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	<title>RioOnWatch.org.br</title>
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	<description>RioOnWatch é um site de notícias trazendo atenção local e global para os pontos de vista oriundos das favelas do Rio de Janeiro até 2016. </description>
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	<item>
		<title>No Complexo do Salgueiro, Há Sangue nas Palmeiras: O Grito de Socorro que a Polícia Escolheu Não Ouvir</title>
		<link>https://rioonwatch.org.br/?p=81638</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Julio Santos Filho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 10:56:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Denúncias]]></category>
		<category><![CDATA[Escrito por Comunicadores Populares]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A comunidade das Palmeiras, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, tornou-se o cenário de um crime que escancara a face mais brutal da política de segurança pública fluminense. Na última sexta-feira, 27 de março, <a class="mh-excerpt-more" href="https://rioonwatch.org.br/?p=81638" title="No Complexo do Salgueiro, Há Sangue nas Palmeiras: O Grito de Socorro que a Polícia Escolheu Não Ouvir">[...]</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Andressa-Nogueira-do-Nascimento.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-81671 size-full" title="Andressa Nogueira do Nascimento, moradora do Complexo do Salgueiro, mãe de cinco filhos, foi executada durante operação policial na frente de um de seus filhos, com um tiro na cabeça. Foto: Redes Sociais" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Andressa-Nogueira-do-Nascimento.png" alt="Andressa Nogueira do Nascimento, moradora do Complexo do Salgueiro, mãe de cinco filhos, foi executada durante operação policial na frente de um de seus filhos, com um tiro na cabeça. Foto: Redes Sociais" width="1206" height="674" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Andressa-Nogueira-do-Nascimento.png 1206w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Andressa-Nogueira-do-Nascimento-620x347.png 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Andressa-Nogueira-do-Nascimento-768x429.png 768w" sizes="(max-width: 1206px) 100vw, 1206px" /></a></p>
<p>A comunidade das Palmeiras, no <a href="https://bit.ly/2X5eLqH" target="_blank" rel="noopener">Complexo do Salgueiro</a>, em <a href="https://bit.ly/2zvYph5" target="_blank" rel="noopener">São Gonçalo</a>, tornou-se o <a href="https://bit.ly/3OgAQ2h" target="_blank" rel="noopener">cenário de um crime</a> que escancara a face mais brutal da política de segurança pública fluminense. Na última sexta-feira, 27 de março, em meio à <a href="https://bit.ly/3Pj3hJ9" target="_blank" rel="noopener">falta d&#8217;água</a> na favela, <a href="https://bit.ly/4c0hMgu" target="_blank" rel="noopener">Andressa Nogueira do Nascimento</a> foi executada ao sair de casa com um de seus filhos para comprar água para sua família. Uma tarde marcada pelo silêncio ensurdecedor das autoridades diante da perda da vida humana. O que se seguiu à sua morte foi um espetáculo de omissão e abandono estatal, que beira o sadismo.</p>
<figure id="attachment_81654" aria-describedby="caption-attachment-81654" style="width: 1489px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Moradores-se-emocionam-pelas-ruas-do-Complexo-do-Salgueiro-durante-ato-pedindo-justica-por-Andressa-assassinada-durante-operacao-policial-na-regiao.-Foto-RioOnWatch-scaled.jpeg"><img decoding="async" class="wp-image-81654 size-full" title="Moradores se emocionam pelas ruas do Complexo do Salgueiro durante ato pedindo justiça por Andressa, assassinada durante operação policial na região. Foto: RioOnWatch" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Moradores-se-emocionam-pelas-ruas-do-Complexo-do-Salgueiro-durante-ato-pedindo-justica-por-Andressa-assassinada-durante-operacao-policial-na-regiao.-Foto-RioOnWatch-scaled.jpeg" alt="Moradores se emocionam pelas ruas do Complexo do Salgueiro durante ato pedindo justiça por Andressa, assassinada durante operação policial na região. Foto: RioOnWatch" width="1489" height="2560" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Moradores-se-emocionam-pelas-ruas-do-Complexo-do-Salgueiro-durante-ato-pedindo-justica-por-Andressa-assassinada-durante-operacao-policial-na-regiao.-Foto-RioOnWatch-scaled.jpeg 1489w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Moradores-se-emocionam-pelas-ruas-do-Complexo-do-Salgueiro-durante-ato-pedindo-justica-por-Andressa-assassinada-durante-operacao-policial-na-regiao.-Foto-RioOnWatch-361x620.jpeg 361w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Moradores-se-emocionam-pelas-ruas-do-Complexo-do-Salgueiro-durante-ato-pedindo-justica-por-Andressa-assassinada-durante-operacao-policial-na-regiao.-Foto-RioOnWatch-873x1500.jpeg 873w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Moradores-se-emocionam-pelas-ruas-do-Complexo-do-Salgueiro-durante-ato-pedindo-justica-por-Andressa-assassinada-durante-operacao-policial-na-regiao.-Foto-RioOnWatch-768x1320.jpeg 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Moradores-se-emocionam-pelas-ruas-do-Complexo-do-Salgueiro-durante-ato-pedindo-justica-por-Andressa-assassinada-durante-operacao-policial-na-regiao.-Foto-RioOnWatch-894x1536.jpeg 894w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Moradores-se-emocionam-pelas-ruas-do-Complexo-do-Salgueiro-durante-ato-pedindo-justica-por-Andressa-assassinada-durante-operacao-policial-na-regiao.-Foto-RioOnWatch-1191x2048.jpeg 1191w" sizes="(max-width: 1489px) 100vw, 1489px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81654" class="wp-caption-text">Moradores se emocionam pelas ruas do Complexo do Salgueiro durante ato pedindo justiça por Andressa, assassinada durante operação policial na região. Foto: Por Gentileza</figcaption></figure>
<p>A morte de Andressa não ocorreu no &#8220;calor de um confronto&#8221;. Foi o resultado de uma abordagem desastrosa e letal em um momento de aparente calmaria. Uma moradora que preferiu não se identificar descreveu com precisão o rastro de sangue deixado pela incursão policial:</p>
<blockquote><p>&#8220;A operação começou por volta das cinco horas da manhã. Foi intenso, tiroteio o dia inteiro. Por volta das três e pouquinho da tarde, a minha cunhada Andressa achou que a operação tinha acabado, porque não ouviu mais tiro, não viu mais nada. Como lá é difícil acesso de água, ela foi na rua comprar água, porque estava sem até para as crianças beberem em casa. Nisso que ela estava voltando, parou um carro dessa polícia [Polícia Rodoviária Federal] na BR [na estrada] perto da esquina da casa dela. Eles viram ela passando de mão dada com duas crianças. Quando ela estava chegando próximo a uma merceariazinha, eles começaram a dar tiro. O tiro pegou nela. Ela caiu ali e ficou, na frente de um dos filhos, durante horas e horas.&#8221;</p></blockquote>
<figure id="attachment_81655" aria-describedby="caption-attachment-81655" style="width: 1440px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Moradora-segura-o-cartaz-O-estado-so-esta-fazendo-o-seu-trbaalho-matando-inocente.-Salgueiro-pede-paz.-Foto-RioOnWatch-scaled.jpeg"><img decoding="async" class="wp-image-81655 size-full" title="Moradora segura o cartaz 'O estado só está fazendo o seu trbaalho matando inocente. Salgueiro pede paz'. Foto: RioOnWatch" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Moradora-segura-o-cartaz-O-estado-so-esta-fazendo-o-seu-trbaalho-matando-inocente.-Salgueiro-pede-paz.-Foto-RioOnWatch-scaled.jpeg" alt="Moradora segura o cartaz 'O estado só está fazendo o seu trbaalho matando inocente. Salgueiro pede paz'. Foto: RioOnWatch" width="1440" height="2560" data-wp-editing="1" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Moradora-segura-o-cartaz-O-estado-so-esta-fazendo-o-seu-trbaalho-matando-inocente.-Salgueiro-pede-paz.-Foto-RioOnWatch-scaled.jpeg 1440w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Moradora-segura-o-cartaz-O-estado-so-esta-fazendo-o-seu-trbaalho-matando-inocente.-Salgueiro-pede-paz.-Foto-RioOnWatch-349x620.jpeg 349w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Moradora-segura-o-cartaz-O-estado-so-esta-fazendo-o-seu-trbaalho-matando-inocente.-Salgueiro-pede-paz.-Foto-RioOnWatch-844x1500.jpeg 844w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Moradora-segura-o-cartaz-O-estado-so-esta-fazendo-o-seu-trbaalho-matando-inocente.-Salgueiro-pede-paz.-Foto-RioOnWatch-768x1366.jpeg 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Moradora-segura-o-cartaz-O-estado-so-esta-fazendo-o-seu-trbaalho-matando-inocente.-Salgueiro-pede-paz.-Foto-RioOnWatch-864x1536.jpeg 864w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Moradora-segura-o-cartaz-O-estado-so-esta-fazendo-o-seu-trbaalho-matando-inocente.-Salgueiro-pede-paz.-Foto-RioOnWatch-1152x2048.jpeg 1152w" sizes="(max-width: 1440px) 100vw, 1440px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81655" class="wp-caption-text">Moradora segura o cartaz &#8220;O estado só está fazendo o seu &#8216;trabalho&#8217;, matando inocente. Salgueiro pede paz&#8221;. Foto: Por Gentileza</figcaption></figure>
<h3>A Máquina de Guerra e o Medo Político: Omissão e Desprezo</h3>
<p>O socorro estava ao lado. Ainda com vida, enquanto Andressa agonizava no chão da comunidade, o que se viu foi a recusa deliberada de socorro pelos policiais. Vídeos gravados no local mostram agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) ignorando os apelos desesperados da família. Mesmo com uma ambulância estacionada a poucos metros, no <a href="https://bit.ly/3PIwelY" target="_blank" rel="noopener">Viaduto da Central</a>, nenhum agente moveu um dedo para solicitar o resgate. &#8220;Eles só não solicitaram. Omitiram socorro mesmo&#8221;, afirma uma das vozes que acompanhou o caso. O descaso resultou na morte da moradora do Salgueiro.</p>
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<video class="wp-video-shortcode" id="video-81638-1" width="464" height="832" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Policiais-Rodoviarios-Federais-se-negam-a-socorrer-e-a-chamarem-ambulancia-e-o-rabecao-para-Andressa-mesmo-quando-confrontados-por-moradores.-Video-RioOnWatch.mp4?_=1" /><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Policiais-Rodoviarios-Federais-se-negam-a-socorrer-e-a-chamarem-ambulancia-e-o-rabecao-para-Andressa-mesmo-quando-confrontados-por-moradores.-Video-RioOnWatch.mp4">https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Policiais-Rodoviarios-Federais-se-negam-a-socorrer-e-a-chamarem-ambulancia-e-o-rabecao-para-Andressa-mesmo-quando-confrontados-por-moradores.-Video-RioOnWatch.mp4</a></video></div>
<p>Quando os policiais foram contestados pelo esposo de Andressa sobre a falta de ação deles em ajudar sua esposa, os agentes federais ordenaram que os próprios moradores removessem o corpo, já sem vida. No entanto, tal ordem ignora protocolos básicos a serem seguidos em casos de assassinatos, como a preservação da cena do crime, para se assegurar de que a perícia obterá boas provas para a investigação. Diante da recusa dos moradores em violar o corpo e a cena, inclusive para que provas não fossem destruídas ou perdidas, os agentes simplesmente entraram na viatura e abandonaram o local, deixando Andressa estirada no chão.</p>
<p>Foi a própria família que, em meio ao desespero e sob o olhar de crianças traumatizadas, teve que arrumar um carro particular para retirar Andressa do local.</p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DWgv4EJjTLb/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p>&nbsp;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/DWgv4EJjTLb/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por Alex Serpa (@alexserpapsol)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<p>O assassinato de Andressa é o reflexo de um calendário eleitoral manchado de sangue. Em São Gonçalo, operações ostensivas são frequentemente denunciadas como ferramentas de marketing político ou demonstrações de força em períodos que antecedem disputas por cargos de governo. &#8220;Se ganha muito voto com essa falácia da segurança pública&#8221;, denuncia uma fonte que agora presta suporte à família.</p>
<p>Desde as primeiras horas daquele dia, a comunidade foi sitiada por viaturas do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidão (RECON) da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) e da PRF. Inicialmente, a narrativa oficial era que a operação foi realizada para retirar barricadas, porém, todas as vezes que vão retirar, a polícia chega com caminhão, trator, retroescavadeira e outros maquinários apropriados. Desta vez, isto não aconteceu. Havia só policiais armados, sem as ferramentas para a remoção de barricadas: só havia blindados da PRF e agentes federais e estaduais.</p>
<figure id="attachment_81656" aria-describedby="caption-attachment-81656" style="width: 1461px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Moradora-segura-cartaz-escrito-Favela-quer-viver.-Foto-RioOnWatch-scaled.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81656 size-full" title="Moradora segura cartaz escrito 'Favela quer viver'. Foto: RioOnWatch" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Moradora-segura-cartaz-escrito-Favela-quer-viver.-Foto-RioOnWatch-scaled.jpeg" alt="Moradora segura cartaz escrito 'Favela quer viver'. Foto: RioOnWatch" width="1461" height="2560" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Moradora-segura-cartaz-escrito-Favela-quer-viver.-Foto-RioOnWatch-scaled.jpeg 1461w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Moradora-segura-cartaz-escrito-Favela-quer-viver.-Foto-RioOnWatch-354x620.jpeg 354w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Moradora-segura-cartaz-escrito-Favela-quer-viver.-Foto-RioOnWatch-856x1500.jpeg 856w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Moradora-segura-cartaz-escrito-Favela-quer-viver.-Foto-RioOnWatch-768x1346.jpeg 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Moradora-segura-cartaz-escrito-Favela-quer-viver.-Foto-RioOnWatch-877x1536.jpeg 877w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Moradora-segura-cartaz-escrito-Favela-quer-viver.-Foto-RioOnWatch-1169x2048.jpeg 1169w" sizes="(max-width: 1461px) 100vw, 1461px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81656" class="wp-caption-text">Moradora segura cartaz escrito &#8216;Favela quer viver&#8217;. Foto: Por Gentileza</figcaption></figure>
<h3>O Legado de Dor e a Luta por Justiça</h3>
<p>Andressa Nogueira do Nascimento era uma mãe de cinco filhos. Sua morte deixa um vazio que nenhuma política de segurança pública poderá preencher. A <a href="https://bit.ly/462C5IT" target="_blank" rel="noopener">Associação Espaço Gaia</a> tem sido o único suporte para uma família que foi destroçada pelo próprio Estado, que deveria protegê-la.</p>
<p>O que aconteceu no Complexo do Salgueiro exige uma resposta imediata e rigorosa das instituições. Não se pode aceitar que agentes públicos disparem contra uma mulher de mãos dadas com crianças, ao sair de casa para comprar água, que estava em falta na comunidade. E, ao ocorrer, em nenhuma hipótese, os policiais poderiam ter virado as costas para o corpo estendido no chão e ter ido embora.</p>
<p style="text-align: left;">O sangue de Andressa clama por justiça. É o clamor de uma comunidade que cansou de receber balas ao invés de água. É o clamor de uma favela que enterra uma mãe vítima de uma guerra que ela não escolheu.</p>
<figure id="attachment_81678" aria-describedby="caption-attachment-81678" style="width: 1473px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Moradores-protestam.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81678 size-full" title="Moradores protestam contra o assassinato de moradora do Complexo do Salgueiro durante operação policial na comunidade. Foto: Por Gentileza" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Moradores-protestam.png" alt="Moradores protestam contra o assassinato de moradora do Complexo do Salgueiro durante operação policial na comunidade. Foto: Por Gentileza" width="1473" height="1511" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Moradores-protestam.png 1473w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Moradores-protestam-604x620.png 604w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Moradores-protestam-1462x1500.png 1462w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Moradores-protestam-768x788.png 768w" sizes="(max-width: 1473px) 100vw, 1473px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81678" class="wp-caption-text">Moradores protestam contra o assassinato de moradora do Complexo do Salgueiro durante operação policial na comunidade. Foto: Por Gentileza</figcaption></figure>
<p><em>*Margarida Martins </em><em>é um pseudônimo escolhido para preservar a identidade do autor.</em></p>
<hr />
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		<title>‘Se a Baixada Não Planta, o Rio de Janeiro Não Janta’: 2º Fórum Climático de Magé Reafirma Centralidade da Soberania Alimentar como Pauta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Julio Santos Filho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 12:06:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Se a comida chega ao prato da capital, ela brota—muitas vezes invisibilizada—a partir das mãos que cultivam, pescam e resistem na Baixada Fluminense. Foi com essa provocação direta que no dia 21 de março o <a class="mh-excerpt-more" href="https://rioonwatch.org.br/?p=81593" title="&#8216;Se a Baixada Não Planta, o Rio de Janeiro Não Janta&#8217;: 2º Fórum Climático de Magé Reafirma Centralidade da Soberania Alimentar como Pauta">[...]</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_81595" aria-describedby="caption-attachment-81595" style="width: 2560px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Mesa-de-coordenadores-do-Instituto-Mirindiba-durante-o-II-Forum-Climatico-de-Mage.-Foto-Carolina-Santos-scaled.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81595 size-full" title="Mesa de coordenadores do Instituto Mirindiba durante o 2° Fórum Climático de Magé reúne lideranças para discutir territórios, maretórios e soberania alimentar na Baixada Fluminense. Foto: Carolina Santos" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Mesa-de-coordenadores-do-Instituto-Mirindiba-durante-o-II-Forum-Climatico-de-Mage.-Foto-Carolina-Santos-scaled.jpeg" alt="Mesa de coordenadores do Instituto Mirindiba durante o 2° Fórum Climático de Magé reúne lideranças para discutir territórios, maretórios e soberania alimentar na Baixada Fluminense. Foto: Carolina Santos" width="2560" height="1707" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Mesa-de-coordenadores-do-Instituto-Mirindiba-durante-o-II-Forum-Climatico-de-Mage.-Foto-Carolina-Santos-scaled.jpeg 2560w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Mesa-de-coordenadores-do-Instituto-Mirindiba-durante-o-II-Forum-Climatico-de-Mage.-Foto-Carolina-Santos-620x413.jpeg 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Mesa-de-coordenadores-do-Instituto-Mirindiba-durante-o-II-Forum-Climatico-de-Mage.-Foto-Carolina-Santos-768x512.jpeg 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Mesa-de-coordenadores-do-Instituto-Mirindiba-durante-o-II-Forum-Climatico-de-Mage.-Foto-Carolina-Santos-1536x1024.jpeg 1536w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Mesa-de-coordenadores-do-Instituto-Mirindiba-durante-o-II-Forum-Climatico-de-Mage.-Foto-Carolina-Santos-2048x1365.jpeg 2048w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81595" class="wp-caption-text">Mesa de coordenadores do Instituto Mirindiba durante o 2° Fórum Climático de Magé reúne lideranças para discutir territórios, maretórios e soberania alimentar na Baixada Fluminense. Foto: Carolina Santos</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Se a comida chega ao prato da capital, ela brota—muitas vezes invisibilizada—a partir das mãos que cultivam, pescam e resistem na <a href="https://bit.ly/32JVvht" target="_blank" rel="noopener">Baixada Fluminense</a>. Foi com essa provocação direta que no dia 21 de março o <a href="https://bit.ly/47RvlOn" target="_blank" rel="noopener">2º Fórum Climático de Magé</a> reuniu lideranças, agricultores, pescadores, pesquisadores e moradores no CIEP 327, no quarto distrito em Suruí, para recolocar no centro do debate uma questão essencial: quem produz o alimento e quem decide quem come?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Três anos após sua primeira edição, o evento organizado pelo</span> <a href="https://bit.ly/4bV3Ggx" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Instituto Mirindiba</span></a><span style="font-weight: 400;"> voltou com ainda mais densidade política e urgência social. Com o tema “Territórios e Maretórios por Soberania Alimentar”, o fórum apontou caminhos concretos para enfrentar a fome, a <a href="https://bit.ly/3RnfGNB" target="_blank" rel="noopener">crise climática</a> e as desigualdades históricas que atravessam <a href="https://bit.ly/3eYFbj9" target="_blank" rel="noopener">Magé</a> e toda a Baixada Fluminense.</span></p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/DVb08vtkrfY/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p>&nbsp;</p>
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<div style="color: #3897f0; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: 550; line-height: 18px;">Ver essa foto no Instagram</div>
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<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/p/DVb08vtkrfY/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por Instituto Mirindiba de Ação Climática Popular (@institutomirindiba)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A programação começou às oito da manhã, com um café ecológico preparado pelo</span> <a href="https://bit.ly/4m5SORM" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Chef Gama</span></a><span style="font-weight: 400;">, valorizando alimentos orgânicos e práticas sustentáveis—um gesto que já indicava o tom do encontro: pensar o alimento como direito, cultura e política. Como destacou o próprio chef:</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A gente precisa voltar a olhar para o alimento como algo que vem da terra, respeitando o tempo da natureza e valorizando o que é produzido de forma saudável e local.”</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Na abertura, mediada pelo</span> <a href="https://bit.ly/3PED3VO" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">DJ Dorgo</span></a><span style="font-weight: 400;">, do</span> <a href="https://bit.ly/4v1Rd3a" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Instituto Enraizados</span></a><span style="font-weight: 400;">, o coordenador do Instituto Mirindiba, Anderson Ribeiro, destacou a responsabilidade coletiva com os territórios e o poder da comunicação. Uma fala que reforçou a importância da palavra como instrumento de transformação e crítica social.</span></p>
<h3>Fome Não É Acaso, É Estrutura</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira mesa, cujo título foi “Fome, Nutricídio e Sistemas Alimentares”, trouxe uma reflexão central: a fome não surge por acaso—é construída historicamente. Sobre isso, o evento demarcou, co</span><span style="font-weight: 400;">mo destacou Andressa, gestora ambiental e coordenadora de articulação do Instituto Mirindiba, que:</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A fome não é falta de alimento, é resultado de escolhas políticas e de um sistema que produz desigualdade&#8230; quando a gente fala de nutricídio, estamos falando de um processo que nega o direito à alimentação adequada e impacta diretamente a saúde das populações”.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Andressa também reforçou a importância de pensar os territórios nesse debate: “as soluções existem, mas passam necessariamente por fortalecer quem produz alimento de verdade e por reconhecer os saberes que já estão nas comunidades”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Experiências do território reforçaram esse diagnóstico.</span> <a href="https://bit.ly/3Q94t65" target="_blank" rel="noopener">Jandira Rolha</a>, do <a href="https://bit.ly/4jhCwC3" target="_blank" rel="noopener">Museu Vivo de Agroecologia de Magé</a>, evidenciou a <a href="https://bit.ly/2PfAWGK" target="_blank" rel="noopener">agroecologia</a> como prática de <a href="https://bit.ly/RFSnoCEMnoROW" target="_blank" rel="noopener">resistência e autonomia</a>, articulando produção de alimentos, <a href="https://bit.ly/3h8Vi0h" target="_blank" rel="noopener">economia solidária</a> e <a href="https://bit.ly/47LXVyH" target="_blank" rel="noopener">saberes tradicionais</a>.</p>
<p>Já <a href="https://bit.ly/4bGaKyI" target="_blank" rel="noopener">Alana Patrília</a>, pescadora e liderança da <a href="https://bit.ly/3OfIwSp" target="_blank" rel="noopener">Associação de Pescadores Lutando pela Vida</a>, trouxe a perspectiva das <a href="https://bit.ly/3vIgKF6" target="_blank" rel="noopener">comunidades ribeirinhas</a> marcadas pela <a href="https://bit.ly/VilaDaBarcaNoROW" target="_blank" rel="noopener">resistência diante da degradação</a> ambiental, <a href="https://bit.ly/3MqiYuU" target="_blank" rel="noopener">negligência do Estado</a> e ausência de políticas públicas.</p>
<p>Ampliando o debate, <a href="https://bit.ly/3NFDxEC" target="_blank" rel="noopener">Walmir Junior</a>, uma das lideranças da <a href="https://bit.ly/47BrzbH" target="_blank" rel="noopener">Horta Comunitária Maria Angu</a>, no <a href="https://bit.ly/3l0WQKR" target="_blank" rel="noopener">Complexo da Maré</a>, mostrou como a <a href="https://bit.ly/3eaHjEV" target="_blank" rel="noopener">produção de alimentos</a> também é possível <a href="https://bit.ly/2HCcMku" target="_blank" rel="noopener">nas favelas e periferias urbanas</a>, a partir da <a href="https://bit.ly/3PJvJIn" target="_blank" rel="noopener">organização coletiva</a>. <a href="https://bit.ly/3APK4LV" target="_blank" rel="noopener">Soluções já existem</a>—e <a href="https://bit.ly/3uUd9gS" target="_blank" rel="noopener">estão nos territórios</a>.</p>
<figure id="attachment_81633" aria-describedby="caption-attachment-81633" style="width: 2329px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ingtegrantes-Forum-Mage.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81633 size-full" title="Integrantes das organizações da primeira mesa celebram mais uma edição do Fórum Climático de Magé, iniciativa que articula território, clima e justiça social. Foto: Rick Barros" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ingtegrantes-Forum-Mage.png" alt="Integrantes das organizações da primeira mesa celebram mais uma edição do Fórum Climático de Magé, iniciativa que articula território, clima e justiça social. Foto: Rick Barros" width="2329" height="1911" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ingtegrantes-Forum-Mage.png 2329w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ingtegrantes-Forum-Mage-620x509.png 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ingtegrantes-Forum-Mage-1828x1500.png 1828w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ingtegrantes-Forum-Mage-768x630.png 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ingtegrantes-Forum-Mage-1536x1260.png 1536w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ingtegrantes-Forum-Mage-2048x1680.png 2048w" sizes="(max-width: 2329px) 100vw, 2329px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81633" class="wp-caption-text">Integrantes das organizações da primeira mesa celebram mais uma edição do Fórum Climático de Magé, iniciativa que articula território, clima e justiça social. Foto: Rick Barros</figcaption></figure>
<p>Após isso, a segunda mesa discutiu alternativas concretas frente à crise climática e alimentar.</p>
<p><a href="https://bit.ly/4bJhV9h" target="_blank" rel="noopener">Gaio Jorge de Paiva</a>, do <a href="https://bit.ly/4sKkmP7" target="_blank" rel="noopener">Coletivo Criação</a>, destacou a importância de integrar <a href="https://bit.ly/3nClvak" target="_blank" rel="noopener">saber técnico e conhecimento popular</a> na construção de políticas públicas. Já <a href="https://bit.ly/3NNgddX" target="_blank" rel="noopener">Patrícia Lyra</a> trouxe a experiência das <a href="https://bit.ly/4a5kpxS" target="_blank" rel="noopener">cozinhas solidárias</a> como <a href="https://bit.ly/3eGBXql" target="_blank" rel="noopener">espaços de garantia de direitos</a> e <a href="https://bit.ly/44QH243" target="_blank" rel="noopener">articulação comunitária</a>. O que foi complementado por <a href="https://bit.ly/4s4n7JK" target="_blank" rel="noopener">Leudideia Lima</a>, agricultora, que reforçou a importância da produção agroecológica. Enquanto isso, <a href="https://bit.ly/4tcC5OW" target="_blank" rel="noopener">Marcia Regina</a> chamou atenção para os maretórios e a relação direta entre preservação ambiental e sobrevivência das comunidades pesqueiras.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todas as falas convergiram em um ponto comum: <a href="https://bit.ly/FFS2noROW" target="_blank" rel="noopener">não há justiça climática sem justiça social</a>—e os <a href="https://bit.ly/MovimentosNaCOP" target="_blank" rel="noopener">territórios precisam ser ouvidos</a>.</span></p>
<figure id="attachment_81603" aria-describedby="caption-attachment-81603" style="width: 2560px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Feira-de-economia-local.-Foto-Carolina-Santos-scaled.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81603 size-full" title="Feira de economia local: Expositoras apresentam produtos artesanais durante o evento, reforçando a importância das economias populares e do bem viver como práticas de resistência. Foto: Carolina Santos" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Feira-de-economia-local.-Foto-Carolina-Santos-scaled.jpeg" alt="Feira de economia local: Expositoras apresentam produtos artesanais durante o evento, reforçando a importância das economias populares e do bem viver como práticas de resistência. Foto: Carolina Santos" width="2560" height="1707" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Feira-de-economia-local.-Foto-Carolina-Santos-scaled.jpeg 2560w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Feira-de-economia-local.-Foto-Carolina-Santos-620x413.jpeg 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Feira-de-economia-local.-Foto-Carolina-Santos-768x512.jpeg 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Feira-de-economia-local.-Foto-Carolina-Santos-1536x1024.jpeg 1536w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Feira-de-economia-local.-Foto-Carolina-Santos-2048x1365.jpeg 2048w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81603" class="wp-caption-text">Feira de economia local: Expositoras apresentam produtos artesanais durante o evento, reforçando a importância das economias populares e do bem viver como práticas de resistência. Foto: Carolina Santos</figcaption></figure>
<h3>Feira Onça: Economia e Cultura Como Resistência</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Feira Onça, iniciativa do Instituto Mirindiba, reuniu artesãos, artistas e produtores locais, apresentando soluções construídas nos territórios da <a href="https://bit.ly/3h5TGpv" target="_blank" rel="noopener">Mata Atlântica</a> e da <a href="https://bit.ly/31JbV98" target="_blank" rel="noopener">Baía de Guanabara</a>. E, m</span><span style="font-weight: 400;">ais do que um espaço de comercialização, a feira reafirma que valorizar saberes tradicionais também é lutar por justiça climática.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como destaca Lyvia Leite, coordenadora de comunicação do instituto: “É por isso que acontecem tantas coisas ao mesmo tempo: debates, oficinas, feira. Esse é o mundo que queremos criar—um mundo ecossistêmico, com trabalho digno e tecnologias sociais no combate à crise climática”. </span><span style="font-weight: 400;">Ela também reforça o papel da feira nesse processo: “Reunimos fazedores de cultura e produtores locais para fortalecer uma economia territorial e inserir essas pessoas no debate sobre justiça climática. A feira já é uma tecnologia de emprego verde”.</span></p>
<p>A exibição do filme <span style="font-weight: 400;"><em><a href="https://bit.ly/3OesE2u" target="_blank" rel="noopener">Mulheres, Terra e Sabores: Experiências Agroecológicas em Magé</a></em></span>, em parceria na exibição do filme com o <a href="https://www.instagram.com/cineclubeimbarie?igsh=MXJ3YWJ2OXMxNWJpNA=="><span style="font-weight: 400;">Cineclube Imbariê</span></a>, trouxe uma dimensão sensível ao debate. A obra conecta imagens e histórias de quem sustenta, com o próprio corpo, a produção de alimentos.</p>
<figure id="attachment_81634" aria-describedby="caption-attachment-81634" style="width: 2544px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Participantes-do-Forum.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81634 size-full" title="Feira de economia local: Expositoras apresentam produtos artesanais durante o evento, reforçando a importância das economias populares e do bem viver como práticas de resistência. Foto: Carolina Santos" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Participantes-do-Forum.png" alt="Feira de economia local: Expositoras apresentam produtos artesanais durante o evento, reforçando a importância das economias populares e do bem viver como práticas de resistência. Foto: Carolina Santos" width="2544" height="1138" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Participantes-do-Forum.png 2544w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Participantes-do-Forum-620x277.png 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Participantes-do-Forum-768x344.png 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Participantes-do-Forum-1536x687.png 1536w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Participantes-do-Forum-2048x916.png 2048w" sizes="(max-width: 2544px) 100vw, 2544px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81634" class="wp-caption-text">Participantes do fórum se reúnem ao final das atividades, simbolizando a construção coletiva de alternativas sustentáveis e de fortalecimento comunitário no território. Foto: Carolina Santos</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Como sintetizado por Lyvia Leite, cientista social pela Universidade Federal Fluminense (<a href="https://bit.ly/3h2kC6O" target="_blank" rel="noopener">UFF</a>) e coordenadora de comunicação e culturas do Instituto Mirindiba: </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“<a href="https://bit.ly/2WslitN" target="_blank" rel="noopener">Soberania alimentar</a> não é só sobre comida, é sobre <a href="https://bit.ly/MemoriaClimaticaDasFavelasROW" target="_blank" rel="noopener">direito à memória e ao futuro</a>. E justiça climática só existe quando os povos que cuidam do território são ouvidos, valorizados e protegidos.”</span></p></blockquote>
<h3>Um Chamado à Responsabilidade Coletiva</h3>
<figure id="attachment_81635" aria-describedby="caption-attachment-81635" style="width: 300px" class="wp-caption alignright"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Se-a-Baixada-Nao-Planta.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81635" title="Cartaz ‘Se a Baixada não planta, o Rio não janta’ destaca a centralidade da produção da Baixada Fluminense para a segurança alimentar. Foto: Rick Barros" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Se-a-Baixada-Nao-Planta.png" alt="Cartaz ‘Se a Baixada não planta, o Rio não janta’ destaca a centralidade da produção da Baixada Fluminense para a segurança alimentar. Foto: Rick Barros" width="300" height="426" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Se-a-Baixada-Nao-Planta.png 642w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Se-a-Baixada-Nao-Planta-436x620.png 436w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81635" class="wp-caption-text">Cartaz ‘Se a Baixada não planta, o Rio não janta’ destaca a centralidade da produção da Baixada Fluminense para a segurança alimentar. Foto: Rick Barros</figcaption></figure>
<p>Durante o 2° Fórum Climático de Magé também foi lançado o <em><a href="https://bit.ly/4scxmMd" target="_blank" rel="noopener">Guia Popular de Soberania Alimentar e Combate à Fome em Magé (RJ)</a></em>, documento que reúne conceitos e propostas para enfrentar a <a href="https://bit.ly/4f7ktNP" target="_blank" rel="noopener">insegurança alimentar</a> no município. Essa e as outras frentes do 2º Fórum Climático de Magé reafirmam: a Baixada Fluminense é território de produção de conhecimento, resistência e soluções.</p>
<p>Mais do que denunciar a fome, o 2º Fórum Climático de Magé evidencia <a href="https://bit.ly/TerraFirmeROW" target="_blank" rel="noopener">quem combate esse problema social</a> diariamente. E como destacou a coordenadora pedagógica e de projetos Carla Lubanco:</p>
<blockquote><p>“A fome é um produto social que vem sendo construído desde a colonização, a partir dos invasores que vieram aqui para expropriar a terra.”</p></blockquote>
<p>A fala sintetizou o entendimento de que a insegurança alimentar nas periferias está diretamente ligada a <a href="https://bit.ly/SerieAntirracista" target="_blank" rel="noopener">processos históricos de exploração, desigualdade e exclusão</a>, o que também resumiu a raiz da questão que torna espaços como o Fórum Climático de Magé tão importantes e potentes, ao reunir diferentes vozes e experiências das periferias. Portanto, o evento fortaleceu redes e apontou caminhos possíveis para um futuro mais justo.</p>
<p>E deixou bem nítido: se a Baixada planta, o Rio de Janeiro janta. Se a Baixada não planta, o Rio não janta. Mas a mensagem que ecoa é ainda mais profunda: é preciso garantir que quem planta também tenha <a href="https://bit.ly/3kdBRXc" target="_blank" rel="noopener">direito à terra</a>, ao alimento e à dignidade.</p>
<p><em>Sobre o autor: Rick Barros é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), repórter da Revista Minerva e integrante da Rede de Comunicação e Cultura nas Favelas pelo Jornal Fala Roça. Educador popular no Pré-Vestibular Só Cria e voluntário do Coletivo Guarani (Magé), é também criador do projeto Guetografia e influenciador digital, atuando na valorização dos territórios, da cultura e do jornalismo comunitário<i data-stringify-type="italic">.</i></em></p>
<hr />
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		<title>‘Enquanto Falta Água, Sobra Lucro!’ Indignados, no Dia Mundial da Água, na Frente da Águas do Rio, Movimentos Reivindicam Direito à Água e Saneamento e Demandam Reestatização da Concessionária</title>
		<link>https://rioonwatch.org.br/?p=81531</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Julio Santos Filho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 20:53:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>No dia 23 de março, um dia após o Dia Mundial da Água, um ato organizado pela Rede de Vigilância Popular em Saneamento e Saúde levou representantes da sociedade civil e movimentos populares* a se <a class="mh-excerpt-more" href="https://rioonwatch.org.br/?p=81531" title="&#8216;Enquanto Falta Água, Sobra Lucro!&#8217; Indignados, no Dia Mundial da Água, na Frente da Águas do Rio, Movimentos Reivindicam Direito à Água e Saneamento e Demandam Reestatização da Concessionária">[...]</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_81585" aria-describedby="caption-attachment-81585" style="width: 2030px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Manifestantes-no-dia-da-agua.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81585 size-full" title="Manifestantes exibem faixas durante ato do Dia Mundial da Água em frente à concessionária Águas do Rio, no Centro do Rio de Janeiro. Foto: Bárbara Dias" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Manifestantes-no-dia-da-agua.png" alt="Manifestantes exibem faixas durante ato do Dia Mundial da Água em frente à concessionária Águas do Rio, no Centro do Rio de Janeiro. Foto: Bárbara Dias" width="2030" height="711" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Manifestantes-no-dia-da-agua.png 2030w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Manifestantes-no-dia-da-agua-620x217.png 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Manifestantes-no-dia-da-agua-768x269.png 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Manifestantes-no-dia-da-agua-1536x538.png 1536w" sizes="(max-width: 2030px) 100vw, 2030px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81585" class="wp-caption-text">Manifestantes exibem faixas durante ato do Dia Mundial da Água em frente à concessionária Águas do Rio, no Centro do Rio de Janeiro. Foto: Bárbara Dias</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No dia 23 de março, um dia após o </span><a href="https://bit.ly/4ipfObF" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Dia Mundial da Água</span></a><span style="font-weight: 400;">, um ato organizado pela </span><a href="https://bit.ly/47p6iBY" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Rede de Vigilância Popular em Saneamento e Saúde</span></a><span style="font-weight: 400;"> levou representantes da sociedade civil e movimentos populares* a se manifestarem em frente à concessionária privada </span><a href="https://bit.ly/4bP3Jdm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Águas do Rio</span></a><span style="font-weight: 400;">, no </span><a href="https://bit.ly/3m7rrqz" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro</span></a><span style="font-weight: 400;"> da cidade Rio de Janeiro, tendo como principal reivindicação o </span><a href="https://bit.ly/3uXbZ9S" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">acesso à água</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o <a href="https://rioonwatch.org.br/?tag=saneamento">saneamento</a> como um <a href="https://www.instagram.com/reel/DWMGPhckXsk/?igsh=ODN2d2F0NWllMWM0">direito humano fundamental</a>.</span></p>
<h3><strong>Um Ato Repleto de Denúncias</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em frente a uma sede descaracterizada da Águas do Rio (não havia logotipo da empresa), com presença de ao menos dois carros de </span><span style="font-weight: 400;">Polícia Militar</span><span style="font-weight: 400;"> e alguns funcionários da empresa, pessoas presentes no ato espalharam faixas pelo chão com frases como: &#8220;Pelo fim do contrato da Águas do Rio&#8221;; &#8220;Enquanto falta água, sobra lucro!&#8221; e &#8220;<a href="https://rioonwatch.org.br/?p=77938">Reestatização das águas e do esgoto</a>&#8220;. O tom de denúncia e de indignação marcou o protesto contra os serviços prestados pela concessionária Águas do Rio, onde atua na maior parte da capital e em alguns outros municípios fluminenses—e também contra a </span><a href="https://bit.ly/3UDo1yY" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Iguá</span></a><span style="font-weight: 400;">, responsável por água e esgoto em bairros da </span><a href="https://bit.ly/4rk7XAM" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Zona Sudoeste</span></a><span style="font-weight: 400;"> e municípios do interior do estado; e </span><a href="https://bit.ly/4rU314Y" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Rio+Saneamento</span></a><span style="font-weight: 400;">, concessionária de 24 bairros da </span><a href="https://bit.ly/2VcmBwc" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Zona Oeste</span></a><span style="font-weight: 400;"> e de alguns municípios da região metropolitana, como </span><a href="https://bit.ly/3gF5a2Y" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Itaguaí</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://bit.ly/2OvY7uU" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Seropédica</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_81575" aria-describedby="caption-attachment-81575" style="width: 2048px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Faixas-pelo-chao-com-frases-como-Pelo-Fim-do-Contrato-da-Aguas-do-Rio-Enquanto-falta-agua-sobra-lucro-e-Reestatizacao-das-Aguas-e-do-Esgoto.-Foto-Barbara-Dias.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81575 size-full" title="Faixas pelo chão com frases como Pelo Fim do Contrato da Águas do Rio; Enquanto falta água, sobra lucro! e Reestatização das Águas e do Esgoto. Foto: Bárbara Dias" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Faixas-pelo-chao-com-frases-como-Pelo-Fim-do-Contrato-da-Aguas-do-Rio-Enquanto-falta-agua-sobra-lucro-e-Reestatizacao-das-Aguas-e-do-Esgoto.-Foto-Barbara-Dias.jpg" alt="Faixas pelo chão com frases como Pelo Fim do Contrato da Águas do Rio; Enquanto falta água, sobra lucro! e Reestatização das Águas e do Esgoto. Foto: Bárbara Dias" width="2048" height="1367" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Faixas-pelo-chao-com-frases-como-Pelo-Fim-do-Contrato-da-Aguas-do-Rio-Enquanto-falta-agua-sobra-lucro-e-Reestatizacao-das-Aguas-e-do-Esgoto.-Foto-Barbara-Dias.jpg 2048w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Faixas-pelo-chao-com-frases-como-Pelo-Fim-do-Contrato-da-Aguas-do-Rio-Enquanto-falta-agua-sobra-lucro-e-Reestatizacao-das-Aguas-e-do-Esgoto.-Foto-Barbara-Dias-620x414.jpg 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Faixas-pelo-chao-com-frases-como-Pelo-Fim-do-Contrato-da-Aguas-do-Rio-Enquanto-falta-agua-sobra-lucro-e-Reestatizacao-das-Aguas-e-do-Esgoto.-Foto-Barbara-Dias-768x513.jpg 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Faixas-pelo-chao-com-frases-como-Pelo-Fim-do-Contrato-da-Aguas-do-Rio-Enquanto-falta-agua-sobra-lucro-e-Reestatizacao-das-Aguas-e-do-Esgoto.-Foto-Barbara-Dias-1536x1025.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81575" class="wp-caption-text">Faixas pelo chão com frases como &#8216;Pelo Fim do Contrato da Águas do Rio&#8217;; &#8216;Enquanto falta água, sobra lucro!&#8217; e &#8216;Reestatização das Águas e do Esgoto&#8217;. Foto: Bárbara Dias</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A mobilização teve como foco denunciar a piora do acesso à água após a privatização dos serviços de distribuição de água e esgotamento sanitário, serviços anteriormente realizados pela concessionária pública, </span><a href="https://bit.ly/36q5vk2" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">CEDAE</span></a>. A privatização foi r<span style="font-weight: 400;">ealizada pelo ex-Governador </span><a href="https://bit.ly/3nX8d8F" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Cláudio Castro</span></a> em 2021<span style="font-weight: 400;">. Os manifestantes </span><a href="https://bit.ly/3d4w8O1" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">teceram críticas</span></a><span style="font-weight: 400;"> aos planos de concessão dos serviços para a Águas do Rio. De acordo com </span><a href="https://bit.ly/3VpfXmM" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">relatos de moradores</span></a><span style="font-weight: 400;"> de diversas favelas do </span><a href="https://bit.ly/304NeGi" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Grande Rio</span></a><span style="font-weight: 400;">, um </span><a href="https://bit.ly/31OXovL" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">medo que tinham se confirmou</span></a><span style="font-weight: 400;">: o acesso a esses serviços piorou após a privatização. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O professor de Ciência Política da UniRio, João Roberto Lopes Pinto, contextualizou durante a sua fala, a importância da mobilização e sobre algumas irregularidades que a concessionária Águas do Rio tem cometido durante sua operação no estado. Essa denúncia é alvo de um inquérito aberto </span><a href="https://bit.ly/4dFQyOH" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">pelo Ministério Público Estadual</span></a><span style="font-weight: 400;"> que apura o envolvimento de governo do Estado, Águas do Rio e CEDAE, que ainda é responsável pela produção de água potável para o Grande Rio de Janeiro. Inclusive, sua Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu, localizada em Nova Iguaçu, <a href="https://www.cedae.com.br/visiteguandu">é a maior estação de tratamento</a> de água em produção contínua do mundo.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Nós estamos aqui com uma movimentação pequena, mas a movimentação que a gente representa, as organizações, têm acumulado muito na discussão e na luta pelo direito humano à água e ao saneamento. E o que a gente quer dizer hoje para a Águas do Rio e para o governo Claudio Castro, que está </span><a href="https://bit.ly/4d8hZRg" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">renunciando</span></a><span style="font-weight: 400;"> exatamente neste momento, é que a gente está acompanhando de perto os indícios de irregularidade no contrato de concessão da Águas do Rio. A Águas do Rio alegou que houve um erro no contrato, e de que o indicador de esgotamento sanitário do contrato estava errado [gerando mais gastos para a empresa]. Pegaram um caso emblemático, de Magé, porque lá estava dito que havia uma cobertura de saneamento de 40% e no final das contas se verificou que esse número era 0%. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, a Águas do Rio está reclamando que precisa ser compensada, porque não foi só o caso de Magé, mas [houveram] vários outros casos [também]. Casos de superestimação dos indicadores de contabilidade sanitária. Ela está pedindo o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato, um valor aproximado de R$1,3 bilhões. Agora, a pergunta que a gente faz para o Cláudio Castro, para a agência reguladora AGENERSA e para o BNDES que modelou o contrato: como é que passou esse erro? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de três anos, o governo do Claudio Castro diz para Águas do Rio que ‘a CEDAE vai pagar’. Bota na conta da CEDAE, e já garante o reajuste tarifário [que ocorreu] no final do ano passado. Ou seja, o governo Claudio Castro bota a conta sobre a população e sobre a empresa pública CEDAE, comprometendo as contas da empresa pública… E agora está discutindo a venda do que sobrou da CEDAE. E quem está querendo comprar? A <a href="https://bit.ly/4d5OfUZ" target="_blank" rel="noopener">Aegea</a>, a Águas do Rio, quer assumir agora a produção da água.” — João Roberto Lopes Pinto</span></p></blockquote>
<figure id="attachment_81586" aria-describedby="caption-attachment-81586" style="width: 2020px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Manifestantes-no-Dia-da-Agua-2.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81586 size-full" title="Manifestantes tiveram microfone aberto para expor denúncias sobre a questão da água durante o ato em frente à concessionária Águas do Rio, no Centro do Rio de Janeiro. Foto: Bárbara Dias" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Manifestantes-no-Dia-da-Agua-2.png" alt="Manifestantes tiveram microfone aberto para expor denúncias sobre a questão da água durante o ato em frente à concessionária Águas do Rio, no Centro do Rio de Janeiro. Foto: Bárbara Dias" width="2020" height="1003" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Manifestantes-no-Dia-da-Agua-2.png 2020w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Manifestantes-no-Dia-da-Agua-2-620x308.png 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Manifestantes-no-Dia-da-Agua-2-768x381.png 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Manifestantes-no-Dia-da-Agua-2-1536x763.png 1536w" sizes="(max-width: 2020px) 100vw, 2020px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81586" class="wp-caption-text">Manifestantes tiveram microfone aberto para expor denúncias sobre a questão da água durante o ato em frente à concessionária Águas do Rio, no Centro do Rio de Janeiro. Foto: Bárbara Dias</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Suelen Souza, integrante da coordenação nacional do <a href="https://bit.ly/4bOMTLH">Movimento dos Atingidos por Barragens</a> (MAB), puxou um jogral que uniu a todos que estavam presentes numa só voz:</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Hoje, dia 23 de março de 2026, nós, movimentos sociais e organizações da sociedade civil estamos em frente à sede da Águas do Rio para denunciar os abusos cometidos pela empresa em conluio com o governo Cláudio Castro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após quatro anos de concessão, os problemas se multiplicaram e quem sente no peito é o povo. <a href="https://bit.ly/3PEQPru">Aumento abusivo</a> das tarifas 24% acima da inflação. A conta que já era pesada ficou impossível de pagar. Tem gente que precisa escolher entre comer e beber água.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E </span><a href="https://bit.ly/3GGoZmP" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">mesmo pagando essa fortuna</span></a><span style="font-weight: 400;">, a </span><a href="https://bit.ly/4iHhop4" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">água vive faltando</span></a><span style="font-weight: 400;">. As adutoras vivem estourando. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A empresa já acumula mais de 100.000 processos no Tribunal de Justiça, 70 por dia, 70 famílias por dia entrando na justiça contra a Águas do Rio. Enquanto isso, os quatro diretores da empresa, cada um deles, recebe R$368.000 por mês, quase R$400.000. Enquanto o povo passa necessidade, eles nadam em dinheiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há graves indícios de corrupção. A Aegea</span><span style="font-weight: 400;">, controladora da Águas do Rio, </span><a href="https://bit.ly/4rRfhmF" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">pagou R$70 milhões em propinas</span></a><span style="font-weight: 400;"> em seis estados, inclusive aqui no Rio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O contrato de concessão foi assinado com erros, erros que só beneficiaram a empresa. E agora, o povo vai pagar a conta: R$1,2 bilhão de compensação pra Águas do Rio, tirado da Cedae, ou seja, do nosso dinheiro, do dinheiro público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A AGENERSA, que devia defender a população, virou advogada da empresa. Em vez de multar, passa a mão na cabeça. Em vez de proteger o povo, protege quem explora o povo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E os recursos da outorga, o dinheiro que entrou com a concessão, foram usados por Cláudio Castro pra contratar 27.000 cabos eleitorais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Águas do Rio só nada de braçada. Lucrou R$1,7 bilhão em três anos, 70% desse valor foi pros acionistas: Itaú, Fundo de Singapura, Equipav, gente que nem mora aqui levando nosso dinheiro, enquanto a </span><a href="https://bit.ly/3VSW9pf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">água falta na torneira do povo</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora o governo quer vender o que restou da Cedae justamente pra Águas do Rio? Se fizerem isso, a empresa vira dona de tudo. Monopólio privado da água e daí pode preparar o bolso porque a tarifa vai subir mais ainda e o </span><a href="https://bit.ly/41HLHVr" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">serviço que já é ruim vai piorar</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por tudo isso, nós não vamos aceitar. Não vamos nos calar. Exigimos a imediata rescisão do contrato com a Águas do Rio. Exigimos a <a href="https://rioonwatch.org.br/?p=77938">reestatização</a> do saneamento no estado do Rio de Janeiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fora Águas do Rio! Fora Cláudio Castro! Água não é mercadoria. Água é direito do povo. É saúde, é dignidade, é vida. E a vida do povo não está à venda.”</span></p></blockquote>
<h3>Nas Favelas e Periferias, “O Buraco É um Pouquinho Mais Embaixo”</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Rejany Ferreira dos Santos, geógrafa e pesquisadora do <a href="https://bit.ly/4rTN8LR">Observatório da Bacia Hidrográfica do Canal do Cunha</a>, falou sobre a dificuldade das famílias de favelas e periferias arcarem com as contas de água, cada vez mais caras. Nesse contexto ela apontou a <a href="https://bit.ly/3NCSixQ">reestatização da distribuição e do saneamento como solução</a> para aumentar o acesso a essas famílias, inclusive citando a questão de gênero como um agravante, pois, </span><a href="https://rioonwatch.org.br/?p=81408" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">mulheres e meninas são mais afetadas por desigualdade no acesso à água</span></a>.</p>
<blockquote><p>&#8220;A água e esgoto precisam ser reestatizados. Principalmente, porque tem uma população, que é a população favelada e periférica, que não vai ter o acesso, principalmente ao tratamento do esgoto da forma adequada. A gente sabe que o aumento da tarifa impacta a vida da população, principalmente a vida das mulheres, de famílias uniparentais. Quando há um aumento da tarifa, isso impacta diretamente o orçamento dessa família. E nós sabemos que, se não tem água, não tem comida. Então, é essencial reestatizar para que essa população favelada e periférica tenha o serviço da forma adequada. E, nesse sentido, precisamos falar do <a href="https://wikifavelas.com.br/index.php/M%C3%ADnimo_Vital_de_%C3%81gua">mínimo vital de água</a>.Tem uma parcela da população que não tem condições de pagar as tarifas, mas não existe vida sem água.&#8221; — Rejany Ferreira dos Santos, Observatório da Bacia Hidrográfica do Canal do Cunha</p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Clara Sacco, diretora executiva do </span><a href="https://bit.ly/4nTsMRO" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">DataLab</span></a><span style="font-weight: 400;">, evidencia que quase sempre em relação aos territórios de favela e periferias, as concessionárias prestam um serviço de baixa qualidade, o que leva muitos moradores à escassez ou mesmo ao não acesso ao serviço de distribuição de água e saneamento.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A gente tem se falado desde que começou o processo de privatização. Dialogando&#8230; com os companheiros da Rede Favela Sustentável&#8230; [é evidente que em] territórios de favela e periferia, o buraco é mais embaixo. [São] territórios difíceis de serem enxergados pelas concessionárias. Enquanto organizações [da sociedade civil], estamos pensando na própria gestão desses territórios. Você vê que não têm obras estruturais [necessárias acontecendo] em territórios com uma infraestrutura defasada&#8230; No DataLab, a nossa luta é para que os dados sobre água, sobre saneamento básico sejam minimamente representativos da realidade. A gente tem que olhar para as prioridades das concessionárias nesses territórios, a gente tem que lembrar quais informações estão sendo produzidas, [pois] é a informação que vai embasar a tomada de decisão [das concessionárias], e temos que cobrar transparência enquanto essas empresas estiverem operando esses serviços.” — Clara Sacco</span></p></blockquote>
<figure id="attachment_81577" aria-describedby="caption-attachment-81577" style="width: 2048px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Rede-Favela-Sustentavel-esteve-no-ato-do-Dia-Mundial-da-Agua.-Foto-Barbara-Dias.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81577 size-full" title="A Rede Favela Sustentável esteve no ato do Dia Mundial da Água em frente à concessionária Águas do Rio, no Centro, pedindo que as favelas sejam colocadas no centro das decisões climáticas. Foto: Bárbara Dias" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Rede-Favela-Sustentavel-esteve-no-ato-do-Dia-Mundial-da-Agua.-Foto-Barbara-Dias.jpg" alt="A Rede Favela Sustentável esteve no ato do Dia Mundial da Água em frente à concessionária Águas do Rio, no Centro, pedindo que as favelas sejam colocadas no centro das decisões climáticas. Foto: Bárbara Dias" width="2048" height="1367" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Rede-Favela-Sustentavel-esteve-no-ato-do-Dia-Mundial-da-Agua.-Foto-Barbara-Dias.jpg 2048w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Rede-Favela-Sustentavel-esteve-no-ato-do-Dia-Mundial-da-Agua.-Foto-Barbara-Dias-620x414.jpg 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Rede-Favela-Sustentavel-esteve-no-ato-do-Dia-Mundial-da-Agua.-Foto-Barbara-Dias-768x513.jpg 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Rede-Favela-Sustentavel-esteve-no-ato-do-Dia-Mundial-da-Agua.-Foto-Barbara-Dias-1536x1025.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81577" class="wp-caption-text">Integrantes de diversas comunidades do Grande Rio, da Rede Favela Sustentável, estiveram no ato do Dia Mundial da Água em frente à concessionária Águas do Rio, no Centro, pedindo que as favelas sejam colocadas no centro das decisões climáticas. Foto: Bárbara Dias</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A <a href="https://bit.ly/405r2vG">Rede Favela Sustentável</a> marcou presença no ato com a reivindicações da </span><a href="https://bit.ly/CartaCOPAssinada" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Carta COP das Favelas</span></a><span style="font-weight: 400;">, que está <a href="http://bit.ly/AssineCartaDasFavelas">levantando assinaturas do mundo todo</a> e insiste na importância do protagonismo das favelas nos espaços de decisões sobre o clima. Nélio Lopes, responsável pelo Projeto Socioeducativo Sustentável Haroldo de Andrade (</span><a href="https://bit.ly/4k2cJyG" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">PSSHA</span></a><span style="font-weight: 400;">) em </span><a href="https://bit.ly/47ghpgU" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Barros Filho</span></a><span style="font-weight: 400;">, falou sobre as dificuldades de acesso à água nas favelas.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Quando a gente fala de água não tem como a gente não lembrar de ancestralidade. É como diz aquele samba &#8216;</span><a href="https://bit.ly/4sAi8l2" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">lata d&#8217;água na cabeça: lá vai Maria</span></a><span style="font-weight: 400;">&#8216;. Então, a gente que mora na favela, a gente tem até hoje essa dor, de ver nossas avós e nossos antepassados carregando água, pegando água de poço, bebendo água de qualquer jeito&#8230; Eu moro no </span><a href="https://bit.ly/4lSnRQA" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Complexo de</span> <span style="font-weight: 400;">Terra Nostra</span></a><span style="font-weight: 400;">, ali em Barros Filho, que tem o </span><a href="https://bit.ly/4d5OfUZ" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">terceiro pior IDH do município</span></a><span style="font-weight: 400;"> do Rio de Janeiro. O pessoal [da Águas do Rio] está colocando hidrômetro num lugar que não tem saneamento básico, as pessoas não têm caixa d&#8217;água, as pessoas não têm colégio, pois a guerra lá é todo dia</span><span style="font-weight: 400;">&#8230; Então, as lideranças comunitárias estão de mãos atadas, não conseguem mais levar a água para o morador, porque tudo depende da Águas do Rio, e as pessoas estão sem água&#8230; Não tem educação ambiental, não tem uma oportunidade de emprego&#8230; Nosso pedido é que olhem para as comunidades.” — Nélio Lopes</span></p></blockquote>
<figure id="attachment_81578" aria-describedby="caption-attachment-81578" style="width: 2048px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ao-final-do-ato-os-manifestantes-fizeram-uma-caminhada-passando-em-frente-a-sede-da-Aguas-do-Rio-cantando-palavras-de-ordem-‘Enquanto-falta-agua-sobra-lucro.-Foto-Barbara-Dias.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81578 size-full" title="Ao final do ato, os manifestantes fizeram uma caminhada passando em frente a sede da Águas do Rio, cantando palavras de ordem ‘’Enquanto falta água sobra lucro”. Foto: Bárbara Dias" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ao-final-do-ato-os-manifestantes-fizeram-uma-caminhada-passando-em-frente-a-sede-da-Aguas-do-Rio-cantando-palavras-de-ordem-‘Enquanto-falta-agua-sobra-lucro.-Foto-Barbara-Dias.jpg" alt="Ao final do ato, os manifestantes fizeram uma caminhada passando em frente a sede da Águas do Rio, cantando palavras de ordem ‘’Enquanto falta água sobra lucro”. Foto: Bárbara Dias" width="2048" height="1367" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ao-final-do-ato-os-manifestantes-fizeram-uma-caminhada-passando-em-frente-a-sede-da-Aguas-do-Rio-cantando-palavras-de-ordem-‘Enquanto-falta-agua-sobra-lucro.-Foto-Barbara-Dias.jpg 2048w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ao-final-do-ato-os-manifestantes-fizeram-uma-caminhada-passando-em-frente-a-sede-da-Aguas-do-Rio-cantando-palavras-de-ordem-‘Enquanto-falta-agua-sobra-lucro.-Foto-Barbara-Dias-620x414.jpg 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ao-final-do-ato-os-manifestantes-fizeram-uma-caminhada-passando-em-frente-a-sede-da-Aguas-do-Rio-cantando-palavras-de-ordem-‘Enquanto-falta-agua-sobra-lucro.-Foto-Barbara-Dias-768x513.jpg 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ao-final-do-ato-os-manifestantes-fizeram-uma-caminhada-passando-em-frente-a-sede-da-Aguas-do-Rio-cantando-palavras-de-ordem-‘Enquanto-falta-agua-sobra-lucro.-Foto-Barbara-Dias-1536x1025.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81578" class="wp-caption-text">Ao final do ato, os manifestantes fizeram uma caminhada passando em frente à sede da Águas do Rio, cantando palavras de ordem ‘’Enquanto falta água sobra lucro!”. Foto: Bárbara Dias</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao final do ato, os manifestantes fizeram uma caminhada, empunhando suas faixas e entoando palavras de ordem, passando em frente à sede da concessionária Águas do Rio, em um movimento de indignação coletiva contra a empresa.</span></p>
<h3><a href="https://flic.kr/s/aHBqjCP434" rel="noopener">Veja Aqui o Álbum Completo</a> do Ato do Dia Mundial da Água:</h3>
<p><a title="Ato pelo Dia Mundial da Água, organizado pela Rede de Vigilância Popular em Saneamento e Saúde, 23 de março de 2026" href="https://www.flickr.com/photos/catcomm/albums/72177720332724539" data-flickr-embed="true"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://live.staticflickr.com/65535/55166510390_6cef52a3b0_h.jpg" alt="Ato pelo Dia Mundial da Água, organizado pela Rede de Vigilância Popular em Saneamento e Saúde, 23 de março de 2026" width="1600" height="1200" /></a><script async src="//embedr.flickr.com/assets/client-code.js" charset="utf-8"></script></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">*Estiveram presentes no ato representantes da Faculdade de Ciência Política da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), Observatório do Canal do Cunha, Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, <a href="https://bit.ly/4lPgOYX" target="_blank" rel="noopener">Fórum Popular do Orçamento</a>, <a href="https://bit.ly/4uPnzy4" target="_blank" rel="noopener">Ong Fase</a>, Faculdade de Serviço Social da Univeridade do Estado Rio de Janeiro (UERJ), Fiocruz Mata Atlântica, <a href="https://bit.ly/3PvwpB1" target="_blank" rel="noopener">FAM Rio</a>, Data Labe, Rede Favela Sustentável (RFS) e Secretaria de Mulheres da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Também marcaram presença os mandatos parlamentares do Deputado Federal <a href="https://bit.ly/4itDYBU" target="_blank" rel="noopener">Tarcísio Mota</a>, Deputada Estadual <a href="https://bit.ly/3NZTNWO" target="_blank" rel="noopener">Marina do MST</a>, Vereador <a href="https://bit.ly/48Z8PDQ" target="_blank" rel="noopener">William Siri</a> e Vereadora <a href="https://bit.ly/3xC7xPy" target="_blank" rel="noopener">Mônica Benício</a>. </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A Rede Favela Sustentável (RFS) e o RioOnWatch são articulados pela Comunidades Catalisadoras (ComCat).</span></i></p>
<p><em>Sobre a autora: <a href="https://bit.ly/3Gc3OJU" target="_blank" rel="noopener">Bárbara Dias</a>, cria de Bangu, possui licenciatura em Ciências Biológicas, mestrado em Educação Ambiental e atua como professora da rede pública desde 2006. É fotojornalista e trabalha também com fotografia documental. É comunicadora popular formada pelo Núcleo Piratininga de Comunicação (<a href="https://bit.ly/3i2GcdN" target="_blank" rel="noopener">NPC</a>) e co-fundadora do <a href="https://bit.ly/3vfY8bj" target="_blank" rel="noopener">Coletivo Fotoguerrilha</a>.</em></p>
<hr />
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<p>O post <a href="https://rioonwatch.org.br/?p=81531">&#8216;Enquanto Falta Água, Sobra Lucro!&#8217; Indignados, no Dia Mundial da Água, na Frente da Águas do Rio, Movimentos Reivindicam Direito à Água e Saneamento e Demandam Reestatização da Concessionária</a> apareceu primeiro em <a href="https://rioonwatch.org.br">RioOnWatch</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>‘Encontro Internacional de Favelas’ Promove Cidade (des)Integrada: Do Apagamento do Morador de Favela à Projeção Internacional [OPINIÃO]</title>
		<link>https://rioonwatch.org.br/?p=81473</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Julio Santos Filho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 10:00:35 +0000</pubDate>
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		<guid isPermaLink="false">https://rioonwatch.org.br/?p=81473</guid>

					<description><![CDATA[<p>Click Here for English Prefácio: Política Pública Repetida e Sem Escuta Ativa Não Muda Cenário O Encontro Internacional de Favelas, realizado entre os dias 17 e 18 de março, organizado pelo Instituto de Arquitetos do <a class="mh-excerpt-more" href="https://rioonwatch.org.br/?p=81473" title="&#8216;Encontro Internacional de Favelas&#8217; Promove Cidade (des)Integrada: Do Apagamento do Morador de Favela à Projeção Internacional [OPINIÃO]">[...]</a></p>
<p>O post <a href="https://rioonwatch.org.br/?p=81473">&#8216;Encontro Internacional de Favelas&#8217; Promove Cidade (des)Integrada: Do Apagamento do Morador de Favela à Projeção Internacional [OPINIÃO]</a> apareceu primeiro em <a href="https://rioonwatch.org.br">RioOnWatch</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_81489" aria-describedby="caption-attachment-81489" style="width: 2560px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Moradora-de-Acari-e-representante-do-coletivo-Fala-Akari-indaga-perguntas-a-mesa-de-palestrantes.-Foto-Barbara-Dias-scaled.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81489 size-full" title="Moradora de Acari e representante do coletivo Fala Akari, indaga perguntas à mesa de palestrantes. Foto: Bárbara Dias" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Moradora-de-Acari-e-representante-do-coletivo-Fala-Akari-indaga-perguntas-a-mesa-de-palestrantes.-Foto-Barbara-Dias-scaled.jpg" alt="Moradora de Acari e representante do coletivo Fala Akari, indaga perguntas à mesa de palestrantes. Foto: Bárbara Dias" width="2560" height="1707" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Moradora-de-Acari-e-representante-do-coletivo-Fala-Akari-indaga-perguntas-a-mesa-de-palestrantes.-Foto-Barbara-Dias-scaled.jpg 2560w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Moradora-de-Acari-e-representante-do-coletivo-Fala-Akari-indaga-perguntas-a-mesa-de-palestrantes.-Foto-Barbara-Dias-620x413.jpg 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Moradora-de-Acari-e-representante-do-coletivo-Fala-Akari-indaga-perguntas-a-mesa-de-palestrantes.-Foto-Barbara-Dias-768x512.jpg 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Moradora-de-Acari-e-representante-do-coletivo-Fala-Akari-indaga-perguntas-a-mesa-de-palestrantes.-Foto-Barbara-Dias-1536x1024.jpg 1536w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Moradora-de-Acari-e-representante-do-coletivo-Fala-Akari-indaga-perguntas-a-mesa-de-palestrantes.-Foto-Barbara-Dias-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81489" class="wp-caption-text">Zilda Soares do Coletivo Fala Akari, indaga perguntas à mesa de palestrantes. Foto: Bárbara Dias</figcaption></figure>
<h3 style="text-align: right;"><em><a href="https://bit.ly/47JXTZY" target="_blank" rel="noopener"><strong>Click Here for English</strong><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-15790" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2012/08/EN-standard-e1439583104716.jpg" alt="" width="20" height="20" /></a></em></h3>
<h3>Prefácio: Política Pública Repetida e Sem Escuta Ativa Não Muda Cenário</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://bit.ly/4d5d0R8" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Encontro Internacional de Favelas</span></a><span style="font-weight: 400;">, realizado entre os dias 17 e 18 de março, organizado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (</span><span style="font-weight: 400;">IAB</span><span style="font-weight: 400;">) do Rio de Janeiro e pelo governo estadual, por meio do <a href="https://bit.ly/3GUCSvt" target="_blank" rel="noopener">Programa Cidade Integrada</a>, realizou um evento <a href="https://rioonwatch.org.br/?tag=participacao-zero">sem participação popular</a>. No slogan de um dos cards de divulgação e em postagens nas redes sociais: “</span><a href="https://bit.ly/4t6Vp00" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Cidades Integradas: Passado, Presente e Futuro</span></a><span style="font-weight: 400;">”. </span><span style="font-weight: 400;">Os tempos verbais escolhidos para comunicar esta mensagem institucional <a href="https://bit.ly/EnraizandoIntro" target="_blank" rel="noopener">remetem ao Sankofa</a>, <a href="http://bit.ly/380LqlY">símbolo</a> africano que recorda os erros do passado e a construção de uma aprendizagem presente para uma sabedoria futura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, infelizmente, não há sabedoria e muito menos aprendizagem. Nada de inovador vem sendo apresentado pelo Cidade Integrada que foi criado a partir de outros projetos empregados nas favelas desde a década de 1990. Na visão de seus promotores, b</span><span style="font-weight: 400;">usca fazer uma integração da chamada cidade informal para a formal, em outras palavras, inserir a favela desejada na cidade, que segundo essa lógica, diferente da favela, é bem planejada. Mas já bem sabemos que em todos os casos, existe uma política de descontinuidade ao longo dos anos, com planos governamentais inacabados, mal geridos e sem o resultado dito desejado.</span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">Vale lembrar que o Cidade Integrada <a href="https://bit.ly/3GUCSvt">foi lançado</a> através de uma operação policial no <a href="http://bit.ly/2MMIK37" target="_blank" rel="noopener">Jacarezinho</a>, na Zona Norte, em 19 de janeiro de 2022, oito meses após a <a href="https://bit.ly/3uzoyD6" target="_blank" rel="noopener">Chacina do Jacarezinho</a>, que <a href="https://glo.bo/3g8KD6y" target="_blank" rel="noopener">foi defendida</a> pelo agora ex-governador <a href="https://bit.ly/3nX8d8F" target="_blank" rel="noopener">Cláudio Castro</a>. Esta havia sido a maior chacina da história do estado <a href="https://bit.ly/4hJyljl" target="_blank" rel="noopener">até então</a>.</span></em></p>
<h3>Como Foi o Evento</h3>
<p>No primeiro dia (17), no auditório do prédio anexo ao Palácio Guanabara, foram realizadas palestras por dois antropólogos estrangeiros com décadas de experiência em favelas, <a href="https://prensadebabel.com.br/marginalidade-e-seus-mitos/">Janice Perlman</a> e <a href="https://www.archdaily.com.br/br/1020739/cidades-resilientes-como-promover-novos-futuros-com-santiago-uribe-rocha">Santiago Uribe</a>, com mediação de <a href="https://youtu.be/kiuO-CFzrJE?si=4ahtuee7hY3Niqpn">Sérgio Magalhães</a>, criador do <a href="https://rioonwatch.org.br/?tag=favela-bairro">Favela-Bairro</a>. Procuraram debater questões atuais do estado, apresentar a pesquisa de Janice e compreender o caso de sucesso que é Medellín, cidade na Colômbia, que no passado era reconhecida por grande violência e hoje virou referência de urbanismo social. Ao final da tarde, ocorreu uma visita técnica na favela do <a href="https://bit.ly/11x89ZX">Pavão-Pavãozinho</a> e <a href="https://rioonwatch.org.br/?tag=cantagalo">Cantagalo</a>, em Ipanema.</p>
<figure id="attachment_81491" aria-describedby="caption-attachment-81491" style="width: 2560px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Uma-visao-gringa-antropologa-Janice-Perlman-apresenta-seu-trabalho-de-seis-decadas-sobre-as-favelas-do-Rio.-Foto-Barbara-Dias-scaled.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81491 size-full" title="'Uma visão gringa', antropóloga Janice Perlman apresenta seu trabalho de seis décadas sobre as favelas do Rio. Foto: Bárbara Dias" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Uma-visao-gringa-antropologa-Janice-Perlman-apresenta-seu-trabalho-de-seis-decadas-sobre-as-favelas-do-Rio.-Foto-Barbara-Dias-scaled.jpg" alt="'Uma visão gringa', antropóloga Janice Perlman apresenta seu trabalho de seis décadas sobre as favelas do Rio. Foto: Bárbara Dias" width="2560" height="1707" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Uma-visao-gringa-antropologa-Janice-Perlman-apresenta-seu-trabalho-de-seis-decadas-sobre-as-favelas-do-Rio.-Foto-Barbara-Dias-scaled.jpg 2560w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Uma-visao-gringa-antropologa-Janice-Perlman-apresenta-seu-trabalho-de-seis-decadas-sobre-as-favelas-do-Rio.-Foto-Barbara-Dias-620x413.jpg 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Uma-visao-gringa-antropologa-Janice-Perlman-apresenta-seu-trabalho-de-seis-decadas-sobre-as-favelas-do-Rio.-Foto-Barbara-Dias-768x512.jpg 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Uma-visao-gringa-antropologa-Janice-Perlman-apresenta-seu-trabalho-de-seis-decadas-sobre-as-favelas-do-Rio.-Foto-Barbara-Dias-1536x1024.jpg 1536w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Uma-visao-gringa-antropologa-Janice-Perlman-apresenta-seu-trabalho-de-seis-decadas-sobre-as-favelas-do-Rio.-Foto-Barbara-Dias-2048x1366.jpg 2048w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81491" class="wp-caption-text">&#8216;Uma visão gringa&#8217;, antropóloga Janice Perlman apresenta seu trabalho de seis décadas sobre as favelas do Rio. Foto: Bárbara Dias</figcaption></figure>
<p>Já na quarta-feira (18), a programação foi na sede do IAB-RJ, onde ocorreu uma oficina colaborativa para pensar em uma intervenção urbana em uma praça pública. À tarde, ocorreu uma mesa-redonda que encerrou o ciclo de debates e contou com a participação de <a href="https://oglobo.globo.com/opiniao/artigos/coluna/2024/02/favela-e-democracia.ghtml">Marcelo Burgos</a>, Janice Perlman, <a href="https://ppgau.uff.br/geronimo-leitao/">Gerônimo Leitão</a>, <a href="https://app.uff.br/riuff/handle/1/16263">Mario Brum</a>, <a href="https://www.escavador.com/sobre/6033068/pedro-abramo">Pedro Abramo</a>, <a href="https://caubr.gov.br/arquitetura-e-urbanismo-do-favela-bairro-sera-implementada-na-africa/">Manoel Ribeiro</a> e Sérgio Magalhães.</p>
<p>As falas dos protagonistas do evento muitas vezes refletiram algo em comum: seguir com esperança, pensando que a cidade é você, sou eu, e que já propomos soluções a partir dos projetos em que trabalhamos ou atuamos.</p>
<h3>Mas em nenhum destes espaços foram colocados no devido destaque e dados garantia de voz aos maiores especialistas: os poucos moradores e mobilizadores de favela presentes.</h3>
<p>O <em>RioOnWatch</em> foi ao &#8220;encontro internacional de favelas&#8221; para ouvir <em>estas vozes. </em>Vozes que apareceram só no final das palestras, quando os poucos moradores e mobilizadores presentes, as pessoas que de fato constroem e lutam por estes territórios, se manifestavam no microfone ou nas atividades em campo. <em>Bom destacar que estas vozes acharam o evento na internet: não foram intencionalmente convidadas.</em></p>
<figure id="attachment_81518" aria-describedby="caption-attachment-81518" style="width: 1200px" class="wp-caption alignright"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Oficina-na-IAB-durante-Encontro-Internacional-de-Favelas.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-81518" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Oficina-na-IAB-durante-Encontro-Internacional-de-Favelas.jpg" alt="Oficina na IAB durante Encontro Internacional de Favelas" width="1200" height="800" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Oficina-na-IAB-durante-Encontro-Internacional-de-Favelas.jpg 1200w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Oficina-na-IAB-durante-Encontro-Internacional-de-Favelas-620x413.jpg 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Oficina-na-IAB-durante-Encontro-Internacional-de-Favelas-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81518" class="wp-caption-text">Oficina na IAB durante Encontro Internacional de Favelas. Foto: Bárbara Dias</figcaption></figure>
<h3>As Vozes Periféricas do Evento (no Duplo Sentido)</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde sempre, a favela é usada por estudiosos para aplicação e debate na academia, sem retorno significativo e colaboração conjunta dos moradores locais. </span><span style="font-weight: 400;">Os favelados que residem no território—e o constroem—são i</span>nvisibilizados, sem permissão de entrada como sujeito de inteligência múltipla, sendo vistos no máximo como que pode contribuir com dados e apresentar os becos, pois a projeção do cenário é destinada e objeto de interesse político e academicista, com foco em infraestrutura e na ausência de uma estrutura fundamental para a existência: o indivíduo, a pessoa.</p>
<p>Durante a visita técnica do evento pelo equipamento público reformado no Cantagalo, chamado pelo Estado de &#8220;complexo multiserviços&#8221; mas ainda chamado pelos moradores de Brizolão, encontramos no lustroso espaço que deveria ser para a convivência dos moradores e projetos sociais, a afirmação de que, a partir do dia 26 de março, será também base do batalhão da Polícia Militar. Apesar de divulgada como primeira política pública que trabalha segurança pública e infraestrutura social, num mesmo eixo, Cidade Integrada relembra as Unidades de Polícia Pacificadora (<a href="https://bit.ly/2lLWi1G">UPPs</a>) que, junto da <a href="https://rioonwatch.org.br/?p=14378">UPP Social</a>, era dita como utopia. No final das contas, ocasionou violência direta à saúde física e mental dos moradores, sem diálogo na maioria das comunidades impactadas.</p>
<figure id="attachment_81527" aria-describedby="caption-attachment-81527" style="width: 2560px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Vista-do-predio-do-Cidade-Integrada-no-PPG-scaled.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81527 size-full" title="Vista de Ipanema e Lagoa a partir do prédio reformado pela Cidade Integrada, no topo do Cantagalo. Foto: Bárbara Dias" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Vista-do-predio-do-Cidade-Integrada-no-PPG-scaled.jpg" alt="Vista de Ipanema e Lagoa a partir do prédio reformado pela Cidade Integrada, no topo do Cantagalo. Foto: Bárbara Dias" width="2560" height="1709" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Vista-do-predio-do-Cidade-Integrada-no-PPG-scaled.jpg 2560w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Vista-do-predio-do-Cidade-Integrada-no-PPG-620x414.jpg 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Vista-do-predio-do-Cidade-Integrada-no-PPG-768x513.jpg 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Vista-do-predio-do-Cidade-Integrada-no-PPG-1536x1025.jpg 1536w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Vista-do-predio-do-Cidade-Integrada-no-PPG-2048x1367.jpg 2048w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81527" class="wp-caption-text">Vista de Ipanema e Lagoa a partir do prédio reformado pela Cidade Integrada, no topo do Cantagalo. Foto: Bárbara Dias</figcaption></figure>
<p>Ao caminhar minimamente pela comunidade após essa visita, ouvimos Daniel Alves, morador de <a href="https://bit.ly/2OvY7uU" target="_blank" rel="noopener">Seropédica</a>, na <a href="https://bit.ly/32JVvht" target="_blank" rel="noopener">Baixada Fluminense</a>, especialista em direito de pessoas vulneráveis e graduando em Arquitetura e Urbanismo na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), relatando sobre a péssima execução do urbanismo público em favelas.</p>
<blockquote><p>“Ao implementar um projeto que leva infraestrutura e urbanização para a periferia, imaginamos que melhorias em saneamento, habitação e segurança trarão resultados satisfatórios&#8230; Agora, temos o programa (Cidade Integrada)&#8230; no Pavãozinho. Apesar do investimento, ainda se observa esgoto a céu aberto próximo à porta de acesso entre a comunidade e o equipamento público, acúmulo de lixo e alta demanda, com sobrecarga no uso dos elevadores que, em horários de pico, formam filas que ultrapassam minutos de espera.” — Daniel Alves</p></blockquote>
<figure id="attachment_81510" aria-describedby="caption-attachment-81510" style="width: 2545px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Falta-de-coleta-adequada-de-residuos-no-PPG.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81510 size-full" title="Problema recorrente no PPG e quase todas aas favelas: falta de coleta adequada de resíduos e coleta seletiva. Ao fundo uma placa do Governo Federal. Foto: Bárbara Dias" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Falta-de-coleta-adequada-de-residuos-no-PPG.png" alt="Problema recorrente no PPG e quase todas aas favelas: falta de coleta adequada de resíduos e coleta seletiva. Ao fundo uma placa do Governo Federal. Foto: Bárbara Dias" width="2545" height="1460" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Falta-de-coleta-adequada-de-residuos-no-PPG.png 2545w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Falta-de-coleta-adequada-de-residuos-no-PPG-620x356.png 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Falta-de-coleta-adequada-de-residuos-no-PPG-768x441.png 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Falta-de-coleta-adequada-de-residuos-no-PPG-1536x881.png 1536w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Falta-de-coleta-adequada-de-residuos-no-PPG-2048x1175.png 2048w" sizes="(max-width: 2545px) 100vw, 2545px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81510" class="wp-caption-text">Problema recorrente no PPG e quase todas as favelas: falta de coleta adequada de resíduos e coleta seletiva. Ao fundo uma placa do Governo Federal. Foto: Bárbara Dias</figcaption></figure>
<p>Existe uma grande distopia entre o imaginário pensado, até sua concretização (<span style="font-weight: 400;">diretrizes que se dizem buscar melhorias mas que não convergem no cenário final apresentado),</span> tipicamente com desperdício de recursos públicos no processo. É brincar com a esperança dos que sonham com <span style="font-weight: 400;">a mudança que traria um saneamento adequado e outros serviços essenciais para o bem-estar coletivo, de fato alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS), em acordo ao apelo de ação à Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando vejo a linha do tempo de projetos, como <a href="https://bit.ly/4uQkbD2" target="_blank" rel="noopener">Rio Cidade</a>, <a href="https://bit.ly/2P0L0Ta" target="_blank" rel="noopener">Favela-Bairro</a>, <a href="https://bit.ly/2msShQ5" target="_blank" rel="noopener">Comunidade Cidade</a>, Cidade Integrada e a série sobre a <a href="https://bit.ly/2kI2uYg" target="_blank" rel="noopener">História da Urbanização nas Favelas</a> publicada aqui no <em>RioOnWatch</em> há 13 anos já, percebe-se a divergência entre o grande discurso de entrega e projeção internacional e pouca transformação no cotidiano real</span>. A cidade é construída e definida pela lógica de quem está de fora—um grande modelo arquitetônico sem participação dos moradores, marcado por intervenção urbana e apagamento da memória.</p>
<figure id="attachment_81526" aria-describedby="caption-attachment-81526" style="width: 2560px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Passando-pelo-PPG-scaled.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81526 size-full" title="Vista durante caminhada pelo Cantagalo. Foto: Bárbara Dias" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Passando-pelo-PPG-scaled.jpg" alt="Vista durante caminhada pelo Cantagalo. Foto: Bárbara Dias" width="2560" height="1709" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Passando-pelo-PPG-scaled.jpg 2560w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Passando-pelo-PPG-620x414.jpg 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Passando-pelo-PPG-768x513.jpg 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Passando-pelo-PPG-1536x1025.jpg 1536w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Passando-pelo-PPG-2048x1367.jpg 2048w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81526" class="wp-caption-text">Vista durante caminhada pelo Cantagalo. Foto: Bárbara Dias</figcaption></figure>
<p>Zilda Soares, moradora de <a href="https://rioonwatch.org.br/?tag=acari">Acari</a> e mobilizadora do <a href="https://bit.ly/4bviMdB" target="_blank" rel="noopener">Coletivo Fala Akari</a>, assistiu aos dois dias de evento. Em sua profunda fala no final das palestras na manhã do primeiro dia, abordou que a atuação do movimento do qual faz parte ensina o cuidado nas favelas e não se limita à sua implementação imediata. Expressa-se por meio da preservação da memória das lutas das mães e avós, da formação política dos jovens e da construção de narrativas com voz própria do território. Ela fez referência a uma fala anterior de Uribe, que perguntou se havia alguma pessoa menor de idade ou com até 21 anos presente. Não havia ninguém.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pesquisas mostram que as avós têm assumido, cada vez mais, o cuidado dos netos nas favelas, funcionando como uma estratégia de resiliência familiar diante da ausência do Estado, mas sofrendo com a sobrecarga e a invisibilidade. Como articular, na prática, o cuidado intergeracional com o trabalho que já é feito por coletivos? De que formas políticas públicas e agentes comunitários podem, ao mesmo tempo, valorizar a memória e o protagonismo de mães e avós que historicamente sustentam nossas comunidades? E a principal indagação é: o que o poder público pode aprender com experiências como a do Fala Akari para construir políticas que partam da realidade da favela e não do gabinete, questiona Zilda.</span></p>
<p>Confesso que, enquanto comunicador popular e morador de favela, ao chegar no evento, esperava um encontro diverso e construído por favelados, não a ausência de moradores e lideranças. Nas próprias mesas de debate não havia representatividade. Um evento que se pressupõe de favela, sem o recorte de favela na mediação. As <a href="https://bit.ly/3uUd9gS" target="_blank" rel="noopener">favelas propõem soluções</a> antes mesmo dos governos e da academia.</p>
<p>Logo, a <a href="https://bit.ly/4sYBu38" target="_blank" rel="noopener">favela, que é jovem e negra</a>, estava representada somente por alguns que se aventuraram seguir um link na internet, ao que se chamou de Encontro Internacional de Favelas. <span style="font-weight: 400;">Pois os poucos na plateia não receberam convite. </span></p>
<figure id="attachment_81509" aria-describedby="caption-attachment-81509" style="width: 2540px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Publico-do-Encontro-Internacional-de-Favelas.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81509 size-full" title="Público presente do auditório participa de dinâmica proposta por palestrante que entoam 'Eu acredito no Rio!'. Foto: Bárbara Dias" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Publico-do-Encontro-Internacional-de-Favelas.png" alt="Público presente do auditório participa de dinâmica proposta por palestrante que entoam 'Eu acredito no Rio!'. Foto: Bárbara Dias" width="2540" height="1364" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Publico-do-Encontro-Internacional-de-Favelas.png 2540w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Publico-do-Encontro-Internacional-de-Favelas-620x333.png 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Publico-do-Encontro-Internacional-de-Favelas-768x412.png 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Publico-do-Encontro-Internacional-de-Favelas-1536x825.png 1536w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Publico-do-Encontro-Internacional-de-Favelas-2048x1100.png 2048w" sizes="(max-width: 2540px) 100vw, 2540px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81509" class="wp-caption-text">Público presente do auditório participa de dinâmica proposta por palestrante que entoam &#8216;Eu acredito no Rio!&#8217;. Foto: Bárbara Dias</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O evento foi bonito no discurso, bem alinhado no papel, desenvolvido na oratória mas mal aplicado na condução. </span>O que a organização deveria ter levado em consideração é que a favela é rica em saberes que precisam apenas de apoio, não de validação externa. <span style="font-weight: 400;">No decorrer da tarde de acesso à favela, havia bastante policiamento: a segurança foi para os moradores ou para conter o medo dos visitantes? </span>O papel do Estado deve ser colaborativo, não de detentor do saber e acesso.</p>
<blockquote><p>&#8220;O evento usou o nome &#8216;Encontro Internacional de Favelas&#8217; para conferir legitimidade a um programa governamental de viés securitário&#8230; O evento não foi um deslize, mas a síntese perfeita da política de Estado para as favelas: recursos para a infraestrutura dura (e para a polícia), migalhas de espaço para a participação popular, e muito brilho internacional para maquiar a ausência de escuta ativa.&#8221; — Zilda Soares, Coletivo Fala Akari</p></blockquote>
<p>O evento foi palco para a academia, com arquitetos e urbanistas, antropólogos, sociólogos e outros, até com slides em inglês, mas, e o favelado? Do lado de fora do evento, sem ser escutado. Não é justo e nem eficaz debater favela sem favelado. Debater espaço sem quem pertence. <span style="font-weight: 400;">Porque manter a gente invisível não é política, é reprodução do entusiasmo eloquente da elite que visa &#8216;solução&#8217; sem nós. </span></p>
<figure id="attachment_81508" aria-describedby="caption-attachment-81508" style="width: 2543px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Palestrantes-no-Encontro-Internacional-de-Favelas.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81508 size-full" title="Palestrantes escutam perguntas do público durante o Encontro Internacional de Favelas. Foto: Bárbara Dias" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Palestrantes-no-Encontro-Internacional-de-Favelas.png" alt="Palestrantes escutam perguntas do público durante o Encontro Internacional de Favelas. Foto: Bárbara Dias" width="2543" height="1074" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Palestrantes-no-Encontro-Internacional-de-Favelas.png 2543w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Palestrantes-no-Encontro-Internacional-de-Favelas-620x262.png 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Palestrantes-no-Encontro-Internacional-de-Favelas-768x324.png 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Palestrantes-no-Encontro-Internacional-de-Favelas-1536x649.png 1536w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Palestrantes-no-Encontro-Internacional-de-Favelas-2048x865.png 2048w" sizes="(max-width: 2543px) 100vw, 2543px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81508" class="wp-caption-text">Palestrantes escutam perguntas do público durante o Encontro Internacional de Favelas. Foto: Bárbara Dias</figcaption></figure>
<p>Depois de várias políticas públicas fracassadas para as favelas, o Estado do Rio de Janeiro já deveria ter aprendido com seus erros e ter convidado quem vive a favela de verdade.</p>
<p><em>Sobre o autor: Charlie Gomes é graduando em jornalismo pela Unesa, radialista por formação, ativista climático e estagiário em comunicação parlamentar na Alerj. Filho de nordestinos é cria da favela da Rocinha<i data-stringify-type="italic">.</i></em></p>
<hr />
<h4><b data-stringify-type="bold">Apoie nossos esforços para fornecer apoio estratégico às favelas do Rio, incluindo o jornalismo hiperlocal, crítico, inovador e incansável do </b><b data-stringify-type="bold"><i data-stringify-type="italic">RioOnWatch</i></b>—<a class="c-link" href="http://www.bit.ly/ApoieROW" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-stringify-link="http://www.bit.ly/ApoieROW" data-sk="tooltip_parent">doe aqui</a>.</h4>
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		<title>Movimentos e Cidadãos de Todo o Rio se Unem em Defesa das Árvores Cariocas, Formando Frente de Luta Pela Arborização Urbana</title>
		<link>https://rioonwatch.org.br/?p=81408</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Julio Santos Filho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Mar 2026 19:57:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Click Here for English Em novembro, RioOnWatch reportou sobre o esvaziamento do premiado Programa Mutirão de Reflorestamento, política pública histórica nas favelas. Agora, diversos movimentos se juntam para demandar o fim das “podas assassinas”, que <a class="mh-excerpt-more" href="https://rioonwatch.org.br/?p=81408" title="Movimentos e Cidadãos de Todo o Rio se Unem em Defesa das Árvores Cariocas, Formando Frente de Luta Pela Arborização Urbana">[...]</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_81453" aria-describedby="caption-attachment-81453" style="width: 2548px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Frente-pela-Luta-da-Arborizacao-Urbana.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81453 size-full" title="Frente de Luta pela Arborização Urbana discute pontos estratégicos de combate às podas assassinas no Rio. Foto: Amanda Baroni" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Frente-pela-Luta-da-Arborizacao-Urbana.png" alt="Frente de Luta pela Arborização Urbana discute pontos estratégicos de combate às podas assassinas no Rio. Foto: Amanda Baroni" width="2548" height="1291" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Frente-pela-Luta-da-Arborizacao-Urbana.png 2548w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Frente-pela-Luta-da-Arborizacao-Urbana-620x314.png 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Frente-pela-Luta-da-Arborizacao-Urbana-768x389.png 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Frente-pela-Luta-da-Arborizacao-Urbana-1536x778.png 1536w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Frente-pela-Luta-da-Arborizacao-Urbana-2048x1038.png 2048w" sizes="(max-width: 2548px) 100vw, 2548px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81453" class="wp-caption-text">Frente de Luta pela Arborização Urbana discute pontos estratégicos de combate às podas assassinas no Rio. Foto: Amanda Baroni</figcaption></figure>
<p style="text-align: right;"><a href="https://bit.ly/4c43rQt" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>Click Here for English</strong></em><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-15790" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2012/08/EN-standard-e1439583104716.jpg" alt="" width="20" height="20" /></a></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">Em novembro, RioOnWatch reportou sobre o </span><a href="https://bit.ly/4hHiwK1" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">esvaziamento do premiado Programa Mutirão de Reflorestamento</span></a><span style="font-weight: 400;">, política pública histórica nas favelas. Agora, diversos movimentos se juntam para demandar o fim das “podas assassinas”, que têm tomado diversos bairros do Rio de Janeiro, junto com o fim do <a href="https://bit.ly/4daCsVd" target="_blank" rel="noopener">desmonte dos órgãos e políticas de proteção ambiental e de áreas verdes icônicas da cidade</a>.</span></em></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Em anos recentes, o Rio de Janeiro acumulou um déficit de mais de </span><a href="https://bit.ly/4rDmWWA" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">800.000 árvores suprimidas</span></a><span style="font-weight: 400;"> em diversos territórios, c</span><span style="font-weight: 400;">hegando à proporção alarmante de 35 árvores cortadas por dia.</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em tarde recente, vizinhos, técnicos e defensores do meio ambiente se reuniram no auditório Télcio Paciiti da </span><span style="font-weight: 400;">Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (</span><span style="font-weight: 400;">UniRio</span><span style="font-weight: 400;">)</span><span style="font-weight: 400;">, na </span><span style="font-weight: 400;">Urca</span><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://bit.ly/3ilwr9T" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Zona Sul</span></a><span style="font-weight: 400;"> do Rio, para discutir estratégias de combate ao recente aumento das podas predatórias de árvores pela cidade.</span></p>
<p>Ao todo, estiveram presentes cerca de 60 pessoas de grupos e coletivos ambientais como o Ocupação Ecológica, <a href="https://bit.ly/4rglnNn" target="_blank" rel="noopener">Respira Rio</a>, <a href="https://bit.ly/4rVKqXb" target="_blank" rel="noopener">Clube de Engenharia</a>, <a href="https://bit.ly/4seGu3t" target="_blank" rel="noopener">Amagraja</a>, Alma, <a href="https://bit.ly/4sd9SqJ" target="_blank" rel="noopener">Associação de Moradores de Botafogo</a>, Federação das Associações de Moradores do Município do Rio de Janeiro (<a href="https://bit.ly/4tMiu9g" target="_blank" rel="noopener">FAM Rio</a>), <a href="https://bit.ly/4cNj6W0" target="_blank" rel="noopener">Reflorestamento Urbano</a>, <a href="https://bit.ly/4cxV8hJ" target="_blank" rel="noopener">Mão na Jaca</a>, <a href="https://bit.ly/4r0L3wZ" target="_blank" rel="noopener">Movimento Baía Viva</a>, <a href="https://bit.ly/4qVLKYA" target="_blank" rel="noopener">Central de Movimentos Populares</a>, Associação de Moradores e Amigos da Gávea (<a href="https://bit.ly/4udXcSr" target="_blank" rel="noopener">Amagavea</a>), Sindicato dos Engenheiros (<a href="https://bit.ly/3OsprfL" target="_blank" rel="noopener">Senge RJ</a>), Grupo Ação Ecológica (<a href="https://bit.ly/3OIv21l" target="_blank" rel="noopener">GAE</a>), <a href="https://bit.ly/4s5EIS0" target="_blank" rel="noopener">AMAGUINLE</a> e <a href="https://bit.ly/4qZvbep" target="_blank" rel="noopener">Movimento Vida</a>.</p>
<figure id="attachment_81454" aria-describedby="caption-attachment-81454" style="width: 2558px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Marcelo-Lemos.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81454 size-full" title="Marcelo Lemos, membro do Movimento Baía Viva, em encontro da Frente pela Luta da Arborização Urbana na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio). Foto: Amanda Baroni" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Marcelo-Lemos.png" alt="Marcelo Lemos, membro do Movimento Baía Viva, em encontro da Frente pela Luta da Arborização Urbana na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio). Foto: Amanda Baroni" width="2558" height="1330" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Marcelo-Lemos.png 2558w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Marcelo-Lemos-620x322.png 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Marcelo-Lemos-768x399.png 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Marcelo-Lemos-1536x799.png 1536w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Marcelo-Lemos-2048x1065.png 2048w" sizes="(max-width: 2558px) 100vw, 2558px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81454" class="wp-caption-text">Marcelo Lemos, membro do Movimento Baía Viva, em encontro da Frente pela Luta da Arborização Urbana na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio). Foto: Amanda Baroni</figcaption></figure>
<h3><strong>Podas Assassinas</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A poda é um processo comumente utilizado para manutenção e preservação ecológica, consistindo em realizar cortes em formato e momentos estratégicos, de forma a <a href="https://rioonwatch.org.br/?p=77427">preservar a árvore e a segurança do seu entorno</a>. Já as <a href="https://rioonwatch.org.br/?p=81282">podas predatórias</a> ocorrem de forma indiscriminada, removendo de forma desproporcional galhos e folhas de sua copa, deixando apenas o tronco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A morte de uma árvore devido à poda mal realizada ocorre quando o corte compromete a sua capacidade de se regenerar. </span><span style="font-weight: 400;">Isso deixa o microclima mais quente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na </span><a href="https://bit.ly/2P3XYyP"><span style="font-weight: 400;">Ilha do Governador</span></a><span style="font-weight: 400;">, na <a href="https://bit.ly/3qsTKRW" target="_blank" rel="noopener">Zona Norte</a>, por exemplo, no bairro do Jardim Guanabara, uma moradora mostra a destruição na Rua </span><span style="font-weight: 400;">Babaçu, esquina com a Rua Dom Antônio de Macedo. No registro, é possível perceber que a poda foi além do necessário, deixando </span><span style="font-weight: 400;">árvores praticamente sem copa.</span></p>
<p><iframe style="border: none; overflow: hidden;" src="https://www.facebook.com/plugins/video.php?height=476&amp;href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Freel%2F2983131262049248%2F&amp;show_text=true&amp;width=1030&amp;t=0" width="1030" height="563" frameborder="0" scrolling="no" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em outros bairros insulanos, processo semelhante tem ocorrido. Um morador documentou o corte de árvore centenária na Praia da Guanabara, na orla da Ilha, dando um testemunho sobre outras podas predatórias, que têm mudado a paisagem e o microclima da região.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Entre as dezenas de árvores mortas só neste início de ano [2026], estão três gigantescas e saudáveis árvores centenárias de nossa orla (uma na Praia da Bica e duas na Praia da Guanabara). Outros exemplos recentes de desmatamentos perpetrados pela prefeitura do Rio na Ilha foram o enorme desmatamento na <a href="https://bit.ly/4lzAVKI" target="_blank" rel="noopener">APARU do Jequiá</a>, o desmatamento ilegal no Jardim Guanabara (ambos em 2012), as cerca de 15 palmeiras imperiais mortas e a destruição de TODAS as árvores da Praia da Bandeira em 2009 (isso sem falar de centenas de outros casos ocorridos na Ilha e em outras regiões do Rio de Janeiro. Em poucos anos, estão acabando com um patrimônio de gerações!!! Nós moradores da Ilha não podemos deixar isso continuar!!!” — Depoimento retirado das redes sociais</span></p></blockquote>
<p><iframe style="border: none; overflow: hidden;" src="https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fphoto.php%3Ffbid%3D869089189771530%26set%3Da.460838526081196%26type%3D3&amp;show_text=true&amp;width=1030" width="500" height="563" frameborder="0" scrolling="no" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<h3>Mais Lucro, Menos Verde</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos últimos dez anos, houve um disparo do número de árvores que foram <a href="https://bit.ly/4daCsVd">completamente removidas com autorização do município</a>. Neste período, só na Zona Sul, por exemplo, foram <a href="https://bit.ly/415cTha" target="_blank" rel="noopener">3.400 árvores derrubadas</a>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com <a href="https://bit.ly/47d1kIa" target="_blank" rel="noopener">dados da Prefeitura</a>, só em em 2021, a cidade cortou </span>5.216 árvores. Quando se considera o ano de 2025, este número mais do que dobra, chegando a 13.130 de árvores eliminadas da paisagem carioca.</p>
<figure id="attachment_81412" aria-describedby="caption-attachment-81412" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/A-prefeitura-divulga-dados-da-destruicao-em-massa-de-arvores-num-intervalo-de-x-anos-e-ainda-sim-continua-a-conceder-licenciamentos-a-obras-predatorias.-Fonte_-Prefeitura_-Reproducao.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81412 size-full" title="A prefeitura divulga dados da destruição em massa de árvores ao longo dos anos e, ainda sim, continua a conceder licenciamentos a obras predatórias. Fonte: Prefeitura/Reprodução" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/A-prefeitura-divulga-dados-da-destruicao-em-massa-de-arvores-num-intervalo-de-x-anos-e-ainda-sim-continua-a-conceder-licenciamentos-a-obras-predatorias.-Fonte_-Prefeitura_-Reproducao.jpeg" alt="A prefeitura divulga dados da destruição em massa de árvores ao longo dos anos e, ainda sim, continua a conceder licenciamentos a obras predatórias. Fonte: Prefeitura/Reprodução" width="1024" height="1536" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/A-prefeitura-divulga-dados-da-destruicao-em-massa-de-arvores-num-intervalo-de-x-anos-e-ainda-sim-continua-a-conceder-licenciamentos-a-obras-predatorias.-Fonte_-Prefeitura_-Reproducao.jpeg 1024w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/A-prefeitura-divulga-dados-da-destruicao-em-massa-de-arvores-num-intervalo-de-x-anos-e-ainda-sim-continua-a-conceder-licenciamentos-a-obras-predatorias.-Fonte_-Prefeitura_-Reproducao-413x620.jpeg 413w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/A-prefeitura-divulga-dados-da-destruicao-em-massa-de-arvores-num-intervalo-de-x-anos-e-ainda-sim-continua-a-conceder-licenciamentos-a-obras-predatorias.-Fonte_-Prefeitura_-Reproducao-1000x1500.jpeg 1000w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/A-prefeitura-divulga-dados-da-destruicao-em-massa-de-arvores-num-intervalo-de-x-anos-e-ainda-sim-continua-a-conceder-licenciamentos-a-obras-predatorias.-Fonte_-Prefeitura_-Reproducao-768x1152.jpeg 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81412" class="wp-caption-text">A Prefeitura divulga dados da destruição em massa de árvores em anos recentes mas, ainda assim, continua a conceder licenciamentos à obras predatórias. Fonte: Prefeitura/Reprodução</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto isso, importantes iniciativas e projetos voltados justamente ao reflorestamento da cidade sofreram uma série de desmantelamentos e esvaziamentos, como o </span><a href="https://bit.ly/4hHiwK1"><span style="font-weight: 400;">Programa Mutirão de Reflorestamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a <a href="https://bit.ly/4daCsVd" target="_blank" rel="noopener">Fundação Parques e Jardins</a></span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_81413" aria-describedby="caption-attachment-81413" style="width: 1008px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Projeto-elaborado-pelo-Rio-Verde-propoem-revitalizar-do-Jardim-de-Alah-mas-inclui-comprometimento-de-de-vegetacao-da-Mata-Atlantica.-Foto_-Projeto-Rio-Verde_Reproducao.webp"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81413 size-full" title="Projeto elaborado pelo Consórcio Rio+Verde propõe revitalizar do Jardim de Allah, mas inclui comprometimento de vegetação da Mata Atlântica. Foto: Consórcio Rio+Verde/Reprodução" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Projeto-elaborado-pelo-Rio-Verde-propoem-revitalizar-do-Jardim-de-Alah-mas-inclui-comprometimento-de-de-vegetacao-da-Mata-Atlantica.-Foto_-Projeto-Rio-Verde_Reproducao.webp" alt="Projeto elaborado pelo Consórcio Rio+Verde propõe revitalizar do Jardim de Allah, mas inclui comprometimento de vegetação da Mata Atlântica. Foto: Consórcio Rio+Verde/Reprodução" width="1008" height="563" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Projeto-elaborado-pelo-Rio-Verde-propoem-revitalizar-do-Jardim-de-Alah-mas-inclui-comprometimento-de-de-vegetacao-da-Mata-Atlantica.-Foto_-Projeto-Rio-Verde_Reproducao.webp 1008w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Projeto-elaborado-pelo-Rio-Verde-propoem-revitalizar-do-Jardim-de-Alah-mas-inclui-comprometimento-de-de-vegetacao-da-Mata-Atlantica.-Foto_-Projeto-Rio-Verde_Reproducao-620x346.webp 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Projeto-elaborado-pelo-Rio-Verde-propoem-revitalizar-do-Jardim-de-Alah-mas-inclui-comprometimento-de-de-vegetacao-da-Mata-Atlantica.-Foto_-Projeto-Rio-Verde_Reproducao-768x429.webp 768w" sizes="(max-width: 1008px) 100vw, 1008px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81413" class="wp-caption-text">Projeto elaborado pelo Consórcio Rio+Verde propõe &#8220;revitalizar&#8221; Jardim de Alah comprometendo vegetação da Mata Atlântica. Foto: Consórcio Rio+Verde/Reprodução</figcaption></figure>
<p>Paralelamente a essa acelerada devastação, a cidade vivenciou uma explosão de empreendimentos, entre eles, condomínios, shoppings e outros estabelecimentos comerciais que vêm ocupando, gradativamente, áreas verdes, algumas delas já tombadas e preservadas.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">No ano passado, </span><span style="font-weight: 400;">uma obra que visava revitalizar e integrar comércios no Jardim de Alah, desenvolvida pelo Consórcio Rio+Verde, recebeu autorização para a </span><a href="https://bit.ly/3MOR2XK" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">remoção de 130 árvores</span></a><span style="font-weight: 400;"> adultas, com cerca de 80 anos.</span><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">Em postagem nas redes sociais, moradores denunciaram a depredação do meio ambiente prevista pela obra, já que a área de mais 95.000 m² abriga </span><span style="font-weight: 400;">Mata Atlântica</span> à beira mar<span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DGZXTuWpl_H/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
<div style="padding: 16px;">
<p>&nbsp;</p>
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<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div>
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<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;"></div>
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</div>
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<div style="display: block; height: 50px; margin: 0 auto 12px; width: 50px;"></div>
<div style="padding-top: 8px;">
<div style="color: #3897f0; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: 550; line-height: 18px;">Ver essa foto no Instagram</div>
</div>
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<div>
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);"></div>
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<div style="margin-left: 8px;">
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<div style="width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; border-bottom: 2px solid transparent; transform: translateX(16px) translateY(-4px) rotate(30deg);"></div>
</div>
<div style="margin-left: auto;">
<div style="width: 0px; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-right: 8px solid transparent; transform: translateY(16px);"></div>
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<div style="width: 0; height: 0; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-left: 8px solid transparent; transform: translateY(-4px) translateX(8px);"></div>
</div>
</div>
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<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 224px;"></div>
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 144px;"></div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/DGZXTuWpl_H/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por Ana de Hollanda (@ana_de_hollanda)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo os desenvolvedores do projeto, seriam replantadas cerca de 300 árvores a fim de amenizar os impactos das obras. No entanto, o real controle sobre como e onde a compensação ambiental</span><span style="font-weight: 400;"> viria ser feita </span><a href="https://bit.ly/3MOR2XK" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">não vem sendo feito</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DVtM1hNjsAK/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
<div style="padding: 16px;">
<p>&nbsp;</p>
<div style="display: flex; flex-direction: row; align-items: center;">
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div>
<div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;">
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;"></div>
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</div>
</div>
<div style="padding: 19% 0;"></div>
<div style="display: block; height: 50px; margin: 0 auto 12px; width: 50px;"></div>
<div style="padding-top: 8px;">
<div style="color: #3897f0; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: 550; line-height: 18px;">Ver essa foto no Instagram</div>
</div>
<div style="padding: 12.5% 0;"></div>
<div style="display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;">
<div>
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);"></div>
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<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);"></div>
</div>
<div style="margin-left: 8px;">
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;"></div>
<div style="width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; border-bottom: 2px solid transparent; transform: translateX(16px) translateY(-4px) rotate(30deg);"></div>
</div>
<div style="margin-left: auto;">
<div style="width: 0px; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-right: 8px solid transparent; transform: translateY(16px);"></div>
<div style="background-color: #f4f4f4; flex-grow: 0; height: 12px; width: 16px; transform: translateY(-4px);"></div>
<div style="width: 0; height: 0; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-left: 8px solid transparent; transform: translateY(-4px) translateX(8px);"></div>
</div>
</div>
<div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center; margin-bottom: 24px;">
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 224px;"></div>
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 144px;"></div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/DVtM1hNjsAK/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por André Trigueiro (@andre_trigueiro)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda na Zona Sul, um outro caso ocorrido foi o do </span><a href="https://bit.ly/4kVdGKN" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">antigo Colégio Bennett</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> na Rua Marquês de Abrantes, 61, bairro do </span><span style="font-weight: 400;">Flamengo</span><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> Obras já haviam sido iniciadas no local nas vésperas do réveillon de 2025 para 2026, mas, <a href="https://bit.ly/4b6mTfX" target="_blank" rel="noopener">após moradores denunciarem</a> a retirada relâmpago de 71 árvores no terreno, a Justiça interviu e mandou que as ações da incorporadora imobiliária fossem interrompidas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O local onde estavam as árvores se encontrava tombado desde 2014 e abrigava um importante ecossistema verde, preservado </span><a href="https://bit.ly/3OtrxMn" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">desde o período do </span><span style="font-weight: 400;">Império</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ele foi </span><span style="font-weight: 400;">completamente dizimado para a construção de dois prédios com 350 apartamentos.</span></p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/DTQejqCjnoM/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
<div style="padding: 16px;">
<p>&nbsp;</p>
<div style="display: flex; flex-direction: row; align-items: center;">
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div>
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<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;"></div>
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</div>
</div>
<div style="padding: 19% 0;"></div>
<div style="display: block; height: 50px; margin: 0 auto 12px; width: 50px;"></div>
<div style="padding-top: 8px;">
<div style="color: #3897f0; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: 550; line-height: 18px;">Ver essa foto no Instagram</div>
</div>
<div style="padding: 12.5% 0;"></div>
<div style="display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;">
<div>
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);"></div>
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<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);"></div>
</div>
<div style="margin-left: 8px;">
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;"></div>
<div style="width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; border-bottom: 2px solid transparent; transform: translateX(16px) translateY(-4px) rotate(30deg);"></div>
</div>
<div style="margin-left: auto;">
<div style="width: 0px; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-right: 8px solid transparent; transform: translateY(16px);"></div>
<div style="background-color: #f4f4f4; flex-grow: 0; height: 12px; width: 16px; transform: translateY(-4px);"></div>
<div style="width: 0; height: 0; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-left: 8px solid transparent; transform: translateY(-4px) translateX(8px);"></div>
</div>
</div>
<div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center; margin-bottom: 24px;">
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 224px;"></div>
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 144px;"></div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/p/DTQejqCjnoM/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por Diário do Porto (@diariodoporto)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até a publicação desta reportagem, as obras no Colégio Bennett ainda se encontravam paralisadas por falta de “</span>elementos técnicos que demonstrem o impacto das obras na área com laudos, licenças e estudos<span style="font-weight: 400;">”, como afirmou a decisão da Justiça.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No bairro ao lado, </span><a href="https://bit.ly/3rNV2er" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Botafogo</span></a><span style="font-weight: 400;">, a construção de um empreendimento na Rua Arnaldo Quintela também levou uma árvore centenária ao chão.</span></p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DUWwyyKjM5Z/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
<div style="padding: 16px;">
<p>&nbsp;</p>
<div style="display: flex; flex-direction: row; align-items: center;">
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<div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;">
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;"></div>
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</div>
</div>
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<div style="display: block; height: 50px; margin: 0 auto 12px; width: 50px;"></div>
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<div style="color: #3897f0; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: 550; line-height: 18px;">Ver essa foto no Instagram</div>
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<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/DUWwyyKjM5Z/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por BOTAFOGO EM DESTAQUE (@botafogo_em_destaque)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em outras regiões, como na <a href="https://rioonwatch.org.br/?p=81282">Taquara</a> e <a href="https://bit.ly/3581ZK2" target="_blank" rel="noopener">Grande Tijuca</a>, a história se repete. O</span> <a href="https://bit.ly/3MQ5iQb" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">antigo Clube da Light</span></a><span style="font-weight: 400;">, situado na Rua Barão do Bom Retiro, </span><span style="font-weight: 400;">no </span><a href="https://bit.ly/2ZLG9dj" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Grajaú</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> conhecido por abrigar a </span><a href="https://bit.ly/4qUGWCI" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Associação Atlética Light</span></a> <span style="font-weight: 400;">e ser um espaço tradicionalmente de lazer na região, teve seu <a href="https://bit.ly/3Pb2mhP" target="_blank" rel="noopener">tombamento provisório revogado</a> pelo Prefeito <a href="https://bit.ly/2H9hSrV" target="_blank" rel="noopener">Eduardo Paes</a> em outubro de 2025. A obra recebeu autorização para a retirada da vegetação em dezembro do mesmo ano.</span></p>
<figure id="attachment_81414" aria-describedby="caption-attachment-81414" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Antigo-ponto-cultural-do-Grajau-devastado-apos-inicio-de-obras-para-receber-apartamentos.-Foto_-Diario-do-Rio_Reproducao.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81414 size-full" title="Antigo ponto cultural do Grajaú devastado após início de obras para receber apartamentos. Foto: Diário do Rio/Reprodução" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Antigo-ponto-cultural-do-Grajau-devastado-apos-inicio-de-obras-para-receber-apartamentos.-Foto_-Diario-do-Rio_Reproducao.jpeg" alt="Antigo ponto cultural do Grajaú devastado após início de obras para receber apartamentos. Foto: Diário do Rio/Reprodução" width="1024" height="824" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Antigo-ponto-cultural-do-Grajau-devastado-apos-inicio-de-obras-para-receber-apartamentos.-Foto_-Diario-do-Rio_Reproducao.jpeg 1024w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Antigo-ponto-cultural-do-Grajau-devastado-apos-inicio-de-obras-para-receber-apartamentos.-Foto_-Diario-do-Rio_Reproducao-620x499.jpeg 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Antigo-ponto-cultural-do-Grajau-devastado-apos-inicio-de-obras-para-receber-apartamentos.-Foto_-Diario-do-Rio_Reproducao-768x618.jpeg 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81414" class="wp-caption-text">Antigo ponto cultural do Grajaú devastado após início de obras para receber apartamentos. Foto: <em>Diário do Rio</em>/Reprodução</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em setembro de 2021,</span> <a href="https://bit.ly/3MZLNoi" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">moradores da Tijuca</span></a><span style="font-weight: 400;"> s</span><span style="font-weight: 400;">e mobilizaram em frente às obras iniciadas pela empresa </span><span style="font-weight: 400;">Opportunity Fundo de Investimento Imobiliário</span><span style="font-weight: 400;">, autorizada a suprimir 340 árvores do local. A incorporadora imobiliária afirmou ter como contrapartida o plantio de 2.805 mudas, no entanto, a obra removeu árvores nativas, desabrigando animais silvestres que viviam há anos no local.</span></p>
<figure id="attachment_81415" aria-describedby="caption-attachment-81415" style="width: 1920px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Moradores-da-Tijuca-se-mobilizaram-em-frente-a-obra-a-fim-de-impedir-continuidade-de-obras-na-regiao.-Foto_-Marcos-Porto.-Agencia-O-DIA_-Reproducao.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81415 size-full" title="Moradores da Tijuca se mobilizaram em frente a obra a fim de impedir continuidade de obras na região. Foto: Marcos Porto/Agência O Dia/Reprodução" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Moradores-da-Tijuca-se-mobilizaram-em-frente-a-obra-a-fim-de-impedir-continuidade-de-obras-na-regiao.-Foto_-Marcos-Porto.-Agencia-O-DIA_-Reproducao.jpeg" alt="Moradores da Tijuca se mobilizaram em frente a obra a fim de impedir continuidade de obras na região. Foto: Marcos Porto/Agência O Dia/Reprodução" width="1920" height="1280" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Moradores-da-Tijuca-se-mobilizaram-em-frente-a-obra-a-fim-de-impedir-continuidade-de-obras-na-regiao.-Foto_-Marcos-Porto.-Agencia-O-DIA_-Reproducao.jpeg 1920w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Moradores-da-Tijuca-se-mobilizaram-em-frente-a-obra-a-fim-de-impedir-continuidade-de-obras-na-regiao.-Foto_-Marcos-Porto.-Agencia-O-DIA_-Reproducao-620x413.jpeg 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Moradores-da-Tijuca-se-mobilizaram-em-frente-a-obra-a-fim-de-impedir-continuidade-de-obras-na-regiao.-Foto_-Marcos-Porto.-Agencia-O-DIA_-Reproducao-768x512.jpeg 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Moradores-da-Tijuca-se-mobilizaram-em-frente-a-obra-a-fim-de-impedir-continuidade-de-obras-na-regiao.-Foto_-Marcos-Porto.-Agencia-O-DIA_-Reproducao-1536x1024.jpeg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81415" class="wp-caption-text">Moradores da Tijuca se mobilizaram em frente a obra a fim de impedir continuidade de obras na região. Foto: Marcos Porto/<em>Agência O Dia</em>/Reprodução</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em regiões valorizadas da <a href="https://bit.ly/4rk7XAM" target="_blank" rel="noopener">Zona Sudoeste</a>, como a Barra da Tijuca, também há ocorrências. </span><span style="font-weight: 400;">O </span><span style="font-weight: 400;">Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) recomendou a suspensão imediata das licenças ambientais e autorizações que permitiram a </span><a href="https://bit.ly/4qZLuIe" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">remoção de cerca de 900 árvores</span></a><span style="font-weight: 400;"> em área destinada à construção de um condomínio <a href="https://bit.ly/SeriePantanalCarioca" target="_blank" rel="noopener">próximo a Lagoa de Jacarepaguá</a></span>.</p>
<p>O empreendimento, de responsabilidade da CBR 217 Empreendimentos Imobiliários, planejava construir oito blocos residenciais em uma Área de Relevante Interesse Ambiental (ARIA), considerada estratégica para a manutenção do equilíbrio ecológico do bioma Mata Atlântica. As obras também foram interrompidas.</p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/DVEibuhku6s/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p>&nbsp;</p>
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<div style="color: #3897f0; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: 550; line-height: 18px;">Ver essa foto no Instagram</div>
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<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/p/DVEibuhku6s/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por MPRJ (@mprj.oficial)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<p>Em documento fornecido pela atual Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Econômico (<a href="https://bit.ly/4aSLJyu" target="_blank" rel="noopener">SMDUE</a>), é possível conferir <a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Lista-completa-fornecida-pela-SMDUE-traz-levantamento-numeroso-de-vasta-remocao-de-arvores-no-Rio-de-Janeiro.-Fonte_-SMDUE.pdf" target="_blank" rel="noopener">uma relação da vegetação retirada</a> no Rio de Janeiro desde o ano de 2004. O tamanho da lista é assustador: mais de 60 registros de supressões arbóreas por página, em cada uma das mais de 80 páginas do documento.</p>
<p>Vale destacar que, atualmente, as entidades responsáveis pelos serviços de podas e de remoção de árvores são a <a href="https://bit.ly/2X2Ab76" target="_blank" rel="noopener">COMLURB</a> e a <a href="https://bit.ly/30VtS7W" target="_blank" rel="noopener">Light</a>, as concessionárias, uma pública, uma privada, de limpeza e energia elétrica da cidade. O que demonstra o descaso e a <a href="https://bit.ly/3MqiYuU" target="_blank" rel="noopener">negligência do Estado</a>: tratam árvores como tema de limpeza urbana, como uma questão problemática para a rede elétrica. Não como um ativo ambiental essencial para nosso bem-viver e, no contexto das mudanças climáticas, nossa sobrevivência.</p>
<p>Tudo isso segue em desacordo com o estabelecido no Plano Diretor de Arborização Urbana (<a href="https://bit.ly/4s4o6Km" target="_blank" rel="noopener">PDAU</a>). Além disso, segundo o Movimento Baía Viva, a situação <a href="https://bit.ly/3ZWsQG0" target="_blank" rel="noopener">pode ser crime ambiental</a> pela “Lei da Natureza” (<a href="https://bit.ly/419DlWU" target="_blank" rel="noopener">Lei Federal no. 9605/1987</a>). Como explica o arquiteto e urbanista Roberto Rocha:</p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Por que isso é assim? Por causa do valor da terra. Quando o valor da terra aumenta pelos parâmetros urbanísticos somente de gabarito, se compra terra para ganhar dinheiro com isso. E as árvores que estão nesses locais vão embora. Não está sobrando mais espaço. O que é que está sobrando? Escolas que estão em obsolescência, falindo, terrenos de clubes antigos. E o Plano Diretor da cidade de 2024, que foi votado justamente para ocupar esse território? O que a gente está vendo é a ponta do sistema que está refletindo na árvore&#8230; Vai diminuir a biodiversidade da cidade e aquecer demais. A gente tá num momento muito parecido com aquele em que a gente plantou todas as <a href="https://bit.ly/4boHcEk" target="_blank" rel="noopener">encostas do Rio de Janeiro com café</a> e perdemos todas as florestas de proteção. [Depois,] tivemos que recompô-las, parar de cortar árvore [reflorestar, plantando a <a href="https://bit.ly/3B4XPmQ" target="_blank" rel="noopener">Floresta da Tijuca</a>], o que eu acho muito difícil com o grupo político que tá no poder e com o arranjo que existe dentro da Câmara dos Deputados.”</span></p></blockquote>
<figure id="attachment_81433" aria-describedby="caption-attachment-81433" style="width: 1170px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Pintura-Desmatamento-de-uma-floresta-por-Johann-Moritz-Rugendas.-Fonte-Acervo-da-Fundacao-Biblioteca-Nacional-Brasil.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81433 size-full" title="Pintura 'Desmatamento de uma floresta', por Johann Moritz Rugendas. Fonte: Acervo da Fundação Biblioteca Nacional - Brasil" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Pintura-Desmatamento-de-uma-floresta-por-Johann-Moritz-Rugendas.-Fonte-Acervo-da-Fundacao-Biblioteca-Nacional-Brasil.jpg" alt="Pintura 'Desmatamento de uma floresta', por Johann Moritz Rugendas. Fonte: Acervo da Fundação Biblioteca Nacional - Brasil" width="1170" height="892" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Pintura-Desmatamento-de-uma-floresta-por-Johann-Moritz-Rugendas.-Fonte-Acervo-da-Fundacao-Biblioteca-Nacional-Brasil.jpg 1170w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Pintura-Desmatamento-de-uma-floresta-por-Johann-Moritz-Rugendas.-Fonte-Acervo-da-Fundacao-Biblioteca-Nacional-Brasil-620x473.jpg 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Pintura-Desmatamento-de-uma-floresta-por-Johann-Moritz-Rugendas.-Fonte-Acervo-da-Fundacao-Biblioteca-Nacional-Brasil-768x586.jpg 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Pintura-Desmatamento-de-uma-floresta-por-Johann-Moritz-Rugendas.-Fonte-Acervo-da-Fundacao-Biblioteca-Nacional-Brasil-80x60.jpg 80w" sizes="(max-width: 1170px) 100vw, 1170px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81433" class="wp-caption-text">Pintura &#8216;Desmatamento de uma floresta&#8217;, por Johann Moritz Rugendas. Fonte: Acervo da Fundação Biblioteca Nacional</figcaption></figure>
<h3>Apesar da Prefeitura, Rio Se Mobiliza pelas Árvores</h3>
<p>Para a botânica da UniRio, Laura Jane, a real revitalização da cidade parte não só de se plantarem mudas compensatórias, mas de realizar estudos sérios para plantação de espécies corretas, já que as poucas espécies, tipicamente de fora, que vem sendo plantadas não trazem tantos ativos ambientais como traziam as que estão sendo decimadas:</p>
<blockquote><p>“A gente precisa manter os nossos bancos genéticos nativos aqui do Rio de Janeiro. Nós estamos trazendo [espécies de fora]&#8230; Isso é muito sério em termos de genética&#8230; Não temos como fazer nada do que a gente está falando aqui com seriedade se não tivermos valorização dos viveiros. Nós temos problemas de viveiros, de sementes&#8230; as sementeiras são sempre as mesmas espécies&#8230; [Por que] não temos as informações sobre floração e frutificação do Rio? Como é que a gente vai se planejar [para recuperar nossa vegetação]? Como é que a gente vai manejar? <span style="font-weight: 400;">A gente tem que começar a fazer o trabalho de referenciamento das árvores e um planejamento para uma futura substituição [de mudas], de forma que a gente tenha uma continuidade [das árvores]. Eu acho, sinceramente, que isso pode também ser planejado bairro a bairro.”</span></p></blockquote>
<figure id="attachment_81455" aria-describedby="caption-attachment-81455" style="width: 2554px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Laura-Jane.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81455 size-full" title="Laura Jane, botânica da UniRio, defende trabalhos de recuperação ambiental e levantamento de dados. Foto: Amanda Baroni" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Laura-Jane.png" alt="Laura Jane, botânica da UniRio, defende trabalhos de recuperação ambiental e levantamento de dados. Foto: Amanda Baroni" width="2554" height="1304" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Laura-Jane.png 2554w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Laura-Jane-620x317.png 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Laura-Jane-768x392.png 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Laura-Jane-1536x784.png 1536w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Laura-Jane-2048x1046.png 2048w" sizes="(max-width: 2554px) 100vw, 2554px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81455" class="wp-caption-text">Laura Jane, botânica da UniRio, defende trabalhos de recuperação ambiental e levantamento de dados. Foto: Amanda Baroni</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Pedro Maia, membro do coletivo Reflorestamento Urbano</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">também pontua sobre a necessidade de haver instrumentos de transparência acessíveis à população:</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">A gente teve [um caso de poda] ali na Marquês de Abrantes. A Comlurb tava matando uma árvore, o morador chegou para questionar e aí os caras ficaram meio nervosos. ‘Cadê o laudo? Não tem laudo’. O morador fez um escândalo, filmou, foi até meio agressivo, mas enfim. A gente ligou para Comlurb, o pessoal falou: ‘Olha, estranho, porque só foram ver uma árvore que estava no outro lado [da rua]. Não tinha nada a ver com essa’. E descobrimos que não tinham laudo nenhum [para matar essa árvore]. Perguntei ao gerente da Comlurb e ninguém sabia de nada. Isso não foi uma única vez. Eu conversei com o agente [e ele disse]: ‘Pode pedir para ver o laudo, mas não pode tirar foto’. Por que não pode tirar foto do laudo? A gente tem que pedir transparência nisso, entendeu? [Há] a lei de transparência, eles têm que deixar a gente ver um laudo sobre o que está acontecendo.”</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de tudo isso, em</span><span style="font-weight: 400;"> agosto de 2023, entrou em vigor uma </span><a href="https://bit.ly/4tUmzbp" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Emenda ao Art. 235</span></a><span style="font-weight: 400;"> da Lei Orgânica do Município</span><span style="font-weight: 400;">, que possibilita a <a href="https://bit.ly/4daCsVd" target="_blank" rel="noopener">concessão de espaços públicos verdes</a>, jardins, praças, parques, unidades de conservação e afins à iniciativa privada. A emenda tem como autor o Vereador Pedro Duarte, antes, do Partido Novo e, hoje, do Partido Social Democrático (PSD), partido do Prefeito Eduardo Paes e de seu vice, Eduardo Cavaliere, que <a href="https://bit.ly/4bJ4NAZ" target="_blank" rel="noopener">assumirá a prefeitura</a> na próxima sexta-feira, 20 de março. Esta iniciativa legislativa significa um retrocesso na preservação de espaços verdes da cidade.</span></p>
<figure id="attachment_81456" aria-describedby="caption-attachment-81456" style="width: 2560px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Moradores-de-diversos-bairros-da-Zona-Sul-participaram-de-votacao-popular-contra-a-emenda-do-Art.-235-da-Lei-Organica-na-Camara-Municipal-do-Rio-de-Janeiro.-Foto_-Amanda-Baroni_Reproducao-scaled-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81456 size-full" title="Moradores de diversos bairros da Zona Sul participaram de votação popular contra a emenda do Art. 235, da Lei Orgânica, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, que possibilita a concessão de espaços públicos verdes, jardins, praças, parques, unidades de conservação e afins à iniciativa privada. Foto: Amanda Baroni" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Moradores-de-diversos-bairros-da-Zona-Sul-participaram-de-votacao-popular-contra-a-emenda-do-Art.-235-da-Lei-Organica-na-Camara-Municipal-do-Rio-de-Janeiro.-Foto_-Amanda-Baroni_Reproducao-scaled-1.jpg" alt="Moradores de diversos bairros da Zona Sul participaram de votação popular contra a emenda do Art. 235, da Lei Orgânica, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, que possibilita a concessão de espaços públicos verdes, jardins, praças, parques, unidades de conservação e afins à iniciativa privada. Foto: Amanda Baroni" width="2560" height="1707" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Moradores-de-diversos-bairros-da-Zona-Sul-participaram-de-votacao-popular-contra-a-emenda-do-Art.-235-da-Lei-Organica-na-Camara-Municipal-do-Rio-de-Janeiro.-Foto_-Amanda-Baroni_Reproducao-scaled-1.jpg 2560w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Moradores-de-diversos-bairros-da-Zona-Sul-participaram-de-votacao-popular-contra-a-emenda-do-Art.-235-da-Lei-Organica-na-Camara-Municipal-do-Rio-de-Janeiro.-Foto_-Amanda-Baroni_Reproducao-scaled-1-620x413.jpg 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Moradores-de-diversos-bairros-da-Zona-Sul-participaram-de-votacao-popular-contra-a-emenda-do-Art.-235-da-Lei-Organica-na-Camara-Municipal-do-Rio-de-Janeiro.-Foto_-Amanda-Baroni_Reproducao-scaled-1-768x512.jpg 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Moradores-de-diversos-bairros-da-Zona-Sul-participaram-de-votacao-popular-contra-a-emenda-do-Art.-235-da-Lei-Organica-na-Camara-Municipal-do-Rio-de-Janeiro.-Foto_-Amanda-Baroni_Reproducao-scaled-1-1536x1024.jpg 1536w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Moradores-de-diversos-bairros-da-Zona-Sul-participaram-de-votacao-popular-contra-a-emenda-do-Art.-235-da-Lei-Organica-na-Camara-Municipal-do-Rio-de-Janeiro.-Foto_-Amanda-Baroni_Reproducao-scaled-1-2048x1366.jpg 2048w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81456" class="wp-caption-text">Moradores de diversos bairros da Zona Sul participaram de votação popular contra a emenda do Art. 235, da Lei Orgânica, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, que possibilita a concessão de espaços públicos verdes, jardins, praças, parques, unidades de conservação e afins à iniciativa privada. Foto: Amanda Baroni</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Marcelo Lemos, membro do coletivo Baía Viva, explica que, apesar da luta pela recuperação da cidade ser trabalhosa, é fundamental e urgente:</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A Prefeitura do Rio de Janeiro está, evidentemente, voltada à sua eleição para governador e favorecendo o capital imobiliário. Nós tivemos uma derrota na discussão do <a href="https://bit.ly/3v9FENb" target="_blank" rel="noopener">Plano Diretor</a>, onde eles conseguiram elevar o gabarito nas ruas. É isso que levou, por exemplo, no Grajaú, à derrubada daquelas 55 árvores. Até o ano passado o meu neto ia lá jogar bola. E, de repente, [esse lugar] foi embora. A mesma coisa em relação ao <a href="https://bit.ly/4sP9ter" target="_blank" rel="noopener">Andaraí</a>, que tinha um jardim de 193 anos. Hoje, não tem mais beija-flor, periquito. É um bairro deficitário em relação a [natureza]. É uma luta permanente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nós estamos plantando um viveiro de plantas da Mata Atlântica lá na <a href="https://bit.ly/4sp245F" target="_blank" rel="noopener">Aldeia Mata Verde Bonita</a>, em <a href="https://bit.ly/2qZaJSC" target="_blank" rel="noopener">Maricá</a>, mas nós achamos que isso é pouco, porque o nosso estado não pode ter um <a href="https://bit.ly/4saVQpP" target="_blank" rel="noopener">órgão que produz só 9.000 mudas</a> [ao ano]. O que a gente precisa é não só <a href="https://bit.ly/476F8Q9" target="_blank" rel="noopener">fortalecer a licença ambiental</a>, mas aqueles programas [como o Mutirão de Reflorestamento, entre outros] revitalizados&#8230; inclusive, aqueles que têm apoio da comunidade, que trabalham com escolas e com a população para fazer o replantio. Assim você dá emprego e, ao mesmo tempo, produz muda e tira essa coisa de desculpa de ter que trazer muda de fora do estado. A questão da muda é uma questão de estrangulamento estratégico. [Somos] nós que temos que fazer [replantio] com as plantas daqui.”</span></p></blockquote>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/DH-_YAZxMsa/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p>&nbsp;</p>
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<div style="color: #3897f0; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: 550; line-height: 18px;">Ver essa foto no Instagram</div>
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<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/p/DH-_YAZxMsa/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por Aldeia Mata Verde Bonita (@aldeia_mata_verde_bonita)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O encontro construiu a Frente de Luta Pela Arborização Urbana e formulou uma série de medidas estratégicas no combate ao desmatamento e devastação do bioma carioca.</span></p>
<h3>Medidas Demandadas no Combate ao Desmatamento pela <span style="font-weight: 400;">Frente de Luta Pela Arborização Urbana:</span></h3>
<ol>
<li><span style="font-weight: 400;">Transferir imediatamente o manejo arbóreo da Comlurb para a Fundação Parques e Jardins, revogando o decreto que promoveu essa mudança, por contrariar o interesse público e comprometer a qualidade técnica da gestão das árvores urbanas. A medida deve ser acompanhada da reconstrução institucional da Fundação Parques e Jardins, com recomposição de quadro técnico especializado (engenheiros florestais, agrônomos, biólogos, técnicos em arborização), retomada da patrulha ambiental, implantação de manejo preventivo contínuo e adoção de técnicas adequadas de poda, especialmente, em áreas com fiação elétrica.</span></li>
<li><a href="https://bit.ly/476F8Q9" target="_blank" rel="noopener">Reestruturar e fortalecer o licenciamento ambiental municipal</a>, garantindo seu retorno à <a href="https://bit.ly/42b6xxA" target="_blank" rel="noopener">Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima</a>, de modo a evitar conflitos de interesse com a política de desenvolvimento urbano. Tornar obrigatória a realização de Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) para empreendimentos de grande porte, impedindo a flexibilização normativa que favorece construtoras e amplia o adensamento sem compensação ambiental adequada.</li>
<li><span style="font-weight: 400;">Instituir transparência plena no manejo e na supressão arbórea, com publicação obrigatória, no site oficial da Prefeitura da lista de árvores a serem removidas com antecedência mínima de 20 dias, acompanhada de laudos técnicos assinados por responsável habilitado, registro fotográfico detalhado, justificativa técnica fundamentada e possibilidade de contestação administrativa pela sociedade civil.</span></li>
<li>Implementar um aplicativo público de monitoramento e fiscalização da arborização urbana, com georreferenciamento das árvores, acompanhamento de sua saúde, canal de denúncias de podas irregulares e banco de dados aberto, permitindo controle social permanente e subsidiando políticas públicas baseadas em evidências.</li>
<li>Fortalecer e aplicar integralmente o Plano Diretor de Arborização Urbana (<a href="https://bit.ly/4bNAAk8" target="_blank" rel="noopener">PDAU</a>), garantindo sua execução orçamentária e criando instrumentos de divulgação acessível à população, como cartilhas explicativas, mapas georreferenciados por bairro indicando déficit arbóreo e metas de plantio. Associar a política de arborização ao enfrentamento das <a href="https://bit.ly/4mTEawJ" target="_blank" rel="noopener">ilhas de calor</a> e à melhoria da saúde pública, facilitando o engajamento da juventude e da população em geral.</li>
<li><span style="font-weight: 400;">Recompor o orçamento ambiental municipal, atualmente limitado a cerca de 0,5% da receita, estabelecendo percentual mínimo progressivo, com transparência na execução e controle social sobre a aplicação dos recursos.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Realizar concursos públicos para recomposição do corpo técnico ambiental, incluindo a Fundação Parques e Jardins e demais órgãos ambientais, assegurando continuidade administrativa, capacidade técnica e independência frente a pressões políticas ou econômicas.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Implantar política municipal de produção de mudas e viveiros públicos, inclusive viveiros verticais em áreas urbanas densas, funcionando como bancos genéticos e sementeiras, priorizando espécies nativas adaptadas ao bioma local, gerando empregos verdes e reduzindo custos com aquisição externa.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Ampliar e estruturar a <a href="https://bit.ly/2THofFi" target="_blank" rel="noopener">educação ambiental</a> nas escolas municipais, superando o atual vácuo formativo, criando espaços práticos como hortas e viveiros escolares, promovendo parcerias com instituições científicas, garantindo que estudantes conheçam as espécies existentes em seu próprio território e compreendam a relação entre arborização, clima e qualidade de vida.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Reconhecer e apoiar iniciativas comunitárias, como o Projeto “Mão na Jaca”, que há mais de uma década atua na proteção das jaqueiras, promovendo doação de frutos para populações vulneráveis, controle consciente de sementes para evitar propagação desordenada e defesa técnica da espécie como elemento relevante para o microclima urbano.</span></li>
<li>Revisar a política de concessões e privatizações de áreas públicas, especialmente diante da proposta de renovação automática de concessões por até 35 anos, que na prática consolida processos de privatização de parques e áreas verdes. Exigir controle público rigoroso, fiscalização contratual efetiva e ampla participação social nas decisões que envolvam espaços como o Parque da Catacumba, o Parque Garota de Ipanema e o Buraco do Lume.</li>
<li><span style="font-weight: 400;">Atuar de forma articulada junto ao Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente (<a href="https://bit.ly/40zUuZS" target="_blank" rel="noopener">GAEMA</a>) do Ministério Público, elaborando dossiês técnicos sobre remoções de grande porte, doações de terrenos públicos, descumprimentos contratuais em concessões e irregularidades no manejo arbóreo, com vistas à propositura de ações civis públicas quando necessário.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Integrar arborização e planejamento urbano, enfrentando o modelo de ocupação intensiva que reduz áreas livres e amplia o adensamento construtivo sem compensação verde, contribuindo para a perda de biodiversidade e aumento do calor urbano. Defender revisão de parâmetros construtivos e proteção de áreas estratégicas.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Cobrar responsabilidade das concessionárias de energia quanto à implantação de fiação subterrânea, evitando danos às raízes das árvores e quedas decorrentes de conflitos estruturais entre copa e rede elétrica.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Criar mecanismos permanentes de mobilização popular presencial, acompanhando a ordem do dia da Assembleia Legislativa (<a href="https://bit.ly/3crY2BE" target="_blank" rel="noopener">ALERJ</a>) e da <a href="https://bit.ly/2P7wf3I" target="_blank" rel="noopener">Câmara Municipal</a>, organizando ocupações pacíficas do plenário em votações sensíveis ao meio ambiente e fortalecendo atos públicos, incluindo grande mobilização na Semana do Meio Ambiente (em torno de 5 de junho).</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Promover ampla campanha de coleta de assinaturas para iniciativa popular, com meta entre 500.000 e um milhão de apoios, utilizando camisetas com QR Code e plataformas digitais, de forma a consolidar base social expressiva para as mudanças legislativas propostas.</span></li>
</ol>
<h3>Como Fazer Parte da Defesa das Árvores Cariocas</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Assine e compartilhe a petição “<a href="https://bit.ly/4rAU3JF" target="_blank" rel="noopener">PAREM COM O EXTERMÍNIO DE ÁRVORES NO RIO DE JANEIRO!</a>” do Movimento Baía Viva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Faça um vídeo abraçando sua árvore, seja na calçada, na rua, no seu bairro, com familiares, vizinhos ou amigos, marcando o perfil </span><a href="https://bit.ly/4qZvbep" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">@artemovimentovida</span></a><span style="font-weight: 400;">. Não se esqueça de citar a rua e o bairro onde a árvore está.</span></p>
<p><em>Sobre a autora: <i data-stringify-type="italic"><a class="c-link" href="https://bit.ly/3p94eas" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-stringify-link="https://bit.ly/3p94eas" data-sk="tooltip_parent">Amanda Baroni Lopes</a></i><i data-stringify-type="italic"> é formada em jornalismo na Unicarioca e foi aluna do 1° Laboratório de Jornalismo do </i><i data-stringify-type="italic"><a class="c-link" href="https://bit.ly/3Jujc3k" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-stringify-link="http://bit.ly/2YfGMc5" data-sk="tooltip_parent">Maré de Notícias</a></i><i data-stringify-type="italic">. É autora do </i><a href="https://bit.ly/3p49ufB" target="_blank" rel="noopener"><i data-stringify-type="italic">Guia Antiassédio no Breaking</i></a><i data-stringify-type="italic">, um manual que explica ao público do Hip Hop sobre o que é ou não assédio e orienta sobre o que fazer nessas situações. Amanda é cria do Morro do Timbau, no Complexo da Maré.</i></em></p>
<hr />
<h4><b data-stringify-type="bold">Apoie nossos esforços para fornecer apoio estratégico às favelas do Rio, incluindo o jornalismo hiperlocal, crítico, inovador e incansável do </b><b data-stringify-type="bold"><i data-stringify-type="italic">RioOnWatch</i></b>—<a class="c-link" href="http://www.bit.ly/ApoieROW" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-stringify-link="http://www.bit.ly/ApoieROW" data-sk="tooltip_parent">doe aqui</a>.</h4>
<p>O post <a href="https://rioonwatch.org.br/?p=81408">Movimentos e Cidadãos de Todo o Rio se Unem em Defesa das Árvores Cariocas, Formando Frente de Luta Pela Arborização Urbana</a> apareceu primeiro em <a href="https://rioonwatch.org.br">RioOnWatch</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>‘As Sombras Estão Acabando’: Relato de Morador de Jacarepaguá Denuncia Podas Assassinas de Árvores na Zona Oeste</title>
		<link>https://rioonwatch.org.br/?p=81282</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Amanda Baroni]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 10:00:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[#Monitoramento]]></category>
		<category><![CDATA[#OlhoNaUrbanização]]></category>
		<category><![CDATA[*Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Denúncias]]></category>
		<category><![CDATA[Escrito por Comunicadores Populares]]></category>
		<category><![CDATA[arborização]]></category>
		<category><![CDATA[ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Ilhas de Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Jacarepaguá]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[podas assassinas]]></category>
		<category><![CDATA[Taquara]]></category>
		<category><![CDATA[temperatura]]></category>
		<category><![CDATA[Zona Oeste]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rioonwatch.org.br/?p=81282</guid>

					<description><![CDATA[<p>Click Here for English Preocupado com o extermínio de árvores em sua região, o escritor e jornalista, Magnun Alves, compartilhou relato em suas redes sociais sobre podas assassinas que vêm devastando há dois anos o <a class="mh-excerpt-more" href="https://rioonwatch.org.br/?p=81282" title="&#8216;As Sombras Estão Acabando&#8217;: Relato de Morador de Jacarepaguá Denuncia Podas Assassinas de Árvores na Zona Oeste">[...]</a></p>
<p>O post <a href="https://rioonwatch.org.br/?p=81282">&#8216;As Sombras Estão Acabando&#8217;: Relato de Morador de Jacarepaguá Denuncia Podas Assassinas de Árvores na Zona Oeste</a> apareceu primeiro em <a href="https://rioonwatch.org.br">RioOnWatch</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_81310" aria-describedby="caption-attachment-81310" style="width: 1600px" class="wp-caption alignright"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Arvore-foi-brutalmente-arrancada-na-Alberto-Soares-Sampaio-Taquara.-Foto-Magnum-Alves.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-81310" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Arvore-foi-brutalmente-arrancada-na-Alberto-Soares-Sampaio-Taquara.-Foto-Magnum-Alves.jpeg" alt="" width="1600" height="900" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Arvore-foi-brutalmente-arrancada-na-Alberto-Soares-Sampaio-Taquara.-Foto-Magnum-Alves.jpeg 1600w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Arvore-foi-brutalmente-arrancada-na-Alberto-Soares-Sampaio-Taquara.-Foto-Magnum-Alves-620x349.jpeg 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Arvore-foi-brutalmente-arrancada-na-Alberto-Soares-Sampaio-Taquara.-Foto-Magnum-Alves-768x432.jpeg 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Arvore-foi-brutalmente-arrancada-na-Alberto-Soares-Sampaio-Taquara.-Foto-Magnum-Alves-1536x864.jpeg 1536w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Arvore-foi-brutalmente-arrancada-na-Alberto-Soares-Sampaio-Taquara.-Foto-Magnum-Alves-678x381.jpeg 678w" sizes="(max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81310" class="wp-caption-text">Árvore brutalmente arrancada na Alberto Soares Sampaio, Taquara. Foto: Magnun Alves</figcaption></figure>
<p style="text-align: right;"><em><span style="font-weight: 400;"><a href="https://bit.ly/4bGvfv8" target="_blank" rel="noopener"><strong>Click Here for English</strong><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-15790" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2012/08/EN-standard-e1439583104716.jpg" alt="" width="20" height="20" /></a></span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">Preocupado com o extermínio de árvores em sua região, o escritor e jornalista, </span><a href="https://bit.ly/4lmL11h"><span style="font-weight: 400;">Magnun Alves</span></a><span style="font-weight: 400;">, compartilhou </span><a href="https://bit.ly/3P2Yi39"><span style="font-weight: 400;">relato</span></a><span style="font-weight: 400;"> em suas redes sociais sobre podas assassinas que vêm devastando há dois anos o bairro da </span><a href="https://bit.ly/2dLo4Gz"><span style="font-weight: 400;">Taquara</span></a><span style="font-weight: 400;">, na </span><a href="https://bit.ly/2x3k8bw"><span style="font-weight: 400;">Zona Oeste</span></a><span style="font-weight: 400;"> do Rio de Janeiro.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">Magnun é colaborador do </span><span style="font-weight: 400;">Jornal Abaixo Assinado Jacarepaguá</span><span style="font-weight: 400;"> (</span><a href="https://bit.ly/4b2x0T1"><span style="font-weight: 400;">JAAJ</span></a><span style="font-weight: 400;">)</span><span style="font-weight: 400;"> e documenta diversos temas relativos ao cotidiano da região, entre eles a poda predatória que vem se mostrando atrelada à construção de novos empreendimentos imobiliários, estabelecimentos comerciais e uma urbanização insensata.</span></em></p>
<h3><b>As Sombras Estão Acabando: </b><b>Árvores Centenárias Fatiadas</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Aos poucos, Jacarepaguá tem perdido o clima de bairro bucólico. O que avança ultimamente com muita velocidade é a <a href="https://bit.ly/3Ms61mC" target="_blank" rel="noopener">derrubada de árvores adultas</a>, aquelas mesmas que por anos geraram sombra, frescor e ainda embelezavam as nossas ruas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A remoção de uma árvore na </span><a href="https://bit.ly/4b3KIoS"><span style="font-weight: 400;">Rua Alberto Soares Sampaio, na Taquara</span></a><span style="font-weight: 400;">, já estava feita quando cheguei. [Aos responsáveis] flagrados em pleno ato, pedi a ordem de serviço. Educadamente, me apresentaram uma autorização. Durante a conversa surgiu a explicação que sempre ouvimos: “A cada árvore derrubada, a Prefeitura planta mais dez ou vinte.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A árvore removida era abrigo antigo de pássaros e também um importante ponto de sombreamento na região. O espaço ficou evidentemente destruído, mostrando que houve esforço considerável para sua retirada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas um <a href="https://rioonwatch.org.br/?p=79964">ecossistema inteiro se perde</a> junto com uma árvore desse porte: diversas aves, saguis e outras formas de vida que dependiam dela. Então, fica a pergunta: nosso bairro realmente não precisa de árvores?</span></p>
<p><a href="https://bit.ly/2laA2e7"><span style="font-weight: 400;">Jacarepaguá</span></a><span style="font-weight: 400;"> já sofre com </span><a href="https://bit.ly/3RcohAp"><span style="font-weight: 400;">alagamentos</span></a><span style="font-weight: 400;">, porque grande parte do bairro está tomada pelo concreto. E em outros momentos, enfrentamos um calor absurdo, agravado pela falta de áreas verdes. Plantar árvores em áreas afastadas ou em colinas onde houve queimadas pode até ser compreensível, mas o que estamos vendo acontecer é outra coisa: calçadas que antes tinham árvores, sendo transformadas em estacionamento. E isso não acontece apenas em Jacarepaguá.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://bit.ly/4sJ1krR">Cada vez mais</a> o Rio de Janeiro vê suas árvores adultas </span><a href="https://bit.ly/3P4rLcY"><span style="font-weight: 400;">desaparecerem</span></a><span style="font-weight: 400;"> enquanto surgem empreendimentos. Não adianta uma foto bonita plantando uma muda para aparecer em reportagem ou nas redes. Quem vive o dia a dia da cidade sabe a diferença entre uma muda e uma árvore que levou décadas para crescer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outros episódios se espalham pelo bairro. Na </span><a href="https://bit.ly/4b1Rpro"><span style="font-weight: 400;">Avenida dos Mananciais, nº 748,</span></a><span style="font-weight: 400;"> onde haviam também árvores centenárias, já podadas e voltando a brotar, as mesmas foram removidas—seus troncos foram retalhados e retirados durante a noite. Há poucos números de distância nesta mesma avenida, <a href="https://bit.ly/4sD4aP6">na altura do nº 128</a>, uma árvore foi perfurada com veneno. O método é utilizado para ressecar raízes, as matando de dentro para fora. Um outro ponto, localizado na <a href="https://maps.app.goo.gl/u2jGutCSKtxfU2KN6">Estrada do Tindiba, altura do nº 2.620</a>, mostra um local onde havia uma árvore, agora com seu solo cimentado.</span></p>
<figure id="attachment_81301" aria-describedby="caption-attachment-81301" style="width: 1913px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81301 size-full" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Na-ordem-arvore-removida-da-Av.-dos-Mananciais-no-748-tronco-envenenado-na-mesma-avenida-no-no128-e-a-ultima-na-Estrada-do-Tindiba-com-solo-cimentado-onde-havia-uma-arvore.-Fotos-Magnum-Alves.-jpeg.png" alt="" width="1913" height="941" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Na-ordem-arvore-removida-da-Av.-dos-Mananciais-no-748-tronco-envenenado-na-mesma-avenida-no-no128-e-a-ultima-na-Estrada-do-Tindiba-com-solo-cimentado-onde-havia-uma-arvore.-Fotos-Magnum-Alves.-jpeg.png 1913w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Na-ordem-arvore-removida-da-Av.-dos-Mananciais-no-748-tronco-envenenado-na-mesma-avenida-no-no128-e-a-ultima-na-Estrada-do-Tindiba-com-solo-cimentado-onde-havia-uma-arvore.-Fotos-Magnum-Alves.-jpeg-620x305.png 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Na-ordem-arvore-removida-da-Av.-dos-Mananciais-no-748-tronco-envenenado-na-mesma-avenida-no-no128-e-a-ultima-na-Estrada-do-Tindiba-com-solo-cimentado-onde-havia-uma-arvore.-Fotos-Magnum-Alves.-jpeg-768x378.png 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Na-ordem-arvore-removida-da-Av.-dos-Mananciais-no-748-tronco-envenenado-na-mesma-avenida-no-no128-e-a-ultima-na-Estrada-do-Tindiba-com-solo-cimentado-onde-havia-uma-arvore.-Fotos-Magnum-Alves.-jpeg-1536x756.png 1536w" sizes="(max-width: 1913px) 100vw, 1913px" /><figcaption id="caption-attachment-81301" class="wp-caption-text">Da esquerda à direita: árvore removida da Av. dos Mananciais, nº 748; tronco envenenado na mesma avenida, no nº128; e na Estrada do Tindiba, solo cimentado onde havia uma árvore. Fotos: Magnun Alves</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Estas árvores eram tão robustas e com raízes tão profundas que a remoção levou mais de uma noite de trabalho. Após toda a extração, o que antes era um pequeno ecossistema se tornou apenas terra compactada. </span><span style="font-weight: 400;">Carros passaram a ocupar as calçadas, as fazendo de estacionamento, prejudicando o direito de ir e vir, especialmente à noite, em dias de jogos e durante eventos em outros empreendimentos da região. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E fica a pergunta para todos nós: que cidade queremos deixar para os próximos anos?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além das derrubadas, também sofremos com podas mal feitas, quando árvores são cortadas apenas de um lado, perdendo sua estabilidade e aumentando o risco de quedas em grandes temporais—como ocorreu em novembro de 2025.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma cidade que antes era de sombra e vida, agora começa a ser assombrada por concreto e calor. O paisagismo urbano deixou de ser pensado de forma inclusiva e, muitas vezes, parece servir mais aos empreendimentos do que à população.</span></p>
<p><em><i data-stringify-type="italic">Sobre o autor: <a href="https://bit.ly/3NwjcHt">Magnun Alves</a> é escritor e comunicador, sendo autor do livro infantil &#8220;As aventuras de Arthur na Barriga da Mamãe&#8221;. É mediador do coletivo Encanto do Sertão Carioca e colaborador no Jornal Abaixo Assinado, reportando sobre a Zona Oeste do Rio de Janeiro.</i></em></p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/DViXEa6lrS8/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p>&nbsp;</p>
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<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/p/DViXEa6lrS8/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">A post shared by Magnun (@mpa.escritor)</a></p>
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</blockquote>
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<hr />
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Entre Memórias e Histórias Vividas: Em Meio à Fortes Chuvas, Exposição ‘Memória Climática das Favelas’ em Santa Cruz Gera Reflexões entre Gerações</title>
		<link>https://rioonwatch.org.br/?p=81278</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Barbara Dias]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Mar 2026 17:51:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[Série: Memória Climática das Favelas]]></category>
		<category><![CDATA[Zona Oeste]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rioonwatch.org.br/?p=81278</guid>

					<description><![CDATA[<p>Click Here for English A exposição Memória Climática das Favelas, organizada por onze museus integrantes da Rede Favela Sustentável (RFS)*, está em exibição desde janeiro e até 31 de março no Palacete Princesa Isabel, sede do <a class="mh-excerpt-more" href="https://rioonwatch.org.br/?p=81278" title="Entre Memórias e Histórias Vividas: Em Meio à Fortes Chuvas, Exposição &#8216;Memória Climática das Favelas&#8217; em Santa Cruz Gera Reflexões entre Gerações">[...]</a></p>
<p>O post <a href="https://rioonwatch.org.br/?p=81278">Entre Memórias e Histórias Vividas: Em Meio à Fortes Chuvas, Exposição &#8216;Memória Climática das Favelas&#8217; em Santa Cruz Gera Reflexões entre Gerações</a> apareceu primeiro em <a href="https://rioonwatch.org.br">RioOnWatch</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_81334" aria-describedby="caption-attachment-81334" style="width: 2560px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Marlene-Ayres-segura-colchonetes-enquanto-fala-aos-estudantes-da-Escola-Municipal-Princesa-Isabel-em-vista-a-a-Exposicao-Memoria-Climatica-das-Favelas-em-Santa-Cruz-foto-Barbara-Dias-scaled.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81334 size-full" title="Marlene Ayres segura três colchonetes que recebeu da Secretaria de Assistência Social, enquanto fala aos estudantes da Escola Municipal Princesa Isabel, em vista a à Exposição Memória Climática das Favelas, em Santa Cruz. Ela foi uma das afetadas pelas recentes enchentes que assolaram a Zona Oeste do Rio de Janeiro. Foto: Bárbara Dias" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Marlene-Ayres-segura-colchonetes-enquanto-fala-aos-estudantes-da-Escola-Municipal-Princesa-Isabel-em-vista-a-a-Exposicao-Memoria-Climatica-das-Favelas-em-Santa-Cruz-foto-Barbara-Dias-scaled.jpg" alt="Marlene Ayres segura três colchonetes que recebeu da Secretaria de Assistência Social, enquanto fala aos estudantes da Escola Municipal Princesa Isabel, em vista a à Exposição Memória Climática das Favelas, em Santa Cruz. Ela foi uma das afetadas pelas recentes enchentes que assolaram a Zona Oeste do Rio de Janeiro. Foto: Bárbara Dias" width="2560" height="1709" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Marlene-Ayres-segura-colchonetes-enquanto-fala-aos-estudantes-da-Escola-Municipal-Princesa-Isabel-em-vista-a-a-Exposicao-Memoria-Climatica-das-Favelas-em-Santa-Cruz-foto-Barbara-Dias-scaled.jpg 2560w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Marlene-Ayres-segura-colchonetes-enquanto-fala-aos-estudantes-da-Escola-Municipal-Princesa-Isabel-em-vista-a-a-Exposicao-Memoria-Climatica-das-Favelas-em-Santa-Cruz-foto-Barbara-Dias-620x414.jpg 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Marlene-Ayres-segura-colchonetes-enquanto-fala-aos-estudantes-da-Escola-Municipal-Princesa-Isabel-em-vista-a-a-Exposicao-Memoria-Climatica-das-Favelas-em-Santa-Cruz-foto-Barbara-Dias-768x513.jpg 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Marlene-Ayres-segura-colchonetes-enquanto-fala-aos-estudantes-da-Escola-Municipal-Princesa-Isabel-em-vista-a-a-Exposicao-Memoria-Climatica-das-Favelas-em-Santa-Cruz-foto-Barbara-Dias-1536x1025.jpg 1536w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Marlene-Ayres-segura-colchonetes-enquanto-fala-aos-estudantes-da-Escola-Municipal-Princesa-Isabel-em-vista-a-a-Exposicao-Memoria-Climatica-das-Favelas-em-Santa-Cruz-foto-Barbara-Dias-2048x1367.jpg 2048w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81334" class="wp-caption-text">Marlene Ayres segura três colchonetes que recebeu da Secretaria de Assistência Social, enquanto fala aos estudantes da Escola Municipal Princesa Isabel, em visita à exposição Memória Climática das Favelas, em Santa Cruz. Ela foi uma das afetadas pelas recentes enchentes que assolaram a Zona Oeste do Rio de Janeiro. Foto: Bárbara Dias</figcaption></figure>
<p style="text-align: right;"><a href="https://bit.ly/4bIXesM" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>Click Here for English</strong></em><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-15790" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2012/08/EN-standard-e1439583104716.jpg" alt="" width="20" height="20" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A exposição </span><a href="https://bit.ly/4sjLnsx" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Memória Climática das Favelas</span></a><span style="font-weight: 400;">, organizada por onze museus integrantes da Rede Favela Sustentável (</span><a href="https://bit.ly/47gueXe" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">RFS</span></a><span style="font-weight: 400;">)*,</span> <a href="https://bit.ly/47tNaCC" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">está em exibição desde janeiro e até 31 de março</span></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><a href="https://bit.ly/3OTiww6" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Palacete Princesa Isabel</span></a><span style="font-weight: 400;">, sede do Núcleo de Orientação e Pesquisa Histórica de Santa Cruz (</span><a href="https://bit.ly/41BI82T" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">NOPH</span></a><span style="font-weight: 400;">), que organizou a exposição neste centro cultural de <a href="https://bit.ly/2IUYpbd" target="_blank" rel="noopener">Santa Cruz</a>, na <a href="https://bit.ly/2x3k8bw" target="_blank" rel="noopener">Zona Oeste</a> do Rio de Janeiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No dia 3 de março, estudantes e docentes da Escola Municipal Princesa Isabel visitaram a exposição e puderam aprender mais sobre como foi o processo de elaboração da mostra. Bruno Almeida, coordenador do NOPH, apresentou para o grupo como surgiu a proposta da exposição:</span></p>
<blockquote><p>“A gente pensou nesse projeto, que é a Memória Climática das Favelas, que visitou dez favelas da cidade do Rio de Janeiro. <a href="https://bit.ly/MCemAntaresNoROW" target="_blank" rel="noopener">Uma delas foi o Antares</a> [em Santa Cruz]. A gente fez uma roda de conversa para entender o processo das mudanças climáticas e o que a comunidade lembra dos efeitos. E também de <a href="https://bit.ly/3S8Nj6C" target="_blank" rel="noopener">soluções dentro das comunidades</a>.”</p></blockquote>
<figure id="attachment_81336" aria-describedby="caption-attachment-81336" style="width: 2560px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Bruno-Almeida-realiza-visita-guiada-a-Exposicao-Memoria-Climatica-das-Favelas-em-Santa-Cruz-junto-a-estudantes-da-Escola-Municipal-Princesa-Isabe.-Foto-Barbara-Dias-scaled.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81336 size-full" style="font-size: 16px;" title="Bruno Almeida realiza visita guiada à Exposição Memória Climática das Favelas em Santa Cruz com estudantes da Escola Municipal Princesa Isabel. Foto: Bárbara Dias" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Bruno-Almeida-realiza-visita-guiada-a-Exposicao-Memoria-Climatica-das-Favelas-em-Santa-Cruz-junto-a-estudantes-da-Escola-Municipal-Princesa-Isabe.-Foto-Barbara-Dias-scaled.jpg" alt="Bruno Almeida realiza visita guiada à Exposição Memória Climática das Favelas em Santa Cruz com estudantes da Escola Municipal Princesa Isabel. Foto: Bárbara Dias" width="2560" height="1709" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Bruno-Almeida-realiza-visita-guiada-a-Exposicao-Memoria-Climatica-das-Favelas-em-Santa-Cruz-junto-a-estudantes-da-Escola-Municipal-Princesa-Isabe.-Foto-Barbara-Dias-scaled.jpg 2560w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Bruno-Almeida-realiza-visita-guiada-a-Exposicao-Memoria-Climatica-das-Favelas-em-Santa-Cruz-junto-a-estudantes-da-Escola-Municipal-Princesa-Isabe.-Foto-Barbara-Dias-620x414.jpg 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Bruno-Almeida-realiza-visita-guiada-a-Exposicao-Memoria-Climatica-das-Favelas-em-Santa-Cruz-junto-a-estudantes-da-Escola-Municipal-Princesa-Isabe.-Foto-Barbara-Dias-768x513.jpg 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Bruno-Almeida-realiza-visita-guiada-a-Exposicao-Memoria-Climatica-das-Favelas-em-Santa-Cruz-junto-a-estudantes-da-Escola-Municipal-Princesa-Isabe.-Foto-Barbara-Dias-1536x1025.jpg 1536w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Bruno-Almeida-realiza-visita-guiada-a-Exposicao-Memoria-Climatica-das-Favelas-em-Santa-Cruz-junto-a-estudantes-da-Escola-Municipal-Princesa-Isabe.-Foto-Barbara-Dias-2048x1367.jpg 2048w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81336" class="wp-caption-text">Bruno Almeida realiza visita guiada à exposição Memória Climática das Favelas em Santa Cruz com estudantes da Escola Municipal Princesa Isabel. Foto: Bárbara Dias</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto os estudantes conheciam a proposta da exposição, Santa Cruz ainda vivia as consequências das <a href="https://bit.ly/ROWChuvas2026">fortes chuvas que atingiram a Zona Oeste e todo o Grande Rio em fevereiro</a> e março de 2026. No dia </span><span style="font-weight: 400;">26 de fevereiro</span><span style="font-weight: 400;">, a região foi uma das mais afetadas e poucos dias depois, em 1º de março, o cenário se repetiu. Os impactos foram sentidos principalmente em <a href="https://bit.ly/2WQxncM" target="_blank" rel="noopener">Antares</a>, </span><span style="font-weight: 400;">onde o Rio Cação Vermelho transbordou. Muitos moradores perderam móveis e objetos pessoais ao terem suas casas invadidas pela <a href="https://bit.ly/3SMywA2" target="_blank" rel="noopener">enchente</a>.</span></p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DVPeIjoAp0I/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<div style="color: #3897f0; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: 550; line-height: 18px;">Ver essa foto no Instagram</div>
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<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/DVPeIjoAp0I/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por É do Rio | Notícias (@edoriocom)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script src="//www.instagram.com/embed.js" async=""></script></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já os</span> visitantes viam registrado, na linha do tempo da exposição Memória Climática das Favelas, composta de 60 painéis de momentos históricos levantados nas rodas de conversa em 10 comunidades, o processo de reassentamento que produziu Antares, fruto de impactos de chuvas em outras regiões da cidade, em 1966:</p>
<figure id="attachment_81388" aria-describedby="caption-attachment-81388" style="width: 400px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81388" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Painel-1966-Reassentamento-em-Antares.png" alt="Painel da linha do tempo da exposição Memória Climática das Favelas representando 1966: &quot;Reassentamentos Climáticos na Zona Oeste&quot;." width="400" height="798" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Painel-1966-Reassentamento-em-Antares.png 736w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Painel-1966-Reassentamento-em-Antares-311x620.png 311w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /><figcaption id="caption-attachment-81388" class="wp-caption-text">Painel da linha do tempo da exposição Memória Climática das Favelas representando 1966: &#8220;Reassentamentos Climáticos na Zona Oeste&#8221;.</figcaption></figure>
<blockquote><p>&#8220;Muitos dos desabrigados das chuvas de janeiro, de diversas favelas de toda a cidade e da Baixada Fluminense, denominados de &#8216;flagelados&#8217;, foram levados para o conjunto habitacional da Cidade de Deus, outros ainda mais longe, para Paciência, onde fica Antares.&#8221; — Painel de 1966 da Linha do Tempo da Memória Climática das Favelas</p></blockquote>
<p>Seguindo a linha do tempo, as enchentes de fevereiro de 2026 lembravam um triste painel recente, de 2019:</p>
<blockquote><p>&#8220;A cidade do Rio de Janeiro foi atingida por uma forte chuva nos dias 8 e 9 de abril de 2019, a mais volumosa dos últimos 22 anos. A Prefeitura decretou estado de calamidade pública. Foram dez vítimas fatais na cidade, entre elas, Reginaldo Exidro da Silva, que morreu afogado em Antares. A força da água derrubou a estrutura de ferro da famosa Ponte Amarela de Antares. Mais de mil casas foram inundadas, muitos moradores tiveram que ficar debaixo da forte chuva em suas lajes durante toda a madrugada e perderam documentos, móveis, eletrodomésticos, roupas e mantimentos.&#8221; — Painel de 2019 da Linha do Tempo da Memória Climática das Favelas</p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">No Palacete Princesa Isabel, a </span><a href="https://bit.ly/4sxLNeh" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Secretaria Municipal de Assistência Social</span></a> <span style="font-weight: 400;">recebia os moradores atingidos pelas chuvas para cadastramento e distribuição emergencial de auxílios e colchonetes. Infelizmente, a exposição Memória Climática das Favelas ganhava novos testemunhos, novas memórias climáticas das favelas em tempo real.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Marlene Ayres Neto, moradora de Antares, foi uma das afetadas pela enchente recente. Ela se aproximou da roda de conversa com os estudantes, que acontecia do lado externo, e compartilhou sua história diante do grupo.</span></p>
<p><span style="font-size: 16px;">A memória climática que ocupava os banners e linha do tempo no palacete se mostrou atual e contemporânea com um relato vivo de memória climática recente, de poucos dias antes:</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Eu moro na Avenida Antares e <a href="https://bit.ly/49AL0jn" target="_blank" rel="noopener">eu estou tremendo</a>! Estou em estado de choque ainda. O Rio Cação Vermelho transbordou no encontro de mais dois rios e fomos retirados pelos bombeiros.</span></p>
<p>Então, precisa ter uma conscientização urgente de todas as comunidades, para não jogar mais lixo, pra <a href="https://bit.ly/2y9noUW" target="_blank" rel="noopener">ter cuidado com os valões</a>, entendeu? Porque a mudança climática, cada dia que passa, cada ano que passa, vai ser cada vez pior. Então, eu peço desculpa que eu estou em estado de choque ainda, porque eu nunca na minha vida pensei em viver uma situação daquela, simplesmente [virou] um mar. Então, o bombeiro que foi nos socorrer deu suporte para a gente poder sair de lá. Eu nem vou voltar mais, porque cada ano vai subir mais ainda… Eu moro lá há 18 anos. É a segunda enchente que deu. Nossa esperança são vocês, a juventude, a esperança da gente é vocês se conscientizarem, não jogar lixo, tomar muito <a href="https://bit.ly/40CLMu5" target="_blank" rel="noopener">cuidado com tudo que joga nos rios</a>, para não entupir e fazer barreira da água. Começar a cuidar mais da nossa natureza para um futuro melhor, vocês são a nossa esperança, a esperança dos filhos de vocês, dos netos de vocês.”</p></blockquote>
<figure id="attachment_81342" aria-describedby="caption-attachment-81342" style="width: 2560px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Marlene-Ayres-segura-tres-colchonetes-em-Santa-Cruz.-Em-meio-a-visitacao-de-estudantes-da-Escola-Municipal-Princesa-Isabel-a-Exposicao-Memoria-Climatica-das-Favelas.-Foto-Barbara-Dias-scaled.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81342 size-full" title="Marlene Ayres segura três colchonetes que recebeu no Palacete Princesa Isabel, em Santa Cruz. Em meio à visitação de estudantes da Escola Municipal Princesa Isabel a Exposição Memória Climática das Favelas, pessoas afetadas pelas enchentes recebiam suporte da Secretaria de Assistência Social. Foto: Bárbara Dias" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Marlene-Ayres-segura-tres-colchonetes-em-Santa-Cruz.-Em-meio-a-visitacao-de-estudantes-da-Escola-Municipal-Princesa-Isabel-a-Exposicao-Memoria-Climatica-das-Favelas.-Foto-Barbara-Dias-scaled.jpg" alt="Marlene Ayres segura três colchonetes que recebeu no Palacete Princesa Isabel, em Santa Cruz. Em meio à visitação de estudantes da Escola Municipal Princesa Isabel a Exposição Memória Climática das Favelas, pessoas afetadas pelas enchentes recebiam suporte da Secretaria de Assistência Social. Foto: Bárbara Dias" width="2560" height="1709" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Marlene-Ayres-segura-tres-colchonetes-em-Santa-Cruz.-Em-meio-a-visitacao-de-estudantes-da-Escola-Municipal-Princesa-Isabel-a-Exposicao-Memoria-Climatica-das-Favelas.-Foto-Barbara-Dias-scaled.jpg 2560w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Marlene-Ayres-segura-tres-colchonetes-em-Santa-Cruz.-Em-meio-a-visitacao-de-estudantes-da-Escola-Municipal-Princesa-Isabel-a-Exposicao-Memoria-Climatica-das-Favelas.-Foto-Barbara-Dias-620x414.jpg 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Marlene-Ayres-segura-tres-colchonetes-em-Santa-Cruz.-Em-meio-a-visitacao-de-estudantes-da-Escola-Municipal-Princesa-Isabel-a-Exposicao-Memoria-Climatica-das-Favelas.-Foto-Barbara-Dias-768x513.jpg 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Marlene-Ayres-segura-tres-colchonetes-em-Santa-Cruz.-Em-meio-a-visitacao-de-estudantes-da-Escola-Municipal-Princesa-Isabel-a-Exposicao-Memoria-Climatica-das-Favelas.-Foto-Barbara-Dias-1536x1025.jpg 1536w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Marlene-Ayres-segura-tres-colchonetes-em-Santa-Cruz.-Em-meio-a-visitacao-de-estudantes-da-Escola-Municipal-Princesa-Isabel-a-Exposicao-Memoria-Climatica-das-Favelas.-Foto-Barbara-Dias-2048x1367.jpg 2048w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81342" class="wp-caption-text">Marlene Ayres segura três colchonetes que recebeu no Palacete Princesa Isabel, em Santa Cruz. Em meio à visitação de estudantes da Escola Municipal Princesa Isabel à exposição Memória Climática das Favelas, pessoas afetadas pelas enchentes recebiam suporte da Secretaria de Assistência Social. Foto: Bárbara Dias</figcaption></figure>
<p>Bruno Almeida complementa a fala de Marlene dizendo como é difícil a perda de todos seus bens em uma enchente e sobre a urgência de políticas públicas para que a população pare de sofrer tão recorrentemente com os impactos das chuvas:</p>
<blockquote>
<figure id="attachment_81390" aria-describedby="caption-attachment-81390" style="width: 400px" class="wp-caption alignright"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Painel-2019-Enchente-em-Antares.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81390" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Painel-2019-Enchente-em-Antares.png" alt="Painel da linha do tempo da exposição Memória Climática das Favelas representando 2019: &quot;Enchente em Antares&quot;." width="400" height="812" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Painel-2019-Enchente-em-Antares.png 726w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Painel-2019-Enchente-em-Antares-305x620.png 305w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81390" class="wp-caption-text">Painel da linha do tempo da exposição Memória Climática das Favelas representando 2019: &#8220;Enchente em Antares&#8221;.</figcaption></figure>
<p>“É muito triste. A gente vê as imagens, mas quando a gente conversa com a pessoa, a gente não tem reação. O que vai falar para a pessoa? O que a gente pode oferecer com relação a isso? Só o suporte. E, nesse momento, o que a gente fez na exposição foi escutar&#8230; São questões que não [se limitam] só [às] enchentes, de subir um pouco e descer a água, é perder todo o material e, a cada vez [que isso acontece], as pessoas têm que reconstruir a casa do zero. É quase uma situação de guerra, né? Mas só que a nossa pode ser evitada por políticas públicas.”</p></blockquote>
<p>Após a roda de conversa, os estudantes, ainda sob o impacto do relato, retornaram à exposição. A professora de história Milena Williston falou sobre a experiência:</p>
<blockquote><p>“Eu achei uma exposição bem interessante. Nunca tinha visto nada parecido com o que vi aqui hoje. Não sei se foi coincidência ou não com o que tá acontecendo atualmente. A gente vê as coisas do passado, depoimentos dos moradores, a organização do projeto, eu achei bem legal. E eles [os estudantes] estão bem empolgados com as fotos. Acho muito interessante eles verem que a população e eles também precisam se conscientizar de que as pessoas não sofrem só com falta de políticas públicas. A população precisa cuidar daquilo que eles têm. Porque a gente vê que as inundações acontecem tanto por falta de políticas públicas, mas também, como a senhora até pediu [aqui], que a gente não jogue lixo [nos rios] e cuide deles.”</p></blockquote>
<p>O estudante Tiago Oliveira, 15 anos, faz uma observação de como o impacto da falta de conhecimento sobre a memória pode levar a repetições de problemas que já aconteceram no passado:</p>
<blockquote><p>“A exposição, eu achei muito interessante! E a forma como o próprio Bruno tinha falado especialmente sobre como cada roda funcionou e como as pessoas esquecem dessas memórias e de como eventos [climáticos extremos] que aconteceram há muito tempo, que são esquecidos, acabam se repetindo… Como se acontecesse uma vez atrás da outra.”</p></blockquote>
<p>A exposição Memória Climática das Favelas está em exibição no Palacete Princesa Isabel, no Centro Cultural Municipal de Santa Cruz Doutor Antônio Nicolau Jorge, localizado na Rua das Palmeiras Imperiais, s/n, de terça a sábado, das 10h às 15h, até o dia 31 de março. A entrada é gratuita.</p>
<h3><a href="https://bit.ly/MCemSantaCruzFotos" target="_blank" rel="noopener">Veja Aqui o Álbum Completo</a> da Exposição Memória Climática das Favelas em Santa Cruz:</h3>
<p><a title="Exposição de Memória Climática das Favelas no NOPH, Santa Cruz, 03 de março de 2026" href="https://www.flickr.com/photos/catcomm/albums/72177720332392934" data-flickr-embed="true"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" src="https://live.staticflickr.com/65535/55130861873_f46dda021f_b.jpg" alt="Exposição de Memória Climática das Favelas no NOPH, Santa Cruz, 03 de março de 2026" width="1024" height="768" /></a><script async src="//embedr.flickr.com/assets/client-code.js" charset="utf-8"></script></p>
<p><em>*A Rede Favela Sustentável e o RioOnWatch são ambas iniciativas gerenciadas pela organização sem fins lucrativos, Comunidades Catalisadoras. A exposição Memória Climática das Favelas reúne 1.145 depoimentos de 382 moradores de dez favelas da capital fluminense, coletados e sistematizados ao longo de três anos de construção coletiva. A exposição foi desenvolvida por onze museus e coletivos de memória de favelas integrantes da RFS: <a href="https://bit.ly/3VpRfRY" target="_blank" rel="noopener">Museu da Maré</a>, <a href="https://bit.ly/3Ym5Hwi" target="_blank" rel="noopener">Museu Sankofa</a>, <a href="https://bit.ly/4d95ToV" target="_blank" rel="noopener">Núcleo de Orientação e Pesquisa Histórica de Santa Cruz</a>, <a href="https://bit.ly/3Evtd3k" target="_blank" rel="noopener">Museu de Favela</a>, <a href="https://bit.ly/3CBLiYV" target="_blank" rel="noopener">Núcleo de Memórias do Vidigal</a>, <a href="https://bit.ly/4hEn5nZ" target="_blank" rel="noopener">Alfazendo</a> (Cidade de Deus), <a href="https://bit.ly/4bKIUhw" target="_blank" rel="noopener">Centro de Integração da Serra da Misericórdia</a>, <a href="https://bit.ly/3jtfLSI" target="_blank" rel="noopener">Museu do Horto</a>, <a href="https://bit.ly/49yIWsJ" target="_blank" rel="noopener">Fala Akari</a>, <a href="https://bit.ly/4mwSn26" target="_blank" rel="noopener">Conexões Periféricas</a> (Rio das Pedras) e <a href="https://bit.ly/3KIL0RM" target="_blank" rel="noopener">Museu das Remoções</a>.</em></p>
<p><em>Sobre a autora: <a href="https://bit.ly/3Gc3OJU" target="_blank" rel="noopener">Bárbara Dias</a>, cria de Bangu, possui licenciatura em Ciências Biológicas, mestrado em Educação Ambiental e atua como professora da rede pública desde 2006. É fotojornalista e trabalha também com fotografia documental. É comunicadora popular formada pelo Núcleo Piratininga de Comunicação (<a href="https://bit.ly/3i2GcdN" target="_blank" rel="noopener">NPC</a>) e co-fundadora do <a href="https://bit.ly/3vfY8bj" target="_blank" rel="noopener">Coletivo Fotoguerrilha</a>.</em></p>
<hr />
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<p>O post <a href="https://rioonwatch.org.br/?p=81278">Entre Memórias e Histórias Vividas: Em Meio à Fortes Chuvas, Exposição &#8216;Memória Climática das Favelas&#8217; em Santa Cruz Gera Reflexões entre Gerações</a> apareceu primeiro em <a href="https://rioonwatch.org.br">RioOnWatch</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Escola Premiada por Sua Vocação Verde, GET Brant na Penha, Promove Mutirão na Horta e Educação com Jovens Protagonistas Ambientais</title>
		<link>https://rioonwatch.org.br/?p=81197</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Amanda Baroni]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Mar 2026 18:20:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Escrito por Comunicadores Populares]]></category>
		<category><![CDATA[Formas de Apoiar]]></category>
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		<category><![CDATA[soluções baseadas na natureza]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Click Here for English Há dois anos, o retorno às aulas no Ginásio Educacional Tecnológico Brant Horta, localizado no bairro da Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro, começa de uma forma especial: com a <a class="mh-excerpt-more" href="https://rioonwatch.org.br/?p=81197" title="Escola Premiada por Sua Vocação Verde, GET Brant na Penha, Promove Mutirão na Horta e Educação com Jovens Protagonistas Ambientais">[...]</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_81275" aria-describedby="caption-attachment-81275" style="width: 2048px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-da-GET-Brant-Horta-em-mutirao.-Foto-Amanda-Baroni.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81275 size-full" title="Alunos da GET Brant Horta em mutirão. Foto: Amanda Baroni" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-da-GET-Brant-Horta-em-mutirao.-Foto-Amanda-Baroni.png" alt="Alunos da GET Brant Horta em mutirão. Foto: Amanda Baroni" width="2048" height="1365" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-da-GET-Brant-Horta-em-mutirao.-Foto-Amanda-Baroni.png 2048w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-da-GET-Brant-Horta-em-mutirao.-Foto-Amanda-Baroni-620x413.png 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-da-GET-Brant-Horta-em-mutirao.-Foto-Amanda-Baroni-768x512.png 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-da-GET-Brant-Horta-em-mutirao.-Foto-Amanda-Baroni-1536x1024.png 1536w" sizes="(max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81275" class="wp-caption-text">Alunos da GET Brant Horta em mutirão. Foto: Amanda Baroni</figcaption></figure>
<p style="text-align: right;"><a href="https://bit.ly/4uWM9xj" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>Click Here for English</strong></em><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-15790" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2012/08/EN-standard-e1439583104716.jpg" alt="" width="20" height="20" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há dois anos, o retorno às aulas no</span> <a href="https://bit.ly/4belwuE" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Ginásio Educacional Tecnológico Brant Horta</span></a><span style="font-weight: 400;">, localizado no bairro da</span> <a href="https://bit.ly/31jPWcp" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Penha</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <a href="https://bit.ly/2ETpYR1" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Zona Norte</span></a><span style="font-weight: 400;"> do Rio de Janeiro, começa de uma forma especial: com a realização de um mutirão na <a href="https://bit.ly/2qANkXf" target="_blank" rel="noopener">horta comunitária</a> da escola. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ação conta com o apoio de <a href="https://bit.ly/3DyQZuh" target="_blank" rel="noopener">Vilson Luiz</a>, guia de turismo e educador ambiental da Penha responsável por coordenar o projeto</span><span style="font-weight: 400;">, e a </span><a href="https://bit.ly/4eoG8Qf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Frente Penha</span></a><span style="font-weight: 400;">. N</span><span style="font-weight: 400;">o dia 5 de março reuniram alunos, professores e parceiros ambientais em ritual de</span> <a href="https://bit.ly/4b7wQtD" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">boas-vindas aos novos alunos</span></a><span style="font-weight: 400;">. O evento, atividade de março da agenda coletiva da Rede Favela Sustentável (<a href="https://bit.ly/47gueXe" target="_blank" rel="noopener">RFS</a>)*, reuniu também voluntários ambientais, como Edvana do Nascimento, membro da <a href="https://bit.ly/4d3t3if" target="_blank" rel="noopener">Ação da Cidadania</a>, Mara Lúcia Araújo, membro do coletivo <a href="https://bit.ly/4cxNrbg" target="_blank" rel="noopener">Mulheres Positivas</a>, Franklin Ramos, educador ambiental, Eliana Ramos, empreendedora da Edixe Acessórios, Lucia Helena Barbosa, da <a href="https://bit.ly/4bsRmoB" target="_blank" rel="noopener">Cooperativa Transvida</a> e Maria José da Silva.</span></p>
<figure id="attachment_81263" aria-describedby="caption-attachment-81263" style="width: 2048px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Mutirao-na-horta-da-escola-GET-Brant-na-Penha.-Foto-Amanda-Baroni.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81263 size-full" title="Mutirão na horta da escola GET Brant, na Penha. Foto: Amanda Baroni" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Mutirao-na-horta-da-escola-GET-Brant-na-Penha.-Foto-Amanda-Baroni.png" alt="Mutirão na horta da escola GET Brant, na Penha. Foto: Amanda Baroni" width="2048" height="1365" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Mutirao-na-horta-da-escola-GET-Brant-na-Penha.-Foto-Amanda-Baroni.png 2048w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Mutirao-na-horta-da-escola-GET-Brant-na-Penha.-Foto-Amanda-Baroni-620x413.png 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Mutirao-na-horta-da-escola-GET-Brant-na-Penha.-Foto-Amanda-Baroni-768x512.png 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Mutirao-na-horta-da-escola-GET-Brant-na-Penha.-Foto-Amanda-Baroni-1536x1024.png 1536w" sizes="(max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81263" class="wp-caption-text">Mutirão na horta da escola GET Brant, na Penha. Foto: Amanda Baroni</figcaption></figure>
<h3><b>Meio Ambiente Como Ferramenta Educativa</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Como <a href="https://bit.ly/33PdNil" target="_blank" rel="noopener">já publicado</a> pelo <em>RioOnWatch</em>, </span><span style="font-weight: 400;">a região do <a href="https://bit.ly/3f3adY2">Complexo da Penha</a> é uma das principais <a href="https://bit.ly/4mTEawJ" target="_blank" rel="noopener">ilhas de calor</a> da cidade. </span><span style="font-weight: 400;">Preocupado com essa realidade, o GET Brant Horta iniciou o trabalho de conscientização dos alunos, realizando ações práticas de cuidado e preservação no entorno da escola, estimulando o <a href="https://bit.ly/2Xgzmbx" target="_blank" rel="noopener">sentimento de pertencimento</a>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No ano de 2024, durante a semana do meio ambiente, </span><span style="font-weight: 400;">alunos e professores <a href="https://bit.ly/40OeAzr" target="_blank" rel="noopener">mobilizaram um mutirão</a> no Parque Ary Barroso</span><span style="font-weight: 400;"> para revitalizar o local, que se encontrava sem atividades. Marjorie Guimarães, diretora do Ginásio Educacional Tecnológico Brant Horta, relembra:</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A gente </span><span style="font-weight: 400;">chegou a fazer plantio lá [no Parque Ary Barroso]. </span><span style="font-weight: 400;">A ideia de trazer a comunidade para a escola ou ir lá na comunidade, é para melhorar o comportamento deles, para entenderem que não pode depredar, não pode quebrar.”</span></p></blockquote>
<p>No entanto, essa ação durou pouco, sendo interrompida por conta de conflitos no território. Isso motivou que a direção e alunos criassem a própria horta comunitária em maio de 2024, tanto para dar continuidade ao que havia sido iniciado no parque, quanto para ocupar espaços livres da escola de forma produtiva.</p>
<p>Virgínia do Espírito Santo, professora de geografia, conta como o projeto reafirma a importância da <a href="https://bit.ly/3LHIBtP" target="_blank" rel="noopener">mobilização criativa</a> e coletiva de professores, alunos, comunidade e projetos do Complexo da Penha:</p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Perguntamos a eles [alunos] o que poderíamos fazer no espaço vazio que tínhamos no terreno da escola e eles falaram: ‘A gente não tem área verde aqui na escola.’ Aí, a gente pensou: ‘Então, vamos construir uma horta?’ E eles toparam. Orçamos entre os professores [o que precisávamos para iniciar a horta] e compramos os materiais. Aí, o Vilson conseguiu com a Comlurb insumo para adubar a terra. Também teve um pessoal da </span><a href="https://bit.ly/3OV2SjV" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">ONG Semeando e Colhendo Amizades</span></a><span style="font-weight: 400;"> que veio ajudar. Veio o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rioonwatch.org.br/?p=62775" target="_blank" rel="noopener">CEM</a> (</span><span style="font-weight: 400;">Centro de Integração da <a href="https://bit.ly/47yybIB" target="_blank" rel="noopener">Serra da Misericórdia</a>)</span><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> deu insumo, muda, semente. E aí a gente começou.”</span></p></blockquote>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/C8phvBiO1lv/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p>&nbsp;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/p/C8phvBiO1lv/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">A post shared by GET Brant Horta (@brant_horta)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<p>Para a diretora, Marjorie Guimarães, a horta trouxe inúmeros benefícios ao cotidiano escolar, como o desenvolvimento do protagonismo dos alunos e melhorias de desempenho:</p>
<blockquote><p>“A gente tinha alguns alunos, por exemplo, que não conversavam com ninguém aqui na escola. Um deles saiu de um menino introvertido para um menino extrovertido e que pensou na criação do sistema de irrigação [da horta]. Ele é um exemplo de que você tem aí até a questão emocional, porque ele é gago, então, ele explicava do jeitinho dele. Isso fez muito bem à saúde dele e ao emocional também. Outros tiveram a sensação de pertencimento, com isso, ficavam até mais tempo na escola, começaram a jogar ping-pong, vôlei. Isso para a gente é muito legal porque eles não estão na rua. Já os mais agitados, muito levados, acabam se encontrando na horta e a gente também tem um contraponto: aos faltosos e mais desinteressados, falo que tem que vir [para escola para poder participar da horta]. Com isso, eles melhoraram bastante o comportamento. Não vou dizer para você que é [só] por isso, mas [a horta] acaba ajudando, entendeu? A gente não atinge todos, mas a gente tira uns [da falta de perspectiva], do desinteresse em estudar.”</p></blockquote>
<figure id="attachment_81265" aria-describedby="caption-attachment-81265" style="width: 2048px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Vilson-durante-mutirao-de-boas-vindas-aos-novos-alunos-da-Brant-Horta.-Foto_-Amanda-Baroni.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81265 size-full" title="Vilson durante mutirão de boas vindas aos novos alunos do GET Brant Horta na horta comunitária da escola. Foto: Amanda Baroni" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Vilson-durante-mutirao-de-boas-vindas-aos-novos-alunos-da-Brant-Horta.-Foto_-Amanda-Baroni.png" alt="Vilson durante mutirão de boas vindas aos novos alunos do GET Brant Horta na horta comunitária da escola. Foto: Amanda Baroni" width="2048" height="1365" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Vilson-durante-mutirao-de-boas-vindas-aos-novos-alunos-da-Brant-Horta.-Foto_-Amanda-Baroni.png 2048w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Vilson-durante-mutirao-de-boas-vindas-aos-novos-alunos-da-Brant-Horta.-Foto_-Amanda-Baroni-620x413.png 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Vilson-durante-mutirao-de-boas-vindas-aos-novos-alunos-da-Brant-Horta.-Foto_-Amanda-Baroni-768x512.png 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Vilson-durante-mutirao-de-boas-vindas-aos-novos-alunos-da-Brant-Horta.-Foto_-Amanda-Baroni-1536x1024.png 1536w" sizes="(max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81265" class="wp-caption-text">Vilson durante mutirão de boas vindas aos novos alunos do GET Brant Horta na horta comunitária da escola. Foto: Amanda Baroni</figcaption></figure>
<p>Com apoio da escola e da comunidade, os estudantes promoveram uma série de ações que trouxe melhorias para o colégio e toda a comunidade escolar. Entre elas está a criação de um sistema de irrigação da horta reaproveitando a água de aparelhos de ar-condicionado. O sistema armazena a água em um pequeno barril capaz de atender todas as mudas.</p>
<figure id="attachment_81264" aria-describedby="caption-attachment-81264" style="width: 2048px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Parte-do-sistema-que-reutiliza-a-agua-do-ar-condicionado-da-escola.-A-estrutura-armazena-e-distribui-agua-para-o-espaco.-Foto_-Amanda-Baroni.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81264 size-full" title="Parte do sistema que reutiliza a água do ar-condicionado da escola. A estrutura armazena e distribui água para o espaço. Foto: Amanda Baroni" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Parte-do-sistema-que-reutiliza-a-agua-do-ar-condicionado-da-escola.-A-estrutura-armazena-e-distribui-agua-para-o-espaco.-Foto_-Amanda-Baroni.png" alt="Parte do sistema que reutiliza a água do ar-condicionado da escola. A estrutura armazena e distribui água para o espaço. Foto: Amanda Baroni" width="2048" height="1365" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Parte-do-sistema-que-reutiliza-a-agua-do-ar-condicionado-da-escola.-A-estrutura-armazena-e-distribui-agua-para-o-espaco.-Foto_-Amanda-Baroni.png 2048w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Parte-do-sistema-que-reutiliza-a-agua-do-ar-condicionado-da-escola.-A-estrutura-armazena-e-distribui-agua-para-o-espaco.-Foto_-Amanda-Baroni-620x413.png 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Parte-do-sistema-que-reutiliza-a-agua-do-ar-condicionado-da-escola.-A-estrutura-armazena-e-distribui-agua-para-o-espaco.-Foto_-Amanda-Baroni-768x512.png 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Parte-do-sistema-que-reutiliza-a-agua-do-ar-condicionado-da-escola.-A-estrutura-armazena-e-distribui-agua-para-o-espaco.-Foto_-Amanda-Baroni-1536x1024.png 1536w" sizes="(max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81264" class="wp-caption-text">Parte do sistema que reutiliza a água do ar-condicionado da escola. A estrutura armazena e distribui água para o espaço. Foto: Amanda Baroni</figcaption></figure>
<p>Há uma horta vertical de cultivo de pequenas mudas, ainda em processo de germinação, a serem transferidas posteriormente para os canteiros. O sistema de irrigação funciona com acionamento de bombas que fazem a água circular de baixo para cima e de forma contínua.</p>
<figure id="attachment_81260" aria-describedby="caption-attachment-81260" style="width: 2048px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-construiram-horta-vertical-para-o-cultivo-de-pequenas-mudas.-Essa-parte-funciona-com-a-ajuda-de-bombas-dagua-que-fazem-a-agua-circular-periodicamente-pelos-canos.-Foto_-Amanda-Baroni.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81260 size-full" title="Alunos construíram horta vertical para o cultivo de pequenas mudas. Essa parte funciona com a ajuda de bombas d’água que fazem a água circular periodicamente pelos canos. Foto: Amanda Baroni" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-construiram-horta-vertical-para-o-cultivo-de-pequenas-mudas.-Essa-parte-funciona-com-a-ajuda-de-bombas-dagua-que-fazem-a-agua-circular-periodicamente-pelos-canos.-Foto_-Amanda-Baroni.png" alt="Alunos construíram horta vertical para o cultivo de pequenas mudas. Essa parte funciona com a ajuda de bombas d’água que fazem a água circular periodicamente pelos canos. Foto: Amanda Baroni" width="2048" height="1365" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-construiram-horta-vertical-para-o-cultivo-de-pequenas-mudas.-Essa-parte-funciona-com-a-ajuda-de-bombas-dagua-que-fazem-a-agua-circular-periodicamente-pelos-canos.-Foto_-Amanda-Baroni.png 2048w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-construiram-horta-vertical-para-o-cultivo-de-pequenas-mudas.-Essa-parte-funciona-com-a-ajuda-de-bombas-dagua-que-fazem-a-agua-circular-periodicamente-pelos-canos.-Foto_-Amanda-Baroni-620x413.png 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-construiram-horta-vertical-para-o-cultivo-de-pequenas-mudas.-Essa-parte-funciona-com-a-ajuda-de-bombas-dagua-que-fazem-a-agua-circular-periodicamente-pelos-canos.-Foto_-Amanda-Baroni-768x512.png 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-construiram-horta-vertical-para-o-cultivo-de-pequenas-mudas.-Essa-parte-funciona-com-a-ajuda-de-bombas-dagua-que-fazem-a-agua-circular-periodicamente-pelos-canos.-Foto_-Amanda-Baroni-1536x1024.png 1536w" sizes="(max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81260" class="wp-caption-text">Alunos construíram horta vertical para o cultivo de pequenas mudas. Essa parte funciona com a ajuda de bombas d’água que fazem a água circular periodicamente pelos canos. Foto: Amanda Baroni</figcaption></figure>
<p>Houve ainda a instalação de dois telhados verdes agroecológicos, de estrutura leve e de rápida implantação. A tela e as folhas do pé de maracujá que cobrem a horta vieram do projeto <a href="http://bit.ly/2n4P5L7" target="_blank" rel="noopener">Teto Verde Favela</a>. A estrutura contribuiu para criar um <a href="https://bit.ly/3rKu83R" target="_blank" rel="noopener">ponto de resfriamento</a> dentro da escola, fundamental em dias quentes.</p>
<figure id="attachment_81259" aria-describedby="caption-attachment-81259" style="width: 2048px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alem-dos-canteiros-o-espaco-tem-ainda-duas-coberturas-verdes-formadas-pelo-pe-de-maracuja-que-criam-uma-cobertura-fresca-para-o-ambiente.-Foto_-Amanda-Baroni.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81259 size-full" title="Além dos canteiros, o espaço tem ainda duas coberturas verdes (formadas pelo pé de maracujá) que criam uma cobertura fresca para o ambiente. Foto: Amanda Baroni" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alem-dos-canteiros-o-espaco-tem-ainda-duas-coberturas-verdes-formadas-pelo-pe-de-maracuja-que-criam-uma-cobertura-fresca-para-o-ambiente.-Foto_-Amanda-Baroni.png" alt="Além dos canteiros, o espaço tem ainda duas coberturas verdes (formadas pelo pé de maracujá) que criam uma cobertura fresca para o ambiente. Foto: Amanda Baroni" width="2048" height="1365" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alem-dos-canteiros-o-espaco-tem-ainda-duas-coberturas-verdes-formadas-pelo-pe-de-maracuja-que-criam-uma-cobertura-fresca-para-o-ambiente.-Foto_-Amanda-Baroni.png 2048w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alem-dos-canteiros-o-espaco-tem-ainda-duas-coberturas-verdes-formadas-pelo-pe-de-maracuja-que-criam-uma-cobertura-fresca-para-o-ambiente.-Foto_-Amanda-Baroni-620x413.png 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alem-dos-canteiros-o-espaco-tem-ainda-duas-coberturas-verdes-formadas-pelo-pe-de-maracuja-que-criam-uma-cobertura-fresca-para-o-ambiente.-Foto_-Amanda-Baroni-768x512.png 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alem-dos-canteiros-o-espaco-tem-ainda-duas-coberturas-verdes-formadas-pelo-pe-de-maracuja-que-criam-uma-cobertura-fresca-para-o-ambiente.-Foto_-Amanda-Baroni-1536x1024.png 1536w" sizes="(max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81259" class="wp-caption-text">Além dos canteiros, o espaço tem ainda dois telhados verdes agroecológicos (formadas pelo pé de maracujá) que criam uma cobertura fresca para o ambiente. Foto: Amanda Baroni</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Alimentando ainda mais sua vocação socioambiental, o colégio realizou um <a href="https://bit.ly/3NwRhXU" target="_blank" rel="noopener">desfile de moda</a> em parceria com </span><span style="font-weight: 400;">a <a href="https://bit.ly/46WqYRB" target="_blank" rel="noopener">Escola de Divines</a> e o estilista <a href="https://bit.ly/4s72pK5" target="_blank" rel="noopener">Almir França</a>, produzindo uma coleção a partir de retalhos de jeans. O evento contou com a presença da atriz <a href="https://bit.ly/40tJtsY" target="_blank" rel="noopener">Gi Fernandes</a>, ex-aluna do GET. E o</span><span style="font-weight: 400;">s alunos receberam o reconhecimento do </span><span style="font-weight: 400;">príncipe britânico William, no <a href="https://bit.ly/4sH7k4g" target="_blank" rel="noopener">Earthshot Prize</a><em class="eujQNb" data-sfc-cb="" data-processed="true"><span data-wiz-uids="aasxD_f" data-sfc-cb="" data-processed="true">, </span></em>no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, em 5 de novembro de 2025.</span></p>
<figure id="attachment_81270" aria-describedby="caption-attachment-81270" style="width: 1600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-do-Ginasio-Brant-Horta-recebendo-reconhecimento-atraves-do-evento-Earthshot-Prize-2025.-Foto_-Arquivo-pessoal_Reproducao-e1773153756358.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81270 size-full" title="Alunos do Ginásio Brant Horta recebendo reconhecimento através do evento Earthshot Prize 2025. Foto: Arquivo pessoal/Reprodução" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-do-Ginasio-Brant-Horta-recebendo-reconhecimento-atraves-do-evento-Earthshot-Prize-2025.-Foto_-Arquivo-pessoal_Reproducao-e1773153756358.jpeg" alt="Alunos do Ginásio Brant Horta recebendo reconhecimento através do evento Earthshot Prize 2025. Foto: Arquivo pessoal/Reprodução" width="1600" height="954" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-do-Ginasio-Brant-Horta-recebendo-reconhecimento-atraves-do-evento-Earthshot-Prize-2025.-Foto_-Arquivo-pessoal_Reproducao-e1773153756358.jpeg 1600w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-do-Ginasio-Brant-Horta-recebendo-reconhecimento-atraves-do-evento-Earthshot-Prize-2025.-Foto_-Arquivo-pessoal_Reproducao-e1773153756358-620x370.jpeg 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-do-Ginasio-Brant-Horta-recebendo-reconhecimento-atraves-do-evento-Earthshot-Prize-2025.-Foto_-Arquivo-pessoal_Reproducao-e1773153756358-768x458.jpeg 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-do-Ginasio-Brant-Horta-recebendo-reconhecimento-atraves-do-evento-Earthshot-Prize-2025.-Foto_-Arquivo-pessoal_Reproducao-e1773153756358-1536x916.jpeg 1536w" sizes="(max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81270" class="wp-caption-text">Alunos do Ginásio Brant Horta recebendo reconhecimento através do evento Earthshot Prize 2025. Foto: Arquivo pessoal/Reprodução</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas redes sociais da </span><a href="https://bit.ly/4rejjoQ" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">horta da Brant</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> é possível acompanhar conteúdos produzidos pelo alunos. Bem como no perfil oficial da escola, onde há diversos outros materiais educativos feitos pelos estudantes. Um dos exemplos mais acessados da página do GET é</span> <span style="font-weight: 400;">um </span><span style="font-weight: 400;">tutorial onde as crianças e adolescentes ensinam </span><a href="https://bit.ly/4lg0JLQ" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">como fazer puffs de garrafa pet</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A escola concorre ainda ao <a href="https://bit.ly/4s88g1F" target="_blank" rel="noopener">Shell NXplorers Global Inspiration Awards 2025-2026</a>, prêmio internacional que reconhece escolas que mobilizam jovens para transformar a realidade por meio da ciência, da criatividade e do cuidado com o território. A escola está na categoria </span><span style="font-weight: 400;">Melhores Ideias Sustentáveis de 2025.</span></p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DAuebrBuZXM/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
<div style="padding: 16px;">
<p>&nbsp;</p>
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<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div>
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<div style="color: #3897f0; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: 550; line-height: 18px;">View this post on Instagram</div>
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<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/DAuebrBuZXM/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">A post shared by Renata Duarte (@duarteacher)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<h3><b>Sementes e Seus Frutos no Aprendizado Autodidata</b></h3>
<p>A horta possui cerca de 50 mudas, distribuídas entre plantas comestíveis e medicinais. Além disso, também promove um circuito autônomo e integrado de aprendizado entre as diferentes faixas etárias atendidas pela escola, como explica Vilson:</p>
<blockquote><p>“Tem plantas muito sensíveis que ao longo do ano, elas vão morrendo. Causa aquela sensação assim: ‘Poxa, chegamos aqui, plantamos e elas morreram?’ Sim, mas, em compensação, também nasceram outras. E é esse movimento de cuidado que a gente tem que ter para poder fazer esse trabalho, essa renovação. Isso ajuda porque são [os jovens] que têm que pesquisar. Não é um lugar que tem um dono. Todo mundo é dono.”</p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos veteranos e ex-alunos do GET Brant Horta, Matheus Daniel, que agora está no 1° ano do ensino médio no </span><a href="https://bit.ly/4l9NpZa" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Colégio Estadual Heitor Lira</span></a><span style="font-weight: 400;">, também na Penha, conta que participar da horta colaborou no seu autocuidado com a saúde:</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“O que mais me marcou foi o cuidado que eu aprendi a ter com certas plantas, muitas dessas plantas eu não conhecia. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rioonwatch.org.br/?p=79643">Aprendi também a fazer remédios</a> com muitas dessas plantas medicinais. Tenho bronquite asmática e <a href="https://bit.ly/3mX02sO" target="_blank" rel="noopener">aprendi a usar ervas</a> como chá, o que melhora muito minha tosse.”</span></p></blockquote>
<figure id="attachment_81261" aria-describedby="caption-attachment-81261" style="width: 2048px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-cultivam-e-criam-melhorias-na-horta-escola-promovendo-e-compartilhando-o-conhecimento-ambiental.-Foto_-Amanda-Baroni.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81261 size-full" title="Alunos cultivam e criam melhorias na horta escola, promovendo e compartilhando o conhecimento ambiental. Foto: Amanda Baroni" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-cultivam-e-criam-melhorias-na-horta-escola-promovendo-e-compartilhando-o-conhecimento-ambiental.-Foto_-Amanda-Baroni.png" alt="Alunos cultivam e criam melhorias na horta escola, promovendo e compartilhando o conhecimento ambiental. Foto: Amanda Baroni" width="2048" height="1365" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-cultivam-e-criam-melhorias-na-horta-escola-promovendo-e-compartilhando-o-conhecimento-ambiental.-Foto_-Amanda-Baroni.png 2048w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-cultivam-e-criam-melhorias-na-horta-escola-promovendo-e-compartilhando-o-conhecimento-ambiental.-Foto_-Amanda-Baroni-620x413.png 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-cultivam-e-criam-melhorias-na-horta-escola-promovendo-e-compartilhando-o-conhecimento-ambiental.-Foto_-Amanda-Baroni-768x512.png 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-cultivam-e-criam-melhorias-na-horta-escola-promovendo-e-compartilhando-o-conhecimento-ambiental.-Foto_-Amanda-Baroni-1536x1024.png 1536w" sizes="(max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81261" class="wp-caption-text">Alunos cultivam e criam melhorias na horta da escola, promovendo e compartilhando o conhecimento ambiental. Foto: Amanda Baroni</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nathally Hyara, aluna do 8º ano no colégio, diz que o projeto que mais gostou foi o da construção do sistema de irrigação da horta, por ter se sentido desafiada a adquirir um novo conhecimento:</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Todos os sistemas de irrigação que estão aqui foram os alunos que fizeram. Eu dei várias ideias e a gente tentou buscar uma coisa mais sustentável. Todos os sistemas foram feitos com materiais que a gente ganhou ou que a gente reciclou. Um deles é feito com garrafa de amaciante e outro com mangueira. A gente só juntou todas as ideias e elaborou tudo. Então, foi feito com cada um dos alunos. Cada um deu uma ideia e a gente só botou em prática.”</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Fabrício Miguel, também do 8º ano, começou a participar das atividades da horta mais recentemente e compartilha os benefícios desse contato com o verde:</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“É desestressante. Eu comecei uma horta. Plantei uma cebola em casa. Botei ela assim no meio de areia, arrumadinha, certinha, e tá um pouquinho grandinha já. Mas lá em casa tem vários tipos de plantas porque minha avó também gosta.”</span></p></blockquote>
<h3><b>Uma Horta de História e Memória</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Victor Eckhart, ex-aluno do GET, compartilha que, para além do que seus colegas comentaram, há também </span><span style="font-weight: 400;">um <a href="https://bit.ly/3JGIGet" target="_blank" rel="noopener">resgate da ancestralidade</a>:</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A gente aprendeu muito sobre a ancestralidade, [por exemplo,] que o boldo é uma das plantas mais antigas que a gente tem aqui. Tem um canteiro que é só ancestral. Não só a ancestralidade do Brasil, mas sim a nossa também, dos nossos avós, minha avó mesmo, ela me recomenda muito até hoje tomar boldo para dor de barriga.”</span></p></blockquote>
<figure id="attachment_81258" aria-describedby="caption-attachment-81258" style="width: 2048px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/A-horta-trabalha-uma-serie-de-temas-entre-eles-o-saberes-dos-antepassados-e-sua-relacao-com-o-meio-ambiente.-Foto_-Amanda-Baroni.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81258 size-full" title="A horta trabalha uma série de temas, entre eles o saberes dos antepassados e sua relação com o meio ambiente. Foto: Amanda Baroni" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/A-horta-trabalha-uma-serie-de-temas-entre-eles-o-saberes-dos-antepassados-e-sua-relacao-com-o-meio-ambiente.-Foto_-Amanda-Baroni.png" alt="A horta trabalha uma série de temas, entre eles o saberes dos antepassados e sua relação com o meio ambiente. Foto: Amanda Baroni" width="2048" height="1365" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/A-horta-trabalha-uma-serie-de-temas-entre-eles-o-saberes-dos-antepassados-e-sua-relacao-com-o-meio-ambiente.-Foto_-Amanda-Baroni.png 2048w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/A-horta-trabalha-uma-serie-de-temas-entre-eles-o-saberes-dos-antepassados-e-sua-relacao-com-o-meio-ambiente.-Foto_-Amanda-Baroni-620x413.png 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/A-horta-trabalha-uma-serie-de-temas-entre-eles-o-saberes-dos-antepassados-e-sua-relacao-com-o-meio-ambiente.-Foto_-Amanda-Baroni-768x512.png 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/A-horta-trabalha-uma-serie-de-temas-entre-eles-o-saberes-dos-antepassados-e-sua-relacao-com-o-meio-ambiente.-Foto_-Amanda-Baroni-1536x1024.png 1536w" sizes="(max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81258" class="wp-caption-text">A horta trabalha uma série de temas, entre eles o saberes dos antepassados e sua relação com o meio ambiente. Foto: Amanda Baroni</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Vilson explica que, junto ao trabalho da horta e das disciplinas da grade curricular, a valorização da <a href="https://bit.ly/3N4gaKu" target="_blank" rel="noopener">história local</a> também ganha centralidade nesse processo:</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A gente conta a história do território desde a época dos povos originários, que ocupavam a região, para que as crianças daqui entendam qual é a real história do território que elas fazem parte, para que ajudem a preservar.”</span></p></blockquote>
<h3><b>A Luta pela Revitalização do Parque Ary Barroso</b></h3>
<p>O <a href="https://bit.ly/3PiwXKi" target="_blank" rel="noopener">Parque Ary Barroso sofre com a negligência do poder público</a>. Tendo 60 anos, hoje se encontra com grades quebradas, vegetação sem manutenção, lagos secos, e muita água da chuva parada, o que aumenta a quantidade de mosquitos e o risco de dengue, chikungunya, Zika e outras doenças na região.</p>
<p>Isso tudo impulsionou uma <a href="https://bit.ly/4blU6Db" target="_blank" rel="noopener">ação civil pública</a> por parte do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), denunciando os fatos e cobrando soluções. Finalmente, <a href="https://bit.ly/4sc97yy" target="_blank" rel="noopener">em 9 de março de 2026</a>, a Justiça determinou ações urgentes da Prefeitura e do Estado do Rio de Janeiro em até, no máximo, 60 dias.</p>
<p>Entre as ações determinadas em juízo estão: que a <a href="https://bit.ly/2X2Ab76" target="_blank" rel="noopener">Comlurb</a> faça a manutenção da vegetação, inclusive de árvores com risco de queda, paralisação de obras não autorizadas em área tombada, demolição de construções irregulares instaladas no local, elaboração de um projeto de restauração e revitalização do parque, incluindo vias internas, jardins, lagos, grade e toda a infraestrutura degradada.</p>
<figure id="attachment_81267" aria-describedby="caption-attachment-81267" style="width: 500px" class="wp-caption alignright"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-realizaram-campanha-nas-redes-sociais-para-denunciar-descaso-com-Parque-Ary-Barroso-na-Penha.-Fonte_-Redes-Sociais.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81267" title="Alunos realizaram campanha nas redes sociais para denunciar descaso com Parque Ary Barroso, na Penha. Fonte: Redes Sociais" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-realizaram-campanha-nas-redes-sociais-para-denunciar-descaso-com-Parque-Ary-Barroso-na-Penha.-Fonte_-Redes-Sociais-413x620.png" alt="Alunos realizaram campanha nas redes sociais para denunciar descaso com Parque Ary Barroso, na Penha. Fonte: Redes Sociais" width="500" height="750" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-realizaram-campanha-nas-redes-sociais-para-denunciar-descaso-com-Parque-Ary-Barroso-na-Penha.-Fonte_-Redes-Sociais-413x620.png 413w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-realizaram-campanha-nas-redes-sociais-para-denunciar-descaso-com-Parque-Ary-Barroso-na-Penha.-Fonte_-Redes-Sociais.png 506w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81267" class="wp-caption-text">Alunos realizaram campanha nas redes sociais para denunciar descaso com Parque Ary Barroso, na Penha. Fonte: Redes Sociais</figcaption></figure>
<p>Diante desse cenário, a recuperação do Parque Ary Barroso também foi abraçada pelos alunos, que já produziram, inclusive, uma campanha para a reativação do local. Segundo Virgínia do Espírito Santo, professora de geografia do GET Brant Horta:</p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Fizemos enquete com eles sobre qual o espaço dentro do bairro que os lembra do meio ambiente e eles lembraram do Parque Ary Barroso&#8230; Eles fizeram vídeos para colocar no Instagram, pedindo a revitalização do parque, mostraram os brinquedos quebrados. </span><span style="font-weight: 400;">A gente sempre pediu a ajuda da comunidade, porque a gente não queria que isso [esse trabalho de educação ambiental] ficasse só aqui dentro da escola. A gente quer que eles repliquem isso na favela, no bairro. Levem para outras instituições. Por exemplo: agora, eles estão fazendo um trabalho em conjunto com a <a href="https://bit.ly/3YiSvHU" target="_blank" rel="noopener">Arena Dicró</a> no projeto <a href="https://bit.ly/46VeUQt" target="_blank" rel="noopener">Agroflorestinha</a> com a <a href="https://bit.ly/3PdB6fs" target="_blank" rel="noopener">Ana Santos</a> [do CEM], replicando o trabalho que eles fazem aqui. Nossos alunos vão para lá aos sábados por conta própria. Ensinam outras crianças. Se a gente tem um espaço ocioso, vamos plantar uma árvore, vamos fazer um jardim. A gente precisa colocar na mente que aqui é um bairro que é uma ilha de calor muito intensa. E o único jeito de melhorar isso é colocando mais verde, porque a <a href="https://bit.ly/4hHiwK1" target="_blank" rel="noopener">Prefeitura não vem aqui plantar</a>. O parque está jogado às traças.&#8221;</span></p></blockquote>
<h3><b>Plantando Novos Futuros</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar dos percalços, a esperança sempre encontra um espaço para florescer. Segundo Vilson, a <a href="https://rioonwatch.org.br/?p=24794">desconcretização do quarteirão</a> será o próximo passo desse movimento:</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Estamos com planos de abrir algumas golas na calçada da escola, quebrar a calçada e arborizar em volta da escola aqui esse quarteirão. Vamos plantar e vamos começar a tomar conta. Vamos fazer da escola esse laboratório vivo</span><span style="font-weight: 400;">.”</span></p></blockquote>
<figure id="attachment_81262" aria-describedby="caption-attachment-81262" style="width: 2048px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-tambem-promovem-cuidado-e-autoconhecimento-atraves-de-horta.-Foto_-Amanda-Baroni.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81262 size-full" title="Alunos também promovem cuidado e autoconhecimento através de horta. Foto: Amanda Baroni" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-tambem-promovem-cuidado-e-autoconhecimento-atraves-de-horta.-Foto_-Amanda-Baroni.png" alt="Alunos também promovem cuidado e autoconhecimento através de horta. Foto: Amanda Baroni" width="2048" height="1365" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-tambem-promovem-cuidado-e-autoconhecimento-atraves-de-horta.-Foto_-Amanda-Baroni.png 2048w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-tambem-promovem-cuidado-e-autoconhecimento-atraves-de-horta.-Foto_-Amanda-Baroni-620x413.png 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-tambem-promovem-cuidado-e-autoconhecimento-atraves-de-horta.-Foto_-Amanda-Baroni-768x512.png 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-tambem-promovem-cuidado-e-autoconhecimento-atraves-de-horta.-Foto_-Amanda-Baroni-1536x1024.png 1536w" sizes="(max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81262" class="wp-caption-text">Alunos também promovem cuidado e autoconhecimento através de horta. Foto: Amanda Baroni</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Já Victor deseja implementar o conhecimento na nova escola em que estuda, visando compartilhar com outros colegas:</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Aqui foi onde eu aprendi tudo sobre o plantio, onde eu comecei conhecer as plantas. Agora, eu tenho a minha hortinha em casa, que tem pimenta e girassol. Eu tenho um pé de mamão que tá grande. Eu peguei daqui. Eu pretendo tentar criar um projeto de plantio na minha nova escola, a Heitor Lira, para ajudar as crianças a entender o que eu aprendi aqui. Eu quero passar isso para frente, para a próxima geração.”</span></p></blockquote>
<h3><a href="https://bit.ly/FotosMutiraoBrant" rel="noopener">Veja Aqui o Álbum Completo</a> do Mutirão no GET Brant Horta, na Penha:</h3>
<p><a title="Mutirão de manutenção da Horta Escolar do GET Brant Horta na Agenda Coletiva da Rede Favela Sustentável, 05 de março de 2026" href="https://www.flickr.com/photos/catcomm/albums/72177720332448947" data-flickr-embed="true"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://live.staticflickr.com/65535/55139820826_e25912f86b_b.jpg" alt="Mutirão de manutenção da Horta Escolar do GET Brant Horta na Agenda Coletiva da Rede Favela Sustentável, 05 de março de 2026" width="1024" height="768" /></a><script async src="//embedr.flickr.com/assets/client-code.js" charset="utf-8"></script></p>
<p><span style="font-weight: 400;">*<em>A Rede Favela Sustentável e o RioOnWatch são ambas iniciativas gerenciadas pela organização sem fins lucrativos, Comunidades Catalisadoras.</em></span></p>
<p><em>Sobre a autora: <i data-stringify-type="italic"><a class="c-link" href="https://bit.ly/3p94eas" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-stringify-link="https://bit.ly/3p94eas" data-sk="tooltip_parent">Amanda Baroni Lopes</a></i><i data-stringify-type="italic"> é formada em jornalismo na Unicarioca e foi aluna do 1° Laboratório de Jornalismo do </i><i data-stringify-type="italic"><a class="c-link" href="https://bit.ly/3Jujc3k" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-stringify-link="http://bit.ly/2YfGMc5" data-sk="tooltip_parent">Maré de Notícias</a></i><i data-stringify-type="italic">. É autora do </i><a href="https://bit.ly/3p49ufB" target="_blank" rel="noopener"><i data-stringify-type="italic">Guia Antiassédio no Breaking</i></a><i data-stringify-type="italic">, um manual que explica ao público do Hip Hop sobre o que é ou não assédio e orienta sobre o que fazer nessas situações. Amanda é cria do Morro do Timbau, no Complexo da Maré.</i></em></p>
<hr />
<h4><b data-stringify-type="bold">Apoie nossos esforços para fornecer apoio estratégico às favelas do Rio, incluindo o jornalismo hiperlocal, crítico, inovador e incansável do </b><b data-stringify-type="bold"><i data-stringify-type="italic">RioOnWatch</i></b>—<a class="c-link" href="http://www.bit.ly/ApoieROW" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-stringify-link="http://www.bit.ly/ApoieROW" data-sk="tooltip_parent">doe aqui</a>.</h4>
<p>O post <a href="https://rioonwatch.org.br/?p=81197">Escola Premiada por Sua Vocação Verde, GET Brant na Penha, Promove Mutirão na Horta e Educação com Jovens Protagonistas Ambientais</a> apareceu primeiro em <a href="https://rioonwatch.org.br">RioOnWatch</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
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		<title>‘As Carolinas de Jacutinga’ Promovem Reciclagem, Dignidade Feminina, Arte, Educação Ambiental, Memória e Desenvolvimento Sustentável em Cinco Municípios da Baixada Fluminense</title>
		<link>https://rioonwatch.org.br/?p=81036</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Julio Santos Filho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 13:49:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Click Here for English Esta reportagem faz parte de uma série gerada por uma parceria com o Digital Brazil Project do Centro Behner Stiefel de Estudos Brasileiros da Universidade Estadual de San Diego na Califórnia, para produzir matérias sobre direitos humanos e <a class="mh-excerpt-more" href="https://rioonwatch.org.br/?p=81036" title="&#8216;As Carolinas de Jacutinga&#8217; Promovem Reciclagem, Dignidade Feminina, Arte, Educação Ambiental, Memória e Desenvolvimento Sustentável em Cinco Municípios da Baixada Fluminense">[...]</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_81037" aria-describedby="caption-attachment-81037" style="width: 2560px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Marilza-Reis-Arariba-atual-presidente-da-Coopcampo-que-da-origem-As-Carolinas-de-Jacutinga.-Foto-Fabio-Leon-scaled.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81037 size-full" title="Marilza Reis Arariba, atual presidenta da Coopcampo, que dá origem Às Carolinas de Jacutinga. Foto: Fabio Leon" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Marilza-Reis-Arariba-atual-presidente-da-Coopcampo-que-da-origem-As-Carolinas-de-Jacutinga.-Foto-Fabio-Leon-scaled.jpg" alt="Marilza Reis Arariba, atual presidenta da Coopcampo, que dá origem Às Carolinas de Jacutinga. Foto: Fabio Leon" width="2560" height="1441" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Marilza-Reis-Arariba-atual-presidente-da-Coopcampo-que-da-origem-As-Carolinas-de-Jacutinga.-Foto-Fabio-Leon-scaled.jpg 2560w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Marilza-Reis-Arariba-atual-presidente-da-Coopcampo-que-da-origem-As-Carolinas-de-Jacutinga.-Foto-Fabio-Leon-620x349.jpg 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Marilza-Reis-Arariba-atual-presidente-da-Coopcampo-que-da-origem-As-Carolinas-de-Jacutinga.-Foto-Fabio-Leon-768x432.jpg 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Marilza-Reis-Arariba-atual-presidente-da-Coopcampo-que-da-origem-As-Carolinas-de-Jacutinga.-Foto-Fabio-Leon-1536x864.jpg 1536w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Marilza-Reis-Arariba-atual-presidente-da-Coopcampo-que-da-origem-As-Carolinas-de-Jacutinga.-Foto-Fabio-Leon-2048x1153.jpg 2048w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Marilza-Reis-Arariba-atual-presidente-da-Coopcampo-que-da-origem-As-Carolinas-de-Jacutinga.-Foto-Fabio-Leon-678x381.jpg 678w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81037" class="wp-caption-text">Marilza Reis Arariba, atual presidenta da Coopcampo, que dá origem Às Carolinas de Jacutinga. Foto: Fabio Leon</figcaption></figure>
<p style="text-align: right;"><a href="https://bit.ly/4d4EQNv" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>Click Here for English</strong></em><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-15790" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2012/08/EN-standard-e1439583104716.jpg" alt="" width="20" height="20" /></a></p>
<p><i data-stringify-type="italic"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2019/08/SDSU.png" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-42675" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2019/08/SDSU-620x211.png" sizes="(max-width: 200px) 100vw, 200px" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2019/08/SDSU-620x211.png 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2019/08/SDSU-768x261.png 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2019/08/SDSU-1024x348.png 1024w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2019/08/SDSU.png 1934w" alt="" width="200" height="68" /></a>Esta reportagem faz parte d</i><em>e uma <a href="https://bit.ly/SerieSDSU" target="_blank" rel="noopener noreferrer">série</a> gerada por uma parceria com o <a href="https://bit.ly/SDSUDigitalBrazilProject" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Digital Brazil Project</a> do </em><em><a href="http://bit.ly/2zcymI6" target="_blank" rel="noopener">Centro Behner Stiefel de Estudos Brasileiros</a> da Universidade Estadual de San Diego na Califórnia, para produzir matérias sobre direitos humanos e justiça socioambiental nas favelas.</em></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Neste Mês da Mulher e após o </span></i><a href="https://bit.ly/3tXVBRf" target="_blank" rel="noopener"><i><span style="font-weight: 400;">carnaval 2026</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, RioOnWatch foi a Mesquita conhecer o projeto As Carolinas de Jacutinga, criado em homenagem à Carolina Maria de Jesus, enredo da </span></i><a href="https://bit.ly/3Om4kLH" target="_blank" rel="noopener"><i><span style="font-weight: 400;">Unidos da Tijuca</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> em 2026 e uma das maiores autoras da História brasileira, que era </span></i><a href="https://bit.ly/2Je2zio" target="_blank" rel="noopener"><i><span style="font-weight: 400;">catadora de recicláveis</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, assim como essas moradoras de Jacutinga, que mudam a história de seu território através de uma cooperativa de reciclagem, arte, educação ambiental e memória.</span></i></p>
<h3>‘Sou Carolina Maria de Jesus: Aquela que Venceu a Fome Reescrevendo o Brasil!’</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A trajetória de </span><a href="https://bit.ly/48qLUhN" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Carolina Maria de Jesus</span></a><span style="font-weight: 400;"> encontrou eco nas ruas de </span><a href="https://bit.ly/2OzDdLx" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Mesquita</span></a><span style="font-weight: 400;">, na </span><a href="https://bit.ly/32JVvht" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Baixada Fluminense</span></a><span style="font-weight: 400;">. A literata que </span><a href="https://bit.ly/3Tm63jl" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">transformou sua vivência</span></a><span style="font-weight: 400;"> em meio à precariedade na </span><a href="https://bit.ly/46uBHSK" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">favela do Canindé</span></a><span style="font-weight: 400;">, às margens do Rio Tietê, em </span><a href="https://bit.ly/2KHGo4P" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, em um marco da literatura mundial com </span><a href="https://bit.ly/4rxpRj3" target="_blank" rel="noopener"><i><span style="font-weight: 400;">Quarto de Despejo &#8211; diário de uma favelada</span></i></a> em 1960,<span style="font-weight: 400;"> inspira hoje o projeto </span><a href="https://bit.ly/4aeL4az" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">As Carolinas de Jacutinga</span></a><span style="font-weight: 400;">, que não apenas homenageia o nome da escritora, mas </span><a href="https://bit.ly/39g1hOL" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">resgata sua essência</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao organizar mulheres catadoras em uma rede de </span><a href="https://bit.ly/3h8Vi0h" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">economia solidária</span></a><span style="font-weight: 400;">, protagonismo social e cooperativismo.</span></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/wHguDfY9-BI?si=wj-ZaMTgZjeon8Yi" width="1030" height="563" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde 2024, uma parceria com a </span><a href="https://bit.ly/3WJ9su0" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Petrobras</span></a><span style="font-weight: 400;"> viabilizou a inauguração de um </span><a href="https://bit.ly/4aemAxY" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Memória Socioambiental</span></a> <span style="font-weight: 400;">aberto ao público, que funciona na sede da cooperativa em Mesquita. Além do território de origem, as Carolinas se mobilizam em mais quatro cidades da Baixada Fluminense: </span><a href="https://bit.ly/2YdiJ25" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Belford Roxo</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://bit.ly/2YytCa6" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Nova Iguaçu</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://bit.ly/3TO6FiS" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Nilópolis</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://bit.ly/32hi3Hn" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">São João de Meriti</span></a><span style="font-weight: 400;">. Hoje, em </span><a href="https://bit.ly/3JgUe9N" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Jacutinga</span></a><span style="font-weight: 400;">, material reciclável é ferramenta de emancipação. A reciclagem possibilita que mulheres se retirem de situações de vulnerabilidade, enquanto assumem protagonismo na <a href="https://bit.ly/2PbxufY" target="_blank" rel="noopener">gestão de resíduos</a> sólidos do </span><a href="https://bit.ly/2kFp5ol" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Grande Rio</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_71953" aria-describedby="caption-attachment-71953" style="width: 500px" class="wp-caption alignright"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2023/12/Carolina-Maria-de-Jesus-uma-das-maiores-intelectuais-do-Brasil.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-71953" title="Carolina Maria de Jesus, uma das maiores intelectuais do Brasil." src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2023/12/Carolina-Maria-de-Jesus-uma-das-maiores-intelectuais-do-Brasil-620x348.jpg" alt="Carolina Maria de Jesus, uma das maiores intelectuais do Brasil." width="500" height="281" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2023/12/Carolina-Maria-de-Jesus-uma-das-maiores-intelectuais-do-Brasil-620x348.jpg 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2023/12/Carolina-Maria-de-Jesus-uma-das-maiores-intelectuais-do-Brasil.jpg 906w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><figcaption id="caption-attachment-71953" class="wp-caption-text">Carolina Maria de Jesus.</figcaption></figure>
<p>A história da cooperativa começa com um gesto de solidariedade. Em 1992, durante uma missa na Igreja Nossa Senhora do Carmo, em Mesquita, <a href="https://bit.ly/4kcx2dS" target="_blank" rel="noopener">Hada Rúbia Silva</a>, hoje diretora da cooperativa, aceitou o desafio lançado pelo padre: organizar a distribuição de legumes doados a mulheres que viviam em situação de extrema vulnerabilidade. O que era para ser uma tarefa comunitária pontual tornou-se o embrião da <a href="https://bit.ly/4avRUJV" target="_blank" rel="noopener">Coopcarmo</a>, como é conhecida a Cooperativa de Trabalho e Coleta Seletiva de Mesquita—base estrutural do que, anos depois, daria vida ao projeto inspirado em Carolina Maria de Jesus.</p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Hoje em dia, até que a situação aqui na Jacutinga mudou bastante. Mas naquela época era bem difícil. As mulheres viviam menos. Era um horror!&#8221; — Hada Rúbia Silva</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">A transição da caridade para o desejo de fomentar a autonomia marca o capítulo fundamental na história da Coopcarmo em Mesquita. Nos anos 1990, a realidade de Jacutinga era de precariedade, com mulheres vivendo às margens de valões e recorrendo às missas para suplicar pelo básico: botijão de gás, aluguel ou um prato de comida. Hada conta que, durante anos, essa rede de apoio foi sustentada pelo </span><a href="https://bit.ly/4qd9SFT" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">padre Nino Miraldi</span></a><span style="font-weight: 400;">, um italiano, cuja dedicação aos vulneráveis foi tamanha que seu nome, que hoje batiza o CIEP da região, sendo lembrado carinhosamente como o &#8220;pai dos pobres&#8221; de Jacutinga. Ele fundou diversas comunidades e promoveu iniciativas importantes, como a “Campanha do Quilo”, que arrecadava alimentos para os mais pobres.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o falecimento de Miraldi, o trabalho social enfrentou um hiato, preenchido posteriormente pela chegada de outro sacerdote católico, o padre Obertal Xavier. O novo pároco, um conhecedor das dinâmicas da Baixada Fluminense, trouxe consigo uma filosofia de transformação. Sob essa nova diretriz, Hada Rúbia Silva, que já organizava a distribuição de legumes e a sopa comunitária trazidos na velha Kombi da paróquia, assumiu um protagonismo crescente na</span> conversão do assistencialismo em um projeto de economia solidária. Entretanto, de início, a ideia não foi bem recebida.</p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">&#8220;A repercussão não foi nada boa. Quando ele falou, na reunião, que havia possibilidade de fazer esse trabalho com lixo aqui, a maioria daquelas mulheres falou: &#8216;Ah, não, isso é inviável. Isso aí não vai dar certo. Como é que você vai colocar aquelas mulheres que vivem totalmente na miséria para catar e vender lixo? Isso não vai dar certo&#8217;.&#8221; — Hada Rúbia Silva</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">O conceito de reciclagem era um estrangeirismo distante das mulheres da comunidade. O foco não era a preservação do planeta, mas o combate imediato à fome e ao desemprego que assolavam mães solo e famílias invisibilizadas de Jacutinga.</span></p>
<h3>‘Desenvolvendo Ações de Arte, Educação Ambiental e Memória’</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem infraestrutura ou conhecimento técnico, a cooperativa precisou se reinventar. Elas perceberam que a capacidade operacional da Coopcampo carecia de praticamente tudo: pessoal qualificado para gerenciar os materiais recicláveis, estruturar o local com equipamentos adequados, padronizar o armazenamento e transformar o material reciclável em ganho financeiro. Para isso, padre Obertal viajou para a Alemanha e Bélgica, onde contactou ONGs especializadas na criação, organização e capacitação de iniciativas de reciclagem e agroecologia no Sul Global. Uma junta de especialistas viajou até Mesquita e, através de uma imersão que durou semanas, o grupo de mulheres começou sua trajetória na economia solidária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2010, aconteceu a legalização da Cooperativa, que teve de passar pelos ajustes burocráticos necessários, como a obtenção de contrapartidas trabalhistas direcionadas às cooperadas, incluindo abertura de contas em banco e adesão ao sistema previdenciário brasileiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Somando-se a isso, uma parceria com a Prefeitura de Mesquita ajudou a detalhar as especificidades técnicas e permitiu que, em 2011, a cooperativa obtivesse uma prensa hidráulica e um caminhão próprio para ajudar na coleta e transporte do material a ser reciclado. Estes bens foram adquiridos através de edital publicado pela Fundação Nacional de Saúde (<a href="https://bit.ly/4aEIA5B" target="_blank" rel="noopener">Funasa</a>), que investiu na inclusão social por meio de ações de saneamento e saúde ambiental com Organizações da Sociedade Civil. </span></p>
<figure id="attachment_81038" aria-describedby="caption-attachment-81038" style="width: 2560px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Caminhao-da-cooperativa-adquirido-via-edital-publico.-Foto-Fabio-Leon-scaled.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81038 size-full" title="Caminhão da cooperativa adquirido via edital público. Foto: Fabio Leon" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Caminhao-da-cooperativa-adquirido-via-edital-publico.-Foto-Fabio-Leon-scaled.jpg" alt="Caminhão da cooperativa adquirido via edital público. Foto: Fabio Leon" width="2560" height="1441" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Caminhao-da-cooperativa-adquirido-via-edital-publico.-Foto-Fabio-Leon-scaled.jpg 2560w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Caminhao-da-cooperativa-adquirido-via-edital-publico.-Foto-Fabio-Leon-620x349.jpg 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Caminhao-da-cooperativa-adquirido-via-edital-publico.-Foto-Fabio-Leon-768x432.jpg 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Caminhao-da-cooperativa-adquirido-via-edital-publico.-Foto-Fabio-Leon-1536x864.jpg 1536w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Caminhao-da-cooperativa-adquirido-via-edital-publico.-Foto-Fabio-Leon-2048x1153.jpg 2048w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Caminhao-da-cooperativa-adquirido-via-edital-publico.-Foto-Fabio-Leon-678x381.jpg 678w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81038" class="wp-caption-text">Caminhão da cooperativa adquirido via edital público. Foto: Fabio Leon</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Algum tempo depois, o grupo ficou sabendo de uma exposição da escritora e musa inspiradora, Carolina Maria de Jesus. Movidas por esse incentivo, decidiram cruzar a Via Dutra rumo a São Paulo. O destino era o Instituto Moreira Salles (</span><a href="https://bit.ly/4tiQrOx" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">IMS</span></a><span style="font-weight: 400;">) na Avenida Paulista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“A gente simplesmente foi”, relembra a educadora ambiental Fabiana Oliveira, uma das voluntárias do projeto. Com R$5.000 obtidos de um edital do <a href="https://bit.ly/4rcWTFa" target="_blank" rel="noopener">Sebrae</a> e passagens doadas, elas desembarcaram na metrópole paulista. No encontro com os educadores do museu, a surpresa: as mulheres da Baixada sabiam tudo sobre Carolina. </span></p>
<figure id="attachment_71954" aria-describedby="caption-attachment-71954" style="width: 1920px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2023/12/Carolina-Maria-de-Jesus-autografa-um-de-seus-livros-para-um-fa.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-71954 size-full" title="Literatura: a escritora brasileira Carolina Maria de Jesus durante noite de autógrafos do lançamento de seu livro &quot;Quarto de Despejo&quot;, em uma livraria na rua Marconi, em São Paulo (SP). (São Paulo (SP), 09.09.1960. Foto: Acervo UH/Folhapress" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2023/12/Carolina-Maria-de-Jesus-autografa-um-de-seus-livros-para-um-fa.jpg" alt="Literatura: a escritora brasileira Carolina Maria de Jesus durante noite de autógrafos do lançamento de seu livro &quot;Quarto de Despejo&quot;, em uma livraria na rua Marconi, em São Paulo (SP). (São Paulo (SP), 09.09.1960. Foto: Acervo UH/Folhapress" width="1920" height="1080" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2023/12/Carolina-Maria-de-Jesus-autografa-um-de-seus-livros-para-um-fa.jpg 1920w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2023/12/Carolina-Maria-de-Jesus-autografa-um-de-seus-livros-para-um-fa-620x349.jpg 620w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></a><figcaption id="caption-attachment-71954" class="wp-caption-text">Literatura: a escritora brasileira Carolina Maria de Jesus durante noite de autógrafos do lançamento de seu livro &#8220;Quarto de Despejo&#8221;, em uma livraria na rua Marconi, em São Paulo (SP). São Paulo (SP), 09.09.1960. Foto: Acervo UH/Folhapress</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A identificação com a escritora que viveu do lixo e o transformou em literatura foi imediata e profunda. Daquele encontro surgiu uma parceria com o IMS e uma nova identidade. As Carolinas não eram mais só catadoras, tornaram-se mulheres que se reinventam através de três pilares: <a href="https://bit.ly/3OsKu1m" target="_blank" rel="noopener">arte</a>, <a href="https://bit.ly/2THofFi" target="_blank" rel="noopener">educação ambiental</a> e <a href="https://bit.ly/SeriePotencias" target="_blank" rel="noopener">memória</a>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, a sede da cooperativa abriga, além do Centro de Memória, da prensa e do galpão, uma inovadora fábrica de papel artesanal: a Repapel. Um dos grandes diferenciais é a parceria com a vizinha Nova Iguaçu, cidade que não possui cooperativa própria e que envia o seu material reciclável para Jacutinga—cerca de 20 toneladas mensais.</span></p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/DUYZs8gDM-Y/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p>&nbsp;</p>
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<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/p/DUYZs8gDM-Y/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Uma publicação partilhada por As Carolinas de Jacutinga (@ascarolinasdejacutinga)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os materiais recebidos, um se destaca pela ousadia tecnológica: a bituca de cigarro. Considerada um resíduo altamente poluente devido à nicotina e metais pesados, a bituca demora até cinco anos para se decompor. Porém, através de uma tecnologia desenvolvida pela Universidade de Brasília (</span><a href="https://bit.ly/4tpiGv9" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">UnB</span></a><span style="font-weight: 400;">), as bitucas recolhidas em Nova Iguaçu passam por um processo de descontaminação e retornam para a cooperativa como massa celulósica pura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Isso aqui é o filtro do cigarro descontaminado&#8221;, mostrando a matéria-prima que agora compõe cadernos artesanais. &#8220;O projeto já produziu mais de 1.000 unidades, que vêm sendo aperfeiçoadas desde 2019. O que antes tinha capa de papelão comum, agora, ganha a textura e o valor de um papel feito à mão, carregado de história&#8221;, explica a professora Fabiana. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Recentemente, em uma oficina no </span><a href="https://bit.ly/FFS2noROW" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Festival Favela Sustentável</span></a><span style="font-weight: 400;">, as artesãs descobriram o potencial do agave—</span><a href="https://bit.ly/4bH9jR7" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">uma planta invasora</span></a><span style="font-weight: 400;"> que tem uma fibra resistente, similar a do sisal. O plano agora é substituir o plástico das encadernações por fios do vegetal, fechando o ciclo de um produto 100% ecológico. &#8220;A ideia é tornar esse caderno cada vez mais sustentável e melhorar nossa apresentação&#8221;, explica Fabiana. </span></p>
<figure id="attachment_81039" aria-describedby="caption-attachment-81039" style="width: 2560px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Da-esquerda-pra-direita-Fabiana-Hada-Rubia-no-meio-e-Marilza-atual-presidente-da-Cooperativa.-Foto-Fabio-Leon-scaled.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81039 size-full" title="Da esquerda pra direita; Fabiana, Hada Rubia e Marilza, atual presidenta da Cooperativa. Foto: Fábio Leon" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Da-esquerda-pra-direita-Fabiana-Hada-Rubia-no-meio-e-Marilza-atual-presidente-da-Cooperativa.-Foto-Fabio-Leon-scaled.jpg" alt="Da esquerda pra direita; Fabiana, Hada Rubia e Marilza, atual presidenta da Cooperativa. Foto: Fábio Leon" width="2560" height="1441" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Da-esquerda-pra-direita-Fabiana-Hada-Rubia-no-meio-e-Marilza-atual-presidente-da-Cooperativa.-Foto-Fabio-Leon-scaled.jpg 2560w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Da-esquerda-pra-direita-Fabiana-Hada-Rubia-no-meio-e-Marilza-atual-presidente-da-Cooperativa.-Foto-Fabio-Leon-620x349.jpg 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Da-esquerda-pra-direita-Fabiana-Hada-Rubia-no-meio-e-Marilza-atual-presidente-da-Cooperativa.-Foto-Fabio-Leon-768x432.jpg 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Da-esquerda-pra-direita-Fabiana-Hada-Rubia-no-meio-e-Marilza-atual-presidente-da-Cooperativa.-Foto-Fabio-Leon-1536x864.jpg 1536w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Da-esquerda-pra-direita-Fabiana-Hada-Rubia-no-meio-e-Marilza-atual-presidente-da-Cooperativa.-Foto-Fabio-Leon-2048x1153.jpg 2048w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Da-esquerda-pra-direita-Fabiana-Hada-Rubia-no-meio-e-Marilza-atual-presidente-da-Cooperativa.-Foto-Fabio-Leon-678x381.jpg 678w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81039" class="wp-caption-text">Da esquerda pra direita; Fabiana, Hada Rubia e Marilza, atual presidenta da Cooperativa. Foto: Fábio Leon</figcaption></figure>
<h3>Mesmo com a Legalização, Desafios Continuam</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">De lá pra cá, foram muitas vitórias em sequência: implantação de uma unidade produtiva de papel artesanal com reaproveitamento de resíduos, ações formativas em colagem, pintura, encadernação, mosaico e design utilizando materiais recicláveis, encontros interativos que abordam reciclagem, consumo consciente, território como espaço educativo, oficinas de memória e escrita, além de círculos de partilha e autocuidado, incluindo encontros com foco no bem-estar emocional, pertencimento e fortalecimento coletivo em rede.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, nada é fácil para as cooperadas da Carolinas de Jacutinga. Mesmo sobrevivendo com dignidade, superando dificuldades econômicas mais impactantes, ainda têm trajetórias marcadas pela convivência com os limites. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aos 60 anos, Márcia Rodrigues Conceição, moradora de Nova Iguaçu, conta que sua história na cooperativa começou há 18 anos, em um momento de incerteza. Desempregada e vinda de uma experiência difícil como faxineira em um condomínio—onde enfrentava longas distâncias e a violência—ela encontrou na reciclagem, uma nova vida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo sendo analfabeta e admitindo que, no início, se sentia &#8220;meio perdida&#8221;, Márcia não recuou. Sob o acolhimento de Hada, a quem Márcia descreve como &#8220;uma mãe de coração gigante&#8221;, ela passou pelo período de experiência e nunca mais saiu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para Márcia, a cooperativa trouxe mais do que um salário: trouxe inclusão socioeconômica. Foi através desse trabalho que ela conseguiu ter, pela primeira vez, uma conta no banco e um cartão de débito. &#8220;Eu não tinha nada&#8221;. Nem mesmo a tragédia das enchentes, que assolou a região em 2023, levando quase todos os seus pertences, conseguiu desanimá-la. Com o apoio de benefícios governamentais e o suporte contínuo do seu trabalho na reciclagem, ela segue reconstruindo sua vida, tijolo por tijolo, no mesmo local onde mora, perto da linha do trem do ramal Japeri. O cargo de diretora de produção veio como uma surpresa emocionante. Márcia conta que descobriu a promoção durante uma reunião, ao ouvir seu nome ser anunciado. &#8220;Eu comecei a chorar ali, é uma coisa que a gente não espera&#8221;, diz.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, ela lidera uma equipe de dez pessoas. Sua rotina envolve garantir a organização do galpão, a triagem dos materiais que chegam de localidades como <a href="https://bit.ly/4bzPxXz" target="_blank" rel="noopener">Austin</a>, outro bairro de Nova Iguaçu, e a fiscalização do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Apesar da responsabilidade, ela foge do estereótipo da &#8220;chefe brava&#8221;. Márcia prefere o diálogo e a descontração: &#8220;Eu levo tudo na esportiva, brinco mais do que outra coisa&#8221;.</span></p>
<h3>‘Eu Comia Se Sobrasse’</h3>
<figure id="attachment_81040" aria-describedby="caption-attachment-81040" style="width: 500px" class="wp-caption alignright"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Sonia-Regina-Narciso-scaled.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81040" title="Sônia Regina Narciso. Foto: Fábio Leon" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Sonia-Regina-Narciso-349x620.jpg" alt="Sônia Regina Narciso. Foto: Fábio Leon" width="500" height="888" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Sonia-Regina-Narciso-349x620.jpg 349w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Sonia-Regina-Narciso-844x1500.jpg 844w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Sonia-Regina-Narciso-768x1365.jpg 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Sonia-Regina-Narciso-864x1536.jpg 864w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Sonia-Regina-Narciso-1153x2048.jpg 1153w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Sonia-Regina-Narciso-scaled.jpg 1441w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81040" class="wp-caption-text">Sônia Regina Narciso. Foto: Fábio Leon</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Aos 69 anos, Sônia Regina Narciso, com um olhar que carrega a experiência de quem viu o projeto nascer, completa 25 anos de dedicação à triagem de materiais recicláveis. Mas, para além da separação de garrafas PET e papéis, a trajetória de Sônia é uma história de luta contra a fome e de busca incansável pela dignidade de seus filhos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de se tornar cooperada, a realidade de Sônia era marcada pela incerteza dos &#8220;biscastes&#8221;. Criando quatro filhos sozinha, ela se dividia em faxinas exaustivas que mal rendiam R$300 por mês, valor que não garantia o básico. As lembranças desse período são duras. Sônia recorda-se de priorizar o prato dos filhos em detrimento do seu. &#8220;A comida que tem aqui é só para vocês&#8221;, dizia ela aos pequenos, escondendo a própria fome. Foi em um momento de desespero, ao pedir ajuda para comprar um botijão de gás para um padre local, que ela recebeu o conselho que mudaria sua vida: &#8220;Vai lá na Hada, que ela vai arrumar trabalho para você&#8221;.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A entrada na cooperativa não foi imediata. Sônia</span> <span style="font-weight: 400;">precisou insistir até conseguir sua vaga. Quando finalmente entrou, a mudança foi drástica: o trabalho na reciclagem permitiu que ela abandonasse o barraco de madeira onde vivia para erguer sua própria casa. &#8220;Onde era telha, hoje, é laje!&#8221;, orgulha-se.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Natural de São João de Meriti, mas moradora de Mesquita desde os 11 anos, hoje, Sônia enfrenta um novo tipo de pressão: o carinho excessivo dos filhos, que, já adultos e estabelecidos em suas próprias profissões, pedem que a mãe pare de trabalhar. Eles temem o desgaste físico, consequência natural do trabalho com materiais recicláveis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sônia, porém, resiste. Para ela, o galpão de reciclagem é mais do que um emprego: é o lugar onde ela se sente útil e ativa. &#8220;É melhor do que ficar em casa&#8221;, afirma, decidida a seguir no trabalho até a aposentadoria oficial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao transformar o &#8220;quarto de despejo&#8221; em &#8220;sala de visitas&#8221;—nos termos de Carolina Maria de Jesus—as Carolinas de Jacutinga “mudaram sua história” e “tiraram dos versos a força pra vencer”, como canta a Unidos da Tijuca em 2026. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal como Carolina Maria de Jesus, essas mulheres utilizam o material reciclável para conquistar a autonomia, e fazem muito mais do que limpar as cidades: elas reconstroem a vida em seus territórios. Reescreveram sua dignidade com consciência ambiental, independência econômica e empoderamento feminino. </span></p>
<h3>Assista ao desfile da Unidos da Tijuca 2026 e entenda mais sobre Carolina Maria de Jesus <a href="https://bit.ly/4kMVVNE" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>:</h3>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/QWPpVbP7uiw?si=XciHAJhESpu8PzR7" width="1030" height="563" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p><em>Sobre o autor: <a href="https://www.instagram.com/fabio_leon_021" target="_blank" rel="noopener">Fabio Leon</a> é jornalista, ativista dos direitos humanos e assessor de comunicação no <a href="https://afgb.org.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Associação Fórum Grita Baixada</a>.</em></p>
<hr />
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<p>O post <a href="https://rioonwatch.org.br/?p=81036">&#8216;As Carolinas de Jacutinga&#8217; Promovem Reciclagem, Dignidade Feminina, Arte, Educação Ambiental, Memória e Desenvolvimento Sustentável em Cinco Municípios da Baixada Fluminense</a> apareceu primeiro em <a href="https://rioonwatch.org.br">RioOnWatch</a>.</p>
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		<title>Impresso e Online, Jornal Fala Roça É Ferramenta Abrangente de Cidadania na Rocinha</title>
		<link>https://rioonwatch.org.br/?p=80676</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Miranda]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Feb 2026 17:39:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Click Here for English Esta matéria faz parte de nossa série que apresenta veículos de comunicação comunitária. Criado em 2013, o jornal Fala Roça é um portal de comunicação comunitária da Rocinha, Zona Sul do <a class="mh-excerpt-more" href="https://rioonwatch.org.br/?p=80676" title="Impresso e Online, Jornal Fala Roça É Ferramenta Abrangente de Cidadania na Rocinha">[...]</a></p>
<p>O post <a href="https://rioonwatch.org.br/?p=80676">Impresso e Online, Jornal Fala Roça É Ferramenta Abrangente de Cidadania na Rocinha</a> apareceu primeiro em <a href="https://rioonwatch.org.br">RioOnWatch</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_80763" aria-describedby="caption-attachment-80763" style="width: 4800px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Em-mais-de-uma-decada-de-historia-o-Fala-Roca-ja-ministrou-diversos-cursos-de-formacao-jornalistica-e-ate-hoje-nao-abre-mao-de-sua-versao-impressa.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-80763" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Em-mais-de-uma-decada-de-historia-o-Fala-Roca-ja-ministrou-diversos-cursos-de-formacao-jornalistica-e-ate-hoje-nao-abre-mao-de-sua-versao-impressa.png" alt="Em mais de uma década de história, o Fala Roça já ministrou diversos cursos de formação jornalística e, até hoje, não abre mão de sua versão impressa, o que já se tornou parte de sua identidade. Foto: Reprodução Instagram" width="4800" height="2700" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Em-mais-de-uma-decada-de-historia-o-Fala-Roca-ja-ministrou-diversos-cursos-de-formacao-jornalistica-e-ate-hoje-nao-abre-mao-de-sua-versao-impressa.png 4800w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Em-mais-de-uma-decada-de-historia-o-Fala-Roca-ja-ministrou-diversos-cursos-de-formacao-jornalistica-e-ate-hoje-nao-abre-mao-de-sua-versao-impressa-620x349.png 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Em-mais-de-uma-decada-de-historia-o-Fala-Roca-ja-ministrou-diversos-cursos-de-formacao-jornalistica-e-ate-hoje-nao-abre-mao-de-sua-versao-impressa-768x432.png 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Em-mais-de-uma-decada-de-historia-o-Fala-Roca-ja-ministrou-diversos-cursos-de-formacao-jornalistica-e-ate-hoje-nao-abre-mao-de-sua-versao-impressa-1536x864.png 1536w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Em-mais-de-uma-decada-de-historia-o-Fala-Roca-ja-ministrou-diversos-cursos-de-formacao-jornalistica-e-ate-hoje-nao-abre-mao-de-sua-versao-impressa-2048x1152.png 2048w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Em-mais-de-uma-decada-de-historia-o-Fala-Roca-ja-ministrou-diversos-cursos-de-formacao-jornalistica-e-ate-hoje-nao-abre-mao-de-sua-versao-impressa-678x381.png 678w" sizes="(max-width: 4800px) 100vw, 4800px" /></a><figcaption id="caption-attachment-80763" class="wp-caption-text">Em mais de uma década de história, o <em>Fala Roça</em> já ministrou diversos cursos de formação jornalística e, até hoje, não abre mão de sua versão impressa, o que já se tornou parte de sua identidade. Foto: Reprodução Instagram</figcaption></figure>
<p style="text-align: right;"><a href="https://bit.ly/40tXVBb" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>Click Here for English</strong></em><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-15790" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2012/08/EN-standard-e1439583104716.jpg" alt="" width="20" height="20" /></a></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Esta matéria faz parte de nossa série que apresenta <a href="https://bit.ly/PerfisDeMidia" target="_blank" rel="noopener">veículos de comunicação comunitária</a>.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Criado em 2013, o jornal <em><a href="https://bit.ly/43Isn9N" target="_blank" rel="noopener">Fala Roça</a></em> é um portal de comunicação comunitária da <a href="https://bit.ly/3dzwwUD" target="_blank" rel="noopener">Rocinha</a>, <a href="https://bit.ly/3ilwr9T" target="_blank" rel="noopener">Zona Sul</a> do Rio de Janeiro, que tem como foco atender às demandas diversas da <a href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2024/11/08/rocinha-maior-favela-do-pais-segundo-censo-possui-mais-habitantes-que-municipios-do-rj.ghtml">maior favela do Brasil</a>. Através de suas ações, promove uma maior integração na Rocinha, o que, devido à sua magnitude territorial e rotatividade de moradores, é um grande desafio. Em seus 13 anos de existência, o Fala Roça construiu um importante legado, aprofundando a interconexão, gerando melhorias e contribuindo com a cidadania de seus habitantes.</span></p>
<figure id="attachment_80705" aria-describedby="caption-attachment-80705" style="width: 500px" class="wp-caption alignright"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Primeiros-membros-da-equipe-do-Fala-Roca.-Na-ordem-da-esquerda-para-a-direita-Beatriz-Calado-Michel-Silva-e-Michele-Silva.-Foto-Arquivo-pessoal.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-80705" title="Primeiros membros da equipe do Fala Roça. Na ordem, da esquerda para a direita, Beatriz Calado, Michel Silva e Michele Silva. Foto: Arquivo pessoal" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Primeiros-membros-da-equipe-do-Fala-Roca.-Na-ordem-da-esquerda-para-a-direita-Beatriz-Calado-Michel-Silva-e-Michele-Silva.-Foto-Arquivo-pessoal.jpeg" alt="Primeiros membros da equipe do Fala Roça. Na ordem, da esquerda para a direita, Beatriz Calado, Michel Silva e Michele Silva. Foto: Arquivo pessoal" width="500" height="329" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Primeiros-membros-da-equipe-do-Fala-Roca.-Na-ordem-da-esquerda-para-a-direita-Beatriz-Calado-Michel-Silva-e-Michele-Silva.-Foto-Arquivo-pessoal.jpeg 741w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Primeiros-membros-da-equipe-do-Fala-Roca.-Na-ordem-da-esquerda-para-a-direita-Beatriz-Calado-Michel-Silva-e-Michele-Silva.-Foto-Arquivo-pessoal-620x408.jpeg 620w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><figcaption id="caption-attachment-80705" class="wp-caption-text">Primeiros membros da equipe do <em>Fala Roça</em>. Na ordem, da esquerda para a direita: Beatriz Calado, Michel Silva e Michele Silva. Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure>
<p>O <em>Fala Roça</em> foi oficialmente por meio de uma formação oferecida pela <a href="https://bit.ly/4rS266b" target="_blank" rel="noopener">Agência de Redes para Juventude</a>, que <a href="https://rioonwatch.org.br/?p=24595">apoia e capacita projetos liderados por jovens</a> no Rio de Janeiro. Entre eles estava o embrionário <em>Fala Roça</em>, que recebeu um aporte financeiro para alavancar o projeto.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sua primeira edição, inaugurada em 13 de maio de 2013, saiu apenas no impresso, formato utilizado até hoje—junto ao site e as redes sociais—com o intuito de democratizar o acesso ao jornal, como conta o produtor executivo do portal, Osvaldo Lopes. Nem toda a favela tem acesso ao letramento digital e aos aparelhos que mediam esse uso.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“É muito importante porque ainda existe uma parte da população que não está no digital. Quando a gente fala da Rocinha, a gente tá falando de uma população que, muitas vezes, é semianalfabeta ou analfabeta. Então, quando a gente foca muito no digital, a gente acaba excluindo essa galera que não só não sabe mexer nos aparelhos tecnológicos, mas, mesmo se souber, não vai saber consumir aquele tipo de notícia de uma forma adequada. Às vezes, também acontece da gente precisar ler para um morador [para] chegar de fato nele. Às vezes, ele mora lá na parte mais alta da Rocinha e não sabe o que acontece na parte de baixo ou só assiste televisão, mas só vai passar a Rocinha [no programa de TV] quando tiver tiroteio. Quando chega um jornal como o<em> Fala Roça</em> trazendo boas notícias sobre várias coisas que estão acontecendo no morro, ele até se surpreende. É por isso que a gente acredita muito que o jornal impresso não vai morrer.” — Osvaldo Lopes</span></p></blockquote>
<h3><b>Da Roça à Rocinha: A História da Favela</b></h3>
<p>Por trás do nome do jornal, está o resgate da própria memória da comunidade. Diferente dos dias atuais, a populosa favela, repleta de comércios e edifícios, já foi uma ampla e íngreme região agrícola conhecida como Fazenda Quebra Cangalha, de posse dos irmãos portugueses Castro Guidão, segundo o <a href="https://bit.ly/3Mucz7P" target="_blank" rel="noopener">Mapa Cultural da Rocinha</a>. Uma curiosidade sobre o passado da região é que ela era repleta de passagens de madeira, chamadas de cangalhas, que se quebravam facilmente durante o trânsito de animais.</p>
<p>No entanto, a característica fazendeira deu lugar ao loteamento das terras a partir da década de 1930, através de determinação da administração federal à época, estimulando pessoas de diversos lugares a ocuparem a região, constituindo o formato atual desta favela.</p>
<blockquote><p>“Apesar de ter vendido alguns lotes, a companhia Castro Guidão faliu em 1938. muitos moradores não quitaram as dívidas e a população começou a ocupar os lotes da empresa porque diziam que as terras não tinham donos. O asfaltamento da Estrada da Gávea contribuiu ainda mais para a ocupação do morro.” — Trecho do texto no Mapa Cultural da Rocinha</p></blockquote>
<figure id="attachment_80707" aria-describedby="caption-attachment-80707" style="width: 1400px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Sao-Conrado-e-Pedra-da-Gavea-vista-da-autoestrada-Lagoa-Barra.-Foto-Augusto-Malta-de-1924.-Foto-Acervo-IMSReproducao.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-80707 size-full" title="São Conrado e Pedra da Gávea, vista da autoestrada Lagoa-Barra. Foto: Augusto Malta de 1924. Foto: Acervo IMS/Reprodução" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Sao-Conrado-e-Pedra-da-Gavea-vista-da-autoestrada-Lagoa-Barra.-Foto-Augusto-Malta-de-1924.-Foto-Acervo-IMSReproducao.jpeg" alt="São Conrado e Pedra da Gávea, vista da autoestrada Lagoa-Barra. Foto: Augusto Malta de 1924. Foto: Acervo IMS/Reprodução" width="1400" height="1002" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Sao-Conrado-e-Pedra-da-Gavea-vista-da-autoestrada-Lagoa-Barra.-Foto-Augusto-Malta-de-1924.-Foto-Acervo-IMSReproducao.jpeg 1400w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Sao-Conrado-e-Pedra-da-Gavea-vista-da-autoestrada-Lagoa-Barra.-Foto-Augusto-Malta-de-1924.-Foto-Acervo-IMSReproducao-620x444.jpeg 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Sao-Conrado-e-Pedra-da-Gavea-vista-da-autoestrada-Lagoa-Barra.-Foto-Augusto-Malta-de-1924.-Foto-Acervo-IMSReproducao-768x550.jpeg 768w" sizes="(max-width: 1400px) 100vw, 1400px" /></a><figcaption id="caption-attachment-80707" class="wp-caption-text">São Conrado e Pedra da Gávea, vista da autoestrada Lagoa-Barra. Foto: Augusto Malta de 1924. Foto: Acervo IMS/Reprodução</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No ano de 2015, o <em>Fala Roça</em> foi </span><a href="https://bit.ly/3XQxcO0" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">reconhecido como Patrimônio Cultural da Cidade do Rio de Janeiro</span></a><span style="font-weight: 400;">, através do edital Ações Locais, em comemoração aos 450 anos do município. </span><span style="font-weight: 400;">Neste mesmo período, lançou o Mapa Cultural da Rocinha, que levantou mais de 150 iniciativas culturais da comunidade. Este mapeamento viabilizou a aproximação entre as diferentes atividades culturais da comunidade e seus moradores.</span></p>
<figure id="attachment_81155" aria-describedby="caption-attachment-81155" style="width: 1203px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Mapa-Cultural-da-Rocinha.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81155 size-full" title="O Fala Roça desenvolve uma série de projetos, entre eles o Mapa Cultural da Rocinha, que identifica geograficamente as ações e as iniciativas de base comunitária. Foto: Mapa Cultural da Rocinha/Reprodução" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Mapa-Cultural-da-Rocinha.jpg" alt="O Fala Roça desenvolve uma série de projetos, entre eles o Mapa Cultural da Rocinha, que identifica geograficamente as ações e as iniciativas de base comunitária. Foto: Mapa Cultural da Rocinha/Reprodução" width="1203" height="849" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Mapa-Cultural-da-Rocinha.jpg 1203w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Mapa-Cultural-da-Rocinha-620x438.jpg 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Mapa-Cultural-da-Rocinha-768x542.jpg 768w" sizes="(max-width: 1203px) 100vw, 1203px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81155" class="wp-caption-text">O <em>Fala Roça</em> desenvolve uma série de projetos, entre eles o Mapa Cultural da Rocinha, que identifica geograficamente as ações e as iniciativas de base comunitária. Foto: Mapa Cultural da Rocinha/Reprodução</figcaption></figure>
<h3><b>Uma Ferramenta de Vigilância Popular, de Morador para Morador</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O <em>Fala Roça</em> exerce um importante processo de vigilância popular sobre o poder público. </span><span style="font-weight: 400;"><span style="box-sizing: border-box; margin: 0px; padding: 0px;"><a href="https://bit.ly/3XTxIL1" target="_blank" rel="noopener">Em uma de suas reportagens</a>, <a href="https://bit.ly/3fSe8Yv">questionou a regularidade da instalação de um tomógrafo</a> em uma igreja evangélica na comunidade durante a pandemia, fato que ganhou visibilidade suficiente para a realocação adequada do equipamento, posteriormente implantado na UPA da Rocinha.</span> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://bit.ly/4q4I3zE" target="_blank" rel="noopener">Uma outra reportagem</a> sobre a <a href="http://bit.ly/VacinaFavelaJa">falta de vacinas</a> na comunidade, também nessa época, possibilitou a chegada da segunda dose no território, contribuindo para a prevenção do contágio de milhares de famílias pelo <a href="https://bit.ly/2LstmZt" target="_blank" rel="noopener">coronavírus</a>. </span></p>
<figure id="attachment_80712" aria-describedby="caption-attachment-80712" style="width: 1662px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Materia-do-Fala-Roca-denunciou-a-falta-de-vacinas-na-comunidade-durante-a-pandemia-do-coronavirus.-Foto-Reproducao.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-80712 size-full" title="Matéria do Fala Roça denunciou a falta de vacinas na comunidade durante a pandemia do coronavírus. Foto: Reprodução" src="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Materia-do-Fala-Roca-denunciou-a-falta-de-vacinas-na-comunidade-durante-a-pandemia-do-coronavirus.-Foto-Reproducao.png" alt="Matéria do Fala Roça denunciou a falta de vacinas na comunidade durante a pandemia do coronavírus. Foto: Reprodução" width="1662" height="804" srcset="https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Materia-do-Fala-Roca-denunciou-a-falta-de-vacinas-na-comunidade-durante-a-pandemia-do-coronavirus.-Foto-Reproducao.png 1662w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Materia-do-Fala-Roca-denunciou-a-falta-de-vacinas-na-comunidade-durante-a-pandemia-do-coronavirus.-Foto-Reproducao-620x300.png 620w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Materia-do-Fala-Roca-denunciou-a-falta-de-vacinas-na-comunidade-durante-a-pandemia-do-coronavirus.-Foto-Reproducao-768x372.png 768w, https://rioonwatch.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Materia-do-Fala-Roca-denunciou-a-falta-de-vacinas-na-comunidade-durante-a-pandemia-do-coronavirus.-Foto-Reproducao-1536x743.png 1536w" sizes="(max-width: 1662px) 100vw, 1662px" /></a><figcaption id="caption-attachment-80712" class="wp-caption-text">Matéria do <em>Fala Roça</em> denunciou a falta de vacinas na comunidade durante a pandemia do coronavírus. Foto: Reprodução</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais recentemente, <em>Fala Roça</em> realizou a <a href="https://bit.ly/4ol0rD2" target="_blank" rel="noopener">3ª Conferência de Jornalismo de Favelas e Periferia</a>, em parceria com a <a href="https://bit.ly/3XhLHtI" target="_blank" rel="noopener">Agência Mural</a>. Foi a primeira edição do evento a contar com a presença de quase 60 portais comunitários de todo o país.</span></p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DQmJFIOkVfS/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p>&nbsp;</p>
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<div style="width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; border-bottom: 2px solid transparent; transform: translateX(16px) translateY(-4px) rotate(30deg);"></div>
</div>
<div style="margin-left: auto;">
<div style="width: 0px; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-right: 8px solid transparent; transform: translateY(16px);"></div>
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<div style="width: 0; height: 0; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-left: 8px solid transparent; transform: translateY(-4px) translateX(8px);"></div>
</div>
</div>
<div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center; margin-bottom: 24px;">
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 224px;"></div>
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</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/DQmJFIOkVfS/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por Fala Roça (@jornalfalaroca)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<p><span style="box-sizing: border-box; margin: 0px; padding: 0px;">Ao longo dos anos, o jornal incluiu em suas atividades a produção de eventos, como o <a href="https://bit.ly/4aN2UTN" target="_blank" rel="noopener">Viradão Cultural,</a> que acontece todo ano, e a realização de formações voltadas à comunicação comunitária, como a <a href="https://bit.ly/3XNA8uH" target="_blank" rel="noopener">Rede de Comunicação e Cultura nas Favelas</a> e o <a href="https://bit.ly/48QOAqG" target="_blank" rel="noopener">Curso de Comunicação e Gestão Cultural</a>, entre outras.</span></p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/DJ_7AdXxRU-/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
<div style="padding: 16px;">
<p>&nbsp;</p>
<div style="display: flex; flex-direction: row; align-items: center;">
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div>
<div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;">
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;"></div>
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</div>
</div>
<div style="padding: 19% 0;"></div>
<div style="display: block; height: 50px; margin: 0 auto 12px; width: 50px;"></div>
<div style="padding-top: 8px;">
<div style="color: #3897f0; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: 550; line-height: 18px;">Ver essa foto no Instagram</div>
</div>
<div style="padding: 12.5% 0;"></div>
<div style="display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;">
<div>
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);"></div>
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<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);"></div>
</div>
<div style="margin-left: 8px;">
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;"></div>
<div style="width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; border-bottom: 2px solid transparent; transform: translateX(16px) translateY(-4px) rotate(30deg);"></div>
</div>
<div style="margin-left: auto;">
<div style="width: 0px; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-right: 8px solid transparent; transform: translateY(16px);"></div>
<div style="background-color: #f4f4f4; flex-grow: 0; height: 12px; width: 16px; transform: translateY(-4px);"></div>
<div style="width: 0; height: 0; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-left: 8px solid transparent; transform: translateY(-4px) translateX(8px);"></div>
</div>
</div>
<div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center; margin-bottom: 24px;">
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 224px;"></div>
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 144px;"></div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/p/DJ_7AdXxRU-/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por Fala Roça (@jornalfalaroca)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atualmente, o<em> Fala Roça</em> é composto por uma equipe de 27 pessoas, entre eles dez profissionais fixos e sete freelancers—colaboradores que, em sua maioria, são alunos das formações oferecidas pelo portal. Só em 2024, cerca de 300 pessoas passaram por esses cursos, workshops e seminários. Segundo Karen Fontoura, repórter, coordenadora de comunicação institucional e de projetos do jornal as bolsas são essenciais.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A gente sempre tenta frisar que essas pessoas sejam de favelas. Pode ser daqui da Rocinha ou de outras do Rio. Sempre que a gente tem um edital que permite que a gente dê uma bolsa para quem está participando de uma das nossas formações, a gente também remunera, porque a gente entende que queira ou não, faz diferença. É R$200 ou R$300 que ajuda numa compra de mês, no transporte pra chegar até aqui.” — Karen Fontoura</span></p></blockquote>
<p>O jornal alcança entre 25.000 e 35.000 leitores por mês e, em 2025, ultrapassou o marco de 100.000 exemplares distribuídos, um número que evidencia a expressividade do trabalho do <em>Fala Roça</em> e a demanda pelo serviço de comunicação comunitária. Além disso, atende a necessidades, muitas vezes, <a href="https://rioonwatch.org.br/?tag=narrativa-midiatica">despercebidas pelo jornalismo de massa</a>.</p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Ainda existe uma barreira entre a grande mídia e o jornalismo favelado, só que, na verdade, o trabalho deles não existe sem o nosso. Eles sabem que, muitas vezes, não podem entrar no nosso território, mas a gente consegue fazer um trabalho de qualidade, incrível, mas não tem esse reconhecimento ainda. Muitas vezes, eles [grande imprensa] batem na tecla, [exigem] o diploma, mas o <em>Fala Roça</em> tá aqui [funcionando]. Todo mundo é profissional formado dentro das suas áreas e a gente mostra sim que o favelado pode. Ele é potente e ele vai continuar fazendo uma comunicação de igual pra igual [com a mídia]. Acho que a missão principal de cada pessoa aqui dentro é que a gente precisa reforçar a comunicação de <a href="https://rioonwatch.org.br/?tag=nos-por-nos">nós para nós</a>. Não precisa mais que venha um [jornalista] de fora pra dar notícia sobre a gente não. </span><a href="https://rioonwatch.org.br/?p=73029">A gente é capaz de narrar</a> o nosso presente e conseguir juntos um futuro de qualidade para as próximas gerações<span style="font-weight: 400;"> e para a que está aqui agora.” — Osvaldo Lopes</span></p></blockquote>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DRfp2qLD9Nm/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
<div style="padding: 16px;">
<p>&nbsp;</p>
<div style="display: flex; flex-direction: row; align-items: center;">
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div>
<div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;">
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;"></div>
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 60px;"></div>
</div>
</div>
<div style="padding: 19% 0;"></div>
<div style="display: block; height: 50px; margin: 0 auto 12px; width: 50px;"></div>
<div style="padding-top: 8px;">
<div style="color: #3897f0; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: 550; line-height: 18px;">Ver essa foto no Instagram</div>
</div>
<div style="padding: 12.5% 0;"></div>
<div style="display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;">
<div>
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);"></div>
<div style="background-color: #f4f4f4; height: 12.5px; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px; flex-grow: 0; margin-right: 14px; margin-left: 2px;"></div>
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);"></div>
</div>
<div style="margin-left: 8px;">
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;"></div>
<div style="width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; border-bottom: 2px solid transparent; transform: translateX(16px) translateY(-4px) rotate(30deg);"></div>
</div>
<div style="margin-left: auto;">
<div style="width: 0px; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-right: 8px solid transparent; transform: translateY(16px);"></div>
<div style="background-color: #f4f4f4; flex-grow: 0; height: 12px; width: 16px; transform: translateY(-4px);"></div>
<div style="width: 0; height: 0; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-left: 8px solid transparent; transform: translateY(-4px) translateX(8px);"></div>
</div>
</div>
<div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center; margin-bottom: 24px;">
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 224px;"></div>
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 144px;"></div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/DRfp2qLD9Nm/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por Agenda Rocinha 2030 (@agendarocinha2030)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<h3><b>‘Juntos A Gente Consegue Ser Mais Potente’</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar das conquistas já alcançadas, Osvaldo explica que há barreiras, ainda sem solução simples, como as operações policiais, que impactam a rotina do jornal. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Um jornal pode estar funcionando, mas pode acontecer algum impasse dentro do território. O clima pode não estar tão [favorável]. Às vezes, outras favelas estão tendo um grande tiroteio, como que a gente vai publicar uma matéria feliz no nosso Instagram, enquanto todas as redes estão sendo bombardeadas com vídeos de operações policiais? Por vezes, seguramos um pouco determinado conteúdo porque a gente se solidariza. É um território igual ao nosso, então, isso também é um desafio diário. Apesar de tudo, a gente consegue resistir e continuar levando o que é necessário [de interesse para a favela], o que a gente acredita: uma senhora que viu o neto no jornal, um projeto social [da favela] que depois de uma matéria no <em>Fala Roça</em> teve uma nova perspectiva de continuidade… </span>Todos esses são impactos, dos grandes aos pequenos. O que&#8230; [enfocamos] são os nossos [moradores da Rocinha] que estão ali do nosso lado.” <span style="font-weight: 400;">—</span> Osvaldo Lopes</p></blockquote>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/DQ479MLkYQy/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
<div style="padding: 16px;">
<p>&nbsp;</p>
<div style="display: flex; flex-direction: row; align-items: center;">
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div>
<div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;">
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;"></div>
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 60px;"></div>
</div>
</div>
<div style="padding: 19% 0;"></div>
<div style="display: block; height: 50px; margin: 0 auto 12px; width: 50px;"></div>
<div style="padding-top: 8px;">
<div style="color: #3897f0; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: 550; line-height: 18px;">Ver essa foto no Instagram</div>
</div>
<div style="padding: 12.5% 0;"></div>
<div style="display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;">
<div>
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);"></div>
<div style="background-color: #f4f4f4; height: 12.5px; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px; flex-grow: 0; margin-right: 14px; margin-left: 2px;"></div>
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);"></div>
</div>
<div style="margin-left: 8px;">
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;"></div>
<div style="width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; border-bottom: 2px solid transparent; transform: translateX(16px) translateY(-4px) rotate(30deg);"></div>
</div>
<div style="margin-left: auto;">
<div style="width: 0px; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-right: 8px solid transparent; transform: translateY(16px);"></div>
<div style="background-color: #f4f4f4; flex-grow: 0; height: 12px; width: 16px; transform: translateY(-4px);"></div>
<div style="width: 0; height: 0; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-left: 8px solid transparent; transform: translateY(-4px) translateX(8px);"></div>
</div>
</div>
<div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center; margin-bottom: 24px;">
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 224px;"></div>
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 144px;"></div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/p/DQ479MLkYQy/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por Fala Roça (@jornalfalaroca)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar dos desafios, o <em>Fala Roça</em> segue ampliando a comunicação popular, a cidadania e a integração na Rocinha.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">Teve uma matéria com uma pessoa super conhecida aqui porque é o inspetor de uma escola próxima, o Petrô. Ele também fazia excursões para passeios, então, uma galera conhece ele, e ninguém sabia o motivo do apelido dele e a gente traz no jornal impresso essa história. Um menino leitor comentou: ‘Eu li a história dele e vi que ele começou a trabalhar com 12 anos igual a mim. Achei muito legal.’ As pessoas se sentem realmente representadas, o que não tem em outras [grandes] mídias. Pensamos também em como aumentar as formações, porque temos muito retorno [positivo], tanto de pessoas que moram [aqui], quanto de visibilidade [dentro da comunidade], que é fundamental pro <em>Fala Roça</em>. Temos esse intuito de falar com a comunidade e para o maior número de pessoas possível porque </span>juntos a gente consegue ser mais potente.” <span style="font-weight: 400;">—</span> Karen Fontoura</p></blockquote>
<p><em>Sobre a autora: <i data-stringify-type="italic"><a class="c-link" href="https://bit.ly/3p94eas" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-stringify-link="https://bit.ly/3p94eas" data-sk="tooltip_parent">Amanda Baroni Lopes</a></i><i data-stringify-type="italic"> é formada em jornalismo na Unicarioca e foi aluna do 1° Laboratório de Jornalismo do </i><i data-stringify-type="italic"><a class="c-link" href="https://bit.ly/33tm8dz" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-stringify-link="http://bit.ly/2YfGMc5" data-sk="tooltip_parent">Maré de Notícias</a></i><i data-stringify-type="italic">. É autora do </i><a href="https://bit.ly/3p49ufB" target="_blank" rel="noopener"><i data-stringify-type="italic">Guia Antiassédio no Breaking</i></a><i data-stringify-type="italic">, um manual que explica ao público do Hip Hop sobre o que é ou não assédio e orienta sobre o que fazer nessas situações. Amanda é cria do Morro do Timbau, no Complexo da Maré.</i></em></p>
<hr />
<h4><b data-stringify-type="bold">Apoie nossos esforços para fornecer apoio estratégico às favelas do Rio, incluindo o jornalismo hiperlocal, crítico, inovador e incansável do </b><b data-stringify-type="bold"><i data-stringify-type="italic">RioOnWatch</i></b>—<a class="c-link" href="http://www.bit.ly/ApoieROW" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-stringify-link="http://www.bit.ly/ApoieROW" data-sk="tooltip_parent">doe aqui</a>.</h4>
<p>O post <a href="https://rioonwatch.org.br/?p=80676">Impresso e Online, Jornal Fala Roça É Ferramenta Abrangente de Cidadania na Rocinha</a> apareceu primeiro em <a href="https://rioonwatch.org.br">RioOnWatch</a>.</p>
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