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		<title>Representação e Natureza MetaReciclagem</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 21:49:32 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[ontologia]]></category>

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		<description><![CDATA[
Acho que a minha própria experiência  MetaReciclagem já é algo que soma mais uma resposta nos breves questionamentos do Hernani.  Breves porque quem já viu questionários, formulários de pesquisa acadêmica por aí,  sabe que o povo perde a noção. Vou acrescentar minhas respostas, com o máximo de detalhes que conseguir, mas, por enquanto, ainda estou [...]]]></description>
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<p><img class="alignleft size-full wp-image-908" title="logo_metareciclagem" src="http://reacesso.webnos.org/wp-content/uploads/2010/03/logo_metareciclagem.gif" alt="logo_metareciclagem" width="190" height="59" />Acho que a minha própria experiência  <a href="http://rede.metareciclagem.org/freelinking/MetaReciclagem">MetaReciclagem</a> já é algo que soma mais uma resposta nos <a href="http://rede.metareciclagem.org/wiki/Zonas-de-Colabora%C3%A7%C3%A3o" target="_blank">breves questionamentos do Hernani</a>.  Breves porque quem já viu questionários, formulários de pesquisa acadêmica por aí,  sabe que o povo perde a noção. Vou acrescentar minhas respostas, com o máximo de detalhes que conseguir, mas, por enquanto, ainda estou pensando aqui:<strong> por que não há um volume de respondentes perto do nível que meu imaginário projeta?  O </strong><strong>que me dá essa referência de que há muito, muito  mais pessoas que podem vir aqui e responder?</strong> Sempre fico matutando sobre isso com <a href="https://lists.riseup.net/www/info/metareciclagem">a lista</a> também,  ou com os <a href="http://mutirao.metareciclagem.org/Sazonal" target="_blank">#mutsaz</a>. Quem responde e quem não responde a determinadas conversas. Por que? Esse foi o pensamento principal por trás do meu post: <a rel="nofollow" href="http://rede.metareciclagem.org/blog/07-03-10/Representar-e-Ser-MetaReciclagem-Rede">Representar e Ser </a><a href="http://rede.metareciclagem.org/freelinking/MetaReciclagem">MetaReciclagem</a>, Rede.</p>
<p>Ligo Hernani, Felipe e Dalton (tem mais gente, claro, como o Felipe me lembrou no <a rel="nofollow" href="http://rede.metareciclagem.org/blog/07-03-10/Representar-e-Ser-MetaReciclagem-Rede#comment-178">seu reply</a>,  Glauco Paiva. Sim, o  Glauco também me parece um nome importante no contexto <em>Origens Metareciclagem / Weblab, </em>mas<em> </em>talvez por alguns detalhes de interações <em>on e off-line</em> me fixei em três. É como se aqui, à distância, conforme eu fosse lendo, vendo, ouvindo interagindo com as coisas <a href="http://rede.metareciclagem.org/freelinking/MetaReciclagem">MetaReciclagem</a>, os nomes Felipe, Dalton e Hernani estivessem mais acentuados na minha<em> tag cloud,</em> entende?).  <strong>Aponto para a <a href="http://weblab.tk/">Weblab</a> porque o contexto &#8220;Inclusão Digital&#8221; é minha preocupação central desde que comecei as interações em rede. </strong>E neste ponto a <em>tag cloud </em>está mais acentuada para a Weblab. Assim, acho que acabo diferenciando as noções de  &#8220;representação&#8221; e &#8220;natureza&#8221; <a href="http://rede.metareciclagem.org/freelinking/MetaReciclagem">MetaReciclagem</a>.</p>
<p><strong>A &#8220;natureza&#8221; <a href="http://rede.metareciclagem.org/freelinking/MetaReciclagem">MetaReciclagem</a> não é alcançável, mas as &#8220;representações&#8221; <a href="http://rede.metareciclagem.org/freelinking/MetaReciclagem">MetaReciclagem</a> podem ser contextualizadas.</strong> O que quer dizer que são sempre provisórias e incompletas.  Por exemplo, se essa fosse uma pesquisa do <a rel="nofollow" href="http://pub.descentro.org/pessoa/ricardoruiz">Ricardo Ruiz</a>,  eu apontaria para outro &#8220;agrupamento&#8221;,  provavelmente veria uma outra força de associações e também  provavelmente com outras pessoas e não-pessoas associadas (Ainda que o Felipe me pareça presença constante). É complicado de explicar, mas, pelo tanto que eu escrevo por aí e aqui das minhas percepções, o que não pode ser dito é que eu não estou me esforçando.</p>
<p>Para fechar em quatro parágrafos,  e não perder o foco do <a href="http://rede.metareciclagem.org/wiki/Zonas-de-Colabora%C3%A7%C3%A3o" target="_blank">trabalho do Hernani</a>, quero falar de algumas percepções de &#8220;representações&#8221; MetaReciclagem  e como elas criam, para mim, a expectativa de conversas nesta ação. Umas das &#8220;representações&#8221; mais fortes para mim é <a href="http://bailux.wordpress.com/" target="_blank">Bailux</a>, que bom que pude estar por lá agora em setembro (e espero voltar). <strong>Quando o <a href="http://rede.metareciclagem.org/wiki/Zonas-de-Colabora%C3%A7%C3%A3o#comment-177" target="_blank">Régis respondeu</a> ali naqueles questionamentos do hdhd, e ainda mais da forma como ele respondeu, marcou para mim uma noção de pertencimento, de &#8220;tamo junto&#8221;, que é de certa forma o que eu gostaria de ver de muito mais gente.</strong> Como eu disse no <a href="http://rede.metareciclagem.org/blog/07-03-10/Representar-e-Ser-MetaReciclagem-Rede" target="_blank">meu post</a>, <em>independente das posições políticas e ideológicas de cada um</em>. Depois teve o <a href="http://rede.metareciclagem.org/wiki/Zonas-de-Colabora%C3%A7%C3%A3o#comment-180" target="_blank">Hudson respondendo</a>. <strong>Hudson é força discursiva online MetaReciclagem. Tem muito, muito valor nesse sentido. </strong>Enfim, as emoções e expectativas sempre estão aí. Alguém conhece o <a href="http://ianlawrence.info/">Ian Lawrence</a>? Saudações metarecicleiras!<strong><br />
</strong></p>

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		<title>Patricia Fisch</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Mar 2010 17:27:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dasilvaorg</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[metareciclagem]]></category>

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Ando sempre lembrando dessa figurinha que não tenho notícias desde 17/12/2009.
Convivi com  a Patricia Fisch, Pi como me disse que preferia ser chamada  por uma semana durante a Campus Party 2009. Uma figurinha falante, receptiva, com muito mais de conteúdo em sua existência do que seria possível colocar em palavras apenas em alguns contatos de [...]]]></description>
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<p><img class="alignleft size-full wp-image-896" title="pi" src="http://reacesso.webnos.org/wp-content/uploads/2010/03/pi.jpg" alt="pi" width="300" height="225" /></p>
<p>Ando sempre lembrando dessa figurinha que não tenho notícias desde 17/12/2009.</p>
<p>Convivi com  a <a href="http://teardigital.ning.com/profile/Patricia" target="_blank">Patricia Fisch</a>, Pi como me disse que preferia ser chamada  por uma semana durante a Campus Party 2009. Uma figurinha falante, receptiva, com muito mais de conteúdo em sua existência do que seria possível colocar em palavras apenas em alguns contatos de uma semana. Me encantou com seu discurso do Software Livre, da vivência de sua família com o SL, dentre outras conversas nas madrugadas adentro. Depois continuamos falando na Web e trocando idéias.  Lembro de achar o máximo o orgulho dela em ser  &#8220;nerd&#8221;.</p>
<p>A última vez que falei com a Pi online foi 17/12/2009. De lá pra cá nada.</p>
<p>Dia 1/fev/2010 mandei um <a href="http://permalink.gmane.org/gmane.politics.organizations.metareciclagem/34687" target="_blank">e-mail direto para ela e com cópia para lista MetaReciclagem</a>. Nada.</p>
<p>Já tuitei por aí junto com o  <a href="http://twitter.com/danielduende" target="_blank">@danielduende</a> pra <a href="http://twitter.com/pi_fisch" target="_blank">@pi_fisch</a> dar um sinal. Nada.</p>
<p>Bem, como ela estava em organização de sua vida num sítio e com vários aperreios de ter que ficar indo e vindo até a cidade, fico pensando que é só uma fase de adapatção, de necessidade (até por falta de opção) de ficar off-line. Mas, sei lá, ao mesmo tempo quando penso dá sempre uns medos bestas.</p>
<p>Espero em breve receber boas notícias suas Pi. Alguém sabe de algo?</p>

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		<title>meu trabalho é te traduzir</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 20:43:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dasilvaorg</dc:creator>
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Já tem uns dias que estou querendo escrever sobre como vejo meu processo pessoal de aprendizado a partir da interação com MetaReciclagem (apesar de pensar que  tem muito que eu não vejo agora, com certeza muito). É que saí da netnografia para algo mais próximo da autoetnografia. Tudo ainda muito superficial, tudo ainda só percepções.  [...]]]></description>
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<p>Já tem uns dias que estou querendo escrever sobre como vejo meu processo pessoal de aprendizado a partir da interação com MetaReciclagem (apesar de pensar que  tem muito que eu não vejo agora, com certeza muito). É que saí da <a href="http://netnografando.wordpress.com/2008/10/04/netnografia-ou-etnografia-virtual-uma-jornada/" target="_blank">netnografia</a> para algo mais próximo da <a href="http://reacesso.webnos.org/2009/10/18/favela-gambiarra/" target="_blank">autoetnografia</a>. Tudo ainda muito superficial, tudo ainda só percepções.  Só que ontem,  enquanto dirigia o  fusquinha 79 pra resolver alguns problemas,  me veio à cabeça essa coisa. A de que quando eu entrei em contato pela primeira vez com a  <a href="ttp://lista.metareciclagem.org/" target="_blank">lista MetaReciclagem </a>eu estava completamente  encantado com alguma coisa relacionada a <em>possibilidades a partir das  interações Web</em>. Era como se na época eu acreditasse que bastava comunicar alguma coisa online que me parecesse razoável e logo haveria um bocado de pessoas conversando comigo sobre a coisa. Se não fosse possível tocar pra frente a idéia, ao menos haveria interações que chegariam a algum outro lugar interessante (em curto prazo, claro).</p>
<p><strong>O que  me levou a essa encantamento? </strong>Essa foi a questão para qual despertei no fusquinha. <strong>Por que esse encantamento? </strong>Em meio a um processo de interações (comigo mesmo na grande maioria das vezes) acho que foi como cair num  conto da Web 2.0. <em>&#8221; Web 2.0  = POWER TO THE PEOPLE!</em>&#8221;</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/maisonbisson/2097427487/"><img class="alignright size-medium wp-image-891" title="Translate Icon -  by misterbisson on Flickr" src="http://reacesso.webnos.org/wp-content/uploads/2010/02/2097427487_7d852d7956-300x300.jpg" alt="Translate Icon -  by misterbisson on Flickr" width="300" height="300" /></a>Não dá para precisar quando as coisas começam a mudar na sua cabeça. Acho que não. Mas tem um momento recente que marca um outro encantamento meu:  A percepção que me que levou a criar o <a href="http://reacesso.webnos.org">blog Reacesso</a> e pensar nessas necessidades de &#8220;resgate&#8221;,  <a href="http://reacesso.webnos.org/2009/10/12/conceito-em-acao/" target="_blank">reacesso</a> das coisas. Foi o post  <a title="MetaReciclagem: Incertezas, Reacesso, Redes" rel="bookmark" href="http://netnografando.wordpress.com/2009/08/29/metareciclagem-incertezas-reacesso-redes/">MetaReciclagem: Incertezas, Reacesso, Redes</a> que publiquei no dia seguinte ao meu aniversário de 2009 (épocas próximas ao meu aniversário são sempre horríveis para mim). Daí pra frente algumas coisas tem tido andamentos e percepções,  outras tem tido andamentos e percepções.</p>
<p>Não vou conseguir mais uma vez fazer aquele apanhado sobre a trajetória do pensamento. Canso,  muito antes do meio do caminho. Mas acho legal aproveitar o espaço desta ocasião registrar duas coisas. Primeiro o presente <a href="http://devolts.org/psicopolis/" target="_blank">Karmaval</a> do Glerm que chegou aqui em casa esta semana. Meu moleque se divertiu <a href="http://www.flickr.com/photos/26366315@N08/sets/72157623500819778/" target="_blank">fotografando</a> e fazendo colocações sobre tudo. Quando recebo um trabalho assim cheio de simbolismos fico me perguntando se é preciso buscar <em>decifrações</em>. Outra coisa que penso é por que não me sinto confortável para falar sobre? Acho que tem aí um medo de não saber o que falar, ainda que isso entre em contradição com um outro pensamento meu, o de que ter um pensamento certo de como lidar com arte é algo que não tem a ver com arte. Viagem de quem não entende nada do assunto.</p>
<p>A segunda coisa que quero falar é do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bruno_Latour" target="_blank">Bruno Latour</a>, as leituras têm sido cada vez mais interessantes, no sentido de que me dão <em>uma visão de Rede que sai da mesmice das questões que eu vejo nas conversas de redes sociais</em>, ao mesmo tempo que uma compreensão da construção de fatos e artefatos <em>muito coerente com o que sinto no dia a dia</em>. Só não tenho como justificar nada ainda &#8220;intelectualmente&#8221;. <em>É tudo sentimento, percepção, encantamento</em>. <strong>Isto conta para a Ciência?  Isto conta para as ciências? </strong>Recentemente na <a href="https://lists.riseup.net/www/info/submidialogia" target="_blank">lista Submidialogia</a> alguém me questionou quanto à pertinência de usar Latour e o pensar sobre caixas-petas. Basicamente foi <em>recrutada uma associação</em> com <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean-Gabriel_de_Tarde" target="_blank">Grabriel Tarde</a> e a noção de monadologia. Para mim isto ainda é caixa-preta. Ficamos então neste ponto com uma emotiva resposta minha dos motivos que fazem atualmente ver Latour como algo bastante legítimo.</p>
<p>E para fechar, falando em emoções,  a marca aqui é  um grande vazio, apreensão,  com a ausência da <a href="http://bikini.veredas.net/" target="_blank">Maira</a> nas conversas online. Essas interações online sempre são apreensivas e cheias de expectativas para mim. Essa semana fui pego numa situação entre duas pessoas que não se falam e que estavam falando comigo ao mesmo tempo no Gtalk. O interessante é que a conversa com ambas estava sendo muito boa, ao ponto de eu querer falar sobre uma para a outra. Aí veio a surpresa:&#8221;Sim, nos conhecemos. Tivemos problemas e não nos falamos&#8221;. Fiquei meio sem chão na hora, mas no final tudo parece que ficou bem. Quanto à Maira, o  que resta é pensar que coisas boas sempre acontecem. PAZ para todos nós!</p>

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		<title>teu caso não é de ver pra crer</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Feb 2010 15:55:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dasilvaorg</dc:creator>
				<category><![CDATA[essências]]></category>
		<category><![CDATA[Felipe Calheiros]]></category>
		<category><![CDATA[Joaquim Izidro]]></category>

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		<description><![CDATA[
Ao final do ano passado quando Izidro me presenteou com o DVD de Até onde a vista alcança tive na hora uma sensação assim, difícil de descrever, mas, como tentativa, posso dizer que senti que  veria coisas que teriam profunda relação com minha existência, com minha identidade.
Joaquim, já tendo me ouvido falar de alguma coisa [...]]]></description>
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<p>Ao final do ano passado quando <a href="http://www.joaquimizidro.com.br/" target="_blank">Izidro</a> me presenteou com o DVD de <a href="http://ow.ly/17vYs" target="_blank"><em>Até onde a vista alcança</em></a> tive na hora uma sensação assim, difícil de descrever, mas, como tentativa, posso dizer que senti que  veria coisas que teriam profunda relação com minha existência, com minha identidade.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=ekMnvMTi3E4"><img class="alignleft size-full wp-image-876" title="ateondeavista" src="http://reacesso.webnos.org/wp-content/uploads/2010/02/ateondeavista.png" alt="ateondeavista" width="340" height="271" /></a>Joaquim, já tendo me ouvido falar de alguma coisa sobre a região onde nasci,  parece que chegou a dizer na época que achava que existiria alí alguma identificação. Demorei para assistir, não queria ver como passatempo. Tenho essa coisa, às vezes demoro um tempão para assistir algo que sinto que preciso olhar com muito mais que olhos de passatempo. Eu já tinha até escutado as músicas dos extras, mas assistir ao documentário inteiro, só semana passada, como realização de um dos <a href="http://reacesso.webnos.org/2010/02/02/onde-nao-queres-nada-nada-falta/" target="_blank">quereres declarados</a> no finalzinho do post anterior (outro querer realizado, <a href="http://rede.metareciclagem.org/blog/12-02-10/Tudo-em-A%C3%A7%C3%A3o-Internet-Things" target="_blank">aqui</a> ).</p>
<p>A questão da arte &#8220;filme&#8221; não tenho como avaliar. As imagens , o cadenciamento, tudo me agrada. Mas aí há uma coisa nas imagens que realmente está dentro de mim. Prefiro não tentar explicar agora, mas sei que tem muito a ver com meu pai e este lado da família.</p>
<p>A música fez mais sentido ainda agora. Gosto muito da sensibilidade de Joaquim. E a parceria dele com Publius parece que é certeira, harmônica. E falando em harmônicas, adoro a coisa das harmônicas em  &#8220;Horizonte&#8221;. Acho que alí é o começo da música horizontes. Não estou certo.  Em &#8220;até onde a vista alcança&#8221; a interpretação de Joaquim&#8221; e música  encaixam perfeitamente nas imagens. Dá gosto de ver. Meu filho ficou até repetindo o refrão aqui em casa, de tanto que eu ouvi &#8211; vendo.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=U_Laf9uByNU"><img class="alignright size-medium wp-image-879" title="horizonte" src="http://reacesso.webnos.org/wp-content/uploads/2010/02/horizonte-300x239.png" alt="horizonte" width="300" height="239" /></a>Das tantas coisas que esse filme resgata em mim marco aqui uma preocupação que veio com a comunidade. Como ficou essa relação? Apenas contar uma estória com eles? O pessoal que fez tinha alguma outra intenção?   Alguém se envolveu mais com os problemas da comunidade?</p>
<p>Aí Izidro me responde que Felipe, o diretor do curta, teve muito envolvimento com a questão quilombola, que buscou uma atuação em outras frentes do problema, de forma ativa. Que talvez hoje não esteja mais envolvido mas à época a entrega era total. Bem, depois achei uma <a href="http://www.diariodepernambuco.com.br/2008/10/12/viver4_1.asp" target="_blank">entrevista do Felipe Calheiros</a> que meio que também reforça esse discurso. Como Felipe e Joaquim são parceiros acho que a gente vai acabar se encontrando lá por Recife qualquer hora dessas e aí botar conversas pra frente. Fico feliz em estar colocando este post no ar.</p>

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		<title>onde não queres nada nada falta</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 13:15:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dasilvaorg</dc:creator>
				<category><![CDATA[ontologia]]></category>
		<category><![CDATA[informação]]></category>
		<category><![CDATA[information literacy]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Joaquim Izidro]]></category>
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		<description><![CDATA[
Tenho aqui um bocado de percepções e alguns termos: Internet, inclusão digital, transformação social, information literacy, desenvolvimento, produção, política pública, ciência e tecnologia, tecnociência, organização, sociedade&#8230; É tanta coisa que quando busco explicitar os porquês dos meus fazeres atuais sinto dificuldade em começar.  Já faz algum tempo que venho tendo vontade de pegar os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/deathtogutenberg/361664198/"><img class="size-full wp-image-849 alignleft" title="COMICS + INFORMATION DESIGN by Austin Kleo on Flickr" src="http://reacesso.webnos.org/wp-content/uploads/2010/02/361664198_f34ea6fc15.jpg" alt="COMICS + INFORMATION DESIGN by Austin Kleo on Flickr" width="350" height="254" /></a>Tenho aqui um bocado de percepções e alguns termos: Internet, inclusão digital, transformação social, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Information_literacy" target="_blank"><em>information literacy</em></a>, desenvolvimento, produção, política pública, ciência e tecnologia, tecnociência, organização, sociedade&#8230; É tanta coisa que quando busco explicitar os porquês dos meus fazeres atuais sinto dificuldade em começar.  Já faz algum tempo que venho tendo vontade de pegar os pedaços de histórias que estou registrando por aí e compor  um corpo, na esperança de que isto vá me mostrar algo. É a esperança do #<a href="http://reacesso.webnos.org/2009/10/12/conceito-em-acao/" target="_blank">reacesso</a>.</p>
<p>São muitas dúvidas e uma certeza: trabalhar na idéia de melhoria para algumas realidades. Sistemas, metodologias, práticas, práxis em torno de construção conjunta de oportunidades e desenvolvimento local. Resta escolher ou ser escolhido por alguma destas realidades.   Penso no que vivi e no que gostaria de viver ainda, em como e porque tive e tenho acessos e oportunidades. A Internet tem um papel importante nisto. O que é afinal esta coisa que tenho com a Internet? O que pode partir disto e com isto para o trabalho com as pessoas, as comunidades?</p>
<p>Na Internet tem informação de todo o tipo disponível, mas não só isso,  possibilidades de expressão, de produção, de articulação. É uma coisa sócio-técnica meio que mágica ainda, mística,  ao mesmo tempo que opera numa racionalidade comercial, do consumo, motor e produto da sociedade do consumo. No ciberespaço é muito fácil dispersar,  ficar perdido, desviar de um objetivo inicial, consumir consciente e inconscientemente. O ciberespaço é <em>multitransdimensional </em> psicodélico.</p>
<p>Outro dia tuitei para a <a href="http://www.google.com/profiles/105203357900787714415" target="_blank">@kali_lin</a> sobre o volume que ela compartilha no Google Reader. Tem dias que ela solta mais de 40 itens em sequência, coisas muito legais de todo o tipo: imagens, posts enormes e curtos, vídeos etc. Mas simplesmente não consigo acompanhar. Não posso. Fico pensando se eu olhasse, lê-se, ouvisse um por um dos itens,   quanto tempo esta navegação me consumiria diariamente? Em meio ao conjunto das outras coisas para ver é comum não dar nem para olhar rapidamente por cima e selecionar algumas coisas. Acabo olhando só uns três ou quatro itens e ignorando o restante. Porque este processo,  considerando a dinâmica do hypertexto e a possibilidade de saber mais sobre qualquer coisa a apenas uma <em>googlada</em> de distância, parece que vai te enredando nas diferentes dimensões e entre elas, vai alterando percepções e consciência. Essência do ciberespaço?</p>
<p><a href="http://reacesso.webnos.org/2008/04/09/overload-informativo/"><img class="alignright size-full wp-image-853" title="overload dasilvaorg" src="http://reacesso.webnos.org/wp-content/uploads/2010/02/overload-dasilvaorg.png" alt="overload dasilvaorg" width="277" height="358" /></a>Hoje já não me incomoda mais deixar coisas sem ver, não tanto quanto <a href="http://reacesso.webnos.org/2008/04/09/overload-informativo/" target="_blank">incomodava</a> quando começei a interagir e pesquisar com blogs. Atualmente o sentimento é de definir coisas no meio do caos (na falta de uma palavra melhor), ainda que a preocupação com a informação se mantenha, principalmente na questão da interação, o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Handshake" target="_blank">handshake</a> diário e o como lidar com as <a href="http://reacesso.webnos.org/2009/10/13/feiticeiros-ontologia-rede-molecada/" target="_blank">caixas-pretas</a>.</p>
<p><a href="http://www.joaquimizidro.com.br/" target="_blank">Joaquim Izidro</a>, que é uma super pessoa, músico, camarada,  me falou recentemente, não pela primeira vez, em uma dificuldade com a quantidade de informação. Era um espécie de <em>feedback</em> que ele estava me dando sobre algumas coisas que lhe mostrei, como o site do <a href="http://organismo.art.br/" target="_blank">Orquestra Organismo</a> ou o <a href="http://rbrazileiro.info/blog/fabr1ca-iluminad0/" target="_blank">post do Brazileiro</a> sobre sua residência lá no Alafin Oyo. Me parece, mas ainda tenho muito que conversar com Izidro sobre isto, que por algum tipo natural de seleção,  em função dos focos dele provavelmente, a coisa aparenta tão carregada ao ponto dele não saber como lidar com ela, a informação,  e então ter que deixar pra lá.</p>
<p>Mas fevereiro está apenas começando. Esta semana quero finalmente assistir algumas coisas que já estão há meses nos planos,   talvez instalar um <a href="http://www.debian.org/index.pt.html" target="_blank">Debian</a> no desktop e brincar um pouquinho, certamente estudar mais o <a href="http://www.bruno-latour.fr/" target="_blank">Latour</a>, tentar ler o resto do <a href="http://networkcultures.org/wpmu/portal/publications/network-notebooks/the-internet-of-things/" target="_blank">The Internet o Things</a> e passar o exemplar impresso que ganhei do <a href="http://efeefe.no-ip.org/" target="_blank">@efeefe</a> pra frente. Ah,  e na expectativa do  <a href="http://search.twitter.com/search?q=%23karmaval" target="_blank">#karmaval,</a> até o próximo &#8220;elemento&#8221; <a href="http://mutirao.metareciclagem.org/Sazonal" target="_blank">#mutsaz</a>.</p>
<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</p>
<p>[update] quase instantâneo</p>
<p>ao terminar de escrever e publicar fui ler os outros post #mutsaz, olha só o que eu encontrei</p>
<blockquote><p>Por sorte me contive a tempo e não entrei no google pra descobrir o lugar onde se consertam máquinas de escrever. Por puro medo. Tive receio de achar outras coisas legais sobre esses objetos antigos e me perder nas descobertas, quando ainda tinha um projeto por terminar. <a href="http://blooks.ning.com/profiles/blogs/mulheres-homens-e-maquinas" target="_blank"></a></p>
<p>Sobre a comunicação: como funciona essa capacidade humana de se fazer entender, mesmo quando as palavras não são adequadas ou explícitas?&#8230; Sobre a relação das pessoas com os objetos e máquinas: que estranho papel exercem em nossas vidas?&#8230;. Sobre os pontos de conexão entre pessoas e a formação das redes: seriam aqueles invisíveis para tornar estas inevitáveis desde os primórdios da humanidade?&#8230; Sobre os caminhos tortuosos que escolhemos em nossas vidas para chegar ao que nos é bem próximo&#8230; <a href="http://blooks.ning.com/profiles/blogs/mulheres-homens-e-maquinas" target="_blank">Tati Prado</a></p></blockquote>
<div class="zemanta-pixie"><span class="zem-script more-related pretty-attribution"><script src="http://static.zemanta.com/readside/loader.js" type="text/javascript"></script></span></div>

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		<title>narts em Ação</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 18:30:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dasilvaorg</dc:creator>
				<category><![CDATA[conceito em ação]]></category>
		<category><![CDATA[descentro]]></category>
		<category><![CDATA[metareciclagem]]></category>
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		<category><![CDATA[organização]]></category>
		<category><![CDATA[orquestra organismo]]></category>
		<category><![CDATA[Shiko]]></category>

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		<description><![CDATA[
Estou relendo o Ciência em Ação do Latour e com a cabeça, dentre outras coisas, numa conversa com algumas pessoas bacanas sobre um projeto na interface  Shiko &#8211; MetaReciclagem.  A estória tá sendo contada numa TAZ: narts.
O que uma coisa tem a ver com a outra?
É que essa minha tentativa de compreensão da perspectiva do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/derbyblue/4096508074/"><img class="alignright size-full wp-image-837" title="batistaviroumáquina" src="http://reacesso.webnos.org/wp-content/uploads/2010/01/4096508074_5c622dcc7b.jpg" alt="batistaviroumáquina" width="302" height="400" /></a>Estou relendo o <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=6653&amp;tipo=2&amp;isbn=857139265x" target="_blank">Ciência em Ação</a> do Latour e com a cabeça, dentre outras coisas, numa conversa com algumas pessoas bacanas sobre um projeto na interface  <a href="http://www.flickr.com/photos/derbyblue/" target="_blank">Shiko</a> &#8211; <a href="http://www.metareciclagem.org/" target="_blank">MetaReciclagem</a>.  A estória tá sendo contada numa TAZ: <a href="http://rede.metareciclagem.org/wiki/narts" target="_blank">narts</a>.</p>
<p><em>O que uma coisa tem a ver com a outra?</em></p>
<p>É que essa minha tentativa de compreensão da perspectiva do Latour (a de estudar os fatos antes que se tornem fatos, caixas-pretas) não cansa de me parecer poder ser &#8220;o que há para fazer&#8221; em qualquer coisa de &#8220;produção&#8221;. Ou seja, quando temos uma &#8220;produto final&#8221; não vemos ali toda uma interação prévia, as discordâncias, os descaminhos em decisões etc. <em>Então, o que podemos aprender / apreender tentando perceber diferentes nuances neste percurso da construção do fato, do produto?</em></p>
<p>E se eu considerar que não há diferença entre como se produz uma política pública de um lado e uma peça de arte do outro?</p>
<p>No começo do ano passado me apareceram sinais de fumaça para  direcionar a pesquisa para a interface arte-tecnologia. Teve até sugestão da minha orientadora para um financiamento de projeto. Mas  depois de alguma reflexão sobre o assunto eu descartei. Não me sentia minimamente preparado para começar uma conversa sobre arte. Era uma coisa que assustava (ainda assusta). Quando penso na questão da linguagem e da comunicação, sei não. Confuso e assustador mesmo.</p>
<p><a href="http://organismo.art.br/"><img class="alignleft size-full wp-image-841" title="Orquestra Organismo" src="http://reacesso.webnos.org/wp-content/uploads/2010/01/logo2.gif" alt="Orquestra Organismo" width="166" height="450" /></a>O outro lado da moeda é como ao longo do ano fui vendo, ouvindo, sentindo na Rede (o que é essa rede é outra questão, mas por enquanto vamos simplificar com o nome de <em>MetaReciclagem</em>) a presença e a força de algumas <em>Coisas-Arte</em>. Isto está nas pessoas, eu sei, mas as &#8220;organizações&#8221; ajudam&#8230; ( Peraí, eu ia dizer que que ajudam a simplificar mas fiquei em dúvida entre simplificar e complicar e enquanto fui escrevendo já pensei em &#8220;visualizar&#8221;. Mas nenhuma dessas palavras me parece resolver o apego a organizações.) O que eu chamo de <em>Coisas-Arte</em> se refere principalmente à <a href="http://organismo.art.br/" target="_blank">Orquestra Organismo</a> e <a href="http://www.descentro.org/" target="_blank">Descentro</a> (organizações?!).  Mas não vou falar das pessoas agora, deixo para outros posts.</p>
<p>A questão do &#8220;em ação&#8221; está então em destaque para mim. Ver como é isso <a href="http://rede.metareciclagem.org/wiki/narts" target="_blank">nesse trabalho</a> por exemplo, é possível? Com que nível de envolvimento? O que de fato eu estaria acompanhando em ação? Não dá pra ter a mínima idéia do que  #narts  vai dar, ou até mesmo se vai dar em alguma coisa. Mas acho que isso se relaciona de alguma forma com #<a href="http://reacesso.webnos.org/2009/10/12/conceito-em-acao/" target="_blank">reacesso</a>? A metáfora do fechar das caixas-pretas serve para arte? Préeeeeeeemmmmm (som de campanhinha de erro). A pergunta tá feita errada, já sei.  Para isso, vou recorrer a outra obra  do Latour, o <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=6653&amp;tipo=2&amp;isbn=8574601977 " target="_blank">Políticas da Natureza</a>.</p>
<blockquote><p>Queremos somente dizer que as outras culturas, posto que elas, justamente, não viveram jamais da natureza, <em>conservaram para nós</em> as instituições conceituais, os reflexos, as rotinas, de que teremos necessidade, nós os Ocidentais, para nos desintoxicar da idéia de natureza.  (LATOUR, 2004, p.82)</p>
<p>Ora, as outras culturas não misturavam, em nada, a ordem social e a ordem natural: elas <em>ignoravam a distinção</em>. Ignorar uma dicotomia, isto não é confundir, de todo, os dois conjuntos em um só – menos ainda “ultrapassá-la”. ( LATOUR, 2004, p. 84)</p></blockquote>
<p>E então posso voltar à questão.  <em>E se eu considerar que não há diferença entre como se produz uma política pública de um lado e uma peça de arte do outro?</em></p>
<p>O #reacesso,  com todo respeito ao legado do Dpádua, que mais  me preocupa neste momento é com as coisas do cara chamado Shiko. Preocupa não tratar utilitariamente a relação. Preocupa não fazer disso apenas uma máquina de produzir interesses.  <em>Sei que ainda não sei o que significa ser Sujeito, ser Ser, essas coisas da filosofia.</em> O mais certo é que eu nunca saiba. Pra que saber? O que penso é numa imagem destas palavras que sintonize sentimentos em Shiko nos sentimentos que tenho de tudo isso. Sigamos.</p>

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		<title>Resistência em ser Organização</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 03:01:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dasilvaorg</dc:creator>
				<category><![CDATA[papo metarec]]></category>
		<category><![CDATA[Administração]]></category>
		<category><![CDATA[Fernanda Scur]]></category>
		<category><![CDATA[metareciclagem]]></category>
		<category><![CDATA[mutsaz]]></category>
		<category><![CDATA[organizações]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto de Pesquisa]]></category>

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Em 2008 a Fernanda Scur fez a gentileza de dialogar comigo e a lista metareciclagem sobre meu projeto que estava nascendo e o dela que já estava se encaminhando. Coloquei as propostas daquela época em duas páginas de wiki lá no site: PesquisaOrlando e PesquisaFernanda.  No mínimo vai servir para pensar na evolução da coisa.
A [...]]]></description>
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<p>Em 2008 a Fernanda Scur fez a gentileza de dialogar comigo e a lista metareciclagem sobre meu projeto que estava nascendo e o dela que já estava se encaminhando. Coloquei as propostas daquela época em duas páginas de wiki lá no site: <a href="http://rede.metareciclagem.org/wiki/PesquisaOrlando" target="_blank">PesquisaOrlando</a> e <a href="http://rede.metareciclagem.org/wiki/PesquisaFernanda" target="_blank">PesquisaFernanda</a>.  No mínimo vai servir para pensar na evolução da coisa.</p>
<p>A seguir trago um trecho interessante da conversa, onde comentando as pretensões da Fernanda  falo da natureza das organizações e de uma característica que passei a entender como fundamental na MetaReciclagem em relação a isto.</p>
<p style="padding-left: 90px;"><em><span style="color: #003366;"><strong>Fernanda Scur :</strong> Esse meu interesse surgiu durante o meu trabalho de mestrado feito na  Tanzania, onde lidei com as instituicoes de desenvolvimento alemãs, e suas  metodologias de implantacãoo de projetos de desenvolvimento super &#8220;top-down&#8221;,  onde o que conta em primeiro lugar são os interesses dos doadores, de tais  instituicões, e bem por último, no sentido burocrático da coisa mesmo, a comunidade &#8211; digo isso porque as pessoas envolvidas eram pessoas boas &#8211; mas  o SISTEMA é tal, que é dificil ocorrer uma mudanca &#8211; dai a questão: como  mexer no sistema??</span></em></p>
<p style="padding-left: 90px;"><em><strong>Orlando:</strong> Tenho uma &#8220;quase certeza&#8221; (porque é bom ter dúvidas) de que quando há &#8220;organizações&#8221; por traz das coisas tudo vira top-down. Porque esta é a natureza da organização como forma de poder. Tem muita prática travestida de &#8220;participativa&#8221; &#8220;bottom-up&#8221; por aí, porque há a necessidade de adaptar o discurso. Mas, a &#8220;Organização&#8221; é uma agressão à subjetividade, uma violência. Essa é outra viagem que eu vou tentar delinear os caminhos também.</em></p>
<p style="padding-left: 90px;"><strong>Acho que o mais interessante aqui do MetaReciclagem é uma aparente resistência do grupo em ser &#8220;Organização&#8221;. </strong></p>
<p style="padding-left: 90px;"><em>Mexer no sistema?!! Acho que a gente está mexendo toda hora. Agora, querer que o sistema reflita nossos ideais de funcionamento. Aí, nem sei se isso é interessante.</em></p>
<p><em>*******************</em></p>
<p><em>Tava escrevendo isso ontem e de repente achei que tinha a ver com o <a href="http://search.twitter.com/search?q=%23mutsaz" target="_blank">#mutsaz</a>. Sigamos.<br />
</em></p>
<p><em><br />
</em></p>

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		<title>Escrevendo na hora</title>
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		<comments>http://reacesso.webnos.org/2009/12/11/escrevendo-na-hora/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 Dec 2009 17:52:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dasilvaorg</dc:creator>
				<category><![CDATA[insight]]></category>
		<category><![CDATA[algoritmos]]></category>
		<category><![CDATA[google alerts]]></category>
		<category><![CDATA[Inclusão Digital]]></category>
		<category><![CDATA[informação]]></category>
		<category><![CDATA[metareciclagem]]></category>

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Nos fones Alice. (informação só pra contextualizar um dos aspectos da escrita na hora). Aliás, coloquei pra ficar repetindo em loop, até terminar o post.
Tem esse recurso google alerts que eu acho que todo mundo que usa gmail tá de alguma forma familiarizado, não? O que está motivando este post, talvez como gota d&#8217;agua,  é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>Nos fones <a href="http://www.youtube.com/watch?v=1lhpy21r7_M" target="_blank">Alice</a>. (informação só pra contextualizar um dos aspectos da escrita na hora). Aliás, coloquei pra ficar repetindo em loop, até terminar o post.</p>
<p>Tem esse recurso <a href="http://www.google.com/alerts" target="_blank">google alerts</a> que eu acho que todo mundo que usa gmail tá de alguma forma familiarizado, não? O que está motivando este post, talvez como gota d&#8217;agua,  é justamente um deles que acabou de chegar na minha caixa de e-mail. (Imagem só pra ilustrar porque pode ter alguém que não use).</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-818" title="alerts" src="http://reacesso.webnos.org/wp-content/uploads/2009/12/alerts.JPG" alt="alerts" width="597" height="305" /></p>
<p>O pedido de &#8220;alert&#8221; para este link foi criado  já tem um tempo para monitorar o outro blog desta forma. É interessante ser avisado se alguém te linkou porque daí sempre se estabele um diálogo. Mais ou menos isso. Sem teorizar muito, certo?</p>
<p><span style="color: #993300;">O que foi a gota d&#8217;agua para eu vir pra cá escrever na hora? </span></p>
<p>É que já tem um tempo que observando as recorrências desses  &#8220;alerts&#8221;  sempre surgem algumas questões interessantes sobre<strong> as operações desses algoritmos</strong>. Quando este último chegou,  algumas questões retornaram e mais especificamente foi no mínimo interessante ver alguma ligação com o <a href="http://reacesso.webnos.org/2009/10/12/conceito-em-acao/" target="_blank">conceito em ação de reacesso</a>.</p>
<p>Não ia ser possível realmente colocar aqui  tudo que conectei mentalmente agora. Na verdade nem eu consigo perceber tudo.</p>
<p>Como deixar alguma coisa que possa ser relevante então?</p>
<p>Bem, tô escrevendo na hora. Antes de parar pra escrever (exatamente no momento que vi o alert) eu tava:</p>
<p>1. Assimilando o <a href="http://daltonmartins.blogspot.com/2009/12/inclusao-digital-redes-sociais-e-o.html" target="_blank">super post</a> que expõe a práxis de anos de uma galera a partir da ótica do <a href="http://daltonmartins.blogspot.com/" target="_blank">Dalton</a> e ao mesmoa tempo conversando com ele no Gtalk. Aliás, a vibe que ele  passou na conversa foi muito positiva, bacana, energia muito boa.</p>
<p>2. Interagindo <a href="https://lists.riseup.net/www/arc/metareciclagem/2009-12/msg00256.html" target="_blank">na lista</a> , com a Lelex e  com a <a href="http://bikini.veredas.net/" target="_blank">Maira</a> nessa questão do problema com a participação da MetaReciclagem no II Fórum de Mídias Livres;</p>
<p>3. &#8230;</p>
<p><span style="color: #993300;">Finalmente o que realmente chamou minha atenção no alerts?</span></p>
<p>Primeiro, acho que a chamada para um fichamento em outro dos meus blogs:</p>
<p><a style="color: blue;" href="http://www.google.com/url?sa=X&amp;q=http://www.blog.webnos.org/&amp;ct=ga&amp;cd=6LEkFrusfrY&amp;usg=AFQjCNFmguJkyXGNjHGUcP2bIOPKtcGv7A" target="_blank">blog webnos</a><br />
<span>Capítulo 2 &#8211; Laboratórios. na prática não há muita diferença entre pessoas e coisas: ambas precisam de alguém para falar em seu lugar. [. <strong>&#8230;</strong></span></p>
<p>Segundo, a recorrência do site  Não Zero, que sempre me vem como algo novo (algoritmos?!);</p>
<p>E isso tudo a partir do que seria uma precupação com o &#8220;netnografando&#8221;,  que já nem é mais a mesma.</p>
<p>#reacesso</p>
<p>Pra fechar. Uma das coisas que mais me &#8220;pegou&#8221; no texto do Dalton acho que foi a parte em que ele resgata algum texto da <a href="http://weblab.tk/2007/10/participa%C3%A7%C3%A3o-p%C3%BAblica" target="_blank">Drica Guzzi</a>, talvez este aí mesmo do link (ele ficou de mandar as referências), onde ela fala sobre capacidade educativa e cultural de uso da Internet.  Talvez porque toca justamente acho que numa das minhas primeiras percepções no assunto.</p>
<p>Seguindo.</p>
<p>*texto sem revisão.</p>

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		<title>mutdgamb</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/Reacesso/~3/RDP-p67KdY4/</link>
		<comments>http://reacesso.webnos.org/2009/11/30/mutdgamb/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 02:27:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dasilvaorg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem-categoria]]></category>
		<category><![CDATA[#mutdgamb]]></category>
		<category><![CDATA[metareciclagem]]></category>
		<category><![CDATA[mutsaz]]></category>

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		<description><![CDATA[
No  Mutirão da Gambiarra edição1# (janeiro, 2009)  há algo em torno de propósitos (by Felipe Fonseca)
A idéia inicial do Mutirão partia, entre outras coisas, do receio que sempre tivemos de que, como rede descentralizada e aberta, a MetaReciclagem pudesse eventualmente ser apropriada de maneiras que destoassem das intenções de seus integrantes: estimular a descoberta, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>No  Mutirão da Gambiarra edição1# (janeiro, 2009)  há algo em torno de propósitos (by Felipe Fonseca)</p>
<blockquote><p>A idéia inicial do Mutirão partia, entre outras coisas, do receio que sempre tivemos de que, como rede descentralizada e aberta, a MetaReciclagem pudesse eventualmente ser apropriada de maneiras que destoassem das intenções de seus integrantes: estimular a descoberta, a colaboração, a ação em rede voltadas para a transformação social.</p>
<p>Muita coisa mudou nos últimos anos, e os próprios objetivos da MetaReciclagem (se é que existem) também acabaram por se transformar.</p>
<p>&#8230; ainda existe, mesmo que de maneiras diferentes daquelas que já conhecíamos, o sentido de uma construção coletiva, de um espaço de conhecimento, convívio, informação, co-inspiração e troca, que é nossa obrigação assegurar que permaneça aberto.</p>
<p><span style="color: #000080;">No meu entender, a maneira mais efetiva de garantir que a MetaReciclagem seja entendida na sua abrangência e força, como uma rede aberta, um espaço de sensibilidades compartilhadas, de propriedade coletiva, é expor os processos que nos trouxeram até aqui, destrinchar os interiores da MetaReciclagem como rede, prática, identidade de grupo e influência. (grifo meu)<br />
</span></p></blockquote>
<p>Num <a href="http://desvio.weblab.tk/conteudo/mutir%C3%A3o-da-gambiarra" target="_blank">post do Desvio</a> (outubro de 2009) há algo em torno de objetivos (by Felipe Fonseca)</p>
<blockquote><p>O <a href="http://mutirao.metareciclagem.org/">Mutirão da Gambiarra</a> é um núcleo editorial ligado à rede <a href="http://rede.metareciclagem.org/">MetaReciclagem</a>. Tem por objetivo incentivar a produção distribuída de documentação, conteúdo crítico e experimentação de linguagem nas áreas de apropriação de tecnologias, ação social em rede e criatividade. O Weblab atua na definição de pauta, produção de conteúdo e comunicação do Mutirão.</p></blockquote>
<p>O selinho abaixo do #mutsaz novembro linka para página Sobre_About do atual site do Mutirão.</p>
<p><a href="http://mutirao.metareciclagem.org/conteudo/SobreAbout"><img class="aligncenter" src="http://rede.metareciclagem.org/sites/rede.metareciclagem.org/midia/images/mutsaz1109redm.png" alt="" width="218" height="114" /></a></p>
<p>_________</p>
<p>MetaReciclagem, MinC, Weblab, Waag, Bricolabs, DesCentro, Orquestra Organismo. História, estórias, história, estórias.  #reacesso.</p>
<p>____</p>
<p>Práxis das forças invisíveis</p>
<p>*Turntablism is the art of manipulating sounds and creating music using <a title="Phonograph" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Phonograph">phonograph turntables</a> or <a title="CDJ" href="http://en.wikipedia.org/wiki/CDJ">digital turntables</a> and a <a title="DJ mixer" href="http://en.wikipedia.org/wiki/DJ_mixer">DJ mixer</a>.  (from <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Turntablism" target="_blank">wikipedia</a>)</p>

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		<title>@dpadua -remember the code</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 01:32:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dasilvaorg</dc:creator>
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Estivemos juntos fisicamente apenas em dois momentos, os dois encontrões MetaReciclagem.  Mas isto não afere a intensidade da convivênvia.
No aeroporto de BH, dia 10 de setembro a caminho de Arraial, ele me disse que estava para escrever um manifesto &#8220;Remember The Code&#8221;. O que isto significava, não entrei numas de entrevista na hora. Estava era [...]]]></description>
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<p>Estivemos juntos fisicamente apenas em dois momentos, os dois encontrões MetaReciclagem.  Mas isto não afere a intensidade da convivênvia.<br />
No aeroporto de BH, dia 10 de setembro a caminho de Arraial, ele me disse que estava para escrever um manifesto &#8220;Remember The Code&#8221;. O que isto significava, não entrei numas de entrevista na hora. Estava era feliz de estar tomando uma cerveja com uma pessoa por quem não sei como explicar mas eu tinha muito carinho.</p>
<p>Seus  planos para o futuro naqueles dias eram &#8220;uma cama&#8221;, porque vinha de um período de muito stress e poucas noites dormidas.</p>
<p>Dia 14 de outubro nos falamos no Gtalk e ele me disse do câncer. Fiquei chocado, mas ele estava esperançoso.</p>
<p>Há uma ligação,  um elo  que não sei como explicar que se estabeleceu.  No post abaixo, o link sobre blue note é para o blog dele.  Foi lá, naquele post que ele me trouxe o reencontro com um eu que sempre esteve aqui. No mesmo dia eu vislumbrei isto na minha história  com a MetaReciclagem.</p>
<p>Seguimos.</p>
<p>Siga na LUZ,  inspiração, mito, artesão de redes. A gente se vê.</p>

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