<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
	>

<channel>
	<title>Solada</title>
	<atom:link href="https://solada.wordpress.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://solada.wordpress.com</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 04 Mar 2010 17:18:21 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.com/</generator>
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">4326707</site><cloud domain='solada.wordpress.com' port='80' path='/?rsscloud=notify' registerProcedure='' protocol='http-post' />
<image>
		<url>https://s0.wp.com/i/buttonw-com.png</url>
		<title>Solada</title>
		<link>https://solada.wordpress.com</link>
	</image>
	<atom:link rel="search" type="application/opensearchdescription+xml" href="https://solada.wordpress.com/osd.xml" title="Solada" />
	<atom:link rel='hub' href='https://solada.wordpress.com/?pushpress=hub'/>
	<item>
		<title>Demos do Death chegarão à família de Chuck Schuldiner</title>
		<link>https://solada.wordpress.com/2010/03/04/demos-do-death-chegarao-a-familia-de-chuck-schuldiner/</link>
					<comments>https://solada.wordpress.com/2010/03/04/demos-do-death-chegarao-a-familia-de-chuck-schuldiner/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Thiago Sarkis]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Mar 2010 17:09:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Heavy Metal]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[blabbermouth]]></category>
		<category><![CDATA[borivoj krgin]]></category>
		<category><![CDATA[chuck schuldiner]]></category>
		<category><![CDATA[control denied]]></category>
		<category><![CDATA[death]]></category>
		<category><![CDATA[demos]]></category>
		<category><![CDATA[fitas]]></category>
		<category><![CDATA[k7]]></category>
		<category><![CDATA[mantas]]></category>
		<category><![CDATA[schuldiner]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://solada.wordpress.com/?p=1011</guid>

					<description><![CDATA[Borivoj Krgin, crítico musical, fundador e autor do site Blabbermouth, proverá fitas das primeiras Demos do Death &#8211; algumas delas da época em que a banda ainda se chamava Mantas &#8211; à família do finado vocalista e guitarrista Chuck Schuldiner. &#8220;Espero que eles possam lançá-las em um futuro não-tão distante. Acho que a Relapse poderá lançá-las&#8221;, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Borivoj Krgin, crítico musical, fundador e autor do site <a href="http://www.blabbermouth.net" target="_blank">Blabbermouth</a>, proverá fitas das primeiras Demos do Death &#8211; algumas delas da época em que a banda ainda se chamava Mantas &#8211; à família do finado vocalista e guitarrista Chuck Schuldiner.</p>
<p><em>&#8220;Espero que eles possam lançá-las em um futuro não-tão distante. Acho que a Relapse poderá lançá-las&#8221;</em>, afirmou o jornalista.</p>
<p>Antes disso, porém, os fãs podem esperar pelo lançamento do segundo disco do Control Denied, já confirmado pela família Schuldiner.</p>
<p><strong>Por Thiago Sarkis</strong></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://solada.wordpress.com/2010/03/04/demos-do-death-chegarao-a-familia-de-chuck-schuldiner/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>3</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">1011</post-id>
		<media:content url="https://0.gravatar.com/avatar/c0b46301171d14e9071470a687ae8e22eb96efda61c7e31f8b8cdd7e946a353c?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">tsarkis</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Coldplay: despreparado e pequeno para os estádios brasileiros</title>
		<link>https://solada.wordpress.com/2010/03/03/coldplay-despreparado-e-pequeno-para-os-estadios-brasileiros/</link>
					<comments>https://solada.wordpress.com/2010/03/03/coldplay-despreparado-e-pequeno-para-os-estadios-brasileiros/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Thiago Sarkis]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Mar 2010 14:45:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pop]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Rock]]></category>
		<category><![CDATA[chris martin]]></category>
		<category><![CDATA[coldplay]]></category>
		<category><![CDATA[estadio]]></category>
		<category><![CDATA[morumbi]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://solada.wordpress.com/?p=1002</guid>

					<description><![CDATA[Talvez o show na pista VIP e na área de imprensa tenha sido diferente, tamanha a euforia das resenhas publicadas até agora. Quem esteve na pista normal não teve muitos motivos para ter saído satisfeito após a apresentação do Coldplay, nesta última terça-feira, no Morumbi. Inicialmente, porque a qualidade de som foi péssima. Volume baixo, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-shortcode="caption" id="attachment_1001" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><img aria-describedby="caption-attachment-1001" data-attachment-id="1001" data-permalink="https://solada.wordpress.com/2010/03/03/coldplay-despreparado-e-pequeno-para-os-estadios-brasileiros/chrismartin2010/" data-orig-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/03/chrismartin2010.jpg" data-orig-size="420,220" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="chrismartin2010" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Chris Martin&lt;/p&gt;
" data-medium-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/03/chrismartin2010.jpg?w=300" data-large-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/03/chrismartin2010.jpg?w=420" class="size-medium wp-image-1001" title="chrismartin2010" src="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/03/chrismartin2010.jpg?w=300&#038;h=157" alt="" width="300" height="157" srcset="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/03/chrismartin2010.jpg?w=300 300w, https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/03/chrismartin2010.jpg?w=150 150w, https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/03/chrismartin2010.jpg 420w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-1001" class="wp-caption-text">Chris Martin</p></div>
<p>Talvez o show na pista VIP e na área de imprensa tenha sido diferente, tamanha a euforia das resenhas publicadas até agora. Quem esteve na pista normal não teve muitos motivos para ter saído satisfeito após a apresentação do Coldplay, nesta última terça-feira, no Morumbi. Inicialmente, porque a qualidade de som foi péssima. Volume baixo, instrumentos embolados, plateia desinteressada, tudo jogou contra a performance do quarteto inglês.</p>
<p>Culpa da própria banda. O setlist começou quente, queimando hits do porte de<em> &#8220;Clocks</em>&#8220;, <em>&#8220;In My Place&#8221;</em> e <em>&#8220;Yellow&#8221;</em> na primeira parte do show. Com o som péssimo e o público ainda entrando e se ambientando ao estádio, a tática de ganhar a plateia logo de cara e depois ir só cozinhando o show, que se permite inferir do formato do repertório, desmoronou. Pela primeira vez, presenciei um público vaiar a banda principal e pedir que se aumentasse o volume. <span id="more-1002"></span></p>
<p>Com o público perdido, o que se viu foi o vocalista e aniversariante da noite Chris Martin incapaz de conquistar a atenção dos presentes ao Morumbi, que dispersavam conforme músicas menos famosas eram apresentadas e demoravam a engrenar nos hits subsequentes, como <em>&#8220;Fix You&#8221;</em>. Depois, mesmo abusando do português, das imagens do telão e outros adereços, o Coldplay não tinha a habilidade de manter essa galera empolgada, pequeno diante da imensidão de um estádio. Momentos de introversão, que de longe pareciam mais intensos, eram perdidos pela letargia de se estar próximo a quem pouco se importava com o fato de haver quatro músicos no palco. Não à toa, os remixes eletrônicos de <em>&#8220;God Put a Smile Upon Your Face&#8221;</em> e <em>&#8220;Talk&#8221;</em> soavam mais interessantes, pois apelavam para um ambiente de festa, não de show.</p>
<p>Alguns momentos, ao menos, destoaram. <em>&#8220;Viva La Vida&#8221;</em>, com sua repetida melodia de fácil assimilação, foi recebida com alegria pelo público, pulando e cantando junto. <em>&#8220;Politik&#8221;</em>, com o som um pouco melhor, embora ainda inaceitável num espetáculo de tamanha proporção e custo, transpareceu a noção de como a levada pesada de bateria de <em>&#8220;Clocks&#8221;</em> poderia ter chacoalhado as estruturas do Morumbi. Vaga ideia, pois também não foi capaz de fazer isso, afinal, o volume não era dos mais altos, nem a força da performance.</p>
<p>Houve, na maior parte, momentos de extrema decepção. Quando os músicos tocaram num minipalco <em>&#8220;improvisado&#8221;</em> no meio da pista, a maior proximidade não prendia a atenção do público. Nem mesmo quando puxaram um apelativo <em>&#8220;olê olê olê olê&#8221;</em> a galera cantou junto. Ao final de pouco mais de uma hora e meia de um show no qual a canção com maior participação da plateia foi um <em>&#8220;Parabéns pra você&#8221;</em> &#8211; cantado em português mesmo pelo baterista Will Champion -, superando com sobras <em>&#8220;The Scientist&#8221;</em>, no bis, ficou a certeza de que o Coldplay não está pronto para os estádios brasileiros.</p>
<p><strong>Por Thiago J. Z. Martins</strong></p>
<p>Coldplay: <a href="http://www.coldplay.com" target="_blank">www.coldplay.com</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://solada.wordpress.com/2010/03/03/coldplay-despreparado-e-pequeno-para-os-estadios-brasileiros/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>47</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">1002</post-id>
		<media:content url="https://0.gravatar.com/avatar/c0b46301171d14e9071470a687ae8e22eb96efda61c7e31f8b8cdd7e946a353c?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">tsarkis</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/03/chrismartin2010.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">chrismartin2010</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Solada no Twitter</title>
		<link>https://solada.wordpress.com/2010/03/02/solada-no-twitter/</link>
					<comments>https://solada.wordpress.com/2010/03/02/solada-no-twitter/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Thiago Sarkis]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 17:26:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[solada]]></category>
		<category><![CDATA[twitter]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://solada.wordpress.com/?p=999</guid>

					<description><![CDATA[O Solada está também no Twitter. Siga-nos: http://www.twitter.com/soladamista]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Solada está também no <strong>Twitter</strong>. Siga-nos: <strong><a href="http://www.twitter.com/soladamista">http://www.twitter.com/soladamista</a></strong></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://solada.wordpress.com/2010/03/02/solada-no-twitter/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">999</post-id>
		<media:content url="https://0.gravatar.com/avatar/c0b46301171d14e9071470a687ae8e22eb96efda61c7e31f8b8cdd7e946a353c?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">tsarkis</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Richard Fortus: Bossa Nova ao Guns N&#039; Roses</title>
		<link>https://solada.wordpress.com/2010/03/02/richard-fortus-bossa-nova-ao-guns-n-roses-2/</link>
					<comments>https://solada.wordpress.com/2010/03/02/richard-fortus-bossa-nova-ao-guns-n-roses-2/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Thiago Sarkis]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 15:48:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entre-vistas]]></category>
		<category><![CDATA[Hard Rock]]></category>
		<category><![CDATA[Rock]]></category>
		<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[guitarristas]]></category>
		<category><![CDATA[guns n roses]]></category>
		<category><![CDATA[love spit love]]></category>
		<category><![CDATA[psychedelic furs]]></category>
		<category><![CDATA[richard fortus]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://solada.wordpress.com/?p=992</guid>

					<description><![CDATA[Há nove anos com o Guns N&#8217; Roses, Richard Fortus demorou a se firmar na cena principal do Rock. Natural de Saint Louis, Estado de Missouri, Estados Unidos, ele obteve sucesso regional com sua primeira banda, The Eyes, principalmente na década de noventa, quando lançou “Freedom In A Cage” (1990) e “Straight To Goodbye” (1991 [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-shortcode="caption" id="attachment_993" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><img aria-describedby="caption-attachment-993" data-attachment-id="993" data-permalink="https://solada.wordpress.com/2010/03/02/richard-fortus-bossa-nova-ao-guns-n-roses/axlrose-richardfortus/" data-orig-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/03/axlrose-richardfortus.jpg" data-orig-size="300,225" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="axlrose-richardfortus" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Axl Rose e Richard Fortus ao vivo&lt;/p&gt;
" data-medium-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/03/axlrose-richardfortus.jpg?w=300" data-large-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/03/axlrose-richardfortus.jpg?w=300" class="size-full wp-image-993" title="axlrose-richardfortus" src="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/03/axlrose-richardfortus.jpg?w=510" alt=""   srcset="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/03/axlrose-richardfortus.jpg 300w, https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/03/axlrose-richardfortus.jpg?w=150&amp;h=113 150w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-993" class="wp-caption-text">Axl Rose e Richard Fortus ao vivo</p></div>
<p>Há nove anos com o Guns N&#8217; Roses, Richard Fortus demorou a se firmar na cena principal do Rock. Natural de Saint Louis, Estado de Missouri, Estados Unidos, ele obteve sucesso regional com sua primeira banda, The Eyes, principalmente na década de noventa, quando lançou <em>“Freedom In A Cage”</em> (1990) e <em>“Straight To Goodbye”</em> (1991 &#8211; este último já com o grupo renomeado como Pale Divine).</p>
<p>O passo seguinte do músico foi integrar o Psychedelic Furs, conjunto para o qual abrira alguns shows. Aproximou-se e desenvolveu relação profissional muito produtiva com os irmãos Richard e Tim Butler, acompanhando-os em um projeto chamado Love Spit Love.<span id="more-1027"></span></p>
<p>Após dois álbuns, quatro singles e algumas turnês, eles encerraram atividades. Fortus tornou-se, então, um dos músicos mais requisitado em sessões de estúdio na América do Norte. Compôs músicas para a TV, gravou e trabalhou com artistas como Puff Daddy, Ben Folds, Gravity Kills, Puddle Of Mudd, Crystal Method e &#8216;N Sync.</p>
<p>Descrito por Axl Rose como <em>“o cara por quem sempre procuramos [para a banda]”</em>, o guitarrista transformou-se no maior apoio do controverso vocalista na atual formação do Guns N&#8217; Roses, assumindo fielmente as funções por vários anos confiadas a Paul Tobias.</p>
<p>Embarcando para a América do Sul, o norte-americano falou brevemente conosco de seu entusiasmo em voltar ao Brasil. <em>“Estou empolgado. As pessoas [no Brasil] têm um amor pela vida que é incomparável. Estou ansioso para conhecer e sentir a vibração de cidades que nunca visitei. Até hoje, só estive no Rio e em São Paulo”</em>, lembrou.</p>
<p>A oportunidade de tocar em mais capitais faz com que as expectativas de Fortus sejam as melhores possíveis para os shows que estão porvir. <em>“Será, com certeza, uma das melhores turnês que já fiz com o Guns. Eu diria que, um de cada cinco e-mails que recebo é de fãs sul-americanos. Será uma coisa incrível, uma energia que mal posso esperar para sentir. Será explosivo!”</em>.</p>
<div data-shortcode="caption" id="attachment_994" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><img aria-describedby="caption-attachment-994" data-attachment-id="994" data-permalink="https://solada.wordpress.com/2010/03/02/richard-fortus-bossa-nova-ao-guns-n-roses/richardfortus_porgeorgechinn/" data-orig-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/03/richardfortus_porgeorgechinn.jpg" data-orig-size="333,500" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="richardfortus_porgeorgechinn" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Richard Fortus. Foto por George Chinn&lt;/p&gt;
" data-medium-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/03/richardfortus_porgeorgechinn.jpg?w=200" data-large-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/03/richardfortus_porgeorgechinn.jpg?w=333" class="size-full wp-image-994" title="richardfortus_porgeorgechinn" src="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/03/richardfortus_porgeorgechinn.jpg?w=510" alt=""   /><p id="caption-attachment-994" class="wp-caption-text">Richard Fortus. Foto por George Chinn</p></div>
<p>O entusiasmo com o Brasil não para nos fãs de Guns N&#8217; Roses. Além deles e do apreço pela culinária brasileira, Richard Fortus mostra paixão e conhecimento de causa ao comentar nossa música. <em>“Alguns dos maiores músicos do mundo estão no Brasil. Ritmicamente, não há cultura no mundo que se equipare à brasileira. Os melhores percussionistas do mundo vêm do Brasil”</em>, reverenciou.</p>
<p>Os artistas brasileiros mais admirados pelo guitarrista estão em diversos estilos. <em>“CSS (Cansei de Ser Sexy), Superphones e Os Mutantes estão entre os meus favoritos há muitos anos. Os Mamonas Assassinas também eram incríveis! Eu amava Os Inocentes. Ótima banda! Além disso, sou fã de Bossa Nova. Antônio Carlos Jobim e João Gilberto foram grandes influências para mim”</em>, afirmou em tom de reverência, antes de encerrarmos nosso bate-papo. <em>“Obrigado e até breve. Faremos um ótimo show juntos!”</em>.</p>
<p><strong>Por Thiago Sarkis</strong></p>
<p>Guns N&#8217; Roses: <a href="http://www.gunsnroses.com" target="_blank">www.gunsnroses.com</a><br />
Richard Fortus: <a href="http://www.4tus.com" target="_blank">www.4tus.com</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://solada.wordpress.com/2010/03/02/richard-fortus-bossa-nova-ao-guns-n-roses-2/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">1027</post-id>
		<media:content url="https://0.gravatar.com/avatar/c0b46301171d14e9071470a687ae8e22eb96efda61c7e31f8b8cdd7e946a353c?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">tsarkis</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/03/axlrose-richardfortus.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">axlrose-richardfortus</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/03/richardfortus_porgeorgechinn.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">richardfortus_porgeorgechinn</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Richard Fortus: Bossa Nova ao Guns N&#8217; Roses</title>
		<link>https://solada.wordpress.com/2010/03/02/richard-fortus-bossa-nova-ao-guns-n-roses/</link>
					<comments>https://solada.wordpress.com/2010/03/02/richard-fortus-bossa-nova-ao-guns-n-roses/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Thiago Sarkis]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 15:48:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entre-vistas]]></category>
		<category><![CDATA[Hard Rock]]></category>
		<category><![CDATA[Rock]]></category>
		<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[guitarristas]]></category>
		<category><![CDATA[guns n roses]]></category>
		<category><![CDATA[love spit love]]></category>
		<category><![CDATA[psychedelic furs]]></category>
		<category><![CDATA[richard fortus]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://solada.wordpress.com/?p=992</guid>

					<description><![CDATA[Há nove anos com o Guns N&#8217; Roses, Richard Fortus demorou a se firmar na cena principal do Rock. Natural de Saint Louis, Estado de Missouri, Estados Unidos, ele obteve sucesso regional com sua primeira banda, The Eyes, principalmente na década de noventa, quando lançou “Freedom In A Cage” (1990) e “Straight To Goodbye” (1991 [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-shortcode="caption" id="attachment_993" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><img aria-describedby="caption-attachment-993" loading="lazy" data-attachment-id="993" data-permalink="https://solada.wordpress.com/2010/03/02/richard-fortus-bossa-nova-ao-guns-n-roses/axlrose-richardfortus/" data-orig-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/03/axlrose-richardfortus.jpg" data-orig-size="300,225" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="axlrose-richardfortus" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Axl Rose e Richard Fortus ao vivo&lt;/p&gt;
" data-medium-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/03/axlrose-richardfortus.jpg?w=300" data-large-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/03/axlrose-richardfortus.jpg?w=300" class="size-full wp-image-993" title="axlrose-richardfortus" src="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/03/axlrose-richardfortus.jpg?w=510" alt=""   srcset="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/03/axlrose-richardfortus.jpg 300w, https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/03/axlrose-richardfortus.jpg?w=150&amp;h=113 150w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-993" class="wp-caption-text">Axl Rose e Richard Fortus ao vivo</p></div>
<p>Há nove anos com o Guns N&#8217; Roses, Richard Fortus demorou a se firmar na cena principal do Rock. Natural de Saint Louis, Estado de Missouri, Estados Unidos, ele obteve sucesso regional com sua primeira banda, The Eyes, principalmente na década de noventa, quando lançou <em>“Freedom In A Cage”</em> (1990) e <em>“Straight To Goodbye”</em> (1991 &#8211; este último já com o grupo renomeado como Pale Divine).</p>
<p>O passo seguinte do músico foi integrar o Psychedelic Furs, conjunto para o qual abrira alguns shows. Aproximou-se e desenvolveu relação profissional muito produtiva com os irmãos Richard e Tim Butler, acompanhando-os em um projeto chamado Love Spit Love.<span id="more-992"></span></p>
<p>Após dois álbuns, quatro singles e algumas turnês, eles encerraram atividades. Fortus tornou-se, então, um dos músicos mais requisitado em sessões de estúdio na América do Norte. Compôs músicas para a TV, gravou e trabalhou com artistas como Puff Daddy, Ben Folds, Gravity Kills, Puddle Of Mudd, Crystal Method e &#8216;N Sync.</p>
<p>Descrito por Axl Rose como <em>“o cara por quem sempre procuramos [para a banda]”</em>, o guitarrista transformou-se no maior apoio do controverso vocalista na atual formação do Guns N&#8217; Roses, assumindo fielmente as funções por vários anos confiadas a Paul Tobias.</p>
<p>Embarcando para a América do Sul, o norte-americano falou brevemente conosco de seu entusiasmo em voltar ao Brasil. <em>“Estou empolgado. As pessoas [no Brasil] têm um amor pela vida que é incomparável. Estou ansioso para conhecer e sentir a vibração de cidades que nunca visitei. Até hoje, só estive no Rio e em São Paulo”</em>, lembrou.</p>
<p>A oportunidade de tocar em mais capitais faz com que as expectativas de Fortus sejam as melhores possíveis para os shows que estão porvir. <em>“Será, com certeza, uma das melhores turnês que já fiz com o Guns. Eu diria que, um de cada cinco e-mails que recebo é de fãs sul-americanos. Será uma coisa incrível, uma energia que mal posso esperar para sentir. Será explosivo!”</em>.</p>
<div data-shortcode="caption" id="attachment_994" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><img aria-describedby="caption-attachment-994" loading="lazy" data-attachment-id="994" data-permalink="https://solada.wordpress.com/2010/03/02/richard-fortus-bossa-nova-ao-guns-n-roses/richardfortus_porgeorgechinn/" data-orig-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/03/richardfortus_porgeorgechinn.jpg" data-orig-size="333,500" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="richardfortus_porgeorgechinn" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Richard Fortus. Foto por George Chinn&lt;/p&gt;
" data-medium-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/03/richardfortus_porgeorgechinn.jpg?w=200" data-large-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/03/richardfortus_porgeorgechinn.jpg?w=333" class="size-full wp-image-994" title="richardfortus_porgeorgechinn" src="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/03/richardfortus_porgeorgechinn.jpg?w=510" alt=""   /><p id="caption-attachment-994" class="wp-caption-text">Richard Fortus. Foto por George Chinn</p></div>
<p>O entusiasmo com o Brasil não para nos fãs de Guns N&#8217; Roses. Além deles e do apreço pela culinária brasileira, Richard Fortus mostra paixão e conhecimento de causa ao comentar nossa música. <em>“Alguns dos maiores músicos do mundo estão no Brasil. Ritmicamente, não há cultura no mundo que se equipare à brasileira. Os melhores percussionistas do mundo vêm do Brasil”</em>, reverenciou.</p>
<p>Os artistas brasileiros mais admirados pelo guitarrista estão em diversos estilos. <em>“CSS (Cansei de Ser Sexy), Superphones e Os Mutantes estão entre os meus favoritos há muitos anos. Os Mamonas Assassinas também eram incríveis! Eu amava Os Inocentes. Ótima banda! Além disso, sou fã de Bossa Nova. Antônio Carlos Jobim e João Gilberto foram grandes influências para mim”</em>, afirmou em tom de reverência, antes de encerrarmos nosso bate-papo. <em>“Obrigado e até breve. Faremos um ótimo show juntos!”</em>.</p>
<p><strong>Por Thiago Sarkis</strong></p>
<p>Guns N&#8217; Roses: <a href="http://www.gunsnroses.com" target="_blank">www.gunsnroses.com</a><br />
Richard Fortus: <a href="http://www.4tus.com" target="_blank">www.4tus.com</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://solada.wordpress.com/2010/03/02/richard-fortus-bossa-nova-ao-guns-n-roses/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">992</post-id>
		<media:content url="https://0.gravatar.com/avatar/c0b46301171d14e9071470a687ae8e22eb96efda61c7e31f8b8cdd7e946a353c?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">tsarkis</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/03/axlrose-richardfortus.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">axlrose-richardfortus</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/03/richardfortus_porgeorgechinn.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">richardfortus_porgeorgechinn</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Faith No More transmite show ao vivo pelo Chatroulette</title>
		<link>https://solada.wordpress.com/2010/02/27/faith-no-more-transmite-show-ao-vivo-pelo-chatroulette/</link>
					<comments>https://solada.wordpress.com/2010/02/27/faith-no-more-transmite-show-ao-vivo-pelo-chatroulette/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Thiago Sarkis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Feb 2010 15:53:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[chatroulette]]></category>
		<category><![CDATA[faith no more]]></category>
		<category><![CDATA[mike patton]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://solada.wordpress.com/?p=988</guid>

					<description><![CDATA[O Faith No More, grupo conhecido tanto por sua música quanto pelas constantes bizarrices às quais adere, detonou mais uma esquisitisse ontem, 26 de fevereiro (sexta-feira), durante apresentação no Soundwave Festival em Melbourne, Austrália. O show da banda foi transmitido na íntegra e ao vivo no Chatroulette, famoso site no qual estranhos são conectados aleatoriamente [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-shortcode="caption" id="attachment_989" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><img aria-describedby="caption-attachment-989" loading="lazy" data-attachment-id="989" data-permalink="https://solada.wordpress.com/2010/02/27/faith-no-more-transmite-show-ao-vivo-pelo-chatroulette/faithnomore2009/" data-orig-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/faithnomore2009.jpg" data-orig-size="300,292" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="faithnomore2009" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Mike Patton ao vivo em 2009&lt;/p&gt;
" data-medium-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/faithnomore2009.jpg?w=300" data-large-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/faithnomore2009.jpg?w=300" class="size-full wp-image-989" title="faithnomore2009" src="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/faithnomore2009.jpg?w=510" alt="Mike Patton ao vivo em 2009"   srcset="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/faithnomore2009.jpg 300w, https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/faithnomore2009.jpg?w=150&amp;h=146 150w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-989" class="wp-caption-text">Mike Patton ao vivo em 2009</p></div>
<p>O Faith No More, grupo conhecido tanto por sua música quanto pelas constantes bizarrices às quais adere, detonou mais uma esquisitisse ontem, 26 de fevereiro (sexta-feira), durante apresentação no Soundwave Festival em Melbourne, Austrália.</p>
<p>O show da banda foi transmitido na íntegra e ao vivo no Chatroulette, famoso site no qual estranhos são conectados aleatoriamente em webchat com câmera. Criado em novembro de 2009 pelo russo Andrey Ternovskiy, o serviço ganhou os noticiários no início deste ano devido a seu dinamismo e à interminável gama de atuações dos usuários. Contra-indicado a menores de dezesseis anos, <span id="more-988"></span>uma vez que são frequentes as cenas explícitas de masturbações e de outras manifestações de cunho sexual, o Chatroulette foi tomado por uma boa surpresa que poucos usuários souberam aproveitar na noite passada.</p>
<p><em>&#8220;Alguns personagens curiosos apareceram na última noite, em especial um homem e seu filho que dançaram ao som da música e fizeram &#8216;devil horns&#8217; com as mãos. Ninguém mais pareceu curtir a iniciativa e a maioria dos usuários se desconectou em cinco segundos, após ver um mar de mil pessoas com os punhos erguidos e muitas luzes, ao invés de alguém com quem conversar. Apareceram garotas, caras semi-nus e um vovô tocando guitarra. Foi uma verdadeira demonstração da diversidade e da versatilidade do programa&#8221;</em>, reportou David Swan ao <a href="http://www.itwire.com" target="_blank">iTWire.com</a>.</p>
<p>O jornalista relata ainda que o baixista Billy Gould passou algumas músicas balançando a cabeça frente a câmera e até teclando com algumas pessoas, enquanto que o vocalista Mike Patton ficou de olho na tela em vários momentos rindo e zombando dos usuários que, surpresos e frustrados, desconectavam imediatamente.</p>
<p><strong>Por Thiago Sarkis*</strong></p>
<p><strong>* Com informações do <a href="http://www.itwire.com" target="_blank">iTWire.com</a>.</strong></p>
<p>Faith No More: <a href="http://www.fnm.com" target="_blank">www.fnm.com</a><br />
Chatroulette: <a href="http://www.chatroulette.com" target="_blank">www.chatroulette.com</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://solada.wordpress.com/2010/02/27/faith-no-more-transmite-show-ao-vivo-pelo-chatroulette/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>2</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">988</post-id>
		<media:content url="https://0.gravatar.com/avatar/c0b46301171d14e9071470a687ae8e22eb96efda61c7e31f8b8cdd7e946a353c?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">tsarkis</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/faithnomore2009.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">faithnomore2009</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Guns N&#039; Roses: guitarrista fala ao Brasil</title>
		<link>https://solada.wordpress.com/2010/02/23/guns-n-roses-guitarrista-fala-ao-brasil-2/</link>
					<comments>https://solada.wordpress.com/2010/02/23/guns-n-roses-guitarrista-fala-ao-brasil-2/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Thiago Sarkis]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 02:20:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Classic Rock]]></category>
		<category><![CDATA[Entre-vistas]]></category>
		<category><![CDATA[Hard Rock]]></category>
		<category><![CDATA[Heavy Metal]]></category>
		<category><![CDATA[Rock]]></category>
		<category><![CDATA[buckethead]]></category>
		<category><![CDATA[bumblefoot]]></category>
		<category><![CDATA[chinese democracy]]></category>
		<category><![CDATA[gnr]]></category>
		<category><![CDATA[guns n roses]]></category>
		<category><![CDATA[ron thal]]></category>
		<category><![CDATA[slash]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://solada.wordpress.com/?p=973</guid>

					<description><![CDATA[Quando foi indicado por Joe Satriani para substituir Buckethead no Guns N’ Roses em 2006, Ron Thal era apenas um excêntrico guitarrista virtuose conhecido por um pequeno grupo de fãs que admirava incrivelmente suas músicas, técnicas, extravagâncias e inusitadas guitarras “queijo suíço” e “pé de abelha”. Sem grandes repercussões, o novaiorquino seguia uma carreira solo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/gnr.jpg"><img loading="lazy" data-attachment-id="974" data-permalink="https://solada.wordpress.com/2010/02/23/guns-n-roses-guitarrista-fala-ao-brasil/gnr/" data-orig-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/gnr.jpg" data-orig-size="257,116" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="gnr" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/gnr.jpg?w=257" data-large-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/gnr.jpg?w=257" class="size-full wp-image-974 alignnone" title="gnr" src="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/gnr.jpg?w=510" alt=""   srcset="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/gnr.jpg 257w, https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/gnr.jpg?w=150&amp;h=68 150w" sizes="(max-width: 257px) 100vw, 257px" /></a></p>
<div data-shortcode="caption" id="attachment_975" style="width: 227px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootlive02.jpg"><img aria-describedby="caption-attachment-975" loading="lazy" data-attachment-id="975" data-permalink="https://solada.wordpress.com/2010/02/23/guns-n-roses-guitarrista-fala-ao-brasil/bumblefootlive02/" data-orig-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootlive02.jpg" data-orig-size="300,413" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="bumblefootlive02" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Ron Thal ao vivo com Axl Rose&lt;/p&gt;
" data-medium-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootlive02.jpg?w=218" data-large-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootlive02.jpg?w=300" class="size-medium wp-image-975" title="bumblefootlive02" src="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootlive02.jpg?w=217&#038;h=300" alt="" width="217" height="300" srcset="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootlive02.jpg?w=217 217w, https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootlive02.jpg?w=109 109w, https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootlive02.jpg 300w" sizes="(max-width: 217px) 100vw, 217px" /></a><p id="caption-attachment-975" class="wp-caption-text">Ron Thal ao vivo com Axl Rose</p></div>
<p>Quando foi indicado por Joe Satriani para substituir Buckethead no Guns N’ Roses em 2006, Ron Thal era apenas um excêntrico guitarrista virtuose conhecido por um pequeno grupo de fãs que admirava incrivelmente suas músicas, técnicas, extravagâncias e inusitadas guitarras <em>“queijo suíço”</em> e <em>“pé de abelha”</em>. Sem grandes repercussões, o novaiorquino seguia uma carreira solo que dava o que falar, principalmente por trabalhos como <em>“The Adventures Of Bumblefoot”</em> (1995), <em>“Hands”</em> (1998) e <em>“Uncool”</em> (2000).</p>
<p>Aprovado por Axl Rose, ele se lançou ao estrelato ocupando o posto que fora de Slash em um dos maiores grupos da história, o Guns N’ Roses. Depois de algumas turnês e da desova do discutido <em>“Chinese Democracy”</em> (2008), Ron “Bumblefoot” Thal conquistou em definitivo o respeito dos aficionados pela lendária banda tanto por suas atuações ao vivo quanto pela maneira de interagir com os fãs.<span id="more-1026"></span></p>
<p>A caminho da América do Sul, onde se apresentará pela primeira vez, ele promete mostrar aos brasileiros o porquê de os estrangeiros nutrirem tamanha admiração por um cara que, até outro dia, era conhecido apenas como o substituto de um dos maiores ícones do Rock e da guitarra nas décadas de oitenta e noventa.</p>
<p><strong>É ótimo falar com você novamente, Ron. Como estão os preparativos do Guns N&#8217; Roses para a turnê no Brasil?<br />
Ron Thal: </strong>Nós encerramos uma ótima semana de shows acústicos surpresa em Nova York e agora falta realmente pouco para a turnê sul-americana. Será a minha primeira vez tocando em seu país, mas após anos de contato e apoio de todos aí, sinto que vou me encontrar com pessoas que já conheço. Existe uma forte ligação entre nós. Estou ansioso para conhecê-los e para que possamos nos divertir juntos.</p>
<p><strong>Você acompanhou as apresentações passadas do Guns N&#8217; Roses em nosso país?<br />
Ron Thal: </strong>Acompanhei e sei que há um elo especial e diferente entre os fãs brasileiros e o Guns N&#8217; Roses. Mantenho contato com muitas pessoas do Brasil e agradeço-os pelo apoio, tanto a mim quanto à banda. Mal posso esperar para celebrar <em>“Chinese Democracy”</em> com vocês!!!</p>
<p><strong>Antes de iniciar carreira solo, você esteve em uma banda que tocava covers do Guns N&#8217; Roses, certo? Conte-nos mais sobre este grupo.<br />
Ron Thal: </strong>(risos) É verdade. Eu tinha uma banda cover com Leonard Nimoy e alguns outros amigos. Nós tocamos algumas músicas do Guns na época em que <em>“Appetite For Destruction”</em> (1987) foi lançado. Tocávamos <em>“Mr. Brownstone”</em> e <em>“My Michelle”</em>.</p>
<p><strong>Então, você acompanhou o Guns N&#8217; Roses desde o início da carreira da banda. Você tem ideia de quando os ouviu pela primeira vez?<br />
Ron Thal: </strong>Sim! Lembro-me perfeitamente. A primeira vez que ouvi uma música do Guns foi às três horas da manhã com o videoclipe de <em>“Welcome To The Jungle”</em> na MTV. Eu me recordo de assistir àquilo e pensar:<em> &#8216;esses caras serão grandes&#8217;</em>.</p>
<p><strong>Menos de vinte anos depois e você foi integrado à banda. Como você soube que Joe Satriani o havia indicado a Axl Rose?<br />
Ron Thal: </strong>A indicação ocorreu em meados de 2004. Eu e Joe Satriani tínhamos planos de fazer uma jam quando ele viesse a Nova York e sempre nos falávamos. Então, um dia ele me enviou um e-mail dizendo que havia me indicado para o Guns N&#8217; Roses. Foi um aviso para que eu não duvidasse caso eles me ligassem. Eu o agradeci pela recomendação e me prontifiquei para trabalhar. Porém, sem tensão. Procurei ficar bem relaxado para que, quando eles me procurassem, eu pudesse fazer o melhor.</p>
<p><strong>Qual foi o primeiro membro do Guns N&#8217; Roses com quem você teve contato após a indicação de Joe Satriani?<br />
Ron Thal: </strong>Meu querido amigo Chris Pitman (teclado, guitarra, backing vocals). Ele soube da indicação e me procurou. Começamos a conversar. Pouco depois os empresários do Guns me procuraram e acertamos todos os detalhes.</p>
<p><strong> </strong></p>
<div data-shortcode="caption" id="attachment_976" style="width: 235px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootfretless.jpg"><img aria-describedby="caption-attachment-976" loading="lazy" data-attachment-id="976" data-permalink="https://solada.wordpress.com/2010/02/23/guns-n-roses-guitarrista-fala-ao-brasil/bumblefootfretless/" data-orig-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootfretless.jpg" data-orig-size="300,400" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="bumblefootfretless" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Ron Thal e a guitarra fretless&lt;/p&gt;
" data-medium-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootfretless.jpg?w=225" data-large-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootfretless.jpg?w=300" class="size-medium wp-image-976" title="bumblefootfretless" src="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootfretless.jpg?w=225&#038;h=300" alt="" width="225" height="300" srcset="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootfretless.jpg?w=225 225w, https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootfretless.jpg?w=113 113w, https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootfretless.jpg 300w" sizes="(max-width: 225px) 100vw, 225px" /></a><p id="caption-attachment-976" class="wp-caption-text">Ron Thal e a guitarra fretless</p></div>
<p><strong>Como foi o seu teste para entrar para a banda? O que vocês tocaram?<br />
Ron Thal:</strong> Meu teste foi logo após o fim de uma turnê da banda. Não me lembro exatamente todas as músicas que tocamos. Sei que não havia pressão e que <em>“Paradise City”</em> e <em>“Welcome To The Jungle”</em> estavam entre as canções que ensaiamos. Foi bem tranquilo, rápido e sem grandes pressões. No primeiro dia, tocamos três músicas, voltei no dia seguinte, e tocamos mais três músicas; duas semanas depois, estávamos na estrada.</p>
<p><strong>Você fala que fez tudo de forma bem relaxada, mas como é possível não haver pressão em uma audição para um grupo como o Guns N&#8217; Roses?<br />
Ron Thal: </strong>Eu tentei não pensar muito no fato de estar fazendo um teste para o Guns N&#8217; Roses e, além disso, todos os músicos foram receptivos e fizeram com que eu me sentisse bem confortável para a audição. Deixei as coisas fluírem, busquei aprender e compreender todo o processo sem colocar a banda em um pedestal e evitando pré-julgamentos. Naquela época, eu estava satisfeito com minhas atividades, produzindo músicos, compondo meus próprios CDs, fazendo turnês solo, gravando músicas para a TV. Minha preocupação, na verdade, estava voltada à vida pessoal, pois eu sabia que, uma vez no Guns, não haveria mais tempo para outros trabalhos e eu precisaria abrir mão de muita coisa do meu dia-a-dia.</p>
<p><strong>No Guns, você ocupa o posto que foi de Slash e Buckethead. Qual foi o seu maior desafio ao assumir esta função, substituindo músicos deste nível?<br />
Ron Thal: </strong>Evitei e evito pensar nisso. O único desafio que mantenho é comigo mesmo e é o desafio de ser melhor hoje do que fui ontem. Não posso mudar o passado e não quero fazer isso. Quando toco com o Guns, dou o que tenho de melhor para honrar e respeitar o passado e a música da banda, porém, também adicionar coisas novas ao grupo. Seja no âmbito pessoal, com um contato mais próximo com os fãs, ou no musical, com o som da guitarra fretless. Sou apenas eu mesmo e me dedico aos fãs. Eles merecem o que temos de melhor.</p>
<p><strong>Por falar em ex-guitarristas do Guns N&#8217; Roses, entrevistei Izzy Stradlin há um ano e meio, mais ou menos, e ele se mostrou favorável à nova formação da banda. Você já tocou com ele e eu gostaria que nos falasse um pouco do contato entre vocês e da experiência de tocar com Izzy.<br />
Ron Thal: </strong>Eu me diverti muito tocando com Izzy Stradlin. Juntos nós trabalhamos em uma versão para <em>“The Devil Went Down To Georgia”</em> (N. do E.: da Charlie Daniels Band) e queríamos muito ter detonado ao vivo com o que criamos nessa música (risos). Fica para a próxima.</p>
<p><strong>Você mencionou o fato de respeitar e honrar o passado da banda. Há músicas que você sente que é impossível rearranjar ou nas quais, em sua opinião, não seria correto fazer testes e/ou improvisar?<br />
Ron Thal: </strong>Há determinadas partes de guitarra que são importantes demais para as músicas e mudá-las seria como alterar uma melodia vocal ou as letras de uma canção. Em <em>“Sweet Child O&#8217; Mine”</em>, por exemplo, o riff inicial tem que ser tocado com absoluta precisão, nota por nota. No entanto, nos solos mais ao final, os mais rápidos, há espaço para que eu faça algo próprio e possa criar.</p>
<p><strong>Havia alguma música do Guns que você não gostava? Qual é o momento do show que mais lhe agrada?<br />
Ron Thal: </strong>Sinceramente, eu nunca toquei uma música do Guns sem curtir. Ou eu adoro a música ou então curto muito tocá-la, não importa a razão. É sempre divertido. Porém, o melhor de estar em uma banda como esta é o contato com os fãs. A melhor parte do show do Guns para mim é quando tocamos <em>“Don&#8217;t Cry”</em> e ouvimos a plateia cantando conosco. Tudo para mim gira em torno deste vínculo entre o grupo e os fãs.</p>
<p><strong>O que você diria da reação do público às músicas de <em>“Chinese Democracy”</em>?<br />
Ron Thal: </strong>As respostas a <em>“Chinese Democracy”</em> são muito positivas, desde a época em que tocávamos apenas duas ou três músicas ao vivo, variando principalmente entre <em>“Madagascar”</em>,<em> “Better”</em>, <em>“I.R.S.”</em>, <em>“Street Of Dreams (The Blues)”</em> e a faixa-título. Acho que <em>“Sorry”</em>, <em>“Scraped”</em> e <em>“This I Love”</em> realmente mexem muito com os fãs. São destaques para mim.</p>
<p><strong>No que diz respeito às gravações de estúdio, quais são as faixas que mais lhe chamam a atenção em <em>“Chinese Democracy”</em>?<br />
Ron Thal: </strong>Gosto muito de <em>“Catcher In The Rye”</em>, especialmente pela parte final com o encontro de guitarras e vocais. <em>“Scraped”</em> é um Rock pujante com riffs muito legais de guitarra. <em>“This I Love”</em> é belíssima, uma balada maravilhosa. <em>“Sorry”</em> é uma canção mais lenta, ainda assim vigorosa e com um ótimo refrão. <em>“Shackler&#8217;s Revenge”</em> tem uma energia incrível e eu adorei ter feito todo o solo dela. O disco mescla boas coisas de Classic Rock com excelentes passagens Hard e Heavy.</p>
<p><strong><a href="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootlive.jpg"><img loading="lazy" data-attachment-id="977" data-permalink="https://solada.wordpress.com/2010/02/23/guns-n-roses-guitarrista-fala-ao-brasil/bumblefootlive/" data-orig-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootlive.jpg" data-orig-size="300,209" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="bumblefootlive" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootlive.jpg?w=300" data-large-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootlive.jpg?w=300" class="alignleft size-full wp-image-977" title="bumblefootlive" src="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootlive.jpg?w=510" alt=""   srcset="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootlive.jpg 300w, https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootlive.jpg?w=150&amp;h=105 150w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>Por falar em <em>“Shackler&#8217;s Revenge”</em>, ela é uma das poucas músicas do disco com participação efetiva sua inclusive na criação. Como você se sentiu não podendo opinar tanto, uma vez que acabara de se juntar ao grupo? O que você procurou acrescentar às composições já finalizadas de <em>“Chinese Democracy”</em>?<br />
Ron Thal: </strong>Em todas as músicas, o que busquei acrescentar foi uma pegada mais pesada, Rock! Às vezes, nós guitarristas focamo-nos demais nos solos e esquecemos que o essencial realmente são as guitarras base. Não compus tanto, mas toquei em todas as faixas e fiz o melhor que pude para dar um ar mais “sujo” e Rock às guitarras. Não me senti mal com o fato de não ter participado de todo o processo de criação. Não preciso escrever uma música para amá-la. Além do mais, o fato é que experimentamos em todas as composições por horas e horas; dos riffs e ritmos na guitarra fretless acompanhando os vocais de Axl em <em>“Chinese Democracy”</em> aos solos de <em>“Shackler&#8217;s Revenge”</em>. Procurei, a todo o momento, solos, ritmos e riffs diferentes para o que já estava escrito.</p>
<p><strong>O <em>“Chinese Democracy”</em> que você ouviu quando entrou para o Guns N&#8217; Roses é muito diferente deste que foi lançado e que todos nós ouvimos? Houve grandes mudanças?<br />
Ron Thal: </strong>As mudanças talvez não tenham sido enormes ou óbvias, mas foram muitíssimo importantes. Ocorreram inúmeras alterações, principalmente na pegada e na sonoridade das músicas. O <em>“Chinese Democracy”</em> que todos ouviram é mais pesado e orientado à guitarra do que o álbum que ouvi inicialmente.</p>
<p><strong>Como admirador que ouve a banda desde <em>“Appetite For Destruction”</em>, qual foi a sua reação ao ouvir as então novas músicas pela primeira vez?<br />
Ron Thal:</strong> Achei fascinante ouvir a maneira como as coisas haviam avançado. Se você prestar atenção ao crescimento do grupo de <em>“Appetite For Destruction”</em> para <em>“Use Your Illusion I”</em> (1991) e <em>“Use Your Illusion II” </em>(1991), e perceber que as músicas estavam ficando mais completas e bem compostas, verá que, com alguns anos mais de tecnologia e músicos diferentes, aquela tendência apenas continuou em <em>“Chinese Democracy”</em>. O álbum tem um som único do início ao fim, das composições à produção.</p>
<p><strong>Considerando-se que o Guns N’ Roses levou dezessete anos para lançar um álbum novo, qual é a sua expectativa em relação a gravar novo material com a banda? Há esperança?<br />
Ron Thal: </strong>Claro! Não posso prever o futuro, mas eu gostaria de escrever algumas coisas com o Guns N’ Roses sim. Em <em>“Abnormal”</em> (2008) (N. do E.: trabalho solo de inéditas de Ron Thal, lançado sob seu famoso cognome Bumblefoot), há uma música chamada <em>“Simple Days”</em> que penso que soaria incrível na voz de Axl Rose. Até cheguei a pensar em mostrá-la para a banda e ver a opinião deles.</p>
<p><strong>Se você saísse do Guns N’ Roses hoje, quais seriam os maiores ensinamentos que levaria consigo?<br />
Ron Thal: </strong>Como compositor, certamente minha grande lição teria a ver com melodia. Mais melodias nas guitarras e nos vocais, sem limites para isso. Como artista no palco, é uma aula de como se entregar totalmente, de forma apaixonada e dedicada. De uma maneira geral, o principal que eu tiraria dessa experiência é a lembrança de que você determina suas próprias regras, deve fazer as suas coisas, e almejar o mais alto que puder. Sabemos de tudo isso, mas o Guns N’ Roses me faz querer superar meus limites, e ser melhor do que fui um dia. Devo isso aos fãs do Guns, a meus colegas de banda e a mim mesmo.</p>
<h2 style="text-align:center;"><span style="color:#993300;">&#8220;(&#8230;) &#8216;<em>Chinese Democracy&#8217;</em> deveria ter sido apresentado ao mundo como o &#8216;<em>A Night At The Opera&#8217;</em> do Guns N’ Roses ou como o &#8216;<em>White Album&#8217;</em>.&#8221;</span></h2>
<p><strong>Você falou do aprendizado que teve como compositor e de não haver limites para as melodias. Uma das críticas mais pesadas em relação a <em>“Chinese Democracy”</em> foi no que diz respeito à suposta megalomonia que teria tomado conta de todo o processo de criação do disco, numa total falta de limites inclusive na produção. Como você vê isso?<br />
Ron Thal: </strong>Em algumas passagens, o disco parece composto como uma orquestra. A produção é muito bem-cuidada. Foram anos de trabalho em cima disso e é inegável que é algo detalhado e bonito. Não há nada errado nisso. Em 1975, o Queen lançou <em>“A Night At The Opera”</em>, uma obra-prima de produção e composição, à época aos boatos de ter sido o álbum mais caro de todos os tempos. <em>“Chinese Democracy”</em> deveria ter sido apresentado ao mundo como o <em>“A Night At The Opera”</em> do Guns N’ Roses ou como o <em>“White Album” </em>(N. do R.: fazendo menção ao álbum dos Beatles de 1968). As pessoas estavam esperando um <em>“Appetite For Destruction II”</em>, e talvez elas precisem de um tempo para se ajustar e escutar algo tão diferente daquilo que esperavam.</p>
<p><strong>Você não acha que o criticismo acerca do álbum vai um pouco além? Digo, não teria isso a ver com toda a novela que cercou o lançamento?<br />
Ron Thal: </strong>Sem dúvida alguma. Há muita história sobre este álbum que pode ser usada pelos críticos. Mudança de formação da banda, atrasos no lançamento, Demos que vazaram. Porém, sinceramente penso que o longo e turbulento caminho percorrido para que este disco fosse lançado é o que faz dele tão único. Nenhum álbum passou por tanta coisa, por toda essa história; a combinação de tudo isso faz de <em>“Chinese Democracy”</em> algo que ninguém testemunhará outra vez no mundo. Em vinte anos, quando a espera por <em>“Chinese Democracy”</em> já for uma coisa do passado, as pessoas ouvirão o álbum com menos pré-julgamentos. Essas são as resenhas que de fato importarão.</p>
<p><strong>Pelo que conversamos, uma coisa clara é que <em>“Chinese Democracy”</em> não é um álbum simples. Acho, inclusive, que ele é pouco acessível. É claro que <em>“Appetite For Destruction”</em> foi uma história totalmente diferente, mas você não acha que teria sido difícil o Guns N’ Roses alcançar o nível de popularidade que alcançou caso tivesse estreado com <em>“Chinese Democracy”</em>?<br />
Ron Thal: </strong>É como comparar o <em>“White Album”</em> e o primeiro álbum dos Beatles. Sendo assim, eu respondo que se os Beatles tivessem estreado com o <em>“White Album”</em> certamente não teriam alcançado a popularidade que alcançaram. Contudo, lançar aquele disco quando eles o lançaram fez do legado deles tudo isso que vemos, mostrando-nos uma banda que experimentou, evoluiu e trouxe sons inesperados para o ouvido das pessoas como nenhum outro grupo o fez.</p>
<p><strong>Quais foram as melhores vivências que você teve com o Guns N’ Roses em turnê?<br />
Ron Thal: </strong>Cara, são tantas experiências boas que tivemos&#8230; Uma das minhas favoritas é a forma como terminamos a turnê em 2007. Eu, Axl Rose e um monte de amigos fomos a um bar que estava fechado para nós. Os donos nos trouxeram alguns equipamentos e instrumentos e tocamos a noite toda músicas do Guns N’ Roses, do AC/DC; apenas nos divertimos até cedo, quando fui para o hotel pegar minhas coisas e voltar para casa. Tocar no Madison Square Garden foi outro momento mágico. Para quem cresceu em Nova York como eu, tocar lá é um sonho. O primeiro show que vi foi lá, do Kiss em 1979, com os membros da formação original usando maquiagem. Jamais me esqueci daquilo e sempre sonhei em estar naquele palco com as grandes luzes dos shows e pirotecnia. Em 2006, realizei esse sonho nos mínimos detalhes com o Guns N’ Roses. Naquele dia, meu solo de guitarra foi o solo de Ace Frehley em <em>“Alive!” </em>(1975) do Kiss. Um tributo aos herois que vi em 1979.</p>
<p><strong> </strong></p>
<div data-shortcode="caption" id="attachment_978" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefoot95.jpg"><img aria-describedby="caption-attachment-978" loading="lazy" data-attachment-id="978" data-permalink="https://solada.wordpress.com/2010/02/23/guns-n-roses-guitarrista-fala-ao-brasil/bumblefoot95/" data-orig-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefoot95.jpg" data-orig-size="300,300" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="bumblefoot95" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Ron Thal e a guitarra &amp;#8220;queijo-suíço&amp;#8221;&lt;/p&gt;
" data-medium-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefoot95.jpg?w=300" data-large-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefoot95.jpg?w=300" class="size-full wp-image-978" title="bumblefoot95" src="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefoot95.jpg?w=510" alt=""   srcset="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefoot95.jpg 300w, https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefoot95.jpg?w=150&amp;h=150 150w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><p id="caption-attachment-978" class="wp-caption-text">Ron Thal e a guitarra &quot;queijo-suíço&quot;</p></div>
<p><strong>O fanatismo dos fãs pelo Guns N’ Roses é algo marcante. Qual foi a maior loucura que você viu um admirador da banda fazer durante todas essas turnês?<br />
Ron Thal:</strong> Olha, foi algo que aconteceu antes de um show na Noruega. Nós nos preparávamos para o show no backstage e de repente ouvimos um estrondo de alguma coisa caindo ou quebrando. O segurança abriu a porta de uma das salas ao lado e deparamo-nos com um cara no chão entre escombros. Ele olhou para nós e disse “Oi”. Ele havia rastejado pelos dutos de ar da casa de espetáculos para chegar ao backstage, e caiu do teto (risos).</p>
<p><strong>Em 2006, logo que você entrou para a banda, houve um incidente entre Axl Rose e um policial sueco, e Axl acabou detido pelas autoridades locais. Você escreveu um longo comunicado explicando que não havia participado do incidente. Como foi aquilo?<br />
Ron Thal: </strong>Nada de incomum para mim. Já vi coisas piores (risos). O fato é que a imprensa local falou que toda a banda havia solicitado a presença de loiras suecas. Isso não ocorreu. Como eu disse à época, não uso drogas, não fico bêbado, e respeito a mulher que está comigo. O problema foi com um guarda sueco e é uma pena eu não ter acompanhado o que ocorreu. Pelo que me disseram, Axl fez pouco. Eu não teria batido nele como Axl fez. Eu o teria comido. Sempre levo molhos bem apimentados nas viagens comigo e certamente eles ficariam ótimos com a perna sueca que eu arrancaria (gargalhadas).</p>
<p><strong>Sexo, drogas e rock ‘n’ roll&#8230; o que é real e o que é obra do imaginário dos fãs em relação a isso em uma banda como o Guns N’ Roses?<br />
Ron Thal: </strong>Pelo que vi, músicos que trabalham e se dedicam realmente tomam conta de si; comem e dormem bem. Não há como resistir aos estresses da vida em turnê se você cai na gandaia toda noite. O <em>“clichê”</em> do <em>“sexo, drogas e rock ‘n’ roll”</em> é para os roadies e para a equipe se divertirem.</p>
<h2 style="text-align:center;"><span style="color:#993300;">&#8220;(&#8230;) Eu vivo com dignidade e respeito e faço tudo o que você falou, logo, sim, sou nerd e com orgulho. (&#8230;)&#8221;</span></h2>
<p><strong>Nos anos oitenta e noventa, o Guns N’ Roses ficou famoso por atitudes explosivas de seus membros, brigas com fãs, policiais, uso de drogas, abuso de álcool, fãs loucas e apaixonadas, groupies, entre outras coisas. Por essas e outras, a banda chegou a ser rotulada e anunciada como<em> “a banda mais perigosa do mundo”</em>. Você não usa drogas, não fica bêbado, respeita e se comunica com os fãs pela Internet e pessoalmente, não trai a namorada, gosta de vídeo-games, tem Blog, vive no computador. O atual guitarrista daquela que um dia foi chamada <em>“a banda mais perigosa do mundo”</em> é aquilo que há algum tempo atrás chamaríamos de nerd?<br />
Ron Thal:</strong> Eu vivo com dignidade e respeito e faço tudo o que você falou, logo, sim, sou nerd e com orgulho. Porém, este é apenas um lado da moeda, e é o que acontece quando lidamos com pessoas decentes. Com o restante, prefiro não comentar. Para mim, viver perigosamente não é usar drogas e ir a festas. Isso é fácil. Perigo real são as coisas das quais não falo.</p>
<p><strong>Ron, duas perguntas antes de finalizarmos. Você tinha uma banda chamada Awol que lançou um EP em 1987, certo? Como você descreveria o som deste grupo?<br />
Ron Thal: </strong>O Awol era a minha banda quando eu tinha dezesseis anos. Fizemos o EP em 1986, em um estúdio no Brooklyn. Não havia espaço nem para respirarmos e eu e o baterista fizemos praticamente tudo em um só ‘take’. Para mim, o Awol é como uma mistura de Manowar, Van Halen e Loudness. Eu escutava muito essas bandas naquela época. Ainda hoje sou um grande fã de Manowar.</p>
<p><strong>Diga-nos uma banda que lhe chamou a atenção recentemente.<br />
Ron Thal: </strong>Muse. Quando ouvi aquele álbum <em>“Absolution”</em> (2003), tive a sensação de estar escutando uma das melhores coisas criadas e produzidas nos últimos tempos. É uma verdadeira obra-prima.</p>
<p><strong>Agradeço-o pela entrevista e peço para que você deixe uma mensagem aos seus fãs no Brasil e nos fale do que aprendeu acerca do que realmente é o Guns N’ Roses.<br />
Ron Thal: </strong>Eu diria que o Guns N’ Roses é uma banda que vive suas próprias regras e tem seu próprio mundo. Uma mensagem? Bem, como sempre digo: cada um leva a vida que quer. Vivam como quiserem, e que se foda o que quer que as pessoas lhe digam que é a maneira certa de fazer as coisas. Estou ansioso para os shows no Brasil. Em breve estaremos aí. A gente se vê! Obrigado por tudo!</p>
<p style="text-align:center;"><a href="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/ronthalanthems.jpg"><img loading="lazy" data-attachment-id="979" data-permalink="https://solada.wordpress.com/2010/02/23/guns-n-roses-guitarrista-fala-ao-brasil/ronthalanthems/" data-orig-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/ronthalanthems.jpg" data-orig-size="300,193" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="ronthalanthems" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/ronthalanthems.jpg?w=300" data-large-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/ronthalanthems.jpg?w=300" class="size-full wp-image-979 aligncenter" title="ronthalanthems" src="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/ronthalanthems.jpg?w=510" alt=""   srcset="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/ronthalanthems.jpg 300w, https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/ronthalanthems.jpg?w=150&amp;h=97 150w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a></p>
<p><strong>Por Thiago Sarkis</strong></p>
<p>Guns N&#8217; Roses: <a href="http://www.gunsnroses.com" target="_blank">www.gunsnroses.com</a><br />
Bumblefoot: <a href="http://www.bumblefoot.com" target="_blank">www.bumblefoot.com</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://solada.wordpress.com/2010/02/23/guns-n-roses-guitarrista-fala-ao-brasil-2/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>11</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">1026</post-id>
		<media:content url="https://0.gravatar.com/avatar/c0b46301171d14e9071470a687ae8e22eb96efda61c7e31f8b8cdd7e946a353c?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">tsarkis</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/gnr.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">gnr</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootlive02.jpg?w=217" medium="image">
			<media:title type="html">bumblefootlive02</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootfretless.jpg?w=225" medium="image">
			<media:title type="html">bumblefootfretless</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootlive.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">bumblefootlive</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefoot95.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">bumblefoot95</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/ronthalanthems.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">ronthalanthems</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Guns N&#8217; Roses: guitarrista fala ao Brasil</title>
		<link>https://solada.wordpress.com/2010/02/23/guns-n-roses-guitarrista-fala-ao-brasil/</link>
					<comments>https://solada.wordpress.com/2010/02/23/guns-n-roses-guitarrista-fala-ao-brasil/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Thiago Sarkis]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 02:20:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Classic Rock]]></category>
		<category><![CDATA[Entre-vistas]]></category>
		<category><![CDATA[Hard Rock]]></category>
		<category><![CDATA[Heavy Metal]]></category>
		<category><![CDATA[Rock]]></category>
		<category><![CDATA[buckethead]]></category>
		<category><![CDATA[bumblefoot]]></category>
		<category><![CDATA[chinese democracy]]></category>
		<category><![CDATA[gnr]]></category>
		<category><![CDATA[guns n roses]]></category>
		<category><![CDATA[ron thal]]></category>
		<category><![CDATA[slash]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://solada.wordpress.com/?p=973</guid>

					<description><![CDATA[Quando foi indicado por Joe Satriani para substituir Buckethead no Guns N’ Roses em 2006, Ron Thal era apenas um excêntrico guitarrista virtuose conhecido por um pequeno grupo de fãs que admirava incrivelmente suas músicas, técnicas, extravagâncias e inusitadas guitarras “queijo suíço” e “pé de abelha”. Sem grandes repercussões, o novaiorquino seguia uma carreira solo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/gnr.jpg"><img loading="lazy" data-attachment-id="974" data-permalink="https://solada.wordpress.com/2010/02/23/guns-n-roses-guitarrista-fala-ao-brasil/gnr/" data-orig-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/gnr.jpg" data-orig-size="257,116" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="gnr" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/gnr.jpg?w=257" data-large-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/gnr.jpg?w=257" class="size-full wp-image-974 alignnone" title="gnr" src="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/gnr.jpg?w=510" alt=""   srcset="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/gnr.jpg 257w, https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/gnr.jpg?w=150&amp;h=68 150w" sizes="(max-width: 257px) 100vw, 257px" /></a></p>
<div data-shortcode="caption" id="attachment_975" style="width: 227px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootlive02.jpg"><img aria-describedby="caption-attachment-975" loading="lazy" data-attachment-id="975" data-permalink="https://solada.wordpress.com/2010/02/23/guns-n-roses-guitarrista-fala-ao-brasil/bumblefootlive02/" data-orig-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootlive02.jpg" data-orig-size="300,413" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="bumblefootlive02" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Ron Thal ao vivo com Axl Rose&lt;/p&gt;
" data-medium-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootlive02.jpg?w=218" data-large-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootlive02.jpg?w=300" class="size-medium wp-image-975" title="bumblefootlive02" src="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootlive02.jpg?w=217&#038;h=300" alt="" width="217" height="300" srcset="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootlive02.jpg?w=217 217w, https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootlive02.jpg?w=109 109w, https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootlive02.jpg 300w" sizes="(max-width: 217px) 100vw, 217px" /></a><p id="caption-attachment-975" class="wp-caption-text">Ron Thal ao vivo com Axl Rose</p></div>
<p>Quando foi indicado por Joe Satriani para substituir Buckethead no Guns N’ Roses em 2006, Ron Thal era apenas um excêntrico guitarrista virtuose conhecido por um pequeno grupo de fãs que admirava incrivelmente suas músicas, técnicas, extravagâncias e inusitadas guitarras <em>“queijo suíço”</em> e <em>“pé de abelha”</em>. Sem grandes repercussões, o novaiorquino seguia uma carreira solo que dava o que falar, principalmente por trabalhos como <em>“The Adventures Of Bumblefoot”</em> (1995), <em>“Hands”</em> (1998) e <em>“Uncool”</em> (2000).</p>
<p>Aprovado por Axl Rose, ele se lançou ao estrelato ocupando o posto que fora de Slash em um dos maiores grupos da história, o Guns N’ Roses. Depois de algumas turnês e da desova do discutido <em>“Chinese Democracy”</em> (2008), Ron “Bumblefoot” Thal conquistou em definitivo o respeito dos aficionados pela lendária banda tanto por suas atuações ao vivo quanto pela maneira de interagir com os fãs.<span id="more-973"></span></p>
<p>A caminho da América do Sul, onde se apresentará pela primeira vez, ele promete mostrar aos brasileiros o porquê de os estrangeiros nutrirem tamanha admiração por um cara que, até outro dia, era conhecido apenas como o substituto de um dos maiores ícones do Rock e da guitarra nas décadas de oitenta e noventa.</p>
<p><strong>É ótimo falar com você novamente, Ron. Como estão os preparativos do Guns N&#8217; Roses para a turnê no Brasil?<br />
Ron Thal: </strong>Nós encerramos uma ótima semana de shows acústicos surpresa em Nova York e agora falta realmente pouco para a turnê sul-americana. Será a minha primeira vez tocando em seu país, mas após anos de contato e apoio de todos aí, sinto que vou me encontrar com pessoas que já conheço. Existe uma forte ligação entre nós. Estou ansioso para conhecê-los e para que possamos nos divertir juntos.</p>
<p><strong>Você acompanhou as apresentações passadas do Guns N&#8217; Roses em nosso país?<br />
Ron Thal: </strong>Acompanhei e sei que há um elo especial e diferente entre os fãs brasileiros e o Guns N&#8217; Roses. Mantenho contato com muitas pessoas do Brasil e agradeço-os pelo apoio, tanto a mim quanto à banda. Mal posso esperar para celebrar <em>“Chinese Democracy”</em> com vocês!!!</p>
<p><strong>Antes de iniciar carreira solo, você esteve em uma banda que tocava covers do Guns N&#8217; Roses, certo? Conte-nos mais sobre este grupo.<br />
Ron Thal: </strong>(risos) É verdade. Eu tinha uma banda cover com Leonard Nimoy e alguns outros amigos. Nós tocamos algumas músicas do Guns na época em que <em>“Appetite For Destruction”</em> (1987) foi lançado. Tocávamos <em>“Mr. Brownstone”</em> e <em>“My Michelle”</em>.</p>
<p><strong>Então, você acompanhou o Guns N&#8217; Roses desde o início da carreira da banda. Você tem ideia de quando os ouviu pela primeira vez?<br />
Ron Thal: </strong>Sim! Lembro-me perfeitamente. A primeira vez que ouvi uma música do Guns foi às três horas da manhã com o videoclipe de <em>“Welcome To The Jungle”</em> na MTV. Eu me recordo de assistir àquilo e pensar:<em> &#8216;esses caras serão grandes&#8217;</em>.</p>
<p><strong>Menos de vinte anos depois e você foi integrado à banda. Como você soube que Joe Satriani o havia indicado a Axl Rose?<br />
Ron Thal: </strong>A indicação ocorreu em meados de 2004. Eu e Joe Satriani tínhamos planos de fazer uma jam quando ele viesse a Nova York e sempre nos falávamos. Então, um dia ele me enviou um e-mail dizendo que havia me indicado para o Guns N&#8217; Roses. Foi um aviso para que eu não duvidasse caso eles me ligassem. Eu o agradeci pela recomendação e me prontifiquei para trabalhar. Porém, sem tensão. Procurei ficar bem relaxado para que, quando eles me procurassem, eu pudesse fazer o melhor.</p>
<p><strong>Qual foi o primeiro membro do Guns N&#8217; Roses com quem você teve contato após a indicação de Joe Satriani?<br />
Ron Thal: </strong>Meu querido amigo Chris Pitman (teclado, guitarra, backing vocals). Ele soube da indicação e me procurou. Começamos a conversar. Pouco depois os empresários do Guns me procuraram e acertamos todos os detalhes.</p>
<p><strong> </strong></p>
<div data-shortcode="caption" id="attachment_976" style="width: 235px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootfretless.jpg"><img aria-describedby="caption-attachment-976" loading="lazy" data-attachment-id="976" data-permalink="https://solada.wordpress.com/2010/02/23/guns-n-roses-guitarrista-fala-ao-brasil/bumblefootfretless/" data-orig-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootfretless.jpg" data-orig-size="300,400" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="bumblefootfretless" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Ron Thal e a guitarra fretless&lt;/p&gt;
" data-medium-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootfretless.jpg?w=225" data-large-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootfretless.jpg?w=300" class="size-medium wp-image-976" title="bumblefootfretless" src="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootfretless.jpg?w=225&#038;h=300" alt="" width="225" height="300" srcset="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootfretless.jpg?w=225 225w, https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootfretless.jpg?w=113 113w, https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootfretless.jpg 300w" sizes="(max-width: 225px) 100vw, 225px" /></a><p id="caption-attachment-976" class="wp-caption-text">Ron Thal e a guitarra fretless</p></div>
<p><strong>Como foi o seu teste para entrar para a banda? O que vocês tocaram?<br />
Ron Thal:</strong> Meu teste foi logo após o fim de uma turnê da banda. Não me lembro exatamente todas as músicas que tocamos. Sei que não havia pressão e que <em>“Paradise City”</em> e <em>“Welcome To The Jungle”</em> estavam entre as canções que ensaiamos. Foi bem tranquilo, rápido e sem grandes pressões. No primeiro dia, tocamos três músicas, voltei no dia seguinte, e tocamos mais três músicas; duas semanas depois, estávamos na estrada.</p>
<p><strong>Você fala que fez tudo de forma bem relaxada, mas como é possível não haver pressão em uma audição para um grupo como o Guns N&#8217; Roses?<br />
Ron Thal: </strong>Eu tentei não pensar muito no fato de estar fazendo um teste para o Guns N&#8217; Roses e, além disso, todos os músicos foram receptivos e fizeram com que eu me sentisse bem confortável para a audição. Deixei as coisas fluírem, busquei aprender e compreender todo o processo sem colocar a banda em um pedestal e evitando pré-julgamentos. Naquela época, eu estava satisfeito com minhas atividades, produzindo músicos, compondo meus próprios CDs, fazendo turnês solo, gravando músicas para a TV. Minha preocupação, na verdade, estava voltada à vida pessoal, pois eu sabia que, uma vez no Guns, não haveria mais tempo para outros trabalhos e eu precisaria abrir mão de muita coisa do meu dia-a-dia.</p>
<p><strong>No Guns, você ocupa o posto que foi de Slash e Buckethead. Qual foi o seu maior desafio ao assumir esta função, substituindo músicos deste nível?<br />
Ron Thal: </strong>Evitei e evito pensar nisso. O único desafio que mantenho é comigo mesmo e é o desafio de ser melhor hoje do que fui ontem. Não posso mudar o passado e não quero fazer isso. Quando toco com o Guns, dou o que tenho de melhor para honrar e respeitar o passado e a música da banda, porém, também adicionar coisas novas ao grupo. Seja no âmbito pessoal, com um contato mais próximo com os fãs, ou no musical, com o som da guitarra fretless. Sou apenas eu mesmo e me dedico aos fãs. Eles merecem o que temos de melhor.</p>
<p><strong>Por falar em ex-guitarristas do Guns N&#8217; Roses, entrevistei Izzy Stradlin há um ano e meio, mais ou menos, e ele se mostrou favorável à nova formação da banda. Você já tocou com ele e eu gostaria que nos falasse um pouco do contato entre vocês e da experiência de tocar com Izzy.<br />
Ron Thal: </strong>Eu me diverti muito tocando com Izzy Stradlin. Juntos nós trabalhamos em uma versão para <em>“The Devil Went Down To Georgia”</em> (N. do E.: da Charlie Daniels Band) e queríamos muito ter detonado ao vivo com o que criamos nessa música (risos). Fica para a próxima.</p>
<p><strong>Você mencionou o fato de respeitar e honrar o passado da banda. Há músicas que você sente que é impossível rearranjar ou nas quais, em sua opinião, não seria correto fazer testes e/ou improvisar?<br />
Ron Thal: </strong>Há determinadas partes de guitarra que são importantes demais para as músicas e mudá-las seria como alterar uma melodia vocal ou as letras de uma canção. Em <em>“Sweet Child O&#8217; Mine”</em>, por exemplo, o riff inicial tem que ser tocado com absoluta precisão, nota por nota. No entanto, nos solos mais ao final, os mais rápidos, há espaço para que eu faça algo próprio e possa criar.</p>
<p><strong>Havia alguma música do Guns que você não gostava? Qual é o momento do show que mais lhe agrada?<br />
Ron Thal: </strong>Sinceramente, eu nunca toquei uma música do Guns sem curtir. Ou eu adoro a música ou então curto muito tocá-la, não importa a razão. É sempre divertido. Porém, o melhor de estar em uma banda como esta é o contato com os fãs. A melhor parte do show do Guns para mim é quando tocamos <em>“Don&#8217;t Cry”</em> e ouvimos a plateia cantando conosco. Tudo para mim gira em torno deste vínculo entre o grupo e os fãs.</p>
<p><strong>O que você diria da reação do público às músicas de <em>“Chinese Democracy”</em>?<br />
Ron Thal: </strong>As respostas a <em>“Chinese Democracy”</em> são muito positivas, desde a época em que tocávamos apenas duas ou três músicas ao vivo, variando principalmente entre <em>“Madagascar”</em>,<em> “Better”</em>, <em>“I.R.S.”</em>, <em>“Street Of Dreams (The Blues)”</em> e a faixa-título. Acho que <em>“Sorry”</em>, <em>“Scraped”</em> e <em>“This I Love”</em> realmente mexem muito com os fãs. São destaques para mim.</p>
<p><strong>No que diz respeito às gravações de estúdio, quais são as faixas que mais lhe chamam a atenção em <em>“Chinese Democracy”</em>?<br />
Ron Thal: </strong>Gosto muito de <em>“Catcher In The Rye”</em>, especialmente pela parte final com o encontro de guitarras e vocais. <em>“Scraped”</em> é um Rock pujante com riffs muito legais de guitarra. <em>“This I Love”</em> é belíssima, uma balada maravilhosa. <em>“Sorry”</em> é uma canção mais lenta, ainda assim vigorosa e com um ótimo refrão. <em>“Shackler&#8217;s Revenge”</em> tem uma energia incrível e eu adorei ter feito todo o solo dela. O disco mescla boas coisas de Classic Rock com excelentes passagens Hard e Heavy.</p>
<p><strong><a href="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootlive.jpg"><img loading="lazy" data-attachment-id="977" data-permalink="https://solada.wordpress.com/2010/02/23/guns-n-roses-guitarrista-fala-ao-brasil/bumblefootlive/" data-orig-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootlive.jpg" data-orig-size="300,209" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="bumblefootlive" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootlive.jpg?w=300" data-large-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootlive.jpg?w=300" class="alignleft size-full wp-image-977" title="bumblefootlive" src="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootlive.jpg?w=510" alt=""   srcset="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootlive.jpg 300w, https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootlive.jpg?w=150&amp;h=105 150w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>Por falar em <em>“Shackler&#8217;s Revenge”</em>, ela é uma das poucas músicas do disco com participação efetiva sua inclusive na criação. Como você se sentiu não podendo opinar tanto, uma vez que acabara de se juntar ao grupo? O que você procurou acrescentar às composições já finalizadas de <em>“Chinese Democracy”</em>?<br />
Ron Thal: </strong>Em todas as músicas, o que busquei acrescentar foi uma pegada mais pesada, Rock! Às vezes, nós guitarristas focamo-nos demais nos solos e esquecemos que o essencial realmente são as guitarras base. Não compus tanto, mas toquei em todas as faixas e fiz o melhor que pude para dar um ar mais “sujo” e Rock às guitarras. Não me senti mal com o fato de não ter participado de todo o processo de criação. Não preciso escrever uma música para amá-la. Além do mais, o fato é que experimentamos em todas as composições por horas e horas; dos riffs e ritmos na guitarra fretless acompanhando os vocais de Axl em <em>“Chinese Democracy”</em> aos solos de <em>“Shackler&#8217;s Revenge”</em>. Procurei, a todo o momento, solos, ritmos e riffs diferentes para o que já estava escrito.</p>
<p><strong>O <em>“Chinese Democracy”</em> que você ouviu quando entrou para o Guns N&#8217; Roses é muito diferente deste que foi lançado e que todos nós ouvimos? Houve grandes mudanças?<br />
Ron Thal: </strong>As mudanças talvez não tenham sido enormes ou óbvias, mas foram muitíssimo importantes. Ocorreram inúmeras alterações, principalmente na pegada e na sonoridade das músicas. O <em>“Chinese Democracy”</em> que todos ouviram é mais pesado e orientado à guitarra do que o álbum que ouvi inicialmente.</p>
<p><strong>Como admirador que ouve a banda desde <em>“Appetite For Destruction”</em>, qual foi a sua reação ao ouvir as então novas músicas pela primeira vez?<br />
Ron Thal:</strong> Achei fascinante ouvir a maneira como as coisas haviam avançado. Se você prestar atenção ao crescimento do grupo de <em>“Appetite For Destruction”</em> para <em>“Use Your Illusion I”</em> (1991) e <em>“Use Your Illusion II” </em>(1991), e perceber que as músicas estavam ficando mais completas e bem compostas, verá que, com alguns anos mais de tecnologia e músicos diferentes, aquela tendência apenas continuou em <em>“Chinese Democracy”</em>. O álbum tem um som único do início ao fim, das composições à produção.</p>
<p><strong>Considerando-se que o Guns N’ Roses levou dezessete anos para lançar um álbum novo, qual é a sua expectativa em relação a gravar novo material com a banda? Há esperança?<br />
Ron Thal: </strong>Claro! Não posso prever o futuro, mas eu gostaria de escrever algumas coisas com o Guns N’ Roses sim. Em <em>“Abnormal”</em> (2008) (N. do E.: trabalho solo de inéditas de Ron Thal, lançado sob seu famoso cognome Bumblefoot), há uma música chamada <em>“Simple Days”</em> que penso que soaria incrível na voz de Axl Rose. Até cheguei a pensar em mostrá-la para a banda e ver a opinião deles.</p>
<p><strong>Se você saísse do Guns N’ Roses hoje, quais seriam os maiores ensinamentos que levaria consigo?<br />
Ron Thal: </strong>Como compositor, certamente minha grande lição teria a ver com melodia. Mais melodias nas guitarras e nos vocais, sem limites para isso. Como artista no palco, é uma aula de como se entregar totalmente, de forma apaixonada e dedicada. De uma maneira geral, o principal que eu tiraria dessa experiência é a lembrança de que você determina suas próprias regras, deve fazer as suas coisas, e almejar o mais alto que puder. Sabemos de tudo isso, mas o Guns N’ Roses me faz querer superar meus limites, e ser melhor do que fui um dia. Devo isso aos fãs do Guns, a meus colegas de banda e a mim mesmo.</p>
<h2 style="text-align:center;"><span style="color:#993300;">&#8220;(&#8230;) &#8216;<em>Chinese Democracy&#8217;</em> deveria ter sido apresentado ao mundo como o &#8216;<em>A Night At The Opera&#8217;</em> do Guns N’ Roses ou como o &#8216;<em>White Album&#8217;</em>.&#8221;</span></h2>
<p><strong>Você falou do aprendizado que teve como compositor e de não haver limites para as melodias. Uma das críticas mais pesadas em relação a <em>“Chinese Democracy”</em> foi no que diz respeito à suposta megalomonia que teria tomado conta de todo o processo de criação do disco, numa total falta de limites inclusive na produção. Como você vê isso?<br />
Ron Thal: </strong>Em algumas passagens, o disco parece composto como uma orquestra. A produção é muito bem-cuidada. Foram anos de trabalho em cima disso e é inegável que é algo detalhado e bonito. Não há nada errado nisso. Em 1975, o Queen lançou <em>“A Night At The Opera”</em>, uma obra-prima de produção e composição, à época aos boatos de ter sido o álbum mais caro de todos os tempos. <em>“Chinese Democracy”</em> deveria ter sido apresentado ao mundo como o <em>“A Night At The Opera”</em> do Guns N’ Roses ou como o <em>“White Album” </em>(N. do R.: fazendo menção ao álbum dos Beatles de 1968). As pessoas estavam esperando um <em>“Appetite For Destruction II”</em>, e talvez elas precisem de um tempo para se ajustar e escutar algo tão diferente daquilo que esperavam.</p>
<p><strong>Você não acha que o criticismo acerca do álbum vai um pouco além? Digo, não teria isso a ver com toda a novela que cercou o lançamento?<br />
Ron Thal: </strong>Sem dúvida alguma. Há muita história sobre este álbum que pode ser usada pelos críticos. Mudança de formação da banda, atrasos no lançamento, Demos que vazaram. Porém, sinceramente penso que o longo e turbulento caminho percorrido para que este disco fosse lançado é o que faz dele tão único. Nenhum álbum passou por tanta coisa, por toda essa história; a combinação de tudo isso faz de <em>“Chinese Democracy”</em> algo que ninguém testemunhará outra vez no mundo. Em vinte anos, quando a espera por <em>“Chinese Democracy”</em> já for uma coisa do passado, as pessoas ouvirão o álbum com menos pré-julgamentos. Essas são as resenhas que de fato importarão.</p>
<p><strong>Pelo que conversamos, uma coisa clara é que <em>“Chinese Democracy”</em> não é um álbum simples. Acho, inclusive, que ele é pouco acessível. É claro que <em>“Appetite For Destruction”</em> foi uma história totalmente diferente, mas você não acha que teria sido difícil o Guns N’ Roses alcançar o nível de popularidade que alcançou caso tivesse estreado com <em>“Chinese Democracy”</em>?<br />
Ron Thal: </strong>É como comparar o <em>“White Album”</em> e o primeiro álbum dos Beatles. Sendo assim, eu respondo que se os Beatles tivessem estreado com o <em>“White Album”</em> certamente não teriam alcançado a popularidade que alcançaram. Contudo, lançar aquele disco quando eles o lançaram fez do legado deles tudo isso que vemos, mostrando-nos uma banda que experimentou, evoluiu e trouxe sons inesperados para o ouvido das pessoas como nenhum outro grupo o fez.</p>
<p><strong>Quais foram as melhores vivências que você teve com o Guns N’ Roses em turnê?<br />
Ron Thal: </strong>Cara, são tantas experiências boas que tivemos&#8230; Uma das minhas favoritas é a forma como terminamos a turnê em 2007. Eu, Axl Rose e um monte de amigos fomos a um bar que estava fechado para nós. Os donos nos trouxeram alguns equipamentos e instrumentos e tocamos a noite toda músicas do Guns N’ Roses, do AC/DC; apenas nos divertimos até cedo, quando fui para o hotel pegar minhas coisas e voltar para casa. Tocar no Madison Square Garden foi outro momento mágico. Para quem cresceu em Nova York como eu, tocar lá é um sonho. O primeiro show que vi foi lá, do Kiss em 1979, com os membros da formação original usando maquiagem. Jamais me esqueci daquilo e sempre sonhei em estar naquele palco com as grandes luzes dos shows e pirotecnia. Em 2006, realizei esse sonho nos mínimos detalhes com o Guns N’ Roses. Naquele dia, meu solo de guitarra foi o solo de Ace Frehley em <em>“Alive!” </em>(1975) do Kiss. Um tributo aos herois que vi em 1979.</p>
<p><strong> </strong></p>
<div data-shortcode="caption" id="attachment_978" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefoot95.jpg"><img aria-describedby="caption-attachment-978" loading="lazy" data-attachment-id="978" data-permalink="https://solada.wordpress.com/2010/02/23/guns-n-roses-guitarrista-fala-ao-brasil/bumblefoot95/" data-orig-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefoot95.jpg" data-orig-size="300,300" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="bumblefoot95" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Ron Thal e a guitarra &amp;#8220;queijo-suíço&amp;#8221;&lt;/p&gt;
" data-medium-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefoot95.jpg?w=300" data-large-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefoot95.jpg?w=300" class="size-full wp-image-978" title="bumblefoot95" src="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefoot95.jpg?w=510" alt=""   srcset="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefoot95.jpg 300w, https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefoot95.jpg?w=150&amp;h=150 150w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><p id="caption-attachment-978" class="wp-caption-text">Ron Thal e a guitarra &quot;queijo-suíço&quot;</p></div>
<p><strong>O fanatismo dos fãs pelo Guns N’ Roses é algo marcante. Qual foi a maior loucura que você viu um admirador da banda fazer durante todas essas turnês?<br />
Ron Thal:</strong> Olha, foi algo que aconteceu antes de um show na Noruega. Nós nos preparávamos para o show no backstage e de repente ouvimos um estrondo de alguma coisa caindo ou quebrando. O segurança abriu a porta de uma das salas ao lado e deparamo-nos com um cara no chão entre escombros. Ele olhou para nós e disse “Oi”. Ele havia rastejado pelos dutos de ar da casa de espetáculos para chegar ao backstage, e caiu do teto (risos).</p>
<p><strong>Em 2006, logo que você entrou para a banda, houve um incidente entre Axl Rose e um policial sueco, e Axl acabou detido pelas autoridades locais. Você escreveu um longo comunicado explicando que não havia participado do incidente. Como foi aquilo?<br />
Ron Thal: </strong>Nada de incomum para mim. Já vi coisas piores (risos). O fato é que a imprensa local falou que toda a banda havia solicitado a presença de loiras suecas. Isso não ocorreu. Como eu disse à época, não uso drogas, não fico bêbado, e respeito a mulher que está comigo. O problema foi com um guarda sueco e é uma pena eu não ter acompanhado o que ocorreu. Pelo que me disseram, Axl fez pouco. Eu não teria batido nele como Axl fez. Eu o teria comido. Sempre levo molhos bem apimentados nas viagens comigo e certamente eles ficariam ótimos com a perna sueca que eu arrancaria (gargalhadas).</p>
<p><strong>Sexo, drogas e rock ‘n’ roll&#8230; o que é real e o que é obra do imaginário dos fãs em relação a isso em uma banda como o Guns N’ Roses?<br />
Ron Thal: </strong>Pelo que vi, músicos que trabalham e se dedicam realmente tomam conta de si; comem e dormem bem. Não há como resistir aos estresses da vida em turnê se você cai na gandaia toda noite. O <em>“clichê”</em> do <em>“sexo, drogas e rock ‘n’ roll”</em> é para os roadies e para a equipe se divertirem.</p>
<h2 style="text-align:center;"><span style="color:#993300;">&#8220;(&#8230;) Eu vivo com dignidade e respeito e faço tudo o que você falou, logo, sim, sou nerd e com orgulho. (&#8230;)&#8221;</span></h2>
<p><strong>Nos anos oitenta e noventa, o Guns N’ Roses ficou famoso por atitudes explosivas de seus membros, brigas com fãs, policiais, uso de drogas, abuso de álcool, fãs loucas e apaixonadas, groupies, entre outras coisas. Por essas e outras, a banda chegou a ser rotulada e anunciada como<em> “a banda mais perigosa do mundo”</em>. Você não usa drogas, não fica bêbado, respeita e se comunica com os fãs pela Internet e pessoalmente, não trai a namorada, gosta de vídeo-games, tem Blog, vive no computador. O atual guitarrista daquela que um dia foi chamada <em>“a banda mais perigosa do mundo”</em> é aquilo que há algum tempo atrás chamaríamos de nerd?<br />
Ron Thal:</strong> Eu vivo com dignidade e respeito e faço tudo o que você falou, logo, sim, sou nerd e com orgulho. Porém, este é apenas um lado da moeda, e é o que acontece quando lidamos com pessoas decentes. Com o restante, prefiro não comentar. Para mim, viver perigosamente não é usar drogas e ir a festas. Isso é fácil. Perigo real são as coisas das quais não falo.</p>
<p><strong>Ron, duas perguntas antes de finalizarmos. Você tinha uma banda chamada Awol que lançou um EP em 1987, certo? Como você descreveria o som deste grupo?<br />
Ron Thal: </strong>O Awol era a minha banda quando eu tinha dezesseis anos. Fizemos o EP em 1986, em um estúdio no Brooklyn. Não havia espaço nem para respirarmos e eu e o baterista fizemos praticamente tudo em um só ‘take’. Para mim, o Awol é como uma mistura de Manowar, Van Halen e Loudness. Eu escutava muito essas bandas naquela época. Ainda hoje sou um grande fã de Manowar.</p>
<p><strong>Diga-nos uma banda que lhe chamou a atenção recentemente.<br />
Ron Thal: </strong>Muse. Quando ouvi aquele álbum <em>“Absolution”</em> (2003), tive a sensação de estar escutando uma das melhores coisas criadas e produzidas nos últimos tempos. É uma verdadeira obra-prima.</p>
<p><strong>Agradeço-o pela entrevista e peço para que você deixe uma mensagem aos seus fãs no Brasil e nos fale do que aprendeu acerca do que realmente é o Guns N’ Roses.<br />
Ron Thal: </strong>Eu diria que o Guns N’ Roses é uma banda que vive suas próprias regras e tem seu próprio mundo. Uma mensagem? Bem, como sempre digo: cada um leva a vida que quer. Vivam como quiserem, e que se foda o que quer que as pessoas lhe digam que é a maneira certa de fazer as coisas. Estou ansioso para os shows no Brasil. Em breve estaremos aí. A gente se vê! Obrigado por tudo!</p>
<p style="text-align:center;"><a href="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/ronthalanthems.jpg"><img loading="lazy" data-attachment-id="979" data-permalink="https://solada.wordpress.com/2010/02/23/guns-n-roses-guitarrista-fala-ao-brasil/ronthalanthems/" data-orig-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/ronthalanthems.jpg" data-orig-size="300,193" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="ronthalanthems" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/ronthalanthems.jpg?w=300" data-large-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/ronthalanthems.jpg?w=300" class="size-full wp-image-979 aligncenter" title="ronthalanthems" src="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/ronthalanthems.jpg?w=510" alt=""   srcset="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/ronthalanthems.jpg 300w, https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/ronthalanthems.jpg?w=150&amp;h=97 150w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a></p>
<p><strong>Por Thiago Sarkis</strong></p>
<p>Guns N&#8217; Roses: <a href="http://www.gunsnroses.com" target="_blank">www.gunsnroses.com</a><br />
Bumblefoot: <a href="http://www.bumblefoot.com" target="_blank">www.bumblefoot.com</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://solada.wordpress.com/2010/02/23/guns-n-roses-guitarrista-fala-ao-brasil/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>9</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">973</post-id>
		<media:content url="https://0.gravatar.com/avatar/c0b46301171d14e9071470a687ae8e22eb96efda61c7e31f8b8cdd7e946a353c?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">tsarkis</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/gnr.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">gnr</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootlive02.jpg?w=217" medium="image">
			<media:title type="html">bumblefootlive02</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootfretless.jpg?w=225" medium="image">
			<media:title type="html">bumblefootfretless</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefootlive.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">bumblefootlive</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/bumblefoot95.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">bumblefoot95</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/02/ronthalanthems.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">ronthalanthems</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Vovôs do rock</title>
		<link>https://solada.wordpress.com/2009/05/19/vovos-do-rock/</link>
					<comments>https://solada.wordpress.com/2009/05/19/vovos-do-rock/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Thiago Zuma]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2009 23:03:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[ac/dc]]></category>
		<category><![CDATA[Catalunha]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[Isabel Cano]]></category>
		<category><![CDATA[Rock]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://solada.wordpress.com/?p=950</guid>

					<description><![CDATA[Imagine você entrando na casa da sua avó e ao invés de encontrá-la com o tricô na mão e a novela sintonizada na eterna novela das 8 do “canal 5”, você a vê em pé na sala de estar cantando a todo pulmão Highway to Hell, do AC/DC. Surreal? Bom, essa é exatamente a proposta [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-shortcode="caption" id="attachment_947" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><a href="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/05/1239981726051.jpg"><img aria-describedby="caption-attachment-947" loading="lazy" data-attachment-id="947" data-permalink="https://solada.wordpress.com/1239981726051/" data-orig-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/05/1239981726051.jpg" data-orig-size="320,240" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="1239981726051" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Programa do Canal 5, estatal da Catalunha, Espanha, põe &amp;#8220;senhores&amp;#8221; para cantar clássicos do rock&lt;/p&gt;
" data-medium-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/05/1239981726051.jpg?w=300" data-large-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/05/1239981726051.jpg?w=320" class="size-medium wp-image-947" title="1239981726051" src="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/05/1239981726051.jpg?w=300&#038;h=226" alt="Programa do Canal 5, estatal da Catalunha, Espanha, põe &quot;senhores&quot; para cantar clássicos do rock"   srcset="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/05/1239981726051.jpg?w=300 300w, https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/05/1239981726051.jpg?w=210 210w, https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/05/1239981726051.jpg?w=150 150w, https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/05/1239981726051.jpg 320w" sizes="(max-width: 210px) 100vw, 210px" /></a><p id="caption-attachment-947" class="wp-caption-text">Reality show da TV3, estatal da Catalunha, Espanha, põe &quot;senhores&quot; para cantar clássicos do rock</p></div>
<p>Imagine você entrando na casa da sua avó e ao invés de encontrá-la com o tricô na mão e a novela sintonizada na eterna  novela das 8 do “canal 5”, você a vê em pé na sala de estar cantando a todo pulmão <em>Highway to Hell</em>, do AC/DC. Surreal? Bom, essa é exatamente a proposta de “Casal Rock”, da TV estatal da Catalunha.</p>
<p>O programa segue a onda dos reality shows que assolam as tevês de todo o mundo, mas com uma proposta mais prosaica. Ao invés de jovens talentosos tentando ser artistas ou modelos trocado farpas dentro de um apartamento isolado do mundo, a TV 3 coloca no ar 25 velhinhos entre 70 e 90 anos entoando clássicos do rock.</p>
<p><span id="more-950"></span></p>
<p>Mas não pense que eles vencem o reumatismo e as artrites dando uma de headbangers enquanto cantam <em>Angel of Death</em> ou coisas do gênero. As versões que eles cantam são mais “light”, adaptadas às limitações impostas pela idade. Mesmo assim, rende momentos hilariantes.</p>
<div data-shortcode="caption" id="attachment_946" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/05/isabel.jpg"><img aria-describedby="caption-attachment-946" loading="lazy" data-attachment-id="946" data-permalink="https://solada.wordpress.com/isabel/" data-orig-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/05/isabel.jpg" data-orig-size="583,411" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="Isabel" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Isabel Cano achava que Bon Scott cantava como uma mulher gorda e negra&lt;/p&gt;
" data-medium-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/05/isabel.jpg?w=300" data-large-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/05/isabel.jpg?w=510" class="size-medium wp-image-946" title="Isabel" src="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/05/isabel.jpg?w=300&#038;h=211" alt="Isabel Cano achava que Bon Scott cantava como uma mulher gorda e negra"   srcset="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/05/isabel.jpg?w=300 300w, https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/05/isabel.jpg?w=210 210w, https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/05/isabel.jpg?w=420 420w, https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/05/isabel.jpg?w=150 150w" sizes="(max-width: 210px) 100vw, 210px" /></a><p id="caption-attachment-946" class="wp-caption-text">Para Isabel Cano, Bon Scott cantava como uma mulher negra e gorda</p></div>
<p>“Eu não posso cantar como essa mulher”, diz Isabel Cano, uma sevilhana de 75 anos, referindo-se a Bon Scott. Quando a informam que se trata de um homem cantando, ela não consegue conter a surpresa. “Mas imaginava uma mulher negra e gorda cantando!”. Vicenç Calahorra, de 73 anos, explica a Isabel que se trata de uma banda que pinta toda a cara e se vestem com apetrechos estranhas. A esganiçada voz do mitológico vocalista é por ele definida como “um grito de um gato que teve seu rabo pisado”.</p>
<p>As divertidas observações de pessoas que estão tão distantes da visceral música dos australianos não é o único ponto divertido do programa. Os deslizes dos pobres velhinhos com o idioma de Shakespeare também são um show à parte. Além do susto que levam ao descobrir o que significa o título da música. “Imagine eu, uma católica apostólica romana cantando sobre uma estrada que vai ao inferno”, diz Isabel, pouco antes de saber que vai virar a solista do grupo.</p>
<p>Velhinhos cantando Heavy Metal não é nenhuma novidade. Alguém lembra o álbum clássico de Pat Boone de 1996, <em>In a Metal Mood: No More Mr. Nice Guy</em>? Nele, o eterno cantor de rock dos anos 50 e 60 entoa clássicos como <em>Smoke on the Water, Crazy Train</em> e até <em>Holy Diver</em>. Mas assim como os vovôs catalães, em versões adaptadas às limitações da idade.</p>
<p><a href="http://www.tv3.cat/casalrock/videos/programes" target="_blank">Aqui</a> você encontra vídeos dos participantes de Casal Rock, no qual eles cantam, entre outras, <em>I Love Rock and Roll</em>, de Joan Jett. Ah, não disse que essa versão foi traduzida? Pois é, na versão catalã virou “Jo Vull Rock&amp;Roll”. Também não dá para exigir tantos dos coitadinhos, né?</p>
<p>Por: <strong>Flávio H.G. Dagli</strong><strong><br />
</strong>Fotos: divulgação<br />
Website: <a href="http://www.tv3.cat/casalrock" target="_blank">http://www.tv3.cat/casalrock</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://solada.wordpress.com/2009/05/19/vovos-do-rock/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>11</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">950</post-id>
		<media:content url="https://1.gravatar.com/avatar/a0a3f6861faf4e5ac8bcf680918ce4c56a3f7419cb0da857a51f65f5fba1dee0?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">Hal</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/05/1239981726051.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">1239981726051</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/05/isabel.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">Isabel</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Megalomaníaco, Flight 666 não acresce nada</title>
		<link>https://solada.wordpress.com/2009/04/25/megalomaniaco-flight-666-nao-acresce-nada/</link>
					<comments>https://solada.wordpress.com/2009/04/25/megalomaniaco-flight-666-nao-acresce-nada/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Thiago Zuma]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Apr 2009 22:49:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[documentário]]></category>
		<category><![CDATA[Flight 666]]></category>
		<category><![CDATA[iron maiden]]></category>
		<category><![CDATA[sam dunn]]></category>
		<category><![CDATA[scott mcfayden]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://solada.wordpress.com/?p=926</guid>

					<description><![CDATA[Documentário, segundo o Wikipedia¹, é o gênero literáriro que se preocupa com a exploração da realidade. Em Flight 666, Sam Dunn e Scott McFayden se propuseram a mostrar uma turnê grandiosa e curiosa do ícone do heavy metal, Iron Maiden. Durante seis semanas, o grupo inglês percorreria o mundo todo à bordo de seu próprio [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><div data-shortcode="caption" id="attachment_935" style="width: 210px" class="wp-caption alignright"><a href="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/04/iron-maiden-flight-666-21.jpg"><img aria-describedby="caption-attachment-935" loading="lazy" data-attachment-id="935" data-permalink="https://solada.wordpress.com/2009/04/25/megalomaniaco-flight-666-nao-acresce-nada/iron-maiden-flight-666-21/" data-orig-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/04/iron-maiden-flight-666-21.jpg" data-orig-size="200,141" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="iron-maiden-flight-666-21" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Documentário sobre turnê do Iron Maiden traz pouca informação relevante e bastante música do grupo&lt;/p&gt;
" data-medium-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/04/iron-maiden-flight-666-21.jpg?w=200" data-large-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/04/iron-maiden-flight-666-21.jpg?w=200" src="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/04/iron-maiden-flight-666-21.jpg?w=510" alt="Documentário sobre turnê do Iron Maiden traz pouca informação relevante e bastante música do grupo" title="iron-maiden-flight-666-21"   class="size-full wp-image-935" srcset="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/04/iron-maiden-flight-666-21.jpg 200w, https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/04/iron-maiden-flight-666-21.jpg?w=150&amp;h=106 150w" sizes="(max-width: 200px) 100vw, 200px" /></a><p id="caption-attachment-935" class="wp-caption-text">Documentário sobre turnê do Iron Maiden traz pouca informação relevante e bastante música do grupo</p></div>Documentário, segundo o Wikipedia<strong>¹</strong>, é o gênero literáriro que se preocupa com a exploração da realidade. Em <em>Flight 666</em>, Sam Dunn e Scott McFayden se propuseram a mostrar uma turnê grandiosa e curiosa do ícone do heavy metal, Iron Maiden. Durante seis semanas, o grupo inglês percorreria o mundo todo à bordo de seu próprio avião, o Ed Force One, comandado pelo seu vocalista, Bruce Dickinson, também piloto nas horas vagas, realizando 22 shows.</p>
<p>Que se tratava de uma tarefa hercúlea para a banda, não há como negar. Porém, para quem conhece a praxe megalomaníaca do Iron Maiden, mais difícil ainda seria que os realizadores de <em>Headbanger&#8217;s Journey</em> e <em>Global Metal</em> conseguissem fazer do documentário algo mais do que uma simples bajulação à mania de grandeza do empresário Rod Smallwood e seus comandados. E, nessa função, os cineastas falharam bisonhamente.</p>
<p><span id="more-926"></span></p>
<p>Poucas vezes, e insatisfatoriamente, o filme entra nos pormenores da realização de uma turnê tão extravagante. Pense em quaisquer curiosidades acerca de um avião carregando roadies, banda, empresário, equipamentos, apetrechos de palco, tudo isso ao longo dos países tão díspares como Japão e Costa Rica. Quase nenhuma delas foi abordada em <em>Flight 666</em>, quando muito, apenas de forma secundária, sem nunca chamar a atenção – alguém honestamente consegue se lembrar quantas milhas foram percorridas pela banda ao longo da turnê? Não seria mais fácil ter usado algum elemento comparativo, como “n voltas ao mundo” ou “x campos de futebol”?</p>
<p><div data-shortcode="caption" id="attachment_937" style="width: 210px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/04/sum-dunn1.jpg"><img aria-describedby="caption-attachment-937" loading="lazy" data-attachment-id="937" data-permalink="https://solada.wordpress.com/2009/04/25/megalomaniaco-flight-666-nao-acresce-nada/sum-dunn1/" data-orig-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/04/sum-dunn1.jpg" data-orig-size="200,137" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="sum-dunn1" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Sam Dunn e Scott McFayden não repetem bons trabalhos de filmes anteriores&lt;/p&gt;
" data-medium-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/04/sum-dunn1.jpg?w=200" data-large-file="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/04/sum-dunn1.jpg?w=200" src="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/04/sum-dunn1.jpg?w=510" alt="Sam Dunn e Scott McFayden não repetem bons trabalhos de filmes anteriores" title="sum-dunn1"   class="size-full wp-image-937" srcset="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/04/sum-dunn1.jpg 200w, https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/04/sum-dunn1.jpg?w=150&amp;h=103 150w" sizes="(max-width: 200px) 100vw, 200px" /></a><p id="caption-attachment-937" class="wp-caption-text">Sam Dunn e Scott McFayden não repetem bons trabalhos de filmes anteriores</p></div>Por outro lado, somos obrigados a conviver com uma banda que mal consegue agir diante das câmeras. Algumas piadas aparentemente forçadas, discursos dos membros soando ensaiados, autoelogios desnecessários embromam uma ou outra informação relevante, normalmente também destinada a mostrar como o Iron Maiden é sensacional, idolatrado e gigantesco, seja através de relatos dos próprios membros, seja de depoimentos por pessoas consagradas como Tom Morello e Lars<br />
Ulrich.</p>
<p>Como apenas esse cerimonial não é capaz de segurar um filme de quase duas horas no cinema, o documentário se vale de grandes trechos das músicas, algumas quase inteiras, marcando o fraco desenvolvimento de uma narrativa quase inexistente com a evolução cronológica da turnê e a sequência do setlist do show. Nesses momentos no palco, até ensaia algo mais interessante, como mostrar algumas situações de bastidores, mas sempre pouco para satisfazer: por exemplo, em vez de mostrar Bruce vestido correndo para a sua posição no cenário, a questão do figurino não poderia ter sido mais bem explorada? Em vez de flagrar um dos roadies comandando o Eddie-cyborg por controle remoto, toda a montagem e funcionamento do boneco não mereciam uma atenção especial?</p>
<p>Ninguém em sã consciência aguardaria do Iron Maiden um relato de forma tão aberta quanto <em>Some Kind of Monster</em> expõe os podres do Metallica, pois a ideia de <em>Flight 666</em> foi inserir o Iron Maiden no crescente mundo dos filmes de heavy metal. Porém, ficar vendo os membros da banda jogar golfe entre os shows também não acresce quase nada a quem se dispôs a ir ao cinema à meia-noite desejando ver um documentário, não trechos de um show ao vivo complementados por situações dignas de extra mequetrefe de um DVD. Infelizmente, não se esperava algo tão vazio de Sam Dunn e Scott McFayden.</p>
<p>Veja o trailer do filme abaixo:<iframe class="youtube-player" width="510" height="287" src="https://www.youtube.com/embed/8_2h-vdaD68?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-br&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></p>
<p><strong>¹ </strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Document%C3%A1rio" target="_blank">Wikipedia &#8211; Documentário</a></p>
<p>Por <strong>Thiago &#8220;Hal&#8221; Martins</strong><br />
Imagens:<strong>Divulgação</strong></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://solada.wordpress.com/2009/04/25/megalomaniaco-flight-666-nao-acresce-nada/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>14</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">926</post-id>
		<media:content url="https://1.gravatar.com/avatar/a0a3f6861faf4e5ac8bcf680918ce4c56a3f7419cb0da857a51f65f5fba1dee0?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">Hal</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/04/iron-maiden-flight-666-21.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">iron-maiden-flight-666-21</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="https://solada.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/04/sum-dunn1.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">sum-dunn1</media:title>
		</media:content>
	</item>
	</channel>
</rss>
