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            <title>Faça a diferença (e lucre com isso)</title>
            <link>http://www.revistatag.com.br/web/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=737:faca-a-diferenca-e-lucre-com-isso&amp;catid=31:tagnews&amp;Itemid=76</link>
            <description><![CDATA[<div class="feature-thumb"><img class="feature" src="http://i.imgur.com/FmfEC.png?1" alt="" /><span>Dois e meio</span></div>
<p style="text-align: center;"><em><strong>Os negócios sociais surgem para juntar lucro e desenvolvimento social</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">De um lado, o mercado competitivo das grandes empresas e multinacionais que só visam o lucro; de outro, o trabalho muitas vezes utópico de ONGs que querem mudar o mundo, mas não conseguem pagar as contas no final do mês. Mas para que fazer essa escolha mais do que injusta? Fique com o meio termo entre o segundo e terceiro setor: os <strong>negócios sociais</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">“Os negócios sociais são modelos de organização que visam à solução de problemas ou a redução dos impactos sociais”, explica o professor <strong>Renato Dias Baptista</strong>, docente do curso de Administração da Unesp de Tupã. Você provavelmente está pensando que “resolver problemas sociais” é discurso de organizações não governamentais, mas não se engane: ajudar a sociedade e transformar as desigualdades sociais pode ser não só financeiramente sustentável como também gerar lucro. A política do assistencialismo, na qual a ideia é doar ao invés de trocar, estimula a crença de que ganhar dinheiro ajudando os outros é impossível. “Quando você pensa em ajudar as pessoas, de uma forma um pouco errada a gente pensa que a pessoa que vai ser ajudada não tem como pagar pelo serviço”, critica a estudante <strong>Beatriz Mantelato</strong>, embaixadora <strong><a href="http://www.choice.org.br" target="_blank">Choice</a></strong>&nbsp;da Artemisia e que tem como função desmistificar o conceito.</p>
<p style="text-align: justify;">A <strong><a href="http://www.artemisia.org.br/" target="_blank">Artemisia</a></strong>&nbsp;é uma organização pioneira no ramo dos negócios sociais no Brasil e uma de suas vertentes é uma rede de universitários engajados, os embaixadores, que por meio de ações e workshops tem o objetivo de difundir o conceito entre estudantes. Beatriz e outros 139 universitários em 100 faculdades pelo país querem estimular a discussão desse novo modelo de negócios que permite não só criar boas oportunidades para os donos da empresa, mas também para a sociedade ao redor. “A ideia é que você trabalhe por um propósito e não apenas o lucro, e sim fazer algo que transforme a vida das pessoas, que dê mais oportunidade”, define Beatriz que desde que começou o trabalho como embaixadora no começo do ano, esteve em contato com diversos negócios do ramo e está mais do que decidida de que esse é o caminho que ela quer seguir profissionalmente.</p>
<p style="text-align: justify;">“A partir de uma ideia que alcance outras pessoas e transforme a realidade de todos com competitividade e profissionalismo, pode surgir uma nova fonte de renda para os envolvidos”, acredita a professora <strong>Elisabete Zambelo</strong>, coordenadora do curso de Administração da Universidade do Sagrado Coração em Bauru. Sustentáveis, inovadores, rentáveis, impactantes. Essas são algumas das características que definem os negócios sociais e a nova linha de raciocínio sobre emprego, renda e solução de problemas que eles defendem.</p>
<p style="text-align: justify;">Em países de grande exclusão social como o Brasil, os negócios sociais podem transformar o retrato infeliz da desigualdade em oportunidade e participação. Mas o professor Renato alerta: “os enormes gaps não serão solucionados rapidamente em países onde os problemas sociais foram engendrados por séculos”. Alguns empreendedores, porém, estão tentando modificar essa realidade. Conheça alguns:</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong><a href="http://www.bancoperola.org.br/" target="_blank">Banco Pérola</a></strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que?</strong> Criado em 2010, o Banco Pérola proporciona apoio a jovens empreendedores de baixa renda que possuem boas ideias, mas nenhum recurso para investimento.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como?</strong> Jovens com projetos de negócios se unem em grupos de três a cinco pessoas com, chamados “grupos solidários”, no qual as ideias de negócio podem seguir uma linha ou ser completamente diferentes, e recebem do Banco Pérola pequenos empréstimos para desenvolver seus projetos. Em dois anos de existência, o banco já liberou 174 créditos, dos quais 135 estão ativos hoje. Atualmente, o banco trabalha com 70 grupos de jovens empreendedores de Sorocaba e região.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Rentabilidade:</strong>&nbsp;Os microcréditos concedidos pelo Banco Pérola possuem taxa de juros de 4% e são concedidos mediante análise dos projetos apresentados. Dentro do grupo solidário, cada jovem pode receber até R$ 5 mil em um primeiro ciclo de empréstimo. A partir da liberação do crédito, o Banco faz um trabalho de acompanhamento desse jovem empreendedor. “Eu consigo contar nas mãos os grupos que não deram certo”, garante o agente de oportunidades <strong>Leonardo Balter</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Perspectivas:</strong> “Eu vejo ainda um pouco de preconceito pra gente conseguir apoio e desenvolvimento, mas creio que é uma questão de confiança. Os negócios sociais já provaram que conseguem se desenvolver”, afirma Balter.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong><a href="http://www.escoladenoticias.org/" target="_blank">Escola de Notícias</a></strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que?</strong> Misto de Produtora Sociocultural com Escola de Comunicação no Campo Limpo, em São Paulo, a Escola de Notícias visa se tornar sustentável através da formação de jovens que, no futuro, serão os profissionais da Produtora.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como?</strong> A Produtora vende serviços da área de comunicação, desde assessoria de imprensa até diagramação e layout de jornal, e a partir do recurso gerado vai lançar em julho um grupo de 30 jovens que participarão de oficinas semanais de comunicação. “Eles vão aprender a editar? Vão. Vão aprender a mexer na câmera? Vão. Vão aprender a fazer pauta? Vão. Esse é o conteúdo técnico. Agora o conteúdo humano mesmo é que esses ensinamentos vão servir de subsídios para que possam fazer um mapeamento e um movimento de mobilização pra transformação da comunidade”, explica o jornalista e criador da Escola, <strong>Tony Marlon</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Rentabilidade:</strong>&nbsp;Vendem produtos e serviços que garantem o financiamento da Escola, além da manutenção da Produtora. Desde 2011, quando surgiu, a Produtora já tem no portfólio oito projetos, dentre eles um desenvolvido para a Telefônica. “Em menos de um ano, o projeto cresceu de tal forma que tínhamos cinco pessoas trabalhando na Escola de Notícias e que vivam disso, não precisavam trabalhar em outros lugares”, explica Tony.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Perspectivas:</strong> “Não é que estamos nos vangloriando ‘ai, não temos patrocinador!’. Mas olha o que a gente fez sem patrocínio, imagina se a gente tivesse. Empresas, olhem o que a gente tá fazendo por nós mesmos”, disse Tony.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong><a href="http://www.solidarium.com.br/" target="_blank">Solidarium</a></strong></em>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que?</strong> Criada em 2007, a empresa paranaense faz o meio de campo entre artesãos de baixa renda e grandes varejistas, como o <strong>Wallmart</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como?</strong> “A gente vê uma oportunidade de mercado entre o varejista e o consumidor e transforma essa oportunidade em um produto inovador, descolado e funcional com a nossa rede de design”, explica <strong>Tiago Dalvi</strong>, criador da Solidarium. A partir do desenvolvimento do produto, a produção é feita localmente com a rede de produção da empresa, como cooperativas e associações, para ser, depois de finalizada, distribuída para varejistas. A meta da Solidarium é atingir os 2 milhões de artesãos que vivem abaixo da linha de pobreza no país. “Normalmente, em dois anos desses artesãos trabalhando com a Solidarium, eles aumentam a renda em até 80%, quase dobram a renda deles”, afirma Tiago.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Rentabilidade:</strong>&nbsp;Atualmente, 1600 produtores de artesanato levam cerca de 35% de lucro de cada venda, enquanto a Solidarium fica com 30%. O resto é dividido entre 5% para o designer dos produtos e 30% para a rede varejista que compra e revende as criações. A nova plataforma da empresa que será lançada no dia 5 de junho vai modificar a estrutura desenvolvida até então: a Solidarium vai passar a ser uma plataforma online onde o produtor vai cadastrar seus produtos, montar sua loja virtual e vendê-los diretamente no mercado. Com esse novo papel, a Solidarium vai aumentar os ganhos do produtor para 90% e ficar com 10%.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Perspectivas:</strong> “Queremos provar que esse novo negócio é rentável, que faz sentido, que dá retorno, para inspirar outras pessoas a seguirem esse caminho de empreendedorismo”, diz Tiago.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://imgur.com/c71n7"><img title="Hosted by imgur.com" src="http://i.imgur.com/c71n7.png?1" alt="" /></a></p>]]></description>
            <author> regianefolter@hotmail.com (Regiane Folter)</author>
            <pubDate>Sun, 27 May 2012 06:14:36 GMT</pubDate>
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            <title>Um show dentro de um show</title>
            <link>http://www.revistatag.com.br/web/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=736:um-show-dentro-de-um-show&amp;catid=43:coberturas&amp;Itemid=40</link>
            <description><![CDATA[<div class="feature-thumb"><img class="feature" src="http://i.imgur.com/S0I18.jpg?1" /><span>Cobertura</span></div>
<p style="text-align: center;"><em><strong>Opostos, dispostos, expostos: todos se atraem por O Teatro Mágico</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Rostos pintados de palhaços, tecidos coloridos de todos os tipos, clavas de malabarismo encostadas em uma parede. Mas cadê a lona? Onde está o picadeiro? Não, não se trata de circo: é uma apresentação do grupo musical (e multicultural) <strong><a href="http://oteatromagico.mus.br/" target="_blank">O Teatro Mágico</a></strong>.<br /> O show que aconteceu em Bauru na madrugada desse sábado, 3 de junho, lotou a casa de espetáculos Dolce de fãs e curiosos em assistir a apresentação da trupe, que após mais de oito anos de estrada fechou a trilogia de álbuns com<strong> A Sociedade do Espetáculo</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fim da trilogia</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Tudo começou em 2003, com o álbum <strong>Estrada para Raros</strong>. Cinco anos depois, o CD<strong> Segundo Ato</strong> continuou a história da trilogia que só seria fechada em meados de 2011, com o lançamento do último álbum. <strong>Fernando Anitelli</strong>, criador do grupo, define o momento do fim da trilogia como um período de transição. “Não quer dizer que é o final do projeto, mas é um marco. A trilogia teve três CDs, vai ter três DVDs e um Box com essa história de quase nove anos”, disse ele com um toque de nostalgia.</p>
<p style="text-align: justify;">O show faz parte da turnê de divulgação de A Sociedade do Espetáculo e trouxe novos figurinos, letras e companheiros para a trupe. Para acompanhar o álbum, no final do ano deve ser lançado um DVD sobre o CD, que Anitelli define como uma “grande sopa” por causa das contribuições e influências de outros artistas que marcam o último trabalho do grupo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>"Senhoras e senhores, respeitável público!"</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Com o toque triplo do sinal típico para anunciar o começo de peças em teatros, o maior espetáculo daquela noite estava prestes a começar. Fernando é o vocalista, além de tocar violão, e conta com outros seis companheiros: <strong>Rafael dos Santos</strong> na bateria, o saxofonista <strong>Silvio Depieri</strong>, <strong>Thiago Espirito Santo</strong> no contra-baixo, o guitarrista <strong>Daniel Santiago</strong>, <strong>Willians Marques</strong> na percussão e <strong>Luiz Galdino</strong> no violino. São eles que, ao lado de Fernando, apresentam as 19 canções da <em>set list</em> com uma pluralidade de vozes e instrumentos que dão o toque de diversidade da trupe.</p>
<p style="text-align: justify;">Vestidos como palhaços, com trajes e maquiagens cheias de cor, <strong>O Teatro Mágico</strong> não é apenas um show de música: é um espetáculo. Em cada canção, os músicos se preocupam não só em tocar os instrumentos e cantar, mas também tentam interpretar as canções, como se cada nota trouxesse um sentimento único, um sorriso, um movimento de cabeça, um passo de dança. Outros integrantes da trupe que também contribuíram para a apresentação foram os três artistas responsáveis pelas intervenções que deram, junto com os figurinos da trupe, a cara de circo ao grupo: malabarismos em cabos suspensos no ar, pernas de pau, claves e tochas de fogo jogadas para o alto são algumas das performances que acompanharam as canções. Muitas vezes é inevitável ficar sem saber para que lado do palco olhar, com medo de perder qualquer lance.</p>
<p style="text-align: justify;">E foi com a desregrada alegria de <strong>Além, Porém Aqui</strong> que <strong>O Teatro Mágico</strong> abriu a noite de canções do terceiro álbum: <strong>Amanhã...Será?</strong>, <strong>Transição</strong> e <strong>Nosso Pequeno Castelo</strong> foram outras músicas de <strong>A Sociedade do Espetáculo</strong>. Mas a trupe não deixou de trazer pérolas como <strong>Ana e o Mar</strong>, <strong>O Anjo Mais Velho</strong> e <strong>Pena</strong> e a raridade <strong>É Ela</strong>, canção nunca gravada.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/wWs2dqKRgdI" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;">Nas pausas entre cada música, a luz de um holofote focalizava Fernando, que saia do papel de cantor para se tornar mestre de cerimônia: ele brincou com o público, conversou e atiçou a curiosidade sobre qual seria a próxima canção, interagindo o tempo todo com os fãs e recebendo em troca muitos aplausos, pedidos de música e até mesmo um coro de tirar o fôlego durante a canção <strong>O Anjo Mais Velho</strong>: o refrão “Só enquanto eu respirar, vou me lembrar de você” encheu o espaço, mas não veio de nenhum alto-falante, e sim da união da voz de todo o público. Entusiasmado, Fernando pediu aplausos em homenagem à plateia várias vezes. O cantor é um grande defensor do compartilhamento de cultura pela internet e incentivou os fãs: “façam cópias do nosso material, não tem problema nenhum”.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de <strong>Abaçaiado</strong>, Fernando tentou explicar que aquela era a última canção, mas foi impedido pelo público e tocou mais uma,&nbsp;<strong>Camarada D’Água</strong>, antes de reunir toda a trupe no palco para a despedida. Para o vocalista, todo palco é um palco diferente. “A gente não sabe como o público vai reagir, o frio na barriga sempre vem. A gente está se pintando, já vai entrando no clima, é tipo índio indo pra guerra”, define ele. O carinho com certeza é mútuo, já que as pessoas que estiveram no show dessa madrugada com certeza se lembrarão da experiência só enquanto respirarem.</p>
<p><iframe class="imgur-album" src="http://imgur.com/a/guYZj/embed" frameborder="0" width="100%" height="550"></iframe></p>
<p style="text-align: right;">Fotos: Amanda Tavares</p>]]></description>
            <author> regianefolter@hotmail.com (Regiane Folter)</author>
            <pubDate>Sat, 26 May 2012 07:28:03 GMT</pubDate>
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            <title>Pouco recurso, muita iniciativa</title>
            <link>http://www.revistatag.com.br/web/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=735:pouco-recurso-muita-iniciativa&amp;catid=31:tagnews&amp;Itemid=76</link>
            <description><![CDATA[<div class="feature-thumb"><img class="feature" src="http://i.imgur.com/0atbs.jpg?2" alt="" /><span>Sexta Mais</span></div>
<p style="text-align: center;"><strong><em>ONG Periferia Legal desenvolve o potencial de comunidades carentes de Bauru</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">“A gente entende que o negócio é ação. A gente não tem recurso, mas tem vontade”. Esse é o diferencial que <strong>Vanderlei Antonio de Oliveira</strong>, um dos criadores da <strong><a href="https://www.facebook.com/pages/ONG-PERIFERIA-LEGAL-BAURU-SP/238552806195324" target="_blank">ONG Periferia Legal</a></strong>, acredita ser decisivo para a realização de um trabalho social. O recurso financeiro é uma ferramenta a mais, mas o principal é o material humano, as pessoas que se esforçam para tornar sonhos, realidades.</p>
<p style="text-align: justify;">A ONG criada em 2006 é um desdobramento do movimento hip hop do bairro <strong>Mary Dota</strong>, periferia de Bauru. Vanderlei e outros universitários que moravam na comunidade se reuniram com um objetivo em comum: a necessidade de estimular a cultura e a educação no bairro. “A prioridade é educação, porque pela educação a gente pode mudar muita coisa”, afirma Vanderlei.</p>
<p style="text-align: justify;">A Periferia Legal tem uma cara de reunião de amigos: enquanto entrevistava Vanderlei nos fundos da sede, pessoas iam chegando e já colocando a mão na massa para ajudar na organização do espaço onde em instantes começariam as atividades da ONG; crianças que brincavam na rua pouco a pouco foram entrando e começaram a fazer passos de break, coreografias que aprenderam na própria organização. “Nunca tivemos o interesse de ir ao jornal divulgar, pra mostrar o que a gente estava fazendo. O que a gente faz é para nós mesmos, nossa cultura, nosso dia-a-dia”, explica Vanderlei.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://imgur.com/RCd7q"><img title="Hosted by imgur.com" src="http://i.imgur.com/RCd7q.jpg?1" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-size: 8pt;">Crédito: ONG Periferia Legal</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Projetos</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong></strong>O carro-chefe da ONG é o projeto <strong>Hip Hop Legal</strong>, com o qual a organização foi escolhida para ser um dos dez <strong><a href="http://www.cultura.gov.br/culturaviva/ponto-de-cultura/" target="_blank">Pontos de Cultura</a></strong> de Bauru, em uma parceria entre os Governos Municipal e Federal e entidades da cidade. Por três anos, a ONG estará recebendo verba de R$60 mil, usada para suprir as necessidades da ONG, como compra de equipamentos e materiais e reformas do espaço físico, garantindo assim a manutenção do projeto. O Hip Hop Legal atende crianças, jovens e adultos do bairro com oficinas que ensinam os quatro pilares de sustentação do estilo musical: breakdance, grafite, MC e DJ.</p>
<p style="text-align: justify;">O trabalho na ONG é constante: durante a semana, grupos de 20 a 30 pessoas frequentam as oficinas do projeto Hip Hop Legal, além de aulas de capoeira. Nos finais de semana, a ONG fica à disposição da comunidade, com oficinas de MC e DJ e o projeto <strong>Microfone Aberto Voz da Periferia</strong>, no qual todos são bem-vindos a fazer apresentações tanto da paixão do bairro, o hip hop, quanto de qualquer estilo musical. Nesse “espaço aberto para quem quer fazer cultura”, moradores e amigos se reúnem para se divertir de uma forma alternativa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Integração da periferia</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Mas a Periferia Legal não está interessada em se desenvolver sozinha. O projeto<strong> Ação Legal</strong>, que existe desde a criação da ONG, desenvolve um trabalho de inclusão social em outras comunidades carentes de Bauru. Uma ou duas vezes por mês, um grupo de voluntários vai até um bairro carente para oferecer serviços gratuitos como medição de pressão, corte de cabelo, orientação sobre o meio ambiente e sobre doenças como leishmaniose, HIV, dengue, plantio de mudas, apresentações culturais, entre outros. A comunidade retribui participando e ajudando na distribuição de alimentação, como pipoca ou lanches. A ONG promove com esses eventos a integração entre comunidades que têm em comum a escassez de políticas públicas. Na última Ação Legal, dia 19 de maio, 30 voluntários visitaram o bairro <strong>Isaura Pita Garmes</strong>, onde contaram com o apoio de alguns moradores na distribuição de refrigerante e cachorro quente. Outros bairros por onde a Ação Legal já passou foram Quinta da Bela Olinda, Jardim Nicéia, Pousada, entre outros.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://imgur.com/G0Xpl"><img title="Hosted by imgur.com" src="http://i.imgur.com/G0Xpl.jpg?1" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-size: 8pt;">Crédito: ONG Periferia Legal</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Criticando hoje, mudando amanhã</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Além de oferecer formas de entretenimento e promover a participação cultural na comunidade, outro objetivo da ONG é chamar a atenção do poder público para as necessidades da periferia. Durante o final de semana da <strong>Virada Cultural Paulista</strong>, a ONG participou da <strong>Virada da Periferia</strong>, numa tentativa de levar o evento para quem não tinha condições de ir aos lugares oficiais, que em Bauru foram o Teatro Municipal, o Sesc e o Parque Vitória Régia. “Conheço muita gente que não tem passe de ônibus e vai a pé porque quer ver a apresentação. Porque não fazer algo aqui também?”, questiona Vanderlei. Vanderlei e os outros voluntários da ONG tentam assim conscientizar o governo e reivindicar os direitos da população da comunidade, que quer se sentir parte do planejamento das atividades que a cidade desenvolve.</p>
<p style="text-align: justify;">O que os idealizadores da Periferia Legal não param nunca é de sonhar. Mesmo enfrentando algumas dificuldades, como a falta de um espaço físico próprio, pois a casa onde a ONG está atualmente é emprestada, os projetos para o futuro são numerosos. Vanderlei enumera vários deles, como a instalação de um estúdio na ONG, para que os MCs possam gravar demos de suas composições; um projeto de inclusão digital que já está em andamento, no qual computadores doados estão passando por manutenção e serão usados em aulas de informática; e o projeto<strong> Leitura na Praça</strong>, que vai estimular o empréstimo de livros na comunidade. A ONG já está arrecadando as obras com empresários da região e pretende levá-las a uma praça do bairro para que a população possa adotá-los. “Depois de um mês fazemos outro encontro pra trocarmos os livros. Leva pra casa, fica um mês, daí vem e troca o livro”, explica <strong>Osnir Alves dos Santos</strong>, parceiro de Vanderlei no trabalho na ONG.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://imgur.com/qFWQP"><img title="Hosted by imgur.com" src="http://i.imgur.com/qFWQP.jpg?1" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-size: 8pt;">Crédito: ONG Periferia Legal</span></p>]]></description>
            <author> regianefolter@hotmail.com (Regiane Folter)</author>
            <pubDate>Fri, 25 May 2012 01:44:30 GMT</pubDate>
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            <title>“Prepare seu coração que isso é só o começo”</title>
            <link>http://www.revistatag.com.br/web/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=734:cobertura-lenine-2305-sesc-bauru&amp;catid=43:coberturas&amp;Itemid=40</link>
            <description><![CDATA[<div class="feature-thumb"><img class="feature" src="http://i.imgur.com/G8GEe.jpg" alt="" /><span>Cobertura</span></div>
<p style="text-align: left;">Uma hora antes de o show começar <strong>Maysa Machado</strong> e <strong>Helena Andreoli</strong>, ambas&nbsp; estudantes de psicologia da <strong>Unesp</strong>, já estavam coladas ao palco para garantir a primeira fila. <strong>Maysa</strong> estava indo ao show pela primeira vez e disse que suas expectativas eram as melhores possíveis. Já para <strong>Helena</strong> era o terceiro show e afirmou que todos os anteriores foram ótimos.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro grupo estava sentado no chão em forma de roda na frente do palco. As quatro meninas também eram estudantes da <strong>Unesp</strong>, mas dessa vez de arquitetura. <strong>Carolina Vilela</strong> foi nomeada a maior fã do cantor e falou em nome do grupo. “Quero que ele toque o CD novo que é muito bom, mas também não podem faltar os clássicos. Também amei o cenário, acho que vai dar para entrar no clima”, torcia <strong>Carolina</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Aqui chegamos, porém, num evento diferente. Onde a gente se entretém um ao outro, frente a frente”. C</em>om essa frase <em>de “Isso é só o começo</em>” música que, ironicamente, fecha seu último álbum, “Chão”, <strong>Lenine</strong> começou o show nessa quarta-feira, no <strong>Sesc Bauru</strong>. Com o auditório lotado o pernambucano apresentou uma sonoridade diferente da habitual.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Lenine</strong> é conhecido por buscar inovações musicais a cada disco, mas nesse a ruptura foi maior. Acompanhado de seu filho, <strong>Bruno Giorgio</strong>, de 22 anos, e do guitarrista <strong>JR Tostoi</strong>, o trio criou um disco descrito pelo cantor como “minimal”. O filho, que divide o palco com o pai, teve forte influência no álbum, com a inclusão de sintetizadores e sons eletrônicos.&nbsp; “Chão” apresenta dez músicas que parecem conectar-se entre si formando uma composição maior, da reunião de todas. O álbum explora efeitos sonoros da natureza e do cotidiano, como a música título que começa com o som de passos, que se prolongam durante toda a canção.</p>
<p style="text-align: justify;">O palco estava com uma iluminação simples, mas foi forrado com um tapete vermelho que como disse a <strong>Carolina</strong> deu um “clima aconchegante e sonhador”, assim como as músicas do cantor. Ela também estava certa quanto ao tipo de música que o cantor iria tocar.</p>
<p style="text-align: justify;">Lenine focou nas músicas de “Chão”: “Amor é para quem ama”, “Se não for amor eu Cegue” e “Isso é só o começo” compuseram o show.&nbsp; As músicas antigas foram reinventadas, em arranjos que casam mais com o som do último disco. É o caso de “O silêncio das estrelas”, “Jack soul brasileiro”, “A ponte” e “Relampiano”. Até a tradicionalíssima “Paciência” ganhou uma nova versão. Se todos os fãs aprovaram, já é outra história... Mas não há dúvida de que o público presente foi contagiado pela música e presença de palco do pernambucano, que fala pouco, mas transmite a energia de suas composições.&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Ao fim do show <strong>Maysa</strong> confirmou que o show correspondeu as suas expectativas e outro fã também apareceu para dar sua opinião. <strong>Edson Moreira</strong>, professor de filosofia, esteve animado durante todo o show cantando todas as músicas. “As músicas desse cara põe o povo para pensar. Ele é um gênio”, afirma<strong> Edson</strong>.</p>
<p><iframe class="imgur-album" src="http://imgur.com/a/T0LKN/embed" frameborder="0" width="100%" height="550"></iframe></p>]]></description>
            <author> livia.neves@aiesec.net (Bárbara Belan e Mariana Ribeiro)</author>
            <pubDate>Thu, 24 May 2012 03:42:00 GMT</pubDate>
            <guid isPermaLink="false">http://www.revistatag.com.br/web/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=734:cobertura-lenine-2305-sesc-bauru&amp;catid=43:coberturas&amp;Itemid=40</guid>
        </item>
        <item>
            <title>Entrevista: Frank Warren, criador do Post Secret</title>
            <link>http://www.revistatag.com.br/web/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=733:entrevista-frank-warren-criador-do-post-secret&amp;catid=73:destaques-principais</link>
            <description><![CDATA[<!--THUMB http://i.imgur.com/QOfDx.jpg THUMB-->
<p>&nbsp;</p>
<!--IMAGE http://i.imgur.com/kgM9I.jpg IMAGE-->
<p style="text-align: justify;">Entrevista Exclusiva com Frank Warren do PostSecret.com. &nbsp;</p>

<p><a href="http://www.revistatag.com.br/web/index.php?option=com_content&view=article&id=733:entrevista-frank-warren-criador-do-post-secret&catid=73:destaques-principais">Leia mais...</a></p>]]></description>
            <author> dita_itu@hotmail.com (Amanda Tavares)</author>
            <pubDate>Wed, 23 May 2012 13:02:24 GMT</pubDate>
            <guid isPermaLink="false">http://www.revistatag.com.br/web/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=733:entrevista-frank-warren-criador-do-post-secret&amp;catid=73:destaques-principais</guid>
        </item>
        <item>
            <title>A fotografia (quase) impossível</title>
            <link>http://www.revistatag.com.br/web/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=732:a-fotografia-quase-impossivel&amp;catid=73:destaques-principais</link>
            <description><![CDATA[<!--THUMB http://i.imgur.com/1nGRG.jpg THUMB-->
<p>&nbsp;</p>
<!--IMAGE http://i.imgur.com/BZO3y.jpg IMAGE-->
<p style="text-align: justify;">Apaixonados pela fotografia analógica criam o "The Impossible Project". &nbsp;</p>

<p><a href="http://www.revistatag.com.br/web/index.php?option=com_content&view=article&id=732:a-fotografia-quase-impossivel&catid=73:destaques-principais">Leia mais...</a></p>]]></description>
            <author> dita_itu@hotmail.com (Amanda Tavares)</author>
            <pubDate>Wed, 23 May 2012 12:42:44 GMT</pubDate>
            <guid isPermaLink="false">http://www.revistatag.com.br/web/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=732:a-fotografia-quase-impossivel&amp;catid=73:destaques-principais</guid>
        </item>
        <item>
            <title>Entrevista: Coletivo Marcha das Vadias/DF</title>
            <link>http://www.revistatag.com.br/web/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=729:entrevista-coletivo-marcha-das-vadias&amp;catid=77:entrevista</link>
            <description><![CDATA[<div class="feature-thumb"><img class="feature" alt="" src="http://i.imgur.com/Hp0Ma.jpg" /><span>MARCHA</span></div>
<p style="text-align: center;"><strong>"Se ser livre é ser vadia, somos todas vadias”</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Não fico calada diante de atitudes que me incomodam”, “Acredito que toda mulher tem o direito de ter prazer e conhecer o próprio corpo”, “Minha liberdade não acaba quando me relaciono com alguém”</em>. Essas são algumas das frases que ilustram a Campanha "Feminista por quê?", idealizada pelo coletivo Marcha das Vadias, do Distrito Federal. Para o Coletivo, muitos homens e mulheres participam diariamente das mais variadas questões que o feminismo abrange sem às vezes nem se dar conta. As declarações explicitam que o direito à igualdade é uma luta de todos e se constrói no cotidiano.</p>
<p style="text-align: justify;">A Marcha das Vadias surgiu no Canadá no ano passado, como resposta a declaração de um policial que ministrava uma palestra de prevenção ao estupro na Universidade de Toronto. Ele afirmou que as mulheres não seriam vítimas de estupro se “evitassem se vestir como putas”. Indignadas, as Universitárias organizaram a primeira<strong><a href="http://www.slutwalktoronto.com/" target="_blank"> Slut Walk</a></strong>, que teve grande repercussão na mídia e logo se espalhou pelo mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, a Marcha de Brasília é organizada pelo <a href="http://marchadasvadiasdf.wordpress.com/" target="_blank"><strong>Coletivo Marcha das Vadias/DF</strong> </a>que, além de realizar o ato, se reúne durante todo o ano para realizar debates e ações relacionados às diversas formas nas quais o machismo e misoginia podem se manifestar. A primeira Marcha foi realizada em junho de 2011 e reuniu mais de 2000 pessoas. Esse ano ela acontecerá no dia 26 de maio, próximo sábado. A expectativa é que mais de 5000 pessoas compareceram ao evento em sua segunda edição.</p>
<p style="text-align: justify;">As participantes do Coletivo&nbsp;<strong>Bruna Seixas</strong>,&nbsp;<strong>Leila Saads</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Julia Zambon</strong>&nbsp;conversaram com a&nbsp;<strong>Revista Tag</strong>&nbsp;sobre a Campanha fotográfica, a organização da Marcha, as propósitos do Coletivo e o feminismo no Brasil.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe class="imgur-album" src="http://imgur.com/a/qzTiA/embed" frameborder="0" width="100%" height="550"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>A Marcha surgiu no Canadá. Como surgiu a ideia de trazer para o Brasil?</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">A Marcha do Canadá repercutiu bastante na mídia e, espontaneamente, várias outras Marchas foram se constituindo ao redor do mundo, porque a fala do policial canadense, infelizmente, encontra eco em vários outros países, como no Brasil. De qualquer forma, existem especificidades locais que têm origem no cotidiano e nas experiências diferenciadas das mulheres nas diversas localidades. Por isso, acreditamos que a ideia da Marcha das Vadias não foi importada e sim apropriada, criada e recriada a partir das diversas vivências locais das mulheres nas cidades onde as Marchas são realizadas.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Como foi a organização do coletivo? Quem faz parte atualmente? Em quantas pessoas em média vocês são?</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">A organização da primeira Marcha começou no Facebook, a partir do contato de algumas meninas feministas que se conheciam, mas que ainda não formavam um coletivo. Fomos chamando outras amigas, criamos um evento de divulgação da primeira reunião de construção da Marcha no Facebook e, para nossa surpresa, cerca de 60 meninas compareceram à reunião. Criamos uma lista de e-mails que contava com aproximadamente 80 meninas, envolvidas de diversas formas na organização da Marcha. Hoje, desde a divulgação da nossa campanha "Feminista por quê?", o número de meninas interessadas em ajudar na construção da Marcha cresce a cada dia e somos mais de 150 meninas organizadas na lista.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Como está funcionando a organização do evento? Vocês estão tendo apoio de outros órgãos?</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">A organização da Marcha é totalmente construída por mulheres integrantes do Coletivo Marcha das Vadias/DF, sem apoio de nenhum órgão ou instituição. Dentro da Marcha, há meninas que militam em diversas esferas, institucionais ou não, mas, enquanto coletivo, nossa organização é horizontal e autônoma.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A marcha já aconteceu no ano passado e reuniu quase 2 mil pessoas, mas esse ano a repercussão está sendo maior, não é? Vocês acham que é por causa da Campanha fotográfica, das redes sociais? Vocês sentem que o movimento está mais consolidado?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">É difícil estimar se a repercussão está sendo maior ou menor, pois, no ano passado, a Marcha era novidade e trouxe muita polêmica, além de ter acontecido em vários lugares ao redor do mundo. No caso específico do Distrito Federal, acreditamos que a nossa campanha fotográfica atingiu uma repercussão enorme inclusive nacionalmente, além de trazer uma atenção muito maior para o feminismo e as lutas que ele abrange. Com certeza, as redes sociais tiveram um papel fundamental na construção e na divulgação da Marcha desde o início, mas, com isso, também enfrentamos o desafio de expandir nossa atuação para além da internet, que ainda é um espaço elitizado ao qual nem toda a população tem acesso ou familiaridade.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>E falando da divulgação, a ideia da Campanha fotográfica surgiu no México, não foi? Como foi a adaptação aqui para o Brasil? Quem são os responsáveis? Quem são aquelas mulheres?</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Sim, nossa inspiração foi uma campanha Mexicana intitulada "Os mandamentos das mulheres", mas nós optamos por não utilizar a expressão "mandamentos" por não concordamos com o imperativo religioso implicado aí. Além disso, apesar de a campanha mexicana trazer algumas frases interessantes, ela foi produzida por uma empresa de lingerie, e não tinha nenhum caráter feminista. Na verdade, a empresa inclusive já sofreu processos no&nbsp;México por veicular propagandas extremamente sexistas e misóginas e fez essa campanha no intuito claro de melhorar sua imagem perante o público feminino, utilizando o feminismo como mercadoria. A campanha ainda era racista, pois só apresentava mulheres brancas (o que é mais absurdo ainda se pensarmos que a maior parte da população mexicana é de origem indígena).</p>
<p style="text-align: justify;">Nós procuramos debater e politizar essas questões e incluir nossas especificidades enquanto mulheres brasileiras, negras, brancas, pardas, indígenas. Todas as fotógrafas da nossa campanha são mulheres, integrantes do coletivo ou nossas amigas e as edições também foram feitas por nós. Algumas mulheres fotografadas são integrantes do coletivo e outras são amigas que convidamos para participar, assim como os homens que chamamos para manifestar seu apoio ao feminismo.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>O nome da Marcha com certeza chama a atenção, rola bastante preconceito em um primeiro momento, antes de as pessoas entenderem o contexto?</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Sempre aparecem algumas pessoas questionando o nome do movimento, algumas de forma construtiva e outros para fazer piadinhas, mas estamos muito felizes com a quantidade de pessoas que estão defendendo a Marcha e argumentando sobre a necessidade dela de forma belíssima na nossa <strong><a href="http://www.facebook.com/marchadasvadiasdf" target="_blank">página do Facebook</a></strong>. A proposta da Marcha das Vadias é lutar contra todas as formas de violência contra a mulher, seja ela física, simbólica, psicológica, sexual. E ao mesmo tempo temos a intenção de usar o termo “vadias” para ressignificá-lo e chamar atenção de que somos chamadas de vadias pelos motivos mais absurdos, às vezes até pelo simples fato de sermos mulheres. Todas as mulheres já foram chamadas de vadias. O que é, então, ser vadia? Se ser livre é ser vadia, somos todas vadias.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Um dos objetivos do coletivo é esclarecer a questão do feminismo e de certa forma desmistificar, certo? Como diriam que é o feminismo que defendem?</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">O mais legal da Marcha das Vadias é que ela agrega mulheres que nunca se entenderam feministas ou nunca tiveram contato com militância, discussões sobre gênero e machismo, mas que têm atitudes feministas na vida mesmo sem saber. Por isso, várias meninas que integram o coletivo passaram a se considerar feministas a partir da experiência na Marcha. Nós acreditamos que o feminismo na verdade são vários e múltiplos. Não abarcamos com a Marcha todos os feminismos que existem no Brasil e mundo, nem todas as pautas feministas. Entendemos que nossa ação feminista, através do coletivo heterogêneo que formamos, reside principalmente na luta por uma vida livre e digna para todas as mulheres em suas especificidades, com plena autonomia sobre nossos corpos. A nossa luta é por respeito, por um mundo mais igualitário entre homens e mulheres, entre negras/os, indígenas e brancas/os; por um mundo sem machismo, racismo e sem opressão de algumas pessoas sobre outras.</p>]]></description>
            <author> marianaribeiro.mr@gmail.com (Mariana Ribeiro)</author>
            <pubDate>Wed, 23 May 2012 11:30:00 GMT</pubDate>
            <guid isPermaLink="false">http://www.revistatag.com.br/web/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=729:entrevista-coletivo-marcha-das-vadias&amp;catid=77:entrevista</guid>
        </item>
        <item>
            <title>Virada Musical</title>
            <link>http://www.revistatag.com.br/web/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=728:programacao-musical&amp;catid=43:coberturas&amp;Itemid=40</link>
            <description><![CDATA[<div class="feature-thumb"><img class="feature" src="http://i.imgur.com/0LZoP.png?1" alt="" /><span>Virada </span></div>
<p style="text-align: justify;">A programação da Virada Cultural Paulista desse ano na cidade foi variada o bastante para agradar a quase todo mundo. Teve forró, rock, rap, samba e por ai vai... As atrações aconteceram em três espaços: no Parque Vitória Régia, Sesc e Teatro Municipal. E no geral, com poucos atrasos e uma estrutura bem organizada, a Virada teve poucos problemas, atraiu o público e teve grandes performances (algumas nem tanto...).</p>
<p style="text-align: justify;">As apresentações musicais começaram às 18h no Vitória Régia com um público tímido, mas já presente. O DJ pernambucano <strong><a href="http://www.myspace.com/buguinhadub" target="_blank">Buguinha Dub</a></strong> iniciou o evento, seguido pelo grupo de forró<strong> <a href="http://www.bichodepe.com.br/home/" target="_blank">Bicho de Pé</a></strong>.<strong> <a href="http://www.myspace.com/leomaiaoficial" target="_blank">Léo Maia</a></strong>, filho de Tim Maia, comandou um tributo ao pai na noite de sábado. Cheio de marra, cantou algumas músicas próprias (sem muito apelo do público), mas apostou nos grandes hits do pai e animou o público no Sesc Bauru, em uma grande apresentação. Do leme ao pontal, Gostava tanto de você e Descobridor dos sete mares compuseram o show.</p>
<p style="text-align: justify;">No Vitória Régia a noite continuou com <strong>Clube do Jazz</strong> (não tanto “jazz” assim) e <strong><a href="http://www.bandamadeinbrazil.com.br/" target="_blank">Made in Brazil</a></strong>, banda que mistura rock e blues, com 40 anos de estrada. O vocalista Oswaldo Vecchione convidou os presentes a parar de ouvir os “lixos das grandes produtoras” e curtir “Rock de Verdade”, música e título de seu último álbum.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto isso no Teatro Municipal, <strong><a href="http://www.emilianocastro.com.br/" target="_blank">Emiliano Castro</a></strong> apresentava seu show Kanimambo, o cantor e violinista trouxe uma mistura de música brasileira, africana, espanhola e latino americana. Mais tarde, às 00h30,<strong><a href="http://www.myspace.com/biagoes" target="_blank"> Bia Góes</a></strong> homenageou os 100 anos de Nelson Cavaquinho contanto, por meio de canções, a história do compositor.</p>
<p style="text-align: justify;">No final da noite o Parque Vitória Régia estava completamente lotado, todos esperando a atração principal da noite, os <strong>Racionais Mc’s</strong> (estima-se um público de 30 mil pessoas). Com meia hora de atraso o grupo contagiou o público com sucessos como “Jesus Chorou”, com o forte cunho de protesto social, que caracteriza os Racionais.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/v9ueHYw0FuI" frameborder="0" width="640" height="360"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;">No domingo a programação começou no Parque Vitória Régia às 15h com sol e um clima, literalmente, de domingo no parque. Famílias, casais e grupos de amigos aproveitaram a apresentação da banda<strong><a href="http://www.myspace.com/grooveria" target="_blank"> Grooveria</a></strong>, que tocou canções próprias e releituras de grandes músicos, como Jorge Ben e Chico Buarque. &nbsp;A seguir veio o <strong><a href="http://www.donazaira.com.br/" target="_blank">Quinteto Dona Zaíra</a></strong>, banda do interior paulista inspirada pelos ritmos nordestinos, mesclando forró, xote e choro, e arriscando versões de sambas de Jackson do Pandeiro e Adoniran Barbosa. &nbsp;&nbsp;A falha ficou por conta dos intervalos entre as bandas, preenchidos apenas pelas intervenções, sem um sonzinho de fundo para distrair o público que aguardava às próximas atrações.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto isso rolava a apresentação de <strong><a href="http://www.zerenato.com.br/" target="_blank">Zé Renato</a></strong>, que comemorando seus 35 anos de carreira e lançamento do novo disco “Breves Minutos” na área de convivência do Sesc. No Teatro Municipal, com vários lugares vazios, se apresentou<strong><a href="http://www.alinecalixto.com.br/" target="_blank"> Aline Calixto</a></strong>, revelação do samba brasileiro, indicada ao Prêmio da Música brasileira como melhor cantora. Mais tarde o <strong>Duo Marcus Santurys e Levi Ramiro</strong> mostraram as mistura do ritmo indiano a tradicionais músicas brasileiras como Asa Branca e Trenzinho Caipira.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;A Virada Cultural foi fechada pelo <strong><a href="http://www.revistatag.com.br/web/javascript:mctmp(0);">Funk Como Le Gusta</a></strong>. O atraso de quase uma hora para começar a apresentação não atrapalhou nem um pouco o ânimo do público que curtiu cada segundo do show, de uma qualidade musical inquestionável e uma simpatia e energia no palco que contagiou as quase cinco mil pessoas presentes. Durante a apresentação várias pessoas gritaram por Tiquinho, representante bauruense da banda paulistana. O grupo mesclou músicas de seu novo álbum com clássicos, como SOS e 16 toneladas, e homenagearam grandes nomes da música brasileira como Chico Science e João Donato.&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><iframe width="640" height="480" src="http://www.youtube.com/embed/33U8rxT9Ap8" frameborder="0" allowfullscreen="true"></iframe></p>]]></description>
            <author> marianaribeiro.mr@gmail.com (Mariana Ribeiro)</author>
            <pubDate>Tue, 22 May 2012 12:37:39 GMT</pubDate>
            <guid isPermaLink="false">http://www.revistatag.com.br/web/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=728:programacao-musical&amp;catid=43:coberturas&amp;Itemid=40</guid>
        </item>
        <item>
            <title>Arte para meus ouvidos, olhos, tato...</title>
            <link>http://www.revistatag.com.br/web/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=727:arte-para-meus-ouvidos-olhos-tato&amp;catid=43:coberturas&amp;Itemid=40</link>
            <description><![CDATA[<div class="feature-thumb"><img class="feature" src="http://i.imgur.com/FtGWi.jpg?1" alt="" /><span>Virada</span></div>
<p style="text-align: center;"><em><strong>Virada Cultural Paulista em Bauru traz diferentes apresentações artísticas para a cidade</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Se tudo que você sabe sobre a <strong><a href="http://www.viradaculturalpaulista.sp.gov.br/" target="_blank">Virada Cultural</a></strong> que rolou neste fim de semana é que teve show dos <strong>Racionais</strong>, está na hora de aprender que nem só de música é feito o evento. Teatro, dança, circo e intervenção foram alguns dos espetáculos que juntamente com as apresentações musicais garantiram 24 horas multi culturais em Bauru.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Metalinguagem na dança</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O espetáculo <strong>MeZclas</strong> da companhia de dança <strong><a href="http://www.andaluzescia.webs.com/" target="_blank">Andaluzes</a></strong> foi a abertura oficial da Virada no <strong>Teatro Municipal</strong> às 18h30 no sábado. O grupo trouxe dança flamenca com direito a castanhola, leques floridos e xales esvoaçantes, tudo isso ao som nada convencional de vários estilos musicais adaptados para acompanhar a dança espanhola. Como o próprio nome do espetáculo já indica, a apresentação mistura diferentes gêneros musicais, um de cada continente, com o flamenco – e não é que dá certo? Segundo o dançarino <strong>Wanderson Souza</strong>, a criação do espetáculo que existe desde 2009 foi fruto da amizade entre os integrantes do grupo. “Nosso grupo é um conjunto de amigos, é uma mescla mesmo, daí a gente reúne a menina que dança pole dance, o Tarcísio que canta, vários estilos de música, e temos como base o flamenco, e ai a gente faz adaptações e coloca tudo junto”, explica Wanderson.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/Cvg2X_SZzIo" frameborder="0" width="650" height="471"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;">A mistura também foi o principal ingrediente do espetáculo <strong>Adoniran</strong> da companhia de ballet <a href="http://stagium.esfera.mobi/" target="_blank">Stagium</a> no domingo, às 13h30, também no Teatro. Catorze bailarinos sob a direção de <strong>Marika Gidali</strong> e <strong>Décio Otero</strong> dançaram ao som do cantor e compositor <strong>Adoniran Barbosa</strong>. São Paulo e sua diversidade cultural sempre inspirou o artista, considerado por Décio como “o poeta de São Paulo, assim como Noel Rosa foi o poeta do Rio de Janeiro”. No palco, os bailarinos com figurinos cheios de cor arriscavam passos de frevo e samba além do ballet. A sapatilha deu lugar à sandália gladiadora e os tutus que voavam durante as piruetas tinham retalhos – tudo muito brasileiro! Um Adoniran em estilo clown e cheio de ginga conduzia o espetáculo, que contou com 11 famosas composições do artista, como <strong>Saudosa Maloca</strong>, <strong>Trem das Onze</strong> e <strong>Tiro ao Alvaro</strong>. O bailarino <strong>Eduardo Maschete</strong> garante que misturar ballet com ritmos brasileiros não é difícil para a companhia, que já fez homenagens a outros cantores brasileiros, como <strong>Elis Regina</strong> e<strong> Chico Buarque</strong>. “A gente trabalha com capoeira, ginástica olímpica, ballet clássico e contemporâneo”, afirma ele.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/aSeDeLZOTjM" frameborder="0" width="650" height="471"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O palco no público e o público no palco</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As intervenções foram momentos de aproximação do público com os artistas, afinal nem sempre é interessante tirar as apresentações da manga e sim “usar a manga dos outros”, segundo o mímico <strong>Richard Santos</strong>. Durante a intervenção <strong>Me Dê a Mão</strong> da <strong><a href="http://www.ciademalabarismos.com.br/" target="_blank">Companhia de Malabarismos</a></strong> no sábado, o mímico transformou a entrada do Teatro em palco e interagiu o tempo todo com curiosos que paravam pelos cantos do corredor e na escada para assistir a apresentação. O mímico fez um casal se apaixonar, brincou de cobrança de pênalti com direito a juiz e torcida e distribuiu doces e sorrisos durante pequenas cenas cômicas que estimulavam a imaginação meio adormecida de um público acostumado a ver tudo pronto na tela.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/b5rJzxrS5bA" frameborder="0" width="650" height="471"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;">No dia seguinte, também no Teatro, a intervenção <strong>Folia Pede Passagem</strong> da <strong><a href="http://www.truptrolhas.com/index.php" target="_blank">Trup Trolhas</a></strong> fez um carnaval fora de época no segundo andar do Teatro com banda de marchinhas de carnaval e o perna de pau cheio de energia <strong>Paulo Caverna</strong>. Também no domingo, outra intervenção aconteceu no <strong>Parque Vitória Régia</strong>, a participação de integrantes da<strong><a href="https://www.facebook.com/cia.piracicaba" target="_blank"> Companhia de Circo de Piracicaba</a></strong>. Enquanto palhaços passeavam no meio do público fazendo brincadeiras com as pessoas, o mágico <strong>William Novak</strong> tirava todo o tipo de utensílio de sua “maleta mágica”. “Ohhh!” e risos de criança eram os sons mais ouvidos durante a apresentação do mágico, que completou seis anos de carreira circense e acredita que a interação com o público é uma mágica a parte do show. “O público quer estar dentro, está é a verdadeira coisa, é a gente estar junto, trocando, participando da vida um do outro”, define William.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/2BqYa7h7V_k" frameborder="0" width="650" height="471"></iframe></p>]]></description>
            <author> regianefolter@hotmail.com (Regiane Folter)</author>
            <pubDate>Tue, 22 May 2012 04:10:06 GMT</pubDate>
            <guid isPermaLink="false">http://www.revistatag.com.br/web/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=727:arte-para-meus-ouvidos-olhos-tato&amp;catid=43:coberturas&amp;Itemid=40</guid>
        </item>
        <item>
            <title>Virada Cultural 2012: O que rolou em Bauru?</title>
            <link>http://www.revistatag.com.br/web/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=726:virada-cultural-2012-o-que-rolou-em-bauru&amp;catid=43:coberturas&amp;Itemid=40</link>
            <description><![CDATA[<div class="feature-thumb"><img class="feature" src="http://i.imgur.com/0LZoP.png?1" alt="" /><span>Virada </span></div>
<p style="text-align: justify;">Depois de 24 horas de programação cultural, um público estimado entre 30 e 40 mil pessoas e cerca de 25 atrações, <strong>Bauru</strong> finalmente se despediu da <strong><a href="http://viradacultural.org/" target="_blank">Virada Cultural</a></strong>. A divulgação, apesar de não abrangente, atingiu aos seus propósitos e conseguiu levar ao <strong>SESC</strong>, ao <strong>Teatro Municipal</strong> e ao <strong>Parque Vitória Régia</strong> pessoas de todas as faixas etárias e condições sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">As atrações mais aclamadas foram, sem dúvidas, as musicais: os shows do <strong>Racionais MC's</strong> e do <a href="http://www.funkcomolegusta.com/" target="_blank"><strong>Funk Como Le Gusta</strong></a> – que encerraram o sábado (19) e o domingo (20), respectivamente – conquistaram grandes públicos, apesar de possuírem estilos bem diferentes. Destaque também para o show do<a href="http://www.leomaia.com.br/" target="_blank"><strong> Léo Maia</strong></a>, no <strong>SESC</strong>, que teve público estimado em 1,5 mil pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas nem só de música vive a <strong>Virada</strong>: entre as atrações menos prestigiadas, muita dança, teatro, intervenções circenses e até um stand-up. Também rolou uma mostra cinematográfica na Estação Ferroviária, feita por iniciativa dos coletivos e sem apoio dos governos. E tudo de graça.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante a abertura da Virada, o prefeito <strong>Rodrigo Agostinho</strong> anunciou que, em breve, a cidade vai receber também a <strong>Revirada Cultural</strong> – iniciativa da própria prefeitura para dar destaque aos artistas locais. Isso acontece porque, apesar das indicações de Bauru sobre as atrações, é o governo do <strong>Estado</strong> quem seleciona a programação.</p>
<p style="text-align: justify;">Para <strong>Elson Reis</strong>, secretário da Cultura em <strong>Bauru</strong>, a <strong>Virada</strong> é importante porque traz para a região uma mistura de linguagens e estilos. “É uma oportunidade sem custos para que a população se atualize sobre o que há de melhor no cenário nacional”, explica. Mas e você, o que acha da <strong>Virada</strong>? Veja o nosso vídeo com a galera que estava no evento e conte pra gente a sua opinião também!</p>
<p style="text-align: center;"><object data="http://www.youtube.com/v/8nabiyi0LfI?version=3&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="360"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8nabiyi0LfI?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /></object></p>]]></description>
            <author> dita_itu@hotmail.com (Amanda Tavares)</author>
            <pubDate>Mon, 21 May 2012 23:22:37 GMT</pubDate>
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