<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-4587559987189230147</atom:id><lastBuildDate>Wed, 11 Nov 2015 10:41:59 +0000</lastBuildDate><category>democracia</category><category>educação</category><category>corrupção</category><category>Copa</category><category>PT</category><category>capitalismo</category><category>coerência</category><category>compromisso</category><category>dogmas</category><category>drogas</category><category>eleições</category><category>generosidade</category><category>ideologia</category><category>iniciativa popular</category><category>interesses</category><category>justiça</category><category>marco 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social</category><category>cultura</category><category>debate</category><category>democratização</category><category>denúncia</category><category>dependência estrutural</category><category>deputados</category><category>deputados contrários</category><category>desenvolvimento</category><category>desigualdade</category><category>desmilitarização</category><category>dignidade</category><category>dinheiro público</category><category>direitos humanos</category><category>disciplina</category><category>discurso</category><category>eleição</category><category>enchentes</category><category>envolvimento</category><category>esperança</category><category>eua</category><category>eutanásia</category><category>extremismo</category><category>financiamento 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santos)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>84</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4587559987189230147.post-1124641334549738952</guid><pubDate>Sat, 07 Feb 2015 17:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-02-07T09:33:02.574-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">educação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">propostas</category><title>ALGUMAS PROPOSTAS PARA A EDUCAÇÃO!</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mônica Regina dos Santos - Analista Educacional – Candidata a Superintendente da SRE Divinópolis.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;Algumas propostas de trabalho e pequeno currículo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;- Lutar por um reajuste salarial significativo e urgente, os salários da Educação de Minas são vergonhosos, são um ultraje e um símbolo do descaso a que a educação está relegada em nosso Estado. Para os professores defendo o pagamento imediato do piso nacional e para os demais profissionais um reajuste salarial proporcional ao dos professores. E que, gradativamente, os salários da Educação sejam equiparados aos das outras Secretarias Estaduais, pois não há justificativa plausível para que os salários pagos na Educação sejam inferiores aos de outras pastas; defendo ainda que não haja diferenças salariais entre servidores que ocupem um mesmo cargo, no caso da gratificação paga a alguns setores das SREs, que ela seja incorporada ao salário do servidor, integrando o novo piso que será definido por cargo.&lt;/div&gt;&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;- No que se refere aos demais cargos de direção da SRE, os mesmos devem ser ocupados por pessoas que tenham compromisso com as mudanças que o atual governo propôs/proporá, pessoas de conduta ética inquestionável e competentes. Penso que, atendidos estes critérios, deve-se priorizar os servidores da própria casa e servidores das Escolas Estaduais, mediante apresentação de projeto de trabalho para o setor, no preenchimento dos cargos das Diretorias e Divisões, sendo escolhidos pela Superintendente e sua assessoria, os autores dos melhores projetos. - Lutar pelo fim da progressão automática. A progressão continuada é um avanço, uma estratégia pedagógica progressista e urgente, mas, transformá-la em progressão obrigatória ou automática – e é isso que está acontecendo na prática - é um erro descomunal, que volte a possibilidade da reprovação criteriosa, a ser decidida pelo conjunto dos professores, priorizando o compromisso de professores e alunos com a aprendizagem real, e não a mera produção de estatísticas.  - Defendo ainda a diminuição das avaliações externas, uma única avaliação externa anual de toda a educação básica, em parceria com o governo federal, é suficiente para subsidiar e reorientar a prática da escola. - Havendo compromisso do Estado e ações concretas no sentido de que os profissionais da Educação tenham um salário digno, é justo e é obrigação do Estado cobrar dos mesmos um trabalho mais efetivo. É preciso dar seriedade e consistência ao processo de Avaliação de Desempenho; que ele seja verdadeiro, que seja justo, que seja democrático e honesto e não a farsa que é atualmente, e que tenha como objetivo principal aquele que deveria ser o objetivo de toda e qualquer avaliação: reorientar, redirecionar a prática profissional de cada trabalhador e não punir, a não ser nos casos de descompromisso reiterado do “profissional”. - Apuração de quaisquer denúncias de “corrupção e/ou fraude” na SRE e consequente responsabilização dos envolvidos.  - Que o papel das SRE’s seja revisto, saindo do burocratismo estéril, excessivamente legalista, repetitivo e frustrante para se transformar numa estrutura de caráter pedagógico, de pesquisa e de apoio efetivo ao trabalho educacional desenvolvido pelas escolas, restringindo a estrutura burocrática ao mínimo necessário. Para isso proponho que o setor pedagógico seja reestruturado e que tenha para o ano de 2015 três metas: 1 – Realizar encontros, seminários e workshops com professores de todas as escolas estaduais (e municipais, se possível) da circunscrição de Divinópolis, organizados por polos, com formato de oficina, para discutir e encontrar soluções efetivas e democráticas para o problema da indisciplina/violência na escola. 2 – Capacitar todos os especialistas educacionais das escolas estaduais (e municipais, se possível) para que exerçam o seu verdadeiro papel de assessores pedagógicos dos educadores; 3 – Criar um sítio eletrônico com conteúdo teórico, prático e dialogal. Nele deverá ter sugestões de leitura e fórum de discussão dos textos propostos, disponibilização de recursos e materiais didáticos diversificados e interdisciplinares, divulgação/socialização de experiências educacionais exitosas das escolas da circunscrição da SRE Divinópolis; criar também perfil da SRE de Divinópolis no Facebook. - Que o setor pedagógico da SRE seja, de fato, uma equipe de especialistas nos diversos temas educacionais e que possa ir às escolas, mediante solicitação das mesmas, para ajudar e orientar, naquela que for a demanda específica da escola.  - Lutar junto à SEE para que o sistema de registro de ponto – FORPONTO – seja revisto, o atual é caríssimo, extremamente ineficiente, rígido demais (o que é burrice) e fácil de ser burlado, dando margem a falsificações e abusos. Que se coloque o ponto biométrico – porque o comparecimento e a permanência no local de trabalho são importantíssimos e obrigação inescapável do servidor público - mas que se adote uma filosofia que valorize mais o trabalho e a produtividade do que a mera marcação do ponto.  - Lutar para que a promoção por escolaridade seja imediata ao reconhecimento da autenticidade do certificado entregue pelo servidor. - Para o setor financeiro da SRE, a proposta é que trabalhemos para economizar recursos – infelizmente temos uma cultura do desperdício muito arraigada, na SRE e nas Escolas, coisas como energia, água, xerox/impressão e material de escritório tem uma margem bastante significativa de possibilidade de economia e de racionalização do uso, gerando economia, financeira inclusive, e possibilitando a melhor destinação destes recursos. Um segundo ponto, caso a SRE venha a ter mais autonomia financeira - é dar um caráter democrático e transparente à gestão financeira, com a criação de um “conselho orçamentário” para deliberar sobre a melhor aplicação dos recursos financeiros da instituição, e publicação no sítio eletrônico da SRE de prestações de contas semestrais de toda a movimentação financeira realizada, conferindo maior transparência a esta questão.  - Para o Serviço de Inspeção Escolar julgo de extrema importância redefinir e demarcar com bastante clareza as funções e o papel do Inspetor Escolar, retirando deste profissional a pecha policialesca e proporcionando-lhe maiores oportunidades de capacitação/atualização, especialmente sobre os aspectos pedagógicos e legais do seu trabalho, de tal forma que ele possa ir além do papel de “fiscal” da escola e se tornar mais um profissional capaz de assessorar e orientar a escola no cumprimento de sua missão primeira. Currículo: Meu nome é Mônica Regina dos Santos - Analista Educacional – Candidata a Superintendente da SRE Divinópolis. Sou graduada em Ciências Sociais pela UFMG e Mestra em Análise de políticas públicas pela mesma Universidade. Tenho 49 anos e sou natural de Itaúna – MG.  Tenho 18 anos de trabalho na Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, sendo 12 anos no Órgão Central e 6 anos na Superintendência Regional de Ensino de Divinópolis. Em todos esses anos atuei em diversos setores e projetos, sendo eles: Diretoria de Serviços Gerais, Serviço de Apoio ao Gabinete, Superintendência de Reeducação do Menor Infrator (SAREMI/Secretaria de Estado da Justiça – Adjunção), SEDINE – Serviço Estadual de Documentação e Informações Educacionais, Escola Extinta, Currículo, Educação de Jovens e Adultos, PEAS – Programa de Educação Afetivo Sexual, PROGESTÃO – Capacitação de Gestores Escolares, Projeto Político Pedagógico, Avaliação, Regimento Escolar... Fui professora de Sociologia, no Ensino Médio da Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte por 1 ano e professora universitária por 10 anos, trabalhando com as disciplinas Introdução à Sociologia, Política I e Política Brasileira nas Universidades Percival Farquhar/Univale de Governador Valadares, FUNEDI/Divinópolis e FUI/Itaúna.  Trabalhei ainda durante 7 anos na Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, tendo atuado na Secretaria Municipal de Meio Ambiente/Departamento de Parques e Jardins e Secretaria Municipal de Administração/Departamento de Recursos Humanos.  Sou simpatizante/militante do PT há mais de 30 anos e filiada ao partido há 08 anos. Em todos esses anos sempre participei ativamente, às vezes como liderança, dos movimentos reivindicativos por uma Educação de qualidade e pela valorização dos trabalhadores da Educação Pública de Minas Gerais.  “Em todas as oportunidades que tive, ao longo da minha vida, de dialogar com educadores tentei alertá-los para o significado incomensurável da sala de aula, ela é um espaço quase infinito, de poder e de responsabilidade. Transformar a educação é transformar a sala de aula e transformar a sala de aula é o caminho mais rápido para transformar a cidade, o estado, o país; é o caminho mais rápido, embora seja infinitamente mais lento do que eu gostaria, para se construir uma nação digna, democrática, sustentável, justa.  Por isso posso declarar sem medo de errar: luto e sempre lutarei pela valorização dos educadores, mas luto principalmente, para que os mesmos tenham consciência do seu valor, do seu poder e da sua responsabilidade porque no dia em que todos, ou pelo menos a maioria, tiver essa consciência, essa categoria será realmente valorizada e mudará RADICALMENTE a realidade na qual está inserida.”&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ps. Faltou falar da imperiosa necessidade de reduzir o número de alunos na sala de aula, mas como esta é uma medida muito difícil, dispendiosa, complicada, espero que pelo menos comecemos a conversar sobre a mesma! &lt;/div&gt;</description><link>http://robustaopiniao.blogspot.com/2015/02/algumas-propostas-para-educacao.html</link><author>noreply@blogger.com (monica santos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4587559987189230147.post-8214016034592798907</guid><pubDate>Thu, 05 Feb 2015 23:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-02-05T15:44:29.613-08:00</atom:updated><title>Quanto vale a Petrobras?                 Mauro Santayana </title><description>O adiamento do balanço da Petrobras do terceiro trimestre do ano passado foi um equívoco estratégico da direção da companhia, cada vez mais vulnerável à pressão que vem recebendo de todos os lados, que deveria, desde o início do processo, ter afirmado que só faria a baixa contábil dos eventuais prejuízos com a corrupção, depois que eles tivessem, um a um, sua apuração concluída, com o avanço das investigações.  A divulgação do balanço há poucos dias, sem números que não deveriam ter sido prometidos, levou a nova queda no preço das ações.  E, naturalmente, a novas reações iradas e estapafúrdias, com mais especulação sobre qual seria o valor — subjetivo, sujeito a flutuação, como o de toda empresa de capital aberto presente em bolsa — da Petrobras, e o aumento dos ataques por parte dos que pretendem aproveitar o que está ocorrendo para destruir a empresa — incluindo hienas de outros países, vide as últimas idiotices do Financial Times – que adorariam estraçalhar e dividir, entre baba e dentes, os eventuais despojos de uma das maiores empresas petrolíferas do mundo.  O que importa mais na Petrobras?&lt;br /&gt;&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt; O valor das ações, espremido também por uma campanha que vai muito além da intenção de sanear a empresa e combater eventuais casos de corrupção e que inclui de apelos, nas redes sociais, para que consumidores deixem de abastecer seus carros nos postos BR; à aberta torcida para que “ela quebre, para acabar com o governo”; ou para que seja privatizada, de preferência, com a entrega de seu controle para estrangeiros, para que se possa — como afirmou um internauta — “pagar um real por litro de gasolina, como nos EUA”?  Para quem investe em bolsa, o valor da Petrobras se mede em dólares, ou em reais, pela cotação do momento, e muitos especuladores estão fazendo fortunas, dentro e fora do Brasil, da noite para o dia, com a flutuação dos títulos derivada, também, da campanha antinacional em curso, refletida no clima de “terrorismo” e no desejo de “jogar gasolina na fogueira”, que tomou conta dos espaços mais conservadores — para não dizer golpistas, fascistas, até mesmo por conivência — da internet.  Para os patriotas – e ainda os há, graças a Deus – o que importa mais, na Petrobras, é seu valor intrínseco, simbólico, permanente, e intangível, e o seu papel estratégico para o desenvolvimento e o fortalecimento do Brasil.  Quanto vale a luta, a coragem, a determinação, daqueles que, em nossa geração, foram para as ruas e para a prisão, e apanharam de cassetete e bombas de gás, para exigir a criação de uma empresa nacional voltada para a exploração de uma das maiores riquezas econômicas e estratégicas da época, em um momento em que todos diziam que não havia petróleo no Brasil, e que, se houvesse, não teríamos, atrasados e subdesenvolvidos que “somos”, condições técnicas de explorá-lo?  Quanto vale a formação, ao longo de décadas, de uma equipe de 86.000 funcionários, trabalhadores, técnicos e engenheiros, em um dos segmentos mais complexos da atuação humana?  Quanto vale a luta, o trabalho, a coragem, a determinação daqueles, que, não tendo achado petróleo em grande quantidade em terra, foram buscá-lo no mar, batendo sucessivos recordes de poços mais profundos do planeta; criaram soluções, “know-how”, conhecimento; transformaram a Petrobras na primeira referência no campo da exploração de petróleo a centenas, milhares de metros de profundidade; a dezenas, centenas de quilômetros da costa; e na mais premiada empresa da história da OTC – Offshore Technology Conferences, o “Oscar” tecnológico da exploração de petróleo em alto mar, que se realiza a cada dois anos, na cidade de Houston, no Texas, nos Estados Unidos?  Quanto vale a luta, a coragem, a determinação, daqueles que, ao longo da história da maior empresa brasileira — condição que ultrapassa em muito, seu eventual valor de “mercado” — enfrentaram todas as ameaças à sua desnacionalização, incluindo a ignominiosa tentativa de alterar seu nome, retirando-lhe a condição de brasileira, mudando-o para “Petrobrax”, durante a tragédia privatista e “entreguista” dos anos 1990?  Quanto vale uma companhia presente em 17 países, que provou o seu valor, na descoberta e exploração de óleo e gás, dos campos do Oriente Médio ao Mar Cáspio, da costa africana às águas norte-americanas do Golfo do México?  Quanto vale uma empresa que reuniu à sua volta, no Brasil, uma das maiores estruturas do mundo em Pesquisa e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro, trazendo para cá os principais laboratórios, fora de seus países de origem, de algumas das mais avançadas empresas do planeta?  Por que enquanto virou moda — nas redes sociais e fora da internet — mostrar desprezo, ódio e descrédito pela Petrobras, as mais importantes empresas mundiais de tecnologia seguem acreditando nela, e querem desenvolver e desbravar, junto com a maior empresa brasileira, as novas fronteiras da tecnologia de exploração de óleo e gás em águas profundas?  Por que em novembro de 2014, há apenas pouco mais de três meses, portanto, a General Electric inaugurou, no Rio de Janeiro, com um investimento de 1 bilhão de reais, o seu Centro Global de Inovação, junto a outras empresas que já trouxeram seus principais laboratórios para perto da Petrobras, como a BG, a Schlumberger, a Halliburton, a FMC, a Siemens, a Baker Hughes, a Tenaris Confab, a EMC2 a V&amp;amp;M e a Statoil?  Quanto vale o fato de a Petrobras ser a maior empresa da América Latina, e a de maior lucro em 2013 — mais de 10 bilhões de dólares — enquanto a PEMEX mexicana, por exemplo, teve um prejuízo de mais de 12 bilhões de dólares no mesmo período?  Quanto vale o fato de a Petrobras ter ultrapassado, no terceiro trimestre de 2014, a Exonn norte-americana como a maior produtora de petróleo do mundo, entre as maiores companhias petrolíferas mundiais de capital aberto?  É preciso tomar cuidado com a desconstrução artificial, rasteira, e odiosa, da Petrobras e com a especulação com suas potenciais perdas no âmbito da corrupção, especulação esta que não é apenas econômica, mas também política.  A Petrobras teve um faturamento de 305 bilhões de reais em 2013, investe mais de 100 bilhões de reais por ano, opera uma frota de 326 navios, tem 35.000 quilômetros de dutos, mais de 17 bilhões de barris em reservas, 15 refinarias e 134 plataformas de produção de gás e de petróleo.  É óbvio que uma empresa de energia com essa dimensão e complexidade, que, além dessas áreas, atua também com termoeletricidade, biodiesel, fertilizantes e etanol, só poderia lançar em balanço eventuais prejuízos com o desvio de recursos por corrupção, à medida que esses desvios ou prejuízos fossem “quantificados” sem sombra de dúvida, para depois ser — como diz o “mercado” — “precificados”, um por um, e não por atacado, com números aleatórios, multiplicados até quase o infinito, como tem ocorrido até agora.  As cifras estratosféricas (de 10 a dezenas de bilhões de reais), que contrastam com o dinheiro efetivamente descoberto e desviado para o exterior até agora, e enchem a boca de “analistas”, ao falar dos prejuízos, sem citar fatos ou documentos que as justifiquem, lembram o caso do “Mensalão”.  Naquela época, adversários dos envolvidos cansaram-se de repetir, na imprensa e fora dela, ao longo de meses a fio, tratar-se a denúncia de Roberto Jefferson, depois de ter um apaniguado filmado roubando nos Correios, de o “maior escândalo da história da República”, bordão esse que voltou a ser utilizado maciçamente, agora, no caso da Petrobras.  Em dezembro de 2014, um estudo feito pelo instituto Avante Brasil, que, com certeza não defende a “situação”, levantou os 31 maiores escândalos de corrupção dos últimos 20 anos.  Nesse estudo, o “mensalão” — o nacional, não o “mineiro” — acabou ficando em décimo-oitavo lugar no ranking, tendo envolvido menos da metade dos recursos do “trensalão” tucano de São Paulo e uma parcela duzentas vezes menor que a cifra relacionada ao escândalo do Banestado, ocorrido durante o mandato de Fernando Henrique Cardoso, que, em primeiríssimo lugar, envolveu, segundo o levantamento, em valores atualizados, aproximadamente 60 bilhões de reais.  E ninguém, absolutamente ninguém, que dizia ser o mensalão o maior dos escândalos da história do Brasil, tomou a iniciativa de tocar, sequer, no tema — apesar do “doleiro” do caso Petrobras, Alberto Youssef, ser o mesmo do caso Banestado — até agora.  Os problemas derivados da queda da cotação do preço internacional do petróleo não são de responsabilidade da Petrobras e afetam igualmente suas principais concorrentes.  Eles advém da decisão tomada pela Arábia Saudita de tentar quebrar a indústria de extração de óleo de xisto nos Estados Unidos, aumentando a oferta saudita e diminuindo a cotação do produto no mercado global.  Como o petróleo extraído pela Petrobras destina-se à produção de combustíveis para o próprio mercado brasileiro, que deve aumentar com a entrada em produção de novas refinarias, como a Abreu e Lima; ou para a “troca” por petróleo de outra graduação, com outros países, a empresa deverá ser menos prejudicada por esse processo.  A produção de petróleo da companhia está aumentando, e também as descobertas, que já somam várias depois da eclosão do escândalo.  E, mesmo que houvesse prejuízo — e não há — na extração de petróleo do pré-sal, que já passa de 500.000 barris por dia, ainda assim valeria a pena para o país, pelo efeito multiplicador das atividades da empresa, que garante, com a política de conteúdo nacional mínimo, milhares de empregos qualificados na construção naval, na indústria de equipamentos, na siderurgia, na metalurgia, na tecnologia.  A Petrobras foi, é e será, com todos os seus problemas, um instrumento de fundamental importância estratégica para o desenvolvimento nacional, e especialmente para os estados onde tem maior atuação, como é o caso do Rio de Janeiro.  Em vez de acabar com ela, como muitos gostariam, o que o Brasil precisaria é ter duas, três, quatro, cinco Petrobras.  É necessário punir os ladrões que a assaltaram?  Ninguém duvida disso.  Mas é preciso lembrar, também, uma verdade cristalina.  A Petrobras não é apenas uma empresa.  Ela é uma Nação.  Um conceito.  Uma bandeira.  E por isso, seu valor é tão grande, incomensurável, insubstituível.  Esta é a crença que impulsiona os que a defendem.  E, sem dúvida alguma, também, a abjeta motivação que está por trás dos canalhas que pretendem destruí-la.</description><link>http://robustaopiniao.blogspot.com/2015/02/quanto-vale-petrobras-mauro-santayana.html</link><author>noreply@blogger.com (monica santos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4587559987189230147.post-3985204178541136318</guid><pubDate>Wed, 04 Feb 2015 21:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-02-04T13:37:17.409-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Comunicação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">militância</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">mídia</category><title>Se eu fosse a Dilma... II  Comunicação</title><description>&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 150%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 150%;&quot;&gt;Bom, o momento político é extremamente delicado, sem dúvida! E enquanto a direita – cujo maior e mais fiel porta-voz é a grande mídia – vomita acusações e xingamentos 24 horas por dia contra o governo federal, do outro lado, grande parte da esquerda adere ao jogo e começa a publicar críticas ácidas, dando voz à sua impaciência, desânimo e descrédito! A impressão que se tem é que Dilma e o PT estão cada vez mais cedendo à pressão direito-midiática e cada vez mais acuados, acovardados... Não se defendem... Não se explicam... Parecem anestesiados! Talvez não seja isso, talvez seja estratégia política, talvez... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 150%;&quot;&gt;Mas, para os pobres mortais que acreditaram/acreditam no governo e no partido a coisa realmente tá complicada de entender e, mais ainda, de explicar. Muito já se falou da dificuldade do governo federal na questão da comunicação e talvez o ponto central da crítica seja a incapacidade do mesmo de se comunicar/explicar/justificar até mesmo perante os seus defensores mais aguerridos, gerando nos mesmos os sentimentos de abandono, desrespeito, traição e até desprezo. Tendo a entender as imensas dificuldades do Governo, são infinitas e poderosíssimas as pressões a que o mesmo está submetido, talvez pudéssemos dizer, nas “72” horas do dia, mas se eu fosse a Dilma, eu tomaria algumas medidas urgentíssimas na área da Comunicação: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 150%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 150%;&quot;&gt;- Eu colocaria em prática a tal da mídia técnica na publicidade governamental, quem ganhou mais audiência (internet, por exemplo), ganha mais recursos, quem perdeu audiência (tv, jornais e revistas impressos) perderia recursos, lógico, não???&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 150%;&quot;&gt;- Eu investiria muito mais e otimizaria os recursos da comunicação pública, para torná-la mais atraente e para oferecer um contraponto às versões da mídia “comercial”!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 150%;&quot;&gt;- Eu faria pequenos pronunciamentos em rede nacional pelo menos a cada 15 dias para falar do que o governo está fazendo e porque está fazendo, simplesmente porque o povo merece saber, merece uma satisfação! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 150%;&quot;&gt;- Eu mobilizaria todos os articuladores do governo para trabalhar no congresso pela aprovação do direito de resposta!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 150%;&quot;&gt;- Eu solicitaria ao Ministério das Comunicações que iniciasse imediatamente, e com prioridade absoluta, um AMPLO DEBATE sobre a regulamentação econômica e a democratização da mídia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 150%;&quot;&gt;- Eu ordenaria o incremento imediato dos sítios, perfis e blogs oficiais nos moldes do site “Muda Mais”!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 150%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 150%;&quot;&gt;Não é muito, não creio que seja muito difícil, mas, com certeza, é o reconhecimento de que a política não se faz sem comunicação! Simples assim!&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;yj6qo ajU&quot;&gt;&lt;div class=&quot;ajR&quot; data-tooltip=&quot;Mostrar conteúdo cortado&quot; id=&quot;:uk&quot; role=&quot;button&quot; tabindex=&quot;0&quot;&gt;&lt;img class=&quot;ajT&quot; src=&quot;https://ssl.gstatic.com/ui/v1/icons/mail/images/cleardot.gif&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://robustaopiniao.blogspot.com/2015/02/se-eu-fosse-dilma-ii-comunicacao.html</link><author>noreply@blogger.com (monica santos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4587559987189230147.post-4291775468113643129</guid><pubDate>Sat, 06 Dec 2014 17:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-12-06T10:06:54.417-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">coerência</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">PT</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">reavaliação</category><title>Crítica de uma petista - quase religiosa - ao PT ou, o momento não é de silêncio!</title><description>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;o:OfficeDocumentSettings&gt;  &lt;o:AllowPNG/&gt; &lt;/o:OfficeDocumentSettings&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:WordDocument&gt;  &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;  &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;  &lt;w:TrackMoves/&gt;  &lt;w:TrackFormatting/&gt;  &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;  &lt;w:PunctuationKerning/&gt;  &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;  &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;  &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;  &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;  &lt;w:DoNotPromoteQF/&gt;  &lt;w:LidThemeOther&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;  &lt;w:LidThemeAsian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;  &lt;w:LidThemeComplexScript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;  &lt;w:Compatibility&gt;   &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;   &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;   &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;   &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;   &lt;w:DontGrowAutofit/&gt; 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Sim é mais do que tempo de renovar, retomar antigos valores e práticas. É mais do tempo de fazer uma avaliação, séria, profunda e corajosa. É mais do que tempo de assumir os erros e corrigir rumos. É mais do que tempo de expulsar das fileiras petistas e negar abrigo aos oportunistas e corruptos que vieram se esconder no partido.&lt;br /&gt;&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;É mais do que tempo de definir critérios sérios para as alianças, não dá mais para se aliar a direitistas-corruptos históricos e da pior espécie, agora é hora de avançar e as alianças precisam ser feitas com aqueles que, de fato, vão dar sustentação e se comprometer com as mudanças que o povo quer! Não dá mais para aliar e nem para dar abrigo a traidores, oportunistas e corruptos. &lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não sou do tipo que critica as alianças dizendo que o PT “endireitou”; não, entendo que as alianças, muitas delas difíceis de engolir, eram e são necessárias e que sem elas, não teríamos conseguido fazer o muito, muito mesmo, que fizemos em termos de inclusão e promoção da igualdade social. Em momentos de maior arroubo, chego a dizer que valeria pena dar a mão ao próprio capeta se isso nos propiciasse condições de tirar milhões da miséria absoluta, de levar para a universidade milhões de negros e pobres que antes não tinham nenhuma perspectiva de chegar lá, de criar e manter milhões de novos empregos, de fazer a integração do São Francisco e um milhão de poços artesianos no Nordeste, de manter o controle da inflação e o aumento do valor real do salário mínimo em plena crise mundial e tantas outras coisas que o PT não teria feito se não tivesse se submetido às “benditas” alianças, simplesmente porque não teria chegado ao governo. &lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Porém, tudo nessa vida tem um limite e, neste processo todo, o PT além de se aliar a demônios de toda espécie, cometeu mais alguns pecados graves, como o de abrir-se demasiadamente, abrigando em suas fileiras gente que está muito longe de ser petista e de estar comprometido com as causas que a maioria dos petistas está, gente totalmente oportunista e sem escrúpulos... Sim, hoje, há corruptos nas fileiras do PT e isso acontece porque no processo de virar e ser governo, o partido cresceu sem planejamento e sem obedecer a critérios mínimos, aceitando filiações a torto e a direito e, nisso, entrou muita gente que não “merecia”; um tanto de gente que é indigna da maioria da militância petista. Não dá para aceitar “petistas” que votam contra a Reforma Política, não dá para aceitar “petistas” que votam contra a democratização da mídia, não dá para aceitar “petistas” que votam contra os direitos dos povos indígenas, não dá para aceitar “petistas” que, tendo a obrigação moral e funcional, de reagir e de defender o partido e o governo, se calam e se omitem vergonhosamente diante de crimes - explícitos e berrantes - cometidos contra os mesmos, não dá para aceitar “petistas” que, nas últimas eleições aqui em Minas Gerais, fizeram campanha para pimenta da veiga e aécio neves; para citar alguns exemplos. &lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tem um segundo pecado grave: a falta de comunicação, do governo especialmente, com a sociedade e com a militância petista em particular. O governo se distanciou muito e deixou à deriva a sua base e tivemos que nos virar para defendê-lo, quando ele mesmo não se defende, não se explica, não “fornece argumentos”, não ouve sugestões, não se comunica nem com seus aliados mais fiéis! Se a militância – que tem consciência do caráter manipulador dos grandes meios de comunicação e acesso a outras mídias - se vê perdida diante deste “apagão”, muito mais perdido e entregue à “grande” e manipuladora mídia está o cidadão comum, vítima, inconsciente na maioria das vezes, dos interesses escusos da mídia e do silêncio despolitizador e atordoante ao qual o governo federal tem nos condenado. Mesmo depois de um milhão de críticas de aliados e simpatizantes, como esta que agora faço, mesmo depois de inúmeras pessoas terem apontado o erro grotesco que significa este silêncio e a teimosia em continuar apostando e investindo muito dinheiro nas mídias que fazem, em 95% do seu tempo e espaço, a despromoção, a criminalização, a calúnia e a difamação do governo, a “comunicação” governamental não muda uma única vírgula, levando a militância ao desânimo e à irritação. &lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É claro que o momento é delicado, que as forças golpistas saíram do armário e estão por aí vomitando ódio e tecendo armadilhas, mas, não há como deixar de ver que entre as causas dessa “ressurreição direitista” estão a apatia, o silêncio, a acomodação por conveniência e a péssima, horrível e desastrosa política de “comunicação” do governo federal. Adotando estratégias medrosas, unilaterais e incoerentes ao máximo, o partido e o governo estão, aos poucos, perdendo aliados entre o que há de melhor na esquerda, sem ganhar nada ao centro e à direita. Hora de acordar, de repensar, de mudar, de ser honesto, ousado e corajoso; toda hora é hora disso tudo, mas chega um tempo em que não é mais possível fugir, escamotear, calar, fingir que está tudo bem!&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt; Não, não está tudo bem e como dizia a minha avó: &quot;quanto mais a gente abaixa, mais a bunda aparece!&quot; &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://robustaopiniao.blogspot.com/2014/12/critica-de-uma-petista-quase-religiosa.html</link><author>noreply@blogger.com (monica santos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4587559987189230147.post-748692820418441881</guid><pubDate>Tue, 09 Sep 2014 14:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-09-09T07:15:45.719-07:00</atom:updated><title>O golpe da nova política - Por Miguel do Rosário, postado em setembro 8th, 2014</title><description>Sensacional o texto do Miguel do Rosário que reproduzo aqui!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não existe nada mais arrogante e falso do que a tal “nova política” de Marina Silva.  Arrogante porque pressupõe superioridade moral por parte de quem promete mudar as coisas.  Subentende-se que, no governo Marina, não haverá corrupção. Como não? Ela é do PSB, um partido tão ou mais corrupto como qualquer outro. O PSB é coligado ao PPS, uma legenda com os mesmos problemas morais enfrentados por qualquer outra.  A nova política é uma mentira.  Vender ao povo brasileiro que a corrupção vai acabar de uma hora para outra é enganá-lo.  A corrupção é um chaga contra a qual lutaremos ainda por muito tempo.  Para combatê-la, faz-se necessário uma série de medidas administrativas, como o fortalecimento das instituições e o aumento da transparência.  Isso já tem acontecido. Só que nada é fácil. &lt;/div&gt;&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;As instituições que combatem a corrupção às vezes se tornam, elas mesmas, corruptas, como é o caso do Ministério Público e do Judiciário.  O governo federal pode fazer muito pouco para reduzir a corrupção no MP e no Judiciário, porque se o fizesse correria o risco de provocar instabilidade institucional.  A democracia precisa da independência de poderes. Cada macaco em seu galho.  O governo federal também pode fazer muito pouco para entrar na cabeça das pessoas e convencê-las a serem mais honestas e mais éticas.  O aperfeiçoamento moral de um povo é um processo que, em geral, coroa o amadurecimento sócio-econômico de todas as classes.  E tem a ver, seguramente, com a redução das desigualdades, pois dificilmente um país poderá ser considerado moralmente saudável se as diferenças nas oportunidades forem tão abissais como são no Brasil.  De um lado, crianças nas ruas, usando crack, passando necessidades e sofrendo todo o tipo de abuso físico e psicológico.  De outro, os proprietários das Organizações Globo figurando na lista dos mais ricos do mundo, com uma fortuna nascida do cadáver da nossa democracia, e do sofrimento de milhões de cidadãos cujas vidas foram prejudicadas pela ditadura.  Tem muita coisa errada no Brasil, com certeza!  Há muita coisa errada na administração federal.  Dilma é uma presidenta com inúmeros defeitos.  Seus melhores aliados admitem que ela é ruim de política. Não se expressa bem.  Seu governo promoveu um apagão político e comunicacional que pode ter sido uma das razões para as “jornadas de junho”.  Entendam: não digo que o único problema do governo é na comunicação.  Não, o que estou dizendo é que o problema na comunicação nasceu, dentre outras razões, da intransigência e inexperiência de Dilma, defeitos que se refletiram em vários outros setores da administração.  E a comunicação é uma via de mão dupla. Se o governo não consegue falar, ele também não consegue ouvir as demandas da sociedade.  Eu critiquei muito alguns aspectos das “jornadas”. Mas acho que houve um momento em que era preciso, sim, criticá-las, porque elas tomavam um rumo perigoso, que podia descambar para a instabilidade política, para o golpismo e para uma reação conservadora violentíssima.  Os manifestantes sentiram na pele, aliás, essa reação.  A mesma mídia que tanto aplaudiu as manifestações passou a criminalizar seus protagonistas de uma maneira aterrorizante.  Havia, quiçá, um plano de botar fogo no país para fazer o povo querer a vinda de um “homem forte”, de um conservador linha dura que pusesse ordem na casa.  Não seria a primeira vez que isso acontece na história. Os exemplos são muitos.  Entretanto, o mesmo mefistófeles democrático que produziu as jornadas de junho, também produziu as críticas que se fizeram a elas.  Críticas são fundamentais para o nosso amadurecimento democrático. E houve aprendizado. Em pouco tempo, as manifestações foram se tornando mais responsáveis, mais focadas e mais organizadas.  Eu estava em Brasília no dia 13 de junho de 2013. Era meu aniversário e saí de onde eu estava, num shopping próximo à esplanada, e resolvi acompanhar a multidão.  Havia uma grande alegria no ar.  Os jovens chegavam de todas as partes, carregando pequenos cartazes, protestando contra todo o tipo de coisa.  Havia inúmeras manifestações de humor, como um cartezete onde se lia: “Mais ruivas”.  Muitos cartazes contra a mídia e contra a Globo.  Quando a multidão engrossou, a alegria dispersa nas centenas de grupos se concentrou numa onda de euforia crescentemente agressiva, embora não violenta. Era uma agressividade antes hormonal. Um frenesi.  Diante dos veículos das emissoras, as pessoas gritavam: “Mí-dia fascista! Sensa-ciona-lista!”  Não havia ódio.  Havia euforia e uma exótica consciência de… classe, de geração?, que se traduzia num irreverente e altivo grito de guerra:  “Ih, fudeu, o povo apareceu!”  Desde então, quantos debates fizemos, em auditórios e, sobretudo, em bares, sobre o significado de tudo aquilo?  Admitimos os inúmeros erros dos governos Lula e Dilma, e do PT.  Apesar da tentativa da direita e da mídia de cooptar as manifestações, o conservadorismo foi um parasita minoritário, embora barulhento e astuto.  Desde os escritos de Tito Lívio que se conhece o golpe da extrema direita, de usar a intolerância de grupos de extrema esquerda para dividir e conquistar o poder.  Lá no meu antigo blog, o Óleo do Diabo, eu contei a história de Apius Claudius, um astuto aristocrata de extrema direita da Roma republicana, que ofereceu aliança com grupos de plebeus de extrema esquerda. O resultado, invariavelmente, é negativo para o lado popular.  Os plebeus perderam poder durante décadas.  Mas depois se recuperaram.  Entretanto, é bom deixar claro que o papo de “nova política” é tão velho que deve ter nascido antes mesmo da “velha política”.  A “nova política” é uma velha caquética, mal cheirosa e doente, disfarçada de mocinha.  Não existe velha ou nova política.  A política é uma só.  Dura, complexa, contraditória.  Os adultos devem ensinar os jovens a conhecê-la, a domar sua selvageria, a compreender seus caprichos.  Pretender que os jovens dêem aulas sobre política é fugir à responsabilidade imposta pela experiência.  A política é tão complexa por razão simples. O homem é complexo.  As melhores personalidades, os cérebros mais brilhantes, os espíritos mais altruístas, corrompem-se diante do poder.  E o mais complicado nisso tudo é que a gente não sabe o que é pior: se aquele que muda sua personalidade diante do poder, ou se aquele que não muda!  Os maiores cientistas políticos e filósofos escreveram inúmeros ensaios sobre a ética na política. Em geral, aceita-se que a ética individual não vale para a política. Ou nem sempre vale.  Esse é um ensinamento científico importante, que infelizmente não interessa à mídia ensinar, porque, se o fizesse, teria que ensinar muitos outros segredos aos cidadãos.  Em política, não se sabe o que é pior: fazer um pacto com o diabo, ou não fazê-lo!  Era exatamente isso que dizia Churchill, político conservador inglês, quando lhe perguntaram porque selara um pacto militar e político com Stálin, seu antípoda ideológico: para enfrentar Hitler, explicou, faria o pacto com o próprio diabo em pessoa.  Inveja, ambição, covardia, por exemplo, são vícios horríveis, que destroem e corrompem as melhores pessoas.  Quando nos aprofundamos no estudo da filosofia, no entanto, aprendemos que até mesmo esses vícios obedecem a necessidades psicológicas importantes para o desenvolvimento do espírito humano.  Uma pessoa totalmente desprovida de inveja, absolutamente vazia de ambições e sem qualquer tipo de medo, seria, em verdade, um monstro. Um autômato.  Daí a irritação tão comum que sentimos contra pessoas que se acham perfeitas.  Paradoxalmente, gostamos das pessoas também por seus defeitos.  E aí podemos voltar à política brasileira.  A gente conhece os defeitos de Dilma Rousseff. Mas também conhecemos suas virtudes. É uma mulher com grande honradez pessoal, profundamente comprometida com o desenvolvimento sócio-econômico do Brasil.  Uma eleição presidencial de um país ainda em processo de autoafirmação não é brincadeira.  O que está em jogo, inclusive, nem é apenas o Brasil, mas um processo que envolve todo o mundo emergente.  A direita política, hoje ancorada na candidatura Marina e em suas promessas de “autonomia do Banco Central”, “revisão da política de conteúdo nacional”, entre outras barbaridades, tem interesse em fazer do Brasil uma cunha para manter a hegemonia do mesmo tipo de ordem internacional que tanto sofrimento e fome causou no mundo nos últimos séculos.  Não foi só o Brasil que melhorou nas últimas décadas.  O mundo emergente, caminhando com suas próprias pernas, tirou centenas de milhões pessoas, quiçá bilhões, da miséria.  Mas se ficássemos esperando EUA, Europa e suas Ongs nos ajudarem, a nós da América Latina, a nós da África, a nós da Ásia, continuaríamos na situação desesperadora em que estávamos até meados da década de 90.  Quando se vota para presidente num país com a dimensão continental, econômica e política do Brasil, estamos também orientando o resto do mundo.  Que recado daremos ao resto do mundo?  Que estamos de saco cheio do PT, então resolvemos entregar o poder aos defensores da autonomia do Banco Central, aos que pregam a redução do número de eleições no país. Àqueles que preferem fazer egoístas acordos bilaterais com países ricos a articular novos blocos emergentes, com poder de influenciar e democratizar a nova ordem mundial?  É exatamente isso que Marina representa. Sua defesa enfática, e sem recuos, da autonomia do Banco Central, nada mais é do que uma bandeira antidemocrática e antipopular, porque entregará o pedaço mais importante da nossa soberania econômica em mãos de técnicos sob influência de bancos e mídia.  Seremos governados por editoriais da Economist. Por colunistas do Wall Street Journal. Por chantagens editoriais de jornalões nacionais decadentes.  Aqueles garotos que eu vi caminhando pelas largas avenidas da esplanada dos ministérios, pedindo uma mídia mais responsável e serviços públicos mais eficazes, não querem isso.  Não querem de jeito nenhum!  Com todos os seus defeitos, o governo Dilma é o único que oferece segurança de que as políticas sociais continuarão a ser aprofundadas, que não haverá retrocessos trágicos, como autonomia do Banco Central, e que permaneceremos protagonistas da grande mudança em curso na correlação internacional de forças.  A fundação do banco dos Brics, uma iniciativa brilhante de Dilma Rousseff, constitui um passo importante na consolidação da nossa soberania.  Em governos anteriores, devíamos ao mundo inteiro. Hoje temos mais de 400 bilhões de dólares em reservas, somos credores internacionais e sócios-fundadores do maior banco de investimento multinacional do planeta.  Marina Silva é queridinha das ongs europeias e da rainha da Inglaterra, todos saudosos dos tempos gloriosos do imperialismo britânico.  Não se engane, impetuoso jovem. Não se iluda, intrépida moça.  Queremos uma revolução no Brasil e no mundo. Para isso, porém, precisamos vencer a guerra mais sórdida e mais difícil de todas, a da informação.  Marina reclama de “perseguição”, Aécio processa 66 tuiteiros. Ora, eles não tem sequer ideia do que é enfrentar, dia e noite, a poderosa máquina de mentiras da mídia brasileira. Máquina esta que foi responsável pela mais incrível alquimia de nossa história, fazer nosso povo acreditar que o golpe de 64 era um golpe em prol da democracia.  Assistimos nossa amada pátria ser estuprada à nossa frente e nos venderam que se tratava de uma cópula de amor.  Não podemos deixar isso acontecer de novo.  Não podemos permitir que entreguem as rédeas da nação ao que há de mais velho e viciado em nossa política, enquanto nos vendem que se trata de uma coisa “nova”. - See more at: http://www.ocafezinho.com/2014/09/08/o-golpe-da-nova-politica/#sthash.mJKgvhNk.dpuf</description><link>http://robustaopiniao.blogspot.com/2014/09/o-golpe-da-nova-politica-por-miguel-do.html</link><author>noreply@blogger.com (monica santos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4587559987189230147.post-3221522951915901602</guid><pubDate>Wed, 03 Sep 2014 22:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-09-03T15:38:41.621-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">&quot;nova política&quot;</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Estado Mínimo</category><title>Marina Silva? Não, por alguns motivos básicos!</title><description>Eis os motivos por que não votaria nunca em Marina Silva!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque há muito Marina abandonou os princípios que me levaram a admirá-la nas décadas de 80/90, tais como a defesa do meio-ambiente, dos direitos dos trabalhadores, dos miseráveis, da democracia participativa!  Porque Marina mente ao dizer que faz uma “nova política” já que se associa e pretende se associar a qualquer um que lhe ajude a conquistar o poder, tudo bem, eu sei que isso é normal, que para se conquistar o poder é preciso mesmo fazer alianças, mas convenhamos, chamar isso de “nova política”, é ser desonesto, é tentar enganar o cidadão-eleitor, é praticar a “velhíssima política”!!!&lt;br /&gt;&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt; Porque Marina está sendo financiada e assessorada por grandes empresários sonegadores (Itaú, Natura, Globo etc), o que significa comprometer-se com os interesses dos mesmos, ou alguém acha que esses empresários são anjinhos de candura interessados no bem-estar do povo brasileiro???  Porque Marina anuncia que dará autonomia ao Banco Central, entregando o controle da economia a representantes dos banqueiros, economistas que foram responsáveis pelas maiores taxas de juros, pelos maiores índices de inflação, pelo confisco da poupança, por altíssimas taxas de desemprego, entre outras desgraças, nos governos do Collor e do FHC!  Porque o programa de governo da Marina é infinitamente parecido com o de FHC, aquele que quebrou o Brasil três vezes, privatizou o patrimônio da Nação, vendendo-o a preço de banana e nunca fez absolutamente nada para combater a desigualdade monstruosa que reinava neste país há 500 anos.  Porque Marina pretende simplesmente escamotear o pré-sal e priorizar o etanol, depois do governo atual ter mobilizado esforços hercúleos para garantir que esta riqueza incomensurável não fosse abocanhada por empresas multinacionais e para destinar os royalties do mesmo, que chegam a cifra dos trilhões de reais, para a educação e a saúde!  Porque Marina defende o ESTADO MÍNIMO e este tipo de Estado não promove Educação, Saúde, Segurança, Habitação, Cultura, Mobilidade, Lazer, Infra-estrutura e muito menos políticas de inclusão social. Estado Mínimo é aquele que se limita a regular MÍNIMAMENTE a disputa travada no mercado, deixando que este resolva “naturalmente” todos os conflitos, ou seja, é o reino onde vence o “mais forte”, o “mais capaz”, sem considerar as condições do “ponto de partida”.  Porque Marina defende a meritocracia pura e simples. Quantas pessoas honestas, inteligentes e esforçadas você conhece, que lutaram uma vida inteira e no entanto, nunca conseguiram “sair do lugar”??? Sabe por quê? Porque a meritocracia é muito boa sim, desde que haja o mínimo de igualdade no ponto de partida, afinal todos sabemos que a “água corre é para o mar”, não é mesmo?  Porque Marina é apoiada por evangélicos fundamentalistas que pregam o preconceito, a intolerância e a discriminação contra homossexuais, por exemplo, além de explorarem a crença de pessoas pobres e pouco esclarecidas.  Porque Marina pretende conciliar interesses muito contraditórios (ambientalismo x agronegócio x indígenas x evangélicos x homossexuais x banqueiros x manifestantes de junho/13 x mídia), é radical em várias questões e não tem base no parlamento para lhe garantir uma estabilidade no governo, o que pode levá-la à renúncia ou ao impeachment rapidamente, elevando à presidência o seu vice, o senhor Beto Albuquerque, político que tem fama de ser extremamente conservador e defensor dos interesses do agronegócio e do latifúndio em detrimento dos interesses populares.</description><link>http://robustaopiniao.blogspot.com/2014/09/marina-silva-nao-por-alguns-motivos.html</link><author>noreply@blogger.com (monica santos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4587559987189230147.post-8438407968755730715</guid><pubDate>Sun, 24 Aug 2014 19:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-09-09T07:37:41.024-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">compromisso</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">democracia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">eleições</category><title>Eleições, uma reflexão necessária!</title><description>As eleições estão aí, vamos votar para presidente, governador, senador, deputados federais e estaduais. Muita gente desencantada e sem candidatos. Muita gente mal informada também, porque a nossa mídia, infelizmente, tem interesses bastante diferentes dos do povo brasileiro!&lt;br /&gt;&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;Bom, para presidente, vou de Dilma, claro, porque eu quero avançar infinitamente mais e jamais retroceder! O aeronever é um hipócrita que se locupletou sempre e nunca se preocupou com o povo mineiro, todo mundo que tem o mínimo de senso crítico e acompanha o que acontece no Congresso e no estado de Minas Gerais sabe disso, são mentiras, censuras e farras... Só, nada mais! Marina? Marina é de um radicalismo ambiental ingênuo que simplesmente desconsidera os benefícios infinitos que o desenvolvimento traz às populações mais carentes! Temos que nos preocupar com os danos ambientais dos grandes projetos??? Sim, obviamente, mas buscar alternativas para conciliar o desenvolvimento/inclusão social e a mitigação dos danos sociais/ambientais definitivamente não é o forte dessa candidata que se diz representante da nova política mas se alia a banqueiros e a políticos de extrema direita sem o menor pudor! Não, Marina, não é novidade, não é avanço, é só uma fraude! Dilma deixou muito a desejar, claro! Mas, quando penso em Mais Médicos, Pro-Uni, Minha Casa Minha Vida, Pronatec, Ciências sem Fronteiras, A Caminho da Escola, Pró-Infância, Pronaf, Escola de Tempo Integral, Integração do Rio São Francisco, Norte-Sul e vários outros projetos que viraram realidade e estão aí fazendo a diferença na vida deste povo que desde sempre foi esquecido e escamoteado, eu não tenho dúvidas: o caminho é reeleger Dilma e ir para as ruas sim, de cara limpa, pressioná-la para fazer a Reforma Tributária, a Reforma Política, o Marco Regulatório das Comunicações, a Demarcação das Terras Indígenas, a Desmilitarização das Polícias ... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, para fazer isso tudo tem uma coisa que é fundamental e que a maioria dos brasileiros parece ainda não ter entendido:&amp;nbsp; precisamos de um congresso progressista e comprometido com as mudanças que o povo deseja! Não dá para continuar votando no candidato a deputado - estadual ou federal - que prometeu um benefício para mim ou para a minha família, naquele que é da minha cidade mas não defende as causas de interesse do povo brasileiro, naquele que é bonito ou &quot;bonzinho&quot; ou naquele que &quot;está na boca do povo&quot; por ter milhões de out-doors espalhados por todo lugar, aliás, só por isso, ele já devia ser descartado, está gastando demais e ele ou seus financiadores irão &quot;cobrar caro&quot; depois!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá um trabalhão danado, mas é preciso garimpar, buscar aqueles que votaram a favor de causas que você defende e que acredita serem justas, é preciso conhecer a história do candidato, saber quem são seus amigos e aliados, quais são suas causas, o que ele defende!!!&amp;nbsp; Ainda tem muita gente que acredita no que o candidato diz ou escreve, ou no que a televisão diz ou se impressiona com uma campanha &quot;que está por todo lado&quot;!!! Cuidado!!! Este é exatamente o maior sintoma de que o candidato está comprometido com interesses muito maiores e deferentes dos interesses do povo!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, eu registraria: é preciso coerência, adianta pouco eu votar num candidato ao executivo, seja estadual ou federal, que se propõe a fazer as ações políticas que eu gostaria de ver implementadas, mas não me preocupar em dar sustentabilidade a este governo!!! O Executivo faz muito pouco ou quase nada sozinho, os projetos precisam ser aprovados pelas casas legislativas, isso é a democracia! A maior parte das mudanças que desejamos tem que ser aprovadas pelo legislativo, estadual ou federal, por favor, lembre-se disso ou demoraremos infinitamente mais para nos aproximar do País/Estado que desejamos/podemos ser!!! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description><link>http://robustaopiniao.blogspot.com/2014/08/eleicoes-uma-reflexao-necessaria.html</link><author>noreply@blogger.com (monica santos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4587559987189230147.post-6407516957096187487</guid><pubDate>Mon, 18 Aug 2014 19:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-08-19T06:39:10.526-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">deputados contrários</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">educação</category><title>SE VOCÊ ACHA QUE A EDUCAÇÃO DEVE SER PRIORIDADE, NÃO VOTE NESTES DEPUTADOS!!!</title><description>A TÍTULO DE CONTRIBUIÇÃO PARA OS ELEITORES MINEIROS QUE DESEJAM VOTAR MELHOR!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;EIS OS NOMES DOS DEPUTADOS FEDERAIS DE MINAS QUE VOTARAM CONTRA A DESTINAÇÃO DOS 100% DOS ROYALTIES DO PETRÓLEO PARA A EDUCAÇÃO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VEJA AÍ, SE O NOME DO DEPUTADO QUE VOCÊ PRETENDE VOTAR ESTIVER  NESTA LISTA, ENTÃO MUDE O SEU VOTO, PORQUE NÃO ADIANTA XINGAR O GOVERNO FEDERAL DIZENDO QUE ELE NÃO INVESTE EM EDUCAÇÃO E DEPOIS VOTAR NAQUELES QUE FAZEM DISCURSO BONITO MAS, NA PRÁTICA, VOTAM CONTRA A EDUCAÇÃO! DESTAQUEI ALGUNS QUE COSTUMAM SER BEM VOTADOS AQUI NA REGIÃO CENTRO-OESTE DE MINAS!  &lt;br /&gt;&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEPUTADO FEDERAL DE MINAS GERAIS POR PARTIDO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JAIRO ATAÍDE DEM&lt;br /&gt;JOÃO BITTAR     DEM&lt;br /&gt;LAEL VARELLA DEM&lt;br /&gt;VITOR PENIDO DEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ZÉ SILVA PDT&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOSÉ HUMBERTO  PHS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOÃO MAGALHÃES PMDB&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIMAS FABIANO      PP&lt;br /&gt;LUIZ FERNANDO FARIA  PP&lt;br /&gt;RENZO BRAZ           PP&lt;br /&gt;TONINHO PINHEIRO     PP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AELTON FREITAS                 PR&lt;br /&gt;ARACELY DE PAULA         PR&lt;br /&gt;BERNARDO SANTANA DE VASCONCELOS PR&lt;br /&gt;JAIME MARTINS                 PR&lt;br /&gt;LINCOLN PORTELA                 PR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GEORGE HILTON PRB&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ADEMIR CAMILO PSD&lt;br /&gt;DIEGO ANDRADE PSD&lt;br /&gt;GERALDO THADEU PSD&lt;br /&gt;MARCOS MONTES PSD&lt;br /&gt;WALTER TOSTA PSD&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BONIFÁCIO ANDRADA PSDB&lt;br /&gt;CARLAILE PEDROSA PSDB&lt;br /&gt;DOMINGOS SÁVIO         PSDB&lt;br /&gt;EDUARDO AZEREDO         PSDB&lt;br /&gt;EDUARDO BARBOSA         PSDB&lt;br /&gt;MARCUS PESTANA         PSDB&lt;br /&gt;PAULO ABI-ACKEL         PSDB&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DR GRILO    PSL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LUIS TIBÉ PT do B&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANTONIO ROBERTO PV&lt;br /&gt;FÁBIO RAMALHO PV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JÚLIO DELGADO  PSB&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Blog da Maria Frô! </description><link>http://robustaopiniao.blogspot.com/2014/08/se-voce-acha-que-educacao-deve-ser.html</link><author>noreply@blogger.com (monica santos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4587559987189230147.post-7758214802038882353</guid><pubDate>Sun, 08 Jun 2014 17:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-06-08T10:41:42.843-07:00</atom:updated><title></title><description>Insistindo em acreditar no Brasil, apesar da gROUBO, e do tsunami de desinformação e ódio que tem se abatido sobre nós!&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-Ek41N5M-BDU/U5SgGKVNDnI/AAAAAAAAAOA/hSdL9XgFqmI/s1600/EU+BRASILEIRA.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-Ek41N5M-BDU/U5SgGKVNDnI/AAAAAAAAAOA/hSdL9XgFqmI/s1600/EU+BRASILEIRA.jpg&quot; height=&quot;320&quot; width=&quot;179&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;</description><link>http://robustaopiniao.blogspot.com/2014/06/blog-post.html</link><author>noreply@blogger.com (monica santos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-Ek41N5M-BDU/U5SgGKVNDnI/AAAAAAAAAOA/hSdL9XgFqmI/s72-c/EU+BRASILEIRA.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4587559987189230147.post-5891928316239090133</guid><pubDate>Thu, 29 May 2014 00:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-05-28T17:59:32.376-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Copa. responsabilidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">nãovaitercopa</category><title>“Meu caro amigo”</title><description>Carta a um manifestante do movimento “não vai ter copa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;“Meu caro amigo”,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Em primeiro lugar quero te dizer que apesar de ver alguns equívocos no discurso e mesmo nas reivindicações deste movimento que você avaliza, acho que ele chama a atenção para algumas questões importantes e justas como o problema das remoções que foram feitas, talvez em sua maioria, sem a observação de alguns critérios mínimos que garantissem respeito aos desalojados e aos seus direitos de cidadania e também a questão do autoritarismo da FIFA que, de fato, assumiu aqui poderes exorbitantes e completamente ilegítimos, e ainda a questão da violência policial – principalmente das PM’s – contra pobres e manifestantes. Infelizmente nenhum destes problemas é novo para nós e nenhum deles está associado exclusivamente à COPA, talvez a ingerência da FIFA, mas, sabemos que ingerência de órgãos estrangeiros no Brasil não é exatamente uma novidade e, em muitos outros momentos de nossa história, ela foi, e é, infinitamente mais maléfica e danosa.&lt;br /&gt;&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;Ressalto ainda que acho pertinente o argumento da visibilidade que a Copa proporciona às causas dos diversos movimentos sociais e trabalhistas, eu, que já participei de inúmeras manifestações e passeatas nesta minha vida, sei que é importante dar visibilidade ao movimento, criar “fatos políticos”, “incomodar” patrões, gestores públicos e mesmo a sociedade. Ok, fiz-te um afago, né? Pois agora vamos lá tentar ver as coisas por um outro prisma? Eu considero que você não é um ingênuo, você tem bastante conhecimento histórico e político do nosso país, não é? Considero também que, embora você possa ter dúvidas quanto à autenticidade da esquerda no Brasil e no Mundo nestes nossos tempos, você sabe que a direita brasileira tem existência muito concreta e poder econômico e midiático incomensuráveis, certo? Sabendo estas coisas você saberá também que o movimento “não vai ter copa” não é um movimento direitista ou majoritariamente direitista, mas é um movimento que está sendo CAPITALIZADO pela direita brasileira, todo este clima de  instabilidade, insegurança, descontrole e violência que o movimento já criou e promete exacerbar nos próximos dias, soa como música clássica aos ouvidos direitistas da nossa destronada e inconformada elite. Por quê? Porque apoiada neste contexto nossa tão democrática mídia vai “mostrando” (lembra aquele papo de lavagem cerebral?) ao povo a “incompetência, a inépcia, o autoritarismo e a insensibilidade” da nossa Presidenta que, como você sabe, por não ser a única (eu acho que também não é a maior!)  responsável (culpada) por todos os problemas, não pode e nem vai conseguir resolvê-los no tempo que os manifestantes gostariam e eu também, confesso.  Já sei, você está pensando agora – talvez involuntária e inconscientemente influenciado pela nossa tão isenta mídia -, ela vai fazer o discurso do medo! Mas não, eu não vou fazer o discurso do medo, eu vou fazer o discurso da consciência e da responsabilidade. Você precisa pensar, analisar e projetar as consequências possíveis caso o caos seja verdadeira e definitivamente instalado neste país – olha que para a grande mídia o caos já está instalado há muito tempo, ela só fala disso! Eu acho que se o “não vai ter copa” conseguir inviabilizar a copa e/ou acirrar o clima de guerra nas ruas, a consequência mais provável é a “oposição” conseguir voltar ao governo nas próximas eleições, não ao poder, porque do poder ela nunca saiu! Se é isso o que você quer, se é isso que você acha que é melhor para o Brasil ou se você acha, honestamente que não faz diferença, tudo bem, você tem o direito de achar, vá em frente! Agora, pode ser que você esteja pensando que não, você não quer, de forma nenhuma, que a “extrema direita” volte ao governo, você talvez considere que, apesar de todas as críticas que merece, o atual governo é melhor ou menos pior... o que você quer é apenas tensionar ao máximo o governo para que ele entenda que precisa mudar, avançar, ir além, negociar, democratizar...  Ok, legal, mas aí é preciso ter cuidado, porque além de você – manifestante -, tem vários outros atores neste cabo de guerra, puxando para o mesmo lado, mas com força e intenções bastante diferentes e aí a corda pode arrebentar e nós já sabemos quem é que vai para a lona quando a corda arrebenta, não é? Meu caro amigo não sei se consegui me fazer entender e sei que provavelmente você vai achar meio suspeito o meu discurso, mas eu ando muito preocupada com o destino deste povo pobre, lascado e que durante 500 anos só conheceu a miséria, a fome e a desigualdade. Posso te dizer que, sem dúvida, eu gostaria que o governo petista já tivesse resolvido todos os problemas que acumulamos ao longo de nossa história, mas, infelizmente, isso é infinitamente mais difícil do que eu e você gostaríamos que fosse... NESTE cabo de guerra – da igualdade, da justiça, da dignidade para todos os brasileiros - do outro lado estão partidos que nunca se preocuparam com o povo, está uma mídia concentrada e sem compromisso com a verdade e a pluralidade, está uma justiça cega no pior sentido que isso pode ter, uma justiça que fecha os olhos propositalmente diante das injustiças, está um empresariado que persegue o lucro cada vez maior a qualquer custo, estão igrejas encasteladas e alienantes, está uma classe média cega e pouco solidária... Como eu acho que nós temos muito, mas muito mesmo, que avançar, eu não gostaria de regredir... nem um milímetro! E principalmente, eu não gostaria que as pessoas que estão lutando, com honestidade, com verdade, por mudanças, por avanços, contribuíssem, desavisadamente, para o retrocesso!  </description><link>http://robustaopiniao.blogspot.com/2014/05/meu-caro-amigo.html</link><author>noreply@blogger.com (monica santos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4587559987189230147.post-8018804749389137044</guid><pubDate>Thu, 15 May 2014 13:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-05-15T06:54:43.085-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">comparação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">discurso</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Lula</category><title>DISCURSO DE LULA NO 2º CONGRESSO DOS DIÁRIOS DO INTERIOR</title><description>Sei que muitos têm ojeriza do Lula e não se dispõem a ler/ouvir nada do que ele fala, isso se chama preconceito, ódio gratuito, despeito, sei lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você é inteligente e tem argumentos, leia e contra-argumente ao invés de vomitar ódio e preconceito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou fã do homem, todo mundo já sabe, achei SENSACIONAL este discurso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;É sempre um prazer dialogar com os jornalistas e empresários da imprensa regional brasileira. Por isso agradeço o convite da Associação dos Diários do Interior do Brasil para participar desse Congresso. Vocês acompanharam as transformações que ocorreram no Brasil nesses 11 anos e que beneficiaram o conjunto do país, não apenas os privilegiados de sempre ou as grandes capitais. Sabem exatamente como essa mudança chegou às cidades médias e aos mais distantes municípios. O Brasil antigo, até 2002, era um país governado para apenas um terço dos brasileiros, que viviam principalmente nas capitais. A grande maioria da população estava condenada a ficar com as migalhas; excluída do processo econômico e dos serviços públicos, sofrendo com o desemprego, a pobreza e a fome. Os que governavam antes de nós diziam que era preciso esperar o país crescer, para só depois distribuir a riqueza. Mas nem o país crescia o necessário nem se distribuía a riqueza. &lt;br /&gt;&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;Nós invertemos essa lógica perversa, adotando um modelo de desenvolvimento com inclusão social. Criamos o Fome Zero e o Bolsa Família, que hoje é um exemplo de combate à pobreza em muito países. Adotamos uma política de valorização permanente do salário e de expansão do crédito, que despertaram a força do mercado interno, e ao mesmo tempo garantimos a estabilidade, controlando a inflação e reduzindo a dívida pública. O resultado vocês conhecem: 36 milhões de pessoas saíram da extrema pobreza, 42 milhões alcançaram a classe média e mais de 20 milhões de empregos foram criados. O Brasil não é mais um país acanhado e vulnerável. Não é mais o país que seguia como um cordeirinho a política externa ditada de fora. Não é só o país do futebol e do carnaval, embora tenhamos orgulho da alegria e do talento do nosso povo. O Brasil tornou-se um competidor global – e isso incomoda muita gente, contraria interesses poderosos. A imprensa cumpre o importante papel de traduzir essa nova realidade para a população. E isso não se faz sem uma imprensa regional fortalecida, voltada para aquela grande parcela do país que não aparece nas redes de TV. Todo governo democrático tem a obrigação de prestar contas de seus atos à sociedade. E tem obrigação de divulgar os serviços públicos à disposição da população. A publicidade oficial é o instrumento dessa divulgação, que se faz em parceria com os veículos de imprensa – desde a maior rede nacional até os jornais do interior profundo do país. Uma das mudanças mais importantes que fizemos nestes 11 anos foi democratizar o critério de programação da publicidade oficial. Quero recordar que esta medida encontrou muito mais resistências do que poderíamos imaginar, embora ela tenha sido muito importante para aumentar a eficiência da comunicação de governo. Essa medida foi também uma questão de justiça, para reconhecer a importância do interior no desenvolvimento do Brasil. Quando o companheiro Luiz Gushiken, que era o ministro da Secom em meu primeiro mandato, começou a democratizar a publicidade oficial, muita gente foi contra. As agências de publicidade, os programadores de mídia e os representantes dos grandes veículos achavam que era uma mudança desnecessária. Reclamaram quando o Luiz Dulci incluiu a imprensa regional na programação de publicidade do governo federal. E reclamaram ainda mais quando o Franklin Martins aprofundou a política de democratização da publicidade, abrangendo as empresas estatais. Diziam que para falar com o Brasil bastava anunciar nos jornais de circulação nacional e nas redes de rádio e TV. Hoje é fácil ver como estavam errados, pois a imprensa regional está cada vez mais forte. São 380 diários que circulam 4 milhões de exemplares por dia, de acordo com os dados da ADI-Brasil. Isso ocorre porque temos políticas que levam progresso e inclusão social ao interior do país. De cada 3 empregos criados no ano passado, 2 se encontram em cidades do interior e apenas 1 nas regiões metropolitanas. Nunca antes o governo federal investiu tanto no desenvolvimento regional, para combater desequilíbrios injustos e injustificáveis. Nunca antes a relação entre o governo federal, os Estados e as prefeituras foi tão republicana quanto nestes 11 anos. E são jornais do interior – e não os veículos nacionais – que traduzem essa realidade. Quando chegamos ao governo, a publicidade oficial era veiculada em anunciava em 249 rádios e jornais. Em 2009, o governo federal já estava anunciando em 4.692 rádios e jornais de todo o país. Meus amigos, minhas amigas Pediram-me para contar aqui uma experiência com a imprensa regional no período em que fui presidente da República. Vou contar o que aprendi comparando a cobertura da imprensa regional com a que fazem os grandes jornais. Quando o Luz Pra Todos chega numa localidade rural ou numa periferia pobre, está melhorando a vida daquelas pessoas e gerando empregos. Isso é uma notícia importante para os jornais da região. Os grandes jornais nunca deram valor ao Luz Pra Todos, mas quando o programa superou todas as expectativas e alcançou 15 milhões de brasileiros, um desse jornais deu na primeira página: “1 milhão de brasileiros ainda vivem sem luz”. Está publicado, não é invenção. Onde é que estava esse grande jornal quando 16 milhões de brasileiros não tinham luz? Quando chega o momento de plantar a próxima safra, são os jornais regionais que informam sobre as datas, os prazos, os juros e as condições de financiamento nas agências bancárias locais. Mas na hora de informar à sociedade que em 11 anos o crédito agrícola passou de R$ 30 bilhões para R$ 157 bilhões, o que a gente lê num grande jornal é que a inflação pode aumentar porque o governo está expandindo o crédito. Quando uma agência bancária da sua cidade recebe uma linha do BNDES pra financiar a compra de tratores e veículos pelo Mais Alimentos, vocês sabem que isso aumenta a produtividade e aquece o comércio local. É uma boa notícia. Mas quando o programa bate o recorde de 60 mil tratores e 50 mil veículos financiados, a notícia em alguns jornais é que o governo “está pressionando a dívida interna bruta”. Quando nasce um novo bairro na cidade, construído pelo Minha Casa Minha Vida, essa é uma notícia local muito importante. Mas um programa que contratou 3 milhões de unidades, e já entregou mais da metade, só aparece na TV e nos grandes jornais se eles encontram uma casa com goteira ou um caso qualquer de desvio. Quando o governo federal inaugura um hospital regional, isso é manchete nos jornais de todas as cidades daquela região. O mesmo acontece quando chega o SAMU ou um posto do Brasil Sorridente. Mas lendo os grandes jornais é difícil ficar sabendo das quase 300 UPAs, 3 mil ambulâncias do SAMU e mais de mil consultórios odontológicos que foram abertos por todo o país nestes 11 anos. A maior cobertura de políticas públicas que os grandes jornais fizeram, nesse período, foi para apoiar o fim da CPMF, que tirou R$ 50 bilhões anuais do orçamento da Saúde. Quando sua cidade recebe profissionais do Mais Médicos, vocês sabem o que isso representa para os que estavam desatendidos. Vão entrevistar os médicos, apresentá-los à população. Mas quando 15 mil profissionais vão atender 50 milhões de pessoas no interior do país, a imprensa nacional só fala daquela senhora que abandonou o programa por razões políticas, ou daquele médico que foi falsamente acusado de errar numa receita. Quando um novo câmpus universitário é aberto numa cidade, os jornais da região dão matérias sobre os novos cursos, as vagas abertas, debatem o currículo, acompanham o vestibular. Lendo os grandes jornais é difícil ficar sabendo que nestes 11 anos foram criadas18 novas universidades e abertos 146 novos campi pelo interior do país. É nos jornais do interior que se percebe a mudança na vida de milhões de jovens, porque eles não precisam mais sair de casa, deixar para trás a família e os valores, para cursar a universidade. O número de universitários no Brasil dobrou para 7 milhões, graças ao Prouni, ao Reuni e ao FIES. Os grandes jornais não costumam falar disso, mas são capazes de fazer um escândalo quando uma prova do ENEM é roubada de dentro da gráfica – que por sinal era de um dos maiores jornais do país. Quando uma escola técnica é aberta numa cidade do interior, essa é uma notícia muito importante para os jovens e para os seus pais, e vai sair com destaque em todos os jornais da região. Quando eu informo que nesses 11 anos já abrimos 365 escolas técnicas, duas vezes e meia o que foi feito em século neste país, os grandes jornais dizem apenas que o Lula “exaltou o governo do PT e voltou a atacar a oposição”. Quando chega na sua cidade um ônibus, um barco ou um lote de bicicletas para transportar os estudantes da zona rural, essa é uma boa notícia. O programa Caminho da Escola já entregou 17 mil ônibus, 200 mil bicicletas e 700 embarcações, para transportar 2 milhões de alunos em todo o país. Mas só aparece na TV se faltar combustível ou se o motorista do ônibus não tiver habilitação. Eu costumo dizer que os grandes jornais me tratam muito bem. Mas eu gostaria mesmo é que mostrassem as mudanças que ocorrem todos os dias em todos os cantos do Brasil. Meus amigos, minhas amigas, Quanto mais distante estiver da realidade, mais vai errar um veículo de comunicação. Basta ver o que anda publicando sobre o Brasil a imprensa econômica e financeira do Reino Unido. O país deles tem uma dívida de mais de 90% do PIB, com índice recorde de desemprego, mas eles escrevem que o Brasil, com uma dívida líquida de 33%, é uma economia frágil. Não conheço economia frágil com reservas de US$ 377 bilhões, inflação controlada, investimento crescente e vivendo no pleno emprego. Escrevem que os investidores não confiam no Brasil, mas omitem que somos um dos cinco maiores destinos globais de investimento externo direto, à frente de qualquer país europeu. Dizem que perdemos o rumo e devemos seguir o exemplo de países obedientes à cartilha deles. Mas esquecem que desde 2008, enquanto o mundo destruiu 62 milhões de postos de trabalho, o Brasil criou mais de 10 milhões de novos empregos. O que eu lamento é que alguns jornalistas brasileiros fiquem repetindo notícias erradas que vêm de fora, como bonecos de ventríloquo. Isso é ruim para a imprensa, porque o público sabe distinguir o que é realidade do que não é. Alguns jornalistas dos grandes veículos passaram o ano de 2013 dizendo que a inflação ia estourar, mas ela caiu. Passaram o ano dizendo que a inadimplência ia explodir, mas ela também caiu. Diziam que o desemprego ia crescer, e nós terminamos o ano com a menor taxa da história. Chegaram a dizer que o Brasil entraria em recessão, mas a economia cresceu 2,3%, numa conjuntura internacional muito difícil. Eu gostaria que esses jornalistas viajassem pelo interior do país, conhecessem melhor a nossa realidade, estudassem um pouco mais de economia, antes de repetir previsões pessimistas que não se confirmam. E vou continuar defendendo a liberdade de imprensa e o direito de opinião, porque sei que, mesmo quando erra, a imprensa livre é protagonista essencial de uma sociedade democrática. Meus amigos, minhas amigas, A democracia é o único sistema que permite transformar um país para melhor. E ela não existe sem que as pessoas participem diretamente da vida política. Por isso digo sempre aos jovens: se querem mudar a política, façam política. E façam de um jeito melhor, diferente. Negar a política é o caminho mais curto para abolir a democracia. Aprimorar a democracia significa também garantir ao cidadão o direito à informação correta e ao conhecimento da diversidade de ideias, numa sociedade plural. Esse tema passa pela construção do marco regulatório da comunicação eletrônica, conforme previsto na Constituição de 1988. O Código Brasileiro de Telecomunicações é de 1962, quando no país inteiro havia apenas 2 milhões de aparelhos de TV. Como diz o Franklin Martins, havia mais televizinhos do que televisores. É de um tempo em que não havia rádio FM, não havia computadores, não havia internet. De um tempo em que era preciso marcar hora para fazer interurbano. No Brasil de hoje é preciso garantir a complementariedade de emissoras privadas, públicas e estatais. Promover a competição e evitar a contaminação do espectro por interesses políticos. Estimular a produção independente e respeitar a diversidade regional do país. Uma regulação democrática vai incentivar os meios de comunicação de caráter comunitário e social, fortalecer a imprensa regional, ampliar o acesso à internet de banda larga. Por isso foi tão importante aprovar o Marco Civil da Internet. Este é o desafio que se apresenta aos meios de comunicação, seus dirigentes e seus profissionais, nesse novo Brasil: o desafio de ser relevante num país com uma população cada vez mais educada, com um nível de renda que favorece a independência de opinião e com acesso cada vez mais amplo a outras fontes de informação. Quero cumprimentar a ADI-Brasil, mais uma vez, pela realização desse Congresso, e dar os parabéns aos seus associados, que levam notícias para a população do interior desse imenso país. Muito obrigado.&quot; </description><link>http://robustaopiniao.blogspot.com/2014/05/discurso-de-lula-no-2-congresso-dos.html</link><author>noreply@blogger.com (monica santos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4587559987189230147.post-5043963728986082548</guid><pubDate>Sat, 08 Mar 2014 03:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-03-07T19:05:00.342-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">capitalismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">dependência estrutural</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">mercado</category><title>A DEPENDÊNCIA ESTRUTURAL</title><description>No sentido de melhor refletir sobre o papel do estado, vale introduzir a reflexão proposta por alguns autores a respeito das relações entre o estado e as classes sociais. Nesta perspectiva julgamos conveniente introduzir aqui as reflexões de Lindblom (1979), Przeworski (1989) e Offe (1985), sobre as relações entre o estado  e o capital nas democracias capitalistas contemporâneas. No seu livro Política e Mercados, Charles Lindblom (1979) argumenta que a conjugação dos elementos da democracia com os do mercado aponta para a inevitabilidade de que, não obstante o fato de que a democracia pressupõe algum controle popular sobre as decisões públicas, o que acaba prevalecendo é a influência da classe empresarial sobre tais decisões nas sociedades capitalistas, onde as classes populares ou trabalhadoras têm reduzidas fortemente as suas chances de fazerem valer os seus interesses.&lt;br /&gt;&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt; Este autor argumenta que em função da sua posição privilegiada, que se expressa principalmente no controle exercido pela mesma sobre as decisões de investimento, a comunidade empresarial assume uma posição especialmente vantajosa na promoção dos seus interesses, visto que a mesma pode, no limite, ameaçar a própria estabilidade do governo através da  redução dos seus investimentos, o que implicará desemprego, baixos salários etc. O suposto aqui é o de que o bom desempenho das empresas significa maior desenvolvimento e dinamismo econômico e maior grau de emprego, que são condições favoráveis à estabilidade governamental. Nessa perspectiva o bom desempenho das empresas privadas se transforma num &quot;interesse público&quot; e os empresários adquirem status de &quot;funcionários públicos&quot;  na medida em que o desenvolvimento de suas atividades se torna essencial à própria dinâmica das sociedades capitalistas democráticas. O empresariado se acha em condições, portanto, de reivindicar &quot;um mínimo de vantagens, na falta das quais  os incentivos não conseguem motivar o desempenho empresarial&quot; (Lindblom, 1979, 204)  Tais considerações evidenciam a necessidade do governo reconhecer formalmente a importância e conseqüente poder de influência da classe empresarial. Para isso os empresários &quot;precisam apenas mencionar o custo de fazer negócios, o estado da economia, a dependência da estabilidade e crescimento da economia para com seus lucros e perspectivas de vendas - e simplesmente prognosticar, e não ameaçar, que conseqüências prejudiciais se seguirão a qualquer recusa em atender-lhes as exigências.&quot; (Linblom, 1979, 210) Além desse reconhecimento formal, existem ainda os mecanismos de acesso e influência informais pelos quais os empresários, mais uma vez, têm acesso privilegiado para agir em favor do prevalecimento dos seus interesses. Lindblom ressalta que os empresários gozam de uma vantagem tríplice, visto que eles têm às mãos &quot;fontes extraordinárias de recursos, organizações à sua disposição e acesso privilegiado ao governo&quot;. O primeiro item refere-se à ampla liberdade que lhes é dada na utilização dos recursos, bem como à enorme superioridade do montante de recursos financeiros que eles podem dispender em relação às outras organizações, especialmente de trabalhadores. No que diz respeito à organização, que é essencial à participação política, enquanto a mesma implica custos enormes para outros atores, para as empresas ela é algo já dado, posto que é condição da sua própria existência e que, em vez de criar outras organizações, o empresário pode valer-se daquela de que ele já dispõe. Este autor chama a atenção ainda para a facilidade de acesso ao governo desfrutada pelos empresários que, graças à sua posição privilegiada, são conhecidos e reconhecidos pelos funcionários públicos, que lhes dedicam atenção especial e se esforçam para atender-lhes as solicitações. Em contraposição Lindblom mostra-nos que a posição dos sindicatos trabalhistas no que tange à sua capacidade de influenciar as políticas públicas é desproporcionalmente inferior, visto que os mesmos não gozam dos mesmos privilégios e em virtude também da política crescentemente  adotada de &quot;colaboração entre o sindicato e a gerência a fim de evitar os conflitos e, em lugar disso, elevar os salários e melhorar as condições de trabalho...&quot; (Lindblom, 1979, 224) O argumento final deste autor aponta para a influência exercida pela ideologia empresarial na &quot;conformação das vontades individuais&quot;, através dos meios de comunicação de massa pelos quais difundem mensagens que os legitimam e que fomentam a unidade e o progresso ao invés do conflito. Escola, família e igreja são outros instrumentos que colaboram no sentido de conformar as vontades individuais, na medida em que reforçam o status quo vigente.  De acordo com este autor, a influência destes organismos sobre a formação do indivíduo é algo incontestável e, em maior ou menor grau, implica que grande parte dos indivíduos acaba incorporando como seus, interesses que lhe são alheios, ou então instaura uma tal confusão que ao indivíduo ficará difícil distinguir qual é realmente o seu interesse. Neste sentido, o que acaba prevalecendo é a ilusão de prevalecimento do interesse comum e do controle popular; posto que os indivíduos são coagidos em suas vontades, que acabam sendo determinadas em grande medida pela ideologia empresarial que conforma as vontades e interesses individuais de acordo com os seus próprios.   Nas palavras do autor, &quot;é difícil ao cidadão que desfruta liberdade recordar-se de como é desigual a competição de idéias, e como os governos ainda ficam aquém de realizar uma libertação mais ampla da mente do homem a fim de tornar realidade um grau de controle pelo povo que só, então, seria possível.&quot; (Lindblom, 1979, 241) De acordo com esta argumentação, o segmento empresarial consegue doutrinar grande parte da população, fazendo com que a mesma aceite e/ou adote como suas as vontades, crenças e atos da classe dominante. A conclusão do autor é que &quot;devido à existência de classes, o controle pelo povo é mutilado, embora não paralisado, pela circularidade&quot; (Lindblom, 1979, 259) e ainda, o empresariado consegue doutrinar a população naquele aspecto que mais lhe interessa e que diz respeito aos fundamentos da ordem político-econômica.  Embora nos pareça excessivamente determinístico  na medida em que não deixa nenhum espaço para a ação livre dos indivíduos e parece pressupor que a hegemonia da classe empresarial, no que tange aos grandes &quot;issues&quot;, se reproduz independentemente dos outros interesses, a argumentação desenvolvida por Lindblom teve o mérito de apontar aquelas que são efetivamente as causas da dependência estrutural do estado capitalista em relação ao capital e de demonstrar quão acentuadamente formais podem ser a liberdade e a democracia nestes contextos. Adam Przeworski (1989), embora compartilhando em grande parte do argumento Lindblomiano, vai lançar mão da teoria dos jogos  e da teoria da hegemonia de Gramsci para mostrar que, nas sociedades que pretendem ser democráticas, a classe hegemônica vai se deparar com a necessidade de negociar com as outras classes a realização, em alguma medida, de outros interesses que não os seus próprios, como condição para a conservação e reprodução da sua própria hegemonia e condição também para que a democracia não seja uma mera figura de retórica. Desenvolvendo uma reflexão sobre as relações entre capitalismo e democracia  Przeworski vai reforçar a tese de que &quot;o capitalismo é uma forma de organização social em que toda a sociedade depende das ações dos capitalistas.&quot; (Przeworski, 1989, 166) Essa posição privilegiada se explica por dois motivos: pela impossibilidade dos produtores imediatos sobreviverem sozinhos, visto que a produção nas modernas sociedades capitalistas é orientada para a troca, e pelo controle, detido pelos capitalistas, sobre as decisões de investimento. Um aspecto fundamental dessa relação é que, na sociedade capitalista, as decisões de investimento afetam diretamente &quot;a continuidade da produção, do emprego e do consumo&quot; que se configuram como interesse coletivo. Para assegurar a realização desse &quot;interesse coletivo&quot;, entretanto, há que se garantir o interesse do capitalista: o lucro, que é condição necessária para o investimento, que por sua vez, é condição para o aumento dos empregos, dos salários e do próprio desenvolvimento social.    Segundo as palavras do autor: &quot;em um sistema capitalista, os capitalistas encontram-se em uma posição ímpar: representam os interesses universais futuros enquanto os interesses de todos os demais grupos aparecem como particularistas e, portanto, prejudiciais ao desenvolvimento futuro. Toda a sociedade é estruturalmente dependente das ações dos capitalistas.&quot; (Przeworski, 1989, 168) Recorrendo a Gramsci, Przeworski entretanto argumentará que a hegemonia de uma classe social requer para a sua continuidade que interesses de outros grupos sejam realizados em alguma medida e, nestes termos este autor irá dizer da necessidade do compromisso democrático, no sentido de que os setores populares não sejam completa e sumariamente excluídos da vida política . Aderindo também à idéia da dependência estrutural do estado em relação ao capital Claus Offe (1985) vai considerar que para equilibrar as relações entre capitalistas e trabalhadores, seria necessário que os primeiros abrissem mão do seu monopólio sobre as decisões de investimento, o que significaria retirar-lhes &quot;o direito de não investir, que constitui a fonte do poder social do capital privado.&quot; (Offe, 1985, 267) Segundo Offe se os empresários continuam detendo o monopólio sobre as decisões de investimento, estará configurada uma situação privilegiada deste segmento, na medida em que as maiores renúncias, nos momentos de negociação salarial por exemplo, serão exigidas dos trabalhadores, e mais uma vez os interesses da classe empresarial estarão sendo privilegiados, posto que menos onerados. Estes autores, ao demonstrarem que o estado democrático-liberal tem uma relação de dependência para com o setor empresarial, revelam quão crucial é o problema da liberdade e da autonomia do estado nestas sociedades - e quão menores são as chances dos trabalhadores de influenciarem as decisões públicas - visto que, como condição para sua própria sobrevivência, o estado necessariamente terá que ser especialmente sensível aos interesses empresariais.  </description><link>http://robustaopiniao.blogspot.com/2014/03/a-dependencia-estrutural.html</link><author>noreply@blogger.com (monica santos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4587559987189230147.post-1848748365343829091</guid><pubDate>Thu, 06 Mar 2014 19:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-03-06T11:50:11.080-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">coerência</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Copa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">interesses</category><title>Da Copa, das Olimpíadas e da Política!</title><description>Tenho lido vários artigos nos blogs que frequento que questionam, tal como eu, a validade dos protestos contra a Copa e dois argumentos, dos quais compartilho, são frequentes: o primeiro é que os protestos estão sendo manipulados por setores ultra-reacionários que se escondem atrás de máscaras para promover o caos e a instabilidade e assim forçar uma queda nos índices de aprovação da nossa presidenta-candidata Dilma Roussef; o segundo é que tal movimento chega tarde, muito tarde, quando praticamente todos os gastos já foram feitos e boicotar a Copa agora seria apenas uma atitude pouco patriótica que não beneficia &quot;ninguém&quot; e aumentaria significativamente os prejuízos para o país. Neste sentido, um comentarista, (que não me lembro o nome e nem de qual blog) fez uma sugestão interessante: que tal mudar o nome do movimento para &quot;nãovaiterolimpíadas&quot;?&lt;br /&gt;&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt; Sim, porque este é o momento para questionar os gastos excessivos, as desapropriações/remoções arbitrárias, os desvios e superfaturamento de obras para as olimpíadas etc que justificam a indignação dos brasileiros efetivamente preocupados com o bem-estar do nosso povo, este é o momento, porque talvez ainda dê tempo de reverter o processo ou de alterar drasticamente o rumo das coisas, sem causar um prejuízo maior ao Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, mas tenho visto também vários outros argumentos que me parecem bastante interessantes, entre eles de articulistas que demonstram que o Brasil perde infinitamente mais com a sonegação de impostos ou com o aumento da taxa de juros, ou com o monopólio dos meios de comunicação, ou com o autoritarismo/partidarismo/corporativismo do nosso sistema judiciário, ou com a injustiça gritante de nosso sistema tributário no qual os pobres pagam muito mais imposto do que os ricos, ou com a inépcia dos governos municipais e estaduais que, na maioria das vezes, são os maiores responsáveis pelas agruras que atingem o cidadão, ou contra a incompetência e má fé do nosso congresso nacional... e os cidadãos não protestam contra nada disso. Ora, por que não? Alguns responderão que essas são questões mais abstratas das quais o cidadão comum não tem muito domínio, mas, convenhamos que o povo se manifestou em massa contra a PEC 37, em junho de 2013, sem ter a mínima noção do que isso significava de fato, levado por reportagens e comentários tendenciosos da nossa mídia &quot;democrática&quot;!&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem inúmeras outras causas que mereceriam ser encampadas pelos cidadãos brasileiros como a demarcação das terras indígenas, a desmilitarização das polícias, a reforma política, a criação do imposto sobre grandes fortunas, a reforma agrária... mas nada disso está em pauta! Por quê?&amp;nbsp; Porque são questões que não interessam aos &quot;donos do poder&quot; e portanto, jamais serão propagandeadas, difundidas e incitadas pelas nossas redes de televisão e revistas ou jornais de circulação nacional. E aqui é importante fazer uma distinção entre governo e poder, porque o PT está no governo, mas o PT não é o dono do poder no Brasil; aqui, os donos do poder são os donos dos grandes meios de comunicação, são os grandes banqueiros, os grandes empresários, todos &quot;muito bem&quot; representados no poder legislativo e abraçados aos nossos juízes. Se você, meu caro leitor, reparar bem verá que eles mandam em todos os governos, no judiciário e no povo brasileiro e que suas grandes armas são a mídia (através da qual mentem, manipulam e escondem verdades o tempo todo) e o congresso nacional que mantém e aumenta os privilégios através de votações totalmente contrárias aos interesses do povo brasileiro que, infelizmente, na sua maioria, não tem condições e/ou interesse em controlar/vigiar os seus representantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que o governo do PT não é perfeito, está bastante longe disso, mas o argumento da governabilidade faz sentido sim porque para conseguir aprovar suas propostas (excelentes ou péssimas, indistintamente) têm que fazer alianças, acordos, oferecer vantagens a uma maioria de parlamentares que não apoiam propostas pela sua bondade ou justiça ou eficiência mas pelos benefícios que recebem e estes são parlamentares que o povo elegeu, em eleições dominadas pelo poder econômico e pela manipulação, mas elegeu. Ora, não seria mais coerente, que os cidadãos votassem em parlamentares que apoiassem o governo no qual eles votaram? Não seria mais coerente que os eleitores da oposição votassem em parlamentares da oposição, que eleitores da Dilma, por exemplo, votassem em deputados e senadores que apoiassem voluntaria e ideologicamente este governo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, meu caro leitor, a política é decisiva, mas não é simples, é muito complexa e é um aprendizado e, provavelmente, será mais satisfatória se cada um de nós entendermos que o envolvimento, o senso crítico e a coerência são imprescindíveis a uma participação verdadeiramente cidadã, mas... isto, definitivamente, não é fácil de compreender e é muito mais difícil ainda, de fazer. </description><link>http://robustaopiniao.blogspot.com/2014/03/da-copa-das-olimpiadas-e-da-politica.html</link><author>noreply@blogger.com (monica santos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4587559987189230147.post-6039947085123757823</guid><pubDate>Tue, 11 Feb 2014 16:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-02-11T08:49:38.812-08:00</atom:updated><title>O discurso do “pode mais” encobre a porta do passado   - www.tijolaco.com.br</title><description>11 de fevereiro de 2014 | 11:14&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor: Fernando Brito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;Vocês já repararam que a oposição, no Brasil, nunca diz que “é contra?”  Na campanha de 2010, recordem-se, Serra apelou para “O Brasil pode mais”.  Dizia que poderia fazer mais e melhor.  Quando a memória dos brasileiros  lembrava que haviam feito menos, e muito pior.  Agora, a conversa é de que “o modelo está esgotado” e que é preciso partir daqui para um novo, porque este está nos afundando.  O Brasil real, entretanto, vai atravessando- com dificuldades e escoriações, é verdade – o campo minado de uma crise que destroçou a economia mundial, criou centenas de milhões de desempregados e arruinaram as potências mundiais.  Se este modelo está esgotado, qual é o que se abre para o país?  Cessar os gastos públicos com programas de transferência de renda?  Revogar a política de investimentos pesados em infraestrutura, para a qual nunca há dinheiro privado?  Abrir mais ao capital internacional a exploração de riqueza do petróleo, renunciando a fazê-lo, essencialmente, sob o comando da Petrobras?  Retornar a uma diplomacia de submissão, regressando a um alinhamento automático com os EUA.  Acabar com as garantias de aumento real do salário mínimo?  Cortar os subsídios para a habitação popular do “Minha Casa, Minha Vida”?&lt;/div&gt;&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;Todo o discurso fica na “capacidade gerencial”, como se isso aqui fosse apenas um botequim que precisasse de um dono mais organizado.  Este é um país e um país precisa, mais do que de qualquer coisa, de um horizonte, um destino, um sentimento coletivo que o anime e faça caminhar para a frente.  E isso só existe quando este desejo é coletivo e quando se firma uma convicção de que, de fato, podemos e seremos mais.  E este sentimento, de verdade, só surge quando se dá valor e sentido de exemplo e conquista ao que pudemos e somos agora.  Ai, caro leitor e estimada leitora, como seriam as coisas se dissessem que tudo o que vocês conseguiram juntos, está esgotado e mofado, se surgissem algumas dificuldades?  Bem, se fossem os meninos, na sua inexperiência e volúpia, seria o caso de compreensão e diálogo, entendimento.  Mas não são.  Sabem que, abandonando este caminho, todas as portas nos levam ao passado.  Querem que o povo brasileiro dê a mão e siga quem se nutriu e engordou politicamente em uma causa e que, sob a capa do “purismo” renega seus companheiros e vai dar à mão aos piores personagens de nossa história recente, ao que venderam o nosso país, entregaram nossa riqueza e se opuseram e sabotaram todo o tempo o modelo que, agora, dizem que está esgotado?  Ainda não faz tanto tempo que se tenha esquecido o que o Brasil foi e olhos lúcidos para ver o que é hoje.  Temos erros, muitos, muitos mesmo.  O pior deles, pelo qual pagamos caro, hoje,  foi o de termos falado pouco ao povo brasileiro e acreditar que a crise do velho modelo era tão grande e evidente que não devíamos apontá-la.  A liberdade e a democracia, que não resolvem tudo sozinhas, têm, entretanto, algo maravilhoso.  É que o povo pode ver, ler e ouvir, quando chega a hora, tudo o que lhe escondem todo o tempo.  Mas se não tivermos a coragem de mostrar, as tintas reluzentes com que pintam o alçapão do passado podem nos atrair à escuridão.  Passou o tempo em que poderíamos nutrir a ilusão de agradar a todos.  Não é procurar os confrontos que podemos evitar:  é não fugir daqueles que devemos enfrentar.</description><link>http://robustaopiniao.blogspot.com/2014/02/o-discurso-do-pode-mais-encobre-porta.html</link><author>noreply@blogger.com (monica santos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4587559987189230147.post-5344053210378102814</guid><pubDate>Wed, 05 Feb 2014 21:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-02-05T13:00:06.108-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">democratização</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">desmilitarização</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">projeto político</category><title>Carta Aberta à Presidenta Dilma Roussef.</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Minha caríssima presidenta, bom dia!&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Perdoe-me a ousadia mas, como brasileira, petista e alguém intensamente interessada na maior democratização do nosso querido Brasil, resolvi lhe escrever essas &quot;mal traçadas linhas&quot;. É que, não obstante reconheça os muitos avanços dos governos Lula/Dilma, a ponto de considerá-los como os melhores da nossa história, tem algumas questões que me estão atravessadas na garganta, não posso aceitá-las; embora compreenda, pelo menos parcialmente, as imposições da governabilidade e os riscos de um &quot;revertério autoritário&quot;, já que, infelizmente, temos setores muito poderosos que nunca irão se conformar com a promoção da igualdade, a democratização e a inclusão social promovidas pelos governos petistas, ainda que isso não signifique nem um arranhãozinho nos seus privilégios. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Bom, mas como eu dizia tem algumas coisas que eu considero que são inaceitáveis e vou listá-las para que, caso a senhora julgue adequado, possa refletir sobre elas e, quem sabe, rever:&lt;br /&gt;&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;1 - Eu penso que há necessidade de conversar mais com o povo brasileiro, claro que a mídia/oposição vai dizer que isso é populismo, mas, sinceramente, eu acho que um governo democrático deve conversar, explicar, prestar contas ao povo mais assíduamente, penso que é uma questão de respeito para com o povo que, na maioria das vezes, fica apenas com a versão da mídia que, no nosso país especialmente, é monolítica e, muitas vezes mentirosa, sobre questões políticas, econômicas e sociais importantíssimas que dizem respeito ao seu dia-a-dia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;2 - Repensar/rever as alianças políticas também é urgentíssimo! Sim, compreendo que um governo democrático, numa sociedade pluralista, só se faz mediante acordos e alianças, mas não dá para aceitar as muitas alianças que os governos petistas têm feito com velhos e históricos políticos, cuja atuação SEMPRE foi marcada pela corrupção, pelo autoritarismo, pela defesa de interesses escusos e de causas particulares ou de pequenos grupos privilegiados. As alianças são necessárias, mas há que ter por parte dos aliados um mínimo de afinidade com o projeto político do governo e, neste sentido, algumas das atuais &quot;alianças&quot; são inaceitáveis, imorais; a senhora sabe de quem e do quê eu estou falando, né?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;3 - Tendo em vista a realização da Copa do Mundo ainda este ano no Brasil, tenho que lhe dizer que também é inaceitável que as polícias estaduais ajam com a brutalidade espantosa que têm agido e que o seu governo simplesmente se cale diante desse crime. Sim, os movimentos contra a Copa são suspeitíssimos, &quot;atrasados&quot;, violentos, oportunistas e mal-informados; mas, não seria o caso de informar melhor a sociedade, de dialogar com os que se dispuserem ao diálogo e, se necessário, reprimir, mas sem essa violência estúpida e autoritária? É preciso repensar a política de segurança neste país, desmilitarizar nossas polícias, não podemos aceitar e dar legitimidade a uma polícia truculenta e assassina de pobres!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;4 - Infinitamente inaceitável que uma única rede de televisão mande no Brasil e, juntamente com as outras e com os &quot;grandes&quot; jornais e revistas, se empenhe todos os dias em envenenar - de todas as formas possíveis e imagináveis - o povo brasileiro e, além de não ser impedida, ainda conte com quase toda a verba publicitária do governo federal. Se me permite, a imagem que me ocorre é a de um caçador desarmado e perdido na floresta que dá, a cada dia, um pedacinho da sua carne para alimentar a fera insaciável que o espreita todos os dias, é óbvio que ela vai devorá-lo. Um marco regulatório das comunicações é urgentíssimo para desconcentrar e democratizar a comunicação no Brasil, tratam-se concessões públicas, elas têm que ter uma função social, têm que servir aos interesses do povo brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;5 - Não posso nunca, jamais, em tempo algum, aceitar o tratamento que vem sendo dispensado aos nossos ancestrais indígenas, é profundamente injusto, maldoso, autoritário, violento e insano &quot;destratar&quot; assim nossos compatriotas, guardiães das nossas raízes e mais nobres valores. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;6 - É preciso, imediatamente, pensar em estratégias para explicar o que é, a necessidade e a importância da reforma política, é preciso insistir nessa ideia, os brasileiros precisam entender que essa é a única possibilidade real do Brasil avançar na democratização e no combate à corrupção, não se pode fugir a esse debate!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;7 - Por último, minha caríssima Presidenta, creio que já passou da hora de retomar a proposta de reativação da CPMF com destinação exclusiva dos recursos para a saúde pública, afora todo o sensacionalismo e má fé da &quot;grande mídia&quot;, o fato é que a saúde pública no Brasil precisa e pode melhorar muito e, com uma grande campanha de esclarecimento, o povo brasileiro vai apoiar essa ideia, com certeza! &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Enfim, perdoe-me a audácia mas, não obstante os inegáveis avanços e méritos do seu governo e de seu antecessor, o fato é que precisamos rever algumas coisas, há ainda outras, claro! Espero não tê-la ofendido, sou sua fã e quero muito que o seu governo seja ainda melhor para que o povo brasileiro não hesite em lhe dar, nas próximas eleições, uma vitória ESMAGADORA!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Abraços e saudações democráticas desta que acredita e quer ajudar a construir um Brasil cada vez melhor!&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mônica Regina dos Santos - cidadã brasileira&lt;/div&gt;</description><link>http://robustaopiniao.blogspot.com/2014/02/carta-aberta-presidenta-dilma-roussef.html</link><author>noreply@blogger.com (monica santos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4587559987189230147.post-5803365710136285360</guid><pubDate>Wed, 05 Feb 2014 15:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-02-05T07:30:00.984-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">institucionalização</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">participação</category><title>AlGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE DEMOCRACIA E CORPORATIVISMO.</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Buscando um possível caminho para que as demandas sociais, principalmente aquelas advindas das classes menos privilegiadas, pudessem ser melhor processadas foi que nos dispusemos a refletir sobre o mecanismo de intermediação de interesses representado pelo sistema corporativista, analisando o seu potencial enquanto sistema regulador das relações entre estado e sociedade e as suas possibilidades efetivas de contribuir para o aperfeiçoamento da democracia em sistemas políticos como o nosso.  A primeira  reflexão a que nos propusemos, acerca do conceito de estado, bem como suas funções, dimensão e limites de atuação, veio demonstrar a precariedade política e institucional do estado brasileiro no que se refere à credibilidade das instituições estatais, bem como à sua frágil capacidade de articulação e processamento das demandas sociais, além do problema crucial representado pela falência e péssima administração financeira do mesmo que, ao mesmo tempo que se vê impossibilitado de financiar os bens e serviços demandados pela sociedade, se vê cercado por episódios frequentes e irritantemente repetitivos de corrupção, malversação e impunidade.  O problema da incapacidade do estado de processar as demandas oriundas da sociedade adquire proporções ainda mais alarmantes na medida em que se constata o quão pouco organizada é a sociedade brasileira e a necessidade de se promover uma participação política maior e qualitativamente melhor, que incorpore os amplos setores até então excluídos das arenas decisórias. &lt;/div&gt;&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;Na medida em que se lograr uma maior inclusão e organização social então os problemas estarão aumentados, pois isto significará uma expansão da demanda em contraposição à fragilidade das instituições responsáveis pelo processamento da mesma.  Está efetivamente configurada a necessidade de uma redefinição e alargamento deste aparato institucional de forma a capacitá-lo ao adequado cumprimento de sua tarefa maior. Tal  mudança não poderá deixar de considerar o modelo de gestão com vistas a tornar as organizações mais participativas através de procedimentos rotinizados capazes de torná-las mais abertas à participação regulamentada de todos os grupos ou indivíduos eventualmente interessados. Há que se pensar ainda em alguma forma de desburocratização, na perspectiva de conceder maior agilidade às instituições, visto que a morosidade e o excesso de formalismo são talvez os principais responsáveis pela escassa credibilidade de que gozam as mesmas. É imprescindível que sejam mantidos ou construídos parâmetros que garantam a isenção, a imparcialidade e a correção dos procedimentos executados no interior das instituições públicas. A desburocratização pode ser um caminho, entretanto, a nossa pesquisa aponta para a possibilidade de se buscarem estes objetivos por vias alternativas dentre as quais está incluído, indubitavelmente, a participação popular direta em algumas etapas do processo de formulação das políticas públicas objetivando diminuir o excesso de papéis, carimbos, assinaturas e prazos.  A formação de conselhos fiscais populares, eleitos pelos grupos de interesse organizados na comunidade, talvez seja uma ideia a ser analisada visto que pode representar uma alternativa de gestão capaz de garantir a isenção dos procedimentos, conferindo-lhes, simultaneamente, maior agilidade.  Nota-se que o excesso de burocracia é algo que compromete a credibilidade das instituições públicas na medida em que impõe aos processos uma morosidade e um formalismo que às vezes oneram o cidadão injustificadamente. É importante ressaltar ainda que os procedimentos burocráticos, muitas vezes estéreis, demandam tempo, energia e recursos de toda a natureza que deveriam estar sendo empregados no melhor cumprimento daquela que constitui a missão primeira da instituição pública em questão. O cidadão que assiste dioturnamente à sua exclusão em função de procedimentos sobre os quais não tem o menor entendimento e nem controle, tende a perceber a máquina pública como algo que trabalha contra ele e não a seu favor.  A questão da democracia é também objeto de reflexão em nosso trabalho, na medida em que as críticas à democracia representativa, majoritária e parlamentar crescem e os cientistas sociais buscam a construção de modelos mistos, combinados ou complementares, que possam ampliar a possibilidade da participação popular no processo político. A Constituição Federal prevê alguns instrumentos de participação direta, entre eles o plebiscito, o referendo, a iniciativa popular e a formação de conselhos nos quais estado e sociedade integram esforços e recursos rumo à busca de alternativas mais democráticas, ágeis e menos custosas para os problemas ou demandas comunitárias. No caso brasileiro, a nosso ver, a participação popular é dificultada, se não inviabilizada muitas vezes, pela necessidade da maioria dos cidadãos de se dedicarem exclusivamente ao problema da sobrevivência própria e da família, o que impede que o cidadão comum possa dispender tempo e outros recursos na tarefa de se organizar e defender os seus direitos e interesses. Algum grau de equalização ou provimento de serviços básicos será necessário para possibilitar as condições mínimas necessárias ao exercício da participação.    Retomando Bobbio, podemos falar da necessidade de ampliação do lugar da participação, de tal forma que modelos de gestão mais democráticos sejam adotados nas instituições estatais e em outras instâncias onde as decisões afetam o conjunto das pessoas envolvidas; vale dizer, a fábrica, a escola, a família etc. A introdução, proposta pelo modelo corporativo, de outros atores que passam a incorporar o processo decisório, tornando-o mais democrático e participativo representa, no nosso caso, um avanço rumo à democratização das relações entre o estado e a sociedade. Não obstante, isso não é suficiente para conferir alta legitimidade à nossa democracia, visto que, questões anteriores continuam irresolvidas, inviabilizando ou neutralizando as supostas vantagens deste modelo.  É necessário dizer que o Brasil, antes, ou, pelo menos, simultâneamente, de buscar formas procedimentais alternativas, terá que buscar a sua própria identidade, conformando com traços mais distintivos suas classes trabalhadora e empresarial e buscando uma legitimação do estado brasileiro enquanto fautor do interesse público e árbitro isento de disputas classistas.  O problema das relações do estado com os segmentos dos trabalhadores e dos empresários e da chamada &quot;dependência estrutural do estado capitalista em relação ao capital&quot;, bem como a questão da representatividade das organizações que falam em nome de ambos são outros dos temas que nos preocupam rumo a uma eventual mitigação da influência única e informal que os empresários exercem sobre o aparelho do estado. É inescapável o reconhecimento de que há que se buscar uma distribuição de renda mais justa e uma redefinição dos sistemas trabalhistas, partidário e eleitoral com vistas à legitimação e fortalecimento das instituições que possuímos, tais como os partidos políticos, os sindicatos e os parlamentos, que se configuram como peças fundamentais na construção daquele que chamamos o corporativismo adequado às nossas necessidades.  Tal como vários autores haviam alertado, dentre eles Offe, O&#39;Donnell e Stepan, o corporativismo não possui a capacidade intrínseca de mudar o caráter das relações de classe, ou seja, é incapaz de produzir relações de igualdade. Portanto, numa sociedade como a nossa, com seus atributos de extrema desigualdade e exclusão, parece-nos claro que a mera implantação da fórmula corporativa, sem uma preocupação com a reestruturação institucional, viria reafirmar e legitimar o domínio de uma classe sobre a outra, contribuindo em quase nada para o aprimoramento da nossa tão frágil democracia.  </description><link>http://robustaopiniao.blogspot.com/2014/02/algumas-consideracoes-sobre-democracia.html</link><author>noreply@blogger.com (monica santos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4587559987189230147.post-3054140623596245460</guid><pubDate>Fri, 31 Jan 2014 15:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-01-31T10:06:44.200-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">campanha política</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">propostas</category><title>Se eu fosse candidata...</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Estou cada vez mais convencida de que as pessoas de bem têm o &lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;i&gt;dever&lt;/i&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt; de participar mais ativamente da política, e, por isso, acabei divagando um pouco sobre quais propostas eu faria se fosse candidata a prefeita, por exemplo; afinal, eu me considero uma pessoa de bem. Este “artigo”, entretanto, é apenas para por algumas ideias na roda, quem sabe, alguém aproveita algo!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;1 – a minha candidatura seria necessariamente uma candidatura pobre, penso que nos tempos atuais é possível e bem mais adequado fazer uma campanha focada basicamente em reuniões/assembleias em praças públicas e internet/redes sociais. Para isso, a campanha precisaria, basicamente, de um equipamento de som e de gasolina, e de um ou dois computadores com internet, coisa relativamente fácil de se conseguir, começando pelo meu computador pessoal e, provavelmente, agregando o de algum apoiador que pudesse disponibilizar isso;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;2 – a minha campanha seria casada, de verdade, com as campanhas dos candidatos a vereador do meu partido e eventuais partidos apoiadores, a ponto de eu dizer ao eleitor que se ele vota em mim mas não vota num vereador que apoia as “minhas” propostas é o mesmo que não votar, porque uma câmara majoritariamente contrária pode barrar todas as minhas propostas e/ou me obrigar a “acordos/negociatas” que nem eu nem o eleitor aprovamos. Alguns poderão argumentar que isso é muito autoritário, que eu não estaria admitindo uma oposição democrática; mas, o fato é que cabe a quem não vai votar em mim, votar em pessoas que são contrárias às minhas propostas. Para mim é claro como o dia que quem tem que eleger a oposição são os meus opositores e não os meus apoiadores, correto? Ademais este casamento/fidelidade ou incentivo ao voto coerente não implicaria ausência de oposição, visto que não há nenhuma possibilidade de eu obter 100% dos votos dos eleitores, portanto a oposição – candidatos ao executivo e ao legislativo – terão o seu percentual de votos e, caso algum deles, e não eu, seja eleito, terá também apoio majoritário na câmara;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;3 – a “minha” equipe de governo seria toda escolhida em “concursos públicos” com base em dois critérios principais: apresentação de um projeto mais amplo para a área a que se candidata e análise muito rigorosa de curricullum vitae (não só profissional, mas da “vida pregressa” e história política do “candidato”). A melhor combinação dessas duas coisas representa o ideal, na minha opinião;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;4 – proporia ao magistério da rede municipal um aumento salarial tão alto quanto possível, um piso de pelo menos R$ 3000,00, acompanhado de uma política séria, democrática, justa e rigorosa de avaliação de desempenho;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;5 – implantaria em toda a administração municipal uma política de avaliação de desempenho séria, democrática e justa com o objetivo de avaliar, basicamente, se o servidor cumpre adequadamente a sua função primeira que é servir ao público e, se não, por quais motivos ele não cumpre;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;6 – implantaria a coleta seletiva na cidade, precedida de uma ampla campanha de conscientização para a qual solicitaria a ajuda de escolas, igrejas, empresas etc;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;7 – promoveria um grande seminário com todos os trabalhadores da saúde e demais interessados para discutir propostas viáveis para melhorar o atendimento à população e proporia que a saúde no nosso município fosse organizada a partir de uma perspectiva preventiva e de promoção da saúde;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;8 – proporia a empreendedores e artistas itaunenses a criação de um Centro Cultural na cidade, composto de salas de cinema, livrarias, salas para exposições artísticas etc;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;9 – proporia a criação de uma guarda municipal treinada ostensivamente para proteger o cidadão, criando na cidade uma outra concepção de segurança pública;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;10 – eu faria, no mínimo a cada seis meses, uma reunião pública de prestação de contas, para a qual todos os cidadãos seriam convidados, além de manter um portal na internet de prestação de contas, de recebimento de sugestões, de informação e de consulta à população em relação a temas mais importantes/polêmicos;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;11 - em todos os momentos cruciais (seja de críticas pesadas, denúncias ou decisões muito polêmicas) faria pronunciamentos em rádio/televisão/portal da prefeitura/redes sociais dirigidos a todos os cidadãos itaunenses;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;12 – abriria mão de parte do meu salário, doando o que ultrapassasse os R$ 5000,00 para o Fundo Municipal de Educação e proporia à Câmara Municipal a abolição de todos os privilégios no Executivo e no Legislativo;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;13 – proporia a realização de consultas públicas anuais para saber o nível de aprovação da minha administração e assumiria o compromisso de renunciar se o índice de aprovação for menor do que 70% dos votantes.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu teria mais algumas propostas mas, por enquanto, deixo registradas estas, se algum candidato quiser copiar, fique totalmente à vontade e tomara que os eleitores gostem!  &lt;/div&gt;</description><link>http://robustaopiniao.blogspot.com/2014/01/se-eu-fosse-candidata.html</link><author>noreply@blogger.com (monica santos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4587559987189230147.post-5454847620792285186</guid><pubDate>Wed, 08 Jan 2014 22:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-01-08T15:19:40.298-08:00</atom:updated><title>O mercado e a miséria.</title><description>     Em tempos de globalização e neo-liberalismo, o mercado reina absoluto, sem que ninguém ouse questionar os seus fundamentos principais, não obstante o seu fracasso social gigantesco e a sua incapacidade crônica na erradicação da fome e da pobreza. Cada vez mais crescem as desigualdades intra e internacionais, e a lógica liberal persiste soberana, embora o seu mérito mais significativo e, ao mesmo tempo, nefasto, seja a produção de uma enorme massa de  seres humanos “descartáveis” que, sem nenhuma utilidade mercantil, são desconsiderados e totalmente invisibilizados social e politicamente.  Não obstante o crescente avanço tecnológico e o aumento sistemático da produção mundial, a miséria persiste, a concentração de renda se agiganta e a exclusão social, política e econômica  se abate implacável sobre mais de dois bilhões de habitantes desse nosso planeta (PNUD, 1992). &lt;br /&gt;&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;Desde Karl Marx , ficou claro que o capitalismo necessita de um contingente de excluídos que garanta a sua reprodução, entretanto, na medida em que a democracia se expande, torna-se perigosa a manutenção desse verdadeiro “apartheid” no qual as elites nacionais e os novos impérios subjugam os pobres, inviabilizando para estes até mesmo o reconhecimento de sua condição humana. O problema da desigualdade social se manifesta de forma violenta no interior da sociedade brasileira e de várias outras nações e como agravante, temos a desigualdade também crescente entre os países, com a consequente marginalização econômica, política e cultural dos países subdesenvolvidos na arena internacional.  No âmbito interno podemos e devemos combater a desigualdade, prioritáriamente, através de políticas públicas efetivas de distribuição de renda a serem implantadas pelos três níveis de governo. Ressalte-se aqui a necessidade de uma política econômica voltada para os interesses do povo brasileiro, marcada pela geração de empregos e pelo foco no mercado interno. É fundamental ainda que o governo brasileiro exija respeito e tratamento igualitário de seus parceiros internacionais - seja na esfera econômica, política, militar etc – e talvez, ao fazer isso acabe por romper relações com alguns países com forte vocação imperialista, mas, se o movimento da “globalização” nos oferece alguma vantagem, essa é sem dúvida a possibilidade de buscar novas parcerias econômicas, comerciais e políticas com um leque imenso de países, dentre os quais, muito provavelmente, acharemos muitos com os quais poderemos estabelecer relações mutuamente justas e vantajosas. Eduardo Galeano, nosso grande e apaixonado poeta latino-americano, já nos alertou a respeito da necessidade de nossos governantes descobrirem que a traição aos interesses nacionais e a mendicância não são as únicas formas possíveis de relacionamento internacional.    O problema da miséria é decorrente de uma monstruosa concentração de renda existente no mundo inteiro, mas especialmente grave em nosso país. Adicionalmente, devemos considerar que a desigualdade de renda é fonte de muitas outras desigualdades, vale dizer, os pobres e miseráveis não são discriminados apenas por que são pobres. As múltiplas discriminações que pesam sobre esta parcela imensa da população brasileira atingem as dimensões política, cultural, profissional, religiosa, étnica etc.  Temos um sistema político que vomita qualquer pobre que tenha a pretensão de ser um político profissional, um sistema educacional que exclui a cada dia milhares de crianças, adolescentes e adultos pobres de suas fileiras e, talvez o mais grave, temos uma mídia que estigmatiza, que ridiculariza e, subliminarmente, humilha moral e psicologicamente os pobres deste país. Ora, quem são os “pobres-miseráveis” no imaginário da sociedade brasileira senão a escória, os marginais, os “mal-encarados”, os ignorantes, os preguiçosos, os favelados dos quais a maioria dos não-miseráveis tem medo, se esquiva e quer se livrar?  Temos uma sociedade que não se preocupa concretamente com a eliminação da pobreza, mas no seu dia-a-dia assiste impassível a eliminação dos pobres, talvez se sentindo um pouco aliviada. É incrível como uma pessoa razoavelmente observadora pode detectar nas conversas do dia-a-dia o enraizamento de idéias malthusianas e “quase-nazistas” nas mentes de estudantes e professores deste país; é assustador pensar que, talvez inconscientemente, o “cidadão mediano” esteja achando normal os inúmeros casos de assassinato e extermínio dos pobres, pretos, homossexuais, desempregados e favelados deste nosso Brasil varonil. Há, portanto, um longo trabalho de construção de uma nova cultura &quot;moral e cívica&quot; neste país. São terrivelmente vergonhosas as idéias e as atitudes que hoje estão “naturalizadas” em nossa sociedade. E nesta perspectiva, cabe repensar o nosso sistema educacional, não só nas suas dimensões altamente excludentes e de mero repassador de conhecimentos teóricos, mas questionar, fundamentalmente, a sua incapacidade na formação de cidadãos éticos, humanistas, solidários, críticos, respeitosos e participativos, capazes de se indignar, de sair dessa apatia mórbida e cômoda na qual estamos instalados e de questionar e enfrentar de forma corajosa e construtiva as idéias, atitudes e comportamentos atrozes que têm se tornado banais em nosso meio. Obviamente essa é uma tarefa gigantesca na qual a escola é apenas um dos protagonistas, outra “instituição” que também tem um papel crucial nessa empreitada é a mídia, vale dizer, toda a mídia. Ora, as redes de televisão, as emissoras de rádio, os jornais e as revistas são concessões públicas e, no Brasil, há séculos que a mídia, salvo raras excessões, vem prestando um desserviço à nação. Exigir que os meios de comunicação de massa sirvam à população de forma inteligente, ética, respeitosa, honesta e comprometida com os interesses do povo brasileiro é o mínimo que temos de fazer para que essas concessões públicas atendam, ainda que minimamente, à sua função social. É mais do que urgente um debate nacional amplo e sério sobre as comunicações neste país, para que as concessões públicas tenham uma cara ética e democrática e, assim, possam prestar um serviço à nação ao invés de contribuir para o atrofiamento da inteligência e da consciência deste país.      Setembro de 1993! </description><link>http://robustaopiniao.blogspot.com/2014/01/o-mercado-e-miseria.html</link><author>noreply@blogger.com (monica santos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4587559987189230147.post-2542647237149793998</guid><pubDate>Wed, 08 Jan 2014 22:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-01-08T14:32:20.566-08:00</atom:updated><title>Consumo, meio ambiente e qualidade de vida   </title><description>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;o:OfficeDocumentSettings&gt;  &lt;o:TargetScreenSize&gt;800x600&lt;/o:TargetScreenSize&gt; &lt;/o:OfficeDocumentSettings&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;o:OfficeDocumentSettings&gt;  &lt;o:TargetScreenSize&gt;800x600&lt;/o:TargetScreenSize&gt; &lt;/o:OfficeDocumentSettings&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;o:OfficeDocumentSettings&gt;  &lt;o:TargetScreenSize&gt;800x600&lt;/o:TargetScreenSize&gt; 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/* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:&quot;Tabela normal&quot;;  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-parent:&quot;&quot;;  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:&quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;;} &lt;/style&gt;&lt;![endif]--&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none;&quot;&gt;Acho este texto brilhante, sempre achei, desde a primeira vez que o vi!&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none;&quot;&gt;&lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: none;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; 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Ficamos um carro atrás do outro, por ausência de transporte coletivo, olhando os esgotos em que se transformou o rio Tietê por falta de tratamento e excesso de poluentes. Um quilômetro de metrô custaria aqui cerca de 40 reais por habitante. Pagamos 30.000 reais para andarmos a 14 quilômetros por hora. Tem lógica? Hoje levamos à morte inúmeros jovens que ocupam com as suas motos os restos de espaço viário que sobrou, entre um mundo de carros parados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9.5pt;&quot;&gt;&amp;nbsp;O absurdo do nosso cotidiano de consumidor já não está por demonstrar. Na realidade, pela intensidade de trabalho que desenvolvemos para produzir coisas inúteis, pelo volume de coisas descartadas que desperdiçamos, pelo impacto ambiental de um consumo que não se sustenta e nos leva a impassses planetários, pelos custos adicionais para nos curar da obesidade e outras doenças geradas por consumo irracional, pelo isolamento social que gera a acumulação individual de bens, pelos gastos em segurança e desconforto geral que resultam da desigualdade e da elitização social, fica cada vez mais evidente a inadequação dos nossos mecanismos de regulação, a insuficiência de deixar simplesmente a corporação decidir por nós. Os eixos alternativos não resultam de algum desenho institucional prefabricado, mas de uma mistura de rejeição dos valores que nos são impostos com a busca pragmática de alternativas que funcionem. As pessoas simplesmente se defendem. O &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 9.5pt;&quot;&gt;slow food &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9.5pt;&quot;&gt;é um movimento importante. Surgido na Itália a partir de pessoas preocupadas em ter uma vida mais agradável ainda que não necessariamente mais eficiente, o movimento tornou evidente o fato de que na corrida por nos tornarmos competitivos esquecemos que estamos gerando um desperdício monumental do único recurso absolutamente não renovável, que é o nosso tempo de vida. Aapropriação comercial do nosso tempo parece ser um progresso porque não leva em conta como valor o tempo não comercial da vida. Os exemplos são inúmeros, como o dos &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 9.5pt;&quot;&gt;down-shifters &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9.5pt;&quot;&gt;nos Estados Unidos, que optam por uma vida com menos entulho de produtos comerciais e mais qualidade de vida, e representam na realidade um movimento cultural amplo e difuso, mas poderoso. Muita gente aprendeu a &quot;votar com o bolso&quot;, tanto no plano negativo, deixando de comprar produtos que são ambientalmente agressivos, como no plano positivo, privilegiando produtos de cooperativas, de economia solidária e coisas do gênero. Na realidade, essa tendência está se ampliando, e leva muitas empresas a melhorarem a sua aparência cosmética, o que é positivo, pois gradualmente abre espaço para novas dinâmicas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9.5pt;&quot;&gt;Comércio solidário &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9.5pt;&quot;&gt;Outro eixo de ação consiste na organização da sociedade em torno de seus interesses. ainda que pontuais. Em numerosos lugares estão surgindo ONGs de intermediação financeira, onde a remuneração das aplicações é razoável, mas sobretudo o dinheiro é investido de forma socialmente útil: as pessoas estão simplesmente desintermediando os fluxos de poupanças, descobrindo que não precisam necessariamente sustentar os gigantes burocráticos que são os bancos modernos. Há comunidades que simplesmente optaram por criar a sua própria moeda, como o bairro de Palmas, em Fortaleza, Ceará. Frente ao arrocho de crédito que os bancos privados geraram e aos juros obscenos cobrados, Palmas emite a sua própria moeda, pois afinal trata-se de um meio de troca, e não de um valor em si. A experiência deu tão certo, em termos de dinamização da economia, que onze municípios estão adotando o sistema. O comércio solidário já se tornou uma tendência internacional. Numerosos autores disponibilizam as suas publicações gratuitamente para fins não comerciais, na linha de um novo tipo de &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 9.5pt;&quot;&gt;copyright &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9.5pt;&quot;&gt;chamado de copy-l&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 9.5pt;&quot;&gt;eft, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9.5pt;&quot;&gt;na linha dos &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 9.5pt;&quot;&gt;creative commons, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9.5pt;&quot;&gt;considerando a criatividade como patrimônio comum da humanidade, e reagindo contra a apropriação privada do conhecimento. Muitas cidades têm sistemas de trocas de produtos. Cada bairro pode ter um evento de fim de semana em qualquer praça, onde são trocados produtos usados, as inevitáveis bicicletas ergométricas que entulham as garagens, o carrinho de bebê que já não comporta a criança e assim por diante. Uma medida que temos defendido, e que aparece nas propostas de Juliet Schor e de Hazel Henderson, consiste em cobrar 3 por cento do valor da publicidade (que de toda forma sai do nosso bolso), para financiar ONGs que possam fazer uma avaliação externa e objetiva dos produtos cujas qualidades são marteladas nos meios de comunicação. As empresas ainda ficariam com &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 9.5pt;&quot;&gt;97 &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9.5pt;&quot;&gt;por cento (também do nosso bolso) para dizer que os seus produtos são ótimos, mas pelo menos haveria um pouco de opinião independente. Muita gente hoje se dá conta de que os custos das embalagens saem do nosso bolso. Em muitos países, a empresa que entrega uma geladeira na nossa casa leva de volta a embalagem que, em vez de entulhar a nossa lixeira, vai servir para embalar outra geladeira. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 9.5pt;&quot;&gt;É &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9.5pt;&quot;&gt;freqüente também a cobrança de impostos às empresa que vendem refrigerantes em garrafas plásticas, incitando-as a buscar soluções mais inteligentes. &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 9.5pt;&quot;&gt;a &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9.5pt;&quot;&gt;desperdício é um custo, e quem gera o desperdício deve carregar o ônus. A lista de iniciativas desse tipo é muito grande. Não é o nosso objetivo fazer o seu detalhamento, e sim mostrar que existe uma nova cultura de consumo em gestação, que as pessoas estão cansando de ser tratadas como retardadas mentais por uma publicidade debilóide, de trabalhar muito para sustentar intermediações inúteis, de custear uma sociedade do desperdício. O&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 9.5pt;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9.5pt;&quot;&gt;consumo inteligente pode ser um bom ponto de partida. Ele vai muito além das nossas polarizações ideológicas, e se prende ao simples bom senso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9.5pt;&quot;&gt;Três pontos-chave &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9.5pt; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;O&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9.5pt;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9.5pt;&quot;&gt;primeiro ponto é que o consumo irresponsável leva ao colapso do planeta, pois estamos exterminando a vida nos mares, destruindo o solo agrícola, exaurindo os lençóis subterrâneos de água para irrigação, gerando um caos climático planetário através do desperdício energético, e assim por diante. Não é sustentável e seremos vistos pelas gerações futuras como genocidas da vida na Terra. O&lt;i&gt; &lt;/i&gt;segundo ponto é que esse consumismo desenfreado não nos deixa mais felizes. Pelo contrário, ao individualizar as necessidades, isolamos os indivíduos, atomizamos a sociedade, o que mata a riqueza da vida cultural. As pessoas que optam por trabalhar um pouco menos e viver de forma mais rica estão simplesmente optando pela inteligência. &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 9.5pt;&quot;&gt;a &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9.5pt;&quot;&gt;terceiro ponto é revalorizar o trabalho, pois temos uma parte da sociedade desesperada por trabalhar demais, e outra por não ter emprego. Isso mostra a que ponto chegamos em termos de irracionalidade nas nossas formas de organização. Quem acha que se sacrifica por ter de trabalhar deveria conversar um pouco com uma pessoa desempregada, para entender onde estão os sacrifícios. A redistribuição do esforço social é hoje uma necessidade. O que esses pontos têm em comum é o fato de apontar para a necessidade de a sociedade retomar o controle dos seus processos de desenvolvimento e se apropriar das transformações econômicas e sociais. Não são sugestões idealistas: a destruição ambiental e as explosões sociais estão aí, às nossas portas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9.5pt;&quot;&gt;Mais trabalho para viver &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9.5pt;&quot;&gt;Ao reduzir o consumo irresponsável haverá produto para todos e menos tensões sociais. Ao produzir de maneira inteligente, entregaremos o planeta razoavelmente menos destruí do aos nossos filhos. E, ao redistribuirmos o trabalho, estaremos trabalhando todos, e trabalhando menos, como diz a fórmula. Teremos mais tempo para viver. Isso se chama qualidade de vida, referência bem mais significativa do que o crescimento do PIE. As novas tecnologias, ao colocar nas nossas mãos instrumentos poderosos de extração de recursos naturais, de produção em massa, de ritmos acelerados, geram também um novo desafio: temos de nos dotar das formas de gestão social correspondentes a esse novo nível de desenvolvimento das forças produtivas. O vale-tudo do mercado, o darwinismo da sobrevivência do mais forte não são suficientes. E, se não avançarmos rapidamente por processos democráticos, para a sustentabilidade ambiental e a redução das desigualdades, haverá seguramente candidatos para defender regimes duros e fortes, para &quot;colocar ordem&quot; nas coisas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9.5pt;&quot;&gt;Ladislau Dowbor é professor titular PUC de SP e da Universidade Metodista de SP, e doutor em Ciências Econômicas &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://robustaopiniao.blogspot.com/2014/01/consumo-meio-ambiente-e-qualidade-de.html</link><author>noreply@blogger.com (monica santos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4587559987189230147.post-4474391515690147603</guid><pubDate>Thu, 19 Dec 2013 19:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-12-19T11:55:59.291-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;br /&gt;&lt;h1 class=&quot;nomeCategoria&quot;&gt;&lt;/h1&gt;&lt;span class=&quot;publicado&quot;&gt;Publicado em 19/12/2013 no Conversa Afiada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class=&quot;publicado&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;   &lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Rebelo:  Copa vai golear a “fracassomania”&lt;/h2&gt;&lt;div class=&quot;resumo&quot;&gt;&lt;br /&gt;Vai passar pelo Brasil um furacão desenvolvimentista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2013/12/charge-bessinha_os-corvos-do-pig.jpg&quot; title=&quot;charge bessinha_os corvos do pig&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; class=&quot;alignnone size-full wp-image-98584&quot; height=&quot;137&quot; src=&quot;http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2013/12/charge-bessinha_os-corvos-do-pig.jpg&quot; title=&quot;charge bessinha_os corvos do pig&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;b&gt;Conversa Afiada &lt;/b&gt;reproduz  artigo do ministro do Esporte, Aldo Rebelo,&lt;br /&gt;publicado no Valor, o PiG  (*) cheiroso, outro exemplar do “cupim autofágico”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;A passagem de um furacão desenvolvimentista&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O país-sede não vence,  necessariamente, a Copa do Mundo dentro do campo, mas festeja a passagem  de um furacão desenvolvimentista que deixa em seu rastro benfazejo um  legado incomensurável. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O megaevento esportivo mais cobiçado e  acompanhado do planeta, disputado com unhas e dentes pelos países mais  desenvolvidos, é um motor de progresso e farol de projeção geopolítica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como  desejo, esperamos que ao soar o apito final no Maracanã, em 13 de julho  de 2014, o Brasil seja campeão. Como realidade concreta e irreversível,  ficará um resultado extraordinário para benefício do povo brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os  números são auspiciosos. O último balanço da Copa, que tem como  referência o mês de setembro, mostra que os investimentos públicos e  privados já alcançam R$ 25,6 bilhões dos quais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- R$ 8 bilhões em obras de mobilidade urbana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- R$ 8 bilhões em construção e reformas de estádios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- R$ 6,3 bilhões em aeroportos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- R$ 1,9 bilhão&amp;nbsp; em segurança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- R$ 600 milhões em portos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- R$ 400 milhões em telecomunicações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- R$ 200 milhões em infraestrutura turística&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- R$ 200 milhões em instalações complementares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As  consultorias Ernst&amp;amp;Young e Fundação Getúlio Vargas calculam que,  entre 2010 e 2014, serão movimentados R$ 142,39 bilhões adicionais na  economia nacional. Para cada R$ 1 aplicado pelo setor público, R$ 3,4  serão investidos pela iniciativa privada a partir das obras  estruturantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deverão ser gerados 3,6 milhões de empregos – a  população do Uruguai. A arrecadação de impostos atingirá R$ 11 bilhões e  a população vai auferir renda adicional de R$ 63,48 bilhões apenas  nesse quadriênio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo prospecção da consultoria Value  Partners, os investimentos vão agregar R$ 183,2 bilhões ao Produto  Interno Bruto até 2019. Os efeitos na economia serão ainda mais fecundos  se o Brasil ganhar a Copa. Estudo do pesquisador britânico John S.  Irons, do “Center for American Progress”, indica que o torneio da Fifa  “faz rolar a bola da economia” do país-anfitrião que levanta a taça. O  PIB da Inglaterra, se cresceu 2% em 1966, aumentou para mais de 3% nos  dois anos seguintes. Fenômeno idêntico ocorreu com a Argentina, sede e  vencedora da Copa de 1978.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afora os aspectos econômicos, a Copa  do Mundo é, e antes de tudo, uma contagiante festa esportiva que, ao  realizar-se no País do Futebol, encontra o seu campo perfeito. O  retumbante sucesso popular da Copa das Confederações foi uma prévia da  jornada de 2014. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As manifestações contrárias, algumas legítimas,  de pessoas que se sentem prejudicadas pelas obras associadas ao torneio  da Fifa, mas, de fato, previstas no Programa de Aceleração do  Crescimento, serão, naturalmente, assimiladas. Nada é feito contra os  interesses do povo. Três quartos dos investimentos nos projetos se  destinam a infraestrutura e serviços. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que concerne ao Governo  Federal, a palavra de ordem é minimizar o dano. O interesse do  Ministério do Esporte é que eventuais transtornos sejam resolvidos com a  dignidade, o respeito e as compensações que o povo brasileiro merece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já  os que apontam desvio de recursos das áreas sociais deveriam cotejar os  investimentos. Na Copa, como se viu, os investimentos chegam aos R$  25,6 bilhões. O Brasil conquistou o direito de sediar a Copa Fifa em  2007. Pois, de lá para cá, investimentos da União em educação quase  triplicaram e os destinados à saúde mais que dobraram. A Educação  recebeu R$ 311,6 bilhões. A Saúde, R$ 447 bilhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os argumentos  contra os estádios de “padrão Fifa” são autodepreciativos – e se repetem  desde a construção do Maracanã no final da década de 1940. Merecemos  estádios à altura do nosso futebol, para conforto e segurança do  torcedor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até agora, aproximadamente R$ 4 bilhões foram  emprestados – e não doados – pelo BNDES a empresas e governos estaduais.  A demora de dois anos do repasse para o Itaquerão, a Arena Corinthians  em São Paulo, deveu-se a discussões acerca das garantias bancárias  exigidas ao Corinthians.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreendendo sua importância social e  lúdica, a maioria do povo brasileiro é a favor da Copa. Nada menos que  dois terços, segundo a última pesquisa do Datafolha, continuam apoiando a  realização do evento e, pelo andar da carruagem, vão volver ao índice  próximo de 80% vigente antes da onda revisora das manifestações de  junho. Para os entrevistados, será uma “Copa alegre”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra  herança positiva da Copa poderá ser a redução do pessimismo, cultural de  uns, caviloso de outros, que duvidam da capacidade do Brasil de  realizar um empreendimento de tanta magnitude e abrem os olhos para os  problemas e os fecham para as soluções. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a soberba e  soberana Nação que construímos em cinco séculos é reduzida a  deficiências e deformidades, que certamente temos, mas que estão longe  de configurar a face de nossa formação social. Realizamos empreitadas  mais difíceis e importantes que uma Copa, e já fizemos uma em 1950,  porém a de 2014 parece objeto preferencial de um derrotismo seletivo de  várias inspirações – a começar do facciosismo político-partidário que  atira na Fifa para atingir o governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As críticas aperfeiçoam  qualquer projeto, mas a diatribe só atende à morbidez das cassandras.  Não é de hoje que viceja no Brasil um pessimismo voluptuoso. As grandes  rupturas de nossa História a guerra aos holandeses, a Independência, a  República, a Abolição e a Revolução de 30 – nunca foram perdoadas. Assim  como ainda são increpados o Maracanã e Brasília – alvos da  “fracassomania”, recidiva como um cupim autofágico, insistentemente  apontada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso em seu governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com  todas as nossas deficiências e deformidades históricas, nenhuma delas  introduzida ou agravada pela Copa, seremos capazes de usufruir os  resultados benfazejos de um evento que gera desenvolvimento em todos os  campos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como visto, a festa do futebol inova ou acelera obras de  infraestrutura para usufruto perene do povo, traz turistas, melhorias  da segurança, empregos, aumento capilarizado de negócios e consequente  incremento do PIB. Também aperfeiçoa mecanismos de transparência e  escrutínio dos gastos públicos. Ao final, ficará demonstrado que o  Brasil sabe realizar uma Copa do Mundo tanto quanto ganhá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;i&gt;Aldo Rebelo é ministro do Esporte&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;</description><link>http://robustaopiniao.blogspot.com/2013/12/publicado-em-19122013-no-conversa-afiada.html</link><author>noreply@blogger.com (monica santos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4587559987189230147.post-3553029017169717994</guid><pubDate>Fri, 29 Nov 2013 04:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-11-29T10:29:50.078-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">interrogações</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Por quê</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">senso crítico</category><title>&quot;... não ligue, não ouça, são pontos de interrogação...&quot; </title><description>&lt;br /&gt;Por quê o óbvio, às vezes, é tão obscuro?&lt;br /&gt;Por quê&amp;nbsp; as pessoas boas não entram na política se é exatamente nelas que todo mundo quer votar?&lt;br /&gt;Por quê você não se preocupa em dar uma base (nas urnas) ao governo eleito para que ele não tenha que comprar uma?&lt;br /&gt;Por quê você insiste nessa balela de MÉRITO,&amp;nbsp; se você conhece várias pessoas que trabalharam dura, honesta e competentemente uma vida inteira, que estudaram e, mesmo assim, não conseguiram sair do lugar?&lt;br /&gt;Por quê você não lê, não escuta, não argumenta?&lt;br /&gt;&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por quê&amp;nbsp; você esquece os malfeitos de uns e não esquece os de outros?&lt;br /&gt;Por quê você não investiga, pesquisa, até achar um candidato para votar que defenda aquilo em que você acredita?&lt;br /&gt;Por quê você não cobra de seus governantes/representantes que eles venham te procurar periodicamente para conversar, consultar e se explicar?&lt;br /&gt;Por quê&amp;nbsp; algumas injustiças te incomodam e outras você nem vê?&lt;br /&gt;Por quê você não enxerga os defeitos do capitalismo, não vê o tanto de miséria, desigualdade, violência e morte que ele produz?&lt;br /&gt;Por quê você vota e admira quem te explora, manipula e humilha?&lt;br /&gt;Por quê você não pede a Deus que te dê senso crítico?&lt;br /&gt;Por quê você não reconhece os seus semelhantes?&lt;br /&gt;Por quê você acha que tem direito a tudo enquanto os outros não têm direito a nada?&lt;br /&gt;Por quê você nunca se questiona?&lt;br /&gt;Por quê você sente tanta raiva, tanto ódio dos que defendem os mais pobres, dos que lutam por mais igualdade?&lt;br /&gt;Por quê entre &quot;criminosos iguais&quot;, você condena uns e absolve outros?&lt;br /&gt;Por quê você considera injustas as tentativas de reparação de injustiças?&lt;br /&gt;Por quê você condena os que fazem exatamente as mesmas coisas que você (faz ou faria, se pudesse)?&lt;br /&gt;Por quê você se recusa a entender que a desigualdade é uma construção histórica?&lt;br /&gt;Por quê você acredita em tvs, jornais e revistas?&lt;br /&gt;Por quê você fala do que não conhece, do que não sabe?&lt;br /&gt;Por quê&amp;nbsp; você condena o baixo nível dos políticos e na hora de debater usa xingamentos, palavrões e acusações falsas?&lt;br /&gt;Por quê você não procura saber se as coisas que você ouve ou lê são verdadeiras?&lt;br /&gt;Por quê você reivindica serviços públicos de qualidade e vota em candidatos/partidos que defendem as privatizações indiscriminadas?&lt;br /&gt;Por quê você condena o bolsa-família mas não condena as bolsas de estudos que estudantes de classe média recebem do governo federal?&lt;br /&gt;Por quê você não se conforma com o resultado das urnas?&lt;br /&gt;Por quê  os escândalos envolvendo psdb/dem duram só cinco minutos, mesmo quando  as falcatruas podem facilmente serem classificadas como as maiores de  todos os tempos?&lt;br /&gt;Por quê o PT tem que ser o primeiro e único a ser  condenado se, antes e depois dele, muitos e muitos e muitos outros  cometeram muitos e muitos e muitos mais crimes infinitamente mais  graves?&lt;br /&gt;Por quê&amp;nbsp; você continua assistindo - dando ibope - à rede  globo se você já sabe que ela é a instituição mais corrupta e perniciosa  deste país? &lt;br /&gt;Por quê você não reconhece os negros e os homossexuais como seres humanos feitos da mesma matéria que você? &lt;br /&gt;Por quê você quase espuma falando mal das cotas, mas não condena as isenções fiscais concedidas a grandes empresas privadas? &lt;br /&gt;Por quê você não estuda a história do seu país?&lt;br /&gt;Por quê você não assume o seu lugar no mundo?&lt;br /&gt;Por quê você não luta por um mundo melhor para todos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por quê ...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* PS. Não se altere, meu caro leitor, VOCÊ pode ser EU, ou não! </description><link>http://robustaopiniao.blogspot.com/2013/11/nao-ligue-nao-ouca-sao-pontos-de.html</link><author>noreply@blogger.com (monica santos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4587559987189230147.post-4706005403903846285</guid><pubDate>Wed, 27 Nov 2013 15:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-11-27T10:14:47.321-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">capitalismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">ideologia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">socialismo</category><title>Uma viagem totalitária...</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sim, eu ando assustada com a facilidade que algumas pessoas têm de acreditar nos grandes meios de comunicação, eu ando apavorada com a facilidade que algumas pessoas têm de repetir ideias preconceituosas, infundadas e absurdamente conservadoras. Ando muito triste com a absoluta falta de memória de alguns e a monstruosa ignorância histórica de outros. &lt;/div&gt;&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ando cansada, profundamente cansada de tentar explicar que a democracia é boa, mas é difícil de ser feita e que um governo progressista, mas que não chegou ao poder pela via da revolução (uma vez que não fomos capazes de fazê-la!), só se faz às custas de muitas concessões que, para os conscientes e bem-intencionados, sim, é extremamente difícil de aceitar. Ando assustada porque essa onda de conservadorismo, de revolta a-histórica, de preconceito, de hipocrisia, de amnésia, de falso moralismo é o terreno mais que adequado para fazer brotar a erva daninha e venenosa do retrocesso democrático-popular. Sim, eu ando muito preocupada ao ver tantas pessoas cegadas pelo preconceito, pelo ódio, pela desinformação/manipulação, pela ignorância. Eu ando profundamente assustada com o poder absoluto que as pessoas concedem a algumas instituições, a ponto de jamais questioná-las, nem diante das mais rotundas evidências...  Ando preocupada com a superficialidade, com o consumismo, com a banalização da violência, com a intolerância, com o artificialismo das relações, com a irracionalidade total e o individualismo exacerbado, ando preocupada com um mundo onde as pessoas são incapazes de olharem para si mesmas e mais incapazes ainda de ver o outro; ando preocupada com a facilidade que alguns têm de publicizar os seus preconceitos, ódios e maldades. Ando preocupada com a futilidade e a exposição exacerbada, com a pequenez, a vulgaridade e a mesquinharia reinantes. Parece que está instalada a barbárie, o vale-tudo, a estúpida e falaciosa justiça meritocrática, a suprema hipocrisia. Ando com uma saudade secular da justiça, do respeito, da fraternidade...  Quadro sombrio.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas penso cá com os meus botões: é Mônica, mas os que você acha que são ignorantes, alienados e conservadores podem achar que o mundo está mesmo perdido, mas que a &quot;culpa&quot; é dos que pensam e agem como você! Sim, é exatamente assim que eles pensam, os que querem que eu vá morar em Cuba, e eu ainda não descartei totalmente a possibilidade de eles estarem certos - mas talvez seja uma boa ideia eles irem morar nos eua!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas... não seria interessante se o mundo fosse composto por uma variedade maior de ideologias e cada nação pudesse escolher a sua, de acordo com  a vontade da maioria do seu povo, e que os discordantes intensos pudessem ir morar numa outra nação que adotasse uma ideologia com a qual se afinassem mais e fossem felizes para sempre? Quem foi que decretou que o mundo inteiro tem que se submeter a essa guerra entre capitalismo e socialismo? Por que os países não podem simplesmente respeitar as escolhas dos outros e manterem relações verdadeiras de cooperação e independência? Por que alguns países simplesmente cismam que podem impor os seus valores aos outros e promover guerras, torturas e extermínios em nome da democracia, dos direitos humanos ou de sei lá o quê? Eita mundo complicado, será que seria muito mais interessante se o mundo fosse assim e as pessoas pudessem circular e perambular e se fixarem aonde bem entenderem, ao invés de querer importar para o seu país as ideias e práticas de outros; será que seria infinitamente melhor se os países se comportassem feito bons vizinhos que se oferecem para ajudar se o outro quiser/precisar, mas não se acham no direito de interferir ou dar palpite na vida dos outros? Sei que essa &quot;viagem&quot; minha tem um viés um tanto totalitário, mas, e se as pessoas pudessem se agrupar por afinidade e ocupar apenas o espaço necessário e, ao invés de países, tivéssemos nações voluntariamente formadas, às quais as pessoas pudessem aderir voluntariamente? Sei lá, talvez fosse mais fácil...&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por que será que as pessoas e os países querem tanto ser mais poderosos, ricos e influentes? Pensando seriamente em ir morar em Cuba... e deixar aqui o Brasil para os que querem a volta do psdb ou dos militares ou a ascensão de joaquim barbosa, afinal, talvez eles mereçam o que tanto desejam!    &lt;/div&gt;</description><link>http://robustaopiniao.blogspot.com/2013/11/uma-viagem-totalitaria.html</link><author>noreply@blogger.com (monica santos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4587559987189230147.post-1863370333500929186</guid><pubDate>Wed, 09 Oct 2013 14:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-10-09T07:32:09.749-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">alianças</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">marina</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">resistência</category><title>Saudade de uma outra Marina Silva</title><description>&lt;br /&gt;&lt;span class=&quot;userContent&quot; data-ft=&quot;{&amp;quot;tn&amp;quot;:&amp;quot;K&amp;quot;}&quot;&gt;&lt;br /&gt; Houve um tempo em que eu era fã da Marina Silva, era um tempo áureo em  que ela era aliada de Chico Mendes e não de Ronaldo Caiado ou  Bornhausen. Fico aqui pensando com os meus botões: será que a decepção  de Marina com o Lula e o PT é maior do que a minha decepção com ela?  Quando ela resolveu sair do PT, me veio uma dúvida violenta, fiquei sem  saber o que pensar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt; &lt;span class=&quot;text_exposed_show&quot;&gt;pois não vi nenhuma  explicação razoável e convincente da parte do PT para a saída dela e por  algum tempo fiquei achando que deixar a Marina ir embora ou até mesmo  provocar a saída dela tinha sido um grande erro... Mas aí a Marina  começou a falar bobagens e a fazer alianças espúrias, que bom que ela  saiu, já foi tarde. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Há controvérsias, se disse ou não disse,  mas se ela disse aquela bobagem sobre o Lula e a Dilma serem chavistas,  então ela desbandeirou de vez, pois eu achei que a Marina tinha sido  chavista também, vejam só que inocência a minha, houve um tempo em que  ela esteve ao lado dos seringueiros, dos ambientalistas, dos  trabalhadores, da justiça, da igualdade, da solidariedade... ou será que  não? Será que a Marina ignora o que as sucessivas eleições de Chávez  representaram para o povo venezuelano? Será que, tal como qualquer  comentarista do rol dos mais reacionários, ela condena Chávez e o  chavismo por ter rompido com a submissão histórica do povo venezuelano  aos desígnios quase satânicos de uma elite entreguista, ignorante,  subserviente e desconectada do mundo real? &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Marina iniciou sua  carreira política participando de movimentos de resistência e lutando  pela preservação da floresta Amazônica. Tinha ideias progressistas e uma  prática coerente, por isso tornou-se uma liderança respeitada. Será que  a nossa ex-grande senadora esqueceu mesmo TODOS os seus antigos  companheiros, aqueles dos tempos em que ela lutava contra o grande  capital, contra o latifúndio, contra a destruição das florestas, contra a  desigualdade, contra a injustiça..? Será que considera, agora,  simplesmente que eles estão todos e totalmente errados? Será que naquela  cabecinha “tresvairada” dança o pensamento de que antigamente ela  estava errada e agora ela está certa? Por falar nisso, a Marina já pediu  perdão ao povo brasileiro por todas as vezes que ela concordou, lutou e  votou junto com o maior de todos vilões, o Partido dos Trabalhadores?     &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Bons tempos aqueles!  Ah, mas as coisas mudaram, as pessoas  mudaram, tudo mudou desde então, é, parece que a única que não mudou  muito fui eu e sei lá se isso é tão bom assim! O PT e o Lula e a Dilma,  em nome da governabilidade, fizeram acordos e alianças com políticos e  partidos totalmente questionáveis, para dizer o mínimo, mas, pelo menos,  eles podem argumentar que foi em nome da governabilidade e em prol de  vários avanços sociais inquestionáveis. Eu não acho que isso justifica  tudo, algumas concessões e alianças continuam sendo um espinho  atravessado bem no meio da minha garganta, mas alguém que se diz de  esquerda, que critica veementemente as concessões petistas e que  pretende ser diferente ou fazer a diferença na política se aliar a  “coisas”, mais espúrias ainda, e sem a desculpa da governabilidade, aí  pega mal, né? É o suprassumo da incoerência, do oportunismo, da  fragilidade programática, do conservadorismo!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A única coisa boa  que a Marina tem é o seu passado, sua história, mas isso ela está  jogando no lixo, aparentemente sem remorsos; num movimento que aparenta  ser marcado apenas pelo ressentimento, pela ignorância, pelo  oportunismo, pela fome de poder a qualquer preço... tão igual ao que  temos de pior... Lamentável!&lt;/span&gt;</description><link>http://robustaopiniao.blogspot.com/2013/10/saudade-de-uma-outra-marina-silva.html</link><author>noreply@blogger.com (monica santos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4587559987189230147.post-728393477472511037</guid><pubDate>Fri, 04 Oct 2013 14:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-12-04T11:06:46.950-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Constituição</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">História</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">iniciativa popular</category><title>Em 1988 nós melhoramos um pouquinho o Brasil!</title><description>Amanhã, a Constituição Federal completa 25 anos e, apesar de todos os ataques e de todas as violações, a data merece ser comemorada. Exatamente no meio da década de 80, algumas lideranças sindicais, políticas e populares iniciaram um movimento pela participação popular na elaboração da Constituição e eu tenho muito orgulho de ter participado ativamente desta história. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me que ainda em Itaúna montamos um comitê e o nosso principal trabalho foi a elaboração de vários dossiês dos partidos políticos (não era numa perspectiva de denúncia, não!) para que as pessoas pudessem conhecer os programas partidários, as propostas e o comportamento dos parlamentares de cada um dos partidos e, fundamentadas nessas informações, pudessem votar de forma mais consciente.&lt;br /&gt;&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt; Foi um trabalho muito legal e acabamos conseguindo eleger alguns deputados e senadores - no Brasil inteiro - afinados/comprometidos com propostas populares como reforma agrária, democratização dos meios de comunicação (Deus do céu, como essa luta é antiga!!!), jornada de 40 horas, iniciativa popular, direitos das crianças e dos adolescentes e muitas outras &quot;bandeiras&quot;. Em seguida mudei-me para BH e lá fui trabalhar, inicialmente como voluntária apesar de ser pobre como o Jó, no Comitê Pró-Participação Popular na Constituinte/Minas Gerais. Junto com pessoas politizadas, conscientes, generosas e progressistas como Carlos Morais, Maria Aldina, Soraia, Dazinho, Regina, Cebola, Célio, Rômulo, Maritza, Carlos da CPT, Cida, Márcio Godinho e tantos outros, fizemos inúmeros grupos de discussão, redigimos propostas, recolhemos assinaturas, fizemos o jornal Boca no Trombone, espalhamos material por todas essas Minas Gerais, montamos barraquinhas de coletas de assinaturas no Centro de Belo Horizonte e em várias outras cidades, conversamos com as pessoas, fizemos caravanas para levar as assinaturas até Brasília, fomos participar de algumas votações, denunciamos quem estava votando contra as propostas populares, enfim, fomos tecendo ponto a ponto uma rede imensa e bonita formada por pessoas que de fato queriam construir um Brasil melhor, mais democrático, mais justo, mais popular. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas de nossas propostas foram acolhidas e hoje estão inscritas lá no texto Constitucional, outras foram inicialmente acolhidas, mas derrubadas depois, em vários arroubos conservadores que vivemos nestes últimos 25 anos, especialmente no Congresso Nacional&amp;nbsp; e outras não conseguimos aprovar porque naquelas épocas de União &quot;Democrática&quot; Ruralista-UDR e Centrão - bloco conservador que uniu todas as forças retrógradas do Congresso - não era nada fácil aprovar propostas mais avançadas. Lembro-me que no trabalho de coletar assinaturas conversávamos com as pessoas e lhes falávamos da importância de acompanhar/fiscalizar os parlamentares que elas tinham ajudado a eleger e lembro-me também que, normalmente, tínhamos mais de 10 propostas para apresentar aos cidadãos que só podiam assinar 3, mas queriam assinar todas; eu, particularmente, fazia um lobbyzinho em favor das emendas da iniciativa popular, democratização dos meios de comunicação e desmilitarização das polícias - há muito tempo que acredito que essas são lutas fundamentais - já que as propostas da reforma agrária, da saúde, da educação, direitos dos trabalhadores, defesa do meio-ambiente ... já tinham um número expressivo de assinaturas.&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje revendo toda essa história penso que mais do que o produto final, o que fizemos de melhor foi o processo, tenho certeza de que as lutas daquele momento marcaram definitivamente as pessoas que nelas se engajaram, eu bem que gostaria de ter um registro visual daquele processo todo, gostaria muito de participar de novo de um movimento como aquele, claro que é muito saudosismo de minha parte, mas o que me encantou e o que me ganhou foi a absoluta clareza que tínhamos das nossas reivindicações, dos nossos objetivos, das estratégias, dos conflitos... não estávamos ali por oba-oba, por modismo ou por manipulação, estávamos porque tínhamos consciência de que direitos só se conquistam com muita luta, de que mudanças se constroem lentamente, de que a História pode ser feita por aqueles que sonham e lutam...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente no Brasil o próprio Estado, algumas vezes, descumpre a lei, de tal forma que nem sempre uma lei boa é garantia de qualquer coisa e, obviamente, essa discussão acontecia naquele momento também, a ponto de algumas vezes nos questionarmos sobre a validade de todo aquele trabalho, mas ... o fato é que conseguimos fazer, apesar de várias derrotas difíceis de engolir, a Constituição Cidadã, uma das melhores do mundo e o processo com certeza foi um aprendizado muito grande. Amanhã é dia de parabenizarmos aqueles que naquele momento não se furtaram à oportunidade de escrever uma página bonita da nossa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description><link>http://robustaopiniao.blogspot.com/2013/10/em-1988-nos-melhoramos-um-pouquinho-o.html</link><author>noreply@blogger.com (monica santos)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4587559987189230147.post-3158907118735906494</guid><pubDate>Thu, 18 Jul 2013 13:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-02-05T07:09:33.318-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">brasileiros</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dilma.</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">se eu fosse</category><title>Se eu fosse a Dilma...</title><description>&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;P { margin-bottom: 0.21cm; direction: ltr; color: rgb(0, 0, 0); }P.western { font-family: &quot;Liberation Serif&quot;,&quot;Times New Roman&quot;,serif; font-size: 12pt; }P.cjk { font-family: &quot;DejaVu Sans&quot;; font-size: 12pt; }P.ctl { font-family: &quot;Lohit Hindi&quot;; font-size: 12pt; }&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;Se eu fosse a Dilma (outro dia, alguém na rua gritou: ei Dilma, tudo bem? rsrsrs) eu também teria feito uma pronunciamento à nação, bem mais longo - é verdade,  no qual faria algumas propostas e anunciaria medidas para responder/atender aos protestos das ruas.  &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;Seria assim:&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;“Brasileiros e Brasileiras, boa noite. Em primeiro lugar gostaria de confessar a vocês que fiquei um pouco assustada com esse repentino “acordar”,  com tantas reivindicações e com a ira de alguns manifestantes contra esta Presidenta que vos fala. Vocês hão de concordar que muitas das reivindicações não deveriam ser dirigidas a mim, tem várias das demandas apresentadas que são para os governos locais ou estaduais, para os legislativos municipais, estaduais e federal, para o Judiciário, o Ministério Público etc. Mas, passado o susto, e reconhecendo que cabe ao governo federal a iniciativa de propor melhorias em várias áreas, quero parabenizar e dar as boas-vindas a todos que resolveram assumir a sua condição de cidadão, isso é muito bom e essencial para o aperfeiçoamento da democracia brasileira.  &lt;/div&gt;&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;Um primeiro ponto a ser ressaltado é que estou abrindo as portas do Palácio do Governo para receber e dialogar com todas as lideranças dos legítimos movimentos que se espalharam pelo Brasil.  Estou ouvindo a voz das ruas, as reivindicações por melhorias nos transportes, na saúde, na educação, na segurança e na política brasileira. Estou ouvindo e considero as reivindicações muito justas, mas tenho que lhes dizer que a maioria delas não depende só da minha vontade, sou &lt;u&gt;&lt;b&gt;Presidenta&lt;/b&gt;&lt;/u&gt; do Brasil, não tenho poderes absolutos e não posso decidir tudo sozinha, as medidas que vou propor precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional, vivemos numa democracia representativa. Algumas destas propostas, aliás, já foram apresentadas em outros momentos e simplesmente rejeitadas pela maioria dos Deputados e Senadores eleitos pelo povo brasileiro.  &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;Mas, vamos às propostas que tenho para melhorar a vida dos brasileiros:&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;I – REEDIÇÃO POR TEMPO INDETERMINADO DA CPMF COM ALIQUOTA DE 0,3% SOBRE QUALQUER MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA, COM ARRECADAÇÃO VINCULADA AO FINANCIAMENTO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS). O SUS é um sistema gigantesco tal como o Brasil, é preciso um recurso monumental para possibilitar que este sistema funcione melhor e a CPMF é um “imposto” mais justo, no qual a sonegação é quase impossível. Não será um imposto a mais para os trabalhadores e assalariados pois essa medida vem acompanhada por uma outra que é a …;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;II – CRIAÇÃO DO IMPOSTO SOBRE GRANDES FORTUNAS – eu acredito na máxima que diz que “quem tem mais deve contribuir mais”, é mais justo, não é? É claro que a proposta tem que ser redigida com maiores detalhes, mas, em linhas gerais, a proposta é essa: TODA E QUALQUER PESSOA COM PATRIMÔNIO IGUAL OU SUPERIOR A R$10.000.000,00 (DEZ MILHÕES DE REAIS) PAGARÁ A TÍTULO DE IMPOSTO SOBRE GRANDES FORTUNAS 3% SOBRE O VALOR TOTAL DO SEU PATRIMÔNIO, ANUALMENTE;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;III  – DESTINAÇÃO DE 100% DOS ROYALTIES DO PETRÓLEO PARA A EDUCAÇÃO PÚBLICA BRASILEIRA DE NÍVEL BÁSICO;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;IV – CRIAÇÃO DE UM PISO NACIONAL PARA OS PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA DE R$ 3.500,00 PARA JORNADA SEMANAL DE 40H (SENDO 25 HORAS EM SALA DE AULA E 15 HORAS PARA PLANEJAMENTO, CORREÇÃO DE TRABALHOS E FORMAÇÃO EM SERVIÇO) E PROIBIÇÃO DE EXERCÍCIO DE QUALQUER OUTRO CARGO PÚBLICO OU PRIVADO;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;V - Revisão do Imposto de Renda – a partir da vigência desta Lei, SOMENTE PAGARÃO IMPOSTO DE RENDA AS PESSOAS QUE TENHAM RENDA MENSAL SUPERIOR A R$ 10.000,00 (DEZ MIL REAIS). AS NOVAS FAIXAS DE CONTRIBUIÇÃO E ALÍQUOTAS SERÃO:  &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;- DE R$ 10.001,00 A R$ 15.000,00 – 10%&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;- DE R$ 15.001,00 A R$ 20.000,00 – 15%&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;- + DE R$ 20.001,00 – 25%;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;VI – DESMILITARIZAÇÃO DAS POLÍCIAS ESTADUAIS A FIM DE QUE AS MESMAS PASSEM A TER TREINAMENTO ESPECÍFICO PARA GARANTIR A SEGURANÇA DOS CIDADÃOS, SENDO ESTE O SEU FIM PRECÍPUO;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;VII – REFORMA POLÍTICA URGENTÍSSIMA COM PLEBISCITO PERGUNTANDO SOBRE FINANCIAMENTO PÚBLICO DE CAMPANHAS, VOTO SECRETO, REELEIÇÃO, FIDELIDADE PARTIDÁRIA E POLÍTICA DE REMUNERAÇÃO DOS CARGOS PÚBLICOS.  &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;* O PLEBISCITO SERÁ REALIZADO NO PRAZO DE 90 DIAS A CONTAR DESTA DATA E SERÁ PROIBIDA CAMPANHA PÚBLICA A FAVOR OU CONTRA QUALQUER UM DOS ITENS, CABERÁ AO CIDADÃO A TAREFA DE BUSCAR INFORMAÇÕES E DISCUTIR O TEMA NA SUA FAMÍLIA, COM OS AMIGOS, NA ESCOLA, NA SUA COMUNIDADE, NAS REDES SOCIAIS. COMO  A LEI DA REFORMA POLÍTICA ENVOLVE VÁRIOS OUTRAS QUESTÕES – E NÃO É POSSÍVEL CONSULTAR O POVO PREVIAMENTE SOBRE TODAS ELAS – ELA (A LEI) SERÁ SUBMETIDA, POSTERIORMENTE, A REFERENDO POPULAR;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;VIII – CRIAÇÃO DO MARCO REGULATÓRIO DAS COMUNICAÇÕES COM O OBJETIVO DE DEMOCRATIZAR AS COMUNICAÇÕES NO BRASIL, CONTEMPLANDO, ENTRE OUTRAS, AS SEGUINTES QUESTÕES:&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;* CRIAÇÃO DE UM CONSELHO FORMADO POR REPRESENTANTES DAS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS LIGADAS À ÁREA DA COMUNICAÇÃO, DO MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES E MINISTÉRIO DA CULTURA PARA DELIBERAR SOBRE AS CONCESSÕES E RENOVAÇÕES DE CONCESSÕES DE ESTAÇÕES DE RÁDIO E  DE TV.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;* CRIAÇÃO DE UM CONSELHO TRIPARTITE – FORMADO POR REPRESENTANTES DAS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS, DAS REDES DE COMUNICAÇÃO E DO GOVERNO (MUNICIPAL, ESTADUAL OU FEDERAL, CONFORME A ABRANGÊNCIA DA REDE)  PARA FISCALIZAR E DELIBERAR SOBRE AS PROGRAMAÇÕES DA TELEVISÃO OU ESTAÇÃO DE RÁDIO.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;* DETERMINAÇÃO DE QUE, NO MÍNIMO, 70% DAS PROGRAMAÇÕES DE TODAS AS EMISSORAS SEJAM, OBRIGATORIAMENTE, PRODUZIDAS NO BRASIL.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;* DESTINAÇÃO DE UMA COTA SEMANAL GRATUITA  DE 40 MINUTOS, EM HORÁRIO NOBRE E EM TODAS AS REDES, PARA USO DOS EXECUTIVOS (FEDERAL - 20MIN, ESTADUAL – 10MIN - E MUNICIPAL - 10MIN) PARA VEICULAÇÃO DE CAMPANHAS INFORMATIVAS E FORMATIVAS (APROVADAS PELO CONSELHO TRIPARTITE CORRESPONDENTE) OU PRONUNCIAMENTOS OFICIAIS.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;Brasileiros e Brasileiras, estas são as propostas que vou apresentar ao Congresso Nacional, vivemos numa democracia  e ao Congresso cabe aprovar os projetos de interesse do povo brasileiro, para isso foram eleitos. A participação de cada brasileiro é absolutamente necessária neste momento e ela consistirá em fiscalizar/cobrar do deputado/senador que cada brasileiro ajudou a eleger – se o seu candidato não foi eleito, cobre dos outros deputados do partido, pois o seu voto contou para a legenda – é preciso que cada cidadão brasileiro deixe muito claro para o “seu” deputado/senador o que ele pensa e como quer que ele vote em cada uma dessas propostas. Procure estudar e discutir com sua família e amigos essas propostas e se achar, como eu acho, que elas são essenciais para que o Brasil possa avançar mais, cobre, exija, fiscalize! Claro que essas medidas não são suficientes, são necessárias muitas outras. Mas eu acho que elas são as mais urgentes e respondem bem às reivindicações de todos vocês.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;Sua participação é muito importante em todos os momentos, o Brasil precisa que você se manifeste, que você cobre, que você proteste, que você seja um cidadão de verdade e contribua para que as melhorias aconteçam e beneficiem a todos os brasileiros. Só assim construiremos, de fato, um pais do qual cada um de nós poderá sentir orgulho. Brasileiros e Brasileiras obrigada, conto com cada um de vocês para que possamos melhorar cada vez mais o nosso tão querido Brasil. Boa noite!  &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://robustaopiniao.blogspot.com/2013/07/se-eu-fosse-dilma.html</link><author>noreply@blogger.com (monica santos)</author><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>