<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" ><generator uri="https://jekyllrb.com/" version="4.4.1">Jekyll</generator><link href="https://rodrigo.ghed.in/feed.xml" rel="self" type="application/atom+xml" /><link href="https://rodrigo.ghed.in/" rel="alternate" type="text/html" /><updated>2026-05-22T13:41:38+00:00</updated><id>https://rodrigo.ghed.in/feed.xml</id><title type="html">rodrigo.ghed.in</title><subtitle>O jardim digital de Rodrigo Ghedin</subtitle><author><name>Rodrigo Ghedin</name></author><entry><title type="html">Homem de meia idade que vai aos lugares calçando tênis de corrida</title><link href="https://rodrigo.ghed.in/blog/homem-meia-idade-tenis-corrida" rel="alternate" type="text/html" title="Homem de meia idade que vai aos lugares calçando tênis de corrida" /><published>2026-05-22T13:40:00+00:00</published><updated>2026-05-22T13:40:00+00:00</updated><id>https://rodrigo.ghed.in/blog/homem-meia-idade-tenis-corrida</id><content type="html" xml:base="https://rodrigo.ghed.in/blog/homem-meia-idade-tenis-corrida"><![CDATA[<p>Tornei-me uma pessoa que jamais imaginei que seria: o homem de meia idade que vai aos lugares calçando tênis de corrida.</p>

<p>O tênis de corrida é brega por definição, até mesmo quando você está correndo. Sempre grande, com visual “ousado”, por vezes em cores chamativas. (O meu tem cores discretas.) E, nos últimos anos, com a mutação da corrida de “esporte universal” em “pretexto para postar no Instagram”, virou também mais um lugar no nosso corpo para marcas anunciarem. O meu par tem o nome do próprio tênis, em letras garrafais, em um dos lados de cada pé. Brega e meio.</p>

<p>No final de 2025, incentivado pelo clima atípico que fazia em Curitiba (Sol, sem chuva, temperatura agradável), passei a apenas… andar mais. Para qualquer compromisso num raio de até dois quilômetros, calçava o tênis e ia andando.</p>

<p>O clima cagado de Curitiba nos leva a atitudes vergonhosas, como pedir um carro de aplicativo para se deslocar por um quilômetro, por exemplo. Aberturas raras ao padrão, como essa, têm que ser aproveitadas.</p>

<p>Já em 2026, acho que também contribuiu para consolidar o novo hábito a epifania de <a href="https://manualdousuario.net/vicio-telas/">me ver como alguém viciado em telas</a>. O vício descortinado gerou uma mudança abrupta e, de repente, passei a aceitar — e até gostar! — de andar 15, 20 minutos para chegar e voltar dos lugares, sem aquela urgência de voltar para a frente de uma tela.</p>

<p>(Ter um trabalho flexível, sem horários, ajuda bastante, não nego.)</p>

<p>A única prova que tenho dessa mudança é o pedômetro embutido no celular, que me esqueço que existe, mas que está ali, monitorando os meus passos (literalmente) desde 2016.</p>

<p>Em 2025, a minha média diária de passos foi de 2.586. Em 2026, ela subiu para 5.117, quase o dobro (+97,9%). É a maior média desde o início do monitoramento.</p>

<p>Entre estar apresentável e andar mais, escolhi andar mais.</p>]]></content><author><name>Rodrigo Ghedin</name></author><category term="textoes" /><summary type="html"><![CDATA[Tornei-me uma pessoa que jamais imaginei que seria: o homem de meia idade que vai aos lugares calçando tênis de corrida.]]></summary></entry><entry><title type="html">Troquei os meus óculos. Expectativa: semblante de…</title><link href="https://rodrigo.ghed.in/blog/troquei-meus-oculos" rel="alternate" type="text/html" title="Troquei os meus óculos. Expectativa: semblante de…" /><published>2026-05-21T12:31:00+00:00</published><updated>2026-05-21T12:31:00+00:00</updated><id>https://rodrigo.ghed.in/blog/troquei-meus-oculos</id><content type="html" xml:base="https://rodrigo.ghed.in/blog/troquei-meus-oculos"><![CDATA[<p>Troquei os meus óculos.</p>

<p>Expectativa: semblante de homem sério, quase um intelectual.</p>

<p>Realidade: “está parecendo o Harry Potter”, segundo a P.</p>

<p>(Acho que foi por causa do cachecol. Os óculos ficaram bem em mim e todo mundo gostou.)</p>]]></content><author><name>Rodrigo Ghedin</name></author><category term="notinhas" /><summary type="html"><![CDATA[Troquei os meus óculos.]]></summary></entry><entry><title type="html">Confesso que às vezes entro no LinkedIn só para arrumar…</title><link href="https://rodrigo.ghed.in/blog/linkedin-confusao-constrangimento" rel="alternate" type="text/html" title="Confesso que às vezes entro no LinkedIn só para arrumar…" /><published>2026-05-07T15:07:00+00:00</published><updated>2026-05-07T15:07:00+00:00</updated><id>https://rodrigo.ghed.in/blog/linkedin-confusao-constrangimento</id><content type="html" xml:base="https://rodrigo.ghed.in/blog/linkedin-confusao-constrangimento"><![CDATA[<p>Confesso que às vezes entro no LinkedIn só para arrumar confusão e causar constrangimento.</p>]]></content><author><name>Rodrigo Ghedin</name></author><category term="notinhas" /><summary type="html"><![CDATA[Confesso que às vezes entro no LinkedIn só para arrumar confusão e causar constrangimento.]]></summary></entry><entry><title type="html">Peguei o resultado da ressonância magnética do crânio…</title><link href="https://rodrigo.ghed.in/blog/ressonancia-cranio" rel="alternate" type="text/html" title="Peguei o resultado da ressonância magnética do crânio…" /><published>2026-04-27T17:42:00+00:00</published><updated>2026-04-27T17:42:00+00:00</updated><id>https://rodrigo.ghed.in/blog/ressonancia-cranio</id><content type="html" xml:base="https://rodrigo.ghed.in/blog/ressonancia-cranio"><![CDATA[<p>Peguei o resultado da ressonância magnética do crânio (investigação da enxaqueca) e me vi por um ângulo inédito. Fascinante quanta coisa tem dentro deste cabeção.</p>]]></content><author><name>Rodrigo Ghedin</name></author><category term="notinhas" /><summary type="html"><![CDATA[Peguei o resultado da ressonância magnética do crânio (investigação da enxaqueca) e me vi por um ângulo inédito. Fascinante quanta coisa tem dentro deste cabeção.]]></summary></entry><entry><title type="html">Um mistério que me aflige é por que todo motorista…</title><link href="https://rodrigo.ghed.in/blog/todo-motorista-de-aplicativo" rel="alternate" type="text/html" title="Um mistério que me aflige é por que todo motorista…" /><published>2026-04-23T21:21:00+00:00</published><updated>2026-04-23T21:21:00+00:00</updated><id>https://rodrigo.ghed.in/blog/todo-motorista-de-aplicativo</id><content type="html" xml:base="https://rodrigo.ghed.in/blog/todo-motorista-de-aplicativo"><![CDATA[<p>Um mistério que me aflige é por que todo motorista de aplicativo que anda de BYD não remove o plástico que vem de fábrica das telas. Está escrito no próprio plástico que é para remover. (Embora esteja em inglês e mandarim.) A síndrome de Estocolmo da galera com película de celular é enorme.</p>]]></content><author><name>Rodrigo Ghedin</name></author><category term="notinhas" /><summary type="html"><![CDATA[Um mistério que me aflige é por que todo motorista de aplicativo que anda de BYD não remove o plástico que vem de fábrica das telas. Está escrito no próprio plástico que é para remover. (Embora esteja em inglês e mandarim.) A síndrome de Estocolmo da galera com película de celular é enorme.]]></summary></entry><entry><title type="html">Ninguém liga para o investidor</title><link href="https://rodrigo.ghed.in/blog/ninguem-liga-investidor" rel="alternate" type="text/html" title="Ninguém liga para o investidor" /><published>2026-04-18T17:11:00+00:00</published><updated>2026-04-18T17:11:00+00:00</updated><id>https://rodrigo.ghed.in/blog/ninguem-liga-investidor</id><content type="html" xml:base="https://rodrigo.ghed.in/blog/ninguem-liga-investidor"><![CDATA[<p>Tenho o péssimo hábito de ler algumas publicações de negócios. Todos os assuntos partem da premissa de que a ~economia é natural e o que guia as nossas vidas. Caso em tela: “‘Duplo’ feriado no Brasil impõe risco adicional ao investidor”, publicada no site NeoFeed nesta sexta (17).</p>

<p>Perdoe o meu francês, mas foda-se o investidor. Ninguém liga para ele.</p>

<p>Ainda nesse assunto, estamos lendo o livro “Tecnofeudalismo: O que matou o capitalismo”, do grego Yanis Varoufakis, no grupo de leitura do Manual.</p>

<p>No primeiro capítulo, ele faz uma breve reconstituição do processo de financeirização — a redução da experiência humana a transações comerciais —, da privatização das terras comunais na Inglaterra do século XVIII (“cercamento”) ao “capital-nuvem” das big techs.</p>

<p>A partir dos anos 1970, ainda segundo Yanis, o computador viabilizou uma complexidade nos investimentos além da compreensão humana, o que, combinado com desregulação e outras medidas do governo estadunidense para sustentar o dólar como moeda global, transformou a ~economia em uma gigantesca aposta que supera múltiplas vezes a riqueza existente no planeta.</p>

<p>Meio doido, isso: investidores apostam dinheiro que não existe em promessas irrealizáveis (crescimento infinito) e, de alguma forma, todo mundo, da pessoa mais ferrada a governos mundo afora, aceita — por bem ou por mal — não só acreditar, mas a pautar a própria vida por essa ficção delirante.</p>

<p>Talvez devêssemos apontar com mais frequência que o rei está nu. Que sempre esteve.</p>]]></content><author><name>Rodrigo Ghedin</name></author><category term="textoes" /><summary type="html"><![CDATA[Tenho o péssimo hábito de ler algumas publicações de negócios. Todos os assuntos partem da premissa de que a ~economia é natural e o que guia as nossas vidas. Caso em tela: “‘Duplo’ feriado no Brasil impõe risco adicional ao investidor”, publicada no site NeoFeed nesta sexta (17).]]></summary></entry><entry><title type="html">Se pensarmos bem, todos nós somos como as IAs em…</title><link href="https://rodrigo.ghed.in/blog/somos-todos-ia" rel="alternate" type="text/html" title="Se pensarmos bem, todos nós somos como as IAs em…" /><published>2026-04-13T20:30:00+00:00</published><updated>2026-04-13T20:30:00+00:00</updated><id>https://rodrigo.ghed.in/blog/somos-todos-ia</id><content type="html" xml:base="https://rodrigo.ghed.in/blog/somos-todos-ia"><![CDATA[<p>Se pensarmos bem, todos nós somos como as IAs em assuntos específicos, com o conhecimento limitado até uma data.</p>

<p>Video games? Acompanhei até 2015. Não me pergunte nada após esse ano.</p>

<p>Memes? Lembro até de uns obscuros pré-2018. Depois disso, mudei para o time dos idosos que não entendem referências da internet.</p>]]></content><author><name>Rodrigo Ghedin</name></author><category term="notinhas" /><summary type="html"><![CDATA[Se pensarmos bem, todos nós somos como as IAs em assuntos específicos, com o conhecimento limitado até uma data.]]></summary></entry><entry><title type="html">Hoje tive um pesadelo em que eu clicava em…</title><link href="https://rodrigo.ghed.in/blog/pesadelo-windows" rel="alternate" type="text/html" title="Hoje tive um pesadelo em que eu clicava em…" /><published>2026-04-07T12:32:00+00:00</published><updated>2026-04-07T12:32:00+00:00</updated><id>https://rodrigo.ghed.in/blog/pesadelo-windows</id><content type="html" xml:base="https://rodrigo.ghed.in/blog/pesadelo-windows"><![CDATA[<p>Hoje tive um pesadelo em que eu clicava em um link suspeito e o meu notebook mudava do macOS para um Windows infestado de vírus. A parte angustiante é que eu não conseguia reverter e ficava tentando e tentando e tentando…</p>

<p>Chegou uma hora em que me levantei (real) e fui conferir se estava tudo bem com o notebook. Estava tudo bem.</p>]]></content><author><name>Rodrigo Ghedin</name></author><category term="notinhas" /><summary type="html"><![CDATA[Hoje tive um pesadelo em que eu clicava em um link suspeito e o meu notebook mudava do macOS para um Windows infestado de vírus. A parte angustiante é que eu não conseguia reverter e ficava tentando e tentando e tentando…]]></summary></entry><entry><title type="html">Falando seríssimo: por que aquele chapéu em…</title><link href="https://rodrigo.ghed.in/blog/chapeu-vietnamita" rel="alternate" type="text/html" title="Falando seríssimo: por que aquele chapéu em…" /><published>2026-03-24T17:10:00+00:00</published><updated>2026-03-24T17:10:00+00:00</updated><id>https://rodrigo.ghed.in/blog/chapeu-vietnamita</id><content type="html" xml:base="https://rodrigo.ghed.in/blog/chapeu-vietnamita"><![CDATA[<p>Falando seríssimo: por que aquele chapéu em formato de cone, típico na Ásia (Vietnã, China), não é usado no Brasil? Esse Sol de rachar… O chapéu é tipo um guarda-sol pessoal. Seria estranho se eu usasse um?</p>]]></content><author><name>Rodrigo Ghedin</name></author><category term="notinhas" /><summary type="html"><![CDATA[Falando seríssimo: por que aquele chapéu em formato de cone, típico na Ásia (Vietnã, China), não é usado no Brasil? Esse Sol de rachar… O chapéu é tipo um guarda-sol pessoal. Seria estranho se eu usasse um?]]></summary></entry><entry><title type="html">Opinião</title><link href="https://rodrigo.ghed.in/blog/opiniao" rel="alternate" type="text/html" title="Opinião" /><published>2026-03-07T20:42:00+00:00</published><updated>2026-03-07T20:42:00+00:00</updated><id>https://rodrigo.ghed.in/blog/opiniao</id><content type="html" xml:base="https://rodrigo.ghed.in/blog/opiniao"><![CDATA[<p>O texto mais fácil e difícil de produzir é o opinativo. Fácil porque a opinião dispensa qualquer experiência ou compromisso — no final é a minha opinião, mesmo que sem embasamento. E difícil porque fácil: não existe barreira para opinar, os incentivos à prática no digital são fortes e disso resulta uma profusão de opiniões.</p>

<p>No meu outro blog, o Manual do Usuário, faz alguns anos que a linha editorial consiste em opinar. Deixei de lado a reportagem — que é o texto com opiniões de outras pessoas melhor informadas. Meio pretensioso, mas é o que tem para hoje.</p>

<p>Em comentários privados e às vezes públicos, os leitores manifestam apreço pelo formato, ou pelas minhas opiniões. Fico feliz.</p>

<p>Apesar de satisfeito com a direção do Manual, tenho tido dificuldade para opinar. O tipo que me permito pressupõe um conhecimento (de eventos, bastidores e/ou empíricos) que por vezes não tenho. O que parece não ser um grande problema para o resto da internet.</p>

<p>Vide, para ficar num exemplo do momento, o tanto de opiniões sobre a estratégia da Apple com o anúncio do MacBook Neo, seu novo notebook de entrada. Muita gente tecendo opiniões incisivas e complexas, num ritmo acachapante, dos motivos da empresa, ou dos seus executivos, ao lançar uma nova linha de produtos.</p>

<p>De onde vêm essas opiniões? Entendo que é possível formulá-las a partir da conjuntura, cruzando informações oficiais, dados públicos, o histórico recente da Apple. Eu faço isso vez ou outra. Só que mesmo com todas essas informações, é difícil soltar uma opinião que não possa ser confundida com ou que seja apenas “vozes da minha cabeça”. (Essa sensação é pior no YouTube, acho que por causa dos títulos e imagens apelativos.)</p>

<p>A gente (talvez) entenda melhor a lógica da Apple na próxima conferência com investidores, quando o CEO e outros executivos apresentarem os dados do trimestre e darem explicações. As que lhes convêm, pelo menos. E de reportagens com fontes anônimas — opiniões de quem tem alguma informação privilegiada que a Apple não quer divulgar.</p>

<p>Eu, aqui de casa ou de algum café no entorno, que só assisti a um comercial do novo MacBook, li o comunicado à imprensa da Apple e algumas notícias e impressões iniciais de quem esteve no evento de lançamento do notebook, em outro país, a milhares de quilômetros de distância… o que poderia acrescentar que já não foi dito?</p>

<p>Nos últimos anos, tenho diminuído a distância entre o que escrevo/opino e o objeto da opinião. Sinto-me confortável em relatar experiências. Nesses casos, a distância é zero e, mais importante, são textos que dialogam com algo mais palpável na vida de quem lê. Opinar de um notebook que nem foi lançado ainda…?</p>

<p>Para além disso, tenho sido seletivo, o que quase sempre me leva a silenciar.</p>

<p>Num sentido mais abstrato, ou subconsciente, acho que estou também tentando dar a minha contribuição para diminuir o ruído informacional incessante e crescente neste século. É opinião demais, e muita opinião ruim ou, pior, que não acrescenta ou que desinforma. Prefiro um ambiente menos barulhento, mais calmo.</p>]]></content><author><name>Rodrigo Ghedin</name></author><category term="textoes" /><summary type="html"><![CDATA[O texto mais fácil e difícil de produzir é o opinativo. Fácil porque a opinião dispensa qualquer experiência ou compromisso — no final é a minha opinião, mesmo que sem embasamento. E difícil porque fácil: não existe barreira para opinar, os incentivos à prática no digital são fortes e disso resulta uma profusão de opiniões.]]></summary></entry></feed>