<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-4561041388152487639</atom:id><lastBuildDate>Sun, 04 May 2025 18:20:40 +0000</lastBuildDate><category>Amazônia</category><category>Meio Ambiente</category><category>destruição</category><category>conflito</category><category>vídeo</category><category>História</category><category>Fotojornalismo</category><category>Cartuns</category><category>desenvolvimento</category><category>Jornalismo ambiental</category><category>biodiversidade</category><category>Campanha</category><category>Dicas</category><category>Política</category><category>Comunicação</category><category>Jornalismo</category><category>Hidrelétrica</category><category>Turismo</category><category>Cidade</category><category>Poesia</category><category>queimadas</category><title>Repórter da Amazônia</title><description>por Aureni Ribeiro</description><link>http://reporterdaamazonia.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Aureni Ribeiro)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>287</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4561041388152487639.post-1664396552787794121</guid><pubDate>Mon, 22 Jul 2013 21:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-07-22T17:27:28.009-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Amazônia</category><title>Com novo Código Florestal, desmatamento na Amazônia cresce 437% </title><description>O desmatamento na Amazônia Legal em junho deste ano 
atingiu 184 quilômetros quadrados, o que representa um aumento de 437% 
em relação ao mesmo período do ano passado. A informação foi divulgada 
pelo&lt;b&gt; &lt;/b&gt;Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (IMAZON) no seu Boletim do Desmatamento deste mês.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A reportagem é de&lt;b&gt; &lt;/b&gt;Daniele Silveira e publicada pela Radioagência NP, 19-07-2013.&lt;br /&gt;
De acordo com o levantamento, de agosto de 2012 a junho de 2013 o 
acumulado de área desmatada chegou a 1.885 quilômetros quadrados. O 
número representa um aumento de 103% em relação ao mesmo período do ano 
anterior (agosto de 2011 a junho de 2012), quando o desmatamento somou 
907 quilômetros quadrados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em relação aos estados mais atingidos pelo desmatamento em junho 
deste ano, em primeiro lugar aparece o Pará, com 42%; seguido por &lt;b&gt;Amazonas&lt;/b&gt; (32%), &lt;b&gt;Mato Grosso&lt;/b&gt; (18%) e &lt;b&gt;Rondônia&lt;/b&gt; (5%).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O boletim também indica que as florestas degradadas na Amazônia Legal
 somaram 169 quilômetros quadrados em junho de 2013. Em comparação com o
 mesmo período do ano passado houve um aumento de mais de 1.000%, já que
 em junho de 2012 a degradação florestal somou 15 quilômetros quadrados.&lt;br /&gt;
O avanço se deu no período de vigência do novo Código Florestal, 
aprovado pelo Congresso Nacional em setembro de 2012 e publicado no 
Diário Oficial da União em outubro do mesmo ano. Entre os pontos mais 
questionados da legislação está a anistia a proprietários rurais que 
desmataram antes de 2008.&lt;br /&gt;
Fonte: Instituto Humanitas&amp;nbsp; Unisinos</description><link>http://reporterdaamazonia.blogspot.com/2013/07/com-novo-codigo-florestal-desmatamento.html</link><author>noreply@blogger.com (Aureni Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4561041388152487639.post-3571154032909730754</guid><pubDate>Mon, 01 Jul 2013 04:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-07-01T00:31:22.679-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Amazônia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">desenvolvimento</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">destruição</category><title>Áreas da Amazônia protegidas têm mais desmate perto do PAC</title><description>As áreas protegidas mais desmatadas da Amazônia no período de agosto do 
ano passado a março deste ano estão concentradas em torno das obras do 
Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). É o que mostra um estudo 
feito pelo instituto de pesquisas ambientais Imazon, baseado em Belém 
(PA). O trabalho levou em conta os alertas de desmatamento feitos pelo 
SAD - sistema de monitoramento independente coordenado pelo instituto - 
em unidades de conservação (UCs) e terras indígenas (TI).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesses 
locais, os dados indicam perda de pelo menos 208 quilômetros quadrados 
de floresta no período - o equivalente a 131 Parques do Ibirapuera, em 
São Paulo -, um aumento de 41% em relação ao desmatamento detectado 
entre agosto de 2011 e março de 2012 (121 quilômetros quadrados).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo
 os pesquisadores que investigam a situação da região, as dez áreas 
protegidas têm em comum a presença de ocupantes ilegais. Também faltam 
planos de gestão e há falhas de fiscalização. São essas condições 
primárias que levam ao desmatamento, mas as obras potencializam a 
vulnerabilidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“A origem do problema é o fato de as pessoas que
 viviam naqueles locais não terem sido retiradas quando houve a criação 
da área protegida. Em muitos casos, elas desmatam mais para abrir 
terreno para a agropecuária e pressionar uma mudança do limite da área 
protegida, para que sua propriedade fique de fora”, afirma Paulo 
Barreto, coordenador do trabalho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Acirramento&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acontece,
 defende ele, que os projetos de infraestrutura acabam acirrando esse 
cenário. De um lado, por atraírem imigrantes e tornarem o desmatamento 
mais atrativo economicamente. Por outro, porque o próprio governo já 
reduziu o tamanho dessas áreas em favorecimento, por exemplo, de 
hidrelétricas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No ano passado, oito delas sofreram juntas um 
corte que equivale ao tamanho da cidade de São Paulo. A medida visava, 
em parte, à abertura de espaço para futuros reservatórios. “Aí, quem já 
queria reduzir a área protegida onde está por causa da questão 
agropecuária se sente à vontade para aumentar a pressão”, afirma 
Barreto. “Ao levar mais ameaça para lá, o governo deveria fortalecer 
essas áreas protegidas.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As áreas protegidas identificadas no 
estudo estão na região de influência de projetos como o asfaltamento de 
um trecho da Rodovia Transamazônica e da Cuiabá-Santarém (BR-163), e a 
construção de Belo Monte e de cinco hidrelétricas planejadas para a 
Bacia do Tapajós, todas no Pará. Rondônia e Mato Grosso têm situação 
semelhante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho mostrou ainda o impacto que a fiscalização
 teve sobre o desmatamento. “Nas áreas protegidas que passaram por uma 
fiscalização mais intensa, com maior área embargada, e que tiveram 
multas aplicadas a infratores, houve redução no desmatamento entre 2009 e
 2012. Já aquelas que tiveram pequenas áreas embargadas ou que não 
apresentaram embargos e multas experimentaram aumento no desmatamento 
entre 2009 e 2012”, afirma a pesquisadora Elis Araújo, primeira autora 
do trabalho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A criação de áreas protegidas é uma ferramenta 
bastante usada pelos governos federal, estadual e municipais para ajudar
 a conter o avanço do desmatamento e, em geral, se considera que foi 
útil para baixar as taxas anuais da perda da floresta. Mas onde não 
houve a regularização fundiária, o dano continuou. “O governo cria 
mecanismos para acelerar as obras, como o PAC, mas não se aceleram os 
planos de mitigação desses impactos”, critica Barreto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O 
Ministério do Meio Ambiente, o Instituto Chico Mendes de Conservação da 
Biodiversidade e a Casa Civil foram procurados pelo Estado para comentar
 como estão os planos de regularização fundiária e os planos de 
mitigação dos impactos das obras, mas nenhum dos órgãos se manifestou. 
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Fonte:&amp;nbsp; &lt;span id=&quot;items_noticia&quot; style=&quot;display: inline;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;yellowlight&quot; href=&quot;mailto:falecomuai@uai.com.br&quot;&gt;Agência Estado&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;</description><link>http://reporterdaamazonia.blogspot.com/2013/07/areas-da-amazonia-protegidas-tem-mais.html</link><author>noreply@blogger.com (Aureni Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4561041388152487639.post-2202461470940311829</guid><pubDate>Fri, 28 Jun 2013 23:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-06-28T19:38:32.354-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Amazônia</category><title>Código da Mineração atenta contra áreas protegidas, diz WWF</title><description>&lt;div class=&quot;wp-caption alignleft&quot; id=&quot;attachment_17070&quot; style=&quot;width: 312px;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://amazonia.org.br/wp-content/uploads/2013/06/mineracao_ouro_guiana_38894.jpg&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; class=&quot;size-full wp-image-17070&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;http://amazonia.org.br/wp-content/uploads/2013/06/mineracao_ouro_guiana_38894.jpg&quot; title=&quot;mineracao_ouro_guiana_38894&quot; width=&quot;304&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;wp-caption-text&quot;&gt;
Desmatamento causado pela mineração do ouro em área de Floresta Amazônica&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;wp-caption-text&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
O Governo Federal enviou ao Congresso na última terça (18) um 
conjunto de projetos de lei para estabelecer um novo marco regulatório 
para a mineração no país. No pacote, uma proposta do deputado Vinícius 
Gurgel (PR-AP) quer abrir 10% de parques nacionais e outras unidades de 
conservação de proteção integral para mineração, uma atividade altamente
 impactante.&lt;br /&gt;

Para isso, bastaria às empresas doarem aos órgãos ambientais áreas 
com o dobro do tamanho das abertas à exploração comercial e com mesmas 
características ecológicas e biológicas. Gurgel justifica seu movimento 
afirmando que “um grande número dessas unidades, especialmente na 
Amazônia, foram criadas sobre terras com grande potencial mineral” e que
 a atividade ajudaria a reduzir os índices nacionai s de pobreza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

O projeto, todavia, mete os pés pelas mãos. Afinal, unidades de 
conservação foram criadas para proteger a biodiversidade, as fontes de 
água e outros serviços ambientais. São fruto de estudos técnicos, 
audiências p úblicas e decretos do Poder Executivo. Além disso, não há 
nenhuma garantia de que áreas com os mesmos atributos ambientais sejam 
encontradas, especialmente próximas das áreas protegidas abertas à 
exploração mineral. Muitas unidades de conservação abrigam justamente 
porções raras ou únicas da natureza brasileira.&lt;br /&gt;

“O projeto é mais um ataque ao Sistema Nacional de Unidades de 
Conservação, pois desvirtua a função básica das áreas de proteção 
integral, que é o de resguardar da forma mais íntegra possível a 
diversidade de nosso patrimônio natural. Há incontáveis fontes de 
minérios fora dos limites das unidades de conservação”, ressaltou Jean 
Timmers, superintendente de Políticas Públicas do WWF-Brasil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Uma Comissão Especial criada pelo presidente da Câmara, deputado 
Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), analisa a Proposta de Emenda 
Constitucional 215/2000. A PEC concede competência exclusiva ao 
Congresso para aprovar a criação de unidades de conservação, a 
demarcação de terras indígenas e o reconhecimento de territórios 
quilombolas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Unidades de conservação são legalmente instituídas pelo poder 
público, nos âmbitos municipal, estadual ou federal. Elas são reguladas 
pela Lei 9.985 / 2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de 
Conservação. Estão divididas nos grupos de proteção integral e de uso 
sustentável.&lt;br /&gt;

&lt;i&gt;Por: Aldem Bourscheit&lt;br /&gt;
Fonte: WWF Brasil &lt;/i&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;</description><link>http://reporterdaamazonia.blogspot.com/2013/06/codigo-da-mineracao-atenta-contra-areas.html</link><author>noreply@blogger.com (Aureni Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4561041388152487639.post-678367659532796620</guid><pubDate>Fri, 28 Jun 2013 23:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-06-28T19:25:21.598-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Amazônia</category><title>A Amazônia pode mesmo virar cerrado?</title><description>As teorias sobre os feitos das mudanças climáticas e o aquecimento 
global na Amazônia são muitas. Em 2000, o meteorologista Peter Cox 
lançou um estudo de grande repercussão, que previa que a Amazônia 
poderia secar até 2050. A possibilidade foi reforçada anos depois por 
estudos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Ong 
conservacionista WWF.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2007, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC)
 também considerou que uma área entre 10% e 25% da maior floresta 
tropical do mundo poderia virar cerrado até 2080.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da 
Universidade de São Paulo (USP), membro do IPCC e do Experimento de 
Larga Escala da Biosfera e Atmosfera da Amazônia (LBA), o primeiro 
estudo de Peter Cox baseou suas previsões em um único modelo climático 
que, se considerasse a taxa de precipitação da Amazônia atual, chegaria a
 um índice 30% abaixo do real.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Se você propaga essa diferença para um aumento de temperatura de 3 a
 4 graus nos próximos 50 anos, você não precisa nem ser modelador 
climático pra prever o resultado: a floresta morre”, afirma o cientista.&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Floresta é mais resistente do que se esperava &lt;/b&gt; – Em 
fevereiro deste ano, outro estudo publicado pela Nature, assinado pelo 
próprio Peter Cox e por cientistas como o espanhol José Marengo, 
pesquisador do Inpe, trouxe a tona uma teoria conhecida como 
“Resilience” (“resiliência”, no português).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa se baseia em 17 modelos climáticos e explica que os danos 
originados pelo aumento de CO2 na atmosfera – causado pelo desmatamento e
 queima de combustível de fósseis – serão minimizados pelo poder 
fertilizante do dióxido de carbono nas plantas.&lt;br /&gt;
Artaxo explica que a Amazônia atua hoje como um sumidouro de CO2 e absorve cerca de 0,9 toneladas de carbono por hectare ao ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não quer dizer que a floresta está imune. O grande risco estudado 
pelos especialistas é que com as mudanças climáticas e a seca, as 
plantas entrem em estresse hídrico, deixem de fazer fotossíntese e 
percam biomassa, liberando carbono. Isso, além de causar um enorme dano à
 camada de ozônio, faria com que a floresta secasse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O LBA, durante oito anos, realizou experimentos de exclusão de chuva 
nas regiões de Caxiuanã e Santarém, na floresta amazônica. Imensos 
painéis de plásticos foram colocados sobre as copas das árvores para 
coletar a água que cairia no ecossistema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A descoberta foi que as florestas dessas regiões são resistentes a 
uma seca sazonal por um ou dois anos, mas começam a morrer depois de 
quatro anos. “Elas tem uma resistência natural. Conforme tem uma seca, a
 planta aprofunda suas raízes e tira água de lugares profundos, mas tem 
um limite pra elas fazerem isso”, afirma o físico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E quando chega ao seu limite, a floresta começa a perder biomassa. 
Isso também pode ser comprovado nas secas de 2005 e 2010, onde houve 
redução significativa na absorção de carbono pelas plantas, o que 
prejudica seu crescimento. Pior, com a morte das árvores, além de se 
reduzir a absorção de CO2, uma quantidade extra do gás é liberada na 
atmosfera pela decomposição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Até quando a floresta aguenta?&lt;/b&gt; – O que a teoria da 
resiliência vem mostrar é que, ainda que os efeitos nocivos das mudanças
 climáticas levem à liberação de bilhões de toneladas de carbono 
acumulados em terras tropicais, o dióxido de carbono estimularia o 
crescimento da floresta, levando a um aumento de até 319 bilhões de 
toneladas de carbono armazenado até o fim do século. Ou seja, as plantas
 continuariam acumulando CO2.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pesquisador José Marengo explica que, dessa maneira, mesmo que a 
floresta fosse afetada, ela não entraria em colapso a ponto de secar. 
“Há possibilidades dela se transformar em outro tipo de vegetação”, 
explica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas o cientista deixa claro que a fertilização por CO2 tem limites. 
“A partir de um certo ponto, o CO2 não ajuda mais no crescimento da 
floresta”, explica. Por isso, o que pode acontecer depois que o nível de
 dióxido de carbono chegar à sua saturação, ainda é imprevisível. O 
estudo se baseia em modelos climáticos com cenários até 2100.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, o estudo tem outras ressalvas. Marengo explica que a 
pesquisa não levou em conta outros gases do efeito estufa – como o 
metano -, e a capacidade de absorção de nutrientes do solo pelas 
plantas, um fator primordial para o crescimento da floresta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) 
Paulo Brando também aponta algumas incertezas. “Mesmo com o aumento na 
concentração de CO2 na atmosfera, o crescimento que árvores pode ser 
restringido por outros nutrientes, principalmente o fósforo, que é 
escasso nos trópicos”, alerta. Segundo ele, estudos mostraram que o 
nitrogênio teve esse efeito em florestas temperadas, e o composto é 
abundante em florestas tropicais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele também conta que não há estudos sobre os efeitos de fertilização 
de CO2 na dinâmica de florestas tropicais, e que todo o conhecimento 
sobre esse assunto vem de experimentos teóricos ou realizados em 
laboratórios. “Os resultados da pesquisa devem ser interpretados como 
hipóteses interessantes e importantes, mas que devem ser testadas com a 
utilização de diferentes técnicas”, ressalta.&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Fonte: Exame.com&lt;/i&gt;</description><link>http://reporterdaamazonia.blogspot.com/2013/06/a-amazonia-pode-mesmo-virar-cerrado.html</link><author>noreply@blogger.com (Aureni Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4561041388152487639.post-809098530415444928</guid><pubDate>Fri, 07 Jun 2013 01:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-06-06T21:09:01.714-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Amazônia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Hidrelétrica</category><title>Índios afetados por hidrelétricas: três processos judiciais, nenhuma consulta</title><description>&lt;i&gt;Consulta prévia aos indígenas é assunto de reunião hoje em 
Brasília entre o governo federal e os índios que paralisaram a obra de 
Belo Monte nos últimos oito dias&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Os indígenas impactados de maneira definitiva pelos projetos de 
usinas hidrelétricas na Amazônia nunca foram consultados previamente, da
 forma definida pela Constituição brasileira e pela Convenção 169 da 
Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é 
signatário. Por esse motivo, o governo brasileiro responde a três 
processos judiciais, movidos pelo Ministério Público Federal no Pará e 
no Mato Grosso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Nas ações, o MPF defende o direito de consulta dos povos indígenas 
Arara, Juruna, Munduruku e também para os ribeirinhos dos rios Xingu, 
Tapajós e Teles Pires. Uma quarta ação está em estudo, em defesa do 
direito dos Kayabi, afetados pela usina de São Manoel e nunca 
consultados. O licenciamento da usina está em andamento, mas chegou a 
ser paralisado por não prever sequer estudos de impactos ambiental sobre
 os indígenas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Os índios que ocupavam um dos canteiros de obras da usina de Belo 
Monte estão em Brasília hoje debatendo a reivindicação da consulta em 
uma reunião com o governo federal. A Vice-procuradora-geral da 
República, Deborah Duprat, acompanha a reunião, assim como a presidente 
da Associação Brasileira de Antropologia, Carmen Rial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

&lt;b&gt;Suspensões de segurança&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Em todos os processos que move sobre a consulta, o MPF obteve 
vitórias em favor dos indígenas, mas o governo recorreu e toca os 
projetos com base em liminares e suspensões de segurança – instrumento 
em que o presidente de um tribunal suspende decisões das instâncias 
inferiores de forma solitária, sem julgamento em plenário. A suspensão 
de segurança não analisa os argumentos debatidos na ação, apenas se uma 
determinada decisão judicial afeta a ordem, a saúde, a segurança e a 
economia públicas, deixando o debate sobre os motivos do processo para 
depois.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Sobre o histórico de suspensões de decisões nos processos de usinas, 
os desembargadores da 5ª Turma do TRF1, que julgou os casos de Belo 
Monte e Teles Pires, lembraram que esse tipo de suspensão surgiu na lei 
processual brasileira em 1964, durante o regime de exceção. “A lei é de 
exceção e o Estado, hoje, é de direito. Portanto, a lei que criou a 
figura excepcional de suspensão de segurança, rompendo com o devido 
processo legal, é um diploma autoritário”, disseram em um acórdão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

&lt;b&gt;Conflitos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Nos três rios que são objeto das ações do MPF pela consulta, o 
governo brasileiro tem projetos de pelo menos 11 hidrelétricas em 
estágios variados de construção e licenciamento. Belo Monte, o caso mais
 emblemático, já acumula mais de 17 processos na Justiça Federal e 
incontáveis conflitos com índios e trabalhadores. Foi palco de várias 
ocupações por indígenas, as últimas reivindicando claramente o direito 
da consulta prévia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

A maior parte dos indígenas que ocuparam Belo Monte por 17 dias 
somente no último mês de maio vivem no rio Tapajós, afetados pelas 
usinas de São Luiz do Tapajós, São Manoel e Teles Pires. São Luiz do 
Tapajós é um dos grandes focos de conflito, mas não é o único. A usina 
Teles Pires, já em estágio de construção, explodiu cachoeiras 
consideradas território sagrado para os índios Munduruku. Eles nunca 
foram consultados e por isso, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, 
em Brasília ordenou a paralisação da obra em agosto do ano passado. Mas a
 decisão dos três desembargadores que analisaram o processo foi suspensa
 por uma decisão monocrática do presidente do Tribunal, Mário César 
Ribeiro. O processo continua tramitando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

No caso de São Luiz do Tapajós, todas as instâncias judiciais 
reconheceram o direito à Consulta não só para os índios, como para os 
ribeirinhos, que no rio Tapajós são conhecidos como beiradeiros. Em vez 
de fazer as consultas, no entanto, o governo recorreu na Justiça e 
montou uma operação da Força Nacional para garantir os estudos de 
impacto dentro dos territórios indígenas, o que é um dos principais 
motivos para a revolta dos Munduruku. Novamente, a Advocacia Geral da 
União conseguiu suspender as decisões favoráveis aos índios, dessa vez 
por meio de uma decisão monocrática do presidente do Superior Tribunal 
de Justiça, Félix Fischer.&lt;br /&gt;

O primeiro caso do MPF sobre a consulta, iniciado em 2006, diz 
respeito aos indígenas do Xingu, impactados pela usina hidrelétrica de 
Belo Monte. A batalha judicial já completou sete anos. No começo do 
processo, os advogados do governo alegavam que as consultas poderiam se 
dar em qualquer etapa do licenciamento ambiental, que os estudos 
poderiam prosseguir, que as licenças poderiam ser concedidas e depois a 
consulta seria feita.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

No meio do processo, o governo federal mudou sua argumentação e 
passou a dizer que os indígenas do Xingu nem precisariam ser 
consultados, porque a hidrelétrica não alagará terras indígenas. O TRF1 
desconsiderou o argumento, já que a obrigação prevista na Convenção 169 é
 para consultar povos afetados e que terão seus modos de vida 
modificados, não necessariamente alagados. No caso do Xingu, o rio será 
desviado para abastecer a usina: em vez de alagar, as terras indígenas 
vão secar, o que pode ser impacto ainda mais grave.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

A decisão favorável aos indígenas no caso de Belo Monte, que 
paralisou a usina por dez dias em agosto de 2012, também foi suspensa 
por uma decisão monocrática, do então presidente do Supremo Tribunal 
Federal, Carlos Ayres Britto. Até agora, o plenário do STF não analisou a
 questão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

&lt;b&gt;O momento da consulta&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Entre as suspensões de segurança concedidas ao governo federal por 
Félix Fischer, Ayres Britto e Mário César Ribeiro existe uma 
coincidência: nenhuma delas afirma que que a consulta não é necessária 
ou não precisa ser feita, apenas permitem que o governo siga com 
estudos, cronogramas e obras até que chegue a hora de se julgar o 
direito da consulta. Para o MPF, o momento da consulta afeta 
decisivamente a efetividade desse direito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

De acordo com a Convenção 169, a consulta é necessária em qualquer 
projeto ou decisão de governo que vá afetar, modificar, de forma 
permanente e irreversível, a vida de povos indígenas, tribais e 
tradicionais. Para o MPF, deve ser aplicada a várias populações 
amazônicas, não apenas indígenas. E deve ser feita antes de qualquer 
decisão sobre o projeto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Atualmente, o governo tenta convencer os indígenas do Tapajós e o 
judiciário que a consulta pode ser feita depois dos Estudos de Impacto 
Ambiental. Em argumentações nos processos judiciais, a AGU 
contraditoriamente afirma que quer fazer a consulta, batizada de Diálogo
 Tapajós, mas que não pode deixar de cumprir o cronograma de implantação
 da usina – do qual os estudos de impacto são etapa inicial. Para a AGU,
 para ser prévia, basta que a consulta seja feita antes da Licença 
Prévia concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Para o MPF, isso equivale a tornar a consulta inválida, porque a 
decisão de construir a usina foi tomada muito antes do Ibama entrar no 
processo, quando concluído o inventário da bacia hidrográfica e 
definidos os pontos para construção de hidrelétricas. “Se a obra já tem 
até cronograma, como falar em consulta?”, questiona o procurador da 
República Felício Pontes Jr, que acompanha os processos sobre o assunto.&lt;br /&gt;

Após o inventário da bacia hidrográfica existem dois momentos em que o
 governo, em conjunto com empresários da construção civil e do setor 
elétrico, decide realmente pela construção da usina, sem a participação 
dos povos afetados. São as resoluções do Conselho Nacional de Política 
Energética e da Agencia Nacional de Energia Elétrica que definem que a 
obra será realizada. “Esses momentos tem que ser precedidos de consulta 
aos povos afetados, ou então o Brasil estará violando o compromisso 
assumido na Convenção 169”, explica o procurador Ubiratan Cazetta.&lt;br /&gt;
Fonte:&amp;nbsp; MPF-PA</description><link>http://reporterdaamazonia.blogspot.com/2013/06/indios-afetados-por-hidreletricas-tres.html</link><author>noreply@blogger.com (Aureni Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4561041388152487639.post-3247869679348916483</guid><pubDate>Thu, 30 May 2013 03:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-29T23:29:56.423-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Amazônia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">conflito</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">destruição</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Hidrelétrica</category><title>Belo Monte: nova ocupação, mesmas demandas, mesmos problemas</title><description>&lt;div class=&quot;wp-caption aligncenter&quot; id=&quot;attachment_3053&quot; style=&quot;width: 581px;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.xinguvivo.org.br/wp-content/uploads/2013/05/OcupaBeloMonte-2c.jpg&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Foto: Ruy Sposati&quot; class=&quot;size-full wp-image-3053&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;http://www.xinguvivo.org.br/wp-content/uploads/2013/05/OcupaBeloMonte-2c.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;wp-caption-text&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;i&gt;Foto: Ruy Sposati&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;wp-caption-text&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
O principal canteiro de obras da maior obra em curso no país parou 
novamente. Depois de oito dias de uma paralisação que reacendeu a luta 
contra grandes obras que impactam comunidades tradicionais, os indígenas
 voltaram a suspender por tempo indeterminado os trabalhos da Usina 
Hidrelétrica Belo Monte, na segunda-feira, 27.&lt;span id=&quot;more-3051&quot;&gt;&lt;/span&gt;
 Eles reivindicam a suspensão de obras e estudos de barragens em seus 
territórios, exigindo que a consulta prévia – com poder de veto – seja 
realizada.&lt;br /&gt;

Um sem-número de guindastes, betoneiras, tratores, escavadeiras, 
gruas, caminhões e caminhonetes pararam no quilômetro 50 da Rodovia 
Transamazônica para ver 170 indígenas Munduruku, Xipaya, Arara, Kayapó e
 Tupinambá passarem e ficarem. “E dessa vez não vamos sair, nem com 
reintegração de posse”, afirmaram as lideranças do movimento em 
entrevista à emissora afiliada à Rede Globo no Pará. “Alguém vai ter que
 vir aqui, ou nós vamos começar a plantar roça no canteiro”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Em meio ao que parecia ser o pico mais baixo de um marasmo decorrente
 de sucessivas derrotas dos povos indígenas da região da Volta Grande do
 Xingu, surge uma nova articulação: a dos povos dos rios onde o governo 
pretende implementar grandes complexos hidrelétricos – e, com eles, 
violentas empreitadas no campo da mineração, desmatamento e caos social.
 ” Nós somos nós e o governo precisa lidar com isso”, afirma o movimento
 na carta número sete da ocupação da usina Belo Monte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Após a ocupação anterior, entre os dias 2 e 9 de maio, indígenas dos 
rios Tapajós e Teles Pires permaneceram acampados em Altamira, 
aguardando uma resposta do governo federal sobre suas demandas. Mas 
“esperar e chamar não servem para nada”, concluem os indígenas no 
documento. E, então, eles reocuparam o empreendimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Antes disso, a concessionária Norte Energia, prevendo distúrbios, 
havia pedido à Justiça Federal de Altamira que garantisse a manutenção 
da reintegração de posse deferida liminarmente para a ocupação anterior,
 e estabelecesse multa para possíveis invasões. O juíz concedeu multa de
 5 mil reais por dia “em caso de nova turbação ou esbulho no imóvel 
denominado Sítio Belo Monte”. Isso não pareceu incomodar os indígenas, 
que reocuparam exatamente o mesmo local de antes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

&lt;strong&gt;Ocupação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entraram no canteiro por volta das 4 horas da manhã – e ao contrário da 
outra ocupação, todos os acessos do sítio, dessa vez, ficaram sob o 
controle dos indígenas. Isso impediu toda a operação do canteiro. Desde o
 início do dia, a comunidade enfrentou o assédio e a pressão de um 
contingente de ao menos 50 policiais da Força Nacional (FNSP), Polícia 
Rodoviária Federal, Tropa de Choque da Polícia Militar, Rotam, Polícia 
Civil e&amp;nbsp; seguranças privados de ao menos duas empresas diferentes 
ligadas ao Consórcio Construtor Belo Monte. A polícia tem pressionado os
 piquetes a permitirem a entrada de mais policiais no empreendimento, 
mas os ocupantes não permitiram. “Agindo assim, vocês estão declarando 
guerra contra a Força Nacional”, ouviram os manifestantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Sofreram também o corte do fornecimento de água e energia elétrica 
nas instalações onde estão alojados, elementos que a Força Nacional tem 
utilizado para tentar desmobilizar e garantir a entrada de mais 
destacamentos policiais dentro do canteiro, além das tropas que já 
residem dentro do canteiro de obras. O diálogo abaixo, transcrito pelos 
indígenas e presenciado pela imprensa, dá a dimensão das pressões 
sofridas no canteiro:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

- Vocês liberam a entrada pra gente, e nós religamos a luz, disseram os policiais aos indígenas&lt;br /&gt;

- Nós queremos que vocês saiam, responderam os indígenas. Nós não estamos armados, não estamos quebrando nada, podem ir.&lt;br /&gt;

- Vocês estão armados, sim, retrucou o policial, apontando para uma lança de madeira.&lt;br /&gt;

- Isso é nossa cultura.&lt;br /&gt;

- E essa é a nossa cultura, concluiu o policial, acariciando a pistola na cintura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

&lt;strong&gt;Alianças&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os indígenas escreveram uma carta aos trabalhadores do CCBM, “com quem a
 gente joga bola no canteiro”, propondo uma aliança tática entre 
comunidades tradicionais, atingidos da região de Altamira e os operários
 do empreendimento (segundo os indígenas, a Força Nacional não tem 
permitido a distribuição dos panfletos). E dizem temer possibilidades de
 “infiltração” de falsos trabalhadores, pagos pelo Consórcio para criar 
situações de crise entre eles. Toda essa “sofisticação” do movimento 
indígena tem incomodado o governo e as empresas envolvidas na construção
 da obra, que sucessivamente tem tentado descaracterizar a ação e acusar
 os indígenas de serem manipulados por ONGs estrangeiras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Na conta do governo está o silêncio retumbante sobre a pauta dos 
indígenas: nem um pio sobre consulta prévia, e também “a militarização 
dos contextos de conflito social relativos à luta por direitos dos 
indígenas”, conforme apontou nota do Conselho Indigenista Missionário. 
Também figuram a expulsão e multa de jornalistas e um espetáculo de 
declarações difamatórias, racistas e caluniosas contra comunidades 
inteiras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

&lt;strong&gt;Reintegração&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Norte Energia novamente reforçou o pedido de reintegração de posse na 
Justiça do canteiro ocupado. Na primeira decisão, o juíz Sérgio Guedes 
se mostrou bastante sensível à questão indígena, e agora deu prazo de 24
 horas para que a Polícia Federal e a Fundação Nacional do Índio (Funai)
 entregassem relatórios sobre as ocorrências à Justiça. Alguma decisão 
deve ocorrer amanhã, terça-feira.&lt;br /&gt;

“A barragem dividiu as aldeias e dividiu os parentes”, lamenta Juma 
Xipaya. “Dividiu o homem. Então é preciso um novo pacto, entre os 
encantados de cada povo, que vai unir todos os parentes”, afirma o 
cacique Babau Tupinambá. Ambas as lideranças fazem parte da dúzia de 
povos que já declararam solidariedade irrestrita ao movimento por meio 
de cartas de apoio aos parentes que ocupam a barragem.&lt;br /&gt;

&lt;em&gt;Fonte: Ruy Sposati/ Xingu Vivo&lt;/em&gt;</description><link>http://reporterdaamazonia.blogspot.com/2013/05/belo-monte-nova-ocupacao-mesmas.html</link><author>noreply@blogger.com (Aureni Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4561041388152487639.post-7602765971412269758</guid><pubDate>Fri, 24 May 2013 13:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-24T09:39:39.083-04:00</atom:updated><title>Onças-pintadas resistem contra redução populacional na Amazônia</title><description>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjA6_fy9g2EPKXNW9tIlCWqJx1V9GqgGqW0C3Epp8SIiB1xreHYoljUlIh0N5sLIrNa__djsG6jFIJneJTkRJze_Tz75Ni4RqJRY35gnlx1jdTB6z_UDVnv3ktvO38UWYPJZc5RGmrCOpn9/s1600/On%C3%A7a+pintada.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;260&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjA6_fy9g2EPKXNW9tIlCWqJx1V9GqgGqW0C3Epp8SIiB1xreHYoljUlIh0N5sLIrNa__djsG6jFIJneJTkRJze_Tz75Ni4RqJRY35gnlx1jdTB6z_UDVnv3ktvO38UWYPJZc5RGmrCOpn9/s320/On%C3%A7a+pintada.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Nem todo mundo sabe, mas o felino jaguar, que deu nome a um carro 
famoso, nada mais é do que a brasileiríssima onça-pintada. Muito se fala
 sobre o risco de extinção desse animal, que habita faixas de terra 
desde o sul dos Estados Unidos até o norte da Argentina. &lt;br /&gt;

Em 40% dessas áreas, a população está realmente caindo. Mas um estudo
 da famosa ONG WWF (sigla para World Wide Fund for Nature) mostra que há
 esperança justamente na Amazônia, onde aparentemente existe um número 
maior de onças-pintadas do que se imaginava.&lt;br /&gt;

            
            
             
        
      &lt;div style=&quot;margin-left: -5px; padding-bottom: 10px;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-left: -5px; padding-bottom: 10px;&quot;&gt;
O estudo é conduzido pelo projeto AREAS da Amazônia, da WWF, sob a 
tutela do cientista norte-americano George Powell. Segundo o 
levantamento da organização, cerca de 6 mil onças-pintadas habitam a 
Amazônia, em territórios do Peru e do Brasil. Número semelhante só se 
encontra no pantanal, onde tradicionalmente elas se concentram.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-left: -5px; padding-bottom: 10px;&quot;&gt;
Para o Ibama, a onça-pintada já está entre as espécies ameaçadas de 
extinção. Mas se encontra no nível “vulnerável”, o mais baixo da escala 
(os seguintes são “em perigo” e “criticamente em perigo”). Segundo os 
cientistas da WWF, isso serve de alerta: ainda que o número de onças 
pintadas pareça razoável, é necessário fazer um monitoramento constante 
das populações. Vários estudos são conduzidos na Amazônia com este 
objetivo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

“Onças-pintadas são espertas”, afirma Powell, da WWF. “Difíceis de 
observar e acompanhar”. Os cientistas da organização tinham uma missão 
complicada: fotografar duas espécies em seu habitat, em quatro pontos 
diferentes de uma enorme área nas florestas peruanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Além da onça-pintada, os cientistas também focaram atenções na queixada (&lt;em&gt;Tayassu pecari&lt;/em&gt;),
 animal semelhante ao javali que recebe mais de dez outros apelidos no 
Brasil. Ambos foram escolhidos por sua característica expansiva: as 
populações se espalham e ocupam grandes áreas. Se um território é grande
 o suficiente para abrigá-los, deve também abrigar os demais mamíferos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desta observação, saiu o número alentador de 6 mil onças-pintadas, 
indicando que a situação não está tão ruim assim. Mas os cientistas 
pedem cautela: as áreas analisadas ficam em reservas naturais protegidas
 por lei.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Apesar de extensas e em número razoável, as reservas estão cada vez 
mais isoladas umas das outras devido à expansão de madeireiras nos 
“vãos” entre elas. Os pesquisadores alertam que a integração entre as 
áreas de preservação é vital para a manutenção das espécies, e o 
isolamento pode colocar muitas delas na lista das ameaçadas.Fonte: Mongabay&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
</description><link>http://reporterdaamazonia.blogspot.com/2013/05/oncas-pintadas-resistem-contra-reducao.html</link><author>noreply@blogger.com (Aureni Ribeiro)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjA6_fy9g2EPKXNW9tIlCWqJx1V9GqgGqW0C3Epp8SIiB1xreHYoljUlIh0N5sLIrNa__djsG6jFIJneJTkRJze_Tz75Ni4RqJRY35gnlx1jdTB6z_UDVnv3ktvO38UWYPJZc5RGmrCOpn9/s72-c/On%C3%A7a+pintada.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4561041388152487639.post-7537601394571204275</guid><pubDate>Fri, 17 May 2013 15:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-17T11:26:54.520-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Amazônia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Hidrelétrica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Jornalismo ambiental</category><title>Instituto Socioambiental divulga nota em resposta à Veja</title><description>&lt;div class=&quot;summary&quot;&gt;
    &lt;em&gt;Em sua última edição, de 15/5, a revista [ Veja] acusa o ISA de financiar,
 incentivar e viabilizar a ocupação pelos índios Munduruku do canteiro 
de obras de Belo Monte. O ISA refuta a afirmação e reforça ser solidário
 à luta dos povos indígenas para assegurar seus direitos constitucionais&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;summary&quot;&gt;
&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;summary&quot;&gt;
&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class=&quot;field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;field-items&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;field-item even&quot;&gt;
 &quot;Em relação à reportagem &lt;em&gt;Índio quer tumulto&lt;/em&gt;,
 publicada na edição de 15/5, o Instituto Socioambiental  (ISA) vem 
esclarecer que, ao contrário do que foi ali afirmado, não incentivou e 
nem financiou ou  ajudou  a viabilizar a ocupação realizada pelo povo 
Munduruku e  outras etnias no canteiro de obras da UHE Belo Monte.  A 
acusação é leviana e desvia a atenção da questão central. Os Munduruku 
estão exigindo os direitos que lhe dão a Constituição brasileira e a 
Convenção 169 da OIT, da qual o Estado brasileiro é signatário. Eles 
demandam um processo regulamentado de consulta prévia e informada sobre 
as hidrelétricas que o governo pretende construir no rio Tapajós. O 
Instituto Socioambiental é solidário à demanda dos Munduruku  e fez uma 
cobertura jornalística séria dos acontecimentos. Acreditamos que a 
consulta prévia e informada é um instrumento fundamental de proteção dos
 direitos dessas populações e de identificação, avaliação e planejamento
 de impactos socioambientais que historicamente são ignorados e quando 
eclodem no decorrer da obra são tratados de forma marginal.&lt;br /&gt;
Fonte: Instituto Socioambiental&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;

 &lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</description><link>http://reporterdaamazonia.blogspot.com/2013/05/instituto-socioambiental-divulga-nota.html</link><author>noreply@blogger.com (Aureni Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4561041388152487639.post-6981137956542342815</guid><pubDate>Wed, 15 May 2013 03:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-14T23:08:00.279-04:00</atom:updated><title>Aprovado plantio de cana na Amazônia Legal</title><description>O plantio de 
cana-de-açúcar poderá chegar à Amazônia Legal, nas áreas desmatadas e 
nos biomas cerrado e campos gerais. É o que prevê projeto (&lt;a class=&quot;external-link&quot; href=&quot;http://www.senado.gov.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=102721&quot;&gt;PLS 626/2011&lt;/a&gt;)&amp;nbsp;aprovado nesta terça-feira (14) pela&amp;nbsp;Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Aprovado em decisão terminativa, o projeto recebeu cinco votos 
favoráveis e dois contrários, além de uma abstenção. Se não houver 
recurso de pelo menos nove senadores, seguirá diretamente para a Câmara,
 sem passar por votação pelo Plenário do Senado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Para o autor da proposta, senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), o plantio 
de cana na região vai estimular a produção de biocombustíveis. Em voto 
favorável, o relator, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), apontou a 
necessidade de ampliar as áreas de cultivo para o atendimento das 
demandas futuras de etanol e açúcar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Contrário ao projeto, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) lembrou 
que a região amazônica ficou fora de zoneamento agroecológico feito pela
 Embrapa para o cultivo da cana-de-açúcar no Brasil e que a proibição da
 cultura na região deveria ser mantida. Já os senadores Ivo Cassol 
(PP-RO), Valdir Raupp (PMDB-RO) e Ataídes Oliveira (PSDB-TO) defenderam a
 ampliação da produção de etanol, sob argumento de que o cultivo 
levará&amp;nbsp;desenvolvimento a seus estados.&amp;nbsp;O senador Cícero Lucena (PSDB-PB)
 também foi favorável. A&amp;nbsp;senadora Ana Rita (PT-ES) votou contra, 
enquanto a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) se absteve.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

De acordo com o projeto, a expansão do cultivo de cana na Amazônia 
Legal deve ter como diretrizes a proteção do meio ambiente, a 
conservação da biodiversidade e a livre concorrência, entre outras. 
Também deve considerar as disposições do novo Código Florestal e as 
recomendações da pesquisa.&lt;br /&gt;

O texto remete a regulamentação o estabelecimento de condições, 
critérios e vedações para a concessão de crédito rural e agroindustrial 
para cultivo de cana-de-açúcar e produção de açúcar, etanol e outros 
biocombustíveis e derivados, na Amazônia Legal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

A Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle é presidida pelo senador Blairo Maggi (PR-MT).&lt;br /&gt;
Fonte: Portal de notícias do Senado &lt;br /&gt;

               
            
            
            </description><link>http://reporterdaamazonia.blogspot.com/2013/05/aprovado-plantio-de-cana-na-amazonia.html</link><author>noreply@blogger.com (Aureni Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4561041388152487639.post-374444582942955247</guid><pubDate>Fri, 10 May 2013 22:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-10T18:55:28.648-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Amazônia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">destruição</category><title>Amazônia pode perder 65% da sua biomassa terrestre até 2060</title><description>&lt;h4&gt;
Tornar mais terras na Amazônia disponíveis para a agricultura e a 
pecuária significa derrubar mais árvores para criar espaços - e 
pesquisadores dizem que os riscos de mais expansão agrícola levarão 
simplesmente a menos produção, por causa do efeito do desmatamento no 
clima&lt;/h4&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjPzUBIX6yTBsQC_TfhPhF0zjr4KXkC4BPhrzk7kpuG_kR8Z4JtbEEaTR5rNexBc8-Ja1UCMXME_uj3jfSDM2K4VqBPBofZ2097uYT3W4XYmpmfUMrv5Ar_RKFbvWb-E6rFkjEMg40YKqiE/s1600/amazonia3.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;235&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjPzUBIX6yTBsQC_TfhPhF0zjr4KXkC4BPhrzk7kpuG_kR8Z4JtbEEaTR5rNexBc8-Ja1UCMXME_uj3jfSDM2K4VqBPBofZ2097uYT3W4XYmpmfUMrv5Ar_RKFbvWb-E6rFkjEMg40YKqiE/s320/amazonia3.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Não haverá ganhadores se a agricultura possibilitada pela ampla 
derrubada na Amazônia continuar a se expandir, afirmam pesquisadores do 
Brasil e dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;
Eles calculam que a expansão em larga escala da agricultura em 
detrimento da floresta pode implicar na perda de quase dois terços da 
biomassa terrestre da Amazônia até o final desse século.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O estudo, publicado no periódico &lt;a href=&quot;http://iopscience.iop.org/1748-9326/8/2/024021/article&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Environmental Research Letters&lt;/a&gt;,
 mostra que o desmatamento não apenas reduzirá a capacidade natural de 
sumidouro de carbono da Amazônia. Também causará reações climáticas que 
diminuirão a produtividade do pasto e da soja – a razão primordial do 
corte das árvores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Brasil está sob intensa pressão para converter as florestas 
amazônicas para produzir colheitas e fornecer pasto para o gado. Mas os 
ecossistemas naturais das floretas sustentam a produção de alimentos, 
mantêm a água e outros recursos, regulam o clima e a qualidade do ar e 
amenizam o impacto de doenças infecciosas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os pesquisadores são das universidades federais brasileiras de 
Viçosa, Pampa, Minas Gerais e do Centro de Pesquisa Woods Hole nos EUA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eles usaram simulações para avaliar como o rendimento agrícola da 
Amazônia seria afetado por dois cenários diferentes de uso da terra: um,
 ‘business-as-usual’, no qual tendências recentes de desmatamento 
continuam e novas áreas protegidas não são criadas; e outro, um cenário 
de governança, que assume que legislação ambiental brasileira seja 
implementada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eles preveem que até 2050 uma diminuição na precipitação causada pelo
 desmatamento reduzirá a produtividade do pasto em 30% no cenário de 
governança e em 34% no cenário ‘business-as-usual’.&lt;br /&gt;
Eles declaram que o aumento das temperaturas poderia causar uma 
redução na produção de soja de 24% no cenário de governança, e de 28% 
sob o cenário ‘business-as-usual’.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É significativo que o estudo tenha descoberto uma diferença 
relativamente pequena entre os resultados dos dois cenários, talvez 
sugerindo que o Brasil precise fortalecer sua legislação ambiental 
drasticamente e aplicá-la mais efetivamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Talvez a conclusão mais chocante dos autores seja que uma combinação 
da remoção da biomassa florestal, e das mudanças climáticas resultantes,
 que influenciam a produtividade do ecossistema, possa resultar no 
declínio da biomassa terrestre em até 65% para o período de 2041-2060.&lt;br /&gt;
E tudo isso mudaria pouco ou nada em termos de produção alimentar. Os
 pesquisadores escreveram: “... a produção agrícola total pode ou 
aumentar muito menos do que o esperado em proporção à expansão potencial
 na área agrícola, ou ainda diminuir, como uma consequência das reações 
climáticas das mudanças no uso da terra.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Essas reações climáticas, frequentemente ignoradas em estudos 
anteriores, impõem uma redução na precipitação que levaria a expansão 
agrícola na Amazônia a se tornar auto-destrutiva: quanto mais a 
agricultura se expandisse, menos produtiva se tornaria.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A principal autora do estudo, Dra. Leydimere Oliveira, disse: 
“Estávamos inicialmente interessados em quantificar os serviços 
ambientais fornecidos pela Amazônia e sua substituição pela produção 
agrícola.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Esperávamos ver algum tipo de compensação, mas foi uma surpresa para
 nós que os altos níveis de desmatamento possam ser um cenário sem 
ganhos – a perda de serviços ambientais por causa do desmatamento pode 
não ser compensada por um aumento na produção agrícola.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O estudo mostra que os efeitos do desmatamento serão sentidos 
principalmente nas regiões do leste do Pará e do norte do Maranhão. Lá, a
 precipitação local parece depender fortemente das florestas, e as 
mudanças na cobertura da terra afetariam drasticamente o clima local, 
possivelmente a um ponto no qual a agricultura se tornaria inviável.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Pode haver um limite para a expansão da agricultura na Amazônia. 
Abaixo desse limite, não há consequências econômicas importantes”, 
afirmou Dra. Oliveira. “Além desse limite, as reações que demonstramos começam a apresentar perdas significativas na produção agrícola.”&lt;br /&gt;
Fonte: Alex Kirby/ Instituto Carbono Brasil </description><link>http://reporterdaamazonia.blogspot.com/2013/05/amazonia-pode-perder-65-da-sua-biomassa.html</link><author>noreply@blogger.com (Aureni Ribeiro)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjPzUBIX6yTBsQC_TfhPhF0zjr4KXkC4BPhrzk7kpuG_kR8Z4JtbEEaTR5rNexBc8-Ja1UCMXME_uj3jfSDM2K4VqBPBofZ2097uYT3W4XYmpmfUMrv5Ar_RKFbvWb-E6rFkjEMg40YKqiE/s72-c/amazonia3.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4561041388152487639.post-7987629910713334139</guid><pubDate>Fri, 10 May 2013 02:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-09T22:51:38.001-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Amazônia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Jornalismo ambiental</category><title>Google mostra deflorestação da Amazônia</title><description>
       

       
                            

       


       

        
&lt;br /&gt;
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&lt;span style=&quot;height: 20px; width: 81px;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/a&gt;


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&lt;/div&gt;
O Google lançou hoje um uma página especial do Google Earth que 
mostra as transformações que a Terra sofreu nos últimos trinta anos. Em 
destaque está a deflorestação da Amazônia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

O projeto &lt;a href=&quot;http://earthengine.google.org/#intro&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Earthengine&lt;/a&gt;
 utiliza uma compilação de imagens captadas pelos satélites da agência 
espacial norte-americana, a NASA, e compilados pela U.S. Geological 
Survey (USGS) e pela primeira vez transforma-os numa experiênca 
interativa. O projeto que faz parte do Google Earth e nele são 
disponibilizadas imagens da transformação do planeta Terra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Desde o degelo da geleira (glaciar) Columbia, no Alaska, à redução da
 superfície do mar Aral, entre o Cazaquistão e o Uzbequistão, passando 
pelo aumento da costa do Dubai, com as ilhas palmeira ou o crescimento 
da cidade de Los Angeles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

As imagens interativas foram feitas a partir de milhões de imagens de
 satélite recolhidas nos últimos 30 anos (nomeadamente entre 1984 e 
2012) e a equipa do Google Earth precisou de quatro anos para completar o
 trabalho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

“Começámos a trabalhar com o USGS em 2009 para tornar disponível 
online este arquivo histórico de imagens da terra. Usando a tecnologia 
do motor Google Earth, que vasculharam 2.068.467 imagens em um total de 
909 terabytes de dados para encontrar os pixels da mais alta qualidade 
(por exemplo, aqueles sem nuvens), para todos os anos desde 1984 e para 
cada ponto na Terra. Em seguida, foram compilados em enormes imagens 
planetárias, de 1,678 terapixels cada, um para cada ano”, afirma Rebecca
 Moore, engenheira do Google Earth, no&lt;a href=&quot;http://googleblog.blogspot.com/2013/05/a-picture-of-earth-through-time.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt; blog oficial&lt;/a&gt; do Google.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Confira &lt;a href=&quot;http://earthengine.google.org/#timelapse/v=-10.22878,-63.05315,6.5,latLng&amp;amp;t=1.87&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui a deflorestação da Amazónia&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;
Fonte: Jorge Montez / Tech&amp;amp;Net&lt;br /&gt;
</description><link>http://reporterdaamazonia.blogspot.com/2013/05/google-mostra-deflorestacao-da-amazonia.html</link><author>noreply@blogger.com (Aureni Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4561041388152487639.post-8179351790874871298</guid><pubDate>Mon, 06 May 2013 13:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-06T09:32:07.208-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Amazônia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">conflito</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Hidrelétrica</category><title>Belo Monte: Justiça nega pedido de reintegração de posse contra indígenas</title><description>&lt;span id=&quot;toPrint&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div id=&quot;content_FCK&quot;&gt;
A Justiça Federal negou pedido 
da concessionária Norte Energia de reintegração de posse do canteiro de 
obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte, ocupado desde quinta-feira por 
cerca de 200 indígenas, em protesto contra a construção de barragens nos
 rios Xingu, Tapajós e Teles Pires.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A decisão, publicada na 
sexta-feira, 4, considerou que a “desocupação (...) impõe uso de força 
policial, o que (...) representa risco de morte para os supostos índios e
 para os profissionais que participariam do cumprimento da decisão, 
inclusive considerando a alegada presença de mulheres e crianças”, e 
considerou que o prejuízo financeiro alegado pela Norte Energia&amp;nbsp; “não se
 mostra razoável”, face à possibilidade de confronto por parte das 
forças policiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o juíz Sérgio Wolney, autor da decisão, “a
 questão indígena e os impactos sociais da construção da hidrelétrica 
geram a necaessidade de cautela na utilização de decisões unilaterais e 
da força para cumpri-las”. A decisão exige que a Fundação Nacional do 
Índio (Funai) passe a intermediar a negociação com a concessionária, e 
que o Ministério Público Federal e Polícia Federal tomem ciência e 
apurem os fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também na sexta-feira, uma ação na Justiça 
Estadual assinada pela juíza Cristina Sandoval Collier da 4a. Vara Cível
 de Altamira concedeu pedido de reintegração contra não-indígenas, o que
 levou à expulsão de dois jornalistas do canteiro, e a aplicação de 
multa de mil reais contra outro jornalista.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: &lt;span id=&quot;toPrint&quot;&gt;Ruy Sposati/ CIMI&lt;/span&gt; </description><link>http://reporterdaamazonia.blogspot.com/2013/05/belo-monte-justica-nega-pedido-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Aureni Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4561041388152487639.post-4842549368817710206</guid><pubDate>Thu, 02 May 2013 23:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-02T19:20:36.451-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Amazônia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">conflito</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Hidrelétrica</category><title>Indígenas ocupam canteiro de obras de Belo Monte contra hidrelétricas na Amazônia</title><description>&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;Cerca
 de 200 indígenas afetados pela construção de hidrelétricas ocuparam 
nesta quinta-feira, 2, o principal canteiro de obras da Usina 
Hidrelétrica Belo Monte no município de Vitória do Xingu, Pará. Eles 
reivindicam a regulamentação da consulta prévia e a suspensão imediata 
de todas as obras e estudos relacionados às barragens nos rios Xingu, 
Tapajós e Teles Pires. A tropa de choque da Polícia Militar já esperava 
pelos indígenas, porém não conseguiu os barrar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;Os
 povos presentes são: Munduruku, Juruna, Kayapó, Xipaya, Kuruaya, 
Asurini, Parakanã, Arara, além de pescadores e ribeirinhos - leia carta 
do movimento abaixo. Ao menos seis mil trabalhadores, segundo 
estimativas do movimento, deixarão de atuar no canteiro. A ocupação, de 
acordo com os indígenas, se manterá por tempo indeterminado – ou até que
 o governo federal atenda as reivindicações apresentadas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;Ocupações
 contra a UHE Belo Monte e mobilizações contra empreendimentos 
hidrelétricos se tornaram comuns na Amazônia. No último dia 21 de março,
 cerca de 100 indígenas, ribeirinhos e pequenos agricultores expulsos 
afetados pela obra ocuparam o canteiro Pimental, um dos pontos de 
construção mantido pelo Consórcio Construtor de Belo Monte (CCBM). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;Nos
 canteiros da UHE Belo Monte, greves de trabalhadores também vêm tirando
 o sossego da CCBM. No último dia 5 de abril, cinco mil trabalhadores do
 canteiro de obras Pimental paralisaram as atividades por conta das 
condições de trabalho e da demissão de 80 funcionários, no final do ano 
passado. Até um espião que levava informações para a Agência Brasileira 
de Informações (ABIN) foi descoberto (veja &lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;amp;v=FX8QYKTrCzE&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt; vídeo do espião).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;Ao
 invés do diálogo, a saída apresentada pelo governo federal para 
trabalhadores, indígenas, ribeirinhos, pescadores e demais comunidades 
tradicionais afetadas pelos empreendimentos foi o Decreto da presidente 
Dilma Rousseff nº 7957/2013 (leia &lt;a href=&quot;http://www.cimi.org.br/site/pt-br/?system=news&amp;amp;conteudo_id=6781&amp;amp;action=read&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;
 sobre o decreto). De caráter “preventivo ou repressivo”, a medida cria a
 Companhia de Operações Ambientais da Força Nacional de Segurança 
Pública, tendo como uma de suas atribuições “prestar auxílio à 
realização de levantamentos e laudos técnicos sobre impactos ambientais 
negativos”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;Ainda
 no Pará, na divisa com o estado do Mato Grosso, o povo Munduruku e 
comunidades tradicionais estão mobilizadas contra o Complexo 
Hidrelétrico do Tapajós, que envolve um conjunto de usinas e barragens 
(leia &lt;a href=&quot;http://www.cimi.org.br/site/pt-br/?system=news&amp;amp;conteudo_id=6843&amp;amp;action=read&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;
 histórico). Durante o último mês de abril, cerca de 250 soldados da 
Força Nacional e da Marinha foram deslocados, por solicitação do 
Ministério de Minas e Energia, com base nos dispositivos do Decreto 
7957, &lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: &#39;Times New Roman&#39;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &#39;Times New Roman&#39;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;para
 municípios onde incidem áreas afetadas pelos empreendimentos, além&amp;nbsp;de 
território de ocupação tradicional reivindicado pelo povo Munduruku&lt;/span&gt;. &lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;Para outras informações e entrevistas, os telefones disponíveis&amp;nbsp;são: (93) 8811-9226 ou (61) 2106-1670 ou (61) 9979-6912. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;Leia na íntegra a carta apresentada pelo movimento que nesta quinta-feira, 02, ocupou um dos canteiros de Belo Monte. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;Carta da ocupação de Belo Monte&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;Nós
 somos a gente que vive nos rios em que vocês querem construir 
barragens. Nós somos Munduruku, Juruna, Kayapó, Xipaya, Kuruaya, 
Asurini, Parakanã, Arara, pescadores e ribeirinhos. Nós somos da 
Amazônia e queremos ela em pé. Nós somos brasileiros. O rio é nosso supermercado. Nossos antepassados são mais antigos que Jesus Cristo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;Vocês
 estão apontando armas na nossa cabeça. Vocês sitiam nossos territórios 
com soldados e caminhões de guerra. Vocês fazem o peixe desaparecer. 
Vocês roubam os ossos dos antigos que estão enterrados na nossa terra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;Vocês fazem isso porque tem medo de nos ouvir. De ouvir que não queremos barragem. De entender porque não queremos barragem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;Vocês
 inventam que nós somos violentos e que nós queremos guerra. Quem mata 
nossos parentes? Quantos brancos morreram e quantos indígenas morreram? 
Quem nos mata são vocês, rápido ou aos poucos. Nós estamos morrendo e 
cada barragem mata mais. E quando tentamos falar vocês trazem tanques, 
helicópteros, soldados, metralhadoras e armas de choque. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;O
 que nós queremos é simples: vocês precisam regulamentar a lei que 
regula a consulta prévia aos povos indígenas. Enquanto isso vocês 
precisam parar todas as obras e estudos e as operações policiais nos 
rios Xingu, Tapajós e Teles Pires. E então vocês precisam nos consultar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;Nós
 queremos dialogar, mas vocês não estão deixando a gente falar. Por isso
 nós ocupamos o seu canteiro de obras. Vocês precisam parar tudo e 
simplesmente nos ouvir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;Vitória do Xingu (PA), 02 de&amp;nbsp;maio de 2013&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;Fonte: Assessoria de comunicação - CIMI &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://reporterdaamazonia.blogspot.com/2013/05/indigenas-ocupam-canteiro-de-obras-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Aureni Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4561041388152487639.post-1468726269719310976</guid><pubDate>Wed, 01 May 2013 17:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-01T13:49:09.895-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Hidrelétrica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">vídeo</category><title>XINGU: uma barragem; um mergulho</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;315&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/W7UK3QDa4ew&quot; width=&quot;560&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://reporterdaamazonia.blogspot.com/2013/05/xingu-uma-barragem-um-mergulho.html</link><author>noreply@blogger.com (Aureni Ribeiro)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/W7UK3QDa4ew/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4561041388152487639.post-3245141934932106804</guid><pubDate>Thu, 25 Apr 2013 01:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-04-24T21:43:52.250-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Amazônia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">conflito</category><title> Amazônia concentra quase 60% das mortes por conflitos no campo no Brasil</title><description>&lt;div class=&quot;documentDescription&quot;&gt;
            
        &lt;span class=&quot;&quot; id=&quot;parent-fieldname-description&quot;&gt;
            Comissão Pastoral da Terra solicitou audiência para esta 
terça com o ministro da Justiça; Rondônia lidera lista de homicídios, 
com um quarto dos casos em 2012, seguida pelo Pará&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;documentDescription&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
São Paulo – Os estados que compõem a Amazônia concentraram, em 2012, 
489 dos 1.067 conflitos por terra registrados no país (45,8%), que 
envolvem desocupações, resistência e enfrentamentos motivados pelo 
acesso à terra. Os dados são do relatório &lt;em&gt;Conflitos no Campo no Brasil,&lt;/em&gt; lançado hoje (22), em Brasília, pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Na Amazônia estão 97% das áreas envolvidas em conflitos. Lá se 
concentraram 58,3% dos assassinatos (21 de 36); 84,4% das tentativas de 
homicídio (65 de 77); 77,4% das ameaças de morte (229 de 296); 62,6% dos
 presos (62 de 99); 63,6% dos registros de agressão (56 de 88); e 67% 
dos casos de trabalho escravo. A expansão da indústria extrativa mineral
 é apontada como um dos principais responsáveis pelas ocorrências.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

“Os conflitos decorrem, por um lado, da ação de grupos que lutam 
contra o acesso desigual à terra e ao uso dos recursos naturais, contra a
 insegurança da posse e a distribuição concentrada da propriedade”, 
aponta o texto. “Por outro, decorrem também da reação dos grandes 
proprietários aos esforços empreendidos pelos movimentos sociais para 
reduzir a concentração fundiária, democratizar a terra e pressionar o 
Estado a mudar o padrão de suas políticas agrárias.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Em todo o país, os assassinatos motivados por conflitos por terra 
aumentaram 24% entre 2011 e 2012, passando de 29 para 36. Rondônia, 
estado com maior número de ocorrências, concentrou nove dos homicídios, 
seguida pelo Pará, com seis. As tentativas de assassinatos também 
aumentaram 51% no período analisado (de 38 para 77), assim como as 
prisões de trabalhadores 11,2% (de 89 para 99).&lt;br /&gt;

Até a última sexta-feira (19), já foram registrados nove homicídios 
no campo em 2013, de acordo com a CPT. “Observa-se forte protagonismo de
 setores conservadores, como fazendeiros, grileiros, empresários e 
mineradoras, combinado com um aumento dos índices de violência privada”,
 diz o texto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em relação aos grupos sociais envolvidos nos conflitos, 15% eram 
indígenas, 12%, quilombolas, 9%, membros de outras comunidades 
tradicionais, e 24%, posseiros e ocupantes de áreas sem o título de 
propriedade. “Conclui-se que 60% dos que estão envolvidos em conflitos 
fazem parte de grupos humanos que não se enquadram nos parâmetros 
exigidos pelo capitalismo e sobre os quais a pressão é maior”, diz o 
texto.&lt;br /&gt;

“Os conflitos são as ações de resistência e enfrentamento que 
acontecem em diferentes contextos sociais no âmbito rural, envolvendo a 
luta pela terra, água, direitos e pelos meios de trabalho ou produção”, 
explica o relatório. “Estes conflitos acontecem entre classes sociais, 
entre os trabalhadores ou por causa da ausência ou má gestão de 
políticas públicas.”&lt;br /&gt;

&lt;h2&gt;
Representatividade&lt;/h2&gt;
O relatório destaca que as populações tradicionais têm pouca 
representatividade no Congresso Nacional, uma vez que a Frente 
Parlamentar da Agropecuária era composta, em 20 de março, por 214 
deputados e 14 senadores, “uma super-representação da população rural, 
que é 14% do total da população brasileira, de acordo com o Censo de 
2010”. Segundo o texto, “41,7% dos deputados defendem os interesses de 
apenas 9,1% dos proprietários rurais”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Tendo isso em vista, a Comissão Pastoral da Terra solicitou uma 
audiência amanhã (23) com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, 
para entregar o relatório e discutir violência e impunidade dos crimes 
no campo. O encontro ainda não foi confirmado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

“O capital continua a espoliar as comunidades de seus territórios, 
pois a disputa é dura e desigual. Os indígenas e camponeses contam com a
 força de sua resistência e o apoio de seus aliados. Já os interesses do
 capital são defendidos, estimulados e financiados pelos poderes 
públicos, e são enaltecidos pela grande mídia”, conclui o relatório.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

O documento é elaborado anualmente pela Comissão Pastoral da Terra 
desde 1985. Os dados levantados proveem de declarações, cartas, boletins
 de ocorrência e relatos, reportagens e publicações de diversas 
instituições.&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Fonte: Rede Brasil Atual&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;documentDescription&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;&quot; id=&quot;parent-fieldname-description&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;
    
        &lt;/div&gt;
&lt;span&gt;
            &lt;div class=&quot;documentByLine&quot;&gt;
 
                      &lt;span id=&quot;autormateria&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;</description><link>http://reporterdaamazonia.blogspot.com/2013/04/amazonia-concentra-quase-60-das-mortes.html</link><author>noreply@blogger.com (Aureni Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4561041388152487639.post-1557958498443019581</guid><pubDate>Thu, 14 Mar 2013 03:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-03-13T23:08:57.397-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Amazônia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">destruição</category><title>Desmatamento na Amazônia aumentou 91%</title><description> O desmatamento&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;acumulado na Amazônia Legal no período de agosto do ano passado a 
fevereiro chegou a 1.351 quilômetros quadrados, um aumento de 91% em 
relação ao período anterior, segundo monitoramento realizado pelo 
Imazon.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

 Com 72% da área encoberta por nuvens, foram detectados somente 45 quilômetros quadrados de desmatamento - 78% no Mato Grosso. &lt;br /&gt;


 No período, o desmatamento detectado pelo Sistema de Alerta de 
Desmatamento (SAD) do Imazon comprometeu 990 mil toneladas de CO2 
equivalente. &lt;br /&gt;


 Desde agosto, as emissões de CO2 equivalentes comprometidas chegaram a 
74,5 milhões de toneladas, 73% a mais em relação ao período anterior.&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Fonte: Exame.com&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
</description><link>http://reporterdaamazonia.blogspot.com/2013/03/desmatamento-na-amazonia-aumentou-91.html</link><author>noreply@blogger.com (Aureni Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4561041388152487639.post-6548695336400383392</guid><pubDate>Sun, 03 Mar 2013 15:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-03-03T11:12:30.390-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Amazônia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">destruição</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política</category><title>Lideranças mundurukus não aceitam construção de hidrelétricas no Rio Tapajós</title><description>Preocupados com o impacto de novas usinas hidrelétricas no Rio 
Tapajós, na região amazônica, líderes indígenas das comunidades 
mundurukus do Pará e Mato Grosso disseram a representantes do governo 
federal que farão de tudo para impedir que os empreendimentos – em fase 
de estudos – sejam levados adiante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Os índios prometeram se unir a outros segmentos, como populações 
ribeirinhas e organizações não governamentais (ONGs), para inviabilizar 
as obras do chamado Complexo Tapajós.  &lt;br /&gt;

Lideranças mundurukus dos dois estados passaram a semana em Brasília,
 onde se reuniram com os ministros da secretaria-geral da Presidência da
 República, Gilberto Carvalho; da Justiça, José Eduardo Cardozo; e de 
Minas e Energia, Edison Lobão, além da presidenta da Fundação Nacional 
do Índio (Funai), Marta Azevedo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

O grupo viajou à capital federal para exigir a apuração da morte do 
índio Adenilson Munduruku, ocorrida em novembro de 2012, durante a 
Operação Eldorado, da Polícia Federal, e para cobrar solução para 
problemas na saúde, educação e infraestrutura das terras indígenas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Na sexta-feira (22), às vésperas de retornarem a suas aldeias, os 
líderes disseram à Agência Brasil que estão decepcionados. Segundo 
queixa de Valdenir Munduruku, da Aldeia Teles Pires, em Jacareacanga 
(PA), os ministros e técnicos do governo federal só demonstravam 
disposição durante as reuniões para discutir a construção das 
hidrelétricas e o aproveitamento do potencial hídrico do Rio Tapajós.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

“Não viemos a Brasília falar disso. Não há o que conversar sobre a 
construção de usinas em terras indígenas. Somos contra e queremos a 
paralisação imediata dos estudos que estão sendo feitos na região”, 
declarou Valdenir. Ele lembrou que a Convenção 169, da Organização 
Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário, 
determina que as comunidades indígenas sejam consultadas previamente em 
caso de empreendimentos que afetem seus territórios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Apesar disso, na quinta-feira (21), a vice-procuradora-geral da 
República, Deborah Duprat, coordenadora da 6ª Câmara de Coordenação e 
Revisão do Ministério Público Federal, lembrou ao grupo que, embora as 
comunidades indígenas precisem ser ouvidas, inclusive durante a 
elaboração do Estudo de Impacto Ambiental (EIA), elas não têm o poder de
 vetar os empreendimentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Valdenir foi taxativo ao dizer que a viagem a Brasília não valeu à 
pena, já que, segundo ele, nenhum representante do governo assumiu 
qualquer compromisso de atender às reivindicações do grupo – entre elas o
 esclarecimento da morte de Adenilson e o pedido de reparação pelos 
danos causados à comunidade durante a operação da Polícia Federal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Segundo a assessoria, o ministro de Minas e Energia Edison Lobão 
garantiu aos líderes mundurukus, na última quarta-feira (20), que o 
aproveitamento hidrelétrico do Rio Tapajós “será um modelo para o mundo 
em termos de preservação do meio ambiente e de respeito aos povos 
indígenas”. Ainda de acordo com a assessoria, Lobão destacou a 
necessidade das hidrelétricas para o país e garantiu que, graças à 
tecnologia empregada, os empreendimentos causarão um impacto mínimo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

“O governo não se preocupa com nada disso”, rebateu, na sexta-feira 
(22), Valdenir. “Sabemos que parte da energia [produzida] se perde na 
rede de distribuição, que é sucateada. Também sabemos que existem várias
 outras formas de produzir energia. Formas realmente limpas como a 
eólica e a solar. E também há lâmpadas que gastam menos energia”, 
concluiu o representante munduruku.&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Fonte: Agência Brasil&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;

&lt;a class=&quot;instaemail alignleft&quot; href=&quot;http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2013/02/25/91851-liderancas-mundurukus-nao-aceitam-construcao-de-hidreletricas-no-rio-tapajos.html#&quot; rel=&quot;nofollow&quot; title=&quot;Email this page&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Email this page&quot; src=&quot;http://cdn.instaemail.net/images/email-button.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;</description><link>http://reporterdaamazonia.blogspot.com/2013/03/liderancas-mundurukus-nao-aceitam.html</link><author>noreply@blogger.com (Aureni Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4561041388152487639.post-6646610761499044645</guid><pubDate>Sun, 03 Mar 2013 00:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-03-02T20:01:02.230-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Amazônia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">conflito</category><title>Acusado de matar casal recebe do Incra a terra que motivou conflito</title><description>Na manhã de 24 maio de 2011, José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito 
Santo, dois dos mais atuantes ativistas da Amazônia, foram alvo de uma &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/poder/920120-lider-extrativista-do-pa-e-morto-dilma-ordena-investigacao.shtml&quot;&gt;tocaia&lt;/a&gt; numa estrada de terra em Nova Ipixuna (PA).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Tiros de escopeta e de revólver perfuraram seus corações e pulmões. José
 Cláudio teve parte da orelha direita cortada como prova de sua morte. 
Corpos abandonados à beira de um riacho, os extrativistas entraram em 
uma lista na qual já estão Chico Mendes e Dorothy Stang.
&lt;br /&gt;



Após dois meses, investigações concluíram que houve um crime de mando executado por dois homens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;



E um ano e meio depois, o Incra (Instituto Nacional da Colonização e 
Reforma Agrária) considerou a mulher do homem acusado de ordenar a morte
 do casal apta a ocupar a terra cuja disputa supostamente levou ao 
assassinato dos dois.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Antonia Nery de Souza, mulher do pequeno fazendeiro José Rodrigues 
Moreira, réu por duplo assassinato qualificado, consta como assentada, 
segundo lista do Incra obtida pela Folha, no lote 41 do Núcleo 
Maçaranduba 2, dentro do assentamento Praialta-Piranheira. A situação 
foi homologada no dia 14 de dezembro de 2012.
&lt;br /&gt;



É a mesma terra que Moreira, segundo a polícia, comprou ilegalmente por 
R$ 100 mil (lotes de reforma agrária não podem ser vendidos) em 2010 e 
da qual tentava expulsar três famílias apoiadas pelo casal de ativistas.
&lt;br /&gt;



Moreira --que está preso-- nega envolvimento nos assassinatos. Se não 
estivesse, teria o direito de ser assentado junto com Antonia, que ocupa
 o lote.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

&lt;b&gt;INVESTIGAÇÃO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

A polícia entendeu que o fazendeiro tramou o assassinato após perceber 
que José Cláudio e Maria eram o maior empecilho para que ele ocupasse a 
área. Além de defender as famílias, o casal, já em conflito com outros 
madeireiros e fazendeiros da região, poderia denunciar Moreira caso ele 
resolvesse desmatar o lote para criar gado.
&lt;br /&gt;



Antes mesmo do crime ele já pedira a posse da área. A possibilidade de 
seu assentamento já era conhecida por organizações de trabalhadores 
rurais --que avisaram o Incra da situação em 21 de maio do ano passado.
&lt;br /&gt;



&quot;Agir assim é legitimar o processo ilegal de venda de lotes em 
assentamentos e, ainda mais grave, é premiar o [suposto] mandante do 
assassinato brutal das duas lideranças&quot;, disseram a Comissão Pastoral da
 Terra, a Fetagri e o Sindicato de Trabalhadores Rurais de Nova Ipixuna 
ao superintendente do Incra em Marabá, Edson Bonetti.
&lt;br /&gt;



No texto, as organizações afirmam que pessoas ligadas a Moreira, 
&quot;laranjas&quot;, haviam sido enviadas ao local para garantir a posse da terra
 e que continuavam ameaçando as lideranças do assentamento.
&lt;br /&gt;



Elas alegam também que as três famílias que incomodavam Moreira --e que 
ainda não eram assentadas-- foram embora logo depois dos assassinatos, 
temendo elas próprias serem mortas.
&lt;br /&gt;



O suposto mandante do assassinato e os dois homens acusados de terem executado o casal devem ser julgados no dia 3 de abril.
&lt;br /&gt;



&lt;b&gt;OUTRO LADO&lt;/b&gt;
&lt;br /&gt;



O Incra diz que houve erro em considerar Antonia Nery de Souza, mulher 
de José Rodrigues Moreira, apta a ser assentada, e que tentará na 
Justiça retomar o lote. Segundo o órgão, apesar de ocupar o lote, 
Antonia ainda não chegou a entrar na lista de beneficiários da reforma.
&lt;br /&gt;


&lt;table class=&quot;articleGraphic&quot;&gt;
&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td class=&quot;articleGraphicSpace&quot; rowspan=&quot;3&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;
&lt;td class=&quot;articleGraphicCredit&quot;&gt;Tarso Sarraf - 26.mai.2011/Folhapress&lt;/td&gt;
&lt;td class=&quot;articleGraphicSpace&quot; rowspan=&quot;3&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td class=&quot;articleGraphicImage&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Funeral do casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva no Cemitério da Saudade, em Marabá (PA)&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://f.i.uol.com.br/folha/poder/images/11146465.jpeg&quot; /&gt;&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td class=&quot;articleGraphicCaption&quot;&gt;Funeral do casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva no Pará&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
No dia 20, &quot;a Superintendência Regional do Incra encaminhou à 
Procuradoria Federal Especializada o pedido de ajuizamento de ação de 
retomada do lote que Antonia Nery ocupa no projeto Praialta-Piranheira&quot;,
 diz o órgão.
&lt;br /&gt;



O Incra diz que Moreira não pode se enquadrar como assentado por ser 
&quot;elemento de perturbação para o bem estar socioeconômico&quot; do projeto de 
assentamento, e a Procuradoria deve dar parecer sobre a retomada do 
lote.
&lt;br /&gt;



Moreira e os dois acusados de serem os executores dos assassinatos 
alegam ser inocentes e dizem ter sido usados como bodes expiatórios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;



À &lt;b&gt;Folha&lt;/b&gt; o advogado de Moreira disse que não poderia comentar seu assentamento.
&lt;br /&gt;





&lt;b&gt;Fonte: &lt;/b&gt;&lt;b&gt;JOÃO CARLOS MAGALHÃES/ Folha de São Paulo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;


&lt;br /&gt;



&lt;br /&gt;
</description><link>http://reporterdaamazonia.blogspot.com/2013/03/acusado-de-matar-casal-recebe-do-incra.html</link><author>noreply@blogger.com (Aureni Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4561041388152487639.post-1140670850561391974</guid><pubDate>Fri, 01 Mar 2013 18:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-03-01T14:13:29.951-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Amazônia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">destruição</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política</category><title>Congresso aprova mais uma hidrelétrica no Rio Madeira</title><description>&lt;div class=&quot;entry&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://colunas.revistaepoca.globo.com/planeta/2012/01/17/a-misteriosa-hidreletrica-do-rio-madeira/jirau/&quot; rel=&quot;attachment wp-att-4513&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; class=&quot;alignnone size-full wp-image-4513&quot; height=&quot;361&quot; src=&quot;http://edgblogs.s3.amazonaws.com/planeta/files/2012/01/jirau.jpg&quot; title=&quot;jirau&quot; width=&quot;540&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;(Canteiro de obras da hidrelétrica de Jirau em março de 2011. Foto: Rogério Cassimiro)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Congresso Nacional aprovou, pouco antes do recesso de janeiro, uma 
emenda de bancada que prevê a construção de mais uma usina no Rio 
Madeira, em Rondônia. A responsável por apresentar a proposta foi a 
deputada Marinha Raupp (PMDB-RO), coordenadora da bancada de Rondônia no
 Congresso. Segundo a emenda, a nova hidrelétrica custará R$ 10 bilhões.
 A obra faz parte do Plano Plurianual (PPA) para os anos de 2012 a 2015.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A aprovação do PPA 2012-2015 ocorreu em 20 de dezembro em tempo 
recorde, cerca de meia hora. Não houve qualquer discussão sobre as obras
 bilionárias que passaram a constar do planejamento do governo federal, 
como a nova usina e uma ferrovia transcontinental orçada em R$ 9 
bilhões. O Congresso ignorou ainda os impactos orçamentários e 
socioambientais&amp;nbsp;das propostas.&lt;br /&gt;
Procurada por ÉPOCA, a deputada Marinha Raupp não 
comentou a emenda. Ermésio Serrano Filho, seu chefe de gabinete, afirmou
 que os estudos para a construção da hidrelétrica já estão sendo 
executados pelo Ministério de Minas e Energia. “A hidrelétrica será uma 
extensão do potencial energético de Santo Antonio e Jirau [duas usinas 
em construção em Rondônia], que têm uma limitação”, diz Filho. “Vai ser 
binacional, na fronteira entre Guajará-Mirim [um município no limite do 
Estado] e a Bolívia. Ainda não sabemos qual será sua capacidade”. O 
plano prevê ainda a construção de duas eclusas e uma hidrovia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não é de hoje que o governo brasileiro planeja preencher o Rio Madeira com obras faraônicas. Conforme o Blog do Planeta informou&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://colunas.revistaepoca.globo.com/planeta/2011/06/06/o-que-esta-por-tras-das-hidreletricas-da-amazonia/&quot;&gt;neste post&lt;/a&gt;,
 outras duas barragens devem ser erguidas ali. Além de uma hidrovia para
 ligar o país à Bolívia (trata-se aparentemente dos empreendimentos 
anunciados pela deputada Marinha). O Rio Madeira se transformaria num 
importante corredor de comércio para conectar o Brasil aos países da 
América do Sul. E abriria um canal – hoje inexistente – para escoar os 
grãos produzidos no vizinho e no Mato Grosso. A despeito da 
grandiosidade do projeto, pouca gente o conhece. A aprovação da emenda 
de bancada só confirma as intenções do governo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As hidrelétricas do Rio Madeira sempre foram controversas. Além de 
alagar uma área considerável de floresta (e prejudicar a biodiversidade 
local), ela deslocará os ribeirinhos de suas casas. As próprias 
características do rio não ajudam. O Madeira carrega em suas águas uma 
quantidade atípica de sedimentos, que pode prejudicar as usinas. Em 
épocas de cheia, arranca árvores de suas bordas e as leva correnteza 
abaixo (daí seu nome). Isso pode destruir as turbinas de geração. Quando
 o governo anunciou as hidrelétricas, os ambientalistas ficaram com os 
ânimos exaltados. As obras foram, inclusive, apontadas como o principal 
motivo da saída do governo da senadora Marina Silva (PV), então ministra
 do meio ambiente. Ela batia de frente com o Ministério de Minas e 
Energia ao discordar da construção sem critérios. Diante da polêmica, 
não interessava ao governo bancar sua decisão de erguer o complexo todo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em março passado, uma rebelião na usina de Jirau aterrorizou Rondônia – e &lt;a href=&quot;http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI221328-15223,00.html&quot;&gt;revelou aos brasileiros as consequencias de erguer empreendimentos grandiosos sem nenhum preparo&lt;/a&gt;.
 Um grupo de vândalos ateou fogo no canteiro de obras e arrasou boa 
parte da infraestrutura de construção. A despeito da gravidade, as 
questões trabalhistas estão longe de ser o principal problema da região.
 Desde 2008, data do início dos projetos, cerca de 45 mil pessoas 
migraram para a capital Porto Velho em busca de oportunidades. A 
violência explodiu. O trânsito ficou caótico (cerca de 1.500 carros são 
emplacados por mês). Os serviços da rede pública ficaram ainda mais 
saturados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na última semana, &lt;a href=&quot;http://g1.globo.com/natureza/noticia/2012/01/funai-ve-indicios-de-tribo-isolada-perto-de-area-de-construcao-de-usinas.html&quot;&gt;a Fundação Nacional do Índio (Funai) disse ter encontrado indícios de uma tribo isolada&lt;/a&gt;
 perto da área de construção das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau,
 em terras na divisa dos Estados do Amazonas e Rondônia. Uma expedição 
da fundação afirmou ter visto vestígios como galhos quebrados e pegadas,
 além de ter ouvido vozes. Se confirmada sua existência, a tribo será só
 mais um argumento contra a construção da nova (e pouco divulgada) 
usina.&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;i&gt;Fonte: Aline Ribeiro/ Blog do Planeta&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://reporterdaamazonia.blogspot.com/2013/03/congresso-aprova-mais-uma-hidreletrica.html</link><author>noreply@blogger.com (Aureni Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4561041388152487639.post-5309061269583687578</guid><pubDate>Mon, 25 Feb 2013 22:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-02-25T18:40:32.776-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Amazônia</category><title>Floresta Amazônica será toda mapeada  </title><description>&lt;table border=&quot;0&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; style=&quot;width: 610px;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td valign=&quot;top&quot; width=&quot;480&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;table border=&quot;0&quot; cellpadding=&quot;2&quot; cellspacing=&quot;0&quot; style=&quot;width: 480px;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td align=&quot;left&quot; class=&quot;link_menu&quot; colspan=&quot;2&quot; height=&quot;20&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;table border=&quot;0&quot; cellpadding=&quot;2&quot; cellspacing=&quot;0&quot; style=&quot;width: 100%px;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td colspan=&quot;2&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;O
 último inventário ocorreu entre as décadas de 1970 e 1980. Agora a preocupação é com o desmatamento, a biodiversidade e as espécies em 
extinção. Os demais biomas também estão no projeto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
                  A Floresta Amazônica passará por um minucioso 
mapeamento no segundo semestre deste ano na realização do Inventário 
Floresta Nacional (IFN). A iniciativa do Ministério do Meio Ambiente 
(MMA) pretende reunir, até 2016, informações de cerca de 22 mil pontos 
amostrais de todos os biomas brasileiros - cerrado, mata atlântica, 
pantanal e caatinga, além da Amazônia. A intenção é que as áreas sejam 
revisitadas a cada cinco anos e monitoradas de acordo com a evolução dos
 recursos florestais existentes, contribuindo assim para elaboração de 
políticas de uso e conservação das matas.&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;

Apesar de ser um país reconhecido e admirado mundialmente pela 
extensa biodiversidade, um inventário das florestas no Brasil só foi 
feito uma vez, entre as décadas de 1970 e 1980, ainda assim, mapeando 
somente os recursos madeireiros disponíveis, seguindo uma tendência 
mundial que buscava alternativas energéticas para a crise do petróleo. 
Para o diretor do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Joberto Veloso , 
no século 21, o foco é outro. &quot;O inventário de hoje está voltado para a 
obtenção de dados como desmatamento, degradação, usos e funções das 
florestas, biodiversidade e espécies em extinção&quot;, define Veloso.&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;

Para fazer os registros em cada um dos 22 mil pontos de estudo, os 
profissionais contratados seguirão um manual elaborado pelo SFB, que 
determina a medição da altura e espessura dos troncos de árvores, coleta
 de amostras de cada espécie vegetal e do solo. Também serão realizadas 
entrevistas com moradores próximos às áreas pesquisadas.&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;

Enquanto o SFB centralizará e consolidará os dados obtidos em campo, 
as amostras das plantas vão para diferentes herbários, responsáveis pelo
 trabalho de reconhecimento das espécies. Para controlar o uso da 
metodologia adotada, o inventário prevê parceria com universidades e 
institutos regionais, que farão uma segunda medição de cerca de 10% dos 
pontos, para efeito comparativo.&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;

De acordo com Heron Martins, pesquisador do Instituto do Homem e Meio
 Ambiente da Amazônia (Imazon), conhecer a floresta é fundamental para 
preservar os seus potenciais. &quot;O principal inimigo das florestas é o 
desconhecimento, que diminui o valor da floresta em pé, e ela passa a 
valer mais como tora de madeira. Com o inventário, ficará mais fácil 
evitar a construção de grandes obras, como estradas e usinas 
hidroelétricas, em áreas de importância biológica&quot;, afirma Martins, 
destacando que não é preciso esperar pelo inventário para preservar as 
florestas. &quot;O asfaltamento de uma grande rodovia, como a BR-163, torna 
diversas áreas acessíveis, e quando não há a presença do Estado, para 
fiscalizar, é mais fácil que outros atores cheguem, descumpram as leis e
 provoquem o desmatamento&quot;, comenta o pesquisador.&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;

&lt;b&gt;Piloto -&amp;nbsp;&lt;/b&gt;O Distrito Federal e Santa Catarina tiveram
 as florestas mapeadas de forma piloto, ao longo dos dois últimos anos, 
para a avaliação da metodologia criada pelo SFB. Na capital do país, os 
primeiros resultados devem sair no primeiro semestre de 2013, enquanto 
os de Santa Catarina começaram a ser publicados durante o 63º Congresso 
Nacional de Botânica, em novembro de 2012. Na ocasião, foi celebrada a 
descoberta de uma nova espécie de bromélia.&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;

O Herbário Dr. Roberto Miguel Klein, da Fundação Universidade 
Regional de Blumenau (FURB), em Santa Catarina, é um exemplo dos 
benefícios que o IFN poderá trazer. &quot;O herbário pulou de 10 mil para 35 
mil registros, e hoje conta com mais de 40 mil plantas, totalizando mais
 de quatro mil espécies distintas&quot;, comemora o curador, o professor 
André Luís de Gasper.&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;

O professor pondera, entretanto, que o novo material será inútil sem a
 formação de taxonomistas - especialistas em identificação de espécies 
-, sem a manutenção e atualização dos sistemas informatizados e do 
material oriundo das florestas. &quot;Equipar os herbários e garantir que 
acidentes como os do Instituto Butantã, da Universidade de São Paulo, 
não aconteçam são fundamentais para a proteção deste tesouro&quot;, alerta 
Gasper. Em 2010, um incêndio comprometeu parte do coleção de mais de 70 
mil serpentes e quase 500 mil aranhas e escorpiões.&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;

Além do mapeamento e coleta, o IFN também analisará cerca de cinco 
mil pontos em todo o território nacional, por meio de imagens de 
satélites.&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;

Ao serem cruzadas com os dados obtidos em solo, as informações 
permitirão a formação de um panorama vasto e inédito das florestas 
brasileiras. &quot;A repetição do inventário a cada cinco anos possibilitará a
 criação de séries temporais, que mostrarão tendências dentro das 
florestas. Assim poderemos analisar os resultados de políticas que deram
 certo ou as que precisam ser implementadas&quot;, conclui Veloso.&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;

&lt;b&gt;Acesso por rodovia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;

O Programa de Aceleração de Crescimento (PAC2) tem atualmente 5.279 
km de rodovias em obras de pavimentação ou construção, de acordo com 
balanço divulgado na semana passada, e a BR-163 responde por 978km do 
total. A estrada, que liga o Rio Grande do Sul a Santarém, no Pará, 
tinha um último trecho de terra, entre Guarantã do Norte, em Mato 
Grosso, e a cidade paraense. O balanço do PAC2 informa que 62% da obra 
de asfaltamento do trecho já está concluído, floresta amazônica adentro.&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;

&lt;b&gt;Desmatamento na Amazônia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;

A primeira região amazônica a ser mapeada pelo Inventário Floresta 
Nacional (IFN) é conhecida como Arco do Desmatamento, entre Pará, 
Rondônia e Mato Grosso. Os três estados respondem por 79% dos 35km² 
desmatados na Amazônia Legal em janeiro deste ano, de acordo com o 
Boletim do Desmatamento do Imazon. Nas medições realizadas entre agosto 
de 2012 e janeiro de 2013, as unidades da Federação foram responsáveis 
por 1.108km² de devastação, ou 86% do registrado na Amazônia Legal, e 
por 1.004km² de áreas degradadas, 96% do total.&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;

A região, no entanto, não é a única que merece atenção. No período, 
foram registrados 156km² de desmatamento no Amazonas, aumento de 192% em
 relação ao mesmo período do ano anterior.&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;

Para a realização do IFN, serão analisados sete mil pontos amostrais 
em toda a Amazônia Legal, região correspondente a 59% do território 
nacional influenciados pela Bacia Amazônica e pela área de ocorrência da
 Floresta Amazônica. Em janeiro, o MMA firmou contrato com o Banco 
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que destinou R$ 
65 milhões para a etapa amazônica do IFN. A estimativa do Serviço 
Florestal Brasileiro é de que mais de cinco mil profissionais deverão 
trabalhar na realização do inventário em todo o país, até 2016, com 
custo previsto em R$ 150 milhões. Para a etapa no cerrado, foram 
disponibilizados US$ 10 milhões pelo Banco Interamericano de 
Desenvolvimento.&lt;br /&gt;

&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Fonte: &lt;/span&gt;Correio Braziliense&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;

&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
              
            
        
      
    &lt;br /&gt;
&lt;table border=&quot;0&quot; cellpadding=&quot;2&quot; cellspacing=&quot;0&quot; style=&quot;width: 130px;&quot;&gt;
              &lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt; 
                
          &lt;td colspan=&quot;2&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td colspan=&quot;2&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td width=&quot;8%&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width=&quot;92%&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td colspan=&quot;2&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td width=&quot;8%&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width=&quot;92%&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td colspan=&quot;2&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td width=&quot;8%&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width=&quot;92%&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;/td&gt;&lt;td valign=&quot;top&quot; width=&quot;120&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
</description><link>http://reporterdaamazonia.blogspot.com/2013/02/floresta-amazonica-sera-toda-mapeada.html</link><author>noreply@blogger.com (Aureni Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4561041388152487639.post-6939809524848266999</guid><pubDate>Wed, 20 Feb 2013 22:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-02-20T18:25:01.436-04:00</atom:updated><title>Fazendeiro admite ter atirado no adolescente indígena morto no domingo em Mato Grosso do Sul</title><description>
 Brasília – O fazendeiro Orlandino Carneiro Gonçalves, 61, confessou ter
 atirado no adolescente guarani-kaiowá de 15 anos, Denílson Barbosa. O 
corpo do jovem morador da aldeia tey´ikue, localizada na área indígena 
Caarapó, em Caarapó (MS), a cerca de 50 quilômetros de Dourados (MS), 
foi encontrado no último domingo (17) em uma estrada vicinal que separa a
 aldeia de algumas fazendas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;


 Segundo o delegado regional de Dourados, Antonio Carlos Videira, o 
proprietário da fazenda Sardinha se apresentou ontem (19) à noite na 
delegacia de Caarapó e confessou a participação no crime. Em seu 
depoimento o fazendeiro informou que estava só na propriedade quando 
ouviu os latidos dos cachorros, que correram para a área do criadouro de
 peixes. Ao perceber o movimento, Gonçalves disse ter disparado dois 
tiros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;


 De acordo com o delegado, Gonçalves estava acompanhado de sua advogada, prestou depoimento e foi liberado em seguida. A &lt;strong&gt;Agência Brasil&lt;/strong&gt; não conseguiu localizar a advogada de Gonçalves.&lt;br /&gt;


 A delegada responsável pelo inquérito policial instaurado para apurar o
 caso, Magali Leite Cordeiro, esteve na manhã de hoje (20) na reserva, 
acompanhada por investigadores da Polícia Civil e representantes da 
Fundação Nacional do Índio (Funai) e apreendeu uma arma de propriedade 
do fazendeiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;


 Conforme o coordenador substituto do escritório da Funai em Dourados, Vander Aparecido Nishijima, informou ontem (19) à &lt;strong&gt;Agência Brasil&lt;/strong&gt;,
 as primeiras notícias davam conta de que Denílson Barbosa saiu para 
pescar com o irmão mais novo, de 11 anos, e outro índio, no sábado (16) à
 tarde. Aparentemente, os três pretendiam ir a um córrego cuja nascente 
fica no interior da terra indígena e que cruza algumas fazendas 
próximas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;


 Segundo o testemunho dos dois índios que acompanhavam Barbosa, os três 
foram abordados por homens armados quando passavam próximo a um 
criadouro de peixes. Os dois índios disseram também que os três homens 
atiraram. Na fuga, Denilson teria ficado preso em uma cerca de arame 
farpado, foi alcançado pelos pistoleiros e agredido. Ontem (19), 
Nishijima esteve na área acompanhado por líderes indígenas e ouviu a 
versão do irmão de Denilson. Na língua guarani ele reforçou o que já 
havia dito na aldeia, logo depois do fato, identificando três homens por
 apelidos.&lt;br /&gt;


 Revoltados, parentes do adolescente e moradores da aldeia ocuparam a 
fazenda onde o crime teria ocorrido e enterraram o corpo de Denilson. Os
 índios já reivindicavam a área onde, hoje, o fazendeiro cria gado e 
planta soja, como sendo território tradicional indígena, parte do antigo
 tekoha (território sagrado) Pindoty, ocupado pelos kaiowás muito antes 
da expulsão de comunidades indígenas, ao longo do século 20.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;


 De acordo com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a propriedade 
estava deserta quando os índios chegaram ao local. Depois de enterrarem o
 corpo do adolescente, cerca de 300 índios permaneceram no interior da 
fazenda. O grupo planeja fazer uma série de protestos para chamar a 
atenção para o assassinato e para os conflitos por terras entre índios e
 fazendeiros. O Cimi informou também que a comunidade reivindica a 
presença permanente da Força Nacional na área como forma de garantir a 
proteção das famílias indígenas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;


 Cerca de 5 mil índios vivem na Terra Indígena de Caarapó, que mede 
cerca de 3,5 mil hectares (1 hectare corresponde a 10 mil metros 
quadrados, aproximadamente as medidas de um campo de futebol oficial). 
De acordo com o Cimi, desde a criação do território indígena, em 1924, 
os índios são obrigados a pescar fora de sua reserva, já que não há 
peixes nas nascentes dos córregos existentes no interior da reserva. 
Segundo o Cimi, isso tem provocado problemas e conflitos recorrentes.&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Fonte:Alex Rodrigues/ Repórter Agência Brasil &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;


  &lt;br /&gt;


 &lt;em&gt;Edição: Tereza Barbosa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;


 &lt;em&gt;&lt;/em&gt;</description><link>http://reporterdaamazonia.blogspot.com/2013/02/fazendeiro-admite-ter-atirado-no.html</link><author>noreply@blogger.com (Aureni Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4561041388152487639.post-3053258274634225886</guid><pubDate>Mon, 18 Feb 2013 23:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-02-18T19:26:08.084-04:00</atom:updated><title>Guarani Kaiowá de 15 anos é assassinado com tiro na cabeça</title><description>&lt;span id=&quot;toPrint&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div id=&quot;content_FCK&quot;&gt;
&lt;strong id=&quot;internal-source-marker_0.035453145392239094&quot; style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font: medium &#39;Times New Roman&#39;; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;&quot;&gt;&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 15px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;O Kaiowá Denilson Barbosa, de 15 anos, morador da aldeia Tey&#39;ikue, foi encontrado morto no domingo, 17, no município de Caarapó (MS), em uma estrada vicinal a sete quilômetros do perímetro urbano da cidade, com um tiro na cabeça. Segundo relatos de testemunhas, Denilson e outros dois indígenas estavam indo pescar no sábado, 16, quando foram abordados por 
três pistoleiros ligados ao proprietário e arrendatário de uma fazenda vizinha à terra indígena de Caarapó, onde foi criada uma reserva no início do século XX.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 15px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 15px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;Os indígenas correram dos homens armados, mas Denilson acabou apreendido pelos pistoleiros e assassinado - segundo as testemunhas, além do tiro confirmado pela perícia criminal da Polícia Civil de Caarapó, o jovem Kaiowá levou mais um tiro na cabeça e outro no pescoço. Por questões de segurança, os nomes das testemunhas serão omitidos nesta reportagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 15px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 15px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;Revoltados, familiares e moradores da aldeia enterraram o corpo de Denilson na fazenda onde ocorreu o assassinato, arrendada para a criação de gado e o monocultivo de soja. A comunidade também planeja realizar uma série de protestos para denunciar a ação violenta. Conforme o relato dos indígenas sobreviventes e as características da morte, os indícios apontam para execução.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 15px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 15px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;Denilson, uma criança de 11 anos e outro indígena saíram no final de sábado para pescar no córrego Mbope&#39;i, cuja nascente fica dentro da terra indígena, e que cruza fazendas do entorno. Quando se aproximaram de um criadouro de peixes, foram abordados por três homens armados. Os sobreviventes identificam os três indivíduos - entre eles, um paraguaio - como ‘funcionários’ de um arrendatário da fazenda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 15px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 15px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;Os três homens atiraram contra os indígenas, que saíram em fuga do local. Dois deles conseguiram se esconder. Denilson caiu e ficou preso no arame farpado de uma cerca. Os três homens, então, o pegaram e passaram a desferir coronhadas na cabeça e no estômago do Kaiowá, mandando que ele se levantasse. Segundo os sobreviventes, quando se pôs de pé, Denilson foi alvejado com três tiros: dois na cabeça e um no pescoço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 15px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 15px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: bold; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;Fazenda evacuada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 15px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 15px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;Os dois sobreviventes, ainda escondidos, viram, na sequência, os homens colocarem o corpo de Denilson na caçamba de uma caminhonete. Após a saída do veículo, os indígenas voltaram à aldeia para relatar o ocorrido à família. Impactado pela notícia, o pai de Denilson decidiu ir até a 
fazenda procurar o filho. Ao chegar ao local, conforme relatou, o pai do jovem assassinado não encontrou ninguém. A fazenda fora evacuada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 15px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 15px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;O corpo de Denilson foi encontrado por um caminhoneiro - segundo os indígenas, também funcionário de outra fazenda da região - que circulava pela vicinal, próxima à reserva, por volta das 5 da manhã de domingo, 17. Os indígenas acreditam que, após o assassinato, os pistoleiros 
desovaram o corpo de Denilson em uma estrada longe da fazenda, num entroncamento conhecido como &quot;Pé de Galinha&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 15px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 15px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;Segundo a perícia criminal da Polícia Civil, Denilson foi encontrado com um tiro abaixo do ouvido. O laudo cadavérico do Instituto Médico Legal (IML), contudo, ainda não foi concluído. A Polícia já iniciou as investigações, mas não quis dar detalhes sobre o caso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 15px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 15px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;Segundo relatos, essa não foi a primeira vez que jagunços ligados ao fazendeiro atiraram contra os indígenas. Também, o problema da pesca é recorrente entre os Guarani e Kaiowá da Terra Indígena de Caarapó, onde vivem confinadas aproximadamente cinco mil pessoas em 3594 hectares de terra. Desde a criação do território indígena pelo Serviço de Proteção ao Índio (SPI), em 1924, os indígenas precisam pescar fora da área reservada, onde só há nascentes de córregos, mas não há peixes, sofrendo pressões e ataques de fazendeiros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 15px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 15px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;As reservas são áreas de confinamento - e depois da Constituição de 1988 uma categoria de terra indígena - criado pelo SPI durante o processo de espoliação dos Guarani e Kaiowá em decorrência da colonização do então Estado do Mato Grosso. O confinamento é apontado por especialistas como uma das principais causas dos suicídios e, consequentemente, da luta pela terra de ocupação tradicional travada pelos indígenas desde o início da segunda metade do século XX.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h1 class=&quot;title_1&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;span id=&quot;toPrint&quot;&gt;&lt;strong id=&quot;internal-source-marker_0.035453145392239094&quot; style=&quot;-webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font: medium &#39;Times New Roman&#39;; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 15px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;Fonte: Ruy Sposati / Conselho Indigenista Missionário&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/h1&gt;
</description><link>http://reporterdaamazonia.blogspot.com/2013/02/guarani-kaiowa-de-15-anos-e-assassinado.html</link><author>noreply@blogger.com (Aureni Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4561041388152487639.post-3979160755977475623</guid><pubDate>Mon, 18 Feb 2013 20:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-02-18T16:47:55.328-04:00</atom:updated><title>Ribeirinhos transformam riquezas da Amazônia de maneira sustentável</title><description>&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;O uso 
caseiro dos óleos da floresta é uma tradição e uma riqueza cultural que 
atravessou os séculos e permanece viva em toda a região&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
                  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;Ribeirinhos e agricultores da Amazônia estão 
aproveitando as riquezas da floresta de maneira sustentável. São árvores
 sementes, frutos e folhas que se transformam em perfumes, produtos de 
beleza. Além de melhorar a renda das famílias, a atividade ajuda a 
preservar a floresta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;

A viagem em busca dos óleos da floresta começa em um dos cenários 
mais bonitos da Amazônia, no município de Santarém, no estado do Pará. A
 cidade charmosa, com fachadas antigas, foi construída às margens de 
dois rios. De um lado, vem o Amazonas, com seu leito barrento, e, de 
outro, o Tapajós, em tons de azul. O encontro das águas é um espetáculo 
grandioso.&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;

O mercado municipal de Santarém funciona todos os dias e atrai 
milhares de compradores e comerciantes que chegam de todos os pontos da 
região. Por estar em um lugar estratégico, no encontro do rio Amazonas 
com o Tapajós, é um dos mais ricos e mais completos da Amazônia.&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;

Tem de tudo. Pimentas coloridas e peixes, camarão de água doce e 
artesanato, farinhas, frutas nativas. Entre os destaques do mercado 
estão também os óleos da floresta.&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;

Manoel da Silva, conhecido como &quot;Raizeiro Boa Sorte&quot; é um 
especialista. Ele vende o óleo de andiroba, usado como anti-inflamatório
 e repelente de insetos. O de pau rosa é utilizado tradicionalmente como
 perfume. Um dos mais vendidos é o óleo de copaíba, que &quot;serve pra 
muitos tipos de doença&quot;, diz o especialista.&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;

Esse uso caseiro dos óleos da floresta é uma tradição que atravessou 
os séculos na Amazônia. Uma riqueza cultural, que permanece viva em toda
 a região. De uns anos pra cá, muitos desses produtos começaram a 
conquistar também compradores maiores: são indústrias que utilizam os 
óleos como ingredientes para fabricação de perfumes, xampus, sabonetes, 
hidratantes.&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;

A nova fase deu impulso a uma série de projetos que estão melhorando a
 qualidade de vida de milhares de famílias da região. No município de 
Manicoré, estado do Amazonas, uma comunidade rural trabalha com o óleo 
de copaíba.&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;

Formada por sítios pequenos, a comunidade de Lago do Atininga reúne 
140 famílias de ribeirinhos. O lugarejo conta com luz elétrica, que foi 
instalada recentemente. Tem igreja e escolinha para as crianças mais 
novas.Os moradores se dedicam a pesca artesanal e tocam pequenas 
lavouras de mandioca. A raiz serve pra fazer farinha, beiju e outros 
derivados.&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;

A principal fonte de renda da comunidade é o extrativismo: o uso 
sustentável dos recursos da floresta. Baseadas num conhecimento 
tradicional, as famílias daqui exploram três produtos diferentes.&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;

O primeiro é a castanha, fruto de uma das árvores mais altas da 
Amazônia, a castanheira. O produto se desenvolve no topo, dentro de 
ouriços redondos. Os ribeirinhos também coletam o látex, usado na 
produção de borracha. A resina é extraída com a sangria das seringueiras
 nativas. A atividade que vem mais crescendo nos últimos anos é extração
 do óleo de copaíba. A coleta ocorre o ano todo em lugares distantes, na
 mata.&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;

A tarefa é difícil e, às vezes, até perigosa: entrar na floresta 
fechada em busca das copaibeiras - as árvores que produzem o óleo. O que
 chama a atenção é a diversidade de plantas numa área de mata primária, 
numa das regiões mais preservadas da Amazônia. O trabalho com copaíba 
exige resistência. Isso porque as copaibeiras costumam ficar espalhadas 
na imensidão da floresta - distantes umas das outras.&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;

Estudos indicam que uma copaibeira chega a viver mais de 300 anos na 
floresta. Existem várias espécies no Brasil. Na Amazônia, a mais comum é
 a Copaifera multijuga, também conhecida como copal e pau de óleo.&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;

Formado por muitas substâncias, o produto é eficiente no combate a 
germes e tem qualidades aromáticas. Por isso, entra na fabricação 
sabonetes, xampus, cremes, perfumes.&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;

O manejo, feito com cuidado,não prejudica a saúde da árvore. Em cerca
 de um ano, a copaibeira recupera o mesmo volume de óleo. Com o serviço 
terminado, os produtores fecham o furo com um pedaço de madeira. Num dia
 de floresta, eles exploram entre 15 e 20 copaibeiras.&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;

Apesar de ser tradicional, essa atividade só começou a ganhar fôlego 
nos últimos anos. Foi quando os ribeirinhos fundaram uma cooperativa e 
firmaram contrato com uma indústria de cosméticos - que passou a comprar
 o óleo de maneira regular.&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;

Nessa fase, os produtores receberam assistência técnica e apoio de 
entidades como a Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas, do 
governo estadual. Atualmente, toda produção de óleo é levada para o 
galpão da cooperativa, em Manicoré.&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;

Assim que chega, o produto é pesado, coado e o pagamento é feito na 
hora, em dinheiro vivo. Para cada quilo de óleo o produtor recebe R$ 17.&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;

A coleta da copaíba faz parte do dia-a-dia de quarenta cooperados. Em
 2012,  a venda do óleo gerou uma receita de R$ 1.200 para cada um. Um 
dinheiro extra, que complementa o rendimento de atividades consagradas 
como castanha e borracha.&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;

&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;em&gt;Fonte: Globo Natureza&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://reporterdaamazonia.blogspot.com/2013/02/ribeirinhos-transformam-riquezas-da.html</link><author>noreply@blogger.com (Aureni Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4561041388152487639.post-4974868547404206737</guid><pubDate>Fri, 08 Feb 2013 18:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-02-08T14:44:57.224-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política</category><title>Estado do Amazonas oferta bolsas de estudo para incentivar doutorado  </title><description>&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;O
 candidato precisa ser brasileiro ou naturalizado, quando estrangeiro, 
ter visto permanente e residir pelo menos há quatro anos no Estado do 
Amazonas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
                  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;O edital do Programa de Apoio à Formação de 
Recursos Humanos Pós-Graduados do Estado do Amazonas (RH-Dutorado) foi 
disponibilizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas
 (Fapeam). Os proponentes devem conferir o calendário de submissão das 
propostas na chamada pública.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A ideia é oferecer bolsas de 
estudo e incentivar a pesquisa de doutorado. Portanto, serão 
disponibilizados R$ 6,5 milhões para o financiamento de até 50 bolsas e,
 de acordo com as possibilidades orçamentárias, poderão ser concedidos 
novos investimentos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O contemplado poderá receber uma 
mensalidade adicional de bolsa auxílio destinada às despesas de 
deslocamento e instalação, em caso de realização de curso fora do 
Estado.&lt;br /&gt; Outra forma de mensalidade adicional ainda poderá auxiliar as despesas com a elaboração da tese para entrega final.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
 O candidato precisa ser brasileiro ou naturalizado, quando estrangeiro,
 ter visto permanente e residir pelo menos há quatro anos no Estado do 
Amazonas e estar cadastrado no sistema de Currículo Lattes do CNPq e no 
Cadastro de Pesquisadores da Fapeam.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O edital está disponível neste&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://www.fapeam.am.gov.br/edital.php?cod=219&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;link&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;em&gt;(Agência Gestão CT&amp;amp;I de Notícias com informações da Fapeam)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;
              
            
        
      
    &lt;br /&gt;
&lt;table border=&quot;0&quot; cellpadding=&quot;2&quot; cellspacing=&quot;0&quot; style=&quot;width: 130px;&quot;&gt;
              &lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt; 
                
          &lt;td colspan=&quot;2&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/td&gt;
              &lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt; 
                &lt;td colspan=&quot;2&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td width=&quot;8%&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width=&quot;92%&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td colspan=&quot;2&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td width=&quot;8%&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width=&quot;92%&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td colspan=&quot;2&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td width=&quot;8%&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width=&quot;92%&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;table border=&quot;0&quot; cellpadding=&quot;2&quot; cellspacing=&quot;0&quot; style=&quot;width: 130px;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td width=&quot;10%&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width=&quot;90%&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td width=&quot;10%&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width=&quot;90%&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td width=&quot;10%&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width=&quot;90%&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #999999; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;link_doc&quot; href=&quot;mailto:jciencia@jornaldaciencia.org.br?Subject=Coment%C3%A1rio%20sobra%20a%20Mat%C3%A9ria%20:%2014.%20Estado%20do%20Amazonas%20oferta%20bolsas%20de%20estudo%20para%20incentivar%20doutorado&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
</description><link>http://reporterdaamazonia.blogspot.com/2013/02/estado-do-amazonas-oferta-bolsas-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Aureni Ribeiro)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4561041388152487639.post-6669440424504932760</guid><pubDate>Thu, 11 Oct 2012 17:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-10-11T13:38:20.531-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">conflito</category><title>Indígenas ameaçam morrer coletivamente caso ordem de despejo seja efetivada</title><description>&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Calibri;&quot;&gt;Estava
 trabalhando na memória histórica dos últimos 40 anos, na perspectiva da
 reedição do documento Y Juca Pirama - &quot;O Índio aquele que deve morrer&quot;.
 Em dezembro de 1973 foi dado esse grito, por bispos e missionários, 
contra o genocídio indígena em curso pelos governos da ditadura militar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Calibri;&quot;&gt;Enquanto
 buscava reunir denúncias e violências, mortes e massacres de povos 
indígenas nestes 40 anos, vejo um email, urgente do Conselho da Aty 
Guasu Kaiowá Guarani. Ao ler o teor do comunicado fico estarrecido e me 
junto ao grito dos condenados- “que país é esse?&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Calibri;&quot;&gt;Diante
 do decreto de morte e extermínio surge a obstinada determinação dos 
povos de viver ou morrer coletivamente, conforme suas crenças, 
esperanças ou desespero. Esse grito certamente fará parte do manifesto 
&quot;os povos indígenas, aqueles que devem viver&quot;, apesar e contra os 
decretos de extermínio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Calibri;&quot;&gt;Não
 podemos calar ou ficar inertes diante desse clamor da comunidade Kaiowá
 Guarani, de Pyelito Kue/Mbarakay, no município de Iguatemi, Mato Grosso
 do Sul. Não se trata de um fato isolado, mas de excepcional gravidade, 
diante de uma decisão de morte coletiva. Continuaremos sendo desafiados 
por fatos semelhantes, caso não se tome medidas urgentes de solução da 
questão da demarcação das terras indígenas desse povo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;
&lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Calibri;&quot;&gt;O grito Kaiowá Guarani&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Calibri;&quot;&gt;&quot;Sabemos
 que seremos expulsas daqui da margem do rio pela Justiça, porém não 
vamos sair da margem do rio. Como um povo nativo e indígena histórico, 
decidimos meramente em ser morto coletivamente aqui. Não temos outra 
opção, esta é a nossa última decisão unânime diante do despacho da 
Justiça Federal de Navirai- MS.&quot; Esse é o comunicado da comunidade 
indígena para o Governo e Justiça Federal.&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;
&lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Calibri;&quot;&gt;&quot;Nos matem e enterrem coletivamente&quot;, gritam das margens do rio Hovy&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Calibri;&quot;&gt;&quot;Comemos comida uma vez por dia. Passamos isso dia-a-dia para recuperar o nosso território antigo Pyleito Kue/Mbarakay.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Calibri;&quot;&gt;De
 fato, sabemos muito bem que no centro desse nosso território antigo 
estão enterrados vários os nossos avôs e avós, bisavôs e bisavós, ali 
estão os cemitérios de todos nossos antepassados. Cientes desse fato 
histórico, já vamos e queremos ser mortos e enterrados junto aos nossos 
antepassados aqui mesmo onde estamos hoje, por isso, pedimos ao Governo e
 Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas 
solicitamos o decreto&amp;nbsp;da nossa morte coletiva e para nos enterrar&amp;nbsp;aqui. 
Pedimos, de uma vez por todas, para decretar a nossa dizimação/extinção 
total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para 
jogar e enterrar os nossos corpos. Esse é nosso pedido aos juízes 
federais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Calibri;&quot;&gt;&quot;Já
 aguardamos esta decisão. Assim, se é para decretar a nossa morte 
coletiva Guarani e Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay pedimos que nos 
enterrem todos aqui. Visto que decidimos integralmente a não 
sairmos&amp;nbsp;desse local&amp;nbsp;com vida e nem mortos. Sabemos que não temos mais 
chance em sobreviver dignamente aqui em nosso território antigo, já 
sofremos muito e estamos todos massacrados e morrendo de modo 
acelerado.&quot; (Carta da comunidade).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Calibri;&quot;&gt;Ao
 tomar ciência do teor da carta dessa comunidade, Eliseu Lopes, da Aty 
Guasu/APIB comentou. &quot;É, isso vai se repetir muitas vezes se o governo 
não demarcar logo as nossas terras. Quando os nossos líderes religiosos 
decidem retornar aos tekoha (terras tradicionais de nossas comunidades) 
vão mesmo e ninguém segura”. Ele lamenta profundamente se chegar a esse 
ponto de desespero que poderá levar a muitas mortes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;b&gt;Leia a carta na íntegra&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;Carta da comunidade Guarani-Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay-Iguatemi-MS para o Governo e Justiça do Brasil&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;Nós
 (50 homens, 50 mulheres e 70 crianças) comunidades Guarani-Kaiowá 
originárias de tekoha Pyelito kue/Mbrakay, viemos através desta carta 
apresentar a nossa situação histórica e decisão definitiva diante de da 
ordem de despacho expressado pela Justiça Federal de Navirai-MS, 
conforme o processo nº 0000032-87.2012.4.03.6006, do dia 29 de setembro 
de 2012. Recebemos a informação de que nossa comunidade logo será 
atacada, violentada e expulsa da margem do rio pela própria Justiça 
Federal, de Navirai-MS. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;Assim,
 fica evidente para nós, que a própria ação da Justiça Federal gera e 
aumenta as violências contra as nossas vidas, ignorando os nossos 
direitos de sobreviver&amp;nbsp;à margem&amp;nbsp;do rio Hovy&amp;nbsp;e próximo de nosso 
território tradicional Pyelito Kue/Mbarakay. Entendemos claramente que 
esta decisão da Justiça Federal de Navirai-MS é parte da ação de 
genocídio e extermínio histórico&amp;nbsp;ao povo indígena, nativo e autóctone do
 Mato Grosso do Sul, isto é, a própria ação da Justiça Federal está 
violentando e exterminado e as nossas vidas. Queremos deixar evidente ao
 Governo e Justiça Federal que por fim, já perdemos a esperança de 
sobreviver dignamente e sem violência em nosso território antigo, não 
acreditamos mais na Justiça brasileira. A quem vamos denunciar as 
violências praticadas contra nossas vidas? Para qual Justiça do Brasil? 
Se a própria Justiça Federal está gerando e alimentando violências 
contra nós.&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Nós já avaliamos a 
nossa situação atual e concluímos que vamos morrer todos mesmo em pouco 
tempo, não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto 
aqui na margem do rio quanto longe daqui. Estamos aqui acampados a 50 metros
 do rio Hovy onde já ocorreram quatro mortes, sendo duas por meio de 
suicídio e duas em decorrência de espancamento e tortura de pistoleiros 
das fazendas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;Moramos
 na margem do rio Hovy há mais de um ano e&amp;nbsp;estamos sem nenhuma 
assistência, isolados, cercado de pistoleiros e resistimos até hoje. 
Comemos comida uma vez por dia.&amp;nbsp;Passamos tudo&amp;nbsp;isso&amp;nbsp;para recuperar o 
nosso território antigo Pyleito Kue/Mbarakay.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;De
 fato, sabemos muito bem que no centro desse nosso território antigo 
estão enterrados vários os nossos avôs, avós, bisavôs e bisavós, ali 
estão os cemitérios de todos nossos antepassados. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;Cientes
 desse fato histórico, nós já vamos e queremos ser mortos e enterrados 
junto aos nossos antepassados aqui mesmo onde estamos hoje, por isso, 
pedimos ao Governo e Justiça Federal para não decretar a ordem de 
despejo/expulsão, mas solicitamos para decretar a nossa morte coletiva e
 para enterrar nós todos aqui. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;Pedimos,
 de uma vez por todas, para decretar a nossa dizimação e extinção total,
 além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para &lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;jogar
 e enterrar os nossos corpos. Esse é nosso pedido aos juízes federais. 
Já aguardamos esta decisão da Justiça Federal. Decretem a nossa morte 
coletiva Guarani e Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay e&amp;nbsp;enterrem-nos aqui. 
Visto que decidimos integralmente a não sairmos daqui com vida e nem 
mortos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;Sabemos
 que não temos mais chance em sobreviver dignamente aqui em nosso 
território antigo, já sofremos muito e estamos todos massacrados e 
morrendo em ritmo acelerado. Sabemos que seremos expulsos daqui da 
margem do rio pela Justiça, porém não vamos sair da margem do rio. Como 
um povo nativo e indígena histórico, decidimos meramente em sermos 
mortos coletivamente aqui. Não temos outra opção esta é a nossa última 
decisão unânime diante do despacho da Justiça Federal de Navirai-MS. &lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;Atenciosamente, &lt;span style=&quot;mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;Guarani-Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;Relatório do conselho Aty Guasu explica a situação dos Guarani Kaiowá de &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;Pyelito Kue/Mbarakay&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;Este
 relatório é do conselho da Aty Guasu Guarani e Kaiowá, explicitando a 
história e situação atual de vida dos integrantes das comunidades 
Guarani-Kaiowá do território tradicional Pyelito Kue/Mbarakay, 
localizada na margem de Rio Hovy, 50 metros
 do rio Hovy, no município de Iguatemi-MS. O acampamento da comunidade 
guarani e kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay começou no dia 08 de agosto de 
2011.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;É
 importante ressaltar que os membros (crianças, mulheres e&amp;nbsp;idosos) dessa
 comunidade proveniente de uma reocupação, no dia 23 de agosto de 2011, 
às 20h00, foram atacados de modo violentos e cruéis pelos pistoleiros 
das fazendas. A mando dos fazendeiros, os homens armados passaram 
permanentemente a ameaçar e cercar a área minúscula reocupada pela 
comunidade Guarani-Kaiowá na margem do rio que este fato perdura até 
hoje.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;Em
 um ano, os pistoleiros que cercam o acampamento das famílias 
guarani-kaiowá, já cortaram/derrubaram 10 vezes a ponte móvel feito de 
arame/cipó que é utilizada pelas comunidades para atravessar um rio com a
 largura de 30 metros largura e mais de 3 metros
 de fundura. Apesar desse isolamento pistoleiros armados ameaçam 
constantemente os indígenas, porém 170 comunidades indígenas reocupante 
do território antigo Pyelito kue continuam resistindo e sobrevivendo na 
margem do rio Hovy na pequena área reocupada até os dias de hoje, estão 
aguardando a demarcação definitiva do território antigo Pyelito 
Kue/Mbarakay.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;No
 dia 8 dezembro de 2009, este grupo já foi espancado, ameaçado com armas
 de fogo, vendado e jogado à beira da estrada em uma desocupação 
extra-judicial, promovida por um grupo de pistoleiros a mando de 
fazendeiros da região de Iguatemi-MS. Antes, em julho de 2003, um grupo 
indígena já havia tentado retornar, sendo expulso por pistoleiros das 
fazendas da região, que invadiram o acampamento dos indígenas, 
torturaram e fraturaram as pernas e os braços das mulheres, crianças e 
idosos. Em geral os Guarani e Kaiowa são hoje cerca de 50 mil pessoas, 
ocupando apenas 42 mil hectares. A falta de terras regularizadas tem 
ocasionado uma série de problemas sociais entre eles, ocasionando uma 
crise humanitária, com altos índices de mortalidade infantil, violência e
 suicídios entre jovens.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;No
 último mês a Justiça Federal de Navirai-MS, deferiu liminar de despejo 
da comunidade Guarani e Kaiowá da margem do rio Hovy solicitado pelo 
advogado dos fazendeiros e, no despacho cita “reintegração de posse”, 
mas observamos que o grupo indígena está assentado na margem do rio 
Hovy, ou seja, não estão no interior da fazenda como alega o advogado 
dos fazendeiros. De fato, não procede à argumentação dos fazendeiros e 
por sua vez do juiz federal de Navirai sem verificar o fato relatado, 
deferir a reintegração de posse. Não é possível despejar indígenas da 
margem de um rio. Por isso pedimos para Justiça rever a decisão de juiz 
de Navirai-MS.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;No
 sentido amplo, nos conselhos da Aty Guasu recebemos a carta da 
comunidade de Pyelito Kue/Mbarakay em que consta a decisão da comunidade
 que passamos divulgar a todas as autoridades federais e sociedade 
brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;Tekoha Pyelito kue/Mbarakay, 08 de outubro de 2012&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt;&quot;&gt;Atenciosamente,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Conselho/Comissão de Aty Guasu Guarani e Kaiowá do MS.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;i&gt;Fonte: CIMI &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://reporterdaamazonia.blogspot.com/2012/10/indigenas-ameacam-morrer-coletivamente.html</link><author>noreply@blogger.com (Aureni Ribeiro)</author><thr:total>1</thr:total></item></channel></rss>