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Este é um curso gravado, sobre a transferência em Freud e Lacan nas modalidades presencial e à distância. São 6 aulas com ótima didática, linguagem clara e com exemplos clinicos em que você poderá assistir quando e onde quiser durante um ano.Acompanha textos para leituras, espaço para comentários e perguntas para tirar dúvidas diretamente com a professora.


 Vale a pena conferir.

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  /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;b&gt;As consequências do uso de psicoterapia em Chatgpt e outras I.A.&lt;/b&gt;

&lt;p&gt;&lt;div&gt;

Na contemporaneidade, marcada pela aceleração do tempo, pela lógica do desempenho
e pela promessa de soluções rápidas e eficazes, o uso de ferramentas baseadas em
inteligência artificial tem se expandido em diversas áreas, incluindo a saúde
mental. Entre essas ferramentas, o ChatGPT e outros assistentes conversacionais
vêm sendo utilizados por alguns sujeitos como recurso para obtenção de
conselhos, esclarecimentos emocionais ou mesmo como substituto de uma escuta
clínica. Essa prática levanta questões éticas, técnicas e subjetivas que merecem
reflexão aprofundada, sobretudo sob a perspectiva da psicanálise. &lt;/div&gt;

&lt;p&gt;&lt;div&gt;A
psicanálise,desde Freud, opera a partir de uma escuta singular, em que o
discurso do sujeito é acolhido sem o propósito de oferecer respostas prontas ou
soluções universais. Diferentemente do que ocorre com inteligências artificiais,
que funcionam por meio de algoritmos de predição baseados em grandes bancos de
dados, a clínica psicanalítica não trabalha com padrões estatísticos ou
respostas generalizáveis. Ao contrário, ela se funda no reconhecimento da
singularidade do inconsciente e na irrupção do sujeito na linguagem. Lacan
afirmava que o analista é aquele que sustenta um lugar de falta, de não saber,
justamente para que o sujeito possa produzir saber sobre seu próprio desejo.&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;Quando um sujeito recorre a uma IA como o ChatGPT buscando alívio para seus
sofrimentos psíquicos, corre-se o risco de que o sintoma, que na clínica é
tratado como formação do inconsciente e convocação de sentido, seja reduzido a
um dado a ser eliminado ou normalizado. Há, nesse gesto, uma tentativa de
tamponamento da falta, o que pode implicar na intensificação do sofrimento. A IA
pode oferecer palavras, mas não escuta; pode simular empatia, mas não se
implica; pode acompanhar o discurso, mas não sustentar transferência. &lt;p&gt;A
transferência, aliás, é um dos pontos mais críticos nesse debate. Na clínica
psicanalítica, a transferência é o motor do tratamento. O analista, por sua
posição de objeto (a) e por sua escuta abstinente, encarna algo do enigma do
desejo do Outro, promovendo deslocamentos e rearticulações do discurso do
sujeito. Uma IA, por mais sofisticada que seja, não pode ocupar essa posição.
Ainda que o sujeito venha a investir afetivamente na máquina, fenômeno que já
foi observado, por exemplo, em estudos sobre robôs de companhia ou assistentes
virtuais, esse laço permanece no campo do imaginário, sem abertura ao simbólico
e ao real do inconsciente.&lt;p&gt; Outro risco importante é a manutenção de defesas que
impedem o sujeito de confrontar-se com o que há de mais enigmático em si. Ao
procurar respostas em um chatbot, o sujeito pode permanecer em um circuito de
reafirmação de seus próprios significantes mestres, em busca de validação ou
conselhos que confirmem suas hipóteses conscientes. A função do analista, ao
contrário, é justamente desestabilizar essas certezas, provocar hiatos no saber,
abrir espaço para o que insiste como repetição sintomática. &lt;p&gt;Além disso, o uso
reiterado de uma IA no lugar de um processo terapêutico pode retardar a busca
por ajuda efetiva em situações de sofrimento psíquico grave, como estados
depressivos, crises de ansiedade, ideação suicida ou desestruturação psicótica.
O atendimento clínico realizado por profissionais capacitados é pautado por uma
escuta ética, pelo manejo transferencial e por uma construção sustentada no
tempo, algo que não pode ser comprimido em respostas imediatas ou orientações
genéricas. Isso não significa que ferramentas como o ChatGPT não possam ter
alguma utilidade no campo da saúde mental, por exemplo, para psicoeducação,
apoio a profissionais, acesso a informações sobre sofrimento psíquico, ou como
parte de estratégias complementares de cuidado. Contudo, é fundamental que haja
uma clara delimitação entre essas funções informativas e o campo clínico
propriamente dito. &lt;p&gt;A psicanálise, ao insistir na opacidade do sujeito e na
função do inconsciente, reafirma que o tratamento do sofrimento psíquico não
pode ser reduzido a um diálogo com algoritmos. Trata-se de uma experiência
encarnada, intersubjetiva, marcada pela transferência, pelo tempo próprio do
sujeito e por uma ética que reconhece o desejo como força estruturante.
Substituir o analista por uma máquina pode, portanto, não apenas falhar em
aliviar o sofrimento, mas também reforçar as defesas que o sustentam, promovendo
uma alienação ainda maior da própria verdade subjetiva.&lt;p&gt; Referências &lt;p&gt;Freud, S.
(1912/1996). Recomendações aos médicos que exercem a psicanálise. In: Edição
Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, vol. XII.
Rio de Janeiro: Imago. &lt;p&gt;Lacan, J. (1964). O Seminário, Livro 11: Os quatro
conceitos fundamentais da psicanálise. Rio de Janeiro: Zahar.&lt;p&gt; Lacan, J. (1970).
O Seminário, Livro 17: O avesso da psicanálise. Rio de Janeiro: Zahar. &lt;p&gt;Miller,
J.-A. (2000). A direção da cura e os princípios de seu poder. Rio de Janeiro:
Zahar.
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&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh33rWWZIt6PVdC3yAnhurRpqkAmjZRlsIS3V_ZzkLAGPuMmdzHNkoV9VscTMB13olARcL_5W-KOs5EX-XnlPLcfzuNKa28E_oywFkr3O4wd6D-daa2OpFLNTdqtRjseTtV2lu3mogzn4hPkqxMjLASm1mf6donMsvnRWmC7ii3osuDWbCocZz4prSCmOSs/s385/Hannibal_movie_poster.jpg&quot; style=&quot;display: block; padding: 1em 0; text-align: center; &quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; data-original-height=&quot;385&quot; data-original-width=&quot;259&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh33rWWZIt6PVdC3yAnhurRpqkAmjZRlsIS3V_ZzkLAGPuMmdzHNkoV9VscTMB13olARcL_5W-KOs5EX-XnlPLcfzuNKa28E_oywFkr3O4wd6D-daa2OpFLNTdqtRjseTtV2lu3mogzn4hPkqxMjLASm1mf6donMsvnRWmC7ii3osuDWbCocZz4prSCmOSs/s320/Hannibal_movie_poster.jpg&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;


Os temas psicopatia, psicopata, antissociais sempre atiçam a curiosidade das pessoas.
Mas, caracterizar traços psicopaticos e antissociais não é fácil e não deve ser feito de forma leviana.
Necessita cuidado e tempo clínico, de observação e escuta analítica.


A psicopatia é um quadro clínico complexo e multifacetado que se caracteriza pela ausência ou profunda deficiência de empatia, culpa e remorso, além de uma marcante incapacidade de estabelecer vínculos afetivos autênticos com os outros. No âmbito psicanalítico, especialmente em Freud e Lacan, o conceito não é explicitamente tratado sob o termo &quot;psicopatia&quot; como entendemos atualmente, mas pode ser articulado com o que se reconhece como estruturas clínicas mais amplas, notadamente com as estruturas perversas e, em certa medida, com certas modalidades de funcionamento narcísico.


Embora Freud não utilize diretamente o termo &quot;psicopata&quot;, ele tratou explicitamente das personalidades antissociais, do narcisismo patológico e das perversões. Em “Introdução ao narcisismo” (1914), Freud descreve indivíduos com extrema dificuldade em investir afetivamente nos outros, permanecendo fortemente presos ao seu próprio ego. O psicopata pode ser pensado psicanaliticamente como um sujeito cujo funcionamento narcísico exacerba uma forma de relação com o outro marcada pelo uso instrumental deste outro, negando a alteridade e ignorando o desejo alheio.


Para Lacan, embora também não empregue o termo “psicopata” em sentido estrito, podemos relacionar certas características da psicopatia à estrutura perversa, na medida em que o perverso reconhece parcialmente a existência da Lei simbólica, mas a desafia sistematicamente, posicionando-se acima dela ou como aquele que pode manipular a ordem simbólica em seu benefício próprio. Lacan enfatiza a dimensão do gozo no perverso, que opera a partir de uma lógica onde o Outro é utilizado apenas como objeto de satisfação pulsional imediata, sem reconhecimento de sua singularidade subjetiva.


Embora psicanaliticamente o conceito seja tratado sob outras terminologias, a psicologia clínica e a psiquiatria apresentam uma descrição mais explícita dos psicopatas, especialmente com base na obra de Robert Hare, autor do famoso instrumento &quot;Psychopathy Checklist Revised&quot; (PCL-R), amplamente utilizado para diagnóstico e avaliação da psicopatia.


Segundo Hare e as pesquisas contemporâneas, algumas características marcantes do psicopata são:


1. Ausência de empatia e remorso
Incapacidade para se colocar no lugar do outro.

Não sentem culpa ou arrependimento por suas ações prejudiciais.

Apresentam frieza emocional.

2. Egocentrismo e Narcisismo exacerbado
Tendência a supervalorizar a si mesmos, com uma autoimagem grandiosa.

Comportamento arrogante e desprezo pelos outros, vistos como inferiores ou instrumentos.

3. Manipulação interpessoal e sedução
Grande habilidade para enganar e manipular pessoas para obter vantagens pessoais.

Uso da sedução e charme superficial como estratégias frequentes.

4. Irresponsabilidade social e impulsividade
Não conseguem manter vínculos afetivos duradouros e estáveis.

Comportamentos impulsivos, falta de planejamento e baixa tolerância à frustração.

Histórico frequente de condutas criminosas, embora nem todos se envolvam em delitos evidentes.

5. Mentira patológica e superficialidade afetiva
Constante mentira, muitas vezes aparentemente sem necessidade, para controle e poder.

Sentimentos demonstrados são superficiais ou falsos, instrumentalizados para alcançar objetivos pessoais.

6. Incapacidade de aprendizado a partir da experiência
Dificuldade em aprender com erros e punições.

Repetição de comportamentos prejudiciais e destrutivos, apesar das consequências negativas.

Sinais comuns que podem indicar psicopatia (aspectos comportamentais observáveis):
Frieza emocional e aparente ausência de emoções autênticas.

Dificuldade extrema em seguir regras e leis sociais.

Constantes manipulações e distorções da realidade.

Comportamento frequentemente irresponsável em ambientes profissionais ou familiares.

Incapacidade de estabelecer vínculos afetivos profundos e duradouros.

Desconsideração constante dos direitos, sentimentos e necessidades alheias.

Ausência aparente de medo ou ansiedade diante de situações perigosas ou ameaçadoras.

Comportamentos de risco frequentes e tendência à busca incessante por estimulação.

Distinções importantes:


A psicopatia não é um diagnóstico oficialmente listado no DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais, 5ª edição), sendo englobada dentro do Transtorno da Personalidade Antissocial (TPAS). Porém, nem todos os indivíduos com TPAS preenchem os critérios específicos da psicopatia, que enfatiza especialmente a dimensão afetiva e interpessoal deficitária.


A psicanálise, ao abordar pacientes que poderiam ser identificados como psicopatas, depara-se com desafios clínicos e éticos consideráveis. A falta de transferência genuína, as manipulações constantes e a ausência de angústia subjetiva tornam o tratamento analítico bastante complicado. Lacan mesmo indica que certos sujeitos estruturados perversamente têm uma dificuldade muito particular em estabelecer uma transferência autêntica, pois o outro é reduzido a objeto de gozo, e não a um semelhante reconhecido como sujeito desejante.


Assim, do ponto de vista clínico, é fundamental avaliar cuidadosamente as condições de possibilidade da análise com sujeitos identificados com traços psicopáticos, mantendo-se atento à dinâmica transferencial e às implicações éticas que surgem nesse cenário, sobretudo considerando a perspectiva lacaniana em que a ética psicanalítica está diretamente associada à responsabilidade do sujeito diante de seu desejo e do desejo do Outro.


Portanto, a psicopatia pode ser compreendida como um fenômeno complexo que transcende definições estritamente psiquiátricas, sendo interpretada psicanaliticamente como uma modalidade de organização subjetiva peculiar, caracterizada principalmente pela instrumentalização do outro, pelo funcionamento narcísico extremo e pela incapacidade de sustentação genuína do laço social. O reconhecimento de tais sinais e características auxilia profissionais a identificarem melhor esse funcionamento subjetivo e a refletirem sobre as possibilidades e limites de intervenção clínica e social.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/feeds/7960363742976858381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2025/07/psicopatia-e-psicanalise-os-temas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/7960363742976858381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/7960363742976858381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2025/07/psicopatia-e-psicanalise-os-temas.html' title=''/><author><name>Eliana Olimpio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11160457536407577968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='11' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrsuThuheq8Rc73H9F1MknEAKTZ6V2GnjiQYEVQpbBwtu6NwV9PtulpYGuAsAGiKhGBstPNu3kZQsFUBmmuvO8oJi31r5L8X8K-mjk-h2f_SdpQQFeAAylMNdzlXvzc24/s220/LOGO+AMPLIAR.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh33rWWZIt6PVdC3yAnhurRpqkAmjZRlsIS3V_ZzkLAGPuMmdzHNkoV9VscTMB13olARcL_5W-KOs5EX-XnlPLcfzuNKa28E_oywFkr3O4wd6D-daa2OpFLNTdqtRjseTtV2lu3mogzn4hPkqxMjLASm1mf6donMsvnRWmC7ii3osuDWbCocZz4prSCmOSs/s72-c/Hannibal_movie_poster.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182122668287761377.post-1337111670577650733</id><published>2025-01-15T20:40:00.000-03:00</published><updated>2025-01-15T20:40:01.309-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjgQx-h6STQsv25q_Rx_TH7uG9Nn0HEqZrm0P8Me01AME62GpxIskGZNv1MfFjZnSZCwwmWNr2sEVk015WqtHGL2DmsH0OM4wRTTQqpw044M92x09agx32ek1lwxUD7e1VhyphenhyphenUMVZl3yhK3m2WHqPjow38PW34T00uX8qXm8IQjmxZS1F02o0FFrs6hermSR/s1080/Cada%20semana%20um%20tema%20diferente%20%28Post%20para%20Facebook%20%28Quadrado%29%29%20%282%29.png&quot; style=&quot;display: block; padding: 1em 0; text-align: center; &quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; width=&quot;320&quot; data-original-height=&quot;1080&quot; data-original-width=&quot;1080&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjgQx-h6STQsv25q_Rx_TH7uG9Nn0HEqZrm0P8Me01AME62GpxIskGZNv1MfFjZnSZCwwmWNr2sEVk015WqtHGL2DmsH0OM4wRTTQqpw044M92x09agx32ek1lwxUD7e1VhyphenhyphenUMVZl3yhK3m2WHqPjow38PW34T00uX8qXm8IQjmxZS1F02o0FFrs6hermSR/s320/Cada%20semana%20um%20tema%20diferente%20%28Post%20para%20Facebook%20%28Quadrado%29%29%20%282%29.png&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;

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Quando se fala em “Transferência”, poucos profissionais da área psí sabem do que se trata. E olha que a transfêrencia, além de estar presente em todas as relações humanas, ela é essencial para o tratamento do sujeito. Tratamento em qualquer âmbito: seja médico, psicológico, de nutrição e outros… Ela está presente na relação professor-aluno, o que significa que ela está presente também entre o treinador da academia e o seu aluno; está presente entre o chefe e o subordinado, entre o padre e o devoto, entre os pares amorosos...

Para o tratamento psicanalítico, a transferência é imprescindível. Jacques-Alain Miller, no seu livro “O Percurso de Lacan: uma introdução” afirma que a transferência é “o modus operandi da psicanálise, a mola mestra da cura, seu motor terapêutico e o princípio de seu poder”.
(MILLER, 1994, p.55)

O que ele quer dizer com isso? Que sem a transferência, não há análise possível.

Mas, afinal de contas o que é a transferência?

A transferência é um conceito que foi utilizado por Freud para designar os afetos que a criança, na sua primeira infância desenvolve por seus pais e cuidadores e que mais tarde irá transferir para as pessoas com as quais ela convive. Dai decorre as suas neuroses, as suas repetições, os seus sintomas e é através da transferência que o analista ou os terapeutas, de um modo geral, podem lidar com seus clientes com o objetivo de alcançar o êxito do tratamento.

No dia 11/11 eu vou fazer um evento gratuito e online chamado o Manejo da Transferência na atualidade, onde vou te mostrar a oportunidade e a importância de trabalhar corretamente o manejo na clínica.  

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</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/feeds/4040707439826325982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2024/10/o-manejo-da-transferencia-em-analise.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/4040707439826325982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/4040707439826325982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2024/10/o-manejo-da-transferencia-em-analise.html' title='O manejo da transferência em análise'/><author><name>Eliana Olimpio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11160457536407577968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='11' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrsuThuheq8Rc73H9F1MknEAKTZ6V2GnjiQYEVQpbBwtu6NwV9PtulpYGuAsAGiKhGBstPNu3kZQsFUBmmuvO8oJi31r5L8X8K-mjk-h2f_SdpQQFeAAylMNdzlXvzc24/s220/LOGO+AMPLIAR.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg55rpqyGVXNQyOWazx0iZ_5Rm9GAFIf2ZuYaope7IOjToY1huZxtXpNGmgW-M-D9w9X23PtLEPSk3KWhPQfFX4W8pBW5NxOiqhgGgg8_sLZWD-PVLga25xcjvVwstclp7nx-S4T-EcWkFBdDTSooz-k9pvyz02JZVXuBzHiUqMB4LRpgtZVMtGy2s9BXMr/s72-c/_GUA9600.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182122668287761377.post-6941040651937718661</id><published>2023-11-05T19:26:00.000-03:00</published><updated>2023-11-05T19:26:35.020-03:00</updated><title type='text'>Amor</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEis9c8iz2sDbXtGGieX6Kvd4tI0BW5yiMUWjgS-MfQyOjBaQvcoGTeOSwsxB0yDMRwGGPemj43rIin90MHGRdUmF6AJIilLqLffHs9RcXeIjBqJqXNnJMSHP_9887zArR9aLmMtoa49r2q5uKevvqGhb1jq_IXP_22Qs7rKP9FmlXYzR2p3ivcJZSmeq7wc/s740/desenho-de-linha-continua-de-sinal-de-amor-com-ilustracao-minimalista-de-dois-coracoes-vetoriais-do-conceito-de-amor_676691-760.jpg&quot; style=&quot;display: block; padding: 1em 0; text-align: center; &quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; width=&quot;320&quot; data-original-height=&quot;518&quot; data-original-width=&quot;740&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEis9c8iz2sDbXtGGieX6Kvd4tI0BW5yiMUWjgS-MfQyOjBaQvcoGTeOSwsxB0yDMRwGGPemj43rIin90MHGRdUmF6AJIilLqLffHs9RcXeIjBqJqXNnJMSHP_9887zArR9aLmMtoa49r2q5uKevvqGhb1jq_IXP_22Qs7rKP9FmlXYzR2p3ivcJZSmeq7wc/s320/desenho-de-linha-continua-de-sinal-de-amor-com-ilustracao-minimalista-de-dois-coracoes-vetoriais-do-conceito-de-amor_676691-760.jpg&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;






Tanto se fala em amor! O amor é cantado em versos e prosa e foi tema da mais famosa obra de Platão, O Banquete, em que cada convidado apresenta o seu ponto de vista sobre o amor, inclusive Sócrates, um dos convidados do Banquete. E não só na filosofia, na literatura, nas artes... o amor também é tema de estudo na neurociências, na sociologia, na antropologia e na psicologia.


E para a psicanálise? Como Freud vê o amor? Freud, afirma que a sexualidade e o amor estão intimamente ligados e que as experiências afetivas e eróticas da infância são crucias para o desenvolvimento emocional e psicológico do indivíduo. Dependendo de como a criança se sente amada, ela estabelecerá relações afetivas no futuro. 
É com base nos afetos infantis, internalizados pela criança que ela vai projetar sentimentos e desejos nas figuras das suas relações, inclusive com o psicanalista. 


Assim, na vida adulta o sujeito escolhe seu amado de duas formas: pelo que Freud chamou de escolha anaclítica, em que o sujeito busca no parceiro/a amoroso os cuidados maternos e paternos, como a proteção, o aconchego. A outra escolha, chamada narcísica, o sujeito ama no outro uma imagem idealizada de si mesmo. Nas palavras de Freud, o sujeito ama o que se é, o que se foi, o que se gostaria de ser ou, então, uma pessoa que foi parte da própria pessoa. Nesse sentido, Freud quer dizer que na escolha narcísica o sujeito ama uma imagem idealizada de si mesmo. É claro que essas escolhas não são excludentes e se complementam, mas um tipo de escolha se sobrepõe à outra.


Então, para Freud o amor é a repetição do amor da infância, quando éramos amados por nossos pais, quando eles nos conferiam cuidados ou quando eles nos idealizavam como os pequenos deuses, cheios de qualidades e nenhum defeito. É isso que amamos no outro.
Mas, ainda não tá claro: o que é o amor para Freud? Para Freud o amor é libidinal: uma energia que impulsiona o sujeito para a vida, para a criação, para produção.


Num texto intitulado “Mal estar na civilização”, Freud vai dizer que um sujeito bem sucedido é aquele capaz de trabalhar e amar. Trabalhar nos dias de hoje não é assim tão fácil, e amar, mais difícil ainda. Isso foi dito porque um sujeito quando está pronto para o trabalho se sente útil e quando está pronto para o amor está resolvido. O amor é essa energia que impulsiona o sujeito para o trabalho, para a produção, e para o exercício sexual, é claro. Estou citando o exercício sexual, por causa da síndrome de Bournot em que o sujeito não consegue trabalhar nem amar. O sujeito está adoecido. Não consegue ter prazer em nada.  Para Freud o sujeito é saudável se trabalhar e amar. 


Lacan foi influenciado pela psicanalise freudiana, mas trouxe sua própria perspectiva para o campo. Ele destacou a importância do objeto a, como um objeto que representa o objeto perdido, inatingível e que é buscado por todo ser humano para preencher um vazio emocional.  Mas essa busca é sempre frustrada, pois o objeto do desejo nunca pode ser alcançado de forma plena. Nesse sentido, o amor seria representado por esse objeto, como uma busca constante por completude e satisfação. 


Pensando nessa insatisfação, Lacan introduziu o conceito de “amor cortês” ou “amor romântico”, no qual o desejo se mantém vivo através da distância e da inacessibilidade do objeto desejado. O gozo seria a representação do prazer, excessivamente satisfeito, que no seu fim levaria à dor. Então, o amor envolve uma luta entre o desejo e o gozo, onde o desejo está sempre ligado à falta e à incompletude e o gozo à morte.
Lacan coloca o amor como uma ficção, pois amar é dar o que não se tem a alguém que não se interessa em recebe-lo. Sim, porque se a essência do sujeito é a insatisfação, se o sujeito é um ser de falta-a-ser ele não receberá o amor porque precisa permanecer insatisfeito. Aquele também que oferece o amor não o tem para dar, pois o amor só pode ser concebido numa relação simbólica, mediada pela palavra que é incompleta e que não diz tudo. Você diz que ama, é apenas um dizer. Por mais que você preencha o outro de carinhos, presentes e palavras ele nunca terá certeza se isso é amor. O amor não é tangível.  


Me lembrei do livro de Gustav Flaubert, chamado Madame Bovary. Conta a história de uma jovem que casou com um médico um pouco mais velho que ela. Ele tinha seus afazeres, mas cuidava dela e lhe oferecia tudo o que ela pedia. Mas ela queria mais e não se sentia amada. Então ela sonhava com outros amores e idealizava ser amada. E não vou dar spoiler, mas vou adiantar para vocês que ela nunca se satisfez buscando o amor. É porque somos insatisfeitos e achamos que o amor vai nos preencher.  O trabalho da análise é levar a cada um de nós nos havermos com essa insatisfação, com esse vazio, com o buraco existencial para dar possibilidade do amor circular pela nossa vida, sem a pretensão de que ele nos preencha no todo.


Cada teoria com a sua verdade, mas em um ponto todas se convergem: é o amor o que favorece ao todos os seres humanos aspirarem uma vida mais elevada e transcendente.


</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/feeds/6941040651937718661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2023/11/amor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/6941040651937718661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/6941040651937718661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2023/11/amor.html' title='Amor'/><author><name>Eliana Olimpio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11160457536407577968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='11' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrsuThuheq8Rc73H9F1MknEAKTZ6V2GnjiQYEVQpbBwtu6NwV9PtulpYGuAsAGiKhGBstPNu3kZQsFUBmmuvO8oJi31r5L8X8K-mjk-h2f_SdpQQFeAAylMNdzlXvzc24/s220/LOGO+AMPLIAR.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEis9c8iz2sDbXtGGieX6Kvd4tI0BW5yiMUWjgS-MfQyOjBaQvcoGTeOSwsxB0yDMRwGGPemj43rIin90MHGRdUmF6AJIilLqLffHs9RcXeIjBqJqXNnJMSHP_9887zArR9aLmMtoa49r2q5uKevvqGhb1jq_IXP_22Qs7rKP9FmlXYzR2p3ivcJZSmeq7wc/s72-c/desenho-de-linha-continua-de-sinal-de-amor-com-ilustracao-minimalista-de-dois-coracoes-vetoriais-do-conceito-de-amor_676691-760.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182122668287761377.post-8117849939284706871</id><published>2023-04-04T13:57:00.001-03:00</published><updated>2023-04-04T13:57:38.124-03:00</updated><title type='text'>Conteúdos através de pequenos vídeos!</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;
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Novo ano em novos tempos!



A pandemia acelerou a incorporação tecnológica ao nosso cotidiano provocando mudanças nos nossos padrões de comportamento, alterou nossa subjetividade e produziu consequências benéficas e maléficas.



Isso remete à que, qualquer profissional, mas principalmente aqueles voltados para as àreas humanas e de saúde necessitam atualizar seus estudos levando em conta essas consequências e exige o profissional se empenhe em se aprimorar para oferecer o que há melhor para o seu cliente.



Vamos criar, então, para os  nossos planos para 2023, independente da nossa área de atuação, estratégias de investimento de tempo, dinheiro e dedicação à nossa reciclagem ou atualização profissional. Muitos cursos são oferecidos, e hoje temos a vantagem de podermos fazê-los à distancia, no conforto da nossa casa, sem as despesas de deslocamento.



Freud, há mais de 100 anos já recomendava que os analistas permanecessem em constante atualização dos estudos em psicanálise, bem como a supervisão dos casos com outro profissional experiente e mantivessem a sua análise pessoal. É uma prática a que devemos estar atentos.



E feliz 2023 com muito estudo e dedicação.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/feeds/7722878306149040675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2022/12/novo-ano-em-novos-tempos-manter.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/7722878306149040675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/7722878306149040675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2022/12/novo-ano-em-novos-tempos-manter.html' title='Novo ano em novos tempos: manter a atualização profissional'/><author><name>Eliana Olimpio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11160457536407577968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='11' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrsuThuheq8Rc73H9F1MknEAKTZ6V2GnjiQYEVQpbBwtu6NwV9PtulpYGuAsAGiKhGBstPNu3kZQsFUBmmuvO8oJi31r5L8X8K-mjk-h2f_SdpQQFeAAylMNdzlXvzc24/s220/LOGO+AMPLIAR.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjPqAycvrwtLVHhrYyufmCMwXoUVsDpmwrPJYJb4Fqf4lx61TySCKfckRYyLuaUaIVN7yl1ryY5NJIt8Xuqjxhs90g4Ep_7aKmbdFt65C0OKs3SvuEGV5yGDVo37ma57C3ARup3DqHorFh2m5Rm6kzRjRPcvQ-yKOqY7oRzX8UPVxh6GIA07a0CxJ2Hew/s72-c/atualizacao%20estudos.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182122668287761377.post-1055572769556623309</id><published>2022-06-24T15:57:00.001-03:00</published><updated>2022-06-24T15:57:23.983-03:00</updated><title type='text'>O que é a felicidade?</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjRAIPAkhZPGiaR57iyGjzwiWODRbrc5uznFz34FdLSnJnGE1dLzHRIRLf4219FiCmpcyzT9-FDwkzYKkTFuEicwHU1o4TGF2OdsrkYHUeAYkLwgp7FiJh7s9r5rRXMRJxgvA9aeJzR2LB8zim8RYmGJ0E8B-k0Dw6gWRXNFuSGsjJ-sBFU3vkDG9PlWg/s926/1591666806141_image.png&quot; style=&quot;display: block; padding: 1em 0; text-align: center; &quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; width=&quot;320&quot; data-original-height=&quot;720&quot; data-original-width=&quot;926&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjRAIPAkhZPGiaR57iyGjzwiWODRbrc5uznFz34FdLSnJnGE1dLzHRIRLf4219FiCmpcyzT9-FDwkzYKkTFuEicwHU1o4TGF2OdsrkYHUeAYkLwgp7FiJh7s9r5rRXMRJxgvA9aeJzR2LB8zim8RYmGJ0E8B-k0Dw6gWRXNFuSGsjJ-sBFU3vkDG9PlWg/s320/1591666806141_image.png&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;

O progresso material garante felicidade? A resposta é controversa.

Para Aristóteles o ser humano é feliz na medida em que realiza a obra da sua vida. É necessário que a pessoa tenha atingido certa etapa na vida para poder começar a considerar se é feliz ou não.

Na perspectiva estóica, a sabedoria consiste em não desejar o que não está ao seu próprio alcance e assim ser feliz.

Já para a concepção eudemonica, o nível sócioeconomico correlaciona-se com a felicidade independente da idade, porém, em pesquisa recente constatou-se que o nível de bem estar subjetivo de uma população em relação à renda (PIB) sustenta-se apenas até determinado patamar, acima do qual a renda deixa de acrescentar à felicidade.

Duas parecem ser as ordens de fatores que influenciam as percepções de felicidade:
a) fatores subjetivos, determinados tanto pela constituição genética quanto pela experiência individual,
b) fatores objetivos, relacionados principalmente às circunstancias externas, como o bem estar material.

Logo, cada indivíduo possui um nível ótimo de bem-estar, o qual pode ser, ao menos parcialmente, geneticamente determinado, mas que se mantêm regulado à medida em que pode lançar mão de mecanismos moderadores para compensar os efeitos de situações danosas.


Há também os mecanismos neurobiológicos que implementam as experiências de felicidade no cérebro. Por exemplo, um modelo contemporâneo sugere que os dispositivos de prazer estão relacionados à ativação dopaminérgica de um circuito límbico com epicentro na medula (core) do núcleo accumbens (NAc), de forma que a felicidade pode depender do desenvolvimento de circuitos pré-frontais que amadurecem lentamente até a terceira década de vida e que são desenvolvimentos relativamente recentes na árvore evolutiva das espécies.


Ora, a busca pela felicidade constitui ao mesmo tempo uma obsessão motivacional entre  os humanos e uma armadilha evolutiva. A ideologia iluminista sugeriu que seria possível concretizar um estado de bem-aventurança na Terra por meio do progresso material e social. Mas, as diversas engenharias sociais, socialistas e capitalistas não conduzem forçosamente à felicidade ou à infelicidade. Teorias humanistas apontam para a satisfação subjetiva, enquanto teorias cerebrais encontram respostas nos mecanismos neurobiológicos proximais.

O desafio, porém, que se lança aos indivíduos, para além das questões cerebrais, é maximizar e simultaneamente, compartilhar com as gerações, sua aptidão para a felicidade no longo prazo. Infelizmente, os seres humanos, na maioria das vezes, não se comportam como agentes racionais e a experiência acumulada não se transmite automaticamente entre gerações sucessivas. Cada geração e cada indivíduo precisam encontrar por si próprios a solução para o paradoxo da felicidade.

</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/feeds/1055572769556623309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2022/06/o-que-e-felicidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/1055572769556623309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/1055572769556623309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2022/06/o-que-e-felicidade.html' title='O que é a felicidade?'/><author><name>Eliana Olimpio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11160457536407577968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='11' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrsuThuheq8Rc73H9F1MknEAKTZ6V2GnjiQYEVQpbBwtu6NwV9PtulpYGuAsAGiKhGBstPNu3kZQsFUBmmuvO8oJi31r5L8X8K-mjk-h2f_SdpQQFeAAylMNdzlXvzc24/s220/LOGO+AMPLIAR.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjRAIPAkhZPGiaR57iyGjzwiWODRbrc5uznFz34FdLSnJnGE1dLzHRIRLf4219FiCmpcyzT9-FDwkzYKkTFuEicwHU1o4TGF2OdsrkYHUeAYkLwgp7FiJh7s9r5rRXMRJxgvA9aeJzR2LB8zim8RYmGJ0E8B-k0Dw6gWRXNFuSGsjJ-sBFU3vkDG9PlWg/s72-c/1591666806141_image.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182122668287761377.post-8319935212352108652</id><published>2022-06-14T17:29:00.000-03:00</published><updated>2022-06-14T17:29:49.771-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiK_9A0K3nIOUxEEctHcg9rgyUUyUHnHXsUKuhJhqh6j-YYIwkTLwvHAwTymCI3w7lW1GclHX16L8Idktynf1ut2MKAowbiZ0tOheTH7xSVxepLEGHBRFqaGk1LT1WOx1jtZDJLuL2I030minuB0W5_u8nPSNuipymZcd1zB-Yr8MxAV-_SzwDzR7LX8Q/s1470/990930-cansado-empresario-sentado-a-mesa-no-escritorio-foto.jpg&quot; style=&quot;display: block; padding: 1em 0; text-align: center; &quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; width=&quot;320&quot; data-original-height=&quot;980&quot; data-original-width=&quot;1470&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiK_9A0K3nIOUxEEctHcg9rgyUUyUHnHXsUKuhJhqh6j-YYIwkTLwvHAwTymCI3w7lW1GclHX16L8Idktynf1ut2MKAowbiZ0tOheTH7xSVxepLEGHBRFqaGk1LT1WOx1jtZDJLuL2I030minuB0W5_u8nPSNuipymZcd1zB-Yr8MxAV-_SzwDzR7LX8Q/s320/990930-cansado-empresario-sentado-a-mesa-no-escritorio-foto.jpg&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;

&lt;b&gt;
&lt;b&gt;O perfeccionismo é bom ou ruim&lt;/b&gt;?&lt;/b&gt;



Não raras vezes queremos ser e fazer tudo com tanta perfeição e nos exigimos tanto, que nem começamos o que havíamos planejado. Não percebemos que o que interessa é o que está feito. Não nos permitimos errar. Então, procrastinamos e deixamos para depois, para quando estiver tudo pronto, tudo organizado, e ai, não começamos nunca.


O perfeccionismo não deixa a pessoa fazer nada. 


Fomos criados para ser o bebê mais lindo do mundo e nossos pais acreditavam que iriamos atender todas as exigências sociais, familiares e do sistema, sem errar.  Vamos crescendo e absorvendo essa mentalidade de que temos que ser perfeitos para sermos aceitos. Preocupamos com o que as pessoas esperam de nós e temos uma enorme necessidade de agradar as pessoas para sermos amados. 


O perfeccionismo tem muito a ver com a questão do narcisismo e num grau muito acentuado gera a megalomania – um sentimento de superioridade, que é patológico. Por outro lado, tem a pessoa que não se vê perfeita, se sente inferior, destruída, que se vê como um sujeito que não tem nada, que não consegue fazer nada direito. Isso também é patológico. Entre esses dois extremos é que se encontram aqueles que buscam alcançar a perfeição, mas que têm a consciência de que a perfeição em si é inalcançável.


O perfeccionismo gera dois sentimentos: a inibição e a ansiedade. Ambos te deixam paralisados.  É algo assim:  “ ah... eu preciso fazer mas eu não sei como e eu ando para lá e para cá e não saio do lugar”.


Bauman, o sociólogo, fala que na atualidade existem três exigências que nos levam ao perfeccionismo: o controle para obter segurança, o controle para obter o máximo de higiene, e o controle para obter a liberdade. De fato, as pessoas pensam que elas tem controle sobre as coisas – e isso é uma ilusão porque a gente não tem controle sobre nada. O perfeccionista precisa controlar tudo, ele tem que controlar antes da coisa acontecer, tem que planejar excessivamente a coisa,  se apega aos detalhes, é extremamente crítico. Ele tem uma autocritica muito grande, e muitas vezes ele coloca essa crítica sobre os outros. Ele não consegue olhar o outro com um olhar amoroso, tem sempre ali um olhar feroz chamando aquela pessoa aos pontos que ele vê como negativos. Também tem a ver com o sentimento de insegurança e instabilidade. As pessoas procuram estabilidade. É como se quisessem ter controle sobre o incontrolável, já que a vida é dinâmica e inusitada.


Associado a isso, o sistema capitalista exige o máximo de produção e o mínimo de perda e o sujeito tem que fazer esse cálculo em que ele precisa produzir com o máximo de perfeição para que não ter prejuízos. 


É claro que a gente pode ter a perfeição como meta. Algo a se alcançar. Mas, nesse processo, temos que nos dar o direito de sermos humanos, podermos errar. Saber que eu não sou Deus. Se eu sou humana, e se eu tenho esse lugar para errar, por que que eu preciso me apresentar como se eu fosse super-herói? Como se eu fosse infalível? Por que que eu não me apresento com as minhas dificuldades, com as minhas deficiências, com a minha necessidade de melhorar todos os dias?


O que vai contrapor a esse sistema que exige da gente o perfeccionismo é justamente a humanidade. É você falhar, é você ser você mesmo. É você dizer: “olha, não estou dando conta disso! Depois eu vou aprimorar!”  Sair dos extremos que seriam patológicos – perfeito demais ou imperfeito demais – para o meio, ou seja, a perfeição é algo a se alcançar, mas com leveza, porque assim fica melhor e mais saudável.  

</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/feeds/8319935212352108652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2022/06/o-perfeccionismo-e-bom-ou-ruim-nao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/8319935212352108652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/8319935212352108652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2022/06/o-perfeccionismo-e-bom-ou-ruim-nao.html' title=''/><author><name>Eliana Olimpio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11160457536407577968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='11' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrsuThuheq8Rc73H9F1MknEAKTZ6V2GnjiQYEVQpbBwtu6NwV9PtulpYGuAsAGiKhGBstPNu3kZQsFUBmmuvO8oJi31r5L8X8K-mjk-h2f_SdpQQFeAAylMNdzlXvzc24/s220/LOGO+AMPLIAR.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiK_9A0K3nIOUxEEctHcg9rgyUUyUHnHXsUKuhJhqh6j-YYIwkTLwvHAwTymCI3w7lW1GclHX16L8Idktynf1ut2MKAowbiZ0tOheTH7xSVxepLEGHBRFqaGk1LT1WOx1jtZDJLuL2I030minuB0W5_u8nPSNuipymZcd1zB-Yr8MxAV-_SzwDzR7LX8Q/s72-c/990930-cansado-empresario-sentado-a-mesa-no-escritorio-foto.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182122668287761377.post-7704699203555985709</id><published>2022-06-11T22:39:00.001-03:00</published><updated>2022-06-11T22:39:32.024-03:00</updated><title type='text'>Relações amorosas nos dias atuais</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEij0BP8RX6O638vxrkHehI7HCx57l3nLanxId539WSfwSZ7dRQo5dlaQRPAPPVnbMR9uIv3xgPiNdTMY0X9cmj2eAggicdcc91eLrrw7M8HzEB0xQdzXlFq-EvqeHttgwZv96wUfYHYYz3MVlCZpdKpaVJgP55-mE0mbDJB-0A3owXyZ-fYGuwKk9Tw9g/s800/Namorados.png&quot; style=&quot;display: block; padding: 1em 0; text-align: center; &quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; width=&quot;320&quot; data-original-height=&quot;599&quot; data-original-width=&quot;800&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEij0BP8RX6O638vxrkHehI7HCx57l3nLanxId539WSfwSZ7dRQo5dlaQRPAPPVnbMR9uIv3xgPiNdTMY0X9cmj2eAggicdcc91eLrrw7M8HzEB0xQdzXlFq-EvqeHttgwZv96wUfYHYYz3MVlCZpdKpaVJgP55-mE0mbDJB-0A3owXyZ-fYGuwKk9Tw9g/s320/Namorados.png&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;


Os relacionamentos amorosos, desde a antiguidade, são causa de reflexões por parte de religiosos, filósofos, escritores, psicanalistas e outros pensadores.
A psicanálise considera que as relações amorosas se iniciam em tenra infância, entre a criança e seus pais ou com qualquer pessoa que tenha desempenhado os cuidados essenciais à sobrevivência da criança. 


Os cuidados, como amamentação, higiene e aconchego são fundadores do processo psíquico do sujeito.  Os cuidados ultrapassam a necessidade para se constituírem como demandas que partem tanto do bebê quanto dos seus cuidadores. A alimentação, por exemplo, deixa de ser apenas uma necessidade de saciar a fome e passa a constituir-se como uma demanda de se deixar alimentar. Também a higiene em torno das fezes deixa de ser uma necessidade de reter/expulsar e passa à demanda de agradar/aborrecer o outro. O bebê entende que o cuidador tem sobre ele expectativas assim como, por outro lado, há expectativas do cuidador que o bebê pode ou não atender. 


Com base nesta relação é que se desenvolvem os afetos que podem ser hostis ou amorosos.  É que os sentimentos são ambíguos, permeados de amor e ódio e se repetirão ao longo da vida adulta dos sujeitos, se estendendo nas mais diversas formas de relacionamentos, como entre professor aluno, padre devoto, analista paciente, chefe subordinado, mas, principalmente entre os pares amorosos.


O sujeito, na sua vida adulta, tende a escolher como parceiro amoroso aquela pessoa que de alguma forma favoreceria a repetição da sua relação com os pais da infância. 


O tratamento psicanalítico possibilitaria ao sujeito reconhecer as motivações inconscientes das suas escolhas ou se livrar de repetição de vivencias de relacionamentos tóxicos e agressivos visando novas modalidade de relacionar-se, com afetos amorosos e não mais hostis.


Hoje, dia dos namorados, seria interessante refletir sobre as relações amorosas que estabelecemos e cuidar de, para além da troca de presentes, buscarmos o diálogo, a transparência e o amor.
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/feeds/7704699203555985709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2022/06/relacoes-amorosas-nos-dias-atuais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/7704699203555985709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/7704699203555985709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2022/06/relacoes-amorosas-nos-dias-atuais.html' title='Relações amorosas nos dias atuais'/><author><name>Eliana Olimpio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11160457536407577968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='11' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrsuThuheq8Rc73H9F1MknEAKTZ6V2GnjiQYEVQpbBwtu6NwV9PtulpYGuAsAGiKhGBstPNu3kZQsFUBmmuvO8oJi31r5L8X8K-mjk-h2f_SdpQQFeAAylMNdzlXvzc24/s220/LOGO+AMPLIAR.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEij0BP8RX6O638vxrkHehI7HCx57l3nLanxId539WSfwSZ7dRQo5dlaQRPAPPVnbMR9uIv3xgPiNdTMY0X9cmj2eAggicdcc91eLrrw7M8HzEB0xQdzXlFq-EvqeHttgwZv96wUfYHYYz3MVlCZpdKpaVJgP55-mE0mbDJB-0A3owXyZ-fYGuwKk9Tw9g/s72-c/Namorados.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182122668287761377.post-549984386036740124</id><published>2021-01-16T11:41:00.002-03:00</published><updated>2021-01-16T11:41:20.196-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGlvSgn0ML8MuC7A-lvY0bp55gc7q2XeC-XTN-OO0ImPVPrQKeyUKmr-Ect24Hl2RB3Zxol2Cw2o3faTViH7-X3EaVLEmOAj7XS6L2xlF8W9jzghPkk-p00sBw-GdvjBMuLkyK63WpajWt/s800/GABARITO.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;455&quot; data-original-width=&quot;800&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGlvSgn0ML8MuC7A-lvY0bp55gc7q2XeC-XTN-OO0ImPVPrQKeyUKmr-Ect24Hl2RB3Zxol2Cw2o3faTViH7-X3EaVLEmOAj7XS6L2xlF8W9jzghPkk-p00sBw-GdvjBMuLkyK63WpajWt/s320/GABARITO.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;DICAS PARA O DIA DA PROVA&lt;/b&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;1 dia antes&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11pt;&quot;&gt;Nada de alimentação
pesada. Procure energizar-se com proteínas e carboidratos, mas nada gorduroso,
pois as gorduras demoram a ser digeridas. Vitaminas e sais minerais fazem bem.
Use e abuse das frutas e verduras. Prefira carnes grelhadas. Deve-se jantar
pelo menos 4 horas antes de dormir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoBodyText2&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Nada
de bebidas energéticas, pó de guaraná e outras...Essas misturas acabam com o
sono, a memória, a capacidade de concentração e o raciocínio que você precisará
no dia seguinte. No lugar disso, tome bastante água ou suco de frutas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11pt;&quot;&gt;Se precisar de energia rápido, prefira uva passa,
que é doce e muito mais saudável, podendo substituir o chocolate.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;No dia D&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11pt;&quot;&gt;Tome um bom banho, um café
da manhã reforçado, respire fundo, confie no seu taco e vá em frente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Leia atentamente as questões e entenda o que foi
pedido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Comece pelas questões que considera mais fáceis, o
que lhe dá autoconfiança para continuar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoBodyText3&quot;&gt;Na prova escrita, planeje mentalmente as respostas antes
de colocá-las no papel. O mínimo de raciocínio lógico conta pontos, mesmo se
você não responder tudo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11pt;&quot;&gt;Se der um branco total durante a prova, pare por
alguns minutos para fazer os exercícios alongando os braços e pescoço, respirando bem.
Lembre-se da sua música predileta, sua cor preferida, a frase que mais gosta...Você
continuará a prova bem mais &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14.6667px;&quot;&gt;tranquilo&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11pt;&quot;&gt;&amp;nbsp;e concentrado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;h1&gt;&lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Elaborado por: Eliana Olímpio – psicóloga – Fone:99723.0845&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/h1&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/feeds/549984386036740124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2021/01/dicas-para-o-dia-da-prova-1-dia-antes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/549984386036740124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/549984386036740124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2021/01/dicas-para-o-dia-da-prova-1-dia-antes.html' title=''/><author><name>Eliana Olimpio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11160457536407577968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='11' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrsuThuheq8Rc73H9F1MknEAKTZ6V2GnjiQYEVQpbBwtu6NwV9PtulpYGuAsAGiKhGBstPNu3kZQsFUBmmuvO8oJi31r5L8X8K-mjk-h2f_SdpQQFeAAylMNdzlXvzc24/s220/LOGO+AMPLIAR.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGlvSgn0ML8MuC7A-lvY0bp55gc7q2XeC-XTN-OO0ImPVPrQKeyUKmr-Ect24Hl2RB3Zxol2Cw2o3faTViH7-X3EaVLEmOAj7XS6L2xlF8W9jzghPkk-p00sBw-GdvjBMuLkyK63WpajWt/s72-c/GABARITO.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182122668287761377.post-5045974930456083922</id><published>2020-10-03T18:22:00.005-03:00</published><updated>2020-10-03T18:22:49.937-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjfJgP_VXd_zQktB4uCw5XOXgRKeo4d1B5vfruUwBgzW9R9FRHj-0hmH0SsdWNetHiEsagTk8PmGIZgZv-71IEnGyt23ZK4Mrvmk2_D-qOjUKU7qZ6Dwyd60XRxMsbbJwQaHXB3t1O_UCm-/s1080/Arte+Estudar.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1080&quot; data-original-width=&quot;1080&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjfJgP_VXd_zQktB4uCw5XOXgRKeo4d1B5vfruUwBgzW9R9FRHj-0hmH0SsdWNetHiEsagTk8PmGIZgZv-71IEnGyt23ZK4Mrvmk2_D-qOjUKU7qZ6Dwyd60XRxMsbbJwQaHXB3t1O_UCm-/s320/Arte+Estudar.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Encontre a melhor maneira, o melhor lugar, o melhor
horário para estudar. Estude da maneira que for mais eficaz para você, mas
evite estudar sentado no chão ou deitado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;A melhor posição para estudar é sentado, com as costas
encostadas na cadeira. Suas mãos devem manter-se sobre a mesa. Procure um
ambiente arejado, tranquilo, com pouca interrupção e bem iluminado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Deixe apenas o material que vai precisar à mão para
evitar ficar se levantando. Evite deixar livros de outras matérias para não
desviar a atenção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Estabeleça rotina de estudo, dosando obrigação e
diversão e busque informação em todos os cantos que puder para obter sua
entrada no ensino superior.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Fixe, em casa, como tempo mínimo de estudos&amp;nbsp; 4 a 5 horas com intervalos de 10 minutos a
cada 50 minutos. Nestes 10 minutos de intervalo, levante, coma alguma coisa,
converse com alguém, ouça uma música. Nada de assistir tv ou ir para a
internet, pois o vídeo é estimulante e hipnotizador. Você não conseguirá sair
da frente dele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Utilize sempre que preciso o dicionário, o que
aumenta o vocabulário e ajuda a aprender o significado das palavras (técnica de
memorização). Esquematize seus estudos, que é uma forma de reorganizar o
conhecimento de forma diferente, o que ajuda a retê-lo. O importante é ser
oganizado e sistematíco, organizando um mínimo de horas diárias em casa para
refazer exercícios e rever os pontos fundamentais das matérias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Não deixe para a última hora para optar por
determinada carreira. Pese suas habilidades, aptidões e limitações e veja se
determinado curso o interessa. Leia jornais e revistas e procure saber detalhes
sobre as diversas profissões e o mercado de trabalho. Ouça profissionais de
diversas áreas, vá a palestras, visite universidades e empresas e converse com
os professores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Um semestre
antes&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Faça um calendário de estudo, incluindo as obras
literárias para o Enem, as matérias que você deverá dedicar mais esforço
e para rever as que você tem mais dificuldade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Procure manter-se informado, atento aos grandes
acontecimentos que certamente poderão ser abordados como tema de redação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Procure estudar em grupo para absorver as
habilidades que outras pessoas possuem e que poderão contribuir com seu
aprendizado. Em compensação, colabore ensinando aquelas disciplinas que para
você é mais fácil. Ensinar e reter o conhecimento. Faça resumo dos pontos
importantes para consultar perto do exame e anote as dúvidas para esclarecer
com os professores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Seja bastante disciplinado. Tenha hora para acordar, se alimentar, estudar, se divertir e dormir até mesmo nos finais de semana. Dessa
forma, o seu cérebro e o seu corpo irão se acostumar com seu dia-a-dia e
estarão preparados quando você precisar deles.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;“Guarde espaço” na sua memória para as coisas importantes.
Assim, guarde seus objetos simples como lápis, borracha, sempre no mesmo local,
para que você não precise acionar a memória, reservando-a para coisas mais
importantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Inclua em sua rotina, a prática de algum esporte:
natação, caminhada... Ao praticar qualquer atividade física, você prepara o seu
corpo para enfrentar as consequências dessa matarona de estudos. Além disso, o
esporte diminui a ansiedade, ativa a circulação e, consequentemente, aumenta a
produtividade. Exercícios físicos aceleram a circulação sanguínea no organismo
intensificando a irrigação do cérebro. Pratique esporte pelo menos 2 vezes por
semana. Uma caminhada, andando com os passos ritmados oxigena o cérebro, e,
também, ao caminhar a pessoa ganha objetividade, fica mais decidida e essa
atividade também ajuda a melhorar a concentração. Exercícios físicos ajudam o
corpo a liberar endorfina, o estimulante produzido pelo organismo que melhora a
atenção.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Elimine todas as drogas, incluindo álcool e
medicamentos como tranquilizantes e soníferos, a menos que sejam prescritos
por um médico. Tudo isso age no sistema nervoso central, podendo afetar sua
disposição e concentração.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11pt;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Um mês antes&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Verifique as datas e horários das provas das
diversas escolas que você vai prestar o vestibular e agende em local visível e
de fácil acesso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Procure fazer para si mesmo perguntas sobre as
partes mais difíceis das matérias. Concentre-se nas matérias que você necessita reforço, refazendo os exercícios. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Consulte seu professor sobre aqueles exercícios que você
não conseguiu resolver, evitando acumular dúvidas. Evite faltar às aulas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Antes de dormir, tente repassar o seu dia de
estudos. Faça isso de forma leve, sem a preocupação de se recordar de tudo,
porque as lembranças emergem como um novelo que se desenrola. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Evite tudo o que pode lhe causar desconforto e
desatenção, como estudar com fome, por exemplo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Durma e alimente-se bem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Pratique caminhadas, vá as festas, divirta-se!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Duas semanas
antes&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Tente anotar pequenos lembretes que você precisará
providenciar para o dia D. Diminua sua carga horária de estudos
extra-escolares. Excesso de estudo poderá cansar você...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Se ficar ansioso e não conseguir se concentrar,
procure relaxar, utilizando como técnica de respiração&amp;nbsp; ou faça exercícios de alongamento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Uma semana
antes&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Procure visitar o local das provas: itinerário,
ônibus, trânsito... Imagine-se fazendo o percurso no dia da prova e como estará
o cenário... Calcule o tempo que demorará no percurso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Organize os documentos que serão necessários para o
dia D.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;A alimentação deve constar de pelo menos 5 refeições
por dia: café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde e jantar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Procure praticar alguma atividade ao ar livre, para
diminuir a tensão (um dos fatores que mais atrapalham a concentração).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Divirta-se!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;5 dias antes&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;: Procure dormir
suficientemente, alimentar, namorar...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;2 dias antes&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;: Procure alimentar
normalmente, sem inovar.&amp;nbsp; Procure dormir
bastante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Evite pegar em livros para estudar. Leia algo
interessante ou assista um filme divertido. Relaxe saindo com os amigos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;1 dia antes&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;: Nada de alimentação
pesada. Procure energizar-se com proteínas e carboidratos, mas nada gorduroso,
pois as gorduras demoram a ser digeridas. Vitaminas e sais minerais fazem bem.
Use e abuse das frutas e verduras. Prefira carnes grelhadas. Deve-se jantar
pelo menos 4 horas antes de dormir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11pt; text-align: center;&quot;&gt;Nada
de bebidas energéticas do tipo Flyimg Horse... pó de guaraná e outras...Essas
misturas acabam com o sono, a memória, a capacidade de concentração e o
raciocínio que você precisará no dia seguinte. No lugar disso, tome bastante
água ou suco de frutas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Se precisar de energia rápido, prefira uva passa,
que é doce e muito mais saudável, podendo substituir o chocolate.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;No dia D&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;: Tome um bom banho, um café
da manhã reforçado, respire fundo, confie no seu taco e vá em frente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Leia atentamente as questões e entenda o que foi
pedido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Comece pelas questões que considera mais fáceis, o
que lhe dá autoconfiança para continuar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Na prova escrita, planeje mentalmente as respostas antes
de colocá-las no papel. O mínimo de raciocínio lógico conta pontos, mesmo se
você não responder tudo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoBodyText3&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;Se der um branco total durante a prova, pare por
alguns minutos para fazer os exercícios citados, respirando muito bem.
Lembre-se da sua música predileta, sua cor preferida, a frase que mais gosta...
Você continuará a prova bem mais tranqüilo e concentrado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 11.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;Elaborado
por: Eliana Olímpio - psicóloga&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/feeds/5045974930456083922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2020/10/encontre-melhor-maneira-o-melhor-lugar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/5045974930456083922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/5045974930456083922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2020/10/encontre-melhor-maneira-o-melhor-lugar.html' title=''/><author><name>Eliana Olimpio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11160457536407577968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='11' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrsuThuheq8Rc73H9F1MknEAKTZ6V2GnjiQYEVQpbBwtu6NwV9PtulpYGuAsAGiKhGBstPNu3kZQsFUBmmuvO8oJi31r5L8X8K-mjk-h2f_SdpQQFeAAylMNdzlXvzc24/s220/LOGO+AMPLIAR.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjfJgP_VXd_zQktB4uCw5XOXgRKeo4d1B5vfruUwBgzW9R9FRHj-0hmH0SsdWNetHiEsagTk8PmGIZgZv-71IEnGyt23ZK4Mrvmk2_D-qOjUKU7qZ6Dwyd60XRxMsbbJwQaHXB3t1O_UCm-/s72-c/Arte+Estudar.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182122668287761377.post-5473603497460389983</id><published>2020-05-03T15:42:00.003-03:00</published><updated>2020-05-03T15:45:06.526-03:00</updated><title type='text'>VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E PANDEMIA</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi5By6IPq7etkUvW5HqkpkqE7R2s6nYOYJu9mhP7f4MWxfSsQWtEaEaQEkcGiIgCNsWfOPejxsBUlSy9DwpDAeZ-tN4DArlqyIdIAS-Pdekz0Y87wL345qP5Mq2N1oZ2pknB2135936n68j/s1600/IMG-20200428-WA0043.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1280&quot; data-original-width=&quot;1280&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi5By6IPq7etkUvW5HqkpkqE7R2s6nYOYJu9mhP7f4MWxfSsQWtEaEaQEkcGiIgCNsWfOPejxsBUlSy9DwpDAeZ-tN4DArlqyIdIAS-Pdekz0Y87wL345qP5Mq2N1oZ2pknB2135936n68j/s320/IMG-20200428-WA0043.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Estamos vivendo, mundialmente, em
isolamento social e a ONU - Organização das Nações Unidas - alerta para o
crescimento exacerbado de denúncias de violência doméstica em quase todos os
países.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A violência doméstica atinge
principalmente mulheres, idosos e crianças. A violência é muito anterior ao
isolamento. É muito comum, no atendimento no consultório, ouvirmos relatos de
mulheres com relação à agressividade dos companheiros, seja com elas mesmas ou
com os filhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Parece que nesse tempo de
pandemia, o sofrimento dessas mulheres e de outros membros dessas famílias tem
aumentado. É fato que a escassez de recursos em famílias de baixa renda
potencializa a agressividade. A falta de lazer, os problemas financeiros, o
ambiente muito apertado e restrito são estopins para a prática da violência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Também o confinamento dificulta a
vida das mulheres, já que elas precisam conciliar o trabalho doméstico, o
cuidado com a família, a escassez de recursos, o cansaço físico e, ainda, a
convivência muito intensa com companheiros que, na maioria das vezes, não
contribuem com as tarefas domésticas, não contribuem com os cuidados com a
família e quando o fazem, são agressivos. Muitos deles não acham que as tarefas
domésticas podem ser desempenhadas também por eles, deixando a mulher
sobrecarregada e se ela se queixa, ele a enfrenta com agressividade e violência.
&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É notório que as subnotificações dos casos de
violência são devidas ao medo, a vergonha, impotência, falta de recursos
financeiros ou ainda, falta de acesso aos canais de denúncia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em tempos de pandemia, como que
uma mulher acuada em ambiente de confinamento poderá pedir socorro na presença
do companheiro que as ameaçam? As vítimas nesse momento de confinamento estão
vigiadas e trancadas com seus agressores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Enquanto o vírus se espalha em
países com instituições já fracas, menos informações e dados estarão
disponíveis, o que não significa que a vulnerabilidade de mulheres e seus
filhos estará menos altas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Sabemos que nessa época, os
profissionais de saúde e os atendentes da polícia estão sobrecarregados; os
abrigos que acolhem essas mulheres estão cheios ou fechados; as ONGs estão
paralisadas ou com pouco dinheiro disponível. Mas é necessário que a sociedade,
de uma forma geral, ajude essas mulheres a romperem com o silêncio. É preciso
salvar as vítimas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É preciso fazer funcionar os
serviços de atendimento às mulheres, orientando-as sobre os seus direitos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Elas precisam saber que há
dispositivos funcionando 24 horas, todos os dias, inclusive feriados e que podem
ser acionados de qualquer lugar do Brasil. Os mais populares são o LIGUE 180
(Disque denúncia), o DISQUE 100 (Ministério da Mulher, da Família e dos
Direitos Humanos) e o 190 (Policia Militar), que são canais gratuitos e
confidenciais em que as mulheres podem fazer as denúncias. Também tem o
aplicativo PenhaS e o site &lt;a href=&quot;http://www.mapadoacolhimento.org.br/&quot;&gt;www.mapadoacolhimento.org.br&lt;/a&gt;.
&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Segundo dados do Ministério da
Saúde no ano passado, 1 mulher é agredida a cada 4 minutos e&amp;nbsp; a maioria delas sobrevive. Mas
dentre essas, 1 mulher é morta a cada 7 horas. O mapa da violência da
Secretaria de Segurança Pública registra apenas os casos de morte, os casos de
assassinato. A violência cometida nas sobreviventes não entra nessa
estatística.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A relação entre violência contra
a mulher e sua saúde tem se tornado cada vez mais evidente. A violência física,
sexual, psicológica e social das mulheres aumenta a probabilidade delas caírem
em depressão e adquirirem hábitos de consumo de álcool e drogas. De fato,
muitas recorrem ao álcool e drogas como forma de suportar os maus tratos. Os
corpos dessas mulheres ficam marcados por lesões corporais decorrentes de
socos, tapas, chutes, amarramentos, queimaduras, espancamentos e
estrangulamentos. E os maus tratos psicológicos, muito mais sutis, também marcam o&amp;nbsp; seu psiquismo e sua vida social.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nestes casos, elas apresentam
situações de medo, insegurança, desconfiança, dor, incerteza, frustração, além
das lesões físicas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A violência contra a mulher é uma
questão política, cultural, policial, jurídica e de saúde pública.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O chefe da ONU, Antonio Guterrez,
instou todos os governos a fazerem da prevenção e da reparação da violência
contra as mulheres uma parte essencial de seus planos nacionais em resposta à
Covid-19 e destacou várias ações que podem ser tomadas para melhorar a
situação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Solicita-se adoção de protocolos
interdisciplinares de atendimento às vitimas que chegam através dos
enfermeiros, médicos, assistentes sociais, psicólogos, agentes da polícia e
outros, com foco na prevenção dos agravos e na recuperação da saúde. Protocolos
corretamente preenchidos e que relatem as lesões, suspeitas de lesões e
violências servem para combater a impunidade e salvar vidas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
No Brasil, a OAB constatou o
aumento das estatísticas da violência e propôs aumentar o número de abrigos
para as vítimas; criar maneiras seguras para que estas procurem apoio; evitar
liberar prisioneiros com recorrências de violência contra mulheres; ampliar
campanhas de conscientização pública.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Do lado da psicologia, o que se
sabe é que o termo VIOLÊNCIA deriva do latin &lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;vis,&lt;/i&gt; que significa força. Refere-se ao constrangimento e ao uso da
superioridade física sobre o outro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Neste caso, o mais comum é a
violência de gênero, exercida pelos homens contra as mulheres, que impõem a
força física, mantendo o controle e o domínio simplesmente porque são mais
fortes e porque o outro é mulher. Neste caso, inclui-se mais atos de violência
contra as meninas do que contra os meninos. No seio da família, ainda,
encontra-se a violência dos adultos sobre os idosos e as crianças. Crianças que
presenciam violência na família tem probabilidades de desenvolver ansiedade,
depressão, transtorno de conduta e atrasos no seu desenvolvimento cognitivo.
Poderão, ainda, se converter em vítimas de maus-tratos ou futuros agressores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A história da violência contra a
mulher remonta a tempos antigos, desde quando as religiões pregavam a
supremacia do macho sobre as fêmeas. Os homens tinham o direito de corrigir a
mulher que teria cometido uma transgressão com uso de castigos físicos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Na sociedade patriarcal, aos
meninos sempre foi incentivado expressarem a raiva, a agressividade, a
expressão de ciúmes, o controle e sempre lhes foi dado licença para atos
violentos. Para os meninos, ser cruel é sinônimo de força, virilidade, poder e
status. É se impor como homem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Às mulheres cabem resistir, fugir
ou render-se às exigências do homem como estratégia de sobrevivência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
Muitas mulheres permanecem no relacionamento
abusivo e violento e dão como razão:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
- medo de represálias por parte do homem,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
- medo da perda do suporte financeiro,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
- preocupação com os filhos,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
- dependência emocional,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
- falta de suporte da família e de amigos,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
- esperança de que “ele vai mudar um dia”,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
- não aceitar voltar a ficar sozinha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
Muitas passam pelas fases de&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
- Negação – negam que o que o companheiro faz com
elas sejam atos de violência;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
-&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Culpa – se
responsabilizam e se culpabilizam pelo ato de violência que o companheiro lhe infringiu,
alegando que foram elas quem o provocaram;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
- Submissão – se submetem à violência porque não
encontram saídas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Muitas abandonam o companheiro e
depois retornam ao relacionamento várias vezes antes de finalmente deixá-los de
forma definitiva. Outras, retiram as queixas por medo, insegurança, ou outras
dificuldades que as impedem de sustentar as suas decisões e ações iniciadas no
momento da denúncia das agressões.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Quando as mulheres têm autoridade
e poder fora da família, os índices de abuso parecem ser mais baixos nos
relacionamentos íntimos. Quando ela exerce uma profissão, convive com pessoas
fora do círculo familiar, tem o apoio da família e dos amigos, isso inibe o
companheiro para atos abusivos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Por outro lado, quando o que
ocorre na família é considerado “assunto privado” e o casal não permite o
escrutínio público do convívio familiar, parece que os índices de abuso
conjugal são mais elevados. Por isso, em violência doméstica, em briga de
marido e mulher &lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;se mete a colher&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É importante refletir que
“Tapinhas de amor doem sim” e se são tapas, não são de amor.&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É importante analisar nossa cultura, a mídia
e as expressões que aparecem nas músicas, romances televisivos e outros em que
a mulher é submetida a maus-tratos e ninguém questiona. Tem músicas que até
incentivam as brigas “Se de dia a gente briga, a noite a gente se ama” e que
deveriam ser banidas da nossa cultura, porque não representa arte e sim a
legitimação da violência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Texto elaborado para a discussão em Live no Instagram em 29/04/2020 com Eliana Olimpio e a convidada Camila Messeder.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Camila Messeder&amp;nbsp;é formada em psicologia pela UFMG, com
especialização em Direitos Humanos pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento
Social, em parceria com a UEMG. Camila também é servidora do estado de Minas e
trabalha atualmente no acolhimento de vitimas de violência doméstica, na
Delegacia de Mulheres em Belo Horizonte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/feeds/5473603497460389983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2020/05/violencia-domestica-e-pandemia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/5473603497460389983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/5473603497460389983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2020/05/violencia-domestica-e-pandemia.html' title='VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E PANDEMIA'/><author><name>Eliana Olimpio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11160457536407577968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='11' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrsuThuheq8Rc73H9F1MknEAKTZ6V2GnjiQYEVQpbBwtu6NwV9PtulpYGuAsAGiKhGBstPNu3kZQsFUBmmuvO8oJi31r5L8X8K-mjk-h2f_SdpQQFeAAylMNdzlXvzc24/s220/LOGO+AMPLIAR.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi5By6IPq7etkUvW5HqkpkqE7R2s6nYOYJu9mhP7f4MWxfSsQWtEaEaQEkcGiIgCNsWfOPejxsBUlSy9DwpDAeZ-tN4DArlqyIdIAS-Pdekz0Y87wL345qP5Mq2N1oZ2pknB2135936n68j/s72-c/IMG-20200428-WA0043.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182122668287761377.post-8699852746304551151</id><published>2020-04-19T09:44:00.000-03:00</published><updated>2020-04-19T09:44:07.578-03:00</updated><title type='text'>Psicoterapia on-line</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjuWaFMteaPDqr1R_LWynHHsyYuvACnTWbiSrtF_6MFPR8oedurFEDSW8N3BJo_ZpeqJKT0BajW-LbF6jQyGZYqab4bCGqtknYbr6R3fGabLLogctVlPWkdLCmtCawfjkyQhwH6KpWc3ChL/s1600/Psicoterapia+online+divulg1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1280&quot; data-original-width=&quot;1280&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjuWaFMteaPDqr1R_LWynHHsyYuvACnTWbiSrtF_6MFPR8oedurFEDSW8N3BJo_ZpeqJKT0BajW-LbF6jQyGZYqab4bCGqtknYbr6R3fGabLLogctVlPWkdLCmtCawfjkyQhwH6KpWc3ChL/s320/Psicoterapia+online+divulg1.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Em tempos de quarentena, os recursos tecnológicos nos auxiliam a manter o atendimento psicológico ativo, escutando as pessoas e ajudando-as a aliviarem sua angustia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uso o recurso da câmera do WatsApp e oriento as pessoas a, se precisarem um pouco mais de privacidade em casa, colocar um radinho perto da porta do quarto ou do ambiente em que ela estiver ou ligar a televisão. Pode ser em volume baixo, porque é como a música nas recepções dos consultórios: ajuda a confundir as palavras e não permitir que outras pessoas compreendam o que está sendo dito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
FIQUE EM CASA, mas cuide da sua saúde mental.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/feeds/8699852746304551151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2020/04/psicoterapia-on-line.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/8699852746304551151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/8699852746304551151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2020/04/psicoterapia-on-line.html' title='Psicoterapia on-line'/><author><name>Eliana Olimpio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11160457536407577968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='11' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrsuThuheq8Rc73H9F1MknEAKTZ6V2GnjiQYEVQpbBwtu6NwV9PtulpYGuAsAGiKhGBstPNu3kZQsFUBmmuvO8oJi31r5L8X8K-mjk-h2f_SdpQQFeAAylMNdzlXvzc24/s220/LOGO+AMPLIAR.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjuWaFMteaPDqr1R_LWynHHsyYuvACnTWbiSrtF_6MFPR8oedurFEDSW8N3BJo_ZpeqJKT0BajW-LbF6jQyGZYqab4bCGqtknYbr6R3fGabLLogctVlPWkdLCmtCawfjkyQhwH6KpWc3ChL/s72-c/Psicoterapia+online+divulg1.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182122668287761377.post-1431526436269845172</id><published>2020-04-13T22:41:00.002-03:00</published><updated>2020-04-13T22:41:45.754-03:00</updated><title type='text'>Atendimento Psicológico on-line</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhNQa0TSlvRE11mOb5wQigXeba6i4eoIhU54VbwDPPam4MAx5s9xi7t5FUWjrK_8A6Gc2MOVwievQy_LTqn8NQ9CP3fLKPKBUTvOvEGyAcptMIC1Q_VGstAe5cSxTsgA-Y0DUUwX157PBWr/s1600/cORONAoNLINE-768x960.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;960&quot; data-original-width=&quot;768&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhNQa0TSlvRE11mOb5wQigXeba6i4eoIhU54VbwDPPam4MAx5s9xi7t5FUWjrK_8A6Gc2MOVwievQy_LTqn8NQ9CP3fLKPKBUTvOvEGyAcptMIC1Q_VGstAe5cSxTsgA-Y0DUUwX157PBWr/s320/cORONAoNLINE-768x960.png&quot; width=&quot;256&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em novembro de 2018, o Conselho Federal de Psicologia publicou Resolução do Exercício Profissional da Psicologia que trata do atendimento on-line através de tecnologias de informação e de comunicação.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em março de 2020, diante da pandemia provocada pelo COVID-19, o Conselho reafirma a importância de abrir aos psicólogos a possibilidade de atendimento on-line, principalmente durante o período de isolamento social proposto pelo Ministério da Saúde. De fato, vivemos momentos de intensa angustia e medo, e a psicologia se adapta para minimizar os prejuízos psicológicos dos necessitados.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Desde então tenho oferecido meus serviços on-line, utilizando a câmera do aplicativo do WatsApp. Os clientes atendidos trazem questões de toda ordem, como relativas à atritos decorrentes da convivência intensa com os familiares; o tédio da limitação do ambiente doméstico e dos poucos recursos de lazer; dificuldade em conciliar o trabalho home-office e as rotina do lar, medo do impacto da recessão econômica sobre o patrimônio, medo do desemprego e outras angustias relacionadas ao sentimento de solidão, a dificuldade do isolamento, o medo da perda de entes queridos, inseguranças quanto ao atendimento nos equipamentos de saúde; medo do contágio e de como seria a manifestação do virus no seu organismo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Pessoas acometidas com depressão, ansiedade, fobias e outras doenças tiveram o seu quadro sintomatológico acentuado, necessitando ainda mais dos atendimentos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É momento de reestabelecer nossos laços afetuosos, nossas prioridades, nossa visão de mundo. É momento de rever nossas necessidades econômicas, nosso consumismo, nossos valores materiais.&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; E acima de tudo, é momento de promover a elaboração psicológica da nossa fragilidade, da nossa vulnerabilidade, da nossa incapacidade de controle e previsibilidade do futuro e, principalmente, aprendermos a lidar com nossa finitude.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/feeds/1431526436269845172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2020/04/atendimento-psicologico-on-line.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/1431526436269845172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/1431526436269845172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2020/04/atendimento-psicologico-on-line.html' title='Atendimento Psicológico on-line'/><author><name>Eliana Olimpio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11160457536407577968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='11' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrsuThuheq8Rc73H9F1MknEAKTZ6V2GnjiQYEVQpbBwtu6NwV9PtulpYGuAsAGiKhGBstPNu3kZQsFUBmmuvO8oJi31r5L8X8K-mjk-h2f_SdpQQFeAAylMNdzlXvzc24/s220/LOGO+AMPLIAR.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhNQa0TSlvRE11mOb5wQigXeba6i4eoIhU54VbwDPPam4MAx5s9xi7t5FUWjrK_8A6Gc2MOVwievQy_LTqn8NQ9CP3fLKPKBUTvOvEGyAcptMIC1Q_VGstAe5cSxTsgA-Y0DUUwX157PBWr/s72-c/cORONAoNLINE-768x960.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182122668287761377.post-8819730109358850375</id><published>2016-12-11T20:02:00.001-02:00</published><updated>2016-12-11T20:02:31.612-02:00</updated><title type='text'>Halelujah</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe width=&quot;320&quot; height=&quot;266&quot; class=&quot;YOUTUBE-iframe-video&quot; data-thumbnail-src=&quot;https://i.ytimg.com/vi/WYXwWVl_-sw/0.jpg&quot; src=&quot;https://www.youtube.com/embed/WYXwWVl_-sw?feature=player_embedded&quot; frameborder=&quot;0&quot; allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/feeds/8819730109358850375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2016/12/halelujah.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/8819730109358850375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/8819730109358850375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2016/12/halelujah.html' title='Halelujah'/><author><name>Eliana Olimpio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11160457536407577968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='11' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrsuThuheq8Rc73H9F1MknEAKTZ6V2GnjiQYEVQpbBwtu6NwV9PtulpYGuAsAGiKhGBstPNu3kZQsFUBmmuvO8oJi31r5L8X8K-mjk-h2f_SdpQQFeAAylMNdzlXvzc24/s220/LOGO+AMPLIAR.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/WYXwWVl_-sw/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182122668287761377.post-504755962880688597</id><published>2016-08-15T15:23:00.001-03:00</published><updated>2016-08-15T15:23:08.339-03:00</updated><title type='text'>Filme: Eu, Mamãe e os Meninos (Les garçons et Guillaume, à table!)</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe width=&quot;320&quot; height=&quot;266&quot; class=&quot;YOUTUBE-iframe-video&quot; data-thumbnail-src=&quot;https://i.ytimg.com/vi/aujn3ZAAdp8/0.jpg&quot; src=&quot;https://www.youtube.com/embed/aujn3ZAAdp8?feature=player_embedded&quot; frameborder=&quot;0&quot; allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Este filme trata do drama das crianças quando sentem que a expectativa dos pais com relação à sua sexualidade não coincide com seu jeito de ser. Uma história com final feliz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/feeds/504755962880688597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2016/08/filme-eu-mamae-e-os-meninos-les-garcons.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/504755962880688597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/504755962880688597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2016/08/filme-eu-mamae-e-os-meninos-les-garcons.html' title='Filme: Eu, Mamãe e os Meninos (Les garçons et Guillaume, à table!)'/><author><name>Eliana Olimpio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11160457536407577968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='11' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrsuThuheq8Rc73H9F1MknEAKTZ6V2GnjiQYEVQpbBwtu6NwV9PtulpYGuAsAGiKhGBstPNu3kZQsFUBmmuvO8oJi31r5L8X8K-mjk-h2f_SdpQQFeAAylMNdzlXvzc24/s220/LOGO+AMPLIAR.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/aujn3ZAAdp8/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182122668287761377.post-3298113736923779737</id><published>2016-06-26T20:08:00.001-03:00</published><updated>2016-06-26T20:09:11.785-03:00</updated><title type='text'>Papai,mamãe, a babá e eu</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;right&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: right;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Bernard Nominê&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Eu
vou partir deste pequeno ritornelo que me surge não sei de onde: “papai, mamãe,
a babá e eu”. Creio que é o refrão de uma cançãozinha medíocre do após guerra
que não tem estritamente nenhum interesse a não ser, para mim, o de
introduzi-los numa estrutura de quarteto que vou tentar desdobrar diante de
vocês. Não é por acaso que entre papai, mamãe e eu, eu precisei incluir a babá.
Neste quarteto há, eu penso, um ponto de estrutura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;A
babá, no Littré é, “uma moça encarregada de cuidar das crianças”. Esta
personagem que duplica o papel da mãe tem sempre um lugar importante no romance
familiar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Na
maioria dos casos, ela duplica a mãe para a criança. Pensem na querida Nanie do
“homem dos Lobos”. É frequente que seja através da babá que a criança aceite
descobrir a sexualidade da mãe: é o caso para a babá do “pequeno Hans”. Às
vezes esta babá faz o papel de uma verdadeira iniciadora: pensem em Fraülein
Peter e em Lina, as duas governantas do “homem dos ratos”. &amp;nbsp;Além disso, a babá duplica a mãe diante do
pai. Ela é então aquela com a qual o pai poderia se satisfazer em amores
ancilares culpados, o que deu lugar a um certo número de nascimentos e inspirou
mais de um romance.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Freud,
em seus tratamentos, é sempre atento ao papel da governanta; fazia parte dos
costumes da época. Hoje não faz mais! Mas sempre acontece esta necessária
divisão da personagem materna que o papel da babá imaginarizava com perfeição.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Se
Freud é sensível a isto, é porque esta divisão responde a uma exigência de
estrutura: a do Édipo. Num texto que se intitula: “Sobre o mais comum dos
rebaixamentos na vida amorosa” (Depreciação do objeto na esfera do amor), ele
estuda isto de um modo notável. Ele tenta ai uma interpretação estrutural da
impotência masculina e, de modo mais geral, ele trata do comportamento do homem
diante do objeto sexual feminino.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;A
pulsão sexual (“corrente sensual”) se apoia sobre as pulsões do Eu (“corrente
terna”) dirigidas para o objeto materno. Ou seja, por causa disso, o objeto sexual
vai dever representar, apagando-o o objeto materno, evitando assim que a
corrente sensual apareça dirigida incestuosamente para a mãe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Temos
então ai a possibilidade de escrever um primeiro trio que servirá de prelúdio
para a escrita do quarteto final.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;
Homem &lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;wingdings&amp;quot;; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-symbol-font-family: Wingdings;&quot;&gt;à&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;
mulher / mãe&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;A impotência psíquica se produz no
homem quando ele reconhece no objeto sexual algo do objeto materno que não
teria sido apagado. Ou seja, se a divisão não está do lado mulher (mulher/mãe),
a barra da impotência vem tocar o lado homem. De modo mais geral – nos diz
Freud – o homem tem tendência a acentuar, em suas escolhas de objeto, uma
nítida diferença entre o objeto sexual e a mãe, escolhendo um objeto sexual
rebaixado, logo o mais à distancia do amor idealizado pela mãe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;“Quase sempre, o homem se sente
limitado em sua atividade sexual pelo respeito pela mulher e não desenvolve sua
plena potência senão com um objeto sexual rebaixado. O que é fundado, por outro
lado, no fato de que intervêm em seus objetivos sexuais componentes perversos
que ele não se permite satisfazer com uma mulher que ele respeita.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Não estamos ainda muito longe de uma
descrição bastante fenomenológica do comportamento sexual masculino. Mas Freud
vai mais longe. Ele aborda a questão sob um ângulo mais estrutural quando ele
nos diz: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0.0001pt 4cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-size: 9.0pt; mso-ansi-language: PT-BR;&quot;&gt;Apesar disso parecer
estranho, creio que se deveria considerar a possibilidade de que uma coisa
qualquer na natureza mesma da pulsão sexual não seja favorável à realização da
plena satisfação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Isso quer dizer que para Freud o
objeto final da pulsão sexual não é mais o objeto originário e nunca mais o
será. Dai a insatisfação essencial, já que, por causa de uma coisa qualquer, o
objeto a ser reencontrado para satisfazer a pulsão nunca mais será o objeto
perdido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Em “alguma coisa”, Lacan a cerne
indexando-a com uma letrinha inefável, é o objeto &lt;i&gt;a&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;O que o homem visa através de uma
mulher é certamente a mãe. Mas, pelo fato da estrutura de linguagem que se
acomoda mal com o gozo, mesmo esta idealização da mãe não daria conta daquilo
de que se trata, a saber, do irrepresentável – isto é perdido para sempre – do
gozo do corpo da mãe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Podemos então, a partir de agora,
completar a escrita do trio significante de base:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;u&gt;homem &lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;wingdings&amp;quot;; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-symbol-font-family: Wingdings;&quot;&gt;à&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt; mulher / mãe&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;
a&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 36.0pt;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Homem, mulher, mãe não são senão
significantes e enquanto tais que eles entram em função no romance familiar.
Mas o “alguma coisa” que está no fundamento deste trio não se inscreve no mesmo
nível. A verdade está sob a barra, ela não se inscreve com o significante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Então aparece assim que o verdadeiro
parceiro do sujeito masculino é o objeto a, ou seja, seu gozo em direção ao
qual ele é perversamente orientado, como Freud já o deixava prever e como Lacan
o pontuará no final de seu ensino. Mas, se ele é perversamente orientado para o
seu gozo, ele é separado dele pelo uso de seu fantasma. É o que se escreve&amp;nbsp; $ &amp;lt;&amp;gt; a e que se lê como a divisão do
sujeito diante do objeto que causa seu desejo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;De onde finalmente, a escrita
desenvolvida do trio de significantes:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;u&gt;homem &lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;wingdings&amp;quot;; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-symbol-font-family: Wingdings;&quot;&gt;à&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt; mulher / mãe&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;
$&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;lt;&amp;gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;i&gt;a&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;O quarto termo do quarteto de
significantes que eu havia anunciado é evidentemente a criança. Se a ligarmos
ao trio é para tentar dar conta de como ela entra ou não na economia familiar e
para tentar saber (esta era a questão que Philippe Lacadée levantava da última
vez) o que se transmite desta mitologia familiar do lado da criança.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Um primeiro texto de Lacan esclarece
este problema, é aquele que se intitula: “O mito individual do neurótico”
(1953): “A constelação do sujeito é formada, na tradição familiar, pela relação
de um certo número de traços que especificam a união dos pais.” Lacan se refere
à muito rica observação de “O homem dos ratos”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;O romance familiar é a principio uma
história que se arrasta na família segundo a qual o pai teria feito um
casamento vantajoso desposando uma mulher rica. Ele teria para tal, abandonado
aquela que orientava seu amor, a saber, a filha do açougueiro, uma moça pobre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Além disso, o pai, verdadeiro “rato
de jogo” teria tido sua honra salva – ele tinha jogado com o dinheiro do
batalhão – por um amigo que teria pago sua dívida que ele sempre teria se
omitido em reembolsar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Lacan nos faz observar que Freud
obtém a sedação dos sintomas de seu paciente – preocupações obsessivas com os
prazos de pagamento quanto a uma dívida a ser paga – quando ele as relaciona
com o romance familiar, a saber, a dupla dívida do pai. No fundo, o comentário
de Lacan neste texto visa – sem que no entanto nessa época ele o diga desta
forma – demonstrar que o sintoma do homem dos ratos representa a verdade do par
parental. Além disso, se apoiando no texto de Freud, ele aborda também uma
aproximação estrutural das vicissitudes da vida sexual.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Ele nos diz assim que o equilíbrio
do neurótico exigiria:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoListParagraphCxSpFirst&quot; style=&quot;line-height: 150%; mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;&quot;&gt;
&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;1)&lt;span style=&quot;font-size: 7pt; font-stretch: normal; line-height: normal;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Que ele se faça reconhecer em sua
função viril sem o recurso a sentimentos de impostura, do tipo: “se eu ocupo
este lugar – eu sou indigno dele – eu o usurpo e então eu estou em dívida...”;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoListParagraphCxSpLast&quot; style=&quot;line-height: 150%; mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;&quot;&gt;
&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;2)&lt;span style=&quot;font-size: 7pt; font-stretch: normal; line-height: normal;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Que ele possa gozar de uma maneira
unívoca de um objeto sexual.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Ora, precisamente o que Lacan
observa é que:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoListParagraphCxSpFirst&quot; style=&quot;line-height: 150%; mso-list: l2 level1 lfo2; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;&quot;&gt;
&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;a)&lt;span style=&quot;font-size: 7pt; font-stretch: normal; line-height: normal;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Se o sujeito macho assume sua
função, então é o objeto que se divide, notadamente sob a forma do par
significante mulher rica/mulher pobre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoListParagraphCxSpLast&quot; style=&quot;line-height: 150%; mso-list: l2 level1 lfo2; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;&quot;&gt;
&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;b)&lt;span style=&quot;font-size: 7pt; font-stretch: normal; line-height: normal;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Se o sujeito faz o esforço de
unificar sua vida sexual, então lhe é necessário o recurso a um &lt;i&gt;double&lt;/i&gt; para assumir o encontro com o
objeto único.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-left: 18.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Lacan ilustra esta segunda
eventualidade com a autobiografia de Goethe na qual Goethe conta como ele
superou uma maldição que lhe interditava encontrar a mulher de seus sonhos se
fazendo acompanhar por um amigo e vestindo as roupas do rapaz pobre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-left: 18.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Então, divisão de um
lado ou divisão do outro, mas divisão obrigatória.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-left: 18.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Hoje, à luz do ensino
mais tardio de Lacan nós poderíamos dizer que este texto ilustra que “não há
relação sexual”, ou seja, que não há bom parceiro significante do sujeito no
encontro sexual. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-left: 18.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Que não haja relação
sexual é algo com o qual o homem dos ratos não se habitua. O que seus sintomas
testemunham é justamente do esforço sobrehumano que ele faz para tentar se
inscrever com significantes e mais particularmente com um significante: o rato,
herdado em parte do pai que é um “rato de jogo” e que lhe permitiria medir o
gozo (um rato, um florim, um coito). Que o sintoma ceda quando Freud o articula
com o romance familiar poderia se explicar pelo fato de que o romance familiar,
que escreve os avatares da relação pai-mãe vem revezar com o sintoma na sua
tarefa de recobrir a inexistência da relação homem-mulher.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-left: 18.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Mas então uma questão
ética se coloca. Devemos nos contentar com esta solução freudiana que fixa o
sujeito no infantil?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-left: 18.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Continuemos nosso
caminho com Lacan.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-left: 18.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;É precisamente neste
texto sobre o &lt;i&gt;Mito individual do
neurótico&lt;/i&gt; que Lacan escreve: “Há no neurótico uma situação de quarteto que
se renova sem cessar, mas que não está num único plano”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0.0001pt 17.85pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;A situação de quarteto é esta
divisão obrigatória:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0.0001pt 17.85pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;- seja do lado homem diante do
objeto unívoco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0.0001pt 17.85pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;- seja do lado mulher entre o objeto
desejado e o objeto amado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0.0001pt 17.85pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-left: 18.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Se Lacan diz que isso
faz quarteto é porque para além do mito individual, do romance familiar, está a
inscrição de uma estrutura quaternária e “não apenas sobre um único plano”, já
que há um plano significante - o par homem-mulher&amp;nbsp; - e um plano que é aquele da estrutura e
precisamente aquela do fantasma no lugar de significado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0.0001pt 17.85pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;
&lt;u&gt;homem &lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;wingdings&amp;quot;; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-symbol-font-family: Wingdings;&quot;&gt;à&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt; mulher&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0.0001pt 17.85pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;$&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;lt;&amp;gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;i&gt;a&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-left: 18.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Esta escrita dá conta do
que Lacan enunciará mais tarde em seu seminário &lt;i&gt;Mais... ainda&lt;/i&gt;. Ao saber que, quando um homem aborda a mulher o que
ele aborda é a causa de seu desejo, o que faz “do ato de amor a perversão
polimorfa do macho”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-left: 18.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Então, dizer que “não há
relação sexual” é dizer também que uma mulher, por outro lado não entra nesta
relação com os mesmos direitos. Uma mulher não faz do homem um objeto &lt;i&gt;a&lt;/i&gt; que causa seu desejo. Se “ela entra em
função do encontro sexual – diz Lacan – é enquanto que mãe”. Lacan também disse
que as mulheres não tinham perversão, mas que elas tinham filhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-left: 18.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Eis algo que vai nos
permitir considerar seriamente a escrita deste quarto significante no quarteto:
homem, mulher, mãe, filho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-left: 18.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Por que não evocar o pai
nesta série?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-left: 18.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Pois bem, justamente
porque o pai não faz exatamente parte do quarteto. O pai é uma função que se
deduz do que Lacan vai nomear pai-versão num dos seus últimos seminários RSI.
“Um pai não tem direito ao respeito, senão ao amor, a não ser que o dito amor,
o dito respeito seja (vocês não vão acreditar nos seus ouvidos) pai-versamente
orientado, ou seja, faça de uma mulher o objeto &lt;i&gt;a &lt;/i&gt;que causa seu desejo...”&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/Psicanalise/Papai.docx#_ftn1&quot; name=&quot;_ftnref1&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt; line-height: 115%;&quot;&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-left: 18.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-left: 18.0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Eis a famosa pai-versão.
O que se escreve:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0.0001pt 17.85pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;
&lt;u&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;homem &lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;wingdings&amp;quot;; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-symbol-font-family: Wingdings;&quot;&gt;à&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt; mulher&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0.0001pt 17.85pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;
$&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;lt;&amp;gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;i&gt;a&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;A pergunta que nos fazemos é a de
saber o que faz com que uma mulher possa se acomodar com este lugar que ela
ocupa na pai-versão. Um certo número não se acomoda nela, mas são aquelas que
querem ser amadas por si mesmas e não por aquele “para além” que é este lugar
que elas ocupam no fantasma do homem como objeto de gozo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Lacan responde em parte à pergunta
quando ele nos diz, na sequencia desta citação: “(...) mas o que uma mulher
a-colhe disso assim não tem nada a ver na questão. O de que ela se ocupa, é de
outros objetos &lt;i&gt;a&lt;/i&gt; que são os filhos
(...)”.&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Então a pai-versão do pai
responderia o desejo de filho na mãe. Vamos escrever então ao lado do primeiro
quaternário, um segundo e nós obtemos os quatro significantes ordenados do
quarteto de significantes. &lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/Psicanalise/Papai.docx#_ftn2&quot; name=&quot;_ftnref2&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt; line-height: 115%;&quot;&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0.0001pt 17.85pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;
&lt;u&gt;homem &lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;wingdings&amp;quot;; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-symbol-font-family: Wingdings;&quot;&gt;à&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt; mulher&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;
/&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;u&gt;mãe &lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;wingdings&amp;quot;; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-symbol-font-family: Wingdings;&quot;&gt;à&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt; filho&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0.0001pt 17.85pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;
$&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;lt;&amp;gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;i&gt;a&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; $&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; a&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0.0001pt 17.85pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Se este segundo quaternário funciona
sozinho, ou seja, se ele não é sustentado pelo primeiro que assegura a
pai-versão, então o risco é de que o filho encarne a verdade do objeto do
fantasma da mãe tal como Lacan o indicava em sua carta a Jenny Aubry, ou seja,
lhe traga o que a fará “toda”. E o que a faria&amp;nbsp;
“toda” (nesta eventualidade em que este quaternário não seja sustentado
pelo quaternário da pai-versão)? Sem dúvida não o falo, mas seu ser que a
criança encarnaria subornado pelo fantasma de uma mãe “toda” encontrando no seu
filho seu completo de ser do mesmo modo que na parte esquerda do matema, onde o
sujeito masculino busca seu complemento de ser. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Então, se a pai-versão é a
orientação de um pai para uma mulher que causa seu desejo, permitam-me evocar a
psicose como uma MÃE-VERSÃO, onde uma mãe em posição de sujeito masculino está
orientada para seu filho que lhe torna “imediatamente acessível àquilo que
falta ao sujeito masculino, o próprio objeto de sua existência aparecendo no
real”.&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/Psicanalise/Papai.docx#_ftn3&quot; name=&quot;_ftnref3&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt; line-height: 115%;&quot;&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;O futuro não é tão sombrio quando a
mãe suporta esta divisão que a separa entre uma mulher que ela é de um lado e
uma mãe que ela é do outro e que a faz “não toda”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Evidentemente este corte que eu
marquei entre mulher e mãe não diz grande coisa desta zona de sombra, desta
passagem de uma mulher a uma mãe. Me parece que, recolhendo testemunhos de
análises de mulheres estéreis que ficam grávidas na ocasião de uma adoção, ou
na ocasião da análise, ou de outra coisa, poderíamos avançar um pouco na
questão. Poderíamos nos perguntar também o que acontece quando a ciência se
desenvolve e permite algo como uma mãe portadora. Mas deixemos isso de lado e
sigamos nosso caminho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Examinemos nosso matema.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Nos estávamos prevendo um trio de
significantes: o pai, a mãe, o filho. E eis que percebemos que um dos
significantes se desdobrou e nós chegamos num quarteto de significantes
ordenados em dois pares e sub-tendidos por uma estrutura orientada de $ em
direção a &lt;i&gt;a.&lt;/i&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;A primeira observação que se pode
fazer a propósito desta estrutura é que ela é toda orientada por este $
&amp;lt;&amp;gt; &lt;i&gt;a&lt;/i&gt; sob a barra. Se alguma
coisa se transmite na genealogia de uma família, para além do ballet dos
significantes que organizam o romance familiar, não é simplesmente esta
orientação estrutural do $ em direção ao seu &lt;i&gt;a&lt;/i&gt;?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Porque depois de tudo – é a minha
segunda observação – estes significantes que estão abaixo, Lacan nos mostrou
claramente em seu Mito individual do neurótico que podíamos fazê-los dançar, a
partir do momento em que respeitamos a orientação do matema $ &amp;lt;&amp;gt; &lt;i&gt;a&lt;/i&gt; que o subtende.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Minha terceira observação é que três
significantes, dos quais um é desdobrado fazem quatro. Isso não deixa de
lembrar a amarração a quatro do nó borromeano de Lacan. Para que o nó segure,
um dos três deve ou assegurar a amarração - é a amarração implícita - ou ser
desdobrado para assegurar a amarração explícita. No nó borromeano, Lacan amarra
o Real, o Simbólico e o Imaginário e ele faz esta observação de que Freud não
tinha esta noção, mas de que ele deveria bem ter uma suspeita dela. “Em Freud
os três não seguram; eles estão simplesmente colocados um sobre o outro, mas o
que ele fez, ele acrescentou um quarto laço... é o complexo de Édipo”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Afinal, o complexo de Édipo, a
historinha tal como a contamos desde Freud, não é uma colocação em significantes
para imaginarizar a estrutura que é a da pai-versão?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Me parece que é o que Lacan nos
deixa compreender quando ele nos diz em R.S.I. (11 de março de 1975): “Só os
significantes copulam entre si no inconsciente”. Se nós podemos compreender que
“só os significantes copulam entre si no inconsciente”, nós podemos admitir que
neste quarteto ordenado de significantes, o essencial é que um possa assegurar
a amarração estando desdobrado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Podemos considerar que o um qualquer
possa se dividir sem no entanto inventar uma nova perversão? Se sim, esta
escrita dá conta de uma realidade clínica e ela pode trazer consequências para
a interpretação?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Para tentar abordar esta questão,
vou trazer uma primeira vinheta clínica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoListParagraph&quot; style=&quot;line-height: 150%; mso-list: l1 level1 lfo3; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;&quot;&gt;
&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;1.&lt;span style=&quot;font-size: 7pt; font-stretch: normal; line-height: normal;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;CHARLES-AUGUSTE, O INVENTOR&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Criança por volta dos dez anos, ele
foi levado por seus pais por problemas escolares. Ele também se queixa de que
na escola ele fica sozinho, ele não consegue ter amigos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Desde as primeiras entrevistas,
Charles faz um desenho que se torna rapidamente repetitivo. É uma espécie de
estrutura feita com dois elementos simétricos que só ficam de pé e juntos
graças a um sistema complicado de imãs. Segundo ele, trata-se de um prédio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;O pai se preocupa muito com seu
filho e me telefona frequentemente, a tal ponto que fui levado a marcar um
encontro com ele. Ele me conta então a historia da constelação familiar que
presidiu o nascimento de Charles. Grávida de Charles, a mãe tem uma ligação com
um amante. O pai passa muito mal neste momento, ele tem crises de epilepsia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Charles continua a me desenhar seus
edifícios espantosos, desafiando a lei da gravidade e não se segurando senão
com imãs. Os desenhos vão parar quando eu faço Charles notar que imã (aimant)
vem de amar (aimer).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Ele me traz então um primeiro sonho
em que ele luta com uma víbora (vipère), que eu pontuo como vi-père. Ele me
responde: “É o pai (père) que dá a vida (vie)”. Ele&amp;nbsp; vai retomar isso um pouco mais tarde para
fazer a avaliação de nossos encontros que ele quer concluir. Ele me propõe
então um esquema.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Houve o imã (aimant), o que acontece
entre o pai e a mãe. Houve vie-père (víbora; vida-pai), é o pai que dá a vida
ao filho. Entre o filho e a mãe, eu coloco pontilhados porque até o momento,
não se sabe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Vai suceder então um pesadelo no
qual gigantes esqueléticos são atacados por monstros viscosos que transformam
em visgo tudo o que eles tocam. Com pressa de acabar com o enigma dos
pontilhados ele me diz: “O visgo é a mãe”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;As relações na escola melhoram. Ele
me assinala que há uma menina da qual ele tem horror: ela é um pouco como ele,
bastante isolada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Charles começa a arrumar amigos que
ele surpreende com uma invenção fabulosa que ele, aliás, me traz na sessão: é
uma pinça telescópica de “lego” que se erige como um diabo saindo de sua caída
e que é destinada a pegar objetos miúdos e até mesmo a pinçar ocasionalmente a
bunda da colega da frente. Charles está sempre imaginando sistemas
estupefativos, por exemplo uma pistola à base de eletroímã que, no lugar de
atirar um projétil atiraria um fluxo magnético que mandaria para ele o objeto
visado. Para construir seus projetos ele passa seu tempo contando e medindo;
ele se lembra dos problemas metafísicos que muito cedo o duplo decímetro lhe
causava. Quando ele caia na divisão 2, ele deveria ler 2 ou 3? Já que, segundo ele,
isso era como os séculos: o primeiro século fica entre zero e cem, depois de
100 começa o segundo século até 200... etc. problema agudo para uma criança
dessa idade, que já se formula a questão do limite, ou seja, da exceção. Para
empurrá-lo em seus entrincheiramentos, eu lhe proponho uma versão simplificada
do paradoxo de Zenão, ele já o conhecia!... ele pensa que pode-se sair dele com
a ajuda de uma lupa que ele figura com um encarte em seu desenho: “Com uma
lupa, poderia se ver este pequeno resto que interessa a todo o mundo”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Neste momento, a mãe aproveita as
férias pequenas para manda-lo para um estágio: “Aprender a aprender”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Ele obedece facilmente porque é um
menino gentil que finge responder à demanda da mãe. Mas enfim, diante de mim,
ele reivindica o direito ao fracasso: “Os adultos dizem sempre que seus
fracassos lhes serviram de lição. Como é que eu poderei aprender se não me
deixam fracassar?”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Enfim, voltamos ao problema que faz
visgo entre sua mãe e ele, a saber, a escola. E ele me diz: “É preciso que eu
descole”. Ele me propõe um esquema novo: seu objetivo é ir à lua. Eu lhe lembro
que na escola ele se refugia na lua. “Então, se a lua é a escola, eu me faço
pegar por detrás”. Finalmente ele conclui: “O visgo é minha mãe, mas sou também
eu que colo. É como um tubo de cola: se eu apoio sobre ele e além disso eu tiro
a tampa... eu poderia não tirar a tampa”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Então eu arrisco uma pergunta: “Numa
mãe, a tampa ficaria onde?” ele me responde na lata: “Na escola, é claro!”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;O que podemos construir a partir das
coordenadas deste caso?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;No momento da gravidez a mãe, para
evitar a divisão, arranja um amante. O pai, aliás desaparece em crises de
epilepsia: isso diz que a divisão está do lado masculino; é preciso dois, o pai
de Charles e o amante para assegurar a pai-versão. O que Charles fareja de
longe já que, em seu esqueminha triangular ele mostra uma divisão significante
no nível do pai que é: - amante de um lado; aquele que lhe dá a vida de outro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;O papel do amante é o de ser
orientado pai-versamente. Mas, justamente, ele não é o pai. Entretanto, a
problemática fálica de Charles atesta que a metáfora paterna funciona. Ela
funciona graças ao amante. Amante do qual Charles se apodera para fazer sintoma
no casal familiar que se une em torno de suas dificuldades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Ele evita assim o perigo de ser pego
no visgo materno e eu não penso que haja problema para ele quanto a isso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Por outro lado, ele estaria
definitivamente a salvo de ter que orientar pai-versamente o amor do pai para
salvar uma mãe que se defende dele? Quanto a isso eu estou menos certo. A
metáfora do imã não recobre tudo. Podemos entrever ai uma identificação
feminina que lhe causa horror.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;O pai de Charles também o deixa
entrever algo quando, no curso de nossa entrevista, ele deixa escapar que ele
teme que seu filho se torne homossexual. Então, forçado pela lógica que se
impõe no tratamento e pela exigência desta escrita do quarteto que eu desdobro,
devo recuar em escrever isso?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0.0001pt 17.85pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;
&lt;u&gt;homem &lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;wingdings&amp;quot;; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-symbol-font-family: Wingdings;&quot;&gt;à&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt; amante&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;
/&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;u&gt;mãe &lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;wingdings&amp;quot;; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-symbol-font-family: Wingdings;&quot;&gt;à&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt; filho&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0.0001pt 17.85pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;$&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;i&gt;a&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; $&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; a&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 17.85pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Isso daria conta do fato de que o
amante assegura a pai-versão evitando à mãe o ter que prestar-se como mulher.
Pai-versão estranha, certamente, pois ela faria do amante o objeto &lt;i&gt;a&lt;/i&gt; que orienta o amor do pai; amor que
lhe é insuportável ao ponto que ele se barra diante desta escolha de objeto
numa crise de epilepsia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;O amante não fica por menos, na
parte esquerda, o quarto elemento que assegura, para Charles, a metáfora
paterna sobre a qual ele se apoia com seu significante “imã” (aimant). Assim
ele fica mais ou menos assegurado de atrair as mulheres com sua pistola-imã.
Este imã permite recobrir o lugar faltante de onde ele deveria orientar o amor
do pai, preservando a mãe “toda”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Notemos que precisamente neste
momento Charles tem cada vez mais dificuldade em encontrar a moedinha com a
qual ele deve pagar sua sessão; ela desaparece regularmente no forro da sua
bolsa e ele leva um tempão tentando tirá-la; ele me diz então: “Eu precisaria
mesmo de um imã para poder recuperá-la”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Concluímos, enfim, que os pontilhados
que Charles situou sua mãe e ele representam sem dúvida a castração feminina,
não recoberta pela metáfora do imã. Todo o problema futuro é saber o que
Charles fará disso. Ele aceitará que “não tudo” possa ser dito da relação
sexual que não existe, ele poderá entrever ai “este pequeno nada que todo mundo
quer ver” e que o constitui como sujeito?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoListParagraph&quot; style=&quot;line-height: 150%; mso-list: l1 level1 lfo3; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;&quot;&gt;
&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;2.&lt;span style=&quot;font-size: 7pt; font-stretch: normal; line-height: normal;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;A HISTÓRIA DE ZORRO MULETA&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Zorro não é mais uma criança, apesar
de que, olhando de perto, o que o leva à análise é a impossibilidade de deixar
seus pais, a impossibilidade de entrar na vida ativa e a ausência quase
completa de vida sexual.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Zorro está ligado indissoluvelmente
ao romance familiar que presidiu sua vinda ao mundo: “Salvar meu pai da
influência de uma mulher boa (rival), foi a condição do meu nascimento, segundo
minha mãe”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;“Zorro chegou”, é uma fórmula que
ele gosta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Eis,
numa curta sequencia clínica, uma sequencia de associações:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;-
Zorro em espanhol é raposa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;-
Um desenho animado onde se vê uma raposa débil dar uma carreira nuns carneiros
gritando: “As belas galinhas”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;-
A tourada em que o touro imbecil investe contra a muleta&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/Psicanalise/Papai.docx#_ftn4&quot; name=&quot;_ftnref4&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt; line-height: 115%;&quot;&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;
em vez de visar o homem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;-
Uma tarde na tourada com seus pais: a mãe reprova o pai por se interessar pelas
mulheres bonitas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Esta sequencia deixa entender que
“Zorro chegou” no momento oportuno precisamente para salvar o pai da influência
de uma mulher, mas ao mesmo tempo, este Zorro é a muleta que protege a mãe
velando sua castração: o que evita então a mãe ter que orientar pai-versamente
o amor do pai. Ela se serviria do filho para isso. E quanto a ele, isso se
ajeita para que ele se faça o tolo desta história. Então ele dá uma carreira
nos carneiros tomando-os por galinhas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Poderíamos escrever isso na
estrutura do quarteto da seguinte maneira:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0.0001pt 17.85pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;u&gt;homem &lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;wingdings&amp;quot;; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-symbol-font-family: Wingdings;&quot;&gt;à&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt; Zorro muleta&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; /&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;
&lt;u&gt;mãe &lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;wingdings&amp;quot;; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-symbol-font-family: Wingdings;&quot;&gt;à&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt; filho&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0.0001pt 17.85pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;$&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;lt;&amp;gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;i&gt;a&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;$&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;
a&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0.0001pt 17.85pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Neste quarteto é o significante
filho que é desdobrado, já que o romance familiar lhe designa o lugar de Zorro
Muleta para fazer semblante de orientar o amor do pai. Ele está presente nos
dois lugares. Que a divisão incida sobre este significante do filho, isso vai
bem no sentido da castração imaginária que ele exibe em sua inibição.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Fazer semblante de orientar o amor
do pai para salvar a mãe, como o pai aliás, é ao que ele se dedica na vida, já
que o que lhe interessa não são as mulheres, nem os homossexuais, mas os homens
casados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoListParagraph&quot; style=&quot;line-height: 150%; mso-list: l1 level1 lfo3; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;&quot;&gt;
&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;3.&lt;span style=&quot;font-size: 7pt; font-stretch: normal; line-height: normal;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;JYHEL&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;É o caso de um rapaz psicótico que
me foi contado por Marie-Jean Sauret.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Para ele, o pai “se descarta publicamente
da versão para o pai, da qual sua mulher era a causa pedindo aos filhos para
suportar, a partir de então, o desejo da mãe”. É o que ilustra uma cena
memorável para este menino que se lembra de seu pai se ausentando
sub-repticiamente no meio de uma refeição para nunca mais voltar. Ele telefona
então para sua mulher: “Beije teus filhos”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Após uma tentativa (que fracassa) de
inscrever um nome do pai, ele elabora uma metáfora delirante e se põe
compulsivamente a querer percorrer todas as linhas de ônibus da cidade porque
assim ele espera conhecer toda a rede das ruas. Seu drama é que restam sempre
algumas zonas de sombra nas ruas onde os ônibus não passam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Uma primeira interrupção do
tratamento vai leva-lo a elaborar uma sociedade fictícia de ônibus que passaria
estritamente por todas as ruas da cidade. Ele retoma seu tratamento, não se
ouve mais falar da sociedade de ônibus.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Ele o interrompe novamente e retorna
três anos mais tarde. Ele vive então com uma companheira e ele imaginou um
sistema para lhe fazer “tagazou” (amor). É uma “combinação imbatível” da qual
ele é o depositário, mas da qual ele não pode falar a ninguém, de onde a
necessidade de vir se abrir com seu analista. Esta combinação é primeiramente
um ciframento secreto que está em relação com uma rede geográfica, já que ela
também existe tanto em Nantes como em Estrasburgo (dois pontos diametralmente
opostos do hexágono). Neste ciframento intervêem as iniciais, as datas de
nascimento e os números da conta bancária de Jyhel e de sua companheira. Esta
combinação não é apenas uma rede simbólica, é também uma imagem, ou seja, uma
combinação no sentido de uma vestimenta que ele deve vestir, enquanto que sua
companheira deve tirá-la para poder fazer amor. Esta combinação é dotada de um
buraco que bordeja assim seu pênis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Enfim, vemos neste caso, que a
metáfora paterna não funcionou. No quarteto que nos ocupa, o lado esquerdo
falta. Não há pai-versão: “Que ela beije seus filhos!”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Então subsiste o lado direito do
quarteto:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0.0001pt 17.85pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;
&lt;u&gt;mãe &lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;wingdings&amp;quot;; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-symbol-font-family: Wingdings;&quot;&gt;à&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt; filho&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0.0001pt 17.85pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;$&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;lt;&amp;gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;
&lt;i&gt;a&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 17.85pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;No qual o filho dá diretamente à mãe
o que a faria “toda”. É o que eu chamei de mãe-versão. Não há ai romance
familiar, mas em seu lugar, temos um romance inédito que Jyhel deve escrever
sem nenhuma referência, de onde a necessidade de um escriba: o analista. Este
texto inédito que ele deve escrever traça uma rede significante para fazer pai
e mãe se unirem num transporte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;E, para poder ele próprio consumir
alguma coisa de um transporte com sua parceira, ele precisa primeiro fazer os
significantes copularem num ciframento complicado que faz uma combinação entre
ele e ela. Então esta combinação vai talvez lhe servir de prótese imaginária.
Se a identificação imaginária ao desejo da mãe não podia lhe assegurar o
encontro sexual com uma parceira sem soçobrar a mãe-versão, munido por outro
lado desta combinação que reduplica esta identificação imaginária, por pouco, o
encontro poderia ser sustentável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Ou seja, temos aqui uma tentativa de
escrever um romance novo: a metáfora delirante, no lugar do romance familiar
para se acomodar com a relação sexual “que não existe”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Para concluir:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Philippe Lacadée, em nosso primeiro
encontro, nos havia proposto uma leitura esclarecida do sintoma da criança como
verdade do casal parental. E ele tinha dito muito justamente alguma coisa
assim: o que se inscreve do lado pai-mãe é o que não se inscreve do lado
homem-mulher. Foi o que me inspirou esta pergunta que eu lhe fazia: o sintoma
como formação de compromisso entre o romance familiar e a verdade da não
relação sexual.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Penso que eu tentei hoje responder à
minha pergunta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Então, é a minha vez de lançar a
sequencia para uma próxima vez. Simplesmente, eu proponho a leitura de uma
pequena passagem do Seminário R.S.I.: “O que não impede que se no inconsciente,
não houvesse um tanto de significantes copulando entre si, se indexando em
pulular dois a dois, não haveria nenhuma chance de que a ideia de um sujeito,
de uma paterna do falo cujo significante é o Um que o divide essencialmente,
surja. Graças a que ele percebe que há saber no inconsciente, ou seja, há
copulação inconsciente, de onde esta idéia louca – deste saber fazer semblante
por sua vez. Com relação a que parceiro? – senão aquele que se produz também de
uma copulação cega – é o caso de dizê-lo.”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;right&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: right;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Tradução: Cristina Drummond.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;br clear=&quot;all&quot; /&gt;
&lt;hr align=&quot;left&quot; size=&quot;1&quot; width=&quot;33%&quot; /&gt;
&lt;!--[endif]--&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;div id=&quot;ftn1&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;MsoFootnoteText&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/Psicanalise/Papai.docx#_ftnref1&quot; name=&quot;_ftn1&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 115%;&quot;&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt; LACAN, J.&amp;nbsp; Seminário Livro XXII, RSI. Lição de 21 de
janeiro de 1975, in Ornicar?, no. 3, 1975, p. 107-108.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;ftn2&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;MsoFootnoteText&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/Psicanalise/Papai.docx#_ftnref2&quot; name=&quot;_ftn2&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 115%;&quot;&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt; Distinguir bem o quarteto
significante: homem, mulher, mãe, criança; e as duas estruturas quaternárias
que não são nada além de &lt;u&gt;S1&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;wingdings&amp;quot;; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-symbol-font-family: Wingdings;&quot;&gt;à&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt; S2&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoFootnoteText&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; $&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;i&gt;a&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;ftn3&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;MsoFootnoteText&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/Psicanalise/Papai.docx#_ftnref3&quot; name=&quot;_ftn3&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 115%;&quot;&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt; Lacan, J. Duas notas sobre a criança.
In Ornicar?, no. 37, 1986, p. 13-14&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoFootnoteText&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;ftn4&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;MsoFootnoteText&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/Psicanalise/Papai.docx#_ftnref4&quot; name=&quot;_ftn4&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;calibri&amp;quot; , &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 115%;&quot;&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt; N.T. Muleta é o pau em que o
toureiro sustenta a capa para chamar o touro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/feeds/3298113736923779737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2016/06/papaimamae-baba-e-eu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/3298113736923779737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/3298113736923779737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2016/06/papaimamae-baba-e-eu.html' title='Papai,mamãe, a babá e eu'/><author><name>Eliana Olimpio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11160457536407577968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='11' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrsuThuheq8Rc73H9F1MknEAKTZ6V2GnjiQYEVQpbBwtu6NwV9PtulpYGuAsAGiKhGBstPNu3kZQsFUBmmuvO8oJi31r5L8X8K-mjk-h2f_SdpQQFeAAylMNdzlXvzc24/s220/LOGO+AMPLIAR.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182122668287761377.post-23430975927110683</id><published>2016-02-23T13:10:00.000-03:00</published><updated>2016-02-23T13:10:00.972-03:00</updated><title type='text'>ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O SEXO, DROGA E ROCK AN&#39;ROLL</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&quot;&lt;i&gt;A barra do amor é que ele é meio êrmo. A barra da morte é que ela não tem meio-termo&quot;.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Eliz Regina&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;ALGUMAS CONSIDERAÇOES
SOBRE O SEXO, DROGA E ROCK AN’ROLL&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;right&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Maria Eliza Arreguy Maia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Trago como epigrafe a pequena história de Sid
Vicious, baixista dos Sex Pistols, um conjunto inglês que, de meados da década
de setenta até o fim de seus curtos dias, detonou o rock punk, dando projeção
ao movimento pós-hippie, anti-hippie pode-se dizer, movimento difuso de uma
juventude que se supõe cansada, farta, traída. Nada de grandes utopias, o bem
estar proporcionado pela social democracia capitalista, como não podia deixar
de ser, deixa restos. O movimento punk teve grande ressonância entre os filhos
da periferia de uma “Londres apocalíptica, entre a monarquia e a barbárie”.&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftn1&quot; title=&quot;&quot;&gt;[1]&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftn1&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;O sonho acabou e bem no fim do século! Naqueles
dias vivia-se um clima de ameaça fria das duas potencias mundiais e da
possibilidade da 3ª guerra. “Meus heróis morreram de overdose e meus inimigos
estão no poder...”, grita e clama o poeta que, anos mais tarde, na periferia do
1º mundo, ofertará seu corpo como ideologia quando não há uma pra viver. &lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftn2&quot; title=&quot;&quot;&gt;[2]&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftn2&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Sid meio que perambula pelos lugares de sepre
aonde vai a moçada da pesada. Fuma-se, bebe-se, pica-se. Nos intervalos um som
racante, gritado, feroz e francamente descomprometido com qualquer virtuosismo,
ao contrário do rock de até então. Eles são bem agressivos no visual, nos
modos, na vida. Recuperam algo de transgressivo queo rock ia perdendo. Tudo tem
um ar de desespero vago, é de um vazio que se trata. Nada de paz, de amor muito
menos. No filme – Sid e Nancy&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftn3&quot; name=&quot;_ftnref3&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;
- Nancy, a americana pirada que será a namorada de Sid e com ele protagonizará
uma tragédia em overdose, numa sequencia ela entra num apartamento onde dorme a
turma toda e quem chegar. Johnny Rotten, líder da banda diz a ela que já vinha
ela, maldita americana, com a mania dos americanos, esses hippies nojentos, de
querer trepar. Ali, diz ele, ninguém faz sexo não. Mas Nancy é uma mulher, ela
insiste né. Sid se amarra nela, ela está metida ai com uns caras da droga –
eles andam sempre em carrões. Mas da coisa Sid também já gostava. O namoro deles
vai progredindo junto com a meteórica passagem dos Sex Pistols no cenário do
showbis. Na mesma proporção cresce a importância do pico na historia. Dança o
conjunto, dança a própria música, eles nem trepam mais, se queixa Nancy, eles
só entram numas.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;A barra pesa.&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftn4&quot; name=&quot;_ftnref4&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;
Sid e Nancy só vivem para a próxima picada e o maldito “avião” que não vem. A
droga sempre atrasa – e nada é por acaso no mundo d’”A indústria”, adverte
Burroughs.&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftn5&quot; name=&quot;_ftnref5&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;
Chega um momento em que Nancy, sempre a mulher, diz que não aguenta mais, pede
a Sid que a mate. Ela já vinha insistindo nisso. Eles estão muito loucos. No
desespero ele pega uma faca e acena para ela em provocação. Nancy se abraça à
faca. Tempos depois de deixar a prisão Sid morre de overdose.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;O desejo de morrer que vem da boca da mulher já
era uma proteção contra o gozo que os consumia. O desejo, mesmo o de morrer já
era uma barreira contra esse para além do prazer em repetição infernal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;O discurso analítico pode esclarecer os outros
discursos em seus efeitos. Esclarecendo-os, isso se move. Basta um quarto de
volta e, como os elementos noutro lugar, tem –se um discurso. Um discurso é uma
forma de fazer laço social. Existe o sujeito do significante, que preexiste ao
individuo. Existe o eu que se forma em relação com uma imagem – “... essa
relação já forma a massa”. &lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftn6&quot; name=&quot;_ftnref6&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;
No grupo o indivíduo procura uma solução para sua divisão. Porque o sujeito é
dividido há perda de gozo. O indivíduo está submetido ao discurso do mestre – o
discurso do mestre é o discurso fundador, primordial, diz Lacan. Aquilo que
coletiviza está no lugar de um ideal, conforme escreveu Freud na &lt;i&gt;Psicologia das Massas&lt;/i&gt;, o que Lacan
escreveu S1 na posição de agente. O mestre é também o interditor do gozo. A
vida em sociedade, isto é, em grupo, circunscreve um gozo impossível, aquele do
ser, proibido àquele que fala. No grupo haverá sempre a sombra do mal-estar. O
mestre, amado ou odiado, sempre comanda. Ao contrário, ter a causa no lugar de
agente não permite um domínio sobre o mundo, mas permite àquele que fala
conceber e engendrar seu mundo. É por não ser um mestre nem estar ao serviço de
um, mas estar em posição da causa da descoberta de um saber sobre a verdade.
Entre o primeiro e o segundo algo se perde. É ao preço de uma perda que se faz
sujeito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Todo lugar de poder é um lugar de discurso e,
portanto, a matematização dos quatro discursos de Lacan pode servir para sua
leitura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;A droga tem um lugar na cultura, pode-se
extraí-la deste lugar e pensa-la na dimensão de objeto para um sujeito
determinado. Por este viés vai-se deparar, ao fim da linha, com o masoquismo
primário, nome freudiano do gozo, da repetição mortífera que opera no coração
do ser e que é responsável pelo mal-estar na cultura. O outro caminho é
pensa-la como fato de discurso, como mercadoria e, portanto, geradora de
riqueza, logo de poder.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;No mundo de hoje, onde se assiste entre
horrorizado e anestesiado (!) à guerra do narcotráfico na Colômbia, pode-se
dizer que existe uma política da droga? Que entender por política neste caso?
Seria a gestão do necessário?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;“A droga cria uma fórmula básica do vírus do
‘mal’: a Álgebra da Necessidade. A face do ‘mal’ é sempre a face da total
necessidade. Um viciado em droga é um homem em total necessidade da droga.
Acima de certa frequência a necessidade não conhece nenhum limite ou controle.
Nas palavras da total necessidade: “Tá a fim?” &lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftn7&quot; title=&quot;&quot;&gt;[7]&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftn7&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Curiosamente, as palavras da total necessidade
articulam uma demanda. A voz do traficante, do colega de turma, enfim, do outro
faz retumbar uma outra voz. Na associação da demanda do Outro com a necessidade
metabólica reina um imperativo categórico: “Goza!”.&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftn8&quot; title=&quot;&quot;&gt;[8]&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftn8&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Nos damos conta de que os dois níveis, o da
droga como objeto e o da política da droga não são assim tão separados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;O gozo vem, para cada sujeito particular, do
mandato do supereu, o que articula gozo e lei paterna.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;“No fundo o sujeito está diante de uma escolha
ou a pulsão de morte ou a sexualidade; porém trata-se de &lt;i&gt;uma&lt;/i&gt; sexualidade antes destinada ao desejo que ao gozo, o que
finalmente quer dizer: ou a pulsão de morte ou o desejo”. &lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftn9&quot; name=&quot;_ftnref9&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;
Neste sentido, a pulsão de morte é o que opõe à castração. É um gozo que na
repetição se opõe à vida, age contra ela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Há um encontro da pulsão de morte, desencadeada
no sujeito até as suas últimas consequências e de uma política da droga,
desencadeada na cultura de forma escancarada. Não é por acaso que Burroughs, no
livro Almoço nu chama a droga e tudo que a efetiva como mercadoria, de “A
indústria”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;William S. Burroughs foi um dos pioneiros da
contra-cultura. Errante, vagabundo de elite, vagou pelo mundo conhecendo seus
porões e maravilhas. Homossexual, escritor, conviveu com muitas das cabeças
pensantes do movimento beat. Apaixonou-se pelas drogas. Era médico, pelo que
tinha um saber científico sobre o vício. “Acorda da doença”da droga&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftn10&quot; name=&quot;_ftnref10&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;[10]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;
e recolhe as notas que tinha escrito durante a doença. Este saber já era outro.
Ele faz um depoimento-testemunho que tem como base este outro saber do qual ele
se faz senhor. Em 1959 ele tem a convicção de que a droga é o mais grave
problema de saúde do mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;“A droga é a fórmula do monopólio e da
possessão. ... Junk é o produto ideal... a mercadoria final. O comerciante não
vende seu produto ao consumidor, vende o consumidor ao seu produto. Ele não
aperfeiçoa nem simplifica sua mercadoria. Ele degrada e simplifica o cliente”&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftn11&quot; title=&quot;&quot;&gt;[11]&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftn11&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;O escritor faz pontaria e acerta na mosca:
havendo um drogado este será o fator principal na equação da droga. Mas, se
esta dependência se realiza em um sujeito particular, tem, no entanto, sua
origem e seu objetivo muito além de cada um. Não se trata mais, somente, da
relação que um sujeito estabelece com um objeto suposto fazer gozar. Sendo uma
mercadoria, sujeita portanto às leis da troca, torna-se fato de discurso na
cultura. A lógica obedece, a qual discurso responde o grupo difuso chamado dos
“viciados” ou dos “toxicômanos”?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Ao falar para os italianos em 1972 sobre o
discurso analítico, Lacan, escreve no quadro um quinto discurso, o discurso do
capitalista.&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftn12&quot; name=&quot;_ftnref12&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;[12]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;
“Não há nenhum discurso possível que não seja semblante”- nos lembra ele. O
semblante é do sexual, ou melhor, daquilo que máscara a falta que o sexual
comporta. Todos os discursos, portanto, fazem o semblante do gozo. É pois no
interior do laço social que o discurso promove que acontece o que faz crer que
a relação sexual é possível. Ora, um discurso faz isso bem demais, diz Lacan.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;O discurso do Capitalista é uma pequena
modificação do discurso do mestre:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shapetype id=&quot;_x0000_t32&quot;
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&lt;u&gt;&amp;nbsp;S1&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: Wingdings; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-symbol-font-family: Wingdings;&quot;&gt;à&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt; &lt;u&gt;S2&lt;/u&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;u&gt;$&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: Wingdings; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-symbol-font-family: Wingdings;&quot;&gt;à&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt; &lt;u&gt;S2&lt;/u&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; $&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;
a&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; S1&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; a&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Discurso Mestre&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Discurso do Capitalista&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;“Enfim, depois de tudo é aquilo que se fez de
mais astucioso como discurso. Isto não é menos destinado ao estouro. É
insustentável num trem que poderei lhes explicar... porque o discurso
capitalista é ai uma pequena inversão simplesmente entre o S1 e o $ ... isto
basta para que isto ande como rodas, isto não pode andar melhor mas &lt;i&gt;justamente ça marche trop vite, ça se
consome, ça se consome si bien que ça se consume”. &lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftn13&quot; title=&quot;&quot;&gt;[13]&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftn13&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;O jogo de palavras não encontra tradução
literal em português. No francês encontramos duas palavras ‘consommer’ – que é
consumir, dissiplar, gastar, despender, completar, absorver, cometer, levar ao
cabo, arruinar, esbanjar, completar-se. – e também o ‘consumer’ – consumir,
usar, gastar. No Aurélio encontramos só o ‘consumir’ que resumo estes dois
sentidos, o de usar, gastar e o de dissipar, usar até o abuso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;A droga como mercadoria perfeita: aquela que
resumo às raias do absoluto aquilo que o discurso da consumição propõe. Não
está sozinha, certamente, a ecologia vem revelando os efeitos de se vender o
planeta como se ele fosse descartável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Há a coisa em seu valor de uso – na medida em
que serve às necessidades humanas. Há o valor – que é relacional, so se realiza
na troca, e que subsume o valor do trabalho; e há a mais-valia – que é o valor
excedente que o capitalista recolhe pagando ao trabalhador, por seu tempo de
trabalho, menos do que o valor que ele recebe pelo produto. Isso conforme
ensina Marx. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;“A mais valia é isso... é o mais de gozar. Não
há senão isso que faz funcionar o sistema”, acrescenta Lacan.&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftn14&quot; title=&quot;&quot;&gt;[14]&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftn14&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Marx adverte que quando uma coisa toma a forma
de mercadoria a relação de valor entre os produtos do trabalho que irá
caracterizar essa forma, nada tem a ver com a natureza física das mercadorias,
nem com as relações materiais dela decorrentes “Uma relação social definida,
estabelecida entre os homens, assume a forma fantasmagórica de uma relação
entre coisas. Para encontrar um símile, temos de recorrer à região nebulosa da
crença. Ai os produtos do cérebro humano parecem dotados de vida própria,
figuras autônomas que mantém relações entre si e com os seres humanos. É o que
ocorre com os produtos da mão humana, no mundo das mercadorias. Chamo a isso de
fetichismo, que está sempre grudado aos produtos do trabalho, quando são
gerados como mercadorias”. &lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftn15&quot; title=&quot;&quot;&gt;[15]&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftn15&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Seria a droga, hoje, um fetiche – aquilo que
está no lugar do falo da mãe, aquilo que reconhece e desmente ao mesmo tempo a
completude do Outro?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Nos “tempos românticos da droga”&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftn16&quot; name=&quot;_ftnref16&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;[16]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;
ela aparecia quase abertamente na cultura, ritualizada. Porém, pode-se dizer
que submetida ao significante na fórmula, por exemplo, de “paz e amor”. Estes
significantes foram colocados no lugar do Ideal aglutinando jovens no mundo
inteiro, fazendo grupo. A difusão deste ideal se fez por muitos canais, mas
pode-se dizer que teve n Rock sua melhor expressão, por vias do que o movimento
se expandiu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;“Todas as drogas alucinógenas são consideradas
sagradas pelos que as usam. Há cultos do peiote e cultos da bannisteria, cultos
do haxixe e do cogumelo. Mas ninguém jamais sugeriu que a junk fosse sagrada.
Não existe nenhum culto ao ópio. O ópio é profano e quantificável como o
dinheiro. Ouvi dizer que já houve um tipo de droga benéfica na Índia, que não
viciava. Chama-se soma. Se o soma existiu alguma vez, o traficante estava lá
para engarrafa-lo, monopolizá-lo e vend&amp;amp;ê-lo...”&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftn17&quot; title=&quot;&quot;&gt;[17]&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftn17&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Há aqui algo que atravessa o raciocínio do
autor. Por um lado ele compara certo tipo de droga com o próprio dinheiro. Por
outro ele mesmo sabe que não tem haver bem com a coisa, ela pode até ser benéfica
como o “soma”, que o que vai determinar seu valor na cultura são as relações às
quais ela está submetida. Como mercadoria são aqueles que detêm os meios de
produção, os grandes atacadistas da droga, é que vão determinar sua regulação
no mercado, uma política que será sempre a da escassez.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Sabe-se que o perverso exige a interdição para
seu gozo. “... a causa do desejo não funciona como tal senão porque o gozo foi
proibido. É portanto suficiente, para obter um gozo, identificar tudo que pode
funcionar como proibição, e transgredir essas interdições. Deste modo, o
perverso inventa o legislador no próprio lugar onde era menos esperado.”...
“Assim, o perverso é aquele que ativa a legislação social com a maior
veemência”. Desta maneira, apela para a prisão, que é o coração palpitante da
Lei, o lugar onde a proibição permite gozar com aquilo mesmo que é impossível.”
... e a prisão, que coroa essas atividades é gozo continuado, não apenas para o
aprisionado, mas para o conjunto do ‘corpo social’”.&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftn18&quot; title=&quot;&quot;&gt;[18]&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftn18&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Pode-se pensar então que a política da droga,
além de se pautar pela escassez, se beneficia da sua ilegalidade, até mesmo a
exige. (E tome caçada de traficante nas vielas dos morros, via Embratel,
oportunidade em que são exibidos ao expectadr mais um “chefão” do tráfico).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Por fim, nos colocamos em posição de perguntar
se a política da droga seria propriamente perversa, no sentido lacaniano. De um
lado, o do monopólio, do grande traficante, temos a droga em sua equação com o
dinheiro, naquilo que este implica de real – uma vez que há equivalência com o
mais-de-gozo. Esta equivalência, porém, se realiza numa ordem simbólica, a
ordem do valor, onde o dinheiro permite extrair a mais-valia justamente por
ocultar uma diferença entre os produtos trocados. Se há uma fetichizaçao de
toda mercadoria, na mercadoria droga o fetiche é erigido privilegiadamente por
sua relação com a proibição-transgressão da lei e, principalmente, - se gastar
por ser igual a gozar -, gastar com a droga é proporcionar-se o encontro
incestuoso impossível. O produtor monopolista com sua política estaria no lugar
do instrumento do gozo do Outro, tendo como sua vítima aqueles que não despertaram
com o fim do sonho e seguem sonâmbulos, sem religião, utopias políticas ou
palavras de ordem? (Deus esta morto e esta cultura não admite o lugar vazio).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Do outro lado, do sujeito pego nas malhas do
vicio, já não mais sujeito, faz-se objeto do gozo do Outro. É neste lado que o
erótico desfalece, desencadeando um masoquismo primário onde a próxima picada
marca o corpo-carne e prenuncia a passagem ao ato daquele que sem poder extrair
o que seria a causa de seu desejo, pula fora sem volta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border-bottom: solid windowtext 1.0pt; border: none; mso-border-bottom-alt: solid windowtext .75pt; mso-element: para-border-div; padding: 0cm 0cm 1.0pt 0cm;&quot;&gt;

&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;border: none; mso-border-bottom-alt: solid windowtext .75pt; mso-padding-alt: 0cm 0cm 1.0pt 0cm; padding: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Nota: Estas “Considerações” fazem parte de uma investigação
ainda em curso. Resta aprofundar as relações do desejo&amp;nbsp; com o gozo – naquilo que o desejo guarda de
trágico – , e repensar a droga na cultura: em princípio questionada como
fetiche na cultura, agora possivelmente, numa inscrição ainda mais radical.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;





































































































&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;br clear=&quot;all&quot; /&gt;

&lt;hr align=&quot;left&quot; size=&quot;1&quot; width=&quot;33%&quot; /&gt;

&lt;!--[endif]--&gt;

&lt;div id=&quot;ftn1&quot;&gt;

&lt;div class=&quot;MsoFootnoteText&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftnref1&quot; name=&quot;_ftn1&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: EN-US; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt; SANTOS, Hugo, Sid Vicius. São
Paulo, Brasiliense.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;ftn2&quot;&gt;

&lt;div class=&quot;MsoFootnoteText&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftnref2&quot; name=&quot;_ftn2&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: EN-US; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt; CAZUZA, versos da música Ideologia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;ftn3&quot;&gt;

&lt;div class=&quot;MsoFootnoteText&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftnref3&quot; name=&quot;_ftn3&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: EN-US; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Filme “Sid and Nancy”, em
portugues “Sid e Nancy, o amor mata”. Direção de Alex Cox, 1986. MSA.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoFootnoteText&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftnref4&quot; name=&quot;_ftn4&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: EN-US; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Chama-se a atenção aqui para
o matema do discurso do Capitalista, que Lacan escreveu, conforme encontra-se no próprio texto.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Considere as duas setas, apontando para baixo, ao lado deste matema. Neste caso, essas setas
ao contrário dos outros discursos não indicam um movimento de circulação. Antes
apontam na mesma direção.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;ftn4&quot;&gt;

&lt;div class=&quot;MsoFootnoteText&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftnref5&quot; name=&quot;_ftn5&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: EN-US; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;SANTOS, H. Sid Vicious, São
Paulo, Brasiliense, p. 8&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;ftn5&quot;&gt;

&lt;div class=&quot;MsoFootnoteText&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftnref6&quot; name=&quot;_ftn6&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: EN-US; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt; POMMIER, G. Freud apocalíptico?.
Porto Alegre, Artes Médicas, p. 21.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;ftn7&quot;&gt;

&lt;div class=&quot;MsoFootnoteText&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftnref7&quot; name=&quot;_ftn7&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: EN-US; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt; BURROUGHS, W. S. Almoço nu. São
Paulo, Brasiliense, p. 7&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoFootnoteText&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftnref8&quot; name=&quot;_ftn8&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: EN-US; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;SILVESTRE, M. O fim de
análise. In Falo, no 3, p. 38.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;ftn9&quot;&gt;

&lt;div class=&quot;MsoFootnoteText&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftnref9&quot; name=&quot;_ftn9&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: EN-US; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;SANTOS, H. Sid Vicious. São
Paulo, Brasiliense., p. 5&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;ftn10&quot;&gt;

&lt;div class=&quot;MsoFootnoteText&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftnref10&quot; name=&quot;_ftn10&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: EN-US; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;[10]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp; Idem&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;ftn11&quot;&gt;

&lt;div class=&quot;MsoFootnoteText&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftnref11&quot; name=&quot;_ftn11&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: EN-US; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;[11]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;
Idem&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;ftn12&quot;&gt;

&lt;div class=&quot;MsoFootnoteText&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftnref12&quot; name=&quot;_ftn12&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: EN-US; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;[12]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;
LACAN, j. Lacan in Itália. Inédito, maio de 1972.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoFootnoteText&quot;&gt;
&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftnref13&quot; name=&quot;_ftn13&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: EN-US; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;[13]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; LACAN,
j. Lacan in Itália. &lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Inédito,
maio de 1972.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;ftn13&quot;&gt;

&lt;div class=&quot;MsoFootnoteText&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftnref14&quot; name=&quot;_ftn14&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: EN-US; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;[14]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;
Idem&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;ftn14&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;MsoFootnoteText&quot;&gt;
&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoFootnoteText&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftnref15&quot; name=&quot;_ftn15&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: EN-US; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;[15]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt; Marx, K. O capital. Vol. I.&amp;nbsp; Rio de Janeiro, Civilização.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;ftn16&quot;&gt;

&lt;div class=&quot;MsoFootnoteText&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftnref16&quot; name=&quot;_ftn16&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: EN-US; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;[16]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt; Leia-se a próposito: DiAS L., lodi,
M. e VILELA, V. Elaborações psicanalíticas sobre a toxicomania. In Papéis do
$impósio. Belo Horizonte, 1989.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;ftn17&quot;&gt;

&lt;div class=&quot;MsoFootnoteText&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftnref17&quot; name=&quot;_ftn17&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: EN-US; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;[17]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt; SANTOS, h. Sid Vicious. São Paulo,
Brasiliense.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;ftn18&quot;&gt;

&lt;div class=&quot;MsoFootnoteText&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/Eliana/Documents/Documento%20ATUAL/ALGUMAS%20CONSIDERA%C3%87OES%20SOBRE%20O%20SEXO.docx#_ftnref18&quot; name=&quot;_ftn18&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: EN-US; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;&quot;&gt;[18]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;POMMIER, G. Freud apolítico?
Porto Alegre, Artes Médicas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/feeds/23430975927110683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2016/02/algumas-consideracoes-sobre-o-sexo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/23430975927110683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/23430975927110683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2016/02/algumas-consideracoes-sobre-o-sexo.html' title='ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O SEXO, DROGA E ROCK AN&#39;ROLL'/><author><name>Eliana Olimpio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11160457536407577968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='11' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrsuThuheq8Rc73H9F1MknEAKTZ6V2GnjiQYEVQpbBwtu6NwV9PtulpYGuAsAGiKhGBstPNu3kZQsFUBmmuvO8oJi31r5L8X8K-mjk-h2f_SdpQQFeAAylMNdzlXvzc24/s220/LOGO+AMPLIAR.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182122668287761377.post-8452641336411123023</id><published>2016-02-22T21:35:00.005-03:00</published><updated>2016-02-22T21:35:39.663-03:00</updated><title type='text'>O ENIGMA DA LOUCURA</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;right&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Antônio Godiño Cabas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Certamente, pode parecer demasiado,
despropositado, senão demasiado quixotesco o gesto que aqui nos propomos ao
propormos dar razão à loucura, logo à loucura a quem a razão cartesiana
empenha-se em situar o universo de sem-razão!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;E, contudo, este empreendimento quixotesco não
é senão a duplicação de um outro gesto, este de cunho teórico; concretamente,
do postulado psicanalítico quanto às psicoses. Não havia dito Freud em sua
análise das memórias do presidente Daniel Paul Schreber que o que interessa ao
analista no relato do louco é precisamente seu método, sua lógica, enfim, sua
inteligência? Ao adotarmos este como nosso ponto de partida, não será difícil
esboçar a ideia de que a loucura desdobra e desenvolve “uma” razão lógica.
Consequentemente, o delírio que a tradição psiquiátrica costumava descrever
como torturado rompimento, como um pesadelo desgarrado e desgarrador se
transforma em polemica, em dissertação, em suma, em debate.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Um debate, deve ser dito, cujas chaves parecem
estar cifradas numa linguagem inescrutável e portanto de difícil leitura. Em
nome desta dificuldade, a loucura se constititui em nosso enigma. Mas também
devemos ser claros sobre este particular, porque o certo é que na abordagem
desta questão, não se está em&amp;nbsp; posição de
quem nada sabe. Sucede que o que a loucura coloca é um enigma relativo ao saber
e justamente, quando se trata de saber, o analista nunca parte de um zero
absoluto; quero dizer, não se move entre trevas, mas pelo contrário, dispõe de
uma das mais luminosas premissas de que se possa dispor. Essa premissa é tão
simples como elementar: advém da observação de que a loucura é eminentemente um
fato humano de modo que, dizendo de outra maneira, as fronteiras da loucura são
as da subjetividade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Depois de tudo, quem poria em dúvida o fato de
que somente um sujeito pode enlouquecer, assim como a recíproca, ou seja, que a
loucura somente pode ocorrer no lugar onde está prescrita a existência de um
sujeito?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Entende-se, é por esse lado (o lado do sujeito)
que a loucura põe a teoria em situação de xeque. Um xeque que é acima de tudo
pergunta que sempre demanda uma resposta. Eis aqui a razão pela qual a
psicanálise é convocada para explicar aquilo que a loucura argumenta quando
quem fala, fala sob forma de delírios.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Vê-se: a psicose entra em tudo isto em posição
de esfinge. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Só nos resta deixar claramente estabelecido que
no diálogo com a esfinge deve-se olhar a coisa como quem sabe algo de bilhar;
não se deve esquecer, depois de tudo, que o delírio joga sempre com duas
tabelas, ou, o que é o mesmo, discute em duas pontas enquanto não somente toca
a questão do mais além (...da razão) , como também toca a questão de seu mais
aquém ao tocar em cheio a questão do sujeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b style=&quot;text-indent: -18pt;&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 7pt; font-stretch: normal; font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b style=&quot;text-indent: -18pt;&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 7pt; font-stretch: normal; font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;b style=&quot;text-indent: -18pt;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b style=&quot;text-indent: -18pt;&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 7pt; font-stretch: normal; font-weight: normal;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style=&quot;text-indent: -18pt;&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Em Freud&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Certamente quando se trata da loucura na obra
freudiana, as coisas nunca são demasiado claras. Além do mais, não direi nada
de novo ao dizer que o próprio Freud não parece ter-se ocupado demais das
psicoses. E claro está que em nome desta crítica nunca falta quem conclua que a
experiência psicótica constitui um campo muito alheio ao da experiência
freudiana e, por extensão, da própria psicanálise.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;A partir dai o terreno pertence ao mito. Mais
exatamente aos mitos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Refiro-me ao mito da impossibilidade analítica
das psicoses.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Refiro-me ao mito que sustenta a insuficiência
teórica do inconsciente para dar conta da loucura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Refiro-me ao mito biológico (e por que não?)
hormonal, quando não genético da esquizofrenia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Refiro-me ao mito sociológico que reivindica a
loucura como sendo nada mais (e absolutamente nada mais) que um modo de
produção social.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Refiro-me ao mito daqueles que dizendo-se
participantes do marco freudiano juram e perjuram que é necessário fortificar
primeiro o eu do psicótico (sic) para depois submetê-lo ao processo da
reconstrução analítica (resic).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Como se vê, a lista – ainda quando não pretende
ser exaustiva é longa – longa demais para não se pensar que em tudo isto há
algo que cheire a sintoma. E certamente há... tão fecunda mitologia não pode
ser senão isso: pura mitologia. Recorde-se agora nossa definição sobre os mitos
(que os considera como relatos que pretendem descobrir cobrindo uma certa ordem
de verdade) e se compreenderá nossa conclusão: em tudo há sintoma a partir do
momento em que há “verdade”, mas “verdade em estado de repressão”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;É que não se pode desconhecer que há um
esquecimento na base de toda esta conversa, que é nada menos que o esquecimento
da experiência freudiana. Trata-se, por exemplo, que as psicoses aparecem como
o recurso fundamental do trabalho de Freud ainda em uma época em que esse
trabalho não podia aspirar nem ao título de analítico, nem sequer ao de
freudiano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Porque, com efeito, o que os manuscritos de sua
correspondência com Fliess descobrem para qualquer um que tenha olhos para ver
o que está à vista é que a loucura importa desde muito antes da constituição da
ciência psicanalítica. Como desconhecer que o manuscrito B (fevereiro de 1893)
inclui não somente uma reflexão sobre as relações existentes entre a neurose de
angústia e a melancolia, como também a colocação desta psicose no quadro
nosográfico da época? Como não ver a repetição e a insistência deste tema no
manuscrito E (1894), no manuscrito G (também de 1894)&amp;nbsp; ou ainda a reflexão sobre a paranoia lançada
no manuscrito H (1895)? Como é que se pode não ler o quadro nosográfico em que
sistematiza a confusão alucinatória, a paranoia e até as psicoses histéricas e
com o qual encerra esse mesmo manuscrito?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Não há dúvidas de que, além de toda e qualquer
omissão, a renovação do gesto freudiano, isto é, a insistência desta repetição
não é alheia à insistência de algo que desde o mais profundo da loucura,
interroga e fustiga a psicanalise antes mesmo de sê-la, operando como a
quase-causa da busca freudiana. Esquecê-lo é como esquecer que Freud conciliava
Charcot com Meynert e que foi, precisamente, pelo lado de Meynert que a loucura
entra como problema no universo freudiano, desta maneira o escrito sobre
Schreber não é apenas um texto de abordagem... em verdade, é o texto de um
reencontro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;E falo de um “reencontro” porque no começo de
1900 ou, como quem diz, na esquina do século, o tema das psicoses entra em
recesso e permanece em estado de hibernação, simplesmente porque a histeria é
muito mais que um simples quadro clínico. É uma magna reflexão sobre o desejo,
e é sob este título que se constitui no centro da experiência analítica nos
anos em que Freud elabora o corte que haveria de conduzir à fundação da ciência
do inconsciente. E ainda assim, não se pode nem se deve esquecer que é justamente
o caráter errático próprio do desejo, sua indestrutibilidade, sua
insaciabilidade, sua perene insatisfação e sua estrutura nostálgica de
repetição e retorno o que permite compreender a mais errática, inexorável,
insaciável, insatisfeita e repetidamente nostálgica das experiências humanas: a
prática da loucura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Concretamente, quero dizer que não há abordagem
possível das psicoses se não se tiver levantado previamente a hipoteca teórica
da noção do desejo. Afinal, não é mistério algum que o desejo é profundamente
misterioso e, portanto, capaz de desenvolver um espectro de sombras nas quais
não vacilaremos em entrever a razão louca (verdadeira e profundamente louca) e
toda a experiência do homem mesmo naqueles casos em que não mereceria a
qualificação de psicótico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Ocorre que o desejo põe sobre a mesa uma
dimensão, e por conseguinte, uma realidade profundamente metafísicas, coisa que
não há de se assombrar desde que se sabe que, quando se trata do desejo,
trata-se sempre e inexoravelmente de “outra coisa”. Neste sentido, o fantasma
não é senão a testemunha crua e carnal, se assim posso dizê-lo, de uma
realidade que é indefectivelmente equívoca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;O mundo das sombras?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;O certo é que depois da &lt;i&gt;Interpretação dos sonhos&lt;/i&gt;, o problema não é mais o de fixar os
limites da loucura, mas o de saber se há (embora seja por pura casualidade)
algum campo, algum lugar ou, quem sabe, algum sítio na prática do humano que
possa ser considerado não-louco. O problema é agora o de saber que classe de
coisa é a coisa não-louca, ou tratar de uma dimensão realmente existente, coisa
que a esta altura se apresenta como muito duvidosa. Por esta razão, Freud
rastreia toda a largura e altura do universo dos atos falhos, dos sintomas da
vida cotidiana, e dos chistes, na busca de algum espaço de consciência alheio à
influencia e determinação do desejo. Em vão. Uma vez formulada sua teoria
sexual, na qual apóia o insólito de sua descoberta sobre o desejo, a
irrealidade ou o pouco-de-realidade que caracteriza a vida do sujeito, colocam
em posição absolutamente crítica o saber até então vigente sobre a questão
psicótica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Acontece que esta questão era entendida como
uma fuga; mais especificamente, uma fuga massiva da realidade. Em seu delírio o
psicótico seria alguém que, sendo incapaz de aceitar o penoso da realidade
objetiva, fugiria espavorido em louca corrida traçando um caminho delirante
rumo a impossíveis paraísos. Definitivamente, se enlouquece quando se perde o
“sentido” da realidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Pois bem, este critério, essencialmente
pré-freudiano, reaparece (tal qual o fazem os sintomas) nas formulações
autoproclamadas pós-freudianas de certos discípulos de Fenichel, de Ferenczi,
de Anna Freud. É o anafreudismo fazendo escola sobre a base de um programa no
qual a saúde advém do reconhecimento da realidade, coisa unicamente possível
enquanto compreendermos a importância do eu-de-realidade, esse mesmo que sendo
maduro é adulto e nunca se engana quanto ao seu mundo...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Obviamente, estamos ante uma regressão teórica
na qual se reifica uma ideologia do realismo e em nome da qual a loucura é um
desvario da razão enquanto a sua é uma rebelde e obstinada negação de todo
reconhecimento criterioso da realidade. É o dito então que sem razão é sinônimo
de sem-realidade, e a partir dai é construída uma torre de Babel na qual se
enfatiza o seguinte: é uma construção que se apoia eminentemente na “clínica”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Desta forma, os deslizamentos ao se levantar
essa torre (deslizamentos que a Bíblia já se havia encarregado de definir: “são
linguísticos”) terminam querendo que esse parâmetro converta-se no &lt;i&gt;pattern&lt;/i&gt; para o estabelecimento de uma
psicopatologia. Enfim, toda a nosografia terminará apoiando-se nesse modo de
ver as coisas... um modo que o capricho das modas terminológicas definiu assim:
visão quantitativa do fenômeno patológico. Essa quantidade, falando alto e
claro, é uma quantidade de fuga. Desta maneira o cálculo diagnóstico se torna
possível: quanto maior é a distancia que separa o sujeito do reconhecimento da
realidade, maior é sua possibilidade psicótica, sendo que quanto menor é a
distancia que separa de dito reconhecimento, maior é seu “grau de saúde”. Não é
muito difícil apreciar que o que aqui está em jogo é um sistema métrico que
funciona como um fator de cálculo. Mede-se a distancia de fuga da realidade e
essa medida nos dá um nível de enfermidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;É realmente curioso. O pivô e ponto de apoio
dessas tabelas de medição é composto de um critério de realidade que, na
verdade, nunca foi rigorosamente definido. Ocorre que quando se trata da
realidade o que podemos chegar a encontrar, e isto no melhor dos casos, é com a
seguinte formulação tautológica: a realidade? Elementar! A realidade é a
realidade...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Bem, sabemos que uma tautologia é um
instrumento útil para ilustrar e descrever o princípio da identidade absoluta,
tanto que é dessa maneira que a lógica consegue por em cena a noção de verdade,
tal como demonstra o trabalho de Ludwig Wittgenstein no sentido de que uma
tautologia nunca predica nada; simplesmente não é uma ferramenta de definição.
Desta forma, constatamos que ao adotar esta suposta definição da realidade,
adotamos um sistema de cálculo que se apoia sobre uma estéril verdade sem que,
por outro lado, nada em nosso esquema teórico nos permita dar conta da aporia?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Mais estranho ainda é quando ao ler Freud, descobrimos
que nossa aporia é em verdade um paradoxo. Não somente não há nada nos escritos
de Freud que nos permita dar conta do grau de realidade da realidade em si,
senão que, pelo contrário, o que neles nos diz é que a realidade é o fruto do
desejo. Em outras palavras, define-se como o efeito necessário e inevitável do
delírio... “o supor uma realidade-em-si à qual o sujeito teria acesso é como
supor que existe a possibilidade de que o sujeito deixa de ser sujeito”.
Sejamos objetivos, diz-nos então, “há uma realidade ai, que independe do
desejo, coisa que é bastante evidente”... sem dúvida. Mas não haverá um certo
contra-senso nessa exigência de um sujeito objetivo enquanto isso seria o mesmo
que demandar-lhe que deixe de ser... sujeito? Será realmente possível pensar em
um sujeito objetivo? Não é esse um enunciado demasiado paradoxal? É que em
última análise, seja o que for que se está pretendendo assinalar em &lt;i&gt;Introdução ao narcisismo&lt;/i&gt; é que o
narcisismo não é uma simples fase, uma mera etapa evolutiva que chega e passa
como chuva de verão, mas uma estrutura profundamente determinante de toda a
experiência humana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Decerto isso não significa que a objetivação é
uma pura utopia. O campo freudiano dedicou um amplo espaço à reflexão sobre os
objetos. Mas acontece que essa reflexão nos demonstra que os objetos (e por
consequinte a objetividade) explicam-se em função da falta. Não é o
objeto-em-si mas a falta de objetos que explica a posição objetiva (ou não) do
sujeito inconsciente. Pela muito simples razão que o que está em jogo é uma
falta que o sujeito tende a suturar com sua produção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Então, os objetos são objetivações do
narcisismo (leia-se: “declinações”ou ainda “conjugações” do narcisismo), de
forma que a suposta objetividade não é outra coisa do que um efeito derivado da
inscrição objetiva do desejo. Não é sabido que o objeto é determinado por
aposição? E não é sabido que a aposição determina uma busca cuja direção e cujo
sentido estão qualificados? E, finalmente, não é sabido que essa qualificação
define o que é buscado como estando modelado pela experiência da mãe nutriz, ou
do pai protetor e que, neste sentido, o que se busca é a quem me alimenta ou a
quem me protege bem?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Depois da escrita dos &lt;i&gt;Três ensaios&lt;/i&gt; a realidade tem uma única definição possível: como uma
realização do desejo. Trata-se portanto, de uma inscrição no real de algo que
pertence à ordem do sujeito ou dito de outra forma, trata-se da realidade do
desejo cuja estrutura essencialmente errática colocará em xeque todo o suposto
de realidade positiva à maneira do empirismo clássico. Como entender então o
paradoxo da sexualidade humana que quer que os homens amem as mulheres que
sendo suas mães não o são?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Repito: o mundo das sobras? Sem dúvida sim, se
assim queremos nomear o desejo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Pois bem, creio que não é difícil apreciar a
esta altura de nosso desenvolvimento que a psicose está presente nas
entrelinhas desta elaboração, de forma que não pode surpreender o fato de que o
ano de 1911 ponha na mesa o tema do delírio psicótico desta vez em primeiro plano,
na linha de frente da mira teórica freudiana. Por isso deve-se insistir sobre
este ponto: Schreber é muito mais que uma polemica com a escola de Zurich,
entenda-se Jung ou mesmo Adler. É a demonstração palpável, no real da clínica,
de que há uma dimensão de desejo em toda loucura e que somente ela pode dar
razão da razão delirante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Schreber afirma, para quem quiser escutá-lo,
que o que está no centro do seu delírio é um “estranho desejo”, ou melhor
ainda, o “estranho de um desejo”. Direi então que Schreber debate-se ante a
brutal emergência de um desejo cujas características correspondem ao pé da
letra aos atributos de sinistro. “Ama-se a um pai”&amp;nbsp; parece nos dizer como quem se aventura a
dizer que “batem-se em uma criança”. Eis aqui o núcleo motor do delírio
paranoico. Mas por que? Simplesmente porque há algo de muito enigmático nesse
desejo, e esse algo é o lugar do sujeito. Quem ama? Poderia se perguntar como
quem pergunta: “Quem fala”?&amp;nbsp; E sem sobra
de dúvidas, o Presidente ser veria em sérios apuros ao ter que responder a essa
pergunta, como de fato ocorreu, já que justamente seu drama parece haver sido o
de não poder estabelecer um sujeito capaz de ocupar (recordemos que esse termo
concerne a uma política das catexias na obra de Freud – &lt;i&gt;besetzung&lt;/i&gt;)&amp;nbsp; - o lugar que na
fórmula está denotado de maneira anônima e impessoal: “ama-se”...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;E não obstante, que ninguém se engane: Schreber
sabe, sabe que não sabe qual é o sujeito capaz. Por esta razão seu delírio se
renova em um constante re-perguntar(se) “quem ama?”. É uma re-pergunta
balbuciada sob o signo do mal-estar e a inquieta preocupação daquelas perguntas
que se sabem de antemão sem resposta. “Quem ama – pergunta-se o paranoico – se
de qualquer forma esse não sou eu, visto que pelo que eu sei, eu apenas o odeio
pela justa razão que ele... ele me persegue?”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;O debate schreberiano transcorre num plano de
marchas e contra-marchas como o passo titubeante de um bêbado da meia noite que
oscila e vacila mas ao final sai andando e se perde... seu gesto é um ensaio,
nunca um gesto. É o esboço e nunca um plano, porque algo lhe ficou confuso. E
certamente Schreber sabe disso. Por isso, dedica-se a conjugar pronomes: os
pronomes do verbo fundamental, ele que tanto se preocupava com a norma da
língua fundamental (Grundsprache). Já observei, em outro lugar, que se
tornarmos gramatical o discurso de Schreber ou mesmo o discurso das paranoias
em geral, o que obteríamos é uma estranha declinação verbal: “eu o amo – eu o
odeio – ele me odeia. Ao constatar essa circulação na qual o sujeito gramatica
termina alterado, poderíamos concluir que o enigma schreberiano é pronominal. E
a partir dessa perspectiva não é difícil concluir que há algo em Schreber que
somente poderia ser definido como uma indeterminação quanto ao lugar do sujeito.
O fato de que essa indeterminação produza efeitos de projeção não é senão sua
logica consequência se atendemos à lei que quer que “ali onde não é possível
determinar um sujeito haverá sempre uma projeção”, formula com a qual
traduzimos o efeito psicótico do imperativo do id (“Ali onde era o Isso, o
sujeito há de advir” – Wo es war, sol Ich werden).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;É sabido que esse fenômeno de projeção é o que
mais chamou a atenção dos estudiosos do fenômeno psicótico, e por fim da
maioria dos comentaristas deste caso. Dai a importância outorgada à projeção em
todos os capítulos que a psicanalise dedicou à loucura. Claro está que
tratando-se da projeção estamos diante de um fenômeno libidinal. Haverá quem
pense então que o drama do sujeito deve ser entendido assim: se ele tem uma
certa quantidade de libido com a qual não se sabe o que fazer, e então ela é
projetada... ao substantivar a libido atribui-se-lhe uma forma material e a
partir dai incorre-se no deslizamento de pensa-la como uma certa quantidade de
energia. Em oposição a isto gostaria de salientar que a dita projeção libidinal
manifesta-se em uma conjugação gramatical errática, ou seja, se manifesta como
um ostensivo devaneio acerca do lugar do sujeito. Dito de maneira mais simples:
o que está em jogo é o próprio sujeito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Di-lo-ei à minha maneira: do que se trata na
libido é de um principio de equivalência simbólica (pense-se então na série:
criança, pênis, fezes, presente e dinheiro) e portanto de um sistema de
relações. Consequentemente, supô-la como uma “energia” está certo, sempre e
quando tenhamos em conta que se está operando com uma simples analogia, com um
“como se”, com uma &lt;i&gt;petite fiction
scientifique&lt;/i&gt;. Caso contrário cairemos no terrível engano de pensar que o
sujeito funciona com pilhas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;E a pilha – se ela existe – é o desejo. Já
dizia Aristóteles quando falava de seu “primeiro motor imóvel” demonstrando com
isso que já em sua época o que importava era definir ao sujeito, embora sendo
uma época na qual Volta não existia e portanto não poderia ter deixado a marca
de “sua” pilha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;A partir de Schreber o tema fica em aberto. Que
coisa é o sujeito se o sujeito não é o eu? A resposta não se faz esperar. &lt;i&gt;Introdução ao narcisismo &lt;/i&gt;introduz a
noção de que o sujeito é indissolúvel da questão narcisista ou seja, de uma dimensão
em que a alteridade domina e reina como dona e senhora. Um sujeito não é um “si
mesmidade”, mas uma estranha dialética de alteridades. Contudo, deve-se ser
franco... também se trata de uma estranha alteridade visto que, afinal, sobre
esse montículo de outros se acavala um eu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Introdução ao
narcisismo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt; nos
introduz a esse aspecto de coisas onde o outro é a causa do eu, mas onde o eu –
embora sendo outro – não é alheio ao sujeito. Ve-se: para ser (humano) é
necessário ao humano remontar alguns paradoxos. E convem observar que o
remontar paradoxos é juntamente com o remontar barriletes uma das funções da
infância que, ao fazer voar a coisa deixa a marca de um estilo: o estilo da
psicose, o estilo da neurose, enfim, o estilo de um broto de homem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Lacan insistirá sobre este particular ao forjar
sua noção de sujeito. Dirá: o estilo é o próprio homem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Em 1914, juntamente com a introdução ao
narcisismo, Freud reintroduz a questão da psicose ao ocupar-se novamente de um
caso de paranoia. Trata-se desta vez de um caso contrário à teoria
psicanalítica desde que quem persegue o sujeito não é uma mulher – como seria
de esperar atendendo à premissa da homossexualidade na paranoia – mas um homem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Vejamos a história: o sujeito é um paciente,
mas não é paciente de Freud. Na realidade, a jovem havia consultado um advogado
a quem se dirigia em busca de um sistema de garantias contra as perseguições a
que estava exposta por se haver exposto (leia-se entregue?) a um homem. Por sua
parte, o advogado em questão, querendo saber o que é que a paciente lhe pede,
pede a Freud um sistema de garantias; quer saber quanta loucura há na loucura
da sua cliente. Freud responde: quem persegue à sujeito é a mãe ainda que sob a
tênue máscara do chefe. Nesta trama de intrigas palacianas o homem não é nada
mais que um instrumento, e as fotos que este haveria estabelecido com a ajuda
de um sujeito (terceiro, anônimo, misterioso e oculto)&amp;nbsp; seriam submetidas à consideração para com sua
subordinada. Eis ai uma perfeita linha mestra para um drama perfeito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Como explicar a uma mãe que foi tentado o
condenável gesto de uma traição? Mas, também, como ocultar de uma mãe que foi
tentada sua substituição, se ao faze-lo, a jovem deixou um lugar vazio, o mesmo
que na ocasião haveria de ser ocupado por uma câmera fotográfica, perfeita
paródia aos olhos de uma mãe que tudo vê? Uma mãe que tudo vê... a figura do
sujeito onisciente faz sua entrada nos relatos clínicos. É a forma que o
psicótico tem de ler ao sujeito-suposto-saber, causa de sua insólita transferência.
Já Schreber havia entreaberto esta dimensão ao falar de um Fleschig cuja
onisciência ficaria comprovada ao se descobrir que seu cúmplice era nada mais,
nada menos que Deus. E falando de transferência, não deixaremos de notar o
sintomático do pedido que motiva a entrevista com o advogado. A paranoia pede
um “sistema de garantias” como quem pede que se instaure o “nome-de-Um-pai”.
Mas o mais curioso, e isto sempre ocorre com a loucura, é que este pedido é
reduplicado pelo advogado a alguém que, fora da relação de demanda, possa
declinar os limites e as fronteiras desse diálogo. Este fenômeno da
reduplicação dos delírios do louco por parte da instituição manicomial é o
ponto chave do dia-a-dia no hospício. É também o pior dos artifícios
institucionais para a abordagem da loucura visto que no final todos terminam
como nos espelhos: o hospício diz do louco o que o louco diz do hospício.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Mas antes de entrar na análise da
transferência, atendamos à logica do delírio que é, enfim, o objeto central do
trabalho de Freud neste momento. Como ser mulher, se a mulher é minha mãe?
Parece dizer em seu delírio, o dizer da paranoica... Interessa notar que este
enunciado confirma todas as críticas formuladas a uma suposição da realidade. É
que, na verdade, deve-se reconhecer que a atitude da jovem não é nada realista:
pensa ser sua mãe quando esta sendo mulher, pensa que sua mãe a observa quando
está a sós, pensa que seu amante a trai quando a beija, e pensa que o engano
deste não é com outra senão com sua própria mãe. Mas também interessa notar que
a esta altura de sua elaboração Freud sabe que tanta fantasmagoria não é
propriedade exclusiva das psicoses. Ao contrario, é um traço comum – se
porventura há alguma – que une e amarra a normalidade da loucura com a loucura
de toda normalidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Por esta razão, ao chegar a 1915 – apenas um
ano depois -, Freud não pode deixar por menos. É necessário pensar que coisa
está em jogo no delírio atendendo ao fato que o sujeito – dito normal – também
põe na mesa a realidade inexorável do irreal, ainda que mais não seja, do que
através do enigma dos sonhos. &lt;i&gt;Suplemento
metapsicológico à teoria dos&lt;/i&gt; &lt;i&gt;sonhos&lt;/i&gt;
debate exatamente esse ponto, ao submeter à analise a realidade da alucinação
neurótica (além de tudo o sonho é uma realização alucinatória de desejos)
juntamente com a realidade da alucinação nas esquizofrenias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Dito esquematicamente, trata-se de estudar a
alucinação do sonho depois de analisar a alucinação do esquizofrênico, para
finalmente compará-las e extrair algumas conclusões. E a primeira destas
conclusões não faz mais que confirmar a tese de 1905 ao reiterar que a
realidade é o efeito de realização desiderativa. Mas a partir daqui, uma
segunda conclusão se impõe: a distinção entre a realidade neurótica e a
realidade psicótica será unicamente possível a partir do momento em que
possamos dar conta dos modos específicos de realização em uma e outra. E é no
prosseguimento desta hipótese que Freud termina observando:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0.0001pt 4cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-size: 10.0pt; mso-ansi-language: PT-BR;&quot;&gt;Revela-se aqui a
diferença decisiva entre o trabalho onírico e a esquizofrenia. Nesta são
trabalhados pelo processo primário as próprias palavras... enquanto que o
trabalho onírico não recai sobre as palavras mas sobre as representações
objetivas a que as mesmas são previamente reduzidas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Concretamente, enquanto a esquizofrenia trata
as palavras como coisas, a neurose as distingue. Tudo ocorre como se o esquizo
atribuísse à palavra dimensão a propriedades ônticas. Nisto o louco se parece
aos pré-linguistas que supunham que todo elemento da linguagem aludia a uma
realidade&amp;nbsp; material ou então a uma
propriedade objetiva. Não é difícil adiantar o seguinte: ao esquizo escapa o
que aos pré-liguistas escapava, o caráter arbitrário de todo signo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Não é um escape qualquer. Quero dizer que é uma
falta fundamental desde o momento em que esta falta impede (preclui?) o acesso
ao simbólico. O desconhecimento do caráter puramente relacional da estrutura
significante condenou os pensadores pré-linguisticos a meros exercícios
gramaticais (ou mesmo neo-gramaticais) onde o objeto do estudo é a norma, e a
norma enquanto razão do “bem dizer”, assim como o louco é condenado a buscar a
norma do “bem fazer” para ser. Não é isso o que está em jogo no delírio de
Schreber acerca da ordem universal?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;De nossa parte, sabemos que a língua faz
sistema, mas o que não se deve esquecer é que esse sistema não é nada mais que
um sistema de relações, um sistema de deslizamentos, um sistema de permutações
tal como demonstra a fecunda investigação lévi-straussiana. Em suma, a
permutação dos elementos, coisa que é possível enquanto existia um lugar vazio
na estrutura, é a nota distintiva fundamental que nos permite ler a noção de
sistema. Mas, então, ao se impedir a permutação dos significantes (para o qual
basta tampar o lugar vazio) se estará impedindo a possibilidade de que um
significante, como o que se terminará perdendo o traço fundamental de toda
linguagem: sua possibilidade e sua dimensão metafóricas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;É o que exatamente ocorre com o louco o qual,
ao tratar as palavras como coisas revela seu calcanhar de Aquiles, mas também
ao mesmo tempo põe a descoberto sua razão lógica. Desnuda a condição legal que
anima seus enunciados; não há possibilidade material de estruturar um universo
metafórico. Dai que sua linguagem termine sempre sendo um deserto de objetos,
um paraíso da objetividade, enfim, o universo do sem-sentido. Porque o que deve
ser dito é que essa dimensão metafórica não se limita ao mundo do tagarelar, ou
ao universo da fala. Para constatá-lo bastaria recordar que a identifição não é
senão uma estruturação metafórica enquanto fixa e substitui ao sujeito um traço
outrora delineado pelo desejo. Onde havia uma catexia haverá uma identificação.
É o que demonstra o caso Dora ao demonstrar que a tosse histérica não é mais
que a substituição identificatória de um traço da senhora K, enquanto a senhora
K havia sido ocupada pela catexia. Desta maneira, a tosse transforma Dora em
representante de outra mulher conforme o que a homossexualidade do desejo
histérico, coisa que exigiu tempo e esforço por parte de Freud visto que somente
pode decifrá-la ao tentar a epicrise em uma autocrítica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Pois bem, se Dora é – enquanto sua tosse fala –
uma maneira de substituição da Senhora K em nome de seu amor pela mulher (e não
pelo homem, como inicialmente acreditara Freud), o que Dora põe em questão é a
questão eminentemente metafórica da identificação histérica em primeiro lugar,
e em segundo lugar, por extensão, da identificação no humano, único animal da
criação no qual a mimese responde a essa função de “substituição no simbólico”.
&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Consequentemente, ser não é outra coisa que
produzir substituições, declinar metáforas. É o mesmo que dizer que do que se
trata é de declinar o narcisismo no plano secundário; narcisismo secundário. E
a partir daqui, a importância que assume a função metafórica no universo da
loucura deixará esta em condições que podemos definir como anteriores ao
símbolo, ou o que é o mesmo, anteriores à condição subjetiva.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Desta forma, a realidade do louco é uma
realidade na qual a impossibilidade da substituição transforma o sujeito em um
enigma e, o que é pior, em enigma absolutamente insolúvel. Eis aqui a razaqo de
Schreber, da paranoia, do delírio e sobretudo a peculiaridade projetiva de todo
enunciado psicótico. Eis aqui também a causa deste registro homossexual próprio
de toda psicose. Não é uma homossexualidade no sentido do ato erótico, mas uma
homossexualidade no sentido de uma definição erótica do homólogo. Diremos então
que a homossexualidade das psicoses é a aproximação máxima possível ao espaço
de semelhança e da substituição. Mas também teremos que dizer então que a
premissa lógica da loucura é aquela que toma a palavra como sendo coisa, ou
seja, conforme o princípio de identidade absoluta, de identidade radical, da
impossibilidade substitutiva no simbólico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Por sua vez, a realidade neurótica obedece a
princípios diametralmente opostos como se a neurose fosse antípoda da loucura.
É o universo da substituição. Dora é a Sra. K sempre que tosse. Elizabeth Von
R. ama seu cunhado enquanto possa alimentar com isso a ilusão de ser sua irmã.
O homem dos ratos é (ou não é?) seu pai. O problema do ser se resolve na
substituição, configurando-se deste&amp;nbsp; modo
uma realidade na qual o ponto de ancoragem e o sujeito, e na qual a
subjetividade é a conquisa da substituição. Não se disse que o sujeito há de
ser ali onde o Isso era?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Entende-se então que a grande diferença entre o
universo neurótico e o universo psicótico reside na estrutura das ligações
internas (maneira com a qual aludimos à organização libidinal). O louco seria
aquele que liga de acordo com a lógica de deslocamentos, onde reina a
metonímia. O louco seria alguém a quem teria sido proibido – de maneira
anterior (preclusão) – toda ligação de substituição e em consequência, toda
possibilidade de discurso metafórico. Por esta razão o louco é aquele que não
tem acesso ao mundo da ficção, ao mundo do “como se”, em suma, é alguém que não
pode jogar com os exemplos. E em consequenacia, se o que define a loucura é a
sem-razão, haverá que especificar agora que essa sem-razão é sinônima de
sem-metáfora, e que, enfim, a sem-razão responde a um tipo de razão na qual a
ligação é sempre metonímica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Em 1917 Freud retoma a questão a partir de algo
que parece ser um outro ângulo; concretamente desde o ponto de vista da
identificação. Claro que convém apostar demais nessa diferença já que a
continuidade teórica é muito maior do que à primeira vista se pode pensar.
Sucede que a identificação nos fala de um modo de substituição simbólica como
já vimos. Consequentemente, o fato de que as psicoses apresentem um tipo
qualquer de estrutura identificatória nos sóbria a revisar e rever até que
ponto há prescrição e ate que ponto há proscrição para a substituição da
loucura. Sobretudo depois de descobrir que é justamente no sentido da
substituição que corre a causa do drama psicótico. E para isso será necessário
dar conta da diferença que existe entre a perda de objeto na neurose e a perda
de objeto na psicose, tendo em vista que toda perda de objeto costuma-se
resolver em uma forma particular de identificação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Luto e melancolia&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt; é o titulo com que Freud apresenta seu
raciocínio. O eixo central da reflexão poderia ser resumido com as seguintes palavras;
palavras que – por outro lado – serão do próprio Freud: “... a perda, causa da
melancolia, é conhecida para o doente o qual sabe a quem perdeu, mas não o que
com ele perdeu”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Embora com o risco de ser muito repetitivo,
gostaria de enfatizar e sublinhar as palavras de Freud: nos diz que o melancólico
sabe que coisa perdeu, mas não sabe o significado do objeto perdido. Ou seja,
do que se trata na melancolia é de um transtorno no processo da significação. Um
transtorno que advém do fato de que o psicótico percebe a perda em si mesma,
mas nunca o sentido de dita perda enquanto o objeto suturava uma falta cuja
percepção lhe é vedada. A reação psicótica é instantânea, imediatista se se
preferir. Ao identificar-se com o objeto, seu objetivo parece ser o de manter
em presença algo cuja ausência o faria sumir no sem-sentido absoluto. Sua identificação
responde pois ao modelo da identidade absoluta, coisa que já vimos. A partir de
sua reação, o psicótico não é definível como um sujeito estruturado em volta de
um orifício, mas como um sujeito estruturado em volta de um outro. Um outro
cuja função ele não pode explicar mas de cuja presença jamais poderá
prescindir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Dito de outro modo, assim como se fala do
cocainômano ou do morfinômano, quando o que está na mesa é o tema das psicoses,
poderíamos sem dúvida dizer que se trata de um outrômano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Daqui em diante Freud não tem mais dúvida
quanto à diferença que separa e distingue a neurose da psicose. O sonho, o
sintoma, o fantasma ou o delírio do neurótico são estruturas deliberativas nas
quais se tematiza a questão da falta e por fim, o cordão constitutivo da
subjetividade. Estamos falando sem sombra de dúvidas da castração. Por sua
parte, o psicótico é alguém que delira. A esse respeito não há dúvidas. Quero dizer
que o delírio psicótico não tem a função deliberativa que apresenta o delírio neurótico.
Sua função é outra a partir do momento em que apresenta um caráter enunciativo.
Explico-me: a alucinação pretende enunciar um sujeito embora evitando toda e
qualquer possibilidade de discorrer sobre a falta. A alucinação anuncia o
objeto capaz de suturar com o que omite o sujeito capaz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Convém atender a esta distinção sobre a base de
uma função deliberativa na neurose e uma função enunciativa nas psicoses. Sobretudo
porque talvez a partir dai possamos entender que o neurótico seja sempre o
sujeito de uma dúvida e, à sua maneira, um sujeito cartesiano, enquanto que o
psicótico é mais um objeto de certezas. Por isso prediz, e dai seu ar de
profeta – quando delira – ou de morto em vida – quando silencia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Em 1919, Freud apresenta um texto de
incalculável valor. Seu título &lt;i&gt;O estranho&lt;/i&gt;
pretende dar conta desse estranho inquietante: o duplo. Se poderia dizer então que
é um texto no qual documenta a trágica derivação de um caso de outromania. Esse
‘vicio’ da outridade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;O destino de Nathaniel é o mesmo que o do
narciso. Assim como este se precipita nas águas querendo abraçar uma imagem que
ele não sabia que era a própria. Nathaniel se lança do alto da torre para
segurar e aprisionar um Copola que não é senão ele mesmo. Como se vê, as
psicoses terminam se comprometendo com algo que poderíamos descrever como “um
transtorno do espaço” e que convém estudar a fundo na medida em que este
transtorno nos fala de uma topologia sumamente particular.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Em 1924, dois títulos culminam o debate
inaugurado por Freud nos idos de 1893. Transcorrem-se 31 anos, a idade de um
homem adulto. O primeiro desses títulos &lt;i&gt;Neurose
e psicose&lt;/i&gt; reflete bem o espirito freudiano no sentido de que há uma
diferença de estrutura entre dois estilos. Mas para os efeitos de nosso
desenvolvimento e dado que temos adotado como eixo da reflexão sobre o
principio da realidade, mais nos interessa o outro trabalho, cujo título é
altamente evocador: &lt;i&gt;A perda da realidade
na neurose e na psicose.&lt;/i&gt; Em seu interior, Freud reitera que a neurose e a
psicose são estruturas qualitativamente diferenciáveis e distinguíveis não só
porque produzem sintomas diferentes, mas também pela razão fundamental que essa
diferença sintomática corresponde a causas diferentes apesar de que a etiologia
seja sempre a mesma. Efetivamente, é ante a emergência da falta que o sujeito
adoece, e esse adoecer se expressará numa crise, ambos perdem a realidade ao
perder o objeto com o qual manipulavam a falta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Nesse contexto, Freud observa que a diferença
que separa ambas estruturas reside no estilo, ou mais precisamente, nos
operadores que decidem o estilo do sujeito:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0.0001pt 4cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-size: 9.0pt; mso-ansi-language: PT-BR;&quot;&gt;“...o novo mundo
exterior fantástico da psicose quer substituir a realidade exterior, enquanto
que o da neurose gosta de se apoiar, como os jogos infantis, em um fragmento da
realidade...”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Concretamente, enquanto a neurose apresenta um
estilo fictício, a psicose esboça um estilo fático. Dois universos, dois
estilos. Mas ao chegar aqui, entendo que seria importante introduzir uma
chamada no sentido de prevenir o erro sempre possível de que se considere o
estilo psicótico não já como sendo simplesmente “um” estilo, mas como sendo o
paradigma, o &lt;i&gt;non-plus-ultra&lt;/i&gt; do
doente, enquanto que se veria na neurose nada menos do que a metáfora da saúde.&amp;nbsp; A tendência a qualificar os polos de uma comparação
parece ser inevitável, de onde me parecer tão igualmente inevitável introduzir
este alerta. Ao definir comparativamente a neurose e a psicose, não estamos senão
operando como quem denota que Leste e Oeste são antípodas, sem que isso nos
permita atribuir a qualquer destas duas posições a função métrica. No fundo, se
algum parâmetro há em tudo isto, só pode ser a relação que, ao unir dois
elementos, separa-os no interior de um mesmo campo. Sendo assim, será possível
aproximarmo-nos ao estudo da questão nosográfica pensando que assim como Leste
e Oeste são referencias do espaço geográfico, da mesma forma neurose e psicose são
estruturações peculiares do espaço simbólico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Consequentemente, seria altamente conveniente
instituir uma &lt;i&gt;epoché &lt;/i&gt;ao aproximarmo-nos
da psicose e particularmente, evitar incorrer na ingenuidade de supô-la uma
catastrófica degeneração da organização neurótica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Além disso, neurose e psicose não são nada
mais, mas também nada menos que dois estilos, ou mesmo, dois modos de produzir
a realidade: “Resulta pois, que ambas afecções, a neurose e a psicose, se
desenvolve não só da perda da realidade, mas também uma substituição da realidade”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Enfim, ocorre que ambas estruturas produzem uma
realidade, e que se há algum mal em tudo isto, é o da dor de produzir uma
realidade para substituir a perda constitutiva do sujeito, digo então: a falta,
direi: a castração.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Como conclusão, espero haver conseguido
demonstrar que para Freud, a neurose e a psicose são dois tipos de estruturas
perfeitamente distinguíveis, sendo o que as diferencia não uma maior ou menor
medida de quantidade. O louco não é um neurótico exacerbado, nem um neurótico
elevado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;right&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-size: 9.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR;&quot;&gt;Artigo estudado
na aula da Professora Mercedes Merry Brito, Instituto Cultural Newton Paiva,
curso de psicologia, ano de 1994.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/feeds/8452641336411123023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2016/02/o-enigma-da-loucura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/8452641336411123023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/8452641336411123023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2016/02/o-enigma-da-loucura.html' title='O ENIGMA DA LOUCURA'/><author><name>Eliana Olimpio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11160457536407577968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='11' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrsuThuheq8Rc73H9F1MknEAKTZ6V2GnjiQYEVQpbBwtu6NwV9PtulpYGuAsAGiKhGBstPNu3kZQsFUBmmuvO8oJi31r5L8X8K-mjk-h2f_SdpQQFeAAylMNdzlXvzc24/s220/LOGO+AMPLIAR.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182122668287761377.post-4791489516133849439</id><published>2016-02-03T09:50:00.004-02:00</published><updated>2016-02-03T09:50:37.165-02:00</updated><title type='text'>O desejo do analista na escuta dos pais na psicanálise com crianças.</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;right&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Leda Guimarães&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Resumo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;A psicanálise é uma só, psicanálise do sujeito,
seja com adulto ou criança. O fato da criança vir ao analista trazida pelos
pais e se manter em atendimento apenas com o consentimento destes suscita
questões ao analista:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoListParagraphCxSpFirst&quot; style=&quot;mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;&quot;&gt;
&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: Symbol; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: Symbol; mso-fareast-font-family: Symbol;&quot;&gt;·&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;; font-size: 7pt; font-stretch: normal;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Qual
a implicação subjetiva dos pais no sintoma da criança?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoListParagraphCxSpFirst&quot; style=&quot;mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;text-indent: -18pt;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Como
verificar se os pais franqueiam efetivamente uma intervenção psicanalítica no
sintoma do filho?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoListParagraphCxSpLast&quot; style=&quot;mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;&quot;&gt;
&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: Symbol; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: Symbol; mso-fareast-font-family: Symbol;&quot;&gt;·&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Times New Roman&#39;; font-size: 7pt; font-stretch: normal;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Que
transferência dos pais sustentaria uma demanda de atendimento ao filho?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoListParagraphCxSpLast&quot; style=&quot;mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify; text-indent: -18.0pt;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Para responde-las, só há uma referência: o
desejo do analista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Palavras chave&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;: desejo dos pais, desejo do
analista, sintoma da criança.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;A psicanálise define-se como uma clínica do
sujeito do inconsciente. Recorrendo-se à definição do sujeito no ensino de
Lacan – aquele que é representado por um significante para outro significante
-, temos uma referencia que elimina uma distinção entre adulto e criança, já
que a estrutura, o significante, a relação ao Outro e o objeto não concernem ao
modo diferente do sujeito, no adulto ou na criança.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Que a criança venha ao analista trazida pelos
pais não muda o fato de que uma psicanálise se dará desde que haja a abertura
do inconsciente através da formalização do sintoma analítico. A transferência
de saber ao analista, incluída no sintoma, permitirá que a criança possa ser
interrogada como sujeito acerca do gozo que o sustenta ai. É propriamente disso
que se trata na psicanálise com criança, como na psicanálise em si, esse
questionamento que poderá fazer com que um sujeito se desembarace do seu
sintoma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Já que o processo analítico se dá nessas
condições, uma questão que se impõe a todo analista que se dedica à clínica com
crianças – o que interessa na escuta da demanda dos pais para o atendimento
psicanalítico de uma criança, na medida em que a cura se faz unicamente através
do sujeito do inconsciente?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Lacan, em 1969, apresenta razões para que o
analista também dirija sua escuta aos pais. Assim ele nos diz: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0.0001pt 4cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-size: 10.0pt; mso-ansi-language: PT-BR;&quot;&gt;O que determina a
biografia infantil, sua mola, não está senão na maneira como se apresentou o
desejo no pai e na mãe, e que, em consequência disso, nos estimula a explorar
não apenas a história, mas o modo de presença sob o qual cada um destes três
termos: saber, gozo e objeto &lt;i&gt;a&lt;/i&gt; foi
efetivamente oferecido ao sujeito. (Lacan, 2008, 1968-1969, p. 321)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Lacan é claro ao dizer que, na escuta dos pais,
o que interessa não é o desenrolar dos fatos numa perspectiva do desenvolvimento
infantil, como propõe a técnica psicoterapêutica da anamnese, mas a história do
sujeito, a própria condição de sujeito oferecida para essa criança, na forma em
que se apresentou o desejo no pai e na mãe. Com essa formulação, Lacan precisa
que, no atendimento aos pais, deve-se dirigir a escuta para os significantes
privilegiados da determinação do sujeito no desejo do Outro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Podemos ainda extrair outras conclusões dessa
citação de Lacan e a partir dai levantar algumas questões.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Se a biografia infantil é determinada pela
maneira como se apresentou o desejo no pai e na mãe, isto significa que na
determinação do sujeito pelo discurso do Outro está incluído algo da ordem da
subjetividade dos pais. Ou melhor, será exatamente na forma particular como se
apresentou o desejo dos pais, naquilo que de mais íntimo constituiu-se como o
lugar deste filho, que se fará a inscrição dos significantes privilegiados da
estrutura do sujeito. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Neste mesmo ano de 1969, numa carta endereçada
a Jenny Aubry Lacan (1986, 1969), nos alerta acerca dessa implicação subjetiva
dos pais na constituição do sujeito, ao comentar que o fracasso das famílias
comunitárias – utopicamente propostas na década de 60 – nos lembra a função da
família conjugal. O que está em jogo nas funções de mãe de do pai é uma transmissão
de uma constituição subjetiva, implicando a relação a um desejo que não é
anônimo, na medida em que os cuidados da mãe portam a marca de um interesse
particularizado, mesmo que seja por via das suas próprias faltas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Em que interessa à psicanálise com crianças que
os pais estejam diretamente implicados em sua subjetividade na veiculação do
desejo do Outro? Não é assim que ocorre na constituição de qualquer sujeito?
Basta apenas citar o caso clínico do Homem dos Ratos (Freud, 1996 [1909]) para
lembrar como Freud faz uma intervenção fundamental no processo analítico quando
aponta a relação existente entre o sintoma desse sujeito e as condições que
determinam o casamento do seu pai, antes mesmo do seu nascimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Ainda que o sujeito seja determinado por um
discurso que até mesmo o antecede, ele pode ser interrogado como um sujeito
numa posição de escolha diante do desejo e do gozo. O que se questiona na
análise não é tanto o que determina o sujeito, senão a sua posição de escolha,
mesmo que forçada, diante daquilo que o determina. É nessa condição de
responsabilizado pelo seu sofrimento que um sujeito pode realizar um processo
analítico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Há apenas um pequeno detalhe que marca uma
distinção nas condições de escolha de um adulto e de uma criança. Não é uma
distinção nas condições de escolha como sujeito, portanto não diz respeito,
essa distinção, ao processo analítico em si. Ela está inserida nas condições de
escolha da criança que ultrapassam as próprias possibilidades do sujeito, na
medida em que sua condição inquestionável de dependência dos pais esbarra em um
limite que é a própria decisão deles sobre o que devem ofertar a seu filho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Ciente desse limite, o analista não deve se
contentar em ouvir apenas, ao nível do dito, uma demanda de atendimento ao
filho. É preciso verificar em outro nível que condições efetivas esses pais
oferecem a essa criança. Ao nos dizer que é na maneira como se apresentou o
desejo nos pais que saber, gozo e objeto &lt;i&gt;a
&lt;/i&gt;são ofertados ao sujeito, Lacan nos indica que será também no nível da
subjetividade dos pais que teremos de verificar se, para esse sujeito, é
franqueada uma intervenção psicanalítica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Sem esse franqueamento, poderá ocorrer o que,
às vezes, se observa na clínica: uma interrupção do processo analítico, por
decisão dos pais, quando a decifração do sintoma da criança desemboca num
elemento relativo à subjetividade dos pais, revelando o que estes não podem
suportar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;A verificação desse franqueamento tem assim o
caráter de uma imposição ética, pois seria de todo sensato que o analista,
antes de dar partida à análise de uma criança, procurasse constatar se lhe
foram dadas, por parte dos pais, as condições de sustentação desse trabalho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;O desejo do analista de estabelecer o processo
de cura intervém diretamente na verificação das condições para tal processo. O
analista, a partir desse desejo, está suficientemente autorizado a verificar a
demanda dos pais, mais além do dito, até o ponto onde eles estão implicados
subjetivamente. Só esta verificação poderá assegurar que o analista esteja
diante de uma demanda que possa ser por ele avalizada, uma demanda que
franqueie efetivamente um processo analítico à criança.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;O que vem a ser esse franqueamento?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Nossa proposição é de que este corresponde à
possibilidade de que os pais antecipem estar implicados, de alguma forma, no
sintoma da criança. É que eles consintam em questionar a relação com seu
desejo, frente ao analista, naquilo que eles já antecipam dessa implicação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Podemos acrescentar que este consentimento dos
pais só poderá se dar desde que haja transferência de saber ao analista. Esta
transferência não é aquela relativa à demanda de análise, mas uma transferência
que faz suporte à formulação de demanda de intervenção num sintoma que não lhes
é próprio, mas que, através desse sintoma, a relação com seu desejo também está
em questão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;A investigação do analista quanto a
subjetividade dos pais só interessa ir até a esse ponto, verificar a
transferência que franquia a intervenção psicanalítica no sintoma do filho,
para então avalizar esta demanda de atendimento a uma criança.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Referências&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Lacan, J. (2008, 1968-1969). O Seminário, livro
16: de um Outro ao outro. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller;
[Tradução Vera Ribeiro; preparação de textos André Telles; versão final
Angelina Harari e Jésus Santiago]. – Rio de Janeiro; Jorge Zahar Ed., 2008.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Lacan, J (1986, 1969), Deux notes
sur l’enfant. &lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Ornicar? no. 37,
p. 13-14, abr./jun., Paris, 1986.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Freud, S. (1996, [1909]) Notas sobre um caso de
neurose obsessiva (1909). In Duas Historias Clinicas. Obras psicológicas
completas de Sigmund Freud; edição standard brasileira. Rio de Janeiro: Imago,
1996.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;___&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Artigo estudado em 1996, aula da Professora Tânia Ferreira, psicanálise com crianças.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/feeds/4791489516133849439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2016/02/o-desejo-do-analista-na-escuta-dos-pais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/4791489516133849439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/4791489516133849439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2016/02/o-desejo-do-analista-na-escuta-dos-pais.html' title='O desejo do analista na escuta dos pais na psicanálise com crianças.'/><author><name>Eliana Olimpio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11160457536407577968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='11' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrsuThuheq8Rc73H9F1MknEAKTZ6V2GnjiQYEVQpbBwtu6NwV9PtulpYGuAsAGiKhGBstPNu3kZQsFUBmmuvO8oJi31r5L8X8K-mjk-h2f_SdpQQFeAAylMNdzlXvzc24/s220/LOGO+AMPLIAR.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182122668287761377.post-1535738750185122560</id><published>2016-01-18T17:43:00.004-02:00</published><updated>2016-01-18T17:43:50.819-02:00</updated><title type='text'>Ajudando adolescentes a estabelecer uma imagem corporal saudável</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; line-height: 16.75pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: right; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;border: 1pt none windowtext; color: #111111; font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; padding: 0cm;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Texto produzido por Tiago Azevedo, psicólogo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; line-height: 16.75pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: right; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;border: 1pt none windowtext; color: #111111; font-family: &#39;Times New Roman&#39;, serif; padding: 0cm;&quot;&gt;E-mail:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;mailto:internetador@gmail.com&quot; style=&quot;color: #1155cc; font-family: arial, sans-serif;&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;internetador@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; line-height: 16.75pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: right; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; color: #111111; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-border-alt: none windowtext 0cm; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; padding: 0cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; line-height: 16.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; color: #111111; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-border-alt: none windowtext 0cm; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; padding: 0cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; line-height: 16.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; color: #111111; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-border-alt: none windowtext 0cm; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; padding: 0cm;&quot;&gt;De acordo com a pesquisas nos Estados Unidos:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; line-height: 16.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;ol start=&quot;1&quot; style=&quot;margin-top: 0cm;&quot; type=&quot;1&quot;&gt;
&lt;li class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; color: #111111; line-height: 16.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; padding: 0cm;&quot;&gt;80% das meninas do ensino médio
     relataram que estavam acima do peso ideal – no qual seriam mais felizes
     (Fisher et al., 1991)&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; color: #111111; line-height: 16.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; padding: 0cm;&quot;&gt;As jovens adolescentes já estão
     conscientes do conceito de dieta&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; color: #111111; line-height: 16.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; padding: 0cm;&quot;&gt;78% das mulheres adolescentes
     (13-19 anos de idade) estão insatisfeitas com seu peso (Eisele et al,
     1986)&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; color: #111111; line-height: 16.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; padding: 0cm;&quot;&gt;A imagem corporal negativa é correlacionada
     com baixa autoestima e depressão&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; line-height: 16.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; line-height: 16.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; color: #111111; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; padding: 0cm;&quot;&gt;As
dicas a seguir podem ser usadas ​​para ajudar as adolescentes no
desenvolvimento de uma melhor aceitação de sua imagem corporal.&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;color: #111111; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; line-height: 16.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; line-height: 16.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; color: #111111; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; padding: 0cm;&quot;&gt;Reconhecer
a influência da mídia:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; color: #111111; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; padding: 0cm;&quot;&gt;&amp;nbsp;Se você caiu na Terra depois de
ter vivido toda a sua vida em outro planeta e seu único meio de aprender sobre
as mulheres foi conseguido através de televisão e revistas, quais
características atribuiria às mulheres?&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;color: #111111; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm;&quot;&gt;Elas são meros objetos de desejo?&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm;&quot;&gt;Como os homens supostamente devem tratar as mulheres?&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm;&quot;&gt;Que mensagens são transmitidas através da mídia?&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; line-height: 16.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; line-height: 16.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; color: #111111; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; padding: 0cm;&quot;&gt;Anúncios
de revistas adolescentes são projetados para vender produtos e, muitas vezes
eles podem ser prejudiciais para a autoimagem das consumidoras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; line-height: 16.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; line-height: 16.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; color: #111111; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; padding: 0cm;&quot;&gt;Consciência
de medidas irrealistas:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; color: #111111; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; padding: 0cm;&quot;&gt;&amp;nbsp;A magreza exagerada dos outdoors
é sinal de saúde? As modelos são realmente felizes? É interessante um olhar
crítico quando observar publicidade. Nesse caso, é necessário lembrar de todos
os sacrifícios feitos para manter um corpo excessivamente magro (felicidade,
saúde, alimentação, relacionamento com família, etc). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; line-height: 16.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; line-height: 16.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; color: #111111; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; padding: 0cm;&quot;&gt;Comparar
menos:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; color: #111111; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; padding: 0cm;&quot;&gt;&amp;nbsp;O
que é a beleza?&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;color: #111111; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm;&quot;&gt;De primeira você pode tentar
nomear características físicas, como um corpo magro ou olhos claros, mas é
importante pensar além do que pode ser considerado beleza tradicional.&lt;/span&gt;&amp;nbsp;As
adolescentes, ainda em formação, necessitam ser guiadas para outras formas de
pensamento a respeito de padrões de beleza. Talvez evitar fazer tantas
comparações e focar nas singularidades&amp;nbsp;
de cada pessoa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; line-height: 16.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; line-height: 16.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; color: #111111; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; padding: 0cm;&quot;&gt;Avaliar
relacionamento com o próprio Corpo:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; color: #111111; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; padding: 0cm;&quot;&gt;&amp;nbsp;Como você se
sente sobre o seu corpo?&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;color: #111111; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm;&quot;&gt;Você costuma fazer declarações
negativas sobre ele?&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm;&quot;&gt;Você está constantemente
obcecada com a aparência?&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm;&quot;&gt;Já tentou quase todas as dieta
da moda?&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; line-height: 16.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; color: #111111; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; padding: 0cm;&quot;&gt;Se
você tem uma imagem corporal negativa e está constantemente criticando seu
corpo, as chances são grandes de que as adolescentes influenciadas comecem a
internalizar esses mesmos sentimentos e passem a exibir ações semelhantes.&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;color: #111111; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm;&quot;&gt;É importante remodelar a aceitação do seu próprio corpo, sendo que
além de gerar satisfação individual, isso contribui para a satisfação coletiva
aumentando a tolerância às diferenças.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; line-height: 16.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; line-height: 16.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; color: #111111; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; padding: 0cm;&quot;&gt;Referências&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; line-height: 16.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; line-height: 16.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;color: #111111; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;Eisele, L.,
Hertsgaard, D., &amp;amp; Light, H. (1986).&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #111111; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-ansi-language: EN-US; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;Factor
related to eating disorders in young adolescent girls.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; color: #111111; font-family: &amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: Arial; mso-border-alt: none windowtext 0cm; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; padding: 0cm;&quot;&gt;Adolescence&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;color: #111111; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-ansi-language: EN-US; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;, 21,
283-290.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; line-height: 16.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; line-height: 16.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #111111; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-ansi-language: EN-US; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;Fisher, M.,
Schneider, C., &amp;amp; Napolitano, B.&amp;nbsp; (1991).&amp;nbsp; Eating attitudes,
health-risk behaviors, self-esteem, and anxiety among adolescent females in a
suburban high school.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; color: #111111; font-family: &amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-border-alt: none windowtext 0cm; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; padding: 0cm;&quot;&gt;Journal
of Adolescent Health&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;color: #111111; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;, 12, 377-384.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; line-height: 16.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; line-height: 16.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; color: #111111; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; padding: 0cm;&quot;&gt;Por Tiago
Azevedo – &lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://psicoativo.com/&quot;&gt;&lt;span style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; padding: 0cm;&quot;&gt;Psicoativo.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot; style=&quot;color: #111111; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/feeds/1535738750185122560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2016/01/ajudando-adolescentes-estabelecer-uma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/1535738750185122560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/1535738750185122560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2016/01/ajudando-adolescentes-estabelecer-uma.html' title='Ajudando adolescentes a estabelecer uma imagem corporal saudável'/><author><name>Eliana Olimpio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11160457536407577968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='11' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrsuThuheq8Rc73H9F1MknEAKTZ6V2GnjiQYEVQpbBwtu6NwV9PtulpYGuAsAGiKhGBstPNu3kZQsFUBmmuvO8oJi31r5L8X8K-mjk-h2f_SdpQQFeAAylMNdzlXvzc24/s220/LOGO+AMPLIAR.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182122668287761377.post-4451869286247810618</id><published>2016-01-13T09:26:00.002-02:00</published><updated>2016-01-13T09:26:35.282-02:00</updated><title type='text'>QUESTÕES SOBRE A BANALIZAÇÃO DE MEDICAÇÕES PARA A HIPERATIVIDADE E DÉFICIT DE ATENÇÃO</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;- Crianças
agitadas e bagunceiras sempre existiram. O que tem despertado a preocupação da
sociedade para essas crianças inquietas? O numero de crianças hiperativas
aumentou?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;É verdade
que crianças agitadas e bagunceiras sempre existiram. A criança é curiosa e
está numa fase de conhecer e se apropriar do mundo utilizando-se dos sentidos,
por isso manipula os objetos, corre, pula, experimenta. Além disso, a criança
dispõe de mais energia livre que o adulto, o que faz com que a mesma
apresente-se inquieta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Mas as
transformações tecnológicas e os produtos eletrônicos&amp;nbsp; que são oferecidos para a nossa sociedade
atual faz com que as crianças manifestem mais inquietação do que as crianças do
passado. &amp;nbsp;O excesso de iluminação e
cores, o movimento acelerado e inconstante excita os neurônios no cérebro em
formação da criança, e obviamente, traz consequências. Dessa forma, parece que
o número de crianças inquietas aumentou. A inquietude exacerbada pode ser
indícios de um transtorno muito comum na sociedade atual, que foi denominada
como hiperatividade, ou TDAH. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;O metilfenidato (ou Ritalina) é
uma estimulante, mas o efeito paradoxal do mesma é promover a concentração da
criança ou do adulto em atividades menos interessantes, cuja concentração
natural é dificultada. Essa medicação funciona como uma espécie de “camisa de
força” impedindo a expressão corporal da criança.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Nas
primeiras prescrições o seu efeito é imediato e dura em torno de 4 horas, mas a
longo prazo, a tendência dessa medicação é diminuir o efeito.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;A preocupação maior é ao que se refere a esse
uso a longo prazo, porque como todo estimulante que vai perdendo seu efeito,
aumenta-se a dose e os efeitos colaterais podem apresentar-se de forma ainda
mais acentuada.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;A criança
precisa ser analisada no seu todo. Muitas vezes a hiperatividade é devida à
falta de limites. Pais que não impõe regras ou que delegam à escola ou outras
pessoas educarem seus filhos. Neste caso, psicoterapia familiar é indicado. O
ambiente em que a criança está inserida também precisa ser analisado. Retirar
estímulos do ambiente de estudo, mudar o lugar da carteira em que a criança estuda para um local menos estimulante, oferecer reforço escolar são algumas das outras alternativas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;O
diagnóstico para a hiperatividade e déficit de atenção depende muito de quem o
elabora. Pais e professores nem sempre conseguem fazer o diagnóstico correto e
muitas vezes são influenciados pelos sintomas divulgados pela mídia para
dizerem que os filhos são hiperativos. O ideal é que a criança seja avaliada
por um especialista (pediatra, psiquiatra, neurologista ou psicólogo). Outra
questão que se coloca é que muitos pais, professores e até médicos preferem o
uso da medicação para obter uma resposta imediata, independente do&amp;nbsp; diagnóstico estar correto.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/feeds/4451869286247810618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2016/01/questoes-sobre-banalizacao-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/4451869286247810618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/4451869286247810618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2016/01/questoes-sobre-banalizacao-de.html' title='QUESTÕES SOBRE A BANALIZAÇÃO DE MEDICAÇÕES PARA A HIPERATIVIDADE E DÉFICIT DE ATENÇÃO'/><author><name>Eliana Olimpio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11160457536407577968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='11' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrsuThuheq8Rc73H9F1MknEAKTZ6V2GnjiQYEVQpbBwtu6NwV9PtulpYGuAsAGiKhGBstPNu3kZQsFUBmmuvO8oJi31r5L8X8K-mjk-h2f_SdpQQFeAAylMNdzlXvzc24/s220/LOGO+AMPLIAR.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-182122668287761377.post-5719725841775086472</id><published>2015-10-07T16:25:00.002-03:00</published><updated>2020-05-25T22:00:36.442-03:00</updated><title type='text'>Mau-humor no nosso cotidiano</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Como
lidar com o mau humorado?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;center&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;Existem pessoas que pode-se dizer que são cronicamente mau
humoradas. O mau humorado revela uma enorme insatisfação com seu estilo de
vida, responsabilizando o outro pelo seu sofrimento. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;E existem, digamos graus de mau humor. Existem situações que nos
deixam mau humorados, como o estresse cotidiano com o trânsito, conflitos no
trabalho, excesso de compromissos, calor e outros. Apesar de às vezes despertar
no sujeito um acesso de fúria, muitas vezes o mau humor é brando e passa logo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;Ocorre porém, que num grau muito elevado e crônico, o mau humor
pode ser indício de uma doença denominada distimia ou transtorno do humor. Nesse
caso, a pessoa mostra uma amargura na vida e um desprazer de viver. São
sintomas que evoluem para a depressão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;O problema porém, nem sempre é percebido, pois inicia-se num
processo lento, gradual mas contínuo, de modo que a doença pode ser confundida
apenas com um estado de espírito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;Neste caso, a pessoa apresenta também baixa autoestima, irritabilidade,
tristeza profunda, mágoas e ressentimentos, falta de projetos ou desesperança e
descrença no futuro. É um pessimista convicto. Essas pessoas tendem ao
isolamento e veem tudo com grande dificuldade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;O problema maior é que vivemos numa sociedade que, apesar de
exigir que se desfrutem os prazeres na vida, proporciona às pessoas muito mais
amarguras do que possibilidades de alegrias. Há uma contradição: exige-se que
sejamos alegres numa sociedade depressiva, que enfatiza os infortúnios e as
desgraças.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;Se a pessoa está sempre
de cara amarrada, isso significa que o seu mau humor já se tornou crônico. É difícil
conviver com uma pessoa assim. O mau humor contamina o ambiente e as pessoas. Quem
está sempre perto do mau humorado tende a sentir-se irritado, desgastado,
cansado, intolerante e normalmente, com o tempo as pessoas tendem a se afastar
do mau humorado. O mau humorado necessita de ajuda e não é fácil ajuda-lo,
porque as vezes ele entende sua doença como característica da sua personalidade
e não está disposto a mudar. Não compreende que tem tratamento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;Ninguém nasce mau humorado. O bebê chora ao nascer, porque ele é
retirado do útero que é um lugar extremamente aconchegante para ele e a intensidade
do seu chorar demonstra a sua força para se indignar com as agruras da vida. Mas
a partir de então, viver não é chorar. Viver é criar estratégicas para diminuir
o impacto dos sofrimentos da vida. E ao choro se contrapõe o humor e a alegria.
As crianças fazem isso muito bem. Porém, ao longo da vida, à medida que o
sujeito vai sendo frustrado, ele pode ir perdendo a energia para atribuir às situações
aparentemente desesperadoras novos sentidos. E então, a pessoa vai tornando-se mau humorada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;É claro que pode existir um componente genético, um distúrbio orgânico
e que nesse caso deve ser tratado com medicamentos, mas muitos mau humorados são
pessoas que se deixam levar pelo desânimo, pela apatia e pela acomodação diante
dos obstáculos que a vida nos impõe. Estes atribuem aos outros, à economia, à
política, à vida os seus infortúnios e não fazem nada para superar isso. Queixam-se,
queixam-se, queixam-se.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;Sinalizar para a pessoa que ela está sempre mau humorada e que
isso parece ser um indício de doença, poderia despertar nela um interesse em
procurar ajuda. Mas ninguém pode fazer nada pelo mau humorado se ele não
quiser. Apenas ele pode ajudar-se a sair dessa condição.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;Devemos lembrar sempre que para o mau humor o humor é o melhor
remédio. Devemos colocar alegria na nossa vida. Freud, o pai da psicanálise nos
adverte que o humor é o que nos permite suportar as agruras da vida. Uma dose
de humor nas situações adversas é uma forma saudável de compensar o desprazer com o prazer. Gonzaguinha
estava certo quando compôs o verso: “viver e não ter vergonha de ser feliz,
cantar e cantar e cantar...” - o bom humor é o que nos salva.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;Resumo
da entrevista que realizei para a Rádio Inconfidentes AM 880 / &lt;a href=&quot;http://www.inconfidencia.com.br/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: windowtext;&quot;&gt;www.inconfidencia.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, programa “Em boa companhia”, apresentação
de Selma Sueli, Pedro Henrique e Gustavo Abreu no dia 07/10/2015 às 10:05h.
Tema: Como o mau humor pode afetar o nosso cotidiano&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/feeds/5719725841775086472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2015/10/mau-humor-no-nosso-cotidiano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/5719725841775086472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/182122668287761377/posts/default/5719725841775086472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicologiaejuventude.blogspot.com/2015/10/mau-humor-no-nosso-cotidiano.html' title='Mau-humor no nosso cotidiano'/><author><name>Eliana Olimpio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11160457536407577968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='11' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrsuThuheq8Rc73H9F1MknEAKTZ6V2GnjiQYEVQpbBwtu6NwV9PtulpYGuAsAGiKhGBstPNu3kZQsFUBmmuvO8oJi31r5L8X8K-mjk-h2f_SdpQQFeAAylMNdzlXvzc24/s220/LOGO+AMPLIAR.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>