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		<title>Produtos, Ações, Redes</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Dec 2011 16:09:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dasilvaorg</dc:creator>
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Acordo numa véspera de vésperas dessas datas que muitos esperam que mude tudo em nossas vidas,  mas que na verdade se tornaram apenas mais daqueles mecanismos da nossa sociedade de consumo. Termo velho aliás esse, sociedade de consumo. Será que ainda é só isso? Posso até dizer que tá ficando cada vez mais difícil [...]]]></description>
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<p>Acordo numa véspera de vésperas dessas datas que muitos esperam que mude tudo em nossas vidas,  mas que na verdade se tornaram apenas mais daqueles mecanismos da nossa sociedade de consumo. Termo velho aliás esse, sociedade de consumo. Será que ainda é só isso? Posso até dizer que tá ficando cada vez mais difícil de analisar o que ocorre ao nosso redor, principalmente pra esses indivíduos assim como eu que ainda ficam analisando. E não é só a questão do pesquisador não, como poderiam dizer alguns: ahhhh … é a tua pesquisa,  né? Não tem nada a ver com a minha pesquisa e tem tudo a ver, porque eu já não venho separando as coisas tem um bom tempo. Aliás, comecei a pesquisa buscando justamente isso, que minha vida, as aspirações, as atuações, as amizades e o querer um mundo menos sacana fossem o fundamental de um processo que para muitos é apenas um processo técnico. Não é meu caso. E aqui, falar desse acordar é trazer a espontaneidade das conversas, com afinidades e percepções que vamos assimilando nas pessoas que nos dizem coisas mais no fundo, que nos falam com um nítido olhar para a além das superficialidades de todas essas dinâmicas de “redes”.</p>
<p>Foi respondendo ao e-mail de uma dessas pessoas hoje, logo após acordar, que senti a necessidade de falar dessa questão dos produtos, das ações e das redes. Inicialmente dos produtos, porque a conversa girava em torno disso, de como essa conversa da cultura digital, das redes na cultura digital, de como os mecanismos pegam  um monte de experiências e pessoas como produtos que capitalizam, movimentam, monetizam e constroem as realidades interessantes para diferentes instâncias: empresários, governos, indivíduos e tudo isso misturado, porque no meio do tumulto da produção não dá pra distinguir.</p>
<p>É um processo de produção muito específico esse das redes da cultura digital mas ao mesmo tempo não foge aos princípios básicos daquela lógica da produção-consumo com a qual estamos acostumados nos produtos ditos “tradicionais”. Não vou  me estender aqui nas análises das especificidades ou diferenças desses processos, porque  é uma ação que merece pesquisa, método e tempo. Mas não poderia deixar de registrar isso, porque parece que não é algo facilmente perceptível por algumas das pessoas envolvidas. O que preocupa,  porque  as pessoas e suas ações nesse cenário são, quando não o próprio produto, componentes fundamentais dos produtos. O que minha possível futura amiga diz é que uma vez que já se está na feira fica difícil de se perceber como produto nesse processo. Não sei. Tenho difficuldade de ver as pessoas envolvidas nesses processos, especificamente as que me trouxeram o insight inicial dos produtos na feira da cultura digital, como alienadas nesse ponto, como não conscientes, como se isso fosse algo muito difícil de compreender.</p>
<p>Quanto às ações e redes, são a parte mais legal e ao mesmo tempo mais intrigante de falar por aqui, dentro de uma lógica e prática que já venho exercitando tem um tempo. O que acontece quando alguém com quem me relaciono quase que exclusivamente pela Internet me chama a atenção para algo e me faz ter vontade de escrever para o online é buscar imediatamente o link para citar essa pessoa. Só que nesse processo, no resgate dos links, acabo relendo coisas que essas pessoas escreveram e isso vai gerando  sentimentos, percepções, novos insights  que alguma medida estão associados até à noção de reacesso que gerou este espaço de escrita aqui. Pois bem, no caso de hoje o que reencontrei foi uma análise muito inspirada e sutil de questões entre consumo e redes sociais que me transportaram imediatamente para o nosso contexto de ações e redes. Lendo eu tive o impulso inicial de dizer: “mas não é assim apenas nas redes sociais online, nossas redes analógicas são essencialmente isso também”. Será?</p>
<p>Não vou linkar o conteúdo. Algo me diz hoje que não é para ser linkado. Também não me pergunte o porquê, não saberei responder. Quer dizer, até penso que sei, mas também sei que tem muito mais que escapa (termo que ouvi muito da minha companheira nos últimos anos) a esse saber. O reacesso da noção com redes e ações é uma daquelas serendipidades desses dias das vésperas, não esquecendo claro que, do “real” que haja nisso tudo, essas redes precisam ser consideradas como  apenas uma das redes do processo das redes nas práxis metafins. Questão teóricometodológica de abertura de visão e de possibilidades.</p>

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		<title>Práxis MetaAfins: Fechando/Abrindo Ciclos</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Dec 2011 22:06:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dasilvaorg</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Entre 2 e 4 de dezembro agora (2011), como mostram os posts anteriores,  estive no Rio de Janeiro participando do Festival Internacional Cultura Digital.Br,  uma ida  viabilizada pela proposta aprovada da Desconferência MetaRec. A dinâmica do festival foi muito própria do que me parece ser o fluxo de tentativas de estabilizar as coisas que estão circulando principalmente [...]]]></description>
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<p>Entre 2 e 4 de dezembro agora (2011), como mostram os posts anteriores,  estive no Rio de Janeiro participando do Festival Internacional Cultura Digital.Br,  uma ida  viabilizada pela <a href="http://rede.metareciclagem.org/wiki/Proposta-Festival-CulturaDigitalBr-2011" target="_blank">proposta aprovada da Des</a><a href="http://rede.metareciclagem.org/wiki/Proposta-Festival-CulturaDigitalBr-2011" target="_blank">conferência MetaRec</a>. A dinâmica do festival foi muito própria do que me parece ser o fluxo de tentativas de estabilizar as coisas que estão circulando principalmente na megatag #artetecnologiapolítica. Definir qualquer coisa alí era demarcação de posição. Tristemente, em muito do que vi e não vi,  posições com pouco de coletividade, com tons individualistas nas disputas por espaços de ação.</p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-1301" src="http://reacesso.webnos.org/wp-content/uploads/2011/12/2011-12-04_12-42-03_551-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></p>
<p>A festa talvez tenha sido o traço da nossa brasilidade mais interessante por lá, lembrando uma coisa que Felipe Fonseca já andou falando por aí.  Boas festas, institucionais ou não. Já os contrastes, os contrapontos, as alteridades,  pelo menos do que eu vi/percebi,  estão em significações que requerem muito mais assimilação do  que a superficialidade daquilo tudo permite. No final das contas, a nossa cultura digital ali talvez tenha sido apenas mais das manifestações das nossas redes analógicas (comparação que alguém também andou fazendo por lá). A fronteira do digital, e isto cada vez passa a fazer mais sentido, nunca existiu.</p>
<p>Na [Des]conferência Tecendo Redes mais ou menos 25 pessoas pegaram mo microfone para se apresentar, num estranho ritual que, como foi comentado posteriormente, para alguns já parece não fazer mais sentido.  Viviane Nonato fez falta, e isso foi outra estranheza dessas expectativas que construímos em torno de tudo. Alguns mais que outros, claro.</p>
<p>Perdido na tentativa de assimilação de todas as imagens, agências, cochichos, sorrisos, inquietações, indiferenças que me circulavam consegui anotar pouco além do nomes dos que se apresentaram. Mas a experiência foi única, aprendizado, como sempre tem sido com a MetaReciclagem. Já no finzinho da conversa em roda me dividi entre prestar atenção em quem falava e olhar  ao redor para os outros movimentos, para o vai e vem de alguns de nós na roda, até que eu mesmo não resisti e levantei para falar com alguém que estava por perto enquanto o microfone continuava passando e&#8230; de repente, já estávamos na festa de encerramento. Ciclo fechado, ciclos abertos.</p>

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		<title>FICD.Br,  Começando</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Dec 2011 13:49:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dasilvaorg</dc:creator>
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O festival neste primeiro dia se mostrou como uma grande festa, marcada caracteristicamente pelo cocktail de abertura. Talvez por ter se iniciado com o nome de Fórum da Cultura Digital, e de certa forma isto ainda estar como uma marca forte na minha cabeça, a expectativa de festa a qual eu deveria ter associado imediatamente [...]]]></description>
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<div id="_mcePaste">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">O festival neste primeiro dia se mostrou como uma grande festa, marcada caracteristicamente pelo cocktail de abertura. Talvez por ter se iniciado com o nome de <em>Fórum</em> da Cultura Digital, e de certa forma isto ainda estar como uma marca forte na minha cabeça, a expectativa de festa a qual eu deveria ter associado imediatamente a festival(claro) não é  a motivação maior da minha presença aqui. Não dá pra acompanhar tudo, claro, como sempre. Mas dos recortes, do meu trânsito, no feeling, o que me provoca questionamentos inicialmente é a<strong> questão da consciência.</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">As marcas discursivas de hoje nos espaços que se abriram com os microfones são apenas detalhes.  A azaração &#8220;política&#8221; é o mote. Mas que &#8220;política&#8221; e essa? Para a MetaReciclagem, com toda a minha licença construtiva do movimento, o que se avizinha parece interessante. Principalmente porque a política que vejo agora é muito mais a do afeto, da construção das alternativas.</p>
</div>

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		<title>MetaReciclagem Tecendo Redes: Chegada</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 13:44:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dasilvaorg</dc:creator>
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Acabei de chegar para a Desconferência MetaRec no Festival Internacional Cultura Digital no Rio de Janeiro.
Estamos nos acomodando na Lapa, subida pra Santa Tereza e logo mais vamos nos deslocar para o MAM, sede do evento. Da rede metarec encontrei logo de cara com a Lelex e depois com  Sília Moan, Meiry Coelho e Marcelo [...]]]></description>
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<div id="_mcePaste"><a href="http://reacesso.webnos.org/wp-content/uploads/2011/12/2011-12-02_11-37-18_26.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1287" title="2011-12-02_11-37-18_26" src="http://reacesso.webnos.org/wp-content/uploads/2011/12/2011-12-02_11-37-18_26-300x225.jpg" alt="" width="240" height="180" /></a>Acabei de chegar para a Desconferência MetaRec no Festival Internacional Cultura Digital no Rio de Janeiro.</div>
<div id="_mcePaste">Estamos nos acomodando na Lapa, subida pra Santa Tereza e logo mais vamos nos deslocar para o MAM, sede do evento. Da rede metarec encontrei logo de cara com a Lelex e depois com  Sília Moan, Meiry Coelho e Marcelo Braz.</div>
<div id="_mcePaste">Tem mais uma galera pra chegar hoje à tarde. O que vai ser desse encontro ainda nem dá para imaginar. Na cabeça agora, sem olhar os objetivos que colocamos no projeto, lembro que vamos falar sobre o Encontrão Tropical a ser realizado em maio de 2012 em Ubatuba.</div>
<div id="_mcePaste">Vim com uma coisa na cabeça em relação a isto. E acontecimentos ação d recentes, com passagens, grana, outras coisas reforçaram meu pensamento.</div>
<div id="_mcePaste">Trata-se justamente das estratégias de custeio dos deslocamentos, como construir isso sem depender de edital, de ministério?</div>
<div id="_mcePaste">Vamo que vamo e segue o barco.</div>

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		<title>MutGamb: O que une/separa?</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Nov 2011 17:05:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dasilvaorg</dc:creator>
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O que nos une?  A pergunta foi feita para o “coletivo editorial mutgamb”  logo após o debate no  lançamento do livro do efeefe em Ubatuba, onde estamos em reunião para definir rumos, afinar propostas, idealizar orçamentos etc. Tão pertinente quanto esta pergunta uma outra poderia ter sido colocada logo em seguida por um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-1281" title="reuniaimutgamb" src="http://reacesso.webnos.org/wp-content/uploads/2011/11/reuniaimutgamb-300x218.png" alt="" width="300" height="218" />O que nos une?  A pergunta foi feita para o “coletivo editorial <a href="http://www.mutgamb.org/" target="_blank">mutgamb</a>”  logo após o debate no  lançamento do <a href="http://efeefe.no-ip.org/livro/laboratorios-pos-digital" target="_blank">livro do efeefe</a> em Ubatuba, onde estamos em reunião para definir rumos, afinar propostas, idealizar orçamentos etc. Tão pertinente quanto esta pergunta uma outra poderia ter sido colocada logo em seguida por um de nós, o que pode nos separar? E isso  importa?</p>
<p>Essa ação /conversa que estamos tendo por aqui  é algo que tem um padrão, um vínculo ordenado. Mas isto não é algo objetivo, evidente, claro.  Ou melhor, há clarezas sim,  mas não aquelas possíveis de serem delimitadas apenas em discurso. Porque é a ação que acompanha o discurso que dá sentido a todas as propostas aqui discutidas e que faz com que estas propostas se tornem reais.  O que cada um de nós vai fazer com a tag “mutgamb” logo em seguida a este encontro pode fortalecer o que nos mantém juntos ou não. Mas, que importância tem para cada um de nós “estar juntos”?</p>
<p>Das coisas que me vem à cabeça agora, pensando nessa questão do estar juntos e de sua importância , algo que surge é a consideração de que não somos inicialmente um agrupamento espontâneo.  O mutgamb é uma intervenção planejada na rede de comunicação e informação da MetaReciclagem, ou melhor dizendo, é algo inicialmente estruturado para agir em torno da rede relacionamentos, comunicação e informação da MetaReciclagem e potencializar, articular, dar visibilidade à MetaReciclagem que queremos.  Uma estratégia de permanente demarcação, legitimação, fortalecimento dos ideais e práticas que se associam à MetaRec formando um comum de entendimentos, de desejos, de vontade de construir coisas juntos. Um comum que se coloca como um ponto de passagem interessante para as  articulações com a rede , enquanto rede, da rede. Para que juntos acolhamos o novo, o diferente, o “outro” que será  o “mesmo”. Ou, como não pode deixar de ser, o “mesmo” que será o “outro”. Mas nada fixo, nada definitivo, sempre fruto das associações com o comum.</p>
<p>Mas ter sido algo planejado não quer dizer que o agrupamento que  hoje somos, de pessoas, concepções, técnicas e qualquer outro elemento que queira ser destacado, não pode vir a gerar (ou já tenha gerado, esteja gerando) várias ligações espontâneas.  Algumas destas ligações podem até   manter o nome de “mutgamb”, ou os ideais em torno do que foi inicialmente planejado. Mas outras ações, práticas, conceitos também emergem.  E essa emergência talvez seja o mais legal disso tudo. A separação de alguns elementos com o passar do tempo é algo inevitável. Talvez o que fique, o que mantenha a união, possa ser pensado justamente como a diferença, a distinção, ou a consciência de alguns destes fatores que constituem esse comum em permanente construção.</p>

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		<item>
		<title>Novas Formas de Organizar, Redes e Administração</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Nov 2011 01:58:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dasilvaorg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Administração]]></category>
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Uma das minhas principais  preocupações como administrador,   e como profissional que atua na  formação de administradores,  é com a natureza do conhecimento trabalhado em nossa área. Ou melhor, com a pertinência e adequação deste conhecimento para práxis. Principalmente em processos que ensejam possíveis novas formas de organizar e que levam à [...]]]></description>
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<p>Uma das minhas principais  preocupações como administrador,   e como profissional que atua na  formação de administradores,  é com a natureza do conhecimento trabalhado em nossa área. Ou melhor, com a pertinência e adequação deste conhecimento para práxis. Principalmente em processos que ensejam possíveis novas formas de organizar e que levam à necessidade de novas formas de compreender.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-1248" title="By pfff... on Flickr" src="http://reacesso.webnos.org/wp-content/uploads/2011/11/image1-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" />A formação dos administradores está essencialmente atrelada  à gestão empresarial, ou,  como já falei em outras ocasiões, à tecnologia de gestão empresarial.   As práticas, os conceitos, a ideologia, as construções discursivas, tudo está profundamente enraizado no pensamento de desenvolver empresas, que pode ser resumido à criação e manutenção de vantagens competitivas.  E assim todos os possíveis significados e práxis da administração acabam sendo reduzidos a esta perspectiva.</p>
<p>A redução da administração à perspectiva empresarial preocupa por dois motivos. Primeiro porque há  realidades de gestão  em que não faz o mínimo sentido operar nesta lógica. Segundo porque a própria lógica da gestão empresarial parece estar se desgastando, perdendo o fôlego,  conforme as pessoas despertam a cada dia  para noções como a de  comércio justo, economia solidária, autogestão e auto organização.</p>
<p>Neste post me concentro no primeiro motivo, o de que em certas realidades não faz sentido operar com o conhecimento da gestão empresarial. E  neste caso <em>a realidade para a qual direciono meu olhar é a das redes auto organizadas</em>. Contexto que propaga-se como novo, com lógicas e características distintas das concepções tradicionais de organização.</p>
<p>Como atuante da rede Meta Reciclagem sempre trabalhei com a ideia de que o  conhecimento da administração, preso na camisa de força da perspectiva empresarial, não dá conta dos processos disso que se convencionou chamar de rede auto organizada.  Simplesmente porque para isso teríamos que de alguma forma relacionar a MetaReciclagem com uma percepção organizacional que entende a organização como uma entidade, como um macro-ator, como um sistema de fronteiras definidas que opera trocas com um ambiente. Vendo desta forma estaríamos sempre lidando com problemas que se apresentariam em função das limitações do objeto &#8220;organização&#8221;, das características da organização,  das contingências que moldam a estrutura e o desempenho de uma organização.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1266" title="By Intersection Consulting on Flickr" src="http://reacesso.webnos.org/wp-content/uploads/2011/11/image2.jpg" alt="" width="321" height="400" />Mas  o  próprio conceito de organização enquanto sistema já não anda muito bem na atualidade. Segundo a pesquisadora polonesa  <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Barbara_Czarniawska" target="_blank">Barbara Czarniawska</a> nos dias atuais é fácil perceber que a noção de organização vinculada à teoria de sistemas sofre de uma certa inconsistência. O ambiente não pode ser tido como um tipo de conjunto de problemas pré-existentes dentro dos quais uma organização ou um organismo está inserida. As  fronteiras, por exemplo,  só podem ser vistas quando pensa-se a “organização” de forma estática.  E mesmo no universo empresarial,  nos casos de  fusões, aquisições, <em>outsourcing, insourcing</em> etc, a idéia de fronteiras se torna frágil.</p>
<p>Para sair da armadilha da organização sistema, entidade,  é preciso compreender a  organização como um processo contínuo,  em permanente construção,  sempre incompleto  e sendo recriado diariamente. Concepção que forma a base de pensamentos processuais nos estudos organizacionais. Assim, estimulado por algumas discussões que vinham ocorrendo   nas últimas semanas na lista metareciclagem,  organizei e enviei para a lista  uma proposição em torno das distinções entre conceito, rede e lista  no caso MetaReciclagem .</p>
<p>Meu e-mail para a lista resultou em algumas interlocuções interessantes, dentre elas:  a associação da minha percepção de &#8220;repetições&#8221; à  &#8220;repetição&#8221; na filosofia de Deleuze;  a visualização do &#8220;novas iterações&#8221; no lugar da &#8220;repetição&#8221;;  a demarcação do que é um conceito;   a proposição de que estou falando de &#8220;prática articulatória e mais alguns questionamentos e colocações que dá para conferir direto lá <a href="http://thread.gmane.org/gmane.politics.organizations.metareciclagem/47728" target="_blank">na thread</a>.</p>
<p>No texto enviado para a lista, e que  retomo aqui com alguns ajustes, parto da afirmação feita pelo Adriano Belisário  de que o conceito de MetaReciclagem anda muito bem e o que precisamos  é fortalecer a rede.  E sigo dizendo que entendo a ideia da distinção entre conceito e rede como uma possibilidade interpretativa e  que de certa maneira concordo com essa possibilidade. Por outro lado,  com base em meu treinamento recente tento não fazer distinção entre rede e conceito, uma vez que o conceito ( e mais adequado seria dizer os conceitos) compõe as redes.</p>
<p><em>Ao invés de ver a rede como &#8220;uma rede&#8221;, &#8220;a rede&#8221;, talvez  seja mais interessante ver  que MetaReciclagem circula e forma muitas redes, sempre instáveis, sempre incompletas, sempre em formação. A cada associação em que é evocado um conceito/compreensão/ideia de metareciclagem  estão se juntando ali redes para a formação de uma outra re de, insisto, todas instáveis e em mutação contínua. </em></p>
<p><img class="size-full wp-image-1262 alignleft" title="[Des]Conferência.MetaRec&gt;Tecendo Redes" src="http://reacesso.webnos.org/wp-content/uploads/2011/11/confmetarec-300x147.png" alt="" width="300" height="147" /><a href="http://culturadigital.org.br/project/desconferencia-metarectecendo-redes/" target="_blank">Nossa proposta de desconferência para o FICD.Br</a> mostra  muito claramente essa circulação do conceito. As duas pessoas que aceitaram o desafio de começar a escrever a proposta jamais debateram na lista o conceito de metareciclagem, mesmo assim algum conceito/compreensão/ideia circulante foi convocada para estabilizar uma rede para a desconferência. Esta é apenas uma das redes das diversas redes metareciclagem estabilizadas temporariamente em algum momento  para dar conta da interlocução com institucionalidades e com os próprios agentes de formação da rede: conceitos, técnicas, objetos,gente. Tudo agindo, performando uma rede repetidamente, consequentemente lhe dando existência.</p>
<p><em>A rede existe na repetição da performance de seu componentes, que por outro la do são redes também, estabilizadas em função de uma performance que compõe o desempenho de outras redes.  Então os conceitos e as redes metareciclagem nesta perspectiva não podem ser vistos como indo bem separadamente um do outro. Se &#8220;o conceito&#8221; (que são muitos conceitos) vai bem, o conceito em si é rede e compõe redes, que por extensão vão/estão bem.</em></p>
<p>E pegando carona   na  não distinção entre conceito e rede procuro não distinguir também rede de lista. Porque,     da mesma forma que os conceitos, as listas compõem as redes.  Se aceitarmos o argumento de que as redes são compostas pela associação entre outras redes, a  lista MetaReciclagem é a cada mensagem, que pode ser vista como uma rede,  uma nova rede. Esta rede que é a lista MetaReciclagem, para a rede digital resumida às rotinas de arquivo e organização de dados dura o tempo  da próxima mensagem chegar.</p>
<p><em>Já para outras associações, extrapolando rotinas e processos eletrônicos, podemos também procurar conexões com a lista metareciclagem. Redes de redes compondo redes. E aí cabe uma pergunta interessante. Como esta percepção se conecta com as &#8220;outras redes&#8221; do cenário contemporâneo que estão  aí  sendo colocadas como  &#8220;novas formas de organizaç ão&#8221;?</em></p>
<p>Uma primeira compreensão possível é a de que a mesma noção de repetição, instabilidade, mutação contínua talvez seja pertinente, com elementos-processos semelhantes mas certamente com  outros completamente diferentes.  Só que aqui se apresenta mais uma vez a limitação do conhecimento da administração essencialmente atrelado à prática empresarial. É ferramenta sem qualquer utilidade neste universo. Nós os  administradores ainda precisamos avançar muito nas formas de compreensão do universo da organização distintos do universo empresarial.   As conexões entre as práticas, as redes e o conhecimento da administração  estão ainda muito frouxamente articuladas no nosso espaço de formação.  Essa discussão simplesmente não chegou ainda, não se colocou como horizonte, não  está sendo construída  como realidade de operação do administrador. Logo,  estamos naquele contexto: se você não vê então isto não existe.  Viu?</p>
<p>Nas próximas semanas estarei participando do encontro do MutGamb em Ubatuba-SP e logo em seguida da <a href="http://culturadigital.org.br/project/desconferencia-metarectecendo-redes/" target="_blank">[Des]conferência.MetaRec&gt;Tecendo Redes</a> no FICD.Br no Rio de Janeiro. Espero ali estar em criações, recriações, repetições de conexões, práticas articulatórias que nos ajudem a avançar neste sentido da práxis da administração no contexto dos processos de organização como os da MetaReciclagem, o que eu muito carinhosamente  chamo de <em>Práxis MetaAfins</em>.</p>

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		<title>Para os Administradores do Século XXI</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Sep 2011 20:54:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dasilvaorg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Administração]]></category>
		<category><![CDATA[administrador]]></category>
		<category><![CDATA[Empresa Social]]></category>
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A regulamentação da profissão de administrador no Brasil data 9 de setembro de 1965, por isso a comemoração do dia do administrador. Em minha limitada visão há pelo menos dois pontos de destaque no cenário de regulamentação da profissão e  estabelecimento da área de ensino no Brasil  que se mostram muito interessantes para investigações /discussões da [...]]]></description>
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<p>A regulamentação da profissão de administrador no Brasil data 9 de setembro de 1965, por isso a comemoração do <em>dia do administrador</em>. Em minha limitada visão há pelo menos dois pontos de destaque no cenário de regulamentação da profissão e  estabelecimento da área de ensino no Brasil  que se mostram muito interessantes para investigações /discussões da ação de administrar no século XXI. Olhando para trás, para cima, para baixo e para frente ao mesmo tempo.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/gabrielpalacios/4303199460/in/photostream/"><img class="alignleft size-full wp-image-1240" title="Youn Man by Mexgolem on Flickr" src="http://reacesso.webnos.org/wp-content/uploads/2011/09/youngman.jpg" alt="" width="196" height="294" /></a>O primeiro ponto é a presença do termo “técnico” no início das formulações legais da profissão. A profissão foi inicialmente regulamentada como “Técnico em Administração”. Apenas vinte anos depois, 1985, consegue-se a mudança para “Administrador”. Mudança que, segundo o <a href="http://www.crasp.gov.br/index.asp?secao=66" target="_blank">CRA-SP</a>, foi fruto de uma luta de 10 anos.  Uma das  questões que me vem imediatamente quando penso naquela realidade é a de quais eram <em>as denotações e conotações que o termo “técnico” assumia no Brasil na segunda metade do século XX.</em> Mais especificamente, quais eram as compreensões deste “técnico” na disputa que envolveu a mudança de “Técnicos de Administração” para “Administradores”? Se houve luta, quais as motivações dos diferentes lados na disputa? Taí uma investigação histórica que pode ser bem interessante.  Mas quisermos  deixar para trás o passado (como se isto fosse possível) e pensar apenas no futuro ( que está muito mais para presente) podemos pegar um termo similar, derivado mas diferente, que talvez ajude: “<a href="http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/cursos-superiores-de-tecnologia-debate-ou-embate/45/" target="_blank">tecnólogo</a>“. Já pensou?</p>
<p>O segundo ponto que destaco no cenário brasileiro de estabelecimento do “administrador” é nossa <em>tutoria estadunidense</em>, materializada principalmente no convênio da FGV com a USAID e a Universidade de Michigam. Historinha bacana que você pode conferir, dentre outro lugares, <a href="http://www.cfa.org.br/html/f_prof/f_prof_hica.html" target="_blank">no site do CFA</a>. Depois de assimilar <em>a simbiose entre o  domínio estadunidense, as grandes corporações da segunda metade do século XX e a profissão do administrador</em>, olhe para a situação dos E.U.A hoje, para o histórico de atuação corporativo principalmente pós II G.G. e para a situação do desenvolvimento ao nosso redor e me diga: Como seria se fosse hoje? Ainda criaríamos uma profissão essencialmente atrelada à visão estadunidense e corporativa do mundo?</p>
<p>Comecei  a entender o que chamo hoje de  ”vinculação ideológica dominante na Administração”  depois que tomei contato com a <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-75902002000300005&amp;script=sci_arttext" target="_blank">crítica de  Aktouf  ao pensamento porteriano</a>. Isto foi logo no início do meu mestrado e apenas alguns meses depois de ter defendido uma monografia de graduação essencialmente porteriana. Irônico, se não fosse triste. O choque daquele encontro foi certamente o que definiu este meu  direcionamento, esta  minha inclinação ideológica que a partir de então só passou a ser reforçada nas buscas  (e encontros)  das minhas interpretações  do <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1415-65552005000100013&amp;script=sci_arttext" target="_blank">fazer acadêmico práxis</a>.<br />
<a href="http://www.flickr.com/photos/apocalust/2758788575/"><img class="size-large wp-image-1226  alignright" title="CyComm3973-J by by Apocalust on Flickr" src="http://reacesso.webnos.org/wp-content/uploads/2011/09/humanoid-821x1024.jpg" alt="" width="276" height="344" /></a><br />
Na práxis dos movimentos, dos fluxos,  das <a href="http://reacesso.webnos.org/2010/12/21/o-que-e-actor-network-theory/" target="_blank">actor-networks</a> que acompanho atualmente  vejo necessidades de administração completamente inadequadas para  pensar /fazer orientadas pelo viés dominante. Ao mesmo tempo infelizmente estas realidades  me parecem impregnadas (principalmente de forma inconsciente acredito eu )  por aqueles significados da administração. E claro,  estão também inevitavelmente imbricadas em fluxos onde a vinculação dominante é  a ordem da casa.</p>
<p>A redução de todos os possíveis significados e práxis da Administração à vinculação dominante é algo que se opera muito facilmente em nosso meio,  com poucos questionamentos . Um exemplo bem simples de como isto se dá é o da prática discursiva da “empresa social”, ou “negócio social” etc. Noções que  estão no cerne do que propõem iniciativas como as de  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=ezVxt7TkyeM" target="_blank">Paul Polak</a> ou do <a href="http://brasil.nextbillion.net/about" target="_blank">Next Billion</a>.  Para mim este tipo de solução nos desvia da busca por soluções mais apropriadas para cada coisa distinta. Principalmente porque impõe para outros aspectos da vida o padrão cultural da solução “negócios”, da lógica empresarial, de práticas que se por um lado alavancaram certo tipo de crescimento e desenvolvimento, por outro também produziram muito do estado de degradação das atuais sociedades.</p>
<p>Ficam aqui então o meu dois centavos de contribuição para as comemorações nesta data. Enfatizando, de acordo com os dois pontos destacados, primeiro a atenção para importância de uma compreensão mais aprofundada da nossa relação com a técnica, com a tecnologia. Como esta relação se dá? Como fazemos o que fazemos junto com a técnica? O que a técnica faz conosco? Segundo,  relembrando a vinculação ideológica dominante em nossa área, será que realmente é necessário mantermos uma formação ideológica tradicional (leia-se aquela vinculada ao interesses dos E.U.A &#8211; ou outros “líderes” mundiais &#8211;  e das grandes empresas )  para apenas a partir das pós-graduações abrirmos espaços para as desconstruções? Enfim, que Administradores queremos para o século XXI?</p>

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		<title>Filosofia, Antropologia, Sociologia e Administração</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Aug 2011 05:28:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dasilvaorg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Administração]]></category>
		<category><![CDATA[Antropologia]]></category>
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Os bacharelados em Administração com os quais tive contato  seguem uma lógica de ofertar disciplinas como Filosofia, Sociologia e Antropologia logo no começo do curso. Disciplinas que cada uma delas, é preciso destacar,  além de ter que cumprir a proeza de dar conta de um mega resumo de toda uma área do conhecimento, deveria trazer [...]]]></description>
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<p>Os bacharelados em Administração com os quais tive contato  seguem uma lógica de ofertar disciplinas como Filosofia, Sociologia e Antropologia logo no começo do curso. Disciplinas que cada uma delas, é preciso destacar,  além de ter que cumprir a proeza de dar conta de um mega resumo de toda uma área do conhecimento, deveria trazer à tona relações entre a área em foco e a Administração. Aliás, no caso da minha graduação (e já ouvi falar por aí que em muitos casos) a segunda parte, ou seja, a abordagem da relação destas áreas do conhecimento com a Administração,  simplesmente inexistiu. <a href="http://www.google.com/imgres?q=doubt&amp;hl=en&amp;sa=X&amp;as_st=y&amp;biw=1152&amp;bih=722&amp;tbs=iur:f,itp:clipart&amp;tbm=isch&amp;tbnid=jllj73L046597M:&amp;imgrefurl=http://www.loridelozier.com/intuit/page/23/&amp;docid=pPidMusJi5VYVM&amp;w=365&amp;h=533&amp;ei=qs08TuD6HInqgQeYvaWACA&amp;zoom=1"><img class="alignleft size-full wp-image-1217" title="doubt" src="http://reacesso.webnos.org/wp-content/uploads/2011/08/doubt.jpg" alt="" width="255" height="373" /></a></p>
<p>O que motivou este post  foi o <a href="http://twitter.com/#!/flavianasn/status/99684906497613824" target="_blank">twitt da flaviansn</a> sobre ser melhor cursar filosofia e sociologia a partir do 5º período do seu curso. Pra mim este é o tipo de conversa que não dá pra ficar só no twitter. Porque tem aí um emaranhado de coisas a serem destrinchadas.</p>
<p>Nem vou buscar agora os históricos  (não dá, a pesquisa pra essas coisas e os achados levam a tantos caminhos que acho que o post não sairia em menos que 5 ou 7 dias) mas tenho aqui uma construção mental  que me diz que esse lance das disciplinas de ciências sociais e/ou humanidades no início do curso deve ter a ver com  uma linha de  pensamento que segue mais ou menos  a noção de que é possível preparar os estudantes , dar-lhes uma base , para compreensões mais adequadas das disciplinas posteriores específicas do foco de formação, no caso a Administração.</p>
<p><strong>Se esta minha construção mental existe ou não é coisa a ser investigada.</strong> Se esta  existência for &#8220;real&#8221; o questionamento fica em torno dos porquês, de onde etc. Por que acredita-se que este tipo de abordagem embasa o estudante? De onde vem essa crença afinal? Existe contraponto a esta suposta crença?</p>
<p>Bem, como estou no fluxo de economia de pesquisas que me tiram do foco  para algumas coisas às quais preciso me ater mais ultimamente, não vou encarar esta investigação agora. Por outro lado <strong>não poderia deixar de emitir aqui uma opinião, que tem como fundamento  exclusivamente minha experiência pessoal, portanto precisa ser , e muito, ponderada.</strong></p>
<p>Para mim <strong>filosofia, sociologia e antropologia deveriam ser lecionadas não apenas no  começo nem meio do curso, mas durante o  curso inteiro. </strong> É uma proposição extremamente complexa, entendo eu, mas será que valeria à pena ser pensada.</p>
<p>Aquí entro  numa proposição que é na verdade um questionamento sobre a pertinência da formatação das nossas graduações atuais em administração.<strong> Faz sentido pensar ainda em áreas funcionais? &#8220;Ensinar&#8221; Marketing, Gestão de Pessoas, Gestão da Produção, Sistemas de Informação etc. </strong>Isto faz sentido ainda? Ou será que os clamores sobre as limitações da fragmentação e especialização do conhecimento, como em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fritjof_Capra" target="_blank">Capra</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Edgar_Morin" target="_blank">Morin</a>, ou a negação do projeto  moderno,  como em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bruno_Latour" target="_blank">Latour</a>, nos permitem querer começar a pensar em outros caminhos?</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p>from Zemanta</p>
<ul class="zemanta-article-ul">
<li class="zemanta-article-ul-li"><a href="http://learnfrommyfail.failblog.org/2011/08/05/fail-story-lfmf-donde-esta-la-frontera/">¿Donde Esta la Frontera?</a> (learnfrommyfail.failblog.org)</li>
</ul>
<div class="zemanta-pixie" style="margin-top: 10px; height: 15px;"><a class="zemanta-pixie-a" title="Enhanced by Zemanta" href="http://www.zemanta.com/"><img class="zemanta-pixie-img" style="border: none; float: right;" src="http://img.zemanta.com/zemified_a.png?x-id=6c484cb7-1673-4d13-b72b-055e00f8b697" alt="Enhanced by Zemanta" /></a></div>

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		<title>Organização, Projeto ou Design?</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Jul 2011 05:37:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dasilvaorg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Administração]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[encontrolivre]]></category>
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Design é um termo que me parecia bem outra realidade, nada a ver comigo, até que martelou, martelou, martelou, martelou na minha cabeça e me fez lembrar de coisas  que já me incomodavam faz um tempo mas  eu nunca tinha  parado para falar sobre. O mote para esta conversa é uma tradução de um título [...]]]></description>
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<p>Design é um termo que me parecia bem outra realidade, nada a ver comigo, até que <a href="http://mutgamb.org/metareciclagem/Gambiologia-na-Campus-Party-2010" target="_blank">martelou</a>, <a href="http://ingraxa.eu/?page_id=2" target="_blank">martelou</a>,<a href="http://encontrolivre.org/2011/" target="_blank"> martelou</a>, <a href="http://dricaveloso.wordpress.com/2011/07/14/sobre-design/" target="_blank">martelou </a>na minha cabeça e me fez lembrar de coisas  que já me incomodavam faz um tempo mas  eu nunca tinha  parado para falar sobre. O <a href="http://www.interpoetica.com/site/index.php?/Qual-%C3%A9-o-mote.html?catid=0" target="_blank">mote</a> para esta conversa é uma tradução de um título de livro que,  desde que tomei contato com, me incomodou. &#8220;<a href="http://www.cengage.com.br/detalheLivro.do?id=105040" target="_blank">Organizações: Teoria e Projetos</a>&#8221; definitivamente é algo completamente diferente de &#8220;<a href="http://www.coursesmart.com/organization-theory-and-design-9th-edition/daft/dp/9780324405422" target="_blank">Organization Theory and Design</a>&#8220;.</p>
<div id="attachment_1192" class="wp-caption alignright" style="width: 360px"><a href="http://www.flickr.com/photos/7855449@N02/3639720644/in/photostream/"><img class="size-full wp-image-1192 " title="Social Business Design" src="http://reacesso.webnos.org/wp-content/uploads/2011/07/3639720644_d017c72e681.jpg" alt="" width="350" height="312" /></a><p class="wp-caption-text"> by David Armano</p></div>
<p>De cara, mesmo sem avaliar os pequenos detalhes de tradução do conteúdo (uma empreitada que nem sei se é válida*), podemos ver  um víes e uma distorção que nos aproximam de algo e  nos afastam de outro algo.</p>
<p>O víes nos aproxima de um fluxo, uma tendência, um &#8220;paradigma&#8221; dominante, enquanto que a distorção nos afasta, ou até elimina, completamente de possibilidades de compreensão bem mais plurais e ricas,  em favor de uma muito mais restrita e tecnicista  compreensão do organizar.  Vou tentar aqui então fazer um resumo da percepçao desta aproximação e afastamento simultâneos.</p>
<p>Primeiro o viés, que  se apresenta quando o termo &#8220;Organization Theory&#8221; é traduzido para &#8220;Organizações: Teoria&#8221;. A colocação do termo &#8220;organization&#8221; no plural e estes <em>dois pontos</em> desnecessários logo após,   enfatizam o viés, a postura ontológica que a teoria de organização abraçou criando seu objeto, as organizações, enquanto entidades com fronteiras delimitadas e uma relação com o &#8220;ambiente&#8221;.  Esta é uma estória interessante, se pensarmos que organização é em primeiro lugar um verbo. Quando tranformamos organização num substantivo tudo  muda, tudo assume outra conotação. E, segundo algumas pessoinhas interessantes que ando lendo, uma conotação bem mais limitada e restrita.</p>
<p>Segundo, e podemos dizer o principal  motivo deste post, quando traduzem &#8220;design&#8221; para &#8220;projeto&#8221; me parece que  eliminam uma boa possibilidade de expansão conceitual. Ora, se o autor estivesse pensando simplesmente em projeto porque utilizaria o termo &#8220;design&#8221; ao invés de &#8220;<em>project</em>&#8220;? Quando Daft fala em <em>&#8220;organization design&#8221;</em> está claramente indo além de <em>projeto</em>. Seu foco é no desenvolvimento e construção dos aspectos internos da organização, nitidamente orientado pelo que aprendemos a chamar de <a href="http://administracaoeorganizacao.blogspot.com/2011/03/paradigma-funcionalista-burrell-e.html" target="_blank">paradigma funcionalista</a> e pelas premissas <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_da_conting%C3%AAncia" target="_blank">contingenciais</a>.  Quais nuances, percepções e entendimentos podemos tirar deste uso do termo de design? Que outros  &#8221;design&#8221; podemos pensar,  em organização, para além deste quadro de referência?</p>
<p>Questões  amplas que se tivessem que ser trabalhadas &#8220;cientificamente&#8221; precisariam de uma delimitação muito mais específicica, focada, afunilada na lógica do trabalho acadêmico em teoria de organização, claro. Mas isto aqui é apenas um post de registro de inquietação, percebe?  Seguimos com nossos projetos. Ops, peraí, ou seria com nossos designs?</p>
<p><span style="color: #808080;">&#8212;&#8211;<br />
</span> <span style="font-size: smaller;"><span style="color: #808080;">* A dúvida na validade de um tipo de avaliação como esta se dá pelo fato de que a hegemonia da teoria de organização funcionalista é tão forte, destacada, estabelecida como verdade, que investigar quaisquer de sua proposições se torna um circular em torno de conceitos e compreensões totalmente destacadas do &#8220;mundo da vida&#8221;. Tem horas que não dá pra aturar. Só isso.</span></span></p>
<p><em><span style="color: #666699;"> <span style="color: #333399;">zemanta</span></span></em></p>
<ul class="zemanta-article-ul">
<li class="zemanta-article-ul-li"><a href="http://marinices.wordpress.com/2011/06/21/remember-lembre-se/"><span style="color: #333399;">Remember / Lembre-se</span></a><span style="color: #333399;"> (marinices.wordpress.com)</span></li>
</ul>
<div class="zemanta-pixie" style="margin-top: 10px; height: 15px;"><a class="zemanta-pixie-a" title="Enhanced by Zemanta" href="http://www.zemanta.com/"><img class="zemanta-pixie-img" style="border: none; float: right;" src="http://img.zemanta.com/zemified_a.png?x-id=3c993a76-1070-4e55-93a0-ac3bbf1f653e" alt="Enhanced by Zemanta" /></a></div>

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		<title>Administração, Organização, Organizing e Web 2.0</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Jun 2011 19:42:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dasilvaorg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Administração]]></category>
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As iniciativas em torno do conhecimento da Administração na Web 2.0 (ciente de todas as críticas que o termo merece)  estão por aí. É o que se vê no excelente trabalho do @roneileonel com o blog Administração e Organização ,  que encontrei por acaso procurando por livros do Simon.

No blog Administração e Organização a gente  encontra toda uma preocupação em disponibilizar/orientar/aprender informação [...]]]></description>
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<p>As iniciativas em torno do conhecimento da Administração na Web 2.0 (ciente de todas as <a href="http://webinsider.uol.com.br/2007/01/18/web-20-e-uma-revolucao-entao-me-deixem-criticar/" target="_blank">críticas que o termo merece</a>)  estão por aí. É o que se vê no excelente trabalho do <a href="http://twitter.com/roneileonel">@roneileonel</a> com o <a href="http://admeorg.wordpress.com/" target="_blank">blog Administração e Organização</a> <a href="http://admeorg.wordpress.com/" target="_blank"></a>,  que encontrei por acaso procurando por livros do <a href="http://admeorg.wordpress.com/2011/05/12/racionalidade-limitada/" target="_blank">Simon</a>.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1171" title="enterprise205b_2" src="http://reacesso.webnos.org/wp-content/uploads/2011/06/enterprise205b_2.jpg" alt="" width="300" height="419" /></p>
<p>No <a href="http://admeorg.wordpress.com/" target="_blank">blog Administração e Organização</a> a gente  encontra toda uma preocupação em disponibilizar/orientar/aprender informação acadêmica relevante e responsável sobre Administração. De forma sistematizada e organizada,   nas formas que a tal da Web 2.0 supostamente  nos permite produzir/consumir,  mas também para além das determinaçõs do projeto da tecnologia. Ou como tenho gostado de sempre <em>retentarentender</em> na filosofia <a href="http://submidialogia.descentro.org/" target="_blank">submidialogia</a>:  &#8221;a arte de re:volver o logos do conhecimento pelas práticas e desorientar as práticas pela imersão no sub-conhecimento&#8221;. E assim estamos contruindo a Administração, a  Organização e  o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=TZkJg1HsvRs" target="_blank">Organizing</a>.</p>
<p>Minha inquietação  com a relação entre a Internet e a construção/translação de uma &#8220;nova&#8221; concepção da Administração é de sempre. Fica sempre martelando por aqui a visão de que essa expansão da interação pode ajudar a reconstruir esta nossa prática/ciência/ação/<a href="http://ht.ly/5gw8y" target="_blank">ideologia</a>.  Soltei algumas <a href="http://netnografando.wordpress.com/tag/administracao/" target="_blank">falas ingênuas sobre o assunto em 2008</a>, mas nunca parei para organizar nada especificamente voltado para o conhecimento em Administração na Internet. Apenas uma iniciativa tímida e visualizada para ser colaborativa com o <a href="http://qualisadm.wikidot.com/" target="_blank">QualisADM</a>.</p>
<p>Nos últimos 6 meses me afastei de quase tudo da intensidade da Internet. Estado em que manterei por mais algum tempo para dar conta das prioridades. Mas tudo está interligado, não é mesmo? E as coisas surgem, independente das nossas procuras,  visões,  vontades.</p>
<p>No final do ano passado dei uma ajustada no texto de 2008 para publicar no<a href="http://mutgamb.org/MutSaz/2011/Janxs" target="_blank"> mutsaz Janx</a>, mas recentemente comecei a pensar que o caminho precisa ser outro, que esta concepção ingênua precisa sair de um post de blog e virar ação também na própria academia, para ter a academia soprando junto.</p>
<p>Os questionamentos da administração, da nossa formação, dos nossos cursos, como em <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-75902003000200003&amp;script=sci_arttext" target="_blank">Nicolini (2003)</a> ou da  práxis, como em <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1415-65552005000100013" target="_blank">Misoczky e Amantino-de-Andrade (2005)</a>, parecem ser incipientes. Mas acho que é preciso acreditar que as coisas mudam, lentamente mas mudam.</p>
<p><em>Referências</em></p>
<p>CZARNIAWSKA, Barbara. A theory of organizing. Cheltenham, UK; Northampton, USA: Edward Elgar, 2008.</p>
<p>LATOUR, Bruno. What&#8217;s organizing? A meditation on the bust of Emilio Bootme in praise of Jim Taylor. Palestra ministrada na Universidade de Montreal em 21 de maio de 2008. Disponível em: &lt;http://www.youtube.com/watch?v=TZkJg1HsvRs&gt;. Acesso em: 16 jan. 2010.</p>
<p>MISOCZKY, Maria Ceci; AMANTINO-DE-ANDRADE, Jackeline. Tréplica: quem tem medo do fazer acadêmico enquanto práxis?. <em>Rev. adm. contemp</em>.,  Curitiba,  v. 9,  n. 1, Mar.  2005 .</p>
<p>NICOLINI, Alexandre. Qual será o futuro dasfábricas de administradores?. <em>Rev. adm. empres</em>.,  São Paulo,  v. 43,  n. 2, Jun.  2003 .</p>
<p>SUBMIDIALOGIA: A arte de re:volver o logos do conhecimento pelas práticas e desorientar as práticas pela imersão no sub-conhecimento. Diponível em: &lt;http://submidialogia.descentro.org/&gt;. Acesso em: 28 ago. 2010.</p>
<div class="zemanta-pixie" style="margin-top: 10px; height: 15px;"><a class="zemanta-pixie-a" title="Enhanced by Zemanta" href="http://www.zemanta.com/"><img class="zemanta-pixie-img" style="border: none; float: right;" src="http://img.zemanta.com/zemified_a.png?x-id=7eda48ae-0c57-43c3-9ab1-27606e1aef3e" alt="Enhanced by Zemanta" /></a></div>

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