<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2enclosuresfull.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-36454526</atom:id><lastBuildDate>Sat, 28 Jan 2012 12:41:36 +0000</lastBuildDate><category>João Barbosa Rodrigues</category><category>Marchinhas</category><category>Botecos</category><category>Contos de Minas</category><category>Fernanda de Aragão</category><category>São Paulo e Mundo</category><category>Jica y Turcão</category><category>Noel Rosa</category><category>Agenda Paulistana</category><category>Baião</category><category>Portugal</category><category>a</category><category>Seleção Brasileira</category><category>Lira Paulistana</category><category>Moda de Viola</category><category>Agenda do Ser-Tão</category><category>Ver TV</category><category>Passeios na Metrópole</category><category>Graziella Hessel</category><category>Causos e Coisas do Interior</category><category>Raízes Caipiras</category><category>Victor Batista</category><category>Canal Rural</category><category>Música Brasileira</category><category>Embu das Artes</category><category>Voa Viola</category><category>Virgulino</category><category>Adalbertolândia</category><category>Viola e Cia</category><category>Jangada Brasil</category><category>Seu Jacinto</category><category>Edital</category><category>Joaninha</category><category>Luiz Rocha</category><category>Sapiranga</category><category>Lendas</category><category>História e Raízes Culturais</category><category>Gente de Fora</category><category>Zuzu Angel; Chico Buarque</category><category>Concuso Silvio Romero</category><category>Billy Blanco</category><category>Patativa do Assaré</category><category>Fomento</category><category>Fado</category><category>Giba da Viola</category><category>Antonio Victor</category><category>Cora Coralina</category><category>2Santo</category><category>Luis Perequê</category><category>Festival</category><category>Pirapora do Bom Jesus</category><category>Santana de Parnaíba</category><category>Cantador</category><category>Revelando São Paulo</category><category>São Luis do Paraitinga</category><category>Vila de Paranapiacaba</category><category>Arsenal da Esperança</category><category>O Sertão e a Cidade</category><category>Pena Branca</category><category>Humerto Teixeira</category><category>Meninas do Brasil</category><category>Árido Movie</category><category>O Homem que Engarrafava Nuvens</category><category>Mazzaropi</category><category>Memórias Paulistanas</category><category>Uberaba</category><category>Folclore</category><category>Casa dos Cordéis</category><category>Euclides da Cunha</category><category>Música Caipira</category><category>Vadico</category><category>Viola Caipira</category><category>Elpídio dos Santos</category><category>Futebol Feminino</category><category>Pereira da Viola</category><category>Zeca Afonso</category><category>Inezita Barroso; Orquestra Fervorosa; virada cultural</category><category>virada cultural</category><category>minas no sertão</category><category>Arte e Cultura</category><category>Editais</category><category>Lugares Parceiros</category><category>Armazém Mineiro</category><category>Empório Santa Helena</category><category>Vale do Paraíba</category><category>Chico Buarque</category><category>Santo André</category><category>João Paulo Amaral</category><category>Festejos Paulistanos</category><category>Sertão</category><category>Arredores Paulistanos</category><category>Alvarenga e Ranchinho</category><category>Coisas de Fora?</category><category>São Paulo Antiga</category><category>Crônicas Paulistanas</category><category>Cultura Popular</category><category>Kátya Teixeira</category><category>Cordel</category><category>Vinheta</category><category>Carnaval</category><category>Cangaço</category><category>Mariza</category><category>Cláudio Lacerda</category><category>Ariano Suassuna</category><category>Gente de Dentro</category><category>Cantorias e Afins</category><title>Ser-Tão Paulistano</title><description /><link>http://www.sertaopaulistano.com.br/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Iago Melanias)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>389</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/SertaoPaulistano" /><feedburner:info xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" uri="sertaopaulistano" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><itunes:owner><itunes:email>noreply@blogger.com</itunes:email></itunes:owner><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle></itunes:subtitle><feedburner:emailServiceId xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0">SertaoPaulistano</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0">http://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36454526.post-1874779164960338323</guid><pubDate>Fri, 27 Jan 2012 17:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-27T16:04:25.225-02:00</atom:updated><title>Ainda as "gentes diferenciadas".</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;O povo, ou melhor, os moradores do bairro de Higienópolis continuam a se  surpreender com o, agora sim povo, do outro lado. Recentemente eles  protestaram contra a possível construção de uma estação de metrô em seus  domínios. Uma quatrocentona moradora declarou: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Eu não uso&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;metrô e não  usaria. Isso vai acabar com a tradição do bairro. Você já viu o tipo de  gente que fica ao redor das estações do metrô?,drogados, mendigos, uma  gente diferenciada"&lt;/span&gt;. Outro que: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Higienópolis correria o risco de ver  um aumento de ocorrências indesejáveis, além da transformação da região  num camelódromo"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época foi organizado em uma tarde de sábado o  Churrascão da Gente Diferenciada, com centenas de pessoas na avenida  Angélica fazendo churrasco, ouvindo musica com som portátil e outras  "aberrações" dos diferenciados. A estação vai ser construida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente foi inaugurada a Linha Amarela que, por enquanto, vai da  Luz até o Butantã e no futuro até Vila Sonia, passando pelos lados do  Morumbi. Por sinal o povo, ou melhor, também, moradores do Morumbi estão  protestando e já entraram na justiça contra a instalação da linha 17  que sairá da estação Jabaquara até a  futura estação Morumbi da linha  amarela. Esta faz o que antes se chamava baldeação e hoje é chamada de  transferência entre as linhas Verde, Vila Madalena-Vila Prudente e a  Vermelha, Jabaquara-Tucuruvi. As inaugurações serviram para "desafogar"  as estações Sé e Paraiso que dividiram os passageiros com a recém  inaugurada estação Paulista. Dizem que de cabeça de juiz nunca é  possível saber o que pode sair e de cabeça de técnico do Metrô é o  mesmo. A estação Paulista fica na rua da Consolação e a estação  Consolação fica na avenida Paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relativa proximidade de  Higienópolis com a estação Paulista, que faz baldeação, ou  transferência, com a linha Verde, chamou a atenção de um morador que foi conhecer os serviços do  metrô, os trens coreanos super modernos, automatizados e sem  necessidade de motorneiro. Como o bom e autêntico passageiro de primeira  viagem ficou chocado: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Parece saída de show de rock. A linha foi  recém-inaugurada e já precisa construir mais duas. Estou curioso para  saber&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;como as pessoas faziam antes."&lt;/span&gt; A descoberta de um novo mundo, na  maior cidade do Brasil e na mais famosa avenida de São Paulo. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Estou  curioso para saber como as pessoas faziam&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;antes."&lt;/span&gt; Em que mundo será que ele  vive ou vivia até chegar a esta duvida existencial?. Quero dizer a ele  que centenas daquelas pessoas faziam antes, e continuam fazendo, percursos  de onibus, trem e metrô e muitos ficando até tres horas no transporte  coletivo. E estas mesmas pessoas que cuidam dos seus filhos, da limpeza  da sua casa e da sua segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual será a próxima "descoberta" e  quando a gente diferenciada de Higienópolis vai mais uma vez nos  surpreender?.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: arial;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36454526-1874779164960338323?l=www.sertaopaulistano.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/M-DrWXRPL0-EiHYTCrh_2Ywa858/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/M-DrWXRPL0-EiHYTCrh_2Ywa858/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/M-DrWXRPL0-EiHYTCrh_2Ywa858/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/M-DrWXRPL0-EiHYTCrh_2Ywa858/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?a=2NCNN_we8_4:UXcNkZjQdBQ:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://www.sertaopaulistano.com.br/2012/01/ainda-as-gentes-diferenciadas.html</link><author>noreply@blogger.com (José Maria)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36454526.post-1756196344526110176</guid><pubDate>Tue, 24 Jan 2012 04:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-24T02:46:20.688-02:00</atom:updated><title>Aniversário de São Paulo</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vinte e cinco de janeiro e as comemorações do ano novo paulistano, o  início ano quatrocentos e cincoenta e oito. São muitas as festas  espalhadas por toda a cidade, atendendo a todos os gostos, todas as  tribos, todos os bairros desde o velho, antigo e bom centrão até os saraus  da periferia, cada vez mais aceitos, com maior participação das pessoas  apresentando suas musicas, poesias e romances.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Cinemateca exibe até o  dia vinte e nove o CINEMEAT&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;ECA SP com filmes em que a cidade é cenário,  personagem e tema.  A oportunidade de rever filmes, como O Bandido da  Luz Vermelha, e conhecer os edificios do antigo Matadouro Municipal,  inaugurados no ano de 1.887, mais precisamene no dia cinco de janeiro.  São duas salas de exibição com equipamentos modernos e de segurança. É  possível o acesso à biblioteca, aos jardins, aos amplos salões, um deles  com uma simpática lanchonete, em que são mostrados equipamentos antigos  de filmagem e de exibição de filmes.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-UJwyZDQ3jig/Tx411Y2yRsI/AAAAAAAAAtU/51Wr6XnFsAc/s1600/cinemateca.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 264px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-UJwyZDQ3jig/Tx411Y2yRsI/AAAAAAAAAtU/51Wr6XnFsAc/s400/cinemateca.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701053369619203778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:85%;" &gt;Cinemateca Brasileira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma comemoração diferente é a  Caminhada Noturna, chamad&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;a de Caça aos Fantasmas do centro de São Paulo,  com início à zero hora do dia vinte cinco, concentração nas escadarias  do Teatro Municipal, depois às dependências do próprio teatro, em  seguida passando pelo Edificio Martinelli, Galeria do Rock, Casa da  Marquesa, Igreja da Boa Morte, Monumento à Mãe Preta, no Largo do  Paissandu e encerrando em frente ao prédio da prefeitura. Esse prédio  foi erguido pelo Conde Francisco Matarazo no ano de 1.930 e foi sede das  Industrias F. Matarazzo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Edificio Martinelli, na rota da caminhada,  teve a sua construção iniciada no ano de 1.924 em uma época em que os  edificios não passavam de cinco andares. O italiano Giuseppe Martinelli  queria construir o edificio mais alto da América Latina e a idéia incial  de doze andares assustou a população, com discussões que chegaram até a camara de  vereadores. O persistente construtor conseguiu, por diversos meios e  malabarismos, chegar à altura de trinta andares. Muitos, engenheiros  inclusive, diziam que o edificio iria cair e para garantir e provar a  segurança o próprio Giuseppe Martinelli resolveu ali morar, construindo a  sua casa no úlimo andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda na rota da caminhada há a a Casa da  Marquesa, também conhecida como Solar da Marquesa, construida entre os  anos de 1.739 e 1.754 e que entre os anos de 1.834 e 1.867 pertenceu à  Maria Domitila de  Castro Canto e Melo, a Marquesa de Santos, a amante  de D. Pedro I.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Dia vinte e cinco é também o aniversário do Mercado  Municipal, monumental e portentosa construção iniciada no ano de 1.928 e  inaugurado no ano de 1.933. Acompanhando os números gigantescos de São  Paulo ele é considerado o maior mercado varejista de alimentos do mundo, que recebe nos finais de semana e feriados até 50.000 visitantes. A festa começa  na noite do dia vinte e quatro e vai até a tarde do dia vinte cinco, com  interrupção à meia noite para uma queima de fogos de quinze minutos e  na sequência é oferecido bolo de aniversário aos presentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caipira lá dos lados do interior e Paulistano por adoção e gosto: "Obrigado São Paulo".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36454526-1756196344526110176?l=www.sertaopaulistano.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/NFKneH6HiTawCC2RdxHfOf-2kWs/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/NFKneH6HiTawCC2RdxHfOf-2kWs/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/NFKneH6HiTawCC2RdxHfOf-2kWs/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/NFKneH6HiTawCC2RdxHfOf-2kWs/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?a=NlGh6J2mvOI:QnunpBpkY5A:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://www.sertaopaulistano.com.br/2012/01/aniversario-de-sao-paulo.html</link><author>noreply@blogger.com (José Maria)</author><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/-UJwyZDQ3jig/Tx411Y2yRsI/AAAAAAAAAtU/51Wr6XnFsAc/s72-c/cinemateca.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36454526.post-4901538965767738308</guid><pubDate>Thu, 19 Jan 2012 20:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-19T18:16:36.870-02:00</atom:updated><title>Ser Tão Elis Eternamente</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;O que você fazia no dia dezenove de janeiro de mil novecentos       e oitenta e dois?. A resposta à pergunta foi rápida: era bancário       e trabalhava na rua Joaquim Floriano, Itaim Bibi. O Bibi foi       acrescentado  para diferenciar do Itaim Paulista da distante zona       leste e lugar, já naquela época, de "uma gente diferenciada". Seu       Bibi foi dono de chácaras que depois se transformaram no elegante       bairro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte do comércio, lojas, bares e restaurantes       eram dirigidos pelos moradores do bairro, que ali também       residiam em casas térreas, espaçosas com jardins na frente e       quintais no fundo do terreno. A "força da grana que destroi coisas       belas" transformou as casas e o antigo comércio em espigões e a       Joaquim Floriano é rua de comércio chique. Muito provável que o       Botequim do Hugo, na rua Pedroso de Alvarenga, seja um dos últimos       imóveis, comercial na frente e residência ao lado. Construido em  mil novecentos e vinte e sete foi durante muitos anos um empório, mantém  a originalidade do local e é hoje um "bar da moda". Vale uma visita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dezenove de janeiro por volta do meio dia o meu amigo Joãozinho  telefona bastante aflito e com dificuldades para falar: "Zé,  você não sabe o que aconteceu, quem morreu". O Joãozinho era  representante comercial,  ouviu a notícia pelo rádio do carro e naquele  momento sentiu que precisava avisar os amigos. "Acabei de ouvir no rádio  que a Elis Regina morreu".  Foi um choque, Elis era a Maior, a cantora de maior sucesso no momento e  já considerada uma das maiores vozes da música brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rede  social daquele momento eram o telefone e o rádio e a notícia foi se  espalhando, muitos com dificuldade para acreditar e entender. As rádios  interromperam as programações normais e passaram a transmitir direto do  hospital, os fãs fecharam a Teodoro Sampaio e choravam abertamente. O  velório foi no Teatro Bandeirantes, ali na Brigadeiro Luiz Antonio no  coração do Bixiga. Durante a tarde, noite e madrugada milhares de fãs  fizeram enormes filas para a despedida emocionada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi ali no Teatro  Bandeirantes  que vi, várias vezes, o show Falso Brilhante e impossível esquecer o  início com Ela entrando no palco cantando "No dia em que eu vim-me embora minha mãe chorava em ai, minha irmã chorava em ui e eu nem olhava pra trás, no dia que eu vim-me embora não  teve nada de mais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou em uma cadeira de balanço "balançando" no alto  do palco: "quero ver o sol atraz do muro, quero um refúgio que seja  seguro, uma nuvem branca sem pó nem fumaça, quero uma estrada que leve a  verdade, uma floresta em lugar da cidade, uma estrela pura de ar  respirável, quero um lago limpo de agua potável...".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manhã do  dia seguinte ficou gravada para sempre, a cidade estava triste, as  pessoas compreendiam e sentiam que a musica brasileira ficava pobre,  muito pobre e acompanharam o caixão, do Bixiga até o Morumbi, com a  certeza que igual a Ela nunca mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elis soube se posicionar contra o  regime da época, deu oportunidade a inúmeros compositores novos e  desconhecidos, valorizava os músicos que a acompanhavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O toca discos  está "à toda" neste momento com muitos, muitos elepês de Elis rodando na  vitrola.  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="overflow: hidden; color: rgb(0, 0, 0); background-color: rgb(255, 255, 255); text-align: left; text-decoration: none; border: medium none;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36454526-4901538965767738308?l=www.sertaopaulistano.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/yxxjBQJD6tGEI44y6vtw0-w4fN0/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/yxxjBQJD6tGEI44y6vtw0-w4fN0/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/yxxjBQJD6tGEI44y6vtw0-w4fN0/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/yxxjBQJD6tGEI44y6vtw0-w4fN0/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?a=jh6MTDw72gw:wL6AMaF-ThA:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://www.sertaopaulistano.com.br/2012/01/ser-tao-elis-eternamente.html</link><author>noreply@blogger.com (José Maria)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36454526.post-8127519523482628102</guid><pubDate>Tue, 17 Jan 2012 13:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-17T11:56:39.123-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">História e Raízes Culturais</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Canal Rural</category><title>FUTEBOL DE FAZENDA</title><description>&lt;em&gt;Em tempos que o futebol tornou-se o negócio mais rentável do mundo, ocorre-me lembrar de uma época em minha vida, a não tão distante infancia no Pontal do Paranapanema, onde o futebol literalmente fazia parte de nossas vidas  e não era visto como meio de vida. Não, não se preocupem! Não é um ataque de nostalgia, não vou dizer que “...no meu tempo é que era bom...” ou coisa parecida. Talvez sirva de alento para lembrar aos incautos que o futebol não é simplesmente negócio ou paixão a ser explorada, muitas vezes de maneira cínica e oportunista. Quando o que vale são os interesses meramente comerciais e financeiros, entramos num perigoso campo, cujos desdobramentos pagamos caro: a exploração desenfreada explora os piores instintos e a exposição massificada de cenas de homens se estapeando selvagemente corre o risco de tornar primeiro febre, posteriormente, “paixão nacional”... Fico a imaginar nossos adolescentes “treinando” nas periferias para serem futuros e milionários astros do mma (se escreve em minúsculo mesmo!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trecho abaixo são cenas antigas, porém, repito: não se trata de endeusar o passado, mas de refletir sobre os pequenos gestos cotidianos de cada um de nós, que no conjunto compõem a História que alicerça nosso futuro. Ocorre-me uma frase do “filósofo da complexidade”, Edgar Morin: “A História faz os homens que a faz.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-QaiYPS1npJQ/TxV9qXrh1RI/AAAAAAAAApg/gBnV5iXcmUE/s1600/futebol4.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 106px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-QaiYPS1npJQ/TxV9qXrh1RI/AAAAAAAAApg/gBnV5iXcmUE/s320/futebol4.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698599070371796242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos finais de tarde, ao chegar do cafezal, nos reuníamos no campinho diante da sede da fazenda para o racha que duraria até a escuridão chegar. Aquilo era mais que um jogo, era mesmo um modo de ser. A apoteose ocorria aos domingos, depois da Missa, quando times das fazendas circunvizinhas de reuniam para disputadíssimos “torneios”. Na torcida, nossos pais, vizinhos, moças, rapazes, gente de todas as idades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Categoria no trato com a bola era o quesito balizador: tinha os de muita categoria, os de categoria regular e os pernas-de-pau sem categoria nenhuma. Naquela comunidade que deveria reunir aproximadamente 150 pessoas, excetuando as crianças muito pequenas e os muito velhos, regularmente existiam quatro equipes: 1° e 2° quadros, os juvenis e o grupo oficial dos pernas-de-paus, o MandaBrasa, que sempre faziam as preliminares das partidas e eram uma espécie de bufões. Não importava se perdiam ou ganhavam, eram a atração. Entretanto,  o esforço dos pernas-de-pau mandabrasa nada tinha de patético: divertiam, mas eram modelos de garra, de esforço.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quando se perfilavam para o início das pelejas, os MandaBrasa eram os mais elegantes dentro das limitações: meias de cores diferentes, mas  levantadas; velhas chuteiras imprestáveis para os outros jogadores ou kichutes; camisas por dentro do calção. Solenes, litúrgicos, aguardavam as palmas. Mal o juiz autorizava o inicio e partiam em grupo na direção da bola, um bando desenfreado; não era raro dois jogadores da mesma equipe chocarem-se disputando a bola. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-aZW5hRUTflo/TxV8plhxYqI/AAAAAAAAApI/haYNiFNUTvs/s1600/PB020937.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-aZW5hRUTflo/TxV8plhxYqI/AAAAAAAAApI/haYNiFNUTvs/s320/PB020937.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698597957397471906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O time do MandaBrasa nunca ganhou um jogo, sequer empatou; fosse um clube com estatuto regular, certamente entraria para o Guiness book e desbancaria o Íbis, de Pernambuco, considerado o pior time do mundo. Entretanto, nunca houve grupo de jogadores mais felizes e unidos na busca de um ideal – e qual era o ideal “mandabrasa”? Simplesmente estarem em campo, correndo, disputando, jogando, sendo vistos pelos amigos, filhos, esposas. De algum modo, o “mandabrasa” era a personificação do torcedor comum, aquele que quer estar em campo, literalmente sentindo o calor de uma partida. Por conta disso, tinham a maior torcida, pois até os adversários torciam por eles – situação que certamente mudaria se num dado momento o MandaBrasa desandasse a marcar gols e ganhar jogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos jogos, havia uma proibição geral: jogadas maldosas e palavrões, em respeito à senhoras e moças. Era de bom tom se comportar bem: de certo modo, o futebol retomava sua origem nobre, quando os homens literalmente jogavam de paletó e gravata. Jogadas ríspidas só valiam se fosse para retribuir outra do mesmo gênero no momento imediatamente anterior, espécie de vendetta caipira, onde os alvos felizmente se resumiam às canelas dos adversários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-verz7lyUns0/TxV8US7GHbI/AAAAAAAAAo8/dMoBVxVjlA8/s1600/PB020938.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-verz7lyUns0/TxV8US7GHbI/AAAAAAAAAo8/dMoBVxVjlA8/s320/PB020938.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698597591626161586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36454526-8127519523482628102?l=www.sertaopaulistano.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ak8E7KHqrvwKeWUKvZR-6H_fAJU/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ak8E7KHqrvwKeWUKvZR-6H_fAJU/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ak8E7KHqrvwKeWUKvZR-6H_fAJU/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ak8E7KHqrvwKeWUKvZR-6H_fAJU/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?a=tUTiwmQMtIc:5aEk2Y44-v4:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://www.sertaopaulistano.com.br/2012/01/futebol-de-fazenda.html</link><author>noreply@blogger.com (Joca)</author><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/-QaiYPS1npJQ/TxV9qXrh1RI/AAAAAAAAApg/gBnV5iXcmUE/s72-c/futebol4.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36454526.post-2512701290659489868</guid><pubDate>Sun, 08 Jan 2012 12:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-08T11:28:40.947-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Viola e Cia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Música Caipira</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Gente de Dentro</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Gente de Fora</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Raízes Caipiras</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cultura Popular</category><title>DE VIOLAS E DE VIOLEIROS:  SABEDORIA CAIPIRA,  TRADIÇÃO QUE VEM DE LONGE</title><description>A sabedoria “caipira” pode não estar qualificada entre as grandes correntes filosóficas do pensamento ocidental, mas seguramente se insere entre as atividades humanísticas desenvolvidas para auxiliar o Ser Humano em sua trajetória, afinal, a “Sofia” (literalmente “sabedoria”) está presente no mundo desde a Criação – “...existe nela, Sofia, o caráter de plasmadora do Universo; é o Espírito Amigo dos homens, do Poder Divino, um eflúvio da glória do Todo Poderoso, resplendor da Luz Eterna...” (C.G. Jung). O estudo da sabedoria, seja denominada culta ou popular/leiga, tem como finalidade servir de instrumento para que o Homem usufrua da melhor maneira possível essa dádiva dos Deuses, a vida, especialmente captando e potencializando os recursos disponíveis ao redor de si para compreender o Sentido da Existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo português, António Alexandre  Silva, um grande estudioso da história e dos costumes de sua gente,  me contou a seguinte anedota sobre os alentejanos, que, segundo ele, podem ser considerados como os “baianos” de lá, pois o Alentejo, ao sul do país, dominado por monótonos campos de cultivo e calor abafado, ajudaram a criar por lá o mesmo estereótipo do povo da terra de Caymmy, tão difundido para o bem ou para o mal, mas de riquezas extraordinárias, seja na música, na culinária, na linguagem.&lt;br /&gt;Diz a anedota citada por Alexandre: &lt;strong&gt;“...duas raparigas da cidade, andando de automóvel pela zona rural, avistaram dois alentejanos  e combinaram entre si se divertirem á custa dos “caipiras”. E lá foram:&lt;br /&gt;- Rapazes, vimos vocês e caímos de amores! Nunca vimos gajos tão formosos e gostosos e queremos vocês de qualquer jeito! Vocês topam? – os dois alentejanos, agradavelmente surpresos, não titubearam:&lt;br /&gt;- Sim, sim, queremos!  Agora!&lt;br /&gt;- Calma, rapazes! Temos que nos preparar. Façam assim: estão vendo aquelas moitas de bambu,  a beira do ribeirão? Pois vão lá, tirem a roupa e nos esperem, pois já estaremos lá! Aguardem cinco minutos!&lt;br /&gt;E lá foram os dois. Despiram-se  e ficaram a espera. Aguardaram com expectativa juvenil os tais cinco minutos regulamentares e nada das raparigas aparecerem. 10, 15 minutos,  nada, a expectativa juvenil já quase completamente arrefecendo! 20 minutos, 30 minutos e os dois se entreolharam, naquele mútuo entendimento onde as palavras são desnecessárias:&lt;br /&gt;- Compadre, acho que as raparigas nos fizeram de tronchos! Não vão aparecer coisa nenhuma!”&lt;br /&gt;- Mas, o que faremos? Olhe para nós, aqui, pelados...”   - o outro acendeu um cigarro:&lt;br /&gt;- Ora, compadre! Já que estamos aqui, na moita, então vamos cagar!”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(A história poderia ter sido contada pelo grande violeiro, cantador e contador de causos, Levi Ramiro. É dele – que por sua vez atribui  a autoria a seu pai – a incrível história,  verdadeiro tratado de filosofia caipira, onde o matuto resume em uma frase o que custaria anos de estudo ou uma colheita de maçãs desabada sobre a cabeça: “quem tem tempo caga longe!”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-vgG4xqwNfDI/TwmLDT8OjkI/AAAAAAAAAow/buQTYz7tDRA/s1600/levi%2Bramiro.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 225px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-vgG4xqwNfDI/TwmLDT8OjkI/AAAAAAAAAow/buQTYz7tDRA/s320/levi%2Bramiro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695236092795457090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;Levi Ramiro, cantador, violeiro, compositor, contador de causo, &lt;em&gt;luthier&lt;/em&gt;, aqui com uma invenção sua, a &lt;em&gt;cabacítara&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos confins do Alentejo, talvez tenha vindo por engano nalgum navio, algum alentejano desgarrado – os alentejanos não costumam migrar, sendo aferrados à sua terra. Mas esse provável desgarrado talvez tenha trazido com ele uma “viola campaniça”, comum no Alentejo, instrumento bastante parecido com nossa viola caipira. Segue abaixo, reprodução de parte de matéria do site português, &lt;strong&gt;Moderniça&lt;/strong&gt;, por Ernesto Veiga de Oliveira, especialista em violas portuguesas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;strong&gt;A viola campaniça é um dos vários tipos de cordofones tradicionais portugueses, típico da região campaniça alentejana, o Campo Branco do Baixo Alentejo. É um cordofone com dez cordas (cinco ordens de cordas duplas), de enfranque muito pronunciado, e que se crê que tenha evoluido a partir da vihuela de mano medieval. Tem a seguinte afinação (da corda mais aguda para a mais grave): ré ré - si si - sol sol - DÓ dó - SOL sol. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Até à década de 1950, a viola campaniça era comumente utilizada no acompanhamento do cante alentejano e era o principal ou único acompanhamento dos “balhos”, os bailes realizados ao fim-de-semana ou nas festas. A sua afinação está bem adaptada à exposição da melodia das modas e cantigas alentejanas, com o toque em intervalos de terceiras, sendo que as cordas mais graves são geralmente tocadas soltas, fornecendo permanentemente a tónica e a quinta.&lt;br /&gt;Com a progressiva eletrificação das aldeias do interior, o advento dos conjuntos de baile e a maior relevância que foi ganhando o acordeão nas funções de animação das festividades, as próprias alterações nos gostos musicais de grande parte da população e no maior acesso a outras sonoridades, a viola campaniça perdeu gradualmente a sua importância e considerava-se que este instrumento se encontrava praticamente extinto, que restavam poucos exemplares e quase nenhum tocador vivo...&lt;/strong&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá na terrinha como cá, assim como em todos os quadrantes da terra, violas e violeiros fazem história.... &lt;br /&gt;Faço questão de ressaltar que a provável alusão da semelhança da viola campaniça com a caipira nada tem de “científica, está calcada puramente na observação  visual. O espaço deste blog é muito pequeno para um alongamento de tais questões. Acredito que nossa viola caipira, sua construção e afinações são criações genuinamente brasileira, sendo descendentes diretas das violas oriundas de diversas regiões de Portugal – beiroa, braguesa, trasmontina, campaniça, amarantina, toeira, de arame, etc. Todas descendentes da vihuela espanhola, tendo como característica principal dez cordas ou cinco cordas duplas oitavadas. A guitarra portuguesas de seis cordas foi introduzida em Portugal através da França, mas minha ignorância musical não me permite afirmar que esteja na origem direta do nosso violão. O estudioso Ernesto Veiga costuma agrupar estes instrumentos na curiosa denominação “cordofones beliscados”, muito apropriadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira postagem do ano,  um abraço cordial, fraterno, caloroso do povo do ser-tão paulistano a todos e todas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns  exemplos de violas, daqui e de lá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-5GiT8J5ECuE/TwmKJ_rTVVI/AAAAAAAAAok/o6yvTd73x14/s1600/viola%2Bcampani%25C3%25A7a.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 75px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-5GiT8J5ECuE/TwmKJ_rTVVI/AAAAAAAAAok/o6yvTd73x14/s320/viola%2Bcampani%25C3%25A7a.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695235108103214418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;viola campaniça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-YOUw1KhNkq8/TwmJrvvhNbI/AAAAAAAAAoY/FY3Jl-XO1EM/s1600/viola_de_fandango.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-YOUw1KhNkq8/TwmJrvvhNbI/AAAAAAAAAoY/FY3Jl-XO1EM/s320/viola_de_fandango.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695234588429858226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;viola de fandango&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-lFWP0ya4Jn8/Twl6DAUrrxI/AAAAAAAAAoA/X3yvN1vLazM/s1600/VIOLA%252520CAIPIRA%252520RV151%252520NAT.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-lFWP0ya4Jn8/Twl6DAUrrxI/AAAAAAAAAoA/X3yvN1vLazM/s320/VIOLA%252520CAIPIRA%252520RV151%252520NAT.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695217395831648018" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-zaVY-YKz7sQ/Twl50XT7IdI/AAAAAAAAAn0/wwSgQcTHXs0/s1600/viola-de-queluz.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 174px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-zaVY-YKz7sQ/Twl50XT7IdI/AAAAAAAAAn0/wwSgQcTHXs0/s320/viola-de-queluz.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695217144304443858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2NlUXuN3iCQ/Twl5XDCC3GI/AAAAAAAAAno/-SKTPPvzsA8/s1600/viola-nordestina.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 126px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-2NlUXuN3iCQ/Twl5XDCC3GI/AAAAAAAAAno/-SKTPPvzsA8/s320/viola-nordestina.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695216640644537442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-UNvE-Ibj4CY/Twl5DxtjdpI/AAAAAAAAAnc/8EqiNM_JnFU/s1600/VIOLAS.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 239px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-UNvE-Ibj4CY/Twl5DxtjdpI/AAAAAAAAAnc/8EqiNM_JnFU/s320/VIOLAS.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695216309577676434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-G7yRzOoOLVE/Twl4xa2eNLI/AAAAAAAAAnQ/WqJgGrFJta8/s1600/cordofones.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 212px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-G7yRzOoOLVE/Twl4xa2eNLI/AAAAAAAAAnQ/WqJgGrFJta8/s320/cordofones.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695215994203419826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36454526-2512701290659489868?l=www.sertaopaulistano.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/9ffLc4pUeW-GKQm2xExDl9RWiJI/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/9ffLc4pUeW-GKQm2xExDl9RWiJI/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/9ffLc4pUeW-GKQm2xExDl9RWiJI/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/9ffLc4pUeW-GKQm2xExDl9RWiJI/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?a=CS04dYKWQNs:Epf6FSVQafI:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://www.sertaopaulistano.com.br/2012/01/de-violas-e-de-violeiros-sabedoria.html</link><author>noreply@blogger.com (Joca)</author><media:thumbnail url="http://3.bp.blogspot.com/-vgG4xqwNfDI/TwmLDT8OjkI/AAAAAAAAAow/buQTYz7tDRA/s72-c/levi%2Bramiro.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36454526.post-6877184990715788705</guid><pubDate>Mon, 26 Dec 2011 23:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-27T09:16:06.680-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Kátya Teixeira</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cantorias e Afins</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Música Brasileira</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Arte e Cultura</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cultura Popular</category><title>A ARTE SALVA O ANO E HAVERÁ DE SALVAR O MUNDO!</title><description>Nesta que talvez venha a ser a última postagem de 2011, tempo para um breve, porém, nada sistemático balanço: ou melhor, uma rápida olhada num ano célere, que mal começou: ficou-me a impressão de que foi um ano com alguns meses a menos... &lt;br /&gt;Ano de mulher presidente que governou com sobriedade e sapiência, mas nem sua sisuda cara de diretora de escola espantou os lacaios da corrupção milenar das terras brasilianas, não obstante a espantosa queda em série de ministros – com exceção do Jobim, que chutou o balde, os demais levam na testa o carimbo “suspeito”. Renovação? Veremos, veremos, tenho esperança! (Se o Brasil quiser de fato ser um dos condôminos do futuro do mundo, precisa com urgência combater a sério os alarmantes níveis de corrupção e investir muito, mas muuuito em educação. Depende dos políticos, dos juristas,mas principalmente de cada um de nós).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... precisamos mesmo de esperança, num ano confuso, com alegrias, mas também tristeza pela perda de amigos e gente importante do mundo das artes, gente que fará falta. Paradoxalmente, muito da esperança está aninhada eventos da Primavera Árabe, onde vendavais trazem alentos, mas também extrema violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ZJVIpcx2fvo/TvkIhYQX91I/AAAAAAAAAm4/ZvZyTKHPUGg/s1600/farabe.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 223px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-ZJVIpcx2fvo/TvkIhYQX91I/AAAAAAAAAm4/ZvZyTKHPUGg/s320/farabe.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690588973699168082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao tirar o pó e mexer em coisas no fundo da mala, deparo-me com velhos amigos, meio esquecidos: Viola de Todos os Cantos, do Levi Ramiro e Vento Viola; O Clube da Esquina, do Milton e Lô Borges; Sonhos Guaranis, de Renato Teixeira; Espelho d’Água, filme que tem como mote as lendas do Velho Chico, produção de Carla Camurati; Desmundo, de tão real é quase um documentário.  Rever essas produções é alento, pausa para ouvir e ver o que ainda dizem com sabor de novo: os clássicos não envelhecem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-07ilp8CDiko/TvkINf_seqI/AAAAAAAAAms/pli3t4usrJs/s1600/VIOLA.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 284px; height: 189px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-07ilp8CDiko/TvkINf_seqI/AAAAAAAAAms/pli3t4usrJs/s320/VIOLA.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690588632179309218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar em clássicos, fomos agraciados com excepcional safra dos nossos artistas do ser-tão paulistano:  Ricardo Vignini e seu parceiro Zé Helder, do Matuto Moderno lançaram Moda de Rock, clássicos do rock arranjados para viola caipira, que deve estar entre os melhores lançamentos do ano e como prêmio, o instrumento vindo da Península Ibérica e que se tornou um dos símbolos de brasilidade, alça vôos e em janeiro deverá pousar em Nova Yorque para duas apresentações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-SKPv_1TzyjI/TvkH1EbQecI/AAAAAAAAAmg/aBkkJD2jy8E/s1600/modaderock.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 304px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-SKPv_1TzyjI/TvkH1EbQecI/AAAAAAAAAmg/aBkkJD2jy8E/s320/modaderock.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690588212461861314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderiamos falar de muitos outros trabalhos, que não caberiam neste blog:mas vale a pena mencionar o novo CD de nossa Musa do ser-tão, Katya Teixeira, a quem nunca cansamos de assistir, ouvir  e admirar. “Feito de Corda e Cantiga” é uma confraria musical reunindo um time de primeira: os compositores Giordano Mochel, Jean a Paulo Garfunkel, Luis Perequê e o “roseano” Chico Branco, mais uma arreunião – do verbo arreunir, criado pelo grande Chico Maranhão, espalhado pelo mundo por Doroty Marques – de músicos como Ney Couteiro, Ricardo Vignini, Thomas Rorher, Noel Andrade, Cássia Maria, etc., as presenças marcantes do guru ZéMaria, Daniel Figueiredo, Amauri Falabela, Marcello Pretto, André Venegas. É um trabalho que vai muito além da música para entretenimento: “&lt;em&gt;tem o cheiro e a cor da terra&lt;/em&gt;”, como bem poderia afirmar Vital Farias; “&lt;em&gt;são acordes vicejantes da alma de nossa gente&lt;/em&gt;”, como afirmou entusiasmado o empolgadíssimo Zé Mangabeira, com o qual concordou Joca Ramiro! Para ressaltar  e ilustrar tais afirmações, conto abaixo uma cena, presenciada não faz muito tempo, num dos shows da Katya, na área de convivência do SESC Vila Mariana:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-fSMCSZyF8eM/TvkHgHaJ02I/AAAAAAAAAmU/5OIgnpUAHTM/s1600/BANER_%257E1.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 290px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-fSMCSZyF8eM/TvkHgHaJ02I/AAAAAAAAAmU/5OIgnpUAHTM/s320/BANER_%257E1.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690587852485284706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Começa o espetáculo e um velhinho  pareceu incomodado com a agitação inevitável do espaço, o entra e sai de passantes, gente indo ao restaurante ou á piscina, outros que em vez de educadamente dar a volta, insiste em passar  pelo meio do publico e outros que adoram correr pela passarela de ferro, que une os blocos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De cara amarrada e justamente indignado, o idoso se preparava para sair, visivelmente contrariado, como quem tem coisa melhor para fazer numa tarde de domingo do que ficar no meio daquela “confusão”! Já estava quase fora quando trinaram os acordes de um desses ternos de reis, incrementado com novos arranjos com viola, percussão, violão e as brincadeiras vocais que ela executa com peralta leveza, antes de encetar a letra propriamente dita. O velhinho deteve-se, como que fulminado por aquele sopro pungente da característica voz cristalina e, meio curvado, voltou-se na direção do palco, os olhinhos meio que piscando atrás das grossas lentes dos óculos. Sua expressão que continuava enfesada aos poucos se desanuviou e ele buscou uma cadeira vazia, onde sentou-se e pôs a mão no queixo, assim permanecendo, um quê de admiração e incredulidade pelo que via e ouvia. Vez ou outra, como que contrariando o dono, pés, mãos e cabeça moviam-se ao embalo dos trinados da viola, dos molejos percussivos, dos volteios vocais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que sensações, que lembranças aquele canto tradicional evocavam naquele octogenário, que num momento irritava-se com o peso dos anos e a seguir marcava passo, seguindo os ponteios com movimentos corporais aparentemente involuntários? Que magia transformou os singelos acordes e a pungente voz que o conduziram desde a ranzinice e o cansaço de uma existência certamente atormentada por artroses e outros aborrecimentos, de volta, outra vez – como diz a fábula! – ao menino que sempre pulsará em seu coração, que sempre estará à espera? &lt;br /&gt;A música tem esse poder instantâneo de deslumbrar, ofuscar, pois sua reação é imediata, rasgante, visceral. Naturalmente  só ocorre quando o artista é dotado do raro dom de sensibilizar e isso é muito mais do que técnica, é alma e coração.” &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Assim, a arte cumpre seu outro papel: além de emocionar, louvar a beleza e lembrar sempre a origem divina da vida, igualmente tem o poder de transformar essa mesma vida, apontar novos horizontes, pois a descoberta é incessante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-sZlpzAWy9NQ/TvkGbqOiaVI/AAAAAAAAAmI/Sjsq3bqDDpY/s1600/2_KATY%257E1.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-sZlpzAWy9NQ/TvkGbqOiaVI/AAAAAAAAAmI/Sjsq3bqDDpY/s320/2_KATY%257E1.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690586676420831570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalizando, 2012 promete: já está no forno, dourando, o disco do Noel de Andrade, denominado “Charrua”. Aguardem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;E:&lt;br /&gt;para que não nos acusem de parcialidade, 2011 marcou a volta de Chico Buarque ao disco, num belíssimo trabalho. Mas deste, a grande mídia fala bastante&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E. T. &lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em qualquer balanço de 2011, não pode faltar a lembrança dos cursos de introdução à história da arte, no MASP, sempre ao primeiro sábado de cada mes (a começar por fereveiro) e a belíssima temporada da peça O Casamento Suspeitoso, de mestre Suassuna, no teatro do SESI&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36454526-6877184990715788705?l=www.sertaopaulistano.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/oBrgkQSCL3eNBLIPFjwaOC1iBK0/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/oBrgkQSCL3eNBLIPFjwaOC1iBK0/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/oBrgkQSCL3eNBLIPFjwaOC1iBK0/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/oBrgkQSCL3eNBLIPFjwaOC1iBK0/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?a=FE1kKcFY9t4:Pebg3vVDoj0:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://www.sertaopaulistano.com.br/2011/12/arte-salva-o-ano-e-havera-de-salvar-o.html</link><author>noreply@blogger.com (Joca)</author><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/-ZJVIpcx2fvo/TvkIhYQX91I/AAAAAAAAAm4/ZvZyTKHPUGg/s72-c/farabe.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36454526.post-8380851666085925843</guid><pubDate>Mon, 19 Dec 2011 15:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-23T10:49:04.459-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">História e Raízes Culturais</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Causos e Coisas do Interior</category><title>TEMPO DE FUTEBOL E PAPO DE BOLEIRO</title><description>&lt;em&gt;“...(...) Vai em frente, avante, adelante, pé na tábua!&lt;br /&gt;Quem não tem cão caça com gato! (...)&lt;br /&gt;Ou vai ou racha! ETA ferro! Na paz como na guerra!&lt;br /&gt;Olho vivo, que até cavalo tá subindo escada! (...) &lt;br /&gt;Vamos em frente! Onde tem briga eu entro!&lt;br /&gt;Homem macho não usa barbicacho! È hora, é hora, é hora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) Eles vão ver com quantos paus se faz uma canoa!&lt;br /&gt;Sarava! Quem for brasileiro que me siga!&lt;br /&gt;Quero o repeteco do caneco!&lt;br /&gt; Daqui não saio, daqui ninguém me tira!&lt;br /&gt;Juiz ladrão! Foraaa! Conheceu, papudo?&lt;br /&gt;Deus é canarinho!&lt;br /&gt;Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três! O resto é freguês!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os excertos de texto acima poderia ser o brado de um torcedor apaixonado no meio da rua ou num boteco, em dia de final de campeonato regional ou Copa do Mundo, um dentre milhões de torcedores, membro de organizada ou não! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é ninguém menos que o sublime e ponderado – aparentemente! – Carlos Drummond de Andrade, um dos 4 ou 5 brasileiros que deveriam ter ganho o Premio Nobel, se os honoráveis senhores da Academia Sueca fossem um tantinho mais atentos ao resto do mundo que não lhes pareça exótico. (Os outros  poderiam ser Guimarães Rosa, Dr. Miguel Nicolelis, Dª Zilda Arns, Cesar Lates, etc. Mas esse é tema para outro post!). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Drummond divertido – ele adorava pregar peças – e passional – como  todo brasileiro quando o assunto é football – está presente na crônica “O Incompetente na Festa”, que faz parte de um volume editado pelos netos do itabirano, Luis Maurício Graña Drummond e Pedro Augusto Graña Drummond, que reúne crônicas com o tema “futebol” ao longo de mais de 50 anos, principalmente no Jornal do Brasil e Correio da Manhã. Consta também versos publicados em antologias e em cartas pessoais, onde tece comentários sobre a seleção brasileira. Todo esse material está reunido no livro “Quando é Dia de Futebol”, editora Record. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futebol, suas alegrias e tragédias que atingem a dimensão da própria nacionalidade, talvez não seja simplesmente o ópio do povo ou sintoma de alienação coletiva, como o querem certas análises sociológicas. A história do Barcelona, por exemplo, é mesmo um símbolo da naçã catalã - um de seus presidentes foi assassinado pelo facismo franquista; o Vasco da Gama do RJ entrou para a história como o primeiro clube carioca a contratar negros; a formação do Santos FC foi uma alternativa aos clubes fechados que existiam na então cidade de Santos do começo do século XX, com seus clubes "&lt;em&gt;dos ingleses", "dos portugueses", "dos alemães", "dos franceses"&lt;/em&gt;. A meu ver, ainda está para ser escrita uma "história social dos clubes de futebol no Brasil e no mundo. Quem souber, por favor, me dê a dica...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O FUTEBOL&lt;br /&gt;Dentre as coisas inexplicáveis no universo das paixões humanas, seja talvez a mais eloquente: pego emprestado outra expressão drummondiana: “...pois para o diabo vá a razão quando o futebol invade o coração!” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sujeito muda de partido, de , de nacionalidade, de cor, até de sexo, mas jamais troca seu time de coração! Estudiosos de peso já tentaram descobrir o que há de transcendente no futebol, sem nenhum sucesso, ao passo que  qualquer menino de pé-no-chão chutando uma bola de meia o sente na alma. O “analista” pode explicar  o futebol como paixão irracional, como símbolo de status e até mesmo como símbolo de integração, mas jamais consegue explicar o som mágico que sua alma deseja como o mais belo finale de uma sinfonia: “GOOOOLLLLLL!”, ao som de cordas, tambores, clarinetes, sapateados, palmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas célebres “drummondianas” futebolísticas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Futebol se joga no estádio?&lt;br /&gt;Futebol se joga na praia,&lt;br /&gt;Futebol se joga na rua,&lt;br /&gt;Futebol se joga na alma.&lt;br /&gt;A bola é a mesma: forma sacra&lt;br /&gt;Para craques e pernas-de-pau” &lt;br /&gt;(in Poesia Errante)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O dificil, o extraordinário, não é fazer 1.000 gols, como Pelé. É fazer um gol com Pelé.”&lt;br /&gt;Sobre Pelé&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-CzMlx8abSvQ/Tu9e5V-EzGI/AAAAAAAAAl8/skTzZ5p9r30/s1600/carlosdrummond.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 237px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-CzMlx8abSvQ/Tu9e5V-EzGI/AAAAAAAAAl8/skTzZ5p9r30/s320/carlosdrummond.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687869193635286114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, guiado pelo nosso guru ZéMaria, conhecedor dos caminhos do Peabirú em São Paulo e memorialista deste Ser-tão Paulistano, tivemos o raro prazer de prosear com “seu” Décio Gouvêa, paulistano da gema, insigne servidor aposentado do Tribunal de Contas do Estado, mas tendo dedicado muitos anos de sua vida à administração de uma escolinha de futebol em sua cidade de coração, Bragança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderíamos ficar horas conhecendo inúmeras histórias pitorescas, trágicas, engraçadas, dignas de comporem um “Boleiros 3”, do Ugo Giorgetti. Na nossa conversa, sempre que falávamos de assuntos gerais, pressentíamos a cautela, a ponderação, a racionalização do discurso: porém, ao falar de futebol, todas as barreiras se rompiam: a autoridade discursiva se faria presente quer fosse perante um Tribunal com sisudos legisladores ou numa mesa de bar. Ou como diz o Drummond: “Sua magia (do futebol) opera com igual eficiência sobre eruditos e simples, unifica e separa como as grandes paixões coletivas. Contudo, é uma paixão individual mais que todas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu Décio lembra da bola, dos estádios cheios no interior, onde o futebol é sempre a maior atração da população local; ouve a ovação murmurante de milhares de vozes, uníssonas:  sinfonia da bola. O brilho de seus olhos espelha o sorriso fácil, de menino. O balé de pernas e bola, os traçados geométricos, tangenciais, desenhos feéricos, culminam em &lt;em&gt;prelúdios, andantes, alegros!&lt;/em&gt; Ode ao gol, no exato compasso do coração, o ciclo se fecha e renasce. Pernas, bola, músculos, gargantas, vibração uníssona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a experiência na escolinha, seu Décio é muito objetivo: “Tem de ter amor...”, responde sem se ater a refinamentos discursivos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Perder é uma forma de aprender. &lt;br /&gt;e ganhar uma forma de esquecer o que aprendeu.”&lt;br /&gt; (CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quiser deliciar-se com inacreditáveis “histórias de futebol”, acessem o link abaixo, resultado de uma minuciosa pesquisa de nosso memorialista, o Zé Maria. São histórias como esta, de Drummond, de seu Décio que ajudam a compreender as razões de nossa paixão pelo futebol, que nada tem a ver com o marketing e grandes interesses financeiros que nos dias de hoje grassam o meio futebolístico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://folhadaestancia.com.br/site/?p=6970&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-zhKp7yzXwVA/Tu9eh_SUi3I/AAAAAAAAAlw/3fsWQk637bs/s1600/PRUDEN%257E1.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-zhKp7yzXwVA/Tu9eh_SUi3I/AAAAAAAAAlw/3fsWQk637bs/s320/PRUDEN%257E1.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687868792409197426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-rAxCcv-0MQM/Tu9eQT0bJaI/AAAAAAAAAlk/pd8FK71Nnl8/s1600/DSC00671.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-rAxCcv-0MQM/Tu9eQT0bJaI/AAAAAAAAAlk/pd8FK71Nnl8/s320/DSC00671.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687868488683300258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-qzQiwdEd5P4/Tu9dTgoGG5I/AAAAAAAAAlY/O5JunjGzAX0/s1600/f090625_futvarzea1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 221px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-qzQiwdEd5P4/Tu9dTgoGG5I/AAAAAAAAAlY/O5JunjGzAX0/s320/f090625_futvarzea1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687867444149230482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-58f7Bf2-m1I/Tu9cZ3onAgI/AAAAAAAAAlM/6lGXwpBDdLM/s1600/Atividades2011%2BSeu%2BD%25C3%25A9cio%2BGOuv%25C3%25AAa.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 312px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-58f7Bf2-m1I/Tu9cZ3onAgI/AAAAAAAAAlM/6lGXwpBDdLM/s320/Atividades2011%2BSeu%2BD%25C3%25A9cio%2BGOuv%25C3%25AAa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687866453892989442" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;em&gt;&lt;/em&gt;"&lt;em&gt;seu" Décio Gouvêa&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36454526-8380851666085925843?l=www.sertaopaulistano.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/xmHJFIvUitXkEshN1FxSJp1Yv9Y/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/xmHJFIvUitXkEshN1FxSJp1Yv9Y/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/xmHJFIvUitXkEshN1FxSJp1Yv9Y/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/xmHJFIvUitXkEshN1FxSJp1Yv9Y/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?a=hejdWHh3G1U:_2ZA1Bwkd7g:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://www.sertaopaulistano.com.br/2011/12/tempo-de-futebol-e-papo-de-boleiro.html</link><author>noreply@blogger.com (Joca)</author><media:thumbnail url="http://3.bp.blogspot.com/-CzMlx8abSvQ/Tu9e5V-EzGI/AAAAAAAAAl8/skTzZ5p9r30/s72-c/carlosdrummond.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36454526.post-8287200000677144232</guid><pubDate>Thu, 15 Dec 2011 03:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-15T09:14:34.549-02:00</atom:updated><title>Mais uma lei.</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os nobres, pelo menos é assim o tratamento entre eles, vereadores,  deputados     estaduais, federais e senadores à cada pesquisa, a cada eleição  estão cada vez mais "sem prestígio". No estado de São Paulo quase um  milhão e meio de eleitores votaram no Tiririca para que ele descobrisse o  que faz um deputado. Ate agora não descobriu, pois não contou e deve  estar também sem saber o que fazem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fazem com dedicação é votar  datas comemorativas, instituindo os famosos dias do astronauta, do cacau,  da sogra, da babá, do jipe, do jegue e muitos e muitos outros dias.  Deve ter algum já imaginando projeto para que o ano tenha mais dias, por estar havendo um acúmulo de homenagens e já sendo  necessária a divisão dos homenageados por hora. Na cidade de São Paulo  os nobres edís votaram,  e os prefeitos sancionaram,  leis instituindo  dias como o da Tia Solteirona, do pescador amador, do passarinheiro, do  tamboréu, da esposa do Pastor Evangélico, do mel e outros trezentos e  poucos. Não entendi a comemoração do 14 de maio que é o dia do preso e a  do 13 de agosto que é o dia do encarcerado. Acho que nem eles  entenderam ou sabem o que votaram. Quem acompanha o programa CQC sabe o  quanto são desinformados os deputados e senadores. Muitos não tem a  mínima idéia de projetos que assinam, não sabem responder a questões  básicas e necessárias, são totalmente ignorantes em assuntos do dia a  dia da nação. Parece que não leem nem as capas dos jornais tamanha a  desinformação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nesta toada que um deputado federal aqui de São Paulo  está com um projeto tramitando na Camara. Obriga que restaurantes,  e  demais estabelecimentos que servem comida, coloquem no cardápio os  valores calóricos dos alimentos. Na justificativa o nobre representante  do povo alega que o brasileiro ingere comida de alto teor calórico por  absoluta falta de informação. Prevê o projeto que o estabelecimento que  não cumprir a exigência sofra multa, suspensão das atividade e cassação  da licença de funcionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo a imaginar como será, principalmente  aqui em São Paulo na hora do almoço dos apressados paulistanos, a  enorme fila das pessoas nos restaurantes self-service analisando as  calorias dos diversos pratos. No bar do &lt;a style="color: rgb(204, 0, 0);" href="http://www.sertaopaulistano.com.br/2008/07/bar-do-seu-joo.html"&gt;Seu João&lt;/a&gt; alguém vai estar  preocupado com as calorias da famosa calabreza na chapa, do seu  caprichado lanche que é feito com um tempero que só ele conhece?. Do  alto dos seus quase oitenta anos e da já esgotada paciência lusitana da  Ilha da Madeira ele simplesmente vai dizer: "se é assim não faço mais  nada, ninguém vai me obrigar a escrever esse negócio de caloria". E no &lt;a style="color: rgb(255, 0, 0);" href="http://www.sertaopaulistano.com.br/2008/06/baio-de-dois-com-patativa-do-assar.html"&gt; Aconchego do Assaré,&lt;/a&gt; também conhecido por Cantinho do Patativa, como que  o Ribinha vai calcular o teor calórico do baião de dois e dos  acompanhamentos que pode ser galinha ou buchada de bode, da manteiga de  garrafa?. Do teor calórico do queijo coalho na chapa, servido como  aperitivo, da rapadura servida como sobremesa e também conhecida como sorvete  cearense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme quer o deputado as informações calóricas deverão  constar em um detalhado cardápio, inexistente no Bar do Seu João, e no  Ribinha uma caprichada folha apenas com os nomes dos pratos. No Bar do  Giba, lá em Moema, não há cardápio e lousas afixadas nas paredes  informam os nomes das comidas e aperitivos. E o famoso, glorioso,  cantado em prosa e versos e tipico acepipe paulistano churrasquinho  grego pode ter sua extinção decretada junto com o projeto do deputado.  Se a origém da carne e do vinagrete já são o grande mistério, o cálculo  do teor calórico vai exigir muito do nutricionista a ser contratado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No  encerramento destas devo esclarecer que sou totalmente favorável aos  bons modos e costumes higiênicos e para isto existem os competentes departamentos  de fiscalização. Convido o nobre deputado a sair dos refrigerados  gabinetes e dos caríssimos restaurantes frequentados pela classe  politica do Brasil oficial e conhecer o Brasil real dos seus eleitores. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36454526-8287200000677144232?l=www.sertaopaulistano.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/z9QrCc30n3HbXdcgpXacfMqQ9Sg/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/z9QrCc30n3HbXdcgpXacfMqQ9Sg/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/z9QrCc30n3HbXdcgpXacfMqQ9Sg/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/z9QrCc30n3HbXdcgpXacfMqQ9Sg/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?a=vGTqfahwKHo:TGxhgY-bC4g:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://www.sertaopaulistano.com.br/2011/12/mais-uma-lei.html</link><author>noreply@blogger.com (José Maria)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36454526.post-2349257875186910104</guid><pubDate>Thu, 08 Dec 2011 13:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-08T11:51:31.745-02:00</atom:updated><title>Oito de Dezembro: é o aniversário da Avenida Paulista.</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Até para um caipira lá das bandas do interior o primeiro encontro com a  Avenida Paulista é para não esquecer jamais. Foi amor à primeira vista, é  "lugar comum" eu sei, e  detestado pela nossa Editora Chefe Fernanda de  Aragão e o que não é pouca coisa não. O bem querer que a cada caminhada  por lá mais aumenta, mais deixa o velho caipira sempre feliz e  emocionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com cento e vinte anos nesta data querida a Avenida Paulista  continua sendo a mais querida e "usada" para manifestações de alegria,  das conquistas do futebol à eleição do primeiro presidente operário; de  passeatas de reinvidicação salarial, politicas, direitos civís.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na  Avenida Paulista está o Museu de Arte Moderna, diversos centros  culturais, cinemas, a sede da maior federação de empresários do país,  sede dos grandes bancos, igrejas, hospitais. O Parque Trianon,  preservado com a vegetação e arvores centenárias, é o ar puro da Mata  Atlantica que purifica o ambiente das "fumaças" dos quatro mil e  duzentos carros, dos mil e duzentos ônibus que por ali passam nos  horários de pico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cinco mil moradores da Avenida Paulista e o um  milhão e meio de pessoas que todos os dias por ali circulam agradecem.         &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-VtVshU2d_nQ/TuC8vvP0UJI/AAAAAAAAAtI/K3_5FItKySQ/s1600/avenida-paulista-1891.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-VtVshU2d_nQ/TuC8vvP0UJI/AAAAAAAAAtI/K3_5FItKySQ/s400/avenida-paulista-1891.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5683750258064248978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(0, 153, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Era o ano de 1891&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-lYZfij2i8fo/TuC7LFtpZWI/AAAAAAAAAsw/dVGW0CcCFfU/s1600/DSC01596.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-lYZfij2i8fo/TuC7LFtpZWI/AAAAAAAAAsw/dVGW0CcCFfU/s400/DSC01596.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5683748528928154978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(51, 204, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Dezembro de 2011&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-be_NdIU2XvQ/TuC6m-gRnKI/AAAAAAAAAsk/mMrukcgm0Vs/s1600/100_0714.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-be_NdIU2XvQ/TuC6m-gRnKI/AAAAAAAAAsk/mMrukcgm0Vs/s400/100_0714.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5683747908517731490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style=" color: rgb(51, 204, 0);font-family:courier new;" &gt;Ainda o Dezembro 2011&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-BzMcluIUzZo/TuC6ONQtuHI/AAAAAAAAAsY/DyT9030y2ZM/s1600/av-paulista.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-BzMcluIUzZo/TuC6ONQtuHI/AAAAAAAAAsY/DyT9030y2ZM/s400/av-paulista.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5683747482982266994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style=" color: rgb(0, 153, 0);font-family:courier new;" &gt;O Masp &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-1xUmZJSHkLM/TuC7eD622gI/AAAAAAAAAs8/K2DWA56riYY/s1600/Trianon10.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-1xUmZJSHkLM/TuC7eD622gI/AAAAAAAAAs8/K2DWA56riYY/s400/Trianon10.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5683748854864206338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style=" color: rgb(51, 204, 0);font-family:courier new;" &gt;O Parque Trianon&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36454526-2349257875186910104?l=www.sertaopaulistano.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/U6xjW-2ui9TNVJ0DlpvA3kr3GNs/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/U6xjW-2ui9TNVJ0DlpvA3kr3GNs/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/U6xjW-2ui9TNVJ0DlpvA3kr3GNs/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/U6xjW-2ui9TNVJ0DlpvA3kr3GNs/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?a=4PWQtUGZd8A:s13orSXa63w:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://www.sertaopaulistano.com.br/2011/12/oito-de-dezembro-e-o-aniversario-da.html</link><author>noreply@blogger.com (José Maria)</author><media:thumbnail url="http://1.bp.blogspot.com/-VtVshU2d_nQ/TuC8vvP0UJI/AAAAAAAAAtI/K3_5FItKySQ/s72-c/avenida-paulista-1891.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36454526.post-1088153630349465533</guid><pubDate>Wed, 30 Nov 2011 01:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-30T01:31:33.632-02:00</atom:updated><title>O Parque da Água Branca</title><description>&lt;p  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A Nair Botiquio, criativa e inspirada artesã especializada em concreto celular,  nos escreveu sugerindo uma postagem sobre o Parque da Água Branca. O t&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;exto da sugestão já era também criativo e inspirado e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;então deixou de ser a suge&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;stão e é a p&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ostagem de hoje.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-KCLxZiGYDuc/TtWhUpu0WsI/AAAAAAAAAsA/MIKnhZnXdBs/s1600/Parque%2B%25C3%2581gua%2BBranca.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-KCLxZiGYDuc/TtWhUpu0WsI/AAAAAAAAAsA/MIKnhZnXdBs/s400/Parque%2B%25C3%2581gua%2BBranca.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680623881169427138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: arial; font-style: italic;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;"O Parque Fernando Costa, mais conhecido como Parque da Água Branca é um lugar  fantástico pertinho aqui de casa, um oásis em plena avenida Francisco Matarazzo,  muito movimentada, cercada de prédios!.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family: arial; font-style: italic;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;p&gt;Desde que foi inaugurado, em 02 de junho de 1929, vem nos encantando com seus  bambuzais, palmeiras, figueiras, lagos, aquário, bichos, festas, feiras,  música...uma alegria!&lt;/p&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;A beleza e a importância do Parque foram poeticament&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;e musicadas numa  singela declaração de amor de Paulinho Nogueira: "Parque da Água Branca". &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Grande homem, maravilhoso músico, Paulinho Nogueira, além de nos presentear  com seu violão e belíssimas canções, ainda lutou muito para que o parque não  fosse transformado num shopping center!. Morador do bairro e frequentador do  parque, indignado, formou, liderou e presidiu uma associação contra a  privatização. As obras foram canceladas, para alívio dos pássaros, árvores,  flores, crianças e de todos nós que estamos cansados de tanta ignorância e falta  de sensibilidade por parte daqueles que deveriam ser nossos amigos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p style="font-style: italic;"&gt;Que delícia poder passar horas caminhando, admirando seus prédios no estilo  normando, os vitrais art déco do Portal da entrada, as aves soltas, sentindo a  natureza toda a nos abraçar carinhosamente.&lt;/p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p style="font-style: italic;"&gt;Assim, descobrindo-nos tão chão, tão raiz, podemos provar com muito mais  sabedoria e prazer, aquele cafezinho gostoso, acompanhando uma broa de milho  assada no fogão de lenha! É só se achegar na Casa do Caboclo, uma réplica das  casas de taipa existentes no interior, que mexe e remexe com os sentimentos da  gente, mesmo sendo tão paulistanos!&lt;/p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p style="font-style: italic;"&gt;Que bom ainda poder passear pela Alameda Paulinho Nogueira, que nos leva a um  bosque tão encantador quando ele próprio! Caminhos que nos fazem acreditar num  mundo melhor, cheio de boa vontade, criatividade, respeito e amor.&lt;/p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;p style="font-style: italic;"&gt;Pois vivo assim a minha vida, com as anteninhas sempre ligadas às coisas  belas, à música, à natureza, às pessoas de bem... Tudo que vejo e sinto segue da  alma, direto para as minhas mãos de artesã, que esculpem variadas peças em  concreto celular.  &lt;/p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;p style="font-style: italic;"&gt;Fico pensando... se a boa vontade, a criatividade, o respeito e o amor  recriam, transformam e enobrecem até a um bloco de concreto, o que não farão com  os homens?".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-sn2oTGIfMrk/TtWdo3OMgKI/AAAAAAAAAro/Q0b8rWsTxIk/s1600/Joaninha%2Bno%2BParque.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-sn2oTGIfMrk/TtWdo3OMgKI/AAAAAAAAAro/Q0b8rWsTxIk/s400/Joaninha%2Bno%2BParque.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680619830341566626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;p&gt;A joaninha da foto e a foto da joaninha são trabalhos da Nair Botiquio.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;p&gt;O Joca tinha também um texto sobre o Paulinho Nogueira e então por que não "juntar as palavras"?.&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-zniBsjXXYkM/TtWebkgQUiI/AAAAAAAAAr0/6Vkjn_5Ffu0/s1600/Paulinho%2BNogueira%2Bno%2Bparque.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 319px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-zniBsjXXYkM/TtWebkgQUiI/AAAAAAAAAr0/6Vkjn_5Ffu0/s400/Paulinho%2BNogueira%2Bno%2Bparque.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680620701490369058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;p&gt;Paulinho Nogueira no Parque da Água Branca&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Falar    que Paulinho Nogueira foi um dos maiores violonistas de nossa história é algo    mais ou menos comum para quem conhece alguma coisa do violão brasileiro,    mestre que foi dentre tantos, do Toquinho; dizer que foi genial, também é    lugar-comum, podendo ser &lt;/span&gt;&lt;i style="font-style: italic;"&gt;apenas &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;um    atributo técnico num grande grupo de músicos geniais que tivemos – está aí meu    amigo Zé Maria, que jamais me deixaria mentir, ele que conhece todos os    grandes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Não    encontro  um adjetivo ou expressão    capaz de definir Paulinho. Podemos, talvez, afirmar que ele foi alguém que fez    a diferença,  a favor,  para quem o conheceu e conviveu com ele    ou que simplesmente tenha prestado atenção à sua arte: certa vez, ouvi numa    entrevista de rádio – há tanto tempo, não me recordo a emissora ou o    entrevistador – e lhe perguntaram quem seria a musa inspiradora de “Menina”,    sua composição mais conhecida. Num assombro de sinceridade e mesmo    ingenuidade, Paulinho timidamente respondeu: “Ah, não posso falar! A “patroa” ficaria    brava!”, referindo-se à esposa. A singela maneira de encarar e ao mesmo    tempo contornar uma situação que poderia causar um pequeno dissabor doméstico,    é um modo de compreender o ser humano Paulo Arthur Mendes Pupo Nogueira, cuja    arte refletia sua própria maneira de ser, como podemos ver em canções como &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;O    Jogo é Hoje, Procissão de Sexta Feira Santa, Meus Três Cachorros, Cem    Anos de Perdão.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;    &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Quem    visitar com calma o Parque da Água Branca vai descobrir o “caminho do Paulinho    Nogueira”, uma área demarcada que seria um percurso mais ou menos regular que    ele fazia, nos quarenta anos que residiu nas imediações. Justíssima homenagem,    que espero permaneça e quem sabe possa ser ampliada, tornando-se uma    referência para as gerações futuras.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Parque da Água Branca, do Paulinho Nogueira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p  style="margin-bottom: 6pt; background: none repeat scroll 0% 0% white; font-family:lucida grande;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="  ;color:#464646;" &gt;"Esse           bosque tão amigo &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p  style="margin-bottom: 6pt; background: none repeat scroll 0% 0% white; font-family:lucida grande;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="  ;color:#464646;" &gt;Pedaço           de São Paulo antigo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p  style="margin-bottom: 6pt; background: none repeat scroll 0% 0% white; font-family:lucida grande;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="  ;color:#464646;" &gt;Na saída           pro interior&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p  style="margin-bottom: 6pt; background: none repeat scroll 0% 0% white; font-family:lucida grande;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="  ;color:#464646;" &gt;É um           pouco de poesia&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p  style="margin-bottom: 6pt; background: none repeat scroll 0% 0% white; font-family:lucida grande;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="  ;color:#464646;" &gt;Na luta           do dia-a-dia&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p  style="margin-bottom: 6pt; background: none repeat scroll 0% 0% white; font-family:lucida grande;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="  ;color:#464646;" &gt;Em busca           de paz e calor&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p  style="margin-bottom: 6pt; background: none repeat scroll 0% 0% white; font-family:lucida grande;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="  ;color:#464646;" &gt;Em meio           a tanta beleza&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p  style="margin-bottom: 6pt; background: none repeat scroll 0% 0% white; font-family:lucida grande;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="  ;color:#464646;" &gt;As cores           da natureza&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p  style="margin-bottom: 6pt; background: none repeat scroll 0% 0% white; font-family:lucida grande;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="  ;color:#464646;" &gt;E o           canto livre dos pardais&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p  style="margin-bottom: 6pt; background: none repeat scroll 0% 0% white; font-family:lucida grande;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="  ;color:#464646;" &gt;Jovens           casais namorados&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p  style="margin-bottom: 6pt; background: none repeat scroll 0% 0% white; font-family:lucida grande;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="  ;color:#464646;" &gt;Arriscam           carinhos ousados&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p  style="margin-bottom: 6pt; background: none repeat scroll 0% 0% white; font-family:lucida grande;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="  ;color:#464646;" &gt;À sombra           dos pinheirais&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p  style="margin-bottom: 6pt; background: none repeat scroll 0% 0% white; font-family:lucida grande;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="  ;color:#464646;" &gt;No           parque da Água Branca&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p  style="margin-bottom: 6pt; background: none repeat scroll 0% 0% white; font-family:lucida grande;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="  ;color:#464646;" &gt;A           esperança que a gente traz&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p  style="margin-bottom: 6pt; background: none repeat scroll 0% 0% white; font-family:lucida grande;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="  ;color:#464646;" &gt;Na flor           que não se arranca&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:100%;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="  ;color:#464646;" &gt;Na           árvore mansa deixada em paz...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36454526-1088153630349465533?l=www.sertaopaulistano.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uBzoEAJnFeXlKGLTviHiYxvM_5g/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uBzoEAJnFeXlKGLTviHiYxvM_5g/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uBzoEAJnFeXlKGLTviHiYxvM_5g/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uBzoEAJnFeXlKGLTviHiYxvM_5g/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?a=TTY3uhX2fsE:7nL47zpZfG8:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://www.sertaopaulistano.com.br/2011/11/o-parque-da-agua-branca.html</link><author>noreply@blogger.com (José Maria)</author><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/-KCLxZiGYDuc/TtWhUpu0WsI/AAAAAAAAAsA/MIKnhZnXdBs/s72-c/Parque%2B%25C3%2581gua%2BBranca.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36454526.post-4648556661185402281</guid><pubDate>Tue, 22 Nov 2011 11:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-23T11:46:52.017-02:00</atom:updated><title>Apresentação do cd Feito de Corda e Cantiga.</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-wSS_bZt4vI0/TsuP90AfB1I/AAAAAAAAArc/He2WM2tfTk8/s1600/Baner%2BK%25C3%25A1tya.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 363px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-wSS_bZt4vI0/TsuP90AfB1I/AAAAAAAAArc/He2WM2tfTk8/s400/Baner%2BK%25C3%25A1tya.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5677790047326111570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;O Joca, escritor de rara  habilidade para fazer o encontro das palavras com a emoção, e nosso confrade aqui no Ser Tão,  escreve no encarte do cd Feito de Corda e Cantiga que "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Kátya  Teixeira carrega no sangue e na pele  tradições ancestrais que remontam  as Minas e as Alagoas de seus pais,  por sua vez  amalgamados à cristãos  novos, mouros, moçárabes, ciganos...  Batuques negreiros e danças  indígenas,  cantigas vindas do caldeirão  ibérico, repercurtindo ecos  celtas, visigodos, hindi. Com o rigor  incansável da pesquisadora e a   sensibilidade da artista, capta a  essência da beleza e sabedoria  ocultas na simplicidade cultivada há  milênios pelos povos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Buscar, re-criar, cantar, dialogar, confluir... esta tem sido a sina dessa genuína paulistana de alma mestiça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="font-family: arial; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nas  suas andanças, junta no alforje loas,  lundus, jigas, joropos,  congados, sambas, fados, choros, aboios, cantos  de trabalho. Com seus  parceiros – são muitos, entre consagrados músicos e  anônimos, gente do  povo – cria novas harmonias, enriquecidas de novos  sabores e saberes,  cores.  Nada em sua obra é fortuito, qualquer  referência tem sua razão  de ser e de estar ali!".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Sobre os compositores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tempo presente: O grupo dos Quatro e a Musa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p  style="font-style: italic; font-family: arial; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  Os quatro compositores convidados – Giordano Mochel, Chico Branco, Luis   Perequê e Jean Garfunkel – formam um Qvadrivium, (nas universidades   medievais, o qvadrivium representava os conhecimentos básicos em   aritmética, geometria, astronomia e música) representam quatro caminhos   convergentes. Um a um eles chegam. Vem das veredas, senzalas, bares,   ruas, vilas, morros... acordes vicejantes do corpo e da alma de nossa   gente, rastreando nosso genoma cultural!. Em  Feito de Corda e Cantiga a Alquimia se faz!!!  Diferentes caminhos  entrecruzam-se, possibilidades de diálogos se  expandem com leveza e  coloridez, sem esquecer o rigor, pois aprendeu com  muitos mestres a  arte de “bordar” canções, timbres e harmonias!.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="font-style: italic; font-family: arial; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  Os  quatro, a Musa, mais um fuzuê de  instrumentistas geniais, uma  confraria em seu sentido puro – místico –,  uma "arreunião" - do verbo  arreunir - que nos diverte, emociona e  provoca reflexões a respeito do  nosso ser e estar neste mundo!".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=" font-style: italic;font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;&lt;span&gt;O cd é um projeto realizado com o apoio do  Governo do Estado      de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura -  Programa de Ação Cultural -      2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana; font-style: italic;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family: verdana; font-style: italic;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Com  apoio também do Matim Pererê  Empório Cultural e do Ponto de Cultura  Caiçaras, da cidade de Cananéia, na gravação do Fandango  da faixa 13  Vida Aventureira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana, sans-serif;"&gt;Os ritmos    passeiam por: &lt;/span&gt;   &lt;span style="FONT-FAMILY:verdana,sans-serif"&gt;choro-boi, fandango, moda de viola, afoxé, tambor de      crioula, joropo venezuelano, polo margariteño, cantigas, samba, congo      capixaba, congado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:100%;"&gt;&lt;span _mce_style="color: #222222;" style="color: rgb(34, 34, 34);"&gt;&lt;div&gt;Músicos que participaram do cd:&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span _mce_style="color: #222222;" style="color: rgb(34, 34, 34);"&gt;   &lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Kátya Teixeira &lt;/span&gt;- voz solo, vocais, violão 6 cordas e cuatro     &lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Thomas Rohrer &lt;/span&gt;- rabeca     &lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sérgio Turcão&lt;/span&gt; - baixolão e vocais     &lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gabriel Levy &lt;/span&gt;- acordeon     &lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span _mce_style=" color: #000000;" style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span _mce_style=" color: #222222;" style="color: rgb(34, 34, 34); font-style: italic;"&gt;Noel Andrade e &lt;/span&gt;&lt;span _mce_style=" color: #222222;" style="color: rgb(34, 34, 34);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ricardo Vignini&lt;/span&gt; - violas caipira, de cocho, de      cabaça&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;      &lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span _mce_style="color: #000000;" style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span _mce_style="color: #222222;" style="color: rgb(34, 34, 34); font-style: italic;"&gt;Aluá      Nascimento, Cássia Maria, Jica Thomé, &lt;/span&gt;&lt;span _mce_style="color: #222222;" style="color: rgb(34, 34, 34);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Manoel Pacífico&lt;/span&gt;      -&lt;/span&gt;&lt;span _mce_style="color: #222222;" style="color: rgb(34, 34, 34);"&gt; percussão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;      &lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;André Venegas&lt;/span&gt; (Barbatuques)     &lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span _mce_style="color: #222222;" style="color: rgb(34, 34, 34);"&gt;Ney Couteiro -      &lt;/span&gt;Violão de 8 cordas, cuatro&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span _mce_style=" color: #000000;" style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span _mce_style="color: #222222;" style="color: rgb(34, 34, 34);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fandango&lt;/span&gt; - Jovens Fandangueiros de      Itacuruçá, &lt;/span&gt;&lt;span _mce_style=" color: #222222;" style="color: rgb(34, 34, 34);"&gt;Vida Feliz de Cananéia e Caiçaras do      Acaraú&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;      &lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span _mce_style="color: #222222;" style="color: rgb(34, 34, 34);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rodrigo y Castro&lt;/span&gt; -      &lt;/span&gt;Flautas&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Manassés Aragão&lt;/span&gt; - Trompete     &lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Clara Bastos&lt;/span&gt; - Baixo     &lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;José de Geus&lt;/span&gt; - clarinete     &lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mochel, Daniel Figueiredo, Amauri Falabella, Marcelo Pretto&lt;/span&gt; -    vocais&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/span&gt;   &lt;/span&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="COLOR:rgb(34,34,34)"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36454526-4648556661185402281?l=www.sertaopaulistano.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/A7sYfzAmnXKX15bEcBLMb9-W6gQ/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/A7sYfzAmnXKX15bEcBLMb9-W6gQ/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/A7sYfzAmnXKX15bEcBLMb9-W6gQ/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/A7sYfzAmnXKX15bEcBLMb9-W6gQ/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?a=0_v3naJNohE:VM73-Jo4ESE:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://www.sertaopaulistano.com.br/2011/11/apresentacao-do-novo-cd-feito-de-corda.html</link><author>noreply@blogger.com (José Maria)</author><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/-wSS_bZt4vI0/TsuP90AfB1I/AAAAAAAAArc/He2WM2tfTk8/s72-c/Baner%2BK%25C3%25A1tya.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36454526.post-4223006210643129852</guid><pubDate>Tue, 15 Nov 2011 00:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-16T08:30:22.235-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Kátya Teixeira</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Arte e Cultura</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cultura Popular</category><title>O ARTISTA POPULAR</title><description>Meu fascínio pelo que hoje chamamos de arte popular decorre especialmente de uma imagem de infância: num fim de semana em Junqueirópolis, extremo oeste paulista, uma dupla de repentistas trocava versos, acompanhados por roufenhos toques de viola, como nunca tinha ouvido antes – eu conhecia o toque de viola, mas da típica caipira, de timbre tristonho e nostálgico. Mas aquelas eram violas diferentes, de bojo maior, “braço” mais estreito e cravelheira comprida, quase do tamanho do braço. Mas o que chamava mesmo a atenção era o som, áspero, porém, incrivelmente melodioso, semelhante as vozes dos cantadores, monótonas, entretanto agressivas. Por ali não havia repentistas, aquela região fronteiriça abrigava várias  tradições violeiras advindas dos pampas, das geraes, de Goiás, do Mato Grosso antes da divisão. Violas nordestinas praticamente nunca eram vistas. Talvez por isso, tenha ficado forte na memória aqueles trinados, a ligeireza dos versos; tudo aquilo me marcou profundamente. Embora não  conhecesse diretamente, curiosamente me reconheci nos mesmos, o que era bem verdade, pois tinha latente circulando por minhas veias, o genoma cultural herdado de meus pais sertanejos. De algum modo, retomava um caminho que atravessava desertos, montanhas, pântanos, florestas, guerras, história. &lt;br /&gt;Desde sempre os cantares populares sempre fizeram parte de minha vida: as Folias, as cantorias que sempre tinham vez em nossa casa, até que circunstâncias econômicas nos forçaram a fazer parte das levas de agricultores saídos do campo para a Capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-4cnyS5EPYkU/TsG-8OmZEFI/AAAAAAAAAko/Bl5P4FGGLRg/s1600/repentistas.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 179px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-4cnyS5EPYkU/TsG-8OmZEFI/AAAAAAAAAko/Bl5P4FGGLRg/s320/repentistas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5675026947384086610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte popular é mais que entretenimento – embora seja esse o objetivo primeiro. Nas comunidades mais simples, não massificadas e dominadas pela gigantesca onda consumista, o artista – cantor, pintor, artesão, poeta - era simplesmente mais  um membro da comunidade,  dotado de certos dons. A arte era um &lt;em&gt;partilhar&lt;/em&gt;,  expressão de uma capacidade que nos parecia segura e inalienável: trocar experiências. Até mesmo a comunicação com o Divino era direta, sem intermediários. A evolução cultural e tecnológica primeiro retirou do Homem a capacidade de comunhão direta com Deus, criando as figuras dos Sacerdotes; por fim tornou possível a eliminação da necessidade de comunicação direta entre as pessoas; o telefone, o email, etc., tornam desnecessária a comunicação direta e ao vivo. Não se trata  de julgamento contra ou a favor da tecnologia: as vantagens são inumeráveis, nos faz ganhar tempo, idéias e notícias circulam rapidamente. Porém, como grande parcela da humanidade tem vocação sedentária, nos acomodamos a tais facilidades, nos afundamos em compromissos  e terminamos por perder contato uns com os outros: fico meses, até anos sem ver amigos que moram a poucas léguas de minha casa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-wQNtOE-bfjE/TsG-XbPSFsI/AAAAAAAAAkc/XeNB6TOlF9k/s1600/Congada%252520de%252520Ilhabela_jpg.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 238px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-wQNtOE-bfjE/TsG-XbPSFsI/AAAAAAAAAkc/XeNB6TOlF9k/s320/Congada%252520de%252520Ilhabela_jpg.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5675026315121661634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como medir o que é essencial  e o que é supérfluo? Esta resposta “não está soprando com o vento”, mas se encontra dentro de nós mesmos: a experiência direta do &lt;em&gt;viver&lt;/em&gt; é uma ferramenta básica. Lembro-me de uma frase atribuída a Hemingwey: “a literatura tem mais valor quando gerada a partir da vivência direta.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto, então, ao tema do “artista” e seu papel na sociedade: o verdadeiro &lt;em&gt;artista popular&lt;/em&gt; não é o ser apartado, elevado à condição mitológica de estrela, com características  sobre-humanas; seu ofício é divertir, sim, mas também ensinar, dividir com todos da comunidade o que generosamente recebeu da mesma, através das tradições, da história de cada lugar,  das  experiências por todos compartilhadas. O artista diverte, mas ensina, é o ponto de intersecção entre os membros do grupo. O artista popular é sempre aquele que estabelece como diretriz a comunhão permanente com suas origens – sem naturalmente abdicar da procura pelo novo, pois tradição não é fossilização;  é vida e movimento. Lembrando Pablo Milanês, traduzido por Dércio Marques:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Pobre do cantor que não se afirma&lt;br /&gt;que não mantém seguro&lt;br /&gt;seu proceder com todos”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mestre de reisado, José Pereira Lima&lt;/em&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-_F1DgrC4uKU/TsG9VrfT_hI/AAAAAAAAAkQ/OZ1RkhzNpQE/s1600/jose-pereira-lima-mestre-de-reisado-agua-branca-foto-neno-canuto2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 284px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-_F1DgrC4uKU/TsG9VrfT_hI/AAAAAAAAAkQ/OZ1RkhzNpQE/s320/jose-pereira-lima-mestre-de-reisado-agua-branca-foto-neno-canuto2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5675025185612496402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                                        &lt;br /&gt;                                           §&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deverá ser lançado brevemente o novo disco de Kátya Teixeira, &lt;em&gt;"Feito de Corda e Cantiga"&lt;/em&gt; – aguardem o anúncio oficial por parte do Zé Maria, memorialista do ser-tão paulistano, membro do &lt;em&gt;staff&lt;/em&gt;  da cantora, pesquisadora, instrumentista e eterna musa do ser-tão. &lt;br /&gt;Sem delongas, segue a dica: vale a pena. Aos que já conhecem seu trabalho saibam que ela segue um rigoroso itinerário que de certo modo complementa as etapas iniciadas com &lt;em&gt;Katchêrê&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Lira do Povo&lt;/em&gt;.  Katya Teixeira é uma artista que  traduz o sentimento de síntese, estabelece uma real e instantânea comunicação entre a artista e quem a ouve: ora, o cantar mestiço, a índia,  a negra, a  guerreira do canto forte; ora, a delicadeza da voz cristalina e harmônica. É sempre o cantar que emociona, vibra, em cada célula do seu sere toca a todos em volta: canto de suor,  de sangue, de alegria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-JJmD2w8rpPw/TsG6umn8mhI/AAAAAAAAAkE/ajkvWjjPEwA/s1600/feito%2Bde%2BCorda%2Be%2BCantiga.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 290px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-JJmD2w8rpPw/TsG6umn8mhI/AAAAAAAAAkE/ajkvWjjPEwA/s320/feito%2Bde%2BCorda%2Be%2BCantiga.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5675022315268381202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36454526-4223006210643129852?l=www.sertaopaulistano.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/x0YCxS1qBfyCLYcdcRCffl7v-2A/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/x0YCxS1qBfyCLYcdcRCffl7v-2A/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/x0YCxS1qBfyCLYcdcRCffl7v-2A/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/x0YCxS1qBfyCLYcdcRCffl7v-2A/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?a=X2HSS4zkOMM:hoCxT21nS4A:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://www.sertaopaulistano.com.br/2011/11/o-artista-popular.html</link><author>noreply@blogger.com (Joca)</author><media:thumbnail url="http://1.bp.blogspot.com/-4cnyS5EPYkU/TsG-8OmZEFI/AAAAAAAAAko/Bl5P4FGGLRg/s72-c/repentistas.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36454526.post-5546838078096392105</guid><pubDate>Tue, 08 Nov 2011 12:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-08T10:23:54.734-02:00</atom:updated><title>"Dos amoladores"</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sou frequentador diário de onibus  urbanos,  que teriam a função de atender às necessidades de locomoção do  paulistano, de nascimento e adoção. Um ex-prefeito colocou um cartaz  nos coletivos, eram chamados assim, e não faz muito tempo, com a frase  "Onibus: um direito do cidadão e um dever do Estado". Bonito, civilizado e, como diz o Joca Ramiro "de boas intenções o inferno está  cheio", a frase de efeito não resultou em nenhum feito bom para a  população e o transporte coletivo por estas bandas continua "maus".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em algumas  situações a viagem exige uma paciência de monge, de vários monges.  Alguns passageiros precisam e necessitam de conversar com alguém, outro,  ou outra, de fazer um comentário para se mostrar simpático (a), civilizado (a).  Um dos mais comuns para puxar uma conversa é sobre o  tempo. Como dizia Nelson Rodrigues "é batata", com a primeira entrada ser a  clássica observação "que chuva, heim" ou "que calor, heim?" ou "que frio,  heim?". Para deixar o companheiro, ou companheira, de banco  desconsertado (a) digo sempre "a Rosana Jatobá já tinha feito a previsão ontem à noite  e à tarde o tempo vai mudar completamente". É um banho de água fria e  muitos desistem de continuar a conversa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Machado de Assis em uma  crônica publicada no dia 4 de julho de 1883 "fala" de uma novidade que  chegava naqueles dias: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"ocorreu-me compor uma certas regras para o uso dos que freqüentam &lt;/span&gt;&lt;span&gt;bonds&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;   O desenvolvimento que tem sido entre nós esse meio de locomoção,   essencialmente democrático, exige que ele não seja deixado ao puro   capricho dos passageiros. Não posso dar aqui mais do que alguns extratos   do meu trabalho; basta saber que tem nada menos de setenta artigos.  Vão  apenas dez.".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;O maior dos nossos escritores. também um dos maiores dos nossos cronistas, não poderia jamais imaginar que depois do onibus viriam o trem, o metro, as kombis, as vans e taxis. Já postei &lt;a href="http://www.sertaopaulistano.com.br/2011/10/os-encatarroados_08.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; o primeiro artigo e, com a permissão do Grande Mestre, mais dois&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: center; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;em&gt;"Art. III - Da leitura dos jornais&lt;/em&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;em&gt;Cada vez que um passageiro abrir a folha que estiver lendo, terá o  cuidado de não roçar as ventas dos vizinhos, nem levar-lhes os chapéus.  Também não é bonito enconstá-los no passageiro da fre&lt;/em&gt;&lt;em&gt;nte.&lt;/em&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: center; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;Art. V - Dos Amoladores&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;T&lt;i&gt;oda pessoa que sentir necessidade de contar os seus negócios íntimos,  sem interesse para ninguém, deve primeiro indagar do passageiro  escolhido para uma tal confidência, se ele é assaz cristão e resignado.  No caso afirmativo, perguntar-se-lhe-á se prefere a naração ou uma  descarga de pontapés. Sendo provável que ele prefira os pontapés, a  pessoa deve imediatamente pespegá-los. No caso, aliás extraordinário e  quase absurdo, de que o passageiro prefira a narração, o proponente deve  fazê-lo minuciosamente, carregando muito nas circustâncias mais  triviais, repetindo os ditos, pisando e repisando as coisas, de modo que  o paciente jure aos deuses não cair em outra."&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Este artigo, sei não, acho que foi também pensado para os motoristas de táxi, ou no tempo de Machado, dos cocheiros?.&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;É um costume de alguns homens, as mulheres não fazem, entrarem nos onibus e  se dividirem em bancos distantes, acho que para ter a oportunidade de  paquerar - lembram-se desta expressão? - a passageira que pode sentar ao  seu lado. Ficam conversando alto, evidente, sobre os acontecimentos do  dia e todos ouvem as aventuras. Machado de Assis já observava esta  situação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: center; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Art. VIII - Das conversas &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quando duas pessoas, sentadas a distancia, quiserem dizer alguma coisa  em voz alta, terão o cuidado de não gastar mais de quinze ou vinte  palavras, e, em todo caso, sem alusões maliciosas, principalmente se  houver senhoras."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O ser humano, ou o sofredor do transporte coletivo, continua o mesmo muitos e muitos anos depois. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36454526-5546838078096392105?l=www.sertaopaulistano.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/rAfIYLVhUjZ84Qnwv8khtUE31n8/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/rAfIYLVhUjZ84Qnwv8khtUE31n8/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/rAfIYLVhUjZ84Qnwv8khtUE31n8/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/rAfIYLVhUjZ84Qnwv8khtUE31n8/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?a=1UEx5CLqJNM:ovIAkCubeps:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://www.sertaopaulistano.com.br/2011/11/dos-amoladores.html</link><author>noreply@blogger.com (José Maria)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36454526.post-8467824370901250973</guid><pubDate>Sat, 29 Oct 2011 17:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-08T21:29:40.092-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">O Sertão e a Cidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Folclore</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Música Brasileira</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Gente de Fora</category><title>O PÉ QUEBRADO DO THOMAS</title><description>Quem acompanha o circuito da chamada música regional ou independente - eufemismo para designar quem não faz parte da denominada musica comercial das grandes gravadoras - conhece o Thomas Rohrer, suíço radicado no Brasil há mais 15 anos, apaixonado que se tornou pelos nossos ritmos. Por conta de seu envolvimento com nossa cultura genuinamente popular, se tornou um dos maiores conhecedores do que ainda resta da gigantesca pesquisa que o então Secretário da Cultura de São Paulo, Mário de Andrade, empreendeu a partir de 1938, a Missão de Pesquisas Folclóricas. &lt;br /&gt;O trabalho orientado por Mário ainda está para ser descoberto pelo grande público, passados mais de 70 anos de seu empreendimento. Há alguns anos, A Barca, grupo do qual o Thomas faz parte, refez o percurso dos pesquisadores orientados por Mário, resultando o documentário em DVD Os Sete Curtas, seguido do CD A Trilha, da Barca. No mesmo rol, o belíssimo disco Baião das Princesas, com a participação da comunidade Casa Ashanti, do Maranhão. Todos os trabalhos, assim como a Missão de Pesquisas Folclóricas, são desconhecidos do grande público, ao contrário da obra  “éguinha pocotó”, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-t-PvDwm_tqg/Tqw9O5bBIxI/AAAAAAAAAj4/UP_vsTIqrIs/s1600/caixa_missao.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 194px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-t-PvDwm_tqg/Tqw9O5bBIxI/AAAAAAAAAj4/UP_vsTIqrIs/s320/caixa_missao.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5668973357094216466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois quem vê o Thomas, sua figura pacata e tranqüila, é difícil imaginá-lo como um dos sujeitos mais irriquietos do mundo da música, formando as parcerias mais inusitadas, transitando por toda parte entre Évora, Portugal, onde participa regularmente de um festival de música étnica, Bálcãs, EUA, sua Suíça natal, Recife, Reino Unido, naturalmente São Paulo. Compõe e toca música para teatro, cinema e dança. Entre seus parceiros encontramos músicos populares, violeiros e expoentes do jazz e da música experimental: &lt;em&gt;seu&lt;/em&gt; Nelson da Rabeca, o saudoso Zé Gomes, o percussionista Fábio Freire, Abaetetuba, Chris Stout, Hans Koch, a cantora Saadet Türköz do Cazaquistão, Michele Agnes, dentre tantas e tantos. A propósito, no terceiro CD da musa Kátya Teixeira, é do Thomas a rabeca que lá ouvirão, assim como no disco de &lt;em&gt;seu&lt;/em&gt; Manoel de Oliveira, o violeiro do Grande Sertão do Urucuia, produzido por Paulo Freire. Faz parte regularmente do Quarteto Original com Carlinhos Antunes, Chris Stout e Rui Barossi. Um verdadeiro andarilho planetário, ávido por descobertas, parcerias e linguagens, que iniciou-se na música com o violino, estudou saxofone e atualmente é conhecido como rabequeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-nLXtaBaHiVM/Tqw87GgU7kI/AAAAAAAAAjs/jug_tT96DpY/s1600/KXocoCDColecaoTuristaAprendiz.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 288px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-nLXtaBaHiVM/Tqw87GgU7kI/AAAAAAAAAjs/jug_tT96DpY/s320/KXocoCDColecaoTuristaAprendiz.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5668973017008762434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ouvi “Pé Quebrado”, composição de sua autoria, não foi dificil imaginar como uma homenagem a um dos estilos de repentes (quadra de sete silabas, sendo que a 4ª tem número inferior, daí o pé quebrado) mais comuns do nordeste brasileiro, fartamente documentado por Câmara Cascudo no magnífico Vaqueiros e Cantadores. Abaixo, um exemplo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em verdade lhes digo&lt;br /&gt;Que não tenho desavenças&lt;br /&gt;E em matéria de crenças,&lt;br /&gt;Sou ateu...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...ao que o desafiante rebate e assim prossegue. O estilo é de origem ibérica – na Espanha quinhentista chamado &lt;em&gt;pies quebrados&lt;/em&gt;, em Portugal o mesmo que aqui. Há quem diga que a denominação se associa á simples quebra de ritmo da poesia, mas eruditos já se debruçaram sobre o assunto, denotando uma origem clássica, segundo conta Armindo Trevisan, citado por Froilam de Oliveira em seu blog (www.froilamoliveira.blogspot.com) : &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Na poesia clássica, ou seja, greco-latina, a menor unidade de verso era o pé, formado por duas ou mais sílabas, divididas em dois elementos: a tese e a arse. Para os gregos, a tese indicava o tempo forte, no qual se batia o pé (donde procede o nome); e a arse, o tempo fraco, no qual se erguia o pé. Para os latinos, invertiam-se as denominações.&lt;br /&gt;"Transportados para uma língua neo-latina - como o português - os dois termos indicam as sílabas tônicas e as sílabas átonas. Em termos de versificação isossilábica (ou seja, na qual todas as sílabas tem peso igual), os esquemas clássicos podem ser reduzidos a quatro, dois binários e dois ternários".&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curioso de toda essa história é que o “Pé Quebrado” do Thomas nada tem a ver com o ritmo e à poesia típica do nordeste de fins do século XIX e inicio do XX, o mesmo até mesmo desconhecia a existência do tal! – não se pode saber tudo, né mesmo? No entanto, não deixou de ser homenagem, quiçá produto do sub inconsciente do gringo com alma brazuca, o que os junguianos chamam de sincronicidade. &lt;br /&gt;Um comentário casual do nosso amigo Zé Mangabeira - aquele que se diz Herdeiro do Trono do Brasil -, que cumprimentou um espantado Thomas pela “homenagem a um dos mais genuínos ritmos brasileiros, merecendo com isso uma comenda assim que assumir o trono de rei do Brasil”, fez com que a observação fosse citada no CD do Chris Stout, inédito no Brasil, &lt;em&gt;Chris Stout’s Brazilian Theory – Live in Concert&lt;/em&gt; (2011).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Abaixo, o Quarteto Original:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-rPg5E1YeokA/Tqw73JkF42I/AAAAAAAAAjg/Rt5kJQfMkGM/s1600/quarteto.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-rPg5E1YeokA/Tqw73JkF42I/AAAAAAAAAjg/Rt5kJQfMkGM/s320/quarteto.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5668971849598755682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o “pé quebrado” que aqui chegou junto com a viola portuguesa e a rabeca, ganhando características puramente brasileiras e retorna aos palcos do mundo pela mesma rabeca  e o &lt;em&gt;fiddle&lt;/em&gt;, como é chamado o violino no irlandês tradicional...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36454526-8467824370901250973?l=www.sertaopaulistano.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Pg5lx1u7u-eAFwakcxxCfBNF2Bo/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Pg5lx1u7u-eAFwakcxxCfBNF2Bo/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Pg5lx1u7u-eAFwakcxxCfBNF2Bo/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Pg5lx1u7u-eAFwakcxxCfBNF2Bo/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?a=c0mpgrAfZpk:NOUgfOSrBYE:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://www.sertaopaulistano.com.br/2011/10/o-pe-quebrado-do-thomas-rohrer.html</link><author>noreply@blogger.com (Joca)</author><media:thumbnail url="http://3.bp.blogspot.com/-t-PvDwm_tqg/Tqw9O5bBIxI/AAAAAAAAAj4/UP_vsTIqrIs/s72-c/caixa_missao.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36454526.post-4237131476838051965</guid><pubDate>Thu, 27 Oct 2011 00:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-07T03:16:41.786-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Baião</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Humerto Teixeira</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">O Homem que Engarrafava Nuvens</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Árido Movie</category><title>Concorra a um DVD do documentário O Homem que Engarrafava Nuvens</title><description>&lt;b&gt;PROMOÇÃO ENCERRADA!&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;a vencedora foi Thina Curtis.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Parabéns!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;



&lt;br /&gt;
&lt;div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: center;"&gt;
&lt;img height="196" id=":current_picnik_image" src="http://www.irdeb.ba.gov.br/soteropolis/wp-content/uploads/2010/01/o-homem-que-engarrafava-nuvens.jpg" style="max-width: 800px;" width="320" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Olá gente boa do blog Ser-Tão Paulistano. Outubro já está no meio, e bastante aguado. É debaixo dessa chuva que lançamos aqui o primeiro sorteio do blog (regras lá pra baixo), uma parceria com o pessoal do Núcleo da Ideia, responsável pela divulgação do dvd O Homem que Engarrafava Nuvens. Veja a sinopse do documentário:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;big&gt;&lt;big&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;O Homem que Engarrafava Nuvens&lt;/b&gt;&lt;/big&gt;&lt;/big&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="215" src="http://www.youtube.com/embed/IgxYcpwMhX8" width="320"&gt;&lt;/iframe&gt;Do premiado diretor de Árido Movie, Cartola e Baile Perfumado, o documentário devolve a vida a uma década da música esquecida brasileira através da história  de Humberto Teixeira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Teixeira foi um dos compositores mais prolíficos na música popular brasileira  e responsável pela criação de um dos estilos mais importantes, o “Baião”. Ele foi responsável por clássicos como Adeus Maria Fulo e Asa Branca, a segunda canção mais popular do Brasil. A sua subida ao estrelato nos anos 50 foi meteórica, mas foi eclipsada pelo seu parceiro, Luiz Gonzaga, o ícone que imortalizou suas canções e tornou-as mais conhecidas na cultura brasileira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a chegada da Bossa Nova, o Baião e Humberto Teixeira afundaram-se na obscuridade. Nas décadas seguintes, a sua música só era ocasionalmente registrada, por exemplo, a resposta à Ditadura Militar de 1964.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O documentário acompanha a filha de Humberto Teixeira, Denise Dummont, em uma viagem para aprender mais sobre seu pai. O Homem que Engarrafava Nuvens é uma celebração da obra artística e musical de Teixeira e de sua contínua influência. Teixeira tem  expressiva importância não somente através do seu trabalho como advogado lutando pela proteção dos direitos autorais dos artistas no Brasil, ma também pela sua devoção à divulgação da música brasileira no resto do mundo. O documentário é uma celebração do próprio Brasil. O Baião é redescoberto agora e registrado por algumas estrelas mais vibrantes do país.&lt;/blockquote&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;big&gt;&lt;big&gt;Como Participar da Promoção?&lt;/big&gt;&lt;/big&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É bem fácil, fácil, fácil. É só seguir os passos abaixo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;1. Escreva um comentário.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Mas atenção, escreva aqui nessa postagem mesmo. Olha que em outro lugar não vai dar certo. Escreva uma frase bacana ou só um "eu quero" que estará valendo.&lt;br /&gt;
ATENÇÃO: não esqueça de se identificar de forma que a equipe do blog saiba quem você é.&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Ajude o blog a crescer &lt;/b&gt;(não é obrigatório, mas seria bacana!)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a) Siga esse blog.&lt;br /&gt;
Está vendo aí do lado uma caixinha "Amigos do Ser-Tão"? É só clicar em "Participar deste site".&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
b) Compartilhe links.&lt;br /&gt;
Você está inscrito em alguma rede social? Compartilhe nossos links. A equipe do blog agradece!&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;big&gt;&lt;big&gt;&lt;b&gt;Qual é o prazo da promoção?&lt;/b&gt;&lt;/big&gt;&lt;/big&gt;&lt;br /&gt;
A promoção está valendo &lt;b&gt;até dia 31 de outubro de 2011&lt;/b&gt;, dia do saci! &lt;b&gt;O sorteio será feito no dia 01 de novembro&lt;/b&gt;, escapando dos finados!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;big&gt;&lt;big&gt;&lt;big&gt;Boa Sorte! &lt;/big&gt;&lt;/big&gt;&lt;/big&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="zemanta-pixie"&gt;
&lt;img alt="" class="zemanta-pixie-img" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=05fdfba6-c0ad-850c-bee1-df451d1d054a" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36454526-4237131476838051965?l=www.sertaopaulistano.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/vGgqZDHg-GBsMm0_kUPoxDYSeRs/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/vGgqZDHg-GBsMm0_kUPoxDYSeRs/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/vGgqZDHg-GBsMm0_kUPoxDYSeRs/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/vGgqZDHg-GBsMm0_kUPoxDYSeRs/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?a=kd8vIY2M98A:l_6ZdCFWKp8:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://www.sertaopaulistano.com.br/2011/10/concorra-um-dvd-do-documentario-o-homem.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernanda de Aragão e Ramirez)</author><media:thumbnail url="http://img.youtube.com/vi/IgxYcpwMhX8/default.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>11</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36454526.post-5691239981510553587</guid><pubDate>Fri, 21 Oct 2011 02:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-21T08:31:26.196-02:00</atom:updated><title>Motivos para ir ao Bar do Frango neste sábado</title><description>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;01  Vai ter apresentação da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Kátya Teixeira&lt;/span&gt;,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;02- É uma das mais belas vozes da nossa canção,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; 03- É extremamente profissional, competente ao máximo e tem o maior     respeito com o seu público,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;       04- É uma das maiores conhecedoras e divulgadoras da nossa verdadeira cultura,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;05- Pode apresentar musicas do novo disco, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Feito de Cordas e Cantigas&lt;/span&gt;,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; 06- Toca violão e rabeca nesta apresentação, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; 07- É a&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Nossa Musa&lt;/span&gt;, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; 08- É neste sábado, dia vinte e dois, às nove da noite, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;      09- O lugar é aconchegante, pequeno e fica na perifa,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; 10- É como ver um show na sala da nossa casa,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; 11- Não cobra couver artístico, consumação mínima e não trabalha com     cartão de crédito,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;       12- Não tem telefone, e-mail e atendimento online para reservas,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; 13- Em frente a uma pracinha, para lembrar, para quem é de lá, dos     tempos do interior,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;      14- Vai conhecer a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cláudia Teixeira&lt;/span&gt;, irmã da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Kátya&lt;/span&gt;,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;      15- Pode receber um autógrafo no livro Língua Crônica da escritora     &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fernanda de Aragão&lt;/span&gt;, a Lenda e nossa adorada Editora Chefe,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;      16- Vai ouvir e participar de uma roda de canto e violão nas mesas, após     o show, com canjas de musicos que sempre estão lá, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;      17- Vai conhecer e ouvir o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Chico Branco,&lt;/span&gt; inspiradissimo compositor de     musica e letra,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;      18- Pode ouvir algumas  das musicas do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Chico Branco&lt;/span&gt; que estão no novo disco     da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Kátya&lt;/span&gt;,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;      19- Vai conhecer o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;André&lt;/span&gt;, dos Barbatuques,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;      20- Pode ouvir causos e mais causos do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Giba, o da Viola&lt;/span&gt;,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;      21- Conversar com o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Joca,&lt;/span&gt; especialista da obra de Ariano Suassuna e  profundo conhecedor da nossa cultura popular, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; 22- Pode ouvir a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Graziella Hessel &lt;/span&gt;cantando Maisa e outras Divas da música brasileira,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;      23- Pode ouvir a virtuosidade ao violão do jovem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lucas&lt;/span&gt;, filho da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Graziella     Hessel&lt;/span&gt; e do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sakae&lt;/span&gt;,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;      24- Pode fazer uma caricatura com o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sakae&lt;/span&gt;, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;      25- Prá não dizer que não convidamos para ir em igreja, a de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;São Lucas&lt;/span&gt;     fica a poucos metros antes e depois do bar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;      25- Petiscar, bebericar em lugar amigo e com amigos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;      26- Vai conhecer o Jeep Willians do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tatau&lt;/span&gt;, o dono do bar, depois de várias guerras     ainda funcionando e conservado, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Respirar, ouvir, sentir musica brasileira verdadeira, de qualidade. O país precisa e muito; nós precisamos, e muito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;      Para quem ainda tem dúvidas fica a frase do filósofo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sérgio Turcão&lt;/span&gt;, aqui sem o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jica&lt;/span&gt;: "quem não puder ir, pelo menos compareça."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36454526-5691239981510553587?l=www.sertaopaulistano.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/tB1SphpZ_aQ4CJBnmkiuVYAjcuk/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/tB1SphpZ_aQ4CJBnmkiuVYAjcuk/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/tB1SphpZ_aQ4CJBnmkiuVYAjcuk/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/tB1SphpZ_aQ4CJBnmkiuVYAjcuk/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?a=Jks-vCRty7I:71tlyLC2RLo:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://www.sertaopaulistano.com.br/2011/10/motivos-para-ir-ao-bar-do-frango-neste.html</link><author>noreply@blogger.com (José Maria)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36454526.post-71407404629649461</guid><pubDate>Mon, 17 Oct 2011 00:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-16T22:34:38.800-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Gente de Dentro</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Arte e Cultura</category><title>LEON CAKOFF, O HOMEM E O CINEMA</title><description>O mundo do cinema em São Paulo não será mais o mesmo sem Leon Cakoff. Ele era mais que um “entendido” em cinema, no aspecto estético do mesmo; era daqueles que induziam as pessoas a gostarem de cinema e mais do que isso, a se interessarem pela arte que, segundo Eisenstein, era “a mais completa de todas as artes por englobar numa só praticamente todas as outras: teatro, literatura, artes plásticas, fotografia” e, a se levar em conta a evolução cinematográfica, a arte do designer, o uso do computador, da tecnologia digital, etc. Um apaixonado pelo cinema, mais que isso, uma espécie de filósofo da sétima arte, pois levava as pessoas a refletirem a respeito daquilo que viam nas telas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-UuILnZYTxM8/Tpt3i8c7vVI/AAAAAAAAAjQ/MGVh-oBEsOE/s1600/cakoff.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 258px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-UuILnZYTxM8/Tpt3i8c7vVI/AAAAAAAAAjQ/MGVh-oBEsOE/s320/cakoff.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5664252398575271250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me interessei por cinema a partir da visão dos críticos. Naturalmente que há críticos e críticos – sabem muito bem o que quero dizer! Ao chegar em São Paulo no meio da década de 1970, vindo do Pontal do Paranapanema, sem muita vocação nem trejeito para curtir as baladas de então – a onda dancig explodiria na década seguinte – descobri o cinema e desde então passou a ser meu refúgio. A principio era apenas entretenimento, meus preferidos eram comédias e filmes de ação e aventura e posteriormente graças as dicas de outro grande crítico, o Rubens Ewald Filho, passei a me interessar pela construção cinematográfica e compreendi que as duas horas em média daquilo que via nas telas era apenas uma pequena parte de mil outras histórias que aconteciam atrás das câmeras. Na época, aos domingos na TV Cultura tinha um especial da dupla O Gordo e o Magro, apresentado pelo Rubens. Passei a não perder nenhum programa  e das coisas que mais gostava era de ouvir as histórias minuciosas que ele contava antes e depois de cada curta, média ou longa metragem da dupla. Dentre todas, uma merece destaque: sabiam que o gordo Oliver Hardy quase fez dupla com o cowboy John Wayne? Chegaram a fazer juntos um filme, se não me engano em meados da década de 1950, antes de Wayne se consagrar definitivamente no papel de Ethan Edwards, em Rastros de Ódio, de John Ford. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, foi graças aos bons críticos que descobri o cinema – e a arte em geral – como formas de se aprender muito sobre um país e uma época. Foi esse modo de pensar que me fez interessar pelo que se fazia além de Hollywood, mesmo reconhecendo que os americanos talvez tenham sido quem mais aprimorou a técnica. Passei a buscar outros tipos de filmes, de outros países, para fugir do protótipo americano. Não foi, como era muito comum na época, uma questão ideológica: foi, talvez, a busca por novos rostos ou novas linguagens. Sem as dicas dos críticos talvez não tivesse chegado a Trufault, talvez não tivesse me detido em Fellini, talvez  não tivesse visto o filme que mais me impressionou até hoje: O Espírito da Colméia, de um diretor chamado Victor Erice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ddZO-eNYGC4/Tpt2G8AMZeI/AAAAAAAAAjE/mWb5M8K6YPM/s1600/093_%2BThe%2BSpirit%2Bof%2Bthe%2BBeehive%2B%25281973%2529.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 237px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-ddZO-eNYGC4/Tpt2G8AMZeI/AAAAAAAAAjE/mWb5M8K6YPM/s320/093_%2BThe%2BSpirit%2Bof%2Bthe%2BBeehive%2B%25281973%2529.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5664250817906763234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A importância de Leon Cakoff é muito grande. Além do trabalho como crítico e os anos dirigindo o departamento de cinema do MASP, sem alarde, combateu a ditadura. Seu modo de combate, entretanto, difere de outros tantos: sua luta era sobretudo pela liberdade de escolha dos indivíduos. Temos idéia de como funciona o mercado cultural e que essa é das mais sutis e danosas formas de dominação. Quiçá tenha sido com o espírito da diversidade que esse formando da turma de 1972 da Escola de Sociologia e Política tenha sido levado a organizar a 1ª Mostra de Cinema de São Paulo ainda durante a ditadura, quando trazer filmes russos, chineses ou cubanos era muito mais difícil do que hoje se imagina... Mas a Mostra de São Paulo nunca foi um nicho ideológico, era muito mais do que isso: a oportunidade única de entrar em contato com o cinema que existe fora do circuito comercial e também a chance de cineastas brasileiros e latinos de mostrar o seu trabalho. Uma das inovações introduzidas por ele em relação a outros festivais mundo afora foi o prêmio do voto do público, que em 1977 premiou Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia, de Hector Babenco. &lt;br /&gt;No ano de 2011 comemoramos a edição da 35ª Mostra de Cinema de São Paulo. Leon Cakoff morreu mo último dia 14 de outubro. Fará muita falta, mas deixa um legado rico e importante. Esse armênio naturalizado brasileiro – nome de batismo Leon   Chadarevian – colocou nossa São Paulo, nossa querida Sampa, na rota do cinema mundial, pois a Mostra já é das mais importantes do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-GMUVyUxofTA/Tpt1oSNSfmI/AAAAAAAAAi4/uh01yX4Z6V4/s1600/Mostra-internacional-de-cinema-de-SP.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 312px; height: 256px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-GMUVyUxofTA/Tpt1oSNSfmI/AAAAAAAAAi4/uh01yX4Z6V4/s320/Mostra-internacional-de-cinema-de-SP.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5664250291291324002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36454526-71407404629649461?l=www.sertaopaulistano.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5sX_ncWYcoMNhWrHqgSrOeaIahk/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5sX_ncWYcoMNhWrHqgSrOeaIahk/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5sX_ncWYcoMNhWrHqgSrOeaIahk/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5sX_ncWYcoMNhWrHqgSrOeaIahk/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?a=lPIMcxtUBYE:0m-g4oqhbgo:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://www.sertaopaulistano.com.br/2011/10/leon-cakoff-o-homem-e-o-cinema.html</link><author>noreply@blogger.com (Joca)</author><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/-UuILnZYTxM8/Tpt3i8c7vVI/AAAAAAAAAjQ/MGVh-oBEsOE/s72-c/cakoff.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36454526.post-1118107544670004801</guid><pubDate>Wed, 12 Oct 2011 19:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-14T18:09:40.595-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Joaninha</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Kátya Teixeira</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Luis Perequê</category><title>As crianças, a Joaninha e a Kátya Teixeira</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-TWCLP5L8sRE/TpUUM30BqiI/AAAAAAAAArE/K_7GlrzJlK4/s1600/Joaninha.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5662454317861415458" src="http://4.bp.blogspot.com/-TWCLP5L8sRE/TpUUM30BqiI/AAAAAAAAArE/K_7GlrzJlK4/s400/Joaninha.JPG" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 308px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;"Há um menino, há um moleque&lt;br /&gt;
Morando sempre no meu coração,&lt;br /&gt;
Toda vêz que o adulto balança&lt;br /&gt;
Ele vem prá me dar a mão"&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Milton Nascimento e Fernando Brant&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: arial; font-size: 100%;"&gt;Em dezembro do ano passado contei aqui da minha emoção, do presente que recebi de um jovem casal em um ônibus, o 5757-10 Cidade Julia – Metrô Conceição. Onze horas da manhã e o ônibus relativamente vazio. Um jovem casal embarca, a menina passa pela catraca, senta e fica esperando o rapaz que para no degrau, lendo alguns papéis. Depois de alguns minutos ele passa pela catraca e senta-se ao lado da menina que o aguarda sorrindo. Continua com os papéis na mão sem nada falar, como se não entendesse o que estava lendo. Consigo ler o nome de uma empresa, tipo laboratório de análise genética e na segunda folha várias imagens pequenas. Imagino, pelo tipo de papel e pela sua reação ser resultado de exame de gravidez. A menina continua olhando e sorrindo para ele que finalmente fala alguma coisa, bem baixinho. Conversam um pouco, se abraçam e se beijam. Deve ser mesmo o que pensei.&lt;/span&gt;  &lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: arial; font-family: arial; text-align: justify;"&gt;
No desembarque, já na Estação Conceição, pergunto se é notícia de um “baby”. Com o sorriso mais lindo e feliz que eu poderia receber, sentir e ver de alguém ela diz que sim, será mãe. Ele sorri timidamente, assustado ainda?. Cumprimento-os, desejo boa sorte e felicidade para ambos e que o filho venha forte e saudável, quem sabe, para um mundo melhor. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: 100%;"&gt;Este ano será o primeiro Dia das Crianças do menino ou a menina, todo o meu desejo de muitos dias da criança para ele ou para ela. Agradeço à jovem pelo sorriso e olhar de paz, alegria e felicidade. Fez-me muito bem e fará muito melhor ao primogênito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
A homenagem ao meu, me permitam os pais, sobrinho que “conheci” no ônibus e a todas as crianças, de qualquer idade, na voz da Kátya Teixeira, a Nossa Musa. Na composição de Luís Perequê onde a Kátya é acompanhada nos vocais pelas Crianças de Paracambi – RJ; charanga e violão o Grande Dércio Marques; flautas o Rodrigo Y Castro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
JOANINHA&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"Joaninha colorida diga&lt;br /&gt;
Quem são seus pintores&lt;br /&gt;
Será que são borboletas&lt;br /&gt;
Roubando tintas das flores&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;
Joaninha, Joaninha&lt;br /&gt;
Diga onde você mora&lt;br /&gt;
Se é na flor de laranjeira&lt;br /&gt;
Ou na seda da amora&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Gira, gira Joaninha&lt;br /&gt;
Na roda do girassol&lt;br /&gt;
Beija-flor girando&lt;br /&gt;
Desenhando caracol&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;
Quem pintou suas asas Joaninha&lt;br /&gt;
Ensinou a lagarta virar borboleta&lt;br /&gt;
Ensinou o macaco a fazer careta&lt;br /&gt;
Ensinou a aranha a fugir da vespa&lt;br /&gt;
Vaga-lume que acende sem lanterna&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Não deu asas prá cobra, não deu perna&lt;br /&gt;
E enche toda a Terra de beleza&lt;br /&gt;
Quem pintou a Joaninha foi a mão da natureza&lt;br /&gt;
Pintou as asas da borboleta, foi a mão da natureza&lt;br /&gt;
Ensinou o macaco a fazer careta, foi a mão da natureza&lt;br /&gt;
Ensinou a aranha a fugir da vespa, foi a mão da natureza&lt;br /&gt;
E encheu toda a terra de beleza, foi a mão da natureza"&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Serviço&lt;/span&gt;: A Joaninha da foto, e a foto,  é um trabalho da Nair Botiquio, artesã especializada em concreto celular.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;
&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
Ouça:&lt;br /&gt;
Joaninha, voz de Katya Teixeira&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;object height="132" width="353"&gt;&lt;embed src="http://www.goear.com/files/external.swf?file=9978239" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" quality="high" height="132" width="353"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36454526-1118107544670004801?l=www.sertaopaulistano.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/05JzWKcBG1CRiyRxnW-VzT0eAOs/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/05JzWKcBG1CRiyRxnW-VzT0eAOs/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/05JzWKcBG1CRiyRxnW-VzT0eAOs/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/05JzWKcBG1CRiyRxnW-VzT0eAOs/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?a=-yNnUc7b4pc:9f9TPbrODrQ:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://www.sertaopaulistano.com.br/2011/10/as-criancas-joaninha-e-katya-teixeira.html</link><author>noreply@blogger.com (José Maria)</author><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/-TWCLP5L8sRE/TpUUM30BqiI/AAAAAAAAArE/K_7GlrzJlK4/s72-c/Joaninha.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><enclosure url="http://www.goear.com/files/external.swf?file=9978239" length="31329" type="application/x-shockwave-flash" /><media:content url="http://www.goear.com/files/external.swf?file=9978239" fileSize="31329" type="application/x-shockwave-flash" /><itunes:subtitle> "Há um menino, há um moleque Morando sempre no meu coração, Toda vêz que o adulto balança Ele vem prá me dar a mão" Milton Nascimento e Fernando Brant Em dezembro do ano passado contei aqui da minha emoção, do presente que recebi de um jovem casal em um </itunes:subtitle><itunes:author>noreply@blogger.com (José Maria)</itunes:author><itunes:summary> "Há um menino, há um moleque Morando sempre no meu coração, Toda vêz que o adulto balança Ele vem prá me dar a mão" Milton Nascimento e Fernando Brant Em dezembro do ano passado contei aqui da minha emoção, do presente que recebi de um jovem casal em um ônibus, o 5757-10 Cidade Julia – Metrô Conceição. Onze horas da manhã e o ônibus relativamente vazio. Um jovem casal embarca, a menina passa pela catraca, senta e fica esperando o rapaz que para no degrau, lendo alguns papéis. Depois de alguns minutos ele passa pela catraca e senta-se ao lado da menina que o aguarda sorrindo. Continua com os papéis na mão sem nada falar, como se não entendesse o que estava lendo. Consigo ler o nome de uma empresa, tipo laboratório de análise genética e na segunda folha várias imagens pequenas. Imagino, pelo tipo de papel e pela sua reação ser resultado de exame de gravidez. A menina continua olhando e sorrindo para ele que finalmente fala alguma coisa, bem baixinho. Conversam um pouco, se abraçam e se beijam. Deve ser mesmo o que pensei. No desembarque, já na Estação Conceição, pergunto se é notícia de um “baby”. Com o sorriso mais lindo e feliz que eu poderia receber, sentir e ver de alguém ela diz que sim, será mãe. Ele sorri timidamente, assustado ainda?. Cumprimento-os, desejo boa sorte e felicidade para ambos e que o filho venha forte e saudável, quem sabe, para um mundo melhor. Este ano será o primeiro Dia das Crianças do menino ou a menina, todo o meu desejo de muitos dias da criança para ele ou para ela. Agradeço à jovem pelo sorriso e olhar de paz, alegria e felicidade. Fez-me muito bem e fará muito melhor ao primogênito. A homenagem ao meu, me permitam os pais, sobrinho que “conheci” no ônibus e a todas as crianças, de qualquer idade, na voz da Kátya Teixeira, a Nossa Musa. Na composição de Luís Perequê onde a Kátya é acompanhada nos vocais pelas Crianças de Paracambi – RJ; charanga e violão o Grande Dércio Marques; flautas o Rodrigo Y Castro. JOANINHA "Joaninha colorida diga Quem são seus pintores Será que são borboletas Roubando tintas das flores Joaninha, Joaninha Diga onde você mora Se é na flor de laranjeira Ou na seda da amora Gira, gira Joaninha Na roda do girassol Beija-flor girando Desenhando caracol Quem pintou suas asas Joaninha Ensinou a lagarta virar borboleta Ensinou o macaco a fazer careta Ensinou a aranha a fugir da vespa Vaga-lume que acende sem lanterna Não deu asas prá cobra, não deu perna E enche toda a Terra de beleza Quem pintou a Joaninha foi a mão da natureza Pintou as asas da borboleta, foi a mão da natureza Ensinou o macaco a fazer careta, foi a mão da natureza Ensinou a aranha a fugir da vespa, foi a mão da natureza E encheu toda a terra de beleza, foi a mão da natureza" Serviço: A Joaninha da foto, e a foto, é um trabalho da Nair Botiquio, artesã especializada em concreto celular. Ouça: Joaninha, voz de Katya Teixeira </itunes:summary><itunes:keywords>Joaninha, Kátya Teixeira, Luis Perequê</itunes:keywords></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36454526.post-4997655395379207532</guid><pubDate>Sun, 09 Oct 2011 01:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-08T09:13:41.263-02:00</atom:updated><title>Os encatarroados</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em recente &lt;a href="http://www.sertaopaulistano.com.br/2011/09/los-impossibles-villanos.html"&gt;postagem&lt;/a&gt;  o Joca nos apresentou a musica renascentista e barroca dos Impossibles  Villanos que, não se deixe levar pelo nome, é um grupo ou, como se diz  nos tempos de hoje, banda formada por brasileiros. Mergulhado "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;noutras eras, primores do espírito humano... de uma&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;delicadeza que nos faz flutuar"&lt;/span&gt;  foi repentinamente chamado ao mundo terreno por um acompanhamento de  tosse vindo da fileira de traz. O estraga prazer sempre se faz presente,  apresenta a sua tosse ao respeitável público sem nenhuma cerimônia.  Joca lembrou da frase dita pelo filósofo compositor de letra e musica  Chico Branco - autor de quatro musicas do próximo cd da Kátya Teixeira -  em uma noite no Bar do Frango, incomodado por um casal que insistia em  discutir os planos da próxima viagem a Trancoso. Som de viola e voz  caipiras, todos com a maior atenção no cantador menos o simpático casal e  o Chico não se conteve: “o chato quando está com tosse não vai ao  médico, vai ao show de musica". Mario de Andrade, via Macunaíma, o herói  sem caráter, decretou que "pouca saúde e muita saúva, os males do  Brasil são" e em uma releitura bem que poderia ser atualizado para pouca  saúde e muita tosse, os males dos frequentadores de espetáculos são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Machado de Assis em uma crônica publicada no dia 4 de julho de 1883 "fala" de uma novidade que chegava naqueles dias: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"ocorreu-me compor uma certas regras para o uso dos que freqüentam &lt;/span&gt;&lt;span&gt;bonds&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  O desenvolvimento que tem sido entre nós esse meio de locomoção,  essencialmente democrático, exige que ele não seja deixado ao puro  capricho dos passageiros. Não posso dar aqui mais do que alguns extratos  do meu trabalho; basta saber que tem nada menos de setenta artigos. Vão  apenas dez.".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou apresentar apenas o primeiro, motivo da nossa tosse, digo da nossa conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; "Artigo 1 - Dos encatarroados&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;&lt;br /&gt;Os encatarroados podem entrar nos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;bonds&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt; com a condição de não tossirem mais de três vezes dentro de uma hora, e no caso de pigarro, quatro.&lt;br /&gt;Quando  a tosse for tão teimosa, que não permita esta limitação, os  encatarroados tem dois alvitres: ou irem a pé, que é bom exercício, ou  meterem-se na cama.&lt;br /&gt;Também podem tossir para o diabo que as carregue.&lt;br /&gt;Os encatarroados que estiverem nas extremidades dos bancos, devem escarrar para o lado da rua, em vez de o fazerem no próprio &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;bond&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, salvo casos de aposta, preceito religioso ou maçônico, vocação, etc., etc.".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo  que continua válido e atual para os ônibus, metrôs, trens, taxis,  kombis e vans dos dias de hoje. Em cidades do interior o uso de moto  táxi é bastante amplo e neste caso, para a saúde do motoqueiro, o  usuário deve apresentar atestado médico de que não sofre do mal da  tosse. Pode ser ainda aplicado aos concertos de musica, peças teatrais,  exibição de filme mudo na Cinemateca, cerimônias religiosas, missas de  sétimo dia, consultórios médicos, saraus no Bar do Frango, do Zé  Batidão, do Ateliê Letra Corrida, protagonizado pela escritora Fernanda  de Aragão. Mesmo em espaços públicos, "tipo" parques da Aclimação e do  Ibirapuera, onde a constituição cidadã do Dr. Ulisses permite o direito  de tossir, deve ser observado o artigo quando o tossidor estiver perto  de pessoas praticando meditação ou yoga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nossos legisladores,  sempre atentos aos anseios dos eleitores, já devem estar providenciado  alguma minuta de decreto visando preservar o ouvido e a saúde dos  frequentadores de espetáculos culturais. Devem liberar o direito da  tosse nos estádios de futebol, apresentações de axé, pagode, sertanojo,  também para o sertanojo universitário e do justin bieber.  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36454526-4997655395379207532?l=www.sertaopaulistano.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/81bbl-SQKdDOlpyu97Q_spdSp0E/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/81bbl-SQKdDOlpyu97Q_spdSp0E/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/81bbl-SQKdDOlpyu97Q_spdSp0E/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/81bbl-SQKdDOlpyu97Q_spdSp0E/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?a=SjpTbOTVmNw:SHURZvEk1_Y:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://www.sertaopaulistano.com.br/2011/10/os-encatarroados_08.html</link><author>noreply@blogger.com (José Maria)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36454526.post-7605713527727428473</guid><pubDate>Fri, 30 Sep 2011 01:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-29T22:31:28.231-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Gente de Dentro</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Agenda Paulistana</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Gente de Fora</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cultura Popular</category><title>PAULINHO JEQUIÉ EM SAO PAULO</title><description>O poeta, compositor, cantador, ator, instrumentista Paulinho Jequié estará em São Paulo no próximo fim de semana, dias 01 e 02/10/2011. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Gg1ECba-_qA/ToUb0TkP9uI/AAAAAAAAAiw/q5y3ZT4XiVw/s1600/paulinho%2Bjequi%25C3%25A9%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 223px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Gg1ECba-_qA/ToUb0TkP9uI/AAAAAAAAAiw/q5y3ZT4XiVw/s320/paulinho%2Bjequi%25C3%25A9%2B2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657959092280358626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-BffvVJ3wmQc/ToUblFAWLEI/AAAAAAAAAio/nnlvTD1JTFY/s1600/Paulinho%2BJequie%2B1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 226px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-BffvVJ3wmQc/ToUblFAWLEI/AAAAAAAAAio/nnlvTD1JTFY/s320/Paulinho%2BJequie%2B1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657958830673636418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O baiano Paulinho Jequié é mais um da longa tradição de vates da inesgotável boa terra onde poetas e cantadores parecem brotar do chão: Walter Lajes e Kell Lira, Dão Barros, Paulo Gabiru, Roberto Bach, todos de Vitória da Conquista, sem falar em nada menos que o grande  Elomar Figueira de Melo, o gênio da raça! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulinho é dotado de uma poética viceja lírica sobre temas que vão desde ecologia, o amor, conflitos sociais. Tem cinco CDs gravados: Cantos e Contos; Artesanal; Esses Moços; Reviravolta e Tô na Estrada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terá como companhia no palco  a voz vigorosa e igualmente poética do cantador  JOCÉLIO AMARO,  natural de Cajazeiras, PB.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36454526-7605713527727428473?l=www.sertaopaulistano.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/kaY4Q3c8duoJl9jmlR7l-wkGiJA/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/kaY4Q3c8duoJl9jmlR7l-wkGiJA/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/kaY4Q3c8duoJl9jmlR7l-wkGiJA/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/kaY4Q3c8duoJl9jmlR7l-wkGiJA/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?a=pTJ9v3NbxSc:Vab19ZzSDBE:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://www.sertaopaulistano.com.br/2011/09/paulinho-jequie-em-sao-paulo.html</link><author>noreply@blogger.com (Joca)</author><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/-Gg1ECba-_qA/ToUb0TkP9uI/AAAAAAAAAiw/q5y3ZT4XiVw/s72-c/paulinho%2Bjequi%25C3%25A9%2B2.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36454526.post-5770593593639926958</guid><pubDate>Wed, 28 Sep 2011 05:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-28T02:23:31.283-03:00</atom:updated><title>Adeus aos bustos</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A Prefeitura de São Paulo decidiu que não vai mais autorizar a presença  de novos bustos em praça pública. Não é nenhuma medida de segurança,  prevenção ou preconceito para com possíveis manifestações das mulheres  frutas dos programas de televisão capitaneadas pela mulher melão. Também  nada contra uma possível mudança para cá da Cicciolina que está se  aposentando e pleiteando uma polpuda pensão do parlamento italiano. Um  papo puxa o outro e falando da Itália, ainda no mesmo papo, o dos  bustos, um salve ao cinema paradiso das imagens de Sophia Loren, Cláudia  Cardinale e Gina Lolobrigida. E aquela cena do filme Satânico Dr. No,  um dos primeiros 007, "meu Deus, o que foi aquilo"?. Úrsula Andress, de  biquíni, saindo do mar. Se fosse no Bar do Seu João o filósofo José  Carlos Judeu diria com a segurança de todos os copos: "quem viu viu;  quem não viu não verá jamais". No Brasil do sol e da liberdade a musa das  diretas Fafá de Belém, em um imaginário concurso mundial com as acima citadas, competiria  peito a peito até o final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os americanos, até hoje, sempre deram um  grande valor às medidas, amplas, dos bustos femininos e a nossa eterna  Miss Brasil Martha Rocha que o diga, por sinal vem dizendo desde o ano  de 1954. Naquele ano, era a candidata com todas as indicações de  vencedora e perdeu para a americana. O júri concluiu que Martha Rocha  não podia ganhar por seus quadris serem maiores que o busto em duas  polegadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma divagação devagar demais, podem até me escrever que  "esse papo já tá qualquer coisa, você já tá pra lá de Marrakesh" que vou  concordar. Falar sobre bustos femininos é cultura do passado, tão  antigo que a galera de hoje, existia galera de ontem?, vai ensinar:  "ah!, você está falando sobre 'us peito' das mulheres".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à  cidade, dos dias atuais, a Comissão de Gestão de Obras e Monumentos  Artísticos em Espaços Públicos informa que "pontuar praças e canteiros  centrais da cidade com bustos e cabeças, dada a dimensão da cidade, nada  mais representa que poluir a paisagem". Bustos são uma homenagem  tradicional, em todas as culturas, em todas as épocas para valorizar e  lembrar de alguém que, na maioria dos homenageados, deixou alguma coisa  de bom para a humanidade. Parece ser alguma perseguição, da comissão,  com os bustos, pois autoriza outros tipos de escultura, de bustos não, e  encerra o papo esclarecendo que "não se pode ficar preso a uma idéia do  século 19". Gostando ou não, achando bonito ou não, concordando ou não  fica difícil imaginar o que tanto "um bustinho" aumenta de poluição  visual para uma cidade tão poluída de imagens de mau gosto. Certo é que  boa parte da população não dá nenhum valor, passa todos os dias em uma  praça e nem percebe os bustos ou estátuas, usa muitas vezes para outras  necessidades e considera como que uma extensão de muros e paredes. No  Largo do Arouche, em frente à sede da Academia Paulista de Letras, estão  colocados vários bustos de membros, da Academia, que já se foram e  alguns em situação mais que deplorável, principalmente com a ausência de  identificação dos homenageados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, em caso de curiosidade, uma forma de  conhecimento, de saber mais de alguém que faz parte da história da  cidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36454526-5770593593639926958?l=www.sertaopaulistano.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/NB4B2PWFMY7GcNhrn8bL8rxG5Fk/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/NB4B2PWFMY7GcNhrn8bL8rxG5Fk/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/NB4B2PWFMY7GcNhrn8bL8rxG5Fk/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/NB4B2PWFMY7GcNhrn8bL8rxG5Fk/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?a=YnTs9lKE0Rc:U6yolbMueaU:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://www.sertaopaulistano.com.br/2011/09/adeus-aos-bustos_28.html</link><author>noreply@blogger.com (José Maria)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36454526.post-2231987333716154471</guid><pubDate>Fri, 23 Sep 2011 02:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-23T00:08:09.049-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">O Sertão e a Cidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Agenda Paulistana</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Arte e Cultura</category><title>"SEU" NELSON DA RABECA NO CENTRO CULTURAL</title><description>A oportunidade é única: “seu” Nelson da Rabeca, estará no Centro Cultural Vergueiro no próximo sábado, 24 de setembro ás 19:00 horas. &lt;br /&gt;Este ex-lavrador  é referência em nossa cultura musical. Autodidata, confirma uma importante tradição brasileira, que já deu ao mundo os gênios de Zé Côco do Riachão e o Índio Cachoeira, igualmente “artesãos de sons”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-xSIyHYAXXbo/Tnv0My05F8I/AAAAAAAAAiQ/VoVhFsWHzYk/s1600/nelson%2Bda%2Brabeca.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 252px; height: 250px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-xSIyHYAXXbo/Tnv0My05F8I/AAAAAAAAAiQ/VoVhFsWHzYk/s320/nelson%2Bda%2Brabeca.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655382257733015490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez o lavrador Nelson dos Santos, nascido a 29 de março de 1929 em Joaquim Gomes, Alagoas, viu  alguém tocando um violino na televisão e achou aquilo tão belo que decidiu “fazer um daqueles pra tocar bonito daquele jeito”. &lt;br /&gt;Na verdade “seu” Nelson fez mais que simplesmente reproduzir um instrumento: nasceu ali um dos mais originais &lt;em&gt;luthier&lt;/em&gt;, além de revelar-se mestre,  compositor e músico que arregimenta seguidores e encanta platéias mundo afora: tornou-se "seu" Nelson da Rabeca e dentre seus “alunos” podemos destacar Thomas Rohrer,o suiço mais brasileiro que existe, componente d’A Barca, do Quarteto Original dentre tantos outros, além de participação em dezenas de CDs de outros artistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-uRSyVXAoVxA/Tnvz6l1QclI/AAAAAAAAAiI/RIcJvJQsw54/s1600/_seunelson3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-uRSyVXAoVxA/Tnvz6l1QclI/AAAAAAAAAiI/RIcJvJQsw54/s320/_seunelson3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655381945007239762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conferir, conforme atesta o informe do Centro Cultural Vergueiro: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Músico autodidata e ex-cortador de cana em Alagoas, Seu Nelson é instrumentista, compositor e luthier. Seu repertório tem forte raiz nordestina, com destaque para o baião, xaxado, xote e marcha.&lt;br /&gt;Entrada franca - retirada de ingressos: na bilheteria (terça a domingo, das 10h às 22h), somente na semana da apresentação&lt;br /&gt;Sala Adoniran Barbosa (631 lugares)&lt;br /&gt;convidado: Zé Pitoco (zabumba)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SERVIÇO&lt;/strong&gt;: O Centro Cultural fica R. Vergueiro, 1000, ao lado da estação de metrô Vergueiro&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36454526-2231987333716154471?l=www.sertaopaulistano.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ZOfB-ZlbQqlOTsk5TYbmqk1GXQg/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ZOfB-ZlbQqlOTsk5TYbmqk1GXQg/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ZOfB-ZlbQqlOTsk5TYbmqk1GXQg/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ZOfB-ZlbQqlOTsk5TYbmqk1GXQg/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?a=yLc4g2_u77o:E50Ns1AUmgA:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://www.sertaopaulistano.com.br/2011/09/seu-nelson-da-rabeca-no-centro-cultural.html</link><author>noreply@blogger.com (Joca)</author><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/-xSIyHYAXXbo/Tnv0My05F8I/AAAAAAAAAiQ/VoVhFsWHzYk/s72-c/nelson%2Bda%2Brabeca.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36454526.post-8196407587354636102</guid><pubDate>Wed, 21 Sep 2011 21:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-21T18:51:39.298-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Agenda do Ser-Tão</category><title>Show Carlos Novaes e Celina Paixão</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-nmYwaLd3Ui8/TnpcRDrMtEI/AAAAAAAAAHk/IPX9VqO9_3o/s1600/flyer3%2BC%2BNovaes%2Be%2BCelina.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 286px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-nmYwaLd3Ui8/TnpcRDrMtEI/AAAAAAAAAHk/IPX9VqO9_3o/s400/flyer3%2BC%2BNovaes%2Be%2BCelina.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654933730231104578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Clicar na imagem para ampliar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36454526-8196407587354636102?l=www.sertaopaulistano.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5ag3gJLR-WkyF5aKD4P21p0NTsw/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5ag3gJLR-WkyF5aKD4P21p0NTsw/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5ag3gJLR-WkyF5aKD4P21p0NTsw/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5ag3gJLR-WkyF5aKD4P21p0NTsw/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?a=cRSDOcjGmcI:t1Jih1rXfnc:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://www.sertaopaulistano.com.br/2011/09/show-carlos-novaes-e-celina-paixao.html</link><author>noreply@blogger.com (Gibadaviola)</author><media:thumbnail url="http://1.bp.blogspot.com/-nmYwaLd3Ui8/TnpcRDrMtEI/AAAAAAAAAHk/IPX9VqO9_3o/s72-c/flyer3%2BC%2BNovaes%2Be%2BCelina.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36454526.post-7821318794327956354</guid><pubDate>Wed, 21 Sep 2011 13:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-21T10:53:49.606-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">minas no sertão</category><title>CONVERSA DE FLORES</title><description>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:TrackMoves/&gt;   &lt;w:TrackFormatting/&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:DoNotPromoteQF/&gt;   &lt;w:LidThemeOther&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:LidThemeAsian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:LidThemeComplexScript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;    &lt;w:SplitPgBreakAndParaMark/&gt;    &lt;w:DontVertAlignCellWithSp/&gt;    &lt;w:DontBreakConstrainedForcedTables/&gt;    &lt;w:DontVertAlignInTxbx/&gt;    &lt;w:Word11KerningPairs/&gt;    &lt;w:CachedColBalance/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;m:mathPr&gt;    &lt;m:mathFont m:val="Cambria Math"/&gt;    &lt;m:brkBin m:val="before"/&gt;    &lt;m:brkBinSub m:val="--"/&gt;    &lt;m:smallFrac m:val="off"/&gt;    &lt;m:dispDef/&gt;    &lt;m:lMargin m:val="0"/&gt;    &lt;m:rMargin m:val="0"/&gt;    &lt;m:defJc m:val="centerGroup"/&gt;    &lt;m:wrapIndent m:val="1440"/&gt;    &lt;m:intLim m:val="subSup"/&gt;    &lt;m:naryLim m:val="undOvr"/&gt;   &lt;/m:mathPr&gt;&lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" DefUnhideWhenUsed="true"
  DefSemiHidden="true" DefQFormat="false" DefPriority="99"
  LatentStyleCount="267"&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="0" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Normal"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="heading 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 7"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 8"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 9"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 7"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 8"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 9"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="35" QFormat="true" Name="caption"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="10" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Title"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="1" Name="Default Paragraph Font"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="11" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtitle"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="22" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Strong"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="20" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Emphasis"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="59" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Table Grid"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" UnhideWhenUsed="false" Name="Placeholder Text"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="1" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="No Spacing"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" UnhideWhenUsed="false" Name="Revision"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="34" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="List Paragraph"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="29" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Quote"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="30" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Quote"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="19" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtle Emphasis"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="21" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Emphasis"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="31" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtle Reference"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="32" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Reference"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="33" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Book Title"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="37" Name="Bibliography"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" QFormat="true" Name="TOC Heading"/&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;
 /* Style Definitions */
 table.MsoNormalTable
 {mso-style-name:"Tabela normal";
 mso-tstyle-rowband-size:0;
 mso-tstyle-colband-size:0;
 mso-style-noshow:yes;
 mso-style-priority:99;
 mso-style-qformat:yes;
 mso-style-parent:"";
 mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
 mso-para-margin:0cm;
 mso-para-margin-bottom:.0001pt;
 mso-pagination:widow-orphan;
 font-size:11.0pt;
 font-family:"Calibri","sans-serif";
 mso-ascii-font-family:Calibri;
 mso-ascii-theme-font:minor-latin;
 mso-fareast-font-family:"Times New Roman";
 mso-fareast-theme-font:minor-fareast;
 mso-hansi-font-family:Calibri;
 mso-hansi-theme-font:minor-latin;
 mso-bidi-font-family:"Times New Roman";
 mso-bidi-theme-font:minor-bidi;}
&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; mso-outline-level: 3;"&gt;&lt;a href="http://alternativaculturalevirtual.blogspot.com/2011/09/conversa-de-flores-por-iara-fernandes.html"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: windowtext; font-size: 13.5pt; mso-bidi-font-style: italic; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; text-decoration: none; text-underline: none;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: windowtext; font-size: 13.5pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; text-decoration: none; text-underline: none;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-style: italic; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 13.5pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;“...no meu jardim&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;no meu jardim&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;as flores falam &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;e sabem ler&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;sabem entender&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;a dor que calam...”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;(por Dércio Marques)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 12.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-oZ4r-diY5ZY/TnnsOADAwGI/AAAAAAAAAXE/mXlm1e5my-o/s1600/dm.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-oZ4r-diY5ZY/TnnsOADAwGI/AAAAAAAAAXE/mXlm1e5my-o/s1600/dm.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;No dia do nascimento de Joanita, a família se reuniu para conspirar – em orações – envolvendo na trama Nossa Senhora do Bom Parto e toda a santidade ligada ao dar à luz. Era o caso de conspirar mesmo, visto que o médico já advertira a mãe: “O bebê vinga, se o repouso for absoluto. Devo avisar que talvez seja necessário se preparar para umas coisinhas que podem vir fora dos conformes.” Rosário não entendia bem a mensagem e pedia explicações de acordo, botava o marido para escutar, mas tudo ficava na mesma medida. Doutor Roberval era da confiança da família e, se pouco falava, ninguém questionava se era por falta de esclarecimento ou por receio de ter que noticiar fatos desagradáveis.&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;
A menina chegou pelo parto dito normal, mas difícil como ele só. Rosário no hospital desde a madrugada e o bebê fazendo trejeitos de nem querer se mostrar ao mundo. Às 8h, exatamente, de um domingo florido e iluminado, Joanita deu o ar da graça. Ao olhar para ela, Rosário pensou em açucenas e margaridas, mas nenhuma dessas denominações caberia bem a um neném miúdo e quietinho como o que tinha nos braços. A decisão ficou para depois, no aconchego do lar, com participação de esposo e palpite de tias mais velhas. Correu-se uma lista de nomes santos, bíblicos, bárbaros e artísticos, mas a alcunha da avó paterna, o primeiro a se impor, venceu argumentos fortes e fracos: Joanita e pronto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;
O bebê cresceu rodeado do calor familiar, pegajoso e inconveniente, por vezes, essencial e salvador, quase sempre. Ali pelos três anos, a mãe não queria admitir, mas uma duvidazinha havia. Joanita não se pronunciava por vontade própria e, quando instigada, o que se ouvia, eram arremedos de fala, sons intraduzíveis até ao ouvido materno especializado no gugudadá e similares. Pulguinhas impiedosas instalaram-se atrás das indiscretas orelhas parentais e o buchicho ganhou volume. O corpo da garota avolumou-se fora do compasso e bem cedo já não correspondia à idade que carregava. O rosto ganhara contornos grosseiros, deixando bem longe a reduzida promessa de beleza anunciada na criança que aportara no hospital. O jeito imbricado de compreender o mundo onde fora inserida exigia-lhe manifestações atropeladas, olhares furtivos e dispersos e frases desconexas na tentativa de nomear, traduzir e apropriar-se. Na mente, tudo transcorria dentro da ordem, os pensamentos se enfileiravam na forma e no ritmo, mas entre eles e a expressão, um lapso. Às primeiras tentativas de oralizar, o ar não percorria o trajeto, palatos se confundiam, vogais e consoantes disputavam os favores da língua, lábios e dentes desarmonizavam-se, liberando sons incompreensíveis. Estacionada nesses desajustes, sua fala era robusta aliada dos equivocados raciocínios familiares que determinaram a Joanita o destino de ser mudinha, trololó e, coitadinha, incapaz! Com o passar dos anos, ralearam-se as tentativas de lhe puxarem o fio da conversa e, cada vez mais calada, recolhia os pensamentos e entregava-se a contemplações enigmáticas. Ao mesmo tempo em que era o dodói da parentalha, ingenuamente, assumia o papel de alegria da tropa. As outras crianças da família, em suas naturais perversidades infantis, nunca perdiam a chance de metê-la em enrascadas de fino ou grosso calibre. Sabiam que a reprimenda viria pesada, porém com uma brevidade que aliviava o fardo e garantia os repetecos.&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;
Aos 15 anos, ganhou festa glamorosa. Em sua espontânea gentileza, distribuiu sorrisos a ninguém em específico, embora cada um os recebesse em particular, dançou sozinha com a mesma felicidade estampada nos casais e, com mãos e pés, em movimentos desacertados, percorreu, várias vezes, a distância do palco até o fim do salão, olhando para trás e gargalhando em exagero, certa de que os artistas da banda fariam o mesmo, enchendo o caminho com música. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;
Aos 30, gozava de perfeita saúde, atravessara todos os reveses femininos sem profundos embates e ainda reconhecia na mãe o único solo sagrado de toda sua reverência. Era aquele o colo que abrigava a garotinha ensimesmada, deslocada do mundo e insegura fora da casa com seus perfumes primaveris. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;
Nessa época, Rosário já viúva, numa tentativa alucinada de se reinventar ou de construir uma vida diferente da que havia assumido, investiu na terra e no vingar das sementes as forças de seu domínio. Tratou de arquitetar canteiros muito bem desenhados em seu jardim e não economizou em vasos e complementos para que as floradas fossem exuberantes e invejáveis. Enredou-se nesse artifício sem se dar conta do quanto Joanita também se enredara. Nos momentos de cochilo, enquanto assistia à novela da tarde, a filha se entregava a uma conversa de flores e ativava a mente com perguntas de denso quilate – ocorrência inadmissível para a maioria das pessoas, confortavelmente instaladas no alto de suas convicções – e com registros não só dos nomes de todas as flores, mas também dos saberes por elas revelados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;
Quando a mãe morreu, enquanto o corpo era velado, abrigou-se no jardim e, como se dimensionasse o desajuste que tinha sido sua vida, estabeleceu&amp;nbsp; um diálogo sério, desses que exigem explicação, justificativas e boas doses de concentração. O vento desalinhava as pétalas das graciosas petúnias, os galhos do pinheiro rebatiam nos hibiscus amarelos, enquanto os vermelhos bailavam no ritmo da forte brisa. Begôneas e amores-perfeitos serviam de acabamento ao espaço do canteiro retangular e o triangular, mais delicado e menor, acolhia centáureas e belíssimas flores-de-íris. O amarelo do dente-de-leão ornava magistralmente a passarela entre o jardim e a porta da casa e os brincos-de-princesa, dependurados em hastes que imitavam um caramanchão, exibiam seus suaves tons de rosa, contrastando ao enérgico lilás dos myosotis. Depois de inúmeras voltas e conversas em alto e bom tom, Joanita, sentou-se à sombra do manacá e, com uma cadência diferente e um olhar irreconhecível, demorou-se em cada espaço plantado. Aos hibiscus perguntou: “O que faço aqui?”; as rosas deveriam lhe explicar: “Do que tenho medo?”; as sapecas begôneas saberiam dizer: “Como levo minha a vida?” e os nasturtiuns, com seu jeito grave, lhe responderiam: “Qual o momento mais bonito de minha existência?”. A exaustiva conversa nunca chegava a seu fim. Joanita, em ritmo desvairado, enchia o ar de sons inteligíveis, gesticulava em movimentos amplos, recolhendo e avançando os braços. Quanto mais se expressava, mais alto emitia sonoridades desconexas e mais se atropelava. As flores, como que respondendo às suas intrincadas perguntas, mas não suportando a carga das respostas, se chacoalhavam freneticamente, entrelaçavam-se e confundiam cores e pétalas. Quando Joanita já era quase que só um grito e as flores um tapete ondulante, alguém se lembrou de recolhê-la, tirá-la do relento antes que um resfriado fizesse morada. Nada a moveu do jardim, nem mesmo a informação de que a mãe estava partindo para a morada definitiva. Disso não fez conta, pois – em segredo – as flores lhe disseram que gente que nem Rosário rebrotava em ramagem nobre, destinada a requintar as primaveras. Em segredo, Joanita contou a todas elas que a mãe voltaria no inverno, uma papoula amarela, aprendiz da vida árdua, heroína e sobrevivente dos infortúnios naturais, cuja força vinha da terra e, tal qual ela, compreendia que viver encarapitada na solidão do próprio eu, era possível, mas quentinho e saboroso era ter companhia para florescer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;
Nos dias seguintes, Joanita era só jardim. A rua lhe sumira, a casa perdera o calor. Entre as flores e caminhando pelos canteiros, guiava-se pelas cores, falando a língua dos vegetais. Numa manhã de domingo, tão iluminada quanto à do seu nascimento, adormeceu longamente sobre a terra quentinha, guardada por delicadas margaridas brancas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Iara Fernandes&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Publicado originalmente em: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;a href="http://www.alternativaculturaevirtual.blogspot.com/"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;www.alternativaculturaevirtual.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36454526-7821318794327956354?l=www.sertaopaulistano.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/x00pg77ySfrt7gWtzGYZS7UTTd8/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/x00pg77ySfrt7gWtzGYZS7UTTd8/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/x00pg77ySfrt7gWtzGYZS7UTTd8/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/x00pg77ySfrt7gWtzGYZS7UTTd8/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?a=PQFSIc3vnUI:sV4qRS-JAp8:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://www.sertaopaulistano.com.br/2011/09/conversa-de-flores.html</link><author>noreply@blogger.com (Iara)</author><media:thumbnail url="http://3.bp.blogspot.com/-oZ4r-diY5ZY/TnnsOADAwGI/AAAAAAAAAXE/mXlm1e5my-o/s72-c/dm.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-36454526.post-5903964663459549183</guid><pubDate>Tue, 20 Sep 2011 09:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-20T07:45:14.584-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Arte e Cultura</category><title>LOS IMPOSSIBLES VILLANOS</title><description>Que os freqüentadores deste afamado blog e especialmente mestre Giba da Viola e Editora Chefa Fernanda de Aragão, não se assustem: não estou aderindo aos muitos estrangeirismos que pululam nesta terra Brasil, que um dia foi de Santa Cruz: Los Impossibles é o titulo de uma peça do espanhol Santiago de Múrcia (sec XVII) e o nome de um grupo musical bem brasileiro. Eles tocam musicas barrocas e renascentistas, mas flertam livremente com a musica moderna – do jazz à MPB, incluindo musica regional e folclórica.&lt;br /&gt; &lt;EM&gt;Los Impossibles&lt;/EM&gt; &lt;A href="http://3.bp.blogspot.com/-DWCmsPDe8TE/TnhlmVmXmBI/AAAAAAAAAiA/V9fuUscMkQY/s1600/los-impossibles.jpg"&gt;&lt;IMG style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 156px; CURSOR: hand" id=BLOGGER_PHOTO_ID_5654381041471166482 border=0 alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-DWCmsPDe8TE/TnhlmVmXmBI/AAAAAAAAAiA/V9fuUscMkQY/s320/los-impossibles.jpg"&gt;&lt;/A&gt; &lt;br /&gt;Sabendo de seu projeto e que se apresentariam no teatro da Fiesp, lá fui num belo inicio de tarde de domingo apreciá-los, especialmente quando vi no programa que tocariam Gaspar Sanz, um dos pais do que hoje se chama violão. A simples visão dos instrumentos impressiona pela beleza: alaúdes, teorba (guitarra de origem italiana com suas inacreditáveis 14 cordas. Se eram confeccionadas com tripas de animais, cada encordoamento era um massacre! ), violas de arame (antecessora da nossa viola caipira), violões. Aos primeiros acordes da musica de Sanz somos levados a mergulhar noutras eras, primores do espírito humano! Mesmo as dançantes Folias de Espanha são de uma delicadeza que nos faz flutuar. Ou quase. Flutuamos até o ponto em que alguém tosse. Um tosse aqui, outro responde ali, outro acolá e dentro em pouco é um verdadeiro concerto de tosse, onde os pobres e frágeis instrumentos parecem se esconder, aturdidos. &lt;br /&gt;&lt;EM&gt;Alaúde&lt;/EM&gt; &lt;A href="http://2.bp.blogspot.com/-MmzoAqLFJrs/TnhkmsllbfI/AAAAAAAAAh4/ibR98399gpI/s1600/alaude.bmp"&gt;&lt;IMG style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 178px; CURSOR: hand" id=BLOGGER_PHOTO_ID_5654379948130266610 border=0 alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-MmzoAqLFJrs/TnhkmsllbfI/AAAAAAAAAh4/ibR98399gpI/s320/alaude.bmp"&gt;&lt;/A&gt; &lt;br /&gt;Então me lembrei do Chico Branco, compositor entre outras de A Voz da Terran que faz parte do álbum Afluentes, do grande Antonio Pereira, chamado De Manaus, “o Uirapuru disfarçado de gente.” Chico Branco é um dos quatro compositores convidados pela musa Katya Teixeira para o terceiro disco dela, o Feito de Cordas e Cantigas, em breve nas melhores casas do ramo. Pois disse certa vez o Chico Branco: “&lt;EM&gt;O chato quando fica doente, em vez de ir ao médico, vai ao concerto!&lt;/EM&gt;”&lt;br /&gt;Dito e feito, frase lapidar e profética do grande Chico: o chato da tosse insistente não tem o menor acanhamento, não procura ser discreto, nada! Simplesmente impõe seu acorde dissonante e os outros que se virem. Diria Zé Mangabeira, filósofo e autodenominado herdeiro do trono do Brasil: “O sujeito que tosse sem pejo no concerto é um hedonista. Expõe e impõe seu incomodo aos outros, chama a atenção, num estardalhaço. É um sádico, tem prazer em cortar o barato dos outros. E eles têm pretensões imperialistas, unem-se através de redes secretas. Podem reparar: durante um concerto um tosse aqui, outro responde, sempre em posições estratégicas na sala e o objetivo é desestabilizar a audiência e os músicos, induzir ao erro, ao caos, enfim!” &lt;br /&gt;&lt;EM&gt;Guitarra barroca ou espanhola &lt;/EM&gt;&lt;A href="http://4.bp.blogspot.com/-9-VhIi4HVVQ/Tnhj4pk_jHI/AAAAAAAAAhw/Yv4DVwsevGs/s1600/guitarra%2Bbarroca.jpg"&gt;&lt;IMG style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 175px; DISPLAY: block; HEIGHT: 299px; CURSOR: hand" id=BLOGGER_PHOTO_ID_5654379157048495218 border=0 alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-9-VhIi4HVVQ/Tnhj4pk_jHI/AAAAAAAAAhw/Yv4DVwsevGs/s320/guitarra%2Bbarroca.jpg"&gt;&lt;/A&gt; &lt;br /&gt;Bem ao meu lado tinha um desses “agentes do caos”, tossindo alto e quando não isso, emitindo comentários com a mulher a seu lado durante a peça: “...Tiorba é o grandão ou o menorzinho? Deve ser o menor, pelo nome!” E ficamos à mercê! Bem que teríamos solução: bastaria recomendar uma dose de cachaça com limão e mel de maribondo da bunda vermelha. A propósito, segue a dica: senhores produtores, diponibilizem doses de cachaça com limão e mel de maribondo da bunda amarela. Infalível! &lt;br /&gt;&lt;EM&gt;Esta é a Tiorba ou theorba&lt;/EM&gt; &lt;A href="http://1.bp.blogspot.com/-PD2O_eqQxgY/TnhjBTiRVDI/AAAAAAAAAho/QXv_WyRBUF0/s1600/tiorba.png"&gt;&lt;IMG style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 215px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id=BLOGGER_PHOTO_ID_5654378206238692402 border=0 alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-PD2O_eqQxgY/TnhjBTiRVDI/AAAAAAAAAho/QXv_WyRBUF0/s320/tiorba.png"&gt;&lt;/A&gt; &lt;br /&gt;Porém, hai de quem não acreditar na arte, este lenitivo para os incômodos mal-estares. Se os chatos tem sua rede, podemos contra-atacar e é isso que acontece: Gaspar Sanz – que também era sacerdote - , mais uma vez, nos socorre! De modo discreto, executa-se o Villanos, gênero que em Portugal se chamava simplesmente “vilão” e nada mais era que canções profanas, tocadas nas vilas (daí vilão!) entre as gentes do povo, com guitarras barrocas, sapateados e percussão (uma das mais célebres dessas canções, Canários, foi imortalizada numa citação do Concierto para Aranjuez, de Joaquin Rodrigo e vemos referências do maravilhoso ritmo na Cruz Del Sur, de Atahualpa Yupanqui e Malambo, de Dércio Marques). &lt;br /&gt;Pois bem, que não se brinque com villanos (ou vilões!): a peça é inteiramente tocada sem que se ouça uma única tosse. Tudo o que se ouve é o sublime dedilhar sem idade que atravessa séculos e séculos. Sequer respiráramos até o último acorde desaparecer naquele breve silencio antes dos aplausos, que enfim explodem e só então o sujeito se lembra de tossir, mas já era tarde demais! Foi sufocado pelos retumbantes aplausos. Ganhamos uma, finalmente: quem ri por último, ri melhor! Ergo os dois punhos, triunfante!!! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;EM&gt;Em tempo: reza a sabedoria popular que a soberba é pecado dos grandes e fazemos mal em cantar vitória antes da hora. Ao fim do concerto, o bis é pedido repetidamente e os músicos confiantes se entreolham e entre piscadelas de cumplicidade com o público, repetem o Villanos – seria o golpe de misericórdia? Tudo vai bem, perfeito, até segundos antes do último acorde, quando o sujeito bem ao meu lado, solta a impudica tossida e assim fica com a última palavra.... Não se pode mesmo ganhar todas!&lt;/EM&gt; &lt;EM&gt;Abaixo, a viola de arame. Qualquer semelhança, não é mera coincidência&lt;/EM&gt; &lt;A href="http://2.bp.blogspot.com/-orWyPFRX2uU/TnhiixrUEVI/AAAAAAAAAhg/fdcbQ6AXI54/s1600/viola%2Bde%2Barame.jpg"&gt;&lt;IMG style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 138px; CURSOR: hand" id=BLOGGER_PHOTO_ID_5654377681753739602 border=0 alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-orWyPFRX2uU/TnhiixrUEVI/AAAAAAAAAhg/fdcbQ6AXI54/s320/viola%2Bde%2Barame.jpg"&gt;&lt;/A&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36454526-5903964663459549183?l=www.sertaopaulistano.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/MMD77J1vtzGTh5dHZEd4h_LbzWM/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/MMD77J1vtzGTh5dHZEd4h_LbzWM/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/MMD77J1vtzGTh5dHZEd4h_LbzWM/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/MMD77J1vtzGTh5dHZEd4h_LbzWM/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?a=eITInLv-3uU:C0wIYwNChGU:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/SertaoPaulistano?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://www.sertaopaulistano.com.br/2011/09/los-impossibles-villanos.html</link><author>noreply@blogger.com (Joca)</author><media:thumbnail url="http://3.bp.blogspot.com/-DWCmsPDe8TE/TnhlmVmXmBI/AAAAAAAAAiA/V9fuUscMkQY/s72-c/los-impossibles.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total></item><language>en-us</language><media:rating>nonadult</media:rating></channel></rss>

