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	<title>Sinestesia</title>
	
	<link>http://www.sinestesia.co.uk/blog</link>
	<description>Do grego syn (união, junção) - aisthesis (percepção). Sinestesia significa a união dos sentidos. Gramaticalmente, é uma figura de  palavras. Também  é uma condição  na qual os sentidos se interconectam no cérebro causando percepções simultâneas em dois ou mais sentidos através de um único estímulo a um dos sentidos. Sinestetas conseguem "ver músicas", "sentir o cheiro ou gosto de palavras ou sons", "ouvir sabores" e assim por diante.</description>
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		<title>“Eles trocam o dia pela noite” (entrevista para o iG)</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Apr 2011 09:15:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Não tive oportunidade de escrever sobre isso na ocasião em que aconteceu, então com quase 2 meses de atraso eu digo &#8220;antes tarde do que nunca&#8221; e conto: Dia 4 de Março deste ano foi publicada no canal Delas do iG uma matéria com o título &#8220;Eles trocam o dia pela noite&#8220;, falando sobre pessoas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não tive oportunidade de escrever sobre isso na ocasião em que aconteceu, então com quase 2 meses de atraso eu digo &#8220;antes tarde do que nunca&#8221; e conto:</p>
<p>Dia 4 de Março deste ano foi publicada no canal <a href="http://delas.ig.com.br">Delas</a> do iG uma matéria com o título &#8220;<a href="http://delas.ig.com.br/comportamento/eles+trocam+o+dia+pela+noite/n1238135379922.html">Eles trocam o dia pela noite</a>&#8220;, falando sobre pessoas que, como eu, possuem relógios biológicos diferentes do que é considerado padrão. A matéria não é longa, mas foi brilhantemente escrita pela Verônica Mambrini, que entrou em contato comigo para que eu desse uma entrevista sobre a minha experiência.</p>
<p><a href="http://www.sinestesia.co.uk/blog/?cat=38">Já escrevi extensivamente sobre este assunto</a> aqui no blog, então não vou repetir informações e opiniões. Mas queria compartilhar a publicação dessa matéria, não só porque fui entrevistada mas também porque meus artigos escritos anos atrás sobre isso continuam até hoje recebendo comentários de pessoas que se identificam com ele &#8211; indicativo de que notívagos não são assim tão incomuns e que as pessoas com essa característica buscam este tipo de informação. Então para os que se interessam pelo assunto, <a href="http://delas.ig.com.br/comportamento/eles+trocam+o+dia+pela+noite/n1238135379922.html">leia aqui a matéria na íntegra</a>.</p>
<p>Ela conta com experiências de outras pessoas, os desafios comumente enfrentados e a opinião de um especialista &#8211; com a qual eu, particularmente, concordo parcialmente. Parte da minha entrevista aparece no final, como exemplo de como se adaptar social e profissionalmente quando se tem um relógio biológico diferente daquele em torno do qual a sociedade funciona &#8211; e minha opinião sobre o assunto.</p>
<p>Fiquei muito satisfeita com a fidelidade com a qual minha opinião foi expressa &#8211; e com o contexto no qual foi incluído. Acho importante fazer esta observação porque nem sempre isso acontece e me impressionou o altíssimo nível do jornalismo da Verônica. Já tive experiências com outras entrevistas em que informações e opiniões foram ou colocadas fora de contexto ou mal interpretadas pelo(a) jormalista, resultando em coisas imprecisas ou até mesmo bizarras que já foram publicadas a meu respeito.</p>
<p>Mas minha opinião nesta matéria está fiel ao que foi dito e a importância disso para mim é que este assunto já é rodeado de interpretações e pressupostos ignorantes o suficiente sem que precisemos repetir clichês sem fundamento. Então, fiquei contente por vê-lo abordado sob outra ótica, em um texto leve, bem pesquisado e isento de julgamentos, com equilíbrio entre diferentes relatos e opiniões  &#8211; embora o espaço para a matéria tenha sido curto e, portanto, não permitindo profundidade. Mas agradeço à Verônica pela oportunidade de expressar meu ponto de vista e por mantê-lo fiel ao que foi dito. E por citar o que considero o maior equívoco com relação à forma como notívagos costumam ser vistos socialmente, como expresso na frase abaixo:</p>
<blockquote><p>“Notívagos são mais comuns do que se imagina e acredito que estamos  definindo ‘normalidade’ pelos critérios errados. A solução não é  ‘tratar’ o metabolismo &#8211; e sim encontrar alternativas viáveis e  saudáveis de interagir social e profissionalmente.”</p></blockquote>
<p>Mantenho essa opinião. E espero que a matéria seja útil para outros notívagos e similares por aí afora. <img src='http://www.sinestesia.co.uk/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Military life as a military wife</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Mar 2011 21:38:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida nos EUA]]></category>

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		<description><![CDATA[(Este texto será longo, mas bastante informativo para quem se interessa pelo assunto. Escrevi dividinindo-o em sub títulos para facilitar para quem preferir ler partes específicas). Eu desde pequena tive tive uma postura resistente com relação a qualquer coisa que fosse militar. Não vou entrar em detalhes &#8211; por si sós, eles cabem em um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(Este texto será longo, mas bastante informativo para quem se interessa pelo assunto. Escrevi dividinindo-o em sub títulos para facilitar para quem preferir ler partes específicas).</p>
<p>Eu desde pequena tive tive uma postura resistente com relação a  qualquer coisa que fosse militar. Não vou entrar em detalhes &#8211; por si  sós, eles cabem em um post daqueles filosóficos que me são habituais.  Mas fato é que, dada a minha aversão a isso, uma das maiores ironias da  minha vida foi me casar com um militar.</p>
<p>Não começou assim. Quando o conheci, embora fosse ainda reservista  pelos benefícios que este vínculo proporciona, ele tinha outro emprego e  nenhuma intenção de se alistar novamente. Sem entrar em detalhes que  não vêm ao caso, no final de 2008 (coincidindo com minha mudança pra  cá), isso mudou.</p>
<p>E assim começou minha história como esposa de militar (&#8220;military  wife&#8221;) que já dura 2 anos. Eu tinha idéias pré-concebidas sobre o que  esperar deste mundo. Algumas delas corretas, outras nem tanto.</p>
<h2><strong>Então, como é ser esposa de militar?</strong></h2>
<p>Deixando de lado as considerações filosóficas da questão e olhando  somente do ponto de vista do casamento em si, é uma função que significa  muitas coisas diferentes. Há o lado positivo e o negativo &#8211; e mesmo  isso depende do seu enfoque. Mas é praticamente unânime entre esposas  militares a opinião de que este estilo de vida traz sua boa parcela de  desafios e que não é para toda mulher. No desenrolar deste texto você  vai entender por que. Apesar dos desafios diversos, no entanto, o lado positivo da moeda existe, mas vou falar sobre ele no final.</p>
<p>Ao longo do tempo, descobri que essa função exige alguns tipos de habilidade emocional que eu, na verdade, nem sabia que tinha.</p>
<p>Muita, (mas muita!) paciência e capacidade de lidar com frustração,  adaptabilidade para lidar com uma enorme diversidade de cenários que vão  desde mudanças de cidade (estado, país&#8230;), até diversas situações  imprevistas que sempre, sempre surgem.</p>
<p>Estabilidade emocional para lidar  não só com o seu stress, mas também com o do outro, que tem em você seu  principal ponto de equilíbrio e suporte e precisa deles acima de tudo em momentos de tensão extrema, associados à realidade de uma  guerra.</p>
<p>Independência para tocar sua vida (e sua casa, seu  trabalho, seus filhos &#8211; quando é o caso) sozinha na ausência deles, que é  frequente e muitas vezes longa (meses). E, falando nisso, em algum  momento você precisa aceitar o fato de que essa ausência faz parte e  desenvolver mecanismos internos e externos para lidar com ela. Essa  ausência não respeita datas importantes: Natal, Ano Novo, aniversário de  casamento, seu aniversário (e o dele, o do filho&#8230;), nascimento da  filha, não importa&#8230; Eles vão quando têm que ir, ficam o tempo que têm  que ficar e ocsasiões importantes ou datas comemorativas não mudam isso. Então criar seu círculo de  amizade (em cada-lugar-pra-onde-vocês-vão!) é fundamental.</p>
<p>Para algumas mulheres, ser exposa de militar significa também fazer  sacrifícios na sua própria carreira, pois as mudanças de localização não são  propícias a uma carreira estável em lugar nenhum. Felizmente não é meu  caso porque trabalho online, mas é o de muitas esposas. E, para ser sincera, acho que muitas mulheres se acomodam sob este pretexto quando na verdade não querem trabalhar. As que querem, encontram alternativas. A estabilidade da carreira pode ser afetada quando dependente de localização física, então, encontrar alternativas flexíveis de trabalho tendem a ser a melhor opção.</p>
<p>De uma forma geral, a maior habilidade de uma esposa de militar é ser capaz de lidar  com o inesperado, porque ele faz parte desse estilo de vida.</p>
<p>Tem mais, mas acho que já deu pra dar uma idéia&#8230;</p>
<p>A Aeronáutica sabe da relevância da figura da esposa (e filhos) na vida dos militares e entende que a estabilidade em casa reflete diretamente na performance deles em um deplyment.  Reconhecendo que essa criatura dotada desse conjunto de  habilidades precisa ser valorizada para tolerar essa &#8220;insanidade&#8221;, a Aeronáutica  nos proporciona benefícios diversos. Nem sei como começar a listá-los,  mas eles vão desde benefícios de teor financeiro (como bolsas  educacionais, plano de saúde e dentário, etc.) até programas de suporte  moral e emocional (como encontros de esposas, jantares, grupos de apoio, seminários,  recolocação profissional, etc.). Há uma divisão especificamente voltada  para o suporte à família e grupos independentes e oficiais de esposas.</p>
<p><strong>Dia-a-dia:</strong></p>
<p>Quando meu marido (na época, namorado) me disse que estava voltando ao serviço ativo da  Aeronáutica, aproximadamente 6 meses antes de eu me mudar pra cá, a  minha percepção dessa realidade era limitada e, como disse no início,  parcialmente correta, parcialmente fantasiosa. Notando minha completa  aversão a essa opção (em um passado não muito distante eu não estava  disposta a viver essa vida), ele tentou ampliar minha percepção,  explicando o que esperar. Com relação ao dia-a-dia, ele colocou da  seguinte forma: &#8220;quando eu estiver em casa, o dia-a-dia é como um  emprego &#8220;normal&#8221;, todos os dias eu vou trabalhar na base, entro cedo,  saio às 3:30 da tarde.&#8221; E é isso mesmo. Nos meses em que ele está em  casa, ele acorda com as galinhas e volta do trabalho às 4hs. Dependendo das circunstâncias, há semanas atípicas em que ele pode trabalhar mais, menos ou em horários atípicos, mas isso é a exceção e não a regra. Essa parte é  muito tranquila.</p>
<p><strong>Deployments:</strong></p>
<p>&#8220;Deployment&#8221; é o termo dado para quando eles vão para a guerra. Para  um militar americano, ir em deployments não é uma questão de &#8220;se&#8221;, mas  de &#8220;quando&#8221; &#8211; como ele próprio costuma dizer. É uma realidade com  raríssimas exceções. Se por qualquer motivo o militar não pode mais ir  em deployments (isto é, condições permanentes que impedem alguém de  cumprir sua função na guerra), ele é afastado do serviço permanentemente  e forçado a se aposentar. Recusar-se a ir não é uma opção e resulta em  prisão. A única consideração mais filosófica que vou incluir aqui sobre tudo isso é que sempre achei irônico o fato de que a estrutura funcional para defender e garantir a liberdade de um país (que é como eles enxergam a função do serviço militar) baseie-se na limitação da liberdade individual do militar. Eles são considerados propriedade do governo no sentido literal.</p>
<p>Vou fazer aqui, também, um parênteses para esclarecer que o trabalho que meu marido faz não envolve entrar em combate. Ele pertence a uma divisão especial de engenharia civil, que é auto-suficiente, altamente móvel e especializada e, portanto, tecnicamente preparada para deployments a qualquer momento (caso isso seja necessário), para dar suporte a contingências e operações especiais. Dessa forma, eles vão para bases em zonas de guerra onde projetos especiais precisam ser executados com rapidez, o que o coloca fisicamente em lugares onde os riscos existem, mas ele próprio não fica diretamente envolvido em combates em si (que ficam a cargo das divisões de combate aéreo e, em terra, do Exército).  Os riscos, neste caso, estão no período de transporte até a base e, uma vez dentro dela, nos ataques às bases que, sim, acontecem. Mas a frequência varia de base para base. Independentemente da natureza do trabalho, no entanto, eles são todos treinados e preparados pelo Exército para responder adequadamente a uma situação atípica em que a defesa se faça necessária. Em um deployment, todo militar carrega uma arma o tempo todo.</p>
<p>A duração e frequência dos deployments, por sua vez, variam de acordo com muitos  fatores. Primeiramente, é diferente entre os 3 tipos de serviço  (Exército, Marinha e Aeronáutica). O Exército, por exemplo, tem  deployments de 18 meses, que eu particularmente considero uma insanidade  do ponto de vista de uma família. Dentro da Aeronáutica, varia de  acordo com o tipo de trabalho que a pessoa executa, o ranking e o tipo  de unidade. Desde que nos casamos (completo 2 anos de casada amanhã), passamos por enquanto por 1 deployment &#8211; e embora oficialmente ele  seja de 180 dias (6 meses), o tempo de fato fora de casa  foi de quase 8 meses no total: aproximadamente 1 mês em treinamento em  outro estado, 6 meses no deployment e o resto em trânsito. Neste meio tempo,  não pudemos comemorar juntos: Halloween, Thanksgiving, Natal, Ano Novo,  aniversário dele, Valentine&#8217;s Day, Páscoa. Ele chegou de volta às 9hs da noite  no dia do nosso aniversário de casamento.</p>
<p>Deployments são uma experiência surreal, especialmente para alguém,  como eu, nascida e criada em um país como o Brasil, sem a forte presença  da cultura militar que os EUA têm. Comecei a escrever um post sobre  isso no ano passado e parei no meio. Então vou encurtar: foi a maior  sensação de impotência que já tive na vida. É você abraçar seu marido em  meio a centenas de outras pessoas uniformizadas e suas famílias, enquanto armas são carregadas no meio de transporte em questão, e ver  aquela pessoa entrar em um ônibus ou avião, sabendo que ela vai para um  lugar onde ataques realmente acontecem e não pooder fazer NA-DA! É você  voltar para uma casa vazia, sabendo que aquilo vai durar por meses. É  não saber o que esperar e, muitas vezes, não saber nem para onde a  pessoa está indo. É ficar desnorteada por algumas horas depois de se  despedir, tentando fazer a ficha cair ou lidando com a sensação de quando ela cai. Na minha primeira experiência com um deployment, a única pessoa com quem eu quis  falar foi minha irmã.</p>
<p>E aí entram em cena os imprevistos: depois de todo este turbilhão  emocional, neste primeiro deployment pelo menos, houve um problema na pista de decolagem e eles não saíram no horário previsto. Voltei para  encontrá-lo, porque tivemos a chance de almoçar juntos. Sim, eu não  poderia ter ficado mais feliz com a oportunidade, mas o outro lado da  moeda é que passamos pelo processo de despedida pela segunda vez. E não  seria a última: às 5hs da tarde, recebi outro telefonema para ir  buscá-lo porque eles só iriam no dia seguinte. Tudo de novo. Ao voltar  para casa no segundo dia, depois da terceira despedida, eu estava emocionalmente esgotada.</p>
<p>O curso do deployment em si traz um outro conjunto de desafios: tensão enquanto eles estão em trânsito, depois quando já instalados na base onde vão ficar, fuso horário  diferente, instabilidade no acesso à internet (que, sim, eles muitas  vezes têm e, quando têm permite o contato diário), mas de tudo existem duas situações que eu considero as mais  complicadas: corte de comunicação e ataques. Corte de comunicação pode  ser intencional ou não: intencional quando, por qualquer motivo, eles  precisam conter transferência de informação e não intencional quando a  estrutura física de comunicação é afetada.</p>
<p>Este tipo de situação é bastante tensa. Pode não ter acontecido nada de sério, mas do seu ponto de vista de esposa, que simplesmente fica sem contato de repente, é angustiante porque você simplesmente não sabe o que está acontecendo. Não só isso, mas você também não sabe quanto tempo vai levar até que o silêncio seja quebrado, então este tipo de problema exige nervos de aço e muito auto controle.</p>
<p>Já os ataques,  não fico sabendo de todos, mas na base em que ele ficou da primeira vez, a frequência era alta (algumas vezes por semana). Mas já passei por situações como estar com ele no Skype, ouvir uma sirene (avisando sobre ataque iminente) e a conexão dele cair e eu passar as 24 horas seguintes sem notícias. Ou de  saber no final do dia que ele ficou por horas em um abrigo  esperando um ataque cessar.</p>
<p>Essas são as situações em que você precisa exercitar equilíbrio  emocional extremo, não só por você, mas também por eles. As esposas são o  ponto de apoio mais estável que eles possuem. Embora estas coisas não  sejam exatamente comparáveis, o princípio é o mesmo da necessidade de  uma mãe manter a calma na presença do filho em situações emergenciais  para não assustar ainda mais a criança &#8211; ainda que ela própria esteja  assustada.</p>
<p>Também é comum ter que lidar com falta de informação de uma forma  geral. Existem diversas restrições com relação ao que pode e não pode ser dito &#8211; e quando. Alguns tipos de trabalho são completamente confidenciais, há  esposas que lidam com situações em que o marido diz: &#8220;vou hoje, não posso  dizer quando volto, nem para onde estou indo&#8221;. Se eles são transferidos  de uma base para outra, muitas vezes você só fica sabendo depois que  eles chegam lá. Quando o final de um deployment se aproxima, eles não  têm permissão para nos dar datas exatas de chegada até que a transmissão  dessa informação seja segura.</p>
<p>A volta é outra experiência surreal: você não vê a pessoa há 8 meses:  ela está diferente, você está diferente, sua rotina está diferente, há  uma fase de readaptação &#8211; e nada disso importa. Só o que importa é saber  que a pessoa está de volta em segurança e essa sensação é algo indescritível. Ver seu marido saindo de um  avião ou chegando no desembarque de um aeroporto depois de uma  experiência como essa é algo que só mesmo viver na pele torna possível  compreender. Mas é um momento extremamente emotivo. O vídeo abaixo é uma coletânea de &#8220;homecomings&#8221; (ou &#8220;voltas para casa&#8221;) surpresa e acho que transmite um pouco desse sentimento. Eu não consigo assistir este vídeo sem chorar:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/uSMlIM9zLio?fs=1&amp;hl=en_US" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/uSMlIM9zLio?fs=1&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><strong>Outros tipos de ausência:</strong></p>
<p>Isso também varia imensamente de acordo com vários fatores, então vou  falar da minha experiência e do que já vi acontecer com outras pessoas.  Além de deployments, eles têm uma série de outras atividades que os  levam para outros estados e, às vezes, também outros países, onde não há  uma guerra acontecendo.  Elas incluem cursos e treinamentos, projetos, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/TDY" target="_blank">TDYs</a> (Temporary Duty Assignments) e outros tipos de requerimento para avanço de carreira. O tempo de  permanência, de novo, varia muito &#8211; pode ser de uma semana a 3, 4 meses.  Até mais em alguns casos.</p>
<p>Para dar um exemplo: digamos que a distância entre o final de um  deployment e o início de outro seja 1 ano. Neste meio tempo, é comum  eles terem que ir para outros lugares, então de fato, é raro eles ficarem em  casa o ano todo, pelo menos na nossa circunstância atual. Mas isso é variável, então não sei qual a frequência das ausências entre deploments para outras divisões.</p>
<p><strong>Avanço de carreira:</strong></p>
<p>Como se todo este tempo longe da família não fosse suficiente,  espera-se deles que no tempo livre invistam no avanço da carreira. A  subida de ranking segue critérios e requerimentos que incluem trabalho  voluntário, extensão de estudos e uma prova dificílima (entre outras  coisas). Sem o desempenho mínimo nessa prova (que é alto), ainda que  todos os requerimentos sejam preenchidos, eles não sobem de posto. Isso  significa que no tempo livre eles precisam estudar e se preparar.  Dependendo da data da prova, essa preparação vai acontecer durante um  deployment, projeto ou no &#8220;tempo livre&#8221; que eles têm em casa.</p>
<p>Eles são também &#8220;encorajados&#8221; (&#8220;encorajados&#8221; porque, pelo menos na  nossa experiência, embora não seja um requerimento, há uma cobrança) a  completarem créditos educacionais para cursos de faculdade, mestrado ou  similares. Estes cursos podem ser feitos online ou com presença física  na universidade, dependendo da situação.</p>
<h2><strong>Então, qual o lado positivo da moeda?</strong></h2>
<p>Se você leu até aqui, deve estar questionando o mesmo que eu própria questionei no início: por que alguém opta por este tipo de vida e qual o lado positivo disso tudo? Acredite, ele existe. Vou falar do ponto de vista do militar e do casal:</p>
<p><strong>Status e benefícios financeiros:</strong></p>
<p>O militar americano é visto aqui com muito respeito e valorizado como tal. A cultura militar é forte. Comércio e serviços expressam isso na forma de descontos militares (uma grande quantidade de hotéis, restaurantes, lojas, atrações e parques e assim por diante oferecem descontos diferenciados para militares e seus dependentes). A população em geral expressa isso de formas diferentes, muitas vezes verbalizando apreciação. Eu tenho uma identidade militar como &#8220;dependente&#8221; (como todas as esposas) e não é raro, ao apresentar o documento como identidade, ouvir a frase &#8220;Thank you for your service&#8221;. Ele ouve muito mais, particularmente no 4 de Julho, Dia da Independência, quando toda a atenção se volta para isso.</p>
<p>É a cultura deles, os valores que, como país, eles tendem a adotar. Não vou questionar porque venho de outra cultura e aprendi que existe uma grande &#8220;gray area&#8221; (área cinzenta) entre o preto e o branco nos quais eu tendia a encaixar minha percepção sobre isso.</p>
<p>Do ponto de vista financeiro, acredito que para compensar este estilo de vida &#8220;incomum&#8221;, o sistema militar torna estes benefícios atrativos. O militar usufrui de estabilidade, possibilidades reais de ascenção profissional e salarial e uma pletora de benefícios e pagamentos adicionais ao salário base. São tantos que nem tenho como listar todos neste artigo (mais <a href="http://www.dfas.mil/militarypay.html">aqui</a>, se alguém se interessar), mas alguns deles são:</p>
<ul>
<li>Plano de saúde e dentários para a família imediata, vitalícios depois da aposentadoria.</li>
<li>Férias pagas com duração significativamente superior à média da população, dias de folga cumulativos que podem ser somados a férias ou combinados para mini-férias de uma semana, por exemplo.</li>
<li>&#8220;Family separation allowance&#8221; (pagamento por separação da família quando em deployments ou em outros países ou estados) e &#8220;Hardship duty pay&#8221;, em deployments). Essa combinação praticamente dobra o salário durante deployments, que é completamente isento de taxas e impostos.</li>
<li> &#8220;Housing allowance&#8221;, que cobre aluguéis/financiamentos de imóveis. Créditos financeiros a taxas inferiores às do mercado.</li>
<li>Cursos de extensão educacional e faculdade gratuitos para membros do serviço ativo, que podem ser transferidos para dependentes. Esposas também usufruem de bolsas educacionais &#8211; totais e parciais.</li>
</ul>
<p>Mesmo do ponto de vista de credibilidade financeira, o militar tende a ser visto com bons olhos. Um bom exemplo disso é que proprietários de casas geralmente preferem alugar imóveis para militares, porque sabem que a Aeronáutica toma providências, questionando o inquilino em questão caso o aluguel não seja pago. E, em uma economia em crise, o militar é aquela pessoa cujo salário e sua estabilidade são garantidos pelo governo.</p>
<p>Por fim, as bases da Aeronáutica nos EUA possuem uma infra-estrutura interna e nas suas propriedades voltada a esportes e lazer (rampas para barcos e aluguel de barcos em áreas de praia, academias e quadras, áreas para piquenique, bibliotecas, boliche, áreas de recreação externa, atividades infantis e creches, aulas de diversos tipos, etc), necessidades cotidianas (supermercado, loja de conveniência e de departamento), hospitais, clínicas e ptonto-socorro (em algumas bases) e &#8220;base housing&#8221;, que são as casas para famílias que preferem morar dentro da base ao invés de alugar ou comprar um imóvel.</p>
<p><strong>Relacionamento e diversidade:<br />
</strong></p>
<p>Ser esposa de militar americano era algo que no passado eu enxergava como fora de cogitação para mim e embora entendesse que casais apaixonados era o que justificava que outras mulheres topassem essa vida, mesmo muito antes de conhecê-lo eu as via com uma sensação de pena e compaixão. Cenas de filmes em que esposas se despediam de maridos indo para a guerra sempre me emocionavam e quando alguma situação real acontecia (como 11 de Setembro ou a Guerra do Golfo), meu primeiro pensamento era voltado para as esposas/famílias cujos maridos estariam envolvidos no confronto. Ironias da vida, ou talvez um sexto sentido que me tornava parcialmente consciente do que o futuro me reservava.</p>
<p>No início, ao me deparar com a avalanche de circunstâncias que foram se  apresentando, às quais tive que me adaptar rapidamente enquanto me  adaptava também à vida em um país novo, enxergar o lado positivo da  moeda não foi a coisa mais intuitiva, mas eu nunca perdi isso de vista.  Eu não tinha ainda vivido essa experiência por tempo suficiente para ser  capaz de analisá-la como um todo e compreender todos os seus lados.</p>
<p>Mas a realidade que foi se desenrolando com o passar do tempo é que os desafios e dificuldades incomuns deste estilo de vida vêm acompanhados de benefícios igualmente incomuns. Ao tentar me convencer disso antes de nos casarmos, meu marido uma vez me disse que os casais mais felizes que ele conhecia eram militares. A expressão no meu rosto ao ouvir isso deve ter sido impagável, pois eu não conseguia conceber que alguém pudesse ser feliz vivendo essa realidade e achei que era nisso que ele <strong>queria</strong> acreditar.</p>
<p>Como passar do tempo, no entanto, eu entendi o que ele estava tentando me dizer e hoje dou razão a ele. Sim, há momentos de muita frustração e stress, mas de uma forma geral, quando você tem limitações no tempo em que fica junto e quando passa por situações em que contempla possibilidades de risco, todo o resto entra em uma perspectiva diferente que casais em um estilo de vida mais tradicional tendem a não ter. O tempo junto é altamente valorizado, não se perde tempo e energia discutindo trivialidades ou problemas que não têm assim tanta importância, o que torna a interação entre o casal leve e positiva. A tendência é nos tornarmos muito mais criteriosos com relação ao que vale a pena discutir e o que não vale. A saudade e os reencontros renovam o relacionamento periodicamente e nos faz focar nos aspectos positivos um do outro. A distância obriga os casais a desenvolverem formas mais eficazes de comunicação que permeiam o relacionamento como um todo &#8211; na presença física e à distância. O dia-a-dia é mais que o dia-a-dia. Os planos e sonhos não são empurrados com a barriga, porque a sua percepção de tempo se altera. Nada é tratado como &#8220;um dia ainda vamos fazer isso&#8221;. Tudo o que é possível ser feito hoje, é feito hoje, esta semana, este mês, nos meses entre deployments. Isso é muito positivo.</p>
<p>Com isso, quando estamos juntos, vivemos intensa e intencionalmente. Datas comemorativas ganham significado adicional. Tudo recebe um significado ampliado, nos obrigando a perceber momento a momento a importância de se viver no presente e fazer dele o melhor possível.</p>
<p>Como experiência de vida, é algo que torna as pessoas mais fortes e oferece incontáveis oportunidades de crescimento pessoal. Desenvolve-se independência ampliada, adaptabilidade, habilidades emocionais diversas.</p>
<p>Tudo isso vem com o tempo, claro. É um aprendizado constante, mas acelerado.</p>
<p>Do ponto de vista de diversidade, conhecemos pessoas do mundo todo, temos a oportunidade de viver em estados e países diferentes. Para mim, pessoalmente, isso é fantástico!</p>
<p>Eu levei algum tempo para ser capaz de enxergar tudo isso, mas hoje em dia aprendi a reconhecer e apreciar o outro lado da moeda. Embora eu nunca vá ficar feliz com um deployment e tenha ainda meus momentos de extrema frustração e stress, minha atitude é positiva na grande maioria do tempo. Atitude positiva é fundamental &#8211; não só neste caso, como em  tudo na vida.</p>
<p>Não é raro eu ouvir das pessoas comentários como &#8220;eu jamais seria capaz de viver esta vida e não sei como você consegui lidar com isso&#8221;.  Eu própria já fui essa pessoa e a grande lição nisso tudo é a realização de que somos mais capazes do que nos percebemos ser e que mesmo as situações aparentemente difíceis e desafiadoras contêm seu pólo oposto e basta a atitude certa para enxergá-los.</p>
<p>Como eu disse, não vou entrar em considerações filosóficas sobre a guerra em si, pois elas não são o foco deste artigo. Mas eu recebo muitas perguntas com relação a este estilo de vida e muita gente vinha me pedindo para escrever um artigo sobre isso. Então, embora consideravelmente longo, espero que este texto responda muitas destas perguntas e tenha sido informativo. Se ainda restam perguntas, basta publicá-las nos comentários.</p>
<p>Obrigada a quem leu o texto todo. <img src='http://www.sinestesia.co.uk/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>A gasolina, o carro, o GPS e o endereço</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Jan 2011 09:47:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[É&#8230; este blog não é mais o que costumava ser. Pudera: em Julho de 2004, há 6 anos e meio, com o curto post contendo apenas duas frases (&#8220;Testando o wordpress… Quem sabe eu acabo gostando? &#8220;), iniciei este blog enquanto vivia um capítulo COMPLETAMENTE diferente da minha vida: morando no interior de SP, em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É&#8230; este blog não é mais o que costumava ser. Pudera: em Julho de 2004, há 6 anos e meio, com o curto post contendo apenas duas frases (&#8220;Testando o wordpress… Quem sabe eu acabo gostando? <img src="../wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif" alt=";-)" />&#8220;), iniciei este blog enquanto vivia um capítulo COMPLETAMENTE diferente da minha vida: morando no interior de SP, em um outro casamento, com mais perguntas do que respostas, super envolvida com webdesign, WordPress, blogs em geral &#8211; mas vivendo uma realidade mais contida, tentando achar caminhos e presa em convicções que não me serviam.</p>
<p>Minha vida era diferente, meus interesses e prioridades outros, bem como as pessoas que faziam parte do meu dia-a-dia.</p>
<p>Os blogs eram diferentes também. Mas não vou entrar nessa explicação, pois não é sobre isso que quero falar. Isso só é relevante por fazer parte do contexto maior.</p>
<p>Mas mais relevante do que tudo isso junto, EU era uma pessoa diferente da que sou hoje. Significativamente diferente.</p>
<p>Alguns dos posts mais antigos deste blog me fazem rir. Outros me fazem refletir e perceber a magnitude do salto quântico que eu (como indivíduo) e minha vida (como reflexo da minha individualidade) demos, enquanto o processo em si parecia uma sequência natural. Em outras palavras, eu tinha consciência dos passos que estava dando, muitas vezes resultado de reflexões mais aprofundadas, outras vezes de uma intuição que eu voltei a seguir &#8211; mas apenas a visão em retrocesso foi capaz de me conscientizar da magnitude da somatória destes passos.</p>
<p>E aí as transformações internas resultaram em mudanças externas e daí pra frente a roda girou praticamente sozinha. Uma avalanche de mudanças, experiências novas de vida, pessoas novas, casamento novo, país diferente, idioma diferente, alguns tropeços, muitas adaptações, estilo de vida radicalmente diferente. Não fosse por aquela essência que todos carregamos dentro de nós, aquele senso de individualidade que nasce e permanece conosco, talvez eu achasse que acordei vivendo a vida de outra pessoa.</p>
<p>É natural que algo dessa magnitude tivesse seu reflexo neste blog. Não só neste, aliás. Mas vamos falar deste.</p>
<p>Em meio a este turbilhão de transformações, algo aconteceu com a minha necessidade de me expressar como antes me expressava aqui. Houve uma expansão como um todo na minha vida, mas uma retração circunstancial na minha vontade de expor coisas que antes eram tão naturais por aqui.</p>
<p>Parte disso vem de uma opção inerente ao estilo de vida militar, em que menos informação é prudente. Tem mais, na verdade &#8211; mas, razões circunstanciais à parte, eu me pego frequentemente não vendo muito sentido em manter o tipo de postagens que predominaram neste blog por boa parte da sua existência. Mais do que isso, embora minha paixão por escrever e por comunicação tenha permanecido inalterada, eu não sei muito bem que cara tem agora este blog. É quase como ter a gasolina, ter o carro, o GPS, mas esquecer o endereço: o combustível está lá, o meio de locomoção está lá, a habilidade de se localizar está lá&#8230; mas falta a direção a seguir.</p>
<p>Estranho para mim, mas não há como fugir da inevitável realização de que me tornei uma pessoa mais&#8230; reservada. Não na minha vida offline (pelo contrário), mas no que diz respeito ao que opto por expor online.</p>
<p>Já pensei em escrever um último post e começar do zero em outro endereço, algo que melhor reflita (e simbolize) a nova realidade que me cerca. Mas também não vejo muito sentido nessa opção.</p>
<p>Enquanto isso, vou tocando o projeto <a href="http://www.1001dicaspraticas.com" target="_blank">1001 Dicas Práticas</a> que, igualmente, passou por suas próprias transformações &#8211; mas me mantém focada porque tem um escopo bem definido. Também enquanto isso penso em coisas mais específicas sobre as quais quero escrever e fico em cima do muro entre escrever sobre estas coisas em inglês ou em português &#8211; ou ambos -, cogitando inclusive outras formas de explorar o assunto além da escrita.</p>
<p>Mas independente disso tudo, aos que ainda passam por aqui ou assinam o feed deste blog, quero deixar uma pergunta: o que ainda mantém o elo entre você e este blog? Porque, na verdade, é para vocês que eu escrevo. Talvez ao invés de tentar decifrar o caminho eu mesma, eu deva ouvir as pessoas que encontram aqui algo com o que se identificam.</p>
<p>Na ausência de manifestações a respeito, vou  postando conforme a vontade e os assuntos surgirem e deixo que a coisa tome seu rumo natural. De um jeito ou outro, sorrizinho nasceu aqui porque com ou sem rumo, escrever ainda faz com que eu me sinta viva e conectada.</p>
<p>Até a próxima! <img src='http://www.sinestesia.co.uk/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>1001 Dicas Práticas</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Jun 2010 04:51:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia</dc:creator>
				<category><![CDATA[101 Coisas  em 1001 dias]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[A passo de tartaruga &#8211; mas com um empurrão aqui, outro ali de gente que gosta de ler o blog &#8211; voltei para atualizar o Sinestesia. Não sei dizer exatamente por que as atualizações estão tão espaçadas. Assunto não falta, vontade de escrever não falta, mas algo (provavelmente bem subjetivo) tem me impedido, consistentemente, de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A passo de tartaruga &#8211; mas com um empurrão aqui, outro ali de gente que gosta de ler o blog &#8211; voltei para atualizar o Sinestesia. Não sei dizer exatamente por que as atualizações estão tão espaçadas. Assunto não falta, vontade de escrever não falta, mas algo (provavelmente bem subjetivo) tem me impedido, consistentemente, de manter o blog como costumava manter.</p>
<p>Imersão maior na nova vida, talvez&#8230; Aproveitando o tempo que o marido fica em casa entre deployments, projetos e cursos em outros estados, curtindo coisas que ainda são novidade pra mim&#8230; Foco em outras coisas. Introspecção. Ou tudo isso junto. Esboçei um post que estava indo até que bem na noite anterior ao marido chegar, mas a cabeça estava tão a milhão que ficou difícil terminar e publicar. Aí, passou&#8230;</p>
<p>Mas vamos lá.</p>
<p>O assunto de hoje é uma das coisas que tem consumido bastante meu tempo. Em Março, duas semanas antes do marido voltar de 8 meses na guerra, houve uma sincronia de fatores que possibilitou o nascimento de um projeto que eu vinha cozinhando há tempos. A história completa, para quem se interessar em ler, está <a href="http://1001dicaspraticas.com/novidades-do-blog/dando-os-primeiros-passos/">aqui</a>. O timing pessoal para mergulhar de cabeça nisso estava longe de ser ideal, mas mergulhei ainda assim porque todas as outras circunstâncias foram ideais.</p>
<p>Uma semana depois, estava com uma equipe inicial de colaboradores e editores montada, além de uma pessoa na parte técnica para cuidar do back-end &#8211; que eu não tenho mais tempo hábil para cuidar -, domínio registrado, WordPress, tema provisório e plugins iniciais instalados, post inaugural no ar. Foi uma correria e o nome do projeto, embora adequado, não saiu dos mais criativos porque faltou tempo para um brainstorming bem feito. Mas como às vezes na vida precisamos usar a estratégia <a href="http://www.stevepavlina.com/blog/2007/01/10-business-lessons-from-a-snarky-entrepreneur/"><em>ready-fire-aim</em></a>, dia 20/Março/2010 entrou no ar o <a href="http://www.1001dicaspraticas.com">1001 Dicas Práticas</a>.</p>
<p>Parei tudo depois de colocar o projeto no ar para, finalmente, poder curtir o marido depois de tantos meses e entrar de férias junto com ele. No final de Abril fomos para o Brasil, nossa primeira viagem juntos para lá. Fazia um ano e meio que não via minha família e amigos, com exceção da minha mãe que veio passar um tempo aqui comigo. Mais sobre essa viagem em outro post.</p>
<p>Voltando ao papo anterior: o foco deste novo projeto (que, originalmente, surgiu como complemento ao <a href="http://www.patriciamuller.com/101">101 Coisas em 1001 Dias</a>, mas cujo escopo foi depois ampliado) é ser um repositório de dicas e idéias práticas nos mais  diversos assuntos – de  maternidade, a tecnologia, viagens, moda e  beleza, carreira, finanças,  organização, otimização de tempo, faça você  mesmo e assim por diante &#8211; com conteúdo variado tanto em termos de  assunto quanto em termos de  formato – textos, imagens, vídeo, áudio,  links.</p>
<p>O plano original era não divulgar oficialmente o novo blog até que atingíssimos uma massa crítica mínima de conteúdo e que todos os detalhes estivessem em ordem. O tema que estamos usando é provisório, o logo ainda está em fase de aprovação, falta a instalação de vários plugins que precisamos usar, a equipe ainda não está completa &#8211; e, portanto, a cobertura de assuntos ainda está deficiente. Mas estou falando sobre ele aqui hoje, apesar de ter planejado esperar até que tudo isso fosse feito, por dois motivos: 1) quero ouvir feedback e 2) quero divulgar as posições para editores e colaboradores, para fecharmos a <a href="http://1001dicaspraticas.com/equipe/">equipe</a>. Portanto, 1) passem por lá para ver como está ficando e 2) interessados(as) em participar da equipe, produzindo conteúdo com a gente, por favor <a href="http://1001dicaspraticas.com/contato/">entre em contato</a>.</p>
<p>Bem, do ponto de vista mais objetivo da coisa, isso é o que mais tem consumido o tempo que dedico a escrever e aos meus blogs de uma forma geral. Com isso o Sinestesia acaba não sendo atualizado com a frequência que eu gostaria, pois minha energia neste momento está mais lá do que aqui. Estou bastante empolgada com este projeto, em especial com o que estamos planejando para conteúdo multimídia.</p>
<p>Não vou prometer nada com relação às atualizaçoes no Sinestesia por enquanto. Só posso dizer que sinto falta de escrever aqui, da interação com as pessoas que comentam e que, no meu tempo, vou continuar escrevendo. Enquanto isso, dêem uma passada no <a href="http://1001dicaspraticas.com">1001 Dicas Práticas</a> e me digam o que acharam &#8211; mantendo em mente que estamos ainda em &#8220;fase beta&#8221;. <img src='http://www.sinestesia.co.uk/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Furacões</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 05:56:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida nos EUA]]></category>

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		<description><![CDATA[Dizem por aqui que os furacões são um preço baixo a se pagar para se morar no paraíso (em referência a essa região da Flórida que é maravilhosa). Essa percepção vem do fato de que, embora haja todo ano uma temporada oficial de furacões, raramente eles são destrutivos a ponto de as pessoas terem que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dizem por aqui que os furacões são um preço baixo a se pagar para se morar no paraíso (em referência a essa região da Flórida que é maravilhosa). Essa percepção vem do fato de que, embora haja todo ano uma temporada oficial de furacões, raramente eles são destrutivos a ponto de as pessoas terem que evacuar a região ou causar danos significativos. Não é raro acontecer de um furacão de categoria leve passar e, por precaução, as pessoas serem liberadas do trabalho, mas sem a necessidade de evacuar a área. Aí vai todo mundo aproveitar pra fazer um churrasco. São as chamadas &#8220;Hurricane Parties&#8221; (segundo meu marido), que em outras palavras significa &#8220;vamos comer e beber bagarái enquanto chove e venta bagarái&#8221;.</p>
<p>Mas às vezes o buraco é mais embaixo. Às vezes passam furacões violentos por aqui (os mais recentes tendo sido <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hurricane_Ivan">Ivan</a> em 2004 e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hurricane_dennis">Dennis</a> em 2005). Ivan foi o mais destrutivo. Teve o tamanho do estado do Texas e atingiu <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Saffir%E2%80%93Simpson_Hurricane_Scale#Category_5">categoria 5</a> (a máxima, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Saffir%E2%80%93Simpson_Hurricane_Scale">veja aqui a escala</a>) em nível de intensidade. Mas muito embora tenha causado muitos danos nessa região, os danos maiores foram em outros lugares.</p>
<p>De qualquer forma, fato é que os EUA são um país que convive com desastres naturais de vários tipos. Por aqui são os furacões, em outros estados são tornados, ou terremotos, etc.</p>
<p>Quando cheguei aqui não sabia muito bem o que esperar com relação a isso. Cheguei depois do término da temporada de furacões, então muitos meses se passaram até que o assunto entrasse em pauta com frequência nas conversas e na mídia. Mas em um lugar que precisa estar preparado para este tipo de coisa, existem sistemas de prevenção que ficam alertas o tempo todo. As TVs a cabo e por satélite interrompem o sinal periodicamente (mesmo fora da temporada) como teste de aviso metereológico, para gatantir que na hipótese de uma emergência, o sistema esteja funcionando corretamente e a população possa ser avisada.</p>
<p>Ao longo dos primeiros meses, via isso acontecer e não dava muita bola. E, sem conhecimento dos tipos de avisos, bela noite lá pela 1h da manhã a TV apitou e entrou um &#8220;warning&#8221; na parte inferior da tela com um mapa. Era um &#8220;severe weather &#8211; flood warning&#8221; (clima severo e aviso de enchente) para o nosso condado. Não fiquei assustada, mas acordei o marido pra ter certeza. Vai saber, não é? Eu sei que furacão e tornado são coisas diferentes, mas furacões às vezes trazem tornados de brinde e se você assistiu Twister fica ao menos com a pulga atrás da orelha ao ver um aviso destes pela primeira vez. Bem, ele ouviu, olhou a tela, deu um sorriso (provavelmente achando um pouco de graça), me tranquilizou e voltou a dormir. Daí pra frente me acostumei com os avisos na tela da TV &#8211; que aliás assisto muito raramente &#8211; e o clima correu tranquilo por vários meses.</p>
<p>Chegou Junho e a região começou a se preparar. Aí o assunto entrou em pauta na mídia, nas conversas e se via informação sobre isso por todos os lados. Fomos chamados para uma palestra sobre &#8220;Hurricane Preparedness&#8221; na base da aeronáutica, para aprendermos a estar preparados na eventualidade de um furacão significativo resolver passar por aqui. Eu quis ir porque estaria sozinha aqui na época em que isso poderia acontecer. Ficamos uma hora ouvindo sobre tudo o que se possa imaginar: estoque água e alimentos não perecíveis porque pode faltar água e energia elétrica, mantenha $500 em dinheiro na carteira porque os caixas e sistemas eletrônicos podem não funcionar, mantenha o tanque dos carros cheios porque falta gasolina e aí você não tem como ir pra lugar nenhum se a região tiver que ser evacuada, tenha reservas de alimentos para animais de estimação caso não possa sair de casa, tenha preparada uma pasta com todos os documentos importantes (pronta para ser colocada no carro), faça seguro das suas coisas, tenha documentos de compra e de propriedade dos seus bens incluindo aparelhos de valor significativo na sua casa, exija dos proprietários reforço nas janelas &#8211; ou coloque você mesmo se a casa for sua&#8230; &#8211; e assim por diante. Explicaram sobre as categorias de furacões, sobre a logística dos avisos. Falaram sobre tudo, distribuírm guias, CDs e um checklist. E avisaram: comecem a preparar isso AGORA, não esperem chegar o aviso de que um furacão está vindo na nossa direção porque você pode se enrascar.</p>
<p>Normalmente, quando um furacão vai passar por uma região, essa probabilidade é rastreada com 2 semanas de antecedência segundo me informaram. Então, a única coisa que você tem que fazer é ficar de olho na informação, seja pela TV ou pela internet. Embora estas tempestades possam mudar de curso e eles nunca tenham 100% de certeza com relação à trajetória, ela em geral é relativamente previsível. Como eu raramente assisto TV, instalei uma extensão pro Firefox do Weather Channel e assinei alertas para o celular. E via Twitter e Facebook também não tem como passar batido.</p>
<p>A temporada de furacões este ano foi relativamente tranquila. Este mês, no entanto, houve uma surpresa. Embora a temporada vá oficialmente até Novembro, nesta época já não se espera que nada aconteça. Dia 8 deste mês eu tinha ido passar o domingo numa cidade vizinha e, na volta, enquanto notava que o tempo estava mudando, ouvi no rádio uma estação local falando sobre o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hurricane_Ida_%282009%29">furacão Ida</a> que estava vindo na nossa direção. Tomei um susto. Como era mesmo aquela história de que os avisos chegam com 2 semanas de antecedência?? Pois é, aparentemente não é SEMPRE assim. Eles conseguem rastrear tempestades que se formam na costa da África e vêm em direção à América do Norte, mas este furacão se formou inesperadamente já próximo da costa dos EUA. E no domingo, quando ouvi pela primeira vez sobre ele (embora já tivesse sido noticiado na sexta como tempestade) estava de repente com intensidade 2. Abaixo, um vídeo sobre o furacão ganhando intensidade:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="315" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/P9AfXKatdvE&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;border=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="315" src="http://www.youtube.com/v/P9AfXKatdvE&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Cheguei em casa e tratei de me informar. Nenhum aviso sobre evacuação e tudo indicava que ele estava se enfraquecendo. Apesar disso, na segunda-feira já tinha gente no Facebook dizendo que estava de malas prontas. Um baita exagero! Resolvi conversar com o vizinho de frente que mora aqui há muitos anos e passou pelos furacões de 2004 e 2005. Ele disse que não havia nada com o que se preocupar, que de fato o furacão tinha enfraquecido e seria apenas uma tempestade tropical. Me aconselhou, no entanto, a <a href="http://twitter.com/pattymuller/status/5560330161">ficar em casa</a>, checar as janelas e colocar pra dentro tudo o que pudesse ser arrastado pelo vento, inclusive latas de lixo. <a href="http://twitter.com/pattymuller/status/5570997573">Fui no WalMar</a><a href="http://twitter.com/pattymuller/status/5570997573">t</a> dar uma reforçada em algumas coisas só por precaução (embora tivesse tudo em casa) e aí entendi o porquê de eles aconselharem que você esteja preparado com antecedência: o supermercado estava bombando de gente, havia pouquíssimas caixas de água mineral restantes, estava tudo acabando. E isso é um misto de gente tentando se preparar pra ficar em casa e gente preparando as festas, porque até carne e cerveja estavam acabando.</p>
<p>No fim, foram dois dias de muita chuva e vento, mas nada sobrenatural &#8211; até porque, ao chegar aqui, o furacão tinha de fato perdido força e era só uma tempestade tropical. Ele fez estragos em outros lugares, mas não aqui. Mas, por precaução (pois estas coisas têm um certo grau de imprevisibilidade), fiquei em casa. Recebi um email da base da Aeronáutica dizendo que os aviões tinham sido transferidos para outros lugares,  que a base estaria fechada e os funcionários seriam liberados &#8211; com exceção daqueles que são responsáveis por cuidar justamente de problemas relacionados a furacões e outras atividades essenciais.</p>
<p>Correu tudo tranquilo e tenho certeza que muita gente aproveitou o fato de que o dia seguinte era um feriado para emendar festejando e descansando.</p>
<p>Mas é isso, morar em algumas regiões dos EUA tem este lado também. Felizmente essa temporada parece que terminou. Em teoria ela vai até Novembro, então nunca se sabe. Mas minha preocupação maior com relação ao tempo daqui pra frente é mesmo manter a casa quentinha, porque enquanto escrevo isso às 11:50 da noite em pleno 18 de Novembro já está fazendo 7 graus lá fora. Ano passado tivemos zero graus em alguns dias na Flórida em Dezembro e, como o frio começou cedo este ano, estou achando que este inverno vai ser de lascar.</p>
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		<title>O estilo de vida americano</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 18:16:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida nos EUA]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde que cheguei nos EUA, venho querendo escrever sobre algumas das diferenças que encontro por aqui quase que diariamente. Todo país tem seus prós e contras, não vou fazer apologia a país nenhum, mas este artigo é para falar sobre algumas coisas positivas do estilo de vida americano. Minha experiência aqui ainda é curta (aproximadamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde que cheguei nos EUA, venho querendo escrever sobre algumas das diferenças que encontro por aqui quase que diariamente. Todo país tem seus prós e contras, não vou fazer apologia a país nenhum, mas este artigo é para falar sobre algumas coisas positivas do estilo de vida americano.</p>
<p>Minha experiência aqui ainda é curta (aproximadamente um ano) e minha amostragem é pequena (pois é baseada apenas em um estado), mas a conclusão à qual cheguei com base nisso, observando as pessoas aqui, foi a seguinte: o americano, acostumado a viver em um país rico, tem expectativas em termos de qualidade de vida e do que é considerado básico, diferentes daquelas em países mais pobres como o Brasil. Vou usar o critério de moradia como exemplo:</p>
<p>Onde eu moro, a grande maioria das pessoas vive em um dos 4 seguintes tipos de moradia: casas, apartamentos, &#8220;condos&#8221; ou &#8220;town houses&#8221;.</p>
<p>Apartamentos nessa região não são em prédios altos. Quando muito são construções de 2 ou 3 andares em algo que se assemelha a um mini condomínio. E são bonitinhos, parecem casinhas. &#8220;Condos&#8221; são condomínios de casas com áreas de lazer comuns com piscina, churrasqueiras, etc &#8211; e cada um tem suas regras, alguns deles são, por exemplo, para pessoas idosas ou aposentadas. As casas nestes &#8220;condos&#8221; em geral são muito boas e paga-se uma mensalidade de manutenção dos condomínios. Por fim, &#8220;town houses&#8221; são casas geminadas, em geral em duplas de sobrados. Os aluguéis das &#8220;town houses&#8221; são mais baratos, mas as casas são espaçosas e bonitas.</p>
<p>Independente de qual tipo de moradia estejamos falando, todas elas têm como ítens básicos: aquecimento e ar-condicionado, água quente em todas as pias, pelo menos uma banheira (em geral, todos os banheiros têm banheiras). Isso é o básico, é impensável uma casa pra eles aqui sem isso. Não entrei em um apartamento ainda, então não sei se eles têm banheiras, mas o restante sim.</p>
<p>Em cidades mais metropolitanas, como Nova Iorque, evidentemente é diferente por causa da concentração de pessoas e quantidade de prédios altos, mas numa cidade tipicamente americana na Flórida, todas as casas têm também jardim &#8211; na frente e nos fundos. Pense nas casas do bairro mostrado na série Desperate Housewives &#8211; é exatamente aquilo, embora o tamanho das casas varie. Onde eu moro na Flórida, uma casa que é considerada padrão tem 3 dormitórios, 2 banheiros, cozinha e 2 salas, garagem para um ou dois carros, com uma área construída de 250 a 300 metros quadrados (estou estimando isso de cabeça), fora a área externa, em geral com um deck ou pátio. A maioria já vem equipada com geladeira, fogão, lava-louças, lava-roupa e secadora. Esquece varal, dificilmente você vai ver alguém aqui pendurando roupas e depois passando, a não ser peças que precisam ser passadas (exceção). As únicas coisas que compramos pra essa casa onde moramos foram a lavadora de roupas e secadora que a casa não tinha, mas fogão, geladeira e lava-louças já faziam parte do pacote.</p>
<p>O americano de classe média vive assim. Quando digo que a expectativa deles é diferente, é porque se compararmos com o brasileiro de classe média, ele veria determinadas coisas como um luxo. O brasileiro classe média compra um apartamento de 80 metros quadrados, sem aquecimento ou ar-condicionado, sem banheira, sem vista e acha que está ótimo, porque finalmente conseguiu comprar sua casa própria. Se você oferecer pra um americano uma casa sem aquecimento, mesmo na Flórida (pois em estados onde neva é uma necessidade), ele vai rir da sua cara. Eles estão acostumados a outro padrão de vida.</p>
<p>E isso é resultado não só de se morar em um país rico, mas também um reflexo cultural de como o país trata determinados tipos de trabalho. Um dos exemplos que vejo mais de perto é o jardineiro aqui de casa. Já começa que eu sou a exceção: aqui o americano médio não contrata jardineiro, corta sua própria grama. Todo mundo faz isso. Meu marido faz, mas na ausência dele contratamos alguém pra cuidar disso.</p>
<p>Essa pessoa vem aqui uma vez por semana para manter a grama aparada e o jardim em ordem. Chega em uma caminhonete bacanuda, com cortador de grama daqueles que você dirige e outras ferramentas ou elétricas ou a gasolina. O cara não põe a mão numa tesoura de jardim. Cobra US$100 por mês pra vir aqui uma vez por semana e fazer um trabalho que não leva uma hora.</p>
<p>Consideremos que ele trabalhe em média 8 horas por dia, portanto fazendo 8 casas. Assumindo que ele cobre este valor em todas as casas (o que não é verdade, pois varia de acordo com o tamanho do jardim, portanto outras casas pagam mais e outras menos, então vamos manter a média em $100 para efeito de exemplo), ele tem 40 clientes por semana, o que significa que por mês ele tira 4 mil dólares. Cortando grama. Considerando que o aluguel de uma casa média nessa região varia entre $900 e $1300 dólares (menos se for um apartamento ou &#8220;town house&#8221;, por volta de $600-$700) e sem contar com o salário da mulher dele que também trabalha, um jardineiro aqui está muito bem de vida. Até onde sei, da última vez que ele tirou férias foi passear nas Bahamas, na anterior foi pra Europa. No Ano Novo do ano passado foi festejar em um passeio de barco com tudo do bom e do melhor e assistir os fogos da baía.</p>
<p>E isso vale também pra outros tipos de trabalho do gênero, como eletricistas, encanadores, pintores, carpinteiros, etc. Então o contraste social acaba sendo mínimo.</p>
<p>Dito isso, a crise econômica afetou todo mundo. E acho que eles sentem o tombo de outra forma também, justamente por estarem tão acostumados com este nível de estilo de vida. Muitas pessoas perderam suas casas, seus empregos, etc. A casa do lado da minha ficou fechada (abandonada) por um ano. Então o que estou vendo aqui agora é a realidade de um país em crise econômica, nem todo mundo está vivendo da forma como descrevi acima.</p>
<p>O consumo baixou bastante. Dia 26 de Novembro eles comemoram Thanksgiving, ou Dia de Ação de Graças &#8211; um dos meus feriados favoritos aqui. Para marcar o início da temporada de festas e estimular o início das compras para o Natal, no dia seguinte ao Thanksgiving (iniciando à meia-noite) eles têm o chamado &#8220;<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Black_Friday_%28shopping%29">Black Friday</a>&#8220;, que é tradicionalmente um evento nacional de ofertas altamente atrativas, especialmente no varejo. Produtos são vendidos a preços baixíssimos. Até onde sei, eletrônicos e brinquedos têm a maior procura e recebem os melhores descontos. Em momento de crise, isso é um prato cheio tanto para consumidores quanto para o varejo em si, que trabalha com uma margem de lucro menor, mas ganha na quantidade e desova estoque.</p>
<p>Eu planejava ir a algumas lojas para ver de perto este evento e aproveitar os preços baixos, mas ao que parece as filas são gigantescas e a multidão fica enlouquecida dentro das lojas (todo ano tem algum caso de gente ferida ou algo do gênero), então mudei de idéia. A boa notícia é que as lojas online também oferecem descontos interessantes, portanto, mesmo para quem está no Brasil, fica a dica: se você estava querendo comprar algo na <a href="http://www.amazon.com/gp/redirect.html?ie=UTF8&amp;location=http%3A%2F%2Fwww.amazon.com%2F&amp;tag=sinestesia-20&amp;linkCode=ur2&amp;camp=1789&amp;creative=390957">Amazon</a><img style="border:none !important; margin:0px !important;" src="https://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=sinestesia-20&amp;l=ur2&amp;o=1" border="0" alt="" width="1" height="1" /> ou em qualquer outra loja americana que faça envios internacionais, a hora é agora.</p>
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		<title>Blog acordando da hibernação – o retorno do retorno</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 12:30:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia</dc:creator>
				<category><![CDATA[101 Coisas  em 1001 dias]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Milestones]]></category>
		<category><![CDATA[Vida nos EUA]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem leu o post que publiquei aqui no blog alguns dias atrás leu &#8211; quem não leu, já era. Vou explicar o que aconteceu e depois fazer uma mini-versão novamente: Recebi um email do Google dizendo que eles haviam removido o Sinestesia dos resultados de busca porque encontraram atividade de &#8220;cloaking&#8221; no blog. Hã? Fui [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem leu o post que publiquei aqui no blog alguns dias atrás leu &#8211; quem não leu, já era. Vou explicar o que aconteceu e depois fazer uma mini-versão novamente:</p>
<p>Recebi um email do Google dizendo que eles haviam removido o Sinestesia dos resultados de busca porque encontraram atividade de &#8220;<a href="http://www.google.com/support/webmasters/bin/answer.py?hl=en&amp;answer=66355">cloaking</a>&#8221; no blog.</p>
<p><strong>Hã?</strong></p>
<p>Fui atrás da informação para saber do que setratava. Enquanto isso, recebi no Twitter uma mensagem do <a href="http://www.pedrodias.net">Pedro Dias</a> dizendo que no feed do último post havia aparecido um monte de spam e que o blog, provavelmente, havia sido hackeado.</p>
<p>Tentei resolver sozinha, mas não encontrei nada suspeito nos arquivos no servidor, então entrei em contato com a <a href="http://www.comforthost.net">empresa de hospedagem</a> para ver se eles sabiam como consertar o problema. Eles retornaram dizendo que haviam resolvido, então acessei o feed do blog para confirmar e notei que o artigo mais recente estava faltando. Acessei o próprio blog e ele também tinha sumido daqui.</p>
<p>Respondi à empresa de hospedagem perguntando se eles haviam usado um backup anterior para &#8220;consertar&#8221; o problema. Sim, foi isso mesmo que eles fizeram. Pegaram um backup anterior à publicação do artigo e reverteram o blog desta forma, SEM falar comigo, SEM me perguntar se havia alguma atualização recente e finalizaram o email dizendo &#8220;Você precisará republicar o artigo&#8221;.</p>
<p>Imaginem minha cara de &#8220;vocês só podem estar de brincadeira comigo&#8221; ao ler este email. Respondi explicando que tinha ficado um ano sem escrever no blog, que finalmente depois deste tempo todo tinha levado duas horas escrevendo este artigo como volta oficial ao blog e que eu não tinha o artigo em nenhum outro lugar &#8211; afinal, é justamente para isso que servem backups de servidor. Eu esbravejava! Exigi que eles revertessem o blog novamente, usando o backup mais recente contendo o artigo.</p>
<p>Mas isso não aconteceu: enquanto essa troca de emails se desenrolava, o servidor fez um novo backup e apagou o único backup ainda contendo o artigo. Para encurtar a história, o artigo já era. Tentei recuperá-lo de todas as formas alternativas que vocês possam imaginar &#8211; até mesmo <a href="http://wphackr.com/recover-deleted-posts-using-firefox-cache/">através do cache do Firefox</a>, através do Feedburner (e, no processo, descobri que o Sinestesia não estava publicando of feeds completos e sim parciais &#8211; lógico!), mas não houve jeito. Se você está pensando: &#8220;tentou o cache do Google?&#8221; &#8211; o Google retirou o blog dos resultados, lembram? Também não foi uma opção. E pelo <a href="http://www.archive.org">archive.org</a>? &#8211; Também não tinha nada lá, não houve tempo suficiente.</p>
<p>Então, resumindo, o artigo explicando minha ausência de um ano e o novo rumo que o blog vai tomar, já era. E, junto com ele, todos os comentários carinhosos que recebi. <img src='http://www.sinestesia.co.uk/blog/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':(' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Não vou reescrever o artigo todo, mas vou citar o que havia de relevante nele (e acrescentar algumas coisas) para que as pessoas que não tiveram a oportunidade de ler possam ter o mínimo de informação e para que a cronologia do blog não fique fora de contexto:</p>
<p>Minha ausência do blog se deveu ao fato da minha vida ter passado por diversas transformações significativas ao longo dos últimos 12 meses, que me fizeram ter que priorizar a vida offline:</p>
<p>Me mudei para os EUA em Novembro de 2008. Estou morando aqui desde então. Moro em uma região maravilhosa, minha casa fica a dois minutos da praia.</p>
<p>Em Dezembro, logo antes do Natal e três semanas depois de chegar aqui perdi meu pai. Ele teve um infarto, passou por uma cirurgia e não resistiu às complicações. Foi algo completamente inesperado para mim e para a minha família, um momento muito doloroso para todos nós. Minha irmã estava grávida de 5 meses e havia acabado de voltar para o Brasil com meu cunhado (eles vieram comigo de férias nas primeiras duas semanas). Precisei viver este luto de forma privada.</p>
<p>Em Abril nasceu meu sobrinho. Ele é lindo e muito saudável, estamos todos apaixonados por ele! Ainda não o conheci pessoalmente, mas procuro participar da vida dele à distância o máximo possível. Vejo fotos, escrevo cartas, mando presentes e às vezes &#8220;bato um papo&#8221; com ele pelo Skype. Houve, no entanto, uma complicação no dia do parto e ele precisou ficar na UTI da maternidade por vários dias. Foi outro momento angustiante para nós. Felizmente tudo correu bem e ele é 100% saudável.</p>
<p>Em Março deste ano, me casei com um americano. Tive o segundo mais curto noivado da história (3 dias &#8211; o record do primeiro mais curto noivado da história eu mesma detenho: 12 horas) e me casei na praia em uma cerimônia simples, como queríamos. Ele é da Aeronáutica e em Agosto foi mandado para o Iraque, onde vai ficar por mais alguns meses. Estou vendo de perto o que é o sistema militar americano e vivenciar isso tão de perto é um desafio para alguém como eu com opiniões tão contrárias a tudo o que o sistema militar representa. Provavelmente escreverei alguns artigos sobre isso.</p>
<p>Em Setembro minha mãe veio passar 3 semanas aqui comigo. Foi ótimo ter tido a oportunidade de curtir a companhia dela depois de tantos meses longe da família.</p>
<p>Entre Abril e Novembro, pasei pelo processo de obtenção do Green Card, recebi residência legal permanente na semana retrasada.</p>
<p>Bem, os pontos principais são estes, foram estes os motivos que me mantiveram afastada do blog durante este período e agora estou retornando à atividade em todos os meus projetos. Estou por fora de muita coisa, todos os blogs precisam de atualização em todos os aspectos (temas, versão de WordPress e conteúdo), então ainda leva um tempinho para colocar tudo de volta nos eixos (já estou trabalhando no novo layout deste blog). Mas estou de volta. <img src='http://www.sinestesia.co.uk/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>O Sinestesia a partir de agora vai, naturalmente, passar a refletir essa nova etapa da minha vida. Além dos temas que já abordava aqui no blog, novos temas serão acrescentados. Estou empolgada com a idéia de compartilhar novas perspectivas e novas experiências com vocês.</p>
<p>Bem, é isso. Vamos em frente! <img src='http://www.sinestesia.co.uk/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Sinestesia/~4/O8EJR58yORE" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Atualizando o WordPress</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Oct 2008 22:31:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[Vou começar agora a atualizar o WordPress com a &#8220;ajuda&#8221; do Ghedin (na verdade, &#8220;ajuda&#8221; é uma forma de não admitir publicamente que ele vai fazer tudo pra mim). Ah, eu fiz os backups e desativei os plugins, não conta? (&#8220;Mãe, quero ajudar a fazer o bolo!&#8221; &#8211; &#8220;Ok, mexe aqui pra mim&#8221; &#8211; tipo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vou começar agora a atualizar o WordPress com a &#8220;ajuda&#8221; do <a href="http://www.rodrigoghedin.com.br/">Ghedin</a> (na verdade, &#8220;ajuda&#8221; é uma forma de não admitir publicamente que ele vai fazer tudo pra mim). Ah, eu fiz os backups e desativei os plugins, não conta? (&#8220;Mãe, quero ajudar a fazer o bolo!&#8221; &#8211; &#8220;Ok, mexe aqui pra mim&#8221; &#8211; tipo isso!) <img src='http://www.sinestesia.co.uk/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Neste meio tempo, todos os plugins estão desativados, então se notarem qualquer comportamento estranho no blog, é por isso. Volto quando estiver tudo em ordem.</p>
<p><strong>Update (21:47):</strong> Tudo atualizado e funcionando, rodando macio e sem nenhum acidente de percurso. <img src='http://www.sinestesia.co.uk/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />  Valeu, <a title="Rodrigo Ghedin" href="http://www.rodrigoghedin.com.br/">Ghedin</a>!</p>
<p>(sim, eu sei que atualizar o WordPress é fácil. Bla bla bla&#8230; Sempre atualizei todos os meus 5 blogs, mais os blogs de uma dúzia de pessoas toda vez que saía uma atualização. É fácil quando dá tudo certo. Mas da última vez rolou um <em>&#8220;Houston, we have a problem&#8221;</em> &#8211; que eu não consegui consertar até hoje em outro blog meu. Não quis correr nenhum risco com o Sinestesia, ainda mais na correria em que estou!)</p>
<p>O próximo passo é&#8230; tema novo! Sim, eu acho que vou mudar o tema do Sinestesia. Por mais apegada que eu seja ao meu filho <a href="http://vanillamist.com/blog/?page_id=64">Connections</a> e por mais que o Sinestesia já tenha a cara do filme <a href="http://www.sinestesia.co.uk/blog/?p=286">Before Sunset</a>, depois de 4 anos está na hora de renovar o visual. Mas isso fica pra outro dia.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Sinestesia/~4/YR4LcYV-QyE" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Google Search Masters Brasil 2008</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/Sinestesia/~3/GPCg3l0RFgg/</link>
		<comments>http://www.sinestesia.co.uk/blog/?p=661#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 18:13:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>

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		<description><![CDATA[Com uma semana de atraso (porque fiquei presa em São Paulo na semana passada após ter meu carro guinchado (!), mas isso é assunto pra outro post), finalmente vim falar sobre o Google Search Masters que aconteceu na quarta-feira passada, dia 24 de Setembro. O evento foi gratuito, no hotel Ceasar Park Faria Lima. Eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com uma semana de atraso (porque fiquei presa em São Paulo na semana passada após ter meu carro guinchado (!), mas isso é assunto pra outro post), finalmente vim falar sobre o <a href="http://www.googlesearchmasters08.com.br">Google Search Masters</a> que aconteceu na quarta-feira passada, dia 24 de Setembro.</p>
<p>O evento foi gratuito, no hotel Ceasar Park Faria Lima. Eu fui como convidada de imprensa para cobrir o evento para o <a href="http://meiobit.pop.com.br">Meio Bit</a> &#8211; cordialidade do Felix Ximenes, Diretor de Comunicação do <a href="http://www.google.com.br">Google Brasil</a>.</p>
<p>Foi um evento maior do que eu esperava: auditório lotado com aproximadamente 600 pessoas. Organização impecável (como descrevi no <a href="http://meiobit.pop.com.br/meio-bit/industria/google-search-masters-2008-parte-1">artigo do Meio Bit</a>), feita pela área de marketing do Google com apoio da <a href="http://www.agenciaideal.com.br/">Agência Ideal</a> na coordenação da dinâmica entre imprensa/blogueiros e palestrantes.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/patricia/2896288121/" title="Google Search Masters - Rajat Mukherjee by Patricia Müller, on Flickr"></a></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.flickr.com/photos/patricia/2896288121/" title="Google Search Masters - Rajat Mukherjee by Patricia Müller, on Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3189/2896288121_7a7558c154.jpg" alt="Google Search Masters - Rajat Mukherjee" width="500" height="375" /></a></p>
<p><strong>Antes de falar sobre o evento em si&#8230;</strong></p>
<p>&#8230;quero contextualizar algo: como escrevi no <a href="http://www.sinestesia.co.uk/blog/?p=657" title="Google Search Masters - Eu vou!">post anterior</a>, além das palestras propriamente ditas, eu estava também empolgada com este evento por outros motivos &#8211; pessoais e profissionais. Explico, agora, em maiores detalhes:</p>
<p>Para quem não sabe, eu comecei blogando em inglês e estabeleci um relacionamento com a blogosfera de fora que já vem de muitos anos. Uma das pessoas que conheci desta forma e com quem venho mantendo algum contato há alguns anos é o <a href="http://www.lasnik.net">Adam Lasnik</a>, evangelista do Google e um dos palestrantes do evento. Meu contato com ele vem de desde antes do <a href="http://www.bloggingpro.com/archives/2005/03/28/wordpress-themes-connections/">lançamento</a> do tema <a href="http://www.bloggingpro.com/archives/2005/03/31/wordpress-theme-competition-winners-announced/">Connections</a> em 2005 e, por vários motivos, eu sempre respeitei muito a opinião dele em diversos assuntos e admirei seu estilo de escrita e senso de humor.</p>
<p>Cerca de um mês e meio antes do evento, quando nem eu própria sabia que iria participar, trocamos uma série de emails, através dos quais eu dei diversas dicas a ele sobre lugares que ele poderia visitar quando estivesse no Brasil, com indicação de hotéis, etc. Sem a informação de que eu também estaria no evento, combinamos de nos encontrar em São Paulo. Mas aí, cheia de surpresas como é a vida, acabamos indo ambos parar justo no Google Search Masters, o que uniu o útil ao agradável. Combinamos, então, de almoçar no dia do evento e, se possível, nos encontrar também fora dele para um bate-papo.</p>
<p>Além do Adam, eu queria muito também conversar com o <a href="http://www.egostrip.com/">Pedro Dias</a>. O Pedro é Português, trabalhando no Google na Irlanda como responsável por Search Quality para mercados de Língua Portuguesa. Eu não tive nenhum contato com ele anterior ao evento, mas evidentemente o Pedro era um dos palestrantes que mais teria a contribuir com suas opiniões e informações sobre o nosso mercado nacional. Portanto, meu interesse em trocar idéias com ele era grande.</p>
<p>Por fim, eu estava também feliz com a oportunidade de encontrar com o <a href="http://comunix.org/">Hernani Dimantas</a> (o &#8220;<a href="http://www.marketinghacker.com.br/">Marketing Hacker</a>&#8220;) &#8211; que foi quem, aliás, me falou sobre o evento originalmente. Há muitos meses vínhamos tentando marcar um encontro (juntamente e, também, por intermédio de um amigo de longa data da minha era urbana e agências, o Celso Goya) que, por um motivo ou outro, não havíamos ainda conseguido coordenar.</p>
<p>Por estas três razões, além do meu interesse no conteúdo das palestras e, evidentemente, por cobrir o evento pelo Meio Bit (que é sempre um prazer, além de trabalho), fiz as malas na terça-feira passada e fui para São Paulo, empolgada com o Google Search Masters.</p>
<p><strong>Agora sim, o evento em si:</strong></p>
<p>O Google trouxe <a href="http://www.googlesearchmasters08.com.br/conferencias.php">palestrantes</a> de diversos países para <a href="http://www.googlesearchmasters08.com.br/agenda.php">falar</a> sobre os seguintes assuntos: <strong>Google Search Appliances</strong> (Francisco Gioielli), <strong>Grupos U2U de Webmasters</strong> (Pedro Dias), <strong>Webmasters Tools</strong> (Ben D&#8217;Angelo), <strong>Central do Webmaster e Melhores Práticas</strong> (Adam Lasnik), <strong>Mecanismo de Pesquisa Personalizada</strong> (Rajat Mukherjee), <strong>O Futuro da pesquisa</strong> (Daniel Loreto) e <strong>Novos Produtos</strong> (Fernando Delgado). E, como é de costume, estavam também na abertura do evento o Alexandre Hohagen e o próprio Felix Ximenes.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/patricia/2897191734/" title="Google Search Masters by Patricia Müller, on Flickr"></a></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.flickr.com/photos/patricia/2897191734/" title="Google Search Masters by Patricia Müller, on Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3212/2897191734_4b4f75dc08.jpg" alt="Google Search Masters" width="500" height="375" /></a></p>
<p>No cadastramento, na entrada, recebemos uma pasta com brindes e um formulário para feedback do evento. A maioria das palestras foi em inglês, razão pela qual foi disponibilizada a tradução simultânea. Ao final de cada uma, espaço para perguntas da platéia. Entre as palestras, coffee-breaks muito bem servidos. Almoço descontraído: além de várias opções de bebidas, serviram uma bandeja com lanches e as pessoas formaram grupos sentados no chão para bater papo enquanto comiam. Achei isso genial! Este ar de descontração é a cara do Google e deixa eventos como este mais divertidos.</p>
<p align="center"><a href="http://www.flickr.com/photos/patricia/2896061175/" title="Lunch with Adam and bloggers - Google Search Masters by Patricia Müller, on Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3114/2896061175_5c9f4ae14d_m.jpg" alt="Lunch with Adam and bloggers - Google Search Masters" width="240" height="180" /></a> <a href="http://www.flickr.com/photos/patricia/2896897848/" title="Adam and I - Lunch - Google Search Masters by Patricia Müller, on Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3001/2896897848_5ef6e42262_m.jpg" alt="Adam and I - Lunch - Google Search Masters" width="240" height="180" /></a></p>
<p>Almocei, conforme combinado, com o Adam e resolvemos ir sentar com um pessoal da <a href="http://groups.google.com/group/google-search-masters-brasil">lista de discussão Google Search Masters Brasil</a> &#8211; que conheci também lá no evento. Durante este almoço, o Adam respondeu algumas perguntas dos meninos, que estavam interessados em falar sobre Google. Eu estava mais interessada no bate-papo informal e, finalmente, tivemos um tempinho para isso. Ele, com o senso de humor, simpatia e carisma que transparecem online e se revelaram fiéis na personalidade ao vivo. A maioria das pessoas neste evento provavelmente viu o Adam como o evangelista do Google. Mas para mim, o mais valioso neste encontro foi mesmo o contato mais pessoal.</p>
<p>Já tendo encontrado com o Hernani logo que cheguei ao evento, conversamos também um pouco durante o almoço. O Hernani desenvolve hoje um trabalho interessante como coordenador  do  <a href="http://weblab.futuro.usp.br/" target="_new">Laboratório  de  Inclusão  Digital  e  Educação  Comunitária  &#8211;  Lidec</a>,  da  <a href="http://www.futuro.usp.br/" target="_new">Escola  do  Futuro</a>.</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.flickr.com/photos/patricia/2896204507/" title="Eu e Hernani Dimantas - Google Search Masters by Patricia Müller, on Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3210/2896204507_4d8650a903_m.jpg" alt="Eu e Hernani Dimantas - Google Search Masters" width="240" height="180" /><br />
</a></p>
<p>Na parte da tarde, a Marina Zveibil, da Agência Ideal, me procurou para falar sobre as entrevistas com os palestrantes. Convidados de imprensa poderiam fazer entrevistas individuais com eles, mas eu optei por fazer algo mais informal ao final do evento para não retirar nenhum deles da palestra uns dos outros. Elogiei a organização do evento e ela, então, me apresentou à Diana Cerveira, do Google, responsável pela organização no local. Conversamos um pouco e aproveito para agradecer às duas pela atenção que me deram.</p>
<p>Depois da última palestra, então, fui conversar com o Pedro Dias. Não vou publicar aqui esta conversa porque estou preparando a entrevista dele que será postada no Meio Bit, mas o papo foi muito agradável, as informações muito coerentes e digo a todos os envolvidos com desenvolvimento para a web e produção de conteúdo no Brasil, incluindo blogueiros(as), que procurem ouvir o que o Pedro tem a dizer. Participem do <a href="http://groups.google.com/group/Google_Webmaster_Help-pt">Grupo de Ajuda a Webmasters do Google</a>, uma das melhores fontes de informação no assunto.</p>
<p align="center"><a href="http://www.flickr.com/photos/patricia/2896417679/" title="Eu e Pedro Dias - Google Search Masters by Patricia Müller, on Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3272/2896417679_622206a460_m.jpg" alt="Eu e Pedro Dias - Google Search Masters" width="240" height="180" /></a> <a href="http://www.flickr.com/photos/patricia/2896422075/" title="Eu, Rajat Mukherjee e Ben D'Angelo - Google Search Masters by Patricia Müller, on Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3108/2896422075_5cefc107ff_m.jpg" alt="Eu, Rajat Mukherjee e Ben D'Angelo - Google Search Masters" width="240" height="180" /></a><br />
(Eu e Pedro dias| Rajat, eu e Ben)</p>
<p>Falei sobre a questão do conteúdo das palestras lá no Meio Bit, mas vou repetir aqui. Os temas foram abrangentes. A profundidade do conteúdo&#8230; depende da pessoa para quem você perguntar. A platéia era heterogênea, pessoas com níveis de conhecimentos muito diferentes. Para o meu nível de conhecimento, o aprendizado foi pequeno. Ainda assim, ouvi algumas coisas que ainda não sabia e, verdade seja dita, em vários momentos me peguei pensando <em>&#8220;Sei isso, mas não estou colocando em prática&#8221;</em> Então, receber toda esta informação de forma estruturada me ajudou a montar um <em>checklist</em> de coisas a fazer em cada um dos meus blogs e projetos para otimizá-los. Mas, tomando por base as perguntas da platéia, acredito que o conteúdo tenha sido valioso para muitos.</p>
<p align="center"><a href="http://www.flickr.com/photos/patricia/2896280905/" title="Google Search Masters - Rajat Mukherjee by Patricia Müller, on Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3009/2896280905_0440161a55_m.jpg" alt="Google Search Masters - Rajat Mukherjee" width="240" height="180" /></a> <a href="http://www.flickr.com/photos/patricia/2897086696/" title="Adam Lasnik - Google Search Masters by Patricia Müller, on Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3032/2897086696_51cf16c454_m.jpg" alt="Adam Lasnik - Google Search Masters" width="240" height="180" /></a><br />
<a href="http://www.flickr.com/photos/patricia/2896300623/" title="Google Search Masters - Daniel Loreto by Patricia Müller, on Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3267/2896300623_31e7d97359_m.jpg" alt="Google Search Masters - Daniel Loreto" width="240" height="180" /></a> <a href="http://www.flickr.com/photos/patricia/2896324493/" title="Google Search Masters by Patricia Müller, on Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3060/2896324493_82b524c4fe_m.jpg" alt="Google Search Masters" width="240" height="180" /></a></p>
<p>Saí muito satisfeita do evento, tanto com relação à organização quanto à qualidade dos palestrantes. O contato com as pessoas &#8211; tanto com os Googlers quanto com outros blogueiros e desenvolvedores &#8211; foi excepcional.</p>
<p>Para terminar, lembrando que eu e o <a href="http://www.twitter.com/nandokanarski">Nando Kanarski</a> do <a href="http://www.undergoogle.com">Undergoogle</a> mantivemos a <a href="http://groups.google.com/group/google-search-masters-brasil">lista de discussão Google Search Masters Brasil</a> para todos aqueles que se interessarem em falar sobre os temas do evento, incluindo busca, produtos do Google, melhores práticas e otimização, desenvolvimento, além de eventos da indústria. Façam seus cadastros no link abaixo:</p>
<p><a href="http://groups.google.com/group/google-search-masters-brasil">http://groups.google.com/group/google-search-masters-brasil</a></p>
<p><strong>MAIS SOBRE O EVENTO:</strong></p>
<p><strong>Fotos:</strong></p>
<ul>
<li><a href="http://www.flickr.com/photos/patricia/sets/72157607562355039/">Minhas fotos no Flickr</a></li>
<li><a href="http://www.flickr.com/groups/googlesearchmasters08/">Grupo Google Search Masters Brasil no Flickr</a></li>
</ul>
<p><strong>Blogs:</strong></p>
<ul>
<li><a href="http://meiobit.pop.com.br/meio-bit/industria/google-search-masters-2008-parte-1">Meu artigo no Meio Bit</a><a href="http://meiobit.pop.com.br/meio-bit/industria/google-search-masters-2008-parte-1"></a></li>
<li><a href="http://www.egostrip.com/google-search-masters-2008-como-foi/188/">Ego Strip &#8211; Pedro Dias</a></li>
<li><a href="http://rajatmukherjee.blogspot.com/2008/09/taking-san-jose-to-brazil.html">Silicon Thoughts &#8211; Rajat Mukherjee</a></li>
<li><a href="http://www.undergoogle.com/blog/2008/09/sobre-o-google-search-masters-2008.html">Undergoogle</a><a href="http://www.undergoogle.com/blog/2008/09/sobre-o-google-search-masters-2008.html"><br />
</a></li>
<li><a href="cirofeitosa.com.br/post/google-search-masters">Ciro Feitosa</a><a href="http://cirofeitosa.com.br/post/google-search-masters"><br />
</a></li>
<li><a href="www.brasilseo.com.br/geral/google-search-masters-08">Brasil SEO</a><a href="http://www.brasilseo.com.br/geral/google-search-masters-08"><br />
</a></li>
<li><a href="http://blog.seomarketing.com.br/2008/09/search-masters-08-so-paulo.html">SEO Marketing</a></li>
<li><a href="http://revolucao.etc.br/archives/como-foi-o-google-search-masters-2008">Revolução Etc.</a></li>
<li><a href="http://paulomilreu.com.br/blog/2008/10/estive-no-google-search-masters-2008">Paulo Milreu</a></li>
<li><a href="http://meemblogando.blogspot.com/2008/09/g00g13-s34r-m4573r5.html">Me Emblogando</a></li>
<li><a href="http://www.lucianacouto.com/pt/googleando-em-sampa/">Luciana Couto</a></li>
<li><a href="http://emule.com.br/blog/180/">Blog do Emule</a></li>
<li><a href="http://exvertebrum.wordpress.com/2008/09/25/como-foi-o-google-search-masters-08/">Ex Vertebrum</a></li>
<li><a href="http://blog.forbellone.com/google-search-masters-foi-assim.html">Forbellone Blog</a></li>
<li><a href="http://blog.seomarketing.com.br/2008/09/search-masters-08-so-paulo.html">SEO Marketing</a></li>
</ul>
<p><strong>Vídeos oficiais:</strong></p>
<ul>
<li><a href="http://br.youtube.com/googlebrasil">http://br.youtube.com/googlebrasil</a></li>
<li>ou direto no playlist <a href="http://br.youtube.com/view_play_list?p=6C8D62F608D0CD7C">http://br.youtube.com/view_play_list?p=6C8D62F608D0CD7C</a></li>
</ul>
<p><strong>Fotos Oficiais:</strong></p>
<ul>
<li><a href="http://picasaweb.google.com/eventos.g/SearchMasters2008?authkey=IyUnbnzl8-A#">http://picasaweb.google.com/eventos.g/SearchMasters2008?authkey=IyUnbnzl8-A#</a></li>
</ul>
<p><strong>Outros vídeos no YouTube:</strong></p>
<ul>
<li><a href="http://br.youtube.com/watch?v=CspIegbNT8c">Google Search Masters 200 &#8211; São Paulo</a></li>
<li><a href="http://br.youtube.com/watch?v=Cm4yvJJ6y7Y">Não tem preço</a></li>
</ul>
<p>Os meus vídeos, se a conexão colaborar eu subo assim que sobrar um tempinho e atualizo o post com eles.</p>
<p>(Mande um trackback pra cá ou poste um comentário com o link caso seu post não apareça na lista.)</p>
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		<title>Rapidinhas</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 13:06:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogs e blogosfera]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou na correria e com alguns posts atrasados para escrever, mas vou passar este na frente para deixar, muito rapidamente (e não com a atenção que gostaria de dar), os links de duas iniciativas bacanas da blogosfera: Outubro Rosa: via Sam Shiraishi e Kaka. Leia os posts e participe da blogagem coletiva. Pesquisa &#8220;Quem é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou na correria e com alguns posts atrasados para escrever, mas vou passar este na frente para deixar, muito rapidamente (e não com a atenção que gostaria de dar), os links de duas iniciativas bacanas da blogosfera:</p>
<p><strong>Outubro Rosa</strong>: via <a href="http://www.samshiraishi.com/outubro-rosa/">Sam Shiraishi</a> e <a href="http://meuveneno.hitechlive.com.br/2008/10/01/outubro-rosa-mobilizacoes-contra-informacao-pela-metade/">Kaka</a>. Leia os posts e participe da blogagem coletiva.</p>
<p><strong>Pesquisa &#8220;<a href="http://receitadosucesso.com/2008/09/22/quem-e-o-blogueiro-brasileiro/">Quem é o blogueiro brasileiro?</a>&#8220;</strong>: iniciativa do <a href="http://receitadosucesso.com">Pedro Cardoso</a>, com apoio da <a href="http://tine.blogueisso.com/2008/09/pesquisa-para-blogueiros-sobre-blogueiros.html">Tine Araújo</a> (<a href="http://tine.blogueisso.com/2008/10/consideracoes-pesquisa-para-blogueiros.html">informações adicionais aqui</a>). Se você é blogueiro(a), <a href="http://spreadsheets.google.com/viewform?key=phhn2zJ_L0HxbmsiYJh-jVg">responda a pesquisa aqui</a> e divulgue.</p>
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