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      <title>Saindo da Matrix</title>
      <link>http://www.saindodamatrix.com.br/archives</link>
      <description>espiritualidade, filosofia, esoterismo, espiritismo, budismo</description>
      <language>pt-br</language>
      <copyright>Copyright 2012 Acid</copyright>
      <lastBuildDate>Tue, 01 May 2012 21:15:02 -0400</lastBuildDate>
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         <title>PROMETHEUS, O MITO</title><br />
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<p>Cada cultura tem sua gênese para o Homem civilizado. Os judeus têm a tomada de consciência de Adão e Eva quando da mordida da maçã (tirada da árvore do bem e do mal). Os hindus têm nos Vedas a "explicação" para a segregação em castas da humanidade: o Homem surgiu de partes do corpo do Deus primordial, e da cabeça saíram os Brâmanes (casta social dominante, de religiosos), dos braços saíram os guerreiros (Kshatryas), das pernas os produtores/comerciantes e dos pés os servos (não-árias, ou "não-homens").</p>

<p><a href="http://www.scott-eaton.com/2007/prometheus-and-digital-sculpture"><img src="prometheus.jpg" hspace="10" vspace="10" class="imagem"></a>A lenda grega é bem mais interessante do ponto de vista psicológico, e por isso mesmo muito usada na psicologia. Ela começa com Zeus, o "nosso" Deus, que cuida e zela por nós, em troca de adoração. Os homens naquele tempo não eram mais do que macacos, e Zeus nos fornecia animais, o fogo, cavernas. Éramos totalmente dependentes Dele e do seu humor. Então era bom deixá-lo sempre feliz, por meio de adoração e sacrifícios.</p>

<p>Prometheus (ou Prometeu) era um Titã, uma raça de gigantes que convivia com os deuses. Seu nome, no idioma grego, significa "antevisão", e ele tinha a habilidade de prever o futuro. Foi Prometeu que cuidou da evolução da nossa espécie, nos ensinando a raciocinar e trabalhar; Foi o patrono das artes, da construção de casas e navios, da domesticação de animais; Prometeu nos ensinou a escrita, os números e os remédios. Essa aproximação de um Imortal emancipando seres inferiores (nós, os humanos) enciumou Zeus, que tinha os homens como seus bichinhos ignorantes de estimação.</p>

<p>Zeus exigia cada vez mais dos humanos. Queria para si, de oferenda, a melhor parte do boi (através da imolação, algo que também é encontrado no Velho Testamento). Os humanos tinham de se contentar com as vísceras e as partes menos nobres. Prometeu fez então um truque: dividiu as partes do boi em dois montes, e perguntou a Zeus qual dos dois ele queria que fosse destinado a oferenda dos homens. Um monte era coberto por uma bela e brilhante camada de gordura. O outro era coberto pela pele e estômago do boi. Zeus, iludido pela beleza, escolheu o primeiro monte. Acontece que Prometeus escondeu as carnes do boi embaixo da pele e dentro do estômago, deixando os ossos embaixo da vistosa gordura. Quando Zeus descobriu ficou puto, retirando o fogo dos humanos como forma de punição. Prometeu, então, roubou o fogo dos deuses, escondendo-o dentro de um gigantesco caule de funcho, e não só o devolveu à humanidade como nos ensinou a fazê-lo.</p>

<p>Não é muito inteligente irritar um Deus, mas Prometeu sabia que um filho gerado por Zeus em um casamento próximo o destronaria, e que somente ele sabia como impedir que isso acontecesse. Ele achava que Zeus não faria nada com ele por causa disso. Bem, ele errou.</p>

<p>A mando de Zeus, Prometeu foi amarrado em correntes, no alto do monte Cáucaso, durante 30 mil anos, durante os quais ele seria diariamente bicado por uma águia que lhe destruiria o fígado. Como Prometeu era imortal, seu órgão se regenerava constantemente, e o ciclo destrutivo se reiniciava a cada dia. Isto durou até que o herói Hércules o libertou, substituindo-o no cativeiro pelo <a class="overlib" onmouseover="return overlib('Zeus havia determinado que só a troca de Prometeu por outro ser eterno poderia lhe restituir a liberdade. Como Quíron havia sido atingido por uma flecha, e seu ferimento não tinha cura, ele estava condenado a sofrer eternamente dores lancinantes. Assim, substituindo Prometeu, Zeus lhe permitiu se tornar mortal e perecer serenamente.');" onmouseout="nd();">centauro Quíron</a>, igualmente imortal.</p>

<p>Ainda irritado com os homens, Zeus envia a pior de suas vinganças: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pandora">Pandora</a>. Mas isso é outra história.</p>

<p>O mito de Prometeu foi transformado peça teatral pelo poeta grego Èsquilo, no século V a.C, intitulada "Prometeu Acorrentado". É um mito brilhante e rico, pois Prometeu não "prometeu" aos humanos um mundo de delícias, o "paraíso" onde tudo nos era dado. Não. Ao contrário, o que ele ofereceu foi dignade, autonomia, sustentabilidade e trabalho. Muito trabalho. Se antes o fogo brotava das árvores e já cozia as carnes, enquanto o trigo crescia sozinho, agora os humanos tinham de cuidar de manter o fogo, cozer seus alimentos e lavrar os campos, pra ter o que comer. Prometeu ensinou as artes, a matemática, os ofícios, enfim, as bases de nossa civilização. Podemos extender a sabedoria desse mito para nossas vidas, desde a criação de nossos filhos até a condução de nosso país. Até quando dependeremos do humor de Zeus?</p>

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         <link>http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2012/05/prometheus_mito.html</link>
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         <title>POSTS DE MARÇO DE 2004</title><br />
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<p>Além dos posts de <a href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2004/04/">abril de 2004</a> que coloquei no começo do mês, recuperei agora do limbo os posts de <a href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2004/03/">março de 2004</a>. Um pouco de Ufologia, religião, reflexão, espiritismo e Taoísmo (uma boa época pro blog e pra mim). Enjoy.</p>

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         <link>http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2012/04/posts_de_marco.html</link>
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         <title>MAIS UMA PAUSA</title><br />
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<p>Acho que o tempo do Saindo da Matrix passou.</p>

<p>Antes eu achava que minha falta de vontade de escrever e inspiração se devia ao nervosismo com a preparação do casamento e todos os processos internos que isso desencadeia, mas aqui estou eu, com a mente mais limpa, fazendo um esforço pra tirar alguns parágrafos da cachola. Onde eu ando mais produtivo é justamente no Twitter, que antes eu considerava um limitador dos meus pensamentos, mas parece que eles hoje cabem facilmente em 140 caracteres.</p>

<p>Uma involução? Talvez, mas acredito que seja só uma fase necessária pra meu "aterramento". Desde algum tempo meus interesses saíram dos assuntos da espiritualidade e migraram pra política, educação, sociedade, especialmente diante da ameaça de governos autoritários com fachada democrática (tanto no Brasil como nos EUA, com reflexos na Europa, no que parece estar virando uma modinha). Isso, obviamente, é menos importante que a espiritualidade, já que é possível aprisionar o corpo mas não a alma, mas acontece que negligenciei por tempo demais meu corpo (e tudo que o cerca) e é hora de cuidar dos assuntos internos com a mesma atenção, então acho que estou seguindo os princípios herméticos ao aplicar uma força maior no sentido contrário para depois a coisa toda se ajustar mais pra frente.</p>

<p>Foi até interessante que essa fase "decadente" pro Saindo da Matrix tenha vindo após um ápice, que foi o Simpósio de Hermetismo. Há muito alimentava o sonho de viajar por aí fazendo palestras - não exatamente pelas palestras, e mais pelas viagens, conhecendo gente afim - e realizei isso em grande estilo, com uma excelente viagem pra SP, ótimas pessoas e uma <a href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2010/12/jung_e_o_oculti.html">palestra</a> da qual me <a class="overlib" onmouseover="return overlib('Inclusive estou devendo um post com o tema da palestra, pois nas minhas pesquisas deixei muito do aprofundamento teórico de fora. Tem tudo pra ser um post 5 estrelas, mas só farei quando minha empolgação voltar.');" onmouseout="nd();">orgulho</a>. Serve pra me lembrar - e repassar a vocês - que nossos sonhos e metas podem SIM, se materializar se você continuar focado naquilo e, principalmente, trabalhar com paixão (E aqui a paixão é pelo trabalho, e não pela meta!!). Como eu só faço o Saindo da Matrix por paixão, não vejo o menor sentido em manter o site "vivo" artificialmente, com artigos de outros ou simplesmente colando textos aqui e ali pra fingir que ele é atualizado. A força do site se mantém pela vasta quantidade de textos escritos e que continuam atraindo quase o <a class="overlib" onmouseover="return overlib('O que me impressiona e me deixa pensando: se eu morrer e deixar de pagar o provedor, uma boa gama de assuntos espiritualistas em português vai simplesmente se perder? Acho que vou deixar um testamento com a determinação de usarem o dinheiro pra pagar o servidor com o que eu tiver no banco até o dinheiro acabar.');" onmouseout="nd();">mesmo número de pessoas diariamente</a>.</p>

<p>Esse ano o Saindo da Matrix faz 10 anos e nem assim eu consegui me empolgar pra fazer o tão protelado livro. Uma das coisas que me segura é que não vejo como um livro de papel vai carregar as idéias paralelas que desenvolvo com as tais <a class="overlib" onmouseover="return overlib('Não consigo ficar um post sem usá-las, acho que já virou uma marca do blog.');" onmouseout="nd();">caixinhas roxas</a> e links. Quem sabe depois que eu tiver um Ipad eu me interesse em <a class="overlib" onmouseover="return overlib('A Apple disponibilizou de graça uma ferramente de Ebook beeem interessante.');" onmouseout="nd();">fazer um livro interativo</a>?</p>

<p>Bem, mas isso aí é só depois que minha vertente escritora voltar, o que não tenho a mínima idéia de quando ocorrerá. Antigamente havia um vazio de idéias espiritualistas na web pra comentar e repercutir (e por isso mesmo nasceu o Saindo da Matrix), mas hoje estamos bem-servidos de blogs nesse aspecto e não creio que posts novos meus farão falta. Mas, se fizer, podem ir curtindo os posts antigos, que aposto que tem coisa aí que vocês não viram e são melhor que qualquer coisa que eu tenha escrito nos últimos anos. </p>

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         <link>http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2012/03/mais_uma_pausa.html</link>
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