<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-8789806572518301925</atom:id><lastBuildDate>Sat, 28 Sep 2024 20:41:31 +0000</lastBuildDate><category>Qualidade em saúde</category><category>Segurança do Paciente</category><category>erro médico</category><category>evento adverso</category><category>financiamento da saúde</category><category>infecção hospitalar</category><category>Acreditação Hospitalar</category><category>Cirurgia Segura</category><category>Erro Humano</category><category>Higienização das Mãos</category><category>Processos em Saúde</category><title>Qualidade em Saúde</title><description>Blog dedicado à qualidade na assistência médica, à busca da redução erros médicos e eventos adversos na assistência médico-hospitalar.</description><link>http://qualidadeemsaude.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Dario Ferreira)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>13</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8789806572518301925.post-4026953657258463912</guid><pubDate>Mon, 04 Apr 2011 15:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-04-11T22:48:01.819-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">evento adverso</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">financiamento da saúde</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">infecção hospitalar</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Qualidade em saúde</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Segurança do Paciente</category><title>Uma revolução necessária na Saúde Suplementar</title><description>Hoje, 23% dos brasileiros são usuários do sistema de saúde suplementar com direito a atendimento no sistema privado. No Estado de São Paulo, esta porcentagem chega a 40% da população com mais de 18 milhões de associados a operadoras e planos de saúde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esses brasileiros vivem sob uma &lt;b&gt;condição perversa&lt;/b&gt;. O atual sistema de remuneração das operadoras de saúde aos hospitais, em sua grande parte, é feita pelo sistema &lt;i&gt;fee for service&lt;/i&gt;&amp;nbsp;(pagamento por serviço prestado), isto traduz-se no fato de que quanto mais o paciente consumir em serviços, materiais e medicamentos, mais o hospital vai &quot;lucrar&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por uma sequência enorme de políticas erradas nos acordos comerciais entre hospitais e operadoras vindas dos tempos de inflação alta, os hospitais transformaram-se em enormes farmácias que sobrevivem (ou ganham dinheiro) às custas da venda destes materiais e medicamentos, tendo reduzido enormemente suas margens de rentabilidade em diárias e taxas. É como se os hotéis deixassem de garantir sua sustentabilidade pela locação dos quartos e passassem a ser grandes shoppings.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas afinal, aonde está esta condição perversa? A perversão do sistema está em que o hospital passa a obter lucro de danos causados pela assistência ao paciente. Assim, se o paciente sofrer uma infecção hospitalar o hospital lucra muito com a venda de antibióticos, já que antibióticos usados para tratamento de infecções hospitalares são muito mais rentáveis que&amp;nbsp;antibióticos&amp;nbsp;comuns. Se o paciente sofrer uma embolia pulmonar durante sua internação, um procedimento simples de baixa rentabilidade pode tornar-se num tratamento altamente rentável para o hospital.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isto transforma a assistência hospitalar num mundo &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Esquizofrenia&quot;&gt;esquizofrênico&lt;/a&gt; no qual a melhoria da qualidade na assistência e o gerenciamento de risco com redução dos danos aos pacientes trazem prejuízos ou queda na rentabilidade dos hospitais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há mais de 10 anos, hospitais do mundo inteiro vem promovendo uma intensa melhoria na qualidade e segurança ao paciente e não é pouco frequente ouvir de executivos de grandes instituições hospitalares que este movimento de melhoria reduziu sua lucratividade. Neste cenário o maior prejudicado é o paciente que fica desarmado no meio da guerra entre hospitais e operadoras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É sempre bom nessas situações lembrarmos de John Nash e a Teoria dos Jogos demonstrado de modo tão didático no filme &lt;b&gt;&lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=4qmlJvytsBU&quot;&gt;Uma Mente Brilhante&lt;/a&gt;!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
De acordo com a teoria dos jogos, os melhores resultados surgem quando fazemos o melhor para nós e também para nossos parceiros. Mas isto não se aplica ao mundo da assistência à saúde privada hoje em dia. Cada um quer o melhor para si e os parceiros que se arranjem. O pior é que nesta relação comercial, os pacientes aparecem apenas como sinistros, custos gerados às operadoras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todas as instituições que dedicam-se à segurança do paciente e à qualidade na assistência afirmam categoricamente que a única maneira de efetivamente melhorar a assistência prestada aos pacientes é transformá-los no único foco da assistência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Recentemente a ANVISA proibiu o Brasindice (índice de preços de medicamentos) de publicar os preços máximos ao consumidor. Isto forçará hospitais e operadoras a negociarem estes preços, mas isto está muito longe de ser suficiente para inverter essa lógica perversa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Está na hora de hospitais e operadoras sentarem-se de verdade à mesa, não para discutir uso de órteses e próteses, mas para discutir e precificar a qualidade na assistência. Está na hora das operadoras pararem de pagar pelos danos causados aos pacientes, como fez o Medicare nos Estados Unidos. Somente desta forma os hospitais terão real empenho aumentar a qualidade e gerenciar seus riscos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sociedade preocupa-se tanto com o erro médico, como se este fosse um problema isolado. O problema é multifatorial não pode ser visto isoladamente. Esta é a revolução necessária, alguém tem que agir urgentemente!</description><link>http://qualidadeemsaude.blogspot.com/2011/04/uma-revolucao-necessaria-na-saude.html</link><author>noreply@blogger.com (Dario Ferreira)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8789806572518301925.post-4580126658550856544</guid><pubDate>Mon, 13 Sep 2010 21:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-09-13T14:04:14.645-07:00</atom:updated><title>A Navalha de Ockam</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRnhrC7cwk7TbXZmqoxFHZceCorn1C6nMnSU7rW0UbwrS1oV5w&amp;amp;t=1&amp;amp;usg=__-fFO8hx2JxXgdTMABhXT0NstEGQ=&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRnhrC7cwk7TbXZmqoxFHZceCorn1C6nMnSU7rW0UbwrS1oV5w&amp;amp;t=1&amp;amp;usg=__-fFO8hx2JxXgdTMABhXT0NstEGQ=&quot; width=&quot;246&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Antes de focar o modo como erramos e as maneiras de evitá-los, é importante que expliquemos o conceito da Navalha de Ockam citada no penúltimo &lt;i&gt;post&lt;/i&gt;.&lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Guilherme_de_Ockham&quot;&gt;William (Guilherme) de Ockam&lt;/a&gt;, lógico inglês e frade franciscano do Século XIV, elaborou o que se chamou de Lei da Parcimônia:&amp;nbsp;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px;&quot;&gt;&lt;i&gt;Entia non sunt multiplicanda preater necessitatem&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px;&quot;&gt;(ou ainda,&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px;&quot;&gt;&lt;i&gt;pluralitas non est ponenda sine necessitate)&lt;/i&gt;, traduzindo, As entidades não devem ser multiplicadas além da necessidade (ou, não se deve incluir pluralidade sem necessidade).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: 13px; line-height: 19px;&quot;&gt;Mas o que isto tem a ver com qualidade em saúde? Tem tudo a ver, quando elaboramos processos temos a enorme tendência de fazê-los complexos, cheios de passos e etapas, cheios de pontos de checagem. É bastante comum atribuirmos mais funções e tarefas a pessoas já sobrecarregadas de trabalho, apenas porque queremos controlar melhor um ou outro processo. É comum inserirmos retrabalhos e etapas que pouco ou nada impactam os resultados apenas para podermos controlá-los melhor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: 13px; line-height: 19px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: 13px; line-height: 19px;&quot;&gt;É essencial &lt;b&gt;simplifiquemos &lt;/b&gt;nossos processos, procedimentos, protocolos e controles. Mantê-los simplificados, com o menor número de passos possíveis é a garantia de melhores resultados. Neste aspecto devemos ser radicais, &lt;b&gt;usar a afiada navalha de Ockam &lt;/b&gt;para cortar tudo o que seja supérfluo, &amp;nbsp;todos os passos que não tenham impacto ou mesmo aqueles que afetem pouco os resultados. Certa vez discutindo sobre o método lean-sigma ouvi que o sistema lean ajuda a tirar elefantes do processo enquanto o six-sigma trata de animais menores.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: 13px; line-height: 19px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: 13px; line-height: 19px;&quot;&gt;Infelizmente em hospitais, antes de retirar os elefantes temos muitos dinossauros enormes a serem retidos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://qualidadeemsaude.blogspot.com/2010/09/navalha-de-ockam.html</link><author>noreply@blogger.com (Dario Ferreira)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8789806572518301925.post-1653383313490490162</guid><pubDate>Sat, 11 Sep 2010 12:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-09-11T05:39:55.462-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cirurgia Segura</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Higienização das Mãos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Segurança do Paciente</category><title>Dez anos após &quot;To Err is Human&quot;</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.who.int/patientsafety/safesurgery/ss_checklist/en/index.html&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;115&quot; src=&quot;http://www.who.int/entity/patientsafety/safesurgery/checklist_manual.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Em novembro de 2009 completamos dez anos da publicação do estudo &lt;i&gt;&lt;a href=&quot;http://books.nap.edu/openbook.php?record_id=9728&amp;amp;utm_source=WID%2001625242009102090456&amp;amp;utm_medium=Widgetv3&amp;amp;utm_content=9728&amp;amp;utm_campaign=Widget&amp;amp;utm_term=openbook&quot;&gt;To Err is Human&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;. Em outubro de 2009 o &lt;i&gt;&lt;a href=&quot;http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMsb0903885&quot;&gt;New England Journal of Medicine&lt;/a&gt;, &lt;/i&gt;uma das mais importantes revistas médicas do mundo, publicou um artigo do Dr. Robert Wachter e Dr. Peter Pronovost em que analisam o impacto que este estudo teve sobre a a assistência a saúde. &lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nestes dez anos, centenas de milhares de vidas foram salvas graças a esforços de entidades como o do &lt;i&gt;&lt;a href=&quot;http://www.ihi.org/&quot;&gt;Institute for Healthcare Improvement&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; e suas campanhas 100.000 Vidas e 5 Milhões de Vidas. No entanto, há muito ainda a fazer. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href=&quot;http://gawande.com/&quot;&gt;Dr. Atul Gawande&lt;/a&gt; demonstrou em estudo publicado no mesmo &lt;i&gt;&lt;a href=&quot;http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMsa0810119&quot;&gt;New England Journal of Medicine&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&amp;nbsp;que o uso de um &lt;i&gt;checklist&lt;/i&gt; para cirurgia segura, posteriormente adotado pela &lt;a href=&quot;http://www.who.int/patientsafety/safesurgery/ss_checklist/en/index.html&quot;&gt;Organização Mundial da Saúde&lt;/a&gt;, foi capaz de reduzir de 11% para 5% as complicações cirúrgicas e de 1,5% para 0,8% a mortalidade associada a procedimentos cirúrgicos. Apesar destes números, muitos cirurgiões ainda consideram o &lt;i&gt;checklist&amp;nbsp;&lt;/i&gt;desnecessário e um estorvo às suas atividades.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Wachter e Pronovost lembram-nos que a adesão à higienização das mãos em hospitais é de apenas 30 a 70% das oportunidades, apesar de sabermos há séculos que esta é a medida mais eficiente no controle das infecções hospitalares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É necessária uma tomada de consciência não apenas dos meios ligados à saúde, mas também e principalmente da opinião pública esclarecendo, educando e comprometendo a população a cobrar dos profissionais da saúde atitudes e ações que garantam sua segurança. A exigência não pode vir apenas de dentro do sistema, tem que vir de fora para que tenha maior eficácia.&lt;/div&gt;</description><link>http://qualidadeemsaude.blogspot.com/2010/09/dez-anos-apos-to-err-is-human.html</link><author>noreply@blogger.com (Dario Ferreira)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8789806572518301925.post-3518907687895368659</guid><pubDate>Fri, 10 Sep 2010 22:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-09-11T06:04:09.269-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Erro Humano</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">erro médico</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Processos em Saúde</category><title>Erro Humano</title><description>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhIKLFKHtjwA2ZKY70xaJo7SOH-e-t4XOsecW71b5RddIvKIqOO0XmkA7w1M5nkZTi2wxNqUIaKPJ0s32t9XR91IXAtU3bDmZET_tEbQY3ZN0lsHVNt4v7skEAXQ1PMCzySjm_XzveRZ98u/s320/Occam.jpg&quot; onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhIKLFKHtjwA2ZKY70xaJo7SOH-e-t4XOsecW71b5RddIvKIqOO0XmkA7w1M5nkZTi2wxNqUIaKPJ0s32t9XR91IXAtU3bDmZET_tEbQY3ZN0lsHVNt4v7skEAXQ1PMCzySjm_XzveRZ98u/s320/Occam.jpg&quot; style=&quot;cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 279px; margin: 0 10px 10px 0; width: 200px;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Somos falíveis, erramos e erramos frequentemente. Todos sabemos disto. Por diversas vezes esquecemos coisas importantes tanto pessoais quanto profissionais. Aniversários de pessoas importantes passam sem que nos recordemos, esquecemos de pagar contas (felizmente existe o Internet Banking que permite pagamento até às 21:00h). &lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Erramos porque somos imperfeitos, porque nosso cérebro para funcionar melhor e mais rápido usa uma série de adaptações vindas da evolução da nossa espécie. Não há como evitar os erros, por mais esforços que façamos, mais cedo ou mais tarde ele ocorrerá. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas se isto é realmente verdade, e é! Por que insistimos em construir sistemas que se baseiam na perfeição humana? É comum, quando analisamos falhas na assistência médico-hospitalar ouvirmos dos responsáveis pela análise soluções como: &lt;i&gt;o funcionário foi reorientado! &lt;/i&gt;Como se o funcionário tivesse errado por má fé, por negligência ou por descaso. Na imensa maioria das vezes não é isto que acontece. Ninguém sai de casa planejando errar nesta ou naquela função. Ninguém erra por que quer!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É necessário que entendamos os mecanismos dos erros humanos para que possamos efetivamente criar barreiras que previnam ou impeçam que os erros aconteçam. Na imensa maioria das vezes estas barreiras não podem basear-se nas capacidades humanas, mas sim em processos simplificados e bem elaborados. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O mote que deve acompanhar todo o processo de controle de riscos e segurança do paciente deve ser a antiga lei da parcimônia de Guilherme (William) de Ockham no século XIV: &lt;i&gt;Entia non sunt multiplicanda preater necessitatem &lt;/i&gt;(ou ainda, &lt;i&gt;pluralitas non est ponenda sine necessitate). &lt;/i&gt;A &lt;b&gt;navalha de Ockham&lt;/b&gt;. Mas voltaremos a este tema em breve.&lt;/div&gt;</description><link>http://qualidadeemsaude.blogspot.com/2010/09/erro-humano.html</link><author>noreply@blogger.com (Dario Ferreira)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhIKLFKHtjwA2ZKY70xaJo7SOH-e-t4XOsecW71b5RddIvKIqOO0XmkA7w1M5nkZTi2wxNqUIaKPJ0s32t9XR91IXAtU3bDmZET_tEbQY3ZN0lsHVNt4v7skEAXQ1PMCzySjm_XzveRZ98u/s72-c/Occam.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8789806572518301925.post-6107641012451308659</guid><pubDate>Wed, 13 Feb 2008 23:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-09-11T06:00:45.376-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">evento adverso</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">infecção hospitalar</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Qualidade em saúde</category><title>O impossível é possível</title><description>Há meses não escrevo nesse blog, não por falta de vontade, mas por pura e absoluta falta de tempo. Mas a notícia vale a pena ser divulgada em português. Espero que meus leitores se entusiasmem como eu me entusiasmei já há dois anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde a morte de &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Tancredo_Neves&quot;&gt;Tancredo Neves&lt;/a&gt; em 1985 que a famigerada&lt;strong&gt; &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Infec%C3%A7%C3%A3o_hospitalar&quot;&gt;infecção hospitalar&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; é notícia em nosso país e vira e mexe encontramos notícias referentes ao assunto. Durante décadas, porém, hospitais em todo o Brasil e em todo o mundo produziram milhões de dados estatísticos e atacaram pontualmente &quot;surtos&quot; de infecção hospitalar. Especialistas, mesmo os mais renomados, acreditavam, e muitos ainda acreditam que a infecção hospitalar estará sempre presente entre nós. É comum nos relatórios (quase secretos) das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar encontrarmos expressões do tipo:&lt;em&gt; nossa incidência de pneumonia hospitalar está no nível endêmico. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foram necessárias décadas para que começássemos a despertar para o fato que ninguém é internado em um hospital para adquirir pneumonia hospitalar e que a ocorrência de pneumonia hospitalar em um paciente, mesmo que de alto risco, é um &lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/acreditacao/manual/glossario.pdf&quot;&gt;evento adverso&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; que não tem, ou pelo menos não deveria ter um &quot;nível endêmico&quot;. Foi apenas com o surgimento do relatório &quot;&lt;em&gt;To Err is Human&lt;/em&gt;&quot; e a seguir com o surgimento da &lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://www.ihi.org/IHI/Programs/Campaign/&quot;&gt;Campanha 5 Milhões de vidas&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; que passamos a entender, ainda que com grandes dificuldades, que o nível endêmico aceitável para a incidência de pneumonia hospitalar é zero.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesmo assim, muitos (todos) acreditavam que isso era impossível, jamais conseguiríamos atingir nível zero na incidência de infecções hospitalares. Mais uma vez a ciência nos surpreendeu. Com a publicação dos resultados dos primeiros 18 meses da Campanha 100.000 vidas (predecessora da Campanha 5 M vidas) descobrimos que alguns hospitais conseguiram atravessar um ano sem nenhum caso de pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Recentemente, o &lt;a href=&quot;http://www.ihi.org/&quot;&gt;&lt;em&gt;Institute for Healthcare Improvement&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; publicou novos resultados: mais de 65 hospitais estão há mais de um ano sem nenhum caso de PAV e o &lt;em&gt;&lt;a href=&quot;http://www.ihi.org/IHI/Topics/CriticalCare/IntensiveCare/ImprovementStories/CommunityHospitalEastGoes25MonthsWithoutaVAPintheCCU.htm&quot;&gt;Community Hospital East&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; em Indianápolis está há &lt;strong&gt;25 meses&lt;/strong&gt; livre dessa doença altamente letal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diante de dados tão contundentes, é necessário que esse novo paradigma se difunda e que os gestores hospitalares descubram que o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;impossível&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; é possível. Talvez em alguns anos ou em poucas décadas, sejamos capazes de nos referir à infecção hospitalar como uma das mazelas do passado, como é para nós a &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Peste&quot;&gt;Peste&lt;/a&gt; que no Século XIV dizimou milhões de vidas humanas.</description><link>http://qualidadeemsaude.blogspot.com/2008/02/o-impossvel-possvel.html</link><author>noreply@blogger.com (Dario Ferreira)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8789806572518301925.post-7179197435636594518</guid><pubDate>Wed, 31 Oct 2007 23:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-09-11T06:05:42.839-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">erro médico</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">financiamento da saúde</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Qualidade em saúde</category><title>Tomada de consciência</title><description>&lt;a href=&quot;http://www.nap.edu/openbook.php?isbn=0309068371&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5127646038925338834&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjOrzPI-RgGE6Zdc54Z3DeZbJfVxGBsO2Vqe4gqgAhA-W1cBGG5mkPU3TEQl-Oitu6dhIQo4Dxibqt4VYItt8BVEuP-SRXqcSroeEDgiGezg6qDTHx7qtVD2lcvi4hePt1e_uzRYJJfH28/s200/To+err+is+Human.jpg&quot; style=&quot;cursor: hand; float: right; margin: 0px 0px 10px 10px;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Há uma semana ouvi da Diretora Médica para Segurança dos Pacientes do &lt;em&gt;Children’s Memorial Hospital&lt;/em&gt; de Chicago a declaração: &lt;strong&gt;a assistência médica-hospitalar é uma das mais inseguras atividades humanas&lt;/strong&gt;. O choque inicial provocado pela declaração veio seguido da constatação de que sim, a atividade médica-hospitalar é muito insegura, talvez realmente, a mais insegura atividade humana. Há oito anos, o Instituto de Medicina Norte-Americano, um órgão comparável ao nosso Conselho Federal de Medicina publicou um estudo aterrador no livro &lt;a href=&quot;http://www.nap.edu/openbook.php?isbn=0309068371&quot;&gt;&lt;em&gt;To Err is Human&lt;/em&gt; &lt;/a&gt;(Errar é Humano). Nesse estudo revela-se que nos Estados Unidos (uma das mais avançadas e caras medicinas do mundo), entre 56.000 e 98.000 pessoas morrem a cada ano vítimas de “acidentes” relacionados à assistência médica. &lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
Esse número de mortes coloca as causas ditas “iatrogênicas” como a 8ª. principal causa de morte naquele país, ganhando da AIDS, do Câncer de Mama e dos acidentes por veículos automotores. Estatísticas semelhantes foram demonstradas no Reino Unido, na Austrália, no Canadá e em outros países desenvolvidos. No Brasil, não temos ainda qualquer estatística que aborde essa questão, mas não tenho dúvidas de que, na melhor das hipóteses, estamos nos mesmos patamares norte-americanos. Seguramente, dezenas ou centenas de pessoas morrem diariamente por doenças que não possuíam ao serem internadas em hospitais por todo o país. Afinal, por que haveríamos de ser diferentes dos países mais ricos? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
Além do enorme custo em vidas humanas, essas complicações têm enorme custo econômico, transformando-se num verdadeiro ralo de dinheiro, particularmente no serviço público, mas afetando também duramente o sistema privado. Em tempos de discussões acaloradas sobre a CPMF e a emenda 29, é necessário que tomemos real consciência desses fatos e iniciemos discussões profundas, tanto na sociedade civil quanto nos meios relacionados à saúde. Está na hora do discurso de melhoria da qualidade da assistência médica deixar de ser mero tema político-eleitoral e passar a ser abordado de forma científica, com a seriedade e a isenção que o assunto merece. É muito fácil encontrarmos culpados quando erros na assistência médica ocorrem, mas na enorme maioria das vezes o erro não está num indivíduo ou num grupo de indivíduos, a doença é sistêmica e como tal deve ser tratada.&lt;/div&gt;</description><link>http://qualidadeemsaude.blogspot.com/2007/10/tomada-de-conscincia.html</link><author>noreply@blogger.com (Dario Ferreira)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjOrzPI-RgGE6Zdc54Z3DeZbJfVxGBsO2Vqe4gqgAhA-W1cBGG5mkPU3TEQl-Oitu6dhIQo4Dxibqt4VYItt8BVEuP-SRXqcSroeEDgiGezg6qDTHx7qtVD2lcvi4hePt1e_uzRYJJfH28/s72-c/To+err+is+Human.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8789806572518301925.post-6651844679773230419</guid><pubDate>Thu, 23 Aug 2007 20:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-08-23T16:31:39.434-07:00</atom:updated><title>Deu no New York Times...</title><description>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgyaHDjp-HOECXKPG-fgKRFi_bT3mc-8gQu6suCNnrfD69ED461ViyAy-MnQrCZHpJFSCO7GsG7tJcL20e0x10d9-AP4xxjkwxI9Sjyy0Zam-CZJ1mke6rBPISLl2He9BYJEu6BpSRhNd0/s1600-h/5MLivesVertResizedforIHIWebsite9099.jpg&quot;&gt;&lt;img id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5102041915372440466&quot; style=&quot;FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgyaHDjp-HOECXKPG-fgKRFi_bT3mc-8gQu6suCNnrfD69ED461ViyAy-MnQrCZHpJFSCO7GsG7tJcL20e0x10d9-AP4xxjkwxI9Sjyy0Zam-CZJ1mke6rBPISLl2He9BYJEu6BpSRhNd0/s200/5MLivesVertResizedforIHIWebsite9099.jpg&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A &lt;a href=&quot;http://www.nytimes.com/2007/08/19/washington/19hospital.html&quot;&gt;edição de 21/08/2007 do New York Times&lt;/a&gt;, noticiou que a partir de outubro de 2008, daqui a pouco mais de um ano, o &lt;em&gt;Medicare - &lt;/em&gt;securidade social governamental americana para os idosos - não mais pagará os hospitais por despesas decorrentes de algumas complicações adquiridas dentro do hospital.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Essas complicações foram consideradas pelo &lt;em&gt;Medicare&lt;/em&gt; como &quot;&lt;strong&gt;condições que podem ser razoavelmente prevenidas&quot;&lt;/strong&gt;. Algumas dessas condições são frequentes, outras são mais raras, a lista das inicialmente consideradas incluem: &lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Úlcera por pressão (escara de decúbito)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Lesões causadas por quedas&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Infecções relacionadas a cateteres venosos&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Infecções urinárias relacionadas a sondagem vesical&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Tratamento de pacientes nos quais foi esquecido objetos durante a cirurgia&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Complicações decorrentes de transfusões de sangue incompatível&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;O New York Times afirma,ainda, que algumas seguradoras privadas estão pensando em caminhar na mesma direção. Além disso algumas outras condições preveníveis estão sendo consideradas como septicemia por &lt;em&gt;S. aureus&lt;/em&gt;, pneumonia associada a ventilação mecânica e infecção por &lt;em&gt;C. difficile&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a moda pega, e olha que não é muito difícil de pegar, muito em breve os agentes pagadores da saúde complementar no Brasil podem tomar a mesma conduta. Até há alguns anos, tanto a justiça, como os agentes pagadores consideravam as complicações decorrentes da assistência médico-hospitalar acima como simplesmente inevitáveis. Eram complicações que podiam e deviam ser diminuidas, mas nunca conseguiríamos eliminá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A areia no sapato foi a &lt;a href=&quot;http://www.ihi.org/IHI/Programs/Campaign/&quot;&gt;Campanha 100.000 vidas&lt;/a&gt; (atualmente 5 milhões de vidas) que demonstrou que é possível, sim, eliminar essas complicações com cuidados simples e baseados em evidências científicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou tentar, no próximo artigo, analisar as possibilidades de implementação da Campanha 5 Milhões de Vidas no Brasil e suas consequências. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://qualidadeemsaude.blogspot.com/2007/08/deu-no-new-york-times.html</link><author>noreply@blogger.com (Dario Ferreira)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgyaHDjp-HOECXKPG-fgKRFi_bT3mc-8gQu6suCNnrfD69ED461ViyAy-MnQrCZHpJFSCO7GsG7tJcL20e0x10d9-AP4xxjkwxI9Sjyy0Zam-CZJ1mke6rBPISLl2He9BYJEu6BpSRhNd0/s72-c/5MLivesVertResizedforIHIWebsite9099.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8789806572518301925.post-9006017352012639214</guid><pubDate>Thu, 12 Jul 2007 10:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-07-14T08:07:20.404-07:00</atom:updated><title>Dois séculos depois...</title><description>&lt;a href=&quot;http://museum.ici.ro/mbucur/images/spcoltea2.jpg&quot;&gt;&lt;/a&gt;Li recentemente um interessante texto de Michel Foucault chamado &lt;strong&gt;O Nascimento do Hospital&lt;/strong&gt;. Nele o autor conta que &lt;em&gt;&quot;a consciência de que o hospital pode e deve ser instrumento destinado a curar aparece claramente em torno de 1780&quot;&lt;/em&gt;. Apesar de registrarem-se a existência de instituições hospitalares já no século V a.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anteriormente o hospital servia mais como um depósito de doentes, que deveriam ser afastados da sociedade para protegê-la do contágio de doenças e de contato com seus miasmas. Obviamente, confinados em condições insalubres, esses doentes tornavam-se mais doentes e acabavam morrendo, confortados, na maioria das vezes, por religiosos preocupados em ganhar a vida eterna através de imensa caridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espelho dessa vocação hospitalar anterior ao século XVIII é o surgimento da Ordem Camiliana em 1591, tamanho era o comprometimento de &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Camilo_de_Lellis&quot;&gt;Camilo de Lellis&lt;/a&gt; com os doentes que os religiosos camilianos além dos votos tradicionais na Igreja Católica de pobreza, obediência e castidade, precisam fazer um quarto voto, o de não abandonar os doentes mesmo que sob intenso risco de adquirir doenças mortais (na época a mais temida era a peste).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1870 apenas o hospital foi medicalizado, até então a atividade médica não ocorria dentro dos hospitais. Essa medicalização surgiu, segundo Foucault, nos hospitais militares e teve essencialmente um cunho econômico, não era mais aceitável perder-se militares treinados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O hospital deixa de ter o objetivo de isolamento e conforto para a morte e passa a ser um local de cura. Há mais de um século, &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Florence_nightingale&quot;&gt;Florence Nigthtingale&lt;/a&gt;, afirmava que no ano 2000 começaríamos a pensar em retirar os doentes do hospital e cuidar deles em suas próprias casas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Florence foi visionária, hoje isso realmente acontece, cresce a tendência a desospitalizar os pacientes e tratá-los em suas próprias casas ou em &lt;em&gt;hospices.&lt;/em&gt; Hoje o hospital está sendo vocacionado ao tratamento de pacientes graves as UTIs tomam cada vez mais espaço dentro dos hospitais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse em artigos anteriores, apenas em 1999 com a publicação de &lt;em&gt;&quot;To Err is Human&quot;&lt;/em&gt; é que tomamos consciência de que o hospital continua causando muito dano aos pacientes. O interessante é que passaram-se mais de 200 anos da constatação de que isso acontecia nos hospitais medievais e renascentistas para constatarmos que continua acontecendo nos nossos hospitais no dia de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada dia que passa, convenço-me mais da necessidade de uma revolução na saúde. Talvez refazer a revolução ocorrida no século XVIII.</description><link>http://qualidadeemsaude.blogspot.com/2007/07/dois-sculos-depois.html</link><author>noreply@blogger.com (Dario Ferreira)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8789806572518301925.post-1289868637637683517</guid><pubDate>Sat, 07 Jul 2007 14:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-07-10T04:14:44.114-07:00</atom:updated><title>O modelo do queijo suiço</title><description>&lt;a href=&quot;http://faalessons.workforceconnect.org/rawmedia_repository/61670c15_0e7d_48eb_8eb9_f35bfa5becae&quot;&gt;&lt;img style=&quot;FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;http://faalessons.workforceconnect.org/rawmedia_repository/61670c15_0e7d_48eb_8eb9_f35bfa5becae&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Voltando a abordar os eventos adversos evitáveis em saúde (também chamados de erros médicos), é necessário entender como eventos que levam a grandes erros ocorrem. Não somente em medicina, mas quando se estuda fenômenos que causaram lesões graves, como queda de aviões, desabamento de construções e outros, frequentemente observamos que não há um único erro responsável pelo evento, mas sim uma seqüencia de erros menores. Esses erros menores, isoladamente não causariam por si a catástrofe, mas sua seqüência, sim!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em 1990 James T. Reason propôs o &lt;strong&gt;Modelo do Queijo Suiço&lt;/strong&gt;. Esse modelo consiste-se de múltiplas fatias de queijo suiço colocadas lado a lado como barreiras à ocorrência de erros. Em algumas situações (como no desenho acima) os buracos do queijo se alinham, permitindo que um erro passe pelas múltiplas barreiras causando o dano.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Suponha por exemplo,  que tenha ocorrido erro no sítio cirúrgico (local da cirurgia), o joelho esquerdo foi operado ao invés do direito. Vamos traçar uma seqüência de furos que levaram o fato a ocorrer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-family:trebuchet ms;font-size:85%;&quot;&gt;1. No consultório do ortopedista, paciente e médico combinam a cirurgia eletiva, o médico examina a ressonância magnética do joelho esquerdo, explica ao paciente e faz a solicitação. Por distração, na solicitação anota artroscopia de joelho direito (primeiro furo na barreira). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-family:trebuchet ms;font-size:85%;&quot;&gt;2. O paciente não verifica a anotação, a letra é difícil de entender e afinal é somente um pedido de internação para cirurgia, ele jamais imaginaria que poderia haver erro nessa solicitação. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-family:trebuchet ms;font-size:85%;&quot;&gt;3. A cirurgia é marcada no hospital, todos os registros apontam para artroscopia de joelho direito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-family:trebuchet ms;font-size:85%;&quot;&gt;4. O paciente é internado e os dados de internação são anotados conforme a solicitação de internação do médico (segundo furo na barreira).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-family:trebuchet ms;font-size:85%;&quot;&gt;5. Como há um curto período de tempo, a enfermagem do andar prepara o paciente para a cirurgia no joelho direito, não há checagem sistemática implantada (terceiro furo na barreira).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-family:trebuchet ms;font-size:85%;&quot;&gt;6. O paciente recebe visita pré-anestésica e recebe medicação pré-anestésica e desce para o centro cirúrgico sedado (quarto furo na barreira).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-family:trebuchet ms;font-size:85%;&quot;&gt;7. Todo equipamento está preparado para cirurgia de joelho direito (quinto furo na barreira).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-family:trebuchet ms;font-size:85%;&quot;&gt;8. O paciente é submetido à cirurgia no joelho incorreto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como pode-se verificar no exemplo acima, em vários momentos havia a possibilidade de se checar e confirmar o correto sítio cirúrgico, porém em nenhum momento isso aconteceu. Furos nas possíveis barreiras (fatias do queijo) permitiram a ocorrência do erro. Muitos outros exemplos semelhantes podem ser colocados aqui. É essencial que os hospitais e sistemas de saúde assumam uma política de &lt;strong&gt;gerenciamento de risco&lt;/strong&gt; e instalem efetivas barreiras de proteção contra possíveis erros. Quanto menos furos houver, mais seguro será o hospital para o paciente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Li um texto de Michel Foucault espetacular... Falarei dele no próximo artigo.&lt;/div&gt;</description><link>http://qualidadeemsaude.blogspot.com/2007/07/o-modelo-do-queijo-suio.html</link><author>noreply@blogger.com (Dario Ferreira)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8789806572518301925.post-6548976684957976597</guid><pubDate>Tue, 03 Jul 2007 21:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-07-03T16:38:31.141-07:00</atom:updated><title>O piloto morre com os passageiros!</title><description>&lt;a href=&quot;http://lusavirtual.com.sapo.pt/noticias/panel.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;http://lusavirtual.com.sapo.pt/noticias/panel.JPG&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hoje conversei com os familiares de uma paciente, um deles piloto de avião! Conversávamos sobre erro médico e essa pessoa usou uma expressão que já conhecia mas que é genial quando tentamos entender as falhas na assistência à saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na maioria das atividades humanas, quando um erro ocorre, o causador do erro sofre dano. Por exemplo, se um piloto comete um erro e isto provoca a queda do avião, o piloto também morrerá na queda. Em uma indústria, quando um erro ocorre, o trabalhador pode ser diretamente lesado física ou financeiramente pelo erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse aspecto, na medicina, como em outras ciências ditas da saúde, quando um erro ocorre o único afetado é o paciente. Os agentes não sofrem dano, pelo contrário, muitas vezes auferem lucro a partir do erro. Isso torna o compactuar com o evento adverso na área de saúde uma atitude perversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aviação comercial conseguiu índices de segurança impensáveis há 30 ou 40 anos atrás. Em medicina, apenas a anestesiologia trabalha focada em risco zero, as outras especialidades, como disse anteriormente nesse blog, acham aceitáveis taxas de erro de até 20%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aviação comercial tomou a dianteira na segurança dos passageiros, indústrias trabalham com níveis de erro baixíssimos. Está na hora de investirmos seriamente na criação de ambientes livre de erro em assistência à saúde. A tarefa é árdua mas nossa meta deve sempre ser zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zero em infecção hospitalar, zero em complicações cirúrgicas, zero em úlceras de pressão, zero em erros de medicação. Será fácil consegui-lo? Seguramente não! Pessoas de má fé poderão utilizar-se dessas metas para conseguirem lucros judiciais? Seguramente sim, infelizmente. Mas esse é um caminho sem volta. Ou nos esforçamos em caminhar nessa direção, ou não sobreviveremos às exigências do mercado em cinco a dez anos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse no primeiro artigo desse blog, esse é o desafio do século. Estou seguro que alcançaremos essa meta!&lt;/div&gt;</description><link>http://qualidadeemsaude.blogspot.com/2007/07/o-piloto-morre-com-os-passageiros.html</link><author>noreply@blogger.com (Dario Ferreira)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8789806572518301925.post-3865871646224164987</guid><pubDate>Mon, 02 Jul 2007 00:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-07-02T18:55:55.974-07:00</atom:updated><title>Erro Médico</title><description>&lt;a href=&quot;http://www.unifesp.br/comunicacao/jpta/ed163/images/Foto3.jpg&quot;&gt;&lt;/a&gt;É hora de abordar o problema do &lt;strong&gt;erro médico &lt;/strong&gt;com um pouco mais de profundidade. Como vimos anteriormente, estima-se que 98.000 mortes nos EUA sejam secundárias a erros na assistência à saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais recentemente, a literatura médica tem entendido que a expressão erro médico é incompleta, a expressão que melhor expressa esse fenômeno é &lt;em&gt;&lt;strong&gt;evento adverso prevenível&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; que caracterizaria um erro na assistência à saúde. Esse erro pode ser do médico assistente, de um outro médico envolvido no tratamento ou de qualquer outra parte da equipe de saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para abordarmos com clareza o erro médico ou os eventos adversos preveníveis é necessário excluir situações em que haja dolo, como no caso dos médicos que vendiam &quot;células tronco&quot; em cápsulas. Também deve-se excluir condições em que haja negligência óbvia ou recorrente. Estas circunstâncias não fazem parte do escopo desse artigo e são obviamente questões éticas e judiciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que ocorrem erros na assistência à saúde? Por que médicos e outros profissionais da saúde erram ao abordar um paciente, tanto do ponto de vista diagnóstico, como terapêutico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta é simples, porque como seres humanos somos passíveis de erro e em processos extremamente complexos como o diagnóstico e tratamento de uma doença, a chance desses erros ocorrerem é na realidade, bastante grande. É comum em medicina considerarmos valores de acerto em 80% das situações não críticas, como um valor bastante adequado. Ora acertarmos em 80% dos casos implica necessariamente que erraremos em 20%, ou seja, duas vezes a cada dez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Processos não críticos são aqueles em que um erro não traz risco imediato à vida ou risco de lesão permanente a um paciente. Por exemplo, muitos consideram aceitável que a cada 10 pacientes com risco de úlcera por pressão (antigamente conhecida com escara de decúbito) conseguirmos evitá-las em oito; ou ainda, a cada 10 pacientes que devam receber antibiótico em um determinado horário, apenas oito receberem corretamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos hoje que catástrofes na assistência médica, como a morte de um paciente, raramente ocorrem por um erro isolado, mas por uma seqüência de falhas que culmina com uma catástrofe. Esse modelo é conhecido como &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Swiss_Cheese_model&quot;&gt;Modelo do Queijo Suíço&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que erros acontecem, pacientes sofrem lesões freqüentemente por falhas na assistência médica. Christian Morel em seu livro &quot;Erros Radicais e Decisões Absurdas&quot; aponta três possíveis modelos para explicar a gênese do erro: (1) O calculador amoral, (2) A normalização do desvio e (3) A ratoeira cognitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo artigo, vou discorrer um pouco mais sobre estes modelos e tentar demonstrar que a ratoeira cognitiva é a grande responsável pela maioria dos erros, apesar dos outros dois mecanismos estarem freqüentemente envolvidos.</description><link>http://qualidadeemsaude.blogspot.com/2007/07/erro-mdico.html</link><author>noreply@blogger.com (Dario Ferreira)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8789806572518301925.post-4818488648662477291</guid><pubDate>Wed, 20 Jun 2007 23:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-06-30T04:57:15.602-07:00</atom:updated><title>Cruzando o Abismo</title><description>&lt;a href=&quot;http://www.whsc.emory.edu/_pubs/momentum/2000fall/onpoint1-1.GIF&quot;&gt;&lt;/a&gt;Existe a sensação, muitas vezes velada, de que a qualidade da assistência médica que temos em nosso país é pior que a que poderíamos ter. São &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_0&quot;&gt;freqüentes&lt;/span&gt; as notícias de superlotação em hospitais, seus departamentos de emergências, maternidades e unidades de terapia intensiva. Todas as semanas ficamos sabendo de pacientes que morrem aguardando atendimento médico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menos &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_1&quot;&gt;freqüentes&lt;/span&gt; são notícias de pacientes que morrem devido a erros na assistência à saúde, o que é popularmente conhecido como &lt;strong&gt;erro médico. &lt;/strong&gt;Quando esses erros acontecem, no entanto, é comum tomarem bastante espaço na &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_2&quot;&gt;mídia&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas seriam os erros por problemas na assistência médica mais &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_3&quot;&gt;freqüentes&lt;/span&gt; do que os noticiados pela &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_4&quot;&gt;mídia&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;span class=&quot;blsp-spelling-corrected&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_5&quot;&gt;Novembro&lt;/span&gt; de 1999 o &lt;em&gt;&lt;a href=&quot;http://www.iom.edu/&quot;&gt;&lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_6&quot;&gt;Institute&lt;/span&gt; &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_7&quot;&gt;of&lt;/span&gt; Medicine&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, um órgão da &lt;em&gt;&lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_8&quot;&gt;National&lt;/span&gt; &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_9&quot;&gt;Academy&lt;/span&gt; &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_10&quot;&gt;of&lt;/span&gt; &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_11&quot;&gt;Science&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, publicou o livro &lt;a href=&quot;http://www.nap.edu/openbook/0309068371/html/&quot;&gt;&lt;em&gt;To &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_12&quot;&gt;Err&lt;/span&gt; is &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_13&quot;&gt;Human&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; (Errar é Humano)&lt;/a&gt;. Esse livro analisa de forma absolutamente contundente os problemas relacionados a falhas na assistência à saúde em hospitais americanos. Os números são assustadores. O estudo aponta que nos Estados Unidos, a incidência de eventos adversos &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_14&quot;&gt;preveníveis&lt;/span&gt; (erros médicos) atingem 2,9% a 3,7% das internações hospitalares, com uma taxa de mortalidade de 6,6% a 13,7%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo esse estudo, cerca de 98.000 mortes nos E.U.A. são secundárias a falhas na assistência à saúde o que coloca o erro médico como 8a. principal causa de morte, superando a &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_15&quot;&gt;AIDS&lt;/span&gt;, o câncer de mama e os acidentes com veículos &lt;span class=&quot;blsp-spelling-corrected&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_16&quot;&gt;auto motores&lt;/span&gt;. Um estudo do Reino Unido mostra que o custo desses erros na assistência médica pode chegar a 2 &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_17&quot;&gt;bilhões&lt;/span&gt; de Libras Esterlinas. Na Austrália estimou-se que a ocorrência de um evento adverso &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_18&quot;&gt;prevenível&lt;/span&gt; aumenta em 7 vezes o risco de morte durante uma internação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após 25 anos dedicado à assistência médico-hospitalar, tenho certeza que o Brasil não está em situação melhor que E.U.A., Reino Unido ou Austrália. Se extrapolarmos para nosso país os números americanos e do Reino Unido e considerarmos apenas as internações do &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_19&quot;&gt;SUS&lt;/span&gt; em 2006, mais de 57.000 pacientes morreram por falhas na assistência à saúde o que supera de longe a mortalidade por &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_20&quot;&gt;AIDS&lt;/span&gt;, câncer de mama, câncer de pulmão e perde por pouco da mortalidade por &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_21&quot;&gt;infarto&lt;/span&gt; agudo do miocárdio (68.000 mortes em 2004).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é grave e é necessário que haja uma tomada de consciência pelos profissionais da saúde e pela sociedade de modo geral. Há que haver uma verdadeira revolução no modo como prestamos assistência à saúde no Brasil e no mundo. Podemos seguramente repetir a constatação do próprio &lt;em&gt;&lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_22&quot;&gt;Institute&lt;/span&gt; &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_23&quot;&gt;of&lt;/span&gt; Medicine&lt;/em&gt; no livro &lt;a href=&quot;http://books.nap.edu/catalog.php?record_id=10027#toc&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_24&quot;&gt;Crossing&lt;/span&gt; &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_25&quot;&gt;the&lt;/span&gt; &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_26&quot;&gt;Chasm&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; (Cruzando o Abismo)&lt;/a&gt;: &lt;strong&gt;Entre a assistência médica que temos e a que poderíamos ter, não existe um vão, existe um verdadeiro abismo!&lt;/strong&gt;</description><link>http://qualidadeemsaude.blogspot.com/2007/06/errar-humano.html</link><author>noreply@blogger.com (Dario Ferreira)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8789806572518301925.post-1679522969453532011</guid><pubDate>Sun, 06 May 2007 11:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-09-11T05:56:53.784-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Acreditação Hospitalar</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Qualidade em saúde</category><title>O Desafio do Século no Brasil</title><description>O Brasil dos últimos anos vive uma verdadeira revolução na área da saúde. Atrasados mais de 40 anos, há cerca de 10 anos iniciamos nossos processos de acreditação hospitalar graças a um grupo de pioneiros que fundaram a &lt;a href=&quot;http://www.ona.org.br/&quot;&gt;ONA (Organização Nacional de Acreditação)&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do &lt;a href=&quot;http://www.fbh.com.br/index.php?a=pesquisas_temp.php&amp;amp;ID_MATERIA=333#&quot;&gt;universo de 6.498 hospitais brasileiros&lt;/a&gt;, porém, &lt;a href=&quot;http://www.ona.org.br/&quot;&gt;apenas 79 (1,2%) tem algum nível de acreditação pela ONA&lt;/a&gt; e mais uns poucos outros tem acreditações por outras acreditadoras nacionais e internacionais. Isso mostra que estamos muito longe de imaginar que a qualidade e a acreditação hospitalar sejam uma realidade nacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse é um fato curioso e assustador. Curioso porque existe uma sensação e exigência da sociedade para que os serviços de assistência médica hospitalar sejam seguros e de qualidade; essa mesma sociedade mantém alto grau de confiança nos médicos. Assustador porque serviços de assistência médica-hospitalar estão longe de oferecer a qualidade e a segurança pretendida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Implementar programas de qualidade em serviços de saúde requer investimento, requer comprometimento da alta direção e dos funcionários e requer fundamentalmente &lt;strong&gt;uma quebra radical nos paradigmas &lt;/strong&gt;que nortearam essa atividade até o final do último século.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O modo de pensar assistência à saúde precisa mudar radicalmente, não tenho dúvidas de que um dos grandes ralos por onde escorrem milhões de Reais são as complicações secundárias ao tratamento médico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas vamos falar disso mais tarde...</description><link>http://qualidadeemsaude.blogspot.com/2007/05/o-desafio-do-sculo-no-brasil.html</link><author>noreply@blogger.com (Dario Ferreira)</author><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>