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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-6064514511691596479</atom:id><lastBuildDate>Sat, 28 Jan 2012 23:00:04 +0000</lastBuildDate><category>Caleidoscópio de Mulheres</category><category>De A a Z...</category><category>Contos Esquecidos</category><category>Delirios deMente</category><category>Divagações</category><category>Passatempo de Natal.</category><category>Palavras Perdidas</category><category>O Elixir</category><category>Cadáver Esquisito</category><category>Contos Egóticos</category><category>Primeira detenção</category><category>Privilégios noutras paragens</category><category>Passatempo Fev 2011</category><category>A janela</category><category>espelhos</category><category>Existências</category><category>Contos de A Mor..</category><category>Karalhoke</category><category>Contos de Bruno Fehr</category><category>Introducoes a textos</category><title>Prisão de palavras</title><description /><link>http://prisaodepalavras.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Bruno Fehr)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>245</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/PrisoDePalavras" /><feedburner:info uri="prisodepalavras" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6064514511691596479.post-3125578212391972165</guid><pubDate>Wed, 07 Dec 2011 16:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-07T17:25:40.522+01:00</atom:updated><title>Uma noite com Caetano</title><description>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;Caetano chegou sem cumprimentar. Foi direto pra cozinha, o jantar era servido ate as 19h30. Se alimentou, e assumiu seu posto, lugar onde ficaria ate as próximas 5 horas. Em pé, na portaria, observou o céu que escurecia rapidamente e comentou:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;- Tomara que não chova.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;Foram então suas primeiras palavras, depois do aceno com a cabeça.&amp;nbsp; Caetano trabalhava como segurança&amp;nbsp; em um pequeno restaurante burguês no centro da cidade. Não demorou muito e os primeiros pingos de chuva começaram a cair naquele inicio de noite, que marcava o primeiro dia de trabalho como recepcionista da menina branca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;Caetano ajeitou o paletó, e tirou de um canto um enorme guarda-chuvas. A chuva caia sobre a grama calmamente lavando as rosas que pareciam tristes naquele dia de finados. O movimento no restaurante era calmo, entretanto sempre saindo e chegando pessoas. Logo, os serviços de Caetano eram&amp;nbsp; necessários, um casal se aproximava. Com seu guarda-chuva Caetano os protegia dos pingos que caiam do céu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;Caetano olhou pro céu com uma certa tristeza, enquanto assoava seu nariz resfriado resmungava do trabalho noturno em dias chuvosos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;Mal sabia ele que uma tempestade viria, e que ele, na chuva, receberia vários clientes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;Tantas idas e vindas, levando e trazendo clientes, deixaram Caetano encharcado, em seu rosto percebia sua fúria contida. Caetano se encostou na parede, em pé, tirou um dos sapatos e apertou sua meia completamente molhada. Olhou pra menina branca, e disse:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;- Queria tanto que um trabalho só, fosse suficiente pra cuidar de minha família.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6064514511691596479-3125578212391972165?l=prisaodepalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/PrisoDePalavras/~3/XRFda-dDdWU/uma-noite-com-caetano.html</link><author>noreply@blogger.com (A Mor..)</author><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://prisaodepalavras.blogspot.com/2011/12/uma-noite-com-caetano.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6064514511691596479.post-3512013049881201226</guid><pubDate>Sun, 13 Nov 2011 22:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-13T23:14:56.289+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Caleidoscópio de Mulheres</category><title>A Cor do Silêncio</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Descanso a minha cabeça no teu colo.&lt;br /&gt;A casa está em silêncio, silêncio este quebrado por um ocasional carro que passa na rua, ou por uma rajada de vento ou chuva nas janelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queixei-me que me doía a cabeça, e tu, muito naturalmente, ofereceste-me o teu colo meigo e desligaste tudo.&lt;br /&gt;Prescindiste da televisão, dos jogos, da aparelhagem, pois bastou-te ver a minha testa e os meus olhos franzidos de dor para perceberes o meu estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foste buscar um livro, que seguras numa mão, e lês, enquanto a outra mão me acarinha devagarinho o cabelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dou comigo a respirar pausadamente, a tentar que a dor se vá, e dou comigo a apreciar o silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se o silêncio tivesse cor, qual seria?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dourado, talvez, pois dizem que “O Silêncio é de Ouro”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela sensibilidade da dor, pelo silêncio anormal num serão de Domingo, dou comigo a escutar tudo, tudo o que por norma passa desapercebido, no meio dos ruídos exagerados da autoproclamada “civilização”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longe, ouvem-se os carros, como já disse, e o vento e a chuva. Mas também se ouve um cão a ladrar e alguém a chamar outrém. Estão longe, não interferem muito no silêncio acolhedor em que me encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se o silêncio tivesse cor...&lt;br /&gt;Qual seria?...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Talvez tenha todas as cores, talvez varie em função do nosso estado de espírito.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais perto, ouço a porta do prédio a bater e os vizinhos a tentar subir as escadas sem fazer barulho, mas tal é impossível quando se tem crianças pequenas e vivaças.&lt;br /&gt;A voz das crianças é intercalada com os “shiuuuu” dos pais, que as tentam sensibilizar para o facto de já ser tarde para estarem a fazer barulho.&lt;br /&gt;Uma chave que entra na fechadura, uma volta, duas voltas, destranca-se, abre-se, entra-se, fecha-se.&lt;br /&gt;Tranca-se de novo, e o silêncio surge, mais forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, dentro de casa, os ruídos são-me familiares.&lt;br /&gt;Os estalinhos do frigorífico, o gato a ir à areia, miando ocasionalmente, e a marcha pachorrenta da máquina da roupa que liguei antes de me deitar no colo oferecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De que cor é o silêncio?&lt;/strong&gt;, questiono-me, pois a dor não me deixa pensar em mais nada do que nesta simples questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escuto, atenta.&lt;br /&gt;Ouço a mudança de página do teu livro, um som leve como uma brisa.&lt;br /&gt;Ouço o tiquetaque quase inaudível do teu relógio.&lt;br /&gt;Ouço o teu respirar suave, o bater do teu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mexo-me no teu colo, e desvias o olhar do livro e olhas para mim.&lt;br /&gt;Não dizes nada, limitas-te a olhar, no teu jeito suave e tímido, com traços de preocupação pela minha dor, e continuas a mexer-me no cabelo, delicadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te digo nada, mas vês pelos meus olhos que estou melhor, e sorrio-te, levemente.&lt;br /&gt;E olho-te, embevecida, enamorada.&lt;br /&gt;Sorris-me, e as covinhas giras no teu rosto fazem-me sorrir mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dizemos nada.&lt;br /&gt;Nos olhares que trocamos, a telepatia muda que temos não precisa de palavras.&lt;br /&gt;Deixamo-nos estar, assim.&lt;br /&gt;Não quebramos o silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O silêncio é, sem dúvida, cor-de-rosa.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6064514511691596479-3512013049881201226?l=prisaodepalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/PrisoDePalavras/~3/sh7ZrxIt0V8/cor-do-silencio.html</link><author>noreply@blogger.com (Fada)</author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://prisaodepalavras.blogspot.com/2011/11/cor-do-silencio.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6064514511691596479.post-1173461047430407426</guid><pubDate>Wed, 09 Nov 2011 10:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-09T13:38:43.342+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">espelhos</category><title>Rosa-prisão, rosa-loucura</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Descalça, ela corria o mais que podia no relvado molhado da chuva, as gotas fustigando a bata branca enorme que o vento colava às suas pernas, a urgência correndo no sangue, segundos preciosos que se esgotavam de cada vez que tropeçava e caía desamparada no escuro da noite, os ramos ferindo-lhe os braços nús.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Atrás dela, num susto, começaram a soar as sirenes de aviso. Alguém fugira.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Imaginava a confusão que comaçava a entrar no estreito viver do hospício, em que tudo tinha o seu devido tempo, como um relógio demasiadamente bem oleado e afinado ao segundo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O reboliço das enferneiras revirando quartos, enfermarias e salas de detenção, procurando o rato que fugira da ratoeira.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
As caras daquelas que o Mundo dizia&amp;nbsp;loucas encostadas às barras das janelas, umas enviando secretas preces de apoio a quem se atrevera a rasgar o véu da inconsciência regada a medicação e outras agoniando a raiva de não terem igual coragem.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Claro que para se escapar tivera de vender o corpo ao enfermeiro responsável pelo trancar de portas à noite. Fechara os olhos e fechara-se no seu âmago, tentando não sentir as suas carícias apressadas e a posse rápida e brutal. Havia um preço (alto) a pagar, e&amp;nbsp;ela pagara-o. Vomitando em seguida o&amp;nbsp;seu pecado.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Agora a chuva abençoada limpava-lhe o corpo de fluidos e náuseas, amparando-lhe a dor.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mais uns passos e estava junto do muro onde combinara com Roberto, que devia atirar-lhe uma corda para se içar.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Os cães cheiravam-lhe o rasto e sentia a sua proximidade como um arrepio na nuca, mas não podia dar-se ao luxo de parar e olhar para trás. Por vezes, a ignorância é uma bênção.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O muro.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E nada de corda.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Roberto!, gritou.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O silêncio da resposta ensurdecia-a.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Tremendo, encostou-se ao muro e deixou-se cair de joelhos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Tudo isto para nada. Prostituíra-se para nada. O desespero consumia-a.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E eles vinham aí, os cães, o rosa do uniforme das enfermeiras destacando-se na luz da lua. Rosa-enjôo, rosa-prisão, rosa-loucura.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Um mocho uivou e voou para longe.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Uma corda caiu-lhe sobre os cabelos revoltos, e o coração começou de novo a latir.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Subiu vertiginosamente, com forças que desconhecia ainda possuir.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Do outro lado, Roberto amparou-lhe a queda no seu colo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Retiraram a corda e, de mão dada, sorrindo, fugiram para o Mini que os esperava.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6064514511691596479-1173461047430407426?l=prisaodepalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/PrisoDePalavras/~3/kAnNj0uH-v4/rosa-prisao-rosa-loucura.html</link><author>noreply@blogger.com (Mag)</author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://prisaodepalavras.blogspot.com/2011/11/rosa-prisao-rosa-loucura.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6064514511691596479.post-6580467826330511189</guid><pubDate>Sat, 08 Oct 2011 21:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-12T23:32:01.342+02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Caleidoscópio de Mulheres</category><title>Azul-Mar</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Nesta praia onde o mar azul desmaia em ondas de espuma branca, penso em ti...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca te disse...&lt;br /&gt;Mas...&lt;br /&gt;Os teus olhos fazem-me lembrar o mar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Este mar, tão meu e tão teu, tão nosso, tão de toda a gente...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho para o mar, e vislumbro segredos e mistérios nas pequenas gotas que formam um todo azul profundo...&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que me atrai e convida ao mergulho...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho para os teus olhos, e vislumbro encanto e doçura e riso e mimo e... A beleza inquestionável das pequenas grandes coisas que brilham e acontecem na tua Alma...&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que me seduz e convida à entrega...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os teus olhos...&lt;br /&gt;Ah!, os teus olhos!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São mar calmo, são mar tempestuoso, são mar de Verão, são mar de Inverno...&lt;br /&gt;Convidativos, ou bravios, mutáveis, mas seguramente os mesmos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E...&lt;br /&gt;E eu olho-te, e apetece-me mergulhar em ti, devagarinho...&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Perder-me numa entrega desinteressada, num momento que se quer eterno...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh!, os teus olhos!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto que poderia dizer acerca dos teus olhos...&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Das estrelas e dos sonhos, dos sóis e das luas que em ti viajam, como viajam sobre os oceanos...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, &lt;em&gt;tímida e frágil na minha adoração&lt;/em&gt;, digo-te apenas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os teus olhos... Fazem-me lembrar o mar..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mesmo não sendo azuis e frios e salgados, mas sim castanhos e quentes e doces...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6064514511691596479-6580467826330511189?l=prisaodepalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/PrisoDePalavras/~3/xv8EASmymCA/azul-mar.html</link><author>noreply@blogger.com (Fada)</author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://prisaodepalavras.blogspot.com/2011/10/azul-mar.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6064514511691596479.post-7661585254671097006</guid><pubDate>Sat, 08 Oct 2011 12:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-08T14:26:50.721+02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">espelhos</category><title>De que se faz o amor?</title><description>Como sei, perguntas-me tu?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;São os teus olhos que falam comigo e me contam de Mundos partilhados, de viagens fantásticas, de vidas trazidas, em memórias, ao presente, que me acariciam a pele sem me tocar.&lt;br /&gt;
São as tuas palavras embalando-me a alma, cantando-me trovas sem o saberes, nutrindo-me o coração, afagando-me o corpo, calando-me, aos poucos, o medo.&lt;br /&gt;
É o cheiro da tua pele na minha, um chegar a casa com o corpo cansado e a precisar de mimos, um aroma a pertença, a partilha, a doçura.&lt;br /&gt;
É o teu abraço forte que me protege e ampara, o ninho que crias para que nele me aconchegue e ressurja, equilibrada e forte.&lt;br /&gt;
É o beijo da tua boca vermelha na minha, promessa de brisa que sossega a tempestade revolta do mar, que acalma o chocalhar disperso das pulseiras de cigana que me adornam os braços, que me faz querer ficar ali, suspensa no tempo, no espaço, sem peso, sem saber, sem pensar.&lt;br /&gt;
São os segredos partilhados, as cumplicidades tão reconhecidas, o ser um e ser dois e crescer mais e querer mais, as descobertas de todos os dias, o sabor a mar nos lábios, e a terra para fincar os pés, e o fogo no peito, e o ar para espraiar as asas.&lt;br /&gt;
Como sei?&lt;br /&gt;Não sei.&lt;br /&gt;
Mas quando penso em ti, recordo-me de tudo isto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6064514511691596479-7661585254671097006?l=prisaodepalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/PrisoDePalavras/~3/IIWWbHVU84o/de-que-se-faz-o-amor.html</link><author>noreply@blogger.com (Mag)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://prisaodepalavras.blogspot.com/2011/10/de-que-se-faz-o-amor.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6064514511691596479.post-6504814257599465341</guid><pubDate>Mon, 26 Sep 2011 23:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-27T01:06:03.022+02:00</atom:updated><title>Um bilhete, que não foi entregue.</title><description>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;Um dia, no passado, eu disse que de você, eu queria devoção. Eu não brinquei quando disse isso, falei serio; mas não sei se me compreendeu. Devoção, não é nada mais que alcançar a profundidade da intimidade, vai além de total cumplicidade. Vai além, muito além. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;Devoção, não se trata de culto. É afeto, é dedicação, é uma veneração especial. Falando poeticamente, “é um querer bem mais que bem querer”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;Duas coisas foram decisivas para que fossemos juntos. A primeira delas, é o seu olhar, a felicidade que ele mostrava pra mim; e a segunda, um detalhe do nosso primeiro encontro, o carinho que você dedicou a mim, naquela noite. Você nunca foi tão carinho como naquele primeiro dia. Muitas coisas já me chamavam atenção em você, mas isso, foi realmente o que selou a minha escolha, em ser Sua.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;Tenho sido Sua, desde aquele dia, desde aquela noite com luar e sem estrelas. E agora, depois de 6 meses, me pego perguntando, se você tem sido Meu, se tem sido devoto a mim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; mso-background-themecolor: background1; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;Eu tentei fincar minha bandeira, construir mais de meus labirintos, levantar meus edifícios, fundar civilizações. E, da minha maneira torta, fui desequilibrando teu ecossistema, quando tudo o que eu queria era plantar sementes, ver nascer arvores fortes e frutíferas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; mso-background-themecolor: background1; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;Entenda, o meu descontentamento, não tem nenhuma relação com sua falta de tempo. O meu descontentamento, é pela falta de profundidade, pela falta de disposição. Em minhas veias, corre sangue quente, minha seiva é calor e é isso que me mantem viva! Por que sou calor, porque faço calor!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; mso-background-themecolor: background1; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;Tenho andado fria, me sentido morta e você não faz nada pra me aquecer.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6064514511691596479-6504814257599465341?l=prisaodepalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/PrisoDePalavras/~3/-pqkJQ3T9mU/um-bilhete-que-nao-foi-entregue.html</link><author>noreply@blogger.com (A Mor..)</author><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://prisaodepalavras.blogspot.com/2011/09/um-bilhete-que-nao-foi-entregue.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6064514511691596479.post-5143586443904352295</guid><pubDate>Thu, 15 Sep 2011 20:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-15T22:48:22.518+02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Privilégios noutras paragens</category><title>(À Suivre - 07)</title><description>&lt;div class="uiHeader uiHeaderBottomBorder mbm"&gt; &lt;div class="clearfix uiHeaderTop"&gt;&lt;div&gt; &lt;h2 class="uiHeaderTitle" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Sempre me fascinaram as atracções e na altura não conseguia compreender os seus mecanismos e na realidade penso que ainda hoje não os compreendo. Hoje que já sou adulto sei que há hormonas e cheiros e nuances e padrões e curvas e linhas e outras coisas que tanta vez as razões não explicam como um brilho inesperado no cabelo num dia de Sol ou um sorriso suave de lábios fechados ou uma simples e honesta gargalhada ou a surpresa daquele encontro mas saber todas estas coisas não me traz mais compreensão nem me facilita tudo o resto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Todos tínhamos alguma inveja do Rubinudo mas esse não era um sentimento maldoso ao ponto de lhe desejarmos que algo menos simpático acontecesse ou que um dia ele acordasse com uma borbulha vermelhona e luzidia no nariz diminuto e direitinho e arrebitado ou que o cabelo de repente deixasse de ser fino e claro para se parecer com o ninho dos hamsters do Piloto ou que os olhos que eram cinzento azulados se estragassem de alguma forma, longe disso, apenas tínhamos alguma inveja e tínhamos mais que razão e razões para isso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nenhum de nós conseguia perceber como é que ele fazia mas era uma coisa quase sobrenatural que podia impressionar qualquer estreante nas nossas andanças e não havia dúvida que gostava de ter aquele poder e não se abstinha de o pôr à prova e não foram nem uma nem duas nem sequer vinte ou mais vezes em que entrava na pastelaria e punha-se a olhar para as vitrinas com ar perdido de cãozinho sem dono e para os bolos em forma de passarinho encorpados em creme e mais creme ou para as tortas de chocolate recheadas e cobertas ou outra qualquer doçaria que nascera da explosão de gemas de ovo com cascatas de açúcar e nos fazia crescer água na boca pelos olhos e havia sempre, mas sempre alguém que lhe passava a mão pela cabeça e com um: “coitadinho do menino que tem fome…”, lhe comprava a guloseima. Estranhamente ou talvez não, na maior parte das vezes eram senhoras que nós achávamos que tinham idade suficiente para serem nossas mães ou até mais velhas como as nossas avós mas nós naquela idade achávamos que todos os adultos tinham idade suficiente para serem nossos pais ou até mais velhos como os nossos avós.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Afinal o Rubinudo era um miúdo porreiro e invariavelmente dividia os bolos connosco, dentada a um mordidela a outro e lambidela a todos e ninguém se enojava com isso nem com a outra questão que a alguns de nós começava a comichar porque embora já pensássemos nisso das miúdas não pensávamos muito, mas no fundo todos sabíamos que viria um dia em que o iríamos odiar. Elas eram ainda pequenos seres ruidosos de voz estridente e que gritavam por tudo e por nada e que choravam por nada e por tudo e não percebiam nada de nada de tudo o que nos interessava e não as queríamos por perto mas ele parecia que as atraía como os bolos de creme e chocolate nos atraíam a nós e entre risinhos e cotoveladas e piscadelas cúmplices bastava que alguém se distraísse e lá vinham convidá-lo para um cházinho e bolachinhas e outras brincadeiras inaceitáveis a um membro efectivo de um grupo de aventureiros como o nosso mas ele não lhes ligava muito e limitava-se a sorrir e tinha um jeito de o fazer com os olhos enquanto se afastava que as derretia em suspiros e ais e no fundo todos sabíamos que já o odiávamos um bocadinho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;(À Suivre)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6064514511691596479-5143586443904352295?l=prisaodepalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/PrisoDePalavras/~3/ZTr7EN86fTE/suivre-07.html</link><author>noreply@blogger.com (LBJ)</author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://prisaodepalavras.blogspot.com/2011/09/suivre-07.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6064514511691596479.post-1410476919035071828</guid><pubDate>Fri, 02 Sep 2011 21:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-03T00:46:36.440+02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Caleidoscópio de Mulheres</category><title>Castanho-escuro</title><description>&lt;div align="justify"&gt;“&lt;em&gt;Amor?...&lt;/em&gt;”
&lt;br /&gt;A voz dela, vinda da cozinha, fá-lo virar a cabeça da televisão.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Diz, querida...&lt;/em&gt;”, responde, sem a ver.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Queres provar a mousse de chocolate que fiz para amanhã?...&lt;/em&gt;”
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Ele sorri. Ela gosta de cozinhar, e por muito bem que faça as coisas, pede-lhe sempre que prove, que experimente. Principalmente quando reinventa receitas.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Pode ser!&lt;/em&gt;”, responde, e olha de novo para a televisão.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Não a vê entrar, mas sente-a perto, num ligeiro movimento de ar com perfume a chocolate e flores e fêmea.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Ela aproxima-se dele, sentado no sofá castanho-escuro, e empoleira-se-lhe nos joelhos, de frente para ele.
&lt;br /&gt;Traz uma pequena taça com mousse de chocolate, escura e aromática, na mão esquerda.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Sorri, e passa um dedo na mousse, estendendo-lho.
&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O sorriso traquina a contrastar com o olhar meigo.&lt;/em&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Ele sorri, e lambe-lhe o dedo, gulosamente, demorando-se mesmo quando o creme já acabou.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Mmmmm...&lt;/em&gt;”, murmura, e ela sorri.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Gostas?...&lt;/em&gt;”, pergunta, num jeito falsamente inocente, um sorriso a despontar, os olhos escuros brilhantes.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Hum-hum...&lt;/em&gt;”, acena, a olhá-la.
&lt;br /&gt;Vestida de simples t-shirt e calções, descalça, descontraída, empoleirada nos joelhos dele, o cabelo escuro preso na nuca como sempre faz quando está a cozinhar.
&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Atraente.&lt;/em&gt;
&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Apetitosa.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Ela vê o olhar dele a percorrê-la, a demorar-se nas pernas, nas ancas, nos seios, no rosto dela.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Tira mais um pedaço de mousse com o dedo e pergunta, a voz num sussurro em que o tesão se revela.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Mais?...&lt;/em&gt;”
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Hum-hum...&lt;/em&gt;”, responde, e inclina-se para lhe chupar o dedo, enquanto as mãos vagueiam nas ancas dela, na cintura.
&lt;br /&gt;Ela arqueia ligeiramente o corpo, na direcção dele, e ele vê os mamilos a arrebitarem, salientes no tecido da camisola.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Mais...&lt;/em&gt;”, diz, “&lt;em&gt;quero muito mais...&lt;/em&gt;”, e sobe-lhe a camisola, sentindo-lhe os mamilos arrebitados na ponta dos dedos, os seios a enrijecerem contra a palma das mãos.
&lt;br /&gt;Ela escorrega no colo dele, pousando os joelhos no sofá, enquanto ele lhe despe a camisola sem deixar de lhe beijar, lamber, chupar os dedos da mão.
&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Através dos tecidos da roupa de ambos, ela sente-lhe a erecção, bem firme, bem dura, puro tesão.&lt;/em&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Tenta pousar a taça, mas ele impede-a.
&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Espera.&lt;/em&gt;”, diz, e tira-lhe a taça da mão e verte, devagar, a mousse sobre o peito dela, nos mamilos, no ventre.
&lt;br /&gt;Pousa a taça no chão, e olha-a, os mamilos erectos com chocolate a escorrer, os olhos semicerrados de prazer e vontade.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Deita-a sobre o sofá e começa a lambê-la.
&lt;br /&gt;Devagarinho, em pequenos beijos, toques ligeiros, lambidelas prolongadas, o corpo dela a agitar-se, e a contorcer-se contra ele.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Despe-lhe os calções, deliciando-se com a nudez dela, com o corpo que se contorce debaixo do dele, contra a pele do sofá.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Anda cá...&lt;/em&gt;”, geme, chamando-o.
&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Quero-te...&lt;/em&gt;”, sussurra, entre um gemido e outro.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Rapidamente, despe-se, sem deixar de a acariciar com a língua.
&lt;br /&gt;Põe uma mão no meio das pernas dela, sentindo-a molhada, e continua a beijar-lhe os mamilos, duas jóias escuras na pele morena da praia.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Anda!...&lt;/em&gt;”, e a voz dela é urgente, faminta dele.
&lt;br /&gt;Ele ajoelha-se no sofá, e abre-lhe as pernas, colocando-as sobre os ombros.
&lt;br /&gt;E penetra-a, devagar, a senti-la a abrir-se para ele, molhada e quente e macia.
&lt;br /&gt;Penetra-a, completamente, profundamente...
&lt;br /&gt;Orgulhosamente duro e viril, conquista-a, sentindo-a respirar, sentindo o coração dela a bater, sentindo-a toda... &lt;em&gt;Dele&lt;/em&gt;...
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E nos movimentos da Dança Antiga, perde-se nela, que se perde nele, e o Mundo inteiro torna-se apenas num, resume-se apenas a um... &lt;strong&gt;Um só corpo em harmonia e prazer e entrega, num sofá castanho-escuro...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6064514511691596479-1410476919035071828?l=prisaodepalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/PrisoDePalavras/~3/NJxQPWeKbNI/castanho-escuro.html</link><author>noreply@blogger.com (Fada)</author><thr:total>10</thr:total><feedburner:origLink>http://prisaodepalavras.blogspot.com/2011/09/castanho-escuro.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6064514511691596479.post-3353943419705787205</guid><pubDate>Mon, 29 Aug 2011 09:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-29T11:14:44.630+02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">espelhos</category><title>Corpo de sal</title><description>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Segoe UI&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt;É quando o meu corpo se fantasia de estátua de sal, neste mar onde o azul e o verde se beijam em despudoradas e translúcidas mesclas de cores, é quando sinto o frio imenso e salgado lamber-me a pele, é quando me banho nua e só neste pequeno local que é meu, é agora que mais sinto, voraz, a tua ausência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Segoe UI&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt;A ausência de quem nunca comigo esteve, de quem nunca me saboreou, a quem nunca ofereci este abraço moreno e este corpo que sonha entregar-se ao teu, numa vontade que começou discreta e sensata e se transformou numa cobra que me estrangula de desejo, de cada vez que te penso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Segoe UI&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt;E esta luxúria dos sentidos que me consome sem te ter liberta-se agora nas mãos doces de Iemanjá, que me afaga a tristeza e me embala devagar, levando-me para longe da areia da praia…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6064514511691596479-3353943419705787205?l=prisaodepalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/PrisoDePalavras/~3/jPuf1A7Hbjo/corpo-de-sal.html</link><author>noreply@blogger.com (Mag)</author><thr:total>5</thr:total><feedburner:origLink>http://prisaodepalavras.blogspot.com/2011/08/corpo-de-sal.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6064514511691596479.post-752927872862213220</guid><pubDate>Sat, 23 Jul 2011 08:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-23T10:21:21.296+02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Caleidoscópio de Mulheres</category><title>Vermelho-brilhante</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Deitados, de frente um para o outro, as pernas enroladas, olham-se, observam-se, seduzem-se mutuamente.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tira-lhe uma madeixa do cabelo de cima do rosto, e vê, nos olhos dela, o que lhe vai na Alma.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Desejo.&lt;br /&gt;Receio.&lt;br /&gt;Ansiedade.&lt;br /&gt;Vontade.&lt;br /&gt;Dúvida.&lt;br /&gt;Certeza.&lt;br /&gt;Expectativa.&lt;br /&gt;Defesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camadas de sentimentos e pensamentos que desenham e reforçam as muralhas que a protegem da Vida.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os lábios dela, mancha vermelha e rubra no rosto corado, chamam por ele em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele beija-a.&lt;br /&gt;Devagar, saboreia a boca dela como saborearia um morango maduro e firme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrega-se, nesse beijo, quente e húmido e embriagante e, atento, escuta o que o corpo dela lhe diz em ondulações e movimentos suaves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ela ainda não está preparada.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Anos e anos de feridas e tristezas e dores, criaram uma defesa nela que ele ainda terá de derrubar, se a quer em plenitude.&lt;br /&gt;E ele deseja-a assim: completa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua a beijá-la, e atento aos sinais.&lt;br /&gt;Devagar, lentamente, sente algumas brechas nas defesas que ela possui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E beija-a... Na boca macia, no rosto, no pescoço, no peito...&lt;br /&gt;As mãos dele, ternas, gentis e fortes, despem-na, devagar, da mesma forma como a Alma dele despe a dela.&lt;br /&gt;Com calma, numa dança lenta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem parar de a beijar, despe-a por completo.&lt;br /&gt;E enquanto a beija, as mãos que tiraram a roupa, deslizam e pesquisam os mistérios que ela guardou tanto tempo.&lt;br /&gt;Toca-a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo dela reage, &lt;em&gt;o corpo dela está preparado.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha-a nos olhos semicerrados, e vislumbra ainda uma ou outra muralha por derrubar.&lt;br /&gt;Ainda há um brilho de receio, de defesa, de controlo de si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloca-se por cima dela, entre as pernas dela, e beija-a de novo, profundamente, sem pressa, e no beijo dela, sente que as últimas barreiras foram derrubadas.&lt;br /&gt;Sente-a pronta.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pronta para se entregar, sem medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Então...&lt;br /&gt;Penetra-a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devagar, sente-a abrir-se para ele, húmida, quente, macia, a recebê-lo.&lt;br /&gt;A entregar-se.&lt;br /&gt;O corpo dela reage ao dele, o corpo dele mergulha nela, e fundem-se em calor e desejo...&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fundem-se num só&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos movimentos da dança amorosa, ele segura-a no rosto, e vê-se nos olhos dela.&lt;br /&gt;Ele, nela.&lt;br /&gt;Completo, totalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas não a encontra.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;No brilho dos olhos dela, ela não está lá, só ele.&lt;br /&gt;Respira fundo, geme, &lt;em&gt;o corpo dela a descontrolá-lo&lt;/em&gt;, e procura-a.&lt;br /&gt;Procura-a dentro dele e é dentro dele que a encontra, perdida nele, indefesa na entrega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;E a Alma dele abraça a dela, e eles são Um, são Luz, são Amor...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A madrugada encontra-os abraçados, adormecidos, as pernas entrelaçadas, a cabeça dela no peito dele.&lt;br /&gt;As respirações são suaves, serenas, seguras.&lt;br /&gt;Ao perderem-se um no outro, plenamente, ambos reencontraram-se de novo...&lt;br /&gt;Ambos...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Renasceram...&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6064514511691596479-752927872862213220?l=prisaodepalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/PrisoDePalavras/~3/bVg02dRXAKw/vermelho-brilhante.html</link><author>noreply@blogger.com (Fada)</author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://prisaodepalavras.blogspot.com/2011/07/vermelho-brilhante.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6064514511691596479.post-6428311255726234987</guid><pubDate>Tue, 19 Jul 2011 14:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-19T16:49:16.398+02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">espelhos</category><title>Os segundos da dúvida</title><description>Fui eu que sonhei, ou aconteceu?&lt;br /&gt;
As memórias escapam-se-me por entre as sinopses gastas do meu coração cansado das milhas áridas que já percorreu.&lt;br /&gt;
Talvez tenha sido apenas um momento fabricado com cuidado pelo meu desejo. Talvez tenha sido o meu leve querer, um misto de gosto/desgosto que por algum motivo te elegeu de entre um milhar de rostos, corpos e almas.&lt;br /&gt;
Ou talvez tenha sido a palpitante realidade, um universo que me abriu a porta timidamente, mostrando-me um caminho que podia ter percorrido. Mas o medo apanhou-me à traição... por isso nunca o saberei.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uns segundos.&lt;br /&gt;
Foi o tempo em que o teu olhar se alambazou no meu.&lt;br /&gt;
O tempo em que a tua mão se estendeu ávida para a minha, enquanto me deixavas naquele cais de embarque, na despedida.&lt;br /&gt;
O tempo em que me estendeste um beijo destinado aos meus lábios... o beijo a que eu cobardemente fugi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O tempo que não dá meia volta, e se perdeu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fui eu que sonhei, ou aconteceu?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6064514511691596479-6428311255726234987?l=prisaodepalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/PrisoDePalavras/~3/TlyoeXIkb4o/os-segundos-da-duvida.html</link><author>noreply@blogger.com (Mag)</author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://prisaodepalavras.blogspot.com/2011/07/os-segundos-da-duvida.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6064514511691596479.post-4634520459932512858</guid><pubDate>Sun, 10 Jul 2011 15:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-25T01:37:23.647+02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Contos de A Mor..</category><title>Loba</title><description>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 4.75pt; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: .05pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;Eu a vi descer do ribo do morro &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 4.75pt; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: .05pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;olhar na trilha&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 4.75pt; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: .05pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;focada&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 4.75pt; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: .05pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;bicho mulher.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 4.75pt; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: .05pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;Gelei&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 4.75pt; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: .05pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;do pelo a lua mostrou castanha-branca-castanha-cinza&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 4.75pt; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: .05pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;me farejou&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 4.75pt; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: .05pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;deu a volta &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 4.75pt; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: .05pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;eu parado - ir pra onde?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 4.75pt; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: .05pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;comeu com calma e com fome&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 4.75pt; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: .05pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;voltou&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 4.75pt; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: .05pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;subiu na trilha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 4.75pt; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: .05pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;Nunca mais dormi.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 4.75pt; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: .05pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-size: large;"&gt;Volto lá toda noite.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6064514511691596479-4634520459932512858?l=prisaodepalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/PrisoDePalavras/~3/qW1IPYa2kjU/loba.html</link><author>noreply@blogger.com (A Mor..)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://prisaodepalavras.blogspot.com/2011/07/loba.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6064514511691596479.post-7052742159910911474</guid><pubDate>Thu, 16 Jun 2011 18:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-18T00:39:01.396+02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Caleidoscópio de Mulheres</category><title>Amarelinho</title><description>&lt;div align="justify"&gt;O Sol, quente e dourado, vai caindo sobre Faro, iluminando e aquecendo as casas dos pescadores da Ilha do Farol e as casas de férias de alguns mais afortunados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na pequena casa, branca com as persianas amarelas, ela espera-o.&lt;br /&gt;Vai arranjando uma salada, cozendo umas batatas novas com pele e uns ovos caseiros, a preparar o jantar para ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, sai para o pequeno jardim, delimitado por um pequeno muro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloca uma toalha amarela com flores azuis sobre a mesa de plástico branco e acende umas velas de citronela, para afugentar os mosquitos e as melgas.&lt;br /&gt;Põe os pratos, os guardanapos presos com argolas em forma de girassóis, os copos para o vinho, o talher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longe, vê-o aparecer, a andar devagar, relaxado, sereno, descontraído, a parar de tempos a tempos para fotografar o que entendia de interesse, o mar, a ria, as flores, os barcos, o pôr-do-sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entra de novo em casa, e sai com um cesto de pão já cortado e um prato com um Queijo Amarelo da Beira Baixa, a pasta untuosa e semi-mole a descair na parte já encetada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pousa-os na mesa e sente as mãos dele a envolverem-lhe a cintura, enquanto a voz dele, quente e doce, lhe soa ao ouvido:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Então, minha querida...&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela volta-se e enlaça-o pelo pescoço, aconchegando o corpo no dele.&lt;br /&gt;Os lábios dela procuram os dele, num gesto terno e meigo, e beija-o, delicada e desejosa, num beijo profundo que ele devolve sem hesitação.&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Olá, amor...&lt;/span&gt;", murmura, deliciada, os lábios dela a acariciarem-lhe o rosto, as mãos dela a deslizarem no cabelo dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Separam-se, apenas o suficiente para ele pegar na máquina fotográfica, e lhe mostrar uma das fotografias que tirara.&lt;br /&gt;E enquanto lhe mostra, olha em volta, para a mesa de jantar, para o queijo apetitoso, para tudo o que o Sol doura, e murmura, agradado:&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Está tudo tão amarelinho...&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-BQC9bd4qoXo/TfvVkhHSqBI/AAAAAAAABWs/yrbHS7ElAFU/s1600/Faro%2Bsunset.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-BQC9bd4qoXo/TfvVkhHSqBI/AAAAAAAABWs/yrbHS7ElAFU/s400/Faro%2Bsunset.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5619319783415785490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6064514511691596479-7052742159910911474?l=prisaodepalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/PrisoDePalavras/~3/SO10Xsxb08c/amarelinho.html</link><author>noreply@blogger.com (Fada)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-BQC9bd4qoXo/TfvVkhHSqBI/AAAAAAAABWs/yrbHS7ElAFU/s72-c/Faro%2Bsunset.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>7</thr:total><feedburner:origLink>http://prisaodepalavras.blogspot.com/2011/06/amarelinho.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6064514511691596479.post-1018947524541030212</guid><pubDate>Mon, 13 Jun 2011 15:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-13T17:55:36.780+02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">espelhos</category><title>O momento que tudo mudou</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Furioso, atirou o capacete para&amp;nbsp;o chão&amp;nbsp;e começou a andar para&amp;nbsp;bem longe&amp;nbsp;da multidão que o olhava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fervia de indignação, misturada com uma irracional raiva contra si mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pressionava-se para ser o melhor, mas no fundo continuava a criança assustada que precisava de apoio emocional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela viu-o partir e, suspirando, seguiu calmamente no seu encalço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já o conhecia o suficiente para saber que por debaixo daquele corpo de homem adulto se silenciava uma alma sensível em busca de carinho e amor. Que nunca admitiria. E sabia que os primeiros momentos seriam de ira, pelo que convinha deixá-lo só. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele sentiu-a chegar muito antes de a ver. O seu corpo dava o alarme de cada vez que a sentia perto. Tinha de esconder esse sentimento crescente e responder à urgência do toque com momentos de fingida descontracção no grupo. Eram tão fugazes e deixavam-no tão insatisfeito que de noite, com a namorada nos braços, percebia-se a imaginar que era a ela quem abraçava e beijava... e se torturava em seguida, achando-se o pior de todos os homens.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naquele momento a raiva misturava-se com o desejo forte de lhe sentir a pele, o gosto, o corpo contra o seu, e a ira parecia incendiar, a ponto de ameaçar ensandecê-lo, a loucura dos sentidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O seu olhar chamou-a, sem palavras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devagar, ela chegou ao pé dele e passou-lhe uma mão ao de leve num dos braços. Não precisava de muito para o fazer sentir que estava ali. Era o papel dela, e fazia-o com todos os membros da equipa. Claro que ele era especial... mas isso não o podia deixar saber. Não sabia mais como o esconder, na verdade, porque o sentimento que a consumia parecia-lhe transbordar por todos os poros da pele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem pensar, ele puxou-a com força contra o seu peito e enlaçou-a pela cintura. Chorava de raiva, dor, carência, paixão, desejo e&amp;nbsp;medo. Os dedos dela tocaram-lhe nas lágrimas e os dois olharam-se durante uns segundos que pareceram durar uma eternidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E depois o Mundo desabou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com sede, ele procurou-lhe os lábios, enquanto os dedos matavam a fome explorando o seu corpo. Ardia. E já não havia volta atrás no caminho que escolhera.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O corpo dela parecia convidá-lo à descoberta. Não o esperava, de todo, mas pressentia nela a mesma voraz vontade que o acordava de noite depois de horas a sonhar amá-la.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apercebeu-se de repente que o estava a fazer naquele momento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Encostara-a contra uma pedra e beijava-lhe os seios, enquanto os seus dedos traçavam a rota tão ansiada de encontro ao centro do seu desejo, encontrando-a húmida. Respirando ofegantemente, ela olhava-o bem nos olhos enquanto o guiava para dentro de si, num óbvio convite à consumação do prazer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ambos gritaram baixinho no momento da penetração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tinham vivenciado mil vezes aquele encontro, mas nem nas suas fantasias mais loucas supuseram uma união tão completa e uma entrega tão imensa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mergulho veio abençoado e rápido, em simultâneo, um embutir de todos os sentidos conjugados num único instante. A descida ao abismo esgotou-lhes as forças e deixaram-se ficar abraçados e perdidos, mais juntos que nunca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E tudo mudou nesse momento.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6064514511691596479-1018947524541030212?l=prisaodepalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/PrisoDePalavras/~3/ExQGE0wNo4E/o-momento-que-tudo-mudou.html</link><author>noreply@blogger.com (Mag)</author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://prisaodepalavras.blogspot.com/2011/06/o-momento-que-tudo-mudou.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6064514511691596479.post-2880388953759048474</guid><pubDate>Wed, 08 Jun 2011 12:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-08T14:45:29.730+02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">A janela</category><title>Um dia destes</title><description>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: FR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Num dia, que não este, vais dizer-me o que quero ouvir, mesmo que as comportas da barragem se abram e uma nova albufeira apareça.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: FR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Num dia, que não este, vou ter a coragem de dizer o que penso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: FR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Num dia, que não este, vou fazer o que deve ser feito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: FR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Num dia, que não este, vou deixar de mentir, vou dizer que não, não estou bem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: FR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Num dia, que não este, vou aceitar que não posso racionalizar sentimentos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: FR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Num dia, que não este, vou aparecer à tua porta, de mala na mão à espera de um para sempre.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: FR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Nesse dia, vou acordar como sempre, com saudades de ti, de nós. Vou abrir os olhos e saber, que o dia chegou. Ainda não é hoje, o dia, mas em breve.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6064514511691596479-2880388953759048474?l=prisaodepalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/PrisoDePalavras/~3/jKUyhWaXNPs/um-dia-destes.html</link><author>noreply@blogger.com (Maya Gaarder)</author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://prisaodepalavras.blogspot.com/2011/06/um-dia-destes.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6064514511691596479.post-5866113994090091332</guid><pubDate>Sun, 05 Jun 2011 17:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-25T01:37:23.648+02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Contos de A Mor..</category><title>Um jardim</title><description>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;Naquele vaso a água alimenta &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;o jardim que cultivei por trinta crepúsculos,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;regando com apreço, afinco e&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;dedicação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;Naquele vaso desabrocham rosas vermelhas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;que colorem o dia com seu sorriso afetuoso, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;transparecendo o cuidado dedicado a cada amanhecer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;As rosas murcharão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;destroçando suas pétalas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;Mas há, de permanecer intacto meu jardim&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;que a cada nova aurora se renova&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6064514511691596479-5866113994090091332?l=prisaodepalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/PrisoDePalavras/~3/nWZcuvIhX4Y/um-jardim.html</link><author>noreply@blogger.com (A Mor..)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://prisaodepalavras.blogspot.com/2011/06/um-jardim.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6064514511691596479.post-2693004154349365098</guid><pubDate>Tue, 10 May 2011 20:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-11T01:36:08.822+02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Caleidoscópio de Mulheres</category><title>Branco</title><description>&lt;p align="justify"&gt;Ele abre a porta do quarto do hotel, cedendo-lhe a passagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entram, e as luzes que se acendem mostram um quarto num estilo moderno, onde tons de cinza, rosa e prata salpicam um branco puro nos móveis e nos tecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre uma mesa da suite, um arranjo de lírios rosados e rosas brancas perfumam o ambiente e chamam a atenção para um frappé onde uma garrafa de espumante os aguarda, mergulhada em gelo, com duas flutes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela avança uns passos no quarto e fica parada, no meio, de costas para ele. Sente-se levemente nervosa, &lt;em&gt;como uma noiva virgem na noite de núpcias,&lt;/em&gt; e pensa em todas as voltas que o Universo deu até os juntar, meses antes, e nesta que será a primeira noite juntos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele aproxima-se dela e enlaça-a, por detrás. Beija-a no pescoço, no ombro, e ela aconchega-se no abraço que a envolve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sente-a nervosa, frágil, delicada, e sabe que não há pressa, há apenas muita vontade, muito tesão, muita paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solta-a e diz-lhe, meigo: “Queres ir até à varanda?...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela vira-se e sorri-lhe, num sorriso aberto, cintilante, e aceita.&lt;br /&gt;Dirige-se à porta da varanda, que abre, e sai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Momentos depois, ele aparece a seu lado, com duas flutes com espumante. Entrega-lhe uma e toca na dela, com um brinde ligeiro e um sorriso.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sem palavras, tudo o que ele deseja para ambos é dito pelo olhar sincero e doce.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ela prova o espumante, a espuma do mesmo a desfazer-se-lhe nos lábios rubros, a apreciar a frescura do mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele enlaça-a, de lado, o braço dele num gesto terno e protector, e ficam ambos a olhar o mar, o reflexo de prata da Lua Cheia na água, a espuma das ondas que rebentam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pousa o copo, e abraça-o.&lt;br /&gt;Desejosa, meiga, suave, já serena...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele pousa o dele e corresponde ao abraço, e os lábios dele procuram os dela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijam-se, delicadamente, ao início, e depois mais profundamente, sôfregos, sedentos um do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mãos dele percorrem-lhe o corpo, ansioso, desejoso dela, e ela corresponde, soltando-lhe a camisa, libertando cada botão, devagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele abre-lhe o fecho do vestido, &lt;em&gt;coincidentemente branco, com bordado inglês, que lhe empresta um ar de inocência e pureza&lt;/em&gt;, sentindo-lhe as costas nuas. Afasta-se um pouco e solta-lhe o vestido, que cai aos pés dela, deixando-o ver, iluminados pelo luar e pelas luzes do quarto, os mamilos erectos, excitados, chamativos, duas jóias preciosas no tesouro do corpo dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beija-a, desejoso, nos lábios, no pescoço, no peito, demorando-se em cada mamilo, desce para o ventre dela, sentindo-a a tremer de excitação, e devagar, tira-lhe a tanguinha, branca e rendada, descobrindo-a...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mergulha nela, em beijos e toques suaves, desejosos, e sente-a molhada, quente, doce...&lt;br /&gt;Saboreia-a, devagar, segurando-a nas pernas longas que sente tremer e perder as forças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num gemido, a desfazer-se em prazer, as mãos dela puxam-no... Deseja-o de outra forma, e ele ergue-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beija-o, sentindo o sabor dela na boca dele, &lt;em&gt;o gosto do prazer&lt;/em&gt;, e despe-lhe a camisa, as calças, soltando-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajoelha-se e coloca-o na boca, sentindo-o duro, quente, a pulsar de prazer.&lt;br /&gt;Beija-o, lambe-o, chupa-o, mordisca-o, desejosa, sedenta dele...&lt;br /&gt;Demora-se, muda o ritmo, abranda, avança, dando-lhe prazer e aumentando o seu próprio tesão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedica-se-lhe, sem pressa...&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É a primeira noite, tão desejada, tão ansiada por ambos, e ainda agora começou...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;As mãos dele agarram-lhe e afagam-lhe os cabelos compridos e escuros, afastando-os do rosto dela.&lt;br /&gt;Ele sente-se a atingir o auge e diz-lho, num murmúrio rouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela abre os olhos, fitando-o, e entre um beijo e outro, sussurra:&lt;br /&gt;“Tenho sede de ti...”&lt;br /&gt;E continua a beijá-lo, provocadora, sedutora, até que o sente a explodir...&lt;br /&gt;E recebe, na boca sequiosa, o prazer dele tornado néctar, convertido num creme saboroso, leitoso... &lt;em&gt;Branco&lt;/em&gt;...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6064514511691596479-2693004154349365098?l=prisaodepalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/PrisoDePalavras/~3/F-eryaXfJOY/branco.html</link><author>noreply@blogger.com (Fada)</author><thr:total>6</thr:total><feedburner:origLink>http://prisaodepalavras.blogspot.com/2011/05/branco.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6064514511691596479.post-5683790017497227269</guid><pubDate>Mon, 02 May 2011 08:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-02T10:00:45.277+02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">espelhos</category><title>A sacerdotisa</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abro os olhos pestanejando com a luz amorosa do Sol a refastelar-se já pelo quarto adentro, descobrindo-me os segredos enfiados em gavetas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto sacudo de mim a réstia do sonho, abraçando o novo dia que se descobre diante de mim e aplaudindo-o com a alma aberta, entranha-se-me a ideia de que aquele será um dia verdadeiramente especial no meu caminho. Alegram-se-me os olhos e pula-me o coração no peito em antecipação da noite mágica, o familiar medo apertando-me o pescoço. Mas aprendi que o medo é apenas a manifestação do que nos é querido. E este passo, sem dúvida, será a oficialização do meu destino sagrado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquele para onde os meus passos me conduziram, primeiro a menina tímida e diferente, com o vento do Norte a soprar-lhe ainda em sussurro distante no ventre, depois a jovem em busca de se encontrar na sabedoria ancestral, apalpando o caminho apenas com a candeia daquilo que a alma reconhecia como seu, e por fim a mulher que hoje contemplo ao espelho, olhos dourados de esperança e amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De pequena mendiga de amor a sacerdotisa da fecundidade e da fé.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De semente fincada na terra a flor vibrante de cor exposta aos elementos. Que tanto amo e protejo – Ar, Terra, Água e Fogo, cruzando-se nas minhas veias de maga, fundindo-se no quinto, que deles depende: o Homem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E seria na noite indicada nas cartas da Vida da minha madrinha, noite em que a Lua se enche de prata no céu, gorda de orgulho e prenha de luz, que ela me nomearia sua sucessora nos caminhos de Maga, a nova Sacerdotisa do Povo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto sonho acordada com a cerimónia que Rayna, minha madrinha, me havia descrito, preparo tudo o que precisaremos para a noite: o vinho quente com especiarias e ervas, receita (diz-se) que descende da primeira Sacerdotisa, Lydia, os pães de mel para forrar o estômago, lenha para a fogueira, a mistura de cinza, mirra e incenso para desenhar o pentagrama na terra, os tambores para animar aquilo que se pretende ser uma festa, um júbilo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O meu vestido, sonhado por mim em noite de Lua minguante, precisamente 21 dias após o final da minha aprendizagem, está pendurado no roupeiro do meu quarto. Olho-o com orgulho, pois é o traje mais belo que alguma vez vi: veludo em tom lilás, bordado com desenhos de estrelas, luas, sóis e animais inventados, debruado a fios de prata como manda a tradição. Ruborizo-me de gozo só de pensar em envergá-lo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Finalmente tudo está pronto e, como se adivinhasse o momento certo para aparecer, Rayna chega para me ajudar a vestir e me purificar a mente, o corpo, coração e alma, preparando-me para receber a bênção mais importante do meu Povo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seguimos para a floresta, para o local de culto, guiadas pela luz cúmplice da Lua e a magia que se sente na pele, a todo o tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As pedras do altar recortam-se no céu negro e se não conhecesse este lugar como a palma da minha mão assustar-me-ia com a força que nele habita. Força de séculos de magia que aqui se celebraram, de sabedoria espalhada para o bem de todos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rayna e eu acendemos a fogueira, com cuidado, e colocamos o vinho e o mel sobre uma das pedras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os habitantes da aldeia começam a chegar aos poucos, as faces coradas dos afazeres diários e da expectativa antecipada. Eram celebrados com grande alegria, aqueles actos. Somos uma família, quando nos unimos em cânticos ao redor das chamas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estamos todos, e distribuo o vinho. Bebe-se generosamente, solta-se a língua, canta-se aqui e acolá até que, embalados ao mesmo ritmo, damos conta que estamos em roda, a vibrar. E eu, Lilith, no centro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rayna rompe pelo círculo e busca-me pela mão até ao charco de água. Estou em meio transe, ouço as vozes a cantar como se de um ruído distante se tratasse. Despe-me as roupas e diz-me para me baptizar no charco. Em voz alta, grita o meu nome, e anuncia-me como a nova Sacerdotisa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não tenho vergonha nem sinto pudor da minha nudez, antes um calor se me enrola no corpo enquanto me encaminho, guiada pelo meu espírito-guia, para o centro do pentagrama.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Povo rodeia-me e sinto a força nas suas vozes e o orgulho nos seus olhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A energia invade-me, preenche-me, domina-me, emprenha-me. Deixo-me ir, ao sabor do vento do Norte, senhora do meu caminho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E tudo se faz luz, e tudo se faz negro, e tudo se faz uno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6064514511691596479-5683790017497227269?l=prisaodepalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/PrisoDePalavras/~3/OVm3krBdIng/sacerdotisa.html</link><author>noreply@blogger.com (Mag)</author><thr:total>4</thr:total><feedburner:origLink>http://prisaodepalavras.blogspot.com/2011/05/sacerdotisa.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6064514511691596479.post-482378793844279403</guid><pubDate>Fri, 29 Apr 2011 11:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-04-29T13:50:48.520+02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">A janela</category><title>Amo-te</title><description>&lt;span style="mso-ansi-language: FR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin: 0cm 0cm 0pt 19.5pt; mso-add-space: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: FR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Nunca o tinha dito a ninguém. Não porque nunca o tivesse sentido, achava que sim. Que a determinada altura até amou, ou não. Não sabia, nunca teve a certeza suficiente para que a palavra lhe saísse naturalmente, por isso nunca o disse. Gosto de ti, quero-te, desejo-te, sim, imensas vezes às pessoas que lhe tinham passado pela vida. Nunca amo-te, a ninguém.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin: 0cm 0cm 0pt 19.5pt; mso-add-space: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: FR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Ouvia muitas vezes as pessoas a dizê-lo como quem diz um «&amp;nbsp;bom dia, como estás&amp;nbsp;», banalizando a palavra, transformando-a em algo vulgar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin: 0cm 0cm 0pt 19.5pt; mso-add-space: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: FR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Mas, a verdade é que era apenas uma palavra, não era&amp;nbsp;? Uma palavra à qual se atribuía demasiado significado, pelo menos ela fazia-o. Tinham-lhe perguntado, há tempos, &lt;em&gt;Amas-me&amp;nbsp;?&lt;/em&gt; ela sorriu e respondeu com outra pergunta, &lt;em&gt;o que achas&amp;nbsp;?&lt;/em&gt; ele disse-lhe que sim, que achava que sim, &lt;em&gt;então isso deve bastar&lt;/em&gt;, foi a resposta dela. Terminaram a relação pouco tempo depois, ele terminou na verdade. Acusando-a de ser fria, sem sentimentos, incapaz de amar. Apenas porque não lho disse. Talvez tivesse razão, talvez ela fosse mesmo uma pessoa fria, porque para além de não o dizer, também nunca quis ouvir, nunca o perguntou a ninguém. Se lho diziam, era bom, mas se não o fizessem, era igual.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin: 0cm 0cm 0pt 19.5pt; mso-add-space: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: FR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Até agora. Agora dava por si a engasgar-se com a palavra que parecia querer saltar-lhe da boca. Agora olhava para ele e tudo o que lhe apetecia dizer era Amo-te. Eu amo-te. Logo agora, quando não era suposto dizer, quando nem sequer sabia se era algo que ele queria ouvir.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin: 0cm 0cm 0pt 19.5pt; mso-add-space: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: FR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Era engraçado, que logo agora que o queria dizer, estivesse numa posição em que nunca o faria, não o diria em voz alta. Mas podia pensá-lo, e dizê-lo para si própria, não havia mal nenhum nisso, ninguém teria de ouvi-la dizer Amo-te, Eu amo-te, ninguém precisava saber. Só ela…&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpLast" style="margin: 0cm 0cm 10pt 19.5pt; mso-add-space: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6064514511691596479-482378793844279403?l=prisaodepalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/PrisoDePalavras/~3/84KnGF1-Yck/amo-te.html</link><author>noreply@blogger.com (Maya Gaarder)</author><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://prisaodepalavras.blogspot.com/2011/04/amo-te.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6064514511691596479.post-2460916276943470347</guid><pubDate>Sun, 17 Apr 2011 22:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-04-18T00:29:14.514+02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Privilégios noutras paragens</category><title>Retorno</title><description>&lt;p class="MsoNormal"&gt;-Desculpa, dás-me um cigarro?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Porque não… &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;até te faço companhia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Há muito que não te vejo por aqui.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Costumava vir todos meses, às vezes com tempo e outras apressado, um dia distrai-me…&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-E deixaste de vir!?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Esqueci-me do caminho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-E como chegaste cá hoje?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Por acaso, deambulava sem destino e quando dei por mim estava por aqui.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-E encontraste-me?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Parece-me que foste mais tu que me encontraste.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Eu esperava por ti.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Por mim?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Ou por um dos teus personagens.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-E tens algum que prefiras?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Tenho vários, gosto sobretudo dos loucos e dos perdidos e dos imprevistos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Porquê?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Não sei, não tem que haver uma razão para tudo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Pois não.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Vais voltar?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Quando? Onde?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Na próxima vez, aqui onde podemos partilhar um cigarro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-E partilhar um caminho perdido ou um devaneio ou a imprevisibilidade de uma palavra sem contexto?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Tinha saudades de te ter por cá.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Parece-me que tinha falta de cá vir.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Dás-me outro cigarro?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6064514511691596479-2460916276943470347?l=prisaodepalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/PrisoDePalavras/~3/KcHanfAjDR8/retorno.html</link><author>noreply@blogger.com (LBJ)</author><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://prisaodepalavras.blogspot.com/2011/04/retorno.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6064514511691596479.post-4514569105975171649</guid><pubDate>Sun, 10 Apr 2011 23:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-04-11T01:10:13.320+02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Contos Esquecidos</category><title>Num mundo que não este, o teu(0)...</title><description>Reside mais mundos que não ves , um deles diz se que é o passado ainda a correr a repercutir-se pelos ouvidos mais abertos resolvidos a entender os absurdos . E é nesse plano que me vi enclausurada . Vivendo o passado descompassadamente e repetidamente , pensei que tinha enlouquecido , e enlouqueci perdi o rumo mas encontrei-o quando tentei perceber a razão para este labirinto psiquico, cai por um portal e para outro mundo onde a razão o tempo e a gravidade nao coexiste, um microcosmos onde poderiamos contemplar o tamanho do nucleo de um atomo enquanto percorriamos distancias inimagináveis e desafiantes à paciencia de qualquer resistente de controle mental . Nesse mundo entendi que não sou nada mas que faço parte do tudo, essa conclusão pareceu-me mais lógica na altura , agora nem tanto , em todos eles descobri a emoção amor na origem simbólica da vida como que se fosse eu a relembrar-me a mim mesma que em todos os lugares existe o amor , ate neste 3º mundo que dizem ser nosso. Que ilusão enorme , nós é que somos do Mundo.&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-dyI7Pq8iTwE/TaI3GLFjquI/AAAAAAAADZo/XCozt-c6wok/s1600/Trab_144_thumb%255B1%255D.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-dyI7Pq8iTwE/TaI3GLFjquI/AAAAAAAADZo/XCozt-c6wok/s320/Trab_144_thumb%255B1%255D.jpg" width="243" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6064514511691596479-4514569105975171649?l=prisaodepalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/PrisoDePalavras/~3/Jbuzeg5GNZ0/num-mundo-que-nao-este-o-teu0.html</link><author>noreply@blogger.com (I.D.Pena)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-dyI7Pq8iTwE/TaI3GLFjquI/AAAAAAAADZo/XCozt-c6wok/s72-c/Trab_144_thumb%255B1%255D.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://prisaodepalavras.blogspot.com/2011/04/num-mundo-que-nao-este-o-teu0.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6064514511691596479.post-3868449188710498988</guid><pubDate>Thu, 07 Apr 2011 18:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-04-08T02:28:04.898+02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Caleidoscópio de Mulheres</category><title>Vermelho-escuro</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Fim de tarde.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ele abre a porta de casa, e entra. Chama-a. &lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Querida?...&lt;/em&gt;" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sai da cozinha, sorridente, e encosta-se no umbral da porta. &lt;br /&gt;Ele olha-a.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mira-a&lt;/em&gt;, de alto a baixo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O cabelo apanhado, a mostrar o pescoço, a pele... &lt;br /&gt;O rosto bonito, sorridente, com um toque de provocação. &lt;br /&gt;O corpo envolvido num babydoll acetinado, vermelho-escuro. &lt;br /&gt;As pernas com meias de liga pretas, e botas altas, também pretas. &lt;br /&gt;Em cada mão, uma taça: uma com morangos maduros, e outra com natas batidas em chantilly.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele fica a observá-la, &lt;em&gt;o desejo a crescer nele&lt;/em&gt;, rápido. &lt;br /&gt;Ela estende as taças para ele e pergunta, numa voz suave, macia e quente: "&lt;em&gt;Queres lanchar?...&lt;/em&gt;" &lt;br /&gt;Ele sorri, pousa o que traz nas mãos e encaminha-se para ela. &lt;br /&gt;Ela estende-lhe a taça de chantilly, que ele segura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Bem perto um do outro, ainda sem se tocarem, olhos nos olhos, sorrisos nos lábios.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pega num morango vermelho-escuro, bem maduro, e passa-lhe a ponta pelo chantilly. &lt;br /&gt;Sorri, ainda mais traquina, &lt;em&gt;ar travesso&lt;/em&gt;, e aproxima-o da sua própria boca. Entreabre os lábios, e lambe o chantilly com a pontinha da língua... E mordisca o morango, devagar, sem deixar de o fitar... &lt;br /&gt;&lt;em&gt;Provocadora, sensual...&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;Ele aproxima-se mais dela e com a mão livre, enlaça-a e puxa-a a ele... &lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Esse morango é meu...&lt;/em&gt;", diz, baixinho, e beija-a, sentindo o sabor do morango, do chantilly, dos lábios dela, misturando-os com a saliva de ambos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela entrega-se no beijo e puxa-o para trás, devagar, até à mesa da cozinha. &lt;br /&gt;Pousa a taça dela, tira-lhe a dele, sem parar de o beijar. &lt;br /&gt;Senta-se na mesa, com ele no meio das pernas. &lt;br /&gt;As mãos dela soltam-lhe a gravata, abrem-lhe a camisa, deslizam-lhe no abdómen bem definido, soltam-lhe o cinto, soltam-lhe as calças... &lt;br /&gt;Enquanto as dele percorrem-lhe as curvas das pernas, das ancas, investigando a pele sob o babydoll. &lt;br /&gt;Pele que encontra nua, quente, macia... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre um beijo e outro, entre brincadeiras com morangos e chantilly, entre toques e carícias, cada vez mais quentes, cada vez mais húmidos, descobrem-se ambos, descobrem os mistérios guardados debaixo da roupa, e unem-se profundamente, deliciosamente, apaixonadamente... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no auge do prazer, os cabelos dela espalhados na mesa, os rostos ruborizados e suados, o corpo dele &lt;em&gt;nela&lt;/em&gt;, ela contorce-se contra ele e ele solta-se nela, dizendo-lhe, em voz rouca, desejosa e murmurada... &lt;br /&gt;"&lt;em&gt;És minha...&lt;/em&gt;" &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6064514511691596479-3868449188710498988?l=prisaodepalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/PrisoDePalavras/~3/8nrbjaHQa00/vermelho-escuro.html</link><author>noreply@blogger.com (Fada)</author><thr:total>15</thr:total><feedburner:origLink>http://prisaodepalavras.blogspot.com/2011/04/vermelho-escuro.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6064514511691596479.post-9159488884068694493</guid><pubDate>Thu, 24 Mar 2011 18:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-24T19:41:04.905+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">A janela</category><title>Vais voltar?</title><description>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: FR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;O som de uma mensagem recebida no telemóvel acordou-o. O relógio marcava 3 da manhã. Olhou para a mulher que continuava a dormir placidamente ao seu lado. Àquela hora, só podia ser uma pessoa. A mensagem, uma palavra apenas&amp;nbsp;: amanhã. Ia vê-la amanhã. Sentiu o estômago contrair-se instantâneamente, algo que acontecia sempre que pensava nela. Já não se viam há muito tempo, demasiado até.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: FR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Lembrava-se perfeitamente da última vez em que se viram, conseguia ainda ver com clareza a expressão do rosto dela, quando ele lhe fez a pergunta de sempre&amp;nbsp;: Vais voltar&amp;nbsp;? Sentiu a hesitação dela, prendeu a respiração esperando, esperando que dessa vez ela lhe dissesse que sim, que ia voltar. Estava convencido que daquela vez, a resposta quase foi diferente, mas no último momento, ela voltou-se e disse que não, não voltaria.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: FR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Mas amanhã, sim, amanhã encontrar-se-iam outra vez. No sítio de sempre. Onde por momentos, sempre tão breves, a teria nos braços e a amaria. Fingindo que não, fingindo que não a conhecia tão bem como a si próprio. Tratando-a como a uma estranha com quem partilhava apenas o corpo e umas horas de prazer. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: FR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Ao contrário do que ela pensava, conhecia-a, demasiado bem até. Por isso aceitava jogar nos termos dela, aceitava as condições dela, mas conhecia-a. Antes até de lhe ter falado pela primeira vez já a conhecia. Costumava vê-la ao longe, frequentavam os mesmos lugares, despertou-lhe a atenção pela primeira vez numa tarde em que a viu sentada sozinha numa mesa do café. Sempre foi observador e num momento de tédio enquanto esperava a mulher que tinha ficado de se encontrar com ele ali depois de uma expedição de compras, entreteve-se a observar os restantes clientes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: FR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;O olhar prendeu-se nela. Apesar do aspecto cuidado, havia nela um ar de desalinho que achou curioso. Como se tivesse passado no meio de um grande vendaval que deixou tudo ligeiramente fora do sítio. Era Inverno e ela trazia um casaco de fazenda pesado com um dos botões pendurado, o cachecol estava desfiado numa das pontas e várias madeixas de cabelo escapavam do rabo de cavalo com que o tinha prendido. O rosto era bonito, se bem que não harmonioso, o nariz era demasiado grande e destoava do resto das feições, os labios eram finos e as maçãs do rosto salientes, mas os olhos… foram os olhos que o prenderam. Nunca tinha visto olhos daquela cor, não conseguia dizer com certeza se eram azuis, verdes ou cinzentos, mas mais do que a cor, foi a expressão que o cativou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: FR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Viu-a mais vezes, muitas mais, antes daquele dia em que a abordou na livraria. Antes da primeira vez. Sabia que o nome que lhe dissera ser o seu não era verdadeiro, não foi preciso muito para o descobrir. Sabia tudo o que ela a tanto custo lhe tentava esconder, aprendera-o nas entrelinhas, de tudo o que ela lhe tinha dito, não querendo dizer a verdade. E amava-a. Amanhã, amanhã voltaria a perguntar e talvez desta vez ela respondesse que sim quando lhe perguntasse&amp;nbsp;: Vais voltar&amp;nbsp;? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6064514511691596479-9159488884068694493?l=prisaodepalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/PrisoDePalavras/~3/nowWpe31mFo/vais-voltar.html</link><author>noreply@blogger.com (Maya Gaarder)</author><thr:total>4</thr:total><feedburner:origLink>http://prisaodepalavras.blogspot.com/2011/03/vais-voltar.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6064514511691596479.post-698442147961436540</guid><pubDate>Mon, 21 Mar 2011 11:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-21T12:09:52.441+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Contos de Bruno Fehr</category><title>Até ti...</title><description>&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Não estás aqui. Gostava que estivesses nem que fosse por um minuto. Queria perguntar-te tudo aquilo que nunca me disseste. (...)&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: small;"&gt; Culpo-me por algo que possa ter feito ou dito. Culpo-me por tudo aquilo que não fiz e não disse. Culpo-me principalmente por nunca te ter dito que te amo.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: small;"&gt;Será que te vou voltar a ver? Entraste na minha vida como um furacão. Destruíste tudo à minha volta. Tu, só tu. Nada mais restou do meu velho mundo, nada mais importava. Só tu. Saíste da minha minha vida da mesma maneira que a invadiste, destruindo tudo outra vez. Deixaste a dor, a tristeza, o vazio e a devastação do pequeno mundo que construí à tua volta. Não estás aqui. A minha vida ficou vazia. Não tive um aviso, um sinal, um adeus. Nada! Deixaste-me um bilhete, que recebi meses depois da tua partida. Li-o. Sorri. Foi a primeira vez que sorri desde que partiste. Uma mensagem curta, que terminava com um &lt;i&gt;"amo-te&lt;/i&gt;".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: small;"&gt;Se me amas fica! Não dizem que o amor vence todas barreiras&amp;nbsp;? Eu também te amo! Fica!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: small;"&gt;Que injusto, tiveste a última palavra. Escreveste o que eu mais queria ouvir e dizer-te. Ao ler o teu &lt;i&gt;"amo-te",&lt;/i&gt; sorri com um rio de lágrimas a descer pela minha face. Respondi-te em voz alta, &lt;i&gt;"amo-te, amo-te, também te amo"&lt;/i&gt;, na infantil esperança que me ouvisses. Em vão…?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: small;"&gt;Se me amas porque não me disseste? Se me amas porque partiste? Se tinhas mesmo de partir, devias ter-me dito o que sentias. Se me amas… Se alguém que eu amo me ama, por que motivo me sinto tão só, tão vazio? Vazio mas cheio de amor para dar. Para te dar. Só tu importas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: small;"&gt;Pergunto-me constantemente quando te voltarei a ver, se é que te voltarei a ver. Começo a pensar que não, pois não te mereço, caso contrário estarias aqui, e eu não estaria a escrever nestas linhas, na esperança que estas minhas palavras cheguem até ti.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: small;"&gt;Apesar de não acreditar, sinto algo dentro de mim, uma faísca de esperança, que parece dizer-me, &lt;i&gt;"um dia, um dia".&lt;/i&gt; Esse dia, soa a um dia distante, tão distante, que posso já ter sofrido tudo o que há para sofrer. O sofrimento destrói os bons sentimentos. Tenho medo de chegar a esse dia e já não sentir. Tenho medo de não te reconhecer. Pior ainda, que tu não me reconheças.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: small;"&gt;Lembro-me de ti a toda a hora, mas a tua imagem na minha memoria vai-se desvanecendo com o tempo. Obrigo-me a lembrar; da tua voz doce, dos teus olhos tão azuis nos quais me parecia perder, do teu cabelo louro, fino, brilhante, do teu sorriso encantador em que ao sorrir parecias iluminar uma sala, um sorriso tão contagiante que era impossível não sorrir contigo, o teu toque, suave, quente, meigo. É impossível esquecer o que representaste para mim, não vou esquecer a pessoa que foste na minha vida. Nunca te vou deixar de amar mesmo amando outra mulher. Tens e terás sempre um cantinho só teu no meu coração... O problema é que esse cantinho é ainda todo o meu coração. Não quero esquecer nada, por isso todos os dia me obrigo a lembrar. Lembrar para não esquecer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: small;"&gt;Dói. Ainda dói muito, mas já não custa tanto. Não sei se dói menos, ou se me habituei à dor. Não importa. Já não choro como chorava pois as memórias que guardo são boas. Sorrio. Tristemente, sorrio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: small;"&gt;O tempo passa. Voltei a gostar de alguém, mas nunca lhes falei de ti. Tentei mas nunca falei. Acredito que se soubessem quem tu foste na minha vida, as ajudava a perceber quem eu sou. Estou certo que sim, mas não consegui invadir a minha própria privacidade. Consigo escrever mas não falar sobre o passado. As palavras saem soluçantes e parecem ser sempre as palavras erradas. Admito que tive medo, medo de as fazer sentir que estariam a competir contigo. Medo de elas acharem que não estavam à tua altura. Medo que elas sentissem que eram uma segunda escolha. Eu não tenho a certeza se o são ou não, mas isso não significa que queira magoar alguém, pois para dor já basta a minha. Por isso, nesta minha nova vida sem ti, tu és só minha, és o meu mais bem guardado segredo. Ninguém sabe. Infelizmente não és só minha como eu sonhava, mas na medida do possível, só minha.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: small;"&gt;Adoro este termo, &lt;i&gt;"medida do possível"&lt;/i&gt;, como se o possível, fosse possível medir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: small;"&gt;Eu não quero falar de ti. Quero falar contigo. Onde estás? Diz-me onde! Só quero saber se continuas com aquele sorriso encantador, se continuas feliz, pois bela sempre serás. Ainda te lembras de mim?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: small;"&gt;Dentro de mim há amor. Dentro de mim há raiva. Não sei. Sinto um misto de amor e raiva. Amor por ti, raiva por não poder estar contigo. É provavelmente este conflito de sentimentos que me faz acreditar que nada, NADA me pode impedir de te voltar a ver, de estar contigo. Sei que não será hoje, nem amanh&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: small;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: small;"&gt;, mas um dia...! Enquanto esse dia não chega, espero, sofro e lembro, lembro-me de não esquecer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: small;"&gt;nos... Incrível, já passaram mais anos do que dedos que os contabilizem, desde a última vez que te vi. Doze anos desde a primeira lágrima que chorei por ti. Doze anos de dor, saudade, tristeza, raiva, amor e esperança.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: small;"&gt;O tempo passa é verdade, mas é mentira que o tempo cure tudo. Quanto tempo precisa o tempo para curar? Será que quando o tempo tiver tempo de curar a minha dor, eu terei ainda tempo de viver sem ela?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: small;"&gt;Sempre que recuo todo este tempo na minha memória, sinto a mesma dor que senti naquele dia, a mesma confusão na minha cabeça, volto a fazer as mesmas perguntas e os meus olhos mais uma vez enchem-se de lágrimas que tento a todo o custo conter. Não quero chorar mais por ti. De vez em quando, lá me foge uma lágrima ou outra. Quero sorrir por ti, para ti. Quero viver o resto da minha vida a sorrir e sorrir quando te voltar a ver.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: small;"&gt;Por agora recordo, enquanto recordo escrevo, escrevo-te, desejando que estas palavras encontrem o caminho até ti. No fundo talvez escreva para mim mesmo como uma maneira de ter esquecer, lembrando-me de ti. Na verdade, sem ti não sou ninguém, por isso se não é para ti escrevo então é inútil escrever, pois todas estas palavras estão condenadas a perderem-se em frases que nunca ninguém irá ler, palavras espalhadas por folhas de papel que serão dispersas pelo tempo e impossíveis de reordenar, pois estas palavras são sentimentos. Se fosse possível organizar sentimentos que são desorganizados por natureza, não existiria a dor, pois ela seria suavizada pela organização sentimental.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: small;"&gt;Escolho viver&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: small;"&gt;o momento fugindo do passado, mas o que posso fazer quando os meus momentos estão cheios de passado?&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: small;"&gt; Se&lt;i&gt; &lt;/i&gt;a vida são dois dias e um já passou, qual é o problema de passar o dia que me resta a recordar? O futuro não me pode preocupar, pois o dia está a acabar e quero chegar ao fim dele com as tuas palavras a ressoar na minha mente como se em vez de escritas tivessem saído da tua boca:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: center;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: small;"&gt;«&lt;i&gt;Vejo o teu esforço para esconder as lágrimas. Vejo o teu sorriso tentando esconder a dor. Não chores nunca por mim, eu não sinto nem dor nem medo. Fui feliz, muito feliz contigo e estou feliz por te ter conhecido, feliz por ter sentido sempre, que me amas.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Um dia quando voltares a amar, vais sentir um empurrãozinho em direcção a ela e isso, serei eu a teu lado sorrindo e dizendo-te, "força".O meu único desejo é poder abraçar-te segundos antes de partir e poder dizer-te não Adeus, mas sim Amo-te.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: small;"&gt;»&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: small;"&gt;Querer ver-te, envolver-te nos meus braços, beijar-te, falar contigo podem ser desejos impossíveis, mas tudo o que é possível hoje, foi impossível um dia. Se me for permitido, tornar um dos meus impossíveis em possível, que seja; estas palavras chegarem até ti enquanto espero um sinal teu. Até lá continuo a construir o meu caminho que me levará onde ninguém foi ainda, caminhando sozinho, procurando a tua cara na multidão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: small;"&gt;Um dia quando partir, não haverá dor nem tristesa, lágrimas ou saudade, nem céu ou inferno, santos ou demónios, bem ou mal. Não haverá medo só certeza. A certeza que o meu caminho só termina em ti.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: x-small;"&gt;(Excerto de Amor e Perda, por Bruno Fehr)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6064514511691596479-698442147961436540?l=prisaodepalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/PrisoDePalavras/~3/GKo02RDgRKE/ate-ti.html</link><author>noreply@blogger.com (Bruno Fehr)</author><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://prisaodepalavras.blogspot.com/2011/03/ate-ti.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6064514511691596479.post-2810441487901651952</guid><pubDate>Sun, 13 Mar 2011 21:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-13T22:29:20.437+01:00</atom:updated><title>Lust</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se tu andasses movido apenas ao meu desejo, os teus pés correriam velozes sobre a cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se o teu corpo se sacudisse ao som dos meus pensamentos (que, mudos, te chamam), dançarias todos os ritmos com graciosidade felina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se os meus gritos surdos de loucura pudessem dotar-te de força, nascer-te-iam asas nas costas, e tocarias as nuvens com a ponta dos dedos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Porque me povoas as noites com a luxúria dos sonhos livres, que me ensopam a pele e me consomem a razão.&lt;br /&gt;
Porque os meus olhos falsificam, ao olhar-te, o crescente murmúrio do meu corpo que se quer fundir no teu.&lt;br /&gt;
Porque a dança dos meus sentidos é teia invisível em teu redor, adormecida para que dela nunca suspeites.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É desejo nú o que me atormenta, meu bem.&lt;br /&gt;
Que o meu coração não te pertence, nem se deleita com o ouvir da tua voz ou o sentir do teu perfume.&lt;br /&gt;
Não.&lt;br /&gt;
Eu não te amo,&amp;nbsp; guerreiro.&lt;br /&gt;
Mas este desejo sim, tem o teu nome tatuado em brasa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6064514511691596479-2810441487901651952?l=prisaodepalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/PrisoDePalavras/~3/GFY-GNrDDGQ/lust.html</link><author>noreply@blogger.com (Mag)</author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://prisaodepalavras.blogspot.com/2011/03/lust.html</feedburner:origLink></item></channel></rss>

