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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/atom10full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" gd:etag="W/&quot;DUUGRng7fSp7ImA9WhRRFE4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829704612155096297</id><updated>2011-11-27T15:40:27.605-08:00</updated><title>Sede de infinito</title><subtitle type="html">"O coração em busca da resposta definitiva, do sentido da vida."</subtitle><link rel="http://schemas.google.com/g/2005#feed" type="application/atom+xml" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/feeds/posts/default" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/" /><link rel="next" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false&amp;v=2" /><author><name>Milton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11563143641390521540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-f3_vAE9I3RM/TYIRd-_TJBI/AAAAAAAAAqk/B0RAcMzUzDE/s220/Milton.jpg" /></author><generator version="7.00" uri="http://www.blogger.com">Blogger</generator><openSearch:totalResults>66</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/atom+xml" href="http://feeds.feedburner.com/SedeDeInfinito" /><feedburner:info uri="sededeinfinito" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><entry gd:etag="W/&quot;CUUDSHY6cCp7ImA9WhZWEU4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829704612155096297.post-4702597004222210840</id><published>2011-05-11T09:48:00.000-07:00</published><updated>2011-05-11T10:01:19.818-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-05-11T10:01:19.818-07:00</app:edited><title>Bin Laden e o perdão (Blog Mosaico)</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-vfN9RykGO88/TcrAb6djUoI/AAAAAAAAAtE/BSGFAy0NfE4/s1600/Comemorando%2Bo%2Bassassinato%2Bde%2BBin%2BLaden%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 222px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-vfN9RykGO88/TcrAb6djUoI/AAAAAAAAAtE/BSGFAy0NfE4/s320/Comemorando%2Bo%2Bassassinato%2Bde%2BBin%2BLaden%2B2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5605504271998210690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por Lorenzo Albacete&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há dúvida de que quem sofreu na carne ou viu sofrendo algum ente querido as consequências dos ataques terroristas de 2001 a notícia da morte de Bin Laden tenha suscitado um sentimento de “saúde emotiva”. Como na reação de Lee Lelpi, um bombeiro aposentado de New York cujo filho, que também era um bombeiro, perdeu a vida no desabamento das Torres Gêmeas, e que declarou no Il Politico: “não tenho palavras; estou aqui, sentado, chorando. Temia que este dia nunca fosse chegar... mas, a justiça prevaleceu”.&lt;br /&gt;Posso entender esta reação, pensando nos parentes dos hispânicos, na paróquia na qual eu trabalhava, que morreram no atentado terrorista. O que me perturba é outro tipo de reação. Tão logo se difundiu a notícia da execução de Bin Laden, no final da noite de domingo, uma multidão aplaudindo e agitando bandeiras se amontoou diante da Casa Branca. Esse encontro desencadeou uma entusiasmada expressão de alegria e de orgulho patriótico, que muitos compararam à solidariedade que uniu todos os norte-americanos no dia 11 de setembro de 2001.&lt;br /&gt;Outra massa de pessoas se reuniu para festejar em New York, em torno do venerado Ground Zero. Pouco a pouco, o mesmo aconteceu por toda a nação, especialmente perto dos campi universitários, inclusive da Academia Militar de West Point. Como alguém me disse: “Parecia a comemoração da vitória de um time de futebol”.&lt;br /&gt;Michael Bloomberg, prefeito de New York, tentou explicar assim estas reações: “O assassinato de Osama Bin Laden não diminui o sofrimento que os nova-iorquinos e os norte-americanos experimentaram por sua causa, mas é uma vitória muito importante para a nossa nação. Em New York, esperamos por esta notícia por quase dez anos. A minha esperança é que traga conforto e um pouco de paz a todos aqueles que perderam alguém no dia 11 de setembro de 2001”. O problema desta explicação é que os participantes destas manifestações públicas eram universitários, que tinham 10 ou 12 anos quando dos ataques terroristas, e fica difícil imaginar que tenham esperado dez anos para essa comemoração.&lt;br /&gt;Uma reação semelhante foi a de Condoleezza Rice, ex-Secretária de Estado e conselheira para a segurança nacional de Bush, que definiu a notícia como “absolutamente excitante”. “O fim de Osama Bin Laden é uma vitória enorme para o povo norte-americano”, disse Rice, “nada pode fazer com que as vítimas de Bin Laden voltem à vida, mas talvez isto possa ser uma bálsamo para as feridas de seus entes queridos que sobreviveram”.&lt;br /&gt;Todavia, os funcionários que agiram durante os devastantes ataques, sobretudo os de New York, saudaram a morte de Bin Laden como um triunfo, mas nunca como uma contrapartida de mesma medida das vidas perdidas nestes fatos. Outros, porém, veem o assassinato de Bin Laden como um ato divino. Um bombeiro disse: “Deus abençoe o presidente Bush e Deus abençoe o presidente Obama por isso. É um grande alívio para as famílias, tanto quanto poderiam ter. É algo de grande para nós”.&lt;br /&gt;Até ao final da manhã, os automóveis, nas ruas perto da Casa Branca, marcavam ao som de buzina o seu júbilo, enquanto que os pedestres se reuniam nas esquinas, como que seguindo o convite do presidente Obama: “Esta noite, lembremo-nos do sentido de unidade que prevaleceu” no momento dos ataques terroristas. “O resultado de agora é um testemunho da grandeza de nosso país e da determinação do povo norte-americano”.&lt;br /&gt;Alguns entreviram a mão da divina Providência na data da execução de Bin Laden. No dia primeiro de maio, mais ou menos na mesma hora do discurso de Obama para a nação, a rádio alemã, em 1945, anunciava a morte de Hitler; e também nesse dia, J. Edgar Hoover era nomeado chefe do FBI. Aqueles, porém, que haviam definido o ataque terrorista um juízo de Deus sobre a imoralidade americana ainda não deram o ar da graça.&lt;br /&gt;No entanto, há ainda outra possível manifestação do juízo divino nesta semana: a beatificação do Papa João Paulo II, no dia primeiro de maio, durante as celebrações do Domingo da Divina Misericórdia, festa criada pelo mesmo Beato João Paulo II. Lembro-me muito bem do estupor dos norte-americanos diante da capa da Time Magazine que mostrava o Papa enquanto abraçava aquele que havia tentado assassiná-lo.&lt;br /&gt;A grande palavra da semana foi “alívio”, em sentido psicológico. Agora, finalmente, podemos “curar” os nossos corações feridos. Mas, será de fato possível? Podemos, verdadeiramente, ficar satisfeitos com a justiça feita por um poder humano?&lt;br /&gt;A justiça que pode trazer uma verdadeira paz para os nossos coração feridos se chama perdão e deriva da fé em Cristo, como o Beato João Paulo II nos mostrou. Esta é a Divina Misericórdia que Jesus mesmo demonstrou ao homem crucificado ao Seu lado, um criminoso que, em termos modernos, chamaríamos de terrorista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Extraído do IlSussidiario.net, do dia 4 de maio de 2011. Traduzido por Paulo R. A. Pacheco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este texto foi extraído do blog Mosaico, mantido por Paulo R. A. Pacheco. &lt;br /&gt;Under Creative Commons License: Attribution&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829704612155096297-4702597004222210840?l=sede-de-infinito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Como é decisivo o olhar que uma criança ou um adulto “adulto” teriam dirigido àquele homem, o qual vinha à frente de um grupinho de amigos e que jamais tinha visto aquela mulher, mas que parou quando o som, o revérbero daquele choro chegou até Ele! “Mulher, não chores!”, como se ninguém a conhecesse, como se ninguém a reconhecesse mais intensamente, mais totalmente, mais definitivamente do que Ele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mulher, não chores!”. Quando vemos – como falei antes – toda a movimentação do mundo, em cujo rio, em cujos riachos todos os homens se fazem presentes à vida, tornam a vida presente a si mesmos, a incógnita do fim nada mais é que a incógnita da maneira como chegaram a essa novidade, aquela novidade que faz encontrar um homem, faz encontrar um homem jamais visto, o qual, perante a dor da mulher que vê pela primeira vez, lhe diz: “Mulher, não chores!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mulher, não chores!”: é esse o coração com o qual somos colocados diante do olhar e diante da tristeza, diante da dor de todas as pessoas com as quais nos relacionamos, pela rua ou na viagem, nas nossas viagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mulher, não chores!”. Que coisa inimaginável é que Deus – “Deus”, Aquele que faz o mundo inteiro neste momento -, vendo e ouvindo o homem, possa dizer: “Homem, não chores!”, “Você, não chore!”. “Não chore, porque não é para a morte mas para a vida que eu o fiz! Eu o coloquei no mundo, e o coloquei numa companhia grande de pessoas!”.&lt;br /&gt;Homem, mulher, rapaz, moça, você, vocês, não chorem! Não chorem! Existe um olhar e um coração que os penetra até à medula dos ossos e que os ama até o seu destino, um olhar e um coração que ninguém pode desviar, ninguém pode tornar incapaz de dizer o que pensa e o que sente, ninguém pode tornar impotente!&lt;br /&gt;“Gloria Dei vivens homo”. A glória de Deus, a grandeza dAquele que faz as estrelas do céu, que coloca no mar, gota por gota, todo o azul que o define, é o homem que vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nada que possa suspender aquele ímpeto imediato de amor, de apego, de estima, de esperança. Porque tornou-se esperança para cada um que O viu, que ouviu: “Mulher, não chores!” que ouviu Jesus dizer assim: “Mulher, não chores!”.&lt;br /&gt;Nada pode deter a certeza de um destino misterioso e bom!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós estamos juntos dizendo-nos: “Você aí, eu nunca o vi, não sei quem você é: não chore!”. Porque o choro é o seu destino, parece ser o seu destino inevitável: “Homem, não chores!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Gloria Dei vivens homo”: a glória de Deus – aquela por meio da qual sustenta o mundo, o universo – é o homem que vive, todo homem que vive: o homem que vive, a mulher que chora, a mulher que sorri, a criança, a mulher que morre mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Gloria Dei vivens homo”. Nós queremos isto e nada mais que isto, que a glória de Deus se manifeste a todo o mundo e alcance todos os âmbitos da terra: as folhas, todas as folhas das flores e todos os corações dos homens. Nunca nos vimos, mas é isto o que vemos e sentimos entre nós. Tchau!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829704612155096297-7934171652936073745?l=sede-de-infinito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/g4b9iVDhOYK7C6ed0w9E5lHtf_s/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/g4b9iVDhOYK7C6ed0w9E5lHtf_s/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/g4b9iVDhOYK7C6ed0w9E5lHtf_s/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/g4b9iVDhOYK7C6ed0w9E5lHtf_s/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/SedeDeInfinito/~4/iixxBGtsHXY" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/feeds/7934171652936073745/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/2011/05/mulher-nao-chores.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/7934171652936073745?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/7934171652936073745?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/SedeDeInfinito/~3/iixxBGtsHXY/mulher-nao-chores.html" title="Mulher, não chores" /><author><name>Milton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11563143641390521540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-f3_vAE9I3RM/TYIRd-_TJBI/AAAAAAAAAqk/B0RAcMzUzDE/s220/Milton.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-mv1ORp1CgXg/TcjF-PdQt3I/AAAAAAAAAs8/14Zv47CJfjo/s72-c/mulher%2Bchorando%2B3.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://sede-de-infinito.blogspot.com/2011/05/mulher-nao-chores.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0MFQnc4eCp7ImA9WhZQGE4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829704612155096297.post-6259470201292679162</id><published>2011-04-26T08:58:00.000-07:00</published><updated>2011-04-26T09:30:13.930-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-04-26T09:30:13.930-07:00</app:edited><title>Páscoa 2011</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-UZmGib78TI8/TbbtHDLchVI/AAAAAAAAAsk/GvnLDxrW4Qk/s1600/Domenichino.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 223px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-UZmGib78TI8/TbbtHDLchVI/AAAAAAAAAsk/GvnLDxrW4Qk/s320/Domenichino.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5599923892049970514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Mas se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã é também a vossa fé" (1 Cor 15,14-15). [...] A fé cristã fica de pé ou cai com a verdade do testemunho segundo o qual Cristo ressuscitou dos mortos. Se se suprimir isto, certamente que ainda se poderá recolher da tradição cristã uma série de ideias dignas de nota sobre Deus e o homem, sobre o ser do homem e o seu dever-ser (uma espécie de concepção religiosa do mundo), mas a fé cristã estará morta. Nesse caso, Jesus [...] deixará de ser o critério de medida; o critério será apenas a nossa avaliação pessoal, que escolherá do seu acervo aquilo que pareça útil. E isto significa que ficaremos abandonados a nós próprios. A nossa avaliação pessoal será a última instância. Somente se Jesus ressuscitou é que aconteceu algo de verdadeiramente novo, que muda o mundo e a situação do homem. Então Ele, Jesus, torna-Se o critério em que nos podemos fiar; porque, então, Deus manifestou-Se verdadeiramente.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Bento XVI&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acontecimento não identifica somente uma coisa que aconteceu e com a qual tudo teve início, mas é aquilo que desperta o presente, define o presente, dá conteúdo ao presente, torna possível o presente.&lt;br /&gt;O que se sabe ou o que se tem converte-se em experiência se aquilo que se sabe ou se tem é algo que nos é dado agora: há uma mão que no-lo oferece agora, há um rosto que vem avançando agora, há sangue que se derrama agora, há uma ressurreição que tem lugar agora. Fora deste "agora" não existe nada!&lt;br /&gt;O nosso eu não pode ser movido, comovido, ou seja, transformado, a não ser por uma contemporaneidade: um acontecimento. Cristo é algo que me acontece agora.&lt;br /&gt;Então, para que aquilo que sabemos − Cristo, todo o discurso sobre Cristo – seja experiência, é necessário que seja um presente que nos provoca e percute: é um presente, como para André e para João foi um presente. O cristianismo, Cristo, é exatamente aquilo que foi para André e João quando iam atrás dEle; imaginem quando Se voltou, e como ficaram impressionados! E quando foram a Sua casa... É sempre assim até agora, até este momento!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Luigi Giussani&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOMENICO, Zampieri (Domenichino). &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;S. Giovanni Battista indica Gesù ai Santi Andrea e Giovanni&lt;/span&gt;. Brogi, Roma. Chiesa di S. Andrea della Valle.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829704612155096297-6259470201292679162?l=sede-de-infinito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Faz alguns meses que vem se tratar uma moça com câncer. Uma entre muitas, como as tantas que vi passar por aqui nestes anos. Pessoas dilaceradas pela dor, sem nenhuma esperança, desiludidas, lutando só contra a doença, abandonadas à fúria da própria dor que faz descer a uma solidão imensa, onde se experimenta o abismo da miséria humana e o vazio de uma impotência diante do mal, que frequentemente nem os médicos nem nós, enfermeiros, podemos domar. Mas ela é diferente, diferente porque não chega aqui com o olhar resignado, está sempre serena, disponível, espera sempre com paciência, suporta qualquer dor, coletas de sangue, da medula, biopses. É como se não sofresse a dificuldade, mas quisesse vivê-la como protagonista, e a sua atitude de realismo é coragem de confrontar-se com a pergunta que o sofrimento nela e ao lado dela lhe coloca. Uma vez, enquanto injetava nela a quimioterapia, olhei para o seu belo rosto, os seus olhos azuis estavam cheios de lágrimas e os seus lábios murmuravam algo: era uma oração. Ela me traz mensalmente a revista de vocês e na Páscoa me deu de presente um "Cartaz", convidando-me também para o Retiro de Páscoa. Estou maravilhada com tudo isto e fascinada. Ultimamente, não vejo a hora que chegue a segunda-feira para poder vê-la, para poder falar com ela, mas mais do que tudo, para poder observá-la, enquanto torna sagrado aquilo que para muitos outros é moralmente uma condenação. A sua maneira de estar ali é mais verdadeira, mais digna. Quando lhe pergunto o qu faz para ficar tão serena apesar de tratamentos tão terríveis como aqueles e muitas vezes insuficientes para conter o mal, responde-me que ela é de Cristo e que portanto o sofrimento tem um sentido se ela o oferece a Ele. Eu não entendo, apenas posso intuir e invejar essa força interior, mas é força de vida. Não sou cristã praticante, mas desde qua a conheci é como se tivesse se tornado palpável para mim que alguma coisa deve haver: é evidente na sua pessoa, na sua maneira de ser. Se Cristo já teve um par de olhos para mim, são os dessa garota, que ama mais do que eu, que suscita em mim um sentimento de bem, de alegria só em vê-la. É a primeira vez para mim que nasce uma amizade com uma paciente. Sempre nos ensinaram a mantermos uma distância, para não ter de sofrer, mas com ela não é sofrimento, é letícia. Vejo nela e compreendo que mesmo uma doença como o câncer é, sim, um mistério, mas dentro de um projeto bom, como ela diz. A sua obediência, o seu deixar-se abraçar até o fundo não são sinal de resignação, mas de quem entendeu - como ela mesma me disse uma vez - que "nada acontece por acaso, mas para a glória de Deus". Nada é pobre, nenhuma condição está condenada à aridez, nenhum tempo é privado de esperança. É diferente até a maneira como trata a nós, enfermeros, aos médicos, aos outros pacientes. Tem sempre um sorriso. Chega de manhã muito cedo, para correr à escola depois do tratamento. Frequenta a Universidade, onde os seus amigos, diz ela, a provocam a não prender o olhar na sua condição de desconcerto, mas a reabrir os olhos, olhando para o encontro com Cristo. "Para transpor as situações críticas, quando tudo parece sem esperanças é preciso levantar a cabeça, é preciso reencontrar na história os sinais concretos de uma promessa eterna, a que nasce em um momento particular do tempo pessoal, trazendo consigo a totalidade", escreveu-me uma vez. Ele não deixa de lado o seu dever de estudar, e esta é a única coisa que me faz refletir muito. Quer dizer que o cristianismo não alivia você das incumbências da vida, mas lhe dá o motivo justo para enfrentá-las. As pessoas que vêm aqui normalmente não levam mais uma vida normal, ainda que o pudessem fazer, sentem-se "doentes", não buscam estímulos. Ela não, a doença não a aniquilou, ela continua a fazer o que tem de fazer, como pode, a doença não é par ela um limite, é motivo a mais para saborear a realidade. É comovente vê-la chegar aqui com os livros debaixo do braço, é a única aqui que tem um gancho com a realidade; não quer esquecer a dor, vive-a. O milagre torna excepcional a cotidianidade. A presença dessa garota me muda, me faz desejar mais da minha vida, uma alegria inimaginável antes, mas experimentável agora." &lt;br /&gt;                                            (Anna, de Milão - Itália: Revista Passos)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829704612155096297-8691973279525186141?l=sede-de-infinito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XthKtITX0QKa9Mg68U6cuFhcyeY/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XthKtITX0QKa9Mg68U6cuFhcyeY/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XthKtITX0QKa9Mg68U6cuFhcyeY/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XthKtITX0QKa9Mg68U6cuFhcyeY/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/SedeDeInfinito/~4/Ux1K1ht5UNg" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/feeds/8691973279525186141/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/2011/04/inimaginavel-antes-experimentavel-agora.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/8691973279525186141?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/8691973279525186141?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/SedeDeInfinito/~3/Ux1K1ht5UNg/inimaginavel-antes-experimentavel-agora.html" title="Inimaginável antes, experimentável agora" /><author><name>Milton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11563143641390521540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-f3_vAE9I3RM/TYIRd-_TJBI/AAAAAAAAAqk/B0RAcMzUzDE/s220/Milton.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-dPX_U0tblws/TbYzGUbRfkI/AAAAAAAAAr0/qD-eOAUacqQ/s72-c/Inimagin%25C3%25A1vel%2Bantes....jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://sede-de-infinito.blogspot.com/2011/04/inimaginavel-antes-experimentavel-agora.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0YBQ349fip7ImA9WhZTE0Q.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829704612155096297.post-7836036541267348608</id><published>2011-03-17T09:24:00.000-07:00</published><updated>2011-03-17T12:45:52.066-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-03-17T12:45:52.066-07:00</app:edited><title>JAPÃO. “Por que estou aqui, justamente agora?”</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-DA4u4YeAq0I/TYI2ILCEc7I/AAAAAAAAArc/dNMX3-eZ3J8/s1600/Terremoto%2Bno%2BJap%25C3%25A3o%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 290px; height: 194px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-DA4u4YeAq0I/TYI2ILCEc7I/AAAAAAAAArc/dNMX3-eZ3J8/s320/Terremoto%2Bno%2BJap%25C3%25A3o%2B2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5585086001921160114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-S_IW4YMOfeE/TYI2H64ofiI/AAAAAAAAArU/DjL27DpiLWs/s1600/Terremoto%2Bno%2BJap%25C3%25A3o.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 275px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-S_IW4YMOfeE/TYI2H64ofiI/AAAAAAAAArU/DjL27DpiLWs/s320/Terremoto%2Bno%2BJap%25C3%25A3o.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5585085997586611746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;15/3/2011 - Publicada na &lt;a href="http://www.passos-cl.com.br/"&gt;REVISTA PASSOS&lt;/a&gt; a carta de uma jovem de Zurique que está em Tóquio para estudar, pelo período de um semestre. Depois do terremoto, ela deslocou-se para Hiroshima. Agora está em segurança. “Mas o que isso significa? Estamos mesmo salvos?”&lt;br /&gt;Em Miyagi, o resgate após o terremoto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros amigos, obrigada por todas as mensagens que vocês me escreveram e pelas preces. Estou tentando responder a cada um pessoalmente, mas o tempo é curto.&lt;br /&gt;Cheguei faz algumas horas a Hiroshima. Saímos de Tóquio por causa do risco de emanação de material radioativo das centrais danificadas. Vivemos minuto a minuto. Estamos em segurança, mas o que isso significa? Temos medo de tudo. Estamos literalmente nas mãos do Senhor.&lt;br /&gt;Infelizmente já são três horas da madrugada e amanhã tenho uma jornada difícil... vocês entendem. Portanto, me desculpem se lhes envio o trecho de um e-mail que escrevi para um de vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei coragem para vir para o Japão porque tomei consciência de diversos fatos que aconteceram e de intuições, de emoções que senti e que me levaram a compreender que essa era a coisa certa para mim. Então, depois de três semanas de intensíssimas descobertas e ricos relacionamentos... Quem podia imaginar que o Senhor me levaria a participar pessoalmente deste drama cósmico?&lt;br /&gt;O que eu estou fazendo aqui? Por que justamente agora? Senhor, o que posso fazer? O que me pedes? Como você pode ver, amigo, eu também estou em alto-mar... Mas estou segura de que o Senhor me acompanha. Estou absolutamente segura disso. A Graça do Senhor me acompanha em todos os lugares para onde vou. Esse é o único motivo de esperança, especialmente quando a situação tão urgente, como nestes dias.&lt;br /&gt;Eu poderia dizer: “Bem, estou em Hiroshima, distante, estou em segurança, posso tomar o avião quando quiser”. Mas isso me basta? Claro que não. Estou literalmente atenta para captar cada mínimo aceno que me indique por que o Senhor me mandou para cá agora, por que agora me encontro com estas pessoas (três adultos e quatro crianças da comunidade de Comunhão e Libertação de Tóquio), como Cristo vence aqui e agora, de novo.&lt;br /&gt;São duas horas da madrugada; esta manhã me levantei às quatro para falar com os meus familiares e depois decidir o que fazer, o meu espírito sofre pelas dezenas de milhões de pessoas que estão padecendo, estou em frangalhos. Mas com certeza não posso deixar de escrever para dizer que Deus está presente, e na dramaticidade do momento nos acompanha.&lt;br /&gt;Ele nos envolve com o carinho da sua Presença. É isso que emerge quando olho para os outros que estão aqui comigo, para a atenção que um dedica ao outro, para a consciência de estarmos entregues completamente nas Suas mãos (e duas mulheres, aqui, deixaram hoje os maridos em Tóquio, e muitos outros amigos ficaram). Porque a dolorosa serenidade que nos enche não vem do fato de estarmos em segurança; isso não basta! Embora tenhamos saído de lá, podemos dizer verdadeiramente que estamos salvos?&lt;br /&gt;Claro, eu tenho poucas coisas comigo, mas estes meus atuais companheiros de viagem saíram de casa deixando tudo (tudo! amigos, trabalho, casa) e nem sabem se um dia poderão retornar. Abandonar tudo, que obediência!&lt;br /&gt;Assim, despojados de tudo, ainda mais fortemente emerge que o essencial não é o que temos, mas Aquele único que é capaz de satisfazer aos anseios do nosso coração, toda a nossa exigência de vida. Se eu não tivesse essa certeza, certamente já estaria como que morta, esmagada pelos acontecimentos.&lt;br /&gt;No entanto, basta levantar o olhar e comover-se frente a um grupo de velhinhas sentadas em cadeirinhas de viagem que esta manhã eu vi trabalhando na pintura – com uma seriedade toda japonesa – da fachada de uma igrejinha neogótica, que – quem sabe como? – desponta em meio à confusão das ruas de Tóquio, para reencontrar a vontade de afirmar a vida incontida. E eu passava por elas com minhas malas e dizia: o que será delas...&lt;br /&gt;Ou ainda enquanto eu admirava o panorama empolgante que se descortinava do terraço do apartamento destes amigos com os quais parti, essa multidão de cintilantes arranha-céus abraçados por uma nuvem de luz... Nunca vi uma coisa tão linda... Ah! se eu pudesse levar tudo embora comigo e com a população dentro!&lt;br /&gt;Todo o meu íntimo se rebela se penso que tudo isso possa terminar em nada. Seja louvado Jesus Cristo, sempre seja louvado: Ele, ao morrer, nos doou a mais verdadeira das esperanças, nos mostrou como o amor ao Pai leva à Ressurreição.&lt;br /&gt;Por isso, rezem constantemente, mas não só pelas vítimas dos terremotos, mas para que cada homem experimente a verdade da vida, verdade que nestes momentos tão dramáticos grita e vem à tona. Do contrário, já estamos como que mortos.&lt;br /&gt;Não deixem de rezar; Deus é a única fonte da verdadeira esperança.&lt;br /&gt;Um abraço,&lt;br /&gt;Betty&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829704612155096297-7836036541267348608?l=sede-de-infinito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/t7ZuRFNJ3N0yZQobDy7G3_PeW4U/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/t7ZuRFNJ3N0yZQobDy7G3_PeW4U/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/t7ZuRFNJ3N0yZQobDy7G3_PeW4U/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/t7ZuRFNJ3N0yZQobDy7G3_PeW4U/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/SedeDeInfinito/~4/UcMblFmpOQs" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/feeds/7836036541267348608/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/2011/03/japao-por-que-estou-aqui-justamente.html#comment-form" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/7836036541267348608?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/7836036541267348608?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/SedeDeInfinito/~3/UcMblFmpOQs/japao-por-que-estou-aqui-justamente.html" title="JAPÃO. “Por que estou aqui, justamente agora?”" /><author><name>Milton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11563143641390521540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-f3_vAE9I3RM/TYIRd-_TJBI/AAAAAAAAAqk/B0RAcMzUzDE/s220/Milton.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-DA4u4YeAq0I/TYI2ILCEc7I/AAAAAAAAArc/dNMX3-eZ3J8/s72-c/Terremoto%2Bno%2BJap%25C3%25A3o%2B2.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://sede-de-infinito.blogspot.com/2011/03/japao-por-que-estou-aqui-justamente.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0UERnkzfip7ImA9Wx5UGU4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829704612155096297.post-7831428281450752568</id><published>2010-10-24T09:50:00.000-07:00</published><updated>2010-10-24T09:53:27.786-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-10-24T09:53:27.786-07:00</app:edited><title>Impossível não te amar (Flavinho)</title><content type="html">&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Mmo6RA-EGyg?fs=1&amp;amp;hl=en_US"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Mmo6RA-EGyg?fs=1&amp;amp;hl=en_US" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Impossível Não Te Amar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Flavinho&lt;br /&gt;Composição: Ízaias Luciano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é bom viver só para ti senhor&lt;br /&gt;Sentir bem forte em mim o teu amor.&lt;br /&gt;Como é bom saber que tu cuidas de mim&lt;br /&gt;Meu coração se alegra , pois teu espírito me conduz.&lt;br /&gt;Em cada mimo que tu me fazes,&lt;br /&gt;Meu coração se rejubila.&lt;br /&gt;Mesmo na provação sei que estás comigo,&lt;br /&gt;Pois teu amor me conquistou, é impossível não te amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh! meu jesus, roubaste o meu coração&lt;br /&gt;O teu amor me conquistou, senhor!&lt;br /&gt;Oh! meu jesus, roubaste o meu coração&lt;br /&gt;O teu amor me conquistou, é impossível não te amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando olho de onde tu me resgataste&lt;br /&gt;Vejo a tua misericórdia e te agradeço.&lt;br /&gt;Porque agora eu te conheço,&lt;br /&gt;O teu amor me conquistou , é impossível não te amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh! meu jesus ...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829704612155096297-7831428281450752568?l=sede-de-infinito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/IpjMBOad-wgMN10GsNkm1eh8tkU/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/IpjMBOad-wgMN10GsNkm1eh8tkU/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/IpjMBOad-wgMN10GsNkm1eh8tkU/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/IpjMBOad-wgMN10GsNkm1eh8tkU/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/SedeDeInfinito/~4/E1UrXSOIxXE" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/feeds/7831428281450752568/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/2010/10/impossivel-nao-te-amar-flavinho.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/7831428281450752568?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/7831428281450752568?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/SedeDeInfinito/~3/E1UrXSOIxXE/impossivel-nao-te-amar-flavinho.html" title="Impossível não te amar (Flavinho)" /><author><name>Milton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11563143641390521540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-f3_vAE9I3RM/TYIRd-_TJBI/AAAAAAAAAqk/B0RAcMzUzDE/s220/Milton.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://sede-de-infinito.blogspot.com/2010/10/impossivel-nao-te-amar-flavinho.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkAHQno8eip7ImA9Wx5UGU8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829704612155096297.post-7927353083627125834</id><published>2010-10-24T04:13:00.000-07:00</published><updated>2010-10-24T05:52:13.472-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-10-24T05:52:13.472-07:00</app:edited><title>Apelo a todos os brasileiros (Blog Mosaico)</title><content type="html">&lt;span style="font-style:italic;"&gt;No último dia 17 de outubro, a Polícia Federal, movida por uma ação do PT, recolheu os panfletos elaborados pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul I da CNBB, alegando, com essa ação, crime eleitoral. Pois bem, esse blog tem, em média, 40 visitas diárias... Vou deixar esse apelo, até o dia 31 de outubro, no topo da página e peço a todos os leitores que ajudem a divulgar esse Manifesto o máximo que puderem - usem todos os recursos que têm (email, facebook, twitter, blogs etc.).&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Presidência e a Comissão Representativa dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, em sua Reunião ordinária, tendo já dado orientações e critérios claros para “VOTAR BEM”, acolhem e recomendam a ampla difusão do “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS” elaborado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 que pode ser encontrado no seguinte endereço eletrônico www.cnbbsul1.org.br.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 26 de Agosto de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nós, participantes do 2º Encontro das Comissões Diocesanas em Defesa da Vida (CDDVs), organizado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB e realizado em S. André no dia 03 de julho de 2010,&lt;br /&gt;- considerando que, em abril de 2005, no IIº Relatório do Brasil sobre o Tratado de Direitos Civis e Políticos, apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (nº 45) o atual governo comprometeu-se a legalizar o aborto,&lt;br /&gt;- considerando que, em agosto de 2005, o atual governo entregou ao Comitê da ONU para a Eliminação de todas as Formas de Descriminalização contra a Mulher (CEDAW) documento no qual reconhece o aborto como Direito Humano da Mulher,&lt;br /&gt;- considerando que, em setembro de 2005, através da Secretaria Especial de Política das Mulheres, o atual governo apresentou ao Congresso um substitutivo do PL 1135/91, como resultado do trabalho da Comissão Tripartite, no qual é proposta a descriminalização do aborto até o nono mês de gravidez e por qualquer motivo, pois com a eliminação de todos os artigos do Código Penal, que o criminalizam, o aborto, em todos os casos, deixaria de ser crime,&lt;br /&gt;- considerando que, em setembro de 2006, no plano de governo do 2º mandato do atual Presidente, ele reafirma, embora com linguagem velada, o compromisso de legalizar o aborto,&lt;br /&gt;- considerando que, em setembro de 2007, no seu IIIº Congreso, o PT assumiu a descriminalização do aborto e o atendimento de todos os casos no serviço público como programa de partido, sendo o primeiro partido no Brasil a assumir este programa,&lt;br /&gt;- considerando que, em setembro de 2009, o PT puniu os dois deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso por serem contrários à legalização do aborto,&lt;br /&gt;- considerando como, com todas estas decisões a favor do aborto, o PT e o atual governo tornaram-se ativos colaboradores do Imperialismo Demográfico que está sendo imposto em nível mundial por Fundações Internacionais, as quais, sob o falacioso pretexto da defesa dos direitos reprodutivos e sexuais da mulher, e usando o falso rótulo de “aborto - problema de saúde pública”, estão implantando o controle demográfico mundial como moderna estratégia do capitalismo internacional,&lt;br /&gt;- considerando que, em fevereiro de 2010, o IVº Congresso Nacional do PT manifestou apoio incondicional ao 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), decreto nª 7.037/09 de 21 de dezembro de 2009, assinado pelo atual Presidente e pela ministra da Casa Civil, no qual se reafirmou a descriminalização do aborto, dando assim continuidade e levando às últimas consequências esta política antinatalista de controle populacional, desumana, antisocial e contrária ao verdadeiro progresso do nosso País,&lt;br /&gt;- considerando que este mesmo Congresso aclamou a própria ministra da Casa Civil como candidata oficial do Partido dos Trabalhadores para a Presidência da República,&lt;br /&gt;- considerando enfim que, em junho de 2010, para impedir a investigação das origens do financiamento por parte de organizações internacionais para a legalização e a promoção do aborto no Brasil, o PT e as lideranças partidárias da base aliada boicotaram a criação da CPI do aborto que investigaria o assunto,&lt;br /&gt;RECOMENDAMOS encarecidamente a todos os cidadãos e cidadãs brasileiros e brasileiras, em consonância com o art. 5º da Constituição Federal, que defende a inviolabilidade da vida humana e, conforme o Pacto de S. José da Costa Rica, desde a concepção, independentemente de sua convicções ideológicas ou religiosas, que, nas próximas eleições, deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalizacão do aborto.&lt;br /&gt;Convidamos, outrossim, a todos para lerem o documento “Votar Bem” aprovado pela 73ª Assembléia dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, reunidos em Aparecida no dia 29 de junho de 2010 e verificarem as provas do que acima foi exposto no texto “A Contextualização da Defesa da Vida no Brasil”, elaborado pelas Comissões em Defesa da Vida das Dioceses de Guarulhos e Taubaté, ligadas à Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, ambos disponíveis no site desse mesmo Regional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMISSÃO EM DEFESA DA VIDA DO REGIONAL SUL 1 DA CNBB&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Dom Nelson Westrupp, scj&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Presidente do CONSER-SUL 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Dom Benedito Beni dos Santos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vice-presidente do CONSER-SUL 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Dom Airton José dos Santos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Secretário Geral do CONSER SUL 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler mais: &lt;a href="http://prapacheco.blogspot.com/2010/10/apelo-todos-os-brasileiros_24.html"&gt;http://prapacheco.blogspot.com/2010/10/apelo-todos-os-brasileiros_24.html&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;Este texto foi extraído do blog Mosaico, mantido por Paulo R. A. Pacheco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829704612155096297-7927353083627125834?l=sede-de-infinito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Dmca4Iuat2r8l1rB9PU2TdHMPZc/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Dmca4Iuat2r8l1rB9PU2TdHMPZc/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Dmca4Iuat2r8l1rB9PU2TdHMPZc/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Dmca4Iuat2r8l1rB9PU2TdHMPZc/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/SedeDeInfinito/~4/zCFhSzZl6V8" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/feeds/7927353083627125834/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/2010/10/apelo-todos-os-brasileiros-blog-mosaico.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/7927353083627125834?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/7927353083627125834?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/SedeDeInfinito/~3/zCFhSzZl6V8/apelo-todos-os-brasileiros-blog-mosaico.html" title="Apelo a todos os brasileiros (Blog Mosaico)" /><author><name>Milton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11563143641390521540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-f3_vAE9I3RM/TYIRd-_TJBI/AAAAAAAAAqk/B0RAcMzUzDE/s220/Milton.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://sede-de-infinito.blogspot.com/2010/10/apelo-todos-os-brasileiros-blog-mosaico.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0ENR3s-eyp7ImA9Wx5SGEQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829704612155096297.post-4810518703712894550</id><published>2010-08-13T18:59:00.000-07:00</published><updated>2010-08-15T12:14:56.553-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-08-15T12:14:56.553-07:00</app:edited><title>Um ano sem poesia (Elton Quadros)</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/TGX7_t_IrOI/AAAAAAAAAn4/8V2_5dtWH0Q/s1600/Bruno+Tolentino.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 286px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/TGX7_t_IrOI/AAAAAAAAAn4/8V2_5dtWH0Q/s320/Bruno+Tolentino.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5505083191625034978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Recebi de meu amigo Elton Quadros o conteúdo que segue logo abaixo e que expressa esta sede, esta busca incessante pela beleza, que inquieta a alma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Caros amigos e amigas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que esteja tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No domingo passado, percebi algo que me deixou profundamente triste. Comprovei que há mais de um ano, não leio um livro de poesia inteiro, acho que desde os meus 14 anos de idade isso não acontecia, fiquei desolado. Como um sujeito alfabetizado passa um ano sem ler um livro de poesia? Fiquei triste, mas, já era muito tarde e tinha que dar aula no outro dia e fui novamente consumido pela roda-viva 'da vida'...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora há pouco recebi, pela internet, um poema que me fez lembrar de uma coisa e pensar em outra: Lembrei de um dos versos da música popular brasileira que mais gosto 'sabe lá, o que é morrer de sede em frente ao mar, sabe lá' 'Djavan' e como vocês verão, essa frase já estava, em alguma medida, presente neste poema que recebi e, de certa forma, viver a correria do mundo pós-moderno em que não podemos parar nunca, nem mesmo para ler um livro de poesias, pareceu agora, como isso, viver com sede em frente ao mar. Mas, felizmente, a internet, com esse poema vindo por 'mares nunca dantes navegados' possibilitou a mim, um pouco de sombra e água fresca! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, por via das dúvidas, já coloquei na mochila um livro de poesias para não passar tanta sede novamente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui vai o poema de Miguel Torga que despertou-me do meu 'sono dogmático'...rsrs"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÚPLICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que o silêncio é um mar sem ondas,&lt;br /&gt;E que nele posso navegar sem rumo,&lt;br /&gt;Não respondas&lt;br /&gt;Às urgentes perguntas&lt;br /&gt;Que te fiz.&lt;br /&gt;Deixa-me ser feliz&lt;br /&gt;Assim,&lt;br /&gt;Já tão longe de ti como de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perde-se a vida a desejá-la tanto.&lt;br /&gt;Só soubemos sofrer, enquanto&lt;br /&gt;O nosso amor&lt;br /&gt;Durou.&lt;br /&gt;Mas o tempo passou,&lt;br /&gt;Há calmaria...&lt;br /&gt;Não perturbes a paz que me foi dada.&lt;br /&gt;Ouvir de novo a tua voz seria&lt;br /&gt;Matar a sede com água salgada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Miguel Torga&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Abraços deste malungo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elton &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(Imagem do post: poeta Bruno Tolentino)&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829704612155096297-4810518703712894550?l=sede-de-infinito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/l5IlCbkW0ZhLtyl8N8nrvBkSnOQ/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/l5IlCbkW0ZhLtyl8N8nrvBkSnOQ/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/l5IlCbkW0ZhLtyl8N8nrvBkSnOQ/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/l5IlCbkW0ZhLtyl8N8nrvBkSnOQ/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/SedeDeInfinito/~4/LjbpWZ9eEqE" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/feeds/4810518703712894550/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/2010/08/um-ano-sem-poesia-elton-quadros.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/4810518703712894550?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/4810518703712894550?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/SedeDeInfinito/~3/LjbpWZ9eEqE/um-ano-sem-poesia-elton-quadros.html" title="Um ano sem poesia (Elton Quadros)" /><author><name>Milton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11563143641390521540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-f3_vAE9I3RM/TYIRd-_TJBI/AAAAAAAAAqk/B0RAcMzUzDE/s220/Milton.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/TGX7_t_IrOI/AAAAAAAAAn4/8V2_5dtWH0Q/s72-c/Bruno+Tolentino.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://sede-de-infinito.blogspot.com/2010/08/um-ano-sem-poesia-elton-quadros.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUIBQ387eyp7ImA9Wx5SEUk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829704612155096297.post-6027797118723721762</id><published>2010-08-03T02:01:00.000-07:00</published><updated>2010-08-06T18:12:32.103-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-08-06T18:12:32.103-07:00</app:edited><title>The things that I see (As coisas que eu vejo)</title><content type="html">&lt;object style="background-image:url(http://i2.ytimg.com/vi/UDBw3VqKzF8/hqdefault.jpg)"  width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/UDBw3VqKzF8&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/UDBw3VqKzF8&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" width="425" height="344" allowScriptAccess="never" allowFullScreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;The things that I see&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(Riro Maniscalco/Rich Veras)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;The things that I see, got me laughin' like a baby.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(As coisas que eu vejo me fazem rir como um bebê.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The things that I see, got me cryin' like a man. &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(As coisas que eu vejo me fazem chorar como um homem.)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;The things that I see, I can look at what He gave me, &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(As coisas que eu vejo me fazem olhar o que Ele me deu,)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;And He's gonna show me even more than I see.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(E Ele me mostrará ainda mais do que eu agora vejo.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Just the other day I heard a new voice in the darkness&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(Há alguns dias eu ouvi uma nova voz na escuridão)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendin' me away with mud on my face&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(Me mandando embora como lama em minha face)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I heard the people say, 'He's a crazy and he's hopeless'&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(Eu ouvi as pessoas dizerem: ele é louco e não há esperança para ele)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;till a splash washed the darkness away. &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(Até que um borrifo levou embora a escuridão!)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;(Refrão)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Makin' me explain to a lot of angry faces&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(Fazendo-me explicar para uma multidão de rostos cheios de raiva)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Talkin' to 'em plain, they don't hear what I say.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(Falando com eles diretamente. Eles não ouvem o que eu digo.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tellin' me again he's crazy and he's reckless&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(E me dizem de novo: "Ele é um pecador e ele é um irresponsável.")&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But there's only one thing I can say. &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(Mas só há uma coisa que eu posso dizer...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;(Refrão)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;He came to me again and this time I could see Him.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(Ele veio novamente a mim, e desta vez eu consegui vê-Lo.)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Told me how He'd been out lookin' for me.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(Disse-me como Ele esteve me procurando.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;He told me to believe. I said, 'what should I believe in?'&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(Ele me disse para acreditar. Eu disse “em que devo acreditar?) "&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;He said, 'Keep on believin' in me!'&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(Ele disse: "Continue acreditando em mim!")&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;(Refrão)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829704612155096297-6027797118723721762?l=sede-de-infinito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/it2f0mMNToOSW-qsG7N7vq05LXo/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/it2f0mMNToOSW-qsG7N7vq05LXo/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/it2f0mMNToOSW-qsG7N7vq05LXo/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/it2f0mMNToOSW-qsG7N7vq05LXo/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/SedeDeInfinito/~4/GiDXnJxff2I" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/feeds/6027797118723721762/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/2010/08/things-tha-i-see-as-coisas-que-eu-vejo.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/6027797118723721762?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/6027797118723721762?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/SedeDeInfinito/~3/GiDXnJxff2I/things-tha-i-see-as-coisas-que-eu-vejo.html" title="The things that I see (As coisas que eu vejo)" /><author><name>Milton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11563143641390521540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-f3_vAE9I3RM/TYIRd-_TJBI/AAAAAAAAAqk/B0RAcMzUzDE/s220/Milton.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://sede-de-infinito.blogspot.com/2010/08/things-tha-i-see-as-coisas-que-eu-vejo.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkEBRHszfSp7ImA9WxFaEUQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829704612155096297.post-1105322216422139923</id><published>2010-07-15T04:17:00.000-07:00</published><updated>2010-07-15T04:50:55.585-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-07-15T04:50:55.585-07:00</app:edited><title>Exilados a caminho</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/TD7vvl2AFEI/AAAAAAAAAnw/LYY1s8Noq0o/s1600/Marguerite+Gachet+no+jardiim+(1890).jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 261px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/TD7vvl2AFEI/AAAAAAAAAnw/LYY1s8Noq0o/s320/Marguerite+Gachet+no+jardiim+(1890).jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5494092196330083394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Esse admirável, esse imortal instinto do Belo (...) nos permite considerar a Terra e seus espetáculos como uma correspondência do Céu. A sede insaciável por tudo o que existe no além, e que a vida revela, é a prova mais viva da nossa imortalidade. Junto com a poesia e através da poesia, com e através da música, é que a alma entrevê os esplendores situados além do sepulcro. E quando uma saborosa poesia faz saltarem as lágrimas dos olhos, essas lágrimas não são a prova de um excesso de gozo, e sim testemunhas de uma saudade irritada, de uma exigência dos nervos, de uma natureza exilada na imperfeição e que gostaria de apossar-se imediatamente, já nesta Terra, de um paraíso revelado".&lt;br /&gt;(Charles Baudeleire, Nuove note su Edgar A. Poe)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Revista Passos n. 117 - Julho/2010&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;a href="http://pintura.aut.org/BU04?De04=Exposici%F3n+Van+Gogh&amp;Bo04=2"&gt;Vincent Van Gogh - Marguerite Gachet no jardim (1890)&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829704612155096297-1105322216422139923?l=sede-de-infinito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/LdAy4QcvfCX7hz5PeCgkQKxdAOQ/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/LdAy4QcvfCX7hz5PeCgkQKxdAOQ/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/LdAy4QcvfCX7hz5PeCgkQKxdAOQ/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/LdAy4QcvfCX7hz5PeCgkQKxdAOQ/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/SedeDeInfinito/~4/_Keni6vnppc" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/feeds/1105322216422139923/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/2010/07/exilados-caminho.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/1105322216422139923?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/1105322216422139923?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/SedeDeInfinito/~3/_Keni6vnppc/exilados-caminho.html" title="Exilados a caminho" /><author><name>Milton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11563143641390521540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-f3_vAE9I3RM/TYIRd-_TJBI/AAAAAAAAAqk/B0RAcMzUzDE/s220/Milton.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/TD7vvl2AFEI/AAAAAAAAAnw/LYY1s8Noq0o/s72-c/Marguerite+Gachet+no+jardiim+(1890).jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://sede-de-infinito.blogspot.com/2010/07/exilados-caminho.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkEDQX0ycCp7ImA9WxFVEEU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829704612155096297.post-1063371688079172925</id><published>2010-06-09T04:22:00.000-07:00</published><updated>2010-06-09T04:57:50.398-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-06-09T04:57:50.398-07:00</app:edited><title>"A voz única do ideal" (Encontro sobre vocação com Julián Carrón)</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/TA-ApbfIueI/AAAAAAAAAnY/mtkPINJDI-g/s1600/Voca%C3%A7%C3%A3o+de+S%C3%A3o+Mateus.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 302px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/TA-ApbfIueI/AAAAAAAAAnY/mtkPINJDI-g/s320/Voca%C3%A7%C3%A3o+de+S%C3%A3o+Mateus.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480740720774527458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/TA-AoruwVzI/AAAAAAAAAnQ/Q-TVvBqrueE/s1600/barco+-+voca%C3%A7%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/TA-AoruwVzI/AAAAAAAAAnQ/Q-TVvBqrueE/s320/barco+-+voca%C3%A7%C3%A3o.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480740707955136306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;“&lt;a href="http://www.catolicanet.net/sitepassos/pagina.asp?cod=427&amp;tipo=0"&gt;A voz única do ideal&lt;/a&gt;”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Encontro de padre Julián Carrón com os formandos dos colegiais de CL&lt;br /&gt;Roma, 16 de maio de 2010&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Amigos, este momento da vida de vocês é particularmente decisivo, porque em nós, em cada um de nós, há uma batalha se travando entre a “voz única do ideal” (como acabamos de cantar [Chieffo, "Parsifal -Canzone dell’ideale"]), que todos sentimos vibrar dentro de nós, e todas aquelas circunstâncias que tantas vezes tentam expulsar esta voz, de forma que não sabemos mais para onde ir. Esta é uma luta que cada um de vocês vive dentro de si, e por isso este momento é particularmente dramático, porque escolhas como aquelas que vocês estão para fazer são determinantes na vida, porque a pessoa começa a tomar consciência de todos os fatores e vê emergir o próprio rosto: “O que estou fazendo no mundo?”. E entendo muito bem o drama que cada um pode viver neste período da vida; é um período que nos obriga a escolher; vocês estão para terminar, é preciso escolher, é preciso começar a escolher, não é que a vida nos espera; é preciso escolher, porque não escolher é já uma escolha; de fato, todos, no final do ensino médio, escolhem, se colocam na vida com um rosto, e têm que enfrentar esta luta: “Não fiquem presos à corte das almas anãs que repetem os gestos e não sabem entender. Não subam ao castelo dos jovens justos que adoram o sol”. Pelo contrário, o ideal nos convida a lutar contra esta redução. A primeira consciência que devemos ter é desta luta que está acontecendo agora.&lt;br /&gt;A segunda questão é o caminho, saber o caminho para chegar àquele ideal, porque “caminha o homem quando sabe bem para onde deve ir”.&lt;br /&gt;Dom Giussani nos ensina: “Somente na clareza e na segurança o homem encontra energia para a ação”. Por isso, queremos nos ajudar a esclarecer aquilo de que temos necessidade para poder viver, para podermos nos lançar na vida, porque é uma exigência do momento que vocês estão vivendo, uma urgência que nasce no profundo do ser de vocês, a descoberta da vida como vocação.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;1) Pelo que vale a pena viver?&lt;br /&gt;A primeira questão da vocação que temos que encarar não é o que escolher, esta é a consequência. A primeira questão é a que urge tantas vezes em nosso coração: “Mas, por que eu existo? Por que estou no mundo? Pelo que vale a pena viver? O eu serve para quê? Para que serve o meu eu?”. Como vocês podem ver, é a questão da vida, a questão fundamental de cada um de nós. A primeiríssima decisão é levar a sério esta pergunta, esta urgência, porque, como dizia R. M. Rilke, “tudo se concerta para nos calar”, para nos fazer agir segundo outros critérios. Parar esta pergunta significaria matar a natureza do homem, ou seja, bloquear o nosso eu no momento em que ele se lança na vida. Por isso estamos juntos nesta manhã, para que, antes de mais nada, não bloqueemos a pergunta, para não bloquearmos a voz do ideal.&lt;br /&gt;Imaginem se um pedaço de alguma coisa, por exemplo uma engrenagem de uma máquina, se perguntasse: “Qual é a minha utilidade? O que estou fazendo aqui?”. Ela só conseguiria entender isso a partir de dentro do relacionamento, no seu nexo com toda a máquina, porque cada pedaço do real só pode ser compreendido no seu nexo com o todo. Por isso, se nos perguntássemos: “Para que serve a minha vida? O que sou chamado a realizar?”, a questão é encontrar o critério que nos ligue ao todo, “aquele critério que, sendo seguido, faz com que o homem se torne útil ao mundo, de tal modo que caminhe sempre mais em direção à sua personalidade, no rumo da sua felicidade, [...] não em direção à sua perda”. Atenção, porque isto é fundamental: não é que servir ao mundo signifique nos perdermos, mas o serviço ao mundo é um ganho para nós, é a nossa realização. Entender isto é fundamental, porque tantos pensam que a única modalidade para realização de si seja a auto-afirmação (não afirmar-se na relação com a totalidade, mas na relação consigo mesmo) e, por isso, depois, acabam sozinhos num esconderijo, perguntando-se sobre o sentido da vida. Por isso é tão decisivo. Para a minha realização, devo entender o que estou fazendo no mundo, porque sem isto vou me perder inexoravelmente. Mas, como entender essa coisa? Como entender o que estou fazendo no mundo? A que sou útil?&lt;br /&gt;Para responder a esta pergunta é preciso entender qual é o sentido do mundo, qual é o significado do mundo. E isto, amigos, para nós é misterioso: qual é o sentido da totalidade, qual é o sentido do mundo, da história? Como dizia São Paulo: “Ele fez nascer de um só homem todo o gênero humano, para que habitasse sobre toda a face da terra. Fixou aos povos os tempos e os limites da sua habitação. Tudo isso para que procurem a Deus e se esforcem por encontrá-Lo como que às apalpadelas, pois na verdade Ele não está longe de cada um de nós”. Seria, de fato, difícil descobrir o sentido do mundo – ou, em outras palavras, a Deus –, e por isso mesmo a minha utilidade neste mundo, se permanecessémos no escuro, neste mistério: “Por toda a vida, a verdadeira lei moral seria a de estarmos suspensos ao aceno deste ‘senhor’ desconhecido, atentos aos sinais de uma vontade que nos apareceria através da pura e imediata circunstância. Repito: o homem, a vida racional do homem deveria estar suspensa ao instante, suspensa a cada instante a este sinal aparentemente tão volúvel, tão casual, que são as circunstâncias”. Em termos teologicamente eruditos, Santo Tomás afirma: “a verdade sobre Deus, registrada pela razão, chegaria aos homens por meio de poucos, depois de longo tempo e de mistura com muitos erros”.&lt;br /&gt;Mas, o Mistério teve piedade de nós: vendo-nos tão fracos, teve piedade de nós e entrou na história para nos revelar o que, sozinhos, não seríamos capazes de penetrar, tornou-Se um homem para ajudar os homens a serem si mesmos, para revelar o sentido último do mundo e ajudá-los a entender o significado da vida. Jesus Cristo usou uma expressão para descrever qual é o significado do mundo: o reino de Deus. Todo o valor da realidade está em construir o reino de Deus, está em participar da construção deste reino, ou seja, participar da construção de um mundo que corresponda ao Ideal que se fez carne. Por isso, deum contribuição fundamental para entender o nosso lugar no mundo. O meu valor e o seu valor estão na medida em que colaboramos com o reino de Deus, na medida em que ajudamos a humanidade a caminhar no rumo da felicidade. Porque é somente participando deste reino – que é o reconhecimento da Sua presença entre nós – que o indivíduo pode alcançar a própria felicidade, a própria realização.&lt;br /&gt;Vocês têm que trabalhar sobre cada uma dessas frases, se perguntando: é verdade ou não é verdade? Não é que, agora, vocês devem repetir as frases como se fossem uma sequência lógica e, então, o problema se resolveu; não! Vocês têm que perguntar, porque, de outra forma, não irão entender o alcance daquilo que nos dizemos e, depois, vão acabar decidindo sem pensar, já que não entenderam. Nestas passagens se joga, de fato, a vida. Por isso, este é um momento precioso, fundamental, para darem um salto na consciência de quem sou eu, de o que estou fazendo no mundo e qual é o sentido do mundo.&lt;br /&gt;“Para a escolha da vocação, portanto, o critério não pode ser outro que: como eu, com tudo o que sou espiritual e intelectualmente, como temperamento e como educação, como físico, posso servir mais ao reino de Deus”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;2) A descoberta da vocação&lt;br /&gt;Como posso entender os sinais que me permitem esclarecer a forma como posso servir mais ao reino de Deus? Devo localizar aquele complexo que eu sou para poder entender como posso usar tudo o que tenho, tudo que trago comigo e que me foi dado, para a utilidade do reino de Deus.&lt;br /&gt;Tomo o que disse Dom Giussani e o subdivido, para maior clareza em três grandes critérios.&lt;br /&gt;O primeiro critério a ser olhado é o complexo de inclinações ou dotes naturais. Cada um de nós traz consigo uma série de capacidades, desejos, ímpetos, um temperamento. São dons preciosos que devemos colocar a serviço de algo outro. Foram-nos dados, todos estes dons, para algo na vida, para serem usados, para viver: como eu posso usar todos estes dons que o Senhor me deu para servir mais ao reino de Deus? “Por exemplo, há um temperamento de inteligência que parece bobo quando se aplica à matemática, mas é genialíssimo quando se trata de construir [...] um conto: é um gênio literário, que em matemática pareceria um bobo. Se o forçam a fazer o Politécnico, lhe impedem de ser útil à humanidade”. Se o professor, o pai, a mãe, a criança, a babá, o cachorro dizem: “Não... você tem que fazer o Politécnico”, eles “matam” você. Parece banal, mas você não conseguirá ficar contente, não conseguirá render, não será capaz de servir; você não terá encontrado o seu lugar no mundo e, por isso, será enganado, porque terá escolhido algo a partir de fora, não levando em consideração os dons que você recebeu. “Há, por exemplo, um tipo que é genial na arte musical. Se o obrigarem a fazer Direito, certamente seu rendimento diminuirá e, portanto, se torna mais difícil o seu caminho, visto que as duas coisas coincidem sempre. A intensidade ou a beleza... a beleza do caminho – já que a beleza é o esplendor do verdadeiro – coincide com a utilidade que realizamos no mundo [...]. A beleza do caminho corresponde à verificação [no sentido de tornar-se verdadeiro] da nossa vocação. Portanto, para localizar este condicionamento [este complexo de dons recebidos, de inclinações, de dotes], antes de mais nada é necessário a atenção aos próprios dotes naturais, ou capacidades [atenção àquilo que tenho como tendência, como facilidade, tenho como gênio]. Como se chama aquele fenômeno que faz os dotes e as capacidades naturais virem à tona? Se chama ‘inclinação’, a inclinação. [...] A natureza nos introduz aos ideais, mas sempre através de um gosto ou de uma inclinação, um prazer ou uma necessidade. [...] Por isso, a primeira grande regra prática é [...] a simplicidade”, a sinceridade de olhar e reconhecer e abraçar estes dons como o primeiro sinal que a realidade me oferece para entender o que faço no mundo. O erro mais grave que se pode cometer na determinação da própria vocação “é se colocar em uma condição de desconfiança quanto às próprias inclinações, quanto ao gosto, quanto ao prazer autêntico [...] e natural”. Podemos resumir assim: os dotes, o temperamento, as tendências de que somos constituídos são aquilo para o que devemos olhar, porque são aquilo através do que o Mistério nos chama, dando-nos esta capacidade, estas inclinações dentro de nossa carne; não nos manda um anjo, mas nos plasma a partir de dentro de nossas vísceras, para dizer-nos a que nos chama, porque é Ele que nos fez assim. Por isso, também a orientação profissional, por exemplo, deverá levar em consideração estas tendências nativas como um modo de encaminhar-se para onde Deus, através das capacidades que nós dá, nos chama. Chama você, mas chama você não de fora, chama você dando a você todas estas inclinações.&lt;br /&gt;Segundo critério: as condições inevitáveis ou as circunstâncias inevitáveis. Dom Giussani diz que “a circunstância inevitável é certamente – como dizer? – a coisa mais amiga que temos no mundo, porque é o fator mais evidente da nossa existência. Porque na avaliação das nossas inclinações e dos nossos dotes, frequentemente há a possibilidade da incerteza, ou o medo”... Nem todos são Mozart e têm a clareza dos dons e dos dotes tão claramente desde o princípio; às vezes, não é tão evidente assim, enquanto que as circunstâncias inevitáveis são evidentes e uma pessoa, por exemplo, pode querer fazer astronomia porque é, de fato, dotado para isso, mas – pensemos – por uma circunstância familiar, por falta de recursos, uma circunstância de fato inevitável, não pode fazer esse curso, porque a família passou mal pela crise econômica. Então, o resultado disso é que ele tem que começar a trabalhar. Circunstâncias inevitáveis determinam a possibilidade ou não de fazer certas coisas: alguém quer fazer ciclismo ou participar das Olimpíadas porque é, de fato, bem dotado atleticamente, mas sofre um acidente e fica manco. Para entender o que está fazendo no mundo, o primeiro movimento não pode ser ficar com raiva, mas aceitar esta circunstância inevitável. Imaginem que aquela pessoa, que ficou manca, ficasse de cabeça dura insistindo em dizer “Não, eu quero ir às Olimpíadas”; seria uma teimosia, um capricho” Do ponto de vista vocacional, Dom Giussani diz: “A circunstância inevitável é 100%, com certeza absoluta, sinal do caminho a ser seguido. Por isso, não existe nada de mais amigo, de mais facilmente amigo nosso, do que a circunstância inevitável, o fato”. Acrescento ainda um aspecto fundamental, uma nota fundamental: nada disso é fatalidade, o destino não é o fato: tudo – mas tudo mesmo – se torna instrumento de vocação! Você está seguro de que se tornando um atleta vai atingir a sua plenitude e a satisfação mais facilmente do que através daquela circunstância inevitável? Não. Abraçar este acidente como parte do caminho em direção ao destino é esperar, curioso, como o Senhor vai fazer para me levar até à felicidade, através do meu ser manco. Mas não introduz uma dúvida! Não fico ali lamentando-me por toda a vida. Antes: esta condição inevitável se torna elemento fundamental através do qual o Mistério me fará chegar ao destino, ao ideal, à felicidade. Se, porém, paramos na raiva, será a nossa tumba, porque na vida podem acontecer muitos acidentes de percurso que são inevitáveis, mas se nós não tivéssemos a possibilidade de que a vida continuasse a ter um sentido (e pensamos que apenas certas pessoas, com certas capacidades, podem atingir o escopo da vida), dependeremos apenas do acaso. Pelo contrário, qualquer circunstância é parte da conquista do destino, da felicidade. E isto é, de fato, libertador, porque a felicidade não depende do sucesso mundano, mas do meu serviço ao todo, ao reino de Deus (por isso, pode ser a mesma coisa ser um porteiro ou um ministro).&lt;br /&gt;Terceiro critério: a necessidade social, ou melhor, a necessidade do mundo e da comunidade cristã. Vocês têm que olhar de frente para o mundo, neste momento: do que ele precisa? Do que a Igreja precisa? A comunidade cristã tem necessidade de quê? Cada um tem que olhar aquilo que percebe como mais urgente, porque pode haver épocas e situações nas quais a urgência de uma dedicação total a Deus é mais forte, em outro momento, porém, é mais decisivo que existam homens no meio da realidade, no trabalho, na família, que possam testemunhar, a partir de dentro das vísceras da sociedade, lá onde todos vivem, o que é a vida, qual o sentido do viver. Também assim podemos descobrir a que somos chamados.&lt;br /&gt;“O juízo deve brotar do complexo destes fatores colocados juntos. Mas isto implica outra consideração: sem reflexão e sem uma comparação – a comparação dialógica – com a comunidade na sua função típica, ou seja, com quem guia a comunidade, é inevitável que o nosso modo de proceder seja instintivo e mecânico. Nós refletimos sobre todas as coisas, mas quanto a isso, do que depende toda a estrutura da nossa via no seu valor mais pessoal, deixamo-nos levar automaticamente por aquilo que sentimos. É preciso refletir; e refletir quer dizer se comparar com o próprio destino, com o próprio fim, com Deus, com o escopo da vida, com o servir ao reino de Deus. Quem tem ainda o problema intacto deve sentir o dever de recuperar imediatamente estes critérios; e que tem às suas costas fatores que não podem ser eliminados, também ele, mesmo que de outra forma, deve recuperar os mesmos critérios”. Imaginem que vocês ganhem milhões; a coisa normal é perguntar a alguém onde colocar o dinheiro para não o perder fazendo investimentos malucos, não? Perguntar não é um dever, mas é um interesse: interessa-me fazer esta comparação para não perder o dinheiro. Certo, no final serei eu a decidir, mas me agradaria decidir com toda a consciência para que ele renda bem. Se isto acontece com o dinheiro, imaginem o que deveria acontecer com a vida: quero estar seguro de ter presente todos aqueles fatores que me permitem tomar uma decisão completa, porque a razão é a consciência de todos os fatores.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;3) A escolha da vocação&lt;br /&gt;Com tudo isso, fica claro que são duas as questões fundamentais para serem decididas, duas são as escolhas fundamentais que cada um de nós é chamado a fazer na vida.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;a) A vocação como escolha do estado de vida&lt;br /&gt;Há dois estados de vida fundamentais: um é o “normal”, natural, ou seja, o de colocar-se diante de Deus através da mediação de outra pessoa. O que quer dizer colocar-se diante de Deus através da mediação de outra pessoa? Que, apaixonando-se, a pessoa que mais faz você vibrar, que mais abre você, que mais o lança, que mais chama a sua atenção para algo de outro é um mediador: você é chamado a se abrir à totalidade através deste fato que lhe aconteceu, que você carrega consigo. Se Deus dá a você aquela pessoa, não é para bloquear você naquele lugar, mas para abri-lo ainda mais ao Mistério, para abri-lo ainda mais àquela totalidade para a qual você foi feito: então, você começa a ter algum sinal de qual é a vocação a que Deus lhe chama. Você caminha em direção ao Destino através da mediação, na companhia da mediação de outro ou de outra. Neste sentido, uma pessoa segue a grande lei que une o homem a Deus através da realidade mundana, e uma pessoa assim diz: “Eu, com esta pessoa, vou até o fim do mundo”, vou até ao destino, sou chamado a ir ao destino com essa pessoa porque ela chama mais a minha atenção para o escopo da vida. Não é que esta pessoa me possa fazer feliz, porque não me fará feliz – atentos, porque nisso vocês erram sempre –, na medida em que o meu desejo é muito maior e onde isto se evidencia mais é exatamente aqui: nenhuma pessoa é capaz de despertar em você todo o desejo de felicidade como aquela pessoa, mas ao mesmo tempo nenhuma pessoa é mais incapaz de satisfazê-lo do que aquela mesma pessoa. Por isso, não se deve repreender o marido ou a mulher por causa dessa incapacidade, mas se deve entender que ela é parte da vocação, que aquela pessoa lhe é dada para despertar todo o desejo de caminhar juntos no rumo d’Aquele que é capaz de satisfazer o desejo (por isso, é uma vocação, porque é a possibilidade de chegar ao destino). Se você, pelo contrário, identifica o destino como sendo aquela pessoa e para nela, acontece como com todos: “Ah! Agora sei por que nasci!”. Qual se torna, na cabeça de vocês, a utilidade para o mundo? Querer aquela mulher, ponto! “Por que tenho que ir além? Por que tenho que me abrir para o além?”. Depois disso, sufocam e se separam, porque não são capazes mais de viver um com o outro: são tão feitos um para a outra que não conseguem mais viver juntos! Se cometemos esse erro, acabaremos como vemos que acabam tantos, hoje em dia, porque não compreendemos a natureza da experiência amorosa, daquilo para o que o Mistério nos faz, ao nos fazer assim: para que nos abramos mais Àquele que pode saciar a vida. “No âmbito cristão, a realidade deste estado [que é fazer uma família] é fundamental por que a isso é confiada a possibilidade mesma do prolongar-se do reino de Deus no mundo [através dos filhos]”.&lt;br /&gt;Mas, na vida da Igreja há um outro estado de vida, que é aquele da virgindade, “que se constitui, também, numa função fundamental e que aparecerá também mais claramente na medida em que recuperarmos o motivo último e exaustivo pelo qual nos oferecemos a Deus: este motivo é a imitação de Cristo [Cristo, o Mistério feito carne, colocou na história uma modalidade de se ser útil ao reino de Deus que é viver para este reino, viver para fazer a vontade de Deus, dando toda a própria vida para isto: é exatamente o que fez Jesus, que não constituiu família, deu toda a sua vida para isso]. A imitação de Cristo é a lei de todos os cristãos, porém a escolha de um estado deste gênero toca objetivamente o seu vértice [uma vocação à virgindade toca o seu vértice], porque é a imitação do estado de Cristo na sua plenitude. O estado de Cristo na sua plenitude era um relacionamento com o Pai que, de um certo ponto de vista, como pessoa, não era mediado por nada [assim como no matrimônio o relacionamento com o Pai é mediado por outro, aqui o relacionamento com o Pai não é mediado por nada]”. Aqueles que são chamados a este estado são chamados a um relacionamento único, imediato, direto com o Mistério. Esta é a virgindade: Deus chama, Deus introduz na vida uma semente, uma experiência do viver tal que torna você tão pleno, tão grato, que torna possível a você uma experiência de vida que lhe permite dizer: “Eu quero isto”, e isto lhe torna livre para dar toda a vida, não para mutilá-la. É por uma plenitude, não por um sacrifício, é por ter ficado fascinado por Cristo que uma pessoa sente a urgência de dar-Lhe tudo: “Eu sou para ti, Cristo”. Atenção, que ninguém pense neste caminho por outro motivo que não seja a plenitude! Não é porque é mais perfeito, não é porque é mais bonito, não; é porque a pessoa vive suspensa sobre um cheio e não quer perdê-lo por nada desse mundo, tanto é verdade que as pessoas que encontram essa plenitude, às vezes, nunca nem pensaram nesse caminho, mas, de repente, descobrem essa plenitude e dizem: “isso é demais, isso é bonito demais para não ser seguido”. Por isso, Dom Giussani diz: “Cristo, com a sua virgindade, não era um mutilado. Por isso, o conceito de renúncia, se indica a ressonância psicológica que a existência gera naquele caso, do ponto de vista do valor, do ponto de vista ontológico, não é renúncia a algo, mas é o entrar na posse mais profunda e mais última das coisas. A virgindade de Cristo era um modo mais profundo de possuir a mulher, um modo mais profundo de possuir as coisas. Isto teve, por assim dizer, a sua realização no fato da ressurreição, através da qual Cristo possuiu todas as coisas, como nós possuiremos no fim do mundo. Neste sentido, a virgindade, no âmbito da comunidade cristã, é a situação paradigmática, exemplificativa, ideal de referência a todos”. É o paradigma, o exemplo, o ideal não de uma não-posse, mas da posse verdadeira.&lt;br /&gt;Outro dia, na pausa de uma aula na Universidade Católica [de Milão, uma garota veio até a mim para dizer, depois de anos de noivado: “Gostaria de voltar àquele primeiro momento, àquele primeiro vislumbre do relacionamento com meu namorado”, quando ainda não se tinham tocado: esta é a virgindade! E por que esta garota, depois de anos, ainda tem saudade daquele instante? Porque tudo o que aconteceu depois não foi capaz de recriar nem um pouquinho da plenitude que havia experimentado então. Esta garota está noiva ainda, mas deseja isto, deseja uma posse do outro assim, e ser possuída pelo seu noivo assim, como naquele primeiro instante comovente. A virgindade é um modo mais profundo de possuir a mulher, um modo mais profundo de possuir as coisas. E hoje, que é a Ascensão, é a festa disso: quando Cristo ressuscitado entrou na profundidade das coisas, possuindo-as. Também nós as possuiremos no fim dos tempos, é uma realização verdadeira, afetivamente falando, porque é aquilo a que todos somos chamados: “A virgindade, portanto, na vida da Igreja [no reino de Deus], representa a função suprema, tanto é verdade que a história da Igreja identificou o testemunho nas suas formas supremas em dois pontos: a virgindade e o martírio. A virgindade, no âmbito da comunidade cristã, constitui-se em função e testemunho para o fim da vida”. Nela podemos gritar a todos: “Preste atenção no fato de que aquilo pelo que você ama a sua namorada, o seu namorado, aquilo pelo que você se casa, pelo que você tem filhos, tem um nome que eu grito para você através da minha vida: Cristo. E é possível aquilo pelo que você foi feito tendo a mulher e os filhos, existe, eu o testemunho para você. Por quê? Porque eu dou a vida para isso e a minha vida não existiria, não seria o que é se Ele não existisse. Seria impossível se Cristo não tivesse entrado na história e nos tivesse fascinado tanto a ponto podermos viver dEle”.&lt;br /&gt;Quais dos dois caminhos abraçar, então? “A escolha entre um e outro caminho não pode ser uma ‘criação’ nossa, mas deve ser um ‘reconhecimento’ nosso. Devemos reconhecer algo para o que fomos destinados. Não deve ser uma decisão nossa no sentido de que a nossa vontade construa a própria posição, mas no sentido de que a nossa liberdade adira à indicação que nos assinala o caminho”. Então, a questão fundamental para a escolha da vocação é nos educarmos ao Mistério, educarmo-nos a permanecer escancarados, tesos a descobrir os sinais através dos quais eu possa entender a que sou chamado.&lt;br /&gt;E isto, tantas vezes, é complicado, amigos. Porque somos feitos para o “portanto”, devemos chegar à clareza e, por isso, queremos acelerar o caminho quando não nos é ainda claro – sentimos um estranho mal-estar, uma impaciência. Como essa posição é vertiginosa, queremos superá-la o mais rápido possível e, tantas vezes, acabamos errando; ao invés de esperar que emerjam os sinais através dos quais o Mistério me dá todas as indicações às quais devo obedecer, ou decidimos nós ou fazemos com que outros decidam por nós. Porque o caminho é, no fundo, uma obediência; é uma obediência que tem dentro de si tudo aquilo para o que eu fui feito, que leva em consideração todos os fatores que me tornam verdadeiramente o que eu sou, não é uma decisão “minha”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;b) A vocação como escolha da profissão&lt;br /&gt;Tudo o que dissemos até agora nos ajuda a entender também o caminho da escolha da profissão a desenvolver, mas gostaria de sublinhar fundamentalmente uma coisa. “A concepção moderna da vida nunca se mostra tão distante do Espírito de Cristo como neste ponto. O critério com o qual a mentalidade de hoje habitua a olhar o futuro tem como centro o proveito, o gosto ou a facilidade do indivíduo. O caminho a escolher, a pessoa a amar, a profissão a desempenhar, a faculdade em que se matricular, tudo é determinado de modo a erigir como critério absoluto a utilidade particular do indivíduo. E isto parece tão óbvio e normal que a subversão causada pelo chamado se mostra, mesmo a muitas pessoas de bem, um desafio ao bom senso, um fanatismo, um exagero. São acusações repetidas até por educadores que se sentem cristãos, ou por pais preocupados com o sucesso humano dos filhos: os juízos nas situações privadas e públicas, os conselhos para bem viver, as advertências e repreensões, tudo é ditado por um ponto de vista do qual estão totalmente ausentes a devoção ao todo e a preocupação com o Reino, e a realidade de Cristo é exilada”. Podemos participar do grupo de colegiais, podemos ter encontrado a Cristo, mas no momento decisivo das escolhas fundamentais Ele não tem nada que ver. Por isso, é dramático este momento, só de falar sobre isso sinto arrepios; imagino que arrepios vocês que estão para escolher devem sentir, tanto é contrário a toda a mentalidade no qual estamos imersos.&lt;br /&gt;Vocês entendem por que é uma luta? A luta em nós é entre seguir a voz única do ideal (que seja aquela a nos indicar o caminho) ou deixar-nos engolir pela mentalidade do mundo. Se não nos dizemos estas coisas, não somos amigos; eu digo isso a vocês porque sou amigo de vocês, porque a questão é o objetivo da vida, a questão é o que estamos fazendo aqui. Se nós, neste momento-chave da decisão, não vinculamos a escolha da profissão ao o que estamos fazendo aqui, nos perderemos pelo caminho. “‘O que o todo poderá me dar? Como obter o maior proveito possível do todo?’: estes são os critérios imanentes à sabedoria mais difundida e ao bom senso mais reconhecido. A mentalidade cristã, ao contrário, derruba essas perguntas, as contradiz e as mortifica e agiganta o imperativo exatamente oposto: ‘Como eu poderei doar-me, com aquilo que sou, servir mais ao todo, ao Reino, a Cristo?’. Este é o único critério educativo da personalidade humana redimida pela luz e pela força do Espírito de Cristo”.&lt;br /&gt;“Na escolha do trabalho e da profissão deve vir à tona aquela terceira categoria sobre a qual falamos [antes]: as necessidades da sociedade. Mas, para o cristão estas não podem ser um critério isolado de outro conceito mais profundo: a necessidade da comunidade cristã”. Então, o que significa, no fundo, esta disponibilidade se não prontidão, disponibilidade à vocação? É isto que devemos pedir: que o Senhor nos dê a graça de ver todos os sinais que nos permitem identificar a vocação de modo tal que não nos enganemos no caminho e nos tornemos disponíveis – porque, às vezes, podemos ver com muita clareza e não estarmos disponíveis.&lt;br /&gt;“A profunda disponibilidade de toda a própria vida no serviço ao todo é de extrema importância exatamente também para compreender qual a função que se é chamado a desempenhar, qual a vocação pessoal”. Porque a vocação, amigos, não é uma ordem, ninguém ordena nada a vocês aqui, nesta manhã, nem mesmo Cristo deu uma ordem; é uma sugestão, um convite, uma possibilidade entrevista, e deixa intacta a liberdade de vocês. Depois de tudo o que dissemos, toda a liberdade, dramaticamente, está nas mãos de vocês.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(Traduzido por Paulo R. A. Pacheco)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829704612155096297-1063371688079172925?l=sede-de-infinito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Viemos para cá movidos por aquela esperança que Ele, um dia, suscitou em nós, em ti, em mim, por aquele abalo que nós sofremos e que carregamos conosco desde que aconteceu. Mas quantos aspectos da nossa pessoa, da nossa vida esperam ser mudados por Ele!&lt;br /&gt;Por isso, invocamos o Espírito para que Cristo penetre sempre mais em cada fibra do nosso ser, nos torne sempre mais partícipes daquela comoção do Ser, que o Mistério – “A fonte do ser está em Ti” – se dignou compartilhar conosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, vinde Espírito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo lendo o telegrama que nos foi enviado pelo Santo Padre: “Ocasião Exercícios Espirituais Fraternidade de Comunhão e Libertação sobre o tema ‘Pode um homem nascer de novo sendo velho?’ Sumo Pontífice dirige aos participantes afetuoso pensamento e enquanto espera que providencial encontro suscite renovada fidelidade a Cristo única fonte de esperança por um fervoroso testemunho evangélico invoca copiosa efusão luzes celestes e envia a V. Revma., aos responsáveis Fraternidade e todos participantes especial bênção apostólica. Cardeal Tarcisio Bertone, Secretário de Estado de Sua Santidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saúdo a cada um de vocês e a todos os amigos que nos acompanham ao vivo, a partir de tantos países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristo ressuscitou! Este é o anúncio que, incansavelmente, por séculos, a Igreja dirige a nós. Este é o acontecimento que domina a história, um evento que nenhum erro nosso ou dos nossos irmãos pode eliminar e que todo o mal que possa acontecer não pode cancelar. Este acontecimento é o motivo da nossa esperança; portanto, este acontecimento é que deve dominar em nós desde o primeiro instante destes dias: a Sua presença ressuscitada. Não seria adequado a todos os fatores do real, agora, um olhar sobre a nossa vida, sobre o sentimento que temos de nós mesmos, sobre o real e sobre o mundo, que não partisse deste reconhecimento; seria mentiroso, porque faltaria o fator decisivo de toda a história. Não existe uma novidade maior, nunca existiu uma novidade maior do que o acontecimento que Cristo ressuscitou. Por isso, na medida em que nos deixamos invadir totalmente por esta Presença viva, nos deixamos dominar por esta verdade – que é um acontecimento, não um pensamento criado por nós, mas um evento acontecido na história –, nós vemos mudar o sentimento que temos de nós mesmos.&lt;br /&gt;Encontramo-nos juntos nestes dias para vivê-los sob a pressão desta comoção, sob a onda toda carregada desta comoção: Cristo morreu e ressurgiu para nós. Peço-lhes que Lhe deixem espaço, quer dizer que nos deixemos arrastar por este evento; não consintamos que permaneça em nós apenas como palavra. Aconteceu: que luz, que respiro, que esperança traz para a vida este acontecimento! É o sinal mais evidente e mais potente da ternura do Mistério por cada um de nós, desta caridade sem limites de Deus pelo nosso nada (inclusive a nossa traição).&lt;br /&gt;É a Sua presença vitoriosa no meio de nós que nos impulsiona a continuar o nosso percurso para tentar superar sempre mais a ruptura entre o saber e o crer, para que este acontecimento reconhecido pela fé determine a vida mais do que todas as outras coisas. Se, pelo contrário, este acontecimento permanecesse apenas ao nível da piedade e da devoção, seria como se não tivesse existido, como se não tivesse toda a densidade de realidade para mudar a vida, para incidir sobre a vida; e então ficaríamos determinados por todas as outras coisas, que nos atropelam, que nos confundem, que nos desencorajam, que nos impedem de respirar, de ver, de tocar com a mão a novidade que Cristo ressuscitado introduziu e introduz na nossa vida.&lt;br /&gt;Partimos, há dois anos, da fé, que tem como origem – todos se lembram – “um ponto de partida fora de nós”: encontrar-se com uma Presença excepcional. A fé é o reconhecimento desta Presença excepcional, tornada carnalmente presente hoje pelas testemunhas, pelo povo cristão, pela Igreja, que seria impossível se Ele não a gerasse constantemente. Mas, no ano passado, aprofundamos que, apesar de termos visto tantos acontecimentos excepcionais, apesar de termos tantas testemunhas diante de nós, frequentemente, depois de um instante, parece-nos que tudo desaparece; e identificamos a razão disso naquela ruptura entre o saber e o crer que se manifesta na redução da fé a projeção de um sentimento, a uma ética ou a uma forma de religiosidade estranha e oposta ao conhecimento. A redução está em nós: a fé não é mais concebida e vivida como um percurso de conhecimento de uma realidade presente, e isto deixa-nos fracos e confusos como todos. Uma fé que não é conhecimento, que não é reconhecimento de uma Presença real, não serve para a vida, não funda a esperança, não muda o sentimento que temos de nós mesmos, não introduz um respiro em cada circunstância. Identificamos o aspecto crucial da dificuldade na falta do humano: “O que falta entre nós não é a Presença (estamos rodeados por sinais, por testemunhas!); falta o humano. Se a humanidade não entra em jogo, o caminho do conhecimento fica paralisado. Amigos, não falta a Presença, falta o percurso”, o percurso introduzido pela curiosidade diante desta Presença, com a qual queremos entrar sempre mais num conhecimento aprofundado.&lt;br /&gt;Depois de um ano, há sinais que tornam evidente que a ruptura entre saber e crer não foi ainda superada.&lt;br /&gt;O primeiro sinal é que não se entende o nexo entre o acontecimento cristão e o humano: continuamos a percebê-los como exteriores um ao outro. Meses atrás, diante da minha insistência sobre o trabalho a ser feito, sobre a experiência, uma pessoa me disse que, no início, o Movimento a tinha tocado como encontro com algo de objetivo fora de si, de forma que não entendia por que eu, naquele momento, insistisse tanto sobre o trabalho. Então, tive que lembrá-la de onde havíamos partido: o deparar-se com uma presença; depois disso tudo desaparecia. Se esta dificuldade permanece, quer dizer que não entendemos a relação que existe entre o acontecimento cristão e o movimento do eu, não se entende que o sinal de que eu fiz um encontro é que começo a trabalhar, porque o meu humano é despertado. O trabalho é o sinal mais evidente de que o cristianismo é um acontecimento, ou seja, que acontece em mim algo que me desperta.&lt;br /&gt;O segundo sinal é que o acontecimento cristão não produz uma mentalidade nova. Aconteceu-me neste verão escutar alguns dos nossos amigos estrangeiros que diziam como, diante de certos acontecimentos, se via que a mentalidade da origem é mais determinante, mais forte do que a mentalidade que nasce do encontro: diante dos acontecimentos da vida e do mundo a reação de tantos de nós é mais conforme à mentalidade de todos do que à mentalidade que o carisma do movimento expressa. Tendo tido, neste ano, a oportunidade de visitar tantas comunidades do mundo, vi isto em todos os lugares.&lt;br /&gt;É como se víssemos sobre nós os efeitos daquilo que Charles Péguy descreve de modo tão sugestivo: “Pela primeira vez, pela primeira vez depois de Jesus, vimos, sob os nossos olhos, estamos para ver um mundo novo surgir, senão uma cidade; uma sociedade nova formar-se, senão uma cidade; a sociedade moderna, o mundo moderno; um mundo, uma sociedade constituir-se, ou pelo menos ser montada, (nascer e) crescer, depois de Jesus, sem Jesus. E o que é mais assustador, meu amigo, não é preciso negá-lo, é que conseguimos. [...] É isto que vos coloca numa situação trágica, única. Sois os primeiros. Sois os primeiros dos modernos”. Depois de Jesus, sem Jesus. Não se trata apenas de um progressivo distanciamento de uma prática religiosa; o sinal por excelência do afastamento de Cristo da vida é uma mortificação das dimensões próprias do humano, uma concepção reduzida da própria humanidade, da percepção de si, um uso reduzido da razão, da afeição, da liberdade, uma censura do alcance do desejo. Giussani utilizou, anos atrás, a metáfora da explosão nuclear de Chernobyl, que produziu esta alteração no ânimo dos homens: “O organismo, estruturalmente, é como antes, mas dinamicamente não é mais o mesmo. É como se fosse um plágio fisiológico”.&lt;br /&gt;Por isso, me perguntava: o cristianismo é capaz de tocar o núcleo duro da nossa mentalidade, ou consegue apenas acrescentar algo de decorativo, de piedoso, de moralista, de organizativo a um eu já perfeitamente constituído, refratário a toda e qualquer interferência? Por isso, durante este ano, frequentemente me voltou à mente o diálogo entre Jesus e Nicodemos, de onde vem o título dos nossos Exercícios: “E havia entre os fariseus um homem, chamado Nicodemos, príncipe dos judeus. Este foi ter de noite com Jesus, e disse-lhe: ‘Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele’. Jesus respondeu, e disse-lhe: ‘Em verdade, em verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus’. Disse-lhe Nicodemos: ‘Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e renascer?’”. É possível, nessa nossa situação, a criatura nova, algo de verdadeiramente novo? Este, para mim, é o maior desafio que o cristianismo tem diante de si agora: se – na modalidade com a qual persuasivamente nos alcançou: o movimento – é capaz de perfurar a crosta do modo com o qual cada um está no real ou se condenou a permanecer estranho, como um apêndice. Se não há mudança no modo de perceber, de julgar a realidade, quer dizer que a raiz do eu não foi investida por nenhuma novidade, que o acontecimento cristão ficou exterior ao eu. Também para nós a fé pode ser uma coisa entre as outras, encaixada, justaposta, que convive com o modo de ver e de sentir de todos. Alguns anos atrás, Dom Giussani dizia – vocês podem ler isso no livro da Equipe do CLU recentemente publicado –: “Todo o argumento da nossa posição de fé pode ser reconduzido exatamente à derrubada desta justaposição, porque Cristo, o acontecimento cristão [...] investe e penetra tudo”. Sem derrubar esta posição, não poderemos perceber a pertinência da fé às exigências da vida.&lt;br /&gt;Cada um de nós pode julgar o trabalho deste ano, e verificar em que medida esta novidade entrou na raiz do próprio eu. Que novidade trouxe? Não são pensamentos, não é uma questão de opiniões, de interpretações: se Cristo entrou como novidade na raiz do nosso eu e determina tudo de um modo novo, trazemos isso conosco no modo de viver o real. Eu vi tantos sinais disso ao longo deste ano, em tantas das nossas comunidades (ao mesmo tempo, há ainda tanto trabalho a fazer, como todos podemos reconhecer na nossa experiência). Todos estes sinais positivos têm um denominador comum: gente empenhada com o seguimento da proposta que nós fizemos. Mas, em tantos surge ainda a pergunta: qual é o trabalho que nos espera? Tantas vezes, realmente, cada um enche a palavra trabalho com as próprias imaginações.&lt;br /&gt;Por isto, queremos continuar esclarecendo o que significa esta falta do humano. Este ano tive que fazer algumas palestras sobre O senso religioso aos noviços dos Memores Domini, e como eu estava sob a pressão do trabalho que temos feito juntos, fiquei tocado com a modalidade com a qual reli alguns capítulos: não como tinha feito em tantas outras ocasiões, ou seja, como parte do percurso para a fé; mas de dentro da fé mesma. Por isso, tomarei a liberdade de retomar alguns capítulos de O senso religioso para nos ajudar a entender como Dom Giussani nos guia no caminho que estamos fazendo.&lt;br /&gt;Mas, antes, temos que olhar no rosto a objeção da qual falávamos no início: para nós, acontecimento e trabalho parecem sempre estar em contraste. Este é um exemplo da distância que, às vezes, percebo entre a intenção de seguir Dom Giussani e segui-lo verdadeiramente. Olhem o que ele diz a todos aqueles que contrapõem cristianismo e trabalho: “Jesus Cristo não veio ao mundo para substituir-se ao trabalho humano [esta afirmação já bastaria], à liberdade humana ou para eliminar a provação humana, condição existencial da liberdade. Ele veio ao mundo para chamar a atenção do homem para o fundo de todas as questões, para a sua estrutura fundamental e para a sua situação real. Todos os problemas que, realmente, pela provação da vida, o homem é chamado a resolver, complicam-se ao invés de se solucionarem se certos valores fundamentais não são salvaguardados. Jesus Cristo veio chamar o homem para a verdadeira religiosidade, sem a qual qualquer pretensão de solução é uma mentira. O problema do conhecimento do sentido das coisas (verdade), o problema do uso das coisas (trabalho), o problema da consciência do que as coisas são (amor) e o problema da convivência humana (sociedade e política), não são justamente direcionados e por isso geram cada vez mais confusão na história dos indivíduos e da humanidade, na medida em que não se fundamentam na religiosidade, na tentativa da sua solução (‘Quem me segue terá a vida eterna e o cêntuplo nesta terra’). Não é tarefa de Jesus resolver os vários problemas, mas chamar a atenção para a postura com a qual o homem, mais corretamente, pode procurar resolvê-los. Cabe a cada homem empenhar-se nesse trabalho, que existe exatamente em função daquela procura”.&lt;br /&gt;E ainda: “A insistência sobre a religiosidade é o primeiro dever do educador, isto é, do amigo, daquele que ama e quer ajudar o homem no caminho rumo ao seu destino. E o humano não existe originalmente senão no indivíduo, na pessoa. Toda a mensagem de Jesus Cristo é essa insistência. Não podemos começar a compreender o cristianismo a não ser partindo dessa sua origem apaixonada pela pessoa humana”.&lt;br /&gt;E como se não fosse suficientemente claro, Dom Giussani observa ainda que a tarefa da Igreja é a mesma: “A Igreja, portanto, não tem como tarefa direta fornecer ao homem a solução dos problemas que ele encontra ao longo do seu caminho. Vimos que a função que ela declara ser sua na história é a educação ao senso religioso da humanidade, e vimos também como isto implica o chamamento a uma postura certa do homem diante do real e das suas interrogações, postura certa que constitui a melhor condição para encontrar respostas mais adequadas para essas interrogações. Acabamos também de sublinhar que a série dos problemas humanos não poderia ser subtraída à liberdade e à criatividade do homem, quase como se a Igreja tivesse de lhe dar uma solução já confeccionada”.&lt;br /&gt;Por isso, a melhor homenagem que podemos oferecer a Dom Giussani no quinto aniversário da sua morte é o nosso seguimento, não apenas intencional, mas real. Poderemos ver, assim, como, cinco anos após a sua morte, ele continua a ser mais pai do que nunca para nós e, se formos verdadeiramente disponíveis, como ele nos gera.&lt;br /&gt;Um gesto destas dimensões não pode ficar em pé sem a contribuição do sacrifício de cada um de nós na atenção aos avisos, ao silêncio, às indicações; este sacrifício é a modalidade do nosso pedido a Cristo de que tenha piedade do nosso nada, que não nos deixe cair no nada também nesses dias. Trata-se da possibilidade de criar um clima de silêncio adequado para que a semente que plantamos hoje, quando escutamos algo, não caia no caminho, não encontrando o terreno para germinar. Porque sem o silêncio tudo desaparece em meio minuto. Impressiona-me sempre que o silêncio nasce exatamente deste acontecimento: a Sua palavra me enche de silêncio. O silêncio não é apenas por uma questão de ordem, é a única resposta adequada para o acontecimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829704612155096297-8934303129181196201?l=sede-de-infinito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/iinXagbandeelthA9W6SsPvAr50/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/iinXagbandeelthA9W6SsPvAr50/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/SedeDeInfinito/~4/mfULtavlbXU" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/feeds/8934303129181196201/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/2010/06/pode-um-homem-nascer-de-novo-sendo.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/8934303129181196201?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/8934303129181196201?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/SedeDeInfinito/~3/mfULtavlbXU/pode-um-homem-nascer-de-novo-sendo.html" title="&quot;Pode um homem nascer de novo, sendo velho?&quot;" /><author><name>Milton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11563143641390521540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-f3_vAE9I3RM/TYIRd-_TJBI/AAAAAAAAAqk/B0RAcMzUzDE/s220/Milton.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/TAfYS__-nJI/AAAAAAAAAm4/qpo_gkWhEj0/s72-c/Nicodemos.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://sede-de-infinito.blogspot.com/2010/06/pode-um-homem-nascer-de-novo-sendo.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D08BRXw9fSp7ImA9WxJUGU4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829704612155096297.post-1786192731662232654</id><published>2009-07-18T09:42:00.000-07:00</published><updated>2009-07-18T09:50:54.265-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-07-18T09:50:54.265-07:00</app:edited><title>Estrela da vida inteira (Manuel Bandeira)</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/SmH7tB6Y_8I/AAAAAAAAAfU/U6Vo1rcXQcU/s1600-h/Henry+Moret+-+Esperando+os+pescadores+na+Bretagna.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/SmH7tB6Y_8I/AAAAAAAAAfU/U6Vo1rcXQcU/s320/Henry+Moret+-+Esperando+os+pescadores+na+Bretagna.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359841782573629378" /&gt;&lt;/a&gt;Belo belo belo,&lt;br /&gt;Tenho tudo quanto quero.&lt;br /&gt;Tenho o fogo de constelações extintas há&lt;br /&gt;milênios.&lt;br /&gt;E o risco brevíssimo - que foi? passou - de&lt;br /&gt;tantas estrelas cadentes.&lt;br /&gt;A aurora apaga-se,&lt;br /&gt;E eu guardo as mais puras lágrimas da aurora.&lt;br /&gt;O dia vem, e dia adentro&lt;br /&gt;Continuo a possuir o segredo grande da noite.&lt;br /&gt;Belo belo belo,&lt;br /&gt;Tenho tudo quanto quero.&lt;br /&gt;Não quero o êxtase e os tormentos.&lt;br /&gt;Não quero o que a terra só dá com trabalho.&lt;br /&gt;As dádivas dos anjos são inaproveitáveis:&lt;br /&gt;Os anjos não compreendem os homens.&lt;br /&gt;Não quero amar, &lt;br /&gt;Não quero ser amado.&lt;br /&gt;Não quero combater,&lt;br /&gt;Não quero ser soldado.&lt;br /&gt;- Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829704612155096297-1786192731662232654?l=sede-de-infinito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/B3nfMGr8awzVvjisj_ggBvzd2ZY/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/B3nfMGr8awzVvjisj_ggBvzd2ZY/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/B3nfMGr8awzVvjisj_ggBvzd2ZY/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/B3nfMGr8awzVvjisj_ggBvzd2ZY/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/SedeDeInfinito/~4/_F_IUMQ9Xwg" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/feeds/1786192731662232654/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/2009/07/estrela-da-vida-inteira-manuel-bandeira.html#comment-form" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/1786192731662232654?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/1786192731662232654?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/SedeDeInfinito/~3/_F_IUMQ9Xwg/estrela-da-vida-inteira-manuel-bandeira.html" title="Estrela da vida inteira (Manuel Bandeira)" /><author><name>Milton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11563143641390521540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-f3_vAE9I3RM/TYIRd-_TJBI/AAAAAAAAAqk/B0RAcMzUzDE/s220/Milton.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/SmH7tB6Y_8I/AAAAAAAAAfU/U6Vo1rcXQcU/s72-c/Henry+Moret+-+Esperando+os+pescadores+na+Bretagna.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://sede-de-infinito.blogspot.com/2009/07/estrela-da-vida-inteira-manuel-bandeira.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUQMRnk7eyp7ImA9WxJVGU0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829704612155096297.post-7398538050258378709</id><published>2009-07-06T11:55:00.000-07:00</published><updated>2009-07-06T12:09:47.703-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-07-06T12:09:47.703-07:00</app:edited><title>Cartas do Pe. Aldo 83</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/SlJL1Pa5_lI/AAAAAAAAAeA/T0uaHuihVuc/s1600-h/Padre+Alto+Trento.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 218px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/SlJL1Pa5_lI/AAAAAAAAAeA/T0uaHuihVuc/s320/Padre+Alto+Trento.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355426284941475410" /&gt;&lt;/a&gt;Asunción, 05 de julho de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros amigos,&lt;br /&gt;Estou no avião, voltando de São Paulo, depois de dois dias de convivência com estes amigos excepcionais (no sentido que Giussani e Carrón nos ajudam a entender quando usam este adjetivo): Marcos, Cleuza, os coordenadores do movimento, Padre Julián, Alexandre, Enzo etc.&lt;br /&gt;Estou “felicíssimo”, comovido como, naquele dia, os apóstolos ficaram, no Tabor, ou quando, pela primeira vez, encontrei Giussani na Via Martinengo, ou quando encontrei Julián Carrón, aqui em São Paulo, há dois anos atrás. Comigo, vieram Carlos Samudio, responsável da Companhia das Obras no Paraguai, e Tonino Saladino. Também para eles foi uma comoção incrível. Saladino renasceu, viu o que é o movimento, viu aquilo que o seu coração desejava, reencontrou a juventude, a ternura por si mesmo. Mas, deixarei que ele escreva para vocês o que lhe aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Uma amizade excepcional que nasce do reconhecimento de Carrón como pai, como a continuidade histórica de Giussani. Muitos me perguntam, mesmo no Brasil: “O que tocou mais a você naquilo que Carrón disse nos Exercícios?”. A minha resposta é: “o seu modo de viver a fé, a sua paixão por Cristo e, portanto, pelo humano, pela humanidade de cada um, a sua capacidade de apontar os Zerbini como o sinal mais claro da presença de Cristo, do que o Movimento, desafiando, assim, o nosso ceticismo”.&lt;br /&gt;Exemplos dessa amizade excepcional. Cheguei a São Paulo na quinta-feira à noite com Tonino e Carlos. Os Zerbini estavam me esperando. Três coisas me deixaram literalmente sem palavras:&lt;br /&gt;a) Marcos estava usando uma camisa de Ao-Poi (um tecido típico do Paraguai), que eu lhe havia presenteado 15 dias atrás. Cleuza me disse: “Esta manhã, quando se levantou, eu o vi fuçando no armário e lhe perguntei: ‘Marcos, o que está procurando?’; e ele respondeu: ‘Hoje, chega o amigo P.e Aldo e quero recebê-lo usando a camisa que ele me deu de presente”. O que eu poderia dizer? E, além do mais, sendo um deputado, ele tinha um monte de trabalho para fazer.&lt;br /&gt;b) Naquela tarde, tinha um compromisso com o governador do Estado de São Paulo (que tem 38 milhões de habitantes) e com o cônsul italiano. Chegou ao compromisso com uma hora de atraso. O governador lhe perguntou: “Marcos, por que este atraso (eles são amigos)?”. E Marcos respondeu: “Precisava ir receber o meu caro amigo Padre Aldo, porque tenho necessidade de estar com quem me lembra Jesus, com quem vive a consciência do Mistério”. Eu lhes conto essas coisas com vergonha e porque vocês são meus amigos... mas, onde, hoje, podemos encontrar homens com esta estatura? E o governador ficou tocado. Como gostaria que todos os meus amigos compreendessem porque Carrón nos indica este homem, Marcos, e Cleuza!&lt;br /&gt;c) A sopa para o Padre Aldo. De noite, depois da Escola de Comunidade com o amigo P.e Julián, da qual participaram mais de 100 pessoas, todos tomaram sopa. Aquilo que se arrecada é para as Casinhas de Belém: mil dólares também neste mês de julho. Mas, por que para as Casinhas de Belém, com todas as necessidades que eles têm? “Porque a Escola de Comunidade precisa originar um gesto de caridade. E a caritativa da sopa é para recordar os nossos amigos, os rostos dos nossos amigos do Paraguai”. A caritativa como memória de um rosto ou de rostos! É uma coisa, de fato, nova para mim.&lt;br /&gt;2. A participação na Escola de Comunidade, no sábado de manhã. Às 6h, Cleuza “toca”, com a sua voz, o despertador. Café da manhã à brasileira e, logo em seguida, pegamos o rumo para o galpão (3 mil lugares), porque às 7h (era sábado, entendem?!!) começava a primeira Escola de Comunidade. Que surpresa: centenas de jovens, centenas de belas moças – mas belas mesmo! como as brasileiras sabem ser! – correm com o rosto alegre, mesmo que cansados. Cleuza me diz: “Muitos trabalham até a uma da manhã, outros se levantaram às 4h... moram nos quatro cantos de São Paulo (que tem 18 milhões de habitantes)”. Olho, rezo e penso em Giussani que vê, do céu, o reflorescer do Movimento, vê reacontecer aquilo que ele frequentemente repetia para nós: “É necessário criar um movimento no Movimento”. Agradeço a Deus pelo dom de Carrón, que nos indica Marcos e Cleuza para olhar.&lt;br /&gt;Às 7h os salão estava cheio: 3 mil jovens. Uma ordem e um silêncio precisos. Quem chegava um minuto depois era deixado para fora. E alguns permaneciam do lado de fora... olhei para seus rostos e estavam tristes, porque deveriam voltar só no próximo mês. Cleuza me viu preocupado e me disse: “Padre Aldo, hoje, daremos uma anistia para os atrasados, porque você está conosco”. Eu lhe agradeci e os vi felizes.&lt;br /&gt;Uma coisa me tocou, porque é sinal do coração de Cleuza: perto do banheiro se assentaram várias garotas grávidas ou com problemas de saúde. Cleuza me disse: “Olha, reservamos este lugar para elas, que precisam do banheiro mais frequentemente. Assim, estando aqui, não precisam percorrer todo o salão e atrapalhar o silêncio”. Que atenção à pessoa!&lt;br /&gt;Começa a assembléia. A pergunta que fizeram no mês anterior (a assembléia é mensal) era: “Como você está construindo o seu eu?”. Intervenções em cascata, mas não palavras... febre de vida. Marcos guia e responde de modo claro, simples e preciso às perguntas que são fatos da vida. Fatos muitas vezes dolorosos. Uma pergunta: “Quero entender como faço para saber se uma coisa corresponde ou não ao meu coração”. Uma pergunta belíssima, porque parte de um dos 3 mil jovens que não estão “habituados” às coisas que nos dizemos. Frescor, simplicidade, vida. Uma festa de perguntas que querem saber o por quê de tudo.&lt;br /&gt;Não me dei conta e, quando vi, já era a hora da segunda assembléia... outros 3 mil jovens... e, assim, a cada três horas, até domingo à noite. Vim embora com o os olhos cheios e o coração transbordante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num mundo onde todos analisam a questão da juventude, se fazem documentos... Aqui, pelo contrário, é tudo simples. Aqui, uma só coisa é evidente: Marcos e Cleuza vivem aquilo que Giussani e Carrón nos testemunharam sempre: uma febre de vida que nasce da paixão por Cristo. Tenho apenas um desejo no coração: "Senhor, faça-me, de verdade, uma só coisa contigo, como Marcos e Cleuza o são"... porque este é o único problema verdadeiro da vida: a fé.&lt;br /&gt;Todas as intervenções sublinhavam duas coisas: o Mistério e a Associação como respostas à necessidade deles. Diziam tudo com este binômio que, na realidade, é uma coisa só: da fé, um método.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros amigos, boas férias... recordemo-nos que, deste lado do mundo existe, de verdade, há um outro mundo que vibra, cresce e nos dá um novo coração, porque é mesmo profético para todos e para o mundo inteiro aquilo que está acontecendo em São Paulo. Como Giussani deve estar feliz no céu... vendo, finalmente, realizar-se aquilo que ele sempre disse e que eu escutei, em Viterbo, nos anos 70, pela primeira vez num encontro com professores: “É preciso que nasça um movimento no Movimento”. Mas, para isto, existe um caminho real: seguir Carrón e aquilo que ele nos repete todos os dias. Marcos e Cleuza são filhos de Carrón e este é o coração da questão. Mas – pensem! –, um povo de mais de 100 mil pessoas, que segue duas pessoas simples como a água, humildes e de uma obediência cheia de liberdade a Carrón, o nome mais conhecido no meio desta gente.&lt;br /&gt;O amigo Tonino Saladino, que está comigo há um mês, está também felicíssimo e comovido... não podia acreditar nos seus olhos. Reencontrou o frescor do início, como repete para todos com quem se encontra ou para quem telefona.&lt;br /&gt;Com afeto,&lt;br /&gt;Aldo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829704612155096297-7398538050258378709?l=sede-de-infinito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/R32bqnYV3CBVJVcgeRtsDWux4BU/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/R32bqnYV3CBVJVcgeRtsDWux4BU/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/R32bqnYV3CBVJVcgeRtsDWux4BU/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/R32bqnYV3CBVJVcgeRtsDWux4BU/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/SedeDeInfinito/~4/9rE6ZQhr7vo" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/feeds/7398538050258378709/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/2009/07/cartas-do-pe-aldo-83.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/7398538050258378709?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/7398538050258378709?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/SedeDeInfinito/~3/9rE6ZQhr7vo/cartas-do-pe-aldo-83.html" title="Cartas do Pe. Aldo 83" /><author><name>Milton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11563143641390521540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-f3_vAE9I3RM/TYIRd-_TJBI/AAAAAAAAAqk/B0RAcMzUzDE/s220/Milton.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/SlJL1Pa5_lI/AAAAAAAAAeA/T0uaHuihVuc/s72-c/Padre+Alto+Trento.bmp" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://sede-de-infinito.blogspot.com/2009/07/cartas-do-pe-aldo-83.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;Ak4BQ3cyfSp7ImA9WxJVEUQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829704612155096297.post-1748965160603583386</id><published>2009-06-28T07:19:00.000-07:00</published><updated>2009-06-28T07:22:32.995-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-06-28T07:22:32.995-07:00</app:edited><title>Michael Jackson e a destruição do homem (por Dimitri Martins)</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/Skd8Ol4BOcI/AAAAAAAAAdg/94yRU58D3cI/s1600-h/Michael-Jackson-p01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 254px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/Skd8Ol4BOcI/AAAAAAAAAdg/94yRU58D3cI/s320/Michael-Jackson-p01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352383272280209858" /&gt;&lt;/a&gt;"Ontem, por volta das nove da noite, eu acordei. Dormi a partir das oito porque acordei às cinco e meia da manhã enquanto fui dormir às uma e meia do dia anterior. Vi que uma amiga minha tinha me ligado e retornei a ligação. Além do convite para uma festa, ela me contou que Michael Jackson tinha morrido. Eu tomei um susto. Imediatamente fiquei abalado, e depois me surpreendi chorando à meia-noite vendo no Jornal da Globo a morte de Michael Jackson. Logo depois rezei uma Ave-Maria pela sua alma, que ela encontre a paz que tanto anelava nesta terra.&lt;br /&gt;A morte de Michael Jackson é a morte do homem plenamente moderno. É o sinal mais do que evidente de falência da mentalidade que nos circunda. A morte de Michael Jackson é verdadeiramente a morte do homem. Porque Michael Jackson é mais do que o símbolo, mas é a evidência mais perfeita da nossa época, a era mais tenebrosa e gélida de toda a História. A vida (e a morte) - se quisermos ser sábios - de Michael Jackson têm muito a nos ensinar, porque Michael Jackson é "a mais fina flor da época moderna". Michael Jackson, plenamente moderno, colheu todos os frutos das promessas da nossa época: fama e sucesso, mas também solidão e abandono. Um dos homens mais famosos do mundo morreu triste, solitário e endividado.&lt;br /&gt;Ontem eu vi no jornal que "Michael Jackson não soube lidar com a fama". Isto não é verdade! A mídia simplesmente o destruiu, tão-somente porque ela precisa disso, precisa erigir seus ídolos e depois destrui-los, como por exemplo faz agora com Amy Winehouse, dá lucro para a grande mídia os escândalos e as bizarrices desses grandes famosos.&lt;br /&gt;Mas o que está em jogo aqui é muito mais profundo do que tudo isso. O que está em jogo é a concepção de homem.&lt;br /&gt;O que é o homem? O que pode torná-lo feliz? &lt;br /&gt;Será mesmo que o homem não tem uma natureza e é completamente maleável, como ensina a mentalidade dominante? Será que podemos impor à realidade os nossos caprichos sem ter que pagar nada por isso? Será que o caminho da felicidade não é um dado objetivo, mas é definido pelos nossos caprichos e infantilidades? O que está em jogo aqui é isso, e Michael Jackson foi a pessoa que mais levou a longe (ou melhor a sério) os preceitos modernos. Porque, por mais que nos afirmemos "modernos", somos muito tradicionais, objetivos, por mais que defendamos certas coisas nos discursos - graças ao fenômeno da paralaxe cognitiva (que é a separação entre a razão e a experiência, a vida e o pensamento) - somos muito mais objetivos e aderentes ao real do que imaginamos.&lt;br /&gt;A morte prematura de Michael Jackson é a morte prematura do humano. E o humano morre prematuramente porque vem sendo agredido, vem sendo destruído, dilacerado por ideologias burguieso-radicais, como a sociologia do conhecimento, que em nome de um relativismo absoluto (o que é uma contradição em termos, ou seja, um absurdo), afirmam que não há natureza humana e que tudo não passa de uma mera construção social. Michael Jackson é mais fina flor de tudo isso.&lt;br /&gt;Ontem, eu fiquei observando o famoso clip "Thriller". Aqueles zumbis que aparecem ali não surgem à toa. Porque a arte não é algo aleatório. A arte é a expressão do humano, e a expressão do humano que vive agora, ou seja, expressão da época e do meio no qual vivemos. Trocando em miúdos, isto significa que aqueles zumbis são a expressão perfeita do estado humano das pessoas da nossa época: zumbis, qeu servem a um poder, sem pensar, como admiravelmsnte os Cranberries cantam em Zombie (1994): http://www.youtube.com/watch?v=HJEySrDerj0.&lt;br /&gt;Sem sombra de dúvida, Michael Jackson foi um grande artista, e não é sem razão de ser que ele encarnou perfeitamente o espírito da época e lhe deu vazão e expressão, consciente ou inconscientemente. Mas Michael confirma aquilo que outro grande artista, o poeta Bruno Tolentino (1940-2007) já disse: "o artista é aquele que tem uma fome e sede de verdade, de beleza, de felicidade, de liberdade muito grandes, que o incomodam instante após instante, e que entram em decadência se não encontram a resposta". &lt;br /&gt;Michael Jackson inconscientemente é um profeta. Sua vida é um grito. Ela é a prova mais evidente de que algo está muito errado em nossa época, em nossa culturas, no modo de conceber a nós mesmos e aos outros. Algo está muito errado na era mais gélida e terrível da História, esta era de solidão e desamor. Que este apelo não seja ignorado. E que possamos reconstruir o novo nos escombros do velho."&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(Dimitri Martins)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829704612155096297-1748965160603583386?l=sede-de-infinito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Hlo7X87vebK1wGTEdekSK86aPco/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Hlo7X87vebK1wGTEdekSK86aPco/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Hlo7X87vebK1wGTEdekSK86aPco/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Hlo7X87vebK1wGTEdekSK86aPco/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/SedeDeInfinito/~4/VD6vGr_tpn8" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/feeds/1748965160603583386/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/2009/06/michael-jackson-e-destruicao-do-homem.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/1748965160603583386?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/1748965160603583386?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/SedeDeInfinito/~3/VD6vGr_tpn8/michael-jackson-e-destruicao-do-homem.html" title="Michael Jackson e a destruição do homem (por Dimitri Martins)" /><author><name>Milton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11563143641390521540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-f3_vAE9I3RM/TYIRd-_TJBI/AAAAAAAAAqk/B0RAcMzUzDE/s220/Milton.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/Skd8Ol4BOcI/AAAAAAAAAdg/94yRU58D3cI/s72-c/Michael-Jackson-p01.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://sede-de-infinito.blogspot.com/2009/06/michael-jackson-e-destruicao-do-homem.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0YARn89eyp7ImA9WxJWF0w.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829704612155096297.post-617456811167509894</id><published>2009-06-22T16:31:00.000-07:00</published><updated>2009-06-22T16:59:07.163-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-06-22T16:59:07.163-07:00</app:edited><title>Testemunho: "Um encontro para todos"</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/SkAalUw9QFI/AAAAAAAAAdQ/fPrrkj1hVOE/s1600-h/Encontro+CL.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/SkAalUw9QFI/AAAAAAAAAdQ/fPrrkj1hVOE/s320/Encontro+CL.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350305585847681106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Eu tenho 20 anos, sou evangélica e pertenço à Igreja Metodista no Brasil. Conheci a Associação dos Trabalhadores Sem Terra há três anos e desde então muita coisa mudou em minha vida pessoal e profissional. Muitos conceitos que adotei em minha vida como 'verdades absolutas', descobri que não passavam de um meio de subjugar as pessoas que pensavam diferente de mim. Percebi que minha fé em Jesus Cristo estava sendo instrumento de segregação e não de união com as pessoas. Hoje, após conhecer pessoas como Marco e Cleuza, pude entender que a religiosidade mata, mas a fé verdadeira em Jesus Cristo faz ressuscitar.&lt;br /&gt;Conhecer a verdade que liberta é adotar uma postura diferente diante da sociedade consumista e individualista e principalmente não ser mais um incentivador do preconceito religioso. Eu era uma propagadora da intolerância religiosa. Hoje, oro a Deus para que minha vida seja testemunho vivo de que a graça que me salvou, salva toda a humanidade e que graça é amor. Somos todos remidos pelo mesmo sangue e salvos pelo mesmo amor, somos irmãos, filhos do mesmo Pai.&lt;br /&gt;Gostaria ainda de agradecer a Deus pela vida de Marcos e Cleuza, por dedicarem suas vidas a ajudar pessoas que como eu não teriam conseguido cursar uma faculdade, e graças a esse amor que Deus faz brotar em seus corações, fundaram uma Associação para nos ajudar a construir um futuro diferente, não só para nós, mas para todos que ainda virão. Agradeço a Jesus Cristo pela vida de todos os padres membros do Movimento Comunhão e Libertação que, inspirados por Deus, transmitem experiências tão marcantes que nos fazem refletir sobre o rumo que nossas vidas têm tomado."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natália, São Paulo-SP &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(Revista Passos. Junho, 2009)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829704612155096297-617456811167509894?l=sede-de-infinito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/kdUspJ11BBaXRoJQ0xokrfyr4M4/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/kdUspJ11BBaXRoJQ0xokrfyr4M4/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/kdUspJ11BBaXRoJQ0xokrfyr4M4/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/kdUspJ11BBaXRoJQ0xokrfyr4M4/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/SedeDeInfinito/~4/yI35gLjJpkE" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/feeds/617456811167509894/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/2009/06/testemunho-um-encontro-para-todos.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/617456811167509894?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/617456811167509894?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/SedeDeInfinito/~3/yI35gLjJpkE/testemunho-um-encontro-para-todos.html" title="Testemunho: &quot;Um encontro para todos&quot;" /><author><name>Milton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11563143641390521540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-f3_vAE9I3RM/TYIRd-_TJBI/AAAAAAAAAqk/B0RAcMzUzDE/s220/Milton.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/SkAalUw9QFI/AAAAAAAAAdQ/fPrrkj1hVOE/s72-c/Encontro+CL.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://sede-de-infinito.blogspot.com/2009/06/testemunho-um-encontro-para-todos.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0UDQ3Y6eyp7ImA9WxJWEEg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829704612155096297.post-8385674998387985737</id><published>2009-06-15T02:45:00.000-07:00</published><updated>2009-06-15T02:47:52.813-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-06-15T02:47:52.813-07:00</app:edited><title>Cartas do Pe. Aldo 73</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/SjYYnjY_XHI/AAAAAAAAAcg/bTgGlRNoHG8/s1600-h/Marciana.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/SjYYnjY_XHI/AAAAAAAAAcg/bTgGlRNoHG8/s320/Marciana.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347488675343064178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/SjYYnen0mFI/AAAAAAAAAcY/Cd1ysyQs0uo/s1600-h/Paulo.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/SjYYnen0mFI/AAAAAAAAAcY/Cd1ysyQs0uo/s320/Paulo.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347488674063095890" /&gt;&lt;/a&gt;Asunción, 13 de junho de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei hoje, dia de Corpus Christi, dos Exercícios (refere-se aos Exercícios da Fraternidade de Comunhão e Libertação; ndt). A comoção ao escutar as palavras feitas carne na minha vida e na dos meus doentes é bem expressa na foto de Marciana, circundada por suas últimas pinturas. Ela já está no fim e a cor dominante do “lapacho” (é como é conhecido o ipê no Paraguai; ndt) – uma planta tropica que, quando floresce, indica que a primavera está chegando – é roxo (morado, em espanhol).&lt;br /&gt;Normalmente, os lapachos têm quatro cores e florescem em semanas diferentes, porém todos florescem no fim do “inverno tropical” e indicam que em breve chegará o calor tórrido. As cores são: rosa, roxo, amarelo e branco. Um espetáculo que veste de festa Asunción. Marciana, agora, ressalta o roxo porque está sentindo que se aproxima o encontro definitivo com Jesus. A fé é uma certeza. Não uma lamentação, não uma objeção. A esperança – somente quem vive a esperança consegue pintar até o fim com a ajuda do pai – é, para ela, o já da fé que toca com as mãos e vê com os olhos. Está quase acabada: pesa pouquíssimo, respira com dificuldade, as belas unhas pintadas de vermelho são como buquês de flores. Toda a sua feminilidade está presente... somente a fé que, como nos provoca Carrón, não é um sentimento, mas o reconhecimnto de um fato presente, realiza aquilo que o nosso ceticismo coloca em dúvida ou pensa que não pode durar, e vencer também o câncer e o medo da morte.&lt;br /&gt;Amigos, Marciana é uma metástase só, mas a fé vence as terríveis dores do câncer. Aquilo que a morfina não consegue fazer, nela a fé consegue, até o ponto de conseguir pintar. Então, como não sermos gratos a Carrón que, desde a primeira noite (dos Exercícios da Fraternidade; ndt) nos dizia que “as circunstâncias pelas quais Deus nos faz passar são fator essencial e não secundário da nossa vocação”.&lt;br /&gt;É, de fato, belo olhar para Marciana e para Paulo, porque eles nos dizem que Cristo está vivo. Olhem para Paulo (22 anos... Marciana tem 20): olhem o tamanho do câncer que ele carrega nas costas. Um enorme pedaço de carne podre... porém, olhem para o seu sorriso. Está é a fé, a esperança e a caridade.&lt;br /&gt;Assim, entendo o que quer dizer “da fé, um método” (título dos Exercícios da Fraternidade deste ano; ndt): um caminho feliz mesmo se carregado por um tumor maligno de quase 5Kg ou por uma metástase geral.&lt;br /&gt;Amigos, obrigado! Tudo isso nos é dado porque, de fato, é mesmo possível “viver verdadeiramente assim” (faz referência ao título da obra de Giussani – Si può (veramente!) vivere così?; ndt)&lt;br /&gt;P.e Aldo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829704612155096297-8385674998387985737?l=sede-de-infinito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UsfUMQnpe09jiPeDa8uUzpjHq1c/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UsfUMQnpe09jiPeDa8uUzpjHq1c/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UsfUMQnpe09jiPeDa8uUzpjHq1c/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UsfUMQnpe09jiPeDa8uUzpjHq1c/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/SedeDeInfinito/~4/LbHkqsh54ME" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/feeds/8385674998387985737/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/2009/06/cartas-do-pe-aldo-73.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/8385674998387985737?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/8385674998387985737?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/SedeDeInfinito/~3/LbHkqsh54ME/cartas-do-pe-aldo-73.html" title="Cartas do Pe. Aldo 73" /><author><name>Milton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11563143641390521540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-f3_vAE9I3RM/TYIRd-_TJBI/AAAAAAAAAqk/B0RAcMzUzDE/s220/Milton.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/SjYYnjY_XHI/AAAAAAAAAcg/bTgGlRNoHG8/s72-c/Marciana.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://sede-de-infinito.blogspot.com/2009/06/cartas-do-pe-aldo-73.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEQCRHgyfip7ImA9WxJQFkw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829704612155096297.post-270049256876513490</id><published>2009-05-29T09:52:00.000-07:00</published><updated>2009-05-29T09:59:25.696-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-05-29T09:59:25.696-07:00</app:edited><title>Cartas do Pe. Aldo 65</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/SiAT1dhhReI/AAAAAAAAAcQ/pCdzb4SvdqE/s1600-h/Pe.+Aldo+-+Celeste+2.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/SiAT1dhhReI/AAAAAAAAAcQ/pCdzb4SvdqE/s320/Pe.+Aldo+-+Celeste+2.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341290967240623586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/SiAT1G9QszI/AAAAAAAAAcI/NKO_PELmltM/s1600-h/Pe.+Aldo+-+Celeste+1.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 257px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/SiAT1G9QszI/AAAAAAAAAcI/NKO_PELmltM/s320/Pe.+Aldo+-+Celeste+1.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341290961182962482" /&gt;&lt;/a&gt;Asunción, 11 de fevereiro de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhem que milagre: Celeste!&lt;br /&gt;Os médicos disseram: “veio para ser enterrada e, agora, não é mais uma doente terminal. Estava pior do que Eluana quando chegou e, agora, olhem para ela: que bela! Que alegre!”.&lt;br /&gt;Amigos, Giussani continua a me escutar.&lt;br /&gt;De fato, o homem é um mistério e a realidade é o lugar onde se manifesta.&lt;br /&gt;É mesmo bela a minha Celeste!&lt;br /&gt;Pe. Aldo&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(Fonte: http://prapacheco.blogspot.com/)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829704612155096297-270049256876513490?l=sede-de-infinito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/E9WwaC84CmjkNTA0qUy92EPH8lg/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/E9WwaC84CmjkNTA0qUy92EPH8lg/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/E9WwaC84CmjkNTA0qUy92EPH8lg/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/E9WwaC84CmjkNTA0qUy92EPH8lg/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/SedeDeInfinito/~4/ifM-JeO2X34" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/feeds/270049256876513490/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/2009/05/cartas-do-pe-aldo-65.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/270049256876513490?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/270049256876513490?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/SedeDeInfinito/~3/ifM-JeO2X34/cartas-do-pe-aldo-65.html" title="Cartas do Pe. Aldo 65" /><author><name>Milton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11563143641390521540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-f3_vAE9I3RM/TYIRd-_TJBI/AAAAAAAAAqk/B0RAcMzUzDE/s220/Milton.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/SiAT1dhhReI/AAAAAAAAAcQ/pCdzb4SvdqE/s72-c/Pe.+Aldo+-+Celeste+2.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://sede-de-infinito.blogspot.com/2009/05/cartas-do-pe-aldo-65.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkYERnw5cSp7ImA9WxJRE08.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829704612155096297.post-3397260614593773397</id><published>2009-05-14T09:34:00.000-07:00</published><updated>2009-05-14T09:55:07.229-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-05-14T09:55:07.229-07:00</app:edited><title>Papa deixa mensagem especial aos jovens palestinos</title><content type="html">&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-30fbc2a4826cc7e4" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;
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&lt;br /&gt;Bento XVI chegou à Faixa de Gaza na manhã de 13 de maio de 2009, onde declarou o apoio da Santa Sé à constituição de um Estado palestino. O Papa apelou ainda aos jovens palestinos para que não se deixem contaminar pela violência de que foram testemunhas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829704612155096297-3397260614593773397?l=sede-de-infinito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ykxKgqJmfsDCC27l3HvvppW3oz4/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ykxKgqJmfsDCC27l3HvvppW3oz4/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ykxKgqJmfsDCC27l3HvvppW3oz4/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ykxKgqJmfsDCC27l3HvvppW3oz4/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/SedeDeInfinito/~4/sHstbz-uW8g" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/feeds/3397260614593773397/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/2009/05/papa-deixa-mensagem-especial-aos-jovens.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/3397260614593773397?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/3397260614593773397?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/SedeDeInfinito/~3/sHstbz-uW8g/papa-deixa-mensagem-especial-aos-jovens.html" title="Papa deixa mensagem especial aos jovens palestinos" /><author><name>Milton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11563143641390521540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-f3_vAE9I3RM/TYIRd-_TJBI/AAAAAAAAAqk/B0RAcMzUzDE/s220/Milton.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://sede-de-infinito.blogspot.com/2009/05/papa-deixa-mensagem-especial-aos-jovens.html</feedburner:origLink><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="enclosure" href="http://feedproxy.google.com/~r/SedeDeInfinito/~5/B3EgMZmqZ2A/video-play.mp4" length="0" type="video/mp4" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=30fbc2a4826cc7e4&amp;type=video%2Fmp4</feedburner:origEnclosureLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0cNSXo7eip7ImA9WxJREEw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829704612155096297.post-7278347939518579440</id><published>2009-05-10T20:00:00.000-07:00</published><updated>2009-05-10T20:04:58.402-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-05-10T20:04:58.402-07:00</app:edited><title>O verdadeiro método para vencer a AIDS (by Dimitri Martins)</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/SgeVLRh_37I/AAAAAAAAAb4/eoBCutFAQ2g/s1600-h/Rose+busingye.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/SgeVLRh_37I/AAAAAAAAAb4/eoBCutFAQ2g/s320/Rose+busingye.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334396304560742322" /&gt;&lt;/a&gt;O verdadeiro método para vencer a AIDS é fazer com que as pessoas se sintam amadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo publicado no jornal eletrônico Ilsussidiario.net&lt;br /&gt;Entrevista com Rose Busingye&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discutir o problema da Aids a partir da redação dos jornais e dos escritórios políticos das diversas instituições européias é uma coisa; discuti-lo tendo diante dos olhos a situação de dezenas de mulheres soropositivas, e de seus filhos que foram contagiados, é toda uma outra coisa. Rose Busingye dirige o Meeting Point de Kampala, um lugar de renascimento para 4 mil pessoas, entre doentes e órfãos, que de outro modo estariam condenados a viver no silêncio e no abandono o destino dos marcados pelo HIV. Neste local de intensa humanidade, as polêmicas sobre o uso do preservativo para abater o flagelo da Aids chegam como um eco de longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rose, que efeito tem em você ouvir tantas vozes polêmicas em torno de um problema com o qual a senhora luta todos os dias?&lt;br /&gt;Quem alimenta a polêmica em torno das declarações do Papa deve, na realidade, entender que o verdadeiro problema da difusão da Aids não é o preservativo; falar nisso significa parar nas consequências e não ir nunca à origem do problema. Na raiz da difusão do HIV está um comportamento, está um modo de ser. E, além disso, não nos esqueçamos de que a grande emergência é conseguir formas de cura para as tantas pessoas que já contraíram a doença, e para aquelas o preservativo não serve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, continua o fato de que, de qualquer modo, se pode fazer qualquer coisa para evitar que o contágio se difunda ulteriormente: neste caso, a prevenção não é um instrumento útil?&lt;br /&gt;Retomo um exemplo, para fazer entender como, verdadeiramente, por vezes não nos damos conta da situação na qual vivemos na África. Há algum tempo atrás, vieram alguns jornalistas para fazer uma reportagem sobre a atividade do Meeting Point: viram a condição das mulheres soropositivas que estão aqui e se comoveram. Decidiram então fazer-se úteis, fazendo um pequeno gesto para elas: presentearam-nas com algumas caixas de preservativos. Vendo isto, uma das nossas mulheres, Jovine, os olhou e disse: “Meu marido está morrendo e tenho seis filhos que, em pouco tempo, serão órfãos: de que me servem estas caixas que vocês me dão?”. A emergência daquela mulher e de tantíssimas outras como ela, é ter alguém que a olhe e diga: “mulher, não chore!”. É absurdo pensar em responder à sua necessidade com uma caixa de preservativos, e o absurdo está em não ver que o homem é amor, é afetividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quanto às pessoas que possam ter relações com outras e difundir o contágio?&lt;br /&gt;Também aí vale o mesmo discurso: é necessário, antes de tudo, olhar a humanidade deles. Uma vez, estávamos falando aos nossos meninos da importância de proteger os outros, de evitar o contágio; um deles se pôs a rir, dizendo: “mas que me importa quem são os outros? Quem são as mulheres com quem saio?”. E um outro dizia: “também eu fui infectado, e agora?”. A Aids é um problema como todos os problemas da vida, que não se pode reduzir a um particular. É necessário, antes de tudo, partir do fato de que é preciso ser educado também no viver a sexualidade. Mas a educação remete à descoberta de si mesmo: a pessoa que é consciente de si, sabe que tem um valor que é maior que tudo. Sem a descoberta deste valor – de si e dos outros – não há nada que tenha. Também o preservativo, ao final, pode ser bem utilizado apenas por uma pessoa que tenha descoberto qual o valor do humano, se ama verdadeiramente e se é amada. Pensa-se talvez que onde o preservativo é distribuído não prossegue o contágio da Aids? Enfim, em certos casos o discurso do preservativo, nas condições nas quais nos encontramos, pode parecer até ridículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que sentido?&lt;br /&gt;Há poucos dias, por exemplo, mostramos a nossas mulheres o que é o preservativo, explicando inclusive as instruções de uso: antes de usá-lo deve-se lavar as mãos, não deve haver pó, deve ser conservado a uma certa temperatura. Foram eles mesmo que me interromperam: lavar as mãos, quando para ter um pouco de água devemos andar vinte quilômetros a pé? E depois tem o problema do pó: até mesmo um grão qualquer pode ser perigoso e arriscar o rompimento do preservativo. Mas, essas mulheres quebram pedras da manhã à noite, e têm a pele das mãos secas, rachadas e duras como a rocha! Por isso, digo que se fala sem conhecer minimamente o problema e as condições na qual nos encontramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À luz desta difusa ignorância em relação aos problemas reais das pessoas que vivem na África, que efeito têm as polêmicas contra o Papa?&lt;br /&gt;O Papa não faz outra coisa que defender e sustentar justamente aquilo que serve para ajudar esta gente: afirmar o significado da vida e a dignidade do ser humano. Aqueles que o atacam têm interesses a defender, enquanto que o Papa não os tem: nos quer bem e quer o bem da África. Não é dele que vêm as minas que lançam para os ares nossos meninos, nossas crianças que viram soldados, que se encontram amputados, sem orelha, sem boca, incapazes de deglutir a saliva: e a eles o que damos, os preservativos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, a Aids não é o único problema que atinge a África.&lt;br /&gt;Existem muitíssimos outros problemas e situações trágicas sobre as quais há total indiferença. Quando, há alguns anos, ocorreu o genocídio em Ruanda, todos estavam observando. Aqui perto existe um país pequeniníssimo, que podia ser protegido e nada foi feito: lá estavam os meus parentes e morreram todos de modo desumano. Ninguém se moveu e agora vêm aqui com os preservativos. Mas, também no nível das doenças, vale o mesmo discurso: por que não nos trazem as aspirinas ou os remédios contra malária? A malaria é uma doença que aqui vitima mais pessoas que a Aids.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a situação de agora, na Uganda, em relação à difusão da Aids?&lt;br /&gt;Em Uganda se estão fazendo grandes progressos e o nosso presidente está trabalhando muito bem e obtendo ótimos resultados. O seu método não é apostar na difusão dos preservativos, mas na educação: instituiu um ministério para isso e colocou pessoas nas vilas de analfabetos para educá-las a uma mudança de vida. A esposa do presidente esteve aqui conosco há pouco tempo e disse com força que o verdadeiro ponto que pode fazer mudar a situação é parar de viver como os cães e os gatos, que devem sempre satisfazer a seus instintos; e falou do fato que o homem é dotado de razão, que o faz responsável por aquilo que realiza. Se o homem continua ligado ao instinto como um animal, dar a ele um preservativo não serve a nada. Mudar as condutas. Este é o método que está dando resultados e teve como consequência o fato de que a difusão da Aids em Uganda baixou de 18% a 3% da população. O método funciona e o coração do método é fazer de um modo tal que as pessoas se sintam queridas. O vemos aqui, no Meeting Point: quando as pessoas chegam aqui não querem mais ir embora. &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Fonte: http://dimitrimartins.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829704612155096297-7278347939518579440?l=sede-de-infinito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/N_Kacs3UBpL-WJSny3z6VLF-sGA/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/N_Kacs3UBpL-WJSny3z6VLF-sGA/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/N_Kacs3UBpL-WJSny3z6VLF-sGA/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/N_Kacs3UBpL-WJSny3z6VLF-sGA/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/SedeDeInfinito/~4/wRvQMDvYZVE" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/feeds/7278347939518579440/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/2009/05/o-verdadeiro-metodo-para-vencer-aids-by.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/7278347939518579440?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/7278347939518579440?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/SedeDeInfinito/~3/wRvQMDvYZVE/o-verdadeiro-metodo-para-vencer-aids-by.html" title="O verdadeiro método para vencer a AIDS (by Dimitri Martins)" /><author><name>Milton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11563143641390521540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-f3_vAE9I3RM/TYIRd-_TJBI/AAAAAAAAAqk/B0RAcMzUzDE/s220/Milton.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/SgeVLRh_37I/AAAAAAAAAb4/eoBCutFAQ2g/s72-c/Rose+busingye.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://sede-de-infinito.blogspot.com/2009/05/o-verdadeiro-metodo-para-vencer-aids-by.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkcDQXw8eCp7ImA9WxJSFUo.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829704612155096297.post-7028461049452736457</id><published>2009-05-05T19:47:00.001-07:00</published><updated>2009-05-05T19:47:50.270-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-05-05T19:47:50.270-07:00</app:edited><title>Meu Deus  (O Estado de São Paulo)</title><content type="html">&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/R0x4cVI1GmI/AAAAAAAAAHE/aS8k-5cP5G0/s1600-h/verissimo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137613703028742754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/R0x4cVI1GmI/AAAAAAAAAHE/aS8k-5cP5G0/s320/verissimo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color:#993300;"&gt;Notícias escondidas na grande mídia IV&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"As loiras se divertem mais", dizia um &lt;em&gt;slogan&lt;/em&gt; publicitário, acho que de tintura para cabelos, anos atrás. Não sei se loiras naturais ou artificiais se divertem mesmo mais, sei que os céticos se divertem menos. Ser um cético na vida significa renunciar a tudo que maravilha e consola os que acreditam. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na falta de argumentos racionais para o "anti-racionalismo" (ou seja, o "eu" religioso; nde) se pode dizer que o ateísmo não oferece nada parecido, em drama e beleza, como o grande circo místico das crenças e das narrativas religiosas, que além de encantarem ainda prometem a salvação - e não vamos nem falar no teto da Capela Sistina, que nenhum ateu faria igual. O ateísmo é aborrecido como um mundo sem loiras. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;(Veríssimo, 20.set.2007 - in passos nº88)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829704612155096297-7028461049452736457?l=sede-de-infinito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/CREhBzwZHS2eyo8Jnq0njbqvAL4/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/CREhBzwZHS2eyo8Jnq0njbqvAL4/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/CREhBzwZHS2eyo8Jnq0njbqvAL4/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/CREhBzwZHS2eyo8Jnq0njbqvAL4/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/SedeDeInfinito/~4/VNz7TH08XXM" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/feeds/7028461049452736457/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/2009/05/meu-deus-o-estado-de-sao-paulo.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/7028461049452736457?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/7028461049452736457?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/SedeDeInfinito/~3/VNz7TH08XXM/meu-deus-o-estado-de-sao-paulo.html" title="Meu Deus  (O Estado de São Paulo)" /><author><name>Milton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11563143641390521540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-f3_vAE9I3RM/TYIRd-_TJBI/AAAAAAAAAqk/B0RAcMzUzDE/s220/Milton.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/R0x4cVI1GmI/AAAAAAAAAHE/aS8k-5cP5G0/s72-c/verissimo.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://sede-de-infinito.blogspot.com/2009/05/meu-deus-o-estado-de-sao-paulo.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEIARXo6eyp7ImA9WxJTF0g.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829704612155096297.post-8055745183804288738</id><published>2009-04-26T06:07:00.001-07:00</published><updated>2009-04-26T06:29:04.413-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-04-26T06:29:04.413-07:00</app:edited><title>Das cinzas da guerra à educação</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/SfRhQ5IAhtI/AAAAAAAAAbw/dgz8cqZXzSA/s1600-h/Serra+Leoa3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/SfRhQ5IAhtI/AAAAAAAAAbw/dgz8cqZXzSA/s320/Serra+Leoa3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328991201926350546" /&gt;&lt;/a&gt;Em Serra Leoa, os dez anos da guerra civil dificilmente serão esquecidos. Principalmente por quem - criança ou adolescente - foi recrutado à força entre os rebeldes e habituado a uma violência inaudita. As consequências para o país ainda pesam: o analfabetismo ultrapassa 60% e Serra Leoa se classifica na posição de número 179 no índice de desenvolvimento humano. Exatamente esses índices tornam ainda mais preciosa a inauguração da nova escola secundária "Senior Holy Family", acontecida em 17 de fevereiro, em Mayenkineh, construída com a ajuda da &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fundação AVSI&lt;/span&gt;. Estavam presentes com suas famílias os 1.200 alunos matriculados em todas as séries da instituição, desde o maternal até o ensino médio. A inauguração contou com a presença do Arcebispo da capital, Dom Edward Tamba Charles, que sublinhou  a importância de conjugar a qualidade da instrução (estão em segundo lugar, na classificação nacional) aos preços baixos, que tornam a instituição acessível mesmo aos mais pobres. E isto é seguramente uma jóia para uma realidade que permite, a cada ano, que apenas 100 estudantes completem os estudos do ensino médio e acessem a universidade ou o mundo do trabalho.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Qual é o traço que distngue a Holy Family School? Ter no coração a cada um dos meninos e a sua felicidade. E os pais percebem isso e veem como, para os professores, cada aluno tem um valor. Normal? Não exatamente, quando se pensa que este é o país com a maior alta taxa de mortalidade infantil do mundo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(Revista Passos - abril, 2009)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829704612155096297-8055745183804288738?l=sede-de-infinito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/hA5ZYGmQ-raIAgIVGof0Sp27xjM/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/hA5ZYGmQ-raIAgIVGof0Sp27xjM/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/hA5ZYGmQ-raIAgIVGof0Sp27xjM/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/hA5ZYGmQ-raIAgIVGof0Sp27xjM/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/SedeDeInfinito/~4/YHmhcsTVx-w" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/feeds/8055745183804288738/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/2009/04/das-cinzas-da-guerra-educacao.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/8055745183804288738?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/8055745183804288738?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/SedeDeInfinito/~3/YHmhcsTVx-w/das-cinzas-da-guerra-educacao.html" title="Das cinzas da guerra à educação" /><author><name>Milton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11563143641390521540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-f3_vAE9I3RM/TYIRd-_TJBI/AAAAAAAAAqk/B0RAcMzUzDE/s220/Milton.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/SfRhQ5IAhtI/AAAAAAAAAbw/dgz8cqZXzSA/s72-c/Serra+Leoa3.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://sede-de-infinito.blogspot.com/2009/04/das-cinzas-da-guerra-educacao.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUMDRno_eSp7ImA9WxVaFU4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829704612155096297.post-1610700998100188625</id><published>2009-04-12T03:47:00.000-07:00</published><updated>2009-04-12T03:51:17.441-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-04-12T03:51:17.441-07:00</app:edited><title>Páscoa - Movimento de Comunhão e Libertação</title><content type="html">&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/R908psyKyTI/AAAAAAAAAJo/goU-jvPp26g/s1600-h/PÃ¡scoa+2008+CL.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178361833639823666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/R908psyKyTI/AAAAAAAAAJo/goU-jvPp26g/s320/P%C3%A1scoa+2008+CL.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;“O homem tem para Deus um valor tão grande que Ele mesmo Se fez homem para poder padecer com o homem, de modo muito real, na carne e no sangue, como nos é demonstrado na narração da Paixão de Jesus... surgindo assim a estrela da esperança.” (Bento XVI)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;“Deus se comoveu com o nosso nada, com a nossa traição, com a nossa rude pobreza, esquecida e traiçoeira pobreza, com a nossa mesquinhez.&lt;br /&gt;Qual é a razão? ‘Eu te amei com um amor eterno, por isso tornei-te parte de mim, tendo piedade do teu nada’: o palpitar do coração é a piedade do seu nada, mas a razão é que você participasse do ser.”&lt;br /&gt;(Luigi Giussani)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829704612155096297-1610700998100188625?l=sede-de-infinito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ahwEaAG69yzDh3voEBFN2dmRg90/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ahwEaAG69yzDh3voEBFN2dmRg90/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ahwEaAG69yzDh3voEBFN2dmRg90/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ahwEaAG69yzDh3voEBFN2dmRg90/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/SedeDeInfinito/~4/mL8__qgg8ec" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/feeds/1610700998100188625/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/2009/04/pascoa-movimento-de-comunhao-e.html#comment-form" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/1610700998100188625?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/1610700998100188625?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/SedeDeInfinito/~3/mL8__qgg8ec/pascoa-movimento-de-comunhao-e.html" title="Páscoa - Movimento de Comunhão e Libertação" /><author><name>Milton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11563143641390521540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-f3_vAE9I3RM/TYIRd-_TJBI/AAAAAAAAAqk/B0RAcMzUzDE/s220/Milton.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/R908psyKyTI/AAAAAAAAAJo/goU-jvPp26g/s72-c/P%C3%A1scoa+2008+CL.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://sede-de-infinito.blogspot.com/2009/04/pascoa-movimento-de-comunhao-e.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;Ak4CRHg6eCp7ImA9WxJQFkk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829704612155096297.post-8360344629831954719</id><published>2009-04-09T12:06:00.000-07:00</published><updated>2009-05-29T19:02:45.610-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-05-29T19:02:45.610-07:00</app:edited><title>Terremoto em Abruzzo - Mensagem de Comunhão e Libertação</title><content type="html">&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Paixão do homem, Paixão de Cristo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/Sd5QT0Zt7sI/AAAAAAAAAbg/wkZn3JSYaOM/s1600-h/Paix%C3%A3o+do+homem,+paix%C3%A3o+de+Cristo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 220px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/Sd5QT0Zt7sI/AAAAAAAAAbg/wkZn3JSYaOM/s320/Paix%C3%A3o+do+homem,+paix%C3%A3o+de+Cristo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322780111012753090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;object height="30" width="420"&gt; &lt;param name="movie" value="http://www.humyo.com/E/7847401-481399819" /&gt; &lt;embed src="http://www.humyo.com/E/7847401-481399819" type="application/x-shockwave-flash" width="420" height="30"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez fomos feridos no íntimo do nosso ser com mais um evento chocante. Tão chocante que é difícil evitar a pergunta sobre o seu significado, tanto ultrapassa a nossa capacidade de compreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é tão radical quanto incômoda. Não podemos tentar por um ponto final o mais rápido possível, ansiosos por virar a página o quanto antes para poder esquecer. Não é razoável manter-nos presos a uma emotividade que nos sufoca, e muito menos mudar o foco à busca de eventuais responsáveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A enorme caridade, que se documentou nestes dias como movimento espontâneo, e que será necessária principalmente nos próximos meses quando será preciso de mais ajuda, sugere que o esquecimento não é o único caminho. Nem mesmo esse movimento é capaz de eliminar a urgência do pedido, provocada pela experiência de nossa impotência diante do terremoto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontecimentos deste tipo nos colocam diante do mistério da existência, provocando a nossa razão e a nossa liberdade de homens. Desperdiçar a oportunidade de olhar cara a cara para este acontecimento nos deixaria ainda mais perdidos e céticos. Porém, para estar diante do Mistério da existência, nós precisamos de algo mais do que a nossa solidariedade, por mais justa que ela seja. Sozinhos nós não somos capazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A companhia de Cristo – que está na origem do amor ao homem, próprio do nosso povo – revela-se mais uma vez decisiva na nossa história: uma companhia que dá sentido à vida e à morte, às vítimas, aos sobreviventes e a nós mesmos, e sustenta a esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A iminência da Páscoa adquire, então, uma nova luz. “Quem não poupou o seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos haverá de agraciar em tudo junto com ele?” (Rm 8,32).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Comunhão e Libertação&lt;br /&gt;Abril de 2009&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829704612155096297-8360344629831954719?l=sede-de-infinito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/z2E96-ftdbb-I3iSck-ff9uTMCY/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/z2E96-ftdbb-I3iSck-ff9uTMCY/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/z2E96-ftdbb-I3iSck-ff9uTMCY/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/z2E96-ftdbb-I3iSck-ff9uTMCY/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/SedeDeInfinito/~4/gffQLSb6M-M" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/feeds/8360344629831954719/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://sede-de-infinito.blogspot.com/2009/04/terremoto-em-abruzzo-mensagem-de.html#comment-form" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/8360344629831954719?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1829704612155096297/posts/default/8360344629831954719?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/SedeDeInfinito/~3/gffQLSb6M-M/terremoto-em-abruzzo-mensagem-de.html" title="Terremoto em Abruzzo - Mensagem de Comunhão e Libertação" /><author><name>Milton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11563143641390521540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://3.bp.blogspot.com/-f3_vAE9I3RM/TYIRd-_TJBI/AAAAAAAAAqk/B0RAcMzUzDE/s220/Milton.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/Sd5QT0Zt7sI/AAAAAAAAAbg/wkZn3JSYaOM/s72-c/Paix%C3%A3o+do+homem,+paix%C3%A3o+de+Cristo.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://sede-de-infinito.blogspot.com/2009/04/terremoto-em-abruzzo-mensagem-de.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0IEQH8_cCp7ImA9WxVaEko.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1829704612155096297.post-2187671039896737862</id><published>2009-04-09T05:15:00.000-07:00</published><updated>2009-04-09T05:18:21.148-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-04-09T05:18:21.148-07:00</app:edited><title>Paixão de Cristo (Padre Pio)</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/Sd3nL09aj3I/AAAAAAAAAbQ/mZbueXIm87o/s1600-h/Paix%C3%A3o+de+Cristo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 278px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_XZZFeWHho5g/Sd3nL09aj3I/AAAAAAAAAbQ/mZbueXIm87o/s320/Paix%C3%A3o+de+Cristo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322664525002608498" /&gt;&lt;/a&gt;"Espírito Divino iluminai a minha inteligência, inflamai o meu coração, enquanto medito na Paixão de Jesus. Ajudai-me a penetrar nesse mistério de amor e sofrimento do meu Deus, que, feito homem sofre, agoniza, morre por mim.&lt;br /&gt;Ó Eterno, ó Imortal, descei até nós para sofrer um martírio inaudito, a morte infame sobre a cruz no meio dos insultos, de impropérios e ignomínias, a fim de salvar a criatura que o ultrajou e continua a atolar-se na lama do pecado.&lt;br /&gt;O homem saboreia o pecado e, por causa do pecado, Deus está mortalmente triste; os tormentos duma agonia cruel fazem-no suar sangue!...&lt;br /&gt;Não, não posso penetrar neste oceano de amor e de dor sem a ajuda da vossa graça, ó meu Deus.&lt;br /&gt;Abri-me o acesso à mais íntima profundidade do coração de Jesus, para que eu possa participar da amargura que o conduziu ao Jardim das Oliveiras, até às portas da morte - para que me seja dado consolá-lo no seu extremo abandono.&lt;br /&gt;Ah! Pudesse eu unir-me a Cristo, abandonado pelo Pai e por Si próprio, a fim de expirar com Ele! Maria, Mãe das Dores, permiti que eu siga Jesus e participe intimamente da sua Paixão e do seu sofrimento! Meu Anjo da guarda velai para que as minhas faculdades se concentrem todas na agonia de Jesus e nunca mais se desprendam...&lt;br /&gt;No termo da sua vida terrestre, depois de se nos ter inteiramente entregue no Sacramento do seu amor, o Senhor dirige-se ao Jardim das Oliveiras, conhecido dos discípulos, mas de Judas também.&lt;br /&gt;Pelo caminho ensina-os e prepara-os para a sua Paixão iminente convida-os, por Seu amor, a sofrer calúnias, perseguições até à morte, para os transfigurar à semelhança dele, modelo divino.&lt;br /&gt;No momento de começar a sua Paixão amaríssima, não é nele que pensa; pensa em ti.&lt;br /&gt;Que abismos de amor não contém o seu Coração! A sua Santa Face é toda tristeza, toda ternura.&lt;br /&gt;As suas palavras jorram da profundidade mais íntima do seu coração, e são todas palpitação de amor.&lt;br /&gt;- Ó Jesus, o meu coração perturba-se quando penso no amor que vos obriga a correr ao encontro da vossa Paixão.&lt;br /&gt;Ensinastes-nos que não há amor maior que dar a vida por aqueles a quem se ama.&lt;br /&gt;Eis que estáis prestes a selar estas palavras com o vosso exemplo.&lt;br /&gt;No Jardim da Oliveiras, o Mestre afasta-se dos discípulos e só leva três testemunhas da sua Agonia: Pedro, Tiago e João.&lt;br /&gt;Eles, que o viram transfigurado sobre o Tabor, terão força para reconhecer o Homem-Deus neste ser, esmagado pela angústia da morte? Ao entrar no Jardim disse-lhes: "Ficai aqui! Velai e rezai para não cairdes em tentação.&lt;br /&gt;Acautelai-vos, porque o inimigo não dorme.&lt;br /&gt;Armai-vos antecipadamente com as armas da oração para não serdes surpreendidos e arrastados para o pecado.&lt;br /&gt;É a hora das trevas".&lt;br /&gt;Tendo-os exortado, afastou-se à distância de uma pedrada e prostrou-se com a face em terra.&lt;br /&gt;A sua alma está mergulhada num mar de amargura e extrema aflição.&lt;br /&gt;É tarde.&lt;br /&gt;Na lividez da noite agitam-se sombras sinistras.&lt;br /&gt;A Lua parece injetada de sangue.&lt;br /&gt;O vento agita as árvores e penetra até aos ossos.&lt;br /&gt;Toda a natureza como que estremece de secreto pavor! Ó noite, como nunca houve outra semelhante.&lt;br /&gt;Eis o lugar onde Jesus vem orar.&lt;br /&gt;Ele despoja a sua santa Humanidade da força à qual tem direito pela sua união com a Divina Pessoa, e mergulha-a num abismo de tristeza, de angústia, de abjeção.&lt;br /&gt;O seu espírito parece submergir-se...&lt;br /&gt;Via antecipadamente toda a sua Paixão.&lt;br /&gt;Vê Judas, seu apóstolo tão amado, que o vende por alguns dinheiros.&lt;br /&gt;Ei-lo a caminho de Getsêmani, para o trair e entregar! Todavia, ainda há pouco não o alimentou com a sua carne, não lhe deu a beber o seu sangue? Prostrado diante dele, lavou-lhe os pés, apertou-os contra o coração, beijou-os com os seus lábios.&lt;br /&gt;Que não fez ele para o reter à beira do sacrilégio, ou pelo menos para o levar a arrepender-se! Não! Ei-lo que corre para a perdição...&lt;br /&gt;Jesus chora.&lt;br /&gt;Vê-se arrastado pelas ruas de Jerusalém onde ainda há alguns dias o aclamavam como Messias.&lt;br /&gt;Vê-se esbofeteado diante do sumo-sacerdote.&lt;br /&gt;Ouve os gritos: À morte! Ele, o autor da vida, é arrastado como um farrapo de um para outro tribunal.&lt;br /&gt;O povo, o seu povo tão amado, tão cumulado de bênçãos, vocifera contra Ele, insulta-o, reclama aos gritos a sua morte, e que morte, a morte sobre a cruz.&lt;br /&gt;Ouve as suas falsa acusações.&lt;br /&gt;Vê-se flagelado, coroado de espinhos, escarnecido, apupado como falso rei.&lt;br /&gt;Vê-se condenado à cruz, subindo ao Calvário, sucumbindo ao peso do madeiro, trêmulo, exausto...&lt;br /&gt;Ei-lo chegado ao Calvário, despojado das roupas, estendido sobre a cruz, impiedosamente trespassado pelos pregos, ofegante entre indizíveis torturas...&lt;br /&gt;Meu Deus! Que longa agonia de três horas, até sucumbir no meio dos apupos da gentalha, ébria de cólera! Ei-lo com a garganta e as entranhas, devoradas por sede ardente.&lt;br /&gt;Para estancar essa sede, dão-lhe vinagre e fel.&lt;br /&gt;Vê o Pai que o abandona, e a Mãe, aniquilada pela dor.&lt;br /&gt;Para acabar, a morte ignominiosa no meio de dois ladrões.&lt;br /&gt;Um reconhece-o, e pôde salvar-se; o outro blasfema e morre réprobo.&lt;br /&gt;Vê Longuinhos, que se aproxima para lhe trespassar o coração.&lt;br /&gt;Ei-la, consumada, a extrema humilhação do corpo e da alma, que separam...&lt;br /&gt;Tudo isto, cena após cena, passa diante dos seus olhos, apavora-o, acabrunha-o Recusará? Desde o primeiro instante tudo avaliou, tudo aceitou.&lt;br /&gt;Porque, pois, este terror extremo? É que expôs a sua santa humanidade como escudo, captando os ataques da Justiça, ultrajada pelo pecado.&lt;br /&gt;Sente vivamente no espírito, mergulhado na maior solidão, tudo o que vai sofrer.&lt;br /&gt;Para tal pecado, tal pena...&lt;br /&gt;Está aniquilado, porque se entregou, ele próprio, ao pavor, à fraqueza, à angústia.&lt;br /&gt;Parece ter chegado ao auge da dor.&lt;br /&gt;Está de rastos, com a face em terra, diante da Majestade do Pai.&lt;br /&gt;Jaz no pó, irreconhecível, a santa Face do Homem-Deus, que goza da visão beatífica.&lt;br /&gt;Meu Jesus! Não sois Deus? Não sois o Senhor do Céu e da Terra, igual ao Pai? Para que haveis de abaixar-vos até perder todo o aspecto humano? Ah, sim...&lt;br /&gt;Compreendo! Quereis ensinar-me, a mim, orgulhoso, que para entender o Céu devo abismar-me até ao fundo da Terra.&lt;br /&gt;É para expiar a minha arrogância que vos deixais afundar no mar da agonia.&lt;br /&gt;É para reconciliar o Céu com a Terra que vos abaixais até à terra como se quisesseis dar-lhe o beijo da paz...&lt;br /&gt;Jesus ergue-se, volve para o céu um olhar suplicante, ergue os braços, reza.&lt;br /&gt;Cobre-lhe o rosto mortal palidez! Implora o Pai que se desviou dele.&lt;br /&gt;Reza com confiança filial, mas sabe bem qual o lugar que lhe foi marcado.&lt;br /&gt;Sabe-se vítima a favor de toda a raça humana, exposta à cólera de Deus ultrajado.&lt;br /&gt;Sabe que só ele pode satisfazer a Justiça infinita e conciliar o Criador com a criatura.&lt;br /&gt;Quer, reclama que seja assim.&lt;br /&gt;A sua natureza, porém, está literalmente esmagada.&lt;br /&gt;Insurge-se contra tal sacrifício.&lt;br /&gt;Todavia, o seu espírito está pronto à imolação e o duro combate continua.&lt;br /&gt;Jesus, como podemos pedir-vos para sermos fortes, quando vos vemos tão fraco e acabrunhado? Sim, compreendo! Tomastes sobre vós a nossa fraqueza.&lt;br /&gt;Para nos dardes a vossa força, vos tornastes a vítima expiatória.&lt;br /&gt;Quereis ensinar-nos como só em vós devemos depositar confiança, até quando o céu nos parece de bronze.&lt;br /&gt;Na sua Agonia, Jesus clama ao Pai: "Se é possível, afasta de mim este cálix".&lt;br /&gt;É o grito da natureza que, prostrada, recorre cheia de confiança ao Céu.&lt;br /&gt;Embora saiba que não será atendido, porque não deseja sê-lo, contudo ora.&lt;br /&gt;Meu Jesus, por que pedis o que não podeis obter? Que mistério vertiginoso! A mágoa que vos dilacera vos faz mendigar a ajuda e conforto, mas o vosso amor por nós e o desejo de nos levar a Deus vos faz dizer: "Não se faça a minha vontade, mas a tua".&lt;br /&gt;O seu coração desolado tem sede de ser confortado, tem sede de consolação.&lt;br /&gt;Docemente, Ele levanta-se, dá alguns passos vacilantes; aproxima-se dos discípulos; eles, pelo menos, os amigos de confiança, hão de compreender e partilhar da sua mágoa...&lt;br /&gt;Encontra-os mergulhados no sono.&lt;br /&gt;De súbito sente-se só, abandonado! "Simão, dormes?" pergunta docemente a Pedro.&lt;br /&gt;Tu, que há pouco me dizias que querias seguir-me até à morte! Vira-se para os outros.&lt;br /&gt;"Não podeis velar uma hora comigo?".&lt;br /&gt;Uma vez mais, esquece os sofrimentos, não pensa senão nos discípulos: "Velai e orai para não cairdes em tentação!".&lt;br /&gt;Parece dizer "Se me esquecestes tão depressa, a mim, que luto e sofro, pelo menos no vosso próprio interesse, velai e orai!".&lt;br /&gt;Mas eles, tontos de sono, mal o ouvem.&lt;br /&gt;Ó meu Jesus, quantas almas generosas, tocadas pelos vossos lamentos, vos fazem companhia no Jardim da Oliveiras, compartilhando da vossa amargura e da vossa angústia moral.&lt;br /&gt;Quantos corações têm respondido generosamente ao vosso apelo através dos séculos! Possam eles vos consolar e, comparticipando do vosso sofrimento, possam eles cooperar na obra da salvação! Possa eu próprio ser desse número e vos consolar um pouco, ó meu Jesus! Jesus volta ao local da oração e apresenta-se-lhe diante dos olhos um outro quadro bem mais terrível.&lt;br /&gt;Desfilam diante dele todos os nossos pecados, nos seus mais ínfimos pormenores.&lt;br /&gt;Vê a extrema vulgaridade dos que os cometem.&lt;br /&gt;Sabe a que ponto ultrajam a divina Majestade.&lt;br /&gt;Vê todas as infâmias, todas as obscenidades, todas as blasfêmias que mancham os corações e os lábios, criados para cantar a glória de Deus.&lt;br /&gt;Vê os sacrilégios que desonram Pais e fiéis.&lt;br /&gt;Vê o abuso monstruoso dos sacramentos, instituídos por Ele para nossa salvação, e que facilmente podem ser causa de nos perdermos.&lt;br /&gt;Tem de cobrir-se com toda a lama fétida da corrupção humana.&lt;br /&gt;Tem de expiar cada pecado à parte, e restituir ao Pai toda a glória roubada.&lt;br /&gt;Para salvar o pecador, tem de descer a esta cloaca.&lt;br /&gt;Mas, isto não o detém.&lt;br /&gt;Vaga monstruosa, essa lama rodeia-o, submerge-o, oprime-o.&lt;br /&gt;Ei-lo em frente do Pai, Deus da Justiça, Ele, Santo dos Santos, vergado ao peso dos nossos pecados, tornando-se igual aos pecadores.&lt;br /&gt;Quem poderá sondar o seu horror e a sua extrema repugnância? Quem compreenderá a extensão da horrível náusea, do soluço de desgosto? Tendo tomado todo o peso sobre ele, sem exceção alguma sente-se esmagado por monstruoso fardo, e geme sob o peso da Justiça divina, em face do Pai que permitiu ao Seu filho se oferecesse como vítima pelos pecados do mundo, e se transformasse numa espécie de maldito.&lt;br /&gt;A sua pureza estremece diante desta massa infame mas ao mesmo tempo vê a Justiça ultrajada, o pecador condenado...&lt;br /&gt;No seu coração defrontam-se duas forças, dois amores.&lt;br /&gt;Vence a Justiça ultrajada.&lt;br /&gt;Mas, que espetáculo infinitamente lamentável! Este homem, carregado com todos os nossos crimes.&lt;br /&gt;Ele, essencialmente Santidade, confundido, embora exteriormente, com os criminosos...&lt;br /&gt;Treme como um folha.&lt;br /&gt;Para poder afrontar esta terrível agonia abisma-se na oração.&lt;br /&gt;Prostrado diante da Majestade do Pai, diz: "Pai, afasta de mim este cálice".&lt;br /&gt;É como se dissesse: "Pai, quero a tua glória! Quero o cumprimento da tua justiça.&lt;br /&gt;Quero a reconciliação do gênero humano.&lt;br /&gt;Mas não por este preço! Que eu, santidade essencial, seja assim salpicado pelo pecado, ah! não...&lt;br /&gt;isso não! Ó pai, a quem tudo é possível, afasta de mim este cálice e encontra outro meio de salvação nos tesouros insondáveis da tua sabedoria.&lt;br /&gt;Porém, se não quiseres, que a tua vontade, e não a minha, se faça! Desta vez ainda, fica sem efeito a prece do Salvador.&lt;br /&gt;Sente a angústia mortal, ergue-se a custo em busca de consolação.&lt;br /&gt;Sente como as forças o abandonam.&lt;br /&gt;Arrasta-se penosamente até junto dos discípulos.&lt;br /&gt;Uma vez mais, encontra-os a dormir.&lt;br /&gt;A sua tristeza torna-se mais profunda.&lt;br /&gt;E contenta-se simplesmente em os acordar.&lt;br /&gt;Sentiram-se confusos? Sobre isto nada sabemos.&lt;br /&gt;Só vemos Jesus indizivelmente triste.&lt;br /&gt;Guarda para ele toda a amargura deste abandono.&lt;br /&gt;Mas Jesus, como é grande a dor que leio no teu coração, transbordante de tristeza.&lt;br /&gt;Vos vejo afastando-vos dos vossos discípulos, ferido, todo magoado! Pudesse eu dar-vos algum reconforto, consolar-vos um pouco...&lt;br /&gt;mas, incapaz de mais nada, choro aos vossos pés.&lt;br /&gt;Unem-se às vossas as lágrimas do meu amor e da minha compunção.&lt;br /&gt;E elevam-se até ao trono do Pai, suplicando que tenha piedade de nós, que tenha piedade de tantas almas, mergulhadas no sono do pecado e da morte.&lt;br /&gt;Jesus volta ao lugar onde rezara, extenuado e em extrema aflição.&lt;br /&gt;Cai, sim, mas não se prostra.&lt;br /&gt;Cai sobre a terra.&lt;br /&gt;Sente-se despedaçado por angústia mortal e a sua prece torna-se mais intensa.&lt;br /&gt;O Pai desvia o olhar, como se Ele fosse o mais abjeto dos homens.&lt;br /&gt;Parece-me ouvir os lamentos do Salvador: Se, ao menos as criaturas por causa de quem eu tanto sofro quisessem aproveitar-se das graças obtidas através de tantas dores! Se, ao menos reconhecessem pelo seu justo valor, o preço pago por mim para resgatar e dar-lhes a vida de filhos de Deus! Ah! este amor despedaça-me o coração, bem mais cruelmente do que os carrascos que irão, em breve, despedaçar-me a carne...&lt;br /&gt;Vê o homem que não sabe, porque não quer saber; e blasfema do Sangue Divino e, o que é bem mais irreparável, serve-se desse Sangue para sua condenação.&lt;br /&gt;Quão poucos o hão de aproveitar, quantos outros correrão ao encontro do próprio extermínio! Na grande amargura do Seu coração, continua a repetir: "Quæ utilitas im sanguine meo? Quão poucos aproveitaram o meu Sangue! O pensamento, porém, deste pequeno número basta para afrontar a Paixão e morte.&lt;br /&gt;Nada existe, não há ninguém que possa dar-lhe sombra de consolação.&lt;br /&gt;O Céu fechou-se para Ele.&lt;br /&gt;O homem, embora esmagado ao peso dos pecados, é ingrato e ignora o seu amor.&lt;br /&gt;Sente-se submerso num mar de dor e grita no estertor da agonia: "A minha alma está triste até a morte".&lt;br /&gt;Sangue Divino, que jorras, irresistivelmente do Coração de Jesus, corres por todos os seus poros para lavar a pobre Terra ingrata.&lt;br /&gt;Permite-me que eu te recolha, Sangue tão precioso, sobretudo estas primeiras gotas.&lt;br /&gt;Quero guardar-te no cálice do meu coração.&lt;br /&gt;És prova irrefutável deste Amor, única causa de teres sido vertido.&lt;br /&gt;Quero purificar-me através de ti, Sangue preciosíssimo! Quero com ele purificar todas as almas, manchadas pelo pecado.&lt;br /&gt;Quero oferecer-te ao Pai.&lt;br /&gt;É o sangue do seu Filho Bem-Amado que caiu sobre a Terra para a purificar.&lt;br /&gt;É o Sangue do seu Filho que ascende ao Seu trono para reconciliar a Justiça ultrajada.&lt;br /&gt;A alegria é na verdade muito mais veemente do que a dor.&lt;br /&gt;Jesus chegou então ao fim do caminho doloroso? Não.&lt;br /&gt;Ele não quer limitar a torrente do seu amor! É preciso que o homem saiba quanto ama o Homem-Deus.&lt;br /&gt;É preciso que o homem saiba até que abismos de abjeção pode levar amor tão completo.&lt;br /&gt;Embora a Justiça do Pai esteja satisfeita com o suor do Sangue preciosíssimo, o homem carece de provas palpáveis deste amor.&lt;br /&gt;Jesus seguirá pois até ao fim: até à morte ignominiosa sobre a cruz.&lt;br /&gt;O contemplativo conseguirá talvez intuir um reflexo desse amor que o reduz aos tormentos da santa agonia no Jardim das Oliveiras.&lt;br /&gt;Aquele, porém, que vive, entorpecido pelos negócios materiais, procurando muito mais o mundo do que o Céu, deve vê-lo também pelo aspecto externo, pregado à cruz, para que, ao menos, o comova a visão do seu Sangue e a Sua cruel agonia.&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;o Seu coração, transbordante de amor, não está ainda contente! Domina-o a aflição, e ora de novo: "Pai, se este cálice não pode ser afastado, sem que eu bebe, faça-se a Tua vontade".&lt;br /&gt;A partir deste instante, Jesus responde do fundo do seu coração abrasado de amor, ao grito da humanidade que reclama a sua morte como preço da Redenção.&lt;br /&gt;À sentença de morte que seu Pai pronuncia no Céu, responde a Terra reclamando a sua morte.&lt;br /&gt;Jesus inclina a sua adorável cabeça: "Pai, se este cálice não pode ser afastado, sem que eu o beba, faça-se a Tua vontade".&lt;br /&gt;E eis que o Pai lhe envia um anjo de consolação.&lt;br /&gt;Que alívio pode um anjo oferecer ao Deus da força, ao Deus invencível, ao Deus Todo-Poderoso? Mas este Deus quis tornar-se inerme.&lt;br /&gt;Tomou sobre os ombros toda a nossa fraqueza.&lt;br /&gt;É o Homem das Dores, em luta com a agonia.&lt;br /&gt;Ora ao Pai por Si e por nós.&lt;br /&gt;O Pai recusa atendê-lo, pois deve morrer por nós.&lt;br /&gt;Penso que o anjo se prostra profundamente diante da Beleza eterna, manchada de pó e sangue, e com indizível respeito suplica a Jesus que beba o cálice, pela glória do Pai e pelo resgate dos pecadores.&lt;br /&gt;Rezou assim, para nos ensinar a recorrer ao Céu, unicamente quando as nossas almas estão desoladas como a Sua.&lt;br /&gt;Ele, a nossa força, virá ajudar-nos, pois que consentiu em tomar sobre os ombros todas as nossas angústias.&lt;br /&gt;Sim, meu Jesus, é preciso que bebais o cálice até ao fundo! Estais votado à morte mais cruel.&lt;br /&gt;Jesus, que nada possa separar-me de vós, nem a vida nem a morte! Se, ao longo da vida, só desejo unir-me ao vosso sofrimento, com infinito amor, ser-me-á dado morrer convosco no Calvário e convosco subir à Glória.&lt;br /&gt;Se vos sigo nos tormentos e nas perseguições tornar-me-eis digno de vos amar um dia, no Céu, face a face, convosco, cantando eternamente o vosso louvor em ação de graças pela cruel Paixão.&lt;br /&gt;Vede! Forte, invencível, Jesus ergue-se do pó! Não desejou Ele o banquete de sangue com o mais forte desejo? Sacode a perturbação que o invadira, enxuga o suor sangrento da face, e, em passo firme dirige-se para a entrada do Jardim.&lt;br /&gt;Onde ides, Jesus? Ainda há instantes, não estavas empolgado pela angústia e pela dor? Não vos vi eu, trêmulo, e como que esmagado sob o peso cruel das provações que vão tombar sobre vós? Aonde ides nesse passo intrépido e ousado? A quem vais entregar-vos? - Escuta, meu filho.&lt;br /&gt;As armas da oração ajudaram-me a vencer; o espírito dominou a fraqueza da carne.&lt;br /&gt;A força foi-me transmitida, enquanto orava, e agora eis-me pronto a tudo desafiar.&lt;br /&gt;Segue o meu exemplo e arranja-te com o Céu, como eu fiz.&lt;br /&gt;Jesus aproxima-se dos apóstolos.&lt;br /&gt;Continuam a dormir! A emoção, a hora tardia, o pressentimento de alguma coisa horrível e irreparável, a fadiga - e ei-los mergulhados em sono de chumbo.&lt;br /&gt;Jesus tem piedade de tanta fraqueza.&lt;br /&gt;"O espírito está pronto, mas a carne é fraca".&lt;br /&gt;Jesus exclama.&lt;br /&gt;"Dormi agora e repousai".&lt;br /&gt;Detém-se por instante.&lt;br /&gt;Ouvem que Jesus se vai aproximando, e entreabrem os olhos...&lt;br /&gt;Jesus continua a falar: "Basta.&lt;br /&gt;É chegada a hora; eis que o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores.&lt;br /&gt;Levantai-vos, vamos; eis que se aproxima o que me há de entregar".&lt;br /&gt;Jesus vê todas as coisas com os seus olhos divinos.&lt;br /&gt;Parece dizer: Meus amigos e discípulos, vós dormis, enquanto que os meus inimigos velam e se aproximam para virem prender-me! Tu, Pedro, que há pouco te julgavas bastante forte para me seguir até na morte, também tu dormes agora! Desde o princípio tens-me dado provas da tua fraqueza! Está, porém, tranqüilo. Aceitei sobre mim a tua fraqueza e rezei por ti.&lt;br /&gt;Depois de confessares a tua falta, serei a tua força e apascentará os meus rebanhos...&lt;br /&gt;E tu, João, também tu dormes? Tu, que acabavas de sentir as pulsações do meu coração, não pudeste velar uma hora comigo! Levantai-vos, vamos partir, já não há tempo para dormir.&lt;br /&gt;O inimigo está à porta! É a hora do poder das trevas! Partamos.&lt;br /&gt;De livre vontade, vou ao encontro da morte.&lt;br /&gt;Judas acorre para trair-me, e eu vou ao seu encontro.&lt;br /&gt;Não impedirei que se cumpram à risca as profecias.&lt;br /&gt;Chegou a minha hora: a hora da misericórdia infinita.&lt;br /&gt;Ressoam os passos; archotes acesos enchem o jardim de sombras e púrpura.&lt;br /&gt;Intrépido e calmo, Jesus avança seguido pelos discípulos.&lt;br /&gt;- Ó meu Jesus, dai-me a vossa força quando a minha pobre natureza se revolta diante dos males que a ameaçam, para que possa aceitar com amor as penas e aflições desta vida de exílio.&lt;br /&gt;Uno-me com toda a veemência aos vossos méritos, às vossas dores, à vossa expiação, às vossas lágrimas, para poder trabalhar convosco na obra da salvação.&lt;br /&gt;Possa eu ter a força de fugir ao pecado, causa única da vossa agonia, do vosso suor de sangue, e da vossa morte.&lt;br /&gt;Afasteis de mim o que vos desagrada, e imprimi no meu coração com o fogo do vosso santo amor todos os vossos sofrimentos.&lt;br /&gt;Abraçai-me tão intimamente, em abraço tão forte e tão doce, que nunca eu possa deixar-vos sozinho no meio dos vossos cruéis sofrimentos.&lt;br /&gt;Só desejo um único alívio: repousar sobre o vosso coração.&lt;br /&gt;Só desejo uma única coisa: partilhar da vossa Santa Agonia.&lt;br /&gt;Possa a minha alma inebriar-se com o vosso Sangue e alimentar-se com o pão da vossa dor! Amém."&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(Pio de Pietrelcina II)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1829704612155096297-2187671039896737862?l=sede-de-infinito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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