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	<title>WebHolic</title>
	
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	<description>Tendências, Apps, Startups, Social Media, venture capital, tudo que um geek precisa saber sobre a Web!</description>
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		<title>Vivendo a vida motivada</title>
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		<comments>http://webholic.com.br/2013/05/06/vivendo-a-vida-motivada/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 May 2013 19:16:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>guest</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tendências]]></category>
		<category><![CDATA[discurso motivacional]]></category>
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		<description><![CDATA[Texto reproduzido com autorização do autor, Carlos Orsi, que o publicou originalmente em seu blog. Alguma alma caridosa do condomínio em que moro costuma pôr pequenas crônicas motivacionais no quadro de avisos do elevador &#8211; geralmente trocando o texto uma vez por semana. São breves exortações bem-intencionadas, produzidas por um desses gurus engravatados da vida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Texto reproduzido com autorização do autor, Carlos Orsi, que o publicou originalmente em seu <a href="http://carlosorsi.blogspot.com.br">blog</a>.</em></p>
<p>Alguma alma caridosa do condomínio em que moro costuma pôr pequenas crônicas motivacionais no quadro de avisos do elevador &#8211; geralmente trocando o texto uma vez por semana. São breves exortações bem-intencionadas, produzidas por um desses gurus engravatados da vida corporativa que, hoje, são mais fáceis de se achar por aí do que fungo em madeira podre, sempre falando como é importante dar duro, ser honesto, tratar bem o cliente, liderar para a vitória, blá-blá-blá, e amar o que se faz. Um texto recente lembrava que <em>&#8220;você passa as melhores horas dos melhores anos da sua vida no trabalho&#8221;</em> e tentava fazer isso parecer uma coisa boa, como se não fosse, na verdade, uma das constatações mais deprimentes já escritas desde que Jean-Paul Sartre pôs o ponto final em <a href="http://www.amazon.com/gp/product/B00AR0YJDW/ref=as_li_ss_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=390957&amp;creativeASIN=B00AR0YJDW&amp;linkCode=as2&amp;tag=carlosorsi-20"><em>A Náusea</em></a>.</p>
<p>O que me deixou pensando na relação das pessoas com o trabalho, e em como fomos todos fraudados pelas promessas de transformação profissional que ouvimos lá nos longínquos anos 80. Ou talvez fossem mais antigas? Eu me lembro delas nos anos 80, mas até aí, eu não pensava muito em trabalho antes disso.</p>
<p>Mas, enfim: até algum momento do passado, havia uma distinção entre &#8220;trabalho&#8221; e &#8220;vida&#8221;. Trabalho era uma coisa que você <em>fazia</em> &#8211; varrer o chão, lavar pratos, apertar parafusos, contar dinheiro &#8211; e vida era o que você <em>era</em>: pai amoroso, marido carinhoso, zagueiro do time de várzea.</p>
<p>Algumas carreiras, principalmente nas artes e na política, fundiam trabalho e vida, enquanto outras, como medicina e jornalismo, tendiam a tornar mais finas as paredes entre as duas esferas, mas esses eram os casos excepcionais. No geral, a coisa seguia uma demarcação clara: da catraca para dentro, trabalho; da catraca para fora, vida.</p>
<p>Não que fosse uma situação confortável. Bibliotecas inteiras já foram escritas sobre os efeitos deletérios da alienação do trabalho, sem falar no filme <em>Tempos Modernos</em>, de Charles Chaplin. H.L. Mencken produziu <a href="http://kaganof.com/kagablog/2009/12/10/hl-mencken-on-the-mind-of-the-slave/">um artigo cáustico</a>, chamado &#8220;A Mente do Escravo&#8221;, sobre a cabeça do homem que trabalha apenas para ganhar o sustento, sem nenhum outro objetivo em vista. O sonho de Marx de uma vivência realmente integrada &#8211; onde fosse possível pescar pela manhã, caçar à tarde, criticar à noite &#8211; era uma aspiração mesmo entre os não-marxistas. Profissões, como a de ator ou compositor, onde vida e trabalho pareciam existir numa espécie de fluxo contínuo eram &#8211; como ainda são &#8211; glamurizadas.</p>
<p>A promessa que minha geração ouviu, nos anos 80, era a de que, no futuro, <em>todo trabalho</em> seria assim: existiria em fluxo, e seria possível levar a vida para o trabalho. Parecia uma perspectiva excitante, refrescante, inacreditavelmente <em>humana</em>. Porém, como o talismã maligno do conto <a href="http://gaslight.mtroyal.ca/mnkyspaw.htm"><em>A Pata do Macaco</em></a>, que amaldiçoa seu possuidor ao mesmo tempo em que realiza seus desejos, a mudança teve um preço imprevisto: o de termos de levar o trabalho para a vida.</p>
<p>Isso não é um problema se o que você <em>faz</em> coincide naturalmente com o que você <em>é</em> &#8211; no caso, digamos, de um cineasta ou de um poeta &#8212; mas a coisa fica um pouco mais complicada quando o que se faz é apertar parafusos ou vender ternos. Nem mesmo o patrão sádico do filme de Chaplin esperava que seus funcionários amassem suas porcas e parafusos como um poeta ama sua poesia; ou se mantivessem em prontidão 24 horas para atender o cliente, como o cineasta pode virar a noite acordado esperando o momento exato para sua cena.</p>
<p>Essa é a promessa quebrada: esperávamos que poderíamos todos fazer arte, e em vez disso o que ganhamos foram as mesmas funções maçantes e sem sentido de sempre, mas agora somadas à obrigação de desempenhá-las com todo o zelo e o desprendimento de verdadeiros artistas. Tínhamos acreditado que poderíamos fazer o que amássemos; em vez disso, demos de cara com o dever de amar o que &#8211; o que quer que seja &#8211; que fazemos.</p>
<p>Nesse contexto, o discurso motivacional é uma espécie de Fanta Uva da alma, um doce refresco que tenta convencer as pessoas de que vender um apartamento ou um carro merece a mesma recompensa emocional que pisar na Lua ou compor um poema épico em decassílabos: que o importante não é buscar as aspirações mais nobres, mas considerar nobres as aspirações que estão à mão.</p>
<p>O fato da indústria da motivação não dar mostras de exaustão reflete, talvez, o fato de que o efeito de seu alucinógeno edulcorado é passageiro, de que as pessoas precisam de doses cada vez maiores, e a intervalos cada vez menores, para sustentar o delírio de que o trabalho que fazem é o verdadeiro propósito de suas vidas. De que ser vendedor é mais importante, num sentido profundo, ontológico, do que ser zagueiro no time de várzea.</p>
<p>Enfim, se a solução para a alienação do trabalho é a alienação da vida, será que podíamos ter a primeira de volta, por favor?</p>
<p><em><strong>Autor convidado: <a href="http://carlosorsi.blogspot.com.br">Carlos Orsi</a></strong> é escritor de ficção científica, terror, fantasia e mistério; autor de livros e artigos de não-ficção sobre ciência e história; jornalista tentando largar o hábito; blogueiro.</em></p>
<p><em><strong>Nota do editor:</strong> Este é um texto de opinião que reflete o ponto de vista do autor.</em></p>
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		<title>Open English recebe rodada de investimento de US$ 65 mi</title>
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		<pubDate>Fri, 03 May 2013 20:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Bedran</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A escola online de inglês Open English acaba de anunciar um novo aporte de US$ 65 milhões. A Série D foi liderada pela TCV (Tecnologia Crossover Ventures) e foi acompanhada pela Insight e a Redpoint Venture. Com esta última rodada, a empresa contabiliza um total de US$ 120 milhões levantados nos últimos três anos. Confira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>A escola online de inglês Open English acaba de anunciar um novo aporte de US$ 65 milhões. A Série D foi liderada pela TCV (Tecnologia Crossover Ventures) e foi acompanhada pela Insight e a Redpoint Venture. Com esta última rodada, a empresa contabiliza um total de US$ 120 milhões levantados nos últimos três anos. Confira as informações abaixo:</em></p>
<p>A <a href="http://www.openenglish.com/inicio.do" target="_blank">Open English</a>, escola online de inglês, recebeu uma rodada de investimentos de US$ 65 milhões, Série D. A TCV (Tecnologia Crossover Ventures) liderou o aporte e foi acompanhada pela Insight e a Redpoint Venture, que já haviam investido anteriormente na startup. Com esta última rodada, a empresa contabiliza um total de US$ 120 milhões levantados nos últimos três anos, uma quantia inédita no setor de tecnologia aliada à educação que permitirá a Open English continuar crescendo em ritmo acelerado. O anúncio chega em um momento bastante positivo para a escola online, que recentemente superou o marco de 100 mil estudantes na região latino-americana.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-24161" title="open2" src="http://webholic.com.br/wp-content/uploads/2013/05/open2.jpg" alt="open2 Open English recebe rodada de investimento de US$ 65 mi" width="600" height="313" /></p>
<p>&#8220;Estamos muito felizes com esta última rodada de financiamento, que reforça nossa estratégia de negócios e proporcionará um impulso ainda maior para os nossos planos de expansão&#8221;, afirma Andres Moreno, fundador e CEO da Open English. &#8220;É muito gratificante contar com parceiros de investimentos que trazem consigo uma experiência inigualável para a empresa. É algo que agrega valor ao nosso negócio muito além do próprio investimento&#8221;, completa.</p>
<p>Com o anúncio, o general partner da TCV, Robert Trudeau, passa a integrar o conselho da Open English. Provedora líder de capital para expansão de ativos, A TCV possui um histórico de investimentos bem sucedidos em algumas das empresas mais importantes do universo web e de educação aliada à tecnologia, como Capella Educação, EmbanetCompass (agora parte da Pearson), Expedia, Facebook, K12 Inc., Netflix, Orbitz e Zillow.</p>
<p>&#8220;Nossa filosofia é estabelecer relações de longo prazo com empresas de tecnologia promissoras e ajudá-las a atingir seu pleno potencial. Nesse espírito, temos acompanhado o desenvolvimento da Open English há algum tempo e estamos felizes em adicioná-la ao nosso portfólio&#8221;, comemora  Trudeau. &#8220;Andres e a sua equipe construíram uma plataforma inovadora, um serviço útil e eficaz para os alunos aliado a uma marca icônica &#8211; tudo isso, em poucos anos. Nossa intenção é ajudar a Open English a continuar construindo essa história de sucesso&#8221;.</p>
<p>Os recursos obtidos serão utilizados para contratar novos funcionários e expandir as operações para novos mercados, além de reforçar a missão da empresa de revolucionar o modo como as pessoas aprendem inglês, usando uma tecnologia que permita um ensino excelente e um atendimento pessoal extraordinário.</p>
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		<title>Atenção mineiros, a DEMO Brasil está chegando!</title>
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		<comments>http://webholic.com.br/2013/04/23/atencao-mineiros-a-demo-brasil-esta-chegando/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Apr 2013 18:09:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Bedran</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No próximo dia 25 de Abril, o Centro Universitário Newton Paiva será palco do evento “DEMO Brasil”, famoso encontro entre empreendedores e investidores que promove a inovação no mercado de tecnologia e o lançamento de novas tendências emergentes. O evento funcionará no formato de conferência com palestras, painéis e apresentações de startups, além da exposição [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No próximo dia 25 de Abril, o Centro Universitário Newton Paiva será palco do evento “<a href="http://www.demobrasil.com.br/" target="_blank">DEMO Brasil</a>”, famoso encontro entre empreendedores e investidores que promove a inovação no mercado de tecnologia e o lançamento de novas tendências emergentes. O evento funcionará no formato de conferência com palestras, painéis e apresentações de startups, além da exposição para que as startups demonstrem seus produtos/ideias, e fiquem em contato direto com potenciais parceiros e investidores, gerando grandes oportunidades de negócios.</p>
<p>Realizado há mais de 20 anos nos Estados Unidos, a DEMO tem sido palco para lançamento de inovação e responsável por apresentar ao mercado empresas e produtos que fizeram história, como Salesforce.com, Adobe Acrobat, Netscape, TIVO, entre centenas de outras. Além do Brasil, o evento também será realizado em Cingapura, China, Índia, África e Rússia.<br />
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<p>Para Geraldo Santos, produtor executivo da DEMO Brasil, a estratégia faz parte do processo de expansão do encontro. “O mercado de Startups com aplicações para mobile, internet e B2B vem crescendo de forma acelerada, principalmente no Brasil. Vamos trazer a DEMO Conference para o país e contribuir ainda mais para que essa cultura se intensifique. Queremos proporcionar uma experiência inesquecível aos participantes e oferecer ao mercado latino-americano uma plataforma de lançamento de inovação tecnológica e de relacionamento entre Startups e Investidores que hoje não existe, nem com este formato, nem com a alta qualidade de produtos e pichs, que pretendemos ter”, explica ele.</p>
<p>A primeira edição da DEMO Brasil contará ainda com painéis, onde especialistas falarão um pouco mais sobre as tendências e perspectivas de mercado; tecnologias que serão pilares para desenvolvimento de inovações no futuro, bem como palestras, casos de sucesso e lições de empreendedores.</p>
<h2>DEMO Brasil</h2>
<ul>
<li><strong>Data:</strong> 25/04/2013</li>
<li><strong>Local:</strong> Centro Universitário Newton Paiva – Unidade JK – Avenida Presidente Carlos Luz, 220, Caiçara.</li>
<li><strong>Preço:</strong> gratuito.</li>
</ul>
<p><strong>Agenda</strong></p>
<ul>
<li>13h00 – credenciamento dos inscritos</li>
<li>14h00 – Abertura</li>
<li>14h30 – Oportunidades da DEMO Brasil para Startups, Estudantes e Investidores de Minas Gerais / Geraldo Santos – Produtor Executivo e Sócio – DEMO Brasil</li>
<li>15h20 – TIC: Números do Mercado atual e Tendências da 3ª. Plataforma / Anderson Figueiredo – Gerente de Pesquisa e Consultoria – IDC Brasil</li>
<li>16h – Painel: As Oportunidades do Mercado para Criação e Aceleração das Startups de Tecnologia / Convidados: Aceleradora, Sebrae-MG, Fumsoft, UFMG, Inova-UFMG, ABStartups</li>
<li>17h15 &#8211; Encerramento</li>
</ul>
<p>Não perca!</p>
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		<item>
		<title>Profissionais apaixonados ou apenas profissionais?</title>
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		<comments>http://webholic.com.br/2013/04/23/profissionais-apaixonados/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Apr 2013 16:47:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>guest</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tendências]]></category>
		<category><![CDATA[apaixonados]]></category>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente no Caos Ordenado. Reproduzido com autorização do autor, Eduardo Fernandes. Por que alguns anúncios de emprego se parecem com textos de autoajuda? Já reparou como são escritos alguns anúncios de emprego nas áreas de tecnologia, marketing e publicidade? “Procuramos profissionais apaixonados”. Quase no estilo comer, amar, programar. Certos profissionais de RH devem assistir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Publicado originalmente no <a href="http://caosordenado.com/">Caos Ordenado</a>. Reproduzido com autorização do autor, Eduardo Fernandes.</em></p>
<p>Por que alguns anúncios de emprego se parecem com textos de autoajuda?</p>
<p>Já reparou como são escritos alguns anúncios de emprego nas áreas de tecnologia, marketing e publicidade? “Procuramos profissionais apaixonados”. Quase no estilo comer, amar, programar. Certos profissionais de RH devem assistir a muita comédia romântica.</p>
<p>A última coisa que uma equipe precisa é de alguém ‘apaixonado’ pelo trabalho. Porque esse tipo de pessoa tende a <em>estar </em>vaidosa, impulsiva e, no limite, ingênua (digo ‘estar’ porque, com o tempo, toda paixão tende a sofrer <em>sérias </em>mutações).</p>
<p><strong>É só um anúncio…</strong></p>
<p>Numa visão otimista, o que os anúncios querem realmente dizer é: ‘precisamos de alguém comprometido com o trabalho, disposto a aprender e a fazer concessões quando necessário’. Ou seja: queremos profissionalismo. Que novidade.</p>
<p>Porém, numa visão pessimista, algumas empresas apenas tentam encontrar alguém inocente, que aceite trabalhar muito em troca de pouco dinheiro e de pouca qualidade de vida. Afinal, a maior parte do pagamento supostamente viria do prazer de exercer a profissão. Ou de <em>servir </em>a uma determinada marca, vista como ideologia.</p>
<p>Ok, tem gosto para tudo.</p>
<p><strong>Depende</strong></p>
<p>Não temos como generalizar as ‘intenções’ de cada empresa. Por isso, ao longo dos anos, venho usando uma técnica que aprendi numa <a href="http://vimeo.com/61342269">conferência</a> do developer norte-americano, <a href="http://whoisjohnbarton.com/">John Barton</a>:</p>
<blockquote><p>Quanto mais experiência adquiro, mais respondo ‘depende’ para qualquer pergunta. ‘O que você faria nessa situação?’ Depende. ‘Como executar aquela tarefa?’ Depende.</p></blockquote>
<p>Assim, quando alguém do RH pergunta ‘você é um profissional apaixonado’? Como responder de outro jeito? Depende. A questão não é tão simples.</p>
<p><strong>Entusiasmo ou desconfiança?</strong></p>
<p>Em certas áreas da tecnologia, como no desenvolvimento de aplicativos, é exigida uma qualidade praticamente oposta ao entusiasmo: a desconfiança.</p>
<p>Os melhores programadores estão sempre atentos para onde as coisas podem falhar. Assim, por vezes, soam como o chato da sala. Aquele que sempre questiona: ‘quem vai fazer <em>isso</em>? E se <em>aquilo </em>acontecer’?</p>
<p>São eficientes em calcular as consequências dos seus atos (ou melhor, do seu código). Porque a mínima desatenção pode significar horas de trabalho perdidas no futuro.</p>
<p>É por isso que os <a href="http://www.codinghorror.com/blog/2012/07/new-programming-jargon.html">jargões de programação</a> são tão divertidos, como a expressão <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/You_aren%27t_gonna_need_it">Y.A.G.N.I.</a> (You Aren’t Gonna Need It &#8211; Você não vai precisar disso). Em algum momento, quase todo desenvolvedor se arrependeu de tê-la usado.</p>
<p>Um profissional de RH estilo Julia Roberts terá dificuldade de medir o nível de comprometimento de um programador. Porque, em virtude do tipo de mente que essa profissão exige, os desenvolvedores acabam soando como gente negativa.</p>
<p>Em algumas empresas, os programadores são até considerados arrogantes, sarcásticos e céticos. E acabam se isolando ou sendo segregados do resto da equipe.</p>
<p><strong>Precisamos de santos?</strong></p>
<p>Afinal, o que os anúncios deveriam dizer? A verdade: ‘precisamos de gente paciente, diligente, comprometida e que resolva problemas’. Parece mais <em>job description</em> de santo do que de TI e marketing. Mas a vida é assim mesmo.</p>
<p>Concordo que não seja muito estiloso colocar esse tipo de texto nos sites cafeinados de algumas empresas. O discurso Julia Roberts ainda parece mais confiável. Mas, no fundo, o que faz um trabalho andar ainda são os profissionais… <em>profissionais</em>. Os apaixonados geralmente se desencantam no primeiro problema.</p>
<p><em><strong>Autor convidado: <a href="http://caosordenado.com/info.html">Eduardo Fernandes</a></strong> trabalha com comunicação desde 1996, produzindo conteúdo e gerenciando equipes. Já editou os sites de revistas como Superinteressante, Trip, PC Magazine, entre outras.</em></p>
<p><em><strong>Nota do editor:</strong> Este é um texto de opinião que reflete o ponto de vista do autor.</em></p>
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		<title>10 infográficos interessantes sobre o LinkedIn</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Apr 2013 17:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[infograficos]]></category>
		<category><![CDATA[linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Visual Loop]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem trabalha diretamente com marketing em mídias sociais e comunicação digital sabe que o LinkedIn é um caso à parte no universo das redes sociais. Além de ser uma das únicas empresas deste setor a conseguir realmente ter lucro, a conotoção de &#8216;rede para uso profissional&#8217; firmou-se como o grande diferencial, tanto no Brasil como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem trabalha diretamente com marketing em mídias sociais e comunicação digital sabe que o <strong>LinkedIn</strong> é um caso à parte no universo das redes sociais. Além de ser uma das únicas empresas deste setor a conseguir realmente ter lucro, a conotoção de &#8216;rede para uso profissional&#8217; firmou-se como o grande diferencial, tanto no Brasil como no mundo.</p>
<p>As constantes melhorias que o serviço vai promovendo e o histórico de gestão competente por detrás das decisões que envolvem usuários asseguram um futuro cheio de boas perspectivas para o LinkedIn, hoje com mais de 200 milhões de usuários espalhados por todos os continentes.</p>
<p>O pessoal do <a href="http://www.bloglecom.com.br/" target="_blank">Blog da Lecom</a> publicou uma seleção de <a href="http://www.bloglecom.com.br/2013/03/21/o-sucesso-do-linkedin-em-10-infograficos-imperdiveis/" target="_blank">infográficos recentes sobre o LinkedIn</a>, e que passamos a compartilhar com você.</p>
<h2><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/44384035046/linkedin-soars-as-apple-tanks" target="_blank"> LinkedIn cresce enquanto os outros caem</a> | <a href="http://www.statista.com/topics/951/linkedin/chart/949/stock-performance-of-tech-companies-in-2013/" target="_blank">Via</a></h2>
<p><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/44384035046/linkedin-soars-as-apple-tanks"><img class="aligncenter size-full wp-image-15587" src="http://www.bloglecom.com.br/wp-content/uploads/2013/03/LinkedIn-Soars-as-Apple-Tanks.jpg" alt="LinkedIn Soars as Apple Tanks 10 infográficos interessantes sobre o LinkedIn" width="650" height="463" title="10 infográficos interessantes sobre o LinkedIn" /></a></p>
<h2><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/38343701978/a-great-year-for-linkedin" target="_blank">Um ano em grande para o LinkedIn</a> | <a href="http://www.statista.com/topics/951/linkedin/chart/768/stock-performance-of-newly-public-tech-companies/" target="_blank">Via</a></h2>
<p><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/38343701978/a-great-year-for-linkedin"><img class="aligncenter size-full wp-image-15588" src="http://www.bloglecom.com.br/wp-content/uploads/2013/03/A-Great-Year-for-LinkedIn.jpg" alt="A Great Year for LinkedIn 10 infográficos interessantes sobre o LinkedIn" width="650" height="463" title="10 infográficos interessantes sobre o LinkedIn" /></a></p>
<h2><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/34998819836/linkedins-impressive-revenue-growth" target="_blank">O faturamento do LinkedIn</a> | <a href="http://www.statista.com/topics/951/linkedin/chart/524/revenue-growth-of-linkedin/" target="_blank">Via</a></h2>
<p><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/34998819836/linkedins-impressive-revenue-growth"><img class="aligncenter size-full wp-image-15589" src="http://www.bloglecom.com.br/wp-content/uploads/2013/03/LinkedIns-Impressive-Revenue-Growth.jpg" alt="LinkedIns Impressive Revenue Growth 10 infográficos interessantes sobre o LinkedIn" width="650" height="463" title="10 infográficos interessantes sobre o LinkedIn" /></a></p>
<h2><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/40240818511/linkedin-200-million-members" target="_blank">LinkedIn: 200 milhões de membros </a>| <a href="http://blog.linkedin.com/2013/01/09/linkedin-200-million/" target="_blank">Via</a></h2>
<p><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/40240818511/linkedin-200-million-members"><img class="aligncenter size-full wp-image-15590" src="http://www.bloglecom.com.br/wp-content/uploads/2013/03/LinkedIn-200-Million-Members.jpg" alt="LinkedIn 200 Million Members 10 infográficos interessantes sobre o LinkedIn" width="650" height="3758" title="10 infográficos interessantes sobre o LinkedIn" /></a></p>
<h2><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/41191748259/linkedin-facts-and-figures" target="_blank">Números do LinkedIn</a> | <a href="http://www.website-monitoring.com/blog/2012/12/10/linkedin-facts-and-figures-infographic/" target="_blank">Via</a></h2>
<p><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/41191748259/linkedin-facts-and-figures"><img class="aligncenter size-full wp-image-15591" src="http://www.bloglecom.com.br/wp-content/uploads/2013/03/Números-do-LinkedIn.jpg" alt="Números do LinkedIn 10 infográficos interessantes sobre o LinkedIn" width="650" height="8973" title="10 infográficos interessantes sobre o LinkedIn" /></a></p>
<h2><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/42177850009/small-biz-owners-say-linkedin-offers-them-more" target="_blank">A rede favorita das PMEs</a> | <a href="http://www.marketingcharts.com/wp/direct/small-biz-owners-say-linkedin-offers-them-more-potential-than-facebook-twitter-26648/" target="_blank">Via</a></h2>
<p><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/42177850009/small-biz-owners-say-linkedin-offers-them-more"><img class="aligncenter size-full wp-image-15592" src="http://www.bloglecom.com.br/wp-content/uploads/2013/03/Small-Biz-Owners-Say-LinkedIn-Offers-Them-More-Potential-Than-Facebook-Twitter.png" alt="Small Biz Owners Say LinkedIn Offers Them More Potential Than Facebook Twitter 10 infográficos interessantes sobre o LinkedIn" width="650" height="354" title="10 infográficos interessantes sobre o LinkedIn" /></a></p>
<h2><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/27729297631/linkedin-user-statistics-by-network-profiles-groups" target="_blank">Perfil do usuário do LinkedIn</a> | <a href="http://theundercoverrecruiter.com/infographic-linkedin-user-statistics-network-profiles-groups-applications/" target="_blank">Via</a></h2>
<p><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/27729297631/linkedin-user-statistics-by-network-profiles-groups"><img class="aligncenter size-full wp-image-15593" src="http://www.bloglecom.com.br/wp-content/uploads/2013/03/LinkedIn-User-Statistics-by-Network-Profiles-Groups-Applications.jpg" alt="LinkedIn User Statistics by Network Profiles Groups Applications 10 infográficos interessantes sobre o LinkedIn" width="650" height="2827" title="10 infográficos interessantes sobre o LinkedIn" /></a></p>
<h2><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/40857109146/a-cmos-guide-to-marketing-with-linkedin" target="_blank">Marketing no LinkedIn</a> | <a href="http://www.business2community.com/infographics/a-cmos-guide-to-marketing-with-linkedin-infographic-0380411" target="_blank">Via</a></h2>
<p><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/40857109146/a-cmos-guide-to-marketing-with-linkedin"><img class="aligncenter size-full wp-image-15594" src="http://www.bloglecom.com.br/wp-content/uploads/2013/03/A-CMO’s-Guide-to-Marketing-with-LinkedIn.jpg" alt="A CMO’s Guide to Marketing with LinkedIn 10 infográficos interessantes sobre o LinkedIn" width="650" height="1311" title="10 infográficos interessantes sobre o LinkedIn" /></a></p>
<h2><a href="http://www.search-mojo.com/infographics/social-advertising-comparison-infographic.php" target="_blank">LinkedIn vs Facebook: onde anunciar?</a> | <a href="http://www.search-mojo.com/infographics/social-advertising-comparison-infographic.php" target="_blank">Via</a></h2>
<p><a href="http://www.search-mojo.com/infographics/social-advertising-comparison-infographic.php"><img class="aligncenter size-full wp-image-15595" src="http://www.bloglecom.com.br/wp-content/uploads/2013/03/Social-Media-Infographic-LinkedIn-vs.-Facebook-Advertising.jpg" alt="Social Media Infographic LinkedIn vs. Facebook Advertising 10 infográficos interessantes sobre o LinkedIn" width="650" height="1475" title="10 infográficos interessantes sobre o LinkedIn" /></a></p>
<h2><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/33123017604/why-you-should-never-ever-use-a-question-mark-on" target="_blank">Como escrever as atualizações ideais no LinkedIn para B2B</a> | <a href="http://venturebeat.com/2012/10/02/why-you-should-never-ever-use-a-question-mark-on-twitter-or-linkedin-infographic/" target="_blank">Via</a></h2>
<p><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/33123017604/why-you-should-never-ever-use-a-question-mark-on"><img class="aligncenter size-full wp-image-15596" src="http://www.bloglecom.com.br/wp-content/uploads/2013/03/Why-you-should-never-ever-use-a-question-mark-on-Twitter-or-LinkedIn.png" alt="Why you should never ever use a question mark on Twitter or LinkedIn 10 infográficos interessantes sobre o LinkedIn" width="650" height="4647" title="10 infográficos interessantes sobre o LinkedIn" /></a></p>
<p>Se quiser explorar mais <strong>infográficos sobre o LinkedIn</strong> , este <a href="http://pinterest.com/visualoop/linkedin-infographics/" target="_blank">painel do Pinterest</a> tem mais de meia centena e é atualizado regularmente.</p>
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		<title>ProveAgora recebe aporte de capital semente da HFPX</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Apr 2013 17:59:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Bedran</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A startup ProveAgora.com &#8211; uma plataforma que simula um shopping virtual onde o consumidor pode provar a mercadoria antes de efetuar a compra &#8211; é a sexta a receber aporte de capital semente da HFPX Participações. As marcas podem adicionar este serviço às suas lojas, oferecendo para seu cliente a comodidade de provar a mercadoria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr">A startup <a href="http://proveagora.com/" target="_blank">ProveAgora.com</a> &#8211; uma plataforma que simula um shopping virtual onde o consumidor pode provar a mercadoria antes de efetuar a compra &#8211; é a sexta a receber aporte de capital semente da HFPX Participações. As marcas podem adicionar este serviço às suas lojas, oferecendo para seu cliente a comodidade de provar a mercadoria sem sair de casa. A HFPX participa do ProveAgora.com com know-how e networking para divulgação e aprimoramento do sistema, além do aporte financeiro.</p>
<p dir="ltr"><img class="aligncenter size-full wp-image-24095" title="proveagora2" src="http://webholic.com.br/wp-content/uploads/2013/04/proveagora2.jpg" alt="proveagora2 ProveAgora recebe aporte de capital semente da HFPX" width="600" height="362" /></p>
<p dir="ltr">A startup foi idealizada pelo publicitário João Marcos e a jornalista Denise Suzuki, ambos de Joinville. João Marcos é o responsável pelo plano de marketing e <em>approach</em> criativo das campanhas do site. Denise cuida do setor comercial do ProveAgora.com. O site agrega várias marcas em um único espaço, e de maneira regionalizada oferece a possibilidade para o consumidor provar em casa os produtos das lojas associadas antes de comprar.</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/62732249" frameborder="0" width="500" height="281"></iframe></p>
<p><em><a href="http://vimeo.com/62732249">proveagora.com</a> from <a href="http://vimeo.com/user17147919">Prove Agora</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</em></p>
<p dir="ltr">Para usar o serviço, o consumidor se cadastra no site , informa sua cidade e seleciona os produtos que gostaria de comprar, com pré-aprovação de um cartão de crédito. A loja local fará a entrega da mercadoria. Se o cliente gostar dos produtos após prová-los em casa, a compra é efetuada automaticamente pelo sistema, e se não gostar, devolve sem custo algum.</p>
<p dir="ltr">Para o CEO da HFPX Participações, Hugo Fabiano Cordeiro, o portal ProveAgora.com está totalmente alinhado com o conceito omni-channel que a HFPX visa apoiar, além de resolver um enorme problema dos varejistas, que possuem franquias e querem operar o canal de vendas via internet. &#8220;O e-commerce é hoje um canal indiscutivelmente importante e nenhuma marca pode ignorá-lo. Com o ProveAgora o varejista consegue explorar essa nova modalidade de negócios, somando forças com as lojas físicas locais. Com esta startup o maior benefício é para o consumidor, que pode provar roupas no conforto de casa, com tempo e ainda compartilhar a decisão de compra com a família&#8221;, comenta Hugo.</p>
<p dir="ltr">O valor do aporte não foi divulgado.</p>
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		<title>O que te entretém?</title>
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		<comments>http://webholic.com.br/2013/03/28/o-que-te-entretem/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 28 Mar 2013 16:13:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Spoladore</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novidades]]></category>
		<category><![CDATA[entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[lazer]]></category>
		<category><![CDATA[prazer]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[O Entretenimento é uma motivação moralmente íntegra nesta época em que vivemos. Você pode achar conveniente levar um emprego que não gosta para se sustentar. Não é errado. Mas viver dividido entre um trabalho desgostoso que financia a outra parte da vida, a que te interessa, é menor do que somar essas duas oportunidades. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Entretenimento é uma motivação moralmente íntegra nesta época em que vivemos.</p>
<p>Você pode achar conveniente levar um emprego que não gosta para se sustentar. Não é errado. Mas viver dividido entre um trabalho desgostoso que financia a outra parte da vida, a que te interessa, é menor do que somar essas duas oportunidades.</p>
<p>A oportunidade de trabalhar com a de se entreter, de fazer o que se gosta, é o melhor caminho para aproveitar o atual momento da civilização pós-Revolução Industrial. Saber disso já é um bom primeiro passo, e caminhar para isso é o segundo.</p>
<p>Se você conseguir trabalhar com o que gosta, o dinheiro vai &#8220;apenas&#8221; te ajudar a comprar mais entretenimento. O que pode ser mais motivante que isso?</p>
<p>Por favor, não confundir entretenimento com hedonismo ou ser mimado e acomodado. Sempre há dificuldades e perrengues eventuais.</p>
<p>Em 2001, na introdução do livro &#8220;<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Hacker_Ethic">The Hacker Ethic and the Spirit of the Information Age</a>&#8221; (de Pekka Himanen), Linus Torvalds desenvolveu sua filosofia de vida, a &#8220;Linus’s Law&#8221;.</p>
<p>Abaixo, minha tradução-versão do texto:</p>
<blockquote><p><strong>A LEI DE LINUS</strong><br />
<em>por Linus Torvalds</em></p>
<p>A Lei de Linus diz que todas as nossas motivações recaem sobre três categorias básicas. Mais importante: o progresso é caminhar por elas como “fases” em um processo de evolução, passando de uma categoria para a próxima. As categorias, pela ordem, são: sobrevivência, vida social e entretenimento.</p>
<p>A primeira fase é óbvia. Qualquer ser vivo precisa sobreviver como sua primeira regra de negócio.</p>
<p>Mas e as outras duas? Presumindo que você concorda que a sobrevivência é uma força motivacional fundamental, as outras partirão da questão: “Pelo que as pessoas estão dispostas a morrer?” Diria que qualquer coisa pela qual você perderia a vida é uma motivação fundamental.</p>
<p>Você pode questionar minhas escolhas, mas acho que elas convêm. Você certamente encontra tipos de pessoas e outros seres vivos que valorizam seus laços sociais mais do que à sobrevivência. Na literatura, Romeu e Julieta é um exemplo clássico, claro, mas você pode pensar em “morrer pela família/país/religião” como uma forma de explicar a noção de que laços sociais podem ser mais importantes do que a própria vida.</p>
<p>Entretenimento pode soar como uma escolha estranha, mas quando me refiro a entretenimento quero dizer mais do que simplesmente jogar no seu Nintendo. É xadrez. É pintura. É a ginástica mental envolvida na tentativa de explicar o universo. Einstein, quando pensava sobre física, não era motivado pela sobrevivência. Nem por ela ser muito social. Era um entretenimento para ele. Entretenimento é algo intrinsicamente interessante e desafiador.</p>
<p>E a busca por entretenimento é certamente um grande desejo. Você pode não desejar morrer pelo seu Nintendo, mas pense na expressão “morrendo de tédio”: sem dúvida algumas pessoas prefeririam morrer a se entediar eternamente, e é por isso que você encontra quem salte de aviões em perfeitas condições – apenas pela emoção; para manter o tédio longe.</p>
<p>E o dinheiro como motivação? Dinheiro realmente é útil, mas a maioria das pessoas concorda que dinheiro, por si só, não é a motivação final. O dinheiro motiva pelo que ele traz: é a ferramenta de troca definitiva para as coisas que realmente importam.</p>
<p>Uma coisa sobre o dinheiro é que ele facilmente compra sobrevivência, mas é muito mais difícil comprar laços sociais e entretenimento. Sobretudo Entretenimento com E maiúsculo – o tipo que dá um significado para a vida. Não se deve descartar o impacto social de ter dinheiro, você comprando coisas ou não. O dinheiro continua sendo poderoso, mas é apenas um meio para outros fatores motivacionais fundamentais.</p>
<p>A Lei de Linus em si não está muito preocupada com o fato de essas três coisas motivarem pessoas, senão com a mudança no progresso de “sobrevivência” para “vida social” para “entretenimento”.</p>
<p>Sexo? Claro! Obviamente começou como sobrevivência, e ainda é. Nenhuma dúvida sobre isso. Porém nos animais mais desenvolvidos, ele progrediu de algo puramente destinado à sobrevivência: o sexo tornou-se parte do tecido social. E para seres humanos, o ápice do sexo é entretenimento.</p>
<p>Comer e beber? Confere. Guerra? Confere. Talvez a guerra ainda não chegou lá, mas a CNN tem feito o melhor para levá-la ao estágio final. Certamente começou como sobrevivência, progrediu para manter a ordem social e é inevitável que tome o caminho do entretenimento.</p></blockquote>
<p>O Entretenimento é a Lei.</p>
<p>Então: o que te entretém?</p>
<p><em><strong>Nota do editor:</strong> Este é um texto de opinião que reflete o ponto de vista do autor.</em></p>
<p><strong>Rafael Spoladore</strong>, 31, é consultor. Trabalha há quinze anos com internet. Passou por UOL, Terra, TVA e Positivo, em áreas, times e projetos de Produtos, Ecommerce, Conteúdo, Multimídia, Marketing, Links Patrocinados e Mídias Sociais. Escreve no <a href="http://torniquato.tumblr.com/">torniquato</a>.</p>
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		<title>O Shopping e O Boteco</title>
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		<comments>http://webholic.com.br/2013/03/26/o-shopping-e-o-boteco/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 26 Mar 2013 17:23:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Spoladore</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Tendências]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[midia social]]></category>
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		<description><![CDATA[As pessoas são diferentes e, por isso, ainda que redes sociais fechadas e centralizadoras tenham mais frequentadores elas não substituem as abertas e pulverizadas Vá ao Starbucks e peça um pão na chapa com um pingado. Entre no primeiro boteco de esquina e peça uma porção de onion rings ou hot wings. Se as pessoas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>As pessoas são diferentes e, por isso, ainda que redes sociais fechadas e centralizadoras tenham mais frequentadores elas não substituem as abertas e pulverizadas</em></p>
<p>Vá ao Starbucks e peça um pão na chapa com um pingado. Entre no primeiro boteco de esquina e peça uma porção de <em>onion rings</em> ou <em>hot wings</em>.</p>
<p>Se as pessoas são diferentes e cada uma tem um perfil, os lugares a que elas vão ou os serviços que usam nem sempre são nem precisam ser os mesmos.</p>
<p>O jornalista Dennis Berman, do Wall Street Journal, disse que <a href="http://online.wsj.com/article/SB10001424127887323384604578328303487784818.html">passou uma semana procurando fatos que embasassem um texto</a> que contestasse a avaliação de que o Twitter vale US$ 10 bilhões.</p>
<blockquote><p>Então os fatos intervieram.</p>
<p>Teimosamente, eles se organizaram em uma conclusão inesperada, aparentando quase uma blasfêmia se escrita: o Twitter tem o potencial de unir algumas das capacidades de arrecadar dinheiro como tem o maior recolhedor de grana da internet, o Google.</p>
<p>Quem assistiu ao Oscar, viu a influência do Twitter no desfile de anunciantes e atores no tapete vermelho identificados na linguagem talvez obtusa de hashtags e arrobas. Era como se o mundo tivesse sido dobrado e até mesmo todo o poder da televisão coubessem reduzidos em uma humilde entrada para mídias sociais.</p></blockquote>
<p>O blogueiro <a href="http://www.salon.com/2013/02/17/when_the_internet_was_for_strangers_partner/">Adrian Chen escreveu no Salon</a> sobre como a internet antes era para estranhos se conhecerem e hoje serve para o Facebook degradar amizades.</p>
<blockquote><p>Em 2006 A internet não era muito diferente do que é hoje, mas era principalmente menos: um pouco mais lenta, espalhada, menos aberta aos negócios, como sua cidade natal antes da inauguração do shopping center [...] Fóruns e e-mail estão sendo substituídos pelo Facebook, que foi construído sobre a premissa de que as pessoas preferem cuidadosamente preencher sua vida online com apenas um punhado de amigos &#8220;reais&#8221; e se fechar para trolls, stalkers e golpistas. [...] a internet é uma gosma venenosa que corrói os laços de amizade verdadeira através de atualizações de status triviais no Facebook e imagens chatas de animais de estimação e crianças.</p></blockquote>
<p>O escritor Douglas Rushkoff foi mais incisivo: saiu do Facebook e <a href="http://edition.cnn.com/2013/02/25/opinion/rushkoff-why-im-quitting-facebook/">listou os principais motivos em uma coluna no site da CNN</a>.</p>
<blockquote><p>O Facebook não existe para nos ajudar a fazer amigos, mas para transformar nossa rede de conexões, preferências a marcas e atividades ao logo do tempo &#8211; nosso &#8220;grafo social&#8221; &#8211; em dinheiro para os outros. [...] Os usuários finais e verdadeiros do Facebook são marketeiros que querem nos atingir e influenciar. Eles são os clientes pagos do Facebook; nós somos o produto. E somos nós que trabalhamos. As incontáveis horas que nós &#8211; e os jovens, em particular &#8211; gastam em nossos perfis são o trabalho não remunerado que justifica a valorização das ações do Facebook.</p>
<p>[...]</p>
<p>Mais recentemente, os usuários &#8211; sobretudo os com maiores grupos de amigos, seguidores e likes &#8211; sacaram que suas atualizações já não estavam alcançando todas as pessoas que se inscreveram para recebê-las. Agora se espera que nós paguemos para promover nossos posts para nossos amigos e, se pagarmos ainda mais, para os amigos deles.</p></blockquote>
<p>Estudo publicado pela Academia de Ciências dos EUA deu tons científicos ao que todos já sabem: <a href="http://www.npr.org/blogs/alltechconsidered/2013/03/11/174052818/like-this-post-on-facebook-it-might-reveal-something-about-you">seus likes no Facebook revelam quem você é</a>. <a href="http://yro.slashdot.org/story/13/03/11/218221/facebook-knows-if-youre-gay-use-drugs-or-are-a-republican">Orientação sexual, etnia, religião, opinião política, traços de personalidade, inteligência, felicidade, vício em drogas, idade e sexo</a>.</p>
<p>Em 1997, Eric Raymond, conhecido ativista do software aberto, escreveu o famoso ensaio <em>A Catedral e O Bazar</em>, no qual traça uma analogia entre os processos de desenvolvimento dentro de uma grande corporação e o desenvolvimento em comunidades de código aberto. No texto, o modelo corporativo foi descrito como o de uma religião: centralizado, cheio de hierarquias e engessado, com um pequeno e restrito grupo tendo acesso ao código, que é tratado como segredo. Já o modelo aberto é como uma feira livre, mais amplo e transparente, com um fluxo constante de pessoas entrando e saindo, interagindo e com uma dinâmica descentralizada.</p>
<p>Facebook e Google Plus são como shoppings: impõem regras e padrões e quem entra neles tem que saber lidar com isso. São aceitáveis ou pelo menos compreensíveis: buscam o bem estar coletivo do ambiente, compartilhado por todos. Amigos, familiares, crianças, jovens, adultos, velhos; todos debaixo de uma mesma administração. Eventualmente há reformas no banheiro, o valor do estacionamento aumenta, grandes mudanças são feitas nas lojas; mudam a timeline, banem apelidos e o obrigam a usar seu nome verdadeiro, proíbem links para o Pirate Bay ou o Xvideos.</p>
<p>Twitter, Instagram, Reddit, Tumblr, Foursquare, Flickr, Pinterest, Vine, 4chan, <a href="http://forum.jogos.uol.com.br/Vale-Tudo_f_57">VT</a>, lista de discussão entre amigos e tantos outros exemplos são como botecos, padarias, restaurantes de quilo: não querem ser completos para substituir todos os outros. Sobrevivem atraindo gente pelos detalhes, com características específicas, por empatia. Pequenas novidades, mudanças nas regras, novas imposições impactam muito mais do que se estivessem em um shopping. Cinquenta centavos a mais na cerveja, um novo dono, a troca do fornecedor da coxinha: isso tudo pode causar um desastre entre os frequentadores.</p>
<p>As pessoas são diferentes. A internet é a mídia social. Nela cabem redes sociais fechadas e abertas, centralizadas e descentralizadas, grandes e pequenas. Cada modelo é a repercussão de um enorme conjunto de coincidências comum a todos ou de vários pequenos grupos organizados em torno de especificidades.</p>
<p>Sete bilhões de pessoas não cabem em um shopping mas um bilhão delas pode não gostar de botecos.</p>
<p><em><strong>Rafael Spoladore</strong>, 31, é consultor. Trabalha há quinze anos com internet. Passou por UOL, Terra, TVA e Positivo, em áreas, times e projetos de Produtos, Ecommerce, Conteúdo, Multimídia, Marketing, Links Patrocinados e Mídias Sociais. Escreve no <a href="http://torniquato.tumblr.com/">torniquato</a>.</em></p>
<p><em><strong>Nota do editor:</strong> Este é um texto de opinião que reflete o ponto de vista do autor.</em></p>
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		<title>Computação na Nuvem: tendências e curiosidades em infográficos</title>
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		<comments>http://webholic.com.br/2013/03/22/computacao-na-nuvem-tendencias-e-curiosidades-em-infograficos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 22 Mar 2013 17:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tendências]]></category>
		<category><![CDATA[Cloud]]></category>
		<category><![CDATA[computação em nuvem]]></category>
		<category><![CDATA[empresas]]></category>
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		<description><![CDATA[Dentre as grandes tendências tecnológicas, como Mobilidade, BYOD e Big Data, a Computação na Nuvem (Cloud Computing) vem se firmando como um dos principais desafios para gestores de TI do mundo inteiro. Mas além das corporações, que naturalmente concentram os seus receios na questão da segurança dos dados hospedados remotamente, também o usuário &#8216;comum&#8217; deve [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dentre as grandes tendências tecnológicas, como Mobilidade, BYOD e Big Data, a Computação na Nuvem (Cloud Computing) vem se firmando como um dos principais desafios para gestores de TI do mundo inteiro. Mas além das corporações, que naturalmente concentram os seus receios na questão da segurança dos dados hospedados remotamente, também o usuário &#8216;comum&#8217; deve estar atento às evoluções deste cenário &#8211; basta lembrar que todas as redes sociais são, em última instância, serviços hospedados na Nuvem.</p>
<p>O pessoal do <a href="http://www.bloglecom.com.br/" target="_blank">Blog da Lecom</a> preparou recentemente um <a href="http://www.bloglecom.com.br/2013/03/14/15-infograficos-recentes-sobre-cloud-computing/" target="_blank">post com infográficos sobre Computação na Nuvem</a>. Aqui ficam alguns deles:</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://visualoopbr.tumblr.com/post/34934824164/as-empresas-e-a-nuvem" target="_blank"> As empresas e a Nuvem</a> | <a href="http://www.istoedinheiro.com.br/blogs-e-colunas/coluna/10_DINHEIRO+E+TECNOLOGIA" target="_blank">Via</a></h2>
<p><a href="http://visualoopbr.tumblr.com/post/34934824164/as-empresas-e-a-nuvem"><img class="aligncenter size-full wp-image-15486" src="http://www.bloglecom.com.br/wp-content/uploads/2013/03/gr_25580549449805973.jpg" alt="gr 25580549449805973 Computação na Nuvem: tendências e curiosidades em infográficos" width="650" height="800" title="Computação na Nuvem: tendências e curiosidades em infográficos" /></a></p>
<h2><a href="http://visualoopbr.tumblr.com/post/29050767276/por-dentro-das-nuvens" target="_blank">Por dentro das Nuvens</a> | <a href="http://info.abril.com.br/infograficos/data-center/" target="_blank">Via</a></h2>
<p><a href="http://visualoopbr.tumblr.com/post/29050767276/por-dentro-das-nuvens"><img class="aligncenter size-full wp-image-15487" src="http://www.bloglecom.com.br/wp-content/uploads/2013/03/data-centers-full3.jpg" alt="data centers full3 Computação na Nuvem: tendências e curiosidades em infográficos" width="650" height="2130" title="Computação na Nuvem: tendências e curiosidades em infográficos" /></a></p>
<h2><a href="http://visualoopbr.tumblr.com/post/42066365588/os-riscos-da-nuvem" target="_blank">Os riscos da Nuvem</a> | <a href="http://www.istoedinheiro.com.br/blogs-e-colunas/coluna/10_DINHEIRO+E+TECNOLOGIA" target="_blank">Via</a></h2>
<p><a href="http://visualoopbr.tumblr.com/post/42066365588/os-riscos-da-nuvem"><img class="aligncenter size-full wp-image-15488" src="http://www.bloglecom.com.br/wp-content/uploads/2013/03/gr_245234451753491.jpg" alt="gr 245234451753491 Computação na Nuvem: tendências e curiosidades em infográficos" width="650" height="850" title="Computação na Nuvem: tendências e curiosidades em infográficos" /></a></p>
<h2><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/37284462751/fresh-insights-into-cloud-adoption-trends" target="_blank">Tendências da Computação na Nuvem</a> | <a href="http://www.cloudtweaks.com/2012/12/cloud-infographic-fresh-insights-into-cloud-adoption-trends/" target="_blank">Via</a></h2>
<p><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/37284462751/fresh-insights-into-cloud-adoption-trends"><img class="aligncenter size-full wp-image-15489" src="http://www.bloglecom.com.br/wp-content/uploads/2013/03/Capgemini-cloud_infographic.jpg" alt="Capgemini cloud infographic Computação na Nuvem: tendências e curiosidades em infográficos" width="650" height="3312" title="Computação na Nuvem: tendências e curiosidades em infográficos" /></a></p>
<h2><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/37011447591/it-security-trends-facts" target="_blank">Computação na Nuvem e TI</a> | <a href="http://www.behance.net/gallery/IT-Security-Trends-Facts-Infographic/6118833" target="_blank">Via</a></h2>
<p><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/37011447591/it-security-trends-facts"><img class="aligncenter size-full wp-image-15491" src="http://www.bloglecom.com.br/wp-content/uploads/2013/03/d90895de9b1aaf1667bc2addd7d9db9f.png" alt="d90895de9b1aaf1667bc2addd7d9db9f Computação na Nuvem: tendências e curiosidades em infográficos" width="650" height="3843" title="Computação na Nuvem: tendências e curiosidades em infográficos" /></a></p>
<h2><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/44320915027/the-state-of-cloud-storage-in-2013" target="_blank">O estado do armazenamento na Nuvem em 2013</a> | <a href="http://visual.ly/state-cloud-storage-2013" target="_blank">Via</a></h2>
<p><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/44320915027/the-state-of-cloud-storage-in-2013"><img class="aligncenter size-full wp-image-15492" src="http://www.bloglecom.com.br/wp-content/uploads/2013/03/the-state-of-cloud-storage-in-2013_5123a7e76893a_w587.jpg" alt="the state of cloud storage in 2013 5123a7e76893a w587 Computação na Nuvem: tendências e curiosidades em infográficos" width="650" height="2242" title="Computação na Nuvem: tendências e curiosidades em infográficos" /></a></p>
<h2><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/34285766824/a-historical-look-at-cloud-computing" target="_blank">Computação na Nuvem: Passado, Presente e Futuro</a> | <a href="http://content.dell.com/us/en/corp/d/corp-comm/infographic-cloud-history.aspx" target="_blank">Via</a></h2>
<p><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/34285766824/a-historical-look-at-cloud-computing"><img class="aligncenter size-full wp-image-15493" src="http://www.bloglecom.com.br/wp-content/uploads/2013/03/4061_Cloud_computing-full_jpg-550x0.jpg" alt="4061 Cloud computing full jpg 550x0 Computação na Nuvem: tendências e curiosidades em infográficos" width="650" height="4215" title="Computação na Nuvem: tendências e curiosidades em infográficos" /></a></p>
<h2><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/41782781007/navigating-the-cloud-2013-survey" target="_blank">A opinião do mercado sobre a Nuvem</a> | <a href="http://www.behance.net/gallery/Infographics-Raconteur-The-Times-2012/6578765" target="_blank">Via</a></h2>
<p><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/41782781007/navigating-the-cloud-2013-survey"><img class="aligncenter size-full wp-image-15494" src="http://www.bloglecom.com.br/wp-content/uploads/2013/03/06a2969bb0c839698c1649c8d3d7d474.jpg" alt="06a2969bb0c839698c1649c8d3d7d474 Computação na Nuvem: tendências e curiosidades em infográficos" width="649" height="595" title="Computação na Nuvem: tendências e curiosidades em infográficos" /></a></p>
<h2><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/32943930525/how-big-is-the-cloud" target="_blank">Qual a dimensão da Nuvem?</a> | <a href="http://mashable.com/2012/10/04/how-big-is-the-cloud/" target="_blank">Via</a></h2>
<p><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/32943930525/how-big-is-the-cloud"><img class="aligncenter" src="http://7.mshcdn.com/wp-content/uploads/2012/10/TheCloudREVISED2.jpg" alt="TheCloudREVISED2 Computação na Nuvem: tendências e curiosidades em infográficos" width="649" height="4715" title="Computação na Nuvem: tendências e curiosidades em infográficos" /></a></p>
<h2><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/42801117830/the-rapid-expansion-of-the-cloud-space" target="_blank">A expansão da Nuvem</a> | <a href="http://visual.ly/rapid-expansion-cloud-space" target="_blank">Via</a></h2>
<p><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/42801117830/the-rapid-expansion-of-the-cloud-space"><img class="aligncenter" src="http://thumbnails.visually.netdna-cdn.com/the-rapid-expansion-of-the-cloud-space_510ef02e07bd0_w587.png" alt="the rapid expansion of the cloud space 510ef02e07bd0 w587 Computação na Nuvem: tendências e curiosidades em infográficos" width="650" height="487" title="Computação na Nuvem: tendências e curiosidades em infográficos" /></a></p>
<h2><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/33422067435/whos-afraid-of-the-big-bad-cloud" target="_blank">Quem tem medo da Nuvem?</a> | <a href="http://mashable.com/2012/10/09/infographic-cloud/" target="_blank">Via</a></h2>
<p><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/33422067435/whos-afraid-of-the-big-bad-cloud"><img class="aligncenter" src="http://4.mshcdn.com/wp-content/uploads/2012/10/Cloud-Infotoon-FINAL-Hi-2.jpg" alt="Cloud Infotoon FINAL Hi 2 Computação na Nuvem: tendências e curiosidades em infográficos" width="650" height="2266" title="Computação na Nuvem: tendências e curiosidades em infográficos" /></a></p>
<h2><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/32318002286/5-cloud-computing-statistics-from-the-future" target="_blank">5 estatísticas sobre o futuro da Nuvem</a> | <a href="http://www.statetechmagazine.com/article/2012/09/5-cloud-computing-statistics-future-infographic" target="_blank">Via</a></h2>
<p><a href="http://visualoop.tumblr.com/post/32318002286/5-cloud-computing-statistics-from-the-future"><img class="aligncenter" src="http://www.statetechmagazine.com/sites/default/files/uploads/cloud-computing-future-infographic.png" alt="cloud computing future infographic Computação na Nuvem: tendências e curiosidades em infográficos" width="650" height="2550" title="Computação na Nuvem: tendências e curiosidades em infográficos" /></a></p>
<p>Visite o <a href="http://www.bloglecom.com.br/2013/03/14/15-infograficos-recentes-sobre-cloud-computing/" target="_blank">post original</a> para mais infográficos sobre computação na nuvem, e não se esqueça de acompanhar as atualizações do <a href="http://visualoopbr.tumblr.com/" target="_blank">Visual Loop Brasil</a>.</p>
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		<title>As empresas, suas marcas, os indivíduos e o Otário</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Mar 2013 19:21:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Spoladore</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<description><![CDATA[A Internet é o único meio que expõe o desnível de expectativas criado pela difusão de educação e informação e o modo como as empresas tratam o consumidor, como se este ainda tivesse o mesmo perfil de exigência de trinta anos atrás Em texto recente no jornal O Globo, o escritor Daniel Galera relatou uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>A Internet é o único meio que expõe o desnível de expectativas criado pela difusão de educação e informação e o modo como as empresas tratam o consumidor, como se este ainda tivesse o mesmo perfil de exigência de trinta anos atrás</em></p>
<p><a href="http://oglobo.globo.com/cultura/fabrica-de-sonhos-burgers-7482665">Em texto recente no jornal O Globo</a>, o escritor <a href="https://twitter.com/ranchocarne">Daniel Galera</a> relatou uma situação inusitada para quem desconhece as posições jurídicas que as empresas engendram:</p>
<blockquote><p>Em meu livro <em>Até o dia em que o cão morreu</em>, há um diálogo em que o narrador, um sujeito um tanto amargo e formado em Letras, informa à nova namorada que deu aula &#8220;em um desses cursos falcatrua de inglês, tipo Yázigi&#8221;.</p>
<p>[...]</p>
<p>Isso está na edição original de 2003, uma publicação independente. Quando o livro foi reeditado pela Companhia das Letras, em 2007, a menção ao Yázigi precisou ser cortada, depois de uma, digamos, recomendação enfática dos editores. Descobri que havia um histórico perturbador de processos por causa de menções a marcas, empresas ou produtos em contexto negativo dentro de livros de ficção. A editora quase sempre perde.</p>
<p>[...]</p>
<p>Na verdade, existe algo de sinistro no policiamento a que todos os cidadãos, escritores de ficção incluídos, são submetidos no que se refere à opinião e uso próprio de marcas de produtos e empresas.</p></blockquote>
<p>Todos os indivíduos são instados a se capacitar desde que nascem. De um pré qualquer até a graduação, pós-graduação, especialização, mestrado, doutorado, MBA. Bilíngue, trilíngue, poliglota. Mandarim. Ler muito, acompanhar noticiários, jornais e revistas, manter-se bem informado. Interpretar textos. Escrever bem, saber se comunicar, ser articulado. Subir ao palco.</p>
<p>Ao longo de décadas, a soma dessa busca pessoal por capacitação forma – é o que se espera – pessoas melhores e mais competentes, o que, por extensão, tende a criar cidadãos melhores, mais responsáveis, com uma noção mais ampla de seus direitos e deveres e de como suas ações repercutem na sociedade, para melhor ou para pior.</p>
<p>Quem adquire tanta ferramenta torna-se um consumidor mais exigente.</p>
<p>Então por que a qualidade dos produtos e serviços das grandes empresas e suas marcas e as relações que elas estabelecem com os consumidores não conseguem acompanhar o nível de exigência que se cobra dos cidadãos e profissionais? Por que se exige tanto dos indivíduos e não das empresas, suas marcas, seus produtos e serviços?</p>
<p>Quantias bilionárias são sistematicamente investidas para que marcas entrem na vida das pessoas, desde o nascimento até a morte. Isso repercute de maneira indelével na história de cada um. Há bebês que falam &#8220;Coca&#8221; antes de &#8220;mamãe&#8221;. Porém, em um jogo não recíproco, ao invadir a vida das pessoas, as empresas não aceitam que essas pessoas se voltem contra isso, transformando os lances nesse tabuleiro numa via de mão única.</p>
<p>No documentário <em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0379225/">The Corporation</a></em> (2003), os diretores Mark Achbar e Jennifer Abbott sugerem o que pode ter sido a origem da desvantagem dos consumidores: a instituição da Pessoa Jurídica.</p>
<p>A partir da Revolução Industrial, o empresário se tornou o responsável legal pelas ações de sua empresa. Mas com o advento das sociedades anônimas, o direito e a Justiça precisaram se adaptar, criando a figura da Pessoa Jurídica. Assim as mesmas leis que sempre valeram para Pessoas Físicas passaram a valer para entidades não-físicas, existentes como “pessoas” apenas no âmbito jurídico.</p>
<p>Na tese de Achbar e Abbott, essa personificação abstrata emprestada às empresas possibilitou-lhes agir como entidades que não seriam convenientes ou aturadas se fossem simplesmente Pessoas Físicas. O doutor Robert D. Hare, professor de psicologia na University of British Columbia, mostra, no filme, que quase todas as grandes corporações seriam diagnosticadas como psicopatas pelos critérios adotados pelo FBI, onde é consultor:</p>
<ul>
<ul>1) Indiferença e insensibilidade para com os sentimentos dos outros;</ul>
<ul>2) Incapacidade de manter relações duradouras;</ul>
<ul>3) Desrespeito e imprudência pela segurança dos outros;</ul>
<ul>4) Seduz, mente e engana repetidas vezes para lucrar;</ul>
<ul>5) Incapacidade de sentir culpa;</ul>
<ul>6) Falta de habilidade para se conformar às normas sociais respeitando comportamentos lícitos.</ul>
</ul>
<p>Galera cita, em seu texto, <a href="http://www.thefoxisblack.com/2012/02/29/banksy-on-advertising/">uma crítica à publicidade atual e ao modo como ela se dirige às pessoas</a>, feita pelo artista Banksy e que tem circulado na Internet:</p>
<blockquote><p>Estão tirando sarro de você todos os dias. Eles se intrometem na sua vida, tiram um barato de você e depois desaparecem. Eles olham você do alto de edifícios e o fazem se sentir pequeno. Fazem comentários irreverentes no ônibus sugerindo que você não é sexy o suficiente e que toda diversão está acontecendo em outro lugar. Eles estão na TV fazendo sua namorada se sentir desconfortável. Eles têm acesso à tecnologia mais sofisticada que o mundo já viu e a usam para te humilhar. Eles são Os Anúncios e estão rindo de você.</p>
<p>Você, no entanto, é proibido de tocá-los. Marcas, direitos de propriedade intelectual e direitos autorais significam que os anunciantes podem dizer o que quiserem onde quiserem com total impunidade.</p>
<p>Foda-se. Qualquer anúncio em um espaço público que não lhe dá nenhuma escolha a não ser vê-lo é seu. É seu para pegar, reorganizar e reusar. Você pode fazer o que quiser com ele. Pedir permissão é como perguntar para ficar com uma pedra que alguém jogou na sua cabeça.</p>
<p>Você não deve nada a empresas. Menos do que nada, você, especialmente, não deve a eles qualquer cortesia. Eles é que lhe devem. Eles reorganizaram o mundo para se exibirem na sua frente. Eles nunca pediram a sua permissão para isso, então nem comece a pedir a eles.</p></blockquote>
<p>O escritor encerra sua coluna com exemplos dos motivos que as Pessoas Jurídicas dão para serem desacreditadas na realidade e na ficção:</p>
<blockquote><p>Então, com licença, mas a escola de inglês que meu personagem desaprova se chama Yázigi. E aproveito para dizer que evito ao máximo beber Brahma, Skol e Nova Schin por causa da publicidade intolerável que me forçam a ver quando um noticiário ou jogo do Grêmio me faz ligar a TV. E que aquele troço do Itaú de &#8220;uso consciente do dinheiro&#8221; quase me fez trocar de banco. E que qualquer vídeo com locução estilo &#8220;vovô carinhoso’ me induz ao boicote. E que não consumo nada da Coca-Cola desde que meu intelecto foi vilipendiado por aquela campanha ‘baseada em um estudo sobre o mundo atual&#8221; (sic) que nos oferecia &#8220;razões para acreditar&#8221;, tais como &#8220;para cada tanque fabricado no mundo, são feitos 131 mil bichinhos de pelúcia&#8221;. Está no YouTube, mas não recomendo.</p>
<p>E se algum personagem meu xingar a Coca, não fui eu.</p></blockquote>
<p>A Internet tem sido o único espaço onde o consumidor tem chance de equilibrar esse jogo. Sendo uma via de mão dupla, nela os consumidores não se intimidam tão facilmente com o arsenal econômico e jurídico que tenta evitar que as informações circulem. São milhares de exemplos de como um cliente revoltado pode ser ouvido.</p>
<p>Entre os que surgiram como defensores dos mais fracos e oprimidos se destaca um de terno, que veste um saco de papel na cabeça, tem voz engraçada e mistura humor, animação e palavrões para desabafar e denunciar a forma retrógrada como as empresas tratam – e até enganam – seus clientes.</p>
<p>Ele é o <a href="http://www.canaldootario.com.br/">Otário</a> e seu campo de batalha é o <a href="http://www.youtube.com/user/OtarioAnonymous">Canal do Otário</a>, no YouTube. Seus alvos são operadoras de telefonia, TV por assinatura, bancos, montadoras de carros, indústria de alimentos e agências reguladoras. Não há empresa no Brasil que não dê motivos para merecer um vídeo do Otário.</p>
<p>No Facebook, <a href="http://www.facebook.com/CanalDoOtario">sua fanpage tem mais de 150 mil likes</a> e <a href="http://twitter.com/CanalDoOtario">17 mil pessoas seguem seu Twitter</a>. Dia a dia agrega aliados na defesa da boa relação das grandes empresas com os consumidores. Prega transparência, bom atendimento, inteligência no relacionamento, concorrência competente, inovação, informação, qualidade no produto e na prestação de serviços.</p>
<p>Em meio a essa luta hercúlea, é vítima de censura. As empresas usam o mesmo argumento que o jornal Folha usou para impedir que o site Falha de S. Paulo permanecesse no ar: o de uso indevido de marca, o que poderia confundir o consumidor. Quanta ironia!</p>
<p>No fundo, essas atitudes revelam que a revolta do Otário e de seus seguidores é justificada. A cada ameaça de nova censura, seu séquito une forças para multiplicar ainda mais os vídeos, tornando humanamente impossível para os departamentos jurídicos de cada empresa e do próprio YouTube remover todos os vídeos. Assim, pouco a pouco, a balança pende um pouco mais para as Pessoas Físicas.</p>
<p>Quase uma versão nacional e mais dramática de <em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0390521/">Super Size Me</a></em>, o documentário <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=TsQDBSfgE6k">Muito Além do Peso</a></em>, da diretora Estela Renner, aborda a obesidade infantil no Brasil e mostra as táticas das empresas alimentícias e outras transnacionais para, através da propaganda, convencer as crianças (e pais) de que seus produtos estão associados a bons ideais, a ser bem aceito pela sociedade e que podem substituir frutas e legumes sem prejuízos à saúde (por conterem vitaminas, minerais ou por não serem fritos).</p>
<p>Podendo agir como um psicopata sem o risco de ser identificado como um, o poder econômico dá acesso fácil aos meios de comunicação e à Justiça: ganha quem pode pagar mais. Uma Pessoa Física só teria condições de equilibrar a balança se pudesse, como as empresas fazem, manter atuante um departamento jurídico com seus profissionais. Com advogados à disposição para eventuais defesas em processos, as empresas garimpam as leis em busca de brechas comerciais, tributárias e civis e investem em ações que ainda não estão descritas como proibidas no Código de Defesa do Consumidor (CDC), podendo, desse modo, dar vazão a atitudes antiéticas e amorais &#8211; mas nem por isso ilegais.</p>
<p><a href="http://sistemas.procon.sp.gov.br/rank/?m=d00797b8a76d949189eb147064458711">No ranking de reclamação do Procon paulista</a>, os 5 maiores bancos do país estão entre os 20 que mais recebem reclamações. Em 2001, a Confederação Nacional das Instituições Financeiras, apoiada pela Federação Nacional dos Bancos, levou ao Supremo Tribunal Federal uma ação para tentar invalidar a aplicação do CDC na relação entre os bancos e seus correntistas. Em 2006 o Supremo julgou improcedente, obrigando essas instituições a respeitar o Código. Por mais que tenham perdido, a mera tentativa de se afastar das obrigações de consumo demonstra o vil apreço que sentem por seus clientes.</p>
<p>Em 2004, uma grande empresa suíça de alimentação comprou a maior fabricante brasileira de chocolate. Ignorando as resoluções do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, a compradora, mais de oito anos depois, ainda estica uma batalha judicial para invalidar o que o órgão brasileiro recomendou para o negócio. Hoje concentra mais de 65% do mercado de chocolates. A compra não seria para favorecer o acesso a tecnologia e receitas exclusivas: o objetivo é ampliar seu naco no mercado. Com maior escala, otimiza seu lucro na relação matéria prima x alimento pronto industrializado. Restringe fornecedores, diminui distribuidores; pontos de venda que podiam escolher entre duas empresas passam a ser reféns da mesma organização.</p>
<p>Objetivamente não há ilegalidade na transação. Mas será que a empresa não tomou a decisão e insistiu nela por conhecer o histórico de frouxidão das instituições brasileiras?</p>
<p>Quando confrontadas, todas as empresas envolvidas em litígios argumentam, até com certa razão, em respostas enlatadas, de que seguem as leis e as regulamentações dos órgãos responsáveis no país. É verdade. Como também é verdade que todo cidadão bem informado e com o mínimo de senso crítico reconhece a ingenuidade desse argumento. As leis e agências reguladoras no Brasil são atrasadas, lentas, permissivas e favorecem o poder econômico. Se a culpa não é das empresas, inocentes elas também não são.</p>
<p>O caso das quatro (4!) operadoras de telefonia disponíveis para os cerca de 200 milhões de brasileiros é talvez o maior troféu nesse deprimente quadro de medalhas. Na média, seriam 50 milhões de clientes para cada, mas, segundo a Anatel, o Brasil tem 262,26 milhões de linhas móveis ativas (dados de fevereiro deste ano). Ou seja, mais de 65 milhões de motivos para cada uma delas ser uma empresa melhor, mais competente e inovadora do que a outra! Mas, na prática, acabam competindo para ver quem tem o garoto-propaganda mais caro e conhecido. Ou vender analogias fantasiosas como um trem fictício que percorre uma cidade de 20 milhões de habitantes que não tem nem 100 quilômetros de metrô. São empresas de marketing, não de tecnologia e telecomunicação, cujos produtos são os mesmos pacotes de serviços que se diferenciam apenas no formato e preço. Não há inovação que não seja gastar rios de dinheiro em marketing ou para comprar e fundir negócios preexistentes, formando empresas maiores, mais engessadas e burocráticas.</p>
<p>Em <a href="http://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Carreira/noticia/2013/02/empresas-ligam-desesperadas-para-gente-nao-fazer-video.html">entrevista recente à Época</a>, o comediante Fábio Porchat, do já famoso canal <a href="http://www.youtube.com/user/portadosfundos">Porta dos Fundos</a>, falou dos benefícios da rede como espaço para a exercer a liberdade de criação:</p>
<blockquote><p>A gente vem da TV para ficar na Internet. A gente quer ficar na Internet e acho que é uma decisão certa [...] É porque na Internet eu sou o dono do meu próprio negócio. Na Internet eu sou o Roberto Marinho da parada. [...] a Internet é um lugar onde as pessoas [as empresas] pagam menos. Elas ainda acham que a Internet é uma coisa menor. O que o Porta dos Fundos está fazendo é nivelando por cima. Em alguns casos, as pessoas falam que nós cobramos valores de TV e aí a gente responde: a Internet é a nova TV.</p></blockquote>
<p>Em um dos vídeos mais vistos, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=vEaNCoCXcdk">Porchat está pintado de azul tentando cancelar a linha de seu celular</a>.</p>
<p>Quem já tentou cancelar alguma assinatura no Brasil sabe que é exatamente assim. Qual foi a resposta da operadora, segundo ele? &#8220;A TIM resolveu o meu problema, mas me tratou igual a um lixo.&#8221; <a href="http://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/noticias/2012/08/30/Spoleto-tira-proveito-de-viral-ironico.html">Diferente do Spoleto</a>, que, alvo de sátiras do grupo, resolveu contratá-los para dois novos vídeos. Outras empresas que fazem parte do cotidiano das pessoas também já foram citadas: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=dxI32env-JA">NET</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=NZb0XKHgtjo">Coca</a> e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=B0M_pRh2hNw">Pepsi</a>.</p>
<p>Um dos conceitos que o guru do marketing Steve Jobs apresentou ao mundo foi: o marketing do produto é o produto. Nas campanhas da Apple não há nada além do produto sendo exibido e usado. O objeto de desejo não é uma celebridade, uma analogia, um sonho, algo etéreo: é tangível e está disponível. No máximo isso fica mais bem demonstrado em um comercial com o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=KvIL9RSnAw0">John Malkovich dizendo &#8220;linguiça&#8221;</a>.</p>
<p>Quando as empresas vão perceber que é mais barato lançar melhores produtos do que gastar em marketing e depois ter que segurar o <em>churn</em>? Até quando as embalagens venderão imagens meramente ilustrativas de universos paralelos?</p>
<p>Em 2000 a Bovespa inaugurou o selo Nível 2 de Governança Corporativa. Apenas empresas que respeitam procedimentos rigorosos de transparência e melhor comunicação com o mercado ganham esse distintivo. O <a href="http://www.bmfbovespa.com.br/empresas/pages/empresas_nivel-2.asp">regulamento do Nível 2</a> estabelece que toda empresa que, com suas ações, quiser dinheiro da Bolsa precisa seguir essas premissas. Ao se relacionar com o mercado de capitais, que é muito exigente, muitas empresas são mais transparentes que na relação com seus clientes, que são os que mantêm seus negócios.</p>
<p>Em um mundo com tanta informação, com Wikipédia, YouTube, Khan Academy, Google, Facebook, Amazon, Twitter, Apple, Netflix e tantas outras fontes sofisticadas de conhecimento e tecnologia, é ingrato ter que continuar a ser tratado como o mesmo cidadão ignorante de trinta anos atrás, sem as mínimas satisfações inteligentes.</p>
<p>Para falar de igual para igual, de Pessoa para Pessoa, as empresas precisam deixar de tratar o cidadão e consumidor como otário. Hoje ninguém pode abrir mão do que é e do que sabe ao se relacionar com uma marca, ao usar um produto ou um canal de atendimento.</p>
<p>O dinheiro pago por produtos e serviços não pode ser usado contra os próprios clientes na tentativa de camuflar defeitos ou enrolar na hora de atendê-los.</p>
<p>A dinâmica de ouvir, entender e atender o cliente ficará minimamente decente e equilibrada quando não envolver maquiagem, políticas escusas e linguagem corporativa. As Pessoas Físicas ficarão mais tranquilas quando tiverem certeza de que o dinheiro que gastam num produto ou serviço está financiando sua satisfação e não explorando sua vulnerabilidade.</p>
<p>Consumidores do século XXI clamam por Pessoas Jurídicas comprometidas com os mesmos níveis de exigência impostos às Pessoas Físicas. Enquanto a informação e o conhecimento se difundem pela Internet, a seleção natural pela qual passarão as empresas diante das exigências contemporâneas pode ser lenta e gradual, mas com certeza não será benevolente.</p>
<p>Força, Otário!</p>
<p><em>(Este longo texto foi escrito durante as mais de 72 horas em que o autor ficou sem Internet pelo casamento de problemas na sua fibra ótica com a falta de luz na região após pancadas de chuva na cidade de São Paulo, a maior metrópole do hemisfério Sul.)</em></p>
<p><strong>Rafael Spoladore</strong>, 31, é consultor. Trabalha há quinze anos com Internet. Passou por UOL, Terra, TVA e Positivo, em áreas, times e projetos de Produtos, Ecommerce, Conteúdo, Multimídia, Marketing, Links Patrocinados e Mídias Sociais. Escreve no <a href="http://torniquato.tumblr.com/">torniquato</a>.</p>
<p><strong>Nota do editor:</strong> Este é um texto de opinião que reflete o ponto de vista do autor.</p>
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