<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3076957049257064380</id><updated>2024-12-18T19:30:29.775-08:00</updated><category term="Biografias"/><category term="Química/Engª Química"/><category term="Vídeos"/><category term="Poeira das Estrelas"/><category term="Divulgação"/><category term="Origem da Vida-Video"/><category term="Astronomia"/><category term="Biológicas"/><category term="Biomateriais"/><category term="Biomateriais-Bioquímica"/><category term="Colisões Cósmicas-Video"/><category term="Cursos Universitários"/><category term="Oceanografia"/><category term="Desastre de Bhopal(Videos/escrito)"/><category term="Física"/><category term="Biomédicas"/><category term="CEPEMA-USP"/><category term="Material de Estudo Grátis"/><category term="Nanotecnologia"/><title type='text'>Química&amp;amp;Ciências</title><subtitle type='html'>Para discussão e divulgação da ciência.&#xa;Notícias e artigos serão o foco.&#xa;Venha e participe&#xa;&#xa;*[Fonte Biografias:http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias]*&#xa;&#xa;&#xa;victor.basile@hotmail.com</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>Victor Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05712287979027148808</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>265</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3076957049257064380.post-2182969529062269461</id><published>2013-05-22T12:28:00.001-07:00</published><updated>2013-05-22T12:29:49.400-07:00</updated><title type='text'>Projeto de doutorado industrial integra universidade e setor privado-UFABC</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEipeZcRpmXkNZSA6Wy3x3prWaxVMx3E-aLmP3ByvqoObGsE0m1rDMyf5Mrk_6bZZdl5Aeg47qkbqnvHjRax5ba1qDAe4MDczXazG9TuongAlhAc1Hr_CGR2bbZmMZGhRBlfF-wlXjsdogY/s1600/industria.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; &gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEipeZcRpmXkNZSA6Wy3x3prWaxVMx3E-aLmP3ByvqoObGsE0m1rDMyf5Mrk_6bZZdl5Aeg47qkbqnvHjRax5ba1qDAe4MDczXazG9TuongAlhAc1Hr_CGR2bbZmMZGhRBlfF-wlXjsdogY/s320/industria.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;A UFABC está implementando uma nova forma de acesso aos programas de doutorado: o Doutorado Acadêmico Industrial (DAI). O DAI foi desenvolvido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em conjunto com as pró-reitorias de pós-graduação e pesquisa da UFABC, e será implementado com exclusividade na nossa universidade, em forma de projeto piloto. Para isso, a UFABC recebeu uma cota de 20 bolsas de doutorado do CNPq.
 O programa DAI está estruturado em duas fases. Na fase inicial (pré-doutorado), com duração de dois a seis meses, o aluno passa por uma a três empresas conveniadas, a procura de um problema técnico-científico de interesse da empresa e do aluno. Na segunda fase (doutorado) o problema identificado será abordado pelo aluno como projeto de doutorado, com orientação por um professor da universidade e supervisão de um representante da empresa.
 
O DAI visa uma maior integração da capacidade de pesquisa e inovação da universidade com as demandas e problemas das indústrias brasileiras. Os detalhes do programa serão apresentados à comunidade UFABC no dia 27/05 às 14:00 na sala 211-0.

Assessoria de Comunicação e Imprensa
22/5/2013

fonte: http://www.ufabc.edu.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=7753:projeto-de-doutorado-industrial-integra-universidade-e-setor-privado&amp;catid=731:noticias&amp;Itemid=183</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/feeds/2182969529062269461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2013/05/projeto-de-doutorado-industrial-integra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/2182969529062269461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/2182969529062269461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2013/05/projeto-de-doutorado-industrial-integra.html' title='Projeto de doutorado industrial integra universidade e setor privado-UFABC'/><author><name>Victor Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05712287979027148808</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEipeZcRpmXkNZSA6Wy3x3prWaxVMx3E-aLmP3ByvqoObGsE0m1rDMyf5Mrk_6bZZdl5Aeg47qkbqnvHjRax5ba1qDAe4MDczXazG9TuongAlhAc1Hr_CGR2bbZmMZGhRBlfF-wlXjsdogY/s72-c/industria.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3076957049257064380.post-4476101488190776710</id><published>2013-01-03T21:17:00.000-08:00</published><updated>2013-01-03T21:19:42.136-08:00</updated><title type='text'>Minúsculos tubos de carbono podem se tornar a base para poderosos músculos artificiais. A novidade vem sendo “cultivada” na Universidade do Texas,em um megaprojeto de pesquisa do qual participam quatro brasileiros</title><content type='html'>&lt;b&gt;Por:Reinaldo José Lopes&lt;/b&gt;

Os cientistas que estudam o
mundo do muito pequeno já
se acostumaram a esperar surpresas.
Objetos estruturados na escala dos
nanômetros (ou bilionésimos de metro)
tendem a se comportar de maneira inusitada
e interessante, inspirando todo tipo
de aplicação tecnológica. O trabalho de
uma grande equipe internacional de pesquisadores,
da qual participa um físico
teórico da Unesp em Bauru, está dando
passos importantes para trazer uma dessas
possíveis aplicações para mais perto
da realidade: músculos artificiais muito
resistentes e poderosos, cuja principal
matéria-prima é uma variação delicadamente
arquitetada dos átomos que formam
o grafite de um lápis.
Esses “bíceps sintéticos” são feitos com
nanotubos de carbono, talvez os mais
populares componentes dos dispositivos
gerados pela nanotecnologia, como é conhecida
a ciência que manipula a matéria
na escala dos bilionésimos de metro.
A estrutura desses tubos é relativamente
fácil de entender. Toma-se um material
feito inteiramente de átomos de carbono
– de novo, o grafite é um bom exemplo –
e corta-se o objeto de maneira a produzir
uma folha finíssima, com um átomo de
espessura. Vista de cima, tal folha pareceria
uma colmeia nanométrica, formada
pela conexão de inúmeros hexágonos,
cujos vértices são os átomos de carbono.
Agora, enrole mentalmente essa folha,
formando um cilindro: eis o nanotubo.
Não foi à toa que essa arquitetura molecular
aparentemente delicada ganhou
status de pau para toda obra na pesquisa
em nanotecnologia. Além de conduzir
eletricidade e calor com alta eficiência,
os nanotubos de carbono também são um
material de força quase miraculosa. Um
teste clássico, feito no ano 2000, mostrou
que a resistência deles seria equivalente
à de uma corda de apenas 1 mm de diâmetro
que aguentasse um peso de mais
de seis toneladas sem arrebentar.
Nada mais natural, portanto, que o
material se tornasse o grande candidato
para integrar músculos artificiais. Em
essência, como define Mark Schulz, da
Universidade de Cincinnati, nos Estados
Unidos, merecem essa designação os materiais
capazes de mudar de tamanho ou
forma sob a ação de algum estímulo, de
maneira a realizar algum trabalho – erguer
um peso ou girar uma hélice, digamos. O
problema, porém, é encontrar uma receita
na qual os nanotubos desempenhem
essa função de forma rápida, eficiente e
reversível, como os músculos biológicos
– e com vantagens de performance em
relação a eles, claro.
Uma das respostas mais promissoras
está sendo esboçada em trabalhos liderados
por Ray Baughman, do Instituto
de Nanotecnologia Alan MacDiarmid,
na Universidade do Texas. A chave parece
estar em dois fatores: torcer vários
“fios” de nanotubos, criando uma espécie
de corda; e “rechear” esse cordame com
materiais como a parafina, o que facilitaria
muito a contração e o relaxamento
típicos dos músculos naturais.
Baughman tem colaboradores na Austrália,
na China e na Coreia do Sul, entre
outros países, mas algumas das contribuições
mais importantes para os músculos
artificiais estão vindo do Brasil.
A descrição mais recente dos artefatos,
em artigo publicado em novembro na revista
Science, tem como principais autores
os brasileiros Márcio Lima e Mônica Jung
de Andrade, ao lado da doutoranda chinesa
Na Li – todos trabalham no laboratório
de Baughman em Dallas.
Também são coautores do artigo Alexandre
Fontes da Fonseca, do Departamento
de Física da Faculdade de Ciências
da Unesp em Bauru, e Douglas Galvão e
Leonardo Machado, do Departamento de
Física Aplicada da Unicamp. “Márcio e Mônica
fizeram a parte do leão do trabalho
de caracterização dos músculos artificiais
na nossa última publicação. Alexandre é
um teórico brilhante, que nos ajudou a
entender os resultados”, afirma Baughman.
O físico da Unesp, que também já passou
uma temporada no laboratório texano, explica
que a sua principal contribuição foi
tentar explicar o comportamento dos fios
supertorcidos formados pelos nanotubos,
bem como a interação dessas estruturas
com a parafina, que envolvem fenômenos
bastante complexos.

&lt;b&gt;&lt;i&gt;Florestas de nanotubos&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;

Ele conta que o primeiro passo para chegar
aos músculos artificiais é saber “cultivar”
as chamadas florestas de nanotubos,
que servem de matéria-prima para os
fios usados pela equipe. É um processo
complicado, que exige uma “mão” boa
do pesquisador para funcionar – quase
uma receita de bolo, compara Fonseca.
Baughman concorda que o processo
tem mesmo algo de receita culinária, “na
medida em que envolve experimentos de
tentativa e erro, mais do que uma compreensão
teórica”. Pequenas mudanças nas
condições experimentais podem acabar
gerando florestas totalmente inúteis para
o objetivo de produzir fios trançados. A
saída, diz ele, é ajustar o processo delicadamente
ao aparato que está sendo usado
para produzir os nanotubos. “É uma receita
guardada a sete chaves”, brinca Mônica.
Em linhas gerais, no entanto, dá para
dizer como o processo ocorre. Numa câmara
a vácuo, os pesquisadores induzem
o crescimento de uma película metálica
em cima de um substrato, em geral óxido
de silício. Depois disso, a câmara é inundada
com um hidrocarboneto (composto
de carbono e hidrogênio), como o acetileno,
na forma de gás.
“Os átomos de carbono vão se chocando
com o substrato, o que leva à formação
dos nanotubos”, diz Fonseca. Os tubos
que se formam lembram bonecas russas:
possuem seis paredes concêntricas, cada
uma com a espessura clássica de um
átomo de carbono, e diâmetro externo de
9 nanômetros. Os tubos de paredes múltiplas
crescem verticalmente a partir do
substrato, como se fossem árvores – daí
o apelido de “florestas de nanotubos”.
Para que a criação dos músculos artificiais
dê certo, é preciso que os cientistas
consigam puxar um maço desses “troncos”
do substrato e possam trançá-los para
formar fios. No ano passado, Fonseca foi
coautor de um estudo na revista científica
ACS Nano no qual ele e seus colegas
traçaram um modelo que explica em que
situações isso é possível. O que ocorre é
que, durante o processo de crescimento
da floresta, é preciso que uma rede mais
tênue de nanotubos se forme entre cada
um dos “troncos”, como os cipós entre as
árvores de uma floresta. Se esse cipoal
se formar com regularidade e densidade
adequadas, os fios podem ser trançados
com eficácia; do contrário, nada feito.
À primeira vista, o raciocínio por trás
da ideia de usar os fios torcidos como
músculos parece relativamente simples.
Afinal, é a contração e o relaxamento das
fibras musculares que faz um bíceps humano
funcionar. Nas catapultas primitivas,
eram os tendões de animais, fortemente
enrolados, que davam o impulso às pedras
quando se desenrolavam. No caso
dos nanotubos, porém, é preciso levar em
conta uma propriedade contraintuitiva
do material, explica Fonseca.
“Muitos materiais, quando aquecidos,
expandem-se. Já o comportamento térmico
dos nanotubos é tal que, quando você os
aquece, o volume deles aumenta, mas no
comprimento eles se contraem”, diz ele. O
pulo do gato, portanto, seria aplicar calor
às cordas de nanotubos, que acabariam
se contraindo, tal como acontece com
os bíceps de alguém que puxa um peso.
Em outro estudo publicado na revista
Science, no ano passado, a equipe já tinha
se dado conta de que essas mudanças no
volume e no comprimento dos nanotubos
podiam ser a chave para o funcionamento
deles como músculos. A chinesa Na Li,
coautora do estudo de novembro, foi a
primeira a demonstrar que o processo
podia ser potencializado por um material
“hóspede” dentro dos nanotubos, enquanto
os brasileiros Márcio Lima e Mônica Andrade
verificaram que a parafina estava
talhada para esse serviço.
“A parafina é um material com enorme
expansão térmica [ou seja, sofre grandes
mudanças de volume quando a temperatura
muda]”, explica Mônica. “E, por ser
um hidrocarboneto, possui boa afinidade
química com os nanotubos de carbono, o
que facilita uma boa aderência.”
A pesquisadora cita outras vantagens importantes
da cera: custa pouco e é versátil
do ponto de vista da temperatura com a
qual os pesquisadores vão trabalhar, já que
é possível variar a quantidade adequada
de carbono usando parafinas formadas
por cadeias de átomos de carbono mais
modestas ou mais avantajadas. Um dos
jeitos de incorporar a parafina aos nanotubos
é depositar a cera em cima dos
que foram arrancados da floresta antes de
eles serem trançados para formar os fios.
Com essa configuração, portanto, a ideia
é que um empurrãozinho dado pelo calor
– gerado por uma corrente elétrica ou
por uma fonte de luz, por exemplo – faça
a parafina começar a derreter, alterando
o volume do fio trançado. Isso provocaria
um rearranjo da torção dos nanotubos,
produzindo um trabalho capaz de puxar
alguma coisa, digamos.
Mas como isso poderia acontecer sem
que a parafina simplesmente “vazasse”
para fora da “corda”, que é o que aconteceria
no caso de uma trança macroscópica?
A questão é que, na escala nanométrica,
as reentrâncias dos nanotubos são tão numerosas,
gerando forças de interação tão
poderosas entre os materiais, que a parafina
simplesmente não consegue escapar.
O resultado dessas interações minúsculas
é surpreendentemente potente. No
estudo da Science, a equipe mostrou que
os músculos parafinados são capazes de
erguer 100 mil vezes o seu próprio peso,
gerando 85 vezes mais força mecânica do
que as contrações de um músculo natural
da mesma dimensão. As contrações são
extremamente rápidas, da ordem de 25
milésimos de segundo. E, mais importante
ainda, mostraram-se reversíveis por
milhares de vezes – bastava aquecer ou
resfriar o músculo que a parafina, mais
derretida ou mais sólida, fazia o resto.

&lt;b&gt;&lt;i&gt;Uso em próteses&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;

As aplicações desse tipo de sistema são
potencialmente um bocado numerosas.
Uma das possibilidades seria usar os músculos
em tecidos inteligentes, que abririam
e fechariam sua malha de acordo
com a temperatura. Poderiam regular
automaticamente a abertura de janelas
ou servir como válvulas de segurança,
reagindo diante da presença de alguma
substância química tóxica. E a versão
sem parafina poderia realizar tarefas em
condições extremas de temperatura –
2.500 oC, por exemplo. E dá para pensar
em possibilidades ainda mais futuristas,
como a integração ao organismo humano.
“Por enquanto, com a atual tecnologia,
esses músculos artificiais já poderiam ser
usados em próteses externas. Seria o caso
de pessoas com pernas amputadas”, diz
Mônica. “Os nanotubos de carbono em si
possuem boa compatibilidade [biológica].
Mas, para usá-los em próteses dentro do
corpo humano, precisamos buscar materiais
que não necessitem de variações
de calor para atuar, já que nosso corpo
é muito sensível a mudanças desse tipo”,
acrescenta a pesquisadora.
“Acho que o sucesso desse trabalho também
se deve, em grande parte, à personalidade
peculiar do Ray, que consegue
coordenar tanta gente em tantos lugares
diferentes”, diz Fonseca. O pesquisador
americano faz questão de devolver o
elogio. “Tenho a sorte de trabalhar com
pesquisadores extremamente talentosos
e dedicados em quatro continentes. As
contribuições seminais de colaboradores
do Brasil são evidência clara do impacto
que a ciência brasileira tem tido”, afirma
ele, lembrando que sua colaboração com
Douglas Galvão “em publicações de alto
impacto”, como gosta de ressaltar, já dura
mais de duas décadas.

fonte: Revista Unesp Ciência - Dezembro/2012 - Ano 4 - nº37
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjucWuNYxFQS3hhjYgAIekVU6fBoNoZu2yuw675e1JQ7hmUIE0-HiyieIYvjDiIdZq8rvKMgv55CNHm2U6xlAar4lnaHnwz_XXccuCQV31SpV0OJjk9m79bttTTLBqL1pVZevxEdTKI62Y/s1600/13994099-isolated-multiwalled-carbon-nanotube.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;150&quot; width=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjucWuNYxFQS3hhjYgAIekVU6fBoNoZu2yuw675e1JQ7hmUIE0-HiyieIYvjDiIdZq8rvKMgv55CNHm2U6xlAar4lnaHnwz_XXccuCQV31SpV0OJjk9m79bttTTLBqL1pVZevxEdTKI62Y/s200/13994099-isolated-multiwalled-carbon-nanotube.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;

</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/feeds/4476101488190776710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2013/01/minusculos-tubos-de-carbono-podem-se.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/4476101488190776710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/4476101488190776710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2013/01/minusculos-tubos-de-carbono-podem-se.html' title='Minúsculos tubos de carbono podem se tornar a base para poderosos músculos artificiais. A novidade vem sendo “cultivada” na Universidade do Texas,em um megaprojeto de pesquisa do qual participam quatro brasileiros'/><author><name>Victor Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05712287979027148808</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjucWuNYxFQS3hhjYgAIekVU6fBoNoZu2yuw675e1JQ7hmUIE0-HiyieIYvjDiIdZq8rvKMgv55CNHm2U6xlAar4lnaHnwz_XXccuCQV31SpV0OJjk9m79bttTTLBqL1pVZevxEdTKI62Y/s72-c/13994099-isolated-multiwalled-carbon-nanotube.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3076957049257064380.post-3791382276885728968</id><published>2012-06-29T09:12:00.001-07:00</published><updated>2012-06-29T09:18:49.647-07:00</updated><title type='text'>Novo curso Stricto Sensu em Engenharia Biomédica em São Paulo</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEguveGFz3dx695VTkcHrAg1UtKXV7F3w5TnjvXhVkPURXk2ebbOfOp47Sb5hphQrrbZ4RilQYB27WMHKwyyTUiRmR83jEw7xnhyQgolfVtqklqV74J4i5hcLpvhHefBRebt2LxwhKK0SoM/s1600/ufabc.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;141&quot; width=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEguveGFz3dx695VTkcHrAg1UtKXV7F3w5TnjvXhVkPURXk2ebbOfOp47Sb5hphQrrbZ4RilQYB27WMHKwyyTUiRmR83jEw7xnhyQgolfVtqklqV74J4i5hcLpvhHefBRebt2LxwhKK0SoM/s200/ufabc.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;


Agora a UFABC, na Grande São Paulo, está com um novo curso em Engenharia Biomédica

Vale a pena conhecer esse que deve ser um curso extremamente interessante e bastante interdisciplinar

http://&lt;a href=&quot;http://ebm.ufabc.edu.br&quot;&gt;ebm.ufabc.edu.br&lt;/a&gt;/</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/feeds/3791382276885728968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2012/06/novo-curso-stricto-sensu-em-engenharia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/3791382276885728968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/3791382276885728968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2012/06/novo-curso-stricto-sensu-em-engenharia.html' title='Novo curso Stricto Sensu em Engenharia Biomédica em São Paulo'/><author><name>Victor Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05712287979027148808</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEguveGFz3dx695VTkcHrAg1UtKXV7F3w5TnjvXhVkPURXk2ebbOfOp47Sb5hphQrrbZ4RilQYB27WMHKwyyTUiRmR83jEw7xnhyQgolfVtqklqV74J4i5hcLpvhHefBRebt2LxwhKK0SoM/s72-c/ufabc.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3076957049257064380.post-4090517000590376655</id><published>2012-06-29T08:47:00.000-07:00</published><updated>2012-06-29T09:03:28.849-07:00</updated><title type='text'>Metodologias detectam metais no etanol</title><content type='html'>&lt;em&gt;Controle de qualidade do produto
&lt;br /&gt;                        pode ser realizado em até meia hora&lt;/em&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;JEFERSON BARBIERI
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Pesquisa de doutorado desenvolvida no Instituto de Química (IQ) da Unicamp, com o apoio da Fapesp, chegou a três novas metodologias para o controle de qualidade do etanol combustível, utilizando a técnica de cromatografia de íons. Uma delas foi feita para a determinação de compostos aniônicos e as outras duas para íons metálicos, que incluem metais pesados e de transição. O trabalho feito por Jailson Cardoso Dias envolveu diferentes procedimentos de otimização, tanto da parte de separação cromatográfica quanto do tratamento dos dados. Num curto espaço de tempo, entre 20 e 30 minutos, há a possibilidade de determinação sequencial de até nove metais, incluindo a especiação do ferro, que foi considerada pela primeira vez em bioetanol. Outro objetivo desse trabalho é estimular o estabelecimento de novas normas para o controle de qualidade, não apenas no sentido de inserir novos analitos na legislação como também para desenvolver metodologias alternativas
&lt;br /&gt;simples e de baixo custo.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;De acordo com Dias, a legislação vigente, que estabelece as normas do etanol combustível no país (resolução ANP nº 36, de 2005) relacionadas aos parâmetros de qualidade, contempla poucos contaminantes químicos. Portanto, ele acredita que o desenvolvimento dessas novas metodologias seja um avanço, especialmente para a determinação de substâncias potencialmente contaminantes que não constam da resolução atual.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;No caso do ferro e do cobre, explicou o pesquisador, já existem especificações, porém por metodologia espectroscópica. Os métodos cromatográficos desenvolvidos por ele são alternativos, apresentando alta seletividade e níveis de detectabilidade semelhantes àqueles obtidos pelas técnicas espectroscópicas, da ordem de partes por bilhão (ppb), com a vantagem de injeção direta de amostra sem precisar de pré-tratamento. Outra informação que o pesquisador considera bastante relevante é o emprego de um novo reagente químico em cromatografia, o qual possibilitou a estabilização do ferro(II) no meio.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;O processo de contaminação, não só do etanol como de combustíveis em geral, pode acontecer desde a produção até a estocagem do produto para o consumidor final. São várias etapas, daí a importância do controle de qualidade, sobretudo porque o Brasil atualmente não é apenas um produtor, mas também um grande exportador de etanol. “Esse controle, principalmente para a exportação, deve ser mais rigoroso com essa matriz energética”, afirmou Dias. 
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Parceria
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;O desenvolvimento do trabalho foi feito em colaboração com o Centro Australiano de Pesquisa em Ciência da Separação (Australian Centre for Research on Separation Science – Across), sediado na Escola de Química da Universidade da Tasmânia (Austrália).
&lt;br /&gt;Trata-se de um dos mais importantes na área de ciência de separação em geral, não só de cromatografia de íons, como de cromatografia gasosa e eletroforese capilar. Em 2009, Dias realizou um estágio de cinco meses recallnessa instituição, sob a supervisão dos professores Pavel Nesterenko e Paul Haddad, autoridades da área.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Para o orientador do trabalho, professor Lauro Tatsuo Kubota, essa é a primeira colaboração entre o Laboratório de Eletroquímica, Eletroanalítica e Desenvolvimento de Sensores (Leeds) do IQ e o centro australiano, reconhecido mundialmente como o melhor em cromatografia de íons. Sobre a importância da pesquisa, o orientador enfatizou que o trabalho tenta suprir as necessidades do dia-a-dia. A questão do bioetanol, segundo Kubota, é importante não só para detectar uma fraude ou a qualidade, mas também para a obtenção de mais detalhes sobre o produto. “Existem várias questões que ainda não estão bem estabelecidas”, afirmou.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Uma delas se refere à quantidade de zinco encontrada nas amostras de etanol combustível, e que não é um parâmetro estabelecido pela legislação, tanto nacional quanto internacional. O que será necessário agora é determinar de onde vem essa fonte de zinco e o que isso pode causar. “Não sabemos os efeitos da presença deste metal no etanol combustível nos motores automotivos”, observou Kubota. O docente ressalta que esse tipo de informação é importante para melhorar o biocombustível, não só em termos de qualidade como também no que diz respeito à produção, transporte e estocagem. E, segundo o pesquisador, todo o conhecimento do produto em si leva ao aprimoramento de toda a cadeia, desde a produção até o consumo. “Se ficarmos restritos às análises das legislações, perderemos o restante da informação”.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Com relação aos equipamentos utilizados na pesquisa, Kubota garante que são os mesmos que Dias utilizou na Austrália. A metodologia estabelecida é que é o diferencial. A estratégia é diferente. “Trata-se de uma linha de pesquisa ainda incipiente no Brasil, com muita coisa a ser feita”.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Segundo Dias, existem outros métodos cromatográficos descritos na literatura para a determinação de elementos metálicos, no entanto ele usou uma coluna cromatográfica especial. Atualmente, a melhor coluna cromatográfica comercial não permite utilizar etanol com injeção direta de amostra, porque ela é feita à base de látex, um substrato polimérico não resistente a essa matriz orgânica. A coluna utilizada por Dias é à base de sílica, que se mostrou bastante estável – mesmo com 100% de etanol, não apresentou problemas. Todos os métodos foram desenvolvidos para matriz etanólica. Essa é uma vantagem porque, em geral, os procedimentos existentes necessitam de um tratamento prévio da amostra, o que demanda muito tempo. “Nossos métodos são rápidos e simples. A corrida é feita e os resultados são sequenciais. É um dos melhores sistemas cromatográficos para íons metálicos que já foi desenvolvido até o momento”, ressaltou Dias.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/feeds/4090517000590376655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2012/06/metodologias-detectam-metais-no-etanol.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/4090517000590376655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/4090517000590376655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2012/06/metodologias-detectam-metais-no-etanol.html' title='Metodologias detectam metais no etanol'/><author><name>Victor Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05712287979027148808</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3076957049257064380.post-2853908448506859826</id><published>2012-06-29T08:45:00.000-07:00</published><updated>2012-06-29T09:25:35.242-07:00</updated><title type='text'>Centro de Pesquisa em Petróleo e Gás em Santos</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg6ZRIhpDagT9XeHBk6BEjQHRjzvBKAOS0CvKR7PJM-OXbWFY7eCO_iTWft1f7OZOktNUkIvHSTk-yPAWC6sHUbCpVDoOuFUQULvYFo3TG_Megg8XdV0K5xSC4Fmax7rUzH2DXBQfcCwYY/s1600/pesquisa_cientifica.gif&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; width=&quot;272&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg6ZRIhpDagT9XeHBk6BEjQHRjzvBKAOS0CvKR7PJM-OXbWFY7eCO_iTWft1f7OZOktNUkIvHSTk-yPAWC6sHUbCpVDoOuFUQULvYFo3TG_Megg8XdV0K5xSC4Fmax7rUzH2DXBQfcCwYY/s320/pesquisa_cientifica.gif&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;


Representantes de universidades públicas e particulares concluíram as propostas de 9 laboratórios de pesquisa a serem encaminhadas para aprovação por parte da diretoria do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), da Petrobras, no Rio de Janeiro. O documento foi finalizado em reunião realizada na manhã e tarde desta terça-feira, 19 de junho de 2012, no Auditório da Associação Comercial de Santos (ACS), na Rua XV de Novembro, 137 - 1.º andar, no Centro Histórico. O objetivo é criar o Centro de Pesquisa Tecnológica em Petróleo e Gás da Baixada Santista (Cenpeg/BS), com o apoio da Petrobras e das universidades.

Elisio Caetano, do Cenpes do Rio, antecipou que o Cenpeg &quot;será um centro ímpar em termos de Brasil e não tem redundância com outros no País&quot;. Ele afirmou que &quot;a Associação Comercial de Santos propicia a integração entre todos os agentes envolvidos na criação do núcleo de pesquisas&quot;. Um dos objetivos do Cenpeg &quot;é propiciar que Santos não seja apenas uma cidade do porto, mas de geração de conhecimento de petróleo e gás&quot;. 

Edison Monteiro, coordenador da Câmara Setorial de Instituições de Ensino da Associação Comercial de Santos e 1.º suplente da Diretoria Executiva da ACS, avaliou o encontro como fundamental. &quot;Foi uma reunião importantíssima, pois fechou o ciclo para criar o Cenpeg. O documento final será encaminhado à diretoria do Cenpes da Petrobras&quot;.

Entre as universidades privadas participantes, estão a Universidade Paulista (Unip), Universidade Católica de Santos (UniSantos), Universidade Santa Cecília (Unisanta), Universidade Metropolitana de Santos (Unimes) e Centro Universitário Monte Serrat (Unimonte), todas associadas da Câmara Setorial de Instituições de Ensino da Associação Comercial. Entre as públicas, fazem parte do projeto a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Caetano lembrou que o Cenpeg é concebido pela Petrobras em parceria com as universidades. &quot;Ele representará um novo paradigma no Brasil, pois terá múltiplas instituições universitárias, públicas e privadas, que atuam de forma sinérgica. Além disso, será multitemático, com a proposta de integrar pessoas&quot;. Ele declarou que um objetivo é sempre manter a dimensão humana e por isso envolve, por exemplo, profissionais como médicos, psicólogos e pedagagos. &quot;Precisamos ter em vista o homem que trabalha nas plataformas de petróleo, em ambiente confinado e em alto-mar&quot;.

Em relação ao projeto executivo do Cenpeg, Caetano adiantou que a expectativa é que fique pronto no decorrer de 2013. &quot;O projeto conterá todas as informações necessárias para tomar decisões. Haverá, por exemplo, dados sobre o projeto arquitetônico, a descrição dos laboratórios, as linhas de pesquisa e sobre a população, tanto a residente, quanto a flutuante&quot;.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/feeds/2853908448506859826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2012/06/centro-de-pesquisa-em-petroleo-e-gas-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/2853908448506859826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/2853908448506859826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2012/06/centro-de-pesquisa-em-petroleo-e-gas-em.html' title='Centro de Pesquisa em Petróleo e Gás em Santos'/><author><name>Victor Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05712287979027148808</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg6ZRIhpDagT9XeHBk6BEjQHRjzvBKAOS0CvKR7PJM-OXbWFY7eCO_iTWft1f7OZOktNUkIvHSTk-yPAWC6sHUbCpVDoOuFUQULvYFo3TG_Megg8XdV0K5xSC4Fmax7rUzH2DXBQfcCwYY/s72-c/pesquisa_cientifica.gif" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3076957049257064380.post-6731543544855929841</id><published>2011-05-31T22:59:00.000-07:00</published><updated>2011-05-31T23:28:38.108-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Divulgação"/><title type='text'>Projeto do &quot;Instituto Avançados do Mar&quot; que será construído em São Vicente, SP (Resumido). Fonte: Unesp.br</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjERwEbNkby5fs7SXoSAI8MfNyodq00qLGkssRzlRbal9CF1qlmOf5g9dMiRDOO7ZnHVmUVV8hHt5B_Wm8GOzd8bPyGZ40CdAee-H0GYBiQXKzPYNJjzHSbZ2vO-_RMdJt5b_wor0P5a2Y/s1600/images.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 323px; height: 156px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjERwEbNkby5fs7SXoSAI8MfNyodq00qLGkssRzlRbal9CF1qlmOf5g9dMiRDOO7ZnHVmUVV8hHt5B_Wm8GOzd8bPyGZ40CdAee-H0GYBiQXKzPYNJjzHSbZ2vO-_RMdJt5b_wor0P5a2Y/s400/images.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5613134441391430642&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A proposta tem como intuito trabalhar na fronteira do&lt;br /&gt;conhecimento para a criação de um Instituto de Estudos Avançados do Mar&lt;br /&gt;visando o avanço nas tecnologias do petróleo com alicerce em estudos&lt;br /&gt;oceanográficos e geológicos; a criação de novos produtos à partir de estudos&lt;br /&gt;multidisciplinares da biodiversidade, e dos estudos de impacto ambiental, de&lt;br /&gt;modo a contribuir para o desenvolvimento econômico, e formulação de políticas&lt;br /&gt;públicas, que ofereçam apoio a intervenções sociais, na área em destaque,&lt;br /&gt;adequadas ao país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro deste contexto, pretende-se que o Instituto de Estudos Avançados&lt;br /&gt;do Mar da UNESP seja um centro de excelência, com estrutura pública de&lt;br /&gt;qualidade, voltada à pesquisa e à extensão, que vai de encontro ás demandas&lt;br /&gt;atuais da sociedade como um todo e principalmente, de toda população que vive&lt;br /&gt;no litoral de São Paulo. Espera-se também que este se configure, em curto prazo,&lt;br /&gt;uma referência nacional e internacional em assuntos estratégicos correlacionados á&lt;br /&gt;exploração do mar. Ainda deverá implementar a Extensão Universitária&lt;br /&gt;transformando o conhecimento acadêmico em serviço à comunidade, divulgando e&lt;br /&gt;adaptando a terminologia técnica ao dia a dia do cidadão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há dúvidas que a implementação e funcionamento de um instituto do&lt;br /&gt;porte como o pretendido, trarão fortes e positivos impactos em todos os níveis do&lt;br /&gt;pessoal técnico-cientifico formados pela UNESP. A Graduação terá um&lt;br /&gt;importantíssimo aliado para que os alunos vivenciem a pesquisa de iniciação&lt;br /&gt;científica e nos trabalhos de conclusão de cursos. A pós-graduação será fortemente&lt;br /&gt;impactada, uma vez que o instituto funcionará como local de suporte básico e&lt;br /&gt;desenvolvimento de pesquisas com caráter multi- e interdisciplinar nos níveis de&lt;br /&gt;mestrado, doutorado e pós-doutorado, muitas destas desenvolvidas em parcerias&lt;br /&gt;com outras instituições públicas e privadas do país ou exterior. A pesquisa na&lt;br /&gt;forma básica ou aplicada voltada para os assuntos do mar, terá um local de&lt;br /&gt;referência e contará com toda infra-estrutura para o desenvolvimento de diversas&lt;br /&gt;etapas das propostas aqui apresentadas e seus cronogramas, além de contar com&lt;br /&gt;um espaço para reuniões de trabalho e discussão e apresentação de resultados na&lt;br /&gt;forma de encontros científicos e workshop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda é de interesse, implantar um Programa de Pós-Graduação em&lt;br /&gt;ESTUDOS AVANÇADOS DO MAR, conjugando a associação de&lt;br /&gt;docentes/pesquisadores da UNESP que atuarão como docentes permanentes e&lt;br /&gt;docentes/pesquisadores de outras IES que atuarão como docentes colaboradores. O&lt;br /&gt;perfil do Programa de Pós-Graduação deverá contribuir para a formação de&lt;br /&gt;recursos humanos qualificados, aptos a atuarem em pesquisa, inovação tecnológica&lt;br /&gt;e desenvolvimento de produtos, processos e serviços relacionados ao mar sob a&lt;br /&gt;perspectiva de exploração e ocupação da plataforma brasileira e águas&lt;br /&gt;internacionais. Os doutores formados deverão ter um sólido conhecimento básico&lt;br /&gt;nas grandes áreas de química, biologia, geologia, oceanografia, farmácia, zootecnia,&lt;br /&gt;ambiente e engenharias, dominando toda a potencialidade de exploração dos&lt;br /&gt;recursos naturais marítimos. Ainda serem capazes de realizar interligações com o&lt;br /&gt;desenvolvimento sustentável e estarem aptos a desenvolverem pesquisas&lt;br /&gt;inovadoras e transferência de tecnologia para a indústria petrolífera, agregação de&lt;br /&gt;valores aos bens naturais e aceleração do crescimento com qualidade de vida para&lt;br /&gt;o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A implantação deste curso deverá promover a capacitação de recursos&lt;br /&gt;humanos em nível de doutorado, nas principais áreas relacionadas com o estudo&lt;br /&gt;do mar, ampliando possibilidades de domínio de novas ferramentas de&lt;br /&gt;investigação científica, gestão de qualidade e transferência de tecnologia em temas&lt;br /&gt;de relevância na sua área profissional.&lt;br /&gt;- Qualificar e atualizar profissionais aptos a atuarem em todos os seguimentos da&lt;br /&gt;geologia, oceanografia, gestão de recursos naturais e proteção ambiental.&lt;br /&gt;- Capacitar recursos humanos com domínio de técnicas de exploração do mar, de&lt;br /&gt;modo a fazer frente às necessidades diagnosticadas para o desenvolvimento&lt;br /&gt;científico e tecnológico das atividades do Pré-Sal.&lt;br /&gt;- Possibilitar aos profissionais da área o desenvolvimento, análise e interpretação&lt;br /&gt;científica das etapas ao processo de pesquisa e desenvolvimento de técnicas e&lt;br /&gt;métodos de exploração sustentável dos recursos marítimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A implantação do Instituto de Estudos Avançados do Mar da UNESP, com&lt;br /&gt;foco para a região costeira-marinha, em construção moderna e de referência,&lt;br /&gt;envolvendo não somente laboratórios bem equipados, mas também local para&lt;br /&gt;eventos de caráter técnico-científicos e será um marco no litoral paulista e modelo&lt;br /&gt;para o Brasil. A presença de uma futura sede da Petrobras na cidade de Santos&lt;br /&gt;implicará em novas demandas técnicas para toda a região. Uma possível parceria&lt;br /&gt;deste novo centro pretendido pela UNESP, com a referida empresa, poderá&lt;br /&gt;potencializar muito positivamente este impacto, com geração de emprego, renda,&lt;br /&gt;novas oportunidades e inserção de um fator de aceleração de crescimento da&lt;br /&gt;qualidade de vida para a região e para o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando uma projeção para o Futuro, é possível prever um universo&lt;br /&gt;de competências a serem fomentadas, e grande potencialidade de&lt;br /&gt;internacionalização. A região da baia de Santos é um pólo econômico dos mais&lt;br /&gt;importantes do país com grande atividade industrial, portuária e turística e possui&lt;br /&gt;alto potencial para produção de energia e minerais. Todas as atividades atuais&lt;br /&gt;requerem o uso de alta tecnologia e técnicos altamente capacitados. Mas, é a busca&lt;br /&gt;de recursos minerais e petróleo com a exploração do pré-sal que deverá receber&lt;br /&gt;especial atenção. A dificuldade atual para exploração plena da área é mais um&lt;br /&gt;desafio para a ciência e a tecnologia que um impedimento de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste contexto, este Instituto de Estudos Avançados do Mar da UNESP no&lt;br /&gt;litoral tem grande potencial e se tornar um local de referência nacional e&lt;br /&gt;internacional em diversos dos temas que lhe são afeitos. Em muitas áreas, como&lt;br /&gt;por exemplo, a da exploração do petróleo armazenado em rochas do chamado présal,&lt;br /&gt;ainda há muito por se aprender com as novas tecnologias de ponta que estão&lt;br /&gt;em desenvolvimento. A falta de conhecimento e tecnologia é onde a Universidade&lt;br /&gt;tem grande competência para atuar, porque o novo conhecimento só pode ser&lt;br /&gt;construído pelas pessoas que possuem experiência em produzir Ciência e esta é a&lt;br /&gt;competência da UNESP.&lt;br /&gt;Dentro deste contexto, apresentamos a seguir os projetos científicos e de&lt;br /&gt;cunho tecnológico que deverão compor o Instituto de Estudos Avançados do Mar&lt;br /&gt;da UNESP, a equipe de docentes/pesquisadores que subsidiarão a sua implantação&lt;br /&gt;e os recursos solicitados para a execução dos sub-projetos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;GEOLOGIA MARINHA&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a grande revolução ocorrida no conhecimento geológico no inicio da&lt;br /&gt;década de 1960 com a teoria das Placas Tectônicas, uma grande diversidade de&lt;br /&gt;processos geológicos até então poucos compreendidos, foram explicados de forma&lt;br /&gt;integrada e unificada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse contexto as áreas que constituem os fundos oceânicos e que cobrem&lt;br /&gt;mais de 71% da superfície do planeta passaram a ter destaque, e a merecer mais e&lt;br /&gt;mais atenção em termos de estudos para sua compreensão. Apesar dessa falta de&lt;br /&gt;conhecimentos, acredita-se que os estudos relativos à formação de rochas e&lt;br /&gt;depósitos minerais nesses ambientes marinhos sejam relativamente fáceis de serem&lt;br /&gt;conduzidos. Diferentemente do que ocorre nos continentes não existe aí cadeias de&lt;br /&gt;montanhas dobradas e falhadas de forma tão complexa como as que ocorrem nas&lt;br /&gt;áreas continentais, pois sua deformação de certa forma esta restrita a falhas e&lt;br /&gt;vulcanismos nas dorsais meso-oceânicas, e zonas de subducção. Os processos de&lt;br /&gt;intemperismo e erosão são atuais e por isso mais simples de serem estudados. A&lt;br /&gt;estas facilidades, soma-se a acessibilidade dessas áreas, em função das novas&lt;br /&gt;metodologias e técnicas de pesquisas de desenvolvimento recente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O potencial econômico desses ambientes pode ser avaliado pela recente&lt;br /&gt;descoberta realizada em 1979, próxima à dorsal Meso-Atlântica (21 N), em um&lt;br /&gt;local de separação de placas tectônicas, onde se observou águas aquecidas (acima&lt;br /&gt;de 350 oC), carregadas de metais de Cu, Pb, Zn, e outros metais sulfatos nelas&lt;br /&gt;dissolvidos,se acumulando por precipitação química e por choque térmico nas suas&lt;br /&gt;proximidades. Explicava-se naquele momento único, a maneira pela qual se&lt;br /&gt;formaram a maioria dos recursos minerais metálicos e não metálicos, que hoje são&lt;br /&gt;explorados nas áreas continentais. Mais importante ainda é a certeza de que apesar&lt;br /&gt;de se conhecer hoje algumas poucas centenas desse tipo de fumarólas, elas estão&lt;br /&gt;presentes provavelmente aos milhares, ao longo dos mais de 80.000 km de&lt;br /&gt;comprimento dessas dorsais que circundam todo o planeta. Em função da&lt;br /&gt;tonelagem (dimensões) de alguns desses tipos de depósito, como é o caso para os&lt;br /&gt;nódulos de manganês (agregados de Mn-Fe-Ni-Co e outros metais valiosos, de&lt;br /&gt;forma semelhantes à batatas) ,quimicamente precipitados a parir da água do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas essa tipologia de depósito é avaliada em trilhões de toneladas,o que&lt;br /&gt;garantira no futuro sua exploração nas grandes profundidades que se encontram .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para atuar neste tema existem pesquisadores na Unesp, que têm&lt;br /&gt;competência instalada na temática locados em Departamentos de Geologia&lt;br /&gt;Aplicada (DGA) e de Petrologia e Metalogenia (DPM), no Centro de Análise e&lt;br /&gt;Planejamento Ambiental (Ceapla), todos do IGCE e no Centro de Estudos&lt;br /&gt;Ambientais (CEA). Além destes, existem outros laboratórios que vêm&lt;br /&gt;desenvolvendo pesquisas e prestação de serviços voltados para os objetivos acima&lt;br /&gt;citados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I- Laboratório de Estudos de Bacias (LEBAC - que desenvolveu&lt;br /&gt;recentemente grandes projetos para a Agência Nacional do Petróleo/Petrobras,&lt;br /&gt;envolvendo reavaliações das bacias sedimentares de Santos e Campos e vem&lt;br /&gt;atuando junto com o DAEE/SP, em projeto do FEHIDRO sobre uso e proteção das&lt;br /&gt;águas subterrâneas no Estado de São Paulo);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II- Centro de Geologia Sedimentar (em implantação) que, em parceria com&lt;br /&gt;a Petrobras, será um centro de referência nacional na área do petróleo,&lt;br /&gt;principalmente com ênfase para rochas carbonáticas que são as principais rochas&lt;br /&gt;reservatório no pré-sal e;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III- Núcleo de Cronometria e Cronologia voltado para a modelagem&lt;br /&gt;térmica, tectônica e climática ao longo do tempo geológico, em áreas continentais e&lt;br /&gt;plataformais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Docentes do DPM e do DGA/IGCE/UNESP participam de redes de conhecimento a&lt;br /&gt;exemplo de: 1) Redes temáticas da Petrobrás com i) Rede de Estratigrafia e&lt;br /&gt;Sedimentologia; ii) Rede de Geotectônica e iii) Rede de Recuperação de Áreas&lt;br /&gt;Impactadas por Hidrocarbonetos; 2) Rede Nacional de Estudos Geocronológicos,&lt;br /&gt;Geodinâmicos e Ambientais (Geochronos) no âmbito do MME-CPRM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Análise da dinâmica sedimentar costeira;&lt;br /&gt;-Análise e estratigráfica das bacias sedimentares costeiras e marinhas;&lt;br /&gt;-Vulcanismo e Platô Oceânico associado, ou não, a abertura do Atlântico Sul;&lt;br /&gt;-Tectônica associada a abertura do Atlântico Sul;&lt;br /&gt;-Reconstrução da história térmica de embasamento e bacias sedimentares&lt;br /&gt;-Evolução tectono-metamórfica da plataforma continental;&lt;br /&gt;-Exumação, soerguimento e erosão de áreas fontes e subsidência de bacias;&lt;br /&gt;-Estudo proveniência e mineralogia de diferentes fases minerais;&lt;br /&gt;-Petrografia de rochas metamórficas, magmáticas e sedimentares;&lt;br /&gt;-Geoquímica de rochas metamórficas, magmáticas (N-Morb, etc.);&lt;br /&gt;-Correlação geológica das costas brasileira e africana – modelagem da abertura do&lt;br /&gt;Atlântico Sul.&lt;br /&gt;-Recursos minerais marinho&lt;br /&gt;-Analisar condicionantes geológicos para a ocorrência de hidrocarbonetos;&lt;br /&gt;-Analisar condicionantes geológicos para a ocorrência de hidratos de metano;&lt;br /&gt;-Analisar condicionantes geológicos (e metalogênese) de sulfetos maciços: modelos&lt;br /&gt;geológicos e sua prospecção;&lt;br /&gt;-Analisar condicionantes geológicos (e metalogênese) de nódulos polimetálicos:&lt;br /&gt;modelos geológicos e sua prospecção;&lt;br /&gt;-Direito mineral em áreas de soberania e externas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A forte tradição no estudo de áreas cristalinas e bacias sedimentares&lt;br /&gt;permitem modelar diferentes contextos geológicos adequados à Geologia Marinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Processos sedimentares, metamórficos, magmáticos e tectônicos podem ser&lt;br /&gt;contextualizados através de diferentes abordagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a tradição de trabalhos já realizados pelos pesquisadores,&lt;br /&gt;muito ainda há a contribuir com o desenvolvimento dos objetivos propostos,&lt;br /&gt;gerando e divulgando conhecimento e na formação de recursos humanos em&lt;br /&gt;diversos temas específicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta linha de pesquisa pretende-se avaliar os recursos minerais marinhos e&lt;br /&gt;os principais objetivos/tópicos a serem desenvolvidos, dentro da capacidade&lt;br /&gt;instalada de recursos humanos, podem ser assim listados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- Analisar condicionantes geológicos para a ocorrência de hidrocarbonetos;&lt;br /&gt;2- Analisar condicionantes geológicos para a ocorrência de hidratos de&lt;br /&gt;metano; iii) Analisar condicionantes geológicos (e metalogênese) de sulfetos&lt;br /&gt;maciços: modelos geológicos e sua prospecção;&lt;br /&gt;3- Analisar condicionantes geológicos (e metalogênese) de nódulos&lt;br /&gt;polimetálicos: modelos geológicos e sua prospecção;&lt;br /&gt;4-Direito mineral em áreas de soberania e externas.&lt;br /&gt;O desenvolvimento destes projetos acarretará do ponto de vista&lt;br /&gt;ACADEMICO, o entendimento de processos geradores de minérios no ambiente&lt;br /&gt;oceânico (mar profundo). Como aspecto ESTRATÉGICO, propiciará subsídios para&lt;br /&gt;a delimitação de áreas potenciais de ocorrências de depósitos, províncias e épocas&lt;br /&gt;Metalogenéticas no nosso espaço oceânico, já que esse espaço representa a ultima&lt;br /&gt;fronteira com possibilidades de novas descobertas capazes de garantir suprimento&lt;br /&gt;mineral por longos períodos de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a questão da SOBERANIA a de se destacar os tratados&lt;br /&gt;internacionais, onde reservas em águas internacionais são requeridas pelas nações&lt;br /&gt;descobridoras de acordo com blocos de tamanhos pré-estipulados. No caso dos&lt;br /&gt;sulfetos registra-se a grande quantidade de pesquisas realizadas por programas&lt;br /&gt;conjuntos franco-soviéticos no Atlântico Norte as áreas do Atlântico Sul ainda&lt;br /&gt;necessitam de estudos, sendo muito promissor para programas brasileiros.&lt;br /&gt;De acordo com a tradição de trabalhos já realizados pelos pesquisadores,&lt;br /&gt;muito ainda há a contribuir com o desenvolvimento dos objetivos propostos,&lt;br /&gt;gerando e divulgando conhecimento e na formação de recursos humanos nos&lt;br /&gt;temas específicos. Nesta linha será necessária uma forte parceria com entidades&lt;br /&gt;públicas e privadas, nacional e estrangeira. Entre as parcerias citamos: i) Petrobrás&lt;br /&gt;a ser viabilizada considerando a instalação de uma unidade da Petrobras em&lt;br /&gt;Santos, uma estreita relação entre a Unesp e a Petrobras (já existente em outros&lt;br /&gt;campus) poderá se firmar com benefícios mútuos; ii) Marinha Brasileira (Secretaria&lt;br /&gt;Interministerial de Estudos do Mar-SECIRM) através de pesquisas conjuntas e uso&lt;br /&gt;de seus navios de pesquisa; iii) Ministério de Minas e Energia-MME através de&lt;br /&gt;pesquisas conjuntas com o MME e a CPRM; iv) REMPLAC; v) Univ. Heidelberg&lt;br /&gt;com tradição e modelagem térmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Geofísica&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os métodos geofísicos em áreas submersas constituem um conjunto de&lt;br /&gt;ferramentas de investigação com aplicação, em especial, no estudo de substrato&lt;br /&gt;marinho, tendo em vista a natural inacessibilidade destes ambientes aos métodos&lt;br /&gt;de investigação convencionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interesse pelo estudo de áreas submersas, em áreas básicas e aplicadas.&lt;br /&gt;Em áreas oceânicas são de vital importância o estudo de sísmica de reflexão e&lt;br /&gt;refração para avaliação da interface crosta/manto em nossa plataforma assim como&lt;br /&gt;modelagem em bacias sedimentares. Em áreas costeiras, está ligado a projetos de&lt;br /&gt;implantação de obras cujo apoio estrutural é o fundo do oceano. Nesses casos é&lt;br /&gt;fundamental o conhecimento dos parâmetros geológico-geotécnicos do fundo&lt;br /&gt;oceânico, como espessura de sedimentos inconsolidados e profundidade do&lt;br /&gt;embasamento cristalino. Esses métodos são também empregados no subsídio ao&lt;br /&gt;reconhecimento e distinção de fácies e geometria de corpos sedimentares no fundo&lt;br /&gt;oceânico, bem como identificação de canais e canyons submarinos.&lt;br /&gt;Os métodos sísmicos empregados nessas pesquisas são denominados de:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• ecobatimetria (dupla frequência); emissão e recepção de sinal acústico de&lt;br /&gt;alta frequência (dezenas de milhares de Hertz) por transdutores apontados para o&lt;br /&gt;fundo do mar;&lt;br /&gt;• sonografia (sonar de varredura lateral); baseia-se no princípio da reflexão&lt;br /&gt;do sinal acústico utilizando freqüências entre 100 e 500 kHz, servindo para o&lt;br /&gt;mapeamento da superfície de fundo;&lt;br /&gt;• perfilagem sísmica contínua (boomer e chirp); baseia-se no principio da&lt;br /&gt;reflexão sísmica com uma fonte repetiviva de sinais sísmicos (frequencia de 10&lt;br /&gt;kHz) e um sistema de captação (hidrofones) instalados num rebocador, em&lt;br /&gt;movimento contínuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses métodos são importantes para dar suporte técnico a projetos que&lt;br /&gt;necessitam de conhecimento geológico e geotécnico de superfícies submersas,&lt;br /&gt;como a construção ou redimensionamento de portos e a instalação de molhes,&lt;br /&gt;dutos, marinas, pontes e túneis, entre outros. Os dados adquiridos pela utilização&lt;br /&gt;desses métodos de investigação dão também suporte a projetos relacionados à&lt;br /&gt;regeneração de praias, prospecção mineral, hidrovias, operações de dragagens,&lt;br /&gt;instalação de reservatórios para armazenamento de água, ou para contenção de&lt;br /&gt;cheias, e também a estudos de assoreamento de rios e reservatórios, além de&lt;br /&gt;projetos relacionados a atividades pesqueiras e arqueologia subaquática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta linha será necessária uma forte parceria com entidades públicas e&lt;br /&gt;privadas, nacional e estrangeira. Entre as parcerias citamos:&lt;br /&gt;1-Universidades brasileiras a exemplo da UFF e UnB ambas com experiência em&lt;br /&gt;Sísmica Profunda no continente e oceano;&lt;br /&gt;2-Universidades estrangeiras detentoras de conhecimento em Refração Profunda,&lt;br /&gt;citamos Universidade de Bremerhaven e Centro Pesquisa Potsdam, ambos na&lt;br /&gt;Alemanha;&lt;br /&gt;3- Marinha Brasileira (Secretaria Interministerial de Estudos do Mar-SECIRM)&lt;br /&gt;através de pesquisas conjuntas e uso de seus navios de pesquisa;&lt;br /&gt;4- Petrobrás a ser viabilizada considerando a instalação de uma unidade da&lt;br /&gt;Petrobras em Santos, uma estreita relação entre a UNESP e a Petrobras (já existente&lt;br /&gt;em outros campus) poderá se firmar com benefícios mútuos; v&lt;br /&gt;5- BGR- Bundesanstalt für Bodesforschung-Alemanha possuidora de tecnologia&lt;br /&gt;oceânica e parceira em projetos internacionais;&lt;br /&gt;6-Ministério de Minas e Energia-MME através de pesquisas conjuntas com o MME,&lt;br /&gt;CPRM e REMPLAC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;OCEANOGRAFIA&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os oceanos produzem recursos naturais essenciais à sobrevivência e&lt;br /&gt;alimentação humana. Por cobrirem 70% da superfície terrestre (cerca de 362&lt;br /&gt;milhões de km2) e interagirem dinamicamente com a atmosfera, a compreensão de&lt;br /&gt;seus processos físicos, químicos, geológicos e biológicos, são essenciais para&lt;br /&gt;entendermos desde os fluxos de gases como o oxigênio e o dióxido de carbono no&lt;br /&gt;planeta até biodiversidade e exploração pesqueira. Qualquer objeto de estudo&lt;br /&gt;oceanográfico é fundamentalmente multi- e trans-disciplinar, necessitando&lt;br /&gt;contribuições de vários especialistas e linhas de pesquisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa capacidade de observar os oceanos tem aumentado ano a ano, com&lt;br /&gt;novas tecnologias e instrumentos, e é de suma importância que exista um&lt;br /&gt;equilíbrio de aquisição e interpretação de dados globalmente para que os processos&lt;br /&gt;possam ser estudados de maneira coerente. Isso só é alcançado através de parcerias&lt;br /&gt;e investimento nessa importante área do conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estudos mais organizados sobre os oceanos começaram somente a partir&lt;br /&gt;de 1872, quando o navio de pesquisa “Challenger” coletou amostras provenientes&lt;br /&gt;de milhares de quilômetros marinhos. A partir disso, surgiu a oceanografia&lt;br /&gt;moderna, dividida didaticamente em quatro áreas: biológica, física, química e&lt;br /&gt;geológica. Entre os fatores abióticos de maior influência no ambiente marinho,&lt;br /&gt;destacam-se as substâncias dissolvidas na água do mar (p. ex., cloreto de sódio e&lt;br /&gt;gases), o movimento das massas de água (causados por correntes, ondas e marés),&lt;br /&gt;além daqueles de natureza física (temperatura, turbidez e pressão hidrostática da&lt;br /&gt;água do mar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oceanografia biológica contempla estudos sobre as interações entre os&lt;br /&gt;seres vivos marinhos, sejam bactérias, protozoários, vegetais ou animais. A&lt;br /&gt;dependência humana dos oceanos. a facilidade de deslocamento por navegação, e&lt;br /&gt;as possibilidades de lazer tornam as zonas costeiras locais densamente populosos,&lt;br /&gt;e por isso mesmo impactados. Tanto a dinâmica física, como os processos&lt;br /&gt;biológicos são mais complexos na região costeira, onde a variabilidade é intensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oceanografia costeira se torna assim, um componente vital para o&lt;br /&gt;entendimento da interação, humanos-oceanos, que por um lado, sofre ações&lt;br /&gt;antrópicas e por outro responde aos processos e movimentos dos oceanos globais&lt;br /&gt;que são seu limite externo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No âmbito do atual cenário de desenvolvimento da Região Metropolitana&lt;br /&gt;da Baixada Santista (RMBS) e de suas demandas científico-tecnológicas e&lt;br /&gt;ambientais, a UNESP pretende contribuir de maneira significativa, propondo a&lt;br /&gt;criação de um centro de pesquisas oceanográficas. Através da expansão de suas&lt;br /&gt;atividades regionais, já iniciadas no Campus Experimental do Litoral Paulista, com&lt;br /&gt;a implementação do Curso de Ciências Biológicas – habilitações em Biologia&lt;br /&gt;Marinha e Gerenciamento Costeiro - a instituição tem atendido parcialmente a&lt;br /&gt;vocação regional, galgada nas questões sócio-ambientais dos ambientes costeiro e&lt;br /&gt;estuarino. Levantamentos recentes indicam que o que se sabe sobre a oceanografia&lt;br /&gt;da região, é ainda insuficiente e alerta a comunidade científica para que esforços&lt;br /&gt;sejam focados e intensificados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Baixada Santista, como todo o litoral paulista, enfrenta uma série de&lt;br /&gt;contradições que necessariamente devem ser solucionadas. A zona costeira abriga&lt;br /&gt;ambientes e ecossistemas riquíssimos em biodiversidade, frágeis e ainda pouco&lt;br /&gt;conhecidos, os quais oferecem inúmeros bens e serviços ambientais, como&lt;br /&gt;regulação do clima, recursos alimentares, a produção de água potável, a proteção&lt;br /&gt;das encostas contra escorregamentos e da linha de costa contra a erosão costeira,&lt;br /&gt;entre outros. Entretanto, ao longo da história de ocupação do litoral, muitos desses&lt;br /&gt;ambientes foram significativamente impactados pela ação humana, especialmente&lt;br /&gt;na Baixada Santista, e as ações de proteção e recuperação ambiental não têm sido&lt;br /&gt;totalmente efetivas, com conseqüente perda de biodiversidade, ainda que parcela&lt;br /&gt;das áreas costeiras seja constituída por zonas com algum grau de proteção jurídica,&lt;br /&gt;tanto pelo código florestal, como por instrumentos como tombamentos e unidades&lt;br /&gt;de conservação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a recente descoberta do Campo de Tupi, uma extensa província&lt;br /&gt;oceânica de óleo e gás, prevê-se um aumento expressivo de várias atividades na&lt;br /&gt;RMBS. Além do maior desenvolvimento das indústrias e da rede de transportes, a&lt;br /&gt;capacitação profissional será uma das maiores necessidades ao oferecimento de&lt;br /&gt;serviços qualificados, nas mais variadas áreas. A exploração de óleo e gás, bem&lt;br /&gt;como seu beneficiamento, demandará investimentos vultosos, acarretando&lt;br /&gt;aumento expressivo do pólo petroquímico e das malhas rodoviária e ferroviária&lt;br /&gt;atuais. A expansão do setor imobiliário, que já é notável desde há algum tempo, é&lt;br /&gt;facilmente confirmada pelos diversos anúncios comerciais de novos prédios e&lt;br /&gt;condomínios, que será ainda mais aquecida com a crescente migração para esta&lt;br /&gt;região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os modelos históricos de desenvolvimento implantados no litoral,&lt;br /&gt;sobretudo na RMBS e no Litoral Norte, tiveram orientação meramente econômica,&lt;br /&gt;a acabaram por promover, além dos impactos ambientais, concentração de renda e&lt;br /&gt;desigualdade social, que se traduzem nos altos índices de favelização, violência,&lt;br /&gt;mortalidade infantil, e em baixo desenvolvimento humano, ao mesmo tempo em&lt;br /&gt;que se observam altos valores de PIB e PIB per capita. É nesse contexto complexo,&lt;br /&gt;marcado por conflitos de ordem sócio-econômico-social, onde demandas legítimas&lt;br /&gt;aparecem dos diversos setores, que se vislumbram os novos projetos, sendo&lt;br /&gt;importante, senão mandatório, que os novos empreendimentos considerem as&lt;br /&gt;variáveis sociais e ambientais como primordiais para garantir a sustentabilidade&lt;br /&gt;regional e estadual. Os novos desafios que se despontam, devem embasarem-se&lt;br /&gt;numa abordagem multidisciplinar onde as tecnologias e ciências sobrepõem-se&lt;br /&gt;para formação e consolidação de demandas que nossa sociedade anseia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Laboratório de Oceanografia será dedicado à pesquisa e educação em&lt;br /&gt;nível de graduação e de pós-graduação, tendo como premissa o avanço do&lt;br /&gt;conhecimento dos oceanos e de suas interações com a atmosfera e o ambiente&lt;br /&gt;terrestre; além de disseminar esse conhecimento, visando o benefício de toda a&lt;br /&gt;comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presente projeto tem por objetivo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Consolidar projetos existentes e dar condições à ampliação de futuros&lt;br /&gt;projetos conjuntos, com vistas ao atendimento das demandas e vocações da&lt;br /&gt;Baixada Santista;&lt;br /&gt;• Subsidiar, através de demandas específicas, estudos relacionados á&lt;br /&gt;exploração de petróleo e gás na camada do pré-sal, prevendo que esses serão os&lt;br /&gt;maiores desafios tecnológicos já enfrentados no país;&lt;br /&gt;• Colaborar para a formação de recursos humanos qualificados;&lt;br /&gt;• Promover, ampliar e consolidar relações com outros centros e laboratórios&lt;br /&gt;de pesquisa, nacionais e estrangeiros;&lt;br /&gt;• Consolidar uma agenda pertinente em relação aos movimentos&lt;br /&gt;interdisciplinares atuais das Ciências Biológicas, Exatas e da Terra, bem como a&lt;br /&gt;sedimentação de uma mentalidade científica humanística voltada para as vocações&lt;br /&gt;regionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;III.1- Oceanografia física&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na área de Oceanografia Física serão realizados estudos com ênfase em&lt;br /&gt;movimentos da água do mar, atuando principalmente nos seguintes temas:&lt;br /&gt;Circulação Costeira, Análise de Massas de Água, Modelagem Matemática,&lt;br /&gt;Circulação na Plataforma Continental, Estuários e Canais Costeiros.&lt;br /&gt;Especificamente, essas atividades serão embasadas em dados oceanográficos&lt;br /&gt;adquiridos por correntógrafos e perfiladores (ADCP e CTD) visando ao&lt;br /&gt;desenvolvimento de modelos numéricos aplicados ao Gerenciamento Costeiro e à&lt;br /&gt;compreensão dos fenômenos envolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• As principais forças que agem no oceano costeiro são as marés, os ventos e&lt;br /&gt;as descargas fluviais, as quais influenciam o ambientes de duas formas: pela&lt;br /&gt;entrada do fluxo de água doce e pela alteração da densidade da água. Essas&lt;br /&gt;diferenças de densidade são conhecidas como empuxo, e farão com que as águas se&lt;br /&gt;movam umas em relação às outras, tanto na vertical como na horizontal. A&lt;br /&gt;estratificação no estuário é responsável pelo fluxo das águas fluviais em direção a&lt;br /&gt;zona costeira, enquanto as águas oceânicas penetram no estuário, através das&lt;br /&gt;camadas inferiores, pois esta é mais densa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Do ponto de vista da Oceanografia Física, os estuários e a zona costeira&lt;br /&gt;constituem um verdadeiro laboratório natural a céu aberto, onde a combinação dos&lt;br /&gt;efeitos mencionados confere ao ambiente todas as características necessárias para o&lt;br /&gt;seu desenvolvimento. Sem sombra de dúvidas, uma abordagem multidisciplinar&lt;br /&gt;da dinâmica desses ambientes contribuirá para sua preservação ao longo das&lt;br /&gt;próximas gerações, garantindo o futuro dos ecossistemas e de seu uso sustentado.&lt;br /&gt;Dentro deste contexto, será formado um grupo de trabalho dentro de três&lt;br /&gt;áreas principais; Microbiologia marinha, Bio-ótica da água do mar, ecologia do&lt;br /&gt;fitoplâncton e Poluição marinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;III.1..1. Implantação de um radar meteorológico do litoral paulista &lt;/em&gt;– projeto rali&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presente projeto tem por objetivo monitorar o estado do tempo e&lt;br /&gt;determinação das características da precipitação no litoral de São Paulo, incluindo&lt;br /&gt;o Vale do Ribeira, a Serra do Mar e suas vertentes na região da Baixada Santista,&lt;br /&gt;além das regiões dos portos de Santos e São Sebastião, usando um radar&lt;br /&gt;meteorológico Doppler a ser instalado na Baixada Santista. O alcance do&lt;br /&gt;monitoramento do radar, denominado de vigilância meteorológica, alcança o raio&lt;br /&gt;de 400 km, quando a topografia não obstrui a visada do radar. Este alcance engloba&lt;br /&gt;área significativa dos campos de produção e prospecção de petróleo da Bacia de&lt;br /&gt;Santos e adjacências além do monitoramento de encostas que sofrem com&lt;br /&gt;escorregamentos sob chuva excessiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quantificação da precipitação em área estende-se até o alcance de 240 km&lt;br /&gt;e deverá ser determinada incluindo as técnicas desenvolvidas no IPMet de&lt;br /&gt;variação da precipitação com a distância. Dentro desse raio, a partir da Baixada&lt;br /&gt;Santista, está toda a orla marítima sul de São Paulo, todo o Vale do Ribeira de&lt;br /&gt;Iguape e as áreas de serras adjacentes, além das zonas portuárias de Santos e São&lt;br /&gt;Sebastião e suas respectivas baías, Ilha Bela e parte significativa do litoral norte&lt;br /&gt;paulista. Há no contexto, uma variada gama de terrenos (planícies, alagados, área&lt;br /&gt;marinha, serras, áreas urbanas, etc) a serem considerados na determinação das&lt;br /&gt;equações de conversão de refletividade de radar em intensidade de precipitação.&lt;br /&gt;Um radar instalado na região da Baixada Santista poderia integrar seus dados com&lt;br /&gt;os da rede paulista, já operacional há cerca de 15 anos, ampliando de modo&lt;br /&gt;significativo a cobertura por radar meteorológico de importante área do território&lt;br /&gt;brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aspectos, setores e tarefas beneficiadas com a implantação de um radar&lt;br /&gt;Doppler na Baixada Santista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Monitoramento sobre o estado do tempo, no litoral e zona costeira paulista;&lt;br /&gt;- Quantificação de precipitação de chuva na Serra do Mar, quanto a questão de&lt;br /&gt;escorregamento de encostas;&lt;br /&gt;- Aumento da precisão das previsões de tempo e clima; mudanças climáticas;&lt;br /&gt;- Aumento na eficiência da navegação e das operações marítimas, de portos e&lt;br /&gt;terminais pesqueiros;&lt;br /&gt;- Provimento de informação útil para uso em recreação e turismo, na costa e no&lt;br /&gt;oceano;&lt;br /&gt;- Operações de transporte aéreo e marítimo, entre as bases da costa e as&lt;br /&gt;plataformas em alto-mar;&lt;br /&gt;- Auxílio às operações de busca e salvamento da Marinha;&lt;br /&gt;- Apoio às atividades da Defesa Civil e Policia Militar do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Universidade já dispõe do conhecimento necessário para a implantação&lt;br /&gt;de equipamentos de radar, tendo participado, além das instalações e operações de&lt;br /&gt;seus próprios equipamentos (desde 1974), ao apoio de instalações e operações de&lt;br /&gt;equipamentos de outros grupos de meteorologia com radar, no país ou no exterior.&lt;br /&gt;Com a instalação do equipamento no litoral, o Estado de São Paulo passa a contar&lt;br /&gt;com uma ampliação da área com monitoramento de chuva por radar, sendo essa&lt;br /&gt;última instalação, do litoral, de grande interesse da Defesa Civil do Estado, uma&lt;br /&gt;vez que toda a região da Serra do Mar sofre com problemas de escorregamento,&lt;br /&gt;resultante de chuvas excessivas, que podem ser identificadas com antecedência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também o turismo e a operação dos portos paulistas, contam com uma informação&lt;br /&gt;a mais para melhorar seu gerenciamento. Esses últimos aspectos são estendidos&lt;br /&gt;também ao país, que se beneficiará de uma operação portuária mais eficiente, quer&lt;br /&gt;no Porto de Santos – o maior da América Latina – quer no porto de São Sebastião –&lt;br /&gt;terminal petrolífero de grande porte. Além disso, as operações off-shore&lt;br /&gt;desenvolvidas junto às plataformas petrolíferas marinhas, estarão mais seguras&lt;br /&gt;com informações do radar de tempo do litoral, e também com radares oceânicos&lt;br /&gt;que informam o estado do mar e operam de maneira integrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;III.1.2. Monitoramento costeiro com radar oceânico&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Europa, o plano estratégico de Oceanografia Operacional identificou&lt;br /&gt;amplo potencial de utilização de radares de HF oceânicos, a seguir apresentado:&lt;br /&gt;Navegação de todos os tipos; Tráfego em áreas rasas e entradas de baias;&lt;br /&gt;Operações de resgate; Proteção contra cheias; Indústria petrolífera marítima;&lt;br /&gt;Extração mineral; Recreação e pesca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presente projeto tem por objetivo geral implementar e operar um sistema&lt;br /&gt;de monitoramento oceânico para o Brasil, e como objetivo específico desenvolver&lt;br /&gt;pesquisas de suporte ao monitoramento oceânico envolvendo melhor&lt;br /&gt;entendimento das observações das correntes radiais, e as incertezas associadas;&lt;br /&gt;melhor entendimento de como assimilar correntes de superfície em modelos;&lt;br /&gt;Pesquisa e desenvolvimento de produtos ambientais além das correntes de&lt;br /&gt;superfície; pesquisa e desenvolvimento e algoritmos expandidos, para o MCS&lt;br /&gt;(Mapeamento de Correntes de Superfície e pesquisa e desenvolvimento de&lt;br /&gt;aplicações Lagrangianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente planeja-se implantar um sistema de dois radares na região&lt;br /&gt;costeira paulista baseada em Santos – São Vicente, num esforço piloto, para&lt;br /&gt;avaliação de desempenho. Contempla-se a utilização de medidores in situ para&lt;br /&gt;validação das medidas dos radares. Está prevista, no âmbito da cooperação&lt;br /&gt;internacional, suporte de equipamentos e apoio técnico-científico de universidades&lt;br /&gt;como as de Hamburgo e Kiel, e envolvimento da indústria (por exemplo, a Helzel,&lt;br /&gt;alemã, e a IACIT, brasileira). O campus de São Vicente da UNESP se beneficiará de&lt;br /&gt;uma fonte inédita de dados para a modelagem oceânica, o gerenciamento costeiro,&lt;br /&gt;além de outras aplicações ( por ex. e biologia marinha).&lt;br /&gt;Dentro deste contexto, é possível visualizar que a costa paulista disporá de&lt;br /&gt;um sistema dos mais modernos de monitoramento, envolvendo tanto a proteção à&lt;br /&gt;navegação, como o meio ambiente marinho e as atividades econômicas. O Brasil&lt;br /&gt;estará ingressando, em condições de igualdade sob vários aspectos, no conjunto&lt;br /&gt;crescente de nações que utilizam tecnologia de ponta, de alto benefício / custo, para&lt;br /&gt;o monitoramento da faixa oceânica de grande importância específica para cada&lt;br /&gt;uma delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois sistemas radares oceânicos de HF; pequena área nas proximidades da&lt;br /&gt;água, com proteção para antenas e instrumentos. Espaços em salas para&lt;br /&gt;acomodação de microcomputadores e facilidades de comunicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;RECURSOS PESQUEIROS DO MAR&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aqüicultura é uma das áreas de produção de alimentos que mais cresce&lt;br /&gt;no mundo, sendo responsável por quase metade do pescado consumido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Representa um recurso importante e estratégico para o Brasil, que possui 12 % de&lt;br /&gt;toda a água doce superficial do planeta, mais de 8.000 km de costa marítima e uma&lt;br /&gt;imensa biodiversidade de organismos aquáticos. Sua importância aumenta a cada&lt;br /&gt;dia, fato que motivou o governo federal a criar recentemente o Ministério da&lt;br /&gt;Aqüicultura e da Pesca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aqüicultura é uma das áreas de produção de alimentos que envolvem&lt;br /&gt;peixes, crustáceos, moluscos e algas, que são os principais organismos produzidos&lt;br /&gt;nos ambientes costeiros. Portanto, o levantamento da fauna marinha,&lt;br /&gt;particularmente dos crustáceos e peixes, com estudos sobre aspectos de sua&lt;br /&gt;biologia pesqueira, localização de seus estoques naturais e uso sustentado destes&lt;br /&gt;recursos é de vital importância para um país com grande oferta de recursos. Tal&lt;br /&gt;aspecto é de relevância estratégica para a porção costeira do Litoral Centro-Sul&lt;br /&gt;pelas prospecções e extração de petróleo e gás da Bacia de Santos, que embora&lt;br /&gt;prioritárias ao desenvolvimento nacional, devem ser alvo de monitoramento&lt;br /&gt;ambiental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, apenas a carcinicultura está desenvolvida e, em menor grau, o&lt;br /&gt;cultivo de moluscos. A primeira é importante item nas exportações do país. Mas, a&lt;br /&gt;tecnologia ainda é inadequada e não atende aos princípios da aqüicultura&lt;br /&gt;sustentável e integrada. É necessário incrementar os estudos de biologia,&lt;br /&gt;reprodução, morfologia, comportamento, larvicultura, berçários, engorda e&lt;br /&gt;processamento de peixes, crustáceos e moluscos, melhor a qualidade dos efluentes&lt;br /&gt;gerados, da eficiência no uso dos recursos naturais e da viabilidade econômica e&lt;br /&gt;dos impactos sociais da atividade. Análises de rendimento e físico-químicas da&lt;br /&gt;carne, bem como de outros produtos que podem ser extraídos da biota marinha&lt;br /&gt;são ainda assunto pouco abordado na literatura, que em grande parte trata de&lt;br /&gt;organismos da biota terrestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse contexto, os Laboratórios de Carcinicultura e de Piscicultura servirão&lt;br /&gt;para a prospecção da biodiversidade animal, visando avaliar espécies marinhas e&lt;br /&gt;estuarinas nativas de interesse econômico, bem como para o desenvolvimento de&lt;br /&gt;técnicas modernas de produção sustentáveis de camarões e peixes. Além disso,&lt;br /&gt;pretende-se produzir formas jovens para o repovoamento do ambiente&lt;br /&gt;(“enhancement”), visando recuperar estoques pesqueiros e/ou aumentar o&lt;br /&gt;tamanho de populações ameaçadas de extinção local. A UNESP tem uma grande&lt;br /&gt;tradição em aqüicultura. Conta com o Centro de Aqüicultura (CAUNESP),&lt;br /&gt;unidade complementar, que já completou 20 anos. Tem prestígio internacional,&lt;br /&gt;produz pesquisa de ponta e oferece o melhor curso de PG do país, com conceito 5.&lt;br /&gt;A implantação de um núcleo de aqüicultura marinha viria complementar essa área&lt;br /&gt;que já é bastante expressiva na UNESP e poderia atrair a atuação de vários&lt;br /&gt;pesquisadores sênior, que já atuam em água doce e não teriam dificuldades em&lt;br /&gt;estender suas atividades de pesquisa e orientação para os ambientes marinhos.&lt;br /&gt;Sendo a aqüicultura uma área multidisciplinar do conhecimento, possibilita a&lt;br /&gt;agregação de pesquisadores de diferentes unidades para formar um forte grupo de&lt;br /&gt;pesquisa integrada. Indubitavelmente, a UNESP tem massa critica suficiente para&lt;br /&gt;implantar um excelente núcleo de Aqüicultura Marinha junto ao Instituto de&lt;br /&gt;Estudos Avançados do Mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo principal do grupo seria desenvolver pesquisa básica e&lt;br /&gt;tecnológica de ponta, inserida no contexto internacional, visando aproveitar a&lt;br /&gt;biodiversidade do nosso litoral para estabelecer sistemas de produção integrados&lt;br /&gt;com sustentabilidade econômica, ambiental e social. Além disso, pretende-se&lt;br /&gt;contribuir com um programa de PG em Recursos do Mar e criar laboratórios&lt;br /&gt;credenciados para prestar serviços técnicos de alto nível, contemplando assim os&lt;br /&gt;três eixos da universidade: pesquisa, ensino e extensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pesquisas conduzidas no Núcleo de Aqüicultura do Instituto de Estudos&lt;br /&gt;Avançados do Mar irão produzir conhecimentos embasados cientificamente para&lt;br /&gt;subsidiar o desenvolvimento de tecnologia para a produção de organismos&lt;br /&gt;marinhos e estuarinos, com sustentabilidade econômica, social e ambiental dos&lt;br /&gt;sistemas de produção, bem como considerando o bem estar animal. Isto envolve&lt;br /&gt;estudos de biologia, reprodução, morfologia, comportamento, larvicultura,&lt;br /&gt;berçários, engorda e processamento de peixes, crustáceos e moluscos, bem como&lt;br /&gt;avaliações da qualidade dos efluentes gerados, da eficiência no uso dos recursos&lt;br /&gt;naturais e da viabilidade econômica e dos impactos sociais da atividade. Pretendese&lt;br /&gt;ainda fornecer informações para o estabelecimento de políticas públicas de&lt;br /&gt;órgãos governamentais principalmente no que concerne ao licenciamento dos&lt;br /&gt;Parques Aquícolas Marinhos (iniciativa do MAP).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Laboratório de Sustentabilidade permite realizar a análise da&lt;br /&gt;sustentabilidade dos empreendimentos aquicolas localizados em regiões costeiras,&lt;br /&gt;envolvendo análises padronizadas internacionalmente, como Análise do Ciclo de&lt;br /&gt;Vida, Análise Emergética, Pegada Ecológica. Além disso, pretende-se desenvolver&lt;br /&gt;métodos novos como Análise de Resiliência e Sistema de Indicadores e Índices de&lt;br /&gt;Sustentabilidade. Embora seja projetado para análises em aqüicultura, permite&lt;br /&gt;também a avaliação da sustentabilidade de projetos pesqueiros, extrativistas e&lt;br /&gt;industriais em varias setores da economia. Pretende-se prestar serviços a empresas&lt;br /&gt;vendendo análises.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Laboratório de Aqüicultura Integrada será usado para o desenvolvimento&lt;br /&gt;de pesquisas visando o cultivo integrado de espécies complementares, de modo&lt;br /&gt;que os resíduos, fezes e excretos produzidos por uma espécie sirvam como insumo&lt;br /&gt;para a produção de outra. Desse modo, há uma redução significativa nos custos de&lt;br /&gt;produção e na produção de poluição, já que o material poluente é transformado em&lt;br /&gt;biomassa de valor econômico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Laboratórios de Carcinicultura e de Piscicultura servirão para a&lt;br /&gt;prospecção da biodiversidade, visando avaliar espécies marinhas e estuarinas&lt;br /&gt;nativas de interesse econômico, bem como para o desenvolvimento de técnicas&lt;br /&gt;modernas de produção sustentáveis de camarões e peixes. Além disso, pretende-se&lt;br /&gt;produzir formas jovens para o repovoamento do ambiente (“enhancement”),&lt;br /&gt;visando recuperar estoques pesqueiros e/ou aumentar o tamanho de populações&lt;br /&gt;ameaçadas de extinção local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Laboratório de Comportamento de Animais Marinhos será usado para o&lt;br /&gt;desenvolvimento de pesquisas que visam conhecer como se comportam os animais&lt;br /&gt;marinhos e para conhecermos as condições em que os animais se sintam bem. Estas&lt;br /&gt;informações irão fornecer subsídios para o estabelecimento de protocolos de&lt;br /&gt;cultivo que garantam o bem estar animal, um item exigido pelos consumidores nos&lt;br /&gt;países desenvolvidos e que não tem sido contemplado no Brasil. Além disso, o&lt;br /&gt;conhecimento do comportamento dos animais pode facilitar o entendimento de&lt;br /&gt;seu papel nos ambientes naturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Laboratório de Biologia Estrutural será utilizado para o desenvolvimento de&lt;br /&gt;pesquisas visando conhecer a arquitetura e estrutura macro e microscópica dos&lt;br /&gt;animais de cultivo. Esse aspecto é essencial para o estabelecimento de padrões&lt;br /&gt;estruturais normais e suas mudanças em situações de cultivo, de saúde, doença ou&lt;br /&gt;estresse. Além disso, pode prestar serviços na identificação de patologias que&lt;br /&gt;afetam os cultivos aquáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;V- GESTÃO DE RECURSOS NATURAIS&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exploração dos recursos minerais do litoral brasileiro é de importância&lt;br /&gt;estratégica para o desenvolvimento e para a soberania do Brasil. Contudo, a&lt;br /&gt;exploração, se não for adequadamente conduzida, pode também levar a sérios&lt;br /&gt;prejuízos que o planeta. A ação do homem pode produzir impactos adversos sobre&lt;br /&gt;o ambiente marinho, que podem trazer prejuízos imensuráveis para o planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, monitoramentos que revelem o estado de conservação dos ambientes&lt;br /&gt;costeiros e da biota local são de extrema importância, possibilitando a adoção de&lt;br /&gt;medidas cabíveis pelas instituições públicas que tratam da qualidade ambiental.&lt;br /&gt;Um dos principais problemas de nosso país ainda é a fome. O mar é um&lt;br /&gt;celeiro de nutrientes, que incluem proteínas, vitaminas, triglicérides, aminoácidos,&lt;br /&gt;antioxidantes, minerais e muitos outros essenciais para o desenvolvimento&lt;br /&gt;humano. Assim, além de importante fonte de água, o mar é um reservatório de&lt;br /&gt;matéria prima que podem dar origem a alimentos, fármacos e outros produtos&lt;br /&gt;importantes para a humanidade. É necessário aproveitar a biodiversidade do nosso&lt;br /&gt;litoral para estabelecer sistemas de produção integrados, mas com sustentabilidade&lt;br /&gt;econômica, ambiental e social, e que propicie melhoria da qualidade de vida das&lt;br /&gt;comunidades locais, sem degradar os ecossistemas nos quais se insere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro deste contexto, é indispensável que haja uma expressiva ampliação&lt;br /&gt;dos estudos sobre componentes bio-ativos que podem ser extraídos de algas e&lt;br /&gt;animais marinhos, que se constituem em importante base de estudos para a bioprospecção e melhor uso de suas potencialidades. É importante realizar análises&lt;br /&gt;quali- e quantitativas de insumos obtidos da biodiversidade marinha, bem como&lt;br /&gt;avaliar os problemas ambientais relacionados a ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenvolvimento de estudos em áreas de fronteira, como química de&lt;br /&gt;produtos naturais marinhos e farmacologia de produtos marinhos (incluindo&lt;br /&gt;genoma, proteoma, metaboloma e biologia molecular), constituem a base&lt;br /&gt;necessária para a obtenção de novos alimentos, corantes, cosméticos e fármacos,&lt;br /&gt;suprindo necessidades básicas de nossa população e também do sistema produtivo&lt;br /&gt;brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse contexto, as pesquisas em Química de Produtos Naturais e Atividade&lt;br /&gt;Biológica envolvendo organismos marinhos como plantas e fungos já tem levado a&lt;br /&gt;novas moléculas biologicamente ativas, que são utilizadas como protótipos para a&lt;br /&gt;síntese e obtenção de novos fármacos. Contudo, são ainda muito pouco&lt;br /&gt;explorados, devido à distância dos centros de pesquisas das áreas costeiras. Um&lt;br /&gt;laboratório localizado em área costeira seria indubitavelmente um impulso a mais&lt;br /&gt;para o desenvolvimento dessa área, que já foi responsável pela produção de&lt;br /&gt;medicamentos tão essenciais quanto a penicilina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo da Química, a estratégia básica desses trabalhos consiste na&lt;br /&gt;extração, isolamento e determinação estrutural das substâncias, envolvendo uma&lt;br /&gt;série de técnicas de separação de substâncias, seguida da elucidação de suas&lt;br /&gt;estruturas. IQAr-Unesp já prospectou mais de 3000 extratos de plantas, dos quais&lt;br /&gt;1500 já foram submetidos a ensaios de atividades biológicas. Isso levou à obtenção&lt;br /&gt;de centenas de substâncias isoladas nos últimos anos, e constituem acervo valioso&lt;br /&gt;sobre o perfil químico e biológico das plantas de vários biomas, contribuindo de&lt;br /&gt;forma significativa para a descoberta de protótipos moleculares a partir da nossa&lt;br /&gt;biota. A inclusão de organismos marinhos tem sido feita paulatinamente nas&lt;br /&gt;atividades do grupo, com resultados surpreendentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda, uma nova estratégia associada à agilização do processo de&lt;br /&gt;descoberta de novas drogas é a desreplicação, que resulta num mapa&lt;br /&gt;metabolômico, peça-chave no reconhecimento de novas substâncias ativas e no&lt;br /&gt;controle de qualidade de produtos farmacêuticos. Esse perfil é feito com a&lt;br /&gt;utilização de técnicas hifenadas, ou seja, técnicas de separação associadas on-line&lt;br /&gt;com técnicas de elucidação de estruturas (especialmente cromatografia líquida&lt;br /&gt;acoplada com espectrometria de massas e Ressonância Magnética Nuclear). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo da biossíntese e regulação de vias metabólicas desses organismos marinhos&lt;br /&gt;é essencial para que se consiga entender e, mais ainda, interferir nos mecanismos&lt;br /&gt;de produção de moléculas bioativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de medicamentos efetivos contra várias doenças que acometem a&lt;br /&gt;população brasileira justifica a procura por drogas mais eficientes e menos&lt;br /&gt;tóxicas. Por isso, a pesquisa de produtos naturais marinhos apresenta-se como&lt;br /&gt;importante estratégia na busca por novas substâncias ativas, demonstrando o&lt;br /&gt;potencial biológico de compostos e moléculas de fontes marinhas para o&lt;br /&gt;desenvolvimento de novos fármacos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para avaliação das atividades biológicas de produtos marinhos, a Unesp&lt;br /&gt;conta com uma grande e competente rede de farmacêuticos, farmacólogos e&lt;br /&gt;médicos, capazes de realizar avaliar diversas atividades biológicas, dentre as quais&lt;br /&gt;podemos citar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Antidiabetes.&lt;br /&gt;• Anti-inflamatória e Coagulativa.&lt;br /&gt;• Antioxidante.&lt;br /&gt;• Antituberculose.&lt;br /&gt;• Antitumoral (câncer de mama, pulmão e outros).&lt;br /&gt;• Anti-úlceras gástricas e duodenais, Doença de Chron.&lt;br /&gt;• Atividade antiofídica sobre venenos de serpentes.&lt;br /&gt;• Citotoxicidade, Antifúngica, Antimicrobiana e Antiparasitária.&lt;br /&gt;• Genotoxicidade e Mutagenicidade.&lt;br /&gt;• Hipertensão.&lt;br /&gt;• Imunomodulação.&lt;br /&gt;• Toxicidade crônica e aguda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa pré-clínica, por meios de bancos celulares, complementa o&lt;br /&gt;processo de desenvolvimento de produtos importantes para obtenção de fármacos.&lt;br /&gt;No campo dos cosméticos, as pesquisas da Unesp envolvem o&lt;br /&gt;desenvolvimento de bases de todas as formas cosméticas, utilizando matériasprimas&lt;br /&gt;de última geração para obtenção de produtos estáveis, nos quais possam&lt;br /&gt;ser incorporados diversos ativos, de forma a gerar cosméticos estáveis, seguros,&lt;br /&gt;com qualidade sensorial para boa aceitação pelo consumidor. Exemplo clássico e&lt;br /&gt;matéria prima abundante e sub-utilizada no Brasil são as algas, as quais possuem&lt;br /&gt;propriedades cosméticas por serem constituídas por vitaminas, minerais e&lt;br /&gt;oligoelementos. Assim, a exploração de cosméticos com produtos naturais&lt;br /&gt;marinhos garantiriam não apenas recursos adicionais para o país, mas também&lt;br /&gt;maior visibilidade de nossos produtos no exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que os resultados das pesquisas gerem produtos, é necessário haver&lt;br /&gt;uma etapa posterior, que associe as moléculas bioativas sob formas farmacêuticas&lt;br /&gt;que viabilizem sua aplicação. O desenvolvimento de sistemas micro e&lt;br /&gt;nanoestruturados (complexos de inclusão, micro- e nanoemulsões, lipossomas e&lt;br /&gt;micro- e nanopartículas) representam uma forma moderna e eficiente para garantir&lt;br /&gt;a melhor disponibilidade, maior solubilidade de fármacos sintéticos ou naturais&lt;br /&gt;pouco hidrossolúveis, meior eficácia e menor toxicidade, propriedades necessárias&lt;br /&gt;para a absorção de potenciais novos fármacos e cosméticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fundamentação da P&amp;D nesse campo de estudo reside na modificação das propriedades fisicoquímicas das moléculas individuais ou associadas, provocada pela micro- ou&lt;br /&gt;nanocompartimentalização em ambiente restrito e na possibilidade de incluir&lt;br /&gt;marcadores de superfície nas estruturas. Essas modificações podem inclusive&lt;br /&gt;alterar a velocidade de liberação dos fármacos, modificando as propriedades de&lt;br /&gt;biodistribruição e metabolismo dos compostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante ressaltar que parte dos resultados destes estudos permitiu o&lt;br /&gt;registro de patentes, bem como o desenvolvimento de projetos de Inovação&lt;br /&gt;Tecnológica em parceria com diversas empresas das áreas farmacêutica, de&lt;br /&gt;cosméticos, de novos materiais, e várias outras. Isso reflete o reconhecimento das&lt;br /&gt;competências de nossos laboratórios, cujas pesquisas estão viabilizando o uso&lt;br /&gt;sustentável da biodiversidade brasileira, detectando sérios problemas ambientais e&lt;br /&gt;auxiliando a resolver intrincados problemas de saúde humana. Além disso, os&lt;br /&gt;grupos de pesquisas da Unesp também estão alinhados com as políticas nacionais&lt;br /&gt;do Ministério da Saúde, de investigar e ampliar o uso das matérias-primas de&lt;br /&gt;nossa biodiversidade, tentando incluí-los na distribuição de medicamentos pelo&lt;br /&gt;SUS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;VI- MEIO AMBIENTE&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conhecimento da correlação entre desenvolvimento sócio-econômico e a&lt;br /&gt;preservação ambiental deve ser considerado uma meta em qualquer estudo&lt;br /&gt;avançado sobre o mar e os recursos costeiros. É cada vez mais preocupante as&lt;br /&gt;ameaças embutidas nas mudanças climáticas, perda da biodiversidade,&lt;br /&gt;qualidade ambiental e sustentabilidade dos recursos marinhos e terrestres.&lt;br /&gt;Dentro deste contexto, pretende-se nesta etapa do projeto montar um grupo&lt;br /&gt;de trabalho que avance em pesquisas básicas e aplicadas em relação á ciência e&lt;br /&gt;tecnologias marinhas, visando conhecer a interligação entre oceano e regiões&lt;br /&gt;costeiras e obter subsídios para minimizar os impactos negativos do homem&lt;br /&gt;sobre os ambientes marinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isto é proposto, a implantação de laboratórios de pesquisa, onde se&lt;br /&gt;possa desenvolver metodologias, veículos, estudos sistemáticos, instrumentos e&lt;br /&gt;coletas de dados do ambiente marinho, voltadas na busca por exploração com&lt;br /&gt;equilíbrio entre desenvolvimento e preservação ambiental.&lt;br /&gt;Dentro deste contexto, a criação de um instituto básico de pesquisa pode&lt;br /&gt;configurar-se em um sistema que será o interlocutor entre as diversas&lt;br /&gt;modalidades de pesquisa envolvendo meio-ambiente, cuja infra-estrutura&lt;br /&gt;permitirá avançar em temas importantes, tais como mudanças climáticas,&lt;br /&gt;impactos ambientais, compreender habitats marinhos, recursos pesqueiros,&lt;br /&gt;energia, influência na diversidade biológica, qualidade da água, e etc..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O elevado grau de poluição e a degradação dos habitats costeiros&lt;br /&gt;comprometem a qualidade da água, comprometendo a vida dos diferentes&lt;br /&gt;organismos, e produtividade da pesca. Esse quadro é preocupante na área onde&lt;br /&gt;deverá ser instalado este instituto de estudos, devido á proximidade com&lt;br /&gt;grandes centros urbanos. Deste modo, estudos visando mapear o grau de&lt;br /&gt;contaminação da água do mar e dos rios que o abastecem por poluentes&lt;br /&gt;inorgânicos e orgânicos também é de vital importância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste modo o presente projeto agrupa grupos consolidados com&lt;br /&gt;competência nas diversas áreas de meio ambiente na UNESP para investigar&lt;br /&gt;efeitos, analisar influências e prospectar soluções baseados na avaliação de&lt;br /&gt;diferentes parâmetros ambientais, que deverão ser integrados em um centro de&lt;br /&gt;estudos de qualidade ambiental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;VI.1- Avaliação de impactos ambientais&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regiões litorâneas, estuários e áreas oceânicas próximas ao continente estão&lt;br /&gt;sendo consideradas como regiões altamente poluídas em diversas partes do&lt;br /&gt;planeta e que merecerão cuidados especiais nos próximos anos. Os rios recebem&lt;br /&gt;alta carga de materiais proveniente de atividades humanas nos continentes. A&lt;br /&gt;maior parte é proveniente de esgotos residenciais e efluentes industriais, tratados&lt;br /&gt;ou não; materiais lixiviados da agricultura e proveniente da deposição atmosférica.&lt;br /&gt;O oceano é o destino final de todos os resíduos carreados pelos rios. Da mesma&lt;br /&gt;forma, a atmosfera sobre o continente recebe materiais de atividades antrópicas&lt;br /&gt;diversas, como as emitidas pelas cidades, industrias e atividades agrícolas. Parte&lt;br /&gt;deste material presente na atmosfera acaba convergindo para áreas oceânicas&lt;br /&gt;carregadas por correntes e massas de ar provenientes do continente. Ao aporte de&lt;br /&gt;materiais proveniente do continente, via rios e atmosfera somam-se emissões&lt;br /&gt;provenientes de atividades de antrópicas que ocorrem no oceano e em áreas&lt;br /&gt;costeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os custos econômicos e sociais resultante da poluição litoral incluem a&lt;br /&gt;redução da pesca comercial e efeitos diretos no turismo com conseqüente perda de&lt;br /&gt;rendas e postos de trabalho. A falta de pescado pode afetar comunidades locais&lt;br /&gt;tradicionais e seu modo de vida. O acumulo de materiais tóxicos no pescado e&lt;br /&gt;frutos do mar, pode também afetar a saúde humana, tanto dos residentes locais&lt;br /&gt;como dos turistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora existam pesquisas para conhecer e avaliar a sobrecarga de nutriente&lt;br /&gt;em regiões marinhas de paises desenvolvidos, especialmente na Europa e USA, em&lt;br /&gt;países em desenvolvimento (inclusive o Brasil) o problema permanece pouco&lt;br /&gt;conhecido. Preservar o ambiente marinho e o ecossistema costeiro só é possível&lt;br /&gt;com informações sobre a saúde atual do ambiente e conhecendo-se quais os&lt;br /&gt;principais efeitos que causam mudanças no ambiente. A crescente demanda por&lt;br /&gt;alimentos e petróleo e ocupação da área costeira pode agravar o problema&lt;br /&gt;chegando-se a uma condição de poluição onde a solução é impossível ou de custo&lt;br /&gt;muito elevado. Existe assim uma necessidade urgente de se criar estratégias&lt;br /&gt;política de ocupação e desenvolvimento das regiões costeiras que garanta&lt;br /&gt;desenvolvimento econômico, qualidade de vida e preservação do ecossistema&lt;br /&gt;costeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta linha de pesquisa, os principais objetivos/tópicos a serem&lt;br /&gt;desenvolvidos, dentro da capacidade instalada de recursos humanos, podem ser&lt;br /&gt;assim listados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Avaliar Impactos ambientais e riscos geológicos em áreas costeiras e&lt;br /&gt;marinhas;&lt;br /&gt;• Mapear sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo – cartas SAO;&lt;br /&gt;• Estabelecer planejamento de uso e ocupação do solo.&lt;br /&gt;De acordo com a tradição de trabalhos já realizados pelos pesquisadores, muito&lt;br /&gt;ainda há a contribuir com o desenvolvimento dos objetivos propostos, gerando e&lt;br /&gt;divulgando conhecimento e na formação de recursos humanos nos temas&lt;br /&gt;específicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;VI.2- Avaliação dos recursos hídricos subterrâneos na região costeira&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na região costeira do território brasileiro estão estabelecidos cerca de 20%&lt;br /&gt;da população brasileira. Atualmente uma grande parcela desta população e da&lt;br /&gt;atividade industrial existente é total ou parcialmente dependente das águas&lt;br /&gt;subterrâneas provenientes de sistemas aquíferos costeiros.&lt;br /&gt;Esses aquíferos constituem unidades extremamente frágeis e vulneráveis à&lt;br /&gt;atividade humana, devido à pequena profundidade do lençol freático e de sua&lt;br /&gt;proximidade com o mar. Em função da excessiva extração, ocorre a intrusão de&lt;br /&gt;águas salinas, contaminando o aquífero e tornando a água subterrânea imprópria&lt;br /&gt;para consumo e uso. Dessa forma, é de grande importância a identificação e o&lt;br /&gt;estudo de fatores relevantes à proteção e gestão sustentável dos aquíferos costeiros.&lt;br /&gt;Atualmente a UNESP conta com pesquisadores da área de geociências,&lt;br /&gt;capacitados na elaboração destes estudos específicos, que podem auxiliar os órgãos&lt;br /&gt;gestores de recursos hídricos, na elaboração de diretrizes que possibilitem a gestão&lt;br /&gt;sustentável do recurso hídrico subterrâneo de áreas costeiras. Neste sentido, é&lt;br /&gt;proposto o desenvolvimento de estudos relacionados a:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Mapeamento Hidrogeológico de Aquíferos Costeiros;&lt;br /&gt;• Definição do posicionamento e movimentação de cunhas salinas com a&lt;br /&gt;utilização de técnicas de investigação indireta (métodos geofísicos) e diretos;&lt;br /&gt;• Caracterização Hidroquímica de Aquíferos Costeiros;&lt;br /&gt;• Monitoramento da Qualidade das Águas Subterrâneas em Aquíferos&lt;br /&gt;Costeiros;&lt;br /&gt;• Desenvolvimento de sistemas especialistas, em base GIS, como módulo de&lt;br /&gt;apoio para gestão integrada de Recursos Hídricos, visando avaliar o uso atual e&lt;br /&gt;potencial das águas subterrâneas em áreas costeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;VI.3- Avaliação da contribuição atmosférica&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na presente proposta pretende-se instalar um núcleo de pesquisas no centro&lt;br /&gt;de estudos do mar, para levantar informações ambientais sobre a contribuição da&lt;br /&gt;atmosfera e de corpos de água no aporte de macronutrientes para a região&lt;br /&gt;litorânea criando um banco de dados sobre estes poluentes. Para isto será instalada&lt;br /&gt;uma rede de amostragens de água de chuva, gás e material particulado atmosférico&lt;br /&gt;em locais representativos ao longo do litoral do Estado de São Paulo. Os&lt;br /&gt;amostradores para gases serão do tipo passivos e os de material particulado serão&lt;br /&gt;do tipo ativos com possibilitarão a separação da partículas por tamanho; amostras&lt;br /&gt;de águas serão coletadas em rios, regiões de estuário e áreas oceânicas. Todos os&lt;br /&gt;amostradores utilizados na pesquisa foram desenvolvidos e adaptados no&lt;br /&gt;laboratório do IQ-UNESP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Utilizando os dados levantados será possível criar um modelo de origem,&lt;br /&gt;aporte e dispersão de espécies químicas com potencial para atuarem como&lt;br /&gt;macronutrientes em águas litorâneas e oceânicas. Será possível também mapear as&lt;br /&gt;áreas criticas onde a ação dos poluentes pode ser mais prejudicial ao ambiente.&lt;br /&gt;Esperamos com isto estar contribuindo para melhorar o entendimento sobre o&lt;br /&gt;efeito de atividades antrópicas que atuam na região conhecendo a contribuição do&lt;br /&gt;material proveniente do continente e o gerado no local e obter um mapeamento&lt;br /&gt;regional sobre as condições atuais da região com relação a o aporte de poluentes&lt;br /&gt;com propriedades nutrientes poderá possibilitar o zoneamento de atividades&lt;br /&gt;econômicas, restringindo atividades de produção em áreas criticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;VI.4. Avaliação da qualidade das águas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presente projeto tem por objetivo desenvolver e certificar métodos&lt;br /&gt;analíticos a serem aplicados no estudo de espécies químicas orgânicas e&lt;br /&gt;inorgânicas endógenas ou exógenas ao ambiente marinho. Dentro deste contexto é&lt;br /&gt;latente a demanda pela avaliação do grau de pureza e contaminação da água de&lt;br /&gt;mananciais na região costeira. Um método simples para isto é adição proposital de&lt;br /&gt;um marcador ao ambiente seguido do acompanhamento da sua dispersão ou&lt;br /&gt;acumulação em componentes do ecossistema em estudo. No uso de marcadores, as&lt;br /&gt;informações obtidas por esta segunda forma são relevantes por oferecer respostas&lt;br /&gt;ao efeito de uma situação ambiental já instalada em espécies pertencentes ao&lt;br /&gt;ecossistema em estudo que sejam resistentes ao fator estressante considerado. O&lt;br /&gt;uso de crustáceos como bio-indicadores de poluição podem ser uma excelente&lt;br /&gt;alternativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta parte do presente projeto visa implantar um grupo de Química&lt;br /&gt;Analítica que possa desenvolver e aplicar novas metodologias de análise, certificar&lt;br /&gt;métodos de análise de poluentes orgânicos e inorgânicos, desenvolver bioindicadores,&lt;br /&gt;investigar reatividade de substâncias poluentes e bio-remediação de&lt;br /&gt;poluentes orgânicos no meio ambiente, utilizando técnicas analíticas diversas,&lt;br /&gt;espetrométricas, cromatográficas, eletroquímicas e etc. O monitoramento de metais&lt;br /&gt;e compostos orgânicos em águas, solos e sedimentos marinhos será de suma&lt;br /&gt;importância para o desenvolvimento sustentável e será integrado aos estudos&lt;br /&gt;geológicos e oceanográficos em sua plenitude. Para isto, nesta etapa pretende-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Estudar as espécies orgânicas e inorgânicas potencialmente impactantes ao&lt;br /&gt;ecossistema marinho.&lt;br /&gt;– Mapear a migração das espécies nas diversas fases do sistema.&lt;br /&gt;– Analisar nas espécies vivas os analitos oriundos das atividades de&lt;br /&gt;desenvolvimento econômico da região.&lt;br /&gt;– Educar as comunidades ribeirinhas sobre o desenvolvimento sustentável.&lt;br /&gt;– Estudar sazonalmente as condições de qualidade do ambiente marinho.&lt;br /&gt;- Caracterizar a estabilidade cinética e termodinâmica entre subtâncias húmicas e&lt;br /&gt;espécies metálicas presentes em águas ricas em matéria orgânica, coletas por&lt;br /&gt;exemplo, nos municípios próximos ao litoral, visando interpretar mudanças&lt;br /&gt;ambientais ocorridas nestes ambientes e estabelecer correlações com águas do mar&lt;br /&gt;recebendo estes afluentes.&lt;br /&gt;- desenvolver novos métodos de monitoramento ambiental, através de coletas de&lt;br /&gt;animais, tais como peixes, bivalves ou crustáceos, em locais a serem delineados ao&lt;br /&gt;longo da costa na área de estudo estipulada pelo projeto, e análises de&lt;br /&gt;biomarcadores bioquímicos de contaminação que possam indicar a exposição a&lt;br /&gt;poluentes, tais como derivados de petróleo, metais e pesticidas.&lt;br /&gt;- Instalar um laboratório para desenvolvimento da metodologia de proteômica&lt;br /&gt;para identificação de proteínas em animais de controle e expostos a poluentes, de&lt;br /&gt;forma a se buscar biomarcadores mais específicos a determinados poluentes.&lt;br /&gt;- Investigar efeito de estresse oxidativo em animais costeiros em função de&lt;br /&gt;diferentes tipos de estresse ambiental, tais como variações de salinidade, maré,&lt;br /&gt;disponibilidade de oxigênio e alimento, estresse hídrico entre outros.&lt;br /&gt;- Quantificar sazonalmente as concentrações de íons cádmio, zinco e chumbo em&lt;br /&gt;amostras de água, sedimentos e nos tecidos do hepato-pâncreas, visando associar&lt;br /&gt;os resultados obtidos nesses últimos com as modificações morfológicas ocorridas.&lt;br /&gt;- Determinar acumulação de íons cádmio, zinco e chumbo nos tecidos do hepatopâncreas&lt;br /&gt;dos animais e compará-los com os níveis presentes na água e nos&lt;br /&gt;sedimentos.&lt;br /&gt;- Determinar potencialidade dos caranguejos como bio-indicadores de poluição&lt;br /&gt;por metais pesados.&lt;br /&gt;-Implantar um grupo de pesquisa que utilize os recursos oriundos do ambiente&lt;br /&gt;marinho para fornecer novas técnicas de geração de cloro, dessalinização usando&lt;br /&gt;catalisadores nanoparticulados de óxidos metálicos aplicados em processos de&lt;br /&gt;dessalinização e desenvolvimento de sensores de baixo custo e robustos para&lt;br /&gt;dosagem de inorgânicos em água do mar.&lt;br /&gt;- Construir e aplicar novos sensores eletroquímicos baseados em nanopartículas de&lt;br /&gt;óxido de ferro, óxido de manganês e óxido de titânio na análise de alguns íons&lt;br /&gt;inorgânicos de alta relevância na água do mar (fosfatos, carbonatos, silicatos,&lt;br /&gt;nitratos, arsenatos, cloretos, brometos, cloratos e etc.) usando medidas de&lt;br /&gt;capacitância e amperometria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;VI.5. Avaliação de radionuclídeos naturais em estudos marinhos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O advento da tecnologia nuclear trouxe benefícios, porém tem suscitado&lt;br /&gt;atenção cada vez mais crescente nas iniciativas de proteção radiológica, pois,&lt;br /&gt;aumentou a possibilidade de ocorrência dos danos relacionados com a&lt;br /&gt;susceptibilidade à radiação como doença, morte ou mutação genética. Os locais de&lt;br /&gt;disposição dos rejeitos radioativos devem ser escolhidos de maneira a propiciar&lt;br /&gt;segurança durante períodos de cerca de 10.000 anos, sendo desejável que ocorra a&lt;br /&gt;recuperação dos resíduos nos primeiros 50 anos após a sua estocagem. Neste&lt;br /&gt;sentido, pretende-se implantar um laboratório radiométrico no “Instituto de&lt;br /&gt;Estudos Avançados do Mar” em São Vicente (SP), o qual se prestará&lt;br /&gt;primariamente à realização de monitoramentos visando avaliar possíveis impactos&lt;br /&gt;ambientais ocasionados pelas atividades de geração de energia baseada no ciclo do&lt;br /&gt;urânio, que vem sendo conduzidas nas regiões costeiras brasileiras.&lt;br /&gt;Adicionalmente, tal laboratório também poderá apoiar a realização de&lt;br /&gt;inúmeras outras pesquisas a partir do emprego de radionuclídeos naturais em&lt;br /&gt;ambientes marinhos, por exemplo, exposição à radiação em praias com areias&lt;br /&gt;monazíticas, taxas de sedimentação em estuários e rochas do pré-sal, mudanças&lt;br /&gt;climáticas, datação de sambaquis, descargas submarinas de águas subterrâneas,&lt;br /&gt;etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;VI.6- Ecotoxicidade marinha&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma linha em Ecotoxicologia e Poluição (Núcleo de Estudos sobre Poluição&lt;br /&gt;e Ecotoxicologia Aquática), a qual envolve estudo dos efeitos de poluentes sobre&lt;br /&gt;organismos e ecossistemas costeiros e oceânicos, cuja interface maior se dá junto a&lt;br /&gt;Engenharia Sanitária, Oceanografia e Ecologia Aplicada, com ênfase em Controle&lt;br /&gt;da Poluição, principalmente no que se refere a questões como efluentes industriais,&lt;br /&gt;qualidade de águas e sedimentos, dragagens, efluentes domésticos, resíduos da&lt;br /&gt;atividade petrolífera, drenagem urbana, deposição de contaminantes atmosféricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Uma linha em Gestão e Conservação (Laboratório de Gestão e Conservação&lt;br /&gt;Costeira), de cunho fortemente transdisciplinar, a qual inclui a gestão e o&lt;br /&gt;planejamento de áreas protegidas;&lt;br /&gt;- a análise e formulação de políticas públicas;&lt;br /&gt;- a formação de redes sóciotécnicas e suas inovações;&lt;br /&gt;- a governança costeira; a gestão de conflitos na zona costeira, entre outros temas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua interface se dá junto de Ecologia Humana, Sociologia, Economia Ecológica,&lt;br /&gt;Ciências Ambientais. A atuação do docente ocorre principalmente nos&lt;br /&gt;seguintes temas: zona costeira, gerenciamento costeiro, ecotoxicologia, conservação&lt;br /&gt;e poluição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro deste sistema, pretende-se ainda criar um laboratório de análise de&lt;br /&gt;microbiologia marinha. Águas que recebem esgotos domésticos sem tratamento&lt;br /&gt;carregam consigo uma variedade de microrganismos causadores de doenças.&lt;br /&gt;Na área de ecotoxicidade marinha, a principal característica dos&lt;br /&gt;ecossistemas aquáticos é a complexa interação ente os fatores físicos, químicos e&lt;br /&gt;biológicos. Por essa razão se faz necessário não apenas conhecer as relações entre&lt;br /&gt;os componentes do sistema, mas compreender as respostas a agressões advindas&lt;br /&gt;tanto de processos naturais (deposição atmosférica ou clima), como de ações&lt;br /&gt;antropogênicas. A Ecotoxicologia é um campo da ciência que estuda o efeito de&lt;br /&gt;poluentes sobre diferentes ecossistemas. Nesse contexto, o monitoramento&lt;br /&gt;contínuo do ambiente marinho é uma ferramenta importante para sua manutenção&lt;br /&gt;e equilíbrio. Monitorar o impacto ecotoxicológico envolve uma série de parâmetros&lt;br /&gt;biológicos que vai desde a integridade genética da espécie, até alterações&lt;br /&gt;comportamentais que podem resultar na extinção de populações e espécies.&lt;br /&gt;Dentro deste contexto, pretende-se implantar uma linha de Pesquisa em&lt;br /&gt;Ecotoxicologia Marinha, onde propõe-se abordar os efeitos diretos das&lt;br /&gt;interferências do homem sobre o ambiente marinho, utilizando metodologias de&lt;br /&gt;avaliação do comportamento, fisiologia e danos genéticos em organismos&lt;br /&gt;aquáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo este projeto pretende desenvolver ferramentas para avaliação&lt;br /&gt;de toxicidade ambiental considerando:&lt;br /&gt;1) genotoxicidade, pelo ensaio do cometa em células sanguíneas do Mugil curema,&lt;br /&gt;2) mutagenicidade, pelo método de micronúcleo em células sanguíneas Mugil&lt;br /&gt;curema; 3) hepatotoxicidade e nefro toxicidade em cortes histológicos corados pela&lt;br /&gt;Hematoxilina e Eosina;&lt;br /&gt;4) expressão protéica de biomarcadores de apoptose (p53 fosforilado, caspases,&lt;br /&gt;Bcl2, bak), pelo método de imunohistoquímica,&lt;br /&gt;5) alterações em morfometria e parâmetros da dinâmica populacional de Mugil&lt;br /&gt;curema. Os peixes serão coletados em áreas impactadas e não impactadas da&lt;br /&gt;região estuarina de Santos em duas campanhas de coleta com auxílio de redes&lt;br /&gt;adequadas. O projeto será submetido ao comitê de Comissão de Ética na&lt;br /&gt;Experimentação Animal e ao IBAMA.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/feeds/6731543544855929841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2011/05/projeto-do-instituto-avancados-do-mar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/6731543544855929841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/6731543544855929841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2011/05/projeto-do-instituto-avancados-do-mar.html' title='Projeto do &quot;Instituto Avançados do Mar&quot; que será construído em São Vicente, SP (Resumido). Fonte: Unesp.br'/><author><name>Victor Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05712287979027148808</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjERwEbNkby5fs7SXoSAI8MfNyodq00qLGkssRzlRbal9CF1qlmOf5g9dMiRDOO7ZnHVmUVV8hHt5B_Wm8GOzd8bPyGZ40CdAee-H0GYBiQXKzPYNJjzHSbZ2vO-_RMdJt5b_wor0P5a2Y/s72-c/images.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3076957049257064380.post-3052069972829466563</id><published>2011-05-24T19:48:00.000-07:00</published><updated>2011-05-24T19:57:27.742-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Química/Engª Química"/><title type='text'>Bactéria retém metais pesados de ambientes contaminados</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpZCmFxsC6c3cwWSv9dwngl-9SE8B1xUkdiTVZsVbq4TtCloLcLCuGdg1ZHeGidizFePrGiXud_5HOZ1lDrco-JfosRP2EYhvbyP0Znld-8e3EAHxbDkMOZXYIpYchNU1G8ivxnldmHkQ/s1600/genetic_testing.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 262px; height: 320px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpZCmFxsC6c3cwWSv9dwngl-9SE8B1xUkdiTVZsVbq4TtCloLcLCuGdg1ZHeGidizFePrGiXud_5HOZ1lDrco-JfosRP2EYhvbyP0Znld-8e3EAHxbDkMOZXYIpYchNU1G8ivxnldmHkQ/s320/genetic_testing.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5610482458275126386&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Júlio Bernardes / Agência USP &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma bactéria naturalmente resistente a metais pesados foi utilizada em pesquisa do engenheiro químico Ronaldo Biondo, no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, para criar uma linhagem de microoganismos modificada geneticamente, capaz de reter partículas metálicas e fazer a biorremediação de ambientes. A nova bactéria será utilizada no tratamento de efluentes contaminados por metais tóxicos, com possibilidade de ser adotada também para recuperar resíduos de minério perdidos durante as atividades de mineração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto de partida da pesquisa é a bactéria Cupriavidus metallidurans CH34, considerada a mais resistente a metais pesados encontrada na natureza. “Esse microrganismo coloniza ambientes contendo metais pesados, os quais são tóxicos e prejudiciais à saúde humana”, afirma Biondo, doutor em Biotecnologia. “Entretanto, naturalmente ela não é utilizada para biorremediação, pois não tem a capacidade de fazer a contenção do metal, que permanece disperso no ambiente.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que a bactéria fosse capaz de reter os íons metálicos, realizou-se um trabalho de engenharia genética que levou quatro anos para ser concluído. “Uma construção genética foi introduzida na bactéria codificando um sistema que teve o objetivo de expressar e ancorar na superfície da bactéria uma proteína com alta capacidade de adsorver metais pesados”, conta o pesquisador. “Ao mesmo tempo, foi desenvolvido em colaboração com outra pesquisadora do laboratório, um novo promotor para que a proteína pudesse se expressar continuamente na bactéria.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O microrganismo modificado foi testado em laboratório com amostras contendo oito tipos de metais pesados. Os melhores resultados foram obtidos com chumbo, zinco, cobre, cádmio, níquel, manganês e cobalto, o que abre a possibilidade de testes com outros metais. “Os testes revelaram que a bactéria é candidata a ser usada para tratamento de efluentes”, ressalta Biondo. “Apesar da presença dos metais em sua membrana externa, o crescimento da bactéria não é afetado e ela permanece viável.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Biorreator &lt;br /&gt;O pesquisador, que é formado em engenharia química, irá desenvolver um biorreator para a utilização do microrganismo em sua pesquisa de pós-doutoramento. “O biorreator vai permitir testes com efluentes reais, fornecidos pela empresa Vale”, explica. “Antes da construção do biorreator, porém, será necessário fazer a estabilização da informação genética contida na bactéria modificada.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A utilização da bactéria também é prevista para recuperar metais perdidos durante a extração de minérios, num processo conhecido como lixiviação. “Os microrganismos concentrariam as partículas de metais que ficaram dispersas nos resíduos do processo de mineração”, aponta o pesquisador. “A técnica teria um custo menor quando comparada aos métodos adotados atualmente pelas empresas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenvolvimento das modificações na bactéria é descrito na tese de doutorado de Biondo, defendida no último mês de abril e orientada pelas professoras Ana Clara Guerrini Schenberg e Elisabete José Vidente, do ICB. A pesquisa é um dos projetos que integra o convênio firmado entre o Centro de Pesquisas em Biotecnologia da USP e a Vale, com o objetivo de criar novas metodologias para tratamento de efluentes que contenham metais pesados. Com base no trabalho, foram feitos dois pedidos de patentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo é um dos semifinalistas do Prêmio Santander de Ciência e Inovação, cujos vencedores serão anunciados no próximo dia 18, em São Paulo. Também concorre ao prêmio da Agência Nacional de Águas, na categoria Academia, estando entre os três finalistas. O vencedor do prêmio será anunciado em Brasília (DF), no dia 4 de dezembro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte: &lt;a href=&quot;http://www4.usp.br/index.php/ciencias/15752-bacteria-retem-metais-pesados-de-ambientes-contaminados&quot;&gt;www.usp.br&lt;/a&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/feeds/3052069972829466563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2011/05/bacteria-retem-metais-pesados-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/3052069972829466563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/3052069972829466563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2011/05/bacteria-retem-metais-pesados-de.html' title='Bactéria retém metais pesados de ambientes contaminados'/><author><name>Victor Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05712287979027148808</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpZCmFxsC6c3cwWSv9dwngl-9SE8B1xUkdiTVZsVbq4TtCloLcLCuGdg1ZHeGidizFePrGiXud_5HOZ1lDrco-JfosRP2EYhvbyP0Znld-8e3EAHxbDkMOZXYIpYchNU1G8ivxnldmHkQ/s72-c/genetic_testing.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3076957049257064380.post-5873719773831272009</id><published>2011-05-19T19:51:00.000-07:00</published><updated>2011-05-19T20:04:17.013-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Química/Engª Química"/><title type='text'>Biossorventes</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiyIRl5evf_Dj85xCUzbrkonJ_gxrZmuBU1EhDLd_LJbgLELMGuqzkHPCXWHaqHRBW0RcAnjCh7s6TOeI4aPcHVbAKtwVB5soRT0niweJA_UP0xEK1Ih9f93bZIERr8_5cqWfrNUI6z34M/s1600/waste-management_web-713048.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 221px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiyIRl5evf_Dj85xCUzbrkonJ_gxrZmuBU1EhDLd_LJbgLELMGuqzkHPCXWHaqHRBW0RcAnjCh7s6TOeI4aPcHVbAKtwVB5soRT0niweJA_UP0xEK1Ih9f93bZIERr8_5cqWfrNUI6z34M/s320/waste-management_web-713048.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5608628730405357234&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Atualmente estou a pesquisar sobre este campo fantástico da química/engenharia.&lt;br /&gt;Esses materiais de origem natural, com sua superfície parcialmente carregada negativamente,devido aos grupos hidroxila, carbonila, amínicos e outros, têm a capacidade de remover íons metálicos em baixas concentrações, além de remover corrantes catiônicos.&lt;br /&gt;Pode-se usar resíduos orgânicos dando-lhes um &quot;final&quot; mais nobre.&lt;br /&gt;Se queres saber mais sobre o assunto indico esse site do professor Volesky&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://biosorption.mcgill.ca/&quot;&gt;http://biosorption.mcgill.ca/&lt;/a&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/feeds/5873719773831272009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2011/05/biossorventes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/5873719773831272009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/5873719773831272009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2011/05/biossorventes.html' title='Biossorventes'/><author><name>Victor Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05712287979027148808</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiyIRl5evf_Dj85xCUzbrkonJ_gxrZmuBU1EhDLd_LJbgLELMGuqzkHPCXWHaqHRBW0RcAnjCh7s6TOeI4aPcHVbAKtwVB5soRT0niweJA_UP0xEK1Ih9f93bZIERr8_5cqWfrNUI6z34M/s72-c/waste-management_web-713048.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3076957049257064380.post-8783432130469841360</id><published>2010-09-30T11:40:00.001-07:00</published><updated>2010-09-30T11:47:04.560-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Química/Engª Química"/><title type='text'>Pesquisadores do IQUSP desenvolvem tecnologia de luminescência que pode, entre outros usos, dificultar falsificações</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhT48OiATqnYhNtgajdatLrLeFjY-7MsQZmvQHuqvoHzxbZwilX4h_gqXzpCbF3HVfvhdPCVzDIPHrFZEKI0umTTh1tH6EJ3aqWuiGFlgQTrP2vFxu3QKITg6cotJ-1kEy8DeEv4xf4ZL4/s1600/010110081112-luminescentes-usp.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 170px; height: 130px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhT48OiATqnYhNtgajdatLrLeFjY-7MsQZmvQHuqvoHzxbZwilX4h_gqXzpCbF3HVfvhdPCVzDIPHrFZEKI0umTTh1tH6EJ3aqWuiGFlgQTrP2vFxu3QKITg6cotJ-1kEy8DeEv4xf4ZL4/s320/010110081112-luminescentes-usp.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5522779848736378306&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Instituto de Química (IQ) da USP desenvolve uma pesquisa na área de foto e eletroluminescência em terras raras que pode, entre outros usos, criar marcadores óticos com diversas possibilidades de utilização.  Entre elas, a criação de  dispositivos anti-falsificação (de documentos, cédulas, remédios ou até equipamentos eletrônicos).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;Terras raras&quot; é um grupo de 17 elementos químicos com características semelhantes. Alguns desses elementos, quando combinados com determinados compostos, podem se tornar fotoluminescentes - ou seja, adquirem a capacidade de &quot;absorver&quot; energia quando expostos à luz e emiti-la depois, quando não há mais exposição ou quando são expostos a raios UV com um comprimento de onda especifico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das terras raras, três são mais importantes para essa área: o térbio, que emite luz verde, o európio, da luz vermelha, e túlio, da luz azul. Os elementos já são bastante usados pela indústria principalmente por causa da pureza de suas cores, explica o professor Hermi Felinto de Brito, coordenador da pesquisa. As cores dos monitores de computador, por exemplos, são geradas assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No IQ, uma pequena quantidade das terras raras luminescentes é misturada a polímeros plásticos, em um processo chamado de &quot;dopagem&quot;. Assim, o polímero adquire a característica de luminescência, mas sem perder suas propriedades originais, podendo ser usado normalmente. O principal uso desse plástico luminescente, segundo Brito, é como marcador ótico. Ele pode ser posto em uma cédula de dinheiro, por exemplo, e, com um equipamento adequado, como uma lâmpada UV, seria possível verificar a legitimidade da nota. Isso porque o polímero luminescente pode ser preparado de um jeito em que se escolhe precisamente qual cor ele deve emitir e sob que condições. &quot;Produzir um material como esse é muito difícil. No Brasil não é fabricado comercialmente, e importar é muito caro. Isso torna complicado falsificar algo que use a tecnologia&quot;, relata Brito. O euro, moeda da União Europeia, usa um sistema parecido e, de acordo com Brito, há interesse do Banco Central em implantar os marcadores também no nosso real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há também outras possibilidades de uso dos luminescentes. Com a fabricação de uma tinta, é possível fazer com que placas de trânsito nas estradas brilhem durante a noite ou, no caso de construções, que sinalizações de emergência emitam luz durante uma queda da energia elétrica, por exemplo. Isso já é feito na Finlândia, em fase de testes, segundo o professor. Uma das maiores vantagens da luminescência oriunda das terras raras é justamente a chamada persistência luminosa - elas conseguem emitir luz por várias horas após o período de exposição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através de parcerias do IQ com outras unidades da USP como a Faculdade de Medicina (FMUSP) e o Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) e mesmo com outras universidades e instituições (por redes de pesquisa como a Inami - Nanotecnologia para Marcadores Integrados) estão sendo desenvolvidos outras aplicações para a tecnologia. Em breve, deverá ser utilizada em exames médicos que podem diagnosticar leishmaniose, câncer de próstata e alteração no nível de colesterol LDL oxidado, um dos maiores causadores de problemas cardíacos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma aplicação da luminescência de terras raras, mais longe de ser desenvolvida no Brasil, é em visores Oled (Organic Light-Emitting Diode), que deverão substituir os atuais LCD (Liquid Crystal Display), nas televisões e monitores. Nesse caso, ao invés de fotoluminescência, a emissão de luz se dá pelo processo de eletroluminescência - ou seja, ao invés da energia luminosa, os compostos absorvem energia elétrica para luminescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Teoria e prática&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para o professor Hermi Brito, o maior desafio da pesquisa é passar do estudo acadêmico para a aplicação prática, etapa a qual o laboratório está se dedicando agora. &quot;Um professor de uma universidade, que trabalha na área acadêmica, só pensa em ciência, estrutura eletrônica, como sintetizar, fazer novos compostos… essa parte, que seria a mais difícil, pra gente é a mais fácil. Agora, a parte de aplicação depende de outras áreas, o que é muito bom, mas dá muito trabalho&quot;, cita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz ainda que esse é um problema comum no Brasil. &quot;Nós não temos a cultura da parte da aplicação, fica cada um em seu laboratório. Mas estamos indo bem, de 10 anos pra cá melhorou muito. Precisa é que se crie uma cultura, que os órgãos de fomento digam &#39;olha, tem que ter aplicação tecnológica, uma resposta social&#39;&quot;, afirma o professor do IQ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte:&lt;blockquote&gt;http://www4.usp.br/index.php/tecnologia/19910-pesquisadores-do-iq-desenvolvem-tecnologia-de-luminescencia-que-pode-entre-outros-usos-dificultar-falsificacoes- &lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Site Prof°Dr° Felinto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;http://www.iq.usp.br/wwwdocentes/hefbrito/HOMEx.html&lt;/blockquote&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/feeds/8783432130469841360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2010/09/pesquisadores-do-iqusp-desenvolvem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/8783432130469841360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/8783432130469841360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2010/09/pesquisadores-do-iqusp-desenvolvem.html' title='Pesquisadores do IQUSP desenvolvem tecnologia de luminescência que pode, entre outros usos, dificultar falsificações'/><author><name>Victor Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05712287979027148808</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhT48OiATqnYhNtgajdatLrLeFjY-7MsQZmvQHuqvoHzxbZwilX4h_gqXzpCbF3HVfvhdPCVzDIPHrFZEKI0umTTh1tH6EJ3aqWuiGFlgQTrP2vFxu3QKITg6cotJ-1kEy8DeEv4xf4ZL4/s72-c/010110081112-luminescentes-usp.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3076957049257064380.post-7829085293385491960</id><published>2010-06-29T16:38:00.000-07:00</published><updated>2010-06-29T16:57:14.384-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Divulgação"/><title type='text'>Unesp recebe R$ 25 milhões para implantação do Núcleo de Estudos Avançados do Mar</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhmZfpVzyf_vRORuiNT7Lv22uzPRe5vnkwaVivRL0azWvwXSgHClCbQ6yxFZ5_F9h1jFkwnqYewcYYwHQUVBY3Gfs2UzabZ9N2ZjpfkkKuZu_FTrc_fqSLvdGoq7wOO7D-tTLkmns3Mndc/s1600/1336.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhmZfpVzyf_vRORuiNT7Lv22uzPRe5vnkwaVivRL0azWvwXSgHClCbQ6yxFZ5_F9h1jFkwnqYewcYYwHQUVBY3Gfs2UzabZ9N2ZjpfkkKuZu_FTrc_fqSLvdGoq7wOO7D-tTLkmns3Mndc/s320/1336.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5488348936681836274&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Unesp e Ministério da Ciência e Tecnologia assinam parceria para implantar infraestrutura de pesquisa no litoral paulista&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Universidade Estadual Paulista (Unesp) e o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) firmaram termo de compromisso para implantação da infraestrutura do Núcleo de Estudos Avançados do Mar, em São Vicente. A parceria prevê o aporte de R$ 25 milhões pelo MCT destinados exclusivamente para a aquisição de equipamentos para pesquisas. A camada pré-sal será um dos focos do núcleo, que terá outras cinco linhas de pesquisa principais: geologia, aquicultura, meio ambiente, recursos naturais e pesca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo foi assinado na quinta-feira, 24, na sede da Prefeitura de São Vicente, com a presença do ministro interino Luiz Antonio Rodrigues Elias, do prefeito Tércio Garcia, do reitor Herman Jacobus Cornelis Voorwald e da pró-reitora de pesquisa Maria José Giannini, além de outras autoridades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;A inauguração é uma medida extremamente significativa que eleva a capacidade do número de doutores, mestres e formandos dessa área&quot;, disse o ministro interino. Para o prefeito de São Vicente, a vinda de um centro de estudos voltado para o pré-sal coloca a cidade em destaque no Brasil e aponta para o futuro daquilo que o país precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estudos do mar integram as metas do MCT para o desenvolvimento de áreas estratégicas relacionadas à exploração de hidrocarbonetos (petróleo, gás e carvão mineral, por exemplo). As recentes descobertas desses recursos em áreas do pré-sal (camada formada antes da faixa de sal depositada no fundo do mar), no litoral paulista, motivaram a universidade a propor um centro científico naquela região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após entendimento entre o reitor e o ministro Sérgio Rezende, em julho de 2009, a Pró-Reitoria de Pesquisa (Prope) elaborou o projeto. Em março, a prefeitura de São Vicente doou um terreno de aproximadamente cinco mil metros quadrados à universidade para a instalação do centro. O complexo envolverá 117 especialistas de todos os câmpus da Unesp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;Jovens pesquisadores terão a oportunidade de se qualificar para atuar nos mais diversos segmentos que devem surgir a partir da exploração do pré-sal&quot;, destacou o reitor. Para Maria José, a instituição já tem um corpo científico forte nos temas que serão estudados no núcleo, mas esses pesquisadores atuam de forma dispersa. &quot;O agrupamento dessas lideranças deve dar à Unesp e ao estado de São Paulo um protagonismo no setor&quot;, destacou a pró-reitora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Aparato tecnológico&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dos maquinários mais custosos que serão adquiridos para o núcleo com os recursos do MCT são os diferentes tipos de espectrômetros de massa. O instrumento pode, entre outras aplicações, analisar a densidade do petróleo bruto e detectar com precisão poluentes na água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estudos em genômica se beneficiarão da aquisição de uma plataforma de análise genética, uma espécie de computador de alta capacidade que processa automaticamente informações contidas nos genes. Microscópios de força atômica, que conseguem distinguir átomos de diferentes elementos químicos, também serão de grande ajuda em pesquisas que envolvam nanotecnologia e microscopia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria José prevê que o aparato tecnológico do núcleo atrairá estudiosos de alto nível entre alunos de graduação e pós, reunindo no mesmo lugar recursos humanos qualificados em várias áreas. O local oferecerá ainda suporte básico para a transferência de novas tecnologias à sociedade, além de ser um interlocutor entre a academia e empresas e órgãos estatais, como a Petrobrás, a Marinha Brasileira e o Ministério da Pesca e Aquicultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;UNESPetro&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra iniciativa da universidade para desenvolver pesquisas avançadas em geologia e meio ambiente é o UNESPetro (Centro de Pesquisas e Ensino em Geologia e Ciências Ambientais Aplicados ao Petróleo). A estrutura, criada em parceria com a Petrobrás, deve começar a funcionar em agosto no câmpus de Rio Claro. O órgão promoverá estudos relacionados às descobertas de reservas de hidrocarbonetos na bacia de Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o diretor de Exploração e Produção da empresa, Guilherme Estrella, a Unesp possui em seus quadros &#39;expertise&#39; em sistemas sedimentares. &quot;Em associação a esse conhecimento, pretendemos que o Brasil seja uma referência científica no ramo.&quot; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Unesp</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/feeds/7829085293385491960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2010/06/unesp-recebe-r-25-milhoes-para.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/7829085293385491960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/7829085293385491960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2010/06/unesp-recebe-r-25-milhoes-para.html' title='Unesp recebe R$ 25 milhões para implantação do Núcleo de Estudos Avançados do Mar'/><author><name>Victor Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05712287979027148808</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhmZfpVzyf_vRORuiNT7Lv22uzPRe5vnkwaVivRL0azWvwXSgHClCbQ6yxFZ5_F9h1jFkwnqYewcYYwHQUVBY3Gfs2UzabZ9N2ZjpfkkKuZu_FTrc_fqSLvdGoq7wOO7D-tTLkmns3Mndc/s72-c/1336.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3076957049257064380.post-4522638268638617749</id><published>2010-06-24T13:16:00.000-07:00</published><updated>2010-06-24T13:28:29.173-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Divulgação"/><title type='text'>Divulgação-ASSINATURA DO CONVÊNIO DO INSTITUTO PRÉ-SAL ACONTECE NESTA QUINTA-FEIRA (24/06)</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEir3un4A2XfMKRtJeso2JssyW1_1mfFXpgdi-w1absypc0eeBGKi4zJypBwTXmepXmU1q7Qxtn91icmjpmRYVla13davAzEZurR2iavBN-UzvFKO2sFZYqefvPqZpoMqRVEMUZk7H6mSiA/s1600/untitled.bmp&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 229px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEir3un4A2XfMKRtJeso2JssyW1_1mfFXpgdi-w1absypc0eeBGKi4zJypBwTXmepXmU1q7Qxtn91icmjpmRYVla13davAzEZurR2iavBN-UzvFKO2sFZYqefvPqZpoMqRVEMUZk7H6mSiA/s320/untitled.bmp&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5486439698456129282&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Scientia Vinces &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está confirmado,a Baixada Santista ganhará um instituto de &quot;peso&quot; na área das ciências do mar, ambientais, geológicas e quem sabe química natural.Virão 120 pesquisadores da Universidade Estadual Paulista(Unesp),todos consagrados em suas áreas do saber, onde pesquisarão neste novo espaço, previsto para 2012.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns Unesp!!!!!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Compromisso será firmado entre o Ministério da Ciência e Tecnologia e a UNESP, às 15 horas, no Salão Nobre da Prefeitura &lt;/em&gt; &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Para a liberação de recursos e a abertura do processo licitatório para o início das obras do Núcleo de Estudos Avançados do Mar: um olhar para o pré-sal, a assinatura do termo de compromisso entre o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e a Universidade do Estado de São Paulo – Unesp, acontece nesta quinta-feira (24/06), às 15 horas, no Salão Nobre da Prefeitura de São Vicente (Rua Frei Gaspar, 384, Centro). A solenidade contará com a presença do ministro interino Luiz Antonio Rodrigues Elias e do reitor da Unesp, Herman Jacobus Cornelis Voorwald; além do deputado federal Márcio França (PSB) e do senador Aloísio Mercadante, ambos idealizadores do projeto. &lt;br /&gt;A instituição será um pólo acadêmico de estudos ligados à exploração de petróleo na camada do pré-sal, gás, logística portuária e de impactos socioeconômicos na Região. A iniciativa apresenta uma oportunidade na formação de gerações capacitadas e é importante para aquecer a economia de São Vicente. O intuito é transformar a Cidade em referência quando se trata de pesquisas em pré-sal.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:www.saovicente.sp.gov.br</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/feeds/4522638268638617749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2010/06/divulgacao-assinatura-do-convenio-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/4522638268638617749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/4522638268638617749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2010/06/divulgacao-assinatura-do-convenio-do.html' title='Divulgação-ASSINATURA DO CONVÊNIO DO INSTITUTO PRÉ-SAL ACONTECE NESTA QUINTA-FEIRA (24/06)'/><author><name>Victor Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05712287979027148808</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEir3un4A2XfMKRtJeso2JssyW1_1mfFXpgdi-w1absypc0eeBGKi4zJypBwTXmepXmU1q7Qxtn91icmjpmRYVla13davAzEZurR2iavBN-UzvFKO2sFZYqefvPqZpoMqRVEMUZk7H6mSiA/s72-c/untitled.bmp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3076957049257064380.post-8925280267284406627</id><published>2010-05-20T21:00:00.000-07:00</published><updated>2010-05-20T21:07:16.614-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Física"/><title type='text'>Grupo de Física Aplicada com Aceleradores usa física nuclear em benefício de áreas como medicina e arqueologia-USP</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjY-ZF3BKJ5FMnvElmB7JnJg7Sr4OPntw9lnT3cwdjTPxMCUUl1-YNjn6gFYoaWsV-St3iBlpL11meo4NIkAS9cqlD1g3xnnKKSJI3Ju3HSBhdCxsZ06wstHYPfVmF_33fwwiad0k0VUDQ/s1600/fisica1705d.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 302px; height: 182px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjY-ZF3BKJ5FMnvElmB7JnJg7Sr4OPntw9lnT3cwdjTPxMCUUl1-YNjn6gFYoaWsV-St3iBlpL11meo4NIkAS9cqlD1g3xnnKKSJI3Ju3HSBhdCxsZ06wstHYPfVmF_33fwwiad0k0VUDQ/s320/fisica1705d.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5473569770918082466&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Camila Camilo / USP Online&lt;br /&gt;camila.camilo@usp.br &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quando quem não é da área pensa em física, o que vem logo à memória são as aulas do colégio, com fórmulas e gráficos. Mas a disciplina é bem mais do que isso e mostra, através do trabalho desenvolvido pelo Grupo de Física Aplicada com Aceleradores do Instituto de Física (IF) da USP, seu potencial interdisciplinar em benefício da ciência. O trabalho do grupo consiste em usar métodos da física nuclear para testar objetos de outras ciências, identificando os elementos que os compõem e testando sua eficácia. Com trabalhos como esse, universos como obras de arte, odontologia, arqueologia, medicina, entre outros, mostram que têm mais a ver com a física do que se imagina.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em virtude de uma demanda de pesquisadores de outras áreas que buscavam o IF para testar aquilo que produziam, na década de 1990, o instituto adquiriu um acelerador de partículas dedicado à análise de materiais. O grupo surgiu depois, em 2000, quando os professores Manfredo Harri Tabacniks, Márcia de Almeida Rizzutto e Nemitala Added, interessados em trabalhar com física nuclear em projetos de física aplicada, uniram forças para formar um espaço de colaboração entre pesquisadores. Atualmente, alunos de graduação e pós-graduação também participam do projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor Manfredo explica como funciona o teste com aceleradores. Ele diz que o acelerador é como um taco de sinuca fornecendo energia para que um átomo entre em colisão com outro. Com o choque, cada elemento libera uma radiação exclusiva, uma espécie de &quot;RG&quot; do átomo, identificada pelos detectores que conseguem mostrar qual elemento está presente na amostra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atividades&lt;br /&gt;No caso da arqueometria, uma das atividades do grupo, é possível, conjuntamente com outras áreas, identificar a legitimidade de obras de arte, descobrir qual sua origem e em que nível tecnológico estava a civilização que a produziu. Fernando Rodrigues, aluno de graduação e membro do grupo, exemplifica que, se antes para pintar o branco era utilizada uma tinta à base de chumbo, mais recentemente usa-se o titânio. Expondo a obra ao acelerador, é possível identificar o elemento presente na tinta. Assim, com o auxílio de outras informações, pode-se saber se o quadro é antigo ou recente, o que ajuda a verificar a autenticidade da obra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professora Márcia Rizzutto conta que o Museu do Louvre, na França, que usa a mesma tecnologia do IF, conseguiu descobrir a origem da estátua da deusa Ishtar, graças à identificação dos elementos-traço existentes no rubi da estátua. Elementos-traço são aqueles presentes em quantidades pequenas, e que, no caso do rubi, permitem identificar com precisão a mina de onde foi retirado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante lembrar que as obras não são destruídas. Pelo contrário: não é preciso retirar amostras das peças. “Não precisamos fazer furinhos para pegar o material”, explica a professora Marcia. E, como a energia é controlada para que, diante da infinidade de átomos presente em um objeto, apenas alguns sejam excitados, as obras permanecem intactas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo também trabalha em conjunto com as ciências biológicas. O professor Nemitala cita a tese de doutorado de Jim Aburaya. Ela mostra que através da modificação de superfícies de titânio é possível construir próteses que se integrem mais rapidamente ao osso hospedeiro, como em próteses dentárias. A aluna Suene Bernardes dos Santos, que também faz parte do grupo, pesquisa elementos-traço presente no soro sanguíneo, relacionando a alteração de sua quantidade com a ocorrência de melanoma - colaborando com o diagnóstico precoce da doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alunos&lt;br /&gt;Outra atividade do grupo é o desenvolvimento de métodos e de instrumentação para melhorar a pesquisa e  as análises atômico-nucleares de materiais. O graduando Fernando Rodrigues já participa há quatro anos e desenvolve um método que torna as técnicas de análise de amostras complexas mais confiáveis, o que facilita o trabalho de quem busca o IF.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a professora Márcia, cada vez mais cedo os alunos querem participar da pesquisa. Ela acredita que a universidade entende que o aprendizado não se restringe à sala de aula e fornece esta possibilidade através de programas como o Ensinar com Pesquisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor Nemitala conta que uma das façanhas do trabalho é a  contribuição para criação de uma linguagem comum, para além das terminologias de cada área, o que promove benefícios para a ciência como um todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Para colidir os átomos e obter respostas são usados aparelhos complexos chamados aceleradores de partículas. O IF possui três: Pelletron, LAMFI (Laboratório para Análise de Materiais com Feixes Iônicos) e LIO (Laboratório de Implantação Iônica), que se diferenciam, basicamente, pelo tamanho e pela ordem de grandeza da energia que conseguem emitir. Assim, o  potencial que cada um possui determina também qual será utilizado para  que tipo de trabalho. O LIO, por exemplo, o menor entre eles, é usado para a modificação da superfície do titânio, ao passo que o Pelletron consegue testar radiação presente em dispositivos eletrônicos usados em satélites que,  no espaço, estão permanentemente expostos a altas doses de radiação.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informações sobre o Pelletron:&lt;a href=&quot;http://www4.usp.br/index.php/ciencias/14494&quot;&gt;http://www4.usp.br/index.php/ciencias/14494&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;a href=&quot;http://www4.usp.br/index.php/ciencias/18959-grupo-de-fisica-aplicada-com-aceleradores-usa-fisica-nuclear-em-beneficio-de-areas-como-medicina-e-arqueologia&quot;&gt;http://www4.usp.br/index.php/ciencias/18959-grupo-de-fisica-aplicada-com-aceleradores-usa-fisica-nuclear-em-beneficio-de-areas-como-medicina-e-arqueologia&lt;/a&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/feeds/8925280267284406627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2010/05/grupo-de-fisica-aplicada-com.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/8925280267284406627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/8925280267284406627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2010/05/grupo-de-fisica-aplicada-com.html' title='Grupo de Física Aplicada com Aceleradores usa física nuclear em benefício de áreas como medicina e arqueologia-USP'/><author><name>Victor Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05712287979027148808</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjY-ZF3BKJ5FMnvElmB7JnJg7Sr4OPntw9lnT3cwdjTPxMCUUl1-YNjn6gFYoaWsV-St3iBlpL11meo4NIkAS9cqlD1g3xnnKKSJI3Ju3HSBhdCxsZ06wstHYPfVmF_33fwwiad0k0VUDQ/s72-c/fisica1705d.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3076957049257064380.post-6039132522631702249</id><published>2010-05-12T19:13:00.000-07:00</published><updated>2010-05-12T19:14:32.452-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Divulgação"/><title type='text'>IPEN-Ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, anuncia a liberação de R$ 50 milhões para o Reator Multipropósito Brasileiro – RMB</title><content type='html'>Foi anunciado pelo Ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, que foi aprovado pelo Conselho do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia, a liberação de R$ 50 milhões necessários para a elaboração do projeto básico e licenciamento ambiental do Reator Multipropósito Brasileiro – RMB. O investimento total, distribuído pelos próximos seis anos, é de R$ 850 milhões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A construção do RMB coloca o Brasil no caminho da autossuficiencia na produção de radiofármacos. A atual necessidade de importação desses produtos fundamentais para a medicina nuclear, deixa o país vulnerável, especialmente em momentos de crise de abastecimento como o que estamos vivendo desde que o Canadá, responsável por 40% do fornecimento mundial do molibdênio-99 (o mais importante radiofármaco), interrompeu suas atividades em função de um acidente em sua instalação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante destacar que, por se tratar de uma questão de saúde, os países produtores atendem prioritariamente as suas demandas internas e somente o excedente de produção é comercializado. Além disso, a Medicina Nuclear é uma das especializações que mais crescem no mundo e todos os reatores comerciais têm idade avançada e estão próximos do encerramento da sua vida útil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reator brasileiro, por ser multipropósito, também contemplará outras áreas estratégicas que vão desde o teste de materiais para a construção de reatores de potência como Angra I e II ou de propulsão nuclear, até a produção de fontes radioativas para a saúde, indústria, agricultura e meio ambiente, passando pela criação de um Laboratório Nacional para atender a comunidade científica brasileira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: https://www.ipen.br/sitio/?idc=7193</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/feeds/6039132522631702249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2010/05/ipen-ministro-da-ciencia-e-tecnologia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/6039132522631702249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/6039132522631702249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2010/05/ipen-ministro-da-ciencia-e-tecnologia.html' title='IPEN-Ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, anuncia a liberação de R$ 50 milhões para o Reator Multipropósito Brasileiro – RMB'/><author><name>Victor Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05712287979027148808</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3076957049257064380.post-8493070617079170016</id><published>2010-04-27T13:37:00.000-07:00</published><updated>2010-04-27T13:41:57.741-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Biomateriais-Bioquímica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Química/Engª Química"/><title type='text'>Pesquisa abre perspectivas na busca de biomarcadores para transtorno bipolar-Unicamp</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiIUcPMsUEH6abQtLlGmphq8Gtqok7PXgHNwXpATXPePusuDA6y1Sr-BH7_usYL5fK893lx2ZbZcAFn8-9Rlv15BevStMjsQZrEfgYMfTDeqKfTCjB7p1ZGKj9XXHT-mQcxiEGN8k9lXf0/s1600/img_ju458-02.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 244px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiIUcPMsUEH6abQtLlGmphq8Gtqok7PXgHNwXpATXPePusuDA6y1Sr-BH7_usYL5fK893lx2ZbZcAFn8-9Rlv15BevStMjsQZrEfgYMfTDeqKfTCjB7p1ZGKj9XXHT-mQcxiEGN8k9lXf0/s320/img_ju458-02.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5464919950127396018&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Análises de sangue revelam que proteína &lt;br /&gt;é encontrada em menor nível em pacientes &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARIA ALICE DA CRUZ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O transtorno afetivo bipolar (TAB), doença do campo da psiquiatria, acomete de 1% a 3% da população mundial, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Um estudo desenvolvido durante doutorado da pesquisadora Alessandra Sussulini, do Instituto de Química (IQ) da Unicamp, a partir de amostras de sangue de 50 indivíduos (25 pacientes, 25 controles) abre caminho na busca de possíveis biomarcadores para a doença ao conseguir diferenciar – com base na análise de proteínas, lipídios e metais – não somente pacientes com TAB de indivíduos-controle, mas, também, aqueles pacientes tratados com lítio daqueles tratados com outras drogas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir da utilização de tecnologia de ponta empregando ressonância magnética nuclear de prótons e espectrometria de massas, disponível no IQ e na Alemanha, onde realizou parte do doutorado sanduíche, Alessandra revelou que a proteína apolipoproteína A-I, relacionada ao metabolismo de lipídios, é encontrada em menor nível em pacientes com transtorno bipolar e em proporção ainda menor naqueles que não utilizam o lítio, droga predominante no tratamento. O trabalho original, segundo a pesquisadora, abre novas perspectivas para o entendimento da patofisiologia do transtorno e para a busca de biomarcadores. De acordo com o orientador da tese no IQ, Marco Aurélio Zezzi Arruda, alguns lipídios e outros metabólitos já foram reportados em trabalho recentemente publicado no periódico Analytical Chemistry, referente à parte inicial da tese de Alessandra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orientada pelos professores Marco Aurélio Zezzi Arruda (Departamento de Química Analítica - IQ) e Cláudio Banzato (Faculdade de Ciências Médicas), na Unicamp, desenvolvida em colaboração com os professores Walter Stühmer (Instituto Max Planck de Medicina Experimental, Göttingen) e Sabine Becker (Centro de Pesquisas de Jülich), na Alemanha, e financiada pela Fapesp, Alessandra também observa, na tese, uma distinção nos perfis ionômicos ao comparar indivíduos do grupo controle e os pacientes com transtorno afetivo bipolar a partir das análises das amostras de soro. Ela acrescenta que os diferentes tratamentos (utilizando lítio ou não) também proporcionaram alterações no perfil ionômico das amostras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da apolipoproteína A-I, a pesquisadora identificou diferenças entre os grupos de pacientes estudados também em relação à transtiretina e à alfa-1-antitripsina, que são proteínas de fase aguda. Ela explica que, ao comparar o comportamento dessas proteínas com o descrito na literatura para pacientes esquizofrênicos, observou-se que a transtiretina tem variação diferencial em seus níveis, nos dois casos. Quanto aos metais, a pesquisa levanta uma diferenciação em termos de metais ligados a proteínas de soro. Segundo ela, foram identificadas oito proteínas diferentes contendo metais ligados, destacando-se a apolipoproteína A-I, a transtiretina e a vitronectina, que haviam sido identificadas previamente nas análises proteômicas por apresentarem alterações em suas expressões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ainda não podemos dizer que a apolipoproteína A-I seja um biomarcador definitivo. É necessário ser realizado um estudo com um maior número de amostras, mas é um potencial biomarcador a ser investigado em estudos futuros e mais avançados”, explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualidade de vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alessandra traz uma novidade para a literatura com uma pesquisa de ponta que teve origem numa preocupação pessoal de usar a química para contribuir com o avanço da medicina na busca de proporcionar melhor qualidade de vida a pessoas que convivem com a realidade do transtorno bipolar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A convivência com pessoas que vivenciam o problema e o contato com as técnicas de espectrometria de massas foram a motivação para o desenvolvimento da pesquisa. Alessandra enfatiza que a doença não mobiliza apenas o paciente, mas todas as pessoas a sua volta. “É uma forma de aplicar o conhecimento desenvolvido na Universidade na sociedade”, declara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o co-orientador Cláudio Banzato, do Departamento de Psiquiatria da FCM da Unicamp, a tese representa um estudo avançado, com resultados consistentes entre si e abre perspectivas de estudos para a elucidação dos mecanismos patofisiológicos do TAB, assim como compreensão do mecanismo de atuação das drogas utilizadas atualmente. “Mas estamos olhando bem de longe ainda. A Alessandra obteve resultados muito interessantes sobre o que acontece no nível molecular com esses pacientes. A esperança é que isso ilumine um pouco os futuros estudos e também nos faça entender melhor por qual via os remédios funcionam. Temos de estudar grupos maiores, com controles mais rigorosos para poder dizer até que ponto tais proteínas são candidatas a biomarcadores. Isso significa estudar inclusive pacientes antes de quaisquer tratamentos e discriminar melhor os diversos regimes medicamentosos”, explica Banzato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As diferenças encontradas entre os pacientes no estudo, segundo o psiquiatra, são interessantes por darem pistas sobre possíveis mecanismos associados ao surgimento do transtorno ou ao tratamento. “Digamos que seja um passo inicial, modesto e ainda assim importante na direção de buscarmos futuros biomarcadores. Descobrimos algumas alterações que valem a pena investigar melhor”, enfatiza Banzato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Banzato explica que o repertório terapêutico psiquiátrico para tratar o TAB inclui o lítio e outros estabilizadores de humor, que têm se apresentado eficientes no tratamento, porém, com diversos efeitos colaterais. O lítio, segundo o médico, além de utilizado para tratamento de episódios de mania e depressão, tem atuação na prevenção dos mesmos, sobretudo da mania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A doença&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Banzato, a doença é um transtorno mental grave, muitas vezes incapacitante e se caracteriza por fases de depressão e fases de mania. Na fase de depressão, a pessoa apresenta tristeza e desânimo, incapacidade de sentir prazer nas atividades que antes apreciava, às vezes inclusive ideias de morte. E nas fases de mania (termo técnico da psiquiatria), o paciente experimenta exaltação do humor, expansividade, euforia ou irritabilidade, energia além do normal, podendo realizar gastos excessivos ou se expor de forma inadvertida a inúmeros riscos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes, o paciente apresenta diversos episódios de depressão e é diagnosticado como tendo um transtorno depressivo recorrente. Mais adiante, por apresentar um episódio de mania, o diagnóstico é modificado para transtorno afetivo bipolar. Isso tem consequências importantes em termos da escolha de estratégias terapêuticas. O esperado, segundo ele, é que depois de uma fase a pessoa tenha uma recuperação e volte a seu nível de funcionamento normal. “Nem sempre isso acontece, mas esse é nosso objetivo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte:http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/abril2010/ju458_pag02.php</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/feeds/8493070617079170016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2010/04/pesquisa-abre-perspectivas-na-busca-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/8493070617079170016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/8493070617079170016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2010/04/pesquisa-abre-perspectivas-na-busca-de.html' title='Pesquisa abre perspectivas na busca de biomarcadores para transtorno bipolar-Unicamp'/><author><name>Victor Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05712287979027148808</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiIUcPMsUEH6abQtLlGmphq8Gtqok7PXgHNwXpATXPePusuDA6y1Sr-BH7_usYL5fK893lx2ZbZcAFn8-9Rlv15BevStMjsQZrEfgYMfTDeqKfTCjB7p1ZGKj9XXHT-mQcxiEGN8k9lXf0/s72-c/img_ju458-02.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3076957049257064380.post-7029178319949011475</id><published>2010-04-23T10:15:00.000-07:00</published><updated>2010-04-23T10:21:19.537-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Química/Engª Química"/><title type='text'>Técnica antifraude é destaque em revista-Unicamp</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhhEbcEinEYgYei8_dCSSaxA9cqKJIGPPWJ1zY14Jd705mwfleGy8TSqGWdCY5_m46BwJ326gVHX-gYePxaGa_LBkhv4ptwWjWoH_QaEc6IDyXGPuQpJag4-BRB8Iql-aZy7dlJj63np_k/s1600/img_ju458-04b.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 249px; height: 320px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhhEbcEinEYgYei8_dCSSaxA9cqKJIGPPWJ1zY14Jd705mwfleGy8TSqGWdCY5_m46BwJ326gVHX-gYePxaGa_LBkhv4ptwWjWoH_QaEc6IDyXGPuQpJag4-BRB8Iql-aZy7dlJj63np_k/s320/img_ju458-04b.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5463384096784211858&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Trabalhos desenvolvidos no Laboratório ThoMSon, do IQ, são publicados na Analyst&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JEVERSON BARBIERI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O limite é a imaginação. Foi dessa maneira que o professor Marcos N. Eberlin, coordenador do Laboratório ThoMSon de Espectrometria de Massas, do Instituto de Química (IQ) da Unicamp, referiu-se à técnica pioneira desenvolvida em seu laboratório, a Easy Ambient Sonic-spray Ionization (EASI), capaz de analisar quimicamente a superfície de quase todos os tipos de amostras utilizando a espectrometria de massa. Prova disso é que a conceituada revista Analyst, editada pela Royal Society of Chemistry, publicou em seu volume 135, de uma só vez, três trabalhos produzidos pelo ThoMSon, sendo um deles destaque de capa. Esse número representa 30% dos artigos publicados neste volume especialmente dedicado às técnicas ambientais, uma novidade em espectrometria de massas. Além disso, o Journal of Lipid Research, em sua edição de maio de 2010, trará, também como destaque de capa, outra importante pesquisa desenvolvida pela equipe do ThoMSon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A espectrometria de massas é uma técnica bastante poderosa utilizada para caracterização de substâncias químicas porque desvenda a formulação ao nível molecular. A partir de uma mistura complexa, ela mostra quais são as moléculas presentes, qual a constituição e a fórmula química e, ainda, faz a quantificação de cada uma delas. Eberlin contou que, há 20 anos, era uma técnica difícil de ser feita porque exigia equipamentos de laboratório complexos e caros. Era necessário, segundo o coordenador, colocar a amostra sob alto vácuo e o tempo de análise era muito demorado, além do que a fonte de ionização era de difícil manipulação. “Com o passar do tempo houve um grande desenvolvimento dessa técnica, que culminou com a simplicidade e eficiência produzida no ThoMSon”, explicou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, porque as amostras saíram do alto vácuo e passaram a ser trabalhadas em condições ambientais. Além disso, não existe mais a necessidade do auxílio de calor, lasers, descargas elétricas e altas voltagens para criar os íons, elementos antes indispensáveis para a obtenção dos resultados desejados. A EASI usa basicamente nitrogênio ou ar comprimido, e nada mais. E hoje as análises são realizadas diretamente na matriz original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perícia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Batizada de “caça-fraude”, a EASI é capaz de estabelecer um perfil químico dos corantes das tintas, determinando seu grau de envelhecimento. Dessa maneira, é possível determinar também, em casos de cruzamentos de traços, qual foi feito antes e se foram feitos com a mesma caneta. A doutoranda Priscila Micaroni Lalli esclareceu que cada caneta tem uma composição específica de corantes. É possível, sem alterar fisicamente o documento, analisar a tinta diretamente da superfície e obter o perfil de cada caneta. Lalli afirmou ainda que a tinta da caneta começa a envelhecer a partir do momento que é depositada no papel. Elementos como oxigênio e luz provocam o aparecimento de produtos de degradação, determinantes da idade da tinta. Eberlin revelou que recentemente peritos chilenos estiveram em seu laboratório utilizando essa técnica para analisar assinaturas em documentos oficiais sob suspeita. Essa pesquisa valeu o destaque de capa da Analyst.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra pesquisa decorrente da EASI é referente à adaptação do efeito Venture – o ar sob alta pressão passa em dois vasos capilares criando um vácuo que succiona a solução – na fonte EASI para análise direta de amostras líquidas. As mestrandas Vanessa Gonçalves dos Santos e Thaís Regiane substituíram a bomba injetora de amostras da fonte, criando assim a técnica VEASI. A sucção de amostra pela pressão de gás permitiu analisar café, cachaça, cocaína, proteínas e petróleo diretamente da amostra líquida. Santos disse que essa técnica possibilita fazer análise de moléculas bem grandes como as proteínas sem usar solvente, utilizando apenas água pura acidificada. “Eliminamos a bomba e o solvente. O objetivo é levar a análise de massas para o campo, portanto, uma fonte mais simples e sem necessidade de energia elétrica facilita muito”, assegurou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regiane ressaltou que como se trata de uma inovação, foi preciso mostrar versatilidade. Foram feitas análises de diferentes polímeros, de amostras biológicas, além do acompanhamento em tempo real de reações orgânicas e, assim, foi possível interceptar os principais intermediários da reação. É fundamental, disse Regiane, conseguir desvendar o mecanismo das reações, pois dessa forma é possível modificar o meio reacional visando melhorar o rendimento do produto”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caracterização de óleos comestíveis foi outro trabalho selecionado para compor a edição da Analyst. A doutoranda Rosineide Costa Simas, através de uma parceria com o professor Daniel Barreira Arellano, do Laboratório de Óleos e Gorduras da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA), determinou em segundos, por meio de uma gota de óleo em um papel, um espectro de triacilglicerol. Por esse perfil é possível dizer se é óleo de soja, de oliva, de canola, de milho ou de algodão, extrapolando para óleos amazônicos como o cupuaçu, copaíba e murumuru. Ou seja, existe uma distribuição de triacilglicerol característico de cada óleo e com uma gota é possível dizer qual oleaginosa deu origem aquele óleo. Esse é, segundo Simas, o modo positivo da pesquisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se parte para o modo negativo, é possível optar por fazer controle de qualidade. Todo óleo quando não passa por um processo de refino tem uma acidez natural chamada de acidez livre e, portanto, é possível monitorar o ácido graxo livre. Feita a análise de acidez, resolveu-se pegar o óleo e tentar acompanhar por EASI. “Conseguimos fazer uma regressão linear com 0,98 de correlação e um erro médio das replicatas de amostra de menos de 1% entre o resultado do método clássico e do método original. Tanto que estamos extrapolando essas quantificações para biodiesel e outras amostras”, exemplificou Simas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estudos continuaram avançando e percebeu-se que havia uma mudança no espectro com o aparecimento de um íon diferente. Interpretando os resultados viu-se que era um produto de oxidação. Como essa pesquisa tem um ano e meio, começou a aparecer no óleo padrão um íon que não correspondia à sua composição: era um hidroperóxido, produto de oxidação. “A partir dessa informação, percebemos que é possível então monitorar a vida de prateleira dos óleos”, afirmou Simas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Óvulos e embriões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenvolvida pela pós-doc Christina R. Ferreira em colaboração com a USP, Unifesp e a empresa In Vitro Brasil Ltda., a pesquisa que será capa do mês de maio de 2010 do Journal of Lipid Research descreve uma técnica inovadora que permite o estudo da composição lipídica de um único exemplar de óvulos e embriões intactos. O projeto, que tem bolsa de pós-doutorado da Fapesp, é de responsabilidade da doutora Christina R. Ferreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Técnicas anteriores exigiam a amostragem e a manipulação química de um pool de vários exemplares destas valiosas espécies, muitas vezes de difícil acesso para pesquisas. O conhecimento da composição lipídica de óvulos e embriões é de importância vital, pois interfere diretamente nos resultados de sua criopreservação e viabilidade de seu desenvolvimento. Foram avaliados óvulos e embriões de humanos (inviáveis), de bovinos e outras espécies de interesse. A aplicação desta nova técnica de espectrometria de massas a um único exemplar intacto de óvulo ou embrião deverá ser útil em diversos estudos de biotecnologia no país e no exterior, principalmente em reproduções in vitro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras aplicações &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo Costa de Figueiredo e Gustavo Braga Sanvido, em colaboração com o professor Marco Aurélio Zezzi Arruda, também do IQ, desenvolveram uma técnica de extração rápida. Trata-se de um polímero “inteligente” que possui um molde de uma molécula alvo. A simples colocação desse polímero em matrizes complexas como sangue ou urina é capaz de “pescar” a molécula de interesse. O polímero é então retirado e lavado em água para retirar o excesso de sal e proteínas. Colocado na fonte EASI, recebe um fluxo de metanol e a partir daí surge o sinal analítico no espectrômetro de massas. Uma aplicação importante dessa técnica é encontrar sinais de consumo de drogas na urina humana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Motivada pela necessidade do Inmetro de certificar o mogno brasileiro, Rosineide Simas testou a técnica VEASI. Alguns comerciantes de madeira, de acordo com a doutoranda, maqueiam madeiras com veios parecidos ao mogno, utilizando corantes. A colaboração da colega Elaine Cabral, aluna da USP e co-orientada de Eberlim, cujo pai e irmão são marceneiros, foi muito importante. Ele forneceu várias espécies de madeira (mogno, peroba e cedro, entre elas) que possibilitaram, através de uma pequena amostra, caracterizar íons que funcionam como marcadores naturais. Para o falso mogno, o corante produz sinais muito diferentes. “Através da VEASI, o mogno apresenta uma assinatura química única. O Inmetro se apaixonou pela técnica”, disse Simas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisadora do Instituto Nacional de Tecnologia (RJ) e visitante no ThoMSon, a química Simone Carvalho Chiapetta desenvolve, na companhia da mestranda Adriana Teixeira Godoy, pesquisa para controle do tabaco. Chiapetta explicou que foi procurada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), uma vez que no Brasil, na América Latina e no Caribe não existem laboratórios capacitados para exercer um controle mais efetivo nesse mercado que é fortemente influenciado pelas indústrias de tabaco. A Organização Mundial da Saúde (OMS) cobra essa implantação. &lt;br /&gt;A pesquisa sobre os contaminantes e os aditivos colocados nos cigarros para facilitar um consumo cada vez maior tem como objetivo principal dificultar a introdução desses elementos na composição do cigarro e, dessa maneira, fazer com que as pessoas tenham prazer em parar de fumar. Ademais, a EASI pode quantificar realmente os níveis de nicotina e dos constituintes do alcatrão presentes no tabaco. Pode ainda determinar também se um cigarro é verdadeiro ou falso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chiapetta disse ainda que, quando se trabalha com grandes empresas, que declaram a composição, é mais tranqüilo porque é possível verificar se os dados batem ou não com os obtidos através da EASI. “Quando se trabalha com outras empresas, cujo conteúdo é fechado, você tem que descobrir a composição, e a gente está falando de uma infinidade de marcas que entram pelas fronteiras brasileiras. Tem de tudo, só no preparo de amostras a gente viu uma diferença absurda. Os falsificados são mais nocivos. Só pela visual de extração da amostra já é assustador”, concluiu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte:http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/abril2010/ju458_pag04.php#</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/feeds/7029178319949011475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2010/04/tecnica-antifraude-e-destaque-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/7029178319949011475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/7029178319949011475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2010/04/tecnica-antifraude-e-destaque-em.html' title='Técnica antifraude é destaque em revista-Unicamp'/><author><name>Victor Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05712287979027148808</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhhEbcEinEYgYei8_dCSSaxA9cqKJIGPPWJ1zY14Jd705mwfleGy8TSqGWdCY5_m46BwJ326gVHX-gYePxaGa_LBkhv4ptwWjWoH_QaEc6IDyXGPuQpJag4-BRB8Iql-aZy7dlJj63np_k/s72-c/img_ju458-04b.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3076957049257064380.post-7926668247367653586</id><published>2010-04-19T22:58:00.000-07:00</published><updated>2010-04-19T23:03:35.679-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Biomateriais-Bioquímica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Química/Engª Química"/><title type='text'>Menor e mais eficiente</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg4YFLen4g-EBkMmaOO1kBHfiOJ5ryZ5mwrK-3nPwmn0dfsHLxQ8yRLWso2hLxE9-aJbmgST5uHhODjd9pIQ83rXOlJBNxP3iiTcRguzDRhwTfomV48cz4mJv4c0FEV8ExRqpRK0whzEZc/s1600/unicamp.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 200px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg4YFLen4g-EBkMmaOO1kBHfiOJ5ryZ5mwrK-3nPwmn0dfsHLxQ8yRLWso2hLxE9-aJbmgST5uHhODjd9pIQ83rXOlJBNxP3iiTcRguzDRhwTfomV48cz4mJv4c0FEV8ExRqpRK0whzEZc/s400/unicamp.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5462095709789399746&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nova formulação de fármaco contra Aids pode facilitar o tratamento para crianças e idosos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Foto:Grânulos formados por aglomerados de microesferas de quitosana contendo o fármaco didanosina &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yuri VasconcelosEdição Impressa 167 - Janeiro 2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No lugar de um comprimido grande e difícil de engolir, alguns grânulos bem menores contendo o mesmo fármaco encapsulado em microesferas. Essa foi a saída tecnológica de um grupo de pesquisadores da Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A solução poderá tornar mais eficiente o tratamento de Aids no país, principalmente entre pacientes idosos e crianças. Trata-se de uma formulação farmacêutica inédita do fármaco didanosina (DDI), largamente usado no combate à doença. O novo produto ainda em estágio experimental é formado por bolinhas de um milímetro (mm) de diâmetro com capacidade de aderir à mucosa do intestino. Elas são compostas de um aglomerado com centenas de microesferas de quitosana, um polímero natural obtido a partir do esqueleto de crustáceos como camarão, caranguejo e lagosta. Dentro dessas microesferas encontra-se encapsulado o fármaco antirretroviral didanosina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova forma farmacêutica e o seu processo de produção já renderam ao grupo de pesquisadores um pedido de patente, depositado em 2007 no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) com validade no exterior via Tratado para Cooperação em Patentes (PCT na sigla em inglês). A próxima etapa do estudo, de acordo com a engenheira química Maria Helena Andrade Santana, professora que coordenou os trabalhos, deverá ser a realização de testes em humanos, última etapa antes de o produto estar pronto para ser comercializado.  A didanosina, um fármaco fabricado por laboratórios farmacêuticos nacionais, faz parte do coquetel antirretroviral administrado a pacientes com infecção em estágio avançado pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). Sua função é inibir a replicação do HIV. Tomado por via oral, na forma de comprimidos distribuídos pelo SUS, o medicamento apresenta o inconveniente de ser grande demais, em torno de um centímetro, o que dificulta a ingestão por crianças e idosos, prejudicando a adesão ao tratamento.  A fim de prevenir que seja degradado quando exposto ao pH ácido do estômago, o fármaco é administrado em comprimidos tamponados, que contêm substâncias, como o hidróxido de magnésio, que lhe conferem essa proteção. O uso do tampão aumenta expressivamente seu tamanho, tornando difícil sua deglutição. Quebrar o comprimido, por sua vez, pode causar a desativação do fármaco, que deve chegar intacto ao intestino, onde será absorvido pelo organismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As principais vantagens do produto desenvolvido no Laboratório de Desenvolvimento de Processos Biotecnológicos da FEQ-Unicamp são a redução do tamanho do medicamento, a adesão à parede do intestino e a liberação gradativa do fármaco. “O medicamento que nosso grupo desenvolveu é um grânulo que, em vez de ser composto pelas moléculas livres dos ingredientes, contém embutidos na sua matriz esferas micrométricas (dois micrômetros) de quitosana com a didanosina encapsulada no seu interior”, explica Maria Helena. “O nosso produto é fácil de deglutir e, para que o paciente ajuste a dose, no lugar de quebrá-lo, basta contar o número de grânulos a serem ingeridos. Isso facilita a terapia para crianças e idosos.” Segundo ela, já existe um antirretroviral à base de didanosina revestido com polímero gastrorresistente que assegura a proteção do fármaco. Acontece que ele não pode ser partido – por exemplo, para fracionar a dose do remédio – porque quando isso ocorre as arestas criadas ficam desprotegidas. “Esses grânulos são caros e importados e são distribuídos restritamente na rede pública para pacientes com HIV-Aids.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vantagem adicional da nova formulação, cuja pesquisa integrou o doutorado do engenheiro químico Classius Ferreira da Silva, e o mestrado da farmacêutica Patrícia Severino, ambos na FEQ, é a liberação gradual e controlada da didanosina, o que aumenta a eficiência de absorção do fármaco pela mucosa do intestino e torna o tratamento mais eficaz. “Nossos grânulos são capazes de encapsular e liberar de modo mais lento e controlado o composto ativo do medicamento”, diz Maria Helena. Resultados experimentais a partir de ensaios com cachorros mostraram que a liberação da didanosina ocorreu num período longo, de 36 horas, e que a quantidade de fármaco absorvida pelo organismo neste tempo é o dobro quando comparado com os comprimidos convencionais e grânulos comerciais. Os autores do estudo destacam, ainda, que os grânulos de quitosana podem ser revestidos com polímeros gastrorresistentes, de forma a protegerem a atividade de compostos ativos sensíveis ao pH do estômago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro diferencial da patente é o processo de fabricação da formulação. Durante os estudos em laboratório, a produção avançou em relação às suas variáveis operacionais, tornando-a passível de escalonamento e de aplicação no setor industrial. O processo envolve tanto a produção das micropartículas que encapsulam o fármaco como os grânulos mucoadesivos. Inicialmente, o composto ativo é encapsulado em micropartículas de quitosana, em dispersão aquosa. Em seguida, essas partículas são separadas por centrifugação e removido o meio aquoso. As partículas úmidas são secas e a própria quitosana é adicionada à massa para produção dos grânulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberação gradual – Um estudo de farmacocinética, que é o tempo de permanência da droga na corrente sanguínea, desses grânulos foi realizado durante o mestrado de Patrícia Severino com apoio da professora Teresa Dalla Costa, da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e mostrou a superioridade dos grânulos em relação ao comprimido revestido comercial. “Com isso será possível reduzir a frequência de administração do fármaco e, provavelmente, a dose”, diz Maria Helena. Segundo a pesquisado­ra, em função da associação de suas três propriedades – proteção do fármaco ou ingrediente ativo, liberação gradual e direcionamento específico para a mucosa intestinal –, esses grânulos poderão ser usados para outras aplicações nas áreas farmacêutica, médica e veterinária, além da produção do medicamento antirretroviral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A etapa final de desenvolvimento do novo medicamento, essencial para sua comercialização, depende do estabelecimento de uma parceria com uma indústria farmacêutica que se encarregue da realização dos ensaios clínicos em humanos, complexos e principalmente caros para serem realizados no âmbito da universidade. “Repassar a tecnologia para uma empresa interessada é a nossa ideia, mas ainda não temos negociações em andamento”, diz Maria Helena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O projeto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caracterização do revestimento polimérico e farmacocinética in vivo de grânulos contendo micropartículas de quitosana incorporando didanosina  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Modalidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Auxílio Regular a Projeto  de Pesquisa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Co­or­denadora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Helena Andrade Santana – Unicamp&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Investimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R$ 57.632,50 (FAPESP)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=4038&amp;bd=1&amp;pg=1&amp;lg=</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/feeds/7926668247367653586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2010/04/menor-e-mais-eficiente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/7926668247367653586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/7926668247367653586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2010/04/menor-e-mais-eficiente.html' title='Menor e mais eficiente'/><author><name>Victor Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05712287979027148808</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg4YFLen4g-EBkMmaOO1kBHfiOJ5ryZ5mwrK-3nPwmn0dfsHLxQ8yRLWso2hLxE9-aJbmgST5uHhODjd9pIQ83rXOlJBNxP3iiTcRguzDRhwTfomV48cz4mJv4c0FEV8ExRqpRK0whzEZc/s72-c/unicamp.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3076957049257064380.post-1002093948052655497</id><published>2010-04-18T10:48:00.000-07:00</published><updated>2010-04-18T10:53:38.863-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Biomateriais-Bioquímica"/><title type='text'>Pesquisas desvendam funções de proteínas presentes em venenos de cobras</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEilMbbdFFx-pYcAkJGnK0WcA-8tXvzg6D68fvTppV1lwecUxF1_mqkGuIBF6nIaLlT9rKB5YZE5ylMDNO6wma8MwJh1FVC6eYquf6FfYceL3-cIMvdLnvWTeOtvZWIgMa_RlO97gYThhpk/s1600/img_ju457-06.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 231px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEilMbbdFFx-pYcAkJGnK0WcA-8tXvzg6D68fvTppV1lwecUxF1_mqkGuIBF6nIaLlT9rKB5YZE5ylMDNO6wma8MwJh1FVC6eYquf6FfYceL3-cIMvdLnvWTeOtvZWIgMa_RlO97gYThhpk/s320/img_ju457-06.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5461537075487226658&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;ISABEL GARDENAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É sabido que o veneno de serpentes é uma mistura complexa de componentes orgânicos e inorgânicos. Duas pesquisas de doutorado, concebidas no Instituto de Biologia (IB) e no Instituto de Química (IQ) da Unicamp, chegaram a algumas revelações sobre proteínas presentes no veneno da jararaca e da cascavel, as quais poderão ter diversas aplicações. Estes estudos, ainda que preliminares, já fornecem um panorama para o entendimento de algumas funções, com a caracterização de proteínas que podem levar inclusive ao desenvolvimento de fármacos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa do IB, por exemplo, encontrou nas proteínas fosfolipases A2 uma possível aplicação de compostos polifenólicos de plantas sobre a ação tóxica do veneno da cascavel. O trabalho apontou que essas fosfolipases, submetidas ao tratamento com compostos naturais derivados de cumarinas, reduziram o seu efeito inflamatório, a agregação plaquetária, a miotoxidade, a citotoxicidade e a neurotoxicidade. Sua autora vislumbra o emprego de compostos polifenólicos sintéticos em ações biológicas para que os efeitos medicamentosos possam ser melhor explorados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, a pesquisa do IQ chegou à caracterização da proteína BJ8 pela técnica da cristalografia. Esta proteína demonstrou uma capacidade incomum de conduzir à agregação plaquetária, ou seja, à coagulação sanguínea. No estudo, o veneno da cascavel mostrou um efeito neurotóxico e da jararaca hemorrágico, o que permite fazer um prognóstico: uma futura aplicação terapêutica nos problemas de distúrbios neurológicos e de coagulação. Além disso, pela primeira vez observou-se uma molécula de um lisofosfolipídeo presa à proteína, indicando um novo papel como carregador de moléculas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos os trabalhos se entrelaçam não somente por fazerem abordagem a partir do veneno de serpentes, atuando como pesquisa básica, mas também porque confirmam a necessidade cada vez maior de realizar estudos colaborativos, envolvendo diferentes institutos e diferentes instituições, sem falar no uso de técnicas destacadas como a cristalografia que impulsionam ainda outros estudos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estudos abrem perspectiva &lt;br /&gt;para a produção de fármacos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um passo que pode colaborar para o desenvolvimento futuro de novos fármacos que tenham ação neurológica e na coagulação sanguínea foi dado pelo químico Marcelo Leite dos Santos. Estudando o veneno de serpentes da fauna brasileira em sua tese de doutorado, defendida no Instituto de Química (IQ) e orientada pelo professor Ricardo Aparicio, o doutorando resolveu a estrutura de importantes proteínas por meio da Cristalografia por Difração de Raios X, uma das técnicas mais difundidas para a caracterização de macromoléculas que permite avaliar a forma da proteína e a organização espacial dos aminoácidos que a compõem. Santos conseguiu, por exemplo, caracterizar a BJVIII, uma proteína que tem potencial para levar à coagulação sanguínea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois principais resultados da pesquisa foram obtidos a partir da proteína extraída e purificada do veneno da serpente Bothrops jararacussu, popularmente conhecida como jararaca, e da serpente Crotalus durissus cascavella, a cascavel. Caracterizando a proteína BJVIII do veneno da Bothrops jararacussu, Santos deteve-se na sua incomum capacidade de agregação plaquetária (coagulação sanguínea), o que não era esperado para essa classe de proteínas em experimentos de bioquímica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entender a estrutura da proteína, expõe Aparicio, ajuda a avaliar as razões que podem explicar o seu funcionamento. O veneno, no caso, não é constituído somente por proteínas. Envolve uma complexa mistura de componentes. A serpente injeta este verdadeiro “coquetel” de constituintes orgânicos e inorgânicos na vítima, causando profundos danos aos tecidos, com iminência de necrose e mesmo de morte. Dentre os principais componentes do veneno estão as enzimas fosfolipases A2 que, em contato com os tecidos do organismo, provocam uma série de reações. Uma delas consiste em induzir coagulação sanguínea na vítima, fato que motivou esta investigação, pois esta atividade biológica não estava de todo esclarecida no caso da BJVIII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho foi guiado com a proteína já separada das demais, após ter sido isolada do veneno. Esta purificação da proteína de interesse foi feita graças à colaboração do biólogo Fábio Henrique Ramos Fagundes, aluno de doutorado orientado pelo professor da Unesp Marcos Hikari Toyama, que mantém uma parceria com o Instituto de Biologia (IB) da Unicamp. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toyama e Fagundes trabalharam tentando entender por que isso acontecia, lançando mão de alguns tipos de técnica. O grupo do IQ dedicou-se à parte da estrutura para chegar aos indícios de “como” isso ocorre. A parte de estudo do veneno das serpentes, diz Fagundes, foi bem fundamentada, sobretudo após observar-se que alguns efeitos poderiam ser usados com fins terapêuticos. Exemplo disso reflete o captopril, um hipotensivo usado comercialmente e que é sintetizado artificialmente com alterações. Antigamente, o captopril era extraído do veneno de serpentes para atuar como fármaco. “Hoje, estudamos as inúmeras proteínas do veneno e seus efeitos, tanto proteínas ligadas à neurotoxicidade quanto aquelas que causam hemorragia e mesmo as que acabam levando à coagulação sanguínea, como é o caso da BJVIII”, expressa Santos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Efeitos adversos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os venenos de cascavéis são conhecidos como crotálicos e os de jararacas como botrópicos, e diferem significativamente por provocar reações muito distintas na vítima. Os sinais e sintomas de uma pessoa envenenada por uma cascavel são díspares de outra que foi envenenada pela jararaca. No caso do veneno da cascavel, o efeito principal é neurotóxico, sendo o sintoma mais notório a pálpebra caída. A vítima está exposta ainda ao risco de sofrer uma parada respiratória, visto que o veneno bloqueia o sinal que deveria ir para a parte muscular. Normalmente, a pessoa morre por asfixia, ao serem bloqueados os impulsos nervosos que seguem para os músculos da respiração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santos, por outro lado, explica que o veneno da Bothrops jararacussu possui um efeito hemorrágico. Assim sendo, a vítima acaba tendo uma necrose de tecido, destruição do músculo e hemorragia, que às vezes leva à morte. “A vítima pode ainda apresentar perda de membros”, informa Santos. No caso específico deste veneno, existe uma fração proteica que tem um efeito que causa a hemorragia e uma outra fração que causa a coagulação sanguínea. “São efeitos opostos provocados por duas proteínas muito parecidas em sua sequência de aminoácidos.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avaliando tais efeitos biológicos, Santos se interessou por desvendar o porquê de uma proteína ocasionar coagulação sanguínea e inferiu que ela poderia apontar para alguma terapêutica relacionada a problemas de coagulação sanguínea. Para ele, esta seria uma visão prática para ancorar melhor a compreensão do mecanismo de funcionamento destas proteínas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da fosfalipase A2 de cascavel, conforme Santos, foi avaliado o efeito do tratamento químico com um produto natural chamado naringina, um flavonoide amplamente encontrado nos citrus. Com este produto, alterava-se a estrutura dessa proteína e a sua função também, percebendo-se elevada atividade bactericida desta fosfolipase de cascavel. “Era capaz de destruir a membrana celular por quebrar fosfolipídeos de membranas”, constata. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o tratamento químico com a naringina, verificou-se que a atividade bactericida foi diminuída e quase inibida por total. Em outras palavras, a mesma proteína, depois de tratada, não mais destruía a membrana da bactéria. “Empregamos uma técnica complementar, chamada Espalhamento de Raios X a Baixos Ângulos (SAXS), para avaliar as modificações na proteína”, conta o químico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparicio esclarece que entender tais processos pode, mesmo que não de imediato, colaborar para o desenvolvimento de novos fármacos. “Marcelo obteve resultados importantes que adicionam mais uma peça num intrincado quebra-cabeça. As estruturas obtidas permitiram formular novas hipóteses sobre o mecanismo pelo qual a fosfolipase de jararaca, BJVIII, exibia um inesperado efeito de agregação plaquetária.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O propósito de estudar as duas proteínas, complementa Fagundes, emergiu do efeito de agregação plaquetária. Além disso, proteínas de serpente vêm sendo estudadas para bloqueio de sinais sobre os quais não se tem controle, em distúrbios neurológicos nos quais há passagem de um sinal muito amplificado. “Desta forma, os mecanismos de ação destas fosfolipases poderiam ser úteis na busca de algum mecanismo de bloqueio de transmissão nervosa indesejada nos sistemas biológicos.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carregadoras moleculares&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Santos, no caso da fosfolipase de jararaca, a BJVIII, verificou-se que existia uma molécula chamada ácido lisofosfatídico ancorada no sítio ativo, uma região importante da proteína. O curioso nesta descoberta foi que pela primeira vez notou-se uma molécula de um lisofosfolipídeo presa a uma proteína deste tipo. Isso sugere que o achado está ligado a um novo papel de ação dessa proteína, que atua como carregadora de moléculas que podem sinalizar para um efeito farmacológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atribuiu-se, a partir desse estudo, o efeito de coagulação sanguínea e o efeito de agregação plaquetária não à proteína BJVIII, como se pensava antes, e sim à molécula que estava presa dentro da proteína para ser liberada somente no momento adequado, onde esta molécula iria atuar nas plaquetas induzindo a agregação plaquetária e iniciando a cascata da coagulação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A função de uma proteína, por exemplo uma enzima, está diretamente relacionada ao modo como seus átomos se organizam em três dimensões. As proteínas são moléculas muito grandes – centenas ou milhares de átomos – formadas por pequenas unidades, chamadas aminoácidos, que se encaixam um após o outro numa sequência determinada por DNA, permanecendo unidos como se fosse um “fio”. Com os 20 aminoácidos comumente encontrados na natureza, os organismos vivos são capazes de gerar um número enorme de combinações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse “fio” de aminoácidos se retorce de modo a gerar a estrutura tridimensional da proteína, na qual aminoácidos, inicialmente distantes na sequência, podem acabar ficando muito próximos quando vistos em três dimensões. Normalmente, dentre centenas de aminoácidos, apenas alguns poucos são responsáveis pela ação da proteína e, por isso, conhecer sua estrutura com precisão é essencial para entender seu funcionamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os estudos de Santos foram iniciados, já existiam estudos farmacológicos utilizando várias técnicas que mostravam que esta determinada proteína que se classifica como a fosfolipase era capaz de atuar induzindo a agregação plaquetária. Acreditava-se que, em geral, a própria proteína teria potencial para fazer uma reação química e provocar mudanças que levariam a este efeito de agregação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em particular, Santos observou que não era bem assim. “O que a gente consegue observar, olhando a estrutura da molécula e da proteína, como um todo, é que há uma outra molécula pequenininha sempre ligada a esta proteína. Uma das novidades do trabalho está nessa nova hipótese de que a fosfolipase tem condições de atuar como um transportador de outras moléculas pequenas.” No caso da serpente, quando ela produz o veneno, também produz essa pequena molécula (muito pouco solúvel em água) que entra dentro da proteína. “A proteína do veneno transporta esta molécula que, uma vez liberada, é capaz de induzir a agregação plaquetária, relacionada à coagulação sanguínea, formação de coágulos na circulação e morte da vítima por embolia”, assinala Aparicio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O complexo proteico&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Cristalografia por Difração de Raios X é hoje a principal técnica de escolha para determinar a estrutura das proteínas. Nela, as moléculas de proteínas são forçadas a se encaixarem de um modo muito bem ordenado – um cristal. Expondo os cristais aos raios X, consegue-se obter com precisão a posição dos átomos, revelando a estrutura proteica. Pode-se cristalizar a proteína sozinha ou junto com moléculas menores, que interagem com ela formando um “complexo proteico”. A Unicamp, através do Laboratório de Biologia Estrutural e Cristalografia (Labec) do IQ, implantado por Aparício e colaboradores em 2004, está entre as poucas instituições do país a oferecer infraestrutura e as capacidades necessárias para determinar estruturas de proteínas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de sua importância em pesquisa básica, a cristalografia é essencial ao desenvolvimento de drogas. Elas geralmente são moléculas pequenas projetadas para se “encaixar” nas proteínas, interferindo em sua ação dentro da célula viva. Havendo um composto inicial, candidato à droga, e usando como guia estruturas de complexos proteicos, os átomos da molécula pequena podem ser modificados para aumentar sua atividade sobre a proteína de interesse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cristalografia pode ainda ser utilizada na determinação da estrutura das próprias moléculas pequenas sem a presença de proteínas, informação muito importante durante o estabelecimento de rotas para a síntese orgânica de compostos com atividade biológica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa direção, um importante adicional ao parque instrumental do IQ está em fase de aquisição com recursos do projeto temático da Fapesp “Biologia química: novos alvos moleculares naturais e sintéticos contra o câncer. Estudos estruturais, avaliação biológica e modo de ação”, coordenado pelo professor do IQ Ronaldo Aloise Pilli. O projeto deve desenvolver compostos com atividade contra o câncer. O novo equipamento, um difratômetro para monocristais de última geração, auxiliará na determinação da estrutura de pequenas moléculas e nos estudos de sua interação com proteínas. (Isabel Gardenal)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte:http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/abril2010/ju457_pag0607.php</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/feeds/1002093948052655497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2010/04/pesquisas-desvendam-funcoes-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/1002093948052655497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/1002093948052655497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2010/04/pesquisas-desvendam-funcoes-de.html' title='Pesquisas desvendam funções de proteínas presentes em venenos de cobras'/><author><name>Victor Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05712287979027148808</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEilMbbdFFx-pYcAkJGnK0WcA-8tXvzg6D68fvTppV1lwecUxF1_mqkGuIBF6nIaLlT9rKB5YZE5ylMDNO6wma8MwJh1FVC6eYquf6FfYceL3-cIMvdLnvWTeOtvZWIgMa_RlO97gYThhpk/s72-c/img_ju457-06.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3076957049257064380.post-2821758909961618680</id><published>2010-04-18T10:28:00.000-07:00</published><updated>2010-04-18T10:29:45.720-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Química/Engª Química"/><title type='text'>Biodigestor aperfeiçoado na USP produz 40% mais gás combustível</title><content type='html'>Nilbberth Silva / Agência USP &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisadores da USP e da Universidade de Gênova – Unigena (Itália) aperfeiçoaram um biodigestor para que ele produza, em média, 40% mais biogás a partir do esgoto que os aparelhos comuns. O equipamento também purifica o gás, fazendo-o gerar cerca de 50% mais energia e tornando-o mais parecido com o gás natural veicular (GNV).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Biodigestores são recipientes onde dejetos fermentam sob a ação de bactérias. Eles têm encanamentos para recolher os resultados do processo:  adubo e o biogás, uma mistura principalmente dos gases carbônico e metano, principal componente do GNV.  Na zona rural são alimentados periodicamente por dejetos de animais; mas podem ser usados em indústrias e receber esgoto processado por estações de tratamento.  O tamanho do aparelho varia de acordo com a necessidade de combustível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pesquisadores italianos testaram quais características aumentavam a produção de biogás para aperfeiçoar o aparelho e chegar a maior eficiência. A fermentação acontece em compartimentos de vidro imersos em água a 40° Celsius (°C) contendo o esgoto processado. Uma hélice agita os resíduos cinco vezes ao dia. E, no tubo de saída, um medidor  quantifica a produção de biogás diariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Monitorando essa quantidade podemos identificar se as bactérias estão trabalhando bem, se a cinética de fermentação está sendo otimizada”, diz Ricardo Pinheiro, engenheiro agrônomo que ajudou a desenvolver o biodigestor em seu doutorado duplo na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP e na Unigena, supervisionado respectivamente pelos professores Maricê Oliveira e Attilio Converti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algas purificadoras&lt;br /&gt;Os pesquisadores também acoplaram ao biodigestor microalgas que, para crescer, retiram do biogás o gás carbônico, aumentando a concentração de metano da mistura e com isso, o poder calorífico. O biogás comum apresenta geralmente um poder calorífico de 5.500 quilocalorias por metro cúbico (kcal/m³), enquanto o biogás purificado têm poder calorífico de 8.400 kcal/ m³ – um aumento de 52%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As algas podem ser utilizadas para produzir ração para animais ou alimentar as bactérias do próprio biodigestor, já que são ricas em carboidratos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Há poucos trabalhos científicos sobre como otimizar o metabolismo das bactérias que fermentam os dejetos”, explica Pinheiro.&lt;br /&gt;O biodigestor poderá ser instalado em estações de tratamento de esgoto, criadouros de suínos e fazendas. Os pesquisadores vêm desenvolvendo o aparelho há mais seis anos e ainda estão aperfeiçoando o sistema. A meta é que o produto seja patenteado até abril do ano que vem. Ainda não há previsão de quando o aparelho chega ao Brasil, nem quanto deve custar, mas Pinheiro pretende instalar o primeiro na USP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informações: (11) 3091-3690, (11) 8391-2171, email rpsolive@usp.br &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte:http://www4.usp.br/index.php/tecnologia/18786-biodigestor-aperfeicoado-na-usp-produz-40-mais-gas-combustivel</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/feeds/2821758909961618680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2010/04/biodigestor-aperfeicoado-na-usp-produz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/2821758909961618680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/2821758909961618680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2010/04/biodigestor-aperfeicoado-na-usp-produz.html' title='Biodigestor aperfeiçoado na USP produz 40% mais gás combustível'/><author><name>Victor Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05712287979027148808</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3076957049257064380.post-7419758394425895957</id><published>2010-04-16T09:07:00.000-07:00</published><updated>2010-04-16T09:11:45.677-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Química/Engª Química"/><title type='text'>Na vanguarda das pesquisas em biocatálise-Unicamp</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjoOvPhGc1TTFW0KFFDCvbto_oyPkCENROMrKzvy-1brM3mXEm4BkVzHcmYIfu3kXoALIuqCEB8BGTQUP6x3GjBUrEaVmbrmjRTOzv5c3y_Bsv8SCefasRi8pQ6eM6aWFt_pGkiWDa0QOY/s1600/unicamp.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 196px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjoOvPhGc1TTFW0KFFDCvbto_oyPkCENROMrKzvy-1brM3mXEm4BkVzHcmYIfu3kXoALIuqCEB8BGTQUP6x3GjBUrEaVmbrmjRTOzv5c3y_Bsv8SCefasRi8pQ6eM6aWFt_pGkiWDa0QOY/s320/unicamp.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5460768631727526066&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;ISABEL GARDENAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Projeto temático rende descobertas e artigos em revistas internacionais &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a década de 80, os químicos da Unicamp José Augusto Rosário Rodrigues e Paulo José Samenho Moran atuam no front das pesquisas em biocatálise no Brasil. Esta área se dedica ao emprego de micro-organismos para promover transformações químicas de produtos. Com esta tarefa, eles trabalham especialmente no desenvolvimento de novas metodologias relacionadas aos fármacos. Em dezembro último, por exemplo, os pesquisadores concluíram o projeto temático da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) denominado “Biocatálise em síntese orgânica”, que teve duração de cinco anos e foi coordenado por Rodrigues. O saldo foi altamente positivo, segundo os pesquisadores, não somente por servir aos propósitos de fazer avançar a pesquisa, mas pela finalidade social de capacitar alunos e beneficiar a indústria com novas descobertas. Em cinco anos do projeto, houve uma média de 15 publicações em revistas internacionais e, recorrendo às publicações sobre o tema desde a década de 80 então, foram mais de 50.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando iniciou, o projeto temático teve financiamento da Fundação no valor de R$ 500 mil, verba que permitiu comprar reatores e equipamentos para análise dos produtos gerados. “Ganhamos ainda um equipamento de infravermelho e um cromatógrafo gasoso, que vêm sendo utilizados por outros colegas do IQ e de outros institutos”, conta Moran. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo, conforme Rodrigues, vinha sendo produzir intermediários para realizar a síntese de fármacos. Esses intermediários trazem como característica a quiralidade. O fato de serem quirais, explica Moran, já os torna interessantes. “Isso porque o organismo somente aceita intermediários que sejam reconhecidos pelos nossos centros receptores. No caso de um racêmico, você praticamente terá duas substâncias de imagem especular e somente uma vai interagir com o seu organismo para promover o benefício”, afirma. A outra, prossegue ele, pode causar até efeitos tóxicos. Assim sendo, esses intermediários têm sempre centros quirais com a possibilidade de fazer “enantiômeros”, que são produtos que possuem imagem especular não-superponíveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moran ensina que essas duas moléculas têm as propriedades das mãos que, apesar de aparentemente iguais, são diferentes, pois apresentam a relação de imagem especular não-superponível. “Se pegarmos uma luva da mão esquerda e colocarmos na mão direita, o que vai acontecer? Não vai servir. As luvas parecem iguais, mas não são. A ideia é que essas biotransformações produzam somente uma possibilidade. Nesse caso específico, ela somente produziria a mão direita, não a esquerda – apenas um enantiômero.” A finalidade seria produzir moléculas oticamente ativas. “Cada tipo de produto farmacológico precisa de um catalisador específico para realizar uma determinada reação. Por isso, temos tentado descobrir novas metodologias cada vez mais sofisticadas para a triagem de enzimas de interesse”, comenta Rodrigues. As metodologias desenvolvidas em geral buscam unir dois aspectos: alto rendimento e pureza óptica elevada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com ele, trabalhar com novas metodologias implica executar reações não apenas em meio aquoso, mas também em meio onde o micro-organismo esteja imobilizado em um suporte. Isso é fundamental para estimular as reações de maneira contínua. E é o que a indústria deseja, diz. “Na reação em meio aquoso, o processo tem que ser feito sempre em ‘batelada’: faço uma reação agora, isolo o produto e o micro-organismo, o qual provavelmente não conseguirei utilizar novamente”. Quando em processo suportado, diferencia, “posso reutilizar o micro-organismo em reações sucessivas e sequenciais. Faço uma reação agora, retiro aquele micro-organismo que eu utilizei e coloco-o novamente para fazer uma outra reação, num novo ciclo de processo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fármacos&lt;br /&gt;Muitas das metodologias desenvolvidas pelos dois pesquisadores do Departamento de Química Orgânica do IQ podem ser utilizadas na síntese para produção de fármacos. Um exemplo disso foi que o grupo realizou a síntese de um intermediário na preparação do indinavir, droga empregada na terapêutica da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids), um inibidor de protease que teve a sua liberação para uso em 1996. O grupo teve ainda participação ativa na parte final da síntese do taxol, hoje o medicamento mais indicado no tratamento do câncer de próstata e de mama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigues relata que essas metodologias já davam alguns indícios de que rumo seguir, pois a indústria já fazia algumas dessas transformações. No entanto, o grupo do IQ buscou criar metodologias servindo-se de outras rotas alternativas, abrindo mão dos reagentes químicos em prol dos reagentes naturais. As reações que normalmente são efetuadas através de reagentes químicos são substituídas pelas enzimas, que então fazem as biotransformações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como desdobramento do projeto temático da Fapesp, o professor Sérgio Marangoni, do Departamento de Bioquímica do Instituto de Biologia (IB), forneceu aos pesquisadores do IQ o veneno de serpente purificado. O material foi utilizado como um biocatalizador para efetuar transformações químicas. O aluno de mestrado do IQ Renan Augusto Siqueira Pirolla, inclusive, defendeu tese sobre a aplicação de fosfolipase A2 de veneno de serpentes em biocatálise, orientado por Rodrigues, e o conteúdo estará sendo publicado em breve. A expectativa dos autores é que a metodologia desenvolvida aqui possa ser utilizada não apenas como micro-organismo mas como enzimas contidas dentro do veneno da serpente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Função social&lt;br /&gt;Outra metodologia criada no Laboratório de Biocatálise e Síntese Orgânica foi publicada há pouco no livro Practical Methods for Biocatalysis and Biotransformations, recém-lançado e organizado pelos estudiosos John Whittall e Peter W. Sutton. Tanto Rodrigues como Moran assinam artigo que aborda a hidroxilação de dois compostos orgânicos – indano e tetralina, empregados na síntese de produtos farmacêuticos. Para ambos, a interação com vários especialistas somente tem a contribuir para a ampliação do tema. Também sempre que podem, eles acompanham eventos da área como o de Biocatálise e Biotransformação, além do Biotrans, que acontece na Europa a cada dois anos. “Esta é a oportunidade de apresentarmos os nossos resultados e conhecer outros”, destaca Moran.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele esclarece que a função social da pesquisa conduzida no IQ está na formação dos alunos e aplicação no setor produtivo. “Pretendemos realizar investigações com possível uso pela indústria, principalmente pelo setor farmacêutico”, diz. “Ao longo desses anos, tivemos a participação de alunos de iniciação científica, mestrado, doutorado e de pós-doutorado. Esses alunos hoje estão atuando como docentes em universidades que abriram recentemente concurso e muitos deles estão adentrando as portas das indústrias, todos praticamente trabalhando neste campo de biotransformação. Desenvolvemos aqui pessoas com treinamento para executar biotransformações e fermentações.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próximo passo estudado por Rodrigues e Moran é dar continuidade a esta linha de pesquisa, mas agora atuando com biocombustíveis. Dentro dessa área, deverão ser visibilizadas novas metodologias, tanto para produzir etanol como outros compostos de amplo uso pela indústria petroquímica, substituindo esses produtos por outros não-fósseis, ou seja, renováveis. “Os compostos preparados, biotransformados, são hoje considerados ‘química verde’. Todos esses produtos gerados não são derivados da indústria petroquímica. Trata-se de produtos politicamente corretos e cujo conjunto de diretrizes é voltado à redução do impacto ambiental dos processos químicos”, destaca Rodrigues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao falarem de interdisciplinaridade, os pesquisadores do IQ acreditam que esta será a evolução natural e que a inter-relação com outros grupos de pesquisa da Unicamp, como o Departamento de Genética do IB e com a Faculdade de Engenharia Química (FEQ), poderão ampliar a discussão de temas como os biocombustíveis e as matérias-primas para substituir os produtos da indústria petroquímica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte:http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/abril2010/ju457_pag11.php#</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/feeds/7419758394425895957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2010/04/na-vanguarda-das-pesquisas-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/7419758394425895957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/7419758394425895957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2010/04/na-vanguarda-das-pesquisas-em.html' title='Na vanguarda das pesquisas em biocatálise-Unicamp'/><author><name>Victor Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05712287979027148808</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjoOvPhGc1TTFW0KFFDCvbto_oyPkCENROMrKzvy-1brM3mXEm4BkVzHcmYIfu3kXoALIuqCEB8BGTQUP6x3GjBUrEaVmbrmjRTOzv5c3y_Bsv8SCefasRi8pQ6eM6aWFt_pGkiWDa0QOY/s72-c/unicamp.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3076957049257064380.post-3350026305745827891</id><published>2010-04-08T22:41:00.000-07:00</published><updated>2010-04-08T22:43:27.545-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Química/Engª Química"/><title type='text'>Químico desenvolve material utilizado em eletrodos de células a combustível</title><content type='html'>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgk_AFdAHXgGcddSDtYhFg2MDor5CA-PyO5zbAOrVUgeil8B6NP_8nNlmz_s7uSrBGCcgTqNsd8lLDCHRc3QXQjiuOYfb1q3wT_j9jnm2G-lGlfBcMoy4g_1-0UODmtzvVEBq1zfXc606s/s1600/img_ju456-11.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 260px; height: 236px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgk_AFdAHXgGcddSDtYhFg2MDor5CA-PyO5zbAOrVUgeil8B6NP_8nNlmz_s7uSrBGCcgTqNsd8lLDCHRc3QXQjiuOYfb1q3wT_j9jnm2G-lGlfBcMoy4g_1-0UODmtzvVEBq1zfXc606s/s320/img_ju456-11.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5458009225150310594&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;ISABEL GARDENAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criar um novo material sólido para ser utilizado em eletrodos de células a combustível foi uma das proposições da pesquisa do doutorando Jean Marcel Ribeiro Gallo, defendida recentemente no Instituto de Química (IQ). Trata-se de um condutor de eletricidade baseado na estrutura de uma “peneira molecular”, que por sua vez é um importante material de suporte com uma grande área superficial a qual garante maior espaço para ocorrerem reações de interesse da pesquisa. Além do valor do invento, que busca a substituição das fontes de energia tradicionais por uma alternativa e sustentável, o trabalho revela-se a primeira experiência do Instituto num programa de doutorado de co-tutela. A parceria, neste caso com a Università del Piemonte Orientale, Itália, possibilitará a Gallo receber dois diplomas com o título de doutor em ciências. Na Itália, o certificado será expedido em poucas semanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gallo relata que aproveitou ao máximo a permanência na Itália e que sua escolha recaiu sobre este país por uma conjunção de fatores, sendo talvez o mais forte o fato de ter ascendência italiana. Ele chegou em Alessandria, cidade que abriga aquela universidade, com algumas incertezas em relação à língua, pois havia feito apenas um curso básico no Brasil. Mas estava convicto quanto à escolha do tema que iria desenvolver, o que facilitou optar por uma pesquisa de envergadura, tendo como foco as células a combustível. Ganhou dois orientadores: a professora Heloise de Oliveira Pastore, atual diretora do IQ, e o professor italiano Leonardo Marchese, do Departamento de Ciência e Tecnologia Avançada da Università del Piemonte Orientale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No estudo de Gallo, o novo material é descrito como um sólido cerâmico poroso. Ele possui poros de tamanhos muito precisos, capazes de selecionar moléculas, característica que herdou das peneiras moleculares. Mas também contém partículas condutoras de grafite que permitem o seu emprego como eletrodos na célula a combustível. Sobre esse material são depositados os metais que são os catalisadores, já devidamente descritos na literatura. “O fato de se usar especificamente estes catalisadores não foi descoberto por nós. O que é de nossa autoria é o material com o qual se fazem os eletrodos. Ele exibiu um desempenho maior (20% a 40%) do que o material comercial”, ressalta Pastore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As células a combustível, informa o pesquisador, correspondem a baterias que, ao invés de serem carregadas na corrente elétrica, como aquelas dos celulares e dos notebooks, passam a ser alimentadas com combustível. Em sua pesquisa, o combustível adotado foi o metanol, cuja uso foi detalhado ao longo dos quatro anos de doutorado, “entretanto o etanol será o objetivo futuro do nosso trabalho”, esclarece. O etanol, o mesmo álcool presente nas bebidas alcoólicas e nos combustíveis dos postos de gasolina, se distingue do metanol por duas razões principais: é menos tóxico, apresentando menor risco de contaminação; e é produzido abundantemente no Brasil a partir da cana-de-açúcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pastore aponta que a reação da célula produz gás carbônico (CO2). Por esse motivo, salienta que algumas pessoas têm questionado a sustentabilidade de tal sistema, já que emite um gás estufa, mas também ressalta que neste caso é um bioálcool. “Portanto, de uma certa forma é tão sustentável e renovável quanto o etanol usado nos veículos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gallo chegou à avaliação da nova família de materiais cerâmicos, denominada por ele e seus orientadores “carbonos cerâmicos mesoporosos”, com medidas eletroquímicas baseadas na variação da voltagem, em função do quanto a célula deve produzir de corrente elétrica. A tecnologia das células a combustível não é recente, adianta. O primeiro boom sobre o assunto ocorreu na década de 70.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe inclusive o uso dessas células comercialmente, expõe o químico. “Não tanto deste tipo que trabalhamos. Embora já haja sistemas comerciais que estão sendo vendidos e instalados. Um muito difundido é o gerador de eletricidade de emergência da Universidade da Califórnia, relata o pesquisador. “Por outro lado, ainda será preciso avançar para substituir completamente os sistemas em uso atualmente.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As intervenções na tese, segundo Gallo, partiam de ambos os orientadores e não raro discutiam a três o passo a passo do trabalho. Ele enviava alguns rascunhos efetuados na Itália para Pastore fazer suas próprias anotações, e vice-versa. Apesar de mais trabalhosa, a pesquisa valeu a pena na sua opinião e resultou em um “material duplamente qualificado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O químico garante que é inédita na Unicamp a investigação de células a combustível baseadas em etanol ou metanol. “Temos no Instituto de Física um grupo de pesquisa dedicado a estas células, porém alimentadas diretamente com hidrogênio. O nosso estudo envolve uma célula a combustível baseada em metanol como modelo para uso na direção do etanol.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O custo final de uma célula a combustível desse tipo ainda não foi estimado, pois a produção ocorreu apenas em escala laboratorial. Os testes iniciais, feitos com metanol, indicam que a célula construída com o novo sólido para os eletrodos tem um melhor desempenho, particularmente em um dos eletrodos da célula a combustível. O uso no outro eletrodo precisará passar por um processo de otimização. “Após isso ainda será necessário determinar como fazer a célula funcionar com o etanol, o que é tecnicamente mais difícil, para então começar a pensar em comercialização. Uma coisa é certa: estudaremos o uso do etanol”, afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte:http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/abril2010/ju456_pag11.php#</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/feeds/3350026305745827891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2010/04/quimico-desenvolve-material-utilizado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/3350026305745827891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/3350026305745827891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2010/04/quimico-desenvolve-material-utilizado.html' title='Químico desenvolve material utilizado em eletrodos de células a combustível'/><author><name>Victor Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05712287979027148808</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgk_AFdAHXgGcddSDtYhFg2MDor5CA-PyO5zbAOrVUgeil8B6NP_8nNlmz_s7uSrBGCcgTqNsd8lLDCHRc3QXQjiuOYfb1q3wT_j9jnm2G-lGlfBcMoy4g_1-0UODmtzvVEBq1zfXc606s/s72-c/img_ju456-11.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3076957049257064380.post-3558854847376604220</id><published>2010-04-08T14:16:00.001-07:00</published><updated>2010-04-08T14:18:37.170-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Química/Engª Química"/><title type='text'>Metodologias detectam metais no etanol</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgV6kVnIKaKL32YUo2k6v0fEDAwU8CjUThIA7JXFcxr4y8nYKX-LkECLHm1dpQOP7IH30ccR5BjZi71z2wgOj81K1p906SdJBloZ6xBOP1M6YN0IT6SdBg3kPoJOXuBzNBKrNBjOw9SBd8/s1600/img_ju456-09a.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 280px; height: 195px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgV6kVnIKaKL32YUo2k6v0fEDAwU8CjUThIA7JXFcxr4y8nYKX-LkECLHm1dpQOP7IH30ccR5BjZi71z2wgOj81K1p906SdJBloZ6xBOP1M6YN0IT6SdBg3kPoJOXuBzNBKrNBjOw9SBd8/s320/img_ju456-09a.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5457879013388992146&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                      &lt;em&gt;Controle de qualidade do produto&lt;br /&gt;                        pode ser realizado em até meia hora&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JEFERSON BARBIERI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisa de doutorado desenvolvida no Instituto de Química (IQ) da Unicamp, com o apoio da Fapesp, chegou a três novas metodologias para o controle de qualidade do etanol combustível, utilizando a técnica de cromatografia de íons. Uma delas foi feita para a determinação de compostos aniônicos e as outras duas para íons metálicos, que incluem metais pesados e de transição. O trabalho feito por Jailson Cardoso Dias envolveu diferentes procedimentos de otimização, tanto da parte de separação cromatográfica quanto do tratamento dos dados. Num curto espaço de tempo, entre 20 e 30 minutos, há a possibilidade de determinação sequencial de até nove metais, incluindo a especiação do ferro, que foi considerada pela primeira vez em bioetanol. Outro objetivo desse trabalho é estimular o estabelecimento de novas normas para o controle de qualidade, não apenas no sentido de inserir novos analitos na legislação como também para desenvolver metodologias alternativas&lt;br /&gt;simples e de baixo custo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Dias, a legislação vigente, que estabelece as normas do etanol combustível no país (resolução ANP nº 36, de 2005) relacionadas aos parâmetros de qualidade, contempla poucos contaminantes químicos. Portanto, ele acredita que o desenvolvimento dessas novas metodologias seja um avanço, especialmente para a determinação de substâncias potencialmente contaminantes que não constam da resolução atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso do ferro e do cobre, explicou o pesquisador, já existem especificações, porém por metodologia espectroscópica. Os métodos cromatográficos desenvolvidos por ele são alternativos, apresentando alta seletividade e níveis de detectabilidade semelhantes àqueles obtidos pelas técnicas espectroscópicas, da ordem de partes por bilhão (ppb), com a vantagem de injeção direta de amostra sem precisar de pré-tratamento. Outra informação que o pesquisador considera bastante relevante é o emprego de um novo reagente químico em cromatografia, o qual possibilitou a estabilização do ferro(II) no meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo de contaminação, não só do etanol como de combustíveis em geral, pode acontecer desde a produção até a estocagem do produto para o consumidor final. São várias etapas, daí a importância do controle de qualidade, sobretudo porque o Brasil atualmente não é apenas um produtor, mas também um grande exportador de etanol. “Esse controle, principalmente para a exportação, deve ser mais rigoroso com essa matriz energética”, afirmou Dias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parceria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenvolvimento do trabalho foi feito em colaboração com o Centro Australiano de Pesquisa em Ciência da Separação (Australian Centre for Research on Separation Science – Across), sediado na Escola de Química da Universidade da Tasmânia (Austrália).&lt;br /&gt;Trata-se de um dos mais importantes na área de ciência de separação em geral, não só de cromatografia de íons, como de cromatografia gasosa e eletroforese capilar. Em 2009, Dias realizou um estágio de cinco meses recallnessa instituição, sob a supervisão dos professores Pavel Nesterenko e Paul Haddad, autoridades da área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o orientador do trabalho, professor Lauro Tatsuo Kubota, essa é a primeira colaboração entre o Laboratório de Eletroquímica, Eletroanalítica e Desenvolvimento de Sensores (Leeds) do IQ e o centro australiano, reconhecido mundialmente como o melhor em cromatografia de íons. Sobre a importância da pesquisa, o orientador enfatizou que o trabalho tenta suprir as necessidades do dia-a-dia. A questão do bioetanol, segundo Kubota, é importante não só para detectar uma fraude ou a qualidade, mas também para a obtenção de mais detalhes sobre o produto. “Existem várias questões que ainda não estão bem estabelecidas”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma delas se refere à quantidade de zinco encontrada nas amostras de etanol combustível, e que não é um parâmetro estabelecido pela legislação, tanto nacional quanto internacional. O que será necessário agora é determinar de onde vem essa fonte de zinco e o que isso pode causar. “Não sabemos os efeitos da presença deste metal no etanol combustível nos motores automotivos”, observou Kubota. O docente ressalta que esse tipo de informação é importante para melhorar o biocombustível, não só em termos de qualidade como também no que diz respeito à produção, transporte e estocagem. E, segundo o pesquisador, todo o conhecimento do produto em si leva ao aprimoramento de toda a cadeia, desde a produção até o consumo. “Se ficarmos restritos às análises das legislações, perderemos o restante da informação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com relação aos equipamentos utilizados na pesquisa, Kubota garante que são os mesmos que Dias utilizou na Austrália. A metodologia estabelecida é que é o diferencial. A estratégia é diferente. “Trata-se de uma linha de pesquisa ainda incipiente no Brasil, com muita coisa a ser feita”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Dias, existem outros métodos cromatográficos descritos na literatura para a determinação de elementos metálicos, no entanto ele usou uma coluna cromatográfica especial. Atualmente, a melhor coluna cromatográfica comercial não permite utilizar etanol com injeção direta de amostra, porque ela é feita à base de látex, um substrato polimérico não resistente a essa matriz orgânica. A coluna utilizada por Dias é à base de sílica, que se mostrou bastante estável – mesmo com 100% de etanol, não apresentou problemas. Todos os métodos foram desenvolvidos para matriz etanólica. Essa é uma vantagem porque, em geral, os procedimentos existentes necessitam de um tratamento prévio da amostra, o que demanda muito tempo. “Nossos métodos são rápidos e simples. A corrida é feita e os resultados são sequenciais. É um dos melhores sistemas cromatográficos para íons metálicos que já foi desenvolvido até o momento”, ressaltou Dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte:http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/abril2010/ju456_pag09.php</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/feeds/3558854847376604220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2010/04/metodologias-detectam-metais-no-etanol.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/3558854847376604220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/3558854847376604220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2010/04/metodologias-detectam-metais-no-etanol.html' title='Metodologias detectam metais no etanol'/><author><name>Victor Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05712287979027148808</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgV6kVnIKaKL32YUo2k6v0fEDAwU8CjUThIA7JXFcxr4y8nYKX-LkECLHm1dpQOP7IH30ccR5BjZi71z2wgOj81K1p906SdJBloZ6xBOP1M6YN0IT6SdBg3kPoJOXuBzNBKrNBjOw9SBd8/s72-c/img_ju456-09a.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3076957049257064380.post-3225895535256596695</id><published>2010-03-30T19:26:00.000-07:00</published><updated>2010-03-30T19:28:43.083-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Divulgação"/><title type='text'>São Vicente doa terreno a Unesp para o &quot;Instituto do Pré-Sal&quot;</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOHBEZvqpzbkYnwy-2Dt2QD7FYIIbst3Md7HWgv-RT9BCcIY2KWOhWJWQMtbgcvU6U2dLdJr6xKlB0uTnykEHYXXosQM3vH-ytLJzOtdtUd7bL4uJ5HvNkXhxeAYQ1f70KhLKvvTlCcSE/s1600/9999.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 304px; height: 320px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOHBEZvqpzbkYnwy-2Dt2QD7FYIIbst3Md7HWgv-RT9BCcIY2KWOhWJWQMtbgcvU6U2dLdJr6xKlB0uTnykEHYXXosQM3vH-ytLJzOtdtUd7bL4uJ5HvNkXhxeAYQ1f70KhLKvvTlCcSE/s320/9999.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5454619172972213426&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Agilidade. Palavra que resume a entrega do terreno localizado na Avenida Francisco Bensdorp, na Cidade Náutica, para instalação do Instituto do Mar com ênfase em Pré-Sal em São Vicente em menos de uma semana. A assinatura da escritura definitiva que firma a doação do terreno por parte da Prefeitura à Unesp, em cerimônia realizada nesta terça-feira (30/3), à tarde, no Salão Nobre do Paço, comprova isso. Por iniciativa do deputado federal Márcio França (PSB), em parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp), por intermédio do reitor Herman Jacobus Cornelis Voorwald, o novo instituto tem a finalidade de formar uma equipe de pesquisa e tecnologia com mais de 100 profissionais que sirva como referência em estudos do mar e do pré-sal em todo o Brasil. &lt;br /&gt;Na ocasião, o prefeito Tercio Garcia aproveitou para ressaltar a importância da agilidade tanto do corpo técnico da Prefeitura, do cartório, bem como da Câmara Municipal, que aprovou em tempo recorde os trâmites burocráticos para a liberação de recursos em Brasília. &lt;br /&gt;“No futuro, veremos nos jornais que estudiosos do Instituto do Mar em São Vicente darão sempre suas opiniões e ajudarão a tomar as decisões referentes a essas novas descobertas,” completou o deputado federal Márcio França. &lt;br /&gt;O deputado informa que apenas depois de quatro meses de negociação, o Ministério da Ciência e Tecnologia autorizou o empenho de R$ 26 milhões no orçamento da União de 2010. A conquista se deu após reunião com o ministro Sérgio Rezende, o chefe de gabinete do ministério, Alexandre Navarro e a assessora especial Ana Gabas. A viabilização do “Núcleo de Estudos Avançados do Mar – Um Olhar para o Pré-Sal”, denominação oficial do instituto, é fruto de emenda apresentada em 2009 pela bancada dos deputados federais e senadores representantes do Estado de São Paulo, com projeto idealizado por Márcio França e pelo senador Aloízio Mercadante (PT). &lt;br /&gt;Já o reitor da Unesp agradeceu ao prefeito Tercio e também ao deputado Marcio França por entender a importância do instituto. “Agradeço a todos pela rapidez e por entenderem que a Unesp vem para dar o máximo de seu conhecimento nesse passo importante na história deste País, com este instituto que será referência em todo o Brasil”. Ainda segundo Herman Voorwald, a intenção é que até o final do ano as atividades estejam em pleno funcionamento. &lt;br /&gt;O presidente da Câmara de São Vicente, Paulo Lacerda, aproveitou para enaltecer a maneira com que o Legislativo tratou o assunto. “Quero agradecer aos meus pares por entender a importância desse ato histórico para a nossa Cidade”. &lt;br /&gt;Estiveram também presentes à cerimônia, como representantes da Petrobras, o engenheiro naval Ricardo Migueis Picado, o consultor senior Elísio Caetano, o gerente setorial de Engenharia de Produção, Antônio Zedane, o tabelião Fernando Taveira, além dos vereadores Caio França, Diogo Batista, José Soares, Tiça, Valter Vera, Marco Bittencourt, Pedro Gouvêa, José Soares, Roberto Rocha e os secretários Jânio Banith (Governo) Tânia Simões (Educação), Brito Coelho (Turismo), Clóvis Vasconcellos (Comunicação), Leo Santos (Desenvolvimento Urbano e Manutenção Viária) e Renato Caruso (Cultura). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte:http://www.saovicente.sp.gov.br/noticias/visualizarnoticia.asp?ID=1608</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/feeds/3225895535256596695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2010/03/sao-vicente-doa-terreno-unesp-para-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/3225895535256596695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/3225895535256596695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2010/03/sao-vicente-doa-terreno-unesp-para-o.html' title='São Vicente doa terreno a Unesp para o &quot;Instituto do Pré-Sal&quot;'/><author><name>Victor Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05712287979027148808</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOHBEZvqpzbkYnwy-2Dt2QD7FYIIbst3Md7HWgv-RT9BCcIY2KWOhWJWQMtbgcvU6U2dLdJr6xKlB0uTnykEHYXXosQM3vH-ytLJzOtdtUd7bL4uJ5HvNkXhxeAYQ1f70KhLKvvTlCcSE/s72-c/9999.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3076957049257064380.post-1763896880255176564</id><published>2010-03-29T11:05:00.000-07:00</published><updated>2010-03-29T11:08:56.037-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Química/Engª Química"/><title type='text'>Químico investiga ação de herbicida líder de mercado</title><content type='html'>RAQUEL DO CARMO SANTOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Glifosato é hoje o herbicida mais usado no mundo. Apenas no Brasil, são consumidas cerca de 100 mil toneladas por ano, nas culturas de soja, cana-de-açúcar, café e cítricos, entre outras. Porém, são poucas as investigações sobre o mecanismo de ação do produto, principalmente da forma como o químico Flavio Bastos abordou em seu trabalho de mestrado apresentado no Instituto de Química (IQ). Ele analisou a ação do herbicida em água e determinou os parâmetros termodinâmicos de sua interação com íons metálicos como cobre, cálcio, zinco e alumínio. “A principal contribuição do trabalho é entender o comportamento do defensivo agrícola para propor o uso racional do produto. Não se trata de estimular a utilização, mas estabelecer parâmetros que determinem quais as melhores condições para se aplicar o produto, evitando assim seu uso de forma descontrolada e irresponsável”, explica Bastos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o químico, os metais são micronutrientes essenciais às plantas e as interações entre eles e o herbicida têm, entre outras consequências, a menor disponibilidade destes minerais para a planta. Quando o produto é aplicado no solo, por exemplo, ele pode ser retido pelas moléculas ou eliminado. Neste último caso, pode ser absorvido pelas plantas, havendo grandes chances de vir a atingir os lençóis freáticos e causar sérios impactos ambientais. No caso de ser retido pelas moléculas presentes no solo, interfere negativamente no desenvolvimento da planta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma série de fatores determina qual destes processos irá ocorrer e em que intensidade. Entre eles, a acidez do solo, a concentração do herbicida e a temperatura. “A combinação desses fatores é que vai definir tanto a eficiência quanto a fitotoxicidade do Glifosato na agricultura”, explica Bastos. Mas, a maior preocupação é com o uso inadequado do produto, que pode ocasionar uma eficiência menor que a desejada e levar o agricultor a utilizar uma quantidade maior que a necessária. Este aspecto aumenta ainda mais a sua presença no meio ambiente e se reflete em impactos ambientais maiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o Glifosato é classificado como herbicida não seletivo, ou seja, ataca qualquer tipo de planta e sua molécula interage fortemente com os íons presentes no solo, seu uso com outro tipo de defensivo agrícola, por exemplo, pode reduzir significativamente o efeito de um ou de outro produto. “Não existe consenso quanto aos mecanismos envolvidos neste processo de sua interação com os metais, por isso a importância de se entender melhor o comportamento do herbicida e avaliar as reações das quais ele participa”, esclarece Bastos. (R.C.S.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte:http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/marco2010/ju455_pag08b.php#</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/feeds/1763896880255176564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2010/03/quimico-investiga-acao-de-herbicida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/1763896880255176564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/1763896880255176564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2010/03/quimico-investiga-acao-de-herbicida.html' title='Químico investiga ação de herbicida líder de mercado'/><author><name>Victor Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05712287979027148808</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3076957049257064380.post-6965182099467307573</id><published>2010-03-28T13:40:00.000-07:00</published><updated>2010-03-28T13:49:42.828-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Biológicas"/><title type='text'>Genética ajuda a preservar a Copaíba do Cerrado paulista</title><content type='html'>Antonio Carlos Quinto / Agência USP &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudos realizados na Estação Ecológica de Assis (EEA) em São Paulo, cuja área é de 1.760 hectares (17,6 milhões de metros quadrados), avaliaram a diversidade genética e o sistema reprodutivo de uma espécie de copaíba (Copaifera langsdorffii). O trabalho realizado por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, traz subsídios para ações eficientes em relação à conservação e manejo da planta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A copaíba tem propriedades medicinais e é utilizada na indústria de cosméticos. “Desde o século 17, o bálsamo extraído do tronco da planta é utilizado no tratamento de problemas respiratórios, e também como antiinflamatório e cicatrizante. Em cidades do sudeste do País, 100 mililitros (ml) do bálsamo envasado chegam a custar R$20,00. Mas devido à devastação que ocorre no Cerrado, a copaíba está em risco de extinção em diversos estados”, conta o biólogo Roberto Tarazi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os principais resultados da pesquisa está o que recomenda o número ideal de plantas numa determinada área. “Na EEA temos cerca de 57 árvores adultas em 10 hectares. Para que a planta sobreviva por mais cinco gerações sem os efeitos prejudiciais causados pelo cruzamento entre plantas aparentadas, o ideal é uma área mínima de 24 hectares com 137 plantas. Infelizmente são poucos os remanescentes de Cerrado em São Paulo que apresentam essa área mínima, o que torna o risco de extinção mais alarmante”, aponta o pesquisador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra recomendação é que sejam implantados corredores ecológicos que conectem as áreas remanescentes do Cerrado, atualmente fragmentadas. “O primeiro passo para a instalação destes corredores seria respeitar a legislação, principalmente no que se refere à reserva legal e à mata ciliar. Outro passo é a recuperação dessas áreas e o uso de sistemas agroflorestais. Essas medidas auxiliariam na conservação do Cerrado e, consequentemente, da copaíba”, afirma o pesquisador, lembrando que a planta tem crescimento moderado e possui madeira de excelente qualidade, podendo ser usada em reflorestamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No estado de São Paulo, o Cerrado correspondia a 14% do território. Partes desta área acabaram dando espaço às pastagens (78%), à cultura de cana-de-açucar (26%) e às rodovias (19%), entre outras. “A área de Cerrado hoje corresponde a menos de 1% de sua distribuição original e sob formas de fragmentos isolados”, contabiliza Tarazi. A fragmentação do Cerrado levou à perda de habitat da copaíba e à redução no tamanho das populações, o que aumenta o grau de isolamento. “Outras consequências estão relacionadas à redução da diversidade genética”, aponta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aspectos genéticos&lt;br /&gt;O pesquisador usou em seu estudo um marcador molecular do tipo microssatélite, conhecido como Simple Sequence Repeats (SSR). Este marcador é ideal para discriminar geneticamente cada planta, exatamente como se faz com os testes de paternidade em humanos. “Esta ferramenta nos possibilitou conhecer aspectos genéticos de como as famílias de plantas se organizam pela floresta. Ou ainda a distância que o pólen e as sementes da copaíba usualmente percorrem até se estabelecerem”, descreve Tarazi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cientistas verificaram, entre outros dados, que a copaíba, como outras plantas, têm flores hermafroditas e possui a capacidade de se autopolinizar. “Mesmo tendo esta capacidade, muitas plantas dependem dos polinizadores, principalmente as abelhas, para cruzarem-se uma com as outras.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tarazi iniciou suas pesquisas em 2006. Em 2009 defendeu sua tese de doutorado Diversidade genética, estrutura genética espacial, sistema de reprodução e fluxo gênico em uma população de Copaifera langsdorffii, no Departamento de Genética da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba. O pesquisador contou com a orientação do professor Roland Vencovsky, do Departamento de Genética e com a colaboração do professor Paulo Yoshio Kageyama, do Departamento de Ciências Florestais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte:http://www4.usp.br/index.php/meio-ambiente/18637-genetica-ajuda-a-preservar-a-copaiba-do-cerrado-paulista</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/feeds/6965182099467307573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2010/03/genetica-ajuda-preservar-copaiba-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/6965182099467307573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/6965182099467307573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2010/03/genetica-ajuda-preservar-copaiba-do.html' title='Genética ajuda a preservar a Copaíba do Cerrado paulista'/><author><name>Victor Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05712287979027148808</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3076957049257064380.post-6504465219036360630</id><published>2010-03-28T13:37:00.000-07:00</published><updated>2010-03-28T13:39:54.741-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Astronomia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Física"/><title type='text'>LHC poderá revelar a matéria escura.(Título modificado)</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh8vt5dT_t4fmrW9XHwkFkyCUTn-EIKTxeJgMrDLdcYufBFuVDoty_E5xXNmud_0UcyKWaRs6Oj_6PaEawYtlVy5EjSXhDapDydEPotRIqYaAbPBlvaYy_4ESHsrvA1FQmzhiU_TSJ-8I0/s1600/99999999999999999999999.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 285px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh8vt5dT_t4fmrW9XHwkFkyCUTn-EIKTxeJgMrDLdcYufBFuVDoty_E5xXNmud_0UcyKWaRs6Oj_6PaEawYtlVy5EjSXhDapDydEPotRIqYaAbPBlvaYy_4ESHsrvA1FQmzhiU_TSJ-8I0/s320/99999999999999999999999.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5453787147383254178&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por Robert Evans&lt;br /&gt;Em Genebra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A matéria escura, que os cientistas acreditam que forme até 25 por cento do universo, mas cuja existência nunca foi provada, poderá ser detectada pelo acelerador de partículas gigante da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern), disse nesta segunda-feira o diretor-geral do centro de pesquisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rolf-Dieter Heuer afirmou em uma entrevista coletiva que alguma evidência da matéria poderá surgir até mesmo no curto prazo a partir do acelerador de partículas destinado a recriar as condições do Big Bang, o nascimento do universo ocorrido há cerca de 13,7 bilhões de anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;Não sabemos o que é a matéria escura&quot;, disse Heuer, diretor do Cern que fica na fronteira entre Suíça e França, nas proximidades de Genebra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;Nosso Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês) poderá ser a primeira máquina a nos dar um insight sobre o universo escuro&quot;, disse ele. &quot;Estamos abrindo a porta para a Nova Física, para um período de descobertas.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Astrônomos e físicos afirmam que apenas 5 por cento do universo é conhecido atualmente e que o remanescente invisível consiste de matéria escura e de energia escura, que formam cerca de 25 por cento e 70 por cento, respectivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;Se formos capazes de detectar e compreender a matéria escura, nosso conhecimento vai se expandir para abarcar 30 por cento do universo, um enorme passo adiante&quot;, afirmou Heuer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O LHC, a maior experiência científica do mundo centralizada num túnel subterrâneo oval de 27 quilômetros, está atualmente em atividade para, até o final do mês, colidir partículas com a maior energia já alcançada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte:http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/reuters/2010/03/08/experiencia-do-big-bang-podera-revelar-a-materia-escura.jhtm</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/feeds/6504465219036360630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2010/03/lhc-podera-revelar-materia-escuratitulo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/6504465219036360630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3076957049257064380/posts/default/6504465219036360630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quimicaeciencias.blogspot.com/2010/03/lhc-podera-revelar-materia-escuratitulo.html' title='LHC poderá revelar a matéria escura.(Título modificado)'/><author><name>Victor Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05712287979027148808</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh8vt5dT_t4fmrW9XHwkFkyCUTn-EIKTxeJgMrDLdcYufBFuVDoty_E5xXNmud_0UcyKWaRs6Oj_6PaEawYtlVy5EjSXhDapDydEPotRIqYaAbPBlvaYy_4ESHsrvA1FQmzhiU_TSJ-8I0/s72-c/99999999999999999999999.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>