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	<title>Revista Vericia</title>
	
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	<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 17:22:13 +0000</pubDate>
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		<title>Imóveis em tempos de crise</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 17:09:33 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Os mercados enlouqueceram e a rotina é quase a mesma, dia sim, dia não. Ao ligar o rádio ou acessar a Internet logo pela manhã ao longo das últimas semanas, a notícia se repetiu um bocado de vezes: bolsas asiáticas em franco declínio, acompanhadas pelas européias e, por fim, pelo ocidente. São Paulo, centro da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os mercados enlouqueceram e a rotina é quase a mesma, dia sim, dia não. Ao ligar o rádio ou acessar a Internet logo pela manhã ao longo das últimas semanas, a notícia se repetiu um bocado de vezes: bolsas asiáticas em franco declínio, acompanhadas pelas européias e, por fim, pelo ocidente. São Paulo, centro da economia nacional, não ficou imune à crise. </p>
<p>Já enfrentamos situações similares, por motivos diversos, especialmente na última década. Depois de um longo período de bonança, agora é a expectativa de uma recessão mundial que atormenta a vida dos investidores, gera turbulências, nervosismo, pessimismo, tensão. Nessas horas é inevitável que muitos investidores busquem alternativas à volatilidade aguda que o mercado financeiro está vivendo, além, evidentemente, da alta do dólar. </p>
<p>A tendência, inexorável, é a migração para o investimento em imóveis, residenciais ou comerciais, visando à renda proporcionada pelo aluguel mensal e, no longo prazo, à valorização da unidade, que será então comercializada. Esse movimento natural deverá ser deflagrado em pouco tempo, à medida que as pessoas perceberem que os altos e baixos do mercado financeiro irão perdurar, conforme alguns analistas nacionais e internacionais já comentam. </p>
<p>Tal migração ainda não ocorreu por influência da crise do mercado imobiliário norte-americano, mas há claramente, neste caso, uma certa confusão. Nos EUA o problema aconteceu porque a concessão de crédito imobiliário era desenfreada. No Brasil as regras ainda são bastante rígidas e grande parte das vendas de imóveis são realizadas à vista. </p>
<p>Historicamente o imóvel representa, no Brasil, alternativa segura para investidores que não gostam ou não podem arriscar na montanha-russa das bolsas de valores. Nos últimos anos, entretanto, houve intensiva migração de investimentos para o mercado de capitais, de pessoas seduzidas pelos ganhos expressivos e incomparáveis com a compra e venda de ações e que realmente foram vultosos em um momento de estabilidade e crescimento da economia em todo o planeta. Parte dessas pessoas, agora, está no mínimo cética. E o ceticismo leva à prudência. </p>
<p>Hoje, a rentabilidade dos imóveis alugados gira em torno de 1% do valor de venda, rendimento superior à caderneta de poupança e a muitos fundos de renda fixa. Soma-se a isso o fato de os lançamentos imobiliários terem influenciado na valorização de diversas regiões do país, especialmente em São Paulo, e temos um cenário promissor para quem não quer correr riscos e nem tem necessidade de liquidez para seu investimento. </p>
<p>Mas o mercado imobiliário, assim como qualquer outro, exige conhecimento, informação, cautela e assessoria técnica. Para ter retorno competitivo é preciso, antes de tudo, comprar bem, observando a vocação da região e do imóvel desejado, potencial de rentabilidade e condições de conservação da unidade, dentre outros quesitos. Uma opção interessante é adquirir imóveis já alugados, evitando o risco de ter que arcar com despesas como IPTU, condomínio e conta de água enquanto a nova locação não for fechada. </p>
<p>Mais do que apenas alugar, é preciso controlar e acompanhar o andamento dos contratos. O locador precisa, por exemplo, estar atento a todos os detalhes da administração, inclusive ao recolhimento de uma série de encargos que são emitidos em nome do proprietário do imóvel, mas que em geral são pagos pelo inquilino. </p>
<p>A locação deve ser, portanto, administrada, assim como as aplicações financeiras são gerenciadas por bancos ou corretoras, sob pena de o locador se ver às voltas com passivos ao longo ou ao término do contrato. O porto seguro imobiliário é, sem sombra de dúvida, uma realidade, desde que o investidor possa acompanhar todos os passos e seja respaldado por consultores especializados nesse mercado.</p>
<p>Carlos Lima<br />
empresário e corretor de imóveis, proprietário da Terracapital<br />
Brasília - DF</p>
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		<title>Governo lança programa para construir 1 milhão de casas</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Mar 2009 20:04:06 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Brasília - O Plano Nacional de Habitação, lançado hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, custará R$ 34 bilhões, segundo documento distribuído nesta quarta-feira. O programa, que recebeu o nome &#8220;Minha casa, minha vida&#8221;, vai construir 1 milhão de moradias para famílias com renda de até 10 salários mínimos. Do total de recursos, R$ [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Brasília - O Plano Nacional de Habitação, lançado hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, custará R$ 34 bilhões, segundo documento distribuído nesta quarta-feira. O programa, que recebeu o nome &#8220;Minha casa, minha vida&#8221;, vai construir 1 milhão de moradias para famílias com renda de até 10 salários mínimos. Do total de recursos, R$ 16 bilhões terão subsídios da União e R$ 10 bilhões, subsídios dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).</p>
<p>Ainda segundo o documento, o Fundo Garantidor em financiamento do FGTS entrará com R$ 2 bilhões e o seguro em financiamentos do FGTS com mais R$ 1 bilhão.</p>
<p>Também está previsto mais R$ 1 bilhão para o refinanciamento de prestações da casa própria. A União ainda financiará a infraestrutura, com mais R$ 5 bilhões, e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômicos e Social (BNDES) entrará com mais R$ 1 bilhão para financiar a cadeia produtiva.</p>
<p>Segundo o documento, existe hoje um déficit habitacional no País de 7,2 milhões de moradias, sendo que 90,9% estão concentrados na faixa de renda entre zero e três salários mínimos. Com isso, serão construídas 400 mil unidades para famílias com renda entre zero e três salários mínimos. Outras 200 mil casas serão destinadas para a faixa de renda familiar entre três e quatro salários mínimos. Para a faixa de quatro a cinco salários mínimos, serão 100 mil unidades e outras 100 mil para as famílias com renda entre cinco e seis salários mínimos. Para famílias com renda entre seis e 10 salários mínimos serão construídas 200 mil casas. O salário mínimo em vigor hoje é de R$ 465,00.</p>
<p>O documento informa que o maior déficit de moradias concentra-se nas regiões metropolitanas e, de acordo com o documento, a estimativa do governo é de que essa defasagem habitacional será reduzida em 14% com o plano anunciado hoje. Ainda de acordo com o documento, a distribuição por Estados respeitará a composição do déficit habitacional, sendo que 37% do total das construções ficarão na região Sudeste; 34% no Nordeste; 12% na região Sul; 10% na região Norte e 7% no Centro-Oeste.</p>
<p>Subsídios<br />
O Plano Nacional de Habitação dará subsídio integral, com isenção de seguro, para as famílias com renda de até três salários mínimos. Segundo o documento, as famílias com renda de três a seis salários mínimos terão subsídio parcial nos financiamentos, com redução dos custos de seguro e acesso ao Fundo Garantidor.</p>
<p>Para as famílias com renda de seis a dez salários mínimos, haverá um estímulo à compra da casa própria com redução dos custos do seguro e acesso ao Fundo Garantidor.</p>
<p>O documento informa ainda que, para compatibilizar a prestação da casa própria com a capacidade de pagamento da família, a primeira prestação será paga apenas na entrega do imóvel. Haverá um pagamento opcional de entrada nos casos de financiamento.</p>
<p>O programa prevê ainda um comprometimento máximo de 20% da renda para o financiamento. Haverá também uma redução do risco do financiamento no Fundo Garantidor, um barateamento do seguro e desoneração fiscal e de custos cartoriais.</p>
<p>Renata Veríssimo e Adriana Fernandes</p>
<p>Publicado no jornal O Estado de São Paulo em 25 de março de 2009</p>
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		<title>Buscas por imóveis na web já superam classificados de jornais, diz Ibope</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Mar 2009 19:22:45 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A web tem roubado espaço não apenas do noticiário dos jornais impressos. Ela agora começa a invadir também uma outra área, tão ou mais sensível para as grandes empresas jornalísticas: a dos anúncios classificados para a venda de imóveis.
Pesquisa feita pelo Ibope sobre as “Tendências imobiliárias na cidade de São Paulo” revela que as buscas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A web tem roubado espaço não apenas do noticiário dos jornais impressos. Ela agora começa a invadir também uma outra área, tão ou mais sensível para as grandes empresas jornalísticas: a dos anúncios classificados para a venda de imóveis.<br />
Pesquisa feita pelo Ibope sobre as “Tendências imobiliárias na cidade de São Paulo” revela que as buscas feitas na web por pessoas que estão à procura de imóvel já superam a de anúncios classificados. Para a pesquisa, foram ouvidas 2.395 pessoas das classes A, B e C, representativas da população que busca um imóvel para comprar, segundo o diretor de inteligência de mercado do Ibope Inteligência, Marcelo Coutinho.<br />
Ele foi um dos palestrantes nesta quinta-feira, 19, no Web Expo Forum, promovido pelas revistas TI INSIDE, TELETIME E TELA VIVA. De acordo com a pesquisa, hoje 49% da população geral usam a internet para procurar imóvel na capital paulista, contra 44% daqueles que recorrem aos anúncios classificados nos jornais.<br />
Em outra pesquisa, feita com os chamados &#8220;heavy users&#8221;, internautas que usam intensamente seus PCs para acessar a rede mundial, o Ibope verificou que as opiniões de consumidores em sites de lojas, blogs e em redes socais já impactaram ou ultrapassaram os anúncios na TV.<br />
A pesquisa perguntou a 600 heavy users o que eles consideravam importante antes da decisão de compra de um produto. O resultado é que 37% disseram levar em conta a opinião de consumidores em sites de lojas, 33%, as observações feitas em blogs, e 19%, as opiniões de usuários de redes sociais. Os anúncios na TV foram citados por 19% dos internautas. </p>
<p>Postado por Joel Francischetti, 19 de março de 2009<br />
Publicado no Blog Gestão Imobiliária<br />
http://gestor-imobiliario.blogspot.com/2009/03/buscas-por-imoveis-na-web-ja-superam.html</p>
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		<title>Brasil consolida política anti sub-prime</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Mar 2009 22:17:55 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A atual crise financeira internacional trouxe fortes impactos sobre a economia brasileira. No entanto, nosso país mostrou uma nova capacidade de resistir a choques externos, tanto que os impactos estão sendo menores que em outras crises e menos intensos do que nos países desenvolvidos.
Para isso, foram importantes o crescimento dos últimos anos, a ampliação dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A atual crise financeira internacional trouxe fortes impactos sobre a economia brasileira. No entanto, nosso país mostrou uma nova capacidade de resistir a choques externos, tanto que os impactos estão sendo menores que em outras crises e menos intensos do que nos países desenvolvidos.<br />
Para isso, foram importantes o crescimento dos últimos anos, a ampliação dos investimentos e da capacidade instalada, a incorporação de brasileiros ao consumo e à cidadania, a adaptação da política comercial à nova realidade do mercado externo, a geração de superávits e a ampliação das reservas internacionais. O governo federal também agiu tempestivamente, enfrentando a escassez do crédito e a redução da capacidade produtiva, acentuadas pela crise internacional.<br />
Mas também foram importantes as condições do sistema bancário. Os elevados depósitos compulsórios permitiram um maior direcionamento do crédito, sobretudo para a agricultura e a habitação. Depois de anos onde a palavra de ordem foi a privatização, consolidou-se um competitivo setor bancário público. Estes detêm cerca de 1/3 dos ativos totais, sendo que a Caixa é responsável por mais de 57% dos financiamentos habitacionais e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social concentra a quase totalidade dos financiamentos de longo prazo, permitindo, assim, uma intervenção positiva na atual crise.<br />
Não menos importante, o governo federal não se omitiu frente ao grave problema social da moradia, e conseguiu tirar o setor habitacional do marasmo em que se encontrava desde os anos 80. É verdade que este esforço ocorreu em conjunto com o segmento empresarial, que tinha um diagnóstico das deficiências e propostas para superá-las.<br />
Desde 2003 - através de processo que buscou amplo entendimento entre os vários atores – reergueu-se a construção habitacional, ampliou-se o crédito e melhoram-se as condições institucionais. Desenvolveu-se o Sistema Nacional de Habitação e criaram-se mecanismos e incentivos – como o Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social, criado através de iniciativa popular – que permitem que o Estado, nas três esferas de governo, possa praticar uma política de subsídios transparente, sem a qual, não haverá acesso à moradia pelas famílias de menor renda.<br />
Em paralelo, fortaleceu-se o FGTS e aperfeiçoaram-se as regulamentações voltadas ao setor, tais como o patrimônio de afetação, a regra do valor incontroverso e as reduções de carga tributária, sem as quais também não se teria alcançado o desempenho dos últimos anos.<br />
Tais esforços, conduzidos pelo governo federal, favoreceram o intenso crescimento do setor da construção civil sem que houvesse o abandono dos menos favorecidos, como desejavam os economistas conservadores que brandiam as propostas do Estado Mínimo e do fim das políticas públicas.<br />
Nunca é demais lembrar que foi a expansão das finanças – em mercados altamente desregulados – que reduziu as políticas públicas. Muitos países tentaram simplesmente transferir parte das responsabilidades do Estado ao mercado e este procedimento, aliado à desregulamentação, responde, em grande medida, pela atual crise internacional.<br />
Na origem da crise dos sub-prime americanos estava este procedimento. Abandonada a população de mais baixa renda à sua própria sorte, esta foi atendida apenas pelo sistema financeiro, porém com taxas de juros mais elevadas, dado o risco embutido na operação. E, beneficiando-se da ausência de transparência e de controles do mercado financeiro, suas hipotecas foram “empacotadas” e transferidas para bancos de investimentos e fundos que as passavam adiante sem nenhum constrangimento. Quando dos primeiros solavancos&#8230;<br />
No Brasil, o pacote habitacional a ser anunciado proximamente - dadas as informações já veiculadas pela mídia – mostra que outra política é possível. As questões em discussão, relativas à construção de cerca de um milhão de novos imóveis até 2010, aos subsídios para os mutuários que ganham até três salários mínimos e à constituição de um Fundo Garantidor, indicam a consolidação de uma política habitacional que incorpora as camadas de menor renda, mas também de mecanismos de segurança e prevenção contra riscos exacerbados de inadimplência. Enfim, consolida-se no Brasil um verdadeiro anti sub-prime.<br />
Ao incorporar um aumento do subsídio à habitação popular, baratear os seguros no financiamento à população de menor renda, criar um fundo garantidor e abrir uma linha especial de financiamento para a infra-estrutura das áreas desses empreendimentos, este novo pacote habitacional pode tornar-se exemplar e indicar - não só para Brasil - de que é possível, mesmo em meio a uma grave crise internacional, deixar de lado a omissão do Estado e o vale-tudo de mercados desregulados.</p>
<p>* <strong>Suely Muniz</strong>, pesquisadora do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (1985-2008), Diretora Financeira e Presidente da COHAB-SP (2001-2004), é Doutora pela POLI-USP e economista.<br />
* <strong>Jorge Mattoso</strong>, professor doutor na UNICAMP (1985-2008), presidente da Caixa Econômica Federal (2003-2006), é Secretário de Finanças em São Bernardo do Campo, SP.</p>
<p><a href="http://revista.vericia.com/wp-content/uploads/2009/03/novo_.png"><img class="alignnone size-full wp-image-211" title="novo_" src="http://revista.vericia.com/wp-content/uploads/2009/03/novo_.png" alt="novo_" width="1017" height="287" /></a></p>
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		<title>Cresce adesão à publicidade on-line</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jan 2009 14:30:52 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Nada de crise. Entre as agências de publicidade, a expectativa é que o crescente volume de internautas do país impulsione as apostas na propaganda on-line. &#8220;Anunciantes da nossa carteira que ainda estão definindo verbas de mídia vão aumentar os investimentos na internet&#8221;, diz Ricardo Reis, diretor da subsidiária brasileira do Grupo Havas, sexto maior grupo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">Nada de crise. Entre as agências de publicidade, a expectativa é que o crescente volume de internautas do país impulsione as apostas na propaganda on-line. &#8220;Anunciantes da nossa carteira que ainda estão definindo verbas de mídia vão aumentar os investimentos na internet&#8221;, diz Ricardo Reis, diretor da subsidiária brasileira do Grupo Havas, sexto maior grupo de publicidade do mundo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">A mesma tendência é percebida pela MídiaClick. &#8220;Ferramentas populares como as redes sociais ainda não foram aproveitadas pela publicidade&#8221;, comenta Marcelo Sant&#8217;Iago, diretor-geral da agência. &#8220;Esse tipo de recurso deve chamar a atenção das empresas neste ano.&#8221;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">O crescimento da propaganda na rede, segundo os publicitários, está relacionado à capacidade de entrega de resultados da internet. No meio digital, o anunciante consegue medir exatamente qual é o retorno de sua campanha, uma característica que ganha ainda mais relevância no momento em que empresários só pensam em reduzir custos. &#8220;O segredo é saber combinar as oportunidades de cada meio, e a internet não pode ficar de fora&#8221;, diz Sant&#8217;Iago.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">Estimativas da instituição Interactive Advertising Bureau (IAB) apontam que a publicidade on-line movimentou cerca de R$ 700 milhões no país em 2008, o equivalente a 3,5% do bolo publicitário. Segundo o diretor-geral da MídiaClick, é preciso somar ainda os gastos com links patrocinados, que não estão na conta do IAB. &#8220;Os links já são cerca de 30% dos negócios de publicidade on-line no país, certamente esse já é um mercado superior a R$ 1 bilhão.&#8221;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">A empresa de pesquisas Pyramid Research projeta que, até 2013, 8% dos investimentos em propaganda estarão na web.<span style="mso-bidi-font-weight: bold;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no; mso-bidi-font-weight: bold;">Artigo publicado no Valor online em 06/janeiro/2009</span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"></span></p>
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		<title>Base de internautas pode superar 50 milhões</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jan 2009 14:16:09 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Depois de viver um ciclo de crescimento sem precedentes no mercado de computadores, o Brasil fechou 2008 com mais de 43 milhões de pessoas com acesso à internet, segundo dados do instituto de pesquisa Ibope/NetRatings. No fim de 2003, esse contingente era de 22 milhões de pessoas. Por si só, o volume já excede a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">Depois de viver um ciclo de crescimento sem precedentes no mercado de computadores, o Brasil fechou 2008 com mais de 43 milhões de pessoas com acesso à internet, segundo dados do instituto de pesquisa Ibope/NetRatings. No fim de 2003, esse contingente era de 22 milhões de pessoas. Por si só, o volume já excede a população total de países como Espanha e Argentina. Mas o número total certamente é ainda maior, uma vez que os dados contabilizam apenas usuários a partir dos 16 anos de idade, com acesso em qualquer tipo de ambiente - residência, trabalho, escolas, lan houses, bibliotecas e telecentros.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">Neste ano, mesmo se considerado o cenário econômico mais pessimista, a expectativa é de que a rede mundial quebre a fronteira dos 50 milhões de usuários no país. &#8220;Os últimos dois anos foram períodos muito fortes, uma fase que não irá se repetir em 2009, mas certamente o país vai manter um bom ritmo de acesso&#8221;, diz Fernando Meirelles, professor e coordenador do centro de pesquisa de tecnologia da Fundação Getulio Vargas, de São Paulo (FGV-SP).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">A previsão é de que o acesso residencial, que tem sido o principal motor da rede de computadores no país, continuará a ser estimulado pela entrada das classes C e D. &#8220;A internet vem se transformando em um item essencial de consumo do usuário urbano&#8221;, comenta Marcelo Coutinho, diretor de análise de mercado do Ibope Inteligência. &#8220;Uma vez que a pessoa tenha contato com a tecnologia, ela tende a não querer abrir mão desse benefício.&#8221;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">Até novembro, o número de pessoas que moram em residências onde há um computador com acesso à internet subiu para 38,2 milhões, segundo o Ibope. Em dois anos, o crescimento foi de 73%.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">A entrada em massa de novos usuários na rede ajuda a entender o sucesso das chamadas redes sociais, sites usados para trocar mensagens e exibir conteúdo. Um levantamento realizado pela empresa de pesquisas Pyramid Research mostra que sites de relacionamento e de compartilhamento de conteúdo, como o Orkut e o YouTube, lideram o ranking dos serviços mais procurados pelo internauta brasileiro, ao lado de ferramentas como o MSN, de mensagem instantânea, e o serviço de correio eletrônico Hotmail. &#8220;As redes sociais têm sido a porta de entrada da maior parte das pessoas que acessam a internet pela primeira vez&#8221;, diz Coutinho. &#8220;Antes de qualquer outra coisa, as pessoas querem se comunicar.&#8221;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">Segundo o estudo, que foi encomendado pelo Google, as ferramentas de comunicação atraem 87% da base de entrevistados. Elas são seguidas pela busca de notícias, entretenimento e pesquisas escolares (com 81% das respostas), músicas e vídeos (42%) e comércio eletrônico (23%).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">A expansão da base de usuários da rede vem sendo acompanhada pela adesão aos serviços de banda larga, os quais, desde 2007, já superam o número de conexões discadas no país, segundo dados do Comitê Gestor da Internet. Entre as famílias com renda superior a cinco salários mínimos, a conexão em alta velocidade já é realidade para 57% das pessoas, uma taxa que atingia 22% em 2005.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">A tendência é de crescimento. Em junho de 2008 foram contabilizadas mais de 10 milhões de conexões rápidas à internet, volume 48% superior ao de junho de 2007, segundo estudo da consultoria IDC, encomendado pela Cisco Systems. O aumento da banda larga, diz Meirelles, da FGV-SP, deverá passar por uma redução no custo dos serviços ao longo deste ano. &#8220;O efeito psicológico da crise econômica é muito forte sobre as pessoas, que tendem a ficar mais resistentes a gastar com tecnologia&#8221;, observa. &#8220;As empresas que oferecem os serviços terão que reagir a isso.&#8221;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">Para o pesquisador da FGV-SP, as turbulências esperadas nos próximos meses não deverão afetar a popularização da internet no país. Até 2012, diz Meirelles, o Brasil terá 100 milhões de internautas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">André Borges, de São Paulo<br />
Artigo publicado no Valor online em 06/01/2009</span></p>
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		<title>Setor de imóveis troca estande pelo mouse</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jan 2009 14:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cristina</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Indústria]]></category>

		<category><![CDATA[Mercado Imobiliário]]></category>

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		<description><![CDATA[

Há um ano, a gerente comercial Daniela Camarinha, de 35 anos, não aguentava mais procurar apartamento. Com um filho recém-nascido e um marido cujo tempo livre era difícil de conciliar com o seu, ela se viu obrigada a procurar uma solução alternativa para encontrar um novo lar para a família. Decidiu iniciar a compra do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span style="mso-no-proof: no;"><span style="font-size: small;"></span></span></div>
<p><span style="mso-no-proof: no;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">Há um ano, a gerente comercial Daniela Camarinha, de 35 anos, não aguentava mais procurar apartamento. Com um filho recém-nascido e um marido cujo tempo livre era difícil de conciliar com o seu, ela se viu obrigada a procurar uma solução alternativa para encontrar um novo lar para a família. Decidiu iniciar a compra do imóvel pela internet. &#8220;Eu já conhecia a marca Tecnisa, descobri que eles tinham um site bastante completo, que permitia visualizar com detalhes o estágio das obras, e me senti segura para comprar&#8221;, diz Daniela, que escolheu um apartamento em Moema, de cerca de R$ 550 mil.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">Todo o processo, que durou cerca de dez dias, foi encaminhado on-line, com direito a tira-dúvidas em tempo real, altas horas da noite. Por meio de chat e e-mail, Daniela e o marido elucidaram desde questões básicas, como os serviços oferecidos, até a documentação necessária e as formas de pagamento. Mesmo a contraproposta do marido, que preferia quitar o imóvel em pouquíssimas parcelas, foi aceita on-line. Até a assinatura no cartório, só uma visita foi feita ao empreendimento.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">O mercado imobiliário está cada dia mais disposto a fisgar compradores que estejam ao alcance do mouse, como Daniela. Principalmente neste momento de crise econômica, as incorporadoras vêem na internet a chance de diminuir os custos de venda. &#8220;Vender pela internet custa 70% menos do que no &#8216;mundo real&#8217;&#8221;, afirma Romeo Busarello, diretor de marketing da Tecnisa. Os principais ganhos são no custo do estande e dos telefones à disposição dos corretores.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">A Tecnisa é uma das construtoras mais adiantadas em venda on-line, que hoje representa mais de um quarto (27%) das suas vendas totais. No acumulado de 2008, até 30 de novembro, 480 apartamentos tiveram sua compra encaminhada via internet. A expectativa é de que 30% das aquisições em 2009 tenham início a partir do site da empresa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">Hoje, a equipe on-line da Tecnisa soma 52 corretores, que atendem 24 horas por dia. Há seis anos, quando o site foi lançado, eram apenas dois vendedores. &#8220;Quando está em obra, o empreendimento não tem estande, o que faz o consumidor perder o interesse em visitar o local. Nesses casos, a tecnologia torna-se uma ferramenta bem mais eficaz para atraí-lo&#8221;, diz Busarello.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">Não por acaso, a internet vai receber mais investimentos de marketing em 2009. &#8220;Vamos redirecionar nossas verbas: dos atuais 20%, a propaganda on-line passará a receber 24% do orçamento total, enquanto o jornal, que concentra 45% dos recursos, deve ficar com 42%&#8221;, diz Busarello. Ao todo, a previsão é de que o investimento em marketing da Tecnisa em 2009 vai somar R$ 30 milhões, mesmo patamar de 2008.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">Outra grande incorporadora, a Rossi, pretende manter neste ano o mesmo patamar de investimentos em marketing de 2008, cujo valor não é revelado. A verba investida destinada aos links patrocinados, porém, vai dobrar. Os links são anúncios que aparecem ao lado dos resultados das buscas dos usuários de internet. &#8220;Trata-se de uma ferramenta que oferece grande retorno&#8221;, diz Viviane Cukiero, gerente de marketing institucional. Atualmente, a Rossi patrocina cerca de 90 mil palavras em links dos portais de busca Google e Yahoo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">Na opinião do diretor de vendas da Rossi, Klaus Monteiro, o melhor é que a web permite filtrar o interesse do cliente. &#8220;O tempo para que ele se decida sobre a compra cai para um terço, uma vez que o consumidor não precisa visitar todos os empreendimentos&#8221;, diz o executivo, que mantém 50 corretores - o equivalente a um quinto da sua equipe de vendas - exclusivamente para o atendimento on-line. Hoje, são 120 mil acessos ao mês.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">Em 2009, a projeção é de que o número total de corretores vai subir de 250 para 350, sendo que 120 desses profissionais estarão voltados para as vendas on-line. &#8220;No ano passado, cerca de 20% dos imóveis vendidos tiveram sua aquisição encaminhada pela web e a nossa expectativa é de que, em 2009, esse índice atinja 30%&#8221;, afirma Monteiro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">Na Cyrela, a venda iniciada pela internet representou cerca de 12% das vendas globais da incorporadora no ano passado. &#8220;Em 2009, esse total deve ficar entre 15% e 20%&#8221;, diz Ubirajara Spessotto, diretor geral da Cyrela. Em relação à verba de marketing, o executivo avalia que a web permite uma medição de retorno sobre investimentos (ROI, na sigla em inglês) melhor do que as mídias tradicionais. Isso porque é possível saber com precisão quais caminhos o consumidor trilhou até chegar ao site da incorporadora, algo mais difícil de descobrir em relação a quem chega ao estande.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">&#8220;Para nós, em 2009, não é a audiência que vai determinar os investimentos em mídia, e sim os hábitos do público-alvo, algo que pode ser acompanhado com eficiência pela internet&#8221;, diz Spessotto. Ele também reforça a aposta em mídias alternativas, como espaços em academias de ginástica e restaurantes próximos dos projetos da Cyrela.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">Dos atuais 280 clientes da NetCallCenter-Orbium - fornecedora de software de gestão de relacionamento com o consumidor -, mais de 30 são do mercado imobiliário, que despontou nos últimos dois anos como um dos principais setores atendidos pela empresa de tecnologia. &#8220;As incorporadoras vêm percebendo que o velho modelo do corretor sentado no estande, à espera dos clientes, é pouco produtivo&#8221;, afirma Marcelo Amorim, presidente da NetCallCenter-Orbium. Hoje, o consumidor quer resolver boa parte da sua vida on-line, para ganhar tempo, diz ele. &#8220;Se uma ferramenta permite visualizar, pelo computador, o quarto em três dimensões para saber se cabe a cama do filho, por exemplo, por que o consumidor rodaria de estande em estande para conferir essa informação?&#8221;, questiona.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">Amorim, que tem a construtora Even entre os clientes do setor de imóveis, lembra que o rápido avanço das conexões em banda larga nos lares brasileiros tem incentivado as incorporadoras a tornar sua abordagem on-line mais sofisticada. &#8220;Os consumidores podem conversar com o corretor virtual, tirar dúvidas por meio de chats ou videoatendimento&#8221;, diz o executivo. Dessa forma, conclui, só visita o estande quem está realmente disposto a comprar. &#8220;A incorporadora não gasta tempo e dinheiro com quem não está interessado&#8221;.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">Daniele Madureira, de São Paulo </span></p>
<p><font face="Times New Roman"><font style="font-size: 11pt; mso-no-proof: no;" face="Arial"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Artigo publicado no Valor online em 05/janeiro/2009</span></p>
<p></font><span style="mso-no-proof: no;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;"></p>
<div><span style="mso-no-proof: no;"></span></div>
<p></span></span></span></font></span><font face="Times New Roman"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="mso-no-proof: no;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;"></p>
<div><span style="mso-no-proof: no;"></span></div>
<p></span></span></span></p>
<p></font></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="mso-no-proof: no;"><span style="font-size: small;">  </p>
<p><span style="mso-no-proof: no;"><font style="font-size: small;" size="3"><span style="mso-no-proof: no;"><font style="font-size: small;" size="3"> </p>
<p></font></span></font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p> </p>
<p></span></span></span><span style="mso-no-proof: no;"><font style="font-size: small;" size="3"><span style="mso-no-proof: no;"> </p>
<p></span></font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p> </p>
<p></span></p>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p> </p>
<p></span></p>
<p> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Crise e Setor Imobiliário</title>
		<link>http://revista.vericia.com/2008/10/29/crise-e-setor-imobiliario/</link>
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		<pubDate>Wed, 29 Oct 2008 18:25:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cristina</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Mercado Imobiliário]]></category>

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		<description><![CDATA[O agravamento da crise financeira norte-americana e sua ampliação a outras partes do mundo mostraram os limites de um processo que foi  determinado pela financeirização da economia.
A expansão das finanças – em mercados altamente desregulamentados e minimamente controlados – reduziu as políticas públicas ao seu mínimo. Cada país teve emagrecida sua capacidade de investimento e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><a href="http://revista.vericia.com/wp-content/uploads/2008/10/images1.jpg"><img class="size-medium wp-image-193 alignright" title="images1" src="http://revista.vericia.com/wp-content/uploads/2008/10/images1.jpg" alt="" width="87" height="94" /></a>O agravamento da crise financeira norte-americana e sua ampliação a outras partes do mundo mostraram os limites de um processo que foi <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>determinado pela financeirização da economia.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A expansão das finanças – em mercados altamente desregulamentados e minimamente controlados – reduziu as políticas públicas ao seu mínimo. Cada país teve emagrecida sua capacidade de investimento e enfrentou à sua maneira esta nova condição. Muitos permitiram simplesmente transferir parte de suas responsabilidades ao próprio setor financeiro. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Assim foi com a habitação nos EUA, onde os setores de mais baixa renda passaram a ser atendidos pelo sistema financeiro, com maiores taxas de juros e transferências de seus créditos para bancos de investimentos e fundos que os passavam adiante sem nenhum constrangimento.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Na primeira dificuldade, a inadimplência desses setores abandonados a um mercado desregulado gerou um estouro cujas dimensões e conseqüências ainda são difíceis de quantificar. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Em paralelo ao silêncio daqueles que passaram anos defendendo o livre mercado, há um crescente reconhecimento de que as recentes intervenções de bancos centrais de todo o mundo são indispensáveis, mas insuficientes. Esse reconhecimento prevê também a necessidade de uma maior regulação e controle e da constituição de instituições internacionais capazes de exercê-las. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Mas e o Brasil, como ficará em meio a esse extraordinário “imbróglio”?<span style="mso-spacerun: yes;">  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Sabem os estudiosos e os brasileiros que - ainda que apreensivos com os efeitos que possam advir da retração do crédito e da demanda mundial - teremos melhores condições de atravessar essa crise do que no passado. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Não sem razão, apesar de todas as preocupações com o futuro, as previsões apontam para um crescimento superior a 5% neste ano e entre 3,5% e 4% em 2009, bastante superiores à média das décadas anteriores<span style="color: #ff0000;"> </span>e às previsões de crescimento das economias centrais. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">No Brasil, desde 2003 buscou-se reerguer o setor da construção habitacional, favorecendo a ampliação do crédito e a melhora das condições institucionais visando o melhor funcionamento do financiamento imobiliário – travado desde meados dos anos 80. Objetivo claramente alcançado, pois os dados do IBGE mostram que o setor da construção civil tem crescido mais que os outros setores industriais em expansão. Esse fato, além de confirmar o acerto das políticas adotadas pelo governo federal, mostra o recente dinamismo do setor imobiliário e referenda o papel significativo dos investimentos do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento na habitação.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">No entanto, felizmente, dois fatores foram amplamente distintos do ocorrido em países como os EUA. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O primeiro, é que as políticas públicas - neste período pós 2003 - não foram abandonadas, muito pelo contrário. O desenvolvimento do Sistema Nacional de Habitação e a criação de mecanismos e incentivos – tais como o Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social - permitiram que o Estado, nas três esferas, se tornasse capaz de praticar uma política de subsídios transparente, sem a qual, não há como permitir o acesso à moradia às famílias com baixas rendas. Não houve, portanto, nem omissão frente ao grave problema social da moradia, nem transferência da responsabilidade ao mercado financeiro.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O FGTS até 2002 definhava e sofria profundas críticas do Banco Mundial e de setores privados (industriais e do mercado de capitais) e propunha-se seu uso em outras atividades como no mercado de ações e/ou sua completa eliminação. Enquanto isso, seus parcos recursos financiavam apenas aos que tinham renda acima de 10 salários mínimos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Desde então, o FGTS recuperou-se (deve fechar o ano de 2008 com cerca de 100 bilhões de reais em caixa) e mostrou-se indispensável para o desempenho do setor habitacional e a alavancagem do crescimento econômico. Ao mesmo tempo, mostrou que graças às suas características e desempenho, pode e poderá – mantida sua destinação exclusivamente ao setor habitacional e infra-estrutura urbana - alocar recursos ao <em style="mso-bidi-font-style: normal;">funding</em> destinado a cobrir uma dívida social histórica, caracterizada pelo déficit de 8 milhões de moradias. Assim, em 2007, do total de financiamentos à moradia com recursos do FGTS, 90% foram destinados à população com renda abaixo de 5 salários mínimos, sendo que 76% para os situados abaixo de 3 salários mínimos. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O segundo, é que apesar do extraordinário <span style="mso-bidi-font-style: italic;">esforço regulatório, legislativo e tributário - iniciado com o patrimônio de afetação, a regra do valor incontroverso e as reduções de carga tributária -</span> a securitização não decolou, devido à manutenção de taxas de juros demasiado elevadas. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Seu fraco desempenho, por um lado, foi negativo, já que uma maior <em style="mso-bidi-font-style: normal;">securitização</em> de créditos habitacionais favoreceria o giro da roda do financiamento. Mas teve outro lado positivo, pois relegou a um segundo plano um conjunto de pressões para desregulamentar ainda mais o setor. Dessa forma, assim que baixados os juros, a securitização poderá desenvolver-se de maneira mais apropriada, sem “sub primes” ou descontroles irresponsáveis.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Contudo, há que se enfrentar a realidade internacional de frente. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O governo federal tem insistido corretamente na necessidade de preservar o crescimento econômico, assegurar o apoio às construtoras e o crédito ao financiamento imobiliário, indispensáveis à continuidade de seu desempenho recente. Também seria importante que as taxas de juros cessassem sua trajetória ascendente, possível pela própria redução da pressão de demanda.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O FGTS tem sido indispensável ao desempenho do setor habitacional e seriam elevados os custos que poderiam advir de uma retirada, neste momento, de recursos da habitação. Afinal, este é um setor que tem alavancado alto crescimento, sem ônus à balança comercial e com forte geração de empregos e que, ao mesmo tempo se destina a cobrir uma divida social histórica de moradias. Na verdade, é indispensável a disponibilização de mais recursos do Fundo e de recursos orçamentários - na forma de subsídios explícitos <em style="mso-bidi-font-style: normal;">ex-ante</em> - para reduzir o déficit habitacional e ampliar o acesso da população de menor renda à moradia.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A crise mundial pode chegar ao Brasil, mas com efeitos menores do que no passado e basicamente a partir do crédito e do câmbio. O setor imobiliário tem tudo para - após uma boa sacudida - retomar sua trajetória de expansão. Ainda que, além do apoio do governo, precise também reduzir um pouco suas expectativas, redefinir suas estratégias de longo prazo e elevar sua capacidade competitiva.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Não podemos olhar a economia e a sociedade brasileiras com os olhos do passado e nos satisfazer com os avanços já realizados nesses últimos anos. Tampouco o setor imobiliário. Seus investimentos – que cresceram nada menos de 14% em 2007 - precisam ser preservados hoje e ampliados nos próximos anos. Esta é uma demanda brasileira, de sua economia e sociedade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">*Jorge Mattoso é economista e consultor, foi professor do Instituto de Economia da UNICAMP (1985-2008), Secretário de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo (2001-2002) e Presidente da Caixa Econômica Federal (2003-2006).</span></span></p>
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		<title>Consciência mais verde</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 19:30:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renata</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Indústria]]></category>

		<category><![CDATA[Caixa Econômica Federal]]></category>

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		<description><![CDATA[A partir de janeiro, a Caixa Econômica Federal passará a exigir comprovação do uso de madeira certificada por parte das construtoras e empresas do segmento imobiliário para conceder financiamento de obras. A medida faz parte de um acordo de cooperação entre o banco, o Ministério do Meio Ambiente e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://revista.vericia.com/wp-content/uploads/2008/10/imagem-07_10-i.jpg"><img class="size-medium wp-image-189 alignleft" title="imagem-07_10-i" src="http://revista.vericia.com/wp-content/uploads/2008/10/imagem-07_10-i-300x200.jpg" alt="" width="270" height="180" /></a>A partir de janeiro, a Caixa Econômica Federal passará a exigir comprovação do uso de madeira certificada por parte das construtoras e empresas do segmento imobiliário para conceder financiamento de obras. A medida faz parte de um acordo de cooperação entre o banco, o Ministério do Meio Ambiente e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), assinado em 30 de setembro.<br />
A Caixa vai exigir que as construtoras apresentem até o final da obra o DOF (Documento de Origem Florestal) das madeiras nativas utilizadas e uma declaração contendo as espécies, quantidades e destino final das madeiras na obra. O DOF é gerado pelo Ibama e pode ser obtido no site da instituição - <a href="http://www.ibama.gov.br" target="_blank">www.ibama.gov.br</a> .</p>
<p>“A exigência do documento permitirá que as madeiras utilizadas sejam oriundas de florestas nativas com planos de manejo florestal, ou com autorização de desmatamento - devidamente licenciadas pelo órgão ambiental competente, ou de florestas plantadas, com planos de manejo florestal licenciados”, explica a presidente do banco, Maria Fernanda Ramos Coelho.<br />
A partir de janeiro, o banco vai incluir cláusula nos contratos que torna obrigatória a apresentação desses documentos e, em caso de possíveis irregularidades, caberá ao Ibama aplicar as penalidades.</p>
<p>“Destacamos a importância do engajamento das construtoras e estabelecimentos que comercializam madeiras nesta iniciativa, para que se tornem fortes aliados no compromisso da preservação ambiental ao utilizar madeiras com origem legal, inibindo o uso de madeiras oriundas de desmatamentos ilegais”, afirmou Maria Fernanda. De acordo com a presidente da CEF, 83% da madeira utilizada em construções financiadas pela Caixa são provenientes da Floresta Amazônica, dos estados do Mato Grosso, Rondônia e Pará. O governo financiou cerca de 15,5 bilhões para 350 mil novas habitações e, portanto, “o acordo significa um passo importantíssimo para uma política de sustentabilidade”. Ela se diz empolgada por presidir uma Instituição que participa de um projeto dessa magnitude.</p>
<p>O ministro Carlos Minc, disse que o acordo é uma ação importante para a sustentabilidade no uso da madeira e que outras 12 medidas estão sendo adotadas para conter o desmatamento ilegal, entre elas, aumento na fiscalização e a criação do Fundo Amazônia. “O DOF - Olho Eletrônico - possibilitou a realização desse acordo e agora vamos integrá-lo a todos os estados da federação”, assegura o ministro.</p>
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		<title>Boas notícias para financiamento habitacional</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Oct 2008 21:20:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renata</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Mercado Imobiliário]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, “ainda tem muita gente que não pode financiar um imóvel”, e por isso, o governo deve anunciar nos próximos dias, novas medidas para facilitar ainda mais o financiamento imobiliário. Na opinião do ministro, o Brasil tem um sistema imobiliário “completamente diferente” do norte-americano e os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://revista.vericia.com/wp-content/uploads/2008/10/imagem-03_10.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-168" title="imagem-03_10" src="http://revista.vericia.com/wp-content/uploads/2008/10/imagem-03_10-300x226.jpg" alt="" width="180" height="136" /></a>Segundo o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, “ainda tem muita gente que não pode financiar um imóvel”, e por isso, o governo deve anunciar nos próximos dias, novas medidas para facilitar ainda mais o financiamento imobiliário. Na opinião do ministro, o Brasil tem um sistema imobiliário “completamente diferente” do norte-americano e os bancos brasileiros “têm muita capacidade de investir e financiar”, além de  existir demanda. O que precisamos é compatibilizar os juros, as prestações e condições de financiamento com a renda das pessoas,  “em especial, das famílias de menor poder aquisitivo”, complementou Paulo Bernardo.<br />
O financiamento imobiliário no Brasil tem crescido “de forma sustentável, saudável” e alimentado a indústria de material de construção. “É uma coisa positiva, que tem que ser mantida”, enfatizou o ministro.<br />
No Brasil, o setor funciona de forma diferente, com foco maior nos financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que têm regras próprias para a concessão de créditos para a aquisição de imóveis. Por causa disso e em razão da grande demanda por casa própria, o aumento dos níveis de empregos e da renda familiar estimulou a recuperação do mercado de imóveis, com crescimento constante nos últimos quatro anos, de acordo com relatório da Companhia Brasileira da Indústria de Construção (CBIC).<br />
“O que aconteceu no mercado americano foi que primeiro os imóveis se valorizaram excessivamente. Depois houve um movimento muito grande para financiar e refinanciar. Então, quando veio o problema, verificou-se que o sistema estava todo bichado”.<br />
Ao contrário do que vem acontecendo na terra do Tio Sam, números da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) mostram que o setor imobiliário no Brasil cresceu 92,5%, de janeiro a agosto, em relação ao mesmo período do ano passado, graças ao ritmo acelerado de contratações.<br />
Até o fim de agosto deste ano, as operações com dinheiro das cadernetas de poupança para financiar 197.820 moradias somaram R$ 19,876 bilhões. A expectativa da Abecip é de que o volume de recursos chegue a R$ 30 bilhões no final do ano, e o número de unidades financiadas alcance 300 mil, superando o recorde de 1981, quando foram financiados 267 mil imóveis.<br />
Os financiamentos da Caixa Econômica Federal com recursos do FGTS já ultrapassaram 335 mil unidades até agora, com destaque para o crescimento de aquisições pelas populações de menor renda.  De acordo com as estatísticas da Caixa, a faixa de renda familiar até cinco salários mínimos responde por quase metade (48%) das operações de crédito imobiliário. A Caixa deve divulgar os números de setembro na próxima semana.</p>
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