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  <title>Sexo, Drogas e Notícias do Brasil</title>
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  <description>Sexo, Drogas e Notícias do Brasil - SAPO Blogs</description>
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  <pubDate>Mon, 04 Feb 2008 17:46:00 GMT</pubDate>
  <title>IUGO INFIDELIS = INFIDELIDADE CASAMENTO EMPRESA LIMITADA</title>
  <author>sexodrogasenoticiasdobrasil</author>
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  <description>CAPÍTULO 23&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele veio de Porto Alegre para Brasília. Desembarcou como um total desconhecido. Somente os leitores da capital gaúcha o conheciam. Não demorou muito para isso mudar. Inegavelmente, o homem tem talento. Escreve bem e sabe apurar como poucos. Seu grande erro foi se achar uma estrela eterna e ofuscante do jornalismo, superior ao restante dos mais de cinco mil jornalistas que moram na Capital Federal. Sua ascensão foi rápida. Subiu todas as escadas até chegar ao topo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De simples repórter e coordenador da sucursal de um jornal em Brasília, esse homem irascível assumiu o comando de uma emissora de TV. Tratava os repórteres com grosseria, quase na base da chibata. Quem trabalhou com ele tem histórias de arrepiar para contar. O mínimo que já fez foi gritar com um jornalista em plena redação da TV. Irritado porque uma concorrente conseguiu uma entrevista inédita com o novo Ministro da Defesa, ele se portou como um capataz. Pior. Ninguém reagiu ou apoio a jovem e talentosa repórter que não tem culpa de trabalhar para um psicótico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Sua filha da puta! Onde você estudou jornalismo? Fez ao menos um desses cursinhos vagabundos que têm todo mês nesta merda de cidade sobre repórter de televisão? Mandei você colar no homem. Dei o endereço da casa dele, no Park Way. Queria que eu fizesse o seu trabalho? Saia daqui agora. Não a quero aqui, mesmo com saias curtas e pernas de fora como você. Imbecil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Luísa deixou a emissora aos prantos. Voou para o Café Savana. Encontrou seu amigo gay. Tomou um porre enorme. Júlio teve que dirigir o Gol dela. Não tinha a mínima condição de pegar no volante. Se esse Tony fizesse algo parecido comigo, eu o processaria por assédio moral e sexual. Atormentaria sua vida em todos os aspectos possíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tony (filho de pai norte-americano) tem essas explosões. Os dias passam e ele faz de conta de nada ocorreu. Há repórter que suporta esse mitômano. Não sei como. Não foi o caso de Maria Luísa. Ficou quatro dias sem aparecer e dar sinal de vida. Sua faxineira levou um susto quando abriu a porta do apartamento dela, numa área considerada nobre, o Sudoeste, mas, na verdade, um monumento ao mau gosto. Os prédios são tão próximos um dos outros que me lembram um terrível conjunto habitacional socialista que vi em Belgrado, em 1985, na então Iugoslávia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sala estava uma bagunça, a televisão ligada e o computador ligado, com um protetor de tela exibindo um cartaz do filme &quot;BORN TO BE WILD: A MAN WENT LOOKING FOR AMERICA AND COULDN&apos;T FIND IT ANYWHERE&quot;. Ficou com medo, Maria Luísa sempre foi muito organizada. Invadiu o quarto da patroa e ela ainda estava dormindo. Coisa estranha. Ela sempre sai da cama cedo para ir à academia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;SEM DESTINO&quot; É O NOME QUE &quot;EASY RIDER&quot; GANHOU NO BRASIL. É um clássico, diria mesmo um filme cult, da contracultura. Dirigido e estrelado por Dennis Hopper, o filme projetou Jack Nicholson de forma definitiva para o sucesso. Abriu as portas para o mainstream de Hollywood. Peter Fonda também participa. Continua novo. Talvez até eterno. Aconselho aos mais jovens, que ainda não o viram, que passem em uma locadora e aluguem um dos grandes produtos do cinema. É prazeroso ver os atores cruzarem os Estados Unidos a bordo de duas Harley Davidson modelo Chopper.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao meio-dia, como Maria Luísa ainda permanecia dormindo. A faxineira foi despertá-la. Sabia que estava atrasada para o trabalho na TV. Gritou tanto que quase todo o prédio ouviu. A jovem estava gelada e morta. Pegou a agenda e ligou para a TV. Mandou chamar Tony.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mestre do tráfico de influência pagou um milionésimo dos seus pecados. Maria Luísa não tem familiares em Brasília. O merda do Tony teve que se deparar com sua mais perfeita obra de arte: o suicídio da jovem que assediou, não conseguiu trepar e a transformou no seu alvo preferido dos dardos diários que joga na emissora. Por uns dias, parecia que era um ser humano comum. Não ouve berros. Afinal, ele teve que cuidar de toda a burocracia da morte: funerária, atestado de óbito e o traslado do corpo para Rio. Larguei a redação, não comandei a reunião da tarde e fui ao enterro de Maria Luísa, no Cemitério São João Batista. Tive o pressentimento de que ainda me vingaria de Tony por ela. Tenho essas premonições desde criança. Devo ser mesmo uma bruxa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei para a Gazeta com o carro de Paulo. Já era público e notório o nosso caso, só não sabiam que iria eu subir mais: seria a mulher do publisher. Autoritária, infernizarei e perseguirei todas as alpinistas de olho nele. Isso me dava um gosto delicioso na boca, como um pedação de torta Marta Rocha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuava angustiada pelo &quot;assassinato&quot; de Maria Luísa. Fomos amigas. Ela se divertia pelo fato de uma quarentona como eu usar as mesmas roupas que ela. Saíamos muitas vezes para dançar em uma boite gay famosa em Brasília. Adoro isso. Posso rebolar, soltar todo o meu corpo e experimentar movimentos como se fizesse uma coreografia particular. Nenhum machão babaca nos incomodava. Teve gente que pensou que tínhamos um caso. Não dei bola para isso. Tive uma fase que comia um ou dois homens por semana. As colegas que estavam loucas para dar, sempre me chamavam de puta. Tive um coordenador que vivia dizendo que no dia que eu virasse lésbica era sinal do Apocalipse. Iria torrar seu dinheiro tomando garrafas de Glenlivet, puro malte de doze anos. Não tomo mais destilado. Já bebi fábricas inteiras. Só tomo champagne ou vinho. Abro exceção para essa delícia do Glenlivet tomado puro, sem gelo ou água. Naquele dia, tive vontade de tomar umas cinco doses em homenagem à minha amiga. Tinha um carinho especial por ela. Sou filha única. Era a irmã caçula que sempre quisera ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deprimida, saí do jornal. Fui direto ao Lord Jim, uma legítima imitação de um pub inglês. Não fui para comer. Detesto a cozinha inglesa. Será que ela existe mesmo? Não consigo me imaginar comendo o pavoroso Steak and Kidney Pie (torta de filé mignon com rins). Gosto do lugar porque nunca encontrei com ninguém conhecido lá. Sinto-me em Londres. O som é ótimo, rock de primeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentei-me no balcão, como sempre faço quando estou só. Já estava na segunda dose de Glenlivet, meu celular tocando dentro da minha bolsa enorme. Tive que colocá-la no balcão e retirar quase tudo para achar o maldito aparelho que Paulo me dera para me monitorar. Não seio o porquê, mas não queria falar com ninguém. Ainda arrumava a &quot;mala&quot; que carrego quando tive um déjà-vu ao olhar para um homem que acabara de sentar-se ao meu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_It seems that we only meet when you are sad and want do get drunk.(Parece que a gente só se encontra quando está triste e querendo se embebedar)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já vira aquele homem, parecido com o ator David Caruso, do CSI Miami. Acho-o um gostosão. Bingo! Era o esquisito israelense que encontrei no Hemingway,em Paris, e vadiamos pela noite para fugir de uma briga com Paulo. Não era coincidência ele também se chamar David.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_What the hell are you doing here? Are you from the Mossad?(QUE DIABOS FAZ AQUI? É DO MOSSAD?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_WHO KNOWS! (QUEM SABE!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como da primeira vez, juntou-se a mim e também pediu Glenlivet. Nunca acreditei que pudesse ser um diplomata de carreira mesmo. Paranóica, achei que poderia integrar o serviço se operações especiais do temido serviço secreto israelense. Não gostava dele por ser sionista, mas, ao mesmo tempo, ambos tínhamos uma forte corrente elétrica desde que nós vimos em Paris. Repetiu a mesma estória: acabara de chegar o Brasil para trabalhar na Embaixada de Israel, em Brasília. Por volta das 2 horas da madruga, abandonamos o Lord Jim. Fui com ele para o hotel cinco estrelas no qual se hospedava. Trasamos muito. E foi muito bom. Quase às vésperas do meu casamento, já traíra meu marido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei um táxi lá pelas 5 horas da manhã. Saquei meu iPOD e tocava Lenine. Era tudo que eu precisava ser e nunca conseguira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VEJAM NO YOU TUBE LENINE CANTANDO COM VANESSA DA MATA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/n7SkTfkaVis&amp;amp;rel=1&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;transparent&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/n7SkTfkaVis&amp;amp;rel=1&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; wmode=&quot;transparent&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Paciência&lt;br /&gt;Lenine&lt;br /&gt;Composição: Lenine e Dudu Falcão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo quando tudo pede&lt;br /&gt;Um pouco mais de calma&lt;br /&gt;Até quando o corpo pede&lt;br /&gt;Um pouco mais de alma&lt;br /&gt;A vida não pára...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o tempo&lt;br /&gt;Acelera e pede pressa&lt;br /&gt;Eu me recuso faço hora&lt;br /&gt;Vou na valsa&lt;br /&gt;A vida é tão rara...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto todo mundo&lt;br /&gt;Espera a cura do mal&lt;br /&gt;E a loucura finge&lt;br /&gt;Que isso tudo é normal&lt;br /&gt;Eu finjo ter paciência...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo vai girando&lt;br /&gt;Cada vez mais veloz&lt;br /&gt;A gente espera do mundo&lt;br /&gt;E o mundo espera de nós&lt;br /&gt;Um pouco mais de paciência...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que é tempo&lt;br /&gt;Que lhe falta prá perceber?&lt;br /&gt;Será que temos esse tempo&lt;br /&gt;Prá perder?&lt;br /&gt;E quem quer saber?&lt;br /&gt;A vida é tão rara&lt;br /&gt;Tão rara...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo quando tudo pede&lt;br /&gt;Um pouco mais de calma&lt;br /&gt;Mesmo quando o corpo pede&lt;br /&gt;Um pouco mais de alma&lt;br /&gt;Eu sei, a vida não pára&lt;br /&gt;A vida não pára não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que é tempo&lt;br /&gt;Que lhe falta prá perceber?&lt;br /&gt;Será que temos esse tempo&lt;br /&gt;Prá perder?&lt;br /&gt;E quem quer saber?&lt;br /&gt;A vida é tão rara&lt;br /&gt;Tão rara...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo quando tudo pede&lt;br /&gt;Um pouco mais de calma&lt;br /&gt;Até quando o corpo pede&lt;br /&gt;Um pouco mais de alma&lt;br /&gt;Eu sei, a vida não pára&lt;br /&gt;A vida não pára não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida não pára!...&lt;br /&gt;A vida é tão rara!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em casa, tomei um longo banho para tirar o cheiro que David deixara no meu corpo, além do odor horrível de cigarro. Aquele homem sedutor fumava Gitanes. Meu cabelo fedia. Tinha medo que Paulo surgisse de surpresa e me encontrasse naquele estado. Foi por pouco. Às 9.30 da manhã, acordei com ele sentado na minha cama e eu totalmente nua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_O que você aprontou? Fiquei preocupado. Não respondeu minhas chamadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Tomei um porre por Maria Luísa. Se pudesse, contratava um matador profissional para eliminar o filho da puta que a matou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele comprou minha estória. Coitado, fez café para mim. Tive uma crise de choro. Não era por Maria Luísa. Estava muito confusa por ter traído Paulo com outro homem, copiando o comportamento dele quando o conheci, antes de nos envolvermos. Sentei-me no seu colo. Sempre foi muito carinhoso comigo. Voltou a tomar seus remédios diariamente e fazia terapia. Como pude fazer aquilo com ele? Não sabia a resposta. Tive que tomar outro banho. Meu cabelo estava horrível. Dormi com ele molhado. Fomos juntos para a Gazeta. Pensava em Maria Luísa e Tony.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo que surgiu em Brasília, ele conheceu uma jornalista ambiciosa e ciumenta. Tinha motivos. Tony era e continua sendo um galinha. Sempre tem casos rumorosos. Sua mulher chegou a bater na porta de uma das amantes do marido. Foi um escândalo. A lover de seu homem era nada menos que a principal repórter de outra TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do eterno medo de perder o maridão, a &quot;mulher oficial&quot; de Tony não tinha nada de boba. Criou uma empresa de comunicação quando os órgãos oficiais começaram a realizar licitações para definir agências de comunicação para cuidar da imagem e da assessoria de imprensa no Governo Federal. Tendo o marido como diretor de jornalismo de uma rede nacional de TV ajudou muito nos negócios. Mais do que isso, fora o que realmente alavancou a agência. O nome de Tony não aparecia. Porém, é notório que ele é sócio junto com a esposa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficaram ricos. Compraram uma casa na praia de Jurerê, em Florianópolis. É a coqueluche dos novos ricos. Garrafas de Veuve Clicot são vendidas como água mineral. É um luxo para poucos. Sem filhos, os dois costumam passar as férias de verão lá. Jurerê se tornou atração internacional. Tem restaurantes sofisticados. Nada lá é barato. O lugar é abarrotado de nouveaux riches. Sua mulher tem mania de bolsas Louis Vuitton, marca predileta de quem nunca comeu melado e quando come se lambuza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://family.webshots.com/photo/2813123790031035447YImCmP&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://thumb7.webshots.net/t/38/38/1/23/79/2813123790031035447YImCmP_th.jpg&quot; alt=&quot;Couple in the &amp;#39;warm&amp;#39; waves 37couple&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa dupla não é a única que atua desse modo em Brasília. Pelo menos três casais têm esse tipo de empresa de lobby escondida sob o nome de agência de comunicação. A mulher de um deles acabou de abrir uma espécie de Daslu em Brasília. Considero totalmente falta de ética um jornalista participar secretamente de uma agência que presta serviços ao governo e trabalhar em um veículo de comunicação. Houve e ainda há casos semelhantes ao de Tony.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ainda estava no comando da emissora de TV, mandou um conhecido repórter fazer uma entrevista exclusiva com um dos ministros mais suspeitos de corrupção. Ao chegar, o jornalista se deparou com a própria mulher de Tony. Sua empresa assessorava o tal ministro. Pior. Evelyn quis pautá-lo sobre as perguntas que deveria fazer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Facilitei pra você. Tome aqui a lista com as perguntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deu nada certo. O que viria depois escandalizou os colegas da Capital Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Vá pra puta que o pariu! Não trabalho para sua empresa de merda que tem com Tony. Sou repórter e não um pau mandado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pediu demissão. A briga dele com Tony pôde ser ouvida por todos na redação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desgraça começou quando &quot;inventou&quot; matérias sobre um dos homens mais poderosos da República. Era chantagem. O ministro tinha pavor de Tony. Determinou que a licitação para contratar uma agência para seu ministério fosse feita sob medida para que a empresa de Tony e sua mulher a perdessem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fã de que os fins justificam os meios, colocava quase todo santo dia uma matéria no principal jornal da rede contra o ministro. Ele esqueceu-se que jornalista não tem poder sem ter por trás o jornal ou qualquer outro veículo. As pressões do Planalto sobre os donos da TV ficaram insuportáveis. Ameaçou-se cortar toda a publicidade oficial (milhões em reais somente das empresas estatais como Petrobrás, Caixa Econômica e Banco do Brasil). É claro que Tony dançou. Ficou desempregado. Lembro-me dele ir pedir emprego em uma revista em que trabalhei. Deu errado. Creio que alguém encomendou em Codó, cidade no interior do Maranhão conhecida pela por abrigar vários macumbeiros e pais de santo,um serviço pesado contra ele. Nada dava certo ao tentar voltar ao jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto era sustentado por sua mulher - ele nem dava a cara na empresa-, saía toda noite. Certo dia, no Universal, começou a notar uma colega jornalista. A moça trabalhava para um jornal carioca. Com as músicas deliciosas que tocam no animado diner para quem quiser dançar, Tony acabou na cama com Celina. Isso se tornou constante. Mas nem ele e a mulher cogitavam o divórcio. Afinal, o casamento deles se tornara uma empresa de sociedade limitada. Era puro business. Só Celina que não sabia disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após dois anos de caso com o bruto e autoritário Tony, Celina descobre-se grávida. Ficou feliz. Sonhava que isso levaria seu amor a se separar da mulher. Era devaneio mesmo. Ele queria que ela fizesse um aborto. Recusou-se. Nunca mais se falaram. Não reconheceu a paternidade nem ela exigiu os direitos legais do filho. Voltou para São Paulo, onde conseguiu substituir uma colunista que sempre quis trazer para a Gazeta e nunca conseguira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de partir, suas amigas organizaram um chá de bebê para ela. Uma delas deu-lhe de presente o CD importado do Procol Harum. Marta me contou a dificuldade para convencer Celina que Tony era um cafajeste e arrivista. Somente ela ainda não se dera conta disso. Tinha que entender que não adiantaria nada seu sadomasoquismo ao sofrer por um homem que não a quer de forma alguma. A música &quot;A whiter shade of pale&quot; era a preferida de Celina, que só a tinha em uma fita da época dos dinossauros. Ganhou um CD para chorar bastante, viver esse luto e recomeçar.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;VEJAM NO YOU TUBE PROCOL HARUM EM A WHITER SHADE OF PALE &lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/PbWULu5_nXI&amp;amp;rel=1&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;transparent&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/PbWULu5_nXI&amp;amp;rel=1&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; wmode=&quot;transparent&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ADORO A VERSÃO DE ANNIE LENOX. COMO ESSA MULHER CANTA COM SUA ALMA...&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/kRL0rKkRkk0&amp;amp;rel=1&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;transparent&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/kRL0rKkRkk0&amp;amp;rel=1&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; wmode=&quot;transparent&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HÁ UMA TAMBÉM COM SARAH BRIGHTMAN REMIX&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/oZ3AUD85Q-U&amp;amp;rel=1&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;transparent&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/oZ3AUD85Q-U&amp;amp;rel=1&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; wmode=&quot;transparent&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Whiter Shade Of Pale&lt;br /&gt;(Um tom mais claro de palidez)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Skipped a light fandango &lt;br /&gt;Dançamos um fandango suave &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Turned cartwheels across the floor &lt;br /&gt;Demos cambalhotas pelo chão &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I was feelin&apos; kind of seasick &lt;br /&gt;Eu estava me sentindo meio enjoado &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The crowd called out of more &lt;br /&gt;A multidão pedia bis &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And the room was howling harder &lt;br /&gt;E o salão gritava e gritava &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As the ceiling flew away &lt;br /&gt;Enquanto o teto rodava &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And when we called out for another drink &lt;br /&gt;E quando pedimos outra bebida &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The waiter brought a tray &lt;br /&gt;O garçom trouxe uma bandeja &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And so it was later &lt;br /&gt;E então mais tarde &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As the mirror told its tale &lt;br /&gt;Enquanto o espelho contava sua história &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And then a face at first just ghostly &lt;br /&gt;Um rosto a princípio apenas fantasmagórico &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Turned to a whiter shade of pale &lt;br /&gt;Ganhou um tom mais claro de palidez &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You said there is no reason &lt;br /&gt;Você disse que não há motivo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And the truth is plain to see &lt;br /&gt;E a verdade é fácil de se ver &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But I wondered through my playing cards &lt;br /&gt;Mas eu consultei as cartas do baralho &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And would not let her be &lt;br /&gt;E não deixei que ela fosse &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;One of sixteen vestal virgins &lt;br /&gt;Uma entre dezesseis virgens vestais &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Who were leaving for the coast &lt;br /&gt;Que partiam para o litoral &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And although my eyes were open &lt;br /&gt;E embora meus olhos estivessem abertos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;They might just as well&apos;ve been closed &lt;br /&gt;Daria no mesmo se estivessem fechados &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And so it was later &lt;br /&gt;E então mais tarde &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As the mirror told its tale... &lt;br /&gt;Enquanto o espelho contava sua história... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo me altertou que há uma versão mais longa dessa música. Encontrei na Internet versos adicionais, cantados pelo Procol Harum em concertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;She said, &apos;I&apos;m home on shore leave,&apos;&lt;br /&gt;though in truth we were at sea&lt;br /&gt;so I took her by the looking glass&lt;br /&gt;and forced her to agree&lt;br /&gt;saying, &apos;You must be the mermaid&lt;br /&gt;who took Neptune for a ride.&apos;&lt;br /&gt;But she smiled at me so sadly&lt;br /&gt;that my anger straightway died&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If music be the food of love &lt;br /&gt;then laughter is its queen&lt;br /&gt;and likewise if behind is in front&lt;br /&gt;then dirt in truth is clean&lt;br /&gt;My mouth by then like cardboard&lt;br /&gt;seemed to slip straight through my head&lt;br /&gt;So we crash-dived straightway quickly&lt;br /&gt;and attacked the ocean bed&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;O tempo passa rápido. Agora, ela iria mudar de endereço. Trocaria São Paulo pelo Rio de Janeiro. Seria minha editora de final de semana. Celina afirma que ainda ama aquele cara. Não acho isso possível. Deve ser uma baixa auto-estima. É doença grave. Muitas vezes, sem remédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Celina não era apenas editora. Fazia questão de manter o trabalho de repórter. Produziu uma série de reportagens sobre as milícias nas favelas cariocas. Fez tudo sozinha durante quase um ano de trabalho. Valeu. Ganhou um prêmio Esso. Foi convidada para participar de um talk show. Pelas regras da Gazeta, qualquer outro funcionário somente poderia dar entrevistas sob minha autorização. Claro que dei sinal verde. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e Paulo fomos assistir ao programa juntos, na cama e comendo pipoca. Fiquei pasma com a idiotice de Celina. Levou o filho de cinco anos que tivera com Tony, além de uma babá dentro de um uniforme ridículo. Certamente, esperava que o canalha visse o talk show e fosse seduzido pela imagem do garoto. Expôs a si própria e o coitado do menino. Todo mundo do circuito Brasília-Rio-São conhecia esse affair. Os homens certamente falariam: &quot;Coitada&quot;. Já as repórteres não hesitariam em classificá-la como uma puta em desespero. Sempre é e foi assim. As jornalistas são as primeiras a identificar suas companheiras como putas, parecendo usar marcadores de aço para gado, como se todas nós fôssemos a fêmea do boi, a vaca. Quanto mais sucesso profissional uma mulher alcançar no jornalismo, mais será chamada de puta por suas colegas. Não se iludam. A grande parte das jornalistas é conservadora e hipócrita. Têm inveja da atitude de mulheres altivas, imponentes e livres. Afinal, a mulher sempre foi mais machista que o próprio homem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha razão. Na mesma noite, pelo menos dez jornalistas do Rio me ligaram, quatro nem trabalhavam da Gazeta. Todos acharam o comportamento de Celina uma &quot;apelação&quot;. Foi o assunto da redação durante uma semana. Ela não sabia que havia coisa muito pior lhe aguardando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco meses depois, finalmente Tony conseguiu voltar a comandar um jornal. Não era bem o que certamente ambicionava. Afinal, pilotaria um dos veículos de imprensa mais apelativos do Rio. Em pouco tempo, menos de três meses, arrumou um novo caso. Era uma jornalista, repórter especial da Gazeta. Foi muito complicado para Celina. A mulher era uma das melhores profissionais no Rio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Celina veio até minha sala, no horário de fechamento do jornal, para pedir-me a demissão da jornalista. Recusei-me. Por que a mandaria embora pela razão de que ela tinha um caso com Tony? Não me importo com aquilo que minhas repórteres fazem na sua vida privada. Ela é solteira. Pode dar para quem quiser. Jamais a perseguiria por Celina, que não tão é santa assim. Quando trabalhou em Brasília, pedia passagens para parlamentares. Uma das primeiras coisas que falei ao contratá-la é que se fizesse isso ou algo semelhante, como aceitar &quot;presentes&quot; como viagens, test drive, roupas de griffes carioca e comer de graça nos melhores restaurantes, seria demitida sumariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href=&quot;http://pets.webshots.com/photo/2896045620025992880JqqBwn&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://inlinethumb03.webshots.com/20802/2896045620025992880S500x500Q85.jpg&quot; alt=&quot;Cow Portrait - cow cow  cow cow cow cow cow cow cow cow&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tony iniciou uma revolução. Sua meta era transformar um jornal popularesco, com excelente venda em bancas no Rio, em um produto mais sofisticado. Contratou consultoria da Faculdade de Ciências da Informação, da Universidade de Navarra, na Espanha. Ela foi fundada em 1952 por São Josemaría Escrivá de Balaguer, criador da Opus Dei (obra de Deus em latim), uma prelazia pessoal no âmbito da Igreja Católica. Praticamente, pode-se dizer que é uma espécie de seita com valores extremamente conservadores e reacionários. Ganhou força com o apoio de Francisco Franco, ditador da Espanha entre 1938 a 1975.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Opus Dei se tornou mais conhecida após as severas críticas contidas no livro &quot;O Código da Vinci&quot; de Dan Brown e o filme estrelado por Tom Hanks. Nós últimos anos, vários livros foram publicados sobre os métodos perversos de recrutamento e até mesmo promoção de uma &quot;lavagem cerebral&quot; entre aqueles que têm o azar de acreditar nas promessas dos membros da seita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei impressionada ao ler &quot;Memórias Sexuais no Opus Dei&quot; (Panda Books). O livro ataca ferozmente a prelazia, desvenda seus métodos de recrutamento e comportamentos sexuais. Tudo isso ganha força por que foi escrito por um ex-membro da Opus Dei,o professor de matemática da USP (Universidade de São Paulo), Antonio Carlos Brolezzi. O autor relata o terror que sofreu durante os dez anos (1985-1995) em que esteve sob a tirania da seita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma boa dica para quem quiser conhecer um pouco mais sobre essa coisa horrorosa chamada Opus Dei é acessar o site de dissidentes da seita. &lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.opuslivre.org&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;CONFIRAM AQUI&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, o representante da Universidade de Navarra é o jornalista Carlos Alberto di Franco. Não se pode negar sua influência, especialmente em São Paulo. Não é segredo para ninguém que é íntimo de Geraldo Alkmin, ex-governador de São Paulo e candidato derrotado por Lula nas eleições de 2006. Além disso, a Opus Dei já se viu envolvida em escândalos por suas doações a parlamentares de países europeus, até mesmo na Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seita ganhou independência de bispos e dioceses desde que o Papa João Paulo II instituiu essa figura estranha chamada prelazia pessoal. É grave. A partir daí, a Opus Dei somente deve satisfações ao Papa e obedece apenas ao chefe da prelazia (chama-se prelado), Dom Javier Echevarría.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tony revirou o jornal, contratou profissionais com salário nas alturas e iniciou uma campanha contra a prefeitura carioca. Não precisava ser jornalista para perceber que isso naufragaria. Era uma questão de tempo. Os leitores do modelo sensacionalista rejeitaram a versão nova e o estigma de &quot;imprensa marrom&quot; não possibilitava atrair leitores de classe média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://good-times.webshots.com/photo/1054686735000621755EdnCKe&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://inlinethumb04.webshots.com/39619/1054686735000621755S200x200Q85.jpg&quot; alt=&quot;San Josemaría Escrivá (6-10-2002)&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dois anos, Tony viu mais um de seus projetos megalomaníacos ir para o brejo. A herdeira do jornal vendeu-o para um empresário de má fama no Rio. Seu apelido é bug, palavra que em inglês significa grampear telefones ou implantar escutas. Alguns meses depois, Tony retornou ao Sul para realizar outra de suas obras em um jornal de Porto Alegre. Não é preciso dizer que fracassou mais uma vez. Ficou conhecido no mercado como &quot;afundador&quot; de jornais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa morna terça-feira, véspera de feriado, recebo uma ligação inesperada. Era o próprio Tony ao telefone. A reformulação da Gazeta, comandada por mim e Paulo, trazia também mudanças de toda a produção destinada à Internet. Quem diria que, um dia, eu assistiria ao canalha Tony pedindo emprego a mim? Que delícia! Humilde, ofereceu-se para ser comentarista político no nosso site. Disse não. Então, sugeriu um blog. Falei que havia outras pessoas com o mesmo objetivo. Mandei me ligar dentro de dez dias. Queria vê-lo sofrer de tanta angústia e ansiedade. Não falei que eu me vingaria do Tony em nome de minha amiga Maria Luísa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não suportou a espera. Depois de uma semana, aparece na Gazeta. Obriguei-o a me aguardar por uma hora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Oi Suzaninha? (Me deu vontade de dizer &quot;Suzaninha&quot; é a puta que o pariu!). Você já me escolheu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Sim, mas com algumas condições contratuais. Você não terá vínculo trabalhista formal com a Gazeta. Crie uma empresa. Sua atuação será restrita ao blog na Internet e não irá de forma alguma para o jornal. Mesmo que consiga uma entrevista com Bin Laden, ela sairia como da &quot;Gazeta on line&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Porra, isso é uma sacanagem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_É, eu sei. Se não topar, há uma fila querendo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Por que você quer me sacanear?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Sacanear? É pouco para o que você já fez. Lembra o que aconteceu com Maria Luísa? Não esqueci. Sabe meu apelido no jornal? Margareth Thatcher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Puta que pariu! Você quer me humilhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Acertou em cheio. Qual é a sua decisão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Aceito e vou dar mais furos que toda a sua equipe de política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Ótimo. A Gazeta on line ganhará mais leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabia que ele somente tinha essa alternativa. Ninguém queria dar emprego a ele. Tony ainda sofreria muito enquanto eu fosse diretora-executiva. Aqui se faz, aqui se paga. Assim será.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 04 Feb 2008 17:44:00 GMT</pubDate>
  <title>NYMPHOMANIAC INFENSUS - A COLUNISTA</title>
  <author>sexodrogasenoticiasdobrasil</author>
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  <description>CAPÍTULO 22&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://travel.webshots.com/photo/1224371039060757131rrBbeW&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://thumb11.webshots.net/t/16/17/7/10/39/224371039rrBbeW_th.jpg&quot; alt=&quot;me and val with the fat woman i mean man!!&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio de toda a loucura da estréia do novo formato e conteúdo da Gazeta, descobri que Paulo é hipócrita e moralista. Meu homem já dormira com metade da cidade, mas é machista. Ele e o chefe do clã queriam que eu demitisse a nossa colunista social, Fátima Toledo. Por quê? Souberam o que todo mundo já conhecia. Excelente profissional, Toledo ganhou fama no Rio sob a acusação leviana de ser ninfomaníaca. Eu a vi algumas vezes, durante suas incursões a Brasília e em Nova Iorque, cobrindo uma viagem do Presidente da República. Não entendia o que uma colunista social estava fazendo ali. Era um clone da Wilsa Carla. Imensa de gorda e com um apetite sexual equivalente ao seu peso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhar viagens de presidente é um saco, exceto para aqueles que não têm dinheiro no banco para ir à Europa ou Estados Unidos. Detesto escrever matérias burocráticas. É difícil dar furo nessas viagens. Nunca gostei de arroz com feijão. Em Nova Iorque, depois que todos terminaram o trabalho, combinamos de nos encontrar em um restaurante no Soho. Praticamente estávamos apenas com o café da manhã. Lembro-me que Toledo encheu a cara. Com estômago vazio, ela começou o seu show. Passou a mão no pau de um fotógrafo casado, gato, tímido e fiel. A mulher queria a todo custo levá-lo para cama. Fiquei com pena dele. Ruborizado, engoliu a comida. Aproveitou o instante em que a ninfo foi ao banheiro e fugiu. Sem sua caça, ela atacou com duras palavras uma bela, e também metida como nunca vi, repórter de uma das maiores emissoras de TV do país. Ninguém compreendeu nada. A única explicação seria inveja. Enquanto Toledo pesava mais de 100 quilos, a mulher da TV era uma sílfide.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais a vi até trabalhar na Gazeta. Passou por mim, disse um “oi Suzaninha”. Não fazia a mínima idéia quem poderia ser aquela mulher com lábios imensos e artificiais. O dermatologista exagerou no preenchimento. Boca grande fica bonito na Angelina Jolie e olhe lá! Perguntei ao editor de política quem era aquela figura. Pelo tom da gargalhada dele, esperava algo divertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_É a Fátima Toledo. Ela colocou aqueles troços no estômago para emagrecer. Depois, fez cirurgia plástica do dedão do pé até à papada. Está parecendo que sofre de anorexia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://entertainment.webshots.com/photo/1014734392014998657vKRMThifOZ&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://inlinethumb21.webshots.com/39252/1014734392014998657S200x200Q85.jpg&quot; alt=&quot;Could be an anorexic lion who desperately needs to visit a orthodontist?&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela estava irreconhecível. Segundo as boas e más línguas, estava dando feito chuchu na serra, como diz minha mãe. Ótimo para ela. Deve ter passado por maus pedaços nessa maratona para ter corpo de modelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diretora-executiva da Gazeta, pouco me importava se ela comesse todos os homens da redação ou se conservasse a mania de bolinar qualquer homem que sentasse perto dela. É ótima profissional. Não faz aquele modelito antigo. Já dera furos em economia e política. Isso é o que me interessa. Não é da minha conta o que ela faz com sua xoxota. Deixem a mulher em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só havia uma coisa na Fátima Toledo que eu não tolerava. Cortei e vou usar meu poder para picotar notinhas que demonstram sua nítida preferência por um partido político de oposição. Tranquei-me com ela na minha sala. Perguntei se ela tinha esquecido que sua coluna tem um nome - Balacobaco. Ali não é um espaço para se tomar partido, expressar suas próprias opiniões. Isso é tarefa para jornalistas de envergadura, como Merval Pereira,de O Globo, um dos melhores colunistas de hoje. Põe o dedo nas feridas de qualquer um, permitindo ao leitor formar sua própria visão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ela quisesse ajudar tanto o &quot;seu partido&quot;, que se filiasse a ele e fosse trabalhar com e para eles. Na Gazeta, ela não escreveria como militante, seja de esquerda, centro ou direita. Eu odiava o trabalho de uma outra profissional, que trabalhava para o maior concorrente da Gazeta. A mulher deixou de fazer jornalismo para usar sua coluna para defender o governo, até mesmo dos escândalos de corrupção. Esses idiotas, autoritários e burros, consentem com a ladroagem de um governo de esquerda. Considero isso um perigo para a democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa ficou feia quando chegaram aos ouvidos do pai de Paulo os desatinos que Toledo cometera em uma festa de uma conhecida socialite carioca. Começou a disputar um homem que viera acompanhado. Muito álcool dá nisso. A colunista deu um murro na namorada da sua caça. Coitada, não tinha como saber que esse cara estudara com Paulo na Suíça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu morria de rir com as histórias e estórias dela. Nunca tive nenhum problema profissional com Toledo. Passava até algumas notas que não faziam sentido na coluna política da Gazeta. Ela já me convidara inúmeras vezes para sair. Credo, não caio nessa fria não! Sem eu fazer nada, já inventaram horrores de mim. Imaginem se me flagram na noite com ela! Era fofoca para um mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai de Paulo ligou para mim. Pela primeira vez, senti sua verdadeira personalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Suzana, eu já a considero minha nora. Serei sempre grato pelo trabalho fabuloso em reformular o jornal, mas o dono sou eu. Quero esta puta Toledo no olho da rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Então, o senhor também teria que tirar seu filho do comando do jornal. Ele comeu repórteres da própria Gazeta, inclusive eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não seja insolente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bateu o telefone na minha cara. Eu não demitiria a colunista por causa disso. Não por que goste dela, mas seu trabalho é essencial para o jornal. Não fiz nada. Passou uma semana. Meu casamento estava próximo. Pedi ao “meu noivo”, termo brega, um presente: esquecer a demissão de Toledo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Vou pensar. Faço tudo que você me pede meu amor. Porém, você exagerou hoje. Vou ver se papai está de bom humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive que conversar com Toledo. Falei que ela poderia dar para todo o batalhão de polícia que ficava próximo à sede da Gazeta, mas o fizesse com discrição. Obriguei-me a relatar como tive que lutar para que ela não fosse demitida. Moderação foi tudo que pedi. Vi que ela saiu com lágrimas nos olhos.... Não adiantou muito. Toledo continua a mesma. A diferença é que, se houver uma próxima vez, não sei se evitarei sua demissão. O velho pegou implicância mesmo com ela. Logo ele, que traiu sua mulher com vedetes famosas. Paulo culpa o pai pelo suicídio da mãe por causa dessas aventuras do velho. Tal pai, tal filho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo gira e continua tudo igual. Homem pode devorar quantas mulheres quiserem. Uma mulher é chamada de puta se tem um comportamento mais libertário. Se eles fazem sexo sem afeto algum, as mulheres têm direito adquirido. Teriam. O machismo começa na cabeça das próprias mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://good-times.webshots.com/photo/1236353851063137448piWnoS&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://inlinethumb39.webshots.com/1638/1236353851063137448S425x425Q85.jpg&quot; alt=&quot;Plastic Surgery ROX!&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 04 Feb 2008 17:43:00 GMT</pubDate>
  <title>PERSECUTUS - A REVANCHE</title>
  <author>sexodrogasenoticiasdobrasil</author>
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  <description>CAPÍTULO 21&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://news.webshots.com/photo/1412849744054530572fLIVSD&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://inlinethumb41.webshots.com/37416/1412849744054530572S500x500Q85.jpg&quot; alt=&quot;World War II Lecture Institute&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei cedo na Gazeta. Seria uma segunda-feira de vingança. A guerra começara. Esperei tanto tempo! Imaginei que nunca teria esta oportunidade. Mandei o secretário Dudu ligar para Lin. Era uma ordem. Eu a queria no jornal antes das 11 horas. Estava com a faca e o queijo na mão. Aquela chinesinha de merda, amiga de Melissa, causou-me sérios prejuízos profissionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lin tem e ainda mantém um caso um ex-ministro poderoso, afastado do cargo por denúncia de corrupção pelo Ministério Público. Ela ajudou a alpinista social Melissa, que também demitira, a montar um plano maquiavélico para esconder que apanhara de um filho de um político. Sobrou para mim. Nunca esqueço. Agora, chegou o momento de vingança. As armas estavam comigo. Aliás, todos os meus desafetos da Gazeta teriam o mesmo destino. É apenas uma questão de tempo. Se o publischer Paulo, que não é jornalista mas advogado, escolheu-me para ser sua mulher e a diretora-executiva do seu jornal, tenho carta branca. Vou usá-la. Cansei de ser honesta, ética e boazinha. Levei muita porrada por causa disso. Agora, aprendi a jogar. E jogo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei quanto tempo meu casamento duraria. Não me importava mais com isso. Casada ou separada, teria dinheiro suficiente para viver muito bem para o resto da minha vida. Assumi que amo mesmo o Paulo. Pode dar certo. Se não der, não vou morrer por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz uma surpresa para ele. Mandei Dudu colocar Tina Turner no ringtone (som feito pelo aparelho quando toca). Ele gostou. Chamou-me de sapeca. Ele ainda não viu nem a metade do que sou capaz de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VEJAM AQUI, NO YOUTUBE&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/7Jx0p0muTiE&amp;amp;rel=1&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;transparent&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/7Jx0p0muTiE&amp;amp;rel=1&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; wmode=&quot;transparent&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;Typical Male&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TELL ME LAWYER WHAT TO DO&lt;br /&gt;I THINK I`M FALLING IN LOVE WITH YOU&lt;br /&gt;DEFEND ME, FROM THE WAY I FEEL&lt;br /&gt;WON`T YOU GIVE ME SOME ADVICE&lt;br /&gt;ON HOW TO HANDLE MY PRIVATE LIFE&lt;br /&gt;I`M SURE THAT WE CAN MAKE A DEAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I CONFESS I`M A FOOL FOR A MAN&lt;br /&gt;WITH A CLEVER MIND&lt;br /&gt;BUT YOUR INTELLECT AIN`T NO MATCH&lt;br /&gt;FOR THIS HEART OF MINE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[CHORUS]&lt;br /&gt;ALL I WANT IS A LITTLE REACTION&lt;br /&gt;JUST ENOUGH TO TIP THE SCALES&lt;br /&gt;I`M JUST USING MY FEMALE ATTRACTION&lt;br /&gt;ON A TYPICAL MALE, ON A TYPICAL MALE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;YOUR SENSE OF JUSTICE I`LL EMBRACE&lt;br /&gt;BUT YOUR DEFENCE DON&apos;T HELP MY CASE&lt;br /&gt;I`M DEEP IN TROUBLE WITH THE LAW&lt;br /&gt;SOMETHING ABOUT AUTHORITY&lt;br /&gt;SEEMS TO BRING OUT THE BAD IN ME&lt;br /&gt;HEY LAWYER, GOTTA CATCH ME WHEN I FALL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OH THEY SAY THAT YOU MATCH YOUR WITS&lt;br /&gt;WITH THE BEST OF THEM&lt;br /&gt;BUT I KNOW WHEN I`M CLOSE YOU`RE JUST&lt;br /&gt;LIKE THE REST OF THEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[CHORUS]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SO PUT YOUR BOOKS ASIDE&lt;br /&gt;LOOSEN OFF THE SUIT AND TIE&lt;br /&gt;OPEN OFF YOUR HEART AND LET ME IN&lt;br /&gt;OPEN OFF YOUR HEART AND LET ME IN&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[CHORUS]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diga-me, advogado, o que fazer?&lt;br /&gt;Acho que estou me apaixonando por você&lt;br /&gt;Defenda-me do jeito como me sinto&lt;br /&gt;Você não me dará algum conselho&lt;br /&gt;Sobre como lidar com minha vida privada?&lt;br /&gt;Estou certa de que podemos fazer um acordo&lt;br /&gt;Eu confesso que sou boba por um homem&lt;br /&gt;Com uma mente inteligente&lt;br /&gt;Mas sua inteligência não é nenhum adversário&lt;br /&gt;Para este meu coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refrão:&lt;br /&gt;Tudo que eu quero é um pouco de reação&lt;br /&gt;Apenas o bastante para equilibrar a situação&lt;br /&gt;Estou apenas usando minha atração feminina&lt;br /&gt;Em um homem típico, em um homem típico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu senso de justiça, eu abraçarei&lt;br /&gt;Mas sua defesa não ajuda meu caso&lt;br /&gt;Estou afundada em problemas com a lei&lt;br /&gt;Alguma coisa sobre autoridade &lt;br /&gt;Parece trazer à tona o mal em mim&lt;br /&gt;Ei, advogado, você precisa me segurar quando eu cair&lt;br /&gt;Eles dizem que sua inteligência se compara às melhores &lt;br /&gt;Mas sei que quando me aproximo, &lt;br /&gt;Você simplesmente é igual ao resto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;refrão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, coloque seus livros de lado&lt;br /&gt;Tire o paletó e a gravata&lt;br /&gt;Abra bem o seu coração e me deixe entrar&lt;br /&gt;Abra bem o seu coração e me deixe entrar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://news.webshots.com/photo/1083149487031780957pRxAGb&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://inlinethumb58.webshots.com/36345/1083149487031780957S500x500Q85.jpg&quot; alt=&quot;Humvee with mounted 50 cal. machine gun&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lin seria muito burra se não entendesse que eu iria mandá-la para o olho da rua. Preocupada, chegou mais cedo. Eu a fiz esperar mais de uma hora. Entrou na minha sala com o ar arrogante de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Você sabe o motivo que a chamei?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Nem imagino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não se faça de besta. Comunico-lhe a sua demissão por justa causa. Não crie confusão. Tenho cinco testemunhas dispostas a depor contra você. Pensou que falaria mal de mim por todo o Rio de Janeiro e sairia ilesa? Você continua passeando pelo &quot;Wild Side&quot;. Deveria usar sua inteligência. Mas não. Isso você não sabe fazer, não é mesmo? Mande lembranças ao seu ministro. Quem sabe ele arruma um empreguinho para você! Tome cuidado para não ter que depor na Polícia Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_O Paulo não deixará que você me demita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_É mesmo? Acha que tem estabilidade aqui pelo fato de ter dado para ele? Enquanto eu estiver neste cargo, não haverá mais pensionato das que foram para a cama com o dono pensando em agarrar um bom partido, coisa cafona, ou arrumar uma promoção, ouviu bem? Chega de mulheres como você. Vou ligar para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não... Não...Não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Paulo, fale com a Lin que ela está demitida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Suzana, você não tem jeito. Quer humilhar a Lin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Isso mesmo e você sabe o motivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei o telefone para Lin. Não sei o que falaram, mas ela deixou minha sala chorando. É hora de comemorar. Coloquei um CD de Lou Reed para ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Take A Walk On The Wild Side&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Holly came from Miami f.l.a.&lt;br /&gt;Hitch-hiked her way across the u.s.a.&lt;br /&gt;Plucked her eyebrows on the way&lt;br /&gt;Shaved her leg and then he was a she&lt;br /&gt;She says, hey babe, take a walk on the wild side&lt;br /&gt;Said, hey honey, take a walk on the wild side&lt;br /&gt;Candy came from out on the island&lt;br /&gt;In the backroom she was everybodys darling&lt;br /&gt;But she never lost her head&lt;br /&gt;Even when she was given head&lt;br /&gt;She says, hey babe, take a walk on the wild side&lt;br /&gt;Said, hey babe, take a walk on the wild side&lt;br /&gt;And the coloured girls go&lt;br /&gt;Doo, doo, doo, doo, doo, doo, doo, doo&lt;br /&gt;Doo, doo, doo, doo, doo, doo, doo, doo&lt;br /&gt;Doo, doo, doo, doo, doo, doo, doo, doo&lt;br /&gt;Doo, doo, doo, doo, doo, doo, doo, doo(doo, doo, doo, doo, doo, doo, doo, doo)(doo, doo, doo, doo, doo, doo, doo, doo)(doo, doo, doo, doo, doo, doo, doo, doo)(doo, doo, doo, doo, doo, doo, doo, doo)(doo)&lt;br /&gt;Little joe never once gave it away&lt;br /&gt;Everybody had to pay and pay&lt;br /&gt;A hustle here and a hustle there&lt;br /&gt;New york city is the place where they said&lt;br /&gt;Hey babe, take a walk on the wild side&lt;br /&gt;I said hey joe, take a walk on the wild side&lt;br /&gt;Sugar plum fairy came and hit the streets&lt;br /&gt;Looking for soul food and a place to eat&lt;br /&gt;Went to the apollo&lt;br /&gt;You should have seen him go go go&lt;br /&gt;They said, hey sugar, take a walk on the wild side&lt;br /&gt;I said, hey babe, take a walk on the wild side&lt;br /&gt;All right, huh&lt;br /&gt;Jackie is just speeding away&lt;br /&gt;Thought she was James Dean for a day&lt;br /&gt;Then I guess she had to crash&lt;br /&gt;Valium would have helped that dash&lt;br /&gt;She said, hey babe, take a walk on the wild side&lt;br /&gt;I said, hey honey, take a walk on the wild side&lt;br /&gt;And the coloured girls say&lt;br /&gt;Doo, doo, doo, doo, doo, doo, doo, dooDoo, doo, doo, doo, doo, doo, doo, dooDoo, doo, doo, doo, doo, doo, doo, dooDoo, doo, doo, doo, doo, doo, doo, doo(doo, doo, doo, doo, doo, doo, doo, doo)(doo, doo, doo, doo, doo, doo, doo, doo)(doo, doo, doo, doo, doo, doo, doo, doo)(doo, doo, doo, doo, doo, doo, doo, doo)(doo, doo, doo, doo, doo, doo, doo, doo)(doo, doo, doo, doo, doo, doo, doo, doo)(doo, doo, doo, doo, doo, doo, doo, doo)(doo, doo, doo, doo, doo, doo, doo, doo)(doo)&lt;br /&gt;Lou Reed lyrics&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OUÇAM E VEJAM NO YOUTUBE &lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/WZ88oTITMoM&amp;amp;rel=1&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;transparent&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/WZ88oTITMoM&amp;amp;rel=1&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; wmode=&quot;transparent&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;ESSA MÚSICA EXIGE MUITO CONHECIMENTO DO UNIVERSO DE REED QUANDO A ESCREVEU. SERÁ FÁCIL ENTENDER COM UMA AJUDAZINHA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Holly came from Miami, F.L.A.&lt;br /&gt;Hitch-hiked her way across the USA&lt;br /&gt;Plucked her eyebrows on the way&lt;br /&gt;Shaved her legs and then he was a she&lt;br /&gt;She says, Hey babe&lt;br /&gt;Take a walk on the wild side&lt;br /&gt;She said, Hey honey&lt;br /&gt;Take a walk on the wild side&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Holly- atriz transexual chamada Holly Woodlawn, estrela do filme de Andy Warhol&apos;s Trash (1970). Woodlawn continua com sua carreira de atriz. F.L.A.- Florida&lt;br /&gt;Plucked her Eyebrows-tirou as sombracelhas&lt;br /&gt;He was a she ele-tornou-se uma mulher&lt;br /&gt;Babe-benzinho, meu bem, meu amor&lt;br /&gt;Take a walk on the wild side-fazer loucuras, afundar o pé na jaca&lt;br /&gt;Honey-querido&lt;br /&gt;Hitch-hiked- pegar carona de desconhecidos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Candy came from out on the Island&lt;br /&gt;In the backroom she was everybody&apos;s darlin&apos;&lt;br /&gt;But she never lost her head&lt;br /&gt;Even when she was giving head&lt;br /&gt;She says, Hey babe&lt;br /&gt;Take a walk on the wild side&lt;br /&gt;Said, Hey babe&lt;br /&gt;Take a walk on the wild side&lt;br /&gt;And the colored girls go doo do doo do doo do do doo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Candy Candy Darling- outra atriz transexual de filmes de Andy Warhol. Lou Reed também escreveu &quot;Candy Says&quot; sobre ela em 1969&lt;br /&gt;The Island-Long Island, NY&lt;br /&gt;Darlin&apos;(darling)-querida, namorada&lt;br /&gt;Lost her head- pirou, perdeu a a cabeça.&lt;br /&gt;Giving head-fazendo sexo oral&lt;br /&gt;Colored- negro, mulato - Há mais de trinta anos atrás, não existia a moda chata do &quot;politicamente correto&quot;. Podia-se falar em &quot;colored girls&quot;. Se Lou Reed fizesse essa mesma canção nos dias de hoje, utilizando a palavra &quot;colored&quot; seria execrado pela turma dos politicamente corretos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Little Joe never once gave it away&lt;br /&gt;Everybody had to pay and pay&lt;br /&gt;A hustle here and a hustle there&lt;br /&gt;New York City&apos;s the place where they said,&lt;br /&gt;Hey babe&lt;br /&gt;Take a walk on the wild side&lt;br /&gt;I said, Hey Joe&lt;br /&gt;Take a walk on the wild side&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Little Joe- apelido do ator Joe Dallesandro, que participou em vários filmes de Warhol como Trash, Flesh, e Heat&lt;br /&gt;Gave it away -fazer sexo sem cobrar nenhum pagamento, ou seja, dar de graça&lt;br /&gt;Hustle- prostituição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sugar Plum Fairy came and hit the streets&lt;br /&gt;Lookin&apos; for soul food and a place to eat&lt;br /&gt;Went to the Apollo&lt;br /&gt;You should&apos;ve seen &apos;em go go go&lt;br /&gt;They said, Hey sugar&lt;br /&gt;Take a walk on the wild side&lt;br /&gt;I Said, Hey babe&lt;br /&gt;Take a walk on the wild side&lt;br /&gt;All right, huh&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sugar Plum Fairy- apelido de um ator de Warhol de nome Joe Campbell (originalmente o nome de uma personagem no ballet The Nutcracker, o Quebra-Nozes, balé clássico com  música de Tchaicobsky) &lt;br /&gt;Fairy-é um termo pejorativo e um insulto para gays &lt;br /&gt;Nuts-doido,louco, maluco, pirado. Coincidência ou não, tem também o duplo sentido de testículos&lt;br /&gt;Hit the streets- foi para as ruas&lt;br /&gt;Soul food-Comida sulista muito popular entre os negros norte-americanos ou Afro-Americos para a chatice desta moda de politicamente correta&lt;br /&gt;Apollo-u famoso clube nocturno no Harlem (NYC)&lt;br /&gt;Sugar-açúcar, doce, forma carinhosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jackie is just speeding away&lt;br /&gt;Thought she was James Dean for a day&lt;br /&gt;Then I guess she had to crash&lt;br /&gt;Valium would have helped that bash&lt;br /&gt;Said, Hey babe,&lt;br /&gt;Take a walk on the wild side&lt;br /&gt;I said, Hey honey,&lt;br /&gt;Take a walk on the wild side&lt;br /&gt;And the colored girls say,doo do doo do doo do do doo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jackie Jackie Curtis-outra atriz transexual em filmes de Warhol&lt;br /&gt;Speeding away-duplo sentido: andando depressa num carro/estar drogado em speeds(amfetaminas) ou outra droga parecida&lt;br /&gt;James Dean-famoso ator de cinema dos anos 50 morto num acidente de carro&lt;br /&gt;To crash-duplo sentido: desastre automobilistico/ter um mal-estar após uma viagem de speed&lt;br /&gt;Valium-uma droga ansiolítica popular nos anos 60 e que virou febre na década para promover viagens, misturada com álcool e outras cositas. &lt;br /&gt;Bash crash- colisão, desastre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guerra começara mesmo. Na quarta-feira, fecharemos quase tudo da primeira edição da Gazeta sob novo formato. Haverá mais demissões. Os próprios editores ajudaram-me a definir a nova equipe. Confesso que não gosto disso. Mandar gente decente para a rua é terrível. São leis de mercado. E viva a democracia liberal! Viva o poder da mass media! Eu pensei que não saberia jogar. Jornal é como sabonete, detergente, modess, um carro. É um produto. Tem que ser bom. E não pode dar prejuízo. Conciliar tudo isso com cidadania e interesses do leitor era uma tarefa árdua e perigosa. Mas estou apostando. Aposto sabendo que, um dia, a roleta do cassino não será boazinha comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em compensação às demissões, criarei novas vagas. É claro que a Gazeta é um jornal produzido no Rio e sua prioridade é atender aos fluminenses. Não basta. O Brasil é imenso. Contratarei profissionais para serem correspondentes em Manaus, Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre. Já há uma sucursal em São Paulo. Demorei muito tempo para convencer Paulo e o pai da necessidade de mostrar que o Brasil não é apenas Rio e São Paulo. A Amazônia tem mais destaque em jornais ingleses do que os veículos brasileiros. A região cada vez mais será um celeiro de notícias. Basta ter um repórter de verdade, que saiba farejar notícia.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 04 Feb 2008 17:42:00 GMT</pubDate>
  <title>PSYCHE INFIRMUS - MENTE DOENTIA</title>
  <author>sexodrogasenoticiasdobrasil</author>
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  <description>CAPÍTULO 20&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://entertainment.webshots.com/photo/2771066760088481986IsMXpM&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://inlinethumb04.webshots.com/36483/2771066760088481986S500x500Q85.jpg&quot; alt=&quot;&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sempre um privilégio a visão do Rio para quem desembarca na cidade. É uma pena o que permitiram fazer com um dos points mais lindos do mundo. Brizola deve estar conversando com Deus, lá em cima, caso haja mesmo outro lugar fora este dos vivos, explicando seu governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tivemos que comprar outra mala por causa do excesso de roupas, sapatos e duas bolsas da Gucci que ele comprara para mim, em Paris. Se fosse há alguns anos atrás, eu nunca teria permitido isso. Porém, como já vivíamos como se fôssemos casados, mesmo com os transtornos de humor dele, aceitei. Não entendo a sua teimosia em não tomar os medicamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O táxi me deixara em casa. Paulo foi para a sua. Eu continuava confusa. Não sei se casamento era para mim. Será que me sairia bem nisso? Decidi falar com seu pai. Tomei um banho quente para relaxar os músculos. Criei coragem. Telefonei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Boa tarde. Aqui é Suzana Barreto Viotti. Necessito falar urgente com o doutor Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_O pai ou o filho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_O pai, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperei uns cinco minutos até o velho pegar o telefone para falar comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Suzana, que surpresa! Você e o Paulo estão bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não sei. Preciso ter uma longa conversa com o senhor. Precisa ser em um lugar onde ninguém nos veja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Vocês brigaram de novo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Prefiro discutir isso pessoalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Venha à minha casa. Nós nos trancamos na biblioteca. Darei ordens para não ser interrompido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Posso ir por volta das 16 horas? Acabo de chegar de viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Eu sei. Venha. Espero você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamei um táxi. Fomos para o alto da Gávea, onde fica a mansão da família. Parecia que um chefe de estado morava lá. A segurança era muito forte. Paguei o táxi. Desci. Fui direto aos dois &quot;gorilas&quot; plantados no portão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Por favor, avise que Suzana já está aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Dona Suzana?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_A senhora vai fazer eu perder meu emprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_O velho deu ordens explícitas para deixá-la entrar de carro. Agora, a senhora vai caminhar muito sob este sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não há problema. Obrigada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao me aproximar da casa, um homem de terno preto naquela temperatura infernal disse-me: _Dona Suzana, vou levá-la até ao doutor Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Olá, Suzana. Você está tão séria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Mais do que isso. Estou confusa e com muito medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_O que aconteceu minha filha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Em primeiro lugar, vim colocar meu cargo à sua disposição. Paulo me contou que o senhor detestou meu trabalho em Jerusalém e no Líbano. Sou diretora-executiva. Sei o que é notícia. Seu filho reclamou das ligações de protesto de seus amigos judeus. Ora, eu não fiz um panfleto. Narrei o que vi. Tenho culpa se os palestinos têm tratamento diferenciado em Israel?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Paulo ficou louco. Só comentei com ele que me preocupava com sua segurança. Prometi a seu pai que cuidaria de você. Eu comandei a Gazeta por 50 anos. Não há um dia em que não receba uma ligação de alguém reclamando. Faz parte do negócio. Você é uma grande repórter. Ficou tudo ótimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Se é assim, continuo. Porém, temos um tema mais grave do que esse: seu filho Paulo.&lt;br /&gt;Parou de tomar as medicações novamente. Teve um surto ou sei lá o quê em Paris. Não quero me casar agora. Não posso ter um marido que é doce num dia e amanhece um monstro no dia seguinte. Nessa oscilação de sentimentos, parecemos com o sol e a lua, que nunca se encontram. O senhor precisa lhe dar uma bronca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não faça isso. Meu filho a ama de verdade. Temo o que ele possa fazer se você não se casar com ele. Tenho certeza que o ama também. Estou errado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Paulo é o primeiro homem que amo. Antes, só tive paixões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não fale nada com meu filho, mas ele já comprou uma cobertura na Avenida Atlântica para você. Morarão lá depois de casados. Vou lhe dar garantias para que possa viver bem caso Paulo se separe de você. Ambos não podem deixar escapar um amor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Concordo. Eu estou como muito medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Prometo que falarei de forma muito dura com meu filho. Vou mostrar como ele próprio estraga sua vida diante dessa besteira de não ingerir as pílulas recomendadas por seu psiquiatra. A mãe dele também era assim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomamos suco de cupuaçu. O velho não me deixou chamar um táxi. Mandou seu motorista me levar. No banco traseiro daquele Volvo blindado, saquei meu iPOD da bolsa. Música sempre acalma. Parecia que eu escrevera a letra da canção. Don&apos;t get me wrong, dos Pretenders. Assisti ao show deles no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ASSISTA AO VÍDEO NO YOUTUBE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/D_Bj8wrXslk&amp;amp;rel=1&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;transparent&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/D_Bj8wrXslk&amp;amp;rel=1&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; wmode=&quot;transparent&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Don&apos;t get me wrong&lt;br /&gt;If I!m looking kind of dazzled&lt;br /&gt;I see neon lights&lt;br /&gt;Whenever you walk by&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Don&apos;t get me wrong&lt;br /&gt;If you say hello and I take a ride&lt;br /&gt;Upon a sea where the mystic moon&lt;br /&gt;Is playing havoc with the tide&lt;br /&gt;Don&apos;t get me wrong&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Don&apos;t get me wrong&lt;br /&gt;If I&apos;m acting so distracted&lt;br /&gt;I&apos;m thinking about the fireworks&lt;br /&gt;That go off when you smile&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Don&apos;t get me wrong&lt;br /&gt;If I split like light refracted&lt;br /&gt;Im only off to wander&lt;br /&gt;Across a moonlit mile&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Once in awhile&lt;br /&gt;Two people meet&lt;br /&gt;Seemingly for no reason&lt;br /&gt;They just pass on the street&lt;br /&gt;Suddenly thunder, showers everywhere&lt;br /&gt;Who can explain the thunder and rain&lt;br /&gt;But theres something in the air&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Don&apos;t get me wrong&lt;br /&gt;If I come and go like fashion&lt;br /&gt;I might be great tomorrow&lt;br /&gt;But hopeless yesterday&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Don&apos;t get me wrong&lt;br /&gt;If I fall in the mode of passion&lt;br /&gt;It might be unbelievable&lt;br /&gt;But lets not say so long&lt;br /&gt;It might just be fantastic&lt;br /&gt;Don&apos;t get me wrong&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Don&apos;t Get Me Wrong (Tradução) lyrics&lt;br /&gt;Não me leve a mal&lt;br /&gt;Se estou parecendo um pouco encantada&lt;br /&gt;Eu vejo luzes de neon&lt;br /&gt;Quando você passa por mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me entenda errado&lt;br /&gt;Se você disser oi e eu fizer uma viagem&lt;br /&gt;Em um oceano onde a lua mística&lt;br /&gt;Está brincando de destruir com a maré&lt;br /&gt;Não me entenda errado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me entenda errado&lt;br /&gt;Se estou tão distraída&lt;br /&gt;Estou pensando em fogos de artifício&lt;br /&gt;Que estouram quando você sorri&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me entenda errado&lt;br /&gt;Se eu me dividir como luz refratada&lt;br /&gt;Só estou viajando&lt;br /&gt;Por uma milha iluminada pela lua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes&lt;br /&gt;Duas pessoas se conhecem&lt;br /&gt;Aparentemente por motivo nenhum&lt;br /&gt;Elas passam pela rua&lt;br /&gt;De repente troveja em todo lugar&lt;br /&gt;Quem pode explicar o trovão e a chuva&lt;br /&gt;Mas tem alguma coisa no ar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me entenda errado&lt;br /&gt;Se eu vier e for como de costume&lt;br /&gt;Eu posso ser maravilhosa amanhã&lt;br /&gt;Mas inútil ontem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me entenda errado&lt;br /&gt;Se eu cair no modo de costume&lt;br /&gt;Pode ser inacreditável&lt;br /&gt;Mas não vamos dizer adeus&lt;br /&gt;Pode até ser fantástico&lt;br /&gt;Não me entenda errado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em casa, de calcinha e regata, telefonei para os meus dois adjuntos e todos os editores para marcar uma reunião, na quarta-feira, às 9 horas. Precisava fechar todos os detalhes do lançamento da nova Gazeta dentro de um mês. A estréia seria em um domingo. Coloquei três CDs do Lenine para ouvir enquanto preparava pautas e instruções aos editores e para a sucursal de Brasília.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quando viajei, deixei em banho-maria duas questões muito graves. Lin espalhara fofocas muito criativas sobre minha relação com Paulo. Ela costuma entrevistar suas fontes com blusas de seda e sem soutien. Vou demiti-la. Pesou mais o fato dela querer roubar uma pauta criada por mim e definida com o editor de política que a repórter Carla se encarregaria disso. Lin agrediu sua colega de trabalho com palavrões na frente de um ministro de Estado assustado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro caso sério era o repórter Ivan. Soropositivo, o boboca vivia grudado na Lin e na Melissa (Depois que a demiti da sucursal de Brasília, ela retornara ao Rio e comandava uma agência de comunicação - deve ter dado para o dono. É assim que ela consegue o que deseja.). Pensou que essas duas arrivistas eram suas amigas. Não são. Lin contou para quase todo mundo da Gazeta que Ivan tem AIDS. Ele ficou doente. Recusa-se a fazer qualquer tipo de tratamento. Além disso, foi preso duas vezes ao fazer sexo com outro homem, dentro de seu carro. Se fossem uma homem e uma mulher, nada disso teria acontecido. Vou mandá-lo de volta à sucursal de Brasília. Ordenei que o editor de política telefonasse para a irmã de Ivan que reside na capital federal. Imaginei que o suporte familiar o ajudaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 04 Feb 2008 17:41:00 GMT</pubDate>
  <title>ABSCONDO POTESTAS -PODER OCULTO</title>
  <author>sexodrogasenoticiasdobrasil</author>
  <link>https://sexodrogasenoticiasdobrasil.blogs.sapo.pt/707.html</link>
  <description>CAPÍTULO 19&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://travel.webshots.com/photo/2171523810082721655VgnUKK&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://inlinethumb39.webshots.com/7078/2171523810082721655S500x500Q85.jpg&quot; alt=&quot;DSCF2328 Israel - Jerusalem - M with Kippah&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desembarquei em Orly, mas próximo de Paris. Só consegui embarcar pela Middle East Airlines. Achei até mais seguro do que viajar em companhias européias. Mais de seis horas de vôo. Cansada, minha cabeça estava cheia de dúvidas sobre esse casamento. Será que era isso que eu queria? Não sou hipócrita. Admito que o mundo de Paulo me seduzia. Todo aquele dinheiro me provocava. O problema era o outro lado da moeda. Toda escolha envolve um preço a ser pago. Duvidava se estaria disposta a aceitar essa conta. Sou filha única, acostumada a viver só, que diferente de ser só. Sempre fiz aquilo que aspirava sem pedir autorização a ninguém. A persona de Paulo desabou. E eu não trazia nenhuma certeza se a súbita e inesperada mudança de comportamento dele produziria harmonia na nossa relação. Eu tenho um lado desconhecido, carente, frágil e perfeccionista! Nós poderíamos nos transformar em um coquetel molotov.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei Paulo me aguardando. Sua expressão facial intimidou-me. Esforçava-me para adivinhar o que me esperava. Abraçou-me com força e beijou-me. Uma limusine nos aguardava. Assim que entramos no carro a caminho do hotel, descobri que meus dias em Paris seriam um inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Você entrou para o Hezbolah? Tornou-se militante? Vai correr atrás de Bin Laden? Vai ajudá-lo a mandar para ar o Empire State Bulding? Organizará planos para explodir o quê? Ficou louca? Arriscou-se em Beirute sem qualquer aviso ou autorização minha. Recebemos queixas e protestos de todo tipo. Empresários ligaram para meu pai. Associações israelistas do Brasil enviaram cartas à Gazeta. Você quer ir para o Afeganistão ou Paquistão também? Você é a diretora-executiva. Deve saber que meu jornal não é um pasquim. Suzana, eu não administro um jornaleco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respirei fundo. Sei do que faço quando estou com raiva. Perco o controle totalmente. Tenho habilidade para machucar e vou direto às feridas. Eu me encontrava furiosa. Sem saber como, consegui não deixar que meus sentimentos se manifestassem. O dinheiro que gasto com meu terapeuta estava valendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rádio começou a tocar Because, do Ten Thousand Maniacs. Cada vez gosto mais de Jung. Sincronicidade. Como esse homem revolucionou a psicologia moderna. Dá de mil a zero no senhor Freud. Minha atormentada cabeça parecia que atraiu aquela canção. Segurei minha vontade de chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BECAUSE&lt;br /&gt;Take me now, baby, here as I am&lt;br /&gt;Hold me close, try and understand&lt;br /&gt;Desire is hunger is the fire I breathe&lt;br /&gt;Love is a banquet on which we feed&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Come on now, try and understand&lt;br /&gt;The way I feel under your command&lt;br /&gt;Take my hand, come under cover&lt;br /&gt;They can&apos;t hurt you now&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Because the night belongs to lovers&lt;br /&gt;Because the night belongs to lust&lt;br /&gt;Because the night belongs to lovers&lt;br /&gt;Because the night belongs to us&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Have I doubt, baby, when I&apos;m alone&lt;br /&gt;Love is a ring on the telephone&lt;br /&gt;Love is an angel, disguised as lust&lt;br /&gt;Here in our bed &apos;til the morning comes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Come on now, try and understand&lt;br /&gt;The way I feel under your command&lt;br /&gt;Take my hand, come under cover&lt;br /&gt;They can&apos;t hurt you now&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Because the night belongs to lovers&lt;br /&gt;Because the night belongs to lust&lt;br /&gt;Because the night belongs to lovers&lt;br /&gt;Because the night belongs to us&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;With love we sleep, with doubt the vicious circle turns, and burns&lt;br /&gt;Without you, I cannot live, forgive the yearning burning&lt;br /&gt;I believe in love too real to feel, take me now, take me now, take me now&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Because the night belongs to lovers&lt;br /&gt;Because the night belongs to lust&lt;br /&gt;Because the night belongs to lovers&lt;br /&gt;Because the night belongs to us &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VEJAM AQUI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/zCK-nCVE_Z4&amp;amp;rel=1&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;transparent&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/zCK-nCVE_Z4&amp;amp;rel=1&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; wmode=&quot;transparent&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Choquei-me com o hotel em que ficaríamos. Era nada menos do que o Plaza Athénée, bem no centro entre os Champs Elysées e a torre Eiffel. Era cercado pelas lojas mais caras do planeta. Abrigava o famoso restaurante Alain Ducasse, com três estrelas do Guia Michelin. Eu já ousara entrar nesse templo de luxo somente uma vez, quando almoçando na Brasserie Lipp, encontrei um dos líderes de partido mais importante do país, já falecido. Ele me convidara para o bar do hotel. Sabia que não gastaria um centavo. Vi que era um lugar onde se encontrava figuras do jet set internacional. Tive a sorte de ver Bon Jovi bem pertinho. Ambos tomamos três garrafas de Moet Chandon. Fiquei bêbada. Acordei ao lado daquele homem. Tive sorte. Meu companheiro de cama também ficara embriagado. Não aconteceu nada. Experimentei um blackout. Não me recordava de como fui parar ali. Eu vestia uma camisa social da minha própria fonte, em Brasília. Ufa! Que alívio! Também portava minha calcinha e soutien.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subimos para o quarto. Fui até à janela. Dava para ver a torre Eiffel. Era romântico, mas não tínhamos esse momento. Tranquei-me no banheiro. Mergulhei na jaccuzi. Usei todos os cosméticos de griffes caras que havia por lá. Maquie-me e vesti um delicioso roupão felpudo do hotel. Abri a mala. Eu não trouxera roupas sofisticadas. Não imaginava que fosse a Paris. Vesti um jeans com uma bata, calcei minha bota e coloquei minhas jóias. Só eu mesma para viajar com o anel que Paulo me dera. Sentado em uma poltrona, quieto, com cara de bunda, ele me olhava atentamente. Peguei minha bolsa e saí. Eu sabia exatamente perfeccionista aonde iria: o Hemingway Bar, no Ritz. Estava disposta a tomar um porre e pagar a fortuna da conta com o cartão corporativo da Gazeta. Talvez fosse a última vez que eu o usaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentei-me no balcão daquele bar considerado o melhor do mundo pela revista Forbes. Eu estava um pouco casual para aquele ambiente. Minha sapatilha e bolça da Gucci, além daquele enorme anel no dedo, não me deixaram fazer feio. Pedi uma garrafa de champangne. Distraída, triste e deprimida, nem vi o tempo passar. A primeira garrafa já acabara, quando um cara senta-se ao meu lado. Levei um susto. Parecia o David Caruso, da série CSI Miami. Mas não era. Não teria essa sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Are you sure that you want to get drunk? (Tem certeza que deseja se embebedar?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Mind your own business. (Não é da sua conta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_I just asked because I would like to join you. Let&apos;s get drunk. (Perguntei apenas por que queria me juntar a você. Vamos ficar bêbados!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_I like your idea. (Gosto da sua idéia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma coincidência: o estranho chamava-se David. Era judeu. Falou que era diplomata. Não comprei isso. Falava um inglês perfeito, com sotaque de um novaiorquino. Conhecia isso muito bem. Já morara em Nova Iorque. Tinha um charme especial. Dava para sentir que era um conquistador. Gostei. Não me recordo quanto tempo ficamos no Hemingway. De lá, fomos a um dos inúmeros clubes de jazz parisienses. Também não relembro como voltei ao Plaza Athénée. Acordei por volta das quatro horas da tarde. Não estava com enxaqueca nem sinal de ressaca. Coisa esquisita. Paulo, mudo, tentava me ignorar, lendo o Le Monde. Fiz um esforço de memória. Bingo! David me dera duas pílulas que, segundo ele garantira, permitem qualquer um ficar de porre sem mal-estar no day after.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomei um banho. Lavei os cabelos que cheiravam a cigarro. Precisava romper aquele cenário gelado, mesmo se quebrássemos todo o quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Paulo, você está em greve geral?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Vá à merda. Onde você esteve na noite passada? Por acaso, eu ganhei um par de chifres?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Vá se foder. Tou cheia desse seu lado Doctor Jekyll and Mister Hyde. Nunca sei quando um ou outro surge à minha frente. Se não gosta do meu trabalho, demita-me. Se não está feliz comigo, deixe-me. Eu sobrevivo. Sempre resisto. Continuo viva. Você não consegue lidar com as duas: a diretora e a sua mulher. Enganei-me. Pensei que era amada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Eu a amo mais do que a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não é assim que parece. Você já começou a enjoar-se de mim. Ainda bem que não nos casamos. Eu vou pedir ao pessoal do hotel que veja a disponibilidade de vôos. Vou embora de Paris e da sua vida. Tome seus remédios direito. Está mais bipolar que nunca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Bipolar é a puta que o pariu! Amo-a como nunca pensei que pudesse. Temo perdê-la. Era seu dever avisar ao jornal que iria ao Líbano. Já pensou se acontece algo com voce? O que eu faria? Como viveria? Falaria o quê? Como explicaria aos seus pais sua maluquisse sem que soubesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a chorar como nunca. Arrumei minhas coisas. Fui para a sala de estar daquela suíte maior do que o apartamento onde moro. Soluçava sem parar. Era o fim de tudo. Amor é doença mesmo e não serve para mim. Adormeci em um sofá pequeno, toda encolhida. Saí do sono somente por que ouvi o barulho da porta. Paulo pedira comida. Vi que ele me cobrira com uma manta e que desmanchara minha mala. Será que eu agüentaria tanta mudança de humor? Nossa vida seria uma montanha russa. Suspeitei que ele não andasse tomando seus remédios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava me deitando quando não resisti à sua sedução. Sentou-se ao meu lado. Repetiu que me amava. Entrei debaixo da coberta. Ele descobriu-me. Deitou-se sobre mim e chorou. Fizemos amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Você me perdoa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Isso está se tornando quase uma rotina. Você precisa tomar seus remédios. Sem eles, um de nós vai acabar se matando ou assassinando o outro. Não temos muito tempo...Nós, ou seja, eu e você unidos, pode ser a última chance que ainda possuimos de amar e ser amado. Então, o que você vai fazer? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Como sempre, aquilo que você mandar. Eu parei mesmo de tomar os remédios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Você tem algo como diabetes ou pressão alta. Entende isso? Quem não toma as drogas prescritas pelos médicos pode morrer. Você quer me vê tendo uma segunda crise de depressão profunda? Provavelmente, eu tentaria o suicídio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Cala essa boca. Amo você, mulher difícil! Quero passar o tempo que me sobra com a senhora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Então, vamos nos amar mais e nos respeitar-mos também. Eu não vou dar outra oportunidade para você e a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Dará sempre. Você me ama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Vá tomar no cu. Acha que eu não posso ficar sem seu dinheiro e o que ele me proporciona? Enganou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Pára com isso. Volte para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei. Jantamos. Tomei um comprimido de Frontal. Obriguei Paulo a ingerir os dois medicamentos da noite receitados por seu psiquiatra. Ambos despertamos quase no mesmo horário. O relógio apontava sete horas. Nos amamos mais uma vez. Ele foi até um dos armários. Pegou umas três sacolas da Primtemps. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Comprei roupas e sapatos para você. Não quero vê-la saindo aqui com essas suas roupas de militante do Hezbohah.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rimos sem parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Paulo, eu quero ir à catedral de Notre Dame ainda hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não sabia que você era tão religiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não sou, mas vou lá todas as vezes em que estive em Paris. Adoro aquela escuridão gótica. Eu fico em paz lá dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Eu a levo aonde você mandar. Eu acabo sempre fazendo o que você quer. Sabe de uma coisa? Isso me faz feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei-lhe um beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Vamos às compras também: a roupa, o sapato e todo o resto para você ficar presa a mim no papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Podemos comprar aquilo que você quiser. Agora, casamento é algo que ainda veremos se acontecerá. Observarei como você vai se comportar ao voltarmos ao Rio. Também não sei se é bom para mim ter você como patrão e , à noite, o homem que dorme comigo. Não está funcionando. Previa isso. Vou devolver o colar que seu meu pai me deu. Se ele também não gostou do eu fiz, entrego minha carta de demissão. Talvez, sem tudo isso, você reaja melhor. Eu não vou mudar por você e ninguém mais. Compra o pacote inteiro ou não leva nenhuma das duas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://travel.webshots.com/photo/2393000370077970300fspwZs&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://inlinethumb04.webshots.com/14083/2393000370077970300S500x500Q85.jpg&quot; alt=&quot;Cathedrale Notre-Dame in Paris, France&quot;&gt;Veja a arte em Notre Dame&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 04 Feb 2008 17:40:00 GMT</pubDate>
  <title>NOVUS  PERATO -FURO DA PALESTINA</title>
  <author>sexodrogasenoticiasdobrasil</author>
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  <description>CAPÍTULO 18&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://good-times.webshots.com/photo/2784489070101311940ccodyr&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://inlinethumb46.webshots.com/34221/2784489070101311940S500x500Q85.jpg&quot; alt=&quot;huge palestinian flag graffiti, shatilla refugee camp&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizemos um workshop para criar pautas diferentes, engraçadas, serviços ao leitor, editoria de moda sem as babaquisses das jornalistas que pensam que a maioria dos leitores e assinantes, de classe média alta brasileira, tem dinheiro para comprar roupas caríssimas, como Chanel, Versace, Gucci, Armani, Louis Vuitton etc, sem apresentar uma alternativa estilosa e mais acessível; investidas internacionais fora do noticiário habitual; e milhares de propostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi realizar uma delas, apesar da oposição de Paulo, meus pais e do &quot;sogro&quot;. Passei quinze dias em Israel, vivendo o cotidiano de uma família palestina. Sei que não seria fácil. Não temia nada, mas sabia que minhas preferências políticas, expressas claramente no meu próprio blog da Gazeta, certamente causariam reação da comunidade judaica. Eu sou inteiramente contra a criação do Estado de Israel. Um dos destaques do blog é um texto de Gandhi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;O QUE ESTÁ ACONTECENDO NA PALESTINA NÃO É JUSTIFICÁVEL POR NENHUMA MORALIDADE OU CÓDIGO DE ÉTICA. CERTAMENTE, SERIA UM CRIME CONTRA A HUMANIDADE REDUZIR O ÓRGULHO ÁRABE PARA QUE A PALESTINA FOSSE ENTREGUE AOS JUDEUS PARCIALMENTE OU TOTALMENTE COMO LAR NACIONAL JUDAICO.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, sionismo foi, é e continuará sendo uma forma de racismo. Não há justificativa para se dar um Estado ao um povo apenas pela raça. O milionário lobby judaico derrubou a classificação de sionismo como racismo na ONU, nos anos 90. Eu apóio integralmente a luta dos palestinos e boicoto produtos made in Israel. Só abri exceção para o Babylon. O Estado de Israel trata os palestinos praticamente da mesma forma que os nazistas. Mas o poder dos judeus, especialmente norte-americanos, fala mais alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurei parlamentares com ligações com autoridades palestinas, alem da representação oficial em Brasília. Eu teria que me policiar para não acabar produzindo um panfleto contra Israel. Isso não seria jornalismo. Deu tudo certo. Tive algumas dificuldades com a Embaixada de Israel, mas meu cargo de diretora-executiva de um dos principais jornais do Brasil pesava muito, além da intervenção de autoridades brasileiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu escolhi Jerusalém (em hebraico moderno, ירושלים; Yerushaláyim; em hebraico clássico, ירושלם; em árabe; القدس) pela sua fascinante simbologia para três religiões que dominam o mundo e motivo de guerras desde a antigüidade. Hoje, as três geram ataques terroristas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui recebida como muito carinho pela família que me acolheu, no bairro palestino. Eu me emocionei ao visitar o Monte do Templo - O Haram esh-Sharif. Para os seguidores do islamismo, foi lá que o profeta Maomé, ao lado do Anjo Gabriel, fez a chamada &quot;Jornarda Noturna ao Trono de Deus&quot;, segundo o Alcorão (Suarata 17:1). Eu ganhei esse livro sagrado para os muçulmanos há quase vinte anos atrás, durante a Guerra do Golfo. Fui algumas vezes às embaixadas do Irã e do Iraque, em Brasília. Eu era conhecida no meio jornalístico por ser uma ferrenha defensora da Fatah.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abu e sua esposa Kaffa me acolheram com muita afetuosidade. Revoltou-me que seus irmãos e o velho pai de Abu não pudessem visitá-los por causa das leis restritas aplicadas aos 245 mil árabes que vivem na cidade, motivo de guerra há milênios. Seus dois carros possuíam placas que os diferenciavam dos judeus. Parecia uma estrela nazista retornando. Esse avô não conhece nenhum dos três netos. As autoridades israelenses criaram um gueto para eles. Quase nenhum palestino consegue autorização para ter o prazer de rever ou conhecer parentes que moram na cidade sagrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversei com parlamentares do bloco pacifista Meretz-Yahad que condenam a política sectária do Estado de Israel, onde árabes e palestinos são cidadãos sem direitos humanos básicos assegurados, de acordo com a própria Anistia Internacional. Formam um imenso grupo de quinta categoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase fui presa a flagrar policiais despejando uma família inteira no bairro palestino. Perguntei o que estava acontecendo e se eles sabiam aquilo que estavam fazendo não poderia ser legal. Mas era. Perdi a cabeça e esqueci que sou jornalista. Por alguns minutos, virei militante. Quase levaram minha máquina fotográfica.  Gravei todo o diálogo da briga com meu gravadorzinho no bolso do meu casaco. Eles falavam inglês comigo e hebraico entre si. Abu solicitou a um amigo que traduzisse esse &quot;barraco&quot;. É instigante. Iniciei meu texto com a troca de palavras entre um oficial e um soldado. Eu ganhara o meu dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://travel.webshots.com/photo/1290798037066594025ugStHs&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://inlinethumb17.webshots.com/36944/1290798037066594025S500x500Q85.jpg&quot; alt=&quot;P1010105&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;sre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mantinha um segredo que não contará a ninguém. Eu sairia de Jerusalém para encontrar com membros do Hezbolah, no Líbano. Era a última etapa da minha viagem. Esforço muito grande. Sabia que somente poderia fazer isso após encerrar tudo em Israel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto eu realizava um sonho que carregara desde que entrara para a faculdade de jornalismo, em Brasília, Paulo tinha um ataque. Deu um piti. Telefonara várias vezes para meu celular e até despertou todos na casa de Abu, em plena madrugada, pouco ligando para o fuso horário. Queria que eu voltasse o mais rápido possível. Reclamou que não o amava ao largá-lo por &quot;tão longo tempo&quot; quando nós estávamos nos preparando para o nosso casamento. Acusou-me de descaso por nem ter escolhido a roupa que usaria. De noiva, coisa mais brega e cafona para mim, eu não iria a lugar nenhum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu ataque de infantilidade fora tão grande, que ele me mandou, entre milhares de e-mails, uma mensagem com a canção If you leave, do OMD, do filme Pretty In Pink. Era um garotão na pele de um homem de 45 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If you leave, don’t leave now&lt;br /&gt;Please don’t take my heart away&lt;br /&gt;Promise me, just one more night&lt;br /&gt;Then we’ll go our separate ways&lt;br /&gt;We’ve always had time on our sides&lt;br /&gt;Now it’s fading fast&lt;br /&gt;Every second, every moment&lt;br /&gt;We’ve got to, We’ve got to make it last&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I touched you once, I touched you twice&lt;br /&gt;I won’t let go at any price&lt;br /&gt;I need you now like I needed you then&lt;br /&gt;You always said we&apos;d still be friends someday&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If you leave I won&apos;t cry&lt;br /&gt;I won&apos;t waste one single day&lt;br /&gt;But if you leave don&apos;t look back&lt;br /&gt;I&apos;ll be running the other way&lt;br /&gt;Seven years went under the bridge&lt;br /&gt;Like time was standing still&lt;br /&gt;Heaven knows what happens now &lt;br /&gt;You’ve got to, You’ve got to say you will&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I touched you once, I touched you twice&lt;br /&gt;I won&apos;t let go at any price&lt;br /&gt;I need you now like I needed you then&lt;br /&gt;You always said we&apos;d meet again &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I touched you once, I touched you twice&lt;br /&gt;I won’t let go at any price&lt;br /&gt;I need you now like I needed you then&lt;br /&gt;You always said we’d still be friends&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I touched you once, I touched you twice&lt;br /&gt;I won’t let go at any price&lt;br /&gt;I need you now like I needed you then&lt;br /&gt;You always said we&apos;d meet again someday&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ohwoah ohwoah ohwoah ohwoah ohwoah&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If you leave (ohwoah)&lt;br /&gt;If you leave (ohwoah)&lt;br /&gt;If you leave (ohwoah)&lt;br /&gt;Don’t look back &lt;br /&gt;Don’t look back&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução água com açúcar.&lt;br /&gt;Se você partir, que não seja agora&lt;br /&gt;Por favor não leve meu coração embora&lt;br /&gt;Me prometa apenas mais uma noite&lt;br /&gt;Então seguiremos nossos caminhos separados&lt;br /&gt;Com horas deixadas em nossos lados&lt;br /&gt;Agora está se apagando rápido&lt;br /&gt;Cada segundo, cada momento&lt;br /&gt;Temos que - temos que fazer isso durar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te toco uma vez, te toco duas vezes&lt;br /&gt;Não vou deixar você partir&lt;br /&gt;por nada neste mundo&lt;br /&gt;Preciso de você agora, como já precisei antes&lt;br /&gt;Você sempre que ainda&lt;br /&gt;seríamos amigos algum dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você partir não vou chorar&lt;br /&gt;Não vou desperdiçar uma lágrima se quer&lt;br /&gt;Mas se você partir, não olhe para trás&lt;br /&gt;Estarei correndo no sentido contrário&lt;br /&gt;Sete anos passaram por baixo da ponte&lt;br /&gt;Como se o tempo tivesse parado&lt;br /&gt;O céu sabe o que está acontecendo agora&lt;br /&gt;Você tem que - você tem que dizer que vai&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te toco uma vez, te toco duas vezes&lt;br /&gt;Não vou deixar você partir&lt;br /&gt;por nada neste mundo&lt;br /&gt;Preciso de você agora, como já precisei antes&lt;br /&gt;Você sempre disse que&lt;br /&gt;Nos encontraríamos de novo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te toco uma vez, te toco duas vezes&lt;br /&gt;Não vou deixar você partir&lt;br /&gt;por nada neste mundo&lt;br /&gt;Preciso de você agora, como já precisei antes&lt;br /&gt;Você sempre disse que ainda seríamos amigos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te toco uma vez, te toco duas vezes&lt;br /&gt;Não vou deixar você partir&lt;br /&gt;por nada neste mundo&lt;br /&gt;Preciso de você agora, como já precisei antes&lt;br /&gt;Você sempre disse que&lt;br /&gt;Nos encontraríamos de novo algum dia&lt;br /&gt;Se você partir&lt;br /&gt;Oh se você partir&lt;br /&gt;Oh se você partir&lt;br /&gt;Não olhe para trás&lt;br /&gt;Não olhe para trás &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VEJA E ESCUTE ESSA CANÇÃO MELOSA E AÇUCARADA, MAS QUE MARCOU QUALQUER MULHER DA MINHA IDADE. E EU ADORO ROSA MESMO QUANDO NÃO ESTÁ NA MODA. JAKIE KENNEDY TAMBÉM. NEM POR ISSO SOU GATA VELHA MANHOSA, ESTÁ CERTO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/XJfKyHR5-1M&amp;amp;rel=1&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;transparent&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/XJfKyHR5-1M&amp;amp;rel=1&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; wmode=&quot;transparent&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não falei que iria passar pelo Líbano. Em uma manhã de uma terça-feira ensolarada, deixei Israel para sempre. Meu destino era Beirute. Lá, eu fiquei com medo. Fui para o hotel InterContinental Le Vendôme. É um hotel cinco estrelas caríssimo. Fica no famoso penhasco da capital libanesa. Tem uma visão fantástica do Mar Mediterrâneo. Parecia que eu estava em um dos filmes do OO7 e eu me tornara mais uma Bond&apos;s girl. É um &quot;hotel boutique&quot;. Eu sou louca, mas não varrida. Queria conforto e segurança. Além disso, era prático. Ficava a poucos minutos do centro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que cheguei, passei toda a minha reportagem feita em Israel. Em seguida, liguei para o editor de produção da edição do jornal de domingo. Ele espantou-se ao saber que não tinha embarcado para o Brasil. Ficou preocupado. Como diz o velho dito popular, &quot;quem está na chuva é pra se molhar&quot;. Passei mais dez dias. Deu tudo certo. Consegui o que desejava. Transmiti esse novo texto para a próxima edição de domingo. Saí do Líbano em uma sexta-feira. Faria uma conexão em Paris. Mudei de idéia. Mandei Paulo me encontrar lá. Além de bela, a capital francesa enfeitiça qualquer pessoa. Ele se acalmaria. Compraria meu traje para o casamento. Não sou supersticiosa em relação a isso. Eu já me sentia &quot;casada&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://travel.webshots.com/photo/1501053032081060982dcQfHB&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://inlinethumb58.webshots.com/38137/1501053032081060982S500x500Q85.jpg&quot; alt=&quot;SOMIL IN EFFIEL TOWER , PARIS,FRANCE&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 04 Feb 2008 17:39:00 GMT</pubDate>
  <title>LEVIDENSIS MUTO REGINA _ O PEDIDO</title>
  <author>sexodrogasenoticiasdobrasil</author>
  <link>https://sexodrogasenoticiasdobrasil.blogs.sapo.pt/6365.html</link>
  <description>CAPÍTULO 17&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://home-and-garden.webshots.com/photo/2143162590031751182ORENId&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://inlinethumb60.webshots.com/37115/2143162590031751182S600x600Q85.jpg&quot; alt=&quot;Emerald and Diamond necklace by Van Cleef and Arpels in 18k Gold&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei às 10 horas. Fui ao banheiro da suíte para escovar os dentes, lavar meu rosto com olheiras de Nofesratu e fui para a cozinha. Quase morro ao ver quem me aguardava, sereno, na sua cadeira de rodas. Era nada menos que um dos homens mais ricos do país, lendo a edição do dia da Gazeta. Congelei-me como se alguém apertasse a tecla de um aparelho de DVD. Paulo não ajudou muito. Com sua estrondosa gargalhada, tão barulhenta quanto a minha, ele se divertia como meu espanto. E eu vestida com o meu pijama de malha fria, composto por uma pantalona vermelha e uma regata com decote enorme, com meus seios quase saltando para fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Papai, esta é a mulher que não quer se casar comigo. Quer ser minha amante. Só pode ser um castigo pelo tanto que já aprontei. Ela tem cara de lady. Não se engane. Ela também teve sua fase de loucuras. Temos quase a minha idade. Está na hora de ser senhora e uma verdadeira lady comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu continuava sem saber o que fazer. Estava muito cansada. Demoro a perceber que saí da cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Minha filha, perdoe as grosserias do Paulo. Ele a está deixando sem graça. Eu avisei ao Paulo que viria aqui e que a consultasse. Vejo que ele pregou mais uma das suas peças. É igual à mãe em tudo. Não fique constrangida com a minha presença. Eu já vi mulheres de pijama!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soltei um riso nervoso. Paulo estava adorando aquele espetáculo particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Vamos para cozinha, Suzana. Eu já comprei tudo: queijo cottage, pão integral, mamão papaya, ovos e sua geléia de figos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_O senhor toma um cafezinho ou prefere um chá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Vou tomar mais um capuccino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Como? Eu não tenho capuccino em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Você está nervosa, minha filha. Paulo preparou um capuccino assim que cheguei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não sei como o senhor consegue tomar esses capuccinos em pó. São horríveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo ria sem parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Eu comprei uma máquina de fazer expresso e capuccino para você, sua boba. Vamos logo, papai quer conversar com você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Você deveria ter me avisado. Seu pai me flagrou em um péssimo momento. Estou quase morta de tanto trabalhar. Minha cara está horrível. Meus cabelos despenteados e, o pior de tudo, está me vendo, pela primeira vez e de pijama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Que bobagem! Vá comer. Paulo me disse que você fez o trabalho de umas cinco pessoas sozinhas ontem. Deu um furo e já está arrumando a casa. Eu sempre achei que meu filho precisava de uma mulher de personalidade forte, culta e sem essas manias extravagantes das minhas próprias noras. Elas não trabalham. Vivem da pensão dos maridos e do meu dinheiro. Minha mulher, caso estivesse viva, ficaria decepcionada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comia meu papaya com mel, depois de tomar dois medicamentos para minha doença de Hashimoto e a permanente gastrite, quando quase despenquei da minha cadeira. Era muita pressão em poucas horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Eu vim pedir a sua mão em casamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Papai, agora o senhor resolveu roubar minha mulher?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho deu um riso gostoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Eu poderia se fosse há uns dez anos atrás. Garanto que eu a conquistaria muito mais rápido que você, meu filho. Suzana, eu vim pedir que se casasse com meu filho. Não tenha medo do meu dinheiro, das minhas noras sem cérebro, muito menos de mim. Eu sou um homem simples. Detesto ostentação. Estou disposto a ir à Brasília para conversar com seus pais. Sei que é filha única e mimada. Paulo meu disse que você tem uma forte ligação com seu pai. É natural que eles fiquem preocupados com sua ligação com Paulo. Eu, no lugar do seu pai, também ficaria. Paulo amadureceu muito desde que passaram a conviver. Case-se com ele. Sei que não deseja mudar seu sobrenome. Não há problema. Admiro sua devoção ao seu avô, imigrante, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Sim, senhor. Eu não quero parecer uma oportunista. Durmo com o dono do jornal e acordo como diretora-executiva de um dos principais jornais do país. Temo como isso será visto. Eu sou uma sobrevivente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Você é uma mulher especial mesmo! É tão inteligente. Não dê ouvidos à maldade alheia. Muitos já a invejavam antes de ir para a Gazeta. Agora, ficarão ressentidos. É a pobreza da humanidade. Paulo, por favor, pegue aquela pasta, em cima da mesa da sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não vou comer pão. Vou preparar uma omelete com queijo cottage e ervas. Eu não quero engordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Engordar? Você quer ficar horrível igual a essas modelos anoréxicas. Nenhum homem gosta disso. Você tem uma beleza exótica, forte e marcante. Não é comum. Eu nunca gostei de loiras de olhos azuis. Minha mulher também tinha traços fortes. Vocês se entenderiam bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Toma papai, aqui está a sua pasta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho a abre e tira uma caixa que parecia ser de uma jóia. Meu coração se acelerou. A coisa estava ficando seriíssima. Estava me sentindo encurralada. Coloca-a em cima da mesa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Esse é o meu presente de casamento para você. Eu dei para minha mulher logo após nos casarmos. Comprei em Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de abrir a caixa, forrada de veludo vinho por fora, a inesperada griffe Van Cleef &amp; Arpels, uma das joalherias mais sofisticadas do mundo. Eu já tinha lido sobre sua história, que daria um ótimo filme. Sua primeira loja foi aberta em 1906, na Place Vendôme. Onassis presenteava Maria Callas com colares, brincos e anéis da Van Creef. O que uma mulher de classe média alta como eu estaria fazendo com aquela caixa à minha frente? Eu não sou cinderela... Eu já passara várias vezes por ela, em minhas viagens à Paris. Entrei uma vez para conhecer, apresentado-me como jornalista brasileira. Abri a caixa e me depararei com um colar de rainha: imensas esmeraldas com brilhantes. Acompanhava um par de brincos. Vivenciei um turbilhão de sentimentos. Medo, pavor, alegria, desejo, alegria... Chorei convulsivamente. Quase perdi o fôlego. Paulo teve que me dar um copo com água e açúcar. Abraçou-me. O velho parecia desconcertado. Eu me sentia em um filme de Hollywood da década de 50. Por quê? Por que isso estava acontecendo comigo? Eu desconfiava de algo totalmente fora da minha realidade. Levantei. Fui ao banheiro. Escovei os dentes, escovei os cabelos e coloquei um robe. Voltei à cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Paulo, por favor, prepare-me um capuccino para mim. O senhor aceita outro? Quer um suco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não, minha filha. Eu não sabia que poderia deixá-la tão transtornada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Por que o senhor está me dando essa jóia? Eu nunca sonhei em ter algo assim. Por quê? Não sei se mereço ou se estou sendo comprada. Desculpe-me. Não quero ser desrespeitosa com o senhor. O senhor tem noras. Por que não deu essa peça milionária para alguma? A mulher do Ricardo, por exemplo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Eu jamais pensaria em suborná-la. Pelo modo como já dispensou meu filho, sei que você não é uma oportunista. Paulo era o filho predileto de minha mulher. Ele é o caçula. Ela queria que essa jóia fosse para a mulher dele. Pensei que isso nunca acontecesse. Não tenha medo. Você vale muito mais que qualquer uma das minhas noras e todas as ex-mulheres de Ricardo. Não se desvalorize.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_E aí, qual é a sua resposta, meu amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Aceito. Terá que ser algo simples, discreto, com pouquíssimas pessoas. Quero que seu pai converse com o meu. Se você me trair, eu sou capaz de matá-lo. Desejo um acordo pré-nupcial e sigilo até conversar com meus pais, especialmente minha mãe. Enlouqueci para aceitar isso. Não moro naquele seu apartamento, cenário de orgias. Aquilo está infectado. Cheira sexo das vagabundas com que você transava. Era uma por dia, não é? Insisto em um cláusula: se você se separar de mim ou me trair com outra, eu pegarei boa parte do seu dinheiro. Tenho celulite, estrias e minhas pernas estão flácidas... E se você resolve me trocar por uma de 20 depois de um ano de casamento? Já que querem que eu me case, em uma eventual separação, você terá que me dar uma pensão para eu manter o estilo de vida que você me proporcionará ao nos casarmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Corretíssimo. Se fosse mulher e Paulo me pedisse em casamento, eu não deixaria por menos. Venha cá, minha filha. Dê-me um beijo. Quero abracá-la. Hoje, trabalhe em casa. Envie por computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Eu tenho outra coluna praticamente pronta. Vou fazer ligações para fontes. Tenho uma dica que pode ser um enorme escândalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não faça tudo sozinha. Aprenda a delegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Eu sou autoritária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Eu sei. Só uma mulher assim fisgaria meu filho. Agora, coloque o colar e os brincos. Quero ver como fica em você fica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo abotoou aquela jóia, que, hoje, apenas sultões e a família real saudita deveriam comprar. Pus os brincos. Corri ao primeiro espelho. Mesmo de pijama, eu ganhei ares aristocráticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Ficou lindo, minha filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não posso ficar com isso aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Eu tenho cofre no banco. Vamos lá hoje. Você terá um para guardar outras jóias que eu vou comprar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O danadinho sabe seduzir. Apareceu com uma caixa pequena. Abriu-a. Colocou um anel estonteante no meu dedo. Agora, estamos noivos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Como vou andar com isso no Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Agora, você é minha filha também. Andará com seguranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não gostei, mas preferi deixar esse assunto para outro dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Paulo, ligue para o pai da Suzana? Pergunte se ele pode me receber amanhã, em Brasília?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não, eu faço isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telefonei para meu pai. Falei que iria me casar com Paulo. Disse que, no momento, não podíamos falar com calma. Avisei que o velho queria vê-lo. Concordou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://home-and-garden.webshots.com/photo/1399203724039619602jaJJte&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://inlinethumb54.webshots.com/36085/1399203724039619602S500x500Q85.jpg&quot; alt=&quot;Engagement Ring&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 04 Feb 2008 17:38:00 GMT</pubDate>
  <title>DICTATOR - SENHORA PINOCHET VESTIDA PARA MATAR</title>
  <author>sexodrogasenoticiasdobrasil</author>
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  <description>CAPÍTULO 16&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.mikestrickland.net/todd/toddalt.jpg&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px;&quot; src=&quot;http://www.mikestrickland.net/todd/toddalt.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que teria que arrumar a bagunça e recuperar a credibilidade da Gazeta, resolvi estrear meu primeiro dia como diretora-executiva vestida para matar. Acordei cedo. Estava muito quente, mas iria chover. Coloquei um vestido preto, com um enorme decote nas costas, sapatos de salto alto, maquiagem natural, com base e pó iluminador. Levaria um trench coat cinza metálico que comprara em Nova Iorque por uma fortuna. Tinha visto essa capa em um filme e fiquei louca até achar uma igual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei um creme importado que dá um leve tom dourado à pele do corpo. Jamais iria vestida desse modo se estivesse trabalhando como repórter. Porém, meu alvo era transmitir a imagem de uma mulher feminina, sensual e, ao mesmo tempo, competente e durona. Não usaria terninhos. Para colocar tudo nos eixos, não hesitarei em ser uma senhora Pinochet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despertei Paulo. Surpreso, Paulo perguntou se eu pretendia dançar na Gazeta. Não o deixei dirigir. Com os medicamentos que ele estava tomando, não seria uma boa idéia. Agora, temos atrás de nós um carro com seguranças da família. Nossa entrada chamou a atenção. Paulo acompanhou-me até à minha sala. Alan disse que desocuparia a dele rápido. Disse que não precisava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://good-times.webshots.com/photo/2104037440058216142SKdIul&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://thumb2.webshots.net/t/63/163/0/37/44/2104037440058216142SKdIul_th.jpg&quot; alt=&quot;sexy dress and killer heels&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você vai para Brasília com Greg. Acabei de soltar a circular que ele será o novo diretor daquela merda de sucursal. Preciso de você lá por algum tempo, para coordenar as mudanças e atuar como secretário de redação por um período. Seguirá com vocês o novo coordenador de política, atual editor do segundo caderno. Desejo alguém sem os vícios do &quot;politiquês&quot;, com uma visão diferente. A coluna do alemão, com todo aquele blablablá acabou. Assumo a coluna de política.  Dois repórteres, um de Brasília e outro aqui, também vão ajudar.  Vou começar a contratar gente nova, com carta branca para tirar os profissionais que necessito, custe o que custar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Você subiu mesmo no salto, ironizou Alan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Se não estiver satisfeito, avise-me. Já tenho dois nomes para substituí-lo. Na verdade, já conversei com um deles. Ele topou. Eu iria dar a notícia outro dia, mas eu terei três diretores adjuntos de confiança. Não sei se posso classificá-lo como confiável. E aí, vai ou não para Brasília? Eu não tenho nada a perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_É claro que vou. Será a primeira mulher que terei como chefe. Estou vendo que você será bem autoritária. (soltou uma enorme gargalhada)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Acertou em cheio. Em momentos de crise, não adianta uma mulher, com o cargo que me deram, sair miando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que eu deixara na Gazeta quando fugi de lá estava me esperando: meu crachá (teria que tirar outro com o novo &quot;título&quot; do meu novo cargo), meu cartão corporativo e meu celular. Pedi para o meu querido secretário Dudu que mudasse o toque do aparelho. Como ele era craque nisso, pedi que baixasse um MP3 de I can hear music, com Beach Boys and Kathy Trocolli. Acabara de falar nisso, quando surge o Paulo na minha sala. Deu-me um beijo leve na face. Ele sabia que eu não abriria mão do sigilo sobre nossa relação até estarmos ambos seguros e certos do que desejamos um do outro. Ele me deu de presente mais um aparelho. Somente ele teria o número. Ele também comprara outro para si, como o mesmo objetivo: só eu saberia. Para este celular quase clandestino, pedi ao Dudu que baixasse I saw de light, de Todd Rundgren. Amo Todd que comprei vários CDs deles em minhas viagens ao exterior. Acho que pouca gente o conhece no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assista o vídeo dos Beach Boys cantando &lt;br /&gt;I CAN HEAR MUSIC (Jeff Barry/Ellie Greenwich/Phil Spector). &lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/hweXcgF1DRI&amp;amp;rel=1&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;transparent&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/hweXcgF1DRI&amp;amp;rel=1&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; wmode=&quot;transparent&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahhhhhh oooooo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This is the way&lt;br /&gt;I always dreamed it would be&lt;br /&gt;The way that it is, oh oh&lt;br /&gt;When you are holding me&lt;br /&gt;I never had a love of my own&lt;br /&gt;Maybe that&apos;s why when we&apos;re all alone&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I can hear music&lt;br /&gt;I can hear music&lt;br /&gt;The sound of the city baby seems to disappear&lt;br /&gt;I can hear music&lt;br /&gt;Sweet sweet music&lt;br /&gt;Whenever you touch me baby&lt;br /&gt;Whenever you&apos;re near&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lovin&apos; you&lt;br /&gt;It keeps me satisfied&lt;br /&gt;And I can&apos;t explain, oh no&lt;br /&gt;The way I&apos;m feeling inside&lt;br /&gt;You look at me we kiss and then&lt;br /&gt;I close my eyes and here it comes again&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I can hear music&lt;br /&gt;I can hear music&lt;br /&gt;The sound of the city baby seems to disappear&lt;br /&gt;I can hear music&lt;br /&gt;Sweet sweet music&lt;br /&gt;Whenever you touch me baby&lt;br /&gt;Whenever you&apos;re near&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I hear the music all the time, yeah&lt;br /&gt;I hear the music, hold me tight now baby&lt;br /&gt;I hear the music all the time&lt;br /&gt;I hear the music&lt;br /&gt;I hear the music (baby)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahhhhh&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I can hear music&lt;br /&gt;I can hear music&lt;br /&gt;The sound of the city baby seems to disappear&lt;br /&gt;I can hear music&lt;br /&gt;Sweet sweet music&lt;br /&gt;Whenever you touch me baby&lt;br /&gt;Whenever you&apos;re near&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TODD RUNDGREN - I SAW THE LIGHT / SANTA CRUZ- 2007 - Santa Cruz 2007 &lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/myh6VFyq_CQ&amp;amp;rel=1&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;transparent&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/myh6VFyq_CQ&amp;amp;rel=1&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; wmode=&quot;transparent&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESPIEM SEU RETORNO AOS PALCOS CANTANDO A MENSA MÚSICA EM RITMO DE BOSSA NOVA&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/EG9LhM7uVZs&amp;amp;rel=1&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;transparent&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/EG9LhM7uVZs&amp;amp;rel=1&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; wmode=&quot;transparent&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It was late last night&lt;br /&gt;I was feeling something wasn&apos;t right&lt;br /&gt;There was not another soul in sight&lt;br /&gt;Only you, only you&lt;br /&gt;So we walked along,&lt;br /&gt;Though I knew there was something wrong&lt;br /&gt;And the feeling hot me oh so strong about you&lt;br /&gt;Then you gazed up at me and the answer was plain to see&lt;br /&gt;&apos;cause I saw the light in your eyes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Though we had our fling&lt;br /&gt;I just never would suspect a thing&lt;br /&gt;&apos;til that little bell began to ring in my head&lt;br /&gt;In my head&lt;br /&gt;But I tried to run,&lt;br /&gt;Though I knew it wouldn&apos;t help me none&lt;br /&gt;&apos;cause I couldn&apos;t ever love no one, or so I said&lt;br /&gt;But my feelings for you&lt;br /&gt;Were just something I never knew&lt;br /&gt;&apos;til I saw the light in your eyes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But I love you best&lt;br /&gt;It&apos;s not something that I say in jest (ha ha)&lt;br /&gt;&apos;cause you&apos;re different, girl, from all the rest&lt;br /&gt;In my eyes&lt;br /&gt;And I ran out before but I won&apos;t do it anymore&lt;br /&gt;Can&apos;t you see the light in my eyes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tranquei-me na minha sala. Liguei para uma amiga, que trabalha há vinte anos em um jornal paulista. Pedi que fizesse uma agenda completa, com todas as fontes possíveis e impossíveis, ou simplesmente copiasse a dela, mantida a sete chaves. Como sabia que seu salário não era suficiente para enfrentar seus problemas de saúde, disse-lhe que a Gazeta lhe pagaria R$1.500,00. Peguei o número de sua conta bancária para enviar o money. Também lhe pedi um enorme favor e muito urgente: o telefone de 13 jornalistas de Brasília. Expliquei minha situação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Suzaninha, o que eu não faço por você? Deixa com a titia aqui. Até o final da tarde, você terá esses telefones. Eu passo para aquele mesmo e-mail?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Sim, Purezinha. Muito obrigada. Cuide-se bem. Esse jornal não pode ser sua vida. Precisa tratar-se melhor. Foi ao médico para ver aquelas dores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Vou na próxima semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Mesmo distante, você sabe que pode contar comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desliguei o telefone e disparei telefonemas para inúmeras fontes. Eu tinha uma coluna para fazer. Fiz chantagem emocional mesmo. Consegui um furo enorme com a ajuda de um senador do PSDB e outro do DEM. Pedi ao repórter de Brasília que investisse naquilo e obtivesse mais detalhes. Ele já arranjara algumas notas boas. E o repórter do Rio batalhou tanto! Teve sucesso. Obteve uma informação importante sobre uma operação que a Polícia Federal faria amanhã, no Rio. Não criaríamos problemas para mais um show de exibição da PF. Ela iniciaria seu trabalho na madrugada, antes do jornal chegar às bancas. Coluna fechada. Pedi para que o editor de política a lesse e corrigisse qualquer bobagem. Ele achou fantástico. Estrearia com uma informação da coluna na primeira página, apresentando-me como nova colunista e editora-executiva. Ordenei que ele colocasse, também, o nome dos meus dois colaboradores. Eu não faria com meus colegas da Gazeta o que não gostasse que algum canalha aprontasse comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Jornal Nacional começara. Não tinha tempo para assisti-lo. Pureza me mandara os números de telefones. Fiquei até 1 hora da madrugada ligando para profissionais que pretendia trazer para a Gazeta. Dois deles concordaram na hora. Foram meus coordenadores de economia em jornais que havia trabalhado. Pelo sistema burro das redações, especialmente de um jornal paulista neurótico e neurotizante, cinqüentões são considerados antiquados. É o contrário do que acontece nos Estados Unidos, Inglaterra e França. Os jornais desses países valorizam a experiência. Fiquei aliviada. Um deles seria o novo secretário de redação e o outro voltaria a coordenar economia, na sucursal de Brasília. A coordenadora atual somente estava lá porque seu maridinho tinha um elevado cargo em uma rede de televisão. Era fraca, insegura, tratava mal os repórteres e, ainda por cima, era um desafeto meu. Trabalhamos juntas uma vez. Ela foi a pior de todos os chefes que tive. Consegui unir o útil ao agradável: substituir uma profissional incompetente e me vingar do que eu tive que aturar dessa megera. O poder já me corrompera. Dane-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirei uma excelente profissional de uma assessoria de imprensa. Seria repórter especial na sucursal. Após uma hora de negociação, também cooptei um tremendo filho da puta que trabalha em uma revista semanal. Eu não estava interessada, naquele momento, no caráter dele, mas suas preciosas fontes e seus furos. Avisaria Greg para ficar de olho nele. Suas matérias somente seriam publicadas com o meu sinal verde ou dos meus adjuntos se eu estivesse ausente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei mais tranqüila. Paulo já se fora. Mandei-o embora. Ele ainda não recuperara suas forças. Ricardo me deu os medicamentos que o irmão toma e os horários. Paulo nunca saberia disso. Era apenas uma precaução. Eu ligara várias vezes para saber se ele tinha tomado a medicação da noite. Ele se divertia: _Ganhei uma diretora, uma mulher, uma amante com apetite de uma ninfo na cama e, agora, uma enfermeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui para casa com o motorista do jornal. Não esperava encontrar Paulo no meu apartamento. Achava que ele compreendera que não apreciava muito a possibilidade dele se mudar com armas e bagagens para meu canto agora. Era muito cedo. Abro a porta. As luzes dos meus quatro abajures estavam acesas. Não gostei. Eu não havia dado cópia da chave. Como ele entrara? Tudo o que eu não queria era brigar naquela noite. Ignoraria isso. Deixaria para depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surge o ex-Don Juan - eu estava pagando para ver se ele abandonaria mesmo suas galinhas. Na primeira traição, eu o descartaria definitivamente da minha vida. Eu deixara isso bem claro para ele. Dependia mais dele do que de mim o sucesso ou fracasso da nossa relação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheiroso, de banho tomado, foi logo me agarrando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Pare com isso, seu tarado! Eu estou suada. Preciso tomar banho. Não quero saber de sexo, ouviu? Eu estou LITERALMENTE EXAUSTA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Pois não, madame. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei um longo tempo debaixo da água muito quente. Relaxa meus músculos. É ótimo para quem tem fibromialgia. Coloquei meu pijama. Estava sem fome. Ao entrar na cozinha, deparei-me com uma mesa arrumada e Paulo esquentando panelas no fogão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Para quê isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Meu amor, você teve um dia nervoso. Trabalhou muito. Chamei Chico e ele fez tudo o que você gosta. Tem bacalhau ao forno e legumes grelhados. Trouxe um ótimo vinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não sinto fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Sente-se. Tome uma taça de vinho enquanto conversamos. Sentirá fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provei o vinho e o achei sensacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Que vinho gostoso é esse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Um Châteaux Petrus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Meu Deus, agora sou obrigada a comer um pouco! Estou com o estômago vazio. Beber sem comer é como enviar um míssil ao meu estômago e esôfago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Eu sabia que você não iria resistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.videothebeachboys.com/video-i-can-hear-music.html&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href=&quot;http://br.youtube.com/watch?v=TTY9BRCg-Ec&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=G30VXkzV7Jw&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href=&quot;http://br.youtube.com/watch?v=TTY9BRCg-Ec&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 04 Feb 2008 17:37:00 GMT</pubDate>
  <title>VERECUNDIA, RUBOR, DEDECUS -JORNALISTAS VENDIDOS</title>
  <author>sexodrogasenoticiasdobrasil</author>
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  <description>CAPÍTULO 15&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://family.webshots.com/photo/1055765729035492883hEivHa&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://thumb3.webshots.net/s/thumb1/6/57/29/55765729hEivHa_th.jpg&quot; alt=&quot;The bride and the bridegroom&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto eu e Paulo nos isolávamos no meu apartamento, sem ligar a televisão, o rádio e o computador para tentarmos um ajuste na nossa relação, conseguir maior compatibilidade, um imenso escândalo estava estampado na revista de maior circulação nacional. Teve chamada na capa, em cima do destaque maior da edição daquela semana: jornalistas de Brasília guardam informações privilegiadas para preservar o ministro mais poderoso do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo desligara seu telefone. Mas o gorila do Mossad sabia exatamente onde ele estava. Ricardo logo bate às portas do meu prédio. Eu o deixei subir. Pensei que tivesse acontecido algo com o patriarca, que mantinha o cérebro aguçado, mas, após um derrame, andava de cadeira de rodas. Os médicos disseram, na época, que isso fora um milagre. Também, não é para menos! Assim que teve condições, seguiu no jato particular da família para o caro e não menos famoso The Mount Sinai Hospital, em plena Quinta Avenida, em Nova Iorque. Um luxo para poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não esperei nem ele tocar a campainha. Abri a porta e fiquei esperando. Mandei Paulo dormir por que percebi que ele estava exausto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_O senhor sempre segue os meus passos, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Senhora Suzana, eu não viria até aqui se não tivesse um motivo muito sério. Veja a capa da revista. Depois leia a matéria. É uma vergonha para nossa família. Tentamos esconder do nosso pai. Ele é astuto. Farejou algo no ar. Pediu ao seu mordomo todos os jornais e revistas semanais. Ele passou mal. Tivemos que chamar seus médicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Lamento. Seu pai está bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Sim. Onde está Paulo?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Dormindo. Eu fechei a porta do meu quarto para que a música não o acordasse. Estou preparando o jantar. O senhor se importa se conversarmos na cozinha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_De forma alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Eu estou fazendo um roast beef, uma massa leve e uma salada de folhas verdes. Paulo adora. Vou pegar meus óculos para ler essa reportagem, mas preciso ficar de olho nas panelas. Despertarei Paulo assim que tudo estiver pronto. Ainda preciso colocar as folhas de molho com um produto para higienizá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendi o motivo de Ricardo estar não apreensivo. A revista não trazia uma bomba, mas uma explosão nuclear maior que Nagasaki. O diretor da sucursal da Gazeta em Brasília, o colunista de política e o nojento Alemão eram acusados de preservarem dados relativos ao quase primeiro-ministro do governo. Em vez de publicarem uma extensa reportagem, com investigação que é sinônimo de jornalismo, foram direto alertar ao Gordon Brown (Primeiro-ministro britânico) brasileiro. A revista fez aquilo que o trio se esqueceu, ocultou por mera militância política ou esperando benesses do governo. Era um absurdo contra toda a ética do bom jornalismo. Para piorar, descrevia as festas promovidas por Alemão no Pub, em sua famosa casa no Park Way, em Brasília. A revista praticamente o transformou em um cafetão de autoridades. Apresentava jovens e belas repórteres a parlamentares e ministros. Uma das repórteres da revista conseguiu cair na pesca do Alemão. Tirou fotos e contou como funciona aquela coisa esquisita, próxima de um cabaré. A família sentiu-se ferida. Alemão já prestara alguns serviços à empresa que não podem ser classificados como jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://entertainment.webshots.com/photo/1496288562080230453yPbWeZ&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://inlinethumb43.webshots.com/42986/1496288562080230453S500x500Q85.jpg&quot; alt=&quot;Cabaret 018&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos de queixo caído ao sabermos que o diretor da sucursal, meu colega da Universidade de Brasília, conseguira verbas de estatais para sua ONG (Organização Não-Governamental), presidida pela sua mulher, também jornalista. Ninguém sequer sabia da existência da ONG, incompatível com o seu trabalho como jornalista de um veículo de comunicação. O colunista de política ganhara de presente um posto para sua namorada em um conselho de uma estatal. Alemão viajara para todo lugar em aviões da FAB, pegando carona com ministros. Além disso, ele aceitara ofertas de deputados e senadores com passagens e estadias em hotéis cinco estrelas, incluindo o Copacabana Palace, do Rio de Janeiro, sede da própria Gazeta. Um horror!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LIFE IS A CABARET BY LIZA MINELLI&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/opi1da2FzbE&amp;amp;rel=1&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;transparent&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/opi1da2FzbE&amp;amp;rel=1&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; wmode=&quot;transparent&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_O senhor tem que agir rápido. Demita os três com uma chamada grande na primeira página. Brasília precisa de uma intervenção urgente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_É o que vim pedir à senhora. Retorne à Gazeta. Lamento se a tomei por outro tipo de mulher. Meu pai não gostou nada do eu propus à senhora. Eu peço desculpas. A Gazeta e Paulo necessitam da senhora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carne ficou pronta. Sequei as folhas verdes. Coloquei a massa para cozinhar. Abri um bom vinho português que deveria soar ordinário para quem toma Château Margaux, um &quot;grand cru premier classé&quot; (vinho de primeira classe). É produzido na região de Bordeaux, na França. Nunca havia tomado uma garrafa sequer, mas estava lendo muito sobre vinhos, acabara de me dar de presente uma miniadega climatizada. Estava fazendo um curso, mas não tinha a menor pretensão de me transformar em um Renato Machado de saias. Decorei tudo sobre esse vinho. A formação do Château Margaux é, aproximadamente: 75% Cabernet Sauvignon, 20% Merlot, 5% Petit Verdot e Cabernet Franc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Eu acho que me fiz entender várias vezes. Eu não quero saber disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Paulo somente assumirá aquilo e retomará a sonhada reforma que ele mesmo definiu se a senhora for junto. Ele falou ao meu pai que iria pedir a senhora em casamento. Pelo visto, ele já o fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Eu não me casaria nem com o Bill Gates. Apenas fiquei de estudar a alternativa de uma união estável somente por que seu irmão faz questão dessas bobagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-A senhora não quer ter o nome da nossa família?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não. Não tome isso como uma ofensa. Sei que milhares de mulheres adorariam isso. Sou uma estrangeira em qualquer lugar. Geralmente, não gosto das coisas que a maioria das mulheres aprecia. Quer um exemplo? Não gosto do Chico Buarque. Não tenho nenhum CD dele e não perderia meu tempo lendo um dos seus livros. Não o considero um homem bonito. Sem a ditadura, Chico não seria nada. Ele escreve canções usando somente o cérebro, ao passo que outros, como Caetano, Tom Jobim, Antônio Maria, Dolores Duran ou Marisa Monte deixam-se levar pela emoção. Há mais de 40 anos sou Suzana Barreto Viotti. Eu tenho orgulho desse nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Meu pai faz questão que vocês dois se casem. Ele crê que a senhora é a única mulher capaz de dar um jeito no meu irmão, fazê-lo tomar seus remédios. Ele é bipolar. Estava em uma fase de euforia até a senhora abandoná-lo. Caiu em depressão profunda.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;_Eu seria leviana se abandonasse meu trabalho na fundação agora. Tenho um contrato a cumprir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Eu resolvo isso. Meu pai conhece a família dessa fundação. Não haverá problemas. Faremos, ainda, uma boa doação.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;_Aceito. Faço isso apenas por que, pela primeira vez na vida, eu estou amando. Fugi de alguns homens que me amaram. Eu tinha medo de ser abandonada. Estou crescidinha agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou acordar Paulo. O senhor está na minha casa. Não se esqueça disso. Não quero saber de brigas. Trate o seu irmão com mais afetuosidade. No fundo, um tem ciúmes do outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visão de Paulo, em um sono profundo, fez-me, mais uma vez, ver aquilo que eu fugira a vida inteira: amor, fidelidade, arriscar-se... Despertei-o com dificuldade. Mesmo assim, acordou excitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pare com isso. Eu não tenho condições de fazer sexo. Estou ferida e já tomei um antibiótico. Depois, vou fazer todos aqueles exames relativos a doenças sexualmente transmissíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Você ainda não confia em mim, meu amor? Nós dois faremos novos exames no tempo certo. Eu não tenho nada. Quantas vezes eu precisarei repetir que jamais exporia você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Vamos, saia da cama logo! Ricardo está aqui. Aconteceu algo muito grave relacionado à Gazeta. Eu vou ligar o computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui à cozinha. A massa estava pronta. Passei-a para uma panela com o molho. Sabia que o jantar esfriaria. Iríamos comer mais tarde. Paulo conversa com o irmão e ficara atônito. Não sabia o que fazer. Pela primeira vez, via um lado dele que ninguém imaginaria que ele tivesse: medo, instável, quase desabando. Não tinha nada do arrogante homem que conheci. Ricardo falou da minha sugestão. Falara sobre ela com o pai pelo telefone. Ele aprovara. Paulo achava-a muito cruel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Cruel é o que aqueles filhos da puta fizeram com o seu jornal, desrespeitando os leitores. Vamos começar a redigir uma nota logo. Paulo, ligue e avise o pessoal da Gazeta que a edição de segunda-feira vai atrasar um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentei-me e comecei a escrever a nota junto com os outros dois. Basicamente, a Gazeta pedia desculpas aos leitores, especialmente aos assinantes, e informava que já demitira os três jornalistas, citados nominalmente. Mais do que isso, pedira aos advogados da empresa que estudassem medidas judiciais contra os três, além de acionar a comissão de ética do sindicato dos jornalistas, em Brasília, ao qual eram ligados. Por perseverança minha, a nota também afirmava que o trio era uma vergonha para qualquer jornalista ético e profissional do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma edição traria meu nome como editora-executiva. Sem querer, eu derrubara Alan. Ele virou meu adjunto. Eu sabia que agiria como uma tirana para que a Gazeta aderisse aos novos tempos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jantamos. Paulo comeu como um retirante. Ricardo repetiu o prato, sinal de que eu não era tão má na cozinha como imaginara. Ele até elogiou o vinho. Perguntou o nome. Espantou-se quando eu disse que era o Esporão, um vinho português, da região do Alentejo. Preço acessível e muito bom, pelo menos para o meu paladar e minha carteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi Paulo que demitiu o trio vendido, mas seu irmão Ricardo, na noite de domingo. Paulo estava frágil. Teria mesmo que descascar aquele abacaxi praticamente sozinha. Vou fazê-lo de forma rápida, sem pena de ninguém. Vou pedir conselhos ao meu pai, um militar conhecido pela sua lealdade, ética e sem medo de dizer a verdade para ministros do Exército. Hoje, a maioria dos militares se tornou uma vaquinha de presépio. Não contestam, com raras exceções, de olho nas promoções. A mediocridade nacional também chegou aos quartéis e aos homens de farda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo ajudou-me a lavar as louças e a arrumar a cozinha. Vai me dar uma máquina de lavar louças e outros eletrodomésticos, como uma máquina italiana para fazer capuccino. Fomos dormir. Combinamos de chegarmos à Gazeta às 10 horas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://news.webshots.com/photo/1515372240010707981YdOqhw&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://thumb1.webshots.net/t/56/56/7/22/40/515372240YdOqhw_th.jpg&quot; alt=&quot;Newspaper Article 11/10/05 (Local Mason area Pulse Journal)&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 04 Feb 2008 17:36:00 GMT</pubDate>
  <title>MEM MENTIS - SOCORRO DE FREUD</title>
  <author>sexodrogasenoticiasdobrasil</author>
  <link>https://sexodrogasenoticiasdobrasil.blogs.sapo.pt/5139.html</link>
  <description>CAPÍTULO 14&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://bp0.blogger.com/_ugY2fYzA_As/R2y32m3ITBI/AAAAAAAAACU/roTcvcl-4GY/s1600-h/sigmund-freud-museum04cr.jpg&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;&quot; src=&quot;http://bp0.blogger.com/_ugY2fYzA_As/R2y32m3ITBI/AAAAAAAAACU/roTcvcl-4GY/s320/sigmund-freud-museum04cr.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5146690622950231058&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após um dia inteiro de amor, percebia em todo o meu corpo o quanto receber Paulo havia me perturbado. Estava feliz por ter amado e ter sido amada por um dia. Eu não fui muito monogâmica para fugir de envolvimento afetivo. Nas raras vezes em que eu deixei meu coração e meu desejo tomarem conta do meu ego, fui extremamente fiel. Quando me apaixono, torno-me uma conservadora e tradicional. Não admito traições. Não sei se Paulo conseguiria se manter fiel. Temos praticamente a mesma idade. Eu não poderia competir com o festival de putas, atrizes, modelos e outros tipos, todas alpinistas sociais. Elas têm o corpo que eu já tive e não possuo mais. Sou sedentária. Iniciei hidroterapia e caminhadas somente por que meu médico disse ou era isso ou eu não melhoria da fibromialgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei um bom psicanalista no Rio. Já havia recorrido ao método de Freud no momento errado. Estava com uma grave depressão. Psicanálise é para quem está um pouco mais centrado. Considero um processo de autoconhecimento. Não tem o propósito de curar as mazelas da alma. Gostava do meu terapeuta, um homem de uns 60 anos, alto, grisalho e com enormes olhos verdes. Creio que muitos (as) dos seus clientes deveriam se apaixonar por ele. Engraçado, eu via nele uma figura paterna. Sou filha única. Sentia muita falta de não ter meu pai todo dia. Tenho complexo de Electra assumido. Isso é um problema na minha relação com os homens. Exijo muito. Liguei para sua secretária e lhe disse que precisava de sessões diárias na próxima semana. Pedi para ela se virar. Havia horários à noite. Consegui. Eu necessitava analisar com ele meus conflitos e minhas neuroses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo escutou-me falando com a secretária do psicanalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Você pedirá autorização dele para ficar comigo? Vai complicar ainda mais. Acho que deveríamos fazer isso junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_O quê? Terapia de casal? Nós não temos uma relação &quot;normal&quot;. É doentia. Eu o amo, admito. Será que isso basta? Veja tudo o que se sucedeu. Sabe que seu irmão quis me comprar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expressão da face de Paulo mudou. A doçura se transformou em ódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Me explica isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Seu irmão acha que estou à venda como todas as mulheres que já passaram pela cama do irmãozinho Paulo. Perguntou quanto eu queria para voltar para você e assumir seu posto na Gazeta. Eu representei uma mulher leviana. Exigi euros, depositados em uma conta no exterior, em quantidade suficiente para que eu não precisasse trabalhar mais. Ele concordou. Porém, sumiu. Isso foi há um mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Esse filho da puta sempre se intromete na minha vida. Ele deve pensar que você quer o dinheiro e o patrimônio da família. Ele chamou-a de prostituta ao fazer uma proposta dessas e você não quebrou a cara dele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não. Por mais arrogante e autoritário que ele seja, condenando seu comportamento de playboyzinho, tendo por trás a proteção do poder e o dinheiro de sua família, no fundo, ele tem afeto e se preocupa com você. Ele não me procurou mais. Deve ter achado que eu pedira muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Eu quero oficializar nossa relação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Paulo, não seja bobo. Nós temos muitos problemas. Não sei como seria convivermos diariamente. Eu não gostaria de dividir meu quarto todo santo dia com um homem. Além disso, você precisa saber o que deseja. Tem que crescer. Eu quero e somente concordaria com o que você tem em mente caso você se torne mais responsável, preocupado com minha fragilidade emocional. Eu preciso de segurança emocional e financeira. Do contrário, é melhor ser e ficar só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Eu quero me casar com você. Não preciso da permissão de ninguém. Me dê essa oportunidade. Eu quase morri afogado. Somente emergi por você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Vou levar você comigo. Topa ir às sessões de análise comigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Se isso lhe trouxer mais segurança, eu faço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não quero me casar. Podemos fazer um contrato de união estável. Eu devo estar louca, delirando ou tendo um surto psicótico para falar assim. Vou arriscar minha vida com e por você. Se me ferir ou me trair, eu acabo com você. Eu sou vingativa e sei exatamente como eu o atingiria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Você é manipuladora. É forte e fraca. Vou falar com meu advogado para preparar isso. Escolha um de fora do círculo da família e das empresas. Eu pago. Minha vontade é lhe garantir todos os direitos. Caso eu morra, você ficará bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Que coisa mórbida! Nós nos amamos o dia inteiro e você vem me falar em morte. Será que você me trocaria por uma de 20 aos 60 anos? Isso me daria uns quinze anos com você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_É mais fácil você me deixar. Aliás, você já fez isso. Eu já comi todas as mulheres do mundo. Não busco sexo em você. As pessoas sequer imaginam o furor que você é na cama. Eu fico feliz. Preocupo-me mais com seu prazer do que com o meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Está bem. Tem uma condição: quero sigilo absoluto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Você teme a opinião dos outros. Que bobagem de classe média!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Pode ser. Mais do que isso, quero nos preservar enquanto cuidamos das nossas feridas juntos. Não vou dormir naquele seu apartamento. Tenho pavor de pensar no cheiro e rastros de sexo que existem por todo lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Eu vendo e compro outro. Posso ficar aqui, com você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Será complicado. Como vou dizer ao meu pai que vou me juntar a um homem que foi meu chefe e com sua reputação? Papai achará que enlouqueci de vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Vou à Brasília e falo com seus pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não é hora. Eu estou indo mais à Brasília do que eles ao Rio. Você fica, mas se meus pais vierem para cá, você sai, pelo menos até nós dois estarmos seguros de nossos sentimentos e da disposição de correr riscos.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 04 Feb 2008 17:35:00 GMT</pubDate>
  <title>AMO CUPIDO - PAIXÃO INCURÁVEL</title>
  <author>sexodrogasenoticiasdobrasil</author>
  <link>https://sexodrogasenoticiasdobrasil.blogs.sapo.pt/4071.html</link>
  <description>CAPÍTULO 13&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://bp3.blogger.com/_ugY2fYzA_As/R2w0CW3IS-I/AAAAAAAAAB8/cjHBWYmlrGI/s1600-h/wallpaper2_640.jpg&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;&quot; src=&quot;http://bp3.blogger.com/_ugY2fYzA_As/R2w0CW3IS-I/AAAAAAAAAB8/cjHBWYmlrGI/s400/wallpaper2_640.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5146545689278827490&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estava na universidade, ganhei o apelido de Betty Davis. Gostei. Combina comigo. Não quis trazer minhas obras de arte para o Rio. Numa das paredes do meu apartamento, no Rio, fiz meu hall da fama. Coloquei fotos de artistas e cartazes de filmes comprados no exterior. Todos na mesma moldura: preta. Estavam pregados em uma única parede vermelha. Engraçado. Sonhei que era Betty Davis em &quot;A Malvada&quot;. Acordei por volta das 9 horas. Tomei café com Greg. Desci para esperar o táxi que eu havia chamado. Assim que deixei o prédio do meu amigo, começo a caminhar. Alguém agarra meu braço. Pensei que fosse assalto. Era quase isso. Paulo surge em carne e osso, com o homem do Mossad.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui tomada por uma saudade imensa do que fomos por pouco tempo. Só, ali, percebi aquilo que eu sempre não quis e, por isso mesmo, dispensei um batalhão de homens. Eu estava amando. Que horror! Eu achei que isso era uma doença incurável, como os viciados em heroína. Ficamos os dois, um olhando o outro. Ele estava muito magro e com olheiras maiores do que as do chato do Serra. Parecia que nenhum dos dois sabia o que dizer, muito menos o que fazer. Acabou me pedindo um abraço. Foi como se nós dois estivéssemos renascendo. Beijamos muito. Depois desse frenesi, a realidade me chamava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu vou para meu apartamento. Preciso tomar banho. Estou com uma ressaca chata. Vou trabalhar em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Por favor, leve-me com você. Tenho tanta coisa para lhe dizer. Eu a quero de volta de qualquer jeito. Você ganhou o jogo. Não me olhe assim, com essa cara de ódio. Eu sinto que você me quer. Por algumas razões que eu sei e por outras que não consigo identificar, você destrói relacionamentos. Não se permite ser levada. Eu quero fazer tudo direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Está bem. Venha comigo quando meu táxi chegar. Não vou entrar no seu carro e deixar o coitado do motorista perder uma corrida. Além do mais, sou conhecida. Utilizo apenas essa companhia de táxi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não disse nada. Deu-me outro beijo. Entramos no carro. Ao entrar na portaria, o zelador surpreendeu-se com o retorno do Paulo. Ficou quieto. Paulo segurava minha bolsa pesadíssima, quase uma mala. Abri a porta. Entramos. Fui tomar banho. Deixei a porta aberta. Era um convite. Veria até onde ele iria. Quanto ele ousaria. Comecei a lavar os cabelos. Ele entra. Senta-se sobre a tampa fechada do vaso sanitário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você se transformou em bom moço? Rapaz direito? Ou está com medo? Aliás, medo é novidade para você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Vou mostrar o que venho guardando para você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirou toda a roupa. Jogou os sapatos longe. Entrou no chuveiro. Encostei-me na parede. Agora, era eu que estava apavorada. Não sabia quem estava mais sedento. Eu o devorava. Ele estava mais doce. Ali, não fizemos sexo. Amamos. Eu sabia que podia ser a última vez. Não me importava mais. Entreguei-me como nunca fizera antes. Não sei quantas vezes transamos. Estava morta. Exausta, mas feliz. Eu pude ver que esse sentimento também não era apenas meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Suzana, você fez merda. Eu quase morro. Sei que errei. Meu passado não ajudou. Eu ainda estou me tratando...Quero ser seu homem. Pode ser aqui, em Brasília ou até no Vietnam. Você está muito ferida. Eu, também. Você é meu remédio. Sou seu medicamento. Quero conversar com seu pai. Você pode ficar onde está ou volta para a Gazeta. Sabe que eu estou precisando de você lá. O Alan não deu e não dá conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Você fez exames de sangue recentemente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Sabia que você iria me pedir isso. Toma, aqui estão os exames. Fiz o teste mais moderno para AIDS, que detecta o vírus com apenas uma semana após a última relação. Eu confesso que tive sífilis. Estou curado. Mesmo que você me abandone, não quero saber de determinado tipo de mulher. Jamais transaria com você, sem camisinha, se suspeitasse ser portador de uma dessas pragas. Você fará exames dentro de algumas semanas. Vou falar como meu médico. Desejo eliminar, ao menos, esse seu medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Eu acho que posso confiar em você. Pela primeira vez, eu não tenho medo do homem. Do chefe, nunca tive.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 04 Feb 2008 17:34:00 GMT</pubDate>
  <title>SUBTERFUGIO - A ESCAPADA</title>
  <author>sexodrogasenoticiasdobrasil</author>
  <link>https://sexodrogasenoticiasdobrasil.blogs.sapo.pt/4650.html</link>
  <description>CAPÍTULO 12&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OUÇA CANÇOES DO CAPITAL INICIAL E FAÇA DOWNLOAD. CLIQUE NO LINK ABAIXO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;lt;-http://&lt;a href=&quot;http://www.musiconline.com.br/midivoices.php?ida=11&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;www.musiconline.com.br/midivoices.php?ida=11&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://travel.webshots.com/photo/2486582610070944448DgFDOR&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://thumb8.webshots.net/t/53/453/5/82/61/2486582610070944448DgFDOR_th.jpg&quot; alt=&quot;03.28 - Fremantle Prison (4331)&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo voou e já estávamos em pleno novembro. Eu consegui espantar o Ricardo com minhas exigências típicas de um filme de Quentin Tarantino. Era um &quot;Pulp Fiction&quot; com uma bala só. Mantive minhas aulas de canto sem a pretensão de Roberto Jefferson. Sei que sou desafinada. Greg e meu professor de canto conseguiram adaptar algumas músicas para o meu terrível timbre. Já cantava quatro canções do BB King e algumas de rock. Eu atraía a audiência masculina. Fantasiava-me de gata, com roupas sexy, sem a vulgaridade da Kátia Flávia de Brasília. Nesta noite, eu iria usar uma calça de couro preta com lycra, caríssima que dá vontade de chorar quando lembro que fiz a loucura de comprá-la em Londres. Acompanhavam uma regata preta com brilhos e um sapato preto altíssimo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha mesa era uma Badgá. Tinha um delegado, o detetive Luiz Carlos (que sumira com a pistola ilega e sem registro que mantivera em casa), o empresário que mantinha a fundação, um casal amigo de meus pais que considero como meus tios do coração, Alan e sua mais nova comida da Gazeta, a chinesa Lin. Eu já tinha tomado duas doses de uísque, algo que não fazia há uns sete anos. Sem isso, eu não conseguiria subir ao palco e cantar seis músicas com a banda. O desgraçado do Greg conseguiu colocar o show da sua banda e a &quot;estréia da jornalista Suzana Barreto Viotti&quot;. A casa lotou com tantos convites que ele fez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que me chamou, fui correndo em direção ao palco e, para brincar, sentei-me no colo de um senhor. Foi divertido. Estava começando a segunda música:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não vou pro inferno&lt;br /&gt;Eu não iria tão longe por você&lt;br /&gt;Mais vai ser impossível não lembrar&lt;br /&gt;Vou estar em tudo em que você vê:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos seus livros, nos seus discos&lt;br /&gt;Vou entrar na sua roupa&lt;br /&gt;E onde você menos esperar&lt;br /&gt;Eu vou estar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não vou pro céu também&lt;br /&gt;Eu não sou tão bom (mas eu canto boa) assim&lt;br /&gt;E mesmo quando encontrar alguém&lt;br /&gt;Você ainda vai ver, a mim;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos seus livros, nos seus discos&lt;br /&gt;Vou entrar na sua roupa&lt;br /&gt;E onde você menos esperar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em baixo da cama&lt;br /&gt;Nos carros passando&lt;br /&gt;No verde da grama&lt;br /&gt;Na chuva chegando&lt;br /&gt;Eu vou voltar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos seus livros, nos seus discos&lt;br /&gt;Vou entrar na sua roupa&lt;br /&gt;E onde você menos esperar&lt;br /&gt;Eu vou estar, eu vou estar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Eu Vou Estar&lt;br /&gt;Capital Inicial)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Greg fazia as vezes de Dinho Ouro Preto e eu da Zélia Duncan. Não sei como consegui continuar cantando ou a canção era perfeita para aquilo que eu senti ao ver Ricardo, Paulo e seu homem do Mossad entrarem no pub. Eu e Greg trocamos olhares e cantamos com muita sensualidade. Ele entendeu que eu queria passar uma mensagem. Emendamos com uma música do repertório do Capital Inicial, mas de autoria do talentoso, e muito injustiçado, Kiko Zambianchi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu caminho é cada manhã&lt;br /&gt;Não procure saber onde estou&lt;br /&gt;Meu destino não é de ninguém&lt;br /&gt;E eu não deixo meus passos no chão&lt;br /&gt;Se você não entende, não vê&lt;br /&gt;Se não me vê não entende&lt;br /&gt;Não procure saber onde estou&lt;br /&gt;Se o meu jeito te surpreende&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se meu o corpo virasse sol&lt;br /&gt;Se minha mente virasse sol&lt;br /&gt;Mas só chove e chove&lt;br /&gt;Chove e chove&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um dia eu pudesse ver&lt;br /&gt;Meu passado inteiro&lt;br /&gt;E fizesse parar de chover&lt;br /&gt;Nos primeiros erros&lt;br /&gt;Meu corpo viraria sol&lt;br /&gt;Minha mente viraria sol&lt;br /&gt;Mas só chove e chove&lt;br /&gt;Chove e chove&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um dia eu pudesse ver&lt;br /&gt;Meu passado inteiro&lt;br /&gt;E fizesse parar de chover&lt;br /&gt;Nos primeiros erros&lt;br /&gt;Meu corpo viraria sol&lt;br /&gt;Minha mente viraria sol&lt;br /&gt;Mas só chove e chove&lt;br /&gt;Chove e chove&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu corpo viraria sol&lt;br /&gt;Minha mente viraria&lt;br /&gt;Mas só chove e chove&lt;br /&gt;Chove e chove&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu corpo viraria sol&lt;br /&gt;Minha mente viraria sol&lt;br /&gt;Mas só chove e chove&lt;br /&gt;Chove e chove&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob o efeito do uísque, eu mirei a mesa do trio patético. Greg e eu engatamos duas canções famosas na voz de BB King.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guess WhoSomeone really loves you&lt;br /&gt;Guess who&lt;br /&gt;Someone really cares&lt;br /&gt;Guess who&lt;br /&gt;S`open your heart,&lt;br /&gt;oh, then surely you`ll see,&lt;br /&gt;oh, that the someone who really cares is me&lt;br /&gt;Someone will wait eternally&lt;br /&gt;Someone who`ll want your love,&lt;br /&gt;oh so desp`rately&lt;br /&gt;Open your heart,&lt;br /&gt;oh, then surely you`ll see,&lt;br /&gt;oh, that the someone who really cares,&lt;br /&gt;who really cares is me&lt;br /&gt;  (Guess Who-Belvin)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns gaiatos gritaram: -GOSTOSA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não podia deixar barato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Gostosos são vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emplaquei a última do BB King e não sabia se fugiria pela cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ain`t Nobody`s Bizness &lt;br /&gt;If me and my baby fuss and fight&lt;br /&gt;Well, and the next minute we&apos;re all right&lt;br /&gt;It ain&apos;t nobody&apos;s bizness what I do&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If one day we have ham and bacon&lt;br /&gt;And the next day ain&apos;t nothing shakin&apos;&lt;br /&gt;I tell you it ain&apos;t nobody&apos;s bizness what I do&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, I&apos;m three, three times seven&lt;br /&gt;Oh, that makes twenty-one&lt;br /&gt;Ah, that ain&apos;t nobody&apos;s bizness what I do&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, if I attend church all day Sunday&lt;br /&gt;And cabaret all day Monday&lt;br /&gt;It ain&apos;t nobody&apos;s bizness what I do&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If I stay out all night&lt;br /&gt;Spending my money I tell you that&apos;s all right&lt;br /&gt;Because it ain&apos;t nobody&apos;s bizness what I do&lt;br /&gt;It ain&apos;t nobody&apos;s bizness what I do&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;(Ain`t Nobody`s Bizness- Grainger and Robbins)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou ao fim! Voei para a cozinha. Estava apertada que pensei que fizesse xixi nas calças! Greg entrou. Ele me conhece bem. Trouxe minha bolsa, minha pasta e minha capa de chuva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Vamos fugir desse lugar, baby?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei uma ótima idéia. Saímos pela porta de entrada dos funcionários, que dava para outra rua. Greg queria pegar seu caro. Falei que seríamos vistos. Entramos em um barzinho enquanto eu chamava a minha companhia de táxi. Demorou quase meia hora. Entramos no carro e fomos direto para a casa dele. Sabia que eu não podia dormir em casa naquela noite. Ele queria me dar a cama dele. Não aceitei. Vou para o quarto de hóspedes. Ali, eu não correria perigo. Greg amava as mulheres, mas não tinha tesão por nós. Ele é homossexual. Ainda bem que eu trazia meu poderoso Frontal. Tomei dois de uma vez. Mesmo assim, foi difícil dormir. Desliguei todos os celulares. Pedi a Paulo que dissesse a qualquer um que eu sumira na noite. Sabia que os telefones dele iriam tocar como uma banda de música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alan, Paulo e, como era de se esperar, Ricardo telefonaram. Eu estava salva. Até quando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VEJAM CAPITAL ÍNICIAL E ZÉLIA DUNCAN CANTANDO EU VOU ESTAR&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/iXosyBrTvBs&amp;amp;rel=1&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;transparent&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/iXosyBrTvBs&amp;amp;rel=1&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; wmode=&quot;transparent&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;355&amp;lt;br /&amp;gt;&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 04 Feb 2008 17:33:00 GMT</pubDate>
  <title>MALUS - SOU DIABÓLICA</title>
  <author>sexodrogasenoticiasdobrasil</author>
  <link>https://sexodrogasenoticiasdobrasil.blogs.sapo.pt/2796.html</link>
  <description>CAPÍTULO 11&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://family.webshots.com/photo/1022908829021366276htKSHQLoCn&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://inlinethumb60.webshots.com/37307/1022908829021366276S500x500Q85.jpg&quot; alt=&quot;Volcanic Arms .31 Caliber Lever-Action Pistol&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poderoso Ricardo demorava muito. Minha pistola estava à mão. Paulo acordou. Ele estava como na canção: &quot;cold turkey has got me on the run&quot;, com os efeitos terríveis de viciados em cocaína. Visivelmente agressivo, falou horrores e veio em minha direção. Levei um soco no olho. Caída no chão, disparei minha pistola e acertei sua perna direita. Ele ainda ficava de pé, segurando-se na parede. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tranquei-me no banheiro. Baixou o espírito Betty Davis. Telefonei para o policial. Sorte, ele atendeu. Chorando, relatei aquilo que tinha acontecido. Ele determinou que eu não saísse do banheiro, cuja porta Paulo batia. Não sei como? Foi uma espera infinita. Ouvi um grito. Em seguida, percebi que Ricardo tinha chegado tarde demais. A Polícia entrou com ele. Reconheci a voz do policial: _Dona Suzana! Dona Suzana! Pode sair que aqui mando eu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri a porta e caí nos braços no policial. Meu nariz estava sangrando. Ricardo esta exasperado. Não adiantou seus pedidos. Eu acompanhei o policial e liguei para meu advogado, que me encontrou no hospital. Não fora nada de grave. Escolhi não presta queixar, apesar do delegado disser que isso era impossível. O chefe da Polícia Civil ligou para o delegado. Ordenou que ele esquecesse tudo e me liberasse. Fui para casa após o policial dizer que colocara sua gente para me vigiar dia e noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não iria dormir no meu apartamento. Liguei para o Clube Militar e fiz uma reserva por quinze dias. Passei em casa, que estava com peritos policiais, e fiz uma mala. Eu estava frita. Mesmo reagindo diante de uma agressão física, eu usara uma arma ilegal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estava instalada em uma suíte do clube, quando toca o policial. Ele queria me ver. Concordei na hora. A recepção avisou-me que havia um senhor &quot;Luiz Eduardo&quot; me aguardando. Só podia ser o policial. Desci com meus óculos estilo Jackie Kennedy. Sentamos no sofá. Ele me chamou para jantar. Aceitei na hora. Fomos em direção à Urca. Era uma churrascaria com música ao vivo. Socorro! Eu detesto isso, mas não estava em condições de escolher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sabia que ele estava muito atraído por mim. Falei das minhas preocupações. Tranqüilizou-me:_Eu já resolvi isso. Não se preocupe com a arma. Você deveria ter matado aquele filho da puta. Se quiser, eu faço isso ou mando alguém fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Credo, para sair dessa, eu teria que me prostituir. Fui para cama com Luiz Eduardo. Não sei o que ele é exatamente. Sabia que se não desse, eu mesma correria perigo. Soube que o escândalo fora abafado, mesmo com notas de que um playboy carioca tinha levado uma lição feia de uma mulher: um tiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuei meu trabalho na fundação. Fazia um mês em que eu quase matara alguém. Luiz Eduardo dera um fim na pistola e arrumou tudo. Já estava de volta ao meu apartamento, que ganhara um sofisticado sistema de segurança. Quem tocasse a campainha seria filmado sem saber. Havia botões instalados em locais estratégicos que, ao serem acionados, emitiriam sinais de alerta para a empresa de segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha vida parecia retornar ao normal. Parecia. O diabo voltou. Ricardo surgiu na fundação, com toda sua trupe de seguranças. Queria um acordo. Perguntou quanto eu queria para retornar à Gazeta e aceitar Paulo de volta. Pensei e rapidamente encontrei uma resposta que me afastaria desse povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Somente aceito se o Paulo se desculpar. Quero uma indenização em euros, depositados em uma conta no exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Eu lhe dou tudo isso, mas o próprio Paulo a quer na Gazeta. Ele a ama, mas perdeu o controle. Está melhor. Internou-se em uma clínica de desintoxicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Estou pagando para ver. Somente em um filme de Almodávar uma mulher que quase mata um homem seria convidada por ele mesmo para chefiar o seu jornal. Isso não vai acontecer. Não quero saber de dólar. Quero euros e garantir uma vida confortável sem precisar trabalhar para o resto da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Eu a subestimei. Paulo vai procurá-la. Ele irá com meus seguranças da maior confiança. Um deles foi do Mossad. Não tema. Ele não terá condições de lhe fazer mal desta vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Tá legal.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 04 Feb 2008 17:32:00 GMT</pubDate>
  <title>ELECTUS - A DIFÍCIL ESCOLHA</title>
  <author>sexodrogasenoticiasdobrasil</author>
  <link>https://sexodrogasenoticiasdobrasil.blogs.sapo.pt/6694.html</link>
  <description>CAPÍTULO 10&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://good-times.webshots.com/photo/2597412970099266787EEDJDF&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://thumb7.webshots.net/t/24/665/4/12/97/2597412970099266787EEDJDF_th.jpg&quot; alt=&quot;North Carolina 11-27-07 (basketball) 088&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última coisa no mundo que eu gostaria de fazer é jantar com um homem que dirige uma holding enorme, incluindo toda sorte de veículos de comunicação, TV a cabo, um banco, uma mineradora e um banco de investimento. Não tinha outro jeito. Nem que fosse para eu dizer NÃO e nunca mais ser incomodada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei ao hotel. Identifiquei-me e fui tratada como rainha de Sabah. Um funcionário se encarregou de me levar até à suíte. Quando a porta se abriu, deparei-me com um homem sério, um pouco acima do peso, grisalho e vestido dos pés à cabeça com Armani.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Obrigado por ter vindo senhora Suzana. Sei que isso contraria sua vontade. Jamais me intrometi nas confusões do Paulo. Papai se encarrega disso. Já o tirou da cadeia por posse de cocaína e por agredir um homem em uma boite. Eu e ele não nos damos bem. Eu herdei o caráter e temperamento de papai. Já Paulo ficou com a loucura de nossa mãe. Conversei com meu pai, que está usando cadeira de rodas depois do derrame, mas continua com a mente afiada. Decidimos que vamos dar uma dura lição no meu irmão e evitar que a Gazeta piore ainda mais. Eu mandei investigá-la. Sei que já fez bobagens como qualquer mulher muito inteligente, filha única e com um comportamento liberal. Eu sou conservador, mas não julgo as pessoas pelo que elas fazem, desde que não infrinjam a lei. Não é o seu caso. A senhora estava conduzindo a maior parte das mudanças na Gazeta e criou o curso para trainees. Vi que temos algo em comum: sou um profissional e trabalho assim. Paulo já é o contrário de nós. Ele é bipolar. Alterna momentos de euforia com profundas depressões. Teve caso com inúmeras jornalistas da Gazeta e o destino delas sempre é o mesmo: vão para a geladeira ou são demitidas depois. Eu quero que a senhora assuma o lugar do Paulo. Meu pai concordou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Por quê? Nunca fui chefe até ir para a Gazeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Por isso mesmo. As melhores idéias vieram da senhora. Eu disse que mandei investigá-la. Sei toda sua rotina, inclusive que praticamente não sai de casa. Trabalha naquela fundação. E só. Sei que seus pais passaram uma temporada aqui. Também sei que deu queixa ncontra Paulo na delegacia de defesa da mulher e que seu advogado conseguiu uma ordem que impede meu irmão de chegar perto. A senhora foi muito discreta. Meu velho pai agradece. Paulo quebrou muita coisa no apartamento ao receber a notificação judicial. Foi um barulho daqueles. A Polícia foi chamada, mas eu acionei o Secretário de Segurança e tudo foi abafado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Eu não quero ver mais seu irmão. Lamento, mas não posso ajudá-lo. O que eu ganharia com isso? Prestígio, mais grana? Isso não me interessa. Preservo minha saúde física e mental. Não tenho culpa se seu irmão precisa de cuidados psiquiátricos. Ele se comportou como se eu eu estivesse à venda. Não estou. Ele me deve desculpas, apesar de ter recordações de momentos de doçura. Além do mais, tenho um contrato para cumprir. A multa não é muito alta. Porém, não vou sair de um lugar onde trabalho com pessoas que gosto e entrar na selva do jornalismo novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Eu resolvo seu contrato com a fundação. Quero que veja como Paulo está. A senhora vai mudar de opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_O senhor pode até querer, mas eu não faço isso de modo algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Por favor, eu insisto. Venha comigo ao apartamento dele e veja como ele está. Bebe demais. Voltou a cheirar cocaína. Promove festinhas que já causaram reações horrorosas dos moradores. Tenho medo que ele se contamine com o vírus da Aids. É um entra e sai de mulheres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Cada um vive como quer. Ele sempre foi assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não. Talvez alguns excessos na juventude e o elenco de famosas que passaram pela sua cama. Ele ficou calmo enquanto a senhora esteve na Gazeta. No fundo, Paulo tem um enorme complexo de Édipo. Encontrou na senhora uma mulher de temperamento difícil, excêntrica e que não tem medo dele. Ele encontrou uma mulher que, pela primeira vez, queria inteira para ele. Não conseguiu. Eu, no seu lugar, teria feito a mesma coisa. O passado e a imagem que ele criou para se defender de si mesmo não são tão reais assim. Imploro para que a senhora o veja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Por que o senhor me chama de senhora agora se me tratou por você ao telefone?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Sei que &quot;você&quot; é brava. (risos) Quis mostrar que a respeito muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Eu não vou visitar o Paulo de forma alguma. Vamos acabar por interromper seu bacanal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não é bem assim. Por favor, eu a levo até ele. Não tenha medo de nada. Eu estou com meus seguranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Está bem. Entenda isso como uma ação humanitária e nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Veremos isso depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Embarquei numa Mercedes prata. Seus seguranças ocupavam dois carros_ um na frente e outro seguindo o veículo do ricaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estava nervosa. Tinha um sentimento mórbido de vingança dentro de mim. Então, o galinha ficou mal, mas não aprendera a lição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos. Somente desembarcamos depois que todos os seguranças checaram a área, com fones no ouvido. Subimos até a cobertura. Ricardo tocou a campainha. Tinha os códigos de segurança e as chaves, mas não desejava que o irmão soubesse disso. &quot;Seu Chico&quot; abriu a porta e mostrou-se assustado. Ricardo foi logo invadindo e mandou chamar o irmão. &quot;Seu Chico&quot; ficou transtornado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_O que é Chico? Paulo está com alguma vagabunda aí dentro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como &quot;Seu Chico&quot; não respondia. Ricardo foi até ao quarto do irmão. Eu ouvi vozes altas, inclusive de uma mulher, que saiu correndo enrolada em um lençol. Eu gargalhei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Então, você é mesmo uma puta. Não bastou levar um soco daquele alcoólatra em Brasília e colocar a culpa em mim? Você somente conseguiu comandar esta agência de comunicação por que você dormiu com todos, imagino. &quot;Kátia Flavia&quot; de Brasília, vista-se e dê o fora. Vou tirar uma foto sua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deu tempo para essa alpinista social escapar. Tirei umas três fotos usando meu celular. Ela colocou seus trapos de puta e saiu correndo. Antes, Ricardo disse que iria prejudicá-la na carreira porque ele sabia que ela era uma jornalista prostituta. Ameaçou tirar clientes da agência que ela chefiava e de ligar para a matriz, em Londres, contando tudo sobre ela. Eu adorei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedi uma água mineral para &quot;Seu Chico&quot;. E nada de Paulo aparecer. Surge Ricardo e pede que eu vá ao quarto do irmão. Fui. Encontrei-o sentado na cama, de cueca. Soltei uma enorme gargalhada. Vi que havia cocaína. Ele me olhou como um cachorro que precisa de afagos. Estava embaraçado e envergonhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Está fazendo o quê? Pelo que eu saiba, você não é convidada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não sou mesmo. Vim apenas por que seu irmão insistiu. É perda de tempo. Vou embora. Você não vale nada. Tomara que morra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Peguei minha bolsa e fui embora. Não deu nem tempo de Ricardo falar nada. Liguei para a companhia de táxi que uso e logo estava em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às quatro horas da manhã, o porteiro da noite me ligou muito assustado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Dona Suzana, o seu Paulo está aqui, com dois seguranças e quer subir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Diga que eu já vou ligar para a Polícia. Ele sabe que não pode se aproximar de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toca a campainha da minha porta. Morri de medo. O que será que os seguranças de Paulo fizeram ao pobre coitado do porteiro? Eu peguei o telefone e disquei 191. Desliguei. A campainha não parava de tocar e os vizinhos já deveriam estar acordados. Olhei pelo olho mágico. Não vi nada. O desgraçado o tampou. Perguntei quem era. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Abra a porta ou eu vou arrombar. Quero falar com você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Peguei uma pistola. Ganhei essa arma sem registro nenhum ou qualquer identificação de um traficante. Ele a levou até minha casa porque disse que uma mulher sozinha como eu, morando sem nenhum homem, precisaria dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Madame, eu não volto mais aqui não. Eu trouxe a arma. Bandido pode andar pela rua com ela. A senhora não. Se algum polícia a pega, é cana. O melhor lugar para esconder é na cozinha, no freezer, dentro de uma embalagem com comida. Se derem batida, a senhora diz que não sabe quem a pôs lá. Me avisa que eu dou um jeito no delega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arma tinha um silenciador. Abri a porta com ela na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Quer me matar? Pois o faça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não me provoque que eu sou capaz de tudo quando estou com raiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Você me odeia mesmo. E eu a amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a rir nervosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_É, você me ama? Por que come a cidade inteira? Cheira pó todo dia. Se você me amasse você teria movido mundos e fundos para me conquistar, provar aquilo que sente e lutaria para revogar a ordem judicial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, aquele ser arrogante se transformara em um menino. Começou a chorar sem parar. Eu tive vontade de disparar a pistola inteira nele... Sem que ele percebesse, deixei a arma fácil de ser pega. Fui até ele e o coloquei na minha cama. Toca a campainha de novo. É a Polícia. O zelador deve ter apertado o botão que aciona os tiras. Os seguranças de Paulo devem ter ido para a cadeia. Certamente, tentaram enfrentar os tiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Aconteceu alguma coisa dona?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não. Foi um mal-entendido com esses filhinhos de papai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Nós podemos entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Claro que não. Vocês não têm um mandado. Eu quero voltar a dormir. Desculpe. Não fui eu que provoquei essa confusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Dona, eu não quero xeretar sua casa, mas quero ter certeza que esse playboizinho não lhe faça mal. Vê-se que a senhora é uma mulher de classe. Não sei como se envolveu com esse homem que só não está preso por causa do dinheiro e do poder do papai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Entre. Ele está dormindo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não. Fique com meu celular. Ele fica 24 horas no ar. Tome o número de um delegado amigo meu. Não hesite em telefonar. E esconda essa pistola direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Obrigada. Eu vou ligar para você para tomarmos um café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao bater a porta, fui obrigada a despertar o irmão de Paulo e contar tudo que se passara. Falei que tinha certeza que a polícia ou um dos vizinhos passaria tudo para estes jornalecos marrons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo agradeceu. Disse que iria fazer algumas ligações e que ficasse tranqüila. Mandaria dois seguranças dele. Um ficaria na portaria e outro no apartamento para me proteger de Paulo. Depois disso, ele mesmo iria até ao apartamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei um DVD para ver. &quot;Easy Rider&quot;, com suas belas canções e um Peter Fonda lindo, Jack Nicholson sem os maneirismos de hoje nem o excesso de peso. Fui ver Paulo. Ele dormia em pose quase fetal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 04 Feb 2008 17:30:00 GMT</pubDate>
  <title>BELLUM -GUERRA</title>
  <author>sexodrogasenoticiasdobrasil</author>
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  <description>CAPÍTULO 9&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://travel.webshots.com/photo/2172611620082721655RCHaFt&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://thumb15.webshots.net/t/30/466/6/11/62/2172611620082721655RCHaFt_th.jpg&quot; alt=&quot;DSCF4381 Israel - Golan Heights - Israeli tanks, whats left over from the 6 days war&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui ao Baixo Leblon com o Alan. Bebi vinho branco. Falei que não queria discutir nada a meu respeito. Avisei que estava em guerra como minhas emoções, mas já fiz o que meu medo e culpa mandaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei às 3 horas da manhã. Ao abri a porta do meu apartamento, vi que as luzes estavam todas acessas e a televisão ligada. Pensei em descer e chamar a Polícia. Já estava saindo quando ouço uma voz: -&quot;Onde você vai?&quot; Era o Paulo. Joguei-me no sofá. Ele fechou a porta. Fiquei quieta para tentar controlar uma mistura de raiva, desejo e pavor. Ele começou a falar sem parar. Eu não conseguia nem ouvir. Estava muito longe. Fui tomar um banho sem dizer palavra sequer. Coloquei uma túnica que comprei na Tunísia, nada sexy, larga e tão longa, que se arrasta pelo chão. Fui me deitar. Ele acendeu a luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu não vou cair no seu jogo. Você está com medo. Eu a conheço melhor do que você. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui até ao escritório, liguei o computador, fui à página de uma famosa colunista paulista. Imprimi uma nota, com destaque para uma foto de Paulo ao lado de uma loira, famosa apresentadora de TV que troca de namorado sem parar. Mostrei a ele. Totalmente louca, perguntei se a trepada tinha sido boa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu poderia chamar a Polícia e acusar você de invasão, assédio, estupro, qualquer merda assim. Eu não sou e não serei mais uma. Portanto, dê-me minha chave e vá embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminei de falar e voltei para a cama. Tomei muitos calmantes. Acordei ao meio-dia, com Paulo me chacoalhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Suzana, acorda! Anda, acorda! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu despertei, mas estava tão tonta que quase cair no caminho para o banheiro. Fiz xixi com ele me olhando. Ele me ajudou a voltar para a cama. Disse que não contasse mais comigo para nada. Caí no sono. Ás 16 horas, levantei. Liguei para minha fonte e disse que aceitava o emprego. Conversaríamos depois porque precisava de descanso. Vou até a cozinha e quase morro de susto. Era &quot;seu Chico&quot;. Ele preparou um peixe assado com legumes. Comi. Tomei um banho. Falei para ele que eu não tenho carcereiro ainda. Mesmo mole, deixei o apartamento e fui para o Clube Militar, na Lagoa. Fiz sauna, massagem, manicure e hidratei os cabelos. Liguei o celular às 19 horas, havia quatro mensagens de Paulo. Não demorou muito e era ele ligando novamente. Tinha que atender. Dessa vez, não dava para manter a fuga padrão Suzana. Acabei confessando que estava com medo, confusa, sem saber o que fazer. Ele disse para eu não sair de lá. Uma hora depois, um funcionário do clube me avisou que alguém me esperava na entrada do hotel. Fui. Era a primeira vez, em toda a minha vida, que eu teria que me enfrentar. Nunca me permiti isso. Sempre caí fora antes que pudesse ser descartada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei seu no carro. Ele me levou para seu apartamento. Fez um café e me deu. Fomos para uma enorme jacuzzi na cobertura. Era uma maravilha toda aquela água quente e a vista da orla da área mais cara do Brasil. Eu não estava com vontade de falar. Ele me acusou de ser muito infantil e com baixa auto-estima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você não tem espelho? Não consegue se ver? Não enxerga o quanto você é bonita por dentro e por fora? Você não vai brincar comigo porque eu não estou brincando com você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vou fazer exame em breve para AIDS, hepatite A,B e C; sífilis e gonorréia, além de qualquer outro que existir e que possa ser transmitido sexualmente. Tenho medo da sua galinhagem. Não vou deixar você me machucar. Aliás, você já começou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não vou nem levar em consideração esse festival de bobagens que você falou. N´ss transamos com proteção por sua insistência. Sempre uso camisinha com outras mulheres. Você ficou com tanta cistite por sua alergia ao látex. Eu comprei camisinhas sem isso, em São Paulo. Não &quot;trepei com ninguém&quot;. Eu não sou bicho no cio. Respeito você e a quero mais do que sua insegurança não consegue sentir. Não desisto. Não sou irresponsável de ser um canalha, especialmente depois de tudo que você me falou que passou nos últimos anos. Começando a entendê-la. Eu a quero como mulher e como profissional. Se você quiser sair do jornal, saia, mas será uma burrice. Deixe a vida nos levar. Dormimos abraçados. Eu estava muda. E continuaria assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, ele me deixou em casa. Tomei um banho, arrumei-me e cheguei cedo na Gazeta. Alan não estava. Deixei minha carta de demissão, meu crachá, o cartão de crédito corporativo e o aparelho celular com minha bicha favorita do jornal. Dudu, ficou pasmo. Disse-lhe que ficasse com a boca lacrada e que somente entregasse aquilo tudo ao Alan. Sabia que Dudu não era exatamente um tipo discreto, mas o ameacei. Se ele espalhasse qualquer fofoca sobre isso ou sobre mim, eu o mandaria demiti-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Que isso Suzana! Você é a chefe mais legal que eu já tive. Eu vou ficar quieto, mas sei que vou levar um esporro e posso ser mandado embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não tem problema. Eu iria chamá-lo para trabalhar comigo mesmo. Terá um melhor salário e levará consigo sua preciosa agenda, com todos os contatos. Fique na muda. Não passe o número do celular que eu acabei de comprar antes de vir para esse galinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei para casa. Mandei trocar todas as fechaduras. Procurei um amigo advogado e pedi instruções sobre o que fazer para evitar novas invasões. Ele iria pensar. Embarquei para Brasília. Acertei que começaria minha nova função dentro de quinze dias. Fiquei reclusa. Não avisei ninguém que estava d volta à cidade. Caminhava todo dia com imensos óculos escuros. Comecei a preparar um projeto para melhorar o que me enviaram. Eu consegui melhorias adicionais ao salário. Eu montaria uma empresa (eles fariam isso por mim e pagariam um contador para cuidar das coisas). Recuperei minha verba de representação e uma passagem para o exterior, na classe executiva, anualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo ligara mil vezes. Meus pais sempre diziam que eu estava viajando e que pedira para não falarem nada sobre meu destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mês depois eu já estava trabalhando. Tinha uma visão linda da minha sala, situado em um prédio perto do centro, no Aterro do Flamengo. Eu estava me preparando para ficar dois meses no nosso primeiro caso, em uma favela perigosa. Obviamente, o projeto ganhou o apoio de uma ONG, famosa pelo seu trabalho contra a exclusão social. Isso me garantiria segurança e para minha turma. Foi duro e difícil no começo. Eu sou muito burguesa e aquele mundo era tudo aquilo que eu não gostava, mas aprendi a amar aquela gente, mocinho ou bandido. Necessitei de mais tempo do que pensara. No entanto, seis meses depois, já tínhamos soltado três edições. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu escolhi uma agência carioca de comunicação para tratar da estratégia de mídia e fui logo avisando: _Quero que isso apareça primeiro em jornais e veículos estrangeiros. Isso está no contrato. Se descumprirem, há uma multa milionária e vocês perdem tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei entrevista para vários. Minha foto saiu em alguns. Não demorou muito e a fundação foi invadida por repórteres da Terra Brasilis. Preferi começar por uma revista de circulação nacional, que teve exclusividade total. O repórter deles ficou mais de quinze dias acompanhando-me. O resultado foi bom. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava ainda triturada pelo que fiz, mas não poderia me deixar levar por uma fantasia com o Paulo. Estranhei por que ele parou de me ligar. Fiquei muito amiga do Alan e do Greg, mas disse aos dois que não me contassem nada da Gazeta. Numa manhã, recebo uma ligação telefônica insólita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ A senhora Suzana por favor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_É ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Bom-dia. Aqui é Ricardo Paulo Maia Bragança de Medeiros!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mesmo? Então, aqui é a ministra Dilma Roussef.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Senhora Suzana, eu sou o irmão do &quot;Paulo&quot;. Ele teve um infarto por sua causa. Precisamos conversar. Eu sei que meu irmão foi muito mimado, mas a senhora deu-lhe uma dolorosa lição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Detesto trotes e esse está indo longe demais. Eu tenho bina. Vou dar queixa. Vá inventar suas estórias para qualquer outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desliguei o aparelho puta da vida! Então, o Rio de Janeiro inteiro já deveria saber aquilo que houve. Que merda! Eu já era um troféu para o Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava saindo quando o telefone toca de novo. Era o Alan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Sônia, o doutor Ricardo, que preside a holding da família e é irmão do Paulo, ligou mesmo para você. Pediu que eu a avisasse que não foi um trote. Ele quer marcar um encontro com você. Acho melhor ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Alan, eu me desliguei totalmente desse povo. Não quero voltar. Não vou fazer papel de boba da corte de novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Suzana, é muito sério. Paulo teve mesmo um infarto. As mudanças na Gazeta estão paralisadas desde que você saiu. O cara ficou mal. Dê-lhe uma chance. Eu me surpreendi com ele. Sob aquela casca de playboy filhinho de papai, há um homem carente e que descobriu, pela primeira vez, que seu dinheiro não é o bastante para ter a mulher que ela ama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Alan, deixe de ser bobo. Paulo não ama ninguém. Só a si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Eu pensei que fosse assim. Por favor, encontre-se com o Ricardo. Dê uma chance a você, ao Paulo e à vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Está bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Vou falar para ele ligar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentei-me e aguardei. Não levou muito tempo e um dos homens mais ricos do Brasil estava falando comigo. Disse que compreendia minha reação. Marcamos um jantar no Copacabana Palace. Eu disse que o Cipriani não era próprio para nossa conversa. Ele disse que tinha reservado uma suíte e pediríamos o que desejássemos do restaurante e comeríamos sem abelhudos ao nosso lado. Não tive outra opção senão dizer sim.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 04 Feb 2008 17:28:00 GMT</pubDate>
  <title>THE THRILL IS GONE- VOLUPTAS</title>
  <author>sexodrogasenoticiasdobrasil</author>
  <link>https://sexodrogasenoticiasdobrasil.blogs.sapo.pt/449.html</link>
  <description>CAPÍTULO 8&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://good-times.webshots.com/photo/2305125540102138692yRgZwe&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://thumb12.webshots.net/t/64/564/1/25/54/2305125540102138692yRgZwe_th.jpg&quot; alt=&quot;1-thriller-1280&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava com BB King na mente e até no toque no meu celular. Dudu, meu secretário e do Alan, um gay divertidíssimo e louco, conseguiu colocar The Thrill is gone no meu celular, que ganhei da Gazeta. É mais uma dessas geringonças modernas de de última geração. Não o sabia usá-lo inteiramente. O máximo que conseguia era passar e-mails.Ao contrário da canção, eu estava eletrizada mais que Itaipu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; The Thrill Is Gone&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Thrill Is GoneThe thrill is gone&lt;br /&gt;The thrill is gone away&lt;br /&gt;The thrill is gone baby&lt;br /&gt;The thrill is gone away&lt;br /&gt;You know you done me wrong baby&lt;br /&gt;And you`ll be sorry someday&lt;br /&gt;The thrill is gone&lt;br /&gt;It`s gone away from me&lt;br /&gt;The thrill is gone baby&lt;br /&gt;The thrill is gone away from me&lt;br /&gt;Although, I`ll still live on&lt;br /&gt;But so lonely I`ll be&lt;br /&gt;The thrill is gone&lt;br /&gt;It`s gone away for good&lt;br /&gt;The thrill is gone baby&lt;br /&gt;It`s gone away for good&lt;br /&gt;Someday I know I`ll be open armed baby&lt;br /&gt;Just like I know a good man should&lt;br /&gt;You know I`m free, free now baby&lt;br /&gt;I`m free from your spell&lt;br /&gt;Oh I`m free, free, free now&lt;br /&gt;I`m free from your spell&lt;br /&gt;And now that it`s all over&lt;br /&gt;All I can do is wish you well&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VEJAM O REI BB KING CANTANDO ESSE BLUE COM ERIC CLAPTON E PHIL COLLINS&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/f6gDeGdQ3rM&amp;amp;rel=1&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;transparent&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/f6gDeGdQ3rM&amp;amp;rel=1&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; wmode=&quot;transparent&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi a besteira que fiz. Como pude me deixar levar pelo Paulo? Nunca me envolvi com chefes e colegas do mesmo jornal. Aquilo era uma atitude kamikaze, um verdadeiro hara-quiri. Decidi colocar um ponto final nessa história antes que eu me afundasse. Tenho certeza que posso sair muito machucada. Vou fugir. Nem tudo que é bom dura muito ou é para nós. Paulo tinha uma bula imensa de efeitos colaterais e adversos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu retorno ao trabalho iniciou-se numa editoria que odeio: Caderno de Esportes. Como a Esfínge queria que eu passasse por todas as áreas de produção do jornal, iria editar ao lado de Greg. Ele estava se divertindo. Não escondi que não sei, não entendo e detesto tudo ligado ao esporte. Ele toca numa banda de blues. Não era coincidência...Eu tive aulas de canto em Brasília e as retomei no Rio. Sou completamente desafinada e, caso cantasse, espantaria todos. Consegui melhoras. Ele me convidou para assistir à sua banda num pub do Rio, em Botafogo, em um lugar escondido. Acho que é somente para iniciados. Aceitei o convite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fugir do Paulo, deixei meu celular com Dudu. Eu ficaria a maior parte do tempo fora da minha sala. Se o Paulo, dono do jornal, quisesse falar com a Suzana repórter especial, ligaria para a editoria de esportes. Dudu disse-me que Paulo havia me ligado cinco vezes no celular, na tarde de quinta-feira. Não retornei nenhuma ligação. Ele deveria estar com medo. Será? Quando telefonou para o esporte, eu estava fora. Fui a restaurante vegetariano para tomar uma sopa, antes que ele fechasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando abri a porta do meu apartamento, já passava de 1 hora da manhã. O telefone tocava. Deixei cair na secretária eletrônica. Em seguida, Paulo insistiu no celular da empresa. Não atendi. Depois, desliguei e deixei apenas o celular de Brasília ligado. Na redação, somente Alan e Dudu tinham o número. Dormi e acordei às 11 horas por causa de outra ligação do Paulo. Resisti. Foi difícil. Ele dizia que iria para São Paulo. Passaria três dias por lá, cuidando da compra de um diário da capital e a possibilidade do grupo editar uma revista mensal de comportamento. Ele me disse uma dúzia de palavrões. Indagou o que estava acontecendo e o motivo da minha fuga. Mais. Disparou que odiava o meu comportamento. Eu coloquei uma legging e uma camiseta. Fui caminhar no calçadão. Aproveitei para almoçar uma salada. Cheguei ao jornal. Dudu foi me alertando que &quot;doutor Paulo ligou para você umas três vezes e mandou ligar para ele&quot; Alan ouvia com muita curiosidade. Eu disse que ninguém mandava em mim por que não sou escrava e que &quot;esse dono de jornal fosse à merda&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alan se espantou e me interrogou. Parecia delegado de polícia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu estou cheia...Não estou bem e não sei se quero ficar aqui e neste jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Aconteceu algo. Eu posso até imaginar, mas não vou nem falar. Você me bateria ou jogaria aquela cadeira no meu aquário. Já pensei que isso pudesse ocorrer. Fique calma. Não se envolva mais. Ao contrário daquilo que você enxerga em mim, eu não sou sacana e gosto de você. Na faça nenhuma besteira. Voce é uma ótima profissional e uma mulher que certamente merece algo melhor. Não ponha caraminholas na cabeça. Só eu percebi o que se passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí. Então, Alan já conhecia o meu segredo. Será que Paulo contou algo? Eu o mataria. Alan  me paparicou, Chamou-me para sair, na quinta-feira. Aceitei. Iria chegar mais tarde na sexta por causa do rechamento da edição de final de semana. Aceitei. Antes de sair com com mais um chefe, escrevi um e-mail para André Com cópia oculta para Jean Claude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De:   &quot;suzanark24&quot; &amp;lt;suzanak2424@megamail.com.br&amp;gt; Prioridade:  Alta  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Para: Andre Bragança   &lt;br /&gt;Cópia:    &lt;br /&gt;Cópia Oculta: Jean Claude      &lt;br /&gt;Assunto:Je suis folle &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;André, estou doida, maluca, aloprada, tresloucada...Fiz em pouco mais de dois de meses tudo aquilo que deixei de fazer enquanto estive fora da grande mídia. Seu amigo Paulo e eu fomos para a cama. Conseguir colocar merda no meu próprio ventilador. Decidi colocar um ponto final antes que ele me troque por uma do seu aviário. Não sei se vou ficar na Gazeta. Uma velha fonte minha, um clássico intelectual que conheci quando era foca, no Governo Sarney, chamou-se para chefiar um fundação de um grupo empresarial para democratizar a comunicação, como projetos de jornais comunitários em favelas de cinco capitais. Ganharia a mesma coisa, não teria as mordomias, mas perderia esse festival de problemas. Eu não tenho certeza se quero ser diretora. Prefiro ficar no Rio e longe dos porcos da Capital Federal. Você está me escondendo o quê? Não me contou como foi sua conversa com Paulo. Isso já tem mais de um mês. Um soco no olho, Suzana.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 04 Feb 2008 17:27:00 GMT</pubDate>
  <title>SUI CAEDERE - O SUICÍDO</title>
  <author>sexodrogasenoticiasdobrasil</author>
  <link>https://sexodrogasenoticiasdobrasil.blogs.sapo.pt/3152.html</link>
  <description>CAPÍTULO 7&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://good-times.webshots.com/photo/1420036924072117481RtVyRu&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://inlinethumb55.webshots.com/35702/1420036924072117481S500x500Q85.jpg&quot; alt=&quot;is that cocaine or table salt?&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao entrar na redação da Gazeta, percebi que algo sério havia acontecido. Alan, o mandachuva, berrava e discutia com o editor de política. Ele estava realmente furioso e quase fora de si. Paralisou todos. Espantados, temerosos e incrédulos, o silêncio tomou conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Esta mulher é doida. Tem Síndrome do Pânico, depressão...Precisa ser internada. Ela faltou ao plantão. Não deu explicações. Sumiu. Não atende nenhum telefonema. Quem ela pensa que é? A dona do jornal? Como vamos fazer para encher uma página inteira de jornal, tradição da Gazeta toda quarta-feira, com a série “Economistas sem economês?”. Ela disse que já estava com a matéria quase pronta. Eu a quero no olho da rua! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui direto para minha sala. Descobri que ele se referia a Lúcia. Pressenti que algo grave se passara com ela. Nos meus dois meses em que estou na Gazeta, percebi que ela é uma excelente repórter. Trabalha demais. Fica até tarde, mesmo depois do fechamento, adiantando seu trabalho. Alan foi injusto. Esperei ele se acalmar. Entrei na sala dele e fui logo me sentando. Fui suave porque sabia que ele podia ter outra explosão. Não tinha intimidade com Lúcia, mas não esqueço o carinho dela quando eu mesma quase tive uma crise de pânico, no banheiro, ao me preparar para o primeiro de muitos jantares com Paulo, o dono do pedaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Alan, resolvo esse problema para você. Tenho três fontes que já concordaram em dar entrevista pelo telefone e gravada. São nomes de peso. Já preparei perguntas úteis e divertidas para os nossos leitores. Posso fazer isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Suzana, você já emagreceu de tanto trabalhar. Você é essencial para mim. Vou sobrecarregá-la ainda mais. Se você quiser fazer isso, tudo bem. Você quer proteger a doida da Lúcia. Eu não quero você doente. Já falei para o Paulo que você está extrapolando. Vou fixar um horário para você entrar e sair. Você necessitará de equilíbrio físico e mental quando assumir Brasília e arrumar aquele salão de chá de mulherzinhas. Pode fazer, mas depois vai para casa descansar. Isso é uma ordem, ouviu mocinha? Dê a gravação para um dos rapazes da informática fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Está bem. Alan, a Lúcia não tem família no Rio e, pelo pouco convívio que tive com ela, percebi que é muito responsável. Alguma coisa aconteceu e não deve ser nada boa. Ela pode ter sido assaltada ou sofrido um acidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você virou advogada de defesa dela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Só acho que alguém deve ir até ao apartamento dela, tocar a campainha. Se não atender, chamar a polícia ou síndico para abrir a porta. Eu estou com um péssimo pressentimento. Mande o gaúcho fazer isso. Eles são muito amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Está bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liguei para uma das minhas fontes. Coloquei-me no lugar da maioria dos leitores que não compreendem patavinas do que nossos repórteres escrevem pelo simples motivo de que eles também não sabem o que dizem aos coitados dos assinantes. Ficou ótimo. Alan adorou. Vai para a primeira página. Pedi que não colocasse meu nome. Não queria magoar a Lúcia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nada disso mademoiselle. Vai com seu nome sim porque aqui não é casa de caridade ou filantropia. Foi a melhor entrevista que já vi nessa parte do jornal. Você merece. E mais ainda: vou assinar seu nome na primeira página.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não vou discutir com você. Não estou me sentindo bem. Estou com uma terrível enxaqueca e já vomitei várias vezes. Acho que minha pressão está baixa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao me levantar para conversar com o editor de economia, eu senti um aperto no peito, na garganta e uma tontura. Não me lembro de mais nada. Quando acordei, estava deitada no sofá da sala do Alan. Fechei os olhos. Estava sonolenta. Senti que alguém segurava minha mão. Num esforço enorme, finalmente consegui abrir meus olhos e levei um susto. Era Paulo, branco como sofá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O que aconteceu? O que faço aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você desmaiou por conta da sua mania de perfeição. Agora, vai comigo à Clínica São Vicente, nem que eu tenha que levá-la à força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Meu convênio não inclui isso. Eu não tenho dinheiro para pagar. Por favor, abra a minha bolsa, pegue minha agenda e procure o número da Goldencross. Veja qual é o pronto-socorro mais perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nada disso. Eu sou responsável pela sua vinda para o Rio e não sabia que você ficou maluca, trabalhando até 2 horas da manhã. Nesta semana, não quero ver você aqui. Estamos entendidos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive que sair amparada por Paulo e Alan. Eu estava grogue e com dores por todo o corpo. Os dois me colocaram no carro de Paulo. Dormi. Despertei com um enfermeiro e Paulo me chamando. Uma cadeira de rodas me esperava. Estava com muito medo. Eu tenho fibromialgia. Estava bem. Caminhava todos os dias antes do trabalho e tinha acabado de comprar uma bicicleta ergométrica. Não podia ser castigada com crises fortes que não sofria há muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro médicos me avaliaram. Um neurologista, um reumatologista, um psiquiatra e um clínico geral. Fiz uma ressonância magnética na cabeça, exames de sangue e de urina. O diagnóstico: stress. Todos foram unânimes: - A senhora está muito estressada e, pelo que Paulo me contou, tem trabalhado como uma workaholic. Vai ficar três dias aqui. Vamos dar soro com suplementos e remédios para a dor. Um psicólogo fará sessões de duas horas todos os dias. Paulo já conseguiu 10 vidros de Lyrica e esse medicamento importado afastará novas crises.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já sabia que a Lyrica foi o primeiro medicamento aprovado pelo FDA (Food and Drug Administration. Agência do Tio Sam que fiscaliza e regula a produção de remédios, alimentos e cosméticos)para o tramento da fibromialgia. Não há previsão de lançamento no Brasil e a importação é cara. Eu precisaria de doses altas nos momentos de crise muito fortes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo já havia pegado minhas chaves e mandado sua secretária de confiança trazer roupas, pijamas, produtos de higiene. Minha única preocupação eram os meus pais. Eles não podiam saber disso. Minha mãe enlouqueceria de preocupação e os dois acabariam vindo para o Rio. Eu estava em quarto que parecia uma suíte de luxo de um hotel cinco estrelas. Levei um susto quando Paulo disse que já havia falado com meu pai para tranqüilizá-lo. Não contaria para minha mãe. Eu telefonaria todos os dias como se estivesse bem. Esse homem me surpreendia mais uma vez. Visitava-me antes de ir para o jornal. Dormiu como meu acompanhante as três noites que passei nessa clínica de rico. É uma caixinha de surpresas. Deixei o hospital com uma recomendação de uma semana de licença. Não concordei, mas não houve modo de alterar isso. Paulo me levou para meu apartamento e deixou &quot;seu Chico&quot;, mordomo, cozinheiro, secretário e praticamente um membro da família, durante o dia comigo. Ele preparou pratos recomendados pela nutricionista. Acho que se surpreendeu com minha simplicidade. Logo no primeiro almoço que preparou, falei para ele colar mais um prato e talheres para comer comigo. Negou até eu ameçar abrir uma garrafa de vinho porque estva me sentido só. Rendeu-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro dia, já eram 21 horas e esse ser humano gentil ainda estava no meu apartamento. Disse-lhe que podia ir. Ele respondia que tinha ordens de somente largar o serviço após a chegada “doutor Paulo”. O que estava acontecendo? Eu nunca fui tão mimada assim por um homem. Não discuti e fui dormir. No meio da noite, acordei com sede. Paulo estava do meu lado e com os olhos bem abertos. Eu dei um pulo da cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_O que é Suzana? Não está se sentindo bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não é isso. Eu estou com muita sede e preciso fazer xixi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vá ao banheiro que eu pego água para você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não entendi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Por que você está me tratando com tanta doçura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É o que tenho vontade de fazer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Perguntei por Lúcia e ele me deu uma resposta lacônica. Achei esquisito não encontrar nenhum jornal... Os médicos me proibiram de navegar na Internet. “Esqueça o mundo por uma semana”, disse o psiquiatra. E assim foi. Se for para descansar, não vi nenhum noticiário. Diverti-me com uma penca de DVDs com filmes policiais e comédias românticas que Paulo trouxera para mim. Eu e &quot;seu Chico&quot; demos boas gargalhadas. Ele fazia sucos e cortava frutas para nossas sessões. Percebi que ficava me vigiando. Não me deixava atender ao telefone e se deu ao direito de selecionar quem devia ou não falar comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colegas me ligaram para saber como eu estava. Todos tinham respostas esquisitas quando o assunto era Lúcia. Suspeitei que me escondessem algo. Insisti muito e Paulo não teve outro jeito. Deu-me a notícia que eu, no fundo, já suspeitava. Gaúcho tocou a campainha de Lúcia até incomodar os vizinhos. O celular estava desligado. Pediu ajuda a um amigo policial e um chaveiro abriu a porta. Lúcia estava morta há três dias. Foi encontrada nua, deitada em sua cama. Na mesa de cabeceira, inúmeros frascos de medicamentos de tarja preta, garrafas de vodka e uma seringa ao lado de papelotes de cocaína.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não consegui chorar, falar. Quase desmaiei. Meu Deus, aquela mulher que fora tão doce e segura comigo tinha uma vida de pavor. Passou por várias operações. Tinha dores horríveis na coluna e era obrigada a tomar cortisona. Isso a fez viver um eterno efeito sanfona. Engordava, seguia para um spa. Ficava magra e linda, mas seus problemas de saúde exigiam remédios que retêm líquidos e engordam muito. Soube que ela era uma espécie de Maysa do jornalismo carioca. Teve inúmeras desilusões amorosas e já havia tentado se matar antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era tão ética que chegou a pedir demissão sob o argumento de que não poderia fazer suas reportagens de economia porque se apaixonara por um poderoso ministro. O editor antecipou suas férias e conseguiu uma licença sem vencimentos. O ministro a abandonou assim que ela precisou retomar as drogas que a transformaram em uma baleia. Pior. Disse que ela não tinha vaidade e chegou ao cúmulo da agressão física. Pobre Lúcia! Brasília inteira sabia da bissexualidade desse crápula e de seus vícios que levariam qualquer outro cidadão para a cadeia se fosse pego numa blitz. Ele é movido à cocaína e acabou arrastando a indefesa e carente Lúcia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No apartamento dela, a Polícia encontrou muita cocaína, LSD - Ácido lisérgico em forma de selo, com um enorme poder alucinógeno. Eu experimentei uma vez em Londres. Foi uma experiência horrível. Uma bad trip. Fiquei paranóica e achava que meu amigo queria me matar. Não podia crer que a própria Lúcia teria comprado tudo aquilo e matinha uma conexão com traficantes da classe média alta do Rio. Ligava-se e recebia-se a mercadoria em casa. Meu amigo André tem seu dealer, em Londres. É um jamaicano engraçado. Ele me dava de presente speeds e ácido. Eu repassava tudo para André. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O material da casa de Lúcia era explosivo. Além da variedade de drogas, havia fotos dos dois juntos, filmes com eles em Aspen, objetos de sex shop, incluindo um artefato conhecido por ser usado por mulheres para fazer sexo anal com seus parceiros. Tinha uma fita com os dois transando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo fez de tudo para que isso não viesse à tona, mas uma das revistas semanais mais importantes do país publicou uma extensa matéria sobre o assunto. Não foi por acaso. O dono da revista, conhecido por fazer extorsão com autoridades e empresários para não exibir reportagens comprometedoras nas suas páginas, deve ter sido bem pago para derrubar um dos mais poderosos ministros brasileiros que não estava agradando a muitos empresários da Fiesp. Foi o estopim para que os jornais populares do Rio e São Paulo explorassem o caso com muita maledicência. Não se sabe como, mas um deles publicou fotos de ambos em uma situação comprometedora. Sujaram a honra e a dignidade de Lúcia. Parecia que Brasília se tornara Londres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela primeira vez, após a inédita publicação na mídia de um caso de um senador (Renan Calheiros) com uma jornalista (Mônica Veloso), o Brasil experimentava um escândalo sexual que lembrava o episódio John Profumo, ministro inglês da Defesa que teve que abandonar o cargo nos anos 60 ao se envolver com a prostituta Chistine Keeler. A moça, muito bonita, também tinha como cliente o adido militar soviético, Eugene Ivanov. Não é preciso dizer que as aventuras do ministro inglês sepultaram para sempre sua carreira política. O ministro brasileiro deposto desapareceu. E Lúcia virou puta, alpinista social, drogada. Tudo aquilo que ela nunca fora. Deixou-se levar por mais uma promessa de amor, ao longo de uma vida repleta de desenganos. Era mais fácil atacar a mulher. E o desgraçado do ministro? Era santo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo ligou para seu médico. Ele apareceu no meu apartamento e me deu um coquetel de sedativos. Eu me sentia culpada. Poderia ter me aproximado mais dela. Sei o que é ser caluniada de forma violenta. Isso me abateu. Eu já tentei a mesma coisa há muito tempo por me importar com injúrias de mulheres ressentidas. Uma das piores veio de uma gaúcha que foi exportada para Brasília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante um certo tempo, cobrimos a mesma área. Eu me divertia com ela falando ao telefone com o novo marido, então diretor de jornalismo de uma emissora de TV, conhecido nacionalmente como mau-caráter e sem escrúpulos. Ela o chamava de &quot;meu torturador apaixonado&quot;. Depois, subiu feito um foguete e tornou-se secretária de redação em São Paulo, na sede do jornal, e nunca mais nos vimos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei tempos sem ter notícias dela. Um belo dia, um grande amigo do peito me contou que teve que esbravejar, gritar, brigar por minha causa. Essa gaúcha sem o acolhimento e a graça de seus conterrâneos, começou a dizer que eu escrevia cartas eróticas para um dos criadores do Plano Real. Isso me feriu tanto...Fiquei uma semana sem trabalhar, com atestado médico. Não poderia mover uma ação por injúria, calúnia e danos morais. Colocaria meu amigo em risco de perder seu emprego. Ele já estava na mira para ser demitido se continuasse bebendo gim como se fosse água mineral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por causa dela, tentei tirar minha vida. Na época, não suportei o mal que ela me fez. Hoje, isso nem passa pela cabeça. Sou uma sobrevivente que quase naufragou. Amo a vida com tudo que ela me dá. Seja bom ou mau, sempre aproveito algo. Sou uma mulher livre e faço o que quiser. Que se danem as psicóticas, mitômanas e sociopatas. Acho que não há cura para esse tipo de gente. Muitas vezes me questiono se são doentes mentais ou maléficas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu continuo com um defeito horroroso: eu me satisfaço na vigança. Às vezes, penso que sou uma bruxa. Pois meus inimigos acabam experimentando dissabores cruéis. Como essa gaúcha, que deveria ser internada em um manicômio, não foi diferente. Muito tempo depois, ela decidiu ser moderna e tirar férias de 50 dias (tinha folgas acumuladas) sem a companhia do seu homem e voou para à França. Não deu certo. Ela  queria muito ter filhos, mas não conseguia a concordância do companheiro. Esse era mais um dos seus inúmeros casamentos e ele já tinha cinco para pagar pensão. Ao regressar dessa maravilhosa excursão pelo interior francês, visitando castelos e vinículas famosas, uma desagradável surpresa: seu querido marido teve um caso com outra mulher. Não bastasse isso, era uma das repórteres que ela comandava. Pior ainda: a outra ficou grávida e decidiu não fazer um aborto, apesar da insistência do galinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coitada, a gaúcha surtou. Eu quase morri de felicidade. Ela é ruim. Delicia-se com o mal que faz aos outros. É tão doentia que sente prazer em prejudicar os outros. Não tem charme. Parece um cachorro pequinês, com seu nariz sendo a mesma coisa do focinho da cão. Pouco depois, seu ex-marido casou novamente com uma bela e jovem repórter. Ela se transformou em uma das mais famosas jornalistas da televisão e sex symbol para a audiência masculina. Essa deusa deve atormentar a nefasta todas às noites em que aparece no vídeo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O suicídio de Lúcia e o estrago que uma imprensa escrota fazia com sua integridade e decência como ser humano, lembrou-me aquilo que minha fracassada iniciativa de me matar por causa da maldade de humanos que parecem a encarnação do diabo em pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desabafei com Paulo e dormi. Eu voltaria linda, gostosa, perfumada e com um legítimo vestido Gucci assim que retornasse ao trabalho. Eu mereço. Eu tenho certeza que Lúcia se sentiria homenageada por eu não ter tropeçado mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana em que estive reclusa, escrevi um artigo para um outro jornal. Tive que implorar para que &quot;seu Chico&quot; não contasse nada para o Paulo. Eu precisava, necessitava e desejava tentar varrer o que estavam fazendo com ela. Liguei para a editora de uma das revistas femininas de maior circulação. Eu nunca a vi e nem a conheço. Pedi para que ela me deixasse escrever outro artigo sobre Lúcia. Nos dois casos, deixei claro que não queria nenhum dinheiro por isso. Deu certo, mas levei uma bronca enorme do Alan e do Paulo. Valeu à pena. Fez-me bem ao meu espírito, meu corpo e minha alma. Eu fiquei em paz novamente. Enfrentaria um terremoto pela frente assim que fosse para Brasília como diretora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://travel.webshots.com/photo/1476053709079267387MvVaSn&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://thumb7.webshots.net/t/56/156/5/37/9/476053709MvVaSn_th.jpg&quot; alt=&quot;Icon Surrounded by Small Angels - Detail&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 04 Feb 2008 17:26:00 GMT</pubDate>
  <title>TENATATIO-ONIS - A TENTAÇÃO</title>
  <author>sexodrogasenoticiasdobrasil</author>
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  <description>CAPÍTULO 6&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://good-times.webshots.com/photo/1455534030078414165rUtVPW&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class=&apos;ljparseerror&apos;&gt;[&lt;b&gt;Error:&lt;/b&gt; Irreparable invalid markup (&apos;&amp;lt;img [...] making,&amp;gt;&apos;) in entry.  Owner must fix manually.  Raw contents below.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;width: 95%; overflow: auto&quot;&gt;CAPÍTULO 6&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;a href=&amp;quot;http://good-times.webshots.com/photo/1455534030078414165rUtVPW&amp;quot; rel=&amp;quot;noopener&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;img src=&amp;quot;http://thumb5.webshots.net/t/54/154/3/40/30/455534030rUtVPW_th.jpg&amp;quot; alt=&amp;quot;&amp;quot;love making, sex, and screwing&amp;quot;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;/a&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt; &amp;lt;br /&amp;gt;Deixei a minha sala com a já folclórica enorme nécessaire. Alan já começou a me gozar. &amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Onde é a festa? Eu também quero ir?&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Vai à merda! Convide sua mulher para sair enquanto ela não arruma outro. Deixe de ser galinha!&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Eu não sou galinha, minha querida. Gosto de mulher.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Mas eu não gosto de você, estamos entendidos?&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;Como sempre, acabávamos rindo, mas eu, realmente, detestava Alan. Para mim, ele era um robô que Paulo trouxe do Japão para ser o novo editor-executivo. Era dura demais com Alan, mas era preciso. Quero um relacionamento unicamente profissional com ele.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;Era inevitável. Toda vez que passava com minha enorme nécessaire em direção ao banheiro, os engraçadinhos assobiavam. O editor de esporte perguntou se eu estava “naqueles dias”. Disse-lhe como ele estava ultrapassado. Mulher moderna não menstrua mais. Indaguei se a mulher dele não sabia que havia vários recursos para parar a menstruação, algo horrível para quem sofre de forte TPM.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;Minha nécessaire tinha de tudo. Era quase uma bolsa da Mary Poppins. Eu amo o filme sobre a adorável babá inglesa. Tinha todo tipo de maquiagem, da Avon, Lancôme aos produtos da Mac; calcinhas; lenços umedecidos para higiene íntima e outros para bebês, utilizados para limpar as axilas e retocar o desodorante; Leite de Rosas; produtos para tirar a maquiagem; algodão; meus dois perfumes prediletos; e um aparelho para curvar os cílios. &amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;Quando eu já tinha feito quase tudo e iniciei a maquiagem, senti os sintomas iniciais da Síndrome do Pânico. Parei tudo e fiz exercícios de respiração. Só então me dei conta que eu estava me preparando com todos os requintes para o dono do jornal. Senti calafrios e vontade de chorar. Lúcia entrou no banheiro e percebeu que eu não estava bem. Desabei em prantos. Ela não me perguntou nada. Abraçou-me e disse: - Vai passar. Mal a conhecia, mas deu para perceber que ali estava um ser humano decente. Só disse que estava com muito medo. Ela ficou um tempo comigo, fazendo os malditos exercícios de respiração. Perguntou-me se eu queria um Rivotril. Aceitei porque poderia necessitar mais tarde.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;Não conseguia compreender o turbilhão de emoções que ocorriam. Tive que passar a loção para tirar a maquiagem, usar o tônico e passar a base. Desta vez, não chorei. Fiz uma maquiagem sexy, sem ser vulgar, com um ar mais natural. Usei perfume até nas partes íntimas. Pensei: seja o que Deus quiser! Arrumei meus cabelos passando uma chapinha. É claro que, ao sair, foi outro festival de fiufiu. Resolvi levar na brincadeira e desfilei para a editoria de economia.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;Já passavam das oito e meia da noite. Ainda não tinha subido para a sala do Paulo. Esperava um momento mais discreto. Meu celular toca. É o próprio diabo. &amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Suzana, você vai me dar um bolo?&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Não. Só busco uma maneira de subir sem ser notada.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Você é muito preocupada com o que os outros pensam. Sobe agora.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;Eu subi. Ele logo disse: -Hum, isso tudo é para mim. Gostei.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;Eu perdi o controle. &amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Paulo, eu e você temos a mesma idade. Eu tenho celulite, estrias e minhas pernas estão flácidas por causa do período longo em que estive doente. Eu não sou prato para o seu cardápio. Sou carne velha para um homem quase cinqüentão, que só come modelos de 20 anos.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Perdoe-me. Eu esqueci que você é muito sensível e deve estar nervosa. Eu também estou.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Duvido. Onde vamos? Eu não almocei e apenas comi frutas, tomei leite de soja e comi queijo cottage. &amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Então, minha querida, você vai ter o que quiser. Será um banquete.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;O Jornal Nacional acabou. Não gostei do novo corte de cabelo de Fátima Bernardes. Descemos até à garagem e ele me deu a chave do carro. Eu recusei.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Não estou em condições de dirigir. Você sabe que esse jantar me deixou com os nervos à flor da pele.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Calma. Não vai acontecer nada que você não queira. Eu não sou o monstro que falam. Sei que você é uma mulher especial e pouco ligo se você tem celulite, estrias ou qualquer outra besteira.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;Deixamos a Gazeta. Pedi para Paulo ir pelo Aterro do Flamengo, uma paisagem sempre fascinante. Escolhi um CD: The Best of BB King. A noite era própria para ouvir blues. Eu me distraí. Quando saí de uma espécie de transe, Paulo já estava dando as chaves da BMW para o manobrista. Não tinha a mínima idéia onde estava. Entrei num restaurante lotado de celebridades. Fomos direto à mesa reservada por Paulo, que cumprimentou a maioria dos presentes. Não achei isso nem um pouco agradável.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;Sentados, o maître mostrou que Paulo era um habitué. Perguntou se ele iria beber o de sempre. Paulo disse que não.&amp;lt;br /&amp;gt; &amp;lt;br /&amp;gt;_Quero uma garrafa de Champagne Louis Roederer Cristal Brut da melhor safra que você tiver. É para você e eu, Suzana.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Estou nervosa. Você já me beijou e eu não me lembrava. Quase fomos para cama. Eu nunca tive relacionamentos com chefes, muito menos com o dono do jornal. Mas vou beber. Você sabe que posso perder o controle.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Você não deu nenhum vexame.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Pode-se comer ostras aqui sem risco de parar no pronto-socorro?&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Pode, mas por que você não pede uma porção de caviar. Sei que você adora.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Está bem. Vamos falar de negócios enquanto ainda estamos sóbrios. Você sabe que sou uma ótima profissional, mas sou quase uma figura maldita em Brasília. Ninguém questiona meu excelente trabalho, mas inventam horrores ao meu respeito. Se você me quer como diretora da sucursal, eu desejo um contrato por escrito, com obrigações de ambas as partes. As novas contratações terão que ser aprovadas também por mim. Não quero o Alan enchendo a redação com seus amigos alcoólatras. Sei que a bicha do Alemão é intocável. Nós nos detestamos. Sou profissional. Ele será valioso em algumas situações. A coluna dele não passará por mim, mas qualquer matéria feita pelo sujeito somente sairá após minha autorização. Nem o coordenador de política poderá liberar qualquer reportagem dele. Quero ser indenizada pelo que já gastei no pouco tempo que fiquei no Rio. Nunca poderia imaginar que você me desse esse abacaxi ou esse prêmio. Também quero controlar as despesas dos almoços milionários do Alemão. Gostaria que você pedisse para ele ser mais discreto nas festinhas que promove na boite da sua casa, no Park Way. Ele faz papel de cafetão. Leva jornalistas novas e bonitas e apresenta para seus deputados queridinhos. Isso tem que diminuir. Já virou assunto até no Congresso. Um último detalhe: quero uma verba de representação.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Você já é diretora Suzana. Faremos isso. Será um contrato com cláusula de confidencialidade. Os diretores têm direito até a uma casa no Lago, pago pelo jornal.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Por que eu desejaria isso? Morar sozinha numa casa imensa. Prefiro a minha casa e meus pais. &amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Está bem, mas o jornal precisa de um local para eventos ou encontros com autoridades, inclusive comigo. &amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Isso não é problema. Aluga-se uma suíte presidencial em um hotel. Há restaurantes com espaços reservados.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Acabou?&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Como?&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Eu quero saber se encerramos o assunto diretora e Gazeta?&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Por hoje sim. Eu devo ter esquecido alguma coisa.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Ele encheu minha taça e a dele. Não deixou o garçom fazer isso. Brindamos a um recomeço. Somente não sabia o que poderia ser isso. O champagne me relaxou e morri de vergonha ao ouvir Paulo contar o que fizéramos juntos, há alguns anos, em Londres. Tenho amnésia alcoólica com pouca ingestão de bebida. Por isso mesmo, ainda estava na primeira taça e ele na terceira. Não me contive e perguntei-lhe se ele gosta mesmo de mulheres ou elas são apenas um objeto para mostrar seu poder. Ele ficou sério.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Eu sou complicado como você. Já fui casado, mas não amei minha mulher. Agora, estou mais calmo. Cansei de tanta galinhagem e de mulheres que estão de olho na minha carteira. Sua pergunta demonstra um interesse. Há uma química entre nós.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Já disse que sou carne velha. Não poderia fazer parte do seu menu. Passei por momentos difíceis e tudo que não preciso é me envolver emocionalmente com o homem errado. Ainda estou frágil e isso poderia me destruir. Tem a persona Suzana. É um personagem que criei para tentar sobreviver. Na verdade, estou ferida, sofrida e decepcionada com o mundo e as pessoas. Nunca fui amarga, mas tenho pavor de que me torne uma pessoa assim. Criei enormes barreiras ao meu redor. Eu já fiz todas as loucuras que quis e que são comuns na minha geração. Tenho uma estante imaginária dos amantes que tive, mas que nunca os amei. Sempre os deixei. Acho que só me apaixonei três vezes na vida. Eu estou fugindo do bicho homem há algum tempo. De qualquer forma, caso fosse para cama com você, seria, também, mais um troféu. E eu sei o destino que você dá a eles. Isso me mataria. Portanto, mesmo com o desejo que sinto, não estou preparada para o que você quer de mim neste momento.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Você jamais seria um troféu. Obrigada pela confiança. Eu fui um tolo ao não perceber que você é, ainda, uma menina assustada com a maldade alheia. Não ligue para isso. Eles que são pervertidos, não nós.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Engraçado. Você falou muito parecido com algo escrito sobre perversão por Oscar Wilde. Eu tenho a obra completa. Vou escrever e dar para você. &amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;Ele tomou minhas mãos. Elas estavam geladas e tremiam. Eu tive vontade de chorar. Ele me deu seu lenço. Nunca cogitei que ele fosse um homem como meu pai, que sempre traz seu lenço no bolso. É o complexo de Electra. Tomei mais um gole de champagne. O maître surgiu. Ambos escolhemos lagosta com camarão. Ele foi suave e conseguiu me deixar menos atônita.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Suzana, se eu, algum dia, for para a cama com você, jamais será somente sexo. Não a amo, da mesma forma que você também não me ama. Não nos conhecemos direito. Eu tenho um profundo afeto por você, mas isso você já sabe.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Não, não sei. Você terá que me mostrar. Devo estar cega ou muito medrosa.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-As duas coisas.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;Eu ainda estava na segunda taça de Cristal, quando Paulo pediu mais uma garrafa. Eu perguntei se ele iria se embebedar ou se queria me embriagar.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Você é fraca para bebida. Eu sou homem e tenho metabolismo diferente. Continue bebendo divagar, comendo esse prato maravilhoso.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-É o mais caro do restaurante. Aliás, até a água mineral custa uma fortuna aqui. Eu preferiria ter ido a lugar mais discreto. Você é muito conhecido.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;Acabei de falar isso e um fotógrafo nos pega em um tremendo fraga, quando nos beijamos. Eu entrei em parafuso. Paulo levantou da mesa e voltou com o filme na mão.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;Acabamos de comer e eu iniciava a terceira e última taça da noite. Não pedimos sobremesa. Eu pedi um conhaque francês e ele me acompanhou. &amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;Fui ao banheiro. Escovei os dentes e retoquei a maquiagem. Caberia somente a mim definir os rumos da noite. E eu estava hesitante. Ele saiu de Ipanema, onde ficava o restaurante, e foi para Copacabana para me deixar em casa. Pediu para subir. Deixei. Ele estacionou o carro na minha vaga. Meu automóvel estava em Brasília.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;A primeira coisa que fiz ao entrarmos foi tomar um banho. Pedi que ele fizesse o mesmo. &amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Estamos suados. Gosto de corpos limpos. &amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;Fiz um café e o meu desejo, há tanto tempo adormecido, chegou como um furacão. Ele percebeu. Gostou. Perguntou-me há quanto tempo eu não fazia amor? Falei que não estávamos fazendo amor, mas sexo. Três anos e alguns meses. Transamos tanto que eu, ao acordar, já estava com cistite. Tomei um antibiótico para evitar problemas. Eu estava dolorida...Ele disse que nunca passaria pela sua mente que fosse uma devoradora.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;Fiz um belo café. Disse que isso não mudaria nada. Não fui para a cama com o dono do jornal, mas com o Paulo. Não sei se isso vai se repetir. No momento, eu preciso de um amigo.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Você sabe que pode contar comigo.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;Resolvi ouvir as mensagens na secretária eletrônica. Tirando a dos meus pais, todas eram de homens. O canalha do Alan e outros colegas com convites. Não sabia que o Rio de Janeiro tinha tantos homens disponíveis assim. Apaguei todas e falei para Paulo que eu não estava gostando nem um pouco do assédio do Alan. Já disse ao galinha que não estou disponível e que não saio com homens casados. A expressão facial de Paulo transparecia que ele não apenas não gostou. Ficou furioso. Disse que iria ter uma conversa dura com o seu editor-executivo.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;Liguei para meus pais e deitei na cama novamente. Estava com sono. Acordei às 18 horas somente porque meu celular tocava insistentemente. Era o Paulo. Estava subindo. Surgiu com flores do campo e uma cesta recheada de comidinhas e, como não podia faltar, duas garrafas de Cristal.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Beijei sua boca, mas disse que eu não suportaria transar. Estava dolorida.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Quem disse que eu vim aqui para isso? &amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;Dormimos abraçados. Ele acordou primeiro. Preparou um brunch. Depertou-me com um beijo. Era sábado. O domingo foi do mesmo jeito. A única diferença é que pedi para ele comprar uma pomada vaginal e um gel lubrificante. Sexo só na manhã de segunda-feira. Eu liguei para o Alan e disse que tinha problemas e somente chegaria às 14 horas. Ele, dono do jornal, não devia satisfação a ninguém. Chegamos juntos, mas desta vez eu dirigi o carro. Tivemos sorte porque não encontramos ninguém na garagem.&amp;lt;br /&amp;gt; &amp;lt;br /&amp;gt;Pela primeira vez na vida, não me sentia culpada por transgredir uma norma (onde se ganha o pão, não se come a carne). Trabalhei feito uma louca até meia-noite. Fui para casa e não atendi nenhuma ligação. Eu precisava realmente dormir.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;OUÇA A MÚSICA QUE SUZANA OUVIU E VEJA A PERFORMANCE DE BB KING AND GARY MOORE (QUEM NÃO O CONHECE ESTÁ MAL. PRECISA APURAR OS OUVIDOS) NO YOUTUBE.&amp;lt;br /&amp;gt;               &amp;lt;a href=&amp;quot;http://www.youtube.com/watch?v=lqAuuIDU2sw&amp;quot; rel=&amp;quot;noopener&amp;quot;&amp;gt;OUÇA&amp;lt;/a&amp;gt;&amp;lt;div class=&amp;quot;blogger-post-footer&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;title&amp;gt;romancebastidoresjornalismoporsoniamossri&amp;lt;/title&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 04 Feb 2008 17:25:00 GMT</pubDate>
  <title>ULTIO ULTIONIS - A VINGANÇA DE SUZANA-  O JOGO DE PODER</title>
  <author>sexodrogasenoticiasdobrasil</author>
  <link>https://sexodrogasenoticiasdobrasil.blogs.sapo.pt/2290.html</link>
  <description>CAPITULO 5&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://entertainment.webshots.com/photo/1097753369047940109jiqcGK&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://inlinethumb52.webshots.com/17331/1097753369047940109S500x500Q85.jpg&quot; alt=&quot;Halloween Witch. Becareful! Witches are always out at WITCHING HOUR, 12:00am.&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessei a minha adolescência no Rio de Janeiro. Passei no vestibular para a UFRJ. Porém, acabei estudando da Universidade de Brasília. Os anos 70 são inesquecíveis. Eu adorava passear em Copacabana. Como sempre estava entre os três melhores no simulado que meu colégio fazia todo mês, meu pai recebia, inevitavelmente, o reembolso da mensalidade. É claro que ele me dava o dinheiro. Eu adorava torrar em boutigues como Lelé da Cuca, Liloca e Smuggler. Morar naquele apartamento, na Avenida Atlântica, me trazia recordações deliciosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomei um farto café da manhã. Arrumei minha “merenda” para aquele que seria o meu primeiro dia no bunker da Gazeta para montar quase um novo jornal. Frutas, barras de cereais, leite de soja e queijo light. Esse refúgio funcionava em um hotel, no Leblon. Na primeira semana, eu ainda poderia voltar para casa. Já na etapa seguinte, eu teria que mudar para uma imersão total, com mais 15 profissionais de diferentes áreas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei um táxi. A sala de reuniões era bastante confortável. Logo no primeiro dia, Alan me disse para avaliar e dar sugestões sobre todo o material da Sucursal de Brasília, incluindo a coluna de política. Cheguei a ficar 48 horas diretas, tomando Pepsi Light e café. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali não havia amadores, exceto eu. Todos tinham enorme experiência em projetos gráficos, edição e, como esperado, dois especialistas em Web designer. Ganhei uma tonelada de papel para ler as matérias produzidas por Brasília e as versões nos concorrentes. Não posso negar que fiquei com o ego um pouco maior, mas tratei logo de me lembrar que, no jornalismo, um dia se está no topo e, no próximo, está-se no olho da rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabia que eu iria participar, de alguma forma, na operação desmonte da sucursal de Brasília. Por que eu estaria fazendo uma análise de toda a produção, avaliando trabalho de cada repórter, incluindo a coluna política? Por isso mesmo, confesso que não fui santa e ultrapassei o sinal vermelho. Eu posso ser boa, mas sou terrível quando sou má. O diabo surge. E ele apareceu com força assim que peguei a pasta de Melissa, uma baiana que inferniza minha vida há muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já havia me vingado quando a fiz perder seu único amor após a separação de Gilberto, seu ex-marido, um jornalista decadente. Sérgio, um colega de faculdade, retornou ao Brasil e ao jornalismo. Eu estava doida nesse período, mas ele ganhava de mim. Era inconveniente. Tirava a roupa em festas e caía na piscina. Ele tornou-se grudento. Fazia-me mal ouvir fofocas sobre mim que insistia em me trazer. Acho que ele tinha uma queda por mim... Só de pensar, isso me causa arrepios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melissa é de classe baixa. Não tem pedigree. Ela queria tudo meu: minhas roupas, meu dinheiro para minhas viagens pelo mundo, meus homens, minha cultura, os idiomas que falo, minhas fontes, meu coiffeur, minhas amigas. Eu sou vingativa. E o ditado diz: a vingança é prato que se come frio. Eu diria que se come gelado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a falar para Melissa que Sérgio a achava interessante. Pura mentira. Ele nunca havia notado a vira-lata como mulher, mas eu o manipulei direitinho. Forcei saídas noturnas juntas. O livro &quot;Relações Perigosas&quot;, de Choderlos de Laclos, é um dos meus preferidos. Adoro o maquiavelismo amoroso e erótico contido nele. Eu me sentia uma Marquesa de Merteuil e Sérgio era meu Visconde de Valmont. Ele apenas não sabia disso. Coloquei milhões de caraminholas na cabeça dela. Afinal, para um pé-sujo como ela, Sérgio representava um príncipe. Ela nem perfume usava, imagine maquiagem! Ela comprou roupa nova para o aniversário do Sérgio. Adivinhe onde: na Rabo de Saia, que nem sei se existe mais. Era a minha loja preferida e cujas roupas ela sempre quis ter, mas não tinha o dinheiro suficiente para comprar uma coleção inteira. Tenho ainda um guarda-roupa só com peças dela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha estratégia deu certo. Sabia que Sérgio nunca amaria uma mulher como Melissa, sem berço na burguesia, refinamento nenhum, até mesmo intelectual. Eu e ele nos identificamos muitos por que somos burgueses assumidos. Ele se divertia dando endereços caríssimos e cafonas para colegas jornalistas que viajavam, pela primeira vez, ao exterior. Sabia que Melissa seria um lazer enquanto ele não voltasse para os braços de uma diplomata americana, que tem um pai Senador. Imagine se Sérgio deixaria Chloé por uma Melissa sem classe e oriunda do proletariado. Nem em pesadelo! Sérgio era metido a aristocrata, como se fosse descendente de D. Pedro II. Apesar de toda a sua loucura, é um homem extremamente gentil e sofisticado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O momento da vingança chegou quando os dois foram de férias para a Italia. Confesso que tive momentos de felicidade mórbida. Apenas aguardava o momento em que Melissa seria abandonada em plena Itália. E foi. Sérgio disse que estava confuso e foi se encontrar com seu verdadeiro amor, na Suíça. A própria Chloé mandou a passagem aérea para Genebra. Eles se casaram. Foi o maior pontapé na bunda que a perversa Melissa ganhou. O mais engraçado estava por vir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melissa me convidou para tomar um vinho na sua casa. Descobri que ela trouxe dezenas de latinhas de um patê ordinário, vagabundo, encontrado em qualquer supermercado ou mercearia de Roma... Ela me serviu esse patê horrível como se fosse caviar, uma iguaria dos Deuses. Eu ouvi suas lamentações, com esforço enorme para não rir. Afinal, eu escrevi esse roteiro. O filme foi dirigido por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que ela me faça mal, tenho pena dela. Ela nunca será o que sonha ser. Ela late como um cachorro bravo, mas é só falarmos mais duro e ela se encolhe à sua insignificância. Não consegue chamar a atenção como fêmea em momento algum. É uma desgraça para qualquer mulher. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente, Melissa não ficaria no olho da rua. Ela é protegée de uma condessa descalça brasiliense. Essa senhora, que tem um jeito masculino mesmo usando uma saia curta e saltos altíssimos, possui uma corte de puxa-sacos. Quer ser adulada, principalmente por mulheres. Os únicos homens são gays, mesmo sendo casados. Estão no armário. Paulo sabia que eu não aceitaria qualquer função na sucursal de Brasília se ele conservasse a medonha Melissa. Houve um tempo, há anos, em que pensei que eu e a condessa fôssemos amigas. Enganei-me. Ela é tão carente, apesar do esforço em se mostrar como uma mulher segura, precisa de um cordão de paparicadores. Seus relacionamentos amorosos são um desastre total. Condessa, para que tanta terapia se você continua com cafajestes? Um dos seus últimos maridos cansou de me cantar em um período em eu e ela nos falávamos. Eu respondi: não sei o que sua nova mulher viu em você. Detalhe: ele era uma alta autoridade da Esplanada dos Ministérios. Mesmo assim, tenho afeto e carinho pela condessa, mas lamento que ela viva uma fantasia. Seus amigos não são verdadeiros. Estão interessados naquilo que ela poderá fornecer a eles, desde um emprego em um ministério, uma assessoria em alguma estatal ou uma vaga na Gazeta. Esse último trunfo ela perdeu. Paulo não gosta nem um pouquinho dela. Seus amigos e protetores tomaram novos rumos. É claro que a carregaram junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melissa realmente não nasceu para o grand monde. Seu destino é a feira do Guará (Mercado que funciona em uma das cidades satélites de Brasília. Vende-se de tudo, de artigo para umbanda, galinha viva, produtos nordestinos, roupas, panelas, pimentas, peixe). Eu acho um horror. Porém, confesso que vou à &quot;Feira do Paraguai&quot;, local permitido pelas autoridades que vende eletrônicos, relógios, muitos falsos, DVDs e CDS piratas, tapetes persas, bebidas importadas, cópias medonhas de bolsas Louis Vuitton, roupas indianas... Não sou a única freqüentadora de classe média alta. Há deputados, senadores, socialites e integrantes do alto escalão do governo Lula que já puseram seus pés lá. É um verdadeiro bazar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, o destino me colocava nas mãos uma outra chance de desforra. Melissa, depois de trabalhar para o governo petista, voltou para a Gazeta, cobrindo a área em que ela tinha sido assessora de imprensa. Acho isso uma tremenda falta de ética! Merecia atenção dos sindicatos de jornalistas e da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), mas essas entidades estão mais interessadas em fazer política. De um universo de 50 mil jornalistas, apenas 3.500 votaram nas últimas eleições da Fenaj. Sou sindicalizada por uma questão de consciência, mas não me sinto representada pela Fenaj, que apóia projetos do PT que beiram o autoritarismo, como as propostas de criação de conselho de jornalismo e de um órgão para reger os meios de comunicação. Os dois projetos, felizmente, naufragaram. Afinal, stalinismo está fora de moda há muito tempo, mesmo nos partidos comunistas e socialistas europeus, mas ainda sobrevive em alas do PT. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu usei minha inteligência e criei uma nova Melissa. Apontei falhas horrorosas no trabalho dela, comparei a excelente cobertura de outros jornais, como Estado de São Paulo e Valor. Meu diagnóstico: muito dinheiro em uma repórter especial que fazia feijão com arroz. Isso não basta. Eu sabia que estava assinando, indiretamente, a demissão dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melissa merece. Eu não sou nem um pouco santa. Estava sendo sacana com uma mulher que é capaz de tudo para subir na carreira. É uma filha da puta, sem humor ou charme. Mas o mundo dá voltas, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada como um dia atrás do outro. Acabamos ficando um mês no bunker. Paulo, o publisher, anunciou as reformas do jornal, que circularia dentro de três meses com tudo reformulado. Vieram as demissões. Melissa e um outro idiota de Brasília, que não tem sequer uma fonte e somente escreve com base em relatórios, estavam no olho da rua. Eu queria comemorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A secretária de Paulo me chamou. Ele queria me ver o mais rápido possível. Voei até à sua sala. Ele percebeu que eu estava radiante de felicidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O que houve, Suzana, para tanto frescor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Estou feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu desconfio...Você gostou da demissão da Melissa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Amei. Se é para jogar o seu game, eu já comecei. Vou tomar um kir royal hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu vou sair depois do Jornal Nacional. Vamos juntos para um ótimo lugar que conheço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Está bem. Eu preciso conversar com você, Paulo. Eu falei longamente com André e há coisas que eu não sabia ou ficaram no plano inconsciente. Você é o chefe supremo, mas não quero uma relação com base na mentira ou na farsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não faça drama. Você tem talento para diva. Deve ter sido cantora de ópera em outra encarnação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É perigoso beber com você pelo que André me contou. Eu não me lembrava. Eu sou uma profissional e nunca tive relacionamentos em redações, muito menos com chefes. O dono do jornal está fora de cogitação. Vamos tentar ser amigos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Suzana, você é muito neurótica. Eu gosto e respeito você. Fique calma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Por que você me chamou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-No próximo mês, você vai ficar cada semana em uma editoria. Quero que saiba como funciona. Depois você segue para Brasília. Você vai ser minha interventora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você ficou louco? Eu sou polêmica, falo aquilo que penso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É disso mesmo que preciso. Não se preocupe. Depois de encerrada a limpeza e a montagem de uma nova equipe, você poderá escolher se quer ser mesmo diretora da sucursal ou qualquer outra coisa. Eu preferiria que você ficasse, pelo menos, dois anos. Depois disso, pode ser aquilo que desejar. Gostaria que voltasse para o Rio. Eu preciso de você aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Acho que não preciso de um kir royal, mas de vários dry martinis. Porém, já sei que não é seguro beber ao seu lado, vou ficar com minha Pepsi. Você se esqueceu de me perguntar se eu quero a sua oferta? Discutiremos isso logo mais, à noite. Sem porre nenhum.(risos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Venha à minha sala para assistirmos ao Jornal Nacional. Depois, vamos juntos no meu carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você me deixa dirigir aquele BMW parecido com um Porshe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você, no fundo, ainda é uma menina. Você dirige na ida. Na volta, eu retomo o volante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu já disse que não vou beber, mas vou pedir o prato mais caro do restaurante, de preferência, uma lagosta. E vou voltar de táxi caso você se exceda no champagne. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Amanhã é feriado. Sei que você não trabalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você é um homem cheio de más intenções...(risos) Voltamos os dois de táxi. Não deixarei você dirigir bêbado. Eu já vi sua compulsão por garrafas caríssimas de champagne.&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 04 Feb 2008 17:24:00 GMT</pubDate>
  <title>PERSONA-A MÁSCARA PARA SOBREVIVER EM UMA REDAÇÃO DE JORNAL</title>
  <author>sexodrogasenoticiasdobrasil</author>
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  <description>METUS-O MEDO DO NOVO-CAPÍTULO 4&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://travel.webshots.com/photo/2864976170041514092mNQlDG&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://thumb12.webshots.net/t/53/653/9/76/17/2864976170041514092mNQlDG_th.jpg&quot; alt=&quot;081.mask mask mask mask europa europa europa girl girl girl girl girl girl girl venezia venezia&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da bomba que Paulo, nome da Esfinge, jogou no meu colo, tive que vestir uma máscara. Eu me sentia mal escondendo algo grave e sério que afetaria a vida de muitos profissionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei praticamente muda na reunião de editores e repórteres especiais com o dono da Gazeta. Ao contrário da minha personalidade, aprendi que o silêncio é estratégico em determinadas situações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um editor fora de órbita sugeriu que eu fizesse uma matéria sobre o homossexualismo nas Forças Armadas. Foi o único momento em que me manifestei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não faço isso de forma alguma. Eu já recebi essa pauta quando trabalhava no Mercúrio. Tive um trabalho danado, fui ameaçada na minha própria casa ...O esforço de mais de um mês foi para o lixo e fui humilhada em plena redação por um dos diretores da sucursal em Brasília. Disse que Bob, o publisher mais esquisito com quem já trabalhei, falara que aquilo que escrevi poderia ser tudo, menos jornalismo. Ele queria que eu desse nomes de supostos generais e coronéis envolvidos com homossexualidade. Ora, os militares têm uma política extremamente dura quanto a isso. Os oficiais são sumariamente passados para a reserva. O Bob que fosse a Brasília, fizesse a matéria, assinasse-a com seu nome de purpurina, colocasse o nome de todos e usasse os milhões do papaizinho para pagar as ações por injúria, calúnia, difamação e danos morais. Ele não sabe nada da área militar. Tem preconceito e não vou passar por isso de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Suzana, aqui não é o Mercúrio e não somos irrealistas. Sabemos das dificuldades. Se você não deseja fazer, vamos deixar para outra época, disse um dos editores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo me salvou: -Eu não vou desperdiçar o talento da Suzana com essa pauta fora da ordem. Eu já dei uma tarefa para ela nesta semana e ela não ficará disponível para nenhuma editoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que isso poderia iniciar boatos de que eu seria a “nova queridinha”. Não me preocupo mais com isso. Agradeci os convites para comemorações noturnas. Usei o argumento de que ainda estava me acostumando com tantas mudanças e que uma boa noite de sono era tudo que eu precisava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a Esfinge mandou, fui me encontrar com o misterioso Alan. Inicialmente, ele queria jantar no Antiquarius. Disse que adoro o restaurante, mas não para jantar. Como pouco à noite e, de preferência algo leve. Sugeri um restaurante japonês em Copacabana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei cedo e tive que esperar esse maldito Alan por uma hora. Já estava indo embora quando ele chegou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você não iria me esperar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não. Acho extremamente grosseiro um homem fazer uma mulher esperar por ele tanto tempo em um restaurante, ainda mais por se tratar de absolutamente business. Para minha surpresa, eu conhecia aquele que conduziria a reforma do jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você tem razão. Desculpe-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu não sei o que estou fazendo aqui. Portanto, quero ouvir mais do que falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você já sabe do processo enorme de mudança que vai ocorrer na Gazeta. Vai haver demissões. Teremos um novo formato gráfico para o jornal. Seções mais ligadas ao dia-a-dia do consumidor. Não queremos mais aquelas matérias em economês. Desejamos textos mais explicativos e o impacto disso para o país e a vida do leitor. Teremos um caderno novo que circulará aos domingos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Estava na hora. A Gazeta é um jornal que fez história e está sem identidade. Uma diagramação suja. A sucursal de Brasília parece um paraíso para repórteres chapa branca ou que desejam sombra e água fresca. Está cheia demais e com jornalistas ganhando fortunas e produzindo material sem qualidade. Não sei como o Paulo consentiu uma sucursal com três diretores. Aquilo virou a casa da mãe Joana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Concordo com você. Brasília será o alvo da primeira mudança e não será delicada. Bem, eu e Paulo decidimos que, nesse processo inicial, você vai ser minha assistente. Paulo vai dar um nome bonito para isso. Eu preciso da sua experiência em Brasília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mas eu não tenho um milésimo do seu preparo e cursos sobre como fazer um jornal. Eu fiz um workshop com você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu sei disso. Foi a que teve a melhor performance. Já acertei com Paulo que, a partir de amanhã, trabalharemos juntos. Vou apresentá-la a algumas pessoas que trabalharão na Gazeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu pensei que fosse ser apenas repórter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você deveria se sentir orgulhosa por Paulo confiar em você. Não se preocupe. Vai dar certo. Você está menosprezando seu potencial. Você é um das mulheres mais inteligentes que conheço. É bom e ruim. A maioria dos brasileiros teme as que possuem um cérebro privilegiado. Agora, vamos deixar esse papo chato de lado. Você quer um saquê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não. Estou de dieta e com enxaqueca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você tem notícias da Viviane?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Viviane? Nunca me passaria pela cabeça que você pudesse ser uma das suas vítimas. (Não consegui segurar o riso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É verdade que ela levou uma surra do Presidente do SDA?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É. Teve que se esconder durante um mês na casa de praia do melhor amigo do espancador. Foi um enorme escândalo. Não foi só ela que apanhou de autoridades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E aí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Deveria cobrar por essa consultoria sexual sobre Viviane.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pensei que vocês fossem amigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Também pensei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ela ainda tem caso com o cara?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Alan, o &quot;cara&quot; se separou da mulher e passou a circular, inclusive em viagens ao exterior com ela. Não foi um caso. Eles moraram juntos, entende? Como já era previsível, o político voltou para os braços da ex-mulher, que por sinal, mesmo mais velha que Viviane, é linda, classuda e muito inteligente. Eu a conheci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E por onde anda a Viviane?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não sei e tenho raiva de quem sabe. Se está tão interessado assim, contrate um detetive particular. As garras delas ainda marcam sua pele, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Isso não é da sua conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Passou a ser após você fazer esse interrogatório idiota para uma profissional que vai trabalhar com você e mal o conhece. Deixe- me colocar os pontos nos “is”. CAPÍTULO 4&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://travel.webshots.com/photo/2864976170041514092mNQlDG&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://thumb12.webshots.net/t/53/653/9/76/17/2864976170041514092mNQlDG_th.jpg&quot; alt=&quot;081.mask mask mask mask europa europa europa girl girl girl girl girl girl girl venezia venezia&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da bomba que Paulo, nome da Esfinge, jogou no meu colo, tive que vestir uma máscara, a Persona de Jung. Eu me sentia mal escondendo algo grave e sério que afetaria a vida de muitos profissionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei praticamente muda na reunião de editores e repórteres especiais com o dono da Gazeta. Ao contrário da minha personalidade, aprendi que o silêncio é estratégico em determinadas situações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um editor fora de órbita sugeriu que eu fizesse uma matéria sobre o homossexualismo nas Forças Armadas. Foi o único momento em que me manifestei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não faço isso de forma alguma. Eu já recebi essa pauta quando trabalhava no Mercúrio. Tive um trabalho danado, fui ameaçada na minha própria casa ...O esforço de mais de um mês foi para o lixo e fui humilhada em plena redação por um dos diretores da sucursal em Brasília. Disse que Bob, o publisher mais esquisito com quem já trabalhei, falara que aquilo que escrevi poderia ser tudo, menos jornalismo. Ele queria que eu desse nomes de supostos generais e coronéis envolvidos com homossexualidade. Ora, os militares têm uma política extremamente dura quanto a isso. Os oficiais são sumariamente passados para a reserva. O Bob que fosse a Brasília, fizesse a matéria, assinasse-a com seu nome de purpurina, colocasse o nome de todos e usasse os milhões do papaizinho para pagar as ações por injúria, calúnia, difamação e danos morais. Ele não sabe nada da área militar.Tem preconceito e não vou passar por isso de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Suzana, aqui não é o Mercúrio e não somos irrealistas. Sabemos das dificuldades. Se você não deseja fazer, vamos deixar para outra época, disse um dos editores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo me salvou: -Eu não vou desperdiçar o talento da Suzana com essa pauta fora da ordem. Eu já dei uma tarefa para ela nesta semana e ela não ficará disponível para nenhuma editoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que isso poderia iniciar boatos de que eu seria a “nova queridinha”. Não me preocupo mais com isso. Agradeci os convites para comemorações noturnas. Usei o argumento de que ainda estava me acostumando com tantas mudanças e que uma boa noite de sono era tudo que eu precisava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a Esfinge mandou, fui me encontrar com o misterioso Alan. Inicialmente, ele queria jantar no Antiquarius. Eu disse que adoro o restaurante, mas não para jantar. Como pouco à noite e, de preferência algo leve. Sugeri um restaurante japonês em Copacabana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei cedo e tive que esperar esse maldito Alan por uma hora. Já estava indo embora quando ele chegou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você não iria me esperar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não. Acho extremamente grosseiro um homem fazer uma mulher esperar por ele tanto tempo em um restaurante, ainda mais por se tratar de absolutamente business.Para minha surpresa, eu conhecia aquele que conduziria a reforma do jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você tem razão. Desculpe-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu não sei o que estou fazendo aqui. Portanto, quero ouvir mais do que falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você já sabe do processo enorme de mudança que vai ocorrer na Gazeta. Vai haver demissões. Teremos um novo formato gráfico para o jornal. Seções mais ligadas ao dia-a-dia do consumidor. Não queremos mais aquelas matérias em economês. Desejamos textos mais explicativos e o impacto disso para o país e a vida do leitor. Teremos um caderno novo que circulará aos domingos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Estava na hora. A Gazeta é um jornal que fez história e está sem identidade. Uma diagramação suja. A sucursal de Brasília parece um paraíso para repórteres chapa branca ou que desejam sombra e água fresca. Está cheia demais e com jornalistas ganhando fortunas e produzindo material sem qualidade. Não sei como o Paulo consentiu uma sucursal com três diretores. Aquilo virou a casa da mãe Joana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Concordo com você. Brasília será o alvo da primeira mudança e não será delicada. Bem, eu e Paulo decidimos que, nesse processo inicial, você vai ser minha assistente. Paulo vai dar um nome bonito para isso. Eu preciso da sua experiência em Brasília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mas eu não tenho um milésimo do seu preparo e cursos sobre como fazer um jornal...Eu fiz um workshop com você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu sei disso. Foi a que teve a melhor performance. Já acertei com Paulo que, a partir de amanhã, trabalharemos juntos. Vou apresentá-la a algumas pessoas que trabalharão na Gazeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu pensei que fosse ser apenas repórter...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você deveria se sentir orgulhosa por Paulo confiar em você. Não se preocupe. Vai dar certo. Você está menosprezando seu potencial. Você é um das mulheres mais inteligentes que conheço. É bom e ruim. A maioria dos brasileiros temem as que possuem um cérebro privilegiado. Agora, vamos deixar esse papo chato de lado. Você quer um saquê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não. Estou de dieta e com enxaqueca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você tem notícias da Viviane?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Viviane? Nunca me passaria pela cabeça que você pudesse ser uma das suas vítimas. (Não consegui segurar o riso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É verdade que ela levou uma surra do Presidente do SDA?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É. Teve que se esconder durante um mês na casa de praia do melhor amigo do espancador. Foi um enorme escândalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E aí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deveria cobrar por essa consultoria sexual sobre Viviane.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pensei que vocês fossem amigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu também pensei, mas fui vítima de calúnias dela, para encobrir seus casos. Descobri isso muito tarde. É uma arrivista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ela ainda tem caso com o cara?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Alan, o &quot;cara&quot; se separou da mulher e passou a circular, inclusive em viagens ao exterior com ela. Não foi um caso. Eles moraram juntos, entende? Como já era previsível, o político voltou para os braços da ex-mulher, que por sinal, mesmo mais velha que Viviane, é linda, classuda e muito inteligente. Eu a conheci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E por onde anda a Viviane?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não sei e tenho raiva de quem sabe. Se está tão interessado assim, contrate um detetive particular...As garras delas ainda marcam sua pele, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Isso não é da sua conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Passou a ser após você fazer esse interrogatório idiota para uma profissional que vai trabalhar com você e mal o conhece. Deixe- me colocar os pontos nos “is”. Eu vou me esforçar ao máximo para que tenhamos um bom relacionamento profissional e fazer aquilo que o Paulo espera de mim. É só isso. Não significa que vamos ser amigos e trocar confidências. Pode até acontecer, mas acho muito difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não gostei da forma que você está conduzindo essa conversa. Eu não sou fiscal da vida sexual de ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você está certa. Perdoe-me. Vejo que você sabe se impor. Gosto disso. Nós começamos a trabalhar ao meio dia, sem hora para terminar. Paulo deve fazer o anúncio das mudanças dentro de quinze dias. Você não quer mesmo tomar um drink em outro lugar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não. Acabamos por hoje?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ótimo. Moro aqui perto e vou caminhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não prefere que eu a leve?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-De forma alguma. Meu apartamento é perto e não tenho medo da fauna da Avenida Atlântica. Já cumprimento as putas que fazem ponto perto do meu prédio. Elas são minha segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei ao meu apartamento com uma enorme dor na nuca de tensão. Preciso localizar o André. Não me importa quanto esse DDI vai custar. Vou acordá-lo. Que segredo eu guardo do Paulo? Eu disse aquilo por pura intuição. Fiquei chocada com os tentáculos da Viviane, uma autêntica oportunista. É uma falsa, sem caráter algum. Fez e faz qualquer coisa para conseguir aquilo que deseja. Se ela escrevesse um diário de alcova, seria um verdadeiro best seller ao narrar os tipos de homem que passaram pela sua cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei André em Londres. De madrugada. Ele faz o mesmo comigo. Falei das novidades e perguntei o que aconteceu naquele final de semana infernal, no qual uma simples repórter, um diplomata rico, de uma família tradicional, e um dono de jornal aprontaram todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André ficou surpreso? E me perguntou se eu não lembrava mesmo? A resposta dele quase me fez cair da poltrona. “Você e Paulo dançaram o tempo todo, sempre juntos. Em uma das salas vips de um dos clubes mais caros de Londres, ele pagou inúmeras garrafas de Cristal por que você disse que nunca as tinha tomado. Saí da sala Vip e caí na gandaia com amigos que estavam no clube. Quando voltei, encontrei vocês dois se beijando sem parar. Não se preocupe por que não aconteceu nada de mais. Você se recusou a passar a noite no Ritz com ele. Disse que ele lhe dava medo. Ele insistiu muito, mas você voltou para casa comigo. Você uma das poucas mulheres que lhe disse não.&lt;br /&gt;Ele apareceu de surpresa alguns dias depois. Trouxe chocolate belga e garrafas de Cristal. Você não estava e ele partiu no dia seguinte. Não se torture por isso. Vou ligar para ele hoje e sondar o ambiente. Se ele a contratou, obviamente, é por que a respeita como profissional. Continue posando de lady. Eu sei que você não vai conseguir dormir. Tome uns dois comprimidos de calmante e esqueça tudo isso. Você já foi muito castigada e maltratada pelos invejosos. No fundo, Su, ele deve ter um tipo de afeto por você, mas mantenha a sua postura profissional. Eu sei que ele não é o homem que você gostaria de ter na sua cama.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Deus! Meu passeio pelo Wild Side envolveu a Esfinge. E eu pensava que o segredo dele poderia ser speeds e ácidos que poderia ter consumido...Não me senti culpada. Não sei explicar o motivo. Beijar na boca faz bem. Graças a Deus, Iemanjá, São Jorge, Santo Antônio, Buda, Shiva, Nossa Senhora da Aparecida, Alá ...conservei um pouco de lucidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem quiser ter uma breve introdução a Jung, confira &lt;a href=&quot;http://www.salves.com.br/jung.htm&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;isto&lt;/a&gt;.&lt;em&gt;&lt;/em&gt;CAPÍTULO 4&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://travel.webshots.com/photo/2864976170041514092mNQlDG&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://thumb12.webshots.net/t/53/653/9/76/17/2864976170041514092mNQlDG_th.jpg&quot; alt=&quot;081.mask mask mask mask europa europa europa girl girl girl girl girl girl girl venezia venezia&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da bomba que Paulo, nome da Esfinge, jogou no meu colo, tive que vestir uma máscara, a Persona de Jung. Eu me sentia mal escondendo algo grave e sério que afetaria a vida de muitos profissionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei praticamente muda na reunião de editores e repórteres especiais com o dono da Gazeta. Ao contrário da minha personalidade, aprendi que o silêncio é estratégico em determinadas situações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um editor fora de órbita sugeriu que eu fizesse uma matéria sobre o homossexualismo nas Forças Armadas. Foi o único momento em que me manifestei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não faço isso de forma alguma. Eu já recebi essa pauta quando trabalhava no Mercúrio. Tive um trabalho danado, fui ameaçada na minha própria casa. O esforço de mais de um mês foi para o lixo. Fui humilhada em plena redação por um dos diretores da sucursal em Brasília. Disse que Bob, o publisher mais esquisito com quem já trabalhei, falara que aquilo que escrevi poderia ser tudo, menos jornalismo. Ele queria que eu desse nomes de supostos generais e coronéis envolvidos com homossexualidade. Ora, os militares têm uma política extremamente dura quanto a isso. Os oficiais são sumariamente passados para a reserva. O Bob que fosse a Brasília, fizesse a matéria, assinasse-a com seu nome de purpurina, colocasse o nome de todos e usasse os milhões do papaizinho para pagar as ações por injúria, calúnia, difamação e danos morais. Ele não sabe nada da área militar. Tem preconceito e não vou passar por isso de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Suzana, aqui não é o Mercúrio e não somos irrealistas. Sabemos das dificuldades. Se você não deseja fazer, vamos deixar para outra época, disse um dos editores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo me salvou: -Eu não vou desperdiçar o talento da Suzana com essa pauta fora da ordem. Eu já dei uma tarefa para ela nesta semana e ela não ficará disponível para nenhuma editoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que isso poderia iniciar boatos de que eu seria a “nova queridinha”. Não me preocupo mais com isso. Agradeci os convites para comemorações noturnas. Usei o argumento de que ainda estava me acostumando com tantas mudanças e que uma boa noite de sono era tudo que eu precisava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a Esfinge mandou, fui me encontrar com o misterioso Alan. Inicialmente, ele queria jantar no Antiquarius. Disse que adoro o restaurante, mas não para jantar. Como pouco à noite e, de preferência algo leve. Sugeri um restaurante japonês em Copacabana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei cedo e tive que esperar esse maldito Alan por uma hora. Já estava indo embora quando ele chegou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você não iria me esperar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não. Acho extremamente grosseiro um homem fazer uma mulher esperar por ele tanto tempo em um restaurante, ainda mais por se tratar de absolutamente business. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para minha surpresa, eu conhecia aquele que conduziria a reforma do jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você tem razão. Desculpe-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu não sei o que estou fazendo aqui. Portanto, quero ouvir mais do que falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você já sabe do processo enorme de mudança que vai ocorrer na Gazeta. Vai haver demissões. Teremos um novo formato gráfico para o jornal. Seções mais ligadas ao dia-a-dia do consumidor. Não queremos mais aquelas matérias em economês. Desejamos textos mais explicativos e o impacto disso para o país e a vida do leitor. Teremos um caderno novo que circulará aos domingos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Estava na hora. A Gazeta é um jornal que fez história e está sem identidade. Uma diagramação suja. A sucursal de Brasília parece um paraíso para repórteres chapa branca ou que desejam sombra e água fresca. Está cheia demais e com jornalistas ganhando fortunas e produzindo material sem qualidade. Não sei como o Paulo consentiu uma sucursal com três diretores. Aquilo virou a casa da mãe Joana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Concordo com você. Brasília será o alvo da primeira mudança e não será delicada. Bem, eu e Paulo decidimos que, nesse processo inicial, você vai ser minha assistente. Paulo vai dar um nome bonito para isso. Eu preciso da sua experiência em Brasília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mas eu não tenho um milésimo do seu preparo e cursos sobre como fazer um jornal. Eu fiz um workshop com você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu sei disso. Foi a que teve a melhor performance. Já acertei com Paulo que, a partir de amanhã, trabalharemos juntos. Vou apresentá-la a algumas pessoas que trabalharão na Gazeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu pensei que fosse ser apenas repórter...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você deveria se sentir orgulhosa por Paulo confiar em você. Não se preocupe. Vai dar certo. Você está menosprezando seu potencial. Você é um das mulheres mais inteligentes que conheço. É bom e ruim. A maioria dos brasileiros teme as que possuem um cérebro privilegiado. Agora, vamos deixar esse papo chato de lado. Você quer um saquê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não. Estou de dieta e com enxaqueca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você tem notícias da Viviane?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Viviane? Nunca me passaria pela cabeça que você pudesse ser uma das suas vítimas. (Não consegui segurar o riso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É verdade que ela levou uma surra do Presidente do SDA?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É. Teve que se esconder durante um mês na casa de praia do melhor amigo do espancador. Foi um enorme escândalo. Aliás, há mais casos de parlamentares que acreditem suas amantes jornalistas do que possa imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E aí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deveria cobrar por essa consultoria sexual sobre Viviane.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pensei que vocês fossem amigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Também pensei. Ela não é amiga de ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ela ainda tem caso com o cara?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Alan, o &quot;cara&quot; se separou da mulher e passou a circular, inclusive em viagens ao exterior com ela. Não foi um caso. Eles moraram juntos, entende? Como já era previsível, o político voltou para os braços da ex-mulher, que por sinal, mesmo mais velha que Viviane, é linda, classuda e muito inteligente. Eu a conheci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E por onde anda a Viviane?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não sei e tenho raiva de quem sabe. Se está tão interessado assim, contrate um detetive particular. As garras delas ainda marcam sua pele, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Isso não é da sua conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Passou a ser após você fazer esse interrogatório idiota para uma profissional que vai trabalhar com você e mal o conhece. Deixe- me colocar os pontos nos “is”. Vou me esforçar ao máximo para que tenhamos um bom relacionamento profissional e fazer aquilo que o Paulo espera de mim. É só isso. Não significa que vamos ser amigos e trocar confidências. Pode até acontecer, mas acho muito difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não gostei da forma que você está conduzindo essa conversa. Não sou fiscal da vida sexual de ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você está certa. Perdoe-me. Vejo que você sabe se impor. Gosto disso. Nós começamos a trabalhar ao meio dia, sem hora para terminar. Paulo deve fazer o anúncio das mudanças dentro de quinze dias. Você não quer mesmo tomar um drink em outro lugar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não. Acabamos por hoje?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ótimo. Moro aqui perto e vou caminhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não prefere que eu a leve?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-De forma alguma. Meu apartamento é perto e não tenho medo da fauna da Avenida Atlântica. Já cumprimento as putas que fazem ponto perto do meu prédio. Elas são minha segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei ao meu apartamento com uma enorme dor na nuca de tensão. Preciso localizar o André. Não me importa quanto esse DDI vai custar. Vou acordá-lo. Que segredo eu guardo do Paulo? Eu disse aquilo por pura intuição. Fiquei chocada com os tentáculos da Viviane, uma autêntica oportunista. É uma falsa, sem caráter algum. Fez e faz qualquer coisa para conseguir aquilo que deseja. Se ela escrevesse um diário de alcova, seria um verdadeiro best seller ao narrar os tipos de homem que passaram pela sua cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei André em Londres. De madrugada. Ele faz o mesmo comigo. Falei das novidades e perguntei o que aconteceu naquele final de semana infernal, no qual uma simples repórter, um diplomata rico, de uma família tradicional, e um dono de jornal aprontaram todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André ficou surpreso. E me perguntou se eu não lembrava mesmo. A resposta dele quase me fez cair da poltrona. Você e Paulo dançaram o tempo todo, sempre juntos, em uma das salas vips de um dos clubes mais caros de Londres. Pagou inúmeras garrafas de Cristal por que você disse que nunca as tinha tomado. Saí da sala Vip e caí na gandaia com amigos que estavam no clube. Quando voltei, encontrei vocês dois se beijando sem parar. Não se preocupe por que não aconteceu nada de mais. Você se recusou a passar a noite no Ritz com ele. Disse que ele lhe dava medo. Ele insistiu muito, mas você voltou para casa comigo. Você uma das poucas mulheres que lhe disse não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele apareceu de surpresa alguns dias depois. Trouxe chocolate belga e garrafas de Cristal. Você não estava e ele partiu no dia seguinte. Não se torture por isso. Vou ligar para ele hoje e sondar o ambiente. Se ele a contratou, obviamente, é por que a respeita como profissional. Continue posando de lady. Sei que você não vai conseguir dormir. Tome uns dois comprimidos de calmante e esqueça tudo isso. Você já foi muito castigada e maltratada pelos invejosos. No fundo, Su, ele deve ter um tipo de afeto por você, mas mantenha a sua postura profissional. Sei que ele não é o homem que você gostaria de ter na sua cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Deus! Meu passeio pelo Wild Side envolveu a Esfinge. E eu pensava que o segredo dele poderia ser speeds e ácidos que poderia ter consumido. Não me senti culpada. Não sei explicar o motivo. Beijar na boca faz bem. Graças a Deus, Iemanjá, São Jorge, Santo Antônio, Buda, Shiva, Nossa Senhora da Aparecida, Alá ...conservei um pouco de lucidez.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 04 Feb 2008 17:22:00 GMT</pubDate>
  <title>METUS-O MEDO DO NOVO</title>
  <author>sexodrogasenoticiasdobrasil</author>
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  <description>CAPÍTULO 3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://travel.webshots.com/photo/2618716990093845943ecOsTH&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class=&apos;ljparseerror&apos;&gt;[&lt;b&gt;Error:&lt;/b&gt; Irreparable invalid markup (&apos;&amp;lt;img [...] &amp;amp;&amp;gt;&apos;) in entry.  Owner must fix manually.  Raw contents below.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;width: 95%; overflow: auto&quot;&gt;CAPÍTULO 3&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;a href=&amp;quot;http://travel.webshots.com/photo/2618716990093845943ecOsTH&amp;quot; rel=&amp;quot;noopener&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;img src=&amp;quot;http://thumb3.webshots.net/t/58/458/7/16/99/2618716990093845943ecOsTH_th.jpg&amp;quot; alt=&amp;quot;&amp;quot;warning: you could drown&amp;quot;...dad &amp;amp; nate snorkled while my mom stood on the shoreline in a panic,&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;/a&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;Sou pontual. Cheguei à sede da Gazeta às 9 horas. Aliás, madruguei. Queria ler os jornais. Depois fui ver se o “gaúcho”, velho amigo e um dos editores, já havia chegado. Ao procurá-lo no imenso corredor do décimo andar, aquilo que eu mais temia aconteceu. Dei de cara com a Esfinge. Ainda bem que eu estava bonita. Não me fantasio de jornalista e detesto o desleixo delas ao se vestirem.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Você não é a Suzana?&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Você sabe que sim, não é mesmo? Não mudei muito da última vez que nos encontramos.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Você continua a mesma Suzana de sempre.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Por que diz isso? Eu deveria ter medo de você por que me contratou como repórter especial, apesar das objeções de alguns editores pelo fato de ser uma excelente repórter, mais polêmica? Eu não conheço um publisher mais controverso que você.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Conhece sim. Não seja mentirosa, disse às gargalhadas.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-É verdade. Aquele seu falso amigo deve sofrer de alguma psicose séria. Você leu seu último livro?&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-É claro que não. Agora, ele está pensando em escrever peças de teatro. Venha à minha sala para conversarmos. A reunião com editores e repórteres especiais, como a madame aqui, começará somente às 11 horas. Suzaninha, carioca não acorda cedo.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;Eu sabia que seria alvo de interrogatório da Gestapo, mas decidi responder a verdade a todas as suas perguntas.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Quer um café, um suco, água?&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;_Tem chá? De Camomila.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Então, a foca volta em grande estilo.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Você é que está dizendo.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-O que você acha do jornal?&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-A Gazeta perdeu sua identidade. A edição de política é horrível. A Sucursal de Brasília está superdimensionada. A qualidade de boa parte dos profissionais deixa a desejar. Não há um comando eficiente. Você paga um salário altíssimo para um repórter que não tem nenhuma fonte. Ele faz ensaios com base unicamente em material do Banco Central, Ipea e Receita Federal. Vale mantê-lo para ter esse lixo duas vezes por mês? E a outra que era queridinha daquela bicha que você mandou para Brasília? É mais um caso que não sei o que faz. Ela era estrela.  Agora, nem tem mais carteira assinada e cobre coisas sem importância. Isso desestimula qualquer um. A Gazeta virou motivo de piada em Brasília porque tem três chefes de sucursal. Os parlamentares ficam doidos e perguntam quem manda mais. Você precisa enviar um interventor rápido e urgente para fazer uma limpeza geral. Fica quem produz. Repórter especial que acha que basta ficar com a bunda na cadeira, na redação, e não ir ao Congresso e outros organismos, deve ser demitido.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Você não medo mesmo de mim, não é?&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Não. O máximo que pode acontecer é você me mandar embora e eu entrar para o livro dos recordes: a repórter que entrou e saiu no mesmo dia. Como vocês podem publicar artigos e reportagens sobre o mesmo assunto em diferentes páginas? Ou o editor está bêbado ou é incompetente.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;- Eu já estava pensando em fazer grandes alterações no jornal e contratei uma consultoria internacional. Nenhum editor sabe disso.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Por que está me contando isso? Quer testar minha lealdade?&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Não. Eu sei que você não trai, mas a trouxe porque tenho um papel especial para você. Na hora certa, você saberá.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Credo! Do jeito que você é mau, já vou começar a procurar um terreiro para me benzer! &amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Suzana, conto com sua discrição para não falar como nos conhecemos.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Eu já tinha me esquecido disso. Foi em Londres, na casa do André, que estava servindo na Embaixada do Brasil. Foi um final de semana muito louco. Isso já tem quase dez anos e eu não me preocupo com a vida dos outros. Seu segredo está seguro. &amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Você está melhor agora. Voltou ao corpo de foca. Fuja do editor de política e do Carlos. Tiveram caso com repórteres e um deles deu muito problema.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Eu não tenho caso com jornalistas. Aliás, eu fiz todas as loucuras da minha geração na época certa. Estou calma e estou bem sozinha. Aposentei minhas penas. Não quero e não procuro qualquer tipo de relacionamento com o bicho homem no momento. Mas você deveria dar o exemplo, não acha?&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Deixa de ser impertinente, Suzana.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Eu quero que você conheça o Alan ainda hoje. Terá que ser fora do jornal, mas ela será o próximo editor executivo e quer conversar com você.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Está bem. Porém, não se esqueça que eu não entendo nada de cozinha de jornal. Eu gosto é de escrever. Nasci para ser repórter.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Será bom para você que os dois se entendam. Eu farei o anúncio nos próximos dias.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Então, eu desembarquei no meio de um passaralho?&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Sim.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Carlos sabe de alguma coisa?&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Não.Vocês são amigos?&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Sim. Ficamos tempos sem nos ver, mas sabemos do amor que temos um pelo outro. Eu o aceito do jeito que ele é e não cobro atitudes. Preferiria que não tivéssemos tido essa conversa. Vai me deixar ansiosa e com sentimento de culpa.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Deixa de ser certinha! Você é uma excelente profissional e esta é chance de você calar a boca daqueles idiotas de Brasília. Eu não deveria ter deixado você sair em 1989.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;Batem na porta. É o Carlos! Fiquei gelada. &amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;_Posso entrar, chefe?&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Sim.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Me dá um abraço, sua danadinha. Sarah está louca para vê-la.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-É a única amiga judia e sionista que eu me permito ter. Depois dela, só o Babylon. Deixei de comprar uma marca de cosmético famosa porque é feita em Israel. &amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Você deveria trabalhar para o Hamas, provoca a Esfinge.&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;-Eu posso trabalhar e você não saber....&amp;lt;br /&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;Seguiu-se um festival de risos. Eu não me lembro do que Carlos e a Esfinge conversaram, nem daquilo que eu disse. Acho que só falei sim ou não. Eu estava confusa, preocupada e sabia que estava no meio de um furacão. Vou submergir, o que é difícil para alguém que chega de Brasília para ser repórter especial, ligada diretamente ao dono do jornal. Discrição e nada de bares. Vou recusar convites para comemorações noturnas. Não me dou bem com o álcool e posso falar besteiras.&amp;lt;div class=&amp;quot;blogger-post-footer&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;title&amp;gt;romancebastidoresjornalismoporsoniamossri&amp;lt;/title&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 04 Feb 2008 17:20:00 GMT</pubDate>
  <title>HOMO HOMINIS MALUS PEIOR PESSIMUS- OFERTA DIABÓLICA</title>
  <author>sexodrogasenoticiasdobrasil</author>
  <link>https://sexodrogasenoticiasdobrasil.blogs.sapo.pt/1303.html</link>
  <description>CAPÍTULO 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://outdoors.webshots.com/photo/1174429434053948614GNKUzR&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://thumb14.webshots.net/s/thumb3/2/94/34/174429434GNKUzR_th.jpg&quot; alt=&quot;daemon&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amado Claude,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho novidades. Recebi uma proposta irrecusável da Gazeta do Rio. É um dos grandes quatro maiores jornais da Terra Brasilis. Eu já estava cheia de Brasília. Serei repórter especial. Irei a Brasília apenas para fazer matérias de fôlego e em outros lugares, inclusive a possibilidade de fazer reportagens internacionais sem o oba-oba da cobertura de eventos oficiais. Desconfio um pouco de tantas promessas, mas quem não arrisca, não petisca. Terei uma coluna semanal. Há uns presentinhos, chamados de bônus, que acabaram funcionando como um suborno para retornar ao Rio após tanto tempo. Ganharei um carro de luxo _ não me lembro nem da marca-, com um belo desconto obtido pelo jornal. Pagarei em suaves prestações. Não pesará no bolso. Porém, o que me seduziu mesmo foram as duas maravilhosas passagens internacionais da classe executiva que terei direito anualmente. Poderei transformá-las em praticamente quatro na classe econômica. Já pensou eu poder passar uns dias em Paris com você, nos feriados prolongados? Vou trabalhar em muitas dessas datas, por iniciativa própria, para ir à Europa quatro vezes por ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estou instalada em Copacabana, em um apartamento na Avenida Atlântida. É um prédio antigo. É de meu tio rico. Tenho sorte! Ele é meu padrinho e não me cobrará o aluguel. Pagarei o condomínio, e o IPTU, uma fortuna para o meu bolso, ele dividirá comigo. Têm alguns móveis antigos lá. Eu mesma pintei as paredes com cores alegres. A cozinha é vermelha. Fiz uma maratona em casas de móveis usados e meu apartamento está ficando legal, sem gastar muito. Contratei um senhor que transformou inteiramente as velharias do meu tio em peças únicas. Você vai amar quando me visitar. Copacabana é uma delícia porque todas as tribos convivem bem. É também um reduto gay, com muitas boates e bares até para os da chamada terceira idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mandachuva da Gazeta tem fama de ter um comportamento meio esquizofrênico. Dizem que, ao falar conosco, do alto do seu pedestal, nunca encara os olhos do seu interlocutor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que ele é um ditador. Porém, sei que jornalistas inventam, criam e espalham calúnias de profissionais que invejam. Só vendo para tirar minhas próprias conclusões. A forma como ele parece gostar de um profissional e, de repente, sem nenhuma razão aparente, transforma essa suposta admiração em humilhação, com seus comentários diretos e ferinos em reuniões de pauta, fazem dele um hitlerzinho. Descarta excelentes jornalistas sem hesitar. Esquece da dedicação e das inúmeras horas extras daqueles que foram seus colaboradores mais próximos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tem casos com editoras, coordenadoras e até uma pin-up girl, loira falsa, que testou a performance na cama de todos os chefes. Ela foi “exportada” para a Venezuela, onde expiou seus pecados e já está de volta. Com mais cultura, classe, sem a vulgaridade dessa femme fatale, uma editora foi parar em Londres. Teve um longo caso com o chefão; depois caiu nos braços, e na cama, do diretor para suplementos especiais; e terminou com o editor do jornal de domingo. Meus colegas mais antigos são cruéis. Dizem que essas jornalistas formam o pensionato do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo um amigo me disse, na última festa de final de ano, em uma badalada casa noturna na Barra, essa mulher sedutora, uma devoradora, apanhou da mulher do editor da edição de domingo. A “esposa” tomou vários dry martinis (um já me derruba) e começou a chamar a outra de todos os palavrões que conhecemos. Ela jogou uma garrafa em direção à moça, que por pouco conseguiu escapar. Quando todos fingiam que não havia acontecido nada e acreditávamos que o grande evento da noite já tinha se passado, a mulher pegou sua rival de surpresa. Deu-lhe várias tapas e socos. Chegaram a rolar no chão. Esse editor é um imbecil ou queria ver o circo pegar fogo. Deixou a festa arrastado pela mulher, depois de também levar uns tabefes. Bem feito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda-feira seguinte a essa festa, na redação, todos pareciam idiotas, com cara de bunda e fazendo um teatro péssimo como se nada tivesse acontecido. Mas aconteceu. No mesmo dia, a Esfinge soltou uma circular informando que sua mais recente amante  seria a correspondente em Manaus. Nossa, para quem sonhava agarrar um chefe, ganhar status no jornal, seu projeto implodiu. À noite, após o fechamento, meu amigo, foram todos comemorar a derrota dela. Ela não tinha nada de santa. Fazia intriga com todos, não usava métodos éticos e profissionais para obter seus furos. Se minha avó Maria estivesse viva, tenho certeza que ela diria que a moça tinha “furor uterino”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao meu chefão, ele agora adotou o estilo “Caras”. Troca de mulher como os novos ricos e alguns playboys, filhinhos de pais milionários, que fazem um revezamento entre si com as mais belas modelos e algumas atrizes. É impressionante como elas acabam passando pela cama de todos eles. O que elas querem? Fama instantânea, mordomia provisória, como viagens internacionais? Ou será que essas criaturas, que não ficam menos de uma semana sem um novo namorado, sempre com uma enorme conta bancária, sonham em se arrumar na vida nesse triatlom afetivo e sexual? Será que elas imaginam que esses herdeiros as levariam para o altar? Ora, rico casa com rico. Elas são pura diversão. Nem passa pela cabeça delas que homens as colecionam como um objeto podem ser, lá no fundo, misóginos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua última aquisição apareceu nua na Playboy. Algum esperto e cretino vazou para revistas sensacionalistas fotos da moça sem os reparos fantásticos do photoshop. Foi destaque até nos telejornais da noite. Eu e milhares de mulheres reais adoramos. Afinal, a “deusa” tem celulite, estrias e flacidez. Como era de se esperar, ele engoliu em seco e, em nome de um suposto jornalismo imparcial, publicou as fotos no seu jornal, na seção dedicada às celebridades. É claro que o caso acabou e a viagem de férias à Toscana, com o pagamento já feito para o aluguel de uma vila, desejo da Top Model, foi para o espaço. Para ela. Ele embarcou com uma nova colunista de moda do jornal. Melhor do que isso seria impossível. Ela é declaradamente bissexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que você vai gargalhar quando receber minha carta. Gosto da sua mania de manter uma correspondência epistolar, deixando e-mails para recados rápidos. Tenho certeza que a Esfinge irá a Paris em breve. Seu pai é amigo íntimo do embaixador e o filhote é um dos convidados do encontro entre empresários brasileiros e franceses. Não sei se sabe que o grupo da Esfinge não se restringe ao jornal. Eles têm uma holding que administra fábricas, destilarias, uma siderúrgica, uma rede de lojas populares e um sistema de TV a cabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu somente começarei na segunda-feira, mas já sei de tudo isso. Repórter não perdoa. Adora fofoca. Na verdade, eu o conheci de forma menos formal, em Londres. Estava passando férias na casa do nosso amigo André. O resto somente contarei pessoalmente. Nós sabemos o que o André apronta quando decide começar o final de semana na sexta, imendar com o sábado, e terminar com um bruch no domingo. Acho que isso pode me ajudar. Pois conheço facetas da Esfinge que ele não gostaria que se tornassem comentários maldosos na redação. Depois escrevo como foi, está legal? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor, Suzana.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 04 Feb 2008 17:18:00 GMT</pubDate>
  <title>VIA CRUCIS-O DIABÓLICO PUBLISCHER</title>
  <author>sexodrogasenoticiasdobrasil</author>
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  <description>CAPÍTULO 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://family.webshots.com/photo/1038112583025635374CYRvCR&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://thumb14.webshots.net/s/thumb3/1/25/83/38112583CYRvCR_th.jpg&quot; alt=&quot;I THIRST SAY JESUS CHRIST DICE JESUS CRISTO YO TENGO SE                               POR: PEDRO&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto meu corpo cansado. Estou indisposta apesar de ter dormido mais de 12 horas. A depressão dá os seus sinais. É segunda-feira, pior dia para mim. Significa que contarei dia após dia até chegar sexta-feira, à noite, e me livrar dos horrores da redação. São 11h30. Já perdi a maldita reunião de pauta. É uma merda. Parece um grupo de teatro amador. Todos os atores desempenham seu papel muito mal. Cada um mostra sua persona. Porém, muitas vezes, as máscaras caem. É um espanto! Deparamos com um colega totalmente diferente da sua usual representação. Já perdi mesmo a reunião. Volto a dormir. Sempre invento um desculpa para faltá-las. Não gosto deste jogo escondido de esgrima, com inúmeros floretes assassinos no ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei tarde, quase 14h. Tomei banho e fiz aquilo que eu odeio há algum tempo: ir à sucursal de Brasília do jornal Mercúrio. Eu me sinto uma estrangeira no meio de alpinistas sociais, farsantes, reprimidos sexualmente que não saem do armário e muitas mulheres preocupadas demais com a minha vida, meu trabalho, minhas fontes...&lt;br /&gt;Eu não me enquadro naquela escolinha em que recebemos notas como se ainda fôssemos crianças e tivéssemos que apresentar o boletim em casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que a &quot;professora&quot; que nos avalia é bem diferente daquelas da nossa infância. A apreciação é feita por chefes que nem sempre usam critérios objetivos e éticos. Outros componentes podem entrar, como uma repórter cortejar um coordenador, dormir com o secretário de redação, até chegar ao diretor da sucursal. Há especialistas nisto. Selena era uma delas. Teve um caso com um chefe, casado, mas acabou se unindo matrimonialmente com um repórter. Que coisa cafona, mas o convite foi assim! Coitada, seu projeto de subir socialmente naufragou! Seu marido a trocou por uma modelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de conhecer Selena e saber quem ela era, disse aos meus colegas que este nome não cheirava bem. Não é que eu acertei! Ela implicava comigo o tempo todo. Falava, pelas minhas costas, que eu bebia demais, que meu corte de cabelo curto era para mulheres bonitas _como se ela fosse uma beldade com aquela face enrugada precocemente, olhos de rato e o cabelo parecendo bombril, com luzes feitas em salão de quinta_ e indagou-me se eu não ficava deprimida, estando gorda, ao ler revistas tipo Boa Forma, Pense Leve, Dietas Já e outras do mesmo gênero.Lamento desapontá-la Selena, mas eu perdi 22 quilos. Joguei-lhe uma praga. Deu certo. Ela não conseguia permanecer por muito tempo nos vários jornais. Acabou casando-se com um diplomata e vive hoje fora do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabo de chegar de uma longa viagem pela Europa: 20 dias na Itália porque não me canso de Roma, Capri, Veneza e Florença; e mais um mês em Londres. Adoro a cidade da rainha. Graças a um amigo gay e diplomata, conheci uma cidade que os turistas brasileiros jamais imaginam existir. Clubes fechados e restritos aos connaisseurs. Não possuem placa ou qualquer sinalização na porta indicando que ali funciona uma disco, um pub, um bar para sadomasoquistas e outras infinitas possibilidades. Algumas vezes, esses clubes mudam de lugar, mas os vips sempre sabem onde é a nova rota. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma das melhores viagens de minha vida. Assim que entrei no táxi, em Londres, em direção a Heathrow, senti uma vontade enorme de chorar e um medo terrível se apossou de mim. Enquanto aguardo meu vôo, comprei maquiagem no Duty Free e fui jantar em um bom restaurante. Uma taça de champanhe e salmon com fritas, encerrando com um belo capuccino. Eu detesto comida de avião da classe econômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao sentar na minha poltrona, ao lado de um casal, comecei a chorar sem parar. Eles eram ingleses e manifestaram paciência para ouvir minha triste história. Eu estive no exterior e não me sentira nem um pouco estrangeira. Agora, na volta ao meu país e ao nojento e asqueroso emprego no Mercúrio, inicia-se a sensação de que sou uma forasteira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanta infelicidade me lançou em um processo de autodestruição. Consegui a façanha de ficar 22 quilos acima do peso. Sempre fui magra, mas o Mercúrio engorda. Muita gordura resultante dos &quot;anestésicos&quot; que usava: bebida alcoólica, exagero em doces e massas. Ansiedade e um vazio que nada nem ninguém preenchiam. Eu sabia que precisava parar com tudo, sobretudo com o asfixiante trabalho naquele jornal, que eu nunca lia e somente passei a fazê-lo quando fui contratada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela época, o Mercúrio tinha prestígio, apesar das maluquices da filha do dono do diário, a temida e também odiada dona Rose. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na redação, a primeira pessoa que encontrei foi Bob, que acabara de ser promovido a chefe. Foi mais um farsante que conheci. O antigo diretor o detestava e o premiava com péssimas avaliações. Bob passou a me bombardear. Eu nem ligava mais para o trabalho. Conscientemente, preparava minha saída. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia e a oportunidade certos chegaram numa terça-feira à noite. O caolho Bob me telefona às 22 horas para me informar que eu passaria a ser responsável pela cobertura de uma área que detesto e que possui uma sala de imprensa mais parecida com um manicômio. Só faltava uma camisa-de-força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi aquela notícia com tanto alívio que chorei ao telefone falando com aquele imbecil. Chegara a hora de morrer para renascer de novo. Pedi demissão. Pouco tempo depois, ligou a bicha Wandeca, meu grande amigo. Ele estava nervoso e preocupado. Foi logo berrando &quot;O que você aprontou? O homem quer você, aqui, na redação, às 10 horas e sem atraso&quot;. Eu disse:&quot;Calma Wandeka! Eu não lhe avisei que qualquer dia pediria demissão. Acabei de fazê-lo.&quot; Acrescentei que não iria a nenhuma reunião, não colocaria mais os pés naquela redação e se ele (Wandeca) quisesse me ver, que me fizesse uma visita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wandeca perguntou seu eu estava bêbada, drogada ou se tinha pirado de vez. Após muitas gargalhadas, expliquei que tinha recuperado minha razão e que drogas não eram a minha especialidade. Wandeka era entendido no assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bicha querida acabou concordando comigo. Wandeka mandou um motorista do Mercúrio pegar minha carta de demissão no dia seguinte. Arrogante que é, sei que dona Rose me chamou de ingrata por abandonar o seu glorioso Mercúrio sem dar satisfação a ninguém e recusar os pedidos para conversar com o diretor.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O mais difícil começou no dia em que meus laços foram totalmente quebrados com aquela forma horrenda de fazer jornalismo. Pediram que eu apresentasse um atestado de sanidade física e mental. Essa Dona Rose acreditava que eu estava tendo um surto ao sair do jornal. Eles estão acostumados a demitir. Porém, quando uma profissional decide mandá-los às cucuias, a cúpula a classifica de desiquilibrada. Se dependesse de Dona Rose, nós teríamos que pagar uma espécie de tributo por ela nos deixar trabalhar no jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava finalmente livre, depois de quase dez anos de Mercúrio. Eu precisava reinventar minha vida. Não era fácil, mas certamente mais saboroso do que trabalhar em um ambiente onde os próprios chefes jogam seus repórteres uns contra os outros, estimulando uma competitividade pouco produtiva. Eu peguei do Mercúrio tudo que me serviria para continuar na estrada do jornalismo. Quando saí, abandonei um enorme fardo que carregava nas costas. Era o jogo do Mercúrio que não prestava para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;&lt;/div&gt;</description>
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