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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-7066116536783884432</atom:id><lastBuildDate>Tue, 20 Mar 2012 14:29:36 +0000</lastBuildDate><category>Fotos famosas</category><category>Sartre</category><category>Platão</category><category>Crítica</category><category>Marromeno</category><category>Conto</category><category>Cinema</category><category>Sociedade</category><category>Literatura</category><category>Herbalife</category><category>Recomendo</category><category>Jung</category><category>Antropologia</category><category>Música</category><category>Divagamentos</category><category>Einstein</category><category>Religião</category><category>Me engana que eu gosto</category><category>Psicologia</category><category>Tecnologia</category><category>Mondo cani</category><category>Filosofia</category><category>Fotografia</category><category>Não recomendo</category><category>Blog Action Day</category><category>Engraçaralho pra cadinho</category><category>Freud</category><title>Quarta pessoa</title><description>Quarta pessoa do singular é o blog pessoal de Tarik Tarilonte. Como eu não produzo nada, me contento em criticar a produção alheia.

Críticas de filmes, livros, pessoas, noticias e qualquer coisa que tenha o poder de mudar o mundo, mas ninguém se dá conta.</description><link>http://quartapessoa.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Tarik Tarilonte)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>70</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/QuartaPessoa" /><feedburner:info xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" uri="quartapessoa" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><feedburner:emailServiceId xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0">QuartaPessoa</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0">http://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7066116536783884432.post-1325866977205401980</guid><pubDate>Mon, 17 Jan 2011 14:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-17T06:24:43.650-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Literatura</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crítica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Recomendo</category><title>Meu pai fala cada merda</title><description>&lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;font size="3"&gt;Ganhar um livro de presente é, antes de tudo, ser elogiado. Qualquer um ganha camisas e chocolates, mas só ganha livros quem tem o respeito alheio&lt;/font&gt;.&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Eu não sou fã de presentes, não gosto de ganhar e, muito menos, de dar. Apesar de parecer uma rabugice - e talvez seja mesmo - o fato é que eu tenho repulsa por tudo que é feito por imposição. A imposição tem o dom de estragar tudo que toca. Ganhar ou dar um presente deveria ser um ato de admiração, amor, amizade. Em um mundo ideal, as pessoas receberiam presentes em dias comuns e de forma inesperada.&lt;em&gt; “Oi fulano, eu lembrei daquela conversa que tivemos outro dia sobre Chico Buarque, e comprei esse disco para você”.&lt;/em&gt; Algo assim.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas, na prática, o que acontece é bem diferente. &lt;em&gt;“Ô merda, estamos atrasados para o aniversário de fulano, vamos logo que ainda temos que passar no shopping e comprar alguma porcaria que logo será esquecida no fundo da gaveta”&lt;/em&gt;. Algo assim.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/TTRQpI2AyKI/AAAAAAAAC4w/KFMNAOcTirQ/s1600-h/image%5B9%5D.png"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="image" border="0" alt="image" src="http://lh4.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/TTRQqF7PkuI/AAAAAAAAC40/JIhXqexxy_I/image_thumb%5B5%5D.png?imgmax=800" width="318" height="256" /&gt;&lt;/a&gt;Contudo, entre as camisas e outras bugigangas que ganhei nesse natal, minha mamis me presenteou com um livro. E o melhor é que ela se deu o trabalho de escolher um livro que fosse interessante e que valesse a pena ser lido. Isso é um presente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O livro se chama Meu pai fala cada merda, de um tal Justin Halpern, e é uma coleção de frases e pensamentos ditas por seu pai ao longo da vida. O livro é pequenininho e muito fácil de ler. É daqueles que se lê em uma tacada só.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Esse Justin é um cara de 29 anos que voltou a morar com os pais após ser dispensado pela namorada. Seu pai é um véio meio doido, já com 73 anos, que tem o hábito de falar claramente o que pensa. O ponto chave do livro é que as tiradas do véio, apesar de diretas e quase sempre grosseiras, são sinceras, pertinentes e sensíveis. É como se fossem diamantes não lapidados.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se o interlocutor tiver a capacidade de entender a mensagem além dos palavrões, perceberá que tudo que é dito pelo Sr. Halpern é muito sábio e verdadeiro. São frases do tipo&lt;em&gt; “Você achou difícil? Se o jardim de infância foi difícil para você, tenho más notícias sobre o resto da sua vida.”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Recomendo o livro como uma leitura divertida de fim de semana. Não é algo que vá mudar a sua vida, mas vale a pena ler.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;Os bastidores&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;Algo que me chamou a atenção sobre o livro foi a situação que envolveu o seu lançamento e toda a repercussão que está sendo alcançada. Tudo começou quando o autor - Justin, de 29 anos - resolveu criar um twitter para registrar as frases e tiradas ditas por seu pai. Foi algo totalmente despretensioso que se tornou uma bola de neve.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No começo, o perfil @shitmydadsays tinha uns poucos seguidores, todos familiares e amigos do Sr. Halpern que o consideravam um figuraça. Mas de uma hora para outra o perfil estourou. Dez, depois 20, então 300 mil seguidores em pouquíssimo tempo. Sem querer, o Sr. Halpern e suas frases viraram um hit na internet.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/TTRQr4UcliI/AAAAAAAAC44/nXy7g9X1dAs/s1600-h/image%5B8%5D.png"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="image" border="0" alt="image" src="http://lh4.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/TTRQtlJRFEI/AAAAAAAAC5A/ra3O3MobE_s/image_thumb%5B4%5D.png?imgmax=800" width="529" height="348" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com isso vieram os telefonemas de editoras e canais de televisão, querendo entrevistas e a publicação do livro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Resumo da ópera: O perfil do twitter possui quase dois milhões de seguidores, o livro virou um best-seller, e a cereja no bolo é que o negócio cresceu tanto que virou um seriado de televisão. Com ninguém menos que William Shatner (o capitão Kirk de Jornada nas Estrelas) interpretando o véio desbocado.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066116536783884432-1325866977205401980?l=quartapessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://quartapessoa.blogspot.com/2011/01/meu-pai-fala-cada-merda.html</link><author>noreply@blogger.com (Tarik Tarilonte)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh4.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/TTRQqF7PkuI/AAAAAAAAC40/JIhXqexxy_I/s72-c/image_thumb%5B5%5D.png?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7066116536783884432.post-1823811510871090433</guid><pubDate>Sun, 19 Dec 2010 17:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-19T15:45:32.384-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crítica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Marromeno</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cinema</category><title>A Rede Social (2010)</title><description>&lt;p&gt;O Facebook é um sucesso. O site de relacionamentos criado por Mark Zuckerberg possui mais de quinhentos milhões de usuários. É uma munda de gente. E o sucesso atrai a atenção das pessoas. Todos querem saber como o sucesso aconteceu. Todos querem fazer parte de um sucesso.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se tiver alguns ingredientes básicos, como traições e roubo de ideias alheias, para apimentar a história, melhor ainda. Alguém disse uma vez que &lt;a href="http://entreaspas.org/frases/1686"&gt;por trás de uma grande fortuna sempre há um grande crime&lt;/a&gt;. Afinal, não se faz meio bilhão de amigos sem fazer alguns inimigos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sejamos sinceros, o filme e os acontecimentos narrados não possuem nenhuma novidade. Trata-se de percalços que ocorrem rotineiramente, amizades que terminam, ideias que são roubadas, intrigas e muito conflito de egos. A história, no seu âmago, é um mero retrato do cotidiano, mas elevado à milésima potencia&amp;#160; por causa do sucesso do Facebook.&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;Você rouba mil reais, investe esse dinheiro e o transforma em um bilhão de reais. Qual deve ser o valor da indenização pelo roubo inicial?&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;h4&gt;   &lt;br /&gt;Bilionários acidentais&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;O livro, que serviu de base para o roteiro do filme, possui um título que define bem toda a situação que envolve a criação e o estrondoso sucesso do facebook: A sorte de criar o produto certo na hora certa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;“Sorte? Isso parece ressentimento.”&lt;/em&gt; Pode perguntar você, caro leitor. Afinal, atribuir tamanho sucesso somente ao acaso desmerece toda a genialidade e trabalho que estão por trás do facebook.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;É claro que há genialidade, é claro que há muito trabalho e muito esforço. E é claro que há também muita sorte, principalmente em relação ao timing. O serviço foi lançado na hora certa, que favoreceu seu Tsunâmico crescimento.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quantos sites e serviços existem na internet? O maior ou menor sucesso deles depende exclusivamente de sua qualidade e genialidade? Estou certo que não. Não basta ser ótimo, tem que ter sorte. Seguindo o caminho oposto, é correto também afirmar que a sorte nunca chega se você não for bom no que oferece.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/TQ4_BMCeX8I/AAAAAAAACyc/sq5_U8qL1wo/s1600-h/image%5B13%5D.png"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto; padding-top: 0px" title="image" border="0" alt="image" src="http://lh3.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/TQ4_B0Q5ZxI/AAAAAAAACyg/PJYy3m5sr0s/image_thumb%5B6%5D.png?imgmax=800" width="503" height="223" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;Curiosidades sobre o filme&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;O filme foi dirigido por ninguém menos que David Fincher, de Seven, Clube da Luta, Jogo da Vida &lt;em&gt;(excelente e pouco conhecido)&lt;/em&gt; e Benjamin Button, para citar alguns. Isso já serve de indício de que &lt;em&gt;A Rede Social &lt;/em&gt;possui algum mérito.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;As atuações estão muito boas, convincentes. Todos os protagonistas, especialmente Zuckerberg e Saverin, estão muito bons. Eu achei o Zuckerberg exageradamente parecido com &lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/10-mais/files/2010/08/sheldon-cooper-600.jpg"&gt;Sheldon Cooper&lt;/a&gt;: Um gênio matemático portador de uma moderada sociopatia, algo que beira o autismo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os Gêmeos Winklevoss foram interpretados por dois atores que não tem nenhum parentesco, e o rosto de um deles foi digitalmente sobreposto ao outro, para ficarem iguais.*&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mark Zuckerberg não queria assistir ao filme inicialmente, mas terminou indo ver com alguns de seus funcionários. Depois ele comentou que, apesar do filme conter algumas imprecisões, eles acertaram nas roupas do seu personagem.*&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A cena inicial do filme, que mostra a conversa e o fim do namoro de Mark Zuckerberg, precisou de noventa e nove &lt;em&gt;takes&lt;/em&gt; para ficar satisfatória.*&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;&lt;font size="1"&gt;Visto no &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1285016/trivia"&gt;IMDB&lt;/a&gt;*&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/TQ4_DcJGvrI/AAAAAAAACyk/6HftRS8rDgo/s1600-h/image%5B9%5D.png"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto; padding-top: 0px" title="image" border="0" alt="image" src="http://lh4.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/TQ4_Erb_K7I/AAAAAAAACyo/up_gZTQP0sE/image_thumb%5B5%5D.png?imgmax=800" width="550" height="312" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h4&gt;  &lt;h4&gt;No frigir dos ovos&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;Antes de ser um filme sobre a criação de um site de sucesso, o filme é – &lt;em&gt;para mim&lt;/em&gt; – sobre a criação, o desenvolvimento e a destruição de relações sociais. &lt;strong&gt;O antagonismo existente no fato de uma pessoa tão antissocial ter criado a maior rede social do mundo&lt;/strong&gt;, e como isso afetou suas relações sociais.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A cena final, dele atualizando constantemente a página do site, à espera da aceitação de uma amizade, é a caricatura que contém a mensagem principal do filme.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nada exuberante ou encantador, mas feito com capricho e precisão. Merece ser visto, mas se não for visto não será nenhum crime.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066116536783884432-1823811510871090433?l=quartapessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://quartapessoa.blogspot.com/2010/12/rede-social-2010.html</link><author>noreply@blogger.com (Tarik Tarilonte)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh3.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/TQ4_B0Q5ZxI/AAAAAAAACyg/PJYy3m5sr0s/s72-c/image_thumb%5B6%5D.png?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7066116536783884432.post-7506019748799548327</guid><pubDate>Fri, 17 Dec 2010 02:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-16T18:51:32.259-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mondo cani</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sociedade</category><title>Separados por um topete</title><description>&lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;font size="4"&gt;Você sabe qual a&lt;font color="#45818e"&gt; diferença&lt;/font&gt; entre &lt;a href="http://www.stj.jus.br/web/verCurriculoMinistro?cod_matriculamin=0001104"&gt;&lt;u&gt;Ari Pargendler&lt;/u&gt;&lt;/a&gt; e Roberto Justus? O topete.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Enquanto o genro da garota de Ipanema ostenta uma juba prateada de todo o tamanho, o presidente do Superior Tribunal de Justiça do Brasil cultiva uma brilhante careca. Embora os dois sejam tão diferentes nos assuntos capilares, parecem adotar o mesmo discurso com seus subordinados.   &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;Você está demitido!&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;É óbvio que o famoso bordão imortalizado por Justus em sua versão tupiniquim do reality show americano &lt;em&gt;‘The apprentice’&lt;/em&gt; é a fala de um personagem. O chefe durão, ríspido e intolerante que demite e humilha seus empregados não é mais que uma farsa, uma atuação cuja finalidade é entreter o espectador. Os participantes que ali estão, e se submetem a tal tratamento, o fazem conscientemente e, diga-se de passagem, ganham muito bem para isso. São personagens também. Estão todos atuando.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="" alt="Roberto Justus" src="https://lh6.googleusercontent.com/0j08Tw2h5i82xoIvWniMzBFlmi8ca9siLSels5tOFGIFGsJZLNLY_CqiWoWQNUWmLoX5FJtCLRaqt7dMHe6sIVum526p53z0NVOe40YADHo-Mqkynw" width="500" height="164" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;   &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;A vida imita a arte&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;Por um breve momento, no subsolo do STJ, o presidente daquela côrte foi tomado por um espírito Justiniano que, em vez de lhe dar cabelo, lhe deu um sentimento de ira. Segundo relatos de uma testemunha e da própria vítima, um estagiário negro - escolhido em uma seleção dentre mais de duzentos candidatos, Ari perdeu a compostura ao perceber que, enquanto fazia uma transação bancário no caixa automático, uma pessoa aguardava atrás dele.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sentindo-se invadido em sua privacidade, embora em local público, pôs-se a esbravejar e a gritar como um ‘coronel’ do século XIX, sempre pronto a fazer uso da chibata.&lt;em&gt; “Sai daqui. Vai fazer o que você tem quer fazer em outro lugar”.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Após ser contestado pelo estagiário, que disse estar aguardando atrás da linha demarcada no chão, deixou a ira transbordar e proferiu a sentença em caráter inquisitório e sumário:&lt;em&gt; “Sou Ari Pargendler, presidente do STJ, e você está demitido, está fora daqui”.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="" alt="Ari Pargendler" src="https://lh6.googleusercontent.com/QOppVQWsTuAo7NCp_v2-JTcTJr6zg3ADPPceX_1bALOpVeAOSA26RSFP7AO4Fuqj-GbLtY9SGGOcoHA-OyG5JXM-Ee1yD85KzY1aGS3QP-Hn9gHajg" width="500" height="164" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;   &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Uma comédia de erros&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;A situação, lamentável por natureza, torna-se muito mais grave em função das pessoas envolvidas. A agressão partiu de uma das maiores ‘otoridades’ do país e foi contra uma pessoa indefesa, pobre e negra. A cena, antes de ser um fato isolado, é um retrato da sociedade. É a repetição de um cotidiano cruel e sufocante a que as pessoas comuns são submetidas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Lamentável também é a perpetuação dessa situação patrocinada por quem tem o poder de mudar alguma coisa. Me refiro à gerência da agência do Branco do Brasil, onde ocorreram os fatos. Ao ser comunicada para apresentar as imagens do circuito interno de segurança, que serviriam de prova material do que realmente aconteceu, não forneceu as imagens, alegando que houve falha no sistema de vigilância e nada foi gravado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se o agredido fosse o ‘coroné’, ou Roberto Justus, o sistema também teria falhado? E estaria o estagiário em liberdade à essa hora?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="" alt="Marco Paulo dos Santos" src="https://lh3.googleusercontent.com/f2Wi-UhPMVmnRxfG2P8kFhYA0Ml6Iwr03tVIJoGp3C63yJd9DJlJAcrLYzK5QvuncrVTgXKVuvyCLlb_UY_KV0gyUJ-O6MkHci8O5eBtDNPqMd4KWg" width="500" height="164" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;&lt;strong&gt;links externos:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;&lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,vou-vivendo-doutor-ari,649404,0.htm"&gt;http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,vou-vivendo-doutor-ari,649404,0.htm&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;&lt;a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4847729-EI7896,00-STF+derruba+sigilo+de+processo+de+estagiario+contra+Pargendler.html"&gt;http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4847729-EI7896,00-STF+derruba+sigilo+de+processo+de+estagiario+contra+Pargendler.html&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066116536783884432-7506019748799548327?l=quartapessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://quartapessoa.blogspot.com/2010/12/separados-por-um-topete.html</link><author>noreply@blogger.com (Tarik Tarilonte)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7066116536783884432.post-1801497167908672838</guid><pubDate>Thu, 09 Dec 2010 01:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-08T17:53:15.400-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crítica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Não recomendo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cinema</category><title>Coincidências do Amor (2010)</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/TQA1v26d8VI/AAAAAAAACnU/UsRfWMtJwm4/s1600-h/image%5B12%5D.png"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-right-width: 0px; margin: 0px 32px 25px 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: left; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="image" border="0" alt="image" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/TQA1w1NgCKI/AAAAAAAACnY/7nvUk8eRzL0/image_thumb%5B8%5D.png?imgmax=800" width="134" height="201" /&gt;&lt;/a&gt;Comédia romântica é um estilo bem limitado de filme, que sofre por causa do seu final que é sempre o mesmo. Além desse problema inerente ao gênero, Coincidências do Amor&lt;em&gt; (The Switch)&lt;/em&gt; é um filme abaixo da média, extremamente artificial e nada esforçado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para ser sincero, o filme é tão fraquinho que estou até com dificuldade de lembrar dele para escrever, e fazem apenas três dias que assisti. Tudo que me lembro é da sensação de tédio ao ver um filme estilo &lt;em&gt;fast-movie®.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fast-movie&lt;/strong&gt;® é um termo que usarei doravante* neste blog para classificar os filmes que, se fossem comida, seriam um sanduíche qualquer do Mc Donald’s: Industrializado, feito sem capricho nem esmero, sempre o mesmo gosto de plástico e isopor e que não mata a sua fome, além de prejudicar a saúde se você consumir com frequência.&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Doravante&lt;/strong&gt; é um termo utilizado no meio jurídico, e significa &lt;em&gt;‘de agora em diante’.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Como todos deveriam saber, e como foi muito bem explicado no filme&lt;em&gt; Lisbela e o Prisioneiro&lt;/em&gt;, não é o final que faz uma boa comédia romântica, afinal todas terminam do mesmo jeito. Quando assistimos a um filme desse gênero, já sabemos tudo que vai acontecer. O que nós queremos ver é a &lt;strong&gt;forma&lt;/strong&gt; como tudo acontece.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Por conta disso, mais importante que o roteiro, são as atuações e a direção, que dão vida à história. E nisso o filme peca.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/TQA1ybq2A1I/AAAAAAAACnc/3CbcHNGpeWo/s1600-h/image%5B7%5D.png"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto; padding-top: 0px" title="image" border="0" alt="image" src="http://lh6.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/TQA10NLhcxI/AAAAAAAACng/dNd3gbeXg7E/image_thumb%5B5%5D.png?imgmax=800" width="550" height="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;Atuações no modo automático&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jeniffer Aniston&lt;/strong&gt; é lindérrima &lt;em&gt;(huum, boiola)&lt;/em&gt; e, sim, uma ótima atriz na minha opinião. Sei que minha admiração por ela é parcial, pois ela foi um dos seis personagens principais de Friends, a série de TV que eu mais gostei. Mas ela se saiu muito bem no drama&lt;em&gt; Fora de Rumo&lt;/em&gt; em uma atuação totalmente fora do seu universo cômico.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas ela está muito sem graça nesse filme, e é apenas um rostinho famoso e bonito cujo maior serviço à produção foi emprestar seu nome e não sua atuação.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Da mesma forma &lt;strong&gt;Jason Bateman&lt;/strong&gt;, que teve seu ápice em &lt;em&gt;Juno&lt;/em&gt; (dentre os seus filmes vistos por mim), Mostra a que veio: Um ator ordinário para filmes ordinários.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O elenco coadjuvante não teve nem mesmo chance de atuar, de tão herméticos que eram os personagens. Cabe aqui apenas destacar uma sincera tristeza por ver &lt;strong&gt;Juliette Lewis&lt;/strong&gt;, outrora brilhante em &lt;em&gt;Cabo do Medo&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Assassinos por Natureza&lt;/em&gt;, se entregar a algo tão tosco como seu personagem-quase-nulo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/TQA11c1F6aI/AAAAAAAACnk/bt26ea1nwI8/s1600-h/image%5B17%5D.png"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto; padding-top: 0px" title="image" border="0" alt="image" src="http://lh6.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/TQA12FjlVrI/AAAAAAAACno/XPMhMJIs2Kg/image_thumb%5B11%5D.png?imgmax=800" width="550" height="55" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;O que há de bom&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;O maior mérito do filme foi ter me inspirado a criar a categoria &lt;em&gt;fast-movie®, &lt;/em&gt;tornando-se seu primeiro representante. Há também a beleza da sempre &lt;em&gt;Rachel Green,&lt;/em&gt; que não me canso de admirar (acho que Brad Pitt fez besteira deixando-a pela Angelina&lt;em&gt; ‘big lips’&lt;/em&gt; Jolie.&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;No frigir dos ovos&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;É um filme que não vai fazer falta. É preferível ver um bom filme repetido do que esse pela primeira vez.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066116536783884432-1801497167908672838?l=quartapessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://quartapessoa.blogspot.com/2010/12/coincidencias-do-amor-2010.html</link><author>noreply@blogger.com (Tarik Tarilonte)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh4.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/TQA1w1NgCKI/AAAAAAAACnY/7nvUk8eRzL0/s72-c/image_thumb%5B8%5D.png?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7066116536783884432.post-8326640982559753820</guid><pubDate>Tue, 30 Nov 2010 17:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-30T09:26:55.078-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Divagamentos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Freud</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Psicologia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Jung</category><title>Os fantasmas se divertem</title><description>&lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;font size="3"&gt;Para Freud, a essência do sonho é a realização de um desejo infantil reprimido. Para Jung, os símbolos podiam expressar um desejo de autocompreensão&lt;/font&gt;.&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Eu tenho alguns sonhos recorrentes. Costumava ter cinco, agora tenho dois.    &lt;br /&gt;Sonhos recorrentes são aqueles cujos elementos se repetem. Sonhos em que estamos sempre nus, ou sempre caindo, ou sempre fugindo, &lt;strong&gt;sempre em uma situação que nos aflige&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eu penso que os sonhos recorrentes são uma categoria peculiar de sonho. Para mim, são resultado de conflitos internos não resolvidos, fantasmas que – inutilmente – tentamos esconder, quando deveríamos exorcizá-los definitivamente, por meio da compreensão. Todos temos os nossos fantasmas que, vez ou outra, retornam para no assombrar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eu acredito que é possível exorcizar definitivamente esses fantasmas e resolver os conflitos internos que nos oprimem. Mas creio que essa tarefa não é fácil e requer &lt;strong&gt;sacrifícios que quase nunca estamos dispostos a cometer&lt;/strong&gt;. E dessa forma, em vez de remediar as causas, lidamos com as consequências, e levamos a vida assim, oprimida e sofrida.&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;font size="3"&gt;O espelho e os sonhos são coisas semelhantes, são a imagem do homem diante de si próprio.        &lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;em&gt;José Saramago&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Os fantasmas estão aí, ao nosso redor, pairando sobre nossas vidas como sombras etéreas que, de acordo com o nosso estado de espírito &lt;em&gt;(ou, para melhor dizer, ânimo)&lt;/em&gt; se afastam e se escondem ou se aproximam e se divertem com nossa reação horrorizada e impotente diante de algo que, em última análise, é o nosso próprio reflexo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="Carl Jung" border="0" alt="Carl Jung" src="http://lh3.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/TPUz3bIYsmI/AAAAAAAACiQ/MayOSPj41qU/image%5B28%5D.png?imgmax=800" width="550" height="142" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;três de cinco&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;Um dos sonhos recorrentes que eu tinha, e que era o mais comum, era que eu estava sempre dentro de um carro, dirigindo em uma rua, em baixa velocidade. E eu nunca conseguia frear o carro e fazê-lo parar. Eu tentava pisar no freio com toda a força, mas minhas pernas não tinham força suficiente para parar o carro. Eu pisava o mais forte que podia, mas não era suficiente, e o carro nunca parava e sempre terminava por bater em algum obstáculo. A sensação de desespero e impotência nesse tipo de sonho era absurdamente real e agoniante.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os outros dois sonhos que eu costumava ter e não tenho mais, são variações do mesmo sonho anterior e, para mim, eram resultado das mesmas causas. Na segunda versão do sonho recorrente, eu sempre tentava ou precisava correr, pois estava em uma corrida ou era perseguido. Contudo, por mais força que eu fizesse, era como se eu corresse em câmera lenta ou dentro de uma piscina com água pela cintura. Nesse sonho eu nunca era pego e nunca terminava de correr. A agonia e a impotência eram infindáveis.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Por fim, o terceiro sonho que eu tinha era que eu segurava um revólver e tentava disparar um tiro apertando o gatilho mas, por mais força que fizesse, nunca conseguia efetuar o disparo. Mais uma vez os sentimentos era uma mistura de impotência e agonia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Hoje eu entendo que esses três sonhos tinham as mesmas causas, que era o fato que ter comportamentos e vontades que julgava imorais e, contudo, não conseguia conter o impulso de agir ou pensar. Durante certo tempo da minha vida, eu fui oprimido por uma filosofia que se baseava na culpa. E assim, a maioria das minhas vontades, impulsos e pensamentos eram considerados transgressões, apesar de serem parte incontestável de mim.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A partir do momento em que comecei a questionar essa filosofia e, consequentemente, a abandoná-la, esses sonhos nunca mais se repetiram, pois esses conflitos deixaram de existir. Esses fantasmas não encontraram mais abrigo na minha mente e se foram.&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;Dois que ficam&lt;/h4&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;font size="3"&gt;Tudo aquilo que não enfrentamos na vida acaba se tornando o nosso destino.        &lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;em&gt;Carl Jung&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Ainda restam dois sonhos, cujos espectros me visitam em algumas noites. Esses ainda se divertem às custas da minha inércia e da minha fragilidade. por enquanto.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066116536783884432-8326640982559753820?l=quartapessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://quartapessoa.blogspot.com/2010/11/os-fantasmas-se-divertem.html</link><author>noreply@blogger.com (Tarik Tarilonte)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh3.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/TPUz3bIYsmI/AAAAAAAACiQ/MayOSPj41qU/s72-c/image%5B28%5D.png?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7066116536783884432.post-7542695669077332284</guid><pubDate>Sat, 18 Sep 2010 15:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-09-18T08:21:41.378-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Religião</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Filosofia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Divagamentos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Einstein</category><title>O andar do bêbado</title><description>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/TJTY_8wuyjI/AAAAAAAACOk/Jqrb-37jw_A/s1600-h/image%5B10%5D.png"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; vertical-align: middle; border-left-width: 0px" title="image" border="0" alt="image" src="http://lh6.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/TJTZAZW0FuI/AAAAAAAACOo/UZ6u8girhsI/image_thumb%5B4%5D.png?imgmax=800" width="48" height="48" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Alerta.&lt;/strong&gt; Esse post é chato pra cacete e não diz muita coisa.&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;Quais são os fatores que determinam o sucesso ou fracasso na profissão, nos relacionamentos ou qualquer outra área da vida? Quando surge uma idéia genial, será que apenas a genialidade dessa idéia garante o seu sucesso, ou existem outros fatores tão ou mais importantes capazes de traçar o seu destino?&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Para sorte de uns e azar de outros, o talento ou capacidade inata é apenas um dos ingredientes que compõe o sucesso&lt;em&gt; (seja qual for a sua definição de sucesso).&lt;/em&gt; Ao lado desta caminham dois outros fatores determinantes no desenrolar de qualquer situação - seja uma partida de pôquer, sua carreira profissional ou o seu casamento. Esses fatores são a perseverança e a sorte ou, melhor dizendo, o &lt;strong&gt;acaso&lt;/strong&gt;. E é sobre este último que eu gostaria de rascunhar algumas maltraçadas palavras.&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;Pra início de conversa, o que é o acaso? &lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;Imagine que você está andando na calçada e encontre no chão uma nota de cinquenta reais. Nossa, que legal! Você está com sorte. Você está lá na calçada parado, olhando pra cara da onça, todo feliz. Nesse instante um carro desgovernado invade a calçada e passa por cima de você e da nota de cinquenta reais.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os dois eventos acima são exemplos de manifestação do acaso. O acaso é qualquer evento que ocorre sem uma causa ou explicação aparente, ou que fogem à nossa previsão.    &lt;br /&gt;Isso não significa que tais acontecimentos não possuam uma causa. É certo que possuem, mas são tantas e tão complexas que não podemos calcular nem prever a sua ocorrência. Quando jogamos um dado, o resultado depende de inúmeros fatores: a posição inicial, a velocidade, a altura, a aceleração, o peso do dado, o material do dado e da superfície sobre o qual é atirado, o coeficiente de atrito, entre muitos outros que são desconhecidos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Então, num gesto de resignação, atribuímos à sorte, ao azar, ao acaso e até mesmo a Deus ou à posição das estrelas a ocorrência de fatos sobre os quais não possuímos nenhum conhecimento prévio.&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;Deus não joga dados&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;Se existisse uma pessoa ou uma máquina que conhecesse todos os fatores envolvidos em um lançamento de dados e tivesse controle sobre esses fatores, então o resultado poderia ser calculado e alcançado de acordo com a vontade dessa pessoa e, nesse momento, o acaso deixaria de existir nesse lançamento de dado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Einstein disse uma vez que “Deus não joga dados”.    &lt;br /&gt;Deixando de lado a discussão sobre a fé de Einstein ou sobre a existência de Deus, é possível admitir que o acaso, de fato, não existe, e é somente uma ilusão que criamos como consequência da nossa incompreensão ou ignorância acerca de todos fatores que compõem um evento qualquer.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="image" border="0" alt="image" src="http://lh6.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/TJTZBGg5SVI/AAAAAAAACOs/u9qK_7-F5ZU/image%5B6%5D.png?imgmax=800" width="492" height="315" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tudo o que acontece no universo, dos nossos sonhos até os buracos negros, dos movimentos das marés à banda restart, tudo tem uma causa. Porém, as causas conhecidas desses acontecimentos são uma parcela ínfima de todas as causas existentes, nós enxergamos apenas a ponta do iceberg, e todo o restante que fica submerso no desconhecido, inacessível ao nosso conhecimento, chamamos de acaso (ou vontade de Deus).&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;Ignorância e prepotência&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;Não obstante as fatos da vida terem causas em sua maioria desconhecidas, nós temos a tendência quase irresistível de nos apegarmos com vigor somente àquilo que conhecemos e desprezarmos o fato de que existe algo além de nossa compreensão. Assim, nós interpretamos o mundo em nossa volta por meio de uma base insuficiente de informações e, consequentemente, chegamos a conclusões equivocadas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Indo além, é fácil resistirmos à idéia de que muitas coisas ocorrem à revelia do nosso conhecimento pois, por uma característica da natureza humana, precisamos nos sentir sempre no controle de tudo ao nosso redor. Nós queremos ter explicação para tudo (isso é bom) e achamos que tudo se explica com base no que já conhecemos (isso é ruim).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Assim, negamos a importância do acaso nas nossas vidas. Afinal, quem fica confortável sabendo que o seu emprego, a pessoa com quem é casada há tantos anos, a roupa que está vestindo e até o que almoçou hoje depende tão pouco da sua vontade?&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;No frigir dos ovos&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;O acaso está mais presente em nossas vidas do que podemos perceber e bem mais do que gostaríamos que estivesse. Afinal, é fácil se sentir desconfortável com a idéia de que não temos tanto controle assim das nossas próprias vidas. Mas, a despeito do que achamos ou gostaríamos, o acaso está aí agindo como um verdadeiro deus da probabilidade direcionando nossos passos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Esse post leva o título do livro homônimo, de L.Mlodinow, que trata do assunto com muito mais propriedade e profundidade.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066116536783884432-7542695669077332284?l=quartapessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://quartapessoa.blogspot.com/2010/09/o-andar-do-bebado.html</link><author>noreply@blogger.com (Tarik Tarilonte)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh6.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/TJTZAZW0FuI/AAAAAAAACOo/UZ6u8girhsI/s72-c/image_thumb%5B4%5D.png?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7066116536783884432.post-4657581350158852415</guid><pubDate>Mon, 26 Jul 2010 23:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-26T16:25:28.090-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crítica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Não recomendo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cinema</category><title>Diário de um Banana (2010)</title><description>&lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;Não é fácil ser criança. Não é nada fácil estar naquela fase entre a infância e a adolescência, na qual somos forçados a escolher constantemente entre crescer ou permanecer na inocência. Pena que o filme é uma merda e não mostra isso direito.&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Diary of a Wimpy Kid&lt;/em&gt; é um filme baseado em um romance em quadrinhos de mesmo nome, e de muito sucesso nos Estados Unidos. Trata-se da história de um moleque lá pelos seus dez, onze anos, um pouco precoce, que tem dificuldades em se adaptar à sua entrada na pré-adolescência. Blá, blá blá…&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;Vamos aos fatos&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;Filminho chato pra cacete, raso no conteúdo, fraco nas interpretações, abusa de lugares comuns e soluções pra lá de fáceis. É um filme para crianças, mas daqueles que um adulto não consegue assistir. Só para fazer uma comparação (pra não dizer uma surra) a série de TV &lt;em&gt;Everybody Hates Chris&lt;/em&gt;, que aborda o mesmo tema, dá de mil a zero no filme. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O protagonista da estória, o tal do Greg Heffley, é – com o perdão da sinceridade – um baita de um manézinho. O moleque só faz merda o filme todo, e é egoísta e sacana ao extremo. E o pior é as atitudes idiotas dele não são nada justificáveis. Ele não conseguiu criar nenhum vínculo convincente e muito menos despertar a menor empatia de minha parte. Aí só restou torcer o nariz e assistir o filme com um certo desgosto.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" border="0" src="http://sumthinblue.com/wp-content/uploads/2009/10/wimpy_kid_wallpaper_1024.jpg" width="550" height="414" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;Um filme sem supressas&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;O pior defeito do filme é não conseguir surpreender o expectador em momento algum. Tudo o que acontece é previsível demais, fácil demais. Exemplos&lt;em&gt; (nem vou me dar ao trabalho de evitar uns spoliers, na verdade é um favor que te faço)&lt;/em&gt;: Quando Greg se tranca no quarto para fugir do seu irmão mais velho, que fica esperando na porta, é óbvia a piadinha infame do sapato vazio. quando Greg vai fazer a audição para o musical da escola, e todos começam a cantar muito mal, é óbvio que ele iria de destacar e cantar bem. E por aí vai…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O elenco de suporte é fraco, muito fraco. Não tem nenhum personagem que não seja extremamente caricato, e as piadas e &lt;em&gt;gags&lt;/em&gt; são de doer os ovos. A tal história do &lt;em&gt;cheese touch&lt;/em&gt;, e seu desfecho, é a coisa mais imbecil, e chega a dar raiva de ver.&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;No frigir dos ovos&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;Não assista esse filme, se você já passou dos 10 anos. Zoo-wee-mamma!&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066116536783884432-4657581350158852415?l=quartapessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://quartapessoa.blogspot.com/2010/07/diario-de-um-banana-2010.html</link><author>noreply@blogger.com (Tarik Tarilonte)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7066116536783884432.post-2161588059477688632</guid><pubDate>Sat, 26 Jun 2010 23:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-26T19:57:38.633-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Religião</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crítica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sociedade</category><title>Fiquem com Deus</title><description>&lt;p&gt;Sábado, 26 de Junho de 2010. Enquanto escrevo essas maltraçadas linhas no meu notebook, em cima da cama no meu humilde lar em Taguatinga, ocorre na Praça em frente um culto em homenagem à Maria, que se resume em várias velhas lunáticas gritando e um homem falando muito alto no microfone, com o intuito de atingir pelo volume aqueles que não estão interessados nas merdas que a religião prega.&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;Fulana de Tal, rogai por nós, Fulana de Tal, rogai por nós, Fulana de Tal, rogai por nós. Esse é o mantra dos &lt;em&gt;Aqui-tem-um-bando-de-loucos-por-ti-Maria. &lt;/em&gt;Maria, Jesus, Deus, Gadu, Shiva, Alah. Todas essas divindades criadas pelo homem servem apenas a um intuito: Nos fazer trazer uma esmagadora sensação de culpa&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Pare e pense. Qual é a mensagem principal da religião? Que você é um merda. Você é um pecador miserável, um bosta, e por sua causa um cara morreu, antes mesmo de você nascer. Viu como você é ruim? A Religião só serve pra isso, nos deixar com um irremediável complexo de culpa.&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="E disse Jesus: Chupa que é de uva." alt="E disse Jesus: Chupa que é de uva." src="http://mznnews.files.wordpress.com/2009/06/mzn-padre-vitral.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A religião é responsável por todas as maiores merdas que já ocorreram na história da humanidade. Cruzadas, Inquisição, Guerras, Terrorismo, Massacres e muito, muito ódio no coração das ovelhinhas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Enquanto as pessoas na praça estão cantando suas canções que dizem o quanto são ruins, malvados e necessitados da ajuda de um cara que ninguém nunca viu, eu me lembro de uma outra canção, de John Lennon:&lt;em&gt; Imagine que não exista nenhum paraíso, é fácil se você tentar, Nenhum inferno abaixo de nós, Sobre nós só céu. Imagine todas as pessoas Vivendo para hoje.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Fiquem com Deus.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066116536783884432-2161588059477688632?l=quartapessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://quartapessoa.blogspot.com/2010/06/fiquem-com-deus.html</link><author>noreply@blogger.com (Tarik Tarilonte)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7066116536783884432.post-5031148528222189297</guid><pubDate>Tue, 22 Jun 2010 12:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-22T18:04:07.149-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mondo cani</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crítica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Recomendo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cinema</category><title>Unthinkable (2010)</title><description>&lt;div&gt;Existem filmes que contam bem histórias ruins, existem filmes que contam mal boas histórias, existem filmes que contam bem boas histórias e, ainda, existem aqueles filmes que vão além, em vez de contar meras histórias, passam mensagens e nos fazem pensar. Unthinkable é um desses filmes. Em vez de nos prender pela curiosidade ou emoção, o filme nos prende pela consciência.   &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;    &lt;div&gt;Não é um filme fácil de assistir, e estou certo de que a grande maioria não vai apreciar, por causa de toda a sua violência. É um filme que incomoda, embora o que incomode não sejam as sessões de tortura e sim o dilema vivido pelos personagens, em especial a Agente do FBI vivida por Carrie-Anne Moss - &lt;i&gt;a eterna Trinity de Matrix&lt;/i&gt; - dilema que ultrapassa a tela e vem bater direto na nossa cara.&lt;/div&gt;    &lt;br /&gt;    &lt;div&gt;Unthinkable mostra o estado de alerta que acomete os Estados Unidos desde o incidente de onze de setembro. Mostra toda a fragilidade do país apesar dos inúmeros esforços para se manter livre de novas ameaças estrangeiras. Mas o filme não para por aí, e mostra que depois de tanta guerra, tanta ideologia, não existe mais certo ou errado, mocinhos ou bandidos, aliados ou terroristas. Todos são culpados e todos estão errados. Tudo é justificável mas nada se justifica.     &lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;    &lt;div style="text-align: center" id="vydg"&gt;     &lt;div style="text-align: center" id="creb"&gt;&lt;img style="width: 550px; height: 430px" src="http://docs.google.com/File?id=dhtrpbgf_72jwr9fphp_b" /&gt;&lt;/div&gt;      &lt;div style="text-align: center"&gt;&amp;#160;&lt;/div&gt;   &lt;/div&gt; &lt;/div&gt;  &lt;h4&gt;Terrorismo e Tortura&lt;/h4&gt;  &lt;div&gt;O filme mostra duas das piores manifestações da covardia do ser humano, a tortura e o terrorismo. Atos cruéis praticados contra pessoas indefesas. E ao mesmo tempo, uma questão é levantada: Há justificativa para tais atitudes? Existem situações onde tais atos são a coisa certa a se fazer? Confesso que eu não me apresso em dar uma resposta a essas questões. O ideal seria que essas questões não existissem, mas o homem é capaz de coisas terríveis.   &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Não deve haver sofrimento maior do que ficar preso, indefeso, nas mãos de um torturador e sofrer as piores aflições físicas que a mente humana consegue imaginar. Definitivamente a tortura não deveria existir. Mas, e se o torturado for um terrorista? Nesse caso pode? Imagine que um maluco escondeu uma bomba em algum lugar e, se explodir, matará milhares de pessoas. Seria válido torturar esse excomungado para forçá-lo a revelar o paradeiro da bomba? E se mesmo sob tortura ele se negasse a falar, qual a solução? Há algo ainda pior e mais efetivo? Deve haver, mas é algo impensável &lt;i&gt;(Unthinkable, captou?)&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;  &lt;h4&gt;O que há de bom&lt;/h4&gt;  &lt;div&gt;É um filme ousado, que trata de temas delicados e atuais. A produção é competente, embora não seja nada excepcional. Samuel L. Jackson está muito bem em seu papel. O filme tem a capacidade de prender a nossa atenção e nos deixar angustiados, o que é melhor que permanecer indiferente. Além disso, o final conta com uma pequena surpresa que dá um último gás, um &lt;i&gt;sprint&lt;/i&gt;, e encerra a história de forma competente.&lt;/div&gt;  &lt;h4&gt;O que há de ruim&lt;/h4&gt;  &lt;div&gt;Para quem não estiver preparado, o filme pode ser visto como imoral, excessivamente violento e subversivo. Além disso, o filme é excessivamente &lt;i&gt;americanizado &lt;/i&gt;e não abrange de forma consistente os dois lados em conflito, o que poderia causar um dilema ainda maior para o expectador - considerando que a intenção do filme seja nos fazer refletir.&lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066116536783884432-5031148528222189297?l=quartapessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://quartapessoa.blogspot.com/2010/06/unthinkable-2010.html</link><author>noreply@blogger.com (Tarik Tarilonte)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7066116536783884432.post-1406480431915997086</guid><pubDate>Sun, 06 Jun 2010 18:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-23T12:02:16.619-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crítica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Marromeno</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cinema</category><title>Robin Hood (2010)</title><description>&lt;p&gt;A lenda de Robin Hood é bastante conhecida e já serviu para dar fôlego a inúmeros personagens dos mais diversos livros e filmes. Trata-se do fora-da-lei que rouba dos ricos para dar aos pobres. A história do herói se passa na Inglaterra do século XIII que se encontra órfã do ei Ricardo coração de Leão, um cara muito doido que abandona o país para se meter lá na Palestina e Jerusalém a fim de converter&lt;em&gt; (entenda-se matar e saquear)&lt;/em&gt; os muçulmanos infiéis.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com a ausência do rei, seu irmão mais novo usurpa o trono e começa a aprontar as mais loucas picardias, como aumentar os impostos e maltratar a população, queimando vilas e destruindo castelos e propriedades de quem não paga direitinho. Nesse cenário se levanta Robin de Loxley &lt;em&gt;aka&lt;/em&gt; Robin Hood&lt;em&gt; (apelido dado por causa do chapeuzinho com uma pena que o rapaz usava)&lt;/em&gt; que, juntamente com seus comparsas, passa a saquear as carruagens reais que ousam atravessar a floresta de Sherwood. Robin Hood é famoso por sua extrema habilidade com o arco-e-flecha, algo semelhante a Légolas de Senhor dos Anéis.&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;Robin Hood Begins&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;O que há de diferente e interessante nesse novo filme - &lt;em&gt;mais uma dobradinha Ridley Scott/Russel Crowe, a dupla famosa de O Gladiador&lt;/em&gt; -&amp;#160; é que a trama conta a história de Robin &lt;strong&gt;antes &lt;/strong&gt;de virar Robin Hood. O filme conta como tudo aconteceu. Portanto, não é a mesma história do Robin hood encenado por Kevin Costner, por exemplo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="image" border="0" alt="image" src="http://lh3.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/TAvoE0cQYkI/AAAAAAAACMU/nQ6QNja6EMs/image%5B6%5D.png?imgmax=800" width="550" height="411" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Além disso, o roteirista teve a liberdade de alterar alguns fatos da lenda original. A principal alteração diz respeito ao próprio Robin, que no filme não é Robin de Loxley o nobre cavaleiro, mas sim Robin Longstride, outra pessoa. Achei interessante a história criada para transformar Robin Longstride em Robin de Loxley, assumindo sua identidade. Isso serviu para conferir mais profundidade ao personagem.&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;O que há de ruim&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;O principal defeito do filme certamente é a sua duração. São duas horas e meia de projeção, que testam a paciência de qualquer cristão (ou mulçumano). Não tenho dúvida de que há diversas cenas desnecessárias ou demasiadamente compridas, que poderiam ser encurtadas e até mesmo eliminadas, para favorecer a fluência da história. Por causa disso, o filme se torna um pouco cansativo e monótono, o que faz diminuir seu impacto sobre o expectador.&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;O que há de bom&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;Além da boa idéia de ser um filme que pretende contar a gênese de Robin Hood, a produção é muito bem feita, com atuações interessantes dos protagonistas Crowe e Kate Blanchet, que faz o papel de &lt;em&gt;Maid&lt;/em&gt; Marion, no caso viúva em vez de &lt;em&gt;maid&lt;/em&gt;. Contudo, os personagens coadjuvantes são quase todos rasos e caricatos, como João Pequeno e o próprio rei João, que mais parece um idiota. Contudo o Frei gordinho do hidromel e o Sir Walter de Loxley estão muito bons e suportam satisfatoriamente o enredo.&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;No frigir dos ovos&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;É um filme que até vale a pena ver, embora não esteja à altura da filmografia de Ridley Scott, que fez o totalmente excelente Rede de Mentiras em 2008, e do próprio Russel Crowe, o eterno gladiador. Cumpre bem o papel de contar uma história, nada mais.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066116536783884432-1406480431915997086?l=quartapessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://quartapessoa.blogspot.com/2010/06/robin-hood-2010.html</link><author>noreply@blogger.com (Tarik Tarilonte)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh3.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/TAvoE0cQYkI/AAAAAAAACMU/nQ6QNja6EMs/s72-c/image%5B6%5D.png?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7066116536783884432.post-3186935129509642676</guid><pubDate>Sun, 06 Jun 2010 03:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-05T20:41:46.126-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crítica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Não recomendo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cinema</category><title>Solomon Kane (2010)</title><description>&lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;Eu não esperaria muito de um filme cujo personagem principal foi descaradamente copiado de Van Helsing, que já é péssimo, mas Solomon Kane surpreende. É realmente uma porcaria. O filme consegue ser medíocre nos três requisitos: Roteiro, direção e atuação.&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;O argumento do filme é aquele bla bla bla que já vimos milhares de vezes no cinema, a famosa jornada do herói que, em si, não tem nada de ruim é bem explorada em diversos filmes, de Matrix a&amp;#160; Coração Valente. Só que uma história tão batida quanto a do cara que não é nada e derrepente descobre que é a salvação do mundo precisa ter sempre alguma coisa nova a mostrar, e Solomon Kane não tem. Durante toda a trama somos obrigados a acompanhar o &lt;strike&gt;Almir Sater&lt;/strike&gt; Solomon lutando contra umas espécies de zumbis, que são uma mistura dos guerreiros de Mordor com os vampiros de Eu sou a Lenda.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img alt="[poster.jpg]" src="http://3.bp.blogspot.com/_grmvK84lX6c/S56GsyTrRiI/AAAAAAAAAgE/Jq6UhD4oJVE/s1600/poster.jpg" width="550" height="731" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não dá pra se sentir cúmplice do protagonista em nenhum momento, mesmo porque a história não segue um ritmo cadenciado, ao contrário, as situações ocorrem de uma maneira nada natural e extremamente artificial. Tudo muito fácil, tudo muito superficial, tudo muito raso.&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;Solomon quem?&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;As atuações são todas um desastre. Não tem uma que salva. Mas o pior de todos é sem duvida o James Purefoy, que faz o Salomão. O cara chega a ser ridículo, de tão ruim. Não sei de onde tiraram esse ator, mas ele está à altura da produção.&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;O que há de bom&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;O monstro da última cena, embora ninguém saiba de onde veio nem porque estava lá lutando com Salomão, é muito bem feito, apesar de lembrar muito o orc debilóide do Senhor dos Anéis. Vale pela qualidade da computação gráfica.&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;O que há de ruim&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;Tudo. então, para ser justo, vou dizer o que há de muito ruim. Trata-se da cena na igreja que tem um padre maluco que cuida de um bando de zumbis no porão da igreja. É ridículo. Tosco. Mal concebido, mal produzido, mal dirigido, mal atuado. É uma piada de mau gosto&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Bem, em poucas palavras, não perca seu tempo com isso, a menos que não faça nenhuma questão de coerência ou um pouquinho que seja de coesão. Se uma sucessão de cenas com lutas clichê e efeitos visuais &lt;em&gt;commodities&lt;/em&gt; te satisfazem, &lt;em&gt;be my guest&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066116536783884432-3186935129509642676?l=quartapessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://quartapessoa.blogspot.com/2010/06/solomon-kane-2010.html</link><author>noreply@blogger.com (Tarik Tarilonte)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_grmvK84lX6c/S56GsyTrRiI/AAAAAAAAAgE/Jq6UhD4oJVE/s72-c/poster.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7066116536783884432.post-4724546457886714571</guid><pubDate>Sun, 30 May 2010 18:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-05-30T11:03:50.439-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crítica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Não recomendo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cinema</category><title>The Wolfman (2010)</title><description>&lt;p&gt;Parece que as idéias originais abandonaram Hollywood, que já há algum tempo vive de requentar as histórias antigas. Isso não é necessariamente ruim, visto que muitos bons filmes antigos poderiam ganhar novo fôlego com as novas técnicas de efeitos visuais e o avanço da fotografia no cinema. Porém, por algum motivo não muito claro, parece que há uma maldição assombrando os remakes que, frequentemente, desapontam e não atendem às expectativas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="image" border="0" alt="image" src="http://lh4.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/TAKohR5g2sI/AAAAAAAACMA/Y_3HabHwhoU/image%5B5%5D.png?imgmax=800" width="550" height="221" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;É o caso de The Wolfman, que pretendia ser o resgate da lenda clássica do lobisomem, para fazer frente às inúmeras releituras e mudanças que sofreu no cinema ao longo das décadas, tornando-se um personagem superficial e caricato como em Van Helsing e Crepúsculo, por exemplo. É uma iniciativa louvável, visto a violência que o pobre lobisomem sofreu durante todos esses anos – até jogador de basquete juvenil ele já foi no cinema. Porém, a superficialidade do roteiro, as atuações negligentes e a falta de criatividade generalizada tornaram essa produção em um filme “mais do mesmo” e que certamente será esquecido tão logo acabe a exibição.&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;Atuações&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;Apesar de contar com atores muito bons, nenhum deles consegue convencer e passar a profundidade que foi concebida pelo diretor. Temos um Antony Hopkins nada esforçado, simplesmente recitando as falas sem nenhuma interpretação ao lado do Benício del Toro fazendo sua cara habitual de quem acabou de acordar e está de mau humor. A pior atuação coube a Emily Blunt que fracassa na tentativa de bancar a heroína romântica, embora eu nem a culpe por isso, visto que suas aparições no filme são gratuitas e desconexas. Mas há um certo mal-estar em presenciar o amor forçado que surge entre ela e del Toro. A impressão que tive ao assistir o filme, é que as atuações estavam ali apenas para ocupar o tempo entre as aparições do lobisomem.&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;O que há de ruim&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;O filme peca em se firmar excessivamente sobre os efeitos visuais, que hoje são &lt;em&gt;commodities&lt;/em&gt; e não representam mais vantagem nenhuma. Apesar da transformação ser muito bem feita, não possui o efeito “uau” necessário para se tornar um elemento que mereça destaque. O diretor abusa dos sustos desnecessários e previsíveis, numa tentativa irritante de manter o espectador em alerta. Porém, o que achei pior no filme foi a participação especial do Smeagol do Senhor dos Anéis. Totalmente copiado e, o pior, desnecessário.&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;O que há de bom&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;Apesar de todas os problemas, o filme merece crédito por ser uma tentativa de se manter fiel à lenda do lobisomem. Acho que é só isso.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066116536783884432-4724546457886714571?l=quartapessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://quartapessoa.blogspot.com/2010/05/wolfman-2010.html</link><author>noreply@blogger.com (Tarik Tarilonte)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh4.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/TAKohR5g2sI/AAAAAAAACMA/Y_3HabHwhoU/s72-c/image%5B5%5D.png?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7066116536783884432.post-2646530888120951950</guid><pubDate>Thu, 08 Apr 2010 00:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-07T17:24:06.887-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Divagamentos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sociedade</category><title>Desagravo à preguiça</title><description>&lt;p&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; margin: 0px auto; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" border="0" src="http://desaventurasnamorosas.files.wordpress.com/2009/04/preguica.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se tem um tipo de gente que eu admiro, é o preguiçoso.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A preguiça é uma das maiores qualidades que uma pessoa pode ter. Ser preguiçoso é estar ciente da sua impotência diante da ordem instaurada e não se importar. É dar de ombros. É dizer foda-se.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ter preguiça é, antes de tudo, tomar uma atitude. O preguiçoso não se aflige, não sofre pelo que não conquistou e não sonha em acumular &amp;quot;riquezas&amp;quot;, assim, entre aspas. Afinal, conquistar e acumular dá muito trabalho. E para quê mesmo? Para ter uma boa vida? Mas tem vida melhor que a do preguiçoso?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A preguiça é a característica humana mais injustiçada. É a virtude tomada por vileza. É considerada até um pecado capital &lt;em&gt;(e aqui abro um parênteses para dizer que só pelo fato de ser considerada pecado, já ganha pontos comigo).&lt;/em&gt; Ninguém em sã consciência admite ser preguiçoso. Ninguém põe no currículo que adora acordar tarde ou que procrastina habitualmente. Todos se orgulham em dizer como trabalham duro durante dez, onze, doze horas por dia. Se orgulham de não ter um único minuto livre durante seus dias. É academia, é inglês, é cursinho, é o trabalho, são os filhos, são as compras, é o diabo a quatro. Sentem-se santos como aquele cara de Belém (não estou falando do Chimbinha) quando fazem cara de esgotados e murmuram, derrotados, que não têm tempo para nada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Foda-se o trabalho, foda-se a ocupação. Foda-se o pseudo-sucesso pasteurizado que é empurrado por nossas goelas abaixo. Sucesso é não ter que se preocupar. Sucesso é não viver ansioso. Sucesso é entender por que o trabalho é tão valorizado e dizer:&lt;em&gt; foda-se, não quero isso&lt;/em&gt;. Eu quero é sombra, agua fresca e uma boa conexão de internet.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Bem, em suma é isso. Tem muito mais coisas que eu poderia escrever, mas tô com preguiça.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066116536783884432-2646530888120951950?l=quartapessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://quartapessoa.blogspot.com/2010/04/desagravo-preguica.html</link><author>noreply@blogger.com (Tarik Tarilonte)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7066116536783884432.post-5238483208246949774</guid><pubDate>Tue, 02 Feb 2010 01:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-02-01T17:14:58.867-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Filosofia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sartre</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Antropologia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sociedade</category><title>Sartre, Lincoln e o BBB 10</title><description>&lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;Vou te falar uma coisa. Big Brother Brasil é muito bom. Babacas Brigando e fazendo Barraco por qualquer Bobagem. O BBB é a comprovação &lt;em&gt;in vitro&lt;/em&gt; da afirmação de Sartre: &lt;em&gt;“&lt;strong&gt;O inferno são os outros&lt;/strong&gt;”&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Eu sempre desprezei esse programa por achar que se tratava de um despropósito absoluto, uma manifestação perfeita da falta de conteúdo do entretenimento televisivo. Eu estava enganado. Por increça que parível o BBB tem conteúdo. O conteúdo do programa é a falta de conteúdo das pessoas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Por conteúdo, podemos entender os valores morais e éticos, os conceitos e preconceitos e principalmente a educação e boas maneiras das pessoas. Alí fica tudo exposto, como numa jaula sob a obseravação constante de dezenas de câmeras e milhões de espectadores. Não dá pra fingir. Não o tempo todo. Alí cedo ou tarde todos os participantes se mostram como são, em suas qualidades e virtudes.&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;Como disse Abraão (lincoln, não o bíblia) &lt;em&gt;“Alguém pode enganar poucos por muito tempo, muitos por pouco tempo, mas não todos por todo o tempo&amp;quot;. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;E sob esses aspectos sociais, antropológicos e até psicológicos, o programa é um prato cheio para quem gosta de observar o comportamento humano. É uma oportunidade singular de estudar &lt;em&gt;(e julgar também, claro. Nada mais gostoso que vibrar com a indicação de Tessália para o paredão)&lt;/em&gt; o desenvolvimento dos relacionamentos. É a novela da vida real.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" src="http://correio24horas.globo.com/recursos/BancoImagens/%7B3AD37B4F-07A6-4F55-8DDE-8AE02EFE762F%7D_elenita.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Essa aí de cima vai rodar rapidinho. Mala demais (mais chata que eu, até).&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066116536783884432-5238483208246949774?l=quartapessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://quartapessoa.blogspot.com/2010/02/sartre-lincoln-e-o-bbb-10.html</link><author>noreply@blogger.com (Tarik Tarilonte)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7066116536783884432.post-161598684506029946</guid><pubDate>Sat, 23 Jan 2010 13:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-23T06:42:42.550-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crítica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Recomendo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cinema</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sociedade</category><title>A invenção da Mentira (2009)</title><description>&lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;Esse é O filme de 2009. E se bobear, da década. Em um ano que não será lembrado pela qualidade dos seus filmes, felizmente surgiu um para salvar a safra de ser um fracasso total.&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Quando eu vi o título do filme pela primeira vez&lt;em&gt; (The invention of lying – até que enfim uma tradução literal)&lt;/em&gt; fiquei bastante curioso pois achei muito interessante, e fui logo pesquisar no &lt;a title="Imbd - A Invenção da Mentira" href="http://www.imdb.com/title/tt1058017/" target="_blank"&gt;Imbd&lt;/a&gt; qual era a sua pontuação. O rating que o filme recebe lá sempre foi um bom indicador para mim, e todos que receberam de sete pontos em diante são considerados bons filmes por mim. Porém esse estava avaliado com a nota 6,6.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O filme me supreendeu logo na cena inicial, com uma locução em off &lt;em&gt;(a voz de um narrador falando com o espectador)&lt;/em&gt; explicando que o filme se passa numa realidade onde a mentira não existe. No filme, as pessoas sempre falam o teor verdadeiro do que estão pensando. Simplesmente genial. Genialmente simples. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="poster" border="0" alt="poster" src="http://lh5.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/S1sACq0DD7I/AAAAAAAAB9k/_fU8n1G7KGs/poster%5B6%5D.jpg?imgmax=800" width="450" height="338" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com base nessa idéia, os diálogos que se desenvolvem durante o filme são de uma graça cruel. Nós vemos claramente como a mentira&amp;#160; -&amp;#160; em seus diversos níveis – está presente em praticamente todas as interações entre os indivíduos e funciona como uma espécie de argamassa e até lubrificante social.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;Diálogos&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tente imaginar uma conversa com duas pessoas falando exatamente o que pensam, sem rodeio e sem mentira. Um desastre? Certamente, pelos nossos padrões.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- E aí, vamos sair para almoçar juntos?    &lt;br /&gt;- Não, obrigado. Você é chato demais, e quando come faz um barulho nojento com a boca que me deixa com vontade de vomitar.     &lt;br /&gt;- Ah, sim. Tudo bem então.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O filme inteiro é feito de diálogos parecidos com esse acima. O interessante é que as pessoas estão tão acostumadas em ouvir a verdade que não se ofendem, e aceitam naturalmente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="image" border="0" alt="image" src="http://lh6.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/S1sAD-Xb29I/AAAAAAAAB9o/ipUMz53rL9c/image%5B7%5D.png?imgmax=800" width="550" height="204" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;Lecture Filmes&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;A mentira está diretamente associada à criatividade, à capacidade de abstrair um pensamento e inventar uma situação imaginária. Embora o filme diga que as pessoas não desenvolveram a habilidade de mentir, vemos em algumas situações que o que realmente ocorre é que as pessoas não tem a capacidade de inventar, de abstrair. A incapacidade de mentir é apenas uma consequencia dessa limitação. O que serve apenas para deixar a história mais consistente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Um exemplo disso, são os quadros pendurados nas paredes em diversos locais durante o filme. Todos eles retratam simples objetos comuns: Uma bola de futebol, um alvo de dardos. A principio não entendi qual seria o motivo desses quadros, mas depois depensar um pouco cheguei à essa conclusão sobre a falta de imaginação. Os quadros são simples representações de objetos porque as pessoas no filme são incapazes de imaginar um cena e transformá-la em pintura.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Outra evidência disso é a empresa em que o Mark, o protagonista, trabalha, a Lecture Films. Essa empresa é uma produtora de filmes, porém os filmes que ela faz não tem absolutamente nada a ver com os filmes de verdade. A começar pelos roteiros: Todos os roteiros são simples descrições de fatos históricos, exatamente da forma que ocorreram. Óbvio, uma vez que ninguém é capaz de inventar uma história. E os filmes não tem cenas ou nenhum tipo de representação - consistem em uma pessoa sentada numa cadeira lendo o roteiro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" border="0" src="http://drnorth.files.wordpress.com/2009/10/lecture-films.jpg" width="550" height="260" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em um primeiro momento essas situações confundem um pouco o espectador, que não entende direito o motivo, justamente por não associar a mentira com a imaginação ou criatividade. Porém, quando nos damos conta disso, a sensação que estamos diante de um filme fantástico com uma história simples porém genial. &lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;A invenção da mentira&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;O pivô do filme ocorre justamente quando Mark consegue contar a primeira mentira da humanidade ou,como ele mesmo descreve, &lt;em&gt;falar algo que não é.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A partir desse momento ele se torna o homem mais poderoso do mundo pois, sendo o único que consegue mentir, pode inventar qualquer coisa que todos acreditam nele, uma vez que tudo o que todos falam é tipo como uma invariável expressão da realidade.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E como era de se esperar, em determinado momento ele inventa a maior mentira de todas, que muda o destino da humanidade radicalmente. Mentira essa que não vou contar aqui para não estragar o prazer de assistir o filme.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="" border="0" alt="" src="http://lh3.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/S1sAFSAyLuI/AAAAAAAAB9s/jq5gzUElMhw/image%5B14%5D.png?imgmax=800" width="550" height="300" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;No frigir dos ovos&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;A invenção da mentira é um dos melhores fimes que já assisti, por conta do seu argumento e da forma competente como é desenvolvido. É claro que tem algumas falhas, principalmente porque refazer o mundo sem a existência da criatividade não é uma tarefa fácil.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Paralelamente à trama principal (principal para mim, pelo menos) ocorre o romance entre Mark e Anna (ninguém menos que Jennifer Garner), que no começo do filme parece fadado ao fracasso, já que Anna despreza o genotipo de Mark – Baixinho e com nariz de tobogã. Mas quando Mark desenvolve a capacidade de inventar/mentir a situação se inverte. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Porém, movido por um senso de correção, Mark não consegue usar seu poder para fazer Anna ficar com ele. E é nesse ponto que o filmecomete seu maior deslize,na minha opinião. Apesar de Mark tomar vantagem em todos os aspectos sociais por conta do seu poder, ele abre mão de usá-lo justamente naquilo que mais deseja. Esse moralismo certamente esfria um pouco o filme, e o deixa com cara de comédia romântica, mas felizmente não compromete a história a ponto de estragá-la.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066116536783884432-161598684506029946?l=quartapessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://quartapessoa.blogspot.com/2010/01/invencao-da-mentira-2009.html</link><author>noreply@blogger.com (Tarik Tarilonte)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh5.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/S1sACq0DD7I/AAAAAAAAB9k/_fU8n1G7KGs/s72-c/poster%5B6%5D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7066116536783884432.post-7113860243681394354</guid><pubDate>Sat, 28 Nov 2009 23:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-28T16:18:56.108-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crítica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Não recomendo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cinema</category><title>Gamer (2009)</title><description>&lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;Acabei de assistir o filme Gamer, com Gerard Butler, e estou pensando qual seria a melhor forma de descrevê-lo. Acho que “&lt;em&gt;Perda de tempo&lt;/em&gt;” sintetiza satisfatoriamente a minha opinião.&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;O história é sobre um futuro próximo no qual as pessoas se divertem em jogos online no melhor estilo Second Life &lt;em&gt;(que descanse em paz)&lt;/em&gt; com suas raves e personagens de aparência exdrúxula – os chamados &lt;em&gt;avatares&lt;/em&gt;, ou&amp;#160; em simulações de combate armado como o Counter-Strike. Porém, com uma singela diferença: Os personagens dos jogos são pessoas de verdade controladas por outras pessoas. Em vez de realidade virtual, realidade real.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="Run madafaca" border="0" alt="Run madafaca" src="http://lh3.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/SxG4E0kWIHI/AAAAAAAAB54/D1pZUgYNw8Q/image%5B13%5D.png?imgmax=800" width="550" height="229" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Só um argumento idiota como esse já seria suficiente para que qualquer filme seja uma porcaria, mas o roteiro conseguiu o que parecia improvável – Piorar ainda mais a história e transformar o filme em uma &lt;em&gt;bela&lt;/em&gt; porcaria. Por exemplo, os combatentes de &lt;em&gt;Slayers&lt;/em&gt; &lt;em&gt;(Esse é o nome do jogo de combate armado)&lt;/em&gt; que morrem às dezenas ao longo das fases do jogo são criminosos condenados à morte, recrutados para participarem em troca da promessa de liberdade caso consigam sobreviver. Extremamente original, não?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Essa justificativa foi utilizada muito antes, e de forma muito melhor, no excelente &lt;em&gt;Running Man&lt;/em&gt; estrelado por &lt;a href="http://www.impawards.com/1987/posters/running_man_ver3.jpg"&gt;Suasnêga&lt;/a&gt;. Inclusive todo aquele lance do protagonista ser inocente e a confissão do cara malvado ser transmitida ao vivo para todo mundo ver, &lt;strike&gt;foi copiado do mesmo jeito&lt;/strike&gt; serviu de inspiração para &lt;em&gt;Gamer&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para não dizer que tudo no filme é uma merda completa, a música &lt;em&gt;Sweet Dreams&lt;/em&gt; do Eurythmics é executada de forma maestral, principalmente com a identificação de sua letra com a trama. Também é sempre válida, embora batida e clichezenta, a crítica que se faz sobre o problema da imersão total no mundo virtual, que parece ser uma realidade cada vez mais próxima e impositiva. Por trás dos personagens magros, saudáveis e bonitos dos jogos, estavam o seus controladores, jogadores obesos mórbidos incapazes de se locomover sem o auxílio de uma cadeira de rodas&lt;em&gt; (tirando o moleque que controlava o Kable, personagem do Butler, esse era um moleque magrinho e de olhos azuis).&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="Personagens reais dos jogos online do filme" border="0" alt="Personagens reais dos jogos online do filme" src="http://lh5.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/SxG4G9J0xHI/AAAAAAAAB58/b0SB10RNT0Q/image%5B6%5D.png?imgmax=800" width="550" height="366" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Também houve uma crítica à mídia atual e a forma como transforma a miséria humana em espetáculo, sendo que, como se não bastassem as mazelas que existem naturalmente, em nome do Show se criam situações de ainda mais sofrimento e miséria, ao passo que quanto mais contato temos com toda essa realidade violenta e fria, mais insensíveis e distantes ficamos e, consequentemente, menos humanos. Mas isso o filme não teve interesse em aproveitar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No frigir dos ovos, é um filme que, embora razoavelmente produzido, não tem como ser mais do que aparece na tela: Tiros e sangue pra todos os lados com uma justificativa duvidosa. &lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;Ah, antes de ir embora, cabe comentar a cena perto do final do filme em que o cara malvado começa a dançar e cantar &lt;em&gt;I’ve got you under my skin&lt;/em&gt;, acompanhado de dançarinos assassinos zumbis controlados pelo poder da mente. O comentário é: &lt;em&gt;Diabéisso&lt;/em&gt;?&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066116536783884432-7113860243681394354?l=quartapessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://quartapessoa.blogspot.com/2009/11/gamer-2009.html</link><author>noreply@blogger.com (Tarik Tarilonte)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh3.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/SxG4E0kWIHI/AAAAAAAAB54/D1pZUgYNw8Q/s72-c/image%5B13%5D.png?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7066116536783884432.post-1282946399716205341</guid><pubDate>Wed, 25 Nov 2009 20:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-25T12:06:34.801-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sociedade</category><title>Escreveu, não leu…</title><description>&lt;p&gt;Passados os dias de Geyse, o que agita a blogosfera essa semana é a desventura de &lt;a href="http://liberdade.blogueisso.com/sobre/"&gt;Emílio Moreno&lt;/a&gt;, condenado pela justiça a pagar uma indenização de R$ 16 mil devido a um &lt;strong&gt;comentário injurioso&lt;/strong&gt; veiculado em seu blog. O bafafá todo é porque ele foi condenado por algo que outra pessoa escreveu.&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;O barraco&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;O caso foi mais ou menos o seguinte: No começo de 2008, Emílio publicou em seu Blog uma notícia sobre uma briga entre alunos do Colégio Santa Cecília, em Fortaleza. Entre os comentários do Blog, houve um &lt;strong&gt;anônimo&lt;/strong&gt; que escreveu algumas ofensas à Diretora do colégio, que também é freira. A diretora/freira processou o blogueiro exigindo indenização por danos morais. O blogueiro não compareceu à última audiência e não justificou sua ausência, e terminou condenado a pagar a indenização.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="Hein?" border="0" alt="Hein?" src="http://lh5.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/Sw2OPpoxTtI/AAAAAAAAB5Y/Ibo60FGLXio/image%5B6%5D.png?imgmax=800" width="550" height="183" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O caso repercutiu nas &lt;em&gt;internets&lt;/em&gt; e agora com a condenação tomou um fôlego extra. Eu tenho a ligeira impressão que há uma certa euforia e, por que não dizer, satisfação, quando casos de &amp;quot;absurdos&amp;quot; ou &amp;quot;injustiças&amp;quot; ocorrem e dão aos blogueiros combustível para dois ou três &lt;i&gt;posts&lt;/i&gt; (&lt;em&gt;cof,cof.. heim?&lt;/em&gt;). Contudo, um fato que vejo ocorrer com muita frequência é a falta de profundidade com que esses casos são abordados. Li uns vinte posts sobre o caso Emílio e em oitenta por cento deles as opiniões e argumentos eram exatamente os mesmos, contando apenas com leves variações de estilo. Obviamente a maioria se pronunciou &lt;em&gt;indignada&lt;/em&gt; com a decisão da justiça e tratou de retratar o condenado como um pobre injustiçado &lt;em&gt;vítima da censura.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas será que realmente o blogueiro é vítima nessa história? &lt;strong&gt;Não sei&lt;/strong&gt;. E é isso que quero ressaltar, que não é tão simples como parece tomar partido em favor de um lado sem conhecer direito o que se passou. Não é responsável e nem inteligente formar uma opinião conhecendo-se apenas metade do bafafá. Parece mais que a intenção desses posts, antes de alertar para uma possível injustiça e gritar &lt;strong&gt;&lt;i&gt;páuer&lt;/i&gt; &lt;i&gt;tu&lt;/i&gt; &lt;i&gt;depípou&lt;/i&gt;&lt;/strong&gt;, é fazer baderna e jogar merda no ventilador. Isto posto, deixa agora eu falar o que penso dos fatos relatados - &lt;em&gt;com base no que li em diversos blogs e sites de noticias.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;Sobre o Blogueiro e seu Blog&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;O fato é que houve um comentário publicado no Blog, cujo conteúdo atingia a moral de um indivíduo e, ainda por cima, publicado de forma anônima. Portanto esse comentário é duplamente anti-jurídico e, mais que isso, duplamente imoral. Embora o Blogueiro tenha escolhido não moderar seus comentários e permitir postagens anônimas, ele é responsável pelo conteúdo publicado em seu blog, principalmente porque ele é Senhor daquele espaço e nenhum comentário permanece sem sua autorização e, por consequência, seu aval. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não digo que devam permanecer publicados apenas os comentários que concordem ou favoreçam a perspectiva do Blogueiro, mas sim aqueles que, contrários ou favoráveis, emitam a opinião de forma civilizada e, preferencialmente, identificada. Ou seja, &lt;strong&gt;a partir do momento em que uma pessoa permite os comentários em seu Blog, torna-se co-responsável por qualquer prejuízo que deles possam resultar.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="Tenho nada com isso, não..." border="0" alt="Tenho nada com isso, não..." src="http://lh4.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/Sw2OSfSV2MI/AAAAAAAAB5c/QtTu2ZfdSCI/image%5B13%5D.png?imgmax=800" width="550" height="345" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Além disso, parece que o tal Emílio é estudante de Jornalismo&lt;em&gt; (aquela profissão que não precisa mais de diploma)&lt;/em&gt; e, como tal, deveria saber pelo menos o básico sobre Responsabilidade, Anonimato, Difamação, Calúnia e principalmente Ações Judiciais por Danos Morais. De acordo com o que foi &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/geral,blogueiro-tera-que-pagar-indenizacao-por-post-de-leitor,471496,0.htm"&gt;veiculado pela imprensa&lt;/a&gt; é possível que ele tenha mantido o comentário mesmo após ser contatado pela Freira, sob alegação de defender a liberdade de expressão.&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;&amp;quot;Ainda segundo o blogueiro, que cursa Jornalismo numa faculdade particular, os advogados da freira, entraram em contato com ele e pediu para que o comentarista fosse identificado. Emílio Moreno disse ter de imediato retirado o comentário do post do ar. O advogado Helder Nascimento contestou. Disse que o blogueiro manteve a opinião do leitor, alegando o direito à liberdade de expressão, e também se negou a identificar o autor do comentário.&amp;quot;    &lt;br /&gt;&lt;i&gt;Fonte: estadao.com.br&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Para mim, tenha ele retirado o comentário logo após a reclamação ou só depois de ser intimado pela justiça, a diferença é pouca. Ele deveria ter retirado o comentário assim que o tivesse lido e constatado seu conteúdo ilegal. E se ele não tiver capacidade para discernir que tipo de comentário é opinião e que tipo é injúria, não deve nem mesmo ter um blog, ou então ter dinheiro para pagar condenações por danos morais.&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;Sobre a Freira&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;Se fosse comigo o ocorrido, e visse na situação uma chance de arrecadar uns caraminguás para amortizar a prestação do meu financiamento habitacional, faria o mesmo que a freira: Ação na Justiça com gosto de gás. &lt;em&gt;Escreveu, não leu, é analfabeto&lt;/em&gt;. Algumas pessoas questionaram pertinentemente sobre onde estariam nessa hora os &lt;strong&gt;princípios cristãos&lt;/strong&gt; da Freira, principalmente um chamado &lt;strong&gt;Perdão&lt;/strong&gt;. Mas isso é bobagem, tenho certeza que Jesus vai ficar mais feliz com o dízimo sobre o valor da indenização.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066116536783884432-1282946399716205341?l=quartapessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://quartapessoa.blogspot.com/2009/11/escreveu-nao-leu.html</link><author>noreply@blogger.com (Tarik Tarilonte)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh5.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/Sw2OPpoxTtI/AAAAAAAAB5Y/Ibo60FGLXio/s72-c/image%5B6%5D.png?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7066116536783884432.post-7638581271287186805</guid><pubDate>Sun, 22 Nov 2009 16:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-22T08:52:45.832-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crítica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Marromeno</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cinema</category><title>Distrito 9 (2009)</title><description>&lt;p&gt;Mais um filme de alienígenas. Mais do mesmo, porém com um mix de temperos que deixam a receita, de certa maneira, interessante – apesar da decepção inevitável que a mudança drástica de rumo causa ao espectador. Distrito 9 é a história de uma nave espacial gigante que encalhou no nosso planeta e não conseguiu mais partir e ir embora. Após três meses de espera, as autoridades humanas resolvem entrar na nave e ver&lt;em&gt; o que que tá pegando&lt;/em&gt;. Dentro da nave encontram cerca de um milhão de alienígenas moribundos devido à desnutrição e ao confinamento.&lt;em&gt; Fantástico começo, instigante e envolvente&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="" border="0" alt="" src="http://lh6.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/SwlsU151rzI/AAAAAAAAB40/luETYkvkQ3E/image27.png?imgmax=800" width="550" height="236" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Porém, o desenvolvimento do filme não acompanha o mote inicial e acaba enveredando por um caminho de muita ação, pouco conteúdo, irreverência gratuita e diversos clichês. O que poderia se tornar uma grande história infelizmente perde a força e o rumo e termina como um filme pouco acima do medíocre. É um filme de estilo político: &lt;em&gt;Promete mas não cumpre&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font color="#800000" size="4"&gt;&lt;strong&gt;O que vale a pena&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pelo menos o começo do filme é sensacional e merece ser visto. A atmosfera criada em torno do acontecimento – &lt;em&gt;Alienígenas que parecem terem vindo pra ficar&lt;/em&gt; – nos faz pensar &lt;em&gt;“Uau! Tem coisa boa vindo por aí”.&lt;/em&gt; Não por acaso a nave calha de encalhar =) justamente sobre a cidade de Joanesburgo, &lt;strike&gt;capital&lt;/strike&gt; a maior cidade da África do Sul. E após terem sido retirados da nave, a &lt;em&gt;[digite aqui o coletivo de alienígena]&lt;/em&gt; extraterrena é alojada em um acampamento no meio da cidade, que é imediatamente cercada por arame farpado e homens armados.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="image" border="0" alt="image" src="http://lh5.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/SwlsWcI62TI/AAAAAAAAB44/bQbD3-ayV2w/image20.png?imgmax=800" width="550" height="294" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Está feito o paralelo. Os alienígenas são irremediavelmente vítimas de racismo e preconceito. É instaurado um novo Apartheid no país de Mandela, dessa vez uma segregação interplanetária. O formato de documentário da primeira parte do filme confere ainda mais impacto aos depoimentos dos sul-africanos, que se voltam contra os alienígenas; &lt;em&gt;“Se ao menos eles fossem desse planeta, os trataríamos como iguais”&lt;/em&gt; diz um entrevistado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font color="#800000" size="4"&gt;&lt;strong&gt;O que derruba o filme&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Infelizmente, após essa introdução que é dinamite pura, a esperada explosão não acontece. Algo dá muito errado no roteiro e na direção que transforma o filme em uma produção &lt;em&gt;pasteurizada&lt;/em&gt;. Não é que esse novo rumo seja de todo ruim, mas a sensação de que algo se perdeu na história deixa um certo vazio para o espectador. Há uma queda muito grande de qualidade após a primeira parte, que não dá para nã ser notada e lamentada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; margin: 0px 15px 0px 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="O Sr. tem 24 horas para abandonar o local." border="0" alt="O Sr. tem 24 horas para abandonar o local." align="left" src="http://lh4.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/SwlsXBdGu5I/AAAAAAAAB48/2m5OLIGerzU/image26.png?imgmax=800" width="186" height="240" /&gt; Pelo menos nessa segunda parte há uma certa similaridade com filmes como &lt;em&gt;A Mosca, Alien, Robocop&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Tropas Estelares&lt;/em&gt;, tanto na linguagem irreverente como na violência banalizada. Foram boas referências, pelo menos. Ponto para o filme. Porém, foram extremamente decepcionantes as soluções encontradas pelo roteiro para dar tensão e tentativa de humor ao filme, como a atitude idiota apresentar intimações aos alienígenas com ações de despejo &lt;em&gt;(francamente…)&lt;/em&gt; e a circulação da notícia que o traidor humano que se juntou aos aliens teria sido flagrado tendo relações sexuais com um E.T. &lt;em&gt;(aquela imagem deles atracados é ridícula).&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;No frigir dos ovos&lt;/strong&gt;, Distrito nove é um filme razoável, cujo principal demérito é desperdiçar de forma tão leviana um argumento excelente e um começo impecável, porém, se formos capazes de relevar esse disparate, ele se torna um filme divertido de assistir, com bastante ação.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066116536783884432-7638581271287186805?l=quartapessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://quartapessoa.blogspot.com/2009/11/distrito-9-2009.html</link><author>noreply@blogger.com (Tarik Tarilonte)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh6.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/SwlsU151rzI/AAAAAAAAB40/luETYkvkQ3E/s72-c/image27.png?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7066116536783884432.post-2191248730570970189</guid><pubDate>Fri, 20 Nov 2009 23:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-20T15:49:36.227-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Religião</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Filosofia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Divagamentos</category><title>Os três mendigos</title><description>&lt;p&gt;Ainda na onda do filme &lt;em&gt;Anticristo&lt;/em&gt; de Lars Von Trier, vale a pena viajar um pouco sobre o significado dos três mendigos: &lt;em&gt;Sofrimento, Dor e Desespero&lt;/em&gt; que, quando reunidos, trazem a morte. Figura aqui mais uma antitese simbólica do cristianismo. Enquanto os três(?) Reis Magos da bíblia se reúnem para presenciar o nascimento do cristo, os três mendigos do filme se reúnem para presenciar a morte. Enquanto os reis da bíblia celebram o divino, os mendigos da natureza contemplam a morte.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font color="#800000" size="4"&gt;&lt;strong&gt;Expulsos do Paraíso&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Reza a lenda que Deus criou o universo, a terra, a natureza e o homem. Logo no primeiro capítulo do primeiro livro da bíblia, a criação é narrada em linguagem épica. E já nesse mesmo primeiro capítulo se vê claramente que a religião judaico-cristã &lt;em&gt;(daqui em diante chamada apenas de Religião)&lt;/em&gt; coloca o homem acima da natureza, em uma posição de destaque. O homem não faz parte da natureza, essa existe com a finalidade de servir aos propósitos do homem. O homem é especial, meio-divino, pois além de ter sido feito à imagem e semelhança do próprio Deus, recebeu de Sua boca o sopro da vida, o &lt;i&gt;pneuma, &lt;/i&gt;que é o espírito divino. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/Swcq65nRxwI/AAAAAAAAB4k/zJJmWPeveS8/s1600-h/image%5B10%5D.png"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="image" border="0" alt="image" src="http://lh6.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/Swcq9gz0qiI/AAAAAAAAB4o/Sixz1kDV4Es/image_thumb%5B5%5D.png?imgmax=800" width="550" height="380" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Alocado no Jardim do Éden, o homem desfrutava de sua superioridade tendo tudo a seu serviço. Não havia sofrimento, dor, angústia ou morte. Era a existência ideal. Os animais e toda a natureza lhe era submissa. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Contudo, coube ao homem desobedecer a instrução divina e comer do fruto proibido e, por isso, ser expulso do paraíso. &lt;em&gt;Como consequência da expulsão, a existência passou a ser acompanhada de sofrimento, dor, angústia e morte&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;font color="#800000" size="4"&gt;Dogmas&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Assim, a Religião cria um de seus preceitos mais importantes e que serve de fundamento para toda a sua concepção Moral: O de que toda a dor, sofrimento e desespero que há no mundo não são simplesmente fatos naturais, mas sim consequência da influência maligna sobre o homem. Se o homem sofre, se o homem sente dor, se padece de doenças e angústia e se, por fim, o homem morre, não é porque essas são simplesmente as &lt;em&gt;condições inexoráveis da existência&lt;/em&gt;, e sim porque o mal habita entre nós – por meio do pecado.&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;em&gt;Em última instância, o homem é um pobre coitado, um bosta n’água incapaz de agir por sua própria razão ou vontade. Se faz o mal, é porque o diabo o tentou e o dominou, se faz o bem é porque foi inspirado por Deus. Lembra daqueles desenhos da Disney que o Pato Donald ficava em dúvida sobre o que fazer e na mesma hora apareciam um anjinho e um diabinho cochichando em seus ouvidos? É isso que a Religião prega.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="image" border="0" alt="image" src="http://lh4.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/Swcq_HaYWBI/AAAAAAAAB4s/a8GFS5kBL5E/image%5B23%5D.png?imgmax=800" width="370" height="138" /&gt; &lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Veja como o círculo se fecha: Para a Religião o homem não é integrante da natureza, é um ser superior cuja existência é dotada de um significado divino. O homem é o tal, imagem e semelhança de Deus feito para viver eternamente e, assim sendo, não deveria estar sujeito a nada que cause sofrimento à existência, muito menos deveria estar sujeito ao fim da existência.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font color="#800000" size="4"&gt;&lt;strong&gt;Os três mendigos&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não há indícios históricos ou geográficos de que tenha havido em algum momento o Jardim do Éden, e tudo o que leva os religiosos a acreditarem nas descrições bíblicas de uma existência livre de sofrimento é a fé. Contudo, a memória de todos os povos que já passaram pela terra relatam a existência do sofrimento como uma realidade pungente. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.museumsyndicate.com/item.php?item=20743"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="" border="0" alt="" src="http://lh3.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/SwcrBf0uoOI/AAAAAAAAB4w/NXKe_sE7maU/image%5B16%5D.png?imgmax=800" width="550" height="326" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O fato é que somos invariavelmente submetidos às consequências de uma existência frágil e passageira, e essas consequências englobam a dor, o sofrimento, o desespero e finalmente a morte. Enquanto a Religião exclama&lt;em&gt; “O maligno reina no mundo!”&lt;/em&gt; e, dessa forma, afirma que o sofrimento e a morte são consequências do pecado – &lt;em&gt;criando consequentemente uma aversão moral a esses fatos&lt;/em&gt; - a razão diz&lt;em&gt; “O caos reina no mundo!”&lt;/em&gt; e afirma que o sofrimento e a morte são consequências naturais da vida.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066116536783884432-2191248730570970189?l=quartapessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://quartapessoa.blogspot.com/2009/11/os-tres-mendigos.html</link><author>noreply@blogger.com (Tarik Tarilonte)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh6.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/Swcq9gz0qiI/AAAAAAAAB4o/Sixz1kDV4Es/s72-c/image_thumb%5B5%5D.png?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7066116536783884432.post-1946556566847645077</guid><pubDate>Tue, 17 Nov 2009 16:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-20T16:04:41.356-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crítica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Recomendo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cinema</category><title>Anticristo (2009)</title><description>&lt;p&gt;&lt;i&gt;Quem é Cristo?&lt;/i&gt;     &lt;br /&gt;Segundo o cristianismo, religião mais influente do mundo ocidental, Cristo é &lt;i&gt;o Enviado&lt;/i&gt;, é o homem que vem ao mundo para trazer salvação: paz e felicidade - trazer &lt;i&gt;vida&lt;/i&gt;. O Cristo foi nascido de uma virgem em uma concepção imaculada e na sua chegada foi recebido por três(?) Reis que trouxeram ouro, incenso e mirra.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;Quem é Anticristo?&lt;/i&gt;     &lt;br /&gt;Anticristo é a antítese do Cristo, é tudo aquilo que nega a ideia da Cristo. E é exatamente esse o ponto do filme, apesar de não ser nada fácil enxergar esse ponto. O maior mérito do filme, entre vários, é oferecer uma interpretação de anticristo completamente nova para o cinema, totalmente divergente e infinitamente superior – na minha opinião – dos anticristos convencionais que são, em suma, meninos concebidos de uma relação sexual com o &lt;i&gt;canhoto&lt;/i&gt;*.&lt;/p&gt;  &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;i&gt;*Canhoto, demo, cramulhão, belzebu, satã, encardido e tinhoso são alguns dos vários nomes que o diabo tem. Clique &lt;/i&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_nomes_do_Diabo"&gt;&lt;i&gt;aqui&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt; para uma lista completa.&lt;/i&gt; &lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;  &lt;div style="text-align: center" id="x9ez"&gt;&lt;img style="width: 550px; height: 233px" src="http://docs.google.com/File?id=dhtrpbgf_52grvwcqfw_b" /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p&gt;&lt;font color="#800000" size="4"&gt;&lt;b&gt;Prólogo&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se fosse para comentar apenas um ponto do filme, esse ponto seria sem duvida nenhuma o prólogo. Para expressar melhor o meu sentimento em relação à essa parte, não seria exagero usar os seguintes termos:&lt;i&gt; “Puta que o pariu! O prólogo desse filme é a sequência cinematográfica mais foda e impactante que já vi em toda a minha vida. Simplesmente arrebatador. Assombrosamente belo.” &lt;/i&gt;Algo assim.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Toda a sequência é filmada em câmera super lenta, em um &lt;i&gt;preto &amp;amp; Branco&lt;/i&gt; de alto contraste com um fundo musical que parece ter vindo de um sonho. É impossível não reagir diante das cenas exibidas. Logo nessa parte inicial somos completamente dominados pelo filme, tomados por uma perplexidade e curiosidade que se sustenta durante o desenrolar da exibição e nos mantém sobressaltados o tempo todo. A plasticidade alcançada fortalece demasiadamente a trama da história que vemos na tela.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font color="#800000" size="4"&gt;&lt;b&gt;Sexo Explícito &amp;amp; Simbologia&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A carga sexual do filme é forte, e as cenas de sexo são exibidas de uma forma que choca o espectador comum, é &lt;i&gt;sexo explícito na tela&lt;/i&gt;. O uso do sexo explícito certamente teve a sua razão de ser e não foi de forma alguma utilizado gratuitamente. Geralmente o cinema retrata as cenas sexuais de forma implícita, &lt;i&gt;à meia luz e com um saxofone tocando um jazz&lt;/i&gt;, e assim o sexo é retratado como um &lt;i&gt;meio&lt;/i&gt;, por exemplo, a celebração do amor. Infelizmente, parece que somente assim o sexo é aceito, quando revestido de algo que ultrapasse o ato e o diminua.     &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Quando vemos em &lt;i&gt;Anticristo &lt;/i&gt;o ato sexual explicito, o sexo se torna uma &lt;i&gt;finalidade em si mesmo&lt;/i&gt;. Nada de amor, nada de significados que trascendem o ato, o que temos ali é mera conjunção carnal, o sexo em sua concepção fisiológica, puramente .     &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Mostrado assim, o sexo se afasta de qualquer valor moral. Não é bonito ou feio, bom ou ruim, puro ou impuro. É apenas um ato natural. Todos os valores residem exclusivamente dentro de nós.     &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;&lt;img style="width: 534px; height: 264px" src="http://docs.google.com/File?id=dhtrpbgf_53dsc6hkg9_b" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;Anticristo &lt;/i&gt;é carregado de símbolos. Não é um filme literal. Os símbolos começam nos dois personagens, &lt;i&gt;que não possuem nome&lt;/i&gt;. Apenas um homem e uma mulher. Como não têm nomes, eles representam muito mais que a individualidade de seus personagens, eles &lt;i&gt;representam a humanidade&lt;/i&gt; em seus gêneros masculino e feminino. Mais uma vez a câmera super lenta é utilizada para reforçar o caráter simbólico das cenas que, embora haja movimento, mais parecem ser pinturas estáticas. O local onde se a maior parte da história, uma floresta chamada Éden - Que remete invariavelmente ao paraíso de onde a humanidade, simbolizados por Adão e Eva, foram expulsos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A natureza, tal qual o sexo, é retratada de forma crua e, novamente, qualquer moralização das cenas com animais - &lt;i&gt;Um cervo fêmea que pariu pela metade um filhote natimorto que não saiu completamente e fica pendurado em sua genitália, Um filhote de águia que cai do ninho coberto de formigas que o devoram e em seguida é capturado pela própria mãe, que arranca sua cabeça com o bico, e uma raposa que parece estar devorando sua placenta com o feto dentro - &lt;/i&gt;partem exclusivamente do espectador. Essas cenas simbolizam a realidade da natureza, natureza essa que não se divide em homens e animais. Tal qual a moral, essa separação existe apenas em nós.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font color="#800000" size="4"&gt;&lt;b&gt;Anticristo&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Afinal, onde está a figura do &lt;i&gt;anticristo&lt;/i&gt;? Provavelmente essa deve ser a pergunta mais frequente em relação ao filme. Não é nada fácil encontrarmos se nos mantivermos presos à idéia tradicional de anticristo, como a que citei anteriormente. A inovação, a genialidade e a superioridade dessa obra está justamente em apresentar uma idéia de anticristo completamente nova, muito mais real e próxima de nós.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="width: 200px; float: left; height: 271px; margin-left: 0px; margin-right: 15px" src="http://docs.google.com/File?id=dhtrpbgf_54d9pjq9fd_b" /&gt;O anticristo é apresentado, ou melhor, representado por símbolos que se opõem à simbologia cristã. Enquanto temos de um lado o nascimento sem sexo, do outro temos a morte durante o sexo. Enquanto o Cristo é um homem, o anticristo é a Mulher - o &lt;i&gt;gênero feminino&lt;/i&gt;. Enquanto Cristo é recebido por três Reis e recebe ouro, incenso e mirra, o anticristo é recebido por três mendigos que trazem sofrimento, dor e desespero. Enquanto Cristo é divino, o anticristo é &lt;i&gt;natural&lt;/i&gt;.     &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;A natureza é a igreja de satã&lt;/i&gt;, diz a mulher em determinado momento. Aí está todo o segredo e a chave para desvendar a história &lt;em&gt;(pela interpretação que me proponho a fazer, que não tem a pretensão de ser a única).&lt;/em&gt; O que se opõe ao divino não é o infernal, mas sim o natural - ou terreno. É a natureza, a nossa própria natureza que se opõe aos valores cristãos. Não precisamos que o diabo se oponha ao divino, nós mesmos fazemos isso naturalmente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E por que o anticristo é representado pelo gênero feminino? Pode ser porque a mulher sempre foi o alvo e o objeto de toda a nossa natureza. Toda a nossa humanidade, toda a nossa essência se torna completa no corpo de uma mulher. A mulher representa o que há de mais natural, com seus ciclos menstruais, com suas variações de humor, com seus períodos de cio, com sua gestação e com sua capacidade de gerar vida. O homem se vê impotente diante de tanta intensidade que é impossível de ser controlada.&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;&amp;quot;Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura..&amp;quot;      &lt;br /&gt;I Coríntios 2.14&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;No frigir dos ovos, Anticristo é uma crítica - uma &lt;i&gt;desconstrução do cristianismo&lt;/i&gt; que se apresenta como a convicção de que tudo que é natural e humano é essencialmente diabólico e maligno. Enquanto o Cristo nega e rejeita o que é humano e natural, o anticristo abraça e aceita a condição humana, pois essa é a nossa essência.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066116536783884432-1946556566847645077?l=quartapessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://quartapessoa.blogspot.com/2009/11/anticristo.html</link><author>noreply@blogger.com (Tarik Tarilonte)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7066116536783884432.post-2949058789642703711</guid><pubDate>Fri, 13 Nov 2009 16:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-13T15:35:58.166-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Música</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Filosofia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Divagamentos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sociedade</category><title>Queremos Saber</title><description>&lt;p&gt;Nesses últimos dias tenho escutado muito a Cássia Eller, mais especificamente o álbum Acústico MTV, e mais especificamente ainda a faixa nove.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A música se chama &lt;i&gt;Queremos Saber&lt;/i&gt;, e é uma composição assombrosa de Gilberto Gil. Quando comecei a escutar o disco, essa música passou um pouco despercebida, a interpretação comedida e despretensiosa não chama muito a atenção. Mas quando parei pra escutar direito fiquei impressionado com a profundidade da letra. É filosofia pura sob forma de versos e acordes. Uma pérola.&lt;/p&gt;  &lt;div style="text-align: center" id="di_k"&gt;&lt;img style="width: 550px; height: 209px" src="http://docs.google.com/File?id=dhtrpbgf_49dxwkgfdd_b" /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;br /&gt;Ao som suave de um violão e uma orquestração quase imperceptível o protagonista da música, o &lt;b&gt;homem comum&lt;/b&gt;, faz diversos questionamentos acerca dos avanços tecnológicos e de que forma eles melhoram a situação da humanidade, ou melhor, questiona &lt;i&gt;se, de fato&lt;/i&gt;, eles melhoram a nossa condição. Nos últimos anos foram tantas as mudanças de ordem prática, tantas invenções, tecnologias e avanços científicos que nos vemos em um admirável mundo novo. Mas, por outro lado, continuamos com os mesmos medos, preconceitos, limitações e mazelas que nos oprimem há milênios.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;blockquote&gt;Queremos saber,   &lt;br /&gt;O que vão fazer    &lt;br /&gt;Com as novas invenções    &lt;br /&gt;Queremos notícia mais séria    &lt;br /&gt;Sobre a descoberta da antimatéria    &lt;br /&gt;e suas implicações    &lt;br /&gt;Na &lt;i&gt;emancipação do homem&lt;/i&gt;    &lt;br /&gt;Das grandes populações    &lt;br /&gt;Homens pobres das cidades    &lt;br /&gt;Das estepes dos sertões&lt;/blockquote&gt;  &lt;br /&gt;&lt;i&gt;Emancipação do homem&lt;/i&gt;. A que o homem ainda está preso e precisa se libertar? O que será tão forte que nem mesmo todo o avanço científico é capaz de nos conceder alforria? Certamente não se trata de um atraso no conhecimento do mundo exterior e dos fenômenos físicos. O que ainda nos mantém aprisionados é a ignorância de nós mesmos. É a força maligna que, antes de tudo, nos impede de fazer questionamentos. É o medo de descobrir que nossas convicções estão erradas. Medo. E contra essa prisão toda a tecnologia do mundo é impotente.  &lt;br /&gt;  &lt;blockquote&gt;Queremos saber,   &lt;br /&gt;Quando vamos ter    &lt;br /&gt;Raio laser mais barato    &lt;br /&gt;Queremos, de fato, um relato    &lt;br /&gt;Retrato mais sério do mistério da luz    &lt;br /&gt;Luz do disco voador    &lt;br /&gt;Pra &lt;i&gt;iluminação do homem&lt;/i&gt;    &lt;br /&gt;Tão carente, sofredor    &lt;br /&gt;Tão perdido na distância    &lt;br /&gt;Da morada do senhor&lt;/blockquote&gt;  &lt;br /&gt;&lt;i&gt;Humanidade em trevas&lt;/i&gt;. Nesse trecho o homem questiona, esperançoso, se a luz do raio laser ou do disco voador é capaz de iluminar nossa existência, nossa consciência. Além de presos, estamos no escuro. Melhor, estamos presos pela escuridão da ignorância. Será que é a luz do raio laser ou a luz dos monitores de computador conseguirão iluminar nossa consciência? Que luz é essa, capaz de nos tornar seres iluminados por dentro? Novamente, é o &lt;i&gt;conhecimento de nós mesmos&lt;/i&gt;. Cada um precisa buscar essa luz que somente se alcança por meio do pensamento filosófico, do pensamento crítico, do questionamento ao inquestionável. Essa é uma jornada solitária.  &lt;br /&gt;  &lt;blockquote&gt;Queremos saber,   &lt;br /&gt;Queremos viver    &lt;br /&gt;Confiantes no futuro    &lt;br /&gt;Por isso se faz necessário prever    &lt;br /&gt;Qual o itinerário da ilusão    &lt;br /&gt;&lt;i&gt;A ilusão do poder&lt;/i&gt;    &lt;br /&gt;Pois se foi permitido ao homem    &lt;br /&gt;Tantas coisas conhecer    &lt;br /&gt;É melhor que todos saibam    &lt;br /&gt;O que pode acontecer    &lt;br /&gt;Queremos saber, queremos saber    &lt;br /&gt;Queremos saber, todos queremos saber&lt;/blockquote&gt;  &lt;br /&gt;&lt;i&gt;A ilusão do poder.&lt;/i&gt; Onde vamos com toda essa tecnologia? Todo esse conhecimento - &lt;i&gt;do mundo exterior, repito&lt;/i&gt; - nos deu poder sobre o mundo. Mais corretamente, nos deu a &lt;i&gt;ilusão &lt;/i&gt;de poder, pois enquanto não formos senhores de nós mesmos não teremos poder nenhum. Enquanto estivermos nas trevas seremos servos da ignorância e do medo.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;div style="text-align: center" id="mx04"&gt;&lt;img style="width: 550px; height: 174px" src="http://docs.google.com/File?id=dhtrpbgf_50hgrvfvdq_b" /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;font class="Apple-style-span" color="#990000"&gt;&lt;font size="4"&gt;Gilberto Gil e Cássia Eller&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;  &lt;br /&gt;Simplesmente genial a música. Simplesmente genial a interpretação. Que sensibilidade do Gilberto Gil para, em 1976, fazer essa composição que a cada ano e a cada nova invenção se torna mais atual. Quando à interpretação, nem é justo usar esse termo pois Cássia Eller não interpreta a música, ela vive a música.  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066116536783884432-2949058789642703711?l=quartapessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://quartapessoa.blogspot.com/2009/11/queremos-saber.html</link><author>noreply@blogger.com (Tarik Tarilonte)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7066116536783884432.post-3630789921023568280</guid><pubDate>Wed, 11 Nov 2009 12:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-11T11:45:17.603-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Divagamentos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Antropologia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sociedade</category><title>Mais um pouco de Geyse</title><description>&lt;p&gt;Virou uma minissérie esse caso da Geyse da Uniban.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quando tudo estava caminhando para o esquecimento, a Faculdade faz uma declaração pública desastrosa que exalta os ânimos de todos e serve de combustível para blogueiros e panfleteiros. No outro dia volta atrás e gera mais uma marola. E assim o caso se desdobra em &lt;i&gt;posts&lt;/i&gt;&lt;i&gt; em série&lt;/i&gt; - inclusive aqui.    &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Algo que chamou a atenção nesse episódio foi a forma como relataram o ocorrido e a pretensa gravidade que que a atitude &lt;s&gt;daqueles viadinhos&lt;/s&gt; dos alunos alcançou. Talebã, Apedrejamento, Estupro e Crucificação foram palavras recorrentes nos textos que brotaram por aí, o que demonstra como um fato, apenas por ter repercussão, tende a ser majorado. É aquela história de que quem conta um conto aumenta um ponto. É essa a característica do Texto de Opinião: Ultrapassa os fatos e ganha uma forte carga moral.&lt;/p&gt;  &lt;div style="text-align: center" id="e9c2"&gt;&lt;img style="width: 550px; height: 263px" src="http://docs.google.com/File?id=dhtrpbgf_46g2wf2xq3_b" /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;br /&gt;Eu acho que Estupro é uma palavra forte, mesmo sob a qualidade de &amp;quot;Estupro Moral&amp;quot;, e não acho que seja o caso de sua utilização. Não quero, de forma alguma, atenuar a gravidade do ocorrido e, por outro lado, não quero permitir que o ocorrido seja equiparado, em gravidade, a um estupro de verdade. Por mais reprovável que tenha sido a atuação coletiva em defesa do ambiente escolar, felizmente a mesma não ultrapassou os limites das injúrias, o que é bem diferente e menos grave, quase sempre, que uma violação corporal.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Após tomar conhecimento do Caso Uniban, ver os vídeos no Youtube e ler diversos textos, estive perambulado pelas &lt;i&gt;internetes&lt;/i&gt; atrás de noticias e estudos sobre misoginia e manifestações coletivas de agressão à mulher, e encontrei algo deprimente: O caso da menina iraquiana de 17 anos que foi espancada e apedrejada até a morte por namorar com um garoto de um grupo religioso rival. A cena, que durou aproximadamente vinte minutos, foi toda gravada por populares com seus celulares.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;div style="text-align: center" id="nh_v"&gt;&lt;img style="width: 550px; height: 209px" src="http://docs.google.com/File?id=dhtrpbgf_47ch7t6nf7_b" /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;br /&gt;Aí sim chegamos ao limite da barbárie e da bestialidade do ódio contra a mulher. Por mais que palavras agridam a moral e a honra, chutes e pedradas agridem muito mais. O que quero dizer com isso, são duas coisas:  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Primeiro, que foi bastante útil o ocorrido para alertar sobre duas importantes lacunas sociais: O ódio e preconceito contra a mulher, que avança século XXI adentro e não é restrito às camadas marginalizadas, e a farsa que é o ensino superior privado no Brasil &lt;i&gt;(vide o blog do &lt;a id="sgwh" title="Nassif" href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/08/a-fabrica-de-alunos-da-uniban/"&gt;Nassif&lt;/a&gt;)&lt;/i&gt;.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Segundo, que com a repercussão o caso foi elevado à uma importância maior do que realmente tem. Estupro, Apedrejamento e Crucificação foram palavras comuns nos textos que opinaram sobre o ocorrido. Foi utilizado um sensacionalismo considerável em relação à gravidade do fato. Foi Grave? Claro que foi. Mas não foi tão grave quanto estupros, apedrejamentos e crucificações reais.  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066116536783884432-3630789921023568280?l=quartapessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://quartapessoa.blogspot.com/2009/11/mais-um-pouco-de-geyse.html</link><author>noreply@blogger.com (Tarik Tarilonte)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7066116536783884432.post-6689793279722118162</guid><pubDate>Sun, 08 Nov 2009 18:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-08T15:36:48.199-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mondo cani</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Divagamentos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Antropologia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sociedade</category><title>Uniban, Geyse, Misoginia e Hipocrisia</title><description>&lt;p&gt;Vamos fazer umas suposições. Suponhamos que Geyse seja uma moça, como dizem os baianos, &lt;em&gt;arretada&lt;/em&gt; ou, como diriam os paulistas da Uniban, &lt;em&gt;puta&lt;/em&gt;. Talvez ela faça o tipo&lt;em&gt; mulher-vulgar-quase-fatal&lt;/em&gt;. Talvez ela goste de usar roupas provocantes e, mais que isso, talvez ela não finja ser surda quando algum rapazote cheio de si faz um comentário maldoso quando ela passa, cuja finalidade é apenas se afirmar perante os outros rapazotes que formam seu grupinho de galinhos garnisés.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Imagine que situação humilhante para esses pobres garotos com capacidade mental &lt;em&gt;ainda&lt;/em&gt; incompleta, em plena formação de sua identidade e extremamente dependentes da aprovação de seus colegas, quando tentam realizar o importante ato social de bancarem os fodões pra cima de uma menina, e em vez dela colaborar e cumprir o seu papel de ficar ruborizada e, calada, apressar o passo, resolve se insurgir contra o que está posto e mostra para o macho que ele não é assim tão macho.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; margin: 0px 20px 5px 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="Alunos defendendo o ambiente escolar" border="0" alt="Alunos defendendo o ambiente escolar" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/SvcJt64xWJI/AAAAAAAAB4c/S06rmV6o9cY/image5.png?imgmax=800" width="187" height="240" /&gt; Não pode haver outro resultado além do ódio contra o gênero feminino. Ódio resultante não de uma agressão injustificada ou de uma dominação pela força, mas ódio por ter sido ela o agente que me mostrou que as bolas nos meios das minhas pernas só servem pra encolher quando tomo banho frio. E assim as Geyses, com suas atitudes e seus vestidos&amp;#160; cor de &lt;em&gt;groselha-com-leite&lt;/em&gt;, alimentam a misoginia latente nos homens de miolos e testículos minguados.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Estes mesmos homens que a chamam de puta protegidos pela multidão, em meados de fevereiro se travestem daquilo que têm mais medo: De mulher. E saem pelas ruas maquiados e de mini-saias ironizando aquilo que os apavoram. Estes mesmos homens que a chamam de puta porque está todo mundo chamando também, em suas camas solitárias à noite se masturbam por ela cheios de culpa e &lt;em&gt;choram&lt;/em&gt; molhando os lençóis.&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;em&gt;É como diz o Leoni: Garotos como eu sempre tão espertos, perto de uma mulher são só garotos.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;&lt;font color="#800000" size="4"&gt;&lt;strong&gt;Sobre o ensino superior privado no Brasil&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O fato é que as Faculdades particulares brasileiras são meros comércios de diplomas. Não há nenhum interesse em ensinar e muito menos em aprender. O nível cultural dos diplomados é deprimente, há (muitíssimos) casos de alunos se formarem sem ler um único livro sequer. Quanto mais, desenvolverem senso crítico ou a capacidade de questionar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="Colação de Grau" border="0" alt="Colação de Grau" src="http://lh6.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/SvcJu-qf90I/AAAAAAAAB4g/IPdsLA_86no/image12.png?imgmax=800" width="550" height="165" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas é assim que as coisas funcionam no Brasil, a terra do fingimento. Aqui todos fingem. Os professores fingem que ensinam e os alunos fingem que aprendem, só não se pode fingir o pagamento das mensalidades, &lt;em&gt;ou são pagas de verdade ou a brincadeira acaba&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ainda falta ao brasileiro médio a capacidade de pensar. Falta abandonar a inércia destruidora da preguiça mental, e colocar os neurônios para trabalhar. Aqui por essas bandas pensar é feio e discordar é ser rebelde. Quem pensa ou age diferentemente da manada é imediatamente marginalizado, sem que haja sequer apreciação de seus atos ou pensamentos.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066116536783884432-6689793279722118162?l=quartapessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://quartapessoa.blogspot.com/2009/11/uniban-geyse-misoginia-e-hipocrisia.html</link><author>noreply@blogger.com (Tarik Tarilonte)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh4.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/SvcJt64xWJI/AAAAAAAAB4c/S06rmV6o9cY/s72-c/image5.png?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7066116536783884432.post-3457316017633233592</guid><pubDate>Sat, 07 Nov 2009 18:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-07T11:22:20.038-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mondo cani</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Me engana que eu gosto</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crítica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Não recomendo</category><title>Aquarius: A água artificial da Coca-cola</title><description>&lt;p&gt;Estou tentando me livrar dos refrigerantes e seus adoçantes, corantes, conservantes e acidulantes que só podem fazer mal. É como beber a tabela periódica inteira. Para substituir, escolhí a velha e boa Água que, até então eu só conhecia em três versões: Mineral, Potável de Mesa e Torneiral ou “&lt;em&gt;água da bica&lt;/em&gt;”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eis que hoje fui apresentado à uma nova categoria, a&lt;strong&gt; água articifial&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.cocacolagr.com.br/prod_aquarius.asp"&gt;Aquarius&lt;/a&gt; da Coca-cola. Não estou falando da famigerada &lt;em&gt;Aquarius Fresh&lt;/em&gt;, e sim da água Aquarius, que me foi vendida como água mineral. Assim que tomei o primeiro gole sentí um gosto de “essa-merda-não-é-água-mineral-nem-no-infermo” que me deixou até com raiva. Peguei a embalagem pra ler do que se tratava e lá estava “Água adicionada de sais minerais”. Ah tá, sei.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="Sabor terra" border="0" alt="Sabor terra" src="http://lh4.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/SvW10827rsI/AAAAAAAAB4Q/AD7sW0nZceM/image%5B6%5D.png?imgmax=800" width="550" height="236" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Vai tomar no cu! Quando eu bebia refrigerante eu sabia que era uma mistura venenosa cuja fórmula foi elaborada por Satanás, mas vender água artificial é ultrapassar todos os limites da decência.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pra quem não sabe, Água Mineral é a água que possui em sua composição original (na fonte) os chamados sais minerais, que a diferem da água potável comum. Existe até uma &lt;a href="http://www.lei.adv.br/7841-45.htm"&gt;Lei que regulamenta isso tudo&lt;/a&gt;. Inclusive, nas Águas Minerais de verdade vem escrito na embalagem até mesmo nome da Fonte de origem.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Aí chega a Coca-cola, abre a torneira da pia da cozinha, despeja sal e sulfato de magnésio naquela água que nem potável deve ser, em sua origem, e vende como se Água Mineral fosse. Já mandei eles tomarem no cu?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para efeito de comparação, veja a diferença da composição entre a Água Mineral Minalba e a Aquarius: &lt;em&gt;(Escolhi a Minalba apenas porque é a que tem aqui em casa nesse momento)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Minalba:&lt;/strong&gt; Bário, Estrôncio, Cálcio, Magnésio, Potassio, Sódio, Sulfato, Bicarbonato, Fluoreto, Nitrato e Cloreto.&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Aquarius:&lt;/strong&gt; Sulfato de Magnésio, Cloreto de Potássio, Cloreto de Sódio&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Onze &lt;em&gt;ingredientes&lt;/em&gt; contra três, sem mencionar questões como Ph, Temperatura na fonte, resíduo de evaporação e condutividade, e sem contar também que os componentes da Água Mineral são naturais, com excessão do polêmico fluoreto, enquanto na Aquarius são adicionadas artificialmente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Ainda numa tentativa de dizer que vende um protudo de qualidade, na embalagem da Aquarius é dito que a pureza e a qualidade da água são garantidas por processos de cloração, filtragem, osmose reversa e ozonização. Em vez de me tranquilizar, essa informação só me faz pensar onde foi que eles arrumaram uma água tão vagabunda para terem que utilizar &lt;strong&gt;quatro&lt;/strong&gt; processos de purificação antes de estar apta para o consumo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;É isso aí, só quis registrar a minha indignação por ter sido feito de otário pelos caras da Coca-cola, e ter comprado gato por lebre.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;P.S.: Veja &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=TtOQda0aKIc"&gt;&lt;em&gt;esse vídeo muito interessante&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, sobre uma nova água que já é sucesso na Africa, a Dirty water.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066116536783884432-3457316017633233592?l=quartapessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/QuartaPessoa?a=vbgfoMyFnQc:BLuWy1k6fLw:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/QuartaPessoa?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/QuartaPessoa?a=vbgfoMyFnQc:BLuWy1k6fLw:oSntAXAh1B8"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/QuartaPessoa?i=vbgfoMyFnQc:BLuWy1k6fLw:oSntAXAh1B8" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://quartapessoa.blogspot.com/2009/11/aquarius-agua-artificial-da-coca-cola.html</link><author>noreply@blogger.com (Tarik Tarilonte)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh4.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/SvW10827rsI/AAAAAAAAB4Q/AD7sW0nZceM/s72-c/image%5B6%5D.png?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7066116536783884432.post-2416674152845023380</guid><pubDate>Fri, 06 Nov 2009 02:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-06T02:49:34.592-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Divagamentos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Tecnologia</category><title>Internet e Amizade</title><description>&lt;p&gt;Tive o prazer de ler hoje &lt;a href="http://agora.opsblog.org/2009/11/um-aperto-de-mao-quem-sabe-um-abraco/"&gt;este excelente texto&lt;/a&gt; do Ricardo C. Que fala sobre amizade e Internet, e como esse novo ambiente influencia o surgimento de novos relacionamentos e que, apesar de inovar na forma, mantém inalterado o seu conteúdo. Recomendo que leia antes de ler minhas palavras a seguir que, na verdade, são observações sobre o texto dele. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="image" border="0" alt="image" src="http://lh5.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/SvOOVzjeWlI/AAAAAAAAB3M/-6Xrw5ehAY8/image%5B6%5D.png?imgmax=800" width="550" height="174" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Interessantíssimo o tema Internet e Amizade, por tratar do desenvolvimento de uma instituição social antiga - tão antiga quanto a própria humanidade - dentro de um meio totalmente novo. Novo em tempo de vida e novo no conceito.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sendo a amizade uma “família que se escolhe” é indispensável para seu surgimento conhecer a pessoa que se tem por amigo. Os laços que unem duas pessoas numa amizade somente podem ser feitos conhecendo-se as &lt;strong&gt;virtudes&lt;/strong&gt; e os &lt;strong&gt;defeitos&lt;/strong&gt; mútuos. Não se constrói uma amizade sobre um conhecimento incompleto (dentro dos limites razoáveis, obviamente) do outro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Dito isso, como fica a criação desses laços no ambiente hermético da internet? Será possível conhecer uma pessoa sem ter contato real com ela? Muito bem colocado quando ele diz que existem duas situações distintas, a da amizade virtual que não tem como se tornar real por impossibilidade física e a pseudo-amizade virtual que não se torna real por falta de interesse (mútuo ou de uma das partes).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/SvOOWwP2wxI/AAAAAAAAB3Q/hgJytdba330/s1600-h/image%5B12%5D.png"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="" border="0" alt="" src="http://lh4.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/SvOOXwm5PjI/AAAAAAAAB3U/PoKkoQt1FAA/image_thumb%5B4%5D.png?imgmax=800" width="550" height="246" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A Internet inova &lt;em&gt;(e é uma enorme inovação, diga-se de passagem)&lt;/em&gt; quando torna realidade a “cauda longa”, que é a capacidade de elevar ao infinito as possibilidades de interação. Enquanto no mundo físico somos limitados pelo tempo e espaço - nossa possibilidade de conhecer pessoas se limita aos lugares que frequentamos, que é uma parcela infinitesimal de todos os lugares que existem no mundo - na rede mundial podemos contatar centenas, milhares de pessoas que jamais estariam fisicamente ao nosso alcance.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px 0px 0px 20px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="image" border="0" alt="image" align="right" src="http://lh4.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/SvP-hHqE4yI/AAAAAAAAB4I/WReDv0-4P08/image13%5B16%5D.png?imgmax=800" width="209" height="232" /&gt; Isso traz os relacionamentos sociais para uma nova realidade, que possui quatro grandes diferenciais em relação à realidade tradicional. Primeiramente, como foi dito, a possibilidade de contatar muito mais gente. Fóruns, salas de bate-papo, Orkut, Facebook, MSN, Twitter, Blogs, &lt;i&gt;et cætera. &lt;/i&gt;São os mais diversos ambientes virtuais por onde circulam milhões de pessoas, todas disponíveis. Em consequência disso surge a segunda característica, que é o pouco tempo que dispomos para dedicar a cada uma dessas pessoas, em virtude da vontade que temos de aproveitar ao máximo essas possibilidades.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em terceiro lugar, a extrema facilidade que o ambiente proporciona para que as pessoas se mostrem de forma diferente do que realmente são; É extremamente fácil mentir e fingir sobre quem somos, em todos os aspectos. Podemos conversar pela internet com alguém por anos sem saber de fato se é ao menos homem ou mulher. E, por fim, existe uma facilidade extrema para simplesmente desaparecer sem cerimônia; ao contrario de um contato real, na internet podemos excluir e bloquear qualquer pessoa a qualquer momento, sem passar por nenhum confronto ou desconforto.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Junte esses quatro elementos e o que temos? Um ambiente desorganizado, apinhado de gente, com pessoas que quase nunca são o que dizem ser e que, em um segundo, podem desaparecer para sempre. Porém, com imensas possibilidades de interação e, consequentemente, de relacionamentos. Basta aprendermos a separar o joio do trigo, o que é bem diferente de fazer na Internet de como fazemos no mundo real.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="Joeirando" border="0" alt="Joeirando" src="http://lh6.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/SvOOZ7rnotI/AAAAAAAAB3c/YiB2PUMVx5E/image%5B25%5D.png?imgmax=800" width="550" height="197" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para essa nova realidade necessitamos de uma nova joeira, novos valores éticos e morais, pois os valores tradicionais pouco se aplicam e pouco podem ser úteis nesse novo ambiente. Precisamos aprender a lidar com as novas realidades e as novas possibilidades da internet, no campo dos relacionamentos. E isso leva tempo. Toda essa realidade ainda é muito recente e ainda está tomada por uma euforia muito grande. Ainda falta na Internet a maturidade e a serenidade que somente o tempo pode conceder. Creio que assim que a poeira baixar e os ânimos se acalmarem poderemos aproveitar muito melhor as novas possibilidades criadas pela internet.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066116536783884432-2416674152845023380?l=quartapessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://quartapessoa.blogspot.com/2009/11/internet-e-amizade.html</link><author>noreply@blogger.com (Tarik Tarilonte)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh5.ggpht.com/_65AXQTp_pTk/SvOOVzjeWlI/AAAAAAAAB3M/-6Xrw5ehAY8/s72-c/image%5B6%5D.png?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>

