<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7143776015959738336</id><updated>2024-09-28T23:26:38.131-03:00</updated><title type='text'>Professor Menegotto - Questões de Língua Portuguesa nos concursos públicos</title><subtitle type='html'>Questões de concursos comentadas e respondidas.&#xa;Um blog a serviço da Língua Portuguesa e dos candidatos a concursos públicos em todo o Brasil. &quot;Nulla dies sine linea&quot;.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://professormenegotto.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7143776015959738336/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professormenegotto.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7143776015959738336/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>Professor Alberto Menegotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711416067856254380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_n3GHE1Fbg7M/SoREhW9bMNI/AAAAAAAAAGk/FPbsNLlk6uY/S220/Beto+Face.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>346</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7143776015959738336.post-5140443578567070008</id><published>2016-09-06T17:07:00.003-03:00</published><updated>2016-09-06T17:07:37.144-03:00</updated><title type='text'>COMENTÁRIOS SOBRE A PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA APLICADA PELA CESGRANRIO PARA CARGO DE AGENTE DE PESQUISA E MAPEAMENTO DO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE – CERTAME REALIZADO NO DIA 04 DE SETEMBRO DE 2016 (gabarito 3)</title><content type='html'>
QUESTÃO 01
Interpretação de texto
O trecho do Texto I que explica o sentido do seu título (Biodiversidade queimada) está na alternativa (E): “Já que, em média, cada indivíduo queima anualmente meia tonelada de lenha, a Mata Atlântica perde 350 mil toneladas de madeira por ano” (l. 53-56)
As demais alternativas abordam outros aspectos, mas nenhuma diretamente à queima de lenha da Mata Atlântica.
RESPOSTA: E.
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QUESTÃO 02
Interpretação de texto
De acordo De acordo com o Texto I, a pobreza é uma das principais causas do desmatamento em trechos de alta densidade demográfica da Mata Atlântica, na região Nordeste, devido à utilização da madeira como lenha no processo de cozimento dos alimentos, que está na opção (A). 
As demais alternativas não contêm explicações relacionadas à queima de madeira.
RESPOSTA: A.
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QUESTÃO 03
Semântica
No trecho do Texto I “Há, porém, outras perturbações de origem humana e de menor escala, mas contínuas e generalizadas, que podem ser descritas como crônicas” (l. 32-34), a palavra &quot;crônicas&quot; tem o sentido contrário de “passageiras”, presente na letra (C). As perturbações são descritas como “crônicas” (contínuas) porque são permanentes. O antônimo de “crônicas”, no contexto, é “passageiras”.
As palavras “permanentes” e “perenes” (letras A e E) são sinônimos de “crônicas”. As palavras “profundas” (B) e “violentas” (D) não retratam o contrário de “crônicas”.
RESPOSTA: C.
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QUESTÃO 04
Estrutura de texto
Depois de se referir ao “efeito formiguinha” (l. 38-39) de destruição da Mata Atlântica, conforme estudo recentemente concluído, o Texto I explica que os moradores da região desmatada são responsáveis pela queima de meia tonelada de madeira da mata por pessoa a cada ano, presente na alternativa (E).
As demais alternativas não explicam o “efeito formiguinha”, que é a soma de pequenas destruições da Mata Atlântica em virtude da utilização de madeira para lenha.
RESPOSTA: E.
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QUESTÃO 05
Concordância verbal
Correta a construção da alternativa (A), porque o verbo “esperar”, com “se”, tem como sujeito “muitos prejuízos ambientais”, por isso está no plural.
Erradas as opções (B) e (D), porque, em ambas, os verbos são transitivos indiretos com “se”, não podendo ir para o plural. Em ambas as frases, o sujeito é indeterminado, sendo objetos indiretos “causas prováveis...” (B) e “procedimentos...” (D).
Erradas as opções (C) e (E), porque, em ambas, o sujeito é “crime” e “meia tonelada”, portanto ambos têm de ficar no plural.
RESPOSTA: A.
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QUESTÃO 06
Conjunções
No início do Texto I, a relação lógica entre “A Mata Atlântica tornou-se o ecossistema mais ameaçado do Brasil.” (l.1-2) e “O desmatamento tem-se ampliado excessivamente” (l. 2-3) é de causalidade, porque a primeira construção informa a ameaça ao ecossistema, e a segunda indica a causa pela qual o ecossistema está mais ameaçado.
RESPOSTA: B.
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QUESTÃO 07
Pontuação
O uso das vírgulas atende ao que é preconizado pela norma-padrão da língua portuguesa em: 
(A) Segundo a OMS, a exposição à fumaça dos fogões a lenha, é a causa da morte prematura de quase dois milhões de pessoas no mundo. 
A primeira vírgula está correta, porque separa adjunto adverbial deslocado; a segunda vírgula (depois de “lenha”) está separando o sujeito do verbo. 
(B) Algumas atividades, provocam o desmatamento na Mata Atlântica: a caça, a abertura de trilhas, a criação de pequenas roças. 
A vírgula depois de “atividades” está separando o sujeito do verbo. As demais vírgulas estão corretas.
(C) Os principais benefícios dos fogões ecológicos são: o menor consumo de lenha e a utilização, de restos de madeira de demolição.
Errado o registro de dois-pontos, porque a frase tem como complemento do verbo “ser” os elementos seguintes. Errado o registro de vírgula depois de “utilização”, porque o segmento seguinte à vírgula é complemento nominal de “utilização”.
(D) A retirada de madeira para uso doméstico é pontual e, portanto não deve ser comparada com os impactos, do desmatamento da Amazônia.
Falta registrar vírgula depois de “portanto”, porque está deslocado; errada a vírgula depois de “impactos”, porque o segmento depois da vírgula é complemento nominal de “impactos”.
(E) É preciso reduzir o consumo de lenha para que se consiga controlar, na Mata Atlântica, o processo de desmatamento.
Correta a pontuação.
RESPOSTA: E.
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QUESTÃO 08
Semântica
No trecho do Texto I “causando perda de espécies, colapso da estrutura florestal” (l. 27-28), a palavra destacada pode ser substituída, sem prejuízo do sentido, por &quot;esgotamento&quot;, que é seu sinônimo na contextualização.
RESPOSTA: D.
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QUESTÃO 09
Estrutura do texto
O trecho do Texto I “perda de espécies, colapso da estrutura florestal e redução de serviços ambientais importantes para o bem-estar humano” (l. 27-29) é retomado pela expressão “Esses são os efeitos”, no trecho “Esses são os efeitos em grande escala, resultantes de modificações severas na estrutura da paisagem” (l. 30-32).
RESPOSTA: B.
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QUESTÃO 10
Emprego de “onde”
O emprego de &quot;onde&quot;... 
(A) Os anos de 2009 a 2011 correspondem ao período onde a pesquisa foi realizada por meio de entrevistas em vários estados do Nordeste.
O vocábulo “onde” só pode ser empregado para referência a lugar físico. No caso desta opção, está se referindo a tempo, portanto está errado. Deve ser “em que”, ou “no qual”.
(B) Esses estudos devem ser complementados por estratégias onde possa ser evitado o desmatamento provocado pelo uso doméstico da madeira. 
“Estratégias” não é lugar físico, portanto está errado o registro de “onde” nesta construção. Deve ser “em que”, ou “nas quais”.
(C) A dependência de biomassa ocorre porque não há oferta de fontes industriais de energia nas regiões onde as populações mais pobres vivem.
Correto o emprego de “onde” nesta alternativa, porque está retomando “regiões”, que é lugar físico.
(D) Alguns estudos parecem atender a uma preocupação bastante pertinente onde se podem traçar estratégias de proteção ambiental. 
“Preocupação” não é lugar físico, portanto está errado o registro de “onde”. Deve ser “em que”, ou “na qual”.
(E) É preciso combater o desmatamento, onde fica evidente o processo de destruição da natureza para a criação de gado.
“Desmatamento” é substantivo abstrato e não designa lugar físico, portanto está errado o registro de “onde”. Deve ser “em que”, ou “no qual”.
RESPOSTA: C.
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QUESTÃO 11
Colocação pronominal
A posição do pronome se destacado atende às exigências da norma-padrão da língua portuguesa em: 
(A) Quando os institutos de pesquisa se preocuparem em analisar o grau de felicidade da população, descobrirão que os índices são muito baixos. 
Correta a colocação pronominal da construção da alternativa (A), porque o pronome “se” ficou antes da forma verbal “preocuparem” em razão de estar atraído pela conjunção subordinativa “Quando”.
(B) Livros de autoajuda fazem muito sucesso atualmente porque ensinam as pessoas a nunca sentirem-se infelizes ao enfrentarem dificuldades.
Errada a colocação pronominal, que deve ser “nunca se sentirem”, porque o advérbio (“nunca”) atrai para si o pronome oblíquo átono.
(C) Há uma grande pressão social para que as pessoas mantenham-se felizes e sintam-se realizadas permanentemente. 
Errada a colocação pronominal, que deve ser “para que as pessoas se mantenham”, haja vista que a locução conjuntiva “para que”, que é subordinativa, atrai para si o pronome oblíquo átono.
(D) É preciso que os estados em que há maior degradação ambiental não neguem-se a tomar as providências necessárias para enfrentar o problema. 
Errada a colocação pronominal, que deve ser “não se neguem”, pois o advérbio “não” atrai para si o pronome oblíquo átono.
(E) Se os órgãos responsáveis pela proteção ambiental dedicarem-se mais a sua missão, as matas brasileiras poderão sobreviver à degradação.
Errada a colocação pronominal, que deve ser “Se os órgãos responsáveis pela proteção ambiental se dedicarem mais...”, ficando o pronome oblíquo átono antes do verbo por estar atraído pela conjunção subordinativa “Se”.
RESPOSTA: A.
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QUESTÃO 12
Interpretação de texto
O Texto II estabelece oposição entre as ideias “atingimento de metas” (l. 8) e “despreocupação com essa busca” (l. 18). Observe-se que, no texto, entre as linhas 5 e 9, existe a seguinte construção: “Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo, mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor é ser feliz por nada”. No contexto, vê-se o atingimento de metas. Já no trecho “Feliz por nada, nada mesmo? Talvez passe pela total despreocupação com essa busca”, vê-se o contraponto em relação ao atingimento de metas.
RESPOSTA: A.
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QUESTÃO 13
Interpretação de texto
O trecho do Texto II que resume a visão de felicidade defendida pela autora é “Feliz por nada, nada mesmo? Talvez passe pela total despreocupação com essa busca.” (l. 17-18).
As demais alternativas contêm trechos que não resumem a visão de felicidade defendida pela autora.
RESPOSTA: D.
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QUESTÃO 14
Ortografia
Todas as palavras estão grafadas corretamente em 
(A) abreviação, obseção – A segunda palavra está errada, devendo ser corrigida para “obsessão”.
(B) aclamação, emissão – Ambas as palavras estão corretas.
(C) abolissão, estagnação – A primeira palavra está errada, devendo ser corrigida para “abolição”.
(D) locomoção, intersessão – A segunda palavra está errada, devendo ser corrigida para “intersecção”.
(E) comissão, excurção – A segunda palavra está errada, devendo ser corrigida para “excursão”.
RESPOSTA: B.
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QUESTÃO 15
Emprego dos “porquês”
A palavra ou a expressão destacada aparece corretamente grafada em: 
(A) Programas de proteção ambiental têm tentado reduzir a pobreza das populações das florestas por quê é uma forma de evitar o desmatamento. 
Errada a grafia, pois se trata de explicação, devendo ser “porque”. 
(B) Por quê tantas pessoas são infelizes e reclamam que não conseguem atingir seus objetivos na vida? 
Errada, pois não pode ser acentuado. Deve ser corrigido para “Por que”. Só poderá ser acentuado quando vier antes de sinal de pontuação.
(C) É difícil entender o porquê de não serem implementadas políticas mais eficientes para evitar a degradação de nossos principais biomas.
Correta, pois o artigo “o” determina que o “porquê” esteja sendo empregado como substantivo, equivalendo a ”motivo”.
(D) As pessoas devem procurar viver de uma forma mais relaxada de modo a conhecerem melhor o por quê de suas atitudes. 
Errada, pois o artigo “o” determina a grafia “porquê”, equivalendo a “motivo”.,
(E) As pressões sociais impedem que as pessoas alcancem a felicidade porquê impõem valores que podem não combinar com as aspirações próprias.
Errada, pois se trata de explicação, logo deve ser “porque”, sem acento.
RESPOSTA: C.
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QUESTÃO 16
Concordância nominal
A concordância da palavra destacada foi realizada de acordo com as exigências da norma-padrão da língua portuguesa em: (A) A compra de celulares por internet oferece vantagens e prazos seguras. 
Errada a flexão. Deve ser “seguros”, uma vez que um dos substantivos (“prazos”) é masculino.
(B) Os funcionários do shopping que se dedicam à venda de celulares são o mais atenciosos possíveis. 
Errada a flexão, porque pode ser “os mais atenciosos possíveis” ou “o mais atenciosos possível”.
(C) Aquela loja, desde a sua inauguração, vende telefone e máquina informatizada usadas. 
Errada a flexão do adjetivo “usadas”. Poderá concordar apenas com “máquina”, ficando no feminino singular (“usada”), ou no masculino plural (“usados”), concordando com “telefone” e “máquina”.
(D) A garantia estendida é um seguro que cobre os custos de materiais e mão de obra necessários para prestar assistência aos compradores de vários produtos. 
Correta, porque “necessários” ficou no masculino plural para concordar com “custos” e “mão de obra”.
(E) Os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio foram aprovados, salvos aqueles que obtiveram pontos insuficientes na produção textual.
Errada, porque deve ser “salvo”, que funciona como advérbio, não como adjetivo.
RESPOSTA: D.
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QUESTÃO 17
Interpretação de texto
A motivação para a criação das primeiras lâmpadas a óleo, feitas a partir de rochas e conchas, pode ser explicada pelo seguinte trecho do Texto III: “A necessidade de transporte e manutenção do fogo levou ao desenvolvimento de dispositivos de iluminação mais compactos e de maior durabilidade.” (l. 17-19)
As demais alternativas não explicam a motivação para a criação das primeiras lâmpadas a óleo.
RESPOSTA: B.
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QUESTÃO 18
Pontuação
A vírgula foi utilizada de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa em: 
(A) Ao contrário das ondas mecânicas as ondas eletromagnéticas, apresentam a capacidade de se propagar no vácuo.
Errada, porque a vírgula após “eletromagnéticas” separa o sujeito do verbo. A vírgula deveria ser registrada após “mecânicas”. 
(B) A lâmpada incandescente é um dispositivo elétrico que, transforma energia elétrica em energia luminosa e energia térmica. 
Errada a construção, porque não deve ser registrada vírgula depois do “que”. O “que”, no caso, é pronome relativo que inicia a segunda orção.
(C) O homem dependia antes do domínio do fogo, totalmente da luz natural para poder realizar suas tarefas do dia a dia. 
Errada, porque o adjunto adverbial “antes do domínio do fogo” deve fiar isolado por duas vírgulas, e a primeira não foi registrada.
(D) Em termos de durabilidade e economia, a substituição das lâmpadas tradicionais pela iluminação LED representa um avanço das novas tecnologias.
Correta a pontuação.
(E) A tecnologia compreende um conjunto de conhecimentos científicos que se aplica, à utilização de um equipamento em determinado tipo de atividade.
Errada, pois a vírgula após “aplica” separa este verbo do seu objeto indireto.
RESPOSTA: D.
QUESTÃO 19
Ortografia
Todas as palavras estão corretamente grafadas em: 
(A) consciência, açucena, cansaço – Todas as palavras estão corretas.
(B) diciplina, sucesso, ricaço – A primeira palavra está errada: deve ser “disciplina”.
(C) começo, salça, sussego – Erradas a segunda e terceira palavras, cujas grafias devem ser “salsa” e “sossego”.
(D) êxito, estensão, machucado – Errada a segunda palavras, cuja grafia é “extensão”.
(E) enxova, pesquisa, paralizia – Erradas a primeira e a terceira palavras, cujas grafias devem ser “anchova” e “paralisia”.
RESPOSTA: A.
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QUESTÃO 20
Acentuação gráfica
Todas as palavras do grupo devem receber corretamente acentuação gráfica em: 
(A) consciente, gratuito, facil – Somente a terceira palavra deve receber acento: “fácil” (paroxítona terminada em “l”).
(B) presente, paises, inflamavel – Devem receber acento a segunda e a terceira palavras: “países” (pela regra do “i” e do “u”) e “inflamável” (por ser paroxítona terminada em “l”).
(C) juri, nautico, inevitavel – As três palavras devem receber acento gráfico: “júri” (pela regra das paroxítonas terminadas em “i”), “náutico” (por ser proparoxítona) e “inevitável” (por ser paroxítona terminada em “l”).
(D) tranquilo, paciente, poetico – Apenas a terceira palavra deve receber acento gráfico: “poético” (pela regra das proparoxítonas). 
(E) heroico, politico, item – Somente a segunda palavra deve receber acento gráfico: “político” (pela regra das proparoxítonas).
RESPOSTA: C.
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QUESTÃO 21
Conjunções
No trecho do Texto III “Para que pudesse enxergar seu caminho à noite, o homem buscou o desenvolvimento de fontes de iluminação artificial.” (l. 9-11), a expressão &quot;Para que&quot; pode ser substituída, mantendo-se a mesma relação lógica, por “A fim de que” (na opção E), que é sinônima de “Para que” e revela ideia de finalidade. 
Na opção (A), Logo que pertence à família das conjunções temporais. Na alternativa (B), Desde que pertence à família das conjunções condicionais ou temporais. Quanto à alternativa (C), Já que é conjunção causal. Na opção (D), À medida que é conjunção subordinativa proporcional.
RESPOSTA: E.
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QUESTÃO 22
Semântica
No trecho “Ao longo de nossa evolução, desenvolvemos uma forma muito eficiente de detectar a luz: nosso olho.” (l. 1-3), a palavra que pode substituir &quot;detectar&quot;, por ter sentido equivalente, é “perceber”.
RESPOSTA: B.
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QUESTÃO 23
Crase
O sinal indicativo da crase é obrigatório, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, na palavra destacada em: 
(A) Os grandes magazines vendem aparelhos eletrônicos modernos e econômicos &quot;a&quot; preço de custo e em muitas parcelas.
Não se pode indicar crase no “a” destacado, porque a palavra seguinte é masculina. No caso, ali só há preposição. 
(B) O uso de novas tecnologias na iluminação artificial possibilita &quot;a&quot; redução do consumo de energia elétrica e um melhor desempenho.
Não se pode indicar crase no “a” destacado, porque ali só há artigo, uma vez que o verbo “possibilitar”, no caso, exige objeto direto. 
(C) As empresas especializadas em informática começaram &quot;a&quot; criticar o uso excessivo dos telefones celulares.
Não se pode indicar crase no “a” destacado, pois a palavra seguinte é verbo, e não existe crase antes de verbo. O “a” destacado é somente preposição. 
(D) A substituição de computadores por outro tipo de aparelho tem provocado &quot;a&quot; queda no número de lojas de equipamentos de informática.
Não se pode indicar crase no “a” destacado, porque ali só há artigo, uma vez que a expressão verbal “tem provocado”, no caso, exige objeto direto. O “a” destacado é somente artigo. 
(E) A transformação da iluminação artificial deve-se &quot;a&quot; dedicação de nossos antepassados para encontrar solução para enxergar durante a noite.
Deve-se registrar sinal indicativo de crase o “a” destacado, porque a forma verbal “deve-se” exige preposição, e a palavra dedicação é feminina, exigindo artigo “a”.
RESPOSTA: E.
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QUESTÃO 24
Pronomes
A palavra ou a expressão a que se refere o termo destacado está corretamente explicitada entre colchetes em 
(A) “Para que pudesse enxergar seu caminho à noite, o homem buscou o desenvolvimento de fontes de iluminação artificial.” (l. 9-11) [homem]
Correta a relação entre o pronome possessivo “seu” e “homem”.
(B) “Esse órgão nos permite enxergar formas e cores de maneira ímpar.” (l. 3-4) [luz]
Errada a relação, porque o pronome “Esse” retoma “nosso olho”, no trecho Ao longo de nossa evolução, desenvolvemos uma forma muito eficiente de detectar a luz: nosso olho (l. 1-3) 
(C) “Ao longo de nossa evolução, desenvolvemos uma forma muito eficiente de detectar a luz” (l. 1-2) [cientistas]
Errada a relação do pronome “nossa” com “cientistas”. O pronome retoma “nós”. 
(D) “Esse gás poderia ser transportado por tubulações” (l. 31) [carvão mineral]
Errada a relação. O pronome “Esse” retoma “gás”, que é obtido por meio da destilação do carvão mineral, não diretamente do carvão. 
(E) “a eficiência desses dispositivos foi aumentada” (l. 23-24) [óleo animal ou vegetal]
Errada a relação. A contração da preposição “de” com o pronome “esses” retoma os elementos citados anteriormente, não “óleo animal ou vegetal”.
RESPOSTA: A.
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QUESTÃO 25
Flexão verbal
A frase em que a palavra destacada está flexionada de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa é: 
(A) Quando o Congresso &quot;propor&quot; que as lâmpadas incandescentes não sejam mais vendidas no país, a população terá de se acostumar ao novo padrão.
Errada. A forma do futuro do subjuntivo do verbo “propor”, na terceira pessoa do singular, é “propuser”. 
(B) O governo &quot;interviu&quot; na fabricação de lâmpadas quando decidiu que novos modelos deveriam tornar-se obrigatórios no nosso país. 
Errada. A forma do pretérito perfeito do indicativo do verbo “intervir”, na terceira pessoa do singular, é “interveio”.
(C) Para comunicar a seus acionistas o resultado financeiro semestral, o relatório &quot;abrangeu&quot; os aspectos principais relacionados à produção da empresa. 
Correta a forma verbal destacada.
(D) Se você &quot;ver&quot; águas paradas, tome uma providência para evitar a proliferação do mosquito. 
Errada. A forma verbal do verbo “vir”, no futuro do subjuntivo, na terceira pessoa do singular, é “vir”.
(E) Se os moradores &quot;obterem&quot; lâmpadas modernas para iluminar suas casas, farão economia de eletricidade.
Errada. A forma verbal do verbo “obter”, no futuro do subjuntivo, na terceira pessoa do plural, é “obtiverem”.
RESPOSTA: C.
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Não há questões recorríveis.
Proibida a reprodução, ainda que parcial, sem a anuência expressa do autor e do CPC Concursos.
Prof. Menegotto®</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professormenegotto.blogspot.com/feeds/5140443578567070008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://professormenegotto.blogspot.com/2016/09/comentarios-sobre-prova-de-lingua.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7143776015959738336/posts/default/5140443578567070008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7143776015959738336/posts/default/5140443578567070008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professormenegotto.blogspot.com/2016/09/comentarios-sobre-prova-de-lingua.html' title='COMENTÁRIOS SOBRE A PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA APLICADA PELA CESGRANRIO PARA CARGO DE AGENTE DE PESQUISA E MAPEAMENTO DO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE – CERTAME REALIZADO NO DIA 04 DE SETEMBRO DE 2016 (gabarito 3)'/><author><name>Professor Alberto Menegotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711416067856254380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_n3GHE1Fbg7M/SoREhW9bMNI/AAAAAAAAAGk/FPbsNLlk6uY/S220/Beto+Face.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7143776015959738336.post-129104669503734434</id><published>2016-08-09T19:01:00.002-03:00</published><updated>2016-08-09T19:01:19.411-03:00</updated><title type='text'>COMENTÁRIOS E RESPOSTAS À PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA DO CONCURSO DA PREFEITURA DE TORRES – RS – CERTAME REALIZADO DIA 07 DE AGOSTO DE 2016 – CARGOS DE AGENTE ADMINISTRATIVO, AUXILIAR DE SAÚDE BUCAL E MONITOR/VISITADOR – BANCA FUNDATEC</title><content type='html'>QUESTÃO 01
Crase e emprego do verbo haver.
 A primeira lacuna da linha 12 deve ser preenchida pela contração da preposição “a” com o artigo “a”, porque atende à regência de “permitir” (quem permite permite algo a alguém). 
 A segunda lacuna da linha 12 deve ser preenchida pela forma verbal “há”, pois se trata de indicação de tempo passado (= faz três anos). 
 A lacuna da linha 14 deve receber apenas a preposição “a”, porque “alcançar” é verbo, e não existe crase antes de verbo.
RESPOSTA: B.
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QUESTÃO 02
Flexão verbal
 A lacuna da linha 03 deve ser preenchida pela forma verbal “vem”, pois seus sujeito é o “que”, portanto singular.
 A lacuna da linha 06 deve receber a forma verbal “disseram”, porque o referente sujeito é “motoristas”.
 Já na lacuna da linha 10 deve receber a forma verbal “apertou”, no singular, porque seu referente sujeito é “crise”.
RESPOSTA: A.
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QUESTÃO 03
Interpretação de texto
 Está correta a assertiva I, pois o autor não só valoriza o planejamento, mas também o recomenda. E, em particular, afirmou que a maioria de suas vitórias foram frutos do plano B.
 O texto não sustenta a afirmação contida na assertiva II, portanto está errada.
 O autor aconselha a elaboração de dois planos B: um em caso de fracasso do plano A, outro em caso de um sucesso maior que o esperado. Portanto está correta a assertiva III.
RESPOSTA: A.
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QUESTÃO 04
Pronomes
 Na construção “Então, estabeleça sonhos a alcançar e faça contas e planos de como vai alcançá-los” ( l. 14-15), o pronome oblíquo átono “-los” retoma “sonhos”. Basta perguntar: o que se vai alcançar? Os sonhos.
RESPOSTA: C.
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QUESTÃO 05
Denotação e conotação
 Nas opções (A), (B), (D) e (E), não há elementos de comparação ou linguagem figurada, portanto todas as construções foram escritas em linguagem denotativa. 
 Na alternativa (C), a expressão “tenha na manga” identifica linguagem conotativa, ou seja, figurada.
RESPOSTA: C.
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QUESTÃO 06
Concordância
 A singularização de “Mudanças”, na linha 07, provocará a alteração de mais três palavras, a saber:
“Mudança não é (1) necessariamente ruim (2) , mas exige (3) estratégias”
RESPOSTA: B.

QUESTÃO 07
Semântica
  O adjetivo “viável” (l. 29) tem sentido de possível, praticável, que pode ser realizado ou executado. Das opções, apenas “exequível” pode substituir “viável”.
RESPOSTA: B.

QUESTÃO 08
Conjunções
 A conjunção “Mas” (l. 16) é coordenativa adversativa e traduzem ideia de oposição. Seus sinônimos são “porém”, “contudo”, “todavia”, “no entanto”, “entretanto” e “não obstante”.
 As conjunções “Por isso” e “Portanto” são coordenativa conclusivas, indicando ideia de conclusão.
 “Ademais” indica adição”
 “Embora” é conjunção subordinativa concessiva.
Portanto, a única conjunção sinônima de “Mas” é “No entanto”
RESPOSTA: D.
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QUESTÃO 09
Pontuação
QUESTÃO RECORRÍVEL
 Correta a assertiva I, porque, no trecho “Alguns, ajustando para baixo...” (l. 03), a vírgula depois de “Alguns” marca a supressão do verbo “vir” (“Alguns vêm...”).
 As vírgulas da linha 18 separam elementos de igual função sintática, ou itens de uma série. Errada a assertiva II.
 Os parênteses da linha 22 podem ser substituídos por travessões, sem acarretar incorreção no período, porque isolam uma expressão explicativa. Correta a assertiva III.
 A banca indica, como gabarito, a opção E, em que apenas II e III estão corretas. A I estão correta, e a II, incorreta.
RESPOSTA: I E III CORRETAS. NÃO HÁ ALTERNATIVA. QUESTÃO SUJEITA À ANULAÇÃO.
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QUESTÃO 10
Tempos e modos verbais. Concordância verbal 
 Falsa a assertiva I. As formas verbais “focam” e “tendem” estão conjugadas no presente do indicativo, mas o sujeito de “focam” é “seus interesses”, e o sujeito de “tendem” é “informações novas”.
 Falsa a assertiva II. A forma verbal “parecia” está conjugada no pretérito imperfeito do indicativo: eu parecia, tu parecias, ele(a) parecia, nós parecíamos, vós parecíeis, eles(as) pareciam. A forma do pretérito perfeito do indicativo seria “pareceu”.
 Falsa a assertiva III. As formas verbais “Planeje” e “transforme” estão conjugadas na terceira pessoa do imperativo (você). 
RESPOSTA: A.
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QUESTÃO 11
Classes gramaticais
 No trecho, a palavra “novas” é adjetivo, qualificando “informações”. O “as”, em “melhorar as condições”, é artigo definido feminino singular. O vocábulo “aquilo” é pronome demonstrativo. 
RESPOSTA: E.
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QUESTÃO 12
Funções sintáticas
 No trecho “Esse é o clima para o cenário econômico para os próximos meses” (l. 01-02), o sujeito do verbo “ser” (na forma “é”), é “Esse”. Correta a assertiva I.
 O predicado (“é o clima para o cenário econômico para os próximos meses”) apresenta verbo de ligação, portanto o predicado é nominal. Errada a afirmação II.
 Não há objeto indireto, porque o verbo é de ligação. Errada a assertiva III.
RESPOSTA: A.
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QUESTÃO 13
Orações
 O trecho “para cada plano que você colocar em prática, tenha na manga dois planos B: um para a possibilidade de fracasso (um curso mais barato caso não consiga poupar), outro para a possibilidade de sucesso maior que o esperado (um curso ou experiência melhor caso consiga poupar e ainda consiga uma bolsa)” apresenta sete (07) orações, a saber:
1ª - para cada plano que você colocar em prática
2ª - tenha na manga dois planos B
3ª - um para a possibilidade de fracasso
4ª - [um curso mais barato] caso não consiga poupara
5ª - outro para a possibilidade de sucesso maior que o esperado
6ª – [um curso ou experiência melhor] caso consiga poupar
7ª - e ainda consiga uma bolsa
RESPOSTA: D.
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QUESTÃO 14
Pontuação
QUESTÃO RECORRÍVEL
 No trecho “Em minha carreira, minha maiores conquistas foram frutos não de meus planos...” (l 24), a primeira ocorrência de vírgula separa adjunto adverbial deslocado.
 Quanto à assertiva (A), na linha 01, a vírgula separa orações coordenadas sem conetivo, portanto não é o caso da vírgula do enunciado.
 Na opção (B), na linha 07, a segunda ocorrência de vírgula marca o isolamento de um adjunto adverbial deslocado (“antes de qualquer mudança”), portanto essa vírgula segue a mesma regra que determina a vírgula da linha 24.
 Quanto à alternativa (C), a primeira ocorrência da linha 20 separa oração coordenada assindética de sindética, portanto não é o caso da vírgula do enunciado.
 Na opção (D), a segunda ocorrência de vírgula da linha 26 isola oração subordinada adverbial temporal deslocada (“Sempre que projetamos algo para o futuro”), portanto não é o caso da vírgula do enunciado.
 Com relação à alternativa (E), a expressão “Com planos” (l. 27) é adjunto adverbial deslocado, identificando-se, em relação á regra, com a vírgula do enunciado.
 A banca indicou como resposta a alternativa (E), mas há duas opções corretas.
RESPOSTA: B e E.  QUESTÃO SUJEITA À ANULAÇÃO.
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QUESTÃO 15
Redação oficial
 De acordo com o Manual de Redação da Presidência da República, ofício e memorando são documentos que seguem o padrão ofício. Nos dois, são obrigatórios os registros do tipo e número de expediente, local, data, assunto e signatário. 
 Já o documento memorando é, de regra, de uso interno e multidirecional, ou seja, dirigido a um setor, o que não implica o nome do destinatário e, por consequência, o vocativo.
RESPOSTA: D.
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Prof. Menegotto®
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QUESTÃO 1
Crase, conjugação verbal e concordância verbal.
 No trecho “O casal chegou ____ cidade...” (l. 01), a lacuna deve ser completada com “à”, porque “chegar” exige preposição “a” e a palavra “cidade” é feminina. 
 No caso do segmento “Assim, da próxima vez que o senhor ____, talvez já possa lhe dar um quarto de primeira classe...” (l. 19-20), a lacuna deve ser preenchida pela forma verbal “vier”, forma da terceira pessoa do singular do futuro do subjuntivo. 
 Na lacuna da linha 30, no trecho “No hotel seguinte, também não ____ vagas...”, na lacuna deve aparecer “havia”, no singular por se tratar de verbo impessoal, empregado no sentido de “existir”. 
RESPOSTA: A. 
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QUESTÃO 2
Interpretação de texto.
 O trecho “Foram procurar um lugar para passar a noite” (l. 02) esclarece que o casal não foi àquela cidade porque a mulher estava grávida e precisava de um lugar para descansar, portanto está errada a alternativa (A). 
 No segmento “No segundo, o encarregado da recepção olhou com desconfiança o casal e resolveu pedir documentos” (l. 05-06), pode-se observar que o encarregado do segundo hotel desconfiou do casal antes de lhe pedir documentos, portanto está errada a interpretação contida na opção (B). 
 Quanto à alternativa (C), está errada a informação de que o dono da hospedaria alegou que não havia vagas porque a reforma não estava pronta, o que se observa no trecho “No quarto – que era mais uma modesta hospedaria – havia, mas o dono também desconfiou e resolveu dizer que o estabelecimento estava lotado, dando uma desculpa: “O senhor vê, se o governo nos desse incentivos, como dão para os grandes hotéis, eu já teria feito uma reforma”. Verifica-se, portanto, que não havia reforma. 
 Está correta a alternativa (D), pelo que se pode confirmar no trecho compreendido entre as linhas 22 a 29. 
 Errada a opção (E), porque não havia vagas, e o gerente (“metido a engraçadinho”, l. 30-31) sugeriu que se hospedassem numa manjedoura perto dali. 
RESPOSTA: D.
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QUESTÃO 3
Interpretação de texto.
 O fato de o encarregado da recepção do segundo hotel ter pedido documentos ao casal não revela qualquer evidência de que se trate de José e Maria, pais de Jesus. Errada a 1.
 O fato referido em 2 pode indicar que se trata da história de José e Maria, pais de Jesus, em razão de se ter citado “manjedoura”.
  O fato de os três Reis aparecerem na cidade à procura de um casal pode levar a acreditar que se trata de José e Maria, pais de Jesus. 
RESPOSTA: E. 
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QUESTÃO 4
Interpretação de texto.
 Os fatos do texto trazidos nas alternativas (A), (B), (D) e (E) não promovem novo significado ao texto. A resposta dada pelo homem do casal, afirmando que talvez conhecesse “alguém nas altas esferas” empresta novo significado ao texto, porque se tratava de pessoas comuns, mal vestidas, sem documentos.
RESPOSTA: C.
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QUESTÃO 5
Equivalência de estruturas.
 No trecho “ela, grávida, não se sentia bem” (l. 01-02), a alteração de “se sentia” por “estava se sentindo” está correta quanto aos tempos verbais, porque “sentia” e “estava” estão conjugados no pretérito imperfeito do indicativo. Correta a assertiva I.
 A alteração de “esquecera-os”, no trecho “na pressa da viagem esquecera-os” (l. 07), por “esqueceu-os” muda o tempo verbal do pretérito mais-que-perfeito do indicativo para o pretérito perfeito do indicativo, não havendo, portanto, equivalência, embora o sentido da mensagem seja mantido. Errada a assertiva II.
 Alterando-se o tempo verbal “tinha perdido” (l. 35) por “perdera”, mantém-se o tempo verbal no pretérito mais-que-perfeito do indicativo, sendo a primeira forma composta e a segunda, simples. Correta a assertiva III.
RESPOSTA: C.
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QUESTÃO 6
Referenciação.
 No trecho “O gerente estava esperando um casal de conhecidos artistas, que viajavam incógnitos. Quando o homem e a mulher apareceram, pensou que fossem eles e disse que sim...” (l. 23-24), o pronome “eles” retoma “um casal de conhecidos artistas”, não o homem e a mulher que procuravam hospedagem. Está errada a associação presente na letra (D). As demais referências estão corretas.
RESPOSTA: D.
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QUESTÃO 7
Concordância verbal.
 No trecho “O senhor vê, se o governo nos desse incentivos, como dão para os grandes hotéis, eu já teria feito uma reforma” (l. 13-14), a forma verbal “dão” (destacada na transcrição) aparece no plural expressando concordância ideológica com “governo” (também destacada na transcrição), que aparece no singular. A alternativa (B) responde ao enunciado.
 Nas demais, observa-se que a forma verbal “descobriram” (l. 04) tem como sujeito “eles”, ambos no plural, portanto não pode ser considerada a alternativa (A). Quanto à forma verbal “viajavam” (l. 23), seu referente sujeito é “conhecidos artistas”, ambos no plural. Com relação à opção (D), a forma verbal “fossem” tem como sujeito “eles” (l. 24), ambos no plural. Na opção (E), o sujeito da forma verbal “apareceram” é “três Reis”, ambos no plural.
RESPOSTA: B.
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QUESTÃO 8
Discursos direto e indireto.
 A assertiva I está correta na transposição do discurso indireto para direto, porque a forma verbal “conhecesse”, que está conjugada no pretérito imperfeito do subjuntivo, passa, para o discurso direto, a “conheça”.
 Errada a assertiva II, porque a forma verbal “está”, conjugada no presente do indicativo, deve ser alterada para “estava”, no pretérito imperfeito do indicativo, não “estaria”. Além disso, o pronome demonstrativo “aquele”, que aparece no discurso indireto, não possui correspondência a qualquer pronome  no discurso direto, o que configura erro.
 Errada a assertiva III, porque a construção “ele já foi ocupado”, no discurso direto, deve ser transposta para “ele já fora (ou tinha/havia sido) ocupado”, em que o pretérito perfeito do indicativo (“foi”) se transforma no pretérito mais-que-perfeito do indicativo (“fora”, na forma simples, ou “tinha/havia sido”).
RESPOSTA: A.
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QUESTÃO 9
Concordância, regência, crase e paralelismo.
 Está errada a alternativa (A) por erro de concordância verbal: o sujeito de “entra” é “as cláusulas de reajuste para o período 2014-2015”, sendo seu núcleo “cláusulas”, portanto o verbo deveria estar na terceira pessoa do plural: “entram”.
 Há erro de regência verbal na construção da alternativa (B), porque o verbo “dispor”, empregado como “estabelece”, “determina”, é transitivo direto, não havendo, portanto, possibilidade de ser empregada a preposição “de” em “de que deverão...”. Deve ser corrigida a construção para “A lei dispõe [...] que deverão atender...”. Além disso, outro erro de regência no emprego do verbo “atender”, que é transitivo indireto: deve ser corrigida a construção para “deverão atender a suas...”, ou “deverão atender às suas exigências”.
 Está errada a alternativa (C) quanto ao paralelismo em relação ao registro de “que”, e sua consequente oração, pois a forma verbal “revelou” não exigiu “que” na primeira oração. A construção deve ser corrigida para “A sindicância revelou vários delitos e envio de recursos para o exterior”.
 Há erro de regência verbal na construção da opção (D), porque a forma verbal “se utilizar” exige preposição “de”. A frase deve ser corrigida para “Para atualizar o banco de dados, será necessário recorrer a todos os meios de que o Ministério Público possa se utilizar”.
 Está correta a construção presente na opção (E).
RESPOSTA: E.
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QUESTÃO 10
Pronomes e tratamento.
 Na frase 1, a lacuna deve ser preenchida pela forma verbal “deve”, porque o pronome de tratamento “Vossa” (Senhoria, Excelência, Magnificência...) leva o verbo para a terceira pessoal do singular.
 Na frase 2, deve ser registrado “recuperado”, concordando com o gênero de “Senador” (masculino).
 Quanto à terceira frase, prevalece o tratamento na terceira pessoa, devendo constar na lacuna “recebê-lo”.
RESPOSTA: A.
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QUESTÃO 11
Parônimos, crase, pontuação, emprego de maiúsculas e minúsculas.
 Está errada a proposta da 1, porque “sessão” significa tempo ou período em que uma assembleia, um congresso, um corpo deliberativo ou consultivo se mantém em reunião, estudando, discutindo, resolvendo ou deliberando acerca de fatos ou questões, podendo ser, também, essa própria reunião ou assembleia, além de espaço de tempo em que se realiza determinada atividade ou parte dela, de apresentação de origem cinematográfica, teatral etc. Além disso, pode designar cada encontro terapêutico do cliente com o analista. Já “secção” designa o ato ou efeito de seccionar(-se), cortar(-se), podendo representar, também, espaço destinado a determinada matéria ou assunto em jornais, revistas ou periódicos em geral. 
 Correta a proposta de correção presente na 2, pois o verbo “dar” exige preposição “a” e a palavra “área” é feminina.
 Errada a proposta de correção contida em 3, porque não deve ser registrada vírgula depois de “par. único” e de “caput”, segundo o Manual de Redação da Presidência da República. Trata-e de adjunto adnominal, que não vai separado por vírgula do nome principal.
 Correta a proposta contida na sugestão 4, porque se trata de nome de diploma legal, devendo ser grafada com iniciais maiúsculas: “Constituição Federal”.
RESPOSTA: B.
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QUESTÃO 12
Regência verbal e colocação pronominal.
 Na frase 1, a lacuna deverá ser preenchida com “informar-lhe”, porque “lhe” funciona como objeto indireto (= a ele), enquanto a oração iniciada por “que” funciona como objeto direto.
 Na frase 2, as formas “a justificaria” (em próclise) ou “justificá-la-ia” (em mesóclise) estariam corretas.
 Na frase 3, na construção “... eles não...” há advérbio de negação (“não”), que atrai para si o pronome oblíquo “a”, devendo ser obrigatoriamente registrado em próclise: “... eles não a revogam”.
 Na combinação, está correta a opção (B).
RESPOSTA: B.
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QUESTÃO 13
Emprego de verbo preposição “a” e “haver”, emprego de “porquês” e concordância verbal.
 Na lacuna da linha 03, deve aparecer a preposição “a”, porque se trata de indicação de distância. Já na lacuna da linha 19, deve-se registrar “por que”, separado e sem acento, por se tratar de preposição (“por”) e pronome interrogativo (“que”), já que está inserido em pergunta, sendo dela a parte central. Quanto à lacuna da linha 32, deve aparecer “ocorrem”, flexionado na terceira pessoa do plural, atendendo ao referente sujeito que é “os embates evolutivos”.
RESPOSTA: E.
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QUESTÃO 14
Interpretação de texto.
 Errada a assertiva I, porque o texto declara que as plantas são “escandalosamente liberais” porque possuem diversidade sexual, não por distinguirem claramente macho e fêmea.
 Correta a assertiva II, porque a “seleção sexual” refere-se à vantagem de certos indivíduos sobre outros de mesmo sexo e espécie em capacidade produtiva. Isso se pode observar em alguns trechos do texto, em especial entre as linhas 18 a 23.
 Correta a assertiva III, pois, segundo o texto, a ecóloga Mary Willson argumenta que a diversidade de flores resulta da competição entre machos e da escolha destes pelas plantas fêmeas, o que se comprova com o trecho entre as linhas 24 a 27.
RESPOSTA: D.
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QUESTÃO 15
Interpretação de texto.
 O primeiro aspecto (diferença de tamanho entre leões e leoas, e de plumagem entre avestruzes machos e fêmeas) está ligado às características sexuais secundárias, portanto número 2
 No segundo aspecto (aparelhos reprodutores exagerados e coloridos, bem como minúsculos ou ocultos), há associação com a diversidade sexual das plantas, o que se pode observar entre as linhas 08 e 10, portanto número 1.
 O terceiro aspecto (diferenças físicas entre fêmeas e machos de uma espécie não relacionados a seus aparelhos reprodutores) está associado às características sexuais secundárias, que se podem observar no trecho entre as linhas 18 a 23.
RESPOSTA: B.
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QUESTÃO 16
Interpretação de texto.
 A alternativa que melhor resume o texto é (A). Na (B), Darwin é apenas uma das informações, mas não o centro do texto. A associação feita na alternativa (C) é secundária no texto, não principal. Na (D), a informação está equivocada. Na (E), há apenas uma passagem secundária do texto.
RESPOSTA: A.
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QUESTÃO 17
Equivalência de estruturas.
 A construção “Em algumas espécies é possível distinguir claramente machos e fêmeas, mas na maioria os indivíduos exercem tanto o papel feminino quanto o masculino” (l. 04-06) pode ser reescrito “Embora em algumas espécies seja possível distinguir claramente machos e fêmeas, na maioria os indivíduos exercem tanto o papel feminino quanto o masculino”, sem prejuízo da correção gramatical e do sentido do texto. Está correta a sugestão de alteração presente na assertiva I.
 Quanto à assertiva II, está errada a sugestão da substituição de “por outro lado” (l 09), que significa “ao contrário”, por “do mesmo modo”, em que não há ideia de alteração ou oposição. 
 Correta a sugestão de alteração contida na assertiva III, pois “além de” (l. 15) pode ser substituído por “não só”, alterando-se também “apresentarem” (l. 16) por “apresentam” e inserindo “mas” antes de “também”, estabelecendo ideia aditiva (“não só ... mas também”).
RESPOSTA: C.
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QUESTÃO 18
Acentuação gráfica.
 O advérbio “só” (l. 02), as formas verbais “é” (l. 04) e “há” (l. 08) são acentuadas pela regra das monossílabas tônicas, portanto seguem a mesma regra de acentuação gráfica.
 O adjetivo “vários” (l. 02) e os substantivos “espécies” (l. 04) e “indivíduos” (l. 05) levam acento porque são paroxítonas terminadas em ditongo crescente, portanto seguem a mesma regra de acentuação gráfica.
 Os adjetivos “teórica” (l. 15) e “ecológica” (l. 32), bom como o substantivo “ecóloga” (l. 24) são acentuadas pela regra das proparoxítonas, portanto seguem a mesma regra de acentuação gráfica.
RESPOSTA: E.
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QUESTÃO 19
Regência verbal.
 No trecho “A evolução dessa grande diversidade reprodutiva deve-se a intensas disputas sexuais...” (l. 11-12), a substituição de “deve-se”, que exige preposição “a”, por “resulta” implicaria, obrigatoriamente, a troca de preposição, devendo aparecer “de”: “A evolução dessa grande diversidade reprodutiva resulta de intensas disputas sexuais...”. Está errada, portanto, a assertiva I.
 Quanto ao trecho “... quando adquirem traços que salientam sua capacidade reprodutiva” (l. 22-23), a substituição de “salientam” por “se manifesta” produziria a alteração de “que” (l. 22) para “em que”, pois “sua capacidade reprodutiva” (l. 23) passaria a ser sujeito: “...quando adquirem traços em que se manifesta  sua capacidade reprodutiva”. Correta a assertiva II.
 A substituição de “procurou mostrar”, no trecho “... procurou mostrar que tanto a competição entre machos...” (l. 25), por “apresentou evidências” produziria alteração na construção, pois “evidências” exige preposição “de”. O resultado será: “... apresentou evidências de que tanto a competição entre machos...”. Errada, portanto, a assertiva III.
RESPOSTA: B.
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QUESTÃO 20
Equivalência de estruturas.
 Estão corretas as propostas de reescrita presentes nas assertivas I e II, porque mantêm o sentido original do texto. 
 Está errada a proposta de reescrita da assertiva III, porque altera o sentido do texto. No texto original, informa-se que as plantas são escandalosamente liberais porque muitas só mantêm relações sexuais consigo mesmas, e outras o fazem com vários vizinhos simultaneamente (l. 01-03), enquanto na proposta se estabelece causa entre algumas plantas manterem relações sexuais consigo mesmas e outras manterem relações simultaneamente com vários vizinhos, o que é estranho ao texto original. 
RESPOSTA: C.
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GABARITO PARA CONSULTA RÁPIDA

1A 2D 3E 4C 5C 6D 7B 8A 9E 10A
11B 12B 13E 14D 15B 16A 17C 18E 19B 20C
Prof. Menegotto®

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QUESTÃO 1

 No trecho “Tanto que, quando seu Joaquim, ao preencher a nota de encomenda, perguntou-me onde seria entregue a estante, tive um momento de hesitação. Mas foi só um momento. Pensei rápido: “Se o prédio do Mário é 228, o meu, que fica quase em frente, deve ser 227...” (l. 13-17), o momento de hesitação, vivido pelo narrador, deveu-se ao fato de ele não ter certeza do número do prédio, e não porque estaria informando o endereço a um desconhecido. ERRADA.
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QUESTÃO 2

 No segmento ““Se o prédio do Mário é 228, o meu, que fica quase em frente, deve ser 227...” (l. 16-17), o verbo dever (destacado na transcrição) foi, efetivamente, utilizado no sentido de provável. Como o narrador não tinha certeza do número do prédio era provável que fosse o 227. CERTA.
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QUESTÃO 3

 Quanto ao trecho “- A estante é muito grande, dá muito trabalho... Digamos, três semanas” (l. 27-28), o segmento “dá muito trabalho” constitui, efetivamente, uma referência do seu Joaquim à trabalhosa confecção da estante. CERTA.
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QUESTÃO 4

 A presença do registro “... e seu Joaquim desenhou o endereço na nota...” (l. 21-22) não permite inferir que seu Joaquim fosse analfabeto, porque a informação é de que “desenhou o endereço”, o que pode ser entendido como escreveu de forma dificultosa, ou que simplesmente escreveu. E, se escreveu, não poderia ser analfabeto. ERRADA.
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QUESTÃO 5

 No trecho “Não era um cômodo grande, mas dava para ali armar minha tenda de reflexões e leitura...” (l. 3), o segmento “armar ali a minha tenda” está sendo empregado em linguagem figurada, pois o narrador não “armaria tenda alguma” e sim montaria seu escritório. CERTA.
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QUESTÃO 6

 Observa-se, no trecho “... entre a Farme de Amoedo e a antiga Montenegro, hoje Vinícius de Moraes” (l 11-12), que o narrador se refere à rua Vinícius de Moraes, não que Vinicius de Moraes viesse a morar no apartamento onde antes morava Mário Pedrosa. ERRADA.
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QUESTÃO 7

 O verbo “lembrar”, a exemplos de “esquecer”, pode ser empregado com pronome ou sem pronome. No caso da utilização do verbo “lembrar” no trecho “Mas lembrei-me de que...” (l. 17-18) foi registrado com o pronome “me”, o que provocou o aparecimento de objeto indireto (“de que...”). Se lhe for retirado o pronome, o verbo passa a ser transitivo direto, portanto sem o “de”. Dessa forma, a cosntrução “lembrei-me de que” pode ser reescrito “lembrei que”. CERTA.
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QUESTÃO 8

 No trecho “Naquele novo apartamento na rua Visconde de Pirajá pela primeira vez teria um escritório para trabalhar” (l. 1-2), a forma verbal “teria” (destacada na transcrição) tem como referente sujeito o narrador, não o “apartamento”. ERRADA.
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QUESTÃO 9

 Quanto ao segmento “... a grande e sonhada estante onde caberiam todos os meus livros” (l. 5-6), a palavra “onde” poderia ser substituída pela expressão “em que caberiam”, não por “que caberia”. Primeiro porque é necessário que haja preposição, porque os livros caberiam “na” estante, não “a” estante; segundo porque o referente sujeito de “caberiam” é “todos os meus livros”, logo o verbo deve estar no plural. ERRADA.
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QUESTÃO 10

 No período “Tanto que, quando seu Joaquim, ao preencher a nota de encomenda, perguntou-me onde seria entregue a estante, tive um momento de hesitação” (l. 13-15), as vírgulas isolam duas orações subordinadas adverbiais temporais deslocadas:
1. quando seu Joaquim perguntou-me onde seria entregue a estante”
2. ao preencher a nota de encomenda.
CERTA.
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QUESTÃO 11

 Observa-se que, no trecho compreendido entre as linhas 5 a 8, “Os monarcas portugueses, após o terremoto que dizimou Lisboa, se orgulhavam de, a despeito dos destroços, terem erguido uma grande biblioteca...”, a Real Livraria foi erguida depois dos destroços e a despeito deles, não com os destroços. ERRADA.
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QUESTÃO 12

 A expressão “essas coleções”, no trecho “Afinal dotes de princesas foram negociados tendo livros como objeto de barganha; tratados diplomáticos versaram sobre essas coleções” (l. 3-5), retoma “livros” (destacado na transcrição). ERRADA.
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QUESTÃO 13

 No trecho “... terem erguido uma grande biblioteca: a Real Livraria” (l. 7-8), o sinal de dois-pontos introduz um aposto, que explica a “grande biblioteca”. CERTA.
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QUESTÃO 14

 O trecho “Afinal dotes de princesas foram negociados tendo livros como objeto de barganha; tratados diplomáticos versaram sobre essas coleções” (l. 3-5) não informa que “princesas” eram valoradas, mas os “dotes de princesas”. Além disso, não há informação sobre “diplomatas” serem valorados; o que o texto registra é que “tratados diplomáticos versaram sobre essas coleções”. ERRADA.
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QUESTÃO 15

 O trecho trazido pela prova pode ser empregado num ofício, não em memorando. Memorando, via de regra, é utilizado como documento multidirecionado, ou seja, enviado de um setor a outro setor de um mesmo órgão, não com destinatário individual. ERRADA.
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 O texto afirma que a participação cada vez menor do eleitor aos comícios é uma consequência das campanhas eleitorais pela televisão, mas não sustenta que seja consequência negativa (linhas 1 a 9). Errada a alternativa “A”.

 O debate entre os candidatos promovido pelas redes de televisão passou a ser a principal informação para o eleitor, mas não evento crucial para uma campanha eleitoral (linhas 15 a 18). Errada a alternativa “B”.

 O texto afirma que mais mulheres e mais trabalhadores manuais preferem em maior medida a TV nas campanhas eleitorais (linhas 32 a 34). Na opção “C”, há um reducionismo na afirmação. Errada a alternativa “C”.

 Correta a alternativa “D”, porque, embora seja a mais simples das afirmações, contém a ideia central do texto.

 Não há, no texto, afirmação de que a participação dos eleitores no processo eleitoral tenha ficado mais ativa com a ampliação do uso da televisão nas campanhas eleitorais. Errada a opção “E”.

RESPOSTA: D
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QUESTÃO 2 – Pronomes e outros aspectos gramaticais

 A palavra “correntes”, no trecho “As análises correntes afirmam que uma exposição consistente e concentrada de um eleitor a uma campanha eleitoral pela televisão depende de muitas características sociais, tais como escolaridade...” (linhas 19 a 22), está empregada como “atuais”, não com o sentido “corriqueiro”. Errada da opção “A”.

 No trecho “Assim, participa cada vez menos dos comícios públicos, e é em sua sala de visitas que se informa e debate com os familiares as novas informações obtidas” (linhas 6 a 9), a supressão de “é” e “que” (destacados) não prejudicaria a correção gramatical do texto, porque “é ... que” funciona como partícula de realce. Observe-se como ficaria o trecho com a supressão de “é” e “que”: “Assim, participa cada vez menos dos comícios públicos, e em sua sala de visitas se informa e debate com os familiares as novas informações obtidas”. Errada a alternativa “B”.
 
 O pronome “las”, destacado no trecho “... as decisões podem ser deixadas para o final, porque sempre poderá haver um fato a influenciá-las” (linhas 13 a 15), retoma “as decisões”. Correta a opção “C”.

 Quanto ao trecho “... mesmo que sejam de candidatos aos quais se opõem” (linha 29), o segmento “aos quais” (destacado) não poderia ser substituído por “que”, mas por “a que”, pois a forma verbal “se opõe” exige a preposição “a”. Errada a alternativa “D”.
 
 No trecho “Assim, participa cada vez menos de comícios públicos...”, o vocábulo “Assim” está empregado como conjunção coordenativa conclusiva, equivalendo a “Portanto” ou “Por isso”, considerando-se a estrutura anterior. Errada a opção “E”.
RESPOSTA: C.
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QUESTÃO 3 – Interpretação de texto

 Errada a opção “A”, porque o financiamento público dos partidos e das campanhas eleitorais é uma das medidas mais mencionadas, não a mais importante discussão (linhas 12 a 13).
 
 Correta a afirmação contida na alternativa “B”, embora seja a mais simples (linhas 15 a 25).

 Errada a afirmação contida na opção “C”, porque não há, no texto, informação de que o financiamento total sobrecarrega as despesas dos eleitores.

 Errada a afirmação apresentada na opção “D”, porque não há, no texto, informação de que boa parte dos eleitores brasileiros seja favorável à reforma política. As discussões de que trata o texto não apontam para isso expressamente.

 O financiamento público está previsto desde 1971 no Brasil. Apenas passou a ser mais significativo em 1995, com a instituição do Fundo Partidário (linhas 26 a 28). Errada a opção “E”.

RESPOSTA: B
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QUESTÃO 4 – Pontuação

 A vírgula depois do trecho “Segundo o estudo Political Finance Database (linha 16) não pode ser suprimida, porque o segmento seguinte funciona com ideia explicativa. A supressão da vírgula transformaria o segmento seguinte em restritiva, modificando-se o sentido original da mensagem. No caso da supressão, para melhor entendimento, o segmento seguinte seria restritivo, o que implicaria a existência de outro estudo Political Finance Database divulgado em outro ano. Errada a alternativa “A”.
 
 No trecho “O cientista político alemão Karl-Heinz Nassmacher...” (linhas 21 a 22), a colocação do nome Karl-Heinz Nassmacher entre vírgulas alteraria o sentido do texto, porque se transformaria em aposto, revelando a existência de um único cientista político alemão. Errada a opção “B”.

 No segmento “... na receita total de cada partido – inclusive porque esse percentual pode variar bastante de partido para partido –, mas os altos...” (linhas 30 a 32), nenhum dos travessões pode ser suprimido, porque se trata de oração deslocada. Errada a alternativa “C”.

 No trecho “No Brasil, as discussões sobre reforma política têm sido frequentes nos últimos anos. O debate engloba uma ampla gama de projetos referentes a vários itens...” (linhas 1 a 3), o ponto após o primeiro período (terminado em “anos”) não pode ser substituído por dois-pontos, porque o período iniciado por “O debate...” não é uma explicação, nem um aposto do período anterior. Errada a alternativa “D”.

 Quanto ao trecho “O problema é que sob o termo ‘reforma política’ se abrigam...” (linhas 7 a 8), o segmento “sob o termo ‘reforma política’” poderia aparecer isolado por vírgulas, porque se trata de adjunto adverbial deslocado. Correta a opção “E”.
RESPOSTA: E.
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QUESTÃO 5 – Reescritura de trecho (equivalência de estruturas, com aspectos sintáticos)

 O segmento “Não se podem desconsiderar fatores extraeleitorais que alteram a composição partidária das legislaturas” (linhas 22 a 23) não pode ser reescrito da forma “Não pode-se desconsiderar fatores extraeleitorais que alterem a composição partidária das legislaturas”, porque o sujeito de “pode-se desconsiderar” é “fatores extraeleitorais”, devendo-se levar o verbo para o plural: “Não podem-se desconsiderar...”. Errada a alternativa “A”.

 O trecho “Sem dúvida, parte das diferenças intercamerais observadas se deve a ocorrências dessa natureza...” (linhas 26 a 28) pode ser reescrito da forma “Parte das diferenças intercamerais observadas deve-se, indubitavelmente, a ocorrências de tal natureza”. Preservam-se, na reescritura, o sentido do texto e a correção gramatical. Correta a alternativa “B”.

 Em relação ao segmento “O impacto das regras eleitorais sobre a estrutura da representação política é bastante debatido na literatura” (linhas 1 a 2), a reescritura “Muito se debatem as regras eleitorais de impacto sobre a estrutura da representação política na literatura” não preserva o sentido original da mensagem. Observe-se por quê: o núcleo do sujeito de “é bastante debatido” é “impacto”, enquanto, na sugestão reescrita, passou a ser “regras eleitorais”. Errada a alternativa “C”.

 No trecho compreendido entre as linhas 6 e 9, o adjunto adverbial “Em termos gerais” está modificando o sentido da estrutura verbal “argumenta-se”, enquanto, na reescritura, sua alteração produziu efeitos no verbo “induzir”. Portanto está errada a alternativa “D”.

 Na reescritura apresentada na opção “E”, há pelo menos dois erros: 1. não há vírgula depois de “Senado”, porque está separando o sujeito (“as diferentes formas de representação...”) do seu verbo (“tenham”); 2. deve haver sinal indicativo de crase no segmento “... em relação às respectivas configurações...”, porque a construção “em relação” exige preposição “a”, e a expressão seguinte é feminina “respectivas configurações...”. Errada a opção “E”.

RESPOSTA: B
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QUESTÃO 6 – Semântica

 No trecho “... induzem ao bipartidarismo, ao passo que as majoritárias ...” (linha 9), a locução conjuntiva “ao passo que” é sinônimo de “à medida que”. A substituição por “na medida que” altera a coerência do texto. Errada a opção “A”.
 
 O segmento “... distintas formas de representação adotadas...” (linha 16), o adjetivo “adotadas” está qualificando “formas”. Se for substituído por “adotada”, qualificará “representação”, o que alterará o sentido original da mensagem. Errada a alternativa “B”.
 
 No trecho “... resultem em diferentes cenários...” (linhas 18 a 19), a substituição da forma verbal “resultem” por “acarretem” não manteria a correção gramatical, porque “resultar”, no caso, exige a preposição “em”, enquanto “acarretem” é transitivo direto, não aceitando a preposição “em”. Errada a opção “C”.

 A palavra “plausível” (“... porém é plausível supor que a incongruência nas eleições...” – linhas 28 a 29) significa “razoável”, admissível”; já “incongruente” significa “incompatível”, “não condizente”. Errada a alternativa “D”.

 No trecho “... há grande discussão sobre os efeitos dos tipos de sufrágio na conformação do sistema partidário...” (linhas 4 a 5), o vocábulo “conformação” (destacado na transcrição) pode ser substituído por “constituição” sem alterar o sentido do texto, nem incorrer em erro. Correta a opção “E”.

RESPOSTA: E
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Proibida a reprodução, mesmo que parcial, sem a expressão autorização do CPC Concursos e do autor.
Prof. Menegotto
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As lacunas das linhas 27, 49 e 52 devem ser preenchidas pelas palavras “vazem” (verbo “VAZAR”), “privilegiados” e “espontaneamente”.
RESPOSTA: A
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QUESTÃO 02 – Pronome e crase

A lacuna da linha 17 deve ser preenchida com “CUJO”, relacionando elemento possuidor (“grande corporação”) a possuído (“interesse”). A lacuna da linha 33 deve receber apenas a preposição “a”, em razão da regência do verbo “dar” e do fato de a palavra seguinte ser um pronome demonstrativo que não recebe artigo. Por sua vez, a lacuna da linha 37 deve receber, também apenas a preposição “a”, regida pelo verbo “servir”, porque a palavra seguinte (“finalidades”) está no plural.
RESPOSTA: C.
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QUESTÃO 03 – Interpretação de texto

Está correta a assertiva I, porque a autora efetivamente cria expectativa, no início do texto.
Errada a assertiva II, porque as impressões dos especialistas não são convergentes. Por exemplo, Susan Linn (linhas 13 e seguintes) pede o fim da fabricação da boneca.
Correta a assertiva III, porque a autora lança mão de um tom de texto em que simula conversa, como se pode observar a construção das linhas 03 a 07 e, depois, na pergunta que encerra o parágrafo. 
RESPOSTA: D.
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QUESTÃO 04 – Pronome (coesão e interpretação de texto)

O pronome “Ela” (linha 01) é retomado várias vezes no texto como “Hello Barbie”, “nova Barbie”, “o novo brinquedo” e a “boneca”. O pronome “Ela”, porém, não é retomado por “a gigante dos brinquedos”.
RESPOSTA: B.
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QUESTÃO 05 – Interpretação de texto

Os argumentos que sintetizam críticas ou que são contrários ao lançamento da boneca estão nos itens I, II e IV.
RESPOSTA: D.
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QUESTÃO 06 – Semântica

As palavras “persuasivas”, “delicados” e “lúdicos” estão relacionadas, no texto, com as ideias de “convencimento”, “dificuldade” e “jogo”.
RESPOSTA: B.
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QUESTÃO 07 – Regência

Em “permanecer restrito ao ambiente familiar” (linha 17), a combinação destacada possui preposição (“a”) que é exigida por “restrito”, que é adjetivo.
No trecho “coleta dos diálogos” (linha 25), a contração destacada possui preposição exigida pelo substantivo “coleta”.
No segmento “acesso aos desejos” (linha 33), a combinação destacada apresenta preposição exigida pelo substantivo “acesso”.
No trecho “interação da boneca com a criança”, a preposição destacada é regida pelo substantivo “interação”.
 No trecho “lidaria com informações” (linha 45), a preposição destacada é exigida pelo verbo “lidar”.
RESPOSTA: A.
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QUESTÃO 08 – Concordância

A substituição de “os dados” (linha 30) por “esse conjunto de dados” produziria as seguintes alterações:
“esse conjunto de dados não seria(1) usado(2)...
RESPOSTA: B.
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QUESTÃO 09 – Funções sintáticas

O segmento “por uma infância sem comerciais” (linha 13) é complemento nominal de “campanha”. Nos demais casos, os segmentos funcionam como agentes da passiva.
RESPOSTA: A.
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QUESTÃO 10 – Acentuação gráfica

A palavra “diálogos” é acentuada por ser proparoxítona, de igual forma que a palavra “século” (linha 09).
As palavras “portátil” (linha 04) e “razoável” (linha 40) são acentuadas por serem paroxítonas terminadas em “L”. “Conteúdo” (linha 16) deve receber acento pela regra dos hiatos, e a forma verbal “terá” (linha 42) é acentuada por ser oxítona terminada em “a”.
RESPOSTA: B.
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QUESTÃO 11 – Estrutura e formação de palavras

O sufixo da palavra “consumista”, que é “-ista”, pode também ocorrer em “realista”, que é adjetivo derivado de “real”. Correta a assertiva I.
O adjetivo “respeitoso” é derivado do verbo “respeitar”, que apresenta a forma de particípio “respeitado”. Correta a assertiva II.
Em “publicidade” e “privacidade”, o sufixo “-dade”, que forma substantivos derivados de adjetivos. Correta a assertiva III.
RESPOSTA: E.
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QUESTÃO 12 – Pronomes

Correta a assertiva I, porque “onde” (linha 02) pode ser substituído por “nos quais”, já que faz referência a “servidores”.
Correta a assertiva II, porque se pode substituir “que” (linha 10) por “quantos”, mantendo-se o sentido original e a correção gramatical.
 Pode-se substituir “o que” (linha 58) por “aquilo que”, pois a função de “o que”, na construção”, é de demonstrativo.
RESPOSTA: E.
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QUESTÃO 13 – Classes gramaticais

Na construção “mais bonecas”, o termo “bonecas” é substantivo, portanto a palavra “mais” é adjetivo.
Nos demais casos, as palavras grifadas são advérbios.
RESPOSTA: B.
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QUESTÃO 14 – Conjugação verbal (valores semânticos dos tempos e modos)

Na forma verbal “entram” (linha 07), que está conjugada no presente do indicativo, a ideia é de realidade, não de hipótese.
Na locução verbal “deveria permanecer” (linhas 16 e 17), o verbo auxiliar (“deveria”) está conjugado no futuro do pretérito do indicativo, o que lhe confere a ideia de hipótese ou aspiração.
Quanto à forma verbal “mencionarem” (linha 43), deve-se observar que ela se encontra em uma oração subordinada condicional, indicando hipótese.
RESPOSTA: D.
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QUESTÃO 15 – Pontuação

As vírgulas no trecho “Susan Linn, psicóloga e diretora da campanha por uma infância sem comerciais, pediu...” (linha 13) isolam aposto.
RESPOSTA: E.
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</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professormenegotto.blogspot.com/feeds/4677259919180386915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://professormenegotto.blogspot.com/2015/12/comentarios-e-respostas-prova-de-lingua.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7143776015959738336/posts/default/4677259919180386915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7143776015959738336/posts/default/4677259919180386915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professormenegotto.blogspot.com/2015/12/comentarios-e-respostas-prova-de-lingua.html' title='COMENTÁRIOS E RESPOSTAS À PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA DO BANRISUL – CONCURSO REALIZADO NO DIA 13 DE DEZEMBRO DE 2015 BANCA DA FDRH'/><author><name>Professor Alberto Menegotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711416067856254380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_n3GHE1Fbg7M/SoREhW9bMNI/AAAAAAAAAGk/FPbsNLlk6uY/S220/Beto+Face.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7143776015959738336.post-4606611189539016797</id><published>2015-11-08T21:58:00.001-02:00</published><updated>2015-11-09T13:25:18.590-02:00</updated><title type='text'>COMENTÁRIOS À PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA DO CONCURSO PARA O HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE – HCPA – CERTAME OCORRIDO EM 08 DE NOVEMBRO DE 2015 - BANCA DA FAURGS</title><content type='html'>QUESTÃO 01 – Concordância verbal

 A lacuna da linha 06 deve ser preenchida pela forma verbal “têm”, com acento circunflexo diferencial, porque o sujeito é “as professoras e os professores. A lacuna de linha deve ser preenchida pela forma verbal “mantém”, no singular, portanto com acento agudo pela regra das oxítonas, porque seu sujeito é “o governo português”. A lacuna da linha 29 deve ser preenchida pela forma verbal “inclui”, no singular, porque seu sujeito é “um grupo chamado BRICS”, cujo núcleo é “grupo”. Por fim, a lacuna da linha 34 deve receber a forma verbal “têm”, com acento circunflexo diferencial, porque o sujeito é “os países”. 
RESPOSTA: C.
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QUESTÃO 02 – Interpretação de texto

 Não há como se depreender do texto que Brasil e Portugal deveriam pensar juntos o mesmo ensino de português para aprendizes estrangeiros em universidades internacionais. Isso pode ser verificado pela afirmação do texto quanto ao pensamento do Itamaraty contido nas linhas 24 a 26. As demais afirmações ou se encontram no texto, ou podem ser depreendidas do texto. RESPOSTA: D.
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QUESTÃO 03 – Interpretação de texto

 Na assertiva I, a afirmação não encontra amparo no texto, porque, entre as linhas 08 e 17, lê-se a notícia de que a Universidade Nacional Autônoma do México é o lugar no mundo onde mais se estuda português. Errada.
 Quanto à assertiva II, está correta a afirmação, porque, entre as linhas 24 a 26, verifica-se a posição do Itamaraty em relação ao ensino da língua noutros países. Correta.
 Já a afirmação contida em III está errada, porque não se encontra no texto, nem se pode depreender do texto. Errada. RESPOSTA: B.
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QUESTÃO 04 – Interpretação de texto

 A alternativa (A) está errada, porque não houve referência específica ao ensino do português brasileiro. Na opção (B), o erro está na afirmação de que o BRICS mantém poucos centros de ensino de línguas, e isso não encontra amparo no texto. As afirmações contidas nas alternativas (C) e (D) estão erradas, porque não encontram amparo no texto. Correta a firmação contida na opção (E). RESPOSTA: E.
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QUESTÃO 05 – Valor semântico das conjunções e interpretação de texto

 No trecho “... e seria mais do que natural imaginar que, estando na América Latina, o interesse dos mexicanos deveria ser pelo português brasileiro – e é. Só que nessa mesma universidade o Instituto Camões ocupa um andar inteiro do centro de estudos de língua estrangeira... (linha 10 a 15), a expressão “Só que” introduz ideia de oposição à mensagem anterior. Poderia ser substituída pela conjunção “Contudo”, que é coordenativa adversativa, oferecendo ideia de contraste. As conjunções “Porque” e “Já que”, presentes nas opções (A) e (D), indicam causa. Na alternativa (C), o nexo “Portanto” revela conclusão. Na opção (E), “Ainda que” introduz concessão, mas em oração subordinada. 
RESPOSTA: B.
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QUESTÃO 06 – Equivalência de estruturas 

 O segmento “A postura do Itamaraty parece ser a seguinte: se já estão lá os portugueses, nós não precisamos estar também” (linhas 23 a 26) encontra equivalência na construção “A postura do Itamaraty parece ser a seguinte: se lá os portugueses já estão, nós também não precisamos estar”, presente na alternativa (A). Observe-se que a banca seguiu exatamente a redação original na parte inicial (até os dois-pontos) e na parte final apenas inverteu as posições dos advérbios “lá” e “também”, o que mantém equivalência de sentido.
 Nas opções (B) e (E), as reescrituras contrariam a mensagem do trecho original. Na alternativa (C), há inversão de ideias. Por fim, na opção (D), a ideia é diferente em razão do emprego de “uma vez que”, que revela causa, em lugar de condição. RESPOSTA: A.
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QUESTÃO 07 – Fonética

 Na alternativa (A), as palavras “português”, “interesse” e “seguinte” apresentam dígrafos consonantais, respectivamente, em GU, SS e GU. Apesar de existirem dígrafos nasais ou vocálicos em “interesse” (IN) e “seguinte” (IN), as palavras, conforme foi demonstrado, apresentam cada uma dígrafo consonantal.
 Na opção (B), apenas “esses” apresenta dígrafo consonantal SS. “México” não apresenta dígrafo de qualquer natureza, e “pejorativamente” apresenta apenas dígrafo nasal em EN.
 Quanto à opção (C), apenas “nosso” e “China” apresentam dígrafos consonantais, respectivamente em SS e CH. Já “eloquentes” apresenta apenas dígrafo nasal EN, porque em QU o o “u” é pronunciado, o que descaracteriza a associação QU como dígrafo. 
 As palavras da alternativa (D) só apresentam dígrafo consonantal em “professores” (SS) e “chamadas” (CH). Na forma verbal “oferecer” não há dígrafo de qualquer natureza.
 A opção (E) apresenta palavras com dígrafos nasais em “estrangeiras” (AN) e em “surpreendentes” (EN e EN). A palavra “universidades” não apresenta dígrafo de qualquer natureza. 
RESPOSTA: A.
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QUESTÃO 08 – Classes gramaticais

 Nas linhas 11 e 12, lê-se “... interesse dos mexicanos...”, e a presença de “dos” (preposição DE + artigo definido masculino plural OS = DOS) assegura que “mexicanos” está sendo empregado como SUBSTANTIVO. Falsa a primeira afirmação.
 Em “dados comparativos” (linha 18), “dados” funciona como SUBSTANTIVO, sendo qualificado pelo ADJETIVO “comparativos”. Verdadeira a segunda afirmação.
 A palavra “pejorativamente” (linha 32) é advérbio, pois toda palavra terminada em “-mente” é advérbio. Verdadeira a terceira afirmação.
RESPOSTA: C.
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QUESTÃO 09 – Separação silábica

 A correta separação silábica das palavras “Uruguai”, “brasileiro”, “digna” e “surpreendente” é U-RU-GUAI (“uai” é tritongo), BRA-SI-LEI-RO (“ei” é ditongo), DIG-NA (uma consoante (G-N) em cada sílaba) e SUR-PRE-EN-DEN-TE (“ee” é hiato).
RESPOSTA: A.
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QUESTÃO 10 – Funções sintáticas

 Na construção “tenho visitado diversos países onde se ensina a língua portuguesa” (linha 01 e 02), o segmento “diversos países onde se ensina a língua portuguesa” funciona como objeto direto de “tenho visitado”, porque “visitar”, que é o verbo principal, é VTD, exigindo objeto direto (quem visita visita algo ou alguém). Correta a assertiva I.
 No segmento “o interesse dos mexicanos” (linhas 11 e 12), a expressão “dos mexicanos” completa o sentido do substantivo “interesse”, portanto é complemento nominal, não objeto. Errada a assertiva II.
 Em “os dados comparativos são eloquentes” (linha 18), o adjetivo “eloquentes” exerce função sintática de predicativo de “os dados comparativos”, que é sujeito. Correta a assertiva III.
RESPOSTA: D. 
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QUESTÃO 11 – Crase

 Na lacuna da linha 13, deve aparecer “às vezes”, com crase, porque se trata de locução adverbial feminina. Já nas lacunas das linhas 27 e 28, deve aparecer apenas artigo “a” em cada uma, porque “lavar” e “espantar” são verbos transitivos diretos (quem lava lava alguma coisa e quem espanta espanta alguma coisa ou alguém).
RESPOSTA: C.
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QUESTÃO 12 – Pronomes

 Na construção “Recalcava a revolta, prendia-a no peito...” (linha 10), o pronome “a”, em “prendi-a”, retoma “revolta”. Observe-se que o sujeito de “prender”, na forma “prendia”, é Ana Terra, portanto “Ana Terra... prendia a revolta...”. 
 Nas alternativas (A), (C), (D) e (E), os pronomes se referem à Ana Terra.
RESPOSTA: B.
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QUESTÃO 13 – Interpretação de texto

 No segmento “Mas na presença do pai não dizia nada” (linha 09), quem estava na presença do pai era Ana Terra, não D. Henriqueta. Falsa a primeira afirmação.
 No trecho “Recalcava a revolta, prendia-a no peito...” (linha 10), o sujeito elíptico é Ana Terra, não “o pai”. Falsa a segunda afirmação.
 Quanto ao trecho “Nas noites abafadas dormia mal, às vezes levantava-se, ia para a frente da casa...” (linhas 12 e 13), o sujeito elíptico das formas “dormia”, levantava-se” e “ia” é Ana Terra. Verdadeira a terceira afirmação,.
 Por fim, no segmento “ficava olhando as coxilhas e o céu”, o sujeito elíptico é Ana Terra; na continuidade: “... tendo nos olhos um sono pesado e na cabeça, no peito, no corpo todo”, o verbo elíptico, é “ficava” (“ficava tendo nos olhos...); no último segmento, “... uma ânsia que a mantinha desperta e agitada”, está elíptica a forma verbal “ficava tendo” (“ficava tendo uma ânsia...”). Verdadeira a quarta afirmação.
RESPOSTA: E.
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QUESTÃO 14 – Funções sintáticas

 No trecho “concluía que não adiantava ir para a cama” (linha 24 e 25), o segmento “ir para a cama” (destacado) funciona como sujeito de “não adiantava”. Observe-se: “(Ana Terra) concluía e não adiantava ir para a cama”. Quem é que não adiantava? IR PARA A CAMA.
 Nas alternativas (A), (B), (C) e (D), os segmentos sublinhados funcional como objetos diretos nas suas orações.
RESPOSTA: E.
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QUESTÃO 15 – Emprego e valor de conjunções

 Os nexos “nem” (linha 21), “pois” (linha 25) e “ então” (linha 27) podem ser substituídos, mantendo-se o sentido original da mensagem, por “e sequer”, “já que” e “portanto”, respectivamente.
 Nas alternativas (A) e (C), nenhuma das três sugestões de cada opção mantém o sentido. Na opção (D), o advérbio “assim” não mantém o exato sentido da construção. Na alternativa (E), “sendo que” e “entretanto” não mantêm o sentido dos nexos originais.
RESPOSTA: B.
___________________________________________________________________________________________________________
 

 







 
 

 










 
























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Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 1 a 3.

 A vida é uma tapeçaria que elaboramos, enquanto somos urdidos dentro dela. Aqui e ali podemos escolher alguns fios, um tom, a espessura certa, ou até colaborar no desenho.
 Linhas de bordado podem ser cordas que amarram ou rédeas que se deixam manejar: nem sempre compreendemos a hora certa ou o jeito de as segurarmos. Nem todos somos bons condutores; ou não nos explicaram direito qual o desenho a seguir, nem qual a dose de liberdade que podíamos – com todos os riscos – assumir.
     (LUFT, L. O rio do meio. São Paulo: Mandarim, 1997, 3. ed, p. 105)

1. ... enquanto somos urdidos dentro dela.

O verbo urdir na frase acima está transposto para a voz passiva. Dentre as opções abaixo, o verbo que admite essa transposição está em:

(A) Durante toda a vida, estamos sempre fazendo opções acerca de nossos objetivos.
(B) As cores escolhidas para o bordado parecem ser o propósito definitivo de uma vida.
(C) A vida é, para todos, comparável a uma tapeçaria de desenho, cores e espessura individuais.
(D) Necessitamos, habitualmente, de orientação segura na tomada de decisões corretas em nossa vida.
(E) Pessoas próximas colaboram conosco na definição de projetos ao longo de toda a vida.

Comentários e resposta

Questão sobre vozes verbais. 

 Somente os verbos transitivos diretos admitem a transposição para a voz passiva.
 Na opção (A), na locução verbal “estamos... fazendo”, o verbo principal é “fazer”, que é transitivo direto, portanto a frase é apassivável. A transposição da frase na passiva terá a construção “Durante toda a vida, opções acerca de nossos objetivos estão sempre sendo feitas por nós”.
 Nas alternativas (B) e (C), os verbos são de ligação.  
 Nas alternativas (D) e (E), os verbos são transitivos indiretos (quem necessita necessita DE; quem colabora colabora COM).

Resposta: (A).
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2. O texto aponta para

(A) o pleno desenvolvimento de potencialidades atingido por algumas pessoas, ainda que elas estejam subordinadas a estruturas sociais preestabelecidas.
(B) o papel das normas sociais aceitas pelo grupo na determinação da vontade de cada um em relação aos objetivos de sua própria vida, normas que sempre preponderam sobre decisões de cunho pessoal.
(C) a liberdade do ser humano em estabelecer os rumos de sua própria vida, sem deixar de reconhecer a existência de limites e dificuldades nesse direcionamento.
(D) os conflitos que aparecem durante as primeiras fases da vida de uma pessoa, impedindo-a de se transformar num adulto consciente e capaz de resolver seus próprios problemas.
(E) as falhas de uma formação inadequada a que estão sujeitos os seres humanos, impossibilitando-lhes um direcionamento dos rumos de sua vida segundo parâmetros socialmente aceitáveis.

Comentários e resposta

Questão sobre interpretação de texto.

 O texto de Lia Luft aponta para a possibilidade de as pessoas decidirem sobre que caminhos tomar em suas vidas e sobre o respeito aos outros indivíduos. Nesse contexto, está correta a alternativa (C).
 Na opção (A), o erro está em indicar “desenvolvimento de potencialidades de algumas pessoas”, enquanto o texto, pelo uso de verbos em primeira pessoa do plural (no 1º parágrafo) inclui todas as pessoas. 
 Na alternativa (B), o erro está no apontamento para o “papel das normais sociais”, quando isso, no texto, é tratado de forma secundária e com outra denominação. 
 Com relação à afirmação contida na opção (D), o erro está na apresentação de “conflitos que aparecem durante as primeiras fases da vida”, o que é estranho ao texto.
 Já em referência à alternativa (E), o erro está na abordagem de “falhas de uma formação inadequada a que estão sujeitos os seres humanos”, o que é estranho ao texto.

Resposta: (C).
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3. Entende-se corretamente que, no 2º parágrafo, a autora aborda

(A) as múltiplas maneiras de construção da melhor forma de viver, ou porque se deseja liberdade plena nas opções feitas, ou porque se torna mais fácil optar pelo pertencimento a um determinado grupo.
(B) as dificuldades surgidas ao longo da vida, que podem resultar em avanços à medida que são superadas ou acabam se transformando em obstáculos verdadeiramente intransponíveis.
(C) a determinação no traçado de objetivos que possam nortear, desde o início, as escolhas que se colocam na vida de cada pessoa, impostas pelos valores cultivados no meio social em que se insere.
(D) os problemas decorrentes de uma formação incompleta, ou até mesmo deformada, que resultam em futuros empecilhos na condução de uma vida menos subordinada às imposições do meio social.
(E) a plena independência que deve constituir o legado de cada pessoa, possibilitando-lhe escolhas livres, desvinculadas das normas de comportamento adotadas pelo grupo social a que pertence.

Comentários e resposta

Questão sobre interpretação de texto.

 Em relação ao 2º parágrafo do texto, a autora aborda, de modo metafórico, “as dificuldades surgidas ao longo da vida, que podem resultar em avanços à medida que são superadas ou acabam se transformando em obstáculos verdadeiramente intransponíveis”. Isso se vê em “Linhas de bordado podem ser cordas que amarram ou rédeas que se deixam maneja : nem sempre compreendemos a hora certa ou o jeito de as segurarmos”  (dificuldades). Portanto está correta a alternativa (B).
 Na opção (A), não há, no texto, a visão de melhor forma de viver, mas como tecer a vida. 
 Com referência à alternativa (C), não se aborda, no texto, a determinação no traçado de objetivos norteadores das escolhas, muito menos desde o início da vida.
 Na opção (D), é estranha a ideia de uma formação incompleta ou deformada. 
 Na (E), não há, no texto, a abordagem de plena independência na constituição do legado de cada um.

Resposta: (B).
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Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 4 a 7.

De gramática e de linguagem

E havia uma gramática que dizia assim:
“Substantivo (concreto) é tudo quanto indica
Pessoa, animal ou cousa: João, sabiá, caneta.”
Eu gosto é das cousas. As cousas, sim!...
As pessoas atrapalham. Estão em toda parte. Multiplicam-se em excesso.
As cousas são quietas. Bastam-se. Não se metem com ninguém.
Uma pedra. Um armário. Um ovo. (Ovo, nem sempre,
Ovo pode estar choco: é inquietante...)
As cousas vivem metidas com as suas cousas.
E não exigem nada.
Apenas que não as tirem do lugar onde estão.
E João pode neste mesmo instante vir bater à nossa porta.
Para quê? não importa: João vem!
E há de estar triste ou alegre, reticente ou falastrão,
Amigo ou adverso ... João só será definitivo
Quando esticar a canela. Morre, João...
Mas o bom, mesmo, são os adjetivos,
Os puros adjetivos isentos de qualquer objeto.
Verde. Macio. Áspero. Rente. Escuro. Luminoso.
Sonoro. Lento. Eu sonho
Com uma linguagem composta unicamente de adjetivos
Como decerto é a linguagem das plantas e dos animais.
Ainda mais:
Eu sonho com um poema
Cujas palavras sumarentas escorram
Como a polpa de um fruto maduro em tua boca,
Um poema que te mate de amor
Antes mesmo que tu lhe saibas o misterioso sentido:
Basta provares o seu gosto...

  (QUINTANA, M. Prosa e verso. Porto Alegre: Globo, 1978, p. 94)

4. Atente para os versos abaixo:

E João pode neste mesmo instante vir bater à nossa porta.
Para quê? não importa: João vem!
E há de estar triste ou alegre, reticente ou falastrão,
Amigo ou adverso ...

Considerando-se o poema e, especialmente, os versos acima, é correto afirmar que o poeta

(A) induz o leitor à conclusão de que os seres humanos, sujeitos a inúmeras variações de humor de acordo com as circunstâncias da vida, nem sempre se encontram disponíveis para os relacionamentos sociais, ainda que tenham aprendido as lições de bom comportamento.
(B) aborda as imposições sociais que se encontram usualmente na sociedade, determinando que as pessoas se comportem segundo certas normas de educação estabelecidas por todo o grupo, sendo inaceitável transgredi-las como, por exemplo, invadindo o espaço alheio.
(C) tece considerações, a partir de uma lição de gramática, a respeito de possíveis relacionamentos humanos e da instabilidade que caracteriza estados de espírito a que estão habitualmente submetidas as pessoas, nos mais diferentes momentos da vida.
(D) demonstra expectativa com a chegada de alguém, que lhe bata à porta a qualquer momento, embora não esteja disponível para bem acolher o visitante, pois está preso a divagações despertadas por antigas lições de gramática, e de ânimo bem pouco sociável.
(E) se mostra descrente de que as interações sociais possam transcorrer normalmente, pois estão sujeitas a situações que causam desconforto, como a interferência inesperada de alguém, a interromper divagações em torno de antigas lembranças.

Comentários e resposta

Questão sobre interpretação de texto.

 Considerando-se o poema na integralidade e, em especial, os versos “E João pode neste mesmo instante vir bater à nossa porta./Para quê? não importa: João vem!/E há de estar triste ou alegre, reticente ou falastrão,/Amigo ou adverso...”,  é possível afirmar que Mário Quintana “tece considerações, a partir de uma lição de gramática, a respeito de possíveis relacionamentos humanos e da instabilidade que caracteriza estados de espírito a que estão habitualmente submetidas as pessoas, nos mais diferentes momentos da vida”. Portanto está correta a alternativa (C).
 Nas demais alternativas, não se encontram interpretações presentes no poema ou, então, não retratam a visão do autor expendida nos versos do enunciado.

Resposta: (C).
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5. E havia uma gramática...

O verbo que possui o mesmo tipo de complemento que o verbo grifado acima está empregado em:

(A) Eu sonho com um poema ...
(B) As pessoas atrapalham.
(C) João só será definitivo...
(D) Estão em toda parte.
(E) E não exigem nada.

Comentários e resposta

Questão sobre regência verbal.

 O verbo “haver”, empregado na construção “E havia uma gramática...”, é transitivo direto, tendo como complemento “uma gramática”, que tem função de objeto direto.
 Na opção (A), o verbo “sonhar” está empregado como transitivo indireto (quem sonha sonha com), sendo seu objeto indireto “um poema”.
 O verbo “atrapalhar”, na alternativa (B), está empregado como intransitivo.
 Quanto às opções (C) e (D), os verbos são de ligação.
 Na alternativa (E), o verbo “exigir” é transitivo direto, sendo seu objeto direto “nada”.

Resposta: (E).
____________________________________________________________________________________
 
6. As pessoas atrapalham. Estão em toda parte. Multiplicam-se em excesso.
As cousas são quietas. Bastam-se. Não se metem com ninguém.

Os versos acima devem ser entendidos, considerando-se o teor do poema, como

(A) tentativa de aproximação da linguagem das plantas e dos animais.
(B) propósito de justificar a preferência expressa pelo poeta em relação às cousas.
(C) explicações a respeito de que há um misterioso sentido nas palavras.
(D) verdades poéticas que costumam contrariar o sentido comum, registrado em uma gramática.
(E) questionamento da constatação de que o bom, mesmo, são os adjetivos.

Comentários e resposta

Questão sobre interpretação de texto.

 Mário Quinta tece, nos versos reproduzidos no enunciado, sua preferência pelas “cousas” em relação às “pessoas”. Isso fica claro em razão de o poeta enumerar três defeitos que vê nas pessoas e três virtudes (na sua visão) das “cousas”.
 Está errada a opção (A), porque não há, nos versos do enunciado, abordagem de linguagem das plantas e dos animais, mas de “pessoas” e “cousas”.
 Correta a alternativa (B), pelas razões explicadas.
 Errada a alternativa (C), pois não há, nos versos do enunciado, abordagem de um “misterioso sentido nas palavras”.
 De igual forma, está errada a opção (D), porque, nos versos do enunciado, em relação ao teor do poema, não há “verdades poéticas que costumam contrariar o sentido comum”.
 Errada, também, a assertiva (E), porque, considerando-se os versos do enunciado, não há consideração acerca de adjetivos.

Resposta: (B).
____________________________________________________________________________________

7. (Ovo, nem sempre,
Ovo pode estar choco: é inquietante...)

O segmento isolado por parênteses introduz, no poema,

(A) exagero ao constatar a ocorrência de um fato habitual.
(B) dúvida que se sobrepõe ao que é aceito pelo senso comum.
(C) hipótese que contradiz o conhecimento tradicional popular.
(D) objeção decorrente de uma pressuposição sobrevinda.
(E) verdade inconteste, diante da repetição de um fato comum.

Comentários e resposta

Questão sobre interpretação de texto.

No segmento poético “Um ovo. (Ovo, nem sempre,/Ovo pode estar choco: é inquietante...)”, o trecho registrado entre parênteses não traduz exagero na constatação de um fato habitual, muito menos dúvida ou hipóteses que se sobreponha ou contradiga o senso comum, tampouco verdade inconteste, mas objeção (oposição) decorrente de uma pressuposição que lhe veio à mente.

Resposta: (D).
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Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 8 a 11.

 Escrever sobre as mulheres do Sul não significa traçar um perfil único que as identifique e as diferencie das outras mulheres do restante do país. No Sul encontramos diferentes perfis femininos nos diversos períodos históricos: mulheres oriundas de etnias e classes sociais várias.
[...]
 A idealização das mulheres em seus papéis familiares é muito semelhante àquelas idealizações divulgadas no final do século XVIII e início do século XX nos grandes centros europeus. Nas cidades do Sul, imagens idealizadas foram frequentes a partir da segunda metade do século XIX, durante a formação das elites nos centros urbanos.
 O crescimento das áreas urbanas, em meados do século XIX, foi impulsionado com a inclusão da região no comércio agrário-exportador brasileiro como subsidiária, ou seja, como fornecedora de alimentos para o mercado interno. Os altos preços do café no mercado externo e a destinação da mão de obra escrava para a produção cafeeira provocaram o aumento da procura por alimentos e a consequente elevação de preços. Esse fato propiciou o surgimento de um novo grupo de pessoas mais abastadas nos centros urbanos da região Sul.
 Em cada capital do Sul, esses grupos assumiram configurações diferentes. [...]
 Num futuro próximo, esses grupos iriam promover os jornais responsáveis pela divulgação de modelos de comportamento, especialmente para as mulheres. Os jornais pareciam veicular um projeto civilizador com pretensão de construir novos homens e mulheres, divulgando imagens idealizadas para ambos os sexos. [...]
 Embora os jornais sulistas reproduzissem estereótipos existentes há séculos, faziam-no em um contexto específico, respondendo a uma conjuntura determinada, na qual a demonstração de distinção e a exposição de um certo verniz social implicavam em moldar as mulheres de uma determinada classe. Nas imagens dos jornais das cidades do Sul, e provavelmente em outras cidades do restante do país, as mães seriam responsáveis pelo progresso e a civilização, pois eram consideradas criadoras e educadoras das novas gerações.

   (Adaptado de: PEDRO, J. M. Mulheres do Sul. In: DEL PRIORE, M. (org.). História das     mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 2012, p. 278-282)

8. No texto, a autora

(A) salienta a importância da imprensa em certa época, no Sul do país, como incentivadora e divulgadora de modelos ideais de comportamento e, principalmente, de uma nova imagem da mulher.
(B) atesta a responsabilidade dos produtores de café, na época, em relação ao aumento da desigualdade social, como consequência do encarecimento desse produto no mercado externo.
(C) condena os estereótipos que os jornais sulistas há séculos reproduziam, ao defenderem que as mulheres só podiam alcançar realização pessoal se tivessem muitos filhos.
(D) alude a dificuldades de manutenção da sociedade conjugal, já durante o século XIX, devido à constante ausência da figura masculina, fato que resultava em maior liberdade para as mulheres.
(E) insiste no papel predominante da figura masculina como mantenedora de atividades produtivas no Sul do país, apesar de inúmeros conflitos, enquanto a mulher seria responsável pela harmonia familiar.

Comentários e resposta

Questão sobre interpretação de texto.

 A autora, em seu texto, “salienta a importância da imprensa em certa época, no Sul do país, como incentivadora e divulgadora de modelos ideais de comportamento e, principalmente, de uma nova imagem da mulher”, o que se pode ver, mais especificamente, no 1º, 4º e último parágrafo.

Resposta: (A).
____________________________________________________________________________________

9. A idealização das mulheres em seus papéis familiares é muito semelhante àquelas idealizações divulgadas no final do século XVIII e início do século XX nos grandes centros europeus.

Mantém-se a correção no emprego do sinal indicativo de crase se o segmento grifado na frase acima for substituído por:

(A) à típica idealização divulgada.
(B) à qualquer das idealizações divulgadas.
(C) à uma determinada idealização divulgada.
(D) à cada uma das idealizações divulgadas.
(E) à algumas idealizações divulgadas.
Comentários e resposta

Questão sobre crase.

 No trecho “A idealização das mulheres em seus papéis familiares é muito semelhante àquelas idealizações divulgadas no final do século XVIII e início do século XX nos grandes centros europeus”, a substituição do segmento sublinhado manterá o sinal indicativo de crase com “à típica idealização divulgada”, portanto está correta a opção (A).
 Nas opções (B), (D) e (E), as palavras “qualquer”, “cada” e “algumas” são pronomes indefinidos, e não há crase antes de pronomes indefinidos. No caso da alternativa ((E), ainda há o agravante de o “a” estar no singular e a palavra seguinte no plural.
 Na alternativa (C), aparece “uma”, e não há crase antes de “uma”.

Resposta: (A).
____________________________________________________________________________________

10. Identifica-se, no texto, distinção entre

(A) os grupos sociais mais abastados, principalmente de imigrantes, e a população de origem escrava, empregada no cultivo do café.
(B) a economia baseada na exportação, que caracterizou algumas regiões brasileiras, e a da região Sul do país, voltada para o mercado interno.
(C) as normas de comportamento adotadas por uma sociedade já instalada em áreas urbanas desenvolvidas e os costumes tradicionais, próprios das áreas rurais.
(D) as mulheres dedicadas à vida familiar, como se propunha costumeiramente nessa época, e outras, liberadas, cuidando de seus próprios afazeres.
(E) o conteúdo publicado em jornais do Sul em relação a modelos de comportamento e o que se encontrava nas demais publicações existentes no restante do país.

Comentários e resposta

Questão sobre interpretação de texto.

 Fica claramente identificada, no texto, a distinção entre “a economia baseada na exportação, que caracterizou algumas regiões brasileiras, e a da região Sul do país, voltada para o mercado interno”, portanto está correta a alternativa (B).
 As opções (A), (C) e (D) sequer especificaram a região Sul.
 Já na alternativa (E), a região Sul foi citada, mas o restante da afirmação não contém elementos que a autora tenha utilizado para a distinção.

Resposta: (B).
____________________________________________________________________________________

11. ... ou seja, como fornecedora de alimentos para o mercado interno.

A relação estabelecida entre os termos constantes do segmento sublinhado acima está reproduzida no segmento, também sublinhado, em:

(A) Nas imagens dos jornais das cidades do Sul ...
(B) Os altos preços do café no mercado externo ...
(C) Nas cidades do Sul ...
(D) ... e a exposição de um certo verniz social ...
(E) ... implicavam em moldar as mulheres de uma determinada classe.

Comentários e resposta

Questão sobre funções sintáticas.

 No segmento constante no enunciado, o adjetivo “fornecedora” não possui sentido completo, exigindo, portanto, complemento nominal, que é “de alimentos”.
 Nas opções “(A), (B), (C) e (E), as palavras “imagens”, “preços”, “cidades” e “mulheres” possuem sentido completo, não exigindo complemento nominal. Os segmentos que estão associados a cada uma dessas palavras são adjuntos adnominais.
 Já com relação à alternativa (D), o substantivo “exposição” não possui sentido completo, exigindo, a exemplo do adjetivo “fornecedora”, complemento nominal. Portanto está correta a opção (D).

Resposta: (D).
____________________________________________________________________________________

12. O povoamento do Rio Grande do Sul atraiu uma população masculina eminentemente nômade.

A economia do Rio Grande do Sul baseava-se na pecuária extensiva.
A ocorrência de inúmeros conflitos e batalhas propiciava a ausência dos homens.
As mulheres assumiram a direção dos empreendimentos familiares.
As mulheres transpuseram os limites das tarefas definidas usualmente para seu sexo.

As frases acima se organizam em um único parágrafo, mantendo-se a correção e a clareza, em:

(A) A economia do Rio Grande do Sul baseava-se na pecuária extensiva, com um povoamento de população masculina eminentemente nômade. Além, ainda, da ocorrência de inúmeros conflitos e batalhas. As mulheres assumiram, contudo, a direção dos empreendimentos familiares, onde transpuseram os limites das tarefas definidas usualmente para seu sexo.
(B) As mulheres do Rio Grande do Sul, com uma população masculina eminentemente nômade e de economia baseada na pecuária extensiva, participando, além disso, de inúmeros conflitos e batalhas. Elas transpuseram assim os limites das tarefas definidas usualmente para seu sexo, ao assumir a direção dos empreendimentos familiares, com a constante ausência dos homens.
(C) A população masculina, eminentemente nômade, do Rio Grande do Sul, onde a economia baseava-se na pecuária extensiva, além da ocorrência de inúmeros conflitos e batalhas. As mulheres assumiram a direção dos empreendimentos familiares, transpondo os limites das tarefas definidas usualmente para seu sexo, cuja causa foi propiciada pela constante ausência dos homens.
(D) O povoamento do Rio Grande do Sul, cuja economia se baseava na pecuária extensiva, atraiu uma população masculina eminentemente nômade. A ocorrência de inúmeros conflitos e batalhas também propiciava a ausência dos homens. Ao assumir, então, a direção dos empreendimentos familiares, as mulheres transpuseram os limites das tarefas definidas usualmente para seu sexo.
(E) Com uma população masculina eminentemente nômade, que povoou o Rio Grande do Sul, baseando-se na pecuária extensiva, cujas batalhas e conflitos propiciaram a ausência dos homens, as mulheres assumiram, não obstante, a direção dos empreendimentos familiares. Assim, elas transpuseram os limites das tarefas definidas usualmente para seu sexo.

Comentários e resposta

Questão sobre reestruturação de períodos e correção em geral.

 Na opção (A), há erro de reestruturação e no emprego de “onde”. ONDE só pode ser empregado para referência a lugar físico, e no trecho foi utilizado para retomar “direção dos empreendimentos familiares”.
 Quanto à opção (B), o primeiro perído ficou sem sentido, porque a oração principal iniciou (“As mulheres do Rio Grande do Sul”), mas não terminou. Além disso,a reconstrução está confusa.
 Relativamente à opção (C), o primeiro período inicia a oração principal, que não é concluída, estabelecendo ausência de sentido.
 Correta a reconstrução presente na opção (D).
 Na alternativa (E), a relação estabelecida entre “pecuária extensiva” e “batalhas e conflitos” é inadequada e não traduz o sentido original dos períodos do enunciado. Errada.

Resposta: (D).
____________________________________________________________________________________

Não há questão recorrível.
Prof. Menegotto®



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QUESTÃO 1 - CRASE.

 No trecho “O rapaz andou durante quarenta dias pelo deserto, até chegar ___ um belo castelo...” (l. 03-04), a lacuna deve ser preenchida apenas com a preposição A, porque o verbo “chegar” rege “A” e a palavra seguinte é masculina.
 Já no trecho “Ao final de duas horas, retornou ___ sala onde estava o Sábio” (l. 27-28), a lacuna deve receber À, porque o verbo (RETORNAR, na forma “retornou”) rege preposição A e a palavra seguinte é feminina (“sala”), portanto estão presentes todas as condições para a crase.
 Em “Pois então volte e conheça ___ maravilhas do meu mundo” (l. 36-37), a lacuna deve ser preenchida com o artigo definido feminino plural (AS,) porque o verbo (CONHECER, na forma “conheça”) é transitivo direto (não exige preposição, porque quem conhece conhece algo ou alguém). O AS, porém, é somente artigo que especifica o substantivo feminino “maravilhas”.
 No segmento “De volta ___ presença do Sábio...” (l. 44), a lacuna deve receber “à”, porque se trata da contração da preposição “a”, regida pelo substantivo “volta”, mais “a”, artigo definido feminino singular que especifica “presença”, que é substantivo feminino.
&lt;b&gt;RESPOSTA: D.&lt;/b&gt;
_________________________________________________________________________

QUESTÃO 2 - INTERPRETAÇÃO DE TEXTO

 Errada a assertiva I, porque não há, no texto, informação de que o rapaz tenha-se decepcionado com o sábio. A segunda afirmação da assertiva também está errada, pois o rapaz não teve de esperar mais duas horas: a rigor, foi novamente passear pelo palácio para olhar todas as coisas da casa do sábio.
 A primeira afirmação da assertiva II está correta, porque, da primeira vez que passeou pelo palácio, o rapaz não deixou caírem as gotas de óleo da colher. A segunda parte, porém, está errada, porque o rapaz obedeceu às determinações do Sábio na primeira vez, que consistia em apenas não deixar cair o óleo da colher. No segundo passeio, sim. Por isso está errada a assertiva II.
 Correta a assertiva III, porque se pode inferir do texto que o passeio do rapaz mantendo as gotas de óleo na colher era parte da experiência que deveria passar para ouvir do Sábio o segredo da felicidade.
&lt;b&gt;RESPOSTA: C.&lt;/b&gt;
_____________________________________________________________________________

 
QUESTÃO 3 - INTERPRETAÇÃO DE TEXTO

 A leitura atenciosa do texto permite que se chegue à conclusão de que a possível “moral da história” esteja ligada ao fato de se conseguir praticar as duas ações ao mesmo tempo, no caso não deixar o óleo cair da colher e ainda observar cada coisa presente no castelo do Sábio. Portanto a virtude está no meio termo (opção B).
 Nas alternativas A e C, a ideia é a mesma e não encontra suporte na história narrada.
 Descarta-se a opção D, porque não há, no desenrolar da narrativa, dúvida que sustente essa moral da história.
 De igual forma, não é cabível a afirmação contida na opção E, pois, segundo a narrativa, a felicidade não pode ser associada ao fato de querer o que se faz.
&lt;b&gt;RESPOSTA: B.&lt;/b&gt;
_____________________________________________________________________________
 
QUESTÃO 4 - IDENTIFICAÇÃO DE TERMO REFERENTE A PARTIR DE PRONOMES

 O pronome “lhe” (l. 15) está empregado em referência ao rapaz, pois foi do Sábio que “lhe” disse... (=disse ao rapaz).

 Também no trecho
  
 
        O pronome “lhe” (l. 20) está empregado em referência ao rapaz, pois foi do Sábio que “lhe” pediu... (=pediu ao rapaz).

 O pronome possessivo “minha” (l.30) está sendo empregado em relação ao Sábio, retomando posses suas. Correta de acordo com o enunciado.

 O pronome possessivo “sua” (l. 38) faz referência à casa de “um homem”, não do Sábio.

 O pronome “lhe” está associado ao rapaz, porque o Sábio confiou as duas gotas de óleo ao rapaz (... = que lhe confiei”).
&lt;b&gt;RESPOSTA: C.&lt;/b&gt;
_____________________________________________________________________________ 

QUESTÃO 5 - DISCURSOS DIRETO E INDIRETO

              O segmento “Naquele momento”, já em discurso indireto, deve passar ao discurso direto como “Neste momento” ou “Agora”. 
              O trecho “não tinha tempo de explicar-lhe o segredo da felicidade”, que está em discurso indireto, deverá ser reescrito, em discurso direto “não tenho tempo para explicar o segredo da felicidade” Observe que “tinha” está na terceira pessoa do singular do pretérito imperfeito do indicativo e deverá assumir a forma da primeira pessoa do singular do presente do indicativo (“tenho”)
 A segunda parte, cuja redação é “... desse um passeio pelo palácio e voltasse dali a duas horas”, que está em discurso indireto, deverá assumir a seguinte redação em discurso direto: “Dê um passeio pelo palácio e volte daqui duas horas”. Observe-se que os verbos DAR (na forma “desse”) e VOLTAR (na forma “voltasse”), ambos conjugados no pretérito imperfeito do indicativo, deverão passar à forma do imperativo: “dê” e “volte”.
 Portanto a redação correta é 
&lt;b&gt;RESPOSTA: A.&lt;/b&gt;
_____________________________________________________________________________

QUESTÃO 6 - CONCORDÂNCIA VERBAL

 A pluralização de “Sábio” (l. 05) produziria a flexão de “vivia” (singular) para “viviam”. Verdadeira.

 Com relação à segunda proposta, a substituição de “uma farta mesa” (l. 10) por “várias fartas mesas” manteria o verbo “haver”, na forma “havia” (pretérito imperfeito do indicativo), porque se trata de verbo impessoal (= existir). Falsa.
 
 Por fim, se a expressão “das Arábias” fosse substituída por “da Pérsia”, o verbo ESTAR, no forma “estão”, não se alteraria, porque tem como referente o núcleo do sujeito, que é “tapeçarias”. Falsa.
&lt;b&gt;RESPOSTA: E.&lt;/b&gt;
_____________________________________________________________________________

QUESTÃO 7 - PONTUAÇÃO
 
 A vírgula antes do “e” (l. 12) se deve ao fato de as duas orações serem coordenadas com sujeitos diferentes: na coordenada assindética (l. 12, até “todos”), o sujeito é “O Sábio”; na coordenada sindética aditiva (l. 12, do “e” até “horas”), o sujeito é “o rapaz”. Correta a assertiva I.
 
 Quanto à segunda assertiva, As vírgulas isolam um predicativo deslocado, não vocativo. Errada a assertiva II.

 As vírgulas das linhas 42 e 43 separam elementos de igual função sintática. Correta a assertiva III.
&lt;b&gt;RESPOSTA: D.&lt;/b&gt;
_____________________________________________________________________________

QUESTÃO 8 - REGÊNCIA VERBAL

 A substituição de “buscava” por “carecia” provocará a inserção de preposição “de” na construção, porque quem carece carece DE.
&lt;b&gt;RESPOSTA: C.&lt;/b&gt;
_____________________________________________________________________________

QUESTÃO 9 - FUNÇÕES SINTÁTICAS

 A expressão “de óleo” cumpre função sintática de complemento nominal de “gotas”. Nos demais casos, o pronome “lhe” e o segmento “ao rapaz” cumprem função sintática de objeto indireto nas orações em que se inserem.
RESPOSTA: C.
_____________________________________________________________________________
 
QUESTÃO  10 - CONCORDÂNCIA

 A pluralização de “rapaz” (l. 15),  no trecho indicado, produzirá as seguintes alterações: “Com paciência, o Sábio escutou atentamente o motivo da visita “dos”(1) rapazes, mas disse-“lhes”(2) que naquele momento não tinha tempo de explicar-“lhes” o segredo da felicidade.
&lt;b&gt;RESPOSTA: B.&lt;/b&gt;
_____________________________________________________________________________

QUESTÃO 30 - CORRESPONDÊNCIA OFICIAL (REDAÇÃO OFICIAL)

 Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, pode-se considerar como correta a alternativa A. Tal questão não necessita de comentários, haja vista a forma como foi apresentada, pois cada documento encontra sua definição e destinação na segunda coluna.
&lt;b&gt;RESPOSTA: A.&lt;/b&gt;
_____________________________________________________________________________


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 Na lacuna da linha 08, deverá aparecer “à”, com sinal indicativo de crase, porque o verbo “tanger” exige preposição “a”, e a palavra “conduta” é feminina, exigindo artigo “a”.
 A lacuna da linha 09 deverá ser preenchida apenas com a preposição “a”, porque, embora o termo “alerta” exija preposição “a” (quem está alerta está alerta A), a palavra seguinte é “todos”, que é pronome indefinido, e não existe crase antes de pronome indefinido, ainda mais masculino.
 No caso da lacuna da linha 17, o substantivo “combate” exige preposição “a”, mas a palavra “incêndios” é masculina, logo não aceita artigo. Portanto deve ser apenas “a”.
RESPOSTA: C.
_____________________________________________________________________________

Questão 02 – Ortografia

 As lacunas das linhas 04, 05 e 13 devem ser preenchidas, respectivamente, com as palavras “cortesia” (derivada de “cortês”, com “s”), “honestidade” e “delituosa”. Neste último caso, o sufixo “-osa” é sempre escrito com “s” e significa “repleto de, cheio de”.
RESPOSTA: A.
_____________________________________________________________________________

Questão 03 – Fonética

 A palavra “controlador” tem quatro sílabas (con-tro-la-dor), portanto é polissílaba; sua sílaba tônica é a última (con-tro-la-DOR), portanto é palavra oxítona.
 A palavra “Municipal” tem, também, quatro sílabas (Mu-ni-ci-pal), portanto é polissílaba; sua sílaba tônica é a última (Mu-ni-ci-PAL), portanto é palavra oxítona.
RESPOSTA: B.
_____________________________________________________________________________

Questão 04 – Interpretação de Texto

 No trecho compreendido entre as linhas 08 e 09, lê-se: “... o Guarda Municipal é uma pessoa que deve estar o tempo todo alerta a tudo e a todos, tendo total controle da situação local”. Tal afirmação é base para indicar a interpretação oferecida na opção “B” como errada, pois, em sua visão, “O Guarda Municipal nem sempre deve estar alerta”.
 As demais opções contêm afirmações que se encontram no texto.
RESPOSTA: B.
_____________________________________________________________________________

Questão 05 – Regência Verbal

 No trecho “Além do aspecto moral, no que tange à conduta de retidão...” (linha 08), o verbo “tanger” é transitivo indireto, exigindo preposição “a” (leiam-se comentários à questão 01).
RESPOSTA: C.
_____________________________________________________________________________ 

Questão 06 – Classes Gramaticais
QUESTÃO RECORRÍVEL

 Na alternativa C, a Banca transcreveu o seguinte trecho do texto: “... o tempo todo alerta a tudo...” (linha 09). Na indicação da classe gramatical das palavras sublinhadas, indicou ambas como artigo definido.  No segmento “alerta a tudo”, o “a” destacado é preposição, não artigo. Observe-se que o “a” está precedendo um pronome indefinido (TUDO), que é neutro, logo não aceita artigo. Reitera-se que o “a” antes de “tudo” é preposição, não artigo.  Portanto está errada a opção C. 
 Na construção transcrita na opção D, encontra-se “... dinâmico nas suas atitudes...” (linha 13), em que a palavra sublinhada está identificada como substantivo, quando, em verdade, se trata de pronome possessivo de terceira pessoa do plural.
 A Banca indicou como gabarito a letra D, mas há duas indicações erradas: alternativas C e D, o que impõe a anulação da questão por flagrante erro. 
_____________________________________________________________________________

Questão 07 – Fonética

 A palavra “pessoa” possui 6 (seis) letras: P E S S O A; a associação SS é dígrafo oral; as letras E, O e A são vogais, não havendo semivogais. Observe-se a separação: PES-SO-A, em que O e A finais forma hiato, logo ambas são vogais, não semivogais. Não há encontro consonantal, porque SS é dígrafo.
 Está corretas apenas as assertivas I e II.
RESPOSTA: C.
_____________________________________________________________________________

Questão 08 – Fonética

 Na palavra “saída” (SA-Í-DA), há hiato na associação “A-Í”. Já na palavra “trabalho”, há dígrafo (LH). E, na forma verbal “recebeu”, há ditongo oral decrescente (RE-CE-BEU).
 A associação correta é 2 – 3 – 1. 
RESPOSTA: C.
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Questão 09 – Interpretação de Texto

 No trecho situado na linha 01, lê-se: “O Guarda Municipal é a pessoa capacitada a zelar pela ordem nos limites de seu local de trabalho...”. Embora o texto não traga expressamente a informação de que o Guarda Municipal está limitado ao município de que é servidor (“nos limites de seu local de trabalho”), a ideia de que sua atuação não se estende às cidades vizinhas é pacífica. Falsa a primeira assertiva.
 No trecho compreendido entre as linhas 08 a 11, vê-se que o Guarda Municipal deve se mostrar ativo em suas atitudes (“o tempo todo alerta a tudo...”/ “total controle da situação...”/”através da própria inspeção visual...”). Isso significa ser ATIVO. Verdadeira a segunda afirmação.
 Observa-se na linha 17 que, entre os pontos constantes da formação do Guarda Municipal, está a legislação aplicada. Verdadeira a terceira afirmação.
RESPOSTA: D.
_____________________________________________________________________________
Questão 10 – Acentuação Gráfica
QUESTÃO RECORRÍVEL

 As palavras “Gravataí” (GRA-VA-TA-Í) e “daí” (DA-Í) levam acento pela regra dos hiatos (I e U), no caso o I, que, nas duas palavras, é tônico, precedido de vogal e forma sílaba sozinho. Certa a opção A.
 A palavra “gaúcho” (GA-Ú-CHO) leva acento pela regra dos hiatos (I e U), no caso o U, que, na palavra, é tônico, precedido de vogal e forma sílaba sozinho. Já a palavra “proprietários” (PRO-PRI-E-TÁ-RIOS) é acentuada por ser paroxítona terminada em ditongo crescente. Errada a opção B.
 As palavras “prêmios” (PRÊ-MIOS) e “nível” (NÍ-VEL) são ambas acentuadas pela regra das paroxítonas. PRÊ-MIOS por ser paroxítona terminada em ditongo crescente: NÍ-VEL por ser paroxítona terminada em L. Correta a opção C. Como a Banca não especificou terminação dentro da regra das paroxítonas, esta alternativa C também atende ao enunciado, havendo, portanto, duas alternativas corretas, o que invalida a questão.
 Na opção D, “indústrias” (IN-DÚS-TRIAS) é acentuada por ser paroxítona terminada em ditongo crescente. A forma verbal “está” (ES-TÁ) é acentuada por ser oxítona terminada em A aberto. Errada a assertiva D.
 Quanto à alternativa E, “aérea” (A-É-REA) é acentuada por ser paroxítona terminada em ditongo crescente. Já a palavra “viúva” (VU-Ú-VA) é acentuada pela regra dos hiatos, porque o U é tônico, precedido de vogal e forma sílaba sozinho. Errada a opção E.
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HÁ QUESTÕES RECORRÍVEIS. VER COMENTÁRIOS SOBRE AS QUESTÃO 6 E 10.

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 A lacuna de linha 04 deve ser preenchida com a contração da preposição “a” com o artigo definido feminino singular “a”, gerando “à”. O substantivo “proteção” exige preposição “a”, e a palavra “saúde” é feminina, exigindo artigo “a”.
 A expressão “fazer inveja” exige preposição “a” (quem faz inveja faz inveja “a”), e a palavra “máfia” é feminina, exigindo artigo “a”. Portanto a lacuna de linha 06 deve ser preenchida com a contração da preposição “a” com o artigo definido feminino singular “a”, gerando “à”.
 Na lacuna da linha 12, deve aparecer apenas o artigo definido feminino plural “as”, porque o verbo “provocar” é transitivo direto (quem provoca provoca algo ou alguém). Quem exige o referido artigo é a expressão “mesmas doenças”.
 A lacuna de linha 16 deve ser preenchida com a contração da preposição “a” com o artigo definido feminino singular “a”, gerando “à”. O adjetivo “associada” exige preposição “a”, e a palavra “dependência” é feminina, exigindo artigo “a”.
RESPOSTA: B.
_____________________________________________________________________________

Questão 02 – Ortografia

 As palavras que devem preencher as lacunas das linhas  13, 22 e 24 são “mal” (advérbio, porque vem antes de “intencionado”, que é adjetivo), “abstinência” e “aflige”, do verbo “afligir”.
RESPOSTA: E.
_____________________________________________________________________________

Questão 03 – Acentuação Gráfica

 Quanto à assertiva I, a forma verbal “proíbe” (pro-í-be) é paroxítona quanto à tonicidade, mas é acentuada pela regra dos hiatos (regra do I e U), porque o I é tônico, precedido de vogal e forma sílaba sozinho. Errada a primeira assertiva.
 O adjetivo “incrível” (in-crí-vel) é acentuada por se tratar de paroxítona terminada em “L”. Correta a assertiva II.
 Como já se observou, a forma verbal “proíbe” (pro-í-be) é acentuada pela regra dos hiatos (regra do I e U). Igual razão de acentuação está presente em “Paraíba” (Pa-ra-í-ba). Nos dois casos, o I é tônico, precedido de vogal e forma sílaba sozinho.  Certa a terceira assertiva.
RESPOSTA: D.
_____________________________________________________________________________

Questão 04 – Funções Sintáticas

 Na construção “Haveria mais lógica se defendessem o direito do usuário de cocaína aspirá-la em restaurantes, igrejas, escritórios ou aviões...” (linhas 39-40), o pronome sublinhado em “aspirá-la” retoma “cocaína”. Como o verbo “aspirar” está sendo empregado como “puxar o ar, inalar...”, funciona como transitivo direto. Portanto o pronome “la” funciona  como objeto direto.
RESPOSTA: B.
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Questão 05 – Semântica e Interpretação de Texto

 No trecho “Qualquer medida ou lei que tenha como objetivo reduzir a prevalência do fumo na população e assim diminuir o sofrimento humano e o número de mortes causadas por ele, viaja na contramão dos interesses empresariais” (linhas 45-47), a forma verbal “viaja” (destacada na transcrição) 

• está empregada em sentido conotativo, isto é, comparativo, não denotativo (que é real). Portanto é falsa a primeira afirmação.
• está conjugada no presente do indicativo (eu viajo, tu viajas, ele viaja...), portanto indica um fato atual. Verdadeira a segunda afirmação.
• não indica um fato hipotético, porque, no trecho, embora a referência seja genérica, o que se observa pelo uso do verbo “ter” no presente do subjuntivo (“tenha”), há referência concreta ou específica a uma determinada medida com o objetivo de reduzir a prevalência do fumo na população. Falsa a terceira afirmação.
RESPOSTA: A.
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Questão 06 – Interpretação de Texto

 Com relação à pergunta “Qual a razão para a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes tentar revogar a lei antifumo?”, a resposta se encontra no texto, entre as linhas 31 a 33. Observe-se: “Em entrevista para o jornal O Estado de São Paulo, Paulo Solmucci, presidente-executivo da Associação, explicou que a lei: ‘cria um rigor inimaginável, impedindo os direitos individuais do cidadão de consumir um produto que é lícito’”. Portanto a pergunta contida na assertiva I encontra resposta no texto.
 Observe-se a pergunta da assertiva II: “Em média, quantos anos de vida um dependente de cigarro perde?”. Entre as linhas 02 e 03, lê-se: “Não bastasse comercializar um produto que causa dependência química e rouba, em média, 12 anos da vida de um homem e 11 anos da vida de uma mulher...”. Isso assegura que a pergunta contida na assertiva II encontra resposta no texto.
 Quanto à pergunta “Quantos maços de cigarro uma pessoa fuma por dia?”, contida na assertiva II, não há resposta plausível no texto. Observe-se que, entre as linhas 42 e 44, o trecho “Não sejamos ingênuos, o intuito de empresas como Philip Morris e Souza Cruz é viciar o maior número possível de crianças e adolescentes, com o objetivo claro de fazê-los cair na mão do fornecedor ao ritmo de uma maço por dia, pela vida inteira” faz nítida referência a uma quantidade de consumo diário de cigarros, mas isso é apenas uma afirmação do autor do texto,  que não responde à indagação dessa terceira assertiva.
RESPOSTA: C.
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Questão 07 – Interpretação de Texto e Semântica

 A expressão “Além desse impacto psicológico” (linha 20) estabelece a coesão entre o parágrafo anterior e o que se afirmará no parágrafo iniciado pela expressão referida. Observe-se que o “impacto psicológico” de que trata a expressão deve ser entendido pela proibição de fumar em ambientes fechados que ajuda o fumante a superar as crises de abstinência, sendo obrigado a sair do lugar em que se encontra para fumar e, principalmente, porque, segundo afirma o autor, nessa hora cai por terra o mito de que fumar é um hábito, revelando-se como um vício escravizante. A tudo isso se refere o segmento “Além desse impacto psicológico” (linha 20). Correta a primeira assertiva.
 A palavra “incautos” (linha 38) significa sem cautela, descuidado. Não possui, portanto, relação com “incultos”. Não pode, portanto, haver substituição de “incautos” por “incultos” sem que haja alteração de sentido no texto. Errada a segunda assertiva.
 O substantivo “intuito” (linha 4) é sinônimo de “propósito”, “intenção”, “objetivo”. Portanto “intuito” pode ser substituído, sem alteração de sentido no texto, por “propósito”. Correta a terceira assertiva.
RESPOSTA: D.
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Questão 08 – Interpretação de Texto

 Errada a opção (A), porque, segundo o texto, a lei antifumo beneficia os fumantes e os não fumantes (trecho das linhas 11 e 12; trecho das linhas 34 e 35 (até “... por ele”) e trecho das linhas 37 a 39).
 Correta a alternativa (B), que pode ser sustentada pelo seguinte trecho do texto: “Em entrevista para o jornal O Estado de São Paulo, Paulo Solmucci, presidente-executivo da Associação, explicou que a lei: ‘cria um rigor inimaginável, impedindo os direitos individuais do cidadão de consumir um produto que é lícito’” (linha 31-33).
 Errada a alternativa (C), porque não há, no texto, afirmação que sustenta que toda a população vê na lei antifumo um avanço na área da saúde. Pode-se observar que há os que a criticam.
 Errada a opção (D), porque, entre as linhas 48 e 50 do texto, vê-se a indústria do cigarro financia campanhas de políticos inescrupulosos.
 Errada a opção (E), porque não foi um cidadão não identificado que afirmou que a lei proíbe a pessoa de fumar cigarro, tirando-lhe a liberdade: segundo o texto, foi Paulo Solmucci, presidente-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (linhas 29 a 33).
RESPOSTA: B.
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Questão 09 – Interpretação de Texto

 O texto, no trecho compreendido entre as linhas 06 a 09, informa que foi aprovada, em 2011 a lei antifumo, que proíbe fumar em ambientes fechados em todo o território nacional. Tal legislação, porém, só foi regulamentada mais tarde, entrando em vigência somente em 3 de dezembro de 2014. No trecho compreendido entre as linhas 27 a 29, existe informação de que “Leis estaduais já haviam adotado a proibição em...”. A afirmação da assertiva I interpreta que “a lei antifumo demorou três anos para entrar em vigor, paralelamente a isso, alguns Estados criaram leis estaduais, incluindo um da região Sul”. O advérbio “paralelamente” está empregado com sentido de simultaneidade, podendo ser entendido como “simultaneamente”. No texto, porém, não há informação de que alguns estados tenham criado legislação antifumo simultaneamente à aprovação da lei que vale para todo o território nacional. Errada a assertiva I.
 Correta a assertiva II, pois encontra sustentação no trecho compreendido entre as linhas 11 a 12 e 37 a 39.
 Correta a assertiva III, porque encontra sustentação no texto, em especial no trecho entre as linhas 48 a 50.
RESPOSTA: D.

QUESTÃO RECORRÍVEL
A BANCA INDICOU COMO GABARITO A OPÇÃO (E), ASSEGURANDO ESTAREM AS TRÊS AFIRMAÇÕES CORRETAS. PELA EXPLICAÇÃO EXPENDIDA RELATIVAMENTE À ASSERTIVA I, A QUESTÃO É RECORRÍVEL, PORQUE NÃO RETRATA AFIRMAÇÃO PRESENTE NO TEXTO, COMO ESTÁ EXPOSTO NO COMENTÁRIO ACIMA.
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Questão 10 – Fonética

 A forma verbal “bastasse” apresenta o dígrafo oral “ss”; não há ditongo nesta forma verbal. Já no pronome relativo “que”, o dígrafo, também oral, é “qu”; não há, em “que”, duas semivogais, porque, sendo dígrafo “qu”, ouve-se apenas o “e”, que é vogal, não semivogal; não há hiato na palavra “que”.
RESPOSTA: A.
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HÁ QUESTÃO RECORRÍVEL. VER COMENTÁRIOS SOBRE A QUESTÃO 9.

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1) COMENTÁRIOS
Questão sobre ortografia e emprego de verbo HAVER.
A lacuna da questão 17 deve ser preenchida com ATRÁS, que é advérbio. Na lacuna da linha 31, deve aparecer a forma verbal HÁ, porque se trata de verbo impessoal. Na lacuna da linha 32, a forma correta é HAJA, porque a expressão HAJA VISTA é invariável.
RESPOSTA: C

 
2)COMENTÁRIOS
Questão sobre crase.
Na lacuna da linha 03, deve aparecer “à”, com sinal de crase, porque a forma verbal “refere-se” exige preposição “a” (quem se refere se refere “a”) e a palavra seguinte é feminina (“circulação”). Quanto à lacuna da linha 27, deve ser completada pro “à”, com sinal de crase, porque o substantivo “acesso” exige preposição “a” e a palavra “cidade” é feminina. Na lacuna da linha 29, deve aparecer apenas o artigo “a”, porque a palavra anterior é “para” (preposição), e depois de preposição não há crase.
RESPOSTA: B.
 
3)COMENTÁRIOS
Questão sobre funções sintáticas.
A expressão sublinhada expressa circunstância de tempo, o que lhe confere a função de adjunto adverbial.
RESPOSTA: C.
 
4)COMENTÁRIOS
Questão sobre pontuação.
A expressão “Em 2010” (linha 17) é adjunto adverbial de tempo deslocado, que foi isolado pela vírgula imediatamente seguinte. Verdadeira a primeira afirmação.
No trecho “... frota de veículos no país, principalmente de motocicletas, que...” (linhas 20-21), a vírgula registrada imediatamente depois de “país” está associada à vírgula depois de “motocicletas”, e ambas isolam o adjunto adverbial “principalmente de motocicletas”. Por isso não se pode suprimir somente a primeira, ou somente a segunda. Falsa a segunda afirmativa.
Não se pode inserir vírgula logo após “Trânsito”, na expressão “A Criação do Dia Internacional do Trânsito ocorreu” (l. 07), porque ela separaria o sujeito (“Criação do Dia Internacional do Trânsito”) do seu verbo “(ocorreu”). Falsa a terceira assertiva.
RESPOSTA: E.
 
5)COMENTÁRIOS
Questão sobre conjunções.
No trecho “... embora muitas rodovias tenham sido reformadas...” (l. 25), a conjunção “embora” é subordinativa concessiva, indicando ideia de concessão.
RESPOSTA: A
 
6)COMENTÁRIOS
Questão sobre interpretação de texto.
Segundo o texto, todas as afirmações estão corretas, porque constam no texto.
RESPOSTA: A.

7)COMENTÁRIOS
Questão sobre interpretação de texto.
As afirmações constantes nas opções A, B, C e D encontram-se no texto. Já a afirmação contida na opção E é incorreta, porque, segundo o texto, mesmo que haja por parte do governo medidas tomadas, “mesmo assim esses esforços parecem não apresentar os efeitos desejados” (linha 32).
RESPOSTA: E.
 
8)COMENTÁRIOS
Questão sobre interpretação de texto.
Estão corretas, segundo o texto, as afirmações contidas nas assertivas I e II. Está errada a afirmação contida na assertiva III, porque, em 2010, o número de óbitos foi de 42.844, e, em 2014, foi de 48.349, portanto aumentou.
RESPOSTA: C
 
9)COMENTÁRIOS
Questão sobre contagem de sílabas e classificação quanto à tonicidade.
A palavra “AL-CO-Ó-LI-COS” é polissílaba (apresenta 5 sílabas); a palavra “TRÂN-SI-TO” é trissílaba (apresenta três sílabas.
RESPOSTA: C.
 
10)COMENTÁRIOS
Questão sobre classes gramaticais.
A palavra “BRASIL” é substantivo; a palavra “MAS” é conjunção coordenativa adversativa; em “É”, há verbo; em “E”, há conjunção coordenativa aditiva.
RESPOSTA: A.
NÃO HÁ RECURSOS
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 O texto deixa claro que economista se identifica com capitalista no que diz respeito à não existência de “produção possível sem que seja assegurada a reprodução das condições materiais de produção: a reprodução dos meios de produção” (l. 2-4). A assertiva 01 afirma que todo economista é capitalista, o que é genérico em relação à limitação indicada pelo texto. Além disso, não há, no texto, informação de que nem todo capitalista é proprietário de empresa. Errada a assertiva.
RESPOSTA: E.
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Questão 02 – Reescritura de trecho (equivalência de estruturas)

 O trecho “... todos reconhecem, porque Marx impôs esta demonstração no Livro II d’O Capital, que não há produção possível sem que seja assegurada a reprodução das condições materiais de produção: a reprodução dos meios de produção” (l. 1-4) não pode ser reescrito com a seguinte construção: “... todos reconhecem a razão pela qual Marx impôs esta demonstração no Livro II d’O Capital – que não há produção”. Observe-se que, no trecho original, o verbo “reconhecer”, na forma “reconhecem”, tem como complemento (objeto direto) o segmento “que não há produção possível sem que seja assegurada a reprodução das condições materiais de produção: a reprodução dos meios de produção”. Na sugestão de reescritura do segmento, o complemento de “reconhecer” passa a ser “a razão pela qual Marx impôs esta demonstração no Livro II d’O Capital – que não há produção”, e não “que não há produção”. O sentido, portanto, fica alterado. Errada a assertiva.
RESPOSTA: E.

QUESTÃO RECORRÍVEL
A banca do CESPE-UnB considerou como correta a afirmativa. A argumentação contra o gabarito da banca é o texto acima. Pelas razões expendidas acima, a banca deverá rever a indicação de gabarito.

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Questão 03 – Interpretação de texto

 No trecho “... todos reconhecem, porque Marx impôs esta demonstração no Livro II d’O Capital, que não há produção possível sem que seja assegurada a reprodução das condições materiais de produção: a reprodução dos meios de produção” (l. 1-4), a expressão “esta demonstração” (destacada na transcrição) retoma o segmento “... que não há produção possível”. Certa a assertiva.
RESPOSTA: C.
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Questão 04 – Interpretação de texto

 O segmento “... matéria-prima, instalações fixas (edifícios), instrumentos de produção (máquinas) etc.” (l. 8-9) são exemplos de “meios de produção”, destacado no trecho “que não há produção possível sem que seja assegurada a reprodução das condições materiais de produção: a reprodução dos meios de produção” (l. 2-4). Certa a afirmação.
RESPOSTA: C.

QUESTÃO RECORRÍVEL
A banca do CESPE-UnB considerou como errada a afirmativa. No texto, fica claro que meios de produção são os citados no texto, como “... matéria-prima, instalações fixas (edifícios), instrumentos de produção (máquinas) etc.” (l. 8-9). Por essa razão, a banca deverá rever a indicação de gabarito.
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Questão 05 – Tipologia textual e interpretação de texto

 No texto, predomina a forma narrativa, o que se pode observar pelos relatos feitos pelo autor. No segundo parágrafo, a presença de verbos e pronomes em primeira pessoa do singular (“Pedi” e “me”, na linha 12; “Tive” na linha 15; “paguei”, na linha 17) evidencia o caráter autobiográfico do texto. Correta a afirmação.
RESPOSTA: C. 
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Questão 06 – Interpretação de texto

 De acordo com o texto, os chineses migram para a Europa, onde chegarão como imigrantes. Portanto não emigram. Errada a afirmativa.
RESPOSTA: E.
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Questão 07 – Tempos e modos verbais

 No trecho “Pedi a um dos homens ao lado da parede que me contasse como tinha sido sua viagem.” (l. 12-13), a forma verbal “tinha sido” (destacada na transcrição) pertence ao verbo “ser” e está conjugada na versão composta do pretérito mais-que-perfeito do indicativo, equivalendo à forma verbal “fora”, conjugada no pretérito mais-que-perfeito do indicativo em sua forma simples. Correta a assertiva.
RESPOSTA: C.
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Questão 08 – Acentuação gráfica

 As palavras “série” e “história” são acentuadas pela regra das paroxítonas terminadas em ditongo crescente: “sé-rie” e “his-tó-ria”. Correta a assertiva.
RESPOSTA: C.
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Questão 09 – Interpretação de texto

 No texto, não é possível inferir-se que empresas e intermediários se beneficiam da exploração de pessoas que desejam migrar. O problema está no modelo de desenvolvimento predatório do meio ambiente e dos trabalhadores. O que se sobressai do texto é a escravidão contemporânea como instrumento utilizado pelo capitalismo. Errada a afirmação.
RESPOSTA: E.
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Questão 10 – Tempos e modos verbais

 No trecho “No passado, os escravos eram capturados e vendidos como mercadoria” (l. 8-9), a construção verbal “eram capturados” (destacada na transcrição) apresenta locução verbal com verbo auxiliar (“ser”, em “eram”) conjugado no pretérito imperfeito do indicativo, que expressa ação praticada mais de uma vez (ou várias vezes, como o texto indica). Sua substituição por “foram capturados” mantém o sentido original do texto, porque, mesmo que a forma verbal “foram” esteja conjugada no pretérito perfeito do indicativo, tempo em que se traduz ideia de ação praticada uma só vez, ambas as ações ocorreram no passado, portanto, vistas do presente (agora), pode-se empregar “eram capturados” como “foram capturados”. Certa a assertiva.
RESPOSTA: C.


Questão 11 – Pronomes

 Tanto no trecho “Migrar e trabalhar. Quando esses verbos se conjugam da pior forma possível, acontece o chamado tráfico de seres humanos (l. 1-3), quanto no segmento “No passado, os escravos eram capturados e vendidos como mercadoria. Hoje, a pobreza que torna populações vulneráveis garante oferta de mão de obra para o tráfico – ao passo que a demanda por essa força sustenta o comércio de pessoas. Esse ciclo atrai intermediários...” (l. 8-12), os pronomes demonstrativos “esses” e “Esse” (destacados na transcrição) retomam, respectivamente, “Migrar e trabalhar” e “No passado, os escravos eram capturados e vendidos como mercadoria. Hoje, a pobreza que torna populações vulneráveis garante oferta de mão de obra para o tráfico – ao passo que a demanda por essa força sustenta o comércio de pessoas”. Portanto retomam ideias ou expressões citada anteriormente. Certa a afirmação.
RESPOSTA: C.
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Questão 12 – Interpretação de texto

 As palavras “febre” (l. 24), “antitérmico” e “paliativo” (ambos na l. 27) foram utilizadas em sentido figurado para expressar analogia do tráfico de pessoas e do trabalho escravo na atualidade, sintetizando, pelas comparações empregadas, um padrão ou modelo doentio, cuja erradicação não passa apenas pela libertação dos trabalhadores (l. 25-30). Certa a afirmação.
RESPOSTA: C.
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Questão 13 – Interpretação de texto

 Entre as linhas 27 a 29, pode-se observar que a devastação do meio ambiente e a exploração de mão de obra escrava caracterizam o modelo de desenvolvimento atual. Certa a afirmação.
RESPOSTA: C.
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Questão 14 – Interpretação de texto

 No trecho “Os narcotraficantes controlam o governo, as forças armadas, o corpo diplomático e até as unidades de combate ao tráfico. Não há setor da sociedade que não tenha ligação com os traficantes e até mesmo a Igreja recebe contribuições destes” (final do segundo parágrafo) deixa claro que não há discrepância na ligação do narcotráfico com a Igreja e com as unidades de combate ao tráfico. Discrepância significa desigualdade, discordância, divergência. E o texto não atesta isso. Errada a afirmação.
RESPOSTA: E.
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Questão 15 – Interpretação de texto

 No texto, a informação é de que o narcotráfico na Bolívia lucra US$1,5 bilhão contra US$2,5 bilhões de exportações legais; na Colômbia, o tráfico gera de US$2 a 4 bilhões contra US$5,25 bilhões em exportações oficiais. Logo o lucro com o narcotráfico, nos dois países, não atinge o valor gerado com exportações legais. O lucro com o tráfico, portanto, não equivale a duas vezes o montante atingido pela Bolívia e pela Colômbia com exportações legais. Errada a assertiva.
RESPOSTA: E.

QUESTÃO RECORRÍVEL
A banca do CESPE-UnB considerou como certa a afirmativa. No texto, fica claro que a soma do lucro com o tráfico, na Bolívia e na Colômbia, atinge de US$3,5 bilhões a US$5,5 bilhões contra US$7,75 bilhões, também somados, de lucros com exportações legais. Questão aritmética. Por essa razão, a banca deverá rever a indicação de gabarito.
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Questão 16 – Tipologia textual e interpretação de texto

 O texto apresenta linguagem e estrutura dissertativa e expõe, em seu conteúdo, em especial no primeiro parágrafo, a articulação entre o tráfico internacional de drogas e o sistema financeiro mundial. Certa a afirmativa.
RESPOSTA: C.
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Questão 17 – Interpretação de texto

 O trecho “A cocaína gera ‘dependência’ em grupos econômicos e até mesmo nas economias de alguns países...” (2º parágrafo) deixa claro que o emprego do termo “dependência” (entre aspas no texto da prova) sofreu ampliação no contexto e, pelo destaque, pode ser associado à dependência química que causa nos usuários e, em especial como foi utilizado, em grupos ou países cuja economia lucra com o narcotráfico. Certa a afirmação.
RESPOSTA: C.
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Questão 18 – Regência

 A preposição “com”, destacada no trecho “Questão de relevância na discussão dos efeitos adversos do uso indevido de drogas é a associação do tráfico de drogas ilícitas e dos crimes conexos – geralmente de caráter transnacional – com a criminalidade e a violência” (l. 9-13), é regida pelo substantivo “associação” (também destacado na transcrição), não por “conexos”. Errada a afirmação.
RESPOSTA: E.
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Questão 19 – Funções sintáticas (sujeito)

 No trecho “... devendo o governo adotar uma postura firme de combate ao tráfico de drogas, articulando-se internamente e com a sociedade...” (l. 15-17), o sujeito de toda a estrutura, incluindo-se o segmento destacado, é “o governo” e não está elíptico, pois está expresso na oração anterior. Errada a assertiva.
RESPOSTA: E.
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Questão 20 – Equivalência de estruturas

 No trecho “O uso indevido de drogas constitui, na atualidade, séria e persistente ameaça à humanidade e à estabilidade das estruturas e valores políticos...” (l. 1-3), a alteração de ordem do adjunto adverbial “na atualidade” (destacado na transcrição) para imediatamente depois de “drogas” (termo também destacado na transcrição) não alteraria a correção gramatical do texto, nem o sentido original da mensagem. Observe-se: “O uso indevido de drogas, na atualidade, constitui séria e persistente ameaça à humanidade e à estabilidade das estruturas e valores políticos...”. O adjunto adverbial “na atualidade” continuará alterando o sentido do verbo “constituir”. Errada  a afirmação.
RESPOSTA: E.
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Questão 21 – Semântica e interpretação de texto

 No segmento “Suas consequências infligem considerável prejuízo às nações do mundo inteiro, e não são detidas por fronteiras: avançam por todos os cantos da sociedade e por todos os espaços geográficos...” (l. 4-7), o termo “fronteiras” (destacado na transcrição) está sendo empregado com sentido apenas denotativo, ou seja, em sentido real, tratando de fronteiras entre países e sociedades. Não foi, portanto, empregado em sentido conotativo (ou figurado). Errada a afirmação.
RESPOSTA: E.
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Questão 22 – Crase

 No trecho “O uso indevido de drogas constitui, na atualidade, séria e persistente ameaça à humanidade e à estabilidade das estruturas e valores políticos...” (l. 1-3), as duas ocorrências de crase são formadas pela regência do substantivo “ameaça” e pelo gênero (feminino) das palavras “humanidade” e “estabilidade”. A crase, nas duas circunstâncias, é obrigatória. Errada a afirmação.
RESPOSTA: E.

QUESTÃO RECORRÍVEL
A banca do CESPE-UnB considerou como certa a afirmativa. O termo “ameaça” está sendo empregado como substantivo; por essa razão, rege a preposição “a”; as palavras “humanidade” e “estabilidade” são femininas, exigindo artigo “a”. A crase, portanto, nas duas ocorrências, é obrigatória. A banca considerou como opcionais, afirmando que a supressão do sinal não causa erro.  Por essa razão, a banca deverá rever a indicação de gabarito.
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Questão 23 – Pronomes

 No trecho “O uso indevido de drogas constitui, na atualidade, série e persistente ameaça à humanidade e à estabilidade das estruturas e valores políticos, econômicos, sociais e culturais de todos os Estados e sociedades. Suas consequências infligem considerável prejuízo às nações do mundo inteiro...” (l. 1-5), o pronome possessivo “Suas” (destacado na transcrição) retoma “O uso indevido de drogas”, não “Estados e sociedades”. Errada a afirmativa.
RESPOSTA: E.

QUESTÃO RECORRÍVEL
A banca do CESPE-UnB considerou como certa a afirmativa. No texto, O pronome possessivo “Suas” está claramente empregado em relação às consequências do uso indevido de drogas, não de “Estados e sociedades”. Por essa razão, a banca deverá rever a indicação de gabarito.
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Questão 24 – Semântica (parônimos)

 No segmento “Suas consequências infligem considerável prejuízo às nações do mundo inteiro...” (l. 4-5), o verbo “infligir”, na forma “infligem”, está empregado com igual sentido na construção “Os agentes de trânsito infligem multas aos infratores”. No dois casos, “infligir” tem o significado de “aplicar”, “impor”, “cominar”. Certa a afirmação.
RESPOSTA: C.
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Questão 25 – Redação de correspondências oficiais

 Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, quanto ao memorando, os despachos devem ser feitos no próprio documento, já que se trata de espécie econômica temporalmente. Além disso, também segundo o Manual de Redação da Presidência da República, se o espaço for insuficiente, devem-se utilizar folhas de continuação. Correta a afirmação.
RESPOSTA: C.
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Questão 26 – Redação de correspondências oficiais

 Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, as comunicações oficiais sempre devem ser remetidas em nome do serviço público, não em nome da pessoa que ocupa o cargo. Isso feriria o princípio da impessoalidade na correspondência oficial. Errada a assertiva.
RESPOSTA: E.
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Questão 27 – Redação de correspondências oficiais

 Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, o fecho “Respeitosamente” só pode ser empregado por servidor inferior hierarquicamente em correspondência enviada a superior hierarquicamente. Errada a afirmativa.
RESPOSTA: E.

QUESTÃO RECORRÍVEL
A banca do CESPE-UnB considerou como certa a afirmativa. Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, o fecho “Respeitosamente” deve ser empregado por servidor inferior hierarquicamente a servidor superior hierarquicamente, não independentemente e seu subscritor e de seu destinatário. Por essa razão, a banca deverá rever a indicação de gabarito.
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Questão 28 – Redação de correspondências oficiais

 Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, o aviso, o ofício e o memorando são documentos que seguem o padrão ofício. A mensagem é documento utilizado pelo Presidente da República para se dirigir ao Congresso Nacional e não segue o padrão ofício. Errada a afirmação.
RESPOSTA: E.
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Questão 28 – Redação de correspondências oficiais

 Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, são documentos que seguem o padrão ofício a mensagem, o memorando, o aviso e o próprio ofício. Certa a assertiva.
RESPOSTA: C.
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Questão 29 – Redação de correspondências oficiais

 Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, nem todos os documentos não expedidos pelo Presidente da República devem conter nome e cargo da autoridade expedidora. Por exemplo, há casos de memorando em que não há obrigatoriedade de constar nome e cargo da autoridade expedidora, mas apenas o nome do órgão público. Errada a assertiva.
RESPOSTA: E.
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Questão 30 – Redação de correspondências oficiais

 Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, a forma de tratamento “Vossa Excelência”, no Poder Executivo, é destinada, entre outros cargos, aos governadores de estados e secretários estaduais. Correta a afirmação.
RESPOSTA: C.
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 A lacuna da linha 05 deve ser preenchida pela palavra “entusiastas” (com “s”). As lacunas das linhas 09 e 21 devem ser, respectivamente, preenchidas pelas formas verbais “têm” e “mantêm”. Nos dois casos, os referentes sujeitos são, respectivamente, “instituições” e “99%”, portanto ambos no plural, o que determina o acento circunflexo nas formas verbais.
RESPOSTA: B.
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Questão 02 – Crase

 Na frase da assertiva I, a crase é obrigatória, porque a forma verbal “tem se dedicado” exige preposição “a” e “pesquisa” é palavra feminina, exigindo artigo “a”.
 Quanto à construção da assertiva II, a crase também é obrigatória, porque a forma verbal “deve-se” exige preposição “a” e a palavra “capacidade” é feminina, exigindo artigo “a”.
 Relativamente à assertiva III, a construção apresenta sinal de crase no “a” antes de pronome possessivo feminino singular “sua”. Antes de pronomes possessivos femininos no singular, a presença de artigo é facultativa. A construção pode ser escrita sem o sinal, apenas com a presença de preposição (exigida pela forma verbal “adaptar”).
RESPOSTA: C.
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Questão 03 – Interpretação de texto

 A assertiva I encontra resposta no texto, no trecho das linhas 11 e 12. 
 A partir da linha 18, pode-se observar a espécie de mudança de comportamento entre os jovens, portanto está correta a assertiva II.
 No texto, na linha 22, estão identificados os responsáveis pela pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Administração (FIA/USP). Correta, portanto a assertiva III.
RESPOSTA: E.
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Questão 04 – Interpretação de texto

 De acordo com o texto, especialmente no trecho compreendido entre as linhas 13 e 17, o pesquisador Paulo Gileno Cysneiros, da Universidade  Federal de Pernambuco, revela que ter uma visão crítica, ao utilizar a tecnologia, torna-se algo positivo. Verdadeira a primeira afirmação.
 Verdadeira a segunda afirmação, porque, segundo o texto, especialmente no trecho da linha 19, 200 jovens de São Paulo foram a base da pesquisa da FIA/USP.
 Segundo o trecho compreendido entre as linhas 22 e 23, 96% dos entrevistados afirmaram que consideram que o objetivo do trabalho é a realização pessoal. Significa, obviamente, que 4% dos entrevistados não consideram que o objetivo do trabalho seja a realização pessoal. Verdadeira a afirmação.
RESPOSTA: C.
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Questão 05 – Interpretação de texto

 Os trechos compreendidos entre as linhas 7 e 8 e, principalmente, entre as linhas 25 e 27 do texto garantem a interpretação de brincadeiras façam parte da prática docente de novos professores. Correta a assertiva I.
 A afirmação contida na assertiva II encontra respaldo no texto, especialmente entre as linhas 28 a 31. Correta a assertiva II.
 A assertiva III não encontra identidade no texto. Errada a assertiva III.
RESPOSTA: D. 
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Questão 06 – Concordância

 Ao pluralizar “visão”, destacado na transcrição “Para Paulo Gileno Cysneiros, a visão crítica do uso desses recursos na educação é positiva”, deverão ocorrer outras alterações: “Para Paulo Gileno Cysneiros, as(1) visões críticas(2) do uso desses recursos na educação são(3) positivas(4)” 
 Serão necessária, portanto, quatro outras alterações.
RESPOSTA: B.
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Questão 07 – Funções sintáticas

 No trecho “... eles promovem uma revolução silenciosa” (l. 07), o trecho destacado complementa o sentido do verbo “promover”, na forma “promovem”. Portanto tem a função sintática de objeto direto.
RESPOSTA: D.
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Questão 08 – Pontuação

 No período “Em outras vezes, elas provocam medo” (l. 29-30), a vírgula foi empregada para isolar o adjunto adverbial deslocado “Em outras vezes”.
RESPOSTA: B.
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 Questão 09 – Acentuação gráfica

 A forma verbal “usá-la” é acentuada por ser palavra oxítona terminada em “a”. A preposição “até” é acentuada por ser palavra oxítona terminada em “e”.
RESPOSTA: C.
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Questão 10 – Pontuação

 Correta a alternativa “A”, porque o segmento “os nascidos na década de 1980 até meados dos anos 1990” é aposto de “A ‘chamada geração Y’”, devendo vir, como realmente veio, isolado por vírgulas.
 Errada a assertiva “B”, porque a primeira vírgula separa o sujeito (“a atitude”) do seu verbo; a segunda vírgula também está errada porque isola o adjunto adverbial em ordem direta.
 Errada a alternativa “C”, porque a vírgula está separando o sujeito (“Boas doses de idealismo e paixão”) de seu verbo (“envolvem”), ou do seu predicado inteiro (“envolvem o magistério”).
 Errada a alternativa “D”, porque o isolamento do segmento “para Paulo” deve ser feito com duas vírgulas, ou com dois travessões (ou até por parênteses). Mas não pode ser feito com vírgula e travessão.
 Errada a construção da alternativa “E”, porque a oração subordinada “ao chegar ao mercado de trabalho” deve ser isolada por duas vírgulas, não separada por uma vírgula só.
RESPOSTA: A.
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 Não há, no texto, informações de que “participar dos cursos on-line – oferecidos pela Universidade de Stanford – é tão proveitoso para o aluno quanto frequentar as aulas presenciais, uma vez que o conteúdo ministrado e os professores são os mesmos”. O fim do texto, entre as linhas 32 e 34, revela que “O real valor da universidade não está só no conteúdo. As pessoas vão a Stanford por causa das aulas, dos professores e das interações com as pessoas”. Errada a assertiva I.
 Entre as linhas 27 e 29, lê-se que “Com a tecnologia a nosso dispor, sinto que é uma obrigação ética disponibilizar a educação para todos”. Portanto, para o autor, é relevante às universidades a oferta de cursos on-line. Errada a assertiva II.
 Correta a assertiva III, pois, de toda a leitura do texto, especialmente da posição do autor, a tecnologia pode contribuir para a melhoria dos cursos universitários. 
RESPOSTA: C.
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Questão 02 – Acentuação gráfica

 A forma verbal “está” (l. 01) leva acento por ser oxítona terminada em “a” com mais de uma sílaba. Se perder o acento, deverá ser pronunciada “esta” (sílaba tônica sublinhada), que é forma de pronome demonstrativo. Correta a assertiva I.
 Quanto à assertiva II, a preposição “até” (l. 03) leva acento por ser oxítona terminada em “a” com mais de uma sílaba. Se fosse suprimido o seu acento gráfico, resultaria na forma verbal “ate” (sílaba tônica sublinhada), do verbo “atar”, conjugada no presente do indicativo, na primeira ou terceira pessoa do singular: que eu ate, que tu ates, que ele(a) ate... A banca indicou como errada essa assertiva, o que enseja recurso contra gabarito.
 A supressão do acento  gráfico no vocábulo “democrática” (l. 02) não acarretaria na formação de nova palavra, pois não existe, em Língua Portuguesa, a forma verbal “democratica” (sílaba tônica sublinhada).

QUESTÃO RECORRÍVEL
A Banca da Fundatec não reconheceu que a supressão do acento gráfico no vocábulo “até” (l. 03) resulte em palavra existente em Língua Portuguesa. Como se viu na argumentação, a supressão do acento gráfico em “até” resultaria na forma verbal “ate” (sílaba tônica sublinhada), do verbo “atar”, conjugada no presente do indicativo, na primeira ou terceira pessoa do singular: que eu ate, que tu ates, que ele(a) ate... A banca indicou como errada essa assertiva, o que enseja recurso contra gabarito, devendo-se alterar a resposta “A” para “C”.

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Questão 03 – Regência verbal e concordância verbal

 No trecho “... assistir a uma série de palestras...” (l. 10), o verbo “assistir” (destacado na transcrição) é transitivo indireto, porque está sendo empregado no sentido de “ver”. Sua substituição por “ver”, porém, acarretaria a supressão da preposição “a”, porque “ver” é transitivo direto. Observe-se o segmento já com a transcrição: “... ver uma série de palestras...”. Errada a assertiva I.
 Quanto à assertiva II, o verbo “ter”, na forma “tivesse”, destacado na transcrição do segmento “... desenvolver uma tecnologia que não tivesse só vídeo...” (l. 18-19), está conjugado na terceira pessoa do pretérito imperfeito do subjuntivo e sua forma é idêntica à conjugada em primeira pessoa: se eu tivesse, se tu tivesses, se ele(a) tivesse... Correta a assertiva II.
 No segmento “... apesar de não haver aulas em português...” (l. 23-24), o verbo “haver” (destacado na transcrição) está empregado como impessoal. Sua substituição por “existir” acarretaria a flexão desse verbo para a terceira pessoa do plural, já que o sujeito passaria a ser “aulas”: “... apesar de não existirem aulas em português...”. Errada a assertiva III.
RESPOSTA: B.
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Questão 04 – Conjunções

 A conjunção “porém” (l. 10) é coordenativa adversativa, revelando ideia de oposição. É sinônima de “mas”, “contudo”, “todavia”, “entretanto”, “no entanto” e “não obstante”. Verdadeira a primeira afirmação.
 A locução conjuntiva “mas também”, destacada na transcrição do trecho “não tivesse só vídeo, mas também lição de casa...” (. 19), revela ideia de adição. Observe-se: “... tivesse vídeo e lição de casa...”. Verdadeira a segunda afirmação.
 A expressão “apesar de” (l. 23) indica efetivamente concessão, equivalendo a “embora”, “ainda que” e “mesmo que”. A locução conjuntiva “uma vez que” é subordinativa adverbial causal, portanto não se equivale a “apesar de”. Falsa a terceira afirmação.
RESPOSTA: C.
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Questão 05 – Crase

 No trecho “... conteúdo dado aos alunos...” (l. 09), se “alunos” (destacado na transcrição) fosse substituído por “alunas” (forma feminina plural), deveria ser indicado sinal de crase: “... conteúdo dado às alunas...”. Correta a assertiva I.
 Se o vocábulo “professor”, destacado na transcrição do trecho “A ideia nasceu quando o professor de ciência da computação de Stanford...” (l. 16-17), fosse substituído por “professora”, sua forma no feminino singular, não seriam criadas as condições para a crase, pois antes de “professor” só há artigo. Incorreta a assertiva II.
 Na linha 10, no trecho “... frequentam o campus...”, se o vocábulo “campus” (destacado na transcrição) fosse substituído por “universidade”, não seriam criadas as condições para a crase, porque o verbo “frequentar” é transitivo direto: “frequentam a universidade”. O “a”, antes de “universidade”, é somente artigo. Incorreta a assertiva III.
RESPOSTA: D.
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Questão 06 – Pontuação

 No trecho “... é preciso passar por um rigoroso processo de admissão – e ter bastante dinheiro” (l. 05-06), o travessão não pode ser substituído por dois-pontos, porque não se trata de citação, nem conclusão, muito menos enumeração ou aposto. O travessão, no caso,  tem o objetivo de destacar um elemento informativo. Errada a assertiva I.
 Na construção “Mas isso não impede que ela disponibilize também alguns de seus cursos on-line. E de graça.” (l. 07-08), o conetivo “E” (destacado na transcrição) poderia ser minúsculo, caso se suprimisse o ponto final antes dele, mas sem vírgula, porque o “E” não está ligando orações (observe-se que o “E” introduz uma complementação, sem verbo). Deveria ficar, segundo a sugestão da proposta, com a seguinte redação: “Mas isso não impede que ela disponibilize também alguns de seus cursos on-line e de graça.” Errada a assertiva II.
 No segmento “Em apenas um ano, o Coursera conquistou...” (l. 21), a vírgula separa adjunto adverbial deslocado. Correta a assertiva III.
RESPOSTA: C.
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Questão 07 – Classes gramaticais

 O vocábulo “Quem”, destacado no trecho “Quem se inscreveu em...” (l. 11), é pronome relativo. Errada a assertiva I.
 No trecho “... o Brasil ocupa a quinta posição nesse ranking...” (l. 23), o vocábulo “quinta” (destacado na transcrição) é numeral ordinal. Errada a assertiva II.
 Em “Nada, aliás, substitui a vida na universidade...” (l. 32), o vocábulo “aliás” (destacado na transcrição) pertence à família dos advérbios. Correta a assertiva III.
 O “a”, destacado na construção “... me dediquei a desenvolver...” (l. 18), pertence à família das preposições, porque está empregado antes de verbo e atende à regência de “dedicar”. Correta a assertiva IV.
RESPOSTA D.
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Questão 08 – Pronomes

 Os dois períodos do trecho “Para ter acesso a esse ambiente privilegiado, é preciso passar por um rigoroso processo de admissão – e ter bastante dinheiro. Custa cerca de R$80 mil por ano.” (l.05-06) são retomados, na linha seguinte, pelo pronome “isso”, destacado na transcrição do segmento “Mas isso não impede que ela disponibilize também alguns de seus cursos on-line”.  Correta a assertiva I.
 O pronome “ela”, destacado no segmento “Mas isso não impede que ela disponibilize também alguns de seus cursos on-line”, retoma Universidade de Stanford. Errada a assertiva II.
 No trecho “Esse é apenas um exemplo dos 336 cursos oferecidos por 62 universidades...” (l. 14), o pronome “Esse” (destacado na transcrição) retoma o segmento “Quem se inscreveu em ‘Desenvolvimento Democrático’, por exemplo, tem de entregar trabalhos semanais...”. Portanto o pronome “Esse” retoma apenas o período anterior, não o segundo parágrafo no todo. Errada a Assertiva III.
RESPOSTA: A. 
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Questão 09 – Concordância

 No trecho “Quem se inscreveu em ‘Desenvolvimento Democrático’, por exemplo, tem de entregar trabalhos semanais e fazer uma prova final para passar”, a substituição de “Quem” (destacado na transcrição) por “as pessoas que” geraria as seguintes alterações: “As pessoas que se inscreveram(1) em ‘Desenvolvimento Democrático’, por exemplo, têm(2) de entregar trabalhos semanais e fazer uma prova final para passar”. Portanto são duas alterações.
RESPOSTA: B.
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Questão 10 – Fonética

 Em relação à forma verbal “acontecendo”, observem-se as seguintes afirmações:
 - é palavra paroxítona (“a-con-te-CEN-do”) – Verdadeira a primeira afirmação.
 - possui 11 letras e dois dígrafos (/õ/ e /ẽ/) o que perfaz apenas 9 fonemas, portanto não possui o mesmo número de letras e fonemas: observe-se a transcrição fonética: /acõtecẽdo/ – Falsa a segunda afirmação.
 - os dois dígrafos são nasais, não consonantais – Falsa a terceira afirmação.
 - considerando-se que ON (=/õ/) e EN (=/ẽ/) sejam dígrafos, não há encontros consonantais na forma verbal “acontecendo”; se são dígrafos nasais, não se pode identificar que N antes de T (acoNTecendo) e N antes de D (aconteceNDo) sejam encontros consonantais. Observe-se, novamente, a transcrição fonética: /acõtecẽdo/, o que evidencia inexistência de encontro consonantal – Falsa a quarta afirmação.
 - considerando-se que a forma verbal acontecendo apresente 5 sílabas, pode-se designá-la como polissílaba – Verdadeira a quinta afirmação.

QUESTÃO RECORRÍVEL
A Banca da Fundatec indicou como gabarito a alternativa “E”, em que considera como verdadeira a afirmação de que existem dois encontros consonantais. A própria transcrição fonética da forma verbal “acontecendo”, que é /acõtecẽdo/, demonstra a inexistência de encontros consonantais, porque, sendo ON e EN dígrafos nasais, desaparece a letra N nas duas ocorrências - ON (=/õ/) e EN (=/ẽ/). Portanto não há encontros consonantais. O gabarito deve ser trocado da opção “E” paa a opção “B”.

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Questão 11 – Interpretação de texto

 Errada a assertiva I, porque o texto inicia com a notícia de que “Um novo estudo da Universidade de Darthmouth College, nos Estados unidos, publicado na última semana no jornal Inglês Daily Mail, sugere que jogos violentos no computador podem aumentar a chance de um jovem ter comportamentos de risco, como beber, fumar e fazer sexo sem proteção” (l. 01-04).
 O trecho entre as linhas 17 e 21 faz referência a “jogar menos de uma hora por dia”, o que não condiz com a afirmativa contida em II. Errada a assertiva II.
 Pela argumentação expendida em relação à assertiva II, está correta a afirmação III.
RESPOSTA: D.
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Questão 12 – Crase

 A lacuna da linha 03 deve receber apenas o artigo “a”, porque o verbo “aumentar” está sendo empregado como transitivo direto (quem aumenta aumenta alguma coisa). Portanto “... aumentar a chance...”.
 No caso da primeira lacuna da linha 08, só há artigo: “Quanto maior foi a frequência...”.
 De igual forma, na lacuna da linha 12 deve aparecer apenas o artigo “a”, porque a palavra anterior, que é conjunção subordinativa adverbial conformativa, não exige preposição. A redação será “... segundo a pesquisa...”.
 Também na lacuna da linha 30, deve aparecer apenas o artigo “a”, em razão de não haver termo regendo preposição: “... mostrou que a primeira palavra...”.
RESPOSTA: D.
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Questão 13 – Concordância

 A substituição de “pesquisa” (l. 18) por “pesquisas”, no trecho “A pesquisa inglesa, diferentemente da americana, afirma que o eventual impacto que o uso excessivo desses jogos pode ter para os jovens é pequeno quando comparado...” (l. 18-20) gerará as seguintes alterações: “As(1) pesquisas inglesas(2), diferentemente da americana, afirmam(3) que o eventual impacto que o uso excessivo desses jogos pode ter para os jovens é pequeno quando comparado...”. Portanto serão três as alterações.
RESPOSTA: C.
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Questão 14 – Ortografia

 A palavra “frequência” é grafada com “c”, como “ausência”, “silêncio”, “comércio”. Errada a assertiva I.
 O substantivo “excesso”, que se origina de “exceder” é grafado com “x” e “ss”. No final, o “ss” se deve à forma “ced”, que se transforma em “cess”: proCEDer, proCESSo; “conCEDer, conCESSão... Correta a assertiva II.
 O substantivo “expressão” é escrito com “x” e “ss”. Errada a assertiva III.
RESPOSTA: B.
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Questão 15 – Semântica

 Os advérbios “propositalmente” (l. 12) e “deliberadamente” são sinônimos. Correta a assertiva I.
 No contexto em que se encontra a forma verbal “contradizem” (l. 15), pode ser substituída, sem causar alteração de sentido, por “desmentem. Correta a assertiva II.
 “Excessivo” (l. 19) está sendo empregado como fora das medidas, “desmesurado”. Correta a assertiva III.
RESPOSTA: E.
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Questão 16 – Acentuação gráfica

 Os vocábulos “ÚL-ti-ma”, “ca-rac-te-RÍS-ti-cas” e “e-co-NÔ-mi-cos” são todos proparoxítonos e, consequentemente, acentuados pela mesma regra. Correta a assertiva I.
 No segmento “... muitos jovens incorporam características dos personagens desses jogos. Por isso, têm mais dificuldade ...” (l. 10-11), a forma verbal “têm” (destacada na transcrição) aparece com acento porque seu referente sujeito é “muitos jovens” (destacado na transcrição), na terceira pessoa do plural. Certa a assertiva II.
 Se as palavras “até”, “médico” e “bebês” perderem o acento gráfico, surgirão as formas “ate” (do verbo “atar”: que eu ate, que tu ates, que ele(a) ate...), “medico” (do verbo “medicar”: eu medico...) e “bebes” (do verbo “beber”: eu bebo, tu bebes...). Certa a assertiva III.
RESPOSTA: E.
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Questão 17 – Pronomes

 No trecho “Segundo o estudo, muitos jovens incorporam características dos personagens desses jogos. Por isso, têm mais dificuldade em lidar com os limites da vida real” (l. 10-11), o pronome “isso” (destacado na transcrição) retoma o período anterior. Correta a assertiva I.
 O pronome “Ela” (l. 17) retoma “pesquisa” (l. 16), não Universidade de Oxford. Errada a assertiva II.
 O segmento “Todos esses estudos” (l. 26) faz referência a todas as pesquisas de que o texto trata, não somente as elencadas no quarto parágrafo do texto. Errada a assertiva III.
RESPOSTA: D.
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Questão 18 – Classes gramaticais

 Na construção “Os jovens tinham entre 13 e 14 anos quando começaram a ser acompanhados”, os termos sublinhados são, respectivamente, “preposição – conjunção – preposição – verbo”.
 O gabarito – opção “A” – indica preposição – advérbio – preposição – verbo.
 Obviamente, as palavras “entre” e “a”, destacadas no contexto, pertencem à classe das preposições; a palavra “acompanhados” é forma verbal, servindo como predicativo de “ser”. Mas o vocábulo “quando” não é advérbio: é conjunção subordinativa adverbial temporal, iniciando a oração subordinada adverbial temporal “quando começaram a ser acompanhados”. 
 
QUESTÃO RECORRÍVEL
A Banca da Fundatec indicou como gabarito a alternativa “A”, em que considera como verdadeira a afirmação de que as classes gramaticais das palavras destacadas são “preposição – advérbio – preposição – verbo”. Sabe-se que o vocábulo “quando”, na construção “quando começaram a ser acompanhados”, funciona como conjunção subordinativa adverbial temporal, não como advérbio. A palavra “quando” funcionaria como advérbio se não integrasse uma oração subordinada. Portanto a questão deve ser anulada, pois não há alternativa que contenha, na ordem, a resposta “preposição – conjunção – preposição – verbo”. 

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Questão 19 – Reestrutura de frases (Semântica)

 Está correta a assertiva I, porque, no contexto em que se encontra, a forma verbal “comprovam” pode ser substituída, mantendo o sentido original da mensagem, por “certificam”.
 O segmento “Todos esses estudos” faz referência, no trecho em que se encontra, às pesquisas elencadas no texto. Sua substituição por “Pesquisas anteriores” alterará o sentido, porque se referirá a pesquisas realizadas anteriormente aos estudos de que trata do texto, não mantendo o significado original da mensagem. Errada a assertiva II.
 A forma verbal “influenciar” é equivalente, semanticamente, à forma “influir”, mantendo-se, no caso de substituição da primeira pela segunda, o sentido original da ideia. Correta a assertiva III.
RESPOSTA: D.
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Questão 20 – Fonética

 A palavra “satisfação” possui 10 letras e 10 fonemas: /satisfação/.
 Em “Computador”, há 10 letras e 1 dígrafo (on = /õ/), portanto são 9 os seus fonemas: /cõputador/.
 A contração da prepsoção “de” com o pronome demonstrativo “esses”, resultando em “Desses”, possui 6 letras e 1 dígrafo (SS), portanto apresenta 5 fonemas.
 Em “Comportamentos”, há 14 letras e 2 dígrafos (om = /õ/ e en = /ẽ/), portanto apresenta 12 fonemas: /cõportamẽtos/.
 Na forma verbal “Tinham”, há 6 letras e 1 fonema (nh), logo são 5 fonemas: /tiñão/.
RESPOSTA: A.
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 As lacunas das linhas 06, 08, 13 e 16 devem ser preenchidas, respectivamente, pelas palavras “sob” (significa abaixo), “desperdiçam” (forma do presente do indicativo, na 3ª pessoa do plural, do verbo “desperdiçar”), “bobice” (de “bobo” + o sufixo “ice”, como “burro” + “ice” = burrice, “mesmo” + “ice” = mesmice) e “estereótipo”.
RESPOSTA: D.
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Questão 02 – Crase

 Na linha 02, a lacuna tracejada deve ser preenchida apenas com a preposição “a”, porque é exigida pelo verbo “assistir”, e a palavra seguinte está no plural. Não havendo artigo, não há sinal de crase. 
 Na linha 08, a lacuna tracejada apresenta locução adverbial feminina “à toa”, que deve ser craseada, como de resto todas as locuções adverbiais femininas.
 Na lacuna tracejada da linha 13, o adjetivo “associada” exige preposição “a” e a palavra “superficialidade” é feminina, exigindo artigo. Portanto deve ser “à”, com sinal indicativo de crase.
 Quanto à lacuna tracejada da linha 16, deve ser preenchida apenas com o artigo “a”, porque o verbo “buscar” é transitivo direto.
RESPOSTA: B.
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Questão 03 – Estrutura textual

 A autora tece, entre as ideias centrais do texto e o Budismo, relações de coerência, que se manifesta nas ideias desenvolvidas pelos interlocutores, num óbvio convite ao pensamento e ao consentimento das vivências de interação entre as pessoas. Está correta, portanto, a explicação contida na assertiva “A”.
 A autora não tece relações entre o budismo e a vida pela coesão das ideias do texto, porque elenca argumentos e fatos bem diferenciados do dia a dia, nem pelos níveis de linguagem, tampouco pela tipologia textual (crônica) ou pela estrutura do texto.
RESPOSTA: A.
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Questão 04 – Semântica

 A palavra “refratária”, no trecho “... desrespeitam o coletivo e são refratárias a tudo que seja simples e fácil...” (l. 08-09), é adjetivo que a autora utiliza para se referir a pessoas que não se molestam ou ressentem de ataques ou ações exteriores.
 Não pode ser a letra “A”, porque a autora está se referindo a pessoas, logo não há o componente da resistência à ação física ou química, o que poderia ser atribuído a uma lajota refratária, que resiste ao calor.
 Não pode ser considerada a opção “B”, porque quem é resistente às leis ou a princípios de autoridade é revolucionário, não refratário. E, mesmo que se considerasse, no contexto não há discussão sobre desobediência a  leis ou autoridade.
 De igual forma, não se pode considerar a opção “D” porque não se trata, no texto, de medir a capacidade ou resistência de ninguém a doenças.
 Quanto à opção “E”, valem os argumentos expendidos para explicar a alternativa “A”.
RESPOSTA: C.
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Questão 05 – Interpretação de texto

 No segmento “O que você ainda está fazendo lendo essa página” (l. 31-32), a informação implícita que marca um pressuposto está contida no advérbio “ainda”. A presença de “ainda”, no contexto, revela pressuposto de que o texto esteja sendo lido pelo leitor.
 As outras informações são explícitas.
RESPOSTA: B.
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Questão 06 – Vozes verbais

 O trecho “Estou dizendo alguma coisa que você já não está careca de saber?” (l. 30) terá, na voz passiva analítica, a forma “Alguma coisa está sendo dita [por mim] que você não esteja careca de saber?”.
 Observe-se que somente a primeira oração (“Estou dizendo alguma coisa”) pode ser apassivada. O sujeito da ativa é “eu” (designado pela forma verbal “Estou”); a locução verbal “Estou dizendo” se transformará em “está sendo dita”; o objeto (“alguma coisa”) se transforma em sujeito da passiva. 
 A segunda oração (“que você já não está careca de saber”) não pode ir para a passiva, pois apresenta verbo de ligação (“está”).
 Portanto o trecho “Estou dizendo alguma coisa que você já não está careca de saber?” (l. 30) terá, na voz passiva analítica, a forma “Alguma coisa está sendo dita [por mim] que você não esteja careca de saber?”.
RESPOSTA: D.
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Questão 07 – Concordância

 No segmento “... já que a dor, a culpa e o ódio fazem parecer que elas têm uma vida mais profunda” (l. 09-10), o sujeito é composto, e seus núcleos são “dor”, “culpa” e “ódio”. Se suprimirmos “culpa” e ódio”, ficando apenas com “dor” como sujeito, a cosntrução resultará em “... já que a dor faz parecer que elas têm uma vida mais profunda”, produzindo uma só alteração no verbo “fazer” (destacado). 
 O verbo “ter”, na forma da 3ª pessoa do plural do presente do indicativo “têm” permanecerá no plural porque seu sujeito é “elas”.
RESPOSTA: E.
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Questão 08 – Emprego de conjunções

 A conjunção “visto que”, no trecho da linha 11, está sendo empregada como subordinativa causal. A conjunção “já que” é sinônima de “visto que”. Portanto, no trecho “... visto que não saberiam lidar com algo que lhes deixaria tão soltos e leves...” (l. 11-12), o nexo “visto que” (destacado na transcrição) poderia ser substituído por “já que”. Observe-se a construção já com a alteração sugerida: “... já que não saberiam lidar com algo que lhes deixaria tão soltos e leves...”. Correta a assertiva I.
 Com relação ao trecho “Só que alguns escolhem vias cheias de obstáculos e acabam não aproveitando a viagem” (l. 21-22), o operador “Só que” (destacado na transcrição), se for substituído pro “Embora”, acarretará alteração nas formas verbais do contexto. Observe-se: “Embora alguns escolham vias cheias de obstáculos e acabem não aproveitando a viagem”. Portanto está errada a assertiva II.
 Quanto à assertiva III, a expressão “a fim de”, no trecho “... a fim de enriquecer sua própria existência...” (l. 26) funciona como conjunção subordinativa adverbial final, sendo sinônimo da expressão “com o objetivo de”, empregado no treco “... com o objetivo de voltarem para casa...” (l. 34). Correta a assertiva III.
RESPOSTA: C.
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Questão 09 – Tipologia textual

 O nível de linguagem do texto da autora é simples e formal, com respeito às regras da Língua Portuguesa, da coerência e da lógica, características presentes no gênero da crônica jornalística. Observe-se que a autora parte de experiências pessoais para entender o mundo e criticar comportamentos.
 Na alternativa “A”, o trecho pertence a um nível de linguagem preocupado em registrar os vocábulos como são pronunciados na fala regionalista. Próprio da música regionalista e cabocla.
 Quanto ao trecho da opção “B”, trata-se de informação científica, decorrente de pesquisa, embora esteja escrito com construções simples, próprias da fala cotidiana urbana. Próprio da linguagem de revista de informação.
 Referentemente ao trecho trazido na opção “C”, tem características nitidamente dissertativas, com ideias e argumentação em linguagem culta formal. Próprio da dissertação acadêmica.
 Na alternativa “D”, por sua vez, está presente um fragmento de texto religioso-filosófico, próprio de ensinamentos religiosos, ou de lições filosóficas genéricas e abrangentes. Trata-se de sermão do Pe. Antônio Vieira.
 O trecho contido na opção “E” tem características semelhantes às do texto da prova, porque associa pensamentos introspectivos da autora numa linguagem aproximada, em sua estrutura, do texto de Martha Medeiros. 
RESPOSTA: E.
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 Questão 10 – Semântica e formação de palavras

 Quanto à assertiva I, o prefixo “sim-“, constante em “simpatia” (l. 01), revela simultaneidade. Simpatia significa afinidade moral, similitude no sentir e no pensar que aproxima duas ou mais pessoas. Certa a afirmação I.
 Em “desrespeitam” (l. 08), o prefixo “des-“ sinaliza negação (= que não respeitam). Correta a assertiva II.
 Em “renegam” (l. 11), o prefixo “re-” revela negação; já em “recíproco”, o prefixo “re-” indica simultaneidade. Errada a assertiva III.
RESPOSTA: B.
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Não há questões recorríveis.
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Questão 01 – Ortografia e semântica
 A lacuna da linha 07 deve ser preenchida pela palavra “espectadores”, com “s”, porque se trata de agente que vivencia, assiste, presencia, acompanha. Na linha 20, deve aparecer a palavra “espectro”, que significa campo de visão, campo de observação. Já na linha 25, deve aparecer a forma verbal “aferir”, que significa examinar a exatidão dos instrumentos que servem para medir, pesar, afilar, afinar...
RESPOSTA: B.
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Questão 02 – Crase

 No trecho “... primeiros ___ ouvir...” (l. 08), a lacuna deve ser preenchida com a preposição “a”, porque não há crase antes de verbo. Na lacuna do trecho “... desde as estátuas da Suméria ______ de Elefanta...” (l. 13), deve aparecer “àquelas”, com sinal indicativo de crase, porque ali está presente a ideia de “desde a ... até a ...”. Na lacuna da linha 26, deve aparecer “à”, porque o verbo “dar”, em “dão origem”, exige preposição “a” e a expressão “própria narrativa”, por ser feminina, exige o artigo “a”.
RESPOSTA: A. 
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Questão 03 – Interpretação de texto

 De acordo com o texto, há variadas formas de se fazer leitura de imagens. Logo a forma de leitura não pode ser julgada de forma irretorquível. Errada a assertiva “A”.
 As demais opções contêm claramente ideias presente no texto quanto a leitura de imagens.
RESPOSTA: A.
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Questão 04 – Interpretação de texto

 Correta a assertiva I, porque se pode observar nas passagens das linhas 05 a 17 (em que o autor aborda as ideias de André Malraux) e 35 a 37 (em que o autor aborda as impressões de Michael Baxandall).
 Na primeira frase (l. 05-10), o autor utiliza “tão ativamente” (l. 05) e “com lucidez” (06), que são adjuntos adverbiais de modo, escolhidos para revelar informações sobre André Malraux. Na segunda frase (l. 35-37), o autor utiliza “com sagacidade”, que é adjunto adverbial de modo, utilizado para revelar informações sobre Michael Bandaxall. Correta a assertiva II.
 As formas verbais “participou” (l. 05), “argumentou” (l. 06), “chamou” (l. 08) e “comentou” (l. 36) estão conjugadas no pretérito perfeito do indicativo. Portanto as formas verbais utilizadas pelo autor do texto para atribuir informações aos outros estudiosos referem-se a um tempo passado. Correta a assertiva III.
RESPOSTA: E.
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Questão 05 – Termos referentes e referidos 

 O adjetivo “gótica”, no trecho “... de uma igreja gótica” (l. 11), está se referindo ao estilo da construção. Por sua vez, o adjetivo “fortuitas”, que significa não planejado, casual, está relacionado à casualidade, no trecho “... circunstâncias... fortuitas...” (l. 20-21). Por fim, “engenho” (l. 24) está relacionado à engenhosidade, capacidade, talento.
RESPOSTA: D.
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Questão 06 – Pronomes

 O pronome possessivo “sua” (l. 38) tem como referente possuidor “arte”, no trecho “... a obra de arte permanece sempre fora do âmbito de sua apreciação crítica” (l. 38). Está errada a relação constante na alternativa “E”. As demais referências estão corretas.
RESPOSTA: E. 
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Questão 07 – Formação de palavras

 As palavras “imutável” (l. 04), “infinita” (l. 04), “inesgotável” (l. 05) e “incontáveis” (l. 12) apresentam o prefixo “in-”, e em todas elas a ideia é de negação.
 Na palavra “iconografia” (l. 19) é formado pelo radical “ícon(e)”, que significa emblema, sinal, acrescido de “grafia”. Portanto não há prefixo na palavra.
RESPOSTA: E.
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Questão 08 – Morfologia

 Os adjetivos “temporal” (l. 02) e “contemporâneos” (l. 29) apresentam o radical “temp”, que significa “tempo”. O vocábulo “cronologia” tem como radical “crono” (grego), que também significa tempo, mas não tem forma igual ao constante nas palavras “temporal” e “contemporâneo”. Errada a assertiva I.
 Os substantivos “lucidez” (l. 06), ingenuidade” (l. 23) e “sagacidade” (l. 36) são derivados, respectivamente, dos adjetivos “lúcido”, “ingênuo” e “sagaz”. Correta a assertiva II.
 O prefixo “des-“ constante na forma verbal “desentranhar” (l. 19), que indica negação, poderá formar formas verbais com “aprendemos” (l. 30) e “acompanham” (34): “desaprendemos” e “desacompanham”. Correta a assertiva III.
RESPOSTA: D.
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Questão 09 – Reescritura de trechos

 No trecho “Ampliamos o que é limitado...” (l. 02-03), a palavra “o” funciona como pronome demonstrativo, podendo ser substituído por “aquilo”, sem prejuízo da manutenção do significado original da frase. Observe-se o trecho já com a alteração sugerida: “Ampliamos aquilo que é limitado...”. Correta a assertiva I.
 No trecho “... da ingenuidade, da compaixão...” (l. 23-24), as expressões poderiam ser reordenadas, sem prejuízo da manutenção do significado original da frase. Observe-se o trecho já com a alteração sugerida: “da compaixão, da ingenuidade”. Correta a assertiva II.
 A troca de “a”, no trecho “a obra de arte permanece sempre fora do âmbito de sua apreciação crítica” (l. 38), por “o mundo da” alteraria o sentido da mensagem original, porque quem permanece sempre fora do âmbito de sua apreciação crítica é a “obra de arte”, e não “o mundo da arte”. Errada a assertiva III.
RESPOSTA: C.
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Questão 10 – Classes gramaticais (advérbio)

 Na linha 03, no trecho “... para um antes ...”, a presença do artigo indefinido “um” transformou o termo “antes” em substantivo. A palavra “só”, no trecho “... só poderia...” (l. 11) funciona como advérbio, modificando o sentido do verbo “poder”. Errada a assertiva “A”.
 A palavra “depois”, no trecho “ ... para um antes e um depois...” (l. 03), está sendo empregada como substantivo, em virtude da presença do artigo indefinido “um”. O vocábulo “algum” (l. 27)  é pronome indefinido. Errada a opção “B”.
 As palavras “ativamente” (l. 05) e “só” (l. 11, como se viu na explicação referente à opção “A”) são advérbios. Correta a alternativa “C”.
 A palavra “só” (l. 11, como se viu na explicação referente à opção “A”) está sendo empregada como advérbio. Já o termo “meio”, no trecho “... por meio de ecos...” (l. 21), está sendo empregada como substantivo, equivalendo a “caminhos”. Errada a alternativa “D”.
 A palavra “meio” (l. 11), como se viu na explicação à opção “D”, está sendo empregada como substantivo. Já no trecho “... permanece sempre fora ...” (l. 37), a palavra “sempre” funciona como advérbio. Errada a assertiva “E”.
RESPOSTA: C.
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Questão 11 – Conjunções

 Os nexos “segundo” (l. 25) e “se” (l. 32) estão sendo empregados, nos trechos em que se encontram, como conjunções conformativa e condicional, respectivamente. O nexo “mas”, que é conjunção coordenativa adversativa, revela ideia de oposição. Portanto a resposta está em “conformidade”, “hipótese” e “oposição”.
RESPOSTA: B.
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Questão 12 – Acentuação gráfica

 As palavras “caráter” (l. 02) e “imutável” (l. 04) são acentuadas por serem paroxítonas, respectivamente terminadas em “R” e “L”. Correta a assertiva “A”.
 O adjetivo “inesgotável” (l. 05) é acentuado por ser paroxítona terminada em “L”. O substantivo “mármore” (l. 14) é acentuado por ser proparoxítona. Errada a assertiva “B”.
 A palavra “diálogo” (l. 09) é acentuada por ser proparoxítona. A forma verbal “está” é acentuada por ser oxítona terminada em “a”. Errada a assertiva “C”.
 O adjetivo “gótico” (l. 15) é acentuado por ser proparoxítono. A forma verbal “pôs” (28) é acentuada por ser monossílaba terminada em “a”. Errada a assertiva “D”.
 O advérbio “também” (l. 20) é acentuado pela regra das oxítonas terminadas em “EM”. A palavra “técnico” (l. 22) é acentuada por ser proparoxítona. Errada a alternativa “E”.
RESPOSTA: A.
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Questão 13 – Concordância nominal

 Na alternativa “B”, a forma verbal “trava” (l. 09) (do verbo “travar”) não está apenas sendo verbo do sujeito “o diálogo, mas também com a expressão “ou uma escultura”. Portanto está errada a associação. 
 As demais alternativas contêm associações corretas entre a primeira e a segunda palavra.
RESPOSTA: B.
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Questão 14 – Pontuação

 No trecho “André Malraux, que participou tão ativamente da vida cultural e da vida política francesa do século XX, argumentou ...” (l. 05-06), as vírgulas isolam oração subordinada adjetiva explicativa. Oração, porque há verbo; subordinada, porque está dependente da principal (“André Malraux ... argumentou...”); adjetiva, porque no contexto se atribui informação qualificativa a André Malraux; explicativa, porque só diz respeito a André Malraux e está isolada por vírgula.
RESPOSTA: C.
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Questão 15 – Regência nominal

 No trecho “... atribuímos a elas o caráter ...” (l. 02), a preposição sublinhada é exigida pela regência do verbo “atribuir”. 
 A contração da preposição “de” com o artigo “a”, sublinhada no trecho “que participou tão ativamente da vida cultural...” (l. 05), é exigida pela regência do verbo “participar”.
 A preposição “de”, destacada no trecho “... que ele chamou de...” (l. 08), é exigida pela regência do verbo “chamar”.
 A preposição “com”, destacada no trecho “... trava com outras pinturas...” (l. 09), é exigida pela regência de “travar”.
 A preposição “a”, na combinação com o artigo “o”, destacada no trecho “... nossa reação ao portal gótico...” (l. 15), é exigida pelo substantivo “reação”. 
RESPOSTA: E.
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NÃO HÁ QUESTÃO RECORRÍVEL.
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&lt;i&gt;&lt;blockquote&gt;“Sempre que você olha uma criança, há sempre uma figura oculta, que é um cachorro atrás, o que é algo muito importante.” 

“Os bodes, eu não lembro qual é o nome, mas teve um prefeito… teve o prefeito de Tejuçuoca e me disse assim: ‘eu sou o prefeito da região produtora da terra do bode’. Então, é para que o bode sobreviva que nós vamos ter de fazer também um Plano Safra que atenda os bodes que são importantíssimos e fazem parte de toda tradição produtiva de muitas das regiões dos pequenos municípios aqui do estado.

“Um grande varejista uma vez disse o seguinte, disse uma coisa muito simples e de fácil entendimento, que é muito difícil para o conjunto da população ou para muitas camadas da população, comprar à vista, mas que quando se compra a prazo, tudo fica mais viável.”

“Aqui no estado do Ceará. Não, no estado do Pará. Desculpa, gente. É que fui pro Ceará, tá? Ontem eu tava no Ceará. Aqui eu não falei uma coisa. Ah, não, falei sim, né?”

“Todos nós aqui sabemos que cada um de nós escolhe ─ a vida faz a gente escolher ─ alguma das datas em que a gente nunca vai esquecer dessa data.” 

“Eu estou muito feliz de estar aqui em Bauru. O prefeito me disse que eu sou, entre os presidentes, nos últimos tempos, uma das presidentes, ou presidentes, que esteve aqui em Bauru.” “O meio ambiente é uma ameaça para o desenvolvimento sustentável.”

 “Aprovamos o Plano Real e, mais do que isso, levamos à frente e o utilizamos de forma adequada.” “A Zona Franca de Manaus, ela está numa região, ela é o centro dela (da Floresta Amazônica) porque é a capital da Amazônia (…). Portanto, ela tem um objetivo, ela evita o desmatamento, que é altamente lucrativo – derrubar árvores plantadas pela natureza é altamente lucrativo (…)”. &lt;/blockquote&gt;&lt;/i&gt;

Vê-se, pois, que a presidente-candidata-a-presidente Dilma não desmerece o seu partido político, que é a agremiação dos intelectuais que não pensam e dos trabalhadores que não trabalham. Eu não pensei que poderia ver isso, pelo menos nesta existência. Realmente, está na hora de parar. Prof. Menegotto.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professormenegotto.blogspot.com/feeds/396882404442292987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://professormenegotto.blogspot.com/2014/09/nem-so-o-lula-erra-sua-pupila-tambem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7143776015959738336/posts/default/396882404442292987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7143776015959738336/posts/default/396882404442292987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professormenegotto.blogspot.com/2014/09/nem-so-o-lula-erra-sua-pupila-tambem.html' title='NEM SÓ O LULA ERRA ... SUA PUPILA TAMBÉM...'/><author><name>Professor Alberto Menegotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711416067856254380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_n3GHE1Fbg7M/SoREhW9bMNI/AAAAAAAAAGk/FPbsNLlk6uY/S220/Beto+Face.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7143776015959738336.post-5289788119911418928</id><published>2014-08-22T09:28:00.000-03:00</published><updated>2014-08-22T09:28:27.397-03:00</updated><title type='text'>HISTÓRICO DA QUESTÃO 23 DA PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA DO CONCURSO PARA TÉCNICO TRIBUTÁRIO DA RECEITA ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL – BANCA DA FUNDATEC - 2014</title><content type='html'>&lt;b&gt;HISTÓRICO DA QUESTÃO 23 DA PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA DO CONCURSO PARA TÉCNICO TRIBUTÁRIO DA RECEITA ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL – BANCA DA FUNDATEC - 2014&lt;/b&gt;

&lt;b&gt;A QUESTÃO NA ÍNTEGRA&lt;/b&gt;

QUESTÃO 23 – Considere as assertivas que seguem sobre formação de palavras.

I. ‘amadurecimento’ (l.03) e ‘aperfeiçoados’ (l.05) são formadas por derivação parassintética.
II. Em ‘favoráveis’ (l.07), tem-se um caso de derivação sufixal.
I. A palavra ‘extremamente’ (l.10) é formada por composição por justaposição.
IV. ‘convergência’ (l.26) é derivada do verbo convergir mais o sufixo –ência.

Quais estão corretas?

A) Apenas I.
B) Apenas IV.
C) Apenas Ie I.
D) Apenas I e IV.
E) Apenas I, I e I.


&lt;b&gt;GABARITO OFICIAL PRELIMINAR : ALTERNATIVA B.&lt;/b&gt;

&lt;b&gt;AS RAZÕES OFERECIDAS CONTRA GABARITO DA BANCA: ALTERNATIVA B.&lt;/b&gt;

Quanto à assertiva II, o vocábulo “favoráveis” (l. 07) é formado por derivação sufixal, em que “favor” recebe o sufixo “-(á)vel(is)”, formador de adjetivos. Correta a assertiva II. 

&lt;b&gt;QUESTÃO RECORRÍVEL&lt;/b&gt;

A banca da FUNDATEC indicou, como gabarito preliminar para essa questão, a alternativa “B”, considerando como correta apenas a afirmação contida na assertiva IV. A rigor, está correta também a assertiva II, porque FAVORÁVEIS é adjetivo formado por derivação sufixal, em que o substantivo “FAVOR” recebe o sufixo “-(Á)VEL”, formador de adjetivos. Nas respostas oferecidas, não há alternativa que considere como corretas as assertivas II e IV, logo a questão carece de resposta correta, devendo ser anulada, como medida de justiça. (Prof. Alberto Menegotto)


&lt;b&gt;JUSTIFICATIVA DA BANCA MANTENDO O GABARITO&lt;/b&gt;

QUESTÃO: 23 - MANTIDA alternativa &#39;B&#39;. 
[...]
II. Em “favoráveis” (l.07), tem-se um caso de derivação sufixal. Segundo o dicionário Aurélio, a palavra “favoráveis” se origina do latim “favorabile”, portanto não caracteriza uma derivação sufixal, mas apenas e tão somente um caso de flexão de número.



&lt;b&gt;RÉPLICA À ARGUMENTAÇÃO DA BANCA&lt;/b&gt;

Preliminarmente, deve-se observar que a respeitável Banca Revisora da Fundatec se limitou a argumentar pela manutenção da afirmação contida na assertiva II como errada apenas invocando uma simples consulta ao dicionário Aurélio. Isso é, no mínimo, uma atitude primária que revela desconhecimento e, sem dúvida, falta de prática em relação à formação de palavras. Seria desnecessário relembrar que dicionários registram tanto palavras primitivas quanto derivadas. O fato da existência do termo latino “favorabile” é inegável; os dicionários Aurélio e Houaiss, como outros, registram os verbetes “favor” e “favorável”; no dicionário Houaiss, que além de ortográfico, prosódico, semântico e etimológico, ainda consta a datação, exata ou aproximada, do aparecimento do vocábulo em Língua Portuguesa. Com relação ao substantivo “favor”, afirma o dicionário Houaiss que seu aparecimento data do séc. XIV; já com relação ao adjetivo “favorável”, sua data de surgimento remonta ao séc. XV, ou seja, “favor” é nitidamente termo anterior a “favorável”, que surge no século seguinte. Além disso, ambos os dicionários referidos tratam do termo “favorável” etimologicamente oriundo (= derivado) de “favor”, assim como se pode observar da lição que Antônio Houaiss nos dá: “1. Que favorece ou auxilia; 2. Que é propício ou conveniente; 3. Que é a favor de algo ou de alguém”. Observe-se que, na revelação semântica do verbete, aparece seu termo primitivo “favor”. Mas Houaiss vai adiante em sua lição quanto à etimologia: “lat. favorabilis – que obtém favor, querido, amado; ver “favor-”. Observe-se que o ensinamento refere “favor-” com um traço logo após, símbolo que, na formação de palavras, indica a possibilidade de receber sufixo ou terminação. A palavra “favorável”, portanto, é derivada da palavra “favor”; o sufixo “-vel” ocorre na formação de diversos adjetivos em Língua Portuguesa como, por exemplos, “sofrível”, “amável”, “tratável”... Logo “favor” recebe, por derivação sufixal, o sufixo formador de adjetivos “-vel”, compondo o vocábulo “favorável”. A Respeitável Banca da Fundatec deve, por medida de justiça, rever a justificativa na qual se estribou para manter a resposta à questão 23 do certame já identificado, aceitando a argumentação expendida e, por consequência, anulando a questão, haja vista não ter resposta que se adéque ao enunciado.
(Prof. Menegotto)
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professormenegotto.blogspot.com/feeds/5289788119911418928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://professormenegotto.blogspot.com/2014/08/historico-da-questao-23-da-prova-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7143776015959738336/posts/default/5289788119911418928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7143776015959738336/posts/default/5289788119911418928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professormenegotto.blogspot.com/2014/08/historico-da-questao-23-da-prova-de.html' title='HISTÓRICO DA QUESTÃO 23 DA PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA DO CONCURSO PARA TÉCNICO TRIBUTÁRIO DA RECEITA ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL – BANCA DA FUNDATEC - 2014'/><author><name>Professor Alberto Menegotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711416067856254380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_n3GHE1Fbg7M/SoREhW9bMNI/AAAAAAAAAGk/FPbsNLlk6uY/S220/Beto+Face.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7143776015959738336.post-4671891316271937704</id><published>2014-08-13T15:25:00.003-03:00</published><updated>2014-08-13T15:25:31.237-03:00</updated><title type='text'>COMENTÁRIOS À PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA DO AUDITOR FISCAL DA RECEITA ESTADUAL – CONCURSO REALIZADO NOS DIAS 9 E 10 DE AGOSTO DE 2014 – BANCA FUNDATEC</title><content type='html'>COMENTÁRIOS À PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA DO AUDITOR FISCAL DA RECEITA ESTADUAL – CONCURSO REALIZADO NOS DIAS 9 E 10 DE AGOSTO DE 2014 – BANCA FUNDATEC

Questão 1 – Interpretação de texto

 No trecho “Manter essas estruturas é pesado, exige investimentos constantes na manutenção, e os valores das autuações não compensam os custos”, opina. Desde o início da década passada, os diversos governos que se alternaram no Estado vêm fechando postos fiscais, e nem por isso a arrecadação caiu; pelo contrário, vem aumentando consideravelmente. Em contrapartida, a tecnologia, o manifesto eletrônico de cargas e a visão computacional resultam em custos menores...” (l. 19-24), observam-se dois trechos (destacados) em que não se pode afirmar que a manutenção de estruturas de fiscalização não é, de maneira alguma, onerosa para o Estado. Portanto há erro de contradição, com ideias contrárias às do texto.
 Com relação ao trecho “Criado através de um acordo de cooperação técnica entre o Ministério da Ciência e Tecnologia, a Receita Federal e Secretarias de Fazenda de vários Estados, o sistema visa padronizar, unificar, interagir, integrar, simplificar, desburocratizar e acelerar o processo de produção, logística e fiscalização de mercadorias pelo país” (l. 40-43), verifica-se que não há, entre os objetivos do sistema Brasil-ID, destacados na transcrição, funções de especificar, analisar, projetar, dimensionar e desenvolver softwares básicos de gestão nacional e centralizada de dados e transações, o que enseja ampliação, ou extrapolação, que consiste no acréscimo de ideias ausentes no texto.
 No trecho “’Da mesma forma que, através de um chip no sistema Sinal Verde, no qual o usuário coloca um pequeno circuito eletrônico no seu carro e passa por cancelas de pedágios sem se preocupar com os tickets e dinheiro, a fiscalização colocará esse equipamento em caminhões e produtos e poderá acompanhar a saída da carga da distribuidora, a sua chegada no ponto de venda e tudo o que estiver relacionado com essa atividade econômica que interesse à fiscalização’, visualiza o auditor-fiscal” (l. 45-49), verifica-se que a fiscalização de pedágios pelo sistema Sinal Verde é muito mais ampla do que se afirma na terceira assertiva. Portanto há erro de redução, em que se valorizou apenas um aspecto do texto em detrimento do conjunto de ideias expressas.
RESPOSTA: E.
_____________________________________________________________________________
 
Questão 2 – Acentuação gráfica

 Quanto à assertiva I, se fosse retirado o acento gráfico de “trânsito”, obter-se-ia a forma “transito”, com sílaba tônica em “si”: tranSIto. Portanto se transformaria em forma verbal, conjugada na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo: eu transito, tu transitas, ele(a) transita... Já o adjetivo “específicos”, se perdesse o acento gráfico, deixaria de existir, pois não existe a forma verbal “específicos”, e sim “especifico”. Errada, portanto a assertiva I.
 A palavra “vários” é acentuada por ser paroxítona terminada em ditongo crescente; já em “país”, o acento é registrado porque o “i” é tônico, precedido de vogal e forma sílaba com “s”. As regras que determinam o acento gráfico em “vários” e “país”, portanto, não são as mesma. Correta a assertiva II.
 Quanto à assertiva III, a palavra “daí” apresenta hiato: “da-í, não ditongo. Errada, por essa razão, a assertiva III.
 O acento na forma verbal “vêm” ocorre em razão da flexão numérica. Observe-se: “os diversos governos que se alternaram no Estado vêm fechando...” (l. 21-22), em que o núcleo do sujeito é “governos”, portanto no plural. Está correta a assertiva IV.
RESPOSTA: B.
_____________________________________________________________________________________

 Questão 3 – Formação de palavras

 Está errada a assertiva I, porque “massivos” (l. 01) é formada por derivação prefixal, já que vem de “massa”, que recebe o sufixo “-ivo”.
 Errada a assertiva II, haja vista que a forma “impensada” (l. 32) é resultado da soma do prefixo “-im” à palavra “pensada” (particípio usado como adjetivo). Logo é formada por derivação prefixal.
 Em “planificadas” (l. 34), houve a soma da forma verbal “planificar” ao sufixo “-ada”, Correta a assertiva III.
 Errada a assertiva IV, porque “desburocratizar” (l. 42) é formada por derivação prefixal, em que o prefixo “-des” é somado à forma verbal “burocratizar”.
RESPOSTA: C.
_____________________________________________________________________________
 
Questão 4 – Pontuação

 No trecho “Identificação, rastreamento e autenticação de mercadorias, controles massivos dos mercados e...” (l. 01), as duas vírgulas separam elementos de igual função sintática, ou palavras justapostas.
 No trecho “O processamento eletrônico, destaca, veio para ficar...” (l. 13), as vírgulas separam uma oração intercalada, utilizada para identificar que é fala do supervisor do Posto Fiscal Virtual.
 Quanto ao trecho “O processamento eletrônico, destaca, veio para ficar, e isso está ocorrendo em todo o mundo” (l. 13-14), a terceira vírgula separa orações coordenadas aditivas de sujeitos diferentes. Observe-se que o primeiro sujeito é “O processamento eletrônico”, e o segundo, depois do “e”, é “isso”.
 No trecho “Outro ponto relevante merece destaque quando se fala em fiscalização via monitoramento eletrônico do contribuinte: a segurança da operação” (l. 30-31), os dois-pontos introduzem, ou separam aposto, que é a expressão “a segurança da operação”. Observe-se que a função dessa expressão é explicar “o outro ponto relevante que merece destaque”, portanto sua função é apositiva.
 No trecho “Segundo o auditor-fiscal, “a tecnologia está em todo lugar. Temos que utilizá-la” (l. 35), as aspas no segmento destacado foram empregadas em razão de citação, porque se trata de reprodução fiel da fala de alguém.
 A ordem, portanto, é 4-2-5-3-1.
RESPOSTA: A. 
_____________________________________________________________________________
 

Questão 5 – Semântica e interpretação de texto

 No trecho “... ativado no final de 2012, utiliza ao máximo a tecnologia disponível hoje no mercado” (l. 04-05), a supressão da expressão adverbial “ao máximo” (destacada na transcrição) alteraria o sentido da mensagem, porque a notícia alerta justamente pela intensidade da utilização. Portanto a sugestão da assertiva I altera o sentido do texto.
 A supressão de “crescente”, destacada no trecho “Aqui temos a Nota Fiscal Eletrônica, um sucesso crescente, que quase todos os Estados do país já adotam...” (l. 14-15), altera o sentido original da mensagem, que não se prende somente à notícia do “sucesso”, mas da progressão do “sucesso”. Portanto a sugestão da assertiva II altera o sentido do texto.
 Se fosse inserido o adjetivo “muitas” imediatamente antes de “tecnologias”, destacada no trecho “Uma das tecnologias que impacta a fiscalização de trânsito de mercadorias no momento...” (l. 36), passando-se para “Uma das muitas tecnologias que impacta a fiscalização de trânsito de mercadorias no momento...”, o sentido do texto seria obviamente alterado. Portanto a sugestão da assertiva III altera o sentido do texto.
 Na linha 46, a substituição de “coloca” por “instala”, no trecho “no qual o usuário coloca um pequeno circuito eletrônico no seu carro e passa por cancelas de pedágios...”, não alteraria o sentido original do texto. Observe-se o segmento com a alteração sugerida:  “no qual o usuário instala um pequeno circuito eletrônico no seu carro e passa por cancelas de pedágios...”. Portanto a sugestão da assertiva IV não altera o sentido do texto.
RESPOSTA: C.
_____________________________________________________________________________


 Questão 6 – Diversos aspectos sintáticos

 Considerando-se o trecho “[...] desencadear ações planificadas permite um gerenciamento com custos reduzidos e com segurança jurídica para o Estado e para o contribuinte. (l. 33-35), deve-se observar que o sujeito, que é “desencadear ações planificadas”, vem em forma de oração, seguida de verbo utilizado como transitivo direto (“permite”) e objeto direto (“um gerenciamento”) e de adjuntos adverbiais (“com custos reduzidos e com segurança jurídica para o Estado e para o contribuinte”).
 Na frase “a fiscalização colocará esse equipamento em caminhões e produtos” (l. 47), o sujeito é um substantivo (“fiscalização”), razão por que a oração exposta no enunciado não possui igual estrutura sintática que a frase apresentada na assertiva I. Incorreta, portanto, a assertiva I.
 Pela análise feita no início do comentário, a forma verbal “permite” está sendo empregada como verbo transitivo direto, em que seu objeto direto é “um gerenciamento”. Os segmentos “com custos reduzidos e com segurança jurídica para o Estado e para o contribuinte” são adjuntos adverbiais. Portanto está errada a assertiva II.
 O sujeito do segmento “desencadear ações planificadas permite um gerenciamento com custos reduzidos e com segurança jurídica para o Estado e para o contribuinte”, conforme já se observou na explicação inicial deste comentário, é a oração “desencadear ações planificadas”. O segmento “um gerenciamento” é objeto direto. Errada, portanto a assertiva III.
RESPOSTA: E.
_____________________________________________________________________________
 
Questão 7 – Diversos aspectos sintáticos

 Nas frases “a tecnologia substitui a ação humana” (l. 11-12), “Outro ponto relevante merece destaque” (l.30) e “representa o futuro da fiscalização de trânsito” (l.44-45), os verbos “substituir”, “merecer” e “representar”, respectivamente, estão empregados como transitivos diretos, portanto todos aceitam a transposição para a voz passiva. Erradas, dessa forma, as assertivas I e II.
 Em todas as frases, o sujeito é determinado. Os sujeitos são, respectivamente, “a tecnologia”, “a percepção de risco”, “outro ponto relevante” e “O Brasil-ID”. Este último não foi transposto na questão, mas é sujeito de “representar”, em “representa o futuro da fiscalização de trânsito”. Está errada, portanto, a assertiva III.
 Somente na frase “A percepção de risco está mantida” há predicativo, que é “mantida”, sendo seu verbo de ligação “estar” (na forma “está”). O predicativo, porém, é do sujeito, que é “a percepção de risco”. Errada, portanto, a assertiva IV.
RESPOSTA: E.
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Questão 8 – Interpretação de texto

 No trecho “Identificação, rastreamento e autenticação de mercadorias, controles massivos dos mercados e contribuintes. Termos até há pouco vivenciados apenas no mundo dos filmes e no sonho de muitos auditores-fiscais da Receita Estadual, já são rotina no dia a dia da Secretaria da Fazenda do RS” (l. 01-03), o fato de o autor ter-se referido a ‘termos como identificação, rastreamento e autenticação de mercadorias eram itens presentes apenas em filmes’ significa que a Receita Estadual do RS não possuía acesso a isso muito recentemente. Não há, portanto, o estabelecimento de argumento histórico distinguindo os séculos no Rio Grande do Sul. Errada a assertiva I.
 Quanto ao depoimento do supervisor do Posto Fiscal Virtual sobre a Nota Fiscal Eletrônica, presente no trecho “Entusiasta do sistema, o supervisor do Posto Fiscal Virtual, em Porto Alegre define o processo como seletivo, econômico e inteligente. ’Esse é o futuro. No mundo, cada vez mais, a tecnologia substitui a ação humana, que, por mais atuante que possa ser, tem limitações de tempo, esforço e capacidade pessoal’, afirma o auditor-fiscal. O processamento eletrônico, destaca, veio para ficar, e isso está ocorrendo em todo o mundo. ‘No Chile, temos a fatura eletrônica, que é muito bem-sucedida. Aqui temos a Nota Fiscal Eletrônica, um sucesso crescente, que quase todos os Estados do país já adotam. É um rumo sem volta. Este é o caminho’” (l. 10-16), deve-se observar que inicia por “Entusiasta”, o que significa que o supervisor é um entusiasmado pelo sistema, o que não configura o depoimento como argumento de autoridade. Errada, portanto, a assertiva II.
 No trecho “Deve-se lembrar, ainda, que a fiscalização direta, física, no trânsito, sempre foi forte no Nordeste e em alguns pontos do país. Na atualidade, entretanto, o Rio de Janeiro já cortou os postos pela metade. No Espírito Santo, no Pará, em Santa Catarina e em São Paulo, eles foram fechados. ‘Manter essas estruturas é pesado, exige investimentos constantes na manutenção, e os valores das autuações não compensam os custos’, opina” (l. 17-21), há elementos de comparação na citação de casos de outros estados brasileiros em que a fiscalização direta não foi bem sucedida. Correta a assertiva III.
RESPOSTA: C.
_____________________________________________________________________________ 

Questão 9 – Interpretação de texto

 Observe-se que, no trecho “Por todo o exposto, o “Estado Regulador” (que, na ótica  esposada, disciplina, na esfera administrativa, os serviços públicos delegados e as atividades econômicas de relevante interesse coletivo) possuem o dever de cabal observância da rede de princípios, objetivos e direitos fundamentais...” (l. 14-16), a expressão “Por todo o exposto” (destacada na transcrição) retoma tudo o que foi tratado no parágrafo anterior mas, na continuidade, não estabelece ideia de comparação, e sim de confirmação e exemplificação. Errada a assertiva I.
 Quanto ao trecho “De fato, a regulação é indeclinável função tipicamente estatal que, acima de tudo, precisa cultuar a sustentabilidade, a eficácia, a eficiência e a probidade no âmbito do setor regulado, incorporando, em definitivo, a cultura do pleno respeito ao imperativo do desenvolvimento sustentável, que reclama o resoluto combate à falta de equidade intertemporal” (l. 24-27), a expressão “De fato” (destacada na transcrição) está sendo utilizada para enfatizar declaração já registrada, confirmando afirmação anterior, contida no trecho compreendido entre as linhas 14 e 23. Certa a assertiva II.
 A expressão “em suma”, presente e destacada na transcrição do trecho “Eis, em suma, as propostas vocacionadas a renovar o modelo brasileiro de regulação...” (l. 28), indica que se resumirá ideia apresentadas anteriormente. Correta a assertiva III.
 Quanto à palavra “sim”, destacada no trecho “Uma regulação para as presentes e futuras gerações. Sim, regulação intertemporal, que rompa os grilhões e os gargalos burocráticos...” (l. 32-33), deve-se observar que foi utilizada de maneira argumentativa, realçando afirmação anterior. Correta a assertiva IV.
RESPOSTA: D.
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Questão 10 – Semântica
 
 Quanto à assertiva I, a palavra “facciosismo” significa “parcialidade”, ou ato realizado com parcialidade. Portanto, no trecho “Cumpre-lhes, pois, evitar o equívoco comum do facciosismo ou do unilateralismo...” (l. 09), o termo sublinhado pode ser substituído, sem alteração semântica, por “parcialidade”. Observe-se o trecho já com a substituição: “Cumpre-lhes, pois, evitar o equívoco comum da parcialidade ou do unilateralismo...”. A sugestão contida na assertiva I, portanto, não causa alteração de sentido no trecho em que se encontra.
 O substantivo “discricionariedade”, que significa livre de condições, pode ser substituído por “arbitrariedade” no trecho “Cumpre-lhes, pois, evitar o equívoco comum do facciosismo ou do unilateralismo, no exercício da discricionariedade administrativa” (l. 10-11), sem causar alteração de sentido. Observe-se o trecho com a substituição sugerida: “Cumpre-lhes, pois, evitar o equívoco comum do facciosismo ou do unilateralismo, no exercício da arbitrariedade administrativa”. A sugestão contida na assertiva II, portanto, não causa alteração de sentido no trecho em que se encontra.
 O termo “precípua” significa mais importante, principal, essencial. Por essa razão, não pode ser substituído por “secundária” no trecho “Assim, a função mediadora e solvedora de conflitos assume feição precípua e inerentemente regulatória” (l. 12-13). A sugestão contida na assertiva III, portanto, causa considerável alteração de sentido no trecho em que se encontra.
 A palavra “jaez” foi empregada no trecho “Com efeito, a regulação promotora do desenvolvimento sustentável, em suas várias dimensões, tem de incorporar parâmetros desse jaez - algo que acontece de maneira incipiente...” (l. 21-22) com sentido de natureza ou qualidade fundamental, tipo específico, conjunto de traços ou características. Já a palavra “estofo” significa garra, fibra, energia, portanto “jaez” e “estofo” não são semanticamente equivalentes. A sugestão contida na assertiva IV, portanto, causa considerável alteração de sentido no trecho em que se encontra.
 O adjetivo “consentâneo”, que qualifica aquilo que cabe bem a determinado caso ou situação, que é apropriado, adequado, conveniente, pode ser substituído por “adequado” no trecho “Eis, em suma, as propostas vocacionadas a renovar o modelo brasileiro de regulação, de maneira a fazê-lo consentâneo com a consolidação do novo paradigma de Direito Administrativo...” (l. 28-29). Observe-se o segmento já com a substituição: “Eis, em suma, as propostas vocacionadas a renovar o modelo brasileiro de regulação, de maneira a fazê-lo adequado com a consolidação do novo paradigma de Direito Administrativo...”. A sugestão contida na assertiva V, portanto, não causa alteração de sentido no trecho em que se encontra.
RESPOSTA: C.
Questão 11 – Interpretação de texto

 No trecho “Não há função mais significativa [...] senão a de defender” (l. 06-07), a ideia é de que outras funções existem, mas a mais significativa é a de defender. Portanto está correta a pressuposição contida na assertiva I.
 Em “a preponderância dos princípios, objetivos e direitos fundamentais...” (l. 07-08), deve-se entender que preponderam – ou seja, são mais importantes – os princípios, objetivos e direitos fundamentais, o que enseja a pressuposição de que existem outros elementos que não preponderam, ou seja, que não possuem igual importância. Portanto está correta a pressuposição contida na assertiva II.
 No contexto “as autarquias reguladoras precisam, vez por todas, começar a atuar como guardiãs sistemáticas” (l.19-20), o entendimento é de que as autarquias reguladoras devem, definitivamente, começar a atuar como guardiãs sistemáticas, o que não ocorreu ainda. Portanto não se pode pressupor que as autarquias reguladoras sempre atuaram como guardiãs sistemáticas. Dessa forma, está incorreta a pressuposição contida na assertiva III.
RESPOSTA: D.
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Questão 12 – Classes gramaticais
QUESTÃO RECORRÍVEL

 No trecho “a regulação é indeclinável função tipicamente estatal” (l. 24), “indeclinável” e “estatal”, destacados na transcrição, são classificados como adjetivos e ambos qualificam o substantivo “função. Observe-se: quem é indeclinável? Quem é “estatal”? Ambos estão relacionados ao substantivo “função”. Correta a assertiva I.
 No trecho “a cultura do pleno respeito ao imperativo do desenvolvimento sustentável” (l.26), o termo “respeito” (destacado na transcrição) é substantivo de sentido incompleto, exigindo complemento nominal, que é “ao imperativo do desenvolvimento sustentável”. Não há complemento nominal direto ou indireto. Tais características pertencem a objetos. Errada a assertiva II.
 Para se identificar a função do “que” no segmento transcrito na assertiva III, é preciso observar o trecho anterior ao “que”. Na construção “a cultura do pleno respeito ao imperativo do desenvolvimento sustentável, que reclama o resoluto combate à falta de equidade intertemporal” (l. 26-27), a palavra “que” exerce a função de pronome relativo, que retoma “desenvolvimento sustentável”. A palavra “resoluto” está empregada como adjetivo. A primeira afirmação, porém, está errada. Errada a assertiva III.

QUESTÃO RECORRÍVEL, PORQUE A BANCA DA FUNDATEC INDICOU, COMO GABARITO PROVISÓRIO, A ALTERNATIVA B, EM QUE FIGURA APENAS A ASSERTIVA II COMO ERRADA. A III, PELAS RAZÕES EXPOSTAS NO COMENTÁRIO ACIMA, TAMBÉM ESTÁ ERRADA. A INEXISTÊNCIA DE GABARITO QUE APONTE COMO INCORRETAS AS ASSERTIVAS II E III IMPÕE QUE A QUESTÃO 12 SEJA ANULADA.

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Questão 13 – Diversos aspectos sintáticos

 No trecho “Ao se dar conta do seu papel sistêmico, resolverá com maior facilidade os potenciais conflitos e os custos associados...” (l. 10-11), a vírgula antes da forma verbal “resolverá” está correta, porque isola oração subordinada temporal reduzida de infinitivo (= Quando se der conta do seu papel sistêmico) e está deslocada. Portanto a primeira observação não indica erro gramtical.
 Na linha 15, a conjugação do verbo “possuir”, flexionado na 3ª pessoa do plural, no trecho “Por todo o exposto, o “Estado Regulador ... possuem...”, está errada, haja vista que o sujeito é “Estado Regulador”, portanto o verbo deve ficar na 3ª pessoa do singular: “possui”. A segunda referência indica, portanto, erro gramatical.
 A colocação pronominal no trecho “de maneira a fazê-lo consentâneo com a consolidação do novo paradigma de Direito Administrativo” (l. 28-29), na forma enclítica “fazê-lo”, está correta, portanto a terceira observação não indica erro gramatical.
 Na linha 33, no trecho “que rompa os grilhões e os gargalos burocráticos, as redundâncias excessivas e as omissões...”, os artigos destacados na transcrição estão corretos, porque se pode registrar apenas antes do primeiro termo (“grilhões”), ou de todos, como foi feito. Portanto a quarta observação não indica erro gramatical.
RESPOSTA: E.
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 Questão 14 – Coordenação e subordinação (orações)

 Com relação ao trecho “O certo é que nada se apresenta mais crucial, no curso da presente crise ético-jurídica mundial, do que redefinir material e formalmente, o modelo regulatório, sem o desatino ingênuo das mudanças abruptas, todavia sempre com o efetivo compromisso ético com a eficácia crescente do direito fundamental à boa administração pública” (l.35-38), pode-se afirmar que é composto por três orações, a saber:  1ª)“O certo é”; 2ª) “que nada se apresenta mais crucial”; 3ª “do que redefinir... o modelo regulatório”. O restante são adjuntos adverbiais. Portanto está errada a assertiva I.
 A oração principal é a primeira: “O certo é”. Correta, por isso, a assertiva II.
 O segmento iniciado por “todavia” não possui verbo, razão por que não é oração. Errada, por essa razão, a assertiva III.
 A oração “... que redefinir... o modelo...” é reduzida de infinitivo. Correta a assertiva IV.
RESPOSTA: D.
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 Questão 15 – Verbos (formas nominais e conjugação verbal)

 O verbo “poder”, destacado no trecho “As autarquias reguladoras são – ou deveriam ser, interdependentes e, a despeito de não poderem efetuar a definição da política setorial, podem corrigir falhas de mercado e de governo na execução ou conformação sistemática dessas políticas...” (l. 04-06), aparece conjugado no infinitivo pessoal porque está regido de preposição, procedendo o verbo da oração principal, que é “corrigir”, na locução “podem corrigir”.
 O verbo “romper”, no trecho “Sim, regulação intertemporal, que rompa os grilhões e os gargalos burocráticos” (l. 32-33), está conjugado na terceira pessoa do singular do presente do subjuntivo. Observe-se a conjugação de “romper” no presente do subjuntivo:

que eu rompa que nós rompamos
que tu rompas que vós rompais
que ele(a) rompa que eles(as) rompam
RESPOSTA: A.
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Questão 16 – Reescritura de trechos

 A frase “Não se trata de impor limites exacerbados à inovação ou à sofisticação dos mercados, mas de coibir a fraude, a desinformação e as manipulações espúrias” (l.34-35) está reescrita com manutenção do sentido original na assertiva I, porque “Não se trata” apresenta equivalência de sentido com “Não se refere” e os demais trechos.
 Na reconstrução apresentada na II assertiva, não há equivalência de sentido com o segmento original, porque a expressão “limites exacerbados”, que significa “limites exagerados”, não encontra identidade com “importantes limites”. Além disso, “coibir a fraude, a desinformação e as manipulações espúrias” não se traduz por “diminuir a fraude...”. “Coibir” é proibir, combater, diferente, portanto, de “diminuir”.
 A reescritura presente na assertiva III não possui identidade de sentido com a construção original, porque inverteu as relações e as diferenciou do trecho base.
RRESPOSTA: A.
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Questão 17 – Regência e crase

 No trecho “mas que atingem ___ reputação ou ___ marca de uma empresa, podem ter efeito” (l. 24-25), as duas lacunas devem ser preenchidas apenas pelo artigo “a”, porque o verbo “atingir” é transitivo direto, não exigindo preposição. Logo o trecho, com as lacunas preenchidas, terá a seguinte redação: “mas que atingem a reputação ou a marca de uma empresa, podem ter efeito”. Errada, portanto, a assertiva I.
 No trecho “De fato, existem argumentos _____ medidas punitivas eventuais, como multas elevadas, podem até encorajar o contribuinte...” (l. 19-20), a lacuna deve ser preenchida por “de que”, porque o termo “argumentos” exige “de”. Observe-se o trecho já com a lacuna preenchida: “De fato, existem argumentos de que medidas punitivas eventuais, como multas elevadas, podem até encorajar o contribuinte...”.  Já a lacuna do segmento “O nível da atividade econômica, seja de uma maneira geral ou do segmento específico ______ pertence uma empresa/contribuinte...” (l. 26-27) deve ser preenchida por “a que”, porque o verbo “pertencer” exige a preposição “a”. Observe-se o segmento com a lacuna já preenchida: “O nível da atividade econômica, seja de uma maneira geral ou do segmento específico a que pertence uma empresa/contribuinte...” A construção “a que” é exigida por um verbo. Errada, portanto a assertiva II.
 Quanto à lacuna do trecho “... podem até encorajar o contribuinte ____ não cumprimento em anos subsequentes...” (l. 20-21), deve receber a combinação da preposição “a” com o artigo “o”, formando “ao” e atendendo à regência do verbo “encorajar” (que exige preposição “a”) e ao gênero de “cumprimento” (masculino). O trecho, já com a lacuna preenchida, terá a seguinte redação: ““... podem até encorajar o contribuinte ao não cumprimento em anos subsequentes...”. Correta, pois, a assertiva III.
 A lacuna da linha 25, no trecho “marca de uma empresa, podem ter efeito muito mais significativo _______ o custo pecuniário”, pode ser preenchida com “de que”, “do que” ou apenas “que”. A afirmação “... dever-se-ia preencher...”, portanto, traduz obrigação, quando, em verdade, há três opções de preenchimento. Errada, dessa forma, a assertiva IV.
RESPOSTA: B.
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Questão 18 – Pronomes

 
 O trecho “A ideia de mudar, ou pelo menos, influenciar significativamente o comportamento do contribuinte” (l.05) não pode ser substituído pelo pronome demonstrativo “Essa”, porque o trecho anterior, compreendido entre as linhas 01 e 04 do texto, não faz referência a elemento feminino. A substituição poderia ser por “Isso”, evidenciando-se referência a todo o trecho do 1º parágrafo. Observe-se: 
 “Todos os órgãos ou agências tributárias têm a obrigação de assegurar o maior nível possível de cumprimento das diferentes leis e regulamentos dentro de sua área de atuação, pois isso é um elemento essencial para maximizar a arrecadação. Para assegurar o máximo cumprimento, a entidade arrecadadora deve buscar influenciar o comportamento do contribuinte.  Isso não é novo para as administrações tributárias”. 
 Errada, portanto, a assertiva I.
 No trecho “Por último, mas não menos importante, alguns estudos acadêmicos, a prática e a história nos mostram que a equidade praticada pelo Fisco em representação do Estado tem papel fundamental no comportamento do contribuinte...” (l. 43-45), a substituição da expressão “do contribuinte” (destacada na transcrição) pela contração da preposição “de” com o pronome “ele”, em “dele”, causaria alterações sintáticas e semânticas, haja vista que não há referente anterior que sustente a utilização da contração. Errada a assertiva II.
 No segmento “A percepção de justiça por parte do contribuinte, seja na forma de pagar o tributo, seja na maneira como ele se relaciona com a administração tributária, é um elemento importante na aceitação do tributo e, portanto, na sua disposição de cumprir com a obrigação de pagá-lo” (l. 45-47), o pronome possessivo “sua” (destacado na transcrição) tem nítida referência a “contribuinte”, que é o possuidor, enquanto “tributo” é o elemento possuído, pois a disposição para pagar o “tributo” é do “contribuinte”. Está errada, dessa forma, a assertiva III.
RESPOSTA: E.
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Questão 19 – Concordância verbal

 Se, da construção “Todos os órgãos ou agências tributárias têm a obrigação de assegurar o maior nível possível de cumprimento das diferentes leis e regulamentos dentro de sua área de atuação, pois isso é um elemento essencial para maximizar a arrecadação” (l. 01-03), fosse suprimida a expressão “ou agências tributárias” (destacada na transcrição), a forma verbal “têm” (também destacada na transcrição) não sofreria alteração, pois o sujeito continuaria na terceira pessoa do plural representado pela sequência “Todos os órgãos”. Verdadeira a primeira assertiva.
 Na construção “A dissuasão, resultante de auditorias, multas, risco de prisão e outras formas mais ou menos severas de punição, constitui a primeira resposta quando se fala em maneiras de obrigar um contribuinte a pagar seus impostos” (l. 16-18) está corretamente flexionado no singular porque o núcleo o sujeito é “dissuasão”. A sequência “resultante de auditorias, multas, risco de prisão e outras formas mais ou menos severas de punição” exerce função sintática de aposto, que qualifica o sujeito “A dissuasão”. Falsa a segunda afirmação.
 No trecho “De fato, existem argumentos _____ medidas punitivas eventuais, como multas elevadas, podem até encorajar o contribuinte ____ não cumprimento em anos subsequentes” (l. 19-21), se a expressão “multas elevadas” fosse singularizada, não haveria alteração na estrutura restante da construção, porque o sujeito da forma verbal “podem” é “argumentos”. Observe-se a construção com a alteração sugerida: “De fato, existem argumentos _____ medidas punitivas eventuais, como multa elevada, podem até encorajar o contribuinte ____ não cumprimento em anos subsequentes”. Falsa a terceira afirmação.
 Se no trecho “... mas, na realidade, existem também muitos contribuintes...” (l. 37) o sujeito da forma verbal “existem”, que é “muitos contribuintes”, fosse passado para o singular, tomando a forma “muito contribuinte”, o verbo “existir”, na forma verbal “existem”, destacada na transcrição, passaria para o singular: “existe”, para concordar com “contribuinte”. Observe-se a construção já com a alteração: ““... mas, na realidade, existe também muito contribuinte...”. Verdadeira, portanto, a quarta assertiva.
RESPOSTA: A. 
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 Questão 20 – Funções do SE e verbos

 Considerando-se as frases 

• “a maneira como se administravam os tributos” (l.11)
• “quando se fala em maneiras de obrigar” (l.17)
• “Não se deve matar as ‘galinhas dos ovos de ouro’” (l.31)
• “deve se esmerar em limitar as oportunidades” (l.33-34),

pode-se afirmar que, na primeira e na terceira frases, o “se” exerce a função de partícula apassivadora, já que os verbos “administrar” e “matar” são transitivos diretos; já na segunda e na quarta frases, o “se” funciona como índice de indeterminação de sujeito, haja vista que os verbos “falar” e “esmerar” estão sendo empregados como transitivos indiretos. Portanto em nenhuma das quatro frases o “se” funciona como pronome reflexivo. Está errada, por isso, a assertiva I.
 Em nenhuma das quatro frases, o verbo que aparece destacado é pronominal, porque são verbos que aparecem com pronome “se” em razão da natureza semântica da mensagem. Portanto está errada a assertiva II.
 A primeira frase está na passiva sintética. A forma “... como se administravam...” equivale, na passiva analítica, a “como eram administrados”. As demais frases estão na voz ativa. Correta a assertiva III.
 Na terceira e quarta frases, há locuções verbais: “deve matar” e esmerar em limitar”. Correta a assertiva IV.
RESPOSTA: D.
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Questão 21 – Parônimos e acentuação gráfica

 Com relação às palavras

• são (l.13)
• cumprimento (l.14)
• influencia (l.27)
• intenção (l.39),

pode-se afirmar que “são” é forma verbal de “ser”, conjugado na 3ª pessoa do plural do presente o indicativo, conforme se vê abaixo:

eu sou nós somos
tu és vós sois
ele(a) é eles(as) são
 
 Além disso, a palavra “são também pode ser empregada como adjetivo, significando “sadio”. Portanto possui homônima. As demais palavras não possuem homônimas. Correta a assertiva I.
 As palavras “cumprimento” é parônima de “comprimento”; a forma verbal “influencia” é parônima do substantivo “influência”. No vocábulo “são”, as duas formas já referidas neste comentário são homônimas. Correta, portanto, a assertiva II.
 No vocábulo “influencia”, pode-se registrar acento circunflexo, gerando o substantivo “influência”. Nos demais vocábulos, não é possível inserir acento circunflexo que possa gerar outra palavra existente em Língua Portuguesa. Correta, pois, a assertiva III.
RESPOSTA: E.
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Questão 22 – Semântica e interpretação de texto
 
 A expressão “dito popular”, presente na linha 33, não é uma pleonasmo, porque se poderia referir apenas a “dito” (de alguém), sem ser “popular”. Não há, dessa forma, redundância. Está errada, por isso, a assertiva I.
 Em “Não se deve matar as ‘galinhas dos ovos de ouro’” (l. 31), a expressão, no contexto da ocorrência, significa, efetivamente, que uma das fontes de ganhos da receita não pode ser destruída. Observe-se que a frase vem imediatamente após o trecho “Endurecer com empresas em clara dificuldade financeira dificilmente resultará em maior arrecadação, e a visão de longo prazo deve prevalecer, não apenas o que ocorre em um exercício em particular” (l. 29-31). No segmento, nota-se a especificação argumentativa em relação às empresas, não ao particular em geral, o que configura uma das fontes da receita. Correta a assertiva II.
 No trecho “Facilitar o cumprimento das obrigações tributárias é tão importante como ‘fechar o cerco’ para evitar possibilidades de evasão” (l. 41-42), a expressão popular “fechar o cerco” significa “cercar”, “fiscalizar com mais intensidade”, não podendo, portanto, ser substituída por “fechar o circo”, que seria impedir a diversão, a arte. Errada a assertiva III.
RESPOSTA: D.
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Questão 23 – Interpretação de texto
QUESTÃO RECORRÍVEL

 Está errada a assertiva I, porque os três primeiros parágrafos do texto (l. 01-15) são dependentes e consequentes entre si. O primeiro aborda a obrigação de os órgãos ou agências tributárias assegurarem o cumprimento de leis dentro da sua área de atuação; o segundo parágrafo, por sua vez, aborda o trabalho dos órgãos e das agências no sentido de entender o que motivo o contribuinte a cumprir sua obrigação, além de buscar conhecer o comportamento do contribuinte; já no terceiro parágrafo, aborda-se, entre outros assuntos, a forma como se administra o fisco. Errada, portanto, a assertiva I.
 Com relação à assertiva II, nenhum dos parágrafos do texto base, em que se inspiram as questões 17 a 24, inicia por travessão, desfazendo-se, por completo, a possibilidade de responder à proposta. Acredita-se que tenha sido ausência de revisão da banca da Fundatec. Por essa razão, essa questão 23 deve sofrer anulação.
 Na assertiva III, o texto possui inúmeros elementos de articulação, a exemplo de “pois isso” (l. 02), “Para” (l. 03), “Mas” (l. 07), “pois” (l. 08), “No entanto” (l. 18), entre tantos outros, além de apresentar nítida progressão temática, desenvolvida ao longo do artigo. Errada, portanto, a assertiva III.

QUESTÃO RECORRÍVEL EM RAZÃO DE, NA ASSERTIVA II, HAVER REFERÊNCIA A PARÁGRAFOS INICIADOS POR TRAVESSÃO. NO TEXTO, NENHUM DOS PARÁGRAFOS INICIA POR TRAVESSÃO, O QUE ENSEJA A ANULAÇÃO DA QUESTÃO.

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Questão 24 – Interpretação de texto

 É falsa a primeira afirmação relativa ao texto, porque, segundo o artigo, a administração dos tributos envolve todos os tipos de relação tributária, sejam eles eficazes ou não, tanto no processo de pagamentos de tributos, quanto no recebimento dos impostos. 
 O texto deixa claro, em especial no 2º parágrafo, que é preciso garantir que os contribuintes compreendam a legislação tributária. Verdadeira a segunda afirmação. 
 Em relação à terceira afirmação, observa-se que, no trecho “A percepção de justiça por parte do contribuinte, seja na forma de pagar o tributo, seja na maneira como ele se relaciona com a administração tributária, é um elemento importante na aceitação do tributo e, portanto, na sua disposição de cumprir com a obrigação de pagá-lo. A percepção de justiça ou equidade é, sem dúvida, importante, mas não é o único elemento desejável, seja de um tributo ou da relação entre a administração tributária e o contribuinte” (l. 45-49), pode-se afirmar é preciso que o contribuinte compreenda que o Fisco trabalha sob o preceito de que todos são iguais e de que há justiça na cobrança dos tributos. Verdadeira, portanto, a terceira afirmação.
RESPOSTA: C.
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AS QUESTÕES 12 E 23 SÃO RECORRÍVEIS, CONFORME AS EXPLICAÇÕES PRESENTES NESTES COMENTÁRIOS.


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Questão 1 – Interpretação de texto

 No primeiro parágrafo do texto, a referência a que “o progresso moderno tem amiúde um custo destrutivo” não estabelece noção de finalidade, mas informa que repetidas vezes o progresso impõe alguma destruição. Errada, portanto, a assertiva (B).
 As duas indagações presentes no segundo parágrafo não são retóricas, porque, em verdade, são indagações do autor para as quais não há respostas, mas que são, de certa forma, interpretadas pelo autor nos parágrafos seguintes. Dessa forma, não podem ser suprimidas. Errada, portanto, a opção (C).
 No primeiro parágrafo, a afirmação de que “nossa época produz milagres todos os dias” está associada ao campo da técnica e da ciência. No quarto parágrafo, o autor afirma que a “cultura de massas nasce com o predomínio da imagem e do som sobre a palavra”. Portanto a afirmação presente no primeiro parágrafo não está associada à que se lê no quarto parágrafo e, dessa forma, a primeira não encontra respaldo na segunda. Errada, pois, a alternativa (D).
 A afirmação de que “as humanidades humanizam” é , segundo o autor, um mito está justificado pelo fato de que se duvida de que uma educação liberal garantiria um futuro de liberdade e igualdade de oportunidades nas democracias modernas, porque os campos de concentração podem estar nas proximidades de museus, bibliotecas e universidades, ideias que são defendidas no segundo parágrafo do texto. Logo “o mito de que as humanidades humanizam” não se justifica a partir do fato de que nem todas as classes sociais possuem acesso à tecnologia moderna. Errada a associação contida na opção (E).
RESPOSTA: (A).
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Questão 2 – Interpretação de texto

 O autor do texto discorda dos pensadores citados a afirmar que “a publicidade e as modas que lançam e impõem os produtos culturais em nossos tempos são um obstáculo a indivíduos independentes” (quinto parágrafo). Observe-se que o segundo período do quinto parágrafo inicia pela conjunção coordenativa adversativa “Contudo”, o que evidencia, naquele trecho, a contrariedade do autor à ideia dos pensadores citados, que defendem a “cultura planetária”. Correta a assertiva (B).
RESPOSTA: (B).
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Questão 3 – Emprego de pronomes (referentes e referidos)

 No trecho “... denominadores culturais dos quais participam indivíduos dos cinco continentes, aproximando-os e igualando-os apesar das diferentes tradições e línguas que lhes são próprias” (terceiro parágrafo), o pronome “lhes”  retoma “indivíduos” (destacados na transcrição): “tradições e línguas” que são próprias aos indivíduos. 
 No trecho “A indústria cinematográfica, sobretudo a partir de Hollywood, ‘globaliza’ os filmes, levando-os a todos os países ...” (quarto parágrafo), o pronome oblíquo átono “os” retoma “os filmes” (destacados na transcrição) = ... levando os filmes....
 Quanto ao segmento “... a diferença essencial entre a cultura do passado e o entretenimento de hoje é que os produtos daquela pretendiam transcender o tempo presente, continuar vivos nas gerações futuras, ao passo que os produtos deste são fabricados para serem consumidos no momento...” (sétimo parágrafo), a contração da preposição “de” com o pronome demonstrativo “este”, gerando “deste” (destacado na transcrição), retoma “tempo presente”, por estar mais próximo. Já a contração da preposição “de” com o pronome demonstrativo “aquela”, gerando “daquela” (destacado na transcrição) retoma “cultura do passado”. 
RESPOSTA: (A).
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Questão 4 – Regência verbal (reconhecimento de transitividade)

 Na opção (A), a forma verbal “produz” tem como complemento (objeto direto) “milagres”, portanto “produzir” está empregado como transitivo direto; já a forma verbal “humanizam”, apesar de originalmente o verbo “humanizar” ser transitivo direto (quem humaniza humaniza algo ou alguém), está empregada na condição de verbo intransitivo, porque não há objeto. Portanto, na opção (A), os verbos não apresentam igual tipo de complemento.
 Na opção (B), os verbos “nascer” (na forma “nasce”) e “ser” (na forma “é”) são, respectivamente, intransitivo e de ligação, não apresentando, portanto igual tipo de complemento. 
 Quanto à alternativa (C), o verbo “destruir”, no segmento “destruiu o mito...”, e “produzir”, no segmento “produz milagres”, estão ambos empregados como transitivos diretos, sendo seus complementos (objetos diretos), respectivamente, “o mito” e “milagres”.
 Com relação à alternativa (D), o verbo “nascer”, no segmento “Essa cultura de massas nasce”, trata-se de verbo intransitivo, não possuindo complemento; já o verbo “contribuir”, no segmento “contribui para...”, está empregado como transitivo indireto, sendo seu complemento (objeto indireto) “para reduzir a pobreza” (primeiro parágrafo).
 Em relação à opção (E), o verbo “prosperar” é intransitivo, não apresentando complemento, e “destruir”, no segmento “destruiu o mito”, é transitivo direto, sendo seu objeto direto “o mito”. 
RESPOSTA: (C).
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Questão 5 – Crase

 Quanto à opção (A), na substituição do segmento destacado em “ao alcance de todos” por “dispor de todos”, manter-se-á a preposição “a” combinada com o artigo “o”, porque “dispor” é palavra masculina, não ocorrendo, portanto condições para a crase: “... ao dispor de todos”.
 Na alternativa (B), no trecho “... por meio dos quais se transmitem as humanidades...”, o “as” (destacado na transcrição) é apenas artigo, já que “humanidades e ciências” são sujeito de “se transmitem”, não objeto indireto. Por isso a substituição de “as humanidades” por “ciências humanas” manterá a presença exclusiva de artigo definido feminino plural: “... por meio dos quais se transmitem as ciências humanas...”.
 Na proposta de substituição do segmento destacado na alternativa (C), em “... a todas as camadas sociais”, por “qualquer classe social”, o “a”, que é apenas preposição, permanecerá, porque “qualquer” é pronome indefinido, e antes de pronome indefinido não há artigo, logo não haverá crase.
 Na opção (D), a substituição do termo destacado em “... se nos referimos a coisas completamente diferentes...” por “uma coisa completamente diferente”.
 No segmento referido na alternativa (E), a substituição da expressão destacada em “são um obstáculo a indivíduos independentes” por “criação de indivíduos independentes” produzirá as condições para a crase, porque “obstáculo” rege preposição “a” e “criação” é palavra feminina. O resultado da proposta de substituição resultará na construção “são um obstáculo à criação de indivíduos independentes”.
RESPOSTA: (E).
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Questão 6 – Semântica e relações sintáticas em geral

 Quanto à opção (A), a substituição de “amiúde”, que significa “com frequência”, “repetidamente”, no trecho “Mas o progresso moderno tem amiúde um custo destrutivo” (primeiro parágrafo), por “mormente” não alteraria a construção, mas mudaria o sentido da mensagem, porque “mormente” significa” “principalmente”, “sobretudo”.
 A conjunção “contudo” é coordenativa adversativa, expressando oposição; sua substituição por “dado que” alteraria significativamente o sentido, porque tal conjunção indica causa. Portanto a proposta da alternativa (B) não pode ser considerada.
 Quanto à opção (C), no trecho “Mas o progresso moderno tem amiúde um custo destrutivo...” (primeiro parágrafo), a substituição da conjunção “Mas”, que é conjunção coordenativa adversativa, por “Embora”, que é conjunção subordinativa concessiva, não manteria o sentido original da mensagem, apesar de ambas as conjunções indicarem, a rigor, oposição. A utilização de “Embora” no lugar de “Mas”, no trecho referido, não apenas exigirá a mudança do modo verbal do verbo “ter”, na forma “tem” (presente do indicativo), para “tenha” (presente do subjuntivo), quanto também transformará a oração em subordinada, que ficará sem sentido em razão da ausência de uma oração principal. Observe-se: “Embora o progresso moderno tenha amiúde um custo destrutivo, por exemplo, em danos irreparáveis à natureza, e nem sempre contribui para reduzir a pobreza”.
 A proposta contida na alternativa (D) está correta, porque, no trecho “A meu ver, a diferença essencial entre a cultura do passado e o entretenimento de hoje é que os produtos daquela pretendiam transcender o tempo presente, continuar vivos nas gerações futuras, ao passo que os produtos deste são fabricados para serem consumidos no momento e desaparecer” (sétimo parágrafo), o emprego do nexo “ao passo que” (destacado na transcrição) está indicando ideia de simultaneidade comparativa, podendo, portanto, ser substituído por “enquanto”. Observe-se a construção já com a substituição: “A meu ver, a diferença essencial entre a cultura do passado e o entretenimento de hoje é que os produtos daquela pretendiam transcender o tempo presente, continuar vivos nas gerações futuras, enquanto os produtos deste são fabricados para serem consumidos no momento e desaparecer”. 
 Errada a proposta contida na opção (E), porque a palavra “Tal”, destacada no trecho “Tal cultura planetária teria, ainda desenvolvido um individualismo extremo em todo o globo” (quinto parágrafo), está empregada como pronome de caráter demonstrativo (referenciador), equivalente a “Esta cultura planetária”, portanto não poderia ser substituída por “Tamanha”, porque alteraria o sentido original da mensagem.
RESPOSTA: (D).
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Questão 7 – Reescritura de trecho com manutenção de correção (Redação – confronto e reconhecimento de frases corretas e incorretas)

 Há erro de concordância na redação oferecida na alternativa (A). O verbo que inicia a cosntrução deve estar no plural, porque seu sujeito é “aqueles produtos culturais que não sejam divertidos”. O trecho, corrigido, terá a seguinte redação: “Não se considerariam, nos dias de hoje, como sendo cultura, aqueles produtos culturais que não sejam divertidos”.
 Está correta a construção contida na alternativa (B).
 Há dois erros de concordância nominal na construção da opção (C): 1. a forma “Dado” deve ser pluralizada para concordar com “custos”, ou ser trocado por “Devido aos”; 2. o adjetivo “destruída” deve ficar no masculino para concordar com “mito”. O trecho, corrigido, terá a seguinte redação: “Dados os custos destrutivos do progresso, o mito segundo o qual as humanidades humanizam foi destruído pela pós-modernidade”, ou “Devido aos custos destrutivos do progresso, o mito segundo o qual as humanidades humanizam foi destruído pela pós-modernidade”.
 Registram-se dois erros na construção presente na alternativa (D): 1. o primeiro é de pontuação, porque a vírgula logo após “tecnológica” está separando o sujeito (“As características da cultura no contexto da globalização e da extraordinária revolução tecnológica”) do verbo (“procurou”); 2. o segundo é de concordância verbal, pois, sendo o sujeito “As características da cultura no contexto da globalização e da extraordinária revolução tecnológica” (no plural), deve ser “procuraram”. O texto, corrigido, terá a seguinte redação: “As características da cultura no contexto da globalização e da extraordinária revolução tecnológica procuraram se definir em numerosos trabalhos”.
 Há dois erros na construção contida na alternativa (E): 1. o primeiro é de concordância verbal, porque o sujeito de “configure” é “as modas impostas pelos produtos culturais de nosso tempo”, sendo seu núcleo “modas”, o que obrigado o verbo a ser corrigido para “configurem”; 2. o segundo erro é de colocação pronominal, porque a presença de “embora”, que é conjunção subordinativa, no início da oração atrai para si o pronome oblíquo “se” de “configure-se”, devendo ser “se configure”. O segmento, corrigido, terá a seguinte redação: “Um individualismo extremo fora desenvolvido pela cultura planetária, embora as modas impostas pelos produtos culturais de nosso tempo se configurem como obstáculo a indivíduos independentes”.
RESPOSTA: (B).
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Questão 8 – Interpretação de texto

 Pode-se inferir corretamente da leitura do texto que o autor tece uma comparação entre as duas fases da adolescência, em que destaca a presença da ingenuidade em ambas e em nenhuma se consideram as características artísticas do livro. Isso se evidencia em várias passagens do texto, como, por exemplo, “Mas no leitor ingênuo, (sic) essa lei dos reflexos toma a forma de um desinteresse pelo livro como obra de arte. Pouco importa a impressão literária, o sabor do estilo, a voz do autor” (terceiro parágrafo). Essa inferência está contida na alternativa (A).
 As demais alternativas contêm interpretações não autorizadas pelo texto.
RESPOSTA: (A).
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Questão 9 – Funções sintáticas

 No trecho “Ler um livro é desinteressar-se a gente deste mundo comum e objetivo para viver noutro mundo”, os elementos grifados exercem, respectivamente, as funções de sujeito e de adjunto adverbial.
 Na alternativa (A), no trecho “... um ressentimento de namorado ainda ferido nas suas primeiras ilusões” (quarto parágrafo), o termo “ressentimento” é núcleo do objeto direto do verbo “refletir”, considerando-se o trecho no seu todo: “... refletia um ressentimento de namorado ainda ferido nas suas primeiras ilusões...”. Já a expressão “nas suas primeiras ilusões” funciona como adjunto adverbial. Apenas a segunda função corresponde, portanto, ao segundo destaque no trecho do enunciado.
 Quanto aos termos destacados na alternativa (B), em “... os românticos perdiam terreno em proveito dos naturalistas...”, o primeiro exerce a função de sujeito da oração, enquanto o segundo é adjunto adverbial. As funções, portanto, correspondem às destacadas no trecho do enunciado.
 Na opção (C), no trecho “... essa lei dos reflexos toma a forma de um desinteresse...”, as funções sintáticas exercidas pelos termos em destaque são, respectivamente, sujeito e complemento nominal. Apenas a primeira função corresponde, portanto, ao primeiro destaque no trecho do enunciado.
 Com relação à alternativa (D), no trecho “... o excesso engendrava o excesso contrário...”, as funções exercidas pelos termos destacados são, respectivamente, núcleo do sujeito e adjunto adnominal. Apenas a primeira função corresponde, portanto, à função do primeiro destaque no trecho do enunciado.
 Os trechos destacados na opção (E), no segmento “... de modo geral, nós nos lemos através dos livros”, exercem, respectivamente, as funções de objeto direto do verbo “ler” e adjunto adverbial de modo. Apenas a segunda função corresponde, portanto, ao segundo destaque no trecho do enunciado.
RESPOSTA: (B).
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Questão 10 – Identificação do sujeito, concordância verbal e pontuação


 No trecho “Há dentro dele uma floração de virtualidades recalcadas que, não encontrando desimpedido o caminho estreito da ação... (terceiro parágrafo), o verbo “haver”, na forma destacada na transcrição, está empregado como impessoal, não tendo sujeito, sendo seu objeto “uma floração de virtualidades recalcadas”. Já o verbo “encontrar”, na forma destacada na transcrição, tem como sujeito “o caminho estreito da ação”. Portanto está errada a assertiva I.
 Na construção “Pouco importa a impressão literária, o sabor do estilo, a voz do autor” (terceiro parágrafo), a forma verbal destacada na transcrição está anteposta a sujeito composto, formado por três expressões: “a impressão literária, o sabor do estilo, a voz do autor”. Verbo anteposto a sujeito composto poderá concordar com o mais próximo ou com todos os núcleos do sujeito. Portanto a frase poderia ser escrita corretamente da seguinte forma: “Pouco importam a impressão literária, o sabor do estilo, a voz do autor”. Correta a assertiva II.
 Em “Formava-se muitas vezes, coincidindo com manifestações mórbidas...” (quarto parágrafo), a expressão “muitas vezes”, que funciona como adjunto adverbial e está deslocada, pode ficar isolada por vírgulas, sem prejuízo para a correção e o sentido do texto. Observe-se a redação com o acréscimo da vírgula: “Formava-se, muitas vezes, coincidindo com manifestações mórbidas...”. Correta a assertiva III.
RESPOSTA: (D).
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Questão 11 – Emprego de conjunções e seus significados

 No segmento “... procura o reflexo dos seus sentimentos imediatos, identificando-se logo com o protagonista ou herói do romance” (segundo parágrafo), a forma verbal destacada na transcrição introduz oração subordinada reduzida de gerúndio com ideia de modo, portanto poderia ser substituída, sem prejuízo do sentido, por “de modo a identificar-se”, porque “de modo a” revela ideia de modo.
 As demais alternativas geram as seguintes ideias: “porque se identifica” – causa/explicação; “caso se identifique” – condição; “à medida que se identifica” – proporção; “posto que se identifique” – concessão.
RESPOSTA: (E).
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Questão 12 – Semântica e identificação de orações

 Na construção da alternativa (A), no trecho “Há dentro dele uma floração de virtualidades recalcadas que, não encontrando desimpedido o caminho estreito da ação...” (terceiro parágrafo), o segmento destacado é apenas objeto do verbo “haver” e uma simples informação, não se realizando relação de causa e consequência.
 Na alternativa (B), no trecho “Dava-se uma verdadeira subversão de valores na escala da sensibilidade...” (quarto parágrafo), o segmento sublinhado é consequência da afirmação contida no período anterior.
 Com relação à opção (C), o segmento destacado no trecho “... éramos nós então, por não sabermos ler nas entrelinhas” (quarto parágrafo) revela a causa da afirmação anterior, considerado o trecho na integralidade. 
 No segmento da alternativa (D), no trecho “E daquela primeira fase de educação sentimental ... passava quase sempre o jovem monstro...” (quarto parágrafo), o trecho não indica causa, mas origem.
 No trecho da opção (E), “Isto, aliás, se dá mais ou menos com qualquer leitor, diante de qualquer livro...” (segundo parágrafo), a expressão destacada gera ideia de posição, não causa.
RESPOSTA: (C).
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Questão 13 – Regência verbal, emprego e colocação de pronomes oblíquos átonos

 No trecho “... esquecer as pequenas misérias da vida...”, o verbo “esquecer” está empregado como transitivo direto, portanto o segmento “as pequenas misérias da vida”, que é objeto direto do verbo “esquecer”, deve ser substituído pelo pronome “as”, procedendo-se à adequação junto ao verbo: “esquecê-las.”
 No segundo segmento, em “Quero dizer que, num folhetim ou num romance...”, o verbo “dizer” está empregado como transitivo direto, sendo seu objeto a oração iniciada pelo “que”, podendo ser substituído pelo pronome oblíquo átono “o”: “dizê-lo”.
 No terceiro fragmento, em “... os românticos perdiam terreno em proveito dos naturalistas”, o verbo “perder” está empregado como transitivo direto, sendo seu objeto direto “terreno”, que pode ser substituído pelo pronome oblíquo átono “o”, procedendo-se à adequação em razão de o verbo terminar em “m”: “perdiam-no”.
RESPOSTA: (C).  
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 Questão 14 – Vozes verbais

 São inapassiváveis os verbos impessoais, intransitivos, transitivos indiretos e de ligação. Somente os verbos transitivos diretos (ou transitivos diretos e indiretos) podem ser transpostos para a voz passiva.
 Na opção (A), o verbo “ler”, em “lemos”, é transitivo direto, e a frase pode ser transposta para a passiva, ficando com a seguinte redação: “... de modo geral nós somos lidos por nós através dos livros”.
 O verbo “ser”, em “é”, na construção da alternativa (B), é de ligação, portanto a frase não pode ser transposta para a passiva.
 Na construção presente na alternativa (C), o verbo “haver”, na forma “Há”, é impessoal, logo não possui sujeito. Portanto verbo sem sujeito não pode ser transposto para a passiva.
 O verbo “parecer”, em “parecia”, na opção (D), é de ligação, portanto não pode ser transposto para a voz passiva.
 O verbo “passar”, na construção “De vez em quando passam passos”, está empregado co o intransitivo, já que não possui objeto. O termo “passos” funciona como sujeito. Portanto não pode ser transposto para a voz passiva.
RESPOSTA: (A).

NÃO HÁ QUESTÃO RECORRÍVEL


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Questão 01 – regência, crase e emprego do verbo “haver”

 O advérbio “daqui” em geral não rege preposição. No caso específico da expressão “Daqui a pouco”, está regendo preposição “a”, mas a palavra “pouco” é advérbio, que não aceita artigo. Portanto, na lacuna da linha 07, deve aparecer apenas a preposição “a”. Errada a assertiva I.
 No caso da lacuna da linha 14, o adjetivo “ligados” rege preposição “a”, e a palavra “estratégia” é feminina, exigindo artigo “a”. Dessa forma, estão presentes as partes componentes da crase, devendo a lacuna ser preenchida por “à”. Errada a assertiva II.
 Nas lacunas das linhas 17 e 27, os adjetivos “dedicado” e “ligados” regem preposição “a”, mas, nos dois casos, as palavras que lhes seguem são masculinas (“temas” e “assuntos”), portanto não aceitam artigo definindo feminino. Nas duas situações, portanto, deve aparecer apenas a preposição “a”.  Correta a assertiva III.
 Na lacuna da linha 44, deve aparecer a forma “há” (do verbo “haver”), porque está empregado como “existe”. Correta a assertiva IV.
RESPOSTA: B.
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Questão 02 – semântica e interpretação de texto

 No trecho “Mais tempo para socializar nas redes sociais” (l. 03), o termo “socializar” (destacado na transcrição) pode ser substituído por “sociabilizar”, porque atende à necessidade semântica do termo “socializar”, especialmente no sentido empregado, que é o de interagir de forma social. A primeira proposta de substituição, portanto, mantém o sentido da mensagem original.
 Com relação ao emprego de “fissurados”, destacado no trecho “... fissurados por uma rotina de correria e afazeres táticos” (l. 09-10), está empregado como “pressionados”, “obrigados a”, não sendo substituível, portanto, por “fendidos”, que significa “que tem fenda”, “rachados”. A segunda proposta de substituição, portanto, não mantém o sentido da mensagem original.
 O vocábulo “paradoxo”, destacado no trecho “Mas eis que o paradoxo aumenta: quanto mais tempo queremos, pior administramos o que temos” (l. 12-13), significa “falta de lógica” ou “contradição”. Nesse caso, não pode ser substituído por “metáfrase”, que significa expressão de um texto com outras palavras. A terceira proposta de substituição, portanto, não mantém o sentido original da mensagem.
 O termo “performance”, destacado no trecho “Estou falando de temas que podem gerar uma diferença significativa em termos de performance” (l. 15), que significa  resultado de avaliação de desempenho, não pode ser substituído por “incipiência”, cujo significado é o estado ou a condição de quem está iniciando. A quarta proposta de substituição, portanto, não mantém o sentido original da mensagem.

RESPOSTA: D.
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 Questão 03 – tempos e modos verbais

 No trecho “Queremos mais tempo...” (l. 03), a forma verbal destacada está conjugada no presente do indicativo, na 1ª pessoa do plural:

eu quero nós queremos
tu queres vós quereis
ele(a) quer eles(as) querem

A forma do verbo “querer”, na 1ª pessoa do plural do imperativo afirmativo, é “queiramos”, portanto está errada a assertiva I.
 
 A forma verbal “tivéssemos”, destacada no trecho “Mas se tivéssemos mais tempo...” (l. 35), está conjugada no pretérito imperfeito do subjuntivo:

se eu tivesse se nós tivéssemos
se tu tivesses se vós tivésseis
se ele(a) tivesse se eles(as) tivessem

Não existe o tempo verbal “pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo”. O tempo verbal pretérito mais-que-perfeito pertence ao modo indicativo. O modo subjuntivo é formado por três tempos verbais: presente, pretérito imperfeito e futuro. Errada, dessa forma, a assertiva II.

 No trecho “A forma como decidimos e alocamos o tempo para nossas rotinas...” (l. 39), o verbo destacado está conjugado no presente do indicativo:

eu aloco nós alocamos
tu alocas vós alocais
ele(a) aloca eles(as) alocam

Se estivesse conjugada no futuro do pretérito do indicativo, apresentaria a forma “alocaríamos”:

eu alocaria nós alocaríamos
tu alocaria vós alocaríeis
ele(a) alocaria eles(as) alocariam
Está correta, portanto, a assertiva III.

RESPOSTA: C.
Questão 04 – emprego e colocação de pronomes

 No trecho “Trata-se da fome...” (l. 01-02), o pronome destacado funciona como índice de indeterminação do sujeito, porque o verbo “tratar” está empregado como transitivo indireto. O pronome “se”, quando for empregado junto a verbo transitivo indireto, funcionará como indeterminador do sujeito. No caso, está empregado em ênclise (= pronome depois do verbo), e não em mesóclise (= pronome no meio do verbo), que só ocorreria se o verbo estivesse conjugado no futuro do presente ou do pretérito. E, por fim , não há relação entre a colocação do pronome “se” e a transitividade do verbo. Errada, portanto, a assertiva I.
 Na sequência “... ou com os relatórios cujos deadlines (ou não)...” (l. 20-21), o pronome destacado é relativo e estabelece ligação de posse entre “relatórios” (elemento antecedente possuidor) e “deadlines” (elemento subsequente e possuído). Correta a assertiva II.
 No trecho “Mas se tivéssemos...” (l. 35), a palavra sublinhada não é pronome reflexivo, mas conjunção subordinativa adverbial condicional. Nem se pode argumentar em relação ao seu deslocamento. Errada a assertiva III.
 
RESPOSTA: E. 
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Questão 05 – diversos aspectos gramaticais e sintáticos

 No trecho E acabamos tendo ainda menos tempo para nossos maridos, mulheres, namorados, filhos e pais; justamente as pessoas que têm maior importância em nossas vidas. E mesmo quando conseguimos tempo com eles, estamos sempre com o celular na mão [...] (l. 24-26), a expressão “as pessoas” poderia ser substituída pelo pronome “os”, mantendo-se o sentido original do fragmento. Observe-se com a alteração: E acabamos tendo ainda menos tempo para nossos maridos, mulheres, namorados, filhos e pais; justamente os que têm maior importância em nossas vidas. E mesmo quando conseguimos tempo com eles, estamos sempre com o celular na mão [...]. A troca é possível porque o pronome “os” está retomando “maridos, mulheres, namorados, filhos e pais”, substantivos masculinos no plural. Correta a assertiva I.
 Quanto ao verbo “ter”, no segmento “as pessoas que têm”, o acento circunflexo indica o plural, já que o sujeito é “as pessoas”. O acento, portanto, não pode ser suprimido. Errada a assertiva II.
 No segmento “E mesmo quando conseguimos tempo com eles”, a supressão da expressão “com eles” provocaria alteração de sentido, porque a mensagem não indicaria que o tempo foi conseguido com os “nossos maridos, mulheres, namorados, filhos e pais”, mas conseguido de forma indefinida. Errada a assertiva III.
 As vírgulas no segmento “nossos maridos, mulheres, namorados, filhos e pais” separam elementos de igual função sintática, ou itens de uma série, não orações justapostas. Observe-se que as vírgulas não separam segmentos com verbos, logo não são orações. Errada a assertiva IV.

RESPOSTA: A.
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Questão 06 – orações

 No trecho “Time Famine é uma expressão recente que diz muito sobre a rotina que vivemos hoje em dia” (l. 01), o segmento “Time Famine é uma expressão recente” é a oração principal de todo o período transcrito. Correta a assertiva I.
 As orações “que diz muito sobre a rotina” e “que vivemos hoje em dia” são ambas subordinadas adjetivas restritivas. A primeira está subordinada à principal, e a segunda, à anterior. Errada, portanto, a assertiva II.
 Na primeira oração iniciada por “que”, o referente é “expressão recente”; na segunda, o referente é “rotina”, portanto os referentes são diferentes. Errada a assertiva III.
 No período, há, como se viu nas explicações anteriores, três orações, sendo a primeira a principal (“Time Famine é uma expressão recente”) e duas orações subordinadas adjetivas restritivas (“que diz muito sobre a rotina” e  “que vivemos hoje em dia”). Errada a assertiva IV.

RESPOSTA: D.
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Questão 07 – interpretação de texto

 Falsa a primeira afirmação, porque o autor afirma que a rotina de correria e dos afazeres táticos nos leva a ter dificuldades na administração do tempo. Não somos, portanto, impelidos a destinar nosso tempo apenas a  afazeres táticos.
 Verdadeira a segunda afirmação, porque o paradoxo de que trata o autor está relacionado, em parte, ao modo como administramos nosso tempo. A sustentação dessa afirmação pode ser constatada na afirmação de que “quanto mais tempo queremos, pior administramos o que temos...” (l. 12-13) como, também, no segmento “E como não temos todo o tempo que queremos, trabalhamos até mais tarde e nos finais de semana” (l. 21-22). 
 Falsa a terceira afirmação, pois a expressão “famintos de tempo” está relacionada, segundo o autor, à necessidade de administrar melhor o tempo que efetivamente temos, não que devamos aproveitar tempo adicional.
 Falsa a quarta afirmação, porque, em vários segmentos do texto, o autor deixa claro que o tempo individual é invadido pelas atividades do trabalho. Portanto o tempo individual não está preservado.

RESPOSTA: C.
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Questão 08 – estrutura e interpretação de texto

 Quanto à assertiva I, o autor efetivamente apresenta o tema ao leitor nos dois parágrafos iniciais, mas a presença de verbos e pronomes na primeira pessoa do plural nesses trechos (“vivemos” (l. 01), “temos” (l. 02), “queremos” (l. 03), “nossa”, “conquistamos” e “compramos” (l. 04), “ganhamos” e “temos” (l. 05) e “temos” (l. 06) indica que ele se inclui nessa reflexão. Errada a assertiva I.
 Nos parágrafos seguintes, entre as linhas 08 e 42, o autor efetivamente sintetiza vários pontos de vista sobre o tema, mas não trata, em todos os trechos, da impossibilidade de administrarmos nosso tempo. Por exemplo, no trecho entre as linhas 14 e 18 (4º parágrafo), o autor reconhece, mesmo por meio de interrogação, que muito do nosso tempo é usado para assuntos importantes, que podem gerar diferença significativa em termos de progresso (“competitividade e resultados para as empresas”). Errada a assertiva II.
 No parágrafo final, entre as linhas 43 e 44, o autor passa a se dirigir diretamente ao leitor, utilizando verbos no imperativo (“Pense” e “Seja” na l. 43), o que enseja aconselhamento ao leitor. Correta a assertiva III.

RESPOSTA: C.
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Questão 09 – concordância e regência verbal

 A lacuna da linha 10deve ser preenchida pela forma verbal “parecem”, na terceira pessoa do plural, haja vista que o sujeito da oração é “algumas visões de tempo interessantes”. Errada a assertiva I.
 A locução verbal “pode ser dividido” deve preencher a lacuna da linha 12, porque o sujeito é “O estudo de tempo e sociedade”, sendo seu núcleo “estudo”, no singular e masculino. Errada a assertiva II.
 Na lacuna da linha 25, deve aparecer o pronome oblíquo átono “o”, que representa o objeto direto do verbo “combater” (VTD), que é “ritmo da vida moderna”, cujo núcleo é “ritmo”. Errada a assertiva III.
 A forma verbal “incorpora” preenche adequada e corretamente a lacuna da linha 47, porque o sujeito é “tapeçaria”. Correta a assertiva IV.

RESPOSTA: E. 
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Questão 10 – semântica e interpretação de texto

 Na construção “Em algumas culturas, o tempo é elástico, em outras, monolítico” (l. 02-03), a figura de linguagem presente no segmento destacado é metáfora, porque se trata de comparações, não metonímia. Falsa a primeira afirmação.
 O termo “tempo dos sonhos” (l. 08) foi empregado no contexto para indicar, segundo os aborígenes australianos, a origem (“mito da criação”) e um determinado método de localização, não porque vivem num mundo imaginário. Falsa a segunda afirmação.
 A expressão “cosmológico” (l. 12) está empregada em oposição a “pragmático”, significando transcendental, não “cosmométrico”, que diz respeito à medição do espaço cósmico. Falsa a terceira afirmação.
 O fragmento “o tempo é uma tapeçaria” (l 47) contém uma comparação, portanto a figura de linguagem é metáfora. Verdadeira a quarta afirmação.

RESPOSTA: E.
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Questão 11 – regência verbal e nominal

 No trecho “... as regras de tempo social compõem uma linguagem silenciosa” (l. 13-14), se a forma verbal destacada for substituída por “fazem a composição”, deverá ser inserida a preposição “de” antes de “uma linguagem silenciosa”. Observe-se: “... as regras de tempo social fazem a composição de uma linguagem silenciosa”. Portanto a sugestão da assertiva I provoca alteração sintática no período.
 Quanto à assertiva II, a substituição de “levar”, destacado no trecho “... podem levar a mal-entendidos” (l. 16-17), por “conduzir” não provoca alteração sintática no período, porque a transitividade de ambas os verbos é igual, uma vez que os dois exigem preposição “a”. Observe-se: “... podem conduzir a mal-entendidos”.
 Com relação à assertiva III, substituindo-se a forma verbal “usa”, destacada no trecho “A maioria das culturas do mundo agora usa relógios e calendários” (l. 23), por “faz uso” provoca a inserção de preposição “de”. Observe-se: “A maioria das culturas do mundo agora faz uso  de relógios e calendários”.
 No trecho “Sardar afirma que o Ocidente colonizou o tempo...” (l. 49), a substituição da forma verbal destacada por “tornou-se colonizador” exigirá o registro de preposição “de”. Observe-se: “Sardar afirma que o Ocidente tornou-se  colonizador do tempo...”. Portanto a substituição sugerida na assertiva IV provoca alteração.

RESPOSTA: E.
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 Questão 12 – semântica e interpretação de texto

 Se a afirmação de que “O sistema de tempo no país estrangeiro pode ser composto de unidades básicas diferentes” (l. 19-20), o segmento “pode ser composto” significa que não há obrigatoriedade de o sistema de tempo no país estrangeiro ser composto de unidades básicas diferentes. A informação está contida na frase original na assertiva I.
 Considerando-se que “Levine e seus colegas fizeram novos estudos do ritmo de vida em 31 países”, o segmento “novos estudos” remete à ideia de que já houve outros estudos. A informação está contida na frase original na assertiva II.
 No segmento “A geography of time, publicado pela primeira vez em 1997...” (l. 30-31), entende-se que a obra tenha sido publicada outras vezes, não se podendo interpretar que tenha sido publicada uma única vez. A informação não está contida na frase original na assertiva III.

RESPOSTA: C.
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Questão 13 – pontuação

 A vírgula depois de “outras”, no segmento “Em algumas culturas, o tempo é elástico, em outras, monolítico” (l. 02-03), marca a elipse do verbo “ser”. Observe-se: “Em algumas culturas, o tempo é elástico, em outras é monolítico”. Não se trata de silepse. Errada a assertiva I.
 As sequências “Do ponto de vista prático” (l. 13) e “Em 1995” (l. 16) estão isoladas por vírgulas logo após por serem adjuntos adverbiais deslocados, portanto são justificadas pela mesma razão. Correta a assertiva II.
 No trecho “... três medidas: velocidade para andar nas calçadas urbanas, rapidez de um funcionário do correio em vender um simples selo e a precisão dos relógios públicos” (l. 32-33), os dois-pontos estão empregados para introduzir enumeração. Correta a assertiva III.
 A última vírgula da linha 44 isola espécie de aposto, que complementa a afirmação contida na oração anterior, não podendo ser substituída por ponto-e-vírgula, porque não se trata de uma oração coordenada. O ponto-e-vírgula, de regra, é empregado para separar orações coordenadas sem conetivo (= conjunção). Observe-se que o segmento “especialmente a seita fundamentalista wahhabista” não possui verbo, portanto não é oração. Errada a assertiva IV.

RESPOSTA: B.
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Questão 14 – fonética e acentuação gráfica

 As palavras “irá” (l. 01) e “até” (l. 04) são acentuadas pela regra das oxítonas e ambas possuem igual número de letras e fonemas:

irá – 3 letras até – 3 letras
/IRÁ/ - 3 fonemas /ATÉ/ - 3 fonemas

Portanto está correta a assertiva I.

 Nas palavras “países” (l. 05) e “país” (l. 21), ocorrem hiatos (= vogais separadas):

pa – í - ses pa-ís

 Quanto ao número de letras e fonemas, ambas apresentam, individualmente,  igual quantidade de letras e fonemas:

países – 5 letras país – 4 letras
/PAÍZES/ - 5 fonemas /PAÍZ/ - 4 fonemas

Portanto está errada a assertiva II.

 Se forem suprimidos os acentos gráficos ds palavras “vários” (l. 05) e “funcionário” (l. 32), resultariam as palavras “varios” e “funcionario”, que não exixtem em Língua Portuguesa. Errada a assertiva III.

RESPOSTA: E.
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Questão 15 – interpretação de texto

 O texto deixa claro que há várias formas de perceber o tempo, pois tal percepção depende da cultura das sociedades. É possível comprovar-se isso a partir da leitura atenciosa do texto, especialmente nas informações contidas entre as linhas 05 e 11 (2º parágrafo) e entre as linhas 16 e 22 (4º parágrafo), entre outros. Portanto não há apenas duas formas se perceber o tempo. Errada a assertiva I.
 As conceituações elaboradas sobre o tempo dependem de cada cultura, portanto não são universais. Em alguns países, deixar alguém esperando é considerado normal ou tolerável, noutros, intolerável. Observem-se os trechos contidos, por exemplo, entre as linhas 01-02, 23-26, entre outros. Errada a assertiva II.
 Segundo o texto, especialmente em trechos já referidos nos comentários às assertivas I e II, os seres humanos lidam com o tempo de acordo com sua conceituação de tempo e com a cultura de cada país. Não há uma única maneira de lidar com o tempo. Errada, portanto, a assertiva III.

RESPOSTA: E.
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Questão 16 – interpretação de texto

 No trecho das linhas 13-17, de acordo com um dos auditores-fiscais gaúcho, a política tributária influencia o processo econômico, portanto a política tributária não é influenciada pelo processo econômico. Errada a assertiva I.
 Segundo informações contidas no 1º parágrafo e, em especial, no trecho compreendido entre as linhas 18 e 22, uma das essências da nova cultura da Receita Estadual é propiciar arrecadação que possa fazer frente às demandas sociais que estão em ascensão. Correta a assertiva II.
 Segundo o texto, em particular no trecho compreendido entre as linhas 27 e 29, a Receita Estadual trabalha para manter um diálogo cortês e ágil na resposta aos contribuintes, não moroso. Errada a assertiva III.

RESPOSTA: B.
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Questão 17 – concordância verbal (identificação do sujeito)

 A forma verbal “produzem” (l. 02) tem como sujeito “Aceleradas mudanças na Receita Estadual do Rio Grande do Sul” ( l. 01). Correta a assertiva I.
 A forma verbal “sejam” (l. 07) tem como sujeito “conhecimentos técnicos e profissionais” (l. 05), e não especialistas nas universidades públicas e privadas”. Errada a assertiva II.
 A forma verbal “Trabalha” ( l. 27) tem como sujeito “o órgão” (l. 25-26), e não meta prioritária”. Errada a assertiva III.
 O sujeito do verbo “ser”, na forma “são” (l. 30), é “ a racionalização do uso dos recursos públicos da Secretaria da Fazenda, o aperfeiçoamento dos sistemas de informação, serviços e processos voltados ao cumprimento das atribuições e competências dos auditores-fiscais e gestão tecnológica dos recursos” (l. 31-33). O segmento “pontos de destaque na atuação da Receita Estadual” é predicativo do verbo “ser”. Errada a assertiva IV.

RESPOSTA: A.
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 Questão 18 – reescritura de trechos

 Na construção original das linhas 18-19, vê-se que a política tributária “trata do nível e distribuição da carga de tributos e da estrutura e modelagem tributárias”, o que não corresponde à afirmação de que “é preciso que a política tributária se relacione com níveis de distribuição da cargas  tributárias altas...”. A proposta de reescrita da assertiva I altera o sentido original da mensagem.
 De acordo com o sentido original do trecho das linhas 23-24, “o foco nas atividades de fiscalização, arrecadação e cobrança tem caracterizado a atuação atual da Receita Estadual”, não as principais atividades, o que representa inversão na mensagem. Portanto a proposta de reescrita da assertiva II altera o sentido original da mensagem.
 Em “... o órgão age ...” (trecho das l. 26-27), o sujeito de “agir” é determinado (“o órgão), diferentemente de “age-se”, em que se indeterminou o sujeito. A proposta de reescrita da assertiva III altera o sentido original da mensagem.

RESPOSTA: E.
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Questão 19 – diversos aspectos gramaticais e sintáticos

 No trecho Nesta nova cultura, que tem como substrato a busca da arrecadação suficiente para enfrentar as crescentes demandas sociais, ganhou espaço também a relação com o contribuinte (l. 24-25), o segmento Nesta nova cultura é adjunto adverbial. Correta a assertiva I.
 A oração que tem como substrato a busca da arrecadação suficiente para enfrentar as crescentes demandas sociais é subordinada adjetiva explicativa. Errada a assertiva II.
 A oração para enfrentar as crescentes demandas sociais é subordinada adverbial final (porque indica ideia de finalidade) reduzida de infinitivo, pois tem como núcleo verbal a forma enfrentar. Correta a assertiva III.
 Em ganhou espaço também a relação com o contribuinte, o verbo “ganhar” tem como sujeito a relação com o contribuinte e como objeto direto espaço. Errada a assertiva IV.

RESPOSTA: B.
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 Questão 20 – semântica e interpretação de texto

 “Aceleradas mudanças na Receita Estadual do Rio Grande do Sul [...] ainda não estão plenamente consolidadas” (l. 01-02) não encontra pressuposição em “Todas as mudanças propostas já estão em pleno funcionamento”, porque, em primeiro lugar, o trecho original registra “aceleradas mudanças”, que não podem ser retomadas como “todas”, e, em segundo lugar, porque “ainda não estão plenamente consolidadas” é o contrário de “estão em pleno funcionamento”. Não há pressuposição nas ideias apresentadas na assertiva I.
 No segmento “órgão que existiu durante décadas apenas nos seus melhores sonhos” (l. 03-04) significa que durante décadas o órgão não existiu, portanto não se pressupõe que a Receita Estadual é um órgão existente no Rio Grande do sul há décadas. Não há pressuposição nas ideias apresentadas na assertiva II.
 O trecho compreendido entre as linhas 09 e 10 indica que “A Administração Tributária Setorial é uma das inovações adotadas pela Receita Estadual...”, o que não se identifica com a afirmação de que A Administração Tributária Setorial seja a única invenção e o único objetivo da Receita Estadual. Não há pressuposição nas ideias apresentadas na assertiva III.

RESPOSTA: E.
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Questão 21 – semântica e alterações de frases 

 Quanto à assertiva I, a supressão do segmento “no exterior”, destacado no trecho “... os conhecimentos técnicos e profissionais aperfeiçoados em estudos no exterior” (l. 05), causa alteração de sentido, pois não especifica a qualificação dos estudos. 
 A sugestão contida na assertiva II, no sentido de inserir “muitos” logo após “números”, na sequência “sejam implementados e produzam números favoráveis ao caixa do Tesouro do Estado” (l. 07-08), alterará o adjetivo “favoráveis”. Observe-se: “sejam implementados e produzam números muito favoráveis ao caixa do Tesouro do Estado”.
 Quanto à assertiva III, no trecho “... torna a atuação” (l. 13), a substituição de “torna” por “enceta” alterará o sentido do texto, porque “tornar” significa “transformar” e “encetar” significa “iniciar”, “dar início”, “começar”.
 Com relação à assertiva IV, o deslocamento de “de informação” para imediatamente após “serviços e processos”, no trecho “o aperfeiçoamento dos sistemas de informação, serviços e processos” (l. 31), causará alteração, porque o segmento “de informação” está completando o sentido de “sistemas”; se for deslocado para logo depois de “serviços e processos”, complementará os termos “serviços e processos”. Observe-se: “o aperfeiçoamento dos sistemas, serviços e processos de informação”.

RESPOSTA: E.
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Questão 22 – semântica e interpretação de texto

 A palavra “caixa”, destacado no no trecho “sejam implementados e produzam números favoráveis ao caixa do Tesouro do Estado” (l. 07-08), está sendo empregada de forma denotativa, isto é, em sentido real, como termo técnico de contabilidade. Errada a assertiva I.
 A alteração de “caixa” por “cofre”, destacada no trecho “sejam implementados e produzam números favoráveis ao caixa do Tesouro do Estado” (l. 07-08), não produz sinestesia, que é o cruzamento de sensações, ou associação de palavras ou expressões em que ocorre combinação de sensações diferentes numa só impressão. Errada a assertiva II.
 No segmento “um diálogo cortês e ágil” (l.28), há metáfora, ou seja, figura de linguagem que se traduz por comparação, não hipérbole, que encerra exagero. Errada a assertiva III.

RESPOSTA: E.
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Questão 23 – formação de palavras

 O vocábulo “amadurecimento” (l. 03) é formado por derivação sufixal; já “aperfeiçoados” (l. 05) é formado por derivação parassintética. Errada a assertiva I.
 O vocábulo “favoráveis” (l. 07) é formado por derivação sufixal, em que “favor” recebe o sufixo “-(á)vel(is)”, formador de adjetivos. Correta a assertiva II.
 O advérbio “extremamente” (l. 10) é formado por derivação sufixal, em que o adjetivo “extremo” recebe o sufixo formador de advérbios “-mente”. Errada a assertiva III.
 Em “convergência” (l. 26), há derivação sufixal, porque o verbo “convergir” recebe o sufixo “-ência”. Correta a assertiva IV.

QUESTÃO RECORRÍVEL
A banca da FUNDATEC indicou, como gabarito preliminar para essa questão, a alternativa “B”, considerando como correta apenas a afirmação contida na assertiva IV. A rigor, está correta também a assertiva II, porque FAVORÁVEIS é adjetivo formado por derivação sufixal, em que o substantivo “FAVOR” recebe o sufixo 
“-(Á)VEL”, formador de adjetivos. Nas respostas oferecidas, não há alternativa que considere como corretas as assertivas II e IV, logo a questão carece de resposta correta, devendo ser anulada, como medida de justiça.

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Questão 24 – vozes verbais

 Os verbos destacados nas assertivas I (“estar”) e III (“ser”) são de ligação. Os verbos de ligação não são transportáveis para a voz passiva, portanto as construções oferecidas nas assertivas I e III estão erradas.
 A passagem para a voz passiva da construção “a Administração Tributária Setorial parte das movimentações do mercado e acompanha o desenvolvimento das empresas” (l. 10-11), considerando-se o verbo destacado, deve ser “o desenvolvimento das empresas é acompanhado pela Administração Tributária Setorial que parte das movimentações do mercado”. Correta a assertiva II.

RESPOSTA: B.
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professormenegotto.blogspot.com/feeds/677151172641444207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://professormenegotto.blogspot.com/2014/07/comentarios-prova-de-lingua-portuguesa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7143776015959738336/posts/default/677151172641444207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7143776015959738336/posts/default/677151172641444207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professormenegotto.blogspot.com/2014/07/comentarios-prova-de-lingua-portuguesa.html' title='COMENTÁRIOS À PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA O CARGO DE TÉCNICO TRIBUTÁRIO DA RECEITA ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL - SEFAZ - PROVA OCORRIDA EM 20 DE JULHO DE 2014'/><author><name>Professor Alberto Menegotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711416067856254380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_n3GHE1Fbg7M/SoREhW9bMNI/AAAAAAAAAGk/FPbsNLlk6uY/S220/Beto+Face.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7143776015959738336.post-8142475445650409120</id><published>2014-06-13T12:04:00.003-03:00</published><updated>2014-06-13T12:04:36.688-03:00</updated><title type='text'>COMENTÁRIOS À PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA DO CONCURSO DO GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO – GHC PARA CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR – BANCA DA FUNDAÇÃO LA SALLE – CERTAME REALIZADO NO DIA 08 DE JUNHO DE 2014 </title><content type='html'>COMENTÁRIOS À PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA DO CONCURSO DO GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO – GHC PARA CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR – BANCA DA FUNDAÇÃO LA SALLE – CERTAME REALIZADO NO DIA 08 DE JUNHO DE 2014 

Questão 01 – Concordância verbal e ortografia

 A lacuna da linha 4 deve ser preenchida pela forma verbal “vêm”, na terceira pessoa do plural do presente do indicativo, em razão de o sujeito ser “os rins”. A lacuna da linha 9, por sua vez, deve ser completada pela preposição “trás”. Finalmente, a lacuna da linha 20 deve receber a forma verbal “têm”, na terceira pessoa do plural do presente do indicativo, em razão de o sujeito ser “Eles”.
RESPOSTA: A.
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Questão 02 – Ortografia e emprego dos “porquês”

 Nas duas lacunas da linha 13, deve aparecer a forma “porque”, em razão de se tratar de explicação. Na linha 23, a palavra que deve aparecer é o adjetivo “mau”, porque está qualificando o substantivo “funcionamento”. Por fim, na linha 27, a grafia deve ser “porque” ou “pois”, já que introduz oração explicativa. Na combinação das respostas certas, vence a opção B.
RESPOSTA: B.
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Questão 03 – Emprego de conjunções coordenativas

 No trecho “Todavia, em animais, já notamos que exercícios...” (l. 9), a conjunção (destacada na transcrição) pode ser substituída por “Porém”, “Entretanto”, “No entanto”, “Contudo” e “Entretanto”, porque se trata de conjunção coordenativa adversativa. Não pode ser substituída por “Pois”, porque se trata de conjunção coordenativa explicativa.
RESPOSTA: E.
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Questão 04 – Valor semântico de conjunção

 No trecho “Se substituir a primeira expressão por ‘pulmão’, esse número sobe para 321...” (l. 2-3), a conjunção sublinhada é subordinativa adverbial condicional, equivalendo-se a sinônimos como “caso”. A ideia que indica é de condição.
RESPOSTA: A.
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Questão 05 – Interpretação de texto

 No trecho “Todavia, em animais, já notamos que exercícios melhoram o processo de filtragem dos rins, relata Nestor Schor...”, observa-se que Nestor Schor afirma que a atividade, nos animais, melhora a função renal, não se podendo, portanto, afirmar que a função renal de pessoas ativas seja melhor do a função renal das pessoas sedentárias. Falsa a primeira afirmação.
 Quanto à afirmação de que hipertensão e diabete sejam doenças conhecidas por afetarem os rins, observa-se no trecho “Outra explicação recai na hipertensão e diabete, doenças conhecidas por lesar o par de órgãos” (l. 12) que está correta a interpretação, porque “o par de órgãos” se refere, obviamente, a rins. Verdadeira a segunda afirmação.
 A terceira afirmação fica sustentada como verdadeira em razão do trecho “Na Universidade Médica da China, o nefrologista I-Kuan Wang examinou dados de 7.863 diabéticos com doença renal crônica entre 1996 e 2008. Ao separar os que malhavam dos inativos, ele viu que o primeiro grupo possuía uma menor taxa de mortalidade” (l. 14-16).
RESPOSTA: C.
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Questão 06 – Pontuação

 Estão erradas as opções “A” e “C” pelo registro de dois-pontos logo após “entre”, porque não se trata de sequência de elementos, nem decitação, muito menos de conclusão ou de aposto, mas de dois elementos relacionados pela preposição “entre”. Na opção “C”, ainda há outro erro de pontuação que consiste na vírgula antes do “e”, equivocada, porque não se trata de conjunção que esteja unindo orações de sujeitos diferentes.
 Está errada a pontuação constante no trecho da assertiva “D”, porque o nome “Henrique Novais Mansur” é aposto, devendo ficar isolado por vírgulas; está errada, também, em relação ao registro de dois-pontos depois de “constatou”, haja vista que não se trata de sequência de elementos, nem de citação, muito menos de conclusão ou de aposto, mas de verbo e seu objeto (“constatou” e “uma ligação...”).
 Está errada a pontuação constante na opção “E”, porque o nome “Henrique Novais Mansur” é aposto, devendo ficar isolado por vírgulas; está errada, também, em relação ao registro de vírgula depois de “pessoas”, pois o segmento “com doença renal crônica se trata de adjunto adnominal, inseparável de seu substantivo.
RESPOSTA: B.
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Questão 07 – Acentuação gráfica

 As palavras “crônica” (CRÔ-NI-CA) e “hemodiálise” (HE-MO-DI-Á-LI-SE) são acentuadas pela regra das proparoxítonas. Correta a assertiva “A”. Errada a opção “B”, porque “saúde” é acentuada porque apresenta “u” tônico, precedido de vogal e formando sílaba sozinho, acentuada, portanto, pela regra do “I” e “U” (ou regra dos hiatos) e porque “tórax” é acentuada pela regra das paroxítonas terminadas em “x”. Errada, também, a alternativa “C”, pois “médicos” (MÉ-DI-COS) é acentuada por ser proparoxítona, enquanto “órgãos” é acentuada pela regra das paroxítonas terminadas em “ão ou aos”. A assertiva “D” fica automaticamente respondida porque apenas inverteu as palavras constantes na opção B. Na opção “E”, “hemodiálise” (HE-MO-DI-Á-LI-SE) é acentuada pela regra das proparoxítonas, enquanto “saúde” é acentuada porque apresenta “u” tônico, precedido de vogal e formando sílaba sozinho, acentuada, portanto,  pela regra do “I” e “U” (ou regra dos hiatos).
RESPOSTA: A.
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Questão 08 – Concordância e conjugação verbal

 No trecho “Ao buscar pelos termos ‘rim’ e ‘atividade física’ no Pubmed, site do governo americano que reúne estudos realizados no mundo todo, você encontrará 168 artigos publicados em 2013” (l. 1-2), a substituição de “você” por “nós” implicará alteração em mais duas palavras, a saber: “Ao buscarmos pelos termos ‘rim’ e ‘atividade física’ no Pubmed, site do governo americano que reúne estudos realizados no mundo todo, nós encontraremos 168 artigos publicados em 2013”. Observe-se que não se contabiliza “você”, porque o enunciado deixa clara a indagação de quantas “outras” palavras sofrerão alteração.
RESPOSTA: B.
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Questão 09 – Semântica

 No trecho “Por se tratar de uma área ainda nebulosa, faltam evidências...” (l. 8), o adjetivo “nebulosa” (destacado na transcrição) significa difícil de entender, ou obscura, incompreensível, nevoenta, nevoeirenta. Portanto pode ser substituído por “obscura”.
RESPOSTA: D.
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Questão 10 – Tempos e modos verbais

 No trecho “... você deveria correr para fazer o mesmo” (l. 30), o verbo “dever” (destacado na transcrição) está conjugado o futuro do pretérito o modo indicativo. No futuro do presente do indicativo, sua conjugação será

eu deverei tu deverás ele(a)/você deverá nós deveremos vós devereis eles(as) deverão
RESPOSTA: D.
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NÃO HÁ RECURSOS.


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Questão 01 – Crase e concordância verbal

  A lacuna da linha 4 deve ser preenchida com “à”, porque o adjetivo “propensos” exige preposição “a” e a palavra “formação” é feminina. Com relação à lacuna da linha 5, deve receber “Há”, verbo haver utilizado de forma impessoal, que tem como objeto direto “pacientes”, ou “Existem”, que tem como sujeito “pacientes”. Na lacuna da linha 7, deve aparecer apenas a preposição “a”, exigida pelo adjetivo “aptas”. Não pode haver crase, porque a palavra seguinte é verbo (“retirar”). Na lacuna da linha 15, deve aparecer “há”, verbo haver empregado como impessoal, tendo como objeto “portadores”, ou “existem”, caso em que “portadores” funciona como sujeito.  
RESPOSTA: B.
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Questão 02 – Identificação de conjunção

  No trecho “Embora o jargão medicines soe estranho...” (l. 10), a conjunção (destacada na transcrição) estabelece relação de oposição. 
RESPOSTA: A.
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Questão 03 – Interpretação de texto

  No segmento “... os portadores de hipercolesterolemia familiar (HF) – por baixo, há cerca de 300 mil deles no Brasil” (l. 2-3), observa-se que o número deve ser maior, ou, no mínimo, igual, em razão do significado do adjunto adverbial “por baixo”. Portanto é falsa a primeira afirmação de que, no Brasil, haja menos de 300 mil portadores de hipercolesterolemia familiar.
  Segundo o texto, atividades físicas e redução de alimentos ricos em gordura saturada são algumas das sugestões “bem-vindas” (l. 35), mas não são suficientes para acabar de vez com o problema do colesterol elevado. O texto, no parágrafo iniciado na linha 36, afirma que o apoio farmacológico é fundamental. Portanto é falsa a segunda afirmação.
  No trecho “Como a doença não deixa de ser silenciosa e parece estar subestimada, há quem recomende a medição de colesterol a partir dos 20 anos em toda a população. ‘Quanto mais cede o diagnóstico, mais eficaz o tratamento’, sentencia Cinthia. ‘Além de lançar mão de remédios que baixem o colesterol, é crucial a adoção de um estilo de vida saudável’, atesta Santos” (l. 27-30). Portanto é verdadeira a terceira afirmação.
RESPOSTA: B.
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Questão 04 – Classes gramaticais

  No trecho “Imagine passar anos e anos com uma enorme carga de colesterol...” (l. 1), a palavra “e” (destacada na transcrição), sob o ponto de vista morfológico, é conjunção aditiva. Correta a alternativa “A”.
  Em “Essa falha no sistema...” (l. 8), a palavra “Essa” (destacada na transcrição), sob o ponto de vista morfológico, é pronome demonstrativo. Correta a opção “B”.
  No segmento “A médica coordena, ao lado de Santos e outros profissionais...” (l. 13), a palavra “ao” (destacada na transcrição), sob o ponto de vista morfológico, é combinação da preposição “a” com o artigo “o”. Correta a alternativa “C”.
  Em “Como a doença não deixa de ser silenciosa...” (l 27), a palavra sublinhada, sob o ponto de vista morfológico, é advérbio de negação. Errada a alternativa “D”.
  No segmento “E o melhor: para toda a família” (l. 41) a palavra “para” (destacada na transcrição), sob o ponto de vista morfológico, é preposição. Correta a opção “E”.
RESPOSTA: D.
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Questão 05 – Fonética

  As palavras “distúrbio”, “laticínios” e “fritura” não apresentam dígrafo, nem ditongo nasal. A palavra “além” apresenta ditongo nasal no final, em “EM”, mas não apresenta dígrafo. No advérbio “também”, há dígrafo vocálico (ou nasal) em “am” (/Ã/) e ditongo nasal no final em “EM”.
RESPOSTA: A.
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Questão 06 – Acentuação gráfica

  As palavras “médicos” (mé-di-cos) e “características” (ca-rac-te-rís-ti-cas) são acentuadas pela regra das proparoxítonas. Correta a opção “A”.
  Na opção “B”, a forma verbal “é” é acentuada pela regra das monossílabas tônicas, e “além” é acentuada pela regra das oxítonas.
  Na opção “C”, “saudável” é acentuada por ser paroxítona terminada em “l”, e “médicos” (mé-di-cos) é acentuada pela regra das proparoxítonas.
  Na alternativa “D”, pés” é acentuada pela regra das monossílabas tônicas, e “além” é acentuada pela regra das oxítonas.
  Na alternativa “E”, “fígado” (fí-ga-do) é acentuada por ser proparoxítona, e “saudável” é acentuada por ser paroxítona terminada em “l”.
RESPOSTA: A.
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Questão 07 – Fonética

  A palavra “falha” apresenta dígrafo em “LH”. As palavras “próximos”, “faxina” e “família” não apresentam dífono. No vocábulo “tóxico”, há dífono, porque o “x” tem valor pronuncial de /KS/.
RESPOSTA: D.
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Questão 08 – Fonética e acentuação gráfica

  O vocábulo “país” é substantivo; a retirada do acento gráfico” produzirá mudança de pronúncia para “pais”, mas continuará sendo substantivo. Errada a afirmação I.
  Em “profissionais”, há encontro consonantal em “PR” e dígrafo em “SS”. Correta a assertiva II.
  No vocábulo “dieta” (di-e-ta), há hiato em “I-E”. Correta a assertiva III.
RESPOSTA: B.
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Questão 09 – Concordância verbal e nominal

  No período “Como nessa doença o apoio farmacológico é fundamental, uma das melhores notícias dos últimos meses é que estão chegando ao país novas drogas que reduzem os níveis de colesterol” (l. 36-37), a singularização da palavra “drogas” (sublinhada na transcrição) produzirá a seguinte construção: “Como nessa doença o apoio farmacológico é fundamental, uma das melhores notícias dos últimos meses é que está chegando ao país nova droga que reduz os níveis de colesterol”. Portanto sofrerão alteração três palavras.
RESPOSTA: C.
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Questão 10 – Concordância verbal e pontuação

  No trecho “Apesar de grande parte dos portadores de HF não apresentar nenhum tipo de sintoma, existem manifestações na pele que aparecem em uma minoria” (l. 22-23), a forma verbal “apresentar” (destacada na transcrição) está concordando com “parte”, que é núcleo do sujeito, mas poderá ir para o plural, caso em que concordará com o complemento “portadores”. Como se trata de expressão partitiva, as duas concordâncias estão corretas. O período, portanto, poderia ser reescrito da seguinte forma: “Apesar de grande parte dos portadores de HF não apresentarem nenhum tipo de sintoma, existem manifestações na pele que aparecem em uma minoria”. Correta a assertiva I.
  A forma verbal “existem”, destacada no segmento “existem manifestações”, poderá ser substituída por “há”, verbo haver utilizado impessoalmente. Correta a assertiva II.
  As aspas no contexto foram utilizadas em função de citação, porque se trata da fala de Hermes Toros Xavier. Correta a assertiva III.
RESPOSTA: E.
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NÃO HÁ RECURSOS.

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