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&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=6512026537300597390" name="OLE_LINK14"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://www.patiodosgentios.com/wp-content/uploads/2011/01/Alteridade.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="291" src="http://www.patiodosgentios.com/wp-content/uploads/2011/01/Alteridade.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=6512026537300597390" name="OLE_LINK14"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=6512026537300597390" name="OLE_LINK13"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=6512026537300597390" name="OLE_LINK12"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=6512026537300597390" name="OLE_LINK10"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;Diz um
conto já clássico de Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto) que uma velhinha, todos
os dias, passava na fronteira pilotando uma lambreta, carregando um saco de
areia. Desconfiado, um dos agentes fez várias batidas e nunca a flagrou
transportando nada que não fosse o mero saco. Já vencido pelo cansaço, fez uma
proposta. Jurou que nunca faria nada contra ela, mas implorou que dissesse o
que contrabandeava. Ao que ela respondeu: lambreta!&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Sob uma mesma ótica ocorre o
trato da violência. Usualmente, nós a percebemos apenas como uma quebra do
padrão “normal” de ordem ou de tranquilidade, através de uma conduta que viole
ou ameace a vida ou o patrimônio de alguém, de uma comunidade ou até mesmo de
um Estado, através de uma agressão materializada por um ato que também pode
partir de uma pessoa, de um grupo e até de exércitos. Essa qualidade de
“anormalidade” da violência a torna tão facilmente perceptível. A ela se dá o
nome de violência subjetiva, em contraposição à violência objetiva (Slavoj
Zizek),&amp;nbsp;cuja&amp;nbsp;existência não é em geral percebida, porém nem por isso
deixa de condicionar&amp;nbsp;&amp;nbsp;a prática de atos que chamamos comumente de
violência. Esta violência objetiva divide-se em violência simbólica e sistêmica,
e não podem ser compreendidas sob o mesmo ponto de vista da violência
subjetiva, uma vez que não são vistas como anormalidade, mas sim como algo
corriqueiro, naturalizado no cerne das relações sociais. São ideológicas, passando
ao largo da percepção dos que as sofrem e, muitas vezes, também dos que as
exercem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;A violência simbólica, termo
elaborado por Pierre Bourdieu, caracteriza-se pela fabricação, através do
discurso, de falsas crenças que induzem o indivíduo a acreditar, a consentir e
a se comportar de acordo com os padrões desejados pelo Establishment.&lt;a href="file:///C:/Blog/sobre%20as%20viol%C3%AAncias%20-%20Giovanna.docx#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Por exemplo, é violentamente simbólica a
ascendência do masculino sobre o feminino em boa parte das religiões, através
do discurso da mulher como “submissa” ao homem; foi simbólica a violência
exercida pelo invasor europeu contra os povos nativos das américas, no processo
de submissão da cultura local e imposição da modernidade, sob a alegação de que
os nativos eram aculturados ou primitivos e precisariam de “ajuda”; e a prática
atual dos Estados Centrais, em especial os Estados Unidos, de trazer a “liberdade”
aos outros povos, escondendo as reais intenções de usurpação e dominação
estratégica do petróleo ou de territórios geograficamente importantes. Essa
violência é instrumental e estratégica, pois tem o fim de anestesiar e
domesticar os que a ela são submetidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;E imersos nessa violência que
atua como ideologia, até mesmo os submetidos a ela começam a crer que se tratam de fatos naturais ou inevitáveis, etapas de um processo civilizatório evolutivo
ou constitutivo do mundo. E assim:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;as abissais desigualdades econômicas
e sociais são “naturais”;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;o mercado dá iguais
oportunidades a todos, e os explorados se encontram em tais situações por “culpa
própria”, “inaptidão” ou “preguiça”;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;a degradante situação de semiescravatura
dos empregados domésticos é normal, até porque nossa Constituição da República
não lhes reconheceu os mesmos direitos dos demais trabalhadores;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;as posturas
contra-hegemônicas ou críticas são “radicalismo” e utopia que atrapalham a
ordem e a paz;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;os movimentos sociais que
expõem a violência simbólica e sistêmica são criminosos e liderados por pessoas
que promovem o “caos”, a “baderna” e a “desordem”;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;vivemos em uma verdadeira democracia,
em que os eleitos os são pelo voto popular, a despeito do odioso financiamentos
privado das campanhas por empresas claramente interessadas em futuros ganhos, da
compra de votos e do “caixa dois”;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;há “liberdade de imprensa”,
apesar do comum controle oficioso e ilegal dos meios de comunicação em massa pela
cúpula da classe política, e da sua utilização estratégica para produzir “realidades”
em favor dos seus interesses eleitorais e econômicos, em prejuízo da democracia.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Essa “normalidade” produzida/mantida
pela violência simbólica é violência sistêmica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;O homem é um ser social. Não
existimos. Coexistimos. O &lt;a href="http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=6512026537300597390" name="OLE_LINK4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;homo sapiens&lt;/i&gt; visto só, isolado, pode
até ter todos os caracteres genéticos de um homem, mas somente se tornará tal
enquanto ser convivente, dentro e na sociedade, inserido no mundo da linguagem.
&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Assim, socorrendo-me de Heidegger
e Paul Ricoeur, dois conceitos interrelacionados terminam sendo relevantes e
inevitáveis nessa relação homem-mundo em que estamos mergulhados: a ipseidade e
a alteridade, entendendo:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;ipseidade - um voltar-se para
si mesmo (do latim &lt;i&gt;ipse&lt;/i&gt;, a, um, “mesmo”), um fechamento e uma diferenciação
entre o ser e o exterior;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;alteridade - um olhar para o
outro, uma mirada para compreender sob a ótica de quem nos é externo (do latim &lt;i&gt;alter&lt;/i&gt;,
“outro”).&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;A relação entre ipseidade e alteridade é sempre tensa, e o ponto de equilíbrio reside na consideração de que o
diferente nem é mais e nem menos importante, nem tem mais e nem menos valor. Numa
ótica habermasiana, trata-se de uma relação de comunicação (comunhão das
diferenças) e não de dominação (hierarquização das diferenças). O equilíbrio se
dá pela assimilação de que o diferente de nós tem dignidade. Dignidade não tem
medida porque é uma característica ontológica, imanente ao ser. Ao nosso ser e
ao ser do outro. É aí que reside o &lt;i&gt;hardcore&lt;/i&gt;, o núcleo do conceito de igualdade
humana e a pedra de toque da ética.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Na violência, há um
desequilíbrio dessa relação, com a extremação em um dos polos. Assim, é
violenta a situação de desconsideração do outro (ser somente para si; ser
contra o outro - imposição), como também a é a desconsideração de si próprio
(ser somente para o outro; ser contra si mesmo - submissão). Esmaga-se a
diferença nas duas situações. Ou o outro para si; ou o si mesmo para o outro.
Essa desconsideração coisifica, pois desumaniza o ser submetido à violência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Há dois dados que podem ser
confrontados, demonstrando a umbilicação entre as violências subjetiva e
objetiva (apenas na modalidade sistêmica, pois a simbólica, por se exercer pelo
discurso, exige uma análise qualitativa e não quantitativa): são eles a desigualdade
de renda, como externalização da violência objetiva, e o percentual de homicídios,
como expressão mais clara da violência subjetiva contra o bem mais precioso: a
vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Recente estudo da ONU, “Global Study on Homicide” publicado no ano passado, (&lt;a href="http://goo.gl/U2H20"&gt;texto em
inglês - clique aqui&lt;/a&gt;), concluiu que, embora as pessoas cometam homicídios dolosos por
muitas razões, há um consenso, tanto entre os estudiosos quanto entre a
comunidade internacional, de que a violência letal tem forte ligação com contextos
de escassez e privação, iniquidades e desigualdades, marginalização social,
baixos níveis de educação e um Estado de Direito que não se efetivou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Cabe asseverar que, em nosso
país, o Estado Social não passou de um simulacro, com a “naturalização” das
desigualdades sociais agora por meio do discurso neoliberal (violência
simbólica) que domina nosso cenário atual. Não por outro motivo, o Brasil é o 13º
nesse índice de violência subjetiva (&lt;a href="http://goo.gl/g6IKE"&gt;dados do
Nation Masters&lt;/a&gt;), com uma média de 25 homicídios por 100 mil habitantes. E no de
violência objetiva, (&lt;a href="http://goo.gl/3x09"&gt;índice
Gini - CIA - The World Factbook&lt;/a&gt;) também o 13º mais desigual do mundo. Assim,
somos um país extremamente violento, subjetiva e objetivamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Na seara penal, aliás, a
violência simbólica se expressa com bastante força, haja vista a patente
seletividade do sistema penal, já tanto denunciada no blog (vide nosso texto “&lt;a href="http://goo.gl/CJrVe"&gt;O Direito
Penal do Amigo do Poder&lt;/a&gt;”).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;A violência subjetiva tão
alarmada nos meios de comunicação em massa é a ponta do iceberg. O que a
sustenta é a violência objetiva corporificada no discurso (simbólica) e na
naturalização (violência sistêmica) de situações de extrema desigualdade e
desconsideração da pessoa humana dos membros das camadas mais sofridas, numa
patente deturpação do equilíbrio da relação ipseidade-alteridade. O ter para si,
desconhecendo, desmerecendo e sendo contra o outro, torna-se banal. E nessa
equação de desigualdades e indignidades, formamos um ciclo vicioso de violência
e ódio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Assim, um país como o Brasil,
com os indicadores sociais tão violentos (objetivamente falando) termina por
ter altos índices de violência subjetiva, inevitavelmente. Como costuma dizer Antonio
Garcia-Pablos de Molina, “cada sociedade possui a criminalidade que produz e
merece”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;É preciso, portanto, o
desvelamento, a percepção da violência que se manifesta de maneira sub-reptícia. Um olhar com alteridade, partindo de lá, além das nossas
fronteiras individualistas, que somente uma viagem ao encontro do outro pode
permitir. E quem sabe, conhecendo o outro, possamos nos conhecer melhor. Uma passagem
do Pequeno Príncipe ilustra o que deve inspirar essa caminhada: “Só se vê bem
com o coração. O essencial é invisível aos olhos”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;*Rosivaldo Toscano Jr. é juiz de direito no RN e membro da Associação Juízes para a Democracia - AJD&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;hr size="1" style="text-align: left;" width="33%" /&gt;
&lt;div id="ftn1"&gt;
&lt;div class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;a href="file:///C:/Blog/sobre%20as%20viol%C3%AAncias%20-%20Giovanna.docx#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; No
sentido da&amp;nbsp;elite&amp;nbsp;que controla social e economicamente toda a sociedade,
através das instituições publicas (p. ex.: forças policiais) ou privadas (p.
ex.: meios de comunicação social).&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div id="ftn1"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div id="-chrome-auto-translate-plugin-dialog" style="background-attachment: initial !important; background-clip: initial !important; background-color: transparent !important; background-image: initial !important; background-origin: initial !important; display: none; left: 0px; margin-bottom: 0px !important; margin-left: 0px !important; margin-right: 0px !important; margin-top: 0px !important; opacity: 1 !important; overflow-x: visible !important; overflow-y: visible !important; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; position: absolute !important; text-align: left !important; top: 0px; z-index: 999999 !important;"&gt;
&lt;div style="-webkit-border-radius: 10px !important; background-color: #363636 !important; background-image: -webkit-gradient(linear, left top, right bottom, color-stop(0%, #000), color-stop(50%, #363636), color-stop(100%, #000)); border-color: #000000 !important; border-width: 0px !important; color: #fafafa !important; font-size: 16px !important; max-width: 300px !important; opacity: 0.8 !important; overflow: visible !important; padding: 8px !important; text-align: left !important; z-index: 999999 !important;"&gt;
&lt;div class="translate"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="additional"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;img onclick="document.location.href='http://translate.google.com/';" src="http://www.google.com/uds/css/small-logo.png" style="-webkit-border-radius: 20px; background-color: rgba(200, 200, 200, 0.3) !important; cursor: pointer !important; margin: 0 !important; padding: 3px 5px 0 !important; position: absolute !important; right: 1px !important; top: -20px !important; z-index: -1 !important;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6512026537300597390-313249447980929464?l=www.rosivaldotoscano.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~4/4RPc46nXEhk" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-03-11T23:18:36.657-03:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total><enclosure url="http://goo.gl/U2H20" length="7404621" type="application/pdf" /><media:content url="http://goo.gl/U2H20" fileSize="7404621" type="application/pdf" /><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle> Diz um conto já clássico de Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto) que uma velhinha, todos os dias, passava na fronteira pilotando uma lambreta, carregando um saco de areia. Desconfiado, um dos agentes fez várias batidas e nunca a flagrou transportando nad</itunes:subtitle><itunes:author>noreply@blogger.com (Rosivaldo)</itunes:author><itunes:summary> Diz um conto já clássico de Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto) que uma velhinha, todos os dias, passava na fronteira pilotando uma lambreta, carregando um saco de areia. Desconfiado, um dos agentes fez várias batidas e nunca a flagrou transportando nada que não fosse o mero saco. Já vencido pelo cansaço, fez uma proposta. Jurou que nunca faria nada contra ela, mas implorou que dissesse o que contrabandeava. Ao que ela respondeu: lambreta! Sob uma mesma ótica ocorre o trato da violência. Usualmente, nós a percebemos apenas como uma quebra do padrão “normal” de ordem ou de tranquilidade, através de uma conduta que viole ou ameace a vida ou o patrimônio de alguém, de uma comunidade ou até mesmo de um Estado, através de uma agressão materializada por um ato que também pode partir de uma pessoa, de um grupo e até de exércitos. Essa qualidade de “anormalidade” da violência a torna tão facilmente perceptível. A ela se dá o nome de violência subjetiva, em contraposição à violência objetiva (Slavoj Zizek),&amp;nbsp;cuja&amp;nbsp;existência não é em geral percebida, porém nem por isso deixa de condicionar&amp;nbsp;&amp;nbsp;a prática de atos que chamamos comumente de violência. Esta violência objetiva divide-se em violência simbólica e sistêmica, e não podem ser compreendidas sob o mesmo ponto de vista da violência subjetiva, uma vez que não são vistas como anormalidade, mas sim como algo corriqueiro, naturalizado no cerne das relações sociais. São ideológicas, passando ao largo da percepção dos que as sofrem e, muitas vezes, também dos que as exercem. A violência simbólica, termo elaborado por Pierre Bourdieu, caracteriza-se pela fabricação, através do discurso, de falsas crenças que induzem o indivíduo a acreditar, a consentir e a se comportar de acordo com os padrões desejados pelo Establishment.[1] Por exemplo, é violentamente simbólica a ascendência do masculino sobre o feminino em boa parte das religiões, através do discurso da mulher como “submissa” ao homem; foi simbólica a violência exercida pelo invasor europeu contra os povos nativos das américas, no processo de submissão da cultura local e imposição da modernidade, sob a alegação de que os nativos eram aculturados ou primitivos e precisariam de “ajuda”; e a prática atual dos Estados Centrais, em especial os Estados Unidos, de trazer a “liberdade” aos outros povos, escondendo as reais intenções de usurpação e dominação estratégica do petróleo ou de territórios geograficamente importantes. Essa violência é instrumental e estratégica, pois tem o fim de anestesiar e domesticar os que a ela são submetidos. E imersos nessa violência que atua como ideologia, até mesmo os submetidos a ela começam a crer que se tratam de fatos naturais ou inevitáveis, etapas de um processo civilizatório evolutivo ou constitutivo do mundo. E assim:&amp;nbsp; as abissais desigualdades econômicas e sociais são “naturais”; o mercado dá iguais oportunidades a todos, e os explorados se encontram em tais situações por “culpa própria”, “inaptidão” ou “preguiça”; a degradante situação de semiescravatura dos empregados domésticos é normal, até porque nossa Constituição da República não lhes reconheceu os mesmos direitos dos demais trabalhadores; as posturas contra-hegemônicas ou críticas são “radicalismo” e utopia que atrapalham a ordem e a paz; os movimentos sociais que expõem a violência simbólica e sistêmica são criminosos e liderados por pessoas que promovem o “caos”, a “baderna” e a “desordem”; vivemos em uma verdadeira democracia, em que os eleitos os são pelo voto popular, a despeito do odioso financiamentos privado das campanhas por empresas claramente interessadas em futuros ganhos, da compra de votos e do “caixa dois”; há “liberdade de imprensa”, apesar do comum controle oficioso e ilegal dos meios de comunicação em massa pela cúpula da classe política, e da sua utilização estratégica para produzir “realidades” em favor dos seus interesses eleitorais e econômicos, em prejuízo da democracia. Essa “normalidade” produzi</itunes:summary><feedburner:origLink>http://www.rosivaldotoscano.com/2012/03/violencia-e-criminalidade-o-essencial-e.html</feedburner:origLink></item><item><title>Encontros e Despedidas</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~3/0HJywMygd4o/ja-estou-morando-em-porto-alegre.html</link><author>noreply@blogger.com (Rosivaldo)</author><pubDate>Fri, 13 Jan 2012 15:08:47 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6512026537300597390.post-4889616518796230122</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Já estou morando em Porto Alegre. Concluí hoje minha
matrícula no mestrado da UNISINOS. Mas “A hora do encontro é também, despedida”, disse acertadamente Milton Nascimento, na música "Encontros e Despedidas". Assim, relembro aqui os amigos que deixei
e os bons momentos que vivi junto aos colegas servidores e estagiários da Vara, juízes e servidores das demais Varas do Fórum da Zona Norte de Natal, com os promotores, advogados e estagiários que por lá passaram, com quem diuturnamente convivi nos últimos anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-hcR1PzD8wXc/TxCv3dpRaJI/AAAAAAAAAOg/LLXu78NMzL0/s1600/DSC_0099.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-hcR1PzD8wXc/TxCv3dpRaJI/AAAAAAAAAOg/LLXu78NMzL0/s400/DSC_0099.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Corpo humano da 2ª Vara Criminal da Zona Norte de Natal - confraternização de Natal 2011. Da esqueda para a direita: Isabelle (diretora de secretaria), Marcel (estagiário), Washington (servidor), Marcelo (estagiário), Renan (estagiário), Mayri (estagiária), Livramento (servidora), Daniela (servidora), Poliana (assistente) e Laura (servidora). José Carlos (servidor) não pôde estar na foto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Em especial, recordo os queridos amigos Dr. Henrique Cesar Cavalcanti,
o promotor de Justiça que atuou por mais tempo na Vara no ano de 2011, e Manuel
Sabino Pontes, o defensor público lá lotado desde que assumi a titularidade da
Vara, há pouco mais de três anos. Construímos, juntos, muitas pontes hermenêuticas. Nelas,
unimos a abstratividade dos textos legais à concretude de cada caso, na interpretação
do direito. Esse caminho foi muito bem pavimentado pela Constituição da República, nossa esteira, lume e limite
epistemológico. Fizemos, juntos, Justiça. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Obrigado a todos. Mas não será um adeus. Serão, apenas, dois anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-5uVyhLOrdQ8/TxCvdstVfrI/AAAAAAAAAOY/5tKQb96VMJU/s1600/DSC_0092.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/-5uVyhLOrdQ8/TxCvdstVfrI/AAAAAAAAAOY/5tKQb96VMJU/s400/DSC_0092.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Henrique e Manuel&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Miro os olhos agora para o futuro. Para o desafio acadêmico
à frente.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt; Encaro com entusiasmo a oportunidade de conviver e aprender
com os futuros colegas e, principalmente, meu orientador, o professor Lenio Streck.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Tempos bons virão. De muitas leituras e, tenho certeza, inspiração
para escrever e compartilhar ideias sobre o direito, que vivo e respiro com
tanto amor.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;* Rosivaldo Toscano Jr. é juiz de direito no Rio Grande do Norte e membro da Associação Juízes para a Democracia - AJD &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6512026537300597390-4889616518796230122?l=www.rosivaldotoscano.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~4/0HJywMygd4o" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-13T20:08:47.283-03:00</app:edited><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/-hcR1PzD8wXc/TxCv3dpRaJI/AAAAAAAAAOg/LLXu78NMzL0/s72-c/DSC_0099.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">5</thr:total><feedburner:origLink>http://www.rosivaldotoscano.com/2012/01/ja-estou-morando-em-porto-alegre.html</feedburner:origLink></item><item><title>PROCESSO PENAL: EFICIÊNCIA OU DIGNIDADE?</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~3/rRdS9Pv5lHg/processo-penal-eficiencia-ou-dignidade.html</link><author>noreply@blogger.com (Rosivaldo)</author><pubDate>Wed, 16 Nov 2011 12:21:01 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6512026537300597390.post-7032739095854699552</guid><description>&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;"A visão economicista que subjaz a eficiência, e o
utilitarismo subsequente, despersonaliza o direito. Tira o humano do seu
centro de atenção. E isso é muito perigoso quando estamos a julgar pessoas.
Números são abstratos. Pessoas são concretas. Números se somam, dividem-se,
multiplicam-se, subtraem-se. Pessoas sofrem. O processo penal é sempre um
sofrimento tanto para o acusado quanto para a vítima. Quando julgamos pessoas,
o significante primordial tem que ser outro: &lt;i&gt;dignidade&lt;/i&gt;."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;


&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://www.tron.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/eficiencia-eficacia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://www.tron.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/eficiencia-eficacia.jpg" width="266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Vivemos, numa época em que muito se fala de eficiência no
serviço público, de racionalidade, em redução de custos e em incremento de
resultados. Fala-se em gestão pública dirigida a fins e com a adoção de
referenciais oriundos da iniciativa privada. O princípio da eficiência –
atingir os melhores resultados com o mínimo esforço – se torna sinônimo do que
é moderno, útil e indispensável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;No mundo dos negócios, e em uma época de predomínio do
capitalismo financeiro, a eficiência é a própria razão de ser da atuação das
instituições privadas, pois o lucro, o superávit financeiro, o aumento da
riqueza, são os objetivos a serem perseguidos a todo custo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;No processo penal, quando o significante principal se torna
a eficiência, condiciona toda a cadeia de significantes que virão: agilidade,
economia, informalidade, lucro, aumento de riqueza, resultados. O utilitarismo
presente na ideia de eficiência, aliás, termina por se tornar um padrão de
conduta inevitável. Isso é um perigo aos direitos fundamentais. Vou explicar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Contudo, desde já alerto que não sou contra a eficiência.
Aliás, vou dar o meu lugar de fala: a Vara Criminal em que atuo tem cerca de 1/4 dos
feitos que havia quando assumi a titularidade, em outubro de 2008. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Os processos
estão em dia e já julguei vários casos em menos de 50 dias – do fato à
sentença. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Tenho MBA em Poder Judiciário, elaborei e executei
um planejamento estratégico que hoje compõe o Banco de Boas Práticas de Gestão
do Judiciário, do Conselho Nacional de Justiça – CNJ (&lt;a href="http://bit.ly/vyzwNR"&gt;vide aqui&lt;/a&gt;). E as rotinas adotadas e implantadas
na Vara terminaram servindo de paradigma para as demais Varas Criminais do RN,
pois culminaram no Manual de Rotina das Varas Criminais, em que eu e duas servidoras da Vara fomos coautores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Posso dizer que observo o princípio da eficiência, portanto.
E ele é, inegavelmente, importante. Mas, ao contrário da ideia hoje reinante,
não entendo que é a razão de ser do Judiciário em sua atuação. A função
primordial do juiz é, sempre, e inexoravelmente, de garantia. E essa função,
como será vista abaixo, não se confunde com o significante &lt;i&gt;eficiência&lt;/i&gt; e sim com
o &lt;i&gt;dignidade&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Para conseguir os resultados acima, nunca elevei o princípio
da eficiência como o primevo, ou mais relevante, da cadeia de significantes
porque sei que o mais importante condicionará os demais que daí surgirem na
práxis processual penal. O significante primevo delimita o modo de se enxergar
todos os fatos processuais. Em um sentido literário-poético, o significante
primeiro é o mote. A glosa se dá a partir dele. Portanto, está na formação dos
pré-juízos (no sentido linguístico-gadameriano de pré-concepções do juiz) que
condicionarão a interpretação dos textos jurídicos. Condicionará toda uma forma
de enxergar o mundo e, por conseguinte, a condução, pelo juiz, dos atos do
processo e a consideração (ou não) dos direitos fundamentais na geração da
norma para o caso concreto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Diante da inevitável adoção de um significante primeiro,
considero o princípio da dignidade da pessoa humana como o mais importante e do
qual derivam, na esfera criminal, o devido processo legal, o &lt;i&gt;in dubio pro reo&lt;/i&gt;,
o &lt;i&gt;favor rei&lt;/i&gt;, a ampla defesa, o contraditório e tantos outros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Assim, por exemplo, evito ao máximo reaprazar audiências não
porque fere a eficiência, mas porque as pessoas que se deslocam ao fórum (réus,
vítimas, testemunhas ou familiares e amigos), merecem respeito e porque sei
que, não raras vezes, algumas delas tiveram que escolher entre usar o dinheiro
para tomar o ônibus para vir ou comprar o pão do café da manhã.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Sob a mesma ótica da dignidade da pessoa humana, entendo que
o processo deve ser ágil não porque precisa ser eficiente, mas porque o acusado
merece uma decisão em tempo razoável para por fim ao martírio da incerteza de
se &lt;i&gt;estar&lt;/i&gt; réu. E também porque a vítima merece ser respeitada a tratada com a
atenção devida. Enfim, ter sua dignidade também considerada. Ambos são gente e não meras estatísticas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Da mesma forma, o juiz pode até deixar preformatado o
relatório da sentença, logo antes da audiência de instrução e julgamento. Isso
é ser eficiente. Mas estaria ferindo a dignidade da pessoa humana (e o
contraditório e a ampla defesa) se já deixa previamente pronta a sentença
condenatória ou começa a aplicar a pena quando sequer a defesa terminou de
falar em suas alegações finais, por mais que a condenação seja regra e a
absolvição exceção. Isso porque é preciso o juiz ter abertura para eventuais
questões apresentadas pela defesa e surgidas nas suas últimas palavras. Ouvir é
respeitar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Por fim, pela ótica da eficiência se sustentaria a
legalidade do flagrante obtido após a entrada ilegal em uma casa, se foi
encontrada arma ilegal ou drogas. Pela ótica utilitarista, seria até
eficiente tal resultado, uma vez que o fim perseguido foi alcançado com a
entrada na casa, ainda que não existisse o conhecimento do flagrante antes do
ingresso no imóvel. Mas sob a ótica da constitucional inviolabilidade do lar,
jamais se admitiria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;A eficiência tem como referente o significante &lt;i&gt;valor&lt;/i&gt;. Sob o pretexto de um maior valor
a ser obtido, justifica-se uma determinada conduta. Há coisas que tem mais ou
menos valor e o sacrifício de uma se justifica diante do valor maior de outra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;A visão economicista que subjaz a eficiência, e o
utilitarismo subsequente, despersonalizam o direito. Tiram o humano do seu
centro de atenção. E isso é muito perigoso quando estamos a julgar pessoas.
Números são abstratos. Pessoas são concretas. Números se somam, dividem-se,
multiplicam-se, subtraem-se. Pessoas sofrem. O processo penal é sempre um
sofrimento tanto para o acusado quanto para a vítima. Quando julgamos pessoas,
o significante primordial tem que ser outro: &lt;i&gt;dignidade&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Haja vista que em nosso Estado Democrático de Direito não se
admite (ao menos formalmente) a escravidão, não posso, sob a ótica dos direitos
fundamentais e, em especial, sob o princípio da isonomia, entender que uma
pessoa vale mais do que outra. Aliás, coisas tem valor. Maior ou menor. E há
coisas que sequer algum valor possuem. Mas gente não. Gente é diferente. Gente
tem dignidade. E dignidade não tem preço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;* Rosivaldo Toscano Jr. é juiz de direito em Natal-RN e membro da Associação Juízes Para a Democracia - AJD &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6512026537300597390-7032739095854699552?l=www.rosivaldotoscano.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~4/rRdS9Pv5lHg" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-16T17:21:01.087-03:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">5</thr:total><feedburner:origLink>http://www.rosivaldotoscano.com/2011/11/processo-penal-eficiencia-ou-dignidade.html</feedburner:origLink></item><item><title>Sentença: furto tentado de um litro de "Old-Eight" e dois desodorantes - Bagatela e reincidência - Daniel na Cova dos Leões</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~3/2li-znsbTOM/sentenca-furto-tentado-de-um-litro-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Rosivaldo)</author><pubDate>Thu, 27 Oct 2011 19:02:05 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6512026537300597390.post-1441935136115215824</guid><description>&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;"Posto isso, com fulcro nos princípios da lesividade, da culpabilidade,  do non bis in idem e da dignidade da pessoa humana, afasto a alegação da  reincidência como fator que desnatura a insignificância. Que responda  Daniel por cada crime que cometeu e não pelo "conjunto da obra" do qual a  sociedade termina por ser co-autora impune. O sistema penal é um felino  e feroz predador. E suas presas são sempre, invariavelmente, oriundas  dos extratos mais desprotegidos e distantes do poder. Não. Não serei eu,  dessa vez, a empurrar Daniel para a cova dos leões."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;  &lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE &lt;br /&gt;
PODER JUDICIÁRIO &lt;br /&gt;
JUÍZO DE DIREITO DA 2ª VARA CRIMINAL  DO DISTRITO JUDICIÁRIO DA ZONA NORTE &lt;br /&gt;
Av. Guadalupe 2145 Conj. Santa Catarina, 2º andar, Potengi - CEP 59.112-560, Fone: 3615-4663, Natal-RN &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Processo n.º  (APAGADO - PRESERVAR O RÉU)         &lt;/span&gt;    &lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
Ação: Inquérito Policial &lt;br /&gt;
Ré(u)(s):  DANIEL (APAGADO) (APAGADO)         &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;  &lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;SENTENÇA &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
RELATÓRIO &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Trata-se de ação penal pública em que figura DANIEL (APAGADO) (APAGADO), parte já qualificada nos autos, como acusado pela prática dos seguintes fatos: no dia 24 de agosto de 2011, teria subtraído uma garrafa de um litro de uísque da marca "Old Eight" e de dois frascos de desodorante da marca "Nívea", avaliados na quantia de R$ 55,00 (fls. 22/24 do Auto de prisão em flagrante), do supermercado de nome Brasileirinho, localizado na Avenida Moema Tinoco da Cunha Lima, s/n, Pajuçara, nesta capital. Ao final, a acusação capitulou os fatos como violadores das seguintes regras penais: arts. 155, caput, c/c art. 14, II, do Código Penal. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vêm-me os autos conclusos para decidir sobre o recebimento ou não da denúncia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;FUNDAMENTAÇÃO &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
QUESTÃO PRÉVIA &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Daniel na Cova dos Leões - Da inconstitucionalidade da reincidência como afastadora da bagatela &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O Ministério Público ofertou cota em que apregoa não caber a aplicação do princípio da bagatela no caso de Daniel, por ele ser reincidente. E diz que &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"durante toda a tramitação da execução penal nº &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;(APAGADO - PRESERVAR O RÉU)         &lt;/span&gt;    &lt;span style="font-size: large;"&gt;o denunciado ficou ausente de todos os atos processuais, revelando, a toda evidência, seu desprezo no tocante ao jus puniendi estatal. Considerando essas circunstâncias pessoais negativas, conclui-se que o princípio da insignificância não pode beneficiar o denunciado, sob pena de estar-se fomentando a impunidade e o encorajando a dar continuidade às suas práticas delitivas" &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não sou muito de juntar jurisprudência em minhas decisões. Há quem as elenque como única razão de decidir. Principalmente se vier com uma das grifes do Planalto Central. Respeito, mas divirjo de quem crê no argumento de autoridade. Como já dizia Carl Sagan (à parte a discussão sobre cientificidade ou não do direito), &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"Argumentos oriundos de ‘autoridades’ têm pouca importância. ‘Autoridades’ cometeram erros no passado e o farão de novo no futuro. Em outras palavras, na Ciência não existem autoridades; existem, no máximo, especialistas." &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Age-se assim porque se faz crer que existe uma hierarquia não só processual, mas material também. Mas o direito não é religião. Não existem dogmas e nem portadores da verdade. A verdade não é dada por ninguém e nem há fórmulas a priori. É (re)construída no caso concreto, inevitavelmente. Por via das dúvidas, já que a praxe tem sido juntar a verdade dos tribunais superiores (verdade que muda de acordo com as mudanças de opinião dos referidos tribunais), trago à baila a seguinte (e recentíssima, moda da última estação) decisão do STF: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Habeas Corpus. 2. Tentativa de furto. Bem de pequeno valor (R$ 100,00). Mínimo grau de lesividade da conduta. 3. Aplicação do princípio da insignificância. Possibilidade. Precedentes. 4. Reincidência. Irrelevância de considerações de ordem subjetiva. 5.Ordem concedida. (HC 108872, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em 06/09/2011, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-183 DIVULG 22-09-2011 PUBLIC 23-09-2011) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cabe asseverar que no referido julgamento o Ministro Gilmar Mendes, relator do caso, foi especialmente feliz quando disse (fls. 6-7 dos autos digitais do HC 108872) que &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"malgrado os persuasivos fundamentos invocados pelo Superior Tribunal de Justiça ao denegar a ordem, tenho para mim que, ao invocar a condição de reincidente do paciente como obstáculo à aplicação do princípio da insignificância, afastou-se da melhor jurisprudência sufragada por esta Corte. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É que, para a aplicação do princípio em comento, somente aspectos de ordem objetiva do fato devem ser analisados. E não poderia ser diferente. É que, levando-se em conta que o princípio da insignificância atua como verdadeira causa de exclusão da própria tipicidade, equivocado é afastar-lhe a incidência tão somente pelo fato de o paciente ser reincidente. Partindo-se do raciocínio de que crime é fato típico e antijurídico — ou, para outros, fato típico, antijurídico e culpável —, é certo que, uma vez excluído o fato típico, não há sequer que se falar em crime. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É por isso que reputo mais coerente a linha de entendimento segundo a qual, para a incidência do princípio da bagatela, devem ser analisadas as circunstâncias objetivas em que se deu a prática delituosa, o fato em si, e não os atributos inerentes ao agente, sob pena de, ao proceder-se à análise subjetiva, dar-se prioridade ao contestado e ultrapassado direito penal do autor em detrimento do direito penal do fato." &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O acusado é pobre, provavelmente dependente químico, pois não somente alegou que queria vender os bens para manutenção da dependência química como a execução penal acima foi por porte de droga para uso próprio. Tem o perfil perfeito para o "etiquetamento". Depois lavaria eu as mãos, imputando a ele um caráter fraco, distorcido quando, na verdade, as pesquisas mostram que a reincidência, antes de ser uma degeneração da pessoa do acusado, é uma prova gritante das disparidades do nosso sistema social, que nunca aplicou o mais importante princípio constitucional, o da isonomia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, no tocante à vedação da bagatela em razão da reincidência, entendo que tal interpretação não se coaduna com a Carta de 1988 por várias razões. Vou a primeira. Uma pessoa deve ser punida pelo que fez e não pelo fato de que responde a outro processo ou a uma execução penal. Isso é ferir o princípio do non bis in idem. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outra. O discurso do sistema penal é o de que a prisão se justifica para ressocializar o condenado. Quando ele volta a delinquir se trata de uma falha da pessoa ou do sistema? A certeza de que tenho é que em nosso ordenamento jurídico a ressocialização é praticamente nula. Alguém tem a coragem de dizer qu estou errado? Caso tenha, favor fazer uma visita à penitenciária mais próxima. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O índice de reincidência é tão alto que não consegue esconder isso. O apoio ao egresso é uma piada de mal gosto, peço desculpas mas não posso deixar de manifestar minha indignação com expressões mais fortes. Mas punir o reincidente é novamente ferir o princípio da dignidade da pessoa humana, pois a ele não foram dadas as condições mínimas de ressocialização. Pelo contrário. Passar pelo sistema penal é afundar num poço profundo, escuro, onde jogamos entulhos e não colocamos escadas para dele sair. Depois ficamos nós do alto bradando contra o pobre diabo porque ele não conseguiu de lá sair para nosso nível. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aí é fácil transferir para ele a culpa de um sistema que embrutece e cria monstros, pois não acredito que um indivíduo volte são após alguns meses de tratamento desumano. Ninguém se humaniza sendo tratado como animal. Ou pior. Como coisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A exclusão social no Brasil é uma aberração, permeando toda a nossa história. E no dizer de MARCIO POCHMANN, a resistência ao enfrentamento da exclusão social não advém somente de governos historicamente inconseqüentes ou de políticas sociais erradas, mas das próprias classes superiores que se alheiam ao apartheid social (o grupo das famílias mais ricas brasileiras, que constitui 0,001% da população, possui um patrimônio que representa 40% do PIB brasileiro)[1], passando o discurso da desigualdade como um “fenômeno natural”, para uma compreensão mais cômoda que vincula o ambiente da pauperização à criminalidade, cabendo, nesse sentido, o incremento do aparato de segurança e o aumento da repressão sobre as classes pobres 'perigosas'. Assim, a exclusão social tem sido concebida fundamentalmente como uma conseqüência do fracasso na trajetória individual dos próprios excluídos, incapazes de elevar a escolaridade, de obter uma ocupação de destaque e de maior remuneração, de constituir uma família exemplar, de encontrar uma carreira individual de sucesso, entre outros apanágios da alienação da riqueza [2]. Gasta-se, no Brasil, mais com segurança pública e privada do que com políticas sociais [3]. Enquanto isso, &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"No limiar do século XXI, o Brasil registra uma manifestação surda mas poderosa – ainda que não articulada em torno de fins políticos – dos seguimentos excluídos da cidadania, esgarçados numa sociabilidade marcada pela violência urbana e pelo 'ganho fácil' no tráfico de drogas, na prostituição e na corrupção; ou ainda, sujeitando-se ao trabalho infantil e ao trabalho quase forçado executado por milhões de jovens com inserção profundamente precária, abrindo assim novas formas espúrias de valorização do capital" [4]. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais uma vez deixando de lado o formalismo idealizador e alienante de Kelsen, vê-se que o sistema penal termina por etiquetar (labeling)[5] o criminalizado, gerando a chamada delinqüência cíclica [6], isto é, a reincidência contumaz. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cria-se um estigma (e isso fica claro nesses autos em relação a Daniel), principalmente em relação àqueles que entram no ciclo de criminalização e possuem vários processos. Inconscientemente, o senso comum dos juristas é de predisposição à condenação. Maiores são as chances de aplicação de pena àquele indivíduo que se expressa usando gírias que se identificam com o discurso dos “marginais”. Candidatos potenciais também são os dependentes de entorpecentes ou que possuem uma conformação física “marginalizada”, como a presença de tatuagens no corpo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com efeito, não obstante as disparidades gritantes das leis incriminadoras, o sistema penal não funciona de acordo com o que está previsto nas normas garantidoras dos direitos dos criminalizados. Possui mecanismos próprios que revelam um direito penal de autor, e não de fato. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como já dito, o Judiciário e do Ministério Público imaginam ter mais poder que o aparato policial, só que a filtragem é feita na fase investigativa [7]. Após dezoito anos da Constituinte e mais de cinco da Reforma do Judiciário[8], muitos estados-membros ainda não possuem Defensorias Públicas funcionando. Quem conhece a realidade do processo penal brasileiro sabe dos prejuízos com essa omissão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como o sistema penal é seletivo, os mais pobres são a ele submetidos e, na maioria das vezes, não possuem condições de constituir um defensor. Na falta de defensores públicos, são nomeados “dativos”. E o que é dado, obviamente, se revela pior do que é pago. Resultado: defesas ineficientes, quando não, materialmente inexistentes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O processo penal se transforma em um jogo de cartas marcadas, num simulacro de contraditório em ampla defesa. Bem lembradas as palavras de Honoré Balzac – escritor francês (1799 a 1850): “as leis são teias de aranha em que as moscas grandes passam e as pequenas ficam presas”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E agora pergunto: há pena de morte no Brasil? E prisão perpétua? O discurso dogmático e positivista vai, obviamente, dizer que não. Mas existe, sim, embora que não institucionalizada. Não devemos ser idealistas no sentido de imaginar que só existe o que está no papel. Os dados acima falam por si sobre a pena de morte não institucionalizada. Já a prisão perpétua se dá pelo índice de reincidência que chega, em algumas situações, a 70%, como reconhecido pelo Ministro Peluso (vide http://bit.ly/tet15k). É a fossilização do indivíduo, que ingressa no sistema penal e de lá não consegue mais sair. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Direito Penal conseguirá, isoladamente, resolver a questão da criminalidade? Não, não conseguirá. É preciso mudar a estrutura social do Estado, diminuir as disparidades. Enquanto isso não ocorrer, isso aqui não será uma Noruega. Considerando que cada sociedade tem o crime que (muitas vezes) ela mesma produz e merece, uma política séria e honesta de prevenção deve começar por um sincero esforço de autocrítica, revisando os valores que a sociedade oficialmente pratica e proclama [9]. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Posto isso, com fulcro nos princípios da lesividade, da culpabilidade, do non bis in idem e da dignidade da pessoa humana, afasto a alegação da reincidência como fator que desnatura a insignificância. Que responda Daniel por cada crime que cometeu e não pelo "conjunto da obra" do qual a sociedade termina por ser co-autora impune. O sistema penal é um felino e feroz predador. E suas presas são sempre, invariavelmente, oriundas dos extratos mais desprotegidos e distantes do poder. Não. Não serei eu, dessa vez, a empurrar Daniel para a cova dos leões. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;DO MÉRITO &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Obedecendo ao comando esculpido no art. 93, IX, da Constituição Federal, e dando início à formação motivada do meu convencimento acerca dos fatos narrados na inicial e imputados ao réu. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sem dúvida, dentre os ramos do Direito Público, é no processo penal onde mais se evidencia a influência da concepção político-ideológica reinante em determinado momento. Mais que simples método de composição de conflitos, o processo penal representa verdadeiro termômetro de aferição do aparelho ideológico do Estado no qual concebido. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Partindo dessa premissa é que se observa que o modelo processual adotado recebe direta e imediatamente a influência do modelo de Estado onde concebido. Essa a razão pela qual pode-se afirmar que no modelo de Estado Democrático só há lugar e ambiente adequado para recepção do sistema processual acusatório e garantista. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O juiz não é, assim, combatente da criminalidade, muito menos o Ministério Público, cujo papel em muito excede o de mero acusador. &lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;DA ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA EXCEPCIONAL &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Deparei-me recentemente e algumas poucas vezes, é verdade, mas tive que me pronunciar em casos em que houve oferecimento de denúncia de um fato que considerei, de plano, atípico. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na redação originária do CPP a resposta era simples. Dizia o artigo 43, hoje revogado expressamente, que:"Art. 43. A denúncia ou queixa será rejeitada quando: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
I - o fato narrado evidentemente não constituir crime;” &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Importantes alterações trouxe a lei 11.719/2008 ao processo penal brasileiro. Entre elas a do dispositivo concernente à rejeição da denúncia. Diz o seguinte: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 395. A denúncia ou queixa será rejeitada quando: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
I - for manifestamente inepta; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
II - faltar pressuposto processual ou condição para o exercício da ação penal; ou &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
III - faltar justa causa para o exercício da ação penal. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O rito atual diz o seguinte: não ocorrendo nenhuma das questões processuais, vem à tona as de mérito, da mesma maneira que ocorre no processo civil (vide Nelton Agnaldo Moraes dos Santos - A técnica de elaboração da sentença civil). Por isso diz o art. 396 do CPP que não a rejeitando, sendo, então, questão de mérito, receberá a denúncia e determinará a citação do acusado para responder à acusação em 10 dias. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eis que surge, então, o art. 397 do CPP, que determina que &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 397. Após o cumprimento do disposto no art. 396-A, e parágrafos, deste Código, o juiz deverá absolver sumariamente o acusado quando verificar: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
I - a existência manifesta de causa excludente da ilicitude do fato; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
II - a existência manifesta de causa excludente da culpabilidade do agente, salvo inimputabilidade; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
III - que o fato narrado evidentemente não constitui crime; ou &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
IV - extinta a punibilidade do agente. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já vi decisões em que em casos análogos se termina reconhecendo a falta de justa causa para, diante de uma situação atípica, rejeitar a denúncia. Entendo que esse não é o correto fazer diante do princípio do devido processo legal, até porque quando se rejeita uma denúncia se possibilita que haja nova propositura. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, seria incabível rejeitar uma denúncia com base na atipicidade material de um fato, pois isso é questão de mérito, que exige um juízo de valor sobre os fatos e sua repercussão no mundo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, surgem situações em que a tipicidade formal está presente, mas a material, não. E ninguém há de discordar que pelo simples fato de estar a se responder a uma ação penal o indivíduo já tem o seu status dignitatis alterado. Passa a ser visto de maneira diferente pela comunidade. Numa entrevista de emprego um dos documentos requeridos é exatamente a folha de antecedentes. Embora não exista determinação legal que implique na não contratação, até porque feriria o princípio da presunção de inocência, inegável também é que não podemos nos descurar da realidade e fechar os olhos para o fato de que uma certidão positiva fecha as portas. Como também fecha as portas para uma série de relações sociais do pretenso acusado em juízo. A psicologia social tem vastos estudos dando conta da mudança de visão que se tem de alguém pelo fato de ser considerado um acusado. Isso, inegavelmente, termina por ter um caráter aflitivo para o acusado e, não raras vezes, seus familiares também. Por isso, toda cautela é pouco. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E diz a Constituição Federal: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jogando fora o formalismo niilista que não quer ver que há uma grande diferença entre por fim a uma denúncia ab-ovo antes ou depois do recebimento da denúncia, e fazendo uma hermenêutica constitucional dos dispositivos dos arts. 395 e 397 do CP, entendo que não obstante não seja caso de rejeição da denúncia, pois os critérios formais estão cumpridos, eis que é situação anômala de absolvição sumária, pois diz respeito a uma questão de fundo, patente e consolidada, que não só é de indevida acusação, como que também fere a dignidade do cidadão esperar para somente após a resposta à acusação decidir o que já se antevê agora. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cabe, por fim, salientar que não urge ser caso de rejeição por falta de justa causa, pois essa tem a ver com a ausência de provas cabais dos fatos, da falta de um lastro probatório mínimo a embasar a acusação. Aqui o que há de faltar é exatamente a relação entre o fato e sua repercussão na espera penal, a falta de base material que justifique a conduta ser penalmente relevante, e não a comprovação de sua existência. &lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;DO CASO CONCRETO &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Decidido pela possibilidade de absolvição sumária excepcionalmente antes do recebimento da denúncia, acresço que o juízo de absolvição sumária deve ser usado com cautela, uma vez que o processo, com sua instrução preestabelecida exatamente para melhor aprofundamento da dialética do contraditório, torna-se garantia tanto para o acusado, para saber que está tendo a oportunidade de se defender com a amplitude que a Constituição lhe garante, bem como para o acusador, que poderá exercer seu papel de perseguir a pretensão punitiva outorgada pelo Estado. Contudo, não devo tratar o assunto de maneira alienada. É importante, acima de tudo, saber o que há por trás do sistema penal para tão somente após isso avaliar, diante do que dispõe o art. 5º XXXV, da Carta Constitucional de nossa República: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em casos como o que ora analiso, bem rememoro as palavras de San Thiago Dantas: “Quem só direito sabe, nem o direito sabe”. &lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ao caso em apreço aplico o princípio da insignificância. Começo destacando a atual jurisprudência do STF sobre o assunto, passando pelo destaque feito pelo Ministro Gilmar Mendes e pela caracterização, na situação concreta, dos requisitos para a aplicação do referido postulado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, o quadro atual da jurisprudência do STF sobre a aplicação do referido princípio, nos casos de crimes contra o patrimônio, é o seguinte: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tentativa de furto de dez brocas, dois cadeados, duas cuecas, três sungas e seis bermudas (HC 106351, Rel. Min Gilmar Mendes – DJe-030, de 14-02-2011) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estelionato com vantagem econômica de R$ 125,97 (HC 100937, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, DJe-020, Public. em 01-02-2011) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Furto de cinco galinhas e dois sacos de ração (RHC 105919, Rel. Min. AYRES BRITTO, DJe-020, de 01-02-2011) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aparelho celular avaliado em R$ 200,00, devolvido à vítima (HC 105974, Rel. Min. AYRES BRITTO, DJe-020, de 01-02-2011) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Subtração de Walkman no valor de R$ 94,00 (STF – HC 91.920 – Rel. Min. Joaquim Barbosa – DJe 12.03.2010 – p. 77) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estelionato no valor de R$ 267,00 (STF – HC 93.453 – Rel. Min. Joaquim Barbosa – DJe 02.10.2009 – p. 133) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Subtração de "aparelho de som de veículo. Tentativa. Coisa estimada em cento e trinta reais" (STF – HC 92988 – 2ª T. – Rel. Min. Cezar Peluso – DJ 26.06.2009) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tentativa de furto de "uma pia de mármore em valor estimado de R$ 35,00"  (STJ – HC  120.429 – (2008.0249771-9) – 5ª T.  – Rel. Min.  Napoleão Nunes Maia Filho – DJe  29.06.2009) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Subtração de "uma bicicleta usada avaliada em pouco mais de cem reais" (STJ – HC 79.947 – (2007/0068055-8) – 6ª T – Rel. Min. Nilson Naves – DJe 23.11.2009 – p. 2442) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"É insignificante, dúvida não há, a tentativa de furto de um aparelho telefônico celular no valor de 130 reais" (STJ – HC 120.972 – (2008/0253599-1) – 6ª T – Rel. Min. Nilson Naves – DJe 23.11.2009 – p. 2457) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Furto de cinco peças de roupas usadas (STF – HC 92.411-5 – Rel. Min. Carlos Britto – DJe 09.05.2008 – p. 111) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Furto de "um violão cujo valor restou estimado em R$ 90.00" (STF – HC 94.770-1 – Rel. Joaquim Barbosa – DJe 12.12.2008 – p. 117) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme destacou o Ministro Gilmar no HC 106351,[10] após um longo processo de formação, marcado por decisões casuais e excepcionais, o referido princípio acabou por solidificar-se como importante instrumento de aprimoramento do Direito Penal, sendo paulatinamente reconhecido pela jurisprudência dos tribunais superiores, em especial a deste Supremo Tribunal Federal. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acrescente-se, ainda, o decidido pelo Supremo Tribunal Federal no HC 96822, de relatoria da Ministra Cármen Lúcia, cujo conteúdo se assemelha ao caso em análise: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL. TENTATIVA DE FURTO. INEXISTÊNCIA DE LESÃO A BEM JURIDICAMENTE PROTEGIDO. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA: INCIDÊNCIA. ANÁLISE RESERVADA AOS ASPECTOS OBJETIVOS DO FATO. PRECEDENTES. ORDEM CONCEDIDA. 1. A tentativa de furto praticada pela Paciente não resultou em dano ou perigo concreto relevante, de modo a lesionar ou colocar em perigo o bem jurídico reclamado pelo princípio da ofensividade. A conduta tem contornos que demonstram pouca importância de relevância na seara penal, pois, apesar de haver lesão a bem juridicamente tutelado pela norma, incide, na espécie, o princípio da insignificância, que reduz o âmbito de proibição aparente da tipicidade legal e, por conseqüência, torna atípico o fato denunciado. 2. A jurisprudência deste Supremo Tribunal admite, em casos específicos, a incidência do princípio da insignificância, em face de aspectos objetivos do fato. Tais aspectos apresentam-se no caso, a autorizar a concessão da ordem pleiteada. 3. Ordem concedida.&lt;br /&gt;
(HC 96822, CÁRMEN LÚCIA, STF.) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tal postulado – que considera necessária, na aferição do relevo material da tipicidade penal, a presença de certos vetores, tais como (a) a mínima ofensividade da conduta do agente, (b) a nenhuma periculosidade social da ação, (c) o reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento e (d) a inexpressividade da lesão jurídica provocada - apoiou-se, em seu processo de formulação teórica, no reconhecimento de que o caráter subsidiário do sistema penal reclama e impõe, em função dos próprios objetivos por ele visados, a intervenção mínima do Poder Público. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E o que diz o princípio da ofensividade, segundo o qual nulla poena, nullum crimen, nulla lex poenalis sine iniuria? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Responde Ferrajolli: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“La necesaria lesividad del resultado, cualquiera que sea la concepción que de ella tengamos, condiciona toda justificación utilitarista del derecho penal como instrumento de tutela y constituye su principal límite axiológico externo. Palabras como ‘lesión’, ‘daño’ y ‘bien jurídico’ son claramente valorativas.”[11]&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, em se verificando que a conduta do acusado não lesa (ofende) o bem jurídico tutelado, não causando nenhum ou um dano insignificante, não há fato a ser punido. Não há tipicidade, pois a conduta que se incrimina tem que ser inequivocamente lesiva para aqueles valores e interesses expressivos de genuínos bens jurídicos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A periculosidade social da ação diz respeito à capacidade da conduta de lesionar bens que digam respeito às relações de convivência social. Essa variável tem direta relação com o princípio da fragmentariedade, que visa excluir da punição penal as condutas que não sejam graves, isto é, dirigidas contra os bens jurídicos mais essenciais à sociedade e à consecução do Estado de Direito. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entendo ser a reprovabilidade do comportamento um elemento avaliado no caso concreto, tendo em vista a conduta e seus resultados para o ofendido e para a sociedade. Assim, somente condutas que demonstrem inequívoca repulsa social devem merecer apenação. Exemplificando, eu mesmo aqui já me deparei com um caso em que afastei a alegação de insignificância em razão da conduta do agente que cometeu estelionatos de valores inferiores a cem reais, em razão de ludibriar pessoas desempregadas, com a esperança de obter um emprego. Todas as vítimas, já fragilizadas pelo desemprego, pediram empréstimos a parentes e amigos para entregar ao acusado que, supostamente, iria compara fardamentos com tal numerário. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em relação ao princípio da lesividade, dirige-se, em um primeiro momento, ao legislador, e posteriormente ao julgador, quando determina que ele deve observar o seguinte, na feitura das leis penais incriminadoras: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
I. Não incriminar e nem punir senão atitudes externas, pois algo que só existe no plano psicológico não pode ser objeto de punição; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
II. Não incriminar e nem punir condutas que não excedam o âmbito do próprio autor. Por exemplo, uma autolesão; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
III. Não incriminar e nem punir simples estados ou condições existenciais. Não se pode punir alguém por ser hippie, não tomar banho, ser desempregado (trabalho é um direito constitucional, não um dever); &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
IV. Não incriminar e nem punir uma pessoa tendo por base fundamentos morais. Um exemplo clássico de violação desse princípio é consideração, na aplicação da pena, da circunstância judicial “conduta social”, do art. 59 do CP, para apenar mais gravemente um acusado que vivia embriagado ou sendo mal-educado com a vizinhança. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A aplicação do princípio da insignificância, por excluir a própria tipicidade material da conduta atribuída ao agente, importa, necessariamente, na absolvição penal do réu (CPP, art. 386, III), eis que o fato insignificante, por ser atípico, não se reveste de relevo jurídico-penal. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tal princípio já era conhecido e reconhecido pela doutrina, conforme os ensinamentos de Bitencourt e Greco, abaixo transcritos: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“A tipicidade penal exige uma ofensa de alguma gravidade aos bens jurídicos protegidos, pois nem sempre qualquer ofensa a esses bens ou interesses é suficiente para configurar o injusto típico. Segundo esse princípio, que Klaus Tiedemann chamou de princípio da bagatela, é imperativa uma efetiva proporcionalidade entre a gravidade da conduta que se pretende punir e a drasticidade da intervenção estatal. Amiúde, condutas que se amoldam a determinado tipo penal, sob o ponto de vista formal, não apresentam nenhuma relevância material. Nessas circunstâncias, pode-se afastar liminarmente a tipicidade penal porque em verdade o bem jurídico não chegou a ser lesado.” (BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de Direito Penal. 15ª ed., pg. 51. São Paulo: Saraiva, 2010). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Para concluirmos pela tipicidade penal é preciso, ainda, verificar a chamada tipicidade material. Sabemos que a finalidade do Direito Penal é a proteção dos bens mais importantes existentes na sociedade. O princípio da intervenção mínima, que serve de norte para o legislador na escolho dos bens a serem protegidos pelo Direito Penal, assevera que nem todo e qualquer bem é passível de ser por ele protegido, mas somente aqueles que gozem de certa importância. Nessa seleção de bens, o legislador abrigou, a fim de serem tutelados pelo Direito penal, a vida, a integridade física, o patrimônio, a honra, a liberdade sexual, etc. [...] Assim, pelo critério da tipicidade material é que se afere a importância do bem no caso concreto, a fim de que possamos concluir se aquele bem específico merece ou não ser protegido pelo Direito Penal.” (GRECO, Rogério. Curso de Direito Penal, Parte Geral. 11ª ed., pg. 161-162. Rio de Janeiro: Impetus, 2009). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que seja razoável concluir, em caso concreto, no sentido da tipicidade, mister se faz a conjugação da tipicidade formal com a tipicidade material, sob pena de abandonar-se, assim, o desiderato do próprio ordenamento jurídico criminal. Ao evidenciar a presença da tipicidade formal, mas a ausência da tipicidade material, o aplicador do direito encontrar-se-á diante de um caso manifestamente atípico. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não é razoável que o Direito Penal e todo o aparelho do Estado-Polícia e do Estado-Juiz movimentem-se no sentido de atribuir relevância típica a um furto de pequena monta, quando devolvida a res furtiva em sua integralidade, e quando as condições que circundam o delito dão conta da sua singeleza, miudeza e não habitualidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isso porque, ante o caráter eminentemente subsidiário que o Direito Penal assume, impõe-se sua intervenção mínima, somente devendo atuar para proteção dos bens jurídicos de maior relevância e transcendência para a vida social. Em outras palavras, não cabe ao Direito Penal — como instrumento de controle mais rígido e duro que é — ocupar-se de condutas insignificantes, que ofendam com o mínimo grau de lesividade o bem jurídico tutelado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, só cabe ao Direito Penal intervir quando os outros ramos do direito se demonstrarem ineficazes para prevenir práticas delituosas (princípio da intervenção mínima ou ultima ratio), limitando-se a punir somente as condutas mais graves dirigidas contra os bens jurídicos mais essenciais à sociedade (princípio da fragmentariedade). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessarte, insta asseverar, ainda, que, para chegar-se à tipicidade material, há que se pôr em prática juízo de ponderação entre o dano causado pelo agente e a pena que lhe será imposta como consequência da intervenção penal do Estado. A análise da questão, tendo em vista o princípio da proporcionalidade, pode justificar, dessa forma, a ilegitimidade da intervenção estatal por meio do Direito Penal. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diante do exposto, destaco que, no caso em apreço, o prejuízo material foi insignificante e que a conduta não causou lesividade relevante à ordem social, havendo que incidir, por conseguinte, o postulado da bagatela. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ressalto, ademais, como se deflui dos autos, que os bens foram integralmente devolvidos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Avaliando os elementos que caracterizam a insignificância, tenho o seguinte: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(a) a mínima ofensividade da conduta do agente: a ação não causou dano à vítima, uma vez que os bens tinham um valor irrisório e foram todos restituídos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(b) a nenhuma periculosidade social da ação: a ação não causou lesão significante à sociedade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(c) o reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento: o fato, em si, não ocasionou repercussão social nenhuma em termos de exigir sua punição. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(d) a inexpressividade da lesão jurídica provocada: subtração tentada que não lesiona bem jurídico nenhum. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesses termos, tenho que — a despeito de ficar patente a existência da tipicidade formal (perfeita adequação da conduta do agente ao modelo abstrato previsto na lei penal) — não incide, no caso, a tipicidade material, que se traduz na lesividade efetiva e concreta ao bem jurídico tutelado, sendo atípica a conduta imputada ao paciente. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, num Estado desigual como o nosso chega soar até ingênua a crença em um legislador ordinário racional e que incrimina os tipo de maneira razoável e proporcional, tudo tendo em vista uma coerência interna do sistema penal. A tipicidade primária, feita pelo legislador, chamada também de tipicidade formal já é deveras falha, por conseguinte. E no caso concreto a  tipicidade material também não se constituiu validamente, uma vez que não ofendeu o bem jurídico tutelado. Não é o caminho individualmente mais justo e socialmente mais adequado acreditar que constitui materialmente uma infração penal o seguinte fato de o acusado ter tentado subtrair bens no valor de R$ 55,00, ainda mais numa situação em que havia total controle dos fatos pela vítima, o que enseja a figura do crime impossível. Punir isso é criminalizar indevidamente alguém, lançando no sistema penal quem não deveria merecer a reprimenda. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não venham falar que entender atípica tal conduta estimularia a prática de infrações, pois também é ingênuo acreditar que todos os crimes análogos ao processo ora julgado estão sendo descobertos, perseguidos e punidos. A cifra negra da criminalidade é tamanha que em nosso país, para se ter uma idéia, somente 6% do homicídios terminam com um culpado identificado, julgado e condenado. Imagine dizer de uma infração dessa natureza. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se o aparelho do Estado não aprender a melhor utilizar seus recursos em situações realmente necessárias, continuaremos mantendo esse sistema de extrema desigualdade, marcado pela opressão da maioria usurpada dos meios legítimos de assistência do Estado, e abençoando e estimulando a criminalidade em larga escala, criminalidade que tantos prejuízos causa ao Estado e ao povo brasileiro. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A) pela desproporção entre o fato e sua repercussão social e individual; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
B) pela falta de desvalor da conduta e do resultado; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
C) por não ferir, haja vista sua insignificância, o bem jurídico tutelado pela norma penal e as garantias de inviolabilidade contidas nos Direitos Fundamentais e que constituem a fundamentação do direito de punir do Estado (a inviolabilidade dos direitos à vida, intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, ao patrimônio, à liberdade de escolha e de locomoção; e à dignidade, dentre outros); &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
D) pela necessidade de respeitar a dignidade da pessoa humana do acusado, haja vista que a desproporção entre o fato e a situação jurídico-penal a que está submetido; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
D) pelo tempo que já passou preso o acusado, 3 dias; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entendo que a absolvição é a solução constitucionalmente mais acertada para o caso. &lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;CONCLUSÃO &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Isto posto, tendo em mira os argumentos colacionados, estimando que merece acolhida a tese de absolvição sumária, com supedâneo no art. 5º, XXXV e XXXIX, da Constituição Federal, e arts. 395 e 397, III, do Código de Processo Penal, e em homenagem ao sistema acusatório, ABSOLVO SUMARIAMENTE, E EXCEPCIONALMENTE ANTES DO RECEBIMENTO DA DENÚNCIA, o acusado DANIEL (APAGADO) (APAGADO) da imputação formulada na peça acusatória. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Providências pertinentes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Publique-se. Registre-se. Intimem-se. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Natal, 26 de outubro de 2011. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Rosivaldo Toscano dos Santos Júnior &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Juiz de Direito - proc. nº (APAGADO - PRESERVAR O RÉU) &lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[1]&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: large;"&gt; POCHMANN, Marcio, et al. (organizadores). Atlas da exclusão social no Brasil: os ricos no Brasil. São Paulo: Cortez, 2004. Vol. 3. p. 29. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: large;"&gt; Idem. p. 10. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3]&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: large;"&gt; Ibdem. p. 10. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: large;"&gt; Ibdem. p. 33. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5]&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: large;"&gt; ZAFFARONI, 2001. p. 74. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6]&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: large;"&gt; Processo individual e social pelo qual o criminalizado fica o estigmatizado, não mais conseguindo se readequar à vida em sociedade, retornando ao cárcere. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[7]&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: large;"&gt; Na prática, o poder Judiciário e o Ministério Público só vêm a ter conhecimento das infrações que a polícia formaliza, deseja. E esta, dada a desestruturação e submissão ao Poder Executivo, não possui independência para investigar pessoas ligadas aos grupos centrais do poder. Os que assim insistem são, não raras vezes, perseguidos e punidos por estarem cumprindo o seu dever funcional. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[8]&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: large;"&gt; Arts. 134, § 2º e 168 da Constituição Federal, com redação da Emenda Constitucional nº 45/2004. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[9]&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: large;"&gt; MOLINA, García-Pablos de; GOMES, Luiz Flávio. Criminologia: introdução a seus fundamentos teóricos: introdução às bases criminológicas da lei 9.099/95 – lei dos juizados especiais criminais. 4 ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2002. p. 457. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[10]&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: large;"&gt; tentativa de subtração de dez brocas, dois cadeados, duas cuecas, três sungas e seis bermudas (HC 106351, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em 01/02/2011, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-030 DIVULG 14-02-2011 PUBLIC 15-02-2011). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[11]&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: large;"&gt;Derecho y Razón, Madrid: Editorial Trotta, 1995, p. 467 &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6512026537300597390-1441935136115215824?l=www.rosivaldotoscano.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~4/2li-znsbTOM" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-27T23:02:05.824-03:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">4</thr:total><feedburner:origLink>http://www.rosivaldotoscano.com/2011/10/sentenca-furto-tentado-de-um-litro-de.html</feedburner:origLink></item><item><title>INDIGNADOS E "INDIGNADOS" (do blog Allonsanfan)</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~3/Te77OG7dfbU/indignados-e-indignados-do-blog.html</link><author>noreply@blogger.com (Rosivaldo)</author><pubDate>Sat, 22 Oct 2011 20:07:31 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6512026537300597390.post-5219403339197928216</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;(Do blog&lt;/span&gt;&lt;a href="http://marcio-allonsanfan.blogspot.com/"&gt; &lt;span style="font-size: large;"&gt;Allonsanfan&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;, de &lt;span class="post-author vcard"&gt;&lt;span class="fn"&gt;Marcio Sotelo Felippe)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;“Muitas pessoas morreram em nome da honestidade, da responsabilidade e do resto do ‘pacote de virtudes’, mas eu não tenho nenhuma simpatia por elas. Quero dizer, como Platão, que as virtudes não são muitas, mas uma, e seu nome é justiça (...) justiça não é uma regra concreta de ação como honestidade (...) justiça (...) é um princípio moral. Por princípio moral, quero dizer que é um modo de escolher o que é universal, um modo de escolher o que podemos desejar que todas as pessoas adotem sempre em todas as situações” (Lawrence Kohlberg).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Kohlberg foi um psicólogo moral norte-americano que se dedicou a pesquisas que deram suporte empírico a determinadas concepções filosóficas, num espectro tão amplo que abrange Platão, Kant e Habermas, entre outros. Se este fosse um mundo razoável Kohlberg teria sido um dos homens mais célebres do século XX.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Nessa passagem Kohlberg chama a atenção para a inconsistência do  senso comum relacionado com o “pacote de virtudes”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Como, por exemplo, usar palavras como “honestidade” sem vinculá-la a um princípio moral superior. Posso ser desonesto e roubar para salvar uma vida porque a vida vale mais do que a propriedade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Por isso que Kohlberg diz que justiça não é um conjunto de regras concretas, materiais, mas um motivo para a ação, o princípio moral superior que deve reger nossa conduta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Até hoje Platão choca seus leitores por ter expulsado os poetas da República. Ele o fez pelos mesmos motivos que estão por trás da afirmação de Kohlberg na epígrafe. Os poemas de Homero, por exemplo, eram os textos “canônicos” daquele tempo, o que se ensinava aos jovens, e por isso preocupavam tanto Platão. Os heróis de Homero possuíam um “pacote” de certas virtudes: coragem, audácia, obstinação, feitos heroicos e memoráveis. Mas também eram cruéis, irascíveis, vingativos e ressentidos. Em síntese, o que Platão queria dizer é que as virtudes daqueles heróis não estavam orientadas pelo princípio superior da moralidade que era a justiça. Por isso não eram virtudes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Isto tudo me ocorre dizer a propósito dos nossos “indignados” moralistas que, nos últimos dias, em algumas cidades do país, saíram às ruas com a bandeira do combate à corrupção. Quem pode ser a favor da corrupção?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Estou disposto a sair às ruas contra políticos corruptos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mas também contra empresários corruptos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mas também contra os bancos e seus executivos regiamente pagos que levaram o mundo à crise que aí está, provocando desemprego, recessão e miséria e que agora são socorridos com o nosso dinheiro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mas também contra a desigualdade social.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mas também contra a fome e a miséria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mas também contra o racismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mas também contra a intolerância.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mas também contra o elitismo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mas também contra a homofobia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mas também contra o ódio de classe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mas também contra gente que odeia ver os excluídos, os “pobres”, invadindo seus espaços privilegiados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Por isso não vou às ruas com os “indignados”, os com aspas, todos aqueles que estão interessados apenas num pacotinho de “virtudes” seletivo e conveniente, desviando os olhos das injustiças que fazem da vida de milhões de seres humanos o horror  que não  permite sonhar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Vou às ruas com os indignados sem aspas que estão dizendo, no mundo todo, em Wall Street, em Barcelona e em Roma, que o modo social de vida que permite a 1 por cento apropriar-se da riqueza produzida por todos não pode mais ser suportado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mas não vou às ruas com a UDN. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6512026537300597390-5219403339197928216?l=www.rosivaldotoscano.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~4/Te77OG7dfbU" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-23T00:07:31.948-03:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.rosivaldotoscano.com/2011/10/indignados-e-indignados-do-blog.html</feedburner:origLink></item><item><title>Doutrina colonizada: com Luhmann e contra Luhmann - da autopoiese à alopoiese</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~3/RRV3qto-v4A/doutrina-colonizada-com-luhmann-e.html</link><author>noreply@blogger.com (Rosivaldo)</author><pubDate>Tue, 04 Oct 2011 06:39:01 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6512026537300597390.post-961580992394351608</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_H9gpULNdw2o/SfZNtrDpVSI/AAAAAAAAAlM/2pJrvWj7TqE/s400/hand.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="238" src="http://4.bp.blogspot.com/_H9gpULNdw2o/SfZNtrDpVSI/AAAAAAAAAlM/2pJrvWj7TqE/s320/hand.gif" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt;"&gt;Abordei em um texto que já data
de alguns meses, a prática comum aqui (e, em geral, nos países periféricos) de
boa parcela dos atores jurídicos importam teorias estrangeiras oriundas de
contextos diversos, como é o caso das teorias das janelas quebradas e do
direito penal do inimigo (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://rosivaldotoscano.blogspot.com/2010/09/direito-penal-do-inimigo-respostas-uma.html"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt;"&gt;vide aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt;"&gt;). Dou a isso o nome de “doutrina
colonizada”.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt;"&gt;O mesmo se dá com relação à
teoria dos sistemas sociais autopoiéticos (Niklas Luhmann é seu maior nome),
que terminou virando moda em terras tupiniquins. E hoje não são poucas as obras
que, aqui no Brasil, ou abordam tal pensamento ou o referenciam, adotando, em
ambos os casos, sua teoria na integralidade.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt;"&gt;A teoria é sedutora, sob certos
aspectos, pois tal qual a tese-dogma kelseniana do direito separado da moral, é
hermética, parte de dogmas que a isentam de questionamentos internos. A teoria
luhmanniana guarda uma grande semelhança com o positivismo, pois assim como
este, busca trazer para as ciências humanas uma tese ajustada para as ciências naturais
(biológicas) (&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Autopoiese"&gt;vide aqui&lt;/a&gt;),
com cunho também de lógica causal. Tal ficção funciona idealmente e é, no
direito, ideologicamente importante para a razão instrumental, uma vez que
parte do pressuposto de que com a complexidade da sociedade contemporânea os
diversos sistemas (economia, direito, sociedade, ciência e por aí vai...) se
tornaram autônomos e se autoproduzem, limitando-se a esfera de atuação do direito e da Constituição como instrumento de realização das promessas (incumpridas) da modernidade. Dá-se a isso o nome de &lt;i&gt;autopoiesis&lt;/i&gt;
(&lt;i&gt;auto&lt;/i&gt;: próprio; &lt;i&gt;poiesis&lt;/i&gt;: criação), nome herdado da tese de dois
biólogos chilenos (Maturana e Varela), que escreveram sobre os sistemas que formavam
os organismos vivos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt;"&gt;Para Luhmann, a estrutura das
sociedades modernas e pós-modernas é melhor captada por uma teoria
autopoiética, onde os problemas políticos só podem ser resolvidos dentro do
sistema político, e os jurídicos dentro do sistema jurídico, cada um
trabalhando com seus próprios códigos (jurídico: lícito/ilícito; econômico:
ter/não ter; político: situação/oposição, etc.) e somente através deles um se
comunica com o outro. E mesmo partindo do pressuposto de que sua teoria seria
aceitável (pois a refutação requereria uma outra postagem), tomem-se teses e
mais teses por aqui avalisando um Luhmann inexistente. Vou explicar por quê.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt;"&gt;O próprio Luhmann reconheceu que
no caso de Estados periféricos como o Brasil (e cita explicitamente) suas
concepções autopoiéticas só em uma medida muito limitada se dariam, uma vez que
aqui a evolução do Estado Liberal para o Estado Constitucional se deu em termos
largamente simbólicos. A desfuncionalidade do Brasil importaria numa invasão do
direito pela política de maneira a fraturar a aplicação de sua teoria.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt;"&gt;Assim, ao contrário de uma
parcela da doutrina pátria que o importa acriticamente – afirma Luhmann que
nesses casos o Estado se torna instrumento de uma elite governante. Não por
menos aqui reafirmo o que já disse antes em relação às deformidades de nossa
cidadania, em que uma pequena parcela próxima ao poder detém acesso ao Estado –
embora não necessitando dele –, enquanto a maioria só conhece o Estado,
realmente, através de sua faceta Polícia que oprime, (so)nega direitos
fundamentais e, não raras vezes, mata (&lt;a href="http://rosivaldotoscano.blogspot.com/2010/04/liberdade-e-cidadania.html"&gt;vide
aqui&lt;/a&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt;"&gt;No Brasil, outros códigos de comunicação,
em especial o econômico (ter/não ter) e o político (poder/não poder), subjugam
o código lícito/ilícito, gerando ineficiência, desfuncionalidade e
irracionalidade no direito. Isso ocorre, especialmente, em se tratando de efetivação
de direitos fundamentais e sociais e, para não dizer, na desfuncionalidade
crassa e patente do sistema penal que termina por servir para, tão somente,
criminalizar a pobreza (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://rosivaldotoscano.blogspot.com/2010/03/discurso-sobre-o-sistema-penal-uma.html"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt;"&gt;vide aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt;"&gt;). Dá-se, pelo contrário, o
fenômeno da &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;alopoiese&lt;/i&gt;, que explicarei
mais abaixo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt;"&gt;O conceito de Constituição como
vínculo estrutural entre o direito e a política (tese luhmanniana), pressupõe a
autonomia operacional de ambos os sistemas. Porém, nas constituições
“instrumentalistas” e “simbólicas”, como a do Brasil, a esfera política é
hipertrofiada em detrimento da esfera jurídica. Nossa democracia termina por
ser meramente eleitoral e, ainda assim, mitigada, haja vista a tão banalizada
captação ilícita de votos, a profissionalização da atividade política, a prisão
especial, o foro privilegiado de autoridades e a alta impunidade sem e tratando
de crimes perpetrados por agentes políticos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt;"&gt;E no caso do instrumentalismo
constitucional, o sistema poder (superioridade/inferioridade), se exprime
através de normas de exceção, e essas normas imunizam os detentores do poder,
de qualquer vinculação aos mecanismos de controle jurídicos previstos nas leis
constitucionais, por dois fatores: seja porque as próprias disposições excluam
tais órgãos políticos de qualquer limitação ou controle, ou porque manipulações
casuísticas impedem tal controle. Esse alerta é dado pelo próprio Marcelo
Neves, em sua obra “Em Themis e o Leviatã: uma relação difícil”.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt;"&gt;Diz Neves, que a
constitucionalização simbólica reflete nos três momentos de sua autoreferência:
a falta de força normativa do texto constitucional conduz à insuficiência de
legalidade e constitucionalidade na &lt;i&gt;praxis&lt;/i&gt; jurídica e, correspondente no
plano de reflexão, ao problema da desconexão entre a prática constitucional e
as construções da dogmática jurídica e da teoria do direito sobre o texto
constitucional. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt;"&gt;A insuficiência da ilegalidade se
dá pela desobediência da igualdade perante a lei, que se transforma numa figura
de retórica, isto é, os códigos “poder/não poder” e “ter/não ter”, subjugam o
lícito/ilícito, criando o que ele chama de “realidade constitucional
inconstitucional”. Assim, o texto constitucional, se aplica ou não conforme os
interesses existentes das relações de poder, a noção de ordem constitucional
perde o seu sentido, a não ser, quando invocada pela ordem política real
subjacente.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt;"&gt;Se a legalidade que diz respeito
à autoreferência de base, e a constitucionalidade que diz respeito à
reflexibilidade, são pré-requisitos para uma reflexão consistente sob a
identidade de um sistema jurídico, ou vice-versa, na qualidade autopoiética ela
se desmancha.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt;"&gt;A frágil normatividade da
Constituição faz com que os direitos fundamentais sejam um privilégio da
minoria, relegando para a maioria do povo um conteúdo meramente retórico. Não
há a inclusão através do Estado de Bem-Estar. Contenta-se com o dizer e não com
o fazer. O devido processo legal existe integralmente apenas no papel e não na
práxis dos órgãos estatais, em relação à maioria desprivilegiada. A moralidade
e a impessoalidade na esfera pública desvanece frente à politização da
administração; a legitimação constitucional é ferida pela corrupção e por fraudes
eleitorais (ou alguém duvida que uma parcela expressiva dos eleitos compram
votos?); mecanismos casuísticos inconstitucionais são adotados, através de
concessões, favores, ajudas e trocas ilícitas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt;"&gt;A heteroreferência não é possível,
uma vez que, não se distingue o que é sistema jurídico e o que é meio ambiente,
por faltar uma Constituição com força efetivamente normativa para todos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt;"&gt;No Brasil (que, sem ufanismo,
reconheçamos ser Estado Periférico), a complexidade social não foi acompanhada
por estruturas jurídicas capazes de se adequar a ela. Os diversos sistemas não
se desenvolveram com autonomia operacional suficiente, surgindo relações de
subintegração e sobreintegração (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://rosivaldotoscano.blogspot.com/2010/04/liberdade-e-cidadania.html"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt;"&gt;vide aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt;"&gt;), nos sistemas sociais, o que,
segundo Marcelo Neves, descaracteriza-os como sistemas autopoiéticos (p. 150).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt;"&gt;Podemos conceituar a
subintegração como processo de necessidade de benefícios e dependência dos
critérios do sistema para que tal se dê, sem que que ocorra o acesso às
prestações dele, pois há casuísmos que ferem os critérios; e a sobreintegração
como acesso aos benefícios do sistema sem o respeito aos critérios e às regras
dele (Roberto Damatta).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt;"&gt;A relação entre direito e
política é desestabilizada, havendo a politização do jurídico. A
constitucionalização assim, atua como um álibi. O Estado aparenta se
identificar com os valores cristalizados na Constituição, mas que, por fatores
superiores oriundos da desfuncionalidade, não se realizam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt;"&gt;A Constituição de 1988, segue,
ainda, a estrutura nominalista, através do abismo entre o escrito e o
concretizado. E o pior é que não se trata nem somente de inconstitucionalidade,
mas mesmo de ilegalidade. Um exemplo se dá como nossa lei das execuções penais,
que nunca foi, minimamente sequer, obedecida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt;"&gt;Assim, antes de importar teorias
como a de Niklas Luhmann, que tal verificar se sua compleição se adequa à nossa
realidade social? Teremos, pelo menos, uma doutrina que não sirva como isca da
razão instrumental para fisgar nossa práxis forense, e perpetuar a as relações
desiguais de poder tão extremadas que ainda, passados 23 anos da Carta de 1988,
infelizmente, enfrentamos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt;"&gt;*Rosivaldo Toscano Jr. é juiz de
direito e membro da Associação Juízes para a Democracia - AJD&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6512026537300597390-961580992394351608?l=www.rosivaldotoscano.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~4/RRV3qto-v4A" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-04T10:39:01.934-03:00</app:edited><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/_H9gpULNdw2o/SfZNtrDpVSI/AAAAAAAAAlM/2pJrvWj7TqE/s72-c/hand.gif" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.rosivaldotoscano.com/2011/10/doutrina-colonizada-com-luhmann-e.html</feedburner:origLink></item><item><title>As circunstâncias legais e a aplicação centrífuga da pena</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~3/2qa8Wmui5Mg/as-circunstancias-legais-e-aplicacao.html</link><author>noreply@blogger.com (Rosivaldo)</author><pubDate>Tue, 04 Oct 2011 06:36:57 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6512026537300597390.post-5322900640933410649</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;O texto trata do dogma da vedação da atenuação da pena aquém do mínimo abstratamente cominado, apontando as falácias existentes em todos os precedentes que construíram a súmula 231 do STJ, gerando uma inconstitucionalidade até hoje amplamente seguida. Em um trecho diz: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;"Direito não é religião. Não existem dogmas e nem portadores da verdade. O ator jurídico deve ser cético, não se contentar com a simples transcrição de uma ementa de acórdão ou de súmula. Um julgado não se conhece pela ementa, assim como não se lê um livro pela orelha."&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Como citar: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;(SANTOS JÚNIOR, Rosivaldo Toscano dos. As circunstâncias legais e a aplicação centrífuga da pena. Revista dos Tribunais. vol. 908. p. 233-262. São Paulo: Revista dos Tribunais, jun. 2011)&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.scribd.com/doc/59823136/As-circunstancias-legais-e-a-aplicacao-centrifuga-da-pena" style="display: block; font-family: Helvetica,Arial,Sans-serif; font-size-adjust: none; font-size: 14px; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 12px auto 6px; text-decoration: underline;" title="View As circunstâncias legais e a aplicação centrífuga da pena on Scribd"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.scribd.com/doc/59823136/As-circunstancias-legais-e-a-aplicacao-centrifuga-da-pena" style="display: block; font-family: Helvetica,Arial,Sans-serif; font-size-adjust: none; font-size: 14px; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 12px auto 6px; text-decoration: underline;" title="View As circunstâncias legais e a aplicação centrífuga da pena on Scribd"&gt;As circunstâncias legais e a aplicação centrífuga da pena&lt;/a&gt;&lt;iframe class="scribd_iframe_embed" data-aspect-ratio="0.772727272727273" data-auto-height="true" frameborder="0" height="600" id="doc_99984" scrolling="no" src="http://www.scribd.com/embeds/59823136/content?start_page=1&amp;amp;view_mode=list&amp;amp;access_key=key-1fduiywctr2h0f0wxrhk" width="100%"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
(function() { var scribd = document.createElement("script"); scribd.type = "text/javascript"; scribd.async = true; scribd.src = "http://www.scribd.com/javascripts/embed_code/inject.js"; var s = document.getElementsByTagName("script")[0]; s.parentNode.insertBefore(scribd, s); })();
&lt;/script&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6512026537300597390-5322900640933410649?l=www.rosivaldotoscano.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~4/2qa8Wmui5Mg" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-04T10:36:57.946-03:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total><feedburner:origLink>http://www.rosivaldotoscano.com/2011/07/as-circunstancias-legais-e-aplicacao.html</feedburner:origLink></item><item><title>Discurso sobre o sistema penal: uma visão crítica</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~3/4Y3XqyrTGMM/discurso-sobre-o-sistema-penal-uma.html</link><author>noreply@blogger.com (Rosivaldo)</author><pubDate>Tue, 04 Oct 2011 06:25:18 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6512026537300597390.post-6272219484550715627</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Estou reinserindo as últimas publicações no blog, após a ocorrência de um bug.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Este artigo extremamente atual se originou de palestras que proferi sobre a disparidade gritante e dramática,  ocultada pelo pensamento hegemônico, entre o discurso penal e sua prática.&lt;br /&gt;Assim como farei com os textos seguintes, segue o link do texto original digitalizado (leitura ou download via SCRIBD).&lt;br /&gt;Como citar:&lt;br /&gt;(SANTOS Júnior, Rosivaldo Toscano dos. Discurso sobre o sistema penal: uma visão crítica. In Revista dos Tribunais. São Paulo: revista dos Tribunais, 2007, vol. 861, p. 466-482.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;a href="http://pt.scribd.com/doc/65198976/Discurso-Sobre-o-Sistema-Penal" style="display: block; font-family: Helvetica,Arial,Sans-serif; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 12px auto 6px; text-decoration: underline;" title="View Discurso Sobre o Sistema Penal on Scribd"&gt;Discurso Sobre o Sistema Penal&lt;/a&gt;&lt;iframe class="scribd_iframe_embed" data-aspect-ratio="0.698630136986301" data-auto-height="true" frameborder="0" height="600" id="doc_61257" scrolling="no" src="http://pt.scribd.com/embeds/65198976/content?start_page=1&amp;amp;view_mode=list&amp;amp;access_key=key-w5f4sllfxakl2pdvn52" width="100%"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
(function() { var scribd = document.createElement("script"); scribd.type = "text/javascript"; scribd.async = true; scribd.src = "http://pt.scribd.com/javascripts/embed_code/inject.js"; var s = document.getElementsByTagName("script")[0]; s.parentNode.insertBefore(scribd, s); })();
&lt;/script&gt; 
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6512026537300597390-6272219484550715627?l=www.rosivaldotoscano.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~4/4Y3XqyrTGMM" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-04T10:25:18.013-03:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><feedburner:origLink>http://www.rosivaldotoscano.com/2010/03/discurso-sobre-o-sistema-penal-uma.html</feedburner:origLink></item><item><title>Há justiça no século XXI sem operadores do século XXI?</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~3/5Zh8wQJca34/ha-justica-no-seculo-xxi-sem-operadores.html</link><author>noreply@blogger.com (Rosivaldo)</author><pubDate>Tue, 04 Oct 2011 06:25:00 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6512026537300597390.post-2740538249366494867</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Estou reinserindo as últimas publicações no blog, após a ocorrência de um bug.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Este artigo trata da
 constitucionalidade da gravação das audiências como meio mais apto a 
cumprir o princípio do devido processo legal. Os pontos aqui defendidos 
foram objeto, pouco tempo depois, da lei 11.719/2008, que permitiu 
expressamente o registro audiovisual das gravações, sem necessidade da 
transcrição.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Assim como farei com os textos seguintes, segue o link do texto original digitalizado (leitura ou download via SCRIBD).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="truncated_text" id=""&gt;&lt;span class="truncated_long"&gt;&lt;span class="notranslate"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="truncated_text" id=""&gt;&lt;span class="truncated_long"&gt;&lt;span class="notranslate"&gt;Como citar:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;SANTOS JÚNIOR, Rosivaldo Toscano dos. Há justiça no século XXI sem 
operadores do século XXI? In Revista de Processo, São Paulo: Revista dos
 Tribunais, v. 32, n. 147, p. 199-219, maio 2007.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="truncated_text" id=""&gt;&lt;span class="truncated_long"&gt;&lt;span class="notranslate"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="truncated_text" id=""&gt;&lt;span class="truncated_long"&gt;&lt;span class="notranslate"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="truncated_text" id=""&gt;&lt;span class="truncated_long"&gt;&lt;span class="notranslate"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;a href="http://www.scribd.com/doc/65000883/Ha-justica-no-seculo-XXI-sem-operadores-do-seculo-XXI" style="-x-system-font: none; display: block; font-family: Helvetica,Arial,Sans-serif; font-size-adjust: none; font-size: 14px; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 12px auto 6px auto; text-decoration: underline;" title="View Há justiça no século XXI sem operadores do século XXI? on Scribd"&gt;Há justiça no século XXI sem operadores do século XXI?&lt;/a&gt;&lt;iframe class="scribd_iframe_embed" data-aspect-ratio="0.698630136986301" data-auto-height="true" frameborder="0" height="600" id="doc_23876" scrolling="no" src="http://www.scribd.com/embeds/65000883/content?start_page=1&amp;amp;view_mode=list&amp;amp;access_key=key-atw445qoak647appcg2" width="100%"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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&lt;/script&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6512026537300597390-2740538249366494867?l=www.rosivaldotoscano.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~4/5Zh8wQJca34" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-04T10:25:00.287-03:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.rosivaldotoscano.com/2010/03/ha-justica-no-seculo-xxi-sem-operadores.html</feedburner:origLink></item><item><title>Constituição e Sigilo das Votações no Júri: o Resultado Unânime</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~3/XGysV00bBuM/santos-junior-rosivaldo-toscano-dos_3842.html</link><author>noreply@blogger.com (Rosivaldo)</author><pubDate>Tue, 04 Oct 2011 06:24:25 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6512026537300597390.post-7884572322675662728</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Estou reinserindo as últimas publicações no blog, após a ocorrência de um bug.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Dando continuidade às digitalizações de minhas principais publicações em periódicos impressos, apresento hoje o texto abaixo, que trata da importância do voto definidor no Júri.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Assim como farei com os textos seguintes, segue o link do texto original digitalizado (leitura ou download via SCRIBD).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="truncated_text" id=""&gt;&lt;span class="truncated_long"&gt;&lt;span class="notranslate"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="truncated_text" id=""&gt;&lt;span class="truncated_long"&gt;&lt;span class="notranslate"&gt;Como citar:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="truncated_text" id=""&gt;&lt;span class="truncated_long"&gt;&lt;span class="notranslate"&gt;SANTOS
 Júnior, Rosivaldo Toscano dos. Constituição e Sigilo das Votações no 
Júri: o Resultado Unânime. In  ALENCAR, Rosmar Antonni Rodrigues 
Cavalcanti de (Coord). Direitos Fundamentais na Constituição de 1988. 
Porto Alegre: Núria Fabris, 2008, p. 283-304&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;a href="http://pt.scribd.com/doc/64826494/Sigilo-e-votacao-no-Juri-o-Resultado-Unanime" style="display: block; font-family: Helvetica,Arial,Sans-serif; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 12px auto 6px; text-decoration: underline;" title="View Sigilo e votação no Júri - o Resultado Unânime on Scribd"&gt;Sigilo e votação no Júri - o Resultado Unânime&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;iframe class="scribd_iframe_embed" data-aspect-ratio="0.646934460887949" data-auto-height="true" frameborder="0" height="600" id="doc_2703" scrolling="no" src="http://www.scribd.com/embeds/64826494/content?start_page=1&amp;amp;view_mode=list&amp;amp;access_key=key-26q8kg86g14crdb2utfr" width="100%"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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&lt;/script&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6512026537300597390-7884572322675662728?l=www.rosivaldotoscano.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~4/XGysV00bBuM" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-04T10:24:25.386-03:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.rosivaldotoscano.com/2010/03/santos-junior-rosivaldo-toscano-dos_3842.html</feedburner:origLink></item><item><title>Regras, Princípios, Valores e Postulados Para Bem Aplicar o Direito</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~3/n7XByg3EPbo/regras-principios-valores-e-postulados.html</link><author>noreply@blogger.com (Rosivaldo)</author><pubDate>Tue, 04 Oct 2011 06:18:20 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6512026537300597390.post-5720877786566746752</guid><description>&lt;div style="color: black; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Estou reinserindo as últimas publicações no blog, após a ocorrência de um bug.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Esse texto, feito em parceria com Mariana Candido Silva, faz uma historicidade da evolução da teoria dos princípios e, por fim, discute a natureza dos equivocamente considerados princípios da proporcionalidade e da razoabilidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Assim como farei com os textos seguintes, segue o link do texto original digitalizado (leitura ou download via SCRIBD).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="truncated_text" id=""&gt;&lt;span class="truncated_long"&gt;&lt;span class="notranslate"&gt;Como citar:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;SANTOS JÚNOR, Rosivaldo Toscano dos; SILVA, Mariana Candido. Regras, 
princípios, valores e postulados para bem aplicar o direito. In Revista 
Direito e Liberdade / Escola da Magistratura do Rio Grande do Norte. 
Mossoró: ESMARN, vol. 6, n. 1, pp. 257-282, jan-jun 2007.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="truncated_text" id=""&gt;&lt;span class="truncated_long"&gt;&lt;span class="notranslate"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="truncated_text" id=""&gt;&lt;span class="truncated_long"&gt;&lt;span class="notranslate"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;a href="http://pt.scribd.com/doc/64838738/Regras-principios-valores-e-postulados" style="display: block; font-family: Helvetica,Arial,Sans-serif; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 12px auto 6px; text-decoration: underline;" title="View Regras - princípios - valores e postulados on Scribd"&gt;Regras - princípios - valores e postulados&lt;/a&gt;&lt;iframe class="scribd_iframe_embed" data-aspect-ratio="0.693877551020408" data-auto-height="true" frameborder="0" height="600" id="doc_68493" scrolling="no" src="http://www.scribd.com/embeds/64838738/content?start_page=1&amp;amp;view_mode=list&amp;amp;access_key=key-kezp835ps6h2yjzqa4m" width="100%"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
(function() { var scribd = document.createElement("script"); scribd.type = "text/javascript"; scribd.async = true; scribd.src = "http://www.scribd.com/javascripts/embed_code/inject.js"; var s = document.getElementsByTagName("script")[0]; s.parentNode.insertBefore(scribd, s); })();
&lt;/script&gt; &lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="color: black; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: large; line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6512026537300597390-5720877786566746752?l=www.rosivaldotoscano.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~4/n7XByg3EPbo" height="1" width="1"/&gt;</description><enclosure url="http://www.esmarn.org.br/revistas/index.php/revista_teste/article/view/113/105" length="0" /><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-04T10:18:20.660-03:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle> Estou reinserindo as últimas publicações no blog, após a ocorrência de um bug. Esse texto, feito em parceria com Mariana Candido Silva, faz uma historicidade da evolução da teoria dos princípios e, por fim, discute a natureza dos equivocamente considerad</itunes:subtitle><itunes:author>noreply@blogger.com (Rosivaldo)</itunes:author><itunes:summary> Estou reinserindo as últimas publicações no blog, após a ocorrência de um bug. Esse texto, feito em parceria com Mariana Candido Silva, faz uma historicidade da evolução da teoria dos princípios e, por fim, discute a natureza dos equivocamente considerados princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. Assim como farei com os textos seguintes, segue o link do texto original digitalizado (leitura ou download via SCRIBD). Como citar: SANTOS JÚNOR, Rosivaldo Toscano dos; SILVA, Mariana Candido. Regras, princípios, valores e postulados para bem aplicar o direito. In Revista Direito e Liberdade / Escola da Magistratura do Rio Grande do Norte. Mossoró: ESMARN, vol. 6, n. 1, pp. 257-282, jan-jun 2007. Regras - princípios - valores e postulados (function() { var scribd = document.createElement("script"); scribd.type = "text/javascript"; scribd.async = true; scribd.src = "http://www.scribd.com/javascripts/embed_code/inject.js"; var s = document.getElementsByTagName("script")[0]; s.parentNode.insertBefore(scribd, s); })(); </itunes:summary><feedburner:origLink>http://www.rosivaldotoscano.com/2010/03/regras-principios-valores-e-postulados.html</feedburner:origLink></item><item><title>As Duas Faces da Política Criminal Contemporânea</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~3/JRwUmlzr5kw/estou-digitalizando-minhas-principais.html</link><author>noreply@blogger.com (Rosivaldo)</author><pubDate>Tue, 04 Oct 2011 06:04:09 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6512026537300597390.post-99468292568418990</guid><description>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Estou digitalizando minhas principais publicações em
periódicos impressos, visando facilitar a leitura e uma eventual referenciação
bibliográfica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Começo hoje com o “As Duas Faces da Política Criminal
Contemporânea”, texto que, apesar de ter sido publicado em 1998, continua
atual, pois critica o paradigma que hoje ainda reinante na política criminal
legislativa do país. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Assim como farei com os textos seguintes, segue o link do
texto original digitalizado (leitura ou download via SCRIBD).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Como citar: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;SANTOS JÚNIOR, Rosivaldo Toscano dos. As duas faces da política criminal
 contemporânea. Revista dos Tribunais, São Paulo, n. 750, p. 461-471, 
abr. 1998.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://pt.scribd.com/doc/64812391/As-duas-faces-da-politica-criminal-contemporanea" style="-x-system-font: none; display: block; font-family: Helvetica,Arial,Sans-serif; font-size-adjust: none; font-size: 14px; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 12px auto 6px auto; text-decoration: underline;" title="View As duas faces da política criminal contemporânea on Scribd"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;As duas faces da política criminal contemporân&lt;/span&gt;ea&lt;/a&gt;&lt;iframe class="scribd_iframe_embed" data-aspect-ratio="0.674008810572687" data-auto-height="true" frameborder="0" height="600" id="doc_88926" scrolling="no" src="http://www.scribd.com/embeds/64812391/content?start_page=1&amp;amp;view_mode=list&amp;amp;access_key=key-2htsrnhkfutsx72hc8au" width="100%"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
(function() { var scribd = document.createElement("script"); scribd.type = "text/javascript"; scribd.async = true; scribd.src = "http://www.scribd.com/javascripts/embed_code/inject.js"; var s = document.getElementsByTagName("script")[0]; s.parentNode.insertBefore(scribd, s); })();
&lt;/script&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6512026537300597390-99468292568418990?l=www.rosivaldotoscano.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~4/JRwUmlzr5kw" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-04T10:04:09.476-03:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.rosivaldotoscano.com/2011/10/estou-digitalizando-minhas-principais.html</feedburner:origLink></item><item><title>PROBLEMAS NA ATUALIZAÇÃO DAS POSTAGENS DO BLOG</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~3/4uzQa1jxbuw/problemas-na-atualizacao-das-postagens.html</link><author>noreply@blogger.com (Rosivaldo)</author><pubDate>Mon, 03 Oct 2011 07:10:01 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6512026537300597390.post-7271610790457403014</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Estou fazendo alguns testes (e até suspendi as postagens mais recentes) em razão de problemas com a replicação atualizada das minhas postagens (envio de email para os seguidores e atualização nos blogs que me seguem). E também retirei alguns recursos, com vistas a identificar o que está causando tais problemas. Mas o conteúdo antes do início da falha (agosto) foi preservado.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Espero solucionar o problema o quanto antes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6512026537300597390-7271610790457403014?l=www.rosivaldotoscano.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~4/4uzQa1jxbuw" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-03T11:10:01.374-03:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.rosivaldotoscano.com/2011/10/problemas-na-atualizacao-das-postagens.html</feedburner:origLink></item><item><title>As Duas Faces da Política Criminal Contemporânea</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~3/llpJfasl_6s/as-duas-faces-da-politica-criminal.html</link><author>noreply@blogger.com (Rosivaldo)</author><pubDate>Mon, 03 Oct 2011 08:53:55 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6512026537300597390.post-434020793097001210</guid><description>&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Estou digitalizando minhas principais publicações em
periódicos impressos, visando facilitar a leitura e uma eventual referenciação
bibliográfica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Começo hoje com o “As Duas Faces da Política Criminal
Contemporânea”, texto que, apesar de ter sido publicado em 1998, continua
atual, pois critica o paradigma que hoje ainda reinante na política criminal
legislativa do país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Assim como farei com os textos seguintes, segue o texto digitalizado (leitura ou download via SCRIBD).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://pt.scribd.com/doc/64812391/As-duas-faces-da-politica-criminal-contemporanea" style="-x-system-font: none; display: block; font-family: Helvetica,Arial,Sans-serif; font-size-adjust: none; font-size: 14px; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 12px auto 6px auto; text-decoration: underline;" title="View As duas faces da política criminal contemporânea on Scribd"&gt;As duas faces da política criminal contemporânea&lt;/a&gt;&lt;iframe class="scribd_iframe_embed" data-aspect-ratio="0.674008810572687" data-auto-height="true" frameborder="0" height="600" id="doc_88926" scrolling="no" src="http://www.scribd.com/embeds/64812391/content?start_page=1&amp;amp;view_mode=list&amp;amp;access_key=key-2htsrnhkfutsx72hc8au" width="100%"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
(function() { var scribd = document.createElement("script"); scribd.type = "text/javascript"; scribd.async = true; scribd.src = "http://www.scribd.com/javascripts/embed_code/inject.js"; var s = document.getElementsByTagName("script")[0]; s.parentNode.insertBefore(scribd, s); })();
&lt;/script&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6512026537300597390-434020793097001210?l=www.rosivaldotoscano.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~4/llpJfasl_6s" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-03T12:53:55.666-03:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.rosivaldotoscano.com/2010/03/as-duas-faces-da-politica-criminal.html</feedburner:origLink></item><item><title>Como se começa de novo sem nunca ter começado antes? (Gerivaldo Neiva)</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~3/Ajq8X1s9WKw/como-se-comeca-de-novo-sem-nunca-ter.html</link><author>noreply@blogger.com (Rosivaldo)</author><pubDate>Mon, 03 Oct 2011 08:10:09 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6512026537300597390.post-262882765616461093</guid><description>&lt;style type="text/css"&gt;
&lt;!--
p{text-indent:20mm;text-align:justify}
--&gt; 
&lt;/style&gt;Copiado e colado do blog do colega Gerivaldo Neiva (&lt;a href="http://www.gerivaldoneiva.com/"&gt;www.gerivaldoneiva.com&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="post-header"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-DmARKvXRIwQ/TmYq5i_yEaI/AAAAAAAACbw/rMzBkSh1u5U/s1600/favela.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://3.bp.blogspot.com/-DmARKvXRIwQ/TmYq5i_yEaI/AAAAAAAACbw/rMzBkSh1u5U/s400/favela.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13pt;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&amp;nbsp;Algum morro, favela ou o que seja...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 6pt 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 6pt 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13pt;"&gt;COMO SE COMEÇA DE NOVO SEM NUNCA TER COMEÇADO ANTES?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13pt;"&gt;Comentários sobre o Programa Começar de Novo, do CNJ&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: right;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: right;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13pt; line-height: 150%;"&gt;Gerivaldo Neiva *&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: right;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13pt; line-height: 150%;"&gt;O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP) estão realizando, ontem e hoje (05 e 06/09), O Encontro Nacional do Programa Começar de Novo, em São Paulo. O objetivo do encontro, segundo publicado no &lt;a href="http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/15684-encontro-do-comecar-de-novo-tem-inicio-nesta-segunda-5-em-sp"&gt;site do CNJ&lt;/a&gt;, seria &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“mostrar ao empresariado de todo o País as vantagens da oferta de cursos de capacitação e de emprego para detentos e ex-detentos – uma vez que, além da promoção da cidadania e da prevenção da reincidência criminal, são vários os benefícios desse tipo de contratação”.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13pt; line-height: 150%;"&gt;Oficialmente, o &lt;a href="http://www.cnj.jus.br/programas-de-a-a-z/detentos-e-ex-detentos/pj-comecar-de-novo"&gt;Programa Começar de Novo&lt;/a&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“visa à sensibilização de órgãos públicos e da sociedade civil para que forneçam postos de trabalho e cursos de capacitação profissional para presos e egressos do sistema carcerário. O objetivo do programa é promover a cidadania e consequentemente reduzir a reincidência de crimes”.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13pt; line-height: 150%;"&gt;A tônica dos discursos, como não poderia deixar de ser, pelo que se vê publicado no &lt;a href="http://www.cnj.jus.br/index.php"&gt;site do CNJ&lt;/a&gt;, é a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“ressocialização”.&lt;/i&gt; Todos falam nisso como a salvação da lavoura para o problema dos egressos do sistema penitenciário brasileiro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13pt; line-height: 150%;"&gt;Em palestra proferida ontem, por exemplo, o pesquisador da Universidade de São Paulo (USP), José Pastore, defendeu a reinserção social de ex-presos no mercado de trabalho como estratégia para combater a criminalidade no país, afirmando estar convencido de que o trabalho para ex-detentos ajuda a reduzir a reincidência no crime. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“A reinserção via mercado de trabalho é absolutamente estratégica para se reduzir a reincidência”,&lt;/i&gt; disse. &lt;a href="http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/15704-dar-emprego-a-presos-e-essencial-para-reduzir-a-reincidencia-no-crime"&gt;Leia mais...&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13pt; line-height: 150%;"&gt;Também ontem, o Ministro Peluso, presidente do CNJ, defendeu a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“reinserção social”&lt;/i&gt; e a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“conscientização dos detentos sobre a possibilidade de começar uma vida nova”&lt;/i&gt;. Além disso, observou o Ministro Peluso que &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“o Brasil tem uma das maiores taxas de reincidência criminal do mundo, da ordem de 70%.”&lt;/i&gt; Como solução para este problema, defendeu o presidente do CNJ: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“O Estado e a sociedade organizada devem criar e fomentar políticas públicas que permitam meios para esse recomeço e, paralelamente, propiciem a conscientização daquele que errou, de modo que passe ele a entender qual sua função, seus deveres e direitos diante da coletividade na qual passará, novamente, a conviver.”&lt;/i&gt; &lt;a href="http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/15703-ministro-peluso-destaca-importancia-do-programa-comecar-de-novo"&gt;Leia mais...&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13pt; line-height: 150%;"&gt;Evidente que o objetivo do “Começar de Novo” é da maior importância e seus idealizadores, sem dúvida alguma, quando da sua elaboração, foram movidos por propósitos mais bem intencionados possíveis. Da mesma forma, não tenho a menor dúvida que o Ministro Peluso está movido pela melhor das intenções ao defender a conscientização dos presos para começarem uma vida nova. De outro lado, sem querer retomar a discussão acerca da impossibilidade de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“reinserir”&lt;/i&gt; o que nunca foi &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“inserido”,&lt;/i&gt; ou seja, promover a reinserção social de quem sempre viveu excluído das garantias constitucionais e condições mínimas de cidadania, bem como questionar o “romantismo” do Ministro Peluso em &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“conscientizar detentos sobre a possibilidade de começar uma vida nova”&lt;/i&gt;, penso que o Programa Começar de Novo, antes de pedir um emprego para os egressos do sistema, deveria considerar as seguintes informações sobre o nível de escolaridade da população carcerária brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13pt; line-height: 150%;"&gt;Ora, segundo dados do Sistema Integrado de Informações Penitenciárias (&lt;a href="http://portal.mj.gov.br/data/Pages/MJD574E9CEITEMID598A21D892E444B5943A0AEE5DB94226PTBRNN.htm"&gt;Infopen&lt;/a&gt;), do Ministério da Justiça, 75,35% da população carcerária brasileira, incluindo os analfabetos, cursou até o ensino fundamental completo, ou seja, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“desenham o nome” &lt;/i&gt;e não conseguem ler duas linhas. Ainda segundo o Infopen, 10,6% dos detentos tem o ensino médio incompleto e mais 7,32% tem o ensino médio completo, ou seja, considerando o ambiente de sua formação e a qualidade da educação que tiveram acesso, os participantes deste grupo – 17,92% (ensino médio completo e incompleto) devem assinar o nome em letra corrida, mas incapazes de ler um texto de dez linhas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13pt; line-height: 150%;"&gt;Sendo assim, somando-se aqueles (até o fundamental completo e que desenham o nome, mas não leem duas linhas) com estes (até o médio completo e assinam o nome, mas não leem dez linhas), o percentual chega ao número absurdo de 93,27% da população carcerária brasileira. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13pt; line-height: 150%;"&gt;Pois bem, se um dos empresários da Fiesp se sensibilizar com o Começar de Novo e oferecer vagas para detentos com o ensino médio completo, os candidatos seriam apenas 7,32%. De outro lado, segundo os dados do Infopen, caso as vagas sejam destinadas a detentos com o ensino superior incompleto, os candidatos seriam apenas 0,7%; se for para os detentos com o ensino superior completo, os candidatos seriam apenas 0,41% e se for para os que tem acima do curso superior, os candidatos seriam 0,016%.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13pt; line-height: 150%;"&gt;O problema é que o mercado, mesmo para a construção civil mais pesada, anda a reclamar da qualidade da mão-de-obra nacional. Sendo assim, o que o mercado e a sociedade tem a oferecer para 93,27% da população carcerária deste país, que mal sabem assinar o nome, além da reincidência? Aliás, não é mera coincidência que o percentual de reincidência (70% segundo o Ministro Peluso) seja parecido com o percentual de detentos que apenas &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“desenham o nome”&lt;/i&gt; (75,35%, segundo o Infopen).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13pt; line-height: 150%;"&gt;Ora, se então o grande entrave para a colocação no mercado de trabalho é a falta de escolaridade, será que os presos estão tendo a oportunidade de estudar enquanto estão segregados? Nem tanto. Segundo o Infopen, apenas 8,97% dos presos estão estudando. Dos estudantes, 23,94% ainda estão na alfabetização, 55,05% estão no ensino fundamental e apenas 16,15% estão cursando o ensino médio. Mais uma vez, um número desanimador: apenas 8,97% dos presos estudam e 78,99% desses estudantes estão ainda na fase (até o ensino fundamental) de aprender assinar o nome e ler duas linhas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13pt; line-height: 150%;"&gt;Para terminar, queria muito pensar como o ilustre Juiz Luciano Losekan, auxiliar do CNJ e coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e de Medidas Socioeducativas (DMF/CNJ), ao defender o engajamento da sociedade no Começar de Novo por entendê-lo como uma &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“luz no fim do túnel para os detentos, diante de um sistema carcerário falido, que não passa de depósito de seres humanos”. &lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/15703-ministro-peluso-destaca-importancia-do-programa-comecar-de-novo"&gt;Confira...&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13pt; line-height: 150%;"&gt;Com não sou assim tão otimista, volto aos dados do Infopen e verifico que 50,42% dos presos desse país cometeram crime contra o patrimônio (furtaram ou roubaram) e que 23,47% praticaram crime de tráfico, ou seja, que 73,89% dos presos desse país estão presos porque furtaram, roubaram ou traficaram e não tem qualquer formação profissional, pois nada ou quase nada estudaram no ensino regular. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13pt; line-height: 150%;"&gt;Em vista disso, agora terminando definitivamente, penso que precisamos todos – desde o ensino jurídico ao CNJ e passando por todos os chamados &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“operadores do direito”&lt;/i&gt; - repensar o sistema punitivo e carcerário brasileiro, embasando qualquer teoria ou programa na realidade das periferias das grandes cidades desse país, na miséria, na pobreza, em séculos de exclusão... Enfim, mais perto da vida real do que dos gabinetes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13pt; line-height: 150%;"&gt;* Juiz de Direito (BA), membro da Associação Juízes para a Democracia (AJD).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6512026537300597390-262882765616461093?l=www.rosivaldotoscano.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~4/Ajq8X1s9WKw" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-03T12:10:09.277-03:00</app:edited><media:thumbnail url="http://3.bp.blogspot.com/-DmARKvXRIwQ/TmYq5i_yEaI/AAAAAAAACbw/rMzBkSh1u5U/s72-c/favela.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><feedburner:origLink>http://www.rosivaldotoscano.com/2011/09/como-se-comeca-de-novo-sem-nunca-ter.html</feedburner:origLink></item><item><title>NOTA DA ASSOCIAÇÃO JUÍZES PARA A DEMOCRACIA/AJD SOBRE O ASSASSINATO DA JUÍZA PATRÍCIA ACIOLI</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~3/KjAoLaN_sNM/nota-da-associacao-juizes-para.html</link><author>noreply@blogger.com (Rosivaldo)</author><pubDate>Thu, 18 Aug 2011 15:31:46 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6512026537300597390.post-3371869184477649277</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; color: black; font-family: inherit; text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-OHhrry0WwUg/TkUaKAwUDqI/AAAAAAAAPJ8/oWOwFQT9iAc/s400/alt%253D129_1244-alt-12-MHG-patricia-acioli-1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="204" src="http://4.bp.blogspot.com/-OHhrry0WwUg/TkUaKAwUDqI/AAAAAAAAPJ8/oWOwFQT9iAc/s320/alt%253D129_1244-alt-12-MHG-patricia-acioli-1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: black; font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: black; font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;
&lt;span id="fullpost" style="font-size: large;"&gt;Interrompo as férias do blog para postar a nota abaixo. Estava no exterior, em férias, quando acessei a caixa de emails e soube da morte da colega fluminense Patrícia Acioli. Enquanto cidadão, doeu-me. Enquanto juiz, indignou-me.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: black; font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;
&lt;span id="fullpost" style="font-size: large;"&gt;O momento exige seriedade na investigação e serenidade no proceder, pois como bem salientou a nota, oportunizam-se, em meio à histeria, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;propostas que não venham ao encontro da postura democrática que o próprio Judiciário apregoa defender. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: black; font-family: inherit;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; color: black; font-family: inherit; text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;a href="http://www.consciencia.net/img/ajd1.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://www.consciencia.net/img/ajd1.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: black; font-family: inherit;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: black; font-family: inherit;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: black; font-family: inherit;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="yiv63393724MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;NOTA DA ASSOCIAÇÃO JUÍZES PARA A DEMOCRACIA/AJD SOBRE O ASSASSINATO DA JUÍZA PATRÍCIA ACIOLI&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="yiv63393724MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="yiv63393724MsoNormal" style="color: black; font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="color: black; font-family: inherit; font-size: large;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align="center" class="yiv63393724MsoNormal" style="color: black; font-family: inherit; text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;“Se o juiz tiver medo, a população não poderá dormir&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="color: black; font-family: inherit; font-size: large;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align="center" class="yiv63393724MsoNormal" style="color: black; font-family: inherit; text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;tranquila”&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="color: black; font-family: inherit; font-size: large;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="yiv63393724MsoNormal" style="color: black; font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="color: black; font-family: inherit; font-size: large;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="yiv63393724MsoNormal" style="color: black; font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="color: black; font-family: inherit; font-size: large;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="yiv63393724MsoNormal" style="color: black; font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;A &lt;b&gt;ASSOCIAÇÃO JUIZES PARA A DEMOCRACIA - AJD, &lt;/b&gt;entidade não governamental e sem fins corporativos, que &lt;span class="yiv63393724news1"&gt;tem
 por finalidade trabalhar pelo império dos valores próprios do Estado 
Democrático de Direito e pela promoção e a defesa dos princípios da 
democracia pluralista, pugna pela conjugação de esforços para apuração 
da execução da juíza Patrícia Acioli.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="color: black; font-family: inherit; font-size: large;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="yiv63393724MsoNormal" style="color: black; font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="color: black; font-family: inherit; font-size: large;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="yiv63393724MsoNormal" style="color: black; font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Independentemente
 da motivação do crime, esse assassinato demonstra o patamar atingido 
pelo poder paralelo, ramificado nas estruturas do Estado, fruto de 
sucessivas políticas de enfrentamento e supressão de direitos, cujo 
ápice encontra-se na atual política de segurança do Estado do Rio de 
Janeiro, que não dispensou apoios federais para sua implementação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="color: black; font-family: inherit; font-size: large;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="yiv63393724MsoNormal" style="color: black; font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="color: black; font-family: inherit; font-size: large;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="yiv63393724MsoNormal" style="color: black; font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;A
 morte de qualquer pessoa diminui a humanidade. Os valores que norteiam 
uma sociedade fraterna repudiam qualquer provocação de morte alheia. 
Mas, o assassinato de um magistrado atinge, diretamente, todos os 
cidadãos e cidadãs que, em uma democracia, depositam nos juízes e juízas
 a garantia de seus direitos. Quando o juiz tem medo, ninguém pode 
dormir tranquilo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="color: black; font-family: inherit; font-size: large;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="yiv63393724MsoNormal" style="color: black; font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="color: black; font-family: inherit; font-size: large;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="yiv63393724MsoNormal" style="color: black; font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Este
 grave momento é propício para reafirmarmos a nossa confiança no Estado 
de Direito. É preciso agir com firmeza, mas, sobretudo, com sobriedade e
 com absoluto respeito aos limites impostos pelos princípios e valores 
elegidos por nossa sociedade democrática.&amp;nbsp; É preciso 
garantir a independência do Poder Judiciário, não só perante os demais 
poderes, como também perante grupos de qualquer natureza, internos ou 
externos à magistratura. A busca da democratização da 
magistratura também depende da garantia de condições para o exercício 
funcional. O fortalecimento das prerrogativas dos magistrados é 
imprescindível para prevalência da cidadania. A Justiça é um autêntico 
serviço público, que, respondendo ao princípio da transparência, deve 
permitir aos cidadãos o controle de seu funcionamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="color: black; font-family: inherit; font-size: large;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="yiv63393724MsoNormal" style="color: black; font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;A AJD
 repudia as tentativas de desqualificação da juíza atingida pela 
truculência paraestatal, que visam eximir de suas responsabilidades 
aqueles que negligenciaram sua segurança. Igualmente, a AJD repudia as 
propostas anti-democráticas de instituição de juízes sem rosto, leis de 
emergência, constituição de milícias judiciárias e supressão de 
direitos, pois ineficazes para a constituição de uma sociedade justa, 
humana e democrática. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="color: black; font-family: inherit; font-size: large;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="yiv63393724MsoNormal" style="color: black; font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="color: black; font-family: inherit; font-size: large;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="yiv63393724MsoNormal" style="color: black; font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Fundamental
 será que busquemos, a partir deste episódio, a promoção e a defesa dos 
princípios da democracia pluralista, a difusão da cultura jurídica 
democrática e dos valores que caracterizam uma sociedade como 
republicana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="color: black; font-family: inherit; font-size: large;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="color: black; font-family: inherit;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6512026537300597390-3371869184477649277?l=www.rosivaldotoscano.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~4/KjAoLaN_sNM" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-18T19:31:46.408-03:00</app:edited><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/-OHhrry0WwUg/TkUaKAwUDqI/AAAAAAAAPJ8/oWOwFQT9iAc/s72-c/alt%253D129_1244-alt-12-MHG-patricia-acioli-1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><feedburner:origLink>http://www.rosivaldotoscano.com/2011/08/nota-da-associacao-juizes-para.html</feedburner:origLink></item><item><title>Férias!</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~3/GNQ8tFJVbyQ/ferias.html</link><author>noreply@blogger.com (Rosivaldo)</author><pubDate>Thu, 04 Aug 2011 19:40:23 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6512026537300597390.post-7837708714589819156</guid><description>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-jaLIAw63Nm8/TjtUJj9EHWI/AAAAAAAAAMI/qaAON6yfvog/s1600/Kite-blog.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="224" src="http://3.bp.blogspot.com/-jaLIAw63Nm8/TjtUJj9EHWI/AAAAAAAAAMI/qaAON6yfvog/s320/Kite-blog.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Na enseada de Búzios - RN&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Caros amigos, estou entrando
de férias. Hora de recarregar as baterias e aproveitar essa época de bons ventos
para o kitesurf.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Hora de dar uma parada também
nas postagens. Retornarei em breve.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6512026537300597390-7837708714589819156?l=www.rosivaldotoscano.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~4/GNQ8tFJVbyQ" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-04T23:40:23.974-03:00</app:edited><media:thumbnail url="http://3.bp.blogspot.com/-jaLIAw63Nm8/TjtUJj9EHWI/AAAAAAAAAMI/qaAON6yfvog/s72-c/Kite-blog.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total><feedburner:origLink>http://www.rosivaldotoscano.com/2011/08/ferias.html</feedburner:origLink></item><item><title>Um segundo olhar sobre o regime das prisão em flagrante - retrato-me</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~3/h97aBIijMAk/um-segundo-olhar-sobre-o-regime-das.html</link><author>noreply@blogger.com (Rosivaldo)</author><pubDate>Thu, 28 Jul 2011 19:49:19 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6512026537300597390.post-1387038537555827791</guid><description>&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-joDrjVaLsVY/Tf0UtTwbEKI/AAAAAAAAAe0/iajVrYo_DVE/s1600/Correntes.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-joDrjVaLsVY/Tf0UtTwbEKI/AAAAAAAAAe0/iajVrYo_DVE/s1600/Correntes.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ainda em relação à postagem
anterior, fiz algumas reflexões e resolvi me reposicionar a respeito da questão que envolve o art.
310 do CPP. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Continuo muito à vontade em
relação à concessão da liberdade provisória, com ou sem medidas cautelares
diversas da prisão, no momento do flagrante, independentemente de parecer do
Ministério Público. E por várias razões: a) presunção de inocência – que
reflete na prisão durante o processo como exceção e a liberdade como regra
(muito embora a prática revele uma inversão perversa); b) princípio do &lt;i&gt;favor
rei&lt;/i&gt; – que impõe uma interpretação favorável ao acusado, das normas penais e
processuais penais; c) pela exigência constitucional do art. 5º LXVI da CR, de
que a prisão em flagrante não deva perdurar por tempo excessivo (“ninguém será
levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória,
com ou sem fiança”); d) pela postura de isenção e distanciamento do interesse
das partes, exigida do juiz no sistema acusatório.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Sempre combati a ideia, antes da
alteração legislativa, da continuidade da prisão em flagrante durante tempo
relevante. Sempre fazia vista ao Ministério público, nos termos do antigo
parágrafo único do CPP, que assim rezava:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Parágrafo único. Igual procedimento será adotado
quando o juiz verificar, pelo auto de prisão em flagrante, a inocorrência de
qualquer das hipóteses que autorizam a prisão preventiva (artigos 311 e 312).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Após o retorno dos autos, eu ou
concedia a liberdade provisória ou decretava a prisão preventiva. Mas nunca de
ofício. Se o Ministério Público, titular da ação penal, opinasse pela concessão
da liberdade provisória, eu a concedia, como sempre absolvi o acusado quando o
Ministério Público assim pedia (pois não pode o juiz assumir o papel de
acusador no lugar de quem de direito).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Também me preocupa a criação de
ritos diversos do que determina a lei. O juiz não é legislador. E mantenho a
crítica que fiz nos últimos parágrafos à postura solipsista de uma pequena
parcela dos atores jurídicos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Contudo, a questão da conversão
em preventiva, com a amplitude dada pelo art. 310 do CPP, ainda estava me
incomodando. Como já salientei na postagem anterior, entendo que a prisão em
flagrante não possa perdurar por tempo relevante após o recebimento, pelo juiz,
da cópia do auto, e que a liberdade provisória deva ser concedida sempre que o
magistrado entender, &lt;i&gt;rebus sic stamtibus&lt;/i&gt;, presente seus elementos
constitutivos. Mas em se tratando de prisão preventiva, não há exigência
constitucional de sua conversão imediata. Nesse ponto, da forma com que a lei
12.403/2011 redefine a postura do juiz ao receber o flagrante, o faz de modo a
ferir o sistema acusatório. Reconheço isso agora, sem nenhum problema. Isso
porque impõe ao magistrado, caso não se convença do relaxamento, da concessão
de liberdade provisória ou da adoção de medidas diversas da prisão, a conversão
em prisão preventiva. O juiz não pode virar parte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Assim, nas situações nebulosas,
na zona cinzenta entre a concessão da liberdade provisória e a ocorrência da
prisão preventiva, um prazo de 24 horas seria suficiente para não prolongar em
demasia a prisão em flagrante, ao passo que permitiria ao Órgão Ministerial
cumprir seu mister de titular da ação penal. É bem verdade que não há essa
previsão na lei, mas é o preço a pagar para resguardar a postura do magistrado
dentro do sistema acusatório.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Aproveito para agradecer e
transcrever a opinião de dois leitores do blog, Tiago Pacheco e Gustavo
Cavalcante, que debateram com propriedade sobre o tema, no próprio post
anterior.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;O primeiro disse o seguinte:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote style="color: black; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;“Quando a CF/88 fala que a prisão ilegal será
imediatamente relaxada, refere-se a relaxamento de prisão, completamente
diferente de liberdade provisória.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Uma prisão ilegal, sem dúvida, deve ser de logo
relaxada, sem que o magistrado espere por ninguém. Mas para concessão de
liberadade provisória, medida de contra-cautela e que não tem relação com
ilegalidade da prisão, ou para seja decretada a prisão preventiva, deve, sim, o
magistrado aguardar o pronunciamento do MP. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Acho até possível entender que, quanto a liberdade
provisória, poderia o magistrado concedê-la ex-officio, em razão do princípio
do "favor rei" (não confundir com princípio da inocência). Contudo,
para decretar a preventiva ou até para converter o flagrante em preventiva, só
se houver pedido do MP.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;O segundo:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote style="color: black; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;“só haveria a obrigatoriedade/necessidade do
parecer ministerial nos casos em que o juiz, ao se deparar com o Auto de prisão
em flagrante, ficar convencido, mesmo que de forma esfumaçada, pela conversão
para prisão preventiva. Já nos casos que o relaxamento for a primeira opinião
do juiz, não haveria a obrigatoriedade(porém poderia ser necessário).
Utilizando o princípio do favor rei, muito bem apontado pelo caro colega”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Por essas razões, em parte me reposiciono.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;A partir de agora, buscarei agir da seguinte
maneira:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; line-height: normal; margin-left: 21.3pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;a)&amp;nbsp;Vislumbrando, de plano,
que se trata de situação em que cabe liberdade provisória: a1), &lt;i&gt;objetivamente&lt;/i&gt;,
como, por exemplo, quando sequer pode haver a decretação da prisão preventiva
(réu primário e com identidade definida, em crime cuja pena não ultrapassa
quatro anos, não sendo de violência doméstica); a2) ou subjetivamente, (réu
primário e com identidade definida, em crime cuja pena ultrapassa quatro anos,
mas me convencendo de que não existem os requisitos ou qualquer dos fundamentos
da prisão preventiva, ou que medidas cautelares diversas da prisão seriam
adequadas e suficientes para substituir eventual decretação de prisão
preventiva), desde já concederei liberdade provisória, com ou sem medidas;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; line-height: normal; margin-left: 21.3pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;b)&amp;nbsp;Todavia, nas hipóteses
que remanescerem, que se situarem numa zona e penumbra entre a suficiência ou
não das medidas cautelares diversas da prisão, aguardarei por 24 horas a
manifestação do Ministério Público. Não darei vista dos autos, pois não existe tal previsão legal e o próprio Ministério Público também é comunicado do flagrante (art. 306 do CPP). Se, ao final desse prazo, não se
manifestar, concederei a liberdade provisória, aplicando, se for o caso, as
medidas previstas no art. 319 do CPP;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; line-height: normal; margin-left: 21.3pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;c)&amp;nbsp;E em uma única situação,
atualmente, eu poderia, em tese, converter a prisão em preventiva, após o prazo
de 24 horas, mesmo sem requerimento do Ministério Público: se eu mesmo tiver
dúvida sobre a identidade civil da pessoa ou quando esta não fornecer elementos
suficientes para esclarecê-la, e mesmo assim colocando-o em liberdade após
sanada a dúvida&amp;nbsp; (art. 313, § único, do CPP). Em caso de manutenção dessa
dúvida, darei um prazo de 10 dias para que a polícia providencie a
identificação criminal, bem como as eventuais diligências que entender
necessárias. E, em caso de silêncio, passado esse prazo, relaxarei a prisão,
haja vista a desídia do Estado em cumprir seu mister, sem prejuízo da
comunicação ao Ministério Público, para a apuração da responsabilidade do
agente público desidioso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Cabe acrescentar que nesse caso
não se trataria de converter a prisão em preventiva com base em qualquer dos
fundamentos já conhecidos, no caso, a ordem pública, a ordem econômica, por
conveniência da instrução criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal
em relação ao flagranteado, mas porque sequer se sabe quem realmente ele é.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;A identificação criminal é, ao
não civilmente identificado, providência obrigatória para a autoridade
policial, mas, na prática, negligenciada. Este caso é um exemplo. Com efeito,
diz o CPP:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote style="color: black; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;"Art. 6º. Logo que tiver conhecimento da
prática da infração penal, a autoridade policial deverá:(...)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote style="color: black; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;VIII - ordenar a identificação do indiciado pelo
processo datiloscópico, se possível, e fazer juntar aos autos sua folha de
antecedentes;"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;E a recente lei 12.037/2009,
determina que&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote style="color: black; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;"Art. 4º Quando houver necessidade de
identificação criminal, a autoridade encarregada tomará as providências
necessárias para evitar o constrangimento do identificado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote style="color: black; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Art. 5º A identificação criminal incluirá o
processo datiloscópico e o fotográfico, que serão juntados aos autos da
comunicação da prisão em flagrante, ou do inquérito policial ou outra forma de
investigação."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Assim, espero, com esse reposionamento parcial, estar melhor agindo
de maneira a preservar o sistema acusatório, e a garantir o respeito aos
ditames constitucionais em relação à brevidade exigida para a solução da prisão em
flagrante e para a concessão da liberdade provisória.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;No mais, mantenho o que disse em relação à inconstitucionalidade da manutenção por longo prazo da prisão em flagrante, sem que se conceda logo a liberdade provisória nos casos em que o juiz a vislumbrar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; line-height: normal;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; line-height: normal;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; line-height: normal;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;*Rosivaldo
Toscano Jr. é juiz de direito e membro da Associação Juízes para a Democracia -
AJD &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: black; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;
&lt;style type="text/css"&gt;
&lt;!--
p{text-indent:20mm;text-align:justify}
--&gt; 
&lt;/style&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6512026537300597390-1387038537555827791?l=www.rosivaldotoscano.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~4/h97aBIijMAk" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-28T23:49:19.275-03:00</app:edited><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/-joDrjVaLsVY/Tf0UtTwbEKI/AAAAAAAAAe0/iajVrYo_DVE/s72-c/Correntes.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">4</thr:total><feedburner:origLink>http://www.rosivaldotoscano.com/2011/07/um-segundo-olhar-sobre-o-regime-das.html</feedburner:origLink></item><item><title>Flagrante: Liberdade Provisória, Conversão e Decretação da Preventiva</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~3/LlU9COBJXKU/flagrante-liberdade-provisoria.html</link><author>noreply@blogger.com (Rosivaldo)</author><pubDate>Tue, 26 Jul 2011 18:14:15 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6512026537300597390.post-8395818653054728971</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://jorgemiguelcs.files.wordpress.com/2011/07/chain.jpg?w=500&amp;amp;h=651" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://jorgemiguelcs.files.wordpress.com/2011/07/chain.jpg?w=500&amp;amp;h=651" width="245" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;"Verifique-se
que a lei distingue &lt;i&gt;converter&lt;/i&gt; a
prisão em flagrante em preventiva (art. 310, II, do CPP) de &lt;i&gt;decretá-la&lt;/i&gt; (art. 311 do CPP). Essa
distinção parece, numa primeira leitura, de pouco importância. Mas é o traço mais
importante para o deslinde dessa questão."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;A questão mais
tormentosa da lei 12.403/2011, que alterou as regras relativas à prisão e a
liberdade provisória, tem sido definir qual o proceder do juiz ao receber o
auto de prisão em flagrante, quando ela é legal. Restariam, segundo a nova
redação do art. 310 do CPP, dois caminhos: a) conceder a liberdade provisória,
com ou sem medidas cautelares diversas da prisão; b)
converter a prisão em flagrante em preventiva, quando presentes os requisitos
constantes do art. 312 deste Código, e se revelarem inadequadas ou
insuficientes as medidas cautelares diversas da prisão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Formaram-se, basicamente, três
correntes em relação a como proceder: A) a&lt;i&gt;
primeira&lt;/i&gt; dizendo que o juiz deve agir de plano, concedendo a liberdade
provisória (com ou sem medidas cautelares diversas da prisão) ou convertendo-a
em prisão preventiva; b) &lt;i&gt;a&lt;/i&gt; &lt;i&gt;segunda&lt;/i&gt;, informando que o juiz não pode,
sem ouvir o Ministério Público, decidir sobre a conversão da prisão em
preventiva. Alega-se que agir de ofício violaria o princípio acusatório. Mas também
não avalia a imediata concessão da liberdade provisória e a imposição
ou não de medidas cautelares diversas da prisão. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mantém-se a prisão em flagrante&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt; até lá; c) por fim, &lt;i&gt;a terceira&lt;/i&gt;, sob o mesmo argumento, aceita
a possibilidade da concessão da liberdade provisória de ofício, com ou sem
medidas, mas não a conversão em preventiva. Mantém-se a prisão em flagrante até a manifestação do Ministério Público. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Numa análise
mais apressada, as correntes mais consentâneas com um processo penal
democrático seriam as das alíneas “b” e “c”. Acontece que a primeira dessas
duas termina sendo perversa, prolongando até mesmo o encarceramento nos casos de
quem deveria ser imediatamente solto através da concessão da liberdade
provisória, abrindo brechas para decisionismos, ferindo o devido processo legal
e a paridade de armas. E a última, acaba – nos casos em que não é concedida a
liberdade provisória – pondo o preso em uma espécie de limbo jurídico pela
manutenção de uma prisão administrativa e precaríssima, como é o caso da prisão
em flagrante, com os mesmos efeitos práticos da preventiva, mas sem a
necessária fundamentação constitucionalmente exigida para sua decretação (art.
93, IX, da Constituição da República).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Comumente
dizemos que a prisão ilegal deve ser imediatamente relaxada pela autoridade
judiciária competente. E isso decorre do art. 5º, inciso LXV da Constituição
Federal, que assim dispõe:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;“LXV - a prisão ilegal será
imediatamente relaxada pela autoridade judiciária;”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Acontece que também
não é constitucionalmente aceitável manter a prisão em flagrante quando o preso
faz jus à liberdade provisória, em razão de outro mandamento constitucional, no
caso, o do inciso posterior do mesmo art. 5º, o LXVI:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;“LXVI - ninguém será levado à
prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem
fiança;”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Vou primeiro
tratar da hipótese da alínea “b” acima – a que apregoa que o juiz aguarde, até
perto do fim do prazo geral de 5 dias para decidir (art. 800 do CPP), a
manifestação do Ministério Público. Mantém-se o flagranteado, mesmo que fazendo
jus à liberdade provisória com ou sem medidas cautelares, preso até que o juiz,
transformado em mero órgão auxiliar do titular da ação penal, aguarde a palavra
de ordem que, via de regra, é: prenda-se! No fundo, não seria esse proceder
“garantista” um sintoma do real desejo de prender? Sob a alegação de que não se
pode converter em prisão preventiva, pois se está agindo de ofício, e ferindo o
sistema acusatório, não se solta, também.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ademais,
fere-se o devido processo legal, pois onde é que existe essa determinação de
sobrestamento da análise imediata da prisão em benefício do titular da ação
penal, a despeito da exigência constitucional de imediato conhecimento da
matéria? E sobrestamento esse que, diga-se de passagem, fere o disposto no art.
5º, LXV e LXVI da Constituição da República?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Verifique-se
que a lei distingue &lt;i&gt;converter&lt;/i&gt; a
prisão em flagrante em preventiva (art. 310, II, do CPP) de &lt;i&gt;decretá-la&lt;/i&gt; (art. 311 do CPP). Essa
distinção parece, numa primeira leitura, de pouco importância. Mas é o traço mais
importante para o deslinde dessa questão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Em se tratando
de &lt;i&gt;conversão&lt;/i&gt;, ela pressupõe uma prisão
já existente: a em flagrante. O juiz não estará criando a restrição, naquele
momento, da liberdade de ir e vir, pois essa já se encontra cerceada, ainda que
por um título precário como é o flagrante. E nem estará agindo de ofício. É provocado
por uma prisão que, mesmo precaríssima por ser administrativa, tem previsão constitucional
e que, também por força da Constituição e da lei, reclama a imediata análise da
regularidade formal (relaxamento) e material (liberdade provisória, medidas
cautelares ou prisão preventiva). O magistrado, aí, age na qualidade de juiz de
garantias – no caso, do direito fundamental de ir e vir. Assim, não se viola o
sistema acusatório.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;E precisa o juiz,
imediatamente, fundamentar concretamente, e em caráter preliminar à conversão
em preventiva, a razão do cabimento ou não da liberdade provisória, com ou sem medidas
cautelares diversas da prisão, sob pena de nulidade. Portanto, exige-se que o
juiz, primeiro, enfrente tais questões prévias, que tanto interessam ao direito
de liberdade do flagranteado. Não vige, aqui, o princípio da inércia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Já na
decretação da prisão preventiva de ofício, da qual também não compartilho, o provimento
jurisdicional priva uma liberdade que anteriormente existia. E sem provocação.
Ademais, não possui um &lt;i&gt;momentum&lt;/i&gt; certo
de acontecer. E pode ocorrer ou não tal decretação durante o processo,
dependendo, sempre, do caso concreto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Pode haver
ação penal sem decretação de ofício da preventiva? Sim. Mas jamais prisão em
flagrante sem que o juiz decida se é caso de liberdade provisória (com ou sem
medidas) ou, em não sendo, de prisão preventiva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mas o senso
comum teórico, acostumado que é a voluntarismos, faz uma &lt;i&gt;interpretação&lt;/i&gt; que não tem lastro normativo. Cria uma malfadada espécie
de “prazo mínimo para decidir”, exigindo-se que o juiz aguarde, sob a alegação
de respeito à qualidade de &lt;i&gt;custus legis&lt;/i&gt;
do titular da ação penal, a manifestação ministerial. Tal manifestação, aliás,
não poderia ser um parecer, pois não há prazo previsto em lei para isso. Teria
que ser um pedido. E quem pede o que é? É parte. Fere-se, assim, a paridade de
armas entre as partes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Isso demonstra
que, na verdade, trata-se de um ato de voluntarismo (de manter preso), sob o
auspício de obediência a ditames constitucionais, pois a lei não mais prevê que
o juiz aguarde a manifestação do Ministério Público para, só então, decidir.
Esse ativismo judicial legisla em matéria penal, usurpando a função do
Congresso Nacional. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Sintoma dessa
postura encarceradora é o fato de que quando a lei permitia ao juiz
expressamente decretar a prisão preventiva de ofício a qualquer tempo, mas
nunca conceder a liberdade provisória, ninguém questionava a
constitucionalidade da exigência de prévio parecer do Ministério Público para a
concessão da referida liberdade, a despeito do que determina o art. 5º, LXVI,
da CR, como visto acima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;À parte a
questão ideológica, há um problema filosófico-paradigmático que vem desde o
século XIX sobre o papel destinado ao juiz. Uma visão solipsista de que o
magistrado tem poderes além da lei. Mas o sentido da interpretação não fica a
dispor do intérprete. Ele não tem o direito se sobrepor ao legislador, criando
o rito que lhe bem parecer, ainda grave quando repristina uma lei revogada – no
caso, a antiga redação do art. 310, § único do CPP.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Interessante
observar que o senso comum teórico veda a conversão em prisão preventiva, mas
aceita que se mantenha uma prisão em flagrante – administrativa, assim, de alta
precariedade constitucional – sem que seja avaliada a possibilidade de se
conceder, ao mesmo tempo, a liberdade provisória.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;É, no mínimo,
paradoxal, a postura do juiz que, a pretexto de obedecer ao princípio
acusatório, mantém o flagranteado preso sem &lt;i&gt;judicializar&lt;/i&gt;
o título dessa prisão – isto é, fundamentar a manutenção ou não da prisão –,
violando expresso mandamento constitucional que determina imediata avaliação da
legalidade da prisão, tanto para efeito de relaxamento quanto para concessão de
liberdade provisória pura e simples ou a com a imposição de medidas cautelares
diversas da prisão. Isso não é obedecer ao sistema acusatório, mas, sim, ao
inquisitório, na medida em que dá primazia ao acusador, a ponto de condicionar
a decisão judicial à oportunização de manifestação daquele, a despeito da falta
de previsão legal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;A finalidade
deste escrito não é – e aí reside o que chamo de “perversa (e pseudo)filtragem
constitucional” – um ode à conversão das prisões em flagrante em preventiva.
Mas sim um alerta para que se quebre o paradigma procedimental-legal anterior;
uma conclamação à imediata avaliação, pelo juiz, quando do recebimento do auto
de prisão em flagrante, das duas etapas sequenciais do juízo de verificação da
constitucionalidade da referida prisão: 1ª) da legalidade formal, cuja violação
causa o relaxamento da prisão; b) da legalidade material, que consiste na
possibilidade ou não da concessão da liberdade provisória, pura e simples ou
com imposição de medidas cautelares diversas da prisão, e, somente em não sendo
aquelas possíveis, da conversão da prisão em preventiva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;O juízo de análise
imediata da prisão, mesmo com a conversão da prisão em flagrante em preventiva,
é uma garantia ao preso de que houve obediência ao dever constitucional de
fundamentar as decisões, possibilitando, também, sua impugnação, através da
refutação de seus argumentos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ademais, não
há mais tal previsão de esperar um determinado lapso temporal até que o
Ministério Público se pronuncie. A finalidade é exatamente adequar a legislação
processual à determinação constitucional de rápido exame da prisão, e não prolongá-la.
Assim, o intérprete não pode retirar do texto algo que este não possui em si
mesmo. O intérprete sempre atribui sentidos. E tais sentidos não estão à sua
disposição. No mais, é agir com discricionariedade. E apostar na
discricionariedade é transformar juízes em legisladores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Somos
seres-no-mundo (Heidegger). Isso quer dizer que estamos nos relacionando com as
coisas e o mundo. Nesse mundo, o sentido das coisas não está ao nosso dispor.
Trata-se de um espaço compartilhado. Essa visão criacionista de um procedimento
dilatório não previsto em lei (esperar o pronunciamento do Ministério Público),
em patente prejuízo da liberdade do flagranteado, sob o pretexto vago de obediência
ao sistema acusatório, tem faceta positivista. Isso porque o positivismo busca
descolar a enunciação da lei do mundo concreto, isto é, quando transforma a lei
em uma razão autônoma. A faticidade (fatos sociais, conflitos) deixa de fazer
parte da preocupação da teoria do direito (positivista). Cria-se uma separação
entre questões fáticas e questões teóricas, entre validade e legitimidade e
entre teoria do direito e teoria política. E quem está preso (facticidade)
sofre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Assim, cumpramos a Constituição. Não compete a
nós a criação de prazos e nem de procedimentos ao alvedrio da lei. Analisemos
de imediato, conforme exigência constitucional e, agora, também legal, a
existência ou não da legalidade da prisão e da viabilidade da concessão da
liberdade provisória, com ou sem medidas cautelares diversas da prisão. E que
se tivermos de manter a prisão, que façamos de acordo com o determinado no art.
93, IX, da Constituição da República, isto é, fundamentando expressamente
nossas razões para a conversão em preventiva, expressando seus requisitos e
eventuais fundamentos, para que o preso, o Ministério Público e a sociedade saibam os reais motivos
do encarceramento e possam, se for o caso, impugná-los.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span id="fullpost" style="font-size: large;"&gt;*Rosivaldo Toscano Jr. é juiz de direito e membro da Associação Juízes para a Democracia - AJD
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;style type="text/css"&gt;
&lt;!--
p{text-indent:20mm;text-align:justify}
--&gt;
&lt;/style&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6512026537300597390-8395818653054728971?l=www.rosivaldotoscano.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~4/LlU9COBJXKU" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-26T22:14:15.110-03:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">4</thr:total><feedburner:origLink>http://www.rosivaldotoscano.com/2011/07/flagrante-liberdade-provisoria.html</feedburner:origLink></item><item><title>1º Congresso Internacional de Direito Contemporâneo</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~3/L-RNyyn0p0g/1-congresso-internacional-de-direito.html</link><author>noreply@blogger.com (Rosivaldo)</author><pubDate>Fri, 22 Jul 2011 06:00:08 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6512026537300597390.post-719395487108890976</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-RH-wrNvx9yo/TicobDM3GtI/AAAAAAAAALs/th-sFCneBJ4/s1600/front.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 0em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" id=":current_picnik_image" src="http://1.bp.blogspot.com/-dANhIak5eIw/TicqQ1_8WEI/AAAAAAAAAME/mMq57TEbANw/s1600/15364237900_F7BZX.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background: #17365D; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: #ffc000; font-size: 20pt;"&gt;25 agosto&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background: #17365D; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: #ffc000; font-size: 12pt;"&gt;Quinta-feira&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background: #BFBFBF; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 12pt;"&gt;16:00 - 19:00 | CREDENCIAMENTO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background: #FFC000; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;19:00 | ABERTURA SOLENE&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background: #FFC000; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;20:00 | CONFERÊNCIA DE ABERTURA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: grey; font-size: 10pt;"&gt;CONFERENCISTA&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 14pt;"&gt;Dr. Marcelo Navarro Ribeiro Dantas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: #ffc000; font-size: 14pt;"&gt;Recursos extremos de Processo Constitucional no Direito Brasileiro atual&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="color: grey; font-size: 12pt;"&gt;Mestre e Doutor em Direito das Relações Sociais-PUC/SP, Vice-Diretor da ESMAFE, Professor da UFRN, Membro efetivo do Conselho de Administração do Tribunal Regional Federal da 5.ª Região, Coordenador-Regional dos Juizados Especiais Federais da 5.ª Região, Juiz do Tribunal Regional Federal da TRF da 5ª Região.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background: #17365D; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: #ffc000; font-size: 20pt;"&gt;26 agosto&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background: #17365D; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: #ffc000; font-size: 12pt;"&gt;Sexta-feira&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background: #FFC000; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;08:00&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: grey; font-size: 10pt;"&gt;PALESTRANTE&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Dr. Rafael Júlio Bayce García Lagos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: #ffc000; font-size: 14pt;"&gt;A Vitimologia - um elemento de redução para dosimetria da pena.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="color: grey; font-size: 12pt;"&gt;Doutor em Ciência Política e Sociologia&amp;nbsp; pelo Instituto universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: grey; font-size: 10pt;"&gt;DEBATEDOR&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Dr. Renato Vasconcelos Magalhães&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="color: grey; font-size: 12pt;"&gt;Doutor em Filosofia do Direito pela Universidade de Burgos (Espanha), Juíz Titular do Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background: #FFC000; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;09:30 | CONFERÊNCIA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: grey; font-size: 10pt;"&gt;CONFERENCISTA&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Dr. Napoleão Nunes Maia Filho&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: #ffc000; font-size: 14pt;"&gt;Poderes investigatórios do Ministério Público.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="color: grey; font-size: 12pt;"&gt;Ministro do STJ.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background: #FFC000; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;10:30&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: grey; font-size: 10pt;"&gt;PALESTRANTE&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Dr. Francisco Gérson Marques Lima&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: #ffc000; font-size: 14pt;"&gt;Constituição Social: sistema de garantias públicas e privadas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="color: grey; font-size: 12pt;"&gt;Procurador Regional do Trabalho no Estado do Ceará, Mestre pela UFC e Doutor pela UFPE, Professor da UFC (Graduação e Pós-Graduação), ex-Juiz do Trabalho, ex-Procurador-Chefe da Procuradoria Regional do Trabalho, autor de 16 obras jurídicas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: grey; font-size: 10pt;"&gt;DEBATEDOR&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Dr. Augusto César P. Saraiva&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="color: grey; font-size: 12pt;"&gt;Advogado em Natal-RN, Mestrando em Direito Processual Penal pela PUC-SP.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background: #FFC000; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;INTERVALO PARA ALMOÇO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background: #FFC000; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;14:00&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: grey; font-size: 10pt;"&gt;PALESTRANTE&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Dr. Francisco Marcos de Araújo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: #ffc000; font-size: 14pt;"&gt;O Novo Processo Civil e a sua compatibilização com a ampla defesa.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="color: grey; font-size: 12pt;"&gt;Advogado e Professor universitário em Mossoró-RN, Mestre em Direito Constitucional, Pós-Graduação em Direito Público, Especialista em Direito Civil, Professor dos cursos de pós-graduação da Universidade Potiguar - UNP.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;DEBATEDOR&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Dr. Hamilton Vieira Sobrinho&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="color: grey; font-size: 12pt;"&gt;Juiz do Tribunal Regional do Trabalho 21ª Região – Mossoró/RN&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background: #FFC000; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;15:30&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: grey; font-size: 10pt;"&gt;PALESTRANTE&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Dr. Arthur Cortez Bonifácio&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: #ffc000; font-size: 14pt;"&gt;O Código de Processo Constitucional.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="color: grey; font-size: 12pt;"&gt;Mestre e Doutor pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Juíz de Direito&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: grey; font-size: 10pt;"&gt;DEBATEDOR&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Professor Pós-Doutor Paulo Lopo&amp;nbsp; Saraiva&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="color: grey; font-size: 12pt;"&gt;Pós-Doutor em Direito Constitucional, Advogado em Natal-RN&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background: #FFC000; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;19:00&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: grey; font-size: 10pt;"&gt;PALESTRANTE&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Dr. Pedro Rodrigues Caldas Neto&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: #ffc000; font-size: 14pt;"&gt;A função judicante no modelo de Processo Penal acusatório&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #ffc000; font-size: 12pt;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="color: grey; font-size: 12pt;"&gt;Especialista em Direito Processual Civil e Penal pela Universidade Potiguar e Mestre em Relações Internacionais e Integração, pela Universidad de La Empresa. Atualmente é Juiz de Direito na 4ª Vara Criminal da Comarca de Mossoró -RN.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: grey; font-size: 10pt;"&gt;DEBATEDOR&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Dr. Ítalo Moreira Martins&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="color: grey; font-size: 12pt;"&gt;Promotor de Justiça da Comarca de Mossoró-RN, Coordenador das Promotorias Criminais de Mossoró-RN.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background: #FFC000; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;20:30&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: grey; font-size: 10pt;"&gt;PALESTRANTE&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Dr. Paulo Quezado&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: #ffc000; font-size: 14pt;"&gt;O Novo processo Penal.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="color: grey; font-size: 12pt;"&gt;Advogado em Fortaleza-CE.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: grey; font-size: 10pt;"&gt;DEBATEDOR&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Dr. Adriano Jorge P. Saraiva&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="color: grey; font-size: 12pt;"&gt;Promotor de Justiça da Comarca de Icapuí-CE.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background: #17365D; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: #ffc000; font-size: 20pt;"&gt;27 agosto&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background: #17365D; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: #ffc000; font-size: 12pt;"&gt;Sábado&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background: #FFC000; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;08:00&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: grey; font-size: 10pt;"&gt;CONFERENCISTA&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Dr. Gerivaldo Alves Neiva&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: #ffc000; font-size: 14pt;"&gt;A insignificância do princípio da insignificância para o Direito.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="color: grey; font-size: 12pt;"&gt;Graduado em Direito pela Universidade Católica de Salvador-BA, juiz de Direito da Comarca de Conceição do Coité, Especialista em Direito Civil pela Universidade Federal da Bahia e em Direito Constitucional pela Universidade Gama Filho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background: #FFC000; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;09:30&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: grey; font-size: 10pt;"&gt;CONFERENCISTA&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Dr. Rosivaldo Toscano dos Santos Júnior&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: #ffc000; font-size: 14pt;"&gt;Discurso sobre o sistema penal: uma visão crítica.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="color: grey; font-size: 12pt;"&gt;Graduado em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Especialista em Processo Penal pela Universidade Potiguar, MBA em Poder Judiciário pela FGV-Rio, Juiz titular da Segunda Vara Criminal do Distrito da Zona Norte de Natal-RN.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background: #FFC000; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;11:00&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: grey; font-size: 10pt;"&gt;CONFERENCISTA&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Dr. Rosa Júlia Plá Coelho&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: #ffc000; font-size: 14pt;"&gt;Direito de Concorrência na União Européia como Proteção aos Direitos dos Consumidores e ao Mercado Comum.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="color: grey; font-size: 12pt;"&gt;Bacharela em Direito pela UFC, Graduada em Letras Modernas pela Universidade Estadual do Ceará, Mestre e Doutora em Direito Constitucional pela Universidade de Santiago de Compostela.&amp;nbsp; Foi Conselheira Estadual e Federal da OAB-CE, Associada do escritorio Plá Coelho Advocacia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6512026537300597390-719395487108890976?l=www.rosivaldotoscano.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~4/L-RNyyn0p0g" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-22T10:00:08.840-03:00</app:edited><media:thumbnail url="http://1.bp.blogspot.com/-dANhIak5eIw/TicqQ1_8WEI/AAAAAAAAAME/mMq57TEbANw/s72-c/15364237900_F7BZX.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><feedburner:origLink>http://www.rosivaldotoscano.com/2011/07/1-congresso-internacional-de-direito.html</feedburner:origLink></item><item><title>Trecho que estou inserindo  no dispositivo das sentenças em que absolvo por insignificância</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~3/_i9uUNBDdDw/trecho-que-estou-inserindo-no.html</link><author>noreply@blogger.com (Rosivaldo)</author><pubDate>Fri, 15 Jul 2011 09:32:49 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6512026537300597390.post-6208376024768821518</guid><description>&lt;style type="text/css"&gt;
&lt;!--
p{text-indent:20mm;text-align:justify}
--&gt;
&lt;/style&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://www.stm.jus.br/publicacoes/noticias/noticias-2011/tribunal-confirma-absolvicao-por-inexistencia-de-fato-criminoso/image" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://www.stm.jus.br/publicacoes/noticias/noticias-2011/tribunal-confirma-absolvicao-por-inexistencia-de-fato-criminoso/image" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT4-PartesdoAto" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT4-PartesdoAto" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT4-PartesdoAto" style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="-moz-font-feature-settings: normal; -moz-font-language-override: normal; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;DOS EFEITOS
EXTRAPENAIS DA CONDUTA ATÍPICA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT4-PartesdoAto" style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;A punição penal virou fetiche. O imaginário do senso comum
teórico dos juristas é povoado pela ideia de que a lei penal se transmuda
solução única e em panacéia, mesmo para casos absolutamente desproporcionais à
gravidade e violência da tutela penal. Os efeitos estigmatizantes e deletérios
do sistema penal terminam ocasionado apenas, e tão somente, mais danos,
especialmente em casos como o que ora julgo, em que o crime gera efeitos, e
penalmente insignificantes, somente de natureza patrimonial, para a vítima. O que esta quer é a
rápida reparação do dano, o que, muitas vezes, termina em segundo plano em
razão da priorização da punição penal, com custos financeiros para a sociedade,
além dos contratempos causados à vítima, notadamente pelo tempo perdido nas
audiências e na sua revitimização.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Assim, o fato de se reconhecer a atipicidade da conduta,
entretanto, não quer dizer que com isso ele deixe de ser ilícito. Permanecerá
com a qualidade de conduta desviante, contrária à paz social e à ordem
jurídica. O que se deve mudar é o paradigma de que somente exercendo a tutela
penal o bem jurídico restará protegido. Essa é claramente desprorcional para o caso.&amp;nbsp; Não esqueçamos que existe o direito
civil e a consequente reparação do dano. Ficar inadimplente de um crediário,
por exemplo, não é crime. É mero ilícito civil. E nem por isso todas as pessoas
vivem inadimplentes. Não raras vezes a inserção do nome de quem cometeu um
furto insignificante no SERASA, tem muito mais eficácia. A Parte Geral do CP,
que é de 1940 e sob a tutela de um regime de exceção (ditadura de Vargas), e
ainda aplicada acriticamente, não (re)conhecia isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Portanto, nessas pequenas infrações, os atores jurídicos
precisam descobrir outros meios de tutela que não a penal ou a prisão, e
dedicar seu tempo e os recursos insuficientes para o que realmente importa:
crimes que violem de maneira grave os direitos fundamentais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Nesse mesmo diapasão, diz o art. 186 do Código Civil:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT6-Citao" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;“Art. 186. Aquele que, por ação
ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano
a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Sendo assim, sendo a tutela civil a adequada para o
presente caso, determino que se intime a vítima, enviando os dados pessoais
existentes do acusado, para que ela possa cobrar judicialmente a reparação dos
danos causados pela conduta antissocial. Dê-se ciência à vítima de que o valor
do prejuízo eventualmente sofrido, de ordem patrimonial e moral, poderá ser
cobrado gratuitamente perante o Juizado especial Cível, desde que observado o
limite de 20 salários mínimos, conforme reza a lei 9.099/95 em seu art. 9º:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT6-Citao" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;“Nas causas de valor até vinte
salários mínimos, as partes comparecerão pessoalmente, podendo ser assistidas
por advogado; nas de valor superior, a assistência é obrigatória.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span id="fullpost" style="font-size: large;"&gt;


*Rosivaldo Toscano Jr. é juiz de direito e membro da Associação Juízes para a Democracia - AJD
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6512026537300597390-6208376024768821518?l=www.rosivaldotoscano.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~4/_i9uUNBDdDw" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-15T13:32:49.595-03:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total><feedburner:origLink>http://www.rosivaldotoscano.com/2011/07/trecho-que-estou-inserindo-no.html</feedburner:origLink></item><item><title>Rábula do Além-Túmulo</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~3/kPKWwwzKVZ8/rabula-do-alem-tumulo.html</link><author>noreply@blogger.com (Rosivaldo)</author><pubDate>Tue, 12 Jul 2011 06:00:15 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6512026537300597390.post-4615774464630343312</guid><description>&lt;style type="text/css"&gt;
&lt;!--
p{text-indent:20mm;text-align:justify}
--&gt;
&lt;/style&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_v1PmVuTD1RI/TRt-BHOCZGI/AAAAAAAAAg4/3qPJMFEIG70/s1600/Vela+Preta.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_v1PmVuTD1RI/TRt-BHOCZGI/AAAAAAAAAg4/3qPJMFEIG70/s1600/Vela+Preta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt; line-height: 115%;"&gt;Essa
história me foi contada por um colega da magistratura catarinense. Disse-me que
tinha um amigo que era juiz numa pequena comarca do sul do país. Nesse mesmo
local, havia um advogado que dizia receber um "preto velho". Receberia
um baiano que, segundo ele, tinha sido desembargador no início do século passado e que
sempre baixava, coincidentemente, no mês dos júris. Segundo as más línguas, ele
não tinha mediunidade nenhuma. Era tudo uma performance teatral para
impressionar os jurados. Então, quando chegava o mês em que se realizavam os
júris, ele colocava velas pretas em volta do fórum.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt; line-height: 115%;"&gt;Chega o
dia de um dos júris em que o dito advogado era o defensor do réu. O plenário do
auditório amanheceu repleto de velas pretas. Seu assistente foi correndo comunicar
ao juiz o inusitado fato. O magistrado, então, ao entrar no plenário, foi logo
falando para o advogado:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt; line-height: 115%;"&gt;- Doutor,
é pra apagar as velas. – Ao que o advogado respondeu de maneira insolente:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt; line-height: 115%;"&gt;-
Excelência, seu assistente disse que fui eu que coloquei as velas? Então pode
ser que tenham dois macumbeiros aqui. Eu e o senhor. Se não fui eu, pode ter
sido o senhor quem acendeu as velas. – O tempo fechou no plenário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt; line-height: 115%;"&gt;O juiz,
muito irritado com a resposta do advogado, resolveu suspender o júri e, somente
após isso, o defensor decidiu apagá-las.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt; line-height: 115%;"&gt;O júri
retornou. A paz foi se restabelecendo aos poucos. Contudo, no meio dos debates,
o advogado teve um treco e disse, com uma voz cavernosa e entre caretas e contorções, que baixou o tal desembargador. O promotor
substituto, que era novo na carreira e cidade, ficou atônito, sem saber o que
fazer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt; line-height: 115%;"&gt;O juiz,
então, entrou na loucura do sujeito. Levantou-se abruptamente, tocou a campainha e perguntou em alta voz:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt; line-height: 115%;"&gt;- A entidade
que baixou tem inscrição na OAB? Se não tiver, pode ir saindo porque não vou deixar o júri ser anulado por falta de defesa técnica!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span id="fullpost" style="font-size: large;"&gt;*Rosivaldo Toscano Jr. é juiz de direito e membro da Associação Juízes para a Democracia - AJD
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6512026537300597390-4615774464630343312?l=www.rosivaldotoscano.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~4/kPKWwwzKVZ8" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-12T10:00:15.160-03:00</app:edited><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/_v1PmVuTD1RI/TRt-BHOCZGI/AAAAAAAAAg4/3qPJMFEIG70/s72-c/Vela+Preta.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">4</thr:total><feedburner:origLink>http://www.rosivaldotoscano.com/2011/07/rabula-do-alem-tumulo.html</feedburner:origLink></item><item><title>Apropriações Indébitas simples e previdenciária: isonomia. Vídeo e Sentença</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~3/H8DmL5weCi4/apropriacoes-indebitas-simples-e.html</link><author>noreply@blogger.com (Rosivaldo)</author><pubDate>Sat, 09 Jul 2011 09:04:00 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6512026537300597390.post-3177284557689195661</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://i.ytimg.com/vi/z7ZQJLA5Pig/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/z7ZQJLA5Pig?f=user_uploads&amp;c=google-webdrive-0&amp;app=youtube_gdata" /&gt;


&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;


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&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span id="fullpost"&gt;Como já divulguei aqui no blog, recentemente proferi uma sentença extinguindo a punibilidade do agente em um caso de furto com o dano reparado pelo ele, aplicando o princípio da isonomia em face do que dispõe o art. 168-A do CP.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span id="fullpost"&gt;Isso me motivou a escrever um artigo tratando da isonomia entre os crimes de furto simples, de apropriação indébita simples (art. 168 do CP) e de apropriação indébita previdenciária (art. 168-A, do CP), para atribuir a extinção da punibilidade quando a restituição da coisa ou a reparação do dano ocorrem antes do recebimento da denúncia. Como ele já foi aceito para publicação, não o divulguei ainda no blog, pois se exige ineditismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span id="fullpost"&gt;Porém, h&lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;á poucos dias, deparei-me exatamente com a situação da apropriação indébita simples (&lt;i&gt;caput&lt;/i&gt; do art. 168, do CP) reparada. A&lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt; sentença traz toda a argumentação do artigo, apenas com a modificação para as especificidades do caso concreto. Quem sabe seja útil para reflexão da &lt;i&gt;práxis &lt;/i&gt;jurídica acerca do assunto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://pt.scribd.com/doc/59615072/Apropriacao-indebita-simples-e-previdenciaria-Principio-da-Isonomia" style="-x-system-font: none; display: block; font-family: Helvetica,Arial,Sans-serif; font-size-adjust: none; font-size: 14px; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; margin: 12px auto 6px auto; text-decoration: underline;" title="View Apropriação indébita simples e previdenciária: Princípio da Isonomia on Scribd"&gt;Apropriação indébita simples e previdenciária: Princípio da Isonomia&lt;/a&gt;&lt;iframe class="scribd_iframe_embed" data-aspect-ratio="0.706697459584296" data-auto-height="true" frameborder="0" height="600" id="doc_66366" scrolling="no" src="http://www.scribd.com/embeds/59615072/content?start_page=1&amp;amp;view_mode=list&amp;amp;access_key=key-16kje37sg8u7w85vkkc3" width="100%"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span id="fullpost"&gt;*Rosivaldo Toscano Jr. é juiz de direito e membro da Associação Juízes para a Democracia - AJD &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6512026537300597390-3177284557689195661?l=www.rosivaldotoscano.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~4/H8DmL5weCi4" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-09T13:04:00.696-03:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><enclosure url="http://www.youtube.com/v/z7ZQJLA5Pig?f=user_uploads&amp;c=google-webdrive-0&amp;app=youtube_gdata" length="1055" type="application/x-shockwave-flash" /><media:content url="http://www.youtube.com/v/z7ZQJLA5Pig?f=user_uploads&amp;c=google-webdrive-0&amp;app=youtube_gdata" fileSize="1055" type="application/x-shockwave-flash" /><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle> Como já divulguei aqui no blog, recentemente proferi uma sentença extinguindo a punibilidade do agente em um caso de furto com o dano reparado pelo ele, aplicando o princípio da isonomia em face do que dispõe o art. 168-A do CP.&amp;nbsp; Isso me motivou a e</itunes:subtitle><itunes:author>noreply@blogger.com (Rosivaldo)</itunes:author><itunes:summary> Como já divulguei aqui no blog, recentemente proferi uma sentença extinguindo a punibilidade do agente em um caso de furto com o dano reparado pelo ele, aplicando o princípio da isonomia em face do que dispõe o art. 168-A do CP.&amp;nbsp; Isso me motivou a escrever um artigo tratando da isonomia entre os crimes de furto simples, de apropriação indébita simples (art. 168 do CP) e de apropriação indébita previdenciária (art. 168-A, do CP), para atribuir a extinção da punibilidade quando a restituição da coisa ou a reparação do dano ocorrem antes do recebimento da denúncia. Como ele já foi aceito para publicação, não o divulguei ainda no blog, pois se exige ineditismo. Porém, há poucos dias, deparei-me exatamente com a situação da apropriação indébita simples (caput do art. 168, do CP) reparada. A sentença traz toda a argumentação do artigo, apenas com a modificação para as especificidades do caso concreto. Quem sabe seja útil para reflexão da práxis jurídica acerca do assunto. Apropriação indébita simples e previdenciária: Princípio da Isonomia (function() { var scribd = document.createElement("script"); scribd.type = "text/javascript"; scribd.async = true; scribd.src = "http://www.scribd.com/javascripts/embed_code/inject.js"; var s = document.getElementsByTagName("script")[0]; s.parentNode.insertBefore(scribd, s); })(); *Rosivaldo Toscano Jr. é juiz de direito e membro da Associação Juízes para a Democracia - AJD </itunes:summary><feedburner:origLink>http://www.rosivaldotoscano.com/2011/07/apropriacoes-indebitas-simples-e.html</feedburner:origLink></item><item><title>Somos mais de 200!</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~3/pSmrYf8HHwE/somos-mais-de-200.html</link><author>noreply@blogger.com (Rosivaldo)</author><pubDate>Thu, 07 Jul 2011 06:00:11 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6512026537300597390.post-3936108935140944536</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
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&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Agradeço a todos os seguidores e
àqueles que acompanham o blog mesmo sem segui-lo formalmente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;São vocês que me estimulam a
continuar escrevendo, criticando a forma com que o direito se manifesta em
sociedade e refletindo sobre a nossa contemporaneidade, mesmo com o tempo
escasso e com tantas tarefas a cumprir. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;São vocês que me instigam com
questionamentos, elogios, críticas e sugestões. Esse espaço também é de vocês.
Com-par-ti-lha-do. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Muito obrigado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;*Rosivaldo Toscano Jr. é juiz de direito e membro da Associação Juízes para a Democracia - AJD&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6512026537300597390-3936108935140944536?l=www.rosivaldotoscano.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~4/pSmrYf8HHwE" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-07T10:00:11.631-03:00</app:edited><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/-72NLRAU46Mc/ThOHVge7zII/AAAAAAAAALQ/Cp6ZwsQCo30/s72-c/Somos+203.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">4</thr:total><feedburner:origLink>http://www.rosivaldotoscano.com/2011/07/somos-mais-de-200.html</feedburner:origLink></item><item><title>Falácias e argumentos apelativos no discurso jurídico? Mais comuns do que se imagina...</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~3/DiSgPOZXOEY/falacias-e-argumentos-apelativos-no.html</link><author>noreply@blogger.com (Rosivaldo)</author><pubDate>Tue, 05 Jul 2011 09:49:31 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6512026537300597390.post-2599760049073057786</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://www.braian.com.br/wp-content/uploads/2009/05/0005rky9.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://www.braian.com.br/wp-content/uploads/2009/05/0005rky9.jpg" width="318" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="Artigo3" style="line-height: 150%; margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-size: 18pt; line-height: 115%;"&gt;"Agora, ao se
deparar com argumentos jurídicos, observe-os criticamente. Verá como é comum,
ao invés da fundamentação atrelada à normatividade – sua coerência com o
direito –, a utilização de falácias, notadamente apelos à autoridade, à
tradição e à moral. Será mais fácil percebê-los, denunciá-los e rejeitá-los."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="Artigo3" style="line-height: 150%; margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT5-PargrafoPadro" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT5-PargrafoPadro" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;A filosofia e a lógica
aristotélica estão mais próximas do jurista do que ele costuma pensar, pois em
muitas situações os argumentos judiciais seguem um silogismo.&lt;a href="http://draft.blogger.com/blogger.g?blogID=6512026537300597390#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; É bem
verdade que a lógica se coaduna com o raciocínio dedutivo e que nem sempre o
jurista atua sob essa baliza, mas é importante para qualquer ator jurídico
(juiz, acusador ou defensor) saber como se deve fazer um raciocínio lógico
válido e, principalmente, identificar falácias que comprometam a validade dos
argumentos expressos em uma tese jurídica. Enquanto julgador, minha maior
preocupação é com as chamadas “falácias informais” – raciocínios sedutores e
não raras vezes argutamente postos em um debate, capazes de induzir o juiz a
adotar uma tese racionalmente frágil e inadequada constitucionalmente, mas
retoricamente impactante. Mas, antes de explicar o que é como identificar uma falácia informal, é preciso ter uma idéia geral da lógica aristotélica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT5-PargrafoPadro" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em poucas palavras, posso dizer
que o silogismo é composto de duas premissas e uma conclusão. A primeira
premissa é &lt;i&gt;geral&lt;/i&gt;. A segunda premissa
refere-se à primeira, mas em relação a uma situação &lt;i&gt;particular&lt;/i&gt;. A conclusão se extrai dessa &lt;i&gt;relação&lt;/i&gt; entre as premissas. Todo argumento correto precisa se
basear no respeito à ordem das premissas (do geral para o particular, por isso
o silogismo é dedutivo). Exemplo de um silogismo: (1) Todo homem é mamífero
(primeira premissa - geral). Félix é homem (segunda premissa - particular).
Logo, Félix é mamífero (conclusão).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT5-PargrafoPadro" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Porém, é possível que as
proposições sejam verdadeiras e a conclusão falsa. Basta a segunda premissa não
se referir ao sujeito da primeira (o homem). Com isso a conclusão se torna
inválida, como no exemplo abaixo, em que não se pode inferir ser Félix um homem
(poderia ser um gato, que também é mamífero): (2) Todo homem é mamífero
(primeira premissa). Félix é mamífero (segunda premissa). Logo, Félix é homem
(conclusão).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT5-PargrafoPadro" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A essas deficiências ou erros, a
lógica deu o nome de falácias (ou sofismas, como alguns chamam). Posso dizer,
em poucas palavras, que falácia é um raciocínio ou afirmação falsa ou errônea
aparentemente verdadeira.&lt;a href="http://draft.blogger.com/blogger.g?blogID=6512026537300597390#_ftn2" name="_ftnref2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; É
psicologicamente persuasiva, parece correta, mas cai quando examinada
cuidadosamente. Por isso, numa área como o direito, em que a linguagem é o
instrumento de trabalho (ou arma...) visando (con)vencer mediante o embate de
argumentos, é tão importante o seu estudo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT5-PargrafoPadro" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quem primeiro tratou com rigor o
tema foi Aristóteles. Alertava ele, a respeito dos sofistas, a quem denunciava
a utilização dessas ilações errôneas para fins nada dignos, que&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT5-PargrafoPadro" style="margin-left: 2cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;“Visto que aos olhos de algumas pessoas mais vale
parecer sábio do que ser sábio sem o parecer (uma vez que, a arte do sofista
consiste na sabedoria aparente e não na real, e o sofista é aquele que ganha
dinheiro graças a uma sabedoria aparente e não real), está claro que para essas
pessoas é essencial parecer exercer a função de sábio, em lugar de realmente
exercê-la sem parecer que o fazem (...) constitui tarefa daquele que detém ele
mesmo conhecimento de um determinado assunto abster-se de argumentos falaciosos
em torno dos temas de seu conhecimento e ser capaz de denunciar aquele que os
utiliza.”&lt;a href="http://draft.blogger.com/blogger.g?blogID=6512026537300597390#_ftn3" name="_ftnref3" title=""&gt;&lt;sup&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT5-PargrafoPadro" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em relação à sua forma de
expressão, as falácias são divididas em: a) formais; b) informais. As falácias &lt;i&gt;formais&lt;/i&gt; têm sua falha na própria
construção do raciocínio, como no exemplo 2.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT5-PargrafoPadro" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Há que se atentar para a noção de
veracidade da lógica. Não diz respeito à verdade do mundo real. Por exemplo,
seria formalmente válido o seguinte raciocínio: (3) Todo kriptoniano tem
superpoderes. O Super-homem é kriptoniano. Logo, o Super-homem tem
superpoderes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT5-PargrafoPadro" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Se o Super-homem existisse, seria
impossível que das duas premissas não se extraísse a conclusão verdadeira. Sob
a &lt;i&gt;realidade &lt;/i&gt;da literatura DC Comics, necessariamente, se todo kriptoniano
tivesse superpoderes e o Super-homem tivesse nascido lá, teria que ter
superpoderes. Concorda? O raciocínio é válido, então. Inválido pela lógica
seria pensar assim: (4) O Super-homem tem superpoderes. Todo kriptoniano tem
superpoderes. Logo, o Super-homem é kriptoniano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT5-PargrafoPadro" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Observe-se que, em termos de
lógica, tal silogismo é defeituoso e inválido. Isso porque da forma com que foi
construído o raciocínio, não se pode inferir que o Super-homem seja de Kripton
só porque todo kriptoniano tenha superpoderes. Ele poderia ser de outro planeta
em que todos os habitantes também tivessem superpoderes. Novamente temos que
raciocinar abstratamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT5-PargrafoPadro" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Falei das falácias formais. Porém,
o que mais exige atenção dos atores jurídicos é a &lt;i&gt;falácia informal&lt;/i&gt;. Nela a falha está na falsidade/impropriedade de
suas premissas, seja através do uso de termos vagos (falácias de ambigüidade)
ou da não relevância para justificar a conclusão (falácias de relevância).&lt;a href="http://draft.blogger.com/blogger.g?blogID=6512026537300597390#_ftn4" name="_ftnref4" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;
Exemplificando (grotescamente): (5) Todos os homens são iguais perante a lei.
Maria não é homem, é mulher. Logo, Maria não deve ser tratada igualmente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT5-PargrafoPadro" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nesse caso se vê claramente que o
termo homem foi utilizado de maneira ambígua, ora para representar a espécie
humana, ora o gênero masculino. Outro exemplo (já mais elaborado): (6) Penas
maiores visam combater a criminalidade. A criminalidade está alta. Logo,
devemos aumentar as penas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT5-PargrafoPadro" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Aqui não há relevância porque não
se comprova que a majoração das penas obtém o resultado pretensamente almejado
de combater a criminalidade. As pesquisas demonstram que penas mais altas não
afetam a criminalidade. Relevante, sim, é a efetividade em sua aplicação
(combate à impunidade).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT5-PargrafoPadro" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Portanto, como visto nos exemplos
acima, com relação às falácias informais, necessário se faz observar se as
acepções estão sendo usadas sob o mesmo contexto e se há pertinência a gerarem
a conclusão proposta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT5-PargrafoPadro" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Apesar do pouco espaço, mas sendo
o tema relevante, aproveito para exemplificar alguns:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT5-PargrafoPadro" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;Petição de
princípio&lt;/i&gt;: a conclusão já está escondida nas premissas. Exemplo: “o acusado
deve ser condenado porque é mal. E todo mal causado deve ser punido. Assim, o
acusado deve ser punido.” Será punido por ser mal ou porque agiu mal?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT5-PargrafoPadro" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;Pergunta
complexa&lt;/i&gt;: “você deixou de furtar?” Nesse caso, em qualquer das respostas o
interlocutor estará confessando a prática de furtos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT5-PargrafoPadro" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;Apelo à
compaixão&lt;/i&gt;: “ele deve ser absolvido ou Vossa Excelência não é
misericordioso?”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT5-PargrafoPadro" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;Apelo
circunstancial&lt;/i&gt;: “você vai condená-lo ou vai querer que seus filhos se
depararem com mais um assaltante na rua?”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT5-PargrafoPadro" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;Apelo ao
popular&lt;/i&gt;: “você precisa aplicar penas mais leves, ser mais progressista.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT5-PargrafoPadro" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;Apelo à
autoridade&lt;/i&gt;: “é ilegal a atenuação aquém do mínimo porque o STJ e o STF já
disseram isso.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT5-PargrafoPadro" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;Apelo à
tradição&lt;/i&gt;: “em 1958 Nelson Hungria já dizia isso!”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT5-PargrafoPadro" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;Argumento ad
hominem&lt;/i&gt;: “ele não merece crédito, pois é um marxista da época de Stalin!”
Será que pelo fato de alguém ter uma determinada posição ideológica, seus
argumentos nunca serão válidos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT5-PargrafoPadro" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;Falsa causa&lt;/i&gt;:
“o réu é reincidente? E ainda quer negar a autoria?”, como se o fato de ser
reincidente já implicasse em sua culpa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT5-PargrafoPadro" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;Apelo à
ignorância&lt;/i&gt;: “nunca vi um traficante se regenerar. Portanto, ele deve ser
culpado”, como se a falta de conhecimento de um dado fosse o mesmo que sua não
existência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT5-PargrafoPadro" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;Negação do
antecedente&lt;/i&gt;: quem atira pedra (antecedente), fere. Não atirou pedras na vítima. Logo, não feriu. O
fato de negar o antecedente (atirar pedras), não implica em não ferir, pois não se
fere somente com arremessos de pedras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT5-PargrafoPadro" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;Afirmação do
consequente&lt;/i&gt;: quem atira pedras, fere. Feriu (consequente). Logo, atirou pedras. Da mesma
forma, afirmar o consequente (ferir), não implica no antecedente (atirar pedras), já
que não se fere somente com arremessos de pedras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT5-PargrafoPadro" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;Falácia
naturalista&lt;/i&gt;: associar juízos de valor a juízos fáticos. Exemplo: Toda
reincidência (juízo fático) revela distorção de caráter (juízo de valor). João
é reincidente. Logo, tem caráter distorcido. A reincidência pode até ser
consequência de um caráter distorcido. Mas ninguém pode desconhecer as
dificuldades de reinserção social dos condenados. Isto é, há outras causas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="ALT5-PargrafoPadro" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Agora, ao se deparar com
argumentos jurídicos, observe-os criticamente. Verá como é comum, ao invés da
fundamentação atrelada à normatividade – sua coerência com o direito –, a utilização
de falácias, notadamente apelos à autoridade, à tradição e à moral. Será mais
fácil percebê-los, denunciá-los e rejeitá-los.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br clear="all" /&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;hr size="1" style="margin-left: 0px; margin-right: 0px;" width="33%" /&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;



&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div id="ftn1"&gt;
&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;a href="http://draft.blogger.com/blogger.g?blogID=6512026537300597390#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp; Segundo Goffredo Telles Júnior, é
“argumentação na qual um antecedente, formado de duas proposições, que unem
dois termos a um terceiro, infere um consequente, que une esses dois termos a
um ao outro” (TELLES JUNIOR, Goffredo. &lt;i&gt;Tratado da consequência. Curso de
lógica formal&lt;/i&gt;. 6ª. ed. rev. São Paulo: Juarez de Oliveira, 2003, p. 207).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div id="ftn2"&gt;
&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;a href="http://draft.blogger.com/blogger.g?blogID=6512026537300597390#_ftnref2" name="_ftn2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;COPI,
Irving M. &lt;i&gt;Introdução à lógica.&lt;/i&gt; 2. ed. São Paulo: Mestre Jou, 1978, p.
73.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div id="ftn3"&gt;
&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;a href="http://draft.blogger.com/blogger.g?blogID=6512026537300597390#_ftnref3" name="_ftn3" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&amp;nbsp;
ARISTÓTELES. &lt;i&gt;Organon.&lt;/i&gt; Trad. Edson Bini. : EDIPRO, 2005, p.
546-547.&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div id="ftn4"&gt;
&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;a href="http://draft.blogger.com/blogger.g?blogID=6512026537300597390#_ftnref4" name="_ftn4" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;CARAHHER,
David W. Senso crítico: do dia-a-dia às ciências humanas. São Paulo: Cengage
Learning, 2008, p. 27.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span id="fullpost" style="font-size: large;"&gt;*Rosivaldo Toscano Jr. é juiz de direito e membro da Associação Juízes para a Democracia - AJD &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;style type="text/css"&gt;
&lt;!--
p{text-indent:20mm;text-align:justify}
--&gt; 
&lt;/style&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6512026537300597390-2599760049073057786?l=www.rosivaldotoscano.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/RosivaldoToscanoJr/~4/DiSgPOZXOEY" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-05T13:49:31.793-03:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">8</thr:total><feedburner:origLink>http://www.rosivaldotoscano.com/2011/07/falacias-e-argumentos-apelativos-no.html</feedburner:origLink></item><media:rating>nonadult</media:rating></channel></rss>

