o louco provavelmente vai recuar, a loucura perde o único recurso que a tornava eficaz: o medo. Me parece que há aqui uma armadilha que nem Schelling previu: quando a Teoria do Louco se torna de domínio público, o louco precisa enlouquecer de verdade para manter a credibilidade da encenação. A fronteira entre cálculo e descontrole se dissolve. O Irã é o &#8220;teste&#8221;. TACO tem uma premissa oculta: que a contraparte quer sair da montanha-russa tanto quanto você. O Irã não quer sair. Seu líder supremo está morto, parte de sua infraestrutura militar destruída, e mesmo assim o país segue atirando, bloqueando o Estreito de Ormuz. A guerra está na sua quinta semana. A Agência Internacional de Energia declarou que a situação é pior do que as crises do petróleo de 1973 e 1979 combinadas. A loucura performática funciona contra atores racionais que preferem estabilidade. Não funciona contra quem já não tem nada a perder.</p>
<p class="par_texto"><a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/tag/lucio-massafferri-salles"><strong>Leia aqui todos os artigos de Lucio Massafferri Salles </strong></a></p>
<p class="par_texto"><strong>O que o espelho mostra</strong><br />
Voltemos ao Rei Louco uma última vez. Aerys não cai porque um inimigo externo o derrota. Ele cai porque o sistema que o sustentava decide que a indecidibilidade se tornou insustentável. Quando ninguém mais consegue distinguir entre performance e patologia, quando o custo de obedecer supera o custo de resistir, o sistema se reorganiza sem o rei. Trump não é Aerys. Os Estados Unidos são uma democracia com instituições que ainda funcionam: uma Suprema Corte que declarou tarifas inconstitucionais, senadores que votaram contra extensões de poder presidencial, generais que resistiram a ordens de invasão. Mas a pergunta que a ficção coloca não é se Trump é louco. Essa pergunta é armadilha e distração. A pergunta é outra, mais estrutural e mais incômoda: o que acontece quando um sistema projetado para conter a loucura performática de seus líderes perde os mecanismos de contenção, um a um?</p>
<p class="par_texto"><a href="https://edition.cnn.com/2026/02/20/politics/supreme-court-tariffs"><strong>Suprema Corte derruba tarifas de Trump</strong></a></p>
<p class="par_texto">Gary Cohn roubou um papel da mesa presidencial em 2017. Esse pequeno e quase patético gesto era o filtro. No segundo mandato, não há nenhum Gary Cohn. Há montagens de dois minutos de &#8220;coisas explodindo&#8221; servidas como briefing presidencial. Há um presidente que anuncia guerras pelo mesmo aplicativo onde posta memes. Há um líder que confessa, em telefonema casual a um jornalista, que ordenou o assassinato de um líder soberano por razões que misturam geopolítica e vingança pessoal: &#8220;Eu peguei ele antes que ele me pegasse.&#8221; Thomas Schelling provou que, em certas condições, parecer irracional é racional. O que ele não pôde prever, porque sua teoria era formal e não histórica, é o que acontece quando a performance de irracionalidade sobrevive ao desaparecimento das condições que a tornavam segura. Quando o louco fica sozinho no palco, sem corte, sem roteiro e sem plateia que saiba quando aplaudir. Na ficção, isso tem nome: tragédia. Na teoria dos jogos, tem outro: falha sistêmica. Na realidade, onde vivemos e de onde não se sai com um controle remoto, ainda não tem nome. Mas já tem preço.<br />
E a conta está chegando.</p>
<p class="par_texto">Referências: Thomas Schelling, The Strategy of Conflict (1960); Bob Woodward, Fear: Trump in the White House (2018); Robert Armstrong, Financial Times (maio 2025); Jeremy Shapiro, European Council on Foreign Relations (2025); Jonathan Karl, ABC News (março 2026); NBC News (março 2026). A analogia com o Rei Louco remete a <em>Game of Thrones</em> (HBO, 2011–2019).</p>
<p class="par_texto"><strong>Leia também:</strong></p>
<p class="par_texto"><a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/03/polarizacao-afetiva-e-o-fim-da-convivencia.html">Polarização afetiva e o fim da convivência</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/03/nas-cavernas-algoritmicas-o-novo-teatro-das-sombras.html">Nas cavernas algorítmicas: o novo teatro das sombras</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/03/a-psicopolitica-vai-a-guerra.html">A psicopolítica vai à guerra</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/02/privatizacao-inconsciente-ia-desejo-indigacao.html">A privatização do inconsciente: como a IA transformou o desejo em arquitetura da indignação</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/02/tres-equivocos-sobre-inteligencia-artificial-e-o-debate-que-ainda-nao-fizemos.html">Inteligência Artificial: três equívocos que prejudicam o debate</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2020/11/democracia-hackeada-manipulacao-direcionamento-de-alvos-na-grande-rede.html">Democracia hackeada &#8211; a manipulação e o direcionamento de alvos na grande rede</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2024/11/se-a-internet-tivesse-sido-estabelecida-60-anos-antes-do-seu-marco-1994.html">Nas redes da guerra: uma negligência programada</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2021/06/comunicacao-e-psicologia-das-massas-na-geopolitica-da-internet.html" target="_blank" rel="noopener">Comunicação e psicologia das massas na geopolítica da internet</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2021/03/artefatos-semioticos-catarse-do-riso-guerras-hibridas.html" target="_blank" rel="noopener">Artefatos semióticos e catarse do riso nas guerras híbridas</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2020/07/poder-da-linguagem-na-arquitetura-do-caos.html">O poder da linguagem da arquitetura do caos</a></p>
<p class="par_texto"><span style="color: #808080">*Lucio Massafferri Salles é Psicólogo/Psicanalista, Jornalista, Professor Adjunto do Departamento de Psicologia da UCAM e Professor da Rede Pública de Ensino/RJ. Doutor e Mestre em Filosofia pela UFRJ, Especialista em Psicanálise pela USU, realizou seu estágio de Pós-Doutorado em Filosofia Contemporânea na UERJ. É o criador e responsável pelo canal <a href="http://www.youtube.com/@PortalFiodoTempo"><strong>Portal Fio do Tempo</strong></a>, no YouTube.</span></p>
<p class="par_texto"><strong><span style="color: #ff0000">→ SE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI&#8230;</span> Saiba que o Pragmatismo não tem investidores e não está entre os veículos que recebem publicidade estatal do governo. Fazer jornalismo custa caro. Com apenas R$ 1 REAL você nos ajuda a pagar nossos profissionais e a estrutura. Seu apoio é muito importante e fortalece a mídia independente. Doe através da chave-pix: <span style="color: #0000ff">pragmatismopolitico@gmail.com</span></strong></p>
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		<title>Jovem com suspeita de TEA e que já tentou suicídio é humilhado por profissionais de saúde ao buscar tratamento: “Virou moda ter autismo”</title>
		<link>https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/04/jovem-com-suspeita-de-tea-e-que-ja-tentou-suicidio-e-humilhado-por-profissionais-de-saude-ao-buscar-tratamento-virou-moda-ter-autismo.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 19:57:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[autismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>"Eu queria ajuda, mas o que vivenciei foi uma sessão de tortura psicológica", relata a vítima. A legislação brasileira e diretrizes do SUS estabelecem que o atendimento em saúde mental deve ser pautado pelo acolhimento, escuta qualificada e respeito à dignidade do paciente. Quando esses princípios são violados, o impacto pode ser profundo</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="foto-conteudo-post nenhuma completa" style="width: 720px;">
<div class="borda-foto"><img src="https://www.pragmatismopolitico.com.br/wp-content/uploads/2026/04/cms.jpeg" alt="Posto de Saúde CMS Manoel José Ferreira (Reprodução/Internet)" /></div>
<div class="legenda-foto">Posto de saúde CMS Manoel José Ferreira</div>
</div>
<p class="par_texto"><em><span style="color: #808080;">por Ana Oliveira e Felipe Borges</span></em></p>
<p class="par_texto">Um jovem que será identificado nesta reportagem como “Rafael”, para preservar sua identidade, procurou o <em>Pragmatismo Político</em> para denunciar um episódio de violência psicológica e capacitismo sofrido durante atendimento em uma unidade pública de saúde no município do Rio de Janeiro. O caso ocorreu no último dia 25 de março, no CMS Manoel José Ferreira, com participação de profissionais do CAPS III Franco Basaglia.</p>
<p class="par_texto">Segundo relato feito diretamente ao <em>Pragmatismo</em>, Rafael foi convidado a participar de uma consulta com psicólogos e assistentes sociais sob a promessa de acolhimento e escuta qualificada. No entanto, o atendimento tomou um rumo oposto. “Saí da consulta em estado emocional significativamente pior do que entrei”, disse. O jovem relata que a experiência foi marcada por falas desrespeitosas, invalidação de sua condição e ausência de cuidado adequado.</p>
<h2>Falas contestadas e agravamento do quadro emocional</h2>
<p class="par_texto">Rafael está em acompanhamento psiquiátrico e possui encaminhamento médico para investigação de TEA (Transtorno do Espectro Autista) e TDAH, após episódios recentes de desregulação emocional. Ele também enfrenta um contexto de luto recente, pois perdeu um primo por suicídio poucas semanas antes do atendimento. Ainda assim, afirma que não encontrou acolhimento no serviço público.</p>
<p class="par_texto">Durante a consulta, uma das profissionais afirmou que “virou moda ter autismo” e questionou a relevância de um diagnóstico para a vida do paciente. Para Rafael, a fala ultrapassa o limite técnico e entra no campo da violência simbólica. “Isso me atingiu em várias camadas”, relatou, mencionando também o histórico familiar de sofrimento psíquico, incluindo o fato de seu pai ter vivido em situação de rua devido a transtornos mentais.</p>
<p class="par_texto">O impacto foi imediato. Após deixar a unidade, Rafael relata ter entrado em crise aguda. Segundo ele, foi necessário o uso de medicação controlada, incluindo clonazepam (Rivotril) e quetiapina, na tentativa de estabilizar o quadro. Ainda assim, afirma que permaneceu sem conseguir dormir até a manhã seguinte. Sua companheira registrou em vídeo o estado emocional em que ele chegou em casa. Esse material integra um conjunto de provas sobre o episódio, que conta ainda com 50 minutos de gravação em áudio da consulta.</p>
<h2>Histórico clínico e pedido de responsabilização</h2>
<p class="par_texto">Rafael tem histórico de tentativa de suicídio e relata estar temporariamente incapacitado para atividades acadêmicas e profissionais. Mesmo assim, diz enfrentar dificuldades recorrentes no acesso a diagnóstico e tratamento adequados. “Todos dizem que não podem me ajudar no diagnóstico. E ainda ouvi aquilo”.</p>
<p class="par_texto">O jovem pede que o caso seja tornado público como forma de evitar que outras pessoas passem por situações semelhantes. “Quem precisa ser exposto são os responsáveis, não a vítima”, destacou, ao justificar o pedido de anonimato.</p>
<h2>O que diz a legislação brasileira</h2>
<p class="par_texto">O caso de Rafael revela como falas que deslegitimam diagnósticos ou minimizam o sofrimento psíquico podem agravar quadros clínicos, especialmente em pacientes em situação de vulnerabilidade.</p>
<p class="par_texto">A legislação brasileira e diretrizes do SUS estabelecem que o atendimento em saúde mental deve ser pautado pelo acolhimento, escuta qualificada e respeito à dignidade do paciente. Quando esses princípios são violados, o impacto pode ser profundo, tanto do ponto de vista clínico quanto ético.</p>
<p class="par_texto">A reportagem tentou contato com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro para posicionamento sobre o caso, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações dos órgãos citados.</p>
<p class="par_texto">Se você enfrenta sofrimento emocional ou pensamentos suicidas, procure ajuda especializada. No Brasil, o Centro de Valorização da Vida (CVV) atende gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia.</p>
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		<item>
		<title>Furto de vírus na Unicamp levanta suspeitas para além do âmbito acadêmico</title>
		<link>https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/03/furto-de-virus-na-unicamp-levanta-suspeitas-para-alem-do-ambito-academico.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 17:41:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Unicamp]]></category>
		<category><![CDATA[universidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.pragmatismopolitico.com.br/?p=211554</guid>

					<description><![CDATA[<p>Furto de vírus na Unicamp envolve pesquisadora e marido ligado a programas internacionais e levanta suspeitas além do âmbito acadêmico</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="foto-conteudo-post nenhuma completa" style="width: 700px;">
<div class="borda-foto"><img src="https://www.pragmatismopolitico.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unicamp1.png" alt="furto vírus unicamp" /></div>
</div>
<p class="par_texto"><span style="color: #808080;">por Felipe Borges*</span></p>
<p class="par_texto">O furto de amostras de vírus de um laboratório de alta contenção da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) deixou de ser apenas um caso policial para ganhar contornos mais complexos e inquietantes.</p>
<p class="par_texto">A investigação conduzida pela Polícia Federal tem como principais suspeitos a professora Soledad Palameta Miller, da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA), e seu marido, o veterinário e doutorando norte-americano Michael Edward Miller. O caso ganhou projeção nacional após reportagem do Fantástico, que revelou o deslocamento irregular de ao menos 24 cepas virais entre laboratórios da própria universidade.</p>
<p class="par_texto">Entre os materiais manipulados estão vírus como dengue, zika, chikungunya, herpes, Epstein-Barr, coronavírus humano e os subtipos H1N1 e H3N2 da gripe tipo A, além de 13 vírus que infectam animais. Trata-se de um conjunto significativo de agentes biológicos, normalmente mantidos sob protocolos rigorosos em ambientes classificados como NB-3 — o mais alto nível de biossegurança laboratorial permitido no Brasil para esse tipo de material.</p>
<p class="par_texto">O desaparecimento das amostras foi inicialmente identificado em 13 de fevereiro por uma pesquisadora do Instituto de Biologia. A universidade comunicou o caso à Polícia Federal em 16 de março, e o inquérito foi formalmente instaurado quatro dias depois.</p>
<p class="par_texto">Imagens de câmeras de segurança reforçaram as suspeitas. Registros mostram Michael Miller deixando o laboratório NB-3 com caixas em horários considerados incomuns no fim de fevereiro. A movimentação chamou a atenção da administração universitária e passou a ser um dos elementos centrais da apuração.</p>
<p class="par_texto">Após a realização de buscas na residência do casal, no dia 21 de março, a investigação também aponta que Soledad retornou às dependências da Unicamp e descartou parte do material biológico em um dos laboratórios, em uma tentativa de eliminar evidências. As amostras foram posteriormente localizadas pela perícia em três pontos distintos dentro da universidade — na própria FEA e no Instituto de Biologia. Não foram encontrados materiais na casa dos investigados.</p>
<p class="par_texto">As autoridades descartaram, até o momento, a hipótese de terrorismo biológico. Segundo a Polícia Federal, não houve contaminação externa e todas as amostras foram recuperadas. A linha principal de investigação aponta para motivações relacionadas a pesquisas conduzidas pelo casal.</p>
<p class="par_texto">Ainda assim, o contexto levanta questionamentos adicionais. Michael Edward Miller atua no campo da abordagem “One Health”, um modelo que integra saúde humana, animal e ambiental, frequentemente associado a iniciativas internacionais financiadas por organizações como a USAID e a Fundação Rockefeller. A conexão com programas dessa natureza tem sido observada com cautela por analistas e alimenta especulações sobre a possibilidade de interesses externos no episódio.</p>
<p class="par_texto">Sem conclusões definitivas até o momento, cresce a percepção de que o caso pode não se limitar a uma irregularidade acadêmica ou a um episódio isolado de furto. A combinação entre acesso a material sensível, vínculos internacionais e a tentativa de descarte de evidências amplia o campo de interpretação — ainda que, oficialmente, não haja confirmação de qualquer atuação coordenada ou intenção além do escopo individual dos investigados.</p>
<p class="par_texto">Do ponto de vista legal, Soledad Palameta Miller é investigada por furto qualificado, fraude processual, perigo para a vida ou saúde de terceiros e transporte irregular de material biológico. Ela responde ao processo em liberdade provisória, mediante pagamento de fiança e sob restrições, como a proibição de acesso aos laboratórios envolvidos. O marido segue sob investigação.</p>
<p class="par_texto">Em sua única manifestação pública, a defesa da professora afirmou que não há materialidade nas acusações e sustentou que ela utilizava o laboratório do Instituto de Biologia por não dispor de estrutura própria para suas pesquisas.</p>
<p class="par_texto">A Unicamp, por sua vez, instaurou sindicância interna e classificou o episódio como um “caso isolado”. Em nota divulgada neste domingo (29), a universidade afirmou ainda que o furto não envolveu organismos geneticamente modificados.</p>
<p class="par_texto">O inquérito segue em andamento. E, enquanto a investigação busca esclarecer motivações e responsabilidades, o caso expõe fragilidades em protocolos de controle de material sensível — além de evidenciar como episódios inicialmente circunscritos ao ambiente acadêmico podem rapidamente ganhar dimensão nacional e levantar questões que extrapolam os limites da ciência.</p>
<p class="par_texto"><em><span style="color: #808080;">*Felipe Borges é repórter do Pragmatismo Político</span></em></p>
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		<title>PR digital se consolida como ponte entre comunicação institucional e SEO; entenda como</title>
		<link>https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/03/pr-digital-se-consolida-como-ponte-entre-comunicacao-institucional-e-seo-entenda-como.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2026 13:12:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Redes Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estratégia aproxima relações públicas do marketing digital e amplia visibilidade de marcas em ambientes online</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 716px;" class="foto-conteudo-post nenhuma completa">
<div class="borda-foto"><img src="https://www.pragmatismopolitico.com.br/wp-content/uploads/2026/03/agenciadeback.png" alt="agência de backlincks" /></div>
</div>
<p class="par_texto">A transformação do ambiente digital tem aproximado áreas que, por muito tempo, atuaram de forma separada dentro das empresas. Um exemplo dessa convergência é o crescimento do chamado PR digital, estratégia que conecta práticas tradicionais de relações públicas com ações voltadas à presença nos mecanismos de busca, muitas vezes alinhadas ao trabalho de uma <a href="https://dofollow.com.br/" rel="noopener" target="_blank">agência de backlinks</a>.</p>
<p class="par_texto">Enquanto o trabalho clássico de relações públicas busca fortalecer a reputação institucional e ampliar o relacionamento com a imprensa, o PR digital incorpora elementos do marketing online, como produção de conteúdo, presença em portais especializados e geração de menções em diferentes plataformas da internet.</p>
<p class="par_texto">Esse movimento tem levado empresas a enxergar a comunicação institucional também como parte da estratégia de visibilidade online. Ao conquistar espaço em veículos digitais, blogs e portais informativos, marcas não apenas ampliam sua presença pública, mas também constroem referências que podem influenciar a forma como aparecem em resultados de busca.</p>
<h2>Relações públicas adaptadas ao ambiente digital</h2>
<p class="par_texto">O conceito de relações públicas sempre esteve associado à construção de reputação e relacionamento com diferentes públicos. No ambiente digital, essa lógica continua presente, mas passa a incorporar novas ferramentas e canais de comunicação.</p>
<p class="par_texto">Em vez de depender exclusivamente de publicações em veículos tradicionais, profissionais da área passaram a atuar também em portais digitais, plataformas especializadas e canais online que produzem conteúdo informativo.</p>
<p class="par_texto">Quando uma empresa é mencionada em uma reportagem, artigo ou entrevista publicada na internet, essa presença pode alcançar novos públicos e reforçar a percepção de legitimidade da marca. Ao mesmo tempo, essas publicações criam registros digitais que ajudam a consolidar a presença institucional no ambiente online.</p>
<h2>Impacto nas estratégias de SEO</h2>
<p class="par_texto">A relação entre PR digital e SEO está ligada principalmente à geração de menções e links que apontam para o site de uma empresa. Quando veículos de comunicação ou blogs especializados citam uma marca e incluem um link para seu domínio, essa referência passa a fazer parte da rede de conexões analisada pelos mecanismos de busca.</p>
<p class="par_texto">Essas conexões ajudam os buscadores a compreender a relevância de um site dentro de determinado tema. Quanto mais um domínio é citado em contextos relacionados ao seu campo de atuação, maior tende a ser o reconhecimento de sua presença naquele assunto.</p>
<p class="par_texto">Por esse motivo, muitas estratégias de SEO passaram a incluir ações de PR digital como forma de fortalecer a visibilidade e a reputação online de empresas.</p>
<h2>Conteúdo informativo como ponto de encontro</h2>
<p class="par_texto">A produção de conteúdo informativo tornou-se o ponto de convergência entre as duas áreas.</p>
<p class="par_texto">Materiais jornalísticos, análises de mercado, artigos explicativos e entrevistas com especialistas são exemplos de conteúdos que podem interessar tanto à imprensa quanto a estratégias digitais.</p>
<p class="par_texto">Quando essas informações são publicadas em portais, blogs ou veículos online, elas passam a circular em diferentes ambientes digitais. Isso amplia o alcance da mensagem institucional e cria novas oportunidades de descoberta da marca por parte do público.</p>
<p class="par_texto">Além disso, conteúdos com caráter informativo tendem a ser compartilhados ou referenciados por outras páginas da internet, o que pode ampliar ainda mais sua circulação.</p>
<h2>Reputação digital e presença institucional</h2>
<p class="par_texto">Outro aspecto relevante do PR digital é o impacto na reputação das marcas. Ao aparecer em veículos informativos e espaços editoriais, a empresa passa a ser associada a fontes de informação e análises sobre determinados temas.</p>
<p class="par_texto">Esse tipo de presença contribui para fortalecer a percepção pública de que a organização participa do debate sobre assuntos ligados ao seu setor de atuação. Com o tempo, essas menções ajudam a construir um histórico digital de referências associadas à marca.</p>
<p class="par_texto">Para os mecanismos de busca, esse conjunto de sinais — formado por menções, links e publicações em diferentes plataformas — ajuda a compor o retrato da relevância de uma empresa no ambiente online.</p>
<h2>Comunicação integrada no ambiente digital</h2>
<p class="par_texto">O crescimento do PR digital mostra como a comunicação empresarial passou a integrar diferentes áreas dentro das estratégias digitais. Relações públicas, marketing de conteúdo e SEO deixam de atuar isoladamente e passam a compartilhar objetivos relacionados à construção de reputação e visibilidade.</p>
<p class="par_texto">Ao conectar comunicação institucional com presença nos mecanismos de busca, o PR digital cria novas possibilidades de alcance para marcas e organizações. Nesse modelo, cada publicação, menção ou entrevista publicada online contribui para ampliar a rede de referências que define a presença digital de uma empresa.</p>
<p class="par_texto">Assim, a visibilidade online passa a ser resultado de uma combinação entre conteúdo informativo, relacionamento com veículos e construção contínua de reputação no ambiente digital.</p>
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		<item>
		<title>Do DIY à manutenção da casa: parafusadeiras trazem mais praticidade ao dia a dia doméstico</title>
		<link>https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/03/do-diy-a-manutencao-da-casa-parafusadeiras-trazem-mais-praticidade-ao-dia-a-dia-domestico.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2026 13:02:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercado]]></category>
		<category><![CDATA[Consumidor]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ferramenta versátil tem ganhado espaço em residências e facilita desde pequenos reparos até projetos de bricolagem</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 681px;" class="foto-conteudo-post nenhuma completa">
<div class="borda-foto"><img src="https://www.pragmatismopolitico.com.br/wp-content/uploads/2026/03/melhores-parafusadeiras.png" alt="melhores parafusadeiras" /></div>
</div>
<p class="par_texto">A popularização da cultura do “faça você mesmo”, conhecida internacionalmente como DIY (do inglês do it yourself), tem redefinido a forma como consumidores lidam com pequenas tarefas domésticas. Atividades como montar móveis, instalar prateleiras ou realizar reparos simples deixaram de ser exclusivas de profissionais especializados e passaram a integrar a rotina de quem busca mais autonomia no dia a dia. Nesse contexto, a parafusadeira ganhou espaço como uma das ferramentas mais utilizadas no ambiente residencial.</p>
<p class="par_texto">Compacta e de operação relativamente simples, a parafusadeira permite apertar e remover parafusos com rapidez e menor esforço físico. Em comparação às chaves de fenda tradicionais, o equipamento reduz o tempo de execução das tarefas e contribui para maior precisão no manuseio. Como resultado, consolidou-se como presença frequente em caixas de ferramentas domésticas.</p>
<h2>Uma ferramenta versátil para o cotidiano</h2>
<p class="par_texto">As parafusadeiras podem ser utilizadas em diversas situações do dia a dia. Entre as aplicações mais comuns estão a montagem de móveis, a instalação de suportes para televisão, a fixação de prateleiras e a realização de pequenos ajustes em portas e armários.</p>
<p class="par_texto">Além dessas tarefas, a ferramenta também pode ser útil em atividades de bricolagem e projetos criativos, como a construção de objetos decorativos ou estruturas simples de madeira. Com o aumento do interesse por reformas e melhorias feitas pelos próprios moradores, a presença de ferramentas elétricas em casa se tornou mais frequente.</p>
<p class="par_texto">Outro fator que contribui para a popularidade das parafusadeiras é a facilidade de uso. Muitos modelos contam com controle de torque, ajuste de velocidade e bateria recarregável, o que permite adaptar o funcionamento da ferramenta a diferentes tipos de materiais, como madeira, plástico e metal leve.</p>
<h2>Diferenças entre modelos disponíveis</h2>
<p class="par_texto">No mercado, existem diversos tipos de parafusadeiras, com características que variam de acordo com a finalidade de uso. Modelos mais compactos são voltados para tarefas simples do cotidiano, enquanto versões mais robustas podem atender demandas de uso profissional ou reformas mais intensas.</p>
<p class="par_texto">Entre os aspectos que costumam ser avaliados na hora da compra estão a potência do motor, a capacidade da bateria, o peso do equipamento e a presença de funções adicionais, como iluminação LED ou mandril de troca rápida.</p>
<p class="par_texto">Para quem pretende usar a ferramenta apenas ocasionalmente, modelos básicos costumam ser suficientes. Já quem realiza reparos frequentes ou projetos de bricolagem mais elaborados pode se beneficiar de equipamentos com maior potência e autonomia de bateria.</p>
<h2>Como escolher a parafusadeira ideal?</h2>
<p class="par_texto">Com o aumento da oferta de produtos, escolher uma parafusadeira pode se tornar uma tarefa desafiadora para quem não está familiarizado com ferramentas elétricas. Tendo isso em mente, é possível buscar comparações entre diferentes modelos antes de tomar uma decisão.</p>
<p class="par_texto">Análises especializadas ajudam a identificar características importantes como desempenho, ergonomia e custo-benefício. Dessa maneira, avaliações que reúnem algumas das <strong><a href="https://br.my-best.com/10782">melhores parafusadeiras</a></strong> viáveis no mercado permitem comparar recursos e entender quais modelos atendem melhor às necessidades de cada perfil de usuário.</p>
<p class="par_texto">Iniciativas desse tipo, como as seleções reunidas pela mybest, por exemplo, organizam avaliações e informações sobre diferentes modelos, o que pode facilitar a decisão e tornar a experiência de escolha mais clara para quem procura ferramentas para uso doméstico.</p>
<h2>Um aliado para pequenos reparos</h2>
<p class="par_texto">Ter uma parafusadeira em casa pode facilitar significativamente a realização de tarefas cotidianas. Em vez de depender de ferramentas manuais ou da contratação de serviços externos para ajustes simples, muitas pessoas conseguem resolver pequenos problemas com mais autonomia.</p>
<p class="par_texto">Além da praticidade, a ferramenta também pode incentivar o aprendizado de habilidades relacionadas à manutenção doméstica. Com o acesso a tutoriais e conteúdos sobre DIY na internet, cada vez mais pessoas se sentem motivadas a realizar pequenos projetos por conta própria.</p>
<p class="par_texto">Seja para montar um móvel recém-comprado ou realizar ajustes rápidos pela casa, a ferramenta mostra como a tecnologia pode contribuir para tornar o cotidiano mais prático e eficiente.</p>
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		<item>
		<title>Preso pelo ICE, influenciador brasileiro pró-Trump poderá optar por ser deportado de volta ao Brasil</title>
		<link>https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/03/preso-pelo-ice-influenciador-brasileiro-pro-trump-podera-optar-por-ser-deportado-de-volta-ao-brasil.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Administrador]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 15:08:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/03/preso-pelo-ice-influenciador-brasileiro-pro-trump-podera-optar-por-ser-deportado-de-volta-ao-brasil.html">Preso pelo ICE, influenciador brasileiro pró-Trump poderá optar por ser deportado de volta ao Brasil</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.pragmatismopolitico.com.br">Pragmatismo Político</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/03/preso-pelo-ice-influenciador-brasileiro-pro-trump-podera-optar-por-ser-deportado-de-volta-ao-brasil.html">Preso pelo ICE, influenciador brasileiro pró-Trump poderá optar por ser deportado de volta ao Brasil</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.pragmatismopolitico.com.br">Pragmatismo Político</a>.</p>
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		<title>A névoa do real: sociedade em anestesia</title>
		<link>https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/03/a-nevoa-do-real-sociedade-em-anestesia.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Lucio Massafferri Salles]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 02:45:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[ELEIÇÕES 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Desinformação]]></category>
		<category><![CDATA[fake news]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[Lucio Massafferri Salles]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em fevereiro de 2026, um deepfake de Bolsonaro circulou com 289 mil visualizações no Facebook. A Agência Lupa desmentiu. O vídeo continuou circulando. A falsificação sempre existiu. O que mudou é que deixou de incomodar.</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/03/a-nevoa-do-real-sociedade-em-anestesia.html">A névoa do real: sociedade em anestesia</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.pragmatismopolitico.com.br">Pragmatismo Político</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="foto-conteudo-post nenhuma super-larga" style="width: 600px">
<div class="borda-foto"><img src="https://www.pragmatismopolitico.com.br/wp-content/uploads/2026/03/distopic-600x335.jpg" alt="Imagem: Névoa do Real (Arquivo: Portal Fio do Tempo)" /></div>
<div class="legenda-foto">Imagem: Névoa do Real (Arquivo: Portal Fio do Tempo)</div>
</div>
<p class="par_texto"><span style="color: #808080">Lucio Massafferri Salles*, Pragmatismo Político<br />
</span></p>
<p class="par_texto">Em fevereiro de 2026, um vídeo com 289 mil visualizações no Facebook mostrava Jair Bolsonaro declarando estar elegível para as eleições presidenciais.<br />
A voz era dele. O rosto era dele. A declaração, não.<br />
O vídeo foi gerado por inteligência artificial a partir de uma gravação real de junho de 2025. A <em>Agência Lupa</em> desmentiu. O vídeo continuou circulando. Não é o fato da falsificação que chama atenção. É o que aconteceu depois. Nada.</p>
<p class="par_texto"><a href="https://www.agencialupa.org/verificacao/2026/02/06/e-deepfake-video-em-que-bolsonaro-diz-estar-elegivel-para-as-eleicoes/"><strong>É deepfake vídeo em que Bolsonaro diz estar elegível para as eleições </strong></a></p>
<p class="par_texto">Nenhum colapso de credibilidade. Nenhuma ruptura no ciclo de consumo da informação. O desmentido alcançou quem já desconfiava. O falso permaneceu onde estava, nas bolhas onde era verdade porque precisava ser. A isso não se dá o nome de desinformação. Desinformação pressupõe um estado anterior de informação que foi corrompido. O que se instala aqui é outra coisa.<br />
Não se trata mais de erro. Trata-se de ambiente. É o que proponho chamar de névoa do real: a opacidade sistemática entre verdadeiro e falso como condição permanente do espaço público.<br />
<strong>A névoa não é nova. </strong><br />
A falsificação organizada tem genealogia longa e documentada. Domenico Losurdo, citando a antropóloga Rebecca Lemov, associa o episódio de Pont-Saint-Esprit, na França, em 1951, a experimentos com LSD no contexto das pesquisas da CIA, uma hipótese apoiada em documentos e disputada por outras explicações. Citando o filósofo Giorgio Agamben, o mesmo Losurdo documenta como cadáveres foram desenterrados e reapresentados diante das câmeras para simular um genocídio e legitimar uma mudança de regime, na Romênia de 1989. O mecanismo não é invenção recente.</p>
<p class="par_texto"><a href="https://www.marxists.org/portugues/losurdo/2010/09/22.htm"><strong>Resistência Falsa e Manipulações Verdadeiras: A Geopolítica da Internet</strong></a></p>
<p class="par_texto">O que é novo é que a névoa deixou de incomodar. A sociedade não foi enganada de uma vez. Foi anestesiada aos poucos. A cada ciclo de falsificação exposta e ignorada, o limiar do escândalo subiu um degrau. O que em 2016 ainda provocava indignação, uma mentira presidencial flagrante, um vídeo manipulado grosseiro, em 2026 provoca quando muito um encolher de ombros. Os números confirmam o processo. Segundo o Observatório Lupa, <em>deepfakes</em> com viés político quase triplicaram entre 2024 e 2025 no Brasil. O <em>Digital News Report</em> de 2025 registrou que mais da metade das pessoas entrevistadas declarou estar preocupada por não conseguir distinguir o que é real nas notícias online. A preocupação existe. O comportamento não muda. Essa distância entre saber e agir é um dos sinais mais precisos da anestesia. Trump é o operador mais eficiente desse ambiente, mas reduzi-lo a causa seria um erro de análise. Em março de 2026, enquanto bombas caíam sobre o Irã, ele declarou no Truth Social que havia conversas produtivas com Teerã. O Irã desmentiu em horas. Os mercados já haviam reagido. A verdade chegou tarde e pesou pouco. Pode ter havido algum contato por canais que nenhum dos lados confirmaria publicamente. Pode não ter havido nada. Ninguém sabe ao certo. E esse é precisamente o problema: declarações de guerra e paz, feitas pelo presidente da maior potência militar do mundo, já não são verificáveis em tempo real por ninguém.</p>
<p class="par_texto"><a href="https://www.aljazeera.com/news/2026/3/23/iran-denies-any-talks-with-us-after-trump-claims-productive-discussions"><strong>Iran denies any talks with US after Trump claims ‘productive’ discussions</strong></a></p>
<p class="par_texto">Quando a falsificação se torna sistemática, ela não corrompe apenas o falso. Corrompe a capacidade de reconhecer o verdadeiro quando ele aparece. O sujeito que viveu anos num ambiente de névoa densa não perde só a orientação. Perde a memória de como era ver com clareza. Byung-Chul Han chamou de psicopolítica o poder que age sobre o desejo antes que a razão entre em cena, e que encontrou nas tecnologias digitais seu instrumento mais eficiente e invisível. O que a névoa do real produz vai mais fundo: age sobre a capacidade de distinguir. Não convence de que o falso é verdadeiro. Instala a indiferença entre os dois.<br />
O problema não é que as pessoas acreditem em <em>deepfakes</em>. É que muitas já não se perguntam se acreditam. A pergunta deixou de ser feita, não por preguiça, mas porque o ambiente ensinou que a resposta não muda nada.</p>
<p class="par_texto"><a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/tag/lucio-massafferri-salles"><strong>Leia aqui todos os artigos de Lucio Massafferri Salles </strong></a></p>
<p class="par_texto">Não há solução rápida. Regulação de plataformas é necessária e insuficiente. Educação midiática é necessária e lenta demais para o ritmo da névoa. Antes de qualquer política, o que parece urgente é nomear o processo com precisão. Não como catastrofismo. Como diagnóstico. A névoa do real não é metáfora. É descrição de um ambiente em que a distinção entre verdadeiro e falso perdeu função operacional no espaço público. Um ambiente onde o <em>deepfake</em> de Bolsonaro circula com 289 mil visualizações e o desmentido chega depois, menor, mais tarde, para quem já não precisava ser convencido.<br />
Nesse ambiente, a pergunta que resta não é quem mente. É o que fazemos quando mentir deixou de custar alguma coisa.</p>
<p class="par_texto">Referências: <em>Agência Lupa (fev. 2026); Digital News Report 2025; Al Jazeera (mar. 2026)</em></p>
<p class="par_texto"><strong>Leia também:</strong></p>
<p class="par_texto"><a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/03/polarizacao-afetiva-e-o-fim-da-convivencia.html">Polarização afetiva e o fim da convivência</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/03/nas-cavernas-algoritmicas-o-novo-teatro-das-sombras.html">Nas cavernas algorítmicas: o novo teatro das sombras</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/03/a-psicopolitica-vai-a-guerra.html">A psicopolítica vai à guerra</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/02/privatizacao-inconsciente-ia-desejo-indigacao.html">A privatização do inconsciente: como a IA transformou o desejo em arquitetura da indignação</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/02/tres-equivocos-sobre-inteligencia-artificial-e-o-debate-que-ainda-nao-fizemos.html">Inteligência Artificial: três equívocos que prejudicam o debate</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2020/11/democracia-hackeada-manipulacao-direcionamento-de-alvos-na-grande-rede.html">Democracia hackeada &#8211; a manipulação e o direcionamento de alvos na grande rede</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2024/11/se-a-internet-tivesse-sido-estabelecida-60-anos-antes-do-seu-marco-1994.html">Nas redes da guerra: uma negligência programada</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2021/06/comunicacao-e-psicologia-das-massas-na-geopolitica-da-internet.html" target="_blank" rel="noopener">Comunicação e psicologia das massas na geopolítica da internet</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2021/03/artefatos-semioticos-catarse-do-riso-guerras-hibridas.html" target="_blank" rel="noopener">Artefatos semióticos e catarse do riso nas guerras híbridas</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2020/07/poder-da-linguagem-na-arquitetura-do-caos.html">O poder da linguagem da arquitetura do caos</a></p>
<p class="par_texto"><span style="color: #808080">*Lucio Massafferri Salles é Psicólogo/Psicanalista, Jornalista, Professor Adjunto do Departamento de Psicologia da UCAM e Professor da Rede Pública de Ensino/RJ. Doutor e Mestre em Filosofia pela UFRJ, Especialista em Psicanálise pela USU, realizou seu estágio de Pós-Doutorado em Filosofia Contemporânea na UERJ. É o criador e responsável pelo canal <a href="http://www.youtube.com/@PortalFiodoTempo"><strong>Portal Fio do Tempo</strong></a>, no YouTube.</span></p>
<p class="par_texto"><strong><span style="color: #ff0000">→ SE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI&#8230;</span> Saiba que o Pragmatismo não tem investidores e não está entre os veículos que recebem publicidade estatal do governo. Fazer jornalismo custa caro. Com apenas R$ 1 REAL você nos ajuda a pagar nossos profissionais e a estrutura. Seu apoio é muito importante e fortalece a mídia independente. Doe através da chave-pix: <span style="color: #0000ff">pragmatismopolitico@gmail.com</span></strong></p>
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		<title>Paraíba receberá mais de R$ 23 milhões para o audiovisual após acordo com o MinC</title>
		<link>https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/03/paraiba-recebera-mais-milhoes-audiovisual-acordo-minc.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 22:15:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Nordeste]]></category>
		<category><![CDATA[Paraíba]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Juliana Uepa (Imagem: SECOM &#8211; PB) O Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult-PB), formalizou nesta terça-feira (24), em Recife, um acordo com o Ministério da Cultura para ampliar e descentralizar os investimentos no setor audiovisual. A iniciativa integra a política nacional de Arranjos Regionais e deve injetar mais de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="foto-conteudo-post nenhuma completa" style="width: 660px;">
<div class="borda-foto"><img src="https://www.pragmatismopolitico.com.br/wp-content/uploads/2026/03/paraiba-recebera-mais-milhoes-audiovisual-acordo-minc.jpeg" alt="Paraíba receberá milhões para o audiovisual acordo MinC" /></div>
<div class="legenda-foto">Juliana Uepa (Imagem: SECOM &#8211; PB)</div>
</div>
<p class="par_texto">O Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (<a href="https://paraiba.pb.gov.br/diretas/secretaria-da-cultura" target="_blank" rel="noopener">Secult-PB</a>), formalizou nesta terça-feira (24), em Recife, um acordo com o Ministério da Cultura para ampliar e descentralizar os investimentos no setor audiovisual. A iniciativa integra a política nacional de Arranjos Regionais e deve injetar mais de R$ 23 milhões na cadeia produtiva do estado, combinando recursos estaduais e federais.</p>
<p class="par_texto">O aporte reúne diferentes fontes de financiamento. Do total, R$ 15 milhões virão do Fundo Setorial do Audiovisual (<a href="https://www.gov.br/ancine/pt-br/fsa/fsa" target="_blank" rel="noopener">FSA</a>), gerido pelo governo federal, enquanto o governo estadual entra com R$ 3 milhões. A Secult-PB também destinará outros R$ 3 milhões via ICMS Cultural e Patrimonial — Indução Cinematográfica, além de R$ 2,6 milhões oriundos da Política Nacional Aldir Blanc (<a href="https://www.gov.br/cultura/pt-br/assuntos/politica-nacional-aldir-blanc" target="_blank" rel="noopener">Pnab</a>), em seu segundo ciclo. A ação faz parte de um esforço mais amplo coordenado pelo governo federal, que prevê cerca de R$ 630 milhões em investimentos no audiovisual em todo o país.</p>
<p class="par_texto">A lógica central do programa é reduzir a concentração de recursos nos grandes centros e estimular a produção em diferentes regiões. Segundo o secretário de Cultura da Paraíba, Pedro Santos, a estratégia passa pela criação de editais regionalizados, com alcance ampliado e distribuição mais equilibrada dos recursos. A expectativa é que o modelo favoreça o acesso de novos realizadores e fortaleça a diversidade de produções no estado.</p>
<p class="par_texto">Na prática, os investimentos devem impulsionar toda a cadeia do audiovisual paraibano. Estão previstas ações que vão desde o desenvolvimento e produção de obras — incluindo curtas, médias, animações e conteúdos voltados ao público infantil — até iniciativas de formação técnica, criação de núcleos criativos, estímulo a cineclubes e preservação da memória audiovisual. Também está no radar a implantação de um acervo digital do cinema paraibano, além de medidas voltadas à circulação e formação de público.</p>
<p class="par_texto">Os editais que operacionalizam esses recursos devem ser lançados ainda no primeiro semestre, após os trâmites de validação junto ao <a href="https://www.gov.br/cultura/pt-br" target="_blank" rel="noopener">Ministério da Cultura</a>. A expectativa é que o pacote não apenas aumente o volume de produções locais, mas também gere impacto econômico direto, com a criação de empregos e novas oportunidades no setor.</p>
<p class="par_texto">Para a ministra da Cultura, Margareth Menezes, o reposicionamento da política pública para o audiovisual reforça o papel estratégico da cultura no desenvolvimento. Segundo ela, o setor não apenas movimenta a economia, mas também contribui para a inclusão social, a redução da violência e a ampliação de perspectivas para as novas gerações.</p>
<p class="par_texto">Ao apostar na descentralização e na diversidade de formatos e linguagens, o programa sinaliza uma mudança de eixo: menos concentração, mais capilaridade — e a tentativa de transformar o audiovisual em vetor de desenvolvimento regional.</p>
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		<title>STF limita penduricalhos e decisão pode gerar economia bilionária aos cofres públicos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 21:30:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Dinheiro Público]]></category>
		<category><![CDATA[Economia Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Juristas]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Imagem: Gustavo Moreno &#124; STF O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu nesta quarta-feira (25) um julgamento que redefine, de forma estrutural, o regime remuneratório da magistratura e do Ministério Público. A Corte reafirmou o teto constitucional — hoje em R$ 46.366,19 —, proibiu a criação de benefícios sem lei federal e estabeleceu novos limites para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="foto-conteudo-post nenhuma completa" style="width: 660px;">
<div class="borda-foto"><img src="https://www.pragmatismopolitico.com.br/wp-content/uploads/2026/03/stf-limita-penduricalhos-decisao-pode-gerar-economia-bilionaria-cofres-publicos.jpg" alt="STF limita penduricalhos decisão gerar economia bilionária cofres públicos" /></div>
<div class="legenda-foto">Imagem: Gustavo Moreno | STF</div>
</div>
<p class="par_texto">O Supremo Tribunal Federal (<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/tag/stf" target="_blank" rel="noopener">STF</a>) concluiu nesta quarta-feira (25) um julgamento que redefine, de forma estrutural, o regime remuneratório da magistratura e do Ministério Público. A Corte reafirmou o teto constitucional — hoje em R$ 46.366,19 —, proibiu a criação de benefícios sem lei federal e estabeleceu novos limites para o pagamento de verbas extras, conhecidas como “penduricalhos”. A decisão passa a valer a partir do mês-base de abril de 2026, com impacto direto nos contracheques pagos em maio.</p>
<p class="par_texto">A tese aprovada cria um modelo de transição até que o <a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/tag/congresso-nacional" target="_blank" rel="noopener">Congresso Nacional</a> edite uma lei definitiva sobre o tema. Na prática, o STF fixou um teto adicional para vantagens que podem ser pagas além do salário: até 70% do valor do teto constitucional, dividido em dois blocos. O primeiro, de 35%, corresponde ao adicional por tempo de carreira — 5% a cada cinco anos de exercício, limitado a 35 anos. O segundo bloco, também de 35%, reúne verbas indenizatórias como diárias, ajuda de custo, gratificação por magistério e indenizações por férias não gozadas.</p>
<p class="par_texto">Apesar de estabelecer limites, a decisão também promove um corte significativo em benefícios considerados irregulares. O STF declarou inconstitucionais diversos auxílios criados por decisões administrativas, leis estaduais ou interpretações locais, determinando a suspensão imediata desses pagamentos. Entre os itens vetados estão auxílio-moradia, auxílio-alimentação, licenças compensatórias convertidas em dinheiro, gratificações diversas e outros adicionais sem previsão em lei federal.</p>
<p class="par_texto">Outro ponto central da decisão é a transparência. Tribunais e órgãos do Ministério Público deverão publicar mensalmente, de forma detalhada, os valores pagos a cada integrante, discriminando todas as verbas recebidas. A medida busca ampliar o controle social sobre os gastos públicos e padronizar as informações em todo o país. Além disso, pagamentos retroativos anteriores a fevereiro de 2026 foram suspensos e só poderão ser liberados após auditoria conjunta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), com aval do próprio Supremo.</p>
<p class="par_texto">Segundo o presidente da Corte, <a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/tag/edson-fachin" target="_blank" rel="noopener">Edson Fachin</a>, a decisão não flexibiliza o teto, mas reforça os mecanismos de controle. A proposta, ainda que transitória, estabelece parâmetros mais rigorosos e tenta enfrentar um cenário descrito por ministros como de “desorganização normativa” e proliferação de vantagens sem padronização .</p>
<p class="par_texto">Estimativas apresentadas durante o julgamento indicam que a medida pode gerar economia de até R$ 7 bilhões por ano aos cofres públicos, ao reduzir distorções e limitar pagamentos acima do teto. Ainda assim, o novo modelo mantém a possibilidade de remunerações superiores ao subsídio base, desde que respeitados os limites estabelecidos.</p>
<p class="par_texto">As regras também se estendem a outras carreiras essenciais à Justiça, como Defensorias Públicas, Advocacia Pública e Tribunais de Contas. No caso dos procuradores, o STF deixou explícito que honorários advocatícios não podem ultrapassar o teto constitucional quando somados ao salário.</p>
<p class="par_texto">Ao impor limites, extinguir benefícios irregulares e exigir transparência, a decisão do STF tenta reorganizar um sistema que, ao longo dos anos, passou a operar com múltiplas exceções. O desafio agora recai sobre o Congresso, que deverá regulamentar definitivamente o tema — enquanto isso, o país passa a conviver com um novo modelo que busca equilibrar remuneração, controle fiscal e pressão por maior transparência no serviço público.</p>
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		<title>Nikolas chama lei contra misoginia de “aberração” e promete barrar proposta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 21:21:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Contra o Preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[Direita]]></category>
		<category><![CDATA[Extrema-direita]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Senado aprova projeto que criminaliza misoginia com penas de até 5 anos; proposta gera reação de Nikolas Ferreira e abre disputa na Câmara</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="foto-conteudo-post nenhuma completa" style="width: 660px;">
<div class="borda-foto"><img src="https://www.pragmatismopolitico.com.br/wp-content/uploads/2026/03/nikolas-chama-lei-contra-misoginia-aberracao-promete-barrar-proposta.jpg" alt="Nikolas chama lei contra misoginia aberração promete barrar proposta" /></div>
<div class="legenda-foto">Nikolas Ferreira de Oliveira</div>
</div>
<p class="par_texto">A aprovação, pelo <a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/tag/senado-federal" target="_blank" rel="noopener">Senado Federal</a>, de um projeto de lei que equipara a misoginia ao crime de racismo abriu uma nova frente de disputa política em Brasília. A proposta, que prevê pena de 2 a 5 anos de reclusão — além de multa e sem possibilidade de fiança — segue agora para análise da <a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/tag/camara-deputados" target="_blank" rel="noopener">Câmara dos Deputados</a>, onde já enfrenta resistência de parlamentares da oposição.</p>
<p class="par_texto">Entre os críticos mais enfáticos está o deputado <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Nikolas_Ferreira" target="_blank" rel="noopener">Nikolas Ferreira</a> (PL-MG), que classificou o projeto como uma “aberração” e afirmou que trabalhará para barrar sua aprovação. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar disse considerar “inacreditável” a decisão do Senado e anunciou mobilização para derrubar o texto na próxima etapa legislativa. Em vídeo, reforçou as críticas, associando a proposta a uma suposta tentativa de controle do discurso e limitação da liberdade de expressão.</p>
<p class="par_texto">O <a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/156025" target="_blank" rel="noopener">projeto de lei (PL 896/2023</a>), de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) e relatado por Soraya Thronicke (Podemos-MS), foi aprovado por unanimidade no Senado. O texto define misoginia como a manifestação de ódio ou aversão às mulheres baseada na ideia de superioridade masculina e propõe incluí-la na Lei do Racismo, ampliando o alcance das punições para práticas discriminatórias de gênero.</p>
<p class="par_texto">A proposta busca enfrentar um problema estrutural. Ao defender o projeto, Soraya Thronicke argumentou que a misoginia está na base de diversas formas de violência contra mulheres, muitas vezes invisíveis em seus estágios iniciais. Para a senadora, a tipificação penal serviria como instrumento de prevenção, ao coibir discursos e práticas que alimentam esse tipo de violência.</p>
<p class="par_texto">Apesar da aprovação unânime no Senado, a proposta gerou desconforto em setores da direita, inclusive entre parlamentares que votaram favoravelmente ao texto. Deputados como Bia Kicis (PL-DF) e Mário Frias (PL-SP) criticaram a medida, argumentando que ela poderia gerar interpretações amplas e abrir margem para perseguições políticas ou restrições indevidas à liberdade de expressão. Já Júlia Zanatta (PL-SC) levantou dúvidas sobre a aplicação prática da lei, apontando possíveis ambiguidades no conceito jurídico de misoginia.</p>
<p class="par_texto">Por outro lado, parlamentares favoráveis à proposta defendem que a tipificação é uma resposta necessária ao aumento de discursos de ódio e violência simbólica contra mulheres, especialmente em ambientes digitais. A deputada Tabata Amaral (PSB-SP), por exemplo, rebateu críticas e ressaltou a importância de mecanismos legais que protejam grupos historicamente vulnerabilizados.</p>
<p class="par_texto">A reação ao projeto também se estendeu às redes sociais, onde apoiadores e críticos dividiram opiniões. Enquanto parte do público vê na proposta um avanço no combate à violência de gênero, outros a encaram como uma ampliação excessiva do poder punitivo do Estado.</p>
<p class="par_texto">Com a tramitação na Câmara, o projeto entra agora em uma fase decisiva. O debate deverá girar em torno de um ponto central: até que ponto a legislação pode avançar no combate ao discurso de ódio sem esbarrar em garantias fundamentais como a liberdade de expressão. O resultado desse embate tende a definir não apenas o destino da proposta, mas também os contornos futuros das políticas públicas voltadas à proteção das mulheres no país.</p>
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