<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6290240982532497453</id><updated>2026-04-06T17:11:05.296-03:00</updated><category term="psicologia"/><category term="textos"/><category term="reflexão"/><category term="artigos"/><category term="saúde"/><category term="debates"/><category term="atualidade"/><category term="sociedade"/><category term="vídeos"/><category term="psicopatologias"/><category term="pesquisa"/><category term="comportamento"/><category term="cultura"/><category term="dicas"/><category term="teorias"/><category term="ciência"/><category term="cognição"/><category term="notícias"/><category term="política"/><category term="filmes"/><category term="crianças e adolescentes"/><category term="famílias"/><category term="gênero"/><category term="psiquiatria"/><category term="resenhas"/><category term="drogas"/><category term="psicanálise"/><category term="campanhas"/><category term="psicologia social"/><category term="terapia"/><category term="emoções"/><category term="neurociência"/><category term="entrevistas"/><category term="existencialismo"/><category term="livros"/><category term="mídia"/><category term="eventos"/><category term="filosofia"/><category term="humanismo"/><category term="behaviorismo"/><category term="fenomenologia"/><category term="psicopatia"/><category term="transtornos alimentares"/><category term="questão racial"/><title type='text'>Psicósmica</title><subtitle type='html'>Site de psicologia que visa abordar questões socialmente relevantes para um público diverso; através de artigos, notícias, textos, vídeos, resenhas, pesquisas e outros.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://psicosmica.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>Isabela F. Meira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01072540044269191591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsEOi1ueDf352aMYQsM9Kb05D5e540CGukGqvCFo-zcGw5n-keV2By__RDjC4Oi2SEjfAkxhMCgA5WHXskJE1eUCcEhblbf8d38UMnoHx1jXvNDND_iZshef51zpNy1e8/s113/IMG-20150412-WA0008.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>133</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6290240982532497453.post-4814755810503071955</id><published>2016-05-18T17:16:00.000-03:00</published><updated>2016-05-18T17:26:20.739-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="campanhas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ciência"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="debates"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="filmes"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="humanismo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="política"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicanálise"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicologia social"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicopatologias"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psiquiatria"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="reflexão"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="resenhas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="saúde"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sociedade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vídeos"/><title type='text'>Nise, O Coração da Loucura e a Luta Antimanicomial</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
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&lt;/div&gt;
O Movimento de Luta Antimanicomial se refere a um processo organizado de transformação dos serviços psiquiátricos e tem o dia 18 de maio como data de referência no calendário nacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: right; text-align: right;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhbYv56K-UW5GQO_SsLcXYnzJbx421NR03PdtfeHc5-YsSfwqqZx7cppR3A0h-3reoUwjNtzrhOl8XdZiClhtnC6DUDnUYIP45hDmQztCDPanGkcxr7TBc_8-pX5CuC1AZnY0fK4BrAD84M/s1600/n-NISE-DA-SILVEIRA-large570.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;132&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhbYv56K-UW5GQO_SsLcXYnzJbx421NR03PdtfeHc5-YsSfwqqZx7cppR3A0h-3reoUwjNtzrhOl8XdZiClhtnC6DUDnUYIP45hDmQztCDPanGkcxr7TBc_8-pX5CuC1AZnY0fK4BrAD84M/s320/n-NISE-DA-SILVEIRA-large570.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Dra. Nise da Silveira&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
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Por isso, hoje, para fomentar o debate sobre a importância do fortalecimento da luta e da construção de um novo olhar social sobre os sujeitos, respeitando suas singularidades, refletiremos sobre história da Dra. Nise da Silveira, psiquiatra alagoana que foi figura pioneira na luta antimanicomial no Brasil, conhecida por questionar e trazer à discussão às práticas extremamente violentas empregadas no tratamento de pessoas com transtornos mentais, e que teve há pouco tempo o filme “&lt;b&gt;Nise: O Coração da Loucura&lt;/b&gt;” contando parte importante de sua história revolucionária. Esse é um filme para ver e rever, se inspirar e pensar em qual nosso lugar na transformação da sociedade em que vivemos.&lt;/div&gt;
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&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&quot;Querer-se livre é também querer livres os outros&quot;.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;Simone de Beauvoir&lt;/blockquote&gt;
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Única mulher em uma turma com 157 homens, Nise formou-se como uma das primeiras médicas brasileiras. O envolvimento de Nise com o marxismo rendeu-lhe 15 meses de reclusão no presídio Frei Caneca. Depois de passar esse tempo na prisão, Nise começou a se interessar muito pela terapêutica por meio das atividades. Ela percebeu que os presos que deixavam de fazer coisas, sucumbiam, e os que se apegavam aos afazeres, por menores que fossem, seguiam adiante. Nise teve uma vida longa, entretanto, o filme “Nise: O Coração da Loucura”, conta uma parte pequena - mas definitiva - de sua trajetória profissional: o trabalho que realizou no hospital psiquiátrico público Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, após sair da prisão. Ela revolucionou a forma de tratar pessoas com sintomas psicóticos, com uma coragem digna de respeito e muito amor pelos seres humanos.&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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O filme mostra a realidade com a qual a Dra. Nise (interpretada por Gloria Pires), se deparou ao retornar ao serviço após quase um ano e meio presa. O filme se inicia com Nise retornando ao hospital psiquiátrico onde trabalha, no Engenho de Dentro. Bate uma vez no portão, ninguém ouve, ninguém abre. Bate novamente, várias vezes, e nada. Continua batendo, e começa a esmurrar o portão até ser ouvida, e finalmente, entrar.&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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Percebe-se nessa cena de abertura o uso assertivo da linguagem simbólica, ferramenta de comunicação inconsciente que seduz quem assiste do começo ao fim do filme. O portão dividia dois mundos: o “real” do “insano”. E a cena representa como ela não seria facilmente aceita ali dentro, e também como não seria fácil entrar dentro da mente de seus clientes, como preferia chama-los. “Pacientes não! Nós que devemos ser pacientes com eles, pois estamos a serviço deles. Eles são nossos clientes!”, dizia a Dra. Nise da Silveira.&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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Logo nessa primeira cena, Nise mostra a que veio. Ao insistir e bater fortemente no portão do hospital até finalmente ser atendida, demonstra sua teimosia tão benéfica. Desde o princípio, o filme mostra como ela era uma mulher forte, rebelde e determinada. No momento de sua chegada, o hospital é um lugar brutal. Apesar do drama tentar se manter longe do aspecto da “tortura sádica”, característico do sistema, é impossível não se chocar com o quadro do primeiro hospital psiquiátrico do Brasil. Em uma das cenas seguintes, a psiquiatra se dirige ao local onde os médicos – todos homens – explicam sobre os tratamentos que eram realizados na época e que hoje são condenadas: a eletroconvulsoterapia (eletrochoque) e a lobotomia. Na década de 1940, a convulsoterapia era considerada uma das práticas mais modernas no tratamento de pessoas com esquizofrenia. Mas Nise, claro, tinha outra visão sobre o assunto. A maioria dos clientes foram simplesmente mantidos trancados e drogados em sua apresentação.&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj-DAJs04ynbk4ZYBiHPIqZGqLwXH2UstFflZYPYLG-H2S63xBwawSmUICXJRJS2EZz8_nRk-GrgS7xeIOtuzjwBAJR7_Xr1zuoMd3jKbHGIzOlQTvcyvmSJJzAk3YAzk0i1d7fjYRksI5r/s1600/nise-o-coracao-da-loucura-2-agambiarra.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;133&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj-DAJs04ynbk4ZYBiHPIqZGqLwXH2UstFflZYPYLG-H2S63xBwawSmUICXJRJS2EZz8_nRk-GrgS7xeIOtuzjwBAJR7_Xr1zuoMd3jKbHGIzOlQTvcyvmSJJzAk3YAzk0i1d7fjYRksI5r/s200/nise-o-coracao-da-loucura-2-agambiarra.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Apesar de perplexa e assustada, a Dra. Nise se opõe, levanta questionamentos e pontua a falta de humanidade dos procedimentos. Ela se recusa a empregar o eletrochoque e a lobotomia no tratamento dos esquizofrênicos, e por isso, é isolada pelos médicos do hospital. Assim, o diretor da instituição, vendo que a psiquiatra não iria se submeter a adotar aqueles métodos, decide encaminhá-la para o menosprezado Setor de Terapia Ocupacional (STO) - relegado a um porão - para isolá-la e não incomodar os médicos da alta cúpula, acreditando que, assim, estaria arruinando sua carreira. Mal sabiam eles que seria no STO que Nise começaria a revolucionar o tratamento psiquiátrico através de um trabalho humanizado mediado pela arte, pela loucura e pelo amor.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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Numa época dominada pelo machismo, essa mulher ousou desafiar os padrões psiquiátricos e sociais, sendo ridicularizada por seus próprios colegas, que fazem de tudo para a prejudicar e desmotivar quando seus métodos começam a dar resultados. Porém, engajada e entusiasmada com os métodos que estava descobrindo, ela lutou e ganhou uma batalha contra o preconceito dos homens e da ciência, ao simplesmente enxergar e tratar seus pacientes como seres humanos que mereciam respeito, visando realmente o bem e a preservação da saúde de cada um deles. A força e o cuidado de Nise nos permitem visualizar a capacidade transformadora do amor e das relações afetivas.&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgAYJfE4R1l36BBt5dL2mMf4Bv23SN7sDzI7yD-aHE_JmaLfV8ejz1uJZDEgL2ylKT3ByD9a9fpeJst9-RDFTlB0CZZwy7IIn2DuPv6S4W6amMUqvMkt3QWmYjQv95wJSdy2vP48a3vptY0/s1600/03Nise.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;133&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgAYJfE4R1l36BBt5dL2mMf4Bv23SN7sDzI7yD-aHE_JmaLfV8ejz1uJZDEgL2ylKT3ByD9a9fpeJst9-RDFTlB0CZZwy7IIn2DuPv6S4W6amMUqvMkt3QWmYjQv95wJSdy2vP48a3vptY0/s200/03Nise.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;A exploração das subjetividades, do que é sensível, da história do sujeito - através da criação artística - é o método terapêutico adotado por Nise quando assume o STO e cria um ateliê. Ela encontrou suporte teórico na psicologia Junguiana para compreender toda a linguagem do inconsciente manifesta naquele acervo, evoluindo naturalmente da Terapia Ocupacional para a Psicologia Profunda, tornando-se referência para a psicologia Junguiana do Brasil, e sendo a primeira terapeuta brasileira a usar a criação artística como método terapêutico de exploração do inconsciente. Contudo, sempre afirmou que seu conhecimento prático de psicologia foi aprendido lendo Machado de Assis, e seus conhecimentos do homem vieram de suas leituras de Marx. Sempre inovadora, ela insere a pintura e a escultura como chances para aquelas pessoas se expressarem. Verdadeiras obras foram produzidas, e Nise mostrou que essas artes eram muito mais do que belos quadros: todas contavam de um modo peculiar a história do inconsciente de cada um. Propor práticas humanas e valorizar a criatividade dos pacientes dentro daquela rígida instituição foi, na prática, fazer revolução.&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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Em 1954, Nise teve contato com Jung através de cartas, onde discutia as mandalas pintadas por seus pacientes. Jung se impressionou com todo aquele material, e explicou a Nise que, como ela já havia percebido lendo suas obras, aquelas eram manifestações do inconsciente coletivo. As mandalas eram reações de compensação do inconsciente ao caos que a psicose produz na consciência, uma tentativa de reunificação do ego rompido. A predisposição dos psicóticos para reproduzirem imagens iguais ou semelhantes eram tentativas de vencer a ruptura do ego, utilizando um material arcaico de situações já vividas pela humanidade. Jung confirmou à Nise que a linguagem das pinturas, modelagens e desenhos de seus artísticas psicóticos seria a dos arquétipos, e que isso poderia ser a ponte para ela entender a psicose.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrCrRWsdMyZV3vWY-qpNFCHXnfBK5zUvjTX_OZ8EVyfTgGwWKH3ow9jTYLSvuDk8QKLAlWAeaLohl_HFxXbJ84EYlrhnnr4NV0yraO5TnCLVZmfD1wCBWHRMQneycxFHBNtqAm97U2N5yU/s1600/01Nise.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;212&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrCrRWsdMyZV3vWY-qpNFCHXnfBK5zUvjTX_OZ8EVyfTgGwWKH3ow9jTYLSvuDk8QKLAlWAeaLohl_HFxXbJ84EYlrhnnr4NV0yraO5TnCLVZmfD1wCBWHRMQneycxFHBNtqAm97U2N5yU/s320/01Nise.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Toda a produção de mandalas foi matéria-prima para o reconhecimento de Jung sobre a relação entre inconsciente e vida simbólica, e todas as obras produzidas deram origem ao “&lt;a href=&quot;http://www.ccms.saude.gov.br/o_museu_vivo/index.htm&quot;&gt;Museu de Imagens do Inconsciente&lt;/a&gt;”: instituição pioneira fundada por Nise da Silveira para o tratamento dos pacientes em regime de portas abertas. Jung inaugurou a exposição “Esquizofrenia em Imagens”, do Museu de Imagens do Inconsciente, na presença de Nise, na Suíça, em 1957, quando eles se encontraram pela primeira vez. Essa mostra foi o reconhecimento mundial definitivo das ideias e do trabalho de Nise.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgdoLsBUQXKCXU3L3WLCDk6Mg7-FBIXLu_e_8_zsF9IvBWJsA5buBmP3F-hQnHcuLSQ-ON8bGrDoEfnjonz9QTp9hH8L6c8MQnQwboUGxbuCTTCLhPCEcXe5uxo8mjKOlvSNMeNqNDiSujU/s1600/zeronisez.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;140&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgdoLsBUQXKCXU3L3WLCDk6Mg7-FBIXLu_e_8_zsF9IvBWJsA5buBmP3F-hQnHcuLSQ-ON8bGrDoEfnjonz9QTp9hH8L6c8MQnQwboUGxbuCTTCLhPCEcXe5uxo8mjKOlvSNMeNqNDiSujU/s200/zeronisez.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Os ditos loucos tinham espaço para criar e consequentemente transformar-se, as mudanças eram reais e satisfatórias, porém, os médicos não conseguiam ver, e mais do que isso, não admitiam que uma mulher, através do uso da arte, alcançasse feitos tão eficientes, mostrando sua real competência. Entretanto, ela não se abalava, e continuava certa da importância de seu trabalho tão construtivo e transformador. O filme também mostra como Nise explorou as funções terapêuticas que os animais podem ter, convivendo com os clientes para criar relações afetivas e de cuidado, incentivando demonstração de carinho – assim como os gatos da psiquiatra, que sempre estavam por perto.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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Além disso tudo, o roteiro do filme vai além das ações de Nise da Silveira, mas tem também o cuidado de dar a cada personagem uma história e um estilo artístico, colocando os clientes também como protagonistas. Explorando variados quadros psicopatológicos, mergulhamos nos sintomas de Emygdio de Barros, Adelina Gomes, Lucio Noema, Raphael Domingues, Fernando Diniz, Carlos Pertius e Octávio Inácio. O roteiro recusa-se a exagerar no drama, mesmo tendo oportunidade de fazê-lo, e faz realmente justiça ao povo que retrata.&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjtrd0DEmMv9bKt4X3ijsz-s8Ag4UOolc_eVxupKkS0dkw2ZLxb5veQODFQH0sZQERBhAKBmxZ6H640K7w-31y1Dq5jKa5b19f1NXuS274uMJFmq4jNIprekkuSm4h7dY6RAmZlHaroDW7v/s1600/02Nise.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;133&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjtrd0DEmMv9bKt4X3ijsz-s8Ag4UOolc_eVxupKkS0dkw2ZLxb5veQODFQH0sZQERBhAKBmxZ6H640K7w-31y1Dq5jKa5b19f1NXuS274uMJFmq4jNIprekkuSm4h7dY6RAmZlHaroDW7v/s200/02Nise.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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A história de alguns desses personagens – como Fernando Diniz, Carlos Pertius e Adelina Gomes – já haviam sido retratadas em filmes anteriormente. O cineasta Leon Hirsman, em parceria com a própria Dra Nise, produziram a trilogia “Imagens do Inconsciente”, onde ela mostra esses três pacientes e suas respectivas pinturas. Ao analisar um a um, a Dra. Nise busca em suas pinturas os simbolismos que representam as agonias vividas por eles.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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Apesar do diálogo com a arte, que foi o que deslocou a problemática da loucura do campo da psicopatologia médica para o campo da cultura e do social, o posicionamento sócio-político da produção de arte não tem muito foco durante o filme. O filme toca apenas de forma superficial as questões políticas da época, mas deixa em evidência o machismo sempre presente e institucionalizado. O longa mostra a realidade que Nise se deparou ao retornar ao serviço – que não é diferente da realidade que ainda vivenciamos – onde o Poder, travestido de ciência e conhecimento, controla através da força, da violência, do machismo, dos maus tratos e abandonos, pessoas que são reduzidas e tratadas como objetos. Nise se colocou como defensora da vida e da dignidade de cada um como ser humano, opondo-se aos tratamentos desumanos e violências as quais os clientes eram submetidos. Ela demonstrava que o amor, o respeito, a dignidade, o cuidado, a compreensão do olhar, são as potências capazes de propiciar um espaço transformador em que todos estão envolvidos – clientes e equipe.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Assim, o filme “Nise: O Coração da Loucura”, pode levar os espectadores a raiva, a rir, a chorar, e a emocionar-se com uma facilidade extrema. Sem perder a sensibilidade e a profundidade, Nise foi uma mulher visionária, realista, corajosa e com o poder de ser agente de mudanças, de transformar vidas. Os esforços de Nise continuam atuais e necessários para o país, que ainda possui hospitais psiquiátricos e manicômios que continuam reproduzindo a violência já presente em nossa sociedade. O filme é recomendado a todos os corações loucos que precisam reanimar os ânimos, pois mobiliza uma indignação necessária nesses tempos de retrocessos que o Brasil está passando.&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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Na nossa atual conjuntura política, temos vivido uma série de ameaças às políticas sociais que são frutos de lutas e mobilizações do povo para garantir seus direitos. Estamos vivendo um contexto de conservadorismo e repressão às manifestações políticas, onde o congresso é formado majoritariamente por homens conservadores, ruralistas, militares, religiosos, misóginos e homofóbicos. Não podemos deixar de refletir que, historicamente, mulheres, negras/os, gays, lésbicas, travestis e transexuais – pessoas que fogem à regra cis-heteronormativa, são estigmatizadas e violentadas simplesmente por serem quem são. Até hoje produzem-se inúmeros conceitos em torno desses sujeitos, para enquadrá-los como menos dignos de respeito, produzindo sofrimentos psíquicos e complexos para os mesmos. E quem define o que é normal e “anormal”? Quem define o que é saudável ou patológico numa sociedade adoecida como a nossa? Quem “produz” a loucura? Quem a encarcera? Quais os interesses por trás?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Diante de tantas reflexões, vamos nos movimentar, com força, como Nise fez. Vamos levar o debate sobre o direito à livre expressão das diversidades, o direito ao delírio sem aprisionamento, a uma vida social digna independente de raça, classe e crença. Vamos provocar toda a sociedade, ampliar a participação de toda e qualquer pessoa, além dos trabalhadores, dos usuários, familiares, estudantes... levaremos a reflexão crítica sobre a responsabilidade de cada um no processo de desconstrução desses estigmas, para que possamos lutar juntos e fortalecidos, na defesa ativa das conquistas sociais e contra qualquer retrocesso, apostando na arte, na cultura, e principalmente, no poder transformador dos afetos e das afetações.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Coragem para transformar vidas, pois trancar não é tratar! Saudações Antimanicomiais!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Isabela de França Meira&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;Pra assistir:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
- Nise: O Coração da Loucura&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
- A triologia &quot;Imagens do Inconsciente&quot;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
-&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=EDg0zjMe4nA&quot;&gt; Nise da Silveira: Pósfacio: Imagens do Inconsciente&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;Leia também:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.brasilpost.com.br/2016/04/19/quem-foi-nise-da-silveira_n_9671732.html&quot;&gt;Quem foi Nise da Silveira?&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicosmica.blogspot.com/feeds/4814755810503071955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2016/05/nise-o-coracao-da-loucura-e-luta.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/4814755810503071955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/4814755810503071955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2016/05/nise-o-coracao-da-loucura-e-luta.html' title='Nise, O Coração da Loucura e a Luta Antimanicomial'/><author><name>Isabela F. Meira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01072540044269191591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsEOi1ueDf352aMYQsM9Kb05D5e540CGukGqvCFo-zcGw5n-keV2By__RDjC4Oi2SEjfAkxhMCgA5WHXskJE1eUCcEhblbf8d38UMnoHx1jXvNDND_iZshef51zpNy1e8/s113/IMG-20150412-WA0008.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhbYv56K-UW5GQO_SsLcXYnzJbx421NR03PdtfeHc5-YsSfwqqZx7cppR3A0h-3reoUwjNtzrhOl8XdZiClhtnC6DUDnUYIP45hDmQztCDPanGkcxr7TBc_8-pX5CuC1AZnY0fK4BrAD84M/s72-c/n-NISE-DA-SILVEIRA-large570.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6290240982532497453.post-7192706272249709830</id><published>2016-05-17T16:58:00.000-03:00</published><updated>2016-05-17T17:14:34.385-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="atualidade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cultura"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="debates"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="eventos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="famílias"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="gênero"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="política"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicologia social"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicopatologias"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psiquiatria"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="reflexão"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sociedade"/><title type='text'>17 de maio: Dia Internacional de Combate à Homofobia</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgRb7j_IAH6uj5gN7xvb0gSgx3QhxD0oG96WASCkosJ7cLZmGUk-k15UeqnyB84QvntloQAqs9kU3NTol0vmdvZRPo0CRQUch1C4ckPK5kWA_3rN2uoOhtGjwTGs7_fJy2pfobSEsL6YrCZ/s1600/1652014184910+%25281%2529.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;193&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgRb7j_IAH6uj5gN7xvb0gSgx3QhxD0oG96WASCkosJ7cLZmGUk-k15UeqnyB84QvntloQAqs9kU3NTol0vmdvZRPo0CRQUch1C4ckPK5kWA_3rN2uoOhtGjwTGs7_fJy2pfobSEsL6YrCZ/s320/1652014184910+%25281%2529.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Em 17 de maio de 1990 a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou o termo “homossexualismo” do Código Internacional de Doenças (CID). Desde então, a comunidade científica internacional se opõe a todas as abordagens que consideram essa orientação afetiva-sexual como uma doença que deva ser “curada”, e ao mesmo tempo, aboliu-se o termo com o sufixo “ismo”, que na área de saúde caracteriza uma condição patológica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma, do contexto patologizante pautado por uma medicina conservadora fantasiada de pseudociência, avançou-se para o entendimento de que classificar a homossexualidade como doença é algo ultrapassado, ignorante e preconceituoso. Perdeu-se o sentido e proibiu-se, por motivos éticos, os tratamentos de “cura gay” à que pessoas homossexuais eram submetidas, que incluam castrações, hipnoses, choques elétricos, lobotomia, dentre outros.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Por isso, 17 de maio foi declarado, em todo o mundo, como o &lt;b&gt;Dia Internacional de Combate à Homofobia&lt;/b&gt;. Assim, essa data tornou-se um marco, tendo como característica mobilizações mundiais, de protesto e de denúncia, buscando debater o respeito à diversidade e alimentando discussões para desconstruir preconceitos, visto que o reconhecimento da homossexualidade como mais uma forma de manifestação da diversidade sexual não fez com que as violências e discriminações cometidas contra pessoas homossexuais sumissem de nossa cultura. Por isso, mais do que uma data de comemoração, essa é uma data de luta e conscientização política, onde são promovidos eventos que tentam sensibilizar e despertar à atenção da população e das autoridades e gestores públicos para a necessidade de combater a homofobia, e também à lesbofobia, bifobia e transfobia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
No Brasil, em 1985, o Conselho Federal de Psicologia já entendia que a homossexualidade não constituía uma patologia. A retirada dessa experiência humana do rol de doenças mentais/psiquiátricas é algo que ainda deve ser comemorado, porém, não se pode olhar apenas para as conquistas. Esses avanços só ocorreram como resultado de uma pressão muito forte dos movimentos sociais, dos pesquisadores e instituições de todo o mundo que sempre apontaram o tema como uma questão de direitos humanos.
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhXntq97aRuLDIf4TWMnHFCO5-7KIzv_soZW-KbmVCwZ5IHpQz-_GDqgMj5sUu_DGQ0VUYBEWrAHLog1YiHteMyKNcx8nJGbEM_sfgy3hihTdQSjyLBu897WANpwTJtFwrO1nviTVDwGx3d/s1600/17mai.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;107&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhXntq97aRuLDIf4TWMnHFCO5-7KIzv_soZW-KbmVCwZ5IHpQz-_GDqgMj5sUu_DGQ0VUYBEWrAHLog1YiHteMyKNcx8nJGbEM_sfgy3hihTdQSjyLBu897WANpwTJtFwrO1nviTVDwGx3d/s200/17mai.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;A psicologia tem como dever ético situar-se politicamente engajando-se cada vez mais na defesa dos direitos humanos e direitos LGBTs. Para isso, é importante que os/as profissionais psicólogos/as revejam seus conceitos e preconceitos e permitam que os sujeitos falem de suas próprias experiências, sejam esses quem forem – gays, lésbicas, bissexuais, travestis ou transexuais.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;“No Brasil, o CFP, autarquia de direito público que regulamenta, orienta e fiscaliza o exercício profissional da Psicologia, proíbe a execução das terapias de conversão e reversão da orientação sexual. A Resolução nº 001/99 informa que a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão e estabelece normas de atuação para os (as) psicólogos (as) em relação à questão da orientação sexual, proibindo os (as) psicólogos (as) de exercerem qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, e adotarem ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.”&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://site.cfp.org.br/17-de-maio-o-mundo-comemora-o-dia-de-luta-contra-a-homofobia/&quot;&gt;CFP, 2015¹&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Algumas pessoas tendem a achar que não há mais problemas, como se não fosse mais necessário discutir sobre esse assunto. Porém, vivemos no Brasil um momento de retrocesso, e a violência e o preconceito ainda são pautas centrais da comunidade LGBT, que ainda sofre diária e cotidianamente, em todo o mundo, processos de violência e abuso.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Apesar da legislação brasileira não considerar a homossexualidade como crime desde 1830 (ao contrário do que ainda acontece em diversos países), ainda existe uma espécie de “pena de morte” não oficial infligidas a muitas dessas pessoas, que sofrem com falta de amparo em diversas instancias, da governamental à familiar, com dificuldades de imersão no mercado de trabalho, dentre outros processos de segregação. Isso acontece por que a nossa sociedade está historicamente hierarquizada pelo machismo sexista e binário, em que os que não se enquadram nos padrões heteronormativos acabam sendo empurrados em processos de exclusão e vulnerabilidade.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A patologização das identidades trans - condição que resiste até hoje - marca a violência institucional da sociedade perante esta população. É importante ressaltar que as pessoas trans podem sofrer violência dupla – homo/lesbofóbica e transfóbica – pela questão do estigma. A violência simbólica e diária sofrida por esta população nos olhares, gestos, negação de direitos, das identidades e das expressões de gênero ferem e matam, e não podem ser de forma alguma negligenciadas. O processo de estigmatização das transidentidades se inicia já no ambiente familiar e, depois, no ambiente escolar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;u&gt;O que a escola tem a ver com isso?&lt;/u&gt;&lt;/b&gt; Tudo!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Pesquisas apontam o ambiente escolar como um dos espaços onde discriminações e agressões mais acontecem. Não é à toa que travestis e transexuais são sistematicamente excluídas das escolas. Estudos também apontam que o prejuízo atinge não só alunos/as vítimas diretas da discriminação, mas afetam o desempenho de todos/as os/as estudantes. Portanto, o combate às LGBTfobias não é importante somente para os alunos/as estigmatizados, mas para toda a escola, assim como é para toda a sociedade.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
As diversas formas de discriminação não estão só nas famílias e nas relações interpessoais, mas podemos encontra-las &lt;b&gt;institucionalizadas&lt;/b&gt;, em nossos currículos, e nas ações e práticas pedagógicas. Pensemos: qual o modelo de família que aparece em nossos livros didáticos? Qual a reação de um professor de educação infantil diante de um menino que escolhe uma boneca para brincar? Como uma adolescente lésbica sai de uma aula sobre prevenção à DST/Aids? Como se sente uma aluna travesti quando seus professores insistem em chama-la por um nome masculino que ela não reconhece como seu? E quando ela tem que usar o banheiro? Se você pensar a respeito dessas perguntas, perceberá como nosso modelo escolar ensina uma única forma – heteronormativa - de se vivenciar a sexualidade e a identidade de gênero, e mesmo educadores/as e psicólogas/os podem ter discursos e práticas discriminatórias.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A homo/lesbo/bi/transfobia não está apenas na cabeça das pessoas, mas se materializa nos nossos livros e em muito do que dizemos – e não dizemos – em todos os espaços, sejam salas de aula, clíncas de atendimento psi, hospitais, ou no nosso próprio lar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Essa temática não é um problema que afeta apenas a população LGBT. Tudo isso diz respeito ao tipo de sociedade que visamos construir. O Brasil só será um país democrático de fato se incorporar todas as pessoas (com suas especificidades) à cidadania plena, sem nenhum tipo de discriminação, seja por orientação afetiva-sexual, por classe ou raça. O reconhecimento e o respeito à diversidade e às diferenças constituem um fundamento da democracia. Enquanto o Brasil continuar negando direitos e discriminando lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, não teremos construído uma democracia digna desse nome.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjK9yx5i_WGiJgIkTVOHY_e98UTHdiSq3m_sWsYQGGhhswwyOPFtNimnKJUV3YmyiulLmyEKNJpwxKheDm8AbSAJ7ysJJvEMnqqVyHNGKVP04x4q2pBLGA1nvbXzYLiZ_qD8VGJjlWP3x0o/s1600/525573_411919112172827_242631165768290_1330148_411410098_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;139&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjK9yx5i_WGiJgIkTVOHY_e98UTHdiSq3m_sWsYQGGhhswwyOPFtNimnKJUV3YmyiulLmyEKNJpwxKheDm8AbSAJ7ysJJvEMnqqVyHNGKVP04x4q2pBLGA1nvbXzYLiZ_qD8VGJjlWP3x0o/s200/525573_411919112172827_242631165768290_1330148_411410098_n.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;As LGBTfobias estão institucionalizadas em práticas governamentais quando o Estado não enxerga essas pessoas como uma população que tem que ter seus direitos e cidadania garantidos, quando o governo não tem ações específicas e afirmativas para o empoderamento desta população. Devemos estar sempre atentos/as à atuação dos setores conservadores da sociedade – com grande representação no Congresso Nacional – que pretendem excluir à população LGBT e os direitos adquiridos até hoje com tanta luta, sangue e suor derramados.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Lutar contra os preconceitos dentro de nossas escolas é uma forma de combater à intolerância, seja ela qual for. Cabe à nossos/as professores/as estarem ensinando as crianças que aprendem a intolerância dentro de casa, que essa intolerância é errada e que todos merecem respeito. Porque &lt;b&gt;homossexualidade não se ensina, mas homofobia sim!&lt;/b&gt; Nenhuma criança nasce com preconceitos e intolerância às diferenças: a sociedade é que a ensina a ser dessa forma. O que não faltam são pessoas prontas para ensinarem que uma criança deve tratar agressivamente quem é diferente, e só uma educação emancipadora nos libertará da ignorância, dos preconceitos e de suas expressões de violência.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh1qVJ8mrMJFLRHShzfB8V8-_rx39QW91tQr32j7BlsDwYuPokNRn1Btt2FxRrzDDVkykFSTa87vJ39X0Ezi32QbtnJC9KJEG3NjNEPMXeBtcNcUq0BkKmhVQ6zCO1FjFoLsWrGndgqpMPQ/s1600/17mai13+Paz.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh1qVJ8mrMJFLRHShzfB8V8-_rx39QW91tQr32j7BlsDwYuPokNRn1Btt2FxRrzDDVkykFSTa87vJ39X0Ezi32QbtnJC9KJEG3NjNEPMXeBtcNcUq0BkKmhVQ6zCO1FjFoLsWrGndgqpMPQ/s200/17mai13+Paz.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Por isso, devemos aproveitar essa data para celebrar, mas também para pensar muito e começar a agir. Leia, pense, fale, compartilhe, debata com seus colegas, com sua família, com sua equipe, faça sua parte e apoie a luta pelos direitos igualitários no Brasil e no mundo!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Isabela de França Meira&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;Leia também:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
* &lt;a href=&quot;http://www.psicosmica.com/2015/06/psicologia-e-o-enfrentamento-homofobia.html&quot;&gt;Psicologia e o enfrentamento à homofobia&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicosmica.blogspot.com/feeds/7192706272249709830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2016/05/17-de-maio-dia-internacional-de-combate.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/7192706272249709830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/7192706272249709830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2016/05/17-de-maio-dia-internacional-de-combate.html' title='17 de maio: Dia Internacional de Combate à Homofobia'/><author><name>Isabela F. Meira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01072540044269191591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsEOi1ueDf352aMYQsM9Kb05D5e540CGukGqvCFo-zcGw5n-keV2By__RDjC4Oi2SEjfAkxhMCgA5WHXskJE1eUCcEhblbf8d38UMnoHx1jXvNDND_iZshef51zpNy1e8/s113/IMG-20150412-WA0008.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgRb7j_IAH6uj5gN7xvb0gSgx3QhxD0oG96WASCkosJ7cLZmGUk-k15UeqnyB84QvntloQAqs9kU3NTol0vmdvZRPo0CRQUch1C4ckPK5kWA_3rN2uoOhtGjwTGs7_fJy2pfobSEsL6YrCZ/s72-c/1652014184910+%25281%2529.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6290240982532497453.post-1761665858188868243</id><published>2016-04-29T11:58:00.000-03:00</published><updated>2016-04-29T11:58:32.751-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cultura"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="política"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="reflexão"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sociedade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="teorias"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="textos"/><title type='text'>Corpo e relações de saber-poder em Michel Foucault</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEio2enstnhO6lx_yYriq3TQzpFGCH2Jwh8bCi4hbTPv-2jXbJ6Fa9r3x5_iEyK8-LQlv2UYe-3hQOEDPea3dhD03KCif2usynpdpvK7e-rbcUUYZlgmV1ZdvJrm7xkc2Kq8qR3X0UvRXCFy/s1600/i232628.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEio2enstnhO6lx_yYriq3TQzpFGCH2Jwh8bCi4hbTPv-2jXbJ6Fa9r3x5_iEyK8-LQlv2UYe-3hQOEDPea3dhD03KCif2usynpdpvK7e-rbcUUYZlgmV1ZdvJrm7xkc2Kq8qR3X0UvRXCFy/s200/i232628.jpg&quot; width=&quot;156&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Pensar o corpo em Foucault significa inevitavelmente discorrer também sobre as relações de poder e saber, tendo como objetivo refletir sobre as construções de subjetividades que são permeadas por estas relações, em uma sociedade que utiliza de mecanismos disciplinares para &#39;fabricar&#39; sujeitos submissos e reprodutores, docilizando os corpos para fazer a manutenção de um sistema econômico vigente. Como aponta Foucault, nessa sociedade disciplinar, através do saber científico e controle dos corpos, as subjetividades são produzidas por meio de uma luta de forças que o indivíduo enfrenta entre si e o meio em que ocupa num determinado momento histórico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Considerar novas formas de produção de saber significa ter como consequência a produção de novas subjetividades. Transgredir a normatividade imposta socialmente e resistir conscientemente às condições à que o corpo é submetido é o que abre a possibilidade de liberdade para que o sujeito possa constituir-se mais como si próprio. Essa possibilidade de liberdade se torna viável somente através de uma postura de resistência à condição a que o sujeito é submetido.&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;u&gt;Corpo&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O corpo deve ser compreendido como construção política, histórica e social. Ao mesmo tempo em que este é submetido e afetado pela gestão social, também a constitui e a ultrapassa. As relações de saber-poder encontram no corpo seu suporte e campo de atuação. Torna-se necessário estarmos o tempo todo buscando o contexto histórico-político em que estas dinâmicas estão inseridas, a fim de que possamos compreendê-las melhor e esclarecer como as subjetividades são historicamente determinadas, resultantes das lutas de forças que o indivíduo estabelece consigo e com o meio. Tendo em vista que as relações de poder-saber-verdade regulam os corpos, consequentemente, influenciam as novas formas de subjetividades que daí resultam. Diante disso, entende-se que mudanças nas relações de saber-poder geram transformações na constituição da subjetividade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;u&gt;Relações de Saber-Poder&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjKb-oAPGiknjF3TeSqLN0WbIp_TT_bzQMynCyMoIc1GLz8hTnEB0QLoX-huF1EoU2j4UnE-o5jdAq3hOwHgHHBlkpd8L08Dbeieh0k6QsAMpW8O2Uyi5VUzxd_ZldIJGzqB7jcH9Pf87Cm/s1600/FOUCAULTPOP.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjKb-oAPGiknjF3TeSqLN0WbIp_TT_bzQMynCyMoIc1GLz8hTnEB0QLoX-huF1EoU2j4UnE-o5jdAq3hOwHgHHBlkpd8L08Dbeieh0k6QsAMpW8O2Uyi5VUzxd_ZldIJGzqB7jcH9Pf87Cm/s200/FOUCAULTPOP.jpg&quot; width=&quot;152&quot; /&gt;&lt;/a&gt;O poder não deve ser pensado como uma propriedade que alguém possui, mas sim à partir de seu caráter relacional, como relações de força que se estabelecem entre indivíduos ou grupos, e deve ser analisado a partir destes seus componentes. Segundo Foucault, o poder necessita estabelecer uma verdade para operacionalizar suas relações, como também forma, organiza e põe em circulação um saber que viabiliza sua própria existência. O poder, então, produz e conduz efeitos de verdade, que por sua vez, reconduzem esse poder. Como consequência, temos o reinvestimento constante do poder pelo saber e vice-versa, saber este que está a favor dos interesses econômicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O discurso da ciência se apresenta como o discurso dominante em nossa sociedade. Este tem como característica ser um discurso formal e universal, que, portanto, funciona como controle disciplinar dos saberes. O que Foucault denominou como ‘sociedade disciplinar’ e suas ‘novas formas’ de punir tem como base o saber sobre o indivíduo, saber este produzido pelo discurso científico.Esta relação de saber científico e poder dominante está a serviço do sistema econômico vigente que, através de mecanismos coercitivos busca manter seus próprios interesses: produzir um certo tipo de indivíduo economicamente produtivo e socialmente adaptado. Nesse sentido, a punição passa a ser uma tática política que busca intervir sobre os corpos de forma a transformá-los em corpos dóceis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A disciplina ‘fabricaria’ indivíduos; ela é a base de um jogo moderno de opressão sobre os corpos, uma técnica de um poder que toma os indivíduos ao mesmo tempo como objetos e como instrumentos. Através de uma forma de controle cada vez mais intensa, ela “adestra” os corpos, com o objetivo de multiplicar sua força e diminuir a capacidade de resistência política nos indivíduos, tornando-os fiscais de si e do outro. O objetivo é obter o melhor resultado de suas potencialidades, multiplicando as forças produtivas, aliadas a docilidade, para esvaziar a potência do ser em termos de resistência, deixando-o submisso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O poder se utiliza dos mecanismos disciplinares que atuam sobre os corpos como forma de controle, aumentando sua utilidade em termos econômicos e estabelecendo a sujeição constante de suas forças. Tudo é feito de modo a estabelecer uma ordem sobre o coletivo e extrair o máximo de produtividade sem, no entanto, aumentar sua potência política. A submissão é o que reduz a potência do sujeito em termos de resistência. Uma vez que esta verdade esteja funcionando como norma, estes discursos têm efeitos potentes sobre a sociedade, submetendo os sujeitos a serem constantemente &lt;i&gt;&quot;julgados, condenados, classificados, obrigados a tarefas, destinados a uma certa maneira de viver ou a uma certa maneira de morrer, em função de discursos verdadeiros, que trazem consigo efeitos específicos de poder&quot;&lt;/i&gt; (Foucault, 1999, p.29).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Estabelece-se e impõe-se, em função da norma, um padrão que deve ser seguido ou alcançado pelos indivíduos. Como também se determina, analogamente, a &quot;anormalidade&quot;. Por consequência, a normatividade tem como característica práticas de exclusão de todos os que não se enquadram no que é determinado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEim87ctzpV-iB75h243har_-lqeBvtX-6nrLD_hFGjazI1nZPeHuYvqWzJpsLep9px00gaHHiOnxrGawNNXvA-nTS4f7P8ruP08ZFDGBI1GIrddgOZtmHaqbSWHEAxM3uN-c4F_EjoE0S0S/s1600/michel--huile-sur-toile-de-gerard-fromanger--serie-splendeur.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEim87ctzpV-iB75h243har_-lqeBvtX-6nrLD_hFGjazI1nZPeHuYvqWzJpsLep9px00gaHHiOnxrGawNNXvA-nTS4f7P8ruP08ZFDGBI1GIrddgOZtmHaqbSWHEAxM3uN-c4F_EjoE0S0S/s200/michel--huile-sur-toile-de-gerard-fromanger--serie-splendeur.jpg&quot; width=&quot;142&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Assim sendo, Foucault nos permite concluir que, apesar do sujeito ser um efeito dessas relações de poder e saber, isto não significa que ele está determinado de forma inevitável. Poderia pensar-se que falar em sujeitos livres seria uma contradição, já que sujeito é aquele que está sendo sujeitado. Contudo, para Foucault, mesmo sendo assujeitado, os indivíduos possuem possibilidades ilimitadas de comportamentos e condutas diversas. Sendo o poder compreendido como uma relação de forças, ele só pode se exercer sobre algo que é livre, pois, se não houvesse possibilidade de resistência e de reação não seria necessário o exercício do poder, já que nada poderia ser diferente do que já é. Devemos compreender a relação entre poder e liberdade não em termos de exclusão mútua, mas como um par que se provoca a cada instante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Para escapar das determinações impostas pela norma, o indivíduo tem o dever de buscar exercer sua liberdade na prática, o que só pode ser alcançado através de uma ética elaborada por meio de um conjunto de práticas refletidas e voluntárias, conscientes. Isso só pode ser alcançado por meio de um intenso e permanente trabalho de si sobre si, que tem por finalidade modificar o sujeito em seu próprio ser. Para além dessa dimensão micro, tendo em vista que as relações de poder dão lugar a um saber possível, só seríamos socialmente capazes de produzir novas formas de subjetividades através da produção de novos saberes que reconduzam os efeitos de poder.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Texto de Isabela de França Meira e Fiama Lima Cabral&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;u&gt;Referências&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
FOUCAULT, Michel. &lt;b&gt;“A ética do cuidado de si como prática da liberdade.”&lt;/b&gt; In: Ética, sexualidade e política, por Michel FOUCAULT. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2004.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
_____. &lt;b&gt;História da Sexualidade 3: O Cuidado de Si. &lt;/b&gt;Rio de Janeiro: Graal, 1985&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
_____. &lt;b&gt;Em defesa da sociedade&lt;/b&gt;: curso no College de France (1975-1976). Tradução de Maria Ermantina Galvão. São Paulo: Martins Fontes, 1999.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicosmica.blogspot.com/feeds/1761665858188868243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2016/04/corpo-e-relacoes-de-saber-poder-em.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/1761665858188868243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/1761665858188868243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2016/04/corpo-e-relacoes-de-saber-poder-em.html' title='Corpo e relações de saber-poder em Michel Foucault'/><author><name>Isabela F. Meira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01072540044269191591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsEOi1ueDf352aMYQsM9Kb05D5e540CGukGqvCFo-zcGw5n-keV2By__RDjC4Oi2SEjfAkxhMCgA5WHXskJE1eUCcEhblbf8d38UMnoHx1jXvNDND_iZshef51zpNy1e8/s113/IMG-20150412-WA0008.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEio2enstnhO6lx_yYriq3TQzpFGCH2Jwh8bCi4hbTPv-2jXbJ6Fa9r3x5_iEyK8-LQlv2UYe-3hQOEDPea3dhD03KCif2usynpdpvK7e-rbcUUYZlgmV1ZdvJrm7xkc2Kq8qR3X0UvRXCFy/s72-c/i232628.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6290240982532497453.post-8106320925795746335</id><published>2016-02-29T21:36:00.001-03:00</published><updated>2016-02-29T21:36:49.334-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="filmes"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicologia social"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="resenhas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sociedade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="textos"/><title type='text'>Carandiru e a Psicologia no Sistema Prisional</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEigPure4fkLVo4nDq9u5kVeg5RO4ig6U18c61pwus3-_R-kvnebNE62raXzWhU2p0S5wtZdcN2X6hkc86ksOOfvBX6XvLaAyQQ4B8yaoZCoXlg722HeE88gt4C_U3UfbgGoiqEy2mkU0esp/s1600/carandiru-2003-otukenim.com-da-film-izle.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEigPure4fkLVo4nDq9u5kVeg5RO4ig6U18c61pwus3-_R-kvnebNE62raXzWhU2p0S5wtZdcN2X6hkc86ksOOfvBX6XvLaAyQQ4B8yaoZCoXlg722HeE88gt4C_U3UfbgGoiqEy2mkU0esp/s200/carandiru-2003-otukenim.com-da-film-izle.jpg&quot; width=&quot;133&quot; /&gt;&lt;/a&gt;O presente texto pretende fazer uma reflexão à cerca da atuação do profissional de psicologia no sistema prisional, usando como referência o filme Carandiru. Carandiru é um filme brasileiro, de 2003, baseado no livro Estação Carandiru, do médico Dráuzio Varella. O filme aborda o cotidiano da extinta &quot;Casa de Detenção&quot;, mais conhecida por Carandiru, antes e durante o massacre ocorrido em 2 de outubro de 1992. Os casos apresentados no filme são baseados em histórias reais, ilustrando a dura realidade dos presídios brasileiros.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não é possível que governantes, parlamentares, magistrados, promotores, psicólogos e demais profissionais que transitam nos caminhos do sistema prisional sigam insensíveis às tragédias que integram o cotidiano desse sistema sem perceber que revelam, mais do que o perfil de cárceres e de seus ocupantes, características essenciais e vergonhosas do próprio Estado brasileiro.&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Propõe-se, então, uma mudança no tom do debate que envolve o tema da crise do sistema prisional brasileiro, e o início de um diálogo para a construção de políticas públicas que rompa com o paradigma radical do encarceramento como proposta ao desvio, para produzir uma política social que invista na promoção humana, no apoio e no suporte às pessoas, efetivando novas ofertas para o fortalecimento do laço social onde ele se encontra mais frágil e mais ameaçado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É importante frisar a necessidade de formação e qualificação profissional que vise à construção dessa outra forma de lidar com a criminalidade, pautada pela prevenção, educação, justiça e responsabilização dos sujeitos e da sociedade. Trabalhar na reconstrução de nossa própria prática, tendo em vista as políticas públicas e os Direitos Humanos, tem sido, corajosamente, a forma como os psicólogos têm se reinventado nos últimos anos. A atuação dos psicólogos junto ao Sistema Prisional inclui-se nesta proposta.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O personagem do médico representa, em parte, como poderia ser a atuação do psicólogo no contexto. Inicialmente, ele começa a se aproximar da equipe e dos presos, ouvindo-os e criando uma relação de confiança e vínculo, para iniciar, posteriormente, um trabalho voltado à promoção da saúde. Em sua atuação, o médico utilizava métodos estratégicos para reeducar os presos em relação à sexualidade e prevenção, medidas de redução de danos para as pessoas que usavam drogas, e constante acolhimento e escuta durante os atendimentos. &amp;nbsp;Em um ambiente com condições de trabalho tão insatisfatórias, onde faltavam materiais básicos, recursos, segurança, medicamentos, rodeado de drogas e violência, o trabalho desse profissional tinha diversas limitações.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj2DDQZ6yDXayJLBS7pwWcVMw5me_pO4ZtvVhP84NuOgJsAhGEX9LLeQ_33vR24YZy6FjrDndMYyyAUXsV5ay1DFowWEOP_HrkFGwQNAKdRWIV_t9UvhmaJ-dy_EI5RvAZavUwa-IhhQ45m/s1600/carandiru_2003_1.jpeg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;112&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj2DDQZ6yDXayJLBS7pwWcVMw5me_pO4ZtvVhP84NuOgJsAhGEX9LLeQ_33vR24YZy6FjrDndMYyyAUXsV5ay1DFowWEOP_HrkFGwQNAKdRWIV_t9UvhmaJ-dy_EI5RvAZavUwa-IhhQ45m/s200/carandiru_2003_1.jpeg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;É reconhecido que boa parte dos problemas enfrentados nas prisões do país derivam também da falta de uma cultura de gestão e organização que estabeleça protocolos e diretrizes que orientem o sistema em si, e a conduta de todos os profissionais que integram esse sistema. A falta de capacitação e formação dos profissionais que atuam no sistema penitenciário pode resultar em atuações improvisadas, que dão margens as mais diversas formas de tratamento inadequado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;u&gt;A psicologia no sistema prisional&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A Lei de Execução Penal (LEP) fundou as Comissões Técnicas de Classificação (CTCs), formadas por uma equipe especializada, orientada pelo diretor e composta por dois chefes de serviço, um psiquiatra, um psicólogo e um assistente social, devendo existir em cada estabelecimento. De acordo com artigo 9º da LEP, cada membro da comissão deve contribuir com seu saber, visando um plano de individualização da pena do indivíduo que está encarcerado para que se tenha um tratamento penal adequado. Porém, como visto no filme, como é possível que os profissionais executem um plano individualizado de pena que garantam um tratamento adequado, se o próprio sistema penal não oferece condições básicas para isto?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O tratamento individualizado previsto em lei é difícil de ser atingido nos presídios brasileiros pela superpopulação existente nos mesmos, sendo tarefa impraticável proporcionar este tipo de tratamento, nessas condições. Por isso, cabe também ao profissional de psicologia se responsabilizar em contribuir com seu saber para mudanças e melhorias no sistema penal, jurídico e prisional do país. No filme é mostrado como a extinta “Casa de Detenção” não obtinha equipe completa, muito menos especializada, exceto pelo médico. Evidentemente, os indivíduos encarcerados não tinham tratamento penal adequado, muito menos planos individuais de pena. Alguns, inclusive, estavam presos há mais de 5 anos, apenas à espera do julgamento. E esses casos não são exceções na realidade da justiça brasileira.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Segundo o artigo 6º da LEP, a CTC poderá elaborar o exame criminológico, com a finalidade de estabelecer um programa individualizador da pena privativa de liberdade adequada ao indivíduo. Porém, a realização do exame criminológico é completamente oposta ao papel ético do psicólogo, previsto pelo o Conselho Federal de Psicologia (CFP). De acordo com o CFP, não cabe aos psicólogos efetuarem qualquer tipo de parecer sobre a periculosidade das pessoas em cumprimento de pena privativa de liberdade e sua irresponsabilidade penal.&lt;/div&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;“Desnaturalizar, ouvir, incluir, respeitar as diferenças, promover a liberdade são missões do psicólogo. Classificar, disciplinar, julgar, punir são missões impossíveis para o psicólogo”. &lt;/i&gt;(CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA, 2010, p. 55).&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Diante do citado acima, o CFP, na resolução 09/2010, que regulava a atuação do psicólogo no sistema prisional, estabeleceu no Art. 4 que, de acordo com a lei nº10792/2003: &lt;i&gt;“É vedado ao psicólogo que atua nos estabelecimentos prisionais realizar exame criminológico e participar de ações e/ou decisões que envolvam prática de caráter punitivo e disciplinar, bem como documento escrito oriundo da avaliação psicológica com fins de subsidiar decisão judicial durante a execução da pena do sentenciado”.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Como é previsto pela resolução do CFP 012/2011, em todas as práticas realizadas dentro do âmbito do sistema prisional, o psicólogo deverá evidenciar os instrumentos nacionais e internacionais de direitos humanos, procurando construir a cidadania por meio de projetos para a sua reinserção na vida social. (CFP, 2011). Além disso, poderá incentivar debates sobre saúde, educação e programas de reintegração social, opinando nas pautas debatidas sempre de acordo com o Código de Ética Profissional, prestando atenção às práticas realizadas na CTC.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A CTC deve ser um espaço de atuação transdisciplinar, e a psicologia estará em contraposição à cultura da segurança, vingança social, punições e disciplinarização do sujeito. A luta pelos direitos humanos deve ser um objetivo comum e permanente dos profissionais que atuam nesse campo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A atuação do psicólogo no sistema prisional sempre foi limitada a avaliações individuais, não tendo uma atuação voltada ao sistema como um todo. A psicologia, especificamente, deve ter a responsabilidade de abranger sua prática para além de mero trabalho classificativo do “criminoso”, e realmente oferecer possibilidades terapêuticas a esses indivíduos, marginalizados e excluídos pela sociedade. A prática do psicólogo também deve abranger a visível necessidade de trabalhar junto aos agentes penitenciários. Isso pode ser feito através da oferta de atenção psicológica a eles, como também realização de orientações, avaliações, entrevistas, e se necessário encaminhamento aos serviços especializados.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Além dos atendimentos individuais, existe a alternativa da formação de grupos terapêuticos, assim como a possibilidade de realizar palestras, debates e rodas de diálogos. Os trabalhos em grupos proporcionam uma experiência terapêutica eficaz pela troca de experiências, identificações, formação de vínculos que proporcionam apoio, dentre outros benefícios, que podem ser explorados pelo profissional de psicologia, de acordo com as demandas que surgem dos participantes. Por isso, os temas trabalhados podem ser diversos, de acordo com a realidade e o perfil do grupo, que poderia ser de familiares, funcionários ou detentos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhdjpRCXI_387M7oqcCX0t4_gQ2bLAz136rs8PFIGaZd306pG8ClUYHCztMQntVnQksF5qkFKKSqOpCX-tQ-rSsrWZYB1DiQBp5hIMwhM30oZ2BdZ1eqrA5xvfuOk6Vf5GHjmCO5ws-F4RL/s1600/brasil-carandiru-20130408-01-size-620.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;112&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhdjpRCXI_387M7oqcCX0t4_gQ2bLAz136rs8PFIGaZd306pG8ClUYHCztMQntVnQksF5qkFKKSqOpCX-tQ-rSsrWZYB1DiQBp5hIMwhM30oZ2BdZ1eqrA5xvfuOk6Vf5GHjmCO5ws-F4RL/s200/brasil-carandiru-20130408-01-size-620.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Além do atendimento aos presos, sua família, os funcionários e agentes penitenciários, esse profissional tem também o compromisso de tentar melhorar as condições de vida do presídio como um todo, através de transformação da cultura institucional interna, e na busca pela garantia de direitos e cuidados necessários a todos que são afetados por esse sistema.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O saber da psicologia é de suma importância e visivelmente essencial para contribuir no contexto do sistema prisional. O campo do sistema prisional, apesar de contar com muitos profissionais envolvidos, se manteve pouco visível na profissão. Os psicólogos estão, aos poucos, buscando intervenções para além das questões individuais; são ações direcionadas a problemas mais amplos de nossa sociedade brasileira, que dizem respeito às políticas públicas, sempre orientadas pela visão da garantia dos direitos humanos. Nesse sentido, entende-se que é imprescindível repensar a prática psicológica voltando-a para a perspectiva da reintegração social, superando o modelo de classificação e estigmatização dos indivíduos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O sistema prisional é uma das áreas que surge como a exigir referências, debates e providências por parte dos psicólogos e do CFP, para que se possa repensar as práticas psicológicas nesse campo e qualificar a interveção dos psicólogos. Tem-se a necessidade de se questionar e refletir sobre em que efetivamente consiste a atuação do psicólogo nesse contexto, pensando-se numa prática que possa ir além daquela que os psicólogos já exerciam e que, muitas vezes, restringe-se, ainda, à emissão de laudos e pareceres à serviço de juízes.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Para enfrentar esse desafio, a busca dessa nova referenciação tem de partir do entendimento de que o sistema prisional tem sua gênese num modelo de sociedade embasado na exclusão, na disciplina e na criminalização como modos de enfrentar as infrações às leis e regras sociais, para os quais a psicologia, reconhecidamente, contribuiu para a legitimação. &lt;b&gt;Hoje, a psicologia parte do entendimento de que a cadeia, o aprisionamento e a exclusão social não são soluções para a violência nem para a criminalidade. &lt;/b&gt;É preciso atuar com as pessoas presas tendo em vista a vida em liberdade, para além dos muros da instituição prisional, estimulando a descontinuidade dos círculos viciosos que promovem a exclusão social.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Frente a tudo isso, o investimento humano é a única resposta capaz de produzir transformações efetivas, permanentes e duradouras, no sentido de incrementar a capacidade dos sujeitos em responsabilizar-se para com os demais, visto que esse é um problema que envolve toda a sociedade. Um tratamento humanizado pode trazer de volta aquele que se alienou de sua condição de sujeito social em função das desumanidades derivadas de sua experiência na convivência social. Conclui-se, então, que é evidente a necessidade de qualificar nossas intervenções, tendo em mente que nossas práticas, nesse campo, se encontram limitadas pelas graves dificuldades pelas quais passa o sistema prisional brasileiro, derivadas da sua precarização como sistema.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
MEIRA, Isabela França &amp;amp; CABRAL, Fiama Lima.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicosmica.blogspot.com/feeds/8106320925795746335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2016/02/carandiru-e-psicologia-no-sistema.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/8106320925795746335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/8106320925795746335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2016/02/carandiru-e-psicologia-no-sistema.html' title='Carandiru e a Psicologia no Sistema Prisional'/><author><name>Isabela F. Meira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01072540044269191591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsEOi1ueDf352aMYQsM9Kb05D5e540CGukGqvCFo-zcGw5n-keV2By__RDjC4Oi2SEjfAkxhMCgA5WHXskJE1eUCcEhblbf8d38UMnoHx1jXvNDND_iZshef51zpNy1e8/s113/IMG-20150412-WA0008.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEigPure4fkLVo4nDq9u5kVeg5RO4ig6U18c61pwus3-_R-kvnebNE62raXzWhU2p0S5wtZdcN2X6hkc86ksOOfvBX6XvLaAyQQ4B8yaoZCoXlg722HeE88gt4C_U3UfbgGoiqEy2mkU0esp/s72-c/carandiru-2003-otukenim.com-da-film-izle.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6290240982532497453.post-5841683996480901336</id><published>2016-01-26T17:50:00.001-03:00</published><updated>2016-01-26T17:53:00.928-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="questão racial"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="reflexão"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sociedade"/><title type='text'>Meu psicólogo(a) disse que racismo não existe</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Marília Lopes, mulher negra e professora universitária de 38 anos, procurou uma psicóloga porque sofria com depressão há muitos anos. Sentia que precisava de ajuda e que seu trabalho estava sendo severamente prejudicado. Na primeira sessão de psicoterapia, sentiu a necessidade de falar sobre as diversas situações em que sofreu racismo, contando de sua infância trabalhando como empregada doméstica e babá sob o pretexto de que estava “brincando com a filha da patroa”, até casos mais recentes, em que fora seguida dentro de lojas onde fazia compras. Ao final, a psicóloga – que era branca – afirmou que Lopes precisaria mudar o comportamento de “se vitimizar e transformar acontecimentos normais em racismo”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgiPMMZu0ixM0x12f22FnXnkeSIprLfaCrxAISd17-DleZgcoU-cxWx5vIDQooB5f5wbCEcv0q1ImyLWjtgGCdso7HUj1s7RBL5Ym95XXGxc7e4xr1hRTDZKhdwKYN95Xn1aumc0cdgj-uV/s1600/psicologo.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgiPMMZu0ixM0x12f22FnXnkeSIprLfaCrxAISd17-DleZgcoU-cxWx5vIDQooB5f5wbCEcv0q1ImyLWjtgGCdso7HUj1s7RBL5Ym95XXGxc7e4xr1hRTDZKhdwKYN95Xn1aumc0cdgj-uV/s200/psicologo.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em busca de sua segunda psicóloga, Lopes chegou a fazer cinco sessões de psicoterapia, quando finalmente começou a falar do racismo que lhe causava sofrimento. “A psicóloga ficou visivelmente impaciente e desconfortável e me perguntou se eu achava mesmo que racismo ainda existia nos tempos de hoje”, relata Lopes. “Saí de lá arrasada, estava pagando muito caro por cada consulta e nunca imaginei que uma profissional fosse questionar a veracidade do meu sofrimento, do racismo, daquela forma. Nunca mais voltei a procurar terapia, hoje ainda luto contra a depressão e apenas faço uso de medicamentos”, completa.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O caso da professora Marília Lopes não está isolado da experiência de outras pessoas negras brasileiras. Para a bióloga Tereza Amorim, as consequências do despreparo profissional foram graves: “Comecei a fazer terapia com um psicólogo e tudo corria bem até que comecei a perceber que muitas das coisas que eu passava na vida aconteciam porque as pessoas eram racistas e me tratavam de forma discriminatória pelo fato de eu ser negra. Quando passei a falar sobre isso com meu terapeuta, ele primeiro começou a negar que aquelas coisas fossem racismo. Meu psicólogo disse que racismo não existe e depois passou a dizer que não existe mais racismo no Brasil, porque as ‘mulatas’ são valorizadas”.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Amorim conta que ainda enfrentou vários encontros com o psicólogo, até que descobriu um grupo de mulheres negras e feministas que se reuniam mensalmente em sua cidade. “Aos poucos, fui falando das minhas feridas provocadas pelo racismo e pelo machismo e entendi que elas eram parte de um problema social muito maior. A militância foi a minha terapia, a Psicologia não fez nada por mim”, declara.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O despreparo da Psicologia brasileira para lidar com questões raciais ainda é um fato preocupante. Em diversos grupos de discussões sobre racismo nas redes sociais, são recorrentes os pedidos por indicações de psicólogos capacitados para lidar com o problema do racismo. Entre tímidas recomendações, uma chuva de depoimentos frustrados aparece.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Para Cinthia Vilas Boas, psicóloga e militante do movimento negro, o problema começa nos cursos de formação. “A realidade está muito longe do que chamamos de transversalidade”, afirma. Embora o racismo seja um profundo problema no Brasil, a formação dos psicólogos ainda não reconhece a discriminação racial como uma fonte de adoecimento psíquico – se reconhecesse realmente, o tema não seria uma exceção conquistada pelos esforços de profissionais como Vilas Boas, que é colaboradora da atual gestão das subsede do Conselho Regional de Psicologia em Campinas, onde integra o grupo de trabalho sobre relações raciais.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Embora haja esforços para se debater racismo na Psicologia – principalmente por meio de atividades propostas por Conselhos Regionais como o da Bahia, o do Distrito Federal e o de São Paulo –, essas ações ainda são uma minoria no imenso contexto da Psicologia brasileira. Nenhum Conselho tem o poder de modificar as grades curriculares das faculdades e Universidades e inserir disciplinas ou bibliografias que abordem o racismo de maneira profunda, como é necessário que se faça. Por isso, na realidade diária, muitas pessoas negras continuam encarando a omissão e o despreparo dos psicólogos em seus consultórios privados – e muitas também não sabem que podem denunciar as práticas racistas e antiéticas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;u&gt;Racismo e saúde mental&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Encontrar dados que mostrem a relação entre racismo e adoecimento psíquico ainda é um desafio devido à carência de estudos e pesquisas acessíveis na área. O material que se encontra na internet é produzido por psicólogos militantes do movimento negro, como a publicação “&lt;a href=&quot;http://www.mulheresnegras.org/doc/livro%20ledu/129-132MariaLucia.pdf&quot;&gt;Racismo e os efeitos na saúde mental&lt;/a&gt;” de Maria Lúcia da Silva, integrante do instituto &lt;b&gt;AMMA Psiqué e Negritude&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Cinthia Vilas Boas explica que há muitas consequências do racismo para a saúde mental e traça um breve resgate histórico da população negra brasileira: “Em África, éramos diversas etnias, com nossos referenciais, línguas, oralidade e educação; viemos para o Brasil escravizados, em condições sub-humanas, como animais; hoje estamos nas favelas, com falta de acesso a tudo, sofrendo com a falta de respeito e baixa autoestima”. Vilas Boas chama atenção para essa contextualização, explicando que a população negra brasileira não conhece sua ancestralidade e nem sua “história positiva”. “Se pensarmos que nossa construção enquanto humanos parte da visão que o outro tem e a história positiva não é contada, estamos em constante angústia. A nossa história nos foi negada, não foi contada e foi distorcida”, salienta.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Por isso, o sofrimento psicológico pode começar na falta de acesso a informação e da dificuldade de enxergar as pessoas negras como parte de algo bom, que trouxe contribuições para a história. Na escola, as crianças aprendem sobre a história europeia e sobre as descobertas realizadas por pessoas brancas, mas a história do continente africano e suas diversas riquezas e saberes é omitida. “O povo negro não se sente pertencente das suas realizações, das suas posições, das suas possibilidades, das suas contribuições. Isso causa um desequilíbrio, sendo assim um impacto na psiqué”, diz Vilas Boas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O resultado desse ponto inicial é um ferida na autoestima, que leva pessoas negras a se enxergarem de maneira inferiorizada, pois são tratadas pelos outros como inferiores. Debaixo de humilhações constantes, sem representatividade positiva na mídia e até mesmo no entretenimento, vivendo sob os piores índices e indicativos sociais e, ainda, ouvindo o tempo inteiro que o racismo deixou de existir, o sofrimento psíquico é um destino certo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Até mesmo a possibilidade de identificar a raiz do seu sofrimento é roubada das pessoas negras, mesmo quando conseguem romper muitas barreiras sociais e pagar um atendimento psicológico – algo que ainda é muito caro no Brasil.&lt;br /&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot;&gt;
&lt;i&gt;“Eu fiquei me questionando se não estava errado que duas psicólogas me dissessem que não existia racismo e que as dores que eu sentia eram criações da minha mente. Achei, por muito tempo, que eu estava totalmente louca e duvidei da veracidade dos fatos que eu vivi. Fiquei achando que nada havia realmente acontecido e eu estava com um problema mais grave do que depressão”&lt;/i&gt;, conta Marília Lopes.&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
“Depois de muitos meses foi que consegui entender que fui mal atendida, mas só quero voltar a fazer terapia se a psicóloga ou psicólogo forem negros, quem sabe assim esse profissional tenha mais empatia e até tenha vivenciado fatos similares aos que me agrediram”, finaliza.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
“As políticas publicas estão aí; já pensamos, já falamos em conferências e agora precisamos tira-las do papel”, afirma Vilas Boas. “A Política Nacional de saúde da população negra, que pode diminuir disparidades raciais na saúde, é pouco conhecida, bem como a Lei 10.639, entre outras varias leis, campanhas e diretrizes. A fim de avançar no tema, o &lt;a href=&quot;http://relacoesraciais.cfp.org.br/?p=187&quot;&gt;Conselho Federal de Psicologia&lt;/a&gt; criou a Resolução Nº 018 em 2002, que estabelece normas de atuação para psicólogas e psicólogos em relação ao preconceito e à discriminação racial”, explica. Porém, na prática, a realidade é outra. “Existe a discriminação institucional, quando profissionais da área não estão preparados para atender a população negra ou até são preconceituosos, levando a diferenças e desvantagens no tratamento devido à raça. Para o profissional da saúde, é importante trabalhar a equidade do SUS, é importante que ele saiba trabalhar as diferenças”.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A educação pode ser um ponto chave para modificar esse quadro – Vilas Boas explica que é necessário construir um espaço legitimo e confortável para que as pessoas negras construam sua identidade. “Sem piadinhas, sem que o estereótipo fale mais alto, sem que sejamos vistos como sujos, burros ou coitadinhos. A humilhação atinge o sujeito no que constitui, atinge o negro na sua presença”, protesta. &amp;nbsp;“Não queremos mais os atributos inferiores, fixados no nosso inconsciente. Queremos ser negras e negros protagonistas da própria história, da história da sociedade. Uma sociedade mais democrática e sem desigualdades. Que a gente possa fazer a diáspora de sentimentos, sabendo que sentimento é, de onde veio, como veio e aonde vai. Que a gente possa encontrar o equilíbrio para preservar a saúde mental”, almeja Vilas Boas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Enquanto buscamos esse país livre de racismo, precisamos reconhecer o problema do racismo em todos os âmbitos sociais, sem que nenhuma prática profissional ou formação acadêmica fique isenta de sua responsabilidade. Não dá para ignorar um problema tão grave e fazer vista grossa para o despreparo profissional de psicólogos que não conseguem lidar com as questões raciais. O ensino de Psicologia precisa mudar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
“O negro com muita melanina é invisível, tem a voz calada. O negro com pouca melanina é desconsiderado e muitas vezes não sabe a que grupo étnicorracial pertence. Onde guardamos e como e vivemos a nossa subjetividade? Quem são as pessoas que estão produzindo na academia? São brancas ou negras? Estão produzindo o que?”, provoca Cinthia Vilas Boas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A resposta pode não ser confortável, mas encará-la é o primeiro passo para que a saúde mental deixe de ser um privilégio de poucos. O racismo precisa ser reconhecido e combatido para que exista, de fato, saúde mental.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por Jarid Arraes do &lt;a href=&quot;http://www.psicologiasdobrasil.com.br/meu-psicologo-disse-que-racismo-nao-existe/&quot;&gt;Psicologias do Brasil&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicosmica.blogspot.com/feeds/5841683996480901336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2016/01/meu-psicologoa-disse-que-racismo-nao.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/5841683996480901336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/5841683996480901336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2016/01/meu-psicologoa-disse-que-racismo-nao.html' title='Meu psicólogo(a) disse que racismo não existe'/><author><name>Isabela F. Meira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01072540044269191591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsEOi1ueDf352aMYQsM9Kb05D5e540CGukGqvCFo-zcGw5n-keV2By__RDjC4Oi2SEjfAkxhMCgA5WHXskJE1eUCcEhblbf8d38UMnoHx1jXvNDND_iZshef51zpNy1e8/s113/IMG-20150412-WA0008.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgiPMMZu0ixM0x12f22FnXnkeSIprLfaCrxAISd17-DleZgcoU-cxWx5vIDQooB5f5wbCEcv0q1ImyLWjtgGCdso7HUj1s7RBL5Ym95XXGxc7e4xr1hRTDZKhdwKYN95Xn1aumc0cdgj-uV/s72-c/psicologo.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6290240982532497453.post-6300639813308969893</id><published>2016-01-07T11:24:00.000-03:00</published><updated>2016-01-07T12:48:41.442-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="dicas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="emoções"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="existencialismo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="livros"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="reflexão"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vídeos"/><title type='text'>Libertar-se do sofrimento ao aceitar o presente, por Eckhart Tolle (lista de vídeos)</title><content type='html'>&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;“As pessoas não percebem que agora é tudo o que é, não existe passado ou futuro exceto&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;como uma memória ou antecipação em nossas mentes” Eckhart Tolle&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg-wGVz1YOvWkIfFGC4R5fZcnGN_vTlA1-nURsyprHl2VHPDnHbS7TXotsmv4QlcM128jxmVNblHs3YG9R3cy8u-Wb3lSENjafLVH2BlluvvsgmbA73B-xnx5u9oi_AHzf9GDrHfE90sG4N/s1600/eckhart-tolle.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;133&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg-wGVz1YOvWkIfFGC4R5fZcnGN_vTlA1-nURsyprHl2VHPDnHbS7TXotsmv4QlcM128jxmVNblHs3YG9R3cy8u-Wb3lSENjafLVH2BlluvvsgmbA73B-xnx5u9oi_AHzf9GDrHfE90sG4N/s200/eckhart-tolle.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Eckhart Tolle é um escritor alemão conhecido como autor de best sellers sobre libertação do ego e iluminação espiritual. Seu livro mais conhecido é &lt;a href=&quot;http://www.luzdegaia.org/downloads/livros/diversos/O_Poder_do_Agora_Eckhart_Tolle.pdf&quot;&gt;O Poder do Agora&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;Esse livro é uma &quot;manual&quot; prático que &quot;desperta&quot; a consciência dos pensamentos e emoções que nos impedem de vivenciar plenamente a alegria e a paz que estão dentro de nós, ou melhor, que nós somos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Tolle não está alinhado com qualquer religião particular ou tradição, mas também utiliza-se de ensinamentos do zen budismo, sufismo, hinduísmo, dos escritos de Mestre Eckhart e da Bíblia. O autor apresenta uma profunda introspecção e conhecimentos sobre Psicologia Transpessoal.&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Dentre suas principais ideias libertadoras, estão temas como o presente, visto como chave para libertação do sofrimento, origem e funcionamento do ego, a voz que não para de falar em nossas cabeças, amor livre do ego, e outros. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: right; text-align: right;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj8ETCUgE9WI9OHMsI0lfKWUulBsR_dra5Ld4yde5iSjPFzD966cW2Bx9JBi8iryTjohbGOflFkv43uF9kHeh1rkH4sbUzQkNZ905OdixXbMHjx_8jBpr0lj31r-glBLJPCtQc8dqSw95gp/s1600/tumblr_m8p2fq4owD1rd12bio1_500.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj8ETCUgE9WI9OHMsI0lfKWUulBsR_dra5Ld4yde5iSjPFzD966cW2Bx9JBi8iryTjohbGOflFkv43uF9kHeh1rkH4sbUzQkNZ905OdixXbMHjx_8jBpr0lj31r-glBLJPCtQc8dqSw95gp/s200/tumblr_m8p2fq4owD1rd12bio1_500.jpg&quot; width=&quot;132&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;NOW = AGORA&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A mente é um instrumento incrível se usado corretamente. Se usada incorretamente, entretanto, se torna muito destrutiva. Conhecer a si mesmo como ser por baixo do pensador, a calma por baixo do barulho mental, o amor e o prazer por baixo da dor, é liberdade. Tédio, raiva, tristeza, medo não são estados seus, não são pessoais. Eles são condições da mente humana. Eles vêm e vão.&amp;nbsp;&lt;i&gt;Nada do que vem e vai é quem você.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Existem vários vídeos dele no YouTube. Indicamos então, esta seguinte lista de alguns de seus vídeos de poucos minutos, que trazem pensamentos que podem ser libertadoras de sentimentos como ansiedade e sofrimento, pra você e pessoas próximas, direta ou indiretamente. Abra a mente para ouvir!&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;b&gt;1) A origem do ego&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; class=&quot;YOUTUBE-iframe-video&quot; data-thumbnail-src=&quot;https://i.ytimg.com/vi/QjmqANtj1MM/0.jpg&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://www.youtube.com/embed/QjmqANtj1MM?feature=player_embedded&quot; width=&quot;320&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;b&gt;2)&amp;nbsp;Imitando os exemplos de Cristo e de Buda - Como usar o sofrimento&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; class=&quot;YOUTUBE-iframe-video&quot; data-thumbnail-src=&quot;https://i.ytimg.com/vi/IYnOHsKmS4M/0.jpg&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://www.youtube.com/embed/IYnOHsKmS4M?feature=player_embedded&quot; width=&quot;320&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;b&gt;3) A voz na cabeça&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; class=&quot;YOUTUBE-iframe-video&quot; data-thumbnail-src=&quot;https://i.ytimg.com/vi/v6npTD05y4Y/0.jpg&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://www.youtube.com/embed/v6npTD05y4Y?feature=player_embedded&quot; width=&quot;320&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;b&gt;4)&amp;nbsp;A presença nos relacionamentos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; class=&quot;YOUTUBE-iframe-video&quot; data-thumbnail-src=&quot;https://i.ytimg.com/vi/JvzFhpCCPNM/0.jpg&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://www.youtube.com/embed/JvzFhpCCPNM?feature=player_embedded&quot; width=&quot;320&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;b&gt;5) Aceitando o presente&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; class=&quot;YOUTUBE-iframe-video&quot; data-thumbnail-src=&quot;https://i.ytimg.com/vi/BWCy-5-U8Jw/0.jpg&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://www.youtube.com/embed/BWCy-5-U8Jw?feature=player_embedded&quot; width=&quot;320&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;b&gt;6) Praticando a presença&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; class=&quot;YOUTUBE-iframe-video&quot; data-thumbnail-src=&quot;https://i.ytimg.com/vi/cy8kcRrvC-M/0.jpg&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://www.youtube.com/embed/cy8kcRrvC-M?feature=player_embedded&quot; width=&quot;320&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Aonde você estiver, esteja totalmente presente!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Obras:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;ul&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjkEeart2E3Yw_zLbV7MB6D9Hs1R-smBjXCVlJzouDvJC6i53H124uN2prS8wa4lsE9bSSRSmvt9YNU5BrHKsbF25eiF4u-WHPj-94jCZ1ZMO3wZn10OIyQFx2hsHs4A-EFePmJ6-J_Nnbf/s1600/Download-O-Poder-Do-Agora-Eckhart-Tolle-em-ePUB-mobi-e-PDF.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjkEeart2E3Yw_zLbV7MB6D9Hs1R-smBjXCVlJzouDvJC6i53H124uN2prS8wa4lsE9bSSRSmvt9YNU5BrHKsbF25eiF4u-WHPj-94jCZ1ZMO3wZn10OIyQFx2hsHs4A-EFePmJ6-J_Nnbf/s200/Download-O-Poder-Do-Agora-Eckhart-Tolle-em-ePUB-mobi-e-PDF.jpg&quot; width=&quot;133&quot; /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href=&quot;http://www.luzdegaia.org/downloads/livros/diversos/O_Poder_do_Agora_Eckhart_Tolle.pdf&quot;&gt;O poder do agora: guia para o crescimento espiritual (2001) - DOWNLOAD (PDF);&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;A prática do poder do agora: meditações, exercícios e trechos essenciais (2002);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;A voz da serenidade (2003);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Um novo mundo: O despertar de uma nova consciência.(2007)&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Guardiões do ser (2009);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;O silêncio no mundo: lições do retiro de Findhorn (2011).&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;div&gt;
&lt;b&gt;+ Vídeos de Eckhart Tolle:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=oOHZR7pzg5M&quot;&gt;Sobre o Ego e a Queda&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=btLo-bxy9kM&quot;&gt;Emoções&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=FiQjv-s0L2k&quot;&gt;O Sentido do Ser&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=pNwD_gWgh0I&quot;&gt;Drama vs O Agora&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=uqDWEy6ks0Q&quot;&gt;A sabedoria na vida diária&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=lG4ggC4qhSo&quot;&gt;Relação de amor unilateral&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=ecqVkilZWRI&quot;&gt;O que é meditação?&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;div&gt;
&lt;b&gt;*Leia também:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.psicosmica.com/2014/08/seus-pensamentos-nao-sao-voce.html&quot;&gt;- Seus pensamentos não são você!&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicosmica.blogspot.com/feeds/6300639813308969893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2016/01/libertar-se-do-sofrimento-ao-aceitar-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/6300639813308969893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/6300639813308969893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2016/01/libertar-se-do-sofrimento-ao-aceitar-o.html' title='Libertar-se do sofrimento ao aceitar o presente, por Eckhart Tolle (lista de vídeos)'/><author><name>Isabela F. Meira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01072540044269191591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsEOi1ueDf352aMYQsM9Kb05D5e540CGukGqvCFo-zcGw5n-keV2By__RDjC4Oi2SEjfAkxhMCgA5WHXskJE1eUCcEhblbf8d38UMnoHx1jXvNDND_iZshef51zpNy1e8/s113/IMG-20150412-WA0008.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg-wGVz1YOvWkIfFGC4R5fZcnGN_vTlA1-nURsyprHl2VHPDnHbS7TXotsmv4QlcM128jxmVNblHs3YG9R3cy8u-Wb3lSENjafLVH2BlluvvsgmbA73B-xnx5u9oi_AHzf9GDrHfE90sG4N/s72-c/eckhart-tolle.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6290240982532497453.post-7047823723484083384</id><published>2015-09-11T16:08:00.002-03:00</published><updated>2015-09-11T16:08:58.317-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="debates"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="gênero"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="reflexão"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sociedade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="teorias"/><title type='text'>Gênero: abordagens teóricas e o Conceito na perspectiva de Joan Scott</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiXbquybThLaecuPq1t4Li02dCffdP4gDljwKFuZ2CFLEJ5I56itoxWzv747RXN7uRCHKAjW41kAELEdm4LbD8Lkw_4buigx1yBQyEQrjaSNHvQMLPE5EUyN_F4pjN4ivGZoS4WdQgj9g_a/s1600/O-g%25C3%25AAnero-do-c%25C3%25A9rebro-%25C3%25A9-muito-mais-flex%25C3%25ADvel-do-que-o-imaginado-720x320.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;88&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiXbquybThLaecuPq1t4Li02dCffdP4gDljwKFuZ2CFLEJ5I56itoxWzv747RXN7uRCHKAjW41kAELEdm4LbD8Lkw_4buigx1yBQyEQrjaSNHvQMLPE5EUyN_F4pjN4ivGZoS4WdQgj9g_a/s200/O-g%25C3%25AAnero-do-c%25C3%25A9rebro-%25C3%25A9-muito-mais-flex%25C3%25ADvel-do-que-o-imaginado-720x320.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;De maneira resumida, não pretende esse texto esgotar toda a bibliografia existente hoje sobre o conceito Gênero, já bastante vasta. Vamos elencar alguns pressupostos que norteiam os estudos e compreensão de diversas(os) estudiosas(os), militantes de movimentos nesta fase atual de compreensão da relação Masculino/Feminino.&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A conceituação de Gênero, enquanto possibilidade de &quot;entender processos de construção/reconstrução das práticas das relações sociais, que homens e mulheres desenvolvem/vivenciam no social&quot; (Bandeira e Oliveira, 1990, p.8), tem redundado em algumas questões que precisam ser melhor clareadas. Em primeiro lugar, o conceito tem uma história, pois ao longo dos séculos, as pessoas utilizaram de forma figurada &quot;os termos gramaticais para evocar os traços de caráter ou os traços sexuais&quot; (Scott, 1995, p.72). Assim, já em 1878, Gladstone, citada por Scott, afirmava que &quot;Atena não tinha nada do sexo além do gênero, nada da mulher além da forma&quot; (p. 72).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Recentemente as feministas americanas começaram a utilizar a palavra Gênero no sentido literal, como uma forma de entender, visualizar e referir-se à organização social da relação entre os sexos. Eram tentativas de resistência ao determinismo biológico implícito, por parte destas feministas, presente no uso dos termos como sexo ou diferença sexual. Na verdade queria-se enfatizar o caráter fundamentalmente social das distinções baseadas em sexo. Conforme assinala Scott (1995), citando Davis, &quot;nosso objetivo é descobrir o leque de papéis e de simbolismos sexuais nas diferentes sociedades e períodos, é encontrar qual era o seu sentido e como eles funcionavam para manter a ordem social ou para mudá-la&quot; (p.72).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O Gênero também era visto e proposto por pesquisadores que afirmavam a importância do conceito para transformar os paradigmas no interior de cada disciplina, ou conforme Gordon, Buhle e Dye, citadas por Scott (1995), &quot;inscrever as mulheres na história implica necessariamente a redefinição e o alargamento das noções tradicionais ... não é demais dizer que ainda que as tentativas iniciais tenham sido hesitantes, uma tal metodologia implica não somente uma nova história de mulheres, mas também uma nova história&quot; (p. 73).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Esta afirmação pressuporia uma analogia entre Gênero e Classe e Raça. Para estas pesquisadoras as desigualdades sociais de poder estão organizadas segundo, no mínimo, estes três eixos: Gênero/Raça/ Classe. O problema é que esta articulação pressupõe uma paridade que não existe. Segundo Scott &quot;classe tem seu fundamento na elaborada teoria de Marx (e seus desenvolvimentos ulteriores) sobre a determinação econômica e mudança histórica, &#39;raça&#39; e &#39;gênero&#39; não carregam associações semelhantes&quot; (1995, p.73). O próprio conceito de classe não é unanimidade entre as pesquisadoras(es), pois umas utilizam a referência Marxista, outras(os), a Weberiana. Não existe nem, nesse nível, uma clareza a respeito de Raça e Gênero, nem as desigualdades existentes nas práticas e relações sociais, em relação à assimetria Homem/Mulher e etnia, se dão no mesmo plano de análise das determinações econômicas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
As(os) historiadoras(es) buscam, então, que o conceito de Gênero dê conta de três questões:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;Explicação das continuidades/descontinuidades e dar conta das desigualdades presentes, cias experiências sociais radicalmente diferentes.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Constatação da alta qualidade dos trabalhos sobre a história das mulheres e seu estatuto marginal em relação ao conjunto da disciplina.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Um desafio teórico, exigindo a análise não só da relação entre as experiências masculinas e femininas no passado mas também a ligação entre a história do passado e as práticas históricas atuais.&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiEhmlQ0b61BVa2fhQ7zVZzmAs6C4ey5maJxVeMVtW9-2ZaC5j49V8PgT8xA-XzK3KsNBy4Tho7VbFDLN8OzEo2IwmRHektSJQIekgrrFEMR5SX6eP-M9Oh4khrd6e8Sd2OJ9h3_EMaf3Qw/s1600/sexo-natural-gc3aanero-cultural-1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiEhmlQ0b61BVa2fhQ7zVZzmAs6C4ey5maJxVeMVtW9-2ZaC5j49V8PgT8xA-XzK3KsNBy4Tho7VbFDLN8OzEo2IwmRHektSJQIekgrrFEMR5SX6eP-M9Oh4khrd6e8Sd2OJ9h3_EMaf3Qw/s200/sexo-natural-gc3aanero-cultural-1.jpg&quot; width=&quot;134&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Mas, nem só de teoria vive a história e as tentativas de conceituar o termo Gênero; muitas vezes, tais tentativas não saíam dos quadros da Academia e apresentavam &quot;tendência a incluir generalizações redutivas ou demasiadamente simples, que se opõem não apenas à compreensão que a história como disciplina tem sobre a complexidade do processo de causação social, mas também aos compromissos feministas com análises que levam à mudança&quot; Scott (1995, p.74). Mais do que isso, não levavam em conta o engajamento do movimento feminista, suas lutas e estudos, na elaboração das análises.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
As teorias hoje existentes sobre Gênero se colocam dentro de duas categorias.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Uma teoria que explica o conceito de forma essencialmente descritiva, sem interpretar e atribuir causalidade.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Neste âmbito estão os estudos recentes do uso do Gênero, que acabaram virando sinônimo de Mulher. Onde se lia antes Mulheres, agora leia-se Gênero. Essa utilização acaba por dar uma conotação mais objetiva e neutra (não nos esqueçamos do significado de neutro no dicionário) do que as Mulheres. A tentativa acaba descartando a participação e experiência do movimento feminista, dissociando Ciências e Política. Não implica também uma tomada de posição sobre a assimetria de poder, nem designa a parte lesada. Inclui as Mulheres sem as nomear! Lembremo-nos do que diz Lacan de que a mulher não existe, estando no campo do inominável, ou seja fora da linguagem.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Outras teorias explicam o Gênero para sugerir que as informações a respeito das mulheres são necessariamente informações sobre os homens, que um implica o estudo do outro. Esse uso insiste na ideia de que o mundo de mulheres faz parte do mundo dos homens, que ele é criado dentro e por esse mundo. Rejeita-se assim as esferas separadas, as justificativas biológicas. O Gênero seria uma forma de indicar construções sociais. Assim, gênero seria, &quot;segundo esta definição, uma categoria social imposta sobre um corpo sexuado&quot; (Gates, citada por Scott, 1995, p. 75).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Usar Gênero assim pressupõe todo um sistema de relações que pode incluir o sexo, mas que não é diretamente determinado pelo sexo nem determina diretamente a sexualidade. Coloca-se aqui então o desafio de reconciliar a teoria com a história, que trata das experiências e estudos específicos. Como articular teoria, concebida em termos gerais e universais, com a especificidade de condição feminina?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
As(os) historiadoras(es) feministas realizam abordagens sobre o Gênero que podem ser resumidas em três posições teóricas:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;Esforço inteiramente feminista que tenta explicar as origens do Patriarcado.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Discussões dentro da tradição marxista.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Inspira-se nas várias escolas de Psicanálise para explicar a produção e a reprodução da Identidade de Gênero do sujeito, dividida entre o Pós-estruturalismo francês e as teorias anglo-americanas das relações de objeto.&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Diante do exposto, chegamos à necessidade - e indo pelo conceito expresso por Scott - de entender que o termo &quot;gênero é um elemento constitutivo das relações sociais baseado nas diferenças percebidas entre os sexos...&lt;b&gt; o gênero é uma forma primária de dar significado às relações de poder&lt;/b&gt;&quot; (1995, p.86).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Poderíamos enfrentar a explicação do conceito Gênero das mais variadas formas e sob os mais variados prismas teóricos. Preferimos, nessa primeira aproximação da temática, expor as questões que envolvem a sua conceituação e sua aplicação aos movimentos e à Academia, bem como as teorias que embasam cada uma das utilizações. No entanto, achamos que a conceituação de Scott sobre Gênero é a que pode ser mais utilizada neste momento, por englobar vários componentes, que açambarcariam melhor o termo. Embora também seja uma das explicações e o saber tem que existir para ser transformado/construído/reconstruído incessantemente, num movimento de busca das singularidades sociais e pessoais dentro da subjetividade capitalística como Guattari mostra (Guattari e Rolnik, 1986).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjq-X4kN-TixTKCpv6aE5cXG0LEZBb5OLnlz7wUv6EcpGrorqO9i0l3KukGt17wfXNAQxo-7FUs129CRNy40uIY7Vgfy9sOgXlFWgjHRPjSyuh3RpvCrk3OdsW-p4OX3UD5HF8W4HjR4rkI/s1600/curta-o-genero.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;125&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjq-X4kN-TixTKCpv6aE5cXG0LEZBb5OLnlz7wUv6EcpGrorqO9i0l3KukGt17wfXNAQxo-7FUs129CRNy40uIY7Vgfy9sOgXlFWgjHRPjSyuh3RpvCrk3OdsW-p4OX3UD5HF8W4HjR4rkI/s200/curta-o-genero.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Esmiuçando a conceituação de Gênero de Scott, vemos que esta definição constitui-se de duas partes e várias subpartes. Assim, os elementos constitutivos em relação à primeira parte da definição de que o &quot;gênero é um elemento constitutivo das relações sociais baseado nas diferenças percebidas entre os sexos&quot; (1995, p. 86), implica quatro elementos relacionados entre si:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
1- &amp;nbsp;&quot;Símbolos culturalmente disponíveis que evocam representações simbólicas (e com frequências contraditórias)&quot; (Scott, 1995, p.86) como, por exemplo, Maria e Eva - a pureza e a sujeira... As apresentações desses símbolos podem propiciar múltiplas interpretações, mas são contidas em interpretações binárias, a partir de explicações culturais.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
2- &amp;nbsp;&quot;Conceitos normativos que expressam interpretações dos significados dos símbolos, que tentam limitar e conter as suas possibilidades metafóricas. Esses conceitos estão expressos nas doutrinas religiosas, educativas, científicas, políticas ou jurídicas e tomam a forma típica de uma oposição binária fixa que afirma de maneira categórica e inequívoca o significado do homem e da mulher, do masculino e do feminino&quot; (Scott, 1995, p. 86), via rejeição ou repressão de outras formas. Assim, por exemplo, a virilidade é associada ao Masculino e a feminilidade ao Feminino. Um homem não pode ter um comportamento mais dócil/emotivo, que automaticamente será rotulado de afeminado. Outro exemplo é o da pessoa que não se situa nem como masculino, nem como feminino, em termos de opções sexuais.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
3- &amp;nbsp;&quot;A noção de fixidez ... que leva à aparência de uma permanência intemporal na representação binária dos gênero&quot; (Scott, 1995 p.87). A maioria dos estudos, além de apresentar a dialética da história e das práticas sociais nas suas análises, não incluem a noção de político, compreendendo esse político como a resistência ou coerção a que foram sujeitas as mulheres, principalmente para ficarem fora da história. Um exemplo disso é a volta do uso do véu preto, cobrindo o rosto das mulheres iranianas, após a tomada do poder pelo Aiatolá Khomeini. Seria necessário incluir, na noção de Gênero, a noção de político, tanto em relação às Instituições, como em relação às organizações sociais, ou seja, a atuação no Macrossocial também é importante.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
4- A noção de Identidade Subjetiva. Como as Identidades de Gênero são construídas, a partir de formação de conceitos/preconceitos imaginária e simbolicamente. A partir da compreensão da Linguagem enquanto elemento formador e constitutivo do Psiquismo, bem como os símbolos, que prendem os sujeitos a formas normativas de exercer a sua subjetividade. Como trabalha, por exemplo, a Educação diferenciada, existente no seio de nossa sociedade hoje, constituindo formas específicas de internalização de valores grupais e sociais. Como viver o exercício da sexualidade amarrado aos conceitos de papéis sexuais, de masculino/feminino, de normalidade e anormalidade, de pureza e sujeira. Basta nos recordarmos dos significados/tipos de mulher, que o dicionário nos presenteou, colocado por nós neste texto. Se a concepção de Mulher é de ser ou santa ou puta, onde fica o livre exercício de cidadania e o exercício dos desejos? Assim também, se é verdade o que Lacan coloca de que o &quot;Inconsciente tem uma sintaxe particular, sendo estruturado como uma linguagem&quot; (Cesarotto e Leite, 1992, p.55), coloca a mulher fora do nominável, já que a Língua é construída no masculino. Pensar e repensar estas questões são fundamentais em relação a todas as culturas, dentro de uma análise que permita entender a construção dessas representações historicamente situadas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A segunda parte da definição de Scott, de que &quot;o Gênero é uma forma primária de significar as relações de poder&quot; (1995, p.88), a leva a citar Godelier que aponta: &quot;...não é a sexualidade que assombra a sociedade, mas antes a sociedade que assombra a sexualidade do corpo. As diferenças entre os corpos, relacionadas ao sexo, são constantemente solicitadas a testemunhar as relações sociais e as realidades que não têm nada a ver com a sexualidade. Não somente testemunhar, mas testemunhar para, ou seja, legitimar&quot; (p.89).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Assim, em lugar de nos perguntarmos sobre o que é Gênero ou Gênero, o que é isso?, será que não deveríamos buscar a compreensão de como esta denominação está se Construindo/Desconstruindo?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Desse pequeno apanhado surgem, como certas, mais do que certezas, inúmeras incertezas e possíveis pistas necessárias para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária nas suas diferenças, semelhanças e multiplicidades. Enfrentarmos a reflexão aqui colocada, é um desafio para todas(os) nós. Essa discussão/compreensão acompanha todos os níveis da sociedade e nos envolve a todos. No campo da Academia está o desafio de resgatarmos o conhecimento de uma forma a inserir essa reflexão no seio de todas as disciplinas. Assim a Gramática, a Medicina, o Direito, a Biologia etc. surgem como saberes a serem problematizados. No seio dos movimentos está a necessidade de refletir sobre nossa história, que faz parte da História, de aprender/compreender a importância destas colocações aqui sumariamente ainda esboçadas. Este é o nosso desafio!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;Referência:&lt;/b&gt; GUEDES,&amp;nbsp;Mª Eunice Figueiredo.&lt;b&gt;&amp;nbsp;Gênero, o que é isso?&lt;/b&gt;. Psicol. cienc. prof. vol.15 no.1-3 Brasília, 1995.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;Fonte:&lt;/b&gt; &lt;a href=&quot;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S1414-98931995000100002&quot;&gt;Scielo&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicosmica.blogspot.com/feeds/7047823723484083384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/09/genero-abordagens-teoricas-e-o-conceito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/7047823723484083384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/7047823723484083384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/09/genero-abordagens-teoricas-e-o-conceito.html' title='Gênero: abordagens teóricas e o Conceito na perspectiva de Joan Scott'/><author><name>Isabela F. Meira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01072540044269191591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsEOi1ueDf352aMYQsM9Kb05D5e540CGukGqvCFo-zcGw5n-keV2By__RDjC4Oi2SEjfAkxhMCgA5WHXskJE1eUCcEhblbf8d38UMnoHx1jXvNDND_iZshef51zpNy1e8/s113/IMG-20150412-WA0008.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiXbquybThLaecuPq1t4Li02dCffdP4gDljwKFuZ2CFLEJ5I56itoxWzv747RXN7uRCHKAjW41kAELEdm4LbD8Lkw_4buigx1yBQyEQrjaSNHvQMLPE5EUyN_F4pjN4ivGZoS4WdQgj9g_a/s72-c/O-g%25C3%25AAnero-do-c%25C3%25A9rebro-%25C3%25A9-muito-mais-flex%25C3%25ADvel-do-que-o-imaginado-720x320.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6290240982532497453.post-7067610622060550514</id><published>2015-08-21T15:40:00.000-03:00</published><updated>2015-08-22T20:00:22.119-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="atualidade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cultura"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="debates"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="entrevistas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="reflexão"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sociedade"/><title type='text'>O banqueiro dos pobres, Muhammad Yunus, propõe uma nova lógica</title><content type='html'>&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: right; margin-left: 1em; text-align: right;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgTUc4P0rxBrlHqm6wSSeKefT0Y1yK26I3cUX0mWCgVfdb6r5U9c7uqdvVkbQIDgMFk38M72Al3SAHtw8nTS7-b-WOKS_wEcsd4PEyuwV0KR-oBUN05kr-SlM5tdJYHPwrZneIfFmfogoUj/s1600/trip245-yunus-0004.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgTUc4P0rxBrlHqm6wSSeKefT0Y1yK26I3cUX0mWCgVfdb6r5U9c7uqdvVkbQIDgMFk38M72Al3SAHtw8nTS7-b-WOKS_wEcsd4PEyuwV0KR-oBUN05kr-SlM5tdJYHPwrZneIfFmfogoUj/s320/trip245-yunus-0004.jpg&quot; width=&quot;318&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Muhammad Yunus, 2015.&lt;i&gt; Fonte: Revista Trip&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O economista Muhammad Yunus é conhecido no mundo todo como “o banqueiro dos pobres”. Por meio do Grameen Bank, que ele fundou em 1983 em Bangladesh, Yunus espalhou em escala internacional o conceito do microcrédito: empréstimos feitos, sem garantias ou papéis, a gente pobre que nunca antes teve acesso ao sistema bancário. Tal fomento ao empreendedorismo, sobretudo entre mulheres, e seus resultados efetivos lhe renderam, entre outros prêmios, o Nobel da Paz em 2006. Também transformaram Yunus em um dos oradores mais requisitados do planeta, inclusive em eventos lotados de empresários e banqueiros que ele critica sem censura.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Há dois meses ele esteve no Brasil para promover a Yunus Negócios Sociais, braço brasileiro da Yunus Social Business Global Initiatives, espécie de incubadora de negócios sociais – como são chamadas empresas criadas para resolver problemas sociais, e não exatamente gerar lucro para acionistas. Durante a passagem por São Paulo, ele falou sobre essa trajetória e sua crença de que esse tipo de negócio é um modo eficaz de repensar o sistema econômico vigente – do qual critica a concentração de renda em níveis absurdos e a própria lógica de que as pessoas precisam passar a vida procurando emprego. “O ser humano não nasceu para isso”, diz ele, um defensor pioneiro da ideia, tão em voga hoje, de que é melhor seguir o próprio caminho do que ser um funcionário.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;u&gt;Um novo capitalismo&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
“Há 85 pessoas no mundo que têm mais da metade de toda a riqueza do planeta. Já a metade mais pobre da população mundial detém menos de 1% desses recursos. Que mundo é esse? Minha luta tem sido contra essa estrutura. As pessoas não podem fazer nada além de tocar o barco como foi concebido. Luto por uma nova máquina, por alternativas, por um movimento contrário. A estrutura que existe não vai resolver nosso problema. A disparidade de renda só piora, a riqueza se concentra em pouquíssimas mãos. Conheço empresa que ficou cem vezes maior em sete anos, e o número de funcionários só diminui. Inclusive por causa de tecnologia, eficiência. O que vai acontecer com todas essas pessoas sem trabalho? Se a Europa, a parte mais próspera do mundo, vive isso, o que acontece em economias menores? Temos que redesenhar o sistema capitalista. Tudo o que dizem é ‘faça dinheiro, seja feliz’. Mas aí você ganha us$ 1 bilhão e não faz nada pelos outros. Para que serve us$ 1 bilhão? ‘Ah, dei emprego a muita gente.’ Sim, e pegou a riqueza para você. Concentração é tudo o que você produziu.”&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgP-F3mAtNxQP22hyRvru8UmzfWQIYYj1IjQDYH2OnqbzWUnNsc1oL5TEKKCNnu4_j-n-bRVwTnaEPo4DLmjUR_AOhXLJClUQtgz7mqDUoPxNq88-oWc3ePw-3Y_Ap3uvYP7_14fkZtAzI0/s1600/trip245-yunus-0002.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgP-F3mAtNxQP22hyRvru8UmzfWQIYYj1IjQDYH2OnqbzWUnNsc1oL5TEKKCNnu4_j-n-bRVwTnaEPo4DLmjUR_AOhXLJClUQtgz7mqDUoPxNq88-oWc3ePw-3Y_Ap3uvYP7_14fkZtAzI0/s1600/trip245-yunus-0002.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Yunus em 1976, quando começou as ações que deram forma ao Grameen Bank&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;u&gt;Emprego: Esqueça essa ideia&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
“Uma questão essencial está na ideia de emprego. Quem disse que nascemos para procurar emprego? A escola? Os professores? Os livros? Sua religião? Seus pais? Alguém colocou isso na cabeça das pessoas. O sistema educacional repete: ‘você tem que trabalhar duro’. Seres humanos não nasceram pra isso. O ser humano é cheio de poder criativo, mas o sistema o reduz a mero trabalhador, capaz de fazer trabalhos repetitivos. Isso é vergonhoso, está errado. As pessoas precisam crescer sabendo que é uma opção se tornar empregado, mas que existe a possibilidade de ser empreendedor, seguir o próprio caminho. É arriscado, incerto, há frustrações, mas é bem mais estimulante. Arrumar emprego é o que é seguro, garantido. Mas sua vida será limitada ao que decidirem por você.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;u&gt;Teoria versus Realidade&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
“Meu pai era um pequeno comerciante. Admirava a educação, mas não pôde ir além do oitavo ano na escola. Minha mãe foi até o quarto ano. Somos sete irmãos e duas irmãs, e todos decidimos por conta própria o que fazer. Oportunidades surgiram, empregos me foram oferecidos, e eu não aceitei. O único emprego que tive foi o de professor – porque eu queria ensinar. Não me empolgou a possibilidade de carreira, salário, mas o espaço para pensar, criar. E, quando chegou a hora, comecei o negócio do microcrédito. O isolamento da universidade sempre me irritou. Qual a utilidade do conhecimento se ele não chega às pessoas? Em Bangladesh, tínhamos pessoas morrendo de fome. Faz sentido ensinar teorias tão bonitas, das quais somos tão orgulhosos, e elas não terem o menor significado na vida de quem não pode comer? Há muitas maneiras de morrer, mas a fome é uma das mais dolorosas. Lidar com teorias econômicas diante de pessoas morrendo assim era uma piada.”&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjxtvBNv4H2EXFMTQytGT6Cp1UVcQBPEo7UpPXQQaaP8GruTGL2i8T4pgsS4Ud5NyS6Ew3efrgQJa-ULc6fRr5GsGdG9_4bjfhp0KMLQPUezTH1mQgTlqMI26VmwOkh38O6ugxkVGUQe7O8/s1600/trip245-yunus-0003.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjxtvBNv4H2EXFMTQytGT6Cp1UVcQBPEo7UpPXQQaaP8GruTGL2i8T4pgsS4Ud5NyS6Ew3efrgQJa-ULc6fRr5GsGdG9_4bjfhp0KMLQPUezTH1mQgTlqMI26VmwOkh38O6ugxkVGUQe7O8/s1600/trip245-yunus-0003.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Com mulheres de Bangladesh, nos anos 1980.&lt;br /&gt;
Foi para artesãs que ele concedeu os primeiros empréstimos, no valor de US$ 27&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;u&gt;Contra os bancos&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
“Fico furioso com agiotagem. Como um ser humano pode ser tão cruel com outro? Vi situações dramáticas de pessoas devendo dinheiro. Então comecei a emprestar, para que parassem de procurar exploradores. Eram quantias mínimas – o primeiro empréstimo foi de us$ 27. O problema é que meu dinheiro foi acabando. Fui a uma agência bancária no próprio campus da universidade onde eu lecionava e pedi ajuda ao gerente. A resposta: ‘Isso é problema seu’. Começou aí meu confronto com bancos. Ouvi explicações absurdas sobre por que não dar crédito a gente pobre. Até que entendi: eu deveria ter um banco. Um banco que fizesse um bom trabalho pelas pessoas. Foi o que inventei em 1983: o Grameen Bank. Diziam que era um fenômeno local, que só funcionaria em Bangladesh. Fomos à Malásia, a convite de pessoas de lá, e deu certo. Disseram: ‘é um fenômeno de países muçulmanos’. Fomos às Filipinas, país católico. Passaram a dizer: ‘é um fenômeno asiático’. Explicações e mais explicações vieram, sempre para proteger a ideia de que o sistema continua certo – e você apenas inventou algo que não vale para o mundo. Em 2006 vem o prêmio Nobel. Nem assim o sistema muda.”&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;u&gt;Desenvolvimento?&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
“Na crise de 2008, eu estava em Nova York. Vendo as notícias sobre o colapso, os escândalos, lembrei daquele gerente que procurei e pensei: quem merece crédito, afinal? Quem está dando calote? Os pobres a quem empresto dinheiro me devolvem cada centavo. Temos oito agências em Nova York, com 30 mil clientes, e nenhuma inadimplência. Então, por que continuar teimando? Por que ensinar na universidade o que é sistema bancário sem se perguntar por que mais da metade da população do planeta não tem nada a ver com bancos? Construir rodovias é medida de desenvolvimento? Para mim, não existe desenvolvimento se pessoas têm uma única muda de roupa. Ou se só fazem uma refeição ao dia.”&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;u&gt;Resolvendo problemas&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
“Em determinada época, percebi que crianças de muitas famílias não conseguiam enxergar à noite. Vi isso em diferentes lugares: crianças que não veem nada depois que o sol se põe. Médicos me disseram: ‘Isso é uma doença chamada cegueira noturna, causada por falta de vitamina A. Se tomarem comprimidos ou tiverem alimentação rica em vegetais, voltam a enxergar’. Voltei a algumas famílias e expliquei a importância de comer vegetais. ‘Ah, não é simples encontrar vegetais’, diziam. Tive a ideia de vender pequenos pacotes de sementes, a 1 centavo. Gradualmente, foram comprando e plantando. O Grameen Group passou a ter um negócio de sementes. Em sete anos, nos tornamos o maior vendedor de sementes do país. E a cegueira noturna foi erradicada. É essa a ideia do negócio social.”&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhMuExgY_ZVHwbvG6b_7wT1N2iZR3rU5VxHjO0uCahCgWOmq_YwsOgGOyz-ePlDe5EPDrq3iz1a4fzvT1X4c7_lRg3o2CEGOlVtxHlEb-XLE45HB3ZHoPL1RmpPDIeDHsX7EhMXBe_cJABu/s1600/trip245-yunus-0001.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhMuExgY_ZVHwbvG6b_7wT1N2iZR3rU5VxHjO0uCahCgWOmq_YwsOgGOyz-ePlDe5EPDrq3iz1a4fzvT1X4c7_lRg3o2CEGOlVtxHlEb-XLE45HB3ZHoPL1RmpPDIeDHsX7EhMXBe_cJABu/s1600/trip245-yunus-0001.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Yunus durante uma palestra do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, em 2010&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;u&gt;Isso é negócio, sim&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
“Muita gente diz que isso não é um negócio de verdade. Se não tem lucro, não é negócio. De onde vem essa definição? É negócio, sim. É decisão minha não ter lucro. Se a teoria não se encaixa no que eu criei, não sou eu quem está errado; é a teoria. O capitalismo é uma ideia maravilhosa, porque dá opções. O problema está na ideia de que é preciso maximizar lucros e que só isso é aceitável como negócio. Não somos robôs fazedores de dinheiro. A vida não pode ser reduzida a uma busca egoísta como essa. Outra lógica é possível e há empresas interessadas. O chairman da Danone me procurou dizendo que queria resgatar os ideais de seu pai – e não apenas tocar uma corporação mais preocupada com o valor das ações. Nasceu aí um negócio social: um iogurte muito barato, com os nutrientes de que uma criança precisa diariamente, vendido de porta em porta, por gente que não tinha trabalho em Bangladesh. A Danone não terá lucro com isso: apenas recupera o que foi investido e nada mais. Você pode não morrer de amores por esse modelo – e eu quero discussão, quero ouvir críticas. Mas não pode simplesmente dizer ‘não funciona’ ou ‘não é real’.”&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;u&gt;Novas gerações&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
“Tenho falado muito, em diferentes países, a convite de empresários, banqueiros. Então creio que estejam prestando atenção ao que eu digo. Se me odiassem, me manteriam longe. Não odeio os banqueiros, as pessoas, apenas digo: ‘Não é possível continuar agindo assim’. E estão entendendo. Talvez ainda haja uma diferença entre a imagem pública e o que pensam. Muitos chegam em casa e são criticados pelos filhos. Porque as novas gerações estão espalhando essas mensagens. Viajo muito, é uma rotina corrida, mas a energia das pessoas, particularmente as mais jovens, me renova. Quando vejo essa gente respondendo ao que digo, se inspirando, querendo fazer alguma coisa, tudo faz sentido. Quando estou longe de casa, no Brasil, na Colômbia, no Chile ou na China, e vejo que as pessoas conhecem o que eu disse, o que eu fiz, esqueço as horas de sono perdidas, o jetlag. São sementes sendo espalhadas, que um dia vão germinar. Algumas podem se tornar árvores gigantes. Quem sabe?”&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;Fonte:&lt;/b&gt; &lt;a href=&quot;http://revistatrip.uol.com.br/revista/245/reportagens/o-banqueiro-dos-pobres-muhammad-yunus-propoe-uma-nova-logica.html&quot;&gt;Revista Trip&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicosmica.blogspot.com/feeds/7067610622060550514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/08/o-banqueiro-dos-pobres-muhammad-yunus.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/7067610622060550514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/7067610622060550514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/08/o-banqueiro-dos-pobres-muhammad-yunus.html' title='O banqueiro dos pobres, Muhammad Yunus, propõe uma nova lógica'/><author><name>Isabela F. Meira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01072540044269191591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsEOi1ueDf352aMYQsM9Kb05D5e540CGukGqvCFo-zcGw5n-keV2By__RDjC4Oi2SEjfAkxhMCgA5WHXskJE1eUCcEhblbf8d38UMnoHx1jXvNDND_iZshef51zpNy1e8/s113/IMG-20150412-WA0008.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgTUc4P0rxBrlHqm6wSSeKefT0Y1yK26I3cUX0mWCgVfdb6r5U9c7uqdvVkbQIDgMFk38M72Al3SAHtw8nTS7-b-WOKS_wEcsd4PEyuwV0KR-oBUN05kr-SlM5tdJYHPwrZneIfFmfogoUj/s72-c/trip245-yunus-0004.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6290240982532497453.post-7767027100182747141</id><published>2015-08-11T18:09:00.000-03:00</published><updated>2015-08-12T14:34:25.925-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="campanhas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="eventos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="famílias"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="filmes"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="gênero"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vídeos"/><title type='text'>Campanha &#39;Pai Não é Visita!&#39;</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgEIEU7wRfIptGY9UbCtNnsU15jmWAnKBL6ygm2DWUUrlK4PUzV9fqLZDoj7IZaMCIIqtErCbqmN3TjGQ8i6CybbOR2PNrKlhLCPUo6NPALdWYUqfsoThwsmXHHdpTZWXwSbEDvThpbk8DX/s1600/INSTAGRAM+SEM+DATA+2.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;199&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgEIEU7wRfIptGY9UbCtNnsU15jmWAnKBL6ygm2DWUUrlK4PUzV9fqLZDoj7IZaMCIIqtErCbqmN3TjGQ8i6CybbOR2PNrKlhLCPUo6NPALdWYUqfsoThwsmXHHdpTZWXwSbEDvThpbk8DX/s200/INSTAGRAM+SEM+DATA+2.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;De acordo com a Lei Federal nº 11.108, desde 7 de abril de 2005, deve ser garantido o direito das&lt;span id=&quot;goog_597907269&quot;&gt;&lt;/span&gt; mulheres a ter um/a acompanhante, independente do sexo, durante o pré-parto, parto e pós-parto imediato. O acompanhante deve ser escolhido pela mulher. Porém, algumas instituições e profissionais de saúde têm muita resistência em cumprir a lei, principalmente quando o acompanhante é um homem, mesmo esse sendo o pai da criança.&lt;br /&gt;
&lt;span id=&quot;goog_597907268&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Assim, desde 2006, a Campanha ‘Pai Não é Visita! Pelo Direito de ser acompanhante!&#39; promovida pelo &lt;a href=&quot;http://www.papai.org.br/&quot;&gt;Instituto Papai&lt;/a&gt; e pelo &lt;a href=&quot;http://www.genero.org.br/&quot;&gt;Grupo de Estudos em Gênero e Masculinidades (Gema/UFPE)&lt;/a&gt;, tem como propósito defender o pleno cumprimento da lei, exigindo dos governos municipais, estaduais e federal o compromisso de garantir condições estruturais nas maternidades para que o direito ao acompanhante seja respeitado...&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Além disso, a campanha discute a importância e incentiva uma maior participação dos pais no acompanhamento da gestação, no momento do parto e nascimento, assim como nos outros momentos da vida do filho;, visto que o envolvimento paterno desde os primeiros momentos contribui significativamente para que a experiência de cuidado infantil seja compartilhada de maneira mais igualitária entre pais e mães, criando mais satisfação para ambos e gerando muita aprendizagem para o casal.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrEfVxkhEF-TCgwhGotJ6W5OpXmWNemRwXx2ZOVUG8As0Naob2pkzlPjEzgUF3ncE0txD1NTXLFIFWOdWQw_Me5R4ebgvbVi3_AYYKHnBYiHj92as61BvwWhWDTitnHcTA-kq7FYf1VusH/s1600/11811540_1156809774334876_5213820141667080701_n.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrEfVxkhEF-TCgwhGotJ6W5OpXmWNemRwXx2ZOVUG8As0Naob2pkzlPjEzgUF3ncE0txD1NTXLFIFWOdWQw_Me5R4ebgvbVi3_AYYKHnBYiHj92as61BvwWhWDTitnHcTA-kq7FYf1VusH/s200/11811540_1156809774334876_5213820141667080701_n.png&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;A presença do/a acompanhante escolhido pela gestante é recomendação da Organização Mundial de Saúde quando o assunto é humanização do parto e nascimento, e sabe-se que quando o acompanhante é o próprio pai da criança, os benefícios são inúmeros. A presença de alguém de confiança da gestante no momento do parto inibe situações de violência obstétrica e aumenta a confiança e bem estar da mulher, o que pode inclusive favorecer o processo fisiológico do parto, gerando bons indicadores de saúde, podendo assim, diminuir o tempo de internação e recuperação da mulher.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A gravidez e os cuidados infantis, quando vivenciados em parceria, geram benefícios principalmente para os filhos, mas também para a mãe e para o pai. Juntos podem compartilhar suas dúvidas, enfrentar seus medos e inseguranças em relação à maternidade e paternidade e fortificar o vínculo familiar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Entretanto, apesar da Lei completar 10 anos em 2015, o avanço tem sido lento, e o descumprimento ainda é constante na maioria das maternidades. O maior empecilho para o cumprimento da lei vem sendo a resistência dos médicos e profissionais de saúde que ainda precisam ser sensibilizados para a questão e a falta de estrutura ou espaço das maternidades. Apesar da reconhecida importância da participação dos pais nesse momento muitos profissionais de saúde, apoiados em uma visão machista sobre a participação dos homens no cuidado, ainda não os veem como aliados. Muitos afirmam que “homem nessas horas só atrapalha” ou que nas enfermarias coletivas, onde por vezes não há nenhuma separação entre os leitos, a presença de um homem é uma ameaça à privacidade das outras mulheres. Vale ressaltar que o descumprimento da lei acontece não só na rede pública mas também nas maternidades privadas, que por vezes cobram uma taxa extra para a presença do acompanhante. O que é proibido por lei.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhDr9IuA6c2NN0kiLzaaCe3UXRi8fd_NMG7s0fr8u4_pLOwEn5BxP1Zp_jNn50vjh_LbfES7fWvCruknc543JSB5DxLIOUXHfSMCI7qUzipnOdMmIMkA7u1GSSpELdqcuAsgUanJs1bKFei/s1600/CARTAZ+SEM+DATA+2.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhDr9IuA6c2NN0kiLzaaCe3UXRi8fd_NMG7s0fr8u4_pLOwEn5BxP1Zp_jNn50vjh_LbfES7fWvCruknc543JSB5DxLIOUXHfSMCI7qUzipnOdMmIMkA7u1GSSpELdqcuAsgUanJs1bKFei/s200/CARTAZ+SEM+DATA+2.jpg&quot; width=&quot;132&quot; /&gt;&lt;/a&gt;No ano de 2015, a Campanha ‘Pai Não é Visita’ marca os dez anos da Lei do Acompanhante realizando várias ações no mês de agosto. O destaque é o lançamento do documentário ‘Pai Não é Visita! Pelo direito de ser acompanhante’, que aconteceu no dia 8 de agosto (véspera do dia dos pais), na Livraria Cultura do Paço Alfândega, e será exibido novamente dia 29 de agosto na Praça da Várzea, em Recife. A produção é uma realização do Instituto Papai e GEMA/UFPE em parceria com a Sétima Arte Cinema. O maior objetivo é sensibilizar o público, sobretudo profissionais e gestores da saúde, sobre a importância e repercussões da participação do pai no parto/nascimento. A expectativa é de que o material possa ser utilizado em eventos de formação de profissionais de saúde.&amp;nbsp;O documentário na íntegra será lançado no Youtube apenas em 2016.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, ainda no mês de agosto, também ocorrerá o &lt;b&gt;Seminário Paternidade e Cuidado nos Serviços de Saúde&lt;/b&gt; (dia 24 de agosto na UFPE), que tem como foco sensibilizar profissionais de saúde para a temática. Para mais informações sobre o seminário, enviar e-mail para: &lt;a href=&quot;mailto:paternidadeseminario@gmail.com&quot;&gt;paternidadeseminario@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Para que seja possível a construção de uma sociedade mais justa do ponto de vista de gênero, é preciso romper certos padrões culturais sexistas que muitas vezes orientam práticas restritivas nas instituições de saúde e regulam o exercício do cuidado por parte dos homens.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Trailer do documentário &#39;Pai Não é Visita! Pelo direito de ser acompanhante!&#39;:&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; class=&quot;YOUTUBE-iframe-video&quot; data-thumbnail-src=&quot;https://i.ytimg.com/vi/Qid1I0QeDt8/0.jpg&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://www.youtube.com/embed/Qid1I0QeDt8?feature=player_embedded&quot; width=&quot;320&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicosmica.blogspot.com/feeds/7767027100182747141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/08/campanha-pai-nao-e-visita.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/7767027100182747141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/7767027100182747141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/08/campanha-pai-nao-e-visita.html' title='Campanha &#39;Pai Não é Visita!&#39;'/><author><name>Isabela F. Meira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01072540044269191591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsEOi1ueDf352aMYQsM9Kb05D5e540CGukGqvCFo-zcGw5n-keV2By__RDjC4Oi2SEjfAkxhMCgA5WHXskJE1eUCcEhblbf8d38UMnoHx1jXvNDND_iZshef51zpNy1e8/s113/IMG-20150412-WA0008.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgEIEU7wRfIptGY9UbCtNnsU15jmWAnKBL6ygm2DWUUrlK4PUzV9fqLZDoj7IZaMCIIqtErCbqmN3TjGQ8i6CybbOR2PNrKlhLCPUo6NPALdWYUqfsoThwsmXHHdpTZWXwSbEDvThpbk8DX/s72-c/INSTAGRAM+SEM+DATA+2.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6290240982532497453.post-2314988638733934361</id><published>2015-07-31T16:16:00.000-03:00</published><updated>2015-07-31T16:18:32.418-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="gênero"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sociedade"/><title type='text'>Gênero e Identidade de Gênero na dimensão de corpo</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiRE4xpQCvKYV6lh2F-jf3PELKnLFHsJMFf_l4RSsP7PP9NOP0gCsCp5M0wFvHzqWxfsMBMXnukqF40hy7uRC-pndk7R3Z3L2XyC4nIBxZZii1YbBMmNoa5jShsviAZFWmEuX2NRzCAP9NM/s1600/wpid-topic.jpeg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;133&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiRE4xpQCvKYV6lh2F-jf3PELKnLFHsJMFf_l4RSsP7PP9NOP0gCsCp5M0wFvHzqWxfsMBMXnukqF40hy7uRC-pndk7R3Z3L2XyC4nIBxZZii1YbBMmNoa5jShsviAZFWmEuX2NRzCAP9NM/s200/wpid-topic.jpeg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;O corpo humano é objeto de significados e significantes social e culturalmente atribuídos ao longo da história da humanidade. Tais significados e significantes referem-se aos padrões de interpretação sobre homens e mulheres nos contextos das sociedades em que vivem num determinado tempo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O corpo expressa a cultura de uma sociedade pelos diferentes signos que lhe são atribuídos: beleza, força, determinação, fragilidade, sabedoria, normalidade, anormalidade.&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nos primórdios da humanidade pouco se conhecia sobre o corpo biológico e sua constituição física. O corpo humano era visto como um corpo que organizava as funções sociais de homens e mulheres numa determinada sociedade, e até os dias atuais continua sendo assim. A definição dos papéis masculinos e femininos tem relação com o corpo biológico, particularmente o corpo da mulher em relação à função da reprodução da humanidade.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiNxZyavdoJUxJiUv_3xLSXvySVXG9n_iNQysrOZd3vtEcmStm625jmXJaf6QiyY_SsaVdq_QkdCYdrkYz0fkYWxhdqYiVjsci4eEJBjrJR-sQTgnkm9fQ4FgVKmHW86-_j4dQrW-bHYyrA/s1600/genr.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;133&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiNxZyavdoJUxJiUv_3xLSXvySVXG9n_iNQysrOZd3vtEcmStm625jmXJaf6QiyY_SsaVdq_QkdCYdrkYz0fkYWxhdqYiVjsci4eEJBjrJR-sQTgnkm9fQ4FgVKmHW86-_j4dQrW-bHYyrA/s200/genr.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Nas sociedades antigas, os homens ocupavam o topo da hierarquia e a interpretação dada ao corpo humano era para explicar e justificar esse poder. Na atualidade, mesmo com as mudanças ocorridas com a inserção da mulher no mundo público e a ascensão feminina a espaços de poder na hierarquia social, ainda predomina a imagem masculina como centro e topo do poder social.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O corpo masculino significando força e determinação. O corpo feminino fragilidade e proteção. Foucault destacou que no século XVIII devido às mudanças no saber médico, os corpos e seu funcionamento passaram a ser objeto da ciência médica, o olhar sobre o visível e o invisível, sobre doença e saúde.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Segundo Foucault (1980a), a medicina contemporânea fixa para si própria como data de nascimento o final do século XVIII devido às mudanças na estrutura do saber médico. Essa nova estrutura consiste, principalmente, em uma nova maneira de olhar e falar sobre os corpos e seu funcionamento, sobre a doença e a saúde (VIEIRA, 2002, p.19).&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O corpo é um lugar de controle social. Em Vigiar e Punir (1997) e História da Sexualidade (2007), Foucault destacou: “nossos corpos são treinados, moldados e marcados pelo cunho das formas históricas predominantemente de individualidade, desejo, masculinidade e feminidade”. Foucault (1987) ao tratar das relações de poder enfatizou que o poder existente nas relações humanas se dá a partir do corpo, sendo este objeto de dominação e de submissão. Ele analisou as múltiplas relações de poder que existem em nossa sociedade a partir das relações existentes nas instituições e entre as instituições e as pessoas, relações essas que Foucault nomeia de ‘micropoderes’ que são construídos também por meio da disciplina dos corpos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Particularmente em relação à saúde do corpo humano essa relação de micropoder é essencial para o domínio das diferentes concepções de formas de viver e de relacionar-se com o corpo. O corpo humano é ao mesmo tempo objeto e sujeito desse poder, lócus da disciplina, que impõe uma relação de dominação e docilidade.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiuhvgzVU6fXiUpdGWGxTshijwOdE_t3VRXmYrmzqvdgm9VvOsWWORlTEe3kLnDnmp2WeeX301Dni5afoeVDLrZ-d_hrHFeSoJSq1gUnUduccfNgmgYo9MmvYkiatV5KjXyx-GelRGpsnp2/s1600/Viol%25C3%25AAncia%252Bde%252BG%25C3%25AAnero.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;158&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiuhvgzVU6fXiUpdGWGxTshijwOdE_t3VRXmYrmzqvdgm9VvOsWWORlTEe3kLnDnmp2WeeX301Dni5afoeVDLrZ-d_hrHFeSoJSq1gUnUduccfNgmgYo9MmvYkiatV5KjXyx-GelRGpsnp2/s200/Viol%25C3%25AAncia%252Bde%252BG%25C3%25AAnero.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Enfim, pode-se constatar que a regulação da sexualidade passa pela disciplina dos corpos, pelo poder existente nas relações de gênero, pelo saber da medicina, pelo cuidado dos corpos pelos profissionais de saúde, pelas representações dos corpos, em especial, pelos médicos, que com seus saberes e práticas inscrevem normas e julgamentos morais sobre a conduta humana, particularmente sobre a mulher.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Na verdade, a sexualidade humana é regulada pelos processos de normatização ditados pela cultura e pela socialização das práticas no corpo. As práticas sociais desempenham papel de organização, regulação e legitimação das práticas sexuais, inclusive por meio dos saberes da ciência como a medicina, a pedagogia e o direito. Essa legitimação na saúde se expressa particularmente nas práticas dos profissionais de saúde e na medicalização dos corpos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Os comportamentos e as práticas sexuais constituem um conjunto de experiências e vivências humanas enquanto seres sociais e individuais, e vários fatores contribuem para essa experiência, como, por exemplo, a história de vida da pessoa, a classe social a qual pertence, a raça/etnia, a orientação sexual, a geração, a família, a religião, os padrões culturais da sociedade em que vive, e por fim, a representação que cada indivíduo tem do seu próprio corpo e sobre sexualidade. O comportamento sexual de cada pessoa é construído ao longo de sua vida, e pode sofrer mudanças, tanto na prática quando na identidade sexual. A prática sexual individual pode modificar-se a partir do status social, da condição civil, da idade, do gênero e da orientação sexual, e inclusive por motivos de limitações provocadas por adoecimentos, sejam temporários ou permanentes. Os discursos sobre as práticas sexuais e as práticas de saúde expressam como o corpo é o lócus principal das representações sociais sobre sexualidade. Foucault (1987) refere-se ao corpo inteligível, que compreende o corpo físico e as interpretações e ideologias do sujeito desse corpo:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Hoje, o discurso sobre sexualidade na medicina está disperso e fragmentado em diferentes abordagens sendo que todas elas buscam explicações no corpo físico, nas definições baseadas na bipolaridade – normal/anormal e saudável/doente. A medicina ao buscar no corpo biológico explicações para a sexualidade reforça como normais àquelas que correspondem ao campo da reprodução humana e da heterossexualização. Manifestações da sexualidade tidas como desviantes, como, por exemplo, a homossexualidade e a transexualidade. Pesquisas foram realizadas para saber se havia diferenciação hormonal entre os heterossexuais e os homossexuais. Até pouco tempo a homossexualidade era considerada uma doença e tinha código de identificação de doença – CID - para classificar a anomalia.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgjPv92byFy7HjidnY93R2rNdDkVSb7VNEXBI34nbMyTciXlPGJym9VuERwy0qHMwGLoyfS0zOjCtl7aO5Ec-yDuH_v2WSOmvIGoQFPSEqafZw7Xqi63j8iSJqEo5jj5L5AkdBq9mAUb8J6/s1600/identidade_genero.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgjPv92byFy7HjidnY93R2rNdDkVSb7VNEXBI34nbMyTciXlPGJym9VuERwy0qHMwGLoyfS0zOjCtl7aO5Ec-yDuH_v2WSOmvIGoQFPSEqafZw7Xqi63j8iSJqEo5jj5L5AkdBq9mAUb8J6/s200/identidade_genero.jpg&quot; width=&quot;185&quot; /&gt;&lt;/a&gt;A sexualidade humana tem como base a binaridade sexual: masculino e feminino que se expressam e são identificadas como: heterossexual (atração pelo sexo oposto); homossexual (atração pelo mesmo sexo); bissexual (atração pelos dois sexos); transexual (que passa de um sexo para o outro) e intersexual (portador de características de ambos os sexos). As práticas e identidades sexuais vão além dessas classificações e expressam como homens e mulheres vivenciam suas sexualidades em determinados momentos e culturas. Parker (2000) destaca:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&quot;As práticas de saúde têm sido um espaço de medicalização do cuidado a partir do saber médico e da visão do corpo biológico, muitas vezes desconhecendo práticas de cuidado inerentes ao cotidiano de mulheres e homens, reforçando os modelos da assimetria de classe, gênero, raça/etnia numa perspectiva subordinadora e não emancipatória. Tornam-se práticas prescritivas e autoritárias.&quot;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
As representações sociais sobre corpo e sexualidade dos profissionais de saúde estão presentes nas suas práticas de saúde e nas suas falas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://moodle.uerj.unasus.gov.br/aimoodle/cursos/lgbt/unidade01/livro01/Genero_Identidade_Genero_dimensao_corpo.pdf&quot;&gt;Texto&lt;/a&gt; de&amp;nbsp;&lt;b&gt;Kátia Maria Barreto Souto.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicosmica.blogspot.com/feeds/2314988638733934361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/07/genero-e-identidade-de-genero-na.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/2314988638733934361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/2314988638733934361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/07/genero-e-identidade-de-genero-na.html' title='Gênero e Identidade de Gênero na dimensão de corpo'/><author><name>Isabela F. Meira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01072540044269191591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsEOi1ueDf352aMYQsM9Kb05D5e540CGukGqvCFo-zcGw5n-keV2By__RDjC4Oi2SEjfAkxhMCgA5WHXskJE1eUCcEhblbf8d38UMnoHx1jXvNDND_iZshef51zpNy1e8/s113/IMG-20150412-WA0008.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiRE4xpQCvKYV6lh2F-jf3PELKnLFHsJMFf_l4RSsP7PP9NOP0gCsCp5M0wFvHzqWxfsMBMXnukqF40hy7uRC-pndk7R3Z3L2XyC4nIBxZZii1YbBMmNoa5jShsviAZFWmEuX2NRzCAP9NM/s72-c/wpid-topic.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6290240982532497453.post-7065647814385178125</id><published>2015-07-06T20:33:00.000-03:00</published><updated>2015-07-21T23:50:34.886-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cultura"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="debates"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="política"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicologia social"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sociedade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="textos"/><title type='text'>Modelo Social de Deficiência</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrC-_CNL7yeS65g_6UxdKAHliPSSKc6KM7teQczBay0GwLZzguYOkesSWOR_D0liVyrOOV4uaeyFzf-LeHeorW6TFXKLkgP2T_EU01thyjL2gjJRQOwBw8hyphenhypheniv__lDnlLNXtKHvypd-7qL/s1600/cad9.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrC-_CNL7yeS65g_6UxdKAHliPSSKc6KM7teQczBay0GwLZzguYOkesSWOR_D0liVyrOOV4uaeyFzf-LeHeorW6TFXKLkgP2T_EU01thyjL2gjJRQOwBw8hyphenhypheniv__lDnlLNXtKHvypd-7qL/s200/cad9.jpg&quot; width=&quot;185&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Este é um resumo do 2º capítulo (Modelo social da deficiência) do livro &quot;O que é deficiência?&quot;, da Coleção Primeiros Passos. Paul Hunt, sociólogo e deficiente físico, foi um dos precursores do modelo social da deficiência. Seus primeiros escritos buscavam a compreensão do fenômeno sociológico da deficiência partindo do conceito de “estigma” de Erving Goffman, que dizia que “os corpos são espaços demarcados por sinais que antecipam papéis a serem exercidos pelos indivíduos”. Valores simbólicos estariam associados aos sinais corporais, sendo a deficiência um dos atributos que mais interessavam os teóricos do estigma.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A deficiência era entendida como uma lesão que impõe restrições à participação social de uma pessoa. No texto, esse conceito é ampliado, passando a compreender não apenas o corpo com lesão, mas também a estrutura social que oprime a pessoa deficiente. O primeiro desafio foi o de desconstruir e desafiar a hegemonia biomédica dominante, aproximando os estudos sobre deficiência de outros saberes já consolidados, como os estudos culturais e feministas. Resultando disso, abriu-se um debate sobre como descrever a deficiência em termos políticos, e não mais apenas de diagnóstico.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Para os primeiros estudiosos, a linguagem referente ao tema estava carregada de violência, estigma e discriminação. Um dos poucos consensos no campo foi de que termos como “aleijado”, “manco”, “retardado”, “pessoa especial”, dentre outros, deveriam ser abandonados, abrindo espaço aos termos/categoria de “pessoa deficiente”, “pessoa com deficiência” e “deficiente”. Há um debate sobre cada uma dessas expressões. A opção por “pessoa deficiente” ou simplesmente “deficiente” demonstra a deficiência como uma característica individual e como parte constitutiva da identidade das pessoas, não apenas como um mero detalhe.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Esse é campo de estudo é um campo pouco explorado, com poucos cientistas sociais dedicando-se ao tema, pela deficiência ainda ser considerada uma tragédia pessoal, e não uma questão de justiça social, além do fato de a deficiência ainda não ter se libertado totalmente da autoridade biomédica. Um dos escritos de maior impacto de Hunt foi uma carta que remetida ao jornal inglês The Guardian, em 1972, em que chamava atenção ao fato de pessoas deficientes estarem sendo mantidas isoladas em instituições sem as menores condições, sujeitas a autoritarismo e a cruéis regimes. Propôs, então, a formação de um grupo de pessoas que levasse ao parlamento a ideia dessas pessoas que viviam nessas instituições. Ele não imaginava que sua carta teria tanta repercussão e impacto: várias pessoas responderam, formando um grupo de deficientes, que em quatro anos organizou-se como a primeira organização política desse tipo: a Liga dos Lesados Físicos Contra a Segregação (Upias).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Michael Oliver foi um dos deficientes físicos que respondeu a carta de Hunt. Sociólogo, é considerado um dos precursores e principais idealizadores do modelo social da deficiência. Outros sociólogos deficientes que contribuíram e fizeram parte do grupo inicial de formação da Upias foram Paul Abberley e Vic Finkelstein.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Já existiam instituições para cegos, surdos e pessoas com restrições cognitivas há mais de dois séculos, além de instituições onde pessoas com diferentes lesões eram internadas e abandonadas. Porém, a Upias foi a primeira organização política sobre deficiência a ser formada e gerenciada por deficientes. As outras que existiam antes eram instituições para deficientes onde se confinavam pessoas com diferentes lesões físicas ou mentais, cuidando delas e oferecendo educação, em geral com o objetivo de afastar as pessoas com lesões do convívio social ou de “normalizá-las” para devolvê-las à família e a sociedade.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
“A originalidade da Upias não foi somente ser uma entidade de e para deficientes, mas também ter articulado uma resistência política e intelectual ao modelo médico de compreensão da deficiência”. A Upias constituiu-se, primeiramente, como uma rede política em que o principal objetivo era questionar a compreensão tradicional e biomédica da deficiência, onde via-se a deficiência como natural da lesão de um corpo, onde a pessoa deficiente deve ser objeto de cuidados biomédicos. A proposta foi de que a deficiência não deveria ser entendida como uma “tragédia pessoal”, mas sim como uma questão social.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A Upias trazia uma estratégia provocativa, pois tirava do sujeito a responsabilidade pela opressão experimentada pelos deficientes e a transferia para a incapacidade social em prever e lidar com a diversidade. Provocaram, então, uma reviravolta no debate biomédico, ao redefinir lesão e deficiência em termos sociológicos, e não mais estritamente biomédicos. Os deficientes viviam encarcerados, ao invés de internados para tratamento. Ou seja, a experiência de “deficiência” não era resultado de suas lesões, mas sim do ambiente social hostil à essa diversidade física. O objetivo principal era redefinir a deficiência em termos de exclusão social, passando a ser entendida como uma forma particular de opressão social, como as sofridas por outros grupos minoritários que também carregam estigmas, como mulheres, negros, e outros.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O marco teórico dos sociólogos deficientes criadores da Upias foi o ‘materialismo histórico’, que os conduziu a formulação da tese política de que a discriminação pela deficiência era uma forma de opressão social, definindo essa opressão sofrida pelos deficientes como uma “situação coletiva de discriminação institucionalizada”. “Seria um corpo com lesão que limitaria a participação social ou seriam os contextos pouco sensíveis a diversidade o que segregaria o deficiente?” O desafio estava lançado: avaliar se a experiência opressiva e exclusiva decorria das limitações físicas (como a biomedicina defendia) ou se seria resultado de organizações sociais e políticas insensíveis a diversidade corporal.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh0j1-0L4zjIGD_M-U9DR9HvxFq0PI_UBo7P_fPxX8krH1GBzPv01xe9ycocFCxakatEbYC81t1sgW_e1cJVXHP3kFsgrCIxITSEhktpc9aQmwvk0hIKp5ma-HuZyYUCagOmKaNj3mOjYcq/s1600/inclu2_0.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;135&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh0j1-0L4zjIGD_M-U9DR9HvxFq0PI_UBo7P_fPxX8krH1GBzPv01xe9ycocFCxakatEbYC81t1sgW_e1cJVXHP3kFsgrCIxITSEhktpc9aQmwvk0hIKp5ma-HuZyYUCagOmKaNj3mOjYcq/s200/inclu2_0.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;A Upias então, propôs, a definição de deficiência como “desvantagem ou restrição de atividade provocada pela organização social contemporânea, que pouco ou nada considera aqueles que possuem lesões físicas e os exclui das principais atividades da vida social”. A lesão seria um dado corporal isento de valor, e a deficiência o resultado da interação desse corpo com lesão em uma sociedade discriminatória. Retirando o sentido pejorativo das lesões, a Upias aproximou os deficientes das outras minorias sociais.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Dentre os objetivos da Upias estavam: 1) diferenciar natureza de sociedade, visto que a opressão não era resultado da lesão, mas sim da sociedade excludente, tendo deficiência como discriminação social, denunciando as construções sociológicas que descreviam a lesão como desvantagem natural. 2) assumir a deficiência como questão sociológica (deficiência não mais como desigualdade natural, mas como opressão exercida sobre o corpo deficiente). Dessa forma, a deficiência não deveria restringir-se aos saberes biomédicos, mas abranger principalmente ações políticas e de intervenção do Estado. Esses dois objetivos ampliaram o caminho para um novo olhar sobre a deficiência. As alternativas para acabar com a segregação não viriam dos recursos biomédicos, mas sim das ações políticas capazes de denunciar a ideologia opressivas aos deficientes. Ao afirmar que essa resposta estava na política e na sociologia, nenhum dos teóricos negou ou recusou os benefícios e avanços biomédicos para o tratamento do corpo com lesões; porém, era preciso ir além da medicalização da lesão e atingir as políticas públicas para deficientes. Assim, lesão e deficiência foram separados radicalmente, ficando a lesão como objeto das ações biomédicas no corpo, e a deficiência como questão da ordem dos direitos, justiça social e políticas públicas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Como conceito político, deficiência passou a expressar a desvantagem social sofrida pelas pessoas com diferentes lesões. O objetivo não era transformar o vocabulário por questões estéticas, mas politiza-lo retirando expressões que não estivessem de acordo com a proposta do modelo social. A ideia era de mostrar que, independente das lesões, havia um fator que unia todos os deficientes: a experiência da opressão. Assim, deficiência é entendida como experiência de opressão, compartilhada por pessoas de diferentes lesões.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Era preciso também responder a questão sobre “quem se beneficiaria com a segregação dos deficientes?” e a resposta foi “o capitalismo”. Assim, segundo Harlan Hann, “a deficiência é aquilo que a política diz que seja”. O modelo médico (ainda hoje hegemônico para as políticas voltadas para os deficientes) afirmava que a experiência de segregação, desemprego, baixa escolaridade, dentre outras variações da opressão, era causada pela inabilidade do deficiente para o trabalho produtivo. Se para eles, o problema estava na lesão, para o modelo social, a deficiencia era o resultado desse ordenamento político e econômico capitalista, que pressupunha um ideal de sujeito produtivo. Para o modelo médico, lesão levava a deficiência; para o modelo social, sistemas sociais opressivos levavam pessoas com lesões a experimentarem a deficiência. Os dois modelos concordavam em um ponto: a lesão deveria receber os cuidados biomédicos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Abberley, um dos principais teóricos da tese da opressão pela deficiência, tinha um duplo objetivo: diferenciar opressão de exploração, e apresentar a lesão como uma consequência previsível do capitalismo. Ele afirmava que a relação de causalidade deveria ser capitalismo-lesão-deficiência, e não lesão-deficiência-segregação. Para embasar isso, utilizou o argumento biomédico de que grande parte dos casos de artrite era motivado por desgaste no trabalho. Propões então, um argumento bipartido, entendido como fundamento do modelo social: primeiramente, não se deve explicar o fenômeno da deficiência pela esfera natural ou individual, mas pelo contexto socioeconômico no qual as pessoas com lesão vivem. Segundo, é preciso estender os conceitos de lesão e deficiência a outros grupos sociais, como os idosos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Dessa forma, Abberley mostrava que a lesão não era aquela “tragédia pessoal”, mas resultado da organização social do trabalho, ampliando a compreensão do significado da lesão de forma a torna-la um fato inclusive previsível na vida social. “A ideia não era abandonar o acaso como agente provocador das lesões, mas mostrar que aquilo que mais causava lesões era exatamente o sistema ideológico que oprimia os deficientes, isto é, o capitalismo”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ainda assim, sempre houve e ainda há uma crença altamente difundida de que a lesão representa “a desvantagem real e natural”, ou seja, a desvantagem provocada pela lesão é universal, absoluta e independente dos arranjos sociais. Crença essa que dificultava que houvesse um consenso político de que a biologia não determina a desvantagem social no campo da deficiência, diferenciando a opressão sofrida pelos deficientes da opressão sofrida por outros grupos minoritários, como as mulheres e os negros, onde nas discussões sobre desigualdade de gênero, há um consenso de que a biologia não determina a desvantagem social, como no campo da deficiência.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Abberley propôs, então, uma teoria social da lesão, cujo fundamento era a estrutura do capitalismo, em especial o ordenamento social em torno do trabalho produtivo. O objetivo era assumir que o corpo era um espaço de expressão da desigualdade que precisava ser colocado no centro dos debates sobre justiça social para os deficientes. Para essa teoria, o exemplo da artrite era paradigmático, pois as pessoas eram produtivas, sem lesões, e após anos de sujeição a trabalho mecânico, adquiriram lesões e experimentaram a deficiência. Abberley também incluiu na categoria de deficientes os idosos, o que significou uma desconstrução da simbologia hegemônica do deficiente. A aproximação da deficiência ao envelhecimento foi um argumento estratégico de desconstrução simbólica que pressupunha a representação de outras formas de deficiência.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A partir disso, Abberley teve o argumento de que a lesão não é mais só algo inesperado, mas também recorrente do ciclo da vida humana. O objetivo era político: ampliando-se o grupo a ser representado, retirava-se a deficiência da esfera do inesperado e reconheciam-se as demandas dos deficientes como demandas de justiça social.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Como resultado, a teoria da deficiência como opressão é construída em cinco argumentos: 1) a ênfase nas origens sociais das lesões; 2) o reconhecimento das diversas desvantagens provocadas nas pessoas com lesões, bem como a resistência a tais desvantagens; 3) a origem social da lesão e as desvantagens sofridas pelos deficientes são produtos históricos, não resultados da natureza; 4) reconhecimento do valor da vida dos deficientes, e a crítica à produção social das lesões; 5) adoção de uma perspectiva política capaz de garantir justiça aos deficientes.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjK4HKSd6CrupEsFyVM687k7dutchQD3KqTK8ad3QC6kBTEcCjeicWEUVm9VBUtzxLLAohetkGFzJe0OLIII_vEQXkB1DvE3bQcSJ5VptYthcP_uy5wyc46Epi6yOLugd5GvRccukbEu4Vp/s1600/deficiencia.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;158&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjK4HKSd6CrupEsFyVM687k7dutchQD3KqTK8ad3QC6kBTEcCjeicWEUVm9VBUtzxLLAohetkGFzJe0OLIII_vEQXkB1DvE3bQcSJ5VptYthcP_uy5wyc46Epi6yOLugd5GvRccukbEu4Vp/s200/deficiencia.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;“Essa teoria de Abberley tanto respondia à pergunta inicial que motivou a formação da Upias – por que os deficientes são excluídos da sociedade? – quanto lançava luzes sobre a maneira de romper esse processo de exclusão”.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;Referência:&lt;/b&gt; DINIZ, Debora. &lt;b&gt;O que é deficiência?&lt;/b&gt; São Paulo: Brasiliense, 2007. 96 p.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicosmica.blogspot.com/feeds/7065647814385178125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/07/modelo-social-de-deficiencia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/7065647814385178125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/7065647814385178125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/07/modelo-social-de-deficiencia.html' title='Modelo Social de Deficiência'/><author><name>Isabela F. Meira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01072540044269191591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsEOi1ueDf352aMYQsM9Kb05D5e540CGukGqvCFo-zcGw5n-keV2By__RDjC4Oi2SEjfAkxhMCgA5WHXskJE1eUCcEhblbf8d38UMnoHx1jXvNDND_iZshef51zpNy1e8/s113/IMG-20150412-WA0008.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrC-_CNL7yeS65g_6UxdKAHliPSSKc6KM7teQczBay0GwLZzguYOkesSWOR_D0liVyrOOV4uaeyFzf-LeHeorW6TFXKLkgP2T_EU01thyjL2gjJRQOwBw8hyphenhypheniv__lDnlLNXtKHvypd-7qL/s72-c/cad9.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6290240982532497453.post-3031278611264011277</id><published>2015-06-07T15:06:00.001-03:00</published><updated>2015-07-31T11:09:58.648-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="atualidade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cultura"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="debates"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="gênero"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="reflexão"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="saúde"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sociedade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vídeos"/><title type='text'>Psicologia e o enfrentamento à homofobia</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgNn3DgxjjgSsD4-f7bLTHZ3ywre_fYHQR9iZiljXZB2wsOe3XvxOkK-ij4kKOHJm5h74EcL5veHNIluKMEsKpqO8ep0UVtRdSAFok11fhmn5JcDMO2YhjRCDw0Xi8OqIn1KiPuhKgKfPSN/s1600/O-Chofer-de-Madame-%25C3%25A9-contra-qualquer-post-homof%25C3%25B3bico.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;123&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgNn3DgxjjgSsD4-f7bLTHZ3ywre_fYHQR9iZiljXZB2wsOe3XvxOkK-ij4kKOHJm5h74EcL5veHNIluKMEsKpqO8ep0UVtRdSAFok11fhmn5JcDMO2YhjRCDw0Xi8OqIn1KiPuhKgKfPSN/s200/O-Chofer-de-Madame-%25C3%25A9-contra-qualquer-post-homof%25C3%25B3bico.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;A luta contra todas as formas de sofrimento relacionado à orientação sexual e identidade de gênero foi tema de mesa de conversa promovida pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) em Brasília. O debate, transmitido via Internet, contou com a participação de ativistas dos movimentos sociais, que falaram sobre as violências simbólicas e físicas vividas por lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros e pessoas intersexuais e suas relações com a Psicologia. O evento marcou a semana em que se comemorou o Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia, 17 de maio.&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://site.cfp.org.br/17-de-maio-o-mundo-comemora-o-dia-de-luta-contra-a-homofobia/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Apesar de as homossexualidades terem sido despatologizadas ainda na última década do século XX&lt;/a&gt;, estas populações ainda vivem, diariamente, constrangimentos, discriminação e vários tipos de sofrimento. Presente ao debate, Carlos Magno Fonseca, da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), destacou que a sociedade exclui os grupos que fogem à norma da heteronormatividade. “O preconceito é um mecanismo para manter uma sociedade desigual. Estamos em situação de subalternidade dentro desta sociedade. E isso tem o nome de homofobia – ou lesbofobia, gayfobia, pois existem especificidades da manifestação desses preconceitos”, ressaltou.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
“A homofobia está institucionalizada quando o Estado não enxerga as pessoas LGBT como uma população que tem de ter direitos e cidadania, quando o Estado não tem ações afirmativas específicas de empoderamento para esta população”, disse. Fonseca comemorou as vitórias do movimento, mas sublinhou a atuação de um setor conservador da sociedade – com grande representação no Congresso Nacional – que pretende excluir a população LGBT. Ele lembrou, ainda, que não existe no país uma lei que criminalize as pessoas que cometem crime contra as pessoas LGBT, e que, a cada 28 horas, um homossexual é brutalmente assassinado no país (dados do Grupo Gay da Bahia).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_ZNApvUzmeLPgMn70iP1QoEn6QNlUKU9o-F6cpYLe0vxCkkclJXd7xQIvmY-X-6v3bqtc3lHJ8bvYXZshYD4DePDGhq6grnNVPdxNK6XLlnH2usLIhuuhOPzxYgHrt1w6OISipQxK8AE-/s1600/homofobia-1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;140&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_ZNApvUzmeLPgMn70iP1QoEn6QNlUKU9o-F6cpYLe0vxCkkclJXd7xQIvmY-X-6v3bqtc3lHJ8bvYXZshYD4DePDGhq6grnNVPdxNK6XLlnH2usLIhuuhOPzxYgHrt1w6OISipQxK8AE-/s200/homofobia-1.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
No caso das transexualidades, a situação ainda é mais complexa, pois ainda são consideradas doenças. “Temos utilizado os mecanismos de luta para a construção da retirada dessas patologias dos códigos de classificação internacional de doenças e buscado refletir, repensar as nossas práticas profissionais (da Psicologia) no direcionamento da despatologização”, declarou a psicóloga e representante da Comissão de Direitos Humanos do CFP, Rebeca Bussinger, que mediou a mesa.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Para Luciano Palhano, do Instituto Brasileiro de Transmasculinidade (Ibrat), a patologização das identidades transexuais marca a violência institucional e da sociedade perante esta população. “A homofobia se desmembra, e considero que mesmo com esta compreensão é importante marcar o sentido de que pessoas trans também podem sofrer violência dupla, homofóbica e transfóbica, pela questão do estigma. As pessoas trans, inclusive, também podem ser heterossexuais”, explicou. Ele destacou a violência simbólica diária sofrida por esta população nos olhares, gestos, negação de direitos, das identidades e das expressões de gênero. “Essa violência fere e mata, e não pode ser de forma alguma negligenciada. As pessoas trans reorganizam e desordenam a orientação de sexo e gênero, e desorganizar essa lógica é ameaçar a identidade de muitas outras pessoas, mesmo dentro do próprio movimento LGBT, isso faz com que a gente se transforme em alvo de agressão, violência e anulação”, lamenta.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A ativista Andreia Lais Cantelli, da Articulação Nacional das Travestis, Transexuais e Transgêneros do Brasil – ANTRA/PR, concordou ao apontar que a sociedade está historicamente hierarquizada pelo machismo, pela simetria de gênero e sexualidade – homem e mulher – e que existem outras possibilidades de se construir e viver práticas de sexualidade e gênero. Para ela, por não se enquadrar nesses padrões históricos, as pessoas LGBT acabam entrando em processos de exclusão, vulnerabilidade e violência.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ela lembrou que o processo de estigmatização das pessoas transexuais e travestis se inicia já no ambiente familiar e, depois, no ambiente escolar. “As escolas estão preparadas para receber o homem com pênis e a mulher com a vagina. Este espaço não está preparado para receber as pessoas trans, que não aguentam a pressão e a violência e acabam saindo da escola, acabam sendo expulsas desse ambiente. E a escola vai dizer que a pessoa teve a oportunidade mas que ‘quis ir pra rua’. Na verdade, o processo de transfobia foi tão grande que a pessoa não aguentou a pressão e acabou por sair”, lamenta.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Já Luciano Palhano destacou, também, a violência institucionalizada por parte do Estado, com a ausência de pesquisas e políticas públicas, principalmente na área da saúde. “As pessoas não querem compreender como se configura esse corpo, quais são as especificidades que precisam ser tratadas na hormonização, na cirurgia. As pessoas trans vivem hoje no limbo onde o corpo dela não é visto, não é estudado, não é acessado. Mas o nosso lugar não é o limbo, nosso lugar é a cidadania”.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;u&gt;A Psicologia e o atendimento das pessoas LGBT&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O papel da Psicologia e o processo transexualizador foram pontos em comum na fala dos ativistas. Para eles, os (as) profissionais psicólogos (as) devem rever a atuação junto às pessoas LGBT, tomando uma postura de auxílio emocional e psíquico e fugindo de termos e procedimentos que remetem à patologização, seja nos consultórios, na educação, na saúde ou nos serviços públicos em geral. Eles apontaram, ainda, a necessidade da inclusão do debate sobre gênero e sexualidade nos currículos dos cursos de Psicologia no país.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
“Os profissionais da Psicologia não podem reproduzir termos como ‘transtorno’ ou ‘disforia’. Cabe aos psicólogos garantir a autonomia, tentar produzir consciência e parar de reforçar esses termos patologizantes como ‘desconforto com o próprio corpo’”, explicou Palhano. Para ele, o (a) psicólogo (a) não deve atribuir todas as formas de sofrimento à experiência trans. “As pessoas trans vão aos consultórios e todos os sofrimentos, toda a angústia são atribuídos à experiência trans. Mas a pessoa se compõe de várias dimensões e são essas dimensões que precisam ser trabalhadas pelo profissional da Psicologia”, observou, sinalizando que os (as) profissionais precisam adotar a postura do CFP, que é do olhar despatologizante das identidades trans.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiXT4YG4eJ_WNuJQ6dhzmNmfWCZVUVfGQQaf5Hh3ZZr-sni2_05tQef6jYDdDWAGDuTHmFOBzkzETPxvsg95f9HK5QJbsOAgVnOs3akRbwQNBP7ZTSPOUVgzQDBUHp7_EckBXSmAPd5-i_C/s1600/homofobia-mata.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;130&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiXT4YG4eJ_WNuJQ6dhzmNmfWCZVUVfGQQaf5Hh3ZZr-sni2_05tQef6jYDdDWAGDuTHmFOBzkzETPxvsg95f9HK5QJbsOAgVnOs3akRbwQNBP7ZTSPOUVgzQDBUHp7_EckBXSmAPd5-i_C/s200/homofobia-mata.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;“&lt;a href=&quot;http://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2013/09/Nota-t%C3%A9cnica-processo-Trans.pdf&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;A nota técnica do CFP&lt;/a&gt; é bem bacana, com olhar despatologizante em relação a outras categorias, mas não é o suficiente enquanto não fizerem com que esse olhar atravesse os profissionais de todo o país”, disse, solicitando que se criem estratégias para que a postura despatologizante chegue às universidades e serviços públicos em geral.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Para Cantelli, é preciso rever o processo transexualizador no país e o papel da Psicologia neste processo – para ela, uma “máquina de fabricação de corpos”. A representante destacou que as exigências e protocolos a serem cumpridos para o acesso ao sistema transexual no Sistema Único de Saúde acarretam outras formas e processos de violência. “Para que as pessoas transexuais entrem neste processo, devem passar por uma equipe multidisciplinar e ter seus comportamentos enquadrados dentro da norma heteronormativa. Se a pessoa trans possui ‘desvios’ que não correspondem à norma simétrica de gênero, esta pessoa não estará apta a continuar o processo transexualizador, que ainda dá ideia de começo e fim. No final, ela pode ser avaliada como transexual ou não, de acordo com os protocolos da equipe multidisciplinar”, lamenta. Para ela, o prazo para começar e terminar o processo transexualizador parece significar que, no final, a pessoa estaria “curada”.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ela disse, ainda, que o processo transexualizador está preparado para receber apenas as pessoas que estejam dispostas a realizar uma cirurgia de mudança de sexo e que outros serviços, como acompanhamento hormonal, endocrinologia, acompanhamento médico, de orientação, não estão previstos isoladamente pelo SUS. “As pessoas travestis e as pessoas trans são diferentes. Podem ter os mesmos anseios e trajetórias, mas não são iguais. Que os protocolos e atendimentos da Psicologia sejam mais flexíveis e não tão duros quanto é o processo transexualizador, que não contempla as diferentes vivências”, aponta.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Segundo Rebeca Bussinger, os profissionais da Psicologia podem assumir variados papeis na luta pela despatologização e contra as violências homofóbicas e transfóbicas. A mudança, para ela, deve passar pela formação profissional e pelo incentivo a pesquisas acadêmicas. “O profissional da Psicologia pode e deve conhecer não só as suas próprias resoluções, mas também de outras profissões, além daquilo que o movimento social tem pautado, inclusive se articular aos movimentos sociais. Temos o dever e o direito de estar nos espaços de luta brasil afora, trabalhando, pautando, reivindicando, enfim, questionando todos esses pontos”.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;u&gt;&lt;b&gt;Site Despatologização das Identidades Trans e Travestis&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O CFP lançou, também no dia 22, o site especial sobre a Despatologização das Identidades Trans e Travestis, projeto integrante da campanha iniciada em 2014, e que contará com vídeos, links para legislação relacionada (nacional e internacional), área com indicações de blogs/sites de trans que contam suas experiências de vida e transformações, entidades, associações, empresas, fundações amigas da questão da despatologização das identidades trans – além de área destinada a exemplos de atuação alternativa de psicólogos e psicólogas nos ambulatórios e equipes do SUS. &lt;a href=&quot;http://despatologizacao.cfp.org.br/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Conheça o site aqui.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;Assista ao debate:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; class=&quot;YOUTUBE-iframe-video&quot; data-thumbnail-src=&quot;https://i.ytimg.com/vi/G1OCRYAA_9Y/0.jpg&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://www.youtube.com/embed/G1OCRYAA_9Y?feature=player_embedded&quot; width=&quot;320&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;Fonte:&lt;/b&gt; &lt;span id=&quot;goog_1053350512&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id=&quot;goog_1053350513&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://site.cfp.org.br/na-semana-de-luta-contra-a-homofobia-ativistas-debatem-as-violencias-sofridas-pelas-pessoas-lgbt/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;CFP&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicosmica.blogspot.com/feeds/3031278611264011277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/06/psicologia-e-o-enfrentamento-homofobia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/3031278611264011277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/3031278611264011277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/06/psicologia-e-o-enfrentamento-homofobia.html' title='Psicologia e o enfrentamento à homofobia'/><author><name>Isabela F. Meira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01072540044269191591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsEOi1ueDf352aMYQsM9Kb05D5e540CGukGqvCFo-zcGw5n-keV2By__RDjC4Oi2SEjfAkxhMCgA5WHXskJE1eUCcEhblbf8d38UMnoHx1jXvNDND_iZshef51zpNy1e8/s113/IMG-20150412-WA0008.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgNn3DgxjjgSsD4-f7bLTHZ3ywre_fYHQR9iZiljXZB2wsOe3XvxOkK-ij4kKOHJm5h74EcL5veHNIluKMEsKpqO8ep0UVtRdSAFok11fhmn5JcDMO2YhjRCDw0Xi8OqIn1KiPuhKgKfPSN/s72-c/O-Chofer-de-Madame-%25C3%25A9-contra-qualquer-post-homof%25C3%25B3bico.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6290240982532497453.post-5446193481691841686</id><published>2015-05-25T20:06:00.000-03:00</published><updated>2015-07-31T10:51:17.724-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="crianças e adolescentes"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cultura"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="famílias"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="filmes"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="resenhas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="saúde"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vídeos"/><title type='text'>Boyhood sob o olhar da psicologia</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhoRTdrteHrcrbQhaY4I9bbK2RdvGbKwkZ1n6NdHqT65m4Z1-voSQF7XIvyrzf6KCbuYhN-JtB2I1xOj4IsgUVUGM2H4G5fLD4WLgVbf3xa8p8C0KePZ1ALHlmczlmHHYOeoLLPY3YxNmjM/s1600/506729.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhoRTdrteHrcrbQhaY4I9bbK2RdvGbKwkZ1n6NdHqT65m4Z1-voSQF7XIvyrzf6KCbuYhN-JtB2I1xOj4IsgUVUGM2H4G5fLD4WLgVbf3xa8p8C0KePZ1ALHlmczlmHHYOeoLLPY3YxNmjM/s200/506729.jpg&quot; width=&quot;135&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Boyhood poderia chamar-se &quot;A vida como ela é&quot;, pois a trama acompanha o desenvolvimento de Mason, da infância à juventude, retratando mudanças cíclicas que ocorrem na família durante o período. Como tantos outros, Mason é filho de pais divorciados, ele enfrenta as mudanças do entorno e as que ocorrem com ele próprio. Assim, ser e ambiente se influenciam mutuamente, e, transformam-se ao longo desse período, simples assim, exatamente como a vida é.&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Sinopse&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;As alegrias e as armadilhas de crescer são vistos através dos olhos de uma criança chamada Mason (Ellar Coltrane), seus pais e sua irmã (Lorelei Linklater). Vinhetas, filmadas com o mesmo elenco ao longo de 12 anos, capturar as refeições em família, viagens por estrada, festas de aniversário , Formaturas e outros marcos importantes. O filme conta a história de um casal de pais divorciados (Ethan Hawke e Patricia Arquette) que tenta criar seu filho Mason. A narrativa percorre a vida do menino durante um período de doze anos, da infância à juventude, e analisa sua relação com os pais conforme ele vai amadurecendo.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Boyhood aborda relações familiares, afetivas e sociais, desenvolvimento, ciclos familiares, bullying, alcoolismo, violência doméstica, dentre outros temas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não é difícil para o espectador se identificar com alguma passagem do filme. A trama inicia quando o menino tem 6 anos e os pais já estão separados. Fruto de pais imaturos, ele e a irmã vivem as turras, sem que o amor deixe de existir. A mãe, por sua vez, tenta administrar seu lugar de mãe e de mulher, pois sem o suporte do ex-marido, torna-se a única responsável pela administração do lar. Difícil dar conta de cuidar dos filhos e buscar relacionamentos saudáveis.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjmI1GTvFtZJ-z-uK-6Sf0u5goJYmfv9FHGn25Jg4X6K2SjaKX42mSp1Q250Fs7xtjEiMhUVCsAPjnQqfIqKqd8c073dhVjWn15VNxveeUyfCW_WgX5RSyyNYp5xhmlHiQY1HKfdN6-brD-/s1600/Boyhood-Da-Inf%25C3%25A2ncia-%25C3%25A0-Juventude-02-740x1024.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjmI1GTvFtZJ-z-uK-6Sf0u5goJYmfv9FHGn25Jg4X6K2SjaKX42mSp1Q250Fs7xtjEiMhUVCsAPjnQqfIqKqd8c073dhVjWn15VNxveeUyfCW_WgX5RSyyNYp5xhmlHiQY1HKfdN6-brD-/s200/Boyhood-Da-Inf%25C3%25A2ncia-%25C3%25A0-Juventude-02-740x1024.jpg&quot; width=&quot;144&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Quem estuda terapia familiar poderá identificar algumas mudanças no ciclo da vida familiar. Na busca pela construção de uma “família”, a mãe perde a capacidade de perceber relacionamentos saudáveis. Mason sinaliza a questão para mãe, na cena em que ela afirma que está buscando uma família para eles, e, ele responde que eles já são uma família. Esse ideal de família nuclear que ela persegue resulta no envolvimento disfuncional, pois o novo marido é alcoólatra. O pai, por sua vez, retrata a imaturidade de muitos, que não assumem completamente a paternidade. Esporadicamente, ele passa algumas tardes com os filhos, tentando cobrar um diálogo coerente, apesar da distância.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhg7z0ZdR9BRaT5-HP5msvgDbw_1nsG8mae_4cYHWphssZDq-A9n_r68mym5XWdX4BUjyOOmIPhD7UWR6oGQnpeukvNsWwDFYL5qbDAGTC0roUqR2UdKYYxSCvds4y9CrP9VY4bTJyTR2sK/s1600/boyhood-1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;150&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhg7z0ZdR9BRaT5-HP5msvgDbw_1nsG8mae_4cYHWphssZDq-A9n_r68mym5XWdX4BUjyOOmIPhD7UWR6oGQnpeukvNsWwDFYL5qbDAGTC0roUqR2UdKYYxSCvds4y9CrP9VY4bTJyTR2sK/s200/boyhood-1.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Pais e filhos vão amadurecendo diante de nossos olhos, enfrentando mudanças, eventos stressores, crises previsíveis ou não. Mason, por outro lado, enfrenta as crises do próprio desenvolvimento, em paralelo com as mudanças físicas e psicológicas do seu meio. Encontros e desencontros, tóxicos ou nutritivos, perdas e ganhos, amizades, amores, frustrações da infância, da adolescência, da vida adulta, erros e acertos durante um período de vida familiar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aproximações e afastamentos nas relações afetivas, familiares e sociais, intimidade e estranhamento, decisões e indecisões... assim segue o filme, que encanta por sua verdade, revelando as imperfeições que nos tornam humanos, apenas humanos. Vale a pena conferir!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;b&gt;Trailer&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; class=&quot;YOUTUBE-iframe-video&quot; data-thumbnail-src=&quot;https://i.ytimg.com/vi/vsv0HsiZzMw/0.jpg&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://www.youtube.com/embed/vsv0HsiZzMw?feature=player_embedded&quot; width=&quot;320&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;Referência:&lt;/b&gt; &lt;a href=&quot;http://www.psicologiaecinema.com/2015/01/boyhood.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Psicologia &amp;amp; Cinema&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicosmica.blogspot.com/feeds/5446193481691841686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/05/boyhood-sob-o-olhar-da-psicologia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/5446193481691841686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/5446193481691841686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/05/boyhood-sob-o-olhar-da-psicologia.html' title='Boyhood sob o olhar da psicologia'/><author><name>Isabela F. Meira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01072540044269191591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsEOi1ueDf352aMYQsM9Kb05D5e540CGukGqvCFo-zcGw5n-keV2By__RDjC4Oi2SEjfAkxhMCgA5WHXskJE1eUCcEhblbf8d38UMnoHx1jXvNDND_iZshef51zpNy1e8/s113/IMG-20150412-WA0008.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhoRTdrteHrcrbQhaY4I9bbK2RdvGbKwkZ1n6NdHqT65m4Z1-voSQF7XIvyrzf6KCbuYhN-JtB2I1xOj4IsgUVUGM2H4G5fLD4WLgVbf3xa8p8C0KePZ1ALHlmczlmHHYOeoLLPY3YxNmjM/s72-c/506729.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6290240982532497453.post-6728298151877541557</id><published>2015-05-11T21:19:00.000-03:00</published><updated>2015-08-12T14:47:36.236-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="atualidade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ciência"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cognição"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="comportamento"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="neurociência"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pesquisa"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="teorias"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vídeos"/><title type='text'>10 descobertas dos estudos psicológicos</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgW8EtiFLjk089buyQJxsXzNYatQMsfzkek89AeIDtKBXKvzAETdUEnhyphenhyphen0qRFKpfcKblf17IKxZiRcib8fsmwQQ1QUcV0U3mWn5TpQXwIA4ut-wKigtBQywxCQQ_YIQIHISiR8tR8KBZd89/s1600/open_mind___not_finished___by_ikraazy-d55sast.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgW8EtiFLjk089buyQJxsXzNYatQMsfzkek89AeIDtKBXKvzAETdUEnhyphenhyphen0qRFKpfcKblf17IKxZiRcib8fsmwQQ1QUcV0U3mWn5TpQXwIA4ut-wKigtBQywxCQQ_YIQIHISiR8tR8KBZd89/s200/open_mind___not_finished___by_ikraazy-d55sast.jpg&quot; width=&quot;145&quot; /&gt;&lt;/a&gt;A psicologia tem a reputação de ser a ciência do senso comum, ou um campo que simplesmente confirma coisas que já sabemos sobre nós mesmos. Uma forma de combater esse equívoco, explica Jeremy Dean – doutorando em psicologia – é “pensar sobre todas as descobertas inesperadas, surpreendentes, e bastante estranhas que surgiram de estudos de psicologia ao longo dos anos”. Aqui estão dez dos seus exemplos favoritos:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;10. Dissonância cognitiva:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;Esta é talvez uma das descobertas mais estranhas e mais inquietantes da psicologia. A dissonância cognitiva é a ideia de que temos alguma dificuldade para ter duas crenças contraditórias, por isso, inconscientemente, ajustamos uma para torná-la apta com a outra.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
No experiencia clássica, os alunos acham uma tarefa chata mais interessante se eles foram pagos menos para participar. Nosso inconsciente reage tipo assim: Se eu não fiz isso por dinheiro, então eu devo ter feito isso, porque era interessante. Como que por magia, uma tarefa chata se torna mais interessante porque senão eu não posso explicar o meu comportamento.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A razão pela qual isto é perturbador é que nossas mentes estão, provavelmente, realizando esses tipos de racionalizações o tempo todo, sem o nosso conhecimento consciente. Então, como vamos saber o que realmente pensamos?&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgn9YXSt8FPEQ-HjhVVEWRku8eAh_bbyGYZ7uc3Aq_9Xpa-wGgy1x48s-EC9asUtQfoGJdYftV8EWBR2GJBbCGITKTYugK3a7d21UVJVANMxbLIuRlbABAqBoRDC7egssZXzdj5SVi_4db4/s1600/open_your_mind_by_matzu-d3staeb.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;136&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgn9YXSt8FPEQ-HjhVVEWRku8eAh_bbyGYZ7uc3Aq_9Xpa-wGgy1x48s-EC9asUtQfoGJdYftV8EWBR2GJBbCGITKTYugK3a7d21UVJVANMxbLIuRlbABAqBoRDC7egssZXzdj5SVi_4db4/s200/open_your_mind_by_matzu-d3staeb.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;b&gt;09. Alucinações são comuns:&lt;/b&gt; Alucinações são como sonhos acordados, e tendemos a pensar nelas como marcadores de doença mental grave. Na realidade, porém, eles são mais comuns entre as pessoas “normais” do que poderíamos imaginar. Um terço de nós relatam ter experimentado alucinações, com 20% de alucinações uma vez por mês, e 2% uma vez por semana (&lt;a href=&quot;http://www.psy-journal.com/article/S0165-1781(00)00227-4/abstract&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Ohayon, 2000&lt;/a&gt;).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Da mesma forma, as pessoas “normais” muitas vezes têm pensamentos paranoides, como neste estudo que eu relatei anteriormente, em que &lt;a href=&quot;http://www.spring.org.uk/2008/05/40-of-people-experienced-paranoid.php&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;40% experimentaram pensamentos paranoides numa jornada virtual&lt;/a&gt;. A diferença entre as pessoas com doença mental e os “sãos” é muito menor do que nós gostaríamos de pensar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;08. O efeito placebo:&lt;/b&gt; Talvez você já tenha tido a experiência de que uma dor de cabeça melhora segundos depois de tomar uma aspirina? Isso não pode ser o remédio pois é preciso pelo menos 15 minutos para fazer efeito. Esse é o efeito placebo: Sua mente sabe que você tomou uma pílula, para que você se sinta melhor. Na medicina isso parece mais forte no caso de dor: alguns estudos sugerem um placebo de solução salina (água salgada) pode ser tão poderoso quanto a morfina. Outros estudos sugerem que até 80% do efeito do Prozac é placebo. O efeito placebo é um contra-senso, pois facilmente nos esquecemos que a mente e o corpo não estão separados.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiZCBORSlbVJi3oEzZqlgs_dh22Td_DZWJbThKt6oxyO_Lh8n_ySmf3Le_QiOKL1D0PMQquIRlpuMGk8PhzoGPQXZ10AsAiL2oTWYGI7D3WHgNt0dSWtYWXdfLDKOhmORJi9cAAyuve1lsx/s1600/open-mind.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;140&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiZCBORSlbVJi3oEzZqlgs_dh22Td_DZWJbThKt6oxyO_Lh8n_ySmf3Le_QiOKL1D0PMQquIRlpuMGk8PhzoGPQXZ10AsAiL2oTWYGI7D3WHgNt0dSWtYWXdfLDKOhmORJi9cAAyuve1lsx/s200/open-mind.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;07. Obediência à autoridade:&lt;/b&gt; A maioria de nós gostamos de pensar em nós mesmos como pessoas de espírito independente. &amp;nbsp;Temos a certeza de que não faríamos mal a outro ser humano, a menos que sob ameaça muito séria. Certamente algo tão fraco como ser ordenado para dar em alguém um choque elétrico por uma figura de autoridade em um jaleco branco não seria suficiente, não é?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.spring.org.uk/2007/02/stanley-milgram-obedience-to-authority.php&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Famoso estudo de Stanley Milgram descobriu que é.&lt;/a&gt; Sessenta e três por cento dos participantes continuou dando choques elétricos em outro ser humano, apesar de a vítima gritar em agonia e, eventualmente, cair em silêncio. Situações têm enorme poder de controlar nosso comportamento, e é um poder que não percebe até que ele é dramaticamente revelado em estudos como este.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Experimento de Milgram parte 1/3:&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; class=&quot;YOUTUBE-iframe-video&quot; data-thumbnail-src=&quot;https://i.ytimg.com/vi/BcvSNg0HZwk/0.jpg&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://www.youtube.com/embed/BcvSNg0HZwk?feature=player_embedded&quot; width=&quot;320&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Experimento_de_aprisionamento_de_Stanford&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Experimento de aprisionamento de Stanford&lt;/a&gt;:&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; class=&quot;YOUTUBE-iframe-video&quot; data-thumbnail-src=&quot;https://i.ytimg.com/vi/sZwfNs1pqG0/0.jpg&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://www.youtube.com/embed/sZwfNs1pqG0?feature=player_embedded&quot; width=&quot;320&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;06. Fantasias reduzem a motivação:&lt;/b&gt; Uma forma como as pessoas geralmente se motivam é utilizando fantasias sobre o futuro. &amp;nbsp;A ideia é que sonhar com um futuro positivo ajuda a motivá-lo para esse objetivo. Porém, cuidado, os psicólogos descobriram que &lt;a href=&quot;http://www.spring.org.uk/2011/01/success-why-expectations-beat-fantasies.php&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;fantasiar sobre o sucesso futuro é realmente ruim para a motivação&lt;/a&gt;. Ao que parece a obtenção de uma amostra do futuro no aqui e agora reduz a motivação para alcançá-lo. Fantasias também falham ao não levantar os problemas que estamos propensos a enfrentar no caminho para os nossos objetivos. Então, qual é a melhor maneira de se comprometer com metas? Em vez de fantasiar, &lt;a href=&quot;http://www.spring.org.uk/2011/01/how-to-commit-to-a-goal.php&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;use contrastantes mentais.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgaPXgCCguuqWWmH1EZHeHOxwLGLTkjmNJPNNBdfvd-SThAqf2fUzBQ7uRtwVjPxJ7x7yOcH269aZBCcqbtR4r1edbMYiGt4ke5IHhDJpI5gGRoYdRRTwE2hfndHHeMzs0gSPoA5twgdVTB/s1600/open_your_mind_logo.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgaPXgCCguuqWWmH1EZHeHOxwLGLTkjmNJPNNBdfvd-SThAqf2fUzBQ7uRtwVjPxJ7x7yOcH269aZBCcqbtR4r1edbMYiGt4ke5IHhDJpI5gGRoYdRRTwE2hfndHHeMzs0gSPoA5twgdVTB/s200/open_your_mind_logo.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;05. Cegueira de Escolha (Choice Blindness):&lt;/b&gt; Todos nós sabemos as razões para nossas decisões, certo? Por exemplo, você sabe por que você está atraído por alguém? Não tenha tanta certeza. Em um estudo, as pessoas eram facilmente induzidas a justificar escolhas que nem fizeram realmente &lt;a href=&quot;http://www.spring.org.uk/2007/12/at-heart-of-attraction-lies-confusion.php&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;sobre quem elas achavam atraente.&lt;/a&gt; &amp;nbsp;Em algumas circunstâncias, nós apresentamos o que é conhecido como “&lt;a href=&quot;http://www.spring.org.uk/2007/12/at-heart-of-attraction-lies-confusion.php&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;choice blindness&lt;/a&gt;“: Parece que temos pouca ou nenhuma consciência das escolhas que fizemos e porque fizemos elas. &amp;nbsp;Em seguida, usamos racionalizações para tentar cobrir as nossa sujeira.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Este é apenas um exemplo da ideia geral de que temos relativamente &lt;a href=&quot;http://www.spring.org.uk/2008/01/what-everyone-should-know-about-their.php&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;pouco acesso ao funcionamento interno de nossas mentes&lt;/a&gt; (Foto por Pablo Perez).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;04. Duas (três, ou quatro…) cabeças nem sempre pensam melhor que uma:&lt;/span&gt;&amp;nbsp;Quer pensar fora da caixinha? Quer ficar no mundo da lua? Quer… (insira seu próprio clichê menos favorito aqui). Bem, de acordo com uma pesquisa psicológica, &lt;a href=&quot;http://www.spring.org.uk/2009/08/brainstorming-reloaded.php&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;brainstorming não funciona&lt;/a&gt;. Pessoas em grupos tendem a ser preguiçosas, mais propensas a esquecer as suas ideias enquanto os outros falam, e se preocupar com o que os outros vão pensar (apesar de a regra de que “não existem ideias ruins”).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Acontece que é muito melhor mandar as pessoas pensarem em novas ideias por conta própria. Grupos por sua vez, se saem melhor avaliando essas idéias.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;03. Tentar suprimir seus pensamentos é contraproducente:&lt;/span&gt;&amp;nbsp;Quando você está para baixo ou preocupado com alguma coisa, as pessoas costumam dizer: “Ei, tente não pensar sobre isso; Coloque isso fora de sua mente!” Isto é um conselho muito ruim. &lt;a href=&quot;http://www.spring.org.uk/2009/05/why-thought-suppression-is-counter-productive.php&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Tentar suprimir seus pensamentos é contraproducente.&lt;/a&gt; É como tentar o mais forte que puder não imaginar elefantes cor de rosa ou ursos brancos. O que as pessoas experimentam quando tentam suprimir os seus pensamentos é um efeito ironicamente inverso: O pensamento volta mais forte do que antes. Procurar distrações é uma estratégia muito melhor.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgz-O6ppnZJd-7OtUDttzrQhQZYOuraOLUyMOafQ7bWRgd1rubNnZh1akdOObfYcrXKse2bWRwwQsS62jdIEKP1B4nrrxSPpKC-Mc3By2Vd2QBe2Vwa8rLZOi55TKgEkusFW81wlW-d73UP/s1600/open_mind.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgz-O6ppnZJd-7OtUDttzrQhQZYOuraOLUyMOafQ7bWRgd1rubNnZh1akdOObfYcrXKse2bWRwwQsS62jdIEKP1B4nrrxSPpKC-Mc3By2Vd2QBe2Vwa8rLZOi55TKgEkusFW81wlW-d73UP/s200/open_mind.jpg&quot; width=&quot;146&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;b&gt;02. Incríveis habilidades de &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Multitarefa&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;multi-tasking&lt;/a&gt;:&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Apesar de todas as limitações da mente, podemos treiná-la para fazer coisas incríveis. Pegue nossas capacidades de multitarefa, como exemplo – você sabia que, com a prática, as pessoas podem ler e escrever ao mesmo tempo?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em um estudo de multi-tasking foram treinados dois voluntários por mais de 16 semanas, até eles poderem ler um conto e categorizar listas de palavras ao mesmo tempo. No final eles realizavam as duas tarefas ao mesmo tempo tão bem, que podiam executar cada tarefa individual melhor do que antes do início do estudo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Leia a descrição completa do estudo, juntamente com possíveis críticas, &lt;a href=&quot;http://www.spring.org.uk/2009/03/learning-to-multitask-simultaneous-reading-and-writing.php&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt; (em inglês).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;01. Na vida, é tudo sobre as pequenas coisas:&lt;/b&gt; Temos tendência a pensar que os grandes eventos em nossas vidas são os mais importantes: graduação, casar, ou o nascimento de uma criança.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mas os principais acontecimentos da vida muitas vezes não são tão diretamente importante para o nosso bem-estar como os &lt;a href=&quot;http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/7288876&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;pequenos aborrecimentos e altos e baixos da vida cotidiana&lt;/a&gt;; grandes eventos, por outro lado, nos afetam, principalmente, através das dificuldades diárias e nas recompensas que produzem. O mesmo se aplica no trabalho, onde &lt;a href=&quot;http://www.spring.org.uk/2011/07/10-psychological-keys-to-job-satisfaction.php&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;satisfação profissional&lt;/a&gt; é fortemente atingida por aborrecimentos cotidianos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O que mais afeta a felicidade das pessoas são coisas como qualidade do sono, pequenos altos e baixos no trabalho e no relacionamento com os nossos amigos e familiares. Em outras palavras: é as pequenas coisas que nos fazem felizes.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;Fonte:&lt;/b&gt; &lt;a href=&quot;http://universoracionalista.org/10-descobertas-mais-surpreendentes-dos-estudos-psicologicos/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Universo Racionalista&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicosmica.blogspot.com/feeds/6728298151877541557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/05/10-descobertas-dos-estudos-psicologicos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/6728298151877541557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/6728298151877541557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/05/10-descobertas-dos-estudos-psicologicos.html' title='10 descobertas dos estudos psicológicos'/><author><name>Isabela F. Meira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01072540044269191591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsEOi1ueDf352aMYQsM9Kb05D5e540CGukGqvCFo-zcGw5n-keV2By__RDjC4Oi2SEjfAkxhMCgA5WHXskJE1eUCcEhblbf8d38UMnoHx1jXvNDND_iZshef51zpNy1e8/s113/IMG-20150412-WA0008.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgW8EtiFLjk089buyQJxsXzNYatQMsfzkek89AeIDtKBXKvzAETdUEnhyphenhyphen0qRFKpfcKblf17IKxZiRcib8fsmwQQ1QUcV0U3mWn5TpQXwIA4ut-wKigtBQywxCQQ_YIQIHISiR8tR8KBZd89/s72-c/open_mind___not_finished___by_ikraazy-d55sast.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6290240982532497453.post-528410335232917604</id><published>2015-04-20T13:56:00.000-03:00</published><updated>2015-07-21T23:55:53.799-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="atualidade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ciência"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="neurociência"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="notícias"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pesquisa"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicopatologias"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="saúde"/><title type='text'>Alzheimer revertido pela primeira vez</title><content type='html'>&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em; text-align: left;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgKWBNGUktV138dEypxfoMGko9OjtnvZdKYDlloE7UUzKe4wcfkV_9W5pLM1HjrsGzvFz0F395cuOY4cZiu7bHiTVBBpqbfvsUovwzW4NQ0glfdMKPSxysPQ80W4JG8Ih-HojALsHjNtwGm/s1600/58049.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;150&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgKWBNGUktV138dEypxfoMGko9OjtnvZdKYDlloE7UUzKe4wcfkV_9W5pLM1HjrsGzvFz0F395cuOY4cZiu7bHiTVBBpqbfvsUovwzW4NQ0glfdMKPSxysPQ80W4JG8Ih-HojALsHjNtwGm/s1600/58049.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Foram aplicados pequenos impulsos&lt;br /&gt;
elétricos perto do fórnix&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A doença de Alzheimer foi revertida pela primeira vez. Uma equipe de investigadores canadenses, da Universidade de Toronto, liderada por &lt;a href=&quot;http://www.uhnresearch.ca/researchers/profile.php?lookup=3678&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Andres Lozano&lt;/a&gt;, usou uma &lt;a href=&quot;http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22566505&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;técnica de estimulação cerebral profunda&lt;/a&gt;, diretamente no cérebro de seis pacientes, conseguindo travar a doença há agora já mais de um ano. Em dois destes pacientes, a deterioração da área do cérebro associada à memória não só parou de encolher como voltou a crescer. Nos outros quatro, o processo de deterioração parou por completo.&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Nos portadores de Alzheimer, a região do hipocampo é uma das primeiras a encolher. O centro de memória funciona nessa área cerebral, convertendo as memórias de curto prazo em memórias de longo prazo. Sendo assim, a degradação do hipocampo revela alguns dos primeiros sintomas da doença, como a perda de memória e a desorientação.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Imagens cerebrais revelam que o lobo temporal, onde está o hipocampo e o cingulado posterior, usam menos glicose do que o normal, sugerindo que estão desligadas e ambas têm um papel importante na memória.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Para tentar reverter esse quadro degenerativo, Lozano e sua equipa recorreram à estimulação cerebral – enviar impulsos eléctricos para o cérebro através de eléctrodos implantados.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O grupo instalou os dispositivos perto do fórnix – um aglomerado de neurônios que enviam sinais para o hipocampo – dos pacientes diagnosticados com Alzheimer há pelo menos um ano. Os investigadores aplicaram pequenos impulsos eléctricos 130 vezes por segundo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Testes realizados um ano depois mostram que a redução da glicose foi revertida nas seis pessoas. Esta descoberta pode levar a novos caminhos para tratamentos de Alzheimer, uma vez que é a primeira vez que foi revertida!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Os cientistas admitem, no entanto, que a técnica ainda não é conclusiva e que necessita de mais investigação. A equipa vai agora iniciar um novo teste que envolve 50 pessoas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;Fonte:&lt;/b&gt; &lt;a href=&quot;http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=58047&amp;amp;op=all&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;CiênciaHoje&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;*Leia também:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
- &lt;a href=&quot;http://www.blogger.com/Estima-se%20que%20no%20Brasil%201%20milh%C3%A3o%20e%20200%20mil%20pessoas%20sofrem%20da%20doen%C3%A7a%20de%20Alzheimer.%20http://www.psicosmica.com/2013/05/doenca-de-alzheimer.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Doença de Alzheimer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
- &lt;a href=&quot;http://psicosmica.blogspot.com.br/2012/08/caes-ajudam-tratar-depressao-e-alzheimer.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Cães ajudam a tratar Depressão e Alzheimer&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicosmica.blogspot.com/feeds/528410335232917604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/04/alzheimer-revertido-pela-primeira-vez.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/528410335232917604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/528410335232917604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/04/alzheimer-revertido-pela-primeira-vez.html' title='Alzheimer revertido pela primeira vez'/><author><name>Isabela F. Meira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01072540044269191591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsEOi1ueDf352aMYQsM9Kb05D5e540CGukGqvCFo-zcGw5n-keV2By__RDjC4Oi2SEjfAkxhMCgA5WHXskJE1eUCcEhblbf8d38UMnoHx1jXvNDND_iZshef51zpNy1e8/s113/IMG-20150412-WA0008.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgKWBNGUktV138dEypxfoMGko9OjtnvZdKYDlloE7UUzKe4wcfkV_9W5pLM1HjrsGzvFz0F395cuOY4cZiu7bHiTVBBpqbfvsUovwzW4NQ0glfdMKPSxysPQ80W4JG8Ih-HojALsHjNtwGm/s72-c/58049.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6290240982532497453.post-7335308933945121403</id><published>2015-04-13T17:04:00.001-03:00</published><updated>2015-07-22T00:14:15.786-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="atualidade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="comportamento"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="crianças e adolescentes"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="debates"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pesquisa"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="textos"/><title type='text'>Automutilação ou pedido de ajuda?</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiKr4odngmbI-Dajeq__LgbLd9Hos_IRS8RNCzYv2k5dkKEhz56QRCm1XzohHFX_SUZLFIvIyx7-AoAQColyxNuDEnmRQp1VAxKTto78iPg5weAbwCEjZNI2r0iHo12rQHkBJLVARXAvkJo/s1600/cutting.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiKr4odngmbI-Dajeq__LgbLd9Hos_IRS8RNCzYv2k5dkKEhz56QRCm1XzohHFX_SUZLFIvIyx7-AoAQColyxNuDEnmRQp1VAxKTto78iPg5weAbwCEjZNI2r0iHo12rQHkBJLVARXAvkJo/s1600/cutting.png&quot; width=&quot;158&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A automutilação ou cutting, para a maior parte das pessoas, é algo incompreensível. Porque alguém iria machucar a si mesmo? O primeiro instinto das pessoas ao redor é o de proteger a criança e prevenir o pior, mas será isto o melhor a longo prazo? Lovaas e Simmons (1969) discutiram um caso em que uma criança com autismo se machucava e notaram que a criança tinha este comportamento mais frequentemente quando ela recebia atenção logo após se machucar. Eles defenderam então a tese de que o comportamento de se machucar (ou automutilar) era mantido pelas coisas que as pessoas faziam para ele após ele emitir este comportamento. A solução, ao menos no início do tratamento, foi dar a ele acesso à atenção constante de um adulto e o resultado foi que o comportamento de se automutilar diminuiu significativamente.&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Outro pioneiro no desenvolvimento de um tratamento foi Ted Carr (1977). Foi ao redor desta data que os analistas do comportamento começaram a dizer que a auto-mutilação se referia à um problema de comunicação. Em alguns casos, parecia que o problema estava relacionado com a necessidade de mais atenção ou como fuga de alguma atividade desagradável. Também foi sugerido que algumas vezes a auto-mutilação poderia estar relacionada com as consequências sensórias produzidas pelo comportamento. Isto é, a pessoa poderia gostar da sensação ou talvez isso servisse para atenuar a dor que a pessoa estava experienciando.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Apesar do fato de que uma série de hipóteses sobre as causas da autolesão começaram a surgir, uma coisa que estava começando a ficar clara era de que a automutilação de pessoas diferentes possuíam causas diferentes. Ou seja, cada pessoa tinha um motivo diferente dos demais para se auto-mutilar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjE7c4XBepOhxboUqEIkhogMTbzU1nklHBZbAgyuaDpphu6Acm14Npd8mvPP5E04bb3DmCJoEWchs9K-xAK9yDEa3P7RWJG5WyRRBJw7yTjMaDpYFqIw35Uvj8G9XPoXLy_8xzpqZivEhlY/s1600/000012.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;150&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjE7c4XBepOhxboUqEIkhogMTbzU1nklHBZbAgyuaDpphu6Acm14Npd8mvPP5E04bb3DmCJoEWchs9K-xAK9yDEa3P7RWJG5WyRRBJw7yTjMaDpYFqIw35Uvj8G9XPoXLy_8xzpqZivEhlY/s1600/000012.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Brian Iwata e seus colegas (1982/1994), do Kennedy Krieger Institute, da Universidade Johns Hopkins, revolucionaram o tratamento da automutilação ao desenvolver um procedimento de avaliação, chamado de análise funcional, que ajudaram os psicólogos clínicos a identificar a causa da automutilação. Eles confirmaram, de forma sistemática, que a automutilação apresentava-se diferente para diferentes indivíduo, e que mais de 95% das vezes uma causa específica pode ser identificada.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Um resumo dos resultados da analise funcional com 150 pessoas demonstraram a causa mais comum: Em cerca de 40% dos casos analisados a causa tinha relação com a fuga de acontecimentos aversivos; A segunda causa mais comum, cerca de 26% dos casos, foi de que a automutilação produzia acesso à atenção do cuidador, enquanto menos de 26% dos casos analisados sugeriu que  as consequências sensoriais, as sensações provocadas pelo próprio ato, eram a causa. Mais do que uma causa foi identificada em 5% dos casos. Os outros casos não produziram  resultados interpretáveis. Ao longo dos anos, foram feitos cerca de 200 estudos das causas funcionais da auto-mutilação.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Havia duas grandes implicações desta pesquisa. Primeiro e mais importante: identificar a causa funcional da auto-mutilação sugeriu que o ensino de uma resposta adaptativa, um outro comportamento que produza a mesma consequência poderia ser um tratamento eficaz. A partir de meados dos anos 1980, houve um enfoque especial no desenvolvimento de técnicas de treinamento de comunicação funcionais. Muitos estudos tem mostrado&amp;nbsp;que  ao aprender outras formas de expressar, de comunicar os seus sentimentos,&amp;nbsp;pode produzir uma mudança drástica na automutilação. No entanto, em outra pesquisa foi observado que nenhuma mudança no comportamento ocorre até que os cuidadores não só promovam alternativas de comunicação, mas também parem de responder ao problema de comportamento.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A outra implicação importante foi que é de grande importância uma análise atenta das causas funcionais do comportamento de se auto-mutilar, porque há várias causas possíveis. Pesquisas posteriores mostraram que outros comportamentos como agressividade e birra também variam nas causas que os mantém.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi3wAlZfXKtFzQPbAZkZPimlYEMt-axU9aP_y1Rao4tft0JgGH39k3StLzoOUIetfXei0q_F20cL0dcS4IS2QENSDBrw4RIsqnTAx7o_ItUgHZy8lVEWD6YoYYuzlEP7QbIe8tRsKJDfXjj/s1600/tumblr_lskgbocHoE1qf98h1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;126&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi3wAlZfXKtFzQPbAZkZPimlYEMt-axU9aP_y1Rao4tft0JgGH39k3StLzoOUIetfXei0q_F20cL0dcS4IS2QENSDBrw4RIsqnTAx7o_ItUgHZy8lVEWD6YoYYuzlEP7QbIe8tRsKJDfXjj/s1600/tumblr_lskgbocHoE1qf98h1.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
The Individuals with Disabilities Education Act, em 2004, menciona a avaliação funcional do comportamento como uma ferramenta importante no desenvolvimento de tratamentos de efeito para todos os problemas de comportamento. Antes do surgimento de ferramentas de avaliação funcional, havia uma forte dependência de procedimentos invasivos como tratamento para problemas de comportamento.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Com os anos foram desenvolvidas formas e técnicas menos intrusivas que mostraram ser muito mais eficazes para a o tratamento da auto-mutilação. Isto se deve à capacidade dos psicólogos clínicos de entenderam as causas reais do problema, bem como o entendimento por parte do paciente de que ele poderia obter o que desejava com o comportamento de se auto-mutilar sem ter que se auto-mutilar, através&amp;nbsp;de um comportamento alternativo e mais adaptável.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;Texto Original:&lt;/b&gt; &lt;a href=&quot;https://www.psychologytoday.com/blog/radical-behaviorist/201001/self-harm-or-request-help&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Self-Harm or a Request For Help?&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicosmica.blogspot.com/feeds/7335308933945121403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/04/automutilacao-ou-pedido-de-ajuda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/7335308933945121403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/7335308933945121403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/04/automutilacao-ou-pedido-de-ajuda.html' title='Automutilação ou pedido de ajuda?'/><author><name>Isabela F. Meira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01072540044269191591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsEOi1ueDf352aMYQsM9Kb05D5e540CGukGqvCFo-zcGw5n-keV2By__RDjC4Oi2SEjfAkxhMCgA5WHXskJE1eUCcEhblbf8d38UMnoHx1jXvNDND_iZshef51zpNy1e8/s113/IMG-20150412-WA0008.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiKr4odngmbI-Dajeq__LgbLd9Hos_IRS8RNCzYv2k5dkKEhz56QRCm1XzohHFX_SUZLFIvIyx7-AoAQColyxNuDEnmRQp1VAxKTto78iPg5weAbwCEjZNI2r0iHo12rQHkBJLVARXAvkJo/s72-c/cutting.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6290240982532497453.post-6154643562582846462</id><published>2015-04-01T14:18:00.000-03:00</published><updated>2015-07-31T11:10:19.383-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="atualidade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cultura"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="mídia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicanálise"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="reflexão"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sociedade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="textos"/><title type='text'>As notícias criminais e o fascínio da sociedade à luz da criminologia psicanalítica</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjVQmTCa2Sx_SGeXyGaOleKsG6KHX3bVi_Q7ALXZYR8x-DBY2s4jTeWL8ZLxQNasDuCWhS7QUwM26AmELQ8Lb7yDdRGeD7Fd9ZokvEtrI6yGpR0kAkfik-NdxAkXOG3XZM4X6SgfcrP6Grr/s1600/Screen-Shot-2012-09-05-at-8.16.19-AM.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;133&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjVQmTCa2Sx_SGeXyGaOleKsG6KHX3bVi_Q7ALXZYR8x-DBY2s4jTeWL8ZLxQNasDuCWhS7QUwM26AmELQ8Lb7yDdRGeD7Fd9ZokvEtrI6yGpR0kAkfik-NdxAkXOG3XZM4X6SgfcrP6Grr/s1600/Screen-Shot-2012-09-05-at-8.16.19-AM.png&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Os meios de comunicação perceberam como uma notícia criminal desperta a atenção da população. Daí a presença recorrente desse tema em manchetes, reportagens policiais, filmes, novelas ou seriados. Inicialmente, num raciocínio perfunctório e ignaro, poder-se-ia afirmar que essa quase fascinação por episódios delituosos é fruto da curiosidade humana. Todavia, à luz da criminologia psicanalítica há outra explicação.&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Excluída a hipótese do delinquente patológico, a psicanálise capitaneada por Freud (com algumas variações entre seus discípulos Adler, Jung, Rank, Ferenczi, Reich etc) sustenta que o homem é, por natureza, um ser a-social, um criminoso em potencial. Significa dizer que todos temos aptidão tanto à prática do bem como do mal. Célebre a frase de Freud: “a criança é um perverso polimórfico”.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ainda, a personalidade humana fraciona-se em Id, Superego e Ego. O primeiro é inconsciente, irracional, ilógico e amoral; um conjunto de reações primitivas destinadas às satisfações biológicas imediatas, pouco importando as consequências. O segundo é o oposto, vulgarmente é a “consciência”; normas de conduta social interiorizadas que atuam como juízo censório do Id. Já o Ego é o complexo de reações que tenta conciliar os esforços e as demandas do Id com as exigências da realidade, interna (solicitações de ordem moral) ou externa (solicitações de ordem social) (v. TRINDADE, Jorge, Manual de Psicologia Jurídica para operadores do Direito, 2ªed., Porto Alegre, Livraria do Advogado, 2007, p. 66).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Tais questões são premissas para compreensão do que será desenvolvido à frente.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiOylsCAkpausC5CO68K303BXSIQ-6u6vvdJquwXxbrlkEdOLmik1bgW_CupzTymZEpFqlPRv1DmLQhwPvN-bBPr09d4L0KpHjYqiOGy9q1hOENu1qBhjrY9LSapi1yneSfSm6Vve132x7K/s1600/crime-scene.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;133&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiOylsCAkpausC5CO68K303BXSIQ-6u6vvdJquwXxbrlkEdOLmik1bgW_CupzTymZEpFqlPRv1DmLQhwPvN-bBPr09d4L0KpHjYqiOGy9q1hOENu1qBhjrY9LSapi1yneSfSm6Vve132x7K/s1600/crime-scene.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;De maneira geral, o crime exprime uma perda do poder inibitório do Superego em relação ao Ego, que fica, assim, livre para obedecer às exigências do Id. Porém, há o criminoso latente, aquele que não conseguiu arrastar o Ego para a criminalidade real, pois o seu juízo censório e repressivo, da consciência, foi capaz de deter o ímpeto criminoso advindo do inconsciente (Jorge de Figueiredo Dias e Manuel da Costa Andrade, Criminologia: o homem delinqüente e a sociedade criminógena, 2ªed., Coimbra Editora, 1997, p. 193).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Com efeito, todos somos criminosos latentes, já que o ser humano é um criminoso em potencial. O Id, nas suas reações impulsivas destinadas à obtenção do prazer, é uma fábrica inconsciente de estímulos delituosos; apenas obstada pela atuação do Superego sobre o Ego.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A repressão desses influxos criminógenos inconscientes gera um dos mecanismos de defesa do Ego (maneira inconsciente utilizada frente às diversas situações com vista a repelir ou a reduzir a ansiedade, e manter o equilíbrio da personalidade), o fenômeno da &lt;b&gt;projeção&lt;/b&gt;: defesa que consiste em atribuir aos outros os sentimentos ou características não admitidos em si mesmo. Dessa forma, impulsos ou pensamentos proibidos são atribuídos a outra pessoa e negados em relação a si próprio, com o objetivo de afastar a ansiedade (TRINDADE, Jorge, op cit, p. 70).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjlcPCmi1OTNwv5ETSOGvaKKhS66bk2Ep_vdQWMv1T7zKQwPspBexmQwIyMBwnZUnoLbPZOJ-j8R02DntkAfVFZjD1RTlbeUk-sKGg_ao47Tf386SbhP2XjgNMtiquJbuB9H-jSw8-jphUm/s1600/image.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;188&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjlcPCmi1OTNwv5ETSOGvaKKhS66bk2Ep_vdQWMv1T7zKQwPspBexmQwIyMBwnZUnoLbPZOJ-j8R02DntkAfVFZjD1RTlbeUk-sKGg_ao47Tf386SbhP2XjgNMtiquJbuB9H-jSw8-jphUm/s1600/image.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Dessarte, por meio daquele instrumento defensivo, atribuindo seus sentimentos e características a terceiros, as pessoas se identificam com a figura da vítima ou do criminoso. É a sensação de ambivalência (como autor do delito ou vítima) da sociedade face o crime que, mesmo inconscientemente, desperta-lhe a atenção e o imaginário, permitindo um raio de conforto ao desopilar a sua vida em biografias alheias. Por isso o êxtase que o fato criminoso provoca nas pessoas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Com precisão, explicam Jorge Figueiredo Dias e Manuel da Costa Andrade que “no primeiro caso (colocação no lugar da vítima) a punição do delinquente permite à sociedade a livre expressão dos seus próprios instintos de agressão. A pena não é mais do que a violência legitimada. A pena - escreve Freud - oferece aos que a aplicam a oportunidade de, a coberto da justificação da expiação, praticar os mesmos atos criminosos. É este um dos fundamentos da nossa ordem penal: ter como pressuposto a identidade dos impulsos criminosos e da sociedade punitiva. No segundo caso, a punição do delinquente dá à sociedade a oportunidade de autopunição e expiação dos sentimentos colectivos de culpa. À semelhança do que acontece no plano individual, o sentimento de culpa - e a necessidade da sua expiação por meio do crime e do castigo - é também um dado da experiência coletiva. Como refere Reik, ‘somos todos acusados de um crime desconhecido por um juiz invisível’. Ora, através do mecanismo da projeção, a coletividade transfere a sua culpa para o delinquente e pune-se, punindo-o. É a teoria do bode expiatório, com tradições na criminologia psicanalítica (op. cit., p. 203/204).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Detentores dos conhecimentos psicanalíticos ou não, os meios de comunicações foram atentos a essa característica da personalidade humana, dela fazendo grande proveito com a exploração (não rara sensacionalista) de episódios delituosos para cooptar o público, que por sua vez deleita-se (normalmente de forma inconsciente) numa história cujo enredo tem a sensação de contracenar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;Referência:&lt;/b&gt; &lt;a href=&quot;https://marcelomisaka.wordpress.com/2014/09/30/a-noticia-criminal-e-o-fascinio-da-sociedade-a-luz-da-criminologia-psicanalitica/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Marcelo Misaka&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicosmica.blogspot.com/feeds/6154643562582846462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/04/as-noticias-criminais-e-o-fascinio-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/6154643562582846462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/6154643562582846462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/04/as-noticias-criminais-e-o-fascinio-da.html' title='As notícias criminais e o fascínio da sociedade à luz da criminologia psicanalítica'/><author><name>Isabela F. Meira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01072540044269191591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsEOi1ueDf352aMYQsM9Kb05D5e540CGukGqvCFo-zcGw5n-keV2By__RDjC4Oi2SEjfAkxhMCgA5WHXskJE1eUCcEhblbf8d38UMnoHx1jXvNDND_iZshef51zpNy1e8/s113/IMG-20150412-WA0008.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjVQmTCa2Sx_SGeXyGaOleKsG6KHX3bVi_Q7ALXZYR8x-DBY2s4jTeWL8ZLxQNasDuCWhS7QUwM26AmELQ8Lb7yDdRGeD7Fd9ZokvEtrI6yGpR0kAkfik-NdxAkXOG3XZM4X6SgfcrP6Grr/s72-c/Screen-Shot-2012-09-05-at-8.16.19-AM.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6290240982532497453.post-3513728801815147335</id><published>2015-03-23T16:14:00.001-03:00</published><updated>2015-07-31T11:09:35.545-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="atualidade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pesquisa"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicopatologias"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psiquiatria"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="saúde"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sociedade"/><title type='text'>A epidemia da depressão</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhXvwTKeVK78w-o0_3NKkXq_wPwPaTB4jHQnwIaNmQIBCIZ2x8o04hfDcI54nuhceabpmdHLeqkq20Iqgher7M9SxsDzyq2ymLxD3XC19r-D4Yrkaw7QxTLhNnp7T5sVHrFKYjqhCac3yDO/s1600/depressao-luto-20130105-size-620.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;112&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhXvwTKeVK78w-o0_3NKkXq_wPwPaTB4jHQnwIaNmQIBCIZ2x8o04hfDcI54nuhceabpmdHLeqkq20Iqgher7M9SxsDzyq2ymLxD3XC19r-D4Yrkaw7QxTLhNnp7T5sVHrFKYjqhCac3yDO/s1600/depressao-luto-20130105-size-620.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Nunca tanta gente teve depressão no mundo. São 350 milhões de pessoas nessa condição - boa parte nem sabe disso. O que está acontecendo conosco? O que devemos fazer a respeito?&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A morte era iminente. E lenta. A notícia sobre a doença terminal do marido afogou Estela na maior dor possível. Ela não sabia como agir. Cuidou dele todos os dias, por cinco anos. Mas era mais do que podia suportar. Sentia raiva do mundo. Ninguém poderia entender de verdade - a dor era dela. Ainda assim, queria a ajuda dos amigos, mas sem ter de pedir, sentia-se invadida. Se tentassem ajudar, ficava brava. Se não tentavam, pior ainda. Aos poucos se afastou de todos, isolando-se na própria e devastadora dor. A vida não tinha mais graça. E não era um momento passageiro. Tudo era chato, sem cor, sem prazer. Os tempos de alegria haviam sido uma ilusão tola, pensava. Estela sabia que nunca mais encontraria esse falso prazer. Depois piorou. Quando o marido morreu, ela se sentiu aliviada. E esse alívio a destroçou com uma sensação de culpa do tamanho do mundo. Queria morrer junto. A depressão se fincou nela.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Estela, que prefere usar um nome fictício, é uma entre as 350 milhões de pessoas com depressão no mundo. Um número que só aumenta e que virou um problema de nossa era: só nos Estados Unidos, o consumo de antidepressivos aumentou 400% em 20 anos. Mas, historicamente, depressão é um conceito que surgiu outro dia. Por séculos, ela era uma doença misteriosa chamada apenas de melancolia. &quot;Perdi toda a alegria e descuidei-me dos meus exercícios habituais&quot;, disse Hamlet logo após o assassinato do pai. Se vivesse hoje, o personagem de Shakespeare certamente entraria na mira dos médicos. Ele seria enquadrado no DSM-V, a bíblia da psiquiatria, que identifica e diagnostica os transtornos mentais. Hamlet, sob os olhos da medicina contemporânea, teve depressão.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Dos tempos de Shakespeare para cá, muita coisa mudou. Tristeza não é doença. Depressão é, com sintomas reconhecidos, padronizados e tratamentos específicos. E uma indústria que desenvolveu remédios para combater esse mal que deve crescer ainda mais. A Organização Mundial da Saúde aposta que em 2030 a depressão já será a doença mais comum do mundo, à frente de problemas cardíacos e câncer. Vivemos uma espécie de epidemia de mal-estar: há mais pessoas deprimidas do que nunca. Ironicamente, justo em uma época em que a busca pela felicidade é algo quase obrigatório. Você conhece alguém que não queira ser feliz? Soa bizarro e anacrônico. Nosso estilo de vida gera angústia e tristeza - que podem levar à depressão. É grave, ficamos vulneráveis a ela, com o risco maior de cair no abismo: passar a barreira dos sintomas leves e entrar numa depressão profunda. É como se a vida fosse uma calçada esburacada - nem todo mundo que tropeça cai e se arrebenta. Dá para controlar a queda, se segurar etc. Mas quem desaba no chão corre o risco de não se levantar mais: 15% das pessoas com depressão grave cometem suicídio.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O medo da depressão e a busca incessante por felicidade fizeram muita gente fugir da tristeza como se ela fosse uma peste dos nossos tempos. Quem quer ter isso? Quem quer ficar perto de alguém que tem? Isso impulsionou o desenvolvimento de remédios com efeitos colaterais cada vez menos nocivos. Mas também levou a uma certa banalização. &quot;Eu tenho a impressão de que todo mal-estar virou depressão&quot;, diz Mário Corso, psicanalista e autor do livro A Psicanálise na Terra do Nunca. &quot;É uma coisa da nossa época. Depressão é a palavra que serve para tudo, as pessoas não sabem o que têm e dizem que estão deprimidas&quot;, explica. Tanya Luhrmann, antropóloga especializada em psicologia da Universidade Stanford, nos EUA, acha que há um clima de exagero. &quot;Estou certa de que nós damos muito remédio às pessoas e que tristeza comum é tratada com medicação&quot;, diz. Saber a diferença entre tristeza e depressão é essencial. &quot;A tristeza tem motivos, a depressão não tem motivo nenhum&quot;, explica Corso. Na tristeza, choramos pela morte de alguém. Ficamos tristes, mas a dor passa, por mais que a saudade não. Na depressão, a dor não passa. A pessoa não sente mais prazer em nada. E foi nessa zona cinzenta de desinformação que nasceu a farra das farmácias. A busca por um comprimido mágico que promete milagres, transformando dor em felicidade, levou muita gente a desaprender a lidar com a tristeza.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;u&gt;A INDÚSTRIA DA DEPRESSÃO&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Sigmund Freud conhecia um remédio legal para curar depressão. Chamava-se cocaína. Usuário e entusiasta da droga, ele a receitava para pacientes que sofriam de tristeza recorrente e sem explicação. Antes disso, os estimulantes mais receitados eram morfina e heroína - até descobrirem que ambas viciavam e tinham efeitos colaterais perigosos. Mas aí, veja só, viram que cocaína também era um problema. Em 1914, os EUA foram o primeiro país a proibi-la. Só na década de 1950 surgiu um substituto eficaz contra esse vazio da alma. Como na origem de tantos outros remédios, miraram aqui e acertaram ali. O Marsilid surgiu como uma tentativa de encontrar a cura para a tuberculose, mas quem o tomava ficava um tanto alegre. Ninguém sabia explicar por quê. Até que em 1965 o psiquiatra americano Joseph J. Schildkraut elaborou a primeira teoria para explicar os efeitos do remédio e, de quebra, as causas da depressão. Ele dizia que a tristeza é um descompasso bioquímico no cérebro ligado à serotonina, dopamina e noradrenalina, os neurotransmissores que regulam o humor e as sensações de prazer e recompensa. Se os níveis dessas substâncias estivessem baixos, era indício de depressão. Bastaria então tomar algo que aumentasse a taxa, e tudo ficaria lindo. E o princípio ativo do Marsilid era a iproniazida, que eleva, justamente, o nível de serotonina.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Foi uma mina de ouro para a indústria farmacêutica. Tratar doenças mentais deixou de ser coisa só de gente extremamente doente, à beira do hospício. O marketing dos laboratórios passou a mirar também em mães estressadas, trabalhadores cansados e qualquer cidadão propenso a uma fase deprê na vida. Desde a década de 1960, surgiram vários remédios que traziam bem-estar, sempre com ação direta na química cerebral. Mas as vendas nunca decolavam, porque os efeitos colaterais eram muito fortes, como inquietação, insônia e dificuldade em urinar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Só em 1988 surgiu um medicamento que não só mudou de vez as cifras da indústria como conseguiu extravasar o universo das gôndolas das farmácias e virar um ícone cultural: o Prozac. Com efeitos colaterais bem menores, a &quot;pílula da felicidade&quot;, como foi chamada na época, entrou para a lista dos medicamentos mais vendidos no mundo. Desde então, surgiram cerca de 30 remédios destinados a combater a depressão. Mas nenhum deles ficou famoso como o Prozac, que, segundo a fabricante Eli Lilly, foi vendido a 90 milhões de usuários nesses 25 anos, enchendo os cofres da empresa. Em 2000, um ano antes de a patente expirar, ela faturou mais de US$ 2 bilhões com o remédio, cerca de 50% a mais que a Pfizer ganhou no mesmo ano com o Viagra. Dos anos 90 para cá, o antidepressivo ficou comum. Para toda tristeza ou desânimo, ele passou a ser considerado um tratamento em potencial. Mas o Prozac não teria sido um megahit da década tão grande quanto Carla Perez ou Jurassic Park se não houvesse quem o receitasse.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Tudo que era tipo de médico passou a indicar antidepressivos. Tristeza aqui, melancolia acolá, tome remédio goela abaixo que melhora. Só que, como era de se esperar, nem sempre os diagnósticos batiam com o problema. Foi o que aconteceu com o professor aposentado Antônio Alves. Aos 45 anos, ele se sentia desanimado, sem vontade de fazer tarefas diárias. Procurou um psiquiatra que logo o diagnosticou com depressão e indicou um remédio. O tratamento surtiu efeito no início, mas depois perdeu a força. Desanimado, Antônio buscou uma segunda opinião. Ao se consultar com um clínico geral, descobriu que seu problema era outro: a andropausa havia chegado mais cedo. A contragosto do psiquiatra, Antônio abandonou os antidepressivos e passou a tomar repositores de hormônios. Não teve mais crise.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Além do fato de antidepressivos nem sempre surtirem efeito, agora a própria teoria que explica seu funcionamento está sendo questionada. Cinquenta anos depois, a teoria dos baixos níveis de serotonina não é mais tão forte. Alguns desses remédios, em vez de elevar a concentração da substância, abaixam ainda mais. Para complicar, nem todo cérebro deprimido tem pouca serotonina. Mesmo assim, ainda se acredita que a depressão é, sim, um desequilíbrio químico. O problema é que não se sabe ao certo quais são os neurotransmissores envolvidos. Ou seja, não que fosse má-fé da classe médica receitar antidepressivo a torto e a direito. É que depressão é uma doença conhecida há pouco tempo e ainda muito misteriosa. Ela não é como o câncer, em que um exame de imagem mostra a regressão ou o aumento de um tumor, e uma biópsia revela o estágio e o grau da doença. Não há resultados impressos para mostrar se o tratamento teve resultado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Existe a suspeita ainda que a culpa do caos químico no cérebro seja do estresse. Em resposta à tensão do ambiente externo, o corpo produz mais cortisol e outros hormônios do estresse. O excesso pode alterar a bioquímica cerebral e causar depressão. Se o problema for mesmo esse, então a infelicidade crônica pode ser uma resposta ao nosso estilo de vida. Estamos mais tristes, também, por causa da nossa sociedade.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;u&gt;DOR NA ALMA&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Os evolucionistas acreditam que a depressão é uma característica do nosso cérebro, provocada por algo que nos ajudou a sobreviver: somos um bicho sociável. Esse instinto de socialização e cooperação facilitou a vida dos nossos ancestrais - conseguir comida em grupo era bem mais fácil. Mas ele abriu a porteira para a depressão, porque nosso humor sempre foi influenciado por esse convívio em sociedade. Quando o cérebro se desenvolveu, 200 mil anos atrás, ninguém precisava tomar grandes decisões. Ele foi adaptado para lidar com comunidades pequenas, de até 70 membros. A pessoa não precisava se encontrar na vida, ela já nascia inserida em um contexto mais bem definido. Suas opções eram poucas, determinadas por etnia, grupo social, família etc. Não havia tantas opções e decisões. E aí, quanto mais complexa a vida ficou, maior a propensão à depressão. Hoje, são zilhões de escolhas, é difícil ter certeza sobre qual será a melhor - e qual tomamos só para ser aceitos nessa vida em sociedade. Qual o melhor emprego, a melhor namorada, a melhor cidade para se viver. O cérebro às vezes parece incapaz de lidar bem com isso. Não é à toa que muitos depressivos se queixam de ter surtado por só atender às vontades alheias, em vez de seguir os próprios desejos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em comunidades mais simples, os índices de depressão são menores. Um exemplo são os kaluli, etnia da Papua-Nova Guiné que vive da caça, pesca e agricultura de subsistência. O antropólogo Edward Schieffelin, da Universidade College de Londres, entrevistou 2 mil kaluli em dez anos de pesquisa. Só uma pessoa apresentou sinais de depressão - uma taxa 20 vezes menor que a do Brasil. Schieffelin acredita que a explicação esteja no estilo de vida. Os kaluli usam muito o corpo, se alimentam de comidas naturais e se expõem mais ao Sol. A verdade é que todos precisamos de ar livre. A luz solar aumenta a produção de hormônios que deixam você mais disposto, mais animado. &quot;Existe uma relação já comprovada entre a falta de sol e a depressão. Não é à toa que nos países do norte europeu o índice de depressão é maior que aqui&quot;, explica Raphael Boechat, psiquiatra e professor da Universidade de Brasília. Ao mesmo tempo em que estão entre os países mais felizes do mundo, graças à excelente qualidade de vida, os países escandinavos têm altos índices de depressão.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A psicanálise leva a questão um pouco mais longe. No livro O Tempo e o Cão, a psicanalista Maria Rita Kehl culpa nossa sociedade consumista pelo vazio da alma. A máxima do nosso tempo é vencer. E vencer significa ser feliz. No meio do caminho, escolha uma profissão, tenha amigos, compre um carro, financie uma casa, case, viaje, vá ao shopping, torça para um time, compre, use, abuse, jogue, desfile, passeie, julgue, brilhe, dance, transe, descanse. A publicidade teria transformado a felicidade em uma sucessão de frases imperativas que nos faz consumir. Só que isso não preenche nada. E o vazio continua aqui dentro. O depressivo, descreve Kehl, não consegue ver graça em nada disso, em nenhuma dessas conquistas. &quot;A vida tinha um filtro cinza&quot;, diz a publicitária Rachel Juraschi, descrevendo o que sente um depressivo. &quot;Não era só tristeza, era preguiça de viver&quot;. Ela suspeita que desde a adolescência, &quot;uma época sem boas lembranças&quot;, sofria de depressão. Mas foi só aos 28 anos, com o casamento e o trabalho em crise, que a doença atacou para valer. &quot;Nem banho eu tomava mais&quot;, lembra. Deveria se divertir, se informar, socializar, conforme manda o protocolo. Mas, assim como em outros depressivos, nada disso fazia sentido. A pessoa não se diverte - e se culpa por isso. Aí procura tratamento. &quot;Junto com a medicação, o que se vende é a esperança de que o depressivo possa rapidamente normalizar sua conduta sem ter de se indagar sobre seu desejo&quot;, escreve Kehl. É como se buscasse uma pílula para se ajustar à vida. Um desejo de ser normal.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O uso de antidepressivos pode ter se tornado algo banal e muitas vezes irresponsável. Mas sua popularização derrubou parte do medo de tratar a depressão. Ficou mais fácil sair do armário e aceitar isso como uma doença real. &quot;Quando vi que tinha amigos da mesma idade tomando, perdi o preconceito&quot;, diz Rachel. Os remédios deram aos depressivos uma dose de esperança. E essa esperança ajuda tanto que pessoas que tomam só água com açúcar achando que é antidepressivo relatam melhora de humor. O psiquiatra americano Irving Kirsch analisou 38 testes clínicos com 3 mil participantes que, separados em grupos, lidaram com a depressão de quatro formas distintas: antidepressivos, remédio placebo, psicoterapia e nenhum de tratamento. Ele constatou que, enquanto em média 75% dos sintomas de quem tomou remédio melhoraram, 50% dos efeitos nos que só tomaram pílulas de açúcar foram reduzidos. Ou seja, só 25% da melhora seria mérito do remédio. Ainda assim, a função dos remédios não pode ser ignorada: quando a tristeza foge do controle, qualquer esperança serve como alento. O estilista Zanco Junior considera os antidepressivos essenciais em sua vida. Ele toma há 13 de seus 30 anos, desde que teve uma crise de pânico em um shopping de Presidente Prudente, São Paulo, onde morava. Zanco já tentou largar os remédios, mas sentiu falta. Dormia mal, tinha indisposição. &quot;Vivo bem com eles, me ajudam a tocar minhas coisas&quot;, diz. E, se tentou parar de tomar, é porque não quer passar o resto da vida sob medicação. &quot;Um dia quero deixar de tomar. Se ficar bem&quot;. Não é fácil.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Afinal, outras questões da vida moderna também deixam o corpo mais cansado. A enxurrada de informação com que lidamos todo dia não deixa o cérebro descansar, o que aumenta as chances de pane. Viver em um ambiente desgastante, com mais tempo dedicado a trabalho que a lazer é um atalho para a depressão. Para piorar, essas mudanças são acompanhadas cada vez mais pela solidão. Segundo o IBGE, mais de 12% das casas brasileiras só tem um morador - há dez anos, era menos de 9%. O número de solteiros também aumentou: 48% (ou 72 milhões) dos brasileiros acima de 15 anos, uma alta de quase 16% em dois anos. Se somarmos a divorciadas e viúvos, a parcela da população fora de um relacionamento sério chega a 60%. É muita gente. E os picos de depressão estão nesses grupos mais solitários: solteiros, divorciados e viúvos. Em uma realidade tão propensa à depressão, é preciso, antes de tudo, saber lidar com a tristeza.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;u&gt;O LADO BOM DA TRISTEZA&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Vamos deixar claro uma coisa: nem toda tristeza é ruim. Muitas fazem parte desse jogo em que você entra no momento em que nasce. Ficar sem presente no Natal, sofrer pelo galã da escola, ser reprovado no vestibular, perder um emprego, levar um pé na bunda, brigar com um amigo, encarar a morte de alguém e tantas outras mais fazem parte da vida. Todo mundo lida com elas, em maior e menor escala. &quot;Se existe um lado bom é que a tristeza nos torna um pouco mais sábios do que no momento da euforia, quando a gente fica meio abobado. É uma boa hora para fazer um balanço&quot;, diz o psicanalista Mário Corso. A crise nos obriga a sair da zona de conforto e abre o caminho para avaliarmos a vida por novos ângulos e tomar rumos diferentes.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O problema é quando você não consegue superar a crise. Sem saber como reagir à dor, mergulha numa tristeza que paralisa. É o caso de Estela. Durante a doença do marido, ela já havia começado a fazer tratamento psicológico e psiquiátrico e participava de reuniões no grupo de apoio mútuo Neuróticos Anônimos. Ia às reuniões só para vomitar a dor que sentia e sair aliviada. Mas o efeito não durava muito, e a vida continuava um saco. Sentia dor mesmo quando algo bom acontecia. Até que um dia ela decidiu não apenas falar, mas também prestar atenção aos desabafos dos outros. Só aí percebeu que eles também tinham problemas e que ela não estava sozinha. Sentiu carinho por elas. Recuperou o amor próprio e pelos outros, que a depressão havia levado embora. Deixou de se preocupar com o pensamento e julgamento alheios e passou a se aceitar e a valorizar suas vontades. &quot;Tenho percebido que sanidade é quando você consegue admitir o seu lado B, os seus defeitos&quot;, conta. Ela frequenta as reuniões até hoje. Mas teve alta dos remédios.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Para conseguir isso, ela aprendeu a lidar com a situação e, principalmente, a reconhecer os próprios limites. O primeiro passo para se levantar do chão, ainda machucada, foi reconhecer o próprio descontrole emocional. Ela simplesmente deixava a raiva, o medo, a tristeza e outras emoções decidirem seu rumo. Explodia. Mas isso só dificulta as coisas. Parou de sentir pena de si, abandonou o papel de vítima. Nada poderia reverter seu trauma - mas a maneira de lidar com isso poderia ser uma decisão dela. Voltou a ser protagonista da própria vida. Hoje, Estela aprendeu a lidar com os dias ruins. &quot;Eu respeito muito a depressão. Tenho tanto medo dela quanto tenho do mar. Mas eu não deixo de entrar no mar, e também não deixo mais de viver&quot;, diz.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Grupos de apoio são uma boa saída para aprender a encarar o lado amargo da vida - mesmo que você não esteja numa depressão profunda. &quot;Tem gente que entra aqui porque perdeu a namorada e não consegue ficar feliz. Mas depois passa, fica bem, encontra outra pessoa e nunca mais volta&quot;, conta Estela. Essas terapias em grupo funcionam tão bem quanto sessões com psicólogos que seguem a linha cognitiva-comportamental, que tenta ajudar o paciente a ver as coisas de outra forma, ou interpessoal, que foca nos problemas do presente. Essas duas são as formas de psicoterapia com os melhores resultados no tratamento da depressão. Ou seja, não dá para apostar todas as fichas nos remédios. Eles podem resolver o lado bioquímico, mas o modo de lidar com os problemas ainda é contigo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Andrew Solomon, autor de O Demônio do Meio-Dia, um livro autobiográfico sobre depressão, diz que tudo pode funcionar, até tomar remédio de ponta cabeça. Basta acreditar nos efeitos positivos. E foi por isso que ele encarou diversas terapias alternativas, desde tomar chá de uma planta chamada erva-de-são-joão, hipnose, homeopatia até participar de um ritual religioso em uma tribo africana. Alguns melhoraram o ânimo do escritor, outros nem tanto.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Além de Solomon, outras pessoas estão procurando alternativas para tratar a depressão. No Brasil, um grupo de pesquisadores viu na ayahuasca uma oportunidade. O chá à base de plantas amazônicas usadas em rituais religiosos, que dá um efeito de bem-estar e tranquilidade, tem princípios ativos que agem direto no cérebro e pode render no futuro novas linhas de antidepressivos. &quot;Os efeitos terapêuticos observados com a ayahuasca são praticamente imediatos, enquanto que as medicações disponíveis demoram duas semanas no mínimo&quot;, explica Jaime Hallak, professor de medicina da USP Ribeirão Preto e coordenador da pesquisa. Outra promessa farmacêutica é a cetamina, usada como anestésico desde os anos 60. Os 120 pacientes do psiquiatra americano Carlos Zarate que tomaram a droga tiveram melhoras rápidas e significativas. Em vez de alterar os níveis de serotonina, dopamina e noradrenalina, a substância regula a concentração de outro neurotransmissor, o glutamato - isso, por si só, já é inovador: seria o primeiro antidepressivo, desde o Marsilid, a não interferir na taxa dos dos três neurotransmissores de sempre. Além disso, há novas tecnologias que apresentam outras duas possibilidades: estimulação magnética transcraniana, ondas eletromagnéticas que estimulam partes do cérebro - algo como o filho prodígio do eletrochoque - e o neurofeedback, em que o paciente faz atividades para treinar o cérebro, e sensores mostram em tempo real os efeitos que restauram o equilíbrio do órgão.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mas não importam as técnicas, terapias ou remédios que você use, os perrengues da vida vão voltar. Triste? Lembre-se: é assim com todo mundo (e muito mas mais intenso com os depressivos). Tentar encarar as adversidades ainda é essencial para sair mais forte de cada crise. &quot;Eu detestava estar deprimido, mas foi também na depressão que aprendi os limites do meu próprio terreno, a plena extensão da minha alma&quot;, escreveu Andrew Solomon. &quot;A experiência da dor, que é especial em sua intensidade, é um dos sinais mais seguros da força da vida&quot;. Conhecer seus próprios limites e não ultrapassá-los torna a vida mais leve - você passa a viver no seu tempo, sem forçar a barra. É encontrar uma rotina que se encaixe em você. E não o contrário.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;u&gt;PARA SABER MAIS&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;*Livros recomendados:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
- O Demônio do Meio-Dia. Andrew Solomon, Objetiva, 2010.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
- O Tempo e o Cão. Maria Rita Kehl, Editorial Boitempo, 2009.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
- The Emperor&#39;s New Drugs. Irving Kirsch, Basic Books, 2010.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;*Principais tipos de anti-depressivos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;- Tricíclicos:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;O que fazem&lt;/i&gt; - aumentam os níveis de serotonina e noradrenalina.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Efeitos colaterais &lt;/i&gt;- sedação, boca e olhos secos, prisão de ventre, ganho de peso, sonolência.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Exemplos&lt;/i&gt; - Tryptan (amitriptilina), Anafranil (clomipramina), Sinequan (doxepina).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;- Inibidores da monoamina oxidase:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;O que fazem&lt;/i&gt; - Anulam a monoamina oxidase, que destrói a serotonina, dopamina e norepinefrina.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Efeitos colaterais&lt;/i&gt; - ganho de peso, inquietação, disfunção sexual e insônia.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Exemplos&lt;/i&gt; - Marsilid (iproniazida), Nardil (fenelzina), Eldepryl (selegilina).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;- Inibidores seletivos de recaptação da serotonina:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;O que fazem&lt;/i&gt; - aumentam os níveis de serotonina.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Efeitos colaterais&lt;/i&gt; - náusea, insônia e disfunção sexual.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Exemplos&lt;/i&gt; - Prozac (fluoxetina), Pondera (paroxetina), Zoloft (sertralina).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;- Atípicos:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;O que fazem&lt;/i&gt; - atuam, de maneiras diferentes, na serotonina, norepinefrina e dopamina.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Efeitos colaterais&lt;/i&gt; - cada um é um caso. Podem suscitar convulsão, confusão, disritmia cardíaca, náusea, ansiedade, disfunção sexual e alergia.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Exemplos&lt;/i&gt; - Efexor (venlafaxina), Zetron (bupropiona), Cymbalta (duloxetina) e outros.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Fontes: Anvisa; IMS Health / Estado de Minas.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;Referências:&lt;/b&gt; &lt;a href=&quot;http://super.abril.com.br/cotidiano/como-lidar-tristeza-753437.shtml&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;SuperInteressante&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicosmica.blogspot.com/feeds/3513728801815147335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/03/a-epidemia-da-depressao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/3513728801815147335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/3513728801815147335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/03/a-epidemia-da-depressao.html' title='A epidemia da depressão'/><author><name>Isabela F. Meira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01072540044269191591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsEOi1ueDf352aMYQsM9Kb05D5e540CGukGqvCFo-zcGw5n-keV2By__RDjC4Oi2SEjfAkxhMCgA5WHXskJE1eUCcEhblbf8d38UMnoHx1jXvNDND_iZshef51zpNy1e8/s113/IMG-20150412-WA0008.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhXvwTKeVK78w-o0_3NKkXq_wPwPaTB4jHQnwIaNmQIBCIZ2x8o04hfDcI54nuhceabpmdHLeqkq20Iqgher7M9SxsDzyq2ymLxD3XC19r-D4Yrkaw7QxTLhNnp7T5sVHrFKYjqhCac3yDO/s72-c/depressao-luto-20130105-size-620.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6290240982532497453.post-586749661951916561</id><published>2015-03-11T13:42:00.000-03:00</published><updated>2015-07-22T00:02:20.090-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="atualidade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ciência"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="emoções"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="neurociência"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pesquisa"/><title type='text'>Mapa corporal das emoções é universal quando estamos felizes, tristes ou bravos</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjv32kJIUwBlPexN80UxrLbT00I1U57YdJN6hX_MVOczVkYDFLllK9dgsCnixa9p31boclxKGxEC8_HQrxS4n-VLGmujQr1LNHsvULRmiHv1W8PKaYnD0Zz9UPI9a1telTeOxKE8JOtSgdV/s1600/818215.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;245&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjv32kJIUwBlPexN80UxrLbT00I1U57YdJN6hX_MVOczVkYDFLllK9dgsCnixa9p31boclxKGxEC8_HQrxS4n-VLGmujQr1LNHsvULRmiHv1W8PKaYnD0Zz9UPI9a1telTeOxKE8JOtSgdV/s1600/818215.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
As emoções traduzem-se em sensações no corpo que são iguais para as diferentes culturas, mostra um estudo que elaborou mapas corporais de 13 emoções distintas. Este trabalho pode ajudar a detectar problemas psicológicos.&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O filme &lt;i&gt;O Cavalo de Turim&lt;/i&gt;, do realizador húngaro Béla Tarr, arranca com um narrador a contar uma história profética sobre Friedrich Nietzsche. Segundo relatos, o filósofo alemão saiu para a rua da cidade italiana, num dia de Janeiro de 1889, e viu, ao longe, um cavalo que se recusava a andar, a ser chicoteado por um homem numa carroça. Nietzsche não aguentou e insurgiu-se com a cena, impedindo a violência, abraçando o animal, chorando. Béla Tarr escolheu no seu filme seguir aquele cavalo, a caminho da escuridão. Mas é Friedrich Nietzsche quem fica caído numa rua de Turim, iniciando a última década da sua vida, dez anos de loucura, depressão e ausência.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Se o filósofo nos pudesse descrever o que sentiu no corpo, quando estava caído, era provável que nos falasse de um nó na garganta, um aperto no peito, uma tensão na região dos olhos e de sentir os braços e pernas frios, distantes. A descrição pode traduzir o mapa corporal das sensações associado à tristeza. Este é um de vários mapas corporais das emoções, definidos por uma equipa de investigadores da Finlândia num trabalho em que defendem que estes padrões são universais, ultrapassando fronteiras geográficas e culturais, e deverão ter uma raiz biológica, explica-se no artigo publicado na revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
“Muitas vezes sentimos as emoções diretamente no corpo”, lê-se no artigo. Um exemplo clássico, também referido no artigo, é o formigueiro no estômago associado ao início sempre surpreendente do amor. A equipe que fez a investigação, da Universidade da Tampere, na Finlândia, começou por estudar as regiões do corpo que ficavam mais ativadas ou desativadas quando as pessoas sentiam 13 emoções: &lt;b&gt;raiva, medo, nojo, felicidade, tristeza, surpresa, ansiedade, amor, depressão, desprezo, orgulho, vergonha, inveja.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhO8C_V89qOncGs7lFVqLjyzOVvFPTW3EYT4oYBJ2d88TsD5Dt9SfZrHnOu0qUgDItxKdZJiemiQqEn6kEUCiRFQqEvwuCnJrM_AEStK5AvyDPUTG1bYJ-yITuL-bOcJkcuIHuHvwM5-AVF/s1600/818216.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;245&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhO8C_V89qOncGs7lFVqLjyzOVvFPTW3EYT4oYBJ2d88TsD5Dt9SfZrHnOu0qUgDItxKdZJiemiQqEn6kEUCiRFQqEvwuCnJrM_AEStK5AvyDPUTG1bYJ-yITuL-bOcJkcuIHuHvwM5-AVF/s1600/818216.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Para isso, os investigadores pediram primeiro a um grupo de 390 pessoas para fazerem um jogo simples. Num programa de computador, os participantes liam a palavra correspondente a uma emoção para depois pintarem num corpo desenhado as regiões que sentiam ficar mais ativadas e aquelas que sentiam ficar menos ativadas durante essa emoção. Esta primeira experiência foi feita em finlandeses, suecos e tailandeses para verificar se a linguagem tinha influência e se havia diferenças culturais nas sensações no corpo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Depois, a equipa quis perceber se as sensações pintadas no corpo estavam influenciadas por uma questão conceitual. Ou seja, testaram se o resultado obtido nos mapas traduzia uma ideia racionalizada de cada participante sobre o que se deveria sentir no corpo quando se estava com raiva ou feliz, ou se era efetivamente aquilo que os participantes estavam a sentir. Nesta segunda experiência, feita a 108 pessoas, os investigadores pediram aos participantes para descrever o que sentiam no corpo quando liam frases associadas a emoções, mas que não tinham lá a palavra referente a cada emoção. Para suscitar felicidade, uma das frases era: “É um belo dia de Verão. Está a guiar um descapotável em direção à praia com os seus amigos e há música a sair das colunas.” Já na tristeza, a frase podia ser: “Numa visita ao hospital, vê uma criança que está a morrer e que quase não consegue manter os olhos abertos.”&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;u&gt;Raiz biológica para sete emoções básicas&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgLicUR4uujBdcDSOIX-ZCYzvnXsCZpHAwo8XQBfldxccz4Eq6CLI_1NGgAmnzCeZT8IwNwYnF_fqYhmmUfuWCwYNeW2Q6EvdLWRP6sajYAghmJYLkFKr2LICFdPrJXnOWAdmBZVXjZBqDn/s1600/faces-ekman.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;172&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgLicUR4uujBdcDSOIX-ZCYzvnXsCZpHAwo8XQBfldxccz4Eq6CLI_1NGgAmnzCeZT8IwNwYnF_fqYhmmUfuWCwYNeW2Q6EvdLWRP6sajYAghmJYLkFKr2LICFdPrJXnOWAdmBZVXjZBqDn/s1600/faces-ekman.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Os resultados deste conjunto de experiências foram consistentes. Os investigadores conseguiram criar, para cada uma das emoções enumeradas em cima, um mapa semelhante com a ativação e a desativação das regiões do corpo humano, independentemente da nacionalidade ou da forma como a emoção foi suscitada. “Estes resultados dão um novo conhecimento sobre como as emoções estão representadas no corpo e não só na mente”, diz Laurie Nummenmaa, uma das autoras do trabalho.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Os mapas mostram que cada uma das 13 emoções tem um mapa corporal diferente, que se repete em cada cultura. “Como as diferentes emoções parecem ter uma base corporal diferente (que é consistente nas várias culturas), isto sugere que as emoções básicas [raiva, medo, nojo, felicidade, tristeza e surpresa; as outras sete já são ‘emoções complexas’] testadas neste estudo podem ter uma raiz biológica e uma base evolutiva.”&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgeezt-dPMVrLYJi4UGCJLKvVdq5DEsh72uaWmMsUlWcLG057AzmcENGlbZzeePnoyceVXCpK2LDYK2qYN44Cy6aS9dEyVUgG-pwxbYj0a_ulpJEgc-KTNAWRkR6zxt6w46RjKwxY2OkFWG/s1600/empsnnsl.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;103&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgeezt-dPMVrLYJi4UGCJLKvVdq5DEsh72uaWmMsUlWcLG057AzmcENGlbZzeePnoyceVXCpK2LDYK2qYN44Cy6aS9dEyVUgG-pwxbYj0a_ulpJEgc-KTNAWRkR6zxt6w46RjKwxY2OkFWG/s1600/empsnnsl.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;A ativação e a desativação de que o estudo fala podem refletir vários fenômenos fisiológicos de acordo com a emoção. “Pedimos apenas às pessoas que nos relatassem como se sentiam, por isso os resultados refletem diferentes tipos de respostas fisiológicas que estão a acontecer. Desse ponto de vista, os mapas provavelmente são uma mistura de diferentes tipos de atividade esqueleto-muscular, visceral e do sistema nervoso autónomo”, interpreta a cientista.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
No artigo, os cientistas descrevem estes mapas mais pormenorizadamente. Na maioria das emoções básicas, há uma “atividade elevada” na área do peito, associada ao aumento de respiração e do ritmo cardíaco. Há também muitas sensações na região da cabeça, “que provavelmente refletem tanto mudanças fisiológicas na cara [a contracção dos músculos, o aumento da temperatura quando se cora ou a produção de lágrimas] como mudanças sentidas na mente provocadas por acontecimentos emocionais”, lê-se no artigo. Já a região do estômago aparece ativa quando as pessoas sentem nojo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiQrTR6okt9a_tM50IRTT28QY16YKU0p2Mnng6zjgk4Uz7k3fW5wZ70AkojNuCGQgT9lHSNspeE71PnIw151iGWqjLM1KN2ue_WmXpDXOln_bPMOFYBpxgAnMsqVHduSHcHjLJ76O3GuZt-/s1600/basic-emotions-1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;134&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiQrTR6okt9a_tM50IRTT28QY16YKU0p2Mnng6zjgk4Uz7k3fW5wZ70AkojNuCGQgT9lHSNspeE71PnIw151iGWqjLM1KN2ue_WmXpDXOln_bPMOFYBpxgAnMsqVHduSHcHjLJ76O3GuZt-/s1600/basic-emotions-1.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;A atividade nos membros está aumentada em emoções associadas à ação como a felicidade ou a raiva. Em contraste, algumas das característica que definem a tristeza são as pernas os braços adormecidos. “As emoções podem promover o bem-estar preparando-nos tanto para a ação, ao aumentar a ativação como acontece na raiva, como protegendo os nossos recursos corporais e sociais, ao diminuir a ativação como acontece na tristeza”, defende Laurie Nummenmaa.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Um dos próximos objetivos da equipe é tentar relacionar estes mapas com os fenômenos fisiológicos que realmente estão a ocorrer em cada região do corpo e de uma forma exaustiva. Uma medição direta desta “ativação e desativação” corporal será difícil de se obter, explica a investigadora. “Em princípio, poderíamos medir a velocidade do sangue com uma perfusão e uma tomografia por emissão de positrões, ou obter imagens corporais de temperatura para detectar diferenças fisiológicas durante a ativação [das regiões do corpo]. Que eu saiba, ninguém tentou fazê-lo antes devido a dificuldades técnicas.” A equipa quer ainda caracterizar como é que crianças de diferentes idades sentem as emoções no seu corpo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVmrUUl2wBh39oVqYrKSmeCX-qzDdYk8NdlgpAhqSKqicl7lNaXH4sSjipyRk_OZsGJRIKEYJmIJY_w34XiwYGg3whGLO8puQsiFwLY7X9GW-SwsnCTB8AD4gJ-7Sf1bomOtXLXvLtP-11/s1600/emotion.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;157&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVmrUUl2wBh39oVqYrKSmeCX-qzDdYk8NdlgpAhqSKqicl7lNaXH4sSjipyRk_OZsGJRIKEYJmIJY_w34XiwYGg3whGLO8puQsiFwLY7X9GW-SwsnCTB8AD4gJ-7Sf1bomOtXLXvLtP-11/s1600/emotion.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Estes mapas obtidos poderão ser ainda utilizados como instrumentos ou “marcadores corporais” para a saúde psicológica. Desta forma, poderão ajudar a inferir estados emocionais das pessoas quando estão com problemas psicológicos, sugere Laurie Nummenmaa. Nas doenças mentais, as respostas emocionais e as sensações corporais podem estar alteradas. Por exemplo, a ansiedade fica exacerbada, provocando dores no peito e fazendo suar as palmas das mãos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
“Medir as sensações corporais, sem ter havido estímulos emocionais prévios, pode ser uma nova forma de detecção de uma alteração nos processos emocionais de alguém. Em alternativa, é possível que as sensações corporais associadas, por exemplo, à tristeza, estejam marcadamente alteradas no caso de uma depressão, o que seria mais um indício para se detectar esse problema”, explica a investigadora.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiS3tJ_sAWjVAvKWsJoqUzF_ih2XnE9uT1OfOeuBIqRxWLzCykqjMSv84zsATzcALvSk08YtiuUn5m5ME6LV0TAQumQLJE7KN5fiPF22GzTj0VpfLqR4ixZVnDf-Nqmo5YQaUhLRYiVEawB/s1600/Pfaces.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;152&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiS3tJ_sAWjVAvKWsJoqUzF_ih2XnE9uT1OfOeuBIqRxWLzCykqjMSv84zsATzcALvSk08YtiuUn5m5ME6LV0TAQumQLJE7KN5fiPF22GzTj0VpfLqR4ixZVnDf-Nqmo5YQaUhLRYiVEawB/s1600/Pfaces.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Para Laurie Nummenmaa é “fascinante a ligação direta” entre o que se passa na mente, quando se está a viver uma emoção, e a reação do corpo a essa emoção. O que originou aquele momento em que Nietzsche abraça o cavalo, um momento tão marcante que levou Béla Tarr a realizar O Cavalo de Turim. Mas a imagem com que ficamos da descrição do comportamento do filósofo é facilmente reconhecível, já que o mapa corporal da tristeza extrema é universal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;Referência:&lt;/b&gt; &lt;a href=&quot;http://www.publico.pt/ciencia/noticia/mapa-corporal-das-emocoes-e-universal-quando-estamos-felizes-zangados-ou-tristes-1617943?page=1#/follow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Publico&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicosmica.blogspot.com/feeds/586749661951916561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/03/mapa-corporal-das-emocoes-e-universal.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/586749661951916561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/586749661951916561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/03/mapa-corporal-das-emocoes-e-universal.html' title='Mapa corporal das emoções é universal quando estamos felizes, tristes ou bravos'/><author><name>Isabela F. Meira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01072540044269191591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsEOi1ueDf352aMYQsM9Kb05D5e540CGukGqvCFo-zcGw5n-keV2By__RDjC4Oi2SEjfAkxhMCgA5WHXskJE1eUCcEhblbf8d38UMnoHx1jXvNDND_iZshef51zpNy1e8/s113/IMG-20150412-WA0008.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjv32kJIUwBlPexN80UxrLbT00I1U57YdJN6hX_MVOczVkYDFLllK9dgsCnixa9p31boclxKGxEC8_HQrxS4n-VLGmujQr1LNHsvULRmiHv1W8PKaYnD0Zz9UPI9a1telTeOxKE8JOtSgdV/s72-c/818215.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6290240982532497453.post-2714482438617946612</id><published>2015-03-03T15:18:00.001-03:00</published><updated>2015-07-22T00:03:40.311-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="atualidade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="notícias"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pesquisa"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sociedade"/><title type='text'>Suicídio mata mais que homicídio e desastres</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhYRf4ZYW2PJWDIQbIEBHNrOdAkNvhB9uX190DNiNNYtZEYvi0cM61i17E2QvIz_FmtcLDDGPzOfMg1C7NfS0wi1rZ7woHCN1fk5IhQA1haM6cKzah4vuEvtNYxDPU3j7jPsovNdfe8eRbi/s1600/suicidio.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;151&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhYRf4ZYW2PJWDIQbIEBHNrOdAkNvhB9uX190DNiNNYtZEYvi0cM61i17E2QvIz_FmtcLDDGPzOfMg1C7NfS0wi1rZ7woHCN1fk5IhQA1haM6cKzah4vuEvtNYxDPU3j7jPsovNdfe8eRbi/s1600/suicidio.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Casos de suicídio superam todos os assassinatos e desastres naturais - e crise econômica global aumenta o número de pessoas se matando. Segundo uma estimativa da Organização Mundial da Saúde, 883 mil pessoas se matam no mundo a cada ano. É mais gente do que todos os mortos em guerras, vítimas de homicídios e desastres naturais - coisas que, somadas, tiram 669 mil vidas por ano.&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E um novo estudo indica que o ritmo dos suicídios está se acelerando. A Universidade de Oxford estudou os efeitos da crise econômica global, que começou em 2008, sobre as taxas de suicídio nos EUA, no Canadá e na Europa. Em todos os casos, elas apresentaram crescimento: de 4,8%, 4,5% e 6,5%, respectivamente.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Os suicídios no mundo já vinham aumentando (o número global de casos cresceu 60% desde a década de 1970), mas agora assumiram um ritmo mais intenso. A crise econômica não é o único fator envolvido. Em 2010, pela primeira vez na história, a maioria da humanidade passou a viver em cidades - onde há mais estresse e mais pressão para ser bem-sucedido. Ao mesmo tempo, as pessoas nunca estiveram tão sós: segundo um estudo feito nos EUA, 40% dos adultos se consideram solitários (o dobro da década de 1980). E isso pode estar impulsionando a depressão e as tentativas de tirar a própria vida. &quot;Quanto maiores os laços sociais em uma cultura, menores as taxas de suicídio&quot;, afirma o psiquiatra Humberto Corrêa, especializado em suicídio.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEixbaVF-bbwoznZoAM0NbLg65piAEEZIJdxCMC0QEWbgGag-YvcVjVdg7W9OLUFCmeKQPxO9ABboLD8IVDzGQsEVAC54RVpzRpbJFjnEfIZnEO5IdjReFeVHOu_RlBrqgsg2KUd7BG_xPWq/s1600/suicidio.gif&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;149&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEixbaVF-bbwoznZoAM0NbLg65piAEEZIJdxCMC0QEWbgGag-YvcVjVdg7W9OLUFCmeKQPxO9ABboLD8IVDzGQsEVAC54RVpzRpbJFjnEfIZnEO5IdjReFeVHOu_RlBrqgsg2KUd7BG_xPWq/s1600/suicidio.gif&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;A família e os amigos nem sempre percebem que a pessoa está pensando em se matar. Mas uma nova técnica promete apontar o risco de suicídio com antecedência, por meio de um simples exame de sangue - que mede os níveis de dois genes relacionados à intenção de se matar. O exame foi criado para uso militar e ainda está em fase de testes.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;Fonte:&lt;/b&gt; &lt;a href=&quot;http://super.abril.com.br/cotidiano/suicidio-mata-mais-homicidio-desastres-826543.shtml&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;SuperInteressante&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicosmica.blogspot.com/feeds/2714482438617946612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/03/suicidio-mata-mais-que-homicidio-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/2714482438617946612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/2714482438617946612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/03/suicidio-mata-mais-que-homicidio-e.html' title='Suicídio mata mais que homicídio e desastres'/><author><name>Isabela F. Meira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01072540044269191591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsEOi1ueDf352aMYQsM9Kb05D5e540CGukGqvCFo-zcGw5n-keV2By__RDjC4Oi2SEjfAkxhMCgA5WHXskJE1eUCcEhblbf8d38UMnoHx1jXvNDND_iZshef51zpNy1e8/s113/IMG-20150412-WA0008.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhYRf4ZYW2PJWDIQbIEBHNrOdAkNvhB9uX190DNiNNYtZEYvi0cM61i17E2QvIz_FmtcLDDGPzOfMg1C7NfS0wi1rZ7woHCN1fk5IhQA1haM6cKzah4vuEvtNYxDPU3j7jPsovNdfe8eRbi/s72-c/suicidio.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6290240982532497453.post-9141398373153666136</id><published>2015-02-24T13:38:00.002-03:00</published><updated>2015-07-22T00:04:39.598-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="fenomenologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="filosofia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="humanismo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="reflexão"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="resenhas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="textos"/><title type='text'>Bem vs. Bondade segundo Vasily Grossman</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em; text-align: left;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1_iUks5_Z-KZhh7LJdS3jVHt0hWrqiFVUv8_DbQAm5dOzgXGbXMeoFZl_9rZgyIOX4QRmUA5g8ZPaIUUuUaSLrfyusHhsGrQbtfsVjg_jlnApeG-1mtxsleEPnBAF8bBmrrKKr5qewU1W/s1600/untitled-1.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1_iUks5_Z-KZhh7LJdS3jVHt0hWrqiFVUv8_DbQAm5dOzgXGbXMeoFZl_9rZgyIOX4QRmUA5g8ZPaIUUuUaSLrfyusHhsGrQbtfsVjg_jlnApeG-1mtxsleEPnBAF8bBmrrKKr5qewU1W/s1600/untitled-1.png&quot; width=&quot;154&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Vasily Grossman&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
Em que consiste o bem? Em que consiste a bondade? O que as diferencia? &lt;i&gt;“Existirá um bem universal, aplicável a todas as pessoas, a todas as tribos, a todas as situações da vida? Ou será que o meu bem está no mal para ti, o bem do meu povo está no mal para o teu povo? Será o bem eterno, imutável, ou o bem de ontem torna-se o mal de hoje, enquanto o mal de ontem se torna o bem de hoje?”&lt;/i&gt; É o que é questionado em “Vida e Destino”, de Vasily Grossman. Segundo reflexões provocadas por Vasily, a noção de “bem” vem sendo reduzida quando o bem é particular, pertencente a algum grupo, perdendo, assim, o caráter universal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo assim, surgem vários “bens particulares”, o bem para os cristãos, o bem para os muçulmanos, o bem para os judeus... Há o bem dos ricos e dos pobres, dos brancos e dos pretos, e assim por diante... De fragmentação em fragmentação, o bem surge dentro de um grupo, separado dos diferentes, seja pelo critério que for – raça, classe, religião, etc. E o Outro – qualquer um que estiver “fora do círculo fechado” desse grupo – já não é mais abrangido por esse bem. Os que lutam pelo seu bem particular, tentam passar-lhe um caráter de aparência universal, afirmando que “seu bem” é o necessário para todos.&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgCqeILlIkvM_BI178FT47pc_pSf5waj0ioOH65CZwMi29vsBdXaIP-kwi_9HrO9PlvIQjdc0HHvqeo0gD4d2xkrcbctCTl98PoppAv1f0BywTuuV-S4ZPJq_ZjFQdL7BW1mFRr9uFInDy-/s1600/grossman.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgCqeILlIkvM_BI178FT47pc_pSf5waj0ioOH65CZwMi29vsBdXaIP-kwi_9HrO9PlvIQjdc0HHvqeo0gD4d2xkrcbctCTl98PoppAv1f0BywTuuV-S4ZPJq_ZjFQdL7BW1mFRr9uFInDy-/s1600/grossman.jpg&quot; width=&quot;183&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Assim, o bem, tendo perdido o caráter universal, um bem isento de bondade, o bem de um grupo particular, começa a lutar contra tudo o que este bem, pequeno e fragmentado, considera um mal, sendo, portanto, causa de muitos males. O cristianismo, por exemplo, causou muito mais derramamento de sangue e sofrimentos do que crimes de bandidos que praticavam o mal pelo mal. Tudo isso porque também se fragmentou nos círculos do bem particular, pequeno. Com essa reflexão, Vasily deixa a impressão de que o oposto da bondade não é o mal, mas sim o bem. O bem seria então essa coisa fragmentada e particular, capaz de se tornar num mal maior do que o próprio mal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas o que é, então, a bondade? Onde se dá a diferença entre o bem e a bondade?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nesse paradigma, além do bem grande e terrível, existe uma “bondade humana do cotidiano”. Uma bondade particular do homem em relação a outro homem, uma bondade desinteressada, sem testemunhas, pequena, sem raciocínio, sem ideologia, sem intenção de ser universal. Uma bondade humana fora do bem religioso e social, refletida em pequenos atos, cotidianamente. Vasily diz que a bondade sem sentido, particular e ocasional, é eterna; pois abrange tudo o que é vivo. Como na Segunda Guerra Mundial, em tempos em que várias loucuras terríveis eram cometidas em nome do bem universal, em tempos em que as pessoas já não pareciam mais seres humanos, a bondade sem sentido, mísera e espalhada, não desapareceu.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot;&gt;
&lt;i&gt;“A bondade da velha que oferece uma fatia de pão ao prisioneiro de guerra, a bondade do soldado que deu a beber do seu cantil ao inimigo ferido, a bondade da juventude que teve pena da velhice, a bondade do camponês que escondeu na casa um velho judeu ou do homem que apesar de pouco que tem para comer dá a aquele outro que nada possui.”&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;
Essa bondade pura, absurda, sem sentido, instintiva e cega é o que constitui o humano num ser humano, é ela que distingue, segundo Vasily, o ser humano dos outros seres, é o que de supremo foi conseguido pelo espírito humano.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhxGH-O4w5qfCxpUUkK-czCOLcA74X7shbepbVKnMcQT4qXwKax-Tlauj0R8zndAfFFteZfESugjlX6J7yBpvHiiP1cg_JNRmDJmAvNL5Rl4wr0QHPiehsmCu9rq8wlFDc8XbIY8hsdS66z/s1600/grossman+(1).jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;131&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhxGH-O4w5qfCxpUUkK-czCOLcA74X7shbepbVKnMcQT4qXwKax-Tlauj0R8zndAfFFteZfESugjlX6J7yBpvHiiP1cg_JNRmDJmAvNL5Rl4wr0QHPiehsmCu9rq8wlFDc8XbIY8hsdS66z/s1600/grossman+(1).jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Porém, ao questionar o bem humano, o autor questiona também a bondade e sua pequenez, sua impotência. Que proveito ela teria se não é contagiosa? “Como é possível transformá-la numa força sem a ressequir, sem a perder pelo caminho, como a igreja a ressequiu e perdeu?” ele questiona. Para Vasily, “a bondade é forte quando é impotente, ao querer transforma-la numa força, ela perde-se, apaga-se, desbota, desaparece.”&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjE5TmsBSJUSykp8RPqVP81UA4JTj3aY9YMVNco8yz9wgMmXZ_bAyElyPS1mydAvU8JcRpIvfpKAaA8VQ2xQ-uNnsyxKBaDoSPvKfz_xb28K-Ct-zNwU5EGowdbyOEVYGqAr_GFTHEHaUmr/s1600/images.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;149&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjE5TmsBSJUSykp8RPqVP81UA4JTj3aY9YMVNco8yz9wgMmXZ_bAyElyPS1mydAvU8JcRpIvfpKAaA8VQ2xQ-uNnsyxKBaDoSPvKfz_xb28K-Ct-zNwU5EGowdbyOEVYGqAr_GFTHEHaUmr/s1600/images.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;“Na impotência da bondade sem sentido está o segredo da sua imortalidade. É invencível. Quanto mais estúpida, absurda e desamparada, tanto maior ela é. Perante ela, o mal é impotente. (...) Ela – amor cego e mudo – é o sentido do homem” (2013, p. 411) Nesse sentido, a história da humanidade não tem sido uma batalha do bem vs. o mal, mas sim uma batalha do grande mal a tentar “triturar a semente do humanismo”. Mas, se a essência de humanidade não for morta no homem, o mal será incapaz de vencer.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Isabela de França Meira&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;Referências:&lt;/b&gt;&amp;nbsp;GROSSMAN, Vasily. Vida e Destino. 2013.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjWkymMxHZL-jK0RZYhQMjUsiDggHaSzJIdDMARpNXgGvkBKG1CQDOgYr41xDoXjKHFHCycl9n7RNvVv8m8m8v4j1oPYHyM-ten81o2bMZvaYIy_CJ828a4Sfl7SIAnrH4ulS0oHsenhajF/s1600/1972495_488253264631170_1486122187_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;126&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjWkymMxHZL-jK0RZYhQMjUsiDggHaSzJIdDMARpNXgGvkBKG1CQDOgYr41xDoXjKHFHCycl9n7RNvVv8m8m8v4j1oPYHyM-ten81o2bMZvaYIy_CJ828a4Sfl7SIAnrH4ulS0oHsenhajF/s1600/1972495_488253264631170_1486122187_n.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicosmica.blogspot.com/feeds/9141398373153666136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/02/bem-vs-bondade-segundo-vasily-grossman.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/9141398373153666136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/9141398373153666136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/02/bem-vs-bondade-segundo-vasily-grossman.html' title='Bem vs. Bondade segundo Vasily Grossman'/><author><name>Isabela F. Meira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01072540044269191591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsEOi1ueDf352aMYQsM9Kb05D5e540CGukGqvCFo-zcGw5n-keV2By__RDjC4Oi2SEjfAkxhMCgA5WHXskJE1eUCcEhblbf8d38UMnoHx1jXvNDND_iZshef51zpNy1e8/s113/IMG-20150412-WA0008.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1_iUks5_Z-KZhh7LJdS3jVHt0hWrqiFVUv8_DbQAm5dOzgXGbXMeoFZl_9rZgyIOX4QRmUA5g8ZPaIUUuUaSLrfyusHhsGrQbtfsVjg_jlnApeG-1mtxsleEPnBAF8bBmrrKKr5qewU1W/s72-c/untitled-1.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6290240982532497453.post-6910856320443398174</id><published>2015-02-09T17:24:00.000-03:00</published><updated>2015-07-22T00:05:10.909-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicanálise"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="teorias"/><title type='text'>Carl Jung: Obstáculos ao crescimento psicológico</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;*Para entender melhor este artigo, leia antes sobre o &lt;a href=&quot;http://www.psicosmica.com/2015/01/carl-jung-individuacao-tornar-se-si.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;processo de individuação&lt;/a&gt; (crescimento psicológico) descrito por Carl Jung: &lt;a href=&quot;http://www.psicosmica.com/2015/01/carl-jung-individuacao-tornar-se-si.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;b&gt;aqui&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgNtZ3oWsv62AiwwZDcq10BYDYSkOJKm_AAAlkst4XdUMbtk3ExgMC87NgUldQWzgoO4OzE2fRestJfcu3VLl3lAZuLajnPfx2Nb1suNdRcSbgZkUO_cjWw5fvQvZSpfGrasGpZVqmdPBiJ/s1600/1385498_472118176236422_1166230023_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgNtZ3oWsv62AiwwZDcq10BYDYSkOJKm_AAAlkst4XdUMbtk3ExgMC87NgUldQWzgoO4OzE2fRestJfcu3VLl3lAZuLajnPfx2Nb1suNdRcSbgZkUO_cjWw5fvQvZSpfGrasGpZVqmdPBiJ/s1600/1385498_472118176236422_1166230023_n.jpg&quot; width=&quot;153&quot; /&gt;&lt;/a&gt;A individuação nem sempre é uma tarefa fácil ou agradável, e o indivíduo precisa ser relativamente saudável em termos psicológicos para começar o processo. O ego precisa ser forte o suficiente para suportar mudanças tremendas, para ser virado pelo avesso no processo de individuação.&lt;/div&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&quot;Pode-se-ia dizer que todo o mundo, com sua confusão e miséria, está num processo de individuação. No entanto, as pessoas não o sabem, esta é a única diferença. A individuação &amp;nbsp;não é de modo algum uma coisa rara ou um luxo de poucos, mas aqueles que sabem que passam pelo processo são considerados afortunados. Desde que suficientemente conscientes, eles tiram algum proveito de tal processo.&quot; (Jung, 1973, p. 442)&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A dificuldade deste processo é peculiar porque constitui um empreendimento totalmente individual, levado a cabo face à rejeição ou, na melhor das hipóteses, indiferença dos outros. Jung escreve que &quot;a natureza não se preocupa com nada que diga respeito a um nível mais elevado de consciência; muito pelo contrário. Logo, a sociedade não valoriza em demasia essas proezas da psique; seus prêmios são sempre dados a realizações e não à personalidade, esta última sendo, na maioria das vezes, recompensada postumamente&quot;. (Jung, 1913, p. 394)&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg3qkt0EnCPPtOdG3NTfnqYFJhhk1Wur36-n7i1QnwTesBp_ki_Qe_jK02YLBVPUwrasu_ebHELxPvqhDzhnS0mr0oKF3TCkhJpbg22Zr5MgQgKi-zXo-m2wNq7t4jB8LewXh_QsvnFGKVO/s1600/escher-hand-with-reflecting-sphere.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg3qkt0EnCPPtOdG3NTfnqYFJhhk1Wur36-n7i1QnwTesBp_ki_Qe_jK02YLBVPUwrasu_ebHELxPvqhDzhnS0mr0oKF3TCkhJpbg22Zr5MgQgKi-zXo-m2wNq7t4jB8LewXh_QsvnFGKVO/s1600/escher-hand-with-reflecting-sphere.jpg&quot; width=&quot;141&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Cada estágio, no processo de individuação, é acompanhado de dificuldades. Primeiramente, há o perigo da identificação com a persona. Aqueles que se identificam com a persona podem tentar tornar-se &quot;perfeitos&quot; demais, incapazes de aceitar seus erros ou fraquezas, ou quaisquer desvios de seu autoconceito idealizado. Aqueles que se identificam totalmente com a persona tenderão a reprimir todas as tendências que não se ajustam, e a projetá-las nos outros, atribuindo a eles a tarefa de representar aspectos de sua identidade negativa reprimida.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A sombra pode ser também um importante obstáculo para a individuação. As pessoas que estão inconscientes de suas sombras, facilmente podem exteriorizar impulsos prejudiciais sem nunca reconhecê-los como errados. Quando a pessoa não chegou a tomar conhecimento da presença de tais impulsos nela mesma, os impulsos iniciais para o mal ou para a ação errada são com freqüência justificados de imediato por racionalizações. Ignorar a sombra pode resultar também numa atitude por demais moralista e na projeção da sombra em outros. Por exemplo, aqueles que são muito favoráveis à censura da pornografia tendem a ficar fascinados pelo assunto que pretendem proibir; eles podem até convencer-se da necessidade de estudar cuidadosamente toda a pornografia disponível, a fim de serem censores eficientes.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O confronto com a anima ou o animus traz, em si, todo o problema do relacionamento com o inconsciente e com a psique coletiva. A anima pode acarretar súbitas mudanças emocionais ou instabilidade de humor num homem. Nas mulheres, o animus frequentemente se manifesta sob a forma de opiniões irracionais, mantidas de forma rígida. (Devemos nos lembrar de que a discussão de Jung sobre anima e animus não constitui uma descrição da masculinidade e da feminilidade em geral. O conteúdo da anima ou do animus é o complemento de nossa concepção consciente de nós mesmos como masculinos ou femininos, a qual, na maioria das pessoas, é fortemente determinada por valores culturais e papéis sexuais definidos em sociedade.)&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg5Cx6eOv_5aIVvMf0QCx9jWwAPRrnz7Fjn26JsbCgGTrltmhWBCHrrFCPuEzYp1nmGnnl7dRF90Cx21hW3E9KTtOUau0_g-YYuObCJMt44l1pbKJgsIAh8aGDPWKAMOYjQqwG6BxDEwYgq/s1600/cabeca-gaiola2.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;155&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg5Cx6eOv_5aIVvMf0QCx9jWwAPRrnz7Fjn26JsbCgGTrltmhWBCHrrFCPuEzYp1nmGnnl7dRF90Cx21hW3E9KTtOUau0_g-YYuObCJMt44l1pbKJgsIAh8aGDPWKAMOYjQqwG6BxDEwYgq/s1600/cabeca-gaiola2.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Quando o indivíduo é exposto ao material coletivo, há o perigo de ser engolido pelo inconsciente. Segundo Jung, tal ocorrência pode tomar uma de duas formas. Primeiro, há a possibilidade da inflação do ego, na qual o indivíduo reivindica para si todas as virtudes da psique coletiva. A outra reação é a impotência do ego; a pessoa sente que não tem controle sobre a psique coletiva e adquire uma consciência aguda de aspectos inaceitáveis do inconsciente - irracionalidade, impulsos negativos e assim por diante.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Assim como em muitos mitos e contos de fadas, os maiores obstáculos estão mais próximos do final. Quando o indivíduo lida com a anima e o animus, uma tremenda energia é libertada. Esta energia pode ser usada para construir o ego ao invés de desenvolver o self. Jung referiu-se a este fato como identificação com o arquétipo do self, ou desenvolvimento da personalidade-mana (mana é uma palavra malanésica que significa a energia ou o poder que emana das pessoas, objetos ou seres sobrenaturais, energia esta que tem uma qualidade oculta ou mágica). O ego identifica-se com o arquétipo do homem sábio ou mulher sábia, aquele que sabe tudo. (Esta síndrome é comum entre os professores universitários mais velhos, por exemplo.) A personalidade-mana é perigosa porque é excessivamente irreal. Indivíduos parados neste estágio tentam ser ao mesmo tempo mais e menos do que na realidade são: mais, porque tendem a acreditar que se tornaram perfeitos, santos ou até divinos, mas na verdade, menos, porque perderam o contato com sua humanidade essencial e com o fato de que ninguém é plenamente sábio, infalível e sem defeitos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhmHyxtop5yAOqW4EsWVJebClTqySihtuuLNRc4TnJjDbY9QexIw5Cd1kfQk2IvOLa0N23yU5GEDRSZ0c3OEmRIIGZUklyKs5XEFmeLnQkzK-g4orJzpg21jEFW8eBBkPzldEMsi7SJnIt2/s1600/1537559_346502112157561_1296932436_o.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;123&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhmHyxtop5yAOqW4EsWVJebClTqySihtuuLNRc4TnJjDbY9QexIw5Cd1kfQk2IvOLa0N23yU5GEDRSZ0c3OEmRIIGZUklyKs5XEFmeLnQkzK-g4orJzpg21jEFW8eBBkPzldEMsi7SJnIt2/s1600/1537559_346502112157561_1296932436_o.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Jung viu a identificação temporária com o arquétipo do self ou com a personalidade-mana como sendo um estágio quase inevitável no processo de individuação. A melhor defesa contra o desenvolvimento da inflação do ego é lembrarmo-nos de nossa humanidade essencial, para permanecermos assentados na realidade daquilo que podemos e precisamos fazer, e não naquilo que deveríamos fazer ou ser.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&quot;Não é perfeição, mas totalidade o que se espera de você.&quot; (Jung, 1973, p. 97)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;Referência:&lt;/b&gt; Teorias da Personalidade, 1939. James Fadiman, Robert Frager.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;*Leia também:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
- &lt;a href=&quot;http://www.psicosmica.com/2014/12/introducao-arquetipos-e-inconsciente.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Carl Jung: Introdução à Arquétipos e Inconsciente Coletivo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
- &lt;a href=&quot;http://www.psicosmica.com/2015/01/carl-jung-simbolos-e-sonhos.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Carl Jung: Símbolos e Sonhos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
- &lt;a href=&quot;http://www.psicosmica.com/2015/01/principais-arquetipos-jung.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Carl Jung: Principais arquétipos da personalidade&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
- &lt;a href=&quot;http://www.psicosmica.com/2015/01/carl-jung-individuacao-tornar-se-si.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Carl Jung: Individuação - Tornar-se si mesmo&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicosmica.blogspot.com/feeds/6910856320443398174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/02/carl-jung-obstaculos-ao-crescimento.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/6910856320443398174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/6910856320443398174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/02/carl-jung-obstaculos-ao-crescimento.html' title='Carl Jung: Obstáculos ao crescimento psicológico'/><author><name>Isabela F. Meira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01072540044269191591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsEOi1ueDf352aMYQsM9Kb05D5e540CGukGqvCFo-zcGw5n-keV2By__RDjC4Oi2SEjfAkxhMCgA5WHXskJE1eUCcEhblbf8d38UMnoHx1jXvNDND_iZshef51zpNy1e8/s113/IMG-20150412-WA0008.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgNtZ3oWsv62AiwwZDcq10BYDYSkOJKm_AAAlkst4XdUMbtk3ExgMC87NgUldQWzgoO4OzE2fRestJfcu3VLl3lAZuLajnPfx2Nb1suNdRcSbgZkUO_cjWw5fvQvZSpfGrasGpZVqmdPBiJ/s72-c/1385498_472118176236422_1166230023_n.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6290240982532497453.post-438781220034363330</id><published>2015-01-28T20:17:00.003-03:00</published><updated>2015-07-22T00:05:26.018-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicanálise"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="teorias"/><title type='text'>Carl Jung: Individuação - Tornar-se si mesmo</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZD_M2zKix9wO_QLC9zieFILlpzaQ0UoB6Uh5-41q881RPcJg9ZQkj4wFUBzXfRY8JGH-hRUXJCMx7OsvW3LqWymI0Noyh2G_PFaFnjYhLE0IJ0g4siPAK8TiHtMGELJJVKwzud1cOBj5z/s1600/rosto+em+escultura.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZD_M2zKix9wO_QLC9zieFILlpzaQ0UoB6Uh5-41q881RPcJg9ZQkj4wFUBzXfRY8JGH-hRUXJCMx7OsvW3LqWymI0Noyh2G_PFaFnjYhLE0IJ0g4siPAK8TiHtMGELJJVKwzud1cOBj5z/s1600/rosto+em+escultura.jpg&quot; height=&quot;185&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;De acordo com Jung, todo indivíduo possui uma tendência para a individuação ou autodesenvolvimento. &quot;Individuação significa tornar-se um ser único, homogêneo, na medida em que por &#39;individualidade&#39; entendemos nossa singularidade mais íntima, última e incomparável, significando também que nos tornamos o nosso próprio si mesmo. Podemos, pois, traduzir &#39;individuação&#39; como &#39;tornar-se si mesmo&#39;&quot; (Jung, 1928, p.49).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Individuação é um processo de desenvolvimento da totalidade e, portanto, de movimento em direção a uma maior liberdade. Isto inclui o desenvolvimento do eixo ego-self, além da integração de várias partes da psique: ego, persona, sombra, anima ou animus e outros arquétipos inconscientes. Quando tornam-se individuados, esses arquétipos expressam-se de maneiras mais sutis e complexas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgb00GOnJ7RDoQuJj_dEXhm156RkeMYXrrOq4VufrTCW6ZJn4rPUpEAAyHzrvg27SsB6T0P_pFgsJ_nACTQLSWE9FHG26laDSkbqsEbv7U8uMwmeCuW3kk3L5UfvpZWEXII0cyPfS2xBbzV/s1600/l.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgb00GOnJ7RDoQuJj_dEXhm156RkeMYXrrOq4VufrTCW6ZJn4rPUpEAAyHzrvg27SsB6T0P_pFgsJ_nACTQLSWE9FHG26laDSkbqsEbv7U8uMwmeCuW3kk3L5UfvpZWEXII0cyPfS2xBbzV/s1600/l.jpg&quot; height=&quot;200&quot; width=&quot;133&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;&quot;Quanto mais conscientes nos tornamos de nós mesmos através do autoconhecimento, atuando, conseqüentemente, tanto mais se reduzirá a camada do inconsciente pessoal que recobre o inconsciente coletivo. Desta forma, vai emergindo uma consciência livre do mundo mesquinho, suscetível e pessoal do eu, aberta para a livre participação de um mundo mais amplo de interesses objetivos. Essa consciência ampliada não é mais aquele novelo egoísta de desejos, temores, esperanças e ambições de caráter pessoal, que sempre deve ser compensado ou corrigido por contratendências inconscientes; tornar-se-á uma função de relação com o mundo de objetos, colocando o indivíduo numa comunhão incondicional, obrigatória e indissolúvel com o mundo.&quot; (Jung, 1928)&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Do ponto de vista do ego, crescimento e desenvolvimento consistem na integração de material novo na consciência, o que inclui a aquisição de conhecimento a respeito do mundo e da própria pessoa. O crescimento, para o ego, é essencialmente a expansão do conhecimento consciente. Entretanto, individuação é o desenvolvimento do self e, do seu ponto de vista, o objetivo é a união da consciência com o inconsciente. Como analista, Jung descobriu que aqueles que vinham a ele na primeira metade da vida estavam relativamente desligados do processo interior de individuação; seus interesses primários centravam-se em realizações externas, no &quot;emergir&quot; como indivíduos e na consecução dos objetivos do ego. Analisando os mais velhos, que haviam alcançado tais objetivos, de forma razoável, tendiam a desenvolver propósitos diferentes - interesses pela integração mais do que pelas realizações, e busca de harmonia com a totalidade da psique.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjRj_PbWxXdn09jjuxyHdjwh3lyjBKN9dkSZj0l6BNRvnk2KV2YB5446cOs3RsT44kLaIFsfmJ8NVGCNbXRN-hkIAfCaAExoUdvzoDTmjMJiKidNDGAAEbVU9DNhbnZqDtmCc7mLxPMTcNZ/s1600/Sem_t_tulo.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjRj_PbWxXdn09jjuxyHdjwh3lyjBKN9dkSZj0l6BNRvnk2KV2YB5446cOs3RsT44kLaIFsfmJ8NVGCNbXRN-hkIAfCaAExoUdvzoDTmjMJiKidNDGAAEbVU9DNhbnZqDtmCc7mLxPMTcNZ/s1600/Sem_t_tulo.png&quot; height=&quot;200&quot; width=&quot;156&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O primeiro passo no processo de individuação é o desnudamento da persona. Embora esta tenha funções protetoras importantes, ela é também uma máscara que esconde o self e o inconsciente. Ao analisarmos a persona, dissolvemos a máscara e descobrimos que, aparentando ser individual, ela é no fundo coletiva; em outras palavras, a persona não passa de uma máscara da psique coletiva. No fundo, nada tem de real; ela representa um compromisso entre o indivíduo e a sociedade acerca daquilo que alguém parece ser: nome, título, ocupação, isto ou aquilo. De certo modo, tais dados são reais; mas, em relação à individualidade essencial da pessoa, representam algo de secundário, uma vez que resultam de um compromisso no qual outros podem ter uma quota maior do que a do indivíduo em questão. (Jung, 1928, p.32)&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O próximo passo é o confronto com a sombra. Na medida em que nós aceitamos a realidade da sombra e dela nos distinguimos podemos ficar livres de sua influência. Além disso, nós nos tornamos capazes de assimilar o valioso material do inconsciente pessoal que é organizado ao redor da sombra.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiSrr-Z6ZZeWQdtNf2AGUwg8PXdzj2rveNdvqDQFK7dj8gk6SSPxXJN4tt9GDHqENPqSlwAtaWf3lFPkt0F8sIwPgrth0vnm0kKC2cdS3v25bDiIEicUwhkEtWT8qylmqCErY8YZQyIKScw/s1600/multiplicidade_no_um.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiSrr-Z6ZZeWQdtNf2AGUwg8PXdzj2rveNdvqDQFK7dj8gk6SSPxXJN4tt9GDHqENPqSlwAtaWf3lFPkt0F8sIwPgrth0vnm0kKC2cdS3v25bDiIEicUwhkEtWT8qylmqCErY8YZQyIKScw/s1600/multiplicidade_no_um.png&quot; height=&quot;158&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;O terceiro passo é o confronto com a anima ou animus. Este arquétipo deve ser encarado como uma pessoa real, uma entidade com quem se pode comunicar e de quem se pode aprender. O indivíduo também se conscientiza de que a anima (ou o animus) tem uma autonomia considerável e de que há probabilidade dela influenciar ou até dominar aqueles que a ignoram ou os que aceitam cegamente suas imagens e projeções como se fossem deles mesmos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O estágio final do processo de individuação é o desenvolvimento do self. &quot;O si mesmo é nossa meta de vida pois é a mais completa expressão daquela combinação do destino a que nós damos o nome de indivíduo&quot;. O self torna-se o novo ponto central da psique. Traz unidade à psique e integra o material consciente e inconsciente. O ego é ainda o centro da consciência mas não é mais visto como o núcleo de toda a personalidade.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgRE78sMf1352Z0SaJBpky23ho2nz2IuBsPOcZuSowT4Va3_5JpvkUUQgsJ2Pb-dh6FheiTxPxdsO-igq8Wen9TaRLsl9wxwQOWgmgN97L0mjvNqkCBktm_RQcbLktbonPHV-zteeXVGfLG/s1600/individuaco-junguiana-cacilda-cuba-dos-santos-14409-MLB176311802_8107-O.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgRE78sMf1352Z0SaJBpky23ho2nz2IuBsPOcZuSowT4Va3_5JpvkUUQgsJ2Pb-dh6FheiTxPxdsO-igq8Wen9TaRLsl9wxwQOWgmgN97L0mjvNqkCBktm_RQcbLktbonPHV-zteeXVGfLG/s1600/individuaco-junguiana-cacilda-cuba-dos-santos-14409-MLB176311802_8107-O.jpg&quot; height=&quot;200&quot; width=&quot;136&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É necessário ter em mente que, embora seja possível descrever a individuação em termos de estágios, o processo de individuação é bem mais complexo do que a simples progressão aqui delineada. Todos os passos mencionados sobrepõem-se, e as pessoas voltam continuamente a problemas e temas antigos (espera-se que de uma perspectiva diferente). A individuação poderia ser apresentada como uma espiral na qual os indivíduos permanecem se confrontando com as mesmas questões básicas, de forma cada vez mais refinada. Este conceito está muito relacionado com a concepção Zen-budista da iluminação, na qual um indivíduo nunca termina um Koan, ou problema espiritual, e a procura de si mesmo é vista como idêntica à finalidade.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;Referência:&lt;/b&gt; Teorias da Personalidade, 1939. James Fadiman, Robert Frager.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;*Leia também:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
- &lt;a href=&quot;http://www.psicosmica.com/2014/12/introducao-arquetipos-e-inconsciente.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Carl Jung: Introdução à Arquétipos e Inconsciente Coletivo&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
- &lt;a href=&quot;http://www.psicosmica.com/2015/01/carl-jung-simbolos-e-sonhos.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Carl Jung: Símbolos e Sonhos&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
-&lt;a href=&quot;http://www.psicosmica.com/2015/01/principais-arquetipos-jung.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt; Carl Jung:&amp;nbsp;Principais arquétipos da personalidade&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
-&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://www.psicosmica.com/2015/02/carl-jung-obstaculos-ao-crescimento.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Carl Jung: Obstáculos ao crescimento&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicosmica.blogspot.com/feeds/438781220034363330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/01/carl-jung-individuacao-tornar-se-si.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/438781220034363330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/438781220034363330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/01/carl-jung-individuacao-tornar-se-si.html' title='Carl Jung: Individuação - Tornar-se si mesmo'/><author><name>Isabela F. Meira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01072540044269191591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsEOi1ueDf352aMYQsM9Kb05D5e540CGukGqvCFo-zcGw5n-keV2By__RDjC4Oi2SEjfAkxhMCgA5WHXskJE1eUCcEhblbf8d38UMnoHx1jXvNDND_iZshef51zpNy1e8/s113/IMG-20150412-WA0008.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZD_M2zKix9wO_QLC9zieFILlpzaQ0UoB6Uh5-41q881RPcJg9ZQkj4wFUBzXfRY8JGH-hRUXJCMx7OsvW3LqWymI0Noyh2G_PFaFnjYhLE0IJ0g4siPAK8TiHtMGELJJVKwzud1cOBj5z/s72-c/rosto+em+escultura.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6290240982532497453.post-268466949824858446</id><published>2015-01-20T11:06:00.000-03:00</published><updated>2015-07-22T00:05:26.008-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicanálise"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="teorias"/><title type='text'>Carl Jung: Principais arquétipos da personalidade</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Cada uma das principais estruturas da personalidade são arquétipos, incluindo o ego, a persona, a sombra, a anima (nos homens), o animus (nas mulheres) e o self.&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;text-align: start;&quot;&gt;Quando tornam-se individuados, esses arquétipos expressam-se de maneiras mais sutis e complexas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhKDn8sWrtG7egN7tlYSjJz6sm1fv6Raujad_0NuNc-lKHKncmjgOeJLfFc49SD6IrVDQ6iDzNgDaxg2DTd-a4FbrRt4LkBmhx6mKd0f81GYQBBNzuL85c5r2DJ_9jU8v2FZEJwxI2ZXZNp/s1600/psique.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhKDn8sWrtG7egN7tlYSjJz6sm1fv6Raujad_0NuNc-lKHKncmjgOeJLfFc49SD6IrVDQ6iDzNgDaxg2DTd-a4FbrRt4LkBmhx6mKd0f81GYQBBNzuL85c5r2DJ_9jU8v2FZEJwxI2ZXZNp/s1600/psique.jpg&quot; height=&quot;200&quot; width=&quot;181&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;O ego&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
O ego é o centro da consciência e um dos maiores arquétipos da personalidade. Ele fornece um sentido de consistência e direção em nossas vidas conscientes. Ele tende a contrapor-se a qualquer coisa que possa ameaçar esta frágil consistência da consciência e tenta convencer-nos de que sempre devemos planejar e analisar conscientemente nossa experiência. Somos levados a crer que o ego é o elemento central de toda a psique e chegamos a ignorar sua outra metade, o inconsciente.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
De acordo com Jung, a princípio a psique é apenas o inconsciente. O ego emerge dele e reúne numerosas experiências e memórias, desenvolvendo a divisão entre o inconsciente e o consciente. Não há elementos inconscientes no ego, só conteúdos conscientes derivados da experiência pessoal.&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgkAWXGu5mlGZwsIl3ipLRyMyILjgp0JFwHdw2VMk3WKqCuKLU6afkDDreLgL1RZhPH9o3HPsx5x9MbhCDsTRslDYzE3mYfSJBnZXYJkQOFCqqDkeP-lYYTph0wEJO18yL4-CBtE67KRvPp/s1600/persona.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgkAWXGu5mlGZwsIl3ipLRyMyILjgp0JFwHdw2VMk3WKqCuKLU6afkDDreLgL1RZhPH9o3HPsx5x9MbhCDsTRslDYzE3mYfSJBnZXYJkQOFCqqDkeP-lYYTph0wEJO18yL4-CBtE67KRvPp/s1600/persona.jpg&quot; height=&quot;200&quot; width=&quot;155&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;b&gt;&lt;u&gt;A Persona&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nossa persona é a forma pela qual nos apresentamos ao mundo. É o caráter que assumimos; através dela nós nos relacionamos com os outros. A persona inclui nossos papéis sociais, o tipo de roupa que escolhemos para usar e nosso estilo de expressão pessoal. O termo &quot;persona&quot; é derivado da palavra latina equivalente a máscara, e que se refere às máscaras usadas pelos atores no drama grego para dar significado aos papéis que estavam representando. As palavras &quot;pessoa&quot; e &quot;personalidade&quot; também estão relacionadas a este termo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A persona tem aspectos tanto positivos quanto negativos. Uma persona dominante pode abafar o indivíduo e aqueles que se identificam com sua persona tendem a se ver apenas nos termos superficiais de seus papéis sociais e de sua fachada. Jung chamou também a persona de &quot;arquétipo da conformidade&quot;. Entretanto, a persona não é totalmente negativa. Ela serve para proteger o ego e a psique das diversas forças e atitudes sociais que nos invadem. A persona é também um instrumento precioso para a comunicação. A persona pode, com freqüência, desempenhar um papel importante em nosso desenvolvimento positivo. A medida que começamos a agir de determinada maneira, a desempenhar um papel, nosso ego se altera gradualmente nessa direção.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhtwwfVhl65pxMMu9ePIXuFkNQHNe0ND3D6WXfmZh0BUzLFfV9Ipo6BVmltW-LnkPVTmoOAscWW3qHU8Ylj6upTw_VHNI2TZVCLwEyE91ergxp7fZjBv3Zo8WEQK9a0iidhbmtrAllSMNFR/s1600/images.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhtwwfVhl65pxMMu9ePIXuFkNQHNe0ND3D6WXfmZh0BUzLFfV9Ipo6BVmltW-LnkPVTmoOAscWW3qHU8Ylj6upTw_VHNI2TZVCLwEyE91ergxp7fZjBv3Zo8WEQK9a0iidhbmtrAllSMNFR/s1600/images.jpg&quot; height=&quot;200&quot; width=&quot;171&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;A sombra&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A sombra é o centro do inconsciente pessoal, o núcleo do material que foi reprimido da consciência. Inclui aquelas tendências, desejos, memórias e experiências que são rejeitadas pelo indivíduo como incompatíveis com a persona e contrárias aos padrões e ideais sociais. Quanto mais forte for nossa persona, e quanto mais nos identificarmos com ela, mais repudiaremos outras partes de nós mesmos. A sombra representa aquilo que consideramos inferior em nossa personalidade e também aquilo que neglicenciamos e nunca desenvolvemos em nós mesmos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Jung descobriu que o material reprimido se organiza e se estrutura ao redor da sombra, que se torna, em certo sentido, um &lt;i&gt;self negativo&lt;/i&gt;, a sombra do ego. A sombra é via de regra vivida em sonhos como uma figura escura, primitiva, hostil ou repelente, porque seus conteúdos foram violentamente retirados da consciência e aparecem como antagônicos à perspectiva consciente. Se o material da sombra for trazido à consciência, ele perde muito de sua natureza amedrontadora e escura.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A sombra é mais perigosa quando não é reconhecida. Neste caso, o indivíduo tende a projetar sua qualidades indesejáveis em outros ou a deixar-se dominar pela sombra sem o perceber. Quanto mais o material da sombra tornar-se consciente, menos ele pode dominar. Entretanto, a sombra é uma parte integral da nossa natureza e nunca pode ser simplesmente eliminada. Uma pessoa sem sombra não é um indivíduo completo, mas uma caricatura bidimensional que rejeita a mescla do bom e do mal e a ambivalência presente em todos nós.&lt;/div&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&quot;Como posso ser substancial sem dispor de uma sobra? Eu também preciso ter um lado escuro, se quiser ser inteiro; e, tornando-me consciente de minha sombra, lembro-me, novamente, que sou um ser humano como qualquer outro.&quot; (Jung, 1931, p.59)&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Cada porção reprimida da sombra representa uma parte de nós mesmos. Nós nos limitamos na mesma proporção que mantemos este material inconsciente. À medida que a sombra se faz mais consciente, recuperamos partes de nós mesmos previamente reprimidas. Além disso, a sombra não é apenas uma força negativa na psique. Ela é um depósito de considerável energia instintiva, espontaneidade e vitalidade, e é a fonte principal de nossa criatividade. Assim como todos os arquétipos, a sombra origina-se no inconsciente coletivo e pode permitir acesso individual a grande parte do valioso material inconsciente que é rejeitado pelo ego e pela persona.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjVOEGVlznRd05f-HPpJ1CBiTU7DxLlJriCujj6875I1l4K9Z-CM2Ivu750ejCIo0BW-JjA0hJuk-zdGiH1m5gtemNwFTfZRLBTXeipUXhVa32sxsIgzdQ4gmjNgZr7MOzAW4j657yMenCy/s1600/sombras.jpeg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjVOEGVlznRd05f-HPpJ1CBiTU7DxLlJriCujj6875I1l4K9Z-CM2Ivu750ejCIo0BW-JjA0hJuk-zdGiH1m5gtemNwFTfZRLBTXeipUXhVa32sxsIgzdQ4gmjNgZr7MOzAW4j657yMenCy/s1600/sombras.jpeg&quot; height=&quot;106&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
No momento em que acharmos que a compreendemos, a sombra aparecerá de outra forma. Lidar com a sombra é um processo que dura a vida toda, e que consiste em olhar para dentro e refletir honestamente sobre aquilo que vemos lá.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;u&gt;Anima ou Animus&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Jung postulou uma estrutura inconsciente que representa a parte sexual oposta de cada indivíduo; ele denomina tal estrutura de anima no homem e animus na mulher. Esta estrutura psíquica básica funciona como um ponto de convergência para todo material psíquico que não se adapta à autoimagem consciente de um indivíduo como homem ou mulher. Portanto, na medida em que uma mulher define a si mesma em termos femininos, seu animus vai incluir aquelas tendências e experiências dissociadas que ela definiu como masculinas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
De acordo com Jung, o pai do sexo aposto ao da criança é uma importante influência no desenvolvimento da anima ou animus, e todas as relações com o sexo oposto, incluindo os pais, são intensamente afetadas pelas projeções das fantasias da anima ou animus. Este arquétipo é um dos mais influentes reguladores do comportamento. Ele aparece em sonhos e fantasias como figuras do sexo oposto, e funciona como um mediador fundamental entre processos inconscientes e conscientes.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;u&gt;Self&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Jung chamou o &lt;i&gt;self&lt;/i&gt; de &lt;i&gt;arquétipo central&lt;/i&gt;, arquétipo da ordem e totalidade da personalidade. &quot;Consciente e inconsciente não estão necessariamente em oposição um ao outro, mas complementam-se mutuamente para formar uma totalidade: o self.&quot; (Jung, 1928, p.53).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgDlgwsQSXh4G_g6YS0D4Yia-_f4PJq0BHkVYReja6ogyhnIsV2xPv7doEEFokAQJ0UrEX2eHkRoZ7oa_bWYCefKvBHrt_xzp0oPiN_Bs-MqPhVDnnQNmNvqt_K5ika3PT9sTubYGnh0Rnh/s1600/mandala01.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgDlgwsQSXh4G_g6YS0D4Yia-_f4PJq0BHkVYReja6ogyhnIsV2xPv7doEEFokAQJ0UrEX2eHkRoZ7oa_bWYCefKvBHrt_xzp0oPiN_Bs-MqPhVDnnQNmNvqt_K5ika3PT9sTubYGnh0Rnh/s1600/mandala01.jpg&quot; height=&quot;200&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Jung descobriu o arquétipo do self apenas depois de estarem concluídas suas investigações sobre as outras estruturas da psique. O self é com freqüência figurado em sonhos ou imagens de forma impessoal - como um círculo, mandala, cristal ou pedra - ou pessoal - como um casal real, uma criança divina, ou na forma de outro símbolo de divindade. Todos estes são símbolos da totalidade, unificação, reconciliação de polaridades, ou equilíbrio dinâmico - os objetos do processo de individuação.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O self é um fator interno de orientação, muito diferente e até mesmo estranho ao ego e à consciência. &quot;O self não é apenas o centro, mas também toda a circunferência que abarca tanto o consciente quanto o inconsciente; é o centro desta totalidade, assim como o ego é o centro da consciência&quot; (Jung, 1936, p.41). Ele pode, de início, aparecer em sonhos como uma imagem significante, um ponto ou uma sujeira de mosca, pelo fato do self ser bem pouco familiar e pouco desenvolvido na maioria das pessoas. O desenvolvimento do self não significa que o ego seja dissolvido. Este último continua sendo o centro da consciência, mas agora ele é vinculado ao self como consequência de um longo e árduo processo de compreensão e aceitação de nossos processos inconscientes. O ego já não parece mais o centro da personalidade, mas uma das inúmeras estruturas dentro da psique.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjPOJp1Kk9czWIC9jrJ5leWJwbPIGGI_VLXHwvpf-WoV1iKCsFZHWheiJaI1SFrDfuX6JdR0dsAAR_iPpGrSgc14pEfUdq3_QKXJ8uc9axW_ECnSCGELlQmoG0xTqiIc5Jp2SHgXeK4l9h4/s1600/arquetipos.jpeg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjPOJp1Kk9czWIC9jrJ5leWJwbPIGGI_VLXHwvpf-WoV1iKCsFZHWheiJaI1SFrDfuX6JdR0dsAAR_iPpGrSgc14pEfUdq3_QKXJ8uc9axW_ECnSCGELlQmoG0xTqiIc5Jp2SHgXeK4l9h4/s1600/arquetipos.jpeg&quot; height=&quot;195&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&quot;O self designa a personalidade total. A personalidade total do Homem é indescritível... porque seu inconsciente não pode ser descrito.&quot; (Jung em Evans, 1964, p. 62).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;Referência: &lt;/b&gt;Teorias da Personalidade, 1939. James Fadiman, Robert Frager.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;*Leia também:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
-&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://www.psicosmica.com/2014/12/introducao-arquetipos-e-inconsciente.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Carl Jung: Introdução à Arquétipos e Inconsciente Coletivo&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
- &lt;a href=&quot;http://www.psicosmica.com/2015/01/carl-jung-simbolos-e-sonhos.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Carl Jung: Símbolos e Sonhos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
- &lt;a href=&quot;http://www.psicosmica.com/2015/01/carl-jung-individuacao-tornar-se-si.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Carl Jung: Individuação - Tornar-se si mesmo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
-&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://www.psicosmica.com/2015/02/carl-jung-obstaculos-ao-crescimento.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Carl Jung: Obstáculos ao crescimento&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicosmica.blogspot.com/feeds/268466949824858446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/01/principais-arquetipos-jung.html#comment-form' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/268466949824858446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/268466949824858446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/01/principais-arquetipos-jung.html' title='Carl Jung: Principais arquétipos da personalidade'/><author><name>Isabela F. Meira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01072540044269191591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsEOi1ueDf352aMYQsM9Kb05D5e540CGukGqvCFo-zcGw5n-keV2By__RDjC4Oi2SEjfAkxhMCgA5WHXskJE1eUCcEhblbf8d38UMnoHx1jXvNDND_iZshef51zpNy1e8/s113/IMG-20150412-WA0008.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhKDn8sWrtG7egN7tlYSjJz6sm1fv6Raujad_0NuNc-lKHKncmjgOeJLfFc49SD6IrVDQ6iDzNgDaxg2DTd-a4FbrRt4LkBmhx6mKd0f81GYQBBNzuL85c5r2DJ_9jU8v2FZEJwxI2ZXZNp/s72-c/psique.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6290240982532497453.post-784774705021725778</id><published>2015-01-15T21:45:00.000-03:00</published><updated>2015-07-22T00:05:35.389-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicanálise"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="psicologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="teorias"/><title type='text'>Carl Jung: Símbolos e Sonhos</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjMpa_WpTYzfl30dEI5vjCVsUvXtvjwby6MyPfPKD0MnsEQ44Wa59pbgQ9mw1ZiKMbAN_shFckNPvjCog4Bzxzz9cWReKuvXzSuIkvf4Vc_-RlTzf62mclJJAjJUHlrR0d7T6Zq85QNUbcj/s1600/Carl-Jung.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjMpa_WpTYzfl30dEI5vjCVsUvXtvjwby6MyPfPKD0MnsEQ44Wa59pbgQ9mw1ZiKMbAN_shFckNPvjCog4Bzxzz9cWReKuvXzSuIkvf4Vc_-RlTzf62mclJJAjJUHlrR0d7T6Zq85QNUbcj/s1600/Carl-Jung.jpg&quot; height=&quot;112&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
De acordo com Jung, o inconsciente se expressa primariamente através de símbolos. Embora nenhum símbolo concreto possa representar de forma plena um arquétipo (que é uma forma sem conteúdo específico), quanto mais um símbolo harmonizar-se com o material inconsciente organizado ao redor de um arquétipo, mais ele evocará uma resposta intensa, emocionalmente carregada.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjT3vnpoNyWL3X40WcQuzTNhhDolvKuV6okX_zNpbH-aDjl-1QaaYeqfiWSZ5XpqwbvuRvYWEJW6xcC86A3YXO9EqCHZX9mgoB9df2K3zo4YSAvRUOUrmBr2vM5qXaQj9s712wwD5HAKts9/s1600/mandalaGoldenFlower.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjT3vnpoNyWL3X40WcQuzTNhhDolvKuV6okX_zNpbH-aDjl-1QaaYeqfiWSZ5XpqwbvuRvYWEJW6xcC86A3YXO9EqCHZX9mgoB9df2K3zo4YSAvRUOUrmBr2vM5qXaQj9s712wwD5HAKts9/s1600/mandalaGoldenFlower.jpg&quot; height=&quot;198&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Jung está interessado nos símbolos &quot;naturais&quot; que são produções espontâneas da psique individual, mais do que em imagens ou esquemas deliberadamente criados por um artista. Além dos símbolos encontrados em sonhos ou fantasias de um indivíduo, há também símbolos coletivos importantes, que são geralmente imagens religiosas, tais como a cruz, a estrela de seis pontas de David e a roda da vida budista. &quot;Assim como uma planta produz flores, assim a psique cria os seus símbolos.&quot; (Jung, 1964, p.64)&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Imagens e termos simbólicos via de regra representam conceitos que nós não podemos definir com clareza ou compreender plenamente. Para Jung, um signo &lt;i&gt;representa&lt;/i&gt; alguma outra coisa; um símbolo &lt;i&gt;é&lt;/i&gt; alguma coisa em si mesma - uma coisa dinâmica, viva. O símbolo representa a situação psíquica do indivíduo e ele é essa situação num dado momento.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Aquilo a que nós chamamos de símbolo pode ser um termo, um nome ou até uma imagem que nos pode ser familiar na vida diária, embora possua conotações específicas além de seu significado convencional e óbvio. Implica algo vago, desconhecido para nós... Assim, uma palavra ou uma imagem é simbólica quando implica alguma coisa além de seu significado manifesto e imediato. Esta palavra ou esta imagem tem um aspecto &quot;inconsciente&quot; mais amplo que não é nunca precisamente definido ou plenamente explicado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEha8JOtzVwPWFW_pjKqxtRZRD91qyBb1Un_XOEpVUukrTBiDEL42Y83WyiKpowzQu8NnoQDiUYO6IfPa4PleK5wEqq9KowZEPgSGcX0W13wuqlEQcAnPnpz1ozV8FGMVZYPV0pK3G-C8USb/s1600/lucid-dream-flying.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEha8JOtzVwPWFW_pjKqxtRZRD91qyBb1Un_XOEpVUukrTBiDEL42Y83WyiKpowzQu8NnoQDiUYO6IfPa4PleK5wEqq9KowZEPgSGcX0W13wuqlEQcAnPnpz1ozV8FGMVZYPV0pK3G-C8USb/s1600/lucid-dream-flying.jpg&quot; height=&quot;132&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Os sonhos são pontes importantes entre processos conscientes e inconscientes. Comparado à nossa vida onírica, o pensamento consciente contém menos emoções intensas e imagens simbólicas. Os símbolos oníricos freqüentemente envolvem tanta energia psíquica, que somos compelidos a prestar atenção neles.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Para Jung, os sonhos desempenham, na psique, um importante papel complementar (ou compensatório). Ajudam a equilibrar as influências dispersadoras e imensamente variadas a que estamos expostos em nossa vida consciente; tais influências tendem a moldar nosso pensamento de diversas maneiras que são com freqüência inadequadas à nossa personalidade e individualidade. &quot;A função geral dos sonhos é tentar estabelecer a nossa balança psicológica pela produção de um material onírico que reconstitui, de maneira útil, o equilíbrio psíquico total&quot;. (Jung, 1964, p.49)&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi-F2jzHHxYPYpUqHHbKm-BhwzDKZz7ULs21LYztGTz8760xNFHQt1nE51Inz-ozI-81-j5-jJA4OyFmsRz7dP7-tuK4vA7RaBXKVbIMgo0gvBj8Qbx3JWQWEZnp-NBia5xzenkF4kEJhn2/s1600/jung-cor.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi-F2jzHHxYPYpUqHHbKm-BhwzDKZz7ULs21LYztGTz8760xNFHQt1nE51Inz-ozI-81-j5-jJA4OyFmsRz7dP7-tuK4vA7RaBXKVbIMgo0gvBj8Qbx3JWQWEZnp-NBia5xzenkF4kEJhn2/s1600/jung-cor.jpg&quot; height=&quot;200&quot; width=&quot;146&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Jung abordou os sonhos como realidades vivas que precisam ser experimentadas e observadas com cuidado para serem compreendidas. Ele tentou descobrir o significado dos símbolos oníricos prestando muita atenção à forma e ao conteúdo do sonho e, com relação à análise dos sonhos, Jung distanciou-se gradualmente da confiança psicanalítica na livre associação. &quot;A livre associação vai trazer à tona todos os meus complexos, mas dificilmente o significado de um sonho. Para entender o significado do sonho, precisamos nos agarrar tanto quanto possível às suas imagens.&quot; (Jung, 1934, p.149). Na análise, Jung traria continuamente seus pacientes de volta às imagens do sonho, e perguntar-lhes-ia: &lt;i&gt;&quot;O que dizia o sonho?&quot;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgJ64lmqRVt2isvTPKhQkkEKI_r8Kel7Y7JtvBBMymWGhRtlNQnvkVcUvNaMGvV-jGgHQk_26JKu4YRCPaqAUC41tb-1PhXfiSwU0BjhccwD8QGJaph2hNCUncSUbm2lrtigR7CmMJ07ko9/s1600/Dreaming.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgJ64lmqRVt2isvTPKhQkkEKI_r8Kel7Y7JtvBBMymWGhRtlNQnvkVcUvNaMGvV-jGgHQk_26JKu4YRCPaqAUC41tb-1PhXfiSwU0BjhccwD8QGJaph2hNCUncSUbm2lrtigR7CmMJ07ko9/s1600/Dreaming.jpg&quot; height=&quot;148&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Pelo fato do sonho lidar com símbolos que têm mais de um significado, não pode haver um sistema simples ou mecânico para sua interpretação. Qualquer tentativa de análise de um sonho precisa levar em conta as atitudes, a experiência e a formação do sonhador. É uma aventura comum vivida entre o analista e o analisando. O caráter das interpretações do analista é apenas experimental, até que elas sejam aceitas e sentidas como válidas pelo analisando.&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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Mais importante do que a compreensão cognitiva dos sonhos é o ato de experienciar o material onírico e levá-lo a sério. Um analista junguiano salientou a importância de &quot;tratar nossos sonhos como amigos&quot; e encará-los não como eventos isolados, mas como comunicações dos contínuos processos inconscientes. &quot;É necessário que o inconsciente torne conhecida sua própria direção, e nós devemos dar-lhe direito de voto idêntico ao do ego, se é que cada lado deva adaptar-se ao outro. À medida que o ego ouve e o inconsciente é encorajado a participar do diálogo, a posição do inconsciente é transformada daquela de um adversário para a de um amigo, com pontos de vista de algum modo diferentes mas complementares&quot; (Singer, 1972, p.283)&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;b&gt;*Leia também:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
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- &lt;a href=&quot;http://www.psicosmica.com/2014/12/introducao-arquetipos-e-inconsciente.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Carl Jung: Introdução à Arquétipos e Inconsciente Coletivo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
- &lt;a href=&quot;http://www.psicosmica.com/2015/01/principais-arquetipos-jung.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Carl Jung: Principais arquétipos da personalidade&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
-&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://www.psicosmica.com/2015/01/carl-jung-individuacao-tornar-se-si.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Carl Jung: Individuação - Tornar-se si mesmo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
- &lt;a href=&quot;http://www.psicosmica.com/2015/02/carl-jung-obstaculos-ao-crescimento.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Carl Jung: Obstáculos ao crescimento&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;Referência:&lt;/b&gt; Teorias da Personalidade, 1939. James Fadiman, Robert Frager.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicosmica.blogspot.com/feeds/784774705021725778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/01/carl-jung-simbolos-e-sonhos.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/784774705021725778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6290240982532497453/posts/default/784774705021725778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicosmica.blogspot.com/2015/01/carl-jung-simbolos-e-sonhos.html' title='Carl Jung: Símbolos e Sonhos'/><author><name>Isabela F. Meira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01072540044269191591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsEOi1ueDf352aMYQsM9Kb05D5e540CGukGqvCFo-zcGw5n-keV2By__RDjC4Oi2SEjfAkxhMCgA5WHXskJE1eUCcEhblbf8d38UMnoHx1jXvNDND_iZshef51zpNy1e8/s113/IMG-20150412-WA0008.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjMpa_WpTYzfl30dEI5vjCVsUvXtvjwby6MyPfPKD0MnsEQ44Wa59pbgQ9mw1ZiKMbAN_shFckNPvjCog4Bzxzz9cWReKuvXzSuIkvf4Vc_-RlTzf62mclJJAjJUHlrR0d7T6Zq85QNUbcj/s72-c/Carl-Jung.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>6</thr:total></entry></feed>